1 ELUCIDAÇÕES EVANGÉLICAS ANTÔNIO LUIZ SAYÃO

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ÍNDICE
AO LEITOR = Página 12 O AUTOR DA ÓBRA = Página 13 DO ESPÍRITO SAYÃO = Página 17 Apreciação da Imprensa - SOBRE A 1ª EDIÇÃO DESTE LIVRO BIBLIOGRAFIA = Página 19 Orientação Espírita = Página 23 O SÉCULO 20 = Página 26 Prefácio da primeira edição = Página 27 Introdução = Página 28 CAPÍTULO 1 = MATEUS, 1º 1 ao 17. — LUCAS, 3º, 23 ao 28. Genealogia de Jesus (aos olhos dos homens) = Página 35 CAPÍTULO 2 = MATEUS, 1º, 18 ao 25. Aparição do anjo, em sonho, a José. — Geração de Jesus = Página 40 CAPÍTULO 3 = LUCAS, 1º, 1 ao 25. Evangelhos. — Aparição do anjo a Zacarias. — Predição do nascimento de João. Mudez de Zacarias. = Página 41 CAPÍTULO 4 = LUCAS, 1º, 26 ao 80. Anunciação. — Visita de Maria a Isabel. — Cântico de Maria. — Cântico de Zacarias = Página 46 CAPÍTULO 5 = LUCAS, 2º, 1 ao 7. Concepção e gravidez de Maria, por obra de Espírito Santo. — Aparição de Jesus na Terra = Página 49 CAPÍTULO 6 = LUCAS, 2º, 21 ao 40. Circuncisão. — Purificação. — Cântico de Simeão. —Ana profetisa = Página 52 CAPÍTULO 7 = LUCAS, 2º, 8 ao 20. — MATEUS, 2º, 1 ao 12. Os pastores. — Adoração dos Magos = Página 55 CAPÍTULO 8 = MATEUS, 2º, 13 ao 23. Fuga para o Egito. — Degolação dos inocentes. — Regresso do Egito = Página 58 CAPÍTULO 9 = LUCAS, 2º, 41 ao 52. Jesus no templo entre os doutores = Página 60 CAPÍTULO 10 = MATEUS, 3º, 1 ao 17. — MARCOS, 1º, 1 ao 11. — LUCAS, 3º, 1 ao 18 e 21 ao 22. Prédica de João Batista. — Batismo. — Espírito Santo. — Anjos da guarda. — Batismo de Jesus = Página 63 CAPÍTULO 11 = MATEUS, 4º, 1 ao 11. — MARCOS, 1º, 12 ao 13. — LUCAS, 4º, 1 ao 13. Jejum e tentação de Jesus = Página 69 CAPÍTULO 12 = MATEUS, 4º, 12 ao 17. — MARCOS, 1º, 14 ao 15. — LUCAS, 4º, 14 ao 5. Notícia do encarceramento de João. — Retirada de Jesus para a Galiléia. — Pregações. Estada em Cafarnaum = Página 73 CAPÍTULO 13 = LUCAS, 4º, 16 ao 21. Vinda de Jesus a Nazaré. — Leitura da profecia de Isaías = Página 74 CAPÍTULO 14 = LUCAS, 4º, 22 ao 30. Jesus designado pôr “filho de José”. — Sua resposta. — Levado ao cume do monte para ser dali atirado, Ele desaparece dentre as mãos dos homens = Página 75 CAPÍTULO 15 = MATEUS, 4º, 18 ao 22. — MARCOS, 1º, 16 ao 20. — LUCAS, 5º, 1 ao 11. Vocação de Pedro, André, Tiago e João. — Pesca chamada milagrosa = Página 76 CAPÍTULO 16 = MATEUS, 4º, 23 ao 25. — MARCOS, 1º, 21 ao 28; e 3º, 7 ao 12. — LUCAS, 4º, 31 ao 37. Predição de Jesus. — Sua fama. — Curas físicas e morais chamadas “milagres” = Página 78

3 CAPÍTULO 17 = MATEUS, 5º, 1 ao 12. — LUCAS, 4º, 20 ao 26. Sermão da montanha = Página 82 CAPÍTULO 18 = MATEUS, 5º, 13 ao 16. — MARCOS, 9º, 49; e 4º, 21 23. — LUCAS, 14º, 34 ao 35; e 8º, 16 ao 17; e 11º, 33 ao 36. Sal e luz da Terra. — Lâmpada. — Nada oculto que não venha a ser manifesto e nada secreto que não venha a ser conhecido e a tornar-se público = Página 84 CAPÍTULO 19 = MATEUS, 5º, 17 ao 19. — LUCAS, 16º, 17. Jesus não veio destruir a lei, mas cumpri-la = Página 87 CAPÍTULO 20 = MATEUS, 5º, 20 ao 26. — LUCAS, 12º, 54 ao 59. Justiça abundante. — Palavra injuriosa. Reconciliação = Página 88 CAPÍTULO 21 = LUCAS, 13º, 1 ao 5. Fazer penitência = Página 90 CAPÍTULO 22 = LUCAS, 13º, 6 ao 9. Parábola da figueira estéril = Página 94 CAPÍTULO 23 = LUCAS, 13º, 10 ao 13. Mulher doente, curvada = Página 95 CAPÍTULO 24 = LUCAS, 13º, 14 ao 17. O dia de sábado. — Culto do sábado = Página 96 CAPÍTULO 25 = MATEUS, 5º, 27 ao 30. Adultério no coração. Extirpação de todos os maus pensamentos = Página 97 CAPÍTULO 26 = MATEUS, 5º, 31 ao 37. — LUCAS, 16º, 18. Casamento. — Juramento = Página 98 CAPÍTULO 27 = MATEUS, 5º, 38 ao 42. — LUCAS, 6º, 29 ao 30. Paciência. — Abnegação, caridade moral e material = Página 100 CAPÍTULO 28 = MATEUS, 5º, 43 ao 48. — LUCAS, 6º, 27 ao 28 e 32 ao 36. Amar os inimigos. — Amor e caridade para com todos. — Via da perfeição = Página 102 CAPÍTULO 29 = MATEUS, 6º, 1 ao 4. Humildade e desinteresse. — Segredo na prática das boas obras = Página 103 CAPÍTULO 30 = MATEUS, 6º, 5 ao 15. — LUCAS, 11º, 14. Prece. — O Pai Nosso = Página 104 CAPÍTULO 31 = MATEUS, 6º, 16 ao 18. Jejum = Página 108 CAPÍTULO 32 = MATEUS, 6º, 19 ao 23. — LUCAS, 12º, 32 ao 34. Desprendimento das coisas terrenas. — Não procureis sendo o que, pela caridade, vos aproxima de Deus. Coração puro, único e verdadeiro tesouro = Página 109 CAPÍTULO 33 = LUCAS, 12º, 13 ao 21. A avareza. — Rico exclusivamente preocupado com as coisas da Terra. — Rico em Deus = Página 111 CAPÍTULO 34 = MATEUS, 6º, 24 ao 34. — LUCAS, 16º, 13 ao 15; e 12º, 22 ao 31. Servir a Deus e não a Mamon. — Nada de preocupação exclusiva com as coisas materiais. — Confiar em Deus, procurando os caminhos que levam a Ele = Página 112 CAPÍTULO 35 = LUCAS, 16º, 19 ao 31. Parábola do mau rico e do pobre paciente e resignado = Página 115 CAPÍTULO 36 = MATEUS, 7º, 1 ao 7. — MARCOS, 4º, 24. — LUCAS, 6º, 37 ao 38, e 41 ao 42. Não julgar os outros. — O argueiro e a trave. — Não dar aos cães as coisas santas = Página 117 CAPÍTULO 37 = MATEUS, 7º, 7 ao 11. — LUCAS, 11º, 5 ao 13. A prece. — Pedi e se vos dará. — Buscai e achareis. Batei e se vos abrirá = Página 118 CAPÍTULO 38 = MATEUS, 7º, 12. — LUCAS, 6º, 31. Justiça. — Amor e Caridade = Página 120 CAPÍTULO 39 = MATEUS, 7º, 13 ao 14. Porta estreita que conduz à vida = Página 121

4 CAPÍTULO 40 = LUCAS, 13º, 23 ao 30. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita = Página 123 CAPÍTULO 41 = MATEUS, 7º, 15 ao 20. — LUCAS, 6º, 43 ao 45. Falsos profetas. — Frutos da mesma natureza que a árvore = Página 125 CAPÍTULO 42 = MATEUS, 7º, 21 ao 29. — LUCAS, 6º, 46 ao 49. Deus julga pelas obras = Página 127 CAPÍTULO 43 = MATEUS, 8º, 1 ao 4. — MARCOS, 1º, 40 ao 45 — LUCAS, 5º, 12 ao 16. O leproso = Página 129 CAPÍTULO 44 = MATEUS, 8º, 5 ao 13. — LUCAS, 7º, 1 ao 10. O centurião = Página 131 CAPÍTULO 45 = LUCAS, 7º, 11 ao 17. O filho da viúva de Naim = Página 134 CAPÍTULO 46 = MATEUS, 8º, 14 ao 17. — MARCOS, 1º, 29 ao 34 — LUCAS, 4º, 38 ao 41. Cura da sogra de Pedro. — Enfermidades curadas = Página 135 CAPÍTULO 47 = MARCOS, 1º, 35 ao 39. — LUCAS, 4º, 42 ao 44. Retirada para o deserto. — Prece. — Pregação = Página 137 CAPÍTULO 48 = MATEUS, 8º, 18 ao 22. — LUCAS, 9º, 57 ao 62. Seguir a Jesus. — Deixar que os mortos enterrem seus mortos. — Não olhar para trás = Página 138 CAPÍTULO 49 = MATEUS, 8º, 23 ao 27. — MARCOS, 4º, 35 ao 40 — LUCAS, 8º, 22 ao 25. Tempestade aplacada = Página 140 CAPÍTULO 50 = MATEUS, 8º, 28 ao 34. — MARCOS, 5º, 1 ao 20. — LUCAS, 8º, 26 ao 40. Legião de maus Espíritos expulsos. — Libertação dos subjugados. — Porcos precipitados no mar = Página 142 CAPÍTULO 51 = MATEUS, 9º, 1 ao 8. — MARCOS, 2º, 1 ao 12. — LUCAS, 5º, 17 ao 26. Paralítico = Página 145 CAPÍTULO 52 = MATEUS, 9º, 9 ao 13. — MARCOS, 2º, 13 ao 17. — LUCAS, 5º, 27 ao 32. Vocação de Mateus = Página 148 CAPÍTULO 53 = MATEUS, 9º, 14 ao 17. — MARCOS, 2º, 18 ao 22. — LUCAS, 5º, 33 ao 39. Jejum. — Pano novo. — Odres velhos. — Vinho novo. — Vinho velho = Página 150 CAPÍTULO 54 = MATEUS, 9º, 18 ao 26. — MARCOS, 5º, 21 ao 43. — LUCAS, 8º, 41 ao 56. A filha de Jairo. — A hemorroíssa = Página 152 CAPÍTULO 55 = MATEUS, 9º, 27 ao 31. Cegos curados = Página 155 CAPÍTULO 56 = MATEUS, 9º, 32 ao 34. — LUCAS, 11º, 14 ao 20. Possesso mudo. — Blasfêmia dos fariseus = Página 156 CAPÍTULO 57 = MATEUS, 9º, 35 ao 38. Ovelhas sem pastor. — Seara. — Trabalhadores = Página 157 CAPÍTULO 58 = MATEUS, 10º, 2 ao 4. — MARCOS, 3º, 13 ao 14, e 16 ao 19. — LUCAS, 6º, 12 ao 16. Nomes dos apóstolos. — Suas vocações = Página 158 CAPÍTULO 59 = LUCAS, 6º, 17 ao 19. Descida do monte. — Curas = Página 159 CAPÍTULO 60 = MATEUS, 10º, 1 e 5 ao 15. — MARCOS, 3º, 15. e 6º, 7 ao 13. — LUCAS, 9º, 1 ao 6. Missão, poder, pobreza e pregação dos apóstolos. Instruções que lhes foram dadas = Página 160 CAPÍTULO 61 = MATEUS, 10º, 16 ao 22. — LUCAS, 12º, 11 ao 12. Prudência. — Simplicidade. — Desassombro diante dos homens. — Assistência e concurso do Espírito Santo = Página 163 CAPÍTULO 62 = MATEUS, 10º, 23 ao 27. — LUCAS, 12º, 1 ao 3 e 6º, 39 ao 40. Fugir às perseguições. — Imitar a Jesus. — Predição da revelação nova. —

5 Fermento dos fariseus. — A hipocrisia; nada oculto a Deus. — Cego conduzindo outro cego = Página 165 CAPÍTULO 63 = MATEUS, 10º, 28 ao 31. — LUCAS, 12º, 4 ao 7. Só temer a Deus, sem cuja vontade nada sucede = Página 168 CAPÍTULO 64 = MATEUS, 10º, 32 ao 36. — LUCAS, 12º, 8 ao 9 e 49 ao 53. Jesus veio trazer fogo à Terra. — Não veio trazer a paz e sim o gládio, a divisão, a fim de que chegue a ser conhecido e até que o seja = Página 170 CAPÍTULO 65 = MATEUS, 10º, 37 ao 39. — LUCAS, 14º, 25 ao 27. Amor da família. — Cumprimento do dever acima de todas as coisas. — Paciência e resignação nas provações terrenas = Página 172 CAPÍTULO 66 = LUCAS, 14º, 28 ao 33. Examinar antes de obrar. — Não parar na estrada do progresso. — Não dar apreço aos bens materiais, senão como meio de fazer caridade = Página 174 CAPÍTULO 67 = MATEUS, 10º, 40 ao 42 e 11º, 1. Aquele que cumpre a lei de amor e de caridade terá sua recompensa = Página 175 CAPÍTULO 68 = LUCAS, 10º, 1 ao 12 e 16. Missão e instruções dadas aos setenta e dois discípulos = Página 176 CAPÍTULO 69 = LUCAS, 10º, 17 ao 20. Regresso dos setenta e dois discípulos. — Seus nomes escritos nos céus = Página 178 CAPÍTULO 70 = MATEUS, 11º, 2 ao 6. — LUCAS, 7º, 18 ao 23. Discípulos de João mandados por este a Jesus = Página 179 CAPÍTULO 71 = MATEUS, 11º, 7 ao 15. — LUCAS, 7º, 24 ao 30 e 16º, 16. João, precursor, e Jesus. — Pedra fundamental do edifício da regeneração. — Missão nova e futura de João = Página 180 CAPÍTULO 72 = MATEUS, 11º, 16 ao 19. — LUCAS, 7º, 31 ao 35. João e Jesus incompreendidos pelos Hebreus, João e Jesus compreendidos hoje pelos que são os filhos do Senhor = Página 183 CAPÍTULO 73 = LUCAS, 7º, 36 ao 50. Pecadora que banha de lágrimas os pés de Jesus e os enxuga com seus cabelos, derramando bálsamo sobre eles = Página 185 CAPÍTULO 74 = MATEUS, 11º, 20 ao 24. LUCAS, 10º, 13 ao 15. Cidades impenitentes = Página 188 CAPÍTULO 75 = MATEUS, 11º, 25 ao 27. LUCAS, 10º, 21 ao 22. CEGOS, tidos entre os homens por SÁBIOS e PRUDENTES. ESCLARECIDOS, que os homens consideram como OBSCUROS = Página 190 CAPÍTULO 76 = MATEUS, 11º, 28 ao 30. Jugo suave e fardo leve = Página 192 CAPÍTULO 77 = MATEUS, 12º, 1 ao 8. — MARCOS, 2º, 23 ao 28. LUCAS, 6º, 1 ao 5. O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. — Deus, sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis, lhes faculta o arrependimento e a reparação = Página 193 CAPÍTULO 78 = MATEUS, 12º, 9 ao 14. — MARCOS, 3º, 1 ao 6. — LUCAS, 6º, 6 ao 11. Cura de uma mão paralítica, em dia de sábado = Página 195 CAPÍTULO 79 = MATEUS, 12º, 15 ao 21. Missão do Messias. — Seus poderes. — Vias de purificação sempre abertas aos Espíritos culpados, que, como todos os outros, têm que chegar ao fim = Página 197 CAPÍTULO 80 = MATEUS, 12º, 22 ao 28. — MARCOS, 3º, 20 ao 26. Subjugado. — Cego e mudo por efeito da subjugação. Blasfêmias dos fariseus. — Reino dividido = Página 199 CAPÍTULO 81 = MATEUS, 12º, 29 ao 37. — MARCOS, 3º, 27 ao 30. —

6 LUCAS, 11º, 21 ao 23; e 12º, 10. O forte armado. — Pecado remido. — Blasfêmia contra o Espírito Santo. — Tesouro do coração. — Palavra Ímpia. — Quem não está com Jesus está contra ele. — Pelo fruto é que se conhece a árvore = Página 201 CAPÍTULO 82 = MATEUS, 12º, 38 ao 42. — LUCAS, 11º, 29 ao 32. Prodígio pedido pelos fariseus. — Resposta de Jesus. — Prodígio de Jonas. — Ninivitas. Rainha do Meio-dia = Página 204 CAPÍTULO 83 = MATEUS, 12º, 43 ao 45. — LUCAS, 11º, 24 ao 28. Dever, que tem o homem, de resistir aos maus instintos, às más paixões. — Resposta de Jesus ao que, do meio do povo, lhe disse uma mulher = Página 207 CAPÍTULO 84 = MATEUS, 12º, 46 ao 50. — MARCOS, 3º, 31 ao 35. — LUCAS, 8º, 19 ao 21. O irmão, a irmã e a mãe de Jesus são os que fazem a vontade de seu pai, ouvindo a palavra de Deus e pondo-a em prática = Página 209 CAPÍTULO 85 = MATEUS, 13º, 1 ao 23. — MARCOS, 4º, 1 ao 20, e 25. — LUCAS, 8º, 1 ao 15, e 18; e 10º, 23 ao 24. Parábola do semeador. — Explicação dessa parábola = Página 210 CAPÍTULO 86 = MATEUS, 13º, 24 ao 30. Parábola do joio semeado entre o trigo = Página 213 CAPÍTULO 87 = MATEUS, 13º, 31 ao 35. — MARCOS, 4º, 26 ao 34. — LUCAS, 13º, 18 ao 22. Grão de mostarda. — Fermento da massa. — Semente lançada à terra = Página 215 CAPÍTULO 88 = MATEUS, 13º, 36 ao 43. Explicação da parábola do joio = Página 217 CAPÍTULO 89 = MATEUS, 13º, 44 ao 52. Tesouro oculto. — Pérola de alto preço. — Parábola da rede lançada ao mar = Página 219 CAPÍTULO 90 = MATEUS, 13º, 53 ao 58. — MARCOS, 6º, 1 ao 6. Nenhum profeta é desestimado sendo no seu país, na sua casa e entre seus parentes = Página 220 CAPÍTULO 91 = MATEUS, 14º, 1 ao 12. — MARCOS, 6º, 14 ao 29. — LUCAS, 3º, 19 ao 20 e 9º, 7 ao 9. Morte de João Batista. — palavras que, ditas com relação a Jesus, confirmam a crença dos Hebreus na reencarnação = Página 221 CAPÍTULO 92 = MATEUS, 14º, 13 ao 22. — MARCOS, 6º, 30 ao 45. — LUCAS, 9º, 10 ao 17. Multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes = Página 223 CAPÍTULO 93 = MATEUS, 14º, 23 ao 33. — MARCOS, 6º, 46 ao 52. Jesus e Pedro caminham por sobre o mar = Página 226 CAPÍTULO 94 = MATEUS, 14º, 34 ao 36. — MARCOS, 6º, 53 ao 56. Curas operadas pelo contacto com as vestes de Jesus = Página 228 CAPÍTULO 95 = MATEUS, 15º, 1 ao 20. — MARCOS, 7º, 1 ao 23. Mãos não lavadas. — Tradições humanas. — Escândalo a desprezar. — Guias cegos. — Verdadeira impureza. — O que vem do coração é que suja o homem, que o torna impuro = Página 229 CAPÍTULO 96 = MATEUS, 15º, 21 ao 28. — MARCOS, 7º, 24 ao 30. A mulher cananeana = Página 232 CAPÍTULO 97 = MARCOS, 7º, 31 ao 37. Cura de um surdo-mudo = Página 234 CAPÍTULO 98 = MATEUS, 15º, 29 ao 39. — MARCOS, 8º, 1 ao 10. Multidão de doentes curados. — Multiplicação de sete pães = Página 235

7 CAPÍTULO 99 = MATEUS, 16º, 1 ao 4. — MARCOS, 8º, 11 ao 13. Recusa do prodígio pedido pelos Fariseus e Saduceus = Página 236 CAPÍTULO 100 = MATEUS, 16º, 5 ao 12. — MARCOS, 8º, 14 ao 21. Fermento dos Fariseus e dos Saduceus = Página 237 CAPÍTULO 101 = MARCOS, 8º, 22 ao 26. Cura de um cego = Página 239 CAPÍTULO 102 = MATEUS, 16º, 13 ao 20. — MARCOS, 8º, 27 ao 30. — LUCAS, 9º, 18 ao 21. Palavras de Jesus confirmativas da reencarnação. — Alusão de relações mediúnicas que podem existir entre os homens e as potências espirituais. — Missão de Pedro na igreja do Cristo. — Verdadeira confissão = Página 242 CAPÍTULO 103 = MATEUS, 16º, 21 ao 23. — MARCOS, 8º, 31 ao 33. — LUCAS, 9º, 22. Predição. — Palavras de Pedro. — Resposta de Jesus = Página 246 CAPÍTULO 104 = MATEUS, 16º, 24 ao 28. — MARCOS, 8º, 34 ao 39. — LUCAS, 9º, 23 ao 27. Meios e condições sem os quais não se pode ver na Terra o reino de Deus, em todo o seu poder = Página 249 CAPÍTULO 105 = MATEUS, 17º, 1 ao 9. — MARCOS, 9º, 1 ao 9. — LUCAS, 9º, 28 ao 36. Transfiguração de Jesus no Tabor. — Aparição de Elias e de Moisés. — Nuvem que cobriu os discípulos —Voz que saiu dessa nuvem e palavras que proferiu = Página 251 CAPÍTULO 106 = MATEUS, 17º, 10 ao 13. — MARCOS, 9º, 10 ao 12. O Espírito de Elias reencarnado na pessoa de João, o Precursor, filho de Zacarias e de Isabel = Página 254 CAPÍTULO 107 = MATEUS, 17º, 14 ao 20. — MARCOS, 9º, 13 ao 29. — LUCAS, 9º, 37 ao 43 e 17º, 5 ao 6. Lunático. — Fé onipotente. — Prece e jejum = Página 256 CAPÍTULO 108 = MATEUS, 17º, 21 ao 22. — MARCOS, 9º, 30 ao 31. — LUCAS, 9º, 44 ao 45. Predição, por Jesus, da sua morte e ressurreição = Página 259 CAPÍTULO 109 = MATEUS, 17º, 23 ao 26. Jesus paga o tributo = Página 260 CAPÍTULO 110 = MATEUS, 18º, 1 ao 5. — MARCOS, 9º, 32 ao 40. — LUCAS, 9º, 46 ao 50. Lição de caridade e de amor, de amparo ao fraco, de fé, confiança, humildade e simplicidade = Página 261 CAPÍTULO 111 = LUCAS, 9º, 51 ao 56. Palavras de Tiago e João. — Resposta de Jesus = Página 263 CAPÍTULO 112 = MATEUS, 18º, 6 ao 11. — MARCOS, 9º, 42 ao 50. — LUCAS, 17º, 1 ao 2. Evitar o escândalo. — É necessário que se dêem escândalos, é impossível que não se dêem. Mas, ai do homem que cause o escândalo = Página 264 CAPÍTULO 113 = MATEUS, 18º, 12 ao 14. — LUCAS, 15º, 1 ao 10. Ovelha desgarrada. — Dracma perdida = Página 266 CAPÍTULO 114 = LUCAS, 15º, 11 ao 32. Parábola do filho pródigo = Página 268 CAPÍTULO 115 = LUCAS, 16º, 1 ao 12. Parábola do mordomo infiel = Página 270 CAPÍTULO 116 = MATEUS, 18º, 15 ao 17. — LUCAS, 17º, 3 ao 4. Palavras de Jesus relativas ao perdão e ao esquecimento das injúrias e das ofensas = Página 272 CAPÍTULO 117 = LUCAS, 17º, 7 ao 10. Cumprimento do dever com humildade e desinteresse, com o sentimento de amor e gratidão ao Criador = Página 273

8 CAPÍTULO 118 = LUCAS, 17º, 11 ao 19. Os dez leprosos = Página 274 CAPÍTULO 119 = LUCAS, 17º, 20 ao 24. O reino de Deus está dentro de nós = Página 276 CAPÍTULO 120 = LUCAS, 17º, 25 ao 37. Sinais precursores da segunda vinda de Jesus = Página 278 CAPÍTULO 121 = MATEUS, 18º, 18 ao 20. Poder de ligar e desligar dado por Jesus aos apóstolos. Sua presença onde duas ou três pessoas se acharem reunidas em seu nome = Página 281 CAPÍTULO 122 = MATEUS, 18º, 21 ao 35. Perdão das injúrias e ofensas. — Parábola dos dez mil talentos = Página 285 CAPÍTULO 123 = MATEUS, 19º, 1 ao 9. — MARCOS, 10º, 1 ao 9. Divórcio. — Casamento = Página 286 CAPÍTULO 124 = MARCOS, 10º, 10 ao 12. — MATEUS, 19º, 10 ao 12. Respostas de Jesus relativas às condições do casamento. Dos eunucos por diversos motivos = Página 289 CAPÍTULO 125 = MATEUS, 19º, 13 ao 15. — MARCOS, 10º, 13 ao 16. — LUCAS, 18º, 15 ao 17. A humildade, fonte de todas as virtudes, de todos os progressos, caminho único que leva à perfeição = Página 291 CAPÍTULO 126 = LUCAS, 18º, 1 ao 8. Parábola da viúva e do mau juiz = Página 292 CAPÍTULO 127 = LUCAS, 18º, 9 ao 14. Fariseu e publicano = Página 293 CAPÍTULO 128 = MATEUS, 19º, 16 ao 26. — MARCOS, 10º, 17 ao 27. — LUCAS, 18º, 18 ao 27. Parábola do mancebo rico = Página 294 CAPÍTULO 129 = MATEUS, 19º, 27 ao 30. — MARCOS, 10º, 28 ao 31. — LUCAS, 18º, 28 ao 30. Resposta de Jesus a Pedro. — Os doze tronos. — As doze Tribos de Israel. — Apostolado. — Amor purificado. — Humildade e perseverança na senda do progresso = Página 297 CAPÍTULO 130 = MATEUS, 20º, 1 ao 16. Parábola da vinha e dos trabalhadores da primeira e da última hora = Página 299 CAPÍTULO 131 = MATEUS, 20º, 17 ao 19. — MARCOS, 10º, 32 ao 34. — LUCAS, 18º, 31 ao 34. Predição do sacrifício do Gólgota = Página 301 CAPÍTULO 132 = MATEUS, 20º, 20 ao 28. — MARCOS, 10º, 35 ao 45. Filhos de Zebedeu. — A humildade e o devotamento para com todos são a fonte e o meio único de toda elevação. — Nunca alimentar no coração a inveja. — Seguir o exemplo de Jesus e fazer esforços por andar nas suas pegadas = Página 302 CAPÍTULO 133 = LUCAS, 19º, 1 ao 10. Conversão de Zaqueu = Página 304 CAPÍTULO 134 = MATEUS, 20º, 29 ao 34. — MARCOS, 10º, 46 ao 52. — LUCAS, 18º, 35 ao 43. Cura dos cegos de Jericó = Página 305 CAPÍTULO 135 = MATEUS, 21º, 1 ao 17. — MARCOS, 11º, 1 ao 11, e 15 ao 19. — LUCAS, 19º, 28 ao 48 Entrada de Jesus em Jerusalém. — Mercadores expulsos do templo. — A casa do Senhor é casa de oração e não, pelo tráfico, um covil de ladrões Predição da ruína de Jerusalém = Página 307 CAPÍTULO 136 = MATEUS, 21º, 18 ao 22. — MARCOS, 11º, 12 ao 14; e 20 ao 26. Parábola da figueira que secou = Página 312 CAPÍTULO 137 = MATEUS, 21º, 23 ao 32. — MARCOS, 11º, 27 ao 33. — LUCAS, 20º, 1 ao 8. Resposta de Jesus aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciães do povo. — Parábola dos dois filhos = Página 314 CAPÍTULO 138 = MATEUS, 21º, 33 ao 41. — MARCOS, 12º, 1 ao 9. — LUCAS, 20º, 9 ao 16. Parábola da vinha e dos vinhateiros = Página 316

9 CAPÍTULO 139 = MATEUS, 21º, 42 ao 46. — MARCOS, 12º, 10 ao 12. — LUCAS, 20º, 17 ao 19. Continuação da parábola da vinha e dos vinhateiros. Jesus pedra angular = Página 319 CAPÍTULO 140 = LUCAS, 14º, 1 ao 6. Cura de um hidrópico, em dia de sábado, na casa de um dos principais fariseus = Página 321 CAPÍTULO 141 = LUCAS, 14º, 7 ao 11. Ocupar o último lugar. — Humildade = Página 322 CAPÍTULO 142 = LUCAS, 14º, 12 ao 15. Convidar os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — Desinteresse = Página 323 CAPÍTULO 143 = MATEUS, 22º, 1 ao 14. — LUCAS, 14º, 16 ao 24. Parábola das bodas e dos convidados que se excusam = Página 324 CAPÍTULO 144 = MATEUS, 22º, 15 ao 22. — MARCOS, 12º, 13 ao 17. — LUCAS, 20º, 20 ao 26. Deus e César = Página 326 CAPÍTULO 145 = MATEUS, 22º, 23 ao 33. — MARCOS, 12º, 18 ao 27. — LUCAS, 20º, 27 ao 40. Saduceus. — Ressurreição. — Imortalidade da alma. — Sua sobrevivência ao corpo. — Sua individualidade após a morte = Página 328 CAPÍTULO 146 = MATEUS, 22º, 34 ao 40. — MARCOS, 12º, 28 ao 34. — LUCAS, 10º, 25 ao 28. Amor de Deus e do próximo = Página 331 CAPÍTULO 147 = LUCAS, 10º, 29 ao 37. Parábola do Samaritano = Página 333 CAPÍTULO 148 = LUCAS, 10º, 38 ao 43. Jesus em casa de Marta. — Ninguém deve preocupar-se demasiado com as necessidades do corpo. — Dever de se aliarem os cuidados do corpo aos que o Espírito reclama. — O alimento espiritual jamais se deteriora = Página 334 CAPÍTULO 149 = MATEUS, 22º, 41 ao 46. — MARCOS, 12º, 35 ao 37. — LUCAS, 20º, 41 ao 44. O Cristo, Senhor de David = Página 335 CAPÍTULO 150 = MATEUS, 23º, 1 ao 7. — MARCOS, 12º, 38 ao 40. — LUCAS, 20º, 45 ao 47. Orgulho e hipocrisia dos escribas e dos fariseus. Ouvilos, mas, não os imitais = Página 336 CAPÍTULO 151 = MATEUS, 23º, 8 ao 12. Nenhum homem deve desejar ou aceitar o título ou o apelido de mestre. — Deus, único pai. — O Cristo, único doutor, único mestre. — Os homens, irmãos todos = Página 337 CAPÍTULO 152 = MATEUS, 23º, 13 ao 22. Escribas e fariseus hipócritas = Página 338 CAPÍTULO 153 = MATEUS, 23º, 23 ao 39. — LUCAS, 11º, 37 ao 54 e 13º, 31 ao 35. Doutores hipócritas que têm o coração viciado e enganam os homens pelos atos exteriores, que os afastam da luz e da verdade = Página 339 CAPÍTULO 154 = MARCOS, 12º, 41 ao 44. — LUCAS, 21º, 1 ao 4. O óbolo da viúva = Página 342 CAPÍTULO 155 = MATEUS, 24º, 1 ao 14. — MARCOS, 13º, 1 ao 13. — LUCAS, 21º, 5 ao 19. Resposta de Jesus à pergunta que lhe fizeram os discípulos acerca do seu advento e do fim do mundo, bem como sobre os sinais prenunciadores de uma e outra coisa. — Guerras. — Sedições. — Pestes. — Fomes. — Falsos profetas. — Afrouxamento da caridade. — Perseguições. — Assistência do Espírito Santo. — Língua e sabedoria dadas por Deus. — Paciência. — Perseverança = Página 343 CAPÍTULO 156 = MATEUS, 24º, 15 ao 22. — MARCOS, 13º, 14 ao 20. — LUCAS, 21º, 20 ao 24. Abominação da desolação no lugar santo. — Males extremos. — Cerco de Jerusalém = Página 346 CAPÍTULO 157 = MATEUS, 24º, 23 ao 28. — MARCOS, 13º, 21 ao 23. Falsos

O homem deve estar sempre alerta.10 Cristos. — Predição da era nova do Cristianismo do Cristo. — MARCOS. — LUCAS. 26º. 14 ao 19. Orgulho. — LUCAS. — LUCAS. 40 ao 44. 12º. — Espíritos haverá que. ativa e continuamente. — MARCOS. 10 ao 16. 14º. — LUCAS. — Servo inútil. 22º. 31 ao 46. 28 ao 31. 41 ao 46. 24º. 31 ao 35. 36 ao 39. as coisas por ele preditas para a depuração e a transformação do planeta e da Humanidade terrenos. 12º. 27 ao 31. encarnados ao tempo em que Jesus falava. 21º. Predição dos acontecimentos de ordem física e de ordem moral que precederão o advento de Jesus em todo o seu esplendor espiritual e predição desse advento = Página 349 CAPÍTULO 159 = MATEUS. — Estar pronto a receber a Jesus pôr ocasião da sua segunda vinda = Página 358 CAPÍTULO 166 = MATEUS. Depuração pela separação do joio e do trigo. — MARCOS. 21º. 22º. 29 ao 31. 1 ao 13. 14 ao 23. Parábola da figueira. Pacto de traição feito por Judas Iscariotes com os príncipes dos sacerdotes. verão. 24º. 14º. 32 ao 42. 26º. Parábola das virgens loucas e das virgens prudentes = Página 357 CAPÍTULO 165 = LUCAS. — Predição da negação de Pedro = Página 373 CAPÍTULO 173 = MATEUS. 24 ao 27. — Palavras muitas vezes repetidas por Jesus com referência à separação do joio e do trigo = Página 354 CAPÍTULO 162 = MATEUS. 22º. — Interditos = Página 372 CAPÍTULO 172 = MATEUS. 14º. apresentada sob a figura emblemática de um juízo final = Página 361 CAPÍTULO 168 = MATEUS. — Falsos profetas = Página 348 CAPÍTULO 158 = MATEUS. 34 ao 38. 24º. 32 ao 35. da era espírita. 24º. 19. 26º. 26º. 21º. — LUCAS. — Parábola dos dez marcos = Página 359 CAPÍTULO 167 = MATEUS. 26º. mas deve estar sempre pronto a comparecer diante do Senhor e a se tornar digno de evitar tudo quanto há de suceder. 25º. 25. 13º. A culpabilidade e a responsabilidade do Espírito são proporcionais aos meios postos a seu alcance para se instruir e à luz que recebeu = Página 356 CAPÍTULO 164 = MATEUS. 25 ao 28. 24º. 13º. — Lugar escolhido para a Páscoa = Página 366 CAPÍTULO 170 = MATEUS. 25º. 17 ao 26. 32 ao 37. 35 ao 38 Vigiar. 14º. 29 ao 33. 45 ao 51. — Ambição. 36 ao 46. 13º. — Dominação. 12º. — LUCAS. — Jesus prediz a traição de Judas = Página 369 CAPÍTULO 171 = LUCAS. — MARCOS. — O homem não pode nem deve procurar devassar os segredos do futuro. 12º. Ceia pascal. 11 ao 27 Parábola dos talentos. pela sua purificação e seu progresso = Página 353 CAPÍTULO 161 = MATEUS. — MARCOS. — LUCAS. 22º. — MARCOS. Desconhecida é a hora em que se darão os acontecimentos preditos para depuração e transformação da Terra e da Humanidade terrena. — . 14º. 31 ao 38. reencarnados na Terra. 1 ao 9. 39 ao 40. — A Terra passará. — LUCAS. trabalhando desde já. 20 ao 30. Perfume derramado sobre a cabeça de Jesus = Página 363 CAPÍTULO 169 = MATEUS. Predições de Jesus. Parábola do servo fiel e prudente e do mau servo = Página 355 CAPÍTULO 163 = LUCAS. 1 ao 13. 24 ao 30. mas as palavras de Jesus não passarão = Página 351 CAPÍTULO 160 = MATEUS. 14 ao 30. 1 ao 13. — LUCAS. 47 ao 48. — MARCOS. — MARCOS.

— Tremor de terra. 1 ao 12. 15º. 27º. — Simão de Cirene o ajuda a carregar a cruz. 44 e 46. 43 ao 52. — Palavras por Ele ditas como ENSINAMENTO e EXEMPLO = Página 392 CAPÍTULO 182 = MATEUS. — LUCAS. 32 ao 34. 62 ao 66. — LUCAS. Beijo de Judas. — Lugar do seu suicídio e da sua sepultura = Página 385 CAPÍTULO 178 = MATEUS. — MARCOS. 47 ao 56. — Aparição dos mortos. 27º. — MARCOS. 66 ao 72. 26º. — LUCAS. Rasga-se o véu do templo. — Palavras do centurião = Página 399 CAPÍTULO 186 = MATEUS. 26º. Crucificação de Jesus e dos dois ladrões. 1 ao 10. 22 ao 28. 15º. 53 ao 65. 23º. — LUCAS. — Jesus é entregue para ser crucificado = Página 386 CAPÍTULO 179 = MATEUS. 22º. 20 ao 21. 51 ao 56. 27º. 54 ao 55 e 63 ao 71. 27º. 35 ao 37. 23º. 19º. reconhecerem que deviam pôr de lado a divindade que as interpretações humanas lhe teriam atribuído = Página 375 CAPÍTULO 174 = MATEUS. Jesus diante de Pilatos. 27º. 42 ao 47. — Aparição do anjo com um duplo fim: convencer os homens de que era aparente a condição humana que eles consideravam em Jesus e na qual haviam de acreditar enquanto durasse a sua missão terrena e acreditariam. Jesus levado à presença do sumo sacerdote. 1 ao 25. — MARCOS. — Insultos = Página 394 CAPÍTULO 183 = MATEUS. 56 ao 62. objetivando o progresso do Espírito. — LUCAS. José de Arimatéia desce da cruz o corpo e o deposita no sepulcro = Página 401 CAPÍTULO 187 = MATEUS. Jesus conduzido ao lugar do suplicio. 15º.11 LUCAS. — Ultrajes. — Obscurecimento do Sol. 39 ao 46. 39 ao 43. e 38. 18º. 15º. até ao advento do Espírito. — Insultos = Página 389 CAPÍTULO 180 = MATEUS. 15º. — Fuga dos discípulos = Página 378 CAPÍTULO 175 = MATEUS. 50 ao 56. Negação de Pedro = Página 383 CAPÍTULO 177 = MATEUS. 23º. Blasfêmias. 23º. 14º. Flagelação. 23º. — LUCAS. 32. 22º. 47 ao 53. — MARCOS. — LUCAS. 27º. 57 ao 61. — ELE ENSINA Os homens a morrer. 15º. 15º. na época desse advento. 27 ao 30. 15º. 14º. — MARCOS. 16 ao 19. e prepará-los para. e 47 ao 49. — Um dos que acompanhavam a Jesus corta a orelha a um dos do séquito do sumo sacerdote e Jesus a cura. — Palavras e ensinamentos dirigidos aos discípulos. 45. — MARCOS. 26 ao 32. — LUCAS. ao que é chamado o bom ladrão = Página 395 CAPÍTULO 184 = MATEUS. 22º. Morte de Jesus. 45 ao 50. 11 ao 26. no entender dos homens = Página 397 CAPÍTULO 185 = MATEUS. 22º. — LUCAS. 27º. 39 ao 43. 44. 23º. — Zombarias. 27º. Os príncipes dos sacerdotes e os fariseus chumbam a pedra que fechava a entrada do sepulcro. — Palavras que dirige às mulheres que o lamentavam e pranteavam = Página 390 CAPÍTULO 181 = MATEUS. 14 ao 24. — LUCAS. 33 ao 37. 27º. — Coroa de espinhos. — MARCOS. Jesus no horto de Getsemani. — MARCOS. — MARCOS. 29 ao 32. 38 ao 41. 23º. depois de lhes haver ensinado a viver. Palavras que Jesus dirigiu a um dos dois ladrões. — MARCOS. — JOÃO. — Jesus ultrajado e tido por merecedor de condenação à morte = Página 381 CAPÍTULO 176 = MATEUS. 57 ao 68. — JOÃO. 33 ao 38. Arrependimento e morte de Judas. Guardas são aí . 27º. — MARCOS. 27º. — LUCAS. 15º. sob o véu da letra. 14º. 69 ao 75. 26º. 1 ao 15. 23º. 31 ao 32. — MARCOS.

Aparição de Jesus aos apóstolos = Página 411 CAPÍTULO 191 = MATEUS. 28º. 24º. do que se passara. 16º. Volta de Jesus à natureza espiritual que lhe era própria. volta essa chamada: ascensão. — Narrativa que os guardas fazem. 15 ao 20. nas regiões etéreas. Visita de Maria Madalena e das outras mulheres ao sepulcro. 36 ao 49. aos príncipes dos sacerdotes. 20º. — Aparição dos anjos às mulheres. 19 ao 30. 1 ao 18. — MARCOS. — LUCAS. que se explicam e completam umas pelas outras = Página 413 . 24º. 1 ao 11. — Narrativa que estas fazem aos discípulos. Pedro e João. 13 ao 35. — Concordância estabelecida a esse respeito entre as narrações evangélicas. 28º. à vista do que elas contam. — LUCAS. — LUCAS. estando com eles à mesa. 14. 16º. 12 ao 13. lhes desaparece das vistas = Página 409 CAPÍTULO 190 = MARCOS. 24º. — LUCAS. — Aparição de Jesus a Maria e às outras mulheres. 16º. 1 ao 15. 16º. 24.12 postados = Página 403 CAPÍTULO 188 = MATEUS. 50 ao 53. Estes subornam os guardas. — MARCOS. 16 ao 20. Novas e sucessivas aparições aos discípulos. — A pedra que lhe fechava a entrada é encontrada com os selos partidos e derribada. 20º. — JOÃO. visitam o sepulcro = Página 404 CAPÍTULO 189 = MARCOS. 1 ao 12. — Jesus. — JOÃO. Aparição de Jesus aos dois discípulos que iam para a aldeia de Emaús.

adotado e completado por Jesus. de harmonia com a santa Doutrina de Jesus. Finalmente. o livro inspirado de Deus. pelo Consolador.13 AO LEITOR O desejo de concorrer de alguma sorte para a propagação dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. A importância que advém. as quais explanam e esclarecem muitos pontos desses estudos. dogmas e ‘mistérios por uma profunda convicção da verdade e exeqüibilidade dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. para a compreensão. cujo conjunto oferece os meios ao alcance de todas as inteligências. Tais as razões que nos levam à publicação deste livro. que retira todas as explicações e ensinamentos trazidos até hoje aos homens. como particularmente a cada crente em seu gabinete. que constituem a Bíblia. aos Profetas e às Escrituras. para o estudo dos Evangelhos. das referências à Lei. . a aspiração de oferecermos um livro. para facilitar esse estudo divino aos Grupos em geral. O proveito. foram concedidas ao nosso Grupo. na sua verdadeira e pura concepção. dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. sob o título: “Elucidações Evangélicas». em substituir o fanatismo dos milagres. A confirmação pelas revelações que. Maio — 1902. em espírito e verdade. posteriormente à publicação da primeira edição do “Livro dos Estudos dos Evangelhos”. para chegar-se ao conhecimento da moral verdadeiramente cristã. para a Humanidade. o nosso Bendito Pastor.

quem foi esse cultivador da Seara Divina que. Para que assim seja. depois dele e dos seus preclaros companheiros.” Pois bem: é bendizendo-lhe o nome que os que. de amor fraternal e de admiração. o pseudônimo de Bezerra de Menezes. “Ismael”. em cuja direção o sucedeu. indo juntar-se à coorte dos Espíritos luminosos. no primeiro número do “Reformador” distribuído após a desencarnação do venerando autor das ‘Elucidações”. bendirão o teu nome. justo é que a Federação. legitima e sincera. com a obra que lhe foi por ele ofertada. do Grupo “Ismael”. seu Guia: “Ela tem em si o bastante para assegurar. os brindou com uma jóia de súbito valor. aos que cuidam seriamente das coisas divinas. diga aos que a vão tomar para base de suas meditações sobre o Evangelho e que abraçaram o Espiritismo quando já aquele não mais pertencia ao rol dos “mortos” sepultados na carne. Deixas na Terra um pouco da luz que recebeste do céu e os homens do futuro. a personalidade daquele que a concebeu e executou. se sentem na obrigação gratíssima de dar a conhecer. Efetivamente. outra edição das “Elucidações Evangélicas”. agora. um dos seus fiéis companheiros de apostolado.14 O AUTOR DA ÓBRA Dias depois de haver entoado. que dilata os seios dalma para o bem e para a luz. bebendo ensinamentos nos teus esforços e produzindo também alguma coisa de útil aos seus irmãos. esse outro componente do núcleo de corações homogêneos a que se referiu Frei José dos Mártires. desferiu o vôo para as regiões serenas da bem-aventurança. em cujas fileiras já tinham ingressado Bittencourt Sampaio. sob o pseudônimo de que usava. a Instituição que muitíssimo lhes deve do que foi. como ele. à atual geração de espíritas. reproduzimos aqui o que. (*) Eis o que. Bezerra de Menezes e outros que com ele formaram o primitivo Grupo. numa efusão. Não será. a 31 de março de 1903. assumiram a tarefa de dirigir neste plano. pujante e belo núcleo de valorosos apóstolos da Revelação Nova. num preito de reconhecimento e saudade. seu grande amigo também. humilde e abnegado servo do Senhor. em que a alma desse crente fervoroso. a existência de um núcleo de corações homogêneos. que nenhum o conseguiria. o seu canto de cisne. coração tão grande como o seu Pedro Richard. é como a classificam estas palavras com que a sagrou o Espírito Frei José dos Mártires. membro. apontando-lhes o meio de construírem o edifício da fé. porem. publicou Pedro Richard. que procuram sincera-mente orientar seus irmãos. disse do Irmão exemplar que. por ocasião da sua ressurreição para a vida real. então sob a sua direção. que invocava. mas sobre a rocha inamovível da verdadeira crença. caridosos e bons. como o fez. sempre ardoroso na fé. sob a égide de seus Espíritos. legando-lhes esta obra. do que é e do que será. Ao fazer. deixou traços indeléveis da superioridade que a distinguia. nenhum deles quem o fará. não sobre a areia movediça das paixões desencontradas. o saudoso autor da presente obra. alma afim com a sua. ora a ele reunido na falange dos veros servidores de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos verdadeiros dirigentes da Federação. assim. fora o porta-estandarte da pequenina milícia humana do Anjo Ismael: . o de “Discípulo de Max”. publicando-a.

Maia de Lacerda. Pois. se bem que imperfeito. É preciso que a família espírita conheça a vida dos seus irmãos. Bezerra de Menezes. * Tracemos um bosquejo. além das exigências a que todo instante nos obriga uma sociedade. que. pujante e forte. hão de procurar imitá-los. E não é lícito pôr em dúvida a sua salvação.. A vida de um justo é sempre um exemplo a seguir-se. de sofrimentos necessários e sempre merecidos. é a riqueza a prova mais perigosa e o compromisso mais sério que pode um Espírito tomar. porque perseverou até ao fim. abandonando o casulo grosseiro da matéria. surge. e cheio da misericórdia que às mancheias derrama o nosso Divino Mestre sobre todos os seus discípulos. pelos embaraços cruéis que lhe opõem os dois grandes inimigos da alma: o orgulho e a vaidade. Notemos bem: a dificuldade e nunca a impossibilidade. Bem se vê que esta luminosa sentença não pode comportar a tradução servil que as letras lhe emprestam. mas surge o Espírito em toda a plenitude da vida. à custa de lutas encarniçadas contra os arrastamentos da matéria e preconceitos sociais. que. porém. Antônio Luiz Sayão pediu ao nosso Criador a maior e a mais perigosa das provas que pode um Espírito pedir: a riqueza material. de fracos se fizeram fortes. que para esta existência trouxe a prova da riqueza. a propósito do mancebo rico que o consultou sobre o que necessitava fazer para salvar-se. assim estimulados. para que sirvam de lição à família espírita. hoje é Sayão que. notadamente pelo desprendimento dos bens terrestres. a fim de que exemplos tão salutares possam ser aproveitados pelos nossos Espíritos. soube Sayão desempenhar-se brilhantemente do compromisso que tomou. É. é um tropo empregado por Jesus para significar à Humanidade a dificuldade com que tem de lutar um Espírito. que desapareceu o homem e que. em busca da Grande Luz. que lhe fossem proporcionados pela riqueza adquirida. como a nossa. da sua passagem pela . podemos falar abertamente dos seus feitos. Agora. Ontem era Bittencourt Sampaio. pelos exemplos de toda ordem. comprometendo-se. de pequenos fazem-se grandes. tendo em toda a sua vida uma única preocupação: servir ao nosso Bom Senhor. para pregar a doutrina de Jesus. a singrar o espaço infinito. dourada borboleta. graças ao nosso Pai. meus irmãos. Tomba o corpo. já não pode ser atingido pelo orgulho e a vaidade. Disse o Divino Mestre aos seus discípulos. etc. portanto. a adquiri-la à custa de muito trabalho e a fazer-se espírita. sem crença e sem moral! Para se avaliar a grandeza da prova pedida por Sayão. e salvou-se. basta que nos lembremos das palavras de Jesus aos seus apóstolos.15 Mais um trabalhador da santa cultura de Nosso Senhor Jesus Cristo cai na arena. depois de aconselhar o moço: “Mais depressa passa um camelo pelo fundo de uma agulha. que nesta peregrinação souberam cumprir o seu dever de verdadeiros cristãos. para se salvar. do que se salva um rico”. será salvo”. de fato. porque disse o Divino Pastor: “Aquele que perseverar até ao fim.

Tomou para seu companheiro e mestre o seu colega Bittencourt Sampaio. nos tempos ignominiosos da escravidão. se fez espírita. Mas de uma vez teve Sayão de pôr em prova a sua humildade. Seu vestuário sempre foi sério. Quem desconhece o que é a vida de um estudante pobre. nem um vintém no bolso! Enquanto os colegas se divertem nos teatros. que naqueles tempos souberam fazer renome. qual seja a defesa dos criminosos. generosos e bons. Feita a aliança espiritual entre os dois servos do Senhor. sua alimentação sólida. que então era ilustrada pelos vultos eminentes de Busch Varela. Que o digam os Moisés. tiveram que lutar heroicamente contra as traiçoeiras ciladas que lhes armavam a todo o instante os Espíritos das trevas. pois eram tratados pelo “Senhor” como irmãos e amigos e se constituíram membros da sua família. poupando e guardando as parcas economias que lhe sobravam das suas restritas necessidades materiais. enfrentando com tais competidores. ou pelas sugestões do fausto e da orgia. ou pede ao sono reparador o descanso de que necessita o seu corpo depauperado de forças nas lutas do dia. melhor soube encaminhá-lo com seus conselhos diários e ampará-lo com a sua ascendência moral. conseguiu fazer fortuna. os Celestinos e as Joanas. na Academia de São Paulo. ora mais largos. como sabe ser a mocidade acadêmica. cujos filhos eram . contra os preconceitos sociais-religiosos. parca e sóbria. que. da tribuna do Júri. que aqui na Terra tão bem soube orientá-lo e. mais ou menos. ele estuda à luz do lampião da sala da república. que nem livros tem para estudar.16 Terra. e que é obrigado a comer e a pagar a moradia à sua custa? E o que veste e o que calça? Pobrezinho! usa a roupa e o calçado. formou-se em Direito e veio para esta capital exercer a sua profissão e dela escolheu a parte mais simpática e mais sã. aliado ao desejo de bem servir ao Senhor. era o céu dos desgraçados que tinham pedido a prova de ser escravos. dos seus companheiros de república. jamais se deixou ficar na retaguarda e fez-se notável advogado. Nele se acolhiam. Vencendo todas as dificuldades. A luta foi encarniçada e tantos foram os estratagemas de que usaram os inimigos do espaço. que acabava de abraçar e. simples e decente. para de escravizados ficarem livres. Em 1878. ora um tanto apertados. Ferreira Viana e outros luminares da jurisprudência. Trabalhador incansável e extremamente econômico. que narrá-los é impossível. jamais se deixou atingir pelo orgulho e a vaidade. no espaço. Nem uma vela para estudar à noite. Talento modesto. para romper o laço que ligava esses dois Espíritos aqui na Terra. têm-no em geral em alta consideração. depois que para lá foi. Sayão. não compatíveis com os Evangelhos de Jesus. Teve então de travar luta titânica contra as suas tendências católico-romanas. com o intuito perverso de separá-los. para evitar que se quebrasse um só dos elos da cadeia que o prendia ao seu mestre e amigo. Seu lar. bailes e serenatas. que naqueles tempos pareciam insuperáveis. sobre tudo. Antônio Luiz Sayão encarnou em um centro muito pobre e só à custa de muitos sacrifícios materiais conseguiu formar-se em Direito.

ditados pelo Espírito Bittencourt e publicados por Sayão. muitas lágrimas custou ao pobre do Sayão. Foi tempestuosa e. Ele pressentiu o termo da sua jornada sobre a Terra poucos dias antes da sua partida para as regiões espirituais. Jamais irmão algum que lhe pediu pão. Foi quando desencarnou o bom Bittencourt Sampaio. livro que tantos e tão relevantes serviços tem prestado aos que se entregam ao estudo da Doutrina Espírita. Ele usurário! ele que repartia prodigamente com os necessitados os seus haveres! Mas. Os seus atos de caridade são inúmeros. o tratava de usurário. por isso. ocioso. dirigido espiritualmente pelo anjo Ismael e materialmente por ele. quando o Grupo sucessivas ente recebeu os livros “Jesus Perante a Cristandade” e “De Jesus para as Crianças”. ao entrar. numa das ruas desta Capital. A sua vida espírita foi cheia de episódios e lutas impossíveis de se descreverem num modestíssimo escrito de jornal. Pela modéstia do seu viver e porque não se imiscuía nas lutas egoísticas dos homens. que denominou “Estudos Evangélicos”. O que se passou na primeira fase desse Grupo está minuciosamente descrito no seu livro inicial. Citá-los éimpossível. Foi então quando resolveram fazer. pela sua seguinte previsão: Tendo-se esgotado a edição dos “Estudos Evangélicos”. procurou ver quem era e pôde então lobrigar a cabeça do velho Sayão. Sayão. a fim de concertarem a respeito do destino que deveriam tomar. esforçar-me-ei por contar alguns. porque seguia o preceito evangélico: “a mão direita não deve ver o que dá a esquerda”. Apenas me limitarei a contar um. Sayão era um usurário. viu. a sociedade. Bem fizeste. Bastava saber onde estava a miséria. intitulado “Trabalhos Espíritas”. Cristo e Caridade” até o dia em que uma divergência determinou a saída dos mesmos que não se deixaram arrastar pelo orgulho da ciência. e enriqueceu-o com muitas e . A segunda fase foi mais calma e deu-lhe ensejo a que publicasse o seu segundo livro. levar a uma pobre enferma os recursos mediúnicos que reclamava o seu estado de saúde. ei-lo: Uma vez em que o médium Guimarães foi a um miserável quarto de certa casa. e iniciou o “Do Calvário ao Apocalipse”. ele os reeditou com o título “Elucidações Evangélicas”. amigo! Bem soubeste fazer! A sua bolsa sempre esteve aberta à verdadeira necessidade. Desde essa data entrou o Grupo na sua terceira fase. no dia 6 de junho de 1880. lhe solicitou abrigo. que ali fora repartir com a desgraçada a moeda material e levar-lhe ao mesmo tempo o conforto espiritual que com tanta dedicação soube haurir nos Evangelhos. descrevê-los. instigado pela curiosidade. que não foi para Sayão tão tempestuosa quanto a primeira. para que Sayão corresse pressuroso a ampará-la. uma reunião em sua casa. ou. e o resultado foi a fundação do “Grupo dos Humildes”. que alguém se ocultara atrás da porta. passou fome ou se viu privado de teto. mas que se caracterizoú pela luta que ele teve de sustentar com os Espíritos das trevas. leitor. regularmente conhecido por “Grupo Sayão”.17 por ele acalentados e muitas vezes nos seus próprios braços entregavam o Espírito ao Criador. que não o compreendia. Isto vos posso afirmar. Contudo. Sayão e Bittencourt Sampaio pertenceram à Sociedade “Deus.

disse-lhe ele: “Este é o último canto do cisne”. não se queixava jamais. . Se a sua vida foi um exemplo perene. balbuciando uma Ave Maria. Assim vivem e assim desencarnam os verdadeiros discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo. também.18 belíssimas Comunicações recebidas no Grupo. digno de ser por nós outros imitado. ao contrário. muita luz de intenso clarão. página 53. se acusava grandes sofrimentos. Desencarnou como um justo. Esse livro saiu do prelo o mês passado. que vieram trazer aos diversos pontos evangélicos. apresentando um exemplar a um confrade. dizia sempre que se fizesse a vontade de Deus! O seu desprendimento foi calmo e mesmo sem contrações. por ele estudados. E o foi. (‘) Ver. deixava o fardo pesado da matéria e voava para a verdadeira pátria. Dias depois. onde foi receber do nosso Divino Mestre o prêmio de tanta luta e tantos sacrifícios sofridos sem revolta nem queixume. “Reformador” de 1953. Durante a enfermidade que o acometeu. de fato. a sua desencarnação não o é menos. e. DISCÍPULO DE MAX.

embora seja grande o respeito que mereçam de seus irmãos. melhor apropriada do que a atual. portanto. demonstra à evidência que as palavras do Meigo Nazareno não encontraram guarida nos sentimentos. que feitas se acham uma e outra. Ora. Há lágrimas por toda parte. por suas rebeldias contra as leis morais. nem a do Espírito ainda adstrito à atmosfera do presídio que lhe foi destinado para resgate de suas dívidas. procuram o remanso da paz. imensa é a bibliografia evangélica. A cada dia o seu labor. para que largamente se espalhe mais um compêndio. Foi preciso que o tempo colaborasse grandemente nessa obra. se tornassem. De apresentação ou recomendação não precisa ele. nem os suplícios infligidos aos discípulos fiéis. que respira os ares impuros da matéria. todo esse desvario. as almas sofredoras. Muito antes mesmo que Jesus baixasse à Terra para o desempenho da sua excelsa missão de amor. podem invocar-se a escudá-lo.19 DO ESPÍRITO SAYÃO Irmão e amigo. que procuraram secundar-lhe a obra de amor e de redenção. A obra está conseguintemente apadrinhada por si mesma. profetas em grande número apregoaram o reino de Deus. Nem a autoridade do homem. Mas. para que as criaturas desviadas do seu destino. diante da majestade de Jesus Cristo. Há também revoltas sem conta. Fetichistas da matéria. capazes de atentar no roteiro que a ele conduz. há dúvidas e desesperanças nas almas e inúmeros são os lares onde já falta o pão para alimento do corpo. quando imperava a ignorância. Desceu o Cristo ao mundo e consumou-se a tragédia do Gólgota. porque. empreenderam. mas por atalhos perigosos e funestos. após vinte séculos de Cristianismo. para se ilustrarem nas letras sagradas. Para tal efeito. se constituíam verdadeiros flagelos para a Humanidade daqueles tempos. os Espíritos relegados ao presídio terreno começam agora a sentir os rigores do ferro em brasa. em todas as línguas. indicando-lhes o caminho da felicidade. nulifica-se toda e qualquer autoridade. No passado. como este. nem o martírio do Justo. alguns pesquisadores ávidos de se fortalecerem na fé cristã. sem que a desvalia do meu nome lhe empreste importância alguma. sobre a obscuridade da letra dos textos derramaram esses fiéis e devotados servos de Nosso Senhor Jesus Cristo a luz dos seus comentários dentro do espírito que a Humanidade do presente já pode suportar. que ela se desdobrasse em séculos de tormentosas jornadas. pela autoridade superior dos textos que lhe servem de base aos comentários. recrudescimento de paixões e ameaças de crimes horripilantes. aqui tens as duas palavras que me pediste: Vastíssima. os Espíritos do Senhor. a fim de que levassem avante o empreendimento. conseguiram modificar os sentimentos humanos. Fruto do labor que alguns estudantes do livro da vida. que é o do reino de Deus. dos verdadeiros ensinos cristãos. que é o seio do Criador e Pai. concitando à penitência os povos que. quais abnegados Cireneus. Órfãs da essência evangélica. relativamente pequena era a responsabilidade dos homens pelos seus . sem luz e sem freio. aclimados nas regiões onde satisfazem aos seus apetites inferiores. imolado às paixões dos que Ele viera salvar. ela é também um testemunho da ajuda que lhes dispensaram. Nenhuma época.

. tornaram imensas as responsabilidades desta geração. se o pusermos. Reduzo. Por ele. é que eu lhe augure amplíssima difusão. para a escalada gloriosa do futuro. com conhecimentos puramente espirituais. as misericordiosas dádivas concedidas pelo Criador às suas criaturas. pois. tuas manifestações do Consolador que o seu Filho bem-amado prometera. a sua finalidade máxima é formar o patrimônio moral da Humanidade. O Evangelho é o livro do coração. aumenta a criatura o seu patrimônio intelectual. assim. Lido superficialmente. Para as dores agudas da época que passa. nenhum melhor bálsamo do que este livro. visto que muito mais refulgente luz a esclarece. consola o desconforto dos aflitos. toda a colaboração que dei a este trabalho a duas palavras de incitamento que dirijo aos meus irmãos.20 desvairamentos. SAYÃO Outubro de 1932. Entretanto. que oferecem alimento são às almas. cura as feridas do sentimento. Justo. as conquistas da Ciência. Possam as suas páginas despertar nas consciências cristãs o desejo sincero de exemplificar os ensinos que elas contêm e de praticar as obras de que dão testemunho. o efeito que produzirá a sua não diferirá do que produz a de obras com que o homem procura encher os lazeres da vida. é certo. porém. da inteligência. sem a atenção que reclamam as leituras edificantes. gradativamente propiciada aos filhos de Deus. de anteriores peregrínações terrenas. se esgotará de vez. versículo a versículo. porque dele se evola a essência da verdade divina. porque destila o amor de Jesus Cristo. se fizermos dele o nosso confessor. limpando-nos os sentimentos da escória das paixões que constituem a razão de ser do sofrimento. no coração. À evolução. ao ser ele publicado pela segunda vez. decerto o fel que aí guardamos.

sem prover de remédio ao mal. a par e à medida que os olhos da alma humana adquirem maior capacidade para suportá-la. que daí resultava. todas as negações. nos 19 séculos do cristianismo. dando mais viva luz para que seja ele entendido. condíção para chegarmos. quer moral. segundo a lei manifestada desde os primeiros tempos. no conhecimento das verdades eternas. mas em espírito e verdade. que sentiam fome e sede do pão alvo da caridade divina e daquela água de que falou Jesus à samaritana. Antônio Luiz Sayão acaba de dar à luz um livro que destoa de quase todos os que têm sido publicados entre nós. a nova revelação que.BIBLIOGRAFIA O Ilustrado Dr. nova revelação que veio mudar a forma ao Evangelho. ao termo da jornada: a mística Sião. como poucos desafia a atenção dos que procuram. mais esclarecida. na essência de seus puríssimos ensinamentos. e. levando uns para a descrença e outros para a negação. não mais sob o véu da letra. para a vida e para as vidas: mas o sagrado código. reveste-se do especialíssimo caráter de uma eterna variedade na forma que o acomoda a todas as idades. O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é o código de toda a sabedoria de que se pode revestir a humana criatura. que dá luz para enfiar a vista pelos horizontes Intérminos do futuro do nosso ser. em seu amor e sua misericórdia Infinitos. a todos os progressos da Humanidade. É um livro que. pela beleza da forma. O Pai de Infinito amor não podia ver este desequilíbrio. tem realizado. . donde a confusão que domina os Espíritos. como já o permite o progresso realizado da Humanidade. era de esperar maior grau de intensidade daquela luz espargida sobre a Terra. nela e por ela. é um fato palpável. dando às verdades do Evangelho um caráter mais amplo. Não é um brilhante repertório de coisas mais ou menos Interessantes que. ofereceu. A razão humana. cisma e materialismo ateístico. que aplaina os caminhos da humana regeneração.21 APRECIAÇÃO DA IMPRENSA . realizou-se. como o exigia o atraso humano. E o que a sublime lei prometia veio. resultante da ordem natural das coisas. como o transmitia e transmite a Igreja Romana. já não podia conformar-se com o ensino divino. A uma luz que cresce em intensidade. tão amplo como o pode reclamar a razão do nosso tempo. o homem. que se avolumara desproporcionalmente. abraçados com a verdade e com o bem. quer intelectual. E o livro de Sayão é dos que oferecem essa alimentação que dê forças para vencer as intempéries da vida. todos os cismas.SOBRE A 1ª EDIÇÃO DESTE LIVRO . imenso pálio sob o qual se podem agasalhar. O molde já era muito estreito para poder conter a razão. por sua contextura elevada e útil. O Espiritismo. e por obra do Cristianismo. baixou como esmola do Pai aos filhos. a mais pura e sã alimentação de seu Espírito. que. Ora. dê testemunho da erudição do autor e sirva de agradável passatempo aos que só se preocupam com as grandezas mundanas. fez baixar. imutável em sua essência. dado sob o véu da letra. pobres peregrinos do Infinito. que somos. Não. tão assinalado progresso. obra do Mestre divino. sobre a Humanidade retalhada pela descrença e pela dúvida.

pois. Sayão como normas a seguir no nosso Grupo? — Um discípulo. claros e preciosos conhecimentos das verdades. tuas. Como se desdobram em claridades. colherá aí. Ele colocou a luz bem alto. entre nós. agora interpretado em espírito e verdade. Só não a verão os que estiverem de assento nas trevas e dormirem com a cabeça voltada para o Ocidente.22 E esse pálio divino foi o próprio Evangelho. de 19 de fevereiro de 1897. que assumistes uma tal autoridade. que é monumental. legado ao mundo pelo divino Mestre. felicita a Humanidade. ao magno esforço dos dois atletas da Revelação Espírita. sempre sob a dos Altos Espíritos. dos conceitos. Bem se vê que o consultante é realmente um incipiente. ao Evangelho de João. e. é segura orientação para os que entretém Grupos Espíritas. com os seus estudos dos Evangelhos. entretanto. nestas circunstãncias. relevareis que vos peçamos um conselho: podemos tomar os dois livros publicados pelo Dr. Marcos e Lucas. na medida da compreensão do homem presente. — A nossa incipiência tem encontrado sempre conforto na Vossa palavra inspirada e respeitada mesmo pelos ortodoxos da fé. dir-lhe-emos. sobre toda a doutrina cristã. Nenhum saiu dos limites traçados a Roustaing. desde. levantaram-se. a vossa opinião. é ter a chave dos pensamentos daquele divino Espírito. procuravam compreender os altos conceitos do Livro de salvação! Ler o novo livro é ter em breves linhas a chave das palavras. por explicações lúcidas e concisas dos textos evangélicos. O livro de Sayão é um valioso mimo feito à Humanidade que se souber aproveitá-lo. por corresponder à sua confiança. que a geração moderna pode suportar. que esclarece todas as coisas! Altíssima é a missão dos que foram escolhidos para fazerem na Terra a obra de Deus: a divulgação do Evangelho segundo a luz do Espiritismo. segundo corrigido e aumentado em certos pontos. e dentre aqueles missionários espalhados por toda a Terra. como é mister àquela luz. felicita os espíritas. O “Reformador” felicita o autor. Bem haja o ilustrado doutor. até hoje veladas. Aquele limitou seu trabalho. com toda a . antes do Espiritismo. à luz do Espiritismo.) ESPIRITISMO ESTUDOS FILOSÓFICOS Na “Gazeta de Notícias” de 22 do corrente mês lemos o seguinte (*): “Meu caro Max. as obscuridades que confundiam os que. (“Reformador”. Este ergueu seu monumento sobre os de Mateus. pois que eleva nossa individualidade a umas alturas que estamos muito longe de atingir. cujos horizontes se estendem. pelo bem que proporcionou aos que anseiam por se abraçarem com a verdade. das parábolas de Jesus. Seus trabalhos podem ser ditos: perfeito resumo da Interpretação dos Evangelhos em espírito e verdade. e António Luiz Sayão. sem que a embaraCe a vossa reconhecida modéstia. Um completa o outro e ambos dão luz. quer um quer outro. que entram pelos olhos da alma. Bittencourt Sampaio. com a sua Divina Epopéia. substituIram a longa e difusa explanação daquele autor. pelo aparecimento de mais um astro de luz no horizonte da Terra. do livro da vida e das vidas.

pois. mas o autor. só apanhou o que estes deram — e estes só deram o que era compatível com a compreensão atual do homem terreal. ao Espírito da Verdade. pois que ela é progressivamente mais ampla. como homem. (*) Esta carta só foi realmente estampada. tendo dado mais do que as anteriores revelações. que um não pode dispensar o outro. longas exposições — e em linguagem .) O Espiritismo não é. como as asas de um pássaro não se podem dispensar. pois. A Allan Kardec sobrevivem outros missionários da verdade eterna. pela razão que já foi exposta acima. constituído por uma legião de Altíssimos Espíritos. mas sim nos modos de compreender a verdade. não cessa de desenvolver a sua faculdade compreensiva e. Enquanto o homem não chegar ao último grau da perfeição Intelectual. Em ligeiros traços resumiu. mas teve por missão dizer o que este não podia. na medida do desenvolvimento da faculdade compreensiva do homem. não possuindo. tendem constantemente a se alargar em extensão e compreensão. Sayão. em um corpo de doutrinas. pelo mesmo Jesus. ensinos confiados. à pág. sem lesar. Foi esta. como julgam os padres ser. porque esta é firmada na lei e a lei é imutável. porque muito terá ainda que progredir a Humanidade terrestre.23 lealdade e sinceridade. como ele mesmo veio alargar os princípios fundamentais do ensino ou revelação messiânica — e como este veio alargar os da revelação moisaica. os principais fundamentos da revelação espírita. sem destruir a obra feita. no referido jornal carioca. (Nota da FEB h 9ª edição. Roustaing confirma o que ensina Allan Kardec. Seria obra de meritório valor dar à sua exposição de princípios relevantíssimos a concísão e a clareza que sobram no mestre e que lhe faltam bem sensivelmente. que em muitos pontos vai além de Allan Kardec. sendo absoluta. Allan Kardec. muito terá ainda que dar. Não divergem no que é essencial. fez baixar do céu à Terra. em seu amor pela Humanidade. no fundo. o mais moderno missionário da lei. a última palavra sobre as verdades que Deus. de clareza e concisão. quinta coluna da esquerda para a direita. o que pensamos sobre os livros do Dr. como já foi dito. que. darão mais luz. a revelação messiânica. Da data de 23 de março de 1897. a vantagem que faz sobressair o trabalho de Kardec. em razão do atraso da Humanidade. a revelação não chegará a seu termo. pois. compreendidos nas obras fundamentais de Allan Kardec. de penetrar todas as leis da criação. a obra de Sayão. É. Espírito preposto por Jesus para reunir. um livro precioso e sagrado o de Roustaing. aparece-nos sob mil fases relativas — relativas ao nosso grau de adiantamento Intelectual e moral. 2. torna-o bem pouco acessível às Inteligências de certo grau para baixo. para mais largo conhecimento das faces mais obscuras daquela verdade. O Espiritismo. Mas o homem. porque esta. Eis aí que já apareceu Roustaing. porque é inspirado como este. para o fim de se elevar às alturas. porém adianta mais que este.

sob o ponto de vista doutrinário — e é claro e conciso sob o ponto de vista do método. com a alma cheia de amor. pseudônimo do Dr. o discípulo amado. É. a coluna Espírita. Ao caro Irmão em crenças. maIs uma vez. no — Estudos Filosóficos. as virtudes que mostram a coroa do discípulo de Jesus. com o coração cheio de energias e de caridade evangélica.24 didática clareou e pôs ao alcance de todas as inteligências o que era obscuro à maior parte. no seio de Jesus. 3. E damos graças a Deus por nos ter permitido encontrar. MAX. pág. Descansai a mente sobre esta obra preciosa. que safra em O País” de 1887 a 1894. com tanta gentileza. O livro de Sayão é um resumo de Roustaing. Nota da Editora à 9ª edição: MAX. o raio de luz — o farol — o santelmo que nos encaminha ao porto da salvação. 6 de abril de 1897. quarta coluna da esquerda para a direita. que ninguém deve desprezar — e que. colhido na seara bendita. Neles encontrareis o que há de mais adiantado em Espiritismo. correto e adiantado. muito lucrará estudando o livro (os livros) de Sayão. por si só. em 1896 e 1897. votado à obra do Mestre Divino. como repousou a cabeça. encerra observações e práticas que. Max escreveu nesse jornal. por entre as névoas de nossa peregrinação terrestre. recomendariam o hercúleo esforço do Anteu do Espiritismo no Brasil. em que transluzem os clarões da verdade. humildade e fé. . Sayão como normas a seguir em vosso Grupo. a quem agradecemos. em Roustaing. portanto. diremos. Quem compreende a progressividade da revelação não pode recusar preito a Roustaing — e quem quiser colher. É chave de ouro. Bezerra de Menezes. à honra que nos dispensou. Por outra: contém as idéias de Roustaing e o método incomparável de Allan Kardec. além de ser tal. os frutos preciosos de sua inspiração. em conclusão: podeis tomar os dois livros publicados pelo Dr. com as vantagens de Allan Kardec. publicou esta crítica na Gazeta de Notícia de terça-feira.

o seu Deus. mas. “Nas dobras do seu manto. como deturpadoras dos puros. a essa perfeição que Impulsiona o homem a amar o seu Criador. Água e pão são estes que dimanam de Jesus e que. ALLAN KARDEC. Hoje. A Doutrina Espírita é a Ciência.” O espírita precisa. entendidos como nos aconselha o próprio Jesus. O pão Vivo. da moral evangélica. isto é — as palavras que vos digo são espírito e vida (JOÃO. que salte para a vida eterna (JOÃO capítulo 4º. nem o pão. será sábio. “Porque. “Que for cristão em Cristo. inovações dos homens. (JOÃO. mas os ensinamentos. e que virá a ser. versículos 10 ao 14). trazida pelo Espírito da Verdade. pondo em atividade a sua razão. seus irmãos. nos tempos do obscurantismo e de completa ignorância. todas as pessoas que almejam ser espíritas devem convencer-Se de que a Doutrina Espírita veio cumprir a grandiosa missão de conduzir a Humanidade à perfeição. “Com toda a majestade pela estrada “Sem termo do progresso.25 Orientação Espírita Reunidos em nome de Ismael. que ela arrasta. “Como houvera Jesus nos ensinado. descido do Céu para que todo aquele que dele coma não morra.. capítulo 6º. Amar o seu próximo. mas de seu Pai. fórmulas. rotinas.. o seu Salvador. nem o vinho. versículo 63). a amar o seu Mestre. que constituem a Doutrina que Ele disse não ser sua. com o critério real da verdade. pelo Consolador prometido. como ensinam e exigem os mercadores do templo. praticai seus mandamentos. que representam árvores que o Pai não plantou e que por Isso devem ser arrancadas. não são nem a água. “Estudai a moral — compreendei-a. sem que nenhum de vós perceba. para espancar todas essas tradições. proclamada pelos verdadeiros cristãos e celebrada pelo mavioso cantor da Divina Epopéia. não tendes outros deveres senão estudar os Evangelhos à luz da Santa Doutrina. entendidos conforme foi preciso figurar. capítulo 6º versículos 50 e 51). nem o corpo. Porque o homem. na sua maior parte vindas do paganismo: enfim. nem o sangue. qual a oferecida por Jesus à Samaritana. como um sistema coordenado de conhecimentos das . que o enviou. em quem a beba. “A Ciência virá — embora oculta. uma fonte de água. nas sublimes estrofes que se lêem naquele livro de celestes inspirações. “Isto é. tal é a Doutrina da moral cristã. simples e singelos ensinamentos do Cordeiro Imaculado de Deus! A Doutrina Espírita é a fonte donde sai a água Viva para saciar a sede. não com os olhos da alma vendados. A Doutrina Espírita representa o alimento. preconceitos. portanto basear todo o seu estudo no divino Código da moral legado aos homens.

E os que duvidam das nossas asserções.. assim. Isto deixa de ser sério. apresentando-lhe a bacia. Porque tais quer também o Pai que sejam os que o adoram”. figurando homens com vestimentas à fantasia e barretes de todos os feitios! Oh! Não. eis a razão por que dizem a verdade os que sustentam que o Espiritismo é uma ciência e ao mesmo tempo uma religião. E sobre essa base sólida construímos o edifício Inabalável das nossas crenças. não habita em templos feitos pelos homens”. por fim. com as regras da lógica e os princípios das verdades demonstradas. menos evangélico. A hora vem. capítulo 4. abram e leiam o Livro dos “Salmos de David”. da sagração do Bispo de Olinda? O Arcebispo sagrando as mãos do Bispo. que nos descreveu o “O País” de 6 de maio de 1901. profetiza sobre os pastores de Israel. procurai o que é justo. de metal. obras das mãos dos homens”. o espetáculo cênico. aplicando o critério da nossa razão. das nossas esperanças. capítulo 1º. para ser simplesmente ridículo. fazei justiça ao órfão. como num culto devido a Deus. e tudo Isso num templo cheio de ídolos de pau. “As vossas solenidades se me têm feito molestas. versículo 23 e 24): “Deus é Espírito e em espírito e verdade é que devem adorar os que o adoram. o algodão e o limão! Então o Bispo oferece ao Arcebispo tochas acesas. dois pães dourados e prateados e. banidos que foram os holocaustos e os sacrifícios. na infância da Humanidade. À vista desse lúgubre espetáculo. como ciência. de prata. da piedade e. (EZEQUIEL. a toalha. sustentamos que. . hoje. versículo 24): “Deus que fez o mundo e tudo que nele há. quando os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade. sendo Ele o Senhor. ajuntamentos que para mim são iníquos? A minha alma aborrece as vossas calendas. (JOÃO. A Doutrina Espírita. capítulo 17º. a ciência dos Santos é a prudência” (ISAÍAS. e agora é. “Provérbios”. fórmulas ridículas. Íntima.. cansado estou de as sofrer. dando-lhe o anel e o báculo! Os paraninfos seculares purificando-lhe as mãos. versículo 4): “Eles bebiam do vinho e louvavam os seus deuses de ouro. profunda. um dourado. o derramamento de sangue dos animais nos altares. capítulo 115º. da justiça. como poderão subsistir essas chamadas cerimônias que escandalizam a razão? Pois é sério. capítulo 34º. outro prateado. Essa ligação. versículos 12 ao 17): “Quem requereu de vós estas coisas? Sacriudos. dois barris de vinho. defendei a viúva”. de pau e de pedras”. Aprendei a fazer o bem. capítulo 9º. o pão. Imponente e Sublime! Eis em que consiste a religião. versículo 10: “O principio da sabedoria é o temor de Deus. a consciência. é imponente. de prata e de ouro. capítulo 5º. nos ensina a conhecer as causas e os efeitos. nos Impõe um culto. não são os rebanhos apascentados pelos pastores?” (DANIEL). Convimos que nos tempos anteriores à revelação moisaica. mas. (“Ato dos Apóstolos”. versículo 2): “Filho do homem. “socorrei o oprimido. a compreensão. e nos dá o conhecimento. o jarro de prata. de chumbo. da nossa fé. Será tudo. e dirás: Ai desses pastores que se apascentarem a si mesmos. ídolos.26 coisas pelas causas. qual o que não podemos deixar de render a tudo que é grande. festividades. é decente. de ferro. que impõe o culto e o reconhecimento para com o Criador de tudo o que existe. fossem precisos templos feitos pelas mãos dos homens. versículo 4” Os ídolos das gentes não são senão prata e ouro. a convicção das verdades eternas. temos o fio que nos liga a Deus. a não se acharem fascinados pela embriaguez da superstição e do fanatismo. ritos. incensos.

sem ouvir a esses que se nos apresentam como representantes do Cristo na Terra e que. podemos dizer: Quereis estudar e compreender os santos Evangelhos? Procurai este livro. na prática dos seus ensinamentos. louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. como nos ensina o Evangelho de MATEUS. (LUCAS. dão procuração aos professos para pensarem e decidirem. nos confessionários e com o procedimento que observam na vida social. ora a teu Pai em secreto. a vitória. é verdade que a luta se acha travada entre as trevas que tudo escondem e a luz que tudo patenteia. Além disso. prescientemente sabendo o que fariam os falsos profetas. na sua harmonia com os princípios justos e racionais. que vem ensinar todas as coisas e lembrar tudo o que Jesus disse. sem precisarmos desses falsos profetas.27 Mas. não tendo tempo para tratar das coisas do outro mundo. bebida diretamente na fonte pura dos seus Evangelhos. Com elas logo vos conformareis quando as confrontardes com o que dogmaticamente pregam os Padres de Roma nos púlpitos. infalíveis e privilegiados representantes. do manso Cordeiro de Deus. andam errados? Respondemos: lede o capítulo 6º. na Terra. Com efeito. versículo 10). quando orares. aliás ataviados com esses hábitos que tanto impressionam as vistas materiais. Ora. objetar-nos-ão: — Como é que nós. os fanáticos que se deixam iludir e os sábios que. poderemos formar convicção. quando realmente o não são. Mas. para que nos demos ao trabalho de querer convencer os Cônegos que se apascentam. do Espírito da Verdade. te dará a paga. Mas. representantes do Consolador. que não tiveram nem o padre. quando houverdes estudado. fechada a porta. é fácil de compreender-se a razão da luta entre a Igreja de Roma e o progresso. se é desses mistérios. capítulo 19º. muitas parábolas Instrutivas nos deixou. versículo 5 do Evangelho de Mateus — Mas tu. entre elas a do Samaritano. meditado. que nos achamos no ermo dos nossos desertos. dessas exterioridades que o clero constitui os seus meios de vida. que vê o que se passa em secreto. entra no teu quarto e. Já se vê que o nosso fim não é senão convencer os nossos irmãos em crença de que toda a nossa felicidade está na verdadeira orientação traçada por Nosso Senhor Jesus Cristo. em que encontrareis todas as explicações trazidas pela revelação espírita. versículos 15 ao 20: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. pedindo humildemente ao vosso Anjo de Guarda que vos inspire. isto é. E. e Ele assim o fez por palavras e obras. que se julgam e se impõem como santos. capítulo 10º. como nos ensInam as Estrelas que baixam do Céu. se Jesus não manda que vamos aos templos cheios de ídolos. em cujo coração mostrou a compaixão. é claro que temos o recurso vindo de Deus. essa não pode ser duvidosa. por ora as que já podeis suportar e cuja legitimidade não precisa apadrinhar-se a nenhuma autoridade. o vosso Espírito se sentirá preso do sentimento de comiseração e de piedade por esses infelizes. versículos 29 ao 37). e logo conhecereis pelo fruto a árvore. capítulo 7º. se sabemos que os Padres nada nos ensinam a não ser que cegamente façamos o que eles dizem e não o fazem. entendidos em espírito e verdade. entretanto. (LUCAS. Apreciai só um fato que praticam esses Infelizes Espíritos refratários à luz. porque a achareis na sua própria razão de ser. nem o levita. se já chegaram os tempos preditos do advento do Consolador. . Mas. e teu Pai.

e a quem negam uma prece. como vemos todos os dias. para aliviá-lo do sofrimento. para dele fazer o tabernáculo onde habite Jesus. porque. uma missa. o atribulado. no desespero da sua alucinação.28 nem assim a lição foi compreendida. suicida-se. enquanto que os espíritas verdadeiros Imploram misericórdia para ele. A verdadeira orientação do espírita está em estudar. . que. a esses Infelizes falta-lhes a compaixão para com o desgraçado. tira a própria vida. compreender e praticar os Evangelhos e assim limpar o seu coração.

liberta-se do jugo da ignorância. Espíritas! verdadeiros cristãos em Cristo. realizando-se a promessa da vinda do Consolador. porque precisamos do concurso de todos os que se comprometeram a servir ao Mestre. que vêm saudar-vos e dizer-vos: Ainda não pousamos o bordão de peregrinos. versículo 29). caminhai vigilantes. peregrinos. em que. que ainda não compreenderam a lei das leis — o amor de Deus e o amor do próximo — porque o egoísmo fala mais alto do que esse duplo amor. (JOÃO. pois que não sabeis quando chegará o Senhor. porque a nossa missão ainda não está completa. do fanatismo e da cegueira. muito temos sofrido com o endurecimento dos homens. capítulo 1º. Muitos são os chamados e poucos os escolhidos. porque os tempos são chegados. vedes que vos é trazida autêntica interpretação dos textos sagrados. porque esse será o escudo com que podereis atravessar o caminho inimigo. como também é pura razão. para que o Mestre vos encontre com os instrumentos nas mãos. ecce qui tollit peccatum mundi. em busca da luz suprema. em sua marcha progressiva através dos séculos. nas suas comodidades de homens.29 O SÉCULO 20 Glória a Deus nas alturas. . meus irmãos. que não poupa esforços para a salvação dos seus irmãos! Meus amigos. Orai e vigiai. cavando a terra endurecida pelos vossos erros. No nosso caminhar de séculos. que procuram Deus nos seus apetites materiais. Salve século 20! Recebei. muito temos gozado com as manifestações das misericórdias do Mestre. aproximam-se os tempos e Já estão chegados. O caminho ainda está juncado de gentios. e o amor de João. para reconhecer que Deus é puro amor. para lá plantardes o Estandarte onde se leia: Ecce Agnus Dei. ainda precisamos do vosso concurso. que por misericórdia do Senhor é mandada à Terra. não deveis sentar-vos no marco do caminho. Nossa Mãe Santíssima. por intermédio do seu bendito Filho. implorai o divino amparo e ouvireis as angélicas vozes do Céu. e por isso vimos saudar-vos e dizer-vos: coragem. as bênçãos de Jesus. mas. pelos apóstolos de Jesus. com os vossos corações cheios de amor e de adoração. as bênçãos da Virgem Imaculada. prostrai-vOS humildemente. que vos convida a entrardes numa nova fase de humildade e caridade. paz aos homens na Terra! Caminheiros da estrada da cruz. até aqui velados pela letra. A Humanidade.

colhi os dulçurosos frutos. de tal sorte que da Ciência só julgueis dever aceitar os fatos que se desenrolam no seio da Humanidade. avidamente procurando o vosso lugar à mesa do banquete divino. como todas as criaturas. sem cuidar do meu eu imperecível. um dia. Bem como ao Sol as inocentes flores. como vós. mas sim ao cair da tarde. lembrai-vos de que a vossa sabedoria não pode ainda vencer as forças da morte e que. Felizmente. sem presunção. infelizmente. mas para a salvação dos homens. onde os brasões da vossa grandeza intelectual estarão colocados abaixo dos escudos da fé. nelas encontrareis o remanso das vossas dores. Leitor: Da árvore do bem. se porventura sofreis. concentrei nas minhas mãos esses frutos. ser a fonte que desaltere o vosso espírito nesse deserto que se chama o mundo. falível. sem vos preocupardes com as mãos de onde veio. Em maior abundância quisera dar-vo-los. de Jesus o amor se fez em minha alma e vejo. de ambição despidos. caindo sobre o vosso espírito. por conseqüência. se de Jesus a luz bendita não viesse afugentar da noite as trevas. menos preocupado com as coisas deste mundo. Se o vosso espírito se acha assoberbado das coisas da Ciência. um mundo mais feliz. Se sois profano. quando. coordenei esses santos trabalhos. Limpos de orgulho. que hoje convosco reparto. mas sede humildes. onde podemos agir. Ó almas que viveis no mundo em trevas! Pedi. As páginas deste humílimo livro simbolizam os frutos de que vos falo. porém. presumimos que se vos deparará a verdade e a verdade é Jesus. que serão. como para mim desejo.30 Prefácio da primeira edição Abri o selo vosso à luz divina. um mundo mais verdadeiro. pedi a graça ao Pai celeste. também já dei a meu espírito todas as expansões dos gozos da matéria. cansado das fadigas de uma existência atribulada. Nelas encontrareis as doçuras de uma outra vida. Poucos. onde podemos viver. Eis o meu livro: que ele possa. sem exame. não para a glória de Deus. Como vós. não condeneis este pequeno trabalho. sábias e ignorantes. do amor e da caridade. vos deixar ver os segredos da sua doutrina salvadora. nele. então reconhecereis que. Divina Epopéia. nem orgulho. Eis o meu livro: e quando. meu bom amigo. do amado Mestre a luz bendita. sem os cuidados desta vida efêmera. também já fui descrente. mas com o intuito de ser útil aos meus semelhantes. por BITTENCOURT SAMPAIO. castelos de ilusões que se esboroam ao mais tênue sopro da morte. o vosso espírito se voltar para Deus. a cuja sombra repousei um dia. além do mundo que me cerca. Eis o meu livro: meditai sobre ele. se . que já se apropinquavan no horizonte e que me envolveriam em meio dos meus labores. esses mesmos não seriam colhidos. E Ele vos dará. a hora da colheita não foi ao levantar da aurora. humilde pecador. amanhã sereis chamado a uma outra vida. que nos chama à verdadeira vida.

ANTÔNIO LUIZ SAYÃO. Abril — 1896.31 quiserdes. . a porta para a vossa iniciação nos mistérios de Deus. são estes os votos mais sinceros daquele que se confessa o último dos filhos de Deus. Meu irmão.

versículo. de 1844 a 1859. de quando o velino e o pergaminho já haviam invalidado o papiro e de quando o livro. finalmente. a fim de facilitarmos aquele estudo. constituindo para os egípcios um artigo de comércio muito lucrativo. São João Crisóstomo. em 331. os Evangelhos Siríacos e há. ou latinas. que hoje o possuímos. e que. 7) predisse contra o Egito foi a destruição da planta do papel. . razão por que uma das calamidades que o profeta Isaías (capítulo 4º. página 974. São Basílio. Os manuscritos existentes. nos tempos primitivos. pela primeira vez. Os manuscritos mais antigos não tinham a forma de livros. do Código Alexandrino. traduzida no mesmo século. depois. etc. porém. Supõe-se que o manuscrito Códice Sinaítico seja uma das cinqüenta cópias que o Imperador Constantino mandou fazer para Bizâncio. porém. com a legitimidade. essa planta foi o material de escrita de todo o mundo literário. no ano de 1516. descoberto no Convento de Santa Catarina. ou do princípio do 4º século. que contém todos os livros do Novo Testamento. onde faleceu Erasmo. foi o grande meio pelo qual as Escrituras Sagradas se tornaram conhecidas das igrejas ocidentais. nascido em 1467. do século 5º. seja o mesmo que existiu e a Igreja reconheceu. as 2ª e 3ª de João. o homem mais sábio. por exemplo: o Códice Sinaítico. o escritor mais espiritual do seu tempo. Eram feitos em rolos de peles de animais. Nem só em grego. como. há-os também em outras línguas. ainda que perfuntoriamente. doutor em Teologia. pertencem a uma época posterior ao Cristo. chamado — o pai da história eclesiástica. até certo ponto. as versões (Copta Thebaica (Egípcias). exceto a 2ª Epístola de Pedro. bem como das edições de São Jerônimo. a cronologia. literal). a antiga versão siríaca. segundo Kittos Cyclop. no monte Sinai. existem manuscritos. em Roma. como nas ulteriores. durante mais de doze séculos. vulgarmente chamada Peshito (simples. em grego. a de Judas e o Apocalipse. um dos cantões da Suíça. calcula-se em seiscentos o número dos manuscritos que hão sido comparados. bem como o Códice do Vaticano. igualmente. natural da Holanda. Há também os manuscritos. Santo Atanásio. Há ainda a Vulgata Latina. revista por Jerônimo. hoje Constantinopla. LEGITIMIDADE Não é lícito duvidar de que o Novo Testamento. Há. datado de Basiléia. Quanto às épocas anteriores à sua impressão nessas edições. para uso dos escribas. versão essa que remonta ao século 2º. por exemplo. quando foi impresso. o mais completo. alguns dos quais alcançam até ao século 4º. pareceu-nos conveniente que nos ocupássemos. dois mil anos antes do nascimento do Cristo. o papiro já era usado pelos egípcios. volume 2. sob a vigilância de Eusébio de Cesaréia (da Palestina). que datam do 3º século. que conheceu a versão grega e dela fez uma tradução latina e uma paráfrase. já havia tomado o lugar do rolo. Por muito tempo.32 Introdução Antes de entrarmos no estudo dos Santos Evangelhos. a geografia e a história do Novo Testamento. a autenticidade. Entre tanto.

desde o começo tudo viram com seus próprios olhos e eram os ministros da palavra. o Evangelho de SÃO Tomás. um animal semelhante a uma águia voando (João). o Evangelho de Sâo Judas. cuja autenticidade a Igreja reconhece. Muitos supõem que Lucas foi um dos 72 discípulos ordenados para a pregação da Boa Nova. com os textos atualmente aceitos. em quase todos os pontos. Percorrendo-se. os quatro escritores que relataram a vida. o segundo semelhante a um novilho (Lucas). há o Evangelho de São Pedro ou dos Doze Apóstolos. o de Santo André. em todos os autores e traduções. o de SÃO Bernardo. como todas as obras humanas. Os evangelistas eram. versículos 3. o de São Filipe e de SÃO Tiago. um animal com aspecto de homem (Mateus). no Apocalipse (capítulo 4º. Assim sendo. mas não clássica. versículo 1. semelhante a um leão (Marcos). como diz Lucas.. no capítulo 10º. Marcos. conforme ele próprio o diz. isto é. no decurso do primeiro século. o terceiro. Com efeito. O primeiro. Lucas e João. Entretanto. capítulo 1º. Com efeito. concordam. Quanto ao estilo do Novo Testamento. Escreveram por intuição e segundo o que lhes fora narrado por aqueles que. AUTENTICIDADE DO NOVO TESTAMENTO Admitida a legitimidade dos livros sagrados. o Evangelho segundo os Egípcios. versículo 6 e seguintes. esse corresponde exatamente ao que se devia esperar do caráter de seus autores: linguagem grega. verifica-se que as citações do Novo Testamento. como se vê pelas referências que lhes fez Paulo. tornando-se estes. por quatro animais. são: Mateus. o acompanharam durante o seu ministério e testemunharam os fatos que narram e ouviram as palavras que citam. inconscientemente. Eles se encontram indicados. desde o primeiro século. os escritos relativos à matéria que deu lugar a acaloradas discussões durante as épocas que se seguiram aos tempos apostólicos. os evangelistas. o Evangelho Eterno. precisaram humanizar os meios. Marcos e Lucas não foram apóstolos. imperfeitos. versículo 6. não pode haver dúvida de que seus autores se hajam certificado da verdade do que referiram. escrito no 13º século. o de São Mateus. Tratando da legitimidade dos quatro Evangelhos canônicos. Mateus e João. do seu Evangelho. na sua Epístola aos Gálatas. conhecera o Salvador quase tanto quanto os . notaremos que muitos Evangelhos apócrifos existem. aliás reconhecida e comprovada por Paulo. capítulo 1º. as obras e a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. e 7). o Maior. o quarto. como tinham de falar para homens. o Evangelho do Nascimento da Santa Virgem. Daí bem se infere a legitimidade destes. mas foram contemporâneos destes e viveram em relações íntimas com os que haviam presenciado os acontecimentos de que falam em seus escritos. que foram apóstolos do Cristo (discípulos encarregados de pregar o Evangelho). etc. Mas. na sua Epístola dos Gálatas.33 Nas obras dos antigos padres da Igreja e mesmo nas dos hereges e inimigos do Cristianismo se encontram citações e referências ao Novo Testamento. grego escrito por judeus. médiuns historiadores. que pretendia expor uma lei mais perfeita do que a do Cristo. inspirados. em conseqüência.

) O Velho Testamento é a história da preparação do mundo para o advento do Cristo. dos evangelistas. Os apóstolos espalharam o conhecimento do Cristo crucificado. ao demais. A cada evangelista cabia. para nos mostrar as relações em que estamos com Ele e para nos ensinar o que importa saibamos. versículos 1 ao 5. que. Tudo o que procede da Humanidade contém erros. fornecem a prova da autenticidade dos evangelhos. devidas à imperfeição dos narradores. por muito tempo. simplicidade. Profetas e Escrituras Sagradas. do Cristo exaltado. David escreveu sobre ele. (Veja-se este Evangelho. preciso é não esqueçamos que a sua autoridade não veio inutilizar a nossa razão. As narrativas. uma parte do quadro geral. Essas diferenças. capítulo 1º versículos 1 ao 4 e Atos dos Apóstolos. ao escreverem. é claro que os autores dos cinco livros do Novo Testamento possuíam exato conhecimento das coisas que relataram. do Cristo glorificado. Marcos seguiu a Pedro. reconciliando com Ele o mundo. como do Novo Testamento. fiel cada uma dentro do quadro que abrangeu.) A vista do que fica exposto. e escreveu sob a imediata direção desse apóstolo. obra de muitos séculos. só se verificaram. capítulo 1º. se explicam e completam. só a revelação nos pode esclarecer. Moisés foi um símbolo do Cristo. e se divide em Lei. mesmo candura. é mostrar-nos Deus no Cristo. (2ª Epístola aos Coríntios. Acresce que Lucas foi. As palavras dos apóstolos foram transmitidas de boca em boca. O Novo Testamento é a história desse advento e a exposição profética de seus resultados. de modo a constituírem o conjunto da revelação trazida pelo Messias. VERSÍCULO 19. Abraão viu o seu dia. a interpretação de certos fatos lhes era deixada ao próprio juízo. no entanto. A convicção que tinham da verdade que ensinavam. suas fraquezas de homens deram causa às pequenas divergências que se notam nas narrações. Essas divergências. durante parte considerável de seu ministério. onde a razão falece. O autor desse livro confessa ser o mesmo a quem se atribui o Evangelho de Lucas. Os tradutores e interpretadores falsearam às vezes o pensamento primário. nem pôr de parte as investigações. Consta de 39 livros o Velho Testamento. na narrativa. A Lei se contém nos cinco livros . companheiro inseparável de Paulo e é bem provável que tenha escrito com assentimento e aprovação deste. em particularidades de pouca importância e em nada comprometem o que forma a base e os elementos da Revelação Messiânica. longe de constituírem contradições. eles a ratificaram com o próprio sangue. Certo é. porém. Seus escritos revelam integridade.34 mesmos apóstolos. a fim de o glorificarmos na Terra e o amarmos eternamente. O livro que se segue aos Evangelhos é o que chamamos Atos dos Apóstolos. Mas. antes de serem escritas. O fim da Bíblia. Quando. Todos os profetas anunciaram o seu advento e proclamaram a sua glória. pois. quis Deus nos fosse ela dada por inspiração do Espírito Santo. FONTES E CRONOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO A Bíblia.

as castas mais exclusivistas vinham de toda parte encontrar-se neste ponto. Daniel. feita por Jesus. a primeira data que nos interessa é a do Nascimento de Jesus Cristo. cultores das ciências ocultas. Seu advento. Os antigos são os livros históricos: Josué. E todas essas previsões se realizaram. o idumeu. cidade que se tornou depois conhecida como o torrão natal do Senhor. Rute e Lamentações. foi anunciado desde tempos imemoriais. porém de grande dificuldade. China. Assim. o livro mais antigo do mundo. de que viera confirmar a lei e os profetas. Êxodo. Eclesiastes. por Confúcio. que as fontes do Novo Testamento se acham na Bíblia que. etc. já da própria declaração. Juizes. é Belém. conforme dissemos. o que se confirma pelas referências que neste se lhes fazem. O primeiro lugar de que. sacerdotes dos antigos Persas. que viu os joelhos dos Césares se curvarem diante da sua coroa de espinhos! o Herói. do mesmo modo que aquele é a história desse advento e da comprovação das profecias. é a história da preparação do mundo. Só no Evangelho de Mateus. Romanos e os mais antigos idólatras. assim como. já das referências que nele encontramos. a cerca de duas léguas ao Sul de Jerusalém. em tempos ainda remotos. em sua quarta Égloga aponta o berço auspicioso de um filho do Céu. podemos deduzir. As Escrituras são: Salmos e Provérbios. No tocante ao Novo Testamento. NOTÍCIA GEOGRÁFICA E HISTÓRICA Afiguram-se-nos também necessários alguns esclarecimentos sobre as terras e lugares por onde andou o nosso Redentor. quando soou a hora prometida. Os maiores são Isaías. Gênese. Jeremias e Ezequiel. éeste um assunto de muito interesse. que havia de vir do Ocidente. na ordem cronológica. no desespero de profunda dor pela perda de seus filhos. fala. no extremo da Ásia oriental. Cântico dos Cânticos. devorado por horrível enfermidade. Indianos. que trouxe o triunfo aos pobres e humildes! Em conclusão. o príncipe dos poetas latinos. Neemias e Crônicas. Os Profetas se dividem em antigos e modernos. por Job. Os menores são os que se contam desde Oséias até Malaquias. pelos Bonzos. Job. se encontram sessenta referências ao Deuteronômio. oriunda das Índias orientais. como filho de uma Virgem. pelos Brâmanes. a hora da paz propícia ao Nascimento do Messias: o Filho do Homem. Esdras. Ester. bem como acerca dos acontecimentos narrados nos Evangelhos. profetizado nos oráculos da Sibila. Quanto à ordem e sucessão dos acontecimentos. E uma das mais antigas cidades da Palestina. pelos Magos. é tratada em . por exemplo.35 de Moisés. O Pentateuco é o primeiro na ordem dos livros do Velho Testamento. chamados: Pentateuco. Também o foi. Samuel e ReiSão Os modernos se subdividem em maiores e menores. poeta autor dos mais sublimes versos da poesia hebraica e que. raça indiana. Virgílio. nome dado aos sacerdotes da China e do Japão. Seu antigo nome era Efrata e. como tal. em a inspirada narração. para o advento de Jesus. elevou seu espírito e manifestou a certeza da vinda do Salvador. Esses livros constituem a fonte do Novo Testamento. onde nasceu David. filósofo chinês que viveu quinhentos anos antes de Jesus Cristo e prometeu o verdadeiro santo.

cidade edificada às bordas do mar de Tiberíades. se achava a sete léguas de Jerusalém. A tradição aponta. um dos 72 discípulos. foi para Cafarnaum. do mesmo nome. como se vê em Juízes. no deserto de Judá. decerto não casual. que não se arreceou de declarar-se discípulo do Cristo e foi. Em Jerusalém. no caminho do Cairo. Celebra-se no domingo seguinte à Páscoa dos Judeus. Essa denominação lhe foi dada.) Em seguida. era chamada Quarantânia. nos confins da Galiléia. na parte Sul da Galiléia. a Santa Família descansou na aldeia de Metarié. cidade da Síria. Daí. no Baixo Egito. pátria dos apóstolos Pedro e André. (João. O Jordão. Aí. fixando residência em Nazaré. dirigiu-se ele para Jerusalém. Veja-se: Êxodo. perto de Zabulon. quando já contava trinta de idade. Fica a pequena distância de Betsaida. capítulo 2º. onde Jesus esteve alguns dias. por estar próxima a Páscoa dos Judeus. segundo se colige do versículo 3 do capítulo 6º de Marcos. Em Cafarnaum. Aí também foi procurado por Nicodemos. em Samuel. após 200 quilômetros de curso. capítulo 17º. Jesus foi ao lugar onde João Batista se achava batizando. o lago de Tiberíades e se lança no lago Asfaltite. com José . tribo de Zabulon. de Bethlehem de Judá”. versículo 29). isto é. Jericó. à margem das estradas reais do Egito para a Síria. do lado ocidental de Jericó. cercada de amenos jardins. A planície de Jericó era afamada pelas suas rosas. foi batizado. Nazaré é uma cidadezinha da Síria. para não ser confundida com o pequeno e remoto lugarejo. dizem alguns. pronunciou a sua primeira parábola (João. que se celebrava no décimo quarto dia da Lua após o equinócio da Primavera. caminho direto de Jerusalém para Damasco. versículo 12. cadeia de montanhas da Turquia Asiática. sita numa montanha. Saindo de Belém para o Egito. pátria de Natanael. versículos 11 ao 18. num dos vaus do Jordão. judeu da seita dos fariseus. Do Egito voltou ela para a Galiléia. Jesus passou depois a Canaã. rio da Palestina. pelo que recebeu o nome de cidade das Palmas. próxima de Heliópolis (cidade do Sol). ou Mar Morto. atravessa o lago Semechonte. em memória dos 40 dias do seu jejum. Turquia Asiática. interpelado pelos judeus. expulsou dali os mercadores e. sede de uma das doze tribos do povo hebreu. pelas suas palmeiras e pelo seu bálsamo. Depois apareceu sob o nome de Bethlehem de Judá.36 Miquéias (VERSÍCULO 2). pela saída dos Israelitas do Egito. entrando Jesus no templo. cidade da tribo de Benjamim. três léguas ao norte de Nazaré. na província de Galiléia. foi ele residir ali com Maria. Decorridos dezoito anos. límpidas e bastante quentes. onde Jesus teria nascido se não ocorresse o conhecido incidente. capítulo 12º. uma alta montanha como tendo sido onde se deu a tentação do Senhor. José tinha benSão A esse tempo. que se supõe ser o mesmo chamado Bartolomeu. não longe de Jericó. cidade de Filipe. a 90 quilômetros ao norte de Jerusalém. da antiga Palestina. capítulo 1º versículos 17 ao 12. versículo 7. Suas águas são claras. que nasce no Ante-Líbano. a passagem do Senhor era uma festa que se celebrava em honra do Senhor. Entre os cristãos é a festa da ressurreição de Jesus Cristo. situada entre o mar de Tiberíades e o Mediterrâneo. onde José tinha a sua oficina e aonde se supõe ter Jesus ido com seu pai e aprendido o ofício deste. à sombra de velho e frondoso sicômoro. onde se lê: “David era filho daquele homem Efrateu. capítulo 2º. A Páscoa. montanha essa que. à direita do Nilo.

prestar-lhe as últimas homenagens. versículo 39. evitavam toda sorte de relações com estes. Chegado à Galiléia. dera o nome de Sebaste (tradução grega de Augusta). Tiago Maior e Filipe. cidade junto do lado de Genesaré. versículo 32). versículos 1 ao 44). Do lado Ocidental fica a terra de Genesaré. em seguida. a pedido de Marta e Maria. recebeu os discípulos de João Batista. Jesus visitou. a dez quilômetros de Jerusalém. da festa dos tabernáculos. ressuscitou o filho da viúva de Naim. Durava sete dias. (MATEUS. versículos 22 ao 25) e onde nasceram Pedro. Aí. versículo 10). João Evangelista. Tabernáculo. cidade da Síria onde se indicam as pretendidas grutas sepulcrais de Josué e José. perto da aldeia de Betfagé. capítulo 8º. Jesus chorou! Aquela multidão saía. preso em Macheronte. por haver o Senhor pronunciado nele o “Sermão da Montanha”. (MATEUS. entrou Jesus novamente na Galiléia e passou por Samaria. Os samaritanos. Nela se encontram os tradicionais lugares da casa e do túmulo de Lázaro e a casa de Simão. Lá se encontra o poço de Jacob.37 de Arimatéia. nas vizinhanças de uma aldeia de nome Dalmanuta. mandou que seus discípulos fossem assistir a ela e. com os ramos que empunhava. Tiago e João. a Betsaida. e a festa tinha por fim recordar o haverem eles habitado essas tendas. Betânia é uma pequena cidade. na terra de Genesaré. LUCAS. também ele foi. Dali. para lisonjear á Augusto. havia a cidade de Cafarnaum. nos confins da Arábia. além Jordão. junto ao qual se deu o colóquio do Senhor com a Samaritana. era o nome que os hebreus davam a um templo portátil. O mar da Galiléia é formado pelas águas do Jordão. que há entre esses dois evangelistas. fez Jesus o suposto milagre das bodas de Canaã. capítulo 9º. (JOÃO. Passou a Cesaréia de Filipe. sempre em luta com os judeus. depois. fortaleza ao Sul da Peréia. onde se deu o fato de os porcos se precipitarem no mar. Atravessou o monte das Oliveiras. capítulo 11º. ressuscitou a Lázaro. estrugiu o brado de triunfo. ou Magdala. versículos 1 ao 9. chegou Jesus a uma cidade próxima. exclamava: Hosanas ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosanas nas alturas! Dali contemplando a cidade de Jerusalém. Em Cafarnaum. voltou a Betânia. no sopé do monte das Oliveiras. onde. proferido pela multidão que. próprio a ser armado nos lugares ermos. capítulo 8º. e que os latinos denominaram o Monte das Bem-aventuranças. foi a Jerusalém. ou tenda. Tendo atravessado o mar. cujas aldeias e cidades dos arredores. capítulo 15º. seguiu dali para Magedá. capítulo 8º. munida de grandes ramos de palmeiras. Perto. . cidade distante dali 35 milhas. Então. e se transfigurou em presença deles (MATEUS capítulo 18º. no deserto. Assim se explica a divergência aparente. Ainda há alguns Samaritanos em Nepluse. Próximo se vê a montanha conhecida pelo nome de Picos de Hatim. Ao Sul. como era de costume. Quando Jesus o ia descendo. MARCOS. chamada Gergesa. na estrada geral de Jericó. o leproso. é a aldeia de Mejdel. em cujo cume se acham os túmulos dos profetas. Foi. onde curou o cego (MARCOS. ou Magdala. e que também se chama — Monte das Ofensas. como Corazim e Betsaida. chegada a festa chamada dos tabernáculos. Saindo da Judéia. levando consigo Pedro. versículo 28). na segunda quinzena de setembro. subiu ao monte Tabor. devido à sua forma singular. a que Herodes.

Nazareno era nome dado aos judeus que faziam voto de pureza perfeita. compreendia a tribo de Efraim e parte da de Manassés. Havia uma quinta divisão: a Iduméia. depois do cativeiro. Nazaré e Naim. era Ele chamado Galileu. nos confins da Arábia. em Ptolemaida e Carmelo. rodeada de diferentes capelas. Faziam causa comum com os fariseus. era: a terra da outra banda. A parte mais meridional era a Judéía. membros de uma seita fundada por Sadoc. em largura. à aldeia de Aná. Terminava. porém. ou presidências. ao norte da Judéia. e. que quer dizer crânio. é um pequeno monte ao norte de Jerusalém . Canaã. A Galiléia foi o sítio mais honrado com a presença do Salvador. eram os antagonistas dos fariseus. pertenciam à tribo de Judá. Tiberíades. Jericó. Moto. que se esforçavam por dominar sob a aparência de virtuosos. do Oriente ao Ocidente. Espalharam-se pelo território a que deram o nome de Judéia. do rio Jordão a Jope. Era nesse monte que os judeus executavam os criminosos. era a tetrarquia mais extensa da Terra Santa. antiga Galaad e Basam. estava Jerusalém. na costa do Mediterrâneo. parte da qual ficava fora dos limites de Canaã. por isso. ao sul. Esse território se estendia desde uma aldeia. em Samaria e Sitópolis. para os ritos das diversas seitas cristãs. denominada Jordão. Dava-se o nome de Cesaréia às cidades fundadas ou embelezadas por imperadores romanos. A parte oriental formava o que na Escritura se denomina o deserto. ficando o povo. A Peréia. todas tributárias dos Romanos: Judéia. Samuel e João Batista foram nazarenos. Belém e Betfagé. Ficava ao centro. Samaria. As três primeiras estavam incluídas na Palestina propriamente dita. Tinha por cidades principais: Samaria. Lida e Rama. judeu.Ali se ergue hoje a “Igreja do Santo Sepulcro”. Efraim. orgulhosos. Eram homens dados às práticas do culto e das cerimônias. não mais hebreu. de costumes dissolutos. desde então. Sicar e Sila. Betânia. . israelita. Samaria. em hebreu Gólgota. faremos notar que o Calvário.38 * Deixando de parte a narrativa evangélica. ou deserto na Judéia. Fariseus eram os membros de uma seita que tomava parte ativa nas controvérsias religiosas. Passando em rápida revista a Terra Santa do tempo do Cristo. se obrigavam à castidade e deixavam crescer os cabelos. Os primeiros Judeus que. Dentro desta se encontram: Arimatéia. Suas principais cidades eram: Cesaréia da Palestina. Galiléia e Peréia. Jope. ou caveira. Ía. no ocidente. voltaram à sua terra. Cafarnaum. Emaús. ao norte da Palestina. A Galiléia. Escribas eram doutores que ensinavam e interpretavam a lei de Moisés. Gaza. Sansão. A Iduméia habitavam-na os antigos idomitas. No centro da região. chamado. a última compreendia o território de além-Jordão. entre a Judéia e a Galiléia. Saduceus. terra dos amonitas. ou Palestina. vemo-la dividida em quatro tetrarquias. Corozain e Betsaida. ao sul da Samaria.

11 ao 12 . pois. Avante: “É já hora de nos levantarmos do sono. da treva as obras E revistamo-nos das armas da luz!” PAULO. onde veio ensinar-nos a viver e a morrer. perto do Mar Morto. * Mateus escreveu o seu Evangelho em hebraico. Lucas em grego. Marcos escreveu o seu em grego. capítulo 13º.39 Os Essênios formavam uma seita judaica. A noite passou e o dia vem chegando. Criam na igualdade. Deixemos. João. Tais as informações que nos parecem de utilidade aqui. de maneira austera. em Jerusalém. governador e protetor da Terra. que vamos estudar nesse santo livro de amor. que prepara o espírito para a vida eterna. Epístola aos Romanos. Viviam em comunidade. no ano 39. em Acaia. para facilitar a compreensão da palavra dos Evangelhos. em Roma. no ano 56. a sublimidade do objeto e do fim da sua missão espiritual de fundador. que dá a conhecer a grandeza do Profeta da Palestina. no ano 96. em Êfeso. em grego. mas negavam o livrearbítrio. no de 44.

são elas. a genealogia humana que Lhe foi atribuida correspondeu às necessidades da época. 3º. pois que era preciso falar aos homens uma linguagem que eles pudessem compreender e. 5. segundo as leis dos homens superiores. porém.40 1 Evangelhos SEGUNDO MATEUS. é estranho e anterior às gerações humanas que sucessivamente o têm habitado. protetor e governador do nosso planeta. tendo-se em vista o desempenho de sua missão. nascendo de uma mulher. 23 ao 28. versículos 3. símbolo do Espírito do mal. Era necessário que Jesus se assemelhasse aos homens (exceto no pecado). 1 ao 17. Assim. Ela te pisará a cabeça e tu armarás traições ao seu calcanhar. 5 e 6. Os crentes do Antigo Testamento não conheceram o Salvador. 2ª Epístola aos Coríntios. 6º. no meio que estava preparado havia tantos séculos. neste ponto de suas narrativas. dirigindo-se à serpente. versículo 58). Com efeito. PAULO. versículo 15). entre a tua posteridade e a sua. que fosse escutada. que objetivava a regeneração da nossa Humanidade. capítulo 8º. versículo 30). Jesus apareceu na Terra. encerra figuradamente a promessa de um libertador. 1º. encontramos na Gênese (capítulo 3º. 1º. sobretudo.” Essa posteridade da mulher. como frágil criancinha. Deus disse: “Porei inimizades entre ti e a mulher. de natureza perispirítica visível e tangível. Espírito perfeito e imaculado. cuja perfeição se perde na noite das eternidades. sob a aparência da corporeidade humana. Jesus. a fim de que sua morte apresentasse valor idêntico ao da nossa morte e a sua justiça equivalesse à nossa justiça. é verdade. — LUCAS. mas com um corpo fluídico. que viria ao mundo. submetido às limitações da carne. as palavras que vos digo são espírito e Vida. e 63. Ela foi devida à necessidade de se materializarem todos os fatos. (João. Genealogia de Jesus (aos olhos dos homens) (1) Confrontando-se os textos desses evangelistas. mas . MATEUS. para que se tornassem acessíveis à matéria. que Paulo aconselhou a Timóteo se não ocupasse com tais genealogias (1ª Epístola a Timóteo. a cuja formação presidiu. capítulo 14º. 4 e 5). Segundo as tradições hebraicas e as interpretações dadas às profecias da antiga lei. A letra mata e o espírito vivifica. por precisar revestirse dos andrajos da nossa mortalidade. MARCOS E LUCAS REUNIDOS E POSTOS EM CONCORDÂNCIA O espírito é que Vivifica. por efeito de incorporação. a carne de nada serve. bem como as controvérsias a que tem dado lugar. que. com poder de pisar a cabeça da serpente. JOÃO. prometida pelo Pai celestial. notam-se divergências Tão sem importância. chamado depois “príncipe do mundo” (João. aparecer como uma criatura humana.

somente para dar uma idéia do assunto aos que desejem iniciar-se no conhecimento das coisas santas. pela descendência. que será chamado Emmanuel. ponto de partida e de reunião de tudo. á cerca desses pontos e de outros. que. Era o Céu que teria de descer à Terra. que se perdiam na noite dos tempos. Tudo provém de Deus e para Deus volta. tinha que nascer em Belém. Se. como essência espiritual e princípio de inteligência. um filho de David. Espírito perfeito. sendo. de todas as criaturas. inquietado os fracos e retardado a marcha da Humanidade. e qual a realidade quanto à genealogia espiritual de Jesus. Tendo isto em atenção é que devemos entender o que é dito sobre a criação do primeiro homem. material e fluídica. apenas de leve tocaremos. porém menos elevado que o de Maria. a Jesus. a verdade fosse proclamada abertamente. se a genealogia humana de Jesus é também meramente simbólica.41 esperavam o seu advento e nenhum esperou em vão. O Espírito. qual a realidade quanto à criação do Espírito e do corpo do homem do nosso planeta. se a criação do primeiro homem é apenas um símbolo. Espírito de pureza perfeita e imaculada? São questões complexas estas. tinha que figurar como mãe. Criador imediato e único que tudo o que é puro e perfeito. Tudo vem do infinitamente pequeno para o infinitamente grande. sobre a formação do globo terráqueo. como também no estado fluídico. e José como pai de Jesus. para que a Terra pudesse elevar-se ao Céu. Maria. da criação de todos os mundos. O fluído universal. em sua origem. Tudo se origina desses germes fecundados pela Divindade e progride para a harmonia . portanto. únicos para quem escrevemos. que o toca de perto e dele parte. a genealogia de Jesus remontà a Adão. ambos purificados. então. o Cristo. conseguintemente. Maria. também Espírito perfeito. que houvera revoltado as massas. tudo tem uma origem comum. até Deus. tudo. o caminho seguido fosse o que eles tinham o hábito de trilhar. O libertador prometido. e José. pois. Isaías confirmou essa promessa na profecia seguinte (capítulo 7º. de todos os reinos da natureza. figuradamente. para que os homens pudessem tornar-se filhos de Deus. E não devemos estranhar que as coisas se passassem assim. como remonta a Deus a criação do corpo formado de limo. se forma da quintessência dos fluídos que no seu conjunto constituem o que chamamos — o todo universal e que as irradiações divinas animam. tendo por pai um descendente de David. inferiores. etc. dos que nele depositaram suas esperanças. Na criação. Mas. é o instrumento e o meio de toda a criação espiritual. Acompanhemos a sua genealogia espiritual e remontaremos a Deus. para lhes dar o ser e compor os germes de toda a criação. Forçoso era. versículo 14): O mesmo Senhor vos dará este sinal: Eis que uma virgem conceberá e parirá um filho. Assim. quando sabemos que elas iam dar-se entre os hebreus. Era o Filho de Deus fazendo-se homem. uma figura exigida pelo estado das inteligências daquelas épocas remotas. que se achavam metidos às leis de Moisés e a tradições que datavam de séculos. assim no estado material. encarnaram para assistir a este em sua missão. dar-me-ia à letra da Gênese formal desmentido. conseguintemente. sobre o paraíso terrestre. portanto. sobre os quais. que demandam extensos e amplos esclarecimentos. para lhes guiar as inteligências.

Atentemos nessa escada de que fala a Gênese (capítulo 23º. as transformações que os hão de desenvolver. em multidão inumerável. onde encontrará a Jesus. ou de sua queda. da natureza da alma e da do corpo. os nobres impulsos para o bem constituem o objeto de seus anelos. de reerguimento. vencido esse período. o mundo viu. qual o que cobria a arca santa e se chamava propiciatório. o perispírito desempenha o papel de mediador. É tal a sua extensão. âncora única de salvação. numa progressão contínua. vegetal e animal e pelas formas e espécies intermediárias existentes entre esses reinos. Ainda.42 universal. Pois bem. vai-se tornando fluído cada vez mais fluídico. ou de seu progresso até à perfeição. se refletem o atraso e o progresso do Espírito. com inteligência capaz de raciocínio. envolto no seu perispírito. sobre esse perispírito. versículo 12) e semelhante à qual nada. tornando-o apto a galgar aquela escada até ao topo. cofre de todas as esperanças. inseparável da alma. As provas e sofrimentos pacientemente suportáveis lhe apuram cada vez mais o perispírito. como num manto. uma laranja. que liga a nossa habitação manchada pelo pecado à morada do Eterno! Apoiada no . até que atinja aquela perfeição moral. imutáveis e eternas por Ele mesmo estabelecidas. o Espírito se encontra num estado de inocência completa. Alcançada a condição de Espírito formado. mediante encarnações e reencarnações sucessivas. Os princípios latentes. Sirvamo-nos de uma comparação material. ao mesmo tempo. com os seus últimos invólucros animais. se eleva. para dar idéia do perispírito num Espírito encarnado. jamais. tendo abandonado. Tais princípios sofrem passivamente. ruim neste último caso. os instintos oriundos das exigências da animalidade. a seu turno. o Espírito. segundo as leis naturais. de Espírito pronto para ser humanizado. A medida que o Espírito progride. A elevação dos sentimentos. Ele é como. Participando. transmitindo àquela as impressões recebidas pelos sentidos e comunicando ao corpo a vontade do Espírito. É a estátua que acabou de receber as formas. No primeiro caso. a pureza da vida. No momento em que se desprende do invólucro corpóreo e o abandona à decomposição no sepulcro. se acha ligado à casca. acompanha-a eternamente. a película fina que lhe cobre os gomos e que. mais etéreo. aguardam no estado cataléptico que Deus lhes dê destino e os aproprie ao fluído a que devam servir. caracterizando-lhe a individualidade. eles chegam ao período preparatório do estado de Espírito formado e. de natureza semimaterial. através das eternidades e sob a vigilância dos Espíritos prepostos. como o corpo de carne o é do Espírito naquela condição. ele é opaco. Cobre-se então de fluídos que lhe comporão o que chamamos — perispírito e que é um corpo fluídico que se torna para o Espírito o instrumento e o meio. subirá a escada que Jacob viu em sonho. independentes e responsáveis pelos seus atos. ainda quando desprendida está do corpo físico. Assim. ganham o estado de criaturas possuidoras de livre-arbítrio. para receber as graças que dimanam de Sião. expiatórias a princípio e por fim gloriosas. mais sutil. que é o envoltório exterior da fruta. pesado e grosseiro. passando sucessivamente pelos reinos mineral. o perispírito lhe será também instrumento de progresso.

versículos 9 ao 11. Posto na Terra com um corpo animal. para chegar aos umbrais do infinito! Por diadema. é terreno. LUCAS. o homem ressuscitará em corpo espiritual. Essa a morte de que falava o Divino Mestre. expirou a inocência em Adão.. já na Gênese (capítulo 2º. o que quer dizer: o homem não mais encarnará. capítulo 9º. ela se eleva. sendo infinito o seu braço.. deparamos essas idéias: “O Senhor Deus formou. capítulo 24º. Um Salvador que de tal grandeza não fosse nos não poderia salvar das conseqüências do pecado. tudo por Ele passará. capítulo 20º. na sua 1ª Epístola aos Coríntios. foi feito em alma vivente. capítulo . cada um morrerá pelo seu pecado. Há corpos celestes e corpos. o Espírito viveu no “paraíso” até que. 39 ao 54): Nem toda carne é a mesma carne. tem o nosso Espírito que se encerrar no sepulcro da carne. Daí vem o dizer-se que em Adão todos morremos. versículo 22. Conforme o quer. não teve genealogia humana. Cometido o pecado. Essa a imagem daquele que. teve o direito de se proclamar um com Jeová e cujo maior gozo consistiu em pertencer à posteridade. para progredirmos. tem a glória celeste e o brilho desse diadema é a redenção da Humanidade. capítulo 8º. nem os filhos pelos pais. Não é que soframos a conseqüência do seu pecado. por Ele — a porta estreita.. versículos 13 ao 17. atravessa os céus e chega ao trono do Altíssimo. distende. temos que tomar a forma material que nos faz descendentes do “primeiro homem”. PAULO. o último Adão em espírito vivificante. (Êxodo. Jesus o filho diletíssimo do Pai celestial. incorreu em faltas que só por meio de encarnações e reencarnações no mundo poderia remir. 1ª epístola aos Coríntios. porque. então se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte na vitória. terá vida em si mesmo. disse (capítulo 15º.. do limo da terra o homem lhe inspirou no rosto um sopro de vida. isto é. Era deste gênero o que Jesus trazia e que aos olhos do homem parecia material. se lê: “Porque não se farão morrer os pais pelos filhos. será Espírito Vivificante. ou sejamos todos responsáveis pelos seus atos. pecadores que somos. No Cristianismo se encontram incontestavelmente traços acentuados dessa crença. O primeiro homem. Adão. seus ouvidos tudo ouvem. mas. o sepultamento deles na carne. PAULO. pois. Seus olhos tudo vêem. como o declarou a voz do céu que se fez ouvir após o seu batismo (MATEUS. verificou-se a encarnação dos que se tornaram culpados. porque a eternidade é o tempo de seu nascimento. transviando-se. Todos morremos em Adão. em tantas gerações quantas sejam necessárias à reparação das iniqüidades. ou Seja — na legião de Espíritos de que Adão é o símbolo. versículo 5). capítulo 3º. versículos 21 ao 22). cognominando-se de Filho do Homem. e foi feito o homem em alma vivificante. versículo 60. do que resultou o dogma absurdo do pecado original. Porém. capítulo 3º. o céu sua habitação. conforme erradamente se entendeu a princípio.” Saindo puro e inocente das mãos de Deus. LUCAS. que encarnar e reencarnar. temos que morrer. como se vê em: MATEUS. é celeste. capítulo 1º. versículo 16). Tanto assim não é que. num dos livros de Moisés (o Deuteronômio. também há o corpo espiritual.43 terreno que os nossos pés pisam. Porque uma trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis. O primeiro homem) formado da terra. Assim como há o corpo animal. o mais elevado entre os mais altos e o mais baixo entre os pequeninos. o segundo homem do céu. que nele pusera toda a sua complacência. MARCOS. versículo 1). E quando este corpo mortal se revestir da imortalidade.

o nosso maior inimigo. Muitas provas temos disso e o apóstolo PAULO. 12º. dos Espíritos de que ele é o símbolo. versículos 41 ao 44. que serão tantas. cárcere de criminosos. versículo 16). sem pai. quantas se tornem precisas a que ele através de várias gerações. Do mesmo modo. é uma figura. 34. 22º. 110. ressuscite. representativa da lei das encarnações e reencarnações. capítulo 4º. é uma figura. Jesus não tem genealogia. 62º. sem genealogia. porque seu Espírito. em forma humana. 35 ao 37. – Isaías. um símbolo e também uma lição para abater o orgulho humano. progredindo moral e intelectualmente. em sua Epístola aos hebreus (capítulo 7º. Adão. 2º. puríssimo. a sua expulsão do paraíso. para cada Espírito. 41 ao 44. – Atos. . de barro. Deu-se a morte de Adão. quando estes. qual a de todos os que habitam este planeta. nem fim de vida. 1. versículo 22. de que é formado o corpo humano. – Lucas. nem podia cobrir-se do barro podre. – Mateus. capítulo 20º. Assim. o proclama nestes termos: — o Filho de Deus. 2. – Marcos. não precisava. 41 ao 45. imaculado. a morte terá sido tragada na vitória. 1. tiveram que mergulhar na carne. Ainda mais: pelas próprias palavras de Jesus se prova que nenhuma genealogia humana lhe é aplicável. isto é. MATEUS. Vide: MATEUS. feito de limo. versículos 41 ao 45. se redima. versículo 3). 20º. mundo atrasado. Essa a morte de que Ø tornam livres os que se fazem eleitos (Isaías. que não tem princípio de seus dias. por se haverem tornado pecaminosos. das fadigas e das misérias sem conta que nos consomem.44 15º. (1) Salmo. capítulo 22º. se regenere. LUCAS. então. onde a vida decorre sujeita às contingências do trabalho árduo. 9. sem mãe. Para ele. para sofrer as conseqüências de suas faltas. expie e repare suas iniqüidades e.

desposou a José. sendo justo e não a querendo infamar. 1. 23. de acordo com as explicações já dadas acerca da genealogia de Jesus. em sonho. ligarem-se pelo casamento. 37 e 38. 31.45 2 MATEUS. 191. no versículo 25 se lê: E. — 21. — 19. A geração de Jesus se deu assim: Quando Maria. antes que houvessem coabitado. ela deu a luz o seu primogênito e lhe pôs o nome de Jesus. como se encontra em ROUSTAING. José. sua mãe. Aliás. ela deu à luz o seu primogênito. eis que um anjo do Senhor lhe apareceu. — 20. que quer dizer — Deus conosco.” — 24. viverem como marido e mulher. seu marido. filho de David. resolveu deixá-la secretamente. fez como o anjo do Senhor lhe ordenara e aceitou Maria por esposa. sem que tivessem tido trato carnal. “Eis que uma Virgem conceberá e parirá um filho. Mas. porque ele libertará seu povo dos pecados. tudo deve ser entendido em espírito e verdade. então. 12. a José. versículo 18. Aparição do anjo. que quer dizer — contrair esponsais. (2) Deuteronômio 24º. sem que tivessem tido trato carnal.Atos. verificou-se que ela concebera por obra do Espírito Santo. Quanto ao mais. — Geração de Jesus MATEUS: capítulo 1º. despertando. E. 4º. . Ela parirá um filho e tu lhe darás o nome de Jesus. ocupar-nos-emos tão-somente com o termo — desposar. ajustar matrimônio. 18 ao 25. — 22. pág. isto é. A propósito destes versículos. — 25. quando pensava nisso. 1º. 5º. José. Tudo o que há sido feito o foi para que se cumprisse o que disse o Senhor pelo profeta. volume 1. assim: — 23. 13º. Maria e José haviam ajustado casarem-se. ao qual será dado o nome de Emanuel. porqüanto O que nela se gerou foi formado pelo Espírito Santo. e disse: “José. . não temas receber Maria por tua esposa. em sonho.

— 20. Enquanto a multidão. — 3. conveniente. Ora. 1º. Evangelhos. suscetíveis de receber impressões magnéticas. por não haveres crido nas minhas palavras. por natureza. Vendo-o. as viram com seus próprios olhos e foram os ministros da palavra. se admirava de que estivesse demorando tanto no templo. — 5. tua mulher. — 8. porqüanto a tua súplica foi ouvida e Isabel. Não tinham filhos. nem bebida alguma que possa embriagar. para atrair os corações dos pais aos filhos e os incrédulos à sabedoria dos justos.” — 21. para oferecer os perfumes. pois que ele será grande aos olhos do Senhor. — 10. Respondendo. Converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. à espera de Zacarias. por ser estéril Isabel e estarem os dois avançados em anos. o que tudo sabes. Zacarias ficou todo perturbado e grande temor o assaltou. — 7. versículo 1. conforme ao que se observava entre os sacerdotes. com o Espírito e a virtude de Elias. sucedeu que. — 13. concebeu e se ocultou durante cinco meses. conservando-se de pé & direita do altar dos perfumes. — 22. — Aparição do anjo a Zacarias. Mas. médiuns. orava. — 11. na vez da sua turma. excelentíssimo Teófilo. ao tempo de Herodes. Tempos depois. Havia. (3) Os evangelistas eram. ao qual porás o nome de João. Zacarias. pois que lhes dava a entender isso por sinais. — 14. a fim de que conheças a verdade acerca do que aquelas pessoas hão dito. sua mulher. Passados os dias do seu ministério sacerdotal. Exultarás com isso de alegria e muitos rejubilarão com o seu nascimento — 15. — 24. sendo já velho e estando minha mulher em idade avançada?” — 19. Mudez de Zacarias. Isabel. desempenhando Zacarias suas funções de sacerdote perante Deus. Desde agora vais ficar mudo e não poderás mais falar. e fui enviado para te falar e te dar esta boa nova. — 9.46 3 LUCAS. e sua mulher era da raça de Abraão e se chamava Isabel. quando ele saiu sem poder falar. não beberá vinho. e irá à sua frente. um anjo do Senhor apareceu a Zacarias. 1 ao 25. — 6. — 16. — 23. O povo.” — 18. desde o começo. será cheio de um Espírito santo desde o seio materno. Ambos eram justos aos olhos de Deus e obedeciam a todos os mandamentos e ordens do Senhor. inconscientemente. Mas o anjo lhe disse: “Não temas. Muitas pessoas tendo empreendido pôr em ordem a narração das coisas que entre nós se realizaram — 2. que assisto diante de Deus. um sacerdote por nome Zacarias. que a seu tempo se cumprirão. quer dizer. para a manifestação . pareceu-me. eram. lhe tocou entrar no templo do Senhor. do lado de fora. disse-lhe o anjo: “Sou Gabriel. até ao dia em que estas coisas acontecerem. voltou Zacarias para sua casa. Esta a grava que o Senhor me fez quando se dignou de tirar-me do opróbrio diante dos homens. escrever-te a narrativa de toda a série delas. — 12. rei da Judéia. Zacarias disse ao anjo: “Como me certificarei disso. depois de me haver Informado exatamente de como todas essas coisas se passaram desde o princípio. dizendo: — 25. de acordo com o que transmitiram aqueles que. LUCAS: capítulo 1º. e ficou mudo. tirada a sorte. terá um filho. — Predição do nascimento de João. a fim de preparar para o Senhor um povo perfeito. — 17. da turma de Abias. ao tempo que se ofereciam os perfumes. todos compreenderam que tivera alguma visão no templo. — 4.

Precisamente porque o povo via em João a reaparição de Elias. se bem já Isabel estivesse avançada em anos. Importa. falando de Isabel (versículo 36): ela. é que àquele. naqueles tempos. permitiu que para Isabel findasse a prova de esterilidade e que ela concebesse. são os médiuns. muito se afligiam com o não terem filhos. que é chamada estéril. versículo 17) (4). Com efeito.. que nos mostra os modos por que se operam a nossa transformação e regeneração. e como tal era tido pelos judeus. (versículo 15). o que. porém. rogavam com fervor a Deus que lhes concedesse um filho. Quanto ao nascimento de João. Veja-se acima o versículo 17: e irá à sua frente com o Espírito e a virtude de Elias. mais aptos a receber essa influenciação e a se constituírem instrumento da manifestação dos Espíritos. o grande profeta de que fala o livro Reis (3º capítulo. influenciar-lhes os órgãos. aos olhos dos homens. tendo soado a hora do aparecimento do Precursor. de perturbações e transições. do maior dos heróis que a Humanidade já conheceu. sua idade não era tal que a impossibilitasse de conceber. pode. aliás. moral e positiva. Dentre esses seres. de todo o seu desenvolvimento e recursos. numa época. Na sua concepção. Que é o que isto significa. edificando a todos pela sua exemplar conduta moral. se atenda a que. a fim de compreender o que lhe caia ao alcance do conhecimento. se depreende claramente das palavras que o anjo dirigiu a Maria. por ser o fato atribuído à esterilidade dela e constituir um opróbrio. qual a que atravessamos. facultar-nos a luz necessária. quais a de já serem velhos os seus genitores e a da mudez temporária de seu pai. tantas interpelações a esse respeito foram dirigidas. Aquela mudez foi um fenômeno que se produziu como meio de maior atenção chamar para a predição feita e de corroborá-la. voltando à vida espiritual. de que o Espiritismo éuma filosofia racional. casados desde longo tempo. a fim de que se desse o nascimento de João. nenhum milagre houve. para compreendermos os ensinos e preceitos consagrados há vinte séculos pelo sacrifício. no Gólgota. a condição de estéril na mulher. o Senhor. de conformidade com as leis naturais. quando fora da vida material. devendo recorrer às obras do Mestre os que desejem estudar e compreender o que é a mediunidade e convencer-se de que só a Ciência espírita nos dá o conhecimento completo de nossa alma.47 dos Espíritos. visto que a inteligência foi outorgada ao homem para que ele investigue. de que somente essa ciência. Zacarias e Isabel. etc. por isso. em toda a plenitude. Os que se consagravam ao serviço de Deus impunham-se uma vida especial de abstenções e privações e os . entra a alma na posse integral de si mesma e seu perispírito recobra. João fora Elias. manejando os fluídos. a capacidade das percepções. senão que Elias reencarnaria no corpo da criança que ia nascer de Isabel? Não beberá vinho. transmitir-lhes pensamentos. portanto. deu-se em circunstâncias particularíssimas. A mudez de Zacarias não se pode nem se deve atribuir ao haver duvidado do acontecimento que se lhe anunciava. como era preciso que este impressionasse o espírito público desde o seu aparecimento na Terra. impressionar os entes humanos. Pode então. pois não se verificou a derrogação de nenhuma lei natural. Ambos. durante a sua missão. Como prêmio da submissão perfeita com que os dois guardavam os mandamentos. Apenas daremos uma idéia desse fenômeno.

Daí o dizer o anjo a Zacarias que o menino que se geraria em Isabel seria cheio de “um Espírito santo” (5). entra o Espírito na fase da reparação. tornando-o como que liberto. Começam aí a sua perturbação e ansiedade. a não ser pelo fenômeno a que se dá o nome de “morte”. Desde o seio materno. após haver verificado quais as provas necessárias ao seu adiantamento. foi a manifestação de um Espírito elevado ou superior. encarnados. Verificado o nascimento. E isso se dá. de Espíritos bons. Espírito muito elevado. de Espíritos superiores. passa a um estado de torpor ocasionado pelas constrições da matéria e que se prolonga até que. Das angústias que experimenta no início da encarnação.48 hebreus costumavam dedicar seus primogênitos ao Senhor. ele adquire relativa liberdade. Entra então numa fase de sofrimentos. Então. admitindo-se que o anjo tenha dito — “cheio do Espírito Santo” — o que quis exprimir é que João seria assistido pela coorte ou por uma coorte de Espíritos daquelas gradações. caso em que esta expressão deve ser entendida como significando o conjunto ou um conjunto de Espíritos puros. à medida que. no convívio deles e por eles sustentado. ou. com o desenvolvimento. João ia ser um desses: daí o que reza o versículo 15. atraía a si. o momento de realizá-la. se fazem. no seio materno. para assisti-lo. o Espírito vai perdendo a lucidez. como com o que já alcançou grau mais ou menos elevado de depuração. Depois de haver expiado suas faltas no espaço. dignos dessa assistência. os que lhe eram iguais em elevação e superiores e. por uma espécie de cordão fluídico que. não sofria o constrangimento da matéria de que ia revestir-se. por assim dizer. tanto com o Espírito ainda atrasado. convencido de que só por meio delas conseguirá avançar. do invólucro que o há de revestir. o atrai gradativamente para a prisão em que se vai encerrar. desde o começo da concepção. por efeito do desenvolvimento desta. na erraticidade. que era médium vidente e audiente. porém. se enche de alegria tão grande que o impede. que tomou angélica figura. A grandiosidade da sua missão dá a medida da sua grandeza espiritual. bem apreciava a grandeza da missão que o Senhor lhe confiara e. possuído do ardente desejo de desempenhá-la fiel e dignamente. significativa da confiança que lhe tem o Senhor. contraindo-se. A aparição do anjo a Zacarias. do qual não mais pode desembaraçar-se. que duvida de suas forças para suportá-las. Liga-se àquele invólucro. É que tão fraco ele se sente. em consequência do seu passado culposo. por meio de sofrimentos e torturas morais proporcionados às mesmas faltas. porém. pede uma encarnação em que passe por aquelas provas e essa encarnação lhe é concedida. Foi o que se deu com João que. pela sua altitude moral. “cheio do Espírito Santo”. de sentir o jugo da matéria. será cheio de um Espírito santo (versículo 15). independente dela. como vulgarmente se lê nas traduções do Evangelho. Este. que se chamam provas. vestida de alvas roupagens. Ao aproximar-se. Assim. tais provas se lhe afiguram terríveis. para inspirá-lo e guiá-lo. cumprindo a lei absoluta e fatal do progresso. que cada vez mais intensas se tornam. como já pode apreciar a importância da obra que lhe cumpre executar. como o são todos os que. banhada por uma luz cujo foco o esposo de Isabel . o Espírito se acha completamente ligado ao corpo.

observe e pratique o magnetismo. tanto se explica desse modo. poderá ver na mudez de Zacarias um milagre. Com uma. com o progredir do nosso Espírito. O de que tratamos. Justifica-se desta forma o que ensina o nosso querido Mestre quando diz que a Ciência e a Religião são as duas alavancas do Espírito humano. obtém efeitos idênticos e muitos outros mais. de pensamento. Nada há aí que surpreenda. por atenção às necessidades dos tempos em que foram ministrados. prescrevia a substituição do ódio pelo amor e condenava todas as formalidades e inovações que desnaturaram os mandamentos simples e santos do Decálogo. frutos benéficos produziu. de . adquire ele o conhecimento das leis que regem o mundo material. com o seu Universo destituído de razão. Assim. por efeito do amontoado de erros e superstições que ocuparam o lugar dos ensinamentos do Salvador. quando se sabe que o magnetizador humano. um fato que se não possa atribuir a causas naturais que o expliquem. pelo processo do medo. sobretudo numa época em que os ensinos do Cristo recebem o seu complemento. isto é. com a decretação de seus dogmas. Provindo ambas de um princípio único — Deus —. O resultado de tudo isso é que as multidões. ninguém. Somos dos que não esquecem que o Catolicismo foi a crença de nossos pais e que.49 não via. do terror. como se há de admitir que o Catolicismo vote ódio ao progresso e à civilização. quando a religião deverá apoiar-se na Ciência. De sorte que a incompatibilidade que parece existir entre as duas é apenas o resultado da falta de observação criteriosa e ponderada das coisas e do exclusivismo extremo em que uma e outra se encastelaram. Apreciemos o procedimento dos escribas e fariseus e não nos admiraremos do que ocorre hoje é certo que já se não aplicam os martírios e suplícios. e procura-se lançar o ridículo sobre os que se não conformam com os absurdos e os dogmas dos que entenderam de monopolizar o entendimento da verdade. injuria-se. em que começa a levantarse o véu propositadamente lançado sobre eles. sendo a do progresso uma lei absoluta. A fé religiosa se enfraqueceu. exclusivismo que produz o conflito donde nascem a incredulidade e a intolerância. Mas. para ostentar predomínio e poderio. o liberalismo e a civilização moderna? Abramos a história dos tempos antigos e veremos que outra não foi a atitude do sacerdócio hebreu para com o Messias que. pois. e dotada de asas. por efeito do espírito de dominação e intolerância de onde nasceu a imposição de uma religião carente de bases racionais. Assim sendo. em geral. caíram na indiferença. elas não podem contradizer-se. de amor. porém. inquestionavelmente. com a outra o das que governam o mundo moral. em completo antagonismo com a Ciência. unicamente pela ação da sua vontade. que o homem o pode reproduzir. como geralmente os hebreus representavam os anjos. exercendo sobre Zacarias uma ação magnetoespiritual. mediante o desenvolvimento de todas as suas faculdades. que estude. não mais nos podemos conformar com as imposições da Igreja Católica. cumprindo a lei e os profetas. Daí o surto do materialismo que. conforme se verifica pela leitura do último artigo do Syllabus. lhe produziu o entorpecimento dos órgãos vocais de efeito análogo ao da paralisia desse órgão. que a desmente todos os dias. de justiça. que reza: Anátema a quem disser: o Pontífice Romano pode e deve reconciliar-se e harmonizar-se com o progresso. Foi esse Espírito quem.

que baixou do Céu para prestigiar a lei dada a Moisés. entre outras. (5) Em apoio desta forma na linguagem do anjo. desde que podemos ter e praticar esses ensinos. as seguintes razões que tomamos à obra admirável de A. (4) As edições da Bíblia mais conhecidas no Brasil são as da Sociedade Bíblica Britânica. (3) JOÃO.50 consciência. posta de acordo com a razão. portanto os livros 3º Reis e 4º Reis católicos. E é nessa conjuntura que os endurecidos e obstinados ousam negar-se a toda e qualquer discussão. Macabeus 1º e Macabeus 2º. 4. por se ver forçada a levar em conta o elemento espiritual. esclarecidos pela luz da razão. os tempos em que a Ciência deixará de ser materialista. insistindo em fazer proselitismo por meio de anátemas ao progresso. 24.Os livros católicos. porque. O Eclesiástico. como fazem certo as Epístolas de Paulo. 17. aparecem com os titulos de 1 Samuel e 2 Samuel. que é o espírito. 1º Reis e 2º Reis. engendrou uma ciência sem ideal. conforme a instituiu a Igreja romana. é absoluta e fatal e se cumpre indefectivelmente. não mais recebendo desmentidos da Ciência. de antagonistas que ainda se mostram. quando sabemos e sentimos que os vinte últimos séculos decorridos nos prepararam para compreender a vida espiritual e para discernir da matéria. — 1ª Epístola à Pedro. 2º. que usavam com muita facilidade do qualificativo santo. Judite. davam. como no plano físico e no intelectual. 5º. 1: — Apocalipse 1º. temos por base da nossa crença os ensinos de Nosso Senhor Jesus Cristo. ao liberalismo e à civilização! Iludem-se. Assim tem que ser. trazendo ao mundo a graça e a verdade. chamam-se na católica Paralepômenos. como já dissemos. a inteligência. dando o nome de Espírito Santo a uma das pessoas da mesma Trindade. já não estará exposta aos golpes da irresistível lógica dos fatos. Reconhecidas a legitimidade e a autenticidade do Velho e do Novo Testamento. militam. na parte em que faz a demonstração de que os termos dos livros sagrados não autorizam a concepção da Trindade. BELLEMARE — Espírita e Cristão. de . 4. Sabedoria. 3º . Baruch. 3. que é a letra. Chegaram os tempos de serem completados os ensinos do Cristo. visto que a lei do progresso. 15º. 23º. prestando-se mútuo apoio. passarão a caminhar harmonicamente.Não aparecem nas edições protestantes os seguintes livros canônicos católicos: Tobias. Ora. 1º. 18.Os dois livros de Crônicas da Bíblia protestante. nas quais há as seguintes diferenças em confronto com a católica aqui citada por Sayão: 1º . por haver soado a hora em que Religião e Ciência. 8º. 27. de alma. tanto no plano moral. Os primeiros cristãos. 2º . 16. equivalem a 1º Reis e 2º Reis protestantes. em que a religião não mais poderá conservarse estranha ao conhecimento das leis naturais e imutáveis a que a matéria se acha submetida. — Atos. 1. porém. Daí resultará adquirir a Religião o seu prestígio máximo e incontrastável. não há porque prefiramos recebê-los deturpados por inovações humanas e impostos com a feição que no-los queiram apresentar os que se proclamam inimigos do progresso e da civilização.

o único que poderia anunciá-lo. pois. Desde muito antes.. mas sim — Espírito Santo. em sentido indeterminado é que se devem entender aquelas ‘duas palavras. o que prova não poder tratar-se do Espírito Santo. donde o atribuírem-nos a uma causa sobrenatural. pelas circunstâncias de lugar e tempo. a expressão Espírito Santo passou a ser aplicada. . nos textos originais. no sentido espírita. ou um Espírito Santo. excluído o artigo. nos casos em que os Evangelhos usam a expressão Espírito Santo precedida do determinativo o. que somente exprimiria a realidade se se apoiasse em palavras de Jesus Cristo. que não se trata da terceira pessoa da Santíssima Trindade. tal como o define o dogma. porém. pela simples razão de que ainda não fizera sua aparição entre os homens. em particular. Mais tarde. que ainda não fora dogmaticamente instituída. do Paracleto. o que está é: E ele (João Batista) será grande diante do Senhor. falam de Espírito Santo. Mortos os apóstolos. com o especializar-se o sentido geral em que era usada. Ora. travadas as discussões filosóficas e teológicas que invadiram a Judéia como todo o Oriente. a explicação dos fenômenos lhes escapava às inteligências. Assim. porqüanto. do aparecimento de Jesus na Terra. empregam-nas sem o artigo. nem bebida fermentada e será cheio de um “Espírito Santo” desde o seio de sua mãe. ignorando em absoluto a existência do que a ciência moderna chamou “fluídos”. ao Espírito guardião ou Paracleto. ou. mas. não intervindo o artigo para determinar o Espírito.51 modo geral. em seis apenas eles dizem — o Espírito Santo. Uma circunstância favoreceu esse erro: sabiam os primeiros cristãos que os Espíritos eram OS produtores dos fenômenos. enfim. Mesmo. no versículo 15 do capitulo 1º do Evangelho de LUCAS. do Espírito Guardião. de um Espírito bom.. fácil é de ver-se. em seis apenas essas palavras vêm precedidas do artigo. isto é. sempre. Da admissão da causa sobrenatural à divinização dessa causa não havia mais que um passo. porém que o não anunciara então. mas. Em todos os outros casos. perdida a tradição primitiva. o nome de Espírito Santo a todo Espírito bom. as palavras gregas que correspondem Aquelas já não significam — o Espírito Santo. não beberá vinho. Note-se ainda o seguinte: das vinte vezes que os Evangelhos. a noção de que o Espírito Santo era o Espírito guardião degenerou na do Espírito Santo como sendo a terceira pessoa de Deus e o próprio Deus.

versículo 26. recebeu a Israel como seu servo. Sucedeu que. noiva de um varão chamado José. Ó cheia de graça. saudou Isabel. Então Maria disse: “Aqui está a serva do Senhor. — 41. és bendita entre as mulheres. — Cântico de Zacarias LUCAS: capítulo 1º. No oitavo dia. tendo sabido que o Senhor usara para com ela de misericórdia. cujo nome é santo. — 57. — 53. — 39. Pois que Ele deu atenção à baixeza da sua escrava. aproximando-se dela. e essa virgem se chamava Maria. O anjo.” — 56. seu pai. É assim que conceberás em teu seio e que de ti nascerá um filho ao qual darás o nome de Jesus. da casa de David. por aqueles dias. E donde me vem a dita de ser visitada pela mãe do meu Senhor? — 44. o menino lhe saltou no ventre e ela ficou cheia dum Espírito Santo. meu filho saltou de alegria dentro de mim. — 27. E entrando na casa de Zacarias. se não conheço homem?” — 35.” — 29. Ela. Entrementes. Maria. — 52. — 40. grandes coisas me fez o Todo-Poderoso. Estando Isabel no seu sexto mês de grávida. E seu reino não terá fim. derribou de seus tronos os poderosos e elevou os humildes. — 28. — 47. porqüanto. o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. . a uma virgem. 1º. meu salvador. faça-se em mim conforme as tuas palavras. — 54.” E o anjo se afastou dela. ao ouvir Isabel a saudação de Maria. dispersou os que se elevaram cheios de orgulho nos seus pensamentos íntimos. tomou apressadamente a direção das montanhas. É que nada será impossível a Deus.” — 46.52 4 LUCAS. — 42. Maria. e meu espírito se arrebata de alegria em Deus. como trouxessem o menino para a circuncisão. — Visita de Maria a Isabel. a Abraão e à sua posteridade na sucessão dos séculos. — 32. — 49. e ele reinará eternamente sobre a casa de Jacob. Ele será grande e será chamado o filho do Altíssimo. — Cântico de Maria. porqüanto caíste em graça perante Deus. Então disse Maria ao anjo: “Como sucederá isso. conforme o disse a nossos pais. Anunciação. — 51. O anjo lhe respondeu: “Um Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. o Senhor está contigo. 26 ao 80. — 30. — 55. — 31. levantando-se. Manifestou a força do seu braço. Seus vizinhos e parentes. Sim. — 50. ouvindo-o. — 33. E eis que tua parenta Isabel concebeu na velhice um filho e está no sexto mês de gravidez. — 36. Exclamou então em altas vozes: “És bendita entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. eis que daqui por diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada. ela que é chamada estéril. porém. Disse então Maria: “Minha alma glorifica o Senhor. por sobre os que o temem. e cuja misericórdia se espalha. — 59. lembrando-se da sua misericórdia. Bem-aventurada tu que acreditaste. indo a uma cidade de Judá.” — 34. — 58. Maria ficou em companhia de Isabel cerca de três meses. — 48. de idade em idade. — 43. depois regressou à casa. se turbou do seu falar e consigo mesma pensava no que significaria aquela saudação. cumulou de bens os que estavam famintos e despediu os ricos com as mãos vazias. — 45. porqüanto o que te foi dito da parte do Senhor se cumprirá. e por isso o santo que nascerá de ti será chamado Filho de Deus. chegou a época em que Isabel haviá de parir e ela deu à luz um filho. o Senhor Deus lhe dará o trono de David. a felicitavam. lhe disse: “Eu te saúdo. — 37. O anjo lhe disse: “Nada temas. todos lhe chamavam Zacarias.’ — 38. que mal me chegaram aos ouvidos as palavras com que me saudaste. Ora.

é o único princípio imortal. “Bendito seja o Senhor Deus de Israel. Zacarias pediu uma tabuinha e escreveu: “João é o seu nome”. menino. idêntico aos nossos. E tu. a maior essência espiritual. conforme prometera pela boca de seus santos profetas que existiram em todos os séculos passados: — 71. Assim sendo. para usar de misericórdia com os nossos pais. graças às quais este Sol que vem do alto nos visitou.53 dando-lhe o nome do pai. para dar a seu povo o conhecimento da salvação pela remissão dos seus pecados. — 79. — 67. não entrando de forma alguma a matéria perecível no conjunto de suas perfeições. soltou-se-lhe a língua e ele entrou a falar bendizendo de Deus. No mesmo instante se lhe abriu a boca. E Zacarias. divino por ser. para iluminar todos aqueles que estão assentados nas trevas e nas sombras da morte e dirigir nossos passos pelo caminho da paz. relativamente à Terra. insistindo em algumas observações já feitas quando tratamos da genealogia de Jesus. Ora. porque assim o exigia o desempenho da sua missão naquela época. — 74. Responderam-lhe: Não há na vossa família quem tenha esse nome. porém. o serviríamos sem temor. modelo divino que o Pai nos ofereceu. — 72. para nós espíritas. E note-se que. e pelas entranhas de misericórdia do nosso Deus. a única potência criadora. por nos ter suscitado um poderoso salvador na casa do seu servo David. lembrando-se da sua santa aliança. porqüanto irás adiante do Senhor para lhe preparar os caminhos. ele se chamará João. Deus é uno. para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam. como . e todos os que as ouviram narrar guardaram delas lembrança e diziam entre si: “Quem pensais venha a ser um dia este menino?” pois que sobre ele estava a mão do Senhor. Nada obstante. cheio dum Espírito Santo. nenhuma das leis da Natureza foi derrogada. Fácil. 77. — 78. livres dos nossos inimigos. com quem se acha e sempre esteve em relação direta. A mãe. seu filho. que se destina apenas a consubstanciar noções indispensáveis a principiantes que desejem ler as sagradas Escrituras.” — 61. E ao mesmo tempo perguntavam ao pai do menino como queria que este se chamasse. — 63. dizendo: 68. tomando a aparente forma humana com que se apresentou entre os homens e de que se revestiu. permanecendo nos desertos até ao dia em que havia de aparecer diante do povo de Israel. — 75. — 70. — 64. conforme jurara a Abraão nosso pai quando nos prometeu a graça. diremos que. — 65. sem que cheguem jamais a imitá-lo. na santidade e na justiça em sua presença por todos os dias da nossa vida. disse: “Não. por ter visitado e resgatado o seu povo: — 69. — 73. porém. de Roustaing. pela sua pureza absoluta. depois de Deus. aproximados dos deístas que lhe negam a divindade. seu pai. Todos os que habitavam nas vizinhanças se encheram de temor. E o menino crescia e se fortificava no espírito. como esta. profetizou. de que. como lhes dá a Revelação da Revelação. o que encheu de espanto a toda a gente. não podia ele nascer e não nasceu de homem.” — 62.” — 80. (6) Cada uma das partes deste capitulo encerra matéria para largo desenvolvimento. dada a sua condição de Espírito de pureza perfeita e imaculada. — 60. serás chamado profeta do Altíssimo. Jesus é. e a notícia dessas maravilhas se espalhou por toda a região e montanhas da Judéia. como nós. — 76. embora os materialistas se obstinem em revesti-lo de um invólucro de carne. é de ver-se que a explanação ampla de cada uma delas não cabe nos limites de uma obra. — 66.

em todos os seus infinitos e deslumbrantes matizes. As leis de Deus são absolutas. como anúncio da mais portentosa manifestação do amor de Deus para com seus filhos. uma de suas passagens mais sublimes e comovedoras: a da revelação. apenas revestido de um corpo de natureza perispirítica. para deixar e tomar a vida. a razão. desaparecem todas as obscuridades das letras evangélicas e o Evangelho se nos patenteia qual maravilhoso e cristalino monolito. É inconcebível que a inteligência. portanto. como fazia. desde longo tempo. a lógica. foi uma aparição espírita tangível. conforme o declarou. sem nascer? Considere-se. aparecendo e desaparecendo. cujas partes componentes não mais se poderão ajustar. entretanto. só não devam ser utilizados para a dos ensinamentos do Divino Mestre. posto de lado esse laço fundamental da narrativa da epopéia messiânica. segundo a expressão de Paulo. Mas. ao demais. Ele nenhuma lei natural preteria ou derrogava. pela revelação de que o Cristo desceu à Terra em Espírito. não deva ser entendido. não obstante haver Ele dito que nada há que não deva ser conhecido. a luz do mundo — Jesus? . que. sem nascimento? Será porque o sacerdócio romano proíbe se entenda o que dizem os Evangelhos e manda se creia de olhos fechados? Só assim se compreende que. a refletir. a todos está aberta a porta e facultado o direito de desprezarem estas e aquelas passagens. Jesus. A verdade. tão perfeita que dava a impressão de ser Ele um homem como os demais. que o seu aparecimento na Terra não se deu por nascimento humano. como supor a necessidade da preterição ou derrogação de alguma. assim chamados. ou convenham. por encarnação material. teremos que desprezar. predito aos homens. Mas. A ciência espírita explica de modo satisfatório e racional o aparecimento de Jesus na Terra. versículo 18). (Evangelho de João. morto e sepultado. melhormente elevam o espírito dos crentes e lhes atraem os corações para as maravilhas do seu poder e para os auxílios da sua bondade. Ora. negando-lhe qualquer vestígio de autenticidade. comodamente. estes e aqueles pontos dos Evangelhos. Considere-se ainda que. uma das mais belas e grandiosas páginas do Evangelho. não as podia preterir. por que havemos de o transformar num corpo desarticulado. E. a não admitirmos que Jesus não foi um homem carnal. capítulo 10º. imutáveis e eternas. na suposição de que. depois de crucificado. depois. da missão altíssima para que o seu Espírito fora escolhido. conforme o exigia a natureza da sua missão. meios que Deus nos outorgou para a compreensão de tudo. quando. por que não poderia “aparecer” do mesmo modo. que valor lhes restará? E. para só aceitarem. que geralmente se denominam milagres. após a crucificação. sem ser pôr meio de um nascimento humano. único compatível com a condição celestial que lhe era própria. se Ele pôde “reaparecer”. tanto assim que Tomé o apalpou.54 não o foi em nenhum dos fatos por Ele produzidos. sendo esse “um mandamento do Pai”. para que pudesse aparecer na Terra. Jesus reapareceu com o mesmo corpo que tinha antes. é que a presença de Jesus entre os homens. sem haver nascido. se nesse caso. nem lhes abrir exceções. de um corpo celeste. a de que nela e por ela se ia cumprir o que pelos profetas vinha sendo. os que lhes agradem. cuja figura de rutilante beleza espiritual então se apagaria logo. o raciocínio. de todas as vezes que se lhes manifestou sob as aparências da corporeidade humana. feita a Maria.

8º. 12º. pelas sugestões dos invisíveis inimigos da Verdade.55 A razão não pode hesitar na escolha. 9 e 10. 34. (6) JOÃO. 14º. . a menos que esteja obliterada pelas idéias preconcebidas. 37. ou pelas paixões sectaristas. — Atos.

leva-nos a desenvolver. a nossa perspicácia e as nossas faculdades intelectuais. exercida com o emprego de fluídos apropriados. e Maria deu à luz o seu primogênito. por inexplicável mediante os conhecimentos de então e que inexplicável se conservou até ao advento da Terceira Revelação. em Maria. à cidade de David. o Espiritismo que. — 2. que não existe. 1 ao 7. Governador da Síria. É sabido. José partiu da cidade de Nazaré. a fim de fazer-se registrar com Maria. visto que implicaria a derrogação de leis naturais. é claro que. esse sim. Concepção e gravidez de Maria. — 4. Enquanto ali se achava. os fazem penetrar naquele conhecimento. portanto. e veio à Judéia. envolveu-o em panos e o deixou numa manjedoura. Ele próprio disse que apenas ensinava o que os homens podiam suportar. que. por aqueles dias. das tradições supersticiosas. porque oriundas da sabedoria divina. Todos iam fazer suas declarações.56 5 LUCAS. que o estudo e a experiência descobriram e os atos hão provado incessantemente. versículo 1. cada um na sua cidade. 2º. E fundamento não há para se não admitir que assim possa ter sido. é. (7) A concepção. por isso que ele era da casa e da família de David. por obra de Espírito Santo. concita-nos ao devotamento. conhecimento que se não pode adquirir senão pelo aperfeiçoamento. — 7. é o conjunto dos Espíritos do Senhor. porqüanto este seria o “sobrenatural”. sucedeu que se completou o tempo ao cabo do qual devia ela parir. que se desdobra em espiritual e humano e se exercita por meio da ação fluídica. — 6. quando viesse o Espírito da Verdade. por outro lado. lhes daria a conhecer todas as coisas (Evangelho de João. versículos 12 e 13). sua esposa. não podendo essa revelação de verdades referir-se aos ensinamentos por Ele ministrados. com efeito. é o conhecimento progressivo da verdade. que são imutáveis. ao cabo de todo o progresso que a Humanidade tem feito nesse espaço de tempo. por não haver lugar para eles na hospedaria. posta de lado toda e qualquer idéia de milagre. que Jesus não revelou aos homens toda a verdade. ao passo que aquela ação assenta numa lei da Natureza. Sucedeu que. O Espírito da Verdade não é um ser corpóreo ou fluídico. que fica na Galiléia. consubstanciando os ensinos daqueles Espíritos. decorridos dezenove séculos. chamada Belém. como tudo mais que a isso se seguiu até ao suposto nascimento do nosso Redentor. mais não foi que o resultado de uma ação magneto-espírita. tudo considerado uma obra miraculosa. conservar-se estacionária na cegueira dos milagres. Esse primeiro recenseamento foi feito por Cirino. os quais. tocando-nos os corações e tornando-nos dignos de ser por ele . manifestando-se aos homens. para o recenseamento de todo o mundo. Fora condenar-se às trevas eternas e ao indiferentismo que esses absurdos geram. Ora. não mais pode ela. se publicou um edito de César Augusto. — 5. — 3. pela experiência. que estava grávida. dos dogmas. É a lei do Magnetismo. nos faculta conhecer as verdades que o Divino Mestre não pôde revelar e a discerní-las do erro e da falsidade. fatos que a todo instante podem ser verificados. capítulo 16º. — Aparição de Jesus na Terra LUCAS: capítulo 2º.

É ainda pela atração magnética que o princípio fecundante é levado de uma flor a outra. se opera em todos os reinos da Natureza. três elementos se nos oferecem: o amor. Para isso. estará na posse do segredo da vida universal. Os diversos fluídos existentes se reúnem e conjugam pela ação magnética. de suas propriedades. Assim.57 conduzidos a toda a verdade. animal. que representa um fator essencial e poderoso da efetivação das suas possibilidades. pela atração magnética é que o macho se aproxima da fêmea. O Magnetismo é o agente universal que aciona tudo. Tal o objetivo dessa ciência: a perfeição humana. As entidades morais. As criações. Vem como precursor do estado de perfeição que devemos atingir. ou os seres ainda privados de responsabilidade. a transcorrer sob a dupla ação: espírita e magnética. nesse estado. bem dirigidos. A atração. das várias transformações e combinações de que são passíveis. . Enfim. para formar os minerais. É um como laço universal que Deus formou. porém. que o magnetizador humano. como pretendem os materialistas. na plenitude de suas faculdades inatas. exercendose no emprego dos fluídos humanos. Quanto ao magnetismo espiritual. que. receber as idéias que lhe transmita. portanto. Qualquer opinião que se forme sobre a improcedência destes princípios. Tanto é assim. temos que trabalhar incessantemente pelo nosso progresso moral. nos desertos da terra. das suas diversas espécies. Esta deixa de ser a resultante de forças vitais. desde que não assente no estudo e na experiência. as sensações e impressões mais variadas. e se apresenta como causa independente. Todos os atos chamados “milagrosos” são resultantes de ações espíritas. O estudo e a experiência facilmente os comprovam nas sessões espíritas. A ciência do Magnetismo é maravilhosa em seus efeitos físicos e morais. o estudo e a caridade. Oferece a prova mais cabal da existência e da imortalidade da alma. encarnados ou não. são dotadas de vontade. por assim dizer. para a evolução que lhes cumpre a todos realizar. de ações magnéticas. precisadas de fertilização. experimentar. nas entranhas do planeta. sua ação e seus efeitos são incontestáveis. liberta momentaneamente da sua prisão e pairando sobre a natureza toda. humano e espiritual. é comparável à sentença que um juiz pronuncie sem ter lido autos. efeito do magnetismo. um ser único e para podermos subir até Ele. sem liberdade. nem personalidade. Quando o homem houver adquirido o conhecimento de todos os fluídos. Os fluídos magnéticos ligam todos os mundos do Universo. pela vontade de Deus e segundo leis naturais e imutáveis. nem examinado provas. se submetem fatalmente à ação das leis a que se acham sujeitos. como sede de uma vontade operosa. etc. ou do jogo dos órgãos. para alcançar tão alta meta. tudo é atração resultante desse agente universal — o Magnetismo. como ligam todos os Espíritos. desenvolvidas com o auxílio de fluídos apropriados. pela só ação da sua vontade. influi sobre o magnetizando e consegue fazê-lo cair em estado sonambúlico. ainda. que as águas se orientam para as terras áridas. para constituirmos todos. que constituem a expressão grandiosa dessa vontade. Mas. porque tudo está submetido à influência magnética. Em o nosso planeta. as substâncias se agregam. de seus efeitos. podemos distinguir quatro espécies de magnetismo: mineral.

Aos onze anos. O que há é hipnotismo. orando com fervor ao Deus de infinita misericórdia. Dizem então: não há Espiritismo. se chamava Maria. Terminada a cerimônia. era o santo Zacarias. o Anjo a proclamou cheia de graça e determinou a seus pais que. Dão-lhe. elevaram. Ambas rogavam ao Senhor se condoesse da aflitiva condição em que se encontravam. obtiveram o auxílio dos bons Espíritos. naqueles tempos. Por haver quem abuse da credulidade e explore a ignorância pública. significa “Estrela do mar” e. que. com três anos e dois meses de idade. porque a isso se opõem interesses inconfessáveis. prima irmã da Virgem Maria. foi tida por estéril durante muitos anos. na linguagem siríaca. foi Joaquim. já os sábios começam a falar. com o lhes conceder o Eterno uma filha. Pondo-lhe o nome de Maria. que se produzem para determinados fins. o sacerdote a repeliu com desprezo. que seria a escolhida para Mãe do Senhor. quando com seu marido chegava a Jerusalém. entrou esta para o templo. A seita dos essenianos se distinguia pela sua extrema austeridade. no momento oportuno e na casa onde costumava pousar. é sugestão. em hebraico. veio ao mundo a Virgem predestinada. lançando condenação geral e absoluta sobre aquilo que não conhecem. que não lhes convém conhecer e. proferiu o voto de consagrar ao serviço de Deus a menina que. onde se educavam as donzelas. nas suas academias.58 Hoje. dizem. Passados quarenta dias. porém não desesperava de alcançar a graça que deprecava. foi confiada à guarda do respectivo sacerdote. a que muitos ainda denominam de “milagres”. porém. súplices. Findaram-se-lhes. visto que. à menina. afinal. etc. a esterilidade da mulher era considerada um opróbrio. felizmente. que confortam a alma dando-lhe forças para vencer os transes mais difíceis. Vindo a festa dos essenianos. lavram um decreto. para fazerem crer que se trata de verdadeiras novidades. as lições de nossos mestres nos levou a tornar este capítulo mais extenso do que deverá ser. A Virgem pura e imaculada. com um pouco mais de afoiteza. divulgar. achando-se ela ainda no templo. que ela. a consagrassem ao Senhor desde a infância. menos. após quase dois séculos de vulgarização de seus princípios. denominações diversas. que lá permaneciam até se casarem. em observância dos votos que haviam feito. traspassados de dor. levando nos braços a sua primogênita. Ana se doía dessa humilhação. Segundo era de uso em Israel. quer dizer “Soberana. ouvindo todos. morreu-lhe o pai. Entretanto. Esta. em . ao nono dia de nascida. marido de Isabel. estranhando que a fizesse alguém sobre o qual pesava a maldição de Israel. A necessidade de reproduzir. foi Ana ao templo purificar-se. ainda que sumariamente. porqüanto são fenômenos naturais. fazer a sua oferenda ao Senhor. logramos dar uma idéia da causalidade de fenômenos. Assim é que Ana. como os demais. os dias da provação. de acordo com as necessidades da época. assim fazendo. erradamente. foi-lhe dado nome. seus pensamentos ao céu e. Depois de fazer a oblata das vítimas a serem sacrificadas. dessa ciência básica para elucidações dos fenômenos mais graves que se apresentam às nossas cogitações. ao cabo de vinte anos de esterilidade. Ana e Joaquim. concebeu e que. era filha de Ana e Joaquim. Ana. que. no entanto. perante toda a família reunida. como Isabel. nem magnetismo. da boca de Joaquim. nossa Mãe Santíssima.

pelo lado varonil. Celebraram-Se os esponsais. Aos quinze. 5º. tendo ela quinze anos e José de trinta e cinco a quarenta. 3º. 1. — Apocalipse. 42. (7) 1º Reis. natural de Nazaré. 16º. com os sacerdotes. 10. . ao celebrar-se a festa da nova dedicação. 7º. em obediência ao que ordenava a lei.59 avançada idade. para seu marido. para sair do templo amparada. 16º. a José. Cumpriu-se o preceito. 14. 84 a 39. cumpria-lhe tomar esposo. — Atos. escolhendo os parentes de Maria. da mesma tribo que a Virgem. 4 — JOÃO.

cheio de sabedoria. eles regressaram à Galiléia. Circuncisão. que se praticava em obediência a uma lei antiga. conforme a mesma lei. filha de Manuel da tribo de Aser. dia e noite. desde que se casara. diferentemente regulados. e um Espírito Santo estava nele. veio ao templo e. Havia em Jerusalém um homem probo e temente a Deus. 2º. chamado Simeão. Impelido pelo Espírito. duas rolas ou dois filhotes de pombos. Estava em idade muito avançada e não vivera senão sete anos com o marido. de acordo com o que está escrito na lei: “Todo primogênito será consagrado ao Senhor”. Pelo Espírito Santo lhe fora revelado que não morreria antes que houvesse visto o Cristo do Senhor. segundo a lei de Moisés. que vivia à espera da consolação de Israel. — 34. como os pais do menino Jesus o tivessem levado lá a fim de o submeterem ao que a lei ordenava. de acordo com a orientação de cada Igreja ou seita. a fim de que os pensamentos ocultos nos corações de muitos sejam descobertos. evitando os escândalos que decorrem de tais revoltas. como o era a ablução batismal. que só têm servido para dividir e separar os homens. — Cântico de Simeão. para fomentar as . versículo 21. — 38. pós-se a louvar o Senhor e a falar do menino a quantos esperavam a redenção de Israel. ele o tomou nos braços e louvou a Deus. estando nele a graça de Deus. — 28. Havia também uma profetisa chamada Ana. foi ele chamado Jesus. exemplo que nos cumpre seguir. segundo a tua palavra. não nos revoltando contra os preceitos legais. uma marca destinada a distingui-los dos sectários de outras crenças. — 26. o levaram a Jerusalém. Simeão os abençoou e disse a Maria. O pai e a mãe de Jesus se admiravam das coisas que eram ditas dele. O uso da circuncisão. Era então viúva. — 32. de formalidades inúteis. 21 ao 40. passado o tempo da purificação de Maria. Chegando ao templo naquele momento. teu povo. entre os hebreus e outros povos da raça abraânica. — 39. servindo a Deus. — 25. para o apresentarem ao Senhor. (8) A circuncisão constituía. em jejum e orações. como tais. — 31.” — 33. — 30. — 22. e para oferecerem ao sacrifício que era devido. contava oitenta anos e não se afastava do templo. Dê ouvidos os oito dias ao cabo dos quais tinha o menino que ser circuncizado. Senhor.” — 36. — 37. são de origem e invenção puramente humanas. — 23. Submetendo-se a esse uso. “Agora. o menino crescia e se fortificava. Depois de terem cumprido tudo o que era ordenado pela lei do Senhor.60 6 LUCAS. uma cerimônia ritualística. e que fizeste surgir à vista de todos os povos. E a tua própria alma será traspassada como por uma espada. como luz para ser mostrada às nações e para glória de Israel. sua mãe: “Este menino vem para ruína e para ressurreição de muitos em Israel e para ser alvo da contradição dos homens. — Purificação. não passando. que era o nome que o anjo lhe dera antes de ser concebido no seio de sua mãe. pois meus olhos viram o Salvador que nos dás. — 40. sua cidade. os pais de Jesus deram um exemplo de obediência às leis. Era um ato material. Entrementes. — 27. mandarás em paz o teu servo. dizendo: — 29. E. Indo para Nazaré. 35. — 24. como todas as práticas de culto externo e as cerimônias que formam o conjunto dos atos religiosos. —Ana profetisa LUCAS: capítulo 2º.

e o segundo ao sacrifício pelo pecado original. ensinasse. Simeão também foi ao Templo no dia em que Maria e José lá entraram. um único meio temos de servir ao nosso Pai celestial e de habilitar-nos à herança de que falou David. aos sofrimentos por que teriam de passar os grandes de Israel. Determinava o Levítico (capítulo 12). se a classe. ou duas rolas e alguns ciclos. em seu testamento.61 intolerâncias e determinar perseguições cruéis e. ao ordenar a purificação das mulheres depois do parto. no Gólgota. guiado pelo pressentimento de que não morreria sem ver o Cristo. versículo 5). Inspirado pelo seu anjo da guarda. com a alma arrebatada. aos sons harmoniosos de sua harpa (Salmo capítulo 16º. para divorciar as criaturas cada vez mais dos ensinos sublimes e puros do Mestre. é buscar a inspiração para os nossos atos e pensamentos nas lições e exemplos que nos legou Jesus. e. como estes. exposto às vistas de todos os povos. Findo esse prazo. (Cada ciclo valia mais ou menos 20 centavos. e sem proclamar ser aquele o Salvador esperado. num de seus preceitos. o seu belo cântico de esperança. como os de todas as nações. aludindo às questões religiosas que se levantariam e que ainda duram. a Virgem. à idéia de que fora escolhida para receber aquele penhor de redenção. Dissera o salmista. para expiarem o orgulho. como a Luz que havia e há de alumiar as nações? Não têm sido estas e não continuarão a ser esclarecidas por Ele? Proclamando o advento do Messias. disse Simeão que Ele se dera para glória de Israel. e de reconhecerem por Pastor único desse rebanho aquele que da humildade fez o alicerce de . à contemplação daquela época e das épocas então porvindouras? Não esteve e não estará. Para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser exposto à contradição dos homens. a lei apenas exigia duas pombas. explicasse e exemplificasse os preceitos que deu ao mundo Aquele de quem os que a compõem se dizem representantes na Terra! Não nos iludamos. que inutiliza a sua atividade no preenchimento de tantas formalidades vãs. Imagine-se quão grandes não seriam os benefícios de que a Humanidade fluiria. E não se cumpriram as proféticas palavras de Simeão? Jesus não foi exposto. tomando nos braços o menino e erguendo-o bem alto.) Por humildade e como exemplo de obediência às leis de Moisés. disse também. aludindo ao orgulho de que a nação judaica se sentia possuída. ou uma rola. Senhor nosso. por efeito dos falseamentos e deturpações que lhes infligem. que a mãe não entrasse no templo antes de 33 dias. do mesmo rebanho. entoou. verdadeiros destinos do homem e da razão de ser da sua presença neste planeta. ovelhas. ainda. porque filhos do mesmo Pai. não descurou de cumprir os deveres que corriam às filhas de Sião. submetendo-se à cerimônia da purificação. até à consumação dos séculos. com os ciclos de prata do resgate e os pombos do sacrifício. denominado holocausto. Procuremos um irmão que nos ensine a ler e compreender esse testamento. compenetrada dos. Destinava-se o primeiro ao sacrifício do fogo. Maria. deviam apresentar-se ao Senhor e oferecer-lhe um cordeiro de ano e um pombo. que nos dê o bom exemplo e esse irmão será o legítimo representante do Cristo: esse será o nosso pastor. exprimindo o pensamento divino: “Mostrar-lhe-ei o salvador por mim enviado” e no velho Simeão se cumpriu essa palavra profética. que os impedia e impede de se reconhecerem irmãos dos pequeninos e humildes. em confirmação da circuncisão. Quase tratava de mulher pobre.

28º. 47. 14. 12. emergindo das trevas em que os lançou a morte no pecado. 13. (8) Gênese. 17º. 13º. que agia com a independência e a superioridade de um ser puro. E Jesus não há sido a luz da ressurreição para todos quantos. 12º. perfeito. não foi dilacerada.62 toda grandeza. celestial. no cume do Calvário. 25 — Atos. 9. . sob a influência e a ação dos Espíritos do Senhor. 19º. não pertencendo ele à nossa Humanidade. e. cheio da graça de Deus. 8º. chamada a profetisa. 3º. as profecias de Simeão. Era um Espírito bastante elevado. um Espírito livre. pela mais angustiosa das dores. tinha a faculdade de predizer. 22. assim. como os profetas que surgiram em Israel. — Êxodo. 13º. 2 a 8. de modo que ele fosse tido por um homem como os demais. 14º. 22. profecias que foram confirmadas por Ana. a fim de que suas palavras fossem acreditadas e aceita a sua missão. certos acontecimentos. 22. — JOÃO. que era. cumpre não o esqueçamos. — Oséias. — Isaías. sua infância não podia transcorrer semelhantemente à dos Espíritos encarnados. maior decerto do que se muitas espadas lhe houveram traspassado o coração? Cumpriram-Se. — Números. como médium que era. apenas encobria. — Levítico. menino. porque. dele se têm aproximado. Quanto a Jesus. seguindo-lhe as pegadas? E a alma da Virgem. devido à sua natureza perispirítica. pois. 7º. é claro que. da Mãe Imaculada. 29. posto que material na aparência. Seu corpo. 2. visto que não se achava revestido de um corpo de carne idêntico aos nossoS. de faculdadeS mediúnicas muito desenvolvidas.

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7 LUCAS, 2º, 8 ao 20. — MATEUS, 2º, 1 ao 12. Os pastores. — Adoração dos Magos
LUCAS: capítulo 2º, versículo 8. Ora, havia no país muitos pastores que passavam as noites no campo, revezando-se na guarda dos seus rebanhos. — 9. De repente, um anjo do Senhor se lhes apresentou, circunvolveu-os a claridade de Deus e eles se sentiram presa de grande temor. — 10. Então, o anjo lhes disse: “Não tenhais medo, pois venho trazer-vos uma notícia que, para vós como para todo o povo, será motivo de grande alegria: — 11, éque hoje, na cidade de David, vos nasceu um Salvador, que é o Cristo, o Senhor. — 12. Eis aqui o sinal que vos fará reconhecê-lo: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”. — 13. No mesmo Instante reuniu-se ao anjo um grande troco da milícia celeste, louvando a Deus e dizendo: — 14. Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na Terra aos homens de boa-vontade. — 15. Logo que os anjos se retiraram para o céu os pastores disseram entre si: Vamos até Belém para verificar o que nos acaba de ser dito, o que sucedeu, o que o Senhor nos mostra. — 16. Partiram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado numa manjedoura. — 17. E, tendo-o visto, reconheceram a verdade do que lhes fora dito a respeito daquele menino. — 18. E todos os que os ouviram se admiraram do que lhes era relatado pelos pastores. — 19. Maria prestava atenção a tudo isso que diziam e tudo reunia no seu coração. — 20. Os pastores regressaram glorificando e louvando a Deus por tudo quanto tinham Ouvido e visto, conforme ao que lhes tora dito. MATEUS: capítulo 2º, versículo 1. Tendo Jesus nascido em Belém de Judá, ao tempo do rei Herodes, eis que do Oriente vieram alguns magos a Jerusalém. — 2, dizendo: “Onde está aquele que nasceu rei dos Judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.” — 3. Sabendo disso, o rei Herodes ficou sobressaltado e com ele toda a cidade de Jerusalém; — 4, e, tendo reunido em assembléia todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, inquiriu deles onde devia nascer o Cristo. — 5. Disseram-lhe: “Em Belém de Judá, conforme ao que foi escrito pelo profeta: — 6. E tu Belém, terra de Judá, tu não és a última entre as principais cidades de Judá; pois que de ti sairá o chefe que há de conduzir meu povo de Israel.” — 7. Então, Herodes, mandando chamar em segredo os magos, lhes perguntou em que tempo precisamente a estrela lhes aparecera; — 8, e, enviando-os a Belém, lhes disse: “Ide, informai-vos exatamente acerca desse menino, e, quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, a fim de que eu também o vá adorar.” — 9. Depois de ouvirem do rei essas palavras, os magos partiram e logo a estrela que tinham visto no Oriente lhes tomou a dianteira e só se deteve quando chegaram ao lugar onde estava o menino. — 10. Quando viram a estrela, eles se sentiram transportados de extrema alegria; — 11, e, entrando na casa, aí encontraram o menino com Maria, sua mãe, e, prosternando-se, o adoraram; depois, abrindo seus tesouros, lhe ofereceram, por presentes, ouro, Incenso e mirra. — 12. Avisados, enquanto dormiam, para que não voltassem a Herodes, regressaram por outro caminho às suas terras. (9)

64 A explicação desses fatos se encontra na existência de faculdades mediúnicas, da mediunidade em pleno desenvolvimento, o que só é objeto de dúvida, ou de negação para quem não se quer dar ao trabalho de experimentar e observar. E não vale a pena se pretenda convencer os que julgam e sentenciam sem exame, as mais das vezes, unicamente porque o de que aqui se trata lhes fere o orgulho, ou contraria os interesses. Os pastores, como médiuns videntes e audientes que eram, viam e ouviam, sob a influência do magnetismo espiritual, que os punha em estado de êxtase, por efeito do completo desprendimento de seus Espíritos. Viram assim os fluídos luminosos que em derredor deles espalharam os Espíritos do Senhor e que os cercavam de grande claridade. Ou, então, tiveram lucidez bastante para ver a luminosidade que se irradiava daqueles Espíritos. Não percebendo a causa de semelhante luminosidade, tomaram-na por uma manifestação do próprio Deus, donde lhe chamarem — claridade de Deus. De tais fatos não podemos duvidar, nós que os sabemos possíveis, como efeitos do magnetismo produzindo o sonambulismo, e que deles temos tido a comprovação pela experiência, em que pese aos sábios em Israel e ao sacerdócio romano. Quanto aos Magos, também eram grandes médiuns e, por isso mesmo, é que tinham aquela denominação. Como médiuns, viram no espaço uma luz viva, que tomaram pela de uma estrela. Em conseqüência dessa suposta estrela mostrar-se animada de um movimento de translação segundo uma certa diretriz, foi considerada e chamada “milagrosa”, causando pasmo aos sábios caldeus, versados na astrologia. Que não era estrela demonstra-o aquele próprio movimento especial, porqüanto, para admitirmos que o fosse, houvéramos de admitir que um mundo, pois que uma estrela é um mundo, pode afastar-se da sua órbita de gravitação, para se movimentar no espaço, qual farol a orientar um viajor. Foi a “estrela” de que fala a velha doutrina de Zoroastro, o reformador do Magismo, religião dos antigos persas e partos, o qual recomendou aos Magos que levassem oferendas ao rei menino. Foi a estrela de Jacob, mencionada na visão de Balaão. Era, como diz Santo Agostinho, o símbolo da luz nova que surgia para o mundo e que ofuscaria a do próprio Sol. Era a muda linguagem do céu, narrando a glória de Deus e firmando o pacto da Virgem. E tudo assim se passou, de acordo com a época, visto que esta era a em que vigorava a crença geral de que a todo nascimento na Terra presidia sempre uma boa ou má estrela. Hoje, porém, que os nossos sábios nada mais têm que aprender, porque tudo sabem, os fatos a que nos referimos, ou são impossíveis, ou não merecem que lhes dêem importância, porque não passam de fruto do fanatismo. Por outro lado, os fariseus dos tempos atuais, os doutores da Igreja Católica os dão como ‘milagres”, ou, seja, coisas sobrenaturais. Entretanto, os ditos fatos têm uma explicação científica, natural, que prescinde inteiramente do recurso ao milagre, de que há séculos se valem os homens do Syllabus, para os quais pedimos a Deus um raio de luz e os eflúvios da sua infinita misericórdia. A luz que guiou os Magos não era, pois, a de uma estrela, isto é, de um desses mundos que povoam o firmamento. Era apenas uma concentração de fluídos luminosos; era um efeito ótico, produzido pelos Espíritos do Senhor, de

65 modo que aos olhos dos Magos se afigurasse a cintilação de uma estrela. Cumpre, entretanto, notar que eles bem sabiam serem tais efeitos manifestações dos Espíritos ou manifestações espiríticas, porqüanto eram médiuns conscientes, conheciam o Magnetismo e o Sonambulismo. Acresce que tiveram em sonho a revelação do advento do Messias. Ficaram, porém, na dúvida, e desejaram ter uma prova da realidade do que haviam sonhado. Foi quando lhes surgiu ante os olhos a estrela. Desde então não mais duvidaram e se puseram a caminho de Belém, afrontando todos os perigos e fadigas. Montados em dromedários, deixaram para trás de si a cidade dos seleucítas e a arrojada Babilônia, e entraram na Palestina. Conduzidos sempre por aquela luz, semelhante à que, no Mar Vermelho, alumiou as fugitivas coortes de Israel, dado lhes foi, dizem as lendas, apreciar o lastimoso estado em que se encontrava a antiga Sião, a famosa Jerusalém, envolta num manto de melancolia, vitima da cobiça humana, da ambição do mundo, do orgulho dos nobres, tomados da fúria de ostentação, dominado por tudo quanto faz que o homem olvide inteiramente a vida futura. Ah! que os homens ainda são os mesmos! Quantos e quantos não são os que preferem a leitura de romances sem nenhum fundo moral, ou destacar-se por esses escritos de malicioso chiste que todos os dias aparecem, a dispensarem alguns momentos de atenção aos ensinos de Nosso Senhor Jesus Cristo! Os Magos, então, foram e verificaram que realmente surgira no mundo o Chefe que havia de conduzir o povo de Israel à terra da promissão. Não mais o encontraram, porém, no lugar onde se dera o seu “nascimento”, e, sim, em casa de Matias, irmão de José, o qual residia em Belém, como se deduz da ordem dada por Herodes que, orientando-se pelas informações obtidas dos Magos, ordenou a matança de todas as crianças do sexo masculino, até à idade de dois anos. Essa ordem prova que os Magos não viram o menino antes da sua circuncisão e da purificação, porqüanto, do contrário, bastaria que a carnificina atingisse as crianças de, no máximo, um ano. (9) JOÃO, 7º, 42. — Apocalipse, 2º, 27; 5º. 11 a 14.

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8 MATEUS, 2º, 13 ao 23. Fuga para o Egito. — Degolação dos inocentes. — Regresso do Egito
MATEUS: capítulo 2º, versículo 13. Logo que eles partiram (os magos), um anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e lá fica até que eu te diga que voltes; pois Herodes procurará o menino para o matar.” — 14. José, levantando, tomou o menino e sua mãe e durante a noite se retirou para o Egito. — 15, onde ficou até à morte de Herodes, a fim de que se cumprissem estas palavras que o Senhor dissera pela boca do profeta: “Chamei do Egito a meu filho.” — 16. Herodes, vendo que fora enganado pelos magos, encheu-se de grande furor e mandou matar em Belém e nas circunvizinhanças todos os meninos de dois anos para baixo, regulando-se pelo tempo de que se informara exatamente com os magos. — 17. Cumpriu-se então o que fora dito pelo profeta Jeremias: — 18. “Ouviu-se em Rama o grande rumor de muitos que choravam e se lamentavam: era Raquel chorando por seus filhos e não querendo ser consolada, pois eles não existem mais.” - 19. Morto Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, — 20, e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e volta para a terra de Israel, pois que estão mortos os que queriam a morte do menino.” — 21. José se levantou, tomou o menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel. — 22. Mas, ouvindo dizer que na Judéia reinava Arquelau, em lugar de Herodes seu pai, teve receio de para lá ir e, avisado em sonho, dirigiu-se para as bandas da Galiléia, — 23, e foi residir numa cidade chamada Nazaré, a fim de que se cumprisse esta predição dos profetas: “Ele será chamado Nazareno.” (10) José, filho de David (não confundir com José, filho de Jacob e de Raquel, que viveu mil e tantos anos antes de Jesus Cristo), salvou o menino Jesus, levando-o para o Egito, donde regressou mais tarde, sempre na companhia da Virgem Santíssima. Deu-se a degolação das crianças do sexo masculino, de dois anos para baixo, conforme ordenara Herodes, manifestação horrível da ferocidade habitual daqueles tempos, em que se sacrificavam os animais para, num ambiente de sangue derramado, adorar-se a Deus. Crueldade inútil foi aquela, de uma alma impregnada de maldade e orgulho, crueza vã, cujos traços lúgubres e sombrios vamos, no entanto, encontrar mesmo naqueles que, depois, se apregoavam representantes de Jesus, mas que, felizmente, já se não vêem hoje, embora ainda estejamos no reinado das trevas. Conta-se que, entre as crianças assassinadas na Síria, por aquela ocasião, figurou um filho do próprio Herodes. Tais eram a ambição è a dedicação desse tirano aos interesses políticos de Roma, que ele não trepidou em verter o sangue de milhares de crianças, para não ser apeado da posição de mando que ocupava. Herodes descendia de uma família da Iduméia, que reinara na Palestina, havendo arrebatado o poder à família dos macabeus. Como último ato da sua crueldade, narram as crônicas que, ao sentir próxima e inevitável a morte, certo de que esta seria, para os judeus, motivo de grande regozijo, convocou para

67 Jericó, por um edito, sob rigorosas cominações penais, as personalidades mais eminentes da Judéia e as mandou meter no hipódromo, determinando à sua irmã Salomé e a seu cunhado Alexas que, assim ele expirasse, crivassem de flechas os presos, a fim de que, por essa forma, fosse o seu desaparecimento pranteado como os de poucos reis, tendo os seus funerais por cortejo a agonia das famílias e a orfandade. Nada tem isso de inacreditável, quando sabemos que, tempos depois, um seu sucessor deu de presente, num prato, quando festejava o próprio aniversário, a cabeça do Batista à filha da sua concubina, mulher de seu irmão! Mas, deixemos esses infelizes com as suas atrocidades e misérias, oremos por eles, envolvendo-os numa aura de piedade cristã, e busquemos, para o morticínio das crianças decretado por Herodes, uma explicação racional, ante a bondade do nosso Pai amantíssimo, sem a vontade do qual nada se passa, o que quer dizer que nada ocorre, senão em cumprimento das leis eternas, emanadas da sua sabedoria e que, por isso mesmo, são a expressão fiel da justiça perfeita e do amor infinito. A quem procura alicerçar na razão a fé, consciente da perfeição absoluta dos atributos de Deus, não podem bastar, para aquele efeito, nem as palavras do evangelista, quando apenas registra, porque mais não lhe era lícito dizer em tal época, o cumprimento da profecia que anunciara o grande clamor de Rama, a prantear, sem consolação possível, a perda de seus filhos; nem as lamentações que nos oferece, em tom misterioso e autoritário, o Catolicismo, que prega e impõe a fé cega dos fanáticos. Chegados que são os tempos de tudo esclarecer-se e cabendo à Doutrina Espírita o esclarecimento de tudo o que ficara oculto sob o véu da letra, vamos encontrar nessa doutrina a explicação que desejamos e as razões por que pôde verificar-se o fato com que nos ocupamos, dando-nos ela a ver que as crianças sacrificadas pela crueldade de Herodes não foram vítimas perdidas. Efetivamente, o Senhor, na sua previdente bondade, permitira a encarnação daquela leva de Espíritos bastante purificados, aos quais apenas uma prova forte faltava, para se verem livres de encarnar num mundo de expiação, qual é a Terra, a fim de passarem por essa prova. Assim, o fim, prematuro aos olhos dos homens, que eles tiveram, naquela existência, foi a prova de que ainda necessitavam. Por outro lado, o sacrifício de tais vítimas, inocentes aos olhos dos homens, Constituiu, para seus pais, uma causa de progresso, pela dor com que foram provados, prova de que também eles ainda precisavam. Tudo está previsto sempre e regulado pela sabedoria infinita de Deus. Fora dessa explicação, não há como se compreenda haja o Criador, em sua justiça e bondade, consentido que tal fato se desse, como elo de uma cadeia de acontecimentos, que objetivavam a salvação da Humanidade. (10) JOÃO, 1º, 45.

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9 LUCAS, 2º, 41 ao 52. Jesus no templo entre os doutores
LUCAS: capítulo 2º, versículo 41. — Seus pais iam todos os anos a Jerusalém pela festa da Páscoa. — 42. Quando ele tinha a idade de doze anos, lá foram, como costumavam, no tempo da festa. — 43. Passados os dias desta, regressaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles dessem por isso. — 44. Pensando que o menino estivesse entre os que os acompanhavam, caminharam durante um dia e o procuraram no meio dos parentes e conhecidos. — 45, Não o achando, voltaram a Jerusalém, para procurá-lo aí. — 46.Três dias depois o encontraram no templo, sentado entre os doutores, ouvindo-os e Interrogando-os. — 47. Todos os que o ouviam ficavam surpreendidos da sua sabedoria e das suas respostas. — 48. Vendo-o, seus pais se encheram de espanto e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que procedeste assim conOsco? Aqui estamos teu pai e eu que aflitos te procurávamos.” — 49. Jesus lhes disse: “Por que me procuráveis? Não sabeis ser preciso que me ocupe com o que respeita ao serviço de meu Pai?” — 50. José e Maria, porém, não compreenderam o que ele lhes dizia. — 51. E Jesus partiu em seguida com ambos e veio para Nazaré; e lhes era submisso. Sua mãe guardava no coração todas estas palavras. — 52. E Jesus crescia em sabedoria, em idade e em graça diante de Deus e diante dos homens. (11) Com relação ao tempo decorrido desde que a sagrada Família regressõu do Egito, até o momento em que Jesus reapareceu, entre os homens, período esse a cujo respeito guardam as Escrituras completo silêncio, não nos é dado saber o que fez, nem como viveu o Filho do Homem. Sabe-se tão-somente que, após aquele regresso, ele, já na idade de 12 anos, foi visto a discorrer no templo, entre os doutores da lei, assombrando os anciães de Israel com a inteligência esplendorosa e a madureza de juízo que revelava em tão tenros anos, segundo refere LUCAS (capítulo 2º, versículo 47). Já era tal, com efeito, o seu saber, que os judeus, admirados, perguntavam como o possuía ele, sem jamais haver estudado (JOÃO, capítulo 7º, versículo 15). E que todos, em geral, o supunham aplicado ao ofício de carpinteiro, na oficina de seu pai. Com um outro fato digno de reparo se depara nesta parte da narração de Lucas: o de haver Jesus passado três dias em Jerusalém, sem recurso de espécie alguma, sem seus pais e sem que estes, a princípio, lhe houvessem notado a falta. E como se pode explicar que Jesus crescesse e se fortificasse em sabedoria, conforme diz o Evangelista (LUCAS, capítulo 2º, versículo 52), sem estudo e sem mestre, a ponto de confundir os doutores e causar admiração ao povo? Para os católicos, a resposta é fácil e a que mais lhes convém, mesmo porque a Santa Madre Igreja, em favor de quem todos devemos abrir mão da nossa inteligência e da nossa razão, proíbe que seus fiéis se lancem a tais indagações. O Menino se mostrava cheio de sabedoria, a graça de Deus estava nele (LUCAS, capítulo 2º, versículo 14): o milagre explica tudo e faz descer o seu véu sobre a razão humana, que, desde então, nada mais tem que procurar saber. Por outro lado, se houvermos de seguir o cômodo exemplo dos

69 materialistas, não temos que atentar nesse fato, porqüanto não nos devemos impressionar senão com o que vêem os olhos da matéria. Entretanto, sem milagre, sem prodígio, sem mistérios, e sem que tenhamos de rejeitar, por incompreensíveis, algumas partes da narração evangélica, a ocorrência se explica perfeitamente, de modo a podermos aceitar o que consta nos Evangelhos, não com os olhos fechados, mas com eles bem abertos, como os devemos ter diante da verdade que emana dessa fonte de eterna sabedoria. Para que tudo, no caso, se torne claro e perceptível, basta se atente em que era puramente espírita a origem de Jesus e de natureza perispirítica o seu corpo, embora com a aparência de humano, de material, no qual nenhum milagre, nem mistério houve, porqüanto é da Natureza a existência de corpos terrestres e de corpos celestes. Apenas, essa circunstância teve que ficar em segredo, até que, cumprida a sua missão, os homens se achassem nas condições de compreender e aceitar os múltiplos fenômenos que das combinações dos fluídos tiram a sua causalidade. O que fora antinatural, por contrário às sábias leis emanadas da onisciência divina, é que um Espírito de pureza absoluta, como o de Jesus, colocado em nível superior aos dos mais eminentes da hierarquia espiritual concernente ao nosso planeta, pairando em altitude ainda não atingida sequer pelos que, dentre estes, ja tinham alcançado a perfeição sideral, houvesse, para se mostrar entre os homens como o verbo de Deus, de tomar um corpo grosseiramente carnal quais os nossos, isto é, de sofrer a encarnação humana, a que se acham sujeitos unicamente aqueles que ainda têm o que expiar, resgatar, ou reparar, aqueles que ainda se encontram mais ou menos distantes dos lindes extremos do progresso moral. Acrescentem-se a essa circunstância os hábitos e costumes dos povos daquela época e o fato de que tratamos nada mesmo denotará de grandemente excepcional, apresentando-se, ao contrário, perfeitamente compreensível e aceitável, sem que se façam mister as imposições dos ortodoxos aferrados às tradições, ou ao dogmatismo. Jesus chegara aos doze anos, entrara, pois, na adolescência, quando se celebrou a festa pascal, em comemoração da libertação dos judeus do cativeiro do Egito. Estando morto Herodes e destituído Arquelau das funções de preposto dos romanos, nenhum motivo de receios havia. Assim, a santa família compareceu à cerimônia da imolação do cordeiro e da consumação dos pães ázimos (não fermentados). José e seu irmão Matias apresentaram Jesus no templo, como descendente de David. Terminada a festa, Maria e José trataram logo de regressar a Nazaré, pela estrada da Galiléia, empreendendo uma viagem que durava quatro dias. A Virgem se pôs a caminho na companhia de outras donzelas e muitas matronas, indo José na de seus parentes e amigos íntimos. Como se sabe, há pais que trazem constantemente sob suas vistas os filhos, enquanto que outros, ou por compreenderem de modo diverso a vida, ou por saberem ajuizados seus filhos, lhes concedem maior liberdade. Era o que se dava com Maria e José, relativamente a Jesus, que, por isso, não saíra de Jerusalém na companhia deles. Aquela, não o vendo junto de si, o supunha com o pai, ocorrendo o mesmo da parte deste. Vê-se, assim, que nenhum fundamento há para se considerar inverossímil que só ao cabo de algum tempo de viagem houvessem os dois dado por falta do menino. Verificada essa falta, voltaram ambos imediatamente a Jerusalém, à

70 procura do filho, e, depois de. terem viajado um dia, o foram encontrar no templo. E, nada mais natural do que, tendo-o encontrado, ela lhe dissesse magoada: «Meu filho, por que procedeste assim conosco? Aqui estamos teu pai e eu que aflitos te procurávamos”. Ao que ele respondeu: Por que me procuráveis? Não sabeis ser preciso que me ocupe com o que respeita ao serviço de meu Pai? Nesta resposta de Jesus, que não foi compreendida por seus pais, é clara, evidente a alusão que ele fazia à missão altíssima de que se achava investido. E, a propósito dessa alusão, ocorre perguntar: Poder-se-á crer, dado fosse Jesus um Espírito que estivesse sofrendo a encarnação humana, como a sofrem todos os que vêm habitar a Terra, tivesse ele, aos doze anos apenas de idade, não só a intuição, mas a consciência plena da missão que descera a desempenhar, de ser, portanto, o enviado de Deus, o Messias prometido à Humanidade? Aquela alusão, pois, comprova que ele era, como o diz a Revelação da Revelação, um Espírito, o Espírito a quem Deus confiou o glorioso encargo de dirigir, governar e proteger a Humanidade terrena, revestido simplesmente de um envoltório especial, de um corpo celeste, ou seja: fluídico, de natureza perispirítica, mas visível e tangível. Encontrado por seus pais, voltou Jesus com eles para Nazaré, falecendo José algum tempo depois. Seguiram-se dezoito anos, tempo esse de que nenhuma notícia temos, relativa a Jesus. É que os Evangelistas fecharam os livros de suas memórias, para só os reabrirem com a narrativa do belo episódio em que o Precursor anunciou a presença do Cristo entre os homens, derramando, para exemplo, as águas da penitência sobre a cabeça daquele que, nada tendo de que se penitenciar, trazia aos homens o batismo do Espírito Santo, na frase do Padre Ligny. Tendo vindo não somente pregar, mas também exemplificar, começou o desempenho da sua missão, por aquele exemplo de submissão, dando ensejo, ao mesmo tempo, à consagração ostensiva da sua altíssima investidura. Não eram vulgares, como não podiam ser, transcorrendo como as nossas, dada a sua natureza extra-humana, nem a sua vida íntima, nem a sua vida exterior. Ele gostava da solidão e a Virgem lhe favorecia esse gosto, visto que viera ao mundo nas condições espirituais precisas a auxiliar o filho em sua missão. Jesus, pois, se ausentava freqüentemente, desaparecia. É que volvia às regiões superiores, onde pairava e para, na plenitude dos esplendores celestes, enviando continuamente à Terra, da qual é o Espírito protetor e governador, centelhas de luz purificadora e vivificante das almas, luz cujo brilho excede o dos raios do Sol. Oh! não nos é possível considerar em mente a figura sacrossanta do manso e divino Cordeiro imaculado, sem que das mais íntimas e melhores fibras da nossa alma se eleve a prece, como incenso odorífero, até aos seus sacratíssimos pés! Bendita seja a luz de Jesus! Abramos o Êxodo e leiamos o versículo 31 do seu capítulo 25º: Farás de ouro puríssimo um candeeiro, trabalhado a martelo. Penetremos no Tabernáculo, possuidos de sentimentos puros, e, corrida a cortina, veremos as cintilações do ouro, sob o jorro de luz suave que o banha. A significação dessa figura, a fé a alcança recordando as palavras do Apocalipse (capítulo 21º, versículo 23): Esta cidade não há mister de sol, nem luz que a iluminem, por que a claridade de Deus a alumiou e a sua lâmpada é o Cordeiro.

71 O Cristo é o candeeiro de ouro puríssimo e perfeito, e esse ouro foi estendido a martelo na cruz, que se tornou o símbolo da nossa redenção. Sua luz é a vida, a alegria e a graça que nos inundam as almas. Façamos do nosso coração um tabernáculo e essa luz brilhará nele eternamente. Tais são as deliciosas emanações das Escrituras, em cujas páginas o Cristo brilha com vivo fulgor. Ouçamos a voz do Apóstolo Paulo e possa ela guiar-nos para o Salvador, como a estrela de Belém guiou outrora os magos. Seja o primeiro raio do sol da justiça essa voz que nos clama: Desperta, tu que dormes. Levanta-te dentre os mortos e o Cristo te alumiará. (PAULO, “Epístola aos efésios”. (12) (11) Êxodo, 23º, 15. — Deuteronômio, 16º, 1, 16. - JOÃO, 7º, 15, 46. (12) PAULO. (Efésios, 5º. 14).

vendo muitos fariseus e saduceus que vinham para o batismo. Começo do Evangelho de Jesus Cristo filho de Deus. Dizia: “Fazei penitência. alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Eu. mas aquele que há de vir depois de mim é mais poderoso do que eu. — 10.10. dizendo: Este é o meu filho bemamado. — MARCOS. — 12. versículo 1. que não sou digno de lhe desatar as correias das alpercatas prosternando-me a seus pés. eram por ele batizados no rio Jordão. — 6. Eis o que sucedeu naqueles dias: Jesus veio de Nazaré.” — 3. versículo 1. e não procureis intimamente dizer: “Temos Abraão por pai”. Jesus viu abrirem-se os céus e um Espírito Santo descer em forma de uma pomba e pairar sobre ele. de toda a Judéia e de toda a região circunvizinha do Jordão vinham ter com ele. a fim de ser por este batizado. que não sou digno de lhe calçar os sapatos. Um mais poderoso do que eu virá depois de mim. — Batismo. disse-lhes: “Raça de víboras.” — 4. Prédica de João Batista. — 2. Traz na mão a joeira e limpará completamente o seu eirado. Uma vez batizado. MARCOS: capítulo 1º. ele vos batizará em Espírito Santo e no fogo. Pregava dizendo: — 7. e foi batizado por João no Jordão. — 7. A esse tempo. — 2. Jesus veio da Galiléia ao Jordão ter com João. 1 ao 17. Mas João obstava a isso. — 14. por mim.72 10 MATEUS. Porqüanto. — 11. Mas. Logo que saiu da água. João vestia pele de camelo. usava uma tira de couro à volta da cintura e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. raiz das árvores: toda Arvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. — 6. tornai retas suas sendas. — 5. como está no do que clama no deserto: “Preparai o caminho do Senhor. — Anjos da guarda. porém. 1º. Os habitantes de Jerusalém. Jesus logo saiu da água e eis que os céus se abriram e ele viu descer sobre si o Espírito de Deus em forma de uma pomba.” João consentiu. porqüanto é necessário que cumpramos toda a justiça. tornai retas suas sendas. confessando seus pecados. 1 ao 18 e 21 ao 22. e. — 8. — 16. ele. em quem hei posto todas az minhas complacências. — 11. . Jesus lhe respondeu: “Deixa-me fazer assim por esta vez. Então. pois que o reino dos céus está próximo. Eu vos batizo com água. — Batismo de Jesus MATEUS: capítulo 3º. empilhará o trigo no celeiro e Queimará a palha num fogo que jamais se extingue.” — 4. vos batizo na água para vos induzir à penitência. — 9. — 17. vos batizará com Espírito Santo. — 13. confessando seus pecados. Tratai de produzir dignos frutos de penitência. dizendo: Eu é que devo ser batizado por ti e tu vens a mim? — 15. João esteve no deserto batizando e pregando o batismo de penitência para a remissão dos pecados. eis aqui aquele de quem falou o profeta Isaías. dizendo: “Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor. 3º. — LUCAS. eram por ele batizados no Jordão. — 9. porqüanto eu vos declaro que destas pedras pode Deus fazer que nasçam filhos a Abraão. que fica na Galiléia. veio João Batista pregando pelo deserto da Judéia. — 5. O machado já está posto. — Espírito Santo. E uma voz do céu se . Toda a Judéia e todos os habitantes de Jerusalém vinham ter com ele e. 1 ao 11. 3º. Imediatamente uma voz ecoou no céu. quem vos impeliu a fugir da cólera do que há de vir? — 8. João trazia uma veste de peles de camelo e um cinto de couro à volta da cintura.

como diz o Evangelista. na forma corporal de uma pomba. Também vieram ter com ele para ser batizados alguns publicanos que lhe disseram: Mestre. ele foi. tetrarca da Ituréia e da província de Traconites Filipe Irmão de Herodes e tetrarca de Abllina Lisãnias. quem vos induziu a fugir da cólera que há de vir? — 8. e ouviu-se no céu uma voz que dizia: És meu filho bem-amado. Anáz e Caifás sacerdotes magnos. que devemos fazer? Não pratiqueis violência nem calunieis pessoa alguma e contentai-vos com a vossa paga. No décimo quinto ano do império de Tibério César. conforme está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor. — 4. e um Espírito Santo desceu sobre ele. capítulo 11º. o Senhor fez ouvir sua voz no deserto a João. aos 29 de sua idade. que devemos fazer? — 13. — 17. Todo vale será aterrado. Entrou a pregar e a administrar o batismo de penitência. — 2. versículo 11. retirou-se para o deserto. LUCAS: capítulo 3º. e toda carne verá a salvação do Senhor.73 fez ouvir dizendo: És meu filho bem-amado. conforme o declarou o divino Mestre. — 9. os caminhos tortuosos se tornarão retos e os acidentados se aplainarão. porqüanto eu vos declaro que poderoso é Deus para destas mesmas pedras fazer que nasçam filhos a Abraão. E ele lhes disse: Nada exijais além do que vos foi ordenado. — 18. pregando o batismo de penitência para a remissão dos pecados. — 15.) Jovem ainda. a fim de se entregar a uma vida de rigorosa austeridade. filho de Zacarias e de Isabel. E como a turba lhe perguntasse: “Que devemos fazer”? — ele. versículo 1. sob o reinado de Herodes Antipas. — 16. e João percorreu todas as cercanias do Jordão. filho de Zacarias. sendo Governador da Judéia Pôncio Pilatos tetrarca da Galiléia Herodes. virá mais poderoso do que eu. e vos batizará em Espírito Santo e em fogo. no ano 15 do império romano. — 12. um porém. Já o machado está posto à raiz das árvores e toda árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. — 3. (13) João. empilhará o trigo no seu celeiro e queimará a palha num fogo que jamais se extingue.” — 10. ensinando-lhe ainda muitas outras coisas. disse aquele a toda a gente: Eu vos batizo com água. que aquele que tem o que comer faça o mesmo. Era assim que evangelizava o povo. — 6. em ti hei posto todas as minhas complacências. nasceu seis meses antes do aparecimento deste e desencarnou com 31 anos de idade. Dizia ao povo que acorria em bandos para ser batizado: Raça de víboras. E como o povo e todos pensavam consigo mesmo que talvez João fosse o Cristo.” — 7. em ti me tenho comprazido. também Jesus foi por ele batizado e. . de cujas alpercatas não sou digno de desatar as correias. LUCAS: capítulo 3º. — 5. enquanto orava. o céu se abriu. respondia: Que aquele que tem duas túnicas dê uma ao que nenhuma tem. o maior dentre os nascidos de mulher. (MATEUS. donde só regressou para dar início ao desempenho da sua missão. Ele traz na mão a joeira e limpará perfeitamente o seu eirado. — 22. Os soldados também o interrogavam. tornai retas suas sendas. Sucedeu que. Produzi dignos frutos de penitência e não comeceis a dizer: “Temos Abraão por pai”. versículo 21. ao tempo em que João batizava todo o povo. dizendo: E nós. o Precursor de Jesus. Cheio de um Espírito Santo desde o ventre materno. todas as montanhas e todas as colinas serão arrasadas. — 14.

de suas faltas e pecados. que a árvore que não dá bons frutos será arrancada e lançada ao fogo.. como Maria e José. consubstanciação da moral divina. pela humildade. menor do que o menor no reino dos céus. mas ao mesmo tempo um ato emblemático. A prática dessa confissão durou longo tempo. será. para se tornarem dignos de receber aquela luz. nem fim de vida. aconselhando aos homens que lavassem de toda impureza suas almas. a efetuar-se pelo batismo em fogo e em Espírito Santo. lançado no fogo dos remorsos das torturas morais. João. que o Espírito encarnado. recebeu no deserto a inspiração de que soara a hora de ter começo a missão. nem “morreu”. O batismo. que estes. ritos. do que. que só consideravam. tal qual a Igreja Romana. João. imposta como mandamento pelos que pregam o que não praticam. ensinando. etc. era. em abrir brechas nas consciências. sem mãe e sem genealogia. pregando. Jesus Cristo. que não teve princípio. consistia na ablução. cerimônias. sob as vestes de um corpo celeste e não terrestre. de que era prova a confissão pública das faltas e crimes cometidos. Melquíades. filhos do Senhor os que suportavam o jugo de Moisés. não são somente os que dizem: Senhor! Senhor! e vivem preocupados com fórmulas exteriores. as provas e as reparações a que o sujeitam seus erros e transviamentos. de Precursor do Cristo e que consistia em preparar os caminhos que este teria de percorrer. isto é. missionário celeste. João. por onde penetrasse a luz de que Jesus era portador. os que se arvoraram em representantes do Cristo dela se apossaram e a fizeram cair no desprestígio e na desmoralização que conhecemos. que fez o seu aparecimento na Terra à semelhança do Filho de Deus. a que comumente chama “morte”. assistência que faculta ao culpado os meios e as forças de levar a cabo a sua . pelo arrependimento. como um selo posto ao compromisso assumido de regeneração moral. que João ministrava e a que Jesus se submeteu para exemplo. portanto. Quer isto dizer que João aparelhava o terreno para a obra que o Cristo descera a realizar. que ele administrava. que tem sua expressão nos sofrimentos purificadores e na assistência dos Espíritos purificados. que foi sem pai. dela perdera a consciência. O batismo. Era um meio material de impressionar homens materiais. era precedido da confissão. portanto. cuja elevação espiritual as citadas palavras de Jesus patentearam. se achava olvidado da sua existência anterior. Assim é que não se lembrava de que fora Elias. (14) Não obstante tratar-se de um Espírito superior em missão. depois da desencarnação. por estar encarnado. comprovando. correspondentes ao grau da sua culpabilidade. Depois. feita de público e em altas vozes pelo batizando. mas os que trazem puros os corações. Foi o que fez. que ele não nasceu . fato material destinado a simbolizar a purificação da alma. disse que poderoso é Deus para fazer das pedras filhos de Abraão. no entanto. ou lavagem do corpo. Para abater o orgulho dos hebreus.. rei de justiça e rei de paz. que a sua vida humana foi apenas aparente. por exemplo. que se arrependessem de suas culpas e praticassem a penitência. que assim só considera os que cegamente lhe aceitam os dogmas. mediante as expiações.74 todos os profetas. cuja natureza puramente espiritual. aquelas palavras comprovam. para lhe despertar no íntimo o sentimento da humildade e para o constranger a evitá-las pela vergonha de as ter que confessar publicamente. que trouxera. que não progride. que não apresenta frutos de regeneração.

dizer que o Espírito Santo é uma entidade individual. uma coletividade. Sendo. não mais sobre a cabeça de homens em condições de reconhecerem e confessarem suas culpas. conforme o ensina a Revelação Espírita. de vontade e de ação. para que aproveitemos de todos os seus inestimáveis benefícios. ou influência. que tomaram a si o encargo de nos proteger e conduzir pela estrada do progresso. e a temos. pela caridade. com o que também eles avançam nessa mesma estrada. Que fez. a velarem por nós. pela intuição e pela inspiração. caridosos. bem se pode. Essa também uma das razões por que ao batismo em Espírito Santo é dado o nome de “batismo de fogo”. pela humildade e. as criaturas humanas o recebem mediunicamente. o batismo um ato material e simbólico. É que por ele desce sobre a criatura o fogo da inspiração divina. de que nos podemos valer em todas as circunstâncias da vida. continuamente. que a prezemos e guardemos como preciosíssimo tesouro. mas a que só se submetiam criaturas conscientes de seus atos. guiados nas suas missões e ajudados na obra de purificação de seus Espíritos e na de seu progresso pela senda do aperfeiçoamento moral e intelectual. fiéis cumpridores dos desígnios de Deus. por não admitir a lei das reencarnações. da água derramada. aos homens de boa-vontade. formadas pela luminosidade dos seus perispíritos. porqüanto. de modo indeterminado. é. pelas comunicações do Além. constante. erro que provêm de ensinar a Igreja. clara e exemplificativamente. enviado de Deus e seu preposto ao governo do mundo terreno. pois. Esse batismo Ele o administrou. a instituição do batismo da água foi . O conjunto dos Espíritos superiores. que geram os heroísmos da fé. de remissão desse pecado de que se deve considerar onerado todo aquele que nasce na Terra. para a conquista do “reino dos céus”. com efeito. fazendo que descessem até seus discípulos aqueles Espíritos. pelo trabalho. a fim de que sejam sustentados em suas provas. ou seja a assistência dos Espíritos do Senhor compreendidos nessa denominação. o que devemos entender. como outras. pelo amor. animadora e eficaz.75 purificação integral. Espíritos elevados. Era. de pensamentos. os nossos Anjos da Guarda. que os iam amparar e auxiliar no desempenho da missão de que se achavam incumbidos. desde que chegam aos cumes da perfeição e da pureza. com efeito. que quem nasce no mundo traz uma alma expressamente criada para o corpo com que se apresenta. Isto perfeitamente se compreende. porém. como sempre. desejosos de fazer penitência e de alistar-se sob o estandarte de uma fé conducente à regeneração. os Espíritos como que perdem a individualidade. (15) O batismo em Espírito Santo. fazendo-se mister unicamente. e que se manifestassem sob a aparência de línguas de fogo. esse batismo. apesar de nenhum pecado ainda haver cometido. fundindo-se na unidade de sentimentos. possuidas do arrependimento de seus erros e faltas. sobretudo. podemos obtê-lo todos. porque temos de contínuo. Hoje. contudo. mas sobre a cabeça das crianças recém-nascidas. a Igreja Romana? Fez do batismo material. um meio de apagar nelas a mancha do pecado original. Concede-a o Cristo. por Espírito Santo. Vê-se assim que. santos. dos Espíritos purificados. Temo-la. a abrasá-la dos sentimentos puros e elevados. quando não de maneira ostensiva. embora. que dela tenhamos consciência.

versículo 16 íbi Não se farão morrer os pais pelos filhos. Sob o aspecto material. que não passa. fazendo que a corrupção chegasse ao ponto de levar Jesus a declarar que os judeus haviam aniquilado a palavra do Senhor. bem como do exercício da vontade e do uso do livre-arbítrio. Ela não entendeu. assim não continuará a ser. conforme se lê em “O Livro dos Espíritos”. E essa circunstância. como tantas vezes se encontra repetido nas Escrituras santas — “a cada um segundo suas obras” — não se compreende que a Humanidade seja responsável pela falta ou faltas que haja cometido o chamado primeiro homem. como é possível que. decorrem das obras de cada um. tudo por efeito de inovações e mandamentos humanos. indica e demonstra que Ele não podia estar encarnado. sem ter confessado culpa alguma. por isso. e a razão também por que a Humanidade não dá às Escrituras sagradas a importância que lhes devia dar. A prova encontramo-la na circunstância de que recebeu um batismo. o absurdo do ensino da Igreja. para extirpar o mal pela raiz. capítulo 24º. que. destinava-se. ante os ensinamentos dos profetas e dos apóstolos. a mais ligeira falta de que se acusar em consciência.” Manifesto é. versículo 12: “E. mas cada um morrerá pelo seu pecado. exigia prévia confissão pública de pecados. porqüanto. Ora. cada um de nós dará contas a Deus de si mesmo. como já mostramos. se o prêmio. na sua “Epístola aos Romanos”. não admitindo que os leigos falem nos Evangelhos. assim. quer se dêem aos batizandos as lições que lhes dava João. E não se compreende. a inteligência e a interpretação dos livros santos. batizemos os nossos filhos. Entretanto. Se ainda hoje precisa ser mantido com esse aspecto. somente a parte simbólica é de utilidade e proveito. como já dissemos. capítulo 14º. o Espírito do que nasce precise lavar-se de impurezas quaisquer? Será que já tenha saído impuro das mãos do seu Criador. portanto. que Ele era puro e perfeito. quer sejam eles dispensados dessas lições. condições então necessárias à administração do batismo. de um símbolo. Veja-se: Deuteronômio. ante a razão. ou revogou a palavra do Senhor. desde que se tornem conscientes. ensinando que da aliança do Sinai viera a lei oral e não a lei escrita. por vaidade e interesse de seita. o batismo correspondia a uma necessidade daqueles tempos. que era de penitência. transmitida por Moisés aos homens. reduziram o Código Sagrado a mero acervo de tradições e monopolizaram. porqüanto só os que alcançam a perfeição na pureza se acham livres de ter a mais leve culpa. Em segundo lugar. nunca tendo nascido antes. por si só. Essa a razão por que o clero romano foge a toda discussão. Jesus não tinha necessidade de ser batizado por João. em seu objetivo. Quer isso dizer. a fazer impressão em homens materiais. ou não aceitou as palavras do apóstolo Paulo. desde que os fariseus. nem os filhos pelos pais. em as condições precisas para ser administrado e nos fins a que visava. Acreditamos e esperamos que o remédio não tardará. mas. mal que lavra há muitos séculos. É evidente que a Igreja Romana não entendeu. ante os termos expressos da lei. mostremos-lhes que. ou o castigo. . da manifestação do arrependimento e do desejo da penitência.76 completamente desvirtuada em sua natureza. ser um homem como os demais. evidentemente. sem de nenhum pecado se haver penitenciado.

então. a forma de uma pomba que. 2º. dizendo: Este é o meu filho bem-amado. 7. Pretendendo que. investir a outros de o ministrarem. praticassem a lei do amor e. 28. 6. Foi esta uma manifestação espírita. mediante aquelas palavras que se ouviram. cujo advento os profetas anunciaram. e também como sanção expressa da legítima autoridade de Jesus. a afirmação de que à Terra descera o Espírito excelso. um corpo celeste. por intermédio dos Espíritos protetores. nem expiações. — Atos. versículo 22). e que continham. 44. para confirmar a missão de que o Precursor se achava encarregado. em quem hei posto toda a minha com placência. como os nossos corpos de lodo. e só Jesus. veio atestar. 13º. na escala espírita. que compõem a primeira classe. órgãos das inspirações divinas e executores das vontades de Deus. 19º. da sua identidade na condição de enviado direto de Deus. 15 a 39. 4. que não precisava ser lavado. 11º. Disse essas palavras um dos Espíritos Superiores. Essa confirmação Ele a teve. (14) Com esta palavra muito jogo costumam fazer os que combatem a revelação da corporeidade fluídica do Cristo. por motivo algum e ainda menos como expressão material da necessidade de purificação espiritual. segundo proclamou João que Ele o faria. 2º. 26 a 40. 26. vindas do alto. 8º. 4. Convêm. 12º. — João. 18. 1º. já percorreram todos os graus do aperfeiçoamento e se despojaram de todas as impurezas da matéria. 2. se houveram sido aparentes. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis. portanto. ou. 8º. 4. depois de terem recebido esse batismo. — ZACARIAS. — Salmos. de fato. não têm mais que sofrer provas. tomou. E as disse quando Jesus orava. realizam a vida eterna. essa corporeidade e a vida humana de Jesus nenhuma realidade teriam tido. a seu turno. 83 a 39. obedecendo aos desígnios de Deus. precisar o significado verdadeiro de tal palavra. o sentido em que é empregada. 37. a influência divina. conseguintemente.— ISAÍAS. foram incumbidos de pregar e exemplificar a moral que Ele trouxera ao mundo e de o conferirem a quantos. — DANIEL. que apenas para dar um exemplo. batizado Jesus. .77 aqueles. considerada pelos antigos como emblema da pureza. (13) Levítico. escutando-lhes as palavras. 4º. 13º. 15º. e ainda para receber pública e ostensivamente a confirmação da sua. — Apocalipse. foi que Jesus se fez batizar por João. quando estava em oração (LUCAS. aconteceu que. Segue-se. Jesus. a propagassem pela palavra e pelo exemplo. estava capacitado para administrar o batismo em Espírito Santo e em fogo e para. pelo menos. Um dos que secundavam a Jesus no desempenho de sua missão. que determina. naquele momento. no seio de Deus. que se produziu pela faculdade que tem o Espírito de dar ao próprio perispírito as formas e aparências que queira. e mediante o aparecimento de uma pomba a lhe pairar sobre a cabeça. Segundo a narração evangélica. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura. o céu se abriu e uma voz ressoou no espaço. a do Messias prometido. 6. Trazia ele. 4º. dentre estes. em seu sentido profundo.— Atos. como investiu os apóstolos que. da primeira ordem. 15º. classe única. 2º. capítulo 3º. 22. para demonstrar aos homens que a prece do coração atrai as bênçãos do Senhor e os testemunhos do seu amor infinito. pois.

imitação. 2. Interpretando-as segundo as nossas idéias. Ld. expomo-nos a grandes equívocos. Que era então a que foi vista com a aparição? “Uma aparência. tomou todas as aparências da realidade. por isso. nem melhor. . Para esse efeito. é uma como ilusão de ótica. conseguintemente. por assim dizer. nos podemos socorrer. do que do Mestre Allan Kardec. Sem a explicação que provocamos. A experiência nos ensina que nem sempre devemos tomar ao pé da letra certas expressões empregadas pelos Espíritos. como o foi. capitulo que se intitula “Do laboratório do mundo invisível”. A caixa de rapé. — É verdade que se deve entender aqui a palavra “aparência” no sentido de aspecto. (15) À medida que os Espíritos se purificam e elevam na hierarquia espiritual. numa nota por ele aditada a uma das respostas do Espírito que o instruía. Ibid. o passo em que ele nos dê esse significado. É uma recomendação que os próprios Espíritos repetidamente nos fazem.” 3. real. um todo coletivo. nº 256).78 quando se trata daquela vida. a palavra aparência.” NOTA. capítulo 24º. de nenhuma autoridade maior. comparada ao original. Citemos. uma aparência. na uniformidade da perfeição. e para que não tomassem a aparição como uma alucinação produzida pelo estado de saúde da vidente. ou se havia nela alguma coisa de material? “Certamente. Encontramo-lo no capítulo 8º da segunda parte de O Livro dos Médiuns. em o nº 128 do volume. O Espírito querendo que aquela senhora acreditasse na realidade da sua presença. pois. Era para que a circunstância fosse notada. Dizes que foi uma aparência. que trazia na mão esse objeto) tinha a forma da de que ele se servia habitualmente e que estava em sua casa. os caracteres distintivos de suas personalidades se apagam. Cumpre. as perguntas e respostas que deram lugar a essa nota. Vamos reproduzir. Desejáramos saber se a caixa de rapé era apenas uma imagem sem realidade. podia dar azo a uma falsa interpretação. O Livro dos Médiuns. é com o auxílio desse princípio material que o perispírito toma a aparência de vestes semelhantes às que o Espírito trazia quando vivo. não estava lá: a que o Espírito trazia era apenas a representação da outra: era. todas as vezes que apresente a menor ambigüidade. Os Espíritos superiores formam. se bem que formada de um princípio material. mas uma aparência nada tem de real. aprofundar o sentido de suas palavras. constantemente reproduzida em casos análogos. (ALLAN KARDEC. de certo modo. para boa Inteligência da explicação. Aquela caixa de rapé (tratava-se da aparição de um Espírito encarnado.

12 ao 13. — 8. pois está escrito que Ele ordenou a seus anjos tenham cuidado contigo e te sustentem com suas mãos. passados eles. manda que estas pedras se tornem pão. 4º. — 10. O diabo o transportou ainda para um monte muito alto. versículo 1. — 3. Jesus respondeu: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. — 2. Disse-lhe então o diabo: Se és filho de Deus. Temos. o diabo se afastou dele por algum tempo. — 3. Aí permaneceu quarenta dias e foi tentado pelo diabo. me adorares. de modo a ficar bem entendido que. — 9. colocando-o no pináculo do templo. para que não firas o pé nalguma pedra. — 10. nada comeu durante esses dias e. o tentador lhe disse. — 13. Deixou-o então o diabo. Cheio de Espírito Santo. Jesus lhe respondeu: Está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus. MARCOS: capítulo 1º. disse-lhe: Se és filho de Deus. pelo Espírito. (16) Disse o divino Mestre e Paulo repetia: — a letra mata e o espírito vivifica. disse: Se és filho de Deus. Jesus se afastou do Jordão e foi. porqüanto eles me foram dados e eu os dou a quem quero. que te guardem. pois. — 11. satanás. donde lhe mostrou todos os reinos do mundo e a glória que os acompanha. porque nos conduz à indagação do pensamento e do sentido da lei ou do ensino. para a compreensão das sagradas letras. — 11.79 11 MATEUS. Jesus lhe respondeu: Está escrito: O homem não vive somente de pão. Se és filho de Deus. não nos devemos prender às palavras. LUCAS: capítulo 4º. 1 ao 13. sendo tentado por satanás. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites. O diabo o transportou para um alto monte e lhe mostrou. onde passou quarenta dias e quarenta noites. pois está escrito haver ele ordenado a seus anjos que tenham cuidado contigo. Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. teve fome. 1º. todas essas coisas te pertencerão. num instante. — 5. . para que não firas os pés nalguma pedra. — 8. — 5. Disse-lhe em resposta Jesus: Retira-te. da derivação histórica e das circunstâncias de tempo em que foi dado este. Habitava com as feras e os anjos o serviam. anuires em me adorar. 1 ao 11. colocando-o no pináculo do templo. Jesus lhe respondeu: Está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. mas de toda palavra de Deus. a que antes podemos chamar autêntica. cercaram-no os anjos e o serviam. teve fome. que de doutrinal ou lógica. pois. e lhe disse: Dar-te-ei todas estas coisas se. — 13. Jejum e tentação de Jesus MATEUS: capítulo 4º. — 6. — 4. mas de toda palavra que sai da boca de Deus. — LUCAS. O diabo o transportou à cidade santa e. versículo 1. O diabo ainda o transportou a Jerusalém e. — 7. — 6. dizendo-lhe: Dar-te-ei todo esse poder e a glória destes reinos. — 4. lança-te daqui a baixo. e te amparem com suas mãos. Acabada a tentação. todos os reinos da Terra. pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás. impelido para o deserto. versículo 12. e só a Ele servirás. ou promulgada aquela. — 9. — 12. Jesus lhe respondeu: Escrito está: Não só de pão vive o homem. Lançate daqui a baixo. à pesquisa das causas. — 2. ordena a estas pedras que se tornem pães. — 7. prosternando-te diante de mim. — MARCOS. 4º. Aproximando-se então dele. Se. prescientemente uma regra de interpretação. E logo o Espírito o impeliu para o deserto.

quando é certo que. ver-se-á que. como profeta. não se Sustentava com os alimentos cuja privação constitui o jejum. o pão que era o seu sustento e que Ele trazia para matar a fome aos filhos de Israel. número que se tornou tradicional para ausência dos profetas. onde os corpos dos respectivos habitantes não são carnais como os nossos e sim de natureza perispirítica. para que ela produzisse os frutos imediatos que devia produzir. outra coisa não é senão o alimento que toda alma encontra na sua doutrIna. absurda. Que é esse maná. no campo também caia o maná. para a vida do corpo de que se acha revestido. A alimentação material é necessária ao homem. Semelhantemente. mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. tem de penetrar num mundo superior. Aplicada à interpretação das narrativas evangélicas referentes ao jejum de Jesus. apropriados àquele efeito . contidos nos Evangelhos. durante 40 dias. Nem de outro modo se pode compreender. opera-se pela absorção dos fluídos ambientes. nos seus ensinamentos. a menos se negue o progresso da ciência das verdades eternas. ou desse perispírito. absorve. enquanto durou a que veio desempenhar na Terra. para o desempenho de suas missões. senão o Salvador prometido à raça humana. sua razão de ser e seus fins. desapareceu. o Espírito se incorpora fluídicamente.A planta não necessita comer. revestido de um corpo de natureza perispirítica. Lemos (em JOÃO. como no-los faz entender a Revelação Nova. quis. o Espírito. se as condições da época fizeram necessária a interpretação literal dessas narrativas. Ele se submetera ao uso. ao Espírito encarnado em corpo material. para sustentar os princípios constitutivos desse corpo. para te mostrar que o homem não vive só de pão. Vê-se que o pão. Jesus que. o pão da vida. Bispo de Roma. que nos faculta a hermenêutica ou arte de afiançarmos o verdadeiro sentido dos textos sagrados. a que Jesus alude. em todo o seu esplendor. senão uma figura emblemática da graça que. ela já não pode hoje satisfazer. Estudemos o que foi dado a Moisés e consta no “Deuteronômio” (capítulo 8º. referindo-Se ao tempo em que o supuseram sob o poder do diabo. o pão de que Ele fez emblema o seu corpo e o seu sangue. pela prece e pelo jejum no deserto.80 assim com suas fontes de origem. versículo 5): Este é o pão que o Senhor vos deu para comer”. porém. que o tivessem como um profeta. apoiando-se numa tradição apostólica. instituisse o preceito do jejum. de “Números” (capítulo 11º. Telésforo. enfim. nem beber: absorve da Terra e do ar os fluídos que lhe são necessários à nutrição. por falsa. personificada em Adão? Passemos ao Novo Testamento. versículo 48 e seguintes): Eu sou o pão vivo que desci do céu. entendidos em espírito e verdade. de “Êxodo” (capítulo 16º. a fim de causar impressão aos homens e os induzir a considerá-lo tal. como maná que caiu do céu. É uma regra. interpretação que serviu para que. A sua nutrição aí. versículo 3): “Afligiu-te com a fome e deu-te por sustento o maná que desconheciaS e teus pais desconheceram. capítulo 6º. Quando. nos quais se acham contidos . revestido de um corpo celeste. devemos procurar no plano do Evangelho? Que é esse maná caído do céu. em suma. quem o comer viverá eternamente. inadmissível. isto é. versículo 9): “E ao tempo que de noite caia o orvalho. os fluídos ambientes. no ano 130. (17) Era costume dos profetas prepararem-se. Pareceu então aos homens que.

falando de Jesus. 28. sobre o modo por que deve o homem resistir às tentações e emboscadas a que se acha exposto. dada a sua natureza. que o fato com Ele ocorrera e a imaginação emoldurou a suposta ocorrência. figurando as diversas maneiras por que pode o homem ser tentado. Quanto à tentação. para sustentar que Jesus haja podido. dos comentários que os apóstolos e discípulos teceram em torno de uma prédica sua. se davam. o corpo etéreo de que se achava revestido. isto é. porqüanto. Deram-se. o Espírito não tem meio de . das imperfeições. enquanto esteve no cume do Sinai a receber o Decálogo. tão etéreo. criando as circunstâncias em que esta deverá ter-se dado. (18) Ora. numa subversão da ordem estabelecida desde toda a eternidade. que o “diabo”. o “demônio”. bem sabemos que não há milagres. uma derrogação das leis naturais. que o mesmo fez Moisés. importando. o que só é possível aos Espíritos superiores.81 esses mesmos princípios. E de outra forma não a podemos compreender hoje. que aqueles nomes apenas designam o conjunto das maldades. o seu exemplo não colhe para o caso de Jesus. quando em encarnação ou incorporação fluídica. durante os 40 dias e 40 noites do seu retiro no Sinai. isto é. como diz (LUCAS. ignorância das leis que lhes presidem à produção. versículo 2). “satanás” não existem como individualidade votada eternamente ao mal. não foi uma realidade. foi também uma figura emblemática que. à perdição das criaturas de Deus. surgiu dos comentários a que deram lugar as palavras de Jesus. Milagre seria. O Mestre desapareceu das vistas de todos por 40 dias e. Concluíram daí. pela Revelação Espírita. como dissemos acima. das paixões e dos vícios. só por milagre fora possível que um Espírito tão sutil. O que se lê naquela passagem do Êxodo é que Moisés não comeu pão. é desconhecimento das causas que lhes dão origem. portanto. como homem. quando sabemos. pois. ou a orar no cume de uma montanha. realmente. ao reaparecer. “diabólicas”. capítulo 4º. A idéia de que o tenha sido nasceu. pela ação da sua vontade. passar tanto tempo sem se alimentar. visto que tal fato estaria fora das leis naturais. nem bebeu água. citando Êxodo. quando o supunham em retiro no deserto. existentes no homem e que lhe atraem influências perniciosas. qual o seu. se bem que desconhecida dos homens. Tendo podido alimentarse de ervas e insetos. do mesmo modo que os bons pensamentos e as boas obras lhe granjeiam influências boas. suportasse o contacto de matéria tão grosseira. que são imutáveis. Ali não se refere que o chefe do povo hebreu passou todo aquele tempo sem comer coisa alguma. acerca das tentações a que está sujeita a Humanidade. de acordo com as necessidades da época e destinada a preparar o futuro. como a do corpo humano. que o ajudam a avançar pela senda do progresso espiritual. A desaparição e a reaparição de Jesus. o que há. no cumprimento de uma dessas leis. os que o ouviram. por exemplo. no caso de fenômenos assim chamados. A tentação de Jesus. antes. falou. capazes de desviá-lo do caminho do bem. porque tais fatos teriam sido contrários àquelas leis. Os desaparecimentos de Jesus. Estando materialmente encarnado. desmaterializando ele. opondo-lhes a fé e a perseverança. 34. como milagre seria também o haver Jesus sofrido uma encarnação humana. Nem se diga. não constituíram um “milagre”. ou tombarem do céu as estrelas. uma mulher dar à luz um leão.

a Terra vira passar grandes luzeiros. Esses fatos são perfeitamente compreensíveis e podem ser realizáveis para quem tenha conhecimento bastante dos fluídos e do poder magnético de os atrair e combinar. 24º. derramando-se pelo mundo. 14. sob as aparências do corpo humano. Só ele fundou a religião universal. amáivos como eu vos amo. qual o de Jesus. 6º. 7. na posse de convicções nascidas do estado e do esforço da razão. 19º. 3. — Apocalipse. algumas vezes. 3º. não poderia inventar Jesus Cristo. um Espírito que pôde. em verdade. como eu sou santo”. um Espírito. na amplidão do infinito. 3. com o auxílio do seu perispírito.82 desmaterializar o invólucro que o reveste. — EZEQUIEL. — Salmos. 30. como ainda os ensinos constitutivos da Terceira Revelação e. seus ensinamentos. lançamos. talvez mais que tudo. (16) Êxodo. 34º. pelo fenômeno da bicorporeidade e da bilocação. cuja culminância na perfeição Inspirou ao Padre Marchal esta exclamação. 20. tornar-se visível e tangível em mais de um lugar. do seu objetivo. (17) Ver O Livro de Tobias. para se adquirir o conhecimento da sua ação sobre toda a Natureza. basta para o aquecer. Aquele que assim fizer e colher a experiência a que as sessões espíritas oferecem campo. 9º. se estude profundamente e pratique o Magnetismo. 10º. prontamente se convencerá da ação prodigiosa do Magnetismo espiritual e. esse sentimento íntimo e profundo que nos leva a considerá-lo colocado logo abaixo de Deus quando. — Deuteronômio. 28. invisível a olhos humanos. — Reis. é bastante para que também claramente se compreenda que não pode ter encarnado um Espírito. não vira passar “o grande amor”. da sua razão de ser. Cumpre. nos casos de estado mais ou menos extático. — JOSUÉ. trazendo à Terra o grande mandamento que a ligaria ao céu: “Amai a Deus de todo o coração. que tudo negam do alto do pedestal do seu orgulho e das suas idéias preconcebidas. Temos disso um exemplo no que se deu com Santo Antônio de Pádua. — JOÃO. porém. cuja suprema excelsitude. Antes dele. bem como do testemunho dos próprios olhos. 14º. Os luminares da antigüidade hauriram suas mais belas idéias nessa fonte que se chama a tradição: a fonte onde Jesus hauria era a sua alma e essa alma. raras. é certo. a Humanidade terrena. não só suas palavras. pelo desprendimento durante o sono e.” . o nosso pensamento em prece. mas conservando-se-lhe sempre ligado por um cordão fluídico. em busca do amparo celestial para fortalecimento da nossa alma. na Bíblia. que se lê em O Espírito Consolador: “Que homem houvera podido tirar do seu coração a parábola do Filho Pródigo e o colóquio com a Samaritana?” e estes perIodos de sublimada eloquência. 8. pela ação da sua vontade. 2. 13º. Pode. estará em condições de se não deixar embair pelas opiniões dos escribas e fariseus da época. a encarnação. 14. (18) A boa compreensão do que seja. formular esta interpelação e este conselho: “Quem me convencerá de pecado? Sede santos. seus atos e suas obras atestam. 8º. saídos da sua alma transportada: “Não. do que significa. libertar-se do seu corpo de carne e. Consegue assim. 13. na plenitude da sua gloriosa humildade. ainda que condensasse todas as suas energias de concepção. apartar-se temporariamente dele. nem pelas dos pseudo-sábios.

Para esse efeito. é conheçamos tudo o que possa concorrer para a melhor inteligência. Esse ensino se resume no seguinte: O Espírito que haja falido fica na contingência. qual a Terra. tendo Jesus podido dizer que ninguém havia capaz de o convencer de pecado. para ele. a que gênero de progresso lhe poderia um mundo inferioríssimo. para justificar ou legitimar uma sua encarnação nele? . como ele era santo. cujos originais foram lidos pelo Mestre Allan Kardec. uma dificuldade que lhe cabe vencer. Em todos os casos. pela sua natureza e pela sua intensidade. mesmo que o Espírito encarne em missão. Ora. e que no vencê-la é que consiste o seu progresso. durante a qual terá ele que lutar contra paixões que representam. e dizer igualmente que todos se tornassem santos. progrediu sem jamais falir. que prescreve ao Espírito a encarnação e a reencarnação. puro.83 Útil. para resgatar sua dívida? Sendo submetido a uma dificuldade especial que lhe cumpre vencer. Como conseguirá fazer esse mais. oferecer ensanchas. partido do mesmo ponto. pois. a encarnação representa sempre. para chegar ao mesmo grau de aperfeiçoamento em que se acha outro que. a natureza e a Importância da falta a ser apagada. isto é. um dos ensinos mais proveitosos é o que deram a Alexandre Belemare os Espíritos que o assistiam na elaboração da sua excelente obra — Espírita e Cristão. ou seja: capaz de lhe imputar com fundamento a mais ligeira transgressão da lei divina. pois que para vencê-la é que o Espírito encarna. Essa dificuldade é a encarnação. de nossa parte. de fazer mais do que este. da lei de justiça e misericórdia.

tirando-vos das trevas em que vos lançaram OS Vossos pecados. Os outros. Estada em Cafarnaum MATEUS: capítulo 4º. versículo 14. Ensinava nas sinagogas e era glorificado por todos. por isso. deixando a cidade de Nazaré. retirou-se de Nazaré e se dirigiu a Cafarnaum. 4º. os que lhe compreendiam as palavras. fazei peniténcia e crede no evangelho. LUCAS: capítulo 4º. “A terra de Zabulon e a terra de Nefatalim. Fazei penitência. 4º. o mesmo Jesus clama: chegou o tempo de estudardes o Consolador. — 15. os que já se encontravam no plano espiritual. e dizendo: Pois que o tempo se cumpriu e o reino de Deus está próximo.” — 17. Fazei penitência: arrependei-vos dos vossos erros. Quer isto dizer: . a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: — 15. pois que ensinava e pregava a verdade. 14 ao 15. o qual vos vem trazer a luz da verdade que. deixando as trevas em que jazeis. Então Jesus. o povo. Jesus. recebeu a grande luz. que se achava imerso nas trevas. Jesus veio para a Galiléia. Assim. Hoje. viu uma grande luz. Mal. Então. Ele próprio. pela virtude do espírito. e a luz surgiu para os que jaziam na região da sombra da morte. divisavam velada a grande luz e. os que as ouviam lhe compreendiam as palavras: eram os que estavam nas trevas. voltou para a Galiléia e a sua fama se espalhou por toda aquela região. vos patenteará a estrada que leva ao céu ou seja: à perfeição na pureza. Alí. Notícia do encarceramento de João. caminho do mar além Jordão. — 14. para entendê-las. pela virtude do espírito. — Pregações. (19) Jesus levava. os primeiros. esses viam em forte esplendor a luz brilhante que o seu Espírito irradiava. cidade marítima dos confins de Zabulon e de Nefatalim. a Galiléia das nações. porém. preparados. e. o que significa: chegou o tempo de ouvirdes o Enviado de Deus. foi habitar em Cafarnaum. apontando o caminho que conduz ao reino dos céus. Logo que João foi encarcerado. porém. Jesus se retirou para a Galiléia. faltas e crimes. entretanto. pois o reino do céu se aproxima. as apreendiam: os que estavam na região da sombra da morte. nos confins da Galiléia. — Retirada de Jesus para a Galiléia. que vos vem ensinar os Evangelhos em espírito e verdade. versículo 12. era a luz.84 12 MATEUS. Tendo ouvido dizer que João fora encarcerado. para serdes por ela alumiados e. — 15. a luz onde mais necessária era. pois o reino dos céus se aproxima. A partir daí. que apenas viam a Jesus sob a sua aparência humana. 14 ao 5. 16. 1º. o povo que jazia nas trevas. Para esse efeito. lhe percebeu a claridade. tomardes a senda do progresso espiritual e subirdes ao seio de Deus. pelas reencarnações. 12 ao 17. versículo 14. voltou Jesus para a Galiléia. para poderdes ver a luz. Muitos. — MARCOS. não percebiam o sentido das palavras que lhe ouviam. Jesus começou a pregar e a dizer: Fazei peniténcia. pregando o evangelho do reino de Deus. seus mensageiros. pela boca dos Espíritos. MARCOS: capítulo 1º. — 13. ao passo que a viram refulgente os que se achavam livres da morte. nas suas palavras. Nem todos. — LUCAS. que tinham de ser por todos ouvidas.

37. . — JOÃO.85 sendo ele sempre Espírito. sob as aparências humanas que tomara. pelo poder ou faculdade que tem o Espírito de ir de um ponto a outro. 2. (19) ISAÍAS. como fazia sempre que viajava só. 9º. 9º. 13º. 25. 2. 1. — Atos. 43. — DANIEL. 10º. com a rapidez do relâmpago. 4º. tão célere quanto o pensamento. transportou-se para os confins da Galiléia. 17º. 14.

preparatória. na sinagoga. Vindo a Nazaré. desenrolando-o. a curar os de coração despedaçado. Enrolando de novo o livro. 16 ao 21. a anunciar aos cativos a sua redenção e aos cegos o recobramento da vista. Toda a gente. de devotamento. versículo 16. 61º. As suas próprias palavras de comentários ao trecho Lido mostram que Ele o buscou intencionalmente para o ler naquela ocasião. de redenção. 15. “O Espírito do Senhor está sobre mim. a apregoar o ano das graças do Senhor e o dia da retribuição. entrou na sinagoga. 4º. tinha os olhos fitos nele. Apresentaram-lhe o livro do profeta Isaías e ele. e se levantou para ler. seu Enviado. — 21. Disse então: “Cumpriu-se hoje esta palavra das escrituras que acabais de ouvir”. — 19. cujas bases fundamentais lançava. num dia de sábado. a libertar os oprimidos. 7. Ele o entregou ao ministro e sentou-se.86 13 LUCAS. 42º. pela pregação e prática do Evangelho. — Leitura da profecia de Isaías LUCAS: capítulo 4º. que Ele era o ungido do Senhor. 1. pelo que a sua unção me consagrou. não foi por acaso (não existe acaso) que aqueles versículos de Isaías lhe vieram cair sob as vistas. o Messias prometido. 1º. Vinda de Jesus a Nazaré. onde fora criado.” — 20. 32. que vinha à Terra para cumprir uma missão de amor. (20) ISAÍAS. 3º. com o testemunho das sagradas Escrituras. Por quê e para quê? Para afirmar. 34. . — JOÃO. no lugar mesmo onde principalmente passara a sua aparente vida humana. chegou ao ponto em que se achavam escritas estas palavras: — 18. como era seu costume. da regeneração humana. (20) Desenrolando Jesus o livro (porque os livros naquela época eram feitos em rolos de papiro). — 17. Ele me enviou a pregar o Evangelho aos pobres. 57º.

22 ao 30. Todos os que se achavam na sinagoga. quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e uma grande fome assolou toda a Terra. — Levado ao cume do monte para ser dali atirado. diziam: Não é este o filho de José? — 23. Cumprida a sua missão. dos quais elas ainda são desconhecidas. — 30. Quando disse: — Nenhum profeta é bem aceito em sua terra. tanto quanto o eram dos homens daquela época. conhecida a revelação feita pelo anjo a Maria e a José. (21) Para os hebreus. passando por entre os que o cercavam. em verdade vos digo que nenhum profeta é bem aceito no seu país. — 25. Todos lhe davam testemunho e. deu Jesus uma lição aos incrédulos de todos os tempos. independente de todo sectarismo. foi-se. na distribuição de suas graças. Elias não foi enviado a nenhuma delas. tomados de admiração ante as palavras cheias de graça que lhe saíam da boca. divinos. e. por estar. Havia também muitos leprosos em Israel ao tempo do profeta Eliseu e no entanto nenhum foi curado. homem. ouvindo-o falar desse modo. faze no teu país as grandes coisas que. que Ele operava. do capítulo 4º de LUCAS. Essa circunstância e a de haverem tomado ao pé da letra estas palavras — meu pai — de que Ele usava. por obra do Espírito Santo. naquela época. para o atirarem de lá em baixo. só o sendo Naamã. — 28. cura-te a ti mesmo. — 26. constitui uma verdade. segundo ouvimos. Dizendo o que consta nos versículos 25 e 27. 4º. fato que. fizeram que no espírito dos discípulos germinassem a idéia e a crença da sua divindade. Ele desaparece dentre as mãos dos homens LUCAS: capítulo 4º. de harmonia com as leis naturais. referindo-se a Deus. como já vimos. sem que lhe percebessem a fuga. o expulsaram da cidade e levaram ao cume do monte sobre o qual estava a cidade edificada. passando por entre eles. que só escandaliza os orgulhosos e os sábios. ao tempo de Elias. — 27. para profligar o orgulho dos que julgam ter o privilégio da misericórdia divina. fizeste em Cafarnaum. que era da Síria. confirmam que só na aparência era humano o seu corpo. Com efeito. como era necessário. houvesse Jesus podido.87 14 LUCAS. precipitando-o dali em . Mas. Jesus era filho de Maria e de José. em geral. versículo 22. como fora possível que. — 29. de quaisquer cultos exteriores. Jesus designado por “filho de José”. Em verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel. Os versículos 29 e 30 do capítulo 4º de LUCAS. porém. desaparecer. Jesus. revelação que até ao termo daquela missão se conservou secreta. mas a uma que era viúva em Sarepta de Sidônia. a fim de o eliminar dentre os vivos. mostrar que o Senhor. Jesus então lhes disse: Sem dúvida me aplicareis este provérbio: Médico. — 24. quis. como. que só ela lhes dava explicação dos fatos tidos por milagrosos. se encheram de Ira. para todos. entretanto. levantando-se. passou Ele a ser considerado filho somente de Maria Virgem. só atende aos merecimentos de cada um. — Sua resposta. das mãos da turba que o agarrara enraivecida e o conduzira ao cume de um monte. em virtude de uma concepção e um nascimento miraculosos.

29.88 baixo? Desprezada a explicação clara. porque. 4º. 42. 8º. 39. não é. como sabem os que conhecem a Doutrina Espírita. 44. 40º. (21) Salmo. racional e irrecusável para quem não se ache dominado por idéias preconcebidas. — JOÃO. 10º. porém. o milagre não existe. só uma outra restará para o fato de que tratamos — o milagre. Esta. 6º. 2. .

— 20. — 19. mas que depois. disse a Simão: Faze-te ao largo e atira a tua rede para pescar. pois que sou um pecador. assediado pela multidão que se premia para ouvir a palavra de Deus. Vendo isso. Logo os chamou e ambos. disse Jesus a Simão: Nada temas: daqui por diante serás pescador de homens. — 7.89 15 MATEUS. pois eram pescadores. viu dois irmãos: Simão. que lançavam suas redes ao mar. ou sobrenatural. chamado Pedro. e lhes disse: Segui-me e farei que vos torneis pescadores de homens. partilhavam do mesmo assombro. — 8. 16 ao 20. E. Tiago e João. A pesca. Continuando a andar. de que aí se fala. e os chamou. — 19. que também numa barca consertavam suas redes. que numa barca com o pai consertavam suas redes. 1º. André. os outros vieram e as duas barcas ficaram cheias de tal modo que quase se afundavam. — 22. Tendo caminhado um pouco mais. — 21. Deixando no mesmo instante o pai e as redes. mas. Para logo os dois abandonaram as redes e o seguiram. filhos de Zebedeu. — 4. versículo 18. Andando Jesus pela praia do mar da Galiléia. Quando acabou de falar. Sob a inspiração de seus anjos da guarda. Simão Pedro se prostrou aos pés de Jesus. filhos de Zebedeu e companheiros de Simão. — 17. — 18. Jesus viu a Simão e seu irmão André que lançavam as redes ao mar. versículo 1. Foi um fenômeno do número dos que ainda hoje surpreendem a muitos. começou a pregar ao povo. eles abandonaram tudo e o seguiram. pois que eram pescadores. deixando na barca Zebedeu com os jornaleiros. Jesus. Logo os dois abandonaram as redes e o seguiram. o seguiram. 4º. Tiago e João. lançarei a rede. LUCAS: capítulo 5º. sentando-se. trabalhamos toda a noite e nada apanhamos. filhos de Zebedeu. — 20. dizendo: Senhor. obedecendo à tua ordem. Um dia em que se achava à margem do lago de Cenezaré. Tiago e João. — LUCAS. e lhes disse: Segui-me e farei de vós pescadores de homens. — 10. — 3. Vocação de Pedro. 1-11. (22) Desta parte da narrativa evangélica ressalta a submissão dos primeiros discípulos de Jesus. Então. 18-22. — 5. tendo-o feito. os pescadores tinham saltado para lavar suas redes. nada teve de milagrosa. — 2. cedendo a essa espécie de atração que liga fortemente uns aos outros os Espíritos reciprocamente simpáticos. Acenaram aos companheiros que se achavam noutra barca para que viessem ajudá-los. — 11. Simão lhe objetou: Mestre. — 6. afasta-te de mim. e André. viu à borda do lago duas barcas. viu dois outros irmãos. — 9. eles ouviram a voz interior que os concitava à obediência e fizeram o que ela lhes prescrevia. Entrou numa delas pertencente a Simão e lhe pediu que a afastasse um pouco da praia e. viu a Tiago e seu irmão João. de dentro da barca. Passando pela praia do mar da Galiléia. serão reconhecidos como fatos naturais e normais. 5º. pescaram tão grande quantidade de peixes que a rede se rompia. Tanto ele como os que o acompanhavam ficaram assombrados da pesca que haviam feito. versículo 16. MARCOS: capítulo 1º. — Pesca chamada milagrosa MATEUS: capítulo 4º. — MARCOS. ambos o seguiram. quando o conhecimento do Espiritismo e do Magnetismo estiver suficientemente difundido. . Tendo de novo conduzido as barcas à praia.

Pouco a pouco. (22) JOÃO. por isso que emanada de quem tudo completamente ignora daquela ciência. que Jesus já alcançara. como conhecia e conhece a natureza de todos os fluídos existentes. A pesca foi o resultado de uma aplicação do Magnetismo. a fim de serem retirados das águas infectas dos vícios e das paixões em que se acham mergulhados. moral e intelectual. pela suprema graduação do seu Espírito. as combinações de que são passíveis. conhecendo a fundo. 6. Os magnéticos o serão igualmente. os homens estão vindo e virão cada vez mais lançar-se nessa rede.90 O Espiritismo é. Como ciência. proferindo sentença condenatória da ciência espírita que os explica. quando o Pai o investiu na missão excelsa de presidir à formação do planeta em que habitamos e à marcha progressiva da Humanidade a que pertencemos. daqui a mais ou menos tempo. ele vai avançando na senda do conhecimento e um dia chegará. físico. os fenômenos elétricos já foram excluídos da categoria dos milagres. Atraidos pelos fluídos que os bons Espíritos espalham. estará a Humanidade senhora das duas fontes de toda a luz e de todo o progresso. ele espalhará o conhecimento do Magnetismo. aliás. absolutamente destituída de qualquer valor. cujo estudo tem sido tão estultamente desprezado pelos “sábios” da Terra. uma revelação e uma ciência. nem as leis que lhes presidem à produção. sentença. fez que sobre eles atuasse a força incontrastável da sua vontade. . O Espiritismo representa hoje a rede lançada por Pedro. e a grande alavanca operou o efeito desejado. porém. à meta suprema. Assim é que. por virtude dos seus progressos. por exemplo. 21º. sempre de perfeita harmonia com a vontade divina. esse agente universal que tudo rege e tudo aciona. Com esse conhecimento e com o dos ensinos evangélicos em espírito e verdade. Fácil então e simples se lhe tornará a compreensão de muitos fatos tidos ainda hoje por impossíveiS e cuja realidade os homens negam. Ainda não está ao alcance do homem apreender as causas de todos os fenômenos. suas propriedades de ação e. os meios por que se dão. Produziu-a uma atração magnética determinada por Jesus que. ao mesmo tempo.

O terror se apossou de todos e uns aos outros diziam: Que é isto? Ele ordena com autoridade e poder aos Espíritos impuros e estes saem logo? — 37. Deixa-nos.91 16 MATEUS. Ora. e ai os instruía nos dias de Sábado. que exclamou: — 24. curando todos os males e enfermidades do povo. Jesus se retirou com seus discípulos para os lados do mar. 23. à sua presença foram trazidos os que se achavam doentes e atormentados por dores e males diversos: — possessos. Vieram em seguida a Cafarnaum onde. — 28. — Sua fama. MARCOS: capítulo 1º. Sua fama se espalhou por toda a Síria. Acompanhava-o grande multidão de gente da Galiléia. estava na sinagoga um homem dominado por um demônio impuro. E Jesus. paralíticos — e ele os curou. acompanhado por grande multidão de gente da Galiléia e da Judéia. Predição de Jesus. — Ora. outra grande multidão que ouvira falar das coisas que Ele fazia. E os Espíritos impuros. versículo 21. — LUCAS. Que tens tu conosco. agitando-o em convulsões violentas e soltando um grito estridente. E todos se espantavam da sua doutrina. disse-lhe: Cala-te e sai desse homem. se prosternavam gritando: — 12. de Jerusalém. — 27. versículo 23. sucedeu achar-se na sinagoga um homem possuído de um espírito impuro. como curava a muitos. MARCOS: capítulo 3º. saiu do homem. rapidamente. atirando o homem ao chão no meio da sinagoga. — 22. 7 ao 12. És filho de Deus. — MARCOS. saiu dele sem lhe ter feito mal algum. por toda a Galiléia. — 25. que tens tu conosco. — 9. Logo o Espírito impuro. 4º. 21 ao 28. lunáticos. — 26. E o demônio. Disse Ele então aos discípulos que lhe arranjassem uma barca onde pudesse meter-se para não ser oprimido pela turba. ameaçando-o. Ele desceu a Cafarnaum. Sua fama se espalhou assim. — 35. Tão grande assombro se apoderou de todos. — E. 1º. Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és: és o santo de Deus. — 11. — 33. E Jesus percorria toda a Galiléia. 4º. porque falava com autoridade. — 24. — 32. — 25. 31 ao 37. lhes proibia que o descobrissem. — 36. quando o viam. versículo 7. E sua fama se espalhou por todos os cantos do país. — Curas físicas e morais chamadas “milagres” MATEUS: capítulo 4º. 23 ao 25. com grandes ameaças. versículo 31. Jesus. todos os que sofriam de um mal qualquer se precipitavam sobre Ele para tocá-lo. que uns aos outros perguntavam: Que é isto. de Jerusalém. Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és. pregando o evangelho do reino. proveniente de Tiro e SIdônia. da Iduméia e de além Jordão tendo vindo juntar-se-lhe. ensinando nas sinagogas. em tom de ameaça. por isso que Ele os Instruía como tendo autoridade para fazê-lo e não como os escribas. cidade da Galiléia. és o santo de Deus. porém. Jesus passava a sua aparente vida . LUCAS: capítulo 4º. que nova doutrina é esta? Ele manda com império mesmo nos Espíritos Impuros e estes lhe obedecem. que exclamou em alta voz: — 34. Ele. Todos se admiravam da sua doutrina. disse-lhe: “Cala-te e sai desse homem”. entrando na sinagoga aos sábados. da Judéia e de além Jordão. É que. Como se evidencia desses versículos. — 10. de Decápolis. e 3º. Jesus os instruía.

ocultas ao longo dessa vereda. encontrando sempre a satis- . Jesus fazia da doutrina de amor que trouxera ao mundo a mais eloqüente propaganda. A fúria que revelam é idêntica e tem a mesma origem que a daqueles que inventaram as fornalhas ardentes. versículo 10)? Marchemos. se. bem como combinações. temos a paz com Deus. Segue-se daí que a crença dos espíritas. versículo 1) e aquele de quem falam os Salmos (capítulo 90º. que doutrina é esta. pela morte? que o pensamento é uma secreção do cérebro? que as leis da Natureza são simples manifestações de forças incontrastáveis. como libertava os que se achavam presas de Espíritos obsessores. encontramos a prova de que Jesus curava tanto as moléstias do corpo quanto as da alma. Ë o fogo das baterias que. Para imaginarmos o poder dos fluídos magnéticos de que dispunha Jesus. E os que o ouviam. sob o nome de milagres. capítulo 15º. pasmados autoridade com que Ele falava. basta atentemos nos efeitos que produz o magnetismo humano e nos que conseguem os médiuns curadores. com os mais satisfatórios resultados. são as mesmas setas envenenadas que as hostes dos inimigos da verdade. regeneradores e fortificantes. Menos ainda poderão Contrapor-se-lhes as opiniões de simples médicos. como com os grandes e poderosos. sob o escudo de Jesus Cristo. e bem assim o poder que a sua vontade exercia sobre esses fluídos. ou. Versículo 1). revestidos da couraça da fé. isto é. É que. como de benevolência? Tal o evangelho dos materialistas. pregando por toda parte o arrependimento. uma simples função do organismo físico. para sempre. possessos do demônio. para a frente.92 humana a praticar incessantemente a caridade. carentes assim de moral. entretanto. para. a fatos. é esse o meio mais eficiente de que se servem os Espíritos. mesmo os médiuns receitistas. Que importa. justificados pela fé. presentemente. hão sempre desfechado contra os que a percorrem. nada há de espantar. por intermédio de Nosso Senhor Jesus Cristo. que importa. em casos desesperados. pois. E são eles que lançam aos espíritas os epítetos de idiotas. com respeito à influência dos Espíritos desencarnados sobre os encarnados. em nome de Jesus. fazer a da Doutrina Espírita. desde todos os tempos. nem autoridade real que se contraponham. as cavernas dos animais ferozes. inquiriam: Mas. conforme então se dizia. se temos por nós o que fora dito a Abraão (Gênese. não há argumento. tanto restituía a saúde aos que sofriam de doenças corporais. versículos 2 ao 5 e capítulo 104º. destinada a desaparecer com este. falam os Evangelhos. margeiam a vereda que conduz a Sião. Operando as curas de que. Por isso mesmo. que infelizmente ainda dominam. portanto. como disse Paulo? (“Epístola aos Romanos”. que podem valer esse argumento. se funda na doutrina que Jesus pregava e exemplificava. para quem sustenta que a alma é o conjunto das faculdades intelectuais. assim com os humildes e desgraçados. tanto mais quando muitos deles hão recorrido e recorrem às consultas mediúnicas. de exploradores dos néscios de boa-fé! Nisso. que nada sabem de Espiritismo. cuja natureza. Mas. o mais puro de todos os Espíritos. É ainda a mesma que o sacerdócio tem desencadeado. com os quais inúmeras pessoas se têm tratado de variadíssimas enfermidades. bem como nos fatos que a sua ação caridosa tornou manifestos. efeitos e propriedades Ele conhecia de modo absoluto. multiplicando ao seu derredor as curas do corpo e da alma. ou essa autoridade. que faz que os Espíritos imundos lhe obedeçam? Nos Evangelhos. Mas.

mas como milagres. isto é. Quanto às curas da alma. especialmente de O Livro dos Médiuns. a não poucas curas temos assistido de irmãos que recobram o uso da razão e do livre-arbítrio. obras cuja meditação acurada recomendamos a todos os adeptos do Espiritismo. todos alheios à ciência médica. restaurando na sua pureza aquela doutrina que de tanta surpresa enchia os que presenciavam as curas que o divino Mestre operava. sem perceberem que desse modo colocam no mesmo nível a divindade. a bondade de Jesus é tal e tanta que. dentre os quais. não contestam as curas operadas por Jesus. Os possessos. Quer isto dizer que. Assim. de que falam os Evangelhos. ou qualquer outra dessas secreções que o organismo expele ou absorve. ou. pois que para eles Jesus é uma fração de Deus. já têm sido comprovados por homens notáveis. após a extinção do incêndio. Os ortodoxos. em cujo nome falam. declaram e sustentam que tudo o que os homens façam de semelhante ou idêntico é diabólico. e a suprema potência do mal — Satanás cuja existência afirmam. cuja presença é suficiente para dominar e subjugar. que também nos fornece os meios adequados a repararmos os estragos que apresenta o organismo material. e a pureza de sentimentos. mau grado às precárias condições morais em que nos encontramos. acreditavam ou acreditam na existência e na imortalidade da alma. cujo nome é hoje bastante para. os Nascimentos e muitos outros médiuns que a esses sucederam. que atrai os Espíritos bons. de que nos oferecem testemunho as sagradas letras. porém. antes as proclamam. cujas observações a respeito se acham registradas em livros e jornais. é revelação e ciência.93 fação de seus anseios. se invocado com fé viva. porqüanto nos faltam as mais poderosas armas que existem para a libertação de um subjugado — a força moral decorrente do jejum espiritual a que Ele tantas vezes aludiu. a seu turno. que transmitem aos enfermos. os Figueiras. e repelem a ciência espírita como produto da . produzir efeitos análogos aos que Ele pessoalmente conseguia. os doutores não admitem senão o que lhes vem por intermédio da Ciência. depois de removida a causa da aparente loucura. ensinar-nos a distinguir a obsessão e a subjugação da alienação mental. depois de terem sido dados como loucos incuráveis. Senhor Jesus Cristo. Essa distinção quem nô-la faculta é a mediunidade. pela ainda mais precária ciência dos homens. com os Bittencourt Sampaio. mas cheios de dedicação e de solicitude para acudirem desinteressadamente o próximo em suas aflições. repetimos. quanto à libertação dos possessos. que decorre do desmantelo do aparelho cerebral. nós outros. os mais obstinados e ferozes subjugadores. como se dá com um prédio incendiado. só mediante estudo sério das obras do mestre Allan Kardec. Esses fatos. servindo de instrumentos a Espíritos elevados. da humildade e da fé na misericórdia ilimitada do nosso Salvador. ou loucura propriamente dita. só os podemos obter por meio das preces fervorosas. nem mesmo os mais endurecidos e obstinados no mal resistiam às intensamente luminosas irradiações da pureza e da perfeição de Jesus. e não consideram o pensamento uma espécie de bílis. fiéis servos de N. Todavia. qual esta é realmente. a seu turno. veio. se pode obter uma explicação racional e completa. eram os subjugados por Espíritos impuros. O Espiritismo que. fixa nas suas cavidades interiores. dos quais recebem a ação fluídico-magnética. ainda. Esses homens. Em conseqüência.

vos ensinará todas as coisas e vos lembrará tudo o que vos tenho dito. que pouco lhes interessa. versículo 12). visto que inegavelmente chegariam os tempos nelas preditos e se realizou o advento por elas anunciado: E o Consolador. no entanto. que é o Espírito Santo (23). quando vêem que já lhes é dado fazerem. ainda se apresenta aos profitentes desta. convencidos e confiantes. como o dessas. pelos rápidos progressos da Doutrina dos Espíritos. que o Pai enviará em. De outro lado. os ortodoxos guardam a mesma atitude. se manterão firmes em seus postos. (JOÃO. (23) Ver em páginas anteriores o que devemos entender por Espírito Santo. verificam que igualmente se está dando o destas outras. que tanto há contribuído para lhes fortalecer o poderio. Eles. patenteando-lhes as dificuldades de ordem exterior que lhes cumpre superar.94 imaginação de fanáticos ignorantes ou velhacos. meu nome. . versículo 26). considerando mesmo o seu cultivo um crime severamente punível. embora já algum tanto modificada para melhor. mas por muito ciosos do prestígio do “demônio”. o que implica o cumprimento do prometido nestas palavras suas: Aquele que em mim crer também fará as obras que eu faço e fará outras ainda maiores (JOÃO. esperarem se cumpram integralmente as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. capítulo 14º. para. não por amor da verdade. sob a égide de Jesus. porque vêem que cada vez mais essas promessas se irão cumprindo. E. obras semelhantes às que Ele fazia. capítulo 14º. Tal a situação que.

como viesse descendo. 10. Bemaventurados os que têm fome e sede de justiça. onde passou a noite em oração. 12. sentou-se e os discípulos o rodearam. de Jerusalém. De todos os lugares grande multidão acorria: da Galiléia. 7. Bem-aventurados os mansos. bem-aventurados vós. Jesus. quando vos carregarem de injúrias. quando vos separarem. “Bem-aventurados os pobres de espírito. do amor e da caridade. . porque serão chamados filhos de Deus. porém. pois que gemereís e chorareis! — 26. 6º. de Sídon e da parte de além Jordão. porque deles é o reino dos céus. 24. — 22. dizia: “Bem-aventurados vós. dirigindo o olhar para seus discípulos. pois que tendes a vossa consolação no mundo. — 25. afastando-se dela. subiu a um monte. — 8. 20 ao 26. — 11. que sois ricos. dirigia sobre os doentes e sobre os que se lhe aproximavam. com os fluídos que. Vendo a multidão. porque alcançarão misericórdia. de vós. a pregar o Evangelho e a curar os enfermos. em a qual sintetizou a maneira de alcançarmos o “reino dos céus”. da Iduméia. pois que grande recompensa vos está reservada no céu. e. que agora tendes fome.95 17 MATEUS. para vê-lo expelir os Espíritos impuros e curar as enfermidades. Bem-aventurados os que choram. — 9. dirigindose a seus discípulos. versículo 20. porque grande recompensa vos está reservada nos céus. porque possuirão a Terra. Sermão da montanha MATEUS: capítulo 5º. Toda essa gente seguia os passos do Redentor. Parou então àmeia encosta do monte e. porque vosso é o reino de Deus. porque rireis. Ao amanhecer. Jesus subiu a um monte. fez a prédica das bem-aventuranças. — 2. ou a suprema perfeição moral. 21. — 23. em que o ajuntamento era enorme. porqüanto assim é que os pais deles trataram os profetas. de toda a costa do mar. que agora chorais. pois que vireis a ter fome! Ai de vós os que rides agora. Rejubilai nesse dia e exultai. Pôs-se então a lhes pregar. para ouvi-lo. que estais saciados. — LUCAS. de Decápolis. dizendo: — 3. porque deles é o reino dos céus. Rejubilai então e exultai. que sois pobres. quando rejeitarem como mau o vosso nome por causa do filho do homem. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem. por ato da sua vontade e do seu poder magnético. — 5. com a virtude que dele saía. 1 ao 12. mentindo. que existiram antes de vós. — 6. porqüanto é o que os pais deles faziam aos falsos profetas. de Tiro. Um dia. porque serão consolados. porque verão a Deus. 5º. — 4. a ensinar nas Sinagogas. Ai de vós quando vos louvarem os homens.” LUCAS: capítulo 6º. porque sereis saciados. encontrou à sua espera grande parte do povo que o acompanhara ali. Ai. Bem-aventurados os misericordiosos. Ai de vós. porque serão saciados. Bem-aventurados sereis quando vos cobrirem de maldições. vos perseguirem e. isto é. assim no que seja de ordem física e material. Bemaventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça. como no que pertença à ordem moral e intelectual. Bem-aventurados vós. Bemaventurados os pacíficos. visto que assim também perseguiram os profetas. disserem de vós todo o mal por minha causa. Bem-aventurados os de coração puro. Jesus atravessou a turba. versículo 1. (24) Ia o Senhor percorrendo toda a Galiléia. pela prática do trabalho. isto é.

indiferentes aos sofrimentos dos desgraçados e olham com desprezo as verdades santas. Os espíritas podem considerar-se imunes contra todos os insultos que lhes forem lançados. os quais somente pelo orgulho se distinguem. se se virem excluídos do convívio e do contacto dos que formam as culminâncias sociais. realmente. não têm sido bem compreendidas. pois que assim perseguiram os profetas. em suma. desde que o Catolicismo proibe aos seus fiéis o conhecimento deles. se furta às discussões e cada vez maiores mostras dá de intolerância e de simonia. submisso. ao ponto de deixar sem contestação alguma a afirmativa. Exultai. cuja privação nenhum sofrimento lhes causa. são os que ocupam os lugares mais salientes. de a ela se submeterem e exalçam o erro. a fim de não caírem nos abusos. regra geral. porque deles é o reino dos céus. Fora inútil repetir o que todos sabem. que copioso será o vosso galardão no céu. nessa prédica. ao mesmo tempo que se nega a ensinar a verdade. Caminham livre e despreocupadamente. por não temerem os assaltos dos ladrões de qualquer espécie. os simples e humildes. porém. nenhum apego têm aos bens do mundo. o povo. por muito tempo ainda. pelo seu procedimento público e privado. que o são. porque. conhecendo a verdade. referindo-se aos daquela época e o . de cuja propagação ele se diz exclusivamente incumbido pelo divino Mestre. São. de fato. Muitos até lucrarão. porqüanto. a divulgação destes ensinamentos salvadores. porque. tudo sacrificando à posse dos bens terrenais. fogem. vivem no luxo e na ostentação. Quais são os “pobres de espírito ?“ São os que os homens assim chamam. Infelizes. Estes recairão sobre os que os lançarem. até por observação ocular.96 Algumas de suas palavras. precisam compreender bem os graves deveres que correm a todo aquele que se diz espírita. únicos capazes de restituir à religião o grande papel que lhe cumpre desempenhar na realização dos destinos do gênero humano. feita em publicações bastante espalhadas. Quão difícil. nos centros ditos de maior e mais apurada civilização. Disse o Mestre: Bem-aventurados os pobres de espírito. entretanto. que nada possuem. quando vos injüriarem e perseguirem. desde que eles exemplifiquem. Disse também: sereis felizes. a crença que professam. porque ignoram e não querem saber que muitos dos que hoje arrastam os andrajos da miséria. relativamente ao proceder desses falsos profetas. despidos de orgulho e de vaidade. A apóstrofe que o justo e meigo Pastor proferiu se aplica aos que. Esses infelizes. Entretanto. legitimam as alegações e imputações dos inimigos de tão santa doutrina. em parte. que muitos praticam sob a capa do Espiritismo e que. Ai deles. reconhecendo que tudo devem ao seu Criador. em outras encarnações insultaram a Humanidade. de si e por si mesmos. com a mesma ostentação e o mesmo orgulho. a ocultam. para terem a seus pés. há de ser. sobretudo mostrando-se bons e caridosos para com todos os seus irmãos. por orgulho. de que papas houve que estabeleceram tarifas de absolvições para os mais hediondos crimes! Todos são testemunhas de como procede o sacerdócio romano na prática do Evangelho. sempre confiantes na bondade e na proteção do Pai celestial. disse o justo e meigo Pastor. compreendendo a verdade.

19. — TIMÓTEO. 5. 19 — ISAÍAS. 1. 2. 13. 50º. 14º. 5º. — Provérbios. 52. — JOÃO. Situado perto de Genesaré fica o monte onde Jesus fez a sua prédica e que por isso ainda hoje conserva o nome de “Montanha das Bemaventuranças”. . 20. 15. 1. 3. 14º. 61º. 36º. quando não menor é o número dos falsos profetas. (24) Salmos. 5º. 16º. 3. 2º. 41. novamente. 16º.97 diz hoje. — Atos. 2. 61º. 7º. 55º. 57º. 11.

Ninguém. 33 ao 36. — 14. de nenhuma utilidade se torna. Sois o sal da Terra. — 35. versículo 13. LUCAS: capítulo 11º. para nada mais presta. representa aqui o conhecimento que. 14º. com que se salgará? Para nada mais servirá senão para ser posto fora e pisado pelos homens. (25) Para que se apreenda o pensamento do divino Mestre neste passo. — 16. coloca-a num candeeiro a fim de que ilumine a todos os que estão na casa. versículo 21. preciso é se compreendam bem as figuras em que Ele o envolveu. Uma cidade situada sobre um monte não pode ficar escondida. versículo 49. — LUCAS. MARCOS: capítulo 9º. todo ele luzirá e te iluminará. 16 ao 17. Que assim também a vossa luz brilhe diante dos homens. e 11º. se teu olho é simples. Não servirá mais nem para a terra nem para a estrumeira. sem que haja nele parte alguma tenebrosa. Porque. qual se fora brilhante lâmpada. Sua moralidade. Ouça quem tenha ouvidos de ouvir. perde o sabor. 21 ao 23. senão para ser posto fora. — MARCOS. antes. nada oculto que não venha a ser público. 34 ao 35. mas se se deteriorar. O sal é bom. com que se há de temperar? — 35. portanto. todo o teu corpo for luminoso. porém. Porque. O sal é bom. — 36. . depois de acender uma lâmpada. que eles vejam as vossas obras e glorifiquem a vosso pai que está nos céus. sua fiel observância de todos os . sua submissão às leis divinas. a comparação de que se serviu para exprimi-lo. todo o teu corpo será luzente. da verdade. — 23. 5º. O sal. se se tornar insípido. já o homem possua. e 8º. cuidado: não seja treva a luz que está em ti. Se. ‘o Espírito. substância incorruptível e preservadora de toda corrupção. versículo 16. ou para ser colocada no candeeiro? — 22. a cobre com um vaso ou a coloca debaixo do leito. Dizia-lhes: Porventura vem a lâmpada para ser posta debaixo do alqueire ou da cama. MARCOS: capítulo 4º. versículo 33. LUCAS: capítulo 8º. Ouçam os que têm ouvidos de ouvir. E ninguém acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire. pois. se for mau. Toma. mas. põe-na no candeeiro a fim de que os que entrarem vejam a luz. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca em lugar escondido ou debaixo de um alqueire. mas. todo o teu corpo será tenebroso. por efeito dos ensinamentos que tenha recebido e que lhe cabe espalhar. o homem. 9º. 49.98 18 MATEUS. nada há secreto que não venha a ser manifesto. versículo 34. 13 ao 16. — 34. seu amor a Deus. coloca-a no candeeiro. Sal e luz da Terra. Se o sal perder a sua força. com que o temperareis? Tende sal em vós e conservai entre vós a paz. ou. — 17. Sois a luz do mundo.15. nada há oculto que não venha a tornar-se manifesto. nada secreto que não venha a ser conhecido e a fazer-se público. ou. LUCAS: capítulo 14º. Se o sal. Assim. de modo mais geral. — Lâmpada. — Nada oculto que não venha a ser manifesto e nada secreto que não venha a ser conhecido e a tornar-se público MATEUS: capítulo 5º. a fim de que todos os que entrarem vejam a luz. se fica insípido. e 4. Teu olho é a lâmpada do teu corpo. será posto fora.

se fossem apresentadas sem véus. ou lhe traçar limites aos esforços. quando diz: “Na sua direita (do Senhor). em que somente Espíritos bons deverão habitar o nosso mundo. como lhes cumpre. tem que ser posto fora. para novamente o adquirir. como grande médium que era. Como divulgá-la. como se lê em Êxodo (capítulo 3º. a sofrimentos e torturas morais. no presente. como bem dizia Moisés. onde. que ardia.99 mandamentos que vêm de Deus e do seu Cristo. relativamente à revelação nova. não se satisfazendo com a letra. mas não consumia a sarça. os espíritas são. da lâmpada que se não deve esconder. onde terão que permanecer. esse fogo. ao contrário. depois. ou em planetas inferiores a este. porqüanto o Velho Testamento é sem dúvida subsidiário do Novo. Dizendo que nada ficaria oculto. viera alargar-lhe os horizontes e patentear a estrada do verdadeiro progresso aos Espíritos progressistas. velava daquele modo. decorrendo tudo isso do aproveitamento daqueles ensinos. são o que lhe constitui o saber. De modo particular. versículo 2). encontrando-o. símbolos e figuras. passa a ser sal insípido. se conservarem culpados e rebeldes. deixando-se dominar por maus pendores. tendo até então aí encarnado. Desde então. o enviado de Deus. recebia pela audição as leis constitutivas do Decálogo. correspondentes aos seus delitos. da luz do mundo. por isso. estacionários na senda do progresso. tudo tem que ser esclarecido e explicado. os que. as figuras do sal da Terra. por meio das provas. à reencarnação na Terra. o fogo que nos aquece também nos queima. era porque as inteligências de então ainda não estavam bastante aptas a suportar. versículo 2). Se falava por parábolas. Não se nos estranhe fazermos freqüentes citações da Bíblia. adequados àquele efeito e. como os apóstolos e os discípulos do Cristo o foram relativamente à que ele trouxe à Humanidade. a da regeneração humana. simboliza a purificação dos culpados por meio da expiação. a lâmpada cujo foco atrai os que anseiam por sair das trevas em que caíram. ou desconhecido. Se não há esse aproveitamento. o homem perde de vista a meta que lhe cumpre atingir. que Ele. “lançados fora”. sim.. Uma época tem que vir. Esse fogo. o que significa: tem que ser afastado do convívio dos que conservaram o sabor e submetido. serão afastados dele. até que se lhes ache vencida a obstinação no mal e a cegueira voluntária. São enxertos. mas . que abrasava a sarça e que impedia ao povo hebreu o acesso ao monte onde ele supunha estar Moisés em comunicação direta com Deus. Jesus se referia às gerações futuras que. haveriam de procurar o espírito e de compreender. perde ele igualmente o seu sabor. a luz do mundo. porém.. se aplicam aos que se constituem propagadores de uma parcela da verdade divina. eles se constituem o sal que preserva da corrupção as almas. a luz que ilumina as consciências. quando. o peso das revelações que Ele trazia e que. e Moisés via que a sarça ardia sem se consumir . quando recomendava ao povo de Israel que se não aproximasse muito da sarça ardente. Chegados. o sal da Terra. se. se bem que com as devidas cautelas. ou devem ser. Assim. apóstolos de uma revelação vinda do Alto. na erraticidade. porqüanto. É o mesmo fogo a que também se refere o Deuteronômio (capítulo 33º. que. Nessa época. para que possa alumiar e esclarecer. não viera opor barreira à inteligência humana. vinha a lei do fogo”. Irão reencarnar em mundos apropriados às suas condições morais. que são os tempos. pela palavra e pelo exemplo. se purifique e eleve.

porém. que a desobediência é a morte. o Senhor Deus Onipotente de que fala o Apocalipse (capítulo 4º. encarnado. Como. Conjuguemos devidamente os dois elementos: moral e ciência. 14º. assistidos. — Apocalipse. sabendo que a obediência é a vida. de modo completo. 8. 20. Chegamos ao tempo em que tudo tem que ser esclarecido. certamente. faliu. O Monte Sinai só é visto distintamente. Teve que ser. como desdobramento da lei que irradiou daquelas alturas — o Decálogo. aproximemo-nos cautelosos dessa fonte. “além da eternidade”. 18. não. 15º. na frase do Êxodo (capítulo 15º. 25. sempre una e imutável. Santo. porqüanto. (25) Provérbios. Santo. da pureza da nossa consciência é que depende a intensidade da luz que tudo nos clareará. absoluta. para fugir às perseguições de Josabel e que voltou ao mundo para ouvir os mandamentos do Senhor. sob o seu verdadeiro aspecto. terá de ficar oculto. Na pessoa de Moisés. Nesse código está a base de toda a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. o Santo. versículo 8). conseguintemente. morreu.100 da mesma planta. A lei. pois. o Sinai não tenha bastado para vencer a rebeldia do homem. versículo 5). como o são os Espíritos bons. porém. relativa. portanto. mas tanto quanto o exija e comporte o nosso adiantamento. sepultado na terra da expiação e do resgate. como saíra das mãos do Criador. expressões que bem mostram devermos distinguir duas eternidades: uma. na mesma haste. preciso se tornou o Calvário. versículo 18). quando iluminado pelo sol do Evangelho. só pode ser bem compreendido. em forma de estatuto. proclamada no Sinai. Ele desobedeceu. ou “até à eternidade e além dela”. — PAULO. é aquela mesma lei. a seu turno. que é a perdição do homem. Não desconheçamos que a Ciência é fonte de luz para o desenvolvimento da nossa inteligência. com o ministrar o saber e o poder. fator importante de progresso intelectual. principalmente. no mesmo lugar onde foi promulgada a lei que vigora até hoje e irá. Mas. que. para continuação da mesma vida. a outra. 1ª aos Coríntios. — JOÃO. enquanto este se conservou inocente. reviveu o Elias que se refugiara no monte Horeb. que nos deu a conhecer. como o Senhor. Nada. Essa lei esteve sempre manifestada ao Espírito. protegidos e guiados no conhecimento da verdade. e teremos toda a luz de que necessitarmos e seremos luz do mundo e sal da Terra. 14º. . Não esqueçamos. a Ciência raras vezes deixa de inocular no espírito o veneno do orgulho. 1º. como diz Miquéias (capítulo 4º. que. por isso que dessa pureza é que depende o sermos bons Espíritos e. inspirados.

Jesus ipso facto declarava que a sua doutrina era apenas a confirmação do Decálogo e das profecias formuladas para os séculos que se lhe seguiriam. portanto. sem que tudo esteja cumprido. igualmente. Os que. o amor universal a envolver cada vez mais intensamente as criaturas e a atraí-las para junto do trono altíssimo do Pai celestial. 26 e seguintes. a lei e os profetas. a cumprirem. 5º. (26) Note-se que Jesus se referia à lei e não as adições feitas à lei. É sempre a mesma revelação ajustada sucessivamente às condições humanas. Porque em Verdade vos digo que. . 51º. 17 ao 19. que precisa ser bem compreendida e praticada em espírito e verdade. aquele que violar qualquer destes menores mandamentos e ensinar os homens a violá-los será chamado o menor no reino dos céus. fundamentalmente. enquanto o Céu e a Terra não passarem. E o será. conseguintemente (não o negue quem não o tenha examinado de perto). Declarando que não viera destruir. o Consolador prometido mais não faz do que sustentar. — 19. rápido progredirão e chegarão celeremente ao reino do céu. as revelações moisaica. versículo 17. — LUCAS. para a caridade. versículo 17. — ISAÍAS. confirmar e explicar aquela mesma lei. 40º. aquelas mesmas profecias. uma só revelação. Jesus não veio destruir a lei. 1º. ao contrário. Ë sempre. encaminhando-o para a unidade de crenças. como fruto de interpretações que alteraram e deturparam o sentido e a aplicação da lei. messiânica e espírita são. é a confirmação e a ampliação do Cristianismo.101 19 MATEUS. em dogmas decretados pelos homens. LUCAS: capítulo 16º. Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas. oferecendo gradualmente ao homem os meios de reparar suas faltas. mas cumprir. porque a lei tem que ser cumprida em todas as suas partes. Hoje. 6. não os vim destruir. 8. —PEDRO. para a fraternidade. de acordo com o grau de culpabilidade em que hajam incorrido. nem um só jota. Os que não a cumprirem retardarão seu próprio progresso e se condenarão ao sofrimento na erraticidade e em encarnações sucessivas. (26) Salmos 101º. mas cumprir. Assim. 16º 17. como expressões de solidariedade. nem um só ápice da lei passarão. ao passo que aquele que os guardar e ensinar será chamado grande no reino dos Céus. 25. instituído por Jesus com sua palavra evangélica. necessária e fatalmente. mas cumpri-la MATEUS: capítulo 5º. que é a perfeição. ampliando-lhe o conhecimento da verdade. Assim. Será mais fácil que o céu e a Terra passem do que cair um sinal qualquer da lei. O Espiritismo. pela identidade da origem. — 18. 1ª Epístola. adições que consistem em preceitos e mandamentos humanos.

— LUCAS. para evitares que te leve ao juiz. versículo 54. este ao ministro e que sejas metido na prisão. enquanto não tiveres pago até o último ceitil. Põe-te o mais depressa possivel de acordo com o teu adversário. Quando houveres de comparecer com o teu adversário perante o magistrado. — 59. não entrareis no reino dos céus. dizeis: vem chuva e com efeito’ chove. quando apresentares no altar a tua oferenda. juízo. Hipócritas! Sabendo reconhecer o que pressagiam os aspectos do céu e da terra. o que vem a ser o mesmo. te lembrares de que teu Irmão tem qualquer coisa contra ti. 54 ao 59. incorreremos na sanção punitiva das leis daquele que quer que todos os homens. pois que são seus filhos. Devemos cuidar de harmonizar-nos com os nossos adversários. 20 ao 26. Se. será condenado ao fogo da geena. pois. E ele dizia ao povo: Assim vedes formar-se uma nuvem do lado do poente. fogo do inferno. enquanto . ações mais meritórias do que toda e qualquer oferenda levada ao altar. versículo 20. por vós mesmos. LUCAS: capítulo 12º. submissão e reconhecimento àquele que paternalmente lhe ensinou o caminho por onde a Ele se chega. Quando sopra vento do Sul. conselho. para não suceder que te entregue ao juiz. ou. O conselho e a geena são emblemas do julgamento pelo tribunal da consciência e também do castigo a que esse tribunal condena o culpado. eu vos digo que. Dai não sairás. — 56. — que aquele que disser a seu Irmão: Raca. que o juiz te entregue ao esbirro e que este te meta na prisão. se a vossa justiça não for mais abundante do que a dos escribas e dos fariseus. — 23. mas por testemunhar amor. 5º. Ele as empregou simbolicamente. E eu vos digo que quem quer que se encha de cólera contra seu irmão será condenado no juízo. Em verdade te digo que dai não sairás enquanto não houveres pago até o último ceitil. se o insultarmos. eu te digo. aos olhos do Senhor. — 25. se tratem como irmãos.102 20 MATEUS.” — 22. — 21. como é que não reconheceis os tempos que correm? — 57. em sentido figurado. As expressões raca. Reconciliação MATEUS: capítulo 5º. trata de te livrares dele durante a viagem. de indulgência para com o nosso próximo. dizeis que vai fazer calor e assim acontece. Se não usarmos de brandura. do que todo e qualquer ato de culto exterior. enquanto estás em caminho com ele. deixa-a diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com ele. Porque. — 55. A reconciliação com o irmão a quem tenhamos ofendido e a reparação do dano que lhe houvermos causado são. Justiça abundante. — 24. depois então vem fazer a tua oblata. 26. deve o homem esforçar-se por proceder com justiça. 12º. tomadas à linguagem da época. — Palavra injuriosa. não por medo do castigo. ainda que não puramente material. Aprendestes o que fora dito aos antigos: “Não matarás e quem quer que mate será condenado no juízo. e quem disser: és um insensato. E por que. Deus julga a criatura pelos seus atos. será condenado no conselho. acorde essa linguagem com os costumes e crenças próprias dos lugares por onde andava o divino Mestre pregando a sua doutrina. não reconheceis o que é justo? — 58. (27) Em tudo e sempre. sem orgulho e sem hipocrisia.

O homem precisa compreender que. até que se haja submetido ao mandamento supremo do duplo amor conjugado. 5º. 20º. — PAULO Epístola aos Romanos. . Tal o efeito inevitável da lei de justiça e de amor na obra da eterna e perfeita harmonia. 6. — Job.103 estamos neste mundo. 6. 55º. — Deuteronômio. (27) Êxodo. 17. 42º. será repelido da bem-aventurança que a todos está destinada. 31. 10º. 8. 3. pois que. 9º. se repelir o seu irmão. quando menos esperarmos. Provérbios. que só àfelicidade eterna nos encaminham. 31º. poderemos ser arrebatados pela morte e iremos sofrer as conseqüências das faltas que houvermos cometido contra os nossos irmãos. 25º. no inferno do remorso e do pesar de não termos sabido escutar e praticar os ensinos do Evangelho. — ISAÍAS. 8. 13. Salmo. a Deus e ao próximo.

Jesus tratou de destruir essa crença errônea. cometidas em outras existências. nos aponta. conforme acima dissemos. de que se presume revestido. ele.104 21 LUCAS. 4. apresentando-nos essa vida como a continuação de outra precedentemente vivida. a atribui ora ao pecado original. alguma ou algumas forçosamente existem para aquela desigualdade. se não fizerdes penitência. como as de que nos não lembramos. A lei das encarnações e reencarnações. a desigualdade das condições sociais. por não estar ainda a Humanidade apta a receber essas explicações. que todos a ele viemos para expiar e reparar não só as faltas de que temos consciência. logo apela para o dogma e para o milagre. o Precursor. perecereis todos do mesmo modo. em resposta. nenhuma explicação podendo oferecer. se não fizerdes penitência. por isso que este. os quais. mas unicamente com relação aos profetas. por exemplo. que. por isso mesmo que sofriam. cuja realidade. ainda que veladamente. parecereis todos do mesmo modo. por terem sido tratados assim. . na volta do Espírito a uma nova existência terrena. Todos. sem atentar em que de tal modo nega um dos atributos de Deus — a justiça perfeita e misericordiosa — e em que os absurdos impostos com a autoridade. Pois que não há efeito sem causa. as palavras de Jesus a Nicodemos atestaram. versículo 1. o que fora inconveniente. buscam conforto e esperança. mas sem entrar em explicações. em suma. que vem a ser penitência? Pode ela dispensar a expiação e a reparação? A lei das encarnações e reencarnações. e que. fossem os maiores pecadores da Galiléia? — 3. portanto. esta como a seqüência de uma anterior e assim por diante. — Acreditais igualmente que os dezoito homens sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou tossem mais devedores do que todos os habitantes de Jerusalém? — 5. 1 ao 5 Fazer penitência LUCAS: capítulo 13º. Por esse mesmo tempo vieram dizer a Jesus o que sucedera a uns galileus cujo sangue Pilatos misturara com o do sacrifício que eles faziam. que o levariam a falar das encarnações e reencarnações. atribuladas. capítulo 3º). os judeus. qual Elias. Entretanto. disse: Pensais acaso que esses galileus. e que. bem como para as dores e sofrimentos de que é pródiga a vida terrena. reparação e progresso. ora às faltas dos pais. a outro resultado não conduzem senão a aumentar a descrença. eram considerados culpados. aos grandes enviados. no colóquio que teve com Nicodemos (João. como meio de expiação. segundo aquela lei. Logicamente. que permanecem insolúveis ante os ensinos do Catolicismo. — 2. que criam ter vindo depois como João. Os judeus consideravam as calamidades. os que nada sofriam eram tidos por inocentes. Jesus. nos dá solução satisfatória para muitos problemas. Assim. Declaro-vos que não. temos que fazer penitência. para o sobrenatural. se explica com lógica e justiça. se não quisermos agravar as nossas culpas e tornar-nos passíveis de maiores “castigos”. por exemplo. Jesus afirmou. em presença de qualquer dificuldade. Mas. a realidade da lei natural da reencarnação e essa lei mostra que somos culpados todos os que nos achamos neste planeta. as dores morais e físicas como castigos que a cólera de Deus fazia cair sobre os que as experimentavam. Acreditavam eles. Declaro-vos que não. 13º. a matar a fé nas almas que.

de par com a iluminação interior. Mas. aliás com o desprezo altamente meritório das glórias e grandezas do mundo. na via do progresso. e no propósito firme em que a criatura se coloca de não tornar a cometer as faltas que a arrastaram à mísera condição humana e. Desde que o arrependimento não sofra intermitências e que por ele o Espírito se conserve voltado de contínuo para o seu Criador. pelas angústias e aflições e. consiste no arrependimento sincero. a habitar mundos mais elevados. . que o conduzirá. o perdão de Deus comprometeria o conceito de perfeição absoluta. A penitência a que aludia o divino Mestre é a que constitui meio de tornarmos cada vez menos ásperas. pois. em espírito e verdade. o coloca sob o influxo constante do amor sem limites do Pai celestial. a fim de que a lembrança delas não continue a acicatar a consciência. à perfeição e. mediante aquele resgate e aquela reparação. no esforço decidido pelas apagar de todo. que as nossas vidas sucessivaS no mundo são solidárias entre si. como se entendeu outrora. pelo sofrimento. o perdão. a penitência dá lugar ao perdão divino. de mérito em mérito. profundo. que Jesus aconselhou. Ela. e os que denominamos “castigo”. deixando de atormentar a consciência. do mal que pratica.105 nas culpas. assim. por não reincidir nas faltas praticadas. a fim de que bem compreenda seus deveres de filho de Deus. pelo desespero. pois. de sorte que fácil se lhe torna cada vez mais a realização de seus destinos. E bastará. não consiste. é que a lembrança destas se dilui. Demonstra-nos ela. Os outros se expressam pelo desassossego. também facilmente se compreende em que consistem os efeitos. das graças e misericórdias de que são transmissores os seus mensageiros. a penitência. Compreendidos assim. dar-lhe. (28) Aqueles se traduzem na paz de espírito. quais as a que se submeteu uma Teresa de Jesus. todo aquele esforço se tornaria desnecessário à criatura. que decorre do arrependimento ou penitência? Também não porque. o perdão. na serenidade da consciência. nesse caso. nos erros e nos crimes praticados nas pretéritas existências corpóreas. na satisfação íntima que toda ação boa ocasiona e no progresso moral a que dá sempre lugar. muitas vezes. que em conseqüência lhe é outorgado. do bem que a criatura fez. aos olhos do Senhor. afinal. para esse efeito. inerente à sua justiça. até chegarmos à condição de já não termos que ser habitantes de mundos quaisquer. Se a tal resultado conduzisse. as causas das vicissitudes em que se nos transcorre a atual. Assim entendida. conseqüente ao arrependimento. claro é que o arrependimento e. caridosa assistência espiritual aos esforços que faça por avançar. Qual então o efeito do perdão concedido ao pecador? Facultar-lhe os meios de resgate e reparação das faltas de que se acha arrependido. ainda. na reclusão em claustros. pelo remorso. não basta para o apagamento das culpas que o determinaram. a que chamamos “prêmio”. à felicidade perene para que foi criado. nos cilícios e outras tribulações materiais. O Espírito penitente absorve-se todo na oração e na vigilância que Jesus recomendava e que formam um como antemural às ondas de paixões que nos lançam no abismo do infortúnio. dificultosas e tormentosas as nossas existências na Terra. e de passarmos. o que vem a ser penitência e o perdão que dela decorre. A penitência. por isso mesmo que pelo esforço. uma vez que se houvesse arrependido. portanto.

106 Aos efeitos do mal praticado. o próprio Espírito é que se submete espontaneamente às provações ou provas que lhe ratificarão o arrependimento e o mostrarão digno do perdão recebido de seu Deus. este o conduz a buscar a provação. veio completar. nem sempre é uma expiação. E ele. eles são uma provação confirmativa do arrependimento. mandado matar grande número de sacerdotes. o Espírito. representativa do que chamamos “castigo”. Sendo o perdão conseqüência natural do arrependimento. Diante das explicações que deixamos dadas. provação. ou punição. uma punição. mas misericordiosa. constitui a característica dessas três fases da depuração espiritual. o resgate da sua dívida. sob modalidades diversas. Vem. à falta. que implica a lealdade dos seus propósitos e promessas de regeneração. A expiação é a primeira conseqüência da falta ou crime praticado. ele repara o mal que haja feito. o maior dentre os varões nascidos de mulher. pela qual. A obsessão. praticando todo o bem que lhe seja possível e atestando desse modo haver tomado o caminho da regeneração. Pode já ser uma prova. Como se depreende desse caso. de Deus. finalmente. contrários à doutrina que ele pregava. no mesmo meio terrestre. que é bem de prova e reparação. convidou todos os seus companheiros de outrora. a obra de purificação do seu Espírito. Como é fácil de perceber-se. a reparação. capítulo 3º versículo 18. insistimos nele. depois a provação. por seu lado. Não é de fácil inteligência. conscientemente. Muitos exemplos corroboram estas nossas asserções. entregando igualmente a sua. que testifica a conversão definitiva ao bem. sincero. não o forra à expiação. quantas forem necessárias. ao “castigo”. oferecendo suas cabeças ao cutelo de Herodes. como qualquer outro sofrimento. quando voltou à Terra e foi João Batista. espíritos também elevados. onde este exista verdadeiro. tendo Moisés. palavras são estas que exprimem idéias completamente distintas. que representa a contraprova da firmeza dos propósitos de regeneração. à provação e à reparação. mediante a qual a consciência do criminoso acaba por despertar para o arrependimento. ao tempo em que fora Elias. a virem ao mundo celebrar com assinalado sacrifício o advento do Salvador. e. reparação. tendo-se elevado pelo arrependimento e adquirido. como acima dissemos. ou Consolador prometido pelo divino Mestre. Em muitos casos. como haviam feito os protagonistas da “degolação dos inocentes”. pela sinceridade e amplitude deste. Por isso mesmo. já não há lugar para o que vulgarmente se considera castigo. profundo. como a própria palavra o indica. em virtude da sinceridade do seu arrependimento. através de tantas encarnações sucessivas. seja. finalmente. o Espírito culpado se forra pelo perdão. o Precursor. as virtudes da submissão. mais tarde. a reparação. desacertado é ver-se em todos os sofrimentos humanos um castigo. Temos assim que. compreendida à luz dos ensinos dados ao mundo pelo Paracleto. se segue o perdão e. este ponto. repetindo o que nos disse o nosso bom Guia e Mestre: Expiação. bem o reconhecemos. mas que. Perdoado. como que . ao resgate. um dos mais transcendentes da Doutrina Cristã. a este. ao mesmo déspota. se sobrevém o arrependimento. Ele é sempre o cadinho desta. ao mesmo tempo que demonstra ser decisiva a sua resolução de emendar-se. o sofrimento. ou. da humildade e da fé. o resgate. Assim. como se vê em Reis. obtido mediante a penitência. Assim se cumpre a justiça indefectível. com que efetua.

segundo ela. ou arrependimento. em realidade. não há prêmio. ensinada. para todos os atos. de salvação. de todos os seres dotados de Inteligência e razão. não existe. e não haverá como deixar de reconhecer-se quão divorciada do vero Cristianismo se acha essa Igreja e até que ponto as elucubrações teológicas dos santos padres. . nem castigo. à penitência feita sacramento pela Igreja Romana. a autoridade que se atribuíam. pondere-se que este. porque conformes com a justiça divina. que trouxe ao mundo o manso Cordeiro de Deus. Daí o transformarem em algemas de escravidão os ensinos de libertação espiritual. nem castiga. Agora. nos concílios. com absoluta justiça. com o significado comum que damos a essas palavras. ou. na lei universal de causa e efeito. a fim de chegarem à dominação material que ambicionavam. que lhe condicionou o perdão divino. com eficiência para a salvação do pecador. estão. seja.107 insensibiliza a matéria. porqüanto. é simples resultado da concepção de uma divindade mais ou menos humanizada. com o sorriso da alegria que lhe causa a certeza da sua redenção. na sua razão de ser e nos seus efeitos lógicos. portanto de todos os Espíritos. a se efetivarem em conseqüências naturais. vigente em todos os planos da criação Infinita. aconselhada e recomendada pelo divino Mestre. A idéia de prêmios e castigos. E que nesses concílios a preocupação avassaladora da mentalidade dos mesmos santos padres era a de estabelecer e firmar. compare-se. Deus a ninguém premia. para o sacrifício reparador a que se submete e faz. a penitência. praticados ou simplesmente pensados. como suprema. desfiguraram e adulteraram a doutrina simples e pura do meigo Nazareno. reguladas. (28) Assim nos exprimimos porque. senão depois que o padre diga — eu te absolvo. na acepção humana e vulgar destes termos. todas as sanções. o que o impenitente faz com o desespero nalma e raivoso ranger de dentes.

manda cortá-la e lançá-la ao fogo. porém. — 9. na esperança de que. com a qual. aquele que se obstina em viver contrariamente aos ditames da moral. insensível a todos os benefícios que recebe. do auxílio que lhe dispensa. a trazer-nos. (29) Facilmente se apreende o sentido desta parábola. um lugar que pode ser ocupada por outra também produtiva. com seus conselhos e ensinamentos. segundo a parábola. muito bem. Assim. regenerando-se. é como a figueira que. Verificando. chega-lhe em abundância estrume novo e espera. perseveramos na prática do mal. ela venha a se cobrir de frutos. Tem que ser cortada e retirada do campo onde fora plantada. Disse-lhes também esta parábola: Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha. entretanto. palmilhando-o até ao cume do Gólgota. junto das que abundantemente produzem. colocando-nos. por que há de estar ela ocupando a terra? — 8. fortalecida assim a seiva que ainda lhe dá vida e que se acha como que adormecida. Depois. por fim. o caminho que à redenção conduz. versículo 6. para nos mostrar. revolve-lhe a terra em derredor. pois. a fim de que eu lavre a terra em torno dela e lhe ponha estrume. que devemos dar. 6 ao 9. 13º. benévolo. sem frutificar. para que não continue a ocupar. sobretudo. Parábola da figueira estéril LUCAS: capítulo 13º.108 22 LUCAS. não a corta logo. Como isso. nenhum achou. se abalem as virtudes. sem dar. se der fruto. Ele nos faculta todos os recursos e meios de levarmos a efeito a nossa salvação. o que Jesus teve em mira foi pôr em evidência a longanimidade do Senhor e a assistência caridosa e devotada que incansavelmente nos dispensam os Espíritos prepostos à nossa guarda e progresso. Contudo. permanece estéril. do adubo que lhe põe. se não. tendo chegado a enviarnos o seu Filho bem-amado. cortá-la-às. indiferente ao auxílio que lhe presta. temos que ser apartados da companhia daqueles que progridem. O vinhateiro respondeu: Senhor. E não é tudo: para que amplamente aproveitemos desses exemplos e ensinos. o agricultor. através de tantas reencarnações quantas sejam necessárias. ainda não tenha bastado. em cada uma. faz que do céu caiam as estrelas. corta-a. os frutos que devia produzir. que estéril como era a árvore se conserva. aquele que se mostra rebelde às inspirações do seu anjo de guarda. Poda-a. É o que faz conosco o Senhor. caridade e devotamento. contenta-se em podá-la. ou redenção. pelas provas por que passa. ingrato à sua dedicação. sublimes exemplos de humildade. conseguintemente. para sermos lançados no fogo das torturas morais proporcionadas ao nossos delitos e crimes e das encarnações em mundos onde mais acerbos são os . à produção dos frutos. apesar de todos os cuidados do agricultor. concede-nos. Se. Ele que nada tinha de que se remir. Disse então ao seu vinhateiro: há já três anos que venho buscar os frutos dessa figueira e não acho nenhum. na posição mais conveniente à expiação das nossas faltas. apesar de tudo isso. vindo colher-lhe os frutos. que nada obteve. representados pelas virtudes de que cumpre exornemos nossas almas. pois que a sua permanência ali acabaria por prejudicar as outras plantas. deixa-a mais este ano. — 7. o tempo preciso. à reparação do mal que tenhamos praticado e. e. de progresso. paciente e desejoso sempre de vê-la produzir.

109 sofrimentos. desse modo. . o Pai celestial. 21º. como co-herdeiros que somos. 5º. 19. (29) ISAÍAS. sem exceção. até que. despertada a nossa consciência — a seiva espiritual que nos alimenta o ser — nos disponhamos à purificação dos nossos sentimentos. — MATEUS. instituiu para todos os seus filhos. a parte que nos caiba da herança que Ele. dignos de receber. tornando-nos. 2.

Os judeus atribuíam a satanás. Mulher doente. E. Entretanto. porém. Pelos efeitos. em toda a sua amplitude. Verifica-se isso. o desprendimento da matéria e a assistência dos nossos guias e. somente observando o que se passa nas sessões espíritas bem orientadas.” — 13. do “magnetismo humano”. A natureza desses fluídos. como o de Jesus. de simples doença. o que lograremos com o tempo. são incontestáveis. para o aproveitarmos bem. secundam por essa forma a nossa ação. estás livre da tua enfermidade — “ab infiírmitate tua”. de enfraquecimento da coluna vertebral. Certo sábado em que Jesus ensinava numa das sinagogas deles. — 12. sem recorrermos à comparação com os que resultam da do magnetismo humano. versículo 10. ela se endireitou no mesmo Instante e rendeu graças a Deus. onde os nossos guias. curvada LUCAS: capítulo 13º. diz que a mulher estava possessa de um “espírito de enfermidade” — spiritum infirmitatis — Jesus. quando aplicado por um Espírito de sublimada pureza e. quando se lhe dirige. Essa tendência é a de atribuir-se toda e qualquer doença a uma atuação de Espíritos e o ensino consiste em que . Jesus a chamou e lhe disse: “Mulher. aos Espíritos. notando-se o seguinte: ao passo que o Evangelista. pelo que não podia levantar o busto. que conhecemos e que. de inexcedível poder. podemos até certo ponto imaginar quais os que produzirá o “magnetismo espiritual”. Impondo-lhe as mãos. em geral. havia dezoito anos. bem como suas propriedades atuantes nos são desconhecidas e ainda não estamos em condições de os poder conhecer. apenas diz: Mulher. Tão curvada era que absolutamente não podia olhar para cima. 13º. embora se nos conservem invisíveis. A cura se operou por efeito da aplicação. de modo a corrigirmos uma tendência que se vai prejudicialmente generalizando. quando o caso era de possessão. estás livre da tua doença. dos efeitos da aplicação desse magnetismo (espiritual). Vendo-a. isto é. de acordo com o modo de ver de então e usando da linguagem então corrente. a continuidade do esforço. Aliás. de obsessão. que o Senhor nos confiou. ou de magnetismo espiritual.110 23 LUCAS. que Jesus lhe fez. de boa-fé. desde que objetivamos dar alívio a um irmão nosso e que para eles apelamos pela prece feita com fervor e fé. desinteresse e perseverança essa ciência celeste. precioso tesouro que nos facultará fazer obras análogas às que Ele fez. Vê-se assim que nos corre o dever de estudar e praticar com ardor. Acrescentemos que o fato evangélico que apreciamos encerra um outro ensinamento da maior importância. portanto. como conseqüência. — 11. isto é. dos espíritos de eleição. nem explicar. Aquela mulher sofria de um amolecimento da medula espinhal e. O de que falam os versículos acima era um destes. sobre o qual muito devemos meditar. de fluídos apropriados a restituir ao órgão enfraquecido a força de que carecia. mediante uma ação espírito-magnética. de subjugação. já podemos fazer idéia mais ou menos aproximada. tudo o que não podiam compreender. veio aí ter uma mulher possessa de um espírito de enfermidade que a tornara doente. 10 ao 13. Ele intimava o Espírito obsessor a que se afastasse. Daí o empregarem muitas vezes o termo — “possessão” — referindo-se a casos que eram apenas de — doente.

a fim de não confundirmos os que sejam de simples enfermidade com os em que os sofrimentos decorrem. . por índole.111 devemos examinar cuidadosamente cada caso que se nos apresente. da ação de espíritos malfazejos. principalmente. ou por inconsciência.

a cobiça. ou subjugação. Por que então não se devia libertar em dia de sábado esta filha de Abraão dos laços com que satanás a teve presa durante dezoito anos?” . 9. Sua instituição representava uma medida útil. como disse Jesus. pois que destinada a proteger o corpo do esgotamento resultante do excesso de trabalho. pois. de o tirar do estábulo para lhe dar de beber? — 16. para que o seu ato fosse mais facilmente aceito. — Levítico. que lhes não permitiam descansar das fadigas do trabalho cotidiano. disse-lhe: “Hipócritas. respondendo. versículo 14. O dia de sábado. 10. a ambição e a desumanidade dos senhores de escravos e de animais. libertar dos laços de satanás uma filha de Abraão? Note-se. se poderia pretender defesa a de uma ação benfazeja. por parte do espírito das trevas. não porque se tratasse de um caso de possessão. 23º. Ouvindo-lhe estas palavras. que o divino Mestre usou dessas expressões. (30) Êxodo. O chefe da sinagoga. 20º. seus adversários ficaram envergonhados e todo o povo se regozijava de o ver praticar gloriosamente tantas coisas. tomou a palavra e disse ao povo: “Há seis dias destinados ao trabalho vinde num desses dias para serdes curados e não nos de sábado. 3. O Senhor.17.” — 15. Como. 13º. 14 ao 17. qual a de livrar um obsidiado das garras do seu obsessor. pois que assim o supunham todos. 20º. 12. o caso era de moléstia. Com esse único objetivo. é claro que de nenhum modo criava embaraço ou inibia a prática do bem. — Culto do sábado LUCAS: capítulo 13º. indignado por haver Jesus feito uma cura em dia de sábado. visto que. conforme ficou explicado na lição precedente. “O sábado foi feito em contemplação do homem e não o homem em contemplação do sábado”. (30) O sábado. Moisés o instituiu como meio de refrear a avareza. . mas. ou. de enfermidade. como diz Marcos (capítulo 2º. qual de vós deixa de soltar o seu boi ou o seu jumento em dia de sábado. porém. — EZEQUIEL. versículo 27).112 24 LUCAS.

Extirpação de todos os maus pensamentos MATEUS: capítulo 5º. porqüanto melhor te é que pereça um dos membros do teu corpo do que ser todo este lançado na geena. o Espírito. Para Deus. de toda ação má e de todos os maus pensamentos. 27 ao 30. — 28. Aprendeste que aos antigos fora dito: Não cometerás adultério. as mais das vezes. como convinha aos Espíritos daquela época. no dizer de Jesus. Se o teu olho direito te for motivo de escândalo — arranca-o e atira-o longe de ti. São simbólicas as palavras de Jesus. primeiramente. pois. Adultério no coração. aquele que formula um mau pensamento. para isso. sem atendermos ao sacrifício que porventura nos custe a purificação dos nossos sentimentos. se houvera consumado o adultério. é que não basta nos abstenhamos do mal. seja por palavras. tanto quanto se praticasse uma ação má. . porque estes não percebem o que se passa no íntimo do Espírito. que delas decorre. Não se estranhe o dizermos que podemos obrar mal pelo pensamento. Quanto ao dizer que devem ser arrancado o olho e cortada a mão que se tornem causa de escândalo. Elas têm. porqüanto melhor te é que pereça um dos membros do teu corpo do que ir todo este para a geena. cometeu falta Idêntica à em que teria caído. aos do Senhor. já cometeu adultério no seu coração. — 30. versículo 27. mesmo porque. porqüanto visam fazer compreensível que os homens devem abster-se de toda má palavra. E eu te digo que quem quer que olhe para uma mulher. em quem ela se manifestou. porque. seja por atos. o Senhor. só uma dificuldade material qualquer impede que o pensamento concupiscente se transforme em ato. que lê o íntimo dos seres. Daí vem o ser a concupiscência. O ensino moral. constantes nestes versículos. bem se vê que também nesse ponto usou Ele de uma linguagem figurada. incorre em falta. que precisamos praticar o bem e que. composta de imagens materiais. uma acepção de ordem geral. Devemos. Se a tua mão direita te for motivo de escândalo — corta-a e atira-a longe de ti. cobiçando-a. 5º. procurar-lhes o verdadeiro sentido. 29. Embora ela não exista perante os homens.113 25 MATEUS. seja por pensamentos. vê a mácula que na alma produz um pensamento mau e toda mácula significa que a criatura se afastou do seu Criador. mister se faz destruamos em nós tudo o que possa ser causa de obrarmos mal. Falando a criaturas materiais. equiparada ao adultério. só por meio de tais imagens podia impressioná-las fortemente.

porque não podeis tornar branco ou preto um só de seus cabelos. 18. — 33. por efeito dessa simpatia e dessa afinidade.114 26 MATEUS. pela encarnação. e aquele que tomar a mulher repudiada por outro comete adultério. não pensará mais em divórcio. compreendendo o verdadeiro objetivo da vida terrena. um objeto de negócio. os trabalhos e. quando estudarmos os versículos de 1 à 9 do capitulo 9º do Evangelho de MATEUS e os versículos de 1 à 12 do capítulo 10º do de MARCOS. quando a Humanidade se compuser de Espíritos que já tenham atingido um certo grau de purificação. entretanto. porque é o trono de Deus. a este em tudo semelhante e posto na Terra. porque é o escabelo de seus pés. — 36. gozando das alegrias que lhe proporcione a vida humana. Cumpre-lhe. a torna adúltera. Não jureis tampouco pela vossa cabeça. tirando dessa circunstância um grande motivo de felicidade. Relativamente ao divórcio. simpáticos e que. Quando as criaturas humanas houverem dominado seus maus instintos. mediante a carta de divórcio que Moisés permitira. para origem da Humanidade. que bastante atenuaria aquelas mesmas provas. sim. saberá santificar de fato a união conjugal e. que faz da união matrimonial do homem e da mulher um comércio. o homem não deve equiparar-se ao bruto. mesmo porque para este já nenhum cabimento haverá. Quem quer que deixe sua mulher e tome outra comete adultério. mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos. a não ser por causa de adultério. considerá-la o que ela realmente é —um Espírito criado como o dele. Ouvistes ainda que aos antigos fora dito: Não jurarás falso. — 37. 6º. vos digo que quem repudiar sua mulher. suportando. para também expiar e resgatar faltas. doutra feita. se referiu figuradamente. nem pela terra. então. — Juramento MATEUS: capítulo 5º. As causas ou motivos das separações conjugais. De fato. ao contrário. que ainda hoje se dão. Como o assunto de que estamos tratando terá que ser versado novamente. união que. — LUCAS. do mesmo modo que ele. deverá ser a de Espíritos afins. Casamento. ao instinto da procriação. como ele. são frutos da nossa defeituosíssima civilização. tendo a mulher apenas como meio de satisfazer ele aos seus apetites materiais. Limitai-vos a dizer: sim. depurar-se. nem por Jerusalém. e quem quer que despose a que o marido abandonou comete adultério. versículo 31. por agora . como outrora. — Também fora dito: Quem abandonar sua mulher dê-lhe carta de repúdio. 31 ao 37. como era de costume entre os judeus. — 34. o objetivo imediato do ensino de Jesus foi impedir se multiplicasse o número de mulheres repudiadas sob os mais fúteis pretextos. porém. Nem foi com objetivo diverso que. — 35. se buscassem para juntos passarem as provas da existência corpórea. não. 5º. pois o que passar disto procede do mal LUCAS: capítulo 6º. porque é a cidade do grande rei. apoiando-se na letra da Gênese. progredir. Eu. não. o homem. versículo 18. a fim de concluir recomendando não se separasse o que Deus unira. à criação inicial de um homem e de uma mulher. — 32. Eu vos digo que não jureis de forma alguma: nem pelo céu.

Dentre nós. já foi oficialmente banido e. .115 não nos estenderemos sobre ele. ou não. Quanto ao juramento. por efeito da inferioridade espiritual que. o que Jesus teve em mira com o que disse a respeito foi coibir o abuso que das juras faziam os judeus. à sua propensão para a mentira. em geral. porque para a iniquidade nenhuma prova há de retidão. Todos se limitarão a dizer — sim. conforme há perto de dois mil anos Nosso Senhor Jesus Cristo recomendava aos que estavam aptos a lhe guardar as palavras e decididos a caminhar pelas sendas do Senhor. como um freio que a legislação humana pôs à insinceridade dos homens. nunca a sua palavra poderá ser posta em dúvida. o valor desse freio todos hoje o sabem. e continuou a existir. porqüanto. porém. jamais faltando à verdade.como se vê das próprias palavras do Salvador. O juramento já existia. Qual seja. . quando imperar na Terra o Espiritismo. Aquele que traz puro o coração nenhuma necessidade tem de jurar. E. se alguém houver que dela duvide. os caracteriza. ele desaparecerá completamente. nenhum juramento será capaz de fazer que esse deixe de duvidar.

não só para com os que lhe são caros e amigos. em todos os casos. ao contrário. pelos seus ensinos e exemplos. não o impeças de levar também a túnica.” Querem estas últimas palavras dizer: Ponde de lado o orgulho e humilhai-vos. que não segundo a letra. e. por pouco que deles obtivesse. porém. como convinha a homens de naturezas violentas. mister se fazia que cada um estivesse convencido de que sofreria. fim que era lançar. que ainda se achavam incapacitados para obedecer a uma lei toda mansidão e doçura. ao longo do qual iriam gradualmente adquirindo os sentimentos capazes de lhes expungir os corações do ódio. por assim dizer. deixai que as leis divinas sigam o seu curso. o amor. de extremada abnegação. Era para. limitai-vos a usar da caridade. caridade e amor. segundo o Espírito. se alguém te tirar a capa. vos digo que não oponhais resistência. caminhai com ele mais dois mil. entregai também a vossa capa. antes de tudo. devotamento. Sabeis que fora dito: olho por olho e dente por dente. predispô-los a enveredar pelo caminho do bem. do amor. 5º. apresentalhe a outra. — Abnegação.116 27 MATEUS. Dá a todo o que pedir e ao que te tomar os teus bens não os reclames. caridade moral e material MATEUS: capítulo 5º. que só pelo terror podiam ser dominados. excessivo. — 39. senão maior do que o que houvesse feito ao seu irmão. 29 ao 30 Paciência. àquele que quiser demandar convosco em juízo para vos tomar a túnica. destinadas a germinar desde logo e a frutificar cada vez mais pelos séculos em fora. Se alguém te bater numa face. mas também a do coração e da inteligência. para os homens endurecidos daquela época. Eu. toda de abnegação. versículo 38. — 40. lhe apresenteis a outra. que. Nisto se resume tudo. A lei trazida ao mundo pelo Cristo. a época em que Ele desceu à Terra e as condições morais dos homens a quem falava. vos digo que não oponhais resistência ao que vos queira fazer mal. da cobiça e da inveja que os dominavam. desde que procuremos compreendê-las. mal idêntico. a renúncia de si mesmo. sentimentos esses que devem animar o homem. não façais justiça pelas vossas mãos. sobrepõe a tudo. Jesus se visse na necessidade de formular esses exemplos de amor. — LUCAS. “Sabeis que fora dito: olho por olho e dente por dente. — 30. ao que vos queira fazer mal. seja reconduzido o vosso irmão ao bom caminho. Fazei não somente a esmola da bolsa. a abnegação. como devem ser compreendidas. sementes da verdade. porém. se alguém vos bater na face direita. do qual se transviou. Dai a quem vos pedir e não volteis as costas a quem vos queira solicitar um empréstimo. E se algum vos forçar a caminhar mil passos. Considere-se igualmente o fim superior que tinha a sua missão. pelo vosso exemplo. Eu. (31) Claro se torna o sentido destas palavras de Jesus. como para com os seus inimigos. da benevolência. ao contrário. versículo 29. Considerem-se. Para que os direitos fossem reciprocamente respeitados. LUCAS: capítulo 6º. 41. — 42. 6º. Compreende-se que. como castigo. . 38 ao 42. Os preceitos da lei antiga eram de molde a infundir terror. a fim de que. como lançou.

dente por dente. a transição que a precederá já se vai fazendo patente na mudança dos costumes. — Lamentações. 12. desde que. durante a vida corpórea. 50º. um só tribunal haverá — o da própria consciência. 24º. 24. que acarretará a transformação física. 6º. tornado o planeta terreno morada exclusiva dos bons. 2º. Bem longe ainda nos achamos desses tempos ditosos em que. mas sempre progressiva. cujos efeitos veremos e. que mais facilmente se vão sujeitando ao jugo do homem. a iniciar-se com a Nova Revelação. acompanharemos.ao advento da era predita para começo de uma nova fase de evolução moral. os homens chegarão a uma época em que. 17. (31) Êxodo. mas progressiva sempre. do Velho Testamento. — Epístola aos Romanos. caminharemos sempre sob as vistas do Pai celestial. 21. — Levítico. embora lenta. guarda das leis de Deus. — 1ª Epístola à Pedro. 3º. 7. lembrança dos seus delitos.117 Quanto a nós. em conseqüência da evolução moral. lenta. encarnados ou desencarnados. o nosso Criador. iluminados pela ‘verdade e praticando o amor. os Espíritos falidos vão sofrendo. como sucedeu mesmo a Moisés e aos profetas de Israel. 21º. de sob o simbolismo dessa linguagem. 20º. o nosso Juiz supremo e nosso Pai de misericórdia infinita. esclarecidos pela revelação espírita. 12º. apartados os obstinados no mal. . 20 — Deuteronômio. 22. nos remotos tempos em que viveram. nem por isso devemos deixar de estar atentos. já podemos atestar a realidade daquela transformação. 30. — Provérbios. pois que. para julgamento de seus atos. Quanto à lei de talião. Mediante as reencarnações sucessivas e os sofrimentos inerentes a cada uma delas. ainda que não tenham. é uma realidade para todos os tempos. tudo o que fizeram sofrer aos outros. — ISAÍAS. — 1ª Epístola aos Coríntios. Entretanto. na melhoria das índoles e até mesmo na modificação dos animais ferozes. em face dos preceitos evangélicos. também lenta. 19º. a fim de que se cumpram as palavras de Jesus. Depois de passarem os Espíritos pelo cadinho depurador das reencarnações. para sua purificação e progresso. se não nos achamos em condições de observar escrupulosamente esses preceitos evangélicos. a ciência espírita nos mostra que o olho por olho. 6. extraiamos o sentido verdadeiro da sentença que ela exprime. para eles concorrendo.

pois! (32) Levítico. (32) Obedeçamos à lei do amor. — Amor e caridade para com todos. a revelação nova. — Atos. abençoai os que vos amaldiçoam. Eu. 25º. 14 e 20. Se não amardes senão os que vos amam. constante nesses trechos evangélicos. — 44. a fim de serdes filhos de vosso Pai — que está nos céus — que faz nascer o Sol sobre os maus e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. 5º. Se somente saudardes os vossos irmãos. — 45. porém. a revelação da revelação. — Via da perfeição MATEUS: capítulo 5º. 43 ao 48. 6º. uma vez que os pecadores também emprestam a pecadores.118 28 MATEUS. como luz brilhante que nos guiará os passos. misericordiosos como vosso Pai é misericordioso. 27 ao 28 e 32 ao 36. fazei bem a todos e emprestai sem esperar pagamento. 7º. — 46. uma vez que os pecadores procedem do mesmo modo? — 34. Amar os inimigos. que mérito tereis. vos digo: Amai os vossos inimigos. orai pelos que vos caluniam. cultivai e praticai com sinceridade todas as virtudes que vos são ensinadas e exemplificadas. 12º. temos hoje o Espiritismo. a fim de que vos aproximeis daquele que é a perfeição absoluta. 1. LUCAS: capítulo 6º. que é benevolente para com os ingratos e os maus. LUCAS: capítulo 6º. os vossos inimigos. Vossa recompensa então será muito grande e sereis filhos do Altíssimo. — LUCAS. que mérito tereis. versículo 43. contando receber outro tanto? — 35. perfeitos. pois. uma vez que os pecadores também amam os que os amam? — 33. Tendes ouvido que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Se só fizerdes o bem aos que bem vos fazem. pois. conhecidos e desconhecidos. Amai. que assim se conjugam com aqueles outros que referem haver o mesmo Jesus dito — Sede perfeitos. — 36. portanto. em tudo e para com todos. 21. — Provérbios. isto é. 19º. em conseqüência. 6. mas o porto de chegada é prodigioso de venturas e esplendores. orai pelos que vos perseguem e caluniam. Sede. fazei bem aos que vos odeiam. novo transbordamento da bondade de Deus para com os homens. 59. atingir a meta que nos é proposta. 23º. Sede. Por que. se só amardes os que vos amam que recompensa tereis? Não fazem o mesmo os publicanos? — 47. Se só emprestardes aqueles de quem esperais receber. como o vosso Pai celestial é perfeito. que mérito tereis. digo eu a todos vós que me escutais: amai os vossos inimigos. amigos e inimigos: tal o ensino de Jesus. . versículo 32. A jornada é longa e áspero e semeado de perigos e dificuldades o caminho. Avante. — Epístola aos Romanos. — 28. fazei bem aos que vos odeiam. versículo 27. rumo ao seio infinito do Pai. Para o conseguirmos. Mas. dando-nos a compreensão nítida das palavras evangélicas e facultando-nos. como é perfeito vosso Pai celestial. — Deuteronômio. que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem o mesmo os gentios? — 48.

— Segredo na prática das boas obras MATEUS: capítulo 6. por outro motivo que os nossos anjos de guarda. do devotamento. não mandeis tocar trombetas à vossa frente. a fim de que a esmola fique secreta. Quando derdes a esmola. Não é. versículo 1. é que se referia o divino Mestre. das nossas faltas. pondo em jogo todas as aptidões da inteligência e todas as delicadezas do coração. como facilmente verificaremos. pelos medicamentos que nos aconselha o nosso médico. os nossos guias. Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens para que vos vejam. Humildade e desinteresse. dadas as condições do meio em que nos encontramos encarnados. do trecho que estamos apreciando. até certo ponto. pelo remédio espiritual que nos aconselham os nossos maiores. de que. em suma. ou os impulsos a que obedecemos na prática dos nossos atos. do sigilo. como de todas as outras. Procedendo. o que sobretudo decorre é ainda uma esplêndida lição de humildade. nos Evangelhos. se procurarmos interpretar-lhe. derdes a esmola. — 3. repetindo o conselho daquele que foi. tem um sentido que abate e humilha. também podemos descobrir as das nossas enfermidades morais. não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita. do desinteresse. mas principalmente das almas. quase que em todas as suas páginas.119 29 MATEUS. é e será sempre o médico supremo. conforme ao texto acima. Somente possuindo essa virtude celeste. 6º. 1 ao 4. reconheceremos que a carência de humildade em nossos corações constitui. vos recompensará. À caridade assim praticada. é que seremos capazes de praticar unicamente boas obras. tão de contínuo e com tanta insistência nos recomendam que sejamos humildes. pois. do contrário. — 2. do amor. Somente a posse daquela virtude fundamental nos capacitará para a prática da caridade material e moral. a cada passo. entre nós. empregava o termo esmola que. Em verdade vos digo: esses já receberam a sua recompensa. então. certamente. — 4. Entretanto. em espírito e verdade. . Não é. nos é possível estudar as causas da enfermidade de que padeçamos. assim como. como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas praças públicas para serem honrados pelos outros homens. que vê o que se passa em segredo. dos nossos pecados. a causa principal. as mais das vezes. a esse estudo. se nos deparam tantos e tão sublimados ensinamentos e exemplos de humildade. dos nossos erros. da sinceridade. foi modelo excelso Nosso Senhor Jesus Cristo. com o cunho da abnegação. e vosso Pai. sob o duplo aspecto que comporta. as palavras. igualmente. nos pode indicar a causa determinante do nosso procedimento. não só dos corpos. É certo que nem sempre a nossa consciência. mais ou menos oculta. ensinados também nos versículos que estudamos. Pois bem. Quando. por outra razão que. recompensa não recebereis do vosso Pai que está nos céus. quando.

nas sinagogas e nos cantos das praças públicas para serem vistos pelos homens. não sabíamos o que é verdadeiramente prece. um de seus discípulos lhe disse: Senhor. sempre que nos sentíamos aflito. LUCAS: capítulo 11º. — 13. ensinanos a orar. — 12. a situação em que se encontra. para nós. se entre os egípcios o sacerdócio proibia aos leigos a leitura e a explicação dos livros sagrados. tendo estado a orar em certo lugar. imaginando que serão escutados por muito falarem. versículo 1. — 14. que vê o que se passa em segredo. vos recompensará. perdoa as nossas dividas como perdoamos aos nossos devedores. aliás. 1 ao 4. — O Pai Nosso MATEUS: capítulo 6º. — 15. não perdoardes aos homens. 11º. fazem dos Evangelhos hieróglifos semelhantes aos do antigo Egito. entrai para o vosso aposento e. — 3. era porque. não façais como os hipócritas que gostam de orar de pé. — 8. santificado seja o teu nome. cuja responsabilidade pesa toda sobre os que. ela nos enchia de doces esperanças o coração e nos proporcionava conforto. — LUCAS. — 7. Quando quiserdes orar. — faça-se a tua vontade tanto na Terra como no céu. Quando orardes. mister se fazia uma iniciação longa. (33) A prece! Antes que a luz do Espiritismo nos banhasse a alma. Disse-lhes Ele então: Quando orardes. se perdoardes aos homens as faltas que cometam contra vós. 5 ao 15. versículo 5. vosso Pai não vos perdoará os pecados. a que nos habituara nossa mãe e a que recorríamos. nem quais o seu poder e a sua eficácia. Não vos assemelheis a eles. como perdoamos aos que nos devem e não nos deixes entregues à tentação. devido à ignorância em que se mantêm da verdade. orai a vosso Pai em segredo. porém. quando orardes. — 10. quando acabou. a convicção de que aqueles por quem pedíamos beneficiavam dos nossos rogos. com relação à prece. Faltava-nos. de uma prática costumeira. perdoa as nossas ofensas. entretanto. de lhe ignorarmos o valor e a eficácia. mas livra-nos do mal. Prece. Essa. fechada a porta. venha a nós o teu reino. por efeito da incompreensão das coisas santas. — 9. não faleis muito como fazem os gentios. também o Pai celestial perdoará as vossas. donde a indiferença geral. dizei: Pai. Orai assim: Pai nosso que estás nos céus. para os ler e explicar. que se praticava através de estudo profundo e continuado e de provas que capacitavam o indivíduo para . Se porém. a generalidade das criaturas. Do mesmo modo. — 6. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa.120 30 MATEUS. dá-nos hoje o nosso pão que está acima de qualquer substância. monopolizando a interpretação das letras sagradas. Rogávamos então a Nosso Senhor Jesus Cristo um remédio para o nosso sofrimento. Apesar. que o teu reino venha. — 4. Porque. E sucedeu que. 6º. — 2. mesmo fazendo-a por simples hábito. e vosso Pai. santificado seja o teu nome. que. Ela não passava. e não nos abandones à tentação. — 11. assim como João ensinou a seus discípulos. porqüanto vosso Pai sabe do que precisais antes de lho pedirdes. porém. assim seja. dá-nos hoje o pão de cada dia. Considere-se.

assim com relação àquela época. assim sendo. agradece os benefícios que colheu das tuas preces. os iniciados. dos milagres e dos dogmas. o valor inigualável e a prodigiosa eficácia da prece. chamada então magia. mas. iniciados eram aqueles para quem a luz da verdade brilhava com grande fulgor. A ciência espírita ensina como se produzem esses efeitos. oramos em favor de um irmão do espaço que. uma vez que o empreguemos com humildade. esta. que a bondade infinita de Deus nos concede para obtermos o de que necessitam os nossos Espíritos. considerada do ponto de vista espiritual. na primeira sessão que realizamos depois desse fato. segundo refere Estrabão. por meio da qual amparo e força recebem. que veio à Terra precisamente para iluminar com seus ensinos e exemplos o caminho da salvação a todas as criaturas de Deus. as pompas cultuais e as cerimônias ritualísticas. submissão e fé. por ocasião de outro trabalho. é uma emanação dos mais puros fluídos. é um recurso de valor inapreciável. só era ministrada ao povo de modo muito restrito. o silêncio. sentimo-nos surpreso. fortalecer-lhe o Espírito e esclarecê-lo. para os não tornar insanos. no Egito. o recolhimento. a multiplicidade das rezas que os lábios pronunciam. Decorridos algumas semanas. que. Eles não ficavam. o anjo de guarda da pobrezinha se manifestou. disse-nos o médium. como em relação ao futuro. como ao tempo de Jesus. Jesus. Desde então se nos firmou definitivamente a convicção de que a prece opera prodígios de misericórdia. em proporções compatíveis com o desenvolvimento comuin das inteligências. E é do estudo e da prática sincera e simples desses ensinos que ressaltam o poder extraordinário. à hora de nos deitarmos. Um exemplo: certa vez. orar é emitir fluídos sutis que. durante algumas noites seguidas. para lhes não aumentar as responsabilidades. naquela época. o segredo. ou lhes facultar meios de praticarem o mal. ao ouvido: F. por um médium. . em visita que fez a uma infeliz irmã que tinha o rosto já todo devorado por um cancro e à qual ia ele levar algum alívio. aqueles a cujo favor é ela feita. Recomendando. operando-se a distância. havendo acompanhado o bom irmão Bittencourt Sampaio. cheio de grande contentamento. Assim. precisava ser transmitida veladamente. exercemos. do amor. de um ponto de vista mais alto. Vê-se assim que. ação idêntica à que desenvolve o magnetizador sobre um paciente. como os que se dizem representantes de Jesus na Terra e únicos possuidores do conhecimento da sua doutrina. Aos fracos. condenou. pelo irmão agradecido.agradecer. fazendo-nos compreender que a prece. para nos. nosso mestre e companheiro de saudosa memória. para a prece. conservando-se-lhes alheio o coração. esses já conheciam o magnetismo. Os sacerdotes egípcios. ao mesmo tempo. e aconselhando seja ela feita em poucas palavras. Doutra feita. nos fizera a narração de seus sofrimentos. envoltos na obscuridade dos mistérios. vão envolver aquele por quem se ora. em contrário ao que quer o manso Rabi de Nazaré. Desencarnara. o célebre geógrafo grego. aos maus. mesmo a seu mau grado. no entanto. Pela prece. que é uma magnetização moral. dizendo: “O Pai celestial ouviu as vossas preces e Francisca deixa de sofrer neste momento”. o sonambulismo e praticavam a sugestão. Despertada a nossa reminiscência.121 um estado de desprendimento que lhe permitia penetrar no mundo da verdade. ipso facto. propelidos pela força da vontade.

versículo 11). se misericordiosos . porque dirigida a Deus. do mesmo modo que o fez Moisés que. versículo 34). que ficou sendo chamada dominical. por humanidades mais adiantadas do que a nossa. versículo 34. pelas ovelhas de seu rebanho. guarda em teu nome aqueles que me deste. versículo 16). sejam observadas e praticadas com amor e reconhecimento em nosso mundo. o pão da vida eterna. como o são pelos Espíritos bem-aventurados. perdoa-lhes. — João. levantou para os céus as mãos. que a tua justiça caia sobre nós. capítulo 8º. que nos impuseste. — Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador. pão que está acima de qualquer substância: — concede-nos. os pecados em que a todo instante caímos. 1ª Epístola”. como o são nos mundos felizes. Dessa explicação éeste o resumo: Pai nosso: — Pai de todas as criaturas. versículo 5. para que tenham a força de subir até ao sólio da tua eternidade. orando. “Epístola aos Hebreus”. que ora por nós. como pelas suas palavras. justas e imutáveis. sobretudo. a Timóteo. que os nossos olhos impuros te não podem descobrir. Criador supremo. como os nossos. Foi num desses dias. como instrumento para a obra da nossa purificação espiritual. os próprios evangelistas. pela boca de um deles. Jesus nos deu um exemplo que devemos seguir constantemente. de quem todos provimos. o nosso Mestre divino: “Amai os vossos inimigos. satisfazendo de pronto a esse pedido. Intercedendo. de misericórdia para conosco. o viático indispensável a todos os Espíritos que faliram. capítulo 14º. assistidos pelos apóstolos. transgredindo os preconceitos da tua santa lei. — 1ª. dá-nos. em latim —dominus. que a paz.” E o divino Mestre. Temos dela a explicação que nos deram o Mestre Allan Kardec. pelo teu Filho bem-amado. versículo 11). o amor e a justiça reinem entre os homens. as faltas em que ainda a todo momento incorremos. que seus corações nada abriguem capaz de lhes macular os lábios com uma blasfêmia. sempre que precisou vencer a Israel. (João. como perdoamos aos nossos devedores: — Perdoa-nos as ofensas que te temos feito. dando um ensinamento aos hebreus. — “Epístola aos Romanos”. lhe pediram. Jesus Cristo vive sempre para interceder por nós. mas. sempre com o pensamento nele. Santificado seja o teu nome: — que cada uma das tuas criaturas te bendiga o nome. capítulo 2º. Faça-se a tua vontade. e. capítulo 7º. versículo 25. que na sua submissão aos teus santíssimos desígnios têm a fonte da bem-aventurança de que gozam. terminada a sua prece: “Mestre. capítulo 17. Venha a nós o teu reino: — pois que o teu reino é da justiça. Mas. Dá-nos hoje o pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas. a que se acha submetida a nossa existência. que seus discípulos. tão acima de nós. como o amor e o perdão formam a essência dessa lei. posteriormente. fazei bem aos que vos odeiam.” Usa. o Senhor. Que estás no céu: — que ocupas o infinito da tua criação. assim na Terra como no céu: — que as leis santas. Senhor. pois que disseste. lhes ensinou a oração. capítulo 23º. — Pai santo. (Êxodo. capítulo 2º. pois. que por nós vive e reina. pelos seus pensamentos e atos. ensina-nos a orar. para que fique eternamente convosco. porém. abençoai os que vos amaldiçoam. da paz e do amor. em que o viram absorvido na oração. (João capítulo 17º. (PAULO.122 Jesus orou ao Pai por nós. — Pai. tornando-os impuros para proferir o nome daquele que é a pureza absoluta. (LUCAS. o alimento necessário à sustentação do corpo material que nos deste. versículo 1).

10. 4º. sem tibiezas. desenvolvendo e fortificando em si os sentimentos do dever para com Deus. 21º. que quer dizer — assim seja: — assim seja. paixões e vícios. para a nossa perdição. possamos sempre resistir às nossas paixões e vícios. que nos tentam de contínuo. Estudai com o coração tudo quanto esta sublime prece inspira ao homem. o poder e a glória te pertencem a ti que és o único verdadeiramente grande. — 4º Reis. 18º. ROUSTAING – A Revelação da Revelação. e repelir assim os maus Espíritos que. às nossas inclinações más. Amém. o nosso Rei.123 formos para com os nossos irmãos. Que esse Deus. 36. és o nosso juiz supremo. 9. Estudai com o coração tudo o que ela encerra de amor. a ti que. — JOÃO. 1. revigora-nos as energias. (34) J. — Eclesiastes. amados irmãos. acabamos de dar-vos. de perfeições absolutas e infinitas. de reconhecimento e de submissão Àquele que. 14. Livra-nos de todo mal: — permite. na luta que precisamos travar com as paixões grosseiras e os sentimentos inferiores. que estás acima de todas as coisas e de todas as criaturas. atraidos por essas inclinações. 2. 5. 5º. fortalece-nos a coragem. volume 1. Senhor. . pois que o reinado. 33. é e será Deus de bondade. 37. às provas demasiado fortes para a nossa virtude e dá-nos forças para resistirmos aos nossos maus pendores. onipotente na imensidade. B. desde toda a eternidade. este ensinamento que. Espírito da Verdade. repitamos o conselho com que os evangelistas e os apóstolos puseram fecho a essa explicação da oração dominical: (34) “Meditai. nem desfalecimentos. Por concluir. o nosso soberano. perdoando-nos tanto quanto houvermos perdoado as faltas dos nossos semelhantes. 17º. a ti que és o nosso Deus. forra-nos. Senhor. para com seus irmãos e para consigo mesmo. 5º. — Atos. o Deus de amor vos abençoe. em nome e da parte do Cristo. Senhor. página 446. que cercados pelos bons Espíritos.” (33) 3º Reis. a quem tributamos as homenagens dos nossos corações e em cujo louvor entoarão as nossas almas cânticos eternos. Não nos deixes cair em tentação: — bem conhecendo a extensão da nossa fraqueza. — Apocalipse. tentam constantemente apoderar-se de nós e arrastar-nos ao caminho do mal. foi. acerca da oração dominical. a fim de que possamos vencer. para se manter no bom caminho. o Criador único de tudo o que vive e se move no espaço infinito. dóceis aos seus conselhos e inspirações.

perfumai a cabeça e lavai o rosto. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. porta única da salvação. quando jejuardes. vos recompensará. para a esse efeito chegarmos. isto é. que desfiguram o semblante para que os homens vejam que eles estão jejuando. tornando-se uma causa de acréscimo de responsabilidades e de maior transviamento dos que a ela se entregavam. a fim de que o vosso jejum não seja visível aos olhos dos homens e sim aos do vosso Pai. . é simplesmente absurdo. Vós. purificando-a. Esse o ensino do divino Mestre. mandamento que encerra toda a lei e os profetas. Jejum MATEUS: capítulo 6º. mas. que enfraqueçamos o nosso corpo. porém de modo que todos redundem em benefício do Espírito. 6º. que tem presente a si o que haja de mais secreto. de todo ato que nos degrade aos olhos do nosso Criador. — 18. meritório que nos privemos de alimentos. levando-a moralmente. 16 ao 18. e vosso Pai. que vê o que se passa em segredo. Jamais façamos consistir a prática do amor a Deus e ao próximo. desde que praticadas publicamente. na observância daquela e de outras formalidades idênticas. que nada valem. necessitamos fazer sacrifícios.124 31 MATEUS. mediante a prática da caridade. como o disse o Mestre divino. mas o jejum espiritual. que consiste na abstenção de todo mal. que restrinjamos a nossa alimentação ao estritamente necessário. — 17. louvável. de toda má palavra. que cifram toda a religião na observância de um formalismo absolutamente estéril. versículo 16. certo não o seriam. 5 a 12. apreciada e louvada pelos homens. Nenhum mérito tem aos olhos de Deus o que a criatura faça por ostentação. Jesus aconselhava e os seus mensageiros presentemente aconselham o jejum. visou evitar que essa prática continuasse a oferecer ensejo para a hipocrisia e incentivo ao orgulho. porque em nada concorrem para a melhora espiritual das criaturas. Quando mesmo se pudesse admitir que tais privações ritualísticas fossem do agrado de Deus. para ser vista. e Jesus. façamo-los. em obediência a um preceito supostamente religioso. Compreende-se. dizendo o que consta nos versículos que estamos apreciando. como imaginado por obscurantistas. é mesmo justo. de todo mau pensamento. 58º. De salvar a alma é tudo o de que devemos e precisamos cogitar. Quando jejuardes. deixando de alimentá-lo. isso só o conseguiremos. não vos ponhais tristes como os hipócritas. porém. (35) (35) ISAÍAS. Os judeus praticavam o jejum material. para socorrermos o nosso irmão a quem falte o indispensável. Se a nossa consciência nos disser que. Semelhante preceito só se concebe como obra de fanatismo. com ostentação.

Para avançarmos no sentido dessa aproximação é que. Não nos deixemos fascinar pelos bens perecíveis. Se lhes procurarmos. Preparai-vos tesouros no céu. visto que nisso está toda a nossa felicidade. de todos os nossos pensamentos. quão grandes não serão estas mesmas trevas! LUCAS: capítulo 12º. amontoai. 32 ao 34. para tocá-los. e sem coisa alguma com que possamos apresentar-nos perante Deus. aí estará também o vosso coração. do qual o ladrão não se aproxima e que as traças não roem. — Não procureis sendo o que. 6º. Se. — 34. único e verdadeiro tesouro MATEUS: capítulo 6º. relativamente às que constam nestes versículos. (36) Como várias vezes temos dito. 12º. onde estiver o vosso tesouro aí estará também o vosso coração. o espírito. versículo 19. Aproximar-nos cada vez mais de Deus deve ser o pensamento que presida a todos os nossos atos. Provei-vos de bolsas que o tempo não estrague. nos achamos neste mundo. — 21. que o Pai nos reserva. todo o vosso corpo é tenebroso. que assim estará sempre . Vosso olho é a lâmpada do vosso corpo. imagens materiais. porqüanto aprouve ao Pai dar-vos o seu reino. onde não há ferrugem nem traças que os possam destruir. costumava empregar. Mas. — 23. Ver-nosemos então numa existência. ao mesmo tempo que nos veio habilitar. onde não cabem as vaidades. Tendo-nos transviado da senda que devêramos trilhar sempre. tudo para nós está em a retomarmos de novo. — 33. quando isso esteja em oposição à felicidade eterna do vosso Espírito. para Ele se voltará de contínuo o nosso coração. todo o vosso corpo será luminoso. na imensidade. pela caridade. Não queirais acumular tesouros na Terra. — 20. qualquer que seja o brilho que aparentem. para entrarmos na posse do patrimônio de luz e bemaventurança. vos aproxima de Deus. desde que deles nos prive a morte. A luz que parecem ter se apaga. onde não há ladrões que os desenterrem e roubem. que é o possuidor de todas as graças. pois. onde a ferrugem e as traças os destroem. se vosso olho for simples. Desprendimento das coisas terrenas. 19 ao 23. versículo 32. por isso que falava a homens materiais. Assim procedendo. se vosso olho for mau. — LUCAS. porque são uma fonte de trevas para o nosso Espírito. Jesus. Vendei o que possuís e distribui-o em esmolas. Pois que. no céu. o fim para que fomos criados. Desde que nos compenetremos desta verdade. a fim de ganharmos a nossa verdadeira pátria. um tesouro que não se esgota nunca. onde estiver o vosso tesouro. a luz que está em vós não for senão trevas. onde os ladrões os desenterram e roubam. principalmente. Ele será sempre o alvo de todas as nossas ações. encontraremos o verdadeiro sentido e o alcance de suas palavras. porém.125 32 MATEUS. Coração puro. ascendendo ao seio do nosso Mestre. Porqüanto. mediante seus ensinos. veremos ser o seguinte o ensino que delas decorre: não procureis realizar na Terra a vossa felicidade. O nosso único e verdadeiro tesouro está junto do Eterno. Pequenino rebanho. — 22. que nô-la veio mostrar. não tomais.

Significa que a posse e a aplicação dos bens que nos pertençam devem ser isentas de egoísmo e santificadas pela caridade. origem e concretização de todos os bens reais. porque junto dele estará o nosso tesouro. como de ordem intelectual. — 1ª Epístola a Timóteo. confiar plenamente. cheios de devotamento e firmes nos seus passos sob as vistas do Senhor. 6º. etc. representam o principal fator de todo progresso moral. fazendo-nos aproximar de Deus. — 1ª Epístola à Timóteo. constituem as únicas riquezas indestrutíveis. 17. como bens espirituais que são. 5. 7 a 11. não temais. porque. que nos conduz àperfeição. Pequenino rebanho. esmolar. 19. 6º. muito poucos. em número. (36) Provérbios. 23º. de modo a ficarmos na condição de termos que. como os primeiros discípulos. mas devotados e atentos em caminhar sem desvios pela senda do Senhor. . 13º. Dirigem-se também aos primeiros espíritas que.126 junto de Deus. — 1ª Epístola à Pedro. — Epístola aos Hebreus. por nossa vez. Estas palavras Jesus as dirigia aos primeiros discípulos. como aqueles. Vendei o que possuía e distribui-o em esmolas. precisam ser. Não quer isto dizer que devamos desfazer-nos de todos os nossos haveres. em cujas promessas devem. comparativamente à grandeza da tarefa que lhes cabia desempenhar. 1º. em número igualmente reduzido para a missão que lhes cumpre desempenhar. 4. de ordem material. 4. que as boas obras. Fora absurdo e contrário a todos os ensinamentos do Mestre.

quando se sabe como. pelo esforço constante por se libertarem das influências materiais. (37) Avareza é a paixão que se apodera do infeliz cuja única preocupação consiste em acumular riquezas. tanto que. que aqueles para quem os Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo são o código das verdades eternas. porque duros tinham eles os corações. Falava-lhes com dureza. o orgulho. Daí decorre. construirei outros maiores e aí amontoarei toda a minha colheita e os meus bens. é que. homens profundamente materializados. mesmo assim. para ser esbanjado por outros. na imortalidade da alma. como: a sensualidade. Jesus não baixou ao mundo para reinar sobre as coisas perecíveis como os reis da Terra. não é isso de causar estranheza. e que pensava consigo mesmo: que hei de fazer. dize a meu irmão que divida comigo a herança. o homem se vê arrebatado pela morte. sobretudo. Se as criaturas humanas se compenetrassem bem desta idéia. — 17. Disse afinal: farei isto: demolirei os meus celeiros. a cupidez. na vida futura não passa de desvario de fanáticos e de quem não tem com que se ocupar. em desprender. esta noite mesmo virão demandar tua alma e as coisas que entesouraste de quem serão? — 21. 12º. etc. da matéria. Aliás. em lhes destruir o ídolo de carne. não tendo onde guardar o que colhi? — 18. Assim acontece àquele que entesoura para si e que não é rico em Deus. o egoísmo. porque a vida de cada um não está na abundância dos bens que possua. a fim de dar-lhes ao Espírito a visão e o gosto das coisas espirituais. porém. e direi à minhalma: alma. a inveja. disse-lhes esta parábola: Havia um homem riquíssimo cujas terras produziram. pela prática ininterrupta do amor e da caridade. — 20. Jesus. — Rico exclusivamente preocupado com as coisas da Terra. Depois. consistia. da moral divina. — 19. deixando tudo quanto levou a acumular durante a vida. Mas Deus disse a esse homem: Insensato. bebe. — 16. qual a terrena que apenas alguns anos dura. Em seguida. respondeu: Homem. — Rico em Deus LUCAS: capítulo 12º. procedem os que tomaram a si a missão de ensinar e demonstrar aos homens os fundamentos reais daquela crença e as conseqüências que daí dimanam. — 14. em geral. as mais das vezes. em reunir um tesouro para a vida eterna. versículo 13. pouco as suas palavras os impressionavam. Disse-lhe então um homem do meio da multidão: Mestre. . preservai-vos de toda a avareza. regala-te. acrescentou: Cuidado. lógica e naturalmente. quem me constituiu vosso juiz ou partidor? — 15. nem para dar aos homens leis materiais. abundantes frutos.127 33 LUCAS. São ainda inúmeros os que só cuidam das coisas da Terra e para os quais a crença em Deus. quando menos espera. ela bastaria para combater a avareza e para lhes dar a ver quão melhor e necessário é que ponhamos. O certo. que nada fizeram pela aquisição de tanta riqueza. repousa. os cuidados e esforços que malbaratamos em ajuntar riquezas para uma vida efêmera. A avareza. ao contrário. 13 ao 21. come. Sua missão. porém. tens de reserva para longos anos muitos bens. ou materiais. o que acima de tudo devem procurar é tornar-se ricos em Deus.

27º. 38º. 32. 9. 14. 18º. 22. 51º. — 1ª Epístola à Timóteo. — Apocalípse. — Jeremias. 2º. 11 — JOÃO. 5. 6º. 5º. 20º. 7. 15º. — Eclesiastes.128 (37) Job. — 1ª Epístola aos Coríntios. . 7. 8 e 9 — Salmos. 4º. 17º. 9. 11º. 9. 36.

se Deus veste dessa maneira o feno que hoje está no campo e amanhã será lançado no forno. qual de vós o que. versículo 13. Não podeis servir a Deus e a Mamon. Vede como crescem os lírios. Considerai os corvos: não semeiam. — 34. — 15. Jesus lhes disse: Pondes grande cuidado em parecer justos aos homens. porque ou odiará a um e amará a outro. Não valeis mais do que eles? — 25. — 25. Ninguém pode servir a dois senhoreS. À semelhança dos gentios que se azafamam por essas coisas. 16º. ouvindo-lhe todas estas coisas. Procurai primeiramente o reino de Deus e sua justiça e todas aquelas coisas vos serão dadas de acréscimo. e. Assim. LUCAS: capítulo 16º. homens de pouca fé! — 31. Basta a cada dia a sua própria aflição. Não podeis servir a Deus e a Mamon. 6º. não vos inquieteis pelo dia de amanhã. no entanto. nem pelo vosso corpo. nem fiam. por que vos inquietais? Considerai como crescem os lírios do campo: não trabalham. nem Salomão. nem ceifam. pois. Vede as aves do céu: não semeiam. 13 ao 15. mas Deus conhece os vossos corações. — 24. A vida não é muito mais do que o alimento. pois. jamais vestiu como um deles. por que vos haveis de inquietar pelas outras? — 27. — Nada de preocupação exclusiva com as coisas materiais. LUCAS: capítulo 12º. zombavam dele. — 23. nem com que vestireis o vosso corpo. jamais vestiu como qualquer deles. Deus cuida de vestir assim o feno dos campos que hoje existe e amanhã será lançado ao forno. Mas. em toda a sua glória. quanto mais a vós. o que é elevado aos olhos dos homens éabominação aos olhos de Deus. — 14. Os fariseus. não ceifam. não enchem celeiros e entretanto vosso Pai celestial as alimenta. Ora. ou odiará a um e amará o outro. possa aumentar um côvado à sua estatura? — 26. Se. que eram avarentos. quanto mais a vós. porque. Não vos inquieteis. pelo seu engenho. nem fiam. Servir a Deus e não a Mamon. eu vos digo que nem mesmo Salomão. procurando os caminhos que levam a Ele MATEUS: capítulo 6º. acrescentar um côvado à sua estatura? — 28. Não vos atribuleis. homens de pouquíssima fé! — 29. versículo 22. E qual de vós pode. — 30. — 30. Não sois muito mais do que elas? — 27.129 34 MATEUS. E com as vestes. E disse a seus discípulos: Portanto. 22 ao 31. Eis por que vos digo: não vos inquieteis pelo que comereis para sustento da vossa vida. não têm despensa nem celeiro e Deus os sustenta. procurando com o que o cubrais. — LUCAS. Se as menores coisas estão acima do vosso poder. 24 ao 34. pois. — 29. Nenhum servo pode servir a dois senhores. não trabalham. dizendo: que comeremos? ou: que beberemos? ou como nos vestiremos? — 32. e o corpo muito mais do que as roupas? — 26. A vida é mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa. E eu vos digo que. As gentes do mundo são . pelo que haveis de comer ou de beber. eu vos digo: não vos inquieteis pela vossa vida. pois. — 33. — 28. entretanto. ou se dedicará a um e desprezará o outro. porqüanto vosso Pai sabe que delas precisais. pelo seu engenho. versículo 24. em toda a sua glória. ou se submeterá a um e desprezará o outro. não fique em suspenso o vosso Espírito. pois o dia de amanhã cuidará de si mesmo. — Confiar em Deus. cuidando do que comereis. e 12º.

para conseguir tocá-los um pouco. Apenas. para satisfação de todas as necessidades da sua existência. de almas endurecidas. e não . cedendo simultaneamente aos desvarios da vida mundana. mas deve esperar em atividade. pensando sempre nos que não o podem fazer. com integridade diante do Senhor. trabalhar segundo as nossas forças e meios. um ídolo de prata ou de ouro. aos simples e mansos de coração. certos de que Deus abençoa os corações puros e as boas intenções. facilmente se percebe que. que Deus sempre abençoa. ou já não podem mais. A criatura deve aguardar que pela vontade do seu Criador se lhe desenvolvam os predicados com que haja de brilhar aos olhos de seus irmãos. a riqueza e a glória. negligenciando em precatarse para os dias da senectude e da invalidez. isto é. Ninguém pode servir a Deus e a Mamon. os grãos que lhe assegurem o pão da velhice. e cuidando de auxiliá-los quanto nos seja possível. a vida de puro Espírito. De fato. ao proferir as que constam nos versículos acima. como também já dissemos. que mais ou menos correspondia ao Júpiter dos latinos e representava as paixões humanas. tinha Ele. tinha por principal escopo libertar os homens do jugo. chega ao supremo grau de pureza. Jamais poderia Ele pensar em dar semelhante conselho. no trabalho. O mundo. impressionandolhes a imaginação.130 que procuram todas essas coisas. o que é mister é que faça isso lealmente. — 31. Mamon era uma divindade que os antigos sírios adoravam. porque lhe cabe ajudar seus irmãos desvalidos ou inválidos. enquanto que o Senhor ama os de espírito humilde. Tendo-se em conta essas circunstâncias e considerando-se que as suas palavras devem ser interpretadas sempre segundo o espírito e não segundo a letra. o que lhe faculta a compreensão de Deus e o gozo eterno da vida espiritual livre. enquanto se ache no vigor da idade. que lhes dirigir fortes e enérgicas reprimendas. Procurai. do Espírito que. únicas cobiçáveis. da escravidão da matéria e convencê-los de que o objetivo que devem colimar. não podemos viver a vida que Deus quer que vivamos. que não puderam colher mais do que algumas espigas para seu sustento diário. sem desperdiçar qualquer parcela. com seu cortejo de vícios. por serem as que satisfazem ao cego orgulho do homem. que o leva a aproximar-se cada vez mais do centro da onipotência. portanto. eis como cumpre procedamos. de naturezas rebeldes. todavia. quando é certo que do conjunto de seus ensinos decorre para a criatura humana o dever de ajuntar no seu celeiro. em regra. que deixe de cumprir a sua tarefa. Predicando a homens grosseiros. primeiramente. havendo completado o ciclo das provas que se lhe tornaram necessárias ao progresso moral. se entregue exclusivamente aos cuidados do seu Criador. o que explica o pensamento de Jesus. que se despreocupe de toda previdência. igualar-se jamais à Divindade. o fim que acima de todas as coisas devem propor aos seus esforços é a conquista da vida eterna. Portanto. vosso Pai sabe que delas tendes necessidade. como ainda há pouco dizíamos. não pretendeu o divino Mestre aconselhar ao homem que. sem. o reino de Deus e a sua justiça e todas aquelas coisas vos serão dadas de acréscimo. (38) A missão de Jesus. quando disse: Ninguém pode ao mesmo tempo servir a dois senhores. considera coisas elevadas e dignas do maior apreço.

41. por nós mesmos. 3º. que devemos estar. 16º. deve confiar-se ao Senhor. o que nos cabe é conformar-nos. na despreocupação com que a açucena dos campos espera. vier o homem a achar-se na penúria. — Êxodo. 38º. (38) Gênese. — 1ª Epístola à Timóteo. 19. 9.131 na inércia. embora sem ser menos previdente do que certos animais. 23. se apesar da sua aplicação ao trabalho. que só ao nosso bem visa. se permite que em tal situação ele se encontre. 2º. vivendo segundo os desígnios de Deus e trabalhando. Quer. que de suas brilhantes vestes Ele a cubra. 5º. não deve ele mostrar-se ambicioso. Não nos preocupemos com os cuidados e aflições que hajam de vir. 4º. que esse tempo chegará. que. nem concentrar na acumulação de riquezas todos os seus pensamentos e desejos. é porque ela representa a prova necessária a lhe depurar o Espírito e a torná-lo digno do seu Criador. e cumprida integralmente estará a revelação do Cristo. certos de que tudo obedece à vontade de Deus. 6º. no devido tempo. 7. sabendo o que convém a cada uma de suas criaturas. gozarem do fruto de seus labores. 10. Quer isto dizer que. — Aos Filipenses. Proceder de modo contrário é pretender que Jesus tenha encomiado a preguiça. portanto. como for de justiça e conforme às suas necessidades espirituais. . — JOÃO. 21. como lhe cumpre. Cônscios. Não vos inquieteis pelo dia de amanhã. para a sua subsistência. — Job. pois. 18º. como poderemos alimentar a pretensão de mudar a face dos acontecimentos. Coragem. no seio da Terra. para o fatalismo. Quando houvermos transposto a barreira que nos detém os passos. de que. — 1ª de Pedro. 15. coragem. deve o homem estar sempre confiante de que a tudo mais. na ociosidade. o Pai proverá. 54º. ainda. que todos decorrem da onisciente ação divina? Em todas as circunstâncias. — Salmos. — Epístola aos Gálatas. 8 — 1º Reis. 1º. é fazer de suas palavras um pretexto para a incúria. Quer dizer também que. Entreguemo-nos confiantes à misericórdia do Senhor. 6. nem as mínimas coisas somos capazes de fazer. a negligência. que não deixará de chamar os obreiros diligentes para. dizer que. 146º. 7. volveremos à nossa verdadeira pátria e de lá apreciaremos os progressos da Humanidade.

O rico. me refresque a língua. quais a do que saldou seus compromissos e a do que os agravou ainda mais. Não. molhando nágua a ponta do dedo. um buscou a prova da riqueza e o outro a da pobreza. afinal. e os cães vinham lamberlhe as chagas. aquele empregou seus haveres na ostentação. desencarnam e vão encontrar-se em situações opostas. ao seio de Abraão: à paz da consciência. pela depuração de suas almas. sofre todas as suas duras provas. e que bem quisera saciar-se com as migalhas que caiam da mesa deste. — 28. egoísta e endurecido. disse em gritos estas palavras: Pai Abraão. no luxo. em o desespero de que se vê presa. Quando na erraticidade. submisso e resignado. versículo 19. Havia também um pobre mendigo chamado Lázaro que jazia coberto de úlceras à porta do rico. — 27. — 22. não acreditariam do mesmo modo. 19 ao 31. na satisfação dos gozos materiais. enquanto que o outro estritamente a cumpria. os orgulhosos. Ambos. se algum dos mortos lhes for falar. aconteceu que o mendigo morreu e foi transportado pelos anjos ao seio de Abraão. para lhes dar testemunho destas coisas. o seu inferno. Demais. 16º. faminto. Reencarnados. pois sofro tormentos nestas chamas. Abraão lhe retrucou: Eles têm Moisés e os profetas: que os escutem. procurando iludir e sofismar a lei. pai Abraão. pai Abraão. De acordo com as causas desses sofrimentos. dentre os seus tormentos.132 35 LUCAS. os Espíritos de um e outro pediram a reencarnação. disse o rico. de modo que os que querem passar daqui para lá não o podem. — 20. onde tenho cinco irmãos. por isso ele agora é consolado e tu és atormentado. O rico. ao céu. os poderosos e tantos outros que vivem neste mundo iludidos quanto aos fins reais da . à paz espiritual. 23. a fim de que eles não venham a cair neste lugar de tormentos. — 25. conservando-se indiferente aos gemidos do outro que. — 30. como meio de minorarem seus sofrimentos. Havia um homem rico que se vestia de púrpura e finissimo linho e se banqueteava magnificamente todos os dias. lembra-te de que recebeste bens em tua vida e de que Lázaro só teve males. que o mandes à casa de meu pai. eles farão penitência. mas ninguém lhas dava. — 29. Ora. grande abismo existe entre nós e vós. Quando este. — 24. — 21. (39) O ensinamento que se contém nesta parábola. encontra. ascende. suportava sem revoltas todas as dores e privações. levantou os olhos e ao longe viu Lázaro no seio de Abraão. nessa conjuntura. ao mergulhar no sepulcro. Mas Abraão lhe respondeu: Meu filho. é plenamente confirmado pelos princípios da Doutrina Espírita. — 26. como também não se pode passar de lá para cá. aprecia o resultado do seu procedimento. Disse o rico: Eu então te suplico. verificando o engano e a decepção que sofrem os soberbos. pela morte. doente. ao passo que o pobre que. Abraão respondeu: Se não escutam nem a Moisés nem aos profetas. O rico morreu também e teve o inferno por sepultura. tem piedade de mim e manda-me Lázaro para que. como os de todas as outras. Um contemporizava. Parábola do mau rico e do pobre paciente e resignado LUCAS: capítulo 16º. exposto a todas as intempéries e ao desprezo da sociedade. — 31. ainda que algum dos mortos ressuscitasse.

Abraão respondeu ao rico: Eles têm lá Moisés e os profetas: que os ouçam. Não se conclua. o que lhes fosse dizer o Espírito do pobre. que aqueles se achem impossibilitados de acudir aos segundos. crença que. porém. toda e qualquer comunicação do além-túmulo. Ao demais. . mostra ser real a crença na comunicabilidade dos mortos com os vivos. podem daqueles aproximar-se e cercá-los dos cuidados de que necessitem. fraternidade e amor. Pela mesma razão. à simplicidade dos ensinos puros da sublime moral do Mestre divino e. a firmálo na sua obstinação. como se depreende da parábola. Acode-lhe então à mente pedir fossem avisados do que lhe acontecera os irmãos que ele deixara na Terra. porém. que é lei universal. também se achavam dominados pelo egoísmo. a Igreja Romana responder de modo semelhante. por não o permitir a diversidade das vibrações dos respectivos perispíritos. quase sempre. por intermédio de outros Espíritos que. assim. Porque. A tal pedido. e que daria ao seu pedido a força de que carecia. por não lhe praticar os preceitos. formulada na parábola. ou progredirem. O abismo de que fala o versículo 26 deve ser entendido como exprimindo a impossibilidade em que se encontram os Espíritos superiores de se porem em contacto direto com os inferiores que expiam suas culpas. responde Abraão. ou qualquer outro desencarnado? Responderiam com um encolher os ombros. ao progresso. mas apenas o desejo de poupá-los às provas de que já se haviam tornado merecedores. pela razão de que tais conselhos e avisos lhe contrariam as paixões e os interesses materiais. de fato. que a abominação e a desolação se implantassem no lugar santo? Não é por outra causa que o Senhor envia ao mundo o Paracleto. também há o endurecimento do coração. Faltou-lhe. porém. Realmente. O rico da parábola teve a inspirá-lo um bom sentimento. as vibrações dos daqueles outros. como lhes prescrevem as leis de solidariedade. a fim de se instruírem. que leva o homem a rejeitar todos os avisos e conselhos que lhe venham de além-túmulo. tem feito dos Evangelhos letra morta e. a reconduzir os homens à prática do amor. aí está o Catolicismo. o Consolador. onde há a incredulidade sistemática. era corrente entre os judeus. o arrependimento. porém. pelo seu delirante egoísmo. entre os quais se acham os seus protetores. de que serviria aos irmãos do rico. ainda que fracamente. por não exprimir o pesar que lhe causava o ver seus irmãos a transgredirem a lei divina. daí. mostrando ser absolutamente inútil. que lhe diz parodiando a resposta de Abraão: “Tendes os Evangelhos e a Igreja. para os sistematicamente incrédulos. ou lhes torne possível a permissão de acompanharem os bons Espíritos. A hipótese desse pedido. quando pretendeu forrar seus irmãos aos sofrimentos por que estava passando. que lhe atenuaria ou abreviaria as penas a que se condenara. considerando alucinação ou sonho a aparição que tivessem. em conseqüência. os Espíritos inferiores não podem elevar-se aos planos onde pairam os bons Espíritos. mas imperceptivelmente para os sofredores. como ainda hoje a cada momento se comprova. por que haveis de procurar outra coisa?” Segundo a parábola. quando. Eles o fazem. Como pode. os quais. menos graduados na escala espírita. nem mesmo vê-los. antes que um arrependimento sincero e profundo lhes torne os perispíritos capazes de sentirem. à pureza de sentimentos.133 existência terrena.

16. — Atos. 20. Zacarias. 30.134 (39) ISAÍAS. 5º. — Job. 45. 13. 24. 21º. 14º. 17º. . 11. 66º. 8º. 15º. 34º. 12. — JOÃO. 21.

a extravasar. semeai com prudência e precaução. o terreno vos parecer árido e ingrato. Não julgueis. acrescentou: Vai e não peques mais. Se. guardai silêncio. é que seremos tratados. LUCAS: capítulo 6º. Estendei os braços às ovelhas transviadas e . quando de todo limpos nos acharmos. versículo 24. por pouco que seja. quando tens no teu uma trave? — 6. versículos 1 ao 11). a tolerância. Comecemos. pois. tira primeiramente a trave que está no teu olho e então verás como tirar o argueiro que está no olho do teu irmão. porqüanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros. 6º. lançai-vos à obra. a fim de não serdes julgados. não condeneis e não sereis condenados.135 36 MATEUS. e que. Desde que. com a medida com que medirdes sereis medidos. Ou. deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho. Como é que vês um argueiro no olho do teu irmão e não percebes a trave do teu? — 4. poderemos censurar as faltas alheias. porque teremos sempre presentes as palavras d’Aquele que disse: O que estiver sem pecado atire a primeira pedra. se voltem contra vós e vos estraçalhem. Não deis aos cães as coisas santas. 1 ao 7. não o faremos. Quer isto dizer: procedei sempre de acordo com as circunstâncias de ocasião. perdoai e sereis perdoados. porqüanto para vos medir servirá a mesma medida com que houverdes medido os outros. 24. Dizia-lhes: Atentai no que ides ouvir. depois vieram. 7º. MARCOS: capítulo 4º. para que não suceda que as pisem. — 7. nem lanceis aos porcos as vossas pérolas. por lavar a nossa alma dos vícios e paixões que a maculam. como é que podes dizer a teu irmão: Meu irmão. pedimos a Deus que nos perdoe. (João. A vossa reserva talvez excite a curiosidade e o desejo de saber. nem lanceis aos porcos as vossas pérolas. versículo 1. e 41 ao 42. (40) Na oração dominical. — 38. versículo 41. dirigindo-se à pecadora. Sondai o terreno. Não julgar os outros. então. tira primeiro a trave do teu olho e então verás como podes tirar o argueiro do olho do teu irmão. tendo-vos a princípio repelido. Deixa-me tirar um argueiro do teu olho. — 2. LUCAS: capítulo 6. preparai-o e. como é que dizes a teu irmão: — 5. porém. — Não dar aos cães as coisas santas MATEUS: capítulo 7º. ao contrário. Nesse caso. 37 ao 38. Hipócrita. com a indulgência. atestada. consagrando-vos a esses que. Ou. a brandura com que tratarmos os outros. Não julgueis e não sereis julgados. Não deis aos cães as coisas santas. versículo 37. limpos de toda culpa. Sereis medidos com a mesma medida com que medirdes os outros e ainda se vos acrescentará. por purificar os nossos corações. — O argueiro e a trave. Como é que vês o argueiro que está no olho do teu irmão e não percebes a trave que está no teu olho? — 42. Cultivai depois com cuidado a semente. estejamos nessas circunstâncias. “como nós perdoamos aos nossos irmãos”. demonstrando que não quereis falar. capítulo 8º. Segue-se que. — MARCOS. tu que não vês a trave que está no teu? Hipócrita. 4º. — LUCAS. — 3. dai e se vos dará e no vosso regaço será derramada uma boa medida. se o reconhecerdes fértil. depois. cheia.

8 e 19º.136 reconduzi-as ao Senhor. 12. 2º. (40) Provérbios. A ventura de haverdes salvo da incredulidade os vossos irmãos vos premiará o labor e vos preparará para gozardes das alegrias da eternidade. 9 — Salmos. 13º. 4º. 46. 14º. — Romanos. 23º. 45. 78º. 17. O Mestre recompensa generosamente os obreiros vigilantes. 7. — 1ª Epístola aos Coríntios. . solícitos e diligentes. 3. — Atos. 5. 1. 3. 9º.

de dentro de casa: Não me importunes. se levantará pelo menos por causa da importunação e dará ao outro tudo o que lhe seja necessário. se. este lhe dará uma pedra? Ou. nos concede o que antes não concedera. Batei e se vos abrirá MATEUS: capítulo 7º. batei e se vos abrirá. se maus como sois. se lhe pedir um peixe. porqüanto. batei e se vos abrirá. 7º. Ora. Ou. versículo 5. se pedir um peixe. — 8. Conceder-nos-á luz. sabe o que convém a seus filhos e lhes dá. quem procura acha e àquele que bate se abre. melhora e garante o bom êxito às nossas resoluções. — LUCAS. que está viajando. e as forças da fé e da humildade. porqüanto quem pede recebe. tornando-nos dignos da atenção do Mestre que. que o mau êxito costuma acarretar. Peçamos-lhe o pão de vida e Ele nos facultará abundantes meios de o adquirirmos. — Buscai e achareis. quando este lhe pede pão? — 10. A perseverança fortalece. pois um de meus amigos. — 10. — 11. — 8. — 9. o primeiro insistir em bater. quando o segundo não se levante para dar o que lhe é pedido por ser seu amigo o pedinte. às nossas obras e à nossa fé. boas coisas dará aos que lhas pedirem. a fim de que não caíssem no abatimento e no desânimo. Ou. que lhe não percebem os providenciais desígnios. buscai e achareis. e o amigo lhe responder. Nós quase sempre pedimos. Qual dentre vós dá uma pedra ao filho. quem pede recebe. quando ainda não estávamos seguros de nós mesmos. cheio sempre de bondade. — 7. Coisa alguma deve o homem fazer ou empreender. nos alimenta de conformidade com a nossa constituição. quem procura acha e àquele que bate se abre. pelos nossos esforços reiterados. com mais forte razão vosso Pai. se lhe pedir um ovo. sem primeiro invocar e implorar a assistência do Senhor que. — 6. o de que necessitem. LUCAS: capítulo 11º. apesar disso. se sendo maus como sois. A prece. porém. — 9. dará o bom Espírito aos que lho peçam. muito embora sejam eles as mais das vezes tão cegos e ingratos. versículo 7. (41) Com estas palavras. — Pedi e se vos dará. lhe dará uma serpente? — 12. se está de acordo com a natureza das provas que devamos sofrer. empresta-me três pães. para compreendermos por que sofremos. que está nos céus. Ora. resignação e amor as mais rigorosas provas. para sofrermos com paciência. Pedi e se vos dará. sabeis dar boas coisas aos vossos filhos. Jesus animava a seus discípulos. procurai e achareis. segundo esse critério. Se algum de vós pedir pão a seu pai. . 11º. sabeis dar boas coisas a vossos filhos. lhe dará um escorpião? — 13.137 37 MATEUS. E eu vos digo: Pedi e se vos dará. dizendo: Meu amigo. sem sabermos se nos convém ou não aquilo que desejamos. com mais forte razão vosso Pai. 5 ao 13. que é nosso Pai e tudo sabe acerca de cada um de nós. que está nos céus. 7 ao 11. minha porta já está fechada e meus servos deitados assim como eu: não posso levantar-me para te dar o que pedes. Disse-lhes ainda: Se alguém que tiver um amigo o for procurar alta noite. Ele. qual lhe dará uma serpente? — 11. — digo-vos que. acaba de chegar a minha casa e nada tenho para lhe dar.

6. 5. 8º. 1º. 14º. abre-lhe Ele o entendimento que dá o bom Espírito. 12. é porque vê. permitindo que seus mensageiros o esclareçam. 17. grande mal poderia trazer-nos. — Jeremias. a capacidade de amá-lo e a inteligência das coisas sob a influência espírita. isto é. 5. 13. 15º. Aquinhoado com essa graça. em vez de ser ela para nós um bem. e jamais desespera do seu amor e da sua justiça. — JOÃO. (41) Gênese. — Provérbios. 7. 29º. esforça-se pelos praticar. compreende o homem os ensinos do Mestre. Mas. ao filho que se lhe dirige com sinceridade. que. 6º.138 Se nem sempre nos concede a graça que lhe solicitamos. — Timóteo. .

pelos atos e pelos pensamentos. 19º. 6º. como quererias que procedesse contigo. 1º. 7º. amigo ou inimigo. que está nos céus. Procede com ele. — LUCAS. com os braços. 13º. O teu próximo. 10.Justiça. 5º. é teu irmão. 5. É isto o que significam as palavras que acima se lêem. dos meios de que disponhas e das faculdades que possuas: pela palavra. pois que é filho do mesmo Pai. LUCAS: capítulo 6º. Fazei aos homens tudo o que quiserdes que eles vos façam. — 1ª Epístola à Timóteo. qualquer que ele seja. 12. em tudo e por tudo. nisso estão a lei e os profetas. ditas por Nosso Senhor Jesus Cristo. Presta-lhe todo auxilio que estiver dentro das tuas possibilidades. versículo 31. — Amor e Caridade MATEUS: capítulo 7º. com a bolsa. com a inteligência. Ajuda-o de todas as formas: com o coração. (42) Levítico.139 38 MATEUS. versículo 12. 14. 18 — Romanos. 8. — Gálatas. . Fazei aos homens o que quereis que eles vos façam. (42) Ama o teu próximo como a ti mesmo. conhecido ou desconhecido. 31 .

— 14. A partir daí é que aquele sítio se ficou chamando Mara. sob todas as formas e em todos os graus. a avareza. Na cruz. é que mais esplende a fé. o desinteresse. pois que larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição. e onde não pôde matar a sede que o devorava por serem amargosas as águas. a intolerância. a humildade. Nos momentos de aflição e angústia. esforços objetivando despojar-se de seus vícios e imperfeições morais e fadigas resultantes dos que empregue por tomar o caminho do bem e por fazer que lhe nasçam no coração os sentimentos opostos àqueles vícios. capítulo 15º. porém o Cristo pode torná-lo de grande doçura. aquele que entrar por mim será salvo. com todos os seus derivados: a cupidez. O cálice é amargo para um coração terno. a fim de que. bem cumprindo suas provas e resistindo aos maus instintos. Por ser o conjunto de todas as perfeições. a dedicação para com todos. preparando-o para o gozo da bem-aventurança. o materialismo. lugar a que chegou sequioso o povo hebreu. eu mesmo sou o que apago as tuas iniqüidades por amor de mim e não me lembrarei de teus pecados. Os que trabalham. capítulo 10º. o egoísmo. São amarguras que depuram e purificam o Espírito. 7º. para alcançar a vida eterna. versículo 9). o fanatismo. versículo 13. 13 ao 14. a caridade. assim como as fadigas. Eu sou a porta. melhor os homens compreendessem o que significa entrar por essa porta. onde acamparemos felizes e nos refaremos de todos os cansaços da jornada. que quer dizer — amargura (Êxodo. de modo geral — a maldade. conduzido por Moisés. Quão estreita é a porta. às tendências más. por uma imagem objetiva. toparemos com muitos veios de amargosas águas. que. a inveja. quão poucos o encontram! A porta estreita e o caminho espaçoso indicam os esforços que o Espírito falido tem que fazer. através das sucessivas encarnações necessárias à sua purificação e ao seu progresso. versículos 23 ao 25). a nossa Elim.140 39 MATEUS. são o orgulho. esses são os que encontram a porta estreita e o caminho apertado. que conduzem à perdição e pela qual em tão grande número entram os homens. capítulo 15º. Entrai pela porta estreita. se obedecermos às vozes do Senhor. (ISAÍAS. a intemperança. Procurando seguir a Jesus. a incredulidade. a cólera. as dores e aflições que deve suportar. versículo 27). perto de cada Mara a que chegarmos. encontraremos. nem desanimemos. usou Ele de uma figura. com as suas fontes de água deliciosa e as suas umbrosas palmeiras (Êxodo. se tornaram doces. porém. disse Jesus (João. quão apertado o caminho que conduzem à vida. Jesus se apresentou como a personificação da porta estreita. Não murmuremos. para alcançar a vida eterna. porqüanto. a luxúria. Assim falando. logo que Moisés lançou nelas o lenho que o Senhor lhe mostrou. a ambição. A porta larga e o caminho espaçoso. é que a paciência e a esperança se firmam. versículo 25). a preguiça. capítulo 43º. e grande é o número dos que por ela entram. a tolerância. que tem de certo modo o seu símile em Mara. . depois de haver atravessado o Mar Vermelho e o deserto de Sur. Porta estreita que conduz à vida MATEUS: capítulo 7º. pela palavra ou pelos atos. no entanto. praticam o amor. Eu sou.

Todos decerto responderão que nada de amargo tinha. (Apocalipse.141 Perguntai a Daniel. versículo 17). Doces. a Paulo. os guardará e os levará às fontes das águas da vida e enxugará Deus toda a lágrima dos olhos deles. plenamente confiemos no Pai de infinita misericórdia. no entanto. aos prisioneiros. capítulo 7º. o Cordeiro. porque com eles estava Jesus. no cárcere. . Todos nós amargas águas sorvemos neste mundo. abraçados à cruz fincada no cimo do Calvário. se algum amargor lhe acharam. pensando nos que pelo sacrifício se redimiram do pecado e alcançaram a glória eterna. que está no meio do trono. atirado à ferocidade dos leões. elas se tornarão. desde que. que a nenhum de seus filhos esquece. lançados na fornalha ardente. Os que vieram de uma grande tribulação e lavaram suas roupas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro. a todos os gloriosos Espíritos que esgotaram o cálice do martírio.

como o disse Jesus. afastai-vos de mim. dirá: Não sei donde sois. a fim de deixá-lo passar. que está nos céus. Muitos procurarão passar e não poderão. — Há nestes versículos uma alusão aos que. porém. que toda se contém. se. Aquele. — 26. Isaac. vós todos os que praticais iniqüidadeS. LUCAS. se conservam desviados do caminho traçado pela lei divina. embora professando ostensivamente um culto qualquer. — 25. São os que tentam. respondendo. escabroso. quando virdes que Abraão. para ela se encaminham. O caminho. — 28. vendo entreaberta a porta. ouvindo-lhe os conselhos e pondo-os em prática. do Setentrião e do Meio-dia virão os que se hão de sentar à mesa no reino de Deus. Muitos recuam dele. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita LUCAS: capítulo 13º. Muitos. versículos 26 e 27. Não basta dizer: Senhor! Senhor! É preciso fazer a vontade do Pai. 23 ao 30. — Se o Espírito. Não basta que o homem se intitule profitente. capítulo 13º. LUCAS: capítulo 13º. Exprimem as torturas morais por que forçosamente tem de passar o . por mais estreita que pareça. mas com passo incerto e hesitante. E alguém lhe perguntou: Senhor. ele vos responderá: Não Sei donde sois. Se então disserdes: Bebemos e comemos na tua presença e ensinaste nas nossas praças públicas. — 30. tão poucos são os que se salvam? Ao que ele respondeu: — 24. Do Oriente e do Ocidente. do lado de fora. até que compreenda a necessidade de progredir. fraudes e impurezas que os acompanha. cada vez se lhes alonga mais e a porta volta gradualmente a fechar-se. versículo 25. Esses são os que não podem passar pela porta estreita. E eis que serão os últimos os que eram primeiros e os primeiros serão os que eram últimos. As locuções — choro. amedrontados com os obstáculos que terão de superar. verá que se torna ampla e aberta de par em par. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. apesar de todos os esforços de seus guias e protetores. Ao aproximar-se dela. 13º. o caminho que nos leva à Casa do Pai. cheio de espinhos e urzes. se obstina em ficar estacionário. versículo 23. no duplo mandamento: Amar a Deus e amar ao próximo. abre-nos. Haverá prantos e ranger de dentes. Jacob estão no reino de Deus e que vós sois repelidos de Lá. Os espíritas devem tomar para si essas palavras. — 29. desta ou daquela religião. — 27. esse transpõe facilmente a porta da salvação. que segue sempre a senda que a sua consciência lhe traça. Quer isso dizer que só uma consciência pura nos pode conduzir até essa porta e fazer que a transponhamos. são os que. ranger de dentes — são empregadas em sentido alegórico. o Senhor. de fato. é preciso que pratique a moral. o Senhor o degreda para planetas inferiores à Terra. levando consigo o cortejo de vícios. E quando o pai de familia houver entrado e fechado a porta.142 40 LUCAS. dizendo: Senhor. entretanto. (43) É árduo. começardes a bater. porqüanto eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. onde terá que fazer uma nova série de peregrinações. mas não perseveram. chamado a progredir na vida corporal.

muitos que progrediram quanto à inteligência e ao saber. mas que. capítulo 13º. pode não só alcançar. Para Deus nada é o tempo que o Espírito gaste na realização do seu progresso. Para ele. — E eis que serão os últimos os que eram os primeiros e os primeiros serão os que eram os últimos. 9. chegados que seja o dia. — Virão do Oriente e do Ocidente. Os que primeiro se puseram a caminho. isto é. mas que por ela caminha com perseverança e atividade. 34. 31º. que reinará entre os homens. nenhum progresso fizeram. por desgraça deles. na época em que Jesus. Aqueles são. mesmo que tenha começado mais cedo a sua rota ascensional. como ainda passar adiante do Espírito preguiçoso. senão culpado. (43) Salmos. — Isaías. 21. LUCAS. verão a nudez de suas almas. capítulo 13º. 7º. demandando a casa do Pai. quanto à simplicidade do coração. presentemente. Julgam possuir tudo. quando também esta já se achar depurada. 9º. etc. que nenhum esforço faz. 31. tomados de orgulho. Assim o Espírito que tardiamente entrou na senda do bem. 55º. os que. Conosco vivem de novo. Alusão à comunhão de pensamentos e crenças. João. 8º.143 Espírito endurecido e consciente de que esse endurecimento é a causa única de seu sofrer. 6. O mesmo orgulho lhes torna tardos os passos. 13º. na Terra. LUCAS. ao tempo da regeneração. de conformidade com o que nos está predito e anunciado. versículo 29. 33. . se fiam em si exclusivamente. entretanto. dentre os Espíritos que acompanharam a Jesus. o arrependimento e as virtudes são tudo. versículo 30. 6. Espírito da Verdade. baixará de novo ao nosso globo. mas não tiveram a perseverança necessária. Alusão igualmente aos Espíritos depurados que virão de diversos outros planetas à Terra. retardaram-se e ficaram para trás dos que começaram depois a jornada e nela perseveraram. — Romanos. 6º. em geral.

se acham isentos das insídias dos falsos profetas. 15 ao 20. mandá-los para porões de navios e outras com que se desmoralizam a si próprios e. abri-lhes os olhos e eles verão. mostrando. “Se sois árvores boas. 7º. cortar-lhes as cabeças. — LUCAS. (44) Não basta pregar por palavras. Toda árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. toda árvore boa dá bons frutos. e toda árvore má dá maus frutos. entretanto. 6º. — 19. e o homem mau tira o mal do mau tesouro do seu coração. por dentro. conformemo-los com os seus ensinamentos e bons serão os frutos que dermos. demonstrai que o não sois. dai frutos”. que os engodam com um ou outro . Se formos árvores más. Espíritas. — Frutos da mesma natureza que a árvore MATEUS: capítulo 7º. Esta a súmula da lição que se contém nos versículos acima transcritos.144 41 MATEUS. 43 ao 45. não se colhem figos nos espinheiros nem uvas nas sarças. não podem apreciar o brilho da luz que vos banha as almas. Alguns. pelo vosso proceder. para acabarem mistificados e iludidos. estaremos destinados a ser cortados e lançados ao fogo da expiação. — 45. versículo 43. é essencial fazê-lo pelo exemplo. Assim. exemplificando o que ensinais. É. para que não se prestem. ritos cabalísticos e até cenas deprimentes. pois. principalmente pelos diretores de Grupos. pela reencarnação. quando não de todo desencaminhados da senda da verdade. infelizmente. Acautelai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco sob o aspecto exterior de ovelhas. ou figos nas sarças? . precisa ser muito meditada pelos espíritas. ainda tão amiúde acontece. deixando-se levar ao funesto erro de transformarem as manifestações espíritas em espetáculos. sobre os lobos que se apresentam com a aparência de ovelhas. Nem por isso. A lição do Divino Mestre. A árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não é má. aos que vos chamem falsos profetas. mas que. porqüanto a boca fala do que está cheio o coração. Uma árvore boa não pode produzir maus frutos e uma árvore má não pode produzir frutos bons. quais as de pisarem Espíritos. os frutos da moral cuja excelência proclamais. Pela obra é que se conhece o operário. Falsos profetas. versículo 15. — 18. Aos que. Conhecê-los-eis pelos seus frutos. pelos frutos que os conhecereis. procedem de boa-fé. O homem bom tira o bem do bom tesouro do seu coração. — 16. aos manejos insidiosos de tais lobos. práticas insensatas. Assim. com palavras mentirosas. — 20. como. falsos profetas são todos aqueles que pregam e aconselham a boa moral que não praticam. Pautemos os nossos atos pela moral do Cristo. por serem cegos. É árvore má todo aquele que não apresenta frutos da doutrina que propaga. LUCAS: capítulo 6º. de modo geral. a que os incautos são atraídos pela curiosidade do maravilhoso. — 44. é certo. são lobos vorazes. pois cada árvore se conhece pelo fruto. cobrindo-se de tremendas responsabilidades.17. Porventura se colhem uvas nos espinheiros. lançam o ridículo sobre o que há de mais sério e respeitável — as comunicações do mundo visível com o mundo invisível.

de todos os seus sentimentos inconfessáveis. 17 e 18. — 1ª Epístola à João. 1. 5. segundo a advertência do Pastor divino. para satisfação de seus sentimentos maléficos. do seu orgulho. . porém. 2º. (44) Deuteronômio. 16. 8. 20º. dos seus propósitos de especulação. 6. — Efésios. 22. 1. vítimas tão-somente da sua ignorância. — Colossenses. cedo ou tarde. 2º. 13º. 16º. — Miquéias. — MARCOS. 1. 3. 26. 4º. a fim de mais facilmente os obsidiarem e terem sob a nefasta dominação que objetivam sempre alcançar. 13º. 15º. sendo vítimas.145 resultado apreciável da sua atuação. Esses também acabam. — JOÃO. 29. 3º. afinal. 30. 5º. — 2ª Epístola à Pedro. — Jeremias. — Atos. 23º. porqüanto são esses sentimentos que atraem os infelizes que se comprazem na treva em que mergulharam pela obstinação no mal e que são os verdadeiros lobos de que nos devemos guardar. — Romanos.

LUCAS: capítulo 6º. Senhor! entrará no reino dos céus. lhe constrói na rocha os alicerces. Aquele. porém. os rios transbordaram. se não pusermos em prática os ensinamentos que temos recebido. Inútil será que nos proclamemos cristãos. se não nos utilizarmos dessas faculdades com a consciência do . 7º. 46 ao 49. Mas por que me chamais. se arremessou sobre a casa e não conseguiu abalá-la. porém. Um rio. versículo 21. apreciamos e encomiamos. os ventos sopraram e se arremessaram sobre essa casa e ela não caiu por estar edificada sobre a rocha. — 28. vã se tornará a nossa admiração. cavando fundo. Ora. que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus. terminando Jesus esses discursos. e não as pratica. uma verdade axiomática. Deus julga pelas obras MATEUS: capítulo 7º. O rio se arremessou sobre ela. esse entrará no reino dos céus. que nos afirmemos médiuns e usemos das faculdades mediúnicas que possuamos.146 42 MATEUS. — LUCAS. ao qual chamam Adão. Senhor. precipitaram-se sobre essa casa e ela desabou e grande foi a sua ruína. — 27. — 24. Ë este um princípio intuitivo. Senhor! Senhor! e não fazeis o que vos digo? — 47. transbordaram os rios. que ouve as minhas palavras e não as pratica se assemelha ao insensato que construiu sua casa na areia. Aquele que escuta as minhas palavras. sopraram os ventos. Nem todo aquele que me diz: Senhor. porque Ele a instruia como tendo autoridade e não como os escribas e os fariseus. Veio a chuva. 29. 6º. não profetizamos em teu nome. a casa caiu logo e grande foi a sua ruína. Eu então lhes direi: Nunca vos conheci. Muitos me dirão nesse dia: Senhor. 21 ao 29. versículo 46. Porque. Veio a chuva. não basta nos extasiemos ante a lei de Jesus e digamos: é perfeita! Se nos não esforçarmos pelo nosso aperfeiçoamento. que nos declaremos espíritas. — 25. vós que praticais a iniqüidade. a multidão se admirava da sua doutrina. Aquele que escuta as minhas palavras e as pratica é comparável ao homem ajuizado que construiu sua casa sobre a rocha. (45) O julgamento de cada criatura se baseia no de suas obras. transbordadas suas águas. As palavras desses se perderão no espaço. se assemelha a um homem que edificou sua casa sobre a terra. sem lhe cavar alicerces. sem chegarem ao Senhor. por estar edificada sobre a rocha. se continuarmos quais éramos antes de conhecermos o Espiritismo. Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! serão ouvídos. aquele. — 22. — 26. Sempre e sempre devemos praticar o que ensinamos. — 48. — 49. obedecendolhe. Quer dizer: não entrarão no reino de Deus aqueles cujas palavras não corresponderem aos seus atos. Assemelha-se a um homem que edifica uma casa e que. não expulsamos em teu nome os demônios e não fizemos em teu nome muitos prodígios? — 23. a que só não se curvam os que ensinam e apregoam ser a Humanidade inteira responsável pela falta do primeiro homem. Vou mostrar-vos a quem se assemelha aquele que vem a mim — que escuta as minhas palavras e as pratica. afastai-vos de mim. desde que procedamos em oposição ao que nos ensinou e prescreveu o Cristo.

e de concorrer para a melhora de nossos irmãos. enviados de acordo com as minhas promessas. também de modo espontâneo. LUCAS. — 2ª Epístola à Timóteo. (45) Romanos. que é a causa de Deus. Por aquele cuja mão protetora sustenta os humildes e os fracos e humilha os orgulhosos e os poderosos. porqüanto muito lhes será pedido. obedeçam com submissão. para prestar contas exatas do que se nos confiou. corroborada pela sublime Doutrina dos Espíritos. Compromete-se. seus mensageiros. útil e eficaz da lei de Jesus. passou a escrever. visto que muito lhes é dado. para os conduzir à verdade e lembrar-lhes o que eu lhes disse. “Digam: Senhor. tende confiança e fé. debaixo de nova influência mediúnica e com letra diferente. para afastar os obstáculos que vos possam deter”. 13. Pouco depois de haver escrito o que acabamos de resumir. pois. Em seguida. a prática da doutrina que professam é tudo. dando-lhes testemunho dos sérios e constantes esforços que empregamos por progredir. nos preparemos. zelo e confiança às instruções que receberam e recebem hoje dos Espíritos. — JOÃO. o médium escreveu. com o propósito de servir à causa da Verdade. sob a influência anterior e com letra igual à com que fora traçado o ensino que acabava de ser recebido. 2º. uma propaganda séria. cumpre pô-la em prática. o seguinte: “Não basta se diga que certa moral é sublime. Assim. 19. que não usa das suas faculdades mediúnicas com o fim exclusivo de fazer. MATEUS. pois. B. e o Senhor estenderá suas mãos sobre vós.147 nosso dever cristão. 2º. Senhor! mas digam-no do fundo de seus corações. médium pelo qual foram transmitidas ao Sr. mediante o exercício contínuo da caridade. a Sra. J. para ensinar progressivamente aos homens todas as coisas. mas séria. Perseverai no caminho que trilhais. todos os que nos dizemos tais. Não basta ser-se cristão e mesmo cristão-espírita. Roustaing as revelações que se encontram na obra que ele publicou sob o título de “Revelação da Revelação”. Cumpre. — ISABEL. correspondam seus atos às suas palavras e o reino dos céus lhes pertencerá. por intermédio do seu enviado. praticando um abúso. que os que queiram entrar no reino de meu Pai sejam seus filhos pelo coração e não de lábios somente. Collignon. o médium que não pratica a humildade e o desinteresse. Para os espíritas. esta última comunicação: “Bendizei do Senhor a graça que vos fez e pedi-lhe de coração o apoio daquele que se vos manifestou hoje. se se não pratica a moral por mim ensinada. .

prostrando-se com o rosto em terra. nem todos se acham em estado de compreender a graça que Ele lhes faz.148 43 MATEUS. Ele. — 15. Estendendo a mão. — 14. Não fales disto a ninguém. expiava suas culpas de vidas anteriores. não se tornem causa de acréscimo de responsabilidade e de dívidas morais. LUCAS: capítulo 5º. de joelhos. dele se aproximou e. Aproximou-se dele um leproso e. se quiseres. dizendo: — 44. um homem coberto de lepra o viu. — 16. achando-se Jesus em certa cidade. estendendo a mão. seus enviados. 4. Jesus. cujo Espírito. disse-lhe. Sua fama cada vez mais se dilatava e a ele acorria grande multidão de pessoas que vinham aos bandos para o ouvir e ser curadas de suas enfermidades. dizendo: Senhor. Assim que pronunciou estas palavras. dizendo: Eu o quero. começou a falar da sua cura e a anunciá-la por toda parte. 8º. talvez ainda não haja também chegado o tempo de serem praticadas abertamente. fica curado. 1 ao 4. Jesus o tocou. Relativamente às curas espíritas. E Jesus acrescentou: Não fales disto a ninguém. mas de toda parte vinham ter com Ele. versículo 1. o implorava. porém. — 2. a fim de que lhes sirva de testemunho. um leproso se pôs a adorá-lo. dizendo: Se quiseres. MARCOS: capítulo 1º. podes curar-me. Mandando-o embora. se quiseres. nos recomendam: procedei com prudência. sabendo que ainda não era tempo de dar publicidade ampla às graças que espalhava. 40 ao 45 — LUCAS. tanto que dali se afastou. (46) Jesus recompensou a fé que verificara existir naquele pobre homem. podes curar-me. Ainda hoje assim é. versículo 12. — MARCOS. nos lugares desertos. Jesus se apiedou do homem e. Mas vai. E no mesmo instante lhe desapareceu a lepra. versículo 40. tocou-o e lhe disse: Quero-o. mas vai mostrar-te aos príncipes dos sacerdotes e oferece. grande multidão o acompanhou. o Implorou. pela tua cura. mas vai mostrar-te aos sacerdotes e faze a oferenda prescrita por Moisés. proibiu-lhe terminantemente Jesus que falasse do fato. a fim de que lhes sirva de testemunho. O Senhor acode a curar a lepra dos corações de suas ovelhas. Jesus lhe ordenou que não falasse a ninguém. o que Moisés ordenou. pelo que os bons Espíritos. espalhados pelos que se acham aptos a recebê-lo. 12 ao 16. aproximando-se dele. fica curado. 5º. — 41. podes curarme. dizendo: Senhor. — 3. Sucedeu que. de sorte que Jesus não podia mais aparecer ostensivamente na cidade. — 43. — 45. O homem. com prudência devem agir os que as possam operar como instrumentos dos Espíritos do Senhor. 1º. estás curado. tocou-o e disse: Quero-o. a lepra deixou o homem. O leproso MATEUS: capítulo 8º. ficando este curado. permanecia fora. recomendou ao homem que a ninguém referisse a cura de que fora objeto. — 42. mostrar-te aos sacerdotes e oferece pela tua cura o que Moisés determinou. Assim sendo. porém. a fim de que os benefícios da sua misericórdia. e. por maneira tão dolorosa. para os que não se encontrem em condições de apreciá-los. e . estendendo a mão. porém. Tendo Jesus descido do monte. — 13. e a lepra desapareceu no mesmo instante. se retirava para o deserto e orava. Mas. a fim de que lhes sirva de testemunho.

Pelo que respeita a essa oferenda. os benefícios do Senhor sempre se divulgam.o divino Mestre. como tantos outros. Os leprosos eram excluídos do convívio social. Longe estamos de imaginar sequer o que pode o homem conseguir do magnetismo e menos ainda o que poderá a seu tempo. Ele se via forçado a procurar sítios mais espaçosos. o interesse do juiz influir no julgamento? Se Jesus se conservava nos lugares ermos. que nos vem do Alto. Enquanto o nosso organismo material não se tornar de natureza elevada. O corpo nos retém cativa a alma. . mais curiosas de milagres do que do reino dos céus. todavia. como ainda hoje. Sua cura. pois. não veja sobposto o seu objetivo capital. procurando despojá-la de tudo o que a corrompe. para redimir as faltas dos povos. Tempo. o homem se aproximar da vida espiritual. em testemunho da sua cura. isto é. quando não há duvidar de que. que aí está entre nós com o nome de Espiritismo. a título de penhor da purificação obtida e de gratidão pelo benefício recebido. não é comum. pudesse volver a esse convívio. se operou por ato da vontade poderosa de Jesus. a quem Ele curara. têm eles que depurar a fonte das nossas impurezas. pelas multidões. atenda-se a que tudo era emblemático na legislação moisaica. espiritualizando-se pela sua depuração. E tanto mais compreensível é o conselho. virá em que nossa alma recuperará a sua liberdade e desferirá o vôo. de exercer ação sobre os fluídos que o cercam. quanto mais em condições se puser. ao interesse egoístico da cura apenas dos corpos. considerado o mais limpo. tanto mais facilmente os poderá empregar como meio curativo. de sobrenatural na cura do leproso. para que obremos com prudência. atuando sobre os fluídos apropriados a produzi-la e efetuando uma concentração magnética deles sobre o doente. a bem dizer. não podemos ainda compreender. Nada houve. Quanto mais. Com efeito. Não houve. imitando-se a consagração dos primogênitos das famílias. conseguintemente. por desconhecerem completamente a lei natural que lhe presidiu à realização. em sendo oportuno. por conseguinte. assim como se degolava a vítima propiciatória. Do mesmo modo procedem os enviados do Pai. Para que aquele. que é curar as almas. a oferenda prescrita por Moisés. pareceu milagroso. aos quais o fato. milagre algum senão aos olhos dos homens. elevando-nos o corpo a um alto grau de pureza. tornando-o inteiramente fluídico. que foi instantânea. porém. operada por Jesus. Que fazem os médicos da Terra. assim também os leprosos eram obrigados a levar uma oferenda ao Senhor. É disso evidente sinal o fato de haver aquele que deixara de ser leproso desobedecido ao que lhe determinara.149 a fim também de que o Consolador. Assim como se sacrificavam as primícias dos rebanhos. era porque. foi que Jesus lhe mandou que se mostrasse aos príncipes dos sacerdotes e levasse. entre os homens. para chegarem a purificar a pele de um leproso? Tratam a massa do sangue. perseguido. faça-se o que se fizer em contrário a essa divulgação. Cada um oferecia o que estava ao seu alcance e aquele que mais oferecia era então. O magnetismo humano já opera curas que. para se lhe compreender o significado. aos olhos dos homens. como dizem os Evangelistas.

fluídico. como pensavam seus discípulos. . 3. ou. era que lhes desaparecia das vistas. seja. fazendo cessar a visibilidade e a tangibilidade do seu corpo celeste. 14º. a fim de volver às regiões celestiais onde paira de contínuo o seu Espírito excelso.150 Quanto ao retirar-se para o deserto. a fim de orar. conforme já foi explicado. o que se dava. (46) Levítico. 10.

versículo 1. Ouvindo isso. Senhor. Um centurião tinha doente. Nessa mesma hora o servo ficou curado. Ouvindo estas palavras. e não por milagre. por efeito magnético. ele vai. não te dês esse incômodo. pois não sou digno de que entres na minha casa. que nos elevem à altura da Ciência que teremos de adquirir para as conhecermos devidamente. Falando a Jesus. dize apenas uma palavra. soldados. meu servo está de cama. e o meu servo estará curado. a meu servo: faze isto. mas. voltando-se para o povo que o acompanhava. o centurião lhe mandou suplicar. mas que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores. obtinha tais efeitos é que se poderia ver um milagre. dize uma só palavra e o meu servo estará curado. — 10. Do mesmo modo que o solo que pisamos se acha juncado de plantas cujas propriedades curativas ainda se não conhecem. LUCAS: capítulo 7º. versículo 5. porqüanto sou um homem submetido à autoridade de outro. como a do leproso. por alguns anciães judeus. disse: Vai e seja feito como acreditaste. de certos fluídos espalhados na atmosfera pode operar sobre o organismo vivo um abalo violento que o regenere. — 6. Jesus se encheu de admiração e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que ainda não encontrara em Israel tão grande fé. onde haverá prantos e ranger de dentes. Acabando de dizer todas estas coisas ao povo. — 8. sob minhas ordens. purificadoras e regeneradoras. disse: Em verdade vos digo que ainda não vira em Israel tão grande fé. este lhe mandou dizer por seus amigos: Senhor. encontraram curado o servo que estava doente. — 10. ele faz. — digo a um: vai lá e ele vai. dizendo: 5 um homem que merece lhe faças esta graça. a outro: vem aqui. Assim como a pilha galvânica pode momentaneamente dar movimento aos músculos e aos nervos de um cadáver. tenho. a outro. soldados e. Jesus se pôs a caminho com eles. quase a morrer. Também vos digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão à mesa no reino dos céus com Abraão. das quais só aprenderemos a servir-nos quando nos entregarmos a estudos morais. entrou em Cafarnaum. — 9. também a atmosfera que nos cerca contém propriedades fortificantes. Na força daquele que. 12. como não me julguei digno de ir ter contigo. não sou digno de que entres em minha casa. E quando para a casa do centurião voltaram os que este mandara a Jesus.151 44 MATEUS. — 11. 7º. . os anciães o imploraram instantemente. (47) A cura do servo do centurião. também a concentração. um servo que lhe era muito caro. — 5. Jesus disse: Irei lá e o curarei. quando chegaram perto da casa do centurião. — 8. a meu servo digo: faze isto e ele faz. é natural a explicação dessa força. porqüanto sou um homem submetido a outro. também se operou pela aplicação do mesmo princípio. Tendo ouvido falar de Jesus. — 2. vem cá e ele vem. tenho. 1 ao 10. sob minhas ordens. E. pois que ama o nosso povo e nos edificou uma sinagoga. — 3. 8º. — 13. ele vem. — 7. Jesus se mostrou admirado e. — LUCAS. se digo a um: vai lá. que viesse curar o seu servo. pela ação exclusiva da sua vontade. — 9. mas. voltando-se para o centurião. — 4. veio ter com Ele um centurião e lhe dirigiu esta súplica: — 6. O centurião MATEUS: capítulo 8º. Mas o centurião lhe ponderou: Senhor. — 7. Tendo Jesus entrado em Cafarnaum. Isaac e Jacob. em minha casa. atacado de paralisia e sofre extremamente. o princípio magnético. 5 ao 13.

aliás. em todas as dores físicas. a depuração moral do homem só muito lentamente se vai operando. —Assim dizendo. possuidoras de propriedades curativas já conhecidas e de outras que ainda virão a ser descobertas. como da ciência médica. de dominar os nossos sentidos. claro é que ainda muito tardará que ele se ache apto a manejar sempre com eficácia aqueles fluídos. dos fluídos apropriados a restabelecer. oportuna e criteriosamente. viciando o sangue que deve circular puro nas veias. fluídos que ela leva ao dito organismo. bem entendido. Ainda não encontrara tão grande fé em Israel. vegetais e animais. valendo-se do magnetismo espiritual. pois que. Somente a depuração moral nos possibilitará os estudos necessários ao conhecimento dos fluídos magnéticos dotados daquelas propriedades fortificantes. para poder lançar mão. visto que todos esses elementos são do domínio da Natureza. quando perturbada. porém. denota possuir virtude curadora para tal ou qual enfermidade. O coração ou a alma estão quase sempre atacados. quando desfeito. que chegue às condições de se utilizar diretamente desses fluídos. Antes mesmo. portanto. quando é nele introduzida. por exemplo. já o fazem com os médiuns curadores. que se obtém pelo uso de substâncias medicamentosas.152 Dizemos estudos morais. ou a maus pendores. fonte de todas as enfermidades. quando uma planta. de aproximar-nos. lhos colocarão ao alcance. adotando o princípio dos contrários. mas. porém. porque só esses estudos nos desembaraçarão dos instintos brutais que escravizam a nossa vontade. quis Jesus . o desequilíbrio fluídico que ali se verificou e que é a enfermidade. que. procure sempre. porém. tornando-a capaz de os dominar. como. se pesquisarmos o fundo dos corações e das consciências. e a harmonia das forças vitais. dores orgânicas. poderá o homem servir-se deles com bom resultado. bem como do magnetismo humano e do sonambulismo magnético. mediante o auxilio dos Espíritos protetores da Humanidade. os quais. que lhe indica as substâncias minerais. mas um meio de restabelecer-se no organismo aquele equilíbrio. são produzidas pelos fluídos a que nos vimos referindo. Como. da perfeição e de aumentar os nossos poderes. a causa moral de onde elas se geram. Cumpre. com oportunidade e proveito. Daí a perturbação do sistema nervoso. sobretudo. sob esta ou aquela forma. que o homem remonte sempre àorigem do mal que deseje remediar. Enquanto não atinge esse ponto. um acontecimento que interessou a saúde. Em última análise. Por aí se vê que a medicina não deve constituir um sistema. todas as curas. no organismo humano. Perscrute o que sofre os seus antecedentes e descobrirá muitas vezes o pesar oculto de uma ação. depurativas e regeneradoras. É claro que aquele que quebra um braço a nenhuma dor secreta pode atribuir o fato. encontraremos sempre a raiz dessa árvore que se estende por sobre todos os membros. por efeito da lei de afinidade. de todos os sofrimentos. tanto daquela ciência. o que se dá é que essa planta tem a propriedade de saturar-se. ou o dos semelhantes. assim do sonambulismo magnético e do magnetismo humano. cumpre-lhe servir-se. Os que se consagram à meritória missão de aliviar os sofrimentos físicos da Humanidade devem entregar-se a profundos e perseverantes estudos teóricos e experimentais. nos inúmeros males que afligem o gênero humano.

MARCOS. — Judas. — 2ª Epístola à Pedro. ocultando-lhe a luz. a Igreja começou a desempenhar com zelo a sua tarefa. Deus não o rejeita.) Chamada a continuar a obra dos primeiros cristãos. no sentido particular em que Ele usava dessa locução. esquecida da humildade do Mestre divino e dos princípios evangélicos. . de quem Jesus. a verdade da ciência espírita irão tirando uma a uma as camadas de obscurantismo que os séculos no seu perpassar lhe colocaram em cima. até às conversões à religião ortodoxa! O véu dos interesses inconfessáveis. versículo 28. (MATEUS. será arrancado. 106º. esquecida do caso da Cananeana. Mas os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores (capítulo 8º. 13º. que foi formulada nos seguintes termos: O cãozinho se nutre das migalhas que caem da mesa de seu dono. versículo 12 de MATEUS). por fiéis todos os que praticam a sua moral simples e sublime e por sacerdotes todos os corações puros que arrebanham os Espíritos transviados. é todo aquele que em Deus tem fé. mas o êxito a embriagou e ei-la sacrificando a Mamon. da ânsia de predomínio dos mistérios. versículo 27. para dar sublime ensinamento. porém.153 assinalar que filho de Deus. que ter fé em Deus não é privilégio desta ou daquela seita religiosa. provocou uma resposta. repelindo. (47) Salmo. e que o que tem fé. Orgulhosa dos bens que recebeu. 17. cheia de orgulho. como faz a Igreja Romana com os que não se lhe curvam ao jugo. para os reconduzir Àquele que empunha o grande cajado de pastor. capítulo 7º. não admite lhe caiba reparti-los. como presunçosamente os declara repelidos do Senhor. seja ele o que for. 20. capítulo 15º. que os que se julgavam salvos. serão pesados na mesma balança em que pesavam os outros e passarão na erraticidade pelas torturas morais apropriadas a fazê-los aperfeiçoar-se. Isto significa que os que receberam a palavra do Senhor e dela não fizeram o uso que deviam fazer. pelas conveniências políticas. lhe impede completamente a visão da luz. os que procuram abrir-lhe os olhos e opondo-se. A grandiosidade dos ensinos espíritas. porque Deus o quer. seja judeu ou gentio. pela única razão de suporem com o direito de absolver e de condenar. A Igreja do Cristo tem por templo o nosso planeta. Esse véu. aos quais ela não só repele do seu seio. 2º.

o corpo físico se acha separado da inteligência que o anima. 4º. O rumor desse milagre se espalhou por toda a Judéia e por todas as suas cercanias. O que. a morte era apenas aparente. porém. 4º.154 45 LUCAS. ligado ao corpo de que se separou. 11 ao 17. 43. como no da filha de Jairo e no de Lázaro e. em todos os outros de ressurreição de mortos aos olhos dos homens. porque desta não há despertar material. — 14. vigentes na Terra. sendo esta viúva. 11º. — Atos. Ao aproximar-se da porta da cidade. logo que as necessidades humanas o determinam. 6º. fez Jesus foi chamar os prisioneiros aos cárceres de carne. grande número de pessoas da cidade a acompanhava. 17. eu o ordeno. isto é. levanta-te. os que o levavam pararam e ele disse: Mancebo. Vendo-a. — 17. e eles volveram imediatamente. constantes assim do Velho. acompanhado por seus discípulos e por grande multidão. uma vez que a vontade imutável do Senhor jamais força o Espírito a se unir à podridão. portanto. desde o instante em que se rompe definitivamente aquele laço fluídico. a não ser por meio da reencarnação. catalepsia. que éo laço fluídico do perispírito. 9º. Aproximou-se e tocou o esquife. 40 — Romanos. não lhe é mais possível retornar à vida corporal humana. — 15. por uma como cadeia elétrica. dizendo: Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo. o Espírito readquire uma liberdade momentânea e limitada. Desde que o Espírito tenha voltado à sua vida primitiva. Jesus se dirigiu para uma cidade chamada Naim. — 13. de acordo com as leis naturais e imutáveis da reprodução. Todos os presentes foram tomados de espanto e glorificaram a Deus. à vida espírita. (48) JOÃO. renascendo. — 16. 17. 9º. Em tais casos. No dia seguinte. 19. o Senhor se encheu de compaixão por ela e lhe disse: Não chores. . Não há então morte real. permanecendo. pela decomposição da matéria corporal. laço que o reconduz ao invólucro material. que começa. No mesmo instante aquele que estava morto se sentou e começou a falar e Jesus o restituiu à sua mãe. — 12. Nenhuma outra causa nem outra explicação qualquer têm os fatos desta natureza. esse laço não se quebrara. síncope. 14. versículo 11. (48) Quando se encontra num desses estados de repouso a que chamamos — sono. No caso do filho da viúva de Naim. que do Novo Testamento. ainda. em todos eles. O filho da viúva de Naim LUCAS: capítulo 7º. 7º. aconteceu-lhe ver que levavam a enterrar um morto que era filho únicO de sua mãe. donde se haviam afastado.

pela ação da sua vontade poderosa e incontrastável. versículo 38. 38 ao 41. — 15. as mais das vezes. Do mesmo modo. Ao pôr do Sol. aproximando-se. porque o conheciam. por isso que sabiam ser ele o Cristo. Saindo da sinagoga. 1º. eram sempre efeito da ação magnética que Ele exercia sobre os doentes. — MARCOS. 4º. aglomerando-se à porta da casa todos os habitantes da cidade. e este. entrou Jesus na casa de Simão.155 46 MATEUS. éque realizava a cura dos padecentes de obsessão ou subjugação espiritual. E ele curou muitas pessoas atacadas de diferentes moléstias e expulsou muitos demônios. MARCOS: capítulo 1º. que então se tornavam médiuns falantes. Saindo da sinagoga. reunia e combinava instantaneamente os fluídos apropriados a curar a enfermidade de que se tratava. 29 ao 34 — LUCAS. — 30. em cada caso. De muitos os demônios saíam gritando e dizendo. versículo 26. — 34. da sua autoridade suprema de enviado divino. Cura da sogra de Pedro. Mas Jesus os ameaçava e não lhes permitia que falassem.) Ao defrontar com os leprosos que se amontoavam nas vizinhanças de . — 41. vieram com Tiago e João à casa de Simão e de André. pelo poder da sua vontade que. Inclinando-se sobre ela. És o filho de Deus. — 16. — 17. — 40. 14 ao 17. versículo 29. Pela tarde apresentaram-lhe muitos possessos e de todos expulsou ele com a sua palavra os maus Espíritos e curou os que estavam doentes. — Enfermidades curadas MATEUS: capítulo 8º. Ora. — 31. achando-se a sogra de Simão de cama com febre. — 33. Ao cair da tarde. — 39. LUCAS: capítulo 4º. — 32. no mesmo instante a febre a deixou e ela se pôs a servi-los. e. (49) As curas físicas. por intermédio destas. cuja sogra estava com muita febre e lhe pediram que se compadecesse dela. porque eu sou o Senhor que te sara. deixando-as livres do jugo que as oprimia. Tendo ido à casa de Pedro. Jesus aí en controu a sogra deste de cama e com febre. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças. pondo sobre cada um as mãos. aos quais não permitia que falassem. Jesus ordenou à febre que a deixasse e a febre a deixou. lhe pegou na mão e a fez levantar-se. clamando: És o Filho de Deus! «Se obedeceres à voz do Senhor teu Deus e obrares o que é reto diante de seus olhos e obedeceres aos seus mandamentos e guardares todos os seus preceitos. Tocou-lhe na mão e a febre desapareceu. os curava. 8º. eu não enviarei sobre ti qualquer das enfermidades que mandei contra o Egito. da superioridade extrema que lhe advinha da sua qualidade de Espírito de pureza perfeita e imaculada. trouxeram-lhe muitos doentes e possessos. os Espíritos inferiores se afastavam de suas vítimas. davam testemunho da grandeza espiritual do Cristo. ela se levantou imediatamente e se pôs a servi-los. logo falaram dela a Jesus. quando o Sol já se escondia. capítulo 15º. ela se levantou imediatamente e começou a servi-los. versículo 14. todos os que tinham doentes atacados de moléstias diversas os traziam e ele. Não podendo resistir àquela ação.” (“Êxodo”. que Jesus operava.

o médico das almas. Ele muda a enfermidade em saúde. demonstrando ter o poder de os curar. . Bendize. ó minha alma. Anelando por esta. ser de fato o preposto imediato do Senhor que sara. capaz de curá-las todas do pecado que as enferma. capítulo 17º. dizendo.” (“Salmo”. Portador ao mundo e distribuidor do divino perdão. que é a salvação. — Atos.156 Betsaida (LUCAS. 53º. base da sua medicina. Jesus confirma essas palavras. versículos 3. transformando a morte em vida. 2º. — 1ª Epístola à Pedro. como o disse. entoemos com o salmista o nosso cântico. 17 e 18. causando-lhe males atrozes. pois. 4 e 22. Ele é bem portanto. 4. Redime da morte a minha vida. em testemunho da nossa fé: “Ele perdoa todas as minhas maldades e sara todas as minhas enfermidades. o Senhor. 16º. revelando. 24.) (49) Isaías. versículo 12). capítulo 102º.

(50) Isaías. — LUCAS. porqüanto o seu corpo. pois para isso é que fui enviado. Com o deixar supusessem que se levantava muito cedo. 61º. 4º. exercendo o governo do mundo que lhe está confiado. Entretanto. o que quer dizer — de natureza fluídica. Ele então disse: Vamos às aldeias e cidades próximas a fim de que também aí eu pregue. 42 ao 44. 1º. no sítio onde devia ser encontrado. todas as vezes que o supunham ter-se retirado para o deserto. onde se pôs a orar. é que volvia às regiões superiores onde constantemente paira. Não era isso. — JOÃO. às crenças dos apóstolos e das multidões que acompanhavam a Jesus. lhes disse: É preciso que também nas outras cidades eu anuncie o reino de Deus. ensinava aos homens que não devem proporcionar a si mesmo um repouso desnecessário. 28. Daí o dizerem que este se retirava para lugares desertos. saiu e foi para um lugar deserto. a fim de orar. embora eles se achassem debaixo da influência e da inspiração mediúnicas. esses seus desaparecimentos. No dia seguinte. qual o de que todos devemos estar sempre vigilantes. o que se verificava. tendo-se levantado muito cedo. senão aparentemente. 17º. reaparecendo. . 4. encerravam também um ensinamento. era celeste. a fim de nos acharmos prontos sempre a comparecer diante do Senhor. dando ensejo àquela suposição. (50) A linguagem e a narração dos evangelistas são. pois foi para isso que vim. conformes.157 47 MARCOS. o que se dava. às contingências da encarnação. versículo 35. nem consagrar demasiado tempo aos cuidados pessoais. E assim pregava nas sinagogas e por toda a Galiléia e expulsava os demônios. Ele. — Pregação MARCOS: capítulo 1º. Ao nascer do dia. — 44. como já foi explicado. — 36. Como não estava sujeito. E pregava nas sinagogas da Galiléia. — 43. 1. versículo 42. para ir entregar-se à oração. entre elas à do repouso pelo sono. 35 ao 39. — 39. Era o que fazia durante a noite. e. — Prece. LUCAS: capítulo 4º. ao amanhecer. Simão e os que com ele estavam lhe foram no encalço: — 37. porém. porém. saiu e foi para um lugar deserto. 16º. com o seu corpo de aparência humana. quando o encontraram lhe disseram: Toda gente te procura. — 38. a multidão que o procurava veio ter com Ele e não o largava com receio de que se fosse embora. como não podia deixar de acontecer. Retirada para o deserto.

sempre que desaparecia da vista dos homens. (51) O filho do homem não tem onde repousar a cabeça. como temos dito. eu te acompanharei para onde quer que fores. quis Ele significar que os cuidados e esforços pela conquista cujos meios de efetivação constituíam o objeto capital da sua missão. que. — 19.158 48 MATEUS. — 59. Deixa que os mortos enterrem seus mortos. — LUCAS. com essas palavras. . vai e anuncia o reino de Deus. pela energia contra os pendores malsãos. Seguir a Jesus. mas o filho do homem não tem onde repousar a cabeça. que era sempre Espírito livre. era porque ascendia às regiões celestiais donde dirige a marcha da Humanidade terrena. Jesus lhe disse: As raposas têm suas tocas. o que ainda não fora revelado. tu. às doçuras e ao repouso exagerado da vida material. não tinha onde descansasse das fadigas a que o julgavam sujeito os que o supunham um homem comum e esses eram todos os que lhe seguiam as pegadas. — 62. 9º. Deixa que os mortos enterrem seus mortos. — 61. — 20. olhar para trás. 57 ao 62. seguir-te-ei para onde quer que fores. — Deixar que os mortos enterrem seus mortos. os que o acompanhavam pelas estradas da Palestina. Disse-lhe outro: Eu te seguirei. que precisa caracterizarse pela atividade no bem. Quando iam a caminho. 18 ao 22. Quis tão-somente. o divino Mestre. versículo 18. Então um escriba se aproximou e lhe disse: Mestre. os pássaros do céu têm seus ninhos. isso dizendo. Outro discípulo lhe disse: Senhor.Jesus. Jesus lhe disse: Aquele que. dirigidas aos que o consideravam passível de todas as vicissitudes da existência corpórea. nem explicado. E disse a outro: Acompanha-me. — 58. aconselhar e. — 60. nem que faltemos às obrigações que os laços de família ou de amizade nos impõem. ensinar que o nosso culto aos entes amados que regressam à vida . — 22. não serve para o reino de Deus. pelo desprendimento das coisas perecíveis e pela confiança em Deus. porém. versículo 57. deve a criatura sobrepô-los às voluptuosidades. Ele que viera demonstrar que o que tem valor real é o Espírito e não o corpo. ou. mas o filho do homem não tem onde repousar a cabeça. um motivo de ostentação e de fausto. — Não olhar para trás MATEUS: capítulo 8º. Ao que ele respondeu: Senhor permite que vá primeiramente sepultar meu pai. tendo posto a mão no arado. os pássaros do céu têm seus ninhos. um homem lhe disse: Senhor. — Não pretendeu. menos. Apenas teve em mira mostrar que não se deve fazer do enterramento dos corpos um culto. 8º. resolveu atravessar o lago. autorizar que se deixem insepultos os corpos. ensinar que para aquele e não para este é que devemos fazer convirjam os nossos principais e maiores cuidados. Além disso. Jesus lhe retrucou: Deixa que os mortos enterrem seus mortos. mas permite que vá antes dizer adeus aos de minha casa. Senhor. LUCAS: capítulo 9º. o que ainda é pior. pois que não sofrera a encarnação humana. E Jesus lhe disse: As raposas têm suas tocas. Vendo-se Jesus cercado por grande multidão. Jesus lhe disse. é claro. porque não seria compreendido. porém. — 21. permite que primeiro eu vá enterrar meu pai.

pois parar é recuar. J. se por estar Jesus muito acima dos Espíritos que vos servem de guias e protetores. acabavam de ser dadas ao Sr. se abracem e agarrem à podridão e ponham todos os cuidados em enterrar seus mortos. Paciência. Começastes a caminhar para a frente. sob a sua direção. não vos façam voltar atrás. outro Espírito. porém. Mas. “Jesus vos abençoa”. e não em atenções pueris dispensadas aos despojos putrescíveis. 19º. “Grande seja o vosso reconhecimento! A bondade do Senhor desce sobre os que se esforçam por submeter-se às suas leis. 20. fez que o mesmo médium escrevesse. Os mortos. os que vivem mais para e pelo Espírito. com mais forte razão. fé e amor. com a mesma caligrafia de antes. o nosso luxo para com eles devem consistir nas preces fervorosas e constantes. quem se manifestou e vos transmitiu a palavra do Mestre. tendo posto a mão no arado. aos quais falecem outras consolações. escreveu o médium: “Foi um Espírito.159 extraterrena. intermediário de Jesus junto de vós. Tratai. B. LUCAS e JOÃO”. são os que vivem exclusivamente para o corpo e não para o Espírito e pelo Espírito. perseverança. Em seguida. (51) 3º Reis. a luz e a ciência. estes não são por Ele pessoalmente dirigidos. coragem. . segui o vosso caminho. alegria e luz. e abandonar a obra que tendes de executar. saídas do coração. como enviado de Jesus e em seu nome. Que esses. com caligrafia diferente da anterior e magistral. O Espírito que vos transmitiu as suas palavras é um dos que lhe recabem as ordens e espalham. que a terra reclama para o trabalho de decomposição que lhe incumbe. olha para todos vós e seu amor leva em conta os vossos menores esforços. onde tudo é perfume. se apliquem em pregar a vida eterna em consolar e exortar os homens a que busquem o carreiro conducente a essa vida. olha para trás de si não é apto para o reino de Deus: É preciso que as condições pessoais. o seguinte: “Deixai que os mortos enterrem seus mortos e ide vós anunciar o reino de Deus. “Aquele que. entre Ele e vós. pelo médium que o auxiliava. Logo que. de que Jesus falava. primeiramente. com vigilante ternura. “O Senhor. do que para o corpo. Deixai entregues a si mesmos os que se mostram incapazes de ver a luz. MARCOS. Que os outros. de levá-la aos que a desejam. indispensáveis são os intermediários. egoísticas. Roustaing as explicações que deixamos resumidas. — MATEUS.

Os homens. diretor e protetor do nosso planeta. acompanhado pelos discípulos. 23 ao 27. não se te dá que pereçamos? — 39. outras barcas o seguiam. Ele entretanto dormia. versículo 22. Os discípulos se acercaram dele e. Ora. como governador. ao cair da tarde. a cuja formação presidiu. o conhecimento de todos os fluídos e o poder de utilizá-los conforme entendesse. — 26. Os discipulos então se aproximaram dele e o despertaram. Jesus lhes respondeu: Por que tendes medo. cheios de temor. cheios de temor e de admiração. 4º. — 27. homens de pouca fé? E. enchendo dágua a barca e pondo-os em perigo. em correspondência com o progresso da Humanidade e de tudo o que lhe concerne. emudece. Disse-lhes Ele então: Onde está a vossa fé? Eles. versículo 35. E eis que se levantou no mar uma tempestade tão grande que as ondas cobriam a barca. 22 ao 25. tinha. levaram consigo Jesus na barca. Jesus. levantando-se. disseram: Mestre. onde Ele se achava. Enquanto faziam a travessia. como aplacar uma tormenta. socobramos. perguntavam uns aos outros: Quem julgas seja este que dá ordens aos ventos e às ondas e é obedecido? (52) Segundo já foi explicado. todos de natureza fluídica. a enchiam dágua. são os que escolheram ou se viram obrigados a passar pela prova de terminarem dessa maneira a existência . Tudo logo cessou e reinou grande calma. missão que por si só indica a grandeza excelsa do seu Espírito. por efeito dessa excelsitude. falou ao vento e ao mar dizendo: Cala-te. 8º. disse-lhes: Passemos para a outra margem do lago.160 49 MATEUS. E Ele lhes disse: Por que sois tão tímidos? ainda não tendes fé? E todos. vitimados por eles. o vento cessou e logo reinou grande calma. dados esse conhecimento e esse poder. — 24. de acordo com as leis naturais que lhes regem as combinações e aplicações. disse-lhes Ele: Passemos para a outra margem. Jesus. falou ameaçadoramente ao vento e às ondas agitadas. — 23. — MARCOS. Nesse dia. 35 ao 40 — LUCAS. Certo dia. Tempestade aplacada MATEUS: capítulo 8º. levantando-se. dizendo-lhe: Mestre. — 40. cheios de admiração. Cumpre ponderar que tais fenômenos visam a um fim providencial — o aperfeiçoamento do orbe. Ele adormeceu e grande ventania se desencadeou sobre o lago. Levantou-se grande ventania. e partiram. diziam: Quem é este a cujas ordens os ventos e o mar obedecem? MARCOS: capítulo 4º. — 24. — 37. que perecemos. fazendo cessar entre eles o desequilíbrio que as ocasiona. que se achava à popa. 8º. Tomou em seguida a barca. salvanos. Jesus. que. Os que sucumbem. diziam uns aos outros: Quem julgas seja este a quem o vento e o mar obedecem? LUCAS: capítulo 8º. porém. versículo 23. Eles o acordaram. Jesus. modificando as condições dos elementos que as produzem. — 38. E. dizendo: Senhor. mandou que os ventos e o mar se aquietassem e grande bonança logo se fez. — 36. despertando-o. tendo entrado numa barca com os discípulos. atirando as vagas sobre a barca. tão fácil lhe era curar uma enfermidade. despedida a multidão. — 25. — 25. levantando-se. dormia reclinado num travesseiro.

determinando. pois. assim de ordem física. pela peste. Operá-los-á quando. concorrendo tudo para um contínuo progresso. era e foi bastante. lamentar que tais calamidades se abatam sobre este ou aquele país. Ë esta uma verdade. perante o qual todas as cabeças se encontram à mesma altura. dia virá em que todos os fatos que presentemente ainda nos maravilham e assombram se nos tornarão familiares. sentem a necessidade de passar por aquilo que fizeram a outros e então encarnam nas condições apropriadas à satisfação dessa necessidade. pela guerra. sob a influência e o auxílio espíritas. cujo fundamento integral se encontra nas seguintes palavras do divino Mestre: Fareis as obras que eu faço e fareis outras ainda maiores. “que estende seu flagelo por sobre as massas e pesa na sua balança o valor de seus povos. são. O certo é que tudo segue marcha regular. é uma realidade. pois. divino que possui. do ponto de vista espiritual. ao contrário. por assim dizer. Com o conhecimento perfeito de todas essas leis e com o poder. pelo progresso espiritual. desde toda a eternidade. nos terremotos. se tornar senhor da ciência do Magnetismo e capaz de praticá-la. como de ordem intelectual e moral.) No estado de inferioridade em que ainda se acha o nosso planeta. principalmente. pelas combinações fluídicas. 29. em a Natureza. objetivando o progresso. as pestes. de adiantamento moral e intelectual. é preparado e conduzido pela ação de Espíritos prepostos à execução dos sábios desígnios de Deus. que aos seus olhos ainda assumem as proporções de verdadeiros prodígios. como já tivemos ensejo de mostrar. pela fome. etc. no sentido de que atingem indistintamente grandes e pequenos. que tudo tem uma justa razão de ser. capítulo 14º. as hecatombes. o tempo se tornasse de novo calmo e sereno o mar. exercendo-se essa ação de conformidade com as leis naturais e imutáveis que o Supremo legislador do Universo pôs. Assim.161 terrena. para fazer que a tempestade cessasse. à prática do devotamento e da caridade.. meios apropriados a lembrar ao homem que todos estamos sujeitos ao poder divino. É o que igualmente se dá com os que perecem nos incêndios. versículo 12. . São efetivamente flagelos. a vontade potentíssima de Jesus. a fome e a guerra contribuem para o progresso dos povos. visto que nada se dá por obra do acaso. (João. Devemos. causador único da sua extrema fraqueza. pela elevação dos sentimentos. Tudo. Não devemos. porque grande nele só há o orgulho. (52) Salmo. segue marcha regular. que manda às nações o progresso e a paz aos homens de boa-vontade”. A pena de talião. mas. abrindo ensejos à atividade. estabelecida pela onisciência divina. 106º. para os Espíritos culpados. Tal se dará quando houvermos chegado a um alto grau de pureza moral. Também o homem operará um dia fatos desses. porque são meios de provação e expiação e servem para o desenvolvimento da civilização e da Ciência. em relação ao nosso planeta. repetimos. Tudo. amiúde. assim de ordem física. a atração magnética e todos os demais efeitos decorrentes daquele agente universal. o mais graduado daqueles Espíritos. bendizer do Senhor. os quais. como de ordem intelectual e moral.

— 29. desembarcaram no pais dos Gerasênios. ouvindo dos que presenciaram os fatos a narrativa do que sucedera ao possesso e aos porcos. para o meio dos teus e conta-lhes tudo o que por ti fez o . correu para ele e o adorou. não havendo quem pudesse dominá-lo. Veio ter com Jesus e. — 34. saindo dos túmulos. vieram-lhe ao encontro. manda-nos para aqueles porcos. lhe pediram que se retirasse do país. 28 ao 34. 8º. vestido e em seu juízo. — 13. Perguntando-lhe Jesus: Como te chamas? respondeu: Chamo-me Legião. versículo 28. — 31. dois possessos tão furiosos que ninguém ousava passar por aquele caminho. ao vê-lo. E como Jesus lhes desse prontamente permissão para isso. pois que muitas vezes já tinha estado com ferros aos pés e preso por cadelas e os quebrara. 14. indo à cidade. — MARCOS. exclamando em altas vozes: Que há entre ti e mim. mal Jesus descera da barca. homem esse que ninguém mais conseguia prender nem mesmo com correntes: — 4. narraram tudo o que sucedera aos possessos. Ao volver Ele para a barca. MARCOS: capítulo 5º. porqüanto somos muitos. filho de Deus. os espíritos impuros. Jesus lhes disse: Ide. Isso porque Jesus lhe ordenava: Espírito imundo. — Porcos precipitados no mar MATEUS: capítulo 8º. e. logo toda a manada partiu a correr impetuosamente e se foi precipitar no lago. os que a compunham se encheram de temor. a não me atormentares. lho recusou. — LUCAS. Jesus. assentado. Legião de maus Espíritos expulsos. — Libertação dos subjugados. a fim de que entremos neles. entraram nos porcos e toda a manada. 5º. — 32. Ao chegar Jesus. — 10. Tendo atravessado o mar. — 18. Vivia dia e noite nas montanhas e nos sepulcros. e os demônios faziam a Jesus esta súplica: Manda-nos para aqueles porcos. saindo do possesso. — 16. — 2. passaram para os porcos. — 19. onde os porcos morreram afogados. Jesus. Todos os habitantes da cidade saíram ao encontro de Jesus e. de longe. o homem que estivera atormentado pelo demônio suplicou que lhe fosse permitido acompanhá-lo. — 7. Os que a apascentavam fugiram e foram espalhar na cidade e nos campos a notícia do que se passara e uma multidão saiu a ver o que acontecera. à terra dos Gerasênios. saindo dos sepulcros. 26 ao 40. 8º. — 9. por Deus. — 8. na outra margem do lago. onde se afogou. filho de Deus Altíssimo? Eu te conjuro. e os demônios suplicaram a Jesus: Se nos expulsares daqui. Ora. sai desse homem. Não longe dali havia uma grande vara de porcos pastando. — 11. um homem possuido do espírito imundo veio ter com Ele. — 5. — 6. havia ali uma grande vara de porcos pastando na encosta do monte — 12. porém.162 50 MATEUS. os que os guardavam fugiram e. dizendo: Volta para tua casa. que era de perto de duas mil cabeças. — 17. — 15. saindo dos possessos. a gritar e a flagelar-se com pedras. e. — 33. Então. onde tinha a sua morada habitual. Ao ver Jesus. que há entre ti e nós? vieste aqui para nos atormentar antes do tempo? — 30. — 3. 1 ao 20. e eles. E lhe pedia com instância que não o expulsasse daquele país. e se puseram a gritar: Jesus. correu com grande impetuosidade e foi precipitar-se no mar. vendo o homem que estivera atormentado pelo demônio. se puseram a pedir a Jesus que deixasse aquelas terras. versículo 1.

Isso porque Jesus ordenava ao Espírito imundo que saísse daquele homem que. quebrava as correntes e os ferros e era impelido pelo demônio para os lugares ermos. pois que muitos demônios tinham entrado nele. se deixou dominar e aquele sujeita temporariamente à sua vontade. (53) A subjugação consiste na ação dominadora que o mau Espírito exerce sobre um outro Espírito que.163 Senhor. o que lhes foi concedido. — 33. o domínio é mais completo. — 31. — 30. combinando com os fluídos deste os do seu perispírito. Então. por se acharem aterrorizados. o povo o recebeu com alegria. entraram nos porcos e logo toda a manada correu com impetuosidade a se precipitar no lago e aí se afogou. Como num monte próximo estivesse pastando uma grande vara de porcos. em altos brados. Jesus tomou de novo a barca e partiu. versículo 26. toda a multidão de habitantes do país dos Gerasenios pediu a Jesus que se retirasse dali. De uma e de outras acorreram muitas pessoas a ver o que sucedera e. filho do Deus Altíssimo. com o auxílio do perispírito. que lhe ofereça a organização da sua vítima. para servir-se desse corpo. que fica defronte da Galiléia. — 36. — 32. — 27. causando admiração a todos. Vendo isso. dizendo: — 39. Ao saltar Jesus em terra. Regressando este. LUCAS: capítulo 8º. Fá-la então sentir a sua presença de todas as maneiras. se prostrou diante dele e. O Espírito obsessor como que se substitui ao do encarnado no seu corpo. — 40. Volta para tua casa. o subjugador atua fluídicamente sobre o outro. vindo onde estava Jesus. vestido e de perfeito juízo. espalhando a notícia do que lhe fizera Jesus. expulsa o outro. utilizandose de todos os elementos de mediunidade. Logo que viu a Jesus. 34. efeitos que a medicina oficial capitula de loucura. o mau Espírito se introduz no instrumento corpóreo deste último e lhe imprime . por assim dizer. falar. E os que tinham visto o que se passara lhes referiram como o possesso fora libertado da legião dos demônios. No caso de possessão. encarnado. — 38. — 20. apenas por um cordão fluídico. os demônios pediram a Jesus que lhes permitisse entrar nos porcos. que não trazia roupa alguma e que não morava em casa. — 37. como se lhe pertencera. O homem partiu e começou a espalhar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera. ficando a este ligada a vítima. que há entre ti e mim? Eu te suplico. E o homem foi por toda a cidade. O homem de quem os demônios tinham saido suplicava que lhe fosse permitido acompanhá-lo. narra o que Deus fez por ti. não me atormentes. os que a guardavam fugiram e foram contar na cidade e nas aldeias o que se passara. Jesus lhe perguntou: Qual é O teu nome? Ele respondeu: Chamo-me Legião. porém. pois que todos o esperavam. havia muito tempo. o que os encheu de temor. mas nos sepulcros. dizia: Jesus. o mandou embora. Saíram então do homem. por mais fraco. era por ele violentamente assaltado. sentado a seus pés. E esses demônios pediam a Jesus que os não mandasse para o abismo. Jesus. — 29. encontraram o homem que ficara livre dos demônios. veio ter com Ele um homem que desde muito tempo estava possuído do demônio. ouvir. Vieram navegando até ao país dos Cerasênios. — 28. donde. Para produzir esse efeito. — 35. ver e praticar os atos a que lhe apraza impeli-lo. e que Ele de ti se compadeça. Combinando os fluídos do seu perispírito com os do perispírito do encarnado. De nada servia prenderem-no com correntes e porem-lhe ferros aos pés.

prevenindo desse modo o homem da presença do Espírito. da razão e do mundo. se apresentaram a Jesus que. o número pouco importa. de suas propriedades e das combinações de que são passíveis. se dão por toda a parte. A subjugação. 17º. porque nos falta o da natureza dos fluídos. na realidade dos efeitos terríveis e formidáveis da ação dos Espíritos inferiores. cujo estudo leva ao conhecimento de tais fatos. dos materialistas. . 18. como disseram os Evangelistas. alguns pelo menos possuem a faculdade da vidência. — 3º Reis. 39. demonstrando o poder. Há ainda um caso excepcional de substituição. fez que estes se manifestassem visualmente aos porcos. Ocorre. que chamam seu. nos deve importar a incredulidade e a negação dos sábios. temos a nova revelação. tanto que se espantam com as visões que têm. que foram cair no mar. da parte do encarnado. Os Espíritos obsessores.164 uma ação que é efeito daquela combinação fluídica. debandaram em precipitação tão grande. porém. ou um só. 2 e 20º. (53) Deuteronômio. obedecendo à vontade de Jesus. Foi nessa condição de possessos de Espíritos maus que dois indivíduos. se bem não possam ser médiuns. caso em que esta se dá voluntariamente. 3. como a obsessão. de todos os que se supõem senhores exclusivos da verdade. 18º. qual o da manifestação de um Espírito obsessor. apenas se fizeram visíveis aos porcos. uma vez que os princípios não são idênticos. pela ignorância do que só agora foi revelado a tal respeito. Nem por isso. cada vez em maior número. dizer. do bom-senso. como no de sonambulismo do encarnado. que determina o perdão. — Atos. que nos veio desvendar os segredos de além-túmulo. temos as manifestações mediúnicas que. sempre adequada e proporcionada aos crimes e faltas cometidos pelos que a sofrem e a se verificar em condições de despertar a consciência. os quais. Essa substituição tanto pode dar-se no estado de vigília. espantando-os. em geral. expelindo deles os seus perseguidores. os animais. Para firmarmos a nossa crença. Quanto ao conhecimento dos meios e processos pelos quais se produzem esses fenômenos de visão nos animais. a benefício seu e de suas vítimas. é uma expiação. temos os fatos autenticados pelos Evangelistas. a extensão e as modalidades várias da atuação dos seres do plano incorpóreo sobre os encarnados. 5º 25. entretanto. que. por ser impossível a combinação dos respectivos fluídos. a fim de ser doutrinado e esclarecido. na acepção exata do termo. de ocasionar o remorso e acarretar o arrependimento. temos a ciência espírita. e com permissão dos anjos de guarda. espavoridos com a visão. porqüanto o perispírito do Espírito não pode atuar fluídicamente sobre o dos animais. — Apocalipse. ainda o não podemos ter. Não passaram para estes. 16º. para fim útil. cujos misericordiosos efeitos sobre o Espírito já tivemos ocasião de apreciar.

Para que saibais que o filho do homem tem. senão Deus unicamente? — 22. Todos se encheram de espanto e. Que diz este homem? Ele blasfema. toma o teu leito e volta para tua casa. — “levanta-te”. digo-te (dirigindo-se ao paralítico): Levanta-te. teus pecados te são perdoados. levantando as telhas. — 8. dizendo de si para si: Quem é este que assim blasfema? Quem pode perdoar os pecados. ou dizer: “Levanta-te e anda”? — 6. e se sentaram ao redor dele. — MARCOS. — 19. — 4. Imediatamente o paralítico se levantou e voltou para casa. — 18. Jesus. diz Ele ao paralítico. E eis que lhe apresentaram um paralíticO deitado no seu leito. — 12. Como. que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia. em que estava a ensinar entre os fariseus e os doutores da lei. eis que alguns homens. MARCOS: capítulo 2º. versículo 1. tomada de espanto. 3. Jesus. 1 ao 12. LUCAS: capítulo 5º. diziam: Nunca vimos coisa semelhante. Jesus pelo seu espírito conheceu logo o que eles pensavam de si para si e lhes disse: “Por que aninhais em vossos corações esses pensamentos? — 9. — 4. disse-lhes: Que é o que pensais no vosso Intimo? — 23. os escribas e os fariseus se puseram a pensar. teus pecados te são perdoados. disse ao paralítico: Filho. quem pode perdoar os pecados senão Deus unicamente? . — 7. disse ao doente: Homem. “toma o teu leito e volta para tua casa”. disse: Por que abrigais maus pensamentos nos vossos corações? — 5. o poder de perdoar os pecados — 11. a multidão. — 2. da Judéia e de Jerusalém. observando-lhes a fé. Como não achassem por onde fazê-lo entrar por causa da multidão. subiram ao telhado da casa e.165 51 MATEUS. glorificando a Deus. Trouxeram-lhe então um paralítico carregado por quatro homens. tomou o leito e partiu diante de toda a gente. 2º. procuravam meio de fazê-lo entrar na casa e chegar até junto do Mestre. na Terra. vendo-lhe a fé. Assim que ouviram dizer que Ele estava em casa. por aí desceram o leito em que se achava o paralítico e o colocaram no meio da sala. teus pecadoS te são perdoados. Paralítico MATEUS: capítulo 9º. — LUCAS. 9º. Observando-lhes a fé. para que saibais que o filho do homem tem na Terra o poder de remir os pecados. — 3. No mesmo instante o paralítico se levantou. versículo 1. Que é o que será mais fácil dizer: PerdoadoS te são os teus pecados”. reuniu-se lá tanta gente que a casa ficou apinhada até fora da porta. Que será mais fácil de dizer: Teus pecados te são . trazendo num leito um paralítico. Jesus lhes conheceu os pensamentos e. Logo alguns escribas disseram entre si: Este homem blasfema. 1 ao 8. fizeram no teto uma abertura e por aí desceram o leito em que jazia o paralítico. 5º. Jesus tornou a atravessar o lago e veio à sua cidade. Tendo tomado de novo a barca. 17 ao 26. versículo 17. Alguns dias depois voltou Jesus a Cafarnaum. tem confiança. — 21. — 20. rendeu graças a Deus. que deu aos homens tal poder. Este. toma o teu leito e caminha? — 10. por causa da multidão. Então. estavam por ali sentados alguns escribas em cujos corações se aninhavam estes pensamentos: — 7.8. e Ele pregava a palavra de Deus. disse Jesus a este Último: “Filho. — 2.” — 6. Vendo isso. não o pudessem levar até junto do Mestre. e em que a virtude do Senhor estava com Ele para os curar. lendo-lhes o pensamento. respondendo. Ora. — 5. Um dia. Ora. diante de Jesus. Que é O que será mais fácil de dizer a este paralítico: Teus pecados te são perdoados? ou: Levanta-te.

e proclamar-se investido de um mandato dessa natureza. sendo assim. pelos escribas e pelos fariseus. evidentemente não o fez desempenhando uma função que lhe pertencesse. — 25. lhe caberia a de perdoar. ou exercendo uma autoridade suprema de que se achasse investido. sem blasfemar. Os fariseus e os escribas se escandalizaram e o consideraram um blasfemo. em quem. toma o teu leito e volta para a tua casa. nem pudera fazer. Entretanto. desenvolvida sob o influxo da sua poderosa vontade. ao contrário. Todos. observou-lhes que. No mesmo instante. E nenhum lhe fez semelhante revelação. cheios de temor. que estava no mundo como o enviado. Como as demais. Jesus. sendo um com Ele. já realizaram imenSo progresso intelectual. o mais alto que possamos conceber? Nenhum. — 26. glorificavam a Deus e. ainda que algum Espírito elevado lhe viesse revelar. tomando o leito em que estivera deitado. tanto fazia que dissesse o que havia dito. se reconhecia e proclamava na posse de tão sublimada investidura. voltou para sua casa. por mais alto que seja o grau de sua pureza. portanto. nada têm de maravilhosos. ninguém seria capaz de apontar o mais leve resquício de orgulho. como o Verbo de Deus. na Terra. diziam: Que coisas maravilhosas vimos hoje. para que saibais que o filho do homem tem. . em consciência. visto que lhe exprimia com exatidão os pensamentos e cumpria fielmente os desígnios. Dois ensinamentos da mais alta importância aqui se encerram. de Julgador. é que não se encontrava na con dição de encarnado. para o efeito objetivado. rendendo graças a Deus.166 perdoados. por isso mesmo que se acham ao alcance de todos os Espíritos que já chegaram à perfeição moral e que. (54) Jesus curou o paralítico pelo mesmo meio de que se serviu para operar as outras curas de que já temos tratado — pela ação magnética. Tendo declarado. ou poderá reconhecer-se. como dizer ao doente: Levanta-te e anda. conseguintemente. poderia. que lhes lia os pensamentos. por muito ligeiras que as imaginemos ou suponhamos. pois que somente no caso de lhe caber a função de ‘Juiz”. como de fato era. Mas. limitações que. conforme havemos mostrado. que merecem ser assinalados. por maior que seja a sua elevação. Se. quando proferiu a primeira daquelas frases. semelhantes fatos. o poder de perdoar os pecados. como o Messias de há muito prometido aos homens. Jesus. Ora. ou: Levanta-te e anda? — 24. absolutamente naturais. por mais de uma vez. Jesus. que Espírito encarnado. também essa cura foi qualificada de — milagrosa. ao lhe efetuar a cura — Teus pecados te são perdoados. com competência para condenar. digo-te (dirigindo-se ao paralítico): Levanta-te. que só Deus julga. o Cristo do Senhor. tomados de assombro. o paralítico se levantou diante de todos e. Mas. o declarar Ele abertamente que ao paralítico os pecados lhe eram perdoados equivalia a afirmar que se achava investido de uma missão divina. foi considerada um milagre pela multidão. lhe impediriam ter dela consciência e o fariam pô-la em dúvida. entendendo que o divino Mestre se arrogava um privilégio da Divindade. que — não viera julgar o mundo. não sofria as limitações da encarnação humana. são. estando em união perfeita com o Criador. que não julgava a ninguém. por haver dito ao paralítico.

3. não significa. lá onde não podiam ir os que o acompanhavam e seguiam de coração aberto os seus ensinos: “Procurar-me-eis e não me achareis e onde eu estou não podeis vir”. — Jeremias. 23. donde logicamente se deduz que outra não é a dos sofrimentos peculiares àencarnação na Terra e. não por ato seu. 31º 5 e 138º. 31º.) O outro ensinamento decorre da circunstância de haver Jesus. Ele. mas em cumprimento da vontade de Deus. — Job. para curar o paralítico. nenhuma alusão fez jamais a semelhante falta. — JOÃO. capítulo 7º. era sempre. mais uma vez. Espírito que. Jesus. — Apocalipse. a da encarnação mesma. 4. 34. como pretende a Igreja Católica. 44º. ante a qual todas as criaturas têm que curvar a cabeça. falta a que Jesus certamente não teria deixado de aludir. 43º. 24. por mostrar essa circunstância. que a causa da enfermidade daquele homem eram os seus pecados. 1º. 2º. Em suma. — Isaías. se fora real. se encontrava nas regiões excelsas da mais absoluta pureza. 14º. porém. por efeito da sua extrema perfeição espiritual. superior a todas as possibilidades da inteligência humana. que. pois. usado da fórmula: Teus pecados te são perdoados. 23. expiação da falta de Adão e Eva (figuras simbólicas). 25. assim. versículo 34. cônscio da sua perfeição e do seu mandato. como consta na Revelação da Revelação. por conseguinte. à sua superioridade de governador do planeta terreno. (54) Salmo. o poder de que dispunha. ou seja — em observância da lei. para os que a sofrem. que o constituía agente direto da autoridade divina.167 submetidos que todos estavam. claramente. 50º. naquela ocasião. dando a ver que o sofrimento do paralítico lhe advinha de seus pecados e declarando-os perdoados. como Ele o demonstrou. Jesus revelou. (JOÃO. . 20. mesmo quando visível aos homens. Espírito livre. de diretor e protetor da Humanidade a que pertencemos. 25. dada a sua capital importância nos destinos da Humanidade que lhe está confiada.

Eis. viu Levi. pois. que já dissera consistir a sua missão em salvar o que estava perdido. levantando-se. muitas vezes. sentado no telônio (55) e lhe disse: Segue-me. mas os pecadores. Ele. Os fariseus e os escribas murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: Como é que bebeis e comeis com publicanos e pecadores? — 31. Jesus saiu de novo em direção ao fiar. 2º. Jesus lhes observou: Não precisam de médico os que estão bons e sim os doentes. disse: Não são os que gozam saúde que precisam de médico e sim os doentes. versículo 13. erguendo-se. mais tarde. e indo depois jantar em sua companhia e na de outros de idênticas condições sociais. — 28. os fariseus diziam aos discípulos: Como é que o vosso Mestre come na companhia de publicanos e de pecadores? — 12. (56) Chamando. dizendo que “não viera em busca dos justos. 9-13. E sucedeu que. versículo 27. o seguiu. — 11. — 13. respondendo. Jesus. reafirmou essa declaração. indignos do nosso apreço. Aconteceu que. porqüanto não vim chamar os justos. mostrando que devemos tê-la para com os nossos irmãos. MARCOS: capítulo 2º. se sentaram também à mesa com Ele e os discípulos. Logo o homem. eu não vim chamar os justos. — 16. muitos publicanos e pecadores. — 14. — 15. Ao passar. pela sua posição. Jesus nos ensinou que não devemos menosprezar os que nos pareçam. e Levi. lhes disse: Não precisam de médico os que gozam saúde e sim os doentes.168 52 MATEUS. Os escribas e os fariseus. Porque. ouvindo-os. que devemos constituir-nos o amparo do fraco. Levi lhe ofereceu. ou escritório. o seguiu. vendo-o comer na companhia de publicanos e pecadores. mas dos pecadores”. que devemos procurar os enfermos e esforçar-nos pela sua cura. mais tarde. levantando-se e abandonando tudo. — MARCOS. Depois disso. um grande festim em sua casa. — LUCAS. onde havia muitos publicanos e outras pessoas que também tomaram lugar à mesa. Ouvindo o que diziam. que em grande número o acompanhavam. possivelmente se desenvolverá. para ser um de seus seguidores e. Ao sair dali viu Jesus um homem de nome Mateus. Jesus. Não foi aos justos mas aos pecadores que vim chamar à penitência. todo o povo o assediava e Ele a todos ensinava. aprendei o que significam estas palavras: Quero a misericórdia e não o sacrifício. 13-17. cultivado. achando-se depois Jesus à mesa na casa desse homem. 27-32 Vocação de Mateus MATEUS: capítulo 9º. a um publicano cobrador de impostos. — 32. Jesus partiu e vendo um publicano de nome Levi sentado no telônio lhe disse: Segue-me. sentado no telônio e lhe disse: Segue-me. mas os pecadores. em geral. versículo 9. pode o Senhor ter colocado um germe de virtude que. Deu-nos ainda uma lição de indulgência. E o publicano. 5º. — 29. onde só vemos felonia ou impureza. 9º. Notando isso. — 30. — 10. disseram aos discípulos: Como é que o vosso Mestre come e bebe com os publicanos e os pecadores? — 17. filho de Alfeu. vieram muitos publicanos e pecadores e se sentaram à volta da mesa com Jesus e seus discípulos. que se achava no respectivo telônio. Respondendo à observação dos fariseus. porqüanto só “queria . LUCAS: capítulo 5º. achando-se Jesus à mesa em casa desse homem. o seguiu. um dos propagadores da doutrina que Ele viera trazer ao mundo.

significam que não há o sacrifício de nenhum Espírito culpado. ao contrário. para todas haverá misericórdia. versículo 11. em sentido oculto. 1º. como conseqüência do arrependimento. confirmam as que foram ditas. Adotou. (55) Escritório de cobrador de impostos. pois. lança nos infernos e de lá retira”. estacionariam longo tempo na impenitência. palavras que. versículo 6) e pelo profeta Samuel (1 Reis. que. desde que haja arrependimento. em espírito e verdade.) * Mateus. 8. (56) Oséias. perdão que. 6º. isto é. ele se chamava Levi e assim é que mais conhecido era. 6 — Miqueias. que Jesus foi buscar entre os publicanos. que encarnara com a missão de assistir o Mestre na obra para cuja execução baixara este ao mundo terreno. versículo 8. 11. o nome de Mateus e o usava de preferência àquele outro. as faltas cometidas. na erraticidade. Cumpre notar que as palavras. de outro modo. era um Espírito elevado. versículos de 6 à 10): “Porque o que eu quero é a misericórdia e não o sacrifício e ciência de Deus mais que os holocaustos” e “O Senhor dá e tira a vida. profeta Oséias (capítulo 6º. 6º. facilitando assim a expiação e a salvação aos que. por meio da reencarnação e de novas provações. ao qual convidava todos os delinqüentes. porém. abrindo-lhe em seguida o caminho da reparação e do progresso. o que quer dizer — perdão. que nenhum será sacrificado pela sua condenação a penas eternas. por meio de sofrimentos ou torturas morais apropriados e proporcionados às mesmas faltas. abre ao culpado ensejo de expiar. capítulo 2º. proferidas pelo divino Mestre. — Isaías. Filho de Alfeu.169 (e quer) misericórdia e não sacrifício”. como a queria. cujo verdadeiro significado acabamos de apreciar. Jesus.) e de Isaías (capítulo 1º. . queria a misericórdia e. palavras essas que completam as de Miquéias (capítulo 6º. procurava sempre despertar no homem o remorso da falta e o desejo da sua reparação. como já tivemos ocasião de ver.

O vinho novo deve ser posto em odres novos. perdendo-se eles e este. 2º. — 36. porque os odres se quebram. Jesus lhes respondeu: Os filhos das núpcias podem acaso jejuar enquanto o esposo está com eles? Não podem jejuar enquanto tém consigo o esposo. se derramará e os odres ficarão perdidos. Então. se teria rompido. se fizer Isso. versículo 14. prefira o novo. — 22. vieram ter com Ele os discipulos de João e lhe perguntaram: Por que os fariseus e nós jejuamos freqüentemente e os teus discipulos não jejuam? — 15. bebendo vinho velho. Alguns discípulos de João e alguns fariseus que costumavam jejuar vieram e perguntaram a Jesus: Por que os discípulos de João e os fariseus jejuam e os teus discípulos não jejuam? — 19. porém. — Vinho novo. porqüanto o vinho quebraria os odres. versículo 18. Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha. versículo 33. uma doutrina inteiramente nova para eles. materiais. Eis por que necessária se tornou a linguagem parabólica. Fez-lhes também esta comparação: Ninguém prega remendo de pano novo em roupa velha. Dias virão em que o esposo lhes será tirado. — MARCOS. eles então jejuarão. MARCOS: capítulo 2º. Então lhe disseram: Por que é que os discípulos de João assim como os fariseus jejuam freqüentemente e fazem orações. Do mesmo modo ninguém deita vinho novo em odres velhos. vinho novo em odres novos deve ser posto. Ninguém põe vinho em odres velhos. imagine-se o que aconteceria se aos homens daquela época. — 38.170 53 MATEUS. 18 ao 22. se derramaria e os odres ficariam perdidos. De fato. e não se deita vinho novo em odres velhos. sem dúvida. em toda a sua intensidade. — 37. o vinho novo rebentará os odres. — Pano novo. — 39. 33 ao 39. ao passo que. porqüanto aquele arrancaria uma parte desta e tornaria maior o rasgão. se recebessem. aferrados aos seus preconceitos e tradições. Ninguém cose um remendo de pano novo em roupa velha. que a fortidão do vinho novo houvera rebentado. Jesus lhes respondeu: Podem acaso chorar os filhos do esposo quando o esposo está com eles? Dia. Os homens eram a roupa velha que. eles então jejuarão. Ficariam. — LUCAS. 5º. Jejum. 9º. — Odres velhos. sem as devidas cautelas. ignorantes. qual a que Jesus pregava e exemplificava. Jesus lhes disse: Podeis obrigar os filhos do esposo a jejuar enquanto o esposo está com eles? — 35. ofuscados. deitando-se vinho novo em odres novos. fosse propiciada. por isso que aquele esgarçaria uma parte da roupa e lhe aumentaria o rasgão. porque o novo rompe o velho e assim o pedaço de pano novo não convém à roupa velha. — Vinho velho MATEUS: capítulo 9º. — 16. porque assim tudo se conservará. enquanto que os teus comem e bebem? — 34. — 17. — 20. Mas dia virá em que o esposo lhes será tirado. pois que diz: o velho é melhor. LUCAS: capítulo 5º. — 21. eles então jejuarão. a luz brilhante dessa doutrina. um e outros se conservam. de que se serviu o di- . eram os odres velhos. se remendada fora irrefletidamente. o vinho se derrama e os odres ficam perdidos. 14 ao 17. E não há quem. (57) Entendem com o futuro espírita os ensinamentos velados que se contêm nestes versículos. virá em que o esposo lhes será tirado. porque.

pois. capazes de nos acarretarem a demência. para não a recebermos alterada. da qual Ele se mostrou a excelsa personificação. não precisavam jejuar. Importa. as imagens materiais e as comparações terra-a-terra de que lançou mão. 21º. os interesseiros. 11º. 3º. — JOÃO. os que. único a que. Privações expiatórias dissemos. Eles ainda hoje existem: são-no os cegos. coisa que. bebendo em mananciais impuros e difundindo uma doutrina falsificada. que é a mesma Doutrina Cristã. pela consideração que era dispensada aos hebreus que se casavam. que depõe a coroa nupcial. 2. não necessitavam das privações expiatórias. por serem as que constituem o verdadeiro jejum. 9. Nem só. Jesus se denominava a si mesmo de “esposo”. que tivera a missão de revelar ao mundo. se referia o Mestre divino. — 2ª Epístola aos Coríntios. pois que impedem nos inspiremos no pensamento do Cristo de Deus e pratiquemos a lei de amor e caridade. que jamais cogitou de prescrever a privação de alimentos. Os “filhos do esposo”. para homens de inteligência culta. 29. os espíritas. hoje se tornou inútil e ridícula mesmo. tomando esse termo às idéias. 50. na pureza com que a ensinou o seu fundador. . o jejum moral. Sendo o chefe da doutrina de salvação. porém. se outrora pôde justificar-se de alguma forma. isto é. o chefe da família cristã que viera constituir. Atualmente. naqueles tempos havia odres velhos. às tradições e aos costumes hebraicos. cuja execução procuram de todo modo embaraçar. viciada e corrompida. ou de recomendar o peixe em vez da carne. (57) Cânticos. nos acautelemos. — Apocalipse. vivendo sob a sua proteção.171 vino Mestre. tal qual em nossos espíritos a derramam os Espíritos do Senhor. para espalhar os ensinos de que fora portador ao mundo. por ser o que produz efeitos espirituais. vindo do coração. que sem dificuldade compreendem que o que os macula não é o que lhes entra pela boca. nós. mas o que desta lhes sai. 5º. somos os odres novos. qual a do progresso. como se estivesse na possibilidade dos homens obstar a que se cumpra uma lei absoluta. se constituem estorvo à obra da regeneração humana. a fim de assumir o governo do lar que formou para si. Ele era comparado ao mancebo puro. os “amigos do esposo” designavam seus discípulos que. para não obstarmos a que ela passe pela fermentação destinada a nos expurgar as almas dos princípios impuros. destinados a receber o vinho novo: a Doutrina Espírita. indispensáveis à reparação de faltas e a se manterem fiéis aos ensinos que recebiam.

tendo ouvido falar de Jesus. Todos. mais alguém o acompanhasse. com os quais gastara todos os seus haveres. Um príncipe da sinagoga chamado Jairo. — 21. por que hás de dar ao Mestre o incômodo de ir mais longe? — 36. e que padecera muito nas mãos de vários médicos. Todos. e lhe dirigiu instantemente esta súplica: Minha filha está moribunda. partiu com o homem. disse ao príncipe da sinagoga: Não temas. pela mãe da menina e pelos que tinham vindo na sua . lhe disse: Senhor. dirigindo-se a este. tem confiança. se meteu na multidão e. — 23. Jesus. tua fé te salvou. tem fé. disse a essas pessoas: Por que vos achais aflitos e por que chorais? A menina não está morta. porém. sem melhorar do seu mal. apenas dorme. Jesus se levantou e. — 26. — 33. vem e lhe impõe as mãos para que ela se cure e viva. — 30. zombavam dele. confessou toda a verdade. aproximando-se dele por detrás. Estando Ele ainda a falar. — 27. disseram: Tua filha morreu. porqüanto a menina não está morta. — 25. — MARCOS. — LUCAS. Ele mandou que saíssem e. acercando-se dele por detrás. acompanhado pelos seus discípulos. passeando o olhar em torno de si. mas vem. versículo 18. voltando-se. porém. uma mulher que. a viu e lhe disse: Filha. Logo que entrou na casa. — 40. grande multidão o cercou à beira-mar. acompanhado pelo pai.172 54 MATEUS. deparou com um bando confuso de pessoas que choravam e soltavam grandes lamentos. estarei curada. voltando-se para a multidão. — 39. — 25. 18 ao 26. — 20. Jesus percebeu imediatamente que de si saira uma virtude e. havia doze anos. impõe-lhe as mãos e ela viverá. se lhe lançou aos pés. Chegando à casa do chefe de sinagoga. que logo se levantou. adorando-o. — 38. E não permitiu que. Afastada a multidão. minha filha acaba de morrer. Tiago e João irmão de Tiago. — 24. Tendo dito essas coisas. Retirai-vos. tua fé te curou. perguntou: Quem tocou as minhas vestes? — 31. A notícia do fato se espalhou por toda aquela redondeza. pois que dizia consigo mesma: Bastar-me-á tocar nas suas vestes para ficar curada. — 34. Ao mesmo tempo. No mesmo instante o sangue deixou de correr e ela sentiu em seu corpo que estava curada do mal que a afligia. lhe tocou a fimbria da túnica. Chegando à casa do chefe de sinagoga. aproximou-se dele um chefe de sinagoga que. uma mulher que sofria de um fluxo de sangue. Jesus. Ele entrou e tomou a mão da menina. A mulher. lançando-se-lhe aos pés. apenas dorme. zombavam de suas palavras. porém. chegaram alguns familiares do príncipe da sinagoga e. — 28. Tendo passado na barca para a outra margem. — 22. — 22. sofria de um fluxo de sangue. afora Pedro. — A hemorroíssa MATEUS: capítulo 9º. Então. versículo 21. 41 ao 56. 9º. — 23. 8º. Dizia: Se eu conseguir tocar-lhe apenas na roupa. — 35. Jesus. Jesus partiu com ele. ao vê-lo. procurava descobrir quem o tocara. Os discípulos lhe ponderaram: Vês que a multidão te comprime por todos os lados e perguntas quem te tocou! — 32. — 29. — 37. 21 ao 43. E desde aquele momento a mulher se achou curada. 19. lhe tocou a túnica. havia doze anos. porém. Jesus lhe disse: “Filha. acompanhado pela multidão que o premia. que antes se agravara. aproximou-se e. A filha de Jairo. atemorizada e a tremer. MARCOS: capítulo 5º. ouvindo isso. que viera à sua procura. que sabia o que se passara nela. 5º. — 26. disse Jesus aos tocadores de flauta e à multidão que lá encontrou: — 24. vai em paz e fica curada de tua enfermidade”.

apenas dorme. Tomando-lhe as mãos. como em todos os outros. bem como as combinações de que são passíveis. — 44. Jesus replicou: Alguém me tocou. tua fé te salvou. No mesmo instante a menina se levantou e se pôs a caminhar. Todos a choravam e lamentavam. — 42. Jesus lhes recomendou muito expressamente que ninguém viesse a saber do fato e mandou que dessem de comer à menina. como podes perguntar: Quem me tocou? — 46. disse: Não choreis. — 48. isto é. que era príncipe da sinagoga e. tem fé somente e ela será salva. pois que a multidão te aperta e oprime. Jesus disse ao pai da menina: Não temas. Jesus. porém. — 53. como nos demais. disse: Talitha cumi. de que se acham saturados os aludidos vegetais e minerais. Ele os distribuía. Pela ação exclusiva . sofria de uma perda de sangue e que gastara com médicos tudo o que possuía. ouvindo isso. — 49. ela se levantou imediatamente e Jesus mandou que lhe dessem de comer. não dês ao Mestre mais incômodo. que ainda ignoramos. (58) Ainda neste caso. Foi. Veio ter com ele então um homem chamado Jairo. Ainda não acabara de falar. Partiu com ele Jesus. dotados de propriedades terapêuticas. com o pai e a mãe da menina. — 54. Envolto sempre em fluídos vivificantes e reparadores. Perguntou então Jesus: Quem me tocou? Como todos negassem ter sido quem o tocara. com o que logo o fluxo de sangue cessou. sempre que oportuno. unicamente pelo poder magnético de que dispunha. levanta-te. declarou diante de todo o povo o motivo por que o tocara e que ficara imediatamente curada. Tiago e João. Os pais da menina se mostraram cheios de espanto e Ele lhes ordenou que não dissessem a ninguém o que sucedera. A mulher. — 56. pegando-lhe na mão. por saberem que estava morta. um efeito de combinações fluídicas. vai em paz. como inúmeros outros. chegou alguém e disse ao príncipe da sinagoga: Tua filha morreu. Chegando à casa de Jairo. Conhecendo-os todos. a cura Jesus a operou. — 51. seus efeitos e suas propriedades de ação. ele não precisava recorrer às substâncias que os contêm. — 52. — 45. pelos que de tais fluídos necessitavam. apertado pela multidão. — 50. prostrando-se aos pés de Jesus. Uma mulher que. em suma. aproximou-se toda trémula e. — 41. Mas.173 companhia. dele. Os efeitos curativos que a medicina obtém dos minerais e vegetais de que se utiliza. mediante a nossa depuração moral. se acham espalhados na atmosfera terrena. dizendo ter uma única filha de cerca de doze anos que estava a morrer. ficando todos admirados e maravilhados. levanta-te. — 43. menina. pois já contava doze anos. fluídos idênticos aos que. Ele. são devidos aos fluídos. verificando assim não poder ocultar-se. versículo 41. — 43. conhecimento a que só chegaremos. porém. sem que os homens lhes suspeitem a existência. Jesus lhe disse: Filha. lhe pediu que entrasse na sua casa. Seu Espírito voltou ao corpo. Zombavam. — 55. sem que nenhum houvesse conseguido curá-la. desses mesmos fluídos é que se servia Jesus. havia doze anos. LUCAS: capítulo 8º. não deixou que aí entrassem senão Pedro. o da hemorroíssa. Pedro e os que o cercavam lhe disseram: Mestre. eu o ordeno. Pois bem. entrou no aposento onde se achava a menina deitada. — 47. exclamou: Menina. porque ainda não nos achamos capazes de compreender a natureza dos fluídos. — 42. porqüanto percebi que uma virtude saiu de mim. no tratamento das enfermidades humanas. lançando-se-lhe aos pés. ela não está morta. se aproximou dele por detrás e lhe tocou a fimbria da túnica.

em os quais se costuma tocar música nas casas onde morreu alguém. ele a este se conservava ligado por um tênue cordão fluídico — o do perispírito. 9. ainda desconhecem. 11. porém. de respiração e de calor. 12. A menina se achava. visto que o julgavam impossível. Embora fosse extremo o desprendimento do Espírito que habitava aquele corpo. foram todos os milagres que Jesus operou. porque o sabia. com a suprema autoridade que lhe dava a sua excelsitude espiritual. ausência absoluta de pulsações. tanto que Ele não hesitou em afirmar: Fareis as mesmas obras que eu faço e outras ainda maiores. o Espírito da suposta morta. em suma. num desses estados catalépticos. reunia os que eram aplicáveis ao caso ocorrente. — Atos. ficou livre do fluxo sangüíneo de que sofria. . que era apenas aparente a sua morte. fato que. — JOÃO. mas das quais chegarão um dia a ter conhecimento perfeito. em que. Jesus e. E a menina despertou. tanto que à porta da casa estavam flautistas a tocar os seus instrumentos. que nem os mais hábeis profissionais da medicina logram distinguir da morte real. Aquela morte. 11º. — Levítico. 14º. chamou. Como esse. Em nenhum houve mais do que um fenômeno absolutamente natural. 20º. na época. porém. lançava-os sobre o enfermo e a cura se operava. portanto. (JOÃO. de par com a suspensão de todos os sentidos e a cessação de todos os movimentos. tratava-se exclusivamente de um desses casos de catalepsia profunda. 35º. ignoravam. e tão completa insensibilidade física. há rigidez e aspecto cadavéricos. 13 e 43. Vê-se. foi considerado uma ressurreição. como era de uso entre os Hebreus e o é ainda nalguns lugares do nosso país. coisa que os homens não podem ver e que. Quanto à filha de Jairo.) (58) 2º Paralipõmenos. apenas regido por leis naturais que os homens desconheciam e. 25. Essa a explicação da mulher que. 25. 15º. tocando-o. todos a tinham por morta. 14. que nenhuma impressão causam as mais fortes pancadas. ordenando-lhe que volvesse à sua prisão carnal. 10. era apenas aparente. Sabia-o. portanto.174 da sua vontade. na sua generalidade. como era natural da parte de quantos a tinham por morta. um milagre.

ficou sujeito a sofrer a pena de talião. mister se faz que uma grande pureza lhe dê tão grande poder. depurando os seus sentimentos e colocando-se. em condições de apreciar os fluídos. e o auxílio. Mas os dois se foram e espalharam por todo o pais a fama do Mestre. necessário. que constantemente exemplificava. Terá que viver na dependência dos outros e suportar as privações resultantes da ausência daquelas faculdades. Ele então lhes tocou os olhos. crescesse a fama das grandes coisas que ele fazia. Quando chegou a casa. 9º. por ato da sua vontade e pela ação magnética. e que. desse modo. Não é impossível ao homem conseguir. Os olhos de ambos se abriram e Jesus lhes proibiu terminantemente que falassem do fato. resultados semelhantes aos que Jesus produziu. os cegos se aproximaram e ele lhes perguntou: Credes que eu possa fazer o que me pedis? Os dois responderam: Sim. 27 ao 31. dizendo: Vejam que ninguém o saiba. não só lhe foi inspirada pela modéstia. e de poder contar com aquele auxílio dos Espíritos Superiores. quer temporária. como também teve por fim envolver o fato numa sombra de mistério. de outras. Quanto à proibição de Jesus. aos dois cegos. elevando o seu Espírito. que então não lhe faltará. Só então lhe será possível efetuar com segurança curas como as que Jesus operava. clamando: Filho de David. A cegueira. de lhes conhecer a natureza. para aquele que recusou auxílio a seus irmãos. tem piedade de nós! — 28. assim como a mudez e a surdez. para isso. para que. assim. fossem elas quais fossem. mas. quando neste os homens não se achavam em condições de apreender a verdade e de reconhecer que os efeitos obtidos derivavam da aplicação de leis naturais. — 31. acidentalmente. dos Espíritos Superiores. dizendo: Faça-se conforme a vossa fé. Cegos curados MATEUS: capítulo 9º. determinado pelas circunstâncias e pelo meio onde agia. o valor. Ao sair Jesus dali. o que era. que foram sua força ou seu orgulho em precedente existência.175 55 MATEUS. É um tesouro que lhe está reservado. versículo 27. às vezes. os quais tomam a si proceder à escolha dos fluídos apropriados à produção do resultado que deva ser obtido e colocar-lhos ao alcance da mão. que abusou de suas faculdades. realçada por esse tom misterioso. os efeitos. — 30. de falarem da cura que neles acabara de operar. Senhor! — 29. quer permanente. segundo o grau de culpabilidade. dois cegos o seguiram. mas que lhe cumpre adquirir. constitui provação ou expiação. e. .

o mudo falou. Logo que eles saIram. porqüanto dizeis que é por Belzebu que expulso os demônios. porém. se acha encoberto pelo véu da letra. cessou a ação fluídica. — Blasfêmia dos fariseus MATEUS: capítulo 9º. bem é de ver-se que nenhuma atenção nos pode ela merecer. possesso do demônio. era análoga à que fazem aos espíritas os Sacerdotes de hoje. Quanto à acusação dos Fariseus e dos Padres da época. versículo 32. Mas. Possesso mudo. em suma. uma vez que esta ensina e prega exatamente o mesmo que ensinava e pregava o Divino Mestre: o amor de Deus e do próximo. — 19. Se. Ora. entre os populares. escoimando-a de todos os mandamentos humanos que. porque a mais ardente aspiração de nossa alma é sermos humildes e fiéis servos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Satã está dividido contra si mesmo. que atribuíam o fato à influência de Belzebu. que nos convençam do nosso erro e abaixaremos a cabeça.176 56 MATEUS. príncipe dos demônios. Tendo sido este expulso. a benevolência. Assim sendo. se é por Belzebu que expulso os demônios. — 15. como subsistirá o seu reino? Sim. da palavra. obsessor daquele homem. apresentaramlhe um homem mudo. conhecendo-lhes os pensamentos. a humildade. Se. o tornava mudo. que nô-la mostrem. adulteraram completamente as palavras e lições do Enviado do Senhor. Com efeito. disse: Todo reino dividido contra si mesmo será desolado e casa sobre casa cairá. a quem chamavam possesso do demônio. porém. — 20. é que o reino de Deus veio até vós. o que nos Evangelhos. que ele expulsa os demônios. Outros. que o mau Espírito. logo que expulsou o demônio. por quem os expulsam vossos filhos? — Eis porque serão eles mesmos os vossos juizes. a renúncia às coisas da Terra. pois. Jesus o afastou. que encerram toda a verdadeira Doutrina Cristã. dignos sucessores dos sacerdotes hebreus. a prática ilimitada da caridade. — 34. . 11º. de todos os preceitos e mandamentos divinos. e a multidão admirada dizia: Nunca se viu coisa semelhante em Israel. — LUCAS. como explica. o mudo falou. aqueles diziam de Jesus que ele era assistido por Belzebu. versículo 14. exemplificados pelo manso Cordeiro de Deus. pela capa do mistério. se não é esta a verdade. pelo simbolismo da parábola. dizem seus sucessores que a Doutrina Espírita é demoníaca. 14 ao 20. eu expulso os demônios pelo dedo de Deus. — 17. o perdão sem restrições. Ë natural e não podia ser de outra maneira. alguns diziam: — É por Belzebu. — 18. em espírito e verdade. (59) Era exercendo uma ação fluídica sobre os Órgãos da voz. 32 ao 34. Jesus expulsou o demônio de um homem que estava mudo e. E não só propaga ensinamentos idênticos aos deste. para o tentarem. Mas os Fariseus diziam: Ele expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios. lhe pediam um sinal do céu. Jesus. — 16. — 33. oriundos de interpretações falsas ou tendenciosas e de tradições caducas. LUCAS: capítulo 11º. Se estamos em erro. o mudo falou e todo o povo se encheu de admiração. a observância. 9º.

10º.177 (59) MARCOS. . 3º. 22. — JOÃO. 2º. 25. 20.

do materialismo e das suas deletérias influências. Disse então aos discípulos: A seara é verdadeiramente grande. tomemo-las como dirigidas aos que sintamos possuidos de boavontade e. harmônicos com as leis imutáveis. 9º. repetir-nos. sobretudo. — Seara. a moral que o Cristo de Deus pregou e exemplificou. código eterno da única moral verdadeira — a Moral divina. ocorreu depois do advento da revelação messiânica: vieram as tradições. Aquilo que só como milagre se admitia. Já tendo a Letra dado os frutos que devia produzir. Rogai ao Senhor que envie obreiros à sua seara”. porque os tem nos Evangelhos. que. perdidas no matagal inextricável do erro e da mentira. Delas. mas poucos os trabalhadores. pelo exemplo. o Senhor de novo se apiada e com elas vem ter. se bem que de muitas ainda seja desconhecido o mecanismo. com as mesmas palavras. unidos pelo sentimento de amor fraterno. ensinando nas sinagogas. Seja o Evangelho o sol donde se irradie a luz que nos clareie o caminho de obreiros da salvação da Humanidade. se tornaram presas da intolerância. ao dono da seara que mande trabalhadores para ela. Descendo das altas regiões do bem. — 36. versículo 35. sem crença. não para destruir a Lei. (60) O mesmo que se deu após o estabelecimento da lei recebida por Moisés. curando todos os males e todas as enfermidades. porém. Ovelhas sem pastor. verdadeiramente. as interpretações. as ovelhas do seu imenso rebanho. como ainda se lhes pretende impor. Eram. seu reinado passou. o que por Ele foi outrora dito a seus discípulos: “A seara é grande mas os obreiros são poucos. a lei que ele próprio lhes dera a conhecer. — 38. Vieram a Ciência e a Doutrina Espírita. Ela. . doutrina santa em seus fundamentos. soou a hora de substituí-lo o império do Espírito. do fanatismo. pois. — Trabalhadores MATEUS: capítulo 9. da superstição. pois estavam maltratadas e jaziam por ali como ovelhas que não têm pastor. do dogmatismo despótico. Rogai. mas para a restaurar e fazê-la cumprida. 35 ao 38. por intermédio dos Espíritos seus servidores fiéis. que alteraram e falsearam a lei simples e sublime do Cristo de Deus. oprimidas sob um jugo que a razão repele por absurdo mas que se lhes impôs.178 57 MATEUS. Jesus percorria as cidades e as aldeias. — 37. como ampliação daquela que fora Moisés o intermediário. a Ciência hoje o explica. Desses falseamentos e alterações. teve piedade delas. oriundas da onisciência do Criador do Universo. pregando o Evangelho do reino. pois. mas. todos eles formam um feixe de luz que orienta. quando não da incredulidade. como efeitos de leis naturais. sem fé. os mandamentos humanos. E vendo todas aquelas gentes. para o redil santo do divino Pastor. do amor cristão. trazendo-lhes uma nova revelação das verdades eternas. os Enviados de Jesus vêm. por ordem sua e em seu nome. veraz em seus corolários porque. saiamos a pregar pela palavra. quais ovelhas sem pastor. resultou o que ainda hoje vemos: inúmeras criaturas abandonadas a si mesmas.

35. 17. 22º. — Ezequiel.179 (60) MARCOS. — 3º Reis. 1 e seguintes. 34 — Números. . 16 e 17. 3º. 1. 34º. 2. 4º. 10º. — Zacarias. 6º. — JOÃO. 27º. — 2ª Tessalonicenses.

às regiões superiores de onde preside à marcha da Humanidade terrena. e André. André. versículo 12. Judas. — LUCAS. que é chamado Pedro. — 16. a quem cognominou de Pedro. e 16 ao 19. — MARCOS. seu irmão. Na continuação destes estudos. Simão Cananeu. — 19. Mateus e Tomé. Filipe e Bartolomeu: Tomé e Mateus. 2 ao 4. Simão. o caráter de cada um deles e a natureza da missão que a cada um tocaria. filho de Alfeu. — 4. chamou Jesus a si os que quis e esses acudiram ao chamado. 3º. 13 ao 14. Nomes dos apóstolos. e Judas Iscariotes. Tiago e João. 1º. Filipe e Bartolomeu. 10º. porém. que o traiu. pedindo para assistir o Mestre. fora a um monte. Bartolomeu. Na realidade. LUCAS: capítulo 6º. o Publicano. Quando amanheceu. e Tadeu. e aí passara toda a noite orando a Deus. Estes são os nomes dos doze apóstolos: o primeiro. . chamou os discípulos. MARCOS: capítulo 3º. seu irmão. como acontecia todas as vezes que desaparecia das vistas humanas. — Suas vocações MATEUS: capítulo 10º. que traiu a Jesus. — 13. Tiago. filho de Zebedeu. e João. que significa — filhos do trovão. — 17. a quem deu o nome de Pedro. 42. 1º. A esse tempo. Tiago. a fim de orar. doze. (61) Jesus. MARCOS: capítulo 3º. e Judas Iscariotes. para os homens. — Atos. mas que. e André seu irmão. Mateus. irmão de Tiago.180 58 MATEUS. a que chamou apóstolos: — 14. o. versículo 16. irmão de Tiago. 12 ao 16. versículo 2. conforme anteriormente ficou explicado. aos quais chamou Boanerges. escolheu. — 14. Designou doze para estarem com ele e para serem enviados a pregar. — 15. 13. Subindo a um monte. versículo 13. presidiu a essa escolha. e João. — 3. Tiago. tomara a si missão superior às suas forças. 26. Ele voltara. filho de Zebedeu. veremos qual foi o seu procedimento ulterior e como se deu a sua reabilitação. Quanto à escolha dos apóstolos. e Simão chamado o Zeloso. dentre eles. Entre os doze escolhidos estava Judas Iscariotes. (61) JOÃO. filho de Alfeu. — 18. do que resultou falir. 6º. tendo Jesus subido a um monte para orar. que foi o traidor. Simão Cananeu e Judas Iscariotes. Era um Espírito elevado em inteligência. Tiago. que o traiu. Tadeu. Filipe. Tiago. lá passou toda a noite orando a Deus. bem como à distribuição dos nomes que lhes deu o divino Mestre. A saber: Simão. filho de Alfeu. Tomé. Simão. 13º.

— Curas LUCAS: capítulo 6º. Eram também curados os que se achavam possessos de Espíritos imundos. — 19. de Jerusalém e das regiões marítimas de Tiro e de Sidônía. Descida do monte. versículo 17. porque dele saia uma virtude que a todos curava. especialmente sobre os que se lhe aproximavam. — 18. praticadas por Jesus. nada temos que acrescentar ao que deixamos dito com referência a outras obras da mesma natureza. Jesus em seguida desceu com eles do monte e se deteve numa planície. Também da virtude que dele saía já falamos suficientemente. de que aqui se trata. Ele dirigia sobre os enfermos. gente que viera para ouvi-lo e para ser curada de suas enfermidades. . 17 ao 19.181 59 LUCAS. Constituíam essa virtude os fluídos que. Relativamente à cura. 6º. por ato da sua vontade e por efeito do seu poder magnético. das enfermidades e ao afastamento dos Espíritos obsessores. Todos procuravam tocá-lo. cercado dos discípulos e de grande multidão de gente de toda a Judéia.

depois de lhes haver dado as instruções seguintes: Não procureis os Gentios e não entreis nas cidades dos Samaritanos: — 6. se o não for. — 5. Tendo reunido os doze apóstolos. nem pão. até a poeira dos vossos pés. nem dinheiro e não tenhais duas túnicas. Disse-lhes: Não leveis em viagem nem bordão. poder. nem saco para a viagem. vossa paz descerá sobre ela. — 3. nem duas túnicas. — 2. tendo reunido os doze apóstolos. menos rigor haverá para com a terra de Sodoma e de Gomorra do que para com essa cidade. versículo 1. 9º. porqüanto. — 12. Os apóstolos partiram e foram de aldeia em aldeia. 7 ao 13. a fim de que os expulsassem e o de curar todas as doenças e enfermidades. E lhes dizia: Na casa em que entrardes. Tendo partido. e 6º. perguntai onde há um justo e em sua casa permanecei até que partais de novo. saudai-a. dando-lhes poder sobre os Espíritos impuros. dando assim testemunho contra elas. nem sandálias. — 12. lhes deu poder e autoridade sobre todos os demônios e o poder de curar as enfermidades. Quando alguém não vos quiser receber e não vos escutar as palavras. e. Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois. versículo 7. — 7. quando encontrardes pessoas que não vos queiram receber. ressuscitai os mortos. MARCOS: capítulo 6º. Se a casa for digna disso. LUCAS: capítulo 9º. a vossa paz voltará para vós. — 11. dai de graça o que de graça recebestes. que não levassem nem saco. nem pão. nem dinheiro nos cintos. Ao entrardes em qualquer cidade ou aldeia. expulsai os demônios. nem prata. versículo 5. — 15. nem saco. Jesus lhes deu poder sobre os Espíritos impuros. e. sacudi a poeira dos vossos pés.182 60 MATEUS. sacudi. expulsavam muitos demônios e ungiam com óleo muitos doentes. que calçassem unicamente suas sandálias. — 11. Instruções que lhes foram dadas MATEUS: capítulo 10º. — 10. Jesus. versículo 15. — 10. o obreiro merece sustentado. pobreza e pregação dos apóstolos. os apóstolos pregavam aos povos que fizessem penitência. sacudi. — 8. 3º. — 4. ide e pregai. mas não cuidassem de ter duas túnicas. 10º 1 e 5 ao 15. dizendo: O reino dos céus está próximo. — 8. — 9. MATEUS. Na casa em que entrardes ficai e dela não saiais. a poeira dos vossos pés. — 6. capítulo 10º. nem qualquer moeda nos vossos cintos. evangelizando e curando por toda a parte os enfermos. — LUCAS. ao deixar-lhes a cidade. a fim de que isso constitua um testemunho contra elas. versículo 1. limpai os leprosos. — 9. Missão. dizendo: Que a paz esteja nesta casa. ao vos retirardes. 1 ao 6. E lhes deu o poder de curar as enfermidades e de expulsar os demônios. — 13. MARCOS: capítulo 3º. Ao penetrardes na casa. Quando encontrardes pessoas que não vos queiram receber nem escutar. Não tenhais ouro. curai os doentes. — 14. — 13. E mandou que fossem pregar o reino de Deus e curar os enfermos. ide antes em busca das ovelhas perdidas da casa de Israel. curando-os. (62) . Recomendou-lhes que levassem consigo apenas o bordão. ao sairdes da casa ou da cidade onde tal se deu. permanecei até que partais de novo. 15. — MARCOS. Em verdade vos digo: No dia do juízo. E enviou esses doze. nem bordão.

porém. se arrogou o poder de absolver e condenar. a proteção. na Terra. dissipar-se-á ao clarão da nova aurora. Do conjunto das virtudes que possuíam e que lhes asseguravam a assistência. protegidos por este. o amparo e o concurso dos Espíritos superiores. Recomendou-lhes que nada levassem consigo. mas como sentença proferída em julgamento. pela sinceridade do arrependimento do culpado. MARCOS. E não é tudo: a cobiça humana as tomoú para justificativa de um tráfico vergonhoso — o das indulgências. LUCAS e JOÃO. de fraternidade e de pátria. para que sejam verdadeiros sucessores dos discípulos do Cristo e disponham de autoridade e poder idênticos aos destes. onde fossem repelidos. necessário é adquiram a pureza que eles possuíam. mas esquecendo-se de chamar a si a herança de santidade. disseram os Evangelistas MATEUS. A Igreja. em que ainda se compraz. ligando. o que. Consiste. porém. Só assim lograrão elevar-se ao Senhor e se acharão em condições de ligar e desligar. Tal o sentido em que devemos compreender aquelas palavras. aliás. mas. a inspiração. ou desligassem. Mister. ou desligando o que eles ligassem. para que mais se apertassem entre eles os laços de família. mas na glória da pureza. infalibilidade de que a Igreja Romana pretendeu fazer-se herdeira. o julgamento que será proferido e. Sem dúvida. e os discípulos de Jesus. médiuns inspirados que. O mesmo compete hoje aos espíritas fazer. Ao invés disso. se faz compreendam bem o em que consiste esse ligar e desligar. ela se engolfou cada vez mais nas trevas que o orgulho e a confiança em si mesmo geram. nenhuma importância deviam dar às comodidades materiais. não do modo por que ela o diz nas suas errôneas interpretações. A trombeta do “juízo final” vai retumbar para ela nos quatro cantos do mundo. Despertará e o sonho. reencarnando novamente. que se não deixavam dominar pelo sentimento da animosidade pessoal. sancionando o que fizessem. certos de que ligaram e desligaram igualmente no céu. Os discípulos fiéis de Jesus eram Espíritos elevados. porque isto compete unicamente ao Juiz supremo.183 Jesus mandou que os apóstolos primeiramente anunciassem o reino de Deus e curassem os enfermos da sua nação humana. pois que tudo deviam confiar dele. não consiste em absolver e condenar. só é possível a Espíritos que já atingiram certo grau de elevação moral. Os anjos do Senhor aparecerão em sua glória. desde então. sob a influência espírita. em sentir em si mesmo o encarnado. voluntariamente cega. numa de suas comunicações insertas na obra A Revelação da Revelação. que o orgulho humano falseou. a indulgência com que o juiz sentenciará. sim. que abençoassem os lugares onde fossem bem acolhidos e sacudissem dos pés a poeira. Como missionários do Senhor. não como simples declaração. cumprindo-lhes estar persuadidos de que o Mestre os seguia. é que lhes advinha a infalibilidade naquela apreciação. despertará. para concluir a obra que . de perdoar ou deixar de perdoar pecados. Aos apóstolos e discípulos de Jesus cabia espalhar o conhecimento da verdade. isto é. fazendo-as exprimir um ato de arbítrio do homem que. de virtudes e de elevação moral por eles legada aos que lhes aspirassem à concessão. se achavam em condições de apreciar o valor daqueles a quem se dirigiam.

pois que tal será deles a missão. para os que assim procederem. em que vossos olhos desvendados verão o Justo nas nuvens do céu em que os anjos — os Espíritos purificados — descerão à Terra. a lei de Jesus. ou fizerem mau uso deles. “Entoai cânticos de alegria. 18 e seguintess. para os que recusarem esses ensinos e auxílios. 2º. 5. para mais eficazmente vos estenderem seus braços fraternais. (62) 4º Reis. se aplica hoje a todos os espíritas e. do mesmo modo que pelos seus Evangelhos. 34º.penas eternas -. de especulação.184 começaram. inspirados por eles. 6 — Jeremias. a fim de desempenhardes a vossa tarefa. como nós. a duração das provas e expiações.se acha aqui empregado em sentido relativo. que se possa citar. — Isaías. 53º. o Cristo lhes repete a eles. em mundos inferiores mesmo à Terra. É claro que o termo eternidade . ensinando-lhes que as coisas de Deus jamais devem constituir objeto de tráfico. para sair das trevas em que viviam imersos. será o julgamento dos que. 50º. Dai de graça o que de graça recebestes. em espírito e verdade. — 1ª Pedro. médiuns. do que para com os que recusam a luz que Ele a todos envia. Aproximam-se os tempos em que os discípulos e o Mestre aparecerão de novo entre vós. é Deus. assim como a todos os que nos dizemos profitentes da Nova Revelação: Dai de graça. que Jesus disse a seus discípulos. o que de graça haveis recebido. correspondendo a eternidade de faltas. particularmente. menos rigor haverá para com a terra de Sodoma e de Gomorra. — Isto. Haverá. seguindo as pegadas dos Apóstolos. 24 e seguintes. Atentando nessas palavras suas. Mais severo. são chamados a servir de intérpretes aos bons Espíritos e a pregar. eternidades de sofrimentos. rejubilai: os tempos se aproximam. portanto. — Atos. . para vós. de meio de existência material. virão ainda ligar e desligar na Terra e o Senhor ligará e desligará no céu. porqüanto. investidos das faculdades mediúnicas. — Ezequiel. filhos da nossa Igreja. A única eternidade real. para exprimir prolongadas expiações na erraticidade e através de sucessivas reencarnações. e o juízo não se achará inquinado de nulidade. do que o daqueles povos. 17º. como correspondente à locução . hoje recebem os ensinos claros e os copiosos auxílios que trazem seus emissários celestes. que não tiveram socorro algum direto. como para eles. 25. rejubilai. 8º. da Igreja do Senhor. lembremo-nos de que também disse o divino Mestre: No dia do julgamento. Pelos seus mensageiros de luz. E com as seguintes palavras terminaram aqueles altos Espíritos a sua bela comunicação explicativa: “Coragem. tudo vem de Deus e vos é concedido graciosamente. aos que. 6. Longa será..

de fato. — 19. foram ditas também com relação aos que. à presença dos governadores e dos reis para dardes testemunho de mim diante deles e das nações. se acham. alcançam os espíritas que. — 20. quando vos fizerem comparecer. contudo. nos tempos atuais. é o Espírito de vosso Pai quem fala em vós. — Assistência e concurso do Espírito Santo MATEUS: capítulo 10º. por outro lado. — 22. não vos cause inquietação o modo por que respondereis. 11 ao 12. sede prudentes. e. E. os perseguiriam com seus ódios e injúrias. 12º. se verifica. dos escribas e fariseus dos nossos dias. no cumprimento do dever que nos corre de proclamar a verdade e só a verdade. tanto da parte de uns. — LUCAS. os porta-vozes do Consolador por ele prometido ao mundo. É o que. mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. (63) Jesus se referia especialmente às perseguições de toda sorte que. e. — 21. naqueles tempos de ignorância e crueza. — 17. versículo 11. com que devemos enlear os nossos perseguidores. charlatães e loucos. pois que eles vos farão comparecer perante seus juizes e vos flagelarão em suas sinagogas. Suas palavras. 10º. pois. dos materialistas e dos incrédulos. Para triunfarmos de tais perseguições. O que houverdes de dizer vos será dado na ocasião. Não vos cause inquietação como haveis de falar. Empregadas que sejam essas armas.185 61 MATEUS. quando recomendava a seus discípulos que fossem prudentes. sobretudo. se bem pouco devam temer as perseguições físicas. por minha causa. é o Espírito do vosso Pai quem fala em vós. pois o Espírito Santo vos ensinará. não vos cause inquietação o como haveis de falar. como as serpentes. aqueles para com quem delas usarmos. como as serpentes e simples como as pombas. nem o que direis. Era preciso que os apóstolos . como as pombas. se desencadeariam. Quando vos conduzirem às sinagogas e àpresença dos magistrados e poderosos. Sereis levados. na ocasião. O irmão dará morte ao irmão e o pai ao filho. LUCAS: capítulo 12º. — 18. viriam a ser os pregoeiros da Nova Revelação. partindo estas. — Desassombro diante dos homens. nem o que direis. e simples. mas guardai-vos dos homens. Prudência. porqüanto não sois vós quem fala. expostos às perseguições morais. pois. os filhos se revoltarão contra os pais e lhes darão a morte. zombarias e insultos. — 12. a prática das boas obras e o exemplo das virtudes cristãs. Contra seus apóstolos e discípulos. versículo 16. Essas armas são o raciocínio. não sois vós quem fala. Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos. precisamos munir-nos das armas indicadas pelo manso Cordeiro de Deus. Porqüanto. o que houverdes de dizer vos será dado na ocasião. previa-o Jesus. 16 ao 22. Os primeiros. — Simplicidade. Os segundos os perseguiriam com seus sarcasmos. não mais poderão fugir ao contágio benéfico da moral prática. como de outros. Elas. por um lado. quando perceberem que os queremos ganhar. formulando contra eles as mesmas acusações que contra o Mestre divino formulavam os fariseus e os escribas de outrora: as de serem instrumentos do demônio. o que for preciso que digais. e todos vos odiarão por causa do meu nome. no entanto. nem o que direis.

dóceis aos seus ensinamentos e conquistaremos lugar entre os bons servos do Senhor. confiassem na inspiração que lhes viria do Alto. Imitemos. (63) Êxodo. 15. homens saídos do povo. inspirados seriam pelos Espíritos puros. sem desembaraço perante as autoridades. a fim de poderem avançar no desempenho da missão que lhes cabia. 5º. 21º. — Romanos. a cuja assistência aludia Jesus. 15. É exatamente o que se dá nos tempos de hoje. 20. — Efésios. locução Espírito de Vosso Pai — exprime o mesmo que estoutra — Espírito Santo. — Atos. — Daniel. em que os bons médiuns vêem. os discípulos do divino Mestre: sejamos prudentes e humildes. 7º. sem educação. do que temos presenciado e mesmo recebido. 16º. 1º. 14. 19. 14º. — LUCAS. sentem. — 2º Reis. 4º. 6. — Jeremias. pois. — Miquéias. 23º. 5º. 2. 40. superiores e bons. 12. 12º. Médiuns que eram. 5 a 8.186 e discípulos. traduzindo o que lhes transmitem do plano invisível os enviados do Senhor. ouvem e falam. mostrando que indica o conjunto dos Espíritos puros. — 1ª Epístola aos Coríntios. de cuja significação já tratamos. segundo o grau de pureza e elevação moral que adquiramos. porqüanto a. 1. ao lhes declarar: “é o Espírito de vosso Pai quem fala em vós”. 12º. pelos Espíritos superiores e pelos bons Espíritos. Fato é este que confirmamos com o testemunho do que sabemos. . 12.

melhor. A primeira. e a segunda. fugi para outra. LUCAS: capítulo 12º. 39 ao 40. Se ao pai de família chamaram Belzebu. que é a hipocrisia. — LUCAS. porqüanto. Tendo-se reunido grande multidão em torno de Jesus. Jesus Cristo. Devemos imitar àquele que nos conduz. à era espírita. moral e intelectual da nossa Humanidade e a sua regeneração. entrou ele a dizer aos discípulos: Preservai-vos do fermento dos fariseus. A terceira consistirá em completar a execução dessa obra. Fugir às perseguições. Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo como o senhor. nada há Oculto que não Venha a ser conhecido. diretor. LUCAS: capítulo 6. 23 ao 27. recebeu do Pai uma missão. 12º. levan- . a cuja formação presidiu. Assim. versículo 23. Quando. de tal sorte que todos uns aos outros se apertavam. representam alegoricamente todas as nações da Terra. referiam-se àquela época e ao futuro. — 26. à altura moral do nosso senhor e seremos quais o senhor e teremos chegado àculminância da felicidade eterna. — Predição da revelação nova. porqüanto nada de oculto há que não venha a ser revelado e nada secreto que não venha a ser conhecido.187 62 MATEUS. consistiram em preparar e promover o progresso físico do nosso planeta e o progresso físico. quanto mais a seus domésticos. em todos os séculos. vos perseguirem numa cidade. encarregado do nosso progresso e de nos conduzir à perfeição. porém. especialmente. iniciada com o advento do Espírito da Verdade. Coloquemo-nos. dizei-o vós às claras. — Imitar a Jesus. — A hipocrisia. 10º. O que vos digo nas trevas. — 27. — 2. como servos que somos. Sob todos os demais aspectos. caracterizando a era espírita. recebeu do Pai três missões. o que dissestes nas trevas será dito às claras. dentro dos aposentos. 24. a ser desempenhada em três fases sucessivas. cumprida há dois mil anos e continuada do plano invisível. e o que houverdes dito no Ouvido. se for como seu mestre. O discípulo não está acima do mestre nem o servo acima de seu senhor. ou. governador e protetor do nosso planeta. atenta a profecia da vinda do filho do homem. até a época do advento da liberdade e do livre exame. que havia de preceder o novo advento do Filho de Deus. será pregado de sobre os telhados. pois. pregai-o de sobre os telhados. nada oculto a Deus. — Fermento dos fariseus. às perseguições físicas que se desencadeariam contra os apóstolos e seus continuadores ou imitadores. aludiam aos tempos da revelação do Espírito da Verdade. — 25. Em verdade vos digo: Não tereis percorrido todas as cidades de Israel antes que o filho do homem venha. de que fala o texto acima. O discípulo não está acima do seu mestre. versículo 39. — 3. e o que escutais no ouvido. Não os temais. Por outro lado. Propunha-lhes também esta comparação. — Cego conduzindo outro cego MATEUS: capítulo 10º. (64) Estas outras palavras de Jesus se referiam. Pode acaso um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no fosso? — 40. 1 ao 3 e 6º. versículo 1. As cidades de Israel. mas todo discípulo será perfeito.

para mostrá-la sem véu. o que se dará quando aqueles estiverem capacitados para o receber e para Suportar a verdade na sua integral limpidez. duro e arrogante. logo. mesmo tão opostas. doente. A segunda. característico da maturidade. não menos certo é que eles se formam apropriados às provações e expiações por que o Espírito haja de passar e que a encarnação será no meio e nas condições adequadas a umas e outras. será o cego. nos devemos considerar irmãos e ajudar-nos mutuamente. abusou da sua inteligência. cujo desempenho se verifica presentemente. em toda a majestade da sua pureza perfeita e imaculada. agindo este sob a sua direção. Eterno. ou o servo de amanhã. portanto. compreendamos bem e não esqueçamos nunca o princípio fundamental. pela pluralidade das existências e conformemente ao grau de culpabilidade. por exemplo. na mesma família. como Espírito da Verdade. são apropriadas às faltas cometidas nas encarnações precedentes. as expiações e as provações. será o escravo. deserdado da natureza. dois filhos. é aquele que não pratica o que prega. natural. A primeira Ele a cumpriu. que se utilizou da sua eloqüência para arrastar homens e povos a erros graves. dentro de mais algum tempo. da sua ciência. Manifestar-se-áentão aos homens em todo o seu poder. materialista e orgulhoso. da reencarnação e. se é certo que os corpos procedem dos corpos. É o que explica por que e como. Saiba o homem e jamais o esqueça que o parente de ontem. O orador de ontem ou de hoje. O discípulo não está acima do mestre. O sábio de ontem que. virá Ele colher os frutos do seu trabalho e receber na sua glória aqueles de seus discípulos que bem aproveitado hajam de seus ensinamentos. o objetivo e os efeitos da lei divina e. ou o louco de amanhã. nos tempos preditos. Ele a cumpre por intermédio dos messias. com o concurso do Espírito Santo (65). Aquele que ontem teve saúde. Maior valor só tem o que pratica.188 do-nos à perfeição. e que. a lei de amor. desempenhando entre os homens o seu Messianato e continuou a cumpri-la. o amo não é mais do que o servo. circunstância que o tórna mais culpado do que o que se deixa por ele guiar. na condição de Espírito invisível. o idiota. enfermo. será o surdo-mudo do dia seguinte. raquítico. o senhor de ontem. que. encarnados e errantes. que. com humildade. pois. Cego. Quer dizer que Ele nos preparou a infância que hoje nos prepara o desenvolvimento da inteligência. o mais caro amigo da véspera podem vir a ser e muitas vezes são o estranho. iguais são todas as condições sociais. isto é. como complemento e sanção da Verdade. com o objetivo de conduzir as gerações humanas ao conhecimento da verdade. — Aos olhos do Senhor. guia de cego. pervertendo as massas populares. que ele poderá a todo instante encontrar. nascidos do mesmo pai e da mesma mãe. porqüanto. será amanhã sofredor. ou repelir. ensinando-lhes todas as coisas e anunciando-lhes as que hão de vir. acolher. o desconhecido do dia seguinte. A terceira virá Ele cumpri-la. Todos. abrindo-nos a era da Revelação Espírita. Mister se faz aprendamos. Assim. como tal. delinqüiu. falindo em suas provas. tendo por fim a purificação e o progresso do Espírito. se apresentam em condições físicas. força e beleza física e de tudo isso abusou. conseguintemente. de enviados especiais e missionários. Mais terá que . morais e intelectuais tão diversas.

16. ela se vai espalhando cada vez mais. e grandes são esses esforços. 8º. teria prejudicado os homens. As verdades. o que tudo se obterá. explicadas. para que de uma vez caia a venda que oculta a tantas inteligências a luz. 52. (64) Atos. para deter os passos à Revelação Nova. de mais em mais alargando o espaço e o futuro aos Espíritos progressistas. . pelo Espírito da Verdade. Nada é oculto a Deus. Se Jesus falava por parábolas. 25. — JOÃO. 20. 1.189 expiar e. Guardai-vos do fermento dos Fariseus. 14º. mediante a assistência dos Espíritos superiores. 48. sem as sobrecarregar demasiadamente. isto é: da sua hipocrisia. 9º. como foram os despendidos outrora contra a Doutrina que Ele trouxe ao mundo. sem eiva da hipocrisia com que costuma proceder o farisaísmo de todos os tempos. Hoje. 15º. o mesmo já não acontece porque outro é o grau de desenvolvimento das inteligências. extraindo-se da letra o espírito. em Espiritismo. 13º. devem ser espalhadas. 6. que vem. nada permanecerá oculto aos homens. Nada ficará oculto. (65) Num dos capítulos anteriores ficou explicado o que. perseverança e sinceridade. desenvolvidas com toda a clareza. Se pregasse em termos claros e precisos a sua moral sublime. que os enviados do Senhor revelam ao mundo. portanto. que sofrer. 8º. — Por maiores que sejam os esforços dos inimigos da verdade. se deve entender por Espírito Santo. em vez de os esclarecer. era porque preciso se fazia preparar as inteligências. continuar a obra de Jesus. É que o homem chegou a um ponto em que o seu saber tem que aumentar com rapidez. com paciência.

quando errante. — 31. o Espírito culpado passa pelos sofrimentos ou torturas morais apropriados e proporcionados às faltas que haja cometido. Vou mostrar-vos a quem deveis temer: Temei aquele que. mas que não podem matar a alma. o princípio inteligente. . — LUCAS. possa estar sujeito a permanecer indefinidamente num lugar material circunscrito e a ser queimado pelo fogo. é a erronia de semelhante interpretação. de modo a impressionar fortemente aqueles a quem falava. E eu vos digo. ou à maneira da cloaca dos Judeus. bem mais valeis do que muitos pássaros. pois. temei. versículo 4. de significação complexa. LUCAS: capítulo 12º. depois de haver tirado a vida. 28 ao 31. é a imensidade onde. Não se vendem cinco pássaros apenas por dois asses? Entretanto. 10º. que olha com vistas paternais para todas as suas criaturas. para. entretanto. nada mais tem que fazer. (67) Apropriando sempre sua linguagem à época e ao estado das inteligências. — 5. depois disso. a Deus tem que voltar. Jesus dirigia essas palavras a seus discípulos. Jesus. as desempenharem com desassombro. não há um só deles que Deus tenha esquecido. livres dos temores que os assaltavam ante as provas e perigos das missões que lhes eram confiadas. Não temais. Só temer a Deus. temais. sem cuja vontade nada sucede MATEUS: capítulo 10º. filha de Deus.190 63 MATEUS. Não é verdade que dois pássaros se vendem por um asse? (66) Pois. — 30. para despejo das imundícies da cidade. nenhum deles cai na Terra sem ser pela vontade do vosso pai. 4 ao 7. A geena. afrontando todos os percalços e perigos. Manifesta. onde os culpados eram punidos. com estas palavras. Não temais os que matam o corpo. Vê-se. mas que não podem matar a alma. Nada. por um inferno. pois não se compreende que o Espírito. para inspirar aos homens a confiança sem limites que devem depositar em Deus. temei sim aquele que pode precipitar tanto o corpo como a alma na geena. meus amigos: Não temais os que matam o corpo e que. na individualidade e na imortalidade. que se trata de uma expressão alegórica. dotado de individualidade e personalidade. cuja natureza íntima ainda desconhecemos. portanto. a esse sim. para consumir os detritos ali atirados. igualmente. — 29. o inferno. — 7. bem mais valeis do que muitos pássaros. 12º. e onde era mantido um fogo contínuo. Assim o entenderam os que se ativeram à letra. Até os cabelos das vossas cabeças estão contados. Até os cabelos das vossas cabeças estão todos contados. eu vos digo. bem como dos cadáveres a que negavam sepultura. Não temais os que podem matar o corpo. das crenças gregas e romanas. Quanto à geena. para lhes infundir a confiança de que necessitavam. Disse-as. sem exceção. chama a atenção do homem para a inteligência de que é possuidor e que. — 6. tem o poder de lançar na geena. caverna que o rei Josias mandara construir em Jerusalém. versículo 28. alguns a tomaram por um lugar de suplício. portanto. à maneira do Tártaro do paganismo.

27º. Ora. a sua página escriturada com exatidão. se vêem lançados os Espíritos culpados. ao passo que deve sempre temer que a parte verdadeiramente importante do seu ser mereça condenada à geena de que acabamos de falar. quando muito. cada um encontrará. 8. conformemente ao uso que o homem faz do seu arbítrio. — 1ª Epístola à Pedro. — Isaías. elas sustentariam um erro. podem apenas destruir esse instrumento. 7. incorrer em falta de que lhe resulte a condenação à geena. 14º. 14 e 15. aqueles sofrimentos ou torturas morais. (67) 1º Reis. 1º. no livro da vida. na erraticidade. para ser responsável. não esquece nenhuma de suas ações boas e não deixa impune nenhuma ação má de modo que. — 2º Reis. tornando o homem sujeito a experimentar as conseqüências do seu procedimento. 34. como envoltório do Espírito. — Jeremias. porqüanto. em tal caso. 11. — JOÃO. Todos os cabelos das vossas cabeças estão contados. a qual. cuja execução e aplicação o aludido ato provoca. — Atos. Com efeito. O que as palavras que estamos apreciando querem dizer é que nada sucede que não tenha sido previsto pela infinita sabedoria do Senhor. como o são. 12. 51º. para o salvar. (66) 20 centavos. imutáveis e eternas. mas esse ato tem seu princípio de origem e seus corolários regulados pelas leis naturais. 14. . perder o seu Espírito. ele é livre de praticar um ato qualquer. 13. pois que. nem um só ato nosso. 15º. Assim sendo. admitidas no sentido literal.191 Aquele termo abrange também. entretanto. que a bondade infinita de Deus vela incessantemente pelas suas criaturas e faz sentir sobre estas a sua influência. onde. que nunca abandona a qualquer de seus filhos. chegada que seja a hora da prestação de contas. 3º. 12. isto é. 14º. na sua significação. 8º. sempre que se encontre em risco de. pois. Quer dizer que. de prova e expiação. auxiliando-as em se forrarem aos efeitos funestos do mau uso do livre-arbítrio de que Ele as dotou. — Não devem estas palavras ser tomadas ao pé da letra. — Zacarias. é claro que a criatura nada deve temer dos que. preciso se faz que o homem goze de liberdade no seu proceder. evidente se torna que o homem deve preferir a perda do seu corpo. não é mais do que o instrumento das provas necessárias à sua purificação e progresso. Assim. as terras primitivas e todos os mundos inferiores. 45. atendendo a que o corpo. porém. deixa que os acontecimentos da vida humana sigam seu curso. e onde o corpo que os reveste por si só também é para eles uma geena. como de fato é. pela encarnação ou reencarnação. 8. É igualmente certo. nem um só dos nossos mais secretos pensamentos escapam ao Senhor. por intermédio dos Espíritos bons. envolveriam a negação do livre-arbítrio do homem e justificariam o entregar-se ele ao fatalismo. 13.

dele o filho do homem dará testemunho diante dos anjos de Deus. trazendo aos homens. que serão os alicerces da paz universal. LUCAS: capítulo 12º versículo 49. praticando a sua moral. Com efeito. também eu o negarei diante de meu pai que está nos céus. a fim de que chegue a ser conhecido e até que o seja MATEUS: capítulo 10º. Aquele que. Não penseis que vim trazer paz à Terra. a sogra contra a nora e a nora contra a sogra. versículo 32. 12º. Mas aquele que me negar diante dos homens será também negado diante dos anjos de Deus. Ele veio dar causa a lutas. — 34. pois que consistia em substituir a fé cega e falsa. nem apresentá-lo ao Rei dos reis. vim separar de seu pai o homem. no seio mesmo das famílias. Ora. Aquele que me confessar diante dos homens. 10º. a fim de aprenderem. e que é o que quero senão que ele se acenda? — 50. lutas a que ainda hoje presenciamos. ainda muito distante. para a nossa salvação. esse progresso. porqüanto.192 64 MATEUS. do egoísmo. repudiando-lhe a lei. destinado a fazê-la frutificar e preparar o advento da nova revelação. que está nos céus. seu objetivo era santo. praticarem e espalharem pelo exemplo os ensinamentos cuja difusão constituía o objeto da sua missão. a filha contra a mãe. — 52. da hipocrisia. e o homem terá por Inimigos os de sua própria família. eu vo-lo digo. pela prática da caridade e da fraternidade. três contra duas e duas contra três. é certo. — 35. Tenho que receber um batismo e quão ansioso estou para que ele se cumpra. Aquele que me negar diante dos homens. ao contrário. entre os que desejariam enveredar pela nova estrada e os preguiçosos ou obstinados. Espíritos atrasados. os preconceitos e as tradições sustentados pelos escribas. — 51. Ora. porqüanto. mas que se . renega o bom Pastor. não vim trazer a paz e sim o gládio. Pensais que vim trazer a paz à Terra? Não. estarão todas divididas. pela observância da lei de amor. estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai. a divisão. — 9. — LUCAS. 8 ao 9 e 49 ao 53. que quereriam permanecer estacionários. Jesus veio pôr fogo à Terra. de sua mãe a filha e de sua sogra a nora. E esse fogo Ele o queria bem aceso. é confessá-lo. enquanto não dê testemunho dele. Praticar essa moral é estar no carreiro por Ele traçado. também eu o confessarei diante de meu pai. para que ao seu derredor se grupassem os homens. — 33. versículo 8. se embrenha pelos caminhos tortuosos. LUCAS: capítulo 12º. Jesus veio trazer fogo à Terra. doravante. Vim trazer o fogo à Terra. que seria sancionada com o sacrifício do Gólgota. vim trazer a separação. (68) Jesus é a personificação da moral sublime que Ele trouxe ao mundo. — Não veio trazer a paz e sim o gládio. Todavia. dos vícios e das paixões que degradam a Humanidade. fariseus e sacerdotes orgulhosos e cúpidos. — 36. com o trazer ao mundo uma doutrina que saparia os abusos. — 53. se numa casa se encontrarem cinco pessoas. 32 ao 36. eu vos digo que aquele que der testemunho de mim diante dos homens. que são os do orgulho. a esse o bom Pastor não o pode receber na categoria dos Espíritos bons. esse se afasta da senda da verdade. a mãe contra a filha.

10º. vendo a luz. Trabalhai. sustentai os fracos. 3º. 19.193 há de realizar. que somente cessarão quando Ele próprio vier completar a sua obra pela separação do joio e do bom grão. — João. Ele será — o rei da paz. — 2ª Epístola à Timóteo. isto é. por arrancar os parasitas que abafam a sua vinda. 18. Só então a sua missão se tornará de paz. 9º. impelindo-nos para o progresso e a dar lugar a novas lutas. com ardor. 10. 16. pela elevação dos bons à posse do reino que lhes está preparado e pela repulsão dos rebeldes e cegos voluntários para as terras em que possam decidir-se a encetar a obra da sua purificação. 9. 40º. 5. porque essa é a vontade do nosso Pai celestial. Depois de ter sido até aí — rei da justiça. esclarecei as inteligências obscuras. — Miquéias. espíritas. 7º. 28. 2º. 7º. 2º. a fim de que todos. ela a todos igualmente ilumine. 10º. 12. — Romanos. — Apocalipse. 6. éEle ainda a influir sobre nós. 43. — 1º de João. ajudai os vossos irmãos a chegarem ao ponto em que vos achais. pois. 54º. (68) Salmos. . 13º. diz-nos o Senhor pela boca de seus emissários. O Espiritismo é Jesus presente de novo entre nós. 14.

versículo 25. (69) Os santos Evangelhos são o código. — 38. que é o crisol das grandes obras. disse. que produzem a concórdia. enfim. versículo 37. LUCAS: capítulo 14º. Não deve. com relação a esta. não pode ser meu discípulo. — 39. 27. buscar-lhes o espírito. Veio congraçar a Humanidade. importa não esqueçamos que Jesus freqüentemente usava de expressões demasiado fortes. ou a tábua dos preceitos e sentenças do Divino Mestre. de mim não é digno. O que. não basta ter deles a compreensão literal ou gramatical. praticar um ato contrário a esses ensinos não é digno do Mestre. condenou foi o excesso. Assim. Para bem se conhecerem esses preceitos e sentenças. aquele que. porqüanto nenhum desses vocábulos traduz com exatidão a palavra correspondente no texto hebraico. que em todas as coisas prejudica o ser humano e o transvia. e aquele que ama a seu filho ou a sua filha mais do que me ama. não pode ser seu discípulo. Para isso. interpretando-os. Aquele que vem a mim e não odeia a seu pai e a sua mãe.194 65 MATEUS. pelo amor paterno e filial. — Cumprimento do dever acima de todas as coisas. Aquele que não toma sua cruz e me segue não é digno de mim. Jesus. . para agradar a seu pai ou a sua mãe. a suas Irmãs e até a sua própria vida. Essa a lição constante dos versículos acima. Aquele que acha sua vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a encontrará. não é digno de mim. — Paciência e resignação nas provações terrenas MATEUS: capítulo 10º. — 26. portanto. purificado. Jesus veio dar cumprimento ao Decálogo e confirmar as profecias que lhe eram relativas. Não lhe deve sacrificar o amor ao próximo. de modo a lhes alcançar o sentido profundo. nem os interesses superiores e a felicidade real de seus outros irmãos em Deus. fazer do cumprimento dessas obrigações um culto. Ele. é preciso pesquisar-lhes os fundamentos. a qual não tem a significação violenta daquelas outras e carece de equivalente nos modernos idiomas. apreciá-los em conjunto. como a respeito de tudo mais. fazendo-lhe ver que os seus membros devem unir-se pela amizade. a sua mulher. 14º. Amor da família. 10º. — LUCAS. para impressionar os Hebreus de então. Aquele que ama a seu Pai ou a sua mãe mais do que me ama. cuja síntese é a lei do amor. a seus irmãos. e aquele que não toma sua cruz e me segue não pode ser meu discípulo. Além disso. mostrar-lhe que a vida real é a do Espírito liberto da escravidão da matéria. voltando-se para a multidão que o acompanhava. para cuja compreensão cumpre não constituam obstáculo os termos odiar e aborrecer. 25 ao 27. isto é. É dever do homem consagrar-se à família e preencher para com esta todas as obrigações que lhe impõem as leis divinas. pelo carinho. jamais poderia ter dito o que quer que importasse em condenação do amor da família. a seus filhos. Veio. necessário se faz estudá-los. pois que isso seria. e que o Espírito só se depura na adversidade. porém. 37 ao 39. egoísmo e o egoísmo contravém aos ensinos do Filho de Deus. pelo afeto.

13º. Êxodo. até. quando sentenciava que quem não tomar a sua para o seguir não pode ser seu discípulo. em todas as épocas. nada tinha que expiar. reconhecimento.195 profundamente materializados. 25. A cruz a que aludia. desempenhando a sua missão. 2ª Epístola à Timóteo. resignação e. 12º. 11. 33º. a prova temo-la em que. sempre que lhes fosse mister sacrificá-la. ao contrário. que. podem e devem considerar-se como dirigidas. inocente e imaculado. era justo. a sua vida espiritual. aliás. Quanto ao ser a vida do Espírito a Única real e. (69) Deuteronômio. o Divino Mestre se dirigia especialmente a seus discípulos. — Apocalipse. 6. 12º. no mesmo sentido. aos que posteriormente. aquele que não recuasse diante da morte e a sofresse. 3º. dentre eles. Dizendo que “aquele que acha a sua vida a perderá e que aquele que perde a vida por sua causa a achará”. falando a seus discípulos. 12. é a das expiações e das provas necessárias e inevitáveis. por conseguinte. o que falisse à sua missão. assim. 26 e 27. pois. teria a vida eterna. o Senhor lhes recomendava que nenhuma importância dessem à vida do corpo. gravemente. . quando as aceita com humildade. conforme o exemplificou Ele que. por isso que mediante elas somente é que o Espírito se depura. renunciaria ao acabamento da obra. para conservar a vida humana. entretanto. para lhes significar que. 32º. comprometendo. viessem ou venham a constituir-se continuadores da alta missão em que se investiram os apóstolos e os discípulos imediatos do Cristo. que. 9. a bem daquela outra. a única digna de apreço e valiosa. Tais palavras. — JOÃO. para levar a cabo a obra. nem que o tornasse merecedor de qualquer provação.

Renunciar a tudo o que possuímos não quer dizer que devamos esbanjar.196 66 LUCAS. se pode marchar com dez mil homens contra o inimigo que vem ao seu encontro com vinte mil? — 32. tendo de entrar em guerra com outro rei. a despesa necessária. 28 ao 33. — Não dar apreço aos bens materiais. pois. (70) Antes de enveredarmos por um caminho novo. e lhe apresenta propostas de paz. isto é. Assim. 24º. não orça de antemão. 27. Ou. ficaremos sujeitos a perder o nosso tempo. 14º. preferível é esperemos. mas não pôde acabar? — 31. desde que paremos hesitantes e indecisos. que não renunciar a tudo o que tem. — Provérbios. Qual aquele dentre vós que. quando o inimigo ainda está longe. não examina antes. que amargos pesares nos trarão. precisamos certificar-nos de que dispomos de uma vontade bastante forte. não pode ser meu discípulo. condição essencial de todo progresso. devemos desprender-nos dos bens materiais. (70) 3º Reis. sobretudo em se tratando do caminho do progresso. antes que nos arriscarmos a tentativas infrutíferas. para saber se tem com que terminá-la. mas. aquele dentre vós. — 33. versículo 28. Em tal caso. se assim o não fizermos. senão como meio de fazer caridade LUCAS capítulo 14º. Se o não pode fazer. desejando edificar uma torre. — Não parar na estrada do progresso. Examinar antes de obrar. pois. que não lhes devemos criar uma afeição que nos impeça de dar-lhes a aplicação para que nos foram confiados. até nos fortalecermos bastante. porque sem ela não há salvação. manda embaixadores. por não a poder acabar. pôr fora os nossos bens. depois de lhe haver lançado as fundações. para percorrê-lo todo. 17 e 18. — 30. dizendo: Esse homem começou a construir. 5º. a fim de que. todos os que a vejam entrem a escarnecê-lo. que é a da caridade universal. com vagar e calma. o que se dará. — 29. de praticarmos a caridade. considerando-os simples meio de fazermos o bem e proporcionarmos alívio aos nossos irmãos que sofrem. Para caminharmos pela senda do progresso. com vagar e calma. . qual o rei que.

Jesus partiu a ensinar e pregar nas cidades vizinhas. MATEUS: capítulo 11. não perderá sua recompensa. 18º. — 4º Reis. 4 e seguintes. por menos importância que tenha o vosso ato e seja qual for a dos irmãos que aliviardes ou socorrerdes. As do versículo 41 são simbólicas: Aquele que proceder com louvável intuito será recompensado pela sua intenção. podem explicar-se como encerrando. Logo que acabou de dar essas instruções a seus doze discípulos. — 41. dirigidas por Jesus. aos homens de então e do futuro. para todos os homens. As palavras do versículo 40 eram endereçadas aos apóstolos: Aquele que recebe os vossos ensinamentos recebe os meus e quem recebe os meus ensinamentos recebe os daquele que me enviou. 10 e seguintes. como ensino. E todo aquele que der de beber a um destes pequeninos. Aquele que vos recebe a mim me recebe. 40 ao 42 e 11º. Aquele que recebe o profeta como profeta receberá a recompensa do profeta. 8 e seguintes. versículo 40. 10º. se podem resumir da forma seguinte: Aquele que deposita fé em Deus e procede tendo em vista a vida eterna. . e aquele que recebe o justo na qualidade de justo receberá a recompensa do justo. (71) O sentido e o alcance destas palavras. 17º. em verdade vos digo.197 67 MATEUS. e aquele que me recebe recebe o que me enviou. tendo em vista cumprir a lei de amor e de caridade. obterá a recompensa reservada ao fiel. 4º. Quanto às do 42. a seguinte lição: O bem que fizerdes vos será contado. Aquele que cumpre a lei de amor e de caridade terá sua recompensa MATEUS: capítulo 10º. versículo 1. só por ser dos meus discípulos. — 42. 1. um copo dágua fria. (71) 3º Reis.

rogai. Tinham. curai os doentes que ai encontrardes e dizei-lhes: O reino de Deus está próximo de vós. —Comei e bebei do que nela houver: Nem só pelo espírito vive o homem. Mas se. (72) As instruções por Jesus dadas aos setenta e dois discípulos são idênticas às que deu aos apóstolos. traficam com as coisas de Deus e procedem como todos vêem. Sacudimos contra vós até a poeira da vossa cidade. todavia. a todas as cidades e a todos os lugares aonde ele próprio tinha que ir. 10º. Ide.198 68 LUCAS. 9 e 13 do capítulo 10. Não é isso. Permanecei na casa comendo e bebendo do que nela houver. Sob o pretexto de que merecedor do salário é o obreiro. Os discípulos davam o alimento do Espírito e recebiam de outros o alimento do corpo. — 3. voltará para vós. avançai para a meta. não pareis. — 4. — 9. ao dono da seara que mande trabalhadores para ela. eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. e lhes dizia: A seara na verdade é grande. Como trabalhadores. não vos receberem. ide pelas ruas e dizei: — 11. Aquele que vos escuta a mim me escuta. — 8. precedendo-o. Permanecei na mesma casa: sede perseverantes. Não saudeis a ninguém pelo caminho. pois. aquele que vos despreza a mim me despreza. — 12. — 6. — A paz que eles tinham (“a vossa paz”) eram a fé e os conhecimentos que possuíam e que com eles ficavam. que se agarrou aos nossos pés. — Por “filhos da paz” designava Jesus os que se mostravam dispostos a enveredar pela nova estrada que os faria adiantar-se em direção ao Senhor. despreza aquele que me enviou. cabia-lhes ser alimentados. Quando entrardes numa cidade qualquer onde vos acolham. Não leveis bolsa. em recompensa do trabalho que executavam. versículo 6). Ao entrardes em qualquer casa. Digo-vos que nesse dia os de Sodoma serão tratados com mais indulgência do que os de tal cidade. para que necessitemos . até que a tenhais alcançado”. do Evangelho de Mateus. nem alforje. não andeis de casa em casa. o que com essas palavras quis Jesus dizer é o seguinte: “Não deixeis que vos desviem do caminho em que ides. Se aí estiver algum filho da paz. LUCAS: capítulo 10º. a vossa paz ficará com ele. senão. tratando dos versículos. versículo 1. entrando nalguma cidade. nem sandálias e a ninguém saldeis pelo caminho. — 2. versículo 16. — 7. comei do que se vos apresentar. o que fazem os que se dizem ministros do Cristo e sucessores dos apóstolos. o Senhor escolheu setenta e dois outros discípulos e os enviou dois a dois. porqüanto o obreiro é digno do seu salário. Cumpre-lhe prover às necessidades do corpo. — Segundo o espírito. que o reino de Deus está próximo. porém. sabei. Algum tempo depois. e o que me despreza. que se restringir ao estritamente necessário. como vimos. alguns pontos aqui há que reclamam observações especiais. Missão e instruções dadas aos setenta e dois discípulos LUCAS: capítulo 10º. Filhos da paz — a vossa paz (capítulo 10º. 1 ao 12 e 16. dizei primeiramente: Paz a esta casa. — 10. — 5. Todavia. mas poucos são os trabalhadores. entretanto. desde que se achassem num meio refratário a aceitá-los.

sem nada aceitar. a voluptuosidade. em troca de seus ensinamentos e preces. o bem-estar material. Jesus lhes recomendou. imitando os de outrora e os apóstolos. procura o luxo. nem compreendem que a única maneira de que dispõe o homem de erigir para si um trono consiste em viver vida austera e humilde. abnegação. seus ensinamentos. guiados e inspirados pelos Espíritos do Senhor. de inteiro esquecimento de si mesmos. dedicação e caridade. são chamados a divulgar a Nova Revelação. do capítulo 10º de LUCAS. Eles serão tratados mais rigorosamente do que os de Sodoma e Gomorra. aos que. nem de dois pares de sandálias. fez-se-lhes ouvir a palavra de paz e taparam os ouvidos. os que se dizem sucessores dos apóstolos? Ao mesmo tempo que se apregoam herdeiros dos poderes conferidos a estes. Cercados de luxo e fausto. evitando transformar aquele ministério numa profissão. de humildade e de pobreza. não é e não pode ser discípulo do Mestre. sua moral. sacerdotes ou leigos. sem possuir as virtudes que elevam o Espírito e atraem a assistência dos Espíritos superiores. novos discípulos de Jesus. quando deveriam ser os que lavassem os pés a seus irmãos. oferecem o pé a beijar aos que se lhes aproximam do trono rebrilhante de pedrarias. Proibiu-lhes cogitar do bem-estar material. Prescreveu-lhes. Aquele que. da pobreza. desinteresse. por isso que se lhes mostrou a luz e fecharam os olhos. etc. sem levar convosco nem mesmo a poeira que vossos passos levantem. a pregar em espírito e verdade e a desenvolver. judeus ou gentios. com autoridade para abençoar ou reprovar. que na Terra só deu exemplos de humildade. a lei do Cristo. além do necessário. o fausto. os que lhe pratiquem sinceramente as lições e os exemplos. sem preencher as condições a isso essenciais. Não compreenderam. Como poderão considerar-se discípulos de Jesus e sucessores dos Apóstolos os que recebem dinheiro em paga das preces que fazem? Enviando os discípulos que escolhera para transmissores da sua palavra. Entretanto. Diante do que fazem e da maneira por que vivem os ministros da Igreja de Roma. Sacudi a poeira dos vossos pés: — Afastai-vos. de todas as virtudes que o Mestre exemplificou e que constituíram o patrimônio deles.199 indicá-lo aqui mais uma vez. Cada um responderá pelos seus . como não se lhes hão de considerar irônicas as eloqüentes prédicas sobre as virtudes que aconselham. sigam as pegadas do Mestre divino. renunciam à herança da humildade. igualmente. de lado os abusos. dos que vos repelirem. — Estas palavras. enfim. só as podem aplicar a si os que. Aquele que vos escuta a mim me escuta. simultaneamente. Elas se aplicam. constantes no versículo 16. Aquele que não se sinta disposto a uma vida de abnegação. mas que não exemplificam? Deixemos. Dando aos discípulos o poder de ligar e desligar. como procederam e como procedem os pseudo discípulos do Cristo. uma vida de completa abnegação. porém. esforçando-se por imitar os apóstolos e os discípulos do Cristo de Deus. não deu Jesus esse direito a quem quer que entendesse de exercer. do amor que o homem deve consagrar e praticar para com os seus irmãos. e mesmo receber coisa alguma. bem fará dando outra direção às suas atividades. isto é. de acordo com essa Revelação. que se não munissem de duas túnicas.

13º. 23. Cuidemos nós. — 1º Tessalonicenses. de nos impormos ao respeito de todos. 3º. 10º. 29. 27. 51. 1. 5º. pela austeridade do nosso caráter. pela observância dos ensinamentos do Mestre. — 4º Reis. . 6. os espíritas. (72) JOÃO.200 atos. no propósito único de impulsionar o progresso da Humanidade. 4º. 4º. 8. — Atos. pela confiança que inspire a nossa sinceridade. 18º. — 2º Tessalonicenses. — 1ª Epístola aos Coríntios. pelo cumprimento exato dos nossos deveres.

não lançarão seus dardos contra nós. Rejubilemo-nos. portanto. — 19. Jesus lhes falava. 4º. versículo 17. — 18. O Mestre paga sempre ao trabalhador na razão do seu trabalho. — Seus nomes escritos nos céus LUCAS: capítulo 10º. . 12º. mas tendo em vista o progresso e o amor universal. 9º. não vos alegreis por vos estarem os espíritos submetidos. 17 ao 20. 3. 4º. Vedes que vos dei o poder de esmagar as serpentes. Os que caminham sinceramente nas sendas do Senhor podem rejubilar-se. 1. Nosso objetivo. mas ao fim da qual entrevejamos o progresso da Humanidade. o bem dos nossos irmãos. dizendo: Senhor. — JOÃO. — Isaías. (73) Dizendo aos discípulos que via Satanás cair do céu qual relâmpago. até os demônios se nos submetem em teu nome. E Jesus lhes disse: Eu via Satanás caindo do céu como relâmpago. mas não tiremos daí nenhum motivo de vaidade. caminhemos desassombradamente. Idêntica à dos discípulos deve ser a alegria dos espíritas. Os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria. Os répteis venenosos que se ocultem por onde passemos não levantarão as cabeças malfazejas. porqüanto também são designados a trabalhar na obra e conseguirão tudo o que tentarem fazer em seu nome. Toda vez que tentarmos combater o mal sob qualquer forma que se apresente. O Senhor protege os que trabalham com zelo na obra de que os encarregou. o mal se precipitará nos abismos insondáveis e sua queda servirá para nos esclarecer. figuradamente. — Apocalipse. — 20. 29.201 69 LUCAS. 68º. como sempre. Jamais nos orgulhemos do que o Senhor permita que façamos. 10º. Sempre que nos aventurarmos por uma estrada desconhecida. (73) Êxodo. Contudo. 31 — Filipenses. 3. 9. — Daniel. Esmagá-los-emos com os pés e eles se ocultarão envergonhados da derrota. 12º. com o fim exclusivo de impulsionar o progresso da Humanidade. se virmos que nossas obras nos autorizam a esperá-la. com confiança e sinceridade. 32º. nossa única ambição devem consistir em ganharmos a recompensa prometida. nada vos causará dano. — Salmos. pois seus nomes estão escritos no “céu”. 12º. 32 e 33. difícil. alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus. os escorpiões e todo o poder do inimigo. Regresso dos setenta e dois discípulos. 8. 1.

os mortos ressuscitam. 61º. sentindo a necessidade de enriquecer-se com a palavra evangélica. pobres são todos os que. que os mortos ressuscitam. 21º. o Evangelho é pregado aos pobres. 29º. (74) A fama levara a João o rumor dos atos de Jesus. E João chamou dois deles e os mandou a Jesus para lhe perguntarem: És aquele que tem de vir ou é outro o que esperamos? 20. o repele. — 6. não tinha certeza de que Jesus fosse quem devia ser. disse: Ide narrar a João o que vistes e ouvistes: que os cegos vêem. respondendo aos discípulos de João. na prisão. portanto. que os surdos ouvem. 7º. — LUCAS. 2. 2º. sabido das obras do Cristo. já sabemos como Ele os operava. (74) Gênese. eram os que se viam abandonados. 23. se dispõem a ouvi-la. encontrando Jesus. — 22. — Romanos. 18. pois. 10. para verificarem se se não tratava de algum hábil impostor. 4 e 5. 18 ao 23 Discípulos de João mandados por este a Jesus MATEUS: capítulo 11º. que o Evangelho é pregado aos pobres. 55. Tendo. De modo geral. 2 ao 6. — 1ª Epístola à Pedro. 8º. os surdos ouvem. falando mais para aquela época do que para o futuro. 17. — Números. — Salmos. Nesse mesmo instante. eram os que de ninguém mereciam atenção alguma. Os discípulos de João lhe referiram todas as coisas que Jesus fazia. O Precursor queria certificar-se de que Jesus era realmente aquele cuja vinda ele anunciara. — Daniel.202 70 MATEUS. 22º. 9º. e lhe dissessem: És aquele que tem de vir ou esperamos outro? — 4. João mandou que dois de seus discípulos fossem ter com Ele — 3. 2º. a quem o divino Mestre se referia. — JOÃO. 24. 35º. 14. 27. porém. — Timóteo. que os leprosos estão curados. Em seguida. — 23. 1. E bemaventurado aquele que não se houver escandalizado de mim. — 5. versículo 18. LUCAS: capítulo 7º. os leprosos são curados. porque progride e não tem que temer uma repulsa. 9º. Esses homens. . para lhe comprovar a identidade. os coxos caminham. que os coxos caminham. 3º. 32. João. — Isaías. do que lhe acolhe os preceitos e os põe em prática. Feliz. Jesus curou muitas pessoas de enfermidade e chagas e dos maus espíritos e restituiu a vista a muitos cegos. — 19. Todo aquele que não aceita a moral do Cristo. Jesus lhes respondeu: Ide contar a João o que vistes e ouvistes. 11º. lhe disseram: João Batista nos mandou aqui para te perguntarmos se és aquele que tem de vir ou se é outro o que esperamos? — 21. Quanto aos chamados “milagres” que Jesus praticou em presença dos discípulos de João. 24º. que João mandou seus emissários ao Cristo. 16. 36. Os cegos vêem. 2º. desprezados. 49º. 6º. 14. Os pobres. Enviou-lhe pôr isso dois de seus discípulos. Foi. 5º. versículo 2. 8. Bem-aventurado o que não se houver escandalizado de mim. — Apocalipse.

203

71 MATEUS, 11º, 7 ao 15. — LUCAS, 7º, 24 ao 30 e 16º, 16. João, precursor, e Jesus. — Pedra fundamental do edifício da regeneração. — Missão nova e futura de João
MATEUS: capítulo 11º, versículo 7. Logo que eles se foram embora, começou Jesus a falar de João ao povo nestes termos: Que é o que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? — 8. Que é, pergunto, o que fostes ver? Um homem vestido de finas roupas? Sabeis que na casa dos reis é que vivem os que se vestem assim. — 9. Que é então o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vo-lo digo, e mais que profeta; — 10, porqüanto dele é que está escrito: “Eis que envio, na tua frente, o meu anjo, que te preparará o caminho”. — 11. Em verdade vos digo: Nenhum dentre quantos hão nascido de mulher foi maior do que João Batista, mas aquele que for o menor no reino dos céus é maior do que ele. — 12. Desde os dias de João Batista até o presente o reino dos céus sofre violência e os violentos o arrebatam; 13, pois, até João, todos os profetas e a lei profetizaram; — 14, e, se quiserdes, compreendei: ele é o Elias que há de vir. — 15. Ouçam os que têm ouvidos de ouvir. LUCAS: capítulo 7º, versículo 24. Logo que se foram os mensageiros de João, entrou Jesus a falar deste à turba: Que é o que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? — 25. Que é, pergunto, o que fostes ver? Um homem vestido de finas roupas? Sabeis que nas casas dos reis é que se encontram os que se vestem magnificamente e vivem nas delícias. — 26. Que é, então, O que fostes ver? Um profeta? Sim, certamente, eu vo-lo digo, e mais que profeta; — 27, porqüanto, dele é que está escrito: Eis que envio, na tua frente, o meu anjo, que te preparará o caminho adiante de ti. — 28. Pelo que, eu vos digo que, dentre os que hão nascido de mulher, nenhum ainda houve maior do que João Batista; mas aquele que for o menor no reino de Deus é maior do que ele. — 29. E todo o povo e os publicanos que o ouviram se submeteram aos desígnios de Deus recebendo de João o batismo. — 30. Mas os fariseus e os doutores da lei desprezaram os desígnios de Deus para com eles, não se fazendo batizar por João. LUCAS: capítulo 16, versículo 16. A lei e os profetas duraram até João; a partir daí, o reino de Deus é pregado aos homens e cada um lhe faz violência. (75) Falando de João nesses termos, Jesus dava testemunho da missão que o Precursor viera desempenhar, assim como anunciava a nova e futura missão que ele desempenhará, e lançava a pedra fundamental em que assentaria o edifício da regeneração, edifício que se vai erguendo, embora lentamente. A época do aparecimento de Jesus na Terra, sob a forma corporal humana, nos é indicada como básica do progresso que ‘nas idéias se havia de produzir. Elas, de fato, se elevaram, fracamente é certo, mas o bastante para se despojarem do envoltório material que as constrangia e tendem, cada vez mais, a se elevar para as regiões espirituais. Pois bem, para o acabamento dessa empresa, para a continuação da obra de Jesus, é que trabalham os Espíritos elevados, sob as vistas e a direção do Mestre.

204 MATEUS, versículos 9 e 10. — LUCAS, versículos 26 e 27. — Exprimindose dessa forma, Jesus testificava que o Espírito de João já atingira um grau de elevação muito mais alto do que os dos profetas. Comparava estes últimos, nas diversas épocas em que apareceram, com Elias reencarnado como Precursor, para, apontando a extensa linha de progresso que fora percorrida, mostrar que o Elias de então já era muito mais do que o Elias dos Hebreus. Podemos, em conseqüência, imaginar qual será a grandeza desse Espírito, do ponto de vista do poder e da ciência, quando desempenhar a sua missão espírita, assinalando com essa missão a sua nova passagem pela Terra. Referimo-nos ao seu progresso em ciência universal, que é, conforme se sabe, indefinido e não limitado, como o progresso moral, cujo limite o Espírito atinge no seio de Deus, alcançando a perfeição moral. MATEUS, versículo 11. — LUCAS, versículo 28. — O pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, ao declarar que, dentre os varões nascidos de mulher, João era o que mais alto se achava colocado, espiritualmente falando, foi, em primeiro lugar, fazer sentir, embora deixando velada pela letra essa verdade, que Ele, Jesus, não nascera de mulher. Em segundo lugar, quis revelar a existência de outros Cristos, isto é, de outros Espíritos que, havendo percorrido sempre, sem desvios, a linha reta do progresso, chegaram à suprema pureza, sem terem necessidade de descer ao ventre da mulher, a fim de passarem por provações, a fim de provarem a morte, segundo a sua própria linguagem. A esses Espíritos é que o divino Mestre comparava o de João, para afirmar que, mau grado à extraordinária elevação deste, ele era menor do que o mais pequenino no reino dos céus. Vê-se assim que do fato de se achar encarnado o seu Espírito é que Jesus tirava fundamento para a afirmativa que fez, porqüanto esse fato constituía a prova formal de que aquele Espírito ainda não galgara os cumes supremos da pureza, visto que os que a tais altitudes chegam ficam, em absoluto, excluídos da ação da lei das encarnações e reencarnações, que é o que já se verificara com Jesus, antes mesmo que o nosso mundo se formasse. Sofrendo, como estava, os efeitos dessa lei, a João se lhe velara o passado. Tal qual sucede a todos os encarnados, ele esquecera suas anteriores existências, como era necessário, pois, a não ser assim, nenhum mérito lhe adviria do desempenho da missão de Precursor, se sempre tivesse diante dos olhos tudo quanto fizera como Elias, o profeta; se a todos os momentos pudesse apreciar os feitos do venerando legislador, de cujas mãos recebera o povo hebreu as tábuas da lei, o Decálogo. O Elias que tinha de vir veio, de fato, na pessoa de João que, concluída na Terra a sua missão de Precursor, continuou e continua a desempenhá-la na espiritualidade, trabalhando para que progridam o planeta terreno e a sua Humanidade, preparando o novo advento de Jesus, como Espírito da Verdade, como complemento e sanção da verdade. E, ao abrir-se, como agora se abre, a era nunciativa desse advento, a era espírita, ele novamente clama ao povo, a todo o povo da Terra, aos publicanos, aos escribas, aos fariseus e aos doutores da lei em nossos dias: Fazei penitência, arrependei-vos, arrependeivos, que se aproxima a hora do julgamento, pois que a morte, de um instante para outro, VOS pode surpreender e entregar os vossos Espíritos culpados à expiação na erraticidade e, depois, às aflições e angústias das reencarnações. Purifiquemo-nos, para sermos recebidos na morada celeste, onde só têm entrada os eleitos, isto é, os puros, condição a que todos havemos de chegar,

205 visto que para o Senhor não há eleitos, nem réprobos, segundo as falsas interpretações humanas. Só, porém, os que se tornam puros podem acercar-se do centro da Onipotência. Notemos que, confirmando ser João a reencarnação do Espírito Elias, o divino Mestre não disse: “João é o Elias que havia de vir”, mas: João é o Elias que há de vir”. Assim, além de confirmar a presença de Elias entre os homens na pessoa de João, anunciou o seu futuro reaparecimento na Terra, sempre como Precursor. Trará então, por missão especial, o alargamento do círculo das idéias e conhecimentos humanos, o fortalecimento do amor universal e, portanto, da caridade e da fraternidade que lhe são conseqüentes. A partir de João, o reino de Deus é pregado aos homens e cada um lhe faz violência. É figurada esta linguagem, significando que ninguém se aplica a fazer o que deve, para alcançar o reino de Deus, para realizá-lo em sua alma, que é o meio de chegar a ele, conforme ensinou Jesus. Cada um procura criar para si um reino da Terra, caracterizado por honras extraordinárias e imenso poderio, e tenta violentar a entrada do reino de Deus, por meio da hipocrisia, ou do anátema. (75) Malaquias, 3º, 1; 4º, 5 e 6. — Apocalipse, 2º, 7.

206

72 MATEUS, 11º, 16 ao 19. — LUCAS, 7º, 31 ao 35. João e Jesus incompreendidos pelos Hebreus, João e Jesus compreendidos hoje pelos que são os filhos do Senhor
MATEUS: capítulo 11º, versículo 16. Com que compararei esta geração? Ela se assemelha a crianças que, assentadas na praça pública e aos gritos, — 17, dizem aos seus companheiros: Tocamos flauta para vós outros e não dançastes; lamentamo-nos e não chorastes. — 18. Veio João e, porque não come, nem bebe, dizem: Está possesso do demônio. — 19. O filho do homem veio e, porque come e bebe, dizem: “Aí está um comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores”. Mas a sabedoria é justificada pelos seus filhos. LUCAS: capítulo 7º, versículo 31. Disse o Senhor: Com que compararei os homens desta geração? A quem se assemelham? — 32. Assemelham-se a meninos que, sentados na praça pública e falando uns para os outros, dizem: Tocamos flauta para vós e não dançastes; entoamos lamentações e não chorastes. — 33. João Batista veio e, porque não come nem bebe vinho, dizeis: Está possesso do demônio. — 34. O filho do homem veio, come e bebe e dizeis: É um comilão e beberraz, amigo dos publicanos e dos pecadores. — 35. Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos. Usando, mais uma vez, de linguagem apropriada àcapacidade intelectual dos que o ouviam, Jesus, por essas palavras, mostrava aos homens que suas inteligências rebeldes recusavam todos os testemunhos da verdade, quaisquer que fossem, propensos sempre a procurarem, no que observavam, uma razão de ser estranha à bondade de Deus, não se rendendo nem mesmo à evidência. Mas, a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos. — Quer isto dizer que um dia os homens haviam de compreender tudo aquilo a cuja compreensão obstava o atraso deles na senda do desenvolvimento e do progresso. É assim que, de fato, hoje compreendemos. São filhos de Jesus os que se tornaram capazes de apreender as verdades que, quando cegos, negaram e que ainda são negadas pelos que continuam cegos. Para bem cumprir a missão que lhe fora confiada, João adotara uma vida de austeridade extrema, de abstinência e insulamento, com o que dava, como Precursor, o ensino e o exemplo da penitência que viera pregar e que tinha por emblema, por símbolo, o batismo às margens do Jordão, sendo a sua palavra o meio de os homens se prepararem para entrar no caminho que leva ao Senhor. Surpreendidos com aquela existência excepcional e não a podendo compreender, seus contemporâneos o tinham por vítima de uma obsessão. Jesus, contrariamente, vivia entre os homens, a fim de lhes mostrar o que é praticar o amor e a caridade, a fim de vulgarizar, por assim dizer, todas as virtudes que pregava e de que era modelo, tornando-as compreensíveis. Para esse efeito, comia à mesa do pobre, passava a noite sob o teto do publicano, embarcava com os pescadores, oferecendo desse modo edificantes exemplos aos orgulhosos, que, entretanto, por isso mesmo que o eram, o acusavam de se comprazer nos centros abjetos da sociedade de então.

207 Jesus, em suma, veio, como bem já o compreendemos, curar os enfermos, da alma principalmente, salvar os que se achavam perdidos, encorajar os desesperados. Mas, sabendo que assim foi e é, já teremos aproveitado dos seus exemplos, já estaremos dispostos a pô-los em prática, a nos engrandecermos vencendo pela caridade, pelo amor, pela humildade, o oceano de lama que a todo momento ameaça tragar-nos? Sigamos todos nós, homens da Terra, e, principalmente, os que somos espíritas, o exemplo de Jesus, sem nos preocuparmos com as opiniões e os conceitos dos escribas e fariseus de hoje, os orgulhosos da nossa época. Entremos desassombrados na choupana do pobre e vamos comer com os desgraçados, com os réprobos do mundo; levemos-lhes o que pudermos desse alimento que os sustentará pelos séculos em fora: o pão da vida, que nutre a alma, clareia a inteligência e purifica o coração!

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73 LUCAS, 7º, 36 ao 50. Pecadora que banha de lágrimas os pés de Jesus e os enxuga com seus cabelos, derramando bálsamo sobre eles
LUCAS: capítulo 7º, versículo 36. Tendo-lhe um fariseu pedido que em sua casa fosse comer, Jesus entrou na casa do fariseu e tomou lugar à sua mesa. — 37. Logo uma pecadora da cidade, sabendo que Jesus estava à mesa em casa desse fariseu, aí veio ter trazendo um vaso de alabastro cheio de bálsamo; — 38, e, colocando-se por trás dele, se pôs a banhar-lhe de lágrimas os pés, a enxugá-los com os cabelos, ao mesmo tempo que os beijava e os ungia com o bálsamo. — 39. Vendo isso, o fariseu que o convidara disse de si para si: Se este homem fora profeta, saberia quem é esta mulher que o toca, que é uma pecadora. — 40, Jesus então lhe disse: Simão, tenho alguma coisa a te dizer. Ao que ele respondeu: Mestre, fala. — 41. Um credor, disse Jesus, tinha dois devedores; um lhe devia quinhentos denários e o outro cinqüenta. 42 Como não tivessem com que pagar, o credor perdoou as dividas a ambos. Qual dos dois, em conseqüência, mais o estimará? — 43. Simão respondeu: Creio que aquele a quem ele mais perdoou. Jesus lhe retrucou: Julgaste bem. — 44. E, voltando-se para a mulher, disse ainda a Simão: Vês esta mulher? Entrei na tua casa, não me deste água para lavar os pés, enquanto que ela, ao contrário, mos banhou com suas lágrimas e os enxugou com seus cabelos. — 45. Não me deste ósculo e ela, desde que entrou, não cessa de me beijar os pés. — 46. Não me ungiste com bálsamo a cabeça, ao passo que ela me unge com bálsamo os pés. — 47. Eis te declaro que muitos pecados lhe são perdoados, pois que ela muito amou. Aquele a quem menos se perdoa menos ama. — 48. E disse à. mulher: Teus pecados te são perdoados. — 49. Os que com ele estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa os pecados? — 50. Jesus disse ainda à mulher: Tua fé te salvou; vai em paz. O fato referido nestes versículos constitui um exemplo da influência que o arrependimento tem sobre os destinos do homem. Por isso é que repetidamente se nos diz que nos arrependamos de nossos pecados, se queremos salvar-nos, que se nos aconselha a penitência. Maria, a Madalena, a pecadora de Magdala, obteve o perdão de suas culpas, não por haver banhado os pés de Jesus com bálsamo e com lágrimas, mas porque esse ato foi a conseqüência do pesar profundo que lhe causavam suas faltas, do arrependimento sincero de que se achava possuida e por serem imensas sua fé e sua esperança naquele diante do qual se prosternava. Mulher de costumes livres, vaidosa da sua beleza, não hesitou, uma vez tocada de viva mágoa dos seus erros, em se humilhar, enxugando com os cabelos aqueles pés que o seu arrependimento inundava de lágrimas, em sacrificar a esse arrependimento os perfumes que serviam para mais sedutora torná-la e que se santificavam ao contacto com o Santo dos Santos. Foi o testemunho mais alto e mais eloqüente que ela podia dar, aos homens, porqüanto Jesus lhe perscrutava os arcanos do coração, de renunciar ao seu passado de desordens e foi, ao mesmo tempo, a mais positiva promessa, que podia fazer, de reparação no futuro.

209 Longe de a censurarmos, imitemos todos, todos, a Madalena, prostrandonos aos pés de Jesus e derramando-lhe na fronte os inebriantes perfumes que nos perdem. Façamo-lo, e de sua boca ouviremos palavras de paz, de consolação e de amor, pois que a Ele e só a Ele deu o Pai onipotente o poder de ligar e desligar na Terra e no céu, poder que os apóstolos também exerciam sob a sua obediência, e inspirados e guiados pelos Espíritos superiores. Duas circunstâncias devemos assinalar, no caso de Maria Madalena, porque explicam o procedimento que teve Jesus e servem para nossa orientação. Em primeiro lugar, conquanto fosse mulher de vida dissoluta, possuía um coração compassivo, sensível à miséria de seus semelhantes. Era de natureza fraca e impressionável, donde as suas quedas; porém, era a sua caridade tão grande, que jamais um infortúnio apelara em vão para a sua piedade, que jamais um desgraçado lhe batera a porta e não encontrasse a compaixão e o devotamento, levado este até à abnegação. Essa a razão por que Jesus pôde dizer ao fariseu, que o convidara para a sua mesa com o intuito de descobrir nele algum ponto vulnerável, tanto que facilitara à pecadora entrar-lhe em casa: “Eis te declaro que muitos pecados lhe são perdoados, porque ela muito amou”. O amor de que Ele falava era o amor considerado do ponto de vista da caridade, do desprendimento, da piedade. Em segundo lugar, a fé que Jesus inspirou a Maria Madalena foi que lhe abriu os olhos para o próprio proceder e a levou a se arrepender profundamente deste. A comparação entre a vida sem mácula do Mestre e os inumeráveis excessos da sua vida de pecadora foi o que a impressionou e impeliu a vir, cheia de arrependimento sincero, rogar, em preces fervorosas, prostrada aos pés daquele a quem considerava um enviado celeste, o perdão de suas faltas. Jesus, que lhe lia no fundo da alma a disposição de não mais falir, de se regenerar, lhe concedeu a graça suplicada, graça cuja obtenção, aliás, está ao alcance de qualquer pecador, desde que vivo seja o seu remorso e verdadeiro o seu arrependimento, como os tinham aquela pecadora; porqüanto a graça não é o que a Igreja humana forjou. A graça, o mesmo que o perdão, de que já tratamos longamente (76), tem por efeito abrir ao culpado as vias da reparação, que então lhe não é duramente imposta, como sucede nos casos de culpados endurecidos, mas facultada de maneira a ser feita com felicidade, com alegria, visando sempre o pecador efetuar o progresso que deixara de realizar e entrar de novo em graça perante o amor do Pai. Assim foi que o fariseu Simão, que pretendera armar a Jesus uma cilada, a fim de o apanhar em falta, lhe proporcionou ensejo para uma lição edificantíssima, adequada àquela época e ao futuro. Submissamente imploremos ao Espírito ora purificado Maria Madalena (77) que por nós interceda junto ao Nosso Divino Mestre e Senhor, para que também saibamos arrepender-nos e merecer-lhe o perdão que nos salvará. (76) Veja-se o capitulo — Fazer penitência. (77) Explanando o caso de Maria Madalena, o autor destas “Elucidações Evangélicas” o dá como sendo Maria de Betânia, irmã de Marta e de Lázaro, a qual, durante uma ceia a que Jesus esteve presente nessa aldeia, seis dias antes da Páscoa, também lhe ungiu os pés com perfumes e os enxugou com os próprios cabelos, segundo referem os Evangelhos

210 de Mateus (capítulo 26º, versículos 1 ao 13), de Marcos (capítulo 14º, versículos 1 ao 9) e de João (capítulo 12º, versículos 1 ao 8.) Parecendo-nos manifesta aí a confusão, que, aliás, outros comentadores das letras evangélicas têm feito, de dois episódios diversos, ocorridos em ocasiões diferentes, um quando Jesus principiava a desempenhar a sua missão, o outro quando já esta se aproximava de seu termo, diversidade que se patenteia não só das palavras que a propósito de cada um proferiu o divino Mestre, como dos comentários que a um e outro fizeram os Evangelistas na obra “Revelação da Revelação”, em que esta se baseia, suprimimos, neste passo, todas as referências a Maria de Betãnia, cujo ato, semelhante ao da Madalena, é estudado adiante, a propósito dos versículos 1 à 13 do capítulo 26º de MATEUS e dos versículos 1 à 9 do capítulo 14º de MARCOS. Ainda duas outras circunstâncias nos induziram a levar a efeito essa supressão, que nos julgamos no dever de assinalar, como revisor da presente obra. A primeira é que, nela, quando se comenta o episódio em que foi protagonista a irmã de Marta e de Lázaro, nenhuma alusão há ao de Maria Madalena, como seria natural e lógico que houvesse, desde que de um só fato se tratasse, já considerado anteriormente, e não de dois. A segunda é que Bittencourt Sampaio, em a sua Divina Epopéia, nas “Notas ao Canto 12º”, páginas. 417, in fine, e 418, depois de mostrar que os episódios são diversos, conclui, dizendo: “Não se confunda, pois, a ação praticada por Maria, irmã de Marta e de Lázaro, com o que fizera a pecadora em casa do fariseu, numa cidade da Galiléia, no começo da missão de Jesus”. — (Nota do revisor, Dr. Guillon Ribeiro, por ocasião da segunda edição desta obra.)

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74 MATEUS, 11º, 20-24. LUCAS, 10º, 13-15. Cidades impenitentes
MATEUS: capítulo 11º, versículo 20. Começou ele então a exprobrar as cidades onde realizara tantos milagres o não terem feito penitência. — 21. Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! pois que, se os prodígios operados dentro de vós o tivessem sido em Tiro e em Sidônia, elas teriam feito penitência em cilícios e em cinza. — 22. Eis por que vos digo que, no dia do juízo, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos rigor do que vós. — 23. E tu, Cafarnaum, porventura te elevarás até ao céu? Serás abatida até ao inferno, porqüanto, se os milagres operados dentro dos teus muros o tivessem sido em Sodoma, talvez que esta ainda hoje subsistisse. — 24. Eis por que te digo que no dia do juizo a Terra de Sodoma será tratada com menos rigor do que tu. LUCAS: capítulo 10º, versículo 13. Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! pois que, se os prodígios operados dentro de vós o tivessem sido outrora em Tiro e em Sidônia, elas teriam feito penitência nos cilícios e nas cinzas. — 14. Eis por que, no dia do juízo, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos rigor do que vós. — 15. E tu. Cafarnaum, que te elevaste até ao céu, tu submergirás até ao inferno. (78) Estas palavras de Jesus se referem ao estado dos Espíritos encarnados naquela época. No que Ele diz de Tiro e Sidônia, há imagens materiais apropriadas aos homens de então. Penitência significa arrependimento (79). A penitência do Espírito consiste no pungente remorso de suas faltas e na expiação que se lhe segue; tudo, porém, do ponto de vista moral e não como o entendia a gente daqueles tempos, que só admitia a reparação material. Quanto ao deverem ser tratados com menor rigor os de Tiro e Sidônia, do que os de Corozaim e Betsaida, e os de Sodoma menos rigorosamente do que os de Cafarnaum, é porque estes, como os de Corozaim e Betsaida, foram testemunhas dos milagres e, por orgulho, tudo haviam rejeitado, tinham fechado os olhos à luz, tornando-se, portanto, mais criminosos do que os de Sodoma que, atacados, pela sua materialidade, no lodaçal das paixões vis, talvez destas se houvessem libertado, se ouvissem a palavra do Mestre e presenciassem os “milagres” por Ele operados. Fazendo essa distinção, queria Jesus que os homens compreendessem que, de todos os crimes passíveis de castigo, os mais graves são os que a inteligência comete, que os mais rigorosamente puníveis, dentre os que resultam dos arrasamentos da matéria, são aqueles de que o Espírito conscientemente participa. O inferno, como já vimos, é a consciência do culpado e o lugar onde ele sofre a expiação de seus crimes, qualquer que seja esse lugar. Onde quer que o Espírito se acha presa de contínuas torturas, quer encarnado, quer desencarnado, é o seu Inferno, termo de que Jesus usava alegoricamente. Igualmente alegóricas, figuradas, são as palavras — dia do juízo. Não significam que haja, como o entende a Igreja, um “juízo final”, a que todos os defuntos comparecerão. Os Espíritos que encarnados habitaram Tiro e Sidônia, Corozaim e Betsaida, Cafarnaum e Sodoma, bem como todos os Espíritos culpados que têm vivido na Terra, desde que o homem aí apareceu, hão

2º. Com efeito. pelo julgamento. avançando pela senda do progresso. Um termo. a que chamamos calamidades e que cada vez mais freqüentes e multiplicados se vão tornando. e para os conduzir ao foco da onipotência e dar-lhes a conhecer o Pai. até que só a componham Espíritos que. — Apocalipse. só permanecendo na Terra os que houverem alcançado um grau de aperfeiçoamento que lhes permita continuar aí. mas de um progresso contínuo. quando a Terra estiver prestes a passar ao estado fluídico puro e ao de puros Espíritos os que componham a Humanidade terrena. 1. Porém. Esse. esse afastamento dos rebeldes se efetuará gradualmente. No período final dessa transformação. constituem os meios de operar-se a transformação física do nosso mundo. que é o da própria consciência. resultará de nenhum abalo violento. mediante nova encarnação. a fim de que mais depressa elas se renovem e a obra de purificação se ultime. do que fica dito sobre a maneira por que a Humanidade se depurará. em páginas anteriores. 14º. na erraticidade. 53. então. depois da morte. que a renovação ou transformação do planeta em que habitamos não. Todos esses fenômenos. chegados que sejam os últimos dias da era material para a Humanidade terrena. Deduz-se. os que se conservarem rebeldes serão degredados para mundos inferiores. haverá. 20. (79) Veja-se o que foi escrito acerca do “arrependimento”. em espírito e verdade. da sua glória. cada uma de tais calamidades abrirá nas fileiras desses Espíritos grandes claros. o juízo final. (78) Isaías.212 passado. sofrendo. isto é. se achem aptos a entrar numa fase de contínua e cada vez mais rápida evolução moral. entretanto. conseqüentemente. Assim é que a Humanidade se irá depurando também de modo gradual. mediante torturas morais. da única Igreja existente. Em chegando a época em que os que se tenham mantido rebeldes devam ser dele afastados definitivamente. 13. a culminar na pureza perfeita. voluntariamente submissos à lei do progresso. — Lamentações. serão todos membros da sua Igreja. que os homens. em seguida. ao termo de cada existência planetária. da sua pureza perfeita e imaculada. 2º. 3º. na plenitude do seu poder. 26º. como Ele próprio o predisse. — Ezequiel. . sucessivamente. para esses sucessivos julgamentos e condenações a que se encontram sujeitos os Espíritos que na Terra encarnam. a universal Igreja Cristã. para mostrar a verdade sem véu aos que. a expiação correspondente às faltas cometidas e. à medida que eles se forem tornando incompatíveis com o aperfeiçoamento físico do planeta e o aperfeiçoamento moral da maioria dos que o habitem. — Jeremias. 51º. é que Jesus aparecerá. influenciados pelas falsas interpretações próprias do reinado da letra. — Jonas. 5. o que Significa que será quase imperceptível para nós. ainda não puderam compreender.

com o encargo de levar à perfeição a Humanidade terrena. que não seja orgulhoso e incrédulo. Todas as coisas me são dadas por meu pai e ninguém sabe quem é o filho senão o pai. É que estes só admitem o que julgam haver descoberto e ensinam. senão o pai. mostrou que. — 27. desgraçadamente. meu Pai. Assim é. mas como devéramos compreender. 25 ao 27. Quer dizer que é confiada aos que se entregam ao Senhor. capítulo 11º. 10º. MATEUS. versículo 27. — LUCAS. LUCAS. (80) Jesus. 21 ao 22. LUCAS: capítulo 10º. que os homens nada poderiam saber das coisas . — 22. Senhor do céu e da Terra. CEGOS. Jesus exultou pelo Espírito Santo e disse: Graças te dou. pois que o orgulho não lhes permite compreendam a influência e o auxilio espíritas. pela razão única de serem desconhecidas da sapiência de que se jactam.213 75 MATEUS. porém. por haveres ocultado estas coisas aos sábios e aos prudentes e por as teres revelado aos pequeninos. o único que não sofrera a encarnação humana. como a sofrem os outros Espíritos que descem a habitar a Terra. aos fracos e aos obscuros. Graças. por haveres ocultado estas coisas aos sábios e aos prudentes e por as teres revelado aos pequenos. ESCLARECIDOS. que estiolam a boa semente espalhada nelas pelo vento. sem nunca a terem estudado e apenas porque lhes põe diante dos olhos coisas que eles consideram novidades inadmissíveis. mostrava ser. 11º. nem quem é o pai senão o filho e aquele a quem o filho o queira revelar. estava sempre em relação direta com Deus. meu Pai. de Espírito puro. Nessa mesma hora. nas sociedades humanas. Proferiu então Jesus estas palavras: Graças te dou. a ironia. porque te aprouve que fosse assim. Com efeito. Todas as coisas me são dadas por meu pai e ninguém. aos que têm confiança e fé e não aos que são tidos por grandes. aludia Jesus à sua elevação e à sua missão de Espírito protetor e governador do nosso planeta. capítulo 10º. conservando a sua condição de Espírito. O juízo de Deus. Senhor do Céu e da Terra. pai. os prudentes e os pequenos de que falava Jesus são os que como tais os homens consideram. A obra do Senhor é entregue aos simples e aos inocentes. versículo 21. — 26. Daí o desprezo. versículo 21. poderosos e sábios. felicitava e animava seus discípulos. ciência sobre a qual se pronunciam. não é idêntico ao dos homens. tidos entre os homens por SÁBIOS e PRUDENTES. e ninguém conhece o pai senão o filho e aquele a quem o filho o queira revelar. o sarcasmo com que se referem ao Espiritismo. conhece o filho. a fim de que se não amedrontassem com a tarefa que lhes era confiada. Os sábios. tudo atribuindo unicamente à força de suas inteligências e de suas vontades. versículo 25. desse modo. porque assim te aprouve. a cuja formação presidiu. entre os homens. que os homens consideram como OBSCUROS MATEUS: capítulo 11º. ainda constitui fenômeno extraordinário a existência de um homem inteligente e ilustrado. meu Pai. Assemelham-se a essas terras gordas onde nascem abundantemente ervas imprestáveis. — Pelas palavras constantes nestes versículos. não como o entendemos.

8º. se somos filhos. todavia. também somos herdeiros verdadeiramente de Deus e co-herdeiros do Cristo. versículo 17. verificamos que. que nos integrará em Deus. a fim de expiarmos as nossas culpas. o que temos de. se é. é que fomos humanizados. 7. dizendo: “E. 2º. o nosso passado e o nosso futuro. 8. senão por meio da revelação que de futuro lhes fariam os Espíritos do Senhor. 17º. é essa revelação que. 44 e 46. 35. pelo amor e pela caridade. — 1ª Epístola aos Coríntios. 3º. pela luz que ela nos fornece para o estudo e o exame das nossas más tendências. 3. 27. modificar e adquirir. graças a essa revelação. 19. pela humildade. que nos mostra só podermos reabilitar-nos pelo trabalho. dando-lhes a conhecer quem é o Filho e preparando-os para conhecer quem é o Pai. praticados tanto do ponto de vista material. capítulo 8º. que padecemos com Ele. — JOÃO. de além-túmulo. 14. 18. É o que Paulo exprime na sua Epístola aos Romanos. para que também sejamos com Ele glorificados”. fazendo-nos entrar na posse da herança que Ele a todos os seus filhos reserva. 1º. 16º. nos dá a certeza de que um dia. esclarecer-nos sobre aquelas existências e verificarmos o que aqui viemos expiar e reparar. Foi essa revelação que nos fez saber que a matéria nos tira a lembrança das nossas anteriores existências corporais. é que os Evangelhos se nos tornam claros ao entendimento. 27º. — 2ª Epístola aos Coríntios. extra-humanas. por termos falido. depois de havermos passado por todos os trâmites da depuração espiritual.214 celestes. É ela que nos faz ver donde viemos e para onde vamos. se bem possamos. como do ponto de vista intelectual e moral. pelo desinteresse. confirmando as esperanças que todos trazemos nalma. dos nossos maus instintos e pendores. que nos demonstra que. 2. 5º. aqui. 6º. com efeito. 1º. resgatarmos as nossas faltas e saldarmos as nossas dívidas para com a justiça divina. 17. (80) Salmos. chegaremos à perfeição moral. 3º. Finalmente. Hoje. .

. Jugo suave e fardo leve MATEUS: capítulo 11º. o caminho único que nos pode conduzir à felicidade eterna. a violência. caminhemoslhe nas pegadas e. Alcançar o repouso para a alma é nada mais ter que expiar. 28 ao 30. Que exige Ele de nós? Nem mesmo o nosso amor nos pede. — 29. como quer que nos apelidemos — cristãos. 6º. – 1ª Epístola à João. judeus. que não hesitou em ir até ao sacrifício do Gólgota para nos salvar? Praticando-lhe a moral é que nos depuraremos e praticar-lhe a moral é segui-lo. 16 — Zacarias. Encontrareis descanso para vossas almas. — 30. despojar-nos-emos de todas as impurezas e chegaremos. Onde. senão nele. para quem quer que se forre aos mesquinhos objetivos humanos. Quer apenas que trabalhemos. seguindo-o. encontramos graça. 2º. bálsamo para as feridas de nossa alma? Onde encontraremos dedicação igual à sua. que nos levará aos mundos superiores. 5º. pela nossa própria glória. versículo 28. — JOÃO. ou muçulmanos —sejam quais forem o culto exterior que pratiquemos e a nação a que pertençamos na Terra — dirijamo-nos para Ele que. Tomai sobre vós o meu jugo. o meu jugo é suave e o meu fardo leve. 9. 13º. Não nos diz: crê. 16. paz ativa. pelo progresso. Porque. aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para vossas almas. mas. 8. — Observando a moral de Jesus. Atendamos aos conselhos do nosso bom e amoroso Jesus. Ela então entra na paz do Senhor. 11º. sob a sua direção. Não emprega. leva suas ovelhas aos campos de ricas pastagens. onde o lobo voraz nunca aparece: os mundos superiores e fluídicos a que atrás nos referimos. como o homem. porqüanto a sua moral é de fácil prática. como bom pastor. rica de boas obras e de grandes coisas. aos mundos fluídicos. cura para as nossas enfermidades. alívio para as nossas aflições.215 76 MATEUS. (81) Jeremias. (81) Em Jesus encontramos o exemplo da coragem e da resignação. 6. 9º. à perfeição. Vinde a mim vós todos que vos achais fatIgados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. simplesmente: — em mim está a vida. não carregaremos pesado jugo. de todo o nosso coração. a que chegaremos desde que lhe sigamos os ensinos. Ora. ou morre. para nos obrigar a lhe seguirmos as pegadas. onde habitam os Espíritos puros.

pois. era o segundo sábado da primeira parte do mês. 23 ao 28. no dia de sábado. eu vos digo que está aqui o que é maior do que o templo. que só os sacerdotes podiam comer. a debulhá-las com as mãos e a comê-las. lhes faculta o arrependimento e a reparação MATEUS: capítulo 12º. Que entrou na casa de Deus. Como entrou na casa de Deus e comeu os pães. assim como os que o acompanhavam? — 26. MARCOS: capítulo 2º. porqüanto o filho do homem é Senhor até mesmo do sábado. passou Jesus em dia de sábado por uns trigais. e comeu os pães da proposição e os repartiu com os do seu séquito. tomando a palavra. deviam abster-se de todos . 6º. com os que o acompanhavam. versículo 1. 12º. sucedeu que num dia de sábado chamado o segundo-primeiro. Respondeu-lhes Jesus: Não lestes o que fez David premido pela necessidade. Seus discípulos. Segundo a lei. Assim. não obstante só aos sacerdotes ser permitido comê-los? — 27. 1 ao 8. — 2. — 24. os comeu e distribuiu com os de seu séquito. — MARCOS. se puseram a colher algumas espigas. da proposição. teve fome? — 4. Jesus. tomou os pães da proposição.216 77 MATEUS. jamais condenaríeis inocentes. — 2. LUCAS. muito embora só aos sacerdotes fosse licito comê-los? — 5. por elas avançando. versículo 1. 2º. Alguns fariseus então lhes disseram: Por que fazeis o que não é permitido fazer-se aos sábados? — 3. quando teve fome. O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. seus discípulos. lhes disse: Não lestes o que fez David quando. como também os animais tivessem periodicamente um dia reservado ao descanso. sendo Abiatar o príncipe dos sacerdotes. (82) Moisés instituiu a guarda do sábado apenas para que não só os homens. — 3. o filho do homem é senhor também do sábado. Se soubésseis o que significam estas palavras: “Quero misericórdia e não sacrifício”. Disse-lhes então Jesus: Não lestes o que fizeram David e os que o acompanhavam quando tiveram fome? — 4. — 8. Sucedeu ainda que. passando Jesus por uns trigais. sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis. Quanto aos pães da proposição. — 28. Também não lestes na lei que os sacerdotes no templo violam o sábado e não cometem pecado? — 6. seus discípulos se puseram a cortar algumas espigas. LUCAS: capítulo 6º. Naquele tempo. que então se chamava o segundo-primeiro. os Hebreus. — Deus. E acrescentou: O filho do homem é senhor também do sábado. Como entrou na casa de Deus. os fariseus lhe disseram: Teus discípulos estão fazendo o que não é permitido se faça em dia de sábado. E acrescentou: “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. eram os que se ofereciam ao altar. Vendo isso. se puseram a colher algumas espigas e a comê-las. que nem a eles. atravessando Jesus em dia de sábado umas searas. Esse dia. Ora. Ao que os fariseus disseram: Como é que teus discípulos fazem em dia de sábado o que não é permitido fazer-se? — 25. versículo 23. — 7. tendo fome. 1 ao 5. nem aos que o acompanhavam era licito comer. só o sendo aos sacerdotes? — 5. Ora.

por essa forma. A instituição do sábado. 6. 7.) Mulher. que desejamos ser fiéis discípulos seus. versículo 21. que nos fortaleça a fé. 9. ainda mais. portanto. 9. Reservemos um dia para o descanso do corpo. — Oséias. 22. nem em Jerusalém que adorareis o Pai. nenhuma importância ou valor têm. como tantas e tantas cerimônias com que o homem ocupa tão larga parte do seu tempo. a fim de bem compreendermos e praticarmos os seus ensinamentos. virá tempo em que não será neste monte. Tenhamos um dia em que os nossos corpos repousem dos trabalhos que os fatigam. 6. 21º. estavam submetidos às necessidades humanas e que. Jesus lhes quis mostrar que assim os pães. como tantas outras práticas e usos de culto externo. (JOÃO. 7º. — Números. E dizer-se que.. com o que Deus lhe pusera à disposição. implorando a Nosso Senhor Jesus Cristo. depois dessas observações claras do Mestre divino. — 1º Reis. como o sábado.. ainda com mais fervor do que nunca. um só rebanho. 6º. — Miquéias. inúmeros horrores e atrocidades inenarráveis ainda se cometeram em seu nome! E ainda se cometem. mas. — JOÃO. que nos envie um raio da sua luz divina. nosso Protetor. esquecidos do bem que lhes cumpre fazer. 8.) Com efeito. Deus é espírito e. pela prática de obras que atestem o nosso amor aos outros homens e ao Pai celestial e pelas graças que lhe rendamos. santificando-o. em qualquer dia. Recordando-lhes as palavras. os que o adoram. vivifique em nossas almas a esperança e as encha do sentimento da caridade. esses os adoradores que o Pai quer. capítulo 4º. de tocar em qualquer metal. para aquele que queira compreender em espírito e verdade o que disse Jesus. sob o mando de um único pastor: o Cristo. 18. capítulo 4º. pela fé espírita. demonstrando. violavam o sábado. o homem tinha o direito de alimentar-se. chegados são os tempos em que os homens deverão unir-se. Mas. 5. sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis. se possível. do que os outros dias da nossa existência. 6º. virá o tempo e já veio em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. crê-me. nosso Governador e nosso Mestre. versículos 23 e 24. cumprindo os ritos do culto. 6º. (82) Levítico. (JOÃO. não deixemos que jamais os nossos corações repousem. — 2º Paralipõmenos. lhes dá a faculdade de se arrependerem e repararem suas faltas. lembrando aos fariseus o que fizera David com aqueles pães e que. para formarem. . em espírito e verdade é que o devem adorar. Ora. 28º. os sacerdotes. 6. mas consagremo-lo de modo especial a Deus. no templo. 24º. procurou fazer-lhes sentir que Deus. contrariamente ao que faziam aqueles que condenavam os acusados de sacrilégio e sob o menor pretexto mandavam lapidá-los sem piedade. ou cristã.217 os atos manuais. que eles não haviam compreendido: “Quero misericórdia e não sacrifício”. reconhecidos à sua misericórdia. Santifiquemo-lo também. para satisfazer aos reclamos da sua existência.

disse ao homem. — 13. 12º. Jesus entrou de novo na sinagoga. O homem a estendeu e ela ficou sã como a outra. — 6. E não vale o homem muito mais do que uma ovelha? Sim. Os escribas e os fariseus o observavam para ver se ele curaria em dia de sábado. E perguntou: É permitido em dia de sábado fazer o bem ou o mal. Dali saindo. Os fariseus se retiraram logo e. — LUCAS. não pegará nela para retirá-la de lá? — 12. porém. — 11. a fim de o acusarem. — MARCOS. nem poderia entrar. que tinha a mão seca: Levanta-te e fica de pé aqui no meio. Cheios de furor. Disse então Jesus: Pergunto-vos: É licito em dia de sábado fazer o bem ou o mal. o homem se levantou e ficou de pé. — 10. 6 ao 11. versículo 9. os escribas e fariseus perguntavam uns aos outros o que fariam a Jesus. por meio. conforme se lê nas narrativas evangélicas. e. — 9. é permitido fazer o bem em dia de sábado. se reuniram em conluio contra ele. Os fariseus. — 8. — 7. disse ao homem: Estende a tua mão. (83) Nas traduções desta parte dos Evangelhos. porém. Cura de uma mão paralítica. como sempre. 6º. Segundo a “Revelação da Revelação”. conhecendo-lhes os pensamentos. aquele que. a fim de o acusarem. para acusarem a Jesus. Como aí se achasse um homem que tinha seca uma das mãos. em dia de sábado MATEUS: capítulo 12º. Disse então Jesus ao homem que tinha a mão seca: Vem aqui para o meio. Jesus lhes respondeu: Qual. — 4. ele a estendeu e esta ficou sã. Perpassando então por eles o olhar. de uma ação magnética. Jesus não os olhou “tomado de cólera. Depois de olhar para todos. no coração do Cristo. fizeram um conciliábulo buscando meio de o perderem. empedernidos. tendo uma ovelha e vendo-a cair num fosso em dia de sábado. Entrando num outro sábado na sinagoga. fechavam os olhos para não ver a luz que o Senhor lhes oferecia e o Senhor com isto . 9 ao 14. saindo dali. — 5. eles se puseram de observação para ver se Jesus o curaria em dia de sábado. de acordo com o texto original corretamente interpretado. exercida e dirigida pela sua potente vontade. E disse ao homem: Estende a tua mão. Lá estava um homem cuja mão direita era seca. com os Herodistas. — 14. o homem a estendeu e ela ficou sã. Quanto aos escribas e fariseus. salvar a vida ou tirá-la? — 10. era uma mão paralítica a que Jesus curou. começou a ensinar. é que o divino Mestre se doía de vê-los resistir voluntariamente aos esforços que Ele empregava para os salvar. aflito pela cegueira de seus corações”. que essas palavras humanas mal exprimiram. disse ao homem: Estende a tua mão.218 78 MATEUS. lhe perguntaram: É permitido curar em dia de sábado? — 11. cogitando do modo por que o perderiam. Jesus. 1 ao 6. — 3. — 2. dentre vós. lê-se: mão árida. Ai se achava um homem. salvar ou tirar uma vida? Eles se calaram. tomado de cólera. LUCAS: capítulo 6º. MARCOS: capítulo 3º. Os escribas e os fariseus eram Espíritos culpados que. veio Jesus à sinagoga deles. versículo 6. 3º. A cólera jamais entrou. aflito pela cegueira de seus corações. O pensamento. mão seca. versículo 1. que tinha seca uma das mãos.

hoje. 22º. Com efeito. 16. 89. .219 sofria realmente. enviando à Terra o Messias. Não sofrem os nossos anjos de guarda com o nosso endurecimento? Mas. decorridos que são 20 séculos. — JOÃO. ainda hoje ocorre mais ou menos o mesmo que se dava naqueles tempos. libertos. De fato. como os fariseus e os escribas. os insultos e os sarcasmos. que é a confirmação da messiânica. 5. da sua razão e do seu livre-arbítrio e compare o que ensina a Igreja Romana com o que ensina a Doutrina Espírita. que não pode ser violentado. assim como os escribas. Ontem. 23º. 5º. Entretanto. se afligia e indignava ante tal obstinação. 4. os repeliam. Eles. use cada um da sua inteligência. do terror dos anátemas. como não o foi o deles. 18. uma vez que. os fariseus e o sacerdócio hebreu combatiam a revelação messiânica. em face dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. (83) Êxodo. como já nos achamos. no pleno gozo do livre-arbítrio que o Pai nos concedeu. também os fariseus e os escribas de hoje e o sacerdócio romano guerreiam a revelação espírita. e por si mesmo decida. — Deuteronômio. do mesmo modo que nós muitas vezes repelimos os nossos. 4. temos o nosso livre-arbítrio. que era a confirmação da revelação moisaica. Deus a todos abriu uma nova via de purificação e redenção. as fogueiras. 9º. Seus anjos guardiães faziam por eles o que por nós fazem os nossos. porém. 10º.

que. a mecha ainda fumegante simbolizam os Espíritos culpados nos quais uma tendência. em quem muito se compraz a minha alma. confirmando o que dissera o profeta. transmitindo-lhe diretamente a inspiração. pela expiação. por intermédio do Espírito Santo (85). a estrada do progresso. (84) Sabendo Jesus que os fariseus contra ele conspiravam. E as nações nele porão suas esperanças. evitava acabar de partir os caniços já quebrados. “Nele se compraz”. pela sua qualidade de Espírito puro e perfeito. — 19. então. por muito fraca que seja. 12º. com o mantê-lo em perene comunicação consigo. segura e reta. Jesus. que de novo mostra a todos aquela linha de proceder segura e reta. o meu bemamado. Sabendo disso. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: — 18. e faz que seu Espírito sobre ele constantemente pouse. — 16. Jesus se retirou daquele lugar. nem gritou na praça pública. há sempre para se melhorarem. que. como Espíritos culpados. Deus o “elegeu”. Missão do Messias. Jesus. Sobre ele porei o meu espírito e ele às nações anunciará a justiça. aguarda que venha a justiça. cultivando a ciência. o amor: selos da aliança entre a fé e a razão. versículo 15. Não acabará de partir o caniço já quebrado e não apagará a mecha ainda fumegante. enquanto não alcance a vitória da justiça. — Estas palavras significam que . expondo-se a duras e acerbas provações.220 79 MATEUS. iluminando. desde que o tornou partícipe do seu poder. não gritará e ninguém lhe ouvirá’ a voz nas praças públicas. com o advento do Espiritismo. que eram. Não discutirá. — Vias de purificação sempre abertas aos Espíritos culpados. O caniço quebrado. isto é. Desempenhando a sua missão terrena. Jesus é servo e bem-amado de Deus. porém não da maneira por que falavam os escribas e os fariseus. como faziam os Hebreus. “Eis aqui o servo que elegi. o “caniço já quebrado”. muitos doentes o seguiram e ele a todos curou. E no seu nome as nações porão todas as esperanças. eles se despojem dos vícios que os tornam impuros e. ordenando-lhes que não o descobrissem. — Seus poderes. 15 ao 21. pois. injustos. confirmando o que dissera o profeta. ordenando aos enfermos curados que não revelassem as curas que haviam obtido. não discutiu. pela qual todos podemos avançar com passo firme. com o facho da verdade. da sua justiça e da sua misericórdia. com lhes mostrar a única linha de proceder. a caridade. o que equivaleria a quebrar de todo o caniço e a apagar a mecha fumegante. para que sua opinião prevalecesse. não fossem levados a comprometer-se ainda mais. ele anuncia a justiça às nações. quando o constituiu protetor e governador do nosso planeta. — 20. pois. — 21. Ainda agora. que conduz ao fim colimado. Ele. a fim de que aqueles. como todos os outros. têm que chegar ao fim MATEUS: capítulo 12º. Ele falou aos homens com autoridade. cada um dos quais procurava com fortes brados abafar a voz de seus adversários. Jesus anunciou às nações a justiça. — 17. retirou-se daquele lugar. longe de os repelir.

porqüanto lhes cumpria. que tramavam contra Jesus. para alcançar a perfeição. (85) Já por mais de uma vez temos explicado o que se deve entender por Espírito Santo. despojando-se dos vícios que os faziam “injustos”. que o Mestre não acabaria de partir e seriam. As palavras do profeta Isaías (capítulo 42º. a “mecha ainda fumegante”. como a todos os Espíritos. versículo 3) tinham de cumprirse com relação aos fariseus. que Ele não apagaria. Veja-se páginas anteriores.221 todos compreenderão ser a sua moral a única que pode fazer que os homens progridam. depois da morte. . purificar-se pela expiação. 1 ao 3. por isso que eles eram o “caniço quebrado”. 42º. A revelação atual abre e inicia esta fase nova. Todos confiarão na sua influência. (84) Isaías.

com o governador do planeta terráqueo e diretor da Humanidade que o habita. é que o reino de Deus veio até vós. como poderá então o seu reino subsistir? — 27. isto é. afastando o obsessor. Subjugado. — 28. 3º. versículo 20. disse: Todo reino que se dividir contra si mesmo será destruido e toda cidade ou casa. As palavras que dirigiu aos escribas e fariseus. pois. se ligam umas às outras e. que nem sequer podiam comer. — 25. Ele o curou. tinham um alcance tanto espírita. 12º. dizendo que perdera o juízo. versículo 22. em geral. príncipe dos demônios. Se um reino estiver dividido contra si mesmo. Apresentaram-lhe então um homem cego e mudo. Blasfêmias dos fariseus. Se. — 22. não poderá subsistir e terá fim. — 23. lhes dizia por parábolas: Como pode Satanás expulsar a Satanás? — 24. — 21. — 23. Satanás se rebelar contra si mesmo. segundo já explicamos. paralisara aqueles órgãos. ouvindo isto. Ele desceu até nós. — 26. Jesus. Se é por Belzebu que expulso os demônios. quanto mais nos adiantarmos. Os fariseus. que se dividir contra si mesma. por isso mesmo. diziam entre si: Ele expulsa os demônios por Belzebu. Jesus. A multidão estupefata perguntava: Porventura é este o filho de David? — 24. Ora. tendo-os chamado. Seu Espírito expiava graves abusos da palavra. uma expiação. — 25. O aparecimento de Jesus entre os homens. foi uma manifestação espírita. Mas. estava subjugado por um Espírito mau que. não pode subsistir. é este o filho de David? É que predito fora que o maior dos profetas descenderia da linhagem de David. (86) Aquele homem. porém. Ao saberem disso os parentes de Jesus vieram para se apoderarem dele. fluídos apropriados a esse efeito. conhecendo-lhes os pensamentos. bem como as que a seu respeito proferiram os que eram considerados seus parentes. Se uma casa está dividida contra si mesma. e o não ter sabido aproveitar-se da luz que lhe fora concedida.222 80 MATEUS. maravilhada com o fato. MARCOS: capítulo 3º. por quem os expulsam vossos filhos? Estes. As épocas. — MARCOS. Entraram em casa e aí se aglomerou tão grande multidão. como todas. é que serão os vossos juizes. estará dividido. A multidão. A subjugação que ele sofria era. 20 ao 26. Os escribas vindos de Jerusalém diziam: Ele está possesso de Belzebu e expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios. sobre os órgãos da visão e da audição. assistimos a uma outra manifestação . da nova revelação. conforme o sabemos. Pois bem. se expulso os demônios pelo Espírito de Deus. de sorte que o homem começou a ver e a falar. 22 ao 28. — Cego e mudo por efeito da subjugação. combinando com os dele os fluídos do seu perispírito e lançando-lhe. não subsistirá. para lançar as bases da nova regeneração. Jesus o curou pela ação da sua vontade potentíssima. — 26. possesso do demônio. quanto evangélico. porém. está ele dividido contra si mesmo. não poderá subsistir. inquiria: Por-ventura. tanto melhor compreenderemos a ligação que existe entre o aparecimento de Jesus na Terra e a presente manifestação dos Espíritos. atualmente. se Satanás expulsa a Satanás. foram ditas como ensino para aquele momento e como lição a frutificar na época atual. tido como “possesso do demônio”. anteriormente praticados. — Reino dividido MATEUS: capítulo 12º.

Jesus era acusado pelos seus contemporâneos de obrar por influência demoníaca. só a eles cabe com exatidão o nome de “servos do Senhor”. como os daquele tempo. como os de hoje. desde que nos elevemos e purifiquemos. vêm continuar e desenvolver-lhe a obra. deve ser a mesma que Jesus dava aos seus injuriadores: “Nenhum reino que se divide contra si mesmo pode subsistir”. e saíram a prendê-lo. para se fazer compreendido e escutado. dizendo que seriam juizes dos seus acusadores. com a nova revelação. diante dos fatos espíritas. ou lhes fere o orgulho. O clero qualifica de demoníaca a Doutrina Espírita. não podiam admitir que aquele se elevasse tão alto. desobstruíram as sendas que Ele traçara para passarmos. Assim que. Ao saberem disso. eram parentes quase todos. eram os que. os modernos escribas e fariseus chamam loucos e .223 espírita. tendo em vista servir a Deus. Belzebu. É precisamente o que diz o sacerdócio romano. os Escribas e os Fariseus de agora. tendo falido. Só esses Espíritos podem aproximar-se do foco universal. Os filhos daqueles que o acusavam de obrar por Belzebu e aos quais o Mestre se referia. Deus só se comunica diretamente com os Espíritos puros. Mas. os parentes de Jesus vieram para o prender. na senda do mal. algumas vezes. porém. Ora. ou como tais se consideravam. podermos avançar por aquelas sendas. afastar os Espíritos malfazejos que se manifestavam pela obsessão e pela subjugação. que instituísse apóstolos. através da escala espírita. e que. Satanás. A resposta. por meio da prece e da perseverança. Os homens de então. rumo às altas culminâncias da espiritualidade. segundo os quais Jesus procedia do mesmo tronco que eles. — Os Hebreus. de pureza perfeita. perseveram. como enviados do Mestre. produzida pelos Espíritos que. discípulos de Jesus. no plano invisível. saibamos valer-nos da prece e obremos com perseverança. estava rodeado de primos mais ou menos próximos. seguiam de coração a lei de Moisés. que o Senhor nos envia como medianeiros entre a sua vontade e os nossos Espíritos. já um tanto purificados e colocados acima de seus pais. Dá-se hoje o mesmo que com ele se deu. até nós desce o “Espírito de Deus”. sob o fundamento de que perdera a razão e estava louco. Ë para que ele chegue a todos os homens que. recebemos a luz de que necessitamos para. se fizeram agentes das trevas. os quais. também podemos livrar alguns dos nossos irmãos encarnados da ação dos que. com os corações inundados dela. Príncipe dos demônios são expressões figuradas de que Jesus usava. esses parentes. negam tudo o que não compreendem e condenam o que os incomoda. A expressão — “espírito de Deus” — considerada em relação a Jesus. endurecidos. significa a influência direta que o Pai exercia e exerce sobre Ele. Bem dissera o Mestre que ninguém é profeta na sua terra. Designavam e designam os Espíritos maus que. hoje. Jesus. entre os Hebreus. Em relação a nós. devemos considerá-la como exprimindo a dos Espíritos purificados. pelo consórcio dos de uma tribo com os de outra. aos quais incumbe de presidir à formação dos orbes e de lhes dirigir as respectivas humanidades. ontem. Do mesmo modo que alguns filhos dos Hebreus. conseguiam. a praticarem-no contra os homens. em seu progresso moral e científico. os apóstolos. aos olhos dos homens. dizendo que perdera o juízo.

e avançar corajosamente pelo caminho que nos está traçado. 2º. 2º. os bons Espíritos. certos de que o Cristo vela por nós e nos protege. tendo chegado mesmo a arranjar uma lei punitiva da prática do Espiritismo! Diante disso. 23. (86) JOÃO. da doçura e da indulgência. como prepostos seus. 25. 48. 2º. 7º. 44. a nos guiarem pela estrada que a Ele conduz. da humildade e da paciência. Temos. que devemos fazer? Exemplificar pela prática das boas obras. da pureza de sentimentos. 20.224 desequilibrados aos espíritas. 20. — Daniel. . 8º. — Apocalipse. 5. 10º. os Espíritos de luz e de misericórdia.

— 31. 11º. — 23. levará consigo todas as armas em que ele confiava e se apossará dos seus haveres. Jesus falava assim. O homem que é bom tira boas coisas de bom tesouro e o homem mau tira más coisas de mau tesouro. mas não terá perdão nem neste século nem no futuro o que alguém disser contra o Espírito Santo. Dizendo o que se lê no capítulo 12º. Quando um homem forte guarda armado a entrada de sua casa. — 30. O que alguém disser contra o filho do homem ser-lhe-á perdoado. para o que mister se faz compreendamos bem o sentido verdadeiro destas palavras suas ditas especialmente aos que são chamados a receber a revelação nova: “O espírito é que vivifica. que não o será. 3º. Se alguém falar contra o filho do homem. — LUCAS. Porque serás justificado pelas tuas palavras e pelas tuas palavras serás condenado. as palavras que vos digo são espírito e vida”. se antes o não manietar. — Quem não está com Jesus está contra ele. Aquele que não está comigo está contra mim e aquele que comigo não entesoura dissipa. MARCOS: capítulo 3º. se um outro mais forte vem e o vence. uma vez que da boca só sai o que abunda no coração! — 35. Como poderá entrar alguém na casa de um homem forte e roubar-lhe as alfaias. versículo 29. bom será o seu fruto. versículo 21. em segurança está tudo o que ele possua. — 30. precisamos despojar da letra o espírito. Raça de víboras.225 81 MATEUS. porque diziam: Ele está possesso de um espírito impuro. visto que pelo fruto é que se conhece a árvore. seus frutos serão maus. (87) A fim de apreendermos o pensamento do Mestre através da linguagem de que Ele usava. — MARCOS. — Palavra Ímpia. prestarão contas de toda a palavra ociosa que houverem proferido. — 37. como podeis. Em verdade vos digo que aos filhos dos homens serão perdoados todos os pecados que hajam cometido e todas as blasfêmias que tenham proferido. Eis por que vos digo: Todos os pecados e todas as blasfêmias serão perdoados aos homens. será réu de eterno delito. 21 ao 23. — 29. 29 ao 37. e 12º. se . — 36. menos a blasfêmia contra o Espírito Santo. se for má. Se uma árvore for boa. mas não terá perdão aquele que blasfemar contra o Espírito Santo. Porém. O forte armado. mas aquele que houver blasfemado contra o Espírito Santo não terá perdão na eternidade. Ora. — 22. — 33. 27 ao 30. se antes não o prender? Depois disto é que lhe pilhará a casa. — Pecado remido. LUCAS: capítulo 12. no dia do julgamento. — 28. só depois disso conseguirá pilhar-lhe a casa. — 32. LUCAS: capítulo 11º. 10. sendo maus. 12º. Ninguém pode entrar na casa de um homem forte e lhe roubar as alfaias. versículo 27. versículo 29 de Mateus e capítulo 3º. — Tesouro do coração. — Pelo fruto é que se conhece a árvore MATEUS: capítulo 12º. alude Jesus ao pecado que. quem comigo não entesoura — dissipa. — Blasfêmia contra o Espírito Santo. — 34. versículo 10. eu vos digo que os homens. Quem não está comigo está contra mim. isso lhe será perdoado. dizer boas coisas. por suas seduções. versículo 27 de Marcos.

teriam destruído. Miquéias. As do capítulo 11º. tradições e escrituras. Com efeito. capítulo 3º. A blasfêmia consiste em negar a Deus. capítulo 3º. os vícios que substituam as virtudes no coração daquele que se tornou descuidoso e não tirou proveito delas antes de serem destruídas. versículo 10 de Lucas.) Quer isto dizer: quem não segue a lei do Cristo. Jesus se referia à blasfêmia contra Deus. Que crime se pode a este comparar? Quanto ao pretender-se que. se cultivadas. Se deixamos de conservar-nos cautelosamente em guarda e ativos na prática do bem. caso em que indicavam uma duração imensa. um sentido relativo. Pelas do capítulo 11º. “eternamente”. a fim de nos acharmos sempre prontos a combater os maus instintos e pendores e as paixões más. é necessário praticar o bem. e o Senhor onipotente. Segue-se daí que. aquele que se esquece do seu Deus? O mesmo se dá com todas as virtudes que não são praticadas. por haver dito que o que blasfema contra o Espírito Santo não terá perdão na eternidade. condicionada a ter fim. ou a inteligência mesma de Deus. versículos 31 e 42 de Mateus. Referindose. (capítulo 12º versículo 30 de Mateus e capítulo 11º. está contra Ele. os vícios penetram em nosso coração e nos tomam uma a uma as armas. apresentavam dois sentidos. quando se referiam a Deus. de acordo com seus preconceitos. versículo 5. mas. aquele que falta à caridade? Que é. Do mesmo modo. para aproveitarem da sua destruição despojam as ditas virtudes do asilo que lhes fora preparado e nele se alojam. Josoé. senão ímpio. Sem dúvida. quem dela se desvia dissipa esses tesouros e perde precioso tempo. versículos 28 e 29 de Marcos e capítulo 12º. Eram. não basta deixar de praticar o mal.226 apodera do homem e o despoja de todas as virtudes. versículo 23 de Lucas. ao passo que considerava passível de perdão a blasfêmia contra o filho do homem. à blasfêmia contra o Espírito Santo. a doutrina moral de que Ele é a personificação. capítulo 4º. vemos que precisamos estar vigilantes sobre a nossa consciência. . versículo 3. — Para a boa compreensão destes versículos. palavras emblemáticas. que é a verdade absoluta. no entender dos Judeus. pois. versículo 18. que só ele nos resguarda de cairmos no mal. Tomam-lhes o lugar os vícios que elas. Eis por que também Ele disse: “Quem comigo não entesoura dissipa”. pois que trilha senda oposta à que Ele traçou. pois. ciência e justiça. os termos “eternidade”. dela se aparta. versículo 21 de Lucas. Porque. versículo 22 de Lucas completam a figura material que o divino Mestre compusera para a inteligência dos Hebreus. capítulo 15º. em confirmação do que dizemos: Êxodo. capítulo 14º. o divino Mestre haja formulado uma ameaça de penas eternas. não obstante a sua essência preciosa. Para os Hebreus. senão egoísta e orgulhoso. a sua origem e a sua posição espíritas. era o próprio Deus. quando empregados com referência aos homens. em acusar de injustiça ou erro Àquele que é todo amor. logo. Esdras. será réu de eterno delito. isto é. limitada. quem caminha por essa senda reúne os tesouros que o Senhor reserva para os justos. “eterno”. que é. quando dizia que só a blasfêmia contra o Espírito Santo nunca seria perdoada aos homens. Jesus claramente mostrava a diferença que há entre Ele. nenhum fundamento há para semelhante dedução. patenteava a sua inferioridade com relação a este. por maior que fosse. Capítulo 12º. podiam ser tomados em duas acepções diversas: um sentido absoluto. devemos lembrar-nos de que o Espírito Santo. Veja-se. Quem não está comigo está contra mim.

o divino Mestre teve em mira. Sede perfeitos. melhor se tornará. 13. querendo exprimir dilatadíssimo período de tempo. observa a existência terrena de que acaba de sair. mediante provas adequadas a esse efeito. versículo 16. Capítulo 12º. pelo caminho da reparação se purifique e eleve.227 versículo 9. aprecia seus crimes ou faltas e. Usando do primeiro desses termos. pelo sofrimento e pela expiação. . como o concebemos. aprecia todos os crimes e faltas que o precipitaram no abismo e. Cansado de sofrer. que seus sofrimentos não mais terão fim? A existência. neles. sofre a expiação. não foi palavra “ociosa” o que disse Jesus. por se sentirem imensamente culpados. afinal. a agudeza e a longa duração do sofrimento acabam consumindo as energias do culpado para o mal. 53º. que não experimente o influxo das leis imutáveis do progresso e do aperfeiçoamento. 5º. E Deus lhe perdoa. deixe. 1º. 4. pois. trata-se. 24. assim. fizer esforços por praticar o bem. — De acordo com o texto original. os bons Espíritos. Indubitavelmente. Com efeito. Foi. capítulo 57º. quando lhes deram um sentido absoluto. ovelha tresmalhada. após a sua desencarnação. versículos 36 e 37 de Mateus. Hebreus. (87) Isaías. a fim de que. a reencarnação. 12 e 52. Com o que disse acerca das árvores boas e más. ensinar-lhes a conhecer os homens. se for cultivada. Nenhum há que. em sentido relativo. que Jesus usou daquelas palavras. dessa crença constitui um dos meios providenciais de serem levados ao arrependimento. Pelo que toca ao dia do julgamento. 7º. podemos dizer que a árvore é boa e ficar certos de que. exclama: Se eu houvesse de recomeçar! Então. em que os homens prestarão contas. 6º. do momento em que o Espírito culpado. conforme já explicamos à página 265 quando estudamos o texto evangélico relativo às “cidades impenitentes”. 16. e mais que levianas e todos os excessos de linguagem. pouco a pouco ao arrependimento. com o tempo e a reencarnação. aterrorizado com a perspectiva de dores sem fim. para frisar que pelo fruto é que se conhece a árvore. Essas palavras bem mostram que não há Espírito culpado e rebelde. se tivesse de recomeçar e o induzem. tocado de remorso e arrependimento. fazendo-lhe nascer no íntimo a esperança do perdão. Se porém. Isaías. — Timóteo. — 1ª Epístola à João. 49º. Quantas vezes não se manifestam em nossas sessões Espíritos grandemente sofredores. 10. faz uma introspecção. a que se segue. o impelem a ver como faria. concedendo-lhe a reencarnação. Disse Jesus: “Meu pai não quer que nenhum destes pequeninos pereça. sempre atentos aos transviados. falsamente interpretadas pelos homens. dirigindo-se a seus discípulos. inevitavelmente. olha com desespero para o seu passado. ele se volta para si mesmo. de voltar ao aprisco. 12. reparar e progredir. dizendo que se acham condenados a penas eternas. mas: palavra “ímpia”. esperança a cujo influxo o arrependimento se desenvolve e se acentua o desejo de expiar. às quais todos os que se transviaram são levados a obedecer. Vim salvar o que estava perdido. que então passou a abranger as conversações fúteis. — JOÃO. os tradutores naturalmente o fizeram para dar maior amplitude à sentença do Mestre. como é perfeito vosso Pai que está nos céus”. o homem de maus instintos praticará ações más. judiciosamente interpretado.

Por esse lado. no dia do Juízo. — LUCAS. 38 ao 42. versículo 29. — Resposta de Jesus. AQUI. se observa em tudo o que diz respeito à religião pregada e exemplificada pelo clero romano. — Prodígio de Jonas. . Ele lhes respondeu: Esta geração má e adúltera pede um prodígio. porqüanto o milagre não seria senão a derrogação parcial de uma ou algumas leis. por conseguinte. — 41. onipotente e. . Nem se diga que. nem . mais do que Jonas. o que vale dizer . queríamos ver um prodígio por ti feito. não lhe será dado outro diverso do do profeta Jonas.30. e há. teríamos de admitir como possível que Ele derrogue suas leis. Assim como Jonas foi um prodígio para os de Nínive. pois que ela veio dos confins da terra para escutar a sabedoria de Salomão. neste caso. AQUI. nosso Pai celestial. ou abra nelas exceções. hoje. alguns dos escribas e fariseus lhe disseram: Mestre. — 42. desde que admite exceções. contra os homens desta geração e os condenará. por ser onipotente. (88) Passados que estão os tempos dos milagres. Ora. igualmente.31. pede um prodígio. não pode suportar as imposições dos que se opõem à difusão da luz à marcha do progresso. que as leis divinas não refletem a perfeição absoluta do supremo legislador. Prodígio pedido pelos fariseus. Absurdo dos absurdos. uma vez que só pode ser mutável o que seja perfectível. nenhum outro lhe será dado senão o prodígio do profeta Jonas. Para admitirmos que Deus. e. . também o filho do homem será um prodígio para esta geração. também o filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra. visto que nenhuma ação arbitrária se pode consorciar com a onisciência de um ser infinito em todos os seus atributos. e. a possibilidade de tais derrogações ou exceções implicaria não serem as leis divinas absolutamente sábias e perfeitas. há mais do que Salomão. a menos que faça o que. Disse então à turba que o cercava: Esta geração é uma geração perversa. suas leis. tanto que sujeitos à lei imprescritível e fatal do progresso. onisciente. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de uma baleia.228 82 MATEUS. 11º. ou exceção ao que elas prescrevem. Os Ninivitas se levantarão no dia do juízo contra esta geração e a condenarão. em geral. pois que eles fizeram penitência atendendo & pregação de Jonas. para quem portanto não há passado. forçoso fora reconhecêssemos. operasse milagres. e AQUI. Então. 29 ao 32. pois que ela veio dos confins da terra para escutar a sabedoria de Salomão. aqui. o homem. como o deve conceber o cristão. LUCAS: capítulo 11º. versículo 38.eternas e imutáveis. a conseqüência a que chegaríamos é que também o legislador não seria perfeito e sim perfectível também. para podermos admitir o milagre. — Ninivitas. A rainha do Meio-dia se levantará. Rainha do Meio-dia MATEUS: capítulo 12º. 12º. que nos criou perfectíveis. pois que eles fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas. A rainha do Meio-dia se levantará no dia do juízo contra essa geração e a condenará. não sendo perfeita uma lei. há mais do que Salomão. — 39. em se tratando de Deus.32. Porém. Os Ninivitas se levantarão no julgamento contra esta geração e a condenarão. Mas. como o entenda. pode Ele derrogar por arbítrio. há mais do que Jonas. — 40. chegaremos ao absurdo.

que veio substituir a fé cega pela fé raciocinada. dado que este só se pode exercer ocasionalmente. não podem subsistir. de um esteio em que. visto que. presentemente. que tiveram. até onde a mesma misericórdia no-lo permita. O “milagre”. sentida e humildemente formulada. qualificando-o de possesso do demônio. era adúltera. na ressurreição e na ascensão do Cristo. com os textoS evangélicos. que ele fora engolido por um peixe. sem a qual o arbítrio carece de significação. tudo porque isso é contrário e prejudicial aos interesses materiais da clerezia romana que. temos o dever de perquirir. que se consegue pela prece fervorosa.229 presente. para os Ninivitas. o reaparecimento de Jonas. nós espíritas podemos e devemos crer. nem compreendidos. era um homem igual aos outros. devam hoje ser aceitos. isento da lei da . portanto. que vem dar cumprimento à lei e aos profetas. desde que aquela Revelação nos mostra e prova. após três dias de permanência no ventre de um peixe. mas que perderam sua razão de ser. que aqueles fatos. porém. ou de efeitos. no que quer que seja. quando a Nova Revelação. fugindo à letra que mata. Espírito livre. que Jesus só aparentemente era homem. pela sua ressurreição e ascensão viria a constituir. para essa geração. em espírito e verdade. que lhe repelia os esforços para reconduzi-la ao caminho da verdade. Aquela geração a que Jesus se referia. porque acreditaram. procuram apoio as igrejas terrenas. como Ele próprio mandou que os entendêssemos. condição que faz imprescindível o princípio convencional de tempo. que Ele desempenhou a sua missão como Espírito. Agraciados pela misericórdia divina com a luz viva da Nova Revelação. submerso no fundo do mar. advérbio que subentende sucessão de fatos. explorando as superstições populares e sustentarem crenças tradicionais. de pureza perfeita e imaculada. em cujas entranhas permanecera três dias. um milagre. as causas. a fim de compreendermos os efeitos e aproveitarmos das lições que eles nos oferecem. senão no que seja fruto de convicções adquiridas em conseqüência do estudo. para conservar a sua dominação. não passa. fora que se acha de toda idéia de tempo. portanto. para se entregar a práticas materiais. de ser impostos como milagrosos. até para os discípulos. que ontem não podiam ser explicados. sem de nenhum modo aceitarmos. o milagre. no-los explica plena e satisfatoriamente? Certo que não. precisa manter na ignorância os fiéis da sua Igreja. com o mesmo caráter. os espíritas. Senhor Jesus Cristo. em face do desenvolvimento da razão humana. Com efeito. para glória de Deus. compreendidos em seu espírito. portanto. capacidades e percepções. no empenho de manterem o predomínio que alcançaram. que se baseia nos Evangelhos de N. porque desprezava a fé no seu Deus. Essa geração é a mesma que hoje chama demoníaca à ciência espírita. da meditação e da iluminação interior. um milagre. só existente para seres limitados como nós em todas as suas faculdades. e que. portanto. nem futuro. que repudia a Deus para adorar o Papa. valendo-se do precário conhecimento que da verdade possuem as massas humanas. para a geração da sua época. que. um prodígio. Do mesmo modo Jesus. Jonas constituíra para os Ninivitas um prodígio. do que. sem sombra de dúvida. era má pela sua obstinação no erro. tais fatos não podiam ser mais compreensíveis nem menos miraculosos. Dar-se-á. nós outros. porque não mais nos é lícito crer.

A tendência que tem o homem para dar a tudo o cunho do maravilhoso e a atração que este sobre ele exerce criaram a lenda de Jonas engolido e vomitado por um peixe. Os Ninivitas que. 1. 2. aí deixando-o. e há.MARCOS. lembrando os exemplos de Jonas e Salomão. o Cristo de Deus e. . donde um marinheiro devotado. mais do que Jonas. em que viajava. 1º. foi chamar a atenção dos homens para a superioridade da sua missão. 18. o transportara às escondidas num bote até à praia. porém de ordem inferior. 9º. 2º. aqui. – 2º Paralipõmenos. Daí o dizer: “Assim como Jonas foi um sinal para os de Nínive. assim também o filho do homem será um prodígio para esta nação”. entraram e permaneceram nas vias do Senhor e a rainha do Meio-dia que reconheceu a grandeza de Deus e a sabedoria daquele a quem Deus fizera rei. 8º. 27. (88) 3º Reis. como era. Semelhante maravilha logo se impôs à imaginação humana como um “milagre” e como “milagre” foi tido e crido. Ao contrário. para reinar com eqüidade e distribuir justiça. condoído da sua sorte. como representante do Pai. o Rei do nosso planeta e da Humanidade terrena. com o qual possível e fácil lhe foi sair do sepulcro. . aqui. eram a condenação dos Judeus. 22. de um perispírito tornado visível e tangível. 2º.JOÃO. superioridade que a Nova Revelação patenteia aos nossos olhos. – 1ª Epístola aos Coríntios.230 encarnação. dizendo: “E há. . apenas revestido de um corpo fluídico. o que fez. de modo algum pensou Jesus em se lhes equiparar. Igualmente. sendo. aproveitando da pregação de Jonas. ela nos faz saber que ele apenas esteve durante três dias preso a ferros a bordo de um navio. . Jonas e Salomão eram Espíritos em missão. 10º.Romanos. mais do que Salomão”. conservando-se este fechado e selado. que resistiam a todos os esforços de Jesus para os reconduzir ao bom caminho. com relação a Jonas. o Mestre. 1. Citando-os. e chamar-lhes também a atenção para a culpabilidade dos que se rebelavam contra seus ensinos. Foi o que o divino Mestre acentuou.

por essa forma. como antes. diz: Voltarei para a casa donde saí.231 83 MATEUS. pois. 24 ao 28. — Resposta de Jesus ao que. como acontece com as enfermidades. então. limpa e ornada. A comunhão do Cristo. lá se instalam. Assim acontecerá com esta geração criminosa. E o último estado do homem fica sendo pior do que antes. sucedeu que. entrando todos na casa. pelo qual entendeu a Igreja romana de fazer do corpo humano morada da divindade. versículo 24. a encontra varrida e ornada. a princípio. 12º. vagueia pelos lugares áridos em busca de repouso e não o encontra. de resistir aos maus instintos. quando ele dizia estas coisas. repelidas. — LUCAS. a encontra vazia. os Espíritos bons. Dever. lhe disse uma mulher MATEUS: capítulo 12º. 43 ao 45. — 25. Quando o Espírito impuro tem saído de um homem. Quando o Espírito impuro tem saído de um homem. Ora. tornando impossível àqueles Espíritos fazerem nela morada. advertia os homens de que estivessem precavidos sempre contra as más paixões e tendências que. Os Espíritos imundos que influenciam para o mal o homem são atraídos pelos seus maus sentimentos. então. versículo 43. Vai-se. uma lembrança simbólica daquela outra comunhão. E. — 26. A comunhão dos discípulos era um repasto comemorativo. facilmente podem voltar depois mais intensas e tenazes. a fim de que o Senhor as possa considerar habitações dignas dos seus mensageiros. para o cultivo da fraternidade. lhe disse: Felizes o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram! — 28. de virtudes as nossas almas. Ornemos. entram todos na casa e passam a habitá-la. Nenhuma relação tem o que acabamos de dizer com o chamado “sacrifício da eucaristia”. foi um último e solene apelo por ele feito aos homens. e o último estado do homem fica sendo pior do que o anterior. se o homem limpar sua alma de todas as impurezas e a adornar das virtudes opostas a tais sentimentos ocupa-la-á o seu anjo de guarda. LUCAS: capítulo 11º. anda por lugares áridos em busca de repouso. E. se outrora puderam legitimar-se com o grande atraso intelectual da Humanidade. — 45. Não o encontrando. do meio do povo. como todos os outros erros dessa igreja. elevando a voz do meio do povo. voltando. (89) Jesus. simbolizada pela Ceia. — 27. constantemente. de cuja inspiração e assistência gozaremos. Ora. Diz então: “Voltarei para a casa donde saí”. — 44. às más paixões. hoje constituem uma das causas principais do desprestígio em que a vemos e da generalização da descrença. provém das interpretações literais por ela dadas às Escrituras. interpretações que. uma mulher. disse: Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam. Dizendo respeito unicamente ao Espírito toda a Doutrina de Nosso Senhor . de novo. voltando. Semelhante absurdo. reúne outros sete Espíritos mais malvados do que ele e. que tem o homem. porém. Parte então de novo arrebanha sete outros Espíritos ainda piores do que ele. 11º. Jesus. relativamente às quais se verifica que as recaídas são sempre mais perigosas.

— 2ª Epístola à Pedro. 20 a 22. que nada valem e para nada servem. — A mulher que elevou a voz do meio da multidão. como infelizmente ainda vemos. desse modo. abriu ensejo à resposta de Jesus. como mãe de Jesus. que foi um ensinamento: “Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam”. pelo lado unicamente espiritual é que deveram ter encarado e ensinado os preceitos evangélicos aqueles que se intitulam seus representantes na Terra. bem-aventurados os que estudam e ensinam a moral pregada por Jesus e põem-na em prática. — JOÃO. Capítulo 11º. . 7. de satisfazerem às suas ambições de mando e predomínio. versículos 27 e 29 de Lucas. 5º. com abstenção completa dos cultos e cerimônias puramente materiais. não fazendo da profissão de fé um meio de vida. 5º.232 Jesus Cristo. (89) Job. falou como médium. 8. — Timóteo. 1º. — 1ª Epístola à Pedro. 1º. 14. para louvar a Maria. Sim. 25. 6. 2º. sob a inspiração momentânea de um guia que. conforme a consideravam os homens.

Maria e José. é claro que também nenhum grau de parentesco humano havia entre Ele e os que eram considerados seus irmãos. Jesus. como também já explicamos e deve ser entendido. quem quer que faça a vontade de meu pai que está nos céus. pura e imaculada. 8º. nenhum grau de parentesco humano havia entre Jesus. Significava. porqüanto. como já vimos. E. o simples parente. 3º. 19 ao 21. respondendo. o mandaram chamar. — 32. obra do Espírito Santo. a palavra — irmão —. Disseram-lhe então: Estão lá fora tua mãe e teus irmãos que te querem ver. que vinha à procura das ovelhas tresmalhadas do seu rebanho? qual poderia ser o seu objetivo? Reuni-las em torno de si. — 21. tinha várias acepções. estendendo a mão para os discípulos. Todas. disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. versículo 31. Qual poderia ser. o irmão propriamente dito. tendo sido a sua concepção. por Maria. na expressão de Paulo. Sua mãe e seus irmãos. o aparecimento do nosso Salvador na Terra tenha apresentado o que quer que seja de milagroso ou de sobrenatural. Assim sendo. . aquele que fizer a vontade de Deus. o desejo do bom pastor. o primo co-irmão. na realidade. O irmão. porqüanto. fossem quais fossem. sem que. versículo 19. 12º. versículo 46. esse é meu irmão. — 48. Estando Ele ainda a pregar para a multidão. mas não puderam aproximar-se dele por causa da multidão. E. (90) Não estando ligado a Maria por nenhum laço humano. disse: Minha mãe e meus irmãos São os que escutam a palavra de Deus e a praticam. pelo poder da sua vontade e da sua sabedoria. eram e são dele bem-amadas. Ele se achava apenas revestido de um corpo aparentemente humano. conforme as necessidades da sua missão. Ora. Jesus mostrou aos homens os sentimentos de fraternidade e de amor que os devem unir. minha irmã e minha mãe. em hebreu. te procuram. Por essa explicação ficou patente que Maria não concebeu. ao mesmo tempo. cumprindo ainda se advirta que. LUCAS: capítulo 8º. MARCOS: capítulo 3º. disse Ele: Quem é minha mãe e quais os meus Irmãos? — 49. Então alguém lhe disse: Tua mãe e teus irmãos estão aí fora procurando-te. se tornava visível e tangível. de um corpo fluídico. que. sua mãe e seus Irmãos do lado de fora procuravam falar-lhe. esse é meu Irmão. olhando para os que se achavam sentados ao redor de si. Sua mãe e seus irmãos vieram ter com Ele. como a multidão o cercasse. 46 ao 50. — MARCOS. Efetivamente. porqüanto. 31 ao 35. a irmã e a mãe de Jesus são os que fazem a vontade de seu pai. Trazia um corpo “celeste”. Respondendo a esse que assim falara. — 47. — LUCAS. alguém lhe disse: “Olha que tua mãe e teus irmãos. disse: Eis aqui minha mãe e meus Irmãos. — 50. — 20. de fato.233 84 MATEUS. — 33. Ao que perguntou Ele: Quem é minha mãe e quais são os meus irmãos? — 34. minha Irmã e minha mãe. ouvindo a palavra de Deus e pondo-a em prática MATEUS: capítulo 12º. — 35. se conservou sempre virgem. não deu à luz filho algum. tendo vindo e ficado do lado de fora.

234 (90) JOÃO. — Apocalipse. 29. — Hebreus. 2º. — Romanos. 2º. 1º. . 20º. 17. 14. 8º. 12. 11. 5. 15º.

— 5. ele ai se sentou. 5. para que não vejam com os olhos. versículo 1. ouvindo. uma parte das sementes caiu à margem do caminho. lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? — 11. Ele subiu para uma barca e se sentou. olhareis com os olhos e não vereis. Àquele que tem. como enorme fosse a multidão que ali se reuniu. — MARCOS. — 12. A semente lançada entre os representa espinheiros aquele que ouve a palavra. — 21. mais ainda se dará.235 85 MATEUS. nascendo. as sementes germinaram prontamente. 4º. MARCOS: capítulo 4º. Pôs-se de novo a ensinar próximo ao mar e. ficando ele na abundância. 1 ao 15. — 10. Neles se cumpre esta profecia do profeta Isaías: “Escutareis com os ouvidos e não entendereis. os ouvidos se lhes tornaram surdos e os olhos se lhes fecharam. acolá trinta por um. Do coração de todo aquele que escuta a palavra do reino e não a compreende vem o mau Espírito tirar o que nele foi semeado. O coração deste povo se embotou. não compreendam com os corações e. — 15. eles não vêem. — LUCAS. em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram. ouvir o que ouvis e não ouviram. 1 ao 23. 13º. aproximando-se. ficando a multidão na praia. e 18. — Explicação dessa parábola MATEUS: capítulo 13º. como não tinham raízes. mas a eles não. não se convertendo. — 3. produzindo aqui cem. Outra parte . Entrando então para uma barca. Uma outra caiu entre os espinheiros que cresceram e a abafaram. segundo o seu modo de doutrinar: — 3. E começou a dizer muitas coisas por parábolas. a parábola do semeador. E grande multidão se lhe reuniu em torno. produzindo cada grão cem. — 22. falando assim: Eis que o semeador saiu a semear. sobrevindo as tribulações e perseguições por motivo da palavra. é que. Felizes os vossos olhos porque vêem. mas ao que não tem se tirará até o que tem. O Sol. dizendo. — 2. ali sessenta. — 20. A que foi semeada em terra boa indica aquele que escuta a palavra e a compreende. uma parte das sementes caiu à borda do caminho. — 23. e 10º. — 17. — 7. Muitas coisas ensinava por parábolas. mas em quem os cuidados do século e a ilusão das riquezas a abafam e impedem de produzir frutos. A que caiu em terreno pedregoso representa aquele que ouve a palavra e a recebe com mostras de alegria no primeiro momento. e. saindo Jesus de casa foi sentar-se à beira do mar. e. Enquanto semeava. não tendo ela raízes no seu coração. — 14. 1 ao 20. — 18. vieram as aves do céu e a comeram. e 25. mas. Uma outra parte caiu em terreno pedregoso. Eis por que lhes falo por parábolas. onde muito pouca terra havia. vendo. — 6. Quem tiver ouvido de ouvir. enquanto semeava. só por pouco tempo subsiste. versículo 1. não ouvem. — 2. 23-24 Parábola do semeador. não ouçam com os ouvidos. — 19. “Escutai. O semeador saiu a semear: — 4. nem compreendem. — 8. os vossos ouvidos. secaram. — 4. Escutai. 8º. aquele em quem ela frutifica. crestou-as. Naquele dia. pois. é a semente que caiu ao longo do caminho. ele logo se escandaliza. Os discípulos. sessenta ou trinta. não sejam curados por mim”. ouça. Uma outra finalmente caiu em terra boa e as sementes frutificaram. porque escutam. porqüanto. Respondeu Ele: É porque a vós vos é dado conhecer os mistérios do reino dos céus. ficando todo o povo na praia. pois que a terra ali não tinha profundidade. os pássaros do céu vieram e as comeram. — 16. — 13. — 9.

E. Como o cercasse grande multidão de gente vinda de todas as cidades. são os que ouvem a palavra. tudo se faz por parábolas. — 17. Algum tempo depois. tendo-a Ouvido. — 13. A margem do caminho. — 10. enquanto o fazia. de ouvir. recebem com alegria . de sorte que ela não deu frutos. germinou e frutificou. porém. A que cai junto do caminho indica os que ouvem a palavra. finalmente. — 12. a fim de que. logo depois de haver germinado. — 11. pregando e evangelizando o reino de Deus. a recebem jubilosos. Acompanhavam-no os doze. — 4. nesses ela não cria raízes. de sessenta. 3. a sufocam e ela não frutifica. Como. Quando com Ele ficaram a sós os doze que o seguiam interrogaram-no acerca dessa parábola. Eis o que quer dizer esta parábola: A semente é a palavra de Deus. — 16. O semeador saiu a semear a sua semente e. Mais será dado ao que já tem e ao que não tem se tirará mesmo o que tem. MARCOS: capítulo 4º. elevaram-se. crescendo. — 13. versículo 1. entrando em seus corações. por não terem raízes. designados pela parte das sementes lançadas entre espinheiros. veio. porém. Intente de Herodes. — Joana. por falta de húmus. multiplicaram-se e produziram cem. secaram. exclamava: Quem tem ouvido. trinta por um. As que caem sobre pedras indicam os que. O terreno bom onde a última parte das sementes é lançada são os que ouvem a palavra. as sementes germinaram logo. — 12.’ — 9. os grãos deram fruto. — 11. Em vindo as tribulações e perseguições por causa da palavra. versículo 25. mas aos outros só por parábolas se lhes fala. e algumas mulheres. — 9. Perguntou-lhes em seguida: Não entendeis esta parábola? Como podereis entender todas as parábolas? — 14. — 7. a recebem e dela tiram frutos.236 caiu em terreno pedregoso. — 18. da qual sete demônios haviam saído. eles logo se escandalizam. Ele lhes respondeu: Dado vos foi a vós conhecer o mistério do reino de Deus. a sufocaram — 8. crestou as plantas e estas. Outra parte. na proporção de cem. crendo. finalmente. mas os cuidados do século. caiu em terra boa. e Ele lhes respondeu: Dado vos é a vós conhecer o mistério do reino de Deus. a ilusão das riquezas e as outras paixões. apelidada — a Madalena. mas de cujos corações Satanás a vem arrancar. pelo temor de que. de trinta por um. vendo. o terreno pedregoso são os que. Outra parte caiu entre espinheiros. que tinham sido livradas dos Espíritos malignos e curadas de enfermidades. — 20. E acrescentava: Ouça quem tiver ouvidos de ouvir. Outra parte caiu sobre pedras e. ouçam e não compreendam. estes cresceram e a abafaram. Outra caiu entre espinheiros que. para que não se convertam e os pecados lhes sejam perdoados. o Sol. sessenta. — 19. — 15. ouça. para aqueles que são de fora. Semelhantemente. Maria. — 8. — 6. pois que pequena era a profundidade da terra. uma parte dela caiu à margem do caminho. mas. a fim de que vendo não vejam e ouvindo não compreendam. disse Ele esta parábola: — 5. mulher de Cusa. — 10. O semeador semeia a palavra. Os outros. foi pisada e os pássaros do céu a comeram. eles se salvem. ao longo do qual a semente caiu. — 6. — 2. são aqueles de cujos corações Satanás vem arrancar a palavra logo depois de ter sido nos seus corações semeada. dura pouco tempo. dizendo Isso. de aldeia em aldeia. LUCAS: capítulo 8º. ia Jesus de cidade em cidade. caiu em terra boa. secou. produzindo cem por um. — 7. Os discípulos lhe perguntaram o que queria dizer aquela parábola. vejam e não vejam e. Outra. onde pouca terra havia. ouvindo. ouvindo a palavra. Susana e muitas outras que o assistiam com seus bens.

Estas palavras significam que aquele que deseja progredir e se esforça por consegui-lo. Dizendo. que aqueles ensinos impunham.237 a palavra: esta. de todos os lados receberá amparo. de chegar-se àquela felicidade. de que modo ouvis. porqüanto. por considerarem pesada demais para suas naturezas más a reforma. As mesmas explicações bastam para que a compreendamos. desconhecidos até então. nenhuma idéia clara formando da outra vida. para os que estivessem dispostos a avançar. ouvir o que ouvis e não ouviram. os “segredos” do reino de Deus eram os meios. tentariam avançar. visto que se esforçariam. . que os vícios e males. (91) As explicações que Jesus deu da parábola do semeador era a que convinha aos Espíritos encarnados naquela época e a de que necessitavam os apóstolos. por lhes descobrir o sentido oculto e o apreenderiam. versículo 18. Os “mistérios” do reino dos céus. — 24. “para que não se convertessem”. nenhum inconveniente havia em que os ensinos lhes fossem ministrados veladamente. ao contrário. os segredos do reino de Deus”. ao passo que àquele que pouco tenha. Por outro lado. deixará que as más paixões se apossem do seu coração. Os que. LUCAS: capítulo 8º. capazes embora de receber sem véu a sua palavra. que o oprimirão durante séculos. pelos prazeres da vida e não produz frutos. que lhes acarretariam grandes sofrimentos no futuro: aqueles que. não estava apto a conhecer os “mistérios do reino dos céus. que não lhes falava senão por parábolas. a fim de desempenharem suas missões. pois. negligente em guardar o que recebeu. Vede. mas em cujos corações ela é abafada pelas preocupações terrenas. — 15. cedendo a um primeiro impulso. assim não procedessem. mesmo esse pouco será tirado”. Antes das revelações feitas por Jesus. de não procurarem devassar os mistérios que de pronto não compreendiam. mas que. que lhes viria a ser causa de graves expiações. por assim dizer. pois. para a compreensão de homens materiais. não se lhe submeteriam. tomem o lugar das poucas virtudes de cuja posse já desfrutasse. versículo 23. não cria raízes. em seus corações bons e excelentes e dela tiram fruto pela paciência. LUCAS: capítulo 10º. como o fizeram os discípulos. — 14. porqüanto eles crêem apenas durante algum tempo. seriam culpados apenas de indiferença. conforme também o disse. detidos bruscamente pelos seus maus instintos. retrocedendo assim que chegam as tentações. indiferente ao que lhe foi dado. a guardam. porém. “muito será dado ao que já tem. o homem. fariam sem demora um recuo. a felicidade dos bem-aventurados. Voltando-se para os discípulos. porqüanto mais se dará àquele que já tem e ao que não tem se tirará até o que julgue ter. A razão por que Jesus preferentemente falava por parábolas era evitar que muitos se enchessem de maiores responsabilidades. o que tem pouco. A boa terra onde cai a Última parte das sementes são os que. a caminhar para diante. enquanto que o outro. ouvindo a palavra. expressões que compõem uma imagem destinada a materializar. A parte que cai entre espinheiros corresponde aos que escutaram a palavra. porqüanto eu vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vedes e não viram. aludia o Mestre aos que. pelas riquezas. disselhes: Felizes os olhos que vêem o que vedes.

14.238 Jesus veio levantar o véu e esclarecer as inteligências. apenas uma ponta do véu foi levantada. — JOÃO. Porém. tanto quanto os olhos humanos. — Ezequiel. — 1ª Epístola à Timóteo. todos os “segredos do reino de Deus”. . Hoje. 8. 9. a luz já brilha com mais vivo fulgor. 2. 27. — Romanos. 40. 29. 13. — 1ª Epístola à João. porque os Enviados do Senhor ergueram um pouco mais o véu que a encobria. 11º. — 2ª Epístola aos Coríntios. — Hebreus. tornados mais fortes. 27. 2º. 12º. O véu. a “luz” permaneceu velada. — 1ª Epístola aos Coríntios. 6º. 12º. (91) Isaías. quando os homens houverem alcançado alto grau de desenvolvimento moral e intelectual. 2º. 11. 10. 11º. o permitiam. — Atos. 35. 28º. 6º. 9. Só então lhes será facultado conhecerem todos os “mistérios do reino dos céus”. 5º. 5º. 3º. 20º. entretanto. só será levantado completamente. 26.

Conviria não perdessem de vista este ensinamento os que. por outros meios. uns são elevados. Os servos lhe perguntaram: Quereis que vamos arrancá-lo? — 29. — 27. Parábola do joio semeado entre o trigo MATEUS: capítulo 13º. poderiam chegar ao extremo de amedrontar os homens retos. porém simples. 13º. mesmo do reino humano. quando chegar a ocasião de ceifar. À força de quererem reprimir abusos. que foi invocando um zelo semelhante que a Igreja se tornou perseguidora e abriu a interminável série dos seus atentados à liberdade de pensamento e de crença. por todos os meios. veio o inimigo dele. efeito a que de futuro hão de seguir-se. pois. a Terra tem passado por transformações sucessivas. é lançado ao fogo da expiação. para se depurar. É evidente. para operar-se a renovação de nossa geração espiritual. 24 ao 30. receio que. — 25. o trigo. também graduais. tem sofrido renovações parciais. dos centros onde ele é falseado e que representam o joio a crescer entre o bom grão. as depurações e transformações. nos tempos atuais. atentados que cada dia mais profundamente a divorciaram da doutrina . A plantação do homem germinou. cresceu e deu espigas. dos aludidos reinos da Natureza. os quais. outros apenas iniciam suas provações morais. Vê-se daí não ser cabível que. Depois. vegetal e animal. Ele lhes respondeu: Foi um inimigo quem o semeou. Desde que saiu do estado de fluidez. com receio de que simultaneamente tirassem o trigo. — 26. a todas as liberdades. mas com ela cresceu também o joio. arrancando o joio. empilhai-O no meu celeiro. apregoando zelo da pureza do Espiritismo. ao mesmo tempo que o bom grão é guardado nos celeiros do Senhor. dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou bom grão no seu campo. se condenasse toda a geração material de que somos parte a perecer num dilúvio semelhante ao de que falam os antigos.239 86 MATEUS. Dizendo que o “pai de família” não consentira que seus servos arrancassem. Não esqueçamos nós. e de os afastar. — 30. Deixai que um e outro cresçam juntos até à ceifa. E lhes propôs uma outra parábola. arranqueis ao mesmo tempo o trigo. O joio cresce de par com o bom grão. para o efeito de preparação e progresso graduais dos reinos mineral. Os servos do pai de família vieram então dizer-lhe: Senhor. Nem todos os Espíritos se encontram no mesmo grau de desenvolvimento. do campo que ele semeara. versículo 24. poderiam ir longe de mais. levados pelo desejo de fazer progredir a Humanidade. Enquanto os homens dormiam. semeou joio no meio do trigo e se foi embora. E ele respondeu: Não. quis o divino Mestre refrear o zelo dos apóstolos e dos que lhes sucedessem como continuadores da sua obra. incandescente. em cada colheita. aquele. o joio. não semeastes bom grão no vosso campo? Como é que nele há joio? — 28. pregam a necessidade da extinção completa. afinal. os espíritas. Dos encarnados na Terra. direi aos ceifeiros: Arrancai primeiramente o joio e atai-o em feixes para ser queimado. que tal dilúvio não se deu com o caráter de universalidade que lhe atribuíram as narrações escriturísticas.

a progredir. o que se verifica pelo fogo do remorso. essa época será a em que não mais se permita ao joio crescer aqui de envolta com o trigo. em que volta ao estado de Espírito liberto da matéria. Ao retornarem a esse estado. para cuja interpretação ela acabou proclamando-se a única habilitada. por se haver despojado do seu envoltório carnal. eles se encontram. do espírito dos Evangelhos. que teria aceitado a moral evangélica. Quando terminará? Quando chegar a época da ceifa definitiva. por terem bem cumprido suas provas. Se não for assim. para aquele que se propõe a pregar as verdades eternas. das torturas morais. em que os Espíritos que se tenham conservado obstinadamente culposos e rebeldes se verão compelidos a deixar de encarnar no planeta terreno. aos quais incumbe velar pelas expiações dos Espíritos culpados. A Terra. em que aquele será arrancado e lançado fora. de acordo com as tendências que revelam e com o grau da sua culpabilidade. exclusivamente. Com relação ao nosso mundo. isto é. na erraticidade. então. A ceifa. se lha houveram apresentado sob aspecto condizente com o seu ponto de vista (e por isso é que Jesus a maior parte do tempo ensinava por parábolas e símiles). a ceifa tem sido feita sempre e ainda continuará por longo tempo. ou na condição de joio a ser queimado. A lição que a parábola do joio e do trigo encerra mostra que toda a ciência. isto é. de que fala a parábola. a que se segue a reencarnação neste mundo. terá passado a fazer parte do reino de Deus. a difundir as da Doutrina dos Espíritos. caso em que passam a habitar mundos superiores ao nosso. a fim de esconder aquele divórcio. ou ofuscado pela intensidade da luz que dela se irradia. Encarada assim. se dá na ocasião em que o Espírito volta à sua condição de origem. a repelirá. e classificar os que. ou na condição de trigo. o que quer dizer: ter-se-á tornado. morada de Espíritos bons. são os Espíritos superiores. ou atemorizado com as grandes dificuldades que ela lhe deixa entrever. a fim de que bem apreendidas sejam as daqueles mesmos Evangelhos. . no caso. para o fazerem em mundos colocados abaixo dele na escala dos orbes. um por exemplo.240 cristã. mereçam ascender a mundos mais elevados do que o nosso. Os ceifeiros. onde continuarão a aperfeiçoar-se. como o deve ser. ou em mundos inferiores à Terra. está em apropriá-las às inteligências que as tenham de receber.

a comparação do reino dos céus com um grão de mostarda. Dizia: O reino dos céus a que se assemelha e com que o compararei? — 19. torna-se planta maior do que todas as outras. cresce e se torna árvore grande em cujos ramos pousam os pássaros do céu. as da formação e desenvolvimento dos reinos mineral. quis Jesus mostrar à multidão que o gérmen. 4º. amadurecido o fruto. — 20. — 28. se torna árvore grande. em cujos ramos os pássaros vêm habitar. No seu pensamento acerca do futuro. a semente germina e cresce sem que ele saiba como. em que o crescimento oculto do grão. — 32. por mínimo que seja. dá galhos tão grandes que os pássaros do céu se podem abrigar à sua sombra. — LUCAS. 13º. de pequenino que é. sua afloração. — 33. que é a menor de todas as sementes. — 30. passa-se-lhe a foice. — 35. a sós com os discípulos. — 27. 26 ao 34. E assim lhes falava por muitas parábolas. Ele se assemelha a um grão de mostarda que. quer vele dia e noite. E. não lhe falava sem parábolas. semeada. mas. — 34. pode desenvolver-se e produzir grandes resultados. donde se parta para chegar ao céu. Esse grão. — 34. a origem do planeta e da Humanidade. pois que a terra. E repetiu: Com que compararei o reino de Deus? — 21. por si mesma. 18 ao 22. Não lhes falava sem parábolas. LUCAS: capítulo 13º. ela cresce e se torna maior do que todos os arbustos. — 33. que. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta: Abrirei minha boca para falar por parábolas: revelarei coisas que estão ocultas desde a formação do mundo. versículo 31. — 29. E dizia: A que compararemos o reino de Deus? Por que parábola o representaremos? — 31. E assim ia ensinando pelas cidades e aldeias a caminho de Jerusalém. ele germina. animal e humano e as de depuração e transformação . — Fermento da massa. 13º. E dizia: O reino de Deus é como quando um homem lança à terra a semente. porém. tudo lhes explicava. Quer o homem durma. produz primeiro a erva. 31 ao 35. Disse-lhes também esta outra parábola: O reino dos céus se assemelha ao fermento que uma mulher toma e mistura com três medidas de farinha até que a massa fique inteiramente levedada. tornase árvore em cujos ramos os pássaros do céu vêm habitar. Propôs-lhes uma outra parábola. quando cresce. versículo 18. — 32. pois é esse o momento da ceifa. o estado rudimentar de uma e outro. constitui uma alegoria em que aquele grão representa o ponto de partida. Grão de mostarda. (92) Comparando o reino dos céus ao grão de mostarda. vegetal. Assemelha-se ao grão de mostarda que o homem toma e planta no seu horto. MARCOS: capítulo 4º. versículo 26. Uma vez. de acordo com o que eles podiam entender. depois a espiga e afinal o grão que cobre a espiga. — Semente lançada à terra MATEUS: capítulo 13º. Jesus disse por parábolas todas essas coisas à multidão.241 87 MATEUS. é a menor de todas as sementes que existem na terra. — 22. — MARCOS. dizendo: O reino dos céus se assemelha ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. desenvolvimento e transformação em árvore simbolizam as fases por que tem passado o nosso mundo. Ele se assemelha ao fermento que uma mulher toma e mistura com três medidas de farinha até que a massa fique completamente levedada. ao ser semeado.

3. crescimento. 2. Os ramos da árvore indicam o grau de evolução que aquele atingirá. a formação da espiga indica o que decorreu desde esse aparecimento até os nossos dias. — 1ª Epístola aos Coríntios. 1. — Salmos. 57º. que apenas há alguns anos apareceu. ali. Na parábola em que comparou o reino de Deus ao fermento que se lança na massa de farinha para levedá-la e torná-la em pão. Tais os resultados que o Espiritismo. se está formando. Na em que o reino dos céus é comparado à semente que o homem lançou à terra. 26. se passa a foice. o divino Mestre indicava o trabalho. o grão. para sua regeneração completa. continuando a progredir com ela. que aflorou ao solo. por ser essa a época da ceifa. — Efésios.242 física do planeta e física. 26. — Colossenses. Neste momento. chegarão à perfeição. — Apocalipse. ou já foi ceifado. o reino de Deus. secreto. 4º. está produzindo. para se tornar morada de paz e de felicidade. 15. que os Espíritos purificados virão habitar e onde. — Miquéias. que alimenta para a vida eterna. 2º. 2º. 7. quando maduro. da semente de regeneração que Ele imergia nos corações. que vem preparar e efetivar a regeneração da Humanidade e as promessas que as proféticas palavras do Salvador encerram. como produto da germinação da semente. já se acha maduro. para atingir a maturidade moral e intelectual. . em certas partes escolhidas. A erva. 2. 9. figurou Jesus o trabalho de transformação e purificação das almas. por efeito da doutrina de amor e bondade que Ele lançava nos corações — único fermento apropriado à preparação do pão espiritual. despojado da letra o Espírito. transformação. designa o tempo que se escoou antes que Jesus aparecesse na Terra. (92) Isaías. assim como dos períodos que ela tem de percorrer e transpor. aqui. estado em que será aproveitado pelos ceifadores incumbidos de proceder à colheita para o celeiro divino. desde o aparecimento do homem na Terra. mas contínuo. ao mesmo tempo que mostrava as fases de germinação. a formação dos grãos que cobrem a espiga. — Romanos. 16º. os próprios grãos já formados e o fruto ao qual. desenvolvimento e frutificação que o Espírito atravessa. 14º. 25. esta última parábola. moral e intelectual da Humanidade. indicam os tempos atuais e futuros da era do Espiritismo. é o emblema dos períodos que a nossa Humanidade tem percorrido e transposto na via do progresso. 1º. amadurece e. 3º. Por outro lado.

O diabo. são os que tendem a progredir e se esforçam por consegui-lo. por pensamentos. respondendo. O que se faz com o joio. que os colocará na categoria dos Espíritos puros. O fim do mundo. estes reunirão e levarão o para fora do seu reino todos os que são causa de escândalo e de queda. Espíritos de erro e de mentira que. os “anjos”. Entretanto. como tendo. sob sua autoridade às suas ordens. Aquele. tendo por símbolo o bom grão. fazia lembrada a missão que o trouxera ao mundo terreno. que semeou. o “Inimigo”. exercendo sobre nós perniciosa influência. Os filhos de iniqüidade. 36. Tendo despedido a multidão. pela explicação velada que deu da parábola do joio mostrava o seu poder. como enviado de Deus. como tendo todo poder sobre a Terra. “no fim do mundo”. errantes ou encarnados. os segadores são os anjos. afastando-nos das vias do Senhor. é o diabo. Jesus. cujo símbolo é o joio. onde brilharão como o Sol. no parecer dos homens.243 88 MATEUS. missão que. ou cizânia. O inimigo que semeou. trabalha e trabalhará pelo nosso progresso. — 41. desde o aparecimento do homem na Terra. como sendo quem. — 43. sempre trabalhou. corresponde ao tempo da ceifa. acercando-se dele. semeia e semeará. palavras e obras. até que aqueles Espíritos atinjam a perfeição. Ele. ouça. O campo representa o nosso planeta e a sua Humanidade. lá haverá prantos e ranger de dentes. O filho do homem enviará seus anjos. no reino do pai. os filhos da iniquidade são o joio. far-se-á no fim do mundo. os filhos do reino são o bom grão. O campo é o mundo. que é o “seu reino”. e os discípulos. para fora do “seu reino”. simbolizados pelo joio. (93) Encarregado do progresso do nosso planeta e da Humanidade a que pertencemos. os filhos de iniqüidade. O fim do mundo vem sendo preparado de há muito e a pouco e pouco progressivamente vai ocorrendo. era humana. por serem maus os seus instintos. os filhos do reino. os justos brilharão como o Sol. na parábola. onde há prantos e ranger de dentes. Então. — 42. e quem os mandará lançar na “fornalha do fogo”. fará que “seus anjos” reúnam e levem para fora da terra. são os que se deixam arrastar pelas más influências. operando-se de um instante para outro. que tiver ouvidos de ouvir. Compreendido como significando a . — 40.. como sendo a transformação. Explicação da parábola do joio MATEUS: capítulo 13º. 36 ao 43. isto é. — 39. a renovação de todo o Universo. vem semeando o bom grão e o semeará sempre. o tempo da colheita é o fim do mundo. como convinha que estes a considerassem. disse: Aquele que semeia o bom grão é o filho do homem. como tendo recebido de Deus a investidura de rei do nosso planeta. simbolizados pelo bom grão. por muito tempo ainda. predito por Jesus e que. trabalham por nos obstar ao progresso. — 38. Designando-se a si mesmo por filho do homem. e bem assim sobre as gerações humanas que nela se sucederão. são todos os Espíritos maus. do dos Espíritos que nele encarnam. permanecendo no “seu reino’. 13º. na Terra. não deve ser entendido como um fato repentino. Os filhos do reino. o joio. lhe pediram: Explica-nos a parábola do joio semeado no campo. impelindo-nos a praticar o mal. ao qual chama “seu reino . os justos. entrou Jesus em uma casa. — 37. que é arrancado e queimado no fogo. e os lançarão na fornalha do fogo.

na imensidade. serão afastados do nosso planeta e lançados em planetas inferiores. constituindo. aquele em que o joio começará a ser apartado do bom grão. 20. aquele em que. se purificarem. aquele em que aos Espíritos inferiores foi e será permitido encarnar na Terra para. o reino do Pai. ele se apresenta dividido em três períodos distintos: — primeiro. 15. terceiro. rebeldes. em que os Espíritos culpados. concluída a separação do joio e do trigo. 14º. estará completado o afastamento dos Espíritos inferiores e o nosso mundo se terá tornado morada de paz e felicidade para Espíritos bons. voluntariamente cegos. e o nosso planeta. Os mundos superiores formam. desde que atinja a necessária elevação. (93) Apocalipse. segundo. “uma das províncias do reino de Deus. lhes pertencerá ao número. por sucessivas expiações e reencarnações. passarem de “filhos de iniqüidade” a “filhos do reino”. 7. da fé e do amor. nos filhos do Senhor. A luz que brilha nos justos (MATEUS: capítulo 13º. . já aptos a entrar na fase espírita. versículo 43). para nos servirmos de uma comparação humana. 19º. 2º.244 época da colheita. é a da verdade.

— 47. em suma. Por escribas designava Jesus os homens mais esclarecidos que as massas e incumbidos de espalhar no meio delas a luz contida no tesouro da inteligência e da erudição de que dispõem. apanha toda espécie de peixes. deitando os bons nos vasos e lançando fora os maus. versículo 44. onde haverá prantos e ranger de dentes. dentro dos limites da nossa instrução. acha um tesouro. — Parábola da rede lançada ao mar MATEUS: capítulo 13º. desencavar os velhos manuscritos sepultados no fundo das bibliotecas seculares ou dos conventos e. armados dos vetustos documentos que chegarmos a possuir. como os bens terrenos o prendem ao solo que os encerra. — Quer isto dizer: despoja-se dos erros. — 52. lançada ao mar. se é que se pode estabelecer comparação entre sentimentos de naturezas tão diversas. onde. dos maus pendores. vende tudo o que possui e a compra. Quanto à pesca. — Faz. investigar as crônicas antigas. Aquele que se serve da ciência que recebeu dos tempos antigos. é o que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas. e os lançarão na fornalha de fogo. cheio de alegria pelo haver achado. que. escrutar as legendas. 44 ao 52. guardar bem dentro do coração essa fonte de riquezas eternas e esforçar-se para que nenhum dos vícios da Humanidade lhe possa arrebatar o precioso achado. — 50. — 51. O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto num campo. os espíritas. A pérola é. todos os sacrifícios que a Humanidade exija. demonstrar aos tímidos. vai vender tudo que possui e compra aquele campo. devemos. que o prende à matéria. assentados. — 45. se põem a separá-los. 13º. para conservar aquele tesouro espiritual. que o homem encontra. O reino dos céus se assemelha também a uma rede de pescar que. O reino dos céus ainda se assemelha a um negociante que procura belas pérolas. então. — 48. Disse-lhes Ele então: Todo escriba instruído acerca do reino dos céus se assemelha ao pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e coisas velhas. Vai o homem e vende tudo o que tem. achando uma de alto preço. dando grande importância às coisas materiais. dos maus instintos. — Pérola de alto preço. Cumpre-lhe. de tudo. por assim dizer. . E compra o campo. Assim será no fim do mundo: os anjos virão e separarão os maus do meio dos justos. dos vícios. (94) Aquele que recebe a palavra de Deus deve sentir-se tão feliz quanto o que. das nossas faculdades. tornar recomendável aquilo que quer tornar crido. figura a escolha dos bons e o afastamento dos maus. Significa isso que nós outros. — 46. o homem que o achou o esconde e. a verdade. com o receber e agasalhar a palavra de Deus. aos incrédulos. para fortificar e. aos pseudo sábios a autenticidade e a ancianidade da ciência que professamos. Quando fica cheia. como na parábola do joio e do bom grão. os pescadores a puxam para bordo. como o tesouro. Haveis compreendido todas estas coisas? Eles responderam: Sim. 49. Tesouro oculto.245 89 MATEUS.

3º. 3º. e 19. — Apocalipse. 8.246 (94) Filipenses. 1º. 3º. 8º. 10. 55º. . 18. 1. 7. 15. 14. — Isaías. — Provérbios. 4.

Nenhum profeta é desestimado. Tendo acabado de dizer essas parábolas. Jesus partiu dali. dominando-lhes a resistência. crença que a Igreja Romana continua a sustentar. para lhes poupar o remorso da falta em que incorriam. 13º. A obstinação os levaria a fechar os olhos. — 58. na sua casa e entre os seus parentes. na sua casa e entre seus parentes. Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria e Tiago. (95) No parecer dos homens. para Jesus. feito milagres. chegando o dia de sábado. ali. Dali saindo. lhes disse: Nenhum profeta é desestimado senão no seu país e na sua casa. E se admirava da incredulidade deles.247 90 MATEUS. 6º. não quis vencer a oposição que à sua influência levantavam encarnados e desencarnados. Jesus era filho de Maria e de José. de José. porém. E. acerca da origem espírita de Jesus. na sua casa e entre seus parentes MATEUS: capítulo 13º. diziam: Donde lhe vieram todas estas coisas? Que sabedoria é essa que lhe foi dada? Como é que suas mãos obram tais maravilhas? — 3. foi porque grande era a incredulidade. cujo valor todos temos podido verificar. Assim era que dele se escandalizavam. Simão e Judas seus irmãos? — 56. e muitos dos que o ouviam. os espíritas. encerram uma reflexão filosófica. pela doçura do seu coração. — 6. tomados de admiração. eles diziam: Donde lhe vieram esta sabedoria e estes milagres? — 55. 53 ao 58. O que houve foi. os instruía nas sinagogas. de sua parte. E suas irmãs não vivem todas entre nós? Donde então lhe vêm todas estas coisas? — 57. MARCOS: capítulo 6º. nós outros. — 54. de Judas e de Simão? E suas irmãs não estão aqui entre nós? E se escandalizavam dele. Vendo isso. a cegueira voluntária dos que o cercavam. hoje. firmada no milagre. de sorte que. E não fez lá muitos milagres por causa da Incredulidade deles. — MARCOS. lhes disse: Nenhum profeta é desestimado senão no seu país. porém. E lá ia percorrendo as aldeias dos arredores a ensinar. Jesus. José. para não verem a luz. começou a ensinar na sinagoga. jamais provocou a revolta de qualquer Espírito. apenas curou alguns poucos doentes. — 4. Nenhum profeta é desestimado sendo no seu país. Jesus. Verifica-se assim que não houve. voltando ao seu país. o que os tornaria mais culpados e passíveis de maiores castigos. — 2. admirando-se da sua doutrina. tendo feito dela um dogma. — 5. impondo-lhes as mãos. Convindo em que essa crença tenha sido necessária naquelas prístinas épocas. senão no seu país. . — Essas palavras. impossibilidade de operar “milagres” naquela ocasião e naquele lugar. o Mestre que. versículo 53. confirmativas destas outras que a sabedoria popular consagrou: “Ninguém é profeta na sua terra” e “santo de casa não faz milagre”. e. E não pôde fazer lá nenhum milagre. 1 ao 6. Não é ele o carpinteiro filho de Maria e irmão de Tiago. versículo 1. não podemos sobrepô-la à verdade que nos trouxe a nova revelação. Quanto ao não haver Jesus. das condições em que se deu o seu aparecimento na Terra e da sua genealogia espiritual. voltou Jesus para o seu país acompanhado pelos discípulos.

24. 4º. Nada obstante. — JOÃO. sempre operou algumas curas. Ele se forrou a exercer a sua autoridade incontestável sobre os Espíritos que se lhe opunham à ação. 16. 49º. (95) Isaías. 6º. . para lhes não aumentar o grau da culpabilidade. 4º. — LUCAS.248 “ausência de vontade”. pela imposição das mãos. 23º. 7. 42. 44.

Porém. todavia. o que não conseguia. — 26. o sepultaram e foram comunicar tudo isso a Jesus. — 10. o do aniversário de Herodes. por causa do juramento que fizera e dos que com ele se achavam à mesa. pois. Herodes mandara prender a João. 7 ao 9. o . daí vem o fazeremse por seu intermédio tantos milagres. — palavras que. desejosa de fazêlo morrer. 3º. tanto que ele prometeu sob juramento dar-lhe tudo o que pedisse. — 5. Ela se deu pressa em voltar à sala onde estava o rei e fez o seu pedido. Herodes queria dar-lhe a morte. porque João lhe dizia: Não te é permitido ter por mulher a mulher de teu irmão. — 3. Ouvindo isso. mas. — 7. Ao mesmo tempo ordenou que a João Batista cortassem a cabeça na prisão. mandou que lha dessem. ainda que seja a metade do meu reino. perguntou à mãe: Que é o que pedirei? Sua mãe lhe respondeu: A cabeça de João Batista. dançou diante de Herodes e de tal modo lhe caiu no agrado. — 17. bem como no de todos quantos se achavam à mesa. dizendo: Quero que neste mesmo instante me dês num prato a cabeça de João Batista. tendo desposado Herodíades. pusera-o a ferros e o metera na prisão. por causa do juramento que fizera e dos que com ele estavam à mesa. jurando: Sim. 19 ao 20 e 9º. cuja nomeada se espalhara muito. que considerava João um profeta. num prato. — 20. que a levou à sua mãe. o rei Herodes ouviu falar de Jesus. Desde então. — 15. é o próprio João que ressuscitou dentre os mortos. — 27. confirmam a crença dos Hebreus na reencarnação MATEUS: capítulo 14º. — 22. Outros. — 21.A filha de Herodíades teve entrada. e dizia: João Batista ressuscitou dentre os mortos. daí vem que tantos milagres se operam por seu intermédio. diziam: É Elias. Ela. Ora. industriada de antemão por sua mãe. chegou um dia favorável. Guardava-o. 14º. 6º. — 9. a filha de Herodíades dançou diante dele e lhe agradou. Tendo ordenado a um dos da sua guarda que trouxesse a cabeça de João Batista num prato. Herodíades sempre lhe armava ciladas. Morte de João Batista. disse: Dá-me. E a cabeça de João foi trazida num prato e dada à moça. 14 ao 29. outros: É um profeta igual a um dos profetas. Herodes. porém. — 25. — 6. — MARCOS. O rei se aborreceu com esse pedido. Afinal. — 24. mulher de seu Irmão. Ela. no dia do aniversário de Herodes. que ele lhe disse: Pede-me o que quiseres e eu te darei. que. e ele disse a seus servos: Esse é João Batista. aqui mesmo. versículo 14. versículo 1. E acrescentou.249 91 MATEUS. o pusera a ferros e metera na prisão por causa dela. por causa de Herodíades. — LUCAS. — 16. disse Herodes: Este homem é João a quem mandei cortar a cabeça e que ressuscitou dentre os mortos. — 2. ditas com relação a Jesus. — 4. aos tribunos e aos maiorais da Galiléia. — 11. A esse tempo chegou aos ouvidos do tetrarca Herodes a fama de Jesus. carregaram-lhe o corpo. irmão dele. — 23. a cabeça de João Batista. no qual este ofereceu um banquete aos grandes de sua corte. — 12. quando saiu. MARCOS: capítulo 6º. — 19. não quis desatendê-la. Os discípulos de João vieram. 1 ao 12. É que João lhe dizia: Não te é permitido tê-la por mulher. e fazia muitas coisas aconselhando-se com ele e o escutava de boamente. — 8. — 18. não obstante ser ela mulher de Filipe. o que me pedires eu te darei. visto que Herodes temia a João por saber que era um varão justo e santo. Esse pedido muito aborreceu ao rei. mandara prender João. mas temia o povo.

que João ressuscitara dentre os mortos. — 29. senão admitindo que a alma. Herodes dizia: Pois que mandei degolar a João. Herodes. 20º. da crença popular na reencarnação. enquanto outros afirmavam que um dos antigos profetas ressuscitara. trouxe a sua cabeça num prato. LUCAS: capítulo 3º. 21. quem é este? — Este homem é João Batista a quem mandei cortar a cabeça. não sabia o que pensar. é Elias que voltou. 2. 18º. quer de Elias. passavam por ser o pai e a mãe do Salvador. suficientemente explanadas se acham nas narrativas dos três Evangelistas. e por causa de todos os males que fizera. o tetrarca. levaram-lhe o corpo e o puseram num sepulcro. Quanto à morte de João Batista e às particularidades que lhe são relativas. os quais. é um dos antigos profetas. quer de João. os homens não poderiam ter a Jesus como sendo ou Elias. 16. . deu-a à moça e esta a deu à sua mãe. quer de um dos antigos profetas. LUCAS: capítulo 9º versículo 7. — 28. bem como estas outras. outros que Elias voltara.250 guarda foi ao cárcere e ai degolou João. que voltara a viver na Terra. como sabemos. os discípulos de João vieram. é João Batista. era obra humana de José e de Maria. pois uns diziam: — 8. conforme então acreditavam. — João Batista ressuscitou dentre os mortos. juntou a todos os seus crimes o de meter a João num cárcere. as quais se completam umas pelas outras. 6. entre os Hebreus. que o rumor público levara Herodes a proferir: Pois que mandei cortar a cabeça a João Batista. tendo ouvido falar de tudo o que Jesus fazia. quem é este de quem ouço dizer tais coisas? E procurava vê-lo. ou Espírito. que ressuscitou dentre os mortos. mulher do Irmão de Herodes. que ressurgiu. ou algum dos antigos profetas. 3. — 20. 7º. (96) Ditas e repetidas como sendo o que a voz pública afirmava com relação a Jesus. estas palavras: Elias. versículo 19. reencarnara naquele corpo que. Herodes. — 9. 5º. (96) Levítico. — Ester. Efetivamente. confirmam a existência. o tetrarca. Sabendo do ocorrido. tendo ouvido de João uma censura por causa de Herodíades. ou João Batista.

Respondendo. passassem para a outra margem do lago em direção a Betsaida. repartiu assim também os dois peixes com todos. manda-os embora. a fim de que vão às aldeias comprar o que comer. Ao saltar da barca. E ele lhes disse: Vinde. E Jesus. 6º. — 33. curou os doentes. Os discípulos replicaram: Não temos mais que cinco pães e dois peixes. — 22. retiraram-se para um lugar deserto. versículo 30. tomou os cinco pães e os dois peixes e. Jesus perguntou: Quantos pães tendes? Ide e vede. a fim de que vão às cidades e aos povoados dos arredores comprar o que comer. disseram eles: Cinco pães e dois peixes. não obstante serem em número de cinco mil os que comeram. — 41. Como caísse a tarde. 10 ao 17. Ora. — 15. que os passaram ao povo. tomando os cinco pães e os dois peixes e olhando para o céu. — 37. Todos comeram e ficaram fartos. — 39. ficaram saciados e ainda levaram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram. Disse-lhes ele: Trazei-mos. — 20. uns de cem pessoas outros de cinqüenta. — 31. os abençoou. versículo 13. Jesus partiu numa barca e se retirou secretamente para um lugar deserto. e começou a ensinar-lhe muitas coisas. Eles replicaram: Aonde iremos comprar por duzentos denários pães que bastem para lhes darmos de comer? — 38. viu grande multidão e. os discípulos se aproximaram e lhe disseram: Este lugar é deserto e a hora já vai adiantada. Depois de o verificarem. MARCOS: capítulo 6º. compadecendose dela. o povo deixou as cidades e o foi seguindo a pé. — LUCAS. os apóstolos. — 35. Jesus. Jesus mandou que os discípulos tomassem de novo a barca. — MARCOS. . Ora. Em seguida mandou que a multidão se assentasse na relva. grande multidão acorreu a pé de todas as cidades e chegou antes deles. os que comeram eram em número de cinco mil.251 92 MATEUS. Todos se assentaram formando diversos ranchos. Quando ele saltou em terra. lhes disse: Não é necessário que se afastem daqui. dai-lhes vós mesmos de comer. — 17. Jesus ordenou aos discípulos que tomassem a barca e passassem para a outra margem do lago antes dele. 13 ao 22. — 21. dela se compadeceu. porém. — 43. enquanto Ele ficava despedindo o povo. olhando para o céu. — 40. a fim de aí repousardes um pouco. abençoou e partiu os pães e os entregou aos discípulos para que os pusessem diante do povo. 30 ao 45. E ainda levaram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe que haviam sobrado. — 36. — 14. tendo-os visto partir e muitos tendo sido informados da partida. Multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes MATEUS: capítulo 14º. Todos comeram. para uma barca. muitos. pois era como rebanho que não tem pastor. reunindo-se em torno de Jesus. manda-os embora. E como já se fizesse tarde. vendo Jesus grande multidão. os discípulos se aproximaram dele e lhe disseram: Este lugar é deserto e a hora já vai adiantada. Ë que eram tantos os que iam e vinham que eles não tinham tempo para comer. — 34. sem contar as mulheres e as crianças. — 44. que ficava despedindo o povo. 14º. lhe deram conta de tudo que haviam feito e ensinado. Em seguida. Mas. pois. — 19. partiu e deu aos discípulos. Feito isso. — 32. Ouvindo a narração que lhe fizeram os discípulos de João. — 18. 9º. — 42. Subindo. Jesus então lhes ordenou que fizessem o povo sentar-se em ranchos na relva. Ao saber disso. disse Jesus: Dai-lhes vós mesmos de comer. — 16. retiremo-nos para um lugar deserto. — 45.

recebendo-as. pela sua potente vontade. — 17. ou qualquer . Teria sido bastante que reunisse em torno dela os fluídos convenientes. entrou a falar-lhes do reino de Deus e a curar os que precisavam ser curados. os apóstolos relataram a Jesus tudo que haviam feito e Jesus. Não há nisso o que cause espanto. multiplicados ao infinito. multiplicar a diminuta quantidade de alimentos que os discípulos tinham ao seu dispor e desse modo satisfazer às necessidades da multidão que o rodeava. Os sonâmbulos magnéticos não tomam a água. o que se passou: tendo nas mãos os pães e os peixes. atuava sobre os Espíritos. — 13. reparadores e fortificantes. Assim foi que conseguiu. levantou os olhos ao céu e os abençoou. Preparados com fluídos próprios à sua produção ordinária. dando a esses fluídos as formas e o sabor de peixes e de pães. versículo 10. Era mister. ficaram saciados e ainda encheram doze cestos com os pedaços que sobraram. da mesma forma que bastava o seu querer. para que. o vinho. Eram cerca de cinco mil pessoas. como já tivemos ocasião de ver. com os pedaços. pois estamos num lugar deserto. Informadas disso. — 16. — 14. foi. para que a multidão ficasse saciada. porém. os discípulos e a multidão. de sorte que em porções mínimas saciavam a maior fome. De volta. um efeito físico se produzisse. para que se operassem as curas dos doentes. bastaria que Jesus o quisesse. Os discípulos obedeceram e fizeram que todos se sentassem. os doze vieram a ele e lhe disseram: Manda embora esta gente. Comendo-os com o sabor e a consistência que deviam ter. — 12. Jesus os envolvia em fluídos apropriados à produção de tais alimentos e. Isso foi o que todos viram. Mas Jesus lhes disse: Dai-lhes vós mesmos de comer. os tornava visíveis e tangíveis e substituía os pedaços que ia retirando dos pães e dos peixes que os discípulos lhe haviam entregado. que todos se saciaram. como se produziu. levando-os consigo.252 LUCAS: capítulo 9º. a multidão estava certa de que comia sempre porções dos alimentos que o divino Mestre subdividia. a fim de que vá procurar alojamento e o que comer nas granjas e aldeias dos arredores. todos o consideraram um milagre. — 11. que. Todos comeram. dispunha do poder de atrair os fluídos de que precisava e. para serem abaladas aquelas criaturas materiais. Ao que eles replicaram: Só se formos nós mesmos comprar comida para todo este povo. conforme ainda o consideram os que se conservam estranhos à nova revelação. Eis. Disse então Jesus aos discípulos: Fazei que se assentem divididos em grupos de cinqüenta — 15. aspirados esses fluídos. Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes. porém. as causas e os meios ocultos que o produziram. Aliás. como o dia começasse a declinar. depois os partiu e entregou aos discípulos para que os distribuíssem pela multidão. Ora. as turbas o seguiram e Jesus. nem o que justifique se considere impossível o fato. em que Jesus dividiu os cinco pães e os dois peixes. esse o fato que às vistas de todos se verificou. aqueles alimentos adquiriram as necessárias propriedades nutritivas. Como ignorassem a origem. cessassem todas as exigências do estômago. se retirou para um lugar deserto próximo de Betsaida. mediante transportes e pelo emprego de fluídos apropriados. pois não temos mais do que cinco pães e dois peixes. que pressurosamente lhe obedeciam. Para os apóstolos. (97) Jesus.

sem que alguém possa dizer por onde penetraram ali. 6º. — JOÃO. flores e outros objetos. (97) 4º Reis. 2 e 5. são milagrosos esses fatos. tudo em virtude da influência espírita a se exercer no homem por intermédio de um magnetizador humano? Que é. para que nenhuma estranheza nos cause o fenômeno de que vimos tratando. apenas. o que nesse terreno não poderia fazer Jesus. como sendo o que se lhes diga que são. para os que nada sabem da Doutrina Espírita e se lhe conservam alheios. será suficiente nos lembremos dos casos de transporte. mas. Tanto quanto a multiplicação dos pães e dos peixes. tornados por assim dizer vulgares entre os pesquisadores dos fenômenos psíquicos.253 alimento. que a nós outros já nenhuma dúvida pode oferecer. 42. pois. fenômenos pelos quais são trazidos ao compartimento onde os experimentadores se reúnem. 4º. . pela ação da sua vontade potentíssima e tendo a secundá-lo inumeráveis falanges de Espíritos superiores? Além disso. 1. a portas e janelas fechadas.

versículo 46. (98) Jesus e Pedro caminham sobre o mar. subiu a um monte para orar. nada temais. estendendo-lhe a mão. vendo que o vento estava forte. Entretanto. versículo 23. Logo. Eles. Então. caminhando por sobre o mar. como os nossos. dizendo: És verdadeiramente o filho de Deus. do que qualquer dos outros que o divino Mestre operou e que foram tidos por “milagres”.254 93 MATEUS. Mas. que Ele era sempre um Espírito livre. o segurou e lhe disse: Homem de pouca fé. Jesus. — 30. de natureza perispirítica. a barca era impelida de um lado para outro pelas ondas no meio do mar. teve medo. bradou: Senhor. Ora. 6º. Ele logo falou. subiu a um monte para orar. Ato continuo. basta nos lembremos de que ele era. dizendo: Tranqüilizai-vos. — 26. E tanto mais facilmente compreensível este se torna. Jesus e Pedro caminham por sobre o mar MATEUS: capítulo 14º. sem que qualquer obstáculo o detenha. sou eu. e Pedro. porém. — 27. 14º. portanto. Assim que subiram para a barca. andou sobre a água em direção a Jesus. para o compreendermos. e eles ainda mais espantados ficaram. sem envoltório corporal terreno. os que estavam na barca se aproximaram dele e o adoraram. — 29. se és tu. e. E Jesus lhe disse: Vem. ao cair a noite. pela ação exclusiva da sua vontade. na quarta vigília da noite. lá se achava ele só. — 51. Jesus veio ter com eles. por volta da quarta vigília da noite. caminhando sobre o mar. — 28. porém. desde que consideremos que Jesus não se achava revestido de um corpo material humano. — 47. próprio. Ao vê-lo andando sobre o mar. Ao cair da noite. — 50. ou. 25. — 49. cessou o vento. Vendo que seus discípulos tinham grande dificuldade em remar. supuseram ser um fantasma e começaram a gritar. MARCOS: capítulo 6º. de forma e aparência humanas. salva-me! — 31. desde que o viram caminhando sobre o mar. Jesus. nada temais. Pedro lhe respondeu: Senhor. o que chamamos médium de efeitos físicos. por lhes ser contrário o vento. para o fenômeno . — 52. Jesus lhes falou assim: Tende confiança. — 24. pois o vento era contrário. Mas. a barca se achava no meio do mar. pois que todos o viram e ficaram apavorados. sou eu. com um corpo fluídico. e queria passar-lhes adiante. dandolhe as condições etéreas das formas puramente espirituais. 46 ao 52. em terra. manda que eu vá ao teu encontro caminhando sobre as águas. privava das características humanas. pode atravessar os ares. veio ter com eles. e Jesus estava só. por que duvidaste? — 32. descendo da barca. — 33. — 48. visto que não tinham compreendido a multiplicação dos pães. e como começasse a submergir-se. 23 ao 33. Nada de mais singular ou estranhável apresenta este fenômeno. apavorados. antes. em grau elevadíssimo. assim como o Espírito livre. é que seus corações estavam cegos. Quanto ao fato de também Pedro haver podido andar sobre o mar. ao qual. deslizar sobre as águas. — MARCOS. Depois de haver despedido o povo. se puseram a gritar. eles se turbaram e diziam: É um fantasma e. igualmente pode caminhar. Subiu para a barca onde eles estavam e o vento cessou. Tendo despedido o povo.

Que os sábios. preferem nada ver. de modo a lhe tornar possível avançar por cima da superfície líquida. versículos 6 e 7. por possuir aquela faculdade mediúnica. 8. — Atos.255 da levitação. os observem devidamente e expliquem de outra forma. . 16 e 70. se o puderem. os Espíritos prepostos o mantiveram suspenso sobre as águas. ou mal conhecida na sua essência e no seu mecanismo. 37. nada pesquisar. libertar-se das correntes com que o ataram na prisão. 15. nada observar. como se efetivamente já tudo soubessem. examinados e analisados por quem os queira compreender. 7. 49. 1º. Graças ainda a essa mediunidade de efeitos físicos. 6º. Trata-se de fatos que ora se tornaram freqüentes e que podem ser presenciados. Utilizando-se dos fluídos de que dispunha. — Salmos. ou de natureza semelhante. nem para que nos preocupemos com os que dizem não serem satisfatórias as explicações que deles dá a Doutrina Espírita. foi que ele também conseguiu. mais tarde. 2º. capítulo 12º. 8º. auxiliado pelos Espíritos prepostos. — Romanos. para tudo negarem. 1º.) Razão não há para que aqui discutamos os fatos desta. Eles. entretanto. como se estivesse andando sobre terreno sólido. 9º. E este foi o fenômeno que com ele se produziu. Tal o invariável critério que revelam (98) Job. 4. — JOÃO. (Atos dos Apóstolos. Os que o fizerem de ânimo desprevenido e com o desejo sincero de encontrar a verdade perceberão que eles são simples efeitos da ação de uma lei ainda desconhecida. tão copiosos nas narrativas evangélicas. que pretendem tudo saber. de que era possuidor.

a grandeza do poder magnético de que Jesus dispunha. Assim que desembarcaram. (99) Já temos visto. e lhe pediam que os deixasse apenas tocar na fimbria de suas vestes. não por terem tocado na fímbria das vestes do Senhor. e todos os que nelas tocavam se curavam. vieram à terra de Genesaré onde aportaram. Em qualquer lugar que entrasse. 34 ao 36.256 94 MATEUS. Tendo atravessado o lago. qual o de Nosso Senhor Jesus Cristo. 14º. lhes era indispensável. — 36. O tocar-lhe nas vestes. manejado por um Espírito. A cura. por isso mesmo. — 54. neste caso. aldeia. os homens de então tinham por necessário para que o “milagre” se operasse. os quais eram dirigidos para o organismo do doente. — 56. . e. punham os doentes nas praças públicas e pediam lhes fosse permitido apenas tocar a fimbria de suas vestes. não passava de um meio material que. devido à ignorância das causas e dos efeitos. fato que. — MARCOS. os do lugar espalharam a notícia por todo o país e lhe apresentaram todos os doentes. podemos imaginar quais fossem os que era capaz de produzir o magnetismo espiritual. 12. vieram eles à terra de Genesaré. porém. MARCOS: capítulo 6º. por meio de passes magnéticos. — 35. Os doentes se curaram todos. e todos os que as tocaram ficaram sãos. Transmitiram a notícia a todo o país e começaram a trazer de todos os lados os doentes em seus leitos. 53 ao 56. Tendo atravessado o lago. Pelos resultados que já alcançamos ou observamos com o magnetismo humano. versículo 84. — 55. versículo 53. 6º. para onde quer que ouviam dizer que ele estava. a propósito de outros casos deste gênero. outros que só com a sua presença obtêm curas admiráveis e fatos já se têm verificado de o médium obter efeitos surpreendentes com o só olhar. dos fluídos apropriados a cada espécie de doença. Já entre nós existem médiuns que curam quase instantaneamente. ou cidade. mas pela ação da sua vontade poderosa. pela ação magnética que exercia. como em todos os demais. sob aquela ação. burgo. resultou da ação da vontade daquele que exercia poder soberano sobre os elementos etéreos. os habitantes do lugar reconheceram a Jesus. pela emissão que fazia de si. Curas operadas pelo contacto com as vestes de Jesus MATEUS: capítulo 14º. (99) Atos. 19º. reconhecendo-os.

deixe de honrar a seu pai e a sua mãe. — 20. se um cego se faz guia de outro cego. os censuraram. em seguida. — Tradições humanas. não lavando as mãos antes de comer? — 3. que o torna impuro MATEUS: capítulo 15º. porém. as maledicências. — 5. os vasos de bronze e os leitos. — 7. sem as terem lavado. os roubos. não o torna impuro. versículo 1. tendo visto seus discípulos tomarem a refeição com as mãos impuras. — 14. as blasfêmias. o torna impuro. Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce ao ventre e é em seguida lançado em lugar escuso’ — 18. mas o seu coração está longe de mim. Ele respondeu: Toda a planta que meu pai celestial não plantou será arrancada pela raiz. ouvindo o que acabaste de dizer. E quando voltam da praça pública não comem sem se haverem banhado. Alguns escribas e fariseus vindos de Jerusalém foram ter com Jesus. bem profetizou de vós Isaías. E chamando para perto de si a multidão.257 95 MATEUS. Hipócritas. — Escândalo a desprezar. Tornastes assim nulo o mandamento de Deus pela vossa tradição. — 7. é em vão que me honram ensinando doutrinas e mandamentos dos homens” — 8. pois os fariseus e os Judeus não comem sem terem lavado as mãos muitas vezes. Mas o que sai da boca vem do coração e é o que mancha o homem. embora. Jesus lhe replicou: Também vós ainda sois tão baldos de inteligência? — 17. — 9. observais . ora. Ë. comendo sem terem lavado as mãos? — 6. — 3. disse: Ouvi e compreendei: — 11. pois. como o de lavarem os copos. se aproximaram de Jesus e lhe disseram: — 2. tendo muitos outros costumes mais. Então alguns escribas e fariseus. — 6. — 16. os jarros. Então. isto é. “Este povo me honra com os lábios. guardando a tradição dos antigos. dizeis: Quem quer que haja dito a seu pai ou a sua mãe: “Tudo que ofereço a Deus vos é útil”. pois que do coração vêm os maus pensamentos. 15º. os discípulos. lhe disseram: Sabes que os fariseus. cuja observância lhes foi transmitida pela tradição e eles conservam. — O que vem do coração é que suja o homem. 1 ao 23. Perguntaram-lhe. Disse então Pedro: Explica-nos essa nova parábola. cairão ambos no fosso. — MARCOS. — 19. — 15. Por que transgridem teus discípulos a tradição dos antigos. os homicídios. mas. 1 ao 20. mas o seu coração está longe de mim. satisfaz à lei. Mãos não lavadas. deixando de lado o mandamento de Deus. pois. os falsos testemunhos. MARCOS: capítulo 7º. Não é o que lhe entra pela boca o que suja o homem. Estas as coisas que mancham o homem. comer sem ter lavado as mãos. em vão que me honram ensinando doutrinas e mandamentos dos homens”. dizendo: 8. — 5. conforme está escrito: “Este povo me honra com os lábios. Deixai-os. — Guias cegos. as fornicações. 7º. e: “Seja punido de morte aquele que houver ultrajado a seu pai ou sua mãe”. que tinham vindo de Jerusalém. hipócritas. Jesus respondeu: Bem profetizou Isaías a vosso respeito. os adultérios. Respondeu-lhes ele: E por que transgredis vós os mandamentos de Deus em obediência & vossa tradição? Deus disse: — 4. — 4. “Honra a teu pai e a tua mãe”. os fariseus e os escribas: Por que não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos. pois. são cegos a conduzir cegos. — 10. — 12. e. versículo 1. Vós. aproximando-se. — 2. — Verdadeira impureza. se escandalizaram? 13.

o que sai do homem é que o mancha e torna impuro. Não é o que entra pela boca do homem o que suja. com relação ao enviado de Deus. Se alguém tiver ouvido. que nos injuriem e ridiculizem. Revogais assim a palavra de Deus pela tradição. — 11. (100) Também nós devemos desconfiar das tradições. para guardardes a vossa tradição. as avarezas. ou seja: às leis divinas. tornar impuro. o que sai da boca do homem é que o suja e torna impuro. os roubos. que Jesus pregou e exemplificou. tornar impuro. quase sempre de pura invenção humana. que para a nossa salvação é o que importa e não as tradições. disse: Ouvi-me vós todos e compreendei: — 15. — 23. E acrescentava: O que macula o homem é o que sai do próprio homem. entrando nele. mãe de todas as virtudes. Todos estes males vêm de dentro do coração do homem e o mancham. de mútuo auxilio. os adultérios. apartando-se do povo. desprezá-las. entrou em casa. As palavras que sobre estas Jesus dirigiu aos fariseus ainda em nossos dias têm toda aplicação. o orgulho. a inveja. se vê por toda parte. o Cristianismo do Cristo. que o torna impuro. ele satisfaz à lei. constituindo as tradições. de olvido das ofensas. de ouvir’ que ouça. os desregramentos. as doutrinas. vós dizeis: Se um homem diz a seu pai ou a sua mãe: “Tudo o que ofereço a Deus vos é “útil”. os homicídios. Dia virá em que serão forçados a abandonar todas as tradições de que se dizem respeitosos. E lhes dizia: Anulais totalmente o mandamento de Deus. donde as fezes da alimentação têm que ser expelidas e lançadas no lugar secreto? — 20. Chamando novamente o povo para perto de si. entrando nele. que em nada concorrem para nos preservar de tudo o que nos possa macular. das palavras e ações más. entrando nele. deixando que se escandalizem os orgulhosos fariseus de nossos dias. pois que nada disso lhe entra no coração e sim desce ao ventre. reveladas aos Hebreus por Moisés. portanto. fazendo o mesmo que fizeram os de outrora. o possa manchar. — 12. Os costumes. também há a tradição dos . preceitos e mandamentos de origem humana. prescrições.258 com cuidado a tradição dos homens. O que. o possa manchar. as felonias. pois de dentro dos corações dos homens é que saem os maus pensamentos. enquanto que Moisés disse: Honrai a vosso pai e a vossa mãe. são práticas que não encontramos. é que constituíam a tradição dos antigos. — 10. — 13. Guardemo-nos dos maus pensamentos. foram as tradições. Assim. seus discípulos lhe perguntaram o que queria dizer aquela parábola. igualmente. — 18. que deturparam a lei de amor. isto é. — 16. — 22. Com efeito. — 19. — 17. com singeleza. que. Logo que. fora do homem. que vós mesmos estabelecestes e deste modo fazeis muitas outras coisas semelhantes. tornar impuro. E lhe permitis que não faça mais coisa alguma por seu pai ou sua mãe. e: Seja punido de morte aquele que houver ultrajado a seu pai ou sua mãe. a impudicícia. aconselhadas pelo Divino Mestre. para observarmos. a blasfêmia. com simplicidade. convertendo-se também àquela lei. onde quer que seja. para os que se dizem cristãos. lavando os jarros e os cálices e fazendo muitas outras coisas semelhantes. — 14. as fornicações. Nada há do que existe fora do homem que. — 21. — 9. não o pode sujar. aditados às leis reais. Escutai-me e compreendei: Nada há. de perdão. Hoje. e ele lhes disse: Tão pouco inteligentes ainda sois? Não compreendeis que tudo o que está fora do homem. Devemos. as iniqüidades.

— Isaías. prescrições e mandamentos de cunho humano. — Provérbios. quando esta. O espírito humano. — a Tito. 23º. — 1ª Epístola aos . nas palavras e nos atos. — Timóteo. o fundamento da Nova Revelação. — Romanos. 22. de tudo o que. porém. de caridade e fraternidade. presentemente. de progresso. 1º. em prosseguir por um caminho desviado da verdade? É que a Igreja. trazendo cada um o seu contingente de civilização. 29º. agiu humanamente. à natureza destes. evangelicamente revelada. enquanto foi necessário. 31. compreenderiam que ela se transviara. falta essa que agravou pela sua inércia. 20º. — JOÃO. nos pensamentos. 5. depois da explicação que Jesus. passados dezenove séculos. na época julgada própria pelo Senhor para o advento do Espírito que vivifica. seja contrário à lei divina. contida na palavra do Mestre. 14º. a bem das suas necessidades e interesses. também agora. Como se explica que. 13. 2. respondendo a Pedro. vendo que o coração se conserva frio. — Ezequiel. 22. regenerado. 14. de amor. 14. à prática do jejum material e das privações corporais. 12. a lei divina. 2º. do contrário. com os seus acrescentamentos. que a veio explicar em espírito e verdade. deu aos apóstolos. só ela persiste em perpetuar a infância da Humanidade. complemento e sanção da verdade. O que Jesus disse dos escribas e fariseus daquela época se aplica inteiramente aos de hoje. Só a Igreja se obstina em manter sobre os homens o véu com que lhes cobre as inteligências. — Efésios. — Colossenses. pelo seu espírito reacionário e mesmo retrógrado. a quem só há um jejum agradável: o jejum moral. esquecerá todos os chocalhos que a Igreja oferece à infância. combater e suprimir tudo o que a tradição acrescentou à lei. assim como Jesus veio combater e eliminar a tradição dos antigos. a hora da libertação. 15. na palavra evangélica que. 6º. honram À Deus com os lábios. se debate por lhe fugir às peias. espiritual. vem. que representa o Cristo. velada pela letra. são vãs e inúteis aos olhos de Deus. sendo humana. alterando. empunhará francamente as armas do Cristo e entrará na liça. Aproxima-se. em substituição da letra que mata. 2. que o divino Pastor recomendou às suas ovelhas e que consiste na abstenção de tudo o que seja mal. ainda insistam. falseando. repelindo a nova revelação. para dominar a matéria. quando vê que este amaldiçoa e se vinga! O ensino de Jesus mostra que todos os preceitos relativos aos alimentos. em plena virilidade. formada pelas doutrinas. destituídos de utilldade e proveito para o próximo. preceitos. 14º. Ora. e obstar ao desenvolvimento das inteligências que. quando o coração está sujo. seguida pelos Hebreus. os quais. pelos Espíritos do Senhor. o que quer dizer — em vão. isto é. os que chamaram a si a sucessão dos Apóstolos e se declararam infalíveis. deturpando. pela revelação nova. 1. constitui a base. 18. como se pudesse abençoar e perdoar ao homem. de luz. 33º. ensinando doutrinas e mandamentos humanos. que os homens instituíram. 15º. arrancando desse modo toda planta que o Pai celestial não plantara. um dia. arrancando igualmente as plantas que o Pai celestial não plantou. de justiça. o Espírito da Verdade. como se Deus pudesse admitir a pureza exterior.259 antigos. esclarecido. lançando mão de leis materiais. como se pudesse aceitar o culto dos lábios. (100) Êxodo. acerca das práticas materiais. Os séculos passaram.

11. 3º. .260 Coríntios. 12.

entrou e se lhe prostrou aos pés. versículo 21. Suplicou-lhe que expulsasse da filha o demônio. (101) Nesta passagem dos Evangelhos. A mulher cananeana MATEUS: capítulo 15º. — MARCOS. Ela era gentia e de origem siro-fenícia. Fê-lo para dar uma lição aos homens. embora nem sempre o seja em condições que os nossos sentidos grosseiros logrem apreciar no momento. grande é a tua fé: seja-te feito como desejas. senão a confiança que depositava na sua missão divina? Quem lhe inspirou a resposta que deu ao Senhor. — 27. — 24. — 25. Jesus não lhe respondeu uma só palavra e seus discípulos. a fé em Deus pode operar o “milagre” que lhe ela peça. mas os cãezinhos comem ao menos as migalhas que caem das mesas de seus amos. já o demônio saiu de tua filha. vindo dessa região. a fim de que se vá embora. em particular. — 25. que. minha filha está sendo cruelmente atormentada pelo demônio. que se julgam com o privilégio de formar. mostrandolhes que. — 30. lhe rogaram: Faze o que ela pede. por muito afastada a criatura das crenças cristãs. versículo 24. uma apreciação se nos oferece da marcha do Cristianismo e da do Espiritismo. Senhor. Dali partindo foi Jesus para os confins de Tiro e de Sidônia. entrou numa casa desejando que ninguém o soubesse. socorre-me. Jesus se retirou para os lados de Tiro e de Sidônia. por isso que uma mulher. Como daí se vê. especialmente os católicos romanos. respondeu: É verdade. senão a fé viva de que se achava possuída. Replicou-lhe ela: Sim. por efeito do que acabas de dizer. Ele respondeu: Não fui mandado senão para as ovelhas perdidas da casa de Israel. — 23. lhe bradou: Senhor. Que fora o que impelira a mulher cananeana a apelar para o Mestre. nem lhe falou daquele modo por não pertencer ela ànação judia. filho de David. — 28. . porém. — 29. E no mesmo instante lhe ficou a filha curada. MARCOS: capítulo 7º. pois não se deve tomar do pão dos filhos para dá-lo aos cães. mas os cãezinhos. E uma mulher cananeana. eles sós. — 22. de ser os únicos verdadeiros filhos do Pai celestial. Ao regressar a casa. tanto que ouviu dizer achar-se ele ali. 21 ao 28. 24 ao 30. Ele então disse: Vai. — 26. O episódio de que tratamos constituiu uma lição de que necessitavam os homens daquela época e. Ela. a família divina. achando-se esta deitada no leito. verificou ela que o demônio saira de sua filha. — 26. e também os de agora. mas não pôde ocultar-se. a confiança sem limites que Ele lhe inspirava? O que daí podemos e devemos concluir logicamente é que obteremos tudo o que pedirmos com fé e perseverança. que era e é todo amor e caridade. que lhe vem concluir a obra. Disse então Jesus: Mulher.261 96 MATEUS. 15º. debaixo da mesa. 7º. as graças que imploramos de um ponto de vista humano só na eternidade produzirão seus frutos. os Judeus. Jesus. Jesus lhe disse: Deixa que primeiro se saciem os filhos. — 28. cuja filha se achava possessa de um Espírito impuro. — 27. comem ao menos as migalhas das crianças. tem piedade de mim. aproximando-se. Ele lhe respondeu: Não convém pegar do pão dos filhos e dê-lo aos cães. não repeliu verdadeiramente aquela mulher. Partindo daí. Senhor. Muitas vezes. A mulher afinal se aproximou dele e o adorou. pois vem gritando no nosso encalço. dizendo: Senhor.

26. agraciados com as revelações de que são portadores ao mundo os Espíritos do Senhor. cabem as mesmas explicações dadas a propósito de outros casos análogos. Aos olhos do Senhor. abnegação completa. 8. ativa e produtiva. da fraternidade. ter cheios os nossos corações das virtudes que conduzem à perfeição. nem pagãos. enfim. os materialistas. não transigindo jamais com a nossa consciência. reparações e provas correspondentes à sua obstinação no erro. das verdades reveladas e exemplificadas pelo Divino Cordeiro Imaculado. cumpre tenhamos. . da caridade. dos de subjugação por Espíritos inferiores. os escribas. Eles se dividem apenas em submissos à lei divina e em rebelados contra ela. os espíritas. por já compreendermos melhor quais os que assim podem ser chamados. para sempre e somente condenar o que desconhecem e ignoram. nem judeus. como já repeliram a palavra do Cristo e a de seus apóstolos. Nós outros. — Romanos. 46. ter a coragem das nossas opiniões e dos nossos atos. Precisamos. nem ortodoxos. se esforce por caminhar nas veredas do Senhor. por se não terem dignado de ler os autos? Quanto à cura da mulher cananeana. que era o seu caso. pelo só fato de o sermos. certos de que o perdão e o benefício ocultos valem cem vezes mais do que os que se ostentam ou reclamem agradecimentos. procuram sinceramente a verdade e se esforçam por trilhar as sendas da justiça. só dão atenção e apreço ao que podem explorar a bem de seus interesses materiais.262 Essa não é a doutrina ensinada e exemplificada por Jesus. em verdade. mais tarde ou mais cedo veremos dar-se. que nos importa o ridículo a que procuram lançar-nos os insensatos que. os únicos filhos verdadeiros. nem católicos. que se furtam ao estudo e à experiência e se constituem juizes em causa própria. Mas. destinado aos “filhos”. ou sábios orgulhosos. 3º. 13º. em última análise. que nos tempos hodiernos repelem a revelação nova. os homens não são nem cristãos. devemos distribui-lo abundantemente com os “cãezinhos” que. Todo aquele que. além de fé viva. absoluto esquecimento das ofensas. (101) Atos. devemos desejar com ardor merecer esse título e esforçar-nos por usar dignamente dele. pelas expiações. amor fecundo. pedirem lhes seja permitido partilhar do alimento sagrado: o “pão de vida e de verdade”. Mas. sejam quais forem suas nacionalidades e seus credos. 25. que considerava e considera “filhos” todos os que. famintos. Procedendo desse modo. para isso. e se convencerem. o mesmo que se deu outrora e se tem dado em todas as épocas: serem queimados no fogo do remorso e passarem pelas torturas e sofrimentos morais. 15º. os fariseus e os príncipes dos sacerdotes. A nós espíritas. com os incrédulos. que nada teme. tampouco podemos considerar-nos. de que já tratamos. para o que precisamos ter fé forte e vivaz. nem muçulmanos. é filho do “pai de família”. nem heréticos. caridade sem limites. do amor. finalmente. O pão que recebemos.

. O Magnetismo prova a possibilidade de tais fatos. porém.263 97 MARCOS. conseguindo dos Espíritos superiores o indispensável auxílio. versículo 31. quando houvessem de operar. E. Deixando as cercanias de Tiro. seus efeitos e propriedades de ação sobre o organismo humano. lhe pôs os dedos nos ouvidos e saliva na língua. tanto mais divulgavam o que viam. — 35. foi que o Mestre procedeu da forma que o Evangelista descreve. 7º. quanto mais ele o proibia. — 32. — 36. (102) Isaías. 11º. pôde igualmente falar. 9º. porqüanto a mudez era apenas conseqüência da surdez. atravessando o território de Decápolis. 17º. Jesus a todos recomendou que nada dissessem a ninguém. sua explicação no poder magnético de Jesus. Entretanto. por efeito desse poder. levantando os olhos para o céu. a Jesus bastava unicamente a sua vontade. E cada vez mais admirados diziam: Ele tudo tem feito. Não venham. Logo se abriram os olvidos ao surdo-mudo e se lhe soltou a língua. entrando ele a falar distintamente. Desde que ele começou a ouvir. que desconhecem completamente o poder magnético dos Espíritos puros. qualificando-os de “milagres”. porque precisava ensinar a seus discípulos a maneira de concentrarem a força magnética de que dispunham e o recurso à prece. dos Espíritos superiores. por Sidônia. — 34. Trouxeram-lhe um surdo-mudo e lhe pediram que Impusesse as mãos nele. fazendo-o sair do meio da multidão e levando-o para um lado. Cura de um surdo-mudo MARCOS: capítulo 7º. tem feito que os surdos ouçam e que os mudos falem. Cumpria que lhes ensinasse a utilizar-se dos diversos meios que tinham ao seu alcance. 35º. Jesus. uma ação fluídica apropriada sobre os órgãos auditivos do homem. quando é certo que todos se enquadram na ordem da Natureza e se produzem segundo suas leis. bem como a natureza dos fluídos. 41. ao mar da GaliléIa. 1. — 37. — 33. 38º. — JOÃO. os chamados “espíritos fortes”. veio Jesus. Para que a cura se produzisse. o divino Mestre o curou da surdez. 31 ao 37. (102) O fato aqui referido tem. tachar de impossíveis estes fatos autênticos. que consistia em escolherem e lhes porem nas mãos fluídos apropriados. 33. 6. Exercendo. armados da sua ignorância orgulhosa. isto é: “abri-vos”. suspirou e disse: Eph pheta. a fim de alcançarem o resultado almejado. como tantos outros que já estudamos. 5 e 6.

e todos glorificavam ao Deus de Israel. coxos e muitos outros doentes que foram colocados a seus pés. veio costeando o mar da Galiléia e tendo subido a um monte. Os discípulos lhe disseram: Onde Iríamos achar. pois que alguns vieram de longe. tomando uma barca com os discípulos. Tinham também alguns peixinhos. Logo. 43. Ordenou então ao povo que se sentasse no chão e. Multidão de doentes curados. pães que bastassem para saciar a tão grande multidão? — 34. 8º. Ora. Ele os abençoou e ordenou que do mesmo modo os distribuíssem. 1 ao 10. Logo dele se acercou grande multidão onde havia mudos. que há três dias está comigo e nada tem para comer. responderam eles. desfalecerão pelo caminho. 35º. versículo 29. Naqueles dias. — 35. tomando os sete pães e os peixes e rendendo graças. Tendo em seguida despedido o povo. – 4º Reis. lá se sentou. e ele a todos curou. — 32. e. MARCOS: capítulo 8º. — 7. Jesus chamou os discípulos e lhes disse: Faz-me compaixão este povo. — 36. que por sua vez os deram ao povo. Jesus perguntou: Quantos pães tendes? Eles responderam: Sete. cegos. (103) Isaías. Jesus chamou os discípulos e lhes disse: — 2. Todos comeram. veio para as bandas de Dalmanuta. os partiu e deu aos discípulos para que os distribuíssem e estes os distribuíram pelo povo. e alguns peixinhos. — 3. (103) Os fatos aqui narrados são apenas a reprodução de outros que antes Jesus produzira e que já os Estudamos em páginas anteriores. 4º. 15º. que os cegos enxergavam. não os quero mandar embora em jejum. — 38. Jesus tomou uma barca e veio para os arredores de Magadã. 5 e 6. tomando os sete pães e rendendo graças. os partiu e deu aos discípulos. Todos comeram. — 37. ao sair dali. Os que comeram eram cerca de quatro mil e Jesus os mandou embora. — 6. — 9. Os discípulos lhe responderam: Onde quem os possa fartar de pão neste deserto? — 5. Se eu mandar que voltem para suas casas sem terem comido. Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes! Sete. — Multiplicação de sete pães MATEUS: capítulo 15º. para que não desfaleçam pelo caminho. versículo 1. os que comeram eram em número de quatro mil. 8. Jesus. — 31. 29 ao 39. fora crianças e mulheres. ficaram saciados e ainda levaram sete cestos cheios dos pedaços que sobraram. — 39. ficaram saciados e ainda encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. de sorte que a multidão se mostrava maravilhada por ver que os mudos falavam. pois há três dias está comigo e não tem o que comer. Ele ordenou ao povo que se sentasse no chão. — 30. que os coxos andavam. — 4. — 33.264 98 MATEUS. sendo de novo muito numerosa a multidão e não tendo o que comer. neste deserto. — 10. Faz-me compaixão este povo. . — MARCOS.

nenhum lhe será dado senão o do profeta Jonas. e reclamariam “outra coisa”. Sabeis portanto reconhecer o que pressagia o aspecto do céu e não podeis reconhecer os sinais dos tempos? Esta geração má e adúltera pede um sinal. se foi embora. fariam como presentemente fazem os médicos. (104) 1ª Epístola aos Coríntios. tomou de novo a barca e passou para a outra margem (104). Os fariseus e saduceus se acercaram dele para o tentar e pediram lhes mostrasse um sinal no céu. — 4. rebeldes. E. porque a enfermidade não precisava de remédio para desaparecer. cegos.265 99 MATEUS. pois o céu está de um vermelho sombrio. Vieram os fariseus e começaram a discutir com ele pedindo-lhe. Ele lhes respondeu: Ao cair da tarde dizeis: Fará bom tempo. a mesma coisa se verifica. 16º. diante de uma cura que consideraram impossível. — 12. para o tentarem. Recusa do prodígio pedido pelos Fariseus e Saduceus MATEUS: capítulo 16º. versículo 1. — 2. por isso. mas que os Espíritos efetuaram. MARCOS: capítulo 8º. Por “fariseus” e “saduceus” os Apóstolos designavam os incrédulos. — MARCOS. 1-4. isto é. do ponto de vista em que se colocam. Orgulhosos. se fossem atendidos. tendo-os deixado. Eram tais os que foram ter com Jesus. um sinal no céU. . lhes disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que nenhum sinal lhe será dado. Entretanto. 11-13. 1º. amanhã. senão o do profeta Jonas”. Atualmente. que. 30. 22. para o tentarem. Não faltam os que exigem se lhes faculte observar prodígios. e ao amanhecer dizeis: O dia hoje será tempestuoso. E. porque o céu está avermelhado. obstinados. Jesus. como condição para que creiam. Jesus. — 13. dizem que tal se verificou. versículo 11. — 3. 6º. a fim de o apanharem em falta. — JOÃO. 8º. respondeu aos fariseus e saduceus que “nenhum outro sinal seria dado àquela geração má e adúltera. não se dariam por satisfeitos: tratariam de explicar os fatos de um modo que se lhes afiguraria racional. deixando-os. dando um profundo suspiro. pois não reconheciam poder no Mestre para fazer o que lhe pediam.

estando mesmo. Ora. Jesus. — 20. MARCOS: capítulo 8º. quantos cestos enchestes do que sobrou? Doze. Jesus falava para aquela época e para o futuro. Quando parti cinco pães para cinco mil pessoas. preservai-vOS do fermento dos fariseus e dos saduceus. sempre que este tente exercer qualquer ação sobre as nossas consciências. Demos a César o que é de César. — 16. Espíritas convictos. além das inspirações do orgulho. — 6. — MARCOS. Tendo olhos. a qual. na maioria dos casos. quantos cestos cheios de pedaços ficaram? Sete. preservai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes. como o é. tendo passado para a outra margem do lago. Como pois não compreendeis que não vos falei de pão quando disse: Preservai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus? — 12. — 8. por que haveis de estar pensando que vos falei por não terdes trazido pães? — 9. não vedes? tendo ouvidos. Ouvindo isso. reconhecendo-lhes o pensamento. ainda não compreendeis? Ainda estão cegos os vossos corações? — 18. as mais das vezes. de modo algum se conforma com a doutrina cristã. ou sobre os nossos atos morais. encontramos a explicação precisa dessas palavras do divino Mestre. Jesus lhes disse: Vede bem. — 17. mas não esqueçamos que os césares estão submetidos a Deus e que só este tem direito sobre todas as criaturas. que. versículo 5. — 7. — 15. Os discípulos então compreenderam que ele não lhes dissera que se preservassem do fermento dos pães e sim da doutrina dos fariseus e dos saduceus. a dos ortodoxos. em flagrante antagonismo com esta. os discípulos se esqueceram de prover-se de pães. Eles pensavam e diziam entre si: É porque não trouxemos pães. responderam eles. disseram eles. 16º. devemos preservar-nos de todas as inspirações do orgulho e de toda submissão covarde ao poder. da meditação e dos ditames . Seus discípulos. Na interpretação que lhes deram os discípulos. disse: Por que cogitais de não terdes trazido bastante pão? Ainda não sabeis. E quando parti sete pães para quatro mil pessoas. Jesus lhes disse: Homens de pouca fé. como aconselhado era aos discípulos. 8º. Fermento dos Fariseus e dos Saduceus MATEUS: capítulo 16º. os discípulos pensaram de si para si: Ë porque não trouxemos pães. Conhecendo-lhes o pensamento. — 21. de sorte que um único pão traziam consigo na barca. católicos e protestantes. Sim. 5 ao 12. do qual devemos preservar-nos. por efeito do estudo. não Ouvis? Perdestes a memória? — 19. Constituem o fermento dos fariseus. E Jesus acrescentou: Como é então que ainda não compreendeis o que vos digo? Nesses conselhos que dava a seus discípulos. desde que seja contrária à que o Cristo pregou e exemplificou. no qual a sua presciência lhe facultava ver o que sucederia. atualmente. Ainda não compreendeis e não vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos enchestes com o que sobrou? — 10. toda submissão covarde ao poder. E Jesus lhes deu este preceito: Vede bem.266 100 MATEUS. Nem dos sete pães para quatro mil homens e dos cestos que levastes? — 11. 14 ao 21. versículo 14. se esqueceram de levar pães. o que significa a toda doutrina que nos queiram impor.

devemos resistir. por meio da luz e da verdade. firmados nela. com respeito. da caridade e da fraternidade universal. pela implantação da justiça. aceitamos a revelação nova. mas também com firmeza. Convencidos e conscientes disto. na Terra. . propaguemos a verdade evangélica e. a qualquer oposição. como portadores daquela revelação. do amor. visando impedir que executem a vontade de Deus os bons Espíritos que se comunicam com os homens. que vem concluir a obra do Cristianismo do Cristo.267 da nossa razão livre. a liberdade da nossa consciência. Temos um só Mestre. venha de onde vier. um único Senhor e somos todos irmãos. obra de regeneração da Humanidade. defendamos o nosso livre-arbítrio.

lhe perguntou se via alguma coisa. para se tornar proveitoso. O homem. mal se dignou de lançar os olhos para a primeira página da introdução desse grande livro da Ciência. inesgotável amor ao próximo. Abri. ficou curado. Pelo contacto dos fluídos humanos que o circunvolvem. como enviados do Senhor: Trazeis em vós a fonte de todas as descobertas. os quais fizeram que o homem se tornasse. passando ele a ver os outros homens. — 26. pois que este que. as páginas desse grande livro e nele descobrireis todos os dias alguma beleza nova e vereis até onde pode chegar o poder do homem. fé viva. Da primeira vez que lhe impôs as mãos. O Magnetismo constitui objeto de estudo grave e profundo. olhando. deve esmerar-se na escolha dos sonâmbulos que hajam de secundá-lo. o Espírito adquire maior força. Esses os três auxiliares sem os quais não poderemos colher os frutos da árvore da Ciência. de todas as ciências. é a mesma dos fenômenos magneto-espíritas. momentaneamente. a espiritual. Cura de um cego MARCOS: capítulo 8º. Um só não basta. Com eles. dizendo: Vai para tua casa e. como Espírito. seus semelhantes.268 101 MARCOS. Tomando o cego pela mão. o que lhe permite recobrar. Fora-lhe restituida a visão corporal. uma certa liberdade. é adiantado num dos ramos da Ciência. que foi de desprendimento. Jesus o mandou embora para casa. seu perispírito. — 23. saberemos repelir sempre o mal e caminhar a passos largos pela senda do progresso. Jesus lhe curou os órgãos animais. se desenvolvera pela ação dos Espíritos que cercavam o Mestre. — 25. ou seja: dos fenômenos devidos não só ao magnetismo espiritual. trabalhando seriamente. vidente. Viu ele então os Espíritos que em torno daquele se grupavam e que lhe pareceram homens de gigantescas proporções. os Espíritos lhes dizem. certo de que cada um servirá para determinada especialidade. forrandose. ou duplo. quando tem a sustentá-lo o amor do bem. trouxeram-lhe um cego e lhe pediram que o tocasse. ilimitado desinteresse. O magnetizador sério. O homem tem por demais desprezado o poder que o Senhor lhe pôs nas mãos. disse: Vejo a caminhar homens que parecem árvores. Jesus nunca se achava só. desembaraçando-lhe da matéria o Espírito. pode . Aquela. Estava sempre acompanhado. Jesus lhe colocou de novo a mão sobre os olhos e ele começou a ver. Dirigindo-se especialmente aos magnetizadores. A explicação desse fenômeno. versículo 22. de sorte que via tudo distintamente. da verdade e do belo. que trabalhe visando o progresso da Humanidade. se entrares na aldeia. pode subtrair-se ao corpo que o retém. que reclama. deu-lhe o Mestre a vista espiritual. Pela segunda imposição das mãos. — 24. O Magnetismo ainda ensaia os primeiros passos. não digas a ninguém o que te sucedeu. 22 ao 26. mas também ao magnetismo empregado com o fim de desenvolver a visão espiritual. 8º. passando-lhe saliva nos olhos e impondo-lhe as mãos. por assim dizer. aos eflúvios perispiríticos que o rodeiam. A recomendação que fez dizia respeito à visão do cego. na ocasião. Como chegassem a Betsaida. ele o conduziu para fora da aldeia e.

Afugentados os Espíritos superiores. ou perigosos. é que ele percebe o resto das formas. Assim. espalhando pouco a pouco em torno de si seus eflúvios libertadores. aquele estado eleva o Espírito. Doutras vezes. ou nos casos de desprendimento do Espírito do vidente. por assim dizer. assim como a miragem que flutua no horizonte se avoluma com as nuvens que a cercam e se lhe agregam. quando em êxtase. também esses fluídos atrairão os fluídos ambientes que nos circundam e apressarão o desenvolvimento das faculdades humanas e a emancipação das almas. Na Terra. aquele outro resolverá problemas mecânicos sobre os quais a Humanidade tem encanecido. habituando-o a libertar-se da sua prisão. dando . exatamente o mesmo que evocadores e médiuns são para os Espíritos. Deve o magnetizador ter o cuidado de escolher. em particular. ou corporais e morais ao mesmo tempo. porqüanto o sonâmbulo que. que quase sempre se mostram indistintas. para seus sensitivos. aquele projetará luz nas trevas da história. tanto que produzem efeitos fluídicos violentos e dolorosos. Nas aparições espíritas. ele desconhecia os efeitos do desprendimento espiritual. sem o que ambos verão falir suas esperanças. pessoas de corações puros e devotados. O cego viu os Espíritos que se grupavam em torno de Jesus e que lhe pareceram homens gigantescos. Não nos referimos aqui à ciência humana. Mas. onde ainda predomina a inferioridade moral. por intermédio dos Espíritos superiores. sem lhes achar solução. a parte superior da forma corpórea que se lhe apresenta. este. nos mundos superiores à Terra. pelo que não pôde compreender o que se passava aos olhos de seu Espírito. embusteiros. semelhantes a árvores pela altura do porte. aos quais o sonâmbulo serve de instrumento. visto que o desprendimento faculta ao homem o recebimento de inesperadas revelações. Como a maioria dos que vivem na Terra. para o sensitivo. são mais amplas do que o eram na Terra. mesmo durante o estado de vigília. moldando-as a pouco e pouco ao gênero de trabalho para que manifestam aptidão. que ele instruirá na ciência magnética. A atmosfera que o rodeia se impregnará desses fluídos humanos e. são obra de Espíritos levianos. O estado sonambúlico é. seja extremamente simples de espírito pode ser espiritualmente muito adiantado. mundo inferior. para chegar a semelhante resultado. tais como. podendo-se acrescentar que. Só depois de haver notado essa parte da aparição. Desenvolvido e produzido repetidamente. Geralmente. o que mais lhe prende a atenção é a sede propriamente dita do Espírito. as formas humanas. Desse modo. os habitantes são de estatura maior do que a nossa e revelam muito maior pureza de linhas no talhe. que só se aproximam do que é puro. fora de si mesmo. como que diluídas numa espécie de vapor. na condição de encarnado. poderá ser o auxiliar de um químico. o do Espírito que se liberta do corpo.269 ser completamente ignorante no que respeita a outro. os mistificadores dominarão o campo. as subjugações corporais. que os Espíritos conservam. os fenômenos magneto-espíritas são muito amiúde obra de Espíritos maus. acostumar-se-á o homem a viver. desde que também seja simples de coração. cumpre que tanto o magnetizador como o magnetizado sejam puros de coração e não busquem na Ciência uma exploração mundana. que nada mais lhe fica sendo senão um instrumento pelo qual transmita seus pensamentos e sensações.

que viriam a ser desvendados. ou com uma confiança orgulhosa. o caso constitui uma lição que convinha fosse dada às suas testemunhas. ou a ela escravizado. de natureza idêntica ou semelhante. Não raro. dos homens de então. É o progresso moral. tudo se passa debaixo da vigilância dos Guias. e. porém. do mesmo passo. cujo Espírito se acha dominado pela matéria. principalmente. decorreu unicamente da ação da potente vontade do Mestre e da sua prodigiosa força magnética. para os mistérios de além-túmulo. desde que investiguemos as causas determinantes de uma dessas mistificações. Assim. do ponto de vista espiritual. espírita. está moral e intelectualmente cego. Jesus. tornando-o vidente. que esse não poderá recobrar a vista. senão quando seu Espírito exercer domínio sobre a matéria. série de provações que o encarnado tem que sofrer. . lhe curou os órgãos materiais da visão. que aquele. Esse resultado. sem que lhe fosse mister passar saliva nos olhos do doente. uma inexperiência que precisavam de ser esclarecidas. que desse modo é que começa. Impondo pela segunda vez a mão no homem que estava cego. Desempecendo-lhe a visão espiritual. isto é. dela se desprender. afinal. nem lhe impor as mãos. é que fazem parte da. Todas as coisas têm sempre um fim sério. A um e outros mostrou. como todos os outros. depararemos ou com uma incredulidade sistemática. conforme acima dissemos. Como. se tais efeitos se verificam. o que Ele só fez a título de ensino e de exemplo para os homens. para conduzirem o mistificado à perspicácia e ao devotamento. pelo que os Espíritos protetores consentem que eles se dêem. ou com uma credulidade. cuja atenção o encarnado atingido se incumbia de despertar.270 lugar a mistificações. sendo-lhe restituída a vista corporal. dos da época atual. atraiu Jesus a atenção de seus discípulos. a que o desprendimento da visão espiritual do cego servia e serve de símbolo. se libertar para dominá-la.

— 18. Simão. 13 ao 20. mas meu pai que está nos céus. para concluir uma obra começada e interrompida pela morte humana. — 21. 29. 18 ao 21. não contestando a opinião segundo a qual Ele podia ser a . Ora. que o homem pode voltar muitas vezes à Terra. que muito importantes as tornam: lembrar aos homens o princípio da reencarnação e não deixar esquecessem as relações medíúnicas que podem existir entre eles e as entidades espirituais. 16º. Eles responderam: Uns dizem que é João Batista. 19. 27 ao 30. Responderam eles: Uns dizem que João Batista. explicado e desenvolvido. Disse-lhes ele: E vós quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: O Cristo de Deus. Jesus lhes perguntou: E vós quem dizeis que eu sou? 16. Disse-lhes então: Mas. e contra ela não prevalecerão as portas do inferno. (105) Estas passagens têm um duplo fim. — Missão de Pedro na igreja do Cristo. pelas tradições conservadas. quem dizeis que eu sou? Pedro. Ordenou em seguida aos discípulos que a ninguém dissessem ser ele Jesus o Cristo. Chegando às cercanias de Cesaréia de Filipe Jesus perguntou a seus discípulos: Que é o que os homens dizem do filho do homem? — 14. — 17. Ele então lhes proibiu muito expressamente que o dissessem a pessoa alguma. 9º. outros que um como os profetas. outros que é Elias. LUCAS: capítulo 9º. — Alusão de relações mediúnicas que podem existir entre os homens e as potências espirituais. E ele lhes proibiu que o dissessem a pessoa alguma. MARCOS: capítulo 8º. e tudo o que ligares na Terra será também ligado no céu e o que desligares na Terra será desligado nos céus. Com efeito. — LUCAS. Jesus partiu daí com seus discípulos para as aldeias dos arredores de cesaréia de Filipe e pelo caminho lhes perguntava: Quem dizem os homens que eu sou? — 28. filho de Jonas. como também que os hebreus sabiam. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus. — 20. estando de parte a orar rodeado de seus discípulos. — MARCOS. vós. disse: és o Cristo. E eu te digo que és Pedro e que sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. versículo 27. o que envolvia a idéia da preexistência da alma e da reencarnação. Eles responderam: uns — João Batista: outros — Elias. Jesus lhes perguntou: Quem diz o povo que eu sou? — 19. Jesus respondeu: Bem-aventurado és. pela Nova Revelação. — Verdadeira confissão MATEUS: capítulo 16º. em espírito e verdade. que é Jeremias ou um dos profetas. porque não foram a carne nem o sangue que Isso te revelaram. — 15. Palavras de Jesus confirmativas da reencarnação. respondendo. — 20. Jesus firmava assim o que mais tarde viria a ser posto em evidência. Simão Pedro respondeu: és o Cristo. 8º. outros — algum antigo profeta que ressuscitou. vendo nesta uma existência nova num novo corpo. as perguntas formuladas pelo Divino Mestre sobre o que pensavam dele as gentes e as respostas que lhe foram dadas mostram não só que a opinião geral lhe atribuia uma origem espiritual anterior àquela sua vida terrena. embora confusamente.271 102 MATEUS. versículo 13. filho do Deus vivo. outros que Elias. outros. versículo 18: Sucedeu que um dia. — 30.

da reencarnação. para o afirmar com tanta segurança e firmeza. Jesus lhe fez ver que o conhecimento dessa verdade lhe fora dado por uma revelação vinda do Pai que está nos céus. apresentando-a como uma realidade e realidade ante a qual se dissipam todas as dúvidas oriundas dos absurdos que. Logo. o Enviado do Senhor. nem os interesses de qualquer natureza: “contra ela não prevalecerão as portas do inferno”. como podia Pedro saber. mas que não foi apreendida por virtude das interpretações literais a que estiveram sujeitas essas revelações. a lei natural do renascimento. Filho do Deus vivo. trazendo-lhe cada um a sua pedra. a não ser por uma inspiração mediúnica? Ë claro que. Espírito intelectualmente mais adiantado do que os dos outros apóstolos. nos tempos atuais. sob a capa do milagre. a que hoje. E vós quem dizeis que eu sou? — perguntou Jesus a Pedro. que assim repousa em alicerce inabalável. como realmente aconteceu e está acontecendo. como meio de chegar ao estado de pureza integral. como combateu tantas outras. é claro que todos os verdadeiros espíritas e. podemos e devemos concluir não só que Pedro era médium. chamamos reencarnação. fosse um erro. o verbo de Deus. que constituiu princípio fundamental na revelação messiânica. idéia que já se continha na revelação hebraica. Efetivamente. ou outro. ou de um médium falante. porqüanto a faculdade que aquele apóstolo possuía havia de espalhar-se. sem que o menor dano lhe possam causar os ódios sectaristas. . conforme acima dissemos. expressão fiel do pensamento do Mestre Divino. João. não teria deixado de combatê-la. Jesus confirmou a hipótese do renascimento. “Se a crença de reviver na Terra. dotado de uma organização física bastante maleável para se prestar a todas as influências mediúnicas. Era. uma verdade axiomática. pretendem os ortodoxos que admitamos. perguntando: E vós quem dizeis que eu sou? — hipótese que também confirmou no seu colóquio com Nicodemos. De fato. Retrucando. como que já então se davam essas revelações a que a Doutrina Espírita chama mediúnicas. versículo 7). como o de Elias. pela revelação nova. constitui hoje. dentre estes. Deste modo ratificou Ele. os médiuns sinceros e humildes servirão para aquela construção. pois. sob o nome de ressurreição. Não te admires de eu dizer: é necessário que torneis a nascer. Quer isto dizer que sobre a mediunidade é que assenta essa Igreja. observou o divino Mestre a Nicodemos (Evangelho de João. proclamando-a como uma condição necessária e indispensável para o progresso e adiantamento da Humanidade”. Ele a sancionou. Ao contrário. que Jesus era o Enviado de Deus. se tal coisa lhe não houvera sido revelada? E de que modo pudera ter tido essa revelação. Pedro era. que as vem explicar em espírito. na ocasião. isto é.272 reencarnação de um Espírito. a obrigação que tem o Espírito de reviver. a luz verdadeira que alumia a todo que vem a este mundo. mais do que nunca. que lhe respondeu: És o Cristo. o que possuía em maior extensão e poder os dons da mediunidade. o que mais se prestava a servir de pedra fundamental para a construção da Igreja do Cristo: “E eu te digo que és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. A reencarnação. pela revelação nova. pois. diz o autor da Divina Epopéia. sobretudo. Jesus. o renascimento. ele foi apenas o instrumento que serviu para a revelação de uma verdade. capítulo 3º. Assim sendo.

a luz que forem recebendo. já não é possível a imposição da fé cega? Não. de tal modo. que um homem aparecesse revestido de tais virtudes. numa época como a atual. Não vêem os homens do Silabo. mas ao encargo que o Mestre lhe conferiu de pastorear o pequeno rebanho que formava a primitiva Igreja Cristã. quem quer que ele seja. Mesmo. se tornarão também cada vez mais aptos a julgar das coisas da Terra e das coisas do céu. Espírito adiantado e devotado e. só por isso. as luzes que trazem os bons Espíritos. porque o Mestre disse: Regnum meum non est in hoc mundo (106). ligar também e desligar na Terra. em sua origem. os decretos que espiriticamente lhe eram transmitidos. por ser da vontade de Jesus e graças aos Espíritos superiores que o assistiam. achando-se em tais condições. fatos que mais ou menos continuam a reproduzir-se e que explicam o desprestígio da Igreja de Roma. porém. dispunha. que não podemos avaliar com exatidão. sondava os mais íntimos pensamentos e constante era a sua comunicação com os emissários divinos. Ora. proferindo sentenças das quais não haja apelação. obtendo. o poder. o reinado daquele que queira ser ou haja de ser sucessor de Pedro somente poderão demonstrar-se pela caridade.273 E. ainda assim não poderia. pela humildade. excelente instrumento mediúnico. eles poderão. para sustentar-se a infalibilidade do papa. despojado o Chefe da Igreja do poder temporal. era simples reunião de fiéis. conservando a integridade da alma e a pureza do coração. Não quer isso dizer. de uma perspicácia. que tende a desaparecer. visto que não fazia mais do que pronunciar. em torno de si. em conseqüência e cada vez mais. que o homem. as virtudes e os demais predicados por que Pedro se distinguia entre os discípulos não eram inerentes à sua individualidade. a distinguir com segurança os que se desviam e os que marcham fiéis e a poder fazer-lhes sentir isso. sem perigo de erro. chamado o sucessor daquele apóstolo e o vigário exclusivo do Cristo na Terra. pela mansidão e abnegação. ao seu alcance estava ligar e desligar na Terra (o que também se pode traduzir por admitir ou não na Igreja do Cristo que. que mal e indevidamente exercia. tenha o poder de absolver ou condenar. nem com os que se disseram seus sucessores se teriam dado os fatos que a história dos Papas e dos Concílios registra. nem mesmo para Deus. os que se propunham a ingressar nela). está visto. a todos se sobrepondo pela exemplificação daquelas virtudes sublimes. em voz humana. certos de que o Senhor ligará e desligará no céu. nem só nenhuma razão haveria para que fosse ele o escolhido e não outro. o prestígio. que foram as armas com que o Manso Cordeiro de Deus apeou potentados e derrocou tronos de déspotas. espalhando de mais em mais. além disso. conforme já dissemos. Aquelas palavras foram especialmente dirigidas a Pedro que. porém: quantos Pedros já se contaram entre os que se hão instituído seus sucessores? Se os dons. considerar-se sucessor de . em que a razão se emancipa de todas as tutelas. Quer unicamente significar que. Sua visão penetrante descia ao fundo das consciências. Passado o tempo das fogueiras e dos apavorantes anátemas. E não se argumente tampouco com as palavras de Jesus declarando Pedro a pedra fundamental da sua Igreja. dos dogmas impostos pelo terror das fogueiras e dos martírios que. a dirigir pelo bom caminho os outros homens. Digam-nos. pelo desinteresse. as coisas vão mudar. como Pedro.

depois de haver desempenhado a sua missão humana. 6º. 42. (106) Ao nosso ver. Não sendo deste mundo o reino do Filho de Deus. e. à edificação da Igreja do Cristo e. 37. 1º. 2. pela obtenção das luzes dos bons Espíritos. 1º. que achará a Igreja do Cristo cuja edificação eles começaram e que o Espírito da Verdade vem. — 1ª Epístola à João. progressivamente. mas se distinguiu entre os demais discípulos. Pedro não teve. valeu. desempenhando a sua missão espiritual. De modo algum. 4º. devotado. isto é: o conhecimento exato dos meios de chegar à perfeição moral. 16. muito embora estes também fossem exemplificadores dos ensinamentos de Jesus. segundo a lei divina. 5. pois. pela integridade do coração e da alma. prossegue na execução desta obra e a concluirá. e a distinguir com exatidão os que se desviam e os que marcham fiéis pela senda que Ele traçou. 51º. a privação do poder temporal. ao desenvolvimento da inteligência. não será atingido pelo sofrimento e pela expiação aquele que. não quer dizer absolver ou condenar seus irmãos — mas tornar-se. realmente. — Isaías. não o foi para a Igreja de que é ele o chefe. 1º. (105) JOÃO. sentido que espiriticamente é hoje revelado pelos enviados do Mestre Divino. que é o dos mandamentos que Jesus declarou encerrarem toda a lei e os profetas. O ter sido despojado daquele poder. um mal. Detenha-se ela no caminho errado por onde funestamente enveredou. que preside ao progredir da fé. visto que redundou no desaparecimento do que melhor provava não ser essa Igreja a do Cristo. como os verdadeiros espíritas. volte ao verdadeiro caminho e continue a percorrê-lo do ponto até onde chegaram Pedro e os apóstolos. 69. ampliar e concluir. E as portas do inferno não prevalecerão contra ela. — Apocalipse. — Gálatas. ou uma perda sensível para o Sumo Pontífice. 2º. todas as suas obrigações. cada vez mais apta a julgar das coisas da Terra e das coisas do céu. individualmente. a dirigir os homens pelo bom caminho. Graças a isso é que . deu princípio. 16. Desempenhando esta última. bem entendido. — 1ª Epístola aos Coríntios. 10. Só então poderá. porque. Quem pudera ou pode haver sucedido a esse altíssimo Espírito. atraindo-os por aquela integridade. — Efésios. 8. 14. — Atos. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus. nem tem sucessor na Terra. Quem quer que construa sobre tal base não terá que temer as portas do inferno. Essas chaves a Igreja de Roma desprezou e deixou se perdessem. então. Pedro foi um discípulo enérgico. — Hebreus. todos os seus deveres. para a Igreja Romana por uma como galvanização. tendo sabido manter a integridade do coração e da alma. com o concurso dos outros apóstolos e dos discípulos que se lhe associaram.274 Pedro. se esforçou por cumprir. Não. 2º. 21º. na edificação da Igreja do Cristo. ao cumprimento das promessas de Jesus? Ele continuou e continua no desempenho da sua missão espiritual. ligar e desligar — o que. os discípulos e seus primeiros imitadores. se foi. inspirada pelo Espírito da Verdade. Compreenda ela o sentido verdadeiro das palavras que Jesus dirigiu a Pedro e aos Apóstolos. fiel até à morte. portanto. pode o seu chefe considerar-se sucessor do grande apóstolo. para com Deus e para com os homens. 15. sendo a Igreja do Cristo o conjunto dos filhos do Senhor. que não mostrou apenas possuí-las. sua não podia ser a Igreja cujo reinado era todo deste mundo. também trabalhará. 8º.

a demonstração iniludível de que nela não está o espírito da Doutrina Cristã.275 ainda pôde ostentar a aparência de prestígio de que gozou nestes últimos tempos. em 1929. como recentemente obteve. quando no Espiritismo ressurge o verdadeiro Cristianismo. . que lhe restituíssem o poder temporal é que ela decretou a sua própria e definitiva condenação. Obtendo. de que ela é a antítese da Igreja Universal do Cristo. volvendo a oferecer ao mundo.

Como falasse abertamente dessas coisas. chamando-o de parte. LUCAS: capítulo 9º. porém. Predição. MARCOS. versículo 22. portanto. cumpria-lhe preparar seus discípulos para aquele ato importantíssimo da sua missão. Em seguida começou Jesus a declarar aos discípulos ser preciso que Ele fosse a Jerusalém. porqüanto os próprios discípulos não teriam compreendido o fato do reaparecimento do Mestre. 31 ao 33. preciso que os homens fossem prevenidos do acontecimento que sobreviria. importava-lhe passar pela metamorfose da morte. que lhe seja dada a morte e que ressuscite no terceiro dia. a fim de lhe apreenderem a razão. 9º.276 103 MATEUS. MARCOS: capítulo 8º. começou a repreendê-lo. Era. versículo 21. — Tendo Jesus descido à Terra para dar aos homens a maior prova. pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. voltando-se e olhando para os discípulos. como. — 32. aos olhos de todos. Mas. para que ficasse comprovada a sua identidade. Depois. deixando no esquecimento o corpo de carne de que parecia revestido. se o não houvessem considerado do ponto de vista da ressurreição. pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. — Palavras de Pedro. 22. capítulo 8º. LUCAS. — Resposta de Jesus MATEUS: 16º. Servindo-se das expressões — ser morto. pois que não tens o gosto das coisas de Deus e sim o das coisas dos homens. a ressurreição consistia na volta da alma a um corpo de carne. os hebreus compreendiam a ressurreição que Jesus anunciara como tendo que ser a volta de sua alma ao mesmo corpo. a um corpo material. a fim de que. — 23. lhe disse: Afasta-te de mim. (107) MATEUS. Essa a razão por que Ele permitiu a Tomé que pusesse a mão na abertura que . sem inquirirem da origem. tu me és motivo de escândalo. Jesus. 8º. versículo 31. o maior exemplo de amor e de abnegação que eles podiam receber. pois que não tens o gosto das coisas de Deus e sim o das coisas dos homens. Apresentando o seu corpo a aparência da corporeidade humana. como no futuro. E começou a lhes declarar ser preciso que o filho do homem sofresse muito e que fosse rejeitado pelos anciães. dizendo: Tira-te da minha frente. Satanás. ‘ressuscitar —. na época. que aí fosse morto e ressuscitasse ao terceiro dia. tomando-o de parte. dos escribas e dos príncipes dos sacerdotes. Senhor. nem do fim de tal corpo. versículo 31. E acrescentou: É preciso que o filho do homem sofra muito e que seja rejeitado pelos anciães. capítulo 9º. que aí sofresse muito dos anciães. capítulo 16º. Pedro. — MARCOS. 21 ao 23. nada disso te sucederá. cumpria-lhe mostrar-se aos homens. Para os hebreus. tanto os discípulos. sem indagarem se se tratava sempre do mesmo corpo. — LUCAS. versículo 21. Satanás. não foram acontecimentos puramente humanos. se pôs a repreendê-lo. — 33. que fosse morto e que ressuscitasse três dias depois. Pedro. voltando-se para Pedro. versículo 22. o Cristo usava de uma linguagem que os homens pudessem compreender. ficasse demonstrado que sua “morte” e “crucíficação” estavam previstas. dizendo: Tal não aconteça. 16º. no sentido que davam a este termo. Jesus. — 22. em geral. repreendeu a Pedro.

era fluídico. portanto. Deixando-o escapar no momento de “render a alma” (está claro que apenas no entender dos homens). para se elevar ao seu Criador. a aparência de um corpo humano. ainda os mais agudos. é mais forte e mais vivo do que o possam ser. Conseguintemente. Houve apenas aparência de uma e outra coisa. que os sofrimentos morais são de intensidade infinitamente maior do que os sofrimentos físicos. que por nós subiu ao Calvário. o seu corpo que. com a tangibilidade. Espírito superior a todos os outros que concorreram para a formação do nosso planeta e cujos sofrimentos. diante das vontades do soberano Senhor. e continuando. como sabemos. uma vez que apenas aparente era o seu corpo. (108) Quanto ao haver desaparecido do sepulcro o corpo de Jesus. para mostrar aos homens. eis-me aqui. sofreu e sofreu muito. o governador do nosso planeta. que o sofrimento.277 lhe haviam feito de um lado e os dedos nas chagas que os cravos lhe abriram nas mãos e nos pés. a obediência e a submissão com que se devem eles comportar. forçoso é vejamos em Jesus somente um Espírito. fé-lo com o intuito de lhes chamar a atenção para aquele instante supremo e lhes fazer compreender. por vê-los tão endurecidos. decorrentes do amor que consagrava e consagra a seus protegidos. para os nossos corpos. quaisquer sofrimentos humanos. foram todos morais. se não experimentava os sofrimentos físicos. no sentido que então era dado a estas expressões. O brado que soltou do cimo do madeiro não foi tampouco um brado de sofrimento. não houve. mas em seu “espírito”. Nos últimos momentos do seu sacrifício na cruz. conforme mostraremos oportunamente. sofreu cruelmente. Espírito puro e . Sem dúvida. O divino modelo. na essência espiritual. mas tangíveis. de natureza perispirítica. com a aparência de sangue. com relação a Ele. retomando a partir daí. a resignação.” Não compreendem os que assim falam. sendo tal a natureza do corpo de Jesus. Porém. limitou-se a dizer em voz alta: Tudo está consumado. Foram todos morais os sofrimentos que o Mestre suportou na cruz. como Espírito. O que das chagas lhe saía era uma combinação puramente fluídica. a felicidade do Espírito que se desprende do seu grosseiro invólucro. Senhor. experimentava o sofrimento que causa a uma mãe terna e carinhosa o ter que punir o filho bem-amado. por meio de um exemplo prático. Nessa qualidade. muitas criaturas aferradas às torturas físicas do grande modelo que nos foi enviado. Todos conhecemos desgostos. Cada pancada do martelo nos cravos que lhe traspassavam as mãos e os pés fluídicos. por uma expansão de alegria e não de angústia. é um fato que se explica pela mesma natureza fluídica do invólucro corpóreo que Ele constituiu para o desempenho de sua missão e cujos elementos componentes fez que voltassem ao meio de onde os tirara. não na sua “carne”. para esse efeito. sim. mágoas e torturas morais superiores a qualquer dor física. que padeceu por nós. a consistência. lhe ia ferir a sensibilidade delicadíssima e lhe fazia correr da alma o sangue mais precioso: o do amor e do devotamento que nos consagra. estas revelações são de molde a alarmar. Jesus sofreu. tanto que de bom grado os trocaríamos por dores desta natureza. uma vez concluída aquela missão. quando voltarmos a este ponto. retomando. nem morte. Dizemos — seus protegidos —porque Ele é o nosso protetor. Não faltarão os que digam: “Que mérito era o dele em se submeter a tais torturas. nem ressurreição. como de fato têm alarmado.

(107) 2º Reis 19º. eram ditas para aquele momento e alcançavam o futuro. MATEUS. ou supor. nada tem de estranhável. missão que neste momento desempenha entre nós por meio do Espírito da Verdade e da Nova Revelação. haja sido a inspiração dos bons Espíritos que o levou a negar o Mestre? Quanto à severidade da resposta de Jesus. trazida ao mundo pelos Espíritos do Senhor. por efeito dos dogmas e mandamentos humanos. portanto. Humildes de coração. em tudo e por tudo e. ao acabar este de predizer os seus sofrimentos. os espíritas. “morte” e “ressurreição”. Não choremos nunca. como hostis e rebeldes à Revelação Cristã se mostraram os escribas. sobretudo nós. quando disse a Pedro: “Afastate de mim. A expressão satanás. 7. encarnados e desencarnados. etc. aquelas palavras atingem a todos os que se mostrem hostis e rebeldes à Revelação Espírita. mantendo-nos em guarda contra as fraquezas humanas. Assim. dos favores e vantagens de ordem espiritual e temporal. auxiliemo-nos mutuamente. Possuindo a presciência do futuro. pois que as de gratidão são as únicas lágrimas que a fé pode verter. Poder-se-á. — Romanos. isto é. que todos.”. capítulo 8º versículos 32 e 33.278 perfeito. deu-nos Jesus uma grande lição: a de que a vontade do Senhor tem que predominar sempre sobre qualquer vontade. e também a resposta do Mestre àquele apóstolo. MARCOS. na qualidade de protetor e governador do nosso planeta. a desempenhar a sua missão espiritual. Todas as suas palavras. capítulo 16º. por efeito do orgulho. por efeito da predominância do gosto pelas coisas dos homens. admitir. apropriada ao momento e ao futuro. se explicam da maneira seguinte: Do mesmo modo que os médiuns atuais. a má inspiração. pelo só fato de ser encarnado. que a deturpariam. do poder. seu Espírito agia livremente. o divino Mestre abrangia na sua apóstrofe as fases de erro e de materialidade que atravessaria sua sublime doutrina de amor. porventura. significa a má influência. do despotismo religioso. . recebamos as provas que ao Senhor praza enviar-nos. que não são coisas de Deus. tendo os nossos lábios e as nossas almas prontos sempre a bem dizer de todas as suas decisões. pois. das honrarias. os fariseus. da intolerância do fanatismo. os príncipes dos sacerdotes e seus adeptos. com submissão. com alegria que exprime reconhecimento. Foi. que recebemos a luz. do espírito de dominação. Pedro nem sempre estava debaixo de uma influência estranha e. de que usou com relação àquele apóstolo em sentido puramente figurado. perdão e bondade. e que o Mestre não podia deixar de querer se mantivesse Pedro constantemente em guarda contra as fraquezas humanas. desde que isso se verificava. como homem que ele se viu presa do temor de perder o seu Mestre querido. Respondendo a Pedro por aquela forma. quando se sabe que todo Espírito encarnado é fraco e falível. sequer. Jesus antevia as fases e condições dos progressos vindouros. — As palavras que Pedro dirigiu a Jesus. Satanás. 8º. das dignidades. respeito e amor. que sempre tornam a criatura incapaz de sentir o gosto das coisas de Deus e só ter o das coisas do mundo. Não era possível que estivesse privado sempre do seu livre-arbítrio. do fausto. temos que nos curvar às suas leis. versículo 22. 22. Com relação à época atual. Eram elas que faziam procurasse ele desviar o Mestre do cumprimento do seu dever.

. como também que esses sofrimentos foram. em muitas das quais se há observado o reflexo dolorosíssimo que produz no médium qualquer abalo mais ou menos violento nas formações ectoplásmicas. de carne putrescível. experiências. com os subsídios importantes que para esses progressos têm trazido as experiências. para Ele. por ser de natureza perispirítica o seu corpo. a que os cientistas deram o nome de “metapsíquicas”. mais agudos e intensos do que os mais vivos que experimentemos. com os progressos que a ciência espírita tem realizado e que são Imensos em nossos dias.279 (108) Aliás. por intermédio dos nossos corpos grosseiros. sobre o que eles mesmos convencionaram chamar “ectoplasma”. já se pode reconhecer não só que dos sofrimentos ditos “físicos” não esteve isento o Divino Mestre.

e perder-se? — 26. — 39. — 36. renuncie a si mesmo. chamando para junto de si o povo e os discípulos. — 28. E que daria o homem em troca da sua alma? — 38.280 104 MATEUS.Aquele que de mim se envergonhar e das minhas palavras. desse o filho do homem também se envergonhará. aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a encontrará. renuncie a si mesmo. — LUCAS. 23 ao 27. alguns há que não morrerão sem que tenham visto o reino de Deus. renuncie a si mesmo. os preceitos morais que Ele pregou e exemplificou. porqüanto nenhum dos dois o salvará no outro mundo. entre os que aqui se acham. em todo o seu poder MATEUS: capítulo 16º. acompanhado dos santos anjos. estaremos no caminho seguro da nossa salvação. aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a salvará. Dedicando-nos aos nossos irmãos. — 35. 16º. pela prática sem reservas da caridade. Aquele que se entrega aos gozos materiais entra para a categoria dos que . Pois. E acrescentou: Em verdade vos digo que. porqüanto. tome a sua cruz e siga-me. porqüanto. como meio de efetuar a sua depuração e chegar até Ele. a submissão sem limites são as condições únicas de chegarmos à perfeição relativa que a Humanidade pode alcançar. submetendo-nos aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. que não morrerão sem ter visto o filho do homem vindo ao seu reino. versículo 24. disse: Se alguém me quiser acompanhar. desse o filho do homem também se envergonhará. carregue a sua cruz e siga-me. cumpre que o homem regule a sua existência. Em verdade vos digo: Alguns há. fazendo-o em seu detrimento. com seus anjos: e então dará a cada um de acordo com suas obras. 34 ao 39. Meios e condições sem os quais não se pode ver na Terra o reino de Deus. de que serviria a um homem ganhar um mundo inteiro e perder a alma? — 37. alguns há que não morrerão sem que tenham visto chegar o reino de Deus em seu poder. entre os que aqui se acham. na de seu pai e dos santos anjos. MARCOS: capítulo 8º. Aquele que se envergonhar de mim e das minhas palavras. nem ao tesouro que acumulou. — MARCOS. De que serve a um homem ganhar um mundo inteiro e perder a alma? Que preço dará o homem para recobrar sua alma? — 27. quando vier na sua glória. nesta raça adúltera e pecadora. versículo 23. 8º. aquele que quiser salvar a vida a perderá. — 26. Pois. 9º. na glória de seu pai. E. Não deve apegar-se a esse corpo. porqüanto. em todos os nossos atos. E dizia a todos: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas. Em verdade vos digo que. LUCAS: capítulo 9º. mas aquele que perder a vida por minha causa e do Evangelho a salvará. Disse então Jesus a seus discípulos: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas. — 25. Pois o filho do homem tem que vir na glória de seu pai. (109) O devotamento absoluto. versículo 34. tendo sempre em vista que o seu corpo é um empréstimo que o Senhor lhe fez. observando. — 27. 24 ao 28. — 25. Sujeito às necessidades materiais e aos instintos humanos. — 24. de que serviria a um homem ganhar um mundo Inteiro. entre os que aqui se acham. quando vier. tome a sua cruz e siga-me.

12. falando dos que viveriam na Terra ao tempo da sua vinda. 25. — Zacarias. pelo respeito humano. . 23. dizem respeito aos que se riem. 7. afrontando incômodos e contrariedades. 17. ridiculizam e fogem das coisas santas. 10. — 1ª Epístola à Pedro. 1º. os nossos irmãos. (109) Deuteronômio. elas entendem com os que. também Ele se envergonhará. 17º. 2º. morrerão para o nosso planeta. 12º. — Jeremias. Espíritos purificados e se acharão reencarnados em missão. 11. com critério e prudência. 34º. se se conservarem culpados. Quer isto dizer que não mais lhes será permitida a reencarnação na Terra. dos que a “vendem ao demônio”. 8. 22º. depois de terem conhecido a verdade. ao tempo em que o reino de Deus se estabelecerá realmente na Terra. Que todos os nossos atos e pensamentos tenham a guiá-los a gratidão ao nosso Deus e o amor aos nossos irmãos.281 perdem a alma pelos bens mundanos. 9. Consagrarmos o nosso corpo. que são os que se envergonham de Jesus. 12. 7º. onde. — Timóteo. com relação aos que dele se envergonham. a nossa dedicação. em que o divino Mestre se mostrará em todo o seu esplendor aos homens. Ao terem de encarnar. nesse tempo. os nossos esforços ao bem da Humanidade. 5. 14º. não confessarem suas convicções. serão. — 1ª Epístola aos Coríntios. como condição necessária a que melhorem moralmente e progridam. Fazer o contrário é gozar materialmente. de reencarnação em reencarnação. 8. à era nova que se abre para a Humanidade com o advento do Espiritismo e que irá até que comece a separação do joio e do bom grão. — Daniel. rebeldes. As palavras de Jesus. 3º. Desses. bastante puros. é caminharmos para a salvação. como se lê nalgumas traduções dos Evangelhos). o presente e o futuro. — Romanos. empregando as riquezas que possuamos em auxiliar. especialmente. para poderem suportar o fulgor do seu Espírito. 20º. Esses. 16. de medo do ridículo. ver-se-ão constrangidos a fazê-lo em planetas inferiores a este. 10. então. encarnados naquela época. que nunca o egoísmo. usarem de disfarces para. para usarmos de uma frase tantas vezes repetida e tão mal compreendida. Aludindo aos que não morrerão (ou não “gostarão a morte”. Jesus se referia à categoria de Espíritos que. — Salmos. quando chegar o momento daquela separação. — Job. 2º. abrangendo o passado. 3º. a expiação corresponderá à duração da falta. sem terem visto chegar o reino de Deus em seu poder. — JOÃO. 6. negligenciando a verdadeira felicidade. Com referência. ou o interesse pessoal manchem a pureza das nossas consciências. A maior parte daqueles a quem Ele se referia. 12. 24º. — Apocalipse. isto é. tinham de chegar. 48º. o nosso trabalho.

Jesus lhes fez esta recomendação: Não faleis a pessoa alguma do que vistes. Jesus se aproximou.282 105 MATEUS. — 4. E. 9º. disse: Este é meu filho dileto em quem hei posto todas as minhas complacências. a saber: Moisés e Elias. uma para Moisés e uma para Elias. E se transfigurou diante deles: seu rosto resplandeceu como o Sol. os conduziu a um monte elevado. escutai-o. excogitando entre si o que quereria dizer: Até que o filho do homem ressuscite dentre os mortos. uma para Moisés e uma para Elias. presas de grande temor. não sabendo o que dizia. pois todos três estavam aterrorizados. a verificar-se era Jerusalém. irmão de Tiago e. Pedro ainda falava quando uma nuvem luminosa os cobriu e uma voz. uma para Moisés e uma para Elias. façamos três tendas: uma para ti. enquanto orava. aqui estamos bem. Quando desciam do monte. — 29. Suas vestes se tornaram brilhantes e alvíssimas como a neve. 4. Seis dias depois. — 7. Ele não sabia o que dizia. porém. Disse então Pedro a Jesus: Senhor. Sucedeu que. Disse Pedro então a Jesus: Mestre. — 9. amedrontaram-se. Seis dias depois. versículo 1. 28-36 Transfiguração de Jesus no Tabor. — 3. despertando. E . e eis que dois homens com Ele falavam. — 6. veio uma nuvem e os cobriu. — 9. — Aparição de Elias e de Moisés. — MARCOS. que haviam adormecido. 17. — 7. 1 ao 9. propôs: Mestre. Uma nuvem se formou e os cobriu. — 8. — 32. que apareceram cheios de glória. a ninguém mais viram. Ouvindo isso. — Nuvem que cobriu os discípulos —Voz que saiu dessa nuvem e palavras que proferiu MATEUS: capítulo 17º. e dela uma voz saiu. MARCOS: capítulo 9º. Quando ele ainda falava. mudou-se-lhe o semblante. Pedro. Jesus chamou a Pedro. E eis lhes apareceram Elias e Moisés. até que o filho do homem tenha ressuscitado dentre os mortos. Jesus chamou de parte a Pedro. os discípulos caíram de rosto em terra. Cerca de oito dias depois de haver dito essas palavras. — 31. Pedro e seus dois companheiros. façamos três tendas: uma para ti. LUCAS: capítulo 9º. senão a Jesus. Falavam-lhe da sua saída do mundo. 2. versículo 1. a Tiago e a João. E eles guardaram segredo do fato. — 34. até que o filho do homem houvesse ressuscitado dentre os mortos. Jesus lhes ordenou que a ninguém falassem do que tinham visto. e como a nuvem os envolvesse. olhando à volta de si. suas vestes se tornaram alvas e resplandecentes. que com Ele falavam. —30. de uma brancura tal como nenhum pisoeiro na terra poderia conseguir. a Tiago e a João e os levou consigo a um alto monte e se transfigurou diante deles. — 5. eles a ninguém mais viram senão somente a Jesus. Quando desciam do monte. Logo. versículo 28. — LUCAS. suas vestes se tornaram brancas como a neve. 1 ao 9. Jesus chamou a Pedro. aqui estamos bem. quando estes se iam afastando de Jesus. a Tiago e a João e subiu a um monte para orar. tocou-os e lhes disse: Levantai-vos e não temais. dizendo: Este é meu filho muito amado. afastando-se com eles. que da nuvem saía. — 3. — 35. 9º. — 8. viram a majestade de Jesus e os dois homens que com Ele se achavam. 6. — 33. Erguendo então os olhos. escutai-o. se quiseres faremos três tendas: uma para ti. — 2. estamos bem aqui. E lhes apareceram Elias e Moisés a falarem ambos com Jesus. — 5.

Constituía. a missão de Jesus. reunindo em torno de si os fluídos luminosos que sejam necessários ao fenômeno. os três discípulos. que são chegados os tempos então preditos. Nessas condições. têm a faculdade de tornar-se visíveis e tangíveis. promessa que se cumpre agora. visível para os discípulos. o fato de que tratamos foi a revelação. aos olhos dos Apóstolos. caíram nesse estado de sonolência. os atributos da natureza que lhe era própria. Escolhidos por serem os que apresentavam condições físicas mais favoráveis a torná-los aptos. a sua elevação espiritual e que Ele era o Cristo. quando tais manifestações se produzem ostensivamente por toda a parte. foi uma confirmação da elevação sem par do Cristo. Cristo de Deus. pois que aquelas palavras. — 36. Assim como há dois mil anos se cumpriu a promessa desses dois grandes profetas. confirmar. Retomando. a missão que Ele. filho do Deus vivo. foi uma formidável manifestação espírita. E o fato da transfiguração se produziu para eles. pois. afirmar a sua missão como Cristo. Verifica-se. significam que na Terra . as quais. sob um véu que a nova revelação levantaria mais tarde. aquela presença. escutai-o. a Revelação Espírita é bem o outro Consolador.283 uma voz saiu da nuvem dizendo: Este é meu filho bem-amado. A voz que saiu da nuvem e que se foi perdendo no espaço. explicadas e tornadas compreensíveis pela Nova Revelação outorgada ao mundo mediante tais manifestações. como sendo o Cristo. se bem que velados ainda. Jesus. filho do Deus vivo. A presença. de Moisés e Elias que. sob a forma humana. as promessas para o futuro. (110) O fenômeno. escutai-o. por assim dizer. diante daqueles discípulos. haviam anunciado o Messias. que nenhum pisoeiro da Terra jamais poderia consegui-la. a seu turno prometeu. segundo diz o Evangelista. diante dos mesmos discípulos. e enunciar. rodeiam incessantemente a Jesus. à produção da manifestação espírita que se ia dar. eram de alvura tal. que se produziu no monte Tabor. em que ficam os médiuns. Ambos. A resplendência que tomaram as vestes de Jesus. como o ensina a Doutrina Espírita. hoje se cumpre o que prometeu Aquele cujo advento constituíra objeto daquela promessa. do Pai. em quem pus todas as minhas complacências. mediunicamente. Atestando. Jesus lhes dava uma idéia da sua grandeza espiritual e da glória da vida por que eles ansiavam. entendidas em espírito e verdade. a intervenção dos Espíritos junto dos homens. o Espírito da Verdade. foi um meio de que se serviu este para lhes ferir a imaginação e de. tanto e ainda mais elevados. Os Espíritos. o Messias prometido por Moisés e Elias. afirmava. em nome do Todo-Poderoso. a presença ali dos dois como que sancionava e santificava. como outros Espíritos. da realidade das manifestações espíritas. Pedro. momentaneamente. pois de outro modo eles não lhes teriam podido suportar o brilho. quando se dá uma forte manifestação espírita. do que tinham visto. com o esplendor correspondente à elevação dos Espíritos que no mesmo fato tomavam parte. nada disseram a ninguém. em presença de Pedro. uma promessa feita para o futuro. desempenhava. que teve por fim mostrar a elevação espiritual de Jesus. e transfigurarse. por meio da transfiguração. Os discípulos se calaram. Enquanto a voz falava. o Messias prometido. depois de haver dito: “Este é o meu filho bem-amado. dessa forma. aos apóstolos. por então. pois. que Jesus. Tiago e João. Jesus estava só. Moisés e Elias. de torpor. Tiago e João.

continuou e continua a progredir em ciência universal. no entanto. sem se afastar jamais da diretriz traçada pelas leis do Pai. são. qualquer dos que encarnem no nosso planeta será sempre menos adiantado do que Jesus: ser-lhe-á inferior em ciência universal. visto que resulta do aspecto que o desencarnado dá aos fluídos em que envolve o encarnado. tendo do Criador mais perfeito conhecimento. obedeceu à razão de que. partiu do mesmo ponto de inocência e ignorância. assim como a de um Espírito muito elevado. 10º. 21. que em pureza são todos iguais. por haverem todos chegado à perfeição moral. Também entre os puros Espíritos. nada tem de comum com o da transfiguração do ser humano. pois que se distinguem pela soma de suas aquisições intelectuais. sem. se os discípulos divulgassem imediatamente os fatos que presenciaram. através da eternidade. 8º. por efeito de uma transgressão que seja daquelas leis. se tenha tornado puro Espírito. — Atos. há ação exclusiva do Espírito sobre o seu corpo perispirítico. 15. Quanto mais elevado. nunca poderá Ele ser alcançado. 1. havendo chegado sem o menor desvio. na hierarquia dos mundos. . para se inspirarem nas vontades daquele que é o Pai de tudo o que é. poderem jamais igualá-lo. 1. até que Ele houvesse ressuscitado dentre os mortos. os que projetam luz mais branca e mais brilhante. 15. Naqueles casos. A recomendação que Jesus fez aos discípulos. 17º. 3º. (110) Deuteronômio. ninguém lhes daria crédito. se vão cada vez mais aproximando de Deus. para que a ninguém falassem do que tinham visto. portanto. do seu aperfeiçoamento moral. 1º. Do mesmo modo. sendo. 9º. Os mundos espirituais. — Daniel. ou lhe suportar as irradiações. 10º. — Apocalipse. 22. há necessidade de uma combinação do perispírito do Espírito que opera com o do encarnado que lhe serve de instrumento. sem a mais ligeira falta. 16. antes de verificar-se o que se chamaria a “ressurreição” do mesmo Jesus. à suprema perfeição moral. O fenômeno da transfiguração do Divino Mestre. Assim sendo. 18. quando se acercam do foco da onipotência. ainda quando haja alcançado a perfeição sideral. há hierarquia. Ë que Jesus. teve a mesma origem. Espírito que. como todos os demais. 17 e 18. 18º. tanto mais branca e refulgente é a sua luz. na senda desse progresso. nos outros. aparente a transfiguração. isto é. sob o ponto de vista da ciência universal. nem abrangê-lo com o olhar. Com efeito. — Isaías. aos quais só têm acesso os puros Espíritos. Todos. que qualificamos de celestes. — 2ª Epístola à Pedro. 1º. tanto mais luminoso se revela o Espírito às vistas humanas. 10 e 18.284 ninguém jamais poderia igualá-lo em elevação. por qualquer outro Espírito que haja retardado a marcha da sua evolução. visto que esse progresso é indefinido. quanto mais elevado é um planeta na escala dos mundos.

em espírito e verdade. na Igreja Hebraica. no seu colóquio com Nicodemos. dada a natureza da época em que foram ditas. (111) Chamando a atenção dos discípulos para o fato de haver Elias voltado à Terra na pessoa de João Batista. depois. nos tempos marcados por Deus. — 12. portanto. disse Jesus a seus discípulos que os escribas e fariseus não haviam compreendido que aquele que pregava o arrependimento e o advento do Redentor era o Elias cuja volta o Antigo Testamento prometera e os discípulos logo compreenderam que Ele se referia ao Batista. — 12. a lei natural e imutável da reencarnação. Elias tem que vir e restabelecerá todas as coisas. para que não esclareça a multidão e não lhe patenteie as feridas que a Escritura. grande influência haviam de exercer no porvir. O Espírito de Elias reencarnado na pessoa de João. pouca importância tinham para os apóstolos. Então seus discípulos compreenderam que Ele lhes havia falado de João Batista. E não nos devemos admirar de que os discípulos houvessem feito ao Mestre aquela pergunta. Talhava assim Jesus a pedra angular sobre que repousaria o edifício do futuro. Jesus. Assim também farão sofrer o filho do homem.285 106 MATEUS. sob o império do espírito. Mas eu vos digo que Elias já veio e que eles o trataram como lhes aprouve. — MARCOS. recebeu das interpretações humanas. Falando de João. como tendo que ser o Precursor do . não fez mais do que ressuscitar essa velha crença. como está escrito a respeito do filho do homem. Seus discípulos então lhe perguntaram: Por que é que os escribas dizem ser preciso que Elias venha primeiro? — 11. dentro da ordem geral da Natureza. deixaria veladamente entrever e que. ressuscitando Elias na pessoa de João Batista. Jesus lhes respondeu: É verdade que Elias tem que vir primeiro e restabelecer todas as coisas. versículo 10. Aquelas suas palavras que. que este era o mesmo Elias que as profecias anunciavam. nas condições sociais em que viviam. se bem não constituísse lei entre os hebreus. mais tarde. Jesus lhes respondeu: Em verdade. E o Interrogavam. 10 ao 12. visto que. o Precursor. cobertas pelo véu da letra. essa pobre desfigurada. 10 ao 13. eles não o conheceram e contra ele fizeram tudo o que quiseram. 17º. mostrando a lei natural e imutável do renascimento. — 13. MARCOS: capítulo 9º. o que ainda é em nossos dias: uma luz que se oculta. seu princípio fundamental. filho de Zacarias e de Isabel MATEUS: capítulo 17º. suas regras. Mas eu vos digo que Elias já veio. versículo 10. estava no domínio das crenças da maioria deles. fins e conseqüências. de acordo com o que a respeito dele fora escrito. porqüanto a ciência teológica era. pelo que respeita ao reino humano. dizendo: Por que é que os fariseus e os escribas dizem ser preciso que primeiro venha Elias? — 11. explicando-lhes. os Espíritos do Senhor trariam aos homens. que Ele. de cuja aplicação entre nós a reencarnação daquele profeta era apenas um exemplo. que sofrerá muito e será desprezado. embora já a houvessem combatido os “espíritos fortes”. pouco sabiam da história sagrada. pois a reencarnação. Jesus assentava as bases da Revelação Espírita. 9º. como erros da superstição.

não poderiam Moisés e Elias aparecer no Tabor como dois Espíritos distintos. Moisés. 17. Isso os Espíritos do Senhor nos revelam agora. revelada. até que a Humanidade. 1º. não podia. — Lucas. 16. Elias e João Batista são um só. em que todos os homens. nas suas profecias. Governador e Mestre: o Filho. chegará à perfeição moral e. sendo os três um só Espírito. único. Judeus e Gentios. trilhando-as. talvez. de par com aqueles mistérios. Haverá. da reparação e do progresso. mas que hoje a Nova Revelação nos diz é que — Moisés. da mesma elevação que Elias e João. são o mesmo Espírito encarnado três vezes em missão. no Tabor. e. um Espírito superior. Sim. quando necessárias. se mostrasse apta a apreender esses mistérios e. se têm que abrigar debaixo de uma só crença. da crença num Deus uno. Essas três figuras formam o emblema de uma tríplice missão desempenhada em três épocas diferentes. ensinando que. preparou a vinda do Cristo e a anunciou veladamente. — Malaquias. porque são chegados os tempos em que se tem de efetuar a “nova aliança”. a mesma individualidade terrena. — Atos. trabalham pelo progresso do nosso planeta e da sua Humanidade: o Espírito Santo. O princípio da reencarnação esteve esquecido durante muito tempo e convinha que assim acontecesse. Elias e João foram sempre o mesmo Espírito reencarnado. Quando foi Moisés. eterno. assim. quando Jesus ensinou aos homens que João Batista fora Elias. e os mistérios de além-túmulo. nem devia dizer. como o está nos ensinos da Terceira Revelação. Espíritos bons. 9º. 3º. 21. que então lhe seria. por meio da aparição de Moisés e de Elias. no seu fundamento e nas suas conseqüências. a Nova Revelação explica o fato. com eles. foi esse precursor. Entretanto. único eterno: o Pai. porém. pelos Espíritos do Senhor. 5. tomou a figura. nos Espíritos do Senhor. O que. de charlatanices. nosso Protetor. Assim. aos três discípulos. Quando foi Elias. 53º.286 Cristo. cujos tesouros de bondade e misericórdia são inesgotáveis. conforme se verificou. Moisés. deu grande brilho à tradição hebraica e anunciou. Espíritos puros. em Jesus Cristo. . Jesus. Criador incriado. por Espíritos da mesma ordem. indivisível. de superstições. 26. Tais substituições se dão. que volvera à Terra. à realização de seus destinos. foram elas postas ao alcance das inteligências humanas. em espírito e verdade. que teria de ser o precursor do Cristo. naquela ocasião. por virtude da justiça de Deus. (111) Isaías. Quando reencarnou em João. porque preciso se tornara que um véu fosse lançado entre os homens cheios de vícios. lei que. pelos progressos realizados. sempre abertas ao Espírito que. não a mesma personalidade humana. a aparência de Moisés. desvenda aos homens as sendas da expiação. filho de Zacarias e Isabel. ali. Elias e João Batista — são uma mesma e única entidade. Espíritos superiores. quem objete que. 4º. — Daniel. porém. a lei natural da reencarnação. que. sob a direção do Cristo.

versículo 37. E tendo Jesus ameaçado o demônio. em verdade vos digo. — 20.287 107 MATEUS. Dali partindo. Ele não queria que ninguém o soubesse. de sorte que muitos diziam: Morreu. até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei? Trazei-me o menino. — 15. este saiu do menino. — 27. lhe disse: Senhor. ajoelhando-se a seus pés. que é lunático e sofre cruelmente. — Prece e jejum MATEUS: capítulo 17º. — 26. Logo o pai do menino exclamou. grande multidão lhes veio ao encontro. o Espírito o agitou e atirou por terra. eu te ordeno: sai deste menino e não entres mais nele. um homem exclamou: Mestre. ajuda a minha pouca fé. muitas vezes cai ora no fogo. diríeis àquela montanha: Passa daqui para ali. versículo 14. tomando-lhe Jesus as mãos e erguendo-o. range os dentes e fica seco. 14 ao 20. Quando Jesus voltou para casa. eu creio. LUCAS: capítulo 9º. O Espírito. dizendo: Espírito surdo e mudo. — 14. mas eles não puderam. 17º. — 25. Jesus lhes disse: Por causa da vossa nenhuma fé. 13 ao 29. e ela passaria. pedi a teus discípulos que o expulsassem. — 17. tudo é possível àquele que crê. e o Espírito o tem muitas vezes lançado ora à água. vendo o povo acorrer. No dia seguinte. — 17. Já o apresentei a teus discípulos. Lunático. tem piedade de meu filho. pois. — 20. e eis que. 5 ao 6. ele se levantou. Vindo ter com seus discípulos. — LUCAS. — 21. Então os discípulos vieram ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós expulsar esse demônio? — 19. Um homem do meio da turba respondeu: Mestre. Jesus respondeu: Oh! geração incrédula e perversa. Ele então lhes perguntou: Que é o que discutíeis? — 16. — 23. versículo 13. — Fé onipotente. seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expelir aquele demônio? — 28. Jesus. quando desciam do monte. 9º. — 22. 9º. Jesus respondeu: Os demônios desta casta não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum. ficando este como morto. que ficou no mesmo instante curado. Mas. — 29. Jesus lhe disse: Se puderes crer. que. viu Jesus que grande multidão os cercava e que com eles alguns escribas discutiam. Jesus perguntou ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? O pai respondeu: Desde a infância. ameaçou o Espírito impuro. — 16. — 38. MARCOS: capítulo 9º. atravessaram a Galiléia. correu a saudá-lo. saiu. — 15. Quando voltou para onde estava o povo. — 18. — 19. — 24. para fazê-lo perecer. e. Não se expulsam os demônios desta espécie senão por meio da prece e do jejum. 37 ao 43 e 17º. se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda. soltando um grito e agitando violentamente o menino. até quando estarei entre vós? até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino. eu te suplico. tomado de espanto e temor. o atira ao chão e o menino espuma. Logo que deu com Jesus. todas as vezes que dele se apodera. ora ao fogo. — 18. o qual. mas estes não o puderam curar. todo aquele povo. eu te trouxe meu filho que está possesso de um espírito mudo. Se puderes alguma coisa. nada vos seria impossível. Jesus lhes disse: Oh! geração incrédula. — MARCOS. Trouxeram-no. chegou-se a ele um homem que. banhado em lágrimas: Senhor. ora na água. tanto que viu a Jesus. olha para meu filho: é o . tem piedade de nós e socorre-nos. a estorcer-se no chão e a espumar. do meio do povo.

da sua perfeição moral. O mesmo se dá com os médiuns atuais. Foi. atira-o por terra e o agita em violentas convulsões. acrescentando: “Os demônios desta casta não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum”. preservando-os desse modo do orgulho a que. estranhos à ordem comum dos fatos. E os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé. perguntar como é que. na condição de homens. o dos instrumentos mediúnicos da atualidade só se tornará completo. Enquanto se achava com seus discípulos. como devia suceder. LUCAS: capítulo 17º: versículo 5. já tendo eles produzido. Jesus respondeu: Oh! geração infiel e perversa. Foi por causa da vossa pouca fé. quando os mandara às cidades vizinhas. tendo falado ameaçadoramente ao Espírito impuro. para os que de futuro viessem a ser os . fatos considerados “milagrosos”. tornar absoluta a confiança. com o poder de curar os enfermos e expulsar os demônios (MATEUS. que lhes fora trazido. até alcançarem toda a amplitude a que haviam de chegar. fazendo-o espumar e só o larga depois de o haver esfarrapado. disse o Divino Mestre. — 6. O Senhor lhes disse: Se tiverdes a fé do tamanho de um grão de mostarda. Quanto ao não haverem podido os discípulos expelir do rapaz. Jesus os preparava para desempenhar as missões que lhes iam ser confiadas. poderiam dar entrada em seus corações e levando-os a reconhecer que ainda precisavam fortalecer a fé. o “demônio”. quando estiver na Terra o Regenerador. que deviam depositar naquele em cujo nome iam falar e agir. ao mesmo tempo. Pedi a teus discípulos que o expulsassem. direis a esta amoreira: Desenraíza-te e transplanta-te para o mar e ela vos obedecerá. sobretudo quando Ele houvesse terminado a sua entre os homens. pela assistência que lhes dispensava o Mestre. capítulo 10º. a causa de tal insucesso está assinalada na resposta que Jesus deu. Ao aproximar-se o menino. — 42. ao passo que aqueles atingiram o seu pleno desenvolvimento sob as vistas de Jesus. até Quando estarei convosco e vos suportarei! Traze-me aqui teu filho. em virtude da sua perfeita pureza. este ameaçou o “demônio” que sobre ele atuava e no mesmo instante cessou a obsessão de que era agente tal “demônio”. eles apenas obterão fatos isolados. não puderam expulsar daquele rapaz. dentro de certos limites. Entretanto. apresentado o moço ao Mestre. o demônio o atirou por terra e o pôs em grandes convulsões. quando eles lhe perguntaram por que não tinham conseguido “lançá-lo fora”. o perseguidor que o atormentava. — 40. mas. para serem exercidas cada vez em maior escala. Ocorre. — 41. É que Jesus lhes quis significar não se terem eles ainda tornado capazes de cumprir com segurança a tarefa que lhes cabia. ficaram sem essa assistência naquele caso do lunático. grande Espírito que trará a missão de aproximar a Humanidade do ponto de sua purificação integral. tinham que se desenvolver. Jesus. Eram ainda incipientes as faculdades mediúnicas de seus discípulos. a que se referem os Evangelistas. (112) Destes trechos evangélicos se vê que os discípulos de Jesus. Um Espírito se apossa dele e o faz subitamente gritar. Até lá. para estarem aptos a realizar com firmeza as obras que o viam praticar pelo só poder da sua vontade. — 43. curou o menino e o restituiu ao pai. apesar de investidos por Ele no poder de curar os enfermos e de afastar dos obsidiados os Espíritos obsessores. versículo 8).288 Único que tenho. entretanto. um exemplo. — 39. mas eles não puderam.

Efetivamente. o esclarecer e encaminhar para a verdade. todas as coisas são possíveis àquele que crê. porém. Que é a fé? Que é a prece? Que é o jejum? Em que consistem este e aquelas? Disse Jesus ao pai do moço: Se puderes crer. é que: àquele que crê. mais ou menos humildes. aquele pai não se sentia bastante forte em sua fé. constantemente. que não sabemos orar e que não praticamos o jejum espiritual! A fé. menos aparelhados de outras virtudes. para merecer tal graça. se estes. Da fé nasce a prece que. sem sombras. na existência de Deus. no seu amor e na sua misericórdia infinitos. dizendo isso. disse-nos o Bom Jesus. noutros irmãoS. para afastar os Espíritos atrasados e sofredores. na atualidade. ainda estavam sujeitos a fracassos. esse calor fecundante. como. propensos a considerá-la apanágio somente de Espíritos elevados. Mas. capaz por si só de levantar o mundo. com lágrimas de reconhecimento. esse mesmo temor militava por ele e lhe facultou ser atendido pela bondade infinita. pelos ensinos. constitui o meio único de que podemos lançar mão eficazmente. segundo ensinam os Evangelhos. aprendendo a pedir somente o que possa ser de justiça aos olhos de Deus. entre nós. esclarecida e sábia. que dá à alma a essência pura da crença. pelo estudo. ajuda a minha pouca fé. sem a mais ligeira dúvida. Ë uma virtude difícil. porém. todas as coisas são possíveis. A fé consiste na confiança absoluta. pela meditação dos ensinos e exemplos do nosso Salvador e dos seus apóstolos. Aí temos o valor e o alcance da prece! Orai e jejuai. eu creio. sucedia. ela nos falece a nós que a todos os instantes recebemos provas da bondade e misericórdia extremas de Nosso Senhor Jesus Cristo. ditas de lábios para subirem ao Senhor? Jejuar será abster-nos de alimentos quaisquer. que a faz librar-se às regiões luminosas do espaço e subir até ao seu Criador. nas ocasiões em que mais necessária nos é. além de fervorosa e perseverante. aliás. senão impossível de definir-se e quase incompreensível para nós outros. que prodígioS não pode a fé operar? Que é o que não consegue essa alavanca prodigiosa. como o que nesta passagem dos Evangelhos se registra. mais ou menos sonoras. cheios de imperfeições e fraquezas. se. Não tendo ainda os nossos corações bastante abertos para agasalharmos essas virtudes. por isso que em torno dele se grupam os Espíritos do Senhor. o Mestre falou figuradamente. necessários à sustentação . acaba sempre por tocar o Espírito culpado. Cumpre notar que. santificados pela sua presença. por fortalecê-los em nossos espíritos. é acompanhada do jejum espiritual. que carecemos de fé. por verificarmos que. pobres pecadores de todos os instantes. —Na humildade e simplicidade do seu coração. que éorar? Será repetir palavras mais ou menos harmoniosas. essa força motriz incoercível. como deve ser em todo cristão. Dizemo-la incompreensível para nós. conselhos e exemplos do Mestre. Senhor. sem vacilações. De fato. Sim. esforcemo-nos.289 continuadores da obra dos discípulos. sem mesmo perceber como e por que sobe. as lições por Ele dadas e exemplificadas até ao cimo do Gólgota. ela é forte. Mas. de ordinário. está a verdade. quão maiores não hão de ser esses fracassos. para assisti-lo. alavanca poderosa. vemos. no entanto. que. À fé se alia sempre a esperança e ambas se desdobram em caridade. A verdade. edificados como eram. dentro da figura de que usou. que estudamos e aceitamos. porque.

reservando o supérfluo para o repartirmos com os nossos irmãos a quem falte o necessário. Jesus não precisava recorrer à prece ocasional. Espírito perfeito. A prece poderosa. uma aspiração incessantemente dirigida ao Criador e a guiar-nos na prática da verdade. surdos e mudos. por ofício. Tais são o jejum e a prece que expelem os “demônios” da pior espécie. frívolos mesmo.290 do nosso corpo material e indispensáveis ao regular funcionamento do nosso organismo? Não. porque. (112) JOÃO. os “demônios” que nos tornam cegos. Não é prece uma reunião de palavras que se repetem todos os dias. e que acabam tornando-se maquinais. pelo poder e pela persuasão. como meio de ganhar a vida. aquela vida que os homens supunham humana. da caridade e do amor. uma prece ativa e permanente. e sempre a Deus reportados. que o colocava (mesmo posta de lado a sua superioridade espiritual) acima de todos os Espíritos. 40. puro Espírito. sua vida. a prece de Jesus são os atos da vida praticados com o pensamento em Deus. O jejum que Jesus nos recomendou consiste em nos abstermos de pensamentos culposos. inúteis. . em sermos sóbrios na satisfação das nossas necessidades materiais. em sermos sinceros na modéstia. investido de onipotência sobre os Espíritos impuros. 11º. Não nos iludamos. decorria continuamente piedosa aos olhos do Senhor e também porque a sua missão já era um ato de fé e amor. É um arroubo contínuo do pensamento. na regularidade dos costumes. na austeridade do proceder. a bem do nosso progresso moral e intelectual e do progresso dos nossos irmãos.

Jesus lhes disse: O filho do homem será entregue às mãos dos homens. tiveram uma razão e um fim que hoje se justificam e explicam. Ao mesmo tempo. 9º. fatos aparentes. compreenderam foi. e estes lhe darão a morte. MARCOS: capítulo 9º. mas que deviam ser consideradas reais.291 108 MATEUS. Predição. Predisse-lhes que “habitaria com os mortos”. após uma morte que. e tinham receio de o interrogar a tal respeito. disse a seus discípulos: Guardai nos vossos corações o que vos vou dizer: O filho do homem há de vir a ser entregue às mãos dos homens. sem que haja mister sejam impostas. quanto à possibilidade de tal fato. O que eles. Quando voltaram para a Galiléia. Os discípulos porém. — 31. tão veladas eram que não as compreendiam. como milagres. — LUCAS. mas ele ressuscitará ao terceiro dia. crentes de que este pertencia. LUCAS: capítulo 9º. da sua morte e ressurreição MATEUS: capítulo 17º. Estes versículos se explicam por si mesmos. versículo 21. Ensinando a seus discípulos. povoava de dúvidas os Espíritos. dúvidas de que lhes nascia o temor de interpelarem a Jesus. apenas. . 30 ao 31. a fim de tocar mais fundamente o espírito dos discípulos e lhes aumentar a fé. pelo seu invólucro corpóreo à humanidade terrena. porque a ressurreição. — MARCOS. a morte e a ressurreição do Salvador. — 22. receavam interrogá-lo. — 45. 17º. seria real. 9º. isto é. versículo Todos pasmavam do grande poder de Deus e como se mostrassem admirados dos que ele fazia. 44 ao 45. como derrogações de leis naturais e imutáveis. dizia: O filho do homem será entregue às mãos dos homens. no parecer deles. que o farão morrer mas ele ressuscitará ao terceiro dia depois da sua morte. não entenderam essas palavras suas e receavam interrogá-lo. dogmaticamente. 21 ao 22. a fim de tornar mais frisante a sua ressurreição. versículo 30. porém. que o Senhor se preparava para morrer. Os discípulos ficaram profundamente contristados. Mas os discípulos não entendiam essas palavras. mesmo como um milagre. material. Jesus revelava antecipadamente os acontecimentos que se iam dar. por Jesus. A vida. que corriam o risco de perder o Mestre bem-amado.

versículo 23. Os Judeus. para os romanos. de estranhar que os discípulos. Nada obstante. estando na sua terra. Por isso. desejassem encontrar um pretexto para se forrarem às obrigações que lhes impunha o poder do dominador estrangeiro. eles não pagassem tributo aos romanos. que à primeira vista parecem destituídos de importância. para. pretensão que Ele não perdia ensejo de demonstrar infundada. aos pequenos. sábias. aliás. como. Jesus replicou: Então os filhos se acham isentos. cabem as explicações gerais dadas sobre os efeitos magnéticos. no país que aqueles haviam conquistado. lhes dar uma lição de humildade e submissão. força que. como de fato aconteceu. 13. que sempre acarretam calamidades e as mais das vezes pioram a situação. os naturais do país. Ele respondeu: Sim. que eram. Justo era. cuja missão era toda de natureza espiritual. porqüanto o seu reino não era deste mundo. de todos os textos das sagradas letras. Jesus lhe perguntou: Que te parece. aproveitou aquela oportunidade. portanto. decorrem altas e proveitosas lições. eram “filhos” os cidadãos de Roma. persistiam em querer que Jesus fosse um chefe temporal. não de revoluções. Uma ação magnética. Tendo eles vindo a Cafarnaum. pois. que encontrarás dentro um estáter. as obrigações do homem pacífico. eram. logo que interpelado foi. Os “filhos”. Jesus paga o tributo MATEUS: capítulo 17º. 38º. Simão? De quem recebem os reis da terra os tributos ou impostos? De seus filhos ou dos estranhos? — 25. Com relação ao fato de haver Pedro achado no ventre do peixe a moeda com que pagou o tributo. E. pega do primeiro peixe que apanhares. Pedro respondeu que o seu Mestre pagaria o tributo. — 26. tão certo estava de que este cumpriria. mas da ação dessa força moral que se personifica na razão e na discussão. põe em foco a justiça e a verdade. com a eloqüência de seus atos. . esclarecidas e perseverantes. como sabemos. toma-o e vai entregá-lo por mim e por ti. a vitória da razão e da verdade. impeliu o peixe a engolir a moeda e a encaminhar-se para o anzol com que foi pescado. mas. o Mestre. estrangeiros eram os conquistadores e filhos os que nesse país haviam nascido.292 109 MATEUS. que se submete às leis de seu país ainda que as tenha por injustas e que elas realmente o sejam. vai ao mar e lança o teu anzol. 26. apontando-lhes estas virtudes como as armas que dão. porque a derrogação ou revogação das leis rigorosas ou iníquas. exercida pela vontade de Jesus. com efeito. Pedro respondeu: Dos estranhos. fontes de toda civilização lídima e de todo o progresso. (113) Êxodo. não sendo. ao passo que. que. ao contrário. deve ser. tem que resultar. sobre os fluídos. assim. (113) Destes versículos. para os hebreus. sendo estrangeiros os povos subjugados. Ao entrarem em casa. 17º. com relação aos reis da Terra. os que recebiam o tributo das duas dracmas se aproximaram de Pedro e lhe perguntaram: Teu Mestre não paga as duas dracmas? — 24. ativas. com o auxílio do tempo. para que não os escandalizemos. 30º. a quem Jesus se referia. 23 ao 26. quando tratamos da pesca tida por miraculosa. abre-lhe a boca. como hebreus. para quem as estude com a atenção e o interesse que merecem as coisas santas.

vimos um homem que expulsa os demônios em teu nome. perguntou-lhes ele: De que vínheis tratando pelo caminho? — 33. o servo de todos”. nem desejeis sobrepor-vos a eles. 1 ao 5. João. mas que não te segue. por serdes do Cristo. como somos e nos reconhecemos. 32 ao 40 — LUCAS. MARCOS: capítulo 9º. — 34. Vieram a Cafarnaum e. confiemos nele e. Aquelas palavras suas significam: Não procureis elevar-vos pelas vossas próprias forças. versículo 32. se nos tornarmos simples de coração. Lição de caridade e de amor. 9º. LUCAS: capítulo 9º. Jesus. Sejamos crianças que o Divino Mestre tome em seus braços. chamou os doze apóstolos e lhes disse: Se algum quiser ser o primeiro. quando chegaram a casa. porqüanto não há ninguém que. — 49. esse será o maior no reino dos céus. replicando. disse: Mestre. o colocou de pé no meio deles. de fé. de amparo ao fraco.293 110 MATEUS. Jesus então se sentou. pois. possa depois dizer mal de mim. vimos um homem que expulsa os demônios em teu nome e nós lho proibimos. Fracos. porque elas vos trairão. Todos se calaram. Naquela hora os discípulos se acercaram de Jesus e lhe perguntaram: Quem julgas que é o maior no reino dos céus? — 2. a mim me recebe. — 48. “Aquele que quiser ser o primeiro seja o último. Disse-lhe em seguida João: Mestre. — 35. que se fizer humilde e pequeno como este menino. — 3. sua recompensa. 46 ao 50. nele encontraremos a chave de toda a ciência. — 40. tomou de um menino. Jesus lhe disse: Não lho proibais. Mas Jesus. Veio-lhes então à mente saber qual dentre eles era o maior. não perderá. 9º. disse Ele. chamando um menino. não acrediteis valer mais do que os vossos irmãos. versículo 46. Aquele. por isso que tinham vindo a discutir sobre qual deles era o maior. vendo o que lhes ia nos corações. e lhes disse: Em verdade vos digo: se não vos converterdes e tornardes quais crianças. de fé. humildade e simplicidade. tendo feito em meu nome um milagre. porqüanto. de amor. e lhes disse: Quem quer que receba em meu nome esta criança me recebe e quem quer que me receba recebe aquele que me enviou. — MARCOS. Jesus disse: Não lho proibais. porque quem não é contra vós por vós é. — 4. tomou de um menino e o colocou perto de si. . Sejamos caridosos com os nossos irmãos e nele teremos o mais admirável tipo da caridade. Em seguida. 18º. recebe sim àquele que me enviou. seja o último de todos e o servo de todos. confiança. aquele que entre vós for o menor esse é o maior. não entrareis no reino dos céus. disse-lhes: Quem receber em meu nome a uma criança como esta a mim me recebe e quem me receber não me recebe a mim. — 38. humildade e simplicidade MATEUS: capítulo 18º. visto que quem não é contra vós é por vós. depois de o beijar. e quem quer que em meu nome vos dê de beber um copo dágua. de amparo ao fraco. eu vo-lo digo em verdade. — 36. temos mais uma lição de caridade. versículo 1. Aquele que receber em meu nome um tal menino. (114) Nestas palavras de Jesus. — 39. pois que ele não te segue conosco. aos olhos de vosso pai. — 37. — 47. nós lho proibimos. colocou-o no meio deles e. — 5. — 50.

com o apoio do nome de Jesus. dando isso lugar a que os outros pensassem que lhe coubera a melhor parte. ou: não sereis moralmente perfeitos. até certo ponto. aí descobriremos as marcas de seus pés e seremos com Ele e Ele será conosco. Espírito esclarecido. Mostra. Era uma pedra insulada. adorai como eu. compreendendo a missão do Messias prometido. nem pretender forçar que os outros caminhem pela senda que se lhe abriu. que João era o mais amado. o orgulho vos impedirá a entrada no reino dos céus. O pensamento de Jesus. sem blasfemar. de partilharmos com este o que possuirmos em inteligência. versículo 38. que lícito não vos é impedir que quem quer que seja pratique o bem. isto é. quis significar que. A criança é o símbolo da inocência. tê-lo-emos a Ele ao nosso lado. se não abandonardes as idéias e tendências humanas. ia. capítulo 9º. Supunham os discípulos que o Senhor tinha preferência por um deles. tal a miserabilidade da carne. Aquele que não é contra mim (estas são. versículos 37 e 39. Quer dizer. e dizei se os que assim procedem seguem o Cristo e podem. de ritos. mas que servia para a construção do edifício. como tantas outras houve. por provir do grande amor que consagravam ao Mestre. quais esse de que fala MARCOS no capítulo 9º. de palavras. pondo-nos ao alcance do fraco e do simples. Compare-se essa doutrina à que. ciúme. porém. possuído de fé viva e ardente. Esse o sentimento que lhes trouxe ao espírito a idéia de saberem qual era o maior e motivou a discussão em que se empenharam. atraía sobre si as graças do Senhor. de quem apenas ouvira falar. Quando disse que aquele que. Qualquer que seja o caminho que trilharmos. se. era. excomunga as criaturas de Deus e as condena a suplícios atrozes. espalhando o bem. quão errados andam e divorciados de seus ensinos os intolerantes. não era o mais amado. sustentado por Espíritos superiores. advertiu o Divino Mestre. o que mais amava. era este: Se não vos fizerdes simples e inocentes. textualmente. em seu nome. dizendo-lhes: crede como eu. ao contrário. não entrareis no reino do céu. e praticando o que este pregava? Certo de que. mesmo entre os bons. Que importava que aquele irmão não pertencesse ao número dos que seguiam a Jesus.294 procurai. há hoje e haverá no futuro. desde que o palmilhemos praticando a caridade. que entendem de impor a todos a tirania mística. pregando aos homens que escutassem o Mestre. dando-lhes o melhor dos conselhos: o do exemplo. versículos 49 e 50. antes. em força. quando podem. Eis aqui a doutrina do Cordeiro de Deus: Não lho proibais. e faremos milagres. Daí o ciúme que lhes nasceu no intimo. atos que se efetuam pela vontade de Deus. entretanto. recebe-o a Ele. em nome de Jesus. segundo leis verdadeiras . recebe a uma criança. o que o impelia a aproximar-se mais de Jesus. ele expulsava os Espíritos impuros. chegar ao fim que lhes cumpre atingir. desculpável. do contrário sereis condenados às penas eternas. João. que lhe secundavam os esforços. por questões de fórmulas. — LUCAS. as palavras do Mestre) por mim é. MARCOS. praticando contra elas inomináveis crueldades. em saber. usar do seu nome. ao servir-se de tal símbolo. “Se não vos converterdes e não vos tornardes quais crianças. seguindo a que a essa fica paralela. não chegareis à perfeição. por seu lado. portanto. ajudá-los a se elevarem. — O que consta nestes versículos mostra que a ninguém é lícito sofrear os impulsos da fé.

2. ainda desconhecidas dos homens mas existentes de toda a eternidade.295 e imutáveis da Natureza. 14º. 2. 2º. . (114) Salmos 130º. 2º. 20. — 1ª Epístola à Pedro. — 1ª Epístola aos Coríntios. que essa é a significação única que devemos dar àquele termo e não o de derrogação das leis naturais. como o pretende a Igreja Romana.

1º. 47. se pós a caminho para ir a Jerusalém. darão testemunho de que. desapareceria. completando-a com o prescrever o amor em retribuição do ódio. Enviou adiante alguns mensageiros que de passagem entraram numa aldeia de Samaritanos a fim de lhe prepararem pousada. formas deUcadas e burilar-lhe os contornos. (115) O tempo que se aproximava. Como se aproximasse o tempo em que havia de ser arrebatado no mundo. não só lhes recusou o que pediram. Chegado que é o momento de concluir essa obra. O filho do homem não veio para perder e sim para salvar os homens. como se sabe. — 53. 3º. . de semblante resoluto. Jesus não veio abolir a lei. realizando-se a sua ascensão. — 54. — JOÃO. pois que. Vendo isso. Jesus. porém. também a lembrança. com efeito. um exemplo de caridade e mostrando que. 12º. 2. estes.296 111 LUCAS. termo que traduz bem o pensamento. ainda que forte. — Atos. dando. queres digamos que o fogo desça do céu e os consuma? — 55. o benefício em paga da ofensa. versículo 51. quando esse amor houver penetrado em todos os corações. como sempre. mas cumpri-la. era o momento em que. não viera abolir a lei de Moisés. informe e cheio de arestas. ele. Ele se elevou nos ares. Jesus. até que deixou de ser visto. seus discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor. de cujas idéias não partilhavam. o Mestre novamente toma do buril. 10 e 12. os repreendeu. Com o seu cinzel todo feito de doçura. porém. de fato. voltando-se para eles. 17. porém. de pedirem que do céu descesse fogo para consumi-los. mas ainda os repreendeu. para fazer que nela apareçam os mais delicados traços. que Tiago e João tiveram. Daí. 51 ao 56. — Resposta de Jesus LUCAS: capítulo 9º. diante dos discípulos reunidos. eles viviam em antagonismo com os Judeus. Estes. tornando-a perfeita. porqüanto. — 52. não o receberam por ter ares de quem ia para Jerusalém. dizendo: Não sabeis de que Espírito sois? — 56. das vistas humanas. mas justificá-la. plenos de todas as virtudes. o perdão em troca da injúria. como desapareceu. dos quais cintilará o amor divino. pouco depois. 9º. Dirigiram-se a uma outra aldeia. em que Jesus tinha que ser arrebatado do mundo. 1º. O fato de se haverem os Samaritanos recusado a recebê-lo nada tem de estranhável. (115) 4º Reis. Palavras de Tiago e João. Quando a obra estiver acabada. Ele veio dar àquele bloco.

é impossível que não se dêem. uma como punição de suas culpas e. onde o verme que os rói não morre e o fogo nunca se apaga. melhor fora lhe pendurassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao fundo do mar. — LUCAS. — 11. Se vosso pé vos é motivo de escândalo. obstinados no mal. que haja escândalo no mundo. mais vale entreis coxos na vida eterna do que com dois pés e serdes precipitados na geena do fogo que jamais se extingue. melhor será que entreis no reino de Deus com um só olho do que com dois e serdes precipitados na geena do fogo. do homem por quem vem o escândalo. maus exemplos de outros que. versículo 42. mas. Se vossa mão ou vosso pé vos for motivo de escândalo. 18º. — 9. 7º. se se tornar insípido. A esse melhor fora lhe atassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao mar do que escandalizar a um destes pequeninos. — 8. Aquele que escandalizar a um destes pequeninos que crêem em mim. 6 ao 11. — 47. versículo 6. cortai-o. ai do homem que cause o escândalo MATEUS: capítulo 18º. — 46. sofrimentos esses que. (116) No planeta atrasado em que habitamos. visto que só mediante . — 43. 9º. onde o verme que os rói não morre e o fogo não se apaga. Tende muito cuidado em não desprezar a um destes pequeninos. em geral. arrancai-o. — 2. pois. as encarnações. — MARCOS. se tornam assim causas ou instrumentos de escândalo. — 44. mais valera lhe atassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao mar. MARCOS: capítulo 9º. LUCAS: capítulo 7º. vêem sempre a face de meu pai que está nos céus. Necessário é. maus conselhos. Evitar o escândalo. Mas. como toda vítima tem que ser salgada com sal. ai. Se vossa mão vos é motivo de escândalo. cortai-os e lançai-os longe de vós. O sal é bom. são concedidas aos Espíritos que as pedem. 1 ao 2. Se vosso olho vos for motivo de escândalo. cortai-a. com que o temperareis? Tende sal em vós e entre vós guardai a paz. entretanto. — 7. — 49. um fator do seu progresso. Ai do mundo por causa dos escândalos. mais vale entreis na vida com um só olho do que com dois e ser lançado na geena do fogo. pois vos digo que seus anjos. o filho do homem veio salvar o que estava perdido. portanto. Constitui este. arrancai-o e atirai-o longe de vós. Disse Jesus a seus discípulos: É impossível que não venham escândalos. — 45.297 112 MATEUS. são causados pelos maus atos. — 10. Porque. Consistem as expiações em sofrimentos físicos e morais. pois todos terão que ser salgados com fogo. para o que lhe experimenta as conseqüências. — É necessário que se dêem escândalos. Aquele que escandalizar a um destes pequeninos que em mim crêem. — 48. versículo 1. — 50. pois é necessário que venham escândalos. 42 ao 50. mais vale entreis na vida com uma só mão do que com duas e ir para a geena do fogo que jamais se extingue. muitas vezes. no céu. Se vosso olho vos é motivo de escândalo. Mais vos vale entrar na vida coxo ou estropiado do que com duas mãos e dois pés e ser lançado no fogo eterno. para expiação e reparação de faltas que anteriormente cometeram. mas ai daqueles por quem vêm os escândalos. onde o verme que os rói não morre e o fogo jamais se extingue.

298 eles muitas consciências despertam para o reconhecimento dos erros praticados e para o arrependimento. como meio de purificação e. durante séculos talvez. cujo templo é o nosso planeta e cujos fiéis são os que praticam aquele duplo amor. de interpretações grosseiras. Jesus ainda aqui apresentou a infância como emblema da pureza e da virtude. de todas as causas do mal. que o adorassem. escombros confusos do edifício que Ele erguera a tão grande altura. 13. antes de estarem bastante amadurecidos para uma vida melhor. proclamando entre os homens e para a Humanidade inteira que toda a lei e os profetas se contêm nestes dois mandamentos: amar a Deus acima de todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. como servos e membros da Igreja universal do Cristo. 4º. ao caminho que leva a Deus. Esses os que o filho do homem viera salvar. Mais valera não houvessem encarnado. 3º. de haver — um só rebanho conduzido por um só pastor. Assim tendo acontecido. volta Ele hoje a salvar. como Ele quer ser adorado. (116) Levítico. pelo exemplo e pela palavra. para o Espírito culpado. enquanto o arrependimento não nos abrir o coração para aninhá-la. 43º. — Efésios. 11. 2º. preconceitos e tradições hebraicas. abrindo-lhes uma estrada nova. e que. os que se perderam em meio daqueles escombros e reconduzi-los. Com o correr dos tempos. sem que nos sorria a esperança de ver-lhe o fim. entre os hebreus. com o que nos condenaremos a sofrer. de tradições. entretanto. ainda que menor lhes seja a culpa. 13º. . 6. em nossas almas. para compor a linguagem figurada de que necessitava usar. expiar e reparar o mal praticado. em espírito e verdade. em seguimento da de que se tinham afastado. 4º. 13º. 17. com extrema simplicidade e clareza. era o emblema da purificação de toda vítima oferecida em oblata ao Senhor. — JOÃO. preferível é que o façamos. numa outra vida. pelo contacto com os vícios. por os terem falseado. por não mais obedecerem aos mandamentos. 24. dos que ocasionem o escândalo. — Estavam perdidos os que se haviam desencaminhado. — Colossenses. na vida errante do Espírito culpado. também essa nova estrada ficou atravancada de dogmas. e prescrevendo que não adorassem o Pai nem de cima do monte. abstração feita de todos os diversos cultos exteriores. — Zacarias. — Ezequiel. assim. dos que se deixem levar até ao escândalo. O fogo exprime emblematicamente a expiação. a que nos tornemos causa de escândalo. Qualquer que seja o sacrifício que nos custe a destruição. de progresso. fazendo das tradições o fundamento de seus dogmas. para. nem em Jerusalém. em nome do Espírito da Verdade. 29. isto é. para que se lhe cumpra a promessa. O filho do homem veio salvar o que estava perdido. uma tortura de todos os momentos. 7. por meio da Nova Revelação e por intermédio dos Espíritos seus servidores. Recorrendo sempre aos costumes. — 2ª Epístola aos Coríntios. O sal. Ai. e ai também. induzindo-nos ao desejo de baixarmos de novo ao mundo. e que as virtudes se fortalecem e deles triunfam. porém.

ou que. Esse tal. Ou. maior vigilância sobre as que sofrem e as que um mau pastor deixou se perdessem. Não é da vontade de meu Pai que está nos céus que nenhum destes pequeninos pereça. não acende a sua candeia. Assim. — 2. E que. qual a mulher que. a reconduz ao aprisco. — LUCAS. Visam ao mesmo fim os ensinamentos que derivam de ambas. O pai de família cuida com ternura do filho doente e o coração se lhe alvoroça de ventura. Qual dentre vós aquele que. ele não deixa as outras noventa e nove nos montes para ir procurar a que se desgarrou? — 13. desde que o homem surgiu no planeta. porém. — Dracma perdida MATEUS: capítulo 18º. Ele as procura e. ela reúne suas amigas e vizinhas e lhes diz: Regozijai-vos comigo. Todos os seus cuidados se hão sempre concentrado e concentram nas suas ovelhas. versículo 1. LUCAS: capítulo 15º. mais alegria haverá no céu por ter um pecador feito penitência do que por causa de noventa e nove justos que não precisam fazer penitência. 1 ao 10. não é da vontade de meu pai que está nos céus que pereça um só que seja destes pequeninos. — 10. — 8. pois achei a minha ovelha que se perdera. depois do desempenho daquela missão. igualmente. 15º. tomando-a nos braços. antes que descesse a desempenhar essa missão. E se acontece que a encontre. Foi o que fez o Filho bem-amado do Pai. Do mesmo modo. voltando a casa. Ovelha desgarrada. em verdade vos digo que essa ovelha lhe dará mais alegria que as outras noventa e nove que não se extraviaram. Ele viera em socorro dos que fraquejam. a da dracma objetiva. Era o que fazia. — 3. tendo dez dracmas e perdendo uma. os pobres a quem Jesus se dirigia. tendo cem ovelhas e perdendo uma. para ir procurar a que se perdeu até achá-la? — 5.299 113 MATEUS. o que continuou a fazer. por intermédio dos Espíritos do Senhor. eu vos digo. oh! então. Uma vez que a encontre. haverá. reúne seus amigos e vizinhos e lhes diz: Congratulai-vos comigo. Os publicanos e os pecadores se aproximaram de Jesus para ouvi-lo. Quer isto dizer que nenhuma criatura do Senhor permanecerá afastada . Apenas. de modo especial. para que não mais se aparte do rebanho. grande júbilo entre os anjos de Deus por um pecador que faça penitência. E os fariseus e os escribas murmuravam. exerce. não deixará as outras noventa e nove no deserto. quando a sua voz amorosa chega a ecoar no coração daquela que se perdera. que sempre trabalharam e trabalham pelo progresso da nossa Humanidade. 18º. não a carregará aos ombros cheio de alegria? — 6. encontrando-a. pois encontrei a dracma que havia perdido. apavorados com os obstáculos do caminho. o bom pastor corre para essa que respondeu ao seu chamamento e. dizendo: Este homem recebe os pecadores e come com eles. versículo 12. Jesus então lhes propôs esta parábola: — 4. (117) O mesmo é o pensamento que ditou as parábolas da ovelha desgarrada e da dracma perdida. quando o vê restabelecido. e faz ainda agora. Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se desgarra. — 7. Eu vos digo que. retrocedem. não varre a casa e não procura com cuidado a moeda até a encontrar? — 9. — 14. 12 ao 14. durante a sua missão terrena.

a fim de que progrida moral e intelectualmente. Assim. abrange todas as criaturas. proporcionaremos aos nossos protetores. Daí decorre que o arrependimento por havermos desprezado as virtudes e. tem o maior interesse. Nada mais natural. em face da onipotência. do que a figurada alegria da mulher. ao encontrar a dracma cujo desaparecimento representaria talvez a perda de uma parte do trabalho exaustivo a que se entrega o marido. e 25. que olha com paternal afeto. portanto. Cumpre. porque visa tornar compreensível à classe pobre que tudo o que estiver perdido. Se os “príncipes da Igreja” quisessem compreender as palavras de Jesus. na parábola. Quanto ao símile da moeda perdida e achada. duplo erro que o progresso das inteligências e a consciência moderna já condenaram como falsidades. sentimento que é desta o mecanismo. quando encontrado. na frase do nosso Divino Mestre. trabalhemos. Criador de tudo o que existe. para que. possamos obter o lugar que nos está reservado na vida eterna. para dar sustento a uma porção de míseros filhinhos. caridade. 10. . para os quais a mais insignificante quantia tem grande importância. todas. infinito. desde que atentemos em que as suas palavras eram dirigidas a pobres. constitui o meio e o caminho de tornarmos a encontrar o que se perdera e fará que nos sirvamos do que havíamos perdido e de novo achamos. onde tudo é atividade. deve ser buscado com ardor igual ao que a anima a procurar uma moeda de pequeno valor e deve causar. mais cedo ou mais tarde. para que o mais depressa possível entremos nessa existência ditosa. cujo amor universal. monstruosidades. anjos de Deus. o sentimento da mulher. perfeitamente se justifica que Jesus se haja servido dele. da justiça. ciência e progresso. tanto para o mais pequenino animálculo. 2º. certamente não insistiriam em pregar a condenação a penas eternas e a queda dos anjos. Quão grande não será a alegria que. quanto antes. aos Espíritos do Senhor. alegria idêntica à que produz o acharse a moeda que se perdera. Jesus Cristo! (117) 1ª Epístola à Pedro. se irão reunir a seus pés. pois. como para o rei da Terra. de Deus. pelas dificuldades com que logram ganhá-la. aos nossos guias. da bondade e da misericórdia infinita de Deus. assim fazendo. órgãos do Espírito da Verdade. para alimentar nossa alma. Pai de todos. conseguinte-mente. É um duplo erro que a Nova Revelação vem condenar em nome de Jesus.300 dele. do ponto de vista espiritual. por intermédio dos Espíritos do Senhor. amor. isto é. por termos alimentado os vícios que as substituíram.

Ele. — 23. por ser das que mais altamente exprimem a bondade. — 31. partiu para um país estranho e muito distante e aí dissipou os seus haveres em desregramentos e deboches. irei ter com meu pai e lhe direi: Meu pai. O pai saiu e se pôs a lhe pedir que entrasse. sofrendo os efeitos da miserável condição a que chegou. No entanto. disse: Já lá se vai tantos anos que te sirvo. ouviu música e rumor de dança. que possuía. mas. logo lhe matas um novilho gordo. havendo dissipado o tempo e a inteligência. — 17. no cultivo desses vícios e paixões. versículo 11. comamos e regozijemo-nos. — 14. porém. o filho mais moço reuniu tudo o que era seu. por sentir o vácuo no seu íntimo e. pois que este meu filho estava morto e ressuscitou. estás sempre comigo e o que é meu é teu. Quando já havia dissipado tudo. pequei contra o céu e contra ti. Ela nos mostra que. — 12. Ela traduz o conforto da esperança. E o pai repartiu com os dois os seus bens. — 26. Não mais sou digno de que me chames teu filho. Poucos dias depois. a seus servos: Trazei-me depressa a melhor das roupas e vesti-a nele. — 22. — 29. que nos traz a resignação ante todas as infelicidades e desgraças a que nos condenamos pelos nossos vícios e paixões. — 16. — 24. — 13. De volta. que esbanjou todos os seus bens com meretrizes. grande fome assolou aquele país e ele começou a passar privações. Vinha ele ainda longe quando este o viu. estava perdido e foi achado. trazei também um novilho gordo e matai-o. E começaram a festejar o acontecimento. pensa com amargura no que perdeu e se lembra então do Pai. não sou mais digno de que me chames teu filho. e tomado de compaixão. sem jamais haver transgredido ordem tua e nunca me deste um cabrito para que eu me banqueteasse com meus amigos. — 20. pequei contra o céu e contra ti. trata-me como a um dos teus jornaleiros. 15º. muito gostara ele de encher a barriga com as landes que os porcos comiam. pão do céu. tão bom e tão . tendo esbanjado. foi ter com o pai. acaba o Espírito por se sentir avassalado pela fome das virtudes que. ao aproximar-se de casa. — 25. O pai disse. Chamou um dos servos e perguntou o que era aquilo.301 114 LUCAS. O filho mais velho estava no campo. — 30. disse: Quantos jornaleiros há. Disse ainda: Um homem tinha dois filhos. O mais moço disse ao pai: Meu pai. — 21. porém. Disse-lhe o filho: Meu pai. disse o pai. O servo respondeu: É que teu irmão voltou e teu pai mandou matar um novilho gordo por tê-lo recobrado são e salvo. alimentam para a vida eterna. do seu Deus. Afinal. estava perdido e foi achado. que têm pão em abundancia. de sabedoria. pelo que respeita a teu Irmão. — 32. de ciência. — 15. Levantar-me-ei. Meu filho. — 19. mas ninguém lhas dava. caindo em si. únicos inimigos que precisamos combater e vencer. na casa de meu pai. (118) Esta parábola do filho pródigo é uma das mais eloqüentes. o qual o mandou para uma sua fazenda a apascentar os porcos. Aí. Parábola do filho pródigo LUCAS: capítulo 15º. a misericórdia infinitas do nosso Pai do Céu. dê-me a parte que me há de tocar dos teus bens. lançou-selhe ao pescoço e o beijou. O rapaz se indignou e não queria entrar. correu-lhe ao encontro. — 28. E levantando-se. os tesouros de força. porqüanto ele estava morto e ressuscitou. era preciso que nos banqueteássemos e rejubilássemos. ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. Foi então e entrou para o serviço de um dos habitantes do país. — 27. ao regressar o teu outro filho. enquanto que eu aqui morro de fome! — 18. 11 ao 32.

oposto ao erro fatal do dogma da condenação eterna. a cessação de todo progresso. (118) Atos. É assim que ele estava perdido e foi achado. Todos os que vivemos neste planeta somos filhos pródigos. 13 e 17. sendo a morte. se acha morto. 3º. façamos penitência. portanto. se obstinava no mal e que. um desmentido formal e solene. confiantes em absoluto na ilimitada misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo. 2º. é. pervertido. a cessação de todo movimento. único capaz de lhe restituir os tesouros esbanjados.302 terno. porqüanto. na acepção legítima da palavra. . o nosso Amparo. Arrependamonos. — Apocalipse. E o Pai. 39. tocado pelo arrependimento sincero do filho e pela sua súplica. pelo qual se opera a ressurreição do Espírito que. Esta parábola é. — Efésios. e uma demonstração magnífica do remédio que temos em nossas mãos: a penitência. 1. o nosso Redentor. 5º. uma acepção figurada. por essa obstinação no mal. pondo-o em condições de retomar a marcha ascensional. 2º. isto é. lhe faculta os meios de readquirir tudo o que constituíra a parte dissipada de sua herança. O arrependimento o ressuscita. 14. o arrependimento.

eles vos recebam nos tabernáculos eternos. Compara-se o juízo de um homem. — 8. Disse então o mordomo de si para si: Que hei de fazer. Disse também Jesus a seus discípulos. uma comparação. senta-te ali e escreve depressa uma outra de cinqüenta. preciso é se atente bastante no que consta nos versículos 10 e 12. — 2. que o divino Modelo haja pensado em legitimar ou. mas. devemos traduzi-la por “admirar”. porqüanto. Dizemos — “admira” — e não — “louva” — porque. — 10. adquiridas muitas vezes. porque fraudulenta. quem vos confiará as verdadeiras? — 12. quando elas vierem a faltar-vos. — 3. encontre pessoas que me recebam em suas casas. Ele o chamou à sua presença e lhe disse: Que é o que ouço dizer de ti? Dá-me conta da tua administração. Se não fostes fiéis. a criatura de boa-fé. a fim de que. ao que se diz legitimamente. do capítulo 16º de LUCAS. Quanto às “riquezas de iniqüidade”. no original. portanto. que sempre militará a seu favor. E o amo louvou o mordomo Infiel por haver procedido com atilamento: pois os filhos do século são mais avisados no gerir seus negócios do que os filhos da luz. conforme o pretenderam a malevolência e a ignorância dos que se apegam a cada uma das letras de cada versículo. aquele que é injusto no pouco também o é no muito. pela esperteza. que mostram qual o seu espírito e não permitem. Pois que no mundo não falta quem admire e até louve a previdência de um outro. 1 ao 12. — 11. significar as duas coisas. versículo 1. quem vos dará o que é vosso? (119) Para que esta parábola seja bem entendida. pois que não poderás mais administrar meus bens. mesmo quando essa previdência se traduza por um ato fraudulento. sobre uma ação má. quando me houverem tirado a mordomia. que ele admira louva — não). que se tornam. — 4. — 9. Havia um homem rico que tinha um mordomo e este perante ele foi acusado de lhe haver dissipado os bens. sequer. pois. Já sei o que farei. o ignorante. O devedor respondeu: Cem cados de óleo. Aquele que é fiel nas pequenas coisas sê-lo-á também nas grandes. — 7. Parábola do mordomo infiel LUCAS: capítulo 16º. Perguntou em seguida a outro credor: E tu quanto deves? Respondeu esse: Cem coros de trigo. que é mais consentânea com o pensamento do Mestre. o documento que me deste e escreve um de oitenta. tão amiúde.303 115 LUCAS. e o juízo de Deus com relação àqueles que empreguem suas riquezas humanas em fazer o bem. Ora. Chamou cada um dos que deviam a seu amo e perguntou ao primeiro: Quanto deves a meu amo? — 6. apenas. são as riquezas terrenas. 16º. Deus sabe que o são pela astúcia. empregadas contra o simples. uma vez que meu amo me tira a administração de seus bens? Não sei cultivar a terra e de mendigar tenho vergonha. aplaudir o roubo. fontes de males para o homem. E eu vos digo: Empregai as riquezas de iniqüidade em granjear amigos. podendo a palavra. a fim de que. Nela não se nos oferece um exemplo. se suponha e diga. ainda quando as hajam adquirido fraudulentamente. Disse-lhe o mordomo: Toma a tua obrigação. se não houverdes sido fiéis no tocante às riquezas de iniqüidade. pela habilidade que revela. com o alheio. como o têm feito certos críticos sem ponderação. — 5. como se poderá negar louvores àquele que empregue . em sancionar. do qual é vítima o primeiro. ou aprovar as fraudes e as ações más. Toma. disse ele.

— 1ª Epístola à Pedro. 5º. 5. 36. 4º. aplicando-os em auxiliar o pobre. 8. — 1º Tessalonicenses. 5º. — JOÃO. isto é. o necessitado. fato que lhe será levado em conta. . — Efésios. 4º. 12º. para amortização de suas dívidas? (119) Daniel. 27.304 os bens perecíveis e perigosos da Terra na conquista de amigos que o ajudem a entrar nos tabernáculos eternos. 8.

Quanto ao aconselhar Jesus. que o ofendido chamasse testemunhas.Se. Se contra ti ele pecar sete vezes no dia e sete vezes no dia te procurar para dizer: Eu me arrependo — perdoa-lhe. Não guardeis jamais prevenção alguma contra um irmão vosso. Se te atender. persuasivas. procurai formulá-la com palavras brandas. esquecendo e desprezando o ofensor. 19º. Jamais. não nos devemos esquecer de que. Gentio. pode haver. Se se arrepender. — 1ª Epístola aos Coríntios. 19. — Timóteo. Razão nenhuma. o ofendido. esquecesse e desprezasse as ofensas. e Deus vos perdoará do mesmo modo por que houverdes perdoado. para os que o ouviam. a fim de que ele se corrija. já representava uma conquista imensa. porém. — JOÃO. depois de valer-se daqueles expedientes. 8º. que. versículo 15. pois sabemos que. Além disso. e. vos arrisqueis a fazer que aquele que vos ofendeu recalque para o fundo do coração o seu arrependimento sincero. — 1ª Epístola à Pedro. cumpre não olvidemos que Ele falava aos Judeus. mas setenta vezes sete vezes ofendemos a Majestade divina. 3 ao 4. 20. faze-te acompanhar de uma ou duas pessoas. a fim de que tudo seja confirmado pela autoridade de duas ou três testemunhas. povo rixento. função que os tornava odiosos. se este persistisse em não se emendar. e recorresse à Igreja. portanto. perdoa-lhe. comunica-o à Igreja.305 116 MATEUS. versículo 3. 17º. não te atender. para os Judeus. mas a sós com ele. — 17. idólatra. ofensas estas que consistem na transgressão de suas leis e em todas as tentativas que façamos para nos subtrairmos à ação delas. em certos casos. — LUCAS. perdoai-lhe com sinceridade a ofensa recebida. Se também não as atender. (120) Levítico. 17. entre eles. 17. 17. pois. significava bárbaro. 15 ao 17. trata-o como gentio e publicano. Tende cuidado convosco: se contra ti pecou o teu irmão. da benevolência de que tanta necessidade temos e digamos. tê-lo-ás ganhado. Conseguir. — 4. 9. possa parecer legítimo. Palavras de Jesus relativas ao perdão e ao esquecimento das injúrias e das ofensas MATEUS: capítulo 18º. amiúde. conforme o disse Nosso Senhor Jesus Cristo. do ponto de vista humano. 5º. 18º. (120) Quer isto dizer: se houverdes de fazer a algum de vossos irmãos uma censura qualquer. Se vos houver ofendido. 3º. — Romanos. 5º. aliás. 16º. rancoroso e vingativo. Usemos. — Provérbios. . com o considerá-lo gentio e publicano. seremos julgados como houvermos julgado. não apenas sete vezes no dia. para procedermos de modo contrário. repreende-o. como perdôo as de meus Irmãos. cedendo a um rancor que. LUCAS: capítulo 17º. Publicanos eram os cobradores de impostos. para com os nossos irmãos. sinceros. se também à Igreja ele não atender. ao Senhor: “Perdoa as minhas ofensas. 10. caso não o atendesse o ofensor. — 16. ocultando-a dos estranhos. Se contra ti pecou o teu irmão. para que ele não fique vexado. 1. 17º. vai e o repreende.

E o amo deve porventura agradecimento ao servo por ter feito o que lhe fora ordenado? — 10. Não nos devemos. o reconhecimento para com Deus e a esperança de satisfazê-lo. — Filipenses. A preocupação do cumprimento do dever. a quem tudo foi dado. 7. portanto. Assim. tendo um servo ocupado em lhe lavrar a terra. 15º. — Salmos. depois comerás e beberás? — 9. 16. tendo em vista agradá-lo. 2. — 1ª Epístola aos Coríntios. 2. até que eu tenha comido e bebido. 11º. 3. 3º. ao voltar ele dos campos: Vem sentar-te à mesa? — 8. quando houverdes feito tudo o que vos foi ordenado. fizemos o que éramos obrigados a fazer. 11º. (121) Significa isto que nada somos. tais os sentimentos exclusivos que nos devem animar. 12. versículo 7. — JOÃO. 22º. cinge-te e serve-me. com o sentimento de amor e gratidão ao Criador LUCAS: capítulo 17º. sem que a isso nos mova unicamente a esperança de uma recompensa. 46. 35. 13º. dizei: Somos servos inúteis.306 117 LUCAS. diz a esse servo. Não lhe dirá antes: Prepara-me a ceia. em comparação com o Senhor. vangloriar do que fizermos. . (122) Levítico. 4º. (121) Job. 4. 2. 17º. 9º. que tem o direito de tudo exigir de nós. Cumprimento do dever com humildade e desinteresse. ou em lhe apascentar os rebanhos. Penso que não. 14º. Temos que esforçar-nos por cumprir o nosso dever. 35º. 7 ao 10. — Romanos. Qual de vós o que.

para se prostrar aos pés do caridoso Médico e lhe render graças por tamanho benefício. que o seu manto de misericórdia se estende sobre todos. rendendo-lhe graças. que mata para sempre toda sede. — 15. rosto em terra aos pés de Jesus. aos quais Ele transmite suas instruções. fundados principalmente em interesses materiais. a lhe dizerem: Senhor. ensinou Jesus que não basta. a quem Jesus. teve Jesus que atravessar a Samaria e a GaliléIa. Esse era Samaritano. Em oposição aos ensinos de Jesus. capítulo 4º). a quem quer que seja. tem piedade de nós. se considerando o que éramos. voltou para glorificar a Deus? 19. disse: Levanta-te. à borda do “poço de Jacob”. para o Pai. não há heréticos. trataram de ir cumprir as formalidades legais. Como se explica que. cremos em ti. porque eram leprosos. a tua palavra penetrou em nossos corações. sucedeu que. pelo que somos. no sentido de curar-nos da lepra . vai. 11 ao 19 Os dez leprosos LUCAS: capítulo 17º. onde mostrou aos homens que. assim de ordem física. Ao entrar numa aldeia. versículo 11. Perguntou-lhe Jesus: Os dez não ficaram limpos? Onde estão os outros nove? — 18. convívio de que tinham sido expulsos. enquanto os Judeus. — 17. ela adota o princípio de ortodoxia. o ortodoxo do herético. sejam quais forem as crenças que professem. sem distinguir o Samaritano do Judeu. que se julgavam os filhos privilegiados. glorificando a Deus em altas vozes. O Samaritano. um deles retrocedeu. tua fé te salvou.307 118 LUCAS. a tua luz nos deslumbrou. Vendo-se curado. Então. — 12. Ora. enquanto iam. em face de tais ensinamentos e exemplos. cheio de reconhecimento. como de ordem moral e intelectual e o levam à perfeição. E se prostrou. saíram-lhe ao encontro dez leprosos que pararam ao longe. e declara heréticos e persegue como tais todos os que professam crenças divergentes dos seus dogmas humanos. logo que se viu limpo. — 14. Assim. mais ou menos submissos. haver nascido sob uma doutrina religiosa qualquer. para adquirir méritos perante o Senhor. Foi também o que se deu com os comprovincianos da mulher de Samaria. nada tendo de comum com a Doutrina Cristã a de que é chefe o Pontífice Romano. 17º. Mestre. Assim que os viu. dirigindo-se ao estrangeiro. ficaram limpos. a pátria onde tenham nascido. E. dirigindo-se para Jerusalém. quanto o Senhor há feito por nós. E aconteceu que. Eles logo se reuniram em torno do Mestre. nenhum mais. pois. para sem demora voltarem ao convívio dos outros homens. e lhe bradaram: Jesus. — 16. senão este estrangeiro. mas tão-somente filhos mais ou menos amorosos. praticar mesmo seus dogmas. de seus preceitos. ofereceu a água nova. nem ortodoxos. em que se apoiavam os Judeus. uma vez que seus corações os encaminhem para Ele e que se revelem prontos a receber os ensinos. das suas interpretações humanas. pudermos reconhecer. as graças que Ele lhes manda e que abrem ao Espírito as sendas do progresso. conforme Ele tornou claro no seu colóquio com a Samaritana (Evangelho de João. Jesus disse: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. a Igreja romana persista em chamar de diabólica a Doutrina Espírita e em considerar excomungados os que a professam? É que ela se acha completamente divorciada do Evangelho. voltou. aceitar. de que fala o texto evangélico. (122) Com o fato aqui narrado. — 13.

operou-a como todas as outras de que tratam os Evangelhos e como já deixamos explicado. com os corações transbordantes de reconhecimento e de amor e com o firme propósito de lhe seguirmos os passos. em busca do Senhor.308 do pecado. uma ação fluídica exercida por Jesus sobre os doentes. Quanto à cura dos leprosos. . retrocedamos. de limpar-nos das imperfeições morais. para nos prosternarmos aos seus pés. em vez de continuarmos pelo caminho que levávamos e irmos preencher vãs formalidades de culto exterior.

por isso mesmo que são adições. não voltaram e muito tardarão ainda a vir. porém. Ele. não constituindo. É a imensidade na virtude. pois. Quantos e quantos. pelos novos escribas. Como os fariseus lhe perguntassem: Quando vem o reino de Deus? ele respondeu: O reino de Deus não virá de modo a que possa ser notado. — 21. não sigais os que assim falem. Só virão de novo. pois aí. — 24. as nossas. como o foi pelos de antanho. ei-lo aqui. do mútuo auxílio. incessante. que implicam a prática da união. porqüanto o reino de Deus está dentro de vós. como o relâmpago. qual o imaginaram as criaturas terrenas. que o reino de Deus está em nós. para se transviarem OU cegarem os fracos e os crédulos. ei-lo ali. — 23. versículo 20. de modo a podermos assimilar a moral do filho do homem. produzindo um clarão que o faça notado. quando nos despegarmos das influências e dos apetites da matéria. antes de estarmos amadurecidos para contemplarmos o renascer do seu dia. tal como o relâmpago que brilha de um lado a outro do céu. 17º. Unicamente por um trabalho demorado. pelas adições feitas à lei e que. não vades. O reino de Deus não é um lugar circunscrito. da fraternidade. é a União das almas depuradas. Ele não virá. Certo o desejariam todos os que já compreendem que o único remédio para os males da Humanidade consiste na observância dos dois grandes preceitos do amor e da caridade. (123) O reino de Deus o homem o traz em si mesmo. para o possuirmos. de ascensão em ascensão. pois que é no exercício de suas faculdades que se lhe depara o meio de alcançá-lo. Não. igualdade. com efeito. não desejariam presenciar os atos e as obras praticados por Nosso Senhor Jesus Cristo? Quantos não quereriam ver passar aqueles dias. assim será o filho do homem no seu dia. 20 ao 24 O reino de Deus está dentro de nós LUCAS: capítulo 17º. que. da justiça. não os sigais. seria tratado. o homem o conquistará. em que desejareis ver um dos dias do filho do homem e não o vereis. Estas palavras se aplicavam aos abusos a que. Vê-se. — 22. de progresso em progresso. com a sua presciência. de atingir a perfeição moral. pois. E disse aos discípulos: Tempo virá em que querereis ver um dos dias do filho do homem e não o vereis. do egoísmo. como não constituem. abusos que se traduziriam como de fato sucedeu. no correr dos tempos. penoso. Depuremos. é porque ainda não sabemos descobri-lo. Nenhum abalo brusco a trará. Não é uma habitação venturosa. em que o Senhor pregava e exemplificava a moral de que fora portador ao mundo. . ei-lo ali. o divino Mestre via sujeita a sua doutrina. se volvesse à Terra. partes integrantes da lei de fraternidade. Não se dirá: Ele está aqui ou está ali. Tempo virá. pela utilização do seu nome e da Sua autoridade. fontes do orgulho.309 119 LUCAS. do sensualismo e da sensualidade. Dir-vos-ão: Ei-lo aqui. isto é. onde logremos penetrar. fariseus e doutores da lei. não vades. pode o homem aproximar o advento em si daquele reino. Dir-vos-ão. em suma. Aqueles dias. se não o percebemos. da solidariedade. Só a perfeição moral humana o fará vir implantar-se na Terra. por isso que só lentamente.

como um relâmpago. impelidos pelos sentimentos da humildade. em que não será mais no cume do monte. como a si mesmo. que forem precisas. despojada dos enganosos ornamentos com que a cobriram. em que. O Universo é o templo do Senhor. uno. São aditamentos à sua lei tudo o que tender a materializar o que está e não pode deixar de estar submetido à inteligência e ao coração dos homens. . de prece. pois. sob a influência e a proteção dos bons Espíritos. que adorareis o Pai”. em espírito e verdade. indistintamente. para que conceda às suas criaturas o auxílio. a lei do Cristo se mostrará repentinamente aos homens. todos se congregarão em assembléias. Jesus. o Pai. templos. protetor e governador do nosso planeta e da Humanidade terrena. É o momento em que se fará a reforma na gente dos cultos. nem em Jerusalém. que dividem e separam os homens. aquela lei. (123) JOÃO. os homens o adorarão em espírito e verdade e todos esses lugares. de justiça. virá. Tornados os verdadeiros adoradores que o Pai reclama.310 liberdade e. o Filho e o Espírito Santo. se mudarão. chamados sinagogas. de Espíritos em missão. do amor. em toda a sua pureza. mesquitas. Essa reforma determinará o desaparecimento dos diversos cultos exteriores. Essa adoração se expressará também pelo amor. da prece espiritual. A isso proverá Deus. Momento. como se dirigirá sempre. mediante as encarnações. da caridade. do jejum espiritual. para. para presidir a todas. no entanto. Pela reforma de que falamos. terão cumprimento estas palavras do Senhor: “Tempo virá. inteligência e coração para os quais fora feita e se dirige. pelos falazes ornamentos de que cobriram os puros e suaves preceitos da moral sublime que Ele personifica. de instrução. de amor e de caridade. igrejas. 12. 17º. os quais conduzirão a Humanidade a conhecer. Não queiramos antecipar o futuro. em lugares de reunião. e os levará a se unirem num culto único: o de adoração sincera do Pai — Deus. pela invocação feita a Deus e ao seu Cristo. elegerem unanimemente o mais digno. representam deturpações da lei. único indivisível — por meio da prece do coração e não dos lábios somente. pelo respeito e pelo reconhecimento para com o Filho. onde. o concurso e a proteção do Espírito Santo: os bons Espíritos. da prática do amor ao Criador acima de tudo e ao próximo. o mais esclarecido. o de maior merecimento.

pela Nova Revelação. Jesus lhes declarou que o reino de Deus está em nós e que se nos tornará patente. nos mostrou que não devemos prodigalizá-la inutilmente. entretanto. sofresse muito e fosse rejeitado por aquela geração. de duas mulheres que juntas estiverem moendo. foi preciso que o legislador apusesse à lei. — 29. pela sua “morte”. de duas pessoas que estiverem no mesmo leito. tal como sucedeu ao tempo de Noé. veio então o dilúvio e os fez perecer a todos. aí se reunirão as águias. Está claro que. Digo-vos que nessa noite. pela “morte”. aos olhos dos homens. — 36. é necessário que antes ele sofra muito e seja sujeitado por esta geração. uma será tomada e deixada a outra. Lembrai-vos da mulher de Lot. celeste. Semelhantemente sucedeu nos dias de Lot: Comiam e bebiam. 17º. (124) Respondendo aos fariseus. assim. porém. salvaguardando-a. engolfados nas preocupações e cuidados. mas fluídico. Todo aquele que procurar salvar a vida perdê-la-á e todo aquele que a perder salvá-la-á. É que muitos Espíritos. Apesar disso. repeliu aquela lei a geração que a recebeu. disse ainda o divino Mestre ser. da “preservação da sua vida”. — 34. compravam e vendiam. necessário que Ele. os homens desposavam as mulheres e as mulheres tomavam marido até ao dia em que Noé entrou na arca. aquele que se achar no eirado e tiver dentro de casa seus haveres não desça para os tirar de lá e do mesmo modo não volte atrás aquele que estiver no campo. antes do momento em que. assim sucederá nos dias do filho do homem. Comiam e bebiam. — 28. rebeldes quando da missão do Cristo. o selo do seu amor. Nesse dia. à chuva de fogo e de enxofre. do mesmo modo que. — 27. fazemo-lo de acordo com a maneira de entender dos homens. versículo 25. Senhor? — 37. levando o devotamento que viera exemplificar diante dos homens ao extremo limite. choveu do céu fogo e enxofre. Sinais precursores da segunda vinda de Jesus LUCAS: capítulo 17º. de uma vida . — 32. sempre rebeldes. de dois homens que estiverem no mesmo campo. Assim será no dia em que o filho do homem aparecer. libertos da influência da matéria. 25 ao 37. As alusões do Divino Mestre aos tempos de Noé e de Lot. perguntaram-lhe então os discípulos: Onde será isso. falando. da “morte” de Jesus. tiveram por fim compor uma alegoria capaz de produzir efeito naquela época em que. No dia. — 31. — 33. que os fez perecer a todos. pois. uma será tomada e deixada a outra. Ao mesmo tempo. com o lhes desaparecer das vistas todas as vezes que ela correu perigo. o Filho do Homem.311 120 LUCAS. Ele não se achava sujeito a nenhuma dessas vicissitudes. na Terra vivem de novo. no sacrifício da vida. dos “perigos” que esta correu. pela sua vida. plantavam e edificavam. Mas. como a de hoje ainda a repele. não sendo carnal o seu corpo. — 26. em que Lot saiu de Sodoma. Jesus nos ensinou a não ligarmos exagerada importância à nossa existência. E. Com efeito. — 35. que trouxera ao mundo. porém. Continuando. Respondeu ele: Onde quer que esteja o corpo. o que significa: quando houvermos atingido a perfeição moral. remataria o edifício que seu amor construiu. que está. — 30. sabemos que. quando estivermos em condições de bem assimilar a moral do Filho do Homem. um será tomado e o outro deixado. para os mesmos homens.

sequer. o pensamento de Jesus. — Que as preocupações de ordem material nos não dominem o pensamento. Lenda pueril. ao perdê-la. que se derreteu”. volvam ao caminho que os levará à conquista do lugar que lhes está reservado. mais cedo ou mais tarde. de progredir. porque os discípulos o não compreenderiam. versículo 26). em que todos os Espíritos materiais. isto é. consistiu no seguinte: foi atingida por um raio e. indo. como com tantos e tantos ainda hoje sucede. nos quais o fogo dos remorsos os devorará e sofrerão duríssimas expiações. porém. mas achará do outro lado do túmulo a que não tem fim. até que. o que consta neste versículo. visto que àlei do progresso ninguém jamais poderá furtarse. Hoje. do futuro que os aguardaria. porqüanto já vêm próximos os tempos em que começará a depuração da Terra. pelo que com zelo e solicitude devemos cuidar do progresso moral e intelectual nosso e dos nossos irmãos. a perdê-la. LUCAS: capítulo 17º. LUCAS: capítulo 17º. o da destruição de Sodoma. na época da purificação do planeta. preocupado unicamente em conservar a vida material. depois de se sentirem deslumbrados pela luz que de súbito lhes brilhará ante os olhos. versículo 33. constantes nos versículos que estamos estudando. se demorou em fugir. para que nos não aconteça como à mulher de Lot que. se respondesse de modo preciso. LUCAS: capítulo 17º. estava reduzida a cinzas. em espírito e verdade. destinadas a impressionar fortemente as inteligências dos que as ouviam e a tocar também as das gerações que se sucederam. oriunda da ingenuidade das épocas primitivas. — À sua resposta deu Jesus uma forma evasiva. onde só a espiritualidade terá que reinar. haverá progresso e mudança e onde quer que a depuração se tenha completado. dizendo. Ele as dirigia igualmente à nossa e às que se seguirão. achando assim de novo a vida que perdera e pela qual se lhe reabre a estrada que o conduzirá à meta. sem mais demora. chega o momento. “se transformou em estátua de sal. pela mesma razão por que muitas vezes falava servindo-se de figuras emblemáticas. aí se reunirão os Espíritos purificados. a que ambicionava. as águias. versículos 36 e 37. virá. da vida eterna. Inesperadamente.312 toda material. pois que morrerá. desde que tenhamos compreendido que nos cumpre. os homens não cogitavam. todos os Espíritos carnais serão afastados do nosso planeta. para planetas inferiores à Terra. do futuro dos nossos e dos seus Espíritos. uma vez concluida a separação do joio e do trigo. de um duplo ponto de vista. forçoso será que haja uma escolha dos que possam continuar a reencarnar na Terra. preocupada com os bens materiais que era forçada a abandonar. — Como nem todos se acharão no mesmo grau de adiantamento. quando caiu ao chão. como chegaram o do dilúvio. sabemos que as palavras do Mestre querem dizer: por toda parte onde haja na Terra humanidade. terá de recomeçar. pensar em nosso futuro espiritual. O que se deu com aquela mulher que. que é o em que consiste a salvação da alma. Mas. como. Aquele que só vive para o presente. pelo arrependimento. segundo a narrativa da Gênese (capítulo 19º. As palavras de Jesus. pela nova revelação. os guias. não tenha cuidado do seu progresso espiritual. LUCAS: capítulo 17º. versículos 31 e 32. — Compreendamos bem. Aquele que trata de salvar a vida espiritual perderá a vida material. . versículos 34 e 35.

aí se reunirão Espíritos desencarnados. 25. cuja ação se exerce no sentido de amparar e fortalecer os encarnados. 12º. para os primeiros. simbolizados nas águias pela liberdade e amplitude de ação. dos resgates a que se achem sujeitos. inferiores. — 1º Tessalonicenses. como também os Espíritos atrasados. como noutra. 7. haverá sempre. correspondente à rebeldia que manifestem em face da lei divina. por efeito da lei de afinidade. para que vençam com felicidade suas provações. o cumprimento das provas. Numa hipótese. cuja ação maléfica intensifica as dores e os sofrimentos dos encarnados. — Job. 16. dando àquelas dores e sofrimentos um acréscimo de intensidade. 39º. elevados. 4º. das expiações. nesse caso. conforme claramente se verifica. (125) Afigura-se-nos que às palavras do versículo 37 se pode dar a seguinte interpretação mais precisa e que. 30. 1º. em essência. auxiliando-os. assim os Espíritos bons. — JOÃO. Reunir-se-ão. colhendo bons frutos da encarnação em que se encontram. não difere da que os Evangelistas lhe atribuíram: onde quer que haja Espíritos encarnados. 7º e 19º. moralmente cegos. — 2º Tessalonicenses. . pelo poder. a fim de tornar efetivo. na efetivação do progresso que lhes cumpra realizar.313 (125) (124) Gênese. execução plena da lei de justiça e misericórdia. que. As águias serão. os atraiam de preferência aos que poderiam e desejariam ajudá-los. mais ou menos purificados. de tal forma.

— 19. é claro. a interesses exclusivamente humanos. A perspicácia dos Apóstolos. Poder de ligar e desligar dado por Jesus aos apóstolos. degenerados. excluído. também. Também vos digo que. pois. o poder de ligar e desligar. que. Advertido misteriosamente. de lhes conceder Deus o que pedirem. entre os sucessores dos Apóstolos (Judeus e Gentios). com sabedoria e acerto. como Ele os antevia. mas a súplicas que se façam do imo dalma. e que santo e justo seja o que pretenda o pedinte obter. Assim também. no verdadeiro sentido destas palavras. quão reduzido não será o número desses! Quanto à promessa. com um sentimento profundo e santo. inspirados e guiados por Espíritos superiores. tudo o que diga respeito às coisas mesquinhas do mundo. Para que tal . onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome. Tais faculdades. Pedro se achou em estado de julgá-lo com segurança e de lhe condenar o procedimento. eles se achavam em condições de julgar. reunidos em nome de Jesus. como esse fato se deu. ou três. por aqueles Espíritos. importa. entretanto. da moralidade e dos sentimentos dos homens. como já deixamos. versículo 18. (126) Explicado. O Mestre.314 121 MATEUS. pela sua santidade e por suas faculdades mediúnicas. A prova temo-la no fato do julgamento e da condenação de Ananias. Sua presença onde duas ou três pessoas se acharem reunidas em seu nome MATEUS: capítulo 18º. sobretudo audientes. não se transmitiram por herança aos que se arvoraram em seus sucessores. quando lhes fosse dada toda a luz. aquilo que pedirem lhes será concedido por meu pai que está nos céus. Mas. aí estarei eu no meio deles. da perfídia de Ananias. antes de tudo. preenchendo essas condições. por Pedro. do mesmo modo podem ligar e desligar. para boa compreensão do que dizemos. Entre nós espíritas. pois que todos eram médiuns de grandes faculdades. não estariam aptos a receber tão alta investidura. cumpre levemos em conta que eles. com a assistência e o concurso de seus guias espirituais. importa entendamos que se referia não a pedidos formulados apenas com os lábios. quando proferiu as palavras constantes nos versículos acima. que já eram bastante esclarecidos. resultava da elevação pessoal deles e dos avisos que recebiam de seus guias espirituais. saber o em que consiste acharem-Se dois. Da sua promessa está. para que se cumpra a sua promessa de estar com aqueles que se reúnam em seu nome. isto é. Veja-se. se dois dentre vós se reunirem na Terra. Cumpre dizer. alguns houve que. ou muitos. alguns há de haver que. só se dirigiu aos Apóstolos e não a esses pretensos sucessores que. que Jesus fez aos que se reúnam em seu nome. 18º. Já de si mesmos elevados. porém. nos limites da missão terrena de cada um. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no céu e tudo que desligardes na Terra será desligado no céu. — 20. puderam e podem colocar-se em condições de ligar e desligar. por isso mesmo que eram pessoais e devidas à elevação espiritual de cada um. necessariamente. que Jesus conferiu aos seus discípulos. Porque. mais ainda o seriam. 18 ao 20. como médium audiente.

para a razão. intimamente ligados pelo amor a Deus. portanto. Entretanto. Se. compostos de “homens de Deus”. como ainda hoje se dá com a minoria dos que formam a coletividade espírita. Mas. o fanatismo. se nos concílios. infalível somente Deus o é. quais as influências que guiavam os do sacro colégio? Desde que divergentes se mostram as opiniões nos concílios. nas pegadas do Mestre. nos quais a Igreja toda se acha reunida. são tão falíveis quanto os outros homens. Pastores humanos. de desinteresse. de paciência. às boas e às más influências espirituais. a intolerância. pelas tradições. freqüentemente. uns dos outros. é preciso que a todos anime o desejo de lhe seguir a lei. considerando-os meio superior a quaisquer outros de se obterem a verdade. Pelo estudo da Doutrina Espírita. por que meio se há de distinguir o que é inspirado pelo Espírito Santo e o que o é por Satanás? Dirão talvez: pela sabedoria humana. em que ainda nenhuma questão religiosa foi decidida por unanimidade? Ora. pelo menos possuídos dos mesmos sentimentos. quando ainda tão raros são os homens animados de bons sentimentos. ou Satanás? (127) . como estes. para dar valor aos seus concílios. Ele acudirá sem dúvida ao nosso chamamento. Quem então os assistia e inspirava: O Espírito Santo. Repliquemos. e apelarmos para a proteção do divino Mestre. dos que hão constituído a maioria dos concílios. dos mesmos pendores. no sentido de que seus emissários nos cercarão e nos banharão os Espíritos nos eflúvios de amor que implorarmos. a ambição. porque estão sujeitos. todavia. formando uma cadeia simpática bastante sólida. controvérsias tremendas e muitas vezes acrimoniosas. que são o laço que aproxima. se poderá supor assistida por Jesus. de caridade e de amor. Quais e quantos. pela experiência. diversos eram os pareceres. se não da mesma ordem. de humildade. a sã e legítima interpretação das sagradas escrituras. só a razão pode decidir e. Nem objete a Igreja que a infalibilidade está com a maioria dos membros dos seus concílios. os indignos. quando vemos serem tantos os tíbios. a minoria deles é que tem caminhado. versículo 20. que todos se achem possuidos do amor a Deus e ao próximo. imitando os Apóstolos. são os que. porém. como havemos de esperar resultados infalíveis. mesmo entre os que se reúnem em reduzido número? O Senhor. na pessoa de seus pastores. dizendo: Que respeito não devem merecer os concílios. ficamos conhecendo a influência atrativa que exercem os fluídos simpáticos. uma assembléia em que há discussões inflamadas.315 se dê. pois que assistida e inspirada pelo Espírito Santo! Como. do verdadeiro sentimento de amor. nessas maiorias foi sempre onde se mostraram o orgulho. constituindo uma assembléia infalível. pelo estudo. a tolerância e a fraternidade para com todos os homens? Muito ao invés disso. exemplificaram a abnegação e o devotamento. infalíveis em seus julgamentos. é que lhe segue os exemplos de doçura. inspirada pelo Espírito Santo. os Espíritos. quer reunidos em concílio. dos mesmos gostos. pelos seus emissários. a incredulidade. e caras lhe são as cabeças fiéis. sabe contar suas oveLhas. os indiferentes. se muitos de seus membros mantinham suas opiniões contra as da maioria triunfante. nesse caso: Não. o egoísmo e. a Igreja Romana se baseia no texto do capítulo 18º de MATEUS. nos reunirmos para a obtenção de suas graças. quer insulados. Fora daí não há reunião em nome de Jesus. Como poderá prová-lo? Ao contrário.

dos Espíritos elevados. para não suceder que. e ainda pelas revelações que o Senhor nos tem enviado. a Abraão. isto é. nos venham enganar e perder. a tradição de todos os acontecimentos que ela registrou. porque Moisés proibiu a evocação dos mortos. mas. nem raciocínio. a ambição. Espíritos inferiores. monstruosas em si mesmas. ou à má-fé. Atrasado e supersticioso. desviado da senda que lhe cumpria trilhar. para preservá-lo de ser. nem progresso.316 Dizem também os sacerdotes romanos. nos julgamentos por eles proferidos e nas opiniões emitidas. em virtude da lei de afinidade. para afastar da Revelação Espírita os homens. isto é. sem se poder determinar quais os que recebiam a boa. Tais afirmativas não passam de puerilidades interesseiras. quando os acharmos. que exerce a sua ação fiscalizadora por meio da razão. é que são desmentidas. a manifestação espírita feita a Moisés no Sinai. como pelos fatos ocorridos em todos os tempos e entre todos os povos. de vontades. de amor universal que lhes presidiram às decisões e. e Moisés lhe proibiu que interrogasse os mortos. Assim sendo. não há o que estranhemos naquela proibição. Investiguemos a história dos papas. dos Espíritos de luz e verdade. senão nas condições que a própria doutrina indica. Para as comunicações particulares. isto é. de comunicação dos “anjos”. outra má. a dos Espíritos do erro e da mentira. pela impossibilidade de discernirmos o que é verdade do que é impostura. o povo hebreu estava. Querer que evitemos essa comunicação. não nos iludamos com esses sofismas dos que querem que cegamente nos entreguemos à dominação de obscurantistas retardatários. a avareza. aos hebreus. os sentimentos de abnegação. verdadeiro testemunho de Deus entre os homens. hoje mesmo. dos Espíritos purificados. uma vez que. da vinda do Messias e. Onde quer que se nos deparem o amor e a caridade. para transmiti-la às gerações futuras. as tábuas da lei. do Espírito Santo. a pedra de toque é a mesma. equivale a rejeitar todo o passado da Humanidade terrena. nem compreensão. o Antigo e o Novo Testamento. de aspirações. Negar a ação mediúnica. de desinteresse. que não admitem discussão. Para as inspirações da Igreja. o Decálogo. Ë real essa proibição. com os homens. é formular uma objeção que inquina igualmente de incerteza as decisões dos concílios. dos concílios todos e procuremos. para lhe descobrirmos a causa. os fatos. nem luz. poderemos dizer: Isto emanou verdadeiramente do Espírito Santo. que só Satanás teve e tem o poder de se comunicar e só ele se comunica mediunicamente com as criaturas humanas. para só admitir a de Satanás. no entanto. destinado a constituir-se o depositário da crença monoteísta. Mas. pelos Espíritos inferiores e impuros que o cercavam. há um critério infalível: a consciência. dos Espíritos bons. unanimidade de sentimentos. os vícios que disputam a posse da Humanidade e a dilaceram. . oculta ou ostensiva. eles forçosamente se acharam sempre sob dupla influência: uma boa. quando não ignoramos que. entre os seus membros. abatendo o orgulho. devidas à ignorância. nunca tendo havido. a anunciação. Pretende ainda a Igreja que nos abstenhamos das comunicações com o mundo espiritual. não devemos pôr-nos em comunicação com o mundo invisível. como para as dos médiuns. depois. similares aos nossos. basta atentemos nos motivos que a inspiraram. de pensamentos. assim pelas tradições históricas. pelos profetas de Israel. que um e outro relatam.

cairiam do céu as estrelas e as virtudes do céu se abalariam (MATEUS. há igualmente. E por que havemos de estranhar que o sacerdócio romano afirme que as comunicações espíritas procedem todas de Satanás. . que em seu nome o Pai enviaria aos homens o Consolador.317 poderemos dizer: Isso provém dos bons Espíritos. versículo 26). da verdade absoluta.1ª Epístola aos Coríntios. capítulo 24º. sob o regime da lei de Moisés. explicando. audientes e videntes. e desenvolvendo os seus ensinamentos. (127) Tais foram os escândalos provocados pelas discussões violentas verificadas nesses Concílios. versículo 29). surgiram em Israel. médiuns inspirados. da qual Ele é o espírito. que resolveram suprimi-los. quando disso formos dignos. O Espírito da Verdade. capítulo 14º. hoje. 5º. para a revelação que nos trazem os Espíritos do Senhor. o complemento. quando sabemos que o sacerdócio hebreu atribuía a Belzebu o poder que Jesus tinha de expulsar dos obsidiados os Espíritos da treva? Assim como. tendo por objetivo libertar os Israelitas da tradição e da ambição dos levitas e reconduzi-los às crenças puras. Cumpre-se assim o que Jesus anunciou e prometeu. — 1ª Epístola à João. assim como. entre os discípulos do Cristo. . nos tempos do “fim do mundo”. 22. anunciar-nos as coisas que hão de vir. virá mostrar-nos sem véu a verdade. conjunto dos Espíritos do Senhor. preparar. também houve. audientes e videntes. para nos transmitirem. a parcela que já possamos e devemos receber. numerosos profetas. ensinar-nos progressivamente toda a verdade. enfim. o qual lhes ensinaria todas as coisas e lembraria quanto Ele dissera (João. 4. foi o Espírito Santo o inspirador dos médiuns. 20º. 3º. Os tempos preditos chegaram. Espíritos em missão. em espírito e verdade. dos Espíritos do Senhor. e haverá médiuns de faculdades múltiplas. a sanção. médiuns inspirados. quando disse que. estão vindo preparar e realizar o fim do mundo do erro e da mentira. que é o Espírito Santo. criando o dogma da infalibilidade papal. recordar-nos tudo o que Ele disse. 14. (126) JOÃO. glorificar a Jesus. para o prosseguimento da revelação que Ele trouxera ao mundo. 23. 5º. o novo advento do Mestre que.

sejamos misericordiosos. E. do fundo dalma a seu irmão. pois. como também um obstáculo a que o Espírito saia dos mundos inferiores. quando se há tornado capaz de perdoar sempre. Daí saindo. — 29. para pagamento da dívida. como tive de ti? — 34. 21 ao 35. — 30. porém. porque me pediste. — 27. o que somente se dá. ficaram muito contristados e foram contar ao senhor o que havia ocorrido. lhe suplicava: Senhor. não devias tu também ter compaixão de teu companheiro. — 31. secura ou dureza de coração. o que se passava. apresentou-se-lhe um que lhe devia dez mil talentos (128). . lançando-se-lhe aos pés. entretanto. a quem tanto temos ofendido e ofendemos. O senhor. vícios e defeitos esses que constituem não só casos de expiação e de reencarnações. — Parábola dos dez mil talentos MATEUS: capítulo 18º. chave de todos os ensinos: Não façais aos outros o que não desejaríeis vos fizessem A falta ou a recusa de perdão. muitas vezes conseqüência do orgulho. os filhos e tudo quanto possuía. Como não tivesse com que os pagar. como o Senhor mesmo lhes dá. aproximando-Se dele. a mulher. use de misericórdia para conosco. — 24. de nossa parte. compadecido dele. incessantemente. Então. — 28. Tenhamos sempre presente ao nosso espírito esta grande sentença. O companheiro. o mandou embora e lhe perdoou a dívida. toda a tua dívida. Perdão das injúrias e ofensas. dando-lhes tempo para pagá-las. mas até setenta vezes sete. — 25.318 122 MATEUS. O outro não quis. — 23. perdoarei a meu irmão todas as vezes que pecar contra mim? Fá-lo-ei até sete vezes? — 22. eu te perdoei. — 33. tem paciência comigo e tudo te pagarei. irritado. éegoísmo. agarrando-o. lhe rogava: Tem paciência comigo e tudo te pagarei. Pedro lhe perguntou: Senhor. Respondeu Jesus: Não te digo que até sete vezes. Se queremos que o nosso Pai. — 32. (128) Um talento valia mais ou menos 1. Por isso o reino dos céus se assemelha a um homem rei que quis tomar contas aos seus servos. Aquele servo. a sufocá-lo: Paga o que me deves. Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau.900 Cruzeiros em moeda brasileira. Tendo começado o ajuste. não esquecendo que o Senhor nos julgará do mesmo modo por que houvermos julgado os nossos irmãos. — 35. — 26. o entregou aos verdugos até que pagasse toda a sua dívida. Assim também fará convosco meu Pai celestial. então. seus companheiros. se cada um de vós não perdoar a seu irmão do íntimo do coração. versículo 21. Saldemos. 18º. todas as suas dívidas. sejamos sempre prontos a perdoar tantas vezes quantas formos ofendidos. aquele servo encontrou um companheiro que lhe devia cem denários (129) e. lhe dizia. Vendo os outros servos. lançando-se-lhe aos pés. (130) Não levemos em conta as ofensas que recebamos. foi-se dali e mandou metê-lo no cárcere até que pagasse o que devia. ordenou seu senhor que fossem vendidos ele.

para o destino que lhes é comum. Responderam-lhe eles: Moisés permitiu despedir a mulher. imaculados. provações e reparações. (131) Criados todos simples e ignorantes. Os outros formam as dos que faliram mais ou menos gravemente e para os quais. a perfeição moral. Por esta razão o homem deixará pai e mãe e se ligará à sua mulher. assim. que o corpo. a fim de se depurarem gradativamente. de novo as multidões se reuniram em torno dele. também comete adultério. Deus os fez macho e fêmea.319 123 MATEUS. em conseqüência. Jesus lhes replicou: Por causa da dureza de vossos coracões é que Moisés vos escreveu esse mandamento. Eu. para chegarem todos à perfeição. herança que o Pai celestial reserva a seus filhos. 1 ao 9. respondendo. moral e intelectual. recebendo o prêmio ou o castigo a que fizeram jus. Esses constituem as falanges dos Espíritos puros. Jesus deixou a Galiléia e foi para os confins da Judéia. sem exceção nenhuma. mas uma só carne. E serão dois numa só carne. mas dotados das faculdades necessárias a avançar. Porém. — 2. passe pelas provas . pois. dando-lhe carta de repúdio. — MARCOS. — 5. Não separe. o homem o que Deus uniu. — 7. — 9. experimentando as sanções da lei imprescritível do progresso. Replicaram eles: Como é então que Moisés mandou que desse carta de repúdio à mulher e a despedisse? — 8. Ele. veio Jesus para os confins da Judéia. que têm por morada as regiões etéreas mais próximas do centro da onisciência — Deus. 10º. 19º. Assim. no meio planetário correspondente ao gênero e à gravidade dos seus delitos. e casar com outra. — 9. Por isto o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher e serão dois numa só carne. Compreende-se. — Casamento MATEUS: capítulo 19º. mediante expiações. — 6. comete adultério. não é mais do que um instrumento facultado ao Espírito. Tendo acabado de dizer essas coisas. perguntou: Que vos prescreveu Moisés? — 4. já não são dois. Chegaram então alguns fariseus e para o tentarem lhe perguntaram: 5. mas no princípio não foi assim. o homem o que Deus uniu. versículo 1. se cria a necessidade de encarnar e reencarnar. vos digo que aquele que repudiar sua mulher. mas uma só carne. progredindo. para que. É lícito a um homem repudiar sua mulher? — 3. é certo que apenas alguns Espíritos ascendem a essa perfeição sem jamais se desviarem do carreiro santo que lhes foi traçado. isto é. Respondeu Jesus: Por causa da dureza de vossos corações é que Moisés vos permitiu repudiásseis vossas mulheres. usando do livrearbítrio e da razão e. — 7. Dali partindo. Respondeu Jesus: Não tendes lido que aquele que no princípio criou o homem o criou macho e fêmea? e disse: — 5. Não separe. e conquistar. Dele se acercaram os fariseus e para o tentarem lhe perguntaram: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer causa? — 4. além Jordão. assim como aquele que casar com uma mulher repudiada. versículo 1. — 3. — 2. Divórcio. pois. MARCOS: capítulo 10º. pois. a não ser por motivo de adultério. porém. a que todos se acham sujeitos. já não são dois. 1 ao 9. além Jordão. — 8. que recomeçou a ensiná-las como costumava. — 6. Grandes multidões o acompanharam e ali curou ele os doentes. pela sua mesma natureza. Assim. desde o princípio do mundo.

mediante a procriação. procurou este remediar ao mal. Assim. gerou-se a necessidade da união de corpos sexualmente distintos. por causa da dureza do coração humano. depois. pela eternidade em fora. pelo que tem de ser a união íntima. nos corpos que eles então têm que tomar. o levem de reparação em reparação e. tem por fim a procriação. O casamento. corresponde. não haveria para o Espírito possibilidade de encarnar. À vista dessa situação. Ora. tornando-se a multiplicidade dos filhos uma riqueza. no propósito sincero de se auxiliarem mutuamente nas suas provas. por isso que o fim moral prepondera com relação ao material. para que. quando é a união de dois entes que se sentem atraidos um para o outro por forte simpatia toda espiritual. esses corpos se reproduzissem. pois. qual laço forte. A princípio. o que justifica as palavras emblemáticas da Gênese: serão dois numa só alma. a existência de sexos diferentes. independente de quaisquer formalidades religiosas e civis. a um objetivo muito mais alto. conseguintemente. em relação ao qual os corpos do homem e da mulher nenhum valor têm aos olhos do Senhor. contrariamente às palavras da (Gênese. então. se reatará na erraticidade. quando for uma união que se efetue espontaneamente. ao menos. por virtude de mútua simpatia e isento de preocupações subalternas. no entanto. autorizando o divórcio. a fusão. a conclusão a tirar-se é que ele só se realizará com acerto. conservando-se ali. Depois. Ora.320 que. que. na ordem moral traduz execução da lei de amor. o que se verificou ao surgirem ou desenvolverem-se os povos pastores. onde como disse Jesus não há “marido e mulher”. o casamento é. se. a prender. sendo a encarnação o meio de se efetivar o progresso dos Espíritos que delinqüem. na ordem material. apenas atraindo para si. declarou-o Jesus. só admitindo o divórcio no caso de adultério. de progresso em progresso. de fato. se tornou necessária. porqüanto o Espírito é que é o ser por Ele criado. interrompida pela morte. pela prece do coração. o casamento que. fazendo-lhe nascer no intimo o arrependimento. com o destino a que há pouco nos referimos. Então. preservava a estéril dos maus tratos a que se via sujeita. também de natureza espiritual. Conforme já dissemos. que a ansia pelo aumento das populações criou para a mulher. nada mais sendo que instrumento de depuração o corpo que o Espírito temporariamente reveste. Mas. sim. quando diz: “Não separe o homem o que Deus uniu”? Fê-lo. pois que. Aos novos abusos que daí decorreram cuidou Jesus de remediar. porém. as . indissolúvel. as necessidades materiais constituíam o móvel único da união do homem e da mulher. a mulher estéril entrou a ser perseguida e até mesmo eliminada. se bem do ponto de vista materIal atenda a essa necessidade. que era o que ocorria ao tempo de Moisés. para quem ambos só valem como Espíritos. de duas almas. humildes e submissos. oferecendo garantias seguras ao preenchimento do fim principal. dando lugar. de outro modo. a que todos os pretextos servissem para o abandono da esposa. Da obrigatoriedade imperiosa da procriação. embora este também seja providencial. será uma união perfeita e indissolúvel. ao fim providencial colimado. por bem dizer. como se explica que Moisés tenha autorizado o divórcio. os que o hajam formado para se prestarem apoio mútuo na sua ascensão através do infinito. no matrimônio. que. espontaneamente se ligam pelos laços de um afeto. a verdadeira união é de Espíritos.

que ao homem não é dado. aos vícios. conseguintemente. nos sofrimentos e infortúnios que advenham como provas. a santificou. porque. porque caso não haverá em que seja aplicável. um ideal. senão quando um Espírito. existe. acumulando-se. deixarem de orgulhar-se do merecimento que supõem ter. por ter sido Deus quem os uniu. lembremo-nos de que estamos cercados de levitas — os bons Espíritos. na ordem moral. Na Terra. Não disse. que. nem possível. mau grado a todas as pomposas solenidades de que o cercam. separar. se efetive para recíproca sustentação e apoio. Nesse caso. observando as formalidades que elas impõem para a celebração do matrimônio. no cumprimento de cujas obrigações as duas partes contratantes se mostram mais ou menos escrupulosas. o divórcio. de fato. a legalização de um contrato comercial. se nos esforçarmos por praticar o casamento. pelos seus exemplos ou palavras. ao mesmo tempo livre e indissolúvel. Enquanto. uma aliança que. aos olhos de Deus. ainda tão presunçosos de seus costumes e da sua moralmente hedionda civilização. acabarão por formar muralha impenetrável aos vícios da Humanidade. e esses grãos. traz o seu grão de areia. Torne-se o casamento uma aliança determinada por mútua inclinação. mas que ainda subsistirá por longo tempo. Aí. até quando os homens. para que o casamento. por ora. não será melhor separar os galhos da árvore. Semelhantes uniões. em comum. as nossas naturezas se não houverem modificado tão profundamente quanto é preciso. para ser. conformemo-nos com as leis que nos regem. de onde se origine puro e sincero amor. ainda. A sociedade humana ainda está muito escravizada aos preconceitos. O divórcio não pode existir. Isso será obra do tempo e do progresso verdadeiro. por enquanto. conceda-o ou não a lei humana. porém. em tal caso. na grande maioria dos casos. sim. das bênçãos religiosas que as Igrejas humanas pretendem indispensáveis à santificação do ato matrimonial. E. do que deixar que esta dê maus frutos? É uma contingência que há de desaparecer por efeito da gradual depuração da Humanidade. aos olhos do Senhor. para que se execute a reforma das leis terrenas sobre o casamento. que implicam transgressão da lei de caridade. os dois passam a ser uma só carne. Ora. o casamento perde o caráter sagrado que devera ter. no sentido de pô-las de acordo com a lei natural da união perante Deus. como espíritas. para a nossa Humanidade. isto é. Cada dia. por uma poderosa e irresistível simpatia. duas criaturas que não possam aproximar-se uma da outra. os mensageiros divinos. por se haver a união deles efetuado segundo as vistas de Deus. e o divórcio perderá toda razão de ser. Jesus cortou cerce o abuso do século em que Ele desceu à Terra e pôs um óbice à corrupção dos séculos que se seguiriam. no entanto. seja a. que vivessem forçosamente unidas. então. que se sobrepõe aos precedente mente trazidos. para a depuração espiritual. constituem apenas. abençoando-a. sempre prontos a nô-las conceder em nome do Senhor. união. Dizendo não separasse o homem o que Deus unira. impele ao mal um outro com quem antipatize. adultério. aos abusos. para prescindirmos. ao influxo desse sentimento. há. no desempenho dos encargos da existência. segundo a lei natural perante Deus.321 bênçãos e graças do Pai celestial. entretanto. e de que. porém. de acordo com a lei natural. sem se excitarem reciprocamente à prática de faltas. com .

13. — Colossenses. (130. 5º. 4º.322 relação a nós se cumprirão estas palavras do Divino. — JOÃO. 2. 4º Reis. — 1ª Epístola aos Coríntios. 1. — Gênese. 2º. (131) Deuteronômio. mas uma só carne. (129) Moedas de prata do valor aproximado de vinte centavos. 6º. 24º. 24. 16. 7º. 40. 10. 8. 3º. Mestre: Já não sois dois. — Neh. não separe o homem o que Deus uniu. . 1. 10º. e 11.

indicar aos homens a maneira por que hão de proceder para praticar. — 12. acontecesse o que acontecesse. quanto era conforme às idéias que alimentavam em virtude daqueles preconceitos. Respostas de Jesus relativas às condições do casamento. para expiação de abusos em vidas anteriores. a união simultaneamente livre e indissolúvel do homem e da mulher. mas sim aqueles a quem isso é dado. guardar a esposa escolhida. são os que. encarando o casamento apenas do ponto de vista das satisfações sensuais. desde o ventre materno. Jesus lhes disse: Nem todos compreendem esta palavra.323 124 MARCOS. versículo 10. Em casa. Disse-lhes ele: Se um homem deixa sua mulher e casa com outra comete adultério por causa da primeira. os discípulos de Jesus se achavam sob a influência dos preconceitos hebraicos e. como deu. em mente. há os que foram feitos eunucos pelos homens e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Eunucos feitos pelos homens são os que tais se tornam por efeito da castração. uso que se conservou ainda por muito tempo. segundo a lei natural. aos tempos futuros em que. versículo 10. desde que lhe cumpria. E se uma mulher deixa o marido e casa com outro também comete adultério. porque será a reunião de dois corpos para a reprodução e a ligação de duas almas pelo laço divino da lei do amor. para abrirem ensejo a que o Mestre desse. MATEUS: capítulo 19º. Porque. Receberam-na. Daí o terem dito: “Se tal é a condição do homem com relação à esposa. não convém casar. depuradas as criaturas. quando este ceda às tentações da carne. Entretanto. veladamente. 10 ao 12. (132) Como encarnados. 10 ao 12. Eles não perceberam a alusão que Jesus fazia. fazendo a observação que fizeram. os discípulos o Interrogaram de novo a esse respeito. Disseram-lhe então os discípulos: Se tal é a condição do homem com relação à esposa. tanto mais facilmente. tendo por objetivo. se impõem. — 11. assim. como uma delas. — MATEUS. houvesse que houvesse. um novo ensino. há os que do ventre materno nasceram eunucos. — 12. de acordo com a lei divina. sob pena de incorrer em adultério. falar por inspiração própria. não convém casar”. 10º. à face de Deus. com o lhes dar a compreender os motivos de incapacidade ou de abstenção do casamento. Entenda-o quem puder entender. 19º. destinado a ser explicado e desenvolvido pela revelação atual. Entendiam que não convinha ao homem casar-se. Dos eunucos por diversos motivos MARCOS: capítulo 10º. tomar. — 11. Supunham. ou para que adquirissem belas vozes os que a sofriam. consideravam um embaraço a obrigação de conservarem a mulher que escolhessem. haviam recebido do Alto a inspiração e a ela obedeceram. de uso corrente na época em que Jesus falava. devendo-se . a união do homem e da mulher será simultaneamente livre e indissolúvel. ao procederem à escolha de suas provações. um corpo incapaz de corresponder às exigências do Espírito. Eunucos. ou para servirem de guardas de haréns ou serralhos.

o que tudo exprime. versículo 12.324 também incluir no número dos que falamos os que se tornam quais os castrados. do egoísmo. (133) MATEUS. (133) MATEUS. de horrendas vinganças. qualquer que seja o sacrifício material. porque. e 11. se fez eunuco para colocar-se ao abrigo da calúnia. versículo 12. porque fora desconhecer os fundamentos divinos da constituição da família e negar funestamente satisfação às exigências da Natureza. que isso lhes custe. 19. Dessa falsa interpretação humana do ensino do Cristo é que nasceu o voto de celibato dos padres e dos membros de todas as ordens religiosas e monásticas de ambos os sexos. assim. tomando-as no sentido literal. ou da preguiça. No seio delas se refugiavam os fracos e os perseguidos. porém. Não é bom que o homem seja só. tem a sua razão de ser. que isso não seja tido como uma coroa de glória que cause orgulho. se fizeram mutilar. em tal caso. carnal. (132) Provérbios. visto que homens e mulheres acorriam em multidão à sua escola. Desde. Não se tendo verificado isso. segundo refere Moisés. Mas. por efeito dos excessos e deboches a que se entregam e os que são vitimas de crimes. 3. Outros. a sua barbaria e depravação. encarregado de instruir os fiéis dessa cidade. procederam como Orígenes. 21º. seguindo-lhe os conselhos de continência perpétua. os deveres que a família impõe. em contraposição a um que saiba dominar a carne. da ambição. 7º. até mesmo os abusos que hoje se assinalam e profligam. com a abnegação e o desinteresse precisos. tornando-se hipócritas. sob a influência deletéria do misticismo. . para vergonha da Humanidade. Não o é. Tendo Jesus enunciado veladamente o seu pensamento. muitos houve que lhe não compreenderam as palavras e que. capítulo 19º. ganharem o céu. do fanatismo. entretanto. por manifesta. que foram desaparecendo as causas que as fizeram surgir. — 1ª Epístola aos Coríntios. abstendo-se de a constituírem pelo casamento. para porem termo aos ímpetos da Natureza e. porque assim o exigiram a época e o estado das inteligências. a não ser para alimentar no coração humano o orgulho e o desvario e para fortalecer uma confiança ilusória. mil outros sucumbirão na sombra. que não se sintam com forças para cumprir dignamente. disse Deus. De nada serviria. fazem bem. aos olhos de Deus. Há os que se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Entenda-o quem puder entender. verdade que. as ciências e as artes ali se desenvolviam ao abrigo da destruição pela brutalidade dos homens e pela violência dos poderosos. que ninguém assim proceda. acompanhando o progresso geral da Humanidade. de fato. capítulo 19º. sob o seu jugo. na suposição de ser esse um meio de ganhar o céu. O homem e a mulher. 7º. o qual. elas se tornaram prejudiciais a esse mesmo progresso. Tudo. 10. deveram ter sido modificadas. filho de Leônidas de Alexandria. dispensa qualquer demonstração. As associações religiosas foram a salvaguarda dos primeiros tempos da era atual. — Romanos.

porqüanto o reino dos céus é dos que forem tais como eles. do capítulo 9º. Jesus lhes disse: Deixai as crianças. as abençoava. o reino de Deus. não o impeçais. a depuração. Jesus se indignou e lhes disse: Deixai vir a mim os pequeninos. nele não entrará. versículo 13. — 16. de todos os progressos. expresso em termos diferentes. E. como uma criança. 19º. Já tivemos ocasião de receber explicações suficientes a este respeito. não as impeçais de vir a mim. dali se afastou. e os versículos de 32 a 40. quando estudamos os versículos de 1 a 5. não os embaraceis. LUCAS: 18º. à perfeição. a fonte. MARCOS: capítulo 10º.325 125 MATEUS. versículo 13. porém. o reino de Deus. — 14. versículo 15. as chamou para junto de si e disse: Deixai vir a mim as crianças. 13 ao 16. do capítulo 18º. O pensamento era sempre o mesmo. nele não entrará. — LUCAS. Jesus repetia essas palavras. do capítulo 9º. — 14. de MARCOS. porqüanto dos que se lhes assemelham é que é o reino dos céus. Como os discípulos as repelissem com palavras rudes. Vendo isso. — 16. o meio e o caminho para se alcançarem as virtudes. Em verdade vos digo que aquele que não receber. E. em ocasiões e lugares diversos. os discípulos os repeliam com rudeza. Em verdade vos digo que aquele que não receber. . repeliam com palavras rudes os que as apresentavam. Apresentaram-lhe então algumas crianças para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas. a base. — 15. porqüanto o reino de Deus é dos que forem como as crianças. fonte de todas as virtudes. Vendo Isso. E lhe apresentavam crianças para que as tocasse. A humildade. 10º. 18º. de LUCAS. Jesus. como uma criança. que levam à pureza. o progresso. — 15. — 17. e os versículos de 46 a 50. depois de lhes Impor as mãos. — MARCOS. ao mesmo tempo. porém. Alguns também lhe traziam crianças para que as tocasse. Os discípulos. abraçando as crianças e lhes impondo as mãos. de MATEUS. a fim de que se gravassem na memória dos discípulos. caminho único que leva à perfeição MATEUS: capítulo 19º. Á simplicidade do coração e a humildade do espírito são. 15 ao 17. 13 ao 15.

para implantar entre os homens o seu reino. essa revelação que. preparando a segunda vinda do Cristo. Ele por muito tempo não a quis atender. a demora com que sejam deferidos os nossos rogos. 18º. vem restabelecer na sua pureza a lei enunciada pelo filho do homem. que para ele apelam dia e noite. Com efeito. Encontra. será restabelecida a lei tal como dele emanou. pela dita revelação. nem se importava com os homens. mas. para que afinal não me venha a fazer qualquer afronta. sem fé. a personificação da doutrina que pregou e exemplificou. por fim. versículo 8. do advento do Espírito. a recompensa. haverá o castigo. disse de si para si: Se bem que eu não temo a Deus e não considero os homens. que são os que seguem as pegadas do Mestre. em não havendo a fé. que. Nem uma só das nossas palavras se perde. O Espírito não está sujeito às limitações do tempo. e que cede unicamente à importunação de uma viúva. o que disse esse mau juiz. — Cada um obterá conforme as suas obras. Em verdade vos digo que cedo lhes fará justiça. do 18º capítulo de LUCAS. a fim de mostrar que é preciso orar sempre e não se cansar de o fazer. Ouvi. coloquemo-nos entre os escolhidos. Lá. uma viúva que freqüentemente o procurava. — 3. LUCAS: capítulo 18º. Graças à Revelação Espírita e a muitas das passagens evangélicas que temos estudado. ao culpado. onde o tempo não tem limites. trazida pelos Espíritos do Senhor. Havia também. O filho do homem foi e é. Se lhe quisermos sentir os suavíssimos efeitos. um homem sem princípios. era em que.Desde que a cada um é dado de acordo com as suas obras. para nós. achará na Terra fé? (134) Apresenta-se-nos aqui. o castigo. Disse-lhes também esta parábola. — 2. — 4. como exemplo. porém. todavia. versículo 7. quando o filho do homem vier. . uma vez que justas sejam. acrescentou o Senhor. Como deixará Deus de fazer justiça a seus eleitos. — 7. Havia. pela Revelação Espírita. na mesma cidade. — A justiça do Senhor se executa ininterruptamente. na Terra. Há. LUCAS: capítulo 18º. do Espiritismo. Supondes. já então predita. Uma coisa é conseqüência da outra. como suportará que Indefinidamente os oprimam? — 8. na Terra. a cada um justiça é feita: ao justo. versículo 1. dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário. na interrogação constante no versículo 8. portanto. Não nos deve preocupar. — 5. Parábola da viúva e do mau juiz LUCAS: capítulo 18º. encontra na Terra uma fé geral? Ele vem. um juiz que não temia a Deus. quando for chegado o tempo . Com mais forte razão devemos esperar que o Senhor atenda às nossas súplicas perseverantes e fervorosas. para lhe fazer justiça. — 6. pois que esta viúva me importuna. já conhecemos o sentido e o alcance destas palavras: recompensa e castigo. a fé? Todos nós podemos responder. Ora.326 126 LUCAS. era que se nos abre. em certa cidade. far-lhe-ei justiça. se nos depararão os efeitos delas. 1 ao 8. uma alusão de Jesus à nova era.

—.327 (134) Romanos. 8 e 9. 6º. 10. 16. — 2ª Epístola à Pedro. 5º. — Efésios. 4º. 10º. 18. 12º. — Colossenses. 37. 6º. e 17. 12. 1º Tessalonicenses. . — Hebreus. — Apocalipse. 2. 3º.

dizendo intimamente: Meu Deus. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de tudo o que possuo. Sejamos severos conosco. — Apocalipse. Constituindo o orgulho uma falta grave. que são ladrões. — Timóteo. se nos julgamos superiores ao nosso irmão? Observando a lei. pecamos contra a caridade. ainda que sejamos rigorosos no cumprimento da lei. porque fizera justiça a si próprio. de pé. 6. Propôs também a seguinte parábola a alguns que confiavam em si mesmos. — 11. Dois homens subiram ao templo para orar. mas. 22º. 7º. — Isaías. um era fariseu e o outro publicano. Fariseu e publicano LUCAS: capítulo 18º. — 13. todo aquele que se exalta será humilhado e todo aquele que se humilha será exaltado. considerando-se justos. Que merecimento podemos ter. (135) Salmo 134º. reconhecendo a sua inferioridade. injustos e adúlteros. Estava. Digo-vos que este voltou justificado para sua casa e não o outro. que ficara de longe. orava. nem mesmo como este publicano. 29. sejam quais forem as aparências. (135) No orgulho tem o homem o seu mais encarniçado inimigo. culpado até. o progresso será a sua conseqüência. dizia: Meu Deus. graças te dou por não ser como os outros homens. em vez de fazer ato de humildade perante o Senhor. pode. Um mal reconhecido deixa de existir. 6. — 14. não ousava sequer elevar os olhos para o céu. o que se exalta será punido. Sendo a humildade sincera o melhor agente da reforma individual. Julgando-nos superiores ao nosso irmão. pode ele ter puro o coração. 2. 4º. como fundamental para a nossa salvação. — 12. 2. — 1ª Epístola à Pedro. . possuir a humildade. que pareça. Por isso é que é ela a virtude que mais brilha nos enviados celestes e a que eles mais nos recomendam. batendo nos peitos. e desprezavam os outros: — 10. que lhe permita uma justa apreciação de si mesmo e o coloque em condições de reprimir em si o mal. 3º. no caminho do bem. por ser o que mais se lhe infiltra no coração e o que mais obstinadamente se lhe agarra. O fariseu não foi justificado. O publicano. brandos e indulgentes com os outros. — Job. porque fizera ato de orgulho e faltara à caridade para com um de seus irmãos. O fariseu. 15. por muito miserável. não fazemos mais do que cumprir o nosso estrito dever. porque. perante o Senhor. pois que. 18º. 58º. 9 ao 14. 17. portanto.328 127 LUCAS. pecador. versículo 9. por motivo de suas faltas. a partir do momento em que se lhe aplica o remédio. “O publicano voltou para sua casa justificado”. Aquele que se exalta será humilhado e o que se humilha será exaltado. tem piedade de mim. quando menos. 5º. ainda que mínimas fossem.

porque muitos eram os bens que possuía. Ouvindo isto. que uns aos outros diziam: Quem pode então ser salvo? — 27. honra a teu pai e a tua mãe. Disse então Jesus a seus discípulos: Em verdade vos digo que difícil é um rico entrar no reino dos céus. Ao que o homem retrucou: Mestre. todas essas coisas tenho eu observado desde a minha mocidade. Mais fácil é que um camelo passe por um fundo de agulha do que entrar um rico no reino de Deus. LUCAS: capítulo 18º. — MARCOS. não dirás falso testemunho. Ouvindo isso. que hei de fazer para ganhar a vida eterna? — 19. fitando neles os olhos. Retrucou o mancebo: Todos esses mandamentos tenho guardado desde a minha juventude. aflito com aquelas palavras. depois. dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. muito espantados. MARCOS: capítulo 10º. seus discípulos. guarda os mandamentos. não praticarás fraude. não cometerás adultério. dá-o aos pobres e terás um . Se queres entrar na vida. lhe disse: Bom Mestre. não darás falso testemunho. a quem tudo é possível. dele se aproximando. — 18. mas para Deus tudo é possível. Eis que um mancebo. vai. Perguntou-lhe o mancebo: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás. lhe falou assim: Bom Mestre. ajoelhando-se-lhe aos pés. não darás falso testemunho. — 22. que mais me falta? — 21. 16 ao 26. 18º. — 20. disse a seus discípulos: Quão difícil é que entrem no reino de Deus os que possuem riquezas! — 24. não matarás. Conheces os mandamentos: não cometerás adultério. — 21. Maior ainda se tornou o espanto dos discípulos. olhando para ele com amor. — 21.329 128 MATEUS. Jesus. não cometerás adultério. não furtarás. — 22. dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. porém. não furtarás. depois. — LUCAS. Jesus. que bem devo fazer para alcançar a vida eterna? — 17. 10º. não furtarás. Disse Jesus: Se queres ser perfeito. — 20. Conheces os mandamentos: não matarás. — 23. olhando à volta de si. um homem veio a correr e. que devo fazer para alcançar a vida eterna? — 18. versículo 17. honra a teu pai e tua mãe e ama a teu próximo como a ti mesmo. perguntaram: Quem pode então ser salvo? — 26. E. E como os discípulos se mostrassem espantados com as suas palavras. disse impossível é isto para os homens. vem e segue-me. honra a teu pai e a tua mãe. Disse Jesus: Por que me chamas de bom? Ninguém é bom senão somente Deus. Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão somente Deus. Parábola do mancebo rico MATEUS: capítulo 19º. — 24. mas não para Deus. 17 ao 27. — 19. — 19. vende tudo o que possuis. Ao ouvir essas palavras o mancebo se retirou triste. vem e segue-me. — 20. lhe disse: Faltate ainda uma coisa: vai. Jesus. versículo 16. vende tudo o que possuís. 19º. Replicou o homem: Todos esses mandamentos tenho-os guardado desde a minha mocidade. Mas o homem. quão difícil é que entrem no reino de Deus os que confiam nas riquezas! — 25. Jesus. — 22. disse-lhe Jesus: Ainda uma coisa te falta: vende tudo o que tens. pois possuía grandes riquezas. ele lhes repetiu: Filhinhos. Um homem de destaque o interrogou por esta forma: Bom Mestre. — 26. — 23. Jesus lhe respondeu: Por que me chamas bom? Bom só Deus o é. versículo 18. 18 ao 27. Digo-vos mais ainda: É mais fácil passar um camelo por um fundo de agulha do que um rico entrar no reino do céu. se retirou triste. disse: Isto para os homens é impossível. fitando-os. indo ele pela via pública. — 25.

Vendo Jesus que ele ficara triste. meu Pai. Daquelas palavras o que decorre é que nenhum fruto produz a prática das virtudes e dos mandamentos. A caridade e o esquecimento de si mesmo faltavam ao mancebo. purificando-nos. de ser. (136) O mancebo que. chegaremos a estar em relação direta com Ele. o fez intencionalmente. referindo-se a seus discípulos: Rogo por eles e pelos que hão de crer em mim. para de antemão proscrever a sua divinização e sustentar o monoteísmo.) Quer isto dizer que. sem deixar. para tocar e impressionar fortemente as inteligências da época. mostrando que. disse: Quão difícil é que os que possuem riquezas entrem no reino de Deus! — 25. tendo escutado essas palavras. Respondendo ao mancebo. porque teremos chegado à condição de puros Espíritos e alcançaremos a vida eterna. Disse o Mestre: Meu pai e eu somos um. Ele. versículo 21 ao 23. — 26. devamos despojar-nos de tudo o que possuirmos. és em mim e eu em ti. a fim de não deduzirmos delas que. como tu. versículo de 1 a 6): Deus assiste sempre ao conselho dos deuses e. vem e segue-me. com a . amando-os como a nós mesmos. Entretanto. Mais fácil é um camelo passar por um fundo de agulha do que um rico entrar no reino de Deus. como todos os Espíritos criados. com devotamento e renúncia. Mas. Naquela circunstância. Foi por isso que Jesus lhe disse: Ainda te falta uma coisa. — 23. para servir a Deus. que contém os mandamentos a que os homens devem obedecer e que se resumem no seguinte: não fazermos aos outros o que não quisermos que nos façam: fazer aos outros tudo o que quiséramos nos fizessem. o espírito do ensinamento moral que lhes ministrava e que era o de que. Jesus lhe recordou o Decálogo. o divino Mestre recorreu a imagens e locuções materiaiS. também disse. material e moral. Os que o ouviam lhe disseram: Quem pode então ser salvo? — 27. Sois deuses e todos sois filhos do Altíssimo (Salmo citado). adquirindo a perfeição moral. que era bom por excelência. Protestando contra o qualificativo de bom. pois que era muito rico. Respondeu-lhes Jesus: O que é impossível para os homens é possível a Deus. — 24. colocado no meio deles. para quando o reinado da letra houvesse produzido todos os seus frutos. depois. segundo o espírito. onde está o tesouro. que consiste em conhecê-lo e conhecer o Pai. capítulo 17º.330 tesouro no céu. se entristeceu. para que sejam consumados na unidade. ninguém o poderia tratar como Deus. (JOÃO. a fim de que também sejam um em nós. Estou neles e tu estás em mim. aí costuma estar sempre o coração da criatura humana. a fim de que todos sejam um. tinha que servir de exemplo e de lição aos que o cercavam. é que nos aproximaremos de Jesus. filho do Altíssimo. entretanto. foi ao encontro de Jesus. pela palavra deles. do Deus dos deuses. se não é escoimada de egoísmo e santificada pela caridade. O homem. impelido por uma influência espírita. em face do Deus de Israel. senão no sentido das palavras do Profeta (Salmo 81º. extirpar o egoísmo e o apego aos bens terrenos e preparar o advento do Espírito. porém. para melhor tocar a inteligência dos homens materiais a quem falava. do que ali mesmo deu prova o mancebo. julga os deuses. como sempre que era oportuno e conveniente. praticando para com eles a justiça e a caridade. velando com a letra da imposição de um sacrifício absoluto dos bens humanos. as palavras do Mestre. precisamos entender bem. que lhe fora dado.

quem senão Ele. Assim sendo. Mas. foi que Jesus disse. devotamento e abmegação formam uma trilogia inseparável. porque.331 tristeza que lhe causou a resposta obtida. quando não se torna instrumento e meio de praticarem-se a caridade e o amor do próximo. não só quanto a qualquer remuneração material como também quanto às recompensas celestes. para vencerem todas as dificuldades e atingirem o fim. só Ele tem nas suas mãos a duração do tempo? O homem carece de capacidade para julgar por si mesmo do grau de pureza que lhe é necessário a elevar-se. por amor do próximo exclusivamente. órgãos do Espírito da Verdade. velado pela letra. até que as possamos pagar? Concedendo às suas criaturas todo o tempo de que elas hajam mister. maus servos. Esses meios são o renascimento. de fato. Pode. faculta-lhes Deus um agente poderoso. na sua curta existência terrena. Assim. Somente Deus pode julgar. a reencarnação. lhe perguntaram: Quem pode então salvar-se? respondeu apenas: O que é impossível para os homens épossível para Deus. ainda será egoísmo. só perceberam as dificuldades da conquista do reino dos céus. exige o desinteresse absoluto. no momento em que ele se afastava. do contrário. aos olhos de todos. se só Deus nos pode salvar. por mais afastadas que desta se achem e por mais escabrosa que seja a estrada que lhes cumpre percorrer. a caridade não consiste em dar do supérfluo. senão Deus. Mas. que se mostram espantados com o que Jesus dissera ao mancebo e induzidos a interpelá-lo como o fizeram. a nós. depurar-se bastante para se considerar salvo? Poderão seus atos ser tão bons e sua fé tão viva que lhe assegurem a salvação? Ora. desde que meditemos os ensinos da Terceira Revelação. A verdadeira caridade sai do coração e o devotamento a acompanha sempre. à salvação. pois. no reino dos céus”. se só a perfeição nos levará aos pés do Senhor. nos salva com o conceder-nos tempo. quando. que só Ele é bom. À Revelação Espírita estava reservado esclarecer. Não perceberam os meios que ao Espírito são concedidos. o homem. para que todos nos purifiquemos. essa tristeza. caridade. por terno e indulgente. de fato. . atentando unicamente na letra. para vencer essas dificuldades. quem. um dos maiores obstáculos a todo progresso moral é a riqueza. para o ser. com cujo auxilio chegam elas sempre a alcançar a meta. Aos discípulos que. na época predita pelos Espíritos do Senhor. o sentido das palavras de Jesus. lendo-lhe o pensamento. ainda podia ouvi-lo: “Quão difícil é que os que possuem riquezas entrem no reino de Deus. os espíritas. e indicar os meios que Deus faculta a seus filhos. Por pressentir. nos salva. ninguém pode ser devotado a seus irmãos. porqüanto grandes sacrifícios impõe o devotamento que tenha por móvel a caridade. Porém. A caridade. por acaso. a princípio expiatória e precedida. encontraremos resposta. colimando o bem que possa produzir. Proclamou assim o princípio — Fora da caridade não há salvação. Os que a formulam se colocam no mesmo ponto de vista dos discípulos. com o relevar-nos as dívidas. para que servem as obras e a fé? É esta uma objeção que formulada tem sido muitas vezes e para a qual somente nós. ante o que Ele dissera ao mancebo. sem a renúncia de si mesmo. e preparou as gerações futuras a compreenderem que uma das provas mais temíveis. porque. só Ele tem indulgência e longanimidade. Ela tem que ser praticada.

18º. 45. e 10. gloriosa. . — Atos. 9. no reino dos céus. lhe permite alcançar a perfeição moral. 42º. 5º. 6. 13. — Êxodo. — Job. 14. 6º. 20º. 14. 19. — Zacarias. — Gálatas. visto que dá ao Espírito entrada no reino de Deus. 5º. isto é. 11º. 17. 8. e por fim. — Jeremias. (136) Gênese. depois. — Deuteronômio. Eis por que e como é Deus e só Deus quem nos salva. 18º. 13º. — Romanos. 9. — 1ª Epístola à Timóteo. 32º. 23.332 no espaço. 2º. da expiação proporcionada e apropriada às faltas cometidas. — Provérbios. 3º. — Timóteo. 17. 2. 8º.

— 29. 19º. — 30. não receba. pai. os apóstolos continuaram e continuarão ao serviço do Mestre. 18º.333 129 MATEUS. colaborado na obra de regeneração da Humanidade. por mim e pelo Evangelho. eles julgam as tribos de Israel. não receba muito mais e. — LUCAS. — 29. casa. ou terras. LUCAS: capítulo 18º. a vida eterna. muitos dos que tenham sido primeiros serão últimos e muitos dos que tenham sido últimos serão primeiros. — 30. — 30. casa. traçam uma alegoria destinada a tornar compreensível o grau extraordinário de elevação a que terão chegado. Disse Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que deixe. O tempo. muitos que foram dos primeiros serão dos últimos e muitos que foram dos últimos serão dos primeiros. mães. ou irmão. no sentido de que presidem ao progresso do nosso planeta. até ao momento em que os homens hajam compreendido a marcha e a finalidade de suas existências. casa. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo que vós. neste século mesmo. MARCOS: capítulo 10º. 27 ao 30. diante daquele que é o único pastor do rebanho que o Senhor lhe confiou. Pedro então lhe perguntou: Eis aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. O tempo da regeneração é o em que a Revelação Espírita regenerará os homens. 28 ao 30. pelo meu nome. irmãs. em que o filho do homem estará assentado no trono da sua glória. que. que. ou pais. presentemente. com as perseguIções. irmãs. E todo aquele que abandonar. sob as irradiações da luz espírita. São os intermediários entre Jesus e os nossos guias. ou Irmãos. — 29. — Apostolado. também estareis assentados em doze tronos a julgar as doze tribos de Israel. como encarnados ao tempo de Jesus. pais. presentemente. e. ou mulher ou filhos. receberá o céntuplo e terá por herança a vida eterna. — 31. Disse então Pedro: Aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. Mas. Já. que me seguistes. Também vós estareis assentados em doze tronos. ou filhos. filhos e terras. 10º. no século futuro. versículo 28 Pedro então lhe observou: Aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. versículo 27. (137) Tendo. mãe. Estas palavras. — MARCOS. — Humildade e perseverança na senda do progresso MATEUS: capítulo 19º. — Os doze tronos. naquela . será a época em que todos se curvarão. 28 ao 31. pelo reino de Deus. filhos e terras. que recompensa será a nossa? — 28. cem vezes mais casas. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo não haver ninguém que deixe. irmãos. Resposta de Jesus a Pedro. — As doze Tribos de Israel. Mas. quando. — Amor purificado. ou irmã. irmãos. ditas com referência aos apóstolos. do mesmo modo que Jesus é o intermediário entre o Senhor e eles. ou pai ou mãe. pondo-lhes desnudas ante os olhos as verdades que até então houveram de estar cobertas pelo véu da parábola. ao tempo da regeneração. aInda nos tempos presentes. a vida eterna. o filho do homem estiver assentado no trono da sua glória. versículo 28. ou mulher. no século futuro.

símbolo da Humanidade. se estendem a todos os Espíritos bem-aventurados. que traz em si a humildade e a caridade. Suas palavras. Entendidas segundo o espírito. MATEUS. assim. É de notar-se que. reclama atividade e perseverança na senda do progresso. Ora. o seu próprio aperfeiçoamento e o de seus irmãos. antecipadamente. capítulo 18º. o que se verificará é que Ele apontou. também. a liberdade de escolher suas provas. ao proferir aquelas palavras. o divino Mestre aludiu apenas aos doze apóstolos. chegaria. sobretudo. Esses são os que contam consigo mesmos e julgam caminhar com . os quais todos têm suas missões e encargos. por não terem avançado com perseverança naquela senda. o traiu. tenham que progredir nos mundos fluídicos. como sendo os que ocupariam tronos. houvera tragado para todo o sempre o de Judas Iscariotes. Prova isso que o divino Mestre também sabia que Judas. desse “inferno eterno” que. Os remorsos. sabia-o Ele de antemão. de velar pelo cumprimento das provas e expiações a que os ditos povos se encontram sujeitos. executam os Espíritos que “julgam as doze tribos de Israel” despertando no culpado o arrependimento e o desejo de reparar e progredir. de fato. dividida em povos de raças diversas. ímpio e monstruoso. regra geral. — LUCAS. capítulo 10º. nos quadros fluídicos que lhe estão constantemente visíveis e que. corporificados na visão de suas faltas. a regenerar-se e a colocar-se em situação igual à dos demais. A ação deles se desenvolve. o trairia. segundo a Igreja Romana. chegados ao ponto de só estarem sujeitos a encarnações não materiais. Refere-se à missão. aqueles sacrifícios. no estado espírita. os ministros de Jesus. O amor. cujo número é para nós incalculável. frutuoso. Julgar (as doze tribos) significa aqui governar. como. na execução da pena por que deve o delinqüente passar. de purificação e progresso moral. muitos dos que se houverem posto a caminho antes dos outros chegarão últimos ao fim. lhe cravam de contínuo as lâminas aceradas de uma recordação cruel. mas. Os Espíritos culpados têm. que se conservariam fiéis. que também cabe aos apóstolos. — MARCOS. para julgar as tribos de Israel. capítulo 19º. Jesus proclamava a falsidade do dogma humano. Jesus se dirigia não somente aos onze apóstolos. a Judas Iscariotes que. meios que são a expiação e a reencarnação. Por se dirigir diretamente aos Hebreus. que. Vê-se. da eternidade das penas para o Espírito culpado. pelo poder de sua vontade. versículos 29 e 30. Eles apenas velam para que as aludidas provas estejam sempre em relação com as forças do culpado. pelos meios postos ao seu alcance. despercebida das traições que também ela há séculos vem praticando contra o mesmo Jesus. objetivando. por serem os maiores que o homem possa fazer. em cada criatura. para ser verdadeiro. eficaz. velando solícitos pelo nosso progresso e facilitando o adiantamento dos que. como exemplo. tal a obra que. com o auxílio do tempo.334 época. dando a cada um segundo suas obras e méritos. que constituem o inferno e o purgatório da reparação. Não são aqueles os que determinam o gênero destas. falindo gravissimamente à sua missão. que ela considera o maior dos réprobos. como ao de todos os Espíritos culpados. porem. versículo 29. As doze tribos simbolizam as divisões a que os povos ainda se acham sujeitos na Terra. — Também são figuradas as palavras de Jesus constantes nestes versículos. por assim dizer. de modo que não haja para este impossibilidade de triunfar. versículos 29 e 30.

tendo sido dos primeiros a se porem a caminho. a sua marcha. 2º. — Job. — Êxodo. 4. 20º. 2. 9. 3. 25º. e 6. 6º. 26. portanto. Assim é que. — Malaquias. 42º. 137) Deuteronômio. — 1ª Epístola aos Coríntios. 2º. . 33º. 3. e 10. A conseqüência será verem seus passos obstados pelo orgulho e retardada. 32º. 5. 21. 3º. 10. 26. — Apocalipse.335 mais segurança e passar adiante dos demais. serão os últimos a chegar. — 2º Paralipômenos.

não receberam senão um denário cada um. Parábola da vinha e dos trabalhadores da primeira e da última hora MATEUS: capítulo 20º. começando pelos últimos e acabando pelos primeiros. Cumpria abater aquele sentimento nuns. — 8. — 9. — 5. Assim. disselhes: Ide também para minha vinha e vos pagarei o que for justo. Tendo convencionado com os trabalhadores pagar por dia um denário (138) a cada um. ao passo que os da última hora trabalharam com zelo e atividade pelo seu adiantamento. Ao anoitecer disse o dono da vinha ao seu administrador: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário. que ao amanhecer saiu a assalariar trabalhadores para a sua vinha. crendo-se os únicos merecedores das graças do Senhor. Respondendo a um deles. Toma o que te é devido e vai-te embora. — 4. Eles se consideravam privilegiados. Foi objetivando esse resultado que Jesus disse: “Assim. Na época em que Jesus pregou a sua doutrina. encontrando mais alguns desocupados. disse o dono da vinha: Meu amigo. Chegando a vez dos que foram assalariados em primeiro lugar. murmuravam contra o pai de família. ao receberem a paga. 20º. no fim do dia. O reino dos céus se assemelha a um homem. O divino Mestre houvera podido explicar pela reencarnação as diferenças no número das horas de trabalho dos obreiros e a igualdade dos salários. lhes disse: Por que passais aqui ociosos o dia todo? — 7. pai de família. Era mister encher de esperança e coragem os pecadores que se arrependiam. pensavam eles que receberiam mais do que os outros. não convieste comigo em receber um denário? — 14. Saiu de novo por volta da hora terceira (139) e vendo outros na praça. e. que foram os últimos. se conservaram estacionários em muitas existências. — 2. Disse-lhes então: Ide trabalhar na minha vinha. porém. Responderam-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. 1 ap 16. Por volta da undécima hora. isto é. mas poucos os escolhidos. — 25. desocupados. Assim. das recompensas. tanto quanto a ti. os que foram em primeiro lugar assalariados. Eles foram. que foi dos últimos. pelo trabalho feito. que suportamos o peso do dia e do calor. as recompensas. — 10. — 11.336 130 MATEUS. trabalharam apenas uma hora e tu os Igualas a nós. — 13. nenhum agravo te faço. por terem nascido Hebreus e não Gentios ou pagãos. a mim me apraz dar a este. pois que muitos são os chamados e poucos os escolhidos”. tornou a sair e. Apresentaram-se os que tinham vindo para o trabalho por volta da hora undécima e cada um recebeu um denário. — 6. os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. — 3. Então. pois que muitos são os chamados. mau é o teu olho porque sou bom? — 16. o orgulho dos que formavam as camadas superiores dos Judeus erguia alta barreira entre estes e todos os que não se achavam submetidos à lei de Moisés. do mesmo passo. versículo 1. mandou-os para a vinha. Estes. os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. animar os esforços dos outros. A hora sexta e à hora nona. Ou não me é permitido fazer o que quero? Acaso. o pai de família saiu novamente e fez o mesmo. chamados uns e outros a receber o salário. dizendo: — 12. Mostraria então que os trabalhadores da primeira hora. pela soma de progresso .

a sexta ao meio dia e a nona às quinze horas. à mesma recompensa. e sim de trabalho por adquirir merecimento. Os primeiros que entraram no carreiro. pois. os que. tendo adquirido tardiamente o conhecimento das verdades evangélicas. . em vez de seguirem a linha reta. as pagas tiveram que ser iguais. chamados ao conhecimento da verdadeira lei. tendo todos produzido a mesma soma de trabalho. a terceira às nove. caminharem sempre esforçadamente para a frente. porqüanto. e cuidou de encorajar os que. da última hora.337 realizado. hora terceira. amor e caridade pregada por Jesus. não devemos. hora sexta. que é a lei de justiça. chamados. portanto. serão os primeiros a chegar e serão escolhidos em primeiro lugar. hora nona. dos últimos. (138) Moeda de prata que ao princípio valia dez asses. serão os últimos a chegar ao fim. Trabalhadores. Essas quatro partes se designavam por hora primeira. chegarão sem delongas ao fim. Mas. certos de que Ele não considerará o tempo que houvermos gasto em desempenhá-la e sim o zelo e a boa-vontade de que dermos prova. se. temessem não lhes assistir direito às recompensas prometidas aos que adquirissem esse conhecimento desde a primeira hora. Ao contrário. começando por último. enveredarem pelos atalhos tortuosos. Como o número dos retardatários costuma ser maior do que o dos diligentes. resulta serem muitos os chamados e poucos os escolhidos. (139) Os Judeus como os Romanos dividiam as doze horas do dia em quatro partes cada uma de três horas. a soma do trabalho executado por cada um dos trabalhadores foi conservada na obscuridade. todos tinham direito ao mesmo salário. ainda que sejam dos últimos na ordem da criação. que somos. correspondendo a primeira às seis horas da manhã de agora. nem de nacionalidades. única verdadeira. como ainda não chegara o tempo de ser convenientemente aceita essa explicação. cerca de 20 centavos. Mostrou desse modo Jesus aos Judeus que a questão é de cultos. hesitar em compreender a tarefa a que nos convida o Senhor.

a fim de que os fatos pudessem suceder sem obstáculos. versículo 32. Ele então chamou de parte novamente os doze discípulos e começou a predizer-lhes o que estava para lhe acontecer. uma pelas outras. como sempre. capítulo 8º. Em seguida. neste passo. — 33. não entendiam o que lhes era dito. — 34. Subimos. açoitálo-ão. versículo 30. dessa vez. que o condenarão à morte. (140) Jesus. — 19. o sentido exato das palavras do Mestre.338 131 MATEUS. aos escribas e aos anciães. Predição do sacrifício do Gólgota MATEUS: capítulo 20º. — MARCOS. diz um dos Evangelistas. pois que será entregue aos Gentios. e capítulo 9º. lhe darão a morte e ele ressuscitará ao terceiro dia. 44 e 45. que são positivas. fundamentava os acontecimentos que iam ocorrer e desse modo dava maior peso às suas afirmativas. versículos 22. 31 ao 34. E ele ao terceiro dia ressuscitará. o que enchia de espanto e de temor os que o seguiam. seguiam o Mestre. versículo 17. 28. . Os apóstolos. Os discípulos não compreenderam. Entregá-lo-ão aos Gentios para que seja escarnecido. predizendo-os. — Isaías. Não atinavam. porém. 53º. As narrações dos Evangelistas se completam. repetiu a predição que já fizera da sua “morte” e da sua “ressurreição”. como vedes. 10º. para Jerusalém e o filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes. quando a caminho de Jerusalém. 32. — 34. 32 ao 34. Jesus. E depois que o tiverem flagelado. quanto a esse ponto.) Não há o que comentar nessas palavras. 3º. com o que poderia ser a “ressurreição” de Jesus. — LUCAS. muito admirados e receosos. (Vejase: MATEUS. versículo 31. (140) Salmo. cuspir-lhe-ão no rosto. Escarnecê-lo-ão. 21º. sentindo que seria difícil escapar-lhes. que o condenarão à morte e o entregarão aos Gentios. capítulo 16º versículo 21. Tinham o entendimento obscurecido. Subindo para Jerusalém. aquelas palavras lhes eram um segredo. 18º. — LUCAS. açoitado e cuspido. — JOÃO. 20º. Jesus. Eles. — Atos. flagelado e crucificado. LUCAS: capítulo 18º. melhor do que das precedentes. tomando de parte os doze apóstolos. Jesus lhes ia à frente. 17 ao 19. sobretudo. será escarnecido. acrescentando e precisando novas particularidades. 18. tirar-lhe-ão a vida e ele ressuscitará ao terceiro dia. Vamos para Jerusalém e o filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. Jesus chamou de parte os doze discípulos e lhes disse: — 18. lhes disse: Eis que vamos para Jerusalém e tudo que os profetas escreveram acerca do filho do homem se cumprirá. — MARCOS. Subindo eles a estrada de Jerusalém. capítulo 17º. — 33. versículo 31. capítulo 9º. 18º. nada compreenderam. É que temiam os sacerdotes e os principais Judeus. MARCOS: capítulo 10º. versículos 21 e 22.

339 132 MATEUS. Podeis porventura beber o cálice que eu tenho de beber? Responderam eles: Podemos. a exemplo do filho do homem. Assim. — 38. Disse-lhes ele: Na verdade. Podemos. que estes meus dois filhos se assentem um à tua direita. — Nunca alimentar no coração a inveja. onde o que quiser ser o maior tem que se fazer vosso servo. que não veio para ser servido. reproduzidas acima. A mãe de Tiago e João estava com os dois. 20 ao 28. quanto. isso só é dado àqueles para quem meu Pai o preparou. porém. — 21. disseram eles. — Seguir o exemplo de Jesus e fazer esforços por andar nas suas pegadas MATEUS: capítulo 20º. — 43. e lhe disseram: Mestre. o filho do homem não veio para ser servido. queremos nos faças tudo o que te pedirmos. — 41. Jesus lhes observou: Não sabeis o que pedis. — 27. — 25. a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda. Jesus. a terdes assento à minha direita ou à minha esquerda. mas para servir e dar a sua vida pela redenção de muitos. os dez outros apóstolos se tomaram de indignação contra eles. Ouvindo aquilo. os chamou e lhes disse: Sabeis que os que têm autoridade sobre os povos exercem dominação sobre estes. — 40. — 36. Este. Filhos de Zebedeu. Jesus os chamou e disse: Sabeis que os príncipes das nações dominam os povos. Mas. — 23. Assim. — 24. — 45. os dez outros apóstolos se encheram de indignação contra os dois irmãos. Por que. porém. que os grandes exercem seu poder sobre eles. não está nas minhas mãos vo-lo conceder. no teu reino. não está nas minhas mãos dar-vo-lo. seja o vosso servo aquele que quiser ser o primeiro entre vós. porém. outro à tua esquerda. Acercaram-se então dele Tiago e João. — 26. que seus príncipes os tratam com império. Aproximou-se (ide então a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e o adorou. filhos de Zebedeu. 10º. só . versículo 20. porém. — 42. — 28. Responderam os dois. — A humildade e o devotamento para com todos são a fonte e o meio único de toda elevação. Replicou Jesus: Na verdade. Retrucou-lhes Jesus: Não sabeis o que pedis. Jesus lhe perguntou: Que queres? — Manda. não deve ser entre vós. porém. que. nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. MARCOS: capítulo 10º. na tua glória. bebereis o cálice que eu hei de beber e sereis batizados com o batismo com que eu o serei. Ao ouvirem o que pediam Tiago e João. e o que quiser ser o primeiro tem que ser o servidor de todos. 20º. 35 ao 45. bebereis o cálice que eu hei de beber. — 22. — MARCOS. Quanto. isso será dado àqueles para quem meu Pai o haja preparado. dando mostras de querer pedirlhe alguma coisa. versículo 35. Concede. entretanto. (141) Insignificante é a diferença que se pode notar entre as duas narrativas evangélicas. Ela e eles dirigiram sucessivamente a palavra ao Mestre. disse ela. não há de ser entre vós outros: aquele que entre vós queira ser o maior seja o que vos sirva. Podeis beber o cálice que eu hei de beber e receber o batismo com que eu serei batizado? — 39. mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos. Perguntou-lhes Jesus: Que quereis que eu vos faça? — 37. — 44.

dizendo que lhe cumpria recebê-lo. haverá Espíritos rebeldes e obstinados. Ante a indignação de que se tomaram os outros dez apóstolos contra Tiago e João. Assim. são mesmos todos. Foi efetivamente o que fez. aos dois discípulos. onde terão que expiar suas rebeldias e obstinações. cujo pedido interpretaram como significando que os dois se consideravam superiores aos demais. mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos”. e poucos serão os escolhidos. . que seria visceralmente contrário à justiça perfeita e ao amor infinito de Deus. Daí o desprestígio em que caiu e vemos a Igreja de Roma. objetivando encaminhar o homem para a humildade. seguindo-lhe o exemplo. e progredir. de desinteresse. às aberrações. Já vimos como e por que os chamados são muitos. as nossas culpas. Com o que disse. sob as vistas de outro Cristo de Deus. pois. Disse Jesus: “O filho do homem não veio para ser servido. de categoria inferior. em toda a sua grandiosidade. para nos guiarem os passos nesse caminho. que todos temos o livrearbítrio e a lei de amor. sejamos os primeiros a dar exemplos de humildade. ponderando que o caminho está aberto a todos nós. à intolerância. pactuando com as potências da Terra. porque. fizeram da Igreja do Cristo um reino deste mundo. mas todos hão de chegar. o Mestre lhes deu o ensinamento simples e conciso. Esse ensinamento deu fruto entre os discípulos e os primeiros cristãos. passados os tempos apostólicos. nem todos chegarão ao fim debaixo da mesma direção. de modo que o percorramos com segurança e sem desvios. desde o dia em que. o sentido das palavras do Mestre. que nós outros. Por que não de todos? Será por que haja estabelecido duas categorias. à ânsia de predomínio. caminho pelo qual foram levados ao orgulho. isentando-nos da responsabilidade delas. Ele veio dar a vida pela redenção de muitos. como era natural. tornando-o um ato de “expiação substitutiva”. lutando contra elas. relativamente ao lugar a que os dois discípulos aspiravam. por vezes. Segundo as suas palavras. de renúncia e de devotamento. Mas. o olvidaram e deixaram de praticar. pelo sacrifício do Gólgota. Precisamos compreender. porém. aos excessos que aquelas fontes de erros e de paixões fazem jorrar. O batismo a que Jesus aludia. era o sacrifício a que teria de submeter-se e não a água que João lhe derramara sobre a cabeça. os espíritas. para o devotamento a todos. Os homens. certamente. com referência a qualquer outro Espírito. ao abuso. são chegados os tempos em que as palavras do Mestre se têm de cumprir e tornar verdades práticas. de modo geral. ou. excluindo toda idéia de que esta se operou por haver Ele tomado sobre si e expiado. o desinteresse e a renúncia de si mesmo.340 respondeu. que os Evangelistas registraram. Era também. por mais elevado que seja. sem dúvida. quando disse que muitos serão os chamados e poucos os escolhidos? Não. ao tempo da purificação do nosso mundo. à ambição. Aquela restrição se explica e justifica. outra de “réprobos”. Importa. o martírio que os apóstolos. De semelhante idéia nasceu um dos erros mais grosseiros que a Igreja Romana propina e pelo qual desvirtua a significação real daquele sacrifício. uma de “eleitos”. fez ressaltar a supremacia divina. que serão afastados deste planeta e mandados para outros. A mesma restrição ainda nos faz ver de que modo Jesus foi e é o nosso redentor e como devemos compreender que haja realizado a obra da nossa redenção. teriam de sofrer.

14º. 2º. 2. 3. 5º. 9º. 1º. 15. 11. — Atos. 7. — Apocalipse. — Daniel. 5º. 42. 9. — Hebreus. 10. 19. 53º. 11º. — JOÃO. 9º. 51. — 1ª Epístola à Pedro. 6. 13º. 36. — LUCAS. 1º. 24. — MARCOS. 14.341 (141) Isaías. — Romanos. — 2ª Epístola aos Coríntios. 1º. 28. . 18º. — 1ª Epístola à Timóteo. 22º. 12º.

versículo 56. — Romanos. . desce depressa. Entretanto. como Zaqueu. chamado Zaqueu. 6. 12º. Todos os que Isso presenciaram murmuravam.342 133 LUCAS. Jesus viera em socorro dos que se perdiam. Chegando ao lugar onde ele se achava. pois que ele era de muito baixa estatura. Porque. Então. (142) São fáceis de apreender-se as conseqüências deste fato. Entretanto. não cuidamos de aplicá-la. (142) Êxodo. palavras que significam — “herdeiros do céu”. conforme vimos ao apreciar a resposta por Ele dada aos discípulos Tiago e João. 19º. pela purificação dos nossos Espíritos. — 7. 7. — 10. temo-la hoje. 11. Mas. “filhos de Abraão”. se nalguma coisa defraudei a alguém. pois este também é filho de Abraão. subiu a um sicômono para o ver. urge reparemos sem demora todo dano que houvermos causado aos nossos irmãos. também seremos. — 5. — 4. vou dar aos pobres metade dos meus bens e. no Evangelho. porqüanto por alí havia Jesus de passar. Essa moral. o filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido. quando tiveram a idéia de pedir que descesse fogo do céu para consumir os Samaritanos que não os tinham querido receber (LUCAS. lhe disse: Senhor. e 16. como ele. prostrando-se diante do Mestre. capítulo 9º. — 9. 3. Correndo então adiante de todos. 17. porque é preciso que eu fique hoje em tua casa. Tendo entrado em Jericó. Vivia ali um homem. pois entravam no caminho do progresso rápido e contínuo. podemos. e que procurava ver a Jesus para o conhecer. restituir-lhe-ei o quádruplo. 12º. Sobre o que disse Jesus: Hoje entrou nesta casa a salvação. o viu e lhe disse: Zaqueu. de a pôr em obras. — Gálatas. sempre pura e reconfortante. isto é. — 2. sob as nossas vistas. o que não podia conseguir devido à multidão. 3º. a do planeta que habitamos. — 2º Reis. Jesus atravessava a cidade. sabemos que nos cumpre fazer como Zaqueu. Zaqueu desceu a toda pressa e o recebeu com alegria. em ativar. apressar-nos em preparar a morada dos nossos corações para nela recebermos o Senhor. que era dos principais entre os publicanos. ouvir as palavras do Mestre. — JOÃO. Conversão de Zaqueu LUCAS: capítulo 19º. — 6. 1 ao 10. — 1º Reis. infelizmente. Jesus levantou os olhos. 1. — 8. Zaqueu. Assim procedendo.) Sua moral persuasiva frutificava nalguns corações e os que tratavam de pô-la em prática eram salvos. 3º. 4º. — 3. por ter Ele ido hospedar-se em casa de um homem pecador. Aplicando-nos as palavras de Jesus. 12. 22º. repercutindo suavemente no imo das nossas almas. depois de havermos feito um sério exame das nossas consciências. rico. versículo 1.

Ouvindo o tropel da multidão que passava. para instruir o povo. Senhor. com que não nos devemos preocupar. porém. levanta-te que ele te chama. saiu muitas vezes. como as outras de que já tratamos. Muitos o ameaçavam para que se calasse. desde que nela entrou e pediu hospedagem a Zaqueu. ouvindo dizer que Jesus por ali passava. MARCOS: capítulo 10º. 35 ao 43. esmolando. clamava cada vez mais forte: Filho de David. São minúcias pueris. entretanto. os olhos. tem compaixão de mim! — 40. faze que eu enxergue. Alguns o foram chamar. Cura dos cegos de Jericó MATEUS: capítulo 20º. tua fé te salvou. atirando para o lado a capa. grande multidão acompanhou a Jesus. — 43. — 34. faze que eu veja! 42. acompanhado dos discípulos e de grande multidão. Estiveram depois em Jericó. porém ele clamava ainda mais alto: Filho de David. Saindo eles de Jericó. tem compaixão de nós! — 31. Perguntou-lhe este: Que queres que eu te faça? O cego respondeu: Mestre. Imediatamente. — 47. ele. perguntou-lhe: — 41. — 37. filho de David. tem compaixão de mim! — 48. 29 ao 34. 20º. coisa de que não tinha necessidade. Logo clamou ele: Jesus. O povo os repreendia. Disseram-lhe que era Jesus de Nazaré que em por ali passava. Quanto às curas. para que se calasse. por ato exclusivo da sua vontade e pela ação do seu poder magnético. Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor’. Isso. estava um cego sentado à beira do caminho. Jesus então parou e mandou que o chamassem. — 30. Os que iam à frente o repreendiam. foi para mostrar aos . no mesmo instante. Se tocou os olhos dos cegos. glorificando a Deus. em ocasiões diversas. — 38. Bartimeu. filho de Timeu. tendo visto aquilo. um referido por MARCOS e LUCAS. louvava a Deus. Jesus parou e mandou que lhe trouxessem o cego.343 134 MATEUS. versículo 29. dizendo: Tem confiança. 46 ao 52. tem piedade de mim! — 49. — 52. E eis que dois cegos que se achavam sentados à beira da estrada. Jesus lhes tocou os olhos e. Ao sair daí Jesus. Ao contrário. Jesus não permaneceu todo o tempo na cidade de Jericó. um cego. Dois fatos de cura aqui há. Responderam os dois: Que se nos abram. E todo o povo. porém eles clamavam cada vez mais alto: Tem compaixão de nós. 10º. 18º. mandando que se calassem. — MARCOS. Sucedeu que. — 51. nenhuma importância tem. filho de David! — 32. tua fé te salvou. Jesus então parou. ambos recobraram a vista e o seguiram. Ao aproximar-se este. Senhor. — LUCAS. chamou-os e lhes perguntou: Que quereis que eu vos faça? — 33. compadece-te de mim! — 39. filho de David. Assim foi que operou a dupla cura. de nome Bartimeu. No mesmo instante ele enxergou e foi seguindo a Jesus pela estrada. Disse-lhe então Jesus: Vai. de um salto foi ter com Jesus. filho de David. outro por MATEUS. ao aproximar-se Jesus de Jericó. começou a clamar: Jesus. — 50. pedindo esmola — 36. versículo 35. o que era cego viu e foi seguindo a Jesus. Jesus lhe disse: Vá. estava sentado à beira da estrada. Tendo ouvido dizer que Jesus Nazareno por ali passava. LUCAS: capítulo 18º. Compadecido deles. versículo 46. se puseram a clamar: Senhor. Ele as operou. perguntou o que era aquilo.

tua fé te sarou. digamos com fé: Senhor. só com o pronunciar estas palavras: Vai. que os nossos olhos se abram”. quis impressionar fortemente as massas. filho de Timeu. e recobraremos a vista moral e espiritual. faze que eu veja. porqüanto a luz espírita clareará as trevas que nos envolvem. projetando o fulgor de seus raios na estrada reta e segura que temos de percorrer. Operando a de Bartimeu.344 discípulos o que lhes cumpria fazer. e veremos. mostrando aos homens o poder de que dispunha. . Cegos que somos do coração e da inteligência. Digamos com fé: Mestre.

E. — 13. versículo 1. cobriram-nos com suas vestes e o fizeram montar. a cidade toda se abalou e perguntavam: Este quem é? — 11. cheio de doçura. numa encruzilhada. amarrado do lado de fora de uma porta e o desamarraram. — Mercadores expulsos do templo. perto do monte das Oliveiras. Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenara. — 5. Muitos também estenderam suas vestes ao longo do caminho. — 7. — 4. — MARCOS. — 2. um covil de ladrões. montado numa jumenta e trazendo o jumentinho que está sob o jugo”. deles se apartando. 1 ao 17. desamarrai-a e trazei-mos. retirou-se da cidade e foi para Betânia. A multidão respondia: É Jesus. respondei que o Senhor precisa deles e logo vo-los deixarão trazer. para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta: — 5. dizendo-lhes: Ide a essa aldeia que vos está defronte e lá encontrareis amarrada uma jumenta com o seu jumentinho. e 15 ao 19. — 17. o profeta de Nazaré da Galiléia. despachou dois de seus discípulos. E fizestes dela um covil de ladrões.345 135 MATEUS. Predição da ruína de Jerusalém MATEUS: capítulo 21º. Alguns dos que por ali estavam lhes perguntaram: Que fazeis? Por que desamarrais esse jumentinho? — 6. partiram os dois discípulos e acharam o jumentinho. Ora. — 15. — 14. — 2. “Dizei à filha de Sião” (143): “Eis que vem a ti o teu rei. E a turba toda. — 16. onde passou a noite. 11º. Quando ele entrou em Jerusalém. tanto os que iam à frente como os que vinham atrás. Entrada de Jesus em Jerusalém. — 9. E nunca lestes isto: “Da boca dos meninos e das criancinhas que ainda mamam. — 7. — LUCAS. tudo isso aconteceu. porém. — 3. versículo 1. derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombas. . Levaram então eles o jumentinho. — 12. encontrareis amarrado um jumentinho no qual ainda ninguém montou. Jesus entrou no templo de Deus e expulsou todos os que ali vendiam e compravam. Vieram então ao templo cegos e coxos e ele os curou. 28 ao 48. Trouxeram a jumenta com o jumentinho. — 4. clamava: Hosana ao filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas! — 10. Se alguém vos perguntar: Que fazeis? respondei: O Senhor precisa dele. 1 ao 11. cobriram-no com suas capas e Jesus montou-o. — 8. dizendo-lhes: Está escrito: “Minha casa será chamada casa de oração”. e lhe perguntaram: Ouves o que eles dizem? Respondeu-lhes Jesus: Sim. — 6. Quando se aproximavam de Jerusalém. dizendo-lhes: Ide àquela aldeia que está em frente de vós. ao entrardes nela. pelo tráfico. Vendo. — 3. Da multidão muitos então estenderam pelo caminho suas roupas. Jesus enviou dois de seus discípulos. Eles responderam como Jesus lhes determinara e os que os haviam interpelado deixaram que o levassem. MARCOS: capítulo 11º. — A casa do Senhor é casa de oração e não. 21º. as maravilhas que ele operava e ouvindo os meninos que clamavam no templo: Hosana ao filho de David. Quando se aproximavam de Jerusalém. ao chegarem a Betânia. os príncipes dos sacerdotes e os escribas se indignaram. tiraste perfeito louvor”. Se alguém vos disser qualquer coisa. e logo vo-lo deixarão trazer aqui. enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pela estrada. ao chegarem a Betfagé. 19º. Desamarrai-o e trazei-me. — 8. perto do monte das Oliveiras.

como já fosse tarde. Se alguém vos perguntar: Por que o soltais? respondei assim: Porque o Senhor precisa dele. Partiram os dois emissários e encontraram o jumentinho como lhes fora dito. Levaram-lho então. E quando ia começando a descer o monte das Oliveiras. o ensinamento do manso Nazareno é o mesmo: a . ao contemplar a cidade. ao entrardes lá. desamarrai-o e trazei-me. a louvar a Deus em altas vozes por todas as maravilhas que tinham presenciado. cobriram-no com suas vestes e fizeram Jesus montá-lo. Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia. dizendo-lhes: Ide àquela aldeia que nos está fronteira. MARCOS: capítulo 11º. pois o temiam porque o povo se mostrava maravilhado da sua doutrina. junto ao monte chamado das Oliveiras. — 37. — 30. alguns fariseus lhe disseram: Mestre.346 enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam por onde ele passava. não deixando em ti pedra sobre pedra. Não achavam. em que te deitarão por terra. saiu ele da cidade. se estes se calassem. LUCAS: capítulo 9º. por não teres conhecido o tempo da sua visitação. Responderam: Porque o Senhor precisa dele. — 9. despachou dois de seus discípulos. E ensinava dizendo: Não está escrito que a minha casa será. (144) Aqui. E tanto os que iam à frente como os que o seguiam clamavam: Hosana! — 10. Porque. te porão cerco e te apertarão de todos os lados. os príncipes dos sacerdotes. Jesus foi ao templo e. — 33. a turba de seus discípulos começou. Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas! — 39. e dela fizestes um covil de ladrões! — 47. dentre o povo. tudo isto se conserva oculto aos teus olhos! — 43. Jesus chorou por ela. Não permitia que ninguém andasse pelo templo carregando qualquer vaso. os príncipes dos sacerdotes e os escribas cogitavam do modo por que o haviam de perder. Tendo voltado a Jerusalém. que vemos chegar. em que teus inimigos levantarão trincheiras ao teu derredor. — 17. porqüanto o povo ficava como que suspenso. Está escrito que minha casa é casa de oração. versículo 28. encontrareis amarrado um jumento no qual ninguém montou. — 44. — 40. desditosos dias te virão. Já perto de Jerusalém. donde expulsou os que ali vendiam e compravam: derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombas. por ora. fizestes dela um covil de ladrões. clamariam as próprias pedras. tomou o caminho de Jerusalém. Entrementes. porém. ouvindo-o. versículo 15. perguntaram os donos: Por que desamarrais esse jumentinho? — 34. — 41. Jesus. E todos os dias ensinava no templo. Tendo entrado em Jerusalém. — 16. dizendo: — 42. à frente de todos. Então. — 36. dizendo-lhes: — 46. tendo entrado no templo. E muitos estendiam suas capas por onde ele passava. E. — 45. os escribas e os maiorais do povo cogitavam de eliminá-lo. Jesus entrou no templo. bem como a quantos de teus filhos estão dentro de ti. chamada casa de oração? E. se retirou para Betânia com os doze apóstolos. — 48. Ao cair da tarde. o que lhe haviam de fazer. como sempre. do nosso Pai David! Hosana nas alturas! — 11. — 19. — 35. — 31. entre todas as gentes. — 29. Ao que ele respondeu: Eu vos declaro que. começou a expulsar os que ali vendiam e compravam. Ouvindo isso. — 18. transportada de alegria. no entanto. depois de tudo haver observado. faze que teus discípulos se calem. Depois de ter assim falado. — 32. dizendo: — 38. Ah! se ao menos neste dia que ainda te é concedido conhecesses aquele que te pode trazer a paz! Mas. Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino. Quando o desamarravam.

o profeta de Nazaré. lava de suas impurezas a alma e a leva aos sacratíssimos pés do Altíssimo. Essas palavras. Àquele que traz a paz aos humildes e aos pequeninos. como a moral que pregava e exemplificava. nem luxo teve a sua entrada em Jerusalém. em espírito e verdade. Com relação aos filhos de Jerusalém. e a transformastes num covil de ladrões. isto é. a santa humildade que purifica o coração. Espíritos rebeldes. nos veio explicar. tendo por objeto o reino de Deus. era o filho de David. continuem a clamar homens ao Senhor. dos que exploram a credulidade e a ignorância. como os sucessos posteriores o demonstraram. versículo 9). aos olhos dos homens. comprando e vendendo orações. clamavam: Hosana! Oh! que suas vozes.347 humildade. versículos 1. A manifestação. é o protetor e o governador do nosso planeta. capítulo 21º. àquele que. Expulsou do templo os vendilhões. o que não têm nem mesmo para si. tinha de se produzir. nosso rei. Ë nosso rei. Nem pompa. dizendo: Está escrito: “Minha casa é casa de oração”. eram também alegóricas. despojando da letra o espírito. encerravam. resgatando crimes a peso de ouro e fazendo das bênçãos do Senhor objeto de vil comércio. 2 e 11) e Zacarias (capítulo 9º. constitui uma . senão somente a um Deus encarnado. capítulo 19º. do seu progresso e de conduzir à perfeição a Humanidade que o veio habitar. os Espíritos que o cercavam teriam feito se ouvissem vozes. encarregado do seu desenvolvimento. Se os homens a ela se houvessem oposto. parece que até hoje não chegaram aos ouvidos de muita gente. na Galiléia”. uma alusão à graduação espírita de Jesus. os filhos de Jerusalém tiveram que expiar seus crimes e sua cegueira voluntária e ainda os expiam. referentes a sorte reservada a Jerusalém. de que o Mestre foi objeto. Os discípulos. preposto por Deus. — A cidade de Jerusalém se levantou em peso. pois que inúmeros são ainda os que negociam. segundo a presciência e a sabedoria infinitas de Deus. porqüanto praticam roubo. Jesus nunca disse que era Deus e seus discípulos só lhe atribuíram a divindade. perdões e indulgências. na marcha do tempo e do progresso humano. entoando louvores ao “filho de David”. as mesmas pedras clamariam. depois de finda a sua missão. MATEUS. lembradas pelo Evangelista. sob o véu da letra. que até nós desceu. Quanto ao tráfico. Era este o pensamento que aquelas palavras exprimiam: Desconfiai dos que vendem o perdão e as graças. versículos 41 a 44. abafando os queixumes da Terra. desarma os poderosos. que se tornou triunfal apenas pelo entusiasmo que suas virtudes despertaram na multidão. quem é Jesus Cristo. a perguntar: “Este quem é ?“ E a multidão que o acompanhava dizia: Jesus. tudo tem a sua razão de ser. fosse possível realizar tais coisas. mercando o que lhes não pertence. Mas. que faz se curvem as frontes dos soberbos e dos orgulhosos! As palavras dos profetas Isaías (capítulo 42º. a cuja formação presidiu. tendo em vista os “milagres” por Ele realizados e o fato “miraculoso” da sua ressurreição e das suas aparições em seguida a esta. entretanto. endurecidos. em multidão. por isso que. indicando veladamente a sorte que aguardaria os que se conservassem surdos à voz do Senhor. comovida e surpresa. — Eram proféticas as palavras do Salvador. Ele era sempre modesto e simples. versículos 10 e 11. não admitindo que a outrem. LUCAS. A revelação nova.

só prestam culto à matéria. veremos claramente que esse seu ato não obedeceu ao pensamento de defender a pureza de um templo de pedra. porqüanto orar é trabalhar na obra do progresso comum. com as suas baixezas. Aquele ato. se expulsasse do templo os vendilhões. se deve adorar a Deus. o que tudo era trazido para o templo e aí vendido. para dele fazerem cúmplice de seus delitos e iniqüidades. não hesita em expulsar da casa que lhe foi confiada e que. O mundo terreno. como o são todos os homens. a fim de melhor dominá-los. os que transformam a casa do Pai em covil de ladrões. na frase do profeta. à luz da Nova Revelação. chegado o momento em que da presença deles deva ser expurgado o templo. A Bolsa dos tempos atuais. os que daí serão expulsos. cultivam o ódio. trabalhando cada qual pelo seu próprio progresso intelectual e moral. para não continuarem a constituir-se pedra de escândalo aos que. da oração do trabalho santificado pelo amor e pela humildade. Essa a origem daquele tráfico. os que. Esses. empregando-as em rebaixar aquele que é esse centro. os que. portanto. que era considerado a casa de Deus. Mercadejam com as coisas santas os que. resgatavam suas faltas por meio do sacrifício de vítimas propiciatórias e os mercadores lhes forneciam as vítimas. Depois. Esses. como todos os que o Criador semeou pelo espaço infinito. isto é. aqueles que. apresentando-o como lugar verdadeiramente sagrado. praticam a intolerância. se teria declarado Deus. ou. sendo Espíritos. não obstante o seu amor ilimitado. impelido por esse amor. Ele o é igualmente. em vez da caridade. o negócio se ampliou e o templo. dizendo isso. a justiça e o perdão. movidos pelo egoísmo e pelo orgulho. por ser ali a casa de Deus. que ensinara ser Deus espírito. teve um modelo no templo de Israel. em suma. antes. conforme Ele o ensinou e exemplificou. se hajam tornado capazes da verdadeira oração. em vez do amor. E para onde serão expulsos os que sejam encontrados por Jesus no templo a mercadejar com as coisas santas? Para outras casas da morada infinita do . mercadejando com as coisas santas. como tal é a “sua” casa. foi todo simbólico e. o zelo dela e. Casa.” Se aquela fosse a “sua” casa e a casa de Deus. estaria em contradição consigo mesmo. cuja lei é a lei das leis. o seu simbolismo se faz claramente compreensível. os vasos com perfumes. Os Judeus. se tornou sede de toda sorte de transações comerciais. se atentarmos bem nas palavras de Jesus quando dali expulsou os que negociavam.348 impiedade. em que tais coisas constituíam uma ofensa à Divindade. pois. etc. praticando a caridade. Ele. do templo onde só em espírito e verdade. Entretanto. se servem das faculdades espirituais. os que. de oração. portanto. a fraternidade. Preposto pelo Pai à formação e ao governo dessa casa. que lhes foram outorgadas para se elevarem gradualmente e se aproximarem do centro de toda a perfeição. se esforçam por escravizar ao erro os seus semelhantes. e só dever ser adorado em espírito e verdade. tem Jesus a devorá-lo. Ele. é uma das inúmeras casas existentes na infinita morada do Senhor do Universo e é também um templo. Cumpre também atentemos nas suas palavras: “Minha casa será chamada por todos. onde a cada uma de suas criaturas corre o dever de adorá-lo na prática do amor. a transformam em covil de ladrões. tomado desse zelo. redimidos pela dor. escravos de paixões subalternas. como se sabe.

acima dos mundos. a fim de que o que era secreto seja conhecido e o que estava oculto se torne patente. onde Deus não habita. como outrora a multidão. 56º. Então. do desinteresse. Expulsando-os de lá. 14º. da renúncia de si mesmos. mais penoso. 9º. Não foi. E. aos homens a expulsar com energia as paixões e os vícios de seus corações que. que tal se lhes afigurará o mundo donde foram banidos. Ele próprio. Jesus nosso Mestre e nosso Rei. a Terra será chamada “casa de oração”. decerto. . para a verdadeira fraternidade. 7. edificou para ser adorado por seus filhos. ensinava. 9. da indulgência. 40. em que. mas em espírito e verdade. praticando os homens a lei do amor. não mais eles adorarão o Pai nem no monte. — Isaías. soltarão em conjunto e em uníssono. os Espíritos do Senhor. como mensageiros do Espírito da Verdade. como templos que também são. desde que neles só se encontrem virtudes — os anjos de sua glória. 23º. 13. 8º. a purificação da Humanidade. no nosso planeta depurado (nova Jerusalém) aparecerá em todo o seu fulgor espírita o nosso protetor e governador. que só ela pode estabelecer e estabelecerá entre todos. 117º. do devotamento entre todos e por todos. farão de novo ouvir o cântico dos anjos que conduziram os pastores ao presepe de Belém: Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na Terra aos homens de boa-vontade! (143) Jerusalém era edificada no monte Sião. quando a unidade fraternal estiver consumada. da justiça. com sinceridade. — JOÃO. mediante a prática da humildade. nem em Jerusalém. — Zacarias. 9º. tornados verdadeiramente irmãos. a vergastar com o látego de fogo da sua palavra de verdade os que ali comerciavam. que os Evangelistas referiram. Com a prudência e a habilidade do oculista que. vêm e virão levantar progressivamente o véu que rouba às vistas humanas a verdade. quando da sua entrada em Jerusalém: Bendito o rei que vem em nome do Senhor! E os Espíritos que houverem preparado e efetuado a regeneração. o reino de Deus estará estabelecido. mas onde o trabalho é mais árduo. a igualdade e a liberdade. templos onde passa a habitar eternamente. tão áspero e doloroso que dará aos que a Ele se vejam compelidos a impressão aflitiva de haverem perdido um paraíso. 62º. casas que. outras tantas oficinas de trabalho são igualmente. por todas as nações. sobretudo. — Levítico. — Salmos.349 Pai. É isso o que Jesus simbolizou no fato. e reboará por toda a parte o brado imenso que os homens. que o Mestre predisse e prometeu. o zelo por uma edificação material. (144) Deuteronômio. Dessa expulsão podemos e devemos concluir que tempo virá em que. do perdão e do olvido das ofensas e das injúrias. 11. pela reciprocidade e pela solidariedade. prepara o cego para ver a luz. do amor e da caridade. 12º. mais amargo. que pregava a adoração do Pai em espírito e verdade. que o levou a Ele. são os templos mais grandiosos que o Senhor. 3. 25. repetimos. de terem sido expulsos de um éden. regenerados. efetivando desse modo a regeneração humana. de ter expulsado do templo de Jerusalém os mercadores que lá assentaram suas bancas. — 4º Reis. 26. operando a catarata. 15. Eles vêm e virão encaminhar os homens.

MARCOS: capítulo 11º. crente. foi ver se acharia nela alguma coisa. crede que obtereis o que pedis e assim sucederá. o que equivalia a dizer que a sua vontade forte fora a causa determinante do fato que os surpreendia. viram eles que a figueira secara até à raiz. — 26. se não perdoardes. juntamente com a essência espiritual. fazendolhes compreender a necessidade de não serem estéreis em tempo algum. Vendo isso. Mestre. — 22. foi também de molde a lhes ensinar o poder e a força da vontade. dela se aproximou. como a figueira que amaldiçoas-te secou. Por isso vos digo: Quando orardes. tomados de assombro: Como secou num instante! — 21. Respondeu-lhe Jesus: Tende fé em Deus. Perguntando-lhe os discípulos. a fim de que vosso Pai. mas não achou ali senão folhas. trabalhando sem cessar pelo seu progresso e pelo progresso de seus irmãos. — 21. Pela manhã. não mais na Terra estivesse A figueira secou subitamente. 21º. a uma ordem mental de Jesus. 12 ao 14. (145) Com a parábola da figueira que secou. que os assistiriam no desempenho de suas missões. quando Ele. se tiverdes fé e não hesitardes em vosso coração. mas ainda se disserdes a este monte: Tira-te dai e lança-te no mar. — 14. pois que não era tempo de figos. ele teve fome. que está nos céus. Em verdade vos digo que aquele que disser a este monte: Tira-te dai e lança-te no mar. não perdoará os vossos pecados. para que fossem instrumentos simultaneamente dóceis e inconscientes dos Espíritos do Senhor. 24. perdoai-lhe. sem hesitar no seu coração. — 19. O exemplo. teve fome. Disse-lhes então Jesus: Em verdade vos digo. — MARCOS. lembrando-se da palavra do Cristo. de molde a tocar a imaginação dos que o seguiam. quando vos puserdes a orar. Disse-lhe então: Nunca mais coma alguém fruto de ti. vendo uma figueira à beira do caminho. Disse-lhe então: Nunca mais nasça fruto de ti. e. se alguma coisa tiverdes contra alguém. ao saírem de Betânia. — 23. No dia seguinte. versículo 12. Mas. No mesmo instante a figueira secou. verá que assim será feito. ensino que era necessário aos seus discípulos. Aproximando-se. se apoiada na fé. o que por seus discípulos foi ouvido. — 20. por lhe terem sido retirados da seiva. que já tinham a percepção das coisas espirituais: Como secou assim num instante? O Mestre apenas respondeu: “A fé tudo pode”. que. jamais deve deixar de dar frutos. ao voltar para a cidade. 18 ao 22. porém. o Mestre. em tempo algum deve o homem ser estéril. e 20 ao 26 Parábola da figueira que secou MATEUS: capítulo 21º. assim se fará. e. Pedro. — 13. quis Jesus lembrar a seus discípulos e a quantos o seguiam estes ensinamentos que já lhes dera: a árvore que não dá frutos é condenada. não só fareis isto a uma figueira. MARCOS: capítulo 11º versículo 20. E obtereis tudo o que com fé pedirdes na vossa prece. de que se cumprirá o que houver dito. também vos perdoe os pecados. disse: Olha. Porque. — 25. 11º. divisando ao longe uma figueira que tinha folhas. ao passarem por ali. — 22.350 136 MATEUS. Na manhã seguinte. versículo 18. nada achou senão folhas. os discípulos diziam entre si. também vosso Pai. ao contrário. que foi levada . que está nos céus.

— Timóteo. 14º. 13. correspondentes ao grau da sua culpabilidade e às necessidades do seu progresso. 16º. — Colossenses. — JOÃO. 25. 5. mediante a expiação e a reparação de suas faltas. A parábola da figueira que secou teve por objeto concitar o homem a utilizar a existência terrena. 3º. e 6.351 para outro ponto. e adverti-lo também de que o Espírito culpado. que até à época em que deva operar-se a separação do joio e do bom grão. do seu adiantamento (145) 1ª Epístola à João. 1º. 7. os fluídos que dão vida à planta e os fluídos necessários à vegetação material. 15º. 3º. permanecer surdo às inspirações de seus guias e dos bons Espíritos. não mais dará frutos na Terra: será rechaçado para mundos inferiores. progredindo. 13. . 22.

então. Resposta de Jesus aos príncipes dos sacerdotes. ele dirá: Por que. não o crestes? — 32. Sucedeu que certo dia estando Jesus no templo a ensinar e anunciar o evangelho ao povo. — 27. Porqüanto. portanto. — 31. entretanto. — 32. Qual dos dois fez a vontade ao pai? O primeiro. E lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu o poder de fazer o que fazes? — 29. Respondeu Jesus: Também eu vos farei uma pergunta e. Dirigindo-se ao outro filho. teremos que temer o povo. disse-lhe o homem a mesma coisa. . Donde era o batismo de João? do céu ou dos homens? Eles. — 33. — 2. lá se reuniram os príncipes dos sacerdotes e os escribas com os anciães. — 8. pois que João era tido por todos como profeta. fizestes penitência. E lhe falaram nestes termos: Dize-nos com que autoridade fazes tais coisas? ou: quem te deu esse poder? — 3. O batismo de João era do céu ou dos homens? respondei-me. disse-lhe: Meu filho. chegaram-se a ele os príncipes dos sacerdotes e os anciães do povo e lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas e quem te deu este poder? — 24. Vós. aos escribas e aos anciães do povo. Se dissermos que era dos homens. porém. pois está convencido de que João era profeta. Mas. João veio a vós pelo caminho da justiça e não o acreditastes. os escribas e os anciães. ele nos dirá: Por que então não crestes nele? — 6. — 28. Tendo vindo ao templo e estando a ensinar. andando Jesus pelo templo. teremos que temer o povo. — 7. O batismo de João era do céu ou dos homens? — 5. Respondei-me: — 4. Responderam então a Jesus: Não sabemos. dele se aproximaram os príncipes dos sacerdotes.352 137 MATEUS. tocado de arrependimento. todo o povo nos apedrejará. — MARCOS. Dirigindo-se ao primeiro. 20º. 1 ao 8. ao passo que os publicanos e as meretrizes creram nele. Responderam. foi. Respondeu-lhes Jesus: Também eu vos farei uma pergunta. 21º. — Parábola dos dois filhos MATEUS: capítulo 21º. — 31. versículo 27. 27 ao 33. Mais tarde. se a ela responderdes. Se dissermos que era dos homens. nem mesmo depois de ver isso. MARCOS: capítulo 11º. versículo 23. Se respondermos que era do céu. respondei-me e depois então vos direi com que autoridade faço estas coisas. — 25. Este respondeu: Eu vou. nem ficastes inclinados a crê-lo. diziam entre si: Se respondermos que era do céu. que não sabiam donde era. responderam a Jesus: Não sabemos. À vista disso. 11º. e não foi. Ao que o filho respondeu: Não quero. Observou-lhes então Jesus: em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes vos precederão no reino de Deus. que vos parece? Um homem tinha dois filhos. vai trabalhar hoje na minha vinha. porque todos consideravam João verdadeiramente um profeta. 30. discorriam assim entre si: — 26. consultando-se mutuamente. Jesus lhes retrucou: Nem eu tampouco vos direi com que autoridade faço estas coisas. Eles. versículo 1. disseram eles. — 29. Replicou-lhes ele: Não vos direi tampouco com que autoridade faço estas coisas. Senhor. 23 ao 32. ele nos dirá: Por que então não lhe destes crédito? Se respondermos que era dos homens. — 28. dir-vos-ei com que autoridade faço estas coisas. E. — LUCAS. Voltaram novamente a Jerusalém. LUCAS: capítulo 20º. Eles se puseram a raciocinar entre si deste modo: Se respondermos que era do céu. Respondeulhes Jesus: Também eu vos farei uma pergunta. — 30.

Tereis. que “haveis mesmo. 7. chegardes. 7º. para vos estenderem as mãos e vos ajudarem a transpor a entrada”. O que deixou transparecer claramente. ainda menos compreenderiam e admitiriam o testemunho da sua palavra. tereis que trabalhar com “ardor. mas que vão. Promessas realizáveis no futuro e estímulo para o presente é o que se nos depara nestas palavras suas: “Os publicanos e as meretrizes vos precederão no reino dos céus”. escribas e fariseus. 4º. que só vão tardiamente. (146) Atos. “quando arrependidos. “que dissestes: “Vou. também não vos direi com que autoridade faço estas coisas. mas ficastes parados. que destes na Igreja os primeiros passos. Senhor”. ao passo que vós. que tiverem ouvidos de ouvir. . houvera-os provocado a apressar o termo da sua missão. os publicanos e os de má vida. eram príncipes dos sacerdotes. “lá estarão desde muito à vossa espera. (146) Os que interpelaram o Cristo sobre a autoridade com que Ele fazia aquelas coisas e procedia da maneira que todos viam. muito tarde ao reino dos céus. os quais. não se renderam à evidência. retrogradado. “porém. muitas vezes. tendo sido testemunhas dos atos de João. Foi como se dissera: “Esses são filhos rebeldes. que cumpriram a sua tarefa. evitando responder de modo direto à pergunta que lhe fora feita. Não havendo percebido em que fonte hauria Ele a sua força. entretanto. 27. que tardam em ir trabalhar na vinha do Pai de família. a fim de recuperardes o tempo perdido. “que ir e ireis para a “vinha”. que “se arrependeram a tempo. Ouçam os príncipes dos sacerdotes. Se lhes respondera que o poder lhe vinha de Deus. “orgulhosos. chegareis “tarde.353 Replicou-lhes Jesus: Então. os escribas e os fariseus dos nossos dias. Quando. pois que será “mister compreendais a vossa falta.

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138 MATEUS, 21º, 33 ao 41. — MARCOS, 12º, 1 ao 9. — LUCAS, 20º, 9 ao 16. Parábola da vinha e dos vinhateiros
MATEUS: capítulo 21º, versículo 33. Ouvi outra parábola: Um homem pai de família havia que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou no interior um lagar, edificou uma torre, arrendou a vinha a alguns agricultores e partiu para longe. — 34. Aproximando-se a estação dos frutos, mandou ele seus servos aos vinhateiros para receberem os frutos que lhe cabiam. — 35. Os vinhateiros, porém, agarraram os servos, feriram a um, mataram a outro e a outro apedrejaram. — 36. De novo o dono da vinha mandou outros servos em maior número do que os primeiros e os vinhateiros os trataram do mesmo modo. — 37. Mandou por último seu próprio filho, dizendo: A meu filho eles terão respeito. — 38. Mas, ao vê-lo, os vinhateiros disseram entre si: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo e ficaremos donos da sua herança. — 39. Agarraram-no, lançaram-no fora da vinha e o mataram. — 40. Ora, quando o dono da vinha vier, que fará àqueles agricultores? — 41. Responderam-lhe: Aniquilará os malvados como merecem, arrendará a vinha a outros vinhateiros, que, nas épocas próprias, lhe entreguem os frutos. MARCOS: capítulo 12º, versículo 1. Começou depois Jesus a lhes falar por parábolas: Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou no interior um lagar, edificou uma torre, arrendou a vinha a uns vinhateiros e retirou-se para longe. — 2. Chegado o tempo da colheita, mandou um de seus servos aos vinhateiros, para receber o que lhe deviam do fruto da vinha. — 3. Os vinhateiros, porém, agarraram o servo, deram-lhe pancada e o enxotaram sem coisa alguma. 4. Mandou-lhes de novo outro servo e também a este feriram na cabeça e o afrontaram de toda a sorte. — 5. Tornou a mandar outro servo; a este mataram; mandou-lhes muitos; mataram a uns e espancaram a outros. — 6. Mas, como ainda lhe restava um filho a quem ele muito amava, mandou-o por último, dizendo: Meu filho eles respeitarão. — 7. Porém, os vinhateiros disseram uns aos outros: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo e será nossa a herança. — 8. E o agarraram, mataram e puseram fora da vinha. — 9. Que fará o dono desta? Virá, exterminará os vinhateiros e a outros a entregará. LUCAS: capítulo 20º, versículo 9. E começou a dizer ao povo esta parábola: Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a uns vinhateiros e se ausentou do país por longo tempo. — 10. Na ocasião própria mandou um servo aos vinhateiros para que estes lhe dessem o fruto da vinha. Os vinhateiros, porém, o espancaram e recambiaram sem coisa alguma. — 11. Mandou outro servo. A este também espancaram, ultrajaram e despediram com as mãos vazias. — 12. Mandou ainda um terceiro, que os vinhateiros feriram e expulsaram da vinha. — 13. Considerou então o dono da vinha: Que farei? Mandarei meu filho muito amado. Talvez que, vendo-o, lhe tenham respeito. — 14. Mas, ao vê-lo, os vinhateiros disseram entre si: Este é o herdeiro; matemo-lo para que fique sendo nossa a herança. — 15. E o puseram fora da vinha e o mataram. Que lhes fará o Senhor da vinha? — 16. Virá, exterminá-los-á e a dará a outros. Ouvindo isto, disseram os príncipes dos sacerdotes: Deus tal não permita. (147)

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O povo de Israel constitui o emblema da parábola. Ele recebera do Pai celestial sucessivas revelações da verdade divina, por intermédio dos profetas e, afinal, por Moisés, no monte Sinai. Bem poucos têm sido, entretanto, com relação ao número total das criaturas que hão composto a Humanidade até aos nossos dias, os que as receberam como deviam e trilharam o caminho que elas lhes traçavam. Veio depois o Messias, o “herdeiro”, no dizer da parábola, ampliá-las e foi repelido e sacrificado, como os mensageiros que o precederam. Vem agora a revelação que todos deviam esperar, de acordo. com a promessa do Filho de Deus, para completar e dar início à fase de renovação do nosso planeta e de transformação moral da Humanidade, e ainda as mesmas hostilidades encontra. Israel é a vinha que o Senhor plantou; a sebe de que a cercou representa os cuidados que tomou para que conservada fosse a lembrança do seu nome. O lagar éo emblema da provação, da expiação, da reencarnação, em suma. A torre seria a habitação indestrutível dos vinhateiros, se houveram cuidado devidamente da vinha. Os servos do dono desta são os profetas que repetidamente têm vindo fazer sentir aos homens que não estavam trilhando o caminho que lhes fora indicado. As palavras dos vinhateiros: “Este é o herdeiro (referência ao Cristo), vamos, matemo-lo e a herança será nossa”, tiveram por fim mostrar a cegueira dos que, recusando dar a Deus o que é de Deus, repelindo todas as advertências que lhes foram feitas e ainda o são, pensavam nada terem que recear daquele a quem ofendiam e ainda ofendem com a ingratidão e o endurecimento que demonstram. Os a quem se aplicavam essas palavras da parábola naturalmente estão, em parte ao menos, reencarnados na Terra. O que elas objetivavam mostrar se aplica a esses, como a nós outros. A geração daquele tempo não passou, conforme o disse Jesus, nestes termos: “Esta geração não passará sem que tenhais visto vir o filho do homem na sua glória”. (MATEUS, capítulo 24º, versículo 34. — LUCAS, capítulo 21º, versículo 32.) O povo judeu representa os vinhateiros, até à “morte” de Jesus. A partir de então, a vinha foi retirada do poder dos “maus” vinhateiros e dada a “outros”, Os cristãos substituíram os Judeus e foram até ao presente os novos vinhateiros. A vinha que o Senhor lhes arrendou é a Humanidade inteira e a sebe com que a cercou é a lei de amor, que o seu Filho bem-amado desceu a pregar pela palavra e pelo exemplo. O lagar, como sempre é a reencarnação, mediante a qual se extraem dos frutos da vinha, expremendo-se-lhes a parte material e perecível, o “espírito”, que se não altera e dura eternamente. Constituem-no, pois, as provas, as expiações, em suma todas as conjunturas difíceis por que passamos, para que os nossos Espíritos se depurem e desprendam da matéria, que é, para eles, o cadinho da purificação. A torre, que é o nosso planeta, será a habitação indestrutível dos vinhateiros que houverem cuidado da vinha, o lugar seguro onde eles depositarão o suco da uva, quando lhe houverem dado, pelo trabalho, a propriedade e a pureza de que necessita para ficar guardado nela. Será, portanto, o nosso planeta, quando se houver tornado mundo superior. Assim, com relação aos que receberam a vinha com todos os elementos para cultivá-la e fazê-la produzir e que continuam a ofender, imitando os que os

356 antecederam, e a repelir os emissários do Senhor, que nos trazem precioso auxílio para o trabalho que nos incumbe, esta parábola mostra o prêmio e as penas que receberão, quando soar a hora de proceder-se à separação dos que mereçam permanecer no planeta depurado e os que hajam de ser dele expulsos como maus vinhateiros, Estes serão os que se houverem obstinado em repelir a nova explosão do amor do Pai, expressa na Revelação Espírita, o Consolador prometido pelo seu Filho, bem-amado, até ao momento em que Este, conforme também o prometeu, vier, na majestade do seu poder, trazer aos bons e diligentes trabalhadores da vinha o prêmio da sua presença gloriosa, assinalando ser chegado o tempo de figurar a Terra entre os orbes regenerados. Por haver Ele dito que aquela geração não passaria. sem que houvesse visto o Filho do homem vir na sua glória, conclui-se que a mesma geração ainda revive na Terra, ao menos em parte, reencarnados muitos dos Espíritos que a compunham. Os novos vinhateiros, portanto, são ainda os mesmos e, assim, a parábola, dita com relação a eles, também a nós se aplica. Ora, as circunstâncias em que nos vemos são tais, que não podemos alimentar dúvidas quanto ao que nos espera, se não cuidarmos devotadamente da vinha do Senhor. Outro não virá a ser o nosso destino, senão o de nos vermos compelidos a encarnações em planetas inferiores à Terra na atualidade, depois de passarmos pelos tormentos e angústias de acerbos remorsos, na erraticidade, caso não tratemos de aceitar solícitos o auxílio que nos trazem os emissários do nosso Senhor e Mestre e de empregar os maiores esforços por libertar-nos de todos os vícios e paixões, que são os nossos únicos inimigos, para praticarmos, sobretudo pelo exemplo, a moral que Ele personifica. Perseverando nesses esforços e multiplicando-os cada vez mais, é que devemos aguardar, e para ela concorrer, a transformação do nosso mundo, a sua elevação da condição em que ainda se encontra, de mundo material, para a de mundo fluídico, transformação que se operará, não de um momento para outro, porém pouco a pouco, gradativamente, através de fases assinaladas por esses fenômenos a que chamamos calamidades, flagelos. À medida que ela se for operando, os maus vinhateiros irão sendo expulsos e, completada que esteja, o Senhor, o dono da vinha implantará em todos os corações o seu reino. O Senhor é Deus, que reina nos corações puros. (147) Isaías, 5º. 1. — Jeremias, 2º, 21. — 2º Paralipõmenos, 24º, 21. — Neemias, 9º, 26. JOÃO, 11º, 51, e 52. — Atos, 7º, 52.

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139 MATEUS, 21º, 42 ao 46. — MARCOS, 12º, 10 ao 12. — LUCAS, 20º, 17 ao 19. Continuação da parábola da vinha e dos vinhateiros. Jesus pedra angular
MATEUS: capítulo 21º, versículo 42. Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes isto nas Escrituras: “A pedra que os edificadores recusaram se tornou pedra angular; obra foi isto do Senhor, maravilhosa aos nossos olhos”? — 43. Eis por que declaro que o reino de Deus vos será tirado e dado a um povo que dele colha frutos. — 44. Aquele que se deixar cair sobre essa pedra se despedaçará e aquele sobre quem ela cair ficará esmagado. — 45. Ouvindo essas palavras, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus conheceram que era deles que Jesus falava. — 46. Quiseram então apoderar-se deste, mas temeram o povo, que o considerava um profeta. MARCOS: capítulo 12º, versículo 10. Nunca lestes esta passagem da Escritura: “A pedra que os que edificavam rejeitaram se tornou a pedra principal do ângulo. — 11. Foi o Senhor quem fez isso, que os nossos olhos contemplam maravilhados”? — 12. Eles procuravam meio de prendê-lo, pois perceberam que a eles se referia Jesus nessa parábola, mas, como temessem o povo, lá o deixaram e se retiraram. LUCAS: capítulo 20º, versículo 17. Mas, Jesus, fitando-os, lhes perguntou: Que quer então dizer esta palavra da Escritura: “A pedra que os que edificavam recusaram veio a ser a pedra angular. — 18. Todo aquele que cair sobre essa pedra se despedaçará e ficará esmagado aquele sobre quem ela cair”? — 19. Os príncipes dos sacerdotes e os escribas tiveram gana de lhe deitarem as mãos naquele mesmo Instante, pois perceberam que aquela parábola fora dita com relação a eles, mas recearam do povo. (148) Jesus personifica a moral, a lei de amor que pregou aos homens, pela palavra e pelo exemplo; personifica a doutrina que ensinou e que, só? o véu da letra, é a fórmula das verdades eternas, doutrina que, como Ele próprio o disse, não é sua, mas daquele que o enviou. Ele é a pedra angular. Os que rejeitam a pedra que se lhes oferece, para a construção do edifício que os há de abrigar na eternidade, também rejeitam a pedra angular, a que os sustentará. Contra ela se despedaçarão. Os Judeus repeliram a Jesus, o enviado, o ungido do Senhor. Despedaçaram-se de encontro a essa pedra, que havia e há de resistir aos séculos dos séculos. Não a rejeitemos, por nossa vez, porque a mesma sorte nos aguardará. O Espiritismo não é a personificação do Cristo; é, porém, a expressão do seu pensamento, a continuação e a conclusão da sua obra. Tendo soado a hora em que o reinado do espírito que vivifica substituirá o da letra que mata, Jesus, depois de ter vindo entre os homens, lhes envia o Espírito da Verdade, por intermédio dos Espíritos do Senhor, missionários errantes e encarnados. Ele nos envia e enviará sucessivamente os servos do Pai de família. Não nos choquemos contra essa pedra fundamental do edifício da nossa felicidade eterna. Novos vinhateiros, quem quer que sejamos: judeus, gentios, cristãos, espíritas, a vinha que nos foi arrendada é toda a Humanidade. Façamo-la

358 produzir frutos que, em cada nova estação, entreguemos aos servos que. o Senhor nos mandará, com o encargo de recebê-los. O mandamento prescreve que nos amemos uns aos outros. Ensinemos pela palavra e pelo exemplo aos nossos irmãos que no progresso coletivo se encontra a condição do progresso pessoal de cada um. Trabalhemos pela união fraternal de todos os homens, por congregá-los em torno da bandeira cujo lema é — amor e caridade”. Agitemos, por sobre as nossas cabeças, o facho da luz espírita, a fim de que ela esclareça a Humanidade, acerca de suas origens, de seus fins, de seus destinos. Propaguemos, pela palavra e pelo exemplo, a lei de amor, os meios e os modos de praticá-la, material, moral e intelectualmente. Preparemos, dessa maneira, o advento do espírito e a vinda dos tempos preditos e prometidos em que, desprezando todos os mandamentos humanos, para somente obedecer aos mandamentos de Deus que, conforme o proclamou o seu Cristo, encerram toda a lei e os profetas, os homens serão adoradores do Pai em espírito e verdade; dos tempos em que, sendo todos um, pela comunhão dos pensamentos, dos corações e dos atos, todos se reunirão em nome de Jesus, que então estará entre todos, para praticar a adoração do Criador, pela prece e pela instrução em comum, sob a presidência do mais digno, do de maior mérito, em virtude do seu adiantamento moral e intelectual, o qual será designado por voto unânime, visto que então o Espírito Santo se achará com os que o escolherem, todos verdadeiros membros da Igreja do Cristo. (148) Gênese, 49º, 24. — Salmos, 117º, 22. Isaías, 28º, 16. — Daniel, 2º, 44. — Atos, 4º, 11. — Romanos, 9º, 33; 10º, 11. — Efésios, 2º, 20. — 1ª Epístola à Pedro, 2º, 6, 7, 8. — Apocalipse, 2º, 5.

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140 LUCAS, 14º, 1 ao 6. Cura de um hidrópico, em dia de sábado, na casa de um dos principais fariseus
LUCAS: capítulo 14º, versículo 1. Tendo Jesus entrado em certo sábado na casa de um dos principais fariseus para comer, os que lá estavam se puseram a observá-lo. — 2. Defronte dele se achava um homem hidrópico. — 3. E Jesus, dirigindo-se aos doutores da lei e aos fariseus, perguntou: É lícito curar em dia de sábado? — 4. Todos guardaram silêncio. Jesus então, pondo a mão no homem, o curou e mandou embora. — 5. Disse-lhes em seguida: Qual de vós, cujo boi ou jumento que caia num poço, não o tirará daí por ser dia de sábado? — 6. A isto nada puderam responder. (149) O hidrópico fora levado à presença de Jesus pelos doutores da lei, pelos escribas e fariseus, para verem se o apanhavam em culpa, ou por violar o sábado, caso, cedendo aos piedosos impulsos do seu coração, o curasse naquele dia, ou por faltar à caridade, se, para guardar escrupulosamente o sábado, não o fizesse. Porém, Jesus, que lhes lia no íntimo os pensamentos, efetuou a cura, inibindo-os de formular contra Ele qualquer acusação, mediante as perguntas que lhes dirigiu e a que eles se viram impossibilitados de responder. Quanto à cura, o Mestre a operou, como todas as outras que os Evangelhos registram, pelo poder da sua vontade, exercendo sobre o doente uma ação magnética, que lhe saturou o organismo dos fluídos apropriados a restabelecer ali o equilíbrio desfeito. A hidropisia tem a sua causa num empobrecimento do sangue, cujo quilo diminui, sendo substituído pelas partes aquosas que ele contém, devido isso a uma alteração dos princípios vitais, por efeito de privações ou de excessos. Bem dirigida, a ação magnética humana pode deter os progressos dessa decompoSição do sangue e mesmo fazê-la cessar; mas, só com tempo e perseverança, porqüanto os instrumentos ainda não são bastante puros, para não alterarem ou apoucarem, pelo seu contacto, os fluídos de que possam dispor. Jesus, magnetizador perfeito, empregava os princípios curativos em toda a sua pureza e, conseguinte-mente, no máximo grau de eficácia. Não diz o evangelista que a tumefação produzida pela enfermidade cessou inopinadamente; diz apenas que a enfermidade foi curada. Significa isso que a causa do mal foi destruída, restabelecendo-se o equilíbrio como conseqüência da ação magnética exercida, da ação dos fluídos de que Jesus impregnara o organismo do enfermo. O mal chegara a uma de suas últimas fases e a fraqueza obstava a que o hidrópico fizesse qualquer esforço. Jesus, entretanto, o mandou embora. É que lhe deu forças, para se retirar, e esse era o prenúncio da cura visível: a desinchação. (149) Êxodo, 23º, 5. — Deuteronômio, 22º, 4.

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141 LUCAS, 14º, 7 ao 11. Ocupar o último lugar. — Humildade
LUCAS: capítulo 14, versículo 7. Notando, em seguida, que os convidados escolhiam os primeiros lugares à mesa, propôs-lhes esta parábola: — 8. Quando fores convidado para alguma boda, não tomes o primeiro lugar, para não suceder que, havendo entre os convidados pessoa de mais consideração do que tu, — 9, aquele que te convidou a ti e a essa pessoa venha dizer-te: Dá a este esse lugar; e te vejas constrangido a ir, envergonhado, ocupar o último lugar. — 10. Ao contrário, quando fores convidado, vai e toma o último lugar, a fim de que aquele que te convidou, quando chegar, te diga: Amigo, senta-te mais para cima; o que será para ti uma glória diante de todos os que contigo estiverem à mesa. — 11. Porqüanto, todo aquele que se exalta será humilhado e todo aquele que se humilha será exaltado. (150) “Humildade”. Jesus repete amiúde, sob diversas formas, em ocasiões e lugares diferentes, a lição da humildade, pois que a humildade é a fonte de todas as virtudes, de todo o progresso e de toda a elevação moral e intelectual, sendo o orgulho, ao contrário, o vício mais difícil de desarraigar do coração do homem e a causa principal dos vícios que degradam o Espírito, assim como das suas quedas e das perdas que sofre. (150) Provérbios, 25º, 6, e 7. — Job, 22º, 29. — Salmos, 17º, 28. — Timóteo, 4º, 6. — 1ª Epístola à Pedro, 5º, 5.

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142 LUCAS, 14º, 12 ao 15. Convidar os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — Desinteresse
LUCAS: capítulo 14º, versículo 12. Disse também ao que o havia convidado: Quando deres algum jantar ou ceia, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos, para não suceder que também eles te convidem por sua vez e assim te retribuam. — 13. Ao contrário, quando deres algum festim, convida os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — 14. E bem-aventurado serás porque esses não têm com que te retribuir; Deus é quem te retribuirá na ressurreição dos justos. — 15. Ao ouvir essas palavras, disse-lhe um dos que estavam a mesa: Bem-aventurado aquele que comer do pão no reino de Deus. (151) Desinteresse! O homem está sempre propenso a só pensar em si. O mais das vezes, o bem que faz não passa de um empréstimo, do qual espera auferir largos juros. Esquadrinhe-se a maior parte dos atos humanos e descobrir-se-á no homem o desejo de ser pago do bem praticado, seja pelo reconhecimento do beneficiado, seja pelos elogios do mundo, seja pelo merecimento que julgue adquirir desse modo aos olhos de Deus. Estes móveis, particularmente o último, podem ser nobres, mas não devem ser exclusivos. Nunca, entendamos bem, nunca devemos cogitar do proveito que possamos tirar de uma boa ação, de um bom pensamento. Devemos sempre ter por objetivo principal dar testemunho do nosso reconhecimento ao Senhor. Efetivamente, que responderíamoS ao nosso filho, que não cumprisse um só de seus deveres para conosco ou para com seus irmãos ou irmãs, sem nos vir imediatamente dizer: “Fiz isto; que me darás em recompensa?” — Sem dúvida lhe responderíamos: “A principal recompensa está em haveres cumprido o teu dever”. Não nos atenhamos à letra que mata, busquemos sempre o espírito que vivifica, nas palavras de Jesus. Ele não pensou em condenar as relações de família, de amizade. Apenas ensinou a prática do desinteresse, por toda a parte e constantemente, no seio da grande família humana. Ensinou que os festins da caridade material, que sustenta o corpo, dando-lhe alimento, vestes e abrigo, assim como os da caridade moral, que alimenta e desenvolve a alma, devem substituir o luxo, a ostentação e o orgulho desses festins que se originam do interesse calculado, da vaidade, ou da sensualidade, nos quais se dissipa o supérfluo devido aos pobres que, material, moral e intelectualmente, carecem do necessário. Jesus apropriava sua linguagem às inteligências de homens materiais, A FIM de os abalar e impressionar fortemente. “Bem-aventurado serás, disse Ele, porque os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos não têm com que te retribuir: Deus é quem te retribuirá na ressurreição dos justos. Ao ouvir isso, diz o Evangelho, um dos que estavam à mesa disse: Bem-aventurado aquele que comer do pão no reino de Deus”. Perfeitamente compreensíveis são estas palavras. Do ponto de vista humano, aludem aos que participam da vida feliz dos justos. Para homens materiais, qualquer pensamento se reporta à matéria. Daí o apresentar-se ao

362 espírito do Judeu a idéia dos festins celestes. A ressurreição do justo é o seu regresso à pátria. Aquele, que, durante a sua peregrinação humana, viveu submisso às vontades do Senhor, será por este recebido, quando voltar à pátria. Para o Espírito, a ressurreição do justo consiste em libertar-se da necessidade de volver aos mundos inferiores de provações e expiações; consiste em ascender a mundos superiores ao nosso. (151) Neemias, 8º, 10, e 12. — Ester, 9º, 19, e 22. — Apocalipse, 19º. 9.

Ambas exprimem o convite que o Senhor faz às suas criaturas. O rei. disse outro. às encruzilhadas e chamai para as bodas todos os que encontrardes. mandou que um servo fosse dizer aos convidados que viessem. Voltando o servo. muitos são os chamados. Mandou outros servos recomendando-lhes que dissessem de sua parte aos convidados: O meu banquete está preparado. Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. — 5. — 13. este para sua casa de campo. e por isso não posso ir. — 9. — 7. — 8. — 23. pois que tudo estava pronto. peço-te que me dês por escusado. — 11. pela humildade. Casei-me. aquele para seu negócio. Disse então o rei a seus servos: Atai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores. Ide. versículo 16. Saíram os servos pelos caminhos e ruas e reuniram todos os que encontraram. bons e maus. A hora da ceia. como entraste aqui sem a veste nupcial? O interpelado guardou silêncio. — 20. os ultrajaram e mataram. de sorte que a sala da festa se encheu de convivas. estão mortos os meus bois e os meus cevados. Falando de novo por parábolas. recobrar a liberdade de suas faculdades e a de caminhar pela senda do progresso. — 21. aí haverá pranto e ranger de dentes. a fim de que se encha minha casa. — 24. — 4. O reino dos céus se assemelha a um rei que celebrou as bodas de seu filho. eles nenhum caso fizeram do convite e lá se foram.363 143 MATEUS. Mandou que seus servos fossem chamar os convidados para a festa: estes. Todos. — 18. disse um terceiro. se encolerizou e. começaram a escusarse. eu vos declaro. 16 ao 24. pois. Parábola das bodas e dos convidados que se excusam MATEUS: capítulo 22º. tornar-se rico de coração e de inteligência. — 14. — 22. Disse-lhe depois o servo: Senhor. porém. versículo 1. mas poucos os escolhidos. pelo saber. tudo está pronto. 14º. recobrar a visão espiritual e ver cada . nenhum daqueles homens que foram convidados provará da minha ceia. o banquete das bodas está preparado. isto é. Porque. Mas. os coxos e os cegos. para que se regenerem e purifiquem. 1 ao 14. que proporciona ao Espírito adiantar-se. pelos seus enviados. — 17. — 12. — 10. para que se limpem das manchas do pecado. Porque. lhe perguntou: Amigo. enviando seus exércitos. Entrou em seguida o rei para ver os que estavam à mesa e. vinde às bodas. (152) Idênticos são o sentido e o fundamento das parábolas das bodas do filho do rei e da ceia do pai de família. tudo relatou a seu Senhor. — LUCAS. E disse aos seus servos: De fato. 22º. está feito o que ordenaste e ainda há lugar para outros mais. Encolerizado. Disse-lhes então Jesus: Um homem preparou uma grande ceia e convidou a muitas pessoas. enquanto outros agarraram os servos. — 3. Disse o primeiro: Comprei uma quinta e preciso ir vê-la. como de comum acordo. pela caridade e pelo amor. não quiseram ir. disselhes Jesus: — 2. ao saber do ocorrido. Retrucou-lhe o Senhor: Vai por essas estradas e veredas e aos que encontrares obriga a entrar. LUCAS: capítulo 14º. disse então o pai de família ao servo: Vai já às praças e ruas da cidade e traze para aqui os pobres e estropiados. — 6. moral e intelectualmente. mas aqueles a quem convidei não foram dignos da festa. Rogo-te que me dês por escusado. — 19. a fim de participarem do festim celeste. exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. dando com um que não trajava a veste nupcial.

e 12. 15. 9º. 26. Muitos séculos era preciso que se escoassem. que. tornaria claramente compreensíveis. até poder vestir a túnica imaculada. avançar com passo firme e em linha reta para a perfeição. sem exceção de nenhum. — Atos. 5º. quase todos compreenderão a felicidade que se lhes oferece. Todos são convidados. porém. (152) Provérbios. As palavras: “Porque muitos são os chamados. que o Espírito da Verdade agora prepara. sob pena de serem rechaçados para as trevas exteriores. pelo renascimento. 16º. previamente dispam suas vestes manchadas. mas poucos os escolhidos” não se referem unicamente ao que foi expulso por não estar dignamente vestido. quis Jesus mostrar.364 vez mais a luz. — Apocalipse. Apenas uma insignificante minoria se manterá obstinada em resistir aos esforços dos servos de Deus para lhes vestirem o traje de núpcias. então futura. bons ou maus. que só a Revelação Espírita. Cumpre. para entrarem na sala da festa. nas esferas celestes e divinas e aproximar-se do foco da onipotência. porém. Dizendo que o rei só encontrou à mesa um conviva que não trazia a veste nupcial. porque todos. Vê-se assim que todos os chamados virão a ser escolhidos. antes que entrem na sala do festim. para chegar o momento dessa revelação. — Colossenses. 2. sob a ação das leis imutáveis da expiação. do progresso. nos tempos da regeneração. chegarão à condição de envergarem o traje de núpcias. Referem-se também a. foram criados para o mesmo fim e têm que participar do banquete de núpcias. 3º. 13º. e 5. porque dos filhos de Deus nenhum ficará perdido para sempre. nas regiões da pureza. que. que lhe faculta entrar no palácio eterno. são filhos. 46. os tempos preditos da regeneração. 9º. os dias de hoje. 10. O choro e o ranger de dentes simbolizam as torturas morais na erraticidade e os sofrimentos da encarnação em mundos inferiores à Terra. . Ainda não soara a hora de serem ensinadas abertamente estas coisas. sob o manto da parábola. — 2ª Epístola aos Coríntios. 3º. — Daniel. 4. todos os que anteriormente cerraram os ouvidos e o coração à voz que os chamava. isto é. onde o Espírito continua a se depurar. Esses mesmos. pelas reencarnações. para entrarem nos mundos felizes. 3. para os planetas inferiores. para longe das venturosas moradas.

Disse então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. responderam-lhe.365 144 MATEUS. se retiraram. encheram-se de admiração e. versículo 15. suavizar as que tanto lhe pesam. LUCAS: capítulo 20º. calaram-se os emissários. a abrandar. sabemos que só dizes e ensinas o que é reto. Retirando-se dali. porque não consideras nos homens as pessoas. pois. Disse então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. arbitrárias. mas apenas o progresso moral. Jesus. versículo 13. iníquas. injustas. ou são. a fim de o entregarem à jurisdição e à autoridade do governador. deixando-o. disse: Por que me tentais? — 24. Mandaram então seus discípulos com os herodianos dizer a Jesus: Mestre. — 20. 20 ao 26. a fim de o surpreenderem no que dissesse. Jesus. Jesus. — 26. por isso que tais leis existem unicamente por não querermos caminhar todos pelo caminho reto . uma provação. — MARCOS. Deus e César MATEUS: capítulo 22º. Apresentaram-lhe um denário. Sempre a espreitá-lo. 22º. portanto. — LUCAS. — 21. disse: Por que me tentais? Deixai-me ver um denárIo. respondeu: Hipócritas. De quem são a efígie e a Inscrição que ele traz? Responderam: De César. mau grado a tudo que se tenha dito. só de nós mesmos nos devemos queixar. o apanhassem por alguma de suas palavras. fingindo-se de homens de bem. percebendo-lhes a astúcia. sem te preocupares com quem quer que seja. sabemos que és sincero e veraz e que não te dá de quem quer que seja. (153) Estas palavras de Jesus. sabemos que és sincero e veraz. qual o teu parecer: É lícito pagar a César o tributo ou não? — 18. — 16. Aplique-se ele. conhecendo-lhes a malícia. provam que Ele não viera pregar a subversão social. ou não lho devemos pagar? — 15. porém. Mostrai-me a moeda com que se paga o tributo. É-nos lícito pagar ou não o tributo a César? — 23. — 22. Dize-nos. 13 ao 17. — 17. reconhecendo-lhes a hipocrisia. 20º. MARCOS: capítulo 12º. Esses emissários o Interrogaram deste modo: Mestre. De César. — 22. porqüanto não te preocupas com a qualidade das pessoas. 15 ao 22. de fato. admirados da sua resposta. O respeito às leis humanas é para o homem um dever e. Deram-lhe a moeda e ele perguntou: De quem são esta Imagem e esta inscrição? Responderam eles: De César. que ensinas o caminho de Deus na verdade. 12º. Todos ficaram tomados de admiração. os fariseus foram reunir-se em conselho. pelo seu proceder. parecem. que lhe disseram: Mestre. mandaram emissários insidiosos para que. Ouvindo isto. — 17. que não te preocupas com as pessoas. por que me tentais? — 19. Se aquelas leis. Querendo surpreendê-lo em falta por alguma de suas palavras. versículo 20. muitas vezes. É lícito paguemos o tributo a César. — 16. mandaram ter com ele alguns fariseus e herodianos. — 25. Não podendo repreender-lhe nenhuma das palavras diante do povo. Perguntou ele: De quem são esta imagem e esta inscrição? — 21. ou algumas delas. Disse-lhes então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. mas que ensinas o caminho de Deus pela verdade. modificar. mas que ensinas o caminho de Deus na verdade. Mostrai-me um denário. — 14.

do seu saber! As palavras: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. resultarão a igualdade e a liberdade. para obterem a paz. derem a Deus o que é de Deus. para construir. que ateiam o incêndio. em que tanto se empenharam esses príncipes com os da Terra. nem as crueldades ainda de tão corrente uso. que desencadeiam a guerra. muitas vezes cruentos. pois. teria sabido viver sempre em harmonia com César e teria feito que a Vinha do Senhor desse os abundantes frutos que devia dar pelo cultivo daquelas virtudes. não existiria jamais o poder temporal do papa. da qual. a justiça. nem o derribamento de tronos. o desinteresse. o amor.366 que nos traça a lei divina do amor. ao contrário. para fertilizar a Terra. que ela. ainda não lograram atender aos seus interesses reais. bem se vê que não serão as revoluções. Destarte. Tampouco. desprezou e conspurcou. Só o serão. O abrandamento das leis depende. Cegos. o respeito a si mesmo e aos outros. que devia pregar pelo exemplo a tolerância. bem praticadas. eles ainda não conseguiram divisar o verdadeiro caminho. a guerra teriam devastado os filhos do Senhor. as discórdias. exclusiva-mente. . exclusivamente. o ódio. Julgando-se muito esclarecidos. que implicam a justiça. da pureza do coração. a caridade. na paz. (153) Romanos. Trabalhe cada um pela sua própria reforma e o pesado jugo que elas impõem se quebrará por si mesmo e as reformas sociais se operarão sem abalos. no entanto. 13º. A Igreja. do amor e da caridade. baseada esta tão-só no grau de pureza moral adquirida. nem a história registraria os conflitos. inclusive César. ainda não foram compreendidas e. na ordem e na hierarquia. E tão orgulhosos são. pela prática do duplo amor ao mesmo Deus e ao próximo. 7. a fraternidade. que nos hão de outorgar a liberdade e de tornar menos áspero o viver terreno. ditas principalmente para o futuro. como ainda o é. quando todos. o que envolve a da fraternidade. A liberdade nasce do cumprimento do dever. suavemente. a obra de redenção não seria deferida para amanhã. surdos. da conduta dos homens. nem os derramamentos de sangue. a humildade. por nos obstinarmos em não cumprir o preceito de não fazermos aos outros o que não queiramos que nos façam. Se compreendidas aquelas palavras houvessem sido. não haveria “príncipes da Igreja”. Se já compreendêssemos bem as coisas. menos ainda. os homens permanecem cegos! Ë assim que ainda fazem correr sangue.

versículo 18. Jesus lhes respondeu: Os filhos deste século se casam e são dados em casamento. em grande erro. — 28. por não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus? — 25. Moisés nos deixou escrito: Se algum homem casado morrer sem deixar filhos. não lestes no livro de Moisés o que Deus lhe disse na sarça: “EU sou o Deus de Abraão. Moisés disse: Em morrendo algum homem sem deixar filho. de qual deles será ela mulher. depois dos sete. nem os homens terão mulheres. Saduceus. que negam a ressurreição. Naquele dia. que dizem não haver ressurreição. — Ressurreição. — 29. pois. 12º. Chegaram depois alguns dos saduceus. morreu sem deixar filhos. — 30. Quanto à ressurreição dos mortos. E assim. umas e outros serão como os anjos de Deus no céu. sucedendo o mesmo ao terceiro. — 22. o Deus de Jacob. a todos até ao sétimo. LUCAS: capítulo 20º. Por último. sucessivamente. e lhe perguntaram: — 19. — 32. uma vez que os sete a tiveram por esposa? — 24. Desposou-a o terceiro e em seguida os outros quatro sucessivamente. os sete a tiveram por esposa e nenhum deixou descendência. — 26. de qual deles será ela. O segundo casou com a viúva do irmão e também morreu sem deixar filho. — LUCAS. Porque. Mestre. 20º. — 33. O segundo casou com a viúva e também morreu sem deixar filhos. havia entre nós sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem descendência. e lhe propuseram a questão seguinte: — 24. 27 ao 40. Respondeu Jesus: Não vedes que errais. Ora. Deus não o é dos mortos. — 26. se morrer algum homem deixando a esposa sem filhos. — Sua individualidade após a morte MATEUS: capítulo 22º. 22º. versículo 23. Mestre. 23 ao 33. havia sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem deixar filhos. Sou o Deus de Abraão. Deus não é o Deus dos mortos.367 145 MATEUS. mas dos vivos. case o irmão dele com a viúva e descendência dê ao irmão que morreu. Ouvindo isso. que era casado. Ao tempo da ressurreição. Ora. o Deus de Isaac. Vieram depois ter com ele alguns saduceus. O mesmo sucedeu ao segundo. Na ressurreição. nem os homens terão esposas. — 27. Ora. sem que nenhum deixasse descendência. por não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus. Ora. e lhe perguntaram: 28. — 20. — Sua sobrevivência ao corpo. 31. não tendes lido o que Deus vos disse: — 32. Pelo que toca à ressurreição dos mortos. o Deus de Isaac. — 31. — 25. nem as mulheres maridos: umas e outros serão como os anjos nos céus. o povo se admirava da sua doutrina. uma vez que com todos foi casada? — 34. — 30. case seu irmão com a viúva e dê sucessão a seu irmão. Por fim morreu também a mulher depois de todos eles. — Imortalidade da alma. Mestre. Ora. o irmão do morto case com a viúva e dê sucessão àquele. mas aqueles . — 35. — 33. Estais. ao terceiro. sete Irmãos havia e o primeiro. Moisés nos deixou escrito que. Na ressurreição. nem as mulheres maridos. Por último. o Deus de Jacob?” — 27. quando todos ressuscitarem. morreu a mulher. — MARCOS. — 23. versículo 27. Quando for da ressurreição. de qual dos sete será ela mulher. 18 ao 27. — 21. MARCOS: capítulo 12º. mas dos vivos. uma vez que todos a tiveram por esposa? — 29. que negam a ressurreição. também a mulher morreu. Jesus lhes respondeu: Estais em erro. deixando sua mulher a seu irmão. vieram ter com ele alguns saduceus. ao ressuscitarem dentre os mortos.

Aquele. Deus de Isaac. Fazendo que um Espírito superior dissesse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão. o Espírito vive sempre sob as vistas de Deus. Isaac e Jacob existiam. Assim. quando ele chega a tal grau de elevação. e os homens. não mais pode morrer. Deus proclamara e Jesus. que não mais se vê obrigado a habitar mundos onde a reencarnação se opera segundo as leis de reprodução. — 40. uma vez ressuscitados. mostrou o Senhor onipotente que Abraão. aos discípulos e a todos os homens — a sobrevivência da alma. O Mestre preparava desse modo as gerações futuras a compreenderem que a vida espírita é a vida primordial e normal do Espírito. quer no estado espírita. pois que todos para Ele são vivos. porqüanto. lembrando-as. cujo termo chega quando o mesmo Espírito se despoja do corpo material que. Deus não O é dos mortos e sim dos vivos. que chegou à condição de habitar os mundos superiores. pois que todos para ele são vivos. conforme se deu com o Mestre. respondeste bem. no livro de Moisés. Quando o Espírito. “morte”. E. não mais poderão morrer. com referência à ressurreição dos mortos: “Não lestes. quer no estado corporal. de Isaac e de Jacob”. para o Espírito. Moisés o mostrou quando. que. já não se dá a morte no sentido humano em que Jesus falava e como ainda agora se entende na Terra. Se esse mesmo Espírito tem que fazer aparição num planeta inferior. porque são filhos da ressurreição. no significado que essa palavra tem entre nós.368 que forem julgados dignos do século vindouro e da ressurreição dos mortos. E que os mortos hão de ressuscitar. na sarça. após a morte do corpo. o Deus de Jacob? Ora. o que Deus lhe disse na sarça: Eu sou o Deus de Abraão. Deus de Jacob. qual o nosso. que haja transposto essa fase de encarnações materiais. nem serão dados em casamento. sob as vistas do Pai. portanto. — 36. sua imortalidade e sua individualidade. visto se terem tornado iguais aos anjos e serem filhos de Deus. pois que a morte mais não é do que um passo mediante o qual . chamou ao Senhor de Deus de Abraão. como ainda se dá na Terra. que Jesus dirigiu aos Saduceus. Deus não o é dos mortos. estavam vivos e não mortos. que o que chamamos “morte” não é mais do que a cessação. para ele. disseram alguns dos escribas: Mestre. de expiação. As expressões — os anjos de Deus no céu — os anjos que estão nos céus — aos quais se assemelharão. uma vez que se tenham tornado “filhos da ressurreição”. uma vez julgados dignos de participar da “ressurreição dos mortos”. (154) A ressurreição é a volta definitiva do Espírito à sua pátria eterna. proclamava a vida permanente e imortal dos Espíritos. “filhos de Deus”. Tomando então a palavra. mas dos vivos. vestidura que apenas determina uma modificação temporária na sua vida normal. Verificase. — 37. como os puros Espíritos. não passa de uma vestidura de provações. que todos vivem. o Deus de Isaac. se afasta daquele onde estiver habitando e retorna à vida espírita. Ora. indicam não só os bons Espíritos. — 39. — 38. De um modo como de outro. ninguém mais se atreveu a lhe fazer perguntas. não sofreu. que galgaram as condições elevadas de que acabamos de falar. desde então. surge aí por incorporação fluídica. esses não casarão. Por si mesmas se explicam estas palavras. se igualarão os mortos. o que então se verifica é apenas uma mudança de condição. proclamava de novo aos Saduceus. de um exílio temporário. de progresso. por aquelas palavras dirigidas a Moisés.

dando lugar aos fenômenos de que trata o Êxodo. que chegou à perfeição.369 ele volta da vida corpórea à vida espírita. 20º. as coisas necessariamente se teriam passado da mesma forma. Reunindo-os e concentrando-os. se o povo hebreu só pelo terror podia ser levado a crer em Deus. não se diz que Moisés viu a Deus. que. há a observar que Deus. atualmente assim não é. 10. Os Saduceus eram os materialistas da época. basta que sacerdotes inteligentes e moralizados lhe ensinem e façam compreender o Evangelho em espírito e verdade. nem das leis que as regiam. (155) É o que presentemente ocorre com o fenômeno espírita chamado «voz direta”. porém. mas que o ouviu. Essas manifestações. Ainda quando. e 52. transmitido a Moisés no monte Sinai. que Nosso Senhor Jesus Cristo revelou à Humanidade. não tendo e não podendo ter conhecimento das causas de que derivavam. que aquele Espírito superior realizou a manifestação. Moisés era médium de efeitos físicos. — Atos. 16. segundo o Êxodo. que se tornou puro Espírito. de natureza física. e 11. foi uma manifestação espírita. 42. e produziu uma luz deslumbrante. Consideravam Deus como o arquiteto que construiu o edifício: o homem como a pedra que a ação do tempo reduz a pó. e disso precisa o sacerdócio romano convencer-Se definitivamente. (154) Deuteronômio. imitando por suas obras e exemplos o manso Cordeiro de Deus. — JOÃO. não se comunica diretamente com os homens. — Hebreus. ele produziu o som da palavra humana. 6. no caso. como todas as que vêm referidas no Antigo e no Novo Testamento. O que houve. no Deus de amor. o Decálogo. versículo 19. deles dispondo à sua vontade. articulada (155) e uma luminosidade ofuscante. Foi com o auxílio de fluídos. com a aparência de fogueira. capítulo 3º. por todos os que estudam a ciência espírita e experimentam no campo da sua fenomenologia. fenômenos apropriados a causar forte impressão no povo hebreu. versículos de 16 a 19. conseguintemente. Hoje. conforme já temos ponderado. como fatos naturais. — 1ª Epístola à João. não uma forma humana. Aliás. 3º. 25º. capítulo 19º. tomou uma forma luminosa. é senhor da natureza e de todos os fluídos. têm que ser reconhecidas e aceitas como simples fenômenos espíritas. Não observamos na atualidade análogas inconseqüências? homens que admitem a crença em Deus e negam a existência da alma e sua imortalidade? Com relação às palavras que. Deus disse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão. de acordo com as necessidades e as circunstâncias. — Romanos. e 16. não o fosse. e capítulo 20º. de Isaac e de Jacob”. a inteligência humana daquela época não lograva explicá-las. 32. Para que o povo tenha a crença no verdadeiro Deus. . porque. O Espírito superior. audiente e vidente. 5. de justiça e de misericórdia. 15º. de fluídos sônicos e outros. versículo 6). 7º. assimilando seu perispírito às regiões terrenas. O Espírito superior. foram qualificadas de “milagres”. 6º. incumbido da manifestação. 11º. — 1ª Epístola aos Coríntios. 9. e 49. que ainda muito tempo teria que ser conduzido pelo terror. pois outra maneira não havia de fazê-lo observar a lei. Segue-se daí. — Êxodo. 3º. 2.

de todo o teu coração. — 33. Mestre. Este o primeiro mandamento. para o tentar: Mestre. Toda a lei e os profetas se contém nestes dois mandamentos. e um deles. Praticá-lo consiste em obedecer às leis divinas. sem a qual . E amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração. de toda a alma e com todas as forças. origem e vida de tudo o que é. versículo 25. é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Jesus lhe observou: Respondeste muito bem. Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus. E desde então ninguém mais se atreveu a lhe fazer perguntas. o juiz reto de todas as nossas ações. — 34. 22º. O amor de Deus é a força da alma. de toda a tua alma. LUCAS: capítulo 10º. Este é o maior e o primeiro mandamento. 25 ao 28. a quem Ele deu a esperança da vida eterna. de todo o teu entendimento. Respondeu Jesus: O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve. — MARCOS. de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento. e que o amá-lo de todo o coração. para o tentar fez esta pergunta: — 36. Então. 10º. semelhante ao primeiro. que nenhum outro há além dele. e bem assim o amar o próximo como a si mesmo é coisa de maior valia do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios. Então. nasce a caridade. 12º. porqüanto nesse amor hauriremos forças para cumprir todos os nossos deveres. levantando-se.370 146 MATEUS. Mas os fariseus. — 39. de toda a tua alma. perguntou-lhe um doutor da lei. a Ele o pai bondoso e justo de tudo o que vive. versículo 28. como a nós mesmos. Amor de Deus e do próximo MATEUS: capítulo 22º. versículo 34. de todas as tuas forças. Disse-lhe então o doutor da lei: Na verdade. (156) Amemos o Senhor nosso Deus acima de todas as coisas: a Ele. de todo o teu coração. — 38. e amarás o teu próximo como a ti mesmo. faze Isso e viverás. de todo o entendimento. porqüanto. Vendo Jesus que o escriba replicara sabiamente. Respondeu aquele: Amarás o Senhor teu Deus. — LUCAS. — 35. 28 ao 34. — 28. se reuniram em conselho. tendo sabido que ele fizera calar os saduceus. engendra a fé e produz a caridade. qual é o grande mandamento da lei? — 37. se não possuirmos o sentimento grandioso da fraternidade. que era doutor da lei. se aproximou e lhe perguntou: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? — 29. — 40. Mestre. E o segundo. Do amor a Deus nascem a submissão. 34 ao 40. Do amor ao próximo. disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. um dos doutores da lei. para adquirir todas as virtudes. Amemos o Senhor nosso Deus acima de tudo. O segundo. Israel: o Senhor teu Deus é o único Deus. disseste bem que Deus é um só. a resignação. semelhante ao primeiro. de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. não praticaremos os atos a que ele dá lugar. é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. que hei de fazer para ter a vida eterna? — 26. que ouvira a discussão e vira quão bem Jesus respondera aos saduceus. seremos ramos secos. Não há outro mandamento maior do que estes. Amemos o nosso próximo como a nós mesmos. — 31. — 30. Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? De que modo a lês? — 27. MARCOS: capítulo 12º. a esperança. É esse amor que nos aquece os corações. — 32.

Citando estas palavras do Deuteronômio. animam os mais tímidos. para sermos caridosos. Consultem-se também: Deuteronômio. Sejamos brandos e humildes. capítulo 42º. deixando esta a outra na ignorância do que fez. Não sejam. que tu enviaste”. versículo 3). A caridade está no socorro que devemos prestar aos nossos irmãos pela nossa inteligência. — Miquéias. libertado que está dos laços da matéria. não há senão um só Deus. pelo nosso coração. Israel: o Senhor teu Deus é o Único Deus” e dizendo ao doutor da lei: Respondeste sabiamente e: não estás longe do reino de Deus. capítulo 12º. não mais sofre a morte. ao passo que muitas vezes elas se referem a um Deus único. para sermos caridosos. quando se dirigiu a Deus. Replicando. capítulo 8º. Jesus nunca pretendeu divinizar-se. capítulo 6º. das constrições da carne. somente dos lábios a nossa brandura e a nossa humildade. — Isaías. Praticando-os. o auxílio material. e 5. pela prática daquele duplo amor. pela nossa mão direita. — 1ª Epístola aos Coríntios. isto é. 6. que outro não há além dele”. capítulo 17º. 9. consolam os mais aflitos. — Levítico. em que se proclama coisa de muito maior valia do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios. por exemplo. versículo 4. Precisamos ser brandos e humildes. 6º. 30º. como. Por nenhuma de suas palavras jamais conferiu a si mesmo o titulo de Deus. social. 12. — MARCOS. consiste em que eles conheçam por único Deus verdadeiro a ti. conforme já o proclamara Moisés para Israel. pois que o orgulho afastará de nós o “pobre”. se eximia de toda divindade como Cristo.371 não faremos boas obras. a doutrina que se consubstancia no amor a Deus e ao próximo. que Deus é UNO. pela solidariedade na fraternidade. quando declarou que seu Pai era maior do que Ele. familiar e individual. 18. 46º. proclamando. Jesus sancionava o que o doutor acabara de dizer. a essa vida em que o Espírito. 45º. 6. o divino Mestre sancionou expressamente aquela resposta. 6. como intelectual e moralmente. e 14. pois. qualquer que seja a Sua pobreza. capítulo 6º. purificam os mais gangrenosos. que “na verdade. porque então já não seremos caridosos. meu Pai. versículo 29. 15º. 19º. . isto é. Faze isso e viverás. versículo 1. disse Jesus. porém. debaixo de todos os pontos de vista. (156) Deuteronômio. que ensina a adoração do Pai em espírito e verdade. por estas últimas e solenes palavras. moral ou intelectual. porém. somos levados ao cumprimento de todos os nossos deveres no seio da grande família humana. pois que a brandura e a humildade atraem os mais inacessíveis. versículos 4 ao 6. à resposta do doutor da lei: “Não estás longe do reino de Deus”. — 1º Reis. e a Jesus Cristo. a religião de Deus. do que todas as fórmulas e todos os cultos. no altar do coração. Sim. Nesses dois mandamentos se contém toda a lei e os profetas. a religião universal. caminhando nas vias da perfeição moral. que demonstra ser essa a única religião verdadeira. à realização de seus destinos. material. versículo 4: “Ouve. tornando-lhe penoso. que há de levar o gênero humano à unidade e. indivisível. que lhe dispensamos. 10º. Desse modo recusava. 7. As obras levam prontamente à vida eterna. e 8. 4. proferidas pouco antes da hora do sacrifício: “A vida eterna. por estas palavras. (JOÃO. para base do Cristianismo. 4º. — Isaías. 22.

pensou-lhe as feridas. Jesus. através de um episódio edificante. quaisquer que eles sejam. — 32. em observância à lei divina. o sacerdote. o réprobo. frutos exclusivos das orgulhosas interpretações dos homens. porém. que nos prescreve amar o Pai celestial. consagrar. Primeiramente. aos olhos de Deus. para aquele momento e para sempre. formulandoa. não há salvação sem a caridade que se exerça e pratique por amor a Deus acima de tudo e por amor ao próximo como a si mesmo. — 35. que o orgulho é causa de queda. o dogmatismo e a intolerância. proclamar que a fé sem as obras nada vale. nos ensinou. o herético. onde cuidou dele. — 33. amando o nosso próximo. que era como os Judeus consideravam os filhos de Samaria. que derivam da diversidade e do antagonismo de crenças e de cultos externos. por tornar cega a criatura. Respondeu o doutor da lei: O que para com ele usou de misericórdia. que implica a prática da justiça. sim. do amor. o excomungado. mostrando que Deus olha igualmente. o fariseu. e o levita. Aproximou-se dele. assim. Efetivamente. isto é. reprovar e proscrever. o infiel. viu o homem e igualmente passou de largo. Dizendo ao doutor da lei: Vai e faze o mesmo. da misericórdia. de antemão. versículo 29. que também foi ter àquele lugar.372 147 LUCAS. Qual dos três te parece que tenha sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? — 37. o idioma que falem. seja . o culto que professem. 10º. esta parábola nos oferece mais uma prova da inigualável presciência que o divino Mestre tinha de todas as coisas. dizendo: Trata desse homem. para todos os seus filhos. dois objetivos teve Ele em mira. pois que. veio onde estava o homem e ao vê-lo se encheu de compaixão. Quis. Em segundo lugar. — 31. caiu nas mãos de salteadores. Parábola do Samaritano LUCAS: capítulo 10. perante Deus. disse-lhe Jesus. que o despojaram. tomando a palavra. como devemos proceder com os nossos semelhantes. Pois vai. na caridade. colocou-o sobre a sua alimária e o levou para uma hospedaria. com relação a seus deveres. que a fé. Aconteceu que pelo mesmo caminho desceu um sacerdote. Do mesmo modo um levita. como viriam a proceder de futuro. os ortodoxos em suma. quaisquer que sejam a pátria onde nasceram. e faze o mesmo. O doutor da lei. deixando-o semimorto. Doutra parte. Merece toda a nossa atenção. — 36. não há heréticos. No dia seguinte. não está em dogmas humanos. em face da sua doutrina. não há salvação” e. com paternal carinho. 29 ao 37. dar a ver aos homens que. perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo? — 30. praticamente. o “samaritano”. nem ortodoxos. mostrou conhecer. Apontava aquele cheio de caridade e estes baldos desse sentimento. Um samaritano. condenando-a. da fraternidade. tirou dois denários e os deu ao hospedeiro. toda. profundo estudo e meditação séria esta parábola em que. objetivou condenar de antemão esta máxima da Igreja Romana: “Fora da Igreja. que o viu e passou de largo. que descia de Jerusalém para Jericó. seguindo o seu caminho. porém. como única verdadeira. lhe disse: Um homem. mas. Nosso Senhor Jesus Cristo. esta: Fora da caridade não há salvação. — 34. o espancaram e se foram. que a única via de salvação é a caridade. que. deitando nelas óleo e vinho. querendo parecer justo. são irmãos. na minha volta te pagarei tudo quanto despenderes a mais.

nota ao Canto 4º. Não disse Ele. orai pelos que vos perseguem ou caluniam?” (157) (157) Veja: A Divina Epopéia de Bittencourt Sampaio.373 quem for o próximo: conhecido ou desconhecido. o Verbo de Deus: “Amai os vossos inimigos. fazei o bem aos que vos odeiam. amigo ou inimigo. .

Mas. sem prejuízo algum. pequena cidade perto de Jerusalém. que não lhe é dado ab-rogar. respondeu: Marta. — O alimento espiritual jamais se deteriora LUCAS: capítulo 10º. Jesus muito o amava. Uns e outros podem emparelhar. Ë que o alimento espiritual jamais se perde. em conseqüência de os terem os homens interpretado. Saibamos. uma só é necessária. versículo 38. 10º. falsamente. com exclusão de todos os cuidados materiais. desde que sejam atendidos com critério. porém. sentada aos pés do Senhor. Marta. que lhe não será tirada”. esquecida de que só o necessário basta. De condição modesta. que lhe não será tirada. lhe escutava a palavra. — 41.374 148 LUCAS. Por que havia ela então de se preocupar com inúteis cuidados materiais? . não se te dá que minha Irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude. próximo à de Betfagé. — 40. É esta uma lei absoluta. porém. “Maria. E aconteceu que Jesus. entrou numa aldeia e uma mulher de nome Marta o recebeu em sua casa. Marta se preocupava mais do que devia com os cuidados do corpo. assim como às suas irmãs Marta e Maria. o Cristo trazia um corpo material. escolheu a parte melhor. que muito atarefada andava nos arranjos da casa. ficava a aldeia onde vivia Lázaro. A afeição que Jesus consagrava a esses irmãos constituía um ensino. qual os nossos. contentando-se com pouco. tu te azafamas e perturbas a cuidar de muitas coisas. Na Betânia. — Ninguém deve preocupar-se demasiado com as necessidades do corpo. parando diante de Jesus. é uma semente cujas raízes se prolongam sempre. Jesus os distinguia com a sua amizade. na estrada geral de Jericó. Marta. situada no sopé do monte das Oliveiras. O homem tem o dever de velar pela conservação do seu ser. disse Jesus. bem como Marta e Maria. não lhe assiste o direito de sacrificar ao supérfluo os cuidados que o Espírito requer. — 39. Tinha ela uma Irmã chamada Maria. Para Maria. segundo a letra. Entretanto. tendo-se posto a caminho com seus discípulos. hão servido para autorizar e justificar a vida religiosa. não foi o pensamento do Mestre. — Dever de se aliarem os cuidados do corpo aos que o Espírito reclama. lhe disse: Senhor. Disse Jesus: “Nem só de pão vive o homem”. Foi por isso que o Mestre a repreendeu. Jesus em casa de Marta. — 42. como para todos. queria oferecer a Jesus uma hospedagem luxuosa. naquele momento. um exemplo da predileção que merecem aqueles que caminham pela estrada que conduz ao Senhor Todo Poderoso. que. O Senhor. — 43. portanto. que encarnaram para assisti-lo e ajudá-lo. Lázaro era um dos Espíritos devotados que haviam encarnado para cooperar no desempenho da missão terrena do divino Mestre. Esse. 38 ao 43. mas não tinha os gostos e as necessidades humanas. Maria escolheu a parte melhor. aliar o cuidado de que necessita o nosso corpo aos que o nosso Espírito reclama. Estes versículos.

só fazia refeições diante dos homens e isso mesmo na aparência apenas e não em realidade. quando precisava dar uma lição. .375 O Mestre. como hoje sabemos. ou um exemplo.

diziam respeito. isto é. 20º. seus poderes com relação ao nosso planeta e à Humanidade terrestre. lhe chama seu Senhor. Quaisquer que fossem a humildade. nosso Mestre. sua missão. à sua descendência. puro Espírito. 12º. até que se haja completado a obra de regeneração. É nosso irmão. a natureza e a origem do Cristo. o Espírito que a protege e governa no tocante à depuração e à transformação física. filho do Altissimo. se David lhe chama seu Senhor. à missão de Jesus que. 41 ao 44. Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu tenha reduzido teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés? — 45. nem mais ousou alguém. o desprendimento de Jesus. porém. — 42. o modo e as condições em que se verificou o seu aparecimento na Terra. Ele é o filho de Deus. como é. mas. Jesus lhes perguntou: — 42. O Cristo. então. — 43. Ensinando no templo. — LUCAS. como é ele seu filho? — 46. 41 ao 46. LUCAS: capítulo 20º. Espírito de pureza perfeita e imaculada e. porque só ela daria a conhecer. Como estivessem os fariseus reunidos. com relação ao nosso planeta. interrogá-lo. 22º. portanto. como é ele seu filho? (158) Fazendo essa observação. sua autoridade. versículo 35. se David lhe chama seu Senhor. — 43. como uma das suas criaturas. que não pertencia à Humanidade. até que eu reduza teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés? — 44. Estas palavras alegóricas: “Disse o Senhor a meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu reduza todos os teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés. como tal. inspirado pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu reduza teus inimigos a escabelo de teus pés? — 37. em espírito e verdade. Ora. desde aquele dia. como qualquer Espírito criado. Ora.376 149 MATEUS. ocupa a direita do Pai. versículo 41. filho de Deus e irmão dos homens. Pois o próprio David não disse. tinha Jesus por fim: dar a ver que nenhum laço carnal o unia a David. Ora. o encarregado do progresso da Terra. quando o próprio David diz no livro dos Salmos: Disse o Senhor a meu Senhor: Senta-te à minha direita. em espírito. A questão que Ele propôs aos fariseus e à qual nenhum pôde responder. veladamente. nosso Senhor. não como sendo o próprio Deus. não devemos esquecer a sua origem. MARCOS: capítulo 12º. Que vos parece do Cristo? De quem é ele filho? Responderam-lhe os fariseus: De David. por ser. 35 ao 37. que David. Mas Jesus lhes perguntou: Como dizem que o Cristo é filho de David. se David lhe chama seu Senhor. Senhor de David MATEUS: capítulo 22º. versículo 41. como é ele seu filho? Grande multidão se comprazia em ouvi-lo. a doçura. — MARCOS. nem. Replicou-lhes Jesus: Como é. Ninguém lhe pôde responder palavra. para dar cumprimento à sua missão terrena. disse Jesus: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de David? — 36. só a nova revelação a resolveria plenamente. dizendo: — 44. . moral e intelectual da sua Humanidade. 2º mostrar a distância que havia entre o Espírito de David e o do Cristo de Deus.

2º. 160º.377 (158) Salmos. 25. 10º. — Hebreus. — Atos. e 13. 34. — 1ª Epístola aos Coríntios. 15º. 13. 1. . 12. 1º.

pois. por nós mesmos. — 5. mas. que deviam produzir. Lembremo-nos de que Jesus disse: “Observai e fazei o que vos disserem. — 6. 23º. mas não fazem. o que eles vos disserem. Referia-se aos escribas e fariseus. 38 ao 40. — 7. — 39. pois. se com ele praticarmos o amor? Não imitemos. de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. também.378 150 MATEUS. amiúde se perde. LUCAS: capítulo 20º. leve o peso aos nossos irmãos. — 40. Mas. sobretudo. Maior condenação receberão eles. segundo o seu modo de ensinar: Guardai-vos dos escribas. Todas as suas ações eles as praticam para serem vistos pelos homens. como pode ser carregado sem fadiga. — 47. Ouvi-los. Poderá o discípulo que preparamos queixar-se da severidade dos costumes que lhe impomos. se a observar nos nossos? Se nos vir indulgente para com os outros. Em todos os tempos. não os imiteis nas suas obras. disse ele a seus discípulos: — 46. — 3. que pregavam e ensinavam sentados na cadeira de Moisés. que devoram as casas das viúvas a pretexto de longas orações. porqüanto o exemplo constitui o melhor ensinamento. dizendo: Na cadeira de Moisés se sentaram os escribas e os fariseus. houve sempre doutores que pregam e ensinam. Diante de todo o povo que o ouvia. assentados na cadeira que Ele ocupou. Atam pesados e insuportáveis fardos e os colocam sobre os ombros dos homens e no entanto nem ao menos com o dedo os querem tocar. Querem os primeiros lugares nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. Tornemos. ao contrário. Orgulho e hipocrisia dos escribas e dos fariseus. 20º. que querem andar com longas vestes. Aí está o escolho. o Catolicismo. — LUCAS. E lhes dizia. versículo 38. porém. como . Guardai-vos dos escribas. mas não praticam a moral que preconizam. versículo 1. simulando longas orações. daí o alargarem seus filatérios e alongarem suas franjas. porqüanto o que dizem não fazem”. mostrando-lhes. não têm produzido os frutos evangélicos. 45 ao 47. que gostam de andar com amplas vestes e de ser saudados nas praças públicas. de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. — 2. MARCOS: capítulo 12º. porqüanto dizem. 1 ao 7. — 4. Observai e fazei. Falou então Jesus ao povo e a seus discípulos. não os imitar MATEUS: capítulo 23º. não será mais pronto em se mostrar caridoso? Não amará seus irmãos. é porque essas palavras do Mestre se tornaram freqüentemente aplicáveis aos escribas e fariseus dos modernos tempos que. A semente que dessa forma lançam pode cair em bom terreno e produzir. que devoram as casas das viúvas. 12º. que gostam de ser saudados nas praças públicas. deixará de compreender a indulgência? Se lhe fizermos ver como se pratica a caridade. pregam e ensinam. os escribas e fariseus orgulhosos. porém. versículo 45. Com mais rigor serão eles julgados. não os imiteis nas suas obras. Se o Cristianismo e. — MARCOS. Gostam de que os saúdem nas praças públicas e de que os homens lhes chamem mestres.

.379 os de outrora. o que não praticam. Ë sempre mais fácil falar do que obrar.

(159) Este ensino. precisamos conhecer o nosso maior inimigo. único doutor. — Os homens. Aquele que tenta elevar-se acima dos outros é sempre impelido por um sentimento de orgulho. assim se resume: Humildade. ser chamados mestres. Não queirais vós. como fazia outrora. nunca nos acreditemos mais dedicado. — LUCAS. para. que está nos céus. — 9. 8 ao 12. — 11. é incompatível com o orgulho que enche os odres materiais. 11. Nem vos deis o titulo de doutores. se lhes levarmos vantagem por qualquer daquelas qualidades. Aquele que é o maior entre vós será vosso servo. cuidarmos de não ser vítimas dele. No dia da retribuição. que só cabe a Deus. — Provérbios. nos achemos muito abaixo deles. a justa apreciação de si mesmo é tão difícil que nenhum dentre nós poderá julgar-se capaz de fazê-la. os quais tomariam por insulto serem comparados a qualquer pobre mortal humilde. porqüanto um ONICO pai tendes. A justa apreciação de si mesmo deve sempre dar ao homem criterioso a convicção de que lhe cumpre trabalhar por destruir em si o que é mau. A ninguém na Terra chameis vosso pai. Na verdade. — O Cristo. porqüanto não tendes mais que um só doutor e um só mestre — o Cristo. Quer dizer: se o orgulho o dominar. que Jesus deu a seus discípulos e a todos os homens. porque. 14º. Por isso mesmo. nem mais sábio. Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. fraternidade. — Deus. . 23º. porqüanto um único mestre tendes e todos sois irmãos. Conseguintemente. nem mais apto do que este ou aquele. por cultivar o que é bom.380 151 MATEUS. terá que o expiar. dar-se pode que. nem mais probo. 5. compete. 29. Nenhum homem deve desejar ou aceitar o título ou o apelido de mestre. como tantos há. do mesmo modo que o humilde de coração (mas não apenas dos lábios) terá que receber a sua recompensa. que só a Ele. irmãos todos MATEUS: capítulo 23º. 6. Só por orgulho e farisaísmo pode o homem. ele virá a ser vosso servo quando. Interdizia a todos os daquela época e do futuro o uso do título de pai. ao recomeçar a sua prova. confessando a nossa fraqueza. e bem assim o de Mestre. 22º. 4º. 3º. porém. como se vê. versículo 8. Tal ensinamento. usurpar ainda aqueles títulos. único mestre. tiver que se humilhar. 15º. nem mais caridoso. único pai. (159) Job. — Timóteo. o Cristo. por adquirir o melhor. — 10. porqüanto o que se exaltar será humilhado e o que se humilhar será exaltado. com relação a outras. 5º. — 1ª Epístola à Pedro. 33. 1. porém. ou do que o conjunto dos nossos semelhantes. — 12.

— 22. Ai de vós. a luz que se irradia da santa Doutrina do divino Mestre vai espancando as trevas das inteligências e dos corações e esses infelizes. 20º. O remorso. mas aquele que jurar pela oferenda que está sobre o altar fica obrigado a cumprir o seu juramento. São cegos. pela observação. dizeis. reconhecerão quão criminosos foram. — 3º Reis. ou o altar que santifica a oferenda? — 20. — 14. mas aquele que jurar pelo ouro do templo fica obrigado a cumprir o seu juramento. Ai de vós. Felizmente. porém. Queiram ou não queiram. um dia. Mas. se formam. pelo exercício livre do pensamento. 8º. 37. 2. que fechais aos homens o reino dos céus. 11º. 6º. únicos fundamentos inabaláveis da fé esclarecida e ativa. e bem assim os que lhes obedecem ao mando. ou o templo. as quais. são os que mercadejam com suas orações e vendem as graças do Senhor. assim como a entrada na morada divina. quem jura pelo templo jura por este e por aquele que o habita. — LUCAS. cegas também. tornadas aptas a apreender. Estultos e cegos! qual o que vale mais: o ouro.381 152 MATEUS. — 2º Paralipõmenos. (160) Êxodo. escribas e fariseus hipócritas. guias de cegos. 42. que emaranham seus irmãos numa teia inextricável de puerilidades culposas. então. 8. jura pelo altar. 13 ao 22. com as vossas longas orações. às criaturas humanas. e cada vez mais assim será. — 17. versículo 13. escribas e fariseus hipócritas. guias cegos que dizeis: Jurar um homem pelo templo nada é. — MARCOS. nada é. quem jura pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está assentado. — Salmos. 25º. no entanto. Cegos! que é o que mais vale: a oferenda. que substituem os ensinamentos singelos de Nosso Senhor Jesus Cristo. depois de o terdes feito. 10º. 30º. constantes nos Evangelhos. as verdades evangélicas. por um tecido de mandamentos mesquinhos e arbitrários que eles mesmos elaboram: pesadas cadeias com que embaraçam o passo no sagrado carreiro da salvação. pois nem entrais nem deixais que entrem os que desejam entrar. jura por este e por tudo o que sobre ele está. que rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito e que. Jurar pelo altar. hão de eles convencer-se. — 21. que já vai distante o tempo das supersticiosas imposições da teocracia. 23º. a fim de abusarem da credulidade dos homens e dela se aproveitarem para a consecução de seus fins. Ai de vós. pois. em toda a sua simplicidade e pureza. devorais as casas das viúvas: mais rigoroso será por isso o vosso julgamento. passou o tempo da fé cega. pelo estudo. por mais que hajam feito e ainda façam. 13. 40. ai de vós. pela análise. Os crentes. que santifica o ouro? — 18. que ao seu reinado sucedeu o império da inteligência e da razão. que. o tomais duplamente mais merecedor da geena do que vós. 47. Sim. para verem a luz. — 15. os verdadeiros crentes. . pela investigação. 29º. — 16. — 19. 29. mas que. Quem. escribas e fariseus hipócritas. 12º. 5. bastaria abrissem os olhos. (160) Escribas e fariseus hipócritas são todos os que se abrigam por detrás de uma fé que não possuem. Escribas e fariseus hipócritas MATEUS: capítulo 23º. se submetem a um jugo que a razão repele. e a expiação lhes farão curvar as frontes orgulhosas e dobrar os joelhos inteiriçados.

6. — 2ª Epístola à Timóteo. 49.382 — Atos. . 11. — Tito. 3º. 1º. 7º.

Começou então o fariseu a dizer de si para si: Por que não se lavou ele antes de comer? — 39. 23 ao 39. que coais um mosquito e engolis um camelo! — 25. porém. limpais o exterior do copo e do prato. como a galinha reúne debaixo das asas os seus pintos. — 42. — 40. — 24. Testificais. Assim também vós: exteriormente pareceis justos aos homens. Ai de vós. que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes tenho querido reunir teus filhos. que erigis túmulos aos profetas. — 43. a misericórdia e a fé. os fariseus. até que digais: Bendito seja o que vem em nome do Senhor. Ele lhe entrou em casa e tomou lugar à mesa. Doutores hipócritas que têm o coração viciado e enganam os homens pelos atos exteriores. do endro e do cominho e não vos importais com o que há de mais importante na lei: a justiça. que limpais por fora o copo e o prato e que. que sois como os sepulcros que não aparecem e por . Jerusalém. Se vivêramos nos dias de nossos pais. um fariseu o convidou para jantar. — 29. que os afastam da luz e da verdade MATEUS: capítulo 23º. LUCAS: capítulo 11º. Eis que deserta vos será deixada a casa.383 153 MATEUS. contra vós mesmos. — LUCAS. — 27. — 35. Disse-lhe então o Senhor: Vós. limpai primeiro o interior do copo e do prato. Fariseus cegos. — 33. para que também o exterior fique limpo. a medida de vossos pais. e não quiseste! — 38. Ai de vós. Mas. que pagais o dízimo da hortelã. que pagais o dízimo da hortelã. que vos assemelhais a sepulcros caiados. — 36. — 39. Enchei. fariseus! que gostais das primeiras cadeiras nas sinagogas e de que vos saúdem nas praças públicas. é que devíeis primeiro praticar. Serpentes! raça de víboras! Como podereis escapar da condenação à geena? — 34. eu vos declaro que desde agora não mais me vereis. mas que por dentro estão cheios de ossadas e podridões! — 28. filho de Baraquias. Insensatos! aquele que fez o que está por fora não fez também o que está por dentro? — 41. E para que sobre vós venha todo o sangue inocente que há sido derramado na Terra. da arruda. 11º. escribas e fariseus hipócritas. que sois filhos daqueles que mataram os profetas. mas o vosso íntimo está cheio de rapina e iniqüidade. mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. de todas as ervas e desprezais a justiça e o amor de Deus! Estas coisas. coisas estas que devieis praticar sem omitir as outras. sem omitirdes as outras. 31 ao 35. Ah! Jerusalém. Ai de vós. que por fora parecem belos aos homens. Ai de vós. — 31. — 44. assim. versículo 37. estais por dentro cheios de rapina e de imundícias! — 26. 23º. Entretanto. Ai de vós. escribas e fariseus hipócritas. Guias cegos. — 38. que adornais os monumentos dos justos e dizeis: — 30. — 37. — 32. escribas e fariseus hipócritas. 37 ao 54 e 13º. dai de esmola o que tendes e eis que todas as coisas se vos tornarão limpas. a quem matastes entre o templo e o altar. escribas e fariseus hipócritas. Ai de vós. sábios e escribas. versículo 23. Em verdade vos digo que tudo Isto virá cair sobre esta geração. ai de vós fariseus. desde o sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias. entretanto. não os teríamos acompanhado no derramamento do sangue dos profetas. pois. Porque. E estando a falar. Eis por que vos vou enviar profetas. que a uns matareis e crucificareis e a outros acoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade.

dais assim testemunho de que concordais com as obras de vossos pais. curvando as frontes com aparente humildade. — 33. sem omitirdes as outras. a prosternar-se di