1 ELUCIDAÇÕES EVANGÉLICAS ANTÔNIO LUIZ SAYÃO

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ÍNDICE
AO LEITOR = Página 12 O AUTOR DA ÓBRA = Página 13 DO ESPÍRITO SAYÃO = Página 17 Apreciação da Imprensa - SOBRE A 1ª EDIÇÃO DESTE LIVRO BIBLIOGRAFIA = Página 19 Orientação Espírita = Página 23 O SÉCULO 20 = Página 26 Prefácio da primeira edição = Página 27 Introdução = Página 28 CAPÍTULO 1 = MATEUS, 1º 1 ao 17. — LUCAS, 3º, 23 ao 28. Genealogia de Jesus (aos olhos dos homens) = Página 35 CAPÍTULO 2 = MATEUS, 1º, 18 ao 25. Aparição do anjo, em sonho, a José. — Geração de Jesus = Página 40 CAPÍTULO 3 = LUCAS, 1º, 1 ao 25. Evangelhos. — Aparição do anjo a Zacarias. — Predição do nascimento de João. Mudez de Zacarias. = Página 41 CAPÍTULO 4 = LUCAS, 1º, 26 ao 80. Anunciação. — Visita de Maria a Isabel. — Cântico de Maria. — Cântico de Zacarias = Página 46 CAPÍTULO 5 = LUCAS, 2º, 1 ao 7. Concepção e gravidez de Maria, por obra de Espírito Santo. — Aparição de Jesus na Terra = Página 49 CAPÍTULO 6 = LUCAS, 2º, 21 ao 40. Circuncisão. — Purificação. — Cântico de Simeão. —Ana profetisa = Página 52 CAPÍTULO 7 = LUCAS, 2º, 8 ao 20. — MATEUS, 2º, 1 ao 12. Os pastores. — Adoração dos Magos = Página 55 CAPÍTULO 8 = MATEUS, 2º, 13 ao 23. Fuga para o Egito. — Degolação dos inocentes. — Regresso do Egito = Página 58 CAPÍTULO 9 = LUCAS, 2º, 41 ao 52. Jesus no templo entre os doutores = Página 60 CAPÍTULO 10 = MATEUS, 3º, 1 ao 17. — MARCOS, 1º, 1 ao 11. — LUCAS, 3º, 1 ao 18 e 21 ao 22. Prédica de João Batista. — Batismo. — Espírito Santo. — Anjos da guarda. — Batismo de Jesus = Página 63 CAPÍTULO 11 = MATEUS, 4º, 1 ao 11. — MARCOS, 1º, 12 ao 13. — LUCAS, 4º, 1 ao 13. Jejum e tentação de Jesus = Página 69 CAPÍTULO 12 = MATEUS, 4º, 12 ao 17. — MARCOS, 1º, 14 ao 15. — LUCAS, 4º, 14 ao 5. Notícia do encarceramento de João. — Retirada de Jesus para a Galiléia. — Pregações. Estada em Cafarnaum = Página 73 CAPÍTULO 13 = LUCAS, 4º, 16 ao 21. Vinda de Jesus a Nazaré. — Leitura da profecia de Isaías = Página 74 CAPÍTULO 14 = LUCAS, 4º, 22 ao 30. Jesus designado pôr “filho de José”. — Sua resposta. — Levado ao cume do monte para ser dali atirado, Ele desaparece dentre as mãos dos homens = Página 75 CAPÍTULO 15 = MATEUS, 4º, 18 ao 22. — MARCOS, 1º, 16 ao 20. — LUCAS, 5º, 1 ao 11. Vocação de Pedro, André, Tiago e João. — Pesca chamada milagrosa = Página 76 CAPÍTULO 16 = MATEUS, 4º, 23 ao 25. — MARCOS, 1º, 21 ao 28; e 3º, 7 ao 12. — LUCAS, 4º, 31 ao 37. Predição de Jesus. — Sua fama. — Curas físicas e morais chamadas “milagres” = Página 78

3 CAPÍTULO 17 = MATEUS, 5º, 1 ao 12. — LUCAS, 4º, 20 ao 26. Sermão da montanha = Página 82 CAPÍTULO 18 = MATEUS, 5º, 13 ao 16. — MARCOS, 9º, 49; e 4º, 21 23. — LUCAS, 14º, 34 ao 35; e 8º, 16 ao 17; e 11º, 33 ao 36. Sal e luz da Terra. — Lâmpada. — Nada oculto que não venha a ser manifesto e nada secreto que não venha a ser conhecido e a tornar-se público = Página 84 CAPÍTULO 19 = MATEUS, 5º, 17 ao 19. — LUCAS, 16º, 17. Jesus não veio destruir a lei, mas cumpri-la = Página 87 CAPÍTULO 20 = MATEUS, 5º, 20 ao 26. — LUCAS, 12º, 54 ao 59. Justiça abundante. — Palavra injuriosa. Reconciliação = Página 88 CAPÍTULO 21 = LUCAS, 13º, 1 ao 5. Fazer penitência = Página 90 CAPÍTULO 22 = LUCAS, 13º, 6 ao 9. Parábola da figueira estéril = Página 94 CAPÍTULO 23 = LUCAS, 13º, 10 ao 13. Mulher doente, curvada = Página 95 CAPÍTULO 24 = LUCAS, 13º, 14 ao 17. O dia de sábado. — Culto do sábado = Página 96 CAPÍTULO 25 = MATEUS, 5º, 27 ao 30. Adultério no coração. Extirpação de todos os maus pensamentos = Página 97 CAPÍTULO 26 = MATEUS, 5º, 31 ao 37. — LUCAS, 16º, 18. Casamento. — Juramento = Página 98 CAPÍTULO 27 = MATEUS, 5º, 38 ao 42. — LUCAS, 6º, 29 ao 30. Paciência. — Abnegação, caridade moral e material = Página 100 CAPÍTULO 28 = MATEUS, 5º, 43 ao 48. — LUCAS, 6º, 27 ao 28 e 32 ao 36. Amar os inimigos. — Amor e caridade para com todos. — Via da perfeição = Página 102 CAPÍTULO 29 = MATEUS, 6º, 1 ao 4. Humildade e desinteresse. — Segredo na prática das boas obras = Página 103 CAPÍTULO 30 = MATEUS, 6º, 5 ao 15. — LUCAS, 11º, 14. Prece. — O Pai Nosso = Página 104 CAPÍTULO 31 = MATEUS, 6º, 16 ao 18. Jejum = Página 108 CAPÍTULO 32 = MATEUS, 6º, 19 ao 23. — LUCAS, 12º, 32 ao 34. Desprendimento das coisas terrenas. — Não procureis sendo o que, pela caridade, vos aproxima de Deus. Coração puro, único e verdadeiro tesouro = Página 109 CAPÍTULO 33 = LUCAS, 12º, 13 ao 21. A avareza. — Rico exclusivamente preocupado com as coisas da Terra. — Rico em Deus = Página 111 CAPÍTULO 34 = MATEUS, 6º, 24 ao 34. — LUCAS, 16º, 13 ao 15; e 12º, 22 ao 31. Servir a Deus e não a Mamon. — Nada de preocupação exclusiva com as coisas materiais. — Confiar em Deus, procurando os caminhos que levam a Ele = Página 112 CAPÍTULO 35 = LUCAS, 16º, 19 ao 31. Parábola do mau rico e do pobre paciente e resignado = Página 115 CAPÍTULO 36 = MATEUS, 7º, 1 ao 7. — MARCOS, 4º, 24. — LUCAS, 6º, 37 ao 38, e 41 ao 42. Não julgar os outros. — O argueiro e a trave. — Não dar aos cães as coisas santas = Página 117 CAPÍTULO 37 = MATEUS, 7º, 7 ao 11. — LUCAS, 11º, 5 ao 13. A prece. — Pedi e se vos dará. — Buscai e achareis. Batei e se vos abrirá = Página 118 CAPÍTULO 38 = MATEUS, 7º, 12. — LUCAS, 6º, 31. Justiça. — Amor e Caridade = Página 120 CAPÍTULO 39 = MATEUS, 7º, 13 ao 14. Porta estreita que conduz à vida = Página 121

4 CAPÍTULO 40 = LUCAS, 13º, 23 ao 30. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita = Página 123 CAPÍTULO 41 = MATEUS, 7º, 15 ao 20. — LUCAS, 6º, 43 ao 45. Falsos profetas. — Frutos da mesma natureza que a árvore = Página 125 CAPÍTULO 42 = MATEUS, 7º, 21 ao 29. — LUCAS, 6º, 46 ao 49. Deus julga pelas obras = Página 127 CAPÍTULO 43 = MATEUS, 8º, 1 ao 4. — MARCOS, 1º, 40 ao 45 — LUCAS, 5º, 12 ao 16. O leproso = Página 129 CAPÍTULO 44 = MATEUS, 8º, 5 ao 13. — LUCAS, 7º, 1 ao 10. O centurião = Página 131 CAPÍTULO 45 = LUCAS, 7º, 11 ao 17. O filho da viúva de Naim = Página 134 CAPÍTULO 46 = MATEUS, 8º, 14 ao 17. — MARCOS, 1º, 29 ao 34 — LUCAS, 4º, 38 ao 41. Cura da sogra de Pedro. — Enfermidades curadas = Página 135 CAPÍTULO 47 = MARCOS, 1º, 35 ao 39. — LUCAS, 4º, 42 ao 44. Retirada para o deserto. — Prece. — Pregação = Página 137 CAPÍTULO 48 = MATEUS, 8º, 18 ao 22. — LUCAS, 9º, 57 ao 62. Seguir a Jesus. — Deixar que os mortos enterrem seus mortos. — Não olhar para trás = Página 138 CAPÍTULO 49 = MATEUS, 8º, 23 ao 27. — MARCOS, 4º, 35 ao 40 — LUCAS, 8º, 22 ao 25. Tempestade aplacada = Página 140 CAPÍTULO 50 = MATEUS, 8º, 28 ao 34. — MARCOS, 5º, 1 ao 20. — LUCAS, 8º, 26 ao 40. Legião de maus Espíritos expulsos. — Libertação dos subjugados. — Porcos precipitados no mar = Página 142 CAPÍTULO 51 = MATEUS, 9º, 1 ao 8. — MARCOS, 2º, 1 ao 12. — LUCAS, 5º, 17 ao 26. Paralítico = Página 145 CAPÍTULO 52 = MATEUS, 9º, 9 ao 13. — MARCOS, 2º, 13 ao 17. — LUCAS, 5º, 27 ao 32. Vocação de Mateus = Página 148 CAPÍTULO 53 = MATEUS, 9º, 14 ao 17. — MARCOS, 2º, 18 ao 22. — LUCAS, 5º, 33 ao 39. Jejum. — Pano novo. — Odres velhos. — Vinho novo. — Vinho velho = Página 150 CAPÍTULO 54 = MATEUS, 9º, 18 ao 26. — MARCOS, 5º, 21 ao 43. — LUCAS, 8º, 41 ao 56. A filha de Jairo. — A hemorroíssa = Página 152 CAPÍTULO 55 = MATEUS, 9º, 27 ao 31. Cegos curados = Página 155 CAPÍTULO 56 = MATEUS, 9º, 32 ao 34. — LUCAS, 11º, 14 ao 20. Possesso mudo. — Blasfêmia dos fariseus = Página 156 CAPÍTULO 57 = MATEUS, 9º, 35 ao 38. Ovelhas sem pastor. — Seara. — Trabalhadores = Página 157 CAPÍTULO 58 = MATEUS, 10º, 2 ao 4. — MARCOS, 3º, 13 ao 14, e 16 ao 19. — LUCAS, 6º, 12 ao 16. Nomes dos apóstolos. — Suas vocações = Página 158 CAPÍTULO 59 = LUCAS, 6º, 17 ao 19. Descida do monte. — Curas = Página 159 CAPÍTULO 60 = MATEUS, 10º, 1 e 5 ao 15. — MARCOS, 3º, 15. e 6º, 7 ao 13. — LUCAS, 9º, 1 ao 6. Missão, poder, pobreza e pregação dos apóstolos. Instruções que lhes foram dadas = Página 160 CAPÍTULO 61 = MATEUS, 10º, 16 ao 22. — LUCAS, 12º, 11 ao 12. Prudência. — Simplicidade. — Desassombro diante dos homens. — Assistência e concurso do Espírito Santo = Página 163 CAPÍTULO 62 = MATEUS, 10º, 23 ao 27. — LUCAS, 12º, 1 ao 3 e 6º, 39 ao 40. Fugir às perseguições. — Imitar a Jesus. — Predição da revelação nova. —

5 Fermento dos fariseus. — A hipocrisia; nada oculto a Deus. — Cego conduzindo outro cego = Página 165 CAPÍTULO 63 = MATEUS, 10º, 28 ao 31. — LUCAS, 12º, 4 ao 7. Só temer a Deus, sem cuja vontade nada sucede = Página 168 CAPÍTULO 64 = MATEUS, 10º, 32 ao 36. — LUCAS, 12º, 8 ao 9 e 49 ao 53. Jesus veio trazer fogo à Terra. — Não veio trazer a paz e sim o gládio, a divisão, a fim de que chegue a ser conhecido e até que o seja = Página 170 CAPÍTULO 65 = MATEUS, 10º, 37 ao 39. — LUCAS, 14º, 25 ao 27. Amor da família. — Cumprimento do dever acima de todas as coisas. — Paciência e resignação nas provações terrenas = Página 172 CAPÍTULO 66 = LUCAS, 14º, 28 ao 33. Examinar antes de obrar. — Não parar na estrada do progresso. — Não dar apreço aos bens materiais, senão como meio de fazer caridade = Página 174 CAPÍTULO 67 = MATEUS, 10º, 40 ao 42 e 11º, 1. Aquele que cumpre a lei de amor e de caridade terá sua recompensa = Página 175 CAPÍTULO 68 = LUCAS, 10º, 1 ao 12 e 16. Missão e instruções dadas aos setenta e dois discípulos = Página 176 CAPÍTULO 69 = LUCAS, 10º, 17 ao 20. Regresso dos setenta e dois discípulos. — Seus nomes escritos nos céus = Página 178 CAPÍTULO 70 = MATEUS, 11º, 2 ao 6. — LUCAS, 7º, 18 ao 23. Discípulos de João mandados por este a Jesus = Página 179 CAPÍTULO 71 = MATEUS, 11º, 7 ao 15. — LUCAS, 7º, 24 ao 30 e 16º, 16. João, precursor, e Jesus. — Pedra fundamental do edifício da regeneração. — Missão nova e futura de João = Página 180 CAPÍTULO 72 = MATEUS, 11º, 16 ao 19. — LUCAS, 7º, 31 ao 35. João e Jesus incompreendidos pelos Hebreus, João e Jesus compreendidos hoje pelos que são os filhos do Senhor = Página 183 CAPÍTULO 73 = LUCAS, 7º, 36 ao 50. Pecadora que banha de lágrimas os pés de Jesus e os enxuga com seus cabelos, derramando bálsamo sobre eles = Página 185 CAPÍTULO 74 = MATEUS, 11º, 20 ao 24. LUCAS, 10º, 13 ao 15. Cidades impenitentes = Página 188 CAPÍTULO 75 = MATEUS, 11º, 25 ao 27. LUCAS, 10º, 21 ao 22. CEGOS, tidos entre os homens por SÁBIOS e PRUDENTES. ESCLARECIDOS, que os homens consideram como OBSCUROS = Página 190 CAPÍTULO 76 = MATEUS, 11º, 28 ao 30. Jugo suave e fardo leve = Página 192 CAPÍTULO 77 = MATEUS, 12º, 1 ao 8. — MARCOS, 2º, 23 ao 28. LUCAS, 6º, 1 ao 5. O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. — Deus, sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis, lhes faculta o arrependimento e a reparação = Página 193 CAPÍTULO 78 = MATEUS, 12º, 9 ao 14. — MARCOS, 3º, 1 ao 6. — LUCAS, 6º, 6 ao 11. Cura de uma mão paralítica, em dia de sábado = Página 195 CAPÍTULO 79 = MATEUS, 12º, 15 ao 21. Missão do Messias. — Seus poderes. — Vias de purificação sempre abertas aos Espíritos culpados, que, como todos os outros, têm que chegar ao fim = Página 197 CAPÍTULO 80 = MATEUS, 12º, 22 ao 28. — MARCOS, 3º, 20 ao 26. Subjugado. — Cego e mudo por efeito da subjugação. Blasfêmias dos fariseus. — Reino dividido = Página 199 CAPÍTULO 81 = MATEUS, 12º, 29 ao 37. — MARCOS, 3º, 27 ao 30. —

6 LUCAS, 11º, 21 ao 23; e 12º, 10. O forte armado. — Pecado remido. — Blasfêmia contra o Espírito Santo. — Tesouro do coração. — Palavra Ímpia. — Quem não está com Jesus está contra ele. — Pelo fruto é que se conhece a árvore = Página 201 CAPÍTULO 82 = MATEUS, 12º, 38 ao 42. — LUCAS, 11º, 29 ao 32. Prodígio pedido pelos fariseus. — Resposta de Jesus. — Prodígio de Jonas. — Ninivitas. Rainha do Meio-dia = Página 204 CAPÍTULO 83 = MATEUS, 12º, 43 ao 45. — LUCAS, 11º, 24 ao 28. Dever, que tem o homem, de resistir aos maus instintos, às más paixões. — Resposta de Jesus ao que, do meio do povo, lhe disse uma mulher = Página 207 CAPÍTULO 84 = MATEUS, 12º, 46 ao 50. — MARCOS, 3º, 31 ao 35. — LUCAS, 8º, 19 ao 21. O irmão, a irmã e a mãe de Jesus são os que fazem a vontade de seu pai, ouvindo a palavra de Deus e pondo-a em prática = Página 209 CAPÍTULO 85 = MATEUS, 13º, 1 ao 23. — MARCOS, 4º, 1 ao 20, e 25. — LUCAS, 8º, 1 ao 15, e 18; e 10º, 23 ao 24. Parábola do semeador. — Explicação dessa parábola = Página 210 CAPÍTULO 86 = MATEUS, 13º, 24 ao 30. Parábola do joio semeado entre o trigo = Página 213 CAPÍTULO 87 = MATEUS, 13º, 31 ao 35. — MARCOS, 4º, 26 ao 34. — LUCAS, 13º, 18 ao 22. Grão de mostarda. — Fermento da massa. — Semente lançada à terra = Página 215 CAPÍTULO 88 = MATEUS, 13º, 36 ao 43. Explicação da parábola do joio = Página 217 CAPÍTULO 89 = MATEUS, 13º, 44 ao 52. Tesouro oculto. — Pérola de alto preço. — Parábola da rede lançada ao mar = Página 219 CAPÍTULO 90 = MATEUS, 13º, 53 ao 58. — MARCOS, 6º, 1 ao 6. Nenhum profeta é desestimado sendo no seu país, na sua casa e entre seus parentes = Página 220 CAPÍTULO 91 = MATEUS, 14º, 1 ao 12. — MARCOS, 6º, 14 ao 29. — LUCAS, 3º, 19 ao 20 e 9º, 7 ao 9. Morte de João Batista. — palavras que, ditas com relação a Jesus, confirmam a crença dos Hebreus na reencarnação = Página 221 CAPÍTULO 92 = MATEUS, 14º, 13 ao 22. — MARCOS, 6º, 30 ao 45. — LUCAS, 9º, 10 ao 17. Multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes = Página 223 CAPÍTULO 93 = MATEUS, 14º, 23 ao 33. — MARCOS, 6º, 46 ao 52. Jesus e Pedro caminham por sobre o mar = Página 226 CAPÍTULO 94 = MATEUS, 14º, 34 ao 36. — MARCOS, 6º, 53 ao 56. Curas operadas pelo contacto com as vestes de Jesus = Página 228 CAPÍTULO 95 = MATEUS, 15º, 1 ao 20. — MARCOS, 7º, 1 ao 23. Mãos não lavadas. — Tradições humanas. — Escândalo a desprezar. — Guias cegos. — Verdadeira impureza. — O que vem do coração é que suja o homem, que o torna impuro = Página 229 CAPÍTULO 96 = MATEUS, 15º, 21 ao 28. — MARCOS, 7º, 24 ao 30. A mulher cananeana = Página 232 CAPÍTULO 97 = MARCOS, 7º, 31 ao 37. Cura de um surdo-mudo = Página 234 CAPÍTULO 98 = MATEUS, 15º, 29 ao 39. — MARCOS, 8º, 1 ao 10. Multidão de doentes curados. — Multiplicação de sete pães = Página 235

7 CAPÍTULO 99 = MATEUS, 16º, 1 ao 4. — MARCOS, 8º, 11 ao 13. Recusa do prodígio pedido pelos Fariseus e Saduceus = Página 236 CAPÍTULO 100 = MATEUS, 16º, 5 ao 12. — MARCOS, 8º, 14 ao 21. Fermento dos Fariseus e dos Saduceus = Página 237 CAPÍTULO 101 = MARCOS, 8º, 22 ao 26. Cura de um cego = Página 239 CAPÍTULO 102 = MATEUS, 16º, 13 ao 20. — MARCOS, 8º, 27 ao 30. — LUCAS, 9º, 18 ao 21. Palavras de Jesus confirmativas da reencarnação. — Alusão de relações mediúnicas que podem existir entre os homens e as potências espirituais. — Missão de Pedro na igreja do Cristo. — Verdadeira confissão = Página 242 CAPÍTULO 103 = MATEUS, 16º, 21 ao 23. — MARCOS, 8º, 31 ao 33. — LUCAS, 9º, 22. Predição. — Palavras de Pedro. — Resposta de Jesus = Página 246 CAPÍTULO 104 = MATEUS, 16º, 24 ao 28. — MARCOS, 8º, 34 ao 39. — LUCAS, 9º, 23 ao 27. Meios e condições sem os quais não se pode ver na Terra o reino de Deus, em todo o seu poder = Página 249 CAPÍTULO 105 = MATEUS, 17º, 1 ao 9. — MARCOS, 9º, 1 ao 9. — LUCAS, 9º, 28 ao 36. Transfiguração de Jesus no Tabor. — Aparição de Elias e de Moisés. — Nuvem que cobriu os discípulos —Voz que saiu dessa nuvem e palavras que proferiu = Página 251 CAPÍTULO 106 = MATEUS, 17º, 10 ao 13. — MARCOS, 9º, 10 ao 12. O Espírito de Elias reencarnado na pessoa de João, o Precursor, filho de Zacarias e de Isabel = Página 254 CAPÍTULO 107 = MATEUS, 17º, 14 ao 20. — MARCOS, 9º, 13 ao 29. — LUCAS, 9º, 37 ao 43 e 17º, 5 ao 6. Lunático. — Fé onipotente. — Prece e jejum = Página 256 CAPÍTULO 108 = MATEUS, 17º, 21 ao 22. — MARCOS, 9º, 30 ao 31. — LUCAS, 9º, 44 ao 45. Predição, por Jesus, da sua morte e ressurreição = Página 259 CAPÍTULO 109 = MATEUS, 17º, 23 ao 26. Jesus paga o tributo = Página 260 CAPÍTULO 110 = MATEUS, 18º, 1 ao 5. — MARCOS, 9º, 32 ao 40. — LUCAS, 9º, 46 ao 50. Lição de caridade e de amor, de amparo ao fraco, de fé, confiança, humildade e simplicidade = Página 261 CAPÍTULO 111 = LUCAS, 9º, 51 ao 56. Palavras de Tiago e João. — Resposta de Jesus = Página 263 CAPÍTULO 112 = MATEUS, 18º, 6 ao 11. — MARCOS, 9º, 42 ao 50. — LUCAS, 17º, 1 ao 2. Evitar o escândalo. — É necessário que se dêem escândalos, é impossível que não se dêem. Mas, ai do homem que cause o escândalo = Página 264 CAPÍTULO 113 = MATEUS, 18º, 12 ao 14. — LUCAS, 15º, 1 ao 10. Ovelha desgarrada. — Dracma perdida = Página 266 CAPÍTULO 114 = LUCAS, 15º, 11 ao 32. Parábola do filho pródigo = Página 268 CAPÍTULO 115 = LUCAS, 16º, 1 ao 12. Parábola do mordomo infiel = Página 270 CAPÍTULO 116 = MATEUS, 18º, 15 ao 17. — LUCAS, 17º, 3 ao 4. Palavras de Jesus relativas ao perdão e ao esquecimento das injúrias e das ofensas = Página 272 CAPÍTULO 117 = LUCAS, 17º, 7 ao 10. Cumprimento do dever com humildade e desinteresse, com o sentimento de amor e gratidão ao Criador = Página 273

8 CAPÍTULO 118 = LUCAS, 17º, 11 ao 19. Os dez leprosos = Página 274 CAPÍTULO 119 = LUCAS, 17º, 20 ao 24. O reino de Deus está dentro de nós = Página 276 CAPÍTULO 120 = LUCAS, 17º, 25 ao 37. Sinais precursores da segunda vinda de Jesus = Página 278 CAPÍTULO 121 = MATEUS, 18º, 18 ao 20. Poder de ligar e desligar dado por Jesus aos apóstolos. Sua presença onde duas ou três pessoas se acharem reunidas em seu nome = Página 281 CAPÍTULO 122 = MATEUS, 18º, 21 ao 35. Perdão das injúrias e ofensas. — Parábola dos dez mil talentos = Página 285 CAPÍTULO 123 = MATEUS, 19º, 1 ao 9. — MARCOS, 10º, 1 ao 9. Divórcio. — Casamento = Página 286 CAPÍTULO 124 = MARCOS, 10º, 10 ao 12. — MATEUS, 19º, 10 ao 12. Respostas de Jesus relativas às condições do casamento. Dos eunucos por diversos motivos = Página 289 CAPÍTULO 125 = MATEUS, 19º, 13 ao 15. — MARCOS, 10º, 13 ao 16. — LUCAS, 18º, 15 ao 17. A humildade, fonte de todas as virtudes, de todos os progressos, caminho único que leva à perfeição = Página 291 CAPÍTULO 126 = LUCAS, 18º, 1 ao 8. Parábola da viúva e do mau juiz = Página 292 CAPÍTULO 127 = LUCAS, 18º, 9 ao 14. Fariseu e publicano = Página 293 CAPÍTULO 128 = MATEUS, 19º, 16 ao 26. — MARCOS, 10º, 17 ao 27. — LUCAS, 18º, 18 ao 27. Parábola do mancebo rico = Página 294 CAPÍTULO 129 = MATEUS, 19º, 27 ao 30. — MARCOS, 10º, 28 ao 31. — LUCAS, 18º, 28 ao 30. Resposta de Jesus a Pedro. — Os doze tronos. — As doze Tribos de Israel. — Apostolado. — Amor purificado. — Humildade e perseverança na senda do progresso = Página 297 CAPÍTULO 130 = MATEUS, 20º, 1 ao 16. Parábola da vinha e dos trabalhadores da primeira e da última hora = Página 299 CAPÍTULO 131 = MATEUS, 20º, 17 ao 19. — MARCOS, 10º, 32 ao 34. — LUCAS, 18º, 31 ao 34. Predição do sacrifício do Gólgota = Página 301 CAPÍTULO 132 = MATEUS, 20º, 20 ao 28. — MARCOS, 10º, 35 ao 45. Filhos de Zebedeu. — A humildade e o devotamento para com todos são a fonte e o meio único de toda elevação. — Nunca alimentar no coração a inveja. — Seguir o exemplo de Jesus e fazer esforços por andar nas suas pegadas = Página 302 CAPÍTULO 133 = LUCAS, 19º, 1 ao 10. Conversão de Zaqueu = Página 304 CAPÍTULO 134 = MATEUS, 20º, 29 ao 34. — MARCOS, 10º, 46 ao 52. — LUCAS, 18º, 35 ao 43. Cura dos cegos de Jericó = Página 305 CAPÍTULO 135 = MATEUS, 21º, 1 ao 17. — MARCOS, 11º, 1 ao 11, e 15 ao 19. — LUCAS, 19º, 28 ao 48 Entrada de Jesus em Jerusalém. — Mercadores expulsos do templo. — A casa do Senhor é casa de oração e não, pelo tráfico, um covil de ladrões Predição da ruína de Jerusalém = Página 307 CAPÍTULO 136 = MATEUS, 21º, 18 ao 22. — MARCOS, 11º, 12 ao 14; e 20 ao 26. Parábola da figueira que secou = Página 312 CAPÍTULO 137 = MATEUS, 21º, 23 ao 32. — MARCOS, 11º, 27 ao 33. — LUCAS, 20º, 1 ao 8. Resposta de Jesus aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciães do povo. — Parábola dos dois filhos = Página 314 CAPÍTULO 138 = MATEUS, 21º, 33 ao 41. — MARCOS, 12º, 1 ao 9. — LUCAS, 20º, 9 ao 16. Parábola da vinha e dos vinhateiros = Página 316

9 CAPÍTULO 139 = MATEUS, 21º, 42 ao 46. — MARCOS, 12º, 10 ao 12. — LUCAS, 20º, 17 ao 19. Continuação da parábola da vinha e dos vinhateiros. Jesus pedra angular = Página 319 CAPÍTULO 140 = LUCAS, 14º, 1 ao 6. Cura de um hidrópico, em dia de sábado, na casa de um dos principais fariseus = Página 321 CAPÍTULO 141 = LUCAS, 14º, 7 ao 11. Ocupar o último lugar. — Humildade = Página 322 CAPÍTULO 142 = LUCAS, 14º, 12 ao 15. Convidar os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — Desinteresse = Página 323 CAPÍTULO 143 = MATEUS, 22º, 1 ao 14. — LUCAS, 14º, 16 ao 24. Parábola das bodas e dos convidados que se excusam = Página 324 CAPÍTULO 144 = MATEUS, 22º, 15 ao 22. — MARCOS, 12º, 13 ao 17. — LUCAS, 20º, 20 ao 26. Deus e César = Página 326 CAPÍTULO 145 = MATEUS, 22º, 23 ao 33. — MARCOS, 12º, 18 ao 27. — LUCAS, 20º, 27 ao 40. Saduceus. — Ressurreição. — Imortalidade da alma. — Sua sobrevivência ao corpo. — Sua individualidade após a morte = Página 328 CAPÍTULO 146 = MATEUS, 22º, 34 ao 40. — MARCOS, 12º, 28 ao 34. — LUCAS, 10º, 25 ao 28. Amor de Deus e do próximo = Página 331 CAPÍTULO 147 = LUCAS, 10º, 29 ao 37. Parábola do Samaritano = Página 333 CAPÍTULO 148 = LUCAS, 10º, 38 ao 43. Jesus em casa de Marta. — Ninguém deve preocupar-se demasiado com as necessidades do corpo. — Dever de se aliarem os cuidados do corpo aos que o Espírito reclama. — O alimento espiritual jamais se deteriora = Página 334 CAPÍTULO 149 = MATEUS, 22º, 41 ao 46. — MARCOS, 12º, 35 ao 37. — LUCAS, 20º, 41 ao 44. O Cristo, Senhor de David = Página 335 CAPÍTULO 150 = MATEUS, 23º, 1 ao 7. — MARCOS, 12º, 38 ao 40. — LUCAS, 20º, 45 ao 47. Orgulho e hipocrisia dos escribas e dos fariseus. Ouvilos, mas, não os imitais = Página 336 CAPÍTULO 151 = MATEUS, 23º, 8 ao 12. Nenhum homem deve desejar ou aceitar o título ou o apelido de mestre. — Deus, único pai. — O Cristo, único doutor, único mestre. — Os homens, irmãos todos = Página 337 CAPÍTULO 152 = MATEUS, 23º, 13 ao 22. Escribas e fariseus hipócritas = Página 338 CAPÍTULO 153 = MATEUS, 23º, 23 ao 39. — LUCAS, 11º, 37 ao 54 e 13º, 31 ao 35. Doutores hipócritas que têm o coração viciado e enganam os homens pelos atos exteriores, que os afastam da luz e da verdade = Página 339 CAPÍTULO 154 = MARCOS, 12º, 41 ao 44. — LUCAS, 21º, 1 ao 4. O óbolo da viúva = Página 342 CAPÍTULO 155 = MATEUS, 24º, 1 ao 14. — MARCOS, 13º, 1 ao 13. — LUCAS, 21º, 5 ao 19. Resposta de Jesus à pergunta que lhe fizeram os discípulos acerca do seu advento e do fim do mundo, bem como sobre os sinais prenunciadores de uma e outra coisa. — Guerras. — Sedições. — Pestes. — Fomes. — Falsos profetas. — Afrouxamento da caridade. — Perseguições. — Assistência do Espírito Santo. — Língua e sabedoria dadas por Deus. — Paciência. — Perseverança = Página 343 CAPÍTULO 156 = MATEUS, 24º, 15 ao 22. — MARCOS, 13º, 14 ao 20. — LUCAS, 21º, 20 ao 24. Abominação da desolação no lugar santo. — Males extremos. — Cerco de Jerusalém = Página 346 CAPÍTULO 157 = MATEUS, 24º, 23 ao 28. — MARCOS, 13º, 21 ao 23. Falsos

Parábola das virgens loucas e das virgens prudentes = Página 357 CAPÍTULO 165 = LUCAS. 40 ao 44. — MARCOS. 47 ao 48. 32 ao 42. pela sua purificação e seu progresso = Página 353 CAPÍTULO 161 = MATEUS. 36 ao 39. — MARCOS. — Parábola dos dez marcos = Página 359 CAPÍTULO 167 = MATEUS. 26º. — LUCAS. 29 ao 31. 1 ao 9. 24º. 24º. — Predição da era nova do Cristianismo do Cristo. ativa e continuamente. — LUCAS. — . — LUCAS. apresentada sob a figura emblemática de um juízo final = Página 361 CAPÍTULO 168 = MATEUS. 21º. 31 ao 38. 21º. 32 ao 37. 22º. 20 ao 30. A culpabilidade e a responsabilidade do Espírito são proporcionais aos meios postos a seu alcance para se instruir e à luz que recebeu = Página 356 CAPÍTULO 164 = MATEUS. 14 ao 19. 14º. 26º. 22º. 1 ao 13. — Jesus prediz a traição de Judas = Página 369 CAPÍTULO 171 = LUCAS. da era espírita. 13º. 25. — Espíritos haverá que. — Predição da negação de Pedro = Página 373 CAPÍTULO 173 = MATEUS. Perfume derramado sobre a cabeça de Jesus = Página 363 CAPÍTULO 169 = MATEUS. Desconhecida é a hora em que se darão os acontecimentos preditos para depuração e transformação da Terra e da Humanidade terrena. 11 ao 27 Parábola dos talentos. 36 ao 46. mas deve estar sempre pronto a comparecer diante do Senhor e a se tornar digno de evitar tudo quanto há de suceder. 25 ao 28. — LUCAS. 31 ao 46. — MARCOS. 14º. 14 ao 30. — LUCAS. Pacto de traição feito por Judas Iscariotes com os príncipes dos sacerdotes. 12º. 13º. 21º. — Falsos profetas = Página 348 CAPÍTULO 158 = MATEUS. 12º. 28 ao 31. 14 ao 23. 24º. 45 ao 51. encarnados ao tempo em que Jesus falava. verão. 19. — Palavras muitas vezes repetidas por Jesus com referência à separação do joio e do trigo = Página 354 CAPÍTULO 162 = MATEUS. — Interditos = Página 372 CAPÍTULO 172 = MATEUS. 13º. — LUCAS. — MARCOS. 14º. — Ambição. 24 ao 27. O homem deve estar sempre alerta. as coisas por ele preditas para a depuração e a transformação do planeta e da Humanidade terrenos. 10 ao 16. 39 ao 40. 31 ao 35. 24 ao 30. — Servo inútil. 41 ao 46. — Lugar escolhido para a Páscoa = Página 366 CAPÍTULO 170 = MATEUS. 1 ao 13. Ceia pascal. 1 ao 13. 26º. — LUCAS. Predições de Jesus. 34 ao 38. — Dominação. 22º. 35 ao 38 Vigiar. trabalhando desde já. 14º. reencarnados na Terra. Orgulho. 24º. — MARCOS. 25º. 32 ao 35. — Estar pronto a receber a Jesus pôr ocasião da sua segunda vinda = Página 358 CAPÍTULO 166 = MATEUS. 24º. 12º. mas as palavras de Jesus não passarão = Página 351 CAPÍTULO 160 = MATEUS. — MARCOS. 26º. — A Terra passará. — O homem não pode nem deve procurar devassar os segredos do futuro. — MARCOS. Predição dos acontecimentos de ordem física e de ordem moral que precederão o advento de Jesus em todo o seu esplendor espiritual e predição desse advento = Página 349 CAPÍTULO 159 = MATEUS. 29 ao 33. 12º. Parábola da figueira.10 Cristos. 27 ao 31. Depuração pela separação do joio e do trigo. 25º. — LUCAS. Parábola do servo fiel e prudente e do mau servo = Página 355 CAPÍTULO 163 = LUCAS. — LUCAS. — MARCOS. 22º. 26º. 17 ao 26. 14º.

José de Arimatéia desce da cruz o corpo e o deposita no sepulcro = Página 401 CAPÍTULO 187 = MATEUS. 32 ao 34. 15º. — LUCAS. Palavras que Jesus dirigiu a um dos dois ladrões. — MARCOS. Arrependimento e morte de Judas. — MARCOS. 15º. 15º. 26º. 56 ao 62. — LUCAS. — Jesus ultrajado e tido por merecedor de condenação à morte = Página 381 CAPÍTULO 176 = MATEUS. — LUCAS. Jesus no horto de Getsemani. Jesus conduzido ao lugar do suplicio. 11 ao 26. 22 ao 28. 57 ao 61. — MARCOS. 29 ao 32. 27º. e prepará-los para. 42 ao 47. sob o véu da letra. Jesus levado à presença do sumo sacerdote. 44. 57 ao 68. — Aparição do anjo com um duplo fim: convencer os homens de que era aparente a condição humana que eles consideravam em Jesus e na qual haviam de acreditar enquanto durasse a sua missão terrena e acreditariam. 15º. — LUCAS. 22º. — LUCAS. 31 ao 32. — Jesus é entregue para ser crucificado = Página 386 CAPÍTULO 179 = MATEUS. 45 ao 50. 26º. — JOÃO. Blasfêmias. 23º. — MARCOS. 22º. 15º. Rasga-se o véu do templo. 23º. — Palavras e ensinamentos dirigidos aos discípulos. — Zombarias. 33 ao 37. — Insultos = Página 389 CAPÍTULO 180 = MATEUS. Beijo de Judas. Flagelação. — MARCOS. 43 ao 52. 1 ao 25. até ao advento do Espírito. 27º. 27º. Negação de Pedro = Página 383 CAPÍTULO 177 = MATEUS. — LUCAS. objetivando o progresso do Espírito. 14º. 53 ao 65. — Tremor de terra. — Palavras do centurião = Página 399 CAPÍTULO 186 = MATEUS. — LUCAS. 27º. depois de lhes haver ensinado a viver. 15º. 45. 27º. — MARCOS. ao que é chamado o bom ladrão = Página 395 CAPÍTULO 184 = MATEUS. 14º. — LUCAS. 20 ao 21. — Fuga dos discípulos = Página 378 CAPÍTULO 175 = MATEUS. Crucificação de Jesus e dos dois ladrões. 69 ao 75. Guardas são aí . 66 ao 72. Jesus diante de Pilatos. 47 ao 53. — Obscurecimento do Sol. 27º. — MARCOS. Os príncipes dos sacerdotes e os fariseus chumbam a pedra que fechava a entrada do sepulcro. — Simão de Cirene o ajuda a carregar a cruz. 1 ao 10.11 LUCAS. 23º. — LUCAS. — Aparição dos mortos. 26 ao 32. — Lugar do seu suicídio e da sua sepultura = Página 385 CAPÍTULO 178 = MATEUS. 23º. 23º. 62 ao 66. 15º. reconhecerem que deviam pôr de lado a divindade que as interpretações humanas lhe teriam atribuído = Página 375 CAPÍTULO 174 = MATEUS. 16 ao 19. — Um dos que acompanhavam a Jesus corta a orelha a um dos do séquito do sumo sacerdote e Jesus a cura. 27º. na época desse advento. 39 ao 43. 27º. e 38. — ELE ENSINA Os homens a morrer. 23º. — MARCOS. — MARCOS. 32. 50 ao 56. 39 ao 46. — Ultrajes. 19º. 44 e 46. — LUCAS. 39 ao 43. 22º. — Coroa de espinhos. 51 ao 56. 1 ao 12. 1 ao 15. 14 ao 24. 38 ao 41. — Palavras que dirige às mulheres que o lamentavam e pranteavam = Página 390 CAPÍTULO 181 = MATEUS. 26º. 14º. — MARCOS. 27º. e 47 ao 49. — Palavras por Ele ditas como ENSINAMENTO e EXEMPLO = Página 392 CAPÍTULO 182 = MATEUS. 33 ao 38. 54 ao 55 e 63 ao 71. — MARCOS. 23º. 23º. 47 ao 56. 27 ao 30. — Insultos = Página 394 CAPÍTULO 183 = MATEUS. 27º. — MARCOS. no entender dos homens = Página 397 CAPÍTULO 185 = MATEUS. 15º. 18º. 27º. — JOÃO. Morte de Jesus. 35 ao 37. — LUCAS. 22º. 15º.

14. 19 ao 30. — Aparição dos anjos às mulheres. visitam o sepulcro = Página 404 CAPÍTULO 189 = MARCOS. — Jesus. — MARCOS. Pedro e João. 12 ao 13. 1 ao 11. Aparição de Jesus aos apóstolos = Página 411 CAPÍTULO 191 = MATEUS. Volta de Jesus à natureza espiritual que lhe era própria. — Aparição de Jesus a Maria e às outras mulheres. 24º. 20º. — MARCOS. — LUCAS. aos príncipes dos sacerdotes. à vista do que elas contam. — A pedra que lhe fechava a entrada é encontrada com os selos partidos e derribada. 24. 13 ao 35. 16º. 16º. 24º. 1 ao 12. — LUCAS. que se explicam e completam umas pelas outras = Página 413 . estando com eles à mesa. — JOÃO. — JOÃO. volta essa chamada: ascensão. Novas e sucessivas aparições aos discípulos. 24º. 16º. 20º. — Narrativa que os guardas fazem. 16 ao 20. 36 ao 49. Estes subornam os guardas. — Concordância estabelecida a esse respeito entre as narrações evangélicas. nas regiões etéreas. — LUCAS. 28º. lhes desaparece das vistas = Página 409 CAPÍTULO 190 = MARCOS. Visita de Maria Madalena e das outras mulheres ao sepulcro. 1 ao 15. Aparição de Jesus aos dois discípulos que iam para a aldeia de Emaús. 28º. 16º. — Narrativa que estas fazem aos discípulos. do que se passara. 1 ao 18.12 postados = Página 403 CAPÍTULO 188 = MATEUS. 50 ao 53. — LUCAS. 15 ao 20.

posteriormente à publicação da primeira edição do “Livro dos Estudos dos Evangelhos”. as quais explanam e esclarecem muitos pontos desses estudos. Finalmente. o livro inspirado de Deus. em substituir o fanatismo dos milagres. para a Humanidade. das referências à Lei. para a compreensão. . cujo conjunto oferece os meios ao alcance de todas as inteligências. Tais as razões que nos levam à publicação deste livro. adotado e completado por Jesus. dogmas e ‘mistérios por uma profunda convicção da verdade e exeqüibilidade dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. em espírito e verdade. foram concedidas ao nosso Grupo. para chegar-se ao conhecimento da moral verdadeiramente cristã. que retira todas as explicações e ensinamentos trazidos até hoje aos homens. O proveito. de harmonia com a santa Doutrina de Jesus. sob o título: “Elucidações Evangélicas». Maio — 1902.13 AO LEITOR O desejo de concorrer de alguma sorte para a propagação dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. A confirmação pelas revelações que. pelo Consolador. a aspiração de oferecermos um livro. como particularmente a cada crente em seu gabinete. para o estudo dos Evangelhos. dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. o nosso Bendito Pastor. aos Profetas e às Escrituras. A importância que advém. que constituem a Bíblia. para facilitar esse estudo divino aos Grupos em geral. na sua verdadeira e pura concepção.

a existência de um núcleo de corações homogêneos. publicando-a. legitima e sincera. o seu canto de cisne. indo juntar-se à coorte dos Espíritos luminosos. num preito de reconhecimento e saudade. assumiram a tarefa de dirigir neste plano. Efetivamente. com a obra que lhe foi por ele ofertada. alma afim com a sua. Não será. que procuram sincera-mente orientar seus irmãos. aos que cuidam seriamente das coisas divinas. não sobre a areia movediça das paixões desencontradas. a Instituição que muitíssimo lhes deve do que foi. que nenhum o conseguiria. porem. se sentem na obrigação gratíssima de dar a conhecer. esse outro componente do núcleo de corações homogêneos a que se referiu Frei José dos Mártires. como ele.” Pois bem: é bendizendo-lhe o nome que os que. seu grande amigo também. justo é que a Federação. um dos seus fiéis companheiros de apostolado. de amor fraternal e de admiração. os brindou com uma jóia de súbito valor. ora a ele reunido na falange dos veros servidores de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos verdadeiros dirigentes da Federação. a personalidade daquele que a concebeu e executou. outra edição das “Elucidações Evangélicas”. assim. Para que assim seja. membro. em cujas fileiras já tinham ingressado Bittencourt Sampaio. no primeiro número do “Reformador” distribuído após a desencarnação do venerando autor das ‘Elucidações”. do Grupo “Ismael”. publicou Pedro Richard. Ao fazer. o saudoso autor da presente obra. mas sobre a rocha inamovível da verdadeira crença. bendirão o teu nome. pujante e belo núcleo de valorosos apóstolos da Revelação Nova. “Ismael”. do que é e do que será. o pseudônimo de Bezerra de Menezes. à atual geração de espíritas. coração tão grande como o seu Pedro Richard. desferiu o vôo para as regiões serenas da bem-aventurança. Deixas na Terra um pouco da luz que recebeste do céu e os homens do futuro. humilde e abnegado servo do Senhor. (*) Eis o que. o de “Discípulo de Max”. seu Guia: “Ela tem em si o bastante para assegurar. Bezerra de Menezes e outros que com ele formaram o primitivo Grupo. deixou traços indeléveis da superioridade que a distinguia. diga aos que a vão tomar para base de suas meditações sobre o Evangelho e que abraçaram o Espiritismo quando já aquele não mais pertencia ao rol dos “mortos” sepultados na carne. apontando-lhes o meio de construírem o edifício da fé. nenhum deles quem o fará. em que a alma desse crente fervoroso. caridosos e bons. sempre ardoroso na fé. numa efusão. agora. legando-lhes esta obra. reproduzimos aqui o que. sob o pseudônimo de que usava. sob a égide de seus Espíritos. então sob a sua direção. bebendo ensinamentos nos teus esforços e produzindo também alguma coisa de útil aos seus irmãos. como o fez. por ocasião da sua ressurreição para a vida real.14 O AUTOR DA ÓBRA Dias depois de haver entoado. quem foi esse cultivador da Seara Divina que. que invocava. que dilata os seios dalma para o bem e para a luz. depois dele e dos seus preclaros companheiros. disse do Irmão exemplar que. em cuja direção o sucedeu. a 31 de março de 1903. é como a classificam estas palavras com que a sagrou o Espírito Frei José dos Mártires. fora o porta-estandarte da pequenina milícia humana do Anjo Ismael: .

podemos falar abertamente dos seus feitos. porque disse o Divino Pastor: “Aquele que perseverar até ao fim. se bem que imperfeito. pelos exemplos de toda ordem. graças ao nosso Pai. para que sirvam de lição à família espírita. além das exigências a que todo instante nos obriga uma sociedade. Pois. porém. meus irmãos. surge. Bem se vê que esta luminosa sentença não pode comportar a tradução servil que as letras lhe emprestam. do que se salva um rico”. que. etc. mas surge o Espírito em toda a plenitude da vida. hão de procurar imitá-los. Notemos bem: a dificuldade e nunca a impossibilidade. porque perseverou até ao fim. Bezerra de Menezes. da sua passagem pela . para se salvar. de sofrimentos necessários e sempre merecidos. Agora. É preciso que a família espírita conheça a vida dos seus irmãos. é a riqueza a prova mais perigosa e o compromisso mais sério que pode um Espírito tomar.15 Mais um trabalhador da santa cultura de Nosso Senhor Jesus Cristo cai na arena. de pequenos fazem-se grandes. * Tracemos um bosquejo. assim estimulados. abandonando o casulo grosseiro da matéria. que nesta peregrinação souberam cumprir o seu dever de verdadeiros cristãos. à custa de lutas encarniçadas contra os arrastamentos da matéria e preconceitos sociais. portanto. tendo em toda a sua vida uma única preocupação: servir ao nosso Bom Senhor. É. de fato. e salvou-se. depois de aconselhar o moço: “Mais depressa passa um camelo pelo fundo de uma agulha. em busca da Grande Luz. a fim de que exemplos tão salutares possam ser aproveitados pelos nossos Espíritos. dourada borboleta. a propósito do mancebo rico que o consultou sobre o que necessitava fazer para salvar-se. E não é lícito pôr em dúvida a sua salvação. a adquiri-la à custa de muito trabalho e a fazer-se espírita. a singrar o espaço infinito. é um tropo empregado por Jesus para significar à Humanidade a dificuldade com que tem de lutar um Espírito. para pregar a doutrina de Jesus. Antônio Luiz Sayão pediu ao nosso Criador a maior e a mais perigosa das provas que pode um Espírito pedir: a riqueza material. pujante e forte. que. e cheio da misericórdia que às mancheias derrama o nosso Divino Mestre sobre todos os seus discípulos. soube Sayão desempenhar-se brilhantemente do compromisso que tomou. Disse o Divino Mestre aos seus discípulos. hoje é Sayão que. já não pode ser atingido pelo orgulho e a vaidade. A vida de um justo é sempre um exemplo a seguir-se. pelos embaraços cruéis que lhe opõem os dois grandes inimigos da alma: o orgulho e a vaidade. como a nossa. basta que nos lembremos das palavras de Jesus aos seus apóstolos. comprometendo-se. que desapareceu o homem e que.. sem crença e sem moral! Para se avaliar a grandeza da prova pedida por Sayão. de fracos se fizeram fortes. notadamente pelo desprendimento dos bens terrestres. que para esta existência trouxe a prova da riqueza. Ontem era Bittencourt Sampaio. Tomba o corpo. que lhe fossem proporcionados pela riqueza adquirida. será salvo”. Maia de Lacerda.

Ferreira Viana e outros luminares da jurisprudência. Em 1878. ele estuda à luz do lampião da sala da república. Sayão. para de escravizados ficarem livres. enfrentando com tais competidores. sua alimentação sólida. cujos filhos eram . ou pelas sugestões do fausto e da orgia. conseguiu fazer fortuna. jamais se deixou ficar na retaguarda e fez-se notável advogado. que narrá-los é impossível. bailes e serenatas. sobre tudo. Seu lar. Que o digam os Moisés. era o céu dos desgraçados que tinham pedido a prova de ser escravos. que acabava de abraçar e. melhor soube encaminhá-lo com seus conselhos diários e ampará-lo com a sua ascendência moral. Seu vestuário sempre foi sério. que naqueles tempos pareciam insuperáveis. que naqueles tempos souberam fazer renome. que então era ilustrada pelos vultos eminentes de Busch Varela. tiveram que lutar heroicamente contra as traiçoeiras ciladas que lhes armavam a todo o instante os Espíritos das trevas. no espaço. aliado ao desejo de bem servir ao Senhor. Talento modesto. nos tempos ignominiosos da escravidão. que nem livros tem para estudar. na Academia de São Paulo. Antônio Luiz Sayão encarnou em um centro muito pobre e só à custa de muitos sacrifícios materiais conseguiu formar-se em Direito. ou pede ao sono reparador o descanso de que necessita o seu corpo depauperado de forças nas lutas do dia. A luta foi encarniçada e tantos foram os estratagemas de que usaram os inimigos do espaço. e que é obrigado a comer e a pagar a moradia à sua custa? E o que veste e o que calça? Pobrezinho! usa a roupa e o calçado. nem um vintém no bolso! Enquanto os colegas se divertem nos teatros. Nele se acolhiam. com o intuito perverso de separá-los. têm-no em geral em alta consideração. depois que para lá foi. Feita a aliança espiritual entre os dois servos do Senhor. Vencendo todas as dificuldades. ora mais largos. Tomou para seu companheiro e mestre o seu colega Bittencourt Sampaio. que aqui na Terra tão bem soube orientá-lo e. pois eram tratados pelo “Senhor” como irmãos e amigos e se constituíram membros da sua família.16 Terra. para evitar que se quebrasse um só dos elos da cadeia que o prendia ao seu mestre e amigo. para romper o laço que ligava esses dois Espíritos aqui na Terra. que. Mas de uma vez teve Sayão de pôr em prova a sua humildade. parca e sóbria. Teve então de travar luta titânica contra as suas tendências católico-romanas. Quem desconhece o que é a vida de um estudante pobre. qual seja a defesa dos criminosos. simples e decente. Trabalhador incansável e extremamente econômico. se fez espírita. jamais se deixou atingir pelo orgulho e a vaidade. mais ou menos. generosos e bons. não compatíveis com os Evangelhos de Jesus. os Celestinos e as Joanas. formou-se em Direito e veio para esta capital exercer a sua profissão e dela escolheu a parte mais simpática e mais sã. da tribuna do Júri. contra os preconceitos sociais-religiosos. dos seus companheiros de república. poupando e guardando as parcas economias que lhe sobravam das suas restritas necessidades materiais. Nem uma vela para estudar à noite. ora um tanto apertados. como sabe ser a mocidade acadêmica.

procurou ver quem era e pôde então lobrigar a cabeça do velho Sayão. uma reunião em sua casa. e enriqueceu-o com muitas e . passou fome ou se viu privado de teto. muitas lágrimas custou ao pobre do Sayão. que não o compreendia. Citá-los éimpossível. ei-lo: Uma vez em que o médium Guimarães foi a um miserável quarto de certa casa. a sociedade. numa das ruas desta Capital. Sayão e Bittencourt Sampaio pertenceram à Sociedade “Deus. que denominou “Estudos Evangélicos”. quando o Grupo sucessivas ente recebeu os livros “Jesus Perante a Cristandade” e “De Jesus para as Crianças”. pela sua seguinte previsão: Tendo-se esgotado a edição dos “Estudos Evangélicos”. O que se passou na primeira fase desse Grupo está minuciosamente descrito no seu livro inicial. ditados pelo Espírito Bittencourt e publicados por Sayão. para que Sayão corresse pressuroso a ampará-la. amigo! Bem soubeste fazer! A sua bolsa sempre esteve aberta à verdadeira necessidade. levar a uma pobre enferma os recursos mediúnicos que reclamava o seu estado de saúde. Pela modéstia do seu viver e porque não se imiscuía nas lutas egoísticas dos homens. Foi quando desencarnou o bom Bittencourt Sampaio. no dia 6 de junho de 1880. que ali fora repartir com a desgraçada a moeda material e levar-lhe ao mesmo tempo o conforto espiritual que com tanta dedicação soube haurir nos Evangelhos. ocioso. ele os reeditou com o título “Elucidações Evangélicas”. A sua vida espírita foi cheia de episódios e lutas impossíveis de se descreverem num modestíssimo escrito de jornal. e o resultado foi a fundação do “Grupo dos Humildes”. Foi então quando resolveram fazer. que não foi para Sayão tão tempestuosa quanto a primeira. Sayão. esforçar-me-ei por contar alguns. a fim de concertarem a respeito do destino que deveriam tomar. Bem fizeste. por isso. Ele usurário! ele que repartia prodigamente com os necessitados os seus haveres! Mas. que alguém se ocultara atrás da porta. e iniciou o “Do Calvário ao Apocalipse”. regularmente conhecido por “Grupo Sayão”. ao entrar. viu. instigado pela curiosidade. Cristo e Caridade” até o dia em que uma divergência determinou a saída dos mesmos que não se deixaram arrastar pelo orgulho da ciência. porque seguia o preceito evangélico: “a mão direita não deve ver o que dá a esquerda”. leitor. Jamais irmão algum que lhe pediu pão. intitulado “Trabalhos Espíritas”. Isto vos posso afirmar. Contudo. lhe solicitou abrigo. Desde essa data entrou o Grupo na sua terceira fase. Ele pressentiu o termo da sua jornada sobre a Terra poucos dias antes da sua partida para as regiões espirituais. Sayão era um usurário. o tratava de usurário. Os seus atos de caridade são inúmeros. Bastava saber onde estava a miséria. livro que tantos e tão relevantes serviços tem prestado aos que se entregam ao estudo da Doutrina Espírita. descrevê-los. dirigido espiritualmente pelo anjo Ismael e materialmente por ele. Apenas me limitarei a contar um. A segunda fase foi mais calma e deu-lhe ensejo a que publicasse o seu segundo livro. ou. Foi tempestuosa e.17 por ele acalentados e muitas vezes nos seus próprios braços entregavam o Espírito ao Criador. mas que se caracterizoú pela luta que ele teve de sustentar com os Espíritos das trevas.

ao contrário. muita luz de intenso clarão. se acusava grandes sofrimentos. E o foi. de fato. “Reformador” de 1953. não se queixava jamais. deixava o fardo pesado da matéria e voava para a verdadeira pátria.18 belíssimas Comunicações recebidas no Grupo. Durante a enfermidade que o acometeu. apresentando um exemplar a um confrade. disse-lhe ele: “Este é o último canto do cisne”. e. por ele estudados. digno de ser por nós outros imitado. também. onde foi receber do nosso Divino Mestre o prêmio de tanta luta e tantos sacrifícios sofridos sem revolta nem queixume. Esse livro saiu do prelo o mês passado. Desencarnou como um justo. Dias depois. Assim vivem e assim desencarnam os verdadeiros discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Se a sua vida foi um exemplo perene. balbuciando uma Ave Maria. que vieram trazer aos diversos pontos evangélicos. (‘) Ver. dizia sempre que se fizesse a vontade de Deus! O seu desprendimento foi calmo e mesmo sem contrações. . página 53. DISCÍPULO DE MAX. a sua desencarnação não o é menos.

nem os suplícios infligidos aos discípulos fiéis. que é o seio do Criador e Pai. Foi preciso que o tempo colaborasse grandemente nessa obra. relativamente pequena era a responsabilidade dos homens pelos seus . para que largamente se espalhe mais um compêndio. a fim de que levassem avante o empreendimento. procuram o remanso da paz. recrudescimento de paixões e ameaças de crimes horripilantes. No passado. quando imperava a ignorância. que ela se desdobrasse em séculos de tormentosas jornadas. Ora. Nenhuma época. quais abnegados Cireneus. dos verdadeiros ensinos cristãos. há dúvidas e desesperanças nas almas e inúmeros são os lares onde já falta o pão para alimento do corpo. diante da majestade de Jesus Cristo. capazes de atentar no roteiro que a ele conduz. se constituíam verdadeiros flagelos para a Humanidade daqueles tempos. podem invocar-se a escudá-lo. Fetichistas da matéria.19 DO ESPÍRITO SAYÃO Irmão e amigo. todo esse desvario. porque. imolado às paixões dos que Ele viera salvar. indicando-lhes o caminho da felicidade. aclimados nas regiões onde satisfazem aos seus apetites inferiores. Fruto do labor que alguns estudantes do livro da vida. Desceu o Cristo ao mundo e consumou-se a tragédia do Gólgota. para se ilustrarem nas letras sagradas. que feitas se acham uma e outra. que respira os ares impuros da matéria. A cada dia o seu labor. alguns pesquisadores ávidos de se fortalecerem na fé cristã. em todas as línguas. ela é também um testemunho da ajuda que lhes dispensaram. embora seja grande o respeito que mereçam de seus irmãos. nem o martírio do Justo. demonstra à evidência que as palavras do Meigo Nazareno não encontraram guarida nos sentimentos. Muito antes mesmo que Jesus baixasse à Terra para o desempenho da sua excelsa missão de amor. os Espíritos do Senhor. sem luz e sem freio. como este. Para tal efeito. para que as criaturas desviadas do seu destino. se tornassem. que procuraram secundar-lhe a obra de amor e de redenção. sem que a desvalia do meu nome lhe empreste importância alguma. Órfãs da essência evangélica. Nem a autoridade do homem. Há também revoltas sem conta. conseguiram modificar os sentimentos humanos. que é o do reino de Deus. Mas. melhor apropriada do que a atual. Há lágrimas por toda parte. A obra está conseguintemente apadrinhada por si mesma. portanto. mas por atalhos perigosos e funestos. sobre a obscuridade da letra dos textos derramaram esses fiéis e devotados servos de Nosso Senhor Jesus Cristo a luz dos seus comentários dentro do espírito que a Humanidade do presente já pode suportar. aqui tens as duas palavras que me pediste: Vastíssima. nem a do Espírito ainda adstrito à atmosfera do presídio que lhe foi destinado para resgate de suas dívidas. por suas rebeldias contra as leis morais. pela autoridade superior dos textos que lhe servem de base aos comentários. as almas sofredoras. profetas em grande número apregoaram o reino de Deus. os Espíritos relegados ao presídio terreno começam agora a sentir os rigores do ferro em brasa. imensa é a bibliografia evangélica. concitando à penitência os povos que. nulifica-se toda e qualquer autoridade. empreenderam. após vinte séculos de Cristianismo. De apresentação ou recomendação não precisa ele.

O Evangelho é o livro do coração. aumenta a criatura o seu patrimônio intelectual. consola o desconforto dos aflitos. Para as dores agudas da época que passa. as conquistas da Ciência. a sua finalidade máxima é formar o patrimônio moral da Humanidade. se fizermos dele o nosso confessor. para a escalada gloriosa do futuro. assim. . versículo a versículo. as misericordiosas dádivas concedidas pelo Criador às suas criaturas. que oferecem alimento são às almas. nenhum melhor bálsamo do que este livro. toda a colaboração que dei a este trabalho a duas palavras de incitamento que dirijo aos meus irmãos. se esgotará de vez. limpando-nos os sentimentos da escória das paixões que constituem a razão de ser do sofrimento. ao ser ele publicado pela segunda vez. visto que muito mais refulgente luz a esclarece. Possam as suas páginas despertar nas consciências cristãs o desejo sincero de exemplificar os ensinos que elas contêm e de praticar as obras de que dão testemunho. da inteligência. pois. porque destila o amor de Jesus Cristo. Justo. Lido superficialmente. no coração.20 desvairamentos. de anteriores peregrínações terrenas. com conhecimentos puramente espirituais. sem a atenção que reclamam as leituras edificantes. o efeito que produzirá a sua não diferirá do que produz a de obras com que o homem procura encher os lazeres da vida. cura as feridas do sentimento. gradativamente propiciada aos filhos de Deus. SAYÃO Outubro de 1932. Entretanto. Reduzo. se o pusermos. decerto o fel que aí guardamos. porque dele se evola a essência da verdade divina. tornaram imensas as responsabilidades desta geração. é que eu lhe augure amplíssima difusão. À evolução. Por ele. é certo. tuas manifestações do Consolador que o seu Filho bem-amado prometera. porém.

quer moral. obra do Mestre divino. imenso pálio sob o qual se podem agasalhar. pela beleza da forma. realizou-se. dê testemunho da erudição do autor e sirva de agradável passatempo aos que só se preocupam com as grandezas mundanas. nova revelação que veio mudar a forma ao Evangelho. para a vida e para as vidas: mas o sagrado código.21 APRECIAÇÃO DA IMPRENSA . já não podia conformar-se com o ensino divino. nela e por ela.BIBLIOGRAFIA O Ilustrado Dr. fez baixar. Não. dando às verdades do Evangelho um caráter mais amplo. que daí resultava. como poucos desafia a atenção dos que procuram. tão assinalado progresso. que. como o transmitia e transmite a Igreja Romana. por sua contextura elevada e útil. é um fato palpável. nos 19 séculos do cristianismo. E o livro de Sayão é dos que oferecem essa alimentação que dê forças para vencer as intempéries da vida. O molde já era muito estreito para poder conter a razão. donde a confusão que domina os Espíritos. dado sob o véu da letra. mais esclarecida. a par e à medida que os olhos da alma humana adquirem maior capacidade para suportá-la. . em seu amor e sua misericórdia Infinitos. todas as negações. segundo a lei manifestada desde os primeiros tempos. que somos. ofereceu. imutável em sua essência. e por obra do Cristianismo. na essência de seus puríssimos ensinamentos. levando uns para a descrença e outros para a negação. O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é o código de toda a sabedoria de que se pode revestir a humana criatura. que se avolumara desproporcionalmente. cisma e materialismo ateístico. quer intelectual. dando mais viva luz para que seja ele entendido. Antônio Luiz Sayão acaba de dar à luz um livro que destoa de quase todos os que têm sido publicados entre nós. baixou como esmola do Pai aos filhos. condíção para chegarmos. como já o permite o progresso realizado da Humanidade. como o exigia o atraso humano. resultante da ordem natural das coisas. não mais sob o véu da letra. pobres peregrinos do Infinito. a todos os progressos da Humanidade.SOBRE A 1ª EDIÇÃO DESTE LIVRO . todos os cismas. tão amplo como o pode reclamar a razão do nosso tempo. A razão humana. no conhecimento das verdades eternas. a mais pura e sã alimentação de seu Espírito. Ora. que aplaina os caminhos da humana regeneração. tem realizado. que dá luz para enfiar a vista pelos horizontes Intérminos do futuro do nosso ser. A uma luz que cresce em intensidade. Não é um brilhante repertório de coisas mais ou menos Interessantes que. a nova revelação que. O Espiritismo. que sentiam fome e sede do pão alvo da caridade divina e daquela água de que falou Jesus à samaritana. reveste-se do especialíssimo caráter de uma eterna variedade na forma que o acomoda a todas as idades. sobre a Humanidade retalhada pela descrença e pela dúvida. ao termo da jornada: a mística Sião. O Pai de Infinito amor não podia ver este desequilíbrio. o homem. era de esperar maior grau de intensidade daquela luz espargida sobre a Terra. e. E o que a sublime lei prometia veio. abraçados com a verdade e com o bem. mas em espírito e verdade. É um livro que. sem prover de remédio ao mal.

Como se desdobram em claridades. na medida da compreensão do homem presente. procuravam compreender os altos conceitos do Livro de salvação! Ler o novo livro é ter em breves linhas a chave das palavras. Bittencourt Sampaio. por explicações lúcidas e concisas dos textos evangélicos. por corresponder à sua confiança. ao Evangelho de João. que assumistes uma tal autoridade. e António Luiz Sayão.) ESPIRITISMO ESTUDOS FILOSÓFICOS Na “Gazeta de Notícias” de 22 do corrente mês lemos o seguinte (*): “Meu caro Max. felicita a Humanidade. do livro da vida e das vidas. a vossa opinião. que esclarece todas as coisas! Altíssima é a missão dos que foram escolhidos para fazerem na Terra a obra de Deus: a divulgação do Evangelho segundo a luz do Espiritismo. legado ao mundo pelo divino Mestre. Sayão como normas a seguir no nosso Grupo? — Um discípulo. sobre toda a doutrina cristã. claros e preciosos conhecimentos das verdades. sem que a embaraCe a vossa reconhecida modéstia. à luz do Espiritismo. — A nossa incipiência tem encontrado sempre conforto na Vossa palavra inspirada e respeitada mesmo pelos ortodoxos da fé. entretanto. pois. pois que eleva nossa individualidade a umas alturas que estamos muito longe de atingir. é ter a chave dos pensamentos daquele divino Espírito. entre nós. ao magno esforço dos dois atletas da Revelação Espírita. tuas. antes do Espiritismo. dir-lhe-emos. que entram pelos olhos da alma. Marcos e Lucas. quer um quer outro. O livro de Sayão é um valioso mimo feito à Humanidade que se souber aproveitá-lo. Seus trabalhos podem ser ditos: perfeito resumo da Interpretação dos Evangelhos em espírito e verdade. Bem se vê que o consultante é realmente um incipiente. é segura orientação para os que entretém Grupos Espíritas.22 E esse pálio divino foi o próprio Evangelho. O “Reformador” felicita o autor. Este ergueu seu monumento sobre os de Mateus. que a geração moderna pode suportar. e dentre aqueles missionários espalhados por toda a Terra. que é monumental. colherá aí. Aquele limitou seu trabalho. com toda a . relevareis que vos peçamos um conselho: podemos tomar os dois livros publicados pelo Dr. das parábolas de Jesus. (“Reformador”. sempre sob a dos Altos Espíritos. segundo corrigido e aumentado em certos pontos. as obscuridades que confundiam os que. Nenhum saiu dos limites traçados a Roustaing. desde. felicita os espíritas. de 19 de fevereiro de 1897. Só não a verão os que estiverem de assento nas trevas e dormirem com a cabeça voltada para o Ocidente. dos conceitos. com os seus estudos dos Evangelhos. e. Ele colocou a luz bem alto. até hoje veladas. Um completa o outro e ambos dão luz. Bem haja o ilustrado doutor. pelo aparecimento de mais um astro de luz no horizonte da Terra. com a sua Divina Epopéia. nestas circunstãncias. cujos horizontes se estendem. pelo bem que proporcionou aos que anseiam por se abraçarem com a verdade. como é mister àquela luz. agora interpretado em espírito e verdade. levantaram-se. substituIram a longa e difusa explanação daquele autor.

que um não pode dispensar o outro. no referido jornal carioca. a última palavra sobre as verdades que Deus. a revelação messiânica. Foi esta. Enquanto o homem não chegar ao último grau da perfeição Intelectual. porque é inspirado como este. a obra de Sayão. Não divergem no que é essencial. porque esta. Allan Kardec. mas sim nos modos de compreender a verdade. longas exposições — e em linguagem . sendo absoluta. compreendidos nas obras fundamentais de Allan Kardec. pois. a vantagem que faz sobressair o trabalho de Kardec. ao Espírito da Verdade. 2. pela razão que já foi exposta acima. muito terá ainda que dar. que. os principais fundamentos da revelação espírita. como julgam os padres ser. na medida do desenvolvimento da faculdade compreensiva do homem. como já foi dito. que em muitos pontos vai além de Allan Kardec.23 lealdade e sinceridade. em um corpo de doutrinas. porque muito terá ainda que progredir a Humanidade terrestre. Mas o homem. torna-o bem pouco acessível às Inteligências de certo grau para baixo. Roustaing confirma o que ensina Allan Kardec. darão mais luz. tendem constantemente a se alargar em extensão e compreensão. pelo mesmo Jesus. pois que ela é progressivamente mais ampla. sem lesar. Sayão. em seu amor pela Humanidade. mas teve por missão dizer o que este não podia. Da data de 23 de março de 1897. Espírito preposto por Jesus para reunir. para o fim de se elevar às alturas. de clareza e concisão. É. porque esta é firmada na lei e a lei é imutável. pois. o que pensamos sobre os livros do Dr. a revelação não chegará a seu termo. fez baixar do céu à Terra. O Espiritismo. em razão do atraso da Humanidade. sem destruir a obra feita. à pág. Eis aí que já apareceu Roustaing.) O Espiritismo não é. só apanhou o que estes deram — e estes só deram o que era compatível com a compreensão atual do homem terreal. ensinos confiados. não possuindo. aparece-nos sob mil fases relativas — relativas ao nosso grau de adiantamento Intelectual e moral. Em ligeiros traços resumiu. um livro precioso e sagrado o de Roustaing. porém adianta mais que este. como homem. quinta coluna da esquerda para a direita. (*) Esta carta só foi realmente estampada. tendo dado mais do que as anteriores revelações. o mais moderno missionário da lei. no fundo. de penetrar todas as leis da criação. pois. mas o autor. A Allan Kardec sobrevivem outros missionários da verdade eterna. Seria obra de meritório valor dar à sua exposição de princípios relevantíssimos a concísão e a clareza que sobram no mestre e que lhe faltam bem sensivelmente. como as asas de um pássaro não se podem dispensar. constituído por uma legião de Altíssimos Espíritos. (Nota da FEB h 9ª edição. não cessa de desenvolver a sua faculdade compreensiva e. como ele mesmo veio alargar os princípios fundamentais do ensino ou revelação messiânica — e como este veio alargar os da revelação moisaica. para mais largo conhecimento das faces mais obscuras daquela verdade.

no — Estudos Filosóficos. O livro de Sayão é um resumo de Roustaing. Max escreveu nesse jornal. muito lucrará estudando o livro (os livros) de Sayão. Ao caro Irmão em crenças. em Roustaing. 6 de abril de 1897. em que transluzem os clarões da verdade. as virtudes que mostram a coroa do discípulo de Jesus. com as vantagens de Allan Kardec. maIs uma vez. com tanta gentileza. com o coração cheio de energias e de caridade evangélica. Por outra: contém as idéias de Roustaing e o método incomparável de Allan Kardec. pseudônimo do Dr. publicou esta crítica na Gazeta de Notícia de terça-feira. É. humildade e fé. em conclusão: podeis tomar os dois livros publicados pelo Dr. encerra observações e práticas que. recomendariam o hercúleo esforço do Anteu do Espiritismo no Brasil. quarta coluna da esquerda para a direita. colhido na seara bendita. diremos. 3. os frutos preciosos de sua inspiração. no seio de Jesus. por entre as névoas de nossa peregrinação terrestre. Descansai a mente sobre esta obra preciosa. a quem agradecemos. . que ninguém deve desprezar — e que. como repousou a cabeça. Bezerra de Menezes. MAX. sob o ponto de vista doutrinário — e é claro e conciso sob o ponto de vista do método. por si só. com a alma cheia de amor. o raio de luz — o farol — o santelmo que nos encaminha ao porto da salvação. à honra que nos dispensou. que safra em O País” de 1887 a 1894. pág. portanto. o discípulo amado. votado à obra do Mestre Divino. em 1896 e 1897. Quem compreende a progressividade da revelação não pode recusar preito a Roustaing — e quem quiser colher. E damos graças a Deus por nos ter permitido encontrar. Sayão como normas a seguir em vosso Grupo. Nota da Editora à 9ª edição: MAX. Neles encontrareis o que há de mais adiantado em Espiritismo. a coluna Espírita. além de ser tal. É chave de ouro.24 didática clareou e pôs ao alcance de todas as inteligências o que era obscuro à maior parte. correto e adiantado.

em quem a beba. praticai seus mandamentos. nas sublimes estrofes que se lêem naquele livro de celestes inspirações. isto é — as palavras que vos digo são espírito e vida (JOÃO. “Que for cristão em Cristo. entendidos conforme foi preciso figurar. preconceitos. o seu Deus.” O espírita precisa. como deturpadoras dos puros. simples e singelos ensinamentos do Cordeiro Imaculado de Deus! A Doutrina Espírita é a fonte donde sai a água Viva para saciar a sede. versículo 63). será sábio. nem o corpo. e que virá a ser. pondo em atividade a sua razão. como um sistema coordenado de conhecimentos das . (JOÃO. Amar o seu próximo. rotinas. “Isto é.. tal é a Doutrina da moral cristã. mas.. a essa perfeição que Impulsiona o homem a amar o seu Criador. na sua maior parte vindas do paganismo: enfim. o seu Salvador. Água e pão são estes que dimanam de Jesus e que. nos tempos do obscurantismo e de completa ignorância. a amar o seu Mestre. fórmulas. da moral evangélica. seus irmãos. pelo Consolador prometido. inovações dos homens. não tendes outros deveres senão estudar os Evangelhos à luz da Santa Doutrina. descido do Céu para que todo aquele que dele coma não morra. entendidos como nos aconselha o próprio Jesus. com o critério real da verdade. “Porque. O pão Vivo. A Doutrina Espírita é a Ciência. “A Ciência virá — embora oculta. Porque o homem. capítulo 6º versículos 50 e 51). mas de seu Pai. que o enviou. como ensinam e exigem os mercadores do templo. que representam árvores que o Pai não plantou e que por Isso devem ser arrancadas. não com os olhos da alma vendados. sem que nenhum de vós perceba. ALLAN KARDEC. nem o pão. não são nem a água. trazida pelo Espírito da Verdade. A Doutrina Espírita representa o alimento. que constituem a Doutrina que Ele disse não ser sua. nem o vinho. mas os ensinamentos. “Nas dobras do seu manto. “Com toda a majestade pela estrada “Sem termo do progresso.25 Orientação Espírita Reunidos em nome de Ismael. qual a oferecida por Jesus à Samaritana. “Estudai a moral — compreendei-a. versículos 10 ao 14). nem o sangue. Hoje. que salte para a vida eterna (JOÃO capítulo 4º. capítulo 6º. que ela arrasta. uma fonte de água. todas as pessoas que almejam ser espíritas devem convencer-Se de que a Doutrina Espírita veio cumprir a grandiosa missão de conduzir a Humanidade à perfeição. proclamada pelos verdadeiros cristãos e celebrada pelo mavioso cantor da Divina Epopéia. “Como houvera Jesus nos ensinado. para espancar todas essas tradições. portanto basear todo o seu estudo no divino Código da moral legado aos homens.

dois pães dourados e prateados e. para ser simplesmente ridículo. “Provérbios”. da nossa fé. fórmulas ridículas. ídolos. com as regras da lógica e os princípios das verdades demonstradas. o pão. a compreensão. (EZEQUIEL. um dourado. que impõe o culto e o reconhecimento para com o Criador de tudo o que existe. capítulo 9º. “As vossas solenidades se me têm feito molestas. de metal. sustentamos que. menos evangélico. Convimos que nos tempos anteriores à revelação moisaica. versículo 23 e 24): “Deus é Espírito e em espírito e verdade é que devem adorar os que o adoram. o algodão e o limão! Então o Bispo oferece ao Arcebispo tochas acesas. (“Ato dos Apóstolos”. ajuntamentos que para mim são iníquos? A minha alma aborrece as vossas calendas. . na infância da Humanidade. versículo 24): “Deus que fez o mundo e tudo que nele há. a ciência dos Santos é a prudência” (ISAÍAS. fossem precisos templos feitos pelas mãos dos homens. de pau e de pedras”. que nos descreveu o “O País” de 6 de maio de 1901. incensos. Porque tais quer também o Pai que sejam os que o adoram”. da justiça. da sagração do Bispo de Olinda? O Arcebispo sagrando as mãos do Bispo.26 coisas pelas causas. por fim. qual o que não podemos deixar de render a tudo que é grande. Será tudo. profunda. da piedade e. é decente. capítulo 4. a toalha. fazei justiça ao órfão. versículo 4): “Eles bebiam do vinho e louvavam os seus deuses de ouro. mas. de prata e de ouro. Essa ligação. eis a razão por que dizem a verdade os que sustentam que o Espiritismo é uma ciência e ao mesmo tempo uma religião. a consciência. versículos 12 ao 17): “Quem requereu de vós estas coisas? Sacriudos. profetiza sobre os pastores de Israel. banidos que foram os holocaustos e os sacrifícios. Imponente e Sublime! Eis em que consiste a religião. À vista desse lúgubre espetáculo. festividades. ritos. assim. das nossas esperanças. capítulo 115º. A Doutrina Espírita. como ciência. E sobre essa base sólida construímos o edifício Inabalável das nossas crenças. defendei a viúva”. capítulo 34º. de ferro. nos ensina a conhecer as causas e os efeitos. e dirás: Ai desses pastores que se apascentarem a si mesmos. outro prateado. de chumbo. o espetáculo cênico. Íntima. dando-lhe o anel e o báculo! Os paraninfos seculares purificando-lhe as mãos. Isto deixa de ser sério. de prata. nos Impõe um culto. não são os rebanhos apascentados pelos pastores?” (DANIEL). A hora vem. versículo 10: “O principio da sabedoria é o temor de Deus. como num culto devido a Deus. Aprendei a fazer o bem. abram e leiam o Livro dos “Salmos de David”. e tudo Isso num templo cheio de ídolos de pau. capítulo 1º. o derramamento de sangue dos animais nos altares. e agora é. hoje.. versículo 2): “Filho do homem. capítulo 17º. como poderão subsistir essas chamadas cerimônias que escandalizam a razão? Pois é sério. a convicção das verdades eternas. obras das mãos dos homens”. o jarro de prata. “socorrei o oprimido. temos o fio que nos liga a Deus. aplicando o critério da nossa razão. quando os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade. a não se acharem fascinados pela embriaguez da superstição e do fanatismo. versículo 4” Os ídolos das gentes não são senão prata e ouro. (JOÃO. dois barris de vinho. não habita em templos feitos pelos homens”. cansado estou de as sofrer.. procurai o que é justo. e nos dá o conhecimento. capítulo 5º. é imponente. sendo Ele o Senhor. figurando homens com vestimentas à fantasia e barretes de todos os feitios! Oh! Não. apresentando-lhe a bacia. E os que duvidam das nossas asserções.

que vê o que se passa em secreto. ora a teu Pai em secreto. os fanáticos que se deixam iludir e os sábios que. podemos dizer: Quereis estudar e compreender os santos Evangelhos? Procurai este livro. capítulo 19º. prescientemente sabendo o que fariam os falsos profetas. entendidos em espírito e verdade. que não tiveram nem o padre. Apreciai só um fato que praticam esses Infelizes Espíritos refratários à luz. entretanto. versículo 10). que vem ensinar todas as coisas e lembrar tudo o que Jesus disse. versículos 29 ao 37). meditado. para que nos demos ao trabalho de querer convencer os Cônegos que se apascentam. Além disso. do manso Cordeiro de Deus. em que encontrareis todas as explicações trazidas pela revelação espírita. quando orares. bebida diretamente na fonte pura dos seus Evangelhos. fechada a porta. na prática dos seus ensinamentos. . Mas. entre elas a do Samaritano. se é desses mistérios. poderemos formar convicção. como nos ensina o Evangelho de MATEUS. na Terra. Ora. infalíveis e privilegiados representantes.27 Mas. não tendo tempo para tratar das coisas do outro mundo. pedindo humildemente ao vosso Anjo de Guarda que vos inspire. te dará a paga. do Espírito da Verdade. como nos ensInam as Estrelas que baixam do Céu. versículos 15 ao 20: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. isto é. por ora as que já podeis suportar e cuja legitimidade não precisa apadrinhar-se a nenhuma autoridade. capítulo 7º. versículo 5 do Evangelho de Mateus — Mas tu. nem o levita. se já chegaram os tempos preditos do advento do Consolador. nos confessionários e com o procedimento que observam na vida social. é verdade que a luta se acha travada entre as trevas que tudo escondem e a luz que tudo patenteia. Mas. Já se vê que o nosso fim não é senão convencer os nossos irmãos em crença de que toda a nossa felicidade está na verdadeira orientação traçada por Nosso Senhor Jesus Cristo. em cujo coração mostrou a compaixão. quando houverdes estudado. e Ele assim o fez por palavras e obras. o vosso Espírito se sentirá preso do sentimento de comiseração e de piedade por esses infelizes. capítulo 10º. sem precisarmos desses falsos profetas. se sabemos que os Padres nada nos ensinam a não ser que cegamente façamos o que eles dizem e não o fazem. que nos achamos no ermo dos nossos desertos. (LUCAS. que se julgam e se impõem como santos. se Jesus não manda que vamos aos templos cheios de ídolos. objetar-nos-ão: — Como é que nós. e teu Pai. representantes do Consolador. dão procuração aos professos para pensarem e decidirem. é fácil de compreender-se a razão da luta entre a Igreja de Roma e o progresso. louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. muitas parábolas Instrutivas nos deixou. Mas. é claro que temos o recurso vindo de Deus. dessas exterioridades que o clero constitui os seus meios de vida. andam errados? Respondemos: lede o capítulo 6º. E. essa não pode ser duvidosa. Com elas logo vos conformareis quando as confrontardes com o que dogmaticamente pregam os Padres de Roma nos púlpitos. porque a achareis na sua própria razão de ser. (LUCAS. e logo conhecereis pelo fruto a árvore. entra no teu quarto e. aliás ataviados com esses hábitos que tanto impressionam as vistas materiais. a vitória. quando realmente o não são. na sua harmonia com os princípios justos e racionais. Com efeito. sem ouvir a esses que se nos apresentam como representantes do Cristo na Terra e que.

para dele fazer o tabernáculo onde habite Jesus. uma missa.28 nem assim a lição foi compreendida. tira a própria vida. como vemos todos os dias. suicida-se. no desespero da sua alucinação. A verdadeira orientação do espírita está em estudar. que. o atribulado. para aliviá-lo do sofrimento. . a esses Infelizes falta-lhes a compaixão para com o desgraçado. e a quem negam uma prece. enquanto que os espíritas verdadeiros Imploram misericórdia para ele. porque. compreender e praticar os Evangelhos e assim limpar o seu coração.

para lá plantardes o Estandarte onde se leia: Ecce Agnus Dei. do fanatismo e da cegueira. porque a nossa missão ainda não está completa. (JOÃO. que vêm saudar-vos e dizer-vos: Ainda não pousamos o bordão de peregrinos. para reconhecer que Deus é puro amor. em sua marcha progressiva através dos séculos. nas suas comodidades de homens. O caminho ainda está juncado de gentios. peregrinos. pelos apóstolos de Jesus. as bênçãos da Virgem Imaculada. que não poupa esforços para a salvação dos seus irmãos! Meus amigos. No nosso caminhar de séculos. prostrai-vOS humildemente. Salve século 20! Recebei. Nossa Mãe Santíssima. que ainda não compreenderam a lei das leis — o amor de Deus e o amor do próximo — porque o egoísmo fala mais alto do que esse duplo amor. que procuram Deus nos seus apetites materiais. A Humanidade. liberta-se do jugo da ignorância. cavando a terra endurecida pelos vossos erros. ecce qui tollit peccatum mundi. versículo 29). caminhai vigilantes. . aproximam-se os tempos e Já estão chegados. como também é pura razão. muito temos gozado com as manifestações das misericórdias do Mestre. Muitos são os chamados e poucos os escolhidos. realizando-se a promessa da vinda do Consolador. em busca da luz suprema. e por isso vimos saudar-vos e dizer-vos: coragem. com os vossos corações cheios de amor e de adoração.29 O SÉCULO 20 Glória a Deus nas alturas. as bênçãos de Jesus. porque precisamos do concurso de todos os que se comprometeram a servir ao Mestre. porque os tempos são chegados. meus irmãos. vedes que vos é trazida autêntica interpretação dos textos sagrados. implorai o divino amparo e ouvireis as angélicas vozes do Céu. Espíritas! verdadeiros cristãos em Cristo. capítulo 1º. para que o Mestre vos encontre com os instrumentos nas mãos. porque esse será o escudo com que podereis atravessar o caminho inimigo. mas. e o amor de João. que por misericórdia do Senhor é mandada à Terra. Orai e vigiai. que vos convida a entrardes numa nova fase de humildade e caridade. muito temos sofrido com o endurecimento dos homens. pois que não sabeis quando chegará o Senhor. até aqui velados pela letra. não deveis sentar-vos no marco do caminho. ainda precisamos do vosso concurso. em que. paz aos homens na Terra! Caminheiros da estrada da cruz. por intermédio do seu bendito Filho.

Como vós. se . presumimos que se vos deparará a verdade e a verdade é Jesus. do amor e da caridade. E Ele vos dará. como para mim desejo. também já fui descrente.30 Prefácio da primeira edição Abri o selo vosso à luz divina. falível. concentrei nas minhas mãos esses frutos. do amado Mestre a luz bendita. humilde pecador. nelas encontrareis o remanso das vossas dores. colhi os dulçurosos frutos. porém. não para a glória de Deus. se porventura sofreis. Poucos. nem orgulho. coordenei esses santos trabalhos. sábias e ignorantes. mas sim ao cair da tarde. nele. a hora da colheita não foi ao levantar da aurora. mas com o intuito de ser útil aos meus semelhantes. se de Jesus a luz bendita não viesse afugentar da noite as trevas. avidamente procurando o vosso lugar à mesa do banquete divino. um mundo mais verdadeiro. Divina Epopéia. Nelas encontrareis as doçuras de uma outra vida. cansado das fadigas de uma existência atribulada. castelos de ilusões que se esboroam ao mais tênue sopro da morte. que nos chama à verdadeira vida. sem presunção. onde podemos agir. Bem como ao Sol as inocentes flores. Eis o meu livro: e quando. Se o vosso espírito se acha assoberbado das coisas da Ciência. sem cuidar do meu eu imperecível. lembrai-vos de que a vossa sabedoria não pode ainda vencer as forças da morte e que. onde os brasões da vossa grandeza intelectual estarão colocados abaixo dos escudos da fé. vos deixar ver os segredos da sua doutrina salvadora. Eis o meu livro: meditai sobre ele. por conseqüência. que serão. Se sois profano. onde podemos viver. não condeneis este pequeno trabalho. mas para a salvação dos homens. de tal sorte que da Ciência só julgueis dever aceitar os fatos que se desenrolam no seio da Humanidade. de ambição despidos. amanhã sereis chamado a uma outra vida. sem os cuidados desta vida efêmera. quando. As páginas deste humílimo livro simbolizam os frutos de que vos falo. ser a fonte que desaltere o vosso espírito nesse deserto que se chama o mundo. que hoje convosco reparto. Ó almas que viveis no mundo em trevas! Pedi. Em maior abundância quisera dar-vo-los. o vosso espírito se voltar para Deus. então reconhecereis que. caindo sobre o vosso espírito. infelizmente. também já dei a meu espírito todas as expansões dos gozos da matéria. pedi a graça ao Pai celeste. Eis o meu livro: que ele possa. a cuja sombra repousei um dia. meu bom amigo. Limpos de orgulho. sem exame. como vós. que já se apropinquavan no horizonte e que me envolveriam em meio dos meus labores. menos preocupado com as coisas deste mundo. sem vos preocupardes com as mãos de onde veio. como todas as criaturas. além do mundo que me cerca. um dia. um mundo mais feliz. mas sede humildes. por BITTENCOURT SAMPAIO. Felizmente. esses mesmos não seriam colhidos. Leitor: Da árvore do bem. de Jesus o amor se fez em minha alma e vejo.

Abril — 1896. são estes os votos mais sinceros daquele que se confessa o último dos filhos de Deus. . Meu irmão. a porta para a vossa iniciação nos mistérios de Deus. ANTÔNIO LUIZ SAYÃO.31 quiserdes.

Entre tanto. até certo ponto. que conheceu a versão grega e dela fez uma tradução latina e uma paráfrase. razão por que uma das calamidades que o profeta Isaías (capítulo 4º. que datam do 3º século. o mais completo. já havia tomado o lugar do rolo. Supõe-se que o manuscrito Códice Sinaítico seja uma das cinqüenta cópias que o Imperador Constantino mandou fazer para Bizâncio. dois mil anos antes do nascimento do Cristo. revista por Jerônimo. no monte Sinai. constituindo para os egípcios um artigo de comércio muito lucrativo. Eram feitos em rolos de peles de animais. nos tempos primitivos. ou do princípio do 4º século. que contém todos os livros do Novo Testamento. o homem mais sábio. Santo Atanásio. Por muito tempo. volume 2. de quando o velino e o pergaminho já haviam invalidado o papiro e de quando o livro. exceto a 2ª Epístola de Pedro. o papiro já era usado pelos egípcios. Os manuscritos existentes. doutor em Teologia.32 Introdução Antes de entrarmos no estudo dos Santos Evangelhos. há-os também em outras línguas. calcula-se em seiscentos o número dos manuscritos que hão sido comparados. pareceu-nos conveniente que nos ocupássemos. porém. pertencem a uma época posterior ao Cristo. para uso dos escribas. descoberto no Convento de Santa Catarina. como. vulgarmente chamada Peshito (simples. foi o grande meio pelo qual as Escrituras Sagradas se tornaram conhecidas das igrejas ocidentais. como nas ulteriores. página 974. do século 5º. em 331. versículo. igualmente. hoje Constantinopla. existem manuscritos. a autenticidade. por exemplo. LEGITIMIDADE Não é lícito duvidar de que o Novo Testamento. pela primeira vez. Há ainda a Vulgata Latina. de 1844 a 1859. etc. nascido em 1467. do Código Alexandrino. . 7) predisse contra o Egito foi a destruição da planta do papel. natural da Holanda. por exemplo: o Códice Sinaítico. o escritor mais espiritual do seu tempo. no ano de 1516. Há. alguns dos quais alcançam até ao século 4º. São João Crisóstomo. as versões (Copta Thebaica (Egípcias). essa planta foi o material de escrita de todo o mundo literário. os Evangelhos Siríacos e há. ainda que perfuntoriamente. traduzida no mesmo século. Há também os manuscritos. a de Judas e o Apocalipse. finalmente. as 2ª e 3ª de João. em grego. a geografia e a história do Novo Testamento. São Basílio. segundo Kittos Cyclop. Quanto às épocas anteriores à sua impressão nessas edições. literal). versão essa que remonta ao século 2º. que hoje o possuímos. a fim de facilitarmos aquele estudo. quando foi impresso. porém. bem como o Códice do Vaticano. a antiga versão siríaca. datado de Basiléia. seja o mesmo que existiu e a Igreja reconheceu. Nem só em grego. ou latinas. depois. um dos cantões da Suíça. e que. durante mais de doze séculos. com a legitimidade. onde faleceu Erasmo. Os manuscritos mais antigos não tinham a forma de livros. sob a vigilância de Eusébio de Cesaréia (da Palestina). bem como das edições de São Jerônimo. em Roma. a cronologia. chamado — o pai da história eclesiástica.

que pretendia expor uma lei mais perfeita do que a do Cristo. semelhante a um leão (Marcos). o Evangelho Eterno.. como diz Lucas. notaremos que muitos Evangelhos apócrifos existem. as obras e a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. tornando-se estes. inspirados. capítulo 1º. como todas as obras humanas. O primeiro. Com efeito. versículos 3. o Maior. Assim sendo. versículo 6 e seguintes. desde o começo tudo viram com seus próprios olhos e eram os ministros da palavra. desde o primeiro século. não pode haver dúvida de que seus autores se hajam certificado da verdade do que referiram. Escreveram por intuição e segundo o que lhes fora narrado por aqueles que. Eles se encontram indicados. imperfeitos. mas foram contemporâneos destes e viveram em relações íntimas com os que haviam presenciado os acontecimentos de que falam em seus escritos. Tratando da legitimidade dos quatro Evangelhos canônicos. na sua Epístola aos Gálatas. como tinham de falar para homens. verifica-se que as citações do Novo Testamento. como se vê pelas referências que lhes fez Paulo. o terceiro. que foram apóstolos do Cristo (discípulos encarregados de pregar o Evangelho). há o Evangelho de São Pedro ou dos Doze Apóstolos. os evangelistas. no capítulo 10º. Os evangelistas eram. aliás reconhecida e comprovada por Paulo. Muitos supõem que Lucas foi um dos 72 discípulos ordenados para a pregação da Boa Nova. Percorrendo-se. um animal semelhante a uma águia voando (João).33 Nas obras dos antigos padres da Igreja e mesmo nas dos hereges e inimigos do Cristianismo se encontram citações e referências ao Novo Testamento. capítulo 1º. os escritos relativos à matéria que deu lugar a acaloradas discussões durante as épocas que se seguiram aos tempos apostólicos. por quatro animais. precisaram humanizar os meios. grego escrito por judeus. o Evangelho de SÃO Tomás. os quatro escritores que relataram a vida. isto é. conforme ele próprio o diz. esse corresponde exatamente ao que se devia esperar do caráter de seus autores: linguagem grega. o quarto. Lucas e João. são: Mateus. cuja autenticidade a Igreja reconhece. um animal com aspecto de homem (Mateus). Com efeito. o de Santo André. em conseqüência. no decurso do primeiro século. no Apocalipse (capítulo 4º. Mateus e João. Daí bem se infere a legitimidade destes. Mas. versículo 6. escrito no 13º século. médiuns historiadores. etc. conhecera o Salvador quase tanto quanto os . o de SÃO Bernardo. AUTENTICIDADE DO NOVO TESTAMENTO Admitida a legitimidade dos livros sagrados. Entretanto. Marcos. na sua Epístola dos Gálatas. Marcos e Lucas não foram apóstolos. versículo 1. o Evangelho segundo os Egípcios. o de São Filipe e de SÃO Tiago. em todos os autores e traduções. o segundo semelhante a um novilho (Lucas). mas não clássica. o Evangelho de Sâo Judas. o Evangelho do Nascimento da Santa Virgem. e 7). concordam. Quanto ao estilo do Novo Testamento. do seu Evangelho. o acompanharam durante o seu ministério e testemunharam os fatos que narram e ouviram as palavras que citam. em quase todos os pontos. o de São Mateus. com os textos atualmente aceitos. inconscientemente.

uma parte do quadro geral. quis Deus nos fosse ela dada por inspiração do Espírito Santo. Essas diferenças. onde a razão falece. eles a ratificaram com o próprio sangue. e escreveu sob a imediata direção desse apóstolo. que. Os tradutores e interpretadores falsearam às vezes o pensamento primário. Abraão viu o seu dia. só se verificaram. suas fraquezas de homens deram causa às pequenas divergências que se notam nas narrações. A cada evangelista cabia. e se divide em Lei. por muito tempo. (Veja-se este Evangelho. obra de muitos séculos. só a revelação nos pode esclarecer. David escreveu sobre ele. versículos 1 ao 5. O autor desse livro confessa ser o mesmo a quem se atribui o Evangelho de Lucas. fornecem a prova da autenticidade dos evangelhos. de modo a constituírem o conjunto da revelação trazida pelo Messias.34 mesmos apóstolos. Consta de 39 livros o Velho Testamento. se explicam e completam. As palavras dos apóstolos foram transmitidas de boca em boca. Os apóstolos espalharam o conhecimento do Cristo crucificado. O fim da Bíblia. antes de serem escritas. dos evangelistas. ao demais. VERSÍCULO 19. A Lei se contém nos cinco livros . O livro que se segue aos Evangelhos é o que chamamos Atos dos Apóstolos. é claro que os autores dos cinco livros do Novo Testamento possuíam exato conhecimento das coisas que relataram. (2ª Epístola aos Coríntios. como do Novo Testamento. Essas divergências. capítulo 1º versículos 1 ao 4 e Atos dos Apóstolos. mesmo candura. companheiro inseparável de Paulo e é bem provável que tenha escrito com assentimento e aprovação deste. Todos os profetas anunciaram o seu advento e proclamaram a sua glória. no entanto. Mas. porém. Marcos seguiu a Pedro. Seus escritos revelam integridade. devidas à imperfeição dos narradores. durante parte considerável de seu ministério. ao escreverem. simplicidade. capítulo 1º. O Novo Testamento é a história desse advento e a exposição profética de seus resultados. na narrativa. longe de constituírem contradições. reconciliando com Ele o mundo. Moisés foi um símbolo do Cristo.) O Velho Testamento é a história da preparação do mundo para o advento do Cristo. nem pôr de parte as investigações. Quando. a fim de o glorificarmos na Terra e o amarmos eternamente. Certo é. As narrativas. pois. preciso é não esqueçamos que a sua autoridade não veio inutilizar a nossa razão. do Cristo exaltado. A convicção que tinham da verdade que ensinavam.) A vista do que fica exposto. Tudo o que procede da Humanidade contém erros. Acresce que Lucas foi. FONTES E CRONOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO A Bíblia. para nos mostrar as relações em que estamos com Ele e para nos ensinar o que importa saibamos. a interpretação de certos fatos lhes era deixada ao próprio juízo. é mostrar-nos Deus no Cristo. em particularidades de pouca importância e em nada comprometem o que forma a base e os elementos da Revelação Messiânica. fiel cada uma dentro do quadro que abrangeu. do Cristo glorificado. Profetas e Escrituras Sagradas.

é a história da preparação do mundo. o livro mais antigo do mundo. conforme dissemos. que viu os joelhos dos Césares se curvarem diante da sua coroa de espinhos! o Herói. Gênese. NOTÍCIA GEOGRÁFICA E HISTÓRICA Afiguram-se-nos também necessários alguns esclarecimentos sobre as terras e lugares por onde andou o nosso Redentor. cidade que se tornou depois conhecida como o torrão natal do Senhor. o príncipe dos poetas latinos. Esses livros constituem a fonte do Novo Testamento. Só no Evangelho de Mateus. Assim. E todas essas previsões se realizaram. Daniel. Os menores são os que se contam desde Oséias até Malaquias. é tratada em . que as fontes do Novo Testamento se acham na Bíblia que. na ordem cronológica. sacerdotes dos antigos Persas. O Pentateuco é o primeiro na ordem dos livros do Velho Testamento. em sua quarta Égloga aponta o berço auspicioso de um filho do Céu. a cerca de duas léguas ao Sul de Jerusalém. Virgílio. quando soou a hora prometida. fala. por Job. assim como. por exemplo. no extremo da Ásia oriental. Seu advento. Juizes. já da própria declaração. Indianos. pelos Brâmanes. No tocante ao Novo Testamento. para o advento de Jesus. éeste um assunto de muito interesse. o que se confirma pelas referências que neste se lhes fazem. chamados: Pentateuco. no desespero de profunda dor pela perda de seus filhos. etc. Também o foi. profetizado nos oráculos da Sibila. Romanos e os mais antigos idólatras. Quanto à ordem e sucessão dos acontecimentos. Os antigos são os livros históricos: Josué. do mesmo modo que aquele é a história desse advento e da comprovação das profecias. Eclesiastes. filósofo chinês que viveu quinhentos anos antes de Jesus Cristo e prometeu o verdadeiro santo. nome dado aos sacerdotes da China e do Japão. como filho de uma Virgem. Neemias e Crônicas. a hora da paz propícia ao Nascimento do Messias: o Filho do Homem. em a inspirada narração. Rute e Lamentações. já das referências que nele encontramos. cultores das ciências ocultas. em tempos ainda remotos. O primeiro lugar de que. Os maiores são Isaías. como tal. E uma das mais antigas cidades da Palestina. podemos deduzir. poeta autor dos mais sublimes versos da poesia hebraica e que. feita por Jesus. o idumeu. elevou seu espírito e manifestou a certeza da vinda do Salvador. bem como acerca dos acontecimentos narrados nos Evangelhos. é Belém. a primeira data que nos interessa é a do Nascimento de Jesus Cristo. onde nasceu David. as castas mais exclusivistas vinham de toda parte encontrar-se neste ponto. que havia de vir do Ocidente. raça indiana. que trouxe o triunfo aos pobres e humildes! Em conclusão. Os Profetas se dividem em antigos e modernos. Samuel e ReiSão Os modernos se subdividem em maiores e menores. oriunda das Índias orientais. porém de grande dificuldade. Cântico dos Cânticos. devorado por horrível enfermidade. Êxodo. As Escrituras são: Salmos e Provérbios. Esdras. foi anunciado desde tempos imemoriais. se encontram sessenta referências ao Deuteronômio. de que viera confirmar a lei e os profetas. pelos Magos. Ester. Seu antigo nome era Efrata e. Jeremias e Ezequiel. Job. pelos Bonzos. China.35 de Moisés. por Confúcio.

por estar próxima a Páscoa dos Judeus. segundo se colige do versículo 3 do capítulo 6º de Marcos. foi batizado. dizem alguns. entrando Jesus no templo. que se supõe ser o mesmo chamado Bartolomeu. interpelado pelos judeus. Jericó. Depois apareceu sob o nome de Bethlehem de Judá. cidade de Filipe. pela saída dos Israelitas do Egito. a passagem do Senhor era uma festa que se celebrava em honra do Senhor. ou Mar Morto. límpidas e bastante quentes. Do Egito voltou ela para a Galiléia. à sombra de velho e frondoso sicômoro. versículos 11 ao 18. na parte Sul da Galiléia. a 90 quilômetros ao norte de Jerusalém. Jesus passou depois a Canaã. versículo 7. no Baixo Egito. Suas águas são claras. atravessa o lago Semechonte. pátria de Natanael. em memória dos 40 dias do seu jejum. montanha essa que. perto de Zabulon. num dos vaus do Jordão. Em Cafarnaum. pronunciou a sua primeira parábola (João. foi para Cafarnaum. expulsou dali os mercadores e. à margem das estradas reais do Egito para a Síria. rio da Palestina. capítulo 12º. cidade edificada às bordas do mar de Tiberíades. isto é. versículo 29). pátria dos apóstolos Pedro e André. Celebra-se no domingo seguinte à Páscoa dos Judeus. sede de uma das doze tribos do povo hebreu. Essa denominação lhe foi dada. Turquia Asiática. com José . José tinha benSão A esse tempo. do mesmo nome. versículo 12. onde se lê: “David era filho daquele homem Efrateu. como se vê em Juízes. três léguas ao norte de Nazaré. onde Jesus esteve alguns dias. capítulo 2º. decerto não casual. não longe de Jericó. para não ser confundida com o pequeno e remoto lugarejo. capítulo 2º. pelo que recebeu o nome de cidade das Palmas. após 200 quilômetros de curso. próxima de Heliópolis (cidade do Sol). uma alta montanha como tendo sido onde se deu a tentação do Senhor. Entre os cristãos é a festa da ressurreição de Jesus Cristo. nos confins da Galiléia. cercada de amenos jardins. Nazaré é uma cidadezinha da Síria.) Em seguida. A tradição aponta. tribo de Zabulon. pelas suas palmeiras e pelo seu bálsamo. da antiga Palestina. Veja-se: Êxodo. era chamada Quarantânia. A Páscoa. Aí.36 Miquéias (VERSÍCULO 2). de Bethlehem de Judá”. situada entre o mar de Tiberíades e o Mediterrâneo. foi ele residir ali com Maria. na província de Galiléia. A planície de Jericó era afamada pelas suas rosas. à direita do Nilo. Aí também foi procurado por Nicodemos. cidade da Síria. capítulo 1º versículos 17 ao 12. cadeia de montanhas da Turquia Asiática. fixando residência em Nazaré. Fica a pequena distância de Betsaida. o lago de Tiberíades e se lança no lago Asfaltite. caminho direto de Jerusalém para Damasco. se achava a sete léguas de Jerusalém. Jesus foi ao lugar onde João Batista se achava batizando. O Jordão. um dos 72 discípulos. sita numa montanha. a Santa Família descansou na aldeia de Metarié. onde José tinha a sua oficina e aonde se supõe ter Jesus ido com seu pai e aprendido o ofício deste. Daí. do lado ocidental de Jericó. que nasce no Ante-Líbano. cidade da tribo de Benjamim. no caminho do Cairo. onde Jesus teria nascido se não ocorresse o conhecido incidente. em Samuel. (João. que se celebrava no décimo quarto dia da Lua após o equinócio da Primavera. Saindo de Belém para o Egito. quando já contava trinta de idade. no deserto de Judá. dirigiu-se ele para Jerusalém. capítulo 17º. judeu da seita dos fariseus. Decorridos dezoito anos. que não se arreceou de declarar-se discípulo do Cristo e foi. Em Jerusalém.

(JOÃO. cidade distante dali 35 milhas. Do lado Ocidental fica a terra de Genesaré. chamada Gergesa. Lá se encontra o poço de Jacob. evitavam toda sorte de relações com estes. junto ao qual se deu o colóquio do Senhor com a Samaritana. capítulo 9º. devido à sua forma singular. preso em Macheronte. na estrada geral de Jericó. Betânia é uma pequena cidade. em seguida. capítulo 8º. cujas aldeias e cidades dos arredores. seguiu dali para Magedá. sempre em luta com os judeus. Tabernáculo. no sopé do monte das Oliveiras. para lisonjear á Augusto. cidade da Síria onde se indicam as pretendidas grutas sepulcrais de Josué e José. no deserto. Aí. ressuscitou a Lázaro. em cujo cume se acham os túmulos dos profetas. proferido pela multidão que. Perto. nas vizinhanças de uma aldeia de nome Dalmanuta. versículos 1 ao 9. próprio a ser armado nos lugares ermos. voltou a Betânia. Em Cafarnaum. a Betsaida. capítulo 11º. é a aldeia de Mejdel. por haver o Senhor pronunciado nele o “Sermão da Montanha”. Assim se explica a divergência aparente. da festa dos tabernáculos. versículo 28). Saindo da Judéia. capítulo 8º. Dali. e que também se chama — Monte das Ofensas. era o nome que os hebreus davam a um templo portátil. também ele foi. o leproso. Próximo se vê a montanha conhecida pelo nome de Picos de Hatim. Passou a Cesaréia de Filipe. nos confins da Arábia. Ainda há alguns Samaritanos em Nepluse. (MATEUS. capítulo 15º. ou tenda. prestar-lhe as últimas homenagens. Tiago e João. a dez quilômetros de Jerusalém. onde.37 de Arimatéia. chegada a festa chamada dos tabernáculos. versículo 39. onde se deu o fato de os porcos se precipitarem no mar. a que Herodes. a pedido de Marta e Maria. Jesus chorou! Aquela multidão saía. Atravessou o monte das Oliveiras. e que os latinos denominaram o Monte das Bem-aventuranças. Durava sete dias. MARCOS. e a festa tinha por fim recordar o haverem eles habitado essas tendas. O mar da Galiléia é formado pelas águas do Jordão. cidade junto do lado de Genesaré. levando consigo Pedro. além Jordão. que há entre esses dois evangelistas. capítulo 8º. como era de costume. Chegado à Galiléia. ressuscitou o filho da viúva de Naim. entrou Jesus novamente na Galiléia e passou por Samaria. como Corazim e Betsaida. Nela se encontram os tradicionais lugares da casa e do túmulo de Lázaro e a casa de Simão. onde curou o cego (MARCOS. versículo 32). ou Magdala. fez Jesus o suposto milagre das bodas de Canaã. versículos 22 ao 25) e onde nasceram Pedro. Tiago Maior e Filipe. munida de grandes ramos de palmeiras. Ao Sul. Foi. dera o nome de Sebaste (tradução grega de Augusta). depois. (MATEUS. com os ramos que empunhava. Então. Os samaritanos. versículo 10). perto da aldeia de Betfagé. LUCAS. na terra de Genesaré. Tendo atravessado o mar. versículos 1 ao 44). foi a Jerusalém. Jesus visitou. subiu ao monte Tabor. ou Magdala. fortaleza ao Sul da Peréia. estrugiu o brado de triunfo. . e se transfigurou em presença deles (MATEUS capítulo 18º. havia a cidade de Cafarnaum. João Evangelista. na segunda quinzena de setembro. recebeu os discípulos de João Batista. chegou Jesus a uma cidade próxima. mandou que seus discípulos fossem assistir a ela e. Quando Jesus o ia descendo. exclamava: Hosanas ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosanas nas alturas! Dali contemplando a cidade de Jerusalém.

Tinha por cidades principais: Samaria. ou caveira. Esse território se estendia desde uma aldeia. Sansão. Saduceus. Dentro desta se encontram: Arimatéia. Jope. era Ele chamado Galileu. ficando o povo. denominada Jordão. no ocidente. Lida e Rama. Nazareno era nome dado aos judeus que faziam voto de pureza perfeita. Canaã. entre a Judéia e a Galiléia. A Galiléia. ao norte da Judéia. a última compreendia o território de além-Jordão. A parte oriental formava o que na Escritura se denomina o deserto. que se esforçavam por dominar sob a aparência de virtuosos. eram os antagonistas dos fariseus. judeu. compreendia a tribo de Efraim e parte da de Manassés. Moto. As três primeiras estavam incluídas na Palestina propriamente dita.Ali se ergue hoje a “Igreja do Santo Sepulcro”. Os primeiros Judeus que. Efraim. A Galiléia foi o sítio mais honrado com a presença do Salvador. estava Jerusalém. era a tetrarquia mais extensa da Terra Santa. vemo-la dividida em quatro tetrarquias. Ficava ao centro. A parte mais meridional era a Judéía. Ía. em Ptolemaida e Carmelo. chamado. rodeada de diferentes capelas. Dava-se o nome de Cesaréia às cidades fundadas ou embelezadas por imperadores romanos. do rio Jordão a Jope. em Samaria e Sitópolis. ou presidências. não mais hebreu. Passando em rápida revista a Terra Santa do tempo do Cristo. Nazaré e Naim. Sicar e Sila. voltaram à sua terra. na costa do Mediterrâneo. Suas principais cidades eram: Cesaréia da Palestina. Gaza. Galiléia e Peréia. porém. Faziam causa comum com os fariseus. Jericó. israelita. ao sul da Samaria. e. Samaria. Samuel e João Batista foram nazarenos. depois do cativeiro. A Iduméia habitavam-na os antigos idomitas. Betânia. membros de uma seita fundada por Sadoc. ao sul. Espalharam-se pelo território a que deram o nome de Judéia. orgulhosos. desde então. em largura. Escribas eram doutores que ensinavam e interpretavam a lei de Moisés. Fariseus eram os membros de uma seita que tomava parte ativa nas controvérsias religiosas. Tiberíades. à aldeia de Aná. é um pequeno monte ao norte de Jerusalém . de costumes dissolutos. Eram homens dados às práticas do culto e das cerimônias. faremos notar que o Calvário. No centro da região. . A Peréia. pertenciam à tribo de Judá. Cafarnaum. era: a terra da outra banda. Era nesse monte que os judeus executavam os criminosos. parte da qual ficava fora dos limites de Canaã. terra dos amonitas. Corozain e Betsaida. ou deserto na Judéia. Belém e Betfagé. Emaús. antiga Galaad e Basam. Terminava.38 * Deixando de parte a narrativa evangélica. Havia uma quinta divisão: a Iduméia. Samaria. ao norte da Palestina. em hebreu Gólgota. todas tributárias dos Romanos: Judéia. por isso. nos confins da Arábia. ou Palestina. para os ritos das diversas seitas cristãs. se obrigavam à castidade e deixavam crescer os cabelos. que quer dizer crânio. do Oriente ao Ocidente.

no ano 39. em Acaia. no de 44. que prepara o espírito para a vida eterna. Tais as informações que nos parecem de utilidade aqui. a sublimidade do objeto e do fim da sua missão espiritual de fundador. no ano 56. que dá a conhecer a grandeza do Profeta da Palestina.39 Os Essênios formavam uma seita judaica. da treva as obras E revistamo-nos das armas da luz!” PAULO. Epístola aos Romanos. capítulo 13º. pois. em Roma. Avante: “É já hora de nos levantarmos do sono. Lucas em grego. governador e protetor da Terra. onde veio ensinar-nos a viver e a morrer. A noite passou e o dia vem chegando. Criam na igualdade. para facilitar a compreensão da palavra dos Evangelhos. Marcos escreveu o seu em grego. Deixemos. em Êfeso. João. em grego. de maneira austera. no ano 96. em Jerusalém. mas negavam o livrearbítrio. 11 ao 12 . Viviam em comunidade. que vamos estudar nesse santo livro de amor. * Mateus escreveu o seu Evangelho em hebraico. perto do Mar Morto.

protetor e governador do nosso planeta. 3º. aparecer como uma criatura humana. bem como as controvérsias a que tem dado lugar. MATEUS. mas com um corpo fluídico. e 63. a carne de nada serve. pois que era preciso falar aos homens uma linguagem que eles pudessem compreender e. porém. que. é estranho e anterior às gerações humanas que sucessivamente o têm habitado.40 1 Evangelhos SEGUNDO MATEUS. MARCOS E LUCAS REUNIDOS E POSTOS EM CONCORDÂNCIA O espírito é que Vivifica. Com efeito. capítulo 8º. para que se tornassem acessíveis à matéria. tendo-se em vista o desempenho de sua missão. 2ª Epístola aos Coríntios. PAULO. que Paulo aconselhou a Timóteo se não ocupasse com tais genealogias (1ª Epístola a Timóteo. A letra mata e o espírito vivifica. versículos 3. sobretudo. encerra figuradamente a promessa de um libertador. 1 ao 17. com poder de pisar a cabeça da serpente. — LUCAS. que fosse escutada. segundo as leis dos homens superiores. Ela foi devida à necessidade de se materializarem todos os fatos. por efeito de incorporação. no meio que estava preparado havia tantos séculos. de natureza perispirítica visível e tangível. notam-se divergências Tão sem importância. Jesus apareceu na Terra. versículo 58). Espírito perfeito e imaculado. sob a aparência da corporeidade humana. é verdade. versículo 15). 1º. versículo 30). símbolo do Espírito do mal. Jesus. JOÃO. que objetivava a regeneração da nossa Humanidade. 5. submetido às limitações da carne. por precisar revestirse dos andrajos da nossa mortalidade. Era necessário que Jesus se assemelhasse aos homens (exceto no pecado). Segundo as tradições hebraicas e as interpretações dadas às profecias da antiga lei. são elas. Ela te pisará a cabeça e tu armarás traições ao seu calcanhar. 4 e 5). nascendo de uma mulher. Assim. cuja perfeição se perde na noite das eternidades. 6º. a fim de que sua morte apresentasse valor idêntico ao da nossa morte e a sua justiça equivalesse à nossa justiça. as palavras que vos digo são espírito e Vida. a genealogia humana que Lhe foi atribuida correspondeu às necessidades da época. 1º. que viria ao mundo. encontramos na Gênese (capítulo 3º. prometida pelo Pai celestial. Deus disse: “Porei inimizades entre ti e a mulher. (João. capítulo 14º.” Essa posteridade da mulher. entre a tua posteridade e a sua. 5 e 6. a cuja formação presidiu. mas . neste ponto de suas narrativas. Os crentes do Antigo Testamento não conheceram o Salvador. como frágil criancinha. Genealogia de Jesus (aos olhos dos homens) (1) Confrontando-se os textos desses evangelistas. 23 ao 28. dirigindo-se à serpente. chamado depois “príncipe do mundo” (João.

de todos os reinos da natureza. O libertador prometido. encarnaram para assistir a este em sua missão. tudo. a genealogia de Jesus remontà a Adão. Forçoso era. etc. se a criação do primeiro homem é apenas um símbolo. uma figura exigida pelo estado das inteligências daquelas épocas remotas. para lhes guiar as inteligências. sobre o paraíso terrestre. Tendo isto em atenção é que devemos entender o que é dito sobre a criação do primeiro homem. tendo por pai um descendente de David. Isaías confirmou essa promessa na profecia seguinte (capítulo 7º. inferiores. Criador imediato e único que tudo o que é puro e perfeito. tinha que figurar como mãe. o Cristo. Tudo provém de Deus e para Deus volta. pois. a verdade fosse proclamada abertamente. um filho de David. como remonta a Deus a criação do corpo formado de limo. Se. que. Assim. pela descendência. quando sabemos que elas iam dar-se entre os hebreus. que houvera revoltado as massas. Mas. e José. se a genealogia humana de Jesus é também meramente simbólica. o caminho seguido fosse o que eles tinham o hábito de trilhar. sobre a formação do globo terráqueo. como essência espiritual e princípio de inteligência. conseguintemente. Maria. é o instrumento e o meio de toda a criação espiritual. a Jesus.41 esperavam o seu advento e nenhum esperou em vão. portanto. O Espírito. que demandam extensos e amplos esclarecimentos. Na criação. Maria. apenas de leve tocaremos. como também no estado fluídico. dos que nele depositaram suas esperanças. qual a realidade quanto à criação do Espírito e do corpo do homem do nosso planeta. material e fluídica. que se achavam metidos às leis de Moisés e a tradições que datavam de séculos. tudo tem uma origem comum. para que a Terra pudesse elevar-se ao Céu. conseguintemente. e qual a realidade quanto à genealogia espiritual de Jesus. únicos para quem escrevemos. dar-me-ia à letra da Gênese formal desmentido. á cerca desses pontos e de outros. que o toca de perto e dele parte. assim no estado material. Espírito perfeito. que será chamado Emmanuel. da criação de todos os mundos. Tudo vem do infinitamente pequeno para o infinitamente grande. sobre os quais. para que os homens pudessem tornar-se filhos de Deus. Tudo se origina desses germes fecundados pela Divindade e progride para a harmonia . Espírito de pureza perfeita e imaculada? São questões complexas estas. ambos purificados. até Deus. portanto. Acompanhemos a sua genealogia espiritual e remontaremos a Deus. tinha que nascer em Belém. figuradamente. somente para dar uma idéia do assunto aos que desejem iniciar-se no conhecimento das coisas santas. inquietado os fracos e retardado a marcha da Humanidade. O fluído universal. também Espírito perfeito. em sua origem. Era o Filho de Deus fazendo-se homem. para lhes dar o ser e compor os germes de toda a criação. E não devemos estranhar que as coisas se passassem assim. então. ponto de partida e de reunião de tudo. sendo. de todas as criaturas. Era o Céu que teria de descer à Terra. versículo 14): O mesmo Senhor vos dará este sinal: Eis que uma virgem conceberá e parirá um filho. porém menos elevado que o de Maria. se forma da quintessência dos fluídos que no seu conjunto constituem o que chamamos — o todo universal e que as irradiações divinas animam. que se perdiam na noite dos tempos. e José como pai de Jesus.

Assim. de natureza semimaterial. Sirvamo-nos de uma comparação material. aguardam no estado cataléptico que Deus lhes dê destino e os aproprie ao fluído a que devam servir. com os seus últimos invólucros animais. âncora única de salvação. tendo abandonado. os instintos oriundos das exigências da animalidade. A elevação dos sentimentos. o perispírito lhe será também instrumento de progresso. ganham o estado de criaturas possuidoras de livre-arbítrio. se acha ligado à casca. segundo as leis naturais. vencido esse período. cofre de todas as esperanças. vai-se tornando fluído cada vez mais fluídico. que liga a nossa habitação manchada pelo pecado à morada do Eterno! Apoiada no . versículo 12) e semelhante à qual nada. pesado e grosseiro. de reerguimento. É a estátua que acabou de receber as formas. uma laranja. o perispírito desempenha o papel de mediador. Ele é como. eles chegam ao período preparatório do estado de Espírito formado e. expiatórias a princípio e por fim gloriosas. sobre esse perispírito. para receber as graças que dimanam de Sião. onde encontrará a Jesus. a pureza da vida. Atentemos nessa escada de que fala a Gênese (capítulo 23º. até que atinja aquela perfeição moral. jamais. Tais princípios sofrem passivamente. com inteligência capaz de raciocínio. através das eternidades e sob a vigilância dos Espíritos prepostos. as transformações que os hão de desenvolver. que é o envoltório exterior da fruta. Alcançada a condição de Espírito formado. a película fina que lhe cobre os gomos e que. Ainda. como num manto. ou de sua queda. como o corpo de carne o é do Espírito naquela condição. o mundo viu. subirá a escada que Jacob viu em sonho. acompanha-a eternamente. em multidão inumerável. Participando. vegetal e animal e pelas formas e espécies intermediárias existentes entre esses reinos. mais sutil. imutáveis e eternas por Ele mesmo estabelecidas. É tal a sua extensão. Pois bem. o Espírito se encontra num estado de inocência completa. caracterizando-lhe a individualidade. mediante encarnações e reencarnações sucessivas. a seu turno. ele é opaco.42 universal. para dar idéia do perispírito num Espírito encarnado. inseparável da alma. de Espírito pronto para ser humanizado. numa progressão contínua. tornando-o apto a galgar aquela escada até ao topo. Cobre-se então de fluídos que lhe comporão o que chamamos — perispírito e que é um corpo fluídico que se torna para o Espírito o instrumento e o meio. A medida que o Espírito progride. se refletem o atraso e o progresso do Espírito. ao mesmo tempo. se eleva. da natureza da alma e da do corpo. o Espírito. As provas e sofrimentos pacientemente suportáveis lhe apuram cada vez mais o perispírito. ou de seu progresso até à perfeição. No primeiro caso. ruim neste último caso. os nobres impulsos para o bem constituem o objeto de seus anelos. passando sucessivamente pelos reinos mineral. independentes e responsáveis pelos seus atos. qual o que cobria a arca santa e se chamava propiciatório. transmitindo àquela as impressões recebidas pelos sentidos e comunicando ao corpo a vontade do Espírito. ainda quando desprendida está do corpo físico. envolto no seu perispírito. mais etéreo. Os princípios latentes. No momento em que se desprende do invólucro corpóreo e o abandona à decomposição no sepulcro.

tem o nosso Espírito que se encerrar no sepulcro da carne. não teve genealogia humana. ela se eleva. distende. PAULO.. que nele pusera toda a sua complacência. capítulo 20º. Não é que soframos a conseqüência do seu pecado. versículos 21 ao 22). capítulo . Adão. cada um morrerá pelo seu pecado. que encarnar e reencarnar. conforme erradamente se entendeu a princípio. capítulo 3º. Daí vem o dizer-se que em Adão todos morremos.. versículo 60. isto é. Conforme o quer. por Ele — a porta estreita. deparamos essas idéias: “O Senhor Deus formou. O primeiro homem) formado da terra. ou sejamos todos responsáveis pelos seus atos. versículo 16). versículo 5). pois. incorreu em faltas que só por meio de encarnações e reencarnações no mundo poderia remir. verificou-se a encarnação dos que se tornaram culpados. atravessa os céus e chega ao trono do Altíssimo. na sua 1ª Epístola aos Coríntios. sendo infinito o seu braço. versículo 22. PAULO. Assim como há o corpo animal. O primeiro homem. será Espírito Vivificante. ou Seja — na legião de Espíritos de que Adão é o símbolo. do que resultou o dogma absurdo do pecado original. Era deste gênero o que Jesus trazia e que aos olhos do homem parecia material. do limo da terra o homem lhe inspirou no rosto um sopro de vida.” Saindo puro e inocente das mãos de Deus. pecadores que somos. foi feito em alma vivente. o homem ressuscitará em corpo espiritual. em tantas gerações quantas sejam necessárias à reparação das iniqüidades. versículos 9 ao 11. é celeste. se lê: “Porque não se farão morrer os pais pelos filhos. para chegar aos umbrais do infinito! Por diadema.43 terreno que os nossos pés pisam. tudo por Ele passará. capítulo 8º. Cometido o pecado. Porém. para progredirmos. é terreno. o segundo homem do céu. LUCAS. o Espírito viveu no “paraíso” até que. E quando este corpo mortal se revestir da imortalidade. porque a eternidade é o tempo de seu nascimento. também há o corpo espiritual. teve o direito de se proclamar um com Jeová e cujo maior gozo consistiu em pertencer à posteridade. capítulo 24º. transviando-se. Um Salvador que de tal grandeza não fosse nos não poderia salvar das conseqüências do pecado. mas. já na Gênese (capítulo 2º. capítulo 3º. cognominando-se de Filho do Homem. o mais elevado entre os mais altos e o mais baixo entre os pequeninos. Essa a morte de que falava o Divino Mestre. versículo 1). 39 ao 54): Nem toda carne é a mesma carne. temos que morrer. Todos morremos em Adão. Jesus o filho diletíssimo do Pai celestial. o céu sua habitação. porque. Porque uma trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis. 1ª epístola aos Coríntios. Seus olhos tudo vêem. capítulo 1º. MARCOS. capítulo 9º. terá vida em si mesmo. Essa a imagem daquele que. Tanto assim não é que.. seus ouvidos tudo ouvem. o que quer dizer: o homem não mais encarnará. o último Adão em espírito vivificante. e foi feito o homem em alma vivificante. (Êxodo. Posto na Terra com um corpo animal. como se vê em: MATEUS. nem os filhos pelos pais. versículos 13 ao 17. LUCAS. Há corpos celestes e corpos. No Cristianismo se encontram incontestavelmente traços acentuados dessa crença. temos que tomar a forma material que nos faz descendentes do “primeiro homem”. tem a glória celeste e o brilho desse diadema é a redenção da Humanidade. expirou a inocência em Adão. então se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte na vitória. disse (capítulo 15º. num dos livros de Moisés (o Deuteronômio. o sepultamento deles na carne.. como o declarou a voz do céu que se fez ouvir após o seu batismo (MATEUS.

é uma figura. – Atos. então. versículos 41 ao 44. Vide: MATEUS. para sofrer as conseqüências de suas faltas. para cada Espírito. Do mesmo modo. (1) Salmo.44 15º. versículo 22. . versículo 16). Para ele. sem genealogia. MATEUS. feito de limo. um símbolo e também uma lição para abater o orgulho humano. sem mãe. das fadigas e das misérias sem conta que nos consomem. Ainda mais: pelas próprias palavras de Jesus se prova que nenhuma genealogia humana lhe é aplicável. de que é formado o corpo humano. 34. isto é. 41 ao 44. não precisava. sem pai. – Mateus. se regenere. que serão tantas. Assim. nem podia cobrir-se do barro podre. em sua Epístola aos hebreus (capítulo 7º. progredindo moral e intelectualmente. que não tem princípio de seus dias. – Isaías. Jesus não tem genealogia. LUCAS. 9. 12º. – Marcos. versículos 41 ao 45. o nosso maior inimigo. Muitas provas temos disso e o apóstolo PAULO. nem fim de vida. ressuscite. dos Espíritos de que ele é o símbolo. se redima. é uma figura. 20º. 35 ao 37. 1. qual a de todos os que habitam este planeta. representativa da lei das encarnações e reencarnações. capítulo 20º. 2º. capítulo 4º. capítulo 22º. quantas se tornem precisas a que ele através de várias gerações. porque seu Espírito. cárcere de criminosos. 41 ao 45. Adão. por se haverem tornado pecaminosos. expie e repare suas iniqüidades e. a morte terá sido tragada na vitória. 2. 1. em forma humana. 62º. – Lucas. de barro. quando estes. 22º. o proclama nestes termos: — o Filho de Deus. Essa a morte de que Ø tornam livres os que se fazem eleitos (Isaías. Deu-se a morte de Adão. 110. onde a vida decorre sujeita às contingências do trabalho árduo. versículo 3). imaculado. a sua expulsão do paraíso. tiveram que mergulhar na carne. puríssimo. mundo atrasado.

Mas. que quer dizer — contrair esponsais. (2) Deuteronômio 24º. — 25. 191. ao qual será dado o nome de Emanuel. Tudo o que há sido feito o foi para que se cumprisse o que disse o Senhor pelo profeta. tudo deve ser entendido em espírito e verdade. então. — 19.45 2 MATEUS. 37 e 38. E. sem que tivessem tido trato carnal. ocupar-nos-emos tão-somente com o termo — desposar. Ela parirá um filho e tu lhe darás o nome de Jesus. versículo 18. isto é. . — 20. 1º. assim: — 23. . no versículo 25 se lê: E. 4º. porque ele libertará seu povo dos pecados. A geração de Jesus se deu assim: Quando Maria. resolveu deixá-la secretamente. de acordo com as explicações já dadas acerca da genealogia de Jesus. em sonho. Aparição do anjo. ela deu a luz o seu primogênito e lhe pôs o nome de Jesus. 23. ela deu à luz o seu primogênito. 1. ajustar matrimônio. ligarem-se pelo casamento. 5º. sua mãe. 13º. sem que tivessem tido trato carnal. volume 1. 31. 18 ao 25. porqüanto O que nela se gerou foi formado pelo Espírito Santo. quando pensava nisso. verificou-se que ela concebera por obra do Espírito Santo. 12. — 22. José. eis que um anjo do Senhor lhe apareceu. Maria e José haviam ajustado casarem-se. como se encontra em ROUSTAING. filho de David. pág. em sonho. sendo justo e não a querendo infamar. despertando. fez como o anjo do Senhor lhe ordenara e aceitou Maria por esposa. e disse: “José. não temas receber Maria por tua esposa. — 21. — Geração de Jesus MATEUS: capítulo 1º. A propósito destes versículos. “Eis que uma Virgem conceberá e parirá um filho. antes que houvessem coabitado. que quer dizer — Deus conosco. desposou a José. seu marido.Atos. Quanto ao mais. a José. José. Aliás. viverem como marido e mulher.” — 24.

conservando-se de pé & direita do altar dos perfumes. até ao dia em que estas coisas acontecerem. Esta a grava que o Senhor me fez quando se dignou de tirar-me do opróbrio diante dos homens. — 12. concebeu e se ocultou durante cinco meses. escrever-te a narrativa de toda a série delas. nem bebida alguma que possa embriagar. — Aparição do anjo a Zacarias. 1 ao 25. as viram com seus próprios olhos e foram os ministros da palavra. pois que ele será grande aos olhos do Senhor. dizendo: — 25. LUCAS: capítulo 1º. o que tudo sabes. — 9. excelentíssimo Teófilo. Tempos depois. de acordo com o que transmitiram aqueles que. será cheio de um Espírito santo desde o seio materno. — 20. com o Espírito e a virtude de Elias. — 14. a fim de preparar para o Senhor um povo perfeito. à espera de Zacarias. que a seu tempo se cumprirão. a fim de que conheças a verdade acerca do que aquelas pessoas hão dito. conforme ao que se observava entre os sacerdotes. terá um filho. Isabel. e irá à sua frente. desempenhando Zacarias suas funções de sacerdote perante Deus. versículo 1. sucedeu que. Desde agora vais ficar mudo e não poderás mais falar. ao tempo de Herodes. lhe tocou entrar no templo do Senhor. e sua mulher era da raça de Abraão e se chamava Isabel. — 13. — 22. — 17. Muitas pessoas tendo empreendido pôr em ordem a narração das coisas que entre nós se realizaram — 2. depois de me haver Informado exatamente de como todas essas coisas se passaram desde o princípio. pois que lhes dava a entender isso por sinais. 1º. tirada a sorte. por não haveres crido nas minhas palavras. ao tempo que se ofereciam os perfumes. — 24. porqüanto a tua súplica foi ouvida e Isabel. desde o começo. se admirava de que estivesse demorando tanto no templo. para atrair os corações dos pais aos filhos e os incrédulos à sabedoria dos justos. da turma de Abias. — 3. para oferecer os perfumes. — 6. ao qual porás o nome de João. Passados os dias do seu ministério sacerdotal. Converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. Evangelhos. — 11. Havia. Vendo-o. tua mulher. Mas o anjo lhe disse: “Não temas.” — 18. Zacarias. por natureza. e fui enviado para te falar e te dar esta boa nova. O povo. médiuns. suscetíveis de receber impressões magnéticas. disse-lhe o anjo: “Sou Gabriel. — 10. um sacerdote por nome Zacarias. Exultarás com isso de alegria e muitos rejubilarão com o seu nascimento — 15. — 23. Zacarias disse ao anjo: “Como me certificarei disso. conveniente. rei da Judéia. — 8. todos compreenderam que tivera alguma visão no templo. orava. que assisto diante de Deus. inconscientemente. quer dizer. não beberá vinho. Mudez de Zacarias. Enquanto a multidão. para a manifestação . quando ele saiu sem poder falar. Não tinham filhos. — 4.46 3 LUCAS. — 7. voltou Zacarias para sua casa. Ora. do lado de fora. por ser estéril Isabel e estarem os dois avançados em anos. eram. um anjo do Senhor apareceu a Zacarias. — 5.” — 21. pareceu-me. na vez da sua turma. — 16. (3) Os evangelistas eram. Zacarias ficou todo perturbado e grande temor o assaltou. sua mulher. sendo já velho e estando minha mulher em idade avançada?” — 19. Respondendo. e ficou mudo. Ambos eram justos aos olhos de Deus e obedeciam a todos os mandamentos e ordens do Senhor. — Predição do nascimento de João. Mas.

a condição de estéril na mulher. João fora Elias. visto que a inteligência foi outorgada ao homem para que ele investigue. do maior dos heróis que a Humanidade já conheceu. portanto. mais aptos a receber essa influenciação e a se constituírem instrumento da manifestação dos Espíritos. naqueles tempos. nenhum milagre houve. por isso. durante a sua missão. qual a que atravessamos. Zacarias e Isabel. de que somente essa ciência. numa época. Ambos. Os que se consagravam ao serviço de Deus impunham-se uma vida especial de abstenções e privações e os . permitiu que para Isabel findasse a prova de esterilidade e que ela concebesse. Com efeito. casados desde longo tempo. transmitir-lhes pensamentos. que é chamada estéril. senão que Elias reencarnaria no corpo da criança que ia nascer de Isabel? Não beberá vinho.47 dos Espíritos. se bem já Isabel estivesse avançada em anos. para compreendermos os ensinos e preceitos consagrados há vinte séculos pelo sacrifício. em toda a plenitude. que nos mostra os modos por que se operam a nossa transformação e regeneração. manejando os fluídos. Pode então. Na sua concepção. pois não se verificou a derrogação de nenhuma lei natural. muito se afligiam com o não terem filhos. são os médiuns. pode. porém. impressionar os entes humanos. A mudez de Zacarias não se pode nem se deve atribuir ao haver duvidado do acontecimento que se lhe anunciava. como era preciso que este impressionasse o espírito público desde o seu aparecimento na Terra. influenciar-lhes os órgãos. de que o Espiritismo éuma filosofia racional. (versículo 15). quais a de já serem velhos os seus genitores e a da mudez temporária de seu pai.. se depreende claramente das palavras que o anjo dirigiu a Maria. edificando a todos pela sua exemplar conduta moral. moral e positiva. é que àquele. de perturbações e transições. tendo soado a hora do aparecimento do Precursor. etc. Dentre esses seres. versículo 17) (4). a capacidade das percepções. rogavam com fervor a Deus que lhes concedesse um filho. Aquela mudez foi um fenômeno que se produziu como meio de maior atenção chamar para a predição feita e de corroborá-la. deu-se em circunstâncias particularíssimas. Que é o que isto significa. de conformidade com as leis naturais. de todo o seu desenvolvimento e recursos. Como prêmio da submissão perfeita com que os dois guardavam os mandamentos. voltando à vida espiritual. Apenas daremos uma idéia desse fenômeno. aliás. no Gólgota. entra a alma na posse integral de si mesma e seu perispírito recobra. a fim de que se desse o nascimento de João. por ser o fato atribuído à esterilidade dela e constituir um opróbrio. sua idade não era tal que a impossibilitasse de conceber. aos olhos dos homens. o Senhor. Quanto ao nascimento de João. quando fora da vida material. se atenda a que. e como tal era tido pelos judeus. Importa. tantas interpelações a esse respeito foram dirigidas. Veja-se acima o versículo 17: e irá à sua frente com o Espírito e a virtude de Elias. o grande profeta de que fala o livro Reis (3º capítulo. falando de Isabel (versículo 36): ela. a fim de compreender o que lhe caia ao alcance do conhecimento. Precisamente porque o povo via em João a reaparição de Elias. facultar-nos a luz necessária. o que. devendo recorrer às obras do Mestre os que desejem estudar e compreender o que é a mediunidade e convencer-se de que só a Ciência espírita nos dá o conhecimento completo de nossa alma.

dignos dessa assistência. à medida que. por assim dizer. ele adquire relativa liberdade. o Espírito vai perdendo a lucidez. cumprindo a lei absoluta e fatal do progresso. atraía a si. no convívio deles e por eles sustentado. como já pode apreciar a importância da obra que lhe cumpre executar. o atrai gradativamente para a prisão em que se vai encerrar. como vulgarmente se lê nas traduções do Evangelho. Depois de haver expiado suas faltas no espaço. A grandiosidade da sua missão dá a medida da sua grandeza espiritual. possuído do ardente desejo de desempenhá-la fiel e dignamente. o momento de realizá-la. João ia ser um desses: daí o que reza o versículo 15. que duvida de suas forças para suportá-las. que se chamam provas. com o desenvolvimento. Então. Foi o que se deu com João que. de Espíritos bons. do qual não mais pode desembaraçar-se. em consequência do seu passado culposo. A aparição do anjo a Zacarias. após haver verificado quais as provas necessárias ao seu adiantamento. se enche de alegria tão grande que o impede. de sentir o jugo da matéria. banhada por uma luz cujo foco o esposo de Isabel .48 hebreus costumavam dedicar seus primogênitos ao Senhor. pela sua altitude moral. no seio materno. É que tão fraco ele se sente. por uma espécie de cordão fluídico que. Das angústias que experimenta no início da encarnação. Liga-se àquele invólucro. bem apreciava a grandeza da missão que o Senhor lhe confiara e. que era médium vidente e audiente. Desde o seio materno. vestida de alvas roupagens. encarnados. passa a um estado de torpor ocasionado pelas constrições da matéria e que se prolonga até que. para assisti-lo. de Espíritos superiores. porém. admitindo-se que o anjo tenha dito — “cheio do Espírito Santo” — o que quis exprimir é que João seria assistido pela coorte ou por uma coorte de Espíritos daquelas gradações. como o são todos os que. desde o começo da concepção. o Espírito se acha completamente ligado ao corpo. foi a manifestação de um Espírito elevado ou superior. que cada vez mais intensas se tornam. Daí o dizer o anjo a Zacarias que o menino que se geraria em Isabel seria cheio de “um Espírito santo” (5). caso em que esta expressão deve ser entendida como significando o conjunto ou um conjunto de Espíritos puros. que tomou angélica figura. porém. não sofria o constrangimento da matéria de que ia revestir-se. contraindo-se. Ao aproximar-se. Entra então numa fase de sofrimentos. por efeito do desenvolvimento desta. para inspirá-lo e guiá-lo. tornando-o como que liberto. Assim. como com o que já alcançou grau mais ou menos elevado de depuração. significativa da confiança que lhe tem o Senhor. ou. na erraticidade. do invólucro que o há de revestir. entra o Espírito na fase da reparação. tais provas se lhe afiguram terríveis. Este. convencido de que só por meio delas conseguirá avançar. a não ser pelo fenômeno a que se dá o nome de “morte”. tanto com o Espírito ainda atrasado. será cheio de um Espírito santo (versículo 15). por meio de sofrimentos e torturas morais proporcionados às mesmas faltas. os que lhe eram iguais em elevação e superiores e. independente dela. Verificado o nascimento. E isso se dá. Espírito muito elevado. pede uma encarnação em que passe por aquelas provas e essa encarnação lhe é concedida. se fazem. “cheio do Espírito Santo”. Começam aí a sua perturbação e ansiedade.

como geralmente os hebreus representavam os anjos. em completo antagonismo com a Ciência. com o progredir do nosso Espírito. exclusivismo que produz o conflito donde nascem a incredulidade e a intolerância. isto é. pelo processo do medo. injuria-se. A fé religiosa se enfraqueceu. um fato que se não possa atribuir a causas naturais que o expliquem. sendo a do progresso uma lei absoluta. do terror. o liberalismo e a civilização moderna? Abramos a história dos tempos antigos e veremos que outra não foi a atitude do sacerdócio hebreu para com o Messias que. para ostentar predomínio e poderio. Assim.49 não via. ninguém. Foi esse Espírito quem. Provindo ambas de um princípio único — Deus —. unicamente pela ação da sua vontade. de . sobretudo numa época em que os ensinos do Cristo recebem o seu complemento. poderá ver na mudez de Zacarias um milagre. Com uma. com o seu Universo destituído de razão. que reza: Anátema a quem disser: o Pontífice Romano pode e deve reconciliar-se e harmonizar-se com o progresso. como se há de admitir que o Catolicismo vote ódio ao progresso e à civilização. por efeito do espírito de dominação e intolerância de onde nasceu a imposição de uma religião carente de bases racionais. Justifica-se desta forma o que ensina o nosso querido Mestre quando diz que a Ciência e a Religião são as duas alavancas do Espírito humano. com a outra o das que governam o mundo moral. frutos benéficos produziu. Apreciemos o procedimento dos escribas e fariseus e não nos admiraremos do que ocorre hoje é certo que já se não aplicam os martírios e suplícios. e procura-se lançar o ridículo sobre os que se não conformam com os absurdos e os dogmas dos que entenderam de monopolizar o entendimento da verdade. obtém efeitos idênticos e muitos outros mais. quando a religião deverá apoiar-se na Ciência. Nada há aí que surpreenda. observe e pratique o magnetismo. inquestionavelmente. Assim sendo. elas não podem contradizer-se. com a decretação de seus dogmas. pois. mediante o desenvolvimento de todas as suas faculdades. em geral. por atenção às necessidades dos tempos em que foram ministrados. O de que tratamos. cumprindo a lei e os profetas. Somos dos que não esquecem que o Catolicismo foi a crença de nossos pais e que. por efeito do amontoado de erros e superstições que ocuparam o lugar dos ensinamentos do Salvador. de justiça. adquire ele o conhecimento das leis que regem o mundo material. De sorte que a incompatibilidade que parece existir entre as duas é apenas o resultado da falta de observação criteriosa e ponderada das coisas e do exclusivismo extremo em que uma e outra se encastelaram. não mais nos podemos conformar com as imposições da Igreja Católica. que estude. prescrevia a substituição do ódio pelo amor e condenava todas as formalidades e inovações que desnaturaram os mandamentos simples e santos do Decálogo. em que começa a levantarse o véu propositadamente lançado sobre eles. quando se sabe que o magnetizador humano. lhe produziu o entorpecimento dos órgãos vocais de efeito análogo ao da paralisia desse órgão. conforme se verifica pela leitura do último artigo do Syllabus. O resultado de tudo isso é que as multidões. caíram na indiferença. Daí o surto do materialismo que. de amor. que a desmente todos os dias. Mas. exercendo sobre Zacarias uma ação magnetoespiritual. e dotada de asas. de pensamento. tanto se explica desse modo. porém. que o homem o pode reproduzir.

equivalem a 1º Reis e 2º Reis protestantes. por haver soado a hora em que Religião e Ciência. 1º. 4. ao liberalismo e à civilização! Iludem-se. E é nessa conjuntura que os endurecidos e obstinados ousam negar-se a toda e qualquer discussão. prestando-se mútuo apoio. visto que a lei do progresso. 3. 1. Assim tem que ser. de . (5) Em apoio desta forma na linguagem do anjo. que usavam com muita facilidade do qualificativo santo. posta de acordo com a razão. 23º. Baruch. na parte em que faz a demonstração de que os termos dos livros sagrados não autorizam a concepção da Trindade. 27. engendrou uma ciência sem ideal. Reconhecidas a legitimidade e a autenticidade do Velho e do Novo Testamento. davam. quando sabemos e sentimos que os vinte últimos séculos decorridos nos prepararam para compreender a vida espiritual e para discernir da matéria. que baixou do Céu para prestigiar a lei dada a Moisés. Macabeus 1º e Macabeus 2º. Os primeiros cristãos. 1º Reis e 2º Reis. 8º.Os dois livros de Crônicas da Bíblia protestante. que é o espírito. como já dissemos. nas quais há as seguintes diferenças em confronto com a católica aqui citada por Sayão: 1º . 24. que é a letra. — Atos.50 consciência. de alma. Sabedoria. (4) As edições da Bíblia mais conhecidas no Brasil são as da Sociedade Bíblica Britânica. insistindo em fazer proselitismo por meio de anátemas ao progresso. em que a religião não mais poderá conservarse estranha ao conhecimento das leis naturais e imutáveis a que a matéria se acha submetida. 1: — Apocalipse 1º.Não aparecem nas edições protestantes os seguintes livros canônicos católicos: Tobias. Judite. a inteligência. conforme a instituiu a Igreja romana. Daí resultará adquirir a Religião o seu prestígio máximo e incontrastável. as seguintes razões que tomamos à obra admirável de A. não há porque prefiramos recebê-los deturpados por inovações humanas e impostos com a feição que no-los queiram apresentar os que se proclamam inimigos do progresso e da civilização. 4. 15º. (3) JOÃO. trazendo ao mundo a graça e a verdade. desde que podemos ter e praticar esses ensinos. os tempos em que a Ciência deixará de ser materialista. militam. Ora. 17. portanto os livros 3º Reis e 4º Reis católicos. de antagonistas que ainda se mostram. Chegaram os tempos de serem completados os ensinos do Cristo.Os livros católicos. 18. porém. BELLEMARE — Espírita e Cristão. tanto no plano moral. 16. chamam-se na católica Paralepômenos. como no plano físico e no intelectual. esclarecidos pela luz da razão. O Eclesiástico. entre outras. é absoluta e fatal e se cumpre indefectivelmente. porque. não mais recebendo desmentidos da Ciência. 2º. temos por base da nossa crença os ensinos de Nosso Senhor Jesus Cristo. já não estará exposta aos golpes da irresistível lógica dos fatos. dando o nome de Espírito Santo a uma das pessoas da mesma Trindade. como fazem certo as Epístolas de Paulo. 5º. — 1ª Epístola à Pedro. 3º . 2º . aparecem com os titulos de 1 Samuel e 2 Samuel. passarão a caminhar harmonicamente. por se ver forçada a levar em conta o elemento espiritual.

porém que o não anunciara então. no sentido espírita. pois. em sentido indeterminado é que se devem entender aquelas ‘duas palavras. Ora. do Espírito Guardião. de um Espírito bom. sempre. Desde muito antes. Em todos os outros casos. travadas as discussões filosóficas e teológicas que invadiram a Judéia como todo o Oriente.. mas sim — Espírito Santo.. do aparecimento de Jesus na Terra. tal como o define o dogma. Uma circunstância favoreceu esse erro: sabiam os primeiros cristãos que os Espíritos eram OS produtores dos fenômenos. o que prova não poder tratar-se do Espírito Santo. o único que poderia anunciá-lo. nos casos em que os Evangelhos usam a expressão Espírito Santo precedida do determinativo o. falam de Espírito Santo. a explicação dos fenômenos lhes escapava às inteligências. enfim. Mesmo. Mais tarde. ou. as palavras gregas que correspondem Aquelas já não significam — o Espírito Santo. não intervindo o artigo para determinar o Espírito. a noção de que o Espírito Santo era o Espírito guardião degenerou na do Espírito Santo como sendo a terceira pessoa de Deus e o próprio Deus. donde o atribuírem-nos a uma causa sobrenatural. mas. Assim. porém. a expressão Espírito Santo passou a ser aplicada. ignorando em absoluto a existência do que a ciência moderna chamou “fluídos”. que somente exprimiria a realidade se se apoiasse em palavras de Jesus Cristo. o nome de Espírito Santo a todo Espírito bom. nem bebida fermentada e será cheio de um “Espírito Santo” desde o seio de sua mãe. o que está é: E ele (João Batista) será grande diante do Senhor. fácil é de ver-se. do Paracleto. perdida a tradição primitiva. Da admissão da causa sobrenatural à divinização dessa causa não havia mais que um passo. que não se trata da terceira pessoa da Santíssima Trindade. pela simples razão de que ainda não fizera sua aparição entre os homens. empregam-nas sem o artigo. no versículo 15 do capitulo 1º do Evangelho de LUCAS. ou um Espírito Santo. em particular. nos textos originais. Note-se ainda o seguinte: das vinte vezes que os Evangelhos. não beberá vinho. . que ainda não fora dogmaticamente instituída. pelas circunstâncias de lugar e tempo.51 modo geral. ao Espírito guardião ou Paracleto. porqüanto. mas. em seis apenas essas palavras vêm precedidas do artigo. em seis apenas eles dizem — o Espírito Santo. excluído o artigo. com o especializar-se o sentido geral em que era usada. isto é. Mortos os apóstolos.

— 59. se não conheço homem?” — 35. tendo sabido que o Senhor usara para com ela de misericórdia. — 57. e meu espírito se arrebata de alegria em Deus. — 40. Então Maria disse: “Aqui está a serva do Senhor. — 33. .52 4 LUCAS. porqüanto caíste em graça perante Deus. faça-se em mim conforme as tuas palavras. noiva de um varão chamado José. Disse então Maria: “Minha alma glorifica o Senhor. — Cântico de Zacarias LUCAS: capítulo 1º.” — 46. a felicitavam. e essa virgem se chamava Maria. o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. porqüanto o que te foi dito da parte do Senhor se cumprirá. Ele será grande e será chamado o filho do Altíssimo. Estando Isabel no seu sexto mês de grávida. E entrando na casa de Zacarias. a uma virgem. E donde me vem a dita de ser visitada pela mãe do meu Senhor? — 44. recebeu a Israel como seu servo. — 45. seu pai. — 28.” — 34. Maria. E eis que tua parenta Isabel concebeu na velhice um filho e está no sexto mês de gravidez. lembrando-se da sua misericórdia. da casa de David. cumulou de bens os que estavam famintos e despediu os ricos com as mãos vazias. o Senhor está contigo. Anunciação. — 48. por sobre os que o temem. É que nada será impossível a Deus. — 37. a Abraão e à sua posteridade na sucessão dos séculos. — 51. grandes coisas me fez o Todo-Poderoso. cujo nome é santo. ela que é chamada estéril. Ela. depois regressou à casa. dispersou os que se elevaram cheios de orgulho nos seus pensamentos íntimos. o menino lhe saltou no ventre e ela ficou cheia dum Espírito Santo. indo a uma cidade de Judá. — 58. O anjo. — Visita de Maria a Isabel. — 49. que mal me chegaram aos ouvidos as palavras com que me saudaste. — 31. — 30. meu salvador. versículo 26. por aqueles dias. ao ouvir Isabel a saudação de Maria. — 41. Sucedeu que. meu filho saltou de alegria dentro de mim. — 54. No oitavo dia. 26 ao 80. lhe disse: “Eu te saúdo. Manifestou a força do seu braço. Maria. tomou apressadamente a direção das montanhas. E seu reino não terá fim. — 47. — 53. — 36. se turbou do seu falar e consigo mesma pensava no que significaria aquela saudação. Ó cheia de graça.” — 29. Maria ficou em companhia de Isabel cerca de três meses. levantando-se. O anjo lhe respondeu: “Um Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.” E o anjo se afastou dela. como trouxessem o menino para a circuncisão. conforme o disse a nossos pais. Sim. — 50. chegou a época em que Isabel haviá de parir e ela deu à luz um filho. porém. — 32. e ele reinará eternamente sobre a casa de Jacob. de idade em idade. O anjo lhe disse: “Nada temas. derribou de seus tronos os poderosos e elevou os humildes. porqüanto. 1º. eis que daqui por diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada. todos lhe chamavam Zacarias. Bem-aventurada tu que acreditaste. — 52. Pois que Ele deu atenção à baixeza da sua escrava. — 39. Ora. — 43. és bendita entre as mulheres. e por isso o santo que nascerá de ti será chamado Filho de Deus. — 27. e cuja misericórdia se espalha.’ — 38. o Senhor Deus lhe dará o trono de David. ouvindo-o. Seus vizinhos e parentes.” — 56. — 42. Exclamou então em altas vozes: “És bendita entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. É assim que conceberás em teu seio e que de ti nascerá um filho ao qual darás o nome de Jesus. — Cântico de Maria. Entrementes. aproximando-se dela. saudou Isabel. Então disse Maria ao anjo: “Como sucederá isso. — 55.

Ora. de Roustaing. seu filho. E o menino crescia e se fortificava no espírito. não podia ele nascer e não nasceu de homem. E Zacarias. é de ver-se que a explanação ampla de cada uma delas não cabe nos limites de uma obra. Responderam-lhe: Não há na vossa família quem tenha esse nome. Jesus é. para usar de misericórdia com os nossos pais. Deus é uno. porém. o serviríamos sem temor.” — 62. de que. porque assim o exigia o desempenho da sua missão naquela época. (6) Cada uma das partes deste capitulo encerra matéria para largo desenvolvimento. por ter visitado e resgatado o seu povo: — 69. dizendo: 68. a maior essência espiritual. — 70. — 60. conforme prometera pela boca de seus santos profetas que existiram em todos os séculos passados: — 71. “Bendito seja o Senhor Deus de Israel. profetizou. como esta. e a notícia dessas maravilhas se espalhou por toda a região e montanhas da Judéia. Todos os que habitavam nas vizinhanças se encheram de temor. A mãe. E note-se que. disse: “Não. diremos que. — 73.” — 80. relativamente à Terra. soltou-se-lhe a língua e ele entrou a falar bendizendo de Deus. como nós. como . — 64. para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam. cheio dum Espírito Santo.” — 61. aproximados dos deístas que lhe negam a divindade. porém. conforme jurara a Abraão nosso pai quando nos prometeu a graça. divino por ser. E tu. tomando a aparente forma humana com que se apresentou entre os homens e de que se revestiu. Fácil. lembrando-se da sua santa aliança. e pelas entranhas de misericórdia do nosso Deus. Assim sendo. como lhes dá a Revelação da Revelação. livres dos nossos inimigos. sem que cheguem jamais a imitá-lo. para iluminar todos aqueles que estão assentados nas trevas e nas sombras da morte e dirigir nossos passos pelo caminho da paz. pela sua pureza absoluta. — 79. graças às quais este Sol que vem do alto nos visitou. — 76. permanecendo nos desertos até ao dia em que havia de aparecer diante do povo de Israel. — 67. por nos ter suscitado um poderoso salvador na casa do seu servo David. — 66. embora os materialistas se obstinem em revesti-lo de um invólucro de carne. idêntico aos nossos. serás chamado profeta do Altíssimo. — 65. Nada obstante. porqüanto irás adiante do Senhor para lhe preparar os caminhos. — 75. é o único princípio imortal. na santidade e na justiça em sua presença por todos os dias da nossa vida. — 78. ele se chamará João. para dar a seu povo o conhecimento da salvação pela remissão dos seus pecados. Zacarias pediu uma tabuinha e escreveu: “João é o seu nome”. que se destina apenas a consubstanciar noções indispensáveis a principiantes que desejem ler as sagradas Escrituras. seu pai. 77. insistindo em algumas observações já feitas quando tratamos da genealogia de Jesus. e todos os que as ouviram narrar guardaram delas lembrança e diziam entre si: “Quem pensais venha a ser um dia este menino?” pois que sobre ele estava a mão do Senhor. E ao mesmo tempo perguntavam ao pai do menino como queria que este se chamasse. menino. a única potência criadora.53 dando-lhe o nome do pai. — 63. depois de Deus. dada a sua condição de Espírito de pureza perfeita e imaculada. — 74. para nós espíritas. — 72. o que encheu de espanto a toda a gente. não entrando de forma alguma a matéria perecível no conjunto de suas perfeições. modelo divino que o Pai nos ofereceu. com quem se acha e sempre esteve em relação direta. No mesmo instante se lhe abriu a boca. nenhuma das leis da Natureza foi derrogada.

por que havemos de o transformar num corpo desarticulado. feita a Maria. tão perfeita que dava a impressão de ser Ele um homem como os demais. aparecendo e desaparecendo. Ora. teremos que desprezar. o raciocínio. como anúncio da mais portentosa manifestação do amor de Deus para com seus filhos.54 não o foi em nenhum dos fatos por Ele produzidos. Ele nenhuma lei natural preteria ou derrogava. Considere-se ainda que. não as podia preterir. sem nascimento? Será porque o sacerdócio romano proíbe se entenda o que dizem os Evangelhos e manda se creia de olhos fechados? Só assim se compreende que. pela revelação de que o Cristo desceu à Terra em Espírito. negando-lhe qualquer vestígio de autenticidade. para só aceitarem. apenas revestido de um corpo de natureza perispirítica. como supor a necessidade da preterição ou derrogação de alguma. em todos os seus infinitos e deslumbrantes matizes. após a crucificação. desaparecem todas as obscuridades das letras evangélicas e o Evangelho se nos patenteia qual maravilhoso e cristalino monolito. A verdade. imutáveis e eternas. por encarnação material. morto e sepultado. que valor lhes restará? E. Jesus reapareceu com o mesmo corpo que tinha antes. sendo esse “um mandamento do Pai”. E. conforme o exigia a natureza da sua missão. segundo a expressão de Paulo. assim chamados. estes e aqueles pontos dos Evangelhos. na suposição de que. a de que nela e por ela se ia cumprir o que pelos profetas vinha sendo. os que lhes agradem. As leis de Deus são absolutas. não deva ser entendido. sem nascer? Considere-se. que geralmente se denominam milagres. meios que Deus nos outorgou para a compreensão de tudo. Jesus. sem haver nascido. nem lhes abrir exceções. posto de lado esse laço fundamental da narrativa da epopéia messiânica. (Evangelho de João. a todos está aberta a porta e facultado o direito de desprezarem estas e aquelas passagens. para que pudesse aparecer na Terra. entretanto. uma das mais belas e grandiosas páginas do Evangelho. portanto. Mas. de todas as vezes que se lhes manifestou sob as aparências da corporeidade humana. de um corpo celeste. ou convenham. é que a presença de Jesus entre os homens. a luz do mundo — Jesus? . foi uma aparição espírita tangível. cuja figura de rutilante beleza espiritual então se apagaria logo. conforme o declarou. quando. a razão. versículo 18). ao demais. comodamente. que o seu aparecimento na Terra não se deu por nascimento humano. A ciência espírita explica de modo satisfatório e racional o aparecimento de Jesus na Terra. É inconcebível que a inteligência. só não devam ser utilizados para a dos ensinamentos do Divino Mestre. tanto assim que Tomé o apalpou. cujas partes componentes não mais se poderão ajustar. depois de crucificado. não obstante haver Ele dito que nada há que não deva ser conhecido. por que não poderia “aparecer” do mesmo modo. único compatível com a condição celestial que lhe era própria. Mas. melhormente elevam o espírito dos crentes e lhes atraem os corações para as maravilhas do seu poder e para os auxílios da sua bondade. depois. predito aos homens. para deixar e tomar a vida. capítulo 10º. que. a lógica. a refletir. se nesse caso. desde longo tempo. a não admitirmos que Jesus não foi um homem carnal. da missão altíssima para que o seu Espírito fora escolhido. uma de suas passagens mais sublimes e comovedoras: a da revelação. se Ele pôde “reaparecer”. como fazia. sem ser pôr meio de um nascimento humano.

pelas sugestões dos invisíveis inimigos da Verdade. .55 A razão não pode hesitar na escolha. 9 e 10. a menos que esteja obliterada pelas idéias preconcebidas. (6) JOÃO. — Atos. 8º. 14º. ou pelas paixões sectaristas. 34. 12º. 37.

a fim de fazer-se registrar com Maria. manifestando-se aos homens. exercida com o emprego de fluídos apropriados. Sucedeu que. ao cabo de todo o progresso que a Humanidade tem feito nesse espaço de tempo. os fazem penetrar naquele conhecimento. que não existe. 1 ao 7. Esse primeiro recenseamento foi feito por Cirino. em Maria. lhes daria a conhecer todas as coisas (Evangelho de João. Ele próprio disse que apenas ensinava o que os homens podiam suportar. tocando-nos os corações e tornando-nos dignos de ser por ele . que se desdobra em espiritual e humano e se exercita por meio da ação fluídica. e Maria deu à luz o seu primogênito. José partiu da cidade de Nazaré. é claro que. não mais pode ela. os quais. com efeito. quando viesse o Espírito da Verdade. fatos que a todo instante podem ser verificados. sua esposa. capítulo 16º. o Espiritismo que. Concepção e gravidez de Maria. por isso que ele era da casa e da família de David. por inexplicável mediante os conhecimentos de então e que inexplicável se conservou até ao advento da Terceira Revelação. que. conhecimento que se não pode adquirir senão pelo aperfeiçoamento. Enquanto ali se achava. Todos iam fazer suas declarações. que fica na Galiléia. consubstanciando os ensinos daqueles Espíritos. mais não foi que o resultado de uma ação magneto-espírita. por obra de Espírito Santo. é o conjunto dos Espíritos do Senhor. porqüanto este seria o “sobrenatural”. leva-nos a desenvolver. das tradições supersticiosas. 2º. Ora. chamada Belém. por aqueles dias. — 4. E fundamento não há para se não admitir que assim possa ter sido. que Jesus não revelou aos homens toda a verdade. por não haver lugar para eles na hospedaria. decorridos dezenove séculos. que são imutáveis. a nossa perspicácia e as nossas faculdades intelectuais. pela experiência. — 5. que estava grávida. dos dogmas. — Aparição de Jesus na Terra LUCAS: capítulo 2º.56 5 LUCAS. tudo considerado uma obra miraculosa. cada um na sua cidade. — 6. É sabido. (7) A concepção. conservar-se estacionária na cegueira dos milagres. portanto. Fora condenar-se às trevas eternas e ao indiferentismo que esses absurdos geram. que o estudo e a experiência descobriram e os atos hão provado incessantemente. envolveu-o em panos e o deixou numa manjedoura. versículo 1. versículos 12 e 13). é o conhecimento progressivo da verdade. não podendo essa revelação de verdades referir-se aos ensinamentos por Ele ministrados. É a lei do Magnetismo. concita-nos ao devotamento. posta de lado toda e qualquer idéia de milagre. porque oriundas da sabedoria divina. — 2. Governador da Síria. esse sim. ao passo que aquela ação assenta numa lei da Natureza. à cidade de David. nos faculta conhecer as verdades que o Divino Mestre não pôde revelar e a discerní-las do erro e da falsidade. O Espírito da Verdade não é um ser corpóreo ou fluídico. por outro lado. — 3. — 7. é. se publicou um edito de César Augusto. visto que implicaria a derrogação de leis naturais. como tudo mais que a isso se seguiu até ao suposto nascimento do nosso Redentor. e veio à Judéia. sucedeu que se completou o tempo ao cabo do qual devia ela parir. para o recenseamento de todo o mundo.

que o magnetizador humano. que. . É ainda pela atração magnética que o princípio fecundante é levado de uma flor a outra. para a evolução que lhes cumpre a todos realizar. três elementos se nos oferecem: o amor. ainda. como sede de uma vontade operosa. de ações magnéticas. O Magnetismo é o agente universal que aciona tudo. liberta momentaneamente da sua prisão e pairando sobre a natureza toda. que as águas se orientam para as terras áridas. receber as idéias que lhe transmita. Oferece a prova mais cabal da existência e da imortalidade da alma. Esta deixa de ser a resultante de forças vitais. por assim dizer. Quando o homem houver adquirido o conhecimento de todos os fluídos. ou os seres ainda privados de responsabilidade. pela atração magnética é que o macho se aproxima da fêmea. das várias transformações e combinações de que são passíveis. animal. de seus efeitos. que constituem a expressão grandiosa dessa vontade. experimentar. Tanto é assim. das suas diversas espécies. nas entranhas do planeta. Para isso. Vem como precursor do estado de perfeição que devemos atingir. O estudo e a experiência facilmente os comprovam nas sessões espíritas. um ser único e para podermos subir até Ele. precisadas de fertilização. ou do jogo dos órgãos. para alcançar tão alta meta. humano e espiritual. o estudo e a caridade. influi sobre o magnetizando e consegue fazê-lo cair em estado sonambúlico. se submetem fatalmente à ação das leis a que se acham sujeitos. Qualquer opinião que se forme sobre a improcedência destes princípios. desenvolvidas com o auxílio de fluídos apropriados. nem examinado provas. a transcorrer sob a dupla ação: espírita e magnética. nos desertos da terra. é comparável à sentença que um juiz pronuncie sem ter lido autos. como ligam todos os Espíritos. as substâncias se agregam. sua ação e seus efeitos são incontestáveis. As entidades morais. Assim. bem dirigidos. É um como laço universal que Deus formou. Todos os atos chamados “milagrosos” são resultantes de ações espíritas. sem liberdade. para formar os minerais. etc. As criações. na plenitude de suas faculdades inatas. Os fluídos magnéticos ligam todos os mundos do Universo. A atração. portanto. Tal o objetivo dessa ciência: a perfeição humana.57 conduzidos a toda a verdade. Enfim. e se apresenta como causa independente. desde que não assente no estudo e na experiência. nesse estado. Quanto ao magnetismo espiritual. se opera em todos os reinos da Natureza. temos que trabalhar incessantemente pelo nosso progresso moral. que representa um fator essencial e poderoso da efetivação das suas possibilidades. A ciência do Magnetismo é maravilhosa em seus efeitos físicos e morais. estará na posse do segredo da vida universal. pela só ação da sua vontade. efeito do magnetismo. de suas propriedades. Mas. exercendose no emprego dos fluídos humanos. podemos distinguir quatro espécies de magnetismo: mineral. encarnados ou não. Em o nosso planeta. para constituirmos todos. tudo é atração resultante desse agente universal — o Magnetismo. porém. Os diversos fluídos existentes se reúnem e conjugam pela ação magnética. as sensações e impressões mais variadas. pela vontade de Deus e segundo leis naturais e imutáveis. nem personalidade. são dotadas de vontade. porque tudo está submetido à influência magnética. como pretendem os materialistas.

achando-se ela ainda no templo. Ana. obtiveram o auxílio dos bons Espíritos. após quase dois séculos de vulgarização de seus princípios. foi confiada à guarda do respectivo sacerdote. ainda que sumariamente. ao cabo de vinte anos de esterilidade. nossa Mãe Santíssima. se chamava Maria. Dizem então: não há Espiritismo. era o santo Zacarias. com três anos e dois meses de idade. os dias da provação. denominações diversas. porém não desesperava de alcançar a graça que deprecava. concebeu e que. afinal. Pondo-lhe o nome de Maria. porqüanto são fenômenos naturais. nas suas academias. veio ao mundo a Virgem predestinada. menos. porque a isso se opõem interesses inconfessáveis. em hebraico. naqueles tempos. A Virgem pura e imaculada. etc. morreu-lhe o pai. perante toda a família reunida. Aos onze anos. O que há é hipnotismo. em observância dos votos que haviam feito. que ela. como os demais. dizem. que não lhes convém conhecer e. nem magnetismo. que lá permaneciam até se casarem. a consagrassem ao Senhor desde a infância. lançando condenação geral e absoluta sobre aquilo que não conhecem. fazer a sua oferenda ao Senhor. levando nos braços a sua primogênita. o Anjo a proclamou cheia de graça e determinou a seus pais que. entrou esta para o templo. foi-lhe dado nome. Dão-lhe. Ana se doía dessa humilhação. quer dizer “Soberana. A necessidade de reproduzir. seus pensamentos ao céu e.58 Hoje. visto que. com o lhes conceder o Eterno uma filha. onde se educavam as donzelas. proferiu o voto de consagrar ao serviço de Deus a menina que. à menina. ouvindo todos. foi Joaquim. é sugestão. da boca de Joaquim. de acordo com as necessidades da época. súplices. logramos dar uma idéia da causalidade de fenômenos. felizmente. já os sábios começam a falar. porém. que. lavram um decreto. marido de Isabel. que seria a escolhida para Mãe do Senhor. Segundo era de uso em Israel. como Isabel. traspassados de dor. no entanto. A seita dos essenianos se distinguia pela sua extrema austeridade. a esterilidade da mulher era considerada um opróbrio. Por haver quem abuse da credulidade e explore a ignorância pública. na linguagem siríaca. estranhando que a fizesse alguém sobre o qual pesava a maldição de Israel. que se produzem para determinados fins. Passados quarenta dias. Ambas rogavam ao Senhor se condoesse da aflitiva condição em que se encontravam. Findaram-se-lhes. com um pouco mais de afoiteza. era filha de Ana e Joaquim. orando com fervor ao Deus de infinita misericórdia. para fazerem crer que se trata de verdadeiras novidades. Esta. Ana e Joaquim. foi Ana ao templo purificar-se. Terminada a cerimônia. erradamente. que confortam a alma dando-lhe forças para vencer os transes mais difíceis. significa “Estrela do mar” e. divulgar. assim fazendo. Depois de fazer a oblata das vítimas a serem sacrificadas. dessa ciência básica para elucidações dos fenômenos mais graves que se apresentam às nossas cogitações. a que muitos ainda denominam de “milagres”. Assim é que Ana. Entretanto. quando com seu marido chegava a Jerusalém. em . ao nono dia de nascida. o sacerdote a repeliu com desprezo. foi tida por estéril durante muitos anos. Vindo a festa dos essenianos. no momento oportuno e na casa onde costumava pousar. elevaram. que. as lições de nossos mestres nos levou a tornar este capítulo mais extenso do que deverá ser. prima irmã da Virgem Maria.

5º. (7) 1º Reis.59 avançada idade. em obediência ao que ordenava a lei. . para seu marido. com os sacerdotes. 14. da mesma tribo que a Virgem. Aos quinze. 16º. 3º. Cumpriu-se o preceito. tendo ela quinze anos e José de trinta e cinco a quarenta. Celebraram-Se os esponsais. ao celebrar-se a festa da nova dedicação. escolhendo os parentes de Maria. 42. 16º. 10. 7º. 84 a 39. natural de Nazaré. cumpria-lhe tomar esposo. pelo lado varonil. 4 — JOÃO. 1. — Apocalipse. — Atos. para sair do templo amparada. a José.

— 23. — 28. —Ana profetisa LUCAS: capítulo 2º. como todas as práticas de culto externo e as cerimônias que formam o conjunto dos atos religiosos. E. Pelo Espírito Santo lhe fora revelado que não morreria antes que houvesse visto o Cristo do Senhor. — 25. mandarás em paz o teu servo. para o apresentarem ao Senhor. Simeão os abençoou e disse a Maria. veio ao templo e. passado o tempo da purificação de Maria. ele o tomou nos braços e louvou a Deus. segundo a tua palavra. de acordo com o que está escrito na lei: “Todo primogênito será consagrado ao Senhor”. a fim de que os pensamentos ocultos nos corações de muitos sejam descobertos. 21 ao 40. — 32. evitando os escândalos que decorrem de tais revoltas. pós-se a louvar o Senhor e a falar do menino a quantos esperavam a redenção de Israel. — Cântico de Simeão. — 27. que era o nome que o anjo lhe dera antes de ser concebido no seio de sua mãe. contava oitenta anos e não se afastava do templo. não passando. Era um ato material. Havia em Jerusalém um homem probo e temente a Deus. como luz para ser mostrada às nações e para glória de Israel. — 22. Entrementes. de formalidades inúteis. — 31. “Agora. Submetendo-se a esse uso. uma cerimônia ritualística. não nos revoltando contra os preceitos legais. em jejum e orações. desde que se casara. Estava em idade muito avançada e não vivera senão sete anos com o marido. duas rolas ou dois filhotes de pombos. Era então viúva. Impelido pelo Espírito. os pais de Jesus deram um exemplo de obediência às leis. — 37. O uso da circuncisão. versículo 21. segundo a lei de Moisés. sua cidade. — Purificação. o levaram a Jerusalém. sua mãe: “Este menino vem para ruína e para ressurreição de muitos em Israel e para ser alvo da contradição dos homens. Senhor. Dê ouvidos os oito dias ao cabo dos quais tinha o menino que ser circuncizado. Depois de terem cumprido tudo o que era ordenado pela lei do Senhor. estando nele a graça de Deus. como os pais do menino Jesus o tivessem levado lá a fim de o submeterem ao que a lei ordenava. eles regressaram à Galiléia. — 26. e que fizeste surgir à vista de todos os povos. dia e noite. — 24. 35. que vivia à espera da consolação de Israel. como tais. o menino crescia e se fortificava. para fomentar as . O pai e a mãe de Jesus se admiravam das coisas que eram ditas dele. — 40. Circuncisão. e um Espírito Santo estava nele. diferentemente regulados. — 30. dizendo: — 29. foi ele chamado Jesus. teu povo. como o era a ablução batismal. que só têm servido para dividir e separar os homens. que se praticava em obediência a uma lei antiga. de acordo com a orientação de cada Igreja ou seita. Havia também uma profetisa chamada Ana. pois meus olhos viram o Salvador que nos dás. cheio de sabedoria. exemplo que nos cumpre seguir. uma marca destinada a distingui-los dos sectários de outras crenças. Indo para Nazaré.” — 36. — 34. conforme a mesma lei. entre os hebreus e outros povos da raça abraânica. são de origem e invenção puramente humanas. (8) A circuncisão constituía.60 6 LUCAS.” — 33. — 38. filha de Manuel da tribo de Aser. chamado Simeão. E a tua própria alma será traspassada como por uma espada. — 39. Chegando ao templo naquele momento. e para oferecerem ao sacrifício que era devido. servindo a Deus. 2º.

em confirmação da circuncisão. disse Simeão que Ele se dera para glória de Israel. compenetrada dos.) Por humildade e como exemplo de obediência às leis de Moisés. exposto às vistas de todos os povos. e o segundo ao sacrifício pelo pecado original. aos sons harmoniosos de sua harpa (Salmo capítulo 16º. ensinasse. com os ciclos de prata do resgate e os pombos do sacrifício. não descurou de cumprir os deveres que corriam às filhas de Sião. E não se cumpriram as proféticas palavras de Simeão? Jesus não foi exposto. num de seus preceitos. verdadeiros destinos do homem e da razão de ser da sua presença neste planeta. porque filhos do mesmo Pai. por efeito dos falseamentos e deturpações que lhes infligem. é buscar a inspiração para os nossos atos e pensamentos nas lições e exemplos que nos legou Jesus. explicasse e exemplificasse os preceitos que deu ao mundo Aquele de quem os que a compõem se dizem representantes na Terra! Não nos iludamos. a Virgem. no Gólgota. com a alma arrebatada. a lei apenas exigia duas pombas. ou uma rola. Quase tratava de mulher pobre. ovelhas. ou duas rolas e alguns ciclos. como a Luz que havia e há de alumiar as nações? Não têm sido estas e não continuarão a ser esclarecidas por Ele? Proclamando o advento do Messias. exprimindo o pensamento divino: “Mostrar-lhe-ei o salvador por mim enviado” e no velho Simeão se cumpriu essa palavra profética. aludindo às questões religiosas que se levantariam e que ainda duram. disse também. ao ordenar a purificação das mulheres depois do parto. à idéia de que fora escolhida para receber aquele penhor de redenção. se a classe. (Cada ciclo valia mais ou menos 20 centavos. Procuremos um irmão que nos ensine a ler e compreender esse testamento. e de reconhecerem por Pastor único desse rebanho aquele que da humildade fez o alicerce de . Para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser exposto à contradição dos homens. um único meio temos de servir ao nosso Pai celestial e de habilitar-nos à herança de que falou David. que inutiliza a sua atividade no preenchimento de tantas formalidades vãs. até à consumação dos séculos. que os impedia e impede de se reconhecerem irmãos dos pequeninos e humildes. Maria. e. ainda. tomando nos braços o menino e erguendo-o bem alto. Inspirado pelo seu anjo da guarda.61 intolerâncias e determinar perseguições cruéis e. Imagine-se quão grandes não seriam os benefícios de que a Humanidade fluiria. que a mãe não entrasse no templo antes de 33 dias. Dissera o salmista. à contemplação daquela época e das épocas então porvindouras? Não esteve e não estará. para expiarem o orgulho. Determinava o Levítico (capítulo 12). como estes. Senhor nosso. submetendo-se à cerimônia da purificação. guiado pelo pressentimento de que não morreria sem ver o Cristo. e sem proclamar ser aquele o Salvador esperado. do mesmo rebanho. como os de todas as nações. entoou. Simeão também foi ao Templo no dia em que Maria e José lá entraram. para divorciar as criaturas cada vez mais dos ensinos sublimes e puros do Mestre. Destinava-se o primeiro ao sacrifício do fogo. o seu belo cântico de esperança. aos sofrimentos por que teriam de passar os grandes de Israel. que nos dê o bom exemplo e esse irmão será o legítimo representante do Cristo: esse será o nosso pastor. Findo esse prazo. em seu testamento. denominado holocausto. versículo 5). deviam apresentar-se ao Senhor e oferecer-lhe um cordeiro de ano e um pombo. aludindo ao orgulho de que a nação judaica se sentia possuída.

Quanto a Jesus. sob a influência e a ação dos Espíritos do Senhor. 28º. tinha a faculdade de predizer. apenas encobria. perfeito. de faculdadeS mediúnicas muito desenvolvidas. 22. dele se têm aproximado. — Oséias. menino. — Êxodo. 29. 47. certos acontecimentos. (8) Gênese. 13º. posto que material na aparência. e. pela mais angustiosa das dores. assim. 2. chamada a profetisa. 12. maior decerto do que se muitas espadas lhe houveram traspassado o coração? Cumpriram-Se. a fim de que suas palavras fossem acreditadas e aceita a sua missão. 7º. 14. E Jesus não há sido a luz da ressurreição para todos quantos. visto que não se achava revestido de um corpo de carne idêntico aos nossoS. no cume do Calvário. 25 — Atos. de modo que ele fosse tido por um homem como os demais. não foi dilacerada. 2 a 8. 13º. sua infância não podia transcorrer semelhantemente à dos Espíritos encarnados. 13. as profecias de Simeão. porque. — Isaías. como os profetas que surgiram em Israel. 14º.62 toda grandeza. profecias que foram confirmadas por Ana. 8º. que era. Era um Espírito bastante elevado. 19º. cumpre não o esqueçamos. 22. cheio da graça de Deus. é claro que. emergindo das trevas em que os lançou a morte no pecado. não pertencendo ele à nossa Humanidade. como médium que era. devido à sua natureza perispirítica. que agia com a independência e a superioridade de um ser puro. celestial. 12º. um Espírito livre. pois. 22. . seguindo-lhe as pegadas? E a alma da Virgem. 3º. — Levítico. — JOÃO. 9. 17º. — Números. Seu corpo. da Mãe Imaculada.

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7 LUCAS, 2º, 8 ao 20. — MATEUS, 2º, 1 ao 12. Os pastores. — Adoração dos Magos
LUCAS: capítulo 2º, versículo 8. Ora, havia no país muitos pastores que passavam as noites no campo, revezando-se na guarda dos seus rebanhos. — 9. De repente, um anjo do Senhor se lhes apresentou, circunvolveu-os a claridade de Deus e eles se sentiram presa de grande temor. — 10. Então, o anjo lhes disse: “Não tenhais medo, pois venho trazer-vos uma notícia que, para vós como para todo o povo, será motivo de grande alegria: — 11, éque hoje, na cidade de David, vos nasceu um Salvador, que é o Cristo, o Senhor. — 12. Eis aqui o sinal que vos fará reconhecê-lo: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”. — 13. No mesmo Instante reuniu-se ao anjo um grande troco da milícia celeste, louvando a Deus e dizendo: — 14. Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na Terra aos homens de boa-vontade. — 15. Logo que os anjos se retiraram para o céu os pastores disseram entre si: Vamos até Belém para verificar o que nos acaba de ser dito, o que sucedeu, o que o Senhor nos mostra. — 16. Partiram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado numa manjedoura. — 17. E, tendo-o visto, reconheceram a verdade do que lhes fora dito a respeito daquele menino. — 18. E todos os que os ouviram se admiraram do que lhes era relatado pelos pastores. — 19. Maria prestava atenção a tudo isso que diziam e tudo reunia no seu coração. — 20. Os pastores regressaram glorificando e louvando a Deus por tudo quanto tinham Ouvido e visto, conforme ao que lhes tora dito. MATEUS: capítulo 2º, versículo 1. Tendo Jesus nascido em Belém de Judá, ao tempo do rei Herodes, eis que do Oriente vieram alguns magos a Jerusalém. — 2, dizendo: “Onde está aquele que nasceu rei dos Judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.” — 3. Sabendo disso, o rei Herodes ficou sobressaltado e com ele toda a cidade de Jerusalém; — 4, e, tendo reunido em assembléia todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, inquiriu deles onde devia nascer o Cristo. — 5. Disseram-lhe: “Em Belém de Judá, conforme ao que foi escrito pelo profeta: — 6. E tu Belém, terra de Judá, tu não és a última entre as principais cidades de Judá; pois que de ti sairá o chefe que há de conduzir meu povo de Israel.” — 7. Então, Herodes, mandando chamar em segredo os magos, lhes perguntou em que tempo precisamente a estrela lhes aparecera; — 8, e, enviando-os a Belém, lhes disse: “Ide, informai-vos exatamente acerca desse menino, e, quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, a fim de que eu também o vá adorar.” — 9. Depois de ouvirem do rei essas palavras, os magos partiram e logo a estrela que tinham visto no Oriente lhes tomou a dianteira e só se deteve quando chegaram ao lugar onde estava o menino. — 10. Quando viram a estrela, eles se sentiram transportados de extrema alegria; — 11, e, entrando na casa, aí encontraram o menino com Maria, sua mãe, e, prosternando-se, o adoraram; depois, abrindo seus tesouros, lhe ofereceram, por presentes, ouro, Incenso e mirra. — 12. Avisados, enquanto dormiam, para que não voltassem a Herodes, regressaram por outro caminho às suas terras. (9)

64 A explicação desses fatos se encontra na existência de faculdades mediúnicas, da mediunidade em pleno desenvolvimento, o que só é objeto de dúvida, ou de negação para quem não se quer dar ao trabalho de experimentar e observar. E não vale a pena se pretenda convencer os que julgam e sentenciam sem exame, as mais das vezes, unicamente porque o de que aqui se trata lhes fere o orgulho, ou contraria os interesses. Os pastores, como médiuns videntes e audientes que eram, viam e ouviam, sob a influência do magnetismo espiritual, que os punha em estado de êxtase, por efeito do completo desprendimento de seus Espíritos. Viram assim os fluídos luminosos que em derredor deles espalharam os Espíritos do Senhor e que os cercavam de grande claridade. Ou, então, tiveram lucidez bastante para ver a luminosidade que se irradiava daqueles Espíritos. Não percebendo a causa de semelhante luminosidade, tomaram-na por uma manifestação do próprio Deus, donde lhe chamarem — claridade de Deus. De tais fatos não podemos duvidar, nós que os sabemos possíveis, como efeitos do magnetismo produzindo o sonambulismo, e que deles temos tido a comprovação pela experiência, em que pese aos sábios em Israel e ao sacerdócio romano. Quanto aos Magos, também eram grandes médiuns e, por isso mesmo, é que tinham aquela denominação. Como médiuns, viram no espaço uma luz viva, que tomaram pela de uma estrela. Em conseqüência dessa suposta estrela mostrar-se animada de um movimento de translação segundo uma certa diretriz, foi considerada e chamada “milagrosa”, causando pasmo aos sábios caldeus, versados na astrologia. Que não era estrela demonstra-o aquele próprio movimento especial, porqüanto, para admitirmos que o fosse, houvéramos de admitir que um mundo, pois que uma estrela é um mundo, pode afastar-se da sua órbita de gravitação, para se movimentar no espaço, qual farol a orientar um viajor. Foi a “estrela” de que fala a velha doutrina de Zoroastro, o reformador do Magismo, religião dos antigos persas e partos, o qual recomendou aos Magos que levassem oferendas ao rei menino. Foi a estrela de Jacob, mencionada na visão de Balaão. Era, como diz Santo Agostinho, o símbolo da luz nova que surgia para o mundo e que ofuscaria a do próprio Sol. Era a muda linguagem do céu, narrando a glória de Deus e firmando o pacto da Virgem. E tudo assim se passou, de acordo com a época, visto que esta era a em que vigorava a crença geral de que a todo nascimento na Terra presidia sempre uma boa ou má estrela. Hoje, porém, que os nossos sábios nada mais têm que aprender, porque tudo sabem, os fatos a que nos referimos, ou são impossíveis, ou não merecem que lhes dêem importância, porque não passam de fruto do fanatismo. Por outro lado, os fariseus dos tempos atuais, os doutores da Igreja Católica os dão como ‘milagres”, ou, seja, coisas sobrenaturais. Entretanto, os ditos fatos têm uma explicação científica, natural, que prescinde inteiramente do recurso ao milagre, de que há séculos se valem os homens do Syllabus, para os quais pedimos a Deus um raio de luz e os eflúvios da sua infinita misericórdia. A luz que guiou os Magos não era, pois, a de uma estrela, isto é, de um desses mundos que povoam o firmamento. Era apenas uma concentração de fluídos luminosos; era um efeito ótico, produzido pelos Espíritos do Senhor, de

65 modo que aos olhos dos Magos se afigurasse a cintilação de uma estrela. Cumpre, entretanto, notar que eles bem sabiam serem tais efeitos manifestações dos Espíritos ou manifestações espiríticas, porqüanto eram médiuns conscientes, conheciam o Magnetismo e o Sonambulismo. Acresce que tiveram em sonho a revelação do advento do Messias. Ficaram, porém, na dúvida, e desejaram ter uma prova da realidade do que haviam sonhado. Foi quando lhes surgiu ante os olhos a estrela. Desde então não mais duvidaram e se puseram a caminho de Belém, afrontando todos os perigos e fadigas. Montados em dromedários, deixaram para trás de si a cidade dos seleucítas e a arrojada Babilônia, e entraram na Palestina. Conduzidos sempre por aquela luz, semelhante à que, no Mar Vermelho, alumiou as fugitivas coortes de Israel, dado lhes foi, dizem as lendas, apreciar o lastimoso estado em que se encontrava a antiga Sião, a famosa Jerusalém, envolta num manto de melancolia, vitima da cobiça humana, da ambição do mundo, do orgulho dos nobres, tomados da fúria de ostentação, dominado por tudo quanto faz que o homem olvide inteiramente a vida futura. Ah! que os homens ainda são os mesmos! Quantos e quantos não são os que preferem a leitura de romances sem nenhum fundo moral, ou destacar-se por esses escritos de malicioso chiste que todos os dias aparecem, a dispensarem alguns momentos de atenção aos ensinos de Nosso Senhor Jesus Cristo! Os Magos, então, foram e verificaram que realmente surgira no mundo o Chefe que havia de conduzir o povo de Israel à terra da promissão. Não mais o encontraram, porém, no lugar onde se dera o seu “nascimento”, e, sim, em casa de Matias, irmão de José, o qual residia em Belém, como se deduz da ordem dada por Herodes que, orientando-se pelas informações obtidas dos Magos, ordenou a matança de todas as crianças do sexo masculino, até à idade de dois anos. Essa ordem prova que os Magos não viram o menino antes da sua circuncisão e da purificação, porqüanto, do contrário, bastaria que a carnificina atingisse as crianças de, no máximo, um ano. (9) JOÃO, 7º, 42. — Apocalipse, 2º, 27; 5º. 11 a 14.

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8 MATEUS, 2º, 13 ao 23. Fuga para o Egito. — Degolação dos inocentes. — Regresso do Egito
MATEUS: capítulo 2º, versículo 13. Logo que eles partiram (os magos), um anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e lá fica até que eu te diga que voltes; pois Herodes procurará o menino para o matar.” — 14. José, levantando, tomou o menino e sua mãe e durante a noite se retirou para o Egito. — 15, onde ficou até à morte de Herodes, a fim de que se cumprissem estas palavras que o Senhor dissera pela boca do profeta: “Chamei do Egito a meu filho.” — 16. Herodes, vendo que fora enganado pelos magos, encheu-se de grande furor e mandou matar em Belém e nas circunvizinhanças todos os meninos de dois anos para baixo, regulando-se pelo tempo de que se informara exatamente com os magos. — 17. Cumpriu-se então o que fora dito pelo profeta Jeremias: — 18. “Ouviu-se em Rama o grande rumor de muitos que choravam e se lamentavam: era Raquel chorando por seus filhos e não querendo ser consolada, pois eles não existem mais.” - 19. Morto Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, — 20, e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e volta para a terra de Israel, pois que estão mortos os que queriam a morte do menino.” — 21. José se levantou, tomou o menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel. — 22. Mas, ouvindo dizer que na Judéia reinava Arquelau, em lugar de Herodes seu pai, teve receio de para lá ir e, avisado em sonho, dirigiu-se para as bandas da Galiléia, — 23, e foi residir numa cidade chamada Nazaré, a fim de que se cumprisse esta predição dos profetas: “Ele será chamado Nazareno.” (10) José, filho de David (não confundir com José, filho de Jacob e de Raquel, que viveu mil e tantos anos antes de Jesus Cristo), salvou o menino Jesus, levando-o para o Egito, donde regressou mais tarde, sempre na companhia da Virgem Santíssima. Deu-se a degolação das crianças do sexo masculino, de dois anos para baixo, conforme ordenara Herodes, manifestação horrível da ferocidade habitual daqueles tempos, em que se sacrificavam os animais para, num ambiente de sangue derramado, adorar-se a Deus. Crueldade inútil foi aquela, de uma alma impregnada de maldade e orgulho, crueza vã, cujos traços lúgubres e sombrios vamos, no entanto, encontrar mesmo naqueles que, depois, se apregoavam representantes de Jesus, mas que, felizmente, já se não vêem hoje, embora ainda estejamos no reinado das trevas. Conta-se que, entre as crianças assassinadas na Síria, por aquela ocasião, figurou um filho do próprio Herodes. Tais eram a ambição è a dedicação desse tirano aos interesses políticos de Roma, que ele não trepidou em verter o sangue de milhares de crianças, para não ser apeado da posição de mando que ocupava. Herodes descendia de uma família da Iduméia, que reinara na Palestina, havendo arrebatado o poder à família dos macabeus. Como último ato da sua crueldade, narram as crônicas que, ao sentir próxima e inevitável a morte, certo de que esta seria, para os judeus, motivo de grande regozijo, convocou para

67 Jericó, por um edito, sob rigorosas cominações penais, as personalidades mais eminentes da Judéia e as mandou meter no hipódromo, determinando à sua irmã Salomé e a seu cunhado Alexas que, assim ele expirasse, crivassem de flechas os presos, a fim de que, por essa forma, fosse o seu desaparecimento pranteado como os de poucos reis, tendo os seus funerais por cortejo a agonia das famílias e a orfandade. Nada tem isso de inacreditável, quando sabemos que, tempos depois, um seu sucessor deu de presente, num prato, quando festejava o próprio aniversário, a cabeça do Batista à filha da sua concubina, mulher de seu irmão! Mas, deixemos esses infelizes com as suas atrocidades e misérias, oremos por eles, envolvendo-os numa aura de piedade cristã, e busquemos, para o morticínio das crianças decretado por Herodes, uma explicação racional, ante a bondade do nosso Pai amantíssimo, sem a vontade do qual nada se passa, o que quer dizer que nada ocorre, senão em cumprimento das leis eternas, emanadas da sua sabedoria e que, por isso mesmo, são a expressão fiel da justiça perfeita e do amor infinito. A quem procura alicerçar na razão a fé, consciente da perfeição absoluta dos atributos de Deus, não podem bastar, para aquele efeito, nem as palavras do evangelista, quando apenas registra, porque mais não lhe era lícito dizer em tal época, o cumprimento da profecia que anunciara o grande clamor de Rama, a prantear, sem consolação possível, a perda de seus filhos; nem as lamentações que nos oferece, em tom misterioso e autoritário, o Catolicismo, que prega e impõe a fé cega dos fanáticos. Chegados que são os tempos de tudo esclarecer-se e cabendo à Doutrina Espírita o esclarecimento de tudo o que ficara oculto sob o véu da letra, vamos encontrar nessa doutrina a explicação que desejamos e as razões por que pôde verificar-se o fato com que nos ocupamos, dando-nos ela a ver que as crianças sacrificadas pela crueldade de Herodes não foram vítimas perdidas. Efetivamente, o Senhor, na sua previdente bondade, permitira a encarnação daquela leva de Espíritos bastante purificados, aos quais apenas uma prova forte faltava, para se verem livres de encarnar num mundo de expiação, qual é a Terra, a fim de passarem por essa prova. Assim, o fim, prematuro aos olhos dos homens, que eles tiveram, naquela existência, foi a prova de que ainda necessitavam. Por outro lado, o sacrifício de tais vítimas, inocentes aos olhos dos homens, Constituiu, para seus pais, uma causa de progresso, pela dor com que foram provados, prova de que também eles ainda precisavam. Tudo está previsto sempre e regulado pela sabedoria infinita de Deus. Fora dessa explicação, não há como se compreenda haja o Criador, em sua justiça e bondade, consentido que tal fato se desse, como elo de uma cadeia de acontecimentos, que objetivavam a salvação da Humanidade. (10) JOÃO, 1º, 45.

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9 LUCAS, 2º, 41 ao 52. Jesus no templo entre os doutores
LUCAS: capítulo 2º, versículo 41. — Seus pais iam todos os anos a Jerusalém pela festa da Páscoa. — 42. Quando ele tinha a idade de doze anos, lá foram, como costumavam, no tempo da festa. — 43. Passados os dias desta, regressaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles dessem por isso. — 44. Pensando que o menino estivesse entre os que os acompanhavam, caminharam durante um dia e o procuraram no meio dos parentes e conhecidos. — 45, Não o achando, voltaram a Jerusalém, para procurá-lo aí. — 46.Três dias depois o encontraram no templo, sentado entre os doutores, ouvindo-os e Interrogando-os. — 47. Todos os que o ouviam ficavam surpreendidos da sua sabedoria e das suas respostas. — 48. Vendo-o, seus pais se encheram de espanto e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que procedeste assim conOsco? Aqui estamos teu pai e eu que aflitos te procurávamos.” — 49. Jesus lhes disse: “Por que me procuráveis? Não sabeis ser preciso que me ocupe com o que respeita ao serviço de meu Pai?” — 50. José e Maria, porém, não compreenderam o que ele lhes dizia. — 51. E Jesus partiu em seguida com ambos e veio para Nazaré; e lhes era submisso. Sua mãe guardava no coração todas estas palavras. — 52. E Jesus crescia em sabedoria, em idade e em graça diante de Deus e diante dos homens. (11) Com relação ao tempo decorrido desde que a sagrada Família regressõu do Egito, até o momento em que Jesus reapareceu, entre os homens, período esse a cujo respeito guardam as Escrituras completo silêncio, não nos é dado saber o que fez, nem como viveu o Filho do Homem. Sabe-se tão-somente que, após aquele regresso, ele, já na idade de 12 anos, foi visto a discorrer no templo, entre os doutores da lei, assombrando os anciães de Israel com a inteligência esplendorosa e a madureza de juízo que revelava em tão tenros anos, segundo refere LUCAS (capítulo 2º, versículo 47). Já era tal, com efeito, o seu saber, que os judeus, admirados, perguntavam como o possuía ele, sem jamais haver estudado (JOÃO, capítulo 7º, versículo 15). E que todos, em geral, o supunham aplicado ao ofício de carpinteiro, na oficina de seu pai. Com um outro fato digno de reparo se depara nesta parte da narração de Lucas: o de haver Jesus passado três dias em Jerusalém, sem recurso de espécie alguma, sem seus pais e sem que estes, a princípio, lhe houvessem notado a falta. E como se pode explicar que Jesus crescesse e se fortificasse em sabedoria, conforme diz o Evangelista (LUCAS, capítulo 2º, versículo 52), sem estudo e sem mestre, a ponto de confundir os doutores e causar admiração ao povo? Para os católicos, a resposta é fácil e a que mais lhes convém, mesmo porque a Santa Madre Igreja, em favor de quem todos devemos abrir mão da nossa inteligência e da nossa razão, proíbe que seus fiéis se lancem a tais indagações. O Menino se mostrava cheio de sabedoria, a graça de Deus estava nele (LUCAS, capítulo 2º, versículo 14): o milagre explica tudo e faz descer o seu véu sobre a razão humana, que, desde então, nada mais tem que procurar saber. Por outro lado, se houvermos de seguir o cômodo exemplo dos

69 materialistas, não temos que atentar nesse fato, porqüanto não nos devemos impressionar senão com o que vêem os olhos da matéria. Entretanto, sem milagre, sem prodígio, sem mistérios, e sem que tenhamos de rejeitar, por incompreensíveis, algumas partes da narração evangélica, a ocorrência se explica perfeitamente, de modo a podermos aceitar o que consta nos Evangelhos, não com os olhos fechados, mas com eles bem abertos, como os devemos ter diante da verdade que emana dessa fonte de eterna sabedoria. Para que tudo, no caso, se torne claro e perceptível, basta se atente em que era puramente espírita a origem de Jesus e de natureza perispirítica o seu corpo, embora com a aparência de humano, de material, no qual nenhum milagre, nem mistério houve, porqüanto é da Natureza a existência de corpos terrestres e de corpos celestes. Apenas, essa circunstância teve que ficar em segredo, até que, cumprida a sua missão, os homens se achassem nas condições de compreender e aceitar os múltiplos fenômenos que das combinações dos fluídos tiram a sua causalidade. O que fora antinatural, por contrário às sábias leis emanadas da onisciência divina, é que um Espírito de pureza absoluta, como o de Jesus, colocado em nível superior aos dos mais eminentes da hierarquia espiritual concernente ao nosso planeta, pairando em altitude ainda não atingida sequer pelos que, dentre estes, ja tinham alcançado a perfeição sideral, houvesse, para se mostrar entre os homens como o verbo de Deus, de tomar um corpo grosseiramente carnal quais os nossos, isto é, de sofrer a encarnação humana, a que se acham sujeitos unicamente aqueles que ainda têm o que expiar, resgatar, ou reparar, aqueles que ainda se encontram mais ou menos distantes dos lindes extremos do progresso moral. Acrescentem-se a essa circunstância os hábitos e costumes dos povos daquela época e o fato de que tratamos nada mesmo denotará de grandemente excepcional, apresentando-se, ao contrário, perfeitamente compreensível e aceitável, sem que se façam mister as imposições dos ortodoxos aferrados às tradições, ou ao dogmatismo. Jesus chegara aos doze anos, entrara, pois, na adolescência, quando se celebrou a festa pascal, em comemoração da libertação dos judeus do cativeiro do Egito. Estando morto Herodes e destituído Arquelau das funções de preposto dos romanos, nenhum motivo de receios havia. Assim, a santa família compareceu à cerimônia da imolação do cordeiro e da consumação dos pães ázimos (não fermentados). José e seu irmão Matias apresentaram Jesus no templo, como descendente de David. Terminada a festa, Maria e José trataram logo de regressar a Nazaré, pela estrada da Galiléia, empreendendo uma viagem que durava quatro dias. A Virgem se pôs a caminho na companhia de outras donzelas e muitas matronas, indo José na de seus parentes e amigos íntimos. Como se sabe, há pais que trazem constantemente sob suas vistas os filhos, enquanto que outros, ou por compreenderem de modo diverso a vida, ou por saberem ajuizados seus filhos, lhes concedem maior liberdade. Era o que se dava com Maria e José, relativamente a Jesus, que, por isso, não saíra de Jerusalém na companhia deles. Aquela, não o vendo junto de si, o supunha com o pai, ocorrendo o mesmo da parte deste. Vê-se, assim, que nenhum fundamento há para se considerar inverossímil que só ao cabo de algum tempo de viagem houvessem os dois dado por falta do menino. Verificada essa falta, voltaram ambos imediatamente a Jerusalém, à

70 procura do filho, e, depois de. terem viajado um dia, o foram encontrar no templo. E, nada mais natural do que, tendo-o encontrado, ela lhe dissesse magoada: «Meu filho, por que procedeste assim conosco? Aqui estamos teu pai e eu que aflitos te procurávamos”. Ao que ele respondeu: Por que me procuráveis? Não sabeis ser preciso que me ocupe com o que respeita ao serviço de meu Pai? Nesta resposta de Jesus, que não foi compreendida por seus pais, é clara, evidente a alusão que ele fazia à missão altíssima de que se achava investido. E, a propósito dessa alusão, ocorre perguntar: Poder-se-á crer, dado fosse Jesus um Espírito que estivesse sofrendo a encarnação humana, como a sofrem todos os que vêm habitar a Terra, tivesse ele, aos doze anos apenas de idade, não só a intuição, mas a consciência plena da missão que descera a desempenhar, de ser, portanto, o enviado de Deus, o Messias prometido à Humanidade? Aquela alusão, pois, comprova que ele era, como o diz a Revelação da Revelação, um Espírito, o Espírito a quem Deus confiou o glorioso encargo de dirigir, governar e proteger a Humanidade terrena, revestido simplesmente de um envoltório especial, de um corpo celeste, ou seja: fluídico, de natureza perispirítica, mas visível e tangível. Encontrado por seus pais, voltou Jesus com eles para Nazaré, falecendo José algum tempo depois. Seguiram-se dezoito anos, tempo esse de que nenhuma notícia temos, relativa a Jesus. É que os Evangelistas fecharam os livros de suas memórias, para só os reabrirem com a narrativa do belo episódio em que o Precursor anunciou a presença do Cristo entre os homens, derramando, para exemplo, as águas da penitência sobre a cabeça daquele que, nada tendo de que se penitenciar, trazia aos homens o batismo do Espírito Santo, na frase do Padre Ligny. Tendo vindo não somente pregar, mas também exemplificar, começou o desempenho da sua missão, por aquele exemplo de submissão, dando ensejo, ao mesmo tempo, à consagração ostensiva da sua altíssima investidura. Não eram vulgares, como não podiam ser, transcorrendo como as nossas, dada a sua natureza extra-humana, nem a sua vida íntima, nem a sua vida exterior. Ele gostava da solidão e a Virgem lhe favorecia esse gosto, visto que viera ao mundo nas condições espirituais precisas a auxiliar o filho em sua missão. Jesus, pois, se ausentava freqüentemente, desaparecia. É que volvia às regiões superiores, onde pairava e para, na plenitude dos esplendores celestes, enviando continuamente à Terra, da qual é o Espírito protetor e governador, centelhas de luz purificadora e vivificante das almas, luz cujo brilho excede o dos raios do Sol. Oh! não nos é possível considerar em mente a figura sacrossanta do manso e divino Cordeiro imaculado, sem que das mais íntimas e melhores fibras da nossa alma se eleve a prece, como incenso odorífero, até aos seus sacratíssimos pés! Bendita seja a luz de Jesus! Abramos o Êxodo e leiamos o versículo 31 do seu capítulo 25º: Farás de ouro puríssimo um candeeiro, trabalhado a martelo. Penetremos no Tabernáculo, possuidos de sentimentos puros, e, corrida a cortina, veremos as cintilações do ouro, sob o jorro de luz suave que o banha. A significação dessa figura, a fé a alcança recordando as palavras do Apocalipse (capítulo 21º, versículo 23): Esta cidade não há mister de sol, nem luz que a iluminem, por que a claridade de Deus a alumiou e a sua lâmpada é o Cordeiro.

71 O Cristo é o candeeiro de ouro puríssimo e perfeito, e esse ouro foi estendido a martelo na cruz, que se tornou o símbolo da nossa redenção. Sua luz é a vida, a alegria e a graça que nos inundam as almas. Façamos do nosso coração um tabernáculo e essa luz brilhará nele eternamente. Tais são as deliciosas emanações das Escrituras, em cujas páginas o Cristo brilha com vivo fulgor. Ouçamos a voz do Apóstolo Paulo e possa ela guiar-nos para o Salvador, como a estrela de Belém guiou outrora os magos. Seja o primeiro raio do sol da justiça essa voz que nos clama: Desperta, tu que dormes. Levanta-te dentre os mortos e o Cristo te alumiará. (PAULO, “Epístola aos efésios”. (12) (11) Êxodo, 23º, 15. — Deuteronômio, 16º, 1, 16. - JOÃO, 7º, 15, 46. (12) PAULO. (Efésios, 5º. 14).

Uma vez batizado. — Anjos da guarda. Mas. E uma voz do céu se . vendo muitos fariseus e saduceus que vinham para o batismo. dizendo: Este é o meu filho bemamado. vos batizará com Espírito Santo. e. em quem hei posto todas az minhas complacências. vos batizo na água para vos induzir à penitência. disse-lhes: “Raça de víboras. Traz na mão a joeira e limpará completamente o seu eirado. mas aquele que há de vir depois de mim é mais poderoso do que eu. — Batismo de Jesus MATEUS: capítulo 3º. Os habitantes de Jerusalém. e foi batizado por João no Jordão. — LUCAS. Então. 1º. 1 ao 18 e 21 ao 22. MARCOS: capítulo 1º. — 11. Começo do Evangelho de Jesus Cristo filho de Deus. Pregava dizendo: — 7. 1 ao 17. versículo 1. — 2. pois que o reino dos céus está próximo. — 14. por mim. — 13.72 10 MATEUS. O machado já está posto. eram por ele batizados no Jordão. — 9. que fica na Galiléia. tornai retas suas sendas. — 6. Porqüanto. — 8. empilhará o trigo no celeiro e Queimará a palha num fogo que jamais se extingue.10. — 11. Tratai de produzir dignos frutos de penitência. a fim de ser por este batizado. ele. como está no do que clama no deserto: “Preparai o caminho do Senhor. 3º. João trazia uma veste de peles de camelo e um cinto de couro à volta da cintura. dizendo: “Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor. Toda a Judéia e todos os habitantes de Jerusalém vinham ter com ele e. 3º. Um mais poderoso do que eu virá depois de mim. dizendo: Eu é que devo ser batizado por ti e tu vens a mim? — 15. Mas João obstava a isso. veio João Batista pregando pelo deserto da Judéia.” — 4. confessando seus pecados. — 16. Prédica de João Batista. que não sou digno de lhe calçar os sapatos. A esse tempo. Jesus lhe respondeu: “Deixa-me fazer assim por esta vez. de toda a Judéia e de toda a região circunvizinha do Jordão vinham ter com ele. eram por ele batizados no rio Jordão. — 9. — Espírito Santo. — Batismo. porqüanto é necessário que cumpramos toda a justiça. raiz das árvores: toda Arvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. que não sou digno de lhe desatar as correias das alpercatas prosternando-me a seus pés. — 6.” — 3. versículo 1. . Jesus viu abrirem-se os céus e um Espírito Santo descer em forma de uma pomba e pairar sobre ele. confessando seus pecados. tornai retas suas sendas. João vestia pele de camelo. Jesus veio da Galiléia ao Jordão ter com João. Jesus logo saiu da água e eis que os céus se abriram e ele viu descer sobre si o Espírito de Deus em forma de uma pomba. — 17. — 5. Eu vos batizo com água. e não procureis intimamente dizer: “Temos Abraão por pai”. alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Eu. João esteve no deserto batizando e pregando o batismo de penitência para a remissão dos pecados. — MARCOS. Logo que saiu da água.” João consentiu. Imediatamente uma voz ecoou no céu. usava uma tira de couro à volta da cintura e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. porqüanto eu vos declaro que destas pedras pode Deus fazer que nasçam filhos a Abraão.” — 4. porém. Dizia: “Fazei penitência. eis aqui aquele de quem falou o profeta Isaías. — 2. — 12. ele vos batizará em Espírito Santo e no fogo. — 5. quem vos impeliu a fugir da cólera do que há de vir? — 8. 1 ao 11. — 7. — 10. Eis o que sucedeu naqueles dias: Jesus veio de Nazaré.

— 12. — 5. retirou-se para o deserto. o maior dentre os nascidos de mulher. que aquele que tem o que comer faça o mesmo. que devemos fazer? Não pratiqueis violência nem calunieis pessoa alguma e contentai-vos com a vossa paga. pregando o batismo de penitência para a remissão dos pecados. sob o reinado de Herodes Antipas. E como o povo e todos pensavam consigo mesmo que talvez João fosse o Cristo.73 fez ouvir dizendo: És meu filho bem-amado. disse aquele a toda a gente: Eu vos batizo com água. — 16. LUCAS: capítulo 3º. no ano 15 do império romano. de cujas alpercatas não sou digno de desatar as correias.) Jovem ainda. a fim de se entregar a uma vida de rigorosa austeridade. tornai retas suas sendas. e João percorreu todas as cercanias do Jordão. aos 29 de sua idade. conforme está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor. versículo 21. virá mais poderoso do que eu. — 9. Também vieram ter com ele para ser batizados alguns publicanos que lhe disseram: Mestre. e um Espírito Santo desceu sobre ele. Todo vale será aterrado. LUCAS: capítulo 3º. e vos batizará em Espírito Santo e em fogo. donde só regressou para dar início ao desempenho da sua missão. enquanto orava. E como a turba lhe perguntasse: “Que devemos fazer”? — ele. Os soldados também o interrogavam. conforme o declarou o divino Mestre. — 18. ele foi. — 2. como diz o Evangelista. No décimo quinto ano do império de Tibério César.” — 10. e ouviu-se no céu uma voz que dizia: És meu filho bem-amado. — 15. nasceu seis meses antes do aparecimento deste e desencarnou com 31 anos de idade. — 3. Produzi dignos frutos de penitência e não comeceis a dizer: “Temos Abraão por pai”. todas as montanhas e todas as colinas serão arrasadas. — 6. Dizia ao povo que acorria em bandos para ser batizado: Raça de víboras. o Precursor de Jesus. versículo 11. o Senhor fez ouvir sua voz no deserto a João. filho de Zacarias. — 14.” — 7. Anáz e Caifás sacerdotes magnos. na forma corporal de uma pomba. versículo 1. também Jesus foi por ele batizado e. que devemos fazer? — 13. empilhará o trigo no seu celeiro e queimará a palha num fogo que jamais se extingue. — 4. Ele traz na mão a joeira e limpará perfeitamente o seu eirado. quem vos induziu a fugir da cólera que há de vir? — 8. (13) João. Entrou a pregar e a administrar o batismo de penitência. Cheio de um Espírito Santo desde o ventre materno. . Era assim que evangelizava o povo. tetrarca da Ituréia e da província de Traconites Filipe Irmão de Herodes e tetrarca de Abllina Lisãnias. ao tempo em que João batizava todo o povo. — 22. (MATEUS. dizendo: E nós. porqüanto eu vos declaro que poderoso é Deus para destas mesmas pedras fazer que nasçam filhos a Abraão. capítulo 11º. o céu se abriu. um porém. — 17. em ti hei posto todas as minhas complacências. sendo Governador da Judéia Pôncio Pilatos tetrarca da Galiléia Herodes. respondia: Que aquele que tem duas túnicas dê uma ao que nenhuma tem. ensinando-lhe ainda muitas outras coisas. os caminhos tortuosos se tornarão retos e os acidentados se aplainarão. e toda carne verá a salvação do Senhor. E ele lhes disse: Nada exijais além do que vos foi ordenado. em ti me tenho comprazido. Sucedeu que. filho de Zacarias e de Isabel. Já o machado está posto à raiz das árvores e toda árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo.

sob as vestes de um corpo celeste e não terrestre. por exemplo. que fez o seu aparecimento na Terra à semelhança do Filho de Deus. consubstanciação da moral divina. como um selo posto ao compromisso assumido de regeneração moral. aquelas palavras comprovam. era precedido da confissão. era. menor do que o menor no reino dos céus. se achava olvidado da sua existência anterior. que a sua vida humana foi apenas aparente. Para abater o orgulho dos hebreus. nem “morreu”. como Maria e José. Assim é que não se lembrava de que fora Elias. que não apresenta frutos de regeneração. que a árvore que não dá bons frutos será arrancada e lançada ao fogo. dela perdera a consciência. (14) Não obstante tratar-se de um Espírito superior em missão. que foi sem pai. para se tornarem dignos de receber aquela luz. assistência que faculta ao culpado os meios e as forças de levar a cabo a sua . imposta como mandamento pelos que pregam o que não praticam. João. que tem sua expressão nos sofrimentos purificadores e na assistência dos Espíritos purificados. A prática dessa confissão durou longo tempo. os que se arvoraram em representantes do Cristo dela se apossaram e a fizeram cair no desprestígio e na desmoralização que conhecemos. que estes. cuja elevação espiritual as citadas palavras de Jesus patentearam. mediante as expiações. que o Espírito encarnado. mas os que trazem puros os corações. mas ao mesmo tempo um ato emblemático. para lhe despertar no íntimo o sentimento da humildade e para o constranger a evitá-las pela vergonha de as ter que confessar publicamente. por estar encarnado. etc. recebeu no deserto a inspiração de que soara a hora de ter começo a missão. filhos do Senhor os que suportavam o jugo de Moisés. pregando. que trouxera. de suas faltas e pecados. que assim só considera os que cegamente lhe aceitam os dogmas. lançado no fogo dos remorsos das torturas morais. Foi o que fez. O batismo. sem mãe e sem genealogia. a que comumente chama “morte”. cerimônias.. aconselhando aos homens que lavassem de toda impureza suas almas. por onde penetrasse a luz de que Jesus era portador. que não teve princípio. em abrir brechas nas consciências. que ele administrava. portanto.74 todos os profetas. ensinando. Quer isto dizer que João aparelhava o terreno para a obra que o Cristo descera a realizar. comprovando. pela humildade. que não progride. que João ministrava e a que Jesus se submeteu para exemplo. que ele não nasceu . de que era prova a confissão pública das faltas e crimes cometidos. Depois. que se arrependessem de suas culpas e praticassem a penitência. João. tal qual a Igreja Romana. consistia na ablução.. isto é. cuja natureza puramente espiritual. portanto. disse que poderoso é Deus para fazer das pedras filhos de Abraão. depois da desencarnação. Jesus Cristo. feita de público e em altas vozes pelo batizando. pelo arrependimento. as provas e as reparações a que o sujeitam seus erros e transviamentos. João. do que. Melquíades. não são somente os que dizem: Senhor! Senhor! e vivem preocupados com fórmulas exteriores. de Precursor do Cristo e que consistia em preparar os caminhos que este teria de percorrer. rei de justiça e rei de paz. no entanto. missionário celeste. ritos. será. Era um meio material de impressionar homens materiais. que só consideravam. O batismo. correspondentes ao grau da sua culpabilidade. fato material destinado a simbolizar a purificação da alma. ou lavagem do corpo. a efetuar-se pelo batismo em fogo e em Espírito Santo. nem fim de vida.

sobretudo. contudo. Esse batismo Ele o administrou. Essa também uma das razões por que ao batismo em Espírito Santo é dado o nome de “batismo de fogo”. erro que provêm de ensinar a Igreja. de que nos podemos valer em todas as circunstâncias da vida. dizer que o Espírito Santo é uma entidade individual. continuamente. Vê-se assim que. pelo trabalho. como sempre. caridosos. possuidas do arrependimento de seus erros e faltas. pelo amor. guiados nas suas missões e ajudados na obra de purificação de seus Espíritos e na de seu progresso pela senda do aperfeiçoamento moral e intelectual. aos homens de boa-vontade. que dela tenhamos consciência. mas sobre a cabeça das crianças recém-nascidas. de remissão desse pecado de que se deve considerar onerado todo aquele que nasce na Terra. da água derramada. santos. Concede-a o Cristo. por não admitir a lei das reencarnações. com o que também eles avançam nessa mesma estrada. pois. por Espírito Santo. de modo indeterminado. apesar de nenhum pecado ainda haver cometido. que os iam amparar e auxiliar no desempenho da missão de que se achavam incumbidos. não mais sobre a cabeça de homens em condições de reconhecerem e confessarem suas culpas. fazendo-se mister unicamente. Temo-la. de vontade e de ação. Hoje. Que fez. ou influência. clara e exemplificativamente. que a prezemos e guardemos como preciosíssimo tesouro. que quem nasce no mundo traz uma alma expressamente criada para o corpo com que se apresenta. embora. quando não de maneira ostensiva. fundindo-se na unidade de sentimentos. Espíritos elevados. a Igreja Romana? Fez do batismo material. o batismo um ato material e simbólico. conforme o ensina a Revelação Espírita. o que devemos entender. esse batismo. que tomaram a si o encargo de nos proteger e conduzir pela estrada do progresso. Sendo. com efeito. mas a que só se submetiam criaturas conscientes de seus atos. dos Espíritos purificados. podemos obtê-lo todos. é. Isto perfeitamente se compreende. e a temos.75 purificação integral. desde que chegam aos cumes da perfeição e da pureza. os Espíritos como que perdem a individualidade. a instituição do batismo da água foi . animadora e eficaz. de pensamentos. É que por ele desce sobre a criatura o fogo da inspiração divina. como outras. pela caridade. porqüanto. pelas comunicações do Além. Era. ou seja a assistência dos Espíritos do Senhor compreendidos nessa denominação. para que aproveitemos de todos os seus inestimáveis benefícios. as criaturas humanas o recebem mediunicamente. a abrasá-la dos sentimentos puros e elevados. constante. que geram os heroísmos da fé. bem se pode. formadas pela luminosidade dos seus perispíritos. enviado de Deus e seu preposto ao governo do mundo terreno. pela humildade e. fiéis cumpridores dos desígnios de Deus. porém. com efeito. porque temos de contínuo. (15) O batismo em Espírito Santo. para a conquista do “reino dos céus”. os nossos Anjos da Guarda. O conjunto dos Espíritos superiores. a fim de que sejam sustentados em suas provas. uma coletividade. e que se manifestassem sob a aparência de línguas de fogo. um meio de apagar nelas a mancha do pecado original. pela intuição e pela inspiração. desejosos de fazer penitência e de alistar-se sob o estandarte de uma fé conducente à regeneração. fazendo que descessem até seus discípulos aqueles Espíritos. a velarem por nós.

o Espírito do que nasce precise lavar-se de impurezas quaisquer? Será que já tenha saído impuro das mãos do seu Criador. Sob o aspecto material. ser um homem como os demais. capítulo 14º. exigia prévia confissão pública de pecados. como já mostramos. Essa a razão por que o clero romano foge a toda discussão. em seu objetivo. cada um de nós dará contas a Deus de si mesmo. porqüanto só os que alcançam a perfeição na pureza se acham livres de ter a mais leve culpa. Veja-se: Deuteronômio. nem os filhos pelos pais. versículo 16 íbi Não se farão morrer os pais pelos filhos. sem ter confessado culpa alguma. mas cada um morrerá pelo seu pecado. a inteligência e a interpretação dos livros santos. ou revogou a palavra do Senhor. transmitida por Moisés aos homens. tudo por efeito de inovações e mandamentos humanos. quer se dêem aos batizandos as lições que lhes dava João. não admitindo que os leigos falem nos Evangelhos. em as condições precisas para ser administrado e nos fins a que visava. assim não continuará a ser. por isso. o absurdo do ensino da Igreja. ante os ensinamentos dos profetas e dos apóstolos. versículo 12: “E. se o prêmio. ou não aceitou as palavras do apóstolo Paulo. mal que lavra há muitos séculos. por vaidade e interesse de seita. e a razão também por que a Humanidade não dá às Escrituras sagradas a importância que lhes devia dar. ou o castigo. A prova encontramo-la na circunstância de que recebeu um batismo. da manifestação do arrependimento e do desejo da penitência. Ora. mas. Em segundo lugar. fazendo que a corrupção chegasse ao ponto de levar Jesus a declarar que os judeus haviam aniquilado a palavra do Senhor. É evidente que a Igreja Romana não entendeu. Jesus não tinha necessidade de ser batizado por João. sem de nenhum pecado se haver penitenciado. indica e demonstra que Ele não podia estar encarnado. assim. Quer isso dizer. o batismo correspondia a uma necessidade daqueles tempos. como já dissemos. Acreditamos e esperamos que o remédio não tardará. ante os termos expressos da lei. ensinando que da aliança do Sinai viera a lei oral e não a lei escrita. evidentemente. condições então necessárias à administração do batismo. desde que se tornem conscientes. destinava-se. Ela não entendeu. que. que Ele era puro e perfeito. portanto. desde que os fariseus. a mais ligeira falta de que se acusar em consciência. E essa circunstância. a fazer impressão em homens materiais. mostremos-lhes que. somente a parte simbólica é de utilidade e proveito. reduziram o Código Sagrado a mero acervo de tradições e monopolizaram. E não se compreende.76 completamente desvirtuada em sua natureza. Entretanto. decorrem das obras de cada um. porqüanto. quer sejam eles dispensados dessas lições. . ante a razão. nunca tendo nascido antes. que era de penitência. capítulo 24º.” Manifesto é. de um símbolo. como é possível que. conforme se lê em “O Livro dos Espíritos”. para extirpar o mal pela raiz. bem como do exercício da vontade e do uso do livre-arbítrio. Se ainda hoje precisa ser mantido com esse aspecto. na sua “Epístola aos Romanos”. por si só. como tantas vezes se encontra repetido nas Escrituras santas — “a cada um segundo suas obras” — não se compreende que a Humanidade seja responsável pela falta ou faltas que haja cometido o chamado primeiro homem. batizemos os nossos filhos. que não passa.

tomou. dizendo: Este é o meu filho bem-amado. e ainda para receber pública e ostensivamente a confirmação da sua. 2º. e só Jesus.77 aqueles. da sua identidade na condição de enviado direto de Deus. Foi esta uma manifestação espírita. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura. Um dos que secundavam a Jesus no desempenho de sua missão. 4º. 6. que não precisava ser lavado. a do Messias prometido. — ZACARIAS. como investiu os apóstolos que. batizado Jesus. 19º. 4. classe única. 37. 6. 4. e mediante o aparecimento de uma pomba a lhe pairar sobre a cabeça. (13) Levítico. — Apocalipse. obedecendo aos desígnios de Deus. . Disse essas palavras um dos Espíritos Superiores. realizam a vida eterna. veio atestar. depois de terem recebido esse batismo. que determina. vindas do alto. 18. da primeira ordem. quando estava em oração (LUCAS. a seu turno. 12º. — DANIEL. 4. 13º. o céu se abriu e uma voz ressoou no espaço. estava capacitado para administrar o batismo em Espírito Santo e em fogo e para. 2º.— Atos. um corpo celeste. 15º. para confirmar a missão de que o Precursor se achava encarregado. Segundo a narração evangélica. a propagassem pela palavra e pelo exemplo. se houveram sido aparentes. 44.— ISAÍAS. 8º. segundo proclamou João que Ele o faria. em seu sentido profundo. 26. 22. por motivo algum e ainda menos como expressão material da necessidade de purificação espiritual. órgãos das inspirações divinas e executores das vontades de Deus. precisar o significado verdadeiro de tal palavra. — Atos. Convêm. versículo 22). aconteceu que. foi que Jesus se fez batizar por João. para demonstrar aos homens que a prece do coração atrai as bênçãos do Senhor e os testemunhos do seu amor infinito. Pretendendo que. o sentido em que é empregada. a afirmação de que à Terra descera o Espírito excelso. escutando-lhes as palavras. ou. que compõem a primeira classe. 15º. 2. em quem hei posto toda a minha com placência. E as disse quando Jesus orava. Essa confirmação Ele a teve. já percorreram todos os graus do aperfeiçoamento e se despojaram de todas as impurezas da matéria. que se produziu pela faculdade que tem o Espírito de dar ao próprio perispírito as formas e aparências que queira. praticassem a lei do amor e. naquele momento. a influência divina. (14) Com esta palavra muito jogo costumam fazer os que combatem a revelação da corporeidade fluídica do Cristo. cujo advento os profetas anunciaram. 1º. Jesus. de fato. mediante aquelas palavras que se ouviram. 15 a 39. 13º. 4º. na escala espírita. 8º. Segue-se. como os nossos corpos de lodo. essa corporeidade e a vida humana de Jesus nenhuma realidade teriam tido. e também como sanção expressa da legítima autoridade de Jesus. que apenas para dar um exemplo. — Salmos. então. dentre estes. no seio de Deus. por intermédio dos Espíritos protetores. e que continham. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis. pois. 26 a 40. investir a outros de o ministrarem. pelo menos. 11º. a forma de uma pomba que. Trazia ele. 7. conseguintemente. capítulo 3º. 28. portanto. 2º. considerada pelos antigos como emblema da pureza. — João. nem expiações. não têm mais que sofrer provas. foram incumbidos de pregar e exemplificar a moral que Ele trouxera ao mundo e de o conferirem a quantos. 83 a 39.

— É verdade que se deve entender aqui a palavra “aparência” no sentido de aspecto. O Espírito querendo que aquela senhora acreditasse na realidade da sua presença.” NOTA. o passo em que ele nos dê esse significado. 2. imitação. Os Espíritos superiores formam. do que do Mestre Allan Kardec. Dizes que foi uma aparência. Desejáramos saber se a caixa de rapé era apenas uma imagem sem realidade. para boa Inteligência da explicação. Era para que a circunstância fosse notada. a palavra aparência. por isso. comparada ao original. (ALLAN KARDEC. na uniformidade da perfeição. É uma recomendação que os próprios Espíritos repetidamente nos fazem. todas as vezes que apresente a menor ambigüidade. Vamos reproduzir. um todo coletivo. Que era então a que foi vista com a aparição? “Uma aparência. se bem que formada de um princípio material. Citemos. (15) À medida que os Espíritos se purificam e elevam na hierarquia espiritual. Ld. A caixa de rapé. capítulo 24º. uma aparência. não estava lá: a que o Espírito trazia era apenas a representação da outra: era. real. mas uma aparência nada tem de real. pois. Cumpre. nos podemos socorrer. Aquela caixa de rapé (tratava-se da aparição de um Espírito encarnado. em o nº 128 do volume.” 3. expomo-nos a grandes equívocos. Ibid. Para esse efeito. tomou todas as aparências da realidade. de nenhuma autoridade maior. capitulo que se intitula “Do laboratório do mundo invisível”. as perguntas e respostas que deram lugar a essa nota. Encontramo-lo no capítulo 8º da segunda parte de O Livro dos Médiuns. por assim dizer. aprofundar o sentido de suas palavras. os caracteres distintivos de suas personalidades se apagam. e para que não tomassem a aparição como uma alucinação produzida pelo estado de saúde da vidente. podia dar azo a uma falsa interpretação.78 quando se trata daquela vida. . de certo modo. é com o auxílio desse princípio material que o perispírito toma a aparência de vestes semelhantes às que o Espírito trazia quando vivo. ou se havia nela alguma coisa de material? “Certamente. nem melhor. nº 256). O Livro dos Médiuns. como o foi. Interpretando-as segundo as nossas idéias. é uma como ilusão de ótica. numa nota por ele aditada a uma das respostas do Espírito que o instruía. constantemente reproduzida em casos análogos. A experiência nos ensina que nem sempre devemos tomar ao pé da letra certas expressões empregadas pelos Espíritos. conseguintemente. Sem a explicação que provocamos. que trazia na mão esse objeto) tinha a forma da de que ele se servia habitualmente e que estava em sua casa.

para a compreensão das sagradas letras. E logo o Espírito o impeliu para o deserto. Jesus lhe respondeu: Está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus. mas de toda palavra que sai da boca de Deus. teve fome. — 2. O diabo o transportou à cidade santa e. porque nos conduz à indagação do pensamento e do sentido da lei ou do ensino.79 11 MATEUS. que de doutrinal ou lógica. Deixou-o então o diabo. Disse-lhe então o diabo: Se és filho de Deus. 1 ao 11. num instante. e te amparem com suas mãos. de modo a ficar bem entendido que. pois. — 7. — 3. Aí permaneceu quarenta dias e foi tentado pelo diabo. 4º. O diabo ainda o transportou a Jerusalém e. o tentador lhe disse. Jesus lhe respondeu: Escrito está: Não só de pão vive o homem. sendo tentado por satanás. lança-te daqui a baixo. LUCAS: capítulo 4º. disse-lhe: Se és filho de Deus. — 5. — 6. colocando-o no pináculo do templo. donde lhe mostrou todos os reinos do mundo e a glória que os acompanha. versículo 1. Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. Lançate daqui a baixo. todas essas coisas te pertencerão. não nos devemos prender às palavras. Disse-lhe em resposta Jesus: Retira-te. MARCOS: capítulo 1º. à pesquisa das causas. me adorares. Jejum e tentação de Jesus MATEUS: capítulo 4º. . — LUCAS. Jesus respondeu: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. — 7. versículo 12. porqüanto eles me foram dados e eu os dou a quem quero. o diabo se afastou dele por algum tempo. a que antes podemos chamar autêntica. — 2. — 13. pois está escrito que Ele ordenou a seus anjos tenham cuidado contigo e te sustentem com suas mãos. cercaram-no os anjos e o serviam. — 4. anuires em me adorar. pois. pelo Espírito. ordena a estas pedras que se tornem pães. Se. onde passou quarenta dias e quarenta noites. 1º. — 8. passados eles. nada comeu durante esses dias e. 1 ao 13. e lhe disse: Dar-te-ei todas estas coisas se. — MARCOS. — 5. — 13. 12 ao 13. disse: Se és filho de Deus. Jesus lhe respondeu: Está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. para que não firas o pé nalguma pedra. (16) Disse o divino Mestre e Paulo repetia: — a letra mata e o espírito vivifica. colocando-o no pináculo do templo. que te guardem. satanás. O diabo o transportou para um alto monte e lhe mostrou. — 12. — 10. 4º. — 8. manda que estas pedras se tornem pão. Cheio de Espírito Santo. Habitava com as feras e os anjos o serviam. prosternando-te diante de mim. Jesus se afastou do Jordão e foi. teve fome. pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás. prescientemente uma regra de interpretação. impelido para o deserto. Temos. — 6. para que não firas os pés nalguma pedra. O diabo o transportou ainda para um monte muito alto. — 11. — 4. — 3. Jesus lhe respondeu: Está escrito: O homem não vive somente de pão. Aproximando-se então dele. mas de toda palavra de Deus. — 11. ou promulgada aquela. Se és filho de Deus. todos os reinos da Terra. — 9. pois está escrito haver ele ordenado a seus anjos que tenham cuidado contigo. e só a Ele servirás. — 10. versículo 1. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites. dizendo-lhe: Dar-te-ei todo esse poder e a glória destes reinos. — 9. da derivação histórica e das circunstâncias de tempo em que foi dado este. Acabada a tentação.

no campo também caia o maná. ao Espírito encarnado em corpo material. número que se tornou tradicional para ausência dos profetas. para a vida do corpo de que se acha revestido. Semelhantemente. versículo 3): “Afligiu-te com a fome e deu-te por sustento o maná que desconheciaS e teus pais desconheceram. o pão que era o seu sustento e que Ele trazia para matar a fome aos filhos de Israel. apoiando-se numa tradição apostólica. a fim de causar impressão aos homens e os induzir a considerá-lo tal. como no-los faz entender a Revelação Nova. ela já não pode hoje satisfazer. senão o Salvador prometido à raça humana. contidos nos Evangelhos. Telésforo. não se Sustentava com os alimentos cuja privação constitui o jejum. para te mostrar que o homem não vive só de pão. instituisse o preceito do jejum. como maná que caiu do céu. capítulo 6º. se as condições da época fizeram necessária a interpretação literal dessas narrativas. absorve. interpretação que serviu para que. Estudemos o que foi dado a Moisés e consta no “Deuteronômio” (capítulo 8º. A alimentação material é necessária ao homem. de “Números” (capítulo 11º. a menos se negue o progresso da ciência das verdades eternas. o pão de que Ele fez emblema o seu corpo e o seu sangue. para sustentar os princípios constitutivos desse corpo. quando é certo que. Nem de outro modo se pode compreender. revestido de um corpo de natureza perispirítica. enquanto durou a que veio desempenhar na Terra. quis. onde os corpos dos respectivos habitantes não são carnais como os nossos e sim de natureza perispirítica. de “Êxodo” (capítulo 16º. Pareceu então aos homens que. apropriados àquele efeito .80 assim com suas fontes de origem. sua razão de ser e seus fins. versículo 9): “E ao tempo que de noite caia o orvalho. versículo 5): Este é o pão que o Senhor vos deu para comer”. referindo-Se ao tempo em que o supuseram sob o poder do diabo. Que é esse maná. versículo 48 e seguintes): Eu sou o pão vivo que desci do céu. pela prece e pelo jejum no deserto. Quando. personificada em Adão? Passemos ao Novo Testamento. Lemos (em JOÃO. em todo o seu esplendor. senão uma figura emblemática da graça que. revestido de um corpo celeste. devemos procurar no plano do Evangelho? Que é esse maná caído do céu. nos quais se acham contidos . quem o comer viverá eternamente. nos seus ensinamentos. mas de toda palavra que sai da boca de Deus”.A planta não necessita comer. Ele se submetera ao uso. o pão da vida. enfim. porém. Jesus que. (17) Era costume dos profetas prepararem-se. para que ela produzisse os frutos imediatos que devia produzir. isto é. Vê-se que o pão. Aplicada à interpretação das narrativas evangélicas referentes ao jejum de Jesus. outra coisa não é senão o alimento que toda alma encontra na sua doutrIna. para o desempenho de suas missões. ver-se-á que. desapareceu. como profeta. os fluídos ambientes. por falsa. tem de penetrar num mundo superior. em suma. nem beber: absorve da Terra e do ar os fluídos que lhe são necessários à nutrição. a que Jesus alude. É uma regra. que o tivessem como um profeta. o Espírito. A sua nutrição aí. ou desse perispírito. entendidos em espírito e verdade. o Espírito se incorpora fluídicamente. opera-se pela absorção dos fluídos ambientes. no ano 130. que nos faculta a hermenêutica ou arte de afiançarmos o verdadeiro sentido dos textos sagrados. inadmissível. absurda. durante 40 dias. Bispo de Roma.

dos comentários que os apóstolos e discípulos teceram em torno de uma prédica sua. isto é. Tendo podido alimentarse de ervas e insetos. porque tais fatos teriam sido contrários àquelas leis. para sustentar que Jesus haja podido. ao reaparecer. A idéia de que o tenha sido nasceu. pela ação da sua vontade. Nem se diga. é desconhecimento das causas que lhes dão origem. de acordo com as necessidades da época e destinada a preparar o futuro. realmente. falou. ou a orar no cume de uma montanha. o corpo etéreo de que se achava revestido. que o mesmo fez Moisés. antes. uma mulher dar à luz um leão. A tentação de Jesus. bem sabemos que não há milagres. nem bebeu água. existentes no homem e que lhe atraem influências perniciosas. suportasse o contacto de matéria tão grosseira. Deram-se. dada a sua natureza. quando em encarnação ou incorporação fluídica. das paixões e dos vícios. visto que tal fato estaria fora das leis naturais. Os desaparecimentos de Jesus. Quanto à tentação. no cumprimento de uma dessas leis. por exemplo. Concluíram daí. surgiu dos comentários a que deram lugar as palavras de Jesus. ignorância das leis que lhes presidem à produção. se davam. como diz (LUCAS. no caso de fenômenos assim chamados. Estando materialmente encarnado. quando sabemos. só por milagre fora possível que um Espírito tão sutil. o que há. durante os 40 dias e 40 noites do seu retiro no Sinai. 28. capazes de desviá-lo do caminho do bem. foi também uma figura emblemática que. que o “diabo”. sobre o modo por que deve o homem resistir às tentações e emboscadas a que se acha exposto. à perdição das criaturas de Deus. desmaterializando ele. A desaparição e a reaparição de Jesus. isto é. o Espírito não tem meio de . se bem que desconhecida dos homens. como a do corpo humano. falando de Jesus. não constituíram um “milagre”. não foi uma realidade. capítulo 4º. 34. portanto.81 esses mesmos princípios. numa subversão da ordem estabelecida desde toda a eternidade. das imperfeições. opondo-lhes a fé e a perseverança. criando as circunstâncias em que esta deverá ter-se dado. ou tombarem do céu as estrelas. O Mestre desapareceu das vistas de todos por 40 dias e. do mesmo modo que os bons pensamentos e as boas obras lhe granjeiam influências boas. pela Revelação Espírita. Ali não se refere que o chefe do povo hebreu passou todo aquele tempo sem comer coisa alguma. como milagre seria também o haver Jesus sofrido uma encarnação humana. (18) Ora. importando. tão etéreo. o “demônio”. “satanás” não existem como individualidade votada eternamente ao mal. os que o ouviram. “diabólicas”. o que só é possível aos Espíritos superiores. E de outra forma não a podemos compreender hoje. passar tanto tempo sem se alimentar. pois. citando Êxodo. enquanto esteve no cume do Sinai a receber o Decálogo. que aqueles nomes apenas designam o conjunto das maldades. como homem. o seu exemplo não colhe para o caso de Jesus. como dissemos acima. figurando as diversas maneiras por que pode o homem ser tentado. que são imutáveis. que o ajudam a avançar pela senda do progresso espiritual. versículo 2). que o fato com Ele ocorrera e a imaginação emoldurou a suposta ocorrência. O que se lê naquela passagem do Êxodo é que Moisés não comeu pão. uma derrogação das leis naturais. qual o seu. acerca das tentações a que está sujeita a Humanidade. porqüanto. quando o supunham em retiro no deserto. Milagre seria.

19º. não só suas palavras. pelo desprendimento durante o sono e. Aquele que assim fizer e colher a experiência a que as sessões espíritas oferecem campo. Antes dele. Temos disso um exemplo no que se deu com Santo Antônio de Pádua. em verdade. um Espírito que pôde. em busca do amparo celestial para fortalecimento da nossa alma. 8. 13.82 desmaterializar o invólucro que o reveste. como eu sou santo”. — Salmos. talvez mais que tudo. a Humanidade terrena. Só ele fundou a religião universal. é bastante para que também claramente se compreenda que não pode ter encarnado um Espírito. 30. saídos da sua alma transportada: “Não. qual o de Jesus. — JOÃO. como ainda os ensinos constitutivos da Terceira Revelação e. 10º. para se adquirir o conhecimento da sua ação sobre toda a Natureza. na posse de convicções nascidas do estado e do esforço da razão. 9º. 14º. mas conservando-se-lhe sempre ligado por um cordão fluídico. — Apocalipse. pelo fenômeno da bicorporeidade e da bilocação. a encarnação. derramando-se pelo mundo. nem pelas dos pseudo-sábios.” . — Deuteronômio. — EZEQUIEL. do seu objetivo. Esses fatos são perfeitamente compreensíveis e podem ser realizáveis para quem tenha conhecimento bastante dos fluídos e do poder magnético de os atrair e combinar. na amplidão do infinito. — Reis. trazendo à Terra o grande mandamento que a ligaria ao céu: “Amai a Deus de todo o coração. a Terra vira passar grandes luzeiros. na plenitude da sua gloriosa humildade. 14. seus atos e suas obras atestam. prontamente se convencerá da ação prodigiosa do Magnetismo espiritual e. Cumpre. (18) A boa compreensão do que seja. Os luminares da antigüidade hauriram suas mais belas idéias nessa fonte que se chama a tradição: a fonte onde Jesus hauria era a sua alma e essa alma. ainda que condensasse todas as suas energias de concepção. 14. 2. 8º. (17) Ver O Livro de Tobias. esse sentimento íntimo e profundo que nos leva a considerá-lo colocado logo abaixo de Deus quando. nos casos de estado mais ou menos extático. apartar-se temporariamente dele. que tudo negam do alto do pedestal do seu orgulho e das suas idéias preconcebidas. 28. que se lê em O Espírito Consolador: “Que homem houvera podido tirar do seu coração a parábola do Filho Pródigo e o colóquio com a Samaritana?” e estes perIodos de sublimada eloquência. é certo. seus ensinamentos. raras. 3º. basta para o aquecer. Consegue assim. cuja suprema excelsitude. libertar-se do seu corpo de carne e. 7. sob as aparências do corpo humano. 3. 13º. (16) Êxodo. se estude profundamente e pratique o Magnetismo. tornar-se visível e tangível em mais de um lugar. amáivos como eu vos amo. algumas vezes. do que significa. — JOSUÉ. um Espírito. Pode. o nosso pensamento em prece. formular esta interpelação e este conselho: “Quem me convencerá de pecado? Sede santos. na Bíblia. com o auxílio do seu perispírito. da sua razão de ser. estará em condições de se não deixar embair pelas opiniões dos escribas e fariseus da época. não vira passar “o grande amor”. 6º. invisível a olhos humanos. cuja culminância na perfeição Inspirou ao Padre Marchal esta exclamação. 3. 20. lançamos. não poderia inventar Jesus Cristo. bem como do testemunho dos próprios olhos. pela ação da sua vontade. 34º. porém. 24º.

da lei de justiça e misericórdia. para ele. a natureza e a Importância da falta a ser apagada. para justificar ou legitimar uma sua encarnação nele? . Em todos os casos. durante a qual terá ele que lutar contra paixões que representam. a que gênero de progresso lhe poderia um mundo inferioríssimo. de nossa parte. oferecer ensanchas. Esse ensino se resume no seguinte: O Espírito que haja falido fica na contingência. e dizer igualmente que todos se tornassem santos. e que no vencê-la é que consiste o seu progresso. tendo Jesus podido dizer que ninguém havia capaz de o convencer de pecado. Para esse efeito. como ele era santo.83 Útil. pela sua natureza e pela sua intensidade. partido do mesmo ponto. para chegar ao mesmo grau de aperfeiçoamento em que se acha outro que. uma dificuldade que lhe cabe vencer. pois que para vencê-la é que o Espírito encarna. é conheçamos tudo o que possa concorrer para a melhor inteligência. que prescreve ao Espírito a encarnação e a reencarnação. progrediu sem jamais falir. para resgatar sua dívida? Sendo submetido a uma dificuldade especial que lhe cumpre vencer. ou seja: capaz de lhe imputar com fundamento a mais ligeira transgressão da lei divina. puro. pois. um dos ensinos mais proveitosos é o que deram a Alexandre Belemare os Espíritos que o assistiam na elaboração da sua excelente obra — Espírita e Cristão. Como conseguirá fazer esse mais. a encarnação representa sempre. de fazer mais do que este. cujos originais foram lidos pelo Mestre Allan Kardec. isto é. Essa dificuldade é a encarnação. qual a Terra. mesmo que o Espírito encarne em missão. Ora.

Jesus veio para a Galiléia. Fazei penitência. caminho do mar além Jordão. o que significa: chegou o tempo de ouvirdes o Enviado de Deus. (19) Jesus levava. Muitos. Ele próprio. Nem todos. foi habitar em Cafarnaum. os primeiros. deixando a cidade de Nazaré. — Retirada de Jesus para a Galiléia. 14 ao 15. por isso. pregando o evangelho do reino de Deus. esses viam em forte esplendor a luz brilhante que o seu Espírito irradiava. — 14. e. Fazei penitência: arrependei-vos dos vossos erros. Notícia do encarceramento de João. 4º. os que já se encontravam no plano espiritual. porém. — 13. que apenas viam a Jesus sob a sua aparência humana. Hoje. 12 ao 17. A partir daí. Tendo ouvido dizer que João fora encarcerado. pela virtude do espírito. versículo 12. LUCAS: capítulo 4º. voltou para a Galiléia e a sua fama se espalhou por toda aquela região. Jesus. Alí. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: — 15. “A terra de Zabulon e a terra de Nefatalim. tirando-vos das trevas em que vos lançaram OS Vossos pecados. que tinham de ser por todos ouvidas. retirou-se de Nazaré e se dirigiu a Cafarnaum. pois o reino dos céus se aproxima. versículo 14. deixando as trevas em que jazeis. o povo que jazia nas trevas. entretanto. nos confins da Galiléia. Jesus se retirou para a Galiléia. era a luz. os que as ouviam lhe compreendiam as palavras: eram os que estavam nas trevas. Quer isto dizer: . 16. pois que ensinava e pregava a verdade. viu uma grande luz. Mal. nas suas palavras. MARCOS: capítulo 1º. 14 ao 5. recebeu a grande luz. pois o reino do céu se aproxima. Ensinava nas sinagogas e era glorificado por todos. tomardes a senda do progresso espiritual e subirdes ao seio de Deus. não percebiam o sentido das palavras que lhe ouviam. Então Jesus. que vos vem ensinar os Evangelhos em espírito e verdade. porém. voltou Jesus para a Galiléia. para poderdes ver a luz.84 12 MATEUS. — 15. versículo 14. ao passo que a viram refulgente os que se achavam livres da morte. — Pregações. o mesmo Jesus clama: chegou o tempo de estudardes o Consolador. lhe percebeu a claridade. para serdes por ela alumiados e. — LUCAS. Então. faltas e crimes. Assim. — MARCOS. apontando o caminho que conduz ao reino dos céus. e a luz surgiu para os que jaziam na região da sombra da morte. seus mensageiros. — 15. vos patenteará a estrada que leva ao céu ou seja: à perfeição na pureza. 4º. as apreendiam: os que estavam na região da sombra da morte. o povo. Jesus começou a pregar e a dizer: Fazei peniténcia. pela boca dos Espíritos. pelas reencarnações. Estada em Cafarnaum MATEUS: capítulo 4º. fazei peniténcia e crede no evangelho. Para esse efeito. a luz onde mais necessária era. os que lhe compreendiam as palavras. a Galiléia das nações. para entendê-las. o qual vos vem trazer a luz da verdade que. pela virtude do espírito. que se achava imerso nas trevas. Os outros. e dizendo: Pois que o tempo se cumpriu e o reino de Deus está próximo. preparados.” — 17. 1º. cidade marítima dos confins de Zabulon e de Nefatalim. divisavam velada a grande luz e. Logo que João foi encarcerado.

tão célere quanto o pensamento. — DANIEL. 9º. 25. como fazia sempre que viajava só. pelo poder ou faculdade que tem o Espírito de ir de um ponto a outro. — JOÃO. 17º. 2. sob as aparências humanas que tomara. 13º.85 sendo ele sempre Espírito. . com a rapidez do relâmpago. transportou-se para os confins da Galiléia. — Atos. 37. 43. 9º. 1. 2. 4º. (19) ISAÍAS. 10º. 14.

pelo que a sua unção me consagrou. chegou ao ponto em que se achavam escritas estas palavras: — 18. o Messias prometido. num dia de sábado. “O Espírito do Senhor está sobre mim. preparatória. 1º. da regeneração humana. (20) ISAÍAS. (20) Desenrolando Jesus o livro (porque os livros naquela época eram feitos em rolos de papiro). Por quê e para quê? Para afirmar. Ele me enviou a pregar o Evangelho aos pobres. — 17. Vindo a Nazaré. entrou na sinagoga. a apregoar o ano das graças do Senhor e o dia da retribuição. 4º. 15. seu Enviado. de redenção. na sinagoga. — Leitura da profecia de Isaías LUCAS: capítulo 4º.86 13 LUCAS. a curar os de coração despedaçado. Apresentaram-lhe o livro do profeta Isaías e ele. a libertar os oprimidos. com o testemunho das sagradas Escrituras. de devotamento. onde fora criado. que Ele era o ungido do Senhor. cujas bases fundamentais lançava. pela pregação e prática do Evangelho. tinha os olhos fitos nele. 16 ao 21. Enrolando de novo o livro. Vinda de Jesus a Nazaré. 32.” — 20. desenrolando-o. que vinha à Terra para cumprir uma missão de amor. Ele o entregou ao ministro e sentou-se. e se levantou para ler. versículo 16. — 19. — JOÃO. 57º. não foi por acaso (não existe acaso) que aqueles versículos de Isaías lhe vieram cair sob as vistas. como era seu costume. 34. 61º. 1. a anunciar aos cativos a sua redenção e aos cegos o recobramento da vista. Toda a gente. 3º. . As suas próprias palavras de comentários ao trecho Lido mostram que Ele o buscou intencionalmente para o ler naquela ocasião. 7. — 21. Disse então: “Cumpriu-se hoje esta palavra das escrituras que acabais de ouvir”. no lugar mesmo onde principalmente passara a sua aparente vida humana. 42º.

entretanto. a fim de o eliminar dentre os vivos. dos quais elas ainda são desconhecidas. só atende aos merecimentos de cada um. naquela época. — Levado ao cume do monte para ser dali atirado. — 29. Essa circunstância e a de haverem tomado ao pé da letra estas palavras — meu pai — de que Ele usava. de quaisquer cultos exteriores. Dizendo o que consta nos versículos 25 e 27. conhecida a revelação feita pelo anjo a Maria e a José. desaparecer. Jesus. — 26. como fora possível que. quis. como já vimos. em virtude de uma concepção e um nascimento miraculosos. ao tempo de Elias. para profligar o orgulho dos que julgam ter o privilégio da misericórdia divina. quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e uma grande fome assolou toda a Terra. revelação que até ao termo daquela missão se conservou secreta. passou Ele a ser considerado filho somente de Maria Virgem. em verdade vos digo que nenhum profeta é bem aceito no seu país. — 24. — 25. como. para o atirarem de lá em baixo. na distribuição de suas graças. só o sendo Naamã. divinos. Quando disse: — Nenhum profeta é bem aceito em sua terra. e. Elias não foi enviado a nenhuma delas. Jesus era filho de Maria e de José. Em verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel. passando por entre os que o cercavam. tomados de admiração ante as palavras cheias de graça que lhe saíam da boca. constitui uma verdade. precipitando-o dali em . deu Jesus uma lição aos incrédulos de todos os tempos. porém. foi-se. faze no teu país as grandes coisas que. houvesse Jesus podido. fizeste em Cafarnaum. o expulsaram da cidade e levaram ao cume do monte sobre o qual estava a cidade edificada. Cumprida a sua missão. Todos lhe davam testemunho e. mostrar que o Senhor. sem que lhe percebessem a fuga. — 27. como era necessário. — 28. se encheram de Ira. que só escandaliza os orgulhosos e os sábios. independente de todo sectarismo. fizeram que no espírito dos discípulos germinassem a idéia e a crença da sua divindade. segundo ouvimos. confirmam que só na aparência era humano o seu corpo. Os versículos 29 e 30 do capítulo 4º de LUCAS. Ele desaparece dentre as mãos dos homens LUCAS: capítulo 4º. Mas. que era da Síria. 22 ao 30. 4º. mas a uma que era viúva em Sarepta de Sidônia. passando por entre eles. por obra do Espírito Santo. por estar. cura-te a ti mesmo. que só ela lhes dava explicação dos fatos tidos por milagrosos. do capítulo 4º de LUCAS. referindo-se a Deus. em geral. ouvindo-o falar desse modo. das mãos da turba que o agarrara enraivecida e o conduzira ao cume de um monte. levantando-se. fato que. para todos. (21) Para os hebreus. — 30. Jesus então lhes disse: Sem dúvida me aplicareis este provérbio: Médico. tanto quanto o eram dos homens daquela época. Todos os que se achavam na sinagoga. que Ele operava. Jesus designado por “filho de José”. de harmonia com as leis naturais. diziam: Não é este o filho de José? — 23. homem. Com efeito. Havia também muitos leprosos em Israel ao tempo do profeta Eliseu e no entanto nenhum foi curado. versículo 22.87 14 LUCAS. — Sua resposta.

(21) Salmo. 4º. 6º. 29. 44. não é. como sabem os que conhecem a Doutrina Espírita. 42. 8º. 10º. o milagre não existe. 2. 40º. . só uma outra restará para o fato de que tratamos — o milagre. racional e irrecusável para quem não se ache dominado por idéias preconcebidas. — JOÃO. porém. 39. Esta. porque.88 baixo? Desprezada a explicação clara.

— LUCAS. que lançavam suas redes ao mar. Para logo os dois abandonaram as redes e o seguiram. nada teve de milagrosa. — 8. chamado Pedro. Logo os dois abandonaram as redes e o seguiram. versículo 16. — 20. Tiago e João. Tiago e João. — 7. Um dia em que se achava à margem do lago de Cenezaré. Foi um fenômeno do número dos que ainda hoje surpreendem a muitos. partilhavam do mesmo assombro. — 18. Vendo isso. que também numa barca consertavam suas redes. e os chamou. quando o conhecimento do Espiritismo e do Magnetismo estiver suficientemente difundido. disse Jesus a Simão: Nada temas: daqui por diante serás pescador de homens. começou a pregar ao povo. afasta-te de mim. que numa barca com o pai consertavam suas redes. dizendo: Senhor. — 21. — 4. Entrou numa delas pertencente a Simão e lhe pediu que a afastasse um pouco da praia e. — 6. assediado pela multidão que se premia para ouvir a palavra de Deus. — 19. versículo 1. Deixando no mesmo instante o pai e as redes. serão reconhecidos como fatos naturais e normais. — 22. Acenaram aos companheiros que se achavam noutra barca para que viessem ajudá-los. sentando-se. pescaram tão grande quantidade de peixes que a rede se rompia.89 15 MATEUS. lançarei a rede. Continuando a andar. viu dois irmãos: Simão. os pescadores tinham saltado para lavar suas redes. Então. e André. (22) Desta parte da narrativa evangélica ressalta a submissão dos primeiros discípulos de Jesus. Simão lhe objetou: Mestre. Jesus. E. Andando Jesus pela praia do mar da Galiléia. — 19. filhos de Zebedeu e companheiros de Simão. viu a Tiago e seu irmão João. A pesca. pois que eram pescadores. Tendo caminhado um pouco mais. MARCOS: capítulo 1º. mas que depois. 16 ao 20. — 10. . 1-11. 1º. — 11. 5º. e lhes disse: Segui-me e farei de vós pescadores de homens. — 2. Passando pela praia do mar da Galiléia. Quando acabou de falar. — Pesca chamada milagrosa MATEUS: capítulo 4º. de que aí se fala. Sob a inspiração de seus anjos da guarda. — 5. Simão Pedro se prostrou aos pés de Jesus. ou sobrenatural. de dentro da barca. André. filhos de Zebedeu. viu dois outros irmãos. filhos de Zebedeu. — MARCOS. Tiago e João. os outros vieram e as duas barcas ficaram cheias de tal modo que quase se afundavam. obedecendo à tua ordem. cedendo a essa espécie de atração que liga fortemente uns aos outros os Espíritos reciprocamente simpáticos. 18-22. deixando na barca Zebedeu com os jornaleiros. Tanto ele como os que o acompanhavam ficaram assombrados da pesca que haviam feito. — 9. o seguiram. pois eram pescadores. viu à borda do lago duas barcas. mas. Vocação de Pedro. trabalhamos toda a noite e nada apanhamos. — 3. — 20. Jesus viu a Simão e seu irmão André que lançavam as redes ao mar. versículo 18. Tendo de novo conduzido as barcas à praia. eles ouviram a voz interior que os concitava à obediência e fizeram o que ela lhes prescrevia. pois que sou um pecador. tendo-o feito. e lhes disse: Segui-me e farei que vos torneis pescadores de homens. — 17. ambos o seguiram. eles abandonaram tudo e o seguiram. disse a Simão: Faze-te ao largo e atira a tua rede para pescar. 4º. Logo os chamou e ambos. LUCAS: capítulo 5º.

as combinações de que são passíveis. conhecendo a fundo. esse agente universal que tudo rege e tudo aciona. . os meios por que se dão. 21º. estará a Humanidade senhora das duas fontes de toda a luz e de todo o progresso. Atraidos pelos fluídos que os bons Espíritos espalham. ele espalhará o conhecimento do Magnetismo. ele vai avançando na senda do conhecimento e um dia chegará. por isso que emanada de quem tudo completamente ignora daquela ciência. Produziu-a uma atração magnética determinada por Jesus que. porém. O Espiritismo representa hoje a rede lançada por Pedro. cujo estudo tem sido tão estultamente desprezado pelos “sábios” da Terra. quando o Pai o investiu na missão excelsa de presidir à formação do planeta em que habitamos e à marcha progressiva da Humanidade a que pertencemos. A pesca foi o resultado de uma aplicação do Magnetismo. os fenômenos elétricos já foram excluídos da categoria dos milagres. fez que sobre eles atuasse a força incontrastável da sua vontade. Os magnéticos o serão igualmente. à meta suprema. ao mesmo tempo. 6. aliás. uma revelação e uma ciência. físico. proferindo sentença condenatória da ciência espírita que os explica. a fim de serem retirados das águas infectas dos vícios e das paixões em que se acham mergulhados. como conhecia e conhece a natureza de todos os fluídos existentes. suas propriedades de ação e. Ainda não está ao alcance do homem apreender as causas de todos os fenômenos. e a grande alavanca operou o efeito desejado. que Jesus já alcançara. sempre de perfeita harmonia com a vontade divina. absolutamente destituída de qualquer valor. os homens estão vindo e virão cada vez mais lançar-se nessa rede. Como ciência. Com esse conhecimento e com o dos ensinos evangélicos em espírito e verdade. por virtude dos seus progressos. nem as leis que lhes presidem à produção. Fácil então e simples se lhe tornará a compreensão de muitos fatos tidos ainda hoje por impossíveiS e cuja realidade os homens negam. pela suprema graduação do seu Espírito. Assim é que. por exemplo. sentença. moral e intelectual. (22) JOÃO.90 O Espiritismo é. Pouco a pouco. daqui a mais ou menos tempo.

O terror se apossou de todos e uns aos outros diziam: Que é isto? Ele ordena com autoridade e poder aos Espíritos impuros e estes saem logo? — 37. disse-lhe: “Cala-te e sai desse homem”. porque falava com autoridade. agitando-o em convulsões violentas e soltando um grito estridente. 23. — 32. 31 ao 37. LUCAS: capítulo 4º. — Sua fama. quando o viam. E os Espíritos impuros. Logo o Espírito impuro. Deixa-nos. — Ora. Como se evidencia desses versículos. — 22. com grandes ameaças. E sua fama se espalhou por todos os cantos do país. cidade da Galiléia. saiu dele sem lhe ter feito mal algum. Jesus se retirou com seus discípulos para os lados do mar. E Jesus. E todos se espantavam da sua doutrina. ameaçando-o. E Jesus percorria toda a Galiléia. e 3º. Ele. — 25. sucedeu achar-se na sinagoga um homem possuído de um espírito impuro. atirando o homem ao chão no meio da sinagoga. saiu do homem. — 25. E o demônio. Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és. Ora. versículo 21. em tom de ameaça. 1º. Jesus. todos os que sofriam de um mal qualquer se precipitavam sobre Ele para tocá-lo. Ele desceu a Cafarnaum. — 33. — 35. de Decápolis. versículo 7. que tens tu conosco. por isso que Ele os Instruía como tendo autoridade para fazê-lo e não como os escribas. que uns aos outros perguntavam: Que é isto. ensinando nas sinagogas. de Jerusalém. estava na sinagoga um homem dominado por um demônio impuro. Todos se admiravam da sua doutrina. curando todos os males e enfermidades do povo. de Jerusalém. se prosternavam gritando: — 12. Sua fama se espalhou por toda a Síria. 21 ao 28. lhes proibia que o descobrissem. — E.91 16 MATEUS. como curava a muitos. Sua fama se espalhou assim. que nova doutrina é esta? Ele manda com império mesmo nos Espíritos Impuros e estes lhe obedecem. que exclamou: — 24. És filho de Deus. por toda a Galiléia. MARCOS: capítulo 1º. — 36. porém. — MARCOS. — 27. lunáticos. Jesus os instruía. versículo 23. Vieram em seguida a Cafarnaum onde. 23 ao 25. és o santo de Deus. MARCOS: capítulo 3º. — 28. Acompanhava-o grande multidão de gente da Galiléia. Predição de Jesus. Que tens tu conosco. disse-lhe: Cala-te e sai desse homem. que exclamou em alta voz: — 34. da Iduméia e de além Jordão tendo vindo juntar-se-lhe. — LUCAS. e ai os instruía nos dias de Sábado. — Curas físicas e morais chamadas “milagres” MATEUS: capítulo 4º. — 24. 4º. versículo 31. Jesus passava a sua aparente vida . — 26. entrando na sinagoga aos sábados. acompanhado por grande multidão de gente da Galiléia e da Judéia. É que. Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és: és o santo de Deus. Disse Ele então aos discípulos que lhe arranjassem uma barca onde pudesse meter-se para não ser oprimido pela turba. da Judéia e de além Jordão. — 10. paralíticos — e ele os curou. — 9. 4º. rapidamente. outra grande multidão que ouvira falar das coisas que Ele fazia. 7 ao 12. proveniente de Tiro e SIdônia. pregando o evangelho do reino. à sua presença foram trazidos os que se achavam doentes e atormentados por dores e males diversos: — possessos. — 11. Tão grande assombro se apoderou de todos.

regeneradores e fortificantes. nada há de espantar. a fatos. versículos 2 ao 5 e capítulo 104º. como de benevolência? Tal o evangelho dos materialistas. Mas. para a frente. como libertava os que se achavam presas de Espíritos obsessores. E os que o ouviam. bem como nos fatos que a sua ação caridosa tornou manifestos. sob o nome de milagres. encontramos a prova de que Jesus curava tanto as moléstias do corpo quanto as da alma. é esse o meio mais eficiente de que se servem os Espíritos. carentes assim de moral. margeiam a vereda que conduz a Sião. que podem valer esse argumento. ou. as cavernas dos animais ferozes. pasmados autoridade com que Ele falava. nem autoridade real que se contraponham. com os mais satisfatórios resultados. temos a paz com Deus. Operando as curas de que.92 humana a praticar incessantemente a caridade. para. presentemente. destinada a desaparecer com este. entretanto. em casos desesperados. pois. como disse Paulo? (“Epístola aos Romanos”. que infelizmente ainda dominam. assim com os humildes e desgraçados. justificados pela fé. É ainda a mesma que o sacerdócio tem desencadeado. são as mesmas setas envenenadas que as hostes dos inimigos da verdade. sob o escudo de Jesus Cristo. que doutrina é esta. E são eles que lançam aos espíritas os epítetos de idiotas. capítulo 15º. pela morte? que o pensamento é uma secreção do cérebro? que as leis da Natureza são simples manifestações de forças incontrastáveis. não há argumento. conforme então se dizia. desde todos os tempos. versículo 10)? Marchemos. Que importa. ocultas ao longo dessa vereda. em nome de Jesus. Ë o fogo das baterias que. É que. portanto. bem como combinações. de exploradores dos néscios de boa-fé! Nisso. Segue-se daí que a crença dos espíritas. Menos ainda poderão Contrapor-se-lhes as opiniões de simples médicos. como com os grandes e poderosos. Por isso mesmo. se. por intermédio de Nosso Senhor Jesus Cristo. falam os Evangelhos. efeitos e propriedades Ele conhecia de modo absoluto. possessos do demônio. encontrando sempre a satis- . fazer a da Doutrina Espírita. inquiriam: Mas. que importa. cuja natureza. para sempre. Mas. uma simples função do organismo físico. revestidos da couraça da fé. que faz que os Espíritos imundos lhe obedeçam? Nos Evangelhos. se funda na doutrina que Jesus pregava e exemplificava. pregando por toda parte o arrependimento. para quem sustenta que a alma é o conjunto das faculdades intelectuais. Versículo 1). o mais puro de todos os Espíritos. Jesus fazia da doutrina de amor que trouxera ao mundo a mais eloqüente propaganda. e bem assim o poder que a sua vontade exercia sobre esses fluídos. A fúria que revelam é idêntica e tem a mesma origem que a daqueles que inventaram as fornalhas ardentes. que nada sabem de Espiritismo. isto é. basta atentemos nos efeitos que produz o magnetismo humano e nos que conseguem os médiuns curadores. com respeito à influência dos Espíritos desencarnados sobre os encarnados. mesmo os médiuns receitistas. com os quais inúmeras pessoas se têm tratado de variadíssimas enfermidades. tanto mais quando muitos deles hão recorrido e recorrem às consultas mediúnicas. Para imaginarmos o poder dos fluídos magnéticos de que dispunha Jesus. se temos por nós o que fora dito a Abraão (Gênese. multiplicando ao seu derredor as curas do corpo e da alma. versículo 1) e aquele de quem falam os Salmos (capítulo 90º. ou essa autoridade. tanto restituía a saúde aos que sofriam de doenças corporais. hão sempre desfechado contra os que a percorrem.

cujas observações a respeito se acham registradas em livros e jornais. se invocado com fé viva. os doutores não admitem senão o que lhes vem por intermédio da Ciência. porqüanto nos faltam as mais poderosas armas que existem para a libertação de um subjugado — a força moral decorrente do jejum espiritual a que Ele tantas vezes aludiu. Os possessos. cujo nome é hoje bastante para. com os Bittencourt Sampaio. da humildade e da fé na misericórdia ilimitada do nosso Salvador. após a extinção do incêndio. produzir efeitos análogos aos que Ele pessoalmente conseguia. dentre os quais. ensinar-nos a distinguir a obsessão e a subjugação da alienação mental. cuja presença é suficiente para dominar e subjugar. só mediante estudo sério das obras do mestre Allan Kardec. e não consideram o pensamento uma espécie de bílis. obras cuja meditação acurada recomendamos a todos os adeptos do Espiritismo. Senhor Jesus Cristo. restaurando na sua pureza aquela doutrina que de tanta surpresa enchia os que presenciavam as curas que o divino Mestre operava. que decorre do desmantelo do aparelho cerebral. qual esta é realmente. que também nos fornece os meios adequados a repararmos os estragos que apresenta o organismo material. eram os subjugados por Espíritos impuros. mau grado às precárias condições morais em que nos encontramos. isto é. em cujo nome falam. é revelação e ciência. Os ortodoxos. Quanto às curas da alma. Esses homens. ainda. mas como milagres. especialmente de O Livro dos Médiuns. todos alheios à ciência médica. e a pureza de sentimentos. só os podemos obter por meio das preces fervorosas. se pode obter uma explicação racional e completa. sem perceberem que desse modo colocam no mesmo nível a divindade. que transmitem aos enfermos. como se dá com um prédio incendiado. de que nos oferecem testemunho as sagradas letras. repetimos. os Figueiras. O Espiritismo que. Quer isto dizer que. a não poucas curas temos assistido de irmãos que recobram o uso da razão e do livre-arbítrio. nós outros. fixa nas suas cavidades interiores. servindo de instrumentos a Espíritos elevados. nem mesmo os mais endurecidos e obstinados no mal resistiam às intensamente luminosas irradiações da pureza e da perfeição de Jesus. a seu turno. depois de removida a causa da aparente loucura. veio. que atrai os Espíritos bons. fiéis servos de N. porém. Esses fatos. ou qualquer outra dessas secreções que o organismo expele ou absorve. os Nascimentos e muitos outros médiuns que a esses sucederam. Assim. declaram e sustentam que tudo o que os homens façam de semelhante ou idêntico é diabólico.93 fação de seus anseios. dos quais recebem a ação fluídico-magnética. quanto à libertação dos possessos. acreditavam ou acreditam na existência e na imortalidade da alma. a bondade de Jesus é tal e tanta que. Essa distinção quem nô-la faculta é a mediunidade. não contestam as curas operadas por Jesus. pela ainda mais precária ciência dos homens. mas cheios de dedicação e de solicitude para acudirem desinteressadamente o próximo em suas aflições. antes as proclamam. e repelem a ciência espírita como produto da . ou. já têm sido comprovados por homens notáveis. pois que para eles Jesus é uma fração de Deus. Todavia. Em conseqüência. e a suprema potência do mal — Satanás cuja existência afirmam. de que falam os Evangelhos. depois de terem sido dados como loucos incuráveis. os mais obstinados e ferozes subjugadores. a seu turno. ou loucura propriamente dita.

quando vêem que já lhes é dado fazerem. capítulo 14º. patenteando-lhes as dificuldades de ordem exterior que lhes cumpre superar. se manterão firmes em seus postos. embora já algum tanto modificada para melhor. que é o Espírito Santo (23). que tanto há contribuído para lhes fortalecer o poderio.94 imaginação de fanáticos ignorantes ou velhacos. vos ensinará todas as coisas e vos lembrará tudo o que vos tenho dito. visto que inegavelmente chegariam os tempos nelas preditos e se realizou o advento por elas anunciado: E o Consolador. Tal a situação que. o que implica o cumprimento do prometido nestas palavras suas: Aquele que em mim crer também fará as obras que eu faço e fará outras ainda maiores (JOÃO. como o dessas. esperarem se cumpram integralmente as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. não por amor da verdade. que pouco lhes interessa. sob a égide de Jesus. versículo 12). verificam que igualmente se está dando o destas outras. E. os ortodoxos guardam a mesma atitude. obras semelhantes às que Ele fazia. convencidos e confiantes. mas por muito ciosos do prestígio do “demônio”. meu nome. (JOÃO. . versículo 26). para. no entanto. capítulo 14º. De outro lado. considerando mesmo o seu cultivo um crime severamente punível. ainda se apresenta aos profitentes desta. (23) Ver em páginas anteriores o que devemos entender por Espírito Santo. que o Pai enviará em. pelos rápidos progressos da Doutrina dos Espíritos. porque vêem que cada vez mais essas promessas se irão cumprindo. Eles.

de Tiro. — LUCAS. subiu a um monte. quando rejeitarem como mau o vosso nome por causa do filho do homem. disserem de vós todo o mal por minha causa. que agora chorais. Jesus subiu a um monte. porque verão a Deus. Ai. porque deles é o reino dos céus. Pôs-se então a lhes pregar. isto é. Bem-aventurados os mansos. . 6º. como no que pertença à ordem moral e intelectual. dizia: “Bem-aventurados vós. mentindo. 5º. dirigia sobre os doentes e sobre os que se lhe aproximavam. sentou-se e os discípulos o rodearam. que existiram antes de vós. que agora tendes fome. porém. 7. isto é. porque serão consolados. (24) Ia o Senhor percorrendo toda a Galiléia. 20 ao 26. 10. Ai de vós quando vos louvarem os homens. pois que vireis a ter fome! Ai de vós os que rides agora. pois que tendes a vossa consolação no mundo. Bem-aventurados os misericordiosos. — 23. porque serão saciados. Jesus atravessou a turba. assim no que seja de ordem física e material. de toda a costa do mar. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem. — 4. como viesse descendo. 1 ao 12. versículo 20. Parou então àmeia encosta do monte e. a ensinar nas Sinagogas. porque vosso é o reino de Deus. com os fluídos que. em a qual sintetizou a maneira de alcançarmos o “reino dos céus”. porque deles é o reino dos céus. porque grande recompensa vos está reservada nos céus. Bem-aventurados sereis quando vos cobrirem de maldições. quando vos separarem. — 9. bem-aventurados vós. Ai de vós. visto que assim também perseguiram os profetas. De todos os lugares grande multidão acorria: da Galiléia. encontrou à sua espera grande parte do povo que o acompanhara ali. Jesus. ou a suprema perfeição moral.95 17 MATEUS. porque serão chamados filhos de Deus. da Iduméia. de Jerusalém. que estais saciados. 12. 24. por ato da sua vontade e do seu poder magnético. porque sereis saciados. — 5. do amor e da caridade. porque rireis. com a virtude que dele saía. — 8. Bem-aventurados os de coração puro. porque possuirão a Terra. — 11. “Bem-aventurados os pobres de espírito. vos perseguirem e. onde passou a noite em oração. porqüanto é o que os pais deles faziam aos falsos profetas. que sois ricos. dizendo: — 3. porqüanto assim é que os pais deles trataram os profetas. Rejubilai nesse dia e exultai. para vê-lo expelir os Espíritos impuros e curar as enfermidades. Bem-aventurados vós. fez a prédica das bem-aventuranças. Bem-aventurados os que choram.” LUCAS: capítulo 6º. dirigindo o olhar para seus discípulos. porque alcançarão misericórdia. para ouvi-lo. que sois pobres. afastando-se dela. em que o ajuntamento era enorme. de Decápolis. — 2. dirigindose a seus discípulos. versículo 1. — 6. de vós. e. Bemaventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça. pois que grande recompensa vos está reservada no céu. — 22. Rejubilai então e exultai. de Sídon e da parte de além Jordão. Bemaventurados os pacíficos. pela prática do trabalho. pois que gemereís e chorareis! — 26. Toda essa gente seguia os passos do Redentor. quando vos carregarem de injúrias. Bemaventurados os que têm fome e sede de justiça. Vendo a multidão. 21. Sermão da montanha MATEUS: capítulo 5º. Um dia. Ao amanhecer. a pregar o Evangelho e a curar os enfermos. — 25.

para terem a seus pés. porque.96 Algumas de suas palavras. quando vos injüriarem e perseguirem. não têm sido bem compreendidas. de si e por si mesmos. fogem. por muito tempo ainda. sobretudo mostrando-se bons e caridosos para com todos os seus irmãos. compreendendo a verdade. desde que eles exemplifiquem. ao ponto de deixar sem contestação alguma a afirmativa. o povo. únicos capazes de restituir à religião o grande papel que lhe cumpre desempenhar na realização dos destinos do gênero humano. porqüanto. que copioso será o vosso galardão no céu. feita em publicações bastante espalhadas. a fim de não caírem nos abusos. conhecendo a verdade. Fora inútil repetir o que todos sabem. Disse também: sereis felizes. nos centros ditos de maior e mais apurada civilização. com a mesma ostentação e o mesmo orgulho. de cuja propagação ele se diz exclusivamente incumbido pelo divino Mestre. em suma. há de ser. Caminham livre e despreocupadamente. que o são. reconhecendo que tudo devem ao seu Criador. desde que o Catolicismo proibe aos seus fiéis o conhecimento deles. precisam compreender bem os graves deveres que correm a todo aquele que se diz espírita. despidos de orgulho e de vaidade. se se virem excluídos do convívio e do contacto dos que formam as culminâncias sociais. A apóstrofe que o justo e meigo Pastor proferiu se aplica aos que. Quais são os “pobres de espírito ?“ São os que os homens assim chamam. ao mesmo tempo que se nega a ensinar a verdade. porque ignoram e não querem saber que muitos dos que hoje arrastam os andrajos da miséria. sempre confiantes na bondade e na proteção do Pai celestial. Estes recairão sobre os que os lançarem. Esses infelizes. Disse o Mestre: Bem-aventurados os pobres de espírito. porque deles é o reino dos céus. são os que ocupam os lugares mais salientes. de que papas houve que estabeleceram tarifas de absolvições para os mais hediondos crimes! Todos são testemunhas de como procede o sacerdócio romano na prática do Evangelho. porque. indiferentes aos sofrimentos dos desgraçados e olham com desprezo as verdades santas. Infelizes. nenhum apego têm aos bens do mundo. vivem no luxo e na ostentação. a crença que professam. a ocultam. referindo-se aos daquela época e o . submisso. pois que assim perseguiram os profetas. a divulgação destes ensinamentos salvadores. legitimam as alegações e imputações dos inimigos de tão santa doutrina. Os espíritas podem considerar-se imunes contra todos os insultos que lhes forem lançados. disse o justo e meigo Pastor. Quão difícil. que nada possuem. porém. cuja privação nenhum sofrimento lhes causa. Exultai. regra geral. São. os simples e humildes. por não temerem os assaltos dos ladrões de qualquer espécie. tudo sacrificando à posse dos bens terrenais. Ai deles. entretanto. os quais somente pelo orgulho se distinguem. por orgulho. que muitos praticam sob a capa do Espiritismo e que. de fato. em parte. se furta às discussões e cada vez maiores mostras dá de intolerância e de simonia. até por observação ocular. pelo seu procedimento público e privado. Muitos até lucrarão. realmente. de a ela se submeterem e exalçam o erro. relativamente ao proceder desses falsos profetas. nessa prédica. Entretanto. em outras encarnações insultaram a Humanidade.

Situado perto de Genesaré fica o monte onde Jesus fez a sua prédica e que por isso ainda hoje conserva o nome de “Montanha das Bemaventuranças”. 41. 2. 7º. — TIMÓTEO. 50º. 55º. 3. 16º. 2. 1. 20. 5. quando não menor é o número dos falsos profetas. 11. 52.97 diz hoje. 2º. . (24) Salmos. 14º. 19. — Provérbios. novamente. 36º. 13. 15. 19 — ISAÍAS. 5º. 3. 14º. 5º. 1. 57º. — Atos. 61º. — JOÃO. 61º. 16º.

coloca-a no candeeiro. Sois o sal da Terra. com que se há de temperar? — 35. se fica insípido. antes. se for mau. seu amor a Deus. Dizia-lhes: Porventura vem a lâmpada para ser posta debaixo do alqueire ou da cama. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca em lugar escondido ou debaixo de um alqueire. e 4. 9º. O sal. versículo 13. O sal é bom. com que o temperareis? Tende sal em vós e conservai entre vós a paz. 21 ao 23. por efeito dos ensinamentos que tenha recebido e que lhe cabe espalhar. Sois a luz do mundo. MARCOS: capítulo 4º. versículo 33. todo o teu corpo será luzente. ou para ser colocada no candeeiro? — 22. — LUCAS. o homem. — 36. Se o sal. Sal e luz da Terra. pois. Porque. — 34. 49. 5º. cuidado: não seja treva a luz que está em ti. — 14. coloca-a num candeeiro a fim de que ilumine a todos os que estão na casa. mas se se deteriorar. — MARCOS. e 8º. da verdade. LUCAS: capítulo 14º. põe-na no candeeiro a fim de que os que entrarem vejam a luz. LUCAS: capítulo 11º. 14º. nada há secreto que não venha a ser manifesto. com que se salgará? Para nada mais servirá senão para ser posto fora e pisado pelos homens. de nenhuma utilidade se torna. Ninguém. Que assim também a vossa luz brilhe diante dos homens. todo ele luzirá e te iluminará. — 17.15. versículo 21. — 35. Ouça quem tenha ouvidos de ouvir. a cobre com um vaso ou a coloca debaixo do leito. substância incorruptível e preservadora de toda corrupção. Se o sal perder a sua força. versículo 49. LUCAS: capítulo 8º. representa aqui o conhecimento que. Ouçam os que têm ouvidos de ouvir. perde o sabor. Não servirá mais nem para a terra nem para a estrumeira. qual se fora brilhante lâmpada. mas. Teu olho é a lâmpada do teu corpo. 13 ao 16. . já o homem possua. senão para ser posto fora. e 11º. 16 ao 17. versículo 34. Se. — Nada oculto que não venha a ser manifesto e nada secreto que não venha a ser conhecido e a tornar-se público MATEUS: capítulo 5º. preciso é se compreendam bem as figuras em que Ele o envolveu. portanto. que eles vejam as vossas obras e glorifiquem a vosso pai que está nos céus. O sal é bom. todo o teu corpo for luminoso. Toma. se teu olho é simples. sua submissão às leis divinas. nada oculto que não venha a ser público. E ninguém acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire. mas. nada há oculto que não venha a tornar-se manifesto. Sua moralidade. ou. para nada mais presta. ou. MARCOS: capítulo 9º. — 23.98 18 MATEUS. ‘o Espírito. Porque. 33 ao 36. 34 ao 35. — 16. sua fiel observância de todos os . — Lâmpada. Assim. (25) Para que se apreenda o pensamento do divino Mestre neste passo. de modo mais geral. será posto fora. nada secreto que não venha a ser conhecido e a fazer-se público. Uma cidade situada sobre um monte não pode ficar escondida. a comparação de que se serviu para exprimi-lo. se se tornar insípido. sem que haja nele parte alguma tenebrosa. porém. versículo 16. depois de acender uma lâmpada. todo o teu corpo será tenebroso. a fim de que todos os que entrarem vejam a luz.

tendo até então aí encarnado. o fogo que nos aquece também nos queima. que Ele. para que possa alumiar e esclarecer. perde ele igualmente o seu sabor. as figuras do sal da Terra. porqüanto o Velho Testamento é sem dúvida subsidiário do Novo. ou lhe traçar limites aos esforços. adequados àquele efeito e. por isso. decorrendo tudo isso do aproveitamento daqueles ensinos. o que significa: tem que ser afastado do convívio dos que conservaram o sabor e submetido. a lâmpada cujo foco atrai os que anseiam por sair das trevas em que caíram. ou em planetas inferiores a este. no presente. porqüanto. eles se constituem o sal que preserva da corrupção as almas. onde terão que permanecer. tudo tem que ser esclarecido e explicado. Irão reencarnar em mundos apropriados às suas condições morais. Se falava por parábolas. a da regeneração humana. como se lê em Êxodo (capítulo 3º. relativamente à revelação nova. não se satisfazendo com a letra. os que. se conservarem culpados e rebeldes. se purifique e eleve. Como divulgá-la. mas . mas não consumia a sarça. versículo 2). “lançados fora”. a sofrimentos e torturas morais. serão afastados dele. Não se nos estranhe fazermos freqüentes citações da Bíblia. por meio das provas. Chegados. como grande médium que era. vinha a lei do fogo”. De modo particular. que abrasava a sarça e que impedia ao povo hebreu o acesso ao monte onde ele supunha estar Moisés em comunicação direta com Deus. para novamente o adquirir. viera alargar-lhe os horizontes e patentear a estrada do verdadeiro progresso aos Espíritos progressistas. correspondentes aos seus delitos. deixando-se dominar por maus pendores. quando diz: “Na sua direita (do Senhor). que são os tempos. se. à reencarnação na Terra. onde. como lhes cumpre. São enxertos. Jesus se referia às gerações futuras que. se bem que com as devidas cautelas. e Moisés via que a sarça ardia sem se consumir . Assim. se fossem apresentadas sem véus. o peso das revelações que Ele trazia e que. encontrando-o. quando recomendava ao povo de Israel que se não aproximasse muito da sarça ardente. estacionários na senda do progresso. simboliza a purificação dos culpados por meio da expiação. quando. da luz do mundo. que. o enviado de Deus.. pela palavra e pelo exemplo. Se não há esse aproveitamento. Nessa época.. esse fogo. da lâmpada que se não deve esconder. até que se lhes ache vencida a obstinação no mal e a cegueira voluntária. recebia pela audição as leis constitutivas do Decálogo. Desde então. passa a ser sal insípido. símbolos e figuras. porém. velava daquele modo. que ardia. ou devem ser. Dizendo que nada ficaria oculto. Esse fogo. É o mesmo fogo a que também se refere o Deuteronômio (capítulo 33º. haveriam de procurar o espírito e de compreender. se aplicam aos que se constituem propagadores de uma parcela da verdade divina. a luz do mundo. na erraticidade. em que somente Espíritos bons deverão habitar o nosso mundo. apóstolos de uma revelação vinda do Alto. versículo 2). Uma época tem que vir. a luz que ilumina as consciências. era porque as inteligências de então ainda não estavam bastante aptas a suportar. o homem perde de vista a meta que lhe cumpre atingir. não viera opor barreira à inteligência humana. depois. o sal da Terra. ao contrário. ou desconhecido. os espíritas são. tem que ser posto fora.99 mandamentos que vêm de Deus e do seu Cristo. são o que lhe constitui o saber. como os apóstolos e os discípulos do Cristo o foram relativamente à que ele trouxe à Humanidade. como bem dizia Moisés. sim.

que. pois. como diz Miquéias (capítulo 4º. absoluta. para continuação da mesma vida. . sob o seu verdadeiro aspecto. como saíra das mãos do Criador. porém. Mas. para fugir às perseguições de Josabel e que voltou ao mundo para ouvir os mandamentos do Senhor. O Monte Sinai só é visto distintamente. Conjuguemos devidamente os dois elementos: moral e ciência. a outra. 1ª aos Coríntios. por isso que dessa pureza é que depende o sermos bons Espíritos e. terá de ficar oculto. certamente. na mesma haste. sepultado na terra da expiação e do resgate. relativa. enquanto este se conservou inocente. não. de modo completo. conseguintemente. o Sinai não tenha bastado para vencer a rebeldia do homem. Essa lei esteve sempre manifestada ao Espírito. e teremos toda a luz de que necessitarmos e seremos luz do mundo e sal da Terra. 20. — PAULO. 1º. Não desconheçamos que a Ciência é fonte de luz para o desenvolvimento da nossa inteligência. Nesse código está a base de toda a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. — JOÃO. fator importante de progresso intelectual. 15º. sabendo que a obediência é a vida. versículo 5). “além da eternidade”. ou “até à eternidade e além dela”. Chegamos ao tempo em que tudo tem que ser esclarecido. reviveu o Elias que se refugiara no monte Horeb. expressões que bem mostram devermos distinguir duas eternidades: uma. como desdobramento da lei que irradiou daquelas alturas — o Decálogo. Como. 8. na frase do Êxodo (capítulo 15º. no mesmo lugar onde foi promulgada a lei que vigora até hoje e irá. em forma de estatuto. aproximemo-nos cautelosos dessa fonte. como o são os Espíritos bons. como o Senhor. 18. 14º. a Ciência raras vezes deixa de inocular no espírito o veneno do orgulho. que é a perdição do homem. 25. preciso se tornou o Calvário. sempre una e imutável. portanto. que nos deu a conhecer. protegidos e guiados no conhecimento da verdade. 14º. o Santo. o Senhor Deus Onipotente de que fala o Apocalipse (capítulo 4º. A lei. Santo. a seu turno. quando iluminado pelo sol do Evangelho. com o ministrar o saber e o poder. inspirados. Na pessoa de Moisés. (25) Provérbios. mas tanto quanto o exija e comporte o nosso adiantamento. Ele desobedeceu. porém. Nada. é aquela mesma lei. da pureza da nossa consciência é que depende a intensidade da luz que tudo nos clareará. que. versículo 8). versículo 18). proclamada no Sinai. faliu. que a desobediência é a morte. Teve que ser. porqüanto. — Apocalipse. só pode ser bem compreendido. morreu. Santo. assistidos. principalmente.100 da mesma planta. encarnado. Não esqueçamos.

8. como expressões de solidariedade. porque a lei tem que ser cumprida em todas as suas partes. aquelas mesmas profecias. que é a perfeição. 25. ao contrário. Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas. Assim. Será mais fácil que o céu e a Terra passem do que cair um sinal qualquer da lei. portanto. em dogmas decretados pelos homens. nem um só ápice da lei passarão. (26) Note-se que Jesus se referia à lei e não as adições feitas à lei. ao passo que aquele que os guardar e ensinar será chamado grande no reino dos Céus. não os vim destruir. E o será. enquanto o Céu e a Terra não passarem. — LUCAS. (26) Salmos 101º. O Espiritismo. uma só revelação. LUCAS: capítulo 16º. versículo 17. — 18. é a confirmação e a ampliação do Cristianismo. Jesus não veio destruir a lei. oferecendo gradualmente ao homem os meios de reparar suas faltas. Os que. mas cumprir. que precisa ser bem compreendida e praticada em espírito e verdade. Os que não a cumprirem retardarão seu próprio progresso e se condenarão ao sofrimento na erraticidade e em encarnações sucessivas. a lei e os profetas. 26 e seguintes. 6. para a caridade. instituído por Jesus com sua palavra evangélica. as revelações moisaica. mas cumpri-la MATEUS: capítulo 5º. encaminhando-o para a unidade de crenças. versículo 17. É sempre a mesma revelação ajustada sucessivamente às condições humanas. de acordo com o grau de culpabilidade em que hajam incorrido. 5º. 17 ao 19. a cumprirem. Hoje. 1ª Epístola. fundamentalmente. —PEDRO. Declarando que não viera destruir. 1º. 16º 17. mas cumprir. aquele que violar qualquer destes menores mandamentos e ensinar os homens a violá-los será chamado o menor no reino dos céus. pela identidade da origem. como fruto de interpretações que alteraram e deturparam o sentido e a aplicação da lei. 40º. Ë sempre. 51º. . — 19. rápido progredirão e chegarão celeremente ao reino do céu. adições que consistem em preceitos e mandamentos humanos. o Consolador prometido mais não faz do que sustentar. ampliando-lhe o conhecimento da verdade. Porque em Verdade vos digo que. — ISAÍAS.101 19 MATEUS. sem que tudo esteja cumprido. para a fraternidade. Jesus ipso facto declarava que a sua doutrina era apenas a confirmação do Decálogo e das profecias formuladas para os séculos que se lhe seguiriam. nem um só jota. confirmar e explicar aquela mesma lei. messiânica e espírita são. necessária e fatalmente. o amor universal a envolver cada vez mais intensamente as criaturas e a atraí-las para junto do trono altíssimo do Pai celestial. Assim. conseguintemente (não o negue quem não o tenha examinado de perto). igualmente.

deve o homem esforçar-se por proceder com justiça.” — 22. por vós mesmos. tomadas à linguagem da época. A reconciliação com o irmão a quem tenhamos ofendido e a reparação do dano que lhe houvermos causado são. será condenado ao fogo da geena. versículo 54. 5º. Quando sopra vento do Sul. aos olhos do Senhor. será condenado no conselho. Porque. — 25. fogo do inferno. — 21. sem orgulho e sem hipocrisia. — 59. te lembrares de que teu Irmão tem qualquer coisa contra ti. não entrareis no reino dos céus. E por que. LUCAS: capítulo 12º. de indulgência para com o nosso próximo. juízo. E ele dizia ao povo: Assim vedes formar-se uma nuvem do lado do poente. E eu vos digo que quem quer que se encha de cólera contra seu irmão será condenado no juízo. pois. mas por testemunhar amor. Deus julga a criatura pelos seus atos. — Palavra injuriosa. 26. enquanto não tiveres pago até o último ceitil. eu te digo.102 20 MATEUS. Reconciliação MATEUS: capítulo 5º. Devemos cuidar de harmonizar-nos com os nossos adversários. enquanto . quando apresentares no altar a tua oferenda. versículo 20. Justiça abundante. enquanto estás em caminho com ele. Dai não sairás. incorreremos na sanção punitiva das leis daquele que quer que todos os homens. pois que são seus filhos. não reconheceis o que é justo? — 58. se o insultarmos. e quem disser: és um insensato. — 23. Em verdade te digo que dai não sairás enquanto não houveres pago até o último ceitil. — LUCAS. se tratem como irmãos. Ele as empregou simbolicamente. em sentido figurado. Põe-te o mais depressa possivel de acordo com o teu adversário. Se. como é que não reconheceis os tempos que correm? — 57. ações mais meritórias do que toda e qualquer oferenda levada ao altar. ainda que não puramente material. não por medo do castigo. 20 ao 26. — que aquele que disser a seu Irmão: Raca. eu vos digo que. acorde essa linguagem com os costumes e crenças próprias dos lugares por onde andava o divino Mestre pregando a sua doutrina. Se não usarmos de brandura. deixa-a diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com ele. 12º. Quando houveres de comparecer com o teu adversário perante o magistrado. o que vem a ser o mesmo. As expressões raca. (27) Em tudo e sempre. depois então vem fazer a tua oblata. dizeis: vem chuva e com efeito’ chove. Aprendestes o que fora dito aos antigos: “Não matarás e quem quer que mate será condenado no juízo. este ao ministro e que sejas metido na prisão. do que todo e qualquer ato de culto exterior. para evitares que te leve ao juiz. ou. que o juiz te entregue ao esbirro e que este te meta na prisão. O conselho e a geena são emblemas do julgamento pelo tribunal da consciência e também do castigo a que esse tribunal condena o culpado. Hipócritas! Sabendo reconhecer o que pressagiam os aspectos do céu e da terra. 54 ao 59. — 24. conselho. — 55. para não suceder que te entregue ao juiz. trata de te livrares dele durante a viagem. se a vossa justiça não for mais abundante do que a dos escribas e dos fariseus. — 56. submissão e reconhecimento àquele que paternalmente lhe ensinou o caminho por onde a Ele se chega. dizeis que vai fazer calor e assim acontece.

poderemos ser arrebatados pela morte e iremos sofrer as conseqüências das faltas que houvermos cometido contra os nossos irmãos. até que se haja submetido ao mandamento supremo do duplo amor conjugado. 5º. a Deus e ao próximo. 13. Provérbios. será repelido da bem-aventurança que a todos está destinada. 31.103 estamos neste mundo. 9º. 25º. — Deuteronômio. . O homem precisa compreender que. 8. 20º. se repelir o seu irmão. — Job. 55º. 17. (27) Êxodo. 6. Salmo. — ISAÍAS. 10º. 8. — PAULO Epístola aos Romanos. 6. no inferno do remorso e do pesar de não termos sabido escutar e praticar os ensinos do Evangelho. 3. pois que. Tal o efeito inevitável da lei de justiça e de amor na obra da eterna e perfeita harmonia. que só àfelicidade eterna nos encaminham. quando menos esperarmos. 31º. 42º.

esta como a seqüência de uma anterior e assim por diante. o Precursor. nenhuma explicação podendo oferecer. a matar a fé nas almas que. que permanecem insolúveis ante os ensinos do Catolicismo. que o levariam a falar das encarnações e reencarnações. versículo 1. nos aponta.104 21 LUCAS. se explica com lógica e justiça. ele. capítulo 3º). em resposta. se não fizerdes penitência. bem como para as dores e sofrimentos de que é pródiga a vida terrena. Todos. como meio de expiação. Logicamente. na volta do Espírito a uma nova existência terrena. — Acreditais igualmente que os dezoito homens sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou tossem mais devedores do que todos os habitantes de Jerusalém? — 5. cometidas em outras existências. os quais. a outro resultado não conduzem senão a aumentar a descrença. de que se presume revestido. por exemplo. como as de que nos não lembramos. fossem os maiores pecadores da Galiléia? — 3. 4. conforme acima dissemos. — 2. os que nada sofriam eram tidos por inocentes. sem atentar em que de tal modo nega um dos atributos de Deus — a justiça perfeita e misericordiosa — e em que os absurdos impostos com a autoridade. atribuladas. para o sobrenatural. em suma. que. alguma ou algumas forçosamente existem para aquela desigualdade. mas unicamente com relação aos profetas. A lei das encarnações e reencarnações. por isso mesmo que sofriam. Pois que não há efeito sem causa. qual Elias. cuja realidade. a atribui ora ao pecado original. em presença de qualquer dificuldade. se não fizerdes penitência. o que fora inconveniente. Jesus afirmou. Por esse mesmo tempo vieram dizer a Jesus o que sucedera a uns galileus cujo sangue Pilatos misturara com o do sacrifício que eles faziam. que todos a ele viemos para expiar e reparar não só as faltas de que temos consciência. Mas. segundo aquela lei. parecereis todos do mesmo modo. as palavras de Jesus a Nicodemos atestaram. ainda que veladamente. Assim. ora às faltas dos pais. Entretanto. . por isso que este. portanto. por terem sido tratados assim. Os judeus consideravam as calamidades. buscam conforto e esperança. reparação e progresso. 13º. que criam ter vindo depois como João. Declaro-vos que não. Declaro-vos que não. a realidade da lei natural da reencarnação e essa lei mostra que somos culpados todos os que nos achamos neste planeta. e que. e que. nos dá solução satisfatória para muitos problemas. que vem a ser penitência? Pode ela dispensar a expiação e a reparação? A lei das encarnações e reencarnações. logo apela para o dogma e para o milagre. Acreditavam eles. aos grandes enviados. por não estar ainda a Humanidade apta a receber essas explicações. Jesus tratou de destruir essa crença errônea. temos que fazer penitência. disse: Pensais acaso que esses galileus. Jesus. os judeus. mas sem entrar em explicações. no colóquio que teve com Nicodemos (João. por exemplo. eram considerados culpados. a desigualdade das condições sociais. se não quisermos agravar as nossas culpas e tornar-nos passíveis de maiores “castigos”. as dores morais e físicas como castigos que a cólera de Deus fazia cair sobre os que as experimentavam. perecereis todos do mesmo modo. apresentando-nos essa vida como a continuação de outra precedentemente vivida. 1 ao 5 Fazer penitência LUCAS: capítulo 13º.

a fim de que bem compreenda seus deveres de filho de Deus. a penitência dá lugar ao perdão divino. por isso mesmo que pelo esforço. que em conseqüência lhe é outorgado. das graças e misericórdias de que são transmissores os seus mensageiros. . Demonstra-nos ela. pelo sofrimento. o perdão. aliás com o desprezo altamente meritório das glórias e grandezas do mundo. que decorre do arrependimento ou penitência? Também não porque. Mas. a fim de que a lembrança delas não continue a acicatar a consciência. que as nossas vidas sucessivaS no mundo são solidárias entre si. profundo. pelo desespero. Assim entendida. quais as a que se submeteu uma Teresa de Jesus. pois. e de passarmos. portanto. as causas das vicissitudes em que se nos transcorre a atual. o que vem a ser penitência e o perdão que dela decorre. é que a lembrança destas se dilui. consiste no arrependimento sincero. caridosa assistência espiritual aos esforços que faça por avançar. à perfeição e. E bastará.105 nas culpas. (28) Aqueles se traduzem na paz de espírito. dificultosas e tormentosas as nossas existências na Terra. também facilmente se compreende em que consistem os efeitos. à felicidade perene para que foi criado. A penitência a que aludia o divino Mestre é a que constitui meio de tornarmos cada vez menos ásperas. a penitência. nos erros e nos crimes praticados nas pretéritas existências corpóreas. que Jesus aconselhou. pois. Os outros se expressam pelo desassossego. em espírito e verdade. Compreendidos assim. nos cilícios e outras tribulações materiais. dar-lhe. na reclusão em claustros. para esse efeito. como se entendeu outrora. claro é que o arrependimento e. nesse caso. de par com a iluminação interior. pelas angústias e aflições e. e os que denominamos “castigo”. ainda. todo aquele esforço se tornaria desnecessário à criatura. Desde que o arrependimento não sofra intermitências e que por ele o Espírito se conserve voltado de contínuo para o seu Criador. na serenidade da consciência. por não reincidir nas faltas praticadas. no esforço decidido pelas apagar de todo. e no propósito firme em que a criatura se coloca de não tornar a cometer as faltas que a arrastaram à mísera condição humana e. na satisfação íntima que toda ação boa ocasiona e no progresso moral a que dá sempre lugar. Se a tal resultado conduzisse. deixando de atormentar a consciência. do bem que a criatura fez. assim. do mal que pratica. aos olhos do Senhor. Ela. muitas vezes. conseqüente ao arrependimento. não basta para o apagamento das culpas que o determinaram. não consiste. inerente à sua justiça. o coloca sob o influxo constante do amor sem limites do Pai celestial. de sorte que fácil se lhe torna cada vez mais a realização de seus destinos. a que chamamos “prêmio”. mediante aquele resgate e aquela reparação. o perdão de Deus comprometeria o conceito de perfeição absoluta. até chegarmos à condição de já não termos que ser habitantes de mundos quaisquer. o perdão. afinal. pelo remorso. na via do progresso. O Espírito penitente absorve-se todo na oração e na vigilância que Jesus recomendava e que formam um como antemural às ondas de paixões que nos lançam no abismo do infortúnio. de mérito em mérito. a habitar mundos mais elevados. Qual então o efeito do perdão concedido ao pecador? Facultar-lhe os meios de resgate e reparação das faltas de que se acha arrependido. que o conduzirá. uma vez que se houvesse arrependido. A penitência.

o Precursor. ao tempo em que fora Elias. sincero. representativa do que chamamos “castigo”. como acima dissemos. sob modalidades diversas. Muitos exemplos corroboram estas nossas asserções. mas misericordiosa. espíritos também elevados. depois a provação. Como é fácil de perceber-se. insistimos nele. ao mesmo déspota. o resgate. como qualquer outro sofrimento. oferecendo suas cabeças ao cutelo de Herodes. a reparação. de Deus. tendo-se elevado pelo arrependimento e adquirido. se sobrevém o arrependimento. finalmente. Vem. capítulo 3º versículo 18. ao “castigo”. conscientemente. contrários à doutrina que ele pregava. Por isso mesmo. mandado matar grande número de sacerdotes. eles são uma provação confirmativa do arrependimento. mas que. pela sinceridade e amplitude deste. Assim se cumpre a justiça indefectível. como que . já não há lugar para o que vulgarmente se considera castigo. por seu lado. veio completar. A obsessão. quantas forem necessárias.106 Aos efeitos do mal praticado. com que efetua. A expiação é a primeira conseqüência da falta ou crime praticado. à falta. tendo Moisés. bem o reconhecemos. desacertado é ver-se em todos os sofrimentos humanos um castigo. quando voltou à Terra e foi João Batista. ou punição. a reparação. convidou todos os seus companheiros de outrora. Pode já ser uma prova. pela qual. no mesmo meio terrestre. à provação e à reparação. se segue o perdão e. o resgate da sua dívida. Temos assim que. que é bem de prova e reparação. a este. a virem ao mundo celebrar com assinalado sacrifício o advento do Salvador. obtido mediante a penitência. um dos mais transcendentes da Doutrina Cristã. como a própria palavra o indica. ou. Assim. da humildade e da fé. Sendo o perdão conseqüência natural do arrependimento. ao mesmo tempo que demonstra ser decisiva a sua resolução de emendar-se. Diante das explicações que deixamos dadas. palavras são estas que exprimem idéias completamente distintas. ao resgate. praticando todo o bem que lhe seja possível e atestando desse modo haver tomado o caminho da regeneração. constitui a característica dessas três fases da depuração espiritual. reparação. Ele é sempre o cadinho desta. que testifica a conversão definitiva ao bem. o Espírito culpado se forra pelo perdão. repetindo o que nos disse o nosso bom Guia e Mestre: Expiação. e. este o conduz a buscar a provação. ele repara o mal que haja feito. a obra de purificação do seu Espírito. uma punição. ou Consolador prometido pelo divino Mestre. o sofrimento. finalmente. mediante a qual a consciência do criminoso acaba por despertar para o arrependimento. nem sempre é uma expiação. as virtudes da submissão. Em muitos casos. que representa a contraprova da firmeza dos propósitos de regeneração. seja. o Espírito. este ponto. profundo. como haviam feito os protagonistas da “degolação dos inocentes”. não o forra à expiação. o maior dentre os varões nascidos de mulher. provação. mais tarde. Como se depreende desse caso. entregando igualmente a sua. através de tantas encarnações sucessivas. como se vê em Reis. E ele. em virtude da sinceridade do seu arrependimento. Não é de fácil inteligência. onde este exista verdadeiro. o próprio Espírito é que se submete espontaneamente às provações ou provas que lhe ratificarão o arrependimento e o mostrarão digno do perdão recebido de seu Deus. Perdoado. compreendida à luz dos ensinos dados ao mundo pelo Paracleto. que implica a lealdade dos seus propósitos e promessas de regeneração.

como suprema. com o sorriso da alegria que lhe causa a certeza da sua redenção. nem castigo. reguladas. de salvação. praticados ou simplesmente pensados. à penitência feita sacramento pela Igreja Romana. na lei universal de causa e efeito. portanto de todos os Espíritos. Daí o transformarem em algemas de escravidão os ensinos de libertação espiritual. porque conformes com a justiça divina. ou. a se efetivarem em conseqüências naturais. aconselhada e recomendada pelo divino Mestre. o que o impenitente faz com o desespero nalma e raivoso ranger de dentes. que trouxe ao mundo o manso Cordeiro de Deus. seja. que lhe condicionou o perdão divino. na acepção humana e vulgar destes termos. ou arrependimento. na sua razão de ser e nos seus efeitos lógicos. para o sacrifício reparador a que se submete e faz. E que nesses concílios a preocupação avassaladora da mentalidade dos mesmos santos padres era a de estabelecer e firmar. e não haverá como deixar de reconhecer-se quão divorciada do vero Cristianismo se acha essa Igreja e até que ponto as elucubrações teológicas dos santos padres. não existe. compare-se. Agora. pondere-se que este. Deus a ninguém premia. de todos os seres dotados de Inteligência e razão. . (28) Assim nos exprimimos porque. segundo ela. com o significado comum que damos a essas palavras. não há prêmio. ensinada. é simples resultado da concepção de uma divindade mais ou menos humanizada. desfiguraram e adulteraram a doutrina simples e pura do meigo Nazareno. em realidade. com absoluta justiça. vigente em todos os planos da criação Infinita. senão depois que o padre diga — eu te absolvo. a penitência. estão. para todos os atos. A idéia de prêmios e castigos. nem castiga. a fim de chegarem à dominação material que ambicionavam. todas as sanções.107 insensibiliza a matéria. nos concílios. porqüanto. com eficiência para a salvação do pecador. a autoridade que se atribuíam.

aquele que se mostra rebelde às inspirações do seu anjo de guarda. Poda-a. nenhum achou. fortalecida assim a seiva que ainda lhe dá vida e que se acha como que adormecida. na esperança de que. sem frutificar. sublimes exemplos de humildade. a fim de que eu lavre a terra em torno dela e lhe ponha estrume. à produção dos frutos. se der fruto. por que há de estar ela ocupando a terra? — 8. o caminho que à redenção conduz. do auxílio que lhe dispensa. ingrato à sua dedicação. — 9. deixa-a mais este ano. pois. — 7. que estéril como era a árvore se conserva. insensível a todos os benefícios que recebe. os frutos que devia produzir. pois que a sua permanência ali acabaria por prejudicar as outras plantas. que devemos dar. tendo chegado a enviarnos o seu Filho bem-amado. corta-a. colocando-nos. para nos mostrar. junto das que abundantemente produzem. de progresso. para que não continue a ocupar. Verificando. conseguintemente. vindo colher-lhe os frutos. um lugar que pode ser ocupada por outra também produtiva. benévolo. que nada obteve. caridade e devotamento.108 22 LUCAS. do adubo que lhe põe. o que Jesus teve em mira foi pôr em evidência a longanimidade do Senhor e a assistência caridosa e devotada que incansavelmente nos dispensam os Espíritos prepostos à nossa guarda e progresso. representados pelas virtudes de que cumpre exornemos nossas almas. se abalem as virtudes. muito bem. ainda não tenha bastado. e. sem dar. E não é tudo: para que amplamente aproveitemos desses exemplos e ensinos. não a corta logo. indiferente ao auxílio que lhe presta. regenerando-se. palmilhando-o até ao cume do Gólgota. manda cortá-la e lançá-la ao fogo. versículo 6. o tempo preciso. É o que faz conosco o Senhor. na posição mais conveniente à expiação das nossas faltas. Disse então ao seu vinhateiro: há já três anos que venho buscar os frutos dessa figueira e não acho nenhum. porém. por fim. Ele que nada tinha de que se remir. ela venha a se cobrir de frutos. (29) Facilmente se apreende o sentido desta parábola. apesar de tudo isso. através de tantas reencarnações quantas sejam necessárias. cortá-la-às. chega-lhe em abundância estrume novo e espera. segundo a parábola. Parábola da figueira estéril LUCAS: capítulo 13º. Ele nos faculta todos os recursos e meios de levarmos a efeito a nossa salvação. 13º. Assim. com seus conselhos e ensinamentos. Se. 6 ao 9. entretanto. pelas provas por que passa. se não. sobretudo. contenta-se em podá-la. apesar de todos os cuidados do agricultor. paciente e desejoso sempre de vê-la produzir. permanece estéril. perseveramos na prática do mal. Depois. Como isso. O vinhateiro respondeu: Senhor. a trazer-nos. temos que ser apartados da companhia daqueles que progridem. concede-nos. ou redenção. Disse-lhes também esta parábola: Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha. faz que do céu caiam as estrelas. em cada uma. é como a figueira que. o agricultor. à reparação do mal que tenhamos praticado e. para sermos lançados no fogo das torturas morais proporcionadas ao nossos delitos e crimes e das encarnações em mundos onde mais acerbos são os . Contudo. Tem que ser cortada e retirada do campo onde fora plantada. com a qual. revolve-lhe a terra em derredor. aquele que se obstina em viver contrariamente aos ditames da moral.

despertada a nossa consciência — a seiva espiritual que nos alimenta o ser — nos disponhamos à purificação dos nossos sentimentos. 19. desse modo. (29) ISAÍAS. até que. o Pai celestial. sem exceção. . como co-herdeiros que somos. a parte que nos caiba da herança que Ele. tornando-nos. dignos de receber. instituiu para todos os seus filhos.109 sofrimentos. — MATEUS. 5º. 21º. 2.

precioso tesouro que nos facultará fazer obras análogas às que Ele fez. diz que a mulher estava possessa de um “espírito de enfermidade” — spiritum infirmitatis — Jesus. sem recorrermos à comparação com os que resultam da do magnetismo humano. do “magnetismo humano”. o desprendimento da matéria e a assistência dos nossos guias e. como o de Jesus. de inexcedível poder. A cura se operou por efeito da aplicação. nem explicar. quando o caso era de possessão. Impondo-lhe as mãos. já podemos fazer idéia mais ou menos aproximada. de acordo com o modo de ver de então e usando da linguagem então corrente. pelo que não podia levantar o busto. que o Senhor nos confiou. Aliás. dos efeitos da aplicação desse magnetismo (espiritual). apenas diz: Mulher. quando aplicado por um Espírito de sublimada pureza e. — 12. em toda a sua amplitude. onde os nossos guias. portanto. de fluídos apropriados a restituir ao órgão enfraquecido a força de que carecia. que Jesus lhe fez. Pelos efeitos. isto é. — 11.” — 13. Verifica-se isso. dos espíritos de eleição. curvada LUCAS: capítulo 13º. de boa-fé. quando se lhe dirige. E. Mulher doente. a continuidade do esforço. ou de magnetismo espiritual. 10 ao 13. desinteresse e perseverança essa ciência celeste. porém. secundam por essa forma a nossa ação. podemos até certo ponto imaginar quais os que produzirá o “magnetismo espiritual”. mediante uma ação espírito-magnética. somente observando o que se passa nas sessões espíritas bem orientadas.110 23 LUCAS. Vendo-a. bem como suas propriedades atuantes nos são desconhecidas e ainda não estamos em condições de os poder conhecer. Tão curvada era que absolutamente não podia olhar para cima. tudo o que não podiam compreender. havia dezoito anos. de subjugação. Jesus a chamou e lhe disse: “Mulher. Daí o empregarem muitas vezes o termo — “possessão” — referindo-se a casos que eram apenas de — doente. como conseqüência. estás livre da tua enfermidade — “ab infiírmitate tua”. que conhecemos e que. ela se endireitou no mesmo Instante e rendeu graças a Deus. para o aproveitarmos bem. veio aí ter uma mulher possessa de um espírito de enfermidade que a tornara doente. Essa tendência é a de atribuir-se toda e qualquer doença a uma atuação de Espíritos e o ensino consiste em que . O de que falam os versículos acima era um destes. estás livre da tua doença. de obsessão. Os judeus atribuíam a satanás. notando-se o seguinte: ao passo que o Evangelista. em geral. Aquela mulher sofria de um amolecimento da medula espinhal e. são incontestáveis. versículo 10. A natureza desses fluídos. de simples doença. Certo sábado em que Jesus ensinava numa das sinagogas deles. Ele intimava o Espírito obsessor a que se afastasse. Entretanto. de enfraquecimento da coluna vertebral. embora se nos conservem invisíveis. 13º. aos Espíritos. o que lograremos com o tempo. Vê-se assim que nos corre o dever de estudar e praticar com ardor. Acrescentemos que o fato evangélico que apreciamos encerra um outro ensinamento da maior importância. isto é. sobre o qual muito devemos meditar. de modo a corrigirmos uma tendência que se vai prejudicialmente generalizando. desde que objetivamos dar alívio a um irmão nosso e que para eles apelamos pela prece feita com fervor e fé.

111 devemos examinar cuidadosamente cada caso que se nos apresente. . por índole. principalmente. a fim de não confundirmos os que sejam de simples enfermidade com os em que os sofrimentos decorrem. ou por inconsciência. da ação de espíritos malfazejos.

Moisés o instituiu como meio de refrear a avareza. pois. visto que. não porque se tratasse de um caso de possessão. porém. O Senhor. 14 ao 17. seus adversários ficaram envergonhados e todo o povo se regozijava de o ver praticar gloriosamente tantas coisas. 9. tomou a palavra e disse ao povo: “Há seis dias destinados ao trabalho vinde num desses dias para serdes curados e não nos de sábado. como disse Jesus. como diz Marcos (capítulo 2º.” — 15. pois que assim o supunham todos. 20º. se poderia pretender defesa a de uma ação benfazeja. a ambição e a desumanidade dos senhores de escravos e de animais. por parte do espírito das trevas. 3.17. O chefe da sinagoga. Com esse único objetivo. O dia de sábado. ou subjugação. Por que então não se devia libertar em dia de sábado esta filha de Abraão dos laços com que satanás a teve presa durante dezoito anos?” . 23º. — Levítico. — EZEQUIEL. respondendo. de enfermidade. indignado por haver Jesus feito uma cura em dia de sábado. qual a de livrar um obsidiado das garras do seu obsessor. de o tirar do estábulo para lhe dar de beber? — 16. (30) O sábado. pois que destinada a proteger o corpo do esgotamento resultante do excesso de trabalho. disse-lhe: “Hipócritas. (30) Êxodo. 10. que o divino Mestre usou dessas expressões. mas. versículo 14. Ouvindo-lhe estas palavras. ou. para que o seu ato fosse mais facilmente aceito. Como. “O sábado foi feito em contemplação do homem e não o homem em contemplação do sábado”. . libertar dos laços de satanás uma filha de Abraão? Note-se. é claro que de nenhum modo criava embaraço ou inibia a prática do bem. 12. o caso era de moléstia. qual de vós deixa de soltar o seu boi ou o seu jumento em dia de sábado.112 24 LUCAS. — Culto do sábado LUCAS: capítulo 13º. 20º. que lhes não permitiam descansar das fadigas do trabalho cotidiano. Sua instituição representava uma medida útil. a cobiça. 13º. conforme ficou explicado na lição precedente. versículo 27).

seja por atos. cometeu falta Idêntica à em que teria caído. cobiçando-a. Embora ela não exista perante os homens. Aprendeste que aos antigos fora dito: Não cometerás adultério. 29. em quem ela se manifestou. para isso.113 25 MATEUS. que delas decorre. São simbólicas as palavras de Jesus. o Senhor. uma acepção de ordem geral. porqüanto visam fazer compreensível que os homens devem abster-se de toda má palavra. seja por pensamentos. porqüanto melhor te é que pereça um dos membros do teu corpo do que ir todo este para a geena. Daí vem o ser a concupiscência. primeiramente. aquele que formula um mau pensamento. aos do Senhor. . o Espírito. seja por palavras. é que não basta nos abstenhamos do mal. só por meio de tais imagens podia impressioná-las fortemente. composta de imagens materiais. Extirpação de todos os maus pensamentos MATEUS: capítulo 5º. tanto quanto se praticasse uma ação má. como convinha aos Espíritos daquela época. que precisamos praticar o bem e que. só uma dificuldade material qualquer impede que o pensamento concupiscente se transforme em ato. E eu te digo que quem quer que olhe para uma mulher. Se o teu olho direito te for motivo de escândalo — arranca-o e atira-o longe de ti. incorre em falta. sem atendermos ao sacrifício que porventura nos custe a purificação dos nossos sentimentos. já cometeu adultério no seu coração. no dizer de Jesus. pois. — 28. porque. vê a mácula que na alma produz um pensamento mau e toda mácula significa que a criatura se afastou do seu Criador. Devemos. Falando a criaturas materiais. bem se vê que também nesse ponto usou Ele de uma linguagem figurada. Adultério no coração. porqüanto melhor te é que pereça um dos membros do teu corpo do que ser todo este lançado na geena. constantes nestes versículos. porque estes não percebem o que se passa no íntimo do Espírito. 5º. de toda ação má e de todos os maus pensamentos. mesmo porque. 27 ao 30. equiparada ao adultério. que lê o íntimo dos seres. Elas têm. Para Deus. Se a tua mão direita te for motivo de escândalo — corta-a e atira-a longe de ti. as mais das vezes. Quanto ao dizer que devem ser arrancado o olho e cortada a mão que se tornem causa de escândalo. mister se faz destruamos em nós tudo o que possa ser causa de obrarmos mal. — 30. se houvera consumado o adultério. O ensino moral. procurar-lhes o verdadeiro sentido. Não se estranhe o dizermos que podemos obrar mal pelo pensamento. versículo 27.

versículo 31. 5º. união que. ao contrário. 31 ao 37. compreendendo o verdadeiro objetivo da vida terrena.114 26 MATEUS. entretanto. sim. como ele. então. para origem da Humanidade. — LUCAS. — 36. Eu. depurar-se. a não ser por causa de adultério. Nem foi com objetivo diverso que. mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos. tendo a mulher apenas como meio de satisfazer ele aos seus apetites materiais. — 35. porém. se buscassem para juntos passarem as provas da existência corpórea. Limitai-vos a dizer: sim. saberá santificar de fato a união conjugal e. quando estudarmos os versículos de 1 à 9 do capitulo 9º do Evangelho de MATEUS e os versículos de 1 à 12 do capítulo 10º do de MARCOS. considerá-la o que ela realmente é —um Espírito criado como o dele. Ouvistes ainda que aos antigos fora dito: Não jurarás falso. não pensará mais em divórcio. para também expiar e resgatar faltas. versículo 18. um objeto de negócio. Quando as criaturas humanas houverem dominado seus maus instintos. 18. a torna adúltera. porque não podeis tornar branco ou preto um só de seus cabelos. — 33. 6º. e aquele que tomar a mulher repudiada por outro comete adultério. Não jureis tampouco pela vossa cabeça. gozando das alegrias que lhe proporcione a vida humana. o homem. doutra feita. suportando. De fato. Como o assunto de que estamos tratando terá que ser versado novamente. Casamento. que faz da união matrimonial do homem e da mulher um comércio. o objetivo imediato do ensino de Jesus foi impedir se multiplicasse o número de mulheres repudiadas sob os mais fúteis pretextos. progredir. do mesmo modo que ele. se referiu figuradamente. por agora . por efeito dessa simpatia e dessa afinidade. Eu vos digo que não jureis de forma alguma: nem pelo céu. Relativamente ao divórcio. que ainda hoje se dão. vos digo que quem repudiar sua mulher. apoiando-se na letra da Gênese. ao instinto da procriação. a este em tudo semelhante e posto na Terra. à criação inicial de um homem e de uma mulher. o homem não deve equiparar-se ao bruto. pela encarnação. deverá ser a de Espíritos afins. e quem quer que despose a que o marido abandonou comete adultério. As causas ou motivos das separações conjugais. Quem quer que deixe sua mulher e tome outra comete adultério. tirando dessa circunstância um grande motivo de felicidade. — Também fora dito: Quem abandonar sua mulher dê-lhe carta de repúdio. são frutos da nossa defeituosíssima civilização. como era de costume entre os judeus. não. Cumpre-lhe. os trabalhos e. a fim de concluir recomendando não se separasse o que Deus unira. — 32. mediante a carta de divórcio que Moisés permitira. nem pela terra. porque é o trono de Deus. mesmo porque para este já nenhum cabimento haverá. como outrora. porque é o escabelo de seus pés. — 34. que bastante atenuaria aquelas mesmas provas. — Juramento MATEUS: capítulo 5º. não. pois o que passar disto procede do mal LUCAS: capítulo 6º. porque é a cidade do grande rei. quando a Humanidade se compuser de Espíritos que já tenham atingido um certo grau de purificação. simpáticos e que. nem por Jerusalém. — 37.

porque para a iniquidade nenhuma prova há de retidão. O juramento já existia. nenhum juramento será capaz de fazer que esse deixe de duvidar.como se vê das próprias palavras do Salvador. já foi oficialmente banido e.115 não nos estenderemos sobre ele. nunca a sua palavra poderá ser posta em dúvida. . como um freio que a legislação humana pôs à insinceridade dos homens. à sua propensão para a mentira. por efeito da inferioridade espiritual que. porém. em geral. jamais faltando à verdade. quando imperar na Terra o Espiritismo. e continuou a existir. . os caracteriza. ou não. Dentre nós. Qual seja. ele desaparecerá completamente. Quanto ao juramento. conforme há perto de dois mil anos Nosso Senhor Jesus Cristo recomendava aos que estavam aptos a lhe guardar as palavras e decididos a caminhar pelas sendas do Senhor. o valor desse freio todos hoje o sabem. Aquele que traz puro o coração nenhuma necessidade tem de jurar. Todos se limitarão a dizer — sim. E. o que Jesus teve em mira com o que disse a respeito foi coibir o abuso que das juras faziam os judeus. se alguém houver que dela duvide. porqüanto.

Considerem-se. se alguém vos bater na face direita. não o impeças de levar também a túnica. como lançou. Compreende-se que. como convinha a homens de naturezas violentas. Sabeis que fora dito: olho por olho e dente por dente. vos digo que não oponhais resistência ao que vos queira fazer mal. o amor. ao contrário. 38 ao 42. do amor. — 40. Se alguém te bater numa face. como para com os seus inimigos. a época em que Ele desceu à Terra e as condições morais dos homens a quem falava. a abnegação. predispô-los a enveredar pelo caminho do bem. — 39. se alguém te tirar a capa. que não segundo a letra. sobrepõe a tudo. apresentalhe a outra. pelo vosso exemplo. a fim de que. caridade e amor. destinadas a germinar desde logo e a frutificar cada vez mais pelos séculos em fora. seja reconduzido o vosso irmão ao bom caminho. E se algum vos forçar a caminhar mil passos. entregai também a vossa capa. segundo o Espírito. caridade moral e material MATEUS: capítulo 5º. Dai a quem vos pedir e não volteis as costas a quem vos queira solicitar um empréstimo. “Sabeis que fora dito: olho por olho e dente por dente. mas também a do coração e da inteligência. lhe apresenteis a outra. Considere-se igualmente o fim superior que tinha a sua missão. LUCAS: capítulo 6º. sentimentos esses que devem animar o homem. que só pelo terror podiam ser dominados. do qual se transviou. da benevolência. (31) Claro se torna o sentido destas palavras de Jesus. Os preceitos da lei antiga eram de molde a infundir terror. de extremada abnegação. Nisto se resume tudo. — 42. toda de abnegação. — 30. deixai que as leis divinas sigam o seu curso. como devem ser compreendidas. 29 ao 30 Paciência. Para que os direitos fossem reciprocamente respeitados. ao que vos queira fazer mal. A lei trazida ao mundo pelo Cristo. ao longo do qual iriam gradualmente adquirindo os sentimentos capazes de lhes expungir os corações do ódio. que. senão maior do que o que houvesse feito ao seu irmão. a renúncia de si mesmo. àquele que quiser demandar convosco em juízo para vos tomar a túnica. Eu. por assim dizer. — Abnegação. versículo 38. Dá a todo o que pedir e ao que te tomar os teus bens não os reclames. Eu. da cobiça e da inveja que os dominavam. Era para. para os homens endurecidos daquela época. mister se fazia que cada um estivesse convencido de que sofreria. porém. pelos seus ensinos e exemplos. 6º. porém. sementes da verdade. fim que era lançar. antes de tudo. por pouco que deles obtivesse. Fazei não somente a esmola da bolsa. limitai-vos a usar da caridade. que ainda se achavam incapacitados para obedecer a uma lei toda mansidão e doçura. em todos os casos.116 27 MATEUS.” Querem estas últimas palavras dizer: Ponde de lado o orgulho e humilhai-vos. versículo 29. devotamento. mal idêntico. como castigo. excessivo. 41. Jesus se visse na necessidade de formular esses exemplos de amor. — LUCAS. vos digo que não oponhais resistência. ao contrário. desde que procuremos compreendê-las. não só para com os que lhe são caros e amigos. não façais justiça pelas vossas mãos. 5º. . caminhai com ele mais dois mil. e.

mas sempre progressiva. iluminados pela ‘verdade e praticando o amor. dente por dente. também lenta. apartados os obstinados no mal. — Levítico. os Espíritos falidos vão sofrendo. 17. — 1ª Epístola à Pedro. esclarecidos pela revelação espírita. tornado o planeta terreno morada exclusiva dos bons. guarda das leis de Deus. o nosso Criador. — Lamentações. 6. desde que. — 1ª Epístola aos Coríntios. do Velho Testamento.ao advento da era predita para começo de uma nova fase de evolução moral. 12º. de sob o simbolismo dessa linguagem. ainda que não tenham. a iniciar-se com a Nova Revelação. 2º. — ISAÍAS. a ciência espírita nos mostra que o olho por olho. 24. lembrança dos seus delitos. nem por isso devemos deixar de estar atentos. 19º. Bem longe ainda nos achamos desses tempos ditosos em que. Mediante as reencarnações sucessivas e os sofrimentos inerentes a cada uma delas. lenta. o nosso Juiz supremo e nosso Pai de misericórdia infinita. — Epístola aos Romanos. caminharemos sempre sob as vistas do Pai celestial. em face dos preceitos evangélicos. durante a vida corpórea. a transição que a precederá já se vai fazendo patente na mudança dos costumes. se não nos achamos em condições de observar escrupulosamente esses preceitos evangélicos. Depois de passarem os Espíritos pelo cadinho depurador das reencarnações. 30. nos remotos tempos em que viveram. para eles concorrendo. que acarretará a transformação física. 7. 20 — Deuteronômio. . — Provérbios. 50º. é uma realidade para todos os tempos. 12. a fim de que se cumpram as palavras de Jesus. acompanharemos. 3º. 22. 21º. cujos efeitos veremos e. (31) Êxodo. os homens chegarão a uma época em que. Quanto à lei de talião. já podemos atestar a realidade daquela transformação. 20º. pois que. para sua purificação e progresso. para julgamento de seus atos. Entretanto.117 Quanto a nós. mas progressiva sempre. encarnados ou desencarnados. que mais facilmente se vão sujeitando ao jugo do homem. na melhoria das índoles e até mesmo na modificação dos animais ferozes. tudo o que fizeram sofrer aos outros. como sucedeu mesmo a Moisés e aos profetas de Israel. embora lenta. 21. 6º. em conseqüência da evolução moral. 24º. um só tribunal haverá — o da própria consciência. extraiamos o sentido verdadeiro da sentença que ela exprime.

a revelação da revelação. LUCAS: capítulo 6º. como luz brilhante que nos guiará os passos. pois. — 36. — Atos. vos digo: Amai os vossos inimigos. pois! (32) Levítico. cultivai e praticai com sinceridade todas as virtudes que vos são ensinadas e exemplificadas. a revelação nova. isto é. constante nesses trechos evangélicos. 7º. porém. fazei bem aos que vos odeiam. pois. Por que. — Via da perfeição MATEUS: capítulo 5º. Se só fizerdes o bem aos que bem vos fazem. se só amardes os que vos amam que recompensa tereis? Não fazem o mesmo os publicanos? — 47. 5º. como é perfeito vosso Pai celestial. 6. — 45. orai pelos que vos perseguem e caluniam. 21. Para o conseguirmos. 6º. Se somente saudardes os vossos irmãos. versículo 27. uma vez que os pecadores também amam os que os amam? — 33. Sede. 27 ao 28 e 32 ao 36. contando receber outro tanto? — 35. 23º. Se não amardes senão os que vos amam. — Deuteronômio. em tudo e para com todos. portanto. Se só emprestardes aqueles de quem esperais receber. A jornada é longa e áspero e semeado de perigos e dificuldades o caminho. — 44. Amai. Eu. rumo ao seio infinito do Pai. 25º. temos hoje o Espiritismo. fazei bem aos que vos odeiam. que mérito tereis. digo eu a todos vós que me escutais: amai os vossos inimigos. 19º. uma vez que os pecadores também emprestam a pecadores. versículo 43. Vossa recompensa então será muito grande e sereis filhos do Altíssimo. Avante. — 46. fazei bem a todos e emprestai sem esperar pagamento. que mérito tereis. novo transbordamento da bondade de Deus para com os homens. dando-nos a compreensão nítida das palavras evangélicas e facultando-nos. 43 ao 48. — Amor e caridade para com todos. os vossos inimigos.118 28 MATEUS. 1. que assim se conjugam com aqueles outros que referem haver o mesmo Jesus dito — Sede perfeitos. mas o porto de chegada é prodigioso de venturas e esplendores. perfeitos. que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem o mesmo os gentios? — 48. — Provérbios. 12º. que mérito tereis. uma vez que os pecadores procedem do mesmo modo? — 34. versículo 32. . LUCAS: capítulo 6º. que é benevolente para com os ingratos e os maus. Amar os inimigos. atingir a meta que nos é proposta. a fim de que vos aproximeis daquele que é a perfeição absoluta. 59. Sede. orai pelos que vos caluniam. Mas. Tendes ouvido que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. — Epístola aos Romanos. amigos e inimigos: tal o ensino de Jesus. como o vosso Pai celestial é perfeito. misericordiosos como vosso Pai é misericordioso. abençoai os que vos amaldiçoam. 14 e 20. — 28. a fim de serdes filhos de vosso Pai — que está nos céus — que faz nascer o Sol sobre os maus e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. em conseqüência. conhecidos e desconhecidos. — LUCAS. (32) Obedeçamos à lei do amor.

dadas as condições do meio em que nos encontramos encarnados. ou os impulsos a que obedecemos na prática dos nossos atos. Somente possuindo essa virtude celeste. como facilmente verificaremos. Somente a posse daquela virtude fundamental nos capacitará para a prática da caridade material e moral. que vê o que se passa em segredo. por outro motivo que os nossos anjos de guarda. a cada passo. do devotamento. tem um sentido que abate e humilha. até certo ponto. dos nossos pecados. os nossos guias. pondo em jogo todas as aptidões da inteligência e todas as delicadezas do coração. vos recompensará. Pois bem. mais ou menos oculta. . Não é. — Segredo na prática das boas obras MATEUS: capítulo 6. em suma. a fim de que a esmola fique secreta. Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens para que vos vejam. Quando. — 2. do amor. tão de contínuo e com tanta insistência nos recomendam que sejamos humildes. repetindo o conselho daquele que foi. À caridade assim praticada. se nos deparam tantos e tão sublimados ensinamentos e exemplos de humildade.119 29 MATEUS. igualmente. mas principalmente das almas. É certo que nem sempre a nossa consciência. Humildade e desinteresse. da sinceridade. pelo remédio espiritual que nos aconselham os nossos maiores. por outra razão que. ensinados também nos versículos que estudamos. em espírito e verdade. Procedendo. a causa principal. do contrário. conforme ao texto acima. recompensa não recebereis do vosso Pai que está nos céus. derdes a esmola. Em verdade vos digo: esses já receberam a sua recompensa. nos pode indicar a causa determinante do nosso procedimento. nos Evangelhos. entre nós. também podemos descobrir as das nossas enfermidades morais. certamente. com o cunho da abnegação. as mais das vezes. pois. Entretanto. Não é. quase que em todas as suas páginas. de que. sob o duplo aspecto que comporta. o que sobretudo decorre é ainda uma esplêndida lição de humildade. das nossas faltas. dos nossos erros. como de todas as outras. assim como. 6º. não só dos corpos. é e será sempre o médico supremo. foi modelo excelso Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando derdes a esmola. versículo 1. as palavras. a esse estudo. é que se referia o divino Mestre. e vosso Pai. — 3. então. quando. do sigilo. é que seremos capazes de praticar unicamente boas obras. empregava o termo esmola que. — 4. do desinteresse. 1 ao 4. como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas praças públicas para serem honrados pelos outros homens. nos é possível estudar as causas da enfermidade de que padeçamos. não mandeis tocar trombetas à vossa frente. reconheceremos que a carência de humildade em nossos corações constitui. do trecho que estamos apreciando. pelos medicamentos que nos aconselha o nosso médico. não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita. se procurarmos interpretar-lhe.

a convicção de que aqueles por quem pedíamos beneficiavam dos nossos rogos. 5 ao 15. um de seus discípulos lhe disse: Senhor. perdoa as nossas dividas como perdoamos aos nossos devedores. — 6. que se praticava através de estudo profundo e continuado e de provas que capacitavam o indivíduo para . Faltava-nos. assim seja. perdoa as nossas ofensas. aliás. santificado seja o teu nome. 11º. Quando quiserdes orar. entretanto. — 11. Apesar. Não vos assemelheis a eles. Essa. que o teu reino venha. E sucedeu que. devido à ignorância em que se mantêm da verdade. como perdoamos aos que nos devem e não nos deixes entregues à tentação. — O Pai Nosso MATEUS: capítulo 6º. porqüanto vosso Pai sabe do que precisais antes de lho pedirdes. vosso Pai não vos perdoará os pecados. imaginando que serão escutados por muito falarem. — 3. — 7. Orai assim: Pai nosso que estás nos céus. Do mesmo modo. também o Pai celestial perdoará as vossas. não sabíamos o que é verdadeiramente prece. — 15. Disse-lhes Ele então: Quando orardes. para os ler e explicar. — LUCAS. ela nos enchia de doces esperanças o coração e nos proporcionava conforto. — 10. mister se fazia uma iniciação longa. de lhe ignorarmos o valor e a eficácia. 6º. Prece. nas sinagogas e nos cantos das praças públicas para serem vistos pelos homens. versículo 5. não perdoardes aos homens. porém. — 9. entrai para o vosso aposento e. 1 ao 4. — 4. (33) A prece! Antes que a luz do Espiritismo nos banhasse a alma. dizei: Pai.120 30 MATEUS. quando acabou. — 2. — faça-se a tua vontade tanto na Terra como no céu. a situação em que se encontra. mas livra-nos do mal. versículo 1. tendo estado a orar em certo lugar. assim como João ensinou a seus discípulos. era porque. vos recompensará. não façais como os hipócritas que gostam de orar de pé. a generalidade das criaturas. Quando orardes. que vê o que se passa em segredo. se entre os egípcios o sacerdócio proibia aos leigos a leitura e a explicação dos livros sagrados. e vosso Pai. dá-nos hoje o pão de cada dia. com relação à prece. a que nos habituara nossa mãe e a que recorríamos. sempre que nos sentíamos aflito. por efeito da incompreensão das coisas santas. — 14. Se porém. — 13. fazem dos Evangelhos hieróglifos semelhantes aos do antigo Egito. santificado seja o teu nome. mesmo fazendo-a por simples hábito. para nós. donde a indiferença geral. de uma prática costumeira. nem quais o seu poder e a sua eficácia. monopolizando a interpretação das letras sagradas. — 8. fechada a porta. Ela não passava. ensinanos a orar. venha a nós o teu reino. Rogávamos então a Nosso Senhor Jesus Cristo um remédio para o nosso sofrimento. Considere-se. não faleis muito como fazem os gentios. Porque. que. porém. orai a vosso Pai em segredo. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. quando orardes. cuja responsabilidade pesa toda sobre os que. se perdoardes aos homens as faltas que cometam contra vós. e não nos abandones à tentação. dá-nos hoje o nosso pão que está acima de qualquer substância. — 12. LUCAS: capítulo 11º.

disse-nos o médium. que. é um recurso de valor inapreciável. agradece os benefícios que colheu das tuas preces. ação idêntica à que desenvolve o magnetizador sobre um paciente. o sonambulismo e praticavam a sugestão. pelo irmão agradecido. submissão e fé. dizendo: “O Pai celestial ouviu as vossas preces e Francisca deixa de sofrer neste momento”. Desde então se nos firmou definitivamente a convicção de que a prece opera prodígios de misericórdia. fazendo-nos compreender que a prece. Assim. havendo acompanhado o bom irmão Bittencourt Sampaio. o anjo de guarda da pobrezinha se manifestou. para os não tornar insanos. por meio da qual amparo e força recebem. em contrário ao que quer o manso Rabi de Nazaré. para nos. Decorridos algumas semanas. assim com relação àquela época. aqueles a cujo favor é ela feita. no Egito. orar é emitir fluídos sutis que. que veio à Terra precisamente para iluminar com seus ensinos e exemplos o caminho da salvação a todas as criaturas de Deus. propelidos pela força da vontade. . Um exemplo: certa vez. operando-se a distância. segundo refere Estrabão. do amor. uma vez que o empreguemos com humildade. considerada do ponto de vista espiritual. Aos fracos. naquela época. vão envolver aquele por quem se ora. o valor inigualável e a prodigiosa eficácia da prece. cheio de grande contentamento. Recomendando. condenou. ou lhes facultar meios de praticarem o mal. ao ouvido: F. nos fizera a narração de seus sofrimentos. mesmo a seu mau grado. Os sacerdotes egípcios. para lhes não aumentar as responsabilidades. precisava ser transmitida veladamente. Desencarnara. a multiplicidade das rezas que os lábios pronunciam. como os que se dizem representantes de Jesus na Terra e únicos possuidores do conhecimento da sua doutrina. ipso facto. chamada então magia. durante algumas noites seguidas. para a prece. que é uma magnetização moral. Vê-se assim que. envoltos na obscuridade dos mistérios. no entanto. que a bondade infinita de Deus nos concede para obtermos o de que necessitam os nossos Espíritos. A ciência espírita ensina como se produzem esses efeitos. o célebre geógrafo grego. o silêncio. em proporções compatíveis com o desenvolvimento comuin das inteligências. na primeira sessão que realizamos depois desse fato. mas. à hora de nos deitarmos. como em relação ao futuro. só era ministrada ao povo de modo muito restrito. conservando-se-lhes alheio o coração. Despertada a nossa reminiscência. de um ponto de vista mais alto. como ao tempo de Jesus. as pompas cultuais e as cerimônias ritualísticas. por ocasião de outro trabalho. o recolhimento. fortalecer-lhe o Espírito e esclarecê-lo. é uma emanação dos mais puros fluídos.agradecer. em visita que fez a uma infeliz irmã que tinha o rosto já todo devorado por um cancro e à qual ia ele levar algum alívio. sentimo-nos surpreso. esta. nosso mestre e companheiro de saudosa memória. assim sendo. Jesus. Pela prece.121 um estado de desprendimento que lhe permitia penetrar no mundo da verdade. por um médium. dos milagres e dos dogmas. ao mesmo tempo. os iniciados. Eles não ficavam. e aconselhando seja ela feita em poucas palavras. E é do estudo e da prática sincera e simples desses ensinos que ressaltam o poder extraordinário. o segredo. oramos em favor de um irmão do espaço que. esses já conheciam o magnetismo. aos maus. Doutra feita. iniciados eram aqueles para quem a luz da verdade brilhava com grande fulgor. exercemos.

como o são pelos Espíritos bem-aventurados. versículo 5. em latim —dominus. de quem todos provimos. que nos impuseste. versículo 34. (Êxodo. e.” Usa. Dessa explicação éeste o resumo: Pai nosso: — Pai de todas as criaturas. versículo 34). assistidos pelos apóstolos. Jesus Cristo vive sempre para interceder por nós. o amor e a justiça reinem entre os homens. 1ª Epístola”. como o são nos mundos felizes. “Epístola aos Hebreus”. tornando-os impuros para proferir o nome daquele que é a pureza absoluta. (João. que ora por nós. que os nossos olhos impuros te não podem descobrir. sejam observadas e praticadas com amor e reconhecimento em nosso mundo. assim na Terra como no céu: — que as leis santas. capítulo 23º. o pão da vida eterna. o Senhor. pelo teu Filho bem-amado. sempre com o pensamento nele. fazei bem aos que vos odeiam. dá-nos. — “Epístola aos Romanos”. orando. que seus corações nada abriguem capaz de lhes macular os lábios com uma blasfêmia. levantou para os céus as mãos. Que estás no céu: — que ocupas o infinito da tua criação. pelos seus pensamentos e atos. as faltas em que ainda a todo momento incorremos. como instrumento para a obra da nossa purificação espiritual. que a tua justiça caia sobre nós. pelas ovelhas de seu rebanho. por humanidades mais adiantadas do que a nossa. da paz e do amor. para que tenham a força de subir até ao sólio da tua eternidade. — Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador. os pecados em que a todo instante caímos. Jesus nos deu um exemplo que devemos seguir constantemente. o nosso Mestre divino: “Amai os vossos inimigos. como perdoamos aos nossos devedores: — Perdoa-nos as ofensas que te temos feito. terminada a sua prece: “Mestre. — João. versículo 11). Faça-se a tua vontade. capítulo 17. o viático indispensável a todos os Espíritos que faliram. capítulo 2º. capítulo 7º. lhes ensinou a oração. sobretudo. como pelas suas palavras. mas. se misericordiosos . pela boca de um deles. lhe pediram. os próprios evangelistas. ensina-nos a orar. — 1ª. perdoa-lhes. versículo 1). que por nós vive e reina. Senhor. dando um ensinamento aos hebreus. — Pai santo. de misericórdia para conosco. pois. do mesmo modo que o fez Moisés que. como o amor e o perdão formam a essência dessa lei. em que o viram absorvido na oração. (LUCAS. que na sua submissão aos teus santíssimos desígnios têm a fonte da bem-aventurança de que gozam. que seus discípulos. pão que está acima de qualquer substância: — concede-nos. Santificado seja o teu nome: — que cada uma das tuas criaturas te bendiga o nome. justas e imutáveis. porém. transgredindo os preconceitos da tua santa lei. para que fique eternamente convosco.” E o divino Mestre. Perdoa as nossas dívidas. que ficou sendo chamada dominical. Dá-nos hoje o pão de cada dia. porque dirigida a Deus. tão acima de nós. (PAULO. Foi num desses dias. como os nossos. capítulo 2º. satisfazendo de pronto a esse pedido. que a paz. capítulo 8º. sempre que precisou vencer a Israel.122 Jesus orou ao Pai por nós. Intercedendo. posteriormente. (João capítulo 17º. a Timóteo. Temos dela a explicação que nos deram o Mestre Allan Kardec. o alimento necessário à sustentação do corpo material que nos deste. a que se acha submetida a nossa existência. guarda em teu nome aqueles que me deste. pois que disseste. — Pai. Mas. abençoai os que vos amaldiçoam. versículo 11). versículo 16). Venha a nós o teu reino: — pois que o teu reino é da justiça. capítulo 14º. Criador supremo. versículo 25.

forra-nos. de reconhecimento e de submissão Àquele que. 5º. que nos tentam de contínuo. a fim de que possamos vencer. a ti que. o poder e a glória te pertencem a ti que és o único verdadeiramente grande. Senhor. que cercados pelos bons Espíritos. este ensinamento que. 4º. e repelir assim os maus Espíritos que. és o nosso juiz supremo. onipotente na imensidade. a quem tributamos as homenagens dos nossos corações e em cujo louvor entoarão as nossas almas cânticos eternos. 10. 1. que quer dizer — assim seja: — assim seja. o Deus de amor vos abençoe. às nossas inclinações más. Estudai com o coração tudo quanto esta sublime prece inspira ao homem. 14. 9. para com seus irmãos e para consigo mesmo. para a nossa perdição. o nosso Rei. sem tibiezas. em nome e da parte do Cristo. Que esse Deus. 18º. página 446. Amém. 21º. acabamos de dar-vos. na luta que precisamos travar com as paixões grosseiras e os sentimentos inferiores. paixões e vícios. de perfeições absolutas e infinitas. volume 1.123 formos para com os nossos irmãos. repitamos o conselho com que os evangelistas e os apóstolos puseram fecho a essa explicação da oração dominical: (34) “Meditai. — Apocalipse. Senhor. Livra-nos de todo mal: — permite. atraidos por essas inclinações. pois que o reinado. 37. Estudai com o coração tudo o que ela encerra de amor. Espírito da Verdade. para se manter no bom caminho. foi. B. é e será Deus de bondade. 33. 2. revigora-nos as energias.” (33) 3º Reis. o nosso soberano. perdoando-nos tanto quanto houvermos perdoado as faltas dos nossos semelhantes. que estás acima de todas as coisas e de todas as criaturas. às provas demasiado fortes para a nossa virtude e dá-nos forças para resistirmos aos nossos maus pendores. a ti que és o nosso Deus. acerca da oração dominical. o Criador único de tudo o que vive e se move no espaço infinito. possamos sempre resistir às nossas paixões e vícios. ROUSTAING – A Revelação da Revelação. 17º. Senhor. — Atos. desde toda a eternidade. amados irmãos. nem desfalecimentos. (34) J. 5º. desenvolvendo e fortificando em si os sentimentos do dever para com Deus. . Não nos deixes cair em tentação: — bem conhecendo a extensão da nossa fraqueza. dóceis aos seus conselhos e inspirações. fortalece-nos a coragem. tentam constantemente apoderar-se de nós e arrastar-nos ao caminho do mal. — JOÃO. Por concluir. — Eclesiastes. — 4º Reis. 36. 5.

isso só o conseguiremos. apreciada e louvada pelos homens. (35) (35) ISAÍAS.124 31 MATEUS. Quando mesmo se pudesse admitir que tais privações ritualísticas fossem do agrado de Deus. 16 ao 18. porta única da salvação. tornando-se uma causa de acréscimo de responsabilidades e de maior transviamento dos que a ela se entregavam. mas. de toda má palavra. que restrinjamos a nossa alimentação ao estritamente necessário. Semelhante preceito só se concebe como obra de fanatismo. . Os judeus praticavam o jejum material. para socorrermos o nosso irmão a quem falte o indispensável. desde que praticadas publicamente. levando-a moralmente. De salvar a alma é tudo o de que devemos e precisamos cogitar. de todo mau pensamento. Jejum MATEUS: capítulo 6º. Jesus aconselhava e os seus mensageiros presentemente aconselham o jejum. que cifram toda a religião na observância de um formalismo absolutamente estéril. 58º. é mesmo justo. na observância daquela e de outras formalidades idênticas. de todo ato que nos degrade aos olhos do nosso Criador. isto é. meritório que nos privemos de alimentos. certo não o seriam. louvável. necessitamos fazer sacrifícios. que vê o que se passa em segredo. 6º. não vos ponhais tristes como os hipócritas. como o disse o Mestre divino. quando jejuardes. Quando jejuardes. para a esse efeito chegarmos. e vosso Pai. Compreende-se. mediante a prática da caridade. — 17. vos recompensará. façamo-los. é simplesmente absurdo. 5 a 12. Jamais façamos consistir a prática do amor a Deus e ao próximo. como imaginado por obscurantistas. com ostentação. versículo 16. purificando-a. porque em nada concorrem para a melhora espiritual das criaturas. deixando de alimentá-lo. perfumai a cabeça e lavai o rosto. e Jesus. em obediência a um preceito supostamente religioso. Vós. Esse o ensino do divino Mestre. que consiste na abstenção de todo mal. Se a nossa consciência nos disser que. que nada valem. que enfraqueçamos o nosso corpo. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. porém de modo que todos redundem em benefício do Espírito. mandamento que encerra toda a lei e os profetas. Nenhum mérito tem aos olhos de Deus o que a criatura faça por ostentação. que tem presente a si o que haja de mais secreto. a fim de que o vosso jejum não seja visível aos olhos dos homens e sim aos do vosso Pai. dizendo o que consta nos versículos que estamos apreciando. mas o jejum espiritual. porém. visou evitar que essa prática continuasse a oferecer ensejo para a hipocrisia e incentivo ao orgulho. que desfiguram o semblante para que os homens vejam que eles estão jejuando. para ser vista. — 18.

porque são uma fonte de trevas para o nosso Espírito. Porqüanto. Tendo-nos transviado da senda que devêramos trilhar sempre. versículo 19. onde não cabem as vaidades. a luz que está em vós não for senão trevas. Assim procedendo. onde a ferrugem e as traças os destroem. Se. para tocá-los. a fim de ganharmos a nossa verdadeira pátria. nos achamos neste mundo. para Ele se voltará de contínuo o nosso coração. tudo para nós está em a retomarmos de novo. encontraremos o verdadeiro sentido e o alcance de suas palavras. que o Pai nos reserva. que é o possuidor de todas as graças. ao mesmo tempo que nos veio habilitar. — 22. Pequenino rebanho. que nô-la veio mostrar. o espírito. onde estiver o vosso tesouro aí estará também o vosso coração. mediante seus ensinos. onde não há ferrugem nem traças que os possam destruir. um tesouro que não se esgota nunca. para entrarmos na posse do patrimônio de luz e bemaventurança. imagens materiais. Não queirais acumular tesouros na Terra. de todos os nossos pensamentos. — 21. Ele será sempre o alvo de todas as nossas ações. aí estará também o vosso coração. Coração puro. — 23. Vosso olho é a lâmpada do vosso corpo. pois. costumava empregar. qualquer que seja o brilho que aparentem. do qual o ladrão não se aproxima e que as traças não roem. Preparai-vos tesouros no céu. vos aproxima de Deus. Mas. Não nos deixemos fascinar pelos bens perecíveis. único e verdadeiro tesouro MATEUS: capítulo 6º. se vosso olho for mau. Pois que. O nosso único e verdadeiro tesouro está junto do Eterno. 6º. amontoai. todo o vosso corpo será luminoso. 19 ao 23. que assim estará sempre . onde não há ladrões que os desenterrem e roubem. o fim para que fomos criados. relativamente às que constam nestes versículos. (36) Como várias vezes temos dito. Provei-vos de bolsas que o tempo não estrague. Para avançarmos no sentido dessa aproximação é que. — LUCAS. veremos ser o seguinte o ensino que delas decorre: não procureis realizar na Terra a vossa felicidade. — 20. 12º. se vosso olho for simples. quão grandes não serão estas mesmas trevas! LUCAS: capítulo 12º. Vendei o que possuís e distribui-o em esmolas. Se lhes procurarmos.125 32 MATEUS. 32 ao 34. na imensidade. onde os ladrões os desenterram e roubam. Ver-nosemos então numa existência. Desprendimento das coisas terrenas. — Não procureis sendo o que. — 33. pela caridade. versículo 32. — 34. porém. no céu. ascendendo ao seio do nosso Mestre. principalmente. Jesus. quando isso esteja em oposição à felicidade eterna do vosso Espírito. onde estiver o vosso tesouro. visto que nisso está toda a nossa felicidade. por isso que falava a homens materiais. A luz que parecem ter se apaga. Aproximar-nos cada vez mais de Deus deve ser o pensamento que presida a todos os nossos atos. Desde que nos compenetremos desta verdade. desde que deles nos prive a morte. não tomais. todo o vosso corpo é tenebroso. e sem coisa alguma com que possamos apresentar-nos perante Deus. porqüanto aprouve ao Pai dar-vos o seu reino.

por nossa vez. 6º.126 junto de Deus. 23º. que as boas obras. Não quer isto dizer que devamos desfazer-nos de todos os nossos haveres. precisam ser. como aqueles. Pequenino rebanho. muito poucos. Fora absurdo e contrário a todos os ensinamentos do Mestre. fazendo-nos aproximar de Deus. . constituem as únicas riquezas indestrutíveis. etc. 5. 4. Significa que a posse e a aplicação dos bens que nos pertençam devem ser isentas de egoísmo e santificadas pela caridade. não temais. Vendei o que possuía e distribui-o em esmolas. como de ordem intelectual. 17. que nos conduz àperfeição. — Epístola aos Hebreus. cheios de devotamento e firmes nos seus passos sob as vistas do Senhor. Dirigem-se também aos primeiros espíritas que. 13º. em número. porque. de ordem material. 19. representam o principal fator de todo progresso moral. porque junto dele estará o nosso tesouro. 7 a 11. Estas palavras Jesus as dirigia aos primeiros discípulos. de modo a ficarmos na condição de termos que. confiar plenamente. (36) Provérbios. 4. — 1ª Epístola à Timóteo. como os primeiros discípulos. mas devotados e atentos em caminhar sem desvios pela senda do Senhor. 1º. 6º. como bens espirituais que são. — 1ª Epístola a Timóteo. comparativamente à grandeza da tarefa que lhes cabia desempenhar. em cujas promessas devem. esmolar. origem e concretização de todos os bens reais. — 1ª Epístola à Pedro. em número igualmente reduzido para a missão que lhes cumpre desempenhar.

— 16. Aliás. porém. repousa. São ainda inúmeros os que só cuidam das coisas da Terra e para os quais a crença em Deus. porém. o que acima de tudo devem procurar é tornar-se ricos em Deus. a inveja. mesmo assim. bebe. tanto que. abundantes frutos. Assim acontece àquele que entesoura para si e que não é rico em Deus. não tendo onde guardar o que colhi? — 18. disse-lhes esta parábola: Havia um homem riquíssimo cujas terras produziram. a fim de dar-lhes ao Espírito a visão e o gosto das coisas espirituais. na vida futura não passa de desvario de fanáticos e de quem não tem com que se ocupar. da matéria. respondeu: Homem. os cuidados e esforços que malbaratamos em ajuntar riquezas para uma vida efêmera. em geral. etc. quando se sabe como. ao contrário. Em seguida. — 19. tens de reserva para longos anos muitos bens. as mais das vezes. lógica e naturalmente. ela bastaria para combater a avareza e para lhes dar a ver quão melhor e necessário é que ponhamos. acrescentou: Cuidado. — Rico em Deus LUCAS: capítulo 12º. pelo esforço constante por se libertarem das influências materiais. homens profundamente materializados. Se as criaturas humanas se compenetrassem bem desta idéia. em desprender. — Rico exclusivamente preocupado com as coisas da Terra. A avareza. consistia. dize a meu irmão que divida comigo a herança. Mas Deus disse a esse homem: Insensato. preservai-vos de toda a avareza. sobretudo. esta noite mesmo virão demandar tua alma e as coisas que entesouraste de quem serão? — 21. Disse-lhe então um homem do meio da multidão: Mestre. O certo. para ser esbanjado por outros. Jesus não baixou ao mundo para reinar sobre as coisas perecíveis como os reis da Terra. a cupidez. porque a vida de cada um não está na abundância dos bens que possua. pouco as suas palavras os impressionavam. — 20. deixando tudo quanto levou a acumular durante a vida. e que pensava consigo mesmo: que hei de fazer. como: a sensualidade. construirei outros maiores e aí amontoarei toda a minha colheita e os meus bens. em reunir um tesouro para a vida eterna. Sua missão. Falava-lhes com dureza. come. na imortalidade da alma. 12º. o orgulho. quem me constituiu vosso juiz ou partidor? — 15. 13 ao 21. Disse afinal: farei isto: demolirei os meus celeiros. Daí decorre. o homem se vê arrebatado pela morte. o egoísmo. da moral divina.127 33 LUCAS. nem para dar aos homens leis materiais. (37) Avareza é a paixão que se apodera do infeliz cuja única preocupação consiste em acumular riquezas. pela prática ininterrupta do amor e da caridade. regala-te. Depois. não é isso de causar estranheza. versículo 13. — 17. e direi à minhalma: alma. que nada fizeram pela aquisição de tanta riqueza. — 14. procedem os que tomaram a si a missão de ensinar e demonstrar aos homens os fundamentos reais daquela crença e as conseqüências que daí dimanam. . em lhes destruir o ídolo de carne. qual a terrena que apenas alguns anos dura. Jesus. ou materiais. que aqueles para quem os Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo são o código das verdades eternas. quando menos espera. é que. porque duros tinham eles os corações.

7. 9. 27º. 8 e 9 — Salmos. . 6º. 2º. 9. 9. — Jeremias. 38º. 11º. 5. 51º. 11 — JOÃO. 18º. 32. — Apocalípse. 17º.128 (37) Job. 15º. 5º. 7. — Eclesiastes. 4º. — 1ª Epístola aos Coríntios. 20º. 14. — 1ª Epístola à Timóteo. 36. 22.

Não podeis servir a Deus e a Mamon. 24 ao 34. À semelhança dos gentios que se azafamam por essas coisas. Não podeis servir a Deus e a Mamon. pois. Vede como crescem os lírios. dizendo: que comeremos? ou: que beberemos? ou como nos vestiremos? — 32. Se. — 24. LUCAS: capítulo 16º. em toda a sua glória. não têm despensa nem celeiro e Deus os sustenta. E com as vestes. — 23. não trabalham. A vida é mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa. Eis por que vos digo: não vos inquieteis pelo que comereis para sustento da vossa vida. — 33. eu vos digo: não vos inquieteis pela vossa vida. — 30. versículo 24. e 12º. e o corpo muito mais do que as roupas? — 26. pelo seu engenho. As gentes do mundo são . 6º. ouvindo-lhe todas estas coisas. 16º. não enchem celeiros e entretanto vosso Pai celestial as alimenta. nem Salomão. E eu vos digo que. — 28. — 29. e. procurando com o que o cubrais. Se as menores coisas estão acima do vosso poder. Não vos inquieteis. Mas. — 25. pelo que haveis de comer ou de beber. Ninguém pode servir a dois senhoreS. Servir a Deus e não a Mamon. versículo 13. pois. zombavam dele. não ceifam. Deus cuida de vestir assim o feno dos campos que hoje existe e amanhã será lançado ao forno. eu vos digo que nem mesmo Salomão. porque ou odiará a um e amará a outro. Basta a cada dia a sua própria aflição. pelo seu engenho. Considerai os corvos: não semeiam. jamais vestiu como qualquer deles. Ora. Não valeis mais do que eles? — 25. mas Deus conhece os vossos corações. A vida não é muito mais do que o alimento. o que é elevado aos olhos dos homens éabominação aos olhos de Deus. Vede as aves do céu: não semeiam. acrescentar um côvado à sua estatura? — 28. procurando os caminhos que levam a Ele MATEUS: capítulo 6º. pois. 22 ao 31. qual de vós o que. — 30. Não sois muito mais do que elas? — 27. nem ceifam. porque. pois. Não vos atribuleis. por que vos haveis de inquietar pelas outras? — 27. entretanto. cuidando do que comereis. nem fiam. ou odiará a um e amará o outro. ou se dedicará a um e desprezará o outro. por que vos inquietais? Considerai como crescem os lírios do campo: não trabalham. E disse a seus discípulos: Portanto. 13 ao 15. em toda a sua glória. homens de pouquíssima fé! — 29. pois o dia de amanhã cuidará de si mesmo. porqüanto vosso Pai sabe que delas precisais. nem com que vestireis o vosso corpo. — 34. Procurai primeiramente o reino de Deus e sua justiça e todas aquelas coisas vos serão dadas de acréscimo. nem fiam. possa aumentar um côvado à sua estatura? — 26. — 15. não vos inquieteis pelo dia de amanhã. versículo 22. Assim. — Confiar em Deus. Jesus lhes disse: Pondes grande cuidado em parecer justos aos homens. no entanto. — LUCAS. homens de pouca fé! — 31. que eram avarentos. E qual de vós pode. — Nada de preocupação exclusiva com as coisas materiais. quanto mais a vós. nem pelo vosso corpo. LUCAS: capítulo 12º. — 14. não fique em suspenso o vosso Espírito. quanto mais a vós. Os fariseus. jamais vestiu como um deles. se Deus veste dessa maneira o feno que hoje está no campo e amanhã será lançado no forno.129 34 MATEUS. Nenhum servo pode servir a dois senhores. ou se submeterá a um e desprezará o outro.

igualar-se jamais à Divindade. Ninguém pode servir a Deus e a Mamon. no trabalho. da escravidão da matéria e convencê-los de que o objetivo que devem colimar. certos de que Deus abençoa os corações puros e as boas intenções. isto é. negligenciando em precatarse para os dias da senectude e da invalidez. A criatura deve aguardar que pela vontade do seu Criador se lhe desenvolvam os predicados com que haja de brilhar aos olhos de seus irmãos. Apenas. tinha por principal escopo libertar os homens do jugo. enquanto que o Senhor ama os de espírito humilde. um ídolo de prata ou de ouro. eis como cumpre procedamos. O mundo. facilmente se percebe que. considera coisas elevadas e dignas do maior apreço. De fato. Procurai. e não . que mais ou menos correspondia ao Júpiter dos latinos e representava as paixões humanas. como ainda há pouco dizíamos. para satisfação de todas as necessidades da sua existência. para conseguir tocá-los um pouco. sem. todavia. impressionandolhes a imaginação. que o leva a aproximar-se cada vez mais do centro da onipotência. não pretendeu o divino Mestre aconselhar ao homem que. Mamon era uma divindade que os antigos sírios adoravam. Predicando a homens grosseiros. portanto. (38) A missão de Jesus. vosso Pai sabe que delas tendes necessidade. primeiramente. porque lhe cabe ajudar seus irmãos desvalidos ou inválidos. pensando sempre nos que não o podem fazer. com seu cortejo de vícios. enquanto se ache no vigor da idade. havendo completado o ciclo das provas que se lhe tornaram necessárias ao progresso moral. quando disse: Ninguém pode ao mesmo tempo servir a dois senhores. o que é mister é que faça isso lealmente. únicas cobiçáveis. Tendo-se em conta essas circunstâncias e considerando-se que as suas palavras devem ser interpretadas sempre segundo o espírito e não segundo a letra. com integridade diante do Senhor. que deixe de cumprir a sua tarefa.130 que procuram todas essas coisas. o que explica o pensamento de Jesus. ao proferir as que constam nos versículos acima. tinha Ele. em regra. a riqueza e a glória. como também já dissemos. o que lhe faculta a compreensão de Deus e o gozo eterno da vida espiritual livre. que se despreocupe de toda previdência. Portanto. quando é certo que do conjunto de seus ensinos decorre para a criatura humana o dever de ajuntar no seu celeiro. que Deus sempre abençoa. o fim que acima de todas as coisas devem propor aos seus esforços é a conquista da vida eterna. mas deve esperar em atividade. Jamais poderia Ele pensar em dar semelhante conselho. não podemos viver a vida que Deus quer que vivamos. se entregue exclusivamente aos cuidados do seu Criador. sem desperdiçar qualquer parcela. trabalhar segundo as nossas forças e meios. que lhes dirigir fortes e enérgicas reprimendas. que não puderam colher mais do que algumas espigas para seu sustento diário. de almas endurecidas. e cuidando de auxiliá-los quanto nos seja possível. por serem as que satisfazem ao cego orgulho do homem. chega ao supremo grau de pureza. aos simples e mansos de coração. — 31. ou já não podem mais. o reino de Deus e a sua justiça e todas aquelas coisas vos serão dadas de acréscimo. de naturezas rebeldes. cedendo simultaneamente aos desvarios da vida mundana. do Espírito que. a vida de puro Espírito. os grãos que lhe assegurem o pão da velhice.

3º. 54º. 9. para a sua subsistência. o que nos cabe é conformar-nos. 41. não deve ele mostrar-se ambicioso. e cumprida integralmente estará a revelação do Cristo. que de suas brilhantes vestes Ele a cubra. é porque ela representa a prova necessária a lhe depurar o Espírito e a torná-lo digno do seu Criador. 4º. como for de justiça e conforme às suas necessidades espirituais. 15.131 na inércia. para o fatalismo. como lhe cumpre. portanto. 7. Proceder de modo contrário é pretender que Jesus tenha encomiado a preguiça. 23. Entreguemo-nos confiantes à misericórdia do Senhor. (38) Gênese. que esse tempo chegará. 7. que todos decorrem da onisciente ação divina? Em todas as circunstâncias. dizer que. 16º. ainda. na despreocupação com que a açucena dos campos espera. nem as mínimas coisas somos capazes de fazer. sabendo o que convém a cada uma de suas criaturas. vivendo segundo os desígnios de Deus e trabalhando. Quer. deve o homem estar sempre confiante de que a tudo mais. que devemos estar. no seio da Terra. na ociosidade. deve confiar-se ao Senhor. se apesar da sua aplicação ao trabalho. 8 — 1º Reis. Não vos inquieteis pelo dia de amanhã. — Salmos. que só ao nosso bem visa. Cônscios. no devido tempo. 2º. que. — Epístola aos Gálatas. se permite que em tal situação ele se encontre. de que. volveremos à nossa verdadeira pátria e de lá apreciaremos os progressos da Humanidade. 21. Quando houvermos transposto a barreira que nos detém os passos. 19. 146º. — JOÃO. nem concentrar na acumulação de riquezas todos os seus pensamentos e desejos. 6. por nós mesmos. — 1ª Epístola à Timóteo. Quer dizer também que. embora sem ser menos previdente do que certos animais. Coragem. . gozarem do fruto de seus labores. Quer isto dizer que. Não nos preocupemos com os cuidados e aflições que hajam de vir. que não deixará de chamar os obreiros diligentes para. 1º. a negligência. 38º. — Aos Filipenses. — 1ª de Pedro. 10. é fazer de suas palavras um pretexto para a incúria. certos de que tudo obedece à vontade de Deus. — Job. o Pai proverá. 18º. — Êxodo. 6º. pois. como poderemos alimentar a pretensão de mudar a face dos acontecimentos. vier o homem a achar-se na penúria. 5º. coragem.

os poderosos e tantos outros que vivem neste mundo iludidos quanto aos fins reais da . egoísta e endurecido. se algum dos mortos lhes for falar. aquele empregou seus haveres na ostentação. Demais.132 35 LUCAS. 19 ao 31. ao passo que o pobre que. mas ninguém lhas dava. ainda que algum dos mortos ressuscitasse. pela morte. no luxo. O rico. Quando este. pois sofro tormentos nestas chamas. um buscou a prova da riqueza e o outro a da pobreza. dentre os seus tormentos. (39) O ensinamento que se contém nesta parábola. O rico. o seu inferno. como também não se pode passar de lá para cá. Parábola do mau rico e do pobre paciente e resignado LUCAS: capítulo 16º. a fim de que eles não venham a cair neste lugar de tormentos. doente. Havia também um pobre mendigo chamado Lázaro que jazia coberto de úlceras à porta do rico. — 30. na satisfação dos gozos materiais. versículo 19. faminto. — 20. e os cães vinham lamberlhe as chagas. de modo que os que querem passar daqui para lá não o podem. os orgulhosos. em o desespero de que se vê presa. sofre todas as suas duras provas. encontra. Abraão lhe retrucou: Eles têm Moisés e os profetas: que os escutem. molhando nágua a ponta do dedo. De acordo com as causas desses sofrimentos. Abraão respondeu: Se não escutam nem a Moisés nem aos profetas. 23. ascende. conservando-se indiferente aos gemidos do outro que. enquanto que o outro estritamente a cumpria. pai Abraão. afinal. é plenamente confirmado pelos princípios da Doutrina Espírita. ao mergulhar no sepulcro. e que bem quisera saciar-se com as migalhas que caiam da mesa deste. levantou os olhos e ao longe viu Lázaro no seio de Abraão. aconteceu que o mendigo morreu e foi transportado pelos anjos ao seio de Abraão. lembra-te de que recebeste bens em tua vida e de que Lázaro só teve males. — 29. Disse o rico: Eu então te suplico. não acreditariam do mesmo modo. Quando na erraticidade. exposto a todas as intempéries e ao desprezo da sociedade. que o mandes à casa de meu pai. eles farão penitência. Um contemporizava. ao céu. suportava sem revoltas todas as dores e privações. 16º. à paz espiritual. — 24. — 26. Não. me refresque a língua. Ambos. Mas Abraão lhe respondeu: Meu filho. — 22. O rico morreu também e teve o inferno por sepultura. — 28. Ora. pai Abraão. disse o rico. pela depuração de suas almas. — 25. nessa conjuntura. submisso e resignado. como meio de minorarem seus sofrimentos. procurando iludir e sofismar a lei. — 21. desencarnam e vão encontrar-se em situações opostas. Havia um homem rico que se vestia de púrpura e finissimo linho e se banqueteava magnificamente todos os dias. Reencarnados. grande abismo existe entre nós e vós. quais a do que saldou seus compromissos e a do que os agravou ainda mais. aprecia o resultado do seu procedimento. disse em gritos estas palavras: Pai Abraão. para lhes dar testemunho destas coisas. ao seio de Abraão: à paz da consciência. — 27. por isso ele agora é consolado e tu és atormentado. — 31. onde tenho cinco irmãos. verificando o engano e a decepção que sofrem os soberbos. os Espíritos de um e outro pediram a reencarnação. tem piedade de mim e manda-me Lázaro para que. como os de todas as outras.

ou progredirem. mas apenas o desejo de poupá-los às provas de que já se haviam tornado merecedores. quando pretendeu forrar seus irmãos aos sofrimentos por que estava passando. pelo seu delirante egoísmo. daí. Ao demais. Como pode. em conseqüência. crença que. A hipótese desse pedido. quase sempre. ou lhes torne possível a permissão de acompanharem os bons Espíritos. como ainda hoje a cada momento se comprova. fraternidade e amor. ou qualquer outro desencarnado? Responderiam com um encolher os ombros. como lhes prescrevem as leis de solidariedade. nem mesmo vê-los. por não lhe praticar os preceitos. podem daqueles aproximar-se e cercá-los dos cuidados de que necessitem. ainda que fracamente. o Consolador. ao progresso. que a abominação e a desolação se implantassem no lugar santo? Não é por outra causa que o Senhor envia ao mundo o Paracleto. a reconduzir os homens à prática do amor. Realmente. à simplicidade dos ensinos puros da sublime moral do Mestre divino e. que é lei universal. os Espíritos inferiores não podem elevar-se aos planos onde pairam os bons Espíritos. o que lhes fosse dizer o Espírito do pobre. que lhe atenuaria ou abreviaria as penas a que se condenara. por não o permitir a diversidade das vibrações dos respectivos perispíritos. assim. por não exprimir o pesar que lhe causava o ver seus irmãos a transgredirem a lei divina.133 existência terrena. Não se conclua. tem feito dos Evangelhos letra morta e. que leva o homem a rejeitar todos os avisos e conselhos que lhe venham de além-túmulo. por intermédio de outros Espíritos que. também se achavam dominados pelo egoísmo. aí está o Catolicismo. A tal pedido. como se depreende da parábola. quando. entre os quais se acham os seus protetores. era corrente entre os judeus. menos graduados na escala espírita. à pureza de sentimentos. toda e qualquer comunicação do além-túmulo. a Igreja Romana responder de modo semelhante. Acode-lhe então à mente pedir fossem avisados do que lhe acontecera os irmãos que ele deixara na Terra. e que daria ao seu pedido a força de que carecia. a fim de se instruírem. onde há a incredulidade sistemática. os quais. formulada na parábola. que aqueles se achem impossibilitados de acudir aos segundos. antes que um arrependimento sincero e profundo lhes torne os perispíritos capazes de sentirem. porém. mostrando ser absolutamente inútil. Eles o fazem. O abismo de que fala o versículo 26 deve ser entendido como exprimindo a impossibilidade em que se encontram os Espíritos superiores de se porem em contacto direto com os inferiores que expiam suas culpas. mas imperceptivelmente para os sofredores. mostra ser real a crença na comunicabilidade dos mortos com os vivos. Pela mesma razão. Porque. pela razão de que tais conselhos e avisos lhe contrariam as paixões e os interesses materiais. também há o endurecimento do coração. o arrependimento. para os sistematicamente incrédulos. porém. responde Abraão. Abraão respondeu ao rico: Eles têm lá Moisés e os profetas: que os ouçam. porém. a firmálo na sua obstinação. considerando alucinação ou sonho a aparição que tivessem. Faltou-lhe. que lhe diz parodiando a resposta de Abraão: “Tendes os Evangelhos e a Igreja. as vibrações dos daqueles outros. O rico da parábola teve a inspirá-lo um bom sentimento. de que serviria aos irmãos do rico. por que haveis de procurar outra coisa?” Segundo a parábola. . de fato. porém.

11. — JOÃO. 8º. 30. 21. 12. 66º. . 15º. 13.134 (39) ISAÍAS. Zacarias. — Atos. 17º. 5º. 21º. 16. 20. — Job. 34º. 45. 14º. 24.

tira primeiramente a trave que está no teu olho e então verás como tirar o argueiro que está no olho do teu irmão. com a indulgência. tira primeiro a trave do teu olho e então verás como podes tirar o argueiro do olho do teu irmão. Dizia-lhes: Atentai no que ides ouvir. 37 ao 38. a brandura com que tratarmos os outros. (João. estejamos nessas circunstâncias. Deixa-me tirar um argueiro do teu olho. Estendei os braços às ovelhas transviadas e . versículo 24. Segue-se que. perdoai e sereis perdoados. guardai silêncio. porqüanto para vos medir servirá a mesma medida com que houverdes medido os outros. cheia. Comecemos. 6º. lançai-vos à obra. Não julgueis. — O argueiro e a trave. demonstrando que não quereis falar. Quer isto dizer: procedei sempre de acordo com as circunstâncias de ocasião. quando tens no teu uma trave? — 6. Sondai o terreno. 24. e que. — 2. A vossa reserva talvez excite a curiosidade e o desejo de saber. LUCAS: capítulo 6º. Sereis medidos com a mesma medida com que medirdes os outros e ainda se vos acrescentará. LUCAS: capítulo 6. a fim de não serdes julgados. depois. versículo 41.135 36 MATEUS. e 41 ao 42. porqüanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros. (40) Na oração dominical. acrescentou: Vai e não peques mais. tendo-vos a princípio repelido. por lavar a nossa alma dos vícios e paixões que a maculam. como é que podes dizer a teu irmão: Meu irmão. quando de todo limpos nos acharmos. Ou. tu que não vês a trave que está no teu? Hipócrita. ao contrário. para que não suceda que as pisem. nem lanceis aos porcos as vossas pérolas. não condeneis e não sereis condenados. preparai-o e. Não deis aos cães as coisas santas. versículos 1 ao 11). depois vieram. — MARCOS. — LUCAS. consagrando-vos a esses que. porque teremos sempre presentes as palavras d’Aquele que disse: O que estiver sem pecado atire a primeira pedra. Desde que. por pouco que seja. a tolerância. Nesse caso. Hipócrita. Não julgueis e não sereis julgados. limpos de toda culpa. — Não dar aos cães as coisas santas MATEUS: capítulo 7º. versículo 37. — 3. nem lanceis aos porcos as vossas pérolas. Cultivai depois com cuidado a semente. capítulo 8º. atestada. então. por purificar os nossos corações. pedimos a Deus que nos perdoe. “como nós perdoamos aos nossos irmãos”. MARCOS: capítulo 4º. Ou. 1 ao 7. 7º. 4º. o terreno vos parecer árido e ingrato. pois. Como é que vês o argueiro que está no olho do teu irmão e não percebes a trave que está no teu olho? — 42. Não deis aos cães as coisas santas. dai e se vos dará e no vosso regaço será derramada uma boa medida. Como é que vês um argueiro no olho do teu irmão e não percebes a trave do teu? — 4. poderemos censurar as faltas alheias. Não julgar os outros. com a medida com que medirdes sereis medidos. semeai com prudência e precaução. Se. — 38. como é que dizes a teu irmão: — 5. é que seremos tratados. a extravasar. se voltem contra vós e vos estraçalhem. se o reconhecerdes fértil. não o faremos. — 7. deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho. dirigindo-se à pecadora. porém. versículo 1.

7. 78º. 4º. 3. O Mestre recompensa generosamente os obreiros vigilantes. 3. 8 e 19º. A ventura de haverdes salvo da incredulidade os vossos irmãos vos premiará o labor e vos preparará para gozardes das alegrias da eternidade. 17. — Romanos. (40) Provérbios. 5. 45. — 1ª Epístola aos Coríntios. 14º. 46. solícitos e diligentes.136 reconduzi-as ao Senhor. 12. . — Atos. 1. 9º. 23º. 9 — Salmos. 2º. 13º.

resignação e amor as mais rigorosas provas. porém. com mais forte razão vosso Pai. 7 ao 11. se pedir um peixe. que é nosso Pai e tudo sabe acerca de cada um de nós. — Pedi e se vos dará.137 37 MATEUS. e as forças da fé e da humildade. versículo 5. a fim de que não caíssem no abatimento e no desânimo. sabeis dar boas coisas aos vossos filhos. se levantará pelo menos por causa da importunação e dará ao outro tudo o que lhe seja necessário. acaba de chegar a minha casa e nada tenho para lhe dar. se está de acordo com a natureza das provas que devamos sofrer. se lhe pedir um peixe. nos concede o que antes não concedera. que está nos céus. A perseverança fortalece. procurai e achareis. Ou. (41) Com estas palavras. tornando-nos dignos da atenção do Mestre que. de dentro de casa: Não me importunes. Qual dentre vós dá uma pedra ao filho. qual lhe dará uma serpente? — 11. lhe dará uma serpente? — 12. nos alimenta de conformidade com a nossa constituição. — 9. A prece. Pedi e se vos dará. Disse-lhes ainda: Se alguém que tiver um amigo o for procurar alta noite. se sendo maus como sois. este lhe dará uma pedra? Ou. — 6. que está viajando. melhora e garante o bom êxito às nossas resoluções. — 11. e o amigo lhe responder. quem procura acha e àquele que bate se abre. cheio sempre de bondade. — digo-vos que. sabeis dar boas coisas a vossos filhos. quando o segundo não se levante para dar o que lhe é pedido por ser seu amigo o pedinte. 11º. se. porqüanto quem pede recebe. Ele. — 7. — 8. — 10. . se lhe pedir um ovo. para compreendermos por que sofremos. lhe dará um escorpião? — 13. 7º. Se algum de vós pedir pão a seu pai. versículo 7. apesar disso. Batei e se vos abrirá MATEUS: capítulo 7º. que o mau êxito costuma acarretar. 5 ao 13. sem primeiro invocar e implorar a assistência do Senhor que. o primeiro insistir em bater. — Buscai e achareis. pois um de meus amigos. boas coisas dará aos que lhas pedirem. Nós quase sempre pedimos. LUCAS: capítulo 11º. Ora. Ora. Jesus animava a seus discípulos. muito embora sejam eles as mais das vezes tão cegos e ingratos. dará o bom Espírito aos que lho peçam. às nossas obras e à nossa fé. — LUCAS. Coisa alguma deve o homem fazer ou empreender. minha porta já está fechada e meus servos deitados assim como eu: não posso levantar-me para te dar o que pedes. E eu vos digo: Pedi e se vos dará. sabe o que convém a seus filhos e lhes dá. quem procura acha e àquele que bate se abre. o de que necessitem. quando este lhe pede pão? — 10. — 9. Peçamos-lhe o pão de vida e Ele nos facultará abundantes meios de o adquirirmos. batei e se vos abrirá. quem pede recebe. para sofrermos com paciência. empresta-me três pães. que está nos céus. quando ainda não estávamos seguros de nós mesmos. dizendo: Meu amigo. que lhe não percebem os providenciais desígnios. Conceder-nos-á luz. — 8. pelos nossos esforços reiterados. com mais forte razão vosso Pai. segundo esse critério. batei e se vos abrirá. se maus como sois. buscai e achareis. sem sabermos se nos convém ou não aquilo que desejamos. porqüanto. Ou.

grande mal poderia trazer-nos. 8º. 5. ao filho que se lhe dirige com sinceridade. que. é porque vê. — Jeremias. 5. esforça-se pelos praticar. (41) Gênese. 1º. permitindo que seus mensageiros o esclareçam. e jamais desespera do seu amor e da sua justiça. Mas. — Provérbios. 17. em vez de ser ela para nós um bem. — Timóteo. 12. 6º. a capacidade de amá-lo e a inteligência das coisas sob a influência espírita. isto é. 29º. abre-lhe Ele o entendimento que dá o bom Espírito. 14º. 13. — JOÃO. 15º. 6. 7.138 Se nem sempre nos concede a graça que lhe solicitamos. Aquinhoado com essa graça. compreende o homem os ensinos do Mestre. .

12. 14. 5. Fazei aos homens o que quereis que eles vos façam. como quererias que procedesse contigo. (42) Levítico. com a inteligência. 8. nisso estão a lei e os profetas. que está nos céus. em tudo e por tudo. versículo 31. 7º. — Gálatas. com os braços. 6º. 5º. dos meios de que disponhas e das faculdades que possuas: pela palavra. pelos atos e pelos pensamentos. 13º. 19º. Ajuda-o de todas as formas: com o coração. com a bolsa. qualquer que ele seja. Presta-lhe todo auxilio que estiver dentro das tuas possibilidades. conhecido ou desconhecido. pois que é filho do mesmo Pai.Justiça. amigo ou inimigo. 18 — Romanos. . 31 . 1º. Procede com ele.139 38 MATEUS. Fazei aos homens tudo o que quiserdes que eles vos façam. — LUCAS. é teu irmão. — 1ª Epístola à Timóteo. ditas por Nosso Senhor Jesus Cristo. É isto o que significam as palavras que acima se lêem. versículo 12. (42) Ama o teu próximo como a ti mesmo. 10. — Amor e Caridade MATEUS: capítulo 7º. O teu próximo. LUCAS: capítulo 6º.

usou Ele de uma figura. às tendências más. a cólera. A partir daí é que aquele sítio se ficou chamando Mara. melhor os homens compreendessem o que significa entrar por essa porta. a fim de que. disse Jesus (João. capítulo 15º. aquele que entrar por mim será salvo. A porta larga e o caminho espaçoso. (ISAÍAS. a tolerância. as dores e aflições que deve suportar. no entanto. assim como as fadigas. para alcançar a vida eterna. . nem desanimemos. se tornaram doces. quão poucos o encontram! A porta estreita e o caminho espaçoso indicam os esforços que o Espírito falido tem que fazer. Por ser o conjunto de todas as perfeições. esses são os que encontram a porta estreita e o caminho apertado. a preguiça. Quão estreita é a porta. Não murmuremos. 7º. quão apertado o caminho que conduzem à vida. o fanatismo. pela palavra ou pelos atos. e grande é o número dos que por ela entram. são o orgulho. Entrai pela porta estreita. é que a paciência e a esperança se firmam. lugar a que chegou sequioso o povo hebreu. O cálice é amargo para um coração terno. logo que Moisés lançou nelas o lenho que o Senhor lhe mostrou. Nos momentos de aflição e angústia. versículo 25). a luxúria. o egoísmo. a intolerância.140 39 MATEUS. Procurando seguir a Jesus. praticam o amor. capítulo 10º. Assim falando. versículo 27). Jesus se apresentou como a personificação da porta estreita. a avareza. bem cumprindo suas provas e resistindo aos maus instintos. Eu sou. — 14. a nossa Elim. Os que trabalham. toparemos com muitos veios de amargosas águas. através das sucessivas encarnações necessárias à sua purificação e ao seu progresso. depois de haver atravessado o Mar Vermelho e o deserto de Sur. Eu sou a porta. que conduzem à perdição e pela qual em tão grande número entram os homens. Na cruz. com todos os seus derivados: a cupidez. de modo geral — a maldade. se obedecermos às vozes do Senhor. o materialismo. 13 ao 14. a inveja. eu mesmo sou o que apago as tuas iniqüidades por amor de mim e não me lembrarei de teus pecados. a intemperança. capítulo 43º. São amarguras que depuram e purificam o Espírito. o desinteresse. conduzido por Moisés. versículo 13. por uma imagem objetiva. encontraremos. a dedicação para com todos. capítulo 15º. e onde não pôde matar a sede que o devorava por serem amargosas as águas. sob todas as formas e em todos os graus. para alcançar a vida eterna. preparando-o para o gozo da bem-aventurança. a incredulidade. perto de cada Mara a que chegarmos. porém. porqüanto. a caridade. a ambição. a humildade. que quer dizer — amargura (Êxodo. que tem de certo modo o seu símile em Mara. com as suas fontes de água deliciosa e as suas umbrosas palmeiras (Êxodo. onde acamparemos felizes e nos refaremos de todos os cansaços da jornada. esforços objetivando despojar-se de seus vícios e imperfeições morais e fadigas resultantes dos que empregue por tomar o caminho do bem e por fazer que lhe nasçam no coração os sentimentos opostos àqueles vícios. pois que larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição. versículos 23 ao 25). é que mais esplende a fé. versículo 9). porém o Cristo pode torná-lo de grande doçura. Porta estreita que conduz à vida MATEUS: capítulo 7º. que.

Todos decerto responderão que nada de amargo tinha. capítulo 7º. atirado à ferocidade dos leões. os guardará e os levará às fontes das águas da vida e enxugará Deus toda a lágrima dos olhos deles. (Apocalipse. pensando nos que pelo sacrifício se redimiram do pecado e alcançaram a glória eterna. no entanto. plenamente confiemos no Pai de infinita misericórdia. desde que. se algum amargor lhe acharam. Todos nós amargas águas sorvemos neste mundo. porque com eles estava Jesus. Doces. aos prisioneiros.141 Perguntai a Daniel. no cárcere. lançados na fornalha ardente. elas se tornarão. abraçados à cruz fincada no cimo do Calvário. o Cordeiro. a Paulo. a todos os gloriosos Espíritos que esgotaram o cálice do martírio. Os que vieram de uma grande tribulação e lavaram suas roupas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro. versículo 17). que está no meio do trono. . que a nenhum de seus filhos esquece.

LUCAS. São os que tentam. — 29. versículo 25. se. E quando o pai de familia houver entrado e fechado a porta. abre-nos. afastai-vos de mim. tão poucos são os que se salvam? Ao que ele respondeu: — 24. As locuções — choro. porqüanto eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. Muitos recuam dele. o caminho que nos leva à Casa do Pai. como o disse Jesus. quando virdes que Abraão. onde terá que fazer uma nova série de peregrinações. cheio de espinhos e urzes. Muitos procurarão passar e não poderão. dirá: Não sei donde sois. esse transpõe facilmente a porta da salvação. Não basta que o homem se intitule profitente. começardes a bater. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita LUCAS: capítulo 13º. — 28. porém. E alguém lhe perguntou: Senhor. Muitos. versículos 26 e 27. no duplo mandamento: Amar a Deus e amar ao próximo. que toda se contém. chamado a progredir na vida corporal. embora professando ostensivamente um culto qualquer. ouvindo-lhe os conselhos e pondo-os em prática. Se então disserdes: Bebemos e comemos na tua presença e ensinaste nas nossas praças públicas. amedrontados com os obstáculos que terão de superar. cada vez se lhes alonga mais e a porta volta gradualmente a fechar-se. do Setentrião e do Meio-dia virão os que se hão de sentar à mesa no reino de Deus. vendo entreaberta a porta. Exprimem as torturas morais por que forçosamente tem de passar o . Ao aproximar-se dela. de fato. Esses são os que não podem passar pela porta estreita. o Senhor o degreda para planetas inferiores à Terra. apesar de todos os esforços de seus guias e protetores. o Senhor. Isaac. (43) É árduo. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. fraudes e impurezas que os acompanha. — Há nestes versículos uma alusão aos que.142 40 LUCAS. levando consigo o cortejo de vícios. desta ou daquela religião. — 25. Quer isso dizer que só uma consciência pura nos pode conduzir até essa porta e fazer que a transponhamos. E eis que serão os últimos os que eram primeiros e os primeiros serão os que eram últimos. vós todos os que praticais iniqüidadeS. O caminho. — 26. para ela se encaminham. 23 ao 30. versículo 23. Os espíritas devem tomar para si essas palavras. LUCAS: capítulo 13º. ele vos responderá: Não Sei donde sois. é preciso que pratique a moral. entretanto. escabroso. respondendo. — Se o Espírito. Do Oriente e do Ocidente. ranger de dentes — são empregadas em sentido alegórico. mas com passo incerto e hesitante. Aquele. 13º. até que compreenda a necessidade de progredir. Não basta dizer: Senhor! Senhor! É preciso fazer a vontade do Pai. se conservam desviados do caminho traçado pela lei divina. Haverá prantos e ranger de dentes. que segue sempre a senda que a sua consciência lhe traça. mas não perseveram. se obstina em ficar estacionário. do lado de fora. verá que se torna ampla e aberta de par em par. capítulo 13º. por mais estreita que pareça. a fim de deixá-lo passar. — 30. Jacob estão no reino de Deus e que vós sois repelidos de Lá. — 27. são os que. dizendo: Senhor. que está nos céus.

6º. 34. nenhum progresso fizeram. ao tempo da regeneração. 13º. João. 6. Os que primeiro se puseram a caminho. muitos que progrediram quanto à inteligência e ao saber. mas que. O mesmo orgulho lhes torna tardos os passos. 55º. Alusão igualmente aos Espíritos depurados que virão de diversos outros planetas à Terra. capítulo 13º. pode não só alcançar. quando também esta já se achar depurada. Para ele. senão culpado. Julgam possuir tudo. versículo 29. os que. 31. por desgraça deles. etc. LUCAS. Aqueles são. 21. que reinará entre os homens. Para Deus nada é o tempo que o Espírito gaste na realização do seu progresso. — Romanos. 33. 7º. o arrependimento e as virtudes são tudo. Assim o Espírito que tardiamente entrou na senda do bem. mesmo que tenha começado mais cedo a sua rota ascensional. em geral. 9º. dentre os Espíritos que acompanharam a Jesus. na Terra. demandando a casa do Pai. que nenhum esforço faz. Espírito da Verdade. entretanto. chegados que seja o dia. presentemente. verão a nudez de suas almas. de conformidade com o que nos está predito e anunciado. (43) Salmos. se fiam em si exclusivamente.143 Espírito endurecido e consciente de que esse endurecimento é a causa única de seu sofrer. mas que por ela caminha com perseverança e atividade. tomados de orgulho. baixará de novo ao nosso globo. Alusão à comunhão de pensamentos e crenças. — Virão do Oriente e do Ocidente. isto é. versículo 30. capítulo 13º. mas não tiveram a perseverança necessária. 31º. Conosco vivem de novo. 8º. retardaram-se e ficaram para trás dos que começaram depois a jornada e nela perseveraram. — E eis que serão os últimos os que eram os primeiros e os primeiros serão os que eram os últimos. — Isaías. como ainda passar adiante do Espírito preguiçoso. 9. . quanto à simplicidade do coração. 6. LUCAS. na época em que Jesus.

(44) Não basta pregar por palavras. deixando-se levar ao funesto erro de transformarem as manifestações espíritas em espetáculos. precisa ser muito meditada pelos espíritas. A lição do Divino Mestre. O homem bom tira o bem do bom tesouro do seu coração. toda árvore boa dá bons frutos. não se colhem figos nos espinheiros nem uvas nas sarças. práticas insensatas. Porventura se colhem uvas nos espinheiros. — 16. quando não de todo desencaminhados da senda da verdade. Conhecê-los-eis pelos seus frutos. 43 ao 45. 15 ao 20. Pela obra é que se conhece o operário. cortar-lhes as cabeças. A árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não é má. É árvore má todo aquele que não apresenta frutos da doutrina que propaga. quais as de pisarem Espíritos. pois. exemplificando o que ensinais. entretanto. versículo 43. falsos profetas são todos aqueles que pregam e aconselham a boa moral que não praticam. que os engodam com um ou outro . pelos frutos que os conhecereis. por dentro. ou figos nas sarças? . pois cada árvore se conhece pelo fruto. a que os incautos são atraídos pela curiosidade do maravilhoso. de modo geral. procedem de boa-fé. como. aos manejos insidiosos de tais lobos. ritos cabalísticos e até cenas deprimentes. — 20. Acautelai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco sob o aspecto exterior de ovelhas. mandá-los para porões de navios e outras com que se desmoralizam a si próprios e. Aos que. para acabarem mistificados e iludidos.17. mostrando. pela reencarnação. abri-lhes os olhos e eles verão. pelo vosso proceder. são lobos vorazes. se acham isentos das insídias dos falsos profetas.144 41 MATEUS. Espíritas. — 45. — Frutos da mesma natureza que a árvore MATEUS: capítulo 7º. Toda árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. e o homem mau tira o mal do mau tesouro do seu coração. “Se sois árvores boas. — 18. É. Pautemos os nossos atos pela moral do Cristo. Assim. porqüanto a boca fala do que está cheio o coração. Nem por isso. infelizmente. — 44. é essencial fazê-lo pelo exemplo. 6º. cobrindo-se de tremendas responsabilidades. versículo 15. Esta a súmula da lição que se contém nos versículos acima transcritos. — LUCAS. mas que. principalmente pelos diretores de Grupos. 7º. para que não se prestem. demonstrai que o não sois. é certo. Se formos árvores más. lançam o ridículo sobre o que há de mais sério e respeitável — as comunicações do mundo visível com o mundo invisível. Alguns. aos que vos chamem falsos profetas. e toda árvore má dá maus frutos. os frutos da moral cuja excelência proclamais. estaremos destinados a ser cortados e lançados ao fogo da expiação. conformemo-los com os seus ensinamentos e bons serão os frutos que dermos. Uma árvore boa não pode produzir maus frutos e uma árvore má não pode produzir frutos bons. LUCAS: capítulo 6º. dai frutos”. sobre os lobos que se apresentam com a aparência de ovelhas. ainda tão amiúde acontece. Falsos profetas. por serem cegos. com palavras mentirosas. não podem apreciar o brilho da luz que vos banha as almas. Assim. — 19.

do seu orgulho. — 2ª Epístola à Pedro. 3. — Jeremias. 8. 29. porqüanto são esses sentimentos que atraem os infelizes que se comprazem na treva em que mergulharam pela obstinação no mal e que são os verdadeiros lobos de que nos devemos guardar. porém. 30. (44) Deuteronômio. 23º. para satisfação de seus sentimentos maléficos. 17 e 18. segundo a advertência do Pastor divino. 16. 6. Esses também acabam. afinal. 22. 20º. 26. — Romanos. — Atos. 16º. 5º. 2º. 1. de todos os seus sentimentos inconfessáveis. — JOÃO. dos seus propósitos de especulação. vítimas tão-somente da sua ignorância. 15º. 1. a fim de mais facilmente os obsidiarem e terem sob a nefasta dominação que objetivam sempre alcançar. — MARCOS. . sendo vítimas. — Miquéias.145 resultado apreciável da sua atuação. 13º. 13º. 2º. — Colossenses. 5. 3º. 1. — 1ª Epístola à João. 4º. — Efésios. cedo ou tarde.

Veio a chuva. — 26. vós que praticais a iniqüidade. não basta nos extasiemos ante a lei de Jesus e digamos: é perfeita! Se nos não esforçarmos pelo nosso aperfeiçoamento. precipitaram-se sobre essa casa e ela desabou e grande foi a sua ruína. Senhor. sem lhe cavar alicerces. (45) O julgamento de cada criatura se baseia no de suas obras. Ë este um princípio intuitivo. — 27. apreciamos e encomiamos. que ouve as minhas palavras e não as pratica se assemelha ao insensato que construiu sua casa na areia. Porque. Ora. por estar edificada sobre a rocha. Quer dizer: não entrarão no reino de Deus aqueles cujas palavras não corresponderem aos seus atos. se não nos utilizarmos dessas faculdades com a consciência do . Um rio. LUCAS: capítulo 6º. afastai-vos de mim. versículo 21. Veio a chuva. porém. 6º. — 49. Aquele que escuta as minhas palavras e as pratica é comparável ao homem ajuizado que construiu sua casa sobre a rocha. e não as pratica. os rios transbordaram. uma verdade axiomática. a casa caiu logo e grande foi a sua ruína. Vou mostrar-vos a quem se assemelha aquele que vem a mim — que escuta as minhas palavras e as pratica. que nos afirmemos médiuns e usemos das faculdades mediúnicas que possuamos. lhe constrói na rocha os alicerces. cavando fundo. — 48. As palavras desses se perderão no espaço. Nem todo aquele que me diz: Senhor. transbordaram os rios. 46 ao 49. que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus. Aquele. porque Ele a instruia como tendo autoridade e não como os escribas e os fariseus. 7º. Assemelha-se a um homem que edifica uma casa e que. se arremessou sobre a casa e não conseguiu abalá-la. obedecendolhe. — 24. transbordadas suas águas. — 28. a que só não se curvam os que ensinam e apregoam ser a Humanidade inteira responsável pela falta do primeiro homem. Deus julga pelas obras MATEUS: capítulo 7º. sem chegarem ao Senhor. Sempre e sempre devemos praticar o que ensinamos. se não pusermos em prática os ensinamentos que temos recebido. Senhor! Senhor! e não fazeis o que vos digo? — 47. não expulsamos em teu nome os demônios e não fizemos em teu nome muitos prodígios? — 23. ao qual chamam Adão. Aquele que escuta as minhas palavras.146 42 MATEUS. a multidão se admirava da sua doutrina. desde que procedamos em oposição ao que nos ensinou e prescreveu o Cristo. 21 ao 29. versículo 46. Inútil será que nos proclamemos cristãos. esse entrará no reino dos céus. O rio se arremessou sobre ela. sopraram os ventos. se assemelha a um homem que edificou sua casa sobre a terra. Muitos me dirão nesse dia: Senhor. vã se tornará a nossa admiração. — 25. se continuarmos quais éramos antes de conhecermos o Espiritismo. Mas por que me chamais. Eu então lhes direi: Nunca vos conheci. — 22. aquele. Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! serão ouvídos. — LUCAS. os ventos sopraram e se arremessaram sobre essa casa e ela não caiu por estar edificada sobre a rocha. 29. terminando Jesus esses discursos. Senhor! entrará no reino dos céus. que nos declaremos espíritas. não profetizamos em teu nome. porém.

a Sra. e de concorrer para a melhora de nossos irmãos. Senhor! mas digam-no do fundo de seus corações. esta última comunicação: “Bendizei do Senhor a graça que vos fez e pedi-lhe de coração o apoio daquele que se vos manifestou hoje. pois. (45) Romanos. se se não pratica a moral por mim ensinada. Para os espíritas. — 2ª Epístola à Timóteo. Perseverai no caminho que trilhais. Assim. médium pelo qual foram transmitidas ao Sr. J. obedeçam com submissão. passou a escrever. Roustaing as revelações que se encontram na obra que ele publicou sob o título de “Revelação da Revelação”. Pouco depois de haver escrito o que acabamos de resumir. que não usa das suas faculdades mediúnicas com o fim exclusivo de fazer. 2º. para os conduzir à verdade e lembrar-lhes o que eu lhes disse. o seguinte: “Não basta se diga que certa moral é sublime. “Digam: Senhor. pois. B. o médium escreveu. porqüanto muito lhes será pedido. por intermédio do seu enviado. que é a causa de Deus. — ISABEL. Por aquele cuja mão protetora sustenta os humildes e os fracos e humilha os orgulhosos e os poderosos. Em seguida. seus mensageiros. e o Senhor estenderá suas mãos sobre vós. Collignon. mediante o exercício contínuo da caridade. 19. mas séria. corroborada pela sublime Doutrina dos Espíritos. praticando um abúso. para afastar os obstáculos que vos possam deter”. debaixo de nova influência mediúnica e com letra diferente. para ensinar progressivamente aos homens todas as coisas. sob a influência anterior e com letra igual à com que fora traçado o ensino que acabava de ser recebido. — JOÃO. LUCAS. a prática da doutrina que professam é tudo. cumpre pô-la em prática. tende confiança e fé. Cumpre. zelo e confiança às instruções que receberam e recebem hoje dos Espíritos. também de modo espontâneo. com o propósito de servir à causa da Verdade. nos preparemos. o médium que não pratica a humildade e o desinteresse.147 nosso dever cristão. . enviados de acordo com as minhas promessas. útil e eficaz da lei de Jesus. Compromete-se. 13. dando-lhes testemunho dos sérios e constantes esforços que empregamos por progredir. todos os que nos dizemos tais. para prestar contas exatas do que se nos confiou. visto que muito lhes é dado. que os que queiram entrar no reino de meu Pai sejam seus filhos pelo coração e não de lábios somente. Não basta ser-se cristão e mesmo cristão-espírita. MATEUS. 2º. uma propaganda séria. correspondam seus atos às suas palavras e o reino dos céus lhes pertencerá.

para os que não se encontrem em condições de apreciá-los. LUCAS: capítulo 5º. Estendendo a mão. dizendo: Senhor. estás curado. achando-se Jesus em certa cidade. — MARCOS. talvez ainda não haja também chegado o tempo de serem praticadas abertamente. E Jesus acrescentou: Não fales disto a ninguém. e. estendendo a mão. de sorte que Jesus não podia mais aparecer ostensivamente na cidade. a fim de que os benefícios da sua misericórdia. — 13. por maneira tão dolorosa. tanto que dali se afastou. a fim de que lhes sirva de testemunho. ficando este curado. 12 ao 16. o implorava. dele se aproximou e. — 45. com prudência devem agir os que as possam operar como instrumentos dos Espíritos do Senhor. nem todos se acham em estado de compreender a graça que Ele lhes faz. O Senhor acode a curar a lepra dos corações de suas ovelhas. Sua fama cada vez mais se dilatava e a ele acorria grande multidão de pessoas que vinham aos bandos para o ouvir e ser curadas de suas enfermidades. dizendo: Eu o quero. espalhados pelos que se acham aptos a recebê-lo. fica curado. podes curar-me. o que Moisés ordenou. Jesus o tocou. tocou-o e lhe disse: Quero-o. porém. disse-lhe. versículo 12. a fim de que lhes sirva de testemunho. sabendo que ainda não era tempo de dar publicidade ampla às graças que espalhava. pelo que os bons Espíritos. mas vai mostrar-te aos príncipes dos sacerdotes e oferece. versículo 1. mostrar-te aos sacerdotes e oferece pela tua cura o que Moisés determinou. dizendo: Se quiseres. Sucedeu que. Mandando-o embora. Jesus se apiedou do homem e. pela tua cura. a lepra deixou o homem. estendendo a mão. (46) Jesus recompensou a fé que verificara existir naquele pobre homem. seus enviados. — 42. proibiu-lhe terminantemente Jesus que falasse do fato. Ele. recomendou ao homem que a ninguém referisse a cura de que fora objeto. se quiseres. fica curado. — 2. — 15. Jesus. se retirava para o deserto e orava. — 41. um leproso se pôs a adorá-lo. expiava suas culpas de vidas anteriores. Assim sendo. nos lugares desertos. começou a falar da sua cura e a anunciá-la por toda parte. aproximando-se dele. Jesus lhe ordenou que não falasse a ninguém. nos recomendam: procedei com prudência. — 3. 1º. prostrando-se com o rosto em terra. Aproximou-se dele um leproso e. dizendo: Senhor. — 14. porém. cujo Espírito. 40 ao 45 — LUCAS. podes curarme. dizendo: — 44. não se tornem causa de acréscimo de responsabilidade e de dívidas morais. 1 ao 4. e a lepra desapareceu no mesmo instante. — 16. MARCOS: capítulo 1º. versículo 40. Mas. O homem. permanecia fora. — 43.148 43 MATEUS. Mas vai. porém. E no mesmo instante lhe desapareceu a lepra. e . podes curar-me. Ainda hoje assim é. Não fales disto a ninguém. de joelhos. O leproso MATEUS: capítulo 8º. Relativamente às curas espíritas. Assim que pronunciou estas palavras. o Implorou. 8º. mas de toda parte vinham ter com Ele. um homem coberto de lepra o viu. 4. Tendo Jesus descido do monte. tocou-o e disse: Quero-o. 5º. mas vai mostrar-te aos sacerdotes e faze a oferenda prescrita por Moisés. se quiseres. grande multidão o acompanhou. a fim de que lhes sirva de testemunho.

aos quais o fato. virá em que nossa alma recuperará a sua liberdade e desferirá o vôo. assim como se degolava a vítima propiciatória. o homem se aproximar da vida espiritual. É disso evidente sinal o fato de haver aquele que deixara de ser leproso desobedecido ao que lhe determinara. em testemunho da sua cura. Com efeito. Enquanto o nosso organismo material não se tornar de natureza elevada. de sobrenatural na cura do leproso. pareceu milagroso. Tempo. não podemos ainda compreender. assim também os leprosos eram obrigados a levar uma oferenda ao Senhor. Não houve. O corpo nos retém cativa a alma. Assim como se sacrificavam as primícias dos rebanhos. O magnetismo humano já opera curas que. procurando despojá-la de tudo o que a corrompe. operada por Jesus. tanto mais facilmente os poderá empregar como meio curativo. a título de penhor da purificação obtida e de gratidão pelo benefício recebido. por desconhecerem completamente a lei natural que lhe presidiu à realização. que nos vem do Alto. como ainda hoje. quanto mais em condições se puser. . de exercer ação sobre os fluídos que o cercam. mais curiosas de milagres do que do reino dos céus. que é curar as almas. atenda-se a que tudo era emblemático na legislação moisaica. Sua cura. Para que aquele. Pelo que respeita a essa oferenda. por conseguinte. pudesse volver a esse convívio. que aí está entre nós com o nome de Espiritismo. porém. faça-se o que se fizer em contrário a essa divulgação. para se lhe compreender o significado. o interesse do juiz influir no julgamento? Se Jesus se conservava nos lugares ermos. a bem dizer. elevando-nos o corpo a um alto grau de pureza. Que fazem os médicos da Terra. para redimir as faltas dos povos. foi que Jesus lhe mandou que se mostrasse aos príncipes dos sacerdotes e levasse. não veja sobposto o seu objetivo capital. têm eles que depurar a fonte das nossas impurezas. a oferenda prescrita por Moisés. espiritualizando-se pela sua depuração. se operou por ato da vontade poderosa de Jesus. era porque. todavia. a quem Ele curara. E tanto mais compreensível é o conselho. Ele se via forçado a procurar sítios mais espaçosos. Cada um oferecia o que estava ao seu alcance e aquele que mais oferecia era então. Longe estamos de imaginar sequer o que pode o homem conseguir do magnetismo e menos ainda o que poderá a seu tempo. quando não há duvidar de que. não é comum. Nada houve. para chegarem a purificar a pele de um leproso? Tratam a massa do sangue.149 a fim também de que o Consolador. pelas multidões. considerado o mais limpo. Quanto mais. Os leprosos eram excluídos do convívio social. isto é. ao interesse egoístico da cura apenas dos corpos. para que obremos com prudência. pois. perseguido. atuando sobre os fluídos apropriados a produzi-la e efetuando uma concentração magnética deles sobre o doente. Do mesmo modo procedem os enviados do Pai. tornando-o inteiramente fluídico. entre os homens. aos olhos dos homens. como dizem os Evangelistas.o divino Mestre. conseguintemente. como tantos outros. que foi instantânea. imitando-se a consagração dos primogênitos das famílias. milagre algum senão aos olhos dos homens. os benefícios do Senhor sempre se divulgam. em sendo oportuno.

(46) Levítico. a fim de volver às regiões celestiais onde paira de contínuo o seu Espírito excelso. seja. o que se dava. era que lhes desaparecia das vistas. . a fim de orar. conforme já foi explicado.150 Quanto ao retirar-se para o deserto. fazendo cessar a visibilidade e a tangibilidade do seu corpo celeste. 3. 10. como pensavam seus discípulos. 14º. ou. fluídico.

Mas o centurião lhe ponderou: Senhor. a meu servo digo: faze isto e ele faz. 5 ao 13. — 8. Ouvindo isso. — 9. Também vos digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão à mesa no reino dos céus com Abraão. dize uma só palavra e o meu servo estará curado. — 3. — 11. Tendo Jesus entrado em Cafarnaum. quase a morrer. a meu servo: faze isto. os anciães o imploraram instantemente. — 7. tenho. Na força daquele que. 8º. Isaac e Jacob. de certos fluídos espalhados na atmosfera pode operar sobre o organismo vivo um abalo violento que o regenere. — 8. — 5. onde haverá prantos e ranger de dentes. um servo que lhe era muito caro. o centurião lhe mandou suplicar. disse: Vai e seja feito como acreditaste. que nos elevem à altura da Ciência que teremos de adquirir para as conhecermos devidamente. Jesus disse: Irei lá e o curarei. Um centurião tinha doente. purificadoras e regeneradoras. vem cá e ele vem. meu servo está de cama. se digo a um: vai lá. — 7. e não por milagre. 1 ao 10. porqüanto sou um homem submetido a outro. como não me julguei digno de ir ter contigo. encontraram curado o servo que estava doente. também se operou pela aplicação do mesmo princípio. mas.151 44 MATEUS. disse: Em verdade vos digo que ainda não vira em Israel tão grande fé. por alguns anciães judeus. — 10. E quando para a casa do centurião voltaram os que este mandara a Jesus. pois não sou digno de que entres na minha casa. — 2. veio ter com Ele um centurião e lhe dirigiu esta súplica: — 6. E. Jesus se pôs a caminho com eles. o princípio magnético. O centurião MATEUS: capítulo 8º. das quais só aprenderemos a servir-nos quando nos entregarmos a estudos morais. também a atmosfera que nos cerca contém propriedades fortificantes. não te dês esse incômodo. ele vem. este lhe mandou dizer por seus amigos: Senhor. Assim como a pilha galvânica pode momentaneamente dar movimento aos músculos e aos nervos de um cadáver. quando chegaram perto da casa do centurião. — LUCAS. — digo a um: vai lá e ele vai. dize apenas uma palavra. em minha casa. 12. obtinha tais efeitos é que se poderia ver um milagre. Acabando de dizer todas estas coisas ao povo. e o meu servo estará curado. — 10. Falando a Jesus. não sou digno de que entres em minha casa. Senhor. Jesus se encheu de admiração e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que ainda não encontrara em Israel tão grande fé. — 9. a outro: vem aqui. . a outro. por efeito magnético. entrou em Cafarnaum. — 13. voltando-se para o centurião. soldados e. mas. como a do leproso. pela ação exclusiva da sua vontade. Ouvindo estas palavras. dizendo: 5 um homem que merece lhe faças esta graça. voltando-se para o povo que o acompanhava. mas que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores. LUCAS: capítulo 7º. ele vai. Do mesmo modo que o solo que pisamos se acha juncado de plantas cujas propriedades curativas ainda se não conhecem. atacado de paralisia e sofre extremamente. versículo 1. sob minhas ordens. porqüanto sou um homem submetido à autoridade de outro. — 6. ele faz. 7º. é natural a explicação dessa força. Tendo ouvido falar de Jesus. pois que ama o nosso povo e nos edificou uma sinagoga. Jesus se mostrou admirado e. (47) A cura do servo do centurião. — 4. sob minhas ordens. também a concentração. que viesse curar o seu servo. Nessa mesma hora o servo ficou curado. versículo 5. tenho. soldados.

em todas as dores físicas. ou a maus pendores. que. e a harmonia das forças vitais. para poder lançar mão. nos inúmeros males que afligem o gênero humano. Daí a perturbação do sistema nervoso. mas um meio de restabelecer-se no organismo aquele equilíbrio. pois que. como. viciando o sangue que deve circular puro nas veias. quando uma planta. que o homem remonte sempre àorigem do mal que deseje remediar. encontraremos sempre a raiz dessa árvore que se estende por sobre todos os membros. procure sempre. mediante o auxilio dos Espíritos protetores da Humanidade. claro é que ainda muito tardará que ele se ache apto a manejar sempre com eficácia aqueles fluídos. adotando o princípio dos contrários. quando perturbada. Em última análise. porém. que lhe indica as substâncias minerais. como da ciência médica. bem entendido. quando é nele introduzida. dos fluídos apropriados a restabelecer.152 Dizemos estudos morais. Enquanto não atinge esse ponto. O coração ou a alma estão quase sempre atacados. todas as curas. porque só esses estudos nos desembaraçarão dos instintos brutais que escravizam a nossa vontade. portanto. mas. são produzidas pelos fluídos a que nos vimos referindo. assim do sonambulismo magnético e do magnetismo humano. sobretudo. quis Jesus . possuidoras de propriedades curativas já conhecidas e de outras que ainda virão a ser descobertas. Por aí se vê que a medicina não deve constituir um sistema. de dominar os nossos sentidos. aliás. os quais. ou o dos semelhantes. cumpre-lhe servir-se. a depuração moral do homem só muito lentamente se vai operando. Ainda não encontrara tão grande fé em Israel. da perfeição e de aumentar os nossos poderes. É claro que aquele que quebra um braço a nenhuma dor secreta pode atribuir o fato. de aproximar-nos. fonte de todas as enfermidades. porém. se pesquisarmos o fundo dos corações e das consciências. por efeito da lei de afinidade. lhos colocarão ao alcance. sob esta ou aquela forma. um acontecimento que interessou a saúde. Os que se consagram à meritória missão de aliviar os sofrimentos físicos da Humanidade devem entregar-se a profundos e perseverantes estudos teóricos e experimentais. porém. visto que todos esses elementos são do domínio da Natureza. Cumpre. tornando-a capaz de os dominar. oportuna e criteriosamente. com oportunidade e proveito. que se obtém pelo uso de substâncias medicamentosas. poderá o homem servir-se deles com bom resultado. vegetais e animais. por exemplo. Somente a depuração moral nos possibilitará os estudos necessários ao conhecimento dos fluídos magnéticos dotados daquelas propriedades fortificantes. Como. tanto daquela ciência. bem como do magnetismo humano e do sonambulismo magnético. a causa moral de onde elas se geram. dores orgânicas. de todos os sofrimentos. quando desfeito. depurativas e regeneradoras. Perscrute o que sofre os seus antecedentes e descobrirá muitas vezes o pesar oculto de uma ação. denota possuir virtude curadora para tal ou qual enfermidade. já o fazem com os médiuns curadores. que chegue às condições de se utilizar diretamente desses fluídos. no organismo humano. Antes mesmo. o que se dá é que essa planta tem a propriedade de saturar-se. o desequilíbrio fluídico que ali se verificou e que é a enfermidade. valendo-se do magnetismo espiritual. fluídos que ela leva ao dito organismo. —Assim dizendo.

versículo 28. a Igreja começou a desempenhar com zelo a sua tarefa. A Igreja do Cristo tem por templo o nosso planeta. da ânsia de predomínio dos mistérios. versículo 12 de MATEUS). (MATEUS. 17. é todo aquele que em Deus tem fé. para os reconduzir Àquele que empunha o grande cajado de pastor. de quem Jesus. porém. A grandiosidade dos ensinos espíritas. serão pesados na mesma balança em que pesavam os outros e passarão na erraticidade pelas torturas morais apropriadas a fazê-los aperfeiçoar-se. porque Deus o quer. Deus não o rejeita. como presunçosamente os declara repelidos do Senhor. pela única razão de suporem com o direito de absolver e de condenar. para dar sublime ensinamento. lhe impede completamente a visão da luz. a verdade da ciência espírita irão tirando uma a uma as camadas de obscurantismo que os séculos no seu perpassar lhe colocaram em cima. no sentido particular em que Ele usava dessa locução. que os que se julgavam salvos. Orgulhosa dos bens que recebeu. os que procuram abrir-lhe os olhos e opondo-se. 106º. — 2ª Epístola à Pedro. . será arrancado. que ter fé em Deus não é privilégio desta ou daquela seita religiosa. MARCOS. (47) Salmo. Esse véu. esquecida da humildade do Mestre divino e dos princípios evangélicos. ocultando-lhe a luz. 2º.153 assinalar que filho de Deus. Mas os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores (capítulo 8º. capítulo 7º. seja ele o que for. até às conversões à religião ortodoxa! O véu dos interesses inconfessáveis. repelindo. como faz a Igreja Romana com os que não se lhe curvam ao jugo. pelas conveniências políticas. aos quais ela não só repele do seu seio. versículo 27. 20. esquecida do caso da Cananeana. provocou uma resposta. capítulo 15º. por fiéis todos os que praticam a sua moral simples e sublime e por sacerdotes todos os corações puros que arrebanham os Espíritos transviados. Isto significa que os que receberam a palavra do Senhor e dela não fizeram o uso que deviam fazer. 13º. que foi formulada nos seguintes termos: O cãozinho se nutre das migalhas que caem da mesa de seu dono. seja judeu ou gentio.) Chamada a continuar a obra dos primeiros cristãos. e que o que tem fé. cheia de orgulho. mas o êxito a embriagou e ei-la sacrificando a Mamon. — Judas. não admite lhe caiba reparti-los.

permanecendo. 9º. 4º. No dia seguinte. como no da filha de Jairo e no de Lázaro e. — 13. dizendo: Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo. 4º. 11 ao 17. grande número de pessoas da cidade a acompanhava. constantes assim do Velho. o Espírito readquire uma liberdade momentânea e limitada. logo que as necessidades humanas o determinam. 43. 6º. — 14. No mesmo instante aquele que estava morto se sentou e começou a falar e Jesus o restituiu à sua mãe. em todos eles. síncope. 9º. Ao aproximar-se da porta da cidade. e eles volveram imediatamente. desde o instante em que se rompe definitivamente aquele laço fluídico. aconteceu-lhe ver que levavam a enterrar um morto que era filho únicO de sua mãe. 40 — Romanos. O filho da viúva de Naim LUCAS: capítulo 7º. 17. Nenhuma outra causa nem outra explicação qualquer têm os fatos desta natureza. — Atos. (48) JOÃO. não lhe é mais possível retornar à vida corporal humana. que éo laço fluídico do perispírito. fez Jesus foi chamar os prisioneiros aos cárceres de carne. 19. No caso do filho da viúva de Naim. os que o levavam pararam e ele disse: Mancebo. em todos os outros de ressurreição de mortos aos olhos dos homens. O rumor desse milagre se espalhou por toda a Judéia e por todas as suas cercanias. versículo 11. eu o ordeno. acompanhado por seus discípulos e por grande multidão. 11º. laço que o reconduz ao invólucro material. que do Novo Testamento. porém. ligado ao corpo de que se separou. isto é. vigentes na Terra. — 15. Vendo-a.154 45 LUCAS. pela decomposição da matéria corporal. porque desta não há despertar material. portanto. o corpo físico se acha separado da inteligência que o anima. — 16. que começa. Em tais casos. — 12. à vida espírita. 14. (48) Quando se encontra num desses estados de repouso a que chamamos — sono. a morte era apenas aparente. catalepsia. Aproximou-se e tocou o esquife. Não há então morte real. o Senhor se encheu de compaixão por ela e lhe disse: Não chores. sendo esta viúva. a não ser por meio da reencarnação. renascendo. 7º. levanta-te. de acordo com as leis naturais e imutáveis da reprodução. — 17. Desde que o Espírito tenha voltado à sua vida primitiva. esse laço não se quebrara. . 17. Jesus se dirigiu para uma cidade chamada Naim. Todos os presentes foram tomados de espanto e glorificaram a Deus. donde se haviam afastado. O que. uma vez que a vontade imutável do Senhor jamais força o Espírito a se unir à podridão. ainda. por uma como cadeia elétrica.

155 46 MATEUS. — 33. os Espíritos inferiores se afastavam de suas vítimas. capítulo 15º. — Enfermidades curadas MATEUS: capítulo 8º. Não podendo resistir àquela ação. pela ação da sua vontade poderosa e incontrastável. por intermédio destas. versículo 38. aglomerando-se à porta da casa todos os habitantes da cidade. éque realizava a cura dos padecentes de obsessão ou subjugação espiritual. Inclinando-se sobre ela. cuja sogra estava com muita febre e lhe pediram que se compadecesse dela. 14 ao 17. Ora. Tendo ido à casa de Pedro. que Jesus operava.” (“Êxodo”. e este. em cada caso. e. davam testemunho da grandeza espiritual do Cristo. LUCAS: capítulo 4º. achando-se a sogra de Simão de cama com febre. — 16. ela se levantou imediatamente e se pôs a servi-los. entrou Jesus na casa de Simão. vieram com Tiago e João à casa de Simão e de André. trouxeram-lhe muitos doentes e possessos. Tocou-lhe na mão e a febre desapareceu. que então se tornavam médiuns falantes. — 41. És o filho de Deus. Do mesmo modo. 38 ao 41. — MARCOS. versículo 26. da superioridade extrema que lhe advinha da sua qualidade de Espírito de pureza perfeita e imaculada. — 39. — 32. as mais das vezes. porque eu sou o Senhor que te sara. — 15. Jesus aí en controu a sogra deste de cama e com febre. 8º. eu não enviarei sobre ti qualquer das enfermidades que mandei contra o Egito. De muitos os demônios saíam gritando e dizendo. logo falaram dela a Jesus. — 30. Pela tarde apresentaram-lhe muitos possessos e de todos expulsou ele com a sua palavra os maus Espíritos e curou os que estavam doentes. — 40. clamando: És o Filho de Deus! «Se obedeceres à voz do Senhor teu Deus e obrares o que é reto diante de seus olhos e obedeceres aos seus mandamentos e guardares todos os seus preceitos. Saindo da sinagoga. deixando-as livres do jugo que as oprimia. — 34. lhe pegou na mão e a fez levantar-se. aproximando-se. ela se levantou imediatamente e começou a servi-los. E ele curou muitas pessoas atacadas de diferentes moléstias e expulsou muitos demônios. aos quais não permitia que falassem. pondo sobre cada um as mãos. 29 ao 34 — LUCAS.) Ao defrontar com os leprosos que se amontoavam nas vizinhanças de . da sua autoridade suprema de enviado divino. MARCOS: capítulo 1º. Jesus ordenou à febre que a deixasse e a febre a deixou. 4º. 1º. — 31. Cura da sogra de Pedro. todos os que tinham doentes atacados de moléstias diversas os traziam e ele. Mas Jesus os ameaçava e não lhes permitia que falassem. reunia e combinava instantaneamente os fluídos apropriados a curar a enfermidade de que se tratava. quando o Sol já se escondia. (49) As curas físicas. versículo 14. Ao cair da tarde. Saindo da sinagoga. — 17. por isso que sabiam ser ele o Cristo. porque o conheciam. Ao pôr do Sol. os curava. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças. versículo 29. eram sempre efeito da ação magnética que Ele exercia sobre os doentes. pelo poder da sua vontade que. no mesmo instante a febre a deixou e ela se pôs a servi-los.

4 e 22. o médico das almas. causando-lhe males atrozes.” (“Salmo”. Bendize. 16º. ser de fato o preposto imediato do Senhor que sara. pois.) (49) Isaías. — Atos. Portador ao mundo e distribuidor do divino perdão. Redime da morte a minha vida. capítulo 17º. em testemunho da nossa fé: “Ele perdoa todas as minhas maldades e sara todas as minhas enfermidades. demonstrando ter o poder de os curar. versículo 12). Anelando por esta. transformando a morte em vida. capaz de curá-las todas do pecado que as enferma. Ele muda a enfermidade em saúde. 2º. 24. dizendo. como o disse. versículos 3. Ele é bem portanto. o Senhor. base da sua medicina. — 1ª Epístola à Pedro. ó minha alma. . capítulo 102º. que é a salvação. revelando. Jesus confirma essas palavras. 53º. 17 e 18. entoemos com o salmista o nosso cântico. 4.156 Betsaida (LUCAS.

com o seu corpo de aparência humana. às contingências da encarnação. pois para isso é que fui enviado. E assim pregava nas sinagogas e por toda a Galiléia e expulsava os demônios. 42 ao 44. versículo 35. ensinava aos homens que não devem proporcionar a si mesmo um repouso desnecessário. o que quer dizer — de natureza fluídica. — 36. no sítio onde devia ser encontrado. era celeste. lhes disse: É preciso que também nas outras cidades eu anuncie o reino de Deus. a fim de orar. onde se pôs a orar. — 43. . — LUCAS. o que se dava. — 38. LUCAS: capítulo 4º. Ele. (50) Isaías. Como não estava sujeito. esses seus desaparecimentos. — Prece. todas as vezes que o supunham ter-se retirado para o deserto. 28. — Pregação MARCOS: capítulo 1º. embora eles se achassem debaixo da influência e da inspiração mediúnicas. Era o que fazia durante a noite. Simão e os que com ele estavam lhe foram no encalço: — 37. como não podia deixar de acontecer. a multidão que o procurava veio ter com Ele e não o largava com receio de que se fosse embora. 17º. (50) A linguagem e a narração dos evangelistas são. porém. 35 ao 39. Com o deixar supusessem que se levantava muito cedo. tendo-se levantado muito cedo. reaparecendo. 61º. Entretanto. é que volvia às regiões superiores onde constantemente paira. Retirada para o deserto. conformes. às crenças dos apóstolos e das multidões que acompanhavam a Jesus. versículo 42. Ele então disse: Vamos às aldeias e cidades próximas a fim de que também aí eu pregue. qual o de que todos devemos estar sempre vigilantes. — 39. — JOÃO. dando ensejo àquela suposição. o que se verificava. Não era isso. pois foi para isso que vim. E pregava nas sinagogas da Galiléia. e. ao amanhecer. Daí o dizerem que este se retirava para lugares desertos. 16º. a fim de nos acharmos prontos sempre a comparecer diante do Senhor. saiu e foi para um lugar deserto. 4. quando o encontraram lhe disseram: Toda gente te procura. No dia seguinte. para ir entregar-se à oração. 1º. como já foi explicado. senão aparentemente. — 44. porém. 1. 4º.157 47 MARCOS. porqüanto o seu corpo. saiu e foi para um lugar deserto. Ao nascer do dia. encerravam também um ensinamento. nem consagrar demasiado tempo aos cuidados pessoais. entre elas à do repouso pelo sono. exercendo o governo do mundo que lhe está confiado.

Jesus lhe disse: Aquele que. sempre que desaparecia da vista dos homens. porque não seria compreendido. ensinar que para aquele e não para este é que devemos fazer convirjam os nossos principais e maiores cuidados. eu te acompanharei para onde quer que fores. . — 21. tu. vai e anuncia o reino de Deus. Deixa que os mortos enterrem seus mortos. o que ainda é pior. nem que faltemos às obrigações que os laços de família ou de amizade nos impõem. isso dizendo. Então um escriba se aproximou e lhe disse: Mestre. era porque ascendia às regiões celestiais donde dirige a marcha da Humanidade terrena. os pássaros do céu têm seus ninhos. um homem lhe disse: Senhor. Deixa que os mortos enterrem seus mortos. como temos dito. pois que não sofrera a encarnação humana. — 20. às doçuras e ao repouso exagerado da vida material. Além disso. Ele que viera demonstrar que o que tem valor real é o Espírito e não o corpo.Jesus. porém. aconselhar e. seguir-te-ei para onde quer que fores. — LUCAS. os que o acompanhavam pelas estradas da Palestina. tendo posto a mão no arado. Quis tão-somente. os pássaros do céu têm seus ninhos. Ao que ele respondeu: Senhor permite que vá primeiramente sepultar meu pai. Jesus lhe retrucou: Deixa que os mortos enterrem seus mortos. ensinar que o nosso culto aos entes amados que regressam à vida . — Não olhar para trás MATEUS: capítulo 8º. permite que primeiro eu vá enterrar meu pai. autorizar que se deixem insepultos os corpos. um motivo de ostentação e de fausto. — 62. (51) O filho do homem não tem onde repousar a cabeça. que precisa caracterizarse pela atividade no bem. é claro. LUCAS: capítulo 9º. 57 ao 62. que. 9º. dirigidas aos que o consideravam passível de todas as vicissitudes da existência corpórea. menos. não tinha onde descansasse das fadigas a que o julgavam sujeito os que o supunham um homem comum e esses eram todos os que lhe seguiam as pegadas. quis Ele significar que os cuidados e esforços pela conquista cujos meios de efetivação constituíam o objeto capital da sua missão. — 22. 18 ao 22. com essas palavras. não serve para o reino de Deus. Disse-lhe outro: Eu te seguirei. nem explicado. 8º. o divino Mestre. o que ainda não fora revelado. — 61. Vendo-se Jesus cercado por grande multidão. olhar para trás. — 59. Senhor. — 19. Seguir a Jesus. E disse a outro: Acompanha-me. porém. E Jesus lhe disse: As raposas têm suas tocas. Apenas teve em mira mostrar que não se deve fazer do enterramento dos corpos um culto. — Não pretendeu. Quando iam a caminho. resolveu atravessar o lago. versículo 57. deve a criatura sobrepô-los às voluptuosidades. pela energia contra os pendores malsãos. ou. versículo 18. que era sempre Espírito livre. — 58. mas o filho do homem não tem onde repousar a cabeça. pelo desprendimento das coisas perecíveis e pela confiança em Deus. mas o filho do homem não tem onde repousar a cabeça. mas permite que vá antes dizer adeus aos de minha casa. Jesus lhe disse. — 60. Outro discípulo lhe disse: Senhor. — Deixar que os mortos enterrem seus mortos. Jesus lhe disse: As raposas têm suas tocas.158 48 MATEUS.

tendo posto a mão no arado. que a terra reclama para o trabalho de decomposição que lhe incumbe. “Jesus vos abençoa”.159 extraterrena. se apliquem em pregar a vida eterna em consolar e exortar os homens a que busquem o carreiro conducente a essa vida. Em seguida. Logo que. o seguinte: “Deixai que os mortos enterrem seus mortos e ide vós anunciar o reino de Deus. fé e amor. outro Espírito. não vos façam voltar atrás. quem se manifestou e vos transmitiu a palavra do Mestre. se por estar Jesus muito acima dos Espíritos que vos servem de guias e protetores. de que Jesus falava. Deixai entregues a si mesmos os que se mostram incapazes de ver a luz. indispensáveis são os intermediários. o nosso luxo para com eles devem consistir nas preces fervorosas e constantes. com a mesma caligrafia de antes. com caligrafia diferente da anterior e magistral. O Espírito que vos transmitiu as suas palavras é um dos que lhe recabem as ordens e espalham. LUCAS e JOÃO”. são os que vivem exclusivamente para o corpo e não para o Espírito e pelo Espírito. a luz e a ciência. como enviado de Jesus e em seu nome. e não em atenções pueris dispensadas aos despojos putrescíveis. Mas. de levá-la aos que a desejam. do que para o corpo. olha para trás de si não é apto para o reino de Deus: É preciso que as condições pessoais. Paciência. olha para todos vós e seu amor leva em conta os vossos menores esforços. alegria e luz. acabavam de ser dadas ao Sr. se abracem e agarrem à podridão e ponham todos os cuidados em enterrar seus mortos. 19º. “Grande seja o vosso reconhecimento! A bondade do Senhor desce sobre os que se esforçam por submeter-se às suas leis. Que esses. Começastes a caminhar para a frente. B. — MATEUS. intermediário de Jesus junto de vós. porém. 20. e abandonar a obra que tendes de executar. entre Ele e vós. onde tudo é perfume. estes não são por Ele pessoalmente dirigidos. “Aquele que. MARCOS. aos quais falecem outras consolações. segui o vosso caminho. . pelo médium que o auxiliava. com vigilante ternura. os que vivem mais para e pelo Espírito. egoísticas. perseverança. escreveu o médium: “Foi um Espírito. Os mortos. fez que o mesmo médium escrevesse. Roustaing as explicações que deixamos resumidas. saídas do coração. coragem. Que os outros. primeiramente. pois parar é recuar. J. “O Senhor. Tratai. (51) 3º Reis. com mais forte razão. sob a sua direção.

Ele adormeceu e grande ventania se desencadeou sobre o lago. Jesus. versículo 23. — 26. Disse-lhes Ele então: Onde está a vossa fé? Eles. cheios de admiração. — 40. Os que sucumbem. — 25. cheios de temor e de admiração. — 38. que se achava à popa. 4º. Tempestade aplacada MATEUS: capítulo 8º. em correspondência com o progresso da Humanidade e de tudo o que lhe concerne. tão fácil lhe era curar uma enfermidade. tinha. de acordo com as leis naturais que lhes regem as combinações e aplicações. Jesus. Tomou em seguida a barca. levantando-se. — 25. dormia reclinado num travesseiro. — 27. 23 ao 27. são os que escolheram ou se viram obrigados a passar pela prova de terminarem dessa maneira a existência . versículo 35. disseram: Mestre. levaram consigo Jesus na barca. dizendo-lhe: Mestre. Enquanto faziam a travessia. perguntavam uns aos outros: Quem julgas seja este que dá ordens aos ventos e às ondas e é obedecido? (52) Segundo já foi explicado. como aplacar uma tormenta. Os homens. Jesus. levantando-se. disse-lhes Ele: Passemos para a outra margem. E. todos de natureza fluídica. Ora. diziam uns aos outros: Quem julgas seja este a quem o vento e o mar obedecem? LUCAS: capítulo 8º. acompanhado pelos discípulos. não se te dá que pereçamos? — 39. despedida a multidão. como governador. dados esse conhecimento e esse poder. enchendo dágua a barca e pondo-os em perigo. por efeito dessa excelsitude. ao cair da tarde. que. Jesus lhes respondeu: Por que tendes medo. outras barcas o seguiam.160 49 MATEUS. Ele entretanto dormia. tendo entrado numa barca com os discípulos. Certo dia. 8º. — 24. disse-lhes: Passemos para a outra margem do lago. Os discípulos se acercaram dele e. — 36. Nesse dia. cheios de temor. Eles o acordaram. Tudo logo cessou e reinou grande calma. e partiram. Levantou-se grande ventania. — 24. vitimados por eles. atirando as vagas sobre a barca. E Ele lhes disse: Por que sois tão tímidos? ainda não tendes fé? E todos. — 37. dizendo: Senhor. Cumpre ponderar que tais fenômenos visam a um fim providencial — o aperfeiçoamento do orbe. porém. 22 ao 25. E eis que se levantou no mar uma tempestade tão grande que as ondas cobriam a barca. onde Ele se achava. — MARCOS. que perecemos. socobramos. o conhecimento de todos os fluídos e o poder de utilizá-los conforme entendesse. diziam: Quem é este a cujas ordens os ventos e o mar obedecem? MARCOS: capítulo 4º. diretor e protetor do nosso planeta. emudece. 35 ao 40 — LUCAS. 8º. a enchiam dágua. falou ameaçadoramente ao vento e às ondas agitadas. despertando-o. levantando-se. Jesus. versículo 22. salvanos. homens de pouca fé? E. falou ao vento e ao mar dizendo: Cala-te. mandou que os ventos e o mar se aquietassem e grande bonança logo se fez. — 23. fazendo cessar entre eles o desequilíbrio que as ocasiona. missão que por si só indica a grandeza excelsa do seu Espírito. Os discipulos então se aproximaram dele e o despertaram. a cuja formação presidiu. o vento cessou e logo reinou grande calma. modificando as condições dos elementos que as produzem.

pelo progresso espiritual. os quais. assim de ordem física. sentem a necessidade de passar por aquilo que fizeram a outros e então encarnam nas condições apropriadas à satisfação dessa necessidade. nos terremotos. é preparado e conduzido pela ação de Espíritos prepostos à execução dos sábios desígnios de Deus. pela elevação dos sentimentos. principalmente. que aos seus olhos ainda assumem as proporções de verdadeiros prodígios. São efetivamente flagelos. como de ordem intelectual e moral. em a Natureza. pela guerra. sob a influência e o auxílio espíritas. abrindo ensejos à atividade. . assim de ordem física. de adiantamento moral e intelectual. determinando. Ë esta uma verdade. exercendo-se essa ação de conformidade com as leis naturais e imutáveis que o Supremo legislador do Universo pôs.. A pena de talião. capítulo 14º. em relação ao nosso planeta. porque são meios de provação e expiação e servem para o desenvolvimento da civilização e da Ciência. dia virá em que todos os fatos que presentemente ainda nos maravilham e assombram se nos tornarão familiares. pelas combinações fluídicas. amiúde. Com o conhecimento perfeito de todas essas leis e com o poder. segue marcha regular. são. como de ordem intelectual e moral. o mais graduado daqueles Espíritos. divino que possui. a fome e a guerra contribuem para o progresso dos povos. cujo fundamento integral se encontra nas seguintes palavras do divino Mestre: Fareis as obras que eu faço e fareis outras ainda maiores. 29. a atração magnética e todos os demais efeitos decorrentes daquele agente universal. pois. etc. Operá-los-á quando. desde toda a eternidade. mas. perante o qual todas as cabeças se encontram à mesma altura. (João. como já tivemos ensejo de mostrar. Tal se dará quando houvermos chegado a um alto grau de pureza moral. versículo 12. pela fome. Assim. era e foi bastante.161 terrena. que manda às nações o progresso e a paz aos homens de boa-vontade”. que tudo tem uma justa razão de ser. para fazer que a tempestade cessasse. causador único da sua extrema fraqueza. porque grande nele só há o orgulho. lamentar que tais calamidades se abatam sobre este ou aquele país. à prática do devotamento e da caridade. pois. O certo é que tudo segue marcha regular. Devemos. no sentido de que atingem indistintamente grandes e pequenos. a vontade potentíssima de Jesus. Tudo. Também o homem operará um dia fatos desses. as pestes. para os Espíritos culpados. é uma realidade. Tudo. 106º. bendizer do Senhor. ao contrário. repetimos. “que estende seu flagelo por sobre as massas e pesa na sua balança o valor de seus povos. É o que igualmente se dá com os que perecem nos incêndios. (52) Salmo. por assim dizer. se tornar senhor da ciência do Magnetismo e capaz de praticá-la. objetivando o progresso. concorrendo tudo para um contínuo progresso. pela peste. o tempo se tornasse de novo calmo e sereno o mar. estabelecida pela onisciência divina. meios apropriados a lembrar ao homem que todos estamos sujeitos ao poder divino. as hecatombes.) No estado de inferioridade em que ainda se acha o nosso planeta. Não devemos. visto que nada se dá por obra do acaso. do ponto de vista espiritual.

os que a compunham se encheram de temor. — 8. Isso porque Jesus lhe ordenava: Espírito imundo. e eles. — 3. narraram tudo o que sucedera aos possessos. desembarcaram no pais dos Gerasênios. Veio ter com Jesus e. — 17. na outra margem do lago. dizendo: Volta para tua casa. um homem possuido do espírito imundo veio ter com Ele. E como Jesus lhes desse prontamente permissão para isso. assentado. saindo do possesso. 8º. de longe. a gritar e a flagelar-se com pedras. havia ali uma grande vara de porcos pastando na encosta do monte — 12. onde se afogou. versículo 1. versículo 28. saindo dos sepulcros. — 32. Ora. onde os porcos morreram afogados. — 9. para o meio dos teus e conta-lhes tudo o que por ti fez o . — Porcos precipitados no mar MATEUS: capítulo 8º. Ao volver Ele para a barca. onde tinha a sua morada habitual. filho de Deus Altíssimo? Eu te conjuro. — 29. — 13. 26 ao 40. vieram-lhe ao encontro. o homem que estivera atormentado pelo demônio suplicou que lhe fosse permitido acompanhá-lo. — 34. 14.162 50 MATEUS. não havendo quem pudesse dominá-lo. filho de Deus. 28 ao 34. Jesus. exclamando em altas vozes: Que há entre ti e mim. os que os guardavam fugiram e. mal Jesus descera da barca. E lhe pedia com instância que não o expulsasse daquele país. Jesus lhes disse: Ide. MARCOS: capítulo 5º. — 5. que há entre ti e nós? vieste aqui para nos atormentar antes do tempo? — 30. Tendo atravessado o mar. vendo o homem que estivera atormentado pelo demônio. — Libertação dos subjugados. os espíritos impuros. se puseram a pedir a Jesus que deixasse aquelas terras. — 7. dois possessos tão furiosos que ninguém ousava passar por aquele caminho. e. por Deus. — MARCOS. e se puseram a gritar: Jesus. — 11. lho recusou. — 31. — 6. Perguntando-lhe Jesus: Como te chamas? respondeu: Chamo-me Legião. — 16. porém. saindo dos túmulos. ao vê-lo. a fim de que entremos neles. Não longe dali havia uma grande vara de porcos pastando. — LUCAS. manda-nos para aqueles porcos. porqüanto somos muitos. homem esse que ninguém mais conseguia prender nem mesmo com correntes: — 4. à terra dos Gerasênios. — 15. Legião de maus Espíritos expulsos. saindo dos possessos. a não me atormentares. — 18. indo à cidade. sai desse homem. e os demônios faziam a Jesus esta súplica: Manda-nos para aqueles porcos. Então. 1 ao 20. vestido e em seu juízo. 8º. Vivia dia e noite nas montanhas e nos sepulcros. e. e os demônios suplicaram a Jesus: Se nos expulsares daqui. correu com grande impetuosidade e foi precipitar-se no mar. Todos os habitantes da cidade saíram ao encontro de Jesus e. — 33. correu para ele e o adorou. Ao ver Jesus. passaram para os porcos. que era de perto de duas mil cabeças. entraram nos porcos e toda a manada. Os que a apascentavam fugiram e foram espalhar na cidade e nos campos a notícia do que se passara e uma multidão saiu a ver o que acontecera. — 19. Ao chegar Jesus. pois que muitas vezes já tinha estado com ferros aos pés e preso por cadelas e os quebrara. logo toda a manada partiu a correr impetuosamente e se foi precipitar no lago. — 2. lhe pediram que se retirasse do país. Jesus. ouvindo dos que presenciaram os fatos a narrativa do que sucedera ao possesso e aos porcos. — 10. 5º.

— 29. Isso porque Jesus ordenava ao Espírito imundo que saísse daquele homem que. com o auxílio do perispírito. donde. encontraram o homem que ficara livre dos demônios. pois que todos o esperavam. Vieram navegando até ao país dos Cerasênios. se deixou dominar e aquele sujeita temporariamente à sua vontade. os que a guardavam fugiram e foram contar na cidade e nas aldeias o que se passara. expulsa o outro.163 Senhor. 34. por se acharem aterrorizados. O homem de quem os demônios tinham saido suplicava que lhe fosse permitido acompanhá-lo. ficando a este ligada a vítima. Volta para tua casa. causando admiração a todos. toda a multidão de habitantes do país dos Gerasenios pediu a Jesus que se retirasse dali. o domínio é mais completo. — 35. em altos brados. filho do Deus Altíssimo. ouvir. o povo o recebeu com alegria. (53) A subjugação consiste na ação dominadora que o mau Espírito exerce sobre um outro Espírito que. Fá-la então sentir a sua presença de todas as maneiras. dizia: Jesus. Saíram então do homem. — 40. espalhando a notícia do que lhe fizera Jesus. Então. — 38. Como num monte próximo estivesse pastando uma grande vara de porcos. porém. Jesus. falar. Logo que viu a Jesus. que há entre ti e mim? Eu te suplico. Vendo isso. E os que tinham visto o que se passara lhes referiram como o possesso fora libertado da legião dos demônios. era por ele violentamente assaltado. efeitos que a medicina oficial capitula de loucura. No caso de possessão. quebrava as correntes e os ferros e era impelido pelo demônio para os lugares ermos. dizendo: — 39. e que Ele de ti se compadeça. sentado a seus pés. — 30. mas nos sepulcros. vestido e de perfeito juízo. Regressando este. Ao saltar Jesus em terra. o mandou embora. combinando com os fluídos deste os do seu perispírito. Para produzir esse efeito. entraram nos porcos e logo toda a manada correu com impetuosidade a se precipitar no lago e aí se afogou. — 33. apenas por um cordão fluídico. não me atormentes. os demônios pediram a Jesus que lhes permitisse entrar nos porcos. se prostrou diante dele e. pois que muitos demônios tinham entrado nele. que fica defronte da Galiléia. o mau Espírito se introduz no instrumento corpóreo deste último e lhe imprime . veio ter com Ele um homem que desde muito tempo estava possuído do demônio. como se lhe pertencera. encarnado. Jesus lhe perguntou: Qual é O teu nome? Ele respondeu: Chamo-me Legião. E o homem foi por toda a cidade. De uma e de outras acorreram muitas pessoas a ver o que sucedera e. LUCAS: capítulo 8º. Combinando os fluídos do seu perispírito com os do perispírito do encarnado. vindo onde estava Jesus. narra o que Deus fez por ti. — 32. — 28. — 20. — 36. — 31. O Espírito obsessor como que se substitui ao do encarnado no seu corpo. por assim dizer. utilizandose de todos os elementos de mediunidade. que lhe ofereça a organização da sua vítima. Jesus tomou de novo a barca e partiu. para servir-se desse corpo. versículo 26. ver e praticar os atos a que lhe apraza impeli-lo. por mais fraco. — 37. De nada servia prenderem-no com correntes e porem-lhe ferros aos pés. o que lhes foi concedido. havia muito tempo. o subjugador atua fluídicamente sobre o outro. que não trazia roupa alguma e que não morava em casa. O homem partiu e começou a espalhar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera. o que os encheu de temor. — 27. E esses demônios pediam a Jesus que os não mandasse para o abismo.

porqüanto o perispírito do Espírito não pode atuar fluídicamente sobre o dos animais. que foram cair no mar. porque nos falta o da natureza dos fluídos. ainda o não podemos ter. como no de sonambulismo do encarnado. Quanto ao conhecimento dos meios e processos pelos quais se produzem esses fenômenos de visão nos animais. temos a nova revelação. se dão por toda a parte. fez que estes se manifestassem visualmente aos porcos. se bem não possam ser médiuns. qual o da manifestação de um Espírito obsessor. dos materialistas. na realidade dos efeitos terríveis e formidáveis da ação dos Espíritos inferiores. 3. temos os fatos autenticados pelos Evangelistas. que nos veio desvendar os segredos de além-túmulo.164 uma ação que é efeito daquela combinação fluídica. e com permissão dos anjos de guarda. cujo estudo leva ao conhecimento de tais fatos. nos deve importar a incredulidade e a negação dos sábios. ou um só. espantando-os. temos as manifestações mediúnicas que. 5º 25. que. caso em que esta se dá voluntariamente. Nem por isso. Essa substituição tanto pode dar-se no estado de vigília. temos a ciência espírita. — Atos. 18º. para fim útil. Para firmarmos a nossa crença. cujos misericordiosos efeitos sobre o Espírito já tivemos ocasião de apreciar. Os Espíritos obsessores. tanto que se espantam com as visões que têm. os quais. pela ignorância do que só agora foi revelado a tal respeito. que chamam seu. entretanto. em geral. por ser impossível a combinação dos respectivos fluídos. apenas se fizeram visíveis aos porcos. 16º. de suas propriedades e das combinações de que são passíveis. é uma expiação. cada vez em maior número. 2 e 20º. prevenindo desse modo o homem da presença do Espírito. a fim de ser doutrinado e esclarecido. dizer. Não passaram para estes. — Apocalipse. o número pouco importa. debandaram em precipitação tão grande. . como a obsessão. uma vez que os princípios não são idênticos. expelindo deles os seus perseguidores. a benefício seu e de suas vítimas. espavoridos com a visão. a extensão e as modalidades várias da atuação dos seres do plano incorpóreo sobre os encarnados. Ocorre. A subjugação. obedecendo à vontade de Jesus. Há ainda um caso excepcional de substituição. de todos os que se supõem senhores exclusivos da verdade. da parte do encarnado. os animais. sempre adequada e proporcionada aos crimes e faltas cometidos pelos que a sofrem e a se verificar em condições de despertar a consciência. que determina o perdão. de ocasionar o remorso e acarretar o arrependimento. alguns pelo menos possuem a faculdade da vidência. — 3º Reis. do bom-senso. 18. como disseram os Evangelistas. 17º. se apresentaram a Jesus que. da razão e do mundo. 39. demonstrando o poder. (53) Deuteronômio. na acepção exata do termo. porém. Foi nessa condição de possessos de Espíritos maus que dois indivíduos.

Logo alguns escribas disseram entre si: Este homem blasfema. e Ele pregava a palavra de Deus. disse ao doente: Homem. 3. em que estava a ensinar entre os fariseus e os doutores da lei. diante de Jesus. 5º. rendeu graças a Deus. — 4. fizeram no teto uma abertura e por aí desceram o leito em que jazia o paralítico. Então. Que diz este homem? Ele blasfema. Para que saibais que o filho do homem tem. para que saibais que o filho do homem tem na Terra o poder de remir os pecados. — 2. teus pecados te são perdoados. 1 ao 8. — 3. — MARCOS. 9º. eis que alguns homens. — 2. Jesus lhes conheceu os pensamentos e. Jesus pelo seu espírito conheceu logo o que eles pensavam de si para si e lhes disse: “Por que aninhais em vossos corações esses pensamentos? — 9. o poder de perdoar os pecados — 11. quem pode perdoar os pecados senão Deus unicamente? . 2º. No mesmo instante o paralítico se levantou. tem confiança. Ora. — 12. não o pudessem levar até junto do Mestre. 1 ao 12. tomada de espanto. Como. — 18. disse Jesus a este Último: “Filho. que deu aos homens tal poder. diz Ele ao paralítico. disse: Por que abrigais maus pensamentos nos vossos corações? — 5. versículo 1. e em que a virtude do Senhor estava com Ele para os curar. observando-lhes a fé. toma o teu leito e caminha? — 10. Trouxeram-lhe então um paralítico carregado por quatro homens. teus pecadoS te são perdoados. trazendo num leito um paralítico. — 4. Jesus. Jesus tornou a atravessar o lago e veio à sua cidade. — 21. disse-lhes: Que é o que pensais no vosso Intimo? — 23. Assim que ouviram dizer que Ele estava em casa. — 19. MARCOS: capítulo 2º. e se sentaram ao redor dele. dizendo de si para si: Quem é este que assim blasfema? Quem pode perdoar os pecados. versículo 1. Todos se encheram de espanto e. — LUCAS. Este. por causa da multidão. LUCAS: capítulo 5º. diziam: Nunca vimos coisa semelhante. Como não achassem por onde fazê-lo entrar por causa da multidão. respondendo. teus pecados te são perdoados. na Terra. E eis que lhe apresentaram um paralíticO deitado no seu leito. — 8. Jesus. subiram ao telhado da casa e. por aí desceram o leito em que se achava o paralítico e o colocaram no meio da sala. Tendo tomado de novo a barca. lendo-lhes o pensamento. ou dizer: “Levanta-te e anda”? — 6. 17 ao 26. Que é o que será mais fácil dizer: PerdoadoS te são os teus pecados”. Alguns dias depois voltou Jesus a Cafarnaum. disse ao paralítico: Filho. senão Deus unicamente? — 22. — 7. estavam por ali sentados alguns escribas em cujos corações se aninhavam estes pensamentos: — 7. Que é O que será mais fácil de dizer a este paralítico: Teus pecados te são perdoados? ou: Levanta-te. a multidão.8. glorificando a Deus. os escribas e os fariseus se puseram a pensar. procuravam meio de fazê-lo entrar na casa e chegar até junto do Mestre. Que será mais fácil de dizer: Teus pecados te são . da Judéia e de Jerusalém. Paralítico MATEUS: capítulo 9º. “toma o teu leito e volta para tua casa”. toma o teu leito e volta para tua casa. — 5. — 20. vendo-lhe a fé. que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia. versículo 17.165 51 MATEUS. levantando as telhas. digo-te (dirigindo-se ao paralítico): Levanta-te. reuniu-se lá tanta gente que a casa ficou apinhada até fora da porta. Ora. Um dia.” — 6. Vendo isso. tomou o leito e partiu diante de toda a gente. — “levanta-te”. Imediatamente o paralítico se levantou e voltou para casa. Observando-lhes a fé.

poderia. para que saibais que o filho do homem tem. rendendo graças a Deus. absolutamente naturais. conforme havemos mostrado. e proclamar-se investido de um mandato dessa natureza. E nenhum lhe fez semelhante revelação. semelhantes fatos. pelos escribas e pelos fariseus. por haver dito ao paralítico. que estava no mundo como o enviado. que — não viera julgar o mundo. como dizer ao doente: Levanta-te e anda. Os fariseus e os escribas se escandalizaram e o consideraram um blasfemo. por maior que seja a sua elevação. conseguintemente. Jesus. ninguém seria capaz de apontar o mais leve resquício de orgulho. como o Verbo de Deus. Todos. Mas. evidentemente não o fez desempenhando uma função que lhe pertencesse. o paralítico se levantou diante de todos e. (54) Jesus curou o paralítico pelo mesmo meio de que se serviu para operar as outras curas de que já temos tratado — pela ação magnética. o Cristo do Senhor. ao contrário. já realizaram imenSo progresso intelectual. em quem. se reconhecia e proclamava na posse de tão sublimada investidura. — 25. o mais alto que possamos conceber? Nenhum. voltou para sua casa. digo-te (dirigindo-se ao paralítico): Levanta-te. por isso mesmo que se acham ao alcance de todos os Espíritos que já chegaram à perfeição moral e que. nem pudera fazer. visto que lhe exprimia com exatidão os pensamentos e cumpria fielmente os desígnios. de Julgador. por mais de uma vez. lhe impediriam ter dela consciência e o fariam pô-la em dúvida. por muito ligeiras que as imaginemos ou suponhamos. por mais alto que seja o grau de sua pureza. como de fato era. ainda que algum Espírito elevado lhe viesse revelar. que Espírito encarnado. ao lhe efetuar a cura — Teus pecados te são perdoados. com competência para condenar. tanto fazia que dissesse o que havia dito. entendendo que o divino Mestre se arrogava um privilégio da Divindade. tomando o leito em que estivera deitado. sendo um com Ele. . glorificavam a Deus e. quando proferiu a primeira daquelas frases.166 perdoados. que só Deus julga. observou-lhes que. em consciência. o declarar Ele abertamente que ao paralítico os pecados lhe eram perdoados equivalia a afirmar que se achava investido de uma missão divina. na Terra. como o Messias de há muito prometido aos homens. Jesus. ou exercendo uma autoridade suprema de que se achasse investido. tomados de assombro. Mas. cheios de temor. é que não se encontrava na con dição de encarnado. sendo assim. que não julgava a ninguém. sem blasfemar. Tendo declarado. o poder de perdoar os pecados. para o efeito objetivado. limitações que. foi considerada um milagre pela multidão. — 26. diziam: Que coisas maravilhosas vimos hoje. Como as demais. não sofria as limitações da encarnação humana. portanto. Ora. também essa cura foi qualificada de — milagrosa. nada têm de maravilhosos. ou: Levanta-te e anda? — 24. Jesus. lhe caberia a de perdoar. toma o teu leito e volta para a tua casa. Dois ensinamentos da mais alta importância aqui se encerram. ou poderá reconhecer-se. são. estando em união perfeita com o Criador. Entretanto. Se. No mesmo instante. desenvolvida sob o influxo da sua poderosa vontade. que merecem ser assinalados. que lhes lia os pensamentos. pois que somente no caso de lhe caber a função de ‘Juiz”.

que o constituía agente direto da autoridade divina. 24. por efeito da sua extrema perfeição espiritual. cônscio da sua perfeição e do seu mandato. não por ato seu. claramente. 23. mesmo quando visível aos homens. (54) Salmo. pois. o poder de que dispunha. 20. nenhuma alusão fez jamais a semelhante falta. assim. se fora real. ou seja — em observância da lei. que. a da encarnação mesma.167 submetidos que todos estavam. 25. 50º. 3. de diretor e protetor da Humanidade a que pertencemos. à sua superioridade de governador do planeta terreno. como consta na Revelação da Revelação. lá onde não podiam ir os que o acompanhavam e seguiam de coração aberto os seus ensinos: “Procurar-me-eis e não me achareis e onde eu estou não podeis vir”. que a causa da enfermidade daquele homem eram os seus pecados. 23. expiação da falta de Adão e Eva (figuras simbólicas). 31º 5 e 138º. Espírito que. 43º. para os que a sofrem. — Job. para curar o paralítico. por mostrar essa circunstância. 25. 4. donde logicamente se deduz que outra não é a dos sofrimentos peculiares àencarnação na Terra e. por conseguinte. mais uma vez. versículo 34. dada a sua capital importância nos destinos da Humanidade que lhe está confiada. capítulo 7º. superior a todas as possibilidades da inteligência humana. 31º. 14º. . mas em cumprimento da vontade de Deus. Ele. era sempre. se encontrava nas regiões excelsas da mais absoluta pureza.) O outro ensinamento decorre da circunstância de haver Jesus. dando a ver que o sofrimento do paralítico lhe advinha de seus pecados e declarando-os perdoados. como Ele o demonstrou. usado da fórmula: Teus pecados te são perdoados. — Isaías. 34. como pretende a Igreja Católica. Jesus revelou. — JOÃO. naquela ocasião. porém. falta a que Jesus certamente não teria deixado de aludir. (JOÃO. Em suma. — Jeremias. ante a qual todas as criaturas têm que curvar a cabeça. não significa. — Apocalipse. 1º. Jesus. 44º. Espírito livre. 2º.

o seguiu. levantando-se e abandonando tudo. Levi lhe ofereceu. — 28. Ouvindo o que diziam. que devemos constituir-nos o amparo do fraco. o seguiu. vieram muitos publicanos e pecadores e se sentaram à volta da mesa com Jesus e seus discípulos. Depois disso. o seguiu. porqüanto só “queria . sentado no telônio (55) e lhe disse: Segue-me. aprendei o que significam estas palavras: Quero a misericórdia e não o sacrifício. levantando-se. 5º. viu Levi. MARCOS: capítulo 2º. Não foi aos justos mas aos pecadores que vim chamar à penitência. Jesus saiu de novo em direção ao fiar. versículo 27. Ao passar. em geral. muitas vezes. 9º. — 32. disseram aos discípulos: Como é que o vosso Mestre come e bebe com os publicanos e os pecadores? — 17. versículo 13. ou escritório. — 15. reafirmou essa declaração. sentado no telônio e lhe disse: Segue-me. Respondendo à observação dos fariseus. — 16. Aconteceu que. Jesus. filho de Alfeu. LUCAS: capítulo 5º. que em grande número o acompanhavam. a um publicano cobrador de impostos. — 30. pois. (56) Chamando. erguendo-se. Os escribas e os fariseus. — 10. cultivado. — 29. Jesus partiu e vendo um publicano de nome Levi sentado no telônio lhe disse: Segue-me. — 14. que devemos procurar os enfermos e esforçar-nos pela sua cura. onde havia muitos publicanos e outras pessoas que também tomaram lugar à mesa. mais tarde. 9-13. um grande festim em sua casa. os fariseus diziam aos discípulos: Como é que o vosso Mestre come na companhia de publicanos e de pecadores? — 12. Jesus nos ensinou que não devemos menosprezar os que nos pareçam. Logo o homem. eu não vim chamar os justos. 13-17. para ser um de seus seguidores e. Os fariseus e os escribas murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: Como é que bebeis e comeis com publicanos e pecadores? — 31. mas os pecadores. dizendo que “não viera em busca dos justos. porqüanto não vim chamar os justos. — 13. achando-se depois Jesus à mesa na casa desse homem. e indo depois jantar em sua companhia e na de outros de idênticas condições sociais. possivelmente se desenvolverá. que se achava no respectivo telônio. mas os pecadores. se sentaram também à mesa com Ele e os discípulos. respondendo. muitos publicanos e pecadores. lhes disse: Não precisam de médico os que gozam saúde e sim os doentes. vendo-o comer na companhia de publicanos e pecadores. e Levi. E o publicano. que já dissera consistir a sua missão em salvar o que estava perdido. — 11.168 52 MATEUS. mostrando que devemos tê-la para com os nossos irmãos. Jesus lhes observou: Não precisam de médico os que estão bons e sim os doentes. indignos do nosso apreço. achando-se Jesus à mesa em casa desse homem. 27-32 Vocação de Mateus MATEUS: capítulo 9º. Notando isso. versículo 9. Deu-nos ainda uma lição de indulgência. mais tarde. mas dos pecadores”. — MARCOS. Jesus. onde só vemos felonia ou impureza. Eis. ouvindo-os. um dos propagadores da doutrina que Ele viera trazer ao mundo. Porque. — LUCAS. disse: Não são os que gozam saúde que precisam de médico e sim os doentes. Ele. E sucedeu que. Ao sair dali viu Jesus um homem de nome Mateus. pode o Senhor ter colocado um germe de virtude que. 2º. pela sua posição. todo o povo o assediava e Ele a todos ensinava.

estacionariam longo tempo na impenitência. Cumpre notar que as palavras. que encarnara com a missão de assistir o Mestre na obra para cuja execução baixara este ao mundo terreno. palavras que. como conseqüência do arrependimento. proferidas pelo divino Mestre. desde que haja arrependimento. em sentido oculto. (55) Escritório de cobrador de impostos. pois. ao contrário. capítulo 2º. porém.169 (e quer) misericórdia e não sacrifício”. 6 — Miqueias. — Isaías. para todas haverá misericórdia. isto é. versículo 6) e pelo profeta Samuel (1 Reis. palavras essas que completam as de Miquéias (capítulo 6º. . o nome de Mateus e o usava de preferência àquele outro. versículo 8. que Jesus foi buscar entre os publicanos. que nenhum será sacrificado pela sua condenação a penas eternas. 1º. significam que não há o sacrifício de nenhum Espírito culpado. abre ao culpado ensejo de expiar. (56) Oséias. como já tivemos ocasião de ver. era um Espírito elevado. queria a misericórdia e. de outro modo. 6º. 11. versículo 11.) e de Isaías (capítulo 1º. o que quer dizer — perdão. lança nos infernos e de lá retira”. procurava sempre despertar no homem o remorso da falta e o desejo da sua reparação. profeta Oséias (capítulo 6º. em espírito e verdade. as faltas cometidas. ao qual convidava todos os delinqüentes. ele se chamava Levi e assim é que mais conhecido era. por meio da reencarnação e de novas provações. 6º. 8. facilitando assim a expiação e a salvação aos que. que. confirmam as que foram ditas. cujo verdadeiro significado acabamos de apreciar. como a queria. Adotou. na erraticidade. abrindo-lhe em seguida o caminho da reparação e do progresso. Filho de Alfeu. versículos de 6 à 10): “Porque o que eu quero é a misericórdia e não o sacrifício e ciência de Deus mais que os holocaustos” e “O Senhor dá e tira a vida. perdão que.) * Mateus. Jesus. por meio de sofrimentos ou torturas morais apropriados e proporcionados às mesmas faltas.

porqüanto aquele arrancaria uma parte desta e tornaria maior o rasgão. eles então jejuarão. — 16. a luz brilhante dessa doutrina. Jesus lhes respondeu: Os filhos das núpcias podem acaso jejuar enquanto o esposo está com eles? Não podem jejuar enquanto tém consigo o esposo. Ficariam. imagine-se o que aconteceria se aos homens daquela época. Fez-lhes também esta comparação: Ninguém prega remendo de pano novo em roupa velha. bebendo vinho velho. E não há quem. Então. prefira o novo. sem dúvida. versículo 14. versículo 33. Jesus lhes respondeu: Podem acaso chorar os filhos do esposo quando o esposo está com eles? Dia. deitando-se vinho novo em odres novos. aferrados aos seus preconceitos e tradições. Eis por que necessária se tornou a linguagem parabólica. 18 ao 22. porque os odres se quebram. — 20. Os homens eram a roupa velha que. 5º. Mas dia virá em que o esposo lhes será tirado. porém. Jesus lhes disse: Podeis obrigar os filhos do esposo a jejuar enquanto o esposo está com eles? — 35. de que se serviu o di- . — 21. e não se deita vinho novo em odres velhos. Do mesmo modo ninguém deita vinho novo em odres velhos. se remendada fora irrefletidamente. 33 ao 39. ao passo que. Ninguém cose um remendo de pano novo em roupa velha. um e outros se conservam. materiais. porque assim tudo se conservará. — Pano novo. — Odres velhos. ignorantes. que a fortidão do vinho novo houvera rebentado. fosse propiciada. ofuscados. Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha. 2º. virá em que o esposo lhes será tirado. qual a que Jesus pregava e exemplificava. porque o novo rompe o velho e assim o pedaço de pano novo não convém à roupa velha. — 39. uma doutrina inteiramente nova para eles. em toda a sua intensidade. o vinho novo rebentará os odres. — Vinho novo. o vinho se derrama e os odres ficam perdidos. porque. se fizer Isso. — 37. 14 ao 17. pois que diz: o velho é melhor. eles então jejuarão. perdendo-se eles e este. — Vinho velho MATEUS: capítulo 9º. — 36. — MARCOS. — 22. Dias virão em que o esposo lhes será tirado. O vinho novo deve ser posto em odres novos. se derramará e os odres ficarão perdidos. (57) Entendem com o futuro espírita os ensinamentos velados que se contêm nestes versículos. — 38. se recebessem. MARCOS: capítulo 2º. se derramaria e os odres ficariam perdidos. porqüanto o vinho quebraria os odres. Então lhe disseram: Por que é que os discípulos de João assim como os fariseus jejuam freqüentemente e fazem orações. eles então jejuarão. Jejum. Alguns discípulos de João e alguns fariseus que costumavam jejuar vieram e perguntaram a Jesus: Por que os discípulos de João e os fariseus jejuam e os teus discípulos não jejuam? — 19. — 17. versículo 18. Ninguém põe vinho em odres velhos. por isso que aquele esgarçaria uma parte da roupa e lhe aumentaria o rasgão.170 53 MATEUS. 9º. se teria rompido. LUCAS: capítulo 5º. sem as devidas cautelas. vinho novo em odres novos deve ser posto. enquanto que os teus comem e bebem? — 34. vieram ter com Ele os discipulos de João e lhe perguntaram: Por que os fariseus e nós jejuamos freqüentemente e os teus discipulos não jejuam? — 15. — LUCAS. eram os odres velhos. De fato.

único a que. indispensáveis à reparação de faltas e a se manterem fiéis aos ensinos que recebiam. 2. que tivera a missão de revelar ao mundo. o chefe da família cristã que viera constituir. se outrora pôde justificar-se de alguma forma. se constituem estorvo à obra da regeneração humana. — JOÃO. 50. pois. — Apocalipse. Jesus se denominava a si mesmo de “esposo”. capazes de nos acarretarem a demência. Atualmente. — 2ª Epístola aos Coríntios. as imagens materiais e as comparações terra-a-terra de que lançou mão. ou de recomendar o peixe em vez da carne. isto é. para espalhar os ensinos de que fora portador ao mundo. não precisavam jejuar. naqueles tempos havia odres velhos.171 vino Mestre. destinados a receber o vinho novo: a Doutrina Espírita. hoje se tornou inútil e ridícula mesmo. Importa. da qual Ele se mostrou a excelsa personificação. viciada e corrompida. Ele era comparado ao mancebo puro. que sem dificuldade compreendem que o que os macula não é o que lhes entra pela boca. tal qual em nossos espíritos a derramam os Espíritos do Senhor. que jamais cogitou de prescrever a privação de alimentos. nos acautelemos. na pureza com que a ensinou o seu fundador. cuja execução procuram de todo modo embaraçar. os espíritas. vivendo sob a sua proteção. 3º. somos os odres novos. 5º. qual a do progresso. mas o que desta lhes sai. coisa que. 29. que depõe a coroa nupcial. nós. os interesseiros. o jejum moral. . que é a mesma Doutrina Cristã. como se estivesse na possibilidade dos homens obstar a que se cumpra uma lei absoluta. os “amigos do esposo” designavam seus discípulos que. Os “filhos do esposo”. Nem só. 9. 11º. por serem as que constituem o verdadeiro jejum. se referia o Mestre divino. pois que impedem nos inspiremos no pensamento do Cristo de Deus e pratiquemos a lei de amor e caridade. por ser o que produz efeitos espirituais. vindo do coração. (57) Cânticos. bebendo em mananciais impuros e difundindo uma doutrina falsificada. a fim de assumir o governo do lar que formou para si. os que. tomando esse termo às idéias. porém. para homens de inteligência culta. Sendo o chefe da doutrina de salvação. Eles ainda hoje existem: são-no os cegos. para não obstarmos a que ela passe pela fermentação destinada a nos expurgar as almas dos princípios impuros. 21º. para não a recebermos alterada. pela consideração que era dispensada aos hebreus que se casavam. não necessitavam das privações expiatórias. Privações expiatórias dissemos. às tradições e aos costumes hebraicos.

8º. mas vem. — 25. tem confiança. 18 ao 26. porém. disseram: Tua filha morreu. porqüanto a menina não está morta. havia doze anos. aproximando-se dele por detrás. Ele mandou que saíssem e. Ao mesmo tempo. — 23. adorando-o. que logo se levantou. perguntou: Quem tocou as minhas vestes? — 31. chegaram alguns familiares do príncipe da sinagoga e. — LUCAS. vai em paz e fica curada de tua enfermidade”. sem melhorar do seu mal. — 29. disse ao príncipe da sinagoga: Não temas. se lhe lançou aos pés. Então. — A hemorroíssa MATEUS: capítulo 9º. tendo ouvido falar de Jesus. Estando Ele ainda a falar. acercando-se dele por detrás. — 24. minha filha acaba de morrer. tem fé. E não permitiu que. Todos. Os discípulos lhe ponderaram: Vês que a multidão te comprime por todos os lados e perguntas quem te tocou! — 32. MARCOS: capítulo 5º. Jesus partiu com ele. se meteu na multidão e. Jesus percebeu imediatamente que de si saira uma virtude e. que viera à sua procura. Chegando à casa do chefe de sinagoga. — 30. Um príncipe da sinagoga chamado Jairo. pela mãe da menina e pelos que tinham vindo na sua . zombavam de suas palavras. Ele entrou e tomou a mão da menina. Dizia: Se eu conseguir tocar-lhe apenas na roupa. — 26. voltando-se. — 39. e lhe dirigiu instantemente esta súplica: Minha filha está moribunda. — 34. — 25. A mulher. porém. Jesus. ouvindo isso. a viu e lhe disse: Filha. procurava descobrir quem o tocara. — 28. apenas dorme. — 27. Tiago e João irmão de Tiago. aproximou-se e. — 22. aproximou-se dele um chefe de sinagoga que. — MARCOS. por que hás de dar ao Mestre o incômodo de ir mais longe? — 36. mais alguém o acompanhasse. — 26. 41 ao 56. — 40.172 54 MATEUS. dirigindo-se a este. estarei curada. Retirai-vos. 21 ao 43. versículo 18. tua fé te salvou. Tendo passado na barca para a outra margem. Jesus. disse a essas pessoas: Por que vos achais aflitos e por que chorais? A menina não está morta. No mesmo instante o sangue deixou de correr e ela sentiu em seu corpo que estava curada do mal que a afligia. apenas dorme. acompanhado pelos seus discípulos. grande multidão o cercou à beira-mar. partiu com o homem. Logo que entrou na casa. sofria de um fluxo de sangue. lhe tocou a túnica. deparou com um bando confuso de pessoas que choravam e soltavam grandes lamentos. passeando o olhar em torno de si. com os quais gastara todos os seus haveres. A filha de Jairo. 19. impõe-lhe as mãos e ela viverá. — 20. ao vê-lo. A notícia do fato se espalhou por toda aquela redondeza. afora Pedro. — 37. e que padecera muito nas mãos de vários médicos. 9º. voltando-se para a multidão. Jesus lhe disse: “Filha. havia doze anos. disse Jesus aos tocadores de flauta e à multidão que lá encontrou: — 24. E desde aquele momento a mulher se achou curada. lhe disse: Senhor. Jesus. zombavam dele. Tendo dito essas coisas. vem e lhe impõe as mãos para que ela se cure e viva. uma mulher que sofria de um fluxo de sangue. lhe tocou a fimbria da túnica. porém. acompanhado pelo pai. Jesus se levantou e. acompanhado pela multidão que o premia. Afastada a multidão. lançando-se-lhe aos pés. atemorizada e a tremer. porém. — 22. que sabia o que se passara nela. — 33. — 38. — 21. Chegando à casa do chefe de sinagoga. tua fé te curou. — 35. 5º. uma mulher que. Todos. versículo 21. confessou toda a verdade. que antes se agravara. pois que dizia consigo mesma: Bastar-me-á tocar nas suas vestes para ficar curada. — 23.

disse: Não choreis. — 41. que era príncipe da sinagoga e. se acham espalhados na atmosfera terrena. — 43. Os pais da menina se mostraram cheios de espanto e Ele lhes ordenou que não dissessem a ninguém o que sucedera. não dês ao Mestre mais incômodo. tem fé somente e ela será salva. ouvindo isso. Foi. porque ainda não nos achamos capazes de compreender a natureza dos fluídos. pelos que de tais fluídos necessitavam. eu o ordeno. chegou alguém e disse ao príncipe da sinagoga: Tua filha morreu. Ele. o da hemorroíssa. Chegando à casa de Jairo. — 49. entrou no aposento onde se achava a menina deitada. Pedro e os que o cercavam lhe disseram: Mestre. ele não precisava recorrer às substâncias que os contêm. como podes perguntar: Quem me tocou? — 46. lhe pediu que entrasse na sua casa. bem como as combinações de que são passíveis. porém. ficando todos admirados e maravilhados. sempre que oportuno. (58) Ainda neste caso. Tiago e João. pois que a multidão te aperta e oprime. dizendo ter uma única filha de cerca de doze anos que estava a morrer. — 42. Pela ação exclusiva . Jesus replicou: Alguém me tocou. ela se levantou imediatamente e Jesus mandou que lhe dessem de comer. pegando-lhe na mão. no tratamento das enfermidades humanas. são devidos aos fluídos. dele. exclamou: Menina. havia doze anos. como em todos os outros. lançando-se-lhe aos pés. Tomando-lhe as mãos. — 43. menina. dotados de propriedades terapêuticas. Jesus. Uma mulher que.173 companhia. — 56. Seu Espírito voltou ao corpo. — 54. como nos demais. prostrando-se aos pés de Jesus. — 50. Conhecendo-os todos. aproximou-se toda trémula e. pois já contava doze anos. — 52. Jesus lhe disse: Filha. Zombavam. porém. Jesus lhes recomendou muito expressamente que ninguém viesse a saber do fato e mandou que dessem de comer à menina. como inúmeros outros. Os efeitos curativos que a medicina obtém dos minerais e vegetais de que se utiliza. Ele os distribuía. porqüanto percebi que uma virtude saiu de mim. ela não está morta. mediante a nossa depuração moral. sem que os homens lhes suspeitem a existência. vai em paz. não deixou que aí entrassem senão Pedro. conhecimento a que só chegaremos. Pois bem. — 42. em suma. de que se acham saturados os aludidos vegetais e minerais. levanta-te. — 53. Envolto sempre em fluídos vivificantes e reparadores. — 45. — 55. Veio ter com ele então um homem chamado Jairo. tua fé te salvou. isto é. Mas. com o pai e a mãe da menina. unicamente pelo poder magnético de que dispunha. No mesmo instante a menina se levantou e se pôs a caminhar. se aproximou dele por detrás e lhe tocou a fimbria da túnica. LUCAS: capítulo 8º. — 47. A mulher. por saberem que estava morta. — 51. verificando assim não poder ocultar-se. Jesus disse ao pai da menina: Não temas. sofria de uma perda de sangue e que gastara com médicos tudo o que possuía. Perguntou então Jesus: Quem me tocou? Como todos negassem ter sido quem o tocara. um efeito de combinações fluídicas. Todos a choravam e lamentavam. — 48. Ainda não acabara de falar. disse: Talitha cumi. declarou diante de todo o povo o motivo por que o tocara e que ficara imediatamente curada. desses mesmos fluídos é que se servia Jesus. versículo 41. que ainda ignoramos. apenas dorme. com o que logo o fluxo de sangue cessou. sem que nenhum houvesse conseguido curá-la. levanta-te. fluídos idênticos aos que. apertado pela multidão. — 44. a cura Jesus a operou. Partiu com ele Jesus. seus efeitos e suas propriedades de ação.

) (58) 2º Paralipõmenos. tanto que Ele não hesitou em afirmar: Fareis as mesmas obras que eu faço e outras ainda maiores. o Espírito da suposta morta. tratava-se exclusivamente de um desses casos de catalepsia profunda. um milagre. porém. 13 e 43. era apenas aparente. (JOÃO. que era apenas aparente a sua morte. A menina se achava. visto que o julgavam impossível. lançava-os sobre o enfermo e a cura se operava. . chamou. 14. ausência absoluta de pulsações. em os quais se costuma tocar música nas casas onde morreu alguém. 9. tanto que à porta da casa estavam flautistas a tocar os seus instrumentos. que nenhuma impressão causam as mais fortes pancadas. na sua generalidade. 14º. E a menina despertou. 25. reunia os que eram aplicáveis ao caso ocorrente. 35º. que nem os mais hábeis profissionais da medicina logram distinguir da morte real. — JOÃO. apenas regido por leis naturais que os homens desconheciam e. portanto. ordenando-lhe que volvesse à sua prisão carnal. — Levítico. Quanto à filha de Jairo. foram todos os milagres que Jesus operou. coisa que os homens não podem ver e que. 20º. em que. com a suprema autoridade que lhe dava a sua excelsitude espiritual.174 da sua vontade. 12. 11º. ele a este se conservava ligado por um tênue cordão fluídico — o do perispírito. fato que. 15º. num desses estados catalépticos. Jesus e. 25. ignoravam. Como esse. mas das quais chegarão um dia a ter conhecimento perfeito. como era de uso entre os Hebreus e o é ainda nalguns lugares do nosso país. todos a tinham por morta. Sabia-o. Embora fosse extremo o desprendimento do Espírito que habitava aquele corpo. Aquela morte. 10. na época. de respiração e de calor. ainda desconhecem. Vê-se. 11. porém. Em nenhum houve mais do que um fenômeno absolutamente natural. portanto. foi considerado uma ressurreição. porque o sabia. e tão completa insensibilidade física. como era natural da parte de quantos a tinham por morta. Essa a explicação da mulher que. tocando-o. ficou livre do fluxo sangüíneo de que sofria. há rigidez e aspecto cadavéricos. em suma. de par com a suspensão de todos os sentidos e a cessação de todos os movimentos. — Atos.

dos Espíritos Superiores. 9º. que abusou de suas faculdades. quer permanente. assim. Quando chegou a casa. clamando: Filho de David. às vezes. em condições de apreciar os fluídos. para aquele que recusou auxílio a seus irmãos. os cegos se aproximaram e ele lhes perguntou: Credes que eu possa fazer o que me pedis? Os dois responderam: Sim. tem piedade de nós! — 28. A cegueira. depurando os seus sentimentos e colocando-se. acidentalmente. para que. aos dois cegos. Terá que viver na dependência dos outros e suportar as privações resultantes da ausência daquelas faculdades. necessário. assim como a mudez e a surdez. fossem elas quais fossem. de lhes conhecer a natureza. É um tesouro que lhe está reservado. versículo 27. Ele então lhes tocou os olhos. dizendo: Vejam que ninguém o saiba. determinado pelas circunstâncias e pelo meio onde agia. e. mas que lhe cumpre adquirir. e o auxílio. Só então lhe será possível efetuar com segurança curas como as que Jesus operava. segundo o grau de culpabilidade. por ato da sua vontade e pela ação magnética. . e que. que então não lhe faltará. realçada por esse tom misterioso. Quanto à proibição de Jesus.175 55 MATEUS. ficou sujeito a sofrer a pena de talião. Mas os dois se foram e espalharam por todo o pais a fama do Mestre. Os olhos de ambos se abriram e Jesus lhes proibiu terminantemente que falassem do fato. desse modo. não só lhe foi inspirada pela modéstia. crescesse a fama das grandes coisas que ele fazia. quando neste os homens não se achavam em condições de apreender a verdade e de reconhecer que os efeitos obtidos derivavam da aplicação de leis naturais. o valor. como também teve por fim envolver o fato numa sombra de mistério. de outras. e de poder contar com aquele auxílio dos Espíritos Superiores. constitui provação ou expiação. que foram sua força ou seu orgulho em precedente existência. mister se faz que uma grande pureza lhe dê tão grande poder. para isso. — 31. resultados semelhantes aos que Jesus produziu. os quais tomam a si proceder à escolha dos fluídos apropriados à produção do resultado que deva ser obtido e colocar-lhos ao alcance da mão. Senhor! — 29. elevando o seu Espírito. — 30. Não é impossível ao homem conseguir. mas. que constantemente exemplificava. os efeitos. o que era. Ao sair Jesus dali. de falarem da cura que neles acabara de operar. 27 ao 31. dois cegos o seguiram. Cegos curados MATEUS: capítulo 9º. dizendo: Faça-se conforme a vossa fé. quer temporária.

eu expulso os demônios pelo dedo de Deus. apresentaramlhe um homem mudo. versículo 32. pela capa do mistério. disse: Todo reino dividido contra si mesmo será desolado e casa sobre casa cairá. — 19. escoimando-a de todos os mandamentos humanos que. príncipe dos demônios. Se. que encerram toda a verdadeira Doutrina Cristã. Mas os Fariseus diziam: Ele expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios. E não só propaga ensinamentos idênticos aos deste. cessou a ação fluídica. como explica. se é por Belzebu que expulso os demônios. Assim sendo. que nos convençam do nosso erro e abaixaremos a cabeça. o mudo falou e todo o povo se encheu de admiração. o mudo falou. adulteraram completamente as palavras e lições do Enviado do Senhor. é que o reino de Deus veio até vós. Logo que eles saIram. . bem é de ver-se que nenhuma atenção nos pode ela merecer. a renúncia às coisas da Terra. porém. Jesus. — LUCAS. — 20. e a multidão admirada dizia: Nunca se viu coisa semelhante em Israel. que nô-la mostrem. possesso do demônio. como subsistirá o seu reino? Sim. que atribuíam o fato à influência de Belzebu. Com efeito. conhecendo-lhes os pensamentos. a benevolência. da palavra. Ora. lhe pediam um sinal do céu. o perdão sem restrições. — 18. em suma. dignos sucessores dos sacerdotes hebreus. em espírito e verdade. dizem seus sucessores que a Doutrina Espírita é demoníaca. Possesso mudo. logo que expulsou o demônio. 11º. — 16. — 33. Quanto à acusação dos Fariseus e dos Padres da época. se acha encoberto pelo véu da letra. 14 ao 20. pelo simbolismo da parábola. pois. a prática ilimitada da caridade. — 17. o que nos Evangelhos. (59) Era exercendo uma ação fluídica sobre os Órgãos da voz. para o tentarem. se não é esta a verdade. exemplificados pelo manso Cordeiro de Deus. a humildade.176 56 MATEUS. a observância. o mudo falou. 32 ao 34. porqüanto dizeis que é por Belzebu que expulso os demônios. — Blasfêmia dos fariseus MATEUS: capítulo 9º. Se estamos em erro. obsessor daquele homem. Jesus o afastou. de todos os preceitos e mandamentos divinos. o tornava mudo. Satã está dividido contra si mesmo. LUCAS: capítulo 11º. porque a mais ardente aspiração de nossa alma é sermos humildes e fiéis servos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Se. oriundos de interpretações falsas ou tendenciosas e de tradições caducas. Mas. uma vez que esta ensina e prega exatamente o mesmo que ensinava e pregava o Divino Mestre: o amor de Deus e do próximo. 9º. que o mau Espírito. — 15. por quem os expulsam vossos filhos? — Eis porque serão eles mesmos os vossos juizes. a quem chamavam possesso do demônio. Outros. que ele expulsa os demônios. alguns diziam: — É por Belzebu. Tendo sido este expulso. aqueles diziam de Jesus que ele era assistido por Belzebu. porém. era análoga à que fazem aos espíritas os Sacerdotes de hoje. entre os populares. versículo 14. Jesus expulsou o demônio de um homem que estava mudo e. Ë natural e não podia ser de outra maneira. — 34.

— JOÃO. 2º.177 (59) MARCOS. 22. . 10º. 3º. 20. 25.

Vieram a Ciência e a Doutrina Espírita. unidos pelo sentimento de amor fraterno. mas poucos os trabalhadores. como efeitos de leis naturais. Descendo das altas regiões do bem. quando não da incredulidade. sem fé. veraz em seus corolários porque. pelo exemplo. sem crença. resultou o que ainda hoje vemos: inúmeras criaturas abandonadas a si mesmas. — 36. sobretudo. harmônicos com as leis imutáveis. Seja o Evangelho o sol donde se irradie a luz que nos clareie o caminho de obreiros da salvação da Humanidade. os mandamentos humanos. que. Já tendo a Letra dado os frutos que devia produzir. por ordem sua e em seu nome. do dogmatismo despótico. verdadeiramente. ao dono da seara que mande trabalhadores para ela. . repetir-nos. — Seara. 9º. doutrina santa em seus fundamentos. — Trabalhadores MATEUS: capítulo 9. oprimidas sob um jugo que a razão repele por absurdo mas que se lhes impôs. Rogai. E vendo todas aquelas gentes. Jesus percorria as cidades e as aldeias. como ainda se lhes pretende impor. porque os tem nos Evangelhos. Delas.178 57 MATEUS. pregando o Evangelho do reino. ensinando nas sinagogas. 35 ao 38. mas para a restaurar e fazê-la cumprida. a Ciência hoje o explica. trazendo-lhes uma nova revelação das verdades eternas. a moral que o Cristo de Deus pregou e exemplificou. pois. o que por Ele foi outrora dito a seus discípulos: “A seara é grande mas os obreiros são poucos. tomemo-las como dirigidas aos que sintamos possuidos de boavontade e. a lei que ele próprio lhes dera a conhecer. o Senhor de novo se apiada e com elas vem ter. Desses falseamentos e alterações. como ampliação daquela que fora Moisés o intermediário. que alteraram e falsearam a lei simples e sublime do Cristo de Deus. por intermédio dos Espíritos seus servidores fiéis. Disse então aos discípulos: A seara é verdadeiramente grande. Ovelhas sem pastor. soou a hora de substituí-lo o império do Espírito. seu reinado passou. as ovelhas do seu imenso rebanho. mas. Rogai ao Senhor que envie obreiros à sua seara”. todos eles formam um feixe de luz que orienta. saiamos a pregar pela palavra. do materialismo e das suas deletérias influências. versículo 35. pois estavam maltratadas e jaziam por ali como ovelhas que não têm pastor. não para destruir a Lei. para o redil santo do divino Pastor. pois. Aquilo que só como milagre se admitia. (60) O mesmo que se deu após o estabelecimento da lei recebida por Moisés. os Enviados de Jesus vêm. — 38. do fanatismo. Ela. curando todos os males e todas as enfermidades. se bem que de muitas ainda seja desconhecido o mecanismo. perdidas no matagal inextricável do erro e da mentira. com as mesmas palavras. — 37. ocorreu depois do advento da revelação messiânica: vieram as tradições. teve piedade delas. código eterno da única moral verdadeira — a Moral divina. oriundas da onisciência do Criador do Universo. as interpretações. se tornaram presas da intolerância. Eram. quais ovelhas sem pastor. do amor cristão. da superstição. porém.

. 16 e 17. 2. — 2ª Tessalonicenses. — Ezequiel. 35. 6º. 22º. 3º. 17. 10º. 1. — 3º Reis. 1 e seguintes.179 (60) MARCOS. 34º. 4º. — Zacarias. — JOÃO. 34 — Números. 27º.

Na realidade. o Publicano. Quanto à escolha dos apóstolos. conforme anteriormente ficou explicado. André. — 18. e André seu irmão. que foi o traidor. pedindo para assistir o Mestre. a quem deu o nome de Pedro. às regiões superiores de onde preside à marcha da Humanidade terrena. Tiago. 2 ao 4. Nomes dos apóstolos. o caráter de cada um deles e a natureza da missão que a cada um tocaria. 1º. como acontecia todas as vezes que desaparecia das vistas humanas. — 19. que o traiu. Era um Espírito elevado em inteligência. e Judas Iscariotes. LUCAS: capítulo 6º. e 16 ao 19. chamou Jesus a si os que quis e esses acudiram ao chamado. 3º. irmão de Tiago. — 14. porém. Estes são os nomes dos doze apóstolos: o primeiro. Simão. e aí passara toda a noite orando a Deus. — 17. A saber: Simão. versículo 12. o. mas que. que o traiu. Bartolomeu. e Judas Iscariotes. do que resultou falir. e João. Tiago e João. 13. Judas. e Tadeu. filho de Alfeu. aos quais chamou Boanerges. Tiago. Designou doze para estarem com ele e para serem enviados a pregar. versículo 16. bem como à distribuição dos nomes que lhes deu o divino Mestre. 13 ao 14. — 15. e André. fora a um monte. — 3. MARCOS: capítulo 3º. — MARCOS. seu irmão. tendo Jesus subido a um monte para orar. e Simão chamado o Zeloso. (61) Jesus. Quando amanheceu. Filipe e Bartolomeu: Tomé e Mateus. 42. filho de Alfeu. Filipe e Bartolomeu. Tadeu. Tiago. 12 ao 16. A esse tempo. Filipe. e João. Simão. — Atos. filho de Alfeu. 10º. — 13. — Suas vocações MATEUS: capítulo 10º. doze. a fim de orar. para os homens. — 4. que é chamado Pedro. Tiago. chamou os discípulos. filho de Zebedeu. a quem cognominou de Pedro. 13º. presidiu a essa escolha. filho de Zebedeu. — LUCAS. Entre os doze escolhidos estava Judas Iscariotes. Ele voltara. Na continuação destes estudos. — 16. Mateus e Tomé.180 58 MATEUS. MARCOS: capítulo 3º. que significa — filhos do trovão. Tiago. versículo 2. 26. a que chamou apóstolos: — 14. Subindo a um monte. . Simão Cananeu e Judas Iscariotes. dentre eles. seu irmão. Mateus. irmão de Tiago. que traiu a Jesus. escolheu. tomara a si missão superior às suas forças. 1º. 6º. lá passou toda a noite orando a Deus. veremos qual foi o seu procedimento ulterior e como se deu a sua reabilitação. (61) JOÃO. Tomé. versículo 13. Simão Cananeu.

praticadas por Jesus. de que aqui se trata. nada temos que acrescentar ao que deixamos dito com referência a outras obras da mesma natureza. Relativamente à cura. especialmente sobre os que se lhe aproximavam. Ele dirigia sobre os enfermos. . Todos procuravam tocá-lo. cercado dos discípulos e de grande multidão de gente de toda a Judéia. versículo 17. 6º. 17 ao 19. Também da virtude que dele saía já falamos suficientemente. das enfermidades e ao afastamento dos Espíritos obsessores. — 18.181 59 LUCAS. — 19. por ato da sua vontade e por efeito do seu poder magnético. de Jerusalém e das regiões marítimas de Tiro e de Sidônía. Constituíam essa virtude os fluídos que. Descida do monte. gente que viera para ouvi-lo e para ser curada de suas enfermidades. Eram também curados os que se achavam possessos de Espíritos imundos. — Curas LUCAS: capítulo 6º. Jesus em seguida desceu com eles do monte e se deteve numa planície. porque dele saia uma virtude que a todos curava.

nem dinheiro nos cintos. evangelizando e curando por toda a parte os enfermos. poder. versículo 5. Tendo reunido os doze apóstolos. a poeira dos vossos pés. sacudi. Jesus lhes deu poder sobre os Espíritos impuros. nem saco. Ao entrardes em qualquer cidade ou aldeia. — 3. depois de lhes haver dado as instruções seguintes: Não procureis os Gentios e não entreis nas cidades dos Samaritanos: — 6. 10º 1 e 5 ao 15. limpai os leprosos. Jesus. quando encontrardes pessoas que não vos queiram receber. — 11. — 8. lhes deu poder e autoridade sobre todos os demônios e o poder de curar as enfermidades. — 10. E mandou que fossem pregar o reino de Deus e curar os enfermos. se o não for. dai de graça o que de graça recebestes. 9º. ide antes em busca das ovelhas perdidas da casa de Israel. a vossa paz voltará para vós. — 11. sacudi. — 4. Quando encontrardes pessoas que não vos queiram receber nem escutar. Disse-lhes: Não leveis em viagem nem bordão. sacudi a poeira dos vossos pés. — 10. E enviou esses doze. porqüanto. 1 ao 6. ressuscitai os mortos. saudai-a. nem pão. dizendo: O reino dos céus está próximo. — 2. dando assim testemunho contra elas. — 13. E lhes deu o poder de curar as enfermidades e de expulsar os demônios. perguntai onde há um justo e em sua casa permanecei até que partais de novo. nem bordão. Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois. a fim de que os expulsassem e o de curar todas as doenças e enfermidades. Instruções que lhes foram dadas MATEUS: capítulo 10º. — 6.182 60 MATEUS. pobreza e pregação dos apóstolos. Os apóstolos partiram e foram de aldeia em aldeia. capítulo 10º. E lhes dizia: Na casa em que entrardes. que calçassem unicamente suas sandálias. Tendo partido. curando-os. — LUCAS. nem dinheiro e não tenhais duas túnicas. 15. ao sairdes da casa ou da cidade onde tal se deu. os apóstolos pregavam aos povos que fizessem penitência. MATEUS. versículo 1. vossa paz descerá sobre ela. Na casa em que entrardes ficai e dela não saiais. que não levassem nem saco. a fim de que isso constitua um testemunho contra elas. expulsavam muitos demônios e ungiam com óleo muitos doentes. Recomendou-lhes que levassem consigo apenas o bordão. tendo reunido os doze apóstolos. Se a casa for digna disso. nem saco para a viagem. expulsai os demônios. Em verdade vos digo: No dia do juízo. Ao penetrardes na casa. curai os doentes. — 9. nem duas túnicas. nem prata. permanecei até que partais de novo. — 14. MARCOS: capítulo 6º. versículo 1. menos rigor haverá para com a terra de Sodoma e de Gomorra do que para com essa cidade. nem sandálias. nem pão. ao vos retirardes. — 15. nem qualquer moeda nos vossos cintos. e 6º. — 13. 3º. Missão. versículo 7. o obreiro merece sustentado. — 12. 7 ao 13. — 12. dizendo: Que a paz esteja nesta casa. — 8. — 9. e. Não tenhais ouro. (62) . mas não cuidassem de ter duas túnicas. — 7. e. ide e pregai. dando-lhes poder sobre os Espíritos impuros. até a poeira dos vossos pés. MARCOS: capítulo 3º. — 5. versículo 15. LUCAS: capítulo 9º. ao deixar-lhes a cidade. Quando alguém não vos quiser receber e não vos escutar as palavras. — MARCOS.

o julgamento que será proferido e. fazendo-as exprimir um ato de arbítrio do homem que. onde fossem repelidos. a proteção. E não é tudo: a cobiça humana as tomoú para justificativa de um tráfico vergonhoso — o das indulgências. sancionando o que fizessem. é que lhes advinha a infalibilidade naquela apreciação. porém. Tal o sentido em que devemos compreender aquelas palavras. mas na glória da pureza. nenhuma importância deviam dar às comodidades materiais. na Terra. em sentir em si mesmo o encarnado. para que sejam verdadeiros sucessores dos discípulos do Cristo e disponham de autoridade e poder idênticos aos destes. ela se engolfou cada vez mais nas trevas que o orgulho e a confiança em si mesmo geram. Sem dúvida. a indulgência com que o juiz sentenciará. A trombeta do “juízo final” vai retumbar para ela nos quatro cantos do mundo. mas esquecendo-se de chamar a si a herança de santidade. aliás. pois que tudo deviam confiar dele. de fraternidade e de pátria. Os anjos do Senhor aparecerão em sua glória. isto é. em que ainda se compraz. porém. dissipar-se-á ao clarão da nova aurora. despertará. Ao invés disso. se achavam em condições de apreciar o valor daqueles a quem se dirigiam. A Igreja. que se não deixavam dominar pelo sentimento da animosidade pessoal. sob a influência espírita. Recomendou-lhes que nada levassem consigo. Do conjunto das virtudes que possuíam e que lhes asseguravam a assistência. pela sinceridade do arrependimento do culpado. protegidos por este. sim. de perdoar ou deixar de perdoar pecados. Os discípulos fiéis de Jesus eram Espíritos elevados. Só assim lograrão elevar-se ao Senhor e se acharão em condições de ligar e desligar. porque isto compete unicamente ao Juiz supremo. mas como sentença proferída em julgamento. não como simples declaração. e os discípulos de Jesus. cumprindo-lhes estar persuadidos de que o Mestre os seguia. MARCOS. não consiste em absolver e condenar. a inspiração. o amparo e o concurso dos Espíritos superiores. certos de que ligaram e desligaram igualmente no céu. Aos apóstolos e discípulos de Jesus cabia espalhar o conhecimento da verdade. para concluir a obra que . infalibilidade de que a Igreja Romana pretendeu fazer-se herdeira. o que. ou desligassem. Mister.183 Jesus mandou que os apóstolos primeiramente anunciassem o reino de Deus e curassem os enfermos da sua nação humana. que o orgulho humano falseou. não do modo por que ela o diz nas suas errôneas interpretações. se faz compreendam bem o em que consiste esse ligar e desligar. reencarnando novamente. para que mais se apertassem entre eles os laços de família. ou desligando o que eles ligassem. se arrogou o poder de absolver e condenar. numa de suas comunicações insertas na obra A Revelação da Revelação. desde então. ligando. Como missionários do Senhor. mas. voluntariamente cega. O mesmo compete hoje aos espíritas fazer. médiuns inspirados que. Despertará e o sonho. disseram os Evangelistas MATEUS. necessário é adquiram a pureza que eles possuíam. de virtudes e de elevação moral por eles legada aos que lhes aspirassem à concessão. só é possível a Espíritos que já atingiram certo grau de elevação moral. LUCAS e JOÃO. Consiste. que abençoassem os lugares onde fossem bem acolhidos e sacudissem dos pés a poeira.

em mundos inferiores mesmo à Terra. são chamados a servir de intérpretes aos bons Espíritos e a pregar. correspondendo a eternidade de faltas. como nós. . que Jesus disse a seus discípulos. 8º. do que o daqueles povos. como correspondente à locução . 50º. 24 e seguintes. em espírito e verdade. a duração das provas e expiações. “Entoai cânticos de alegria. seguindo as pegadas dos Apóstolos. 25. 53º. particularmente. investidos das faculdades mediúnicas.penas eternas -. pois que tal será deles a missão. Atentando nessas palavras suas. rejubilai. Haverá. menos rigor haverá para com a terra de Sodoma e de Gomorra. A única eternidade real. como para eles. 18 e seguintess. em que vossos olhos desvendados verão o Justo nas nuvens do céu em que os anjos — os Espíritos purificados — descerão à Terra. hoje recebem os ensinos claros e os copiosos auxílios que trazem seus emissários celestes. — Isto. a lei de Jesus. 6. — 1ª Pedro. será o julgamento dos que. do mesmo modo que pelos seus Evangelhos. portanto. filhos da nossa Igreja. e o juízo não se achará inquinado de nulidade. 34º. E com as seguintes palavras terminaram aqueles altos Espíritos a sua bela comunicação explicativa: “Coragem. 6 — Jeremias. Aproximam-se os tempos em que os discípulos e o Mestre aparecerão de novo entre vós. de especulação.184 começaram. se aplica hoje a todos os espíritas e. lembremo-nos de que também disse o divino Mestre: No dia do julgamento. porqüanto. para vós. o que de graça haveis recebido.se acha aqui empregado em sentido relativo. — Isaías. tudo vem de Deus e vos é concedido graciosamente. Pelos seus mensageiros de luz. que se possa citar. a fim de desempenhardes a vossa tarefa. assim como a todos os que nos dizemos profitentes da Nova Revelação: Dai de graça. Mais severo. (62) 4º Reis. do que para com os que recusam a luz que Ele a todos envia. para sair das trevas em que viviam imersos. para os que assim procederem. para exprimir prolongadas expiações na erraticidade e através de sucessivas reencarnações. — Atos. eternidades de sofrimentos. Longa será. — Ezequiel. é Deus. rejubilai: os tempos se aproximam. Dai de graça o que de graça recebestes. É claro que o termo eternidade . para os que recusarem esses ensinos e auxílios. o Cristo lhes repete a eles. que não tiveram socorro algum direto. da Igreja do Senhor. médiuns. ensinando-lhes que as coisas de Deus jamais devem constituir objeto de tráfico. ou fizerem mau uso deles. 5.. aos que. virão ainda ligar e desligar na Terra e o Senhor ligará e desligará no céu. para mais eficazmente vos estenderem seus braços fraternais. 2º. 17º. inspirados por eles. de meio de existência material.

— 20. a prática das boas obras e o exemplo das virtudes cristãs. dos materialistas e dos incrédulos. é o Espírito de vosso Pai quem fala em vós. Suas palavras. Era preciso que os apóstolos . como as serpentes e simples como as pombas. e todos vos odiarão por causa do meu nome. e. se verifica. — 22. Porqüanto. Para triunfarmos de tais perseguições. sobretudo. — Desassombro diante dos homens. por um lado. dos escribas e fariseus dos nossos dias. Contra seus apóstolos e discípulos. Empregadas que sejam essas armas. à presença dos governadores e dos reis para dardes testemunho de mim diante deles e das nações. — 21. se desencadeariam. por outro lado. porqüanto não sois vós quem fala. — 18. como as pombas. Prudência. como de outros. Sereis levados. foram ditas também com relação aos que. como as serpentes. não mais poderão fugir ao contágio benéfico da moral prática. quando perceberem que os queremos ganhar. 12º. nos tempos atuais. LUCAS: capítulo 12º. nem o que direis. naqueles tempos de ignorância e crueza. O irmão dará morte ao irmão e o pai ao filho. Elas. — Simplicidade. precisamos munir-nos das armas indicadas pelo manso Cordeiro de Deus. mas guardai-vos dos homens. — 19. de fato. versículo 16. É o que. no entanto. e simples. 16 ao 22. — 17. na ocasião. e. se bem pouco devam temer as perseguições físicas. tanto da parte de uns. pois. no cumprimento do dever que nos corre de proclamar a verdade e só a verdade. Não vos cause inquietação como haveis de falar. viriam a ser os pregoeiros da Nova Revelação. contudo. E. se acham. Essas armas são o raciocínio. partindo estas. — Assistência e concurso do Espírito Santo MATEUS: capítulo 10º. Os primeiros. sede prudentes. previa-o Jesus. — LUCAS. nem o que direis. não sois vós quem fala. zombarias e insultos. por minha causa. charlatães e loucos. pois que eles vos farão comparecer perante seus juizes e vos flagelarão em suas sinagogas. (63) Jesus se referia especialmente às perseguições de toda sorte que. com que devemos enlear os nossos perseguidores. é o Espírito do vosso Pai quem fala em vós. alcançam os espíritas que. nem o que direis. quando vos fizerem comparecer. Os segundos os perseguiriam com seus sarcasmos. o que for preciso que digais.185 61 MATEUS. O que houverdes de dizer vos será dado na ocasião. expostos às perseguições morais. não vos cause inquietação o como haveis de falar. pois o Espírito Santo vos ensinará. quando recomendava a seus discípulos que fossem prudentes. os porta-vozes do Consolador por ele prometido ao mundo. 10º. Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos. os perseguiriam com seus ódios e injúrias. não vos cause inquietação o modo por que respondereis. o que houverdes de dizer vos será dado na ocasião. pois. aqueles para com quem delas usarmos. Quando vos conduzirem às sinagogas e àpresença dos magistrados e poderosos. mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. os filhos se revoltarão contra os pais e lhes darão a morte. versículo 11. — 12. formulando contra eles as mesmas acusações que contra o Mestre divino formulavam os fariseus e os escribas de outrora: as de serem instrumentos do demônio. 11 ao 12.

1. pelos Espíritos superiores e pelos bons Espíritos. — Atos. os discípulos do divino Mestre: sejamos prudentes e humildes. 12º. do que temos presenciado e mesmo recebido. — 2º Reis. ouvem e falam. — LUCAS. — Miquéias. locução Espírito de Vosso Pai — exprime o mesmo que estoutra — Espírito Santo. a cuja assistência aludia Jesus. 4º. — Jeremias. sentem.186 e discípulos. 5º. 23º. 20. 15. 14º. (63) Êxodo. porqüanto a. Imitemos. — Efésios. superiores e bons. mostrando que indica o conjunto dos Espíritos puros. 2. 40. 14. a fim de poderem avançar no desempenho da missão que lhes cabia. de cuja significação já tratamos. ao lhes declarar: “é o Espírito de vosso Pai quem fala em vós”. confiassem na inspiração que lhes viria do Alto. 12º. — 1ª Epístola aos Coríntios. É exatamente o que se dá nos tempos de hoje. Fato é este que confirmamos com o testemunho do que sabemos. 5 a 8. 15. em que os bons médiuns vêem. traduzindo o que lhes transmitem do plano invisível os enviados do Senhor. inspirados seriam pelos Espíritos puros. 21º. 19. dóceis aos seus ensinamentos e conquistaremos lugar entre os bons servos do Senhor. 12. 6. 16º. pois. . segundo o grau de pureza e elevação moral que adquiramos. — Daniel. Médiuns que eram. — Romanos. 5º. 1º. 12. sem educação. sem desembaraço perante as autoridades. homens saídos do povo. 7º.

às perseguições físicas que se desencadeariam contra os apóstolos e seus continuadores ou imitadores. — 26. Sob todos os demais aspectos. — Imitar a Jesus. Pode acaso um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no fosso? — 40. dizei-o vós às claras. representam alegoricamente todas as nações da Terra. a cuja formação presidiu. aludiam aos tempos da revelação do Espírito da Verdade. Devemos imitar àquele que nos conduz. cumprida há dois mil anos e continuada do plano invisível. — 2. O discípulo não está acima do mestre nem o servo acima de seu senhor. melhor. — Fermento dos fariseus. e o que escutais no ouvido. Não os temais. Por outro lado. versículo 1. ou. — LUCAS. de tal sorte que todos uns aos outros se apertavam. LUCAS: capítulo 6. O discípulo não está acima do seu mestre. O que vos digo nas trevas. Assim. à altura moral do nosso senhor e seremos quais o senhor e teremos chegado àculminância da felicidade eterna. versículo 23. nada oculto a Deus. se for como seu mestre. Fugir às perseguições. 1 ao 3 e 6º. Quando. A primeira. Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo como o senhor. 23 ao 27. será pregado de sobre os telhados. que é a hipocrisia. — A hipocrisia. LUCAS: capítulo 12º. atenta a profecia da vinda do filho do homem. porém. especialmente. versículo 39. de que fala o texto acima. — 3. entrou ele a dizer aos discípulos: Preservai-vos do fermento dos fariseus. levan- . e o que houverdes dito no Ouvido. Propunha-lhes também esta comparação. fugi para outra. 39 ao 40. 10º. consistiram em preparar e promover o progresso físico do nosso planeta e o progresso físico. Tendo-se reunido grande multidão em torno de Jesus. como servos que somos. — Predição da revelação nova. pois. A terceira consistirá em completar a execução dessa obra. recebeu do Pai uma missão.187 62 MATEUS. diretor. Jesus Cristo. vos perseguirem numa cidade. — 27. porqüanto nada de oculto há que não venha a ser revelado e nada secreto que não venha a ser conhecido. mas todo discípulo será perfeito. em todos os séculos. As cidades de Israel. Se ao pai de família chamaram Belzebu. iniciada com o advento do Espírito da Verdade. Em verdade vos digo: Não tereis percorrido todas as cidades de Israel antes que o filho do homem venha. caracterizando a era espírita. — 25. 24. quanto mais a seus domésticos. porqüanto. até a época do advento da liberdade e do livre exame. (64) Estas outras palavras de Jesus se referiam. 12º. encarregado do nosso progresso e de nos conduzir à perfeição. que havia de preceder o novo advento do Filho de Deus. e a segunda. nada há Oculto que não Venha a ser conhecido. recebeu do Pai três missões. pregai-o de sobre os telhados. à era espírita. governador e protetor do nosso planeta. — Cego conduzindo outro cego MATEUS: capítulo 10º. dentro dos aposentos. o que dissestes nas trevas será dito às claras. Coloquemo-nos. moral e intelectual da nossa Humanidade e a sua regeneração. referiam-se àquela época e ao futuro. a ser desempenhada em três fases sucessivas.

188 do-nos à perfeição. se é certo que os corpos procedem dos corpos. Manifestar-se-áentão aos homens em todo o seu poder. como complemento e sanção da Verdade. Eterno. circunstância que o tórna mais culpado do que o que se deixa por ele guiar. isto é. cujo desempenho se verifica presentemente. pois. portanto. dentro de mais algum tempo. materialista e orgulhoso. como Espírito da Verdade. Maior valor só tem o que pratica. por exemplo. A primeira Ele a cumpriu. não menos certo é que eles se formam apropriados às provações e expiações por que o Espírito haja de passar e que a encarnação será no meio e nas condições adequadas a umas e outras. conseguintemente. raquítico. na mesma família. A terceira virá Ele cumpri-la. duro e arrogante. nascidos do mesmo pai e da mesma mãe. característico da maturidade. com o objetivo de conduzir as gerações humanas ao conhecimento da verdade. natural. que ele poderá a todo instante encontrar. a lei de amor. — Aos olhos do Senhor. abrindo-nos a era da Revelação Espírita. Saiba o homem e jamais o esqueça que o parente de ontem. doente. Mais terá que . Aquele que ontem teve saúde. O sábio de ontem que. o amo não é mais do que o servo. que. o idiota. tendo por fim a purificação e o progresso do Espírito. ensinando-lhes todas as coisas e anunciando-lhes as que hão de vir. enfermo. de enviados especiais e missionários. se apresentam em condições físicas. e que. com humildade. Assim. porqüanto. pela pluralidade das existências e conformemente ao grau de culpabilidade. as expiações e as provações. ou repelir. na condição de Espírito invisível. delinqüiu. será o escravo. acolher. morais e intelectuais tão diversas. como tal. logo. A segunda. compreendamos bem e não esqueçamos nunca o princípio fundamental. o mais caro amigo da véspera podem vir a ser e muitas vezes são o estranho. é aquele que não pratica o que prega. encarnados e errantes. será o surdo-mudo do dia seguinte. O discípulo não está acima do mestre. são apropriadas às faltas cometidas nas encarnações precedentes. deserdado da natureza. É o que explica por que e como. virá Ele colher os frutos do seu trabalho e receber na sua glória aqueles de seus discípulos que bem aproveitado hajam de seus ensinamentos. com o concurso do Espírito Santo (65). força e beleza física e de tudo isso abusou. que se utilizou da sua eloqüência para arrastar homens e povos a erros graves. Quer dizer que Ele nos preparou a infância que hoje nos prepara o desenvolvimento da inteligência. Ele a cumpre por intermédio dos messias. ou o louco de amanhã. pervertendo as massas populares. falindo em suas provas. agindo este sob a sua direção. em toda a majestade da sua pureza perfeita e imaculada. será o cego. para mostrá-la sem véu. será amanhã sofredor. da sua ciência. nos tempos preditos. O orador de ontem ou de hoje. o desconhecido do dia seguinte. guia de cego. o objetivo e os efeitos da lei divina e. da reencarnação e. mesmo tão opostas. nos devemos considerar irmãos e ajudar-nos mutuamente. o que se dará quando aqueles estiverem capacitados para o receber e para Suportar a verdade na sua integral limpidez. dois filhos. desempenhando entre os homens o seu Messianato e continuou a cumpri-la. Mister se faz aprendamos. iguais são todas as condições sociais. Todos. que. abusou da sua inteligência. Cego. o senhor de ontem. ou o servo de amanhã.

desenvolvidas com toda a clareza. Nada ficará oculto. As verdades. mediante a assistência dos Espíritos superiores. Se Jesus falava por parábolas. 6. sem as sobrecarregar demasiadamente. 48. Guardai-vos do fermento dos Fariseus. em Espiritismo. 16. 14º. Hoje. Nada é oculto a Deus. era porque preciso se fazia preparar as inteligências. portanto. extraindo-se da letra o espírito. 25. devem ser espalhadas. 8º. o mesmo já não acontece porque outro é o grau de desenvolvimento das inteligências. que sofrer. em vez de os esclarecer. pelo Espírito da Verdade. nada permanecerá oculto aos homens. 20. sem eiva da hipocrisia com que costuma proceder o farisaísmo de todos os tempos. que os enviados do Senhor revelam ao mundo. 52. para que de uma vez caia a venda que oculta a tantas inteligências a luz. 15º. (65) Num dos capítulos anteriores ficou explicado o que. continuar a obra de Jesus. o que tudo se obterá. se deve entender por Espírito Santo. para deter os passos à Revelação Nova. . 1. ela se vai espalhando cada vez mais. — Por maiores que sejam os esforços dos inimigos da verdade. teria prejudicado os homens. Se pregasse em termos claros e precisos a sua moral sublime. de mais em mais alargando o espaço e o futuro aos Espíritos progressistas. 9º. e grandes são esses esforços. 8º. É que o homem chegou a um ponto em que o seu saber tem que aumentar com rapidez. perseverança e sinceridade. 13º. (64) Atos.189 expiar e. que vem. como foram os despendidos outrora contra a Doutrina que Ele trouxe ao mundo. com paciência. explicadas. isto é: da sua hipocrisia. — JOÃO.

igualmente. Manifesta. alguns a tomaram por um lugar de suplício. Não temais. Jesus dirigia essas palavras a seus discípulos. que olha com vistas paternais para todas as suas criaturas. Até os cabelos das vossas cabeças estão todos contados. das crenças gregas e romanas. — LUCAS. meus amigos: Não temais os que matam o corpo e que. filha de Deus. afrontando todos os percalços e perigos. para. para consumir os detritos ali atirados. o princípio inteligente. — 6. sem exceção. à maneira do Tártaro do paganismo. (67) Apropriando sempre sua linguagem à época e ao estado das inteligências. versículo 28. portanto. depois disso. — 7. que se trata de uma expressão alegórica. . Disse-as. sem cuja vontade nada sucede MATEUS: capítulo 10º. Vou mostrar-vos a quem deveis temer: Temei aquele que. não há um só deles que Deus tenha esquecido. para inspirar aos homens a confiança sem limites que devem depositar em Deus. versículo 4. 10º. livres dos temores que os assaltavam ante as provas e perigos das missões que lhes eram confiadas. Até os cabelos das vossas cabeças estão contados. é a erronia de semelhante interpretação. chama a atenção do homem para a inteligência de que é possuidor e que. 4 ao 7. Quanto à geena. dotado de individualidade e personalidade. para lhes infundir a confiança de que necessitavam. na individualidade e na imortalidade. Só temer a Deus. para despejo das imundícies da cidade. o Espírito culpado passa pelos sofrimentos ou torturas morais apropriados e proporcionados às faltas que haja cometido. pois não se compreende que o Espírito. — 31. bem mais valeis do que muitos pássaros. Não se vendem cinco pássaros apenas por dois asses? Entretanto. a esse sim. Vê-se. a Deus tem que voltar. — 30. de significação complexa. com estas palavras. temei. possa estar sujeito a permanecer indefinidamente num lugar material circunscrito e a ser queimado pelo fogo. portanto. quando errante. 12º. 28 ao 31. bem mais valeis do que muitos pássaros. Não temais os que matam o corpo. caverna que o rei Josias mandara construir em Jerusalém. onde os culpados eram punidos. Não temais os que podem matar o corpo. nenhum deles cai na Terra sem ser pela vontade do vosso pai. Jesus. temei sim aquele que pode precipitar tanto o corpo como a alma na geena. — 29. de modo a impressionar fortemente aqueles a quem falava. bem como dos cadáveres a que negavam sepultura. Assim o entenderam os que se ativeram à letra. entretanto. pois. LUCAS: capítulo 12º. as desempenharem com desassombro. por um inferno. temais.190 63 MATEUS. nada mais tem que fazer. é a imensidade onde. E eu vos digo. A geena. mas que não podem matar a alma. eu vos digo. depois de haver tirado a vida. tem o poder de lançar na geena. mas que não podem matar a alma. o inferno. cuja natureza íntima ainda desconhecemos. ou à maneira da cloaca dos Judeus. — 5. e onde era mantido um fogo contínuo. Nada. Não é verdade que dois pássaros se vendem por um asse? (66) Pois.

27º. pois que. como o são. 13. como de fato é. — Jeremias. de prova e expiação. — 1ª Epístola à Pedro. que nunca abandona a qualquer de seus filhos. na sua significação. 7. — Não devem estas palavras ser tomadas ao pé da letra. em tal caso. 14º. — Isaías. 12. não é mais do que o instrumento das provas necessárias à sua purificação e progresso. chegada que seja a hora da prestação de contas. e onde o corpo que os reveste por si só também é para eles uma geena. envolveriam a negação do livre-arbítrio do homem e justificariam o entregar-se ele ao fatalismo. 8. entretanto. — JOÃO. Com efeito. a sua página escriturada com exatidão. quando muito. ele é livre de praticar um ato qualquer. pois. 51º. isto é. ao passo que deve sempre temer que a parte verdadeiramente importante do seu ser mereça condenada à geena de que acabamos de falar. podem apenas destruir esse instrumento.191 Aquele termo abrange também. que a bondade infinita de Deus vela incessantemente pelas suas criaturas e faz sentir sobre estas a sua influência. evidente se torna que o homem deve preferir a perda do seu corpo. auxiliando-as em se forrarem aos efeitos funestos do mau uso do livre-arbítrio de que Ele as dotou. é claro que a criatura nada deve temer dos que. 14º. tornando o homem sujeito a experimentar as conseqüências do seu procedimento. 1º. Assim sendo. 45. nem um só dos nossos mais secretos pensamentos escapam ao Senhor. mas esse ato tem seu princípio de origem e seus corolários regulados pelas leis naturais. a qual. Quer dizer que. nem um só ato nosso. para ser responsável. É igualmente certo. Assim. pela encarnação ou reencarnação. por intermédio dos Espíritos bons. (66) 20 centavos. na erraticidade. 14 e 15. . atendendo a que o corpo. conformemente ao uso que o homem faz do seu arbítrio. cuja execução e aplicação o aludido ato provoca. 8º. — Zacarias. Todos os cabelos das vossas cabeças estão contados. 3º. 12. no livro da vida. se vêem lançados os Espíritos culpados. onde. Ora. imutáveis e eternas. — 2º Reis. cada um encontrará. para o salvar. como envoltório do Espírito. 11. não esquece nenhuma de suas ações boas e não deixa impune nenhuma ação má de modo que. (67) 1º Reis. deixa que os acontecimentos da vida humana sigam seu curso. as terras primitivas e todos os mundos inferiores. sempre que se encontre em risco de. aqueles sofrimentos ou torturas morais. perder o seu Espírito. admitidas no sentido literal. 34. incorrer em falta de que lhe resulte a condenação à geena. porém. 13. 8. elas sustentariam um erro. O que as palavras que estamos apreciando querem dizer é que nada sucede que não tenha sido previsto pela infinita sabedoria do Senhor. porqüanto. — Atos. 14. preciso se faz que o homem goze de liberdade no seu proceder. 15º.

praticando a sua moral. — 53. vim separar de seu pai o homem. de sua mãe a filha e de sua sogra a nora. Aquele que. Praticar essa moral é estar no carreiro por Ele traçado. que está nos céus. a fim de que chegue a ser conhecido e até que o seja MATEUS: capítulo 10º. com o trazer ao mundo uma doutrina que saparia os abusos. E esse fogo Ele o queria bem aceso. LUCAS: capítulo 12º versículo 49. eu vos digo que aquele que der testemunho de mim diante dos homens. a mãe contra a filha. pela observância da lei de amor. a divisão. — LUCAS. Não penseis que vim trazer paz à Terra. Jesus veio pôr fogo à Terra. praticarem e espalharem pelo exemplo os ensinamentos cuja difusão constituía o objeto da sua missão. 32 ao 36. 10º. LUCAS: capítulo 12º. Mas aquele que me negar diante dos homens será também negado diante dos anjos de Deus. os preconceitos e as tradições sustentados pelos escribas. porqüanto. no seio mesmo das famílias. (68) Jesus é a personificação da moral sublime que Ele trouxe ao mundo. que seria sancionada com o sacrifício do Gólgota. — 52. a fim de aprenderem. Espíritos atrasados. entre os que desejariam enveredar pela nova estrada e os preguiçosos ou obstinados. — Não veio trazer a paz e sim o gládio. Jesus veio trazer fogo à Terra. pois que consistia em substituir a fé cega e falsa. — 35. Todavia. a esse o bom Pastor não o pode receber na categoria dos Espíritos bons. porqüanto. Ele veio dar causa a lutas. se embrenha pelos caminhos tortuosos. Aquele que me confessar diante dos homens. — 34. fariseus e sacerdotes orgulhosos e cúpidos. do egoísmo. 12º. a sogra contra a nora e a nora contra a sogra. Ora. nem apresentá-lo ao Rei dos reis. — 9. estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai. versículo 8. também eu o confessarei diante de meu pai. é certo. — 51. renega o bom Pastor. para que ao seu derredor se grupassem os homens. três contra duas e duas contra três. — 33. seu objetivo era santo. que serão os alicerces da paz universal. Ora. Vim trazer o fogo à Terra. da hipocrisia. a filha contra a mãe. — 36. pela prática da caridade e da fraternidade. esse se afasta da senda da verdade. destinado a fazê-la frutificar e preparar o advento da nova revelação. estarão todas divididas. repudiando-lhe a lei.192 64 MATEUS. vim trazer a separação. e o homem terá por Inimigos os de sua própria família. e que é o que quero senão que ele se acenda? — 50. Aquele que me negar diante dos homens. mas que se . para a nossa salvação. trazendo aos homens. enquanto não dê testemunho dele. ainda muito distante. esse progresso. eu vo-lo digo. dele o filho do homem dará testemunho diante dos anjos de Deus. se numa casa se encontrarem cinco pessoas. Com efeito. não vim trazer a paz e sim o gládio. também eu o negarei diante de meu pai que está nos céus. doravante. que quereriam permanecer estacionários. lutas a que ainda hoje presenciamos. versículo 32. é confessá-lo. Tenho que receber um batismo e quão ansioso estou para que ele se cumpra. 8 ao 9 e 49 ao 53. dos vícios e das paixões que degradam a Humanidade. Pensais que vim trazer a paz à Terra? Não. ao contrário. que são os do orgulho.

5. — Apocalipse. porque essa é a vontade do nosso Pai celestial. 43. diz-nos o Senhor pela boca de seus emissários. Trabalhai. 54º. 28. 40º. O Espiritismo é Jesus presente de novo entre nós. que somente cessarão quando Ele próprio vier completar a sua obra pela separação do joio e do bom grão. — Miquéias. a fim de que todos. 10º. ajudai os vossos irmãos a chegarem ao ponto em que vos achais. 2º. 9º. pela elevação dos bons à posse do reino que lhes está preparado e pela repulsão dos rebeldes e cegos voluntários para as terras em que possam decidir-se a encetar a obra da sua purificação. espíritas. 14. — João. . 13º. 18. por arrancar os parasitas que abafam a sua vinda. ela a todos igualmente ilumine. 3º. 2º. — 2ª Epístola à Timóteo. impelindo-nos para o progresso e a dar lugar a novas lutas. vendo a luz. 10. — 1º de João. 12. Depois de ter sido até aí — rei da justiça.193 há de realizar. 16. 19. com ardor. isto é. 9. éEle ainda a influir sobre nós. Só então a sua missão se tornará de paz. sustentai os fracos. 10º. — Romanos. 7º. (68) Salmos. pois. 7º. 6. Ele será — o rei da paz. esclarecei as inteligências obscuras.

Não lhe deve sacrificar o amor ao próximo. Jesus veio dar cumprimento ao Decálogo e confirmar as profecias que lhe eram relativas. Essa a lição constante dos versículos acima. 27. fazendo-lhe ver que os seus membros devem unir-se pela amizade. necessário se faz estudá-los. com relação a esta. É dever do homem consagrar-se à família e preencher para com esta todas as obrigações que lhe impõem as leis divinas. Para bem se conhecerem esses preceitos e sentenças. interpretando-os. de mim não é digno. Ele. praticar um ato contrário a esses ensinos não é digno do Mestre. não pode ser seu discípulo. — 26. . portanto. Além disso. fazer do cumprimento dessas obrigações um culto. a qual não tem a significação violenta daquelas outras e carece de equivalente nos modernos idiomas. condenou foi o excesso. a sua mulher. Aquele que ama a seu Pai ou a sua mãe mais do que me ama. a seus irmãos. voltando-se para a multidão que o acompanhava. pois que isso seria. importa não esqueçamos que Jesus freqüentemente usava de expressões demasiado fortes. 37 ao 39. Jesus. que produzem a concórdia. apreciá-los em conjunto. não é digno de mim. disse. purificado. egoísmo e o egoísmo contravém aos ensinos do Filho de Deus. cuja síntese é a lei do amor. Não deve. Assim. a seus filhos. que em todas as coisas prejudica o ser humano e o transvia. jamais poderia ter dito o que quer que importasse em condenação do amor da família. aquele que. a suas Irmãs e até a sua própria vida. porqüanto nenhum desses vocábulos traduz com exatidão a palavra correspondente no texto hebraico. enfim. — Cumprimento do dever acima de todas as coisas.194 65 MATEUS. — Paciência e resignação nas provações terrenas MATEUS: capítulo 10º. 10º. — LUCAS. — 38. não pode ser meu discípulo. e aquele que ama a seu filho ou a sua filha mais do que me ama. pelo afeto. 14º. versículo 37. pelo carinho. e que o Espírito só se depura na adversidade. (69) Os santos Evangelhos são o código. LUCAS: capítulo 14º. e aquele que não toma sua cruz e me segue não pode ser meu discípulo. 25 ao 27. Veio. nem os interesses superiores e a felicidade real de seus outros irmãos em Deus. O que. versículo 25. para impressionar os Hebreus de então. mostrar-lhe que a vida real é a do Espírito liberto da escravidão da matéria. é preciso pesquisar-lhes os fundamentos. — 39. Para isso. para cuja compreensão cumpre não constituam obstáculo os termos odiar e aborrecer. de modo a lhes alcançar o sentido profundo. ou a tábua dos preceitos e sentenças do Divino Mestre. Aquele que não toma sua cruz e me segue não é digno de mim. buscar-lhes o espírito. Veio congraçar a Humanidade. porém. para agradar a seu pai ou a sua mãe. pelo amor paterno e filial. como a respeito de tudo mais. Amor da família. Aquele que acha sua vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a encontrará. que é o crisol das grandes obras. Aquele que vem a mim e não odeia a seu pai e a sua mãe. isto é. não basta ter deles a compreensão literal ou gramatical.

Quanto ao ser a vida do Espírito a Única real e. teria a vida eterna. ao contrário. pois. conforme o exemplificou Ele que. — JOÃO. a sua vida espiritual. o que falisse à sua missão. Êxodo. nem que o tornasse merecedor de qualquer provação. viessem ou venham a constituir-se continuadores da alta missão em que se investiram os apóstolos e os discípulos imediatos do Cristo. 32º. inocente e imaculado. era justo. o Divino Mestre se dirigia especialmente a seus discípulos. 33º. 3º.195 profundamente materializados. quando as aceita com humildade. 12º. Tais palavras. que. entretanto. 6. reconhecimento. resignação e. até. é a das expiações e das provas necessárias e inevitáveis. . — Apocalipse. a única digna de apreço e valiosa. renunciaria ao acabamento da obra. podem e devem considerar-se como dirigidas. aos que posteriormente. para conservar a vida humana. desempenhando a sua missão. 2ª Epístola à Timóteo. 9. 12º. a prova temo-la em que. gravemente. 25. a bem daquela outra. assim. aliás. nada tinha que expiar. o Senhor lhes recomendava que nenhuma importância dessem à vida do corpo. falando a seus discípulos. quando sentenciava que quem não tomar a sua para o seguir não pode ser seu discípulo. por isso que mediante elas somente é que o Espírito se depura. A cruz a que aludia. que. (69) Deuteronômio. 13º. em todas as épocas. por conseguinte. dentre eles. 11. comprometendo. para lhes significar que. 26 e 27. aquele que não recuasse diante da morte e a sofresse. no mesmo sentido. 12. sempre que lhes fosse mister sacrificá-la. para levar a cabo a obra. Dizendo que “aquele que acha a sua vida a perderá e que aquele que perde a vida por sua causa a achará”.

não orça de antemão. pois. e lhe apresenta propostas de paz. dizendo: Esse homem começou a construir. desde que paremos hesitantes e indecisos. mas não pôde acabar? — 31. antes que nos arriscarmos a tentativas infrutíferas. todos os que a vejam entrem a escarnecê-lo. por não a poder acabar. se pode marchar com dez mil homens contra o inimigo que vem ao seu encontro com vinte mil? — 32. Se o não pode fazer. — 30. (70) Antes de enveredarmos por um caminho novo. que não renunciar a tudo o que tem. que não lhes devemos criar uma afeição que nos impeça de dar-lhes a aplicação para que nos foram confiados. Renunciar a tudo o que possuímos não quer dizer que devamos esbanjar. 17 e 18. (70) 3º Reis. não pode ser meu discípulo. considerando-os simples meio de fazermos o bem e proporcionarmos alívio aos nossos irmãos que sofrem. 14º. para percorrê-lo todo. Para caminharmos pela senda do progresso. com vagar e calma. ficaremos sujeitos a perder o nosso tempo. — Não dar apreço aos bens materiais. até nos fortalecermos bastante. preferível é esperemos. isto é. que amargos pesares nos trarão. tendo de entrar em guerra com outro rei. de praticarmos a caridade. porque sem ela não há salvação. Assim. pôr fora os nossos bens.196 66 LUCAS. . Em tal caso. precisamos certificar-nos de que dispomos de uma vontade bastante forte. 24º. não examina antes. para saber se tem com que terminá-la. sobretudo em se tratando do caminho do progresso. 27. — 29. 5º. devemos desprender-nos dos bens materiais. manda embaixadores. Ou. com vagar e calma. a fim de que. quando o inimigo ainda está longe. que é a da caridade universal. pois. 28 ao 33. a despesa necessária. Examinar antes de obrar. — Não parar na estrada do progresso. mas. senão como meio de fazer caridade LUCAS capítulo 14º. — Provérbios. depois de lhe haver lançado as fundações. Qual aquele dentre vós que. — 33. condição essencial de todo progresso. qual o rei que. se assim o não fizermos. o que se dará. desejando edificar uma torre. aquele dentre vós. versículo 28.

tendo em vista cumprir a lei de amor e de caridade. obterá a recompensa reservada ao fiel. 40 ao 42 e 11º. como ensino. Aquele que recebe o profeta como profeta receberá a recompensa do profeta. 18º. 10º. dirigidas por Jesus. se podem resumir da forma seguinte: Aquele que deposita fé em Deus e procede tendo em vista a vida eterna. e aquele que recebe o justo na qualidade de justo receberá a recompensa do justo. Jesus partiu a ensinar e pregar nas cidades vizinhas. aos homens de então e do futuro. e aquele que me recebe recebe o que me enviou. Aquele que vos recebe a mim me recebe. por menos importância que tenha o vosso ato e seja qual for a dos irmãos que aliviardes ou socorrerdes. a seguinte lição: O bem que fizerdes vos será contado. As palavras do versículo 40 eram endereçadas aos apóstolos: Aquele que recebe os vossos ensinamentos recebe os meus e quem recebe os meus ensinamentos recebe os daquele que me enviou. um copo dágua fria. 17º. 4 e seguintes. Aquele que cumpre a lei de amor e de caridade terá sua recompensa MATEUS: capítulo 10º. versículo 40. . podem explicar-se como encerrando. (71) O sentido e o alcance destas palavras.197 67 MATEUS. 8 e seguintes. (71) 3º Reis. não perderá sua recompensa. — 42. Logo que acabou de dar essas instruções a seus doze discípulos. Quanto às do 42. — 4º Reis. 4º. só por ser dos meus discípulos. versículo 1. para todos os homens. — 41. 1. MATEUS: capítulo 11. em verdade vos digo. E todo aquele que der de beber a um destes pequeninos. 10 e seguintes. As do versículo 41 são simbólicas: Aquele que proceder com louvável intuito será recompensado pela sua intenção.

—Comei e bebei do que nela houver: Nem só pelo espírito vive o homem. 1 ao 12 e 16. mas poucos são os trabalhadores. Digo-vos que nesse dia os de Sodoma serão tratados com mais indulgência do que os de tal cidade. como vimos. senão. não andeis de casa em casa. Se aí estiver algum filho da paz. dizei primeiramente: Paz a esta casa. Ide. despreza aquele que me enviou. entrando nalguma cidade. — Segundo o espírito. sabei. — A paz que eles tinham (“a vossa paz”) eram a fé e os conhecimentos que possuíam e que com eles ficavam. aquele que vos despreza a mim me despreza. traficam com as coisas de Deus e procedem como todos vêem. pois. nem alforje. — 12. — 4. — 10. ide pelas ruas e dizei: — 11. Todavia. porém. Não é isso. — 8. porqüanto o obreiro é digno do seu salário. — 3. Não saudeis a ninguém pelo caminho. — 6. LUCAS: capítulo 10º. Ao entrardes em qualquer casa. curai os doentes que ai encontrardes e dizei-lhes: O reino de Deus está próximo de vós. desde que se achassem num meio refratário a aceitá-los. 9 e 13 do capítulo 10. ao dono da seara que mande trabalhadores para ela. Aquele que vos escuta a mim me escuta. a todas as cidades e a todos os lugares aonde ele próprio tinha que ir. voltará para vós. que se agarrou aos nossos pés. do Evangelho de Mateus. 10º. Missão e instruções dadas aos setenta e dois discípulos LUCAS: capítulo 10º. Filhos da paz — a vossa paz (capítulo 10º.198 68 LUCAS. até que a tenhais alcançado”. não pareis. para que necessitemos . não vos receberem. — 7. o que com essas palavras quis Jesus dizer é o seguinte: “Não deixeis que vos desviem do caminho em que ides. (72) As instruções por Jesus dadas aos setenta e dois discípulos são idênticas às que deu aos apóstolos. — 5. Tinham. Sob o pretexto de que merecedor do salário é o obreiro. Permanecei na mesma casa: sede perseverantes. Sacudimos contra vós até a poeira da vossa cidade. Quando entrardes numa cidade qualquer onde vos acolham. — Por “filhos da paz” designava Jesus os que se mostravam dispostos a enveredar pela nova estrada que os faria adiantar-se em direção ao Senhor. Cumpre-lhe prover às necessidades do corpo. alguns pontos aqui há que reclamam observações especiais. avançai para a meta. Como trabalhadores. precedendo-o. Não leveis bolsa. Os discípulos davam o alimento do Espírito e recebiam de outros o alimento do corpo. comei do que se vos apresentar. que se restringir ao estritamente necessário. e lhes dizia: A seara na verdade é grande. cabia-lhes ser alimentados. o que fazem os que se dizem ministros do Cristo e sucessores dos apóstolos. entretanto. versículo 1. o Senhor escolheu setenta e dois outros discípulos e os enviou dois a dois. versículo 16. rogai. eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. — 2. nem sandálias e a ninguém saldeis pelo caminho. versículo 6). em recompensa do trabalho que executavam. Mas se. todavia. Algum tempo depois. que o reino de Deus está próximo. e o que me despreza. tratando dos versículos. Permanecei na casa comendo e bebendo do que nela houver. — 9. a vossa paz ficará com ele.

seus ensinamentos. isto é. Como poderão considerar-se discípulos de Jesus e sucessores dos Apóstolos os que recebem dinheiro em paga das preces que fazem? Enviando os discípulos que escolhera para transmissores da sua palavra. fez-se-lhes ouvir a palavra de paz e taparam os ouvidos. dedicação e caridade. o fausto. Cada um responderá pelos seus . e mesmo receber coisa alguma. que na Terra só deu exemplos de humildade. etc. aos que. imitando os de outrora e os apóstolos. Aquele que não se sinta disposto a uma vida de abnegação. igualmente. renunciam à herança da humildade. uma vida de completa abnegação. Prescreveu-lhes. simultaneamente. sigam as pegadas do Mestre divino. nem compreendem que a única maneira de que dispõe o homem de erigir para si um trono consiste em viver vida austera e humilde. não é e não pode ser discípulo do Mestre. Dando aos discípulos o poder de ligar e desligar. de acordo com essa Revelação. esforçando-se por imitar os apóstolos e os discípulos do Cristo de Deus. do capítulo 10º de LUCAS. Aquele que. da pobreza.199 indicá-lo aqui mais uma vez. de todas as virtudes que o Mestre exemplificou e que constituíram o patrimônio deles. mas que não exemplificam? Deixemos. Não compreenderam. não deu Jesus esse direito a quem quer que entendesse de exercer. com autoridade para abençoar ou reprovar. dos que vos repelirem. desinteresse. como não se lhes hão de considerar irônicas as eloqüentes prédicas sobre as virtudes que aconselham. evitando transformar aquele ministério numa profissão. como procederam e como procedem os pseudo discípulos do Cristo. que se não munissem de duas túnicas. o bem-estar material. quando deveriam ser os que lavassem os pés a seus irmãos. os que lhe pratiquem sinceramente as lições e os exemplos. novos discípulos de Jesus. a voluptuosidade. Aquele que vos escuta a mim me escuta. sem levar convosco nem mesmo a poeira que vossos passos levantem. Jesus lhes recomendou. sua moral. sem preencher as condições a isso essenciais. Sacudi a poeira dos vossos pés: — Afastai-vos. a pregar em espírito e verdade e a desenvolver. de inteiro esquecimento de si mesmos. a lei do Cristo. de lado os abusos. Diante do que fazem e da maneira por que vivem os ministros da Igreja de Roma. oferecem o pé a beijar aos que se lhes aproximam do trono rebrilhante de pedrarias. só as podem aplicar a si os que. nem de dois pares de sandálias. sem nada aceitar. bem fará dando outra direção às suas atividades. Elas se aplicam. além do necessário. — Estas palavras. guiados e inspirados pelos Espíritos do Senhor. judeus ou gentios. Entretanto. sem possuir as virtudes que elevam o Espírito e atraem a assistência dos Espíritos superiores. constantes no versículo 16. de humildade e de pobreza. procura o luxo. do amor que o homem deve consagrar e praticar para com os seus irmãos. em troca de seus ensinamentos e preces. enfim. abnegação. Proibiu-lhes cogitar do bem-estar material. por isso que se lhes mostrou a luz e fecharam os olhos. são chamados a divulgar a Nova Revelação. Cercados de luxo e fausto. porém. os que se dizem sucessores dos apóstolos? Ao mesmo tempo que se apregoam herdeiros dos poderes conferidos a estes. sacerdotes ou leigos. Eles serão tratados mais rigorosamente do que os de Sodoma e Gomorra.

pela austeridade do nosso caráter. . no propósito único de impulsionar o progresso da Humanidade. de nos impormos ao respeito de todos. os espíritas. 51. 4º. 8. 1. 5º. — 2º Tessalonicenses. 13º. 18º. 6. pelo cumprimento exato dos nossos deveres. 4º.200 atos. — Atos. — 4º Reis. 10º. Cuidemos nós. — 1º Tessalonicenses. — 1ª Epístola aos Coríntios. pela observância dos ensinamentos do Mestre. 23. 27. 29. 3º. pela confiança que inspire a nossa sinceridade. (72) JOÃO.

12º. porqüanto também são designados a trabalhar na obra e conseguirão tudo o que tentarem fazer em seu nome. Toda vez que tentarmos combater o mal sob qualquer forma que se apresente. caminhemos desassombradamente. Jesus lhes falava. não lançarão seus dardos contra nós.201 69 LUCAS. 9. (73) Dizendo aos discípulos que via Satanás cair do céu qual relâmpago. Contudo. 12º. alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus. — Daniel. 3. nada vos causará dano. — 20. não vos alegreis por vos estarem os espíritos submetidos. — Salmos. 29. — Isaías. Idêntica à dos discípulos deve ser a alegria dos espíritas. até os demônios se nos submetem em teu nome. Esmagá-los-emos com os pés e eles se ocultarão envergonhados da derrota. 1. pois seus nomes estão escritos no “céu”. Os répteis venenosos que se ocultem por onde passemos não levantarão as cabeças malfazejas. O Senhor protege os que trabalham com zelo na obra de que os encarregou. . 12º. se virmos que nossas obras nos autorizam a esperá-la. Os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria. 4º. dizendo: Senhor. como sempre. Vedes que vos dei o poder de esmagar as serpentes. com confiança e sinceridade. 31 — Filipenses. 9º. o mal se precipitará nos abismos insondáveis e sua queda servirá para nos esclarecer. figuradamente. Os que caminham sinceramente nas sendas do Senhor podem rejubilar-se. mas não tiremos daí nenhum motivo de vaidade. — JOÃO. o bem dos nossos irmãos. 32 e 33. Nosso objetivo. com o fim exclusivo de impulsionar o progresso da Humanidade. (73) Êxodo. os escorpiões e todo o poder do inimigo. Regresso dos setenta e dois discípulos. — 18. — Seus nomes escritos nos céus LUCAS: capítulo 10º. 10º. O Mestre paga sempre ao trabalhador na razão do seu trabalho. Sempre que nos aventurarmos por uma estrada desconhecida. 68º. 1. — 19. 17 ao 20. mas tendo em vista o progresso e o amor universal. portanto. 3. nossa única ambição devem consistir em ganharmos a recompensa prometida. mas ao fim da qual entrevejamos o progresso da Humanidade. — Apocalipse. difícil. 32º. Rejubilemo-nos. versículo 17. E Jesus lhes disse: Eu via Satanás caindo do céu como relâmpago. 8. 4º. Jamais nos orgulhemos do que o Senhor permita que façamos.

10. desprezados. o Evangelho é pregado aos pobres. Jesus lhes respondeu: Ide contar a João o que vistes e ouvistes. 61º. portanto. para verificarem se se não tratava de algum hábil impostor. lhe disseram: João Batista nos mandou aqui para te perguntarmos se és aquele que tem de vir ou se é outro o que esperamos? — 21. (74) Gênese. — 6. E João chamou dois deles e os mandou a Jesus para lhe perguntarem: És aquele que tem de vir ou é outro o que esperamos? 20. disse: Ide narrar a João o que vistes e ouvistes: que os cegos vêem. os mortos ressuscitam. 35º. 8º. que os mortos ressuscitam. Os pobres. que os surdos ouvem. 14. na prisão. não tinha certeza de que Jesus fosse quem devia ser. — 1ª Epístola à Pedro. — Apocalipse. 16. 24. 18. já sabemos como Ele os operava. — Daniel. 55. para lhe comprovar a identidade. De modo geral. 14. — Romanos. Nesse mesmo instante. do que lhe acolhe os preceitos e os põe em prática. Jesus curou muitas pessoas de enfermidade e chagas e dos maus espíritos e restituiu a vista a muitos cegos. Os discípulos de João lhe referiram todas as coisas que Jesus fazia. se dispõem a ouvi-la. porque progride e não tem que temer uma repulsa. 24º. os surdos ouvem. Enviou-lhe pôr isso dois de seus discípulos. 32. — Timóteo. Os cegos vêem. versículo 18. 23. encontrando Jesus. João. — JOÃO. sabido das obras do Cristo. que João mandou seus emissários ao Cristo. 17. e lhe dissessem: És aquele que tem de vir ou esperamos outro? — 4. 29º. . os coxos caminham. Esses homens. 36. que os leprosos estão curados. Todo aquele que não aceita a moral do Cristo. 2 ao 6. 22º. João mandou que dois de seus discípulos fossem ter com Ele — 3. os leprosos são curados. 18 ao 23 Discípulos de João mandados por este a Jesus MATEUS: capítulo 11º. Em seguida. (74) A fama levara a João o rumor dos atos de Jesus. eram os que se viam abandonados. — 19. 5º. que os coxos caminham. falando mais para aquela época do que para o futuro. 2º. — Salmos. 3º. — 23. O Precursor queria certificar-se de que Jesus era realmente aquele cuja vinda ele anunciara. — Números. o repele. pois. pobres são todos os que.202 70 MATEUS. — 22. — 5. 1. 6º. Quanto aos chamados “milagres” que Jesus praticou em presença dos discípulos de João. Tendo. 7º. versículo 2. 8. porém. Bem-aventurado o que não se houver escandalizado de mim. 9º. que o Evangelho é pregado aos pobres. 2º. eram os que de ninguém mereciam atenção alguma. sentindo a necessidade de enriquecer-se com a palavra evangélica. a quem o divino Mestre se referia. E bemaventurado aquele que não se houver escandalizado de mim. 2º. 2. 11º. 21º. Feliz. respondendo aos discípulos de João. 27. — Isaías. 9º. 4 e 5. LUCAS: capítulo 7º. — LUCAS. Foi. 49º.

203

71 MATEUS, 11º, 7 ao 15. — LUCAS, 7º, 24 ao 30 e 16º, 16. João, precursor, e Jesus. — Pedra fundamental do edifício da regeneração. — Missão nova e futura de João
MATEUS: capítulo 11º, versículo 7. Logo que eles se foram embora, começou Jesus a falar de João ao povo nestes termos: Que é o que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? — 8. Que é, pergunto, o que fostes ver? Um homem vestido de finas roupas? Sabeis que na casa dos reis é que vivem os que se vestem assim. — 9. Que é então o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vo-lo digo, e mais que profeta; — 10, porqüanto dele é que está escrito: “Eis que envio, na tua frente, o meu anjo, que te preparará o caminho”. — 11. Em verdade vos digo: Nenhum dentre quantos hão nascido de mulher foi maior do que João Batista, mas aquele que for o menor no reino dos céus é maior do que ele. — 12. Desde os dias de João Batista até o presente o reino dos céus sofre violência e os violentos o arrebatam; 13, pois, até João, todos os profetas e a lei profetizaram; — 14, e, se quiserdes, compreendei: ele é o Elias que há de vir. — 15. Ouçam os que têm ouvidos de ouvir. LUCAS: capítulo 7º, versículo 24. Logo que se foram os mensageiros de João, entrou Jesus a falar deste à turba: Que é o que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? — 25. Que é, pergunto, o que fostes ver? Um homem vestido de finas roupas? Sabeis que nas casas dos reis é que se encontram os que se vestem magnificamente e vivem nas delícias. — 26. Que é, então, O que fostes ver? Um profeta? Sim, certamente, eu vo-lo digo, e mais que profeta; — 27, porqüanto, dele é que está escrito: Eis que envio, na tua frente, o meu anjo, que te preparará o caminho adiante de ti. — 28. Pelo que, eu vos digo que, dentre os que hão nascido de mulher, nenhum ainda houve maior do que João Batista; mas aquele que for o menor no reino de Deus é maior do que ele. — 29. E todo o povo e os publicanos que o ouviram se submeteram aos desígnios de Deus recebendo de João o batismo. — 30. Mas os fariseus e os doutores da lei desprezaram os desígnios de Deus para com eles, não se fazendo batizar por João. LUCAS: capítulo 16, versículo 16. A lei e os profetas duraram até João; a partir daí, o reino de Deus é pregado aos homens e cada um lhe faz violência. (75) Falando de João nesses termos, Jesus dava testemunho da missão que o Precursor viera desempenhar, assim como anunciava a nova e futura missão que ele desempenhará, e lançava a pedra fundamental em que assentaria o edifício da regeneração, edifício que se vai erguendo, embora lentamente. A época do aparecimento de Jesus na Terra, sob a forma corporal humana, nos é indicada como básica do progresso que ‘nas idéias se havia de produzir. Elas, de fato, se elevaram, fracamente é certo, mas o bastante para se despojarem do envoltório material que as constrangia e tendem, cada vez mais, a se elevar para as regiões espirituais. Pois bem, para o acabamento dessa empresa, para a continuação da obra de Jesus, é que trabalham os Espíritos elevados, sob as vistas e a direção do Mestre.

204 MATEUS, versículos 9 e 10. — LUCAS, versículos 26 e 27. — Exprimindose dessa forma, Jesus testificava que o Espírito de João já atingira um grau de elevação muito mais alto do que os dos profetas. Comparava estes últimos, nas diversas épocas em que apareceram, com Elias reencarnado como Precursor, para, apontando a extensa linha de progresso que fora percorrida, mostrar que o Elias de então já era muito mais do que o Elias dos Hebreus. Podemos, em conseqüência, imaginar qual será a grandeza desse Espírito, do ponto de vista do poder e da ciência, quando desempenhar a sua missão espírita, assinalando com essa missão a sua nova passagem pela Terra. Referimo-nos ao seu progresso em ciência universal, que é, conforme se sabe, indefinido e não limitado, como o progresso moral, cujo limite o Espírito atinge no seio de Deus, alcançando a perfeição moral. MATEUS, versículo 11. — LUCAS, versículo 28. — O pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, ao declarar que, dentre os varões nascidos de mulher, João era o que mais alto se achava colocado, espiritualmente falando, foi, em primeiro lugar, fazer sentir, embora deixando velada pela letra essa verdade, que Ele, Jesus, não nascera de mulher. Em segundo lugar, quis revelar a existência de outros Cristos, isto é, de outros Espíritos que, havendo percorrido sempre, sem desvios, a linha reta do progresso, chegaram à suprema pureza, sem terem necessidade de descer ao ventre da mulher, a fim de passarem por provações, a fim de provarem a morte, segundo a sua própria linguagem. A esses Espíritos é que o divino Mestre comparava o de João, para afirmar que, mau grado à extraordinária elevação deste, ele era menor do que o mais pequenino no reino dos céus. Vê-se assim que do fato de se achar encarnado o seu Espírito é que Jesus tirava fundamento para a afirmativa que fez, porqüanto esse fato constituía a prova formal de que aquele Espírito ainda não galgara os cumes supremos da pureza, visto que os que a tais altitudes chegam ficam, em absoluto, excluídos da ação da lei das encarnações e reencarnações, que é o que já se verificara com Jesus, antes mesmo que o nosso mundo se formasse. Sofrendo, como estava, os efeitos dessa lei, a João se lhe velara o passado. Tal qual sucede a todos os encarnados, ele esquecera suas anteriores existências, como era necessário, pois, a não ser assim, nenhum mérito lhe adviria do desempenho da missão de Precursor, se sempre tivesse diante dos olhos tudo quanto fizera como Elias, o profeta; se a todos os momentos pudesse apreciar os feitos do venerando legislador, de cujas mãos recebera o povo hebreu as tábuas da lei, o Decálogo. O Elias que tinha de vir veio, de fato, na pessoa de João que, concluída na Terra a sua missão de Precursor, continuou e continua a desempenhá-la na espiritualidade, trabalhando para que progridam o planeta terreno e a sua Humanidade, preparando o novo advento de Jesus, como Espírito da Verdade, como complemento e sanção da verdade. E, ao abrir-se, como agora se abre, a era nunciativa desse advento, a era espírita, ele novamente clama ao povo, a todo o povo da Terra, aos publicanos, aos escribas, aos fariseus e aos doutores da lei em nossos dias: Fazei penitência, arrependei-vos, arrependeivos, que se aproxima a hora do julgamento, pois que a morte, de um instante para outro, VOS pode surpreender e entregar os vossos Espíritos culpados à expiação na erraticidade e, depois, às aflições e angústias das reencarnações. Purifiquemo-nos, para sermos recebidos na morada celeste, onde só têm entrada os eleitos, isto é, os puros, condição a que todos havemos de chegar,

205 visto que para o Senhor não há eleitos, nem réprobos, segundo as falsas interpretações humanas. Só, porém, os que se tornam puros podem acercar-se do centro da Onipotência. Notemos que, confirmando ser João a reencarnação do Espírito Elias, o divino Mestre não disse: “João é o Elias que havia de vir”, mas: João é o Elias que há de vir”. Assim, além de confirmar a presença de Elias entre os homens na pessoa de João, anunciou o seu futuro reaparecimento na Terra, sempre como Precursor. Trará então, por missão especial, o alargamento do círculo das idéias e conhecimentos humanos, o fortalecimento do amor universal e, portanto, da caridade e da fraternidade que lhe são conseqüentes. A partir de João, o reino de Deus é pregado aos homens e cada um lhe faz violência. É figurada esta linguagem, significando que ninguém se aplica a fazer o que deve, para alcançar o reino de Deus, para realizá-lo em sua alma, que é o meio de chegar a ele, conforme ensinou Jesus. Cada um procura criar para si um reino da Terra, caracterizado por honras extraordinárias e imenso poderio, e tenta violentar a entrada do reino de Deus, por meio da hipocrisia, ou do anátema. (75) Malaquias, 3º, 1; 4º, 5 e 6. — Apocalipse, 2º, 7.

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72 MATEUS, 11º, 16 ao 19. — LUCAS, 7º, 31 ao 35. João e Jesus incompreendidos pelos Hebreus, João e Jesus compreendidos hoje pelos que são os filhos do Senhor
MATEUS: capítulo 11º, versículo 16. Com que compararei esta geração? Ela se assemelha a crianças que, assentadas na praça pública e aos gritos, — 17, dizem aos seus companheiros: Tocamos flauta para vós outros e não dançastes; lamentamo-nos e não chorastes. — 18. Veio João e, porque não come, nem bebe, dizem: Está possesso do demônio. — 19. O filho do homem veio e, porque come e bebe, dizem: “Aí está um comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores”. Mas a sabedoria é justificada pelos seus filhos. LUCAS: capítulo 7º, versículo 31. Disse o Senhor: Com que compararei os homens desta geração? A quem se assemelham? — 32. Assemelham-se a meninos que, sentados na praça pública e falando uns para os outros, dizem: Tocamos flauta para vós e não dançastes; entoamos lamentações e não chorastes. — 33. João Batista veio e, porque não come nem bebe vinho, dizeis: Está possesso do demônio. — 34. O filho do homem veio, come e bebe e dizeis: É um comilão e beberraz, amigo dos publicanos e dos pecadores. — 35. Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos. Usando, mais uma vez, de linguagem apropriada àcapacidade intelectual dos que o ouviam, Jesus, por essas palavras, mostrava aos homens que suas inteligências rebeldes recusavam todos os testemunhos da verdade, quaisquer que fossem, propensos sempre a procurarem, no que observavam, uma razão de ser estranha à bondade de Deus, não se rendendo nem mesmo à evidência. Mas, a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos. — Quer isto dizer que um dia os homens haviam de compreender tudo aquilo a cuja compreensão obstava o atraso deles na senda do desenvolvimento e do progresso. É assim que, de fato, hoje compreendemos. São filhos de Jesus os que se tornaram capazes de apreender as verdades que, quando cegos, negaram e que ainda são negadas pelos que continuam cegos. Para bem cumprir a missão que lhe fora confiada, João adotara uma vida de austeridade extrema, de abstinência e insulamento, com o que dava, como Precursor, o ensino e o exemplo da penitência que viera pregar e que tinha por emblema, por símbolo, o batismo às margens do Jordão, sendo a sua palavra o meio de os homens se prepararem para entrar no caminho que leva ao Senhor. Surpreendidos com aquela existência excepcional e não a podendo compreender, seus contemporâneos o tinham por vítima de uma obsessão. Jesus, contrariamente, vivia entre os homens, a fim de lhes mostrar o que é praticar o amor e a caridade, a fim de vulgarizar, por assim dizer, todas as virtudes que pregava e de que era modelo, tornando-as compreensíveis. Para esse efeito, comia à mesa do pobre, passava a noite sob o teto do publicano, embarcava com os pescadores, oferecendo desse modo edificantes exemplos aos orgulhosos, que, entretanto, por isso mesmo que o eram, o acusavam de se comprazer nos centros abjetos da sociedade de então.

207 Jesus, em suma, veio, como bem já o compreendemos, curar os enfermos, da alma principalmente, salvar os que se achavam perdidos, encorajar os desesperados. Mas, sabendo que assim foi e é, já teremos aproveitado dos seus exemplos, já estaremos dispostos a pô-los em prática, a nos engrandecermos vencendo pela caridade, pelo amor, pela humildade, o oceano de lama que a todo momento ameaça tragar-nos? Sigamos todos nós, homens da Terra, e, principalmente, os que somos espíritas, o exemplo de Jesus, sem nos preocuparmos com as opiniões e os conceitos dos escribas e fariseus de hoje, os orgulhosos da nossa época. Entremos desassombrados na choupana do pobre e vamos comer com os desgraçados, com os réprobos do mundo; levemos-lhes o que pudermos desse alimento que os sustentará pelos séculos em fora: o pão da vida, que nutre a alma, clareia a inteligência e purifica o coração!

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73 LUCAS, 7º, 36 ao 50. Pecadora que banha de lágrimas os pés de Jesus e os enxuga com seus cabelos, derramando bálsamo sobre eles
LUCAS: capítulo 7º, versículo 36. Tendo-lhe um fariseu pedido que em sua casa fosse comer, Jesus entrou na casa do fariseu e tomou lugar à sua mesa. — 37. Logo uma pecadora da cidade, sabendo que Jesus estava à mesa em casa desse fariseu, aí veio ter trazendo um vaso de alabastro cheio de bálsamo; — 38, e, colocando-se por trás dele, se pôs a banhar-lhe de lágrimas os pés, a enxugá-los com os cabelos, ao mesmo tempo que os beijava e os ungia com o bálsamo. — 39. Vendo isso, o fariseu que o convidara disse de si para si: Se este homem fora profeta, saberia quem é esta mulher que o toca, que é uma pecadora. — 40, Jesus então lhe disse: Simão, tenho alguma coisa a te dizer. Ao que ele respondeu: Mestre, fala. — 41. Um credor, disse Jesus, tinha dois devedores; um lhe devia quinhentos denários e o outro cinqüenta. 42 Como não tivessem com que pagar, o credor perdoou as dividas a ambos. Qual dos dois, em conseqüência, mais o estimará? — 43. Simão respondeu: Creio que aquele a quem ele mais perdoou. Jesus lhe retrucou: Julgaste bem. — 44. E, voltando-se para a mulher, disse ainda a Simão: Vês esta mulher? Entrei na tua casa, não me deste água para lavar os pés, enquanto que ela, ao contrário, mos banhou com suas lágrimas e os enxugou com seus cabelos. — 45. Não me deste ósculo e ela, desde que entrou, não cessa de me beijar os pés. — 46. Não me ungiste com bálsamo a cabeça, ao passo que ela me unge com bálsamo os pés. — 47. Eis te declaro que muitos pecados lhe são perdoados, pois que ela muito amou. Aquele a quem menos se perdoa menos ama. — 48. E disse à. mulher: Teus pecados te são perdoados. — 49. Os que com ele estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa os pecados? — 50. Jesus disse ainda à mulher: Tua fé te salvou; vai em paz. O fato referido nestes versículos constitui um exemplo da influência que o arrependimento tem sobre os destinos do homem. Por isso é que repetidamente se nos diz que nos arrependamos de nossos pecados, se queremos salvar-nos, que se nos aconselha a penitência. Maria, a Madalena, a pecadora de Magdala, obteve o perdão de suas culpas, não por haver banhado os pés de Jesus com bálsamo e com lágrimas, mas porque esse ato foi a conseqüência do pesar profundo que lhe causavam suas faltas, do arrependimento sincero de que se achava possuida e por serem imensas sua fé e sua esperança naquele diante do qual se prosternava. Mulher de costumes livres, vaidosa da sua beleza, não hesitou, uma vez tocada de viva mágoa dos seus erros, em se humilhar, enxugando com os cabelos aqueles pés que o seu arrependimento inundava de lágrimas, em sacrificar a esse arrependimento os perfumes que serviam para mais sedutora torná-la e que se santificavam ao contacto com o Santo dos Santos. Foi o testemunho mais alto e mais eloqüente que ela podia dar, aos homens, porqüanto Jesus lhe perscrutava os arcanos do coração, de renunciar ao seu passado de desordens e foi, ao mesmo tempo, a mais positiva promessa, que podia fazer, de reparação no futuro.

209 Longe de a censurarmos, imitemos todos, todos, a Madalena, prostrandonos aos pés de Jesus e derramando-lhe na fronte os inebriantes perfumes que nos perdem. Façamo-lo, e de sua boca ouviremos palavras de paz, de consolação e de amor, pois que a Ele e só a Ele deu o Pai onipotente o poder de ligar e desligar na Terra e no céu, poder que os apóstolos também exerciam sob a sua obediência, e inspirados e guiados pelos Espíritos superiores. Duas circunstâncias devemos assinalar, no caso de Maria Madalena, porque explicam o procedimento que teve Jesus e servem para nossa orientação. Em primeiro lugar, conquanto fosse mulher de vida dissoluta, possuía um coração compassivo, sensível à miséria de seus semelhantes. Era de natureza fraca e impressionável, donde as suas quedas; porém, era a sua caridade tão grande, que jamais um infortúnio apelara em vão para a sua piedade, que jamais um desgraçado lhe batera a porta e não encontrasse a compaixão e o devotamento, levado este até à abnegação. Essa a razão por que Jesus pôde dizer ao fariseu, que o convidara para a sua mesa com o intuito de descobrir nele algum ponto vulnerável, tanto que facilitara à pecadora entrar-lhe em casa: “Eis te declaro que muitos pecados lhe são perdoados, porque ela muito amou”. O amor de que Ele falava era o amor considerado do ponto de vista da caridade, do desprendimento, da piedade. Em segundo lugar, a fé que Jesus inspirou a Maria Madalena foi que lhe abriu os olhos para o próprio proceder e a levou a se arrepender profundamente deste. A comparação entre a vida sem mácula do Mestre e os inumeráveis excessos da sua vida de pecadora foi o que a impressionou e impeliu a vir, cheia de arrependimento sincero, rogar, em preces fervorosas, prostrada aos pés daquele a quem considerava um enviado celeste, o perdão de suas faltas. Jesus, que lhe lia no fundo da alma a disposição de não mais falir, de se regenerar, lhe concedeu a graça suplicada, graça cuja obtenção, aliás, está ao alcance de qualquer pecador, desde que vivo seja o seu remorso e verdadeiro o seu arrependimento, como os tinham aquela pecadora; porqüanto a graça não é o que a Igreja humana forjou. A graça, o mesmo que o perdão, de que já tratamos longamente (76), tem por efeito abrir ao culpado as vias da reparação, que então lhe não é duramente imposta, como sucede nos casos de culpados endurecidos, mas facultada de maneira a ser feita com felicidade, com alegria, visando sempre o pecador efetuar o progresso que deixara de realizar e entrar de novo em graça perante o amor do Pai. Assim foi que o fariseu Simão, que pretendera armar a Jesus uma cilada, a fim de o apanhar em falta, lhe proporcionou ensejo para uma lição edificantíssima, adequada àquela época e ao futuro. Submissamente imploremos ao Espírito ora purificado Maria Madalena (77) que por nós interceda junto ao Nosso Divino Mestre e Senhor, para que também saibamos arrepender-nos e merecer-lhe o perdão que nos salvará. (76) Veja-se o capitulo — Fazer penitência. (77) Explanando o caso de Maria Madalena, o autor destas “Elucidações Evangélicas” o dá como sendo Maria de Betânia, irmã de Marta e de Lázaro, a qual, durante uma ceia a que Jesus esteve presente nessa aldeia, seis dias antes da Páscoa, também lhe ungiu os pés com perfumes e os enxugou com os próprios cabelos, segundo referem os Evangelhos

210 de Mateus (capítulo 26º, versículos 1 ao 13), de Marcos (capítulo 14º, versículos 1 ao 9) e de João (capítulo 12º, versículos 1 ao 8.) Parecendo-nos manifesta aí a confusão, que, aliás, outros comentadores das letras evangélicas têm feito, de dois episódios diversos, ocorridos em ocasiões diferentes, um quando Jesus principiava a desempenhar a sua missão, o outro quando já esta se aproximava de seu termo, diversidade que se patenteia não só das palavras que a propósito de cada um proferiu o divino Mestre, como dos comentários que a um e outro fizeram os Evangelistas na obra “Revelação da Revelação”, em que esta se baseia, suprimimos, neste passo, todas as referências a Maria de Betãnia, cujo ato, semelhante ao da Madalena, é estudado adiante, a propósito dos versículos 1 à 13 do capítulo 26º de MATEUS e dos versículos 1 à 9 do capítulo 14º de MARCOS. Ainda duas outras circunstâncias nos induziram a levar a efeito essa supressão, que nos julgamos no dever de assinalar, como revisor da presente obra. A primeira é que, nela, quando se comenta o episódio em que foi protagonista a irmã de Marta e de Lázaro, nenhuma alusão há ao de Maria Madalena, como seria natural e lógico que houvesse, desde que de um só fato se tratasse, já considerado anteriormente, e não de dois. A segunda é que Bittencourt Sampaio, em a sua Divina Epopéia, nas “Notas ao Canto 12º”, páginas. 417, in fine, e 418, depois de mostrar que os episódios são diversos, conclui, dizendo: “Não se confunda, pois, a ação praticada por Maria, irmã de Marta e de Lázaro, com o que fizera a pecadora em casa do fariseu, numa cidade da Galiléia, no começo da missão de Jesus”. — (Nota do revisor, Dr. Guillon Ribeiro, por ocasião da segunda edição desta obra.)

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74 MATEUS, 11º, 20-24. LUCAS, 10º, 13-15. Cidades impenitentes
MATEUS: capítulo 11º, versículo 20. Começou ele então a exprobrar as cidades onde realizara tantos milagres o não terem feito penitência. — 21. Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! pois que, se os prodígios operados dentro de vós o tivessem sido em Tiro e em Sidônia, elas teriam feito penitência em cilícios e em cinza. — 22. Eis por que vos digo que, no dia do juízo, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos rigor do que vós. — 23. E tu, Cafarnaum, porventura te elevarás até ao céu? Serás abatida até ao inferno, porqüanto, se os milagres operados dentro dos teus muros o tivessem sido em Sodoma, talvez que esta ainda hoje subsistisse. — 24. Eis por que te digo que no dia do juizo a Terra de Sodoma será tratada com menos rigor do que tu. LUCAS: capítulo 10º, versículo 13. Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! pois que, se os prodígios operados dentro de vós o tivessem sido outrora em Tiro e em Sidônia, elas teriam feito penitência nos cilícios e nas cinzas. — 14. Eis por que, no dia do juízo, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos rigor do que vós. — 15. E tu. Cafarnaum, que te elevaste até ao céu, tu submergirás até ao inferno. (78) Estas palavras de Jesus se referem ao estado dos Espíritos encarnados naquela época. No que Ele diz de Tiro e Sidônia, há imagens materiais apropriadas aos homens de então. Penitência significa arrependimento (79). A penitência do Espírito consiste no pungente remorso de suas faltas e na expiação que se lhe segue; tudo, porém, do ponto de vista moral e não como o entendia a gente daqueles tempos, que só admitia a reparação material. Quanto ao deverem ser tratados com menor rigor os de Tiro e Sidônia, do que os de Corozaim e Betsaida, e os de Sodoma menos rigorosamente do que os de Cafarnaum, é porque estes, como os de Corozaim e Betsaida, foram testemunhas dos milagres e, por orgulho, tudo haviam rejeitado, tinham fechado os olhos à luz, tornando-se, portanto, mais criminosos do que os de Sodoma que, atacados, pela sua materialidade, no lodaçal das paixões vis, talvez destas se houvessem libertado, se ouvissem a palavra do Mestre e presenciassem os “milagres” por Ele operados. Fazendo essa distinção, queria Jesus que os homens compreendessem que, de todos os crimes passíveis de castigo, os mais graves são os que a inteligência comete, que os mais rigorosamente puníveis, dentre os que resultam dos arrasamentos da matéria, são aqueles de que o Espírito conscientemente participa. O inferno, como já vimos, é a consciência do culpado e o lugar onde ele sofre a expiação de seus crimes, qualquer que seja esse lugar. Onde quer que o Espírito se acha presa de contínuas torturas, quer encarnado, quer desencarnado, é o seu Inferno, termo de que Jesus usava alegoricamente. Igualmente alegóricas, figuradas, são as palavras — dia do juízo. Não significam que haja, como o entende a Igreja, um “juízo final”, a que todos os defuntos comparecerão. Os Espíritos que encarnados habitaram Tiro e Sidônia, Corozaim e Betsaida, Cafarnaum e Sodoma, bem como todos os Espíritos culpados que têm vivido na Terra, desde que o homem aí apareceu, hão

1. em espírito e verdade. Um termo. cada uma de tais calamidades abrirá nas fileiras desses Espíritos grandes claros. o que Significa que será quase imperceptível para nós. que os homens. da única Igreja existente. avançando pela senda do progresso. 13. 53.212 passado. da sua pureza perfeita e imaculada. esse afastamento dos rebeldes se efetuará gradualmente. — Apocalipse. . até que só a componham Espíritos que. em páginas anteriores. sofrendo. 2º. na plenitude do seu poder. voluntariamente submissos à lei do progresso. do que fica dito sobre a maneira por que a Humanidade se depurará. a expiação correspondente às faltas cometidas e. Esse. (79) Veja-se o que foi escrito acerca do “arrependimento”. Assim é que a Humanidade se irá depurando também de modo gradual. resultará de nenhum abalo violento. que é o da própria consciência. para mostrar a verdade sem véu aos que. então. a fim de que mais depressa elas se renovem e a obra de purificação se ultime. — Jeremias. mediante torturas morais. mediante nova encarnação. como Ele próprio o predisse. chegados que sejam os últimos dias da era material para a Humanidade terrena. serão todos membros da sua Igreja. Deduz-se. ao termo de cada existência planetária. quando a Terra estiver prestes a passar ao estado fluídico puro e ao de puros Espíritos os que componham a Humanidade terrena. 26º. haverá. 3º. sucessivamente. ainda não puderam compreender. Porém. é que Jesus aparecerá. e para os conduzir ao foco da onipotência e dar-lhes a conhecer o Pai. se achem aptos a entrar numa fase de contínua e cada vez mais rápida evolução moral. — Lamentações. a culminar na pureza perfeita. na erraticidade. Todos esses fenômenos. constituem os meios de operar-se a transformação física do nosso mundo. para esses sucessivos julgamentos e condenações a que se encontram sujeitos os Espíritos que na Terra encarnam. 14º. — Ezequiel. 5. influenciados pelas falsas interpretações próprias do reinado da letra. entretanto. isto é. à medida que eles se forem tornando incompatíveis com o aperfeiçoamento físico do planeta e o aperfeiçoamento moral da maioria dos que o habitem. em seguida. conseqüentemente. 20. — Jonas. que a renovação ou transformação do planeta em que habitamos não. Com efeito. da sua glória. os que se conservarem rebeldes serão degredados para mundos inferiores. o juízo final. a que chamamos calamidades e que cada vez mais freqüentes e multiplicados se vão tornando. No período final dessa transformação. depois da morte. (78) Isaías. a universal Igreja Cristã. Em chegando a época em que os que se tenham mantido rebeldes devam ser dele afastados definitivamente. 51º. só permanecendo na Terra os que houverem alcançado um grau de aperfeiçoamento que lhes permita continuar aí. 2º. mas de um progresso contínuo. pelo julgamento.

o único que não sofrera a encarnação humana. por haveres ocultado estas coisas aos sábios e aos prudentes e por as teres revelado aos pequeninos. não como o entendemos. — 26. — 22. como a sofrem os outros Espíritos que descem a habitar a Terra. aludia Jesus à sua elevação e à sua missão de Espírito protetor e governador do nosso planeta. com o encargo de levar à perfeição a Humanidade terrena. mas como devéramos compreender. CEGOS. versículo 27. meu Pai. capítulo 10º.213 75 MATEUS. A obra do Senhor é entregue aos simples e aos inocentes. Assemelham-se a essas terras gordas onde nascem abundantemente ervas imprestáveis. O juízo de Deus. que os homens nada poderiam saber das coisas . Quer dizer que é confiada aos que se entregam ao Senhor. não é idêntico ao dos homens. a fim de que se não amedrontassem com a tarefa que lhes era confiada. por haveres ocultado estas coisas aos sábios e aos prudentes e por as teres revelado aos pequenos. nem quem é o pai senão o filho e aquele a quem o filho o queira revelar. MATEUS. conservando a sua condição de Espírito. meu Pai. de Espírito puro. — Pelas palavras constantes nestes versículos. (80) Jesus. Jesus exultou pelo Espírito Santo e disse: Graças te dou. 11º. versículo 25. e ninguém conhece o pai senão o filho e aquele a quem o filho o queira revelar. Graças. Nessa mesma hora. ainda constitui fenômeno extraordinário a existência de um homem inteligente e ilustrado. versículo 21. Todas as coisas me são dadas por meu pai e ninguém sabe quem é o filho senão o pai. que não seja orgulhoso e incrédulo. Senhor do Céu e da Terra. Assim é. — 27. poderosos e sábios. tidos entre os homens por SÁBIOS e PRUDENTES. ESCLARECIDOS. pai. ciência sobre a qual se pronunciam. felicitava e animava seus discípulos. aos fracos e aos obscuros. mostrou que. Todas as coisas me são dadas por meu pai e ninguém. nas sociedades humanas. aos que têm confiança e fé e não aos que são tidos por grandes. desgraçadamente. pela razão única de serem desconhecidas da sapiência de que se jactam. É que estes só admitem o que julgam haver descoberto e ensinam. conhece o filho. LUCAS: capítulo 10º. a ironia. que estiolam a boa semente espalhada nelas pelo vento. 10º. que os homens consideram como OBSCUROS MATEUS: capítulo 11º. Daí o desprezo. sem nunca a terem estudado e apenas porque lhes põe diante dos olhos coisas que eles consideram novidades inadmissíveis. 25 ao 27. porque assim te aprouve. entre os homens. senão o pai. Proferiu então Jesus estas palavras: Graças te dou. Com efeito. desse modo. os prudentes e os pequenos de que falava Jesus são os que como tais os homens consideram. meu Pai. a cuja formação presidiu. 21 ao 22. versículo 21. porque te aprouve que fosse assim. — LUCAS. tudo atribuindo unicamente à força de suas inteligências e de suas vontades. LUCAS. capítulo 11º. estava sempre em relação direta com Deus. mostrava ser. pois que o orgulho não lhes permite compreendam a influência e o auxilio espíritas. o sarcasmo com que se referem ao Espiritismo. Senhor do céu e da Terra. Os sábios. porém.

que nos mostra só podermos reabilitar-nos pelo trabalho. 3º. 19. confirmando as esperanças que todos trazemos nalma. o nosso passado e o nosso futuro. é que fomos humanizados. aqui. dizendo: “E. 2. extra-humanas. dos nossos maus instintos e pendores. por termos falido. 44 e 46. — 2ª Epístola aos Coríntios. 1º. É o que Paulo exprime na sua Epístola aos Romanos. depois de havermos passado por todos os trâmites da depuração espiritual. o que temos de. pelo amor e pela caridade. pelo desinteresse. 5º. senão por meio da revelação que de futuro lhes fariam os Espíritos do Senhor. também somos herdeiros verdadeiramente de Deus e co-herdeiros do Cristo. Finalmente. Hoje. esclarecer-nos sobre aquelas existências e verificarmos o que aqui viemos expiar e reparar. todavia. É ela que nos faz ver donde viemos e para onde vamos. capítulo 8º. nos dá a certeza de que um dia. (80) Salmos. graças a essa revelação. 17º. que nos integrará em Deus. praticados tanto do ponto de vista material. 27. 17. se é. 8º. de além-túmulo. a fim de expiarmos as nossas culpas. 27º. é essa revelação que. se bem possamos. chegaremos à perfeição moral. — 1ª Epístola aos Coríntios. é que os Evangelhos se nos tornam claros ao entendimento. dando-lhes a conhecer quem é o Filho e preparando-os para conhecer quem é o Pai.214 celestes. . — JOÃO. como do ponto de vista intelectual e moral. 16º. 3. que padecemos com Ele. verificamos que. fazendo-nos entrar na posse da herança que Ele a todos os seus filhos reserva. 35. versículo 17. pela humildade. 6º. com efeito. 7. 8. Foi essa revelação que nos fez saber que a matéria nos tira a lembrança das nossas anteriores existências corporais. 18. se somos filhos. 2º. 14. 3º. que nos demonstra que. resgatarmos as nossas faltas e saldarmos as nossas dívidas para com a justiça divina. 1º. pela luz que ela nos fornece para o estudo e o exame das nossas más tendências. para que também sejamos com Ele glorificados”. modificar e adquirir.

— 30. Ela então entra na paz do Senhor. (81) Em Jesus encontramos o exemplo da coragem e da resignação. Não nos diz: crê. para quem quer que se forre aos mesquinhos objetivos humanos. o meu jugo é suave e o meu fardo leve. Atendamos aos conselhos do nosso bom e amoroso Jesus. 9. mas. 13º. leva suas ovelhas aos campos de ricas pastagens. 11º. paz ativa. Onde. a violência. Não emprega. como o homem. onde habitam os Espíritos puros. 6º. como quer que nos apelidemos — cristãos. encontramos graça. aos mundos fluídicos. como bom pastor. ou muçulmanos —sejam quais forem o culto exterior que pratiquemos e a nação a que pertençamos na Terra — dirijamo-nos para Ele que. — Observando a moral de Jesus. para nos obrigar a lhe seguirmos as pegadas. . pela nossa própria glória. rica de boas obras e de grandes coisas. senão nele. o caminho único que nos pode conduzir à felicidade eterna. Vinde a mim vós todos que vos achais fatIgados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para vossas almas. Ora. seguindo-o. Porque. que não hesitou em ir até ao sacrifício do Gólgota para nos salvar? Praticando-lhe a moral é que nos depuraremos e praticar-lhe a moral é segui-lo. de todo o nosso coração. Alcançar o repouso para a alma é nada mais ter que expiar. onde o lobo voraz nunca aparece: os mundos superiores e fluídicos a que atrás nos referimos. bálsamo para as feridas de nossa alma? Onde encontraremos dedicação igual à sua. Encontrareis descanso para vossas almas. Quer apenas que trabalhemos. caminhemoslhe nas pegadas e. — JOÃO. a que chegaremos desde que lhe sigamos os ensinos. 5º. pelo progresso. 6. que nos levará aos mundos superiores. despojar-nos-emos de todas as impurezas e chegaremos.215 76 MATEUS. Que exige Ele de nós? Nem mesmo o nosso amor nos pede. sob a sua direção. (81) Jeremias. simplesmente: — em mim está a vida. Tomai sobre vós o meu jugo. 8. Jugo suave e fardo leve MATEUS: capítulo 11º. não carregaremos pesado jugo. versículo 28. — 29. 16 — Zacarias. 28 ao 30. 2º. – 1ª Epístola à João. porqüanto a sua moral é de fácil prática. judeus. cura para as nossas enfermidades. à perfeição. alívio para as nossas aflições. 16. ou morre. 9º.

— 2. a debulhá-las com as mãos e a comê-las. LUCAS. (82) Moisés instituiu a guarda do sábado apenas para que não só os homens. versículo 23. não obstante só aos sacerdotes ser permitido comê-los? — 27. tomando a palavra. nem aos que o acompanhavam era licito comer. E acrescentou: O filho do homem é senhor também do sábado. atravessando Jesus em dia de sábado umas searas. eram os que se ofereciam ao altar. Quanto aos pães da proposição. Assim. o filho do homem é senhor também do sábado. jamais condenaríeis inocentes. Também não lestes na lei que os sacerdotes no templo violam o sábado e não cometem pecado? — 6. Seus discípulos. 2º. Como entrou na casa de Deus. sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis. Jesus. — Deus. tomou os pães da proposição. lhes disse: Não lestes o que fez David quando. Vendo isso. E acrescentou: “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Ora. sendo Abiatar o príncipe dos sacerdotes. no dia de sábado. — 3. passou Jesus em dia de sábado por uns trigais. como também os animais tivessem periodicamente um dia reservado ao descanso. Ao que os fariseus disseram: Como é que teus discípulos fazem em dia de sábado o que não é permitido fazer-se? — 25. tendo fome. — 2. seus discípulos. passando Jesus por uns trigais. Ora. Se soubésseis o que significam estas palavras: “Quero misericórdia e não sacrifício”. O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. 1 ao 8. quando teve fome. muito embora só aos sacerdotes fosse licito comê-los? — 5. se puseram a colher algumas espigas. só o sendo aos sacerdotes? — 5. pois. MARCOS: capítulo 2º. que nem a eles. seus discípulos se puseram a cortar algumas espigas. com os que o acompanhavam. e comeu os pães da proposição e os repartiu com os do seu séquito. — 24. Esse dia. que então se chamava o segundo-primeiro. — 28.216 77 MATEUS. era o segundo sábado da primeira parte do mês. se puseram a colher algumas espigas e a comê-las. versículo 1. — 7. — MARCOS. 1 ao 5. Alguns fariseus então lhes disseram: Por que fazeis o que não é permitido fazer-se aos sábados? — 3. por elas avançando. Disse-lhes então Jesus: Não lestes o que fizeram David e os que o acompanhavam quando tiveram fome? — 4. LUCAS: capítulo 6º. eu vos digo que está aqui o que é maior do que o templo. teve fome? — 4. assim como os que o acompanhavam? — 26. 12º. — 8. os comeu e distribuiu com os de seu séquito. Sucedeu ainda que. versículo 1. porqüanto o filho do homem é Senhor até mesmo do sábado. deviam abster-se de todos . lhes faculta o arrependimento e a reparação MATEUS: capítulo 12º. sucedeu que num dia de sábado chamado o segundo-primeiro. Segundo a lei. 23 ao 28. Como entrou na casa de Deus e comeu os pães. os fariseus lhe disseram: Teus discípulos estão fazendo o que não é permitido se faça em dia de sábado. que só os sacerdotes podiam comer. os Hebreus. Que entrou na casa de Deus. da proposição. 6º. Respondeu-lhes Jesus: Não lestes o que fez David premido pela necessidade. Naquele tempo.

capítulo 4º. que nos fortaleça a fé. Tenhamos um dia em que os nossos corpos repousem dos trabalhos que os fatigam.. 9. esses os adoradores que o Pai quer. implorando a Nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus lhes quis mostrar que assim os pães. inúmeros horrores e atrocidades inenarráveis ainda se cometeram em seu nome! E ainda se cometem. 7º. 6º. os que o adoram. se possível. demonstrando. como o sábado. 22. E dizer-se que. virá o tempo e já veio em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. vivifique em nossas almas a esperança e as encha do sentimento da caridade. ainda com mais fervor do que nunca. para satisfazer aos reclamos da sua existência. 9. em qualquer dia. procurou fazer-lhes sentir que Deus. (82) Levítico. reconhecidos à sua misericórdia. Reservemos um dia para o descanso do corpo. 21º. no templo. Deus é espírito e. depois dessas observações claras do Mestre divino. portanto. 6º. a fim de bem compreendermos e praticarmos os seus ensinamentos. que eles não haviam compreendido: “Quero misericórdia e não sacrifício”. sob o mando de um único pastor: o Cristo. A instituição do sábado..) Mulher. — 2º Paralipõmenos. de tocar em qualquer metal. lembrando aos fariseus o que fizera David com aqueles pães e que. ainda mais. o homem tinha o direito de alimentar-se. nosso Governador e nosso Mestre. . — Oséias. que nos envie um raio da sua luz divina. para formarem. 6. mas. contrariamente ao que faziam aqueles que condenavam os acusados de sacrilégio e sob o menor pretexto mandavam lapidá-los sem piedade. 18. santificando-o. por essa forma. 8. 7. estavam submetidos às necessidades humanas e que. 24º. violavam o sábado. nosso Protetor. — Números. Recordando-lhes as palavras. os sacerdotes. nem em Jerusalém que adorareis o Pai. como tantas e tantas cerimônias com que o homem ocupa tão larga parte do seu tempo.) Com efeito. versículos 23 e 24. lhes dá a faculdade de se arrependerem e repararem suas faltas. — 1º Reis. 6.217 os atos manuais. capítulo 4º. pela fé espírita. que desejamos ser fiéis discípulos seus. — JOÃO. com o que Deus lhe pusera à disposição. esquecidos do bem que lhes cumpre fazer. um só rebanho. como tantas outras práticas e usos de culto externo. 6º. sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis. Mas. do que os outros dias da nossa existência. chegados são os tempos em que os homens deverão unir-se. cumprindo os ritos do culto. 28º. (JOÃO. — Miquéias. nenhuma importância ou valor têm. em espírito e verdade é que o devem adorar. (JOÃO. crê-me. mas consagremo-lo de modo especial a Deus. pela prática de obras que atestem o nosso amor aos outros homens e ao Pai celestial e pelas graças que lhe rendamos. 5. ou cristã. para aquele que queira compreender em espírito e verdade o que disse Jesus. virá tempo em que não será neste monte. versículo 21. Santifiquemo-lo também. não deixemos que jamais os nossos corações repousem. Ora. 6.

Perpassando então por eles o olhar. versículo 9. com os Herodistas. salvar ou tirar uma vida? Eles se calaram. A cólera jamais entrou. — 5. que essas palavras humanas mal exprimiram. para acusarem a Jesus. MARCOS: capítulo 3º. que tinha seca uma das mãos. conhecendo-lhes os pensamentos. aflito pela cegueira de seus corações”. — 11. Disse então Jesus ao homem que tinha a mão seca: Vem aqui para o meio. — LUCAS. fizeram um conciliábulo buscando meio de o perderem. Segundo a “Revelação da Revelação”. (83) Nas traduções desta parte dos Evangelhos. — 10. os escribas e fariseus perguntavam uns aos outros o que fariam a Jesus. exercida e dirigida pela sua potente vontade. porém. se reuniram em conluio contra ele. a fim de o acusarem. de uma ação magnética. — 14. 9 ao 14. tomado de cólera. — MARCOS. porém. lê-se: mão árida. Jesus entrou de novo na sinagoga. Os escribas e os fariseus eram Espíritos culpados que. E disse ao homem: Estende a tua mão. cogitando do modo por que o perderiam. veio Jesus à sinagoga deles. O pensamento. Como aí se achasse um homem que tinha seca uma das mãos. é permitido fazer o bem em dia de sábado. era uma mão paralítica a que Jesus curou. fechavam os olhos para não ver a luz que o Senhor lhes oferecia e o Senhor com isto . o homem a estendeu e ela ficou sã. — 8. versículo 6. nem poderia entrar. no coração do Cristo. — 4. Os escribas e os fariseus o observavam para ver se ele curaria em dia de sábado. Lá estava um homem cuja mão direita era seca. Jesus lhes respondeu: Qual. Dali saindo. 3º. eles se puseram de observação para ver se Jesus o curaria em dia de sábado. tendo uma ovelha e vendo-a cair num fosso em dia de sábado. O homem a estendeu e ela ficou sã como a outra. Disse então Jesus: Pergunto-vos: É licito em dia de sábado fazer o bem ou o mal. saindo dali. dentre vós. como sempre. — 9. versículo 1. mão seca. ele a estendeu e esta ficou sã. Quanto aos escribas e fariseus. começou a ensinar. — 3. — 13. — 2. aquele que. Depois de olhar para todos. empedernidos. não pegará nela para retirá-la de lá? — 12. 6 ao 11. lhe perguntaram: É permitido curar em dia de sábado? — 11. disse ao homem: Estende a tua mão. — 6. que tinha a mão seca: Levanta-te e fica de pé aqui no meio. E não vale o homem muito mais do que uma ovelha? Sim. E perguntou: É permitido em dia de sábado fazer o bem ou o mal. Cura de uma mão paralítica. e. disse ao homem. aflito pela cegueira de seus corações. a fim de o acusarem. Jesus não os olhou “tomado de cólera. salvar a vida ou tirá-la? — 10. Os fariseus. conforme se lê nas narrativas evangélicas. por meio. Os fariseus se retiraram logo e. LUCAS: capítulo 6º. Ai se achava um homem. 6º. Cheios de furor. o homem se levantou e ficou de pé. — 7.218 78 MATEUS. em dia de sábado MATEUS: capítulo 12º. Jesus. de acordo com o texto original corretamente interpretado. 1 ao 6. Entrando num outro sábado na sinagoga. 12º. é que o divino Mestre se doía de vê-los resistir voluntariamente aos esforços que Ele empregava para os salvar. disse ao homem: Estende a tua mão.

da sua razão e do seu livre-arbítrio e compare o que ensina a Igreja Romana com o que ensina a Doutrina Espírita. — JOÃO. temos o nosso livre-arbítrio. as fogueiras. também os fariseus e os escribas de hoje e o sacerdócio romano guerreiam a revelação espírita.219 sofria realmente. 89. do terror dos anátemas. do mesmo modo que nós muitas vezes repelimos os nossos. use cada um da sua inteligência. (83) Êxodo. que era a confirmação da revelação moisaica. se afligia e indignava ante tal obstinação. De fato. 4. 22º. 10º. Ontem. Deus a todos abriu uma nova via de purificação e redenção. que é a confirmação da messiânica. 16. Não sofrem os nossos anjos de guarda com o nosso endurecimento? Mas. como já nos achamos. em face dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. os fariseus e o sacerdócio hebreu combatiam a revelação messiânica. 23º. como os fariseus e os escribas. ainda hoje ocorre mais ou menos o mesmo que se dava naqueles tempos. . porém. 4. Com efeito. e por si mesmo decida. 5º. os insultos e os sarcasmos. assim como os escribas. enviando à Terra o Messias. que não pode ser violentado. Seus anjos guardiães faziam por eles o que por nós fazem os nossos. 5. Entretanto. como não o foi o deles. os repeliam. Eles. 18. libertos. — Deuteronômio. decorridos que são 20 séculos. hoje. no pleno gozo do livre-arbítrio que o Pai nos concedeu. uma vez que. 9º.

Sabendo disso. Não discutirá. pela sua qualidade de Espírito puro e perfeito. E as nações nele porão suas esperanças. que de novo mostra a todos aquela linha de proceder segura e reta. cultivando a ciência. “Eis aqui o servo que elegi. que eram. então.220 79 MATEUS. Desempenhando a sua missão terrena. Jesus anunciou às nações a justiça. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: — 18. não fossem levados a comprometer-se ainda mais. como todos os outros. — 17. — Seus poderes. da sua justiça e da sua misericórdia. cada um dos quais procurava com fortes brados abafar a voz de seus adversários. — Estas palavras significam que . isto é. Jesus. Não acabará de partir o caniço já quebrado e não apagará a mecha ainda fumegante. iluminando. “Nele se compraz”. E no seu nome as nações porão todas as esperanças. Ele. Deus o “elegeu”. ordenando aos enfermos curados que não revelassem as curas que haviam obtido. enquanto não alcance a vitória da justiça. com o facho da verdade. retirou-se daquele lugar. versículo 15. nem gritou na praça pública. por intermédio do Espírito Santo (85). para que sua opinião prevalecesse. não gritará e ninguém lhe ouvirá’ a voz nas praças públicas. a fim de que aqueles. (84) Sabendo Jesus que os fariseus contra ele conspiravam. injustos. ordenando-lhes que não o descobrissem. segura e reta. Jesus se retirou daquele lugar. — Vias de purificação sempre abertas aos Espíritos culpados. o amor: selos da aliança entre a fé e a razão. o “caniço já quebrado”. em quem muito se compraz a minha alma. aguarda que venha a justiça. com o advento do Espiritismo. não discutiu. por muito fraca que seja. Missão do Messias. confirmando o que dissera o profeta. Jesus. Ele falou aos homens com autoridade. pois. que. como faziam os Hebreus. expondo-se a duras e acerbas provações. a mecha ainda fumegante simbolizam os Espíritos culpados nos quais uma tendência. a caridade. pela qual todos podemos avançar com passo firme. pois. confirmando o que dissera o profeta. pela expiação. com lhes mostrar a única linha de proceder. longe de os repelir. — 16. transmitindo-lhe diretamente a inspiração. — 20. o que equivaleria a quebrar de todo o caniço e a apagar a mecha fumegante. têm que chegar ao fim MATEUS: capítulo 12º. desde que o tornou partícipe do seu poder. evitava acabar de partir os caniços já quebrados. há sempre para se melhorarem. que conduz ao fim colimado. muitos doentes o seguiram e ele a todos curou. — 19. porém não da maneira por que falavam os escribas e os fariseus. 15 ao 21. Jesus é servo e bem-amado de Deus. e faz que seu Espírito sobre ele constantemente pouse. eles se despojem dos vícios que os tornam impuros e. com o mantê-lo em perene comunicação consigo. quando o constituiu protetor e governador do nosso planeta. O caniço quebrado. como Espíritos culpados. — 21. que. ele anuncia a justiça às nações. Sobre ele porei o meu espírito e ele às nações anunciará a justiça. 12º. a estrada do progresso. o meu bemamado. Ainda agora.

As palavras do profeta Isaías (capítulo 42º. porqüanto lhes cumpria. para alcançar a perfeição. como a todos os Espíritos.221 todos compreenderão ser a sua moral a única que pode fazer que os homens progridam. 1 ao 3. purificar-se pela expiação. por isso que eles eram o “caniço quebrado”. que o Mestre não acabaria de partir e seriam. que Ele não apagaria. A revelação atual abre e inicia esta fase nova. (85) Já por mais de uma vez temos explicado o que se deve entender por Espírito Santo. . versículo 3) tinham de cumprirse com relação aos fariseus. despojando-se dos vícios que os faziam “injustos”. 42º. Todos confiarão na sua influência. (84) Isaías. que tramavam contra Jesus. Veja-se páginas anteriores. a “mecha ainda fumegante”. depois da morte.

afastando o obsessor. e o não ter sabido aproveitar-se da luz que lhe fora concedida. Entraram em casa e aí se aglomerou tão grande multidão. — 23. — 26. se ligam umas às outras e. por isso mesmo. conforme o sabemos. é que serão os vossos juizes. dizendo que perdera o juízo. — 25. segundo já explicamos. A multidão estupefata perguntava: Porventura é este o filho de David? — 24. foram ditas como ensino para aquele momento e como lição a frutificar na época atual. não poderá subsistir e terá fim. 3º. (86) Aquele homem. Seu Espírito expiava graves abusos da palavra. tanto melhor compreenderemos a ligação que existe entre o aparecimento de Jesus na Terra e a presente manifestação dos Espíritos. que se dividir contra si mesma. Ele desceu até nós. para lançar as bases da nova regeneração. quanto mais nos adiantarmos. Ele o curou. Se um reino estiver dividido contra si mesmo. tendo-os chamado. — Reino dividido MATEUS: capítulo 12º. O aparecimento de Jesus entre os homens. Satanás se rebelar contra si mesmo. uma expiação. Subjugado. paralisara aqueles órgãos. disse: Todo reino que se dividir contra si mesmo será destruido e toda cidade ou casa. versículo 22. maravilhada com o fato. As épocas. — Cego e mudo por efeito da subjugação. 22 ao 28. — 23. em geral. Se. combinando com os dele os fluídos do seu perispírito e lançando-lhe. Blasfêmias dos fariseus. — 28. diziam entre si: Ele expulsa os demônios por Belzebu. é este o filho de David? É que predito fora que o maior dos profetas descenderia da linhagem de David. porém. se Satanás expulsa a Satanás. — 25. se expulso os demônios pelo Espírito de Deus. tido como “possesso do demônio”. por quem os expulsam vossos filhos? Estes. versículo 20. 12º. ouvindo isto. não subsistirá. Mas. tinham um alcance tanto espírita. MARCOS: capítulo 3º. sobre os órgãos da visão e da audição. quanto evangélico. é que o reino de Deus veio até vós. pois. porém. — MARCOS. anteriormente praticados. com o governador do planeta terráqueo e diretor da Humanidade que o habita. como poderá então o seu reino subsistir? — 27. — 26. Se é por Belzebu que expulso os demônios. Pois bem. Se uma casa está dividida contra si mesma.222 80 MATEUS. não poderá subsistir. Ora. atualmente. fluídos apropriados a esse efeito. Jesus o curou pela ação da sua vontade potentíssima. conhecendo-lhes os pensamentos. isto é. estava subjugado por um Espírito mau que. está ele dividido contra si mesmo. A subjugação que ele sofria era. de sorte que o homem começou a ver e a falar. — 21. 20 ao 26. As palavras que dirigiu aos escribas e fariseus. possesso do demônio. da nova revelação. A multidão. foi uma manifestação espírita. que nem sequer podiam comer. — 22. bem como as que a seu respeito proferiram os que eram considerados seus parentes. não pode subsistir. Os escribas vindos de Jerusalém diziam: Ele está possesso de Belzebu e expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios. lhes dizia por parábolas: Como pode Satanás expulsar a Satanás? — 24. como todas. estará dividido. Ao saberem disso os parentes de Jesus vieram para se apoderarem dele. assistimos a uma outra manifestação . inquiria: Por-ventura. Jesus. Apresentaram-lhe então um homem cego e mudo. Os fariseus. Jesus. príncipe dos demônios.

Os filhos daqueles que o acusavam de obrar por Belzebu e aos quais o Mestre se referia. Ë para que ele chegue a todos os homens que. vêm continuar e desenvolver-lhe a obra. — Os Hebreus. Do mesmo modo que alguns filhos dos Hebreus. significa a influência direta que o Pai exercia e exerce sobre Ele. Jesus era acusado pelos seus contemporâneos de obrar por influência demoníaca. Satanás. os quais. pelo consórcio dos de uma tribo com os de outra. eram parentes quase todos. afastar os Espíritos malfazejos que se manifestavam pela obsessão e pela subjugação. Em relação a nós. ou lhes fere o orgulho. desde que nos elevemos e purifiquemos. no plano invisível. Os homens de então. porém. para se fazer compreendido e escutado. seguiam de coração a lei de Moisés. entre os Hebreus. ontem. podermos avançar por aquelas sendas. segundo os quais Jesus procedia do mesmo tronco que eles. só a eles cabe com exatidão o nome de “servos do Senhor”. eram os que. Designavam e designam os Espíritos maus que. na senda do mal. de pureza perfeita. Mas. já um tanto purificados e colocados acima de seus pais.223 espírita. diante dos fatos espíritas. deve ser a mesma que Jesus dava aos seus injuriadores: “Nenhum reino que se divide contra si mesmo pode subsistir”. esses parentes. os apóstolos. tendo em vista servir a Deus. e saíram a prendê-lo. também podemos livrar alguns dos nossos irmãos encarnados da ação dos que. se fizeram agentes das trevas. discípulos de Jesus. recebemos a luz de que necessitamos para. dizendo que seriam juizes dos seus acusadores. Bem dissera o Mestre que ninguém é profeta na sua terra. A expressão — “espírito de Deus” — considerada em relação a Jesus. Ao saberem disso. Príncipe dos demônios são expressões figuradas de que Jesus usava. Ora. com a nova revelação. como os daquele tempo. endurecidos. os modernos escribas e fariseus chamam loucos e . Só esses Espíritos podem aproximar-se do foco universal. saibamos valer-nos da prece e obremos com perseverança. negam tudo o que não compreendem e condenam o que os incomoda. sob o fundamento de que perdera a razão e estava louco. não podiam admitir que aquele se elevasse tão alto. conseguiam. desobstruíram as sendas que Ele traçara para passarmos. Belzebu. até nós desce o “Espírito de Deus”. aos quais incumbe de presidir à formação dos orbes e de lhes dirigir as respectivas humanidades. rumo às altas culminâncias da espiritualidade. Jesus. algumas vezes. dizendo que perdera o juízo. perseveram. em seu progresso moral e científico. através da escala espírita. e que. devemos considerá-la como exprimindo a dos Espíritos purificados. produzida pelos Espíritos que. aos olhos dos homens. com os corações inundados dela. como enviados do Mestre. a praticarem-no contra os homens. ou como tais se consideravam. estava rodeado de primos mais ou menos próximos. como os de hoje. que o Senhor nos envia como medianeiros entre a sua vontade e os nossos Espíritos. os parentes de Jesus vieram para o prender. hoje. que instituísse apóstolos. Assim que. Deus só se comunica diretamente com os Espíritos puros. É precisamente o que diz o sacerdócio romano. Dá-se hoje o mesmo que com ele se deu. A resposta. tendo falido. O clero qualifica de demoníaca a Doutrina Espírita. por meio da prece e da perseverança. os Escribas e os Fariseus de agora.

da doçura e da indulgência. . 7º. — Apocalipse. a nos guiarem pela estrada que a Ele conduz. 5. certos de que o Cristo vela por nós e nos protege. que devemos fazer? Exemplificar pela prática das boas obras. 25. 20. da pureza de sentimentos. da humildade e da paciência. 2º.224 desequilibrados aos espíritas. 10º. 44. como prepostos seus. 8º. (86) JOÃO. os bons Espíritos. Temos. e avançar corajosamente pelo caminho que nos está traçado. — Daniel. tendo chegado mesmo a arranjar uma lei punitiva da prática do Espiritismo! Diante disso. 20. 2º. os Espíritos de luz e de misericórdia. 23. 48. 2º.

se antes o não manietar. versículo 27. versículo 21. e 12º. 27 ao 30. LUCAS: capítulo 11º. no dia do julgamento. — 32. 29 ao 37. — 30. sendo maus. como podeis. precisamos despojar da letra o espírito. Porém. se . — Tesouro do coração. — Pelo fruto é que se conhece a árvore MATEUS: capítulo 12º. isso lhe será perdoado. eu vos digo que os homens. Aquele que não está comigo está contra mim e aquele que comigo não entesoura dissipa. — 30. se for má. se um outro mais forte vem e o vence.225 81 MATEUS. Como poderá entrar alguém na casa de um homem forte e roubar-lhe as alfaias. — MARCOS. as palavras que vos digo são espírito e vida”. levará consigo todas as armas em que ele confiava e se apossará dos seus haveres. em segurança está tudo o que ele possua. Dizendo o que se lê no capítulo 12º. O homem que é bom tira boas coisas de bom tesouro e o homem mau tira más coisas de mau tesouro. quem comigo não entesoura — dissipa. mas não terá perdão aquele que blasfemar contra o Espírito Santo. porque diziam: Ele está possesso de um espírito impuro. Quando um homem forte guarda armado a entrada de sua casa. seus frutos serão maus. Se alguém falar contra o filho do homem. — 29. O que alguém disser contra o filho do homem ser-lhe-á perdoado. dizer boas coisas. — 28. só depois disso conseguirá pilhar-lhe a casa. versículo 29 de Mateus e capítulo 3º. prestarão contas de toda a palavra ociosa que houverem proferido. — 31. Se uma árvore for boa. — 34. Ora. alude Jesus ao pecado que. mas não terá perdão nem neste século nem no futuro o que alguém disser contra o Espírito Santo. Raça de víboras. Jesus falava assim. menos a blasfêmia contra o Espírito Santo. 10. por suas seduções. (87) A fim de apreendermos o pensamento do Mestre através da linguagem de que Ele usava. 3º. — 36. bom será o seu fruto. LUCAS: capítulo 12. se antes não o prender? Depois disto é que lhe pilhará a casa. 11º. — 23. — Pecado remido. Quem não está comigo está contra mim. O forte armado. será réu de eterno delito. — 37. uma vez que da boca só sai o que abunda no coração! — 35. Ninguém pode entrar na casa de um homem forte e lhe roubar as alfaias. — 33. Porque serás justificado pelas tuas palavras e pelas tuas palavras serás condenado. Em verdade vos digo que aos filhos dos homens serão perdoados todos os pecados que hajam cometido e todas as blasfêmias que tenham proferido. que não o será. mas aquele que houver blasfemado contra o Espírito Santo não terá perdão na eternidade. — Palavra Ímpia. — Quem não está com Jesus está contra ele. — LUCAS. 12º. — 22. para o que mister se faz compreendamos bem o sentido verdadeiro destas palavras suas ditas especialmente aos que são chamados a receber a revelação nova: “O espírito é que vivifica. visto que pelo fruto é que se conhece a árvore. versículo 27 de Marcos. Eis por que vos digo: Todos os pecados e todas as blasfêmias serão perdoados aos homens. MARCOS: capítulo 3º. versículo 29. — Blasfêmia contra o Espírito Santo. versículo 10. 21 ao 23.

Quem não está comigo está contra mim. mas. senão ímpio. a fim de nos acharmos sempre prontos a combater os maus instintos e pendores e as paixões más. aquele que falta à caridade? Que é. senão egoísta e orgulhoso.) Quer isto dizer: quem não segue a lei do Cristo. Do mesmo modo. em acusar de injustiça ou erro Àquele que é todo amor. capítulo 14º. Veja-se. tradições e escrituras. versículo 18. está contra Ele. à blasfêmia contra o Espírito Santo. limitada. os vícios que substituam as virtudes no coração daquele que se tornou descuidoso e não tirou proveito delas antes de serem destruídas. vemos que precisamos estar vigilantes sobre a nossa consciência. . pois que trilha senda oposta à que Ele traçou. versículo 23 de Lucas. Miquéias. versículo 21 de Lucas. quando empregados com referência aos homens. Jesus se referia à blasfêmia contra Deus. versículo 10 de Lucas. capítulo 15º. ciência e justiça. capítulo 3º. pois. por haver dito que o que blasfema contra o Espírito Santo não terá perdão na eternidade. será réu de eterno delito. caso em que indicavam uma duração imensa. quando se referiam a Deus. Segue-se daí que. era o próprio Deus. Pelas do capítulo 11º. para aproveitarem da sua destruição despojam as ditas virtudes do asilo que lhes fora preparado e nele se alojam. que é a verdade absoluta. não basta deixar de praticar o mal. logo. pois. que só ele nos resguarda de cairmos no mal. ou a inteligência mesma de Deus. versículo 5. isto é. em confirmação do que dizemos: Êxodo. versículo 3. devemos lembrar-nos de que o Espírito Santo. palavras emblemáticas. de acordo com seus preconceitos. condicionada a ter fim. aquele que se esquece do seu Deus? O mesmo se dá com todas as virtudes que não são praticadas. capítulo 3º. Com efeito. não obstante a sua essência preciosa. Josoé. nenhum fundamento há para semelhante dedução. a sua origem e a sua posição espíritas. versículos 28 e 29 de Marcos e capítulo 12º. — Para a boa compreensão destes versículos. dela se aparta. quem dela se desvia dissipa esses tesouros e perde precioso tempo. Se deixamos de conservar-nos cautelosamente em guarda e ativos na prática do bem. Tomam-lhes o lugar os vícios que elas. Referindose. (capítulo 12º versículo 30 de Mateus e capítulo 11º. e o Senhor onipotente. Capítulo 12º. patenteava a sua inferioridade com relação a este. os vícios penetram em nosso coração e nos tomam uma a uma as armas.226 apodera do homem e o despoja de todas as virtudes. Que crime se pode a este comparar? Quanto ao pretender-se que. Porque. versículo 22 de Lucas completam a figura material que o divino Mestre compusera para a inteligência dos Hebreus. que é. no entender dos Judeus. se cultivadas. Eis por que também Ele disse: “Quem comigo não entesoura dissipa”. Eram. é necessário praticar o bem. As do capítulo 11º. quando dizia que só a blasfêmia contra o Espírito Santo nunca seria perdoada aos homens. “eternamente”. Jesus claramente mostrava a diferença que há entre Ele. teriam destruído. Sem dúvida. um sentido relativo. por maior que fosse. apresentavam dois sentidos. capítulo 4º. quem caminha por essa senda reúne os tesouros que o Senhor reserva para os justos. Esdras. “eterno”. A blasfêmia consiste em negar a Deus. a doutrina moral de que Ele é a personificação. Para os Hebreus. versículos 31 e 42 de Mateus. os termos “eternidade”. o divino Mestre haja formulado uma ameaça de penas eternas. podiam ser tomados em duas acepções diversas: um sentido absoluto. ao passo que considerava passível de perdão a blasfêmia contra o filho do homem.

pois. esperança a cujo influxo o arrependimento se desenvolve e se acentua o desejo de expiar. do momento em que o Espírito culpado. faz uma introspecção. a que se segue. Cansado de sofrer. Quantas vezes não se manifestam em nossas sessões Espíritos grandemente sofredores. pouco a pouco ao arrependimento. por se sentirem imensamente culpados. — Timóteo. como é perfeito vosso Pai que está nos céus”. querendo exprimir dilatadíssimo período de tempo. com o tempo e a reencarnação. ele se volta para si mesmo. Vim salvar o que estava perdido. reparar e progredir. que então passou a abranger as conversações fúteis. que seus sofrimentos não mais terão fim? A existência. E Deus lhe perdoa. se for cultivada. Foi. a reencarnação. 16. Indubitavelmente. deixe. ensinar-lhes a conhecer os homens. neles. e mais que levianas e todos os excessos de linguagem. aprecia seus crimes ou faltas e. aprecia todos os crimes e faltas que o precipitaram no abismo e. às quais todos os que se transviaram são levados a obedecer. 6º. Essas palavras bem mostram que não há Espírito culpado e rebelde. dizendo que se acham condenados a penas eternas. Sede perfeitos. observa a existência terrena de que acaba de sair. exclama: Se eu houvesse de recomeçar! Então. o divino Mestre teve em mira. os bons Espíritos. inevitavelmente. falsamente interpretadas pelos homens. mas: palavra “ímpia”. os tradutores naturalmente o fizeram para dar maior amplitude à sentença do Mestre. 10. — De acordo com o texto original. 7º. se tivesse de recomeçar e o induzem. 12. aterrorizado com a perspectiva de dores sem fim. conforme já explicamos à página 265 quando estudamos o texto evangélico relativo às “cidades impenitentes”.227 versículo 9. o homem de maus instintos praticará ações más. a agudeza e a longa duração do sofrimento acabam consumindo as energias do culpado para o mal. como o concebemos. 13. . para frisar que pelo fruto é que se conhece a árvore. pelo sofrimento e pela expiação. em sentido relativo. mediante provas adequadas a esse efeito. Capítulo 12º. Se porém. Hebreus. 53º. após a sua desencarnação. Com o que disse acerca das árvores boas e más. Nenhum há que. melhor se tornará. dessa crença constitui um dos meios providenciais de serem levados ao arrependimento. capítulo 57º. Isaías. olha com desespero para o seu passado. não foi palavra “ociosa” o que disse Jesus. Com efeito. pelo caminho da reparação se purifique e eleve. fazendo-lhe nascer no íntimo a esperança do perdão. 49º. versículos 36 e 37 de Mateus. fizer esforços por praticar o bem. — 1ª Epístola à João. quando lhes deram um sentido absoluto. (87) Isaías. de voltar ao aprisco. tocado de remorso e arrependimento. assim. ovelha tresmalhada. versículo 16. que Jesus usou daquelas palavras. 5º. judiciosamente interpretado. concedendo-lhe a reencarnação. que não experimente o influxo das leis imutáveis do progresso e do aperfeiçoamento. 1º. trata-se. afinal. em que os homens prestarão contas. sofre a expiação. sempre atentos aos transviados. Disse Jesus: “Meu pai não quer que nenhum destes pequeninos pereça. podemos dizer que a árvore é boa e ficar certos de que. a fim de que. 24. Pelo que toca ao dia do julgamento. dirigindo-se a seus discípulos. — JOÃO. Usando do primeiro desses termos. o impelem a ver como faria. 12 e 52. 4.

pois que ela veio dos confins da terra para escutar a sabedoria de Salomão. não pode suportar as imposições dos que se opõem à difusão da luz à marcha do progresso.32. que nos criou perfectíveis. Ele lhes respondeu: Esta geração má e adúltera pede um prodígio. desde que admite exceções. onipotente e. o homem. AQUI. pode Ele derrogar por arbítrio. . — 42. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de uma baleia. teríamos de admitir como possível que Ele derrogue suas leis. Rainha do Meio-dia MATEUS: capítulo 12º. forçoso fora reconhecêssemos. 11º. como o entenda. por ser onipotente. AQUI. Absurdo dos absurdos. tanto que sujeitos à lei imprescritível e fatal do progresso. — 39. versículo 29. pede um prodígio.30. a menos que faça o que. para podermos admitir o milagre.31. pois que ela veio dos confins da terra para escutar a sabedoria de Salomão. operasse milagres. há mais do que Salomão. Para admitirmos que Deus. pois que eles fizeram penitência atendendo & pregação de Jonas. se observa em tudo o que diz respeito à religião pregada e exemplificada pelo clero romano. no dia do Juízo. há mais do que Salomão. por conseguinte. em geral. contra os homens desta geração e os condenará. Disse então à turba que o cercava: Esta geração é uma geração perversa. neste caso. — LUCAS. 29 ao 32.228 82 MATEUS. Nem se diga que. e. . alguns dos escribas e fariseus lhe disseram: Mestre. visto que nenhuma ação arbitrária se pode consorciar com a onisciência de um ser infinito em todos os seus atributos. 38 ao 42. pois que eles fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas. 12º. o que vale dizer . hoje. não sendo perfeita uma lei. Os Ninivitas se levantarão no julgamento contra esta geração e a condenarão. nosso Pai celestial. a possibilidade de tais derrogações ou exceções implicaria não serem as leis divinas absolutamente sábias e perfeitas. (88) Passados que estão os tempos dos milagres. que as leis divinas não refletem a perfeição absoluta do supremo legislador. nenhum outro lhe será dado senão o prodígio do profeta Jonas. LUCAS: capítulo 11º. suas leis. também o filho do homem será um prodígio para esta geração. e. também o filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra. — Resposta de Jesus. há mais do que Jonas. Prodígio pedido pelos fariseus. onisciente. Ora. ou exceção ao que elas prescrevem. versículo 38. queríamos ver um prodígio por ti feito. . para quem portanto não há passado. nem . A rainha do Meio-dia se levantará no dia do juízo contra essa geração e a condenará. ou abra nelas exceções. a conseqüência a que chegaríamos é que também o legislador não seria perfeito e sim perfectível também. — Prodígio de Jonas.eternas e imutáveis. — Ninivitas. porqüanto o milagre não seria senão a derrogação parcial de uma ou algumas leis. — 40. chegaremos ao absurdo. mais do que Jonas. igualmente. aqui. e AQUI. — 41. em se tratando de Deus. Mas. Os Ninivitas se levantarão no dia do juízo contra esta geração e a condenarão. não lhe será dado outro diverso do do profeta Jonas. e há. Então. como o deve conceber o cristão. Por esse lado. Assim como Jonas foi um prodígio para os de Nínive. uma vez que só pode ser mutável o que seja perfectível. Porém. A rainha do Meio-dia se levantará.

em espírito e verdade. na ressurreição e na ascensão do Cristo. um prodígio. pela sua ressurreição e ascensão viria a constituir. presentemente. submerso no fundo do mar. porém. Do mesmo modo Jesus. nós outros. que se consegue pela prece fervorosa. o milagre. Dar-se-á. em cujas entranhas permanecera três dias. O “milagre”. Agraciados pela misericórdia divina com a luz viva da Nova Revelação. portanto. que tiveram. que ontem não podiam ser explicados. explorando as superstições populares e sustentarem crenças tradicionais. a fim de compreendermos os efeitos e aproveitarmos das lições que eles nos oferecem. da meditação e da iluminação interior. ou de efeitos. que vem dar cumprimento à lei e aos profetas. como Ele próprio mandou que os entendêssemos. as causas. compreendidos em seu espírito. nós espíritas podemos e devemos crer. porque desprezava a fé no seu Deus. Senhor Jesus Cristo. Aquela geração a que Jesus se referia. de ser impostos como milagrosos. portanto. que repudia a Deus para adorar o Papa. Essa geração é a mesma que hoje chama demoníaca à ciência espírita. após três dias de permanência no ventre de um peixe. portanto. em face do desenvolvimento da razão humana. só existente para seres limitados como nós em todas as suas faculdades. para conservar a sua dominação. de pureza perfeita e imaculada. do que. quando a Nova Revelação. visto que. condição que faz imprescindível o princípio convencional de tempo. e que. Espírito livre. advérbio que subentende sucessão de fatos. fugindo à letra que mata. com o mesmo caráter. para os Ninivitas. no que quer que seja. porque não mais nos é lícito crer. mas que perderam sua razão de ser. nem futuro. para glória de Deus. valendo-se do precário conhecimento que da verdade possuem as massas humanas. era adúltera. nem compreendidos. o reaparecimento de Jonas. temos o dever de perquirir. que aqueles fatos. que ele fora engolido por um peixe. tudo porque isso é contrário e prejudicial aos interesses materiais da clerezia romana que. um milagre. no-los explica plena e satisfatoriamente? Certo que não. qualificando-o de possesso do demônio. até para os discípulos. precisa manter na ignorância os fiéis da sua Igreja. tais fatos não podiam ser mais compreensíveis nem menos miraculosos. capacidades e percepções. sem de nenhum modo aceitarmos.229 presente. Jonas constituíra para os Ninivitas um prodígio. que Ele desempenhou a sua missão como Espírito. não passa. os espíritas. era um homem igual aos outros. sentida e humildemente formulada. com os textoS evangélicos. senão no que seja fruto de convicções adquiridas em conseqüência do estudo. fora que se acha de toda idéia de tempo. para essa geração. Com efeito. portanto. isento da lei da . dado que este só se pode exercer ocasionalmente. devam hoje ser aceitos. que. no empenho de manterem o predomínio que alcançaram. para a geração da sua época. para se entregar a práticas materiais. era má pela sua obstinação no erro. que Jesus só aparentemente era homem. um milagre. não podem subsistir. porque acreditaram. até onde a mesma misericórdia no-lo permita. que se baseia nos Evangelhos de N. de um esteio em que. que lhe repelia os esforços para reconduzi-la ao caminho da verdade. sem sombra de dúvida. que veio substituir a fé cega pela fé raciocinada. procuram apoio as igrejas terrenas. desde que aquela Revelação nos mostra e prova. sem a qual o arbítrio carece de significação.

. Jonas e Salomão eram Espíritos em missão. 8º. . donde um marinheiro devotado. o transportara às escondidas num bote até à praia. foi chamar a atenção dos homens para a superioridade da sua missão. para reinar com eqüidade e distribuir justiça. condoído da sua sorte.MARCOS. e chamar-lhes também a atenção para a culpabilidade dos que se rebelavam contra seus ensinos. dizendo: “E há. o Mestre. lembrando os exemplos de Jonas e Salomão. 1º. aqui. Igualmente. 22. 2º. que resistiam a todos os esforços de Jesus para os reconduzir ao bom caminho. Semelhante maravilha logo se impôs à imaginação humana como um “milagre” e como “milagre” foi tido e crido. porém de ordem inferior. entraram e permaneceram nas vias do Senhor e a rainha do Meio-dia que reconheceu a grandeza de Deus e a sabedoria daquele a quem Deus fizera rei.JOÃO. 2º. em que viajava. 1. aqui. e há. 27. mais do que Salomão”. com o qual possível e fácil lhe foi sair do sepulcro. o Rei do nosso planeta e da Humanidade terrena. apenas revestido de um corpo fluídico. 18. aproveitando da pregação de Jonas. Ao contrário. eram a condenação dos Judeus. o que fez. com relação a Jonas. A tendência que tem o homem para dar a tudo o cunho do maravilhoso e a atração que este sobre ele exerce criaram a lenda de Jonas engolido e vomitado por um peixe. como representante do Pai. de um perispírito tornado visível e tangível. Foi o que o divino Mestre acentuou. 1. Citando-os. . aí deixando-o. conservando-se este fechado e selado. Os Ninivitas que. – 1ª Epístola aos Coríntios. . ela nos faz saber que ele apenas esteve durante três dias preso a ferros a bordo de um navio.230 encarnação. superioridade que a Nova Revelação patenteia aos nossos olhos. – 2º Paralipõmenos. de modo algum pensou Jesus em se lhes equiparar. Daí o dizer: “Assim como Jonas foi um sinal para os de Nínive. 9º. (88) 3º Reis. como era. o Cristo de Deus e. 10º. mais do que Jonas. 2. sendo. assim também o filho do homem será um prodígio para esta nação”.Romanos.

a princípio. — LUCAS. disse: Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam. reúne outros sete Espíritos mais malvados do que ele e. se outrora puderam legitimar-se com o grande atraso intelectual da Humanidade. Parte então de novo arrebanha sete outros Espíritos ainda piores do que ele. advertia os homens de que estivessem precavidos sempre contra as más paixões e tendências que. Ora. Não o encontrando. Jesus. então. entrando todos na casa. como todos os outros erros dessa igreja. voltando. porém. Assim acontecerá com esta geração criminosa. uma mulher. 24 ao 28. do meio do povo. diz: Voltarei para a casa donde saí. lhe disse: Felizes o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram! — 28. de resistir aos maus instintos. os Espíritos bons. uma lembrança simbólica daquela outra comunhão. interpretações que. Nenhuma relação tem o que acabamos de dizer com o chamado “sacrifício da eucaristia”. Quando o Espírito impuro tem saído de um homem. a encontra vazia. E o último estado do homem fica sendo pior do que antes. versículo 43. Ornemos. E. Os Espíritos imundos que influenciam para o mal o homem são atraídos pelos seus maus sentimentos. de cuja inspiração e assistência gozaremos. Dizendo respeito unicamente ao Espírito toda a Doutrina de Nosso Senhor . 12º. — 26. Diz então: “Voltarei para a casa donde saí”. de virtudes as nossas almas. E. sucedeu que. lhe disse uma mulher MATEUS: capítulo 12º. A comunhão do Cristo. — 45. provém das interpretações literais por ela dadas às Escrituras.231 83 MATEUS. anda por lugares áridos em busca de repouso. por essa forma. — Resposta de Jesus ao que. simbolizada pela Ceia. voltando. como acontece com as enfermidades. Semelhante absurdo. de novo. para o cultivo da fraternidade. vagueia pelos lugares áridos em busca de repouso e não o encontra. Quando o Espírito impuro tem saído de um homem. Ora. A comunhão dos discípulos era um repasto comemorativo. foi um último e solene apelo por ele feito aos homens. quando ele dizia estas coisas. elevando a voz do meio do povo. Vai-se. tornando impossível àqueles Espíritos fazerem nela morada. repelidas. relativamente às quais se verifica que as recaídas são sempre mais perigosas. (89) Jesus. às más paixões. a fim de que o Senhor as possa considerar habitações dignas dos seus mensageiros. versículo 24. a encontra varrida e ornada. e o último estado do homem fica sendo pior do que o anterior. — 27. hoje constituem uma das causas principais do desprestígio em que a vemos e da generalização da descrença. então. constantemente. pois. entram todos na casa e passam a habitá-la. — 44. pelo qual entendeu a Igreja romana de fazer do corpo humano morada da divindade. — 25. LUCAS: capítulo 11º. 11º. como antes. 43 ao 45. se o homem limpar sua alma de todas as impurezas e a adornar das virtudes opostas a tais sentimentos ocupa-la-á o seu anjo de guarda. lá se instalam. limpa e ornada. Dever. que tem o homem. facilmente podem voltar depois mais intensas e tenazes.

1º. falou como médium. Sim. . 5º. como infelizmente ainda vemos. sob a inspiração momentânea de um guia que. não fazendo da profissão de fé um meio de vida. Capítulo 11º. 25. 20 a 22. — 1ª Epístola à Pedro. como mãe de Jesus. com abstenção completa dos cultos e cerimônias puramente materiais.232 Jesus Cristo. 7. bem-aventurados os que estudam e ensinam a moral pregada por Jesus e põem-na em prática. 14. — 2ª Epístola à Pedro. 2º. — Timóteo. 6. 8. desse modo. 1º. 5º. que nada valem e para nada servem. de satisfazerem às suas ambições de mando e predomínio. versículos 27 e 29 de Lucas. para louvar a Maria. — A mulher que elevou a voz do meio da multidão. abriu ensejo à resposta de Jesus. conforme a consideravam os homens. — JOÃO. (89) Job. pelo lado unicamente espiritual é que deveram ter encarado e ensinado os preceitos evangélicos aqueles que se intitulam seus representantes na Terra. que foi um ensinamento: “Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam”.

cumprindo ainda se advirta que. 12º. em hebreu. Ele se achava apenas revestido de um corpo aparentemente humano. de fato. esse é meu Irmão. alguém lhe disse: “Olha que tua mãe e teus irmãos. porqüanto. o irmão propriamente dito. disse Ele: Quem é minha mãe e quais os meus Irmãos? — 49. obra do Espírito Santo. por Maria. E. Estando Ele ainda a pregar para a multidão. se tornava visível e tangível. Qual poderia ser. de um corpo fluídico. olhando para os que se achavam sentados ao redor de si. fossem quais fossem. o simples parente. pelo poder da sua vontade e da sua sabedoria. o mandaram chamar. Efetivamente. O irmão. — MARCOS. tendo vindo e ficado do lado de fora. não deu à luz filho algum. minha irmã e minha mãe. 8º. disse: Minha mãe e meus irmãos São os que escutam a palavra de Deus e a praticam. eram e são dele bem-amadas. mas não puderam aproximar-se dele por causa da multidão. respondendo. — 33. — 47. MARCOS: capítulo 3º. tendo sido a sua concepção. Disseram-lhe então: Estão lá fora tua mãe e teus irmãos que te querem ver. como já vimos. o primo co-irmão. a irmã e a mãe de Jesus são os que fazem a vontade de seu pai. versículo 19. — 20. na expressão de Paulo. aquele que fizer a vontade de Deus.233 84 MATEUS. E. 3º. o desejo do bom pastor. sem que. esse é meu irmão. é claro que também nenhum grau de parentesco humano havia entre Ele e os que eram considerados seus irmãos. LUCAS: capítulo 8º. Todas. Ora. . 31 ao 35. (90) Não estando ligado a Maria por nenhum laço humano. conforme as necessidades da sua missão. Trazia um corpo “celeste”. versículo 31. disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. porqüanto. Sua mãe e seus irmãos. ouvindo a palavra de Deus e pondo-a em prática MATEUS: capítulo 12º. — 48. Sua mãe e seus irmãos vieram ter com Ele. disse: Eis aqui minha mãe e meus Irmãos. que. pura e imaculada. quem quer que faça a vontade de meu pai que está nos céus. estendendo a mão para os discípulos. minha Irmã e minha mãe. — 50. 19 ao 21. como a multidão o cercasse. ao mesmo tempo. Então alguém lhe disse: Tua mãe e teus irmãos estão aí fora procurando-te. o aparecimento do nosso Salvador na Terra tenha apresentado o que quer que seja de milagroso ou de sobrenatural. Jesus mostrou aos homens os sentimentos de fraternidade e de amor que os devem unir. te procuram. como também já explicamos e deve ser entendido. tinha várias acepções. nenhum grau de parentesco humano havia entre Jesus. — 21. — 35. Ao que perguntou Ele: Quem é minha mãe e quais são os meus irmãos? — 34. Assim sendo. sua mãe e seus Irmãos do lado de fora procuravam falar-lhe. versículo 46. Respondendo a esse que assim falara. — LUCAS. se conservou sempre virgem. Maria e José. Por essa explicação ficou patente que Maria não concebeu. na realidade. Significava. Jesus. que vinha à procura das ovelhas tresmalhadas do seu rebanho? qual poderia ser o seu objetivo? Reuni-las em torno de si. a palavra — irmão —. 46 ao 50. — 32. porqüanto.

2º.234 (90) JOÃO. 5. 15º. 8º. 12. 29. 2º. 17. . 11. 14. — Romanos. — Hebreus. 20º. 1º. — Apocalipse.

uma parte das sementes caiu à borda do caminho. ouvir o que ouvis e não ouviram. aquele em quem ela frutifica. 1 ao 23. Uma outra parte caiu em terreno pedregoso. enquanto semeava. não ouçam com os ouvidos. ali sessenta. é que. Os discípulos. produzindo aqui cem. acolá trinta por um. mas em quem os cuidados do século e a ilusão das riquezas a abafam e impedem de produzir frutos. ouvindo. não tendo ela raízes no seu coração. — 9. 23-24 Parábola do semeador. nascendo. Do coração de todo aquele que escuta a palavra do reino e não a compreende vem o mau Espírito tirar o que nele foi semeado. ficando ele na abundância. Uma outra caiu entre os espinheiros que cresceram e a abafaram. e 10º. 1 ao 15. — 4. ficando todo o povo na praia. — 20. 13º. — LUCAS. sessenta ou trinta. Ele subiu para uma barca e se sentou. Eis por que lhes falo por parábolas. versículo 1. 4º. — 19. como não tinham raízes. — 8. O semeador saiu a semear: — 4. ele logo se escandaliza. Respondeu Ele: É porque a vós vos é dado conhecer os mistérios do reino dos céus. vieram as aves do céu e a comeram. — 6. — 13. Neles se cumpre esta profecia do profeta Isaías: “Escutareis com os ouvidos e não entendereis. — 2. não ouvem. não sejam curados por mim”. porqüanto. Escutai. dizendo. Uma outra finalmente caiu em terra boa e as sementes frutificaram. O Sol.235 85 MATEUS. mas. 5. — Explicação dessa parábola MATEUS: capítulo 13º. ouça. — 23. MARCOS: capítulo 4º. Felizes os vossos olhos porque vêem. pois. e. uma parte das sementes caiu à margem do caminho. mais ainda se dará. segundo o seu modo de doutrinar: — 3. falando assim: Eis que o semeador saiu a semear. A semente lançada entre os representa espinheiros aquele que ouve a palavra. ele ai se sentou. ficando a multidão na praia. saindo Jesus de casa foi sentar-se à beira do mar. vendo. crestou-as. pois que a terra ali não tinha profundidade. não se convertendo. nem compreendem. eles não vêem. A que caiu em terreno pedregoso representa aquele que ouve a palavra e a recebe com mostras de alegria no primeiro momento. — 22. — 12. e. lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? — 11. a parábola do semeador. para que não vejam com os olhos. “Escutai. O coração deste povo se embotou. Pôs-se de novo a ensinar próximo ao mar e. Àquele que tem. — 16. 8º. Enquanto semeava. Naquele dia. e 18. 1 ao 20. — 21. E começou a dizer muitas coisas por parábolas. Outra parte . — 2. sobrevindo as tribulações e perseguições por motivo da palavra. onde muito pouca terra havia. E grande multidão se lhe reuniu em torno. — 14. Muitas coisas ensinava por parábolas. — 10. os vossos ouvidos. — MARCOS. os ouvidos se lhes tornaram surdos e os olhos se lhes fecharam. — 18. produzindo cada grão cem. em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram. e 25. A que foi semeada em terra boa indica aquele que escuta a palavra e a compreende. é a semente que caiu ao longo do caminho. secaram. — 7. versículo 1. mas ao que não tem se tirará até o que tem. porque escutam. Quem tiver ouvido de ouvir. aproximando-se. Entrando então para uma barca. olhareis com os olhos e não vereis. — 17. — 5. as sementes germinaram prontamente. os pássaros do céu vieram e as comeram. mas a eles não. — 3. só por pouco tempo subsiste. não compreendam com os corações e. como enorme fosse a multidão que ali se reuniu. — 15.

Perguntou-lhes em seguida: Não entendeis esta parábola? Como podereis entender todas as parábolas? — 14. da qual sete demônios haviam saído.’ — 9. Susana e muitas outras que o assistiam com seus bens. são aqueles de cujos corações Satanás vem arrancar a palavra logo depois de ter sido nos seus corações semeada. germinou e frutificou. logo depois de haver germinado. de aldeia em aldeia. Outra parte caiu entre espinheiros. pelo temor de que. veio. — 7. finalmente. elevaram-se. mas aos outros só por parábolas se lhes fala. — 8. Outra. trinta por um. — 10. Outra caiu entre espinheiros que. a recebem jubilosos. Algum tempo depois. Eis o que quer dizer esta parábola: A semente é a palavra de Deus. — 12. — 11. — 6. onde pouca terra havia. tudo se faz por parábolas. crendo. a sufocaram — 8. mas os cuidados do século. — 17. Como. dizendo Isso. sessenta. Como o cercasse grande multidão de gente vinda de todas as cidades. por não terem raízes. mulher de Cusa. a recebem e dela tiram frutos. — 18. O semeador semeia a palavra. tendo-a Ouvido. 3. — 20. designados pela parte das sementes lançadas entre espinheiros. versículo 25. de sorte que ela não deu frutos. — 15. multiplicaram-se e produziram cem. — 9. Maria. estes cresceram e a abafaram. a ilusão das riquezas e as outras paixões. exclamava: Quem tem ouvido. o terreno pedregoso são os que. os grãos deram fruto. finalmente. porém. — 4. A margem do caminho. — 13. secou. apelidada — a Madalena. mas de cujos corações Satanás a vem arrancar. Acompanhavam-no os doze. dura pouco tempo. — 16. ouçam e não compreendam. Os outros. — 11. crescendo. a fim de que. pois que pequena era a profundidade da terra. de sessenta. E. Intente de Herodes. e algumas mulheres. secaram. na proporção de cem. a sufocam e ela não frutifica. E acrescentava: Ouça quem tiver ouvidos de ouvir.236 caiu em terreno pedregoso. entrando em seus corações. uma parte dela caiu à margem do caminho. — 7. ia Jesus de cidade em cidade. mas. vendo. — Joana. caiu em terra boa. de ouvir. o Sol. e Ele lhes respondeu: Dado vos é a vós conhecer o mistério do reino de Deus. — 6. ao longo do qual a semente caiu. recebem com alegria . produzindo cem por um. — 10. porém. Outra parte caiu sobre pedras e. disse Ele esta parábola: — 5. vejam e não vejam e. O terreno bom onde a última parte das sementes é lançada são os que ouvem a palavra. Os discípulos lhe perguntaram o que queria dizer aquela parábola. ouça. ouvindo. que tinham sido livradas dos Espíritos malignos e curadas de enfermidades. a fim de que vendo não vejam e ouvindo não compreendam. MARCOS: capítulo 4º. de trinta por um. versículo 1. foi pisada e os pássaros do céu a comeram. pregando e evangelizando o reino de Deus. — 12. Ele lhes respondeu: Dado vos foi a vós conhecer o mistério do reino de Deus. crestou as plantas e estas. Outra parte. As que caem sobre pedras indicam os que. para aqueles que são de fora. por falta de húmus. Semelhantemente. Quando com Ele ficaram a sós os doze que o seguiam interrogaram-no acerca dessa parábola. A que cai junto do caminho indica os que ouvem a palavra. enquanto o fazia. para que não se convertam e os pecados lhes sejam perdoados. Em vindo as tribulações e perseguições por causa da palavra. LUCAS: capítulo 8º. eles logo se escandalizam. eles se salvem. Mais será dado ao que já tem e ao que não tem se tirará mesmo o que tem. nesses ela não cria raízes. ouvindo a palavra. — 2. as sementes germinaram logo. — 19. — 13. caiu em terra boa. O semeador saiu a semear a sua semente e. são os que ouvem a palavra.

porqüanto eles crêem apenas durante algum tempo. como o fizeram os discípulos. por considerarem pesada demais para suas naturezas más a reforma. Dizendo. por assim dizer. enquanto que o outro. versículo 23. pois. deixará que as más paixões se apossem do seu coração. Voltando-se para os discípulos. porqüanto. “muito será dado ao que já tem. porqüanto eu vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vedes e não viram. A parte que cai entre espinheiros corresponde aos que escutaram a palavra. Vede. mas em cujos corações ela é abafada pelas preocupações terrenas. os segredos do reino de Deus”. A razão por que Jesus preferentemente falava por parábolas era evitar que muitos se enchessem de maiores responsabilidades. visto que se esforçariam. pois. pelos prazeres da vida e não produz frutos. que o oprimirão durante séculos. detidos bruscamente pelos seus maus instintos. disselhes: Felizes os olhos que vêem o que vedes. a caminhar para diante. que não lhes falava senão por parábolas. ao passo que àquele que pouco tenha. aludia o Mestre aos que. capazes embora de receber sem véu a sua palavra. pelas riquezas. a guardam. a fim de desempenharem suas missões. Por outro lado. que lhes viria a ser causa de graves expiações. que aqueles ensinos impunham. porém. ouvindo a palavra. — 24.237 a palavra: esta. não se lhe submeteriam. os “segredos” do reino de Deus eram os meios. tomem o lugar das poucas virtudes de cuja posse já desfrutasse. desconhecidos até então. nenhum inconveniente havia em que os ensinos lhes fossem ministrados veladamente. A boa terra onde cai a Última parte das sementes são os que. indiferente ao que lhe foi dado. LUCAS: capítulo 10º. o homem. Os que. de chegar-se àquela felicidade. de não procurarem devassar os mistérios que de pronto não compreendiam. que lhes acarretariam grandes sofrimentos no futuro: aqueles que. LUCAS: capítulo 8º. ao contrário. tentariam avançar. por lhes descobrir o sentido oculto e o apreenderiam. — 15. Antes das revelações feitas por Jesus. Estas palavras significam que aquele que deseja progredir e se esforça por consegui-lo. não cria raízes. mesmo esse pouco será tirado”. expressões que compõem uma imagem destinada a materializar. ouvir o que ouvis e não ouviram. . de todos os lados receberá amparo. a felicidade dos bem-aventurados. não estava apto a conhecer os “mistérios do reino dos céus. negligente em guardar o que recebeu. assim não procedessem. o que tem pouco. fariam sem demora um recuo. seriam culpados apenas de indiferença. (91) As explicações que Jesus deu da parábola do semeador era a que convinha aos Espíritos encarnados naquela época e a de que necessitavam os apóstolos. de que modo ouvis. “para que não se convertessem”. porqüanto mais se dará àquele que já tem e ao que não tem se tirará até o que julgue ter. que os vícios e males. mas que. para os que estivessem dispostos a avançar. cedendo a um primeiro impulso. retrocedendo assim que chegam as tentações. — 14. para a compreensão de homens materiais. Os “mistérios” do reino dos céus. em seus corações bons e excelentes e dela tiram fruto pela paciência. nenhuma idéia clara formando da outra vida. As mesmas explicações bastam para que a compreendamos. conforme também o disse. versículo 18.

quando os homens houverem alcançado alto grau de desenvolvimento moral e intelectual. Hoje. 12º. 29. — 1ª Epístola à João. 11º. a luz já brilha com mais vivo fulgor. tornados mais fortes. 11. 12º. — Hebreus. 9. tanto quanto os olhos humanos. o permitiam. Porém. 10. porque os Enviados do Senhor ergueram um pouco mais o véu que a encobria. apenas uma ponta do véu foi levantada. 2º. 14. 2º. 28º. 6º. . todos os “segredos do reino de Deus”. a “luz” permaneceu velada. 13. — 2ª Epístola aos Coríntios. 3º. (91) Isaías. 20º. 26. 2. — Ezequiel. Só então lhes será facultado conhecerem todos os “mistérios do reino dos céus”. — JOÃO. — Romanos. 5º.238 Jesus veio levantar o véu e esclarecer as inteligências. — 1ª Epístola à Timóteo. — Atos. 6º. 40. 5º. entretanto. 9. 27. 35. só será levantado completamente. O véu. — 1ª Epístola aos Coríntios. 8. 27. 11º.

em cada colheita. também graduais. arrancando o joio. — 25. pois. empilhai-O no meu celeiro.239 86 MATEUS. para operar-se a renovação de nossa geração espiritual. pregam a necessidade da extinção completa. que foi invocando um zelo semelhante que a Igreja se tornou perseguidora e abriu a interminável série dos seus atentados à liberdade de pensamento e de crença. quando chegar a ocasião de ceifar. mesmo do reino humano. incandescente. por todos os meios. versículo 24. — 27. as depurações e transformações. a todas as liberdades. cresceu e deu espigas. semeou joio no meio do trigo e se foi embora. Conviria não perdessem de vista este ensinamento os que. Os servos lhe perguntaram: Quereis que vamos arrancá-lo? — 29. e de os afastar. Depois. Nem todos os Espíritos se encontram no mesmo grau de desenvolvimento. do campo que ele semeara. ao mesmo tempo que o bom grão é guardado nos celeiros do Senhor. aquele. E ele respondeu: Não. para o efeito de preparação e progresso graduais dos reinos mineral. poderiam ir longe de mais. uns são elevados. outros apenas iniciam suas provações morais. não semeastes bom grão no vosso campo? Como é que nele há joio? — 28. dos centros onde ele é falseado e que representam o joio a crescer entre o bom grão. arranqueis ao mesmo tempo o trigo. levados pelo desejo de fazer progredir a Humanidade. atentados que cada dia mais profundamente a divorciaram da doutrina . poderiam chegar ao extremo de amedrontar os homens retos. o joio. com receio de que simultaneamente tirassem o trigo. dos aludidos reinos da Natureza. tem sofrido renovações parciais. Vê-se daí não ser cabível que. é lançado ao fogo da expiação. Não esqueçamos nós. Dizendo que o “pai de família” não consentira que seus servos arrancassem. Ele lhes respondeu: Foi um inimigo quem o semeou. veio o inimigo dele. A plantação do homem germinou. se condenasse toda a geração material de que somos parte a perecer num dilúvio semelhante ao de que falam os antigos. Deixai que um e outro cresçam juntos até à ceifa. dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou bom grão no seu campo. receio que. — 30. que tal dilúvio não se deu com o caráter de universalidade que lhe atribuíram as narrações escriturísticas. Desde que saiu do estado de fluidez. É evidente. apregoando zelo da pureza do Espiritismo. os quais. por outros meios. nos tempos atuais. direi aos ceifeiros: Arrancai primeiramente o joio e atai-o em feixes para ser queimado. O joio cresce de par com o bom grão. 24 ao 30. afinal. — 26. E lhes propôs uma outra parábola. a Terra tem passado por transformações sucessivas. para se depurar. Parábola do joio semeado entre o trigo MATEUS: capítulo 13º. o trigo. efeito a que de futuro hão de seguir-se. porém simples. Dos encarnados na Terra. À força de quererem reprimir abusos. Os servos do pai de família vieram então dizer-lhe: Senhor. os espíritas. quis o divino Mestre refrear o zelo dos apóstolos e dos que lhes sucedessem como continuadores da sua obra. mas com ela cresceu também o joio. Enquanto os homens dormiam. vegetal e animal. 13º.

para cuja interpretação ela acabou proclamando-se a única habilitada. ou ofuscado pela intensidade da luz que dela se irradia. A ceifa. para aquele que se propõe a pregar as verdades eternas. a difundir as da Doutrina dos Espíritos. se dá na ocasião em que o Espírito volta à sua condição de origem. Se não for assim. ou na condição de trigo. em que volta ao estado de Espírito liberto da matéria. a repelirá. aos quais incumbe velar pelas expiações dos Espíritos culpados.240 cristã. a fim de esconder aquele divórcio. a progredir. mereçam ascender a mundos mais elevados do que o nosso. A lição que a parábola do joio e do trigo encerra mostra que toda a ciência. isto é. do espírito dos Evangelhos. Ao retornarem a esse estado. por se haver despojado do seu envoltório carnal. ou na condição de joio a ser queimado. isto é. ou atemorizado com as grandes dificuldades que ela lhe deixa entrever. o que quer dizer: ter-se-á tornado. Quando terminará? Quando chegar a época da ceifa definitiva. por terem bem cumprido suas provas. das torturas morais. está em apropriá-las às inteligências que as tenham de receber. na erraticidade. a ceifa tem sido feita sempre e ainda continuará por longo tempo. para o fazerem em mundos colocados abaixo dele na escala dos orbes. são os Espíritos superiores. essa época será a em que não mais se permita ao joio crescer aqui de envolta com o trigo. então. a que se segue a reencarnação neste mundo. um por exemplo. Os ceifeiros. em que os Espíritos que se tenham conservado obstinadamente culposos e rebeldes se verão compelidos a deixar de encarnar no planeta terreno. Com relação ao nosso mundo. . eles se encontram. de acordo com as tendências que revelam e com o grau da sua culpabilidade. se lha houveram apresentado sob aspecto condizente com o seu ponto de vista (e por isso é que Jesus a maior parte do tempo ensinava por parábolas e símiles). a fim de que bem apreendidas sejam as daqueles mesmos Evangelhos. em que aquele será arrancado e lançado fora. que teria aceitado a moral evangélica. terá passado a fazer parte do reino de Deus. o que se verifica pelo fogo do remorso. caso em que passam a habitar mundos superiores ao nosso. A Terra. de que fala a parábola. e classificar os que. onde continuarão a aperfeiçoar-se. como o deve ser. ou em mundos inferiores à Terra. Encarada assim. morada de Espíritos bons. no caso. exclusivamente.

porém. pois que a terra. — 33. E. Quer o homem durma. tudo lhes explicava. 13º. — 27. Assemelha-se ao grão de mostarda que o homem toma e planta no seu horto. E dizia: A que compararemos o reino de Deus? Por que parábola o representaremos? — 31. — 34. Propôs-lhes uma outra parábola. cresce e se torna árvore grande em cujos ramos pousam os pássaros do céu. amadurecido o fruto. é a menor de todas as sementes que existem na terra. E dizia: O reino de Deus é como quando um homem lança à terra a semente. — Fermento da massa. a comparação do reino dos céus com um grão de mostarda. Jesus disse por parábolas todas essas coisas à multidão. (92) Comparando o reino dos céus ao grão de mostarda. 13º. passa-se-lhe a foice. em cujos ramos os pássaros vêm habitar. não lhe falava sem parábolas. constitui uma alegoria em que aquele grão representa o ponto de partida. versículo 18. a sós com os discípulos. versículo 26. quer vele dia e noite. LUCAS: capítulo 13º. Uma vez. No seu pensamento acerca do futuro. MARCOS: capítulo 4º. quando cresce. 26 ao 34. Ele se assemelha ao fermento que uma mulher toma e mistura com três medidas de farinha até que a massa fique completamente levedada. 31 ao 35. em que o crescimento oculto do grão. — 32. 18 ao 22. — 34. animal e humano e as de depuração e transformação . versículo 31. — 35. torna-se planta maior do que todas as outras. desenvolvimento e transformação em árvore simbolizam as fases por que tem passado o nosso mundo. as da formação e desenvolvimento dos reinos mineral. a origem do planeta e da Humanidade. por si mesma. — 33. de pequenino que é. Disse-lhes também esta outra parábola: O reino dos céus se assemelha ao fermento que uma mulher toma e mistura com três medidas de farinha até que a massa fique inteiramente levedada. 4º. — Semente lançada à terra MATEUS: capítulo 13º. E repetiu: Com que compararei o reino de Deus? — 21. a semente germina e cresce sem que ele saiba como. pode desenvolver-se e produzir grandes resultados. — LUCAS. mas. ele germina. Não lhes falava sem parábolas. E assim lhes falava por muitas parábolas. — 20. de acordo com o que eles podiam entender. depois a espiga e afinal o grão que cobre a espiga. sua afloração. Esse grão. quis Jesus mostrar à multidão que o gérmen. donde se parta para chegar ao céu. produz primeiro a erva. por mínimo que seja. E assim ia ensinando pelas cidades e aldeias a caminho de Jerusalém. — 32. que. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta: Abrirei minha boca para falar por parábolas: revelarei coisas que estão ocultas desde a formação do mundo. dá galhos tão grandes que os pássaros do céu se podem abrigar à sua sombra. o estado rudimentar de uma e outro. se torna árvore grande. Ele se assemelha a um grão de mostarda que. Grão de mostarda. ao ser semeado. dizendo: O reino dos céus se assemelha ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Dizia: O reino dos céus a que se assemelha e com que o compararei? — 19. — 28.241 87 MATEUS. — 22. que é a menor de todas as sementes. vegetal. tornase árvore em cujos ramos os pássaros do céu vêm habitar. — MARCOS. — 29. pois é esse o momento da ceifa. ela cresce e se torna maior do que todos os arbustos. — 30. semeada.

Tais os resultados que o Espiritismo. já se acha maduro. ao mesmo tempo que mostrava as fases de germinação. esta última parábola. que aflorou ao solo. 2. para se tornar morada de paz e de felicidade. amadurece e. desde o aparecimento do homem na Terra. o reino de Deus. ou já foi ceifado. para atingir a maturidade moral e intelectual. crescimento. — Romanos. 2. 57º. Na parábola em que comparou o reino de Deus ao fermento que se lança na massa de farinha para levedá-la e torná-la em pão. indicam os tempos atuais e futuros da era do Espiritismo. se está formando. se passa a foice. Os ramos da árvore indicam o grau de evolução que aquele atingirá. como produto da germinação da semente. 1º. A erva. 3º. continuando a progredir com ela. mas contínuo. Na em que o reino dos céus é comparado à semente que o homem lançou à terra. Neste momento. quando maduro. da semente de regeneração que Ele imergia nos corações. o divino Mestre indicava o trabalho. chegarão à perfeição.242 física do planeta e física. secreto. 9. 26. assim como dos períodos que ela tem de percorrer e transpor. designa o tempo que se escoou antes que Jesus aparecesse na Terra. a formação da espiga indica o que decorreu desde esse aparecimento até os nossos dias. — 1ª Epístola aos Coríntios. 1. — Apocalipse. 14º. despojado da letra o Espírito. (92) Isaías. aqui. que os Espíritos purificados virão habitar e onde. figurou Jesus o trabalho de transformação e purificação das almas. estado em que será aproveitado pelos ceifadores incumbidos de proceder à colheita para o celeiro divino. 2º. que apenas há alguns anos apareceu. os próprios grãos já formados e o fruto ao qual. 25. por efeito da doutrina de amor e bondade que Ele lançava nos corações — único fermento apropriado à preparação do pão espiritual. — Miquéias. que vem preparar e efetivar a regeneração da Humanidade e as promessas que as proféticas palavras do Salvador encerram. para sua regeneração completa. — Efésios. 15. que alimenta para a vida eterna. 16º. ali. 2º. — Colossenses. 26. em certas partes escolhidas. é o emblema dos períodos que a nossa Humanidade tem percorrido e transposto na via do progresso. Por outro lado. moral e intelectual da Humanidade. 7. a formação dos grãos que cobrem a espiga. — Salmos. 3. . está produzindo. desenvolvimento e frutificação que o Espírito atravessa. 4º. por ser essa a época da ceifa. o grão. transformação.

para fora do “seu reino”. afastando-nos das vias do Senhor. 36. errantes ou encarnados. como tendo recebido de Deus a investidura de rei do nosso planeta. entrou Jesus em uma casa. o “Inimigo”. fazia lembrada a missão que o trouxera ao mundo terreno. O diabo. não deve ser entendido como um fato repentino. pela explicação velada que deu da parábola do joio mostrava o seu poder. Os filhos do reino. sob sua autoridade às suas ordens. que é o “seu reino”. são todos os Espíritos maus. Jesus. O fim do mundo vem sendo preparado de há muito e a pouco e pouco progressivamente vai ocorrendo. semeia e semeará. O filho do homem enviará seus anjos. palavras e obras. os filhos da iniquidade são o joio. o joio. missão que. — 42. por muito tempo ainda. como tendo. Entretanto. — 41. acercando-se dele. e os discípulos. Aquele. 36 ao 43. corresponde ao tempo da ceifa. (93) Encarregado do progresso do nosso planeta e da Humanidade a que pertencemos. no reino do pai. onde há prantos e ranger de dentes. que semeou. lá haverá prantos e ranger de dentes. trabalham por nos obstar ao progresso. como sendo a transformação. é o diabo. por pensamentos. Tendo despedido a multidão. estes reunirão e levarão o para fora do seu reino todos os que são causa de escândalo e de queda. exercendo sobre nós perniciosa influência.. O campo é o mundo. como tendo todo poder sobre a Terra. no parecer dos homens. O que se faz com o joio. os filhos de iniqüidade. tendo por símbolo o bom grão. são os que se deixam arrastar pelas más influências. até que aqueles Espíritos atinjam a perfeição. cujo símbolo é o joio. permanecendo no “seu reino’. onde brilharão como o Sol. os “anjos”. são os que tendem a progredir e se esforçam por consegui-lo. vem semeando o bom grão e o semeará sempre. o tempo da colheita é o fim do mundo. — 40. e bem assim sobre as gerações humanas que nela se sucederão. respondendo.243 88 MATEUS. os justos. na Terra. Explicação da parábola do joio MATEUS: capítulo 13º. que tiver ouvidos de ouvir. impelindo-nos a praticar o mal. — 38. desde o aparecimento do homem na Terra. Compreendido como significando a . que os colocará na categoria dos Espíritos puros. na parábola. ouça. Então. os segadores são os anjos. como sendo quem. “no fim do mundo”. sempre trabalhou. por serem maus os seus instintos. far-se-á no fim do mundo. lhe pediram: Explica-nos a parábola do joio semeado no campo. os filhos do reino são o bom grão. — 43. Espíritos de erro e de mentira que. 13º. trabalha e trabalhará pelo nosso progresso. simbolizados pelo joio. Designando-se a si mesmo por filho do homem. O fim do mundo. Os filhos de iniqüidade. que é arrancado e queimado no fogo. O inimigo que semeou. os filhos do reino. a renovação de todo o Universo. Ele. — 39. e os lançarão na fornalha do fogo. isto é. disse: Aquele que semeia o bom grão é o filho do homem. O campo representa o nosso planeta e a sua Humanidade. os justos brilharão como o Sol. ou cizânia. como convinha que estes a considerassem. era humana. e quem os mandará lançar na “fornalha do fogo”. ao qual chama “seu reino . operando-se de um instante para outro. do dos Espíritos que nele encarnam. fará que “seus anjos” reúnam e levem para fora da terra. simbolizados pelo bom grão. predito por Jesus e que. — 37. como enviado de Deus.

ele se apresenta dividido em três períodos distintos: — primeiro. constituindo. na imensidade. versículo 43). .244 época da colheita. aquele em que o joio começará a ser apartado do bom grão. 20. A luz que brilha nos justos (MATEUS: capítulo 13º. nos filhos do Senhor. por sucessivas expiações e reencarnações. 19º. para nos servirmos de uma comparação humana. lhes pertencerá ao número. segundo. 14º. passarem de “filhos de iniqüidade” a “filhos do reino”. “uma das províncias do reino de Deus. o reino do Pai. Os mundos superiores formam. terceiro. se purificarem. voluntariamente cegos. já aptos a entrar na fase espírita. desde que atinja a necessária elevação. da fé e do amor. concluída a separação do joio e do trigo. estará completado o afastamento dos Espíritos inferiores e o nosso mundo se terá tornado morada de paz e felicidade para Espíritos bons. rebeldes. aquele em que. serão afastados do nosso planeta e lançados em planetas inferiores. em que os Espíritos culpados. (93) Apocalipse. 15. e o nosso planeta. aquele em que aos Espíritos inferiores foi e será permitido encarnar na Terra para. é a da verdade. 2º. 7.

de tudo. dentro dos limites da nossa instrução. — Parábola da rede lançada ao mar MATEUS: capítulo 13º. como na parábola do joio e do bom grão. se é que se pode estabelecer comparação entre sentimentos de naturezas tão diversas. como o tesouro. Quanto à pesca. — 50. figura a escolha dos bons e o afastamento dos maus. Vai o homem e vende tudo o que tem. escrutar as legendas. — 45. para conservar aquele tesouro espiritual. (94) Aquele que recebe a palavra de Deus deve sentir-se tão feliz quanto o que. A pérola é. 49. dando grande importância às coisas materiais. cheio de alegria pelo haver achado. que o homem encontra. — 51. o homem que o achou o esconde e. aos incrédulos. — 52. aos pseudo sábios a autenticidade e a ancianidade da ciência que professamos. das nossas faculdades. Cumpre-lhe. então. vai vender tudo que possui e compra aquele campo. guardar bem dentro do coração essa fonte de riquezas eternas e esforçar-se para que nenhum dos vícios da Humanidade lhe possa arrebatar o precioso achado. e os lançarão na fornalha de fogo. O reino dos céus se assemelha também a uma rede de pescar que. — 48. Significa isso que nós outros. onde haverá prantos e ranger de dentes. por assim dizer. Assim será no fim do mundo: os anjos virão e separarão os maus do meio dos justos. lançada ao mar. que. é o que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas. armados dos vetustos documentos que chegarmos a possuir. com o receber e agasalhar a palavra de Deus. apanha toda espécie de peixes. O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto num campo. devemos. Disse-lhes Ele então: Todo escriba instruído acerca do reino dos céus se assemelha ao pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e coisas velhas. como os bens terrenos o prendem ao solo que os encerra. se põem a separá-los. dos maus instintos. vende tudo o que possui e a compra. para fortificar e. Haveis compreendido todas estas coisas? Eles responderam: Sim. dos maus pendores. 13º. O reino dos céus ainda se assemelha a um negociante que procura belas pérolas. versículo 44. — Faz. E compra o campo. — Pérola de alto preço. investigar as crônicas antigas. Aquele que se serve da ciência que recebeu dos tempos antigos. em suma. os espíritas. deitando os bons nos vasos e lançando fora os maus. acha um tesouro. dos vícios. assentados. achando uma de alto preço. que o prende à matéria. Por escribas designava Jesus os homens mais esclarecidos que as massas e incumbidos de espalhar no meio delas a luz contida no tesouro da inteligência e da erudição de que dispõem. — Quer isto dizer: despoja-se dos erros. Quando fica cheia.245 89 MATEUS. — 46. os pescadores a puxam para bordo. todos os sacrifícios que a Humanidade exija. a verdade. 44 ao 52. tornar recomendável aquilo que quer tornar crido. — 47. . demonstrar aos tímidos. desencavar os velhos manuscritos sepultados no fundo das bibliotecas seculares ou dos conventos e. onde. Tesouro oculto.

15. 3º. 3º. 3º. 7. e 19. — Isaías. — Apocalipse. 55º. 18. 8. 8º. 10. 4. — Provérbios. . 14. 1º.246 (94) Filipenses. 1.

encerram uma reflexão filosófica. (95) No parecer dos homens.247 90 MATEUS. pela doçura do seu coração. E se admirava da incredulidade deles. Assim era que dele se escandalizavam. chegando o dia de sábado. Quanto ao não haver Jesus. crença que a Igreja Romana continua a sustentar. versículo 53. cujo valor todos temos podido verificar. — 2. 6º. E suas irmãs não vivem todas entre nós? Donde então lhe vêm todas estas coisas? — 57. 53 ao 58. o que os tornaria mais culpados e passíveis de maiores castigos. para lhes poupar o remorso da falta em que incorriam. Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria e Tiago. impossibilidade de operar “milagres” naquela ocasião e naquele lugar. Nenhum profeta é desestimado. Jesus. E lá ia percorrendo as aldeias dos arredores a ensinar. Convindo em que essa crença tenha sido necessária naquelas prístinas épocas. senão no seu país. voltando ao seu país. porém. O que houve foi. para Jesus. A obstinação os levaria a fechar os olhos. José. tendo feito dela um dogma. de sua parte. nós outros. feito milagres. Jesus era filho de Maria e de José. na sua casa e entre seus parentes. MARCOS: capítulo 6º. lhes disse: Nenhum profeta é desestimado senão no seu país e na sua casa. na sua casa e entre os seus parentes. Tendo acabado de dizer essas parábolas. de Judas e de Simão? E suas irmãs não estão aqui entre nós? E se escandalizavam dele. das condições em que se deu o seu aparecimento na Terra e da sua genealogia espiritual. apenas curou alguns poucos doentes. porém. . firmada no milagre. — 5. foi porque grande era a incredulidade. impondo-lhes as mãos. não podemos sobrepô-la à verdade que nos trouxe a nova revelação. começou a ensinar na sinagoga. — 6. — 54. ali. admirando-se da sua doutrina. diziam: Donde lhe vieram todas estas coisas? Que sabedoria é essa que lhe foi dada? Como é que suas mãos obram tais maravilhas? — 3. de José. Simão e Judas seus irmãos? — 56. voltou Jesus para o seu país acompanhado pelos discípulos. Jesus. Não é ele o carpinteiro filho de Maria e irmão de Tiago. não quis vencer a oposição que à sua influência levantavam encarnados e desencarnados. — MARCOS. e. jamais provocou a revolta de qualquer Espírito. Nenhum profeta é desestimado sendo no seu país. 13º. na sua casa e entre seus parentes MATEUS: capítulo 13º. hoje. 1 ao 6. para não verem a luz. tomados de admiração. de sorte que. acerca da origem espírita de Jesus. Dali saindo. lhes disse: Nenhum profeta é desestimado senão no seu país. — 4. Verifica-se assim que não houve. E. E não fez lá muitos milagres por causa da Incredulidade deles. Vendo isso. o Mestre que. E não pôde fazer lá nenhum milagre. — Essas palavras. a cegueira voluntária dos que o cercavam. Jesus partiu dali. eles diziam: Donde lhe vieram esta sabedoria e estes milagres? — 55. — 58. dominando-lhes a resistência. os espíritas. e muitos dos que o ouviam. confirmativas destas outras que a sabedoria popular consagrou: “Ninguém é profeta na sua terra” e “santo de casa não faz milagre”. os instruía nas sinagogas. versículo 1.

— JOÃO. para lhes não aumentar o grau da culpabilidade. pela imposição das mãos. 6º.248 “ausência de vontade”. 42. 4º. 24. 16. Nada obstante. 49º. — LUCAS. 44. 4º. 23º. Ele se forrou a exercer a sua autoridade incontestável sobre os Espíritos que se lhe opunham à ação. (95) Isaías. . 7. sempre operou algumas curas.

e fazia muitas coisas aconselhando-se com ele e o escutava de boamente. E acrescentou. perguntou à mãe: Que é o que pedirei? Sua mãe lhe respondeu: A cabeça de João Batista. Herodíades sempre lhe armava ciladas. — 17. ditas com relação a Jesus. A esse tempo chegou aos ouvidos do tetrarca Herodes a fama de Jesus. por causa de Herodíades. o que me pedires eu te darei. mas. — 4. — 3. Morte de João Batista. 14º. — 25. — palavras que.249 91 MATEUS. que ele lhe disse: Pede-me o que quiseres e eu te darei. outros: É um profeta igual a um dos profetas. que. confirmam a crença dos Hebreus na reencarnação MATEUS: capítulo 14º. — 19. — 2. por causa do juramento que fizera e dos que com ele estavam à mesa.A filha de Herodíades teve entrada. — 26. O rei se aborreceu com esse pedido. Desde então. dançou diante de Herodes e de tal modo lhe caiu no agrado. — 7. mandara prender João. o do aniversário de Herodes. quando saiu. E a cabeça de João foi trazida num prato e dada à moça. — 27. — 11. — 12. Herodes. e dizia: João Batista ressuscitou dentre os mortos. o sepultaram e foram comunicar tudo isso a Jesus. mandou que lha dessem. — 9. cuja nomeada se espalhara muito. o que não conseguia. Herodes mandara prender a João. o pusera a ferros e metera na prisão por causa dela. mulher de seu Irmão. aos tribunos e aos maiorais da Galiléia. e ele disse a seus servos: Esse é João Batista. porém. — LUCAS. industriada de antemão por sua mãe. desejosa de fazêlo morrer. Ela. que considerava João um profeta. Ao mesmo tempo ordenou que a João Batista cortassem a cabeça na prisão. pois. num prato. 3º. versículo 1. Ora. — 16. pusera-o a ferros e o metera na prisão. É que João lhe dizia: Não te é permitido tê-la por mulher. Ela se deu pressa em voltar à sala onde estava o rei e fez o seu pedido. disse Herodes: Este homem é João a quem mandei cortar a cabeça e que ressuscitou dentre os mortos. a filha de Herodíades dançou diante dele e lhe agradou. todavia. ainda que seja a metade do meu reino. 7 ao 9. no dia do aniversário de Herodes. — 5. Esse pedido muito aborreceu ao rei. — 6. — MARCOS. — 18. carregaram-lhe o corpo. — 20. jurando: Sim. aqui mesmo. Herodes queria dar-lhe a morte. mas temia o povo. — 8. — 22. chegou um dia favorável. que a levou à sua mãe. 6º. daí vem que tantos milagres se operam por seu intermédio. irmão dele. daí vem o fazeremse por seu intermédio tantos milagres. MARCOS: capítulo 6º. Os discípulos de João vieram. não quis desatendê-la. 14 ao 29. a cabeça de João Batista. dizendo: Quero que neste mesmo instante me dês num prato a cabeça de João Batista. Afinal. tendo desposado Herodíades. no qual este ofereceu um banquete aos grandes de sua corte. — 24. — 21. diziam: É Elias. não obstante ser ela mulher de Filipe. tanto que ele prometeu sob juramento dar-lhe tudo o que pedisse. o . Ela. Porém. — 10. Outros. bem como no de todos quantos se achavam à mesa. visto que Herodes temia a João por saber que era um varão justo e santo. — 15. disse: Dá-me. porque João lhe dizia: Não te é permitido ter por mulher a mulher de teu irmão. o rei Herodes ouviu falar de Jesus. é o próprio João que ressuscitou dentre os mortos. Guardava-o. Ouvindo isso. — 23. Tendo ordenado a um dos da sua guarda que trouxesse a cabeça de João Batista num prato. 19 ao 20 e 9º. versículo 14. por causa do juramento que fizera e dos que com ele se achavam à mesa. 1 ao 12.

as quais se completam umas pelas outras. — João Batista ressuscitou dentre os mortos. ou algum dos antigos profetas. que voltara a viver na Terra. 2. (96) Ditas e repetidas como sendo o que a voz pública afirmava com relação a Jesus. trouxe a sua cabeça num prato. era obra humana de José e de Maria. os quais. como sabemos. 3. mulher do Irmão de Herodes. 20º. o tetrarca. enquanto outros afirmavam que um dos antigos profetas ressuscitara. reencarnara naquele corpo que. senão admitindo que a alma. suficientemente explanadas se acham nas narrativas dos três Evangelistas. versículo 19. Herodes dizia: Pois que mandei degolar a João. é João Batista. Herodes. 5º. e por causa de todos os males que fizera. Efetivamente. quem é este de quem ouço dizer tais coisas? E procurava vê-lo. Sabendo do ocorrido. juntou a todos os seus crimes o de meter a João num cárcere. (96) Levítico. quem é este? — Este homem é João Batista a quem mandei cortar a cabeça. da crença popular na reencarnação. — 20. outros que Elias voltara. LUCAS: capítulo 3º. quer de João. LUCAS: capítulo 9º versículo 7. ou Espírito. — Ester. que ressurgiu. não sabia o que pensar. . passavam por ser o pai e a mãe do Salvador. os homens não poderiam ter a Jesus como sendo ou Elias. — 28. pois uns diziam: — 8. é um dos antigos profetas. entre os Hebreus. que o rumor público levara Herodes a proferir: Pois que mandei cortar a cabeça a João Batista. 6. conforme então acreditavam. — 9. Herodes. 21. tendo ouvido de João uma censura por causa de Herodíades. quer de Elias. 16. deu-a à moça e esta a deu à sua mãe. ou João Batista. quer de um dos antigos profetas. bem como estas outras. que João ressuscitara dentre os mortos. Quanto à morte de João Batista e às particularidades que lhe são relativas. 7º. tendo ouvido falar de tudo o que Jesus fazia. estas palavras: Elias. — 29. que ressuscitou dentre os mortos. é Elias que voltou.250 guarda foi ao cárcere e ai degolou João. 18º. os discípulos de João vieram. confirmam a existência. levaram-lhe o corpo e o puseram num sepulcro. o tetrarca.

Ora. Feito isso. lhe deram conta de tudo que haviam feito e ensinado. pois era como rebanho que não tem pastor. a fim de que vão às aldeias comprar o que comer. — 43. Respondendo. abençoou e partiu os pães e os entregou aos discípulos para que os pusessem diante do povo. — 44. Eles replicaram: Aonde iremos comprar por duzentos denários pães que bastem para lhes darmos de comer? — 38. — 15. dela se compadeceu. partiu e deu aos discípulos. o povo deixou as cidades e o foi seguindo a pé. Jesus perguntou: Quantos pães tendes? Ide e vede. 6º. 13 ao 22. E ele lhes disse: Vinde. tendo-os visto partir e muitos tendo sido informados da partida. os apóstolos. — 40. os abençoou. Subindo. curou os doentes. lhes disse: Não é necessário que se afastem daqui. disse Jesus: Dai-lhes vós mesmos de comer. — 17. tomou os cinco pães e os dois peixes e. 10 ao 17. — 39. e começou a ensinar-lhe muitas coisas. — 19. sem contar as mulheres e as crianças. não obstante serem em número de cinco mil os que comeram. Depois de o verificarem. — 14. 9º. Ë que eram tantos os que iam e vinham que eles não tinham tempo para comer. vendo Jesus grande multidão. manda-os embora. que os passaram ao povo. Jesus mandou que os discípulos tomassem de novo a barca. — LUCAS. — 20. — 21. os discípulos se aproximaram e lhe disseram: Este lugar é deserto e a hora já vai adiantada. 14º. . para uma barca. Jesus partiu numa barca e se retirou secretamente para um lugar deserto. Como caísse a tarde. Os discípulos replicaram: Não temos mais que cinco pães e dois peixes. 30 ao 45. Mas. E Jesus. versículo 30. dai-lhes vós mesmos de comer. muitos. — 42. retiraram-se para um lugar deserto. tomando os cinco pães e os dois peixes e olhando para o céu. a fim de que vão às cidades e aos povoados dos arredores comprar o que comer. Todos comeram. — 36. passassem para a outra margem do lago em direção a Betsaida. Ouvindo a narração que lhe fizeram os discípulos de João. — 34. Jesus então lhes ordenou que fizessem o povo sentar-se em ranchos na relva. disseram eles: Cinco pães e dois peixes. Em seguida. — 32. compadecendose dela. E como já se fizesse tarde. Disse-lhes ele: Trazei-mos. Em seguida mandou que a multidão se assentasse na relva. ficaram saciados e ainda levaram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram. porém. manda-os embora. retiremo-nos para um lugar deserto. repartiu assim também os dois peixes com todos. olhando para o céu. — 41.251 92 MATEUS. Todos se assentaram formando diversos ranchos. os que comeram eram em número de cinco mil. a fim de aí repousardes um pouco. — 18. Ao saber disso. Jesus ordenou aos discípulos que tomassem a barca e passassem para a outra margem do lago antes dele. grande multidão acorreu a pé de todas as cidades e chegou antes deles. Todos comeram e ficaram fartos. Jesus. — 37. reunindo-se em torno de Jesus. — 45. enquanto Ele ficava despedindo o povo. — 33. Ao saltar da barca. que ficava despedindo o povo. viu grande multidão e. — MARCOS. — 22. Quando ele saltou em terra. MARCOS: capítulo 6º. Ora. — 35. uns de cem pessoas outros de cinqüenta. — 16. os discípulos se aproximaram dele e lhe disseram: Este lugar é deserto e a hora já vai adiantada. pois. versículo 13. E ainda levaram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe que haviam sobrado. — 31. Multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes MATEUS: capítulo 14º.

foi. esse o fato que às vistas de todos se verificou. recebendo-as. Eis. (97) Jesus. — 16. Disse então Jesus aos discípulos: Fazei que se assentem divididos em grupos de cinqüenta — 15. pois não temos mais do que cinco pães e dois peixes. todos o consideraram um milagre. um efeito físico se produzisse. Jesus os envolvia em fluídos apropriados à produção de tais alimentos e. a multidão estava certa de que comia sempre porções dos alimentos que o divino Mestre subdividia. nem o que justifique se considere impossível o fato. aspirados esses fluídos. ficaram saciados e ainda encheram doze cestos com os pedaços que sobraram. a fim de que vá procurar alojamento e o que comer nas granjas e aldeias dos arredores. os doze vieram a ele e lhe disseram: Manda embora esta gente. Ao que eles replicaram: Só se formos nós mesmos comprar comida para todo este povo. o que se passou: tendo nas mãos os pães e os peixes. o vinho. as turbas o seguiram e Jesus. os discípulos e a multidão. se retirou para um lugar deserto próximo de Betsaida. que. que todos se saciaram. Preparados com fluídos próprios à sua produção ordinária. pois estamos num lugar deserto. para serem abaladas aquelas criaturas materiais. Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes. aqueles alimentos adquiriram as necessárias propriedades nutritivas. porém. como se produziu. — 17. multiplicar a diminuta quantidade de alimentos que os discípulos tinham ao seu dispor e desse modo satisfazer às necessidades da multidão que o rodeava. Como ignorassem a origem. pela sua potente vontade. Para os apóstolos. como já tivemos ocasião de ver. como o dia começasse a declinar. levantou os olhos ao céu e os abençoou.252 LUCAS: capítulo 9º. Mas Jesus lhes disse: Dai-lhes vós mesmos de comer. as causas e os meios ocultos que o produziram. Era mister. da mesma forma que bastava o seu querer. Os sonâmbulos magnéticos não tomam a água. Isso foi o que todos viram. que pressurosamente lhe obedeciam. Informadas disso. De volta. com os pedaços. Os discípulos obedeceram e fizeram que todos se sentassem. os tornava visíveis e tangíveis e substituía os pedaços que ia retirando dos pães e dos peixes que os discípulos lhe haviam entregado. Todos comeram. entrou a falar-lhes do reino de Deus e a curar os que precisavam ser curados. — 12. em que Jesus dividiu os cinco pães e os dois peixes. — 14. versículo 10. porém. para que a multidão ficasse saciada. levando-os consigo. dando a esses fluídos as formas e o sabor de peixes e de pães. dispunha do poder de atrair os fluídos de que precisava e. depois os partiu e entregou aos discípulos para que os distribuíssem pela multidão. — 11. ou qualquer . Aliás. cessassem todas as exigências do estômago. para que. Não há nisso o que cause espanto. os apóstolos relataram a Jesus tudo que haviam feito e Jesus. — 13. para que se operassem as curas dos doentes. reparadores e fortificantes. conforme ainda o consideram os que se conservam estranhos à nova revelação. Comendo-os com o sabor e a consistência que deviam ter. mediante transportes e pelo emprego de fluídos apropriados. atuava sobre os Espíritos. Eram cerca de cinco mil pessoas. bastaria que Jesus o quisesse. Teria sido bastante que reunisse em torno dela os fluídos convenientes. Assim foi que conseguiu. Ora. de sorte que em porções mínimas saciavam a maior fome. multiplicados ao infinito.

6º. para que nenhuma estranheza nos cause o fenômeno de que vimos tratando. são milagrosos esses fatos. que a nós outros já nenhuma dúvida pode oferecer. o que nesse terreno não poderia fazer Jesus. apenas. — JOÃO. como sendo o que se lhes diga que são. a portas e janelas fechadas. para os que nada sabem da Doutrina Espírita e se lhe conservam alheios. pois. Tanto quanto a multiplicação dos pães e dos peixes. . tudo em virtude da influência espírita a se exercer no homem por intermédio de um magnetizador humano? Que é. mas. flores e outros objetos.253 alimento. 4º. pela ação da sua vontade potentíssima e tendo a secundá-lo inumeráveis falanges de Espíritos superiores? Além disso. (97) 4º Reis. 2 e 5. sem que alguém possa dizer por onde penetraram ali. tornados por assim dizer vulgares entre os pesquisadores dos fenômenos psíquicos. 1. fenômenos pelos quais são trazidos ao compartimento onde os experimentadores se reúnem. 42. será suficiente nos lembremos dos casos de transporte.

para o fenômeno . por que duvidaste? — 32. sou eu. subiu a um monte para orar. que Ele era sempre um Espírito livre. bradou: Senhor. estendendo-lhe a mão. e queria passar-lhes adiante. cessou o vento. em grau elevadíssimo. Jesus. 6º. descendo da barca. nada temais. na quarta vigília da noite. nada temais. Jesus. ao qual. Jesus veio ter com eles. — 49. visto que não tinham compreendido a multiplicação dos pães. subiu a um monte para orar. e como começasse a submergir-se. por lhes ser contrário o vento. se és tu. Jesus e Pedro caminham por sobre o mar MATEUS: capítulo 14º. Mas. — 24. e eles ainda mais espantados ficaram. os que estavam na barca se aproximaram dele e o adoraram. Assim que subiram para a barca. pois que todos o viram e ficaram apavorados. — 27. 46 ao 52. sem que qualquer obstáculo o detenha. teve medo. ou. dizendo: Tranqüilizai-vos. — 51. dizendo: És verdadeiramente o filho de Deus. e Pedro. desde que consideremos que Jesus não se achava revestido de um corpo material humano. Então. — 47. sem envoltório corporal terreno. Ao cair da noite. Ato continuo. é que seus corações estavam cegos. desde que o viram caminhando sobre o mar. — 28. versículo 23. Logo. a barca era impelida de um lado para outro pelas ondas no meio do mar. Ao vê-lo andando sobre o mar. dandolhe as condições etéreas das formas puramente espirituais. antes. eles se turbaram e diziam: É um fantasma e. de natureza perispirítica. Vendo que seus discípulos tinham grande dificuldade em remar. caminhando por sobre o mar. salva-me! — 31. o segurou e lhe disse: Homem de pouca fé. deslizar sobre as águas. privava das características humanas. — 29. 23 ao 33. (98) Jesus e Pedro caminham sobre o mar. — 48. assim como o Espírito livre. vendo que o vento estava forte. se puseram a gritar. E tanto mais facilmente compreensível este se torna. porém. ao cair a noite. sou eu. Depois de haver despedido o povo. — 30. pois o vento era contrário. e. porém. e Jesus estava só. Pedro lhe respondeu: Senhor. do que qualquer dos outros que o divino Mestre operou e que foram tidos por “milagres”. pela ação exclusiva da sua vontade. Eles. caminhando sobre o mar. — 33. manda que eu vá ao teu encontro caminhando sobre as águas. Tendo despedido o povo. Subiu para a barca onde eles estavam e o vento cessou. — 50. como os nossos. apavorados. Quanto ao fato de também Pedro haver podido andar sobre o mar. andou sobre a água em direção a Jesus. — MARCOS. próprio. por volta da quarta vigília da noite. basta nos lembremos de que ele era. E Jesus lhe disse: Vem. Mas. com um corpo fluídico. Entretanto. 14º.254 93 MATEUS. lá se achava ele só. portanto. supuseram ser um fantasma e começaram a gritar. para o compreendermos. Nada de mais singular ou estranhável apresenta este fenômeno. pode atravessar os ares. Ora. versículo 46. MARCOS: capítulo 6º. igualmente pode caminhar. veio ter com eles. em terra. a barca se achava no meio do mar. Ele logo falou. 25. o que chamamos médium de efeitos físicos. — 52. Jesus lhes falou assim: Tende confiança. — 26. de forma e aparência humanas.

) Razão não há para que aqui discutamos os fatos desta. Graças ainda a essa mediunidade de efeitos físicos. Os que o fizerem de ânimo desprevenido e com o desejo sincero de encontrar a verdade perceberão que eles são simples efeitos da ação de uma lei ainda desconhecida. ou de natureza semelhante. entretanto. de que era possuidor. versículos 6 e 7. — JOÃO. 8. Trata-se de fatos que ora se tornaram freqüentes e que podem ser presenciados. 9º. 8º. nada observar. examinados e analisados por quem os queira compreender. . 1º.255 da levitação. por possuir aquela faculdade mediúnica. como se efetivamente já tudo soubessem. 49. 16 e 70. Tal o invariável critério que revelam (98) Job. nada pesquisar. mais tarde. os observem devidamente e expliquem de outra forma. Que os sábios. 37. os Espíritos prepostos o mantiveram suspenso sobre as águas. que pretendem tudo saber. — Romanos. 4. 6º. 1º. preferem nada ver. para tudo negarem. se o puderem. como se estivesse andando sobre terreno sólido. (Atos dos Apóstolos. 15. ou mal conhecida na sua essência e no seu mecanismo. auxiliado pelos Espíritos prepostos. 7. — Salmos. nem para que nos preocupemos com os que dizem não serem satisfatórias as explicações que deles dá a Doutrina Espírita. foi que ele também conseguiu. capítulo 12º. — Atos. 2º. Eles. tão copiosos nas narrativas evangélicas. E este foi o fenômeno que com ele se produziu. libertar-se das correntes com que o ataram na prisão. Utilizando-se dos fluídos de que dispunha. de modo a lhe tornar possível avançar por cima da superfície líquida.

— 36. (99) Atos. versículo 84. pela emissão que fazia de si. Assim que desembarcaram. — 35. resultou da ação da vontade daquele que exercia poder soberano sobre os elementos etéreos. outros que só com a sua presença obtêm curas admiráveis e fatos já se têm verificado de o médium obter efeitos surpreendentes com o só olhar. podemos imaginar quais fossem os que era capaz de produzir o magnetismo espiritual. dos fluídos apropriados a cada espécie de doença. O tocar-lhe nas vestes. não passava de um meio material que. 12. aldeia. (99) Já temos visto. não por terem tocado na fímbria das vestes do Senhor. fato que. a grandeza do poder magnético de que Jesus dispunha. ou cidade. MARCOS: capítulo 6º. manejado por um Espírito. . sob aquela ação. Tendo atravessado o lago. — MARCOS. Em qualquer lugar que entrasse. Tendo atravessado o lago.256 94 MATEUS. pela ação magnética que exercia. Os doentes se curaram todos. os homens de então tinham por necessário para que o “milagre” se operasse. 34 ao 36. Pelos resultados que já alcançamos ou observamos com o magnetismo humano. e. 6º. A cura. lhes era indispensável. — 56. mas pela ação da sua vontade poderosa. punham os doentes nas praças públicas e pediam lhes fosse permitido apenas tocar a fimbria de suas vestes. versículo 53. e todos os que as tocaram ficaram sãos. por meio de passes magnéticos. vieram eles à terra de Genesaré. e todos os que nelas tocavam se curavam. 19º. a propósito de outros casos deste gênero. para onde quer que ouviam dizer que ele estava. e lhe pediam que os deixasse apenas tocar na fimbria de suas vestes. Curas operadas pelo contacto com as vestes de Jesus MATEUS: capítulo 14º. como em todos os demais. Já entre nós existem médiuns que curam quase instantaneamente. devido à ignorância das causas e dos efeitos. neste caso. vieram à terra de Genesaré onde aportaram. — 55. por isso mesmo. os do lugar espalharam a notícia por todo o país e lhe apresentaram todos os doentes. os habitantes do lugar reconheceram a Jesus. Transmitiram a notícia a todo o país e começaram a trazer de todos os lados os doentes em seus leitos. — 54. 14º. os quais eram dirigidos para o organismo do doente. reconhecendo-os. burgo. qual o de Nosso Senhor Jesus Cristo. porém. 53 ao 56.

— 12. em vão que me honram ensinando doutrinas e mandamentos dos homens”. E quando voltam da praça pública não comem sem se haverem banhado. os adultérios. pois. não lavando as mãos antes de comer? — 3. Por que transgridem teus discípulos a tradição dos antigos. 15º. ouvindo o que acabaste de dizer. porém. satisfaz à lei. 1 ao 23. — 15. — 6. mas. cairão ambos no fosso. Perguntaram-lhe. Então alguns escribas e fariseus. comendo sem terem lavado as mãos? — 6. — 16. em seguida. os censuraram. — 5. ora.257 95 MATEUS. — 4. Ë. sem as terem lavado. disse: Ouvi e compreendei: — 11. — 9. observais . “Honra a teu pai e a tua mãe”. Deixai-os. Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce ao ventre e é em seguida lançado em lugar escuso’ — 18. — Escândalo a desprezar. — 5. E chamando para perto de si a multidão. se escandalizaram? 13. Estas as coisas que mancham o homem. e: “Seja punido de morte aquele que houver ultrajado a seu pai ou sua mãe”. mas o seu coração está longe de mim. se aproximaram de Jesus e lhe disseram: — 2. que tinham vindo de Jerusalém. Então. isto é. guardando a tradição dos antigos. tendo muitos outros costumes mais. — 14. — 19. é em vão que me honram ensinando doutrinas e mandamentos dos homens” — 8. lhe disseram: Sabes que os fariseus. aproximando-se. pois os fariseus e os Judeus não comem sem terem lavado as mãos muitas vezes. o torna impuro. como o de lavarem os copos. pois. dizeis: Quem quer que haja dito a seu pai ou a sua mãe: “Tudo que ofereço a Deus vos é útil”. e. mas o seu coração está longe de mim. as blasfêmias. as maledicências. os jarros. os homicídios. — 3. embora. cuja observância lhes foi transmitida pela tradição e eles conservam. que o torna impuro MATEUS: capítulo 15º. não o torna impuro. os discípulos. conforme está escrito: “Este povo me honra com os lábios. 7º. Hipócritas. Disse então Pedro: Explica-nos essa nova parábola. pois que do coração vêm os maus pensamentos. Jesus lhe replicou: Também vós ainda sois tão baldos de inteligência? — 17. são cegos a conduzir cegos. MARCOS: capítulo 7º. — 10. Respondeu-lhes ele: E por que transgredis vós os mandamentos de Deus em obediência & vossa tradição? Deus disse: — 4. Mas o que sai da boca vem do coração e é o que mancha o homem. versículo 1. Ele respondeu: Toda a planta que meu pai celestial não plantou será arrancada pela raiz. — Verdadeira impureza. — 2. — Tradições humanas. tendo visto seus discípulos tomarem a refeição com as mãos impuras. Vós. Alguns escribas e fariseus vindos de Jerusalém foram ter com Jesus. deixe de honrar a seu pai e a sua mãe. versículo 1. comer sem ter lavado as mãos. — 7. os falsos testemunhos. as fornicações. — Guias cegos. Mãos não lavadas. bem profetizou de vós Isaías. — O que vem do coração é que suja o homem. Tornastes assim nulo o mandamento de Deus pela vossa tradição. os vasos de bronze e os leitos. — MARCOS. — 20. hipócritas. os fariseus e os escribas: Por que não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos. dizendo: 8. os roubos. deixando de lado o mandamento de Deus. “Este povo me honra com os lábios. pois. 1 ao 20. se um cego se faz guia de outro cego. Jesus respondeu: Bem profetizou Isaías a vosso respeito. — 7. Não é o que lhe entra pela boca o que suja o homem.

o orgulho. Não é o que entra pela boca do homem o que suja. seus discípulos lhe perguntaram o que queria dizer aquela parábola. entrando nele. reveladas aos Hebreus por Moisés. — 22. Com efeito. — 12. que vós mesmos estabelecestes e deste modo fazeis muitas outras coisas semelhantes. o que sai da boca do homem é que o suja e torna impuro. — 11. é que constituíam a tradição dos antigos. Dia virá em que serão forçados a abandonar todas as tradições de que se dizem respeitosos. as felonias. quase sempre de pura invenção humana. que. lavando os jarros e os cálices e fazendo muitas outras coisas semelhantes. de perdão. com relação ao enviado de Deus. E acrescentava: O que macula o homem é o que sai do próprio homem. que o torna impuro. fazendo o mesmo que fizeram os de outrora. Chamando novamente o povo para perto de si. donde as fezes da alimentação têm que ser expelidas e lançadas no lugar secreto? — 20. entrou em casa. enquanto que Moisés disse: Honrai a vosso pai e a vossa mãe. — 18.258 com cuidado a tradição dos homens. isto é. e ele lhes disse: Tão pouco inteligentes ainda sois? Não compreendeis que tudo o que está fora do homem. apartando-se do povo. de olvido das ofensas. constituindo as tradições. as doutrinas. se vê por toda parte. ou seja: às leis divinas. prescrições. os desregramentos. foram as tradições. a blasfêmia. não o pode sujar. Guardemo-nos dos maus pensamentos. o possa manchar. convertendo-se também àquela lei. de ouvir’ que ouça. das palavras e ações más. a impudicícia. onde quer que seja. Nada há do que existe fora do homem que. que Jesus pregou e exemplificou. mãe de todas as virtudes. Escutai-me e compreendei: Nada há. as iniqüidades. também há a tradição dos . pois que nada disso lhe entra no coração e sim desce ao ventre. igualmente. que em nada concorrem para nos preservar de tudo o que nos possa macular. o possa manchar. de mútuo auxilio. portanto. — 10. os roubos. — 14. — 19. aconselhadas pelo Divino Mestre. fora do homem. para observarmos. as avarezas. Os costumes. o que sai do homem é que o mancha e torna impuro. Logo que. ele satisfaz à lei. disse: Ouvi-me vós todos e compreendei: — 15. pois de dentro dos corações dos homens é que saem os maus pensamentos. Todos estes males vêm de dentro do coração do homem e o mancham. para os que se dizem cristãos. o Cristianismo do Cristo. com simplicidade. tornar impuro. E lhes dizia: Anulais totalmente o mandamento de Deus. Assim. Hoje. tornar impuro. que deturparam a lei de amor. O que. entrando nele. os adultérios. Devemos. e: Seja punido de morte aquele que houver ultrajado a seu pai ou sua mãe. vós dizeis: Se um homem diz a seu pai ou a sua mãe: “Tudo o que ofereço a Deus vos é “útil”. deixando que se escandalizem os orgulhosos fariseus de nossos dias. (100) Também nós devemos desconfiar das tradições. os homicídios. a inveja. — 9. — 16. E lhe permitis que não faça mais coisa alguma por seu pai ou sua mãe. entrando nele. — 23. que nos injuriem e ridiculizem. — 21. tornar impuro. — 17. Revogais assim a palavra de Deus pela tradição. — 13. Se alguém tiver ouvido. preceitos e mandamentos de origem humana. que para a nossa salvação é o que importa e não as tradições. As palavras que sobre estas Jesus dirigiu aos fariseus ainda em nossos dias têm toda aplicação. para guardardes a vossa tradição. desprezá-las. são práticas que não encontramos. aditados às leis reais. as fornicações. com singeleza.

a quem só há um jejum agradável: o jejum moral. espiritual. como se pudesse abençoar e perdoar ao homem. honram À Deus com os lábios. um dia. o que quer dizer — em vão.259 antigos. acerca das práticas materiais. os que chamaram a si a sucessão dos Apóstolos e se declararam infalíveis. 31. 23º. deu aos apóstolos. que o divino Pastor recomendou às suas ovelhas e que consiste na abstenção de tudo o que seja mal. a hora da libertação. 2. 1. quando o coração está sujo. na época julgada própria pelo Senhor para o advento do Espírito que vivifica. compreenderiam que ela se transviara. em substituição da letra que mata. vem. de justiça. — Timóteo. assim como Jesus veio combater e eliminar a tradição dos antigos. esquecerá todos os chocalhos que a Igreja oferece à infância. repelindo a nova revelação. do contrário. O espírito humano. como se pudesse aceitar o culto dos lábios. 33º. de amor. que representa o Cristo. que os homens instituíram. falseando. 18. prescrições e mandamentos de cunho humano. os quais. 14º. Os séculos passaram. enquanto foi necessário. constitui a base. 6º. também agora. esclarecido. passados dezenove séculos. pelo seu espírito reacionário e mesmo retrógrado. à prática do jejum material e das privações corporais. 5. são vãs e inúteis aos olhos de Deus. pela revelação nova. depois da explicação que Jesus. — Efésios. porém. — Romanos. — a Tito. arrancando igualmente as plantas que o Pai celestial não plantou. respondendo a Pedro. (100) Êxodo. nas palavras e nos atos. com os seus acrescentamentos. se debate por lhe fugir às peias. o Espírito da Verdade. 22. 15. 14. destituídos de utilldade e proveito para o próximo. quando esta. lançando mão de leis materiais. 12. ensinando doutrinas e mandamentos humanos. em prosseguir por um caminho desviado da verdade? É que a Igreja. só ela persiste em perpetuar a infância da Humanidade. alterando. preceitos. presentemente. 15º. contida na palavra do Mestre. complemento e sanção da verdade. à natureza destes. vendo que o coração se conserva frio. 20º. de luz. falta essa que agravou pela sua inércia. o fundamento da Nova Revelação. de tudo o que. formada pelas doutrinas. quando vê que este amaldiçoa e se vinga! O ensino de Jesus mostra que todos os preceitos relativos aos alimentos. O que Jesus disse dos escribas e fariseus daquela época se aplica inteiramente aos de hoje. como se Deus pudesse admitir a pureza exterior. sendo humana. — Ezequiel. Ora. — 1ª Epístola aos . — Isaías. isto é. 29º. ainda insistam. — JOÃO. de caridade e fraternidade. — Colossenses. Como se explica que. arrancando desse modo toda planta que o Pai celestial não plantara. empunhará francamente as armas do Cristo e entrará na liça. de progresso. evangelicamente revelada. velada pela letra. para dominar a matéria. 1º. pelos Espíritos do Senhor. em plena virilidade. 14º. agiu humanamente. 14. 13. combater e suprimir tudo o que a tradição acrescentou à lei. a bem das suas necessidades e interesses. e obstar ao desenvolvimento das inteligências que. Só a Igreja se obstina em manter sobre os homens o véu com que lhes cobre as inteligências. trazendo cada um o seu contingente de civilização. seguida pelos Hebreus. 2. a lei divina. 2º. que a veio explicar em espírito e verdade. Aproxima-se. seja contrário à lei divina. 22. deturpando. na palavra evangélica que. — Provérbios. regenerado. nos pensamentos.

260 Coríntios. 11. . 3º. 12.

senão a confiança que depositava na sua missão divina? Quem lhe inspirou a resposta que deu ao Senhor. — 30. Senhor. Fê-lo para dar uma lição aos homens. aproximando-se. vindo dessa região. porém. — 25. 24 ao 30. Disse então Jesus: Mulher. mas os cãezinhos. Jesus. por isso que uma mulher. — 28. as graças que imploramos de um ponto de vista humano só na eternidade produzirão seus frutos. (101) Nesta passagem dos Evangelhos. MARCOS: capítulo 7º. dizendo: Senhor. uma apreciação se nos oferece da marcha do Cristianismo e da do Espiritismo. — 22. E uma mulher cananeana. — 29. já o demônio saiu de tua filha. 15º. por efeito do que acabas de dizer. Muitas vezes. E no mesmo instante lhe ficou a filha curada. — 26. Senhor. versículo 24. que lhe vem concluir a obra. eles sós. nem lhe falou daquele modo por não pertencer ela ànação judia. mostrandolhes que. — 28. — 27. a família divina. pois não se deve tomar do pão dos filhos para dá-lo aos cães. tanto que ouviu dizer achar-se ele ali. Jesus não lhe respondeu uma só palavra e seus discípulos. Ao regressar a casa. Dali partindo foi Jesus para os confins de Tiro e de Sidônia. Suplicou-lhe que expulsasse da filha o demônio. por muito afastada a criatura das crenças cristãs. comem ao menos as migalhas das crianças. entrou e se lhe prostrou aos pés. a confiança sem limites que Ele lhe inspirava? O que daí podemos e devemos concluir logicamente é que obteremos tudo o que pedirmos com fé e perseverança. — 24. — 27. — 26. Jesus se retirou para os lados de Tiro e de Sidônia. grande é a tua fé: seja-te feito como desejas. — MARCOS. minha filha está sendo cruelmente atormentada pelo demônio. Como daí se vê. que se julgam com o privilégio de formar. A mulher afinal se aproximou dele e o adorou. que era e é todo amor e caridade. versículo 21. que.261 96 MATEUS. e também os de agora. entrou numa casa desejando que ninguém o soubesse. Jesus lhe disse: Deixa que primeiro se saciem os filhos. Ele então disse: Vai. especialmente os católicos romanos. verificou ela que o demônio saira de sua filha. Ela. Ele respondeu: Não fui mandado senão para as ovelhas perdidas da casa de Israel. tem piedade de mim. socorre-me. Partindo daí. não repeliu verdadeiramente aquela mulher. Que fora o que impelira a mulher cananeana a apelar para o Mestre. 21 ao 28. Replicou-lhe ela: Sim. 7º. A mulher cananeana MATEUS: capítulo 15º. pois vem gritando no nosso encalço. senão a fé viva de que se achava possuída. mas os cãezinhos comem ao menos as migalhas que caem das mesas de seus amos. em particular. lhe bradou: Senhor. embora nem sempre o seja em condições que os nossos sentidos grosseiros logrem apreciar no momento. lhe rogaram: Faze o que ela pede. os Judeus. cuja filha se achava possessa de um Espírito impuro. achando-se esta deitada no leito. respondeu: É verdade. — 25. debaixo da mesa. O episódio de que tratamos constituiu uma lição de que necessitavam os homens daquela época e. filho de David. a fim de que se vá embora. Ele lhe respondeu: Não convém pegar do pão dos filhos e dê-lo aos cães. . de ser os únicos verdadeiros filhos do Pai celestial. mas não pôde ocultar-se. Ela era gentia e de origem siro-fenícia. — 23. a fé em Deus pode operar o “milagre” que lhe ela peça.

O pão que recebemos. 3º. do amor. pedirem lhes seja permitido partilhar do alimento sagrado: o “pão de vida e de verdade”. que nos importa o ridículo a que procuram lançar-nos os insensatos que. devemos distribui-lo abundantemente com os “cãezinhos” que. ter a coragem das nossas opiniões e dos nossos atos. para o que precisamos ter fé forte e vivaz. que se furtam ao estudo e à experiência e se constituem juizes em causa própria. 8. os únicos filhos verdadeiros. agraciados com as revelações de que são portadores ao mundo os Espíritos do Senhor. os fariseus e os príncipes dos sacerdotes. sejam quais forem suas nacionalidades e seus credos. procuram sinceramente a verdade e se esforçam por trilhar as sendas da justiça. 13º. caridade sem limites. abnegação completa. pelo só fato de o sermos. se esforce por caminhar nas veredas do Senhor. os espíritas. reparações e provas correspondentes à sua obstinação no erro. os homens não são nem cristãos. Mas. Aos olhos do Senhor. tampouco podemos considerar-nos. em verdade. o mesmo que se deu outrora e se tem dado em todas as épocas: serem queimados no fogo do remorso e passarem pelas torturas e sofrimentos morais. para sempre e somente condenar o que desconhecem e ignoram. para isso. absoluto esquecimento das ofensas. que considerava e considera “filhos” todos os que. por se não terem dignado de ler os autos? Quanto à cura da mulher cananeana. finalmente. em última análise. mais tarde ou mais cedo veremos dar-se. — Romanos. 26. pelas expiações. Mas. Todo aquele que. que nos tempos hodiernos repelem a revelação nova. Eles se dividem apenas em submissos à lei divina e em rebelados contra ela. nem ortodoxos. dos de subjugação por Espíritos inferiores. famintos. ativa e produtiva. nem judeus. (101) Atos. certos de que o perdão e o benefício ocultos valem cem vezes mais do que os que se ostentam ou reclamem agradecimentos. e se convencerem. Precisamos. nem católicos. devemos desejar com ardor merecer esse título e esforçar-nos por usar dignamente dele. 15º. só dão atenção e apreço ao que podem explorar a bem de seus interesses materiais. Procedendo desse modo. ter cheios os nossos corações das virtudes que conduzem à perfeição. nem muçulmanos. por já compreendermos melhor quais os que assim podem ser chamados. 25. que nada teme. além de fé viva. de que já tratamos. . da fraternidade. os escribas. destinado aos “filhos”. da caridade. não transigindo jamais com a nossa consciência.262 Essa não é a doutrina ensinada e exemplificada por Jesus. cabem as mesmas explicações dadas a propósito de outros casos análogos. os materialistas. amor fecundo. A nós espíritas. ou sábios orgulhosos. que era o seu caso. com os incrédulos. 46. Nós outros. enfim. das verdades reveladas e exemplificadas pelo Divino Cordeiro Imaculado. é filho do “pai de família”. cumpre tenhamos. como já repeliram a palavra do Cristo e a de seus apóstolos. nem heréticos. nem pagãos.

— 35. 35º. Deixando as cercanias de Tiro. — 34. . uma ação fluídica apropriada sobre os órgãos auditivos do homem. tanto mais divulgavam o que viam. Jesus. seus efeitos e propriedades de ação sobre o organismo humano. Cura de um surdo-mudo MARCOS: capítulo 7º. — 37. 5 e 6. por Sidônia. Trouxeram-lhe um surdo-mudo e lhe pediram que Impusesse as mãos nele. 6. — JOÃO. pôde igualmente falar. como tantos outros que já estudamos. Jesus a todos recomendou que nada dissessem a ninguém. sua explicação no poder magnético de Jesus. quando é certo que todos se enquadram na ordem da Natureza e se produzem segundo suas leis. quanto mais ele o proibia. Desde que ele começou a ouvir. que consistia em escolherem e lhes porem nas mãos fluídos apropriados. 17º. conseguindo dos Espíritos superiores o indispensável auxílio. porém. (102) Isaías. por efeito desse poder. lhe pôs os dedos nos ouvidos e saliva na língua. atravessando o território de Decápolis. bem como a natureza dos fluídos. entrando ele a falar distintamente. fazendo-o sair do meio da multidão e levando-o para um lado. O Magnetismo prova a possibilidade de tais fatos. (102) O fato aqui referido tem. suspirou e disse: Eph pheta. Entretanto. Cumpria que lhes ensinasse a utilizar-se dos diversos meios que tinham ao seu alcance. 7º. Logo se abriram os olvidos ao surdo-mudo e se lhe soltou a língua. Exercendo. Para que a cura se produzisse. E. dos Espíritos superiores. porqüanto a mudez era apenas conseqüência da surdez. a Jesus bastava unicamente a sua vontade. o divino Mestre o curou da surdez. a fim de alcançarem o resultado almejado. — 33. foi que o Mestre procedeu da forma que o Evangelista descreve. Não venham. — 36. porque precisava ensinar a seus discípulos a maneira de concentrarem a força magnética de que dispunham e o recurso à prece. 11º. veio Jesus. os chamados “espíritos fortes”. tem feito que os surdos ouçam e que os mudos falem. — 32. armados da sua ignorância orgulhosa. versículo 31. 1. 9º. que desconhecem completamente o poder magnético dos Espíritos puros. tachar de impossíveis estes fatos autênticos. 31 ao 37. isto é: “abri-vos”. levantando os olhos para o céu.263 97 MARCOS. 38º. qualificando-os de “milagres”. 41. ao mar da GaliléIa. E cada vez mais admirados diziam: Ele tudo tem feito. 33. quando houvessem de operar.

não os quero mandar embora em jejum. para que não desfaleçam pelo caminho. Jesus tomou uma barca e veio para os arredores de Magadã. Jesus chamou os discípulos e lhes disse: — 2. versículo 29. e todos glorificavam ao Deus de Israel. — 39. e. neste deserto. 15º. pois há três dias está comigo e não tem o que comer. que por sua vez os deram ao povo. sendo de novo muito numerosa a multidão e não tendo o que comer. os que comeram eram em número de quatro mil. Todos comeram. os partiu e deu aos discípulos para que os distribuíssem e estes os distribuíram pelo povo. Jesus. os partiu e deu aos discípulos. — 37. veio costeando o mar da Galiléia e tendo subido a um monte. — 38. de sorte que a multidão se mostrava maravilhada por ver que os mudos falavam. lá se sentou. Os discípulos lhe disseram: Onde Iríamos achar. — 6. e alguns peixinhos. 4º. ao sair dali. versículo 1. tomando os sete pães e os peixes e rendendo graças. Logo. que os coxos andavam. – 4º Reis. — 33. Jesus chamou os discípulos e lhes disse: Faz-me compaixão este povo. tomando os sete pães e rendendo graças. Ele os abençoou e ordenou que do mesmo modo os distribuíssem. . — 3. e ele a todos curou. pois que alguns vieram de longe. 43. responderam eles. coxos e muitos outros doentes que foram colocados a seus pés. (103) Isaías. — Multiplicação de sete pães MATEUS: capítulo 15º. — 9. fora crianças e mulheres. Faz-me compaixão este povo. 1 ao 10. Ele ordenou ao povo que se sentasse no chão. — 4. — 36. (103) Os fatos aqui narrados são apenas a reprodução de outros que antes Jesus produzira e que já os Estudamos em páginas anteriores. Ordenou então ao povo que se sentasse no chão e. — 35. Jesus perguntou: Quantos pães tendes? Eles responderam: Sete. desfalecerão pelo caminho. MARCOS: capítulo 8º.264 98 MATEUS. — 10. que há três dias está comigo e nada tem para comer. ficaram saciados e ainda levaram sete cestos cheios dos pedaços que sobraram. Se eu mandar que voltem para suas casas sem terem comido. que os cegos enxergavam. Os que comeram eram cerca de quatro mil e Jesus os mandou embora. Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes! Sete. — 31. ficaram saciados e ainda encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. Naqueles dias. tomando uma barca com os discípulos. Tinham também alguns peixinhos. 35º. pães que bastassem para saciar a tão grande multidão? — 34. Os discípulos lhe responderam: Onde quem os possa fartar de pão neste deserto? — 5. Multidão de doentes curados. 8. — 30. — 32. — MARCOS. Tendo em seguida despedido o povo. Ora. Todos comeram. — 7. cegos. Logo dele se acercou grande multidão onde havia mudos. 8º. 29 ao 39. veio para as bandas de Dalmanuta. 5 e 6.

senão o do profeta Jonas”. nenhum lhe será dado senão o do profeta Jonas. Recusa do prodígio pedido pelos Fariseus e Saduceus MATEUS: capítulo 16º. a mesma coisa se verifica. para o tentarem. e ao amanhecer dizeis: O dia hoje será tempestuoso. 1-4. deixando-os. . versículo 11. porque a enfermidade não precisava de remédio para desaparecer. 16º. E. obstinados. — MARCOS. — 2. pois o céu está de um vermelho sombrio. um sinal no céU. Ele lhes respondeu: Ao cair da tarde dizeis: Fará bom tempo. Sabeis portanto reconhecer o que pressagia o aspecto do céu e não podeis reconhecer os sinais dos tempos? Esta geração má e adúltera pede um sinal. tendo-os deixado. isto é. E. Vieram os fariseus e começaram a discutir com ele pedindo-lhe.265 99 MATEUS. rebeldes. 1º. dando um profundo suspiro. do ponto de vista em que se colocam. diante de uma cura que consideraram impossível. tomou de novo a barca e passou para a outra margem (104). para o tentarem. Os fariseus e saduceus se acercaram dele para o tentar e pediram lhes mostrasse um sinal no céu. — 4. 22. Orgulhosos. que. 8º. — 12. versículo 1. 6º. 11-13. (104) 1ª Epístola aos Coríntios. — 3. Jesus. amanhã. — 13. a fim de o apanharem em falta. fariam como presentemente fazem os médicos. e reclamariam “outra coisa”. respondeu aos fariseus e saduceus que “nenhum outro sinal seria dado àquela geração má e adúltera. pois não reconheciam poder no Mestre para fazer o que lhe pediam. cegos. não se dariam por satisfeitos: tratariam de explicar os fatos de um modo que se lhes afiguraria racional. porque o céu está avermelhado. Atualmente. por isso. — JOÃO. Não faltam os que exigem se lhes faculte observar prodígios. MARCOS: capítulo 8º. mas que os Espíritos efetuaram. se foi embora. Por “fariseus” e “saduceus” os Apóstolos designavam os incrédulos. Entretanto. se fossem atendidos. Jesus. lhes disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que nenhum sinal lhe será dado. dizem que tal se verificou. Eram tais os que foram ter com Jesus. como condição para que creiam. 30.

preservai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes. disseram eles. Ainda não compreendeis e não vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos enchestes com o que sobrou? — 10. — 15. como o é. 8º. Jesus lhes disse: Homens de pouca fé. E quando parti sete pães para quatro mil pessoas. desde que seja contrária à que o Cristo pregou e exemplificou. os discípulos pensaram de si para si: Ë porque não trouxemos pães. — 20. não Ouvis? Perdestes a memória? — 19. Na interpretação que lhes deram os discípulos. por efeito do estudo. Ora. MARCOS: capítulo 8º. do qual devemos preservar-nos. sempre que este tente exercer qualquer ação sobre as nossas consciências. quantos cestos cheios de pedaços ficaram? Sete. católicos e protestantes. estando mesmo. Jesus lhes disse: Vede bem. se esqueceram de levar pães. responderam eles. versículo 5. Como pois não compreendeis que não vos falei de pão quando disse: Preservai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus? — 12. — 7. a dos ortodoxos. quantos cestos enchestes do que sobrou? Doze. Jesus falava para aquela época e para o futuro. 14 ao 21. Quando parti cinco pães para cinco mil pessoas. devemos preservar-nos de todas as inspirações do orgulho e de toda submissão covarde ao poder. por que haveis de estar pensando que vos falei por não terdes trazido pães? — 9. Tendo olhos. — MARCOS. Demos a César o que é de César. — 6. encontramos a explicação precisa dessas palavras do divino Mestre. versículo 14. Constituem o fermento dos fariseus. da meditação e dos ditames . o que significa a toda doutrina que nos queiram impor. Conhecendo-lhes o pensamento. no qual a sua presciência lhe facultava ver o que sucederia. em flagrante antagonismo com esta. ou sobre os nossos atos morais. tendo passado para a outra margem do lago. preservai-vOS do fermento dos fariseus e dos saduceus. mas não esqueçamos que os césares estão submetidos a Deus e que só este tem direito sobre todas as criaturas. Jesus. Espíritas convictos. Fermento dos Fariseus e dos Saduceus MATEUS: capítulo 16º. — 8. de sorte que um único pão traziam consigo na barca. além das inspirações do orgulho. E Jesus acrescentou: Como é então que ainda não compreendeis o que vos digo? Nesses conselhos que dava a seus discípulos. de modo algum se conforma com a doutrina cristã. os discípulos se esqueceram de prover-se de pães. reconhecendo-lhes o pensamento. 16º. 5 ao 12. Eles pensavam e diziam entre si: É porque não trouxemos pães. Seus discípulos. Nem dos sete pães para quatro mil homens e dos cestos que levastes? — 11. — 17. E Jesus lhes deu este preceito: Vede bem. ainda não compreendeis? Ainda estão cegos os vossos corações? — 18. na maioria dos casos. — 16. atualmente. as mais das vezes. toda submissão covarde ao poder. a qual. que. Sim. Os discípulos então compreenderam que ele não lhes dissera que se preservassem do fermento dos pães e sim da doutrina dos fariseus e dos saduceus. não vedes? tendo ouvidos. Ouvindo isso.266 100 MATEUS. — 21. como aconselhado era aos discípulos. disse: Por que cogitais de não terdes trazido bastante pão? Ainda não sabeis.

um único Senhor e somos todos irmãos. por meio da luz e da verdade. na Terra. visando impedir que executem a vontade de Deus os bons Espíritos que se comunicam com os homens. como portadores daquela revelação. venha de onde vier. . obra de regeneração da Humanidade. propaguemos a verdade evangélica e. que vem concluir a obra do Cristianismo do Cristo. da caridade e da fraternidade universal. Convencidos e conscientes disto. a qualquer oposição. aceitamos a revelação nova. firmados nela. com respeito. devemos resistir. a liberdade da nossa consciência. do amor. mas também com firmeza. pela implantação da justiça. Temos um só Mestre. defendamos o nosso livre-arbítrio.267 da nossa razão livre.

passando-lhe saliva nos olhos e impondo-lhe as mãos. Viu ele então os Espíritos que em torno daquele se grupavam e que lhe pareceram homens de gigantescas proporções. A recomendação que fez dizia respeito à visão do cego. Com eles. olhando. quando tem a sustentá-lo o amor do bem. Dirigindo-se especialmente aos magnetizadores. de todas as ciências. é a mesma dos fenômenos magneto-espíritas. se entrares na aldeia. pode subtrair-se ao corpo que o retém. certo de que cada um servirá para determinada especialidade. ilimitado desinteresse. O magnetizador sério. na ocasião.268 101 MARCOS. é adiantado num dos ramos da Ciência. Abri. as páginas desse grande livro e nele descobrireis todos os dias alguma beleza nova e vereis até onde pode chegar o poder do homem. deu-lhe o Mestre a vista espiritual. Tomando o cego pela mão. mas também ao magnetismo empregado com o fim de desenvolver a visão espiritual. que reclama. Jesus o mandou embora para casa. desembaraçando-lhe da matéria o Espírito. Um só não basta. que foi de desprendimento. uma certa liberdade. dizendo: Vai para tua casa e. Aquela. o Espírito adquire maior força. da verdade e do belo. deve esmerar-se na escolha dos sonâmbulos que hajam de secundá-lo. ou seja: dos fenômenos devidos não só ao magnetismo espiritual. Fora-lhe restituida a visão corporal. momentaneamente. Estava sempre acompanhado. trabalhando seriamente. Jesus lhe colocou de novo a mão sobre os olhos e ele começou a ver. Jesus lhe curou os órgãos animais. lhe perguntou se via alguma coisa. trouxeram-lhe um cego e lhe pediram que o tocasse. fé viva. de sorte que via tudo distintamente. pois que este que. a espiritual. pode . disse: Vejo a caminhar homens que parecem árvores. 8º. como enviados do Senhor: Trazeis em vós a fonte de todas as descobertas. versículo 22. ficou curado. ou duplo. O Magnetismo ainda ensaia os primeiros passos. — 25. aos eflúvios perispiríticos que o rodeiam. — 23. como Espírito. os Espíritos lhes dizem. Pela segunda imposição das mãos. para se tornar proveitoso. vidente. por assim dizer. 22 ao 26. saberemos repelir sempre o mal e caminhar a passos largos pela senda do progresso. Esses os três auxiliares sem os quais não poderemos colher os frutos da árvore da Ciência. Jesus nunca se achava só. ele o conduziu para fora da aldeia e. Pelo contacto dos fluídos humanos que o circunvolvem. não digas a ninguém o que te sucedeu. Cura de um cego MARCOS: capítulo 8º. forrandose. os quais fizeram que o homem se tornasse. se desenvolvera pela ação dos Espíritos que cercavam o Mestre. A explicação desse fenômeno. o que lhe permite recobrar. — 26. O homem tem por demais desprezado o poder que o Senhor lhe pôs nas mãos. Como chegassem a Betsaida. passando ele a ver os outros homens. que trabalhe visando o progresso da Humanidade. inesgotável amor ao próximo. mal se dignou de lançar os olhos para a primeira página da introdução desse grande livro da Ciência. seus semelhantes. O Magnetismo constitui objeto de estudo grave e profundo. Da primeira vez que lhe impôs as mãos. — 24. O homem. seu perispírito.

aquele outro resolverá problemas mecânicos sobre os quais a Humanidade tem encanecido. o que mais lhe prende a atenção é a sede propriamente dita do Espírito. Nas aparições espíritas. porqüanto o sonâmbulo que. O estado sonambúlico é. os habitantes são de estatura maior do que a nossa e revelam muito maior pureza de linhas no talhe. são mais amplas do que o eram na Terra. espalhando pouco a pouco em torno de si seus eflúvios libertadores. são obra de Espíritos levianos. tais como. podendo-se acrescentar que. desde que também seja simples de coração. as subjugações corporais. Como a maioria dos que vivem na Terra. que os Espíritos conservam. o do Espírito que se liberta do corpo. que quase sempre se mostram indistintas.269 ser completamente ignorante no que respeita a outro. Assim. sem lhes achar solução. mesmo durante o estado de vigília. pelo que não pôde compreender o que se passava aos olhos de seu Espírito. também esses fluídos atrairão os fluídos ambientes que nos circundam e apressarão o desenvolvimento das faculdades humanas e a emancipação das almas. Não nos referimos aqui à ciência humana. por assim dizer. Só depois de haver notado essa parte da aparição. Geralmente. os mistificadores dominarão o campo. mundo inferior. cumpre que tanto o magnetizador como o magnetizado sejam puros de coração e não busquem na Ciência uma exploração mundana. que nada mais lhe fica sendo senão um instrumento pelo qual transmita seus pensamentos e sensações. Doutras vezes. A atmosfera que o rodeia se impregnará desses fluídos humanos e. que só se aproximam do que é puro. poderá ser o auxiliar de um químico. aquele estado eleva o Espírito. aquele projetará luz nas trevas da história. fora de si mesmo. tanto que produzem efeitos fluídicos violentos e dolorosos. onde ainda predomina a inferioridade moral. Na Terra. é que ele percebe o resto das formas. assim como a miragem que flutua no horizonte se avoluma com as nuvens que a cercam e se lhe agregam. que ele instruirá na ciência magnética. Mas. O cego viu os Espíritos que se grupavam em torno de Jesus e que lhe pareceram homens gigantescos. este. para seus sensitivos. habituando-o a libertar-se da sua prisão. ele desconhecia os efeitos do desprendimento espiritual. dando . moldando-as a pouco e pouco ao gênero de trabalho para que manifestam aptidão. seja extremamente simples de espírito pode ser espiritualmente muito adiantado. Deve o magnetizador ter o cuidado de escolher. Afugentados os Espíritos superiores. ou corporais e morais ao mesmo tempo. embusteiros. nos mundos superiores à Terra. ou perigosos. pessoas de corações puros e devotados. Desse modo. para chegar a semelhante resultado. em particular. ou nos casos de desprendimento do Espírito do vidente. como que diluídas numa espécie de vapor. quando em êxtase. as formas humanas. os fenômenos magneto-espíritas são muito amiúde obra de Espíritos maus. para o sensitivo. acostumar-se-á o homem a viver. aos quais o sonâmbulo serve de instrumento. a parte superior da forma corpórea que se lhe apresenta. por intermédio dos Espíritos superiores. exatamente o mesmo que evocadores e médiuns são para os Espíritos. sem o que ambos verão falir suas esperanças. Desenvolvido e produzido repetidamente. semelhantes a árvores pela altura do porte. na condição de encarnado. visto que o desprendimento faculta ao homem o recebimento de inesperadas revelações.

se tais efeitos se verificam. uma inexperiência que precisavam de ser esclarecidas. o caso constitui uma lição que convinha fosse dada às suas testemunhas. ou com uma credulidade. nem lhe impor as mãos. ou com uma confiança orgulhosa. Todas as coisas têm sempre um fim sério. afinal. tudo se passa debaixo da vigilância dos Guias. A um e outros mostrou. atraiu Jesus a atenção de seus discípulos. para os mistérios de além-túmulo. como todos os outros. do mesmo passo. depararemos ou com uma incredulidade sistemática. pelo que os Espíritos protetores consentem que eles se dêem. cujo Espírito se acha dominado pela matéria. para conduzirem o mistificado à perspicácia e ao devotamento. que desse modo é que começa. dos homens de então. Desempecendo-lhe a visão espiritual. isto é. a que o desprendimento da visão espiritual do cego servia e serve de símbolo. Como. senão quando seu Espírito exercer domínio sobre a matéria. Impondo pela segunda vez a mão no homem que estava cego. espírita. decorreu unicamente da ação da potente vontade do Mestre e da sua prodigiosa força magnética. . Assim. Não raro.270 lugar a mistificações. do ponto de vista espiritual. lhe curou os órgãos materiais da visão. e. sendo-lhe restituída a vista corporal. Jesus. é que fazem parte da. ou a ela escravizado. o que Ele só fez a título de ensino e de exemplo para os homens. tornando-o vidente. porém. dos da época atual. se libertar para dominá-la. dela se desprender. que esse não poderá recobrar a vista. série de provações que o encarnado tem que sofrer. cuja atenção o encarnado atingido se incumbia de despertar. Esse resultado. principalmente. É o progresso moral. sem que lhe fosse mister passar saliva nos olhos do doente. conforme acima dissemos. desde que investiguemos as causas determinantes de uma dessas mistificações. está moral e intelectualmente cego. de natureza idêntica ou semelhante. que viriam a ser desvendados. que aquele.

Disse-lhes ele: E vós quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: O Cristo de Deus. LUCAS: capítulo 9º. versículo 18: Sucedeu que um dia. — 20. — Missão de Pedro na igreja do Cristo. — Alusão de relações mediúnicas que podem existir entre os homens e as potências espirituais. Com efeito. Simão. — 18. porque não foram a carne nem o sangue que Isso te revelaram. vós. E ele lhes proibiu que o dissessem a pessoa alguma. 16º. 18 ao 21. respondendo. outros — algum antigo profeta que ressuscitou. Ele então lhes proibiu muito expressamente que o dissessem a pessoa alguma. 9º. — 17. quem dizeis que eu sou? Pedro. outros que um como os profetas. 19. (105) Estas passagens têm um duplo fim. versículo 13. embora confusamente. outros que Elias. Palavras de Jesus confirmativas da reencarnação. não contestando a opinião segundo a qual Ele podia ser a . as perguntas formuladas pelo Divino Mestre sobre o que pensavam dele as gentes e as respostas que lhe foram dadas mostram não só que a opinião geral lhe atribuia uma origem espiritual anterior àquela sua vida terrena. Jesus respondeu: Bem-aventurado és. 8º. Simão Pedro respondeu: és o Cristo. vendo nesta uma existência nova num novo corpo. pelas tradições conservadas. — Verdadeira confissão MATEUS: capítulo 16º. estando de parte a orar rodeado de seus discípulos. 29. outros que é Elias. e contra ela não prevalecerão as portas do inferno. como também que os hebreus sabiam. Disse-lhes então: Mas. Responderam eles: Uns dizem que João Batista. que muito importantes as tornam: lembrar aos homens o princípio da reencarnação e não deixar esquecessem as relações medíúnicas que podem existir entre eles e as entidades espirituais. explicado e desenvolvido. — 30. — 20. e tudo o que ligares na Terra será também ligado no céu e o que desligares na Terra será desligado nos céus.271 102 MATEUS. Jesus lhes perguntou: Quem diz o povo que eu sou? — 19. 13 ao 20. Jesus partiu daí com seus discípulos para as aldeias dos arredores de cesaréia de Filipe e pelo caminho lhes perguntava: Quem dizem os homens que eu sou? — 28. que é Jeremias ou um dos profetas. mas meu pai que está nos céus. MARCOS: capítulo 8º. em espírito e verdade. Ora. versículo 27. filho de Jonas. — LUCAS. 27 ao 30. disse: és o Cristo. — MARCOS. para concluir uma obra começada e interrompida pela morte humana. que o homem pode voltar muitas vezes à Terra. E eu te digo que és Pedro e que sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. filho do Deus vivo. — 21. — 15. Jesus firmava assim o que mais tarde viria a ser posto em evidência. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus. outros. o que envolvia a idéia da preexistência da alma e da reencarnação. Jesus lhes perguntou: E vós quem dizeis que eu sou? 16. pela Nova Revelação. Eles responderam: Uns dizem que é João Batista. Ordenou em seguida aos discípulos que a ninguém dissessem ser ele Jesus o Cristo. Chegando às cercanias de Cesaréia de Filipe Jesus perguntou a seus discípulos: Que é o que os homens dizem do filho do homem? — 14. Eles responderam: uns — João Batista: outros — Elias.

trazendo-lhe cada um a sua pedra. o que possuía em maior extensão e poder os dons da mediunidade. idéia que já se continha na revelação hebraica. nem os interesses de qualquer natureza: “contra ela não prevalecerão as portas do inferno”. ele foi apenas o instrumento que serviu para a revelação de uma verdade. como o de Elias. a obrigação que tem o Espírito de reviver. uma verdade axiomática. sob o nome de ressurreição. A reencarnação. João. que assim repousa em alicerce inabalável. o verbo de Deus. . na ocasião. versículo 7). como que já então se davam essas revelações a que a Doutrina Espírita chama mediúnicas. Assim sendo. Ele a sancionou. constitui hoje. ou outro. como combateu tantas outras. capítulo 3º. que constituiu princípio fundamental na revelação messiânica. ou de um médium falante. Quer isto dizer que sobre a mediunidade é que assenta essa Igreja. Deste modo ratificou Ele.272 reencarnação de um Espírito. mais do que nunca. pois. da reencarnação. o que mais se prestava a servir de pedra fundamental para a construção da Igreja do Cristo: “E eu te digo que és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Não te admires de eu dizer: é necessário que torneis a nascer. Jesus confirmou a hipótese do renascimento. que as vem explicar em espírito. Retrucando. como podia Pedro saber. dentre estes. porqüanto a faculdade que aquele apóstolo possuía havia de espalhar-se. Jesus. a lei natural do renascimento. chamamos reencarnação. isto é. Filho do Deus vivo. é claro que todos os verdadeiros espíritas e. não teria deixado de combatê-la. diz o autor da Divina Epopéia. Jesus lhe fez ver que o conhecimento dessa verdade lhe fora dado por uma revelação vinda do Pai que está nos céus. proclamando-a como uma condição necessária e indispensável para o progresso e adiantamento da Humanidade”. apresentando-a como uma realidade e realidade ante a qual se dissipam todas as dúvidas oriundas dos absurdos que. De fato. Espírito intelectualmente mais adiantado do que os dos outros apóstolos. pois. o Enviado do Senhor. observou o divino Mestre a Nicodemos (Evangelho de João. sobretudo. os médiuns sinceros e humildes servirão para aquela construção. dotado de uma organização física bastante maleável para se prestar a todas as influências mediúnicas. pela revelação nova. a que hoje. para o afirmar com tanta segurança e firmeza. podemos e devemos concluir não só que Pedro era médium. Efetivamente. Ao contrário. conforme acima dissemos. Logo. pela revelação nova. se tal coisa lhe não houvera sido revelada? E de que modo pudera ter tido essa revelação. como meio de chegar ao estado de pureza integral. perguntando: E vós quem dizeis que eu sou? — hipótese que também confirmou no seu colóquio com Nicodemos. a não ser por uma inspiração mediúnica? Ë claro que. expressão fiel do pensamento do Mestre Divino. E vós quem dizeis que eu sou? — perguntou Jesus a Pedro. mas que não foi apreendida por virtude das interpretações literais a que estiveram sujeitas essas revelações. que lhe respondeu: És o Cristo. “Se a crença de reviver na Terra. pretendem os ortodoxos que admitamos. como realmente aconteceu e está acontecendo. a luz verdadeira que alumia a todo que vem a este mundo. nos tempos atuais. que Jesus era o Enviado de Deus. o renascimento. fosse um erro. sem que o menor dano lhe possam causar os ódios sectaristas. Pedro era. sob a capa do milagre. Era.

que o homem. por ser da vontade de Jesus e graças aos Espíritos superiores que o assistiam. eles poderão. a distinguir com segurança os que se desviam e os que marcham fiéis e a poder fazer-lhes sentir isso. as virtudes e os demais predicados por que Pedro se distinguia entre os discípulos não eram inerentes à sua individualidade. sondava os mais íntimos pensamentos e constante era a sua comunicação com os emissários divinos. a dirigir pelo bom caminho os outros homens. o poder. em conseqüência e cada vez mais. em torno de si. espalhando de mais em mais. Não quer isso dizer. além disso. a luz que forem recebendo. pela humildade. porém: quantos Pedros já se contaram entre os que se hão instituído seus sucessores? Se os dons. Ora. a todos se sobrepondo pela exemplificação daquelas virtudes sublimes. ainda assim não poderia. ao seu alcance estava ligar e desligar na Terra (o que também se pode traduzir por admitir ou não na Igreja do Cristo que. era simples reunião de fiéis. está visto. nem mesmo para Deus. achando-se em tais condições. nem só nenhuma razão haveria para que fosse ele o escolhido e não outro. porém. mas ao encargo que o Mestre lhe conferiu de pastorear o pequeno rebanho que formava a primitiva Igreja Cristã. se tornarão também cada vez mais aptos a julgar das coisas da Terra e das coisas do céu. Passado o tempo das fogueiras e dos apavorantes anátemas. Sua visão penetrante descia ao fundo das consciências. tenha o poder de absolver ou condenar. Digam-nos. certos de que o Senhor ligará e desligará no céu. Espírito adiantado e devotado e. que não podemos avaliar com exatidão. Mesmo. o reinado daquele que queira ser ou haja de ser sucessor de Pedro somente poderão demonstrar-se pela caridade. o prestígio. só por isso. despojado o Chefe da Igreja do poder temporal. Quer unicamente significar que. Aquelas palavras foram especialmente dirigidas a Pedro que. excelente instrumento mediúnico. de tal modo. quem quer que ele seja.273 E. obtendo. que tende a desaparecer. em que a razão se emancipa de todas as tutelas. numa época como a atual. sem perigo de erro. já não é possível a imposição da fé cega? Não. nem com os que se disseram seus sucessores se teriam dado os fatos que a história dos Papas e dos Concílios registra. fatos que mais ou menos continuam a reproduzir-se e que explicam o desprestígio da Igreja de Roma. visto que não fazia mais do que pronunciar. dispunha. ligar também e desligar na Terra. E não se argumente tampouco com as palavras de Jesus declarando Pedro a pedra fundamental da sua Igreja. considerar-se sucessor de . as luzes que trazem os bons Espíritos. porque o Mestre disse: Regnum meum non est in hoc mundo (106). em voz humana. conservando a integridade da alma e a pureza do coração. conforme já dissemos. para sustentar-se a infalibilidade do papa. dos dogmas impostos pelo terror das fogueiras e dos martírios que. Não vêem os homens do Silabo. as coisas vão mudar. de uma perspicácia. em sua origem. que um homem aparecesse revestido de tais virtudes. os decretos que espiriticamente lhe eram transmitidos. que foram as armas com que o Manso Cordeiro de Deus apeou potentados e derrocou tronos de déspotas. pelo desinteresse. pela mansidão e abnegação. os que se propunham a ingressar nela). que mal e indevidamente exercia. como Pedro. proferindo sentenças das quais não haja apelação. chamado o sucessor daquele apóstolo e o vigário exclusivo do Cristo na Terra.

então. 8. portanto. 1º. Pedro não teve. um mal. muito embora estes também fossem exemplificadores dos ensinamentos de Jesus. que preside ao progredir da fé. (105) JOÃO. como os verdadeiros espíritas. E as portas do inferno não prevalecerão contra ela. depois de haver desempenhado a sua missão humana. deu princípio. se foi. que achará a Igreja do Cristo cuja edificação eles começaram e que o Espírito da Verdade vem. Graças a isso é que . pois. valeu. — Isaías. Quem quer que construa sobre tal base não terá que temer as portas do inferno. mas se distinguiu entre os demais discípulos. 21º. ao cumprimento das promessas de Jesus? Ele continuou e continua no desempenho da sua missão espiritual. para com Deus e para com os homens. cada vez mais apta a julgar das coisas da Terra e das coisas do céu. (106) Ao nosso ver. Desempenhando esta última. Pedro foi um discípulo enérgico. 2º. Só então poderá. sendo a Igreja do Cristo o conjunto dos filhos do Senhor. volte ao verdadeiro caminho e continue a percorrê-lo do ponto até onde chegaram Pedro e os apóstolos. De modo algum. Compreenda ela o sentido verdadeiro das palavras que Jesus dirigiu a Pedro e aos Apóstolos. e. 6º. não será atingido pelo sofrimento e pela expiação aquele que. prossegue na execução desta obra e a concluirá. os discípulos e seus primeiros imitadores. realmente. a privação do poder temporal. não quer dizer absolver ou condenar seus irmãos — mas tornar-se. 8º. ampliar e concluir. todas as suas obrigações. 10. sua não podia ser a Igreja cujo reinado era todo deste mundo. todos os seus deveres. ligar e desligar — o que. 51º. atraindo-os por aquela integridade. que é o dos mandamentos que Jesus declarou encerrarem toda a lei e os profetas. individualmente. à edificação da Igreja do Cristo e. — Gálatas. tendo sabido manter a integridade do coração e da alma. com o concurso dos outros apóstolos e dos discípulos que se lhe associaram. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus. a dirigir os homens pelo bom caminho. para a Igreja Romana por uma como galvanização. 2º. 2. pela integridade do coração e da alma. — Apocalipse. Não sendo deste mundo o reino do Filho de Deus. — 1ª Epístola à João. Essas chaves a Igreja de Roma desprezou e deixou se perdessem. ao desenvolvimento da inteligência.274 Pedro. Quem pudera ou pode haver sucedido a esse altíssimo Espírito. devotado. O ter sido despojado daquele poder. 15. 5. pela obtenção das luzes dos bons Espíritos. — Efésios. 69. visto que redundou no desaparecimento do que melhor provava não ser essa Igreja a do Cristo. não o foi para a Igreja de que é ele o chefe. 16. nem tem sucessor na Terra. 1º. na edificação da Igreja do Cristo. Detenha-se ela no caminho errado por onde funestamente enveredou. se esforçou por cumprir. — 1ª Epístola aos Coríntios. 37. que não mostrou apenas possuí-las. e a distinguir com exatidão os que se desviam e os que marcham fiéis pela senda que Ele traçou. bem entendido. fiel até à morte. ou uma perda sensível para o Sumo Pontífice. desempenhando a sua missão espiritual. também trabalhará. isto é: o conhecimento exato dos meios de chegar à perfeição moral. segundo a lei divina. inspirada pelo Espírito da Verdade. — Atos. 1º. 16. Não. sentido que espiriticamente é hoje revelado pelos enviados do Mestre Divino. pode o seu chefe considerar-se sucessor do grande apóstolo. 42. porque. — Hebreus. 4º. 14. progressivamente.

quando no Espiritismo ressurge o verdadeiro Cristianismo. a demonstração iniludível de que nela não está o espírito da Doutrina Cristã.275 ainda pôde ostentar a aparência de prestígio de que gozou nestes últimos tempos. volvendo a oferecer ao mundo. de que ela é a antítese da Igreja Universal do Cristo. em 1929. Obtendo. como recentemente obteve. . que lhe restituíssem o poder temporal é que ela decretou a sua própria e definitiva condenação.

— 23. versículo 21. sem inquirirem da origem. — 33. 9º. não foram acontecimentos puramente humanos. a fim de que. Predição. portanto. Mas. — Tendo Jesus descido à Terra para dar aos homens a maior prova. capítulo 16º. — 32. nem do fim de tal corpo. cumpria-lhe preparar seus discípulos para aquele ato importantíssimo da sua missão. MARCOS: capítulo 8º. — Palavras de Pedro. ficasse demonstrado que sua “morte” e “crucíficação” estavam previstas. versículo 22. (107) MATEUS. que lhe seja dada a morte e que ressuscite no terceiro dia. a ressurreição consistia na volta da alma a um corpo de carne. se o não houvessem considerado do ponto de vista da ressurreição. capítulo 9º. o maior exemplo de amor e de abnegação que eles podiam receber. em geral. Senhor. — Resposta de Jesus MATEUS: 16º. 8º. repreendeu a Pedro. Apresentando o seu corpo a aparência da corporeidade humana. capítulo 8º. pois que não tens o gosto das coisas de Deus e sim o das coisas dos homens. pois que não tens o gosto das coisas de Deus e sim o das coisas dos homens. como no futuro. preciso que os homens fossem prevenidos do acontecimento que sobreviria. Pedro. LUCAS: capítulo 9º. dos escribas e dos príncipes dos sacerdotes. Satanás. Para os hebreus. cumpria-lhe mostrar-se aos homens. começou a repreendê-lo. voltando-se e olhando para os discípulos. se pôs a repreendê-lo. importava-lhe passar pela metamorfose da morte. porém. Jesus. Como falasse abertamente dessas coisas. tanto os discípulos. ‘ressuscitar —. nada disso te sucederá. os hebreus compreendiam a ressurreição que Jesus anunciara como tendo que ser a volta de sua alma ao mesmo corpo. aos olhos de todos. E acrescentou: É preciso que o filho do homem sofra muito e que seja rejeitado pelos anciães. Em seguida começou Jesus a declarar aos discípulos ser preciso que Ele fosse a Jerusalém. Essa a razão por que Ele permitiu a Tomé que pusesse a mão na abertura que . Depois. sem indagarem se se tratava sempre do mesmo corpo.276 103 MATEUS. a um corpo material. 16º. para que ficasse comprovada a sua identidade. que aí fosse morto e ressuscitasse ao terceiro dia. o Cristo usava de uma linguagem que os homens pudessem compreender. lhe disse: Afasta-te de mim. Satanás. a fim de lhe apreenderem a razão. porqüanto os próprios discípulos não teriam compreendido o fato do reaparecimento do Mestre. Servindo-se das expressões — ser morto. na época. pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. 21 ao 23. — LUCAS. versículo 31. que aí sofresse muito dos anciães. dizendo: Tira-te da minha frente. E começou a lhes declarar ser preciso que o filho do homem sofresse muito e que fosse rejeitado pelos anciães. dizendo: Tal não aconteça. Era. que fosse morto e que ressuscitasse três dias depois. MARCOS. 22. Jesus. tu me és motivo de escândalo. tomando-o de parte. como. 31 ao 33. versículo 21. voltando-se para Pedro. deixando no esquecimento o corpo de carne de que parecia revestido. — 22. no sentido que davam a este termo. LUCAS. chamando-o de parte. pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. — MARCOS. versículo 31. Pedro. versículo 22.

para mostrar aos homens. por uma expansão de alegria e não de angústia. Houve apenas aparência de uma e outra coisa. muitas criaturas aferradas às torturas físicas do grande modelo que nos foi enviado. quaisquer sofrimentos humanos. sim. quando voltarmos a este ponto. Porém. é mais forte e mais vivo do que o possam ser. Sem dúvida. forçoso é vejamos em Jesus somente um Espírito. O divino modelo. a obediência e a submissão com que se devem eles comportar.” Não compreendem os que assim falam. na essência espiritual. por vê-los tão endurecidos. e continuando. a consistência. mágoas e torturas morais superiores a qualquer dor física. a resignação. Dizemos — seus protegidos —porque Ele é o nosso protetor. diante das vontades do soberano Senhor. para se elevar ao seu Criador. Conseguintemente. se não experimentava os sofrimentos físicos.277 lhe haviam feito de um lado e os dedos nas chagas que os cravos lhe abriram nas mãos e nos pés. nem ressurreição. que os sofrimentos morais são de intensidade infinitamente maior do que os sofrimentos físicos. como Espírito. como de fato têm alarmado. não houve. O que das chagas lhe saía era uma combinação puramente fluídica. limitou-se a dizer em voz alta: Tudo está consumado. não na sua “carne”. com relação a Ele. Foram todos morais os sofrimentos que o Mestre suportou na cruz. Todos conhecemos desgostos. uma vez que apenas aparente era o seu corpo. Senhor. decorrentes do amor que consagrava e consagra a seus protegidos. estas revelações são de molde a alarmar. o governador do nosso planeta. que por nós subiu ao Calvário. Cada pancada do martelo nos cravos que lhe traspassavam as mãos e os pés fluídicos. Nessa qualidade. o seu corpo que. com a aparência de sangue. tanto que de bom grado os trocaríamos por dores desta natureza. nem morte. para esse efeito. mas tangíveis. lhe ia ferir a sensibilidade delicadíssima e lhe fazia correr da alma o sangue mais precioso: o do amor e do devotamento que nos consagra. O brado que soltou do cimo do madeiro não foi tampouco um brado de sofrimento. Não faltarão os que digam: “Que mérito era o dele em se submeter a tais torturas. com a tangibilidade. que padeceu por nós. é um fato que se explica pela mesma natureza fluídica do invólucro corpóreo que Ele constituiu para o desempenho de sua missão e cujos elementos componentes fez que voltassem ao meio de onde os tirara. portanto. a aparência de um corpo humano. para os nossos corpos. (108) Quanto ao haver desaparecido do sepulcro o corpo de Jesus. mas em seu “espírito”. sofreu e sofreu muito. Espírito superior a todos os outros que concorreram para a formação do nosso planeta e cujos sofrimentos. Espírito puro e . retomando. Jesus sofreu. experimentava o sofrimento que causa a uma mãe terna e carinhosa o ter que punir o filho bem-amado. por meio de um exemplo prático. sendo tal a natureza do corpo de Jesus. sofreu cruelmente. de natureza perispirítica. era fluídico. Deixando-o escapar no momento de “render a alma” (está claro que apenas no entender dos homens). como sabemos. eis-me aqui. fé-lo com o intuito de lhes chamar a atenção para aquele instante supremo e lhes fazer compreender. no sentido que então era dado a estas expressões. uma vez concluída aquela missão. ainda os mais agudos. conforme mostraremos oportunamente. que o sofrimento. Nos últimos momentos do seu sacrifício na cruz. a felicidade do Espírito que se desprende do seu grosseiro invólucro. retomando a partir daí. foram todos morais.

22. com alegria que exprime reconhecimento. isto é. e que o Mestre não podia deixar de querer se mantivesse Pedro constantemente em guarda contra as fraquezas humanas. Com relação à época atual. Possuindo a presciência do futuro. ou supor. Foi. “morte” e “ressurreição”. que todos. dos favores e vantagens de ordem espiritual e temporal. eram ditas para aquele momento e alcançavam o futuro. que a deturpariam. Eram elas que faziam procurasse ele desviar o Mestre do cumprimento do seu dever. ao acabar este de predizer os seus sofrimentos. aquelas palavras atingem a todos os que se mostrem hostis e rebeldes à Revelação Espírita. trazida ao mundo pelos Espíritos do Senhor. 7. significa a má influência. o divino Mestre abrangia na sua apóstrofe as fases de erro e de materialidade que atravessaria sua sublime doutrina de amor. pois que as de gratidão são as únicas lágrimas que a fé pode verter. missão que neste momento desempenha entre nós por meio do Espírito da Verdade e da Nova Revelação. que não são coisas de Deus. que recebemos a luz. Jesus antevia as fases e condições dos progressos vindouros. do poder. versículo 22. do espírito de dominação. porventura. se explicam da maneira seguinte: Do mesmo modo que os médiuns atuais. e também a resposta do Mestre àquele apóstolo. Assim. do despotismo religioso. — Romanos. das dignidades. por efeito da predominância do gosto pelas coisas dos homens. nada tem de estranhável. capítulo 16º. mantendo-nos em guarda contra as fraquezas humanas. Pedro nem sempre estava debaixo de uma influência estranha e. MARCOS. Respondendo a Pedro por aquela forma. sobretudo nós. quando se sabe que todo Espírito encarnado é fraco e falível. — As palavras que Pedro dirigiu a Jesus. do fausto. de que usou com relação àquele apóstolo em sentido puramente figurado. . desde que isso se verificava. apropriada ao momento e ao futuro. da intolerância do fanatismo. como homem que ele se viu presa do temor de perder o seu Mestre querido. os espíritas. em tudo e por tudo e. Todas as suas palavras. que sempre tornam a criatura incapaz de sentir o gosto das coisas de Deus e só ter o das coisas do mundo. por efeito dos dogmas e mandamentos humanos. perdão e bondade. como hostis e rebeldes à Revelação Cristã se mostraram os escribas. a má inspiração. A expressão satanás. a desempenhar a sua missão espiritual. Não era possível que estivesse privado sempre do seu livre-arbítrio. Poder-se-á.”. Humildes de coração. com submissão. por efeito do orgulho. haja sido a inspiração dos bons Espíritos que o levou a negar o Mestre? Quanto à severidade da resposta de Jesus.278 perfeito. seu Espírito agia livremente. Satanás. tendo os nossos lábios e as nossas almas prontos sempre a bem dizer de todas as suas decisões. pois. temos que nos curvar às suas leis. (107) 2º Reis 19º. pelo só fato de ser encarnado. respeito e amor. os príncipes dos sacerdotes e seus adeptos. das honrarias. deu-nos Jesus uma grande lição: a de que a vontade do Senhor tem que predominar sempre sobre qualquer vontade. etc. encarnados e desencarnados. MATEUS. 8º. quando disse a Pedro: “Afastate de mim. recebamos as provas que ao Senhor praza enviar-nos. sequer. admitir. Não choremos nunca. os fariseus. portanto. auxiliemo-nos mutuamente. capítulo 8º versículos 32 e 33. na qualidade de protetor e governador do nosso planeta.

como também que esses sofrimentos foram. em muitas das quais se há observado o reflexo dolorosíssimo que produz no médium qualquer abalo mais ou menos violento nas formações ectoplásmicas. mais agudos e intensos do que os mais vivos que experimentemos. já se pode reconhecer não só que dos sofrimentos ditos “físicos” não esteve isento o Divino Mestre. por intermédio dos nossos corpos grosseiros. de carne putrescível. sobre o que eles mesmos convencionaram chamar “ectoplasma”. por ser de natureza perispirítica o seu corpo. com os subsídios importantes que para esses progressos têm trazido as experiências.279 (108) Aliás. . experiências. a que os cientistas deram o nome de “metapsíquicas”. com os progressos que a ciência espírita tem realizado e que são Imensos em nossos dias. para Ele.

Aquele que se entrega aos gozos materiais entra para a categoria dos que . chamando para junto de si o povo e os discípulos. — 27. — 26. pela prática sem reservas da caridade. Meios e condições sem os quais não se pode ver na Terra o reino de Deus. fazendo-o em seu detrimento. na glória de seu pai. 8º. Disse então Jesus a seus discípulos: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas. mas aquele que perder a vida por minha causa e do Evangelho a salvará. tendo sempre em vista que o seu corpo é um empréstimo que o Senhor lhe fez. Pois. 24 ao 28. Não deve apegar-se a esse corpo. — 25. Pois o filho do homem tem que vir na glória de seu pai. versículo 24. em todos os nossos atos. — LUCAS. — 39. porqüanto. 34 ao 39. LUCAS: capítulo 9º. — 28. como meio de efetuar a sua depuração e chegar até Ele. quando vier na sua glória. renuncie a si mesmo. renuncie a si mesmo. renuncie a si mesmo. Em verdade vos digo que. quando vier. aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a salvará. — 36. 23 ao 27. E que daria o homem em troca da sua alma? — 38. — MARCOS. De que serve a um homem ganhar um mundo inteiro e perder a alma? Que preço dará o homem para recobrar sua alma? — 27. entre os que aqui se acham. a submissão sem limites são as condições únicas de chegarmos à perfeição relativa que a Humanidade pode alcançar. em todo o seu poder MATEUS: capítulo 16º. tome a sua cruz e siga-me. Dedicando-nos aos nossos irmãos. E acrescentou: Em verdade vos digo que. (109) O devotamento absoluto. alguns há que não morrerão sem que tenham visto chegar o reino de Deus em seu poder. nesta raça adúltera e pecadora. Sujeito às necessidades materiais e aos instintos humanos. — 35. com seus anjos: e então dará a cada um de acordo com suas obras. estaremos no caminho seguro da nossa salvação. versículo 34. de que serviria a um homem ganhar um mundo inteiro e perder a alma? — 37. tome a sua cruz e siga-me. versículo 23. Em verdade vos digo: Alguns há. MARCOS: capítulo 8º. e perder-se? — 26. Aquele que se envergonhar de mim e das minhas palavras. que não morrerão sem ter visto o filho do homem vindo ao seu reino. disse: Se alguém me quiser acompanhar. E dizia a todos: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas. — 24. cumpre que o homem regule a sua existência. E. porqüanto. 9º. porqüanto. desse o filho do homem também se envergonhará.Aquele que de mim se envergonhar e das minhas palavras. na de seu pai e dos santos anjos.280 104 MATEUS. acompanhado dos santos anjos. nem ao tesouro que acumulou. entre os que aqui se acham. os preceitos morais que Ele pregou e exemplificou. entre os que aqui se acham. carregue a sua cruz e siga-me. porqüanto nenhum dos dois o salvará no outro mundo. aquele que quiser salvar a vida a perderá. desse o filho do homem também se envergonhará. — 25. submetendo-nos aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. de que serviria a um homem ganhar um mundo Inteiro. aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a encontrará. 16º. observando. Pois. alguns há que não morrerão sem que tenham visto o reino de Deus.

Espíritos purificados e se acharão reencarnados em missão. o presente e o futuro. usarem de disfarces para. — JOÃO. a nossa dedicação. 14º. de medo do ridículo. onde. negligenciando a verdadeira felicidade. isto é. 7º. 20º. 25. 8. ou o interesse pessoal manchem a pureza das nossas consciências. à era nova que se abre para a Humanidade com o advento do Espiritismo e que irá até que comece a separação do joio e do bom grão. Aludindo aos que não morrerão (ou não “gostarão a morte”. sem terem visto chegar o reino de Deus em seu poder. Ao terem de encarnar. ridiculizam e fogem das coisas santas.281 perdem a alma pelos bens mundanos. pelo respeito humano. para usarmos de uma frase tantas vezes repetida e tão mal compreendida. 10. 3º. morrerão para o nosso planeta. também Ele se envergonhará. 24º. — Apocalipse. como se lê nalgumas traduções dos Evangelhos). tinham de chegar. 8. nesse tempo. como condição necessária a que melhorem moralmente e progridam. 23. 6. encarnados naquela época. — Daniel. 16. — Romanos. Com referência. 10. então. A maior parte daqueles a quem Ele se referia. quando chegar o momento daquela separação. de reencarnação em reencarnação. 2º. especialmente. falando dos que viveriam na Terra ao tempo da sua vinda. 12. a expiação corresponderá à duração da falta. empregando as riquezas que possuamos em auxiliar. 34º. 48º. serão. que são os que se envergonham de Jesus. com critério e prudência. em que o divino Mestre se mostrará em todo o seu esplendor aos homens. 12. Jesus se referia à categoria de Espíritos que. dos que a “vendem ao demônio”. abrangendo o passado. 17º. que nunca o egoísmo. — 1ª Epístola aos Coríntios. Consagrarmos o nosso corpo. As palavras de Jesus. 2º. 12. Fazer o contrário é gozar materialmente. 3º. o nosso trabalho. dizem respeito aos que se riem. 1º. — Zacarias. é caminharmos para a salvação. elas entendem com os que. 22º. 11. 7. 9. 12º. . 17. não confessarem suas convicções. Que todos os nossos atos e pensamentos tenham a guiá-los a gratidão ao nosso Deus e o amor aos nossos irmãos. 5. — Salmos. — 1ª Epístola à Pedro. ver-se-ão constrangidos a fazê-lo em planetas inferiores a este. — Timóteo. afrontando incômodos e contrariedades. Esses. (109) Deuteronômio. para poderem suportar o fulgor do seu Espírito. com relação aos que dele se envergonham. se se conservarem culpados. Desses. bastante puros. rebeldes. depois de terem conhecido a verdade. Quer isto dizer que não mais lhes será permitida a reencarnação na Terra. ao tempo em que o reino de Deus se estabelecerá realmente na Terra. — Jeremias. os nossos esforços ao bem da Humanidade. os nossos irmãos. — Job.

— 7. senão a Jesus. E se transfigurou diante deles: seu rosto resplandeceu como o Sol. porém. — 9. Jesus lhes ordenou que a ninguém falassem do que tinham visto. propôs: Mestre. Ele não sabia o que dizia. — 32. uma para Moisés e uma para Elias. a Tiago e a João e os levou consigo a um alto monte e se transfigurou diante deles. Jesus chamou a Pedro. Sucedeu que. escutai-o. veio uma nuvem e os cobriu. 4. e dela uma voz saiu. Quando ele ainda falava. — 34. Seis dias depois. — 29. disse: Este é meu filho dileto em quem hei posto todas as minhas complacências. versículo 28. Jesus chamou de parte a Pedro. despertando. uma para Moisés e uma para Elias. Quando desciam do monte. 6. — 6. — 7. E lhes apareceram Elias e Moisés a falarem ambos com Jesus. E. eles a ninguém mais viram senão somente a Jesus. irmão de Tiago e.282 105 MATEUS. — Aparição de Elias e de Moisés. E eis lhes apareceram Elias e Moisés. a verificar-se era Jerusalém. — 5. aqui estamos bem. — 5. viram a majestade de Jesus e os dois homens que com Ele se achavam. — 4. —30. 1 ao 9. tocou-os e lhes disse: Levantai-vos e não temais. Pedro e seus dois companheiros. amedrontaram-se. que com Ele falavam. E . os discípulos caíram de rosto em terra. MARCOS: capítulo 9º. — 33. — 8. 9º. estamos bem aqui. enquanto orava. e eis que dois homens com Ele falavam. — 3. Erguendo então os olhos. escutai-o. — 35. — LUCAS. — Nuvem que cobriu os discípulos —Voz que saiu dessa nuvem e palavras que proferiu MATEUS: capítulo 17º. Falavam-lhe da sua saída do mundo. Cerca de oito dias depois de haver dito essas palavras. presas de grande temor. de uma brancura tal como nenhum pisoeiro na terra poderia conseguir. suas vestes se tornaram brancas como a neve. até que o filho do homem houvesse ressuscitado dentre os mortos. Quando desciam do monte. Pedro ainda falava quando uma nuvem luminosa os cobriu e uma voz. Jesus lhes fez esta recomendação: Não faleis a pessoa alguma do que vistes. a Tiago e a João e subiu a um monte para orar. aqui estamos bem. quando estes se iam afastando de Jesus. mudou-se-lhe o semblante. 2. — 3. Seis dias depois. afastando-se com eles. — 31. versículo 1. a Tiago e a João. — 2. olhando à volta de si. uma para Moisés e uma para Elias. façamos três tendas: uma para ti. Logo. não sabendo o que dizia. 17. — MARCOS. Ouvindo isso. excogitando entre si o que quereria dizer: Até que o filho do homem ressuscite dentre os mortos. Uma nuvem se formou e os cobriu. Disse Pedro então a Jesus: Mestre. Disse então Pedro a Jesus: Senhor. e como a nuvem os envolvesse. pois todos três estavam aterrorizados. que haviam adormecido. — 9. Jesus se aproximou. 9º. a ninguém mais viram. a saber: Moisés e Elias. — 8. versículo 1. 28-36 Transfiguração de Jesus no Tabor. que apareceram cheios de glória. LUCAS: capítulo 9º. dizendo: Este é meu filho muito amado. Jesus chamou a Pedro. façamos três tendas: uma para ti. 1 ao 9. Pedro. os conduziu a um monte elevado. Suas vestes se tornaram brilhantes e alvíssimas como a neve. E eles guardaram segredo do fato. que da nuvem saía. se quiseres faremos três tendas: uma para ti. até que o filho do homem tenha ressuscitado dentre os mortos. suas vestes se tornaram alvas e resplandecentes.

depois de haver dito: “Este é o meu filho bem-amado. como sendo o Cristo. o Messias prometido por Moisés e Elias. segundo diz o Evangelista. afirmava. em nome do Todo-Poderoso. A presença. Os Espíritos. Assim como há dois mil anos se cumpriu a promessa desses dois grandes profetas. em quem pus todas as minhas complacências. por meio da transfiguração. os três discípulos. significam que na Terra . que se produziu no monte Tabor. escutai-o. as promessas para o futuro. haviam anunciado o Messias. e transfigurarse. momentaneamente. os atributos da natureza que lhe era própria. Constituía. pois de outro modo eles não lhes teriam podido suportar o brilho. o fato de que tratamos foi a revelação. visível para os discípulos. reunindo em torno de si os fluídos luminosos que sejam necessários ao fenômeno. Ambos. promessa que se cumpre agora. uma promessa feita para o futuro. como outros Espíritos. a seu turno prometeu. — 36. Pedro. Cristo de Deus. entendidas em espírito e verdade. quando se dá uma forte manifestação espírita. Retomando. pois. a presença ali dos dois como que sancionava e santificava. se bem que velados ainda. (110) O fenômeno. Verifica-se. como o ensina a Doutrina Espírita. A voz que saiu da nuvem e que se foi perdendo no espaço. a intervenção dos Espíritos junto dos homens. caíram nesse estado de sonolência. confirmar. hoje se cumpre o que prometeu Aquele cujo advento constituíra objeto daquela promessa. a missão que Ele. que Jesus. foi um meio de que se serviu este para lhes ferir a imaginação e de. mediunicamente. A resplendência que tomaram as vestes de Jesus. Jesus. Jesus estava só. aquela presença. do Pai. E o fato da transfiguração se produziu para eles. desempenhava. de torpor. a missão de Jesus. o Messias prometido. pois. sob um véu que a nova revelação levantaria mais tarde. por assim dizer. a Revelação Espírita é bem o outro Consolador. à produção da manifestação espírita que se ia dar. por então. Tiago e João. que teve por fim mostrar a elevação espiritual de Jesus. quando tais manifestações se produzem ostensivamente por toda a parte. aos apóstolos. pois que aquelas palavras. Nessas condições. eram de alvura tal. da realidade das manifestações espíritas. que são chegados os tempos então preditos. explicadas e tornadas compreensíveis pela Nova Revelação outorgada ao mundo mediante tais manifestações. Enquanto a voz falava. que nenhum pisoeiro da Terra jamais poderia consegui-la.283 uma voz saiu da nuvem dizendo: Este é meu filho bem-amado. rodeiam incessantemente a Jesus. em presença de Pedro. a sua elevação espiritual e que Ele era o Cristo. tanto e ainda mais elevados. Tiago e João. em que ficam os médiuns. com o esplendor correspondente à elevação dos Espíritos que no mesmo fato tomavam parte. as quais. têm a faculdade de tornar-se visíveis e tangíveis. de Moisés e Elias que. Moisés e Elias. o Espírito da Verdade. e enunciar. nada disseram a ninguém. sob a forma humana. afirmar a sua missão como Cristo. diante daqueles discípulos. foi uma confirmação da elevação sem par do Cristo. Atestando. Escolhidos por serem os que apresentavam condições físicas mais favoráveis a torná-los aptos. do que tinham visto. diante dos mesmos discípulos. dessa forma. filho do Deus vivo. escutai-o. Jesus lhes dava uma idéia da sua grandeza espiritual e da glória da vida por que eles ansiavam. filho do Deus vivo. Os discípulos se calaram. foi uma formidável manifestação espírita. aos olhos dos Apóstolos.

assim como a de um Espírito muito elevado. 8º. ou lhe suportar as irradiações. nem abrangê-lo com o olhar. sem a mais ligeira falta. por efeito de uma transgressão que seja daquelas leis. 1. isto é. nunca poderá Ele ser alcançado. continuou e continua a progredir em ciência universal. sob o ponto de vista da ciência universal. — Isaías. no entanto. Com efeito. Espírito que. 10 e 18. — Atos. (110) Deuteronômio. 10º. Todos. portanto. sendo. do seu aperfeiçoamento moral. Do mesmo modo. até que Ele houvesse ressuscitado dentre os mortos. 10º. — 2ª Epístola à Pedro. 1. 9º. 15. poderem jamais igualá-lo. visto que esse progresso é indefinido. 17º. Os mundos espirituais. qualquer dos que encarnem no nosso planeta será sempre menos adiantado do que Jesus: ser-lhe-á inferior em ciência universal. A recomendação que Jesus fez aos discípulos. 15. havendo chegado sem o menor desvio. através da eternidade. visto que resulta do aspecto que o desencarnado dá aos fluídos em que envolve o encarnado. partiu do mesmo ponto de inocência e ignorância. quanto mais elevado é um planeta na escala dos mundos. por haverem todos chegado à perfeição moral. O fenômeno da transfiguração do Divino Mestre. como todos os demais. nada tem de comum com o da transfiguração do ser humano. aos quais só têm acesso os puros Espíritos. Naqueles casos. há ação exclusiva do Espírito sobre o seu corpo perispirítico. 18. 17 e 18. são. ainda quando haja alcançado a perfeição sideral. para se inspirarem nas vontades daquele que é o Pai de tudo o que é. sem. tanto mais branca e refulgente é a sua luz. 21. pois que se distinguem pela soma de suas aquisições intelectuais. se os discípulos divulgassem imediatamente os fatos que presenciaram. à suprema perfeição moral. 18º. que qualificamos de celestes. — Daniel. sem se afastar jamais da diretriz traçada pelas leis do Pai. — Apocalipse. 3º. Assim sendo. antes de verificar-se o que se chamaria a “ressurreição” do mesmo Jesus. por qualquer outro Espírito que haja retardado a marcha da sua evolução. Quanto mais elevado. que em pureza são todos iguais. tendo do Criador mais perfeito conhecimento. 16. na senda desse progresso. nos outros. os que projetam luz mais branca e mais brilhante. Ë que Jesus. aparente a transfiguração. 1º. tanto mais luminoso se revela o Espírito às vistas humanas. Também entre os puros Espíritos. 1º. para que a ninguém falassem do que tinham visto. obedeceu à razão de que. na hierarquia dos mundos. quando se acercam do foco da onipotência. 22. . há necessidade de uma combinação do perispírito do Espírito que opera com o do encarnado que lhe serve de instrumento. teve a mesma origem. há hierarquia. ninguém lhes daria crédito. se tenha tornado puro Espírito. se vão cada vez mais aproximando de Deus.284 ninguém jamais poderia igualá-lo em elevação.

Jesus lhes respondeu: Em verdade. como está escrito a respeito do filho do homem. versículo 10. essa pobre desfigurada. na Igreja Hebraica. dada a natureza da época em que foram ditas. explicando-lhes. 17º. filho de Zacarias e de Isabel MATEUS: capítulo 17º. Aquelas suas palavras que. como tendo que ser o Precursor do . portanto. fins e conseqüências. Falando de João. Talhava assim Jesus a pedra angular sobre que repousaria o edifício do futuro. não fez mais do que ressuscitar essa velha crença.285 106 MATEUS. em espírito e verdade. — 12. — 12. nas condições sociais em que viviam. que Ele. Mas eu vos digo que Elias já veio e que eles o trataram como lhes aprouve. 9º. no seu colóquio com Nicodemos. — 13. E o Interrogavam. Jesus lhes respondeu: É verdade que Elias tem que vir primeiro e restabelecer todas as coisas. Jesus assentava as bases da Revelação Espírita. ressuscitando Elias na pessoa de João Batista. estava no domínio das crenças da maioria deles. a lei natural e imutável da reencarnação. seu princípio fundamental. visto que. o Precursor. grande influência haviam de exercer no porvir. O Espírito de Elias reencarnado na pessoa de João. E não nos devemos admirar de que os discípulos houvessem feito ao Mestre aquela pergunta. mais tarde. nos tempos marcados por Deus. Seus discípulos então lhe perguntaram: Por que é que os escribas dizem ser preciso que Elias venha primeiro? — 11. Elias tem que vir e restabelecerá todas as coisas. — MARCOS. de cuja aplicação entre nós a reencarnação daquele profeta era apenas um exemplo. pouco sabiam da história sagrada. MARCOS: capítulo 9º. dizendo: Por que é que os fariseus e os escribas dizem ser preciso que primeiro venha Elias? — 11. deixaria veladamente entrever e que. mostrando a lei natural e imutável do renascimento. sob o império do espírito. versículo 10. 10 ao 12. pouca importância tinham para os apóstolos. os Espíritos do Senhor trariam aos homens. porqüanto a ciência teológica era. como erros da superstição. pois a reencarnação. de acordo com o que a respeito dele fora escrito. 10 ao 13. Assim também farão sofrer o filho do homem. dentro da ordem geral da Natureza. (111) Chamando a atenção dos discípulos para o fato de haver Elias voltado à Terra na pessoa de João Batista. eles não o conheceram e contra ele fizeram tudo o que quiseram. se bem não constituísse lei entre os hebreus. Jesus. embora já a houvessem combatido os “espíritos fortes”. que este era o mesmo Elias que as profecias anunciavam. Então seus discípulos compreenderam que Ele lhes havia falado de João Batista. depois. que sofrerá muito e será desprezado. pelo que respeita ao reino humano. o que ainda é em nossos dias: uma luz que se oculta. recebeu das interpretações humanas. disse Jesus a seus discípulos que os escribas e fariseus não haviam compreendido que aquele que pregava o arrependimento e o advento do Redentor era o Elias cuja volta o Antigo Testamento prometera e os discípulos logo compreenderam que Ele se referia ao Batista. suas regras. cobertas pelo véu da letra. para que não esclareça a multidão e não lhe patenteie as feridas que a Escritura. Mas eu vos digo que Elias já veio.

3º. em Jesus Cristo. e. não a mesma personalidade humana. chegará à perfeição moral e. filho de Zacarias e Isabel. 1º. por Espíritos da mesma ordem. como o está nos ensinos da Terceira Revelação. Isso os Espíritos do Senhor nos revelam agora. da reparação e do progresso. Jesus. (111) Isaías. indivisível. mas que hoje a Nova Revelação nos diz é que — Moisés. com eles. por meio da aparição de Moisés e de Elias. nem devia dizer. único eterno: o Pai. não podia. sob a direção do Cristo. 9º. a aparência de Moisés. foram elas postas ao alcance das inteligências humanas. em que todos os homens. Quando reencarnou em João. Elias e João Batista — são uma mesma e única entidade. deu grande brilho à tradição hebraica e anunciou. quando Jesus ensinou aos homens que João Batista fora Elias. 5. único. assim. 21. ali. se mostrasse apta a apreender esses mistérios e. a lei natural da reencarnação. 17. nos Espíritos do Senhor. Quando foi Elias.286 Cristo. até que a Humanidade. cujos tesouros de bondade e misericórdia são inesgotáveis. que teria de ser o precursor do Cristo. à realização de seus destinos. tomou a figura. a Nova Revelação explica o fato. porque são chegados os tempos em que se tem de efetuar a “nova aliança”. trabalham pelo progresso do nosso planeta e da sua Humanidade: o Espírito Santo. Moisés. se têm que abrigar debaixo de uma só crença. não poderiam Moisés e Elias aparecer no Tabor como dois Espíritos distintos. que então lhe seria. Sim. nas suas profecias. de par com aqueles mistérios. trilhando-as. no seu fundamento e nas suas conseqüências. — Malaquias. O princípio da reencarnação esteve esquecido durante muito tempo e convinha que assim acontecesse. em espírito e verdade. O que. conforme se verificou. — Atos. aos três discípulos. de charlatanices. Espíritos superiores. Essas três figuras formam o emblema de uma tríplice missão desempenhada em três épocas diferentes. pelos progressos realizados. de superstições. Espíritos bons. Assim. quem objete que. — Lucas. nosso Protetor. que. porque preciso se tornara que um véu fosse lançado entre os homens cheios de vícios. são o mesmo Espírito encarnado três vezes em missão. e os mistérios de além-túmulo. Elias e João Batista são um só. Quando foi Moisés. da crença num Deus uno. a mesma individualidade terrena. que volvera à Terra. . 53º. quando necessárias. 4º. naquela ocasião. Haverá. lei que. Entretanto. porém. Criador incriado. Elias e João foram sempre o mesmo Espírito reencarnado. sendo os três um só Espírito. revelada. sempre abertas ao Espírito que. porém. talvez. um Espírito superior. Espíritos puros. no Tabor. ensinando que. pelos Espíritos do Senhor. desvenda aos homens as sendas da expiação. por virtude da justiça de Deus. foi esse precursor. 16. Judeus e Gentios. da mesma elevação que Elias e João. Moisés. preparou a vinda do Cristo e a anunciou veladamente. Tais substituições se dão. 26. — Daniel. eterno. Governador e Mestre: o Filho.

— 26. até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei? Trazei-me o menino. grande multidão lhes veio ao encontro. Trouxeram-no. Quando Jesus voltou para casa. — 19. — Prece e jejum MATEUS: capítulo 17º. versículo 13. O Espírito. eu te ordeno: sai deste menino e não entres mais nele. Jesus lhes disse: Por causa da vossa nenhuma fé. ora ao fogo. Jesus. pedi a teus discípulos que o expulsassem. Dali partindo. Já o apresentei a teus discípulos. 9º. eu te suplico. Jesus lhe disse: Se puderes crer. — 18. tem piedade de nós e socorre-nos. todas as vezes que dele se apodera. lhe disse: Senhor. — 23. — 18. — 27. correu a saudá-lo. Mas.287 107 MATEUS. do meio do povo. nada vos seria impossível. e ela passaria. o qual. e. quando desciam do monte. — 22. banhado em lágrimas: Senhor. diríeis àquela montanha: Passa daqui para ali. versículo 14. para fazê-lo perecer. — 17. tudo é possível àquele que crê. tomado de espanto e temor. tem piedade de meu filho. que é lunático e sofre cruelmente. E tendo Jesus ameaçado o demônio. 37 ao 43 e 17º. Logo que deu com Jesus. mas eles não puderam. Ele então lhes perguntou: Que é o que discutíeis? — 16. — 38. viu Jesus que grande multidão os cercava e que com eles alguns escribas discutiam. um homem exclamou: Mestre. 13 ao 29. — 14. — LUCAS. — 20. muitas vezes cai ora no fogo. ajoelhando-se a seus pés. Logo o pai do menino exclamou. olha para meu filho: é o . Jesus perguntou ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? O pai respondeu: Desde a infância. Se puderes alguma coisa. vendo o povo acorrer. — 15. todo aquele povo. soltando um grito e agitando violentamente o menino. pois. mas estes não o puderam curar. 9º. dizendo: Espírito surdo e mudo. range os dentes e fica seco. o Espírito o agitou e atirou por terra. tomando-lhe Jesus as mãos e erguendo-o. 17º. — 15. No dia seguinte. chegou-se a ele um homem que. 14 ao 20. e eis que. este saiu do menino. atravessaram a Galiléia. — 17. e o Espírito o tem muitas vezes lançado ora à água. tanto que viu a Jesus. saiu. eu creio. Jesus lhes disse: Oh! geração incrédula. Quando voltou para onde estava o povo. Então os discípulos vieram ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós expulsar esse demônio? — 19. Não se expulsam os demônios desta espécie senão por meio da prece e do jejum. versículo 37. de sorte que muitos diziam: Morreu. Ele não queria que ninguém o soubesse. Um homem do meio da turba respondeu: Mestre. que. Vindo ter com seus discípulos. a estorcer-se no chão e a espumar. que ficou no mesmo instante curado. ficando este como morto. ajuda a minha pouca fé. — MARCOS. — 29. ele se levantou. ora na água. até quando estarei entre vós? até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino. 5 ao 6. Jesus respondeu: Oh! geração incrédula e perversa. MARCOS: capítulo 9º. — 24. ameaçou o Espírito impuro. — 20. se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda. LUCAS: capítulo 9º. o atira ao chão e o menino espuma. — 16. em verdade vos digo. Jesus respondeu: Os demônios desta casta não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum. — 25. seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expelir aquele demônio? — 28. eu te trouxe meu filho que está possesso de um espírito mudo. — 21. Lunático. — Fé onipotente.

que lhes fora trazido. atira-o por terra e o agita em violentas convulsões. — 40. versículo 8). (112) Destes trechos evangélicos se vê que os discípulos de Jesus. direis a esta amoreira: Desenraíza-te e transplanta-te para o mar e ela vos obedecerá. o “demônio”. disse o Divino Mestre.288 Único que tenho. poderiam dar entrada em seus corações e levando-os a reconhecer que ainda precisavam fortalecer a fé. apesar de investidos por Ele no poder de curar os enfermos e de afastar dos obsidiados os Espíritos obsessores. o dos instrumentos mediúnicos da atualidade só se tornará completo. quando eles lhe perguntaram por que não tinham conseguido “lançá-lo fora”. — 42. entretanto. Jesus respondeu: Oh! geração infiel e perversa. na condição de homens. ao mesmo tempo. — 41. apresentado o moço ao Mestre. mas eles não puderam. ao passo que aqueles atingiram o seu pleno desenvolvimento sob as vistas de Jesus. Jesus os preparava para desempenhar as missões que lhes iam ser confiadas. não puderam expulsar daquele rapaz. já tendo eles produzido. para serem exercidas cada vez em maior escala. Ao aproximar-se o menino. Foi por causa da vossa pouca fé. LUCAS: capítulo 17º: versículo 5. Foi. grande Espírito que trará a missão de aproximar a Humanidade do ponto de sua purificação integral. O Senhor lhes disse: Se tiverdes a fé do tamanho de um grão de mostarda. perguntar como é que. até Quando estarei convosco e vos suportarei! Traze-me aqui teu filho. Pedi a teus discípulos que o expulsassem. preservando-os desse modo do orgulho a que. a que se referem os Evangelistas. O mesmo se dá com os médiuns atuais. a causa de tal insucesso está assinalada na resposta que Jesus deu. tornar absoluta a confiança. o perseguidor que o atormentava. dentro de certos limites. curou o menino e o restituiu ao pai. — 43. como devia suceder. Jesus. Ocorre. até alcançarem toda a amplitude a que haviam de chegar. tinham que se desenvolver. fazendo-o espumar e só o larga depois de o haver esfarrapado. — 6. o demônio o atirou por terra e o pôs em grandes convulsões. da sua perfeição moral. acrescentando: “Os demônios desta casta não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum”. estranhos à ordem comum dos fatos. quando os mandara às cidades vizinhas. em virtude da sua perfeita pureza. E os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé. eles apenas obterão fatos isolados. pela assistência que lhes dispensava o Mestre. ficaram sem essa assistência naquele caso do lunático. Um Espírito se apossa dele e o faz subitamente gritar. um exemplo. Até lá. sobretudo quando Ele houvesse terminado a sua entre os homens. mas. que deviam depositar naquele em cujo nome iam falar e agir. quando estiver na Terra o Regenerador. capítulo 10º. para estarem aptos a realizar com firmeza as obras que o viam praticar pelo só poder da sua vontade. Enquanto se achava com seus discípulos. Eram ainda incipientes as faculdades mediúnicas de seus discípulos. — 39. fatos considerados “milagrosos”. com o poder de curar os enfermos e expulsar os demônios (MATEUS. Quanto ao não haverem podido os discípulos expelir do rapaz. É que Jesus lhes quis significar não se terem eles ainda tornado capazes de cumprir com segurança a tarefa que lhes cabia. tendo falado ameaçadoramente ao Espírito impuro. Entretanto. para os que de futuro viessem a ser os . este ameaçou o “demônio” que sobre ele atuava e no mesmo instante cessou a obsessão de que era agente tal “demônio”.

alavanca poderosa. pelo estudo. ainda estavam sujeitos a fracassos. ditas de lábios para subirem ao Senhor? Jejuar será abster-nos de alimentos quaisquer. ela nos falece a nós que a todos os instantes recebemos provas da bondade e misericórdia extremas de Nosso Senhor Jesus Cristo. pela meditação dos ensinos e exemplos do nosso Salvador e dos seus apóstolos. segundo ensinam os Evangelhos. disse-nos o Bom Jesus. De fato. é acompanhada do jejum espiritual. Mas. sucedia. que éorar? Será repetir palavras mais ou menos harmoniosas. Senhor. se estes. constitui o meio único de que podemos lançar mão eficazmente. cheios de imperfeições e fraquezas. santificados pela sua presença. que a faz librar-se às regiões luminosas do espaço e subir até ao seu Criador. A fé consiste na confiança absoluta. aquele pai não se sentia bastante forte em sua fé. no seu amor e na sua misericórdia infinitos. aprendendo a pedir somente o que possa ser de justiça aos olhos de Deus. acaba sempre por tocar o Espírito culpado. que dá à alma a essência pura da crença. que prodígioS não pode a fé operar? Que é o que não consegue essa alavanca prodigiosa. quão maiores não hão de ser esses fracassos. como deve ser em todo cristão. para afastar os Espíritos atrasados e sofredores. mais ou menos humildes. que. mais ou menos sonoras. por isso que em torno dele se grupam os Espíritos do Senhor. todas as coisas são possíveis àquele que crê. o esclarecer e encaminhar para a verdade. —Na humildade e simplicidade do seu coração. menos aparelhados de outras virtudes. esse mesmo temor militava por ele e lhe facultou ser atendido pela bondade infinita. Que é a fé? Que é a prece? Que é o jejum? Em que consistem este e aquelas? Disse Jesus ao pai do moço: Se puderes crer. dizendo isso. esclarecida e sábia.289 continuadores da obra dos discípulos. aliás. edificados como eram. todas as coisas são possíveis. Sim. vemos. sem vacilações. com lágrimas de reconhecimento. propensos a considerá-la apanágio somente de Espíritos elevados. além de fervorosa e perseverante. as lições por Ele dadas e exemplificadas até ao cimo do Gólgota. que carecemos de fé. como. ajuda a minha pouca fé. ela é forte. porém. necessários à sustentação . A verdade. por fortalecê-los em nossos espíritos. pobres pecadores de todos os instantes. Aí temos o valor e o alcance da prece! Orai e jejuai. senão impossível de definir-se e quase incompreensível para nós outros. conselhos e exemplos do Mestre. porém. esse calor fecundante. esforcemo-nos. Da fé nasce a prece que. Cumpre notar que. de ordinário. na existência de Deus. sem sombras. constantemente. dentro da figura de que usou. por verificarmos que. Efetivamente. sem a mais ligeira dúvida. pelos ensinos. o Mestre falou figuradamente. na atualidade. se. Não tendo ainda os nossos corações bastante abertos para agasalharmos essas virtudes. que estudamos e aceitamos. para assisti-lo. noutros irmãoS. porque. capaz por si só de levantar o mundo. Mas. eu creio. Ë uma virtude difícil. no entanto. é que: àquele que crê. nas ocasiões em que mais necessária nos é. essa força motriz incoercível. À fé se alia sempre a esperança e ambas se desdobram em caridade. como o que nesta passagem dos Evangelhos se registra. que não sabemos orar e que não praticamos o jejum espiritual! A fé. Dizemo-la incompreensível para nós. para merecer tal graça. está a verdade. sem mesmo perceber como e por que sobe. entre nós.

e que acabam tornando-se maquinais. na austeridade do proceder. em sermos sinceros na modéstia. puro Espírito. 11º. . frívolos mesmo. (112) JOÃO. surdos e mudos. como meio de ganhar a vida. aquela vida que os homens supunham humana. 40. investido de onipotência sobre os Espíritos impuros. inúteis. a prece de Jesus são os atos da vida praticados com o pensamento em Deus. uma prece ativa e permanente. A prece poderosa. a bem do nosso progresso moral e intelectual e do progresso dos nossos irmãos. O jejum que Jesus nos recomendou consiste em nos abstermos de pensamentos culposos. por ofício. É um arroubo contínuo do pensamento. porque. Não nos iludamos. Tais são o jejum e a prece que expelem os “demônios” da pior espécie. decorria continuamente piedosa aos olhos do Senhor e também porque a sua missão já era um ato de fé e amor. Espírito perfeito. e sempre a Deus reportados. em sermos sóbrios na satisfação das nossas necessidades materiais. Não é prece uma reunião de palavras que se repetem todos os dias. pelo poder e pela persuasão. uma aspiração incessantemente dirigida ao Criador e a guiar-nos na prática da verdade. reservando o supérfluo para o repartirmos com os nossos irmãos a quem falte o necessário. que o colocava (mesmo posta de lado a sua superioridade espiritual) acima de todos os Espíritos.290 do nosso corpo material e indispensáveis ao regular funcionamento do nosso organismo? Não. sua vida. na regularidade dos costumes. da caridade e do amor. os “demônios” que nos tornam cegos. Jesus não precisava recorrer à prece ocasional.

versículo 30. e estes lhe darão a morte. apenas. que o farão morrer mas ele ressuscitará ao terceiro dia depois da sua morte. 9º. . Jesus revelava antecipadamente os acontecimentos que se iam dar. seria real. que corriam o risco de perder o Mestre bem-amado. Quando voltaram para a Galiléia. — 45. fatos aparentes. crentes de que este pertencia. sem que haja mister sejam impostas. no parecer deles. MARCOS: capítulo 9º. mas que deviam ser consideradas reais. LUCAS: capítulo 9º. — MARCOS. material. — 22. povoava de dúvidas os Espíritos. quanto à possibilidade de tal fato. a fim de tornar mais frisante a sua ressurreição. — LUCAS. 17º. da sua morte e ressurreição MATEUS: capítulo 17º. Predição. Ensinando a seus discípulos. a morte e a ressurreição do Salvador. A vida. Ao mesmo tempo. que o Senhor se preparava para morrer. versículo 21. versículo Todos pasmavam do grande poder de Deus e como se mostrassem admirados dos que ele fazia. — 31. mas ele ressuscitará ao terceiro dia. não entenderam essas palavras suas e receavam interrogá-lo. tiveram uma razão e um fim que hoje se justificam e explicam. como derrogações de leis naturais e imutáveis. compreenderam foi. isto é. receavam interrogá-lo. O que eles. após uma morte que. Estes versículos se explicam por si mesmos. Mas os discípulos não entendiam essas palavras. a fim de tocar mais fundamente o espírito dos discípulos e lhes aumentar a fé. 30 ao 31. Jesus lhes disse: O filho do homem será entregue às mãos dos homens. dogmaticamente. 9º. dizia: O filho do homem será entregue às mãos dos homens. 44 ao 45. Os discípulos porém. mesmo como um milagre. tão veladas eram que não as compreendiam. 21 ao 22. Predisse-lhes que “habitaria com os mortos”. e tinham receio de o interrogar a tal respeito. porém. pelo seu invólucro corpóreo à humanidade terrena. disse a seus discípulos: Guardai nos vossos corações o que vos vou dizer: O filho do homem há de vir a ser entregue às mãos dos homens. como milagres. por Jesus.291 108 MATEUS. Os discípulos ficaram profundamente contristados. porque a ressurreição. dúvidas de que lhes nascia o temor de interpelarem a Jesus.

para os romanos. tem que resultar. Por isso. (113) Êxodo. aliás. Justo era. lhes dar uma lição de humildade e submissão. persistiam em querer que Jesus fosse um chefe temporal. o Mestre. porque a derrogação ou revogação das leis rigorosas ou iníquas. que à primeira vista parecem destituídos de importância. com a eloqüência de seus atos. ativas. como hebreus. exercida pela vontade de Jesus. aos pequenos. que sempre acarretam calamidades e as mais das vezes pioram a situação. 30º. cuja missão era toda de natureza espiritual. 23 ao 26. versículo 23. 26. não de revoluções. com o auxílio do tempo. esclarecidas e perseverantes. tão certo estava de que este cumpriria. eram. que eram. portanto. 13. (113) Destes versículos. com relação aos reis da Terra. força que. Simão? De quem recebem os reis da terra os tributos ou impostos? De seus filhos ou dos estranhos? — 25. Os “filhos”. ao contrário. os naturais do país. eram “filhos” os cidadãos de Roma. deve ser. de todos os textos das sagradas letras. para os hebreus. a quem Jesus se referia. as obrigações do homem pacífico. com efeito. impeliu o peixe a engolir a moeda e a encaminhar-se para o anzol com que foi pescado. Com relação ao fato de haver Pedro achado no ventre do peixe a moeda com que pagou o tributo. Jesus lhe perguntou: Que te parece. decorrem altas e proveitosas lições. Uma ação magnética. abre-lhe a boca. Jesus replicou: Então os filhos se acham isentos. os que recebiam o tributo das duas dracmas se aproximaram de Pedro e lhe perguntaram: Teu Mestre não paga as duas dracmas? — 24. logo que interpelado foi. eles não pagassem tributo aos romanos. Tendo eles vindo a Cafarnaum. Pedro respondeu que o seu Mestre pagaria o tributo. mas. como de fato aconteceu. desejassem encontrar um pretexto para se forrarem às obrigações que lhes impunha o poder do dominador estrangeiro. 17º. vai ao mar e lança o teu anzol. apontando-lhes estas virtudes como as armas que dão. estando na sua terra. para que não os escandalizemos. como. Nada obstante. Ao entrarem em casa. que encontrarás dentro um estáter. pega do primeiro peixe que apanhares. que se submete às leis de seu país ainda que as tenha por injustas e que elas realmente o sejam. porqüanto o seu reino não era deste mundo. que. sábias. estrangeiros eram os conquistadores e filhos os que nesse país haviam nascido. — 26. a vitória da razão e da verdade. mas da ação dessa força moral que se personifica na razão e na discussão. Jesus paga o tributo MATEUS: capítulo 17º. sobre os fluídos. para quem as estude com a atenção e o interesse que merecem as coisas santas. . aproveitou aquela oportunidade. E. cabem as explicações gerais dadas sobre os efeitos magnéticos. põe em foco a justiça e a verdade. assim. Ele respondeu: Sim. Os Judeus. quando tratamos da pesca tida por miraculosa. ao passo que. de estranhar que os discípulos. Pedro respondeu: Dos estranhos. toma-o e vai entregá-lo por mim e por ti. sendo estrangeiros os povos subjugados. 38º. pois. pretensão que Ele não perdia ensejo de demonstrar infundada. para. fontes de toda civilização lídima e de todo o progresso. no país que aqueles haviam conquistado. como sabemos. não sendo.292 109 MATEUS.

nele encontraremos a chave de toda a ciência. esse será o maior no reino dos céus. como somos e nos reconhecemos. aos olhos de vosso pai. — 37. — 38. Sejamos caridosos com os nossos irmãos e nele teremos o mais admirável tipo da caridade. — 34. o colocou de pé no meio deles. confiança. e lhes disse: Em verdade vos digo: se não vos converterdes e tornardes quais crianças. versículo 32. Sejamos crianças que o Divino Mestre tome em seus braços. Lição de caridade e de amor. chamou os doze apóstolos e lhes disse: Se algum quiser ser o primeiro. de amor.293 110 MATEUS. — 50. versículo 1. mas que não te segue. visto que quem não é contra vós é por vós. tomou de um menino e o colocou perto de si. e quem quer que em meu nome vos dê de beber um copo dágua. João. Aquele que receber em meu nome um tal menino. Veio-lhes então à mente saber qual dentre eles era o maior. nós lho proibimos. depois de o beijar. disse Ele. de amparo ao fraco. — 47. seja o último de todos e o servo de todos. de fé. versículo 46. LUCAS: capítulo 9º. possa depois dizer mal de mim. colocou-o no meio deles e. Jesus lhe disse: Não lho proibais. — 4. não entrareis no reino dos céus. por isso que tinham vindo a discutir sobre qual deles era o maior. disse: Mestre. 1 ao 5. Em seguida. o servo de todos”. — 35. vendo o que lhes ia nos corações. aquele que entre vós for o menor esse é o maior. 9º. humildade e simplicidade. chamando um menino. vimos um homem que expulsa os demônios em teu nome. Mas Jesus. — 5. por serdes do Cristo. que se fizer humilde e pequeno como este menino. Disse-lhe em seguida João: Mestre. e lhes disse: Quem quer que receba em meu nome esta criança me recebe e quem quer que me receba recebe aquele que me enviou. pois. . — 40. temos mais uma lição de caridade. Jesus disse: Não lho proibais. porqüanto. 32 ao 40 — LUCAS. Jesus então se sentou. sua recompensa. porqüanto não há ninguém que. Naquela hora os discípulos se acercaram de Jesus e lhe perguntaram: Quem julgas que é o maior no reino dos céus? — 2. de amparo ao fraco. 18º. Jesus. de fé. Todos se calaram. vimos um homem que expulsa os demônios em teu nome e nós lho proibimos. disse-lhes: Quem receber em meu nome a uma criança como esta a mim me recebe e quem me receber não me recebe a mim. porque elas vos trairão. tendo feito em meu nome um milagre. replicando. — 48. nem desejeis sobrepor-vos a eles. tomou de um menino. (114) Nestas palavras de Jesus. quando chegaram a casa. — MARCOS. — 36. não acrediteis valer mais do que os vossos irmãos. recebe sim àquele que me enviou. 46 ao 50. — 39. humildade e simplicidade MATEUS: capítulo 18º. não perderá. pois que ele não te segue conosco. porque quem não é contra vós por vós é. 9º. a mim me recebe. Aquelas palavras suas significam: Não procureis elevar-vos pelas vossas próprias forças. perguntou-lhes ele: De que vínheis tratando pelo caminho? — 33. Vieram a Cafarnaum e. eu vo-lo digo em verdade. — 3. Fracos. “Aquele que quiser ser o primeiro seja o último. se nos tornarmos simples de coração. — 49. MARCOS: capítulo 9º. Aquele. confiemos nele e.

ele expulsava os Espíritos impuros. Esse o sentimento que lhes trouxe ao espírito a idéia de saberem qual era o maior e motivou a discussão em que se empenharam. dando isso lugar a que os outros pensassem que lhe coubera a melhor parte. dando-lhes o melhor dos conselhos: o do exemplo. que João era o mais amado. versículo 38. A criança é o símbolo da inocência. o que o impelia a aproximar-se mais de Jesus. mas que servia para a construção do edifício. praticando contra elas inomináveis crueldades. ajudá-los a se elevarem. há hoje e haverá no futuro. até certo ponto. Compare-se essa doutrina à que. do contrário sereis condenados às penas eternas. e faremos milagres. desculpável. Aquele que não é contra mim (estas são. que entendem de impor a todos a tirania mística. Qualquer que seja o caminho que trilharmos. versículos 37 e 39. quais esse de que fala MARCOS no capítulo 9º. ia. o orgulho vos impedirá a entrada no reino dos céus. possuído de fé viva e ardente. Era uma pedra insulada. de palavras. se não abandonardes as idéias e tendências humanas. excomunga as criaturas de Deus e as condena a suplícios atrozes. recebe-o a Ele. que lhe secundavam os esforços. era este: Se não vos fizerdes simples e inocentes. e praticando o que este pregava? Certo de que. pregando aos homens que escutassem o Mestre. era. as palavras do Mestre) por mim é. “Se não vos converterdes e não vos tornardes quais crianças. em força. em seu nome. se. sem blasfemar. pondo-nos ao alcance do fraco e do simples. nem pretender forçar que os outros caminhem pela senda que se lhe abriu. compreendendo a missão do Messias prometido. segundo leis verdadeiras . por seu lado. adorai como eu. chegar ao fim que lhes cumpre atingir. versículos 49 e 50. ao servir-se de tal símbolo. tal a miserabilidade da carne. Quando disse que aquele que. por provir do grande amor que consagravam ao Mestre. o que mais amava. ou: não sereis moralmente perfeitos. — O que consta nestes versículos mostra que a ninguém é lícito sofrear os impulsos da fé. ciúme. capítulo 9º.294 procurai. mesmo entre os bons. tê-lo-emos a Ele ao nosso lado. quando podem. seguindo a que a essa fica paralela. espalhando o bem. como tantas outras houve. entretanto. Eis aqui a doutrina do Cordeiro de Deus: Não lho proibais. não era o mais amado. quis significar que. isto é. atos que se efetuam pela vontade de Deus. Daí o ciúme que lhes nasceu no intimo. usar do seu nome. em nome de Jesus. textualmente. de ritos. atraía sobre si as graças do Senhor. que lícito não vos é impedir que quem quer que seja pratique o bem. por questões de fórmulas. MARCOS. desde que o palmilhemos praticando a caridade. aí descobriremos as marcas de seus pés e seremos com Ele e Ele será conosco. O pensamento de Jesus. Espírito esclarecido. quão errados andam e divorciados de seus ensinos os intolerantes. Quer dizer. ao contrário. e dizei se os que assim procedem seguem o Cristo e podem. dizendo-lhes: crede como eu. recebe a uma criança. porém. antes. João. Supunham os discípulos que o Senhor tinha preferência por um deles. de quem apenas ouvira falar. de partilharmos com este o que possuirmos em inteligência. Que importava que aquele irmão não pertencesse ao número dos que seguiam a Jesus. portanto. Mostra. em saber. sustentado por Espíritos superiores. — LUCAS. com o apoio do nome de Jesus. não entrareis no reino do céu. não chegareis à perfeição. advertiu o Divino Mestre.

2º. 20. — 1ª Epístola aos Coríntios. . 2.295 e imutáveis da Natureza. ainda desconhecidas dos homens mas existentes de toda a eternidade. que essa é a significação única que devemos dar àquele termo e não o de derrogação das leis naturais. (114) Salmos 130º. — 1ª Epístola à Pedro. 2. como o pretende a Igreja Romana. 14º. 2º.

10 e 12. pois que. 17. termo que traduz bem o pensamento. Estes. (115) O tempo que se aproximava. queres digamos que o fogo desça do céu e os consuma? — 55. mas ainda os repreendeu. O fato de se haverem os Samaritanos recusado a recebê-lo nada tem de estranhável. 51 ao 56. mas cumpri-la. informe e cheio de arestas. como desapareceu. pouco depois. 1º. Ele veio dar àquele bloco. tornando-a perfeita. — 53. — Atos. mas justificá-la. de cujas idéias não partilhavam. Palavras de Tiago e João. 9º. Enviou adiante alguns mensageiros que de passagem entraram numa aldeia de Samaritanos a fim de lhe prepararem pousada. plenos de todas as virtudes. porém. — 52. de pedirem que do céu descesse fogo para consumi-los. Ele se elevou nos ares. (115) 4º Reis. darão testemunho de que. não o receberam por ter ares de quem ia para Jerusalém. ele. o benefício em paga da ofensa. que Tiago e João tiveram. — JOÃO. — 54. realizando-se a sua ascensão. 47. em que Jesus tinha que ser arrebatado do mundo. O filho do homem não veio para perder e sim para salvar os homens. Como se aproximasse o tempo em que havia de ser arrebatado no mundo. Dirigiram-se a uma outra aldeia. não só lhes recusou o que pediram. dos quais cintilará o amor divino. para fazer que nela apareçam os mais delicados traços. era o momento em que. diante dos discípulos reunidos. 1º. porém. Daí. também a lembrança. um exemplo de caridade e mostrando que. ainda que forte. voltando-se para eles. das vistas humanas. dizendo: Não sabeis de que Espírito sois? — 56. 2. como se sabe. seus discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor. . eles viviam em antagonismo com os Judeus. completando-a com o prescrever o amor em retribuição do ódio. Jesus não veio abolir a lei. 12º. de fato. o perdão em troca da injúria. versículo 51. formas deUcadas e burilar-lhe os contornos. o Mestre novamente toma do buril. Com o seu cinzel todo feito de doçura. Vendo isso. quando esse amor houver penetrado em todos os corações. 3º. desapareceria. não viera abolir a lei de Moisés. porém. estes. dando. até que deixou de ser visto. como sempre.296 111 LUCAS. se pós a caminho para ir a Jerusalém. de semblante resoluto. Jesus. porqüanto. com efeito. Chegado que é o momento de concluir essa obra. os repreendeu. Jesus. — Resposta de Jesus LUCAS: capítulo 9º. Quando a obra estiver acabada.

mais vale entreis na vida com um só olho do que com dois e ser lançado na geena do fogo. para expiação e reparação de faltas que anteriormente cometeram. — MARCOS. para o que lhe experimenta as conseqüências. Se vossa mão vos é motivo de escândalo. O sal é bom. cortai-os e lançai-os longe de vós. se se tornar insípido. cortai-a. pois é necessário que venham escândalos. mas ai daqueles por quem vêm os escândalos. 18º. visto que só mediante . Aquele que escandalizar a um destes pequeninos que em mim crêem. — 43. um fator do seu progresso. Porque. — É necessário que se dêem escândalos. mais valera lhe atassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao mar. pois vos digo que seus anjos. arrancai-o e atirai-o longe de vós. Ai do mundo por causa dos escândalos. pois. versículo 1. muitas vezes. com que o temperareis? Tende sal em vós e entre vós guardai a paz. (116) No planeta atrasado em que habitamos. maus conselhos. pois todos terão que ser salgados com fogo. uma como punição de suas culpas e. o filho do homem veio salvar o que estava perdido. versículo 42. onde o verme que os rói não morre e o fogo nunca se apaga. sofrimentos esses que. MARCOS: capítulo 9º. 6 ao 11. onde o verme que os rói não morre e o fogo jamais se extingue. como toda vítima tem que ser salgada com sal. — 47. ai do homem que cause o escândalo MATEUS: capítulo 18º. Constitui este. — 10. Aquele que escandalizar a um destes pequeninos que crêem em mim. Disse Jesus a seus discípulos: É impossível que não venham escândalos. Mais vos vale entrar na vida coxo ou estropiado do que com duas mãos e dois pés e ser lançado no fogo eterno. versículo 6. Necessário é. cortai-o. portanto. — 49. 1 ao 2. A esse melhor fora lhe atassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao mar do que escandalizar a um destes pequeninos. LUCAS: capítulo 7º. arrancai-o. as encarnações. mais vale entreis coxos na vida eterna do que com dois pés e serdes precipitados na geena do fogo que jamais se extingue. 7º. maus exemplos de outros que. melhor será que entreis no reino de Deus com um só olho do que com dois e serdes precipitados na geena do fogo. é impossível que não se dêem. são causados pelos maus atos. 42 ao 50. se tornam assim causas ou instrumentos de escândalo. do homem por quem vem o escândalo. — 11.297 112 MATEUS. — 50. mas. — 48. vêem sempre a face de meu pai que está nos céus. — 7. — 8. que haja escândalo no mundo. Mas. — 2. Tende muito cuidado em não desprezar a um destes pequeninos. Evitar o escândalo. no céu. — 46. 9º. melhor fora lhe pendurassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao fundo do mar. — 44. — LUCAS. entretanto. Se vossa mão ou vosso pé vos for motivo de escândalo. Consistem as expiações em sofrimentos físicos e morais. mais vale entreis na vida com uma só mão do que com duas e ir para a geena do fogo que jamais se extingue. ai. Se vosso olho vos é motivo de escândalo. Se vosso olho vos for motivo de escândalo. em geral. — 9. são concedidas aos Espíritos que as pedem. Se vosso pé vos é motivo de escândalo. — 45. onde o verme que os rói não morre e o fogo não se apaga. obstinados no mal.

O fogo exprime emblematicamente a expiação. pelo contacto com os vícios. sem que nos sorria a esperança de ver-lhe o fim. — Colossenses. os que se perderam em meio daqueles escombros e reconduzi-los. por meio da Nova Revelação e por intermédio dos Espíritos seus servidores. volta Ele hoje a salvar. — Zacarias. O filho do homem veio salvar o que estava perdido. proclamando entre os homens e para a Humanidade inteira que toda a lei e os profetas se contêm nestes dois mandamentos: amar a Deus acima de todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. em nossas almas. como Ele quer ser adorado. 2º. abstração feita de todos os diversos cultos exteriores. assim. e prescrevendo que não adorassem o Pai nem de cima do monte. escombros confusos do edifício que Ele erguera a tão grande altura. antes de estarem bastante amadurecidos para uma vida melhor. pelo exemplo e pela palavra. nem em Jerusalém. fazendo das tradições o fundamento de seus dogmas. abrindo-lhes uma estrada nova. de haver — um só rebanho conduzido por um só pastor. (116) Levítico. — 2ª Epístola aos Coríntios. para compor a linguagem figurada de que necessitava usar. — Estavam perdidos os que se haviam desencaminhado. cujo templo é o nosso planeta e cujos fiéis são os que praticam aquele duplo amor. para o Espírito culpado. de progresso. Jesus ainda aqui apresentou a infância como emblema da pureza e da virtude. em nome do Espírito da Verdade. Ai. dos que ocasionem o escândalo. por não mais obedecerem aos mandamentos. Esses os que o filho do homem viera salvar. entretanto. dos que se deixem levar até ao escândalo. Qualquer que seja o sacrifício que nos custe a destruição. 29. 6. Assim tendo acontecido. . — JOÃO. numa outra vida. induzindo-nos ao desejo de baixarmos de novo ao mundo. O sal. preferível é que o façamos. na vida errante do Espírito culpado. de todas as causas do mal. a que nos tornemos causa de escândalo. Recorrendo sempre aos costumes. uma tortura de todos os momentos. ao caminho que leva a Deus. e que. ainda que menor lhes seja a culpa. expiar e reparar o mal praticado. 3º. 13º. durante séculos talvez. e que as virtudes se fortalecem e deles triunfam. entre os hebreus. e ai também. — Ezequiel. com o que nos condenaremos a sofrer.298 eles muitas consciências despertam para o reconhecimento dos erros praticados e para o arrependimento. isto é. 7. 11. como servos e membros da Igreja universal do Cristo. Com o correr dos tempos. de tradições. como meio de purificação e. em espírito e verdade. Mais valera não houvessem encarnado. com extrema simplicidade e clareza. para que se lhe cumpra a promessa. preconceitos e tradições hebraicas. por os terem falseado. 13º. para. 13. 4º. 4º. enquanto o arrependimento não nos abrir o coração para aninhá-la. 17. era o emblema da purificação de toda vítima oferecida em oblata ao Senhor. — Efésios. porém. também essa nova estrada ficou atravancada de dogmas. 43º. 24. que o adorassem. em seguimento da de que se tinham afastado. de interpretações grosseiras.

Apenas. antes que descesse a desempenhar essa missão. reúne seus amigos e vizinhos e lhes diz: Congratulai-vos comigo. E que. — 3. apavorados com os obstáculos do caminho. 12 ao 14. Ele viera em socorro dos que fraquejam. encontrando-a. Ele as procura e. 18º. Ovelha desgarrada. Jesus então lhes propôs esta parábola: — 4. LUCAS: capítulo 15º. grande júbilo entre os anjos de Deus por um pecador que faça penitência. Era o que fazia. pois achei a minha ovelha que se perdera. Do mesmo modo. qual a mulher que. Qual dentre vós aquele que. 1 ao 10. haverá. quando o vê restabelecido. — 14. e faz ainda agora. desde que o homem surgiu no planeta. porém. maior vigilância sobre as que sofrem e as que um mau pastor deixou se perdessem. tendo dez dracmas e perdendo uma. Visam ao mesmo fim os ensinamentos que derivam de ambas. 15º. — 10. versículo 12. E se acontece que a encontre. Os publicanos e os pecadores se aproximaram de Jesus para ouvi-lo. quando a sua voz amorosa chega a ecoar no coração daquela que se perdera. ou que. dizendo: Este homem recebe os pecadores e come com eles. o bom pastor corre para essa que respondeu ao seu chamamento e. ele não deixa as outras noventa e nove nos montes para ir procurar a que se desgarrou? — 13. Esse tal. de modo especial. O pai de família cuida com ternura do filho doente e o coração se lhe alvoroça de ventura. E os fariseus e os escribas murmuravam. Foi o que fez o Filho bem-amado do Pai. — LUCAS. a da dracma objetiva. Uma vez que a encontre. Eu vos digo que. (117) O mesmo é o pensamento que ditou as parábolas da ovelha desgarrada e da dracma perdida. igualmente. versículo 1. não acende a sua candeia.299 113 MATEUS. — Dracma perdida MATEUS: capítulo 18º. retrocedem. Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se desgarra. os pobres a quem Jesus se dirigia. não varre a casa e não procura com cuidado a moeda até a encontrar? — 9. o que continuou a fazer. tendo cem ovelhas e perdendo uma. por intermédio dos Espíritos do Senhor. não é da vontade de meu pai que está nos céus que pereça um só que seja destes pequeninos. — 2. tomando-a nos braços. para que não mais se aparte do rebanho. que sempre trabalharam e trabalham pelo progresso da nossa Humanidade. voltando a casa. depois do desempenho daquela missão. em verdade vos digo que essa ovelha lhe dará mais alegria que as outras noventa e nove que não se extraviaram. Todos os seus cuidados se hão sempre concentrado e concentram nas suas ovelhas. ela reúne suas amigas e vizinhas e lhes diz: Regozijai-vos comigo. eu vos digo. durante a sua missão terrena. a reconduz ao aprisco. para ir procurar a que se perdeu até achá-la? — 5. — 8. oh! então. Quer isto dizer que nenhuma criatura do Senhor permanecerá afastada . Não é da vontade de meu Pai que está nos céus que nenhum destes pequeninos pereça. não deixará as outras noventa e nove no deserto. — 7. não a carregará aos ombros cheio de alegria? — 6. pois encontrei a dracma que havia perdido. mais alegria haverá no céu por ter um pecador feito penitência do que por causa de noventa e nove justos que não precisam fazer penitência. Assim. exerce. Ou.

em face da onipotência. a fim de que progrida moral e intelectualmente. Criador de tudo o que existe. É um duplo erro que a Nova Revelação vem condenar em nome de Jesus. Jesus Cristo! (117) 1ª Epístola à Pedro. do que a figurada alegria da mulher. amor. isto é. Assim. perfeitamente se justifica que Jesus se haja servido dele. aos nossos guias. sentimento que é desta o mecanismo. pois. cujo amor universal. ciência e progresso. 10. órgãos do Espírito da Verdade. para que o mais depressa possível entremos nessa existência ditosa. para que. caridade. quando encontrado. da bondade e da misericórdia infinita de Deus. aos Espíritos do Senhor. conseguinte-mente. e 25. Nada mais natural. portanto. o sentimento da mulher. do ponto de vista espiritual. tanto para o mais pequenino animálculo. infinito. tem o maior interesse. monstruosidades. ao encontrar a dracma cujo desaparecimento representaria talvez a perda de uma parte do trabalho exaustivo a que se entrega o marido. Quão grande não será a alegria que. de Deus. assim fazendo. Cumpre. mais cedo ou mais tarde. deve ser buscado com ardor igual ao que a anima a procurar uma moeda de pequeno valor e deve causar. duplo erro que o progresso das inteligências e a consciência moderna já condenaram como falsidades. Se os “príncipes da Igreja” quisessem compreender as palavras de Jesus. todas. anjos de Deus. porque visa tornar compreensível à classe pobre que tudo o que estiver perdido. alegria idêntica à que produz o acharse a moeda que se perdera. constitui o meio e o caminho de tornarmos a encontrar o que se perdera e fará que nos sirvamos do que havíamos perdido e de novo achamos. que olha com paternal afeto. certamente não insistiriam em pregar a condenação a penas eternas e a queda dos anjos. como para o rei da Terra. abrange todas as criaturas. por termos alimentado os vícios que as substituíram. Daí decorre que o arrependimento por havermos desprezado as virtudes e. possamos obter o lugar que nos está reservado na vida eterna. para alimentar nossa alma. por intermédio dos Espíritos do Senhor. da justiça. onde tudo é atividade. . desde que atentemos em que as suas palavras eram dirigidas a pobres.300 dele. se irão reunir a seus pés. para dar sustento a uma porção de míseros filhinhos. trabalhemos. pelas dificuldades com que logram ganhá-la. na parábola. para os quais a mais insignificante quantia tem grande importância. Pai de todos. quanto antes. 2º. na frase do nosso Divino Mestre. proporcionaremos aos nossos protetores. Quanto ao símile da moeda perdida e achada.

301 114 LUCAS. de sabedoria. — 24. por ser das que mais altamente exprimem a bondade. — 26. alimentam para a vida eterna. O mais moço disse ao pai: Meu pai. Poucos dias depois. e tomado de compaixão. o qual o mandou para uma sua fazenda a apascentar os porcos. trazei também um novilho gordo e matai-o. — 16. era preciso que nos banqueteássemos e rejubilássemos. correu-lhe ao encontro. partiu para um país estranho e muito distante e aí dissipou os seus haveres em desregramentos e deboches. — 23. sem jamais haver transgredido ordem tua e nunca me deste um cabrito para que eu me banqueteasse com meus amigos. (118) Esta parábola do filho pródigo é uma das mais eloqüentes. que nos traz a resignação ante todas as infelicidades e desgraças a que nos condenamos pelos nossos vícios e paixões. — 27. estava perdido e foi achado. o filho mais moço reuniu tudo o que era seu. únicos inimigos que precisamos combater e vencer. O rapaz se indignou e não queria entrar. Chamou um dos servos e perguntou o que era aquilo. Quando já havia dissipado tudo. sofrendo os efeitos da miserável condição a que chegou. — 14. tão bom e tão . dê-me a parte que me há de tocar dos teus bens. Parábola do filho pródigo LUCAS: capítulo 15º. — 22. Não mais sou digno de que me chames teu filho. que têm pão em abundancia. E começaram a festejar o acontecimento. havendo dissipado o tempo e a inteligência. caindo em si. O servo respondeu: É que teu irmão voltou e teu pai mandou matar um novilho gordo por tê-lo recobrado são e salvo. grande fome assolou aquele país e ele começou a passar privações. ao regressar o teu outro filho. — 32. tendo esbanjado. 15º. na casa de meu pai. — 28. estava perdido e foi achado. irei ter com meu pai e lhe direi: Meu pai. Ele. Afinal. disse: Já lá se vai tantos anos que te sirvo. pois que este meu filho estava morto e ressuscitou. muito gostara ele de encher a barriga com as landes que os porcos comiam. pequei contra o céu e contra ti. E levantando-se. Disse-lhe o filho: Meu pai. — 29. O filho mais velho estava no campo. disse: Quantos jornaleiros há. porém. pão do céu. do seu Deus. ao aproximar-se de casa. Disse ainda: Um homem tinha dois filhos. — 15. E o pai repartiu com os dois os seus bens. 11 ao 32. estás sempre comigo e o que é meu é teu. Foi então e entrou para o serviço de um dos habitantes do país. pequei contra o céu e contra ti. — 13. versículo 11. — 17. — 31. que esbanjou todos os seus bens com meretrizes. O pai saiu e se pôs a lhe pedir que entrasse. Vinha ele ainda longe quando este o viu. De volta. — 21. de ciência. a seus servos: Trazei-me depressa a melhor das roupas e vesti-a nele. enquanto que eu aqui morro de fome! — 18. comamos e regozijemo-nos. no cultivo desses vícios e paixões. ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. foi ter com o pai. Meu filho. Ela traduz o conforto da esperança. Aí. — 25. — 30. O pai disse. os tesouros de força. mas ninguém lhas dava. disse o pai. — 19. lançou-selhe ao pescoço e o beijou. acaba o Espírito por se sentir avassalado pela fome das virtudes que. Levantar-me-ei. mas. — 20. que possuía. porqüanto ele estava morto e ressuscitou. a misericórdia infinitas do nosso Pai do Céu. por sentir o vácuo no seu íntimo e. pensa com amargura no que perdeu e se lembra então do Pai. No entanto. pelo que respeita a teu Irmão. trata-me como a um dos teus jornaleiros. ouviu música e rumor de dança. não sou mais digno de que me chames teu filho. porém. Ela nos mostra que. logo lhe matas um novilho gordo. — 12.

na acepção legítima da palavra. 1. se obstinava no mal e que. o nosso Redentor. E o Pai. é. portanto. O arrependimento o ressuscita. — Efésios. Esta parábola é.302 terno. Todos os que vivemos neste planeta somos filhos pródigos. confiantes em absoluto na ilimitada misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo. a cessação de todo progresso. isto é. a cessação de todo movimento. pondo-o em condições de retomar a marcha ascensional. por essa obstinação no mal. pelo qual se opera a ressurreição do Espírito que. 13 e 17. 2º. pervertido. único capaz de lhe restituir os tesouros esbanjados. se acha morto. . um desmentido formal e solene. oposto ao erro fatal do dogma da condenação eterna. É assim que ele estava perdido e foi achado. porqüanto. (118) Atos. 39. façamos penitência. 5º. o arrependimento. e uma demonstração magnífica do remédio que temos em nossas mãos: a penitência. 14. 2º. o nosso Amparo. lhe faculta os meios de readquirir tudo o que constituíra a parte dissipada de sua herança. sendo a morte. uma acepção figurada. 3º. — Apocalipse. tocado pelo arrependimento sincero do filho e pela sua súplica. Arrependamonos.

ao que se diz legitimamente. — 11. sequer. podendo a palavra. senta-te ali e escreve depressa uma outra de cinqüenta. a criatura de boa-fé. — 7. — 3. versículo 1. — 5. que sempre militará a seu favor. — 4. mesmo quando essa previdência se traduza por um ato fraudulento. Perguntou em seguida a outro credor: E tu quanto deves? Respondeu esse: Cem coros de trigo. Se não fostes fiéis. como se poderá negar louvores àquele que empregue . 16º. conforme o pretenderam a malevolência e a ignorância dos que se apegam a cada uma das letras de cada versículo. disse ele. pela habilidade que revela. porqüanto. sobre uma ação má. Havia um homem rico que tinha um mordomo e este perante ele foi acusado de lhe haver dissipado os bens. do capítulo 16º de LUCAS. E eu vos digo: Empregai as riquezas de iniqüidade em granjear amigos. Pois que no mundo não falta quem admire e até louve a previdência de um outro. Quanto às “riquezas de iniqüidade”. o documento que me deste e escreve um de oitenta. quando elas vierem a faltar-vos. a fim de que. — 2. — 10. quando me houverem tirado a mordomia. Parábola do mordomo infiel LUCAS: capítulo 16º. adquiridas muitas vezes. em sancionar. E o amo louvou o mordomo Infiel por haver procedido com atilamento: pois os filhos do século são mais avisados no gerir seus negócios do que os filhos da luz. Disse-lhe o mordomo: Toma a tua obrigação. 1 ao 12. que se tornam. a fim de que. uma vez que meu amo me tira a administração de seus bens? Não sei cultivar a terra e de mendigar tenho vergonha. significar as duas coisas. — 8. que o divino Modelo haja pensado em legitimar ou. pois que não poderás mais administrar meus bens. uma comparação. empregadas contra o simples. mas. no original. portanto. Chamou cada um dos que deviam a seu amo e perguntou ao primeiro: Quanto deves a meu amo? — 6. preciso é se atente bastante no que consta nos versículos 10 e 12. apenas. Ora. do qual é vítima o primeiro. aplaudir o roubo. Aquele que é fiel nas pequenas coisas sê-lo-á também nas grandes. pois. — 9. Ele o chamou à sua presença e lhe disse: Que é o que ouço dizer de ti? Dá-me conta da tua administração. quem vos confiará as verdadeiras? — 12.303 115 LUCAS. como o têm feito certos críticos sem ponderação. Disse então o mordomo de si para si: Que hei de fazer. Já sei o que farei. O devedor respondeu: Cem cados de óleo. que mostram qual o seu espírito e não permitem. ainda quando as hajam adquirido fraudulentamente. Nela não se nos oferece um exemplo. fontes de males para o homem. eles vos recebam nos tabernáculos eternos. ou aprovar as fraudes e as ações más. que é mais consentânea com o pensamento do Mestre. pela esperteza. Dizemos — “admira” — e não — “louva” — porque. quem vos dará o que é vosso? (119) Para que esta parábola seja bem entendida. Toma. devemos traduzi-la por “admirar”. Deus sabe que o são pela astúcia. tão amiúde. porque fraudulenta. encontre pessoas que me recebam em suas casas. se suponha e diga. Disse também Jesus a seus discípulos. com o alheio. aquele que é injusto no pouco também o é no muito. e o juízo de Deus com relação àqueles que empreguem suas riquezas humanas em fazer o bem. o ignorante. que ele admira louva — não). se não houverdes sido fiéis no tocante às riquezas de iniqüidade. são as riquezas terrenas. Compara-se o juízo de um homem.

12º. 8. — 1º Tessalonicenses. o necessitado. 8. 36. 27. — JOÃO. para amortização de suas dívidas? (119) Daniel. — Efésios. fato que lhe será levado em conta. 5º.304 os bens perecíveis e perigosos da Terra na conquista de amigos que o ajudem a entrar nos tabernáculos eternos. isto é. . 4º. 4º. 5º. 5. — 1ª Epístola à Pedro. aplicando-os em auxiliar o pobre.

versículo 15. Tende cuidado convosco: se contra ti pecou o teu irmão. esquecendo e desprezando o ofensor. Quanto ao aconselhar Jesus. 19. — LUCAS. versículo 3. Se contra ti pecou o teu irmão. 9. para os Judeus. Se se arrepender. depois de valer-se daqueles expedientes. (120) Levítico. como perdôo as de meus Irmãos. — 1ª Epístola aos Coríntios. esquecesse e desprezasse as ofensas. — JOÃO. vai e o repreende. Palavras de Jesus relativas ao perdão e ao esquecimento das injúrias e das ofensas MATEUS: capítulo 18º. faze-te acompanhar de uma ou duas pessoas. povo rixento. pois sabemos que. — Romanos. perdoai-lhe com sinceridade a ofensa recebida. com o considerá-lo gentio e publicano. Gentio. 15 ao 17. e Deus vos perdoará do mesmo modo por que houverdes perdoado. LUCAS: capítulo 17º. Usemos. 8º. 10. tê-lo-ás ganhado. aliás. função que os tornava odiosos. entre eles. que. o ofendido. 17º. Conseguir. 19º. se também à Igreja ele não atender. 17. persuasivas. não te atender. 17. — 1ª Epístola à Pedro. significava bárbaro. 17. pois. ofensas estas que consistem na transgressão de suas leis e em todas as tentativas que façamos para nos subtrairmos à ação delas. para procedermos de modo contrário. amiúde. ocultando-a dos estranhos. em certos casos. 1. seremos julgados como houvermos julgado. 20. (120) Quer isto dizer: se houverdes de fazer a algum de vossos irmãos uma censura qualquer. já representava uma conquista imensa.Se. mas setenta vezes sete vezes ofendemos a Majestade divina. caso não o atendesse o ofensor. idólatra. mas a sós com ele. Razão nenhuma. Não guardeis jamais prevenção alguma contra um irmão vosso. possa parecer legítimo. para que ele não fique vexado. comunica-o à Igreja. 5º.305 116 MATEUS. — Provérbios. Jamais. do ponto de vista humano. para com os nossos irmãos. portanto. Se contra ti ele pecar sete vezes no dia e sete vezes no dia te procurar para dizer: Eu me arrependo — perdoa-lhe. 18º. pode haver. — 4. para os que o ouviam. conforme o disse Nosso Senhor Jesus Cristo. a fim de que tudo seja confirmado pela autoridade de duas ou três testemunhas. — Timóteo. não nos devemos esquecer de que. da benevolência de que tanta necessidade temos e digamos. Se vos houver ofendido. 3º. cumpre não olvidemos que Ele falava aos Judeus. a fim de que ele se corrija. trata-o como gentio e publicano. e recorresse à Igreja. Publicanos eram os cobradores de impostos. ao Senhor: “Perdoa as minhas ofensas. perdoa-lhe. não apenas sete vezes no dia. Se te atender. sinceros. 5º. — 16. 17º. Se também não as atender. — 17. . e. Além disso. rancoroso e vingativo. porém. que o ofendido chamasse testemunhas. procurai formulá-la com palavras brandas. se este persistisse em não se emendar. cedendo a um rancor que. 16º. repreende-o. vos arrisqueis a fazer que aquele que vos ofendeu recalque para o fundo do coração o seu arrependimento sincero. 3 ao 4.

11º. 46. em comparação com o Senhor. 7. 35º. 7 ao 10. 2.306 117 LUCAS. tendo um servo ocupado em lhe lavrar a terra. 35. Penso que não. 9º. — Salmos. quando houverdes feito tudo o que vos foi ordenado. — Romanos. ou em lhe apascentar os rebanhos. A preocupação do cumprimento do dever. versículo 7. 3. 2. Assim. 11º. 4º. Temos que esforçar-nos por cumprir o nosso dever. — JOÃO. — Filipenses. 2. (122) Levítico. Não lhe dirá antes: Prepara-me a ceia. Não nos devemos. diz a esse servo. 16. vangloriar do que fizermos. portanto. (121) Job. que tem o direito de tudo exigir de nós. até que eu tenha comido e bebido. 22º. a quem tudo foi dado. — 1ª Epístola aos Coríntios. 3º. Cumprimento do dever com humildade e desinteresse. 15º. 12. E o amo deve porventura agradecimento ao servo por ter feito o que lhe fora ordenado? — 10. sem que a isso nos mova unicamente a esperança de uma recompensa. . Qual de vós o que. depois comerás e beberás? — 9. o reconhecimento para com Deus e a esperança de satisfazê-lo. 14º. cinge-te e serve-me. tendo em vista agradá-lo. (121) Significa isto que nada somos. 13º. dizei: Somos servos inúteis. 4. tais os sentimentos exclusivos que nos devem animar. ao voltar ele dos campos: Vem sentar-te à mesa? — 8. 17º. com o sentimento de amor e gratidão ao Criador LUCAS: capítulo 17º. fizemos o que éramos obrigados a fazer.

— 16. Perguntou-lhe Jesus: Os dez não ficaram limpos? Onde estão os outros nove? — 18. Como se explica que. a lhe dizerem: Senhor. 17º. cheio de reconhecimento. convívio de que tinham sido expulsos. sem distinguir o Samaritano do Judeu. como de ordem moral e intelectual e o levam à perfeição. dirigindo-se para Jerusalém. mais ou menos submissos. a Igreja romana persista em chamar de diabólica a Doutrina Espírita e em considerar excomungados os que a professam? É que ela se acha completamente divorciada do Evangelho. as graças que Ele lhes manda e que abrem ao Espírito as sendas do progresso. Mestre. ofereceu a água nova. E se prostrou. enquanto os Judeus. 11 ao 19 Os dez leprosos LUCAS: capítulo 17º. Assim que os viu. haver nascido sob uma doutrina religiosa qualquer. ficaram limpos. trataram de ir cumprir as formalidades legais. onde mostrou aos homens que. das suas interpretações humanas. em que se apoiavam os Judeus. para adquirir méritos perante o Senhor. a quem Jesus. a tua luz nos deslumbrou. Ao entrar numa aldeia. E. quanto o Senhor há feito por nós. aceitar. — 15. para se prostrar aos pés do caridoso Médico e lhe render graças por tamanho benefício. fundados principalmente em interesses materiais. um deles retrocedeu. que mata para sempre toda sede. O Samaritano. nem ortodoxos. enquanto iam. tua fé te salvou. Vendo-se curado. uma vez que seus corações os encaminhem para Ele e que se revelem prontos a receber os ensinos. Esse era Samaritano. ensinou Jesus que não basta. Ora. mas tão-somente filhos mais ou menos amorosos. glorificando a Deus em altas vozes. Foi também o que se deu com os comprovincianos da mulher de Samaria. Assim. no sentido de curar-nos da lepra . vai. ela adota o princípio de ortodoxia. em face de tais ensinamentos e exemplos. teve Jesus que atravessar a Samaria e a GaliléIa. a tua palavra penetrou em nossos corações. sucedeu que. Jesus disse: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. (122) Com o fato aqui narrado. que se julgavam os filhos privilegiados. conforme Ele tornou claro no seu colóquio com a Samaritana (Evangelho de João. logo que se viu limpo. rosto em terra aos pés de Jesus. assim de ordem física. de seus preceitos. disse: Levanta-te. aos quais Ele transmite suas instruções. pelo que somos. porque eram leprosos. que o seu manto de misericórdia se estende sobre todos. sejam quais forem as crenças que professem. para o Pai. Então. praticar mesmo seus dogmas. dirigindo-se ao estrangeiro. — 13. o ortodoxo do herético. cremos em ti. nenhum mais. rendendo-lhe graças. pudermos reconhecer. — 12. E aconteceu que. tem piedade de nós. pois. voltou. Em oposição aos ensinos de Jesus. versículo 11. não há heréticos. se considerando o que éramos. — 17. — 14. saíram-lhe ao encontro dez leprosos que pararam ao longe. para sem demora voltarem ao convívio dos outros homens. a pátria onde tenham nascido.307 118 LUCAS. e declara heréticos e persegue como tais todos os que professam crenças divergentes dos seus dogmas humanos. à borda do “poço de Jacob”. a quem quer que seja. capítulo 4º). e lhe bradaram: Jesus. Eles logo se reuniram em torno do Mestre. nada tendo de comum com a Doutrina Cristã a de que é chefe o Pontífice Romano. de que fala o texto evangélico. senão este estrangeiro. voltou para glorificar a Deus? 19.

de limpar-nos das imperfeições morais. operou-a como todas as outras de que tratam os Evangelhos e como já deixamos explicado. com os corações transbordantes de reconhecimento e de amor e com o firme propósito de lhe seguirmos os passos. para nos prosternarmos aos seus pés. uma ação fluídica exercida por Jesus sobre os doentes. retrocedamos.308 do pecado. Quanto à cura dos leprosos. em busca do Senhor. em vez de continuarmos pelo caminho que levávamos e irmos preencher vãs formalidades de culto exterior. .

ei-lo ali. Dir-vos-ão. o homem o conquistará. partes integrantes da lei de fraternidade. . abusos que se traduziriam como de fato sucedeu. Estas palavras se aplicavam aos abusos a que. Só virão de novo. assim será o filho do homem no seu dia. antes de estarmos amadurecidos para contemplarmos o renascer do seu dia. do egoísmo. que o reino de Deus está em nós. pelas adições feitas à lei e que. pode o homem aproximar o advento em si daquele reino. por isso que só lentamente. com a sua presciência.309 119 LUCAS. para o possuirmos. Aqueles dias. Ele não virá. com efeito. Não é uma habitação venturosa. seria tratado. — 23. isto é. não vades. Depuremos. de atingir a perfeição moral. Quantos e quantos. E disse aos discípulos: Tempo virá em que querereis ver um dos dias do filho do homem e não o vereis. da fraternidade. penoso. O reino de Deus não é um lugar circunscrito. não vades. Dir-vos-ão: Ei-lo aqui. não sigais os que assim falem. igualdade. como o relâmpago. pelos novos escribas. fariseus e doutores da lei. Não. qual o imaginaram as criaturas terrenas. quando nos despegarmos das influências e dos apetites da matéria. não desejariam presenciar os atos e as obras praticados por Nosso Senhor Jesus Cristo? Quantos não quereriam ver passar aqueles dias. Ele. pois. Só a perfeição moral humana o fará vir implantar-se na Terra. 17º. onde logremos penetrar. pela utilização do seu nome e da Sua autoridade. Não se dirá: Ele está aqui ou está ali. como não constituem. é porque ainda não sabemos descobri-lo. porqüanto o reino de Deus está dentro de vós. da justiça. que implicam a prática da união. em suma. Tempo virá. pois aí. não constituindo. de progresso em progresso. por isso mesmo que são adições. Como os fariseus lhe perguntassem: Quando vem o reino de Deus? ele respondeu: O reino de Deus não virá de modo a que possa ser notado. do mútuo auxílio. Certo o desejariam todos os que já compreendem que o único remédio para os males da Humanidade consiste na observância dos dois grandes preceitos do amor e da caridade. Vê-se. pois. (123) O reino de Deus o homem o traz em si mesmo. produzindo um clarão que o faça notado. não os sigais. para se transviarem OU cegarem os fracos e os crédulos. o divino Mestre via sujeita a sua doutrina. — 21. que. do sensualismo e da sensualidade. Unicamente por um trabalho demorado. — 22. porém. não voltaram e muito tardarão ainda a vir. de modo a podermos assimilar a moral do filho do homem. tal como o relâmpago que brilha de um lado a outro do céu. se não o percebemos. no correr dos tempos. é a União das almas depuradas. da solidariedade. se volvesse à Terra. 20 ao 24 O reino de Deus está dentro de nós LUCAS: capítulo 17º. em que o Senhor pregava e exemplificava a moral de que fora portador ao mundo. incessante. em que desejareis ver um dos dias do filho do homem e não o vereis. pois que é no exercício de suas faculdades que se lhe depara o meio de alcançá-lo. como o foi pelos de antanho. ei-lo ali. fontes do orgulho. É a imensidade na virtude. — 24. de ascensão em ascensão. as nossas. versículo 20. ei-lo aqui. Nenhum abalo brusco a trará.

para que conceda às suas criaturas o auxílio. Essa adoração se expressará também pelo amor. que dividem e separam os homens. elegerem unanimemente o mais digno. os homens o adorarão em espírito e verdade e todos esses lugares. pela invocação feita a Deus e ao seu Cristo. em que não será mais no cume do monte. Não queiramos antecipar o futuro. inteligência e coração para os quais fora feita e se dirige. todos se congregarão em assembléias. em toda a sua pureza. protetor e governador do nosso planeta e da Humanidade terrena. Jesus. para presidir a todas. que forem precisas. da prática do amor ao Criador acima de tudo e ao próximo. igrejas. no entanto. chamados sinagogas. de Espíritos em missão. em espírito e verdade. da prece espiritual. o de maior merecimento. como um relâmpago. o mais esclarecido. a lei do Cristo se mostrará repentinamente aos homens. o Pai. despojada dos enganosos ornamentos com que a cobriram. de prece. (123) JOÃO. impelidos pelos sentimentos da humildade. Essa reforma determinará o desaparecimento dos diversos cultos exteriores. indistintamente. pois. mediante as encarnações. pelos falazes ornamentos de que cobriram os puros e suaves preceitos da moral sublime que Ele personifica. O Universo é o templo do Senhor. para. São aditamentos à sua lei tudo o que tender a materializar o que está e não pode deixar de estar submetido à inteligência e ao coração dos homens. de amor e de caridade. e os levará a se unirem num culto único: o de adoração sincera do Pai — Deus. em que. A isso proverá Deus. É o momento em que se fará a reforma na gente dos cultos. como se dirigirá sempre.310 liberdade e. único indivisível — por meio da prece do coração e não dos lábios somente. em lugares de reunião. o Filho e o Espírito Santo. se mudarão. virá. pelo respeito e pelo reconhecimento para com o Filho. templos. sob a influência e a proteção dos bons Espíritos. nem em Jerusalém. representam deturpações da lei. terão cumprimento estas palavras do Senhor: “Tempo virá. Pela reforma de que falamos. . aquela lei. os quais conduzirão a Humanidade a conhecer. como a si mesmo. do jejum espiritual. onde. Tornados os verdadeiros adoradores que o Pai reclama. da caridade. do amor. uno. Momento. o concurso e a proteção do Espírito Santo: os bons Espíritos. de justiça. 12. que adorareis o Pai”. mesquitas. 17º. de instrução.

— 36. na Terra vivem de novo. que está. compravam e vendiam. quando estivermos em condições de bem assimilar a moral do Filho do Homem. pois. foi preciso que o legislador apusesse à lei. com o lhes desaparecer das vistas todas as vezes que ela correu perigo. aos olhos dos homens. de dois homens que estiverem no mesmo campo. salvaguardando-a. Jesus nos ensinou a não ligarmos exagerada importância à nossa existência. — 28. Senhor? — 37. da “morte” de Jesus. Sinais precursores da segunda vinda de Jesus LUCAS: capítulo 17º. de duas pessoas que estiverem no mesmo leito. No dia. antes do momento em que. porém. tiveram por fim compor uma alegoria capaz de produzir efeito naquela época em que. Está claro que. 25 ao 37. pela Nova Revelação. Apesar disso. falando. remataria o edifício que seu amor construiu. — 30. entretanto. não sendo carnal o seu corpo. para os mesmos homens. rebeldes quando da missão do Cristo. nos mostrou que não devemos prodigalizá-la inutilmente. os homens desposavam as mulheres e as mulheres tomavam marido até ao dia em que Noé entrou na arca. que os fez perecer a todos. de duas mulheres que juntas estiverem moendo. que trouxera ao mundo. como a de hoje ainda a repele. — 33. choveu do céu fogo e enxofre. — 27. porém. Semelhantemente sucedeu nos dias de Lot: Comiam e bebiam. Comiam e bebiam. 17º. — 31. à chuva de fogo e de enxofre.311 120 LUCAS. uma será tomada e deixada a outra. Ao mesmo tempo. repeliu aquela lei a geração que a recebeu. pela “morte”. sofresse muito e fosse rejeitado por aquela geração. celeste. aquele que se achar no eirado e tiver dentro de casa seus haveres não desça para os tirar de lá e do mesmo modo não volte atrás aquele que estiver no campo. (124) Respondendo aos fariseus. versículo 25. Lembrai-vos da mulher de Lot. Nesse dia. assim sucederá nos dias do filho do homem. Mas. levando o devotamento que viera exemplificar diante dos homens ao extremo limite. tal como sucedeu ao tempo de Noé. é necessário que antes ele sofra muito e seja sujeitado por esta geração. fazemo-lo de acordo com a maneira de entender dos homens. necessário que Ele. em que Lot saiu de Sodoma. assim. o selo do seu amor. o Filho do Homem. Ele não se achava sujeito a nenhuma dessas vicissitudes. mas fluídico. É que muitos Espíritos. Assim será no dia em que o filho do homem aparecer. — 32. — 29. sempre rebeldes. dos “perigos” que esta correu. da “preservação da sua vida”. libertos da influência da matéria. aí se reunirão as águias. Todo aquele que procurar salvar a vida perdê-la-á e todo aquele que a perder salvá-la-á. veio então o dilúvio e os fez perecer a todos. uma será tomada e deixada a outra. no sacrifício da vida. um será tomado e o outro deixado. Com efeito. perguntaram-lhe então os discípulos: Onde será isso. Continuando. Respondeu ele: Onde quer que esteja o corpo. pela sua vida. pela sua “morte”. — 26. Jesus lhes declarou que o reino de Deus está em nós e que se nos tornará patente. sabemos que. plantavam e edificavam. de uma vida . disse ainda o divino Mestre ser. Digo-vos que nessa noite. — 34. o que significa: quando houvermos atingido a perfeição moral. engolfados nas preocupações e cuidados. As alusões do Divino Mestre aos tempos de Noé e de Lot. — 35. E. do mesmo modo que.

haverá progresso e mudança e onde quer que a depuração se tenha completado.312 toda material. oriunda da ingenuidade das épocas primitivas. — À sua resposta deu Jesus uma forma evasiva. que é o em que consiste a salvação da alma. O que se deu com aquela mulher que. LUCAS: capítulo 17º. — Como nem todos se acharão no mesmo grau de adiantamento. Aquele que só vive para o presente. pensar em nosso futuro espiritual. de um duplo ponto de vista. terá de recomeçar. de progredir. Lenda pueril. volvam ao caminho que os levará à conquista do lugar que lhes está reservado. versículos 34 e 35. como. o da destruição de Sodoma. “se transformou em estátua de sal. pelo que com zelo e solicitude devemos cuidar do progresso moral e intelectual nosso e dos nossos irmãos. constantes nos versículos que estamos estudando. na época da purificação do planeta. do futuro dos nossos e dos seus Espíritos. pela mesma razão por que muitas vezes falava servindo-se de figuras emblemáticas. que se derreteu”. se demorou em fugir. as águias. Ele as dirigia igualmente à nossa e às que se seguirão. . LUCAS: capítulo 17º. dizendo. a que ambicionava. da vida eterna. preocupado unicamente em conservar a vida material. depois de se sentirem deslumbrados pela luz que de súbito lhes brilhará ante os olhos. pelo arrependimento. virá. mais cedo ou mais tarde. para que nos não aconteça como à mulher de Lot que. achando assim de novo a vida que perdera e pela qual se lhe reabre a estrada que o conduzirá à meta. se respondesse de modo preciso. LUCAS: capítulo 17º. a perdê-la. Mas. sabemos que as palavras do Mestre querem dizer: por toda parte onde haja na Terra humanidade. do futuro que os aguardaria. Hoje. chega o momento. segundo a narrativa da Gênese (capítulo 19º. até que. mas achará do outro lado do túmulo a que não tem fim. — Que as preocupações de ordem material nos não dominem o pensamento. quando caiu ao chão. desde que tenhamos compreendido que nos cumpre. versículos 31 e 32. versículo 33. LUCAS: capítulo 17º. As palavras de Jesus. Aquele que trata de salvar a vida espiritual perderá a vida material. todos os Espíritos carnais serão afastados do nosso planeta. os homens não cogitavam. consistiu no seguinte: foi atingida por um raio e. o pensamento de Jesus. versículo 26). — Compreendamos bem. nos quais o fogo dos remorsos os devorará e sofrerão duríssimas expiações. sequer. sem mais demora. pela nova revelação. para planetas inferiores à Terra. isto é. porém. como com tantos e tantos ainda hoje sucede. como chegaram o do dilúvio. pois que morrerá. Inesperadamente. ao perdê-la. não tenha cuidado do seu progresso espiritual. o que consta neste versículo. os guias. em espírito e verdade. forçoso será que haja uma escolha dos que possam continuar a reencarnar na Terra. porque os discípulos o não compreenderiam. uma vez concluida a separação do joio e do trigo. em que todos os Espíritos materiais. destinadas a impressionar fortemente as inteligências dos que as ouviam e a tocar também as das gerações que se sucederam. estava reduzida a cinzas. visto que àlei do progresso ninguém jamais poderá furtarse. aí se reunirão os Espíritos purificados. preocupada com os bens materiais que era forçada a abandonar. indo. versículos 36 e 37. porqüanto já vêm próximos os tempos em que começará a depuração da Terra. onde só a espiritualidade terá que reinar.

colhendo bons frutos da encarnação em que se encontram. Numa hipótese. cuja ação se exerce no sentido de amparar e fortalecer os encarnados. pelo poder. a fim de tornar efetivo. auxiliando-os. nesse caso. cuja ação maléfica intensifica as dores e os sofrimentos dos encarnados. 1º. — 1º Tessalonicenses. dando àquelas dores e sofrimentos um acréscimo de intensidade. correspondente à rebeldia que manifestem em face da lei divina. que. para que vençam com felicidade suas provações. dos resgates a que se achem sujeitos. o cumprimento das provas. 7º e 19º. para os primeiros. por efeito da lei de afinidade. como noutra. em essência. de tal forma. das expiações. — 2º Tessalonicenses.313 (125) (124) Gênese. elevados. assim os Espíritos bons. 12º. conforme claramente se verifica. aí se reunirão Espíritos desencarnados. (125) Afigura-se-nos que às palavras do versículo 37 se pode dar a seguinte interpretação mais precisa e que. Reunir-se-ão. — Job. haverá sempre. — JOÃO. execução plena da lei de justiça e misericórdia. 16. . inferiores. simbolizados nas águias pela liberdade e amplitude de ação. mais ou menos purificados. 25. na efetivação do progresso que lhes cumpra realizar. como também os Espíritos atrasados. 4º. 39º. 7. As águias serão. não difere da que os Evangelistas lhe atribuíram: onde quer que haja Espíritos encarnados. moralmente cegos. os atraiam de preferência aos que poderiam e desejariam ajudá-los. 30.

O Mestre. que já eram bastante esclarecidos. o poder de ligar e desligar. isto é. por aqueles Espíritos. no verdadeiro sentido destas palavras. eles se achavam em condições de julgar. para boa compreensão do que dizemos. quão reduzido não será o número desses! Quanto à promessa. (126) Explicado. pois. é claro. — 19. puderam e podem colocar-se em condições de ligar e desligar. como Ele os antevia. aquilo que pedirem lhes será concedido por meu pai que está nos céus. que Jesus conferiu aos seus discípulos. que Jesus fez aos que se reúnam em seu nome. alguns houve que. Tais faculdades. 18º. a interesses exclusivamente humanos. — 20. pois que todos eram médiuns de grandes faculdades. da moralidade e dos sentimentos dos homens. do mesmo modo podem ligar e desligar. preenchendo essas condições. entretanto. importa. por Pedro. para que se cumpra a sua promessa de estar com aqueles que se reúnam em seu nome. de lhes conceder Deus o que pedirem. Para que tal . como esse fato se deu. A prova temo-la no fato do julgamento e da condenação de Ananias. aí estarei eu no meio deles.314 121 MATEUS. Sua presença onde duas ou três pessoas se acharem reunidas em seu nome MATEUS: capítulo 18º. 18 ao 20. antes de tudo. ou três. versículo 18. também. resultava da elevação pessoal deles e dos avisos que recebiam de seus guias espirituais. necessariamente. Mas. mais ainda o seriam. importa entendamos que se referia não a pedidos formulados apenas com os lábios. não se transmitiram por herança aos que se arvoraram em seus sucessores. porém. quando lhes fosse dada toda a luz. com sabedoria e acerto. onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome. Da sua promessa está. se dois dentre vós se reunirem na Terra. e que santo e justo seja o que pretenda o pedinte obter. como médium audiente. Entre nós espíritas. com um sentimento profundo e santo. Pedro se achou em estado de julgá-lo com segurança e de lhe condenar o procedimento. degenerados. com a assistência e o concurso de seus guias espirituais. por isso mesmo que eram pessoais e devidas à elevação espiritual de cada um. excluído. tudo o que diga respeito às coisas mesquinhas do mundo. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no céu e tudo que desligardes na Terra será desligado no céu. Poder de ligar e desligar dado por Jesus aos apóstolos. saber o em que consiste acharem-Se dois. Veja-se. Assim também. Também vos digo que. reunidos em nome de Jesus. mas a súplicas que se façam do imo dalma. sobretudo audientes. não estariam aptos a receber tão alta investidura. nos limites da missão terrena de cada um. inspirados e guiados por Espíritos superiores. como já deixamos. alguns há de haver que. Porque. cumpre levemos em conta que eles. Cumpre dizer. entre os sucessores dos Apóstolos (Judeus e Gentios). Já de si mesmos elevados. quando proferiu as palavras constantes nos versículos acima. da perfídia de Ananias. A perspicácia dos Apóstolos. Advertido misteriosamente. que. pela sua santidade e por suas faculdades mediúnicas. só se dirigiu aos Apóstolos e não a esses pretensos sucessores que. ou muitos.

se nos concílios. de desinteresse. todavia. pois que assistida e inspirada pelo Espírito Santo! Como. são tão falíveis quanto os outros homens. dizendo: Que respeito não devem merecer os concílios. Quem então os assistia e inspirava: O Espírito Santo. nessas maiorias foi sempre onde se mostraram o orgulho. Se. exemplificaram a abnegação e o devotamento. ou Satanás? (127) . no sentido de que seus emissários nos cercarão e nos banharão os Espíritos nos eflúvios de amor que implorarmos. portanto. quer reunidos em concílio. Mas. infalíveis em seus julgamentos. freqüentemente. a minoria deles é que tem caminhado. nos reunirmos para a obtenção de suas graças. e caras lhe são as cabeças fiéis. Entretanto. uns dos outros. Quais e quantos. na pessoa de seus pastores. nas pegadas do Mestre. às boas e às más influências espirituais. pela experiência. que todos se achem possuidos do amor a Deus e ao próximo. Ele acudirá sem dúvida ao nosso chamamento. nos quais a Igreja toda se acha reunida. os Espíritos. a incredulidade. dos mesmos gostos. sabe contar suas oveLhas. ficamos conhecendo a influência atrativa que exercem os fluídos simpáticos. uma assembléia em que há discussões inflamadas. é preciso que a todos anime o desejo de lhe seguir a lei. do verdadeiro sentimento de amor. se muitos de seus membros mantinham suas opiniões contra as da maioria triunfante. a intolerância. Pastores humanos. imitando os Apóstolos. quando vemos serem tantos os tíbios. se poderá supor assistida por Jesus. de humildade. versículo 20. Repliquemos. de paciência. por que meio se há de distinguir o que é inspirado pelo Espírito Santo e o que o é por Satanás? Dirão talvez: pela sabedoria humana. como ainda hoje se dá com a minoria dos que formam a coletividade espírita. diversos eram os pareceres. os indignos. o egoísmo e. dos mesmos pendores. como estes. que são o laço que aproxima. os indiferentes. se não da mesma ordem.315 se dê. de caridade e de amor. pelas tradições. são os que. compostos de “homens de Deus”. constituindo uma assembléia infalível. a sã e legítima interpretação das sagradas escrituras. a tolerância e a fraternidade para com todos os homens? Muito ao invés disso. a Igreja Romana se baseia no texto do capítulo 18º de MATEUS. porque estão sujeitos. quando ainda tão raros são os homens animados de bons sentimentos. controvérsias tremendas e muitas vezes acrimoniosas. só a razão pode decidir e. e apelarmos para a proteção do divino Mestre. dos que hão constituído a maioria dos concílios. para dar valor aos seus concílios. quer insulados. nesse caso: Não. Fora daí não há reunião em nome de Jesus. quais as influências que guiavam os do sacro colégio? Desde que divergentes se mostram as opiniões nos concílios. pelos seus emissários. a ambição. é que lhe segue os exemplos de doçura. o fanatismo. inspirada pelo Espírito Santo. Nem objete a Igreja que a infalibilidade está com a maioria dos membros dos seus concílios. pelo estudo. mesmo entre os que se reúnem em reduzido número? O Senhor. para a razão. infalível somente Deus o é. como havemos de esperar resultados infalíveis. Como poderá prová-lo? Ao contrário. intimamente ligados pelo amor a Deus. em que ainda nenhuma questão religiosa foi decidida por unanimidade? Ora. porém. formando uma cadeia simpática bastante sólida. Pelo estudo da Doutrina Espírita. pelo menos possuídos dos mesmos sentimentos. considerando-os meio superior a quaisquer outros de se obterem a verdade.

depois. ou à má-fé. no entanto. que exerce a sua ação fiscalizadora por meio da razão. como pelos fatos ocorridos em todos os tempos e entre todos os povos. nos venham enganar e perder. verdadeiro testemunho de Deus entre os homens. hoje mesmo. as tábuas da lei. isto é. senão nas condições que a própria doutrina indica. nos julgamentos por eles proferidos e nas opiniões emitidas. destinado a constituir-se o depositário da crença monoteísta. dos Espíritos elevados. para não suceder que. eles forçosamente se acharam sempre sob dupla influência: uma boa. a anunciação. para afastar da Revelação Espírita os homens. Ë real essa proibição. há um critério infalível: a consciência. de vontades. o povo hebreu estava. Querer que evitemos essa comunicação. para transmiti-la às gerações futuras. é que são desmentidas. Assim sendo. pelos profetas de Israel. equivale a rejeitar todo o passado da Humanidade terrena. e ainda pelas revelações que o Senhor nos tem enviado. porque Moisés proibiu a evocação dos mortos. Para as inspirações da Igreja. a Abraão. a pedra de toque é a mesma. abatendo o orgulho. monstruosas em si mesmas. que um e outro relatam. que não admitem discussão. nem luz. Atrasado e supersticioso. nem progresso. não nos iludamos com esses sofismas dos que querem que cegamente nos entreguemos à dominação de obscurantistas retardatários. Espíritos inferiores. Investiguemos a história dos papas. Pretende ainda a Igreja que nos abstenhamos das comunicações com o mundo espiritual. oculta ou ostensiva. para lhe descobrirmos a causa. poderemos dizer: Isto emanou verdadeiramente do Espírito Santo. nem raciocínio. dos Espíritos de luz e verdade. Para as comunicações particulares. os vícios que disputam a posse da Humanidade e a dilaceram. com os homens. a dos Espíritos do erro e da mentira. desviado da senda que lhe cumpria trilhar. de aspirações. os sentimentos de abnegação. o Antigo e o Novo Testamento. outra má. nem compreensão. assim pelas tradições históricas. uma vez que. e Moisés lhe proibiu que interrogasse os mortos. em virtude da lei de afinidade. basta atentemos nos motivos que a inspiraram. Negar a ação mediúnica. pela impossibilidade de discernirmos o que é verdade do que é impostura. que só Satanás teve e tem o poder de se comunicar e só ele se comunica mediunicamente com as criaturas humanas. isto é. para só admitir a de Satanás. quando os acharmos. dos concílios todos e procuremos. aos hebreus. de comunicação dos “anjos”. Tais afirmativas não passam de puerilidades interesseiras. dos Espíritos bons. Mas. mas. não devemos pôr-nos em comunicação com o mundo invisível. é formular uma objeção que inquina igualmente de incerteza as decisões dos concílios. pelos Espíritos inferiores e impuros que o cercavam. a ambição. unanimidade de sentimentos. a avareza. quando não ignoramos que. a tradição de todos os acontecimentos que ela registrou. . entre os seus membros. do Espírito Santo. Onde quer que se nos deparem o amor e a caridade. da vinda do Messias e. devidas à ignorância. a manifestação espírita feita a Moisés no Sinai. não há o que estranhemos naquela proibição.316 Dizem também os sacerdotes romanos. similares aos nossos. os fatos. dos Espíritos purificados. de desinteresse. para preservá-lo de ser. o Decálogo. sem se poder determinar quais os que recebiam a boa. isto é. de pensamentos. como para as dos médiuns. nunca tendo havido. de amor universal que lhes presidiram às decisões e.

para a revelação que nos trazem os Espíritos do Senhor. que em seu nome o Pai enviaria aos homens o Consolador. sob o regime da lei de Moisés. audientes e videntes. tendo por objetivo libertar os Israelitas da tradição e da ambição dos levitas e reconduzi-los às crenças puras. e desenvolvendo os seus ensinamentos. audientes e videntes. enfim. versículo 26). foi o Espírito Santo o inspirador dos médiuns. estão vindo preparar e realizar o fim do mundo do erro e da mentira. capítulo 24º. Espíritos em missão. criando o dogma da infalibilidade papal. para nos transmitirem. o complemento. há igualmente. nos tempos do “fim do mundo”. quando disso formos dignos. que é o Espírito Santo. (127) Tais foram os escândalos provocados pelas discussões violentas verificadas nesses Concílios. da qual Ele é o espírito. (126) JOÃO. hoje. 3º. da verdade absoluta. o novo advento do Mestre que. 4. quando sabemos que o sacerdócio hebreu atribuía a Belzebu o poder que Jesus tinha de expulsar dos obsidiados os Espíritos da treva? Assim como. 5º. também houve. . explicando. surgiram em Israel. Cumpre-se assim o que Jesus anunciou e prometeu. anunciar-nos as coisas que hão de vir. que resolveram suprimi-los. a parcela que já possamos e devemos receber. 5º. Os tempos preditos chegaram. 23. conjunto dos Espíritos do Senhor. em espírito e verdade. glorificar a Jesus. 14. versículo 29). assim como.1ª Epístola aos Coríntios. — 1ª Epístola à João.317 poderemos dizer: Isso provém dos bons Espíritos. virá mostrar-nos sem véu a verdade. capítulo 14º. 22. o qual lhes ensinaria todas as coisas e lembraria quanto Ele dissera (João. entre os discípulos do Cristo. médiuns inspirados. ensinar-nos progressivamente toda a verdade. recordar-nos tudo o que Ele disse. quando disse que. médiuns inspirados. preparar. para o prosseguimento da revelação que Ele trouxera ao mundo. e haverá médiuns de faculdades múltiplas. dos Espíritos do Senhor. O Espírito da Verdade. a sanção. E por que havemos de estranhar que o sacerdócio romano afirme que as comunicações espíritas procedem todas de Satanás. cairiam do céu as estrelas e as virtudes do céu se abalariam (MATEUS. numerosos profetas. 20º. .

seus companheiros. (128) Um talento valia mais ou menos 1. Tenhamos sempre presente ao nosso espírito esta grande sentença. Vendo os outros servos. . o que se passava.900 Cruzeiros em moeda brasileira. O companheiro. a quem tanto temos ofendido e ofendemos. lhe rogava: Tem paciência comigo e tudo te pagarei. agarrando-o. 21 ao 35. porém. — 27. Por isso o reino dos céus se assemelha a um homem rei que quis tomar contas aos seus servos. quando se há tornado capaz de perdoar sempre. O senhor. de nossa parte. pois. toda a tua dívida. porque me pediste. foi-se dali e mandou metê-lo no cárcere até que pagasse o que devia. vícios e defeitos esses que constituem não só casos de expiação e de reencarnações. — 25. do fundo dalma a seu irmão. apresentou-se-lhe um que lhe devia dez mil talentos (128). secura ou dureza de coração. Então. como tive de ti? — 34. — 33. — 23. ficaram muito contristados e foram contar ao senhor o que havia ocorrido. 18º. Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau. Tendo começado o ajuste. o que somente se dá. lançando-se-lhe aos pés. chave de todos os ensinos: Não façais aos outros o que não desejaríeis vos fizessem A falta ou a recusa de perdão. o mandou embora e lhe perdoou a dívida. para pagamento da dívida. use de misericórdia para conosco. lançando-se-lhe aos pés. não devias tu também ter compaixão de teu companheiro. — 31. o entregou aos verdugos até que pagasse toda a sua dívida. — 28. Pedro lhe perguntou: Senhor. — Parábola dos dez mil talentos MATEUS: capítulo 18º. — 35. os filhos e tudo quanto possuía.318 122 MATEUS. versículo 21. irritado. muitas vezes conseqüência do orgulho. Se queremos que o nosso Pai. O outro não quis. dando-lhes tempo para pagá-las. (130) Não levemos em conta as ofensas que recebamos. Assim também fará convosco meu Pai celestial. eu te perdoei. não esquecendo que o Senhor nos julgará do mesmo modo por que houvermos julgado os nossos irmãos. Perdão das injúrias e ofensas. Como não tivesse com que os pagar. — 26. Respondeu Jesus: Não te digo que até sete vezes. compadecido dele. lhe suplicava: Senhor. tem paciência comigo e tudo te pagarei. Aquele servo. sejamos sempre prontos a perdoar tantas vezes quantas formos ofendidos. Saldemos. entretanto. aquele servo encontrou um companheiro que lhe devia cem denários (129) e. aproximando-Se dele. éegoísmo. — 30. Daí saindo. mas até setenta vezes sete. — 29. ordenou seu senhor que fossem vendidos ele. se cada um de vós não perdoar a seu irmão do íntimo do coração. a mulher. todas as suas dívidas. a sufocá-lo: Paga o que me deves. como também um obstáculo a que o Espírito saia dos mundos inferiores. como o Senhor mesmo lhes dá. — 24. sejamos misericordiosos. então. — 32. incessantemente. lhe dizia. perdoarei a meu irmão todas as vezes que pecar contra mim? Fá-lo-ei até sete vezes? — 22. E.

herança que o Pai celestial reserva a seus filhos. a fim de se depurarem gradativamente. — 8. desde o princípio do mundo. mas dotados das faculdades necessárias a avançar. que têm por morada as regiões etéreas mais próximas do centro da onisciência — Deus. 19º. Ele. Jesus deixou a Galiléia e foi para os confins da Judéia. que o corpo. — 6. recebendo o prêmio ou o castigo a que fizeram jus. É lícito a um homem repudiar sua mulher? — 3. a não ser por motivo de adultério.319 123 MATEUS. Assim. — 2. isto é. o homem o que Deus uniu. Não separe. — 9. moral e intelectual. pois. assim como aquele que casar com uma mulher repudiada. usando do livrearbítrio e da razão e. para chegarem todos à perfeição. — Casamento MATEUS: capítulo 19º. perguntou: Que vos prescreveu Moisés? — 4. comete adultério. — 7. — 3. MARCOS: capítulo 10º. também comete adultério. 1 ao 9. assim. no meio planetário correspondente ao gênero e à gravidade dos seus delitos. Deus os fez macho e fêmea. imaculados. pela sua mesma natureza. Não separe. (131) Criados todos simples e ignorantes. a perfeição moral. Respondeu Jesus: Por causa da dureza de vossos corações é que Moisés vos permitiu repudiásseis vossas mulheres. Porém. — 6. porém. — 5. Jesus lhes replicou: Por causa da dureza de vossos coracões é que Moisés vos escreveu esse mandamento. que recomeçou a ensiná-las como costumava. 10º. experimentando as sanções da lei imprescritível do progresso. em conseqüência. além Jordão. para o destino que lhes é comum. 1 ao 9. Os outros formam as dos que faliram mais ou menos gravemente e para os quais. Tendo acabado de dizer essas coisas. Grandes multidões o acompanharam e ali curou ele os doentes. versículo 1. mas uma só carne. — MARCOS. vos digo que aquele que repudiar sua mulher. versículo 1. é certo que apenas alguns Espíritos ascendem a essa perfeição sem jamais se desviarem do carreiro santo que lhes foi traçado. Replicaram eles: Como é então que Moisés mandou que desse carta de repúdio à mulher e a despedisse? — 8. dando-lhe carta de repúdio. — 2. já não são dois. Assim. não é mais do que um instrumento facultado ao Espírito. provações e reparações. Responderam-lhe eles: Moisés permitiu despedir a mulher. respondendo. já não são dois. — 7. Divórcio. Esses constituem as falanges dos Espíritos puros. Por esta razão o homem deixará pai e mãe e se ligará à sua mulher. sem exceção nenhuma. veio Jesus para os confins da Judéia. e casar com outra. Compreende-se. progredindo. mas no princípio não foi assim. Respondeu Jesus: Não tendes lido que aquele que no princípio criou o homem o criou macho e fêmea? e disse: — 5. Dele se acercaram os fariseus e para o tentarem lhe perguntaram: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer causa? — 4. o homem o que Deus uniu. Eu. mas uma só carne. Por isto o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher e serão dois numa só carne. pois. pois. E serão dois numa só carne. se cria a necessidade de encarnar e reencarnar. mediante expiações. passe pelas provas . Dali partindo. Chegaram então alguns fariseus e para o tentarem lhe perguntaram: 5. e conquistar. além Jordão. para que. a que todos se acham sujeitos. de novo as multidões se reuniram em torno dele. — 9.

Aos novos abusos que daí decorreram cuidou Jesus de remediar. Ora. os que o hajam formado para se prestarem apoio mútuo na sua ascensão através do infinito. porqüanto o Espírito é que é o ser por Ele criado. não haveria para o Espírito possibilidade de encarnar. pela eternidade em fora. no propósito sincero de se auxiliarem mutuamente nas suas provas. Da obrigatoriedade imperiosa da procriação. a que todos os pretextos servissem para o abandono da esposa. sendo a encarnação o meio de se efetivar o progresso dos Espíritos que delinqüem. que a ansia pelo aumento das populações criou para a mulher. como se explica que Moisés tenha autorizado o divórcio. a mulher estéril entrou a ser perseguida e até mesmo eliminada. mediante a procriação. Conforme já dissemos. humildes e submissos. de outro modo. onde como disse Jesus não há “marido e mulher”. Ora. também de natureza espiritual. apenas atraindo para si. na ordem material. então. quando for uma união que se efetue espontaneamente. no entanto. com o destino a que há pouco nos referimos. preservava a estéril dos maus tratos a que se via sujeita. À vista dessa situação. o casamento é. se. O casamento. interrompida pela morte. conservando-se ali. em relação ao qual os corpos do homem e da mulher nenhum valor têm aos olhos do Senhor. Então. para quem ambos só valem como Espíritos. se bem do ponto de vista materIal atenda a essa necessidade. corresponde. conseguintemente. porém. pelo que tem de ser a união íntima. quando é a união de dois entes que se sentem atraidos um para o outro por forte simpatia toda espiritual. tornando-se a multiplicidade dos filhos uma riqueza. o que se verificou ao surgirem ou desenvolverem-se os povos pastores. que. sim. Assim. de progresso em progresso. se reatará na erraticidade. quando diz: “Não separe o homem o que Deus uniu”? Fê-lo. a conclusão a tirar-se é que ele só se realizará com acerto. por bem dizer. na ordem moral traduz execução da lei de amor. a um objetivo muito mais alto. por virtude de mútua simpatia e isento de preocupações subalternas. o que justifica as palavras emblemáticas da Gênese: serão dois numa só alma. indissolúvel. autorizando o divórcio. qual laço forte. para que. o levem de reparação em reparação e. procurou este remediar ao mal. embora este também seja providencial. tem por fim a procriação. Mas. que. que era o que ocorria ao tempo de Moisés. A princípio. de fato. se tornou necessária. ao menos. nada mais sendo que instrumento de depuração o corpo que o Espírito temporariamente reveste. esses corpos se reproduzissem. a existência de sexos diferentes. gerou-se a necessidade da união de corpos sexualmente distintos. por causa da dureza do coração humano. pela prece do coração. contrariamente às palavras da (Gênese. espontaneamente se ligam pelos laços de um afeto. a fusão. o casamento que. independente de quaisquer formalidades religiosas e civis. dando lugar. fazendo-lhe nascer no intimo o arrependimento. só admitindo o divórcio no caso de adultério. no matrimônio. a prender. depois. a verdadeira união é de Espíritos. as necessidades materiais constituíam o móvel único da união do homem e da mulher. oferecendo garantias seguras ao preenchimento do fim principal. será uma união perfeita e indissolúvel. Depois. declarou-o Jesus. ao fim providencial colimado. as . pois. pois que. nos corpos que eles então têm que tomar. por isso que o fim moral prepondera com relação ao material.320 que. de duas almas.

por se haver a união deles efetuado segundo as vistas de Deus. na ordem moral. que vivessem forçosamente unidas. deixarem de orgulhar-se do merecimento que supõem ter. impele ao mal um outro com quem antipatize. que. que ao homem não é dado. ao influxo desse sentimento. na grande maioria dos casos. para a depuração espiritual. Semelhantes uniões. para que se execute a reforma das leis terrenas sobre o casamento. Não disse. união. que implicam transgressão da lei de caridade. Enquanto. acumulando-se. não será melhor separar os galhos da árvore. duas criaturas que não possam aproximar-se uma da outra. aos olhos de Deus. existe. das bênçãos religiosas que as Igrejas humanas pretendem indispensáveis à santificação do ato matrimonial. traz o seu grão de areia. que se sobrepõe aos precedente mente trazidos. A sociedade humana ainda está muito escravizada aos preconceitos. porém. e esses grãos. por ora. se nos esforçarmos por praticar o casamento. os mensageiros divinos. Isso será obra do tempo e do progresso verdadeiro. e de que. sem se excitarem reciprocamente à prática de faltas. Dizendo não separasse o homem o que Deus unira. por enquanto. de fato. uma aliança que. pelos seus exemplos ou palavras. Aí. ainda. isto é. os dois passam a ser uma só carne.321 bênçãos e graças do Pai celestial. no sentido de pô-las de acordo com a lei natural da união perante Deus. lembremo-nos de que estamos cercados de levitas — os bons Espíritos. Torne-se o casamento uma aliança determinada por mútua inclinação. senão quando um Espírito. em tal caso. sim. o casamento perde o caráter sagrado que devera ter. porém. conceda-o ou não a lei humana. porque caso não haverá em que seja aplicável. sempre prontos a nô-las conceder em nome do Senhor. até quando os homens. em comum. com . como espíritas. a legalização de um contrato comercial. o divórcio. Nesse caso. ainda tão presunçosos de seus costumes e da sua moralmente hedionda civilização. observando as formalidades que elas impõem para a celebração do matrimônio. abençoando-a. O divórcio não pode existir. mau grado a todas as pomposas solenidades de que o cercam. ao mesmo tempo livre e indissolúvel. há. nem possível. a santificou. Na Terra. nos sofrimentos e infortúnios que advenham como provas. constituem apenas. para que o casamento. no entanto. Cada dia. porque. Ora. no desempenho dos encargos da existência. um ideal. do que deixar que esta dê maus frutos? É uma contingência que há de desaparecer por efeito da gradual depuração da Humanidade. separar. de acordo com a lei natural. E. para a nossa Humanidade. e o divórcio perderá toda razão de ser. mas que ainda subsistirá por longo tempo. para prescindirmos. de onde se origine puro e sincero amor. se efetive para recíproca sustentação e apoio. seja a. no cumprimento de cujas obrigações as duas partes contratantes se mostram mais ou menos escrupulosas. por uma poderosa e irresistível simpatia. por ter sido Deus quem os uniu. aos olhos do Senhor. Jesus cortou cerce o abuso do século em que Ele desceu à Terra e pôs um óbice à corrupção dos séculos que se seguiriam. entretanto. aos vícios. para ser. segundo a lei natural perante Deus. aos abusos. conformemo-nos com as leis que nos regem. acabarão por formar muralha impenetrável aos vícios da Humanidade. as nossas naturezas se não houverem modificado tão profundamente quanto é preciso. adultério. então. conseguintemente.

16.322 relação a nós se cumprirão estas palavras do Divino. 4º. 1. 1. 8. 2. 10º. 13. (129) Moedas de prata do valor aproximado de vinte centavos. 4º Reis. — 1ª Epístola aos Coríntios. . — Colossenses. 7º. e 11. 6º. — Gênese. — Neh. Mestre: Já não sois dois. 2º. não separe o homem o que Deus uniu. 40. 10. — JOÃO. 3º. 24. (130. 5º. mas uma só carne. (131) Deuteronômio. 24º.

— 11. versículo 10. a união do homem e da mulher será simultaneamente livre e indissolúvel. Receberam-na. quanto era conforme às idéias que alimentavam em virtude daqueles preconceitos. — MATEUS. com o lhes dar a compreender os motivos de incapacidade ou de abstenção do casamento. Daí o terem dito: “Se tal é a condição do homem com relação à esposa. falar por inspiração própria. Eles não perceberam a alusão que Jesus fazia. Entendiam que não convinha ao homem casar-se. desde o ventre materno. depuradas as criaturas. tanto mais facilmente. encarando o casamento apenas do ponto de vista das satisfações sensuais.323 124 MARCOS. haviam recebido do Alto a inspiração e a ela obedeceram. E se uma mulher deixa o marido e casa com outro também comete adultério. ou para servirem de guardas de haréns ou serralhos. não convém casar. consideravam um embaraço a obrigação de conservarem a mulher que escolhessem. há os que foram feitos eunucos pelos homens e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. veladamente. Entenda-o quem puder entender. mas sim aqueles a quem isso é dado. desde que lhe cumpria. Em casa. de acordo com a lei divina. acontecesse o que acontecesse. — 11. segundo a lei natural. os discípulos o Interrogaram de novo a esse respeito. destinado a ser explicado e desenvolvido pela revelação atual. Supunham. — 12. sob pena de incorrer em adultério. para expiação de abusos em vidas anteriores. Entretanto. (132) Como encarnados. os discípulos de Jesus se achavam sob a influência dos preconceitos hebraicos e. versículo 10. 10 ao 12. uso que se conservou ainda por muito tempo. como uma delas. Respostas de Jesus relativas às condições do casamento. para abrirem ensejo a que o Mestre desse. — 12. ao procederem à escolha de suas provações. Disseram-lhe então os discípulos: Se tal é a condição do homem com relação à esposa. não convém casar”. Porque. se impõem. Jesus lhes disse: Nem todos compreendem esta palavra. MATEUS: capítulo 19º. um novo ensino. quando este ceda às tentações da carne. 10º. 19º. são os que. a união simultaneamente livre e indissolúvel do homem e da mulher. um corpo incapaz de corresponder às exigências do Espírito. ou para que adquirissem belas vozes os que a sofriam. aos tempos futuros em que. porque será a reunião de dois corpos para a reprodução e a ligação de duas almas pelo laço divino da lei do amor. à face de Deus. 10 ao 12. devendo-se . indicar aos homens a maneira por que hão de proceder para praticar. tendo por objetivo. guardar a esposa escolhida. Eunucos feitos pelos homens são os que tais se tornam por efeito da castração. em mente. assim. Disse-lhes ele: Se um homem deixa sua mulher e casa com outra comete adultério por causa da primeira. houvesse que houvesse. fazendo a observação que fizeram. de uso corrente na época em que Jesus falava. tomar. Dos eunucos por diversos motivos MARCOS: capítulo 10º. Eunucos. como deu. há os que do ventre materno nasceram eunucos.

disse Deus. acompanhando o progresso geral da Humanidade. qualquer que seja o sacrifício material. verdade que. porque. Tudo. da ambição. 19. entretanto. carnal. até mesmo os abusos que hoje se assinalam e profligam. porque assim o exigiram a época e o estado das inteligências. ganharem o céu. Há os que se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. que isso não seja tido como uma coroa de glória que cause orgulho. encarregado de instruir os fiéis dessa cidade. De nada serviria. do egoísmo. tem a sua razão de ser. O homem e a mulher. Não é bom que o homem seja só. 7º. No seio delas se refugiavam os fracos e os perseguidos. capítulo 19º. visto que homens e mulheres acorriam em multidão à sua escola. Dessa falsa interpretação humana do ensino do Cristo é que nasceu o voto de celibato dos padres e dos membros de todas as ordens religiosas e monásticas de ambos os sexos. fazem bem. muitos houve que lhe não compreenderam as palavras e que. Não o é. em contraposição a um que saiba dominar a carne. e 11. Mas. assim. versículo 12. por efeito dos excessos e deboches a que se entregam e os que são vitimas de crimes. sob a influência deletéria do misticismo. que não se sintam com forças para cumprir dignamente. seguindo-lhe os conselhos de continência perpétua. de horrendas vinganças. o qual. se fez eunuco para colocar-se ao abrigo da calúnia. Não se tendo verificado isso. a não ser para alimentar no coração humano o orgulho e o desvario e para fortalecer uma confiança ilusória. (132) Provérbios. tornando-se hipócritas. o que tudo exprime. As associações religiosas foram a salvaguarda dos primeiros tempos da era atual. (133) MATEUS. abstendo-se de a constituírem pelo casamento. — Romanos. — 1ª Epístola aos Coríntios. por manifesta. 7º. em tal caso. elas se tornaram prejudiciais a esse mesmo progresso. (133) MATEUS. sob o seu jugo. filho de Leônidas de Alexandria. Desde. se fizeram mutilar. com a abnegação e o desinteresse precisos. Entenda-o quem puder entender. 3. versículo 12. de fato. para porem termo aos ímpetos da Natureza e. que isso lhes custe. capítulo 19º. segundo refere Moisés. para vergonha da Humanidade. as ciências e as artes ali se desenvolviam ao abrigo da destruição pela brutalidade dos homens e pela violência dos poderosos. . procederam como Orígenes. a sua barbaria e depravação. Outros. deveram ter sido modificadas. tomando-as no sentido literal. porém. aos olhos de Deus. Tendo Jesus enunciado veladamente o seu pensamento. ou da preguiça. os deveres que a família impõe. dispensa qualquer demonstração. porque fora desconhecer os fundamentos divinos da constituição da família e negar funestamente satisfação às exigências da Natureza. 21º. do fanatismo. que ninguém assim proceda. 10. mil outros sucumbirão na sombra. na suposição de ser esse um meio de ganhar o céu. que foram desaparecendo as causas que as fizeram surgir.324 também incluir no número dos que falamos os que se tornam quais os castrados.

versículo 13. Em verdade vos digo que aquele que não receber. fonte de todas as virtudes. — 15. as abençoava. Os discípulos. Vendo Isso. que levam à pureza. à perfeição. caminho único que leva à perfeição MATEUS: capítulo 19º. o reino de Deus. ao mesmo tempo. — 14. 13 ao 16. o reino de Deus. porqüanto o reino dos céus é dos que forem tais como eles. abraçando as crianças e lhes impondo as mãos. — 15. E. Apresentaram-lhe então algumas crianças para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas. Jesus. porém. repeliam com palavras rudes os que as apresentavam. Alguns também lhe traziam crianças para que as tocasse.325 125 MATEUS. de MATEUS. não o impeçais. nele não entrará. . depois de lhes Impor as mãos. Jesus lhes disse: Deixai as crianças. — 16. em ocasiões e lugares diversos. Em verdade vos digo que aquele que não receber. Vendo isso. do capítulo 9º. não os embaraceis. E lhe apresentavam crianças para que as tocasse. E. — LUCAS. o progresso. — MARCOS. porém. de todos os progressos. o meio e o caminho para se alcançarem as virtudes. porqüanto o reino de Deus é dos que forem como as crianças. como uma criança. nele não entrará. 18º. os discípulos os repeliam com rudeza. Jesus repetia essas palavras. A humildade. versículo 15. expresso em termos diferentes. e os versículos de 32 a 40. de LUCAS. — 17. versículo 13. a fonte. as chamou para junto de si e disse: Deixai vir a mim as crianças. MARCOS: capítulo 10º. e os versículos de 46 a 50. 19º. 10º. — 14. não as impeçais de vir a mim. Já tivemos ocasião de receber explicações suficientes a este respeito. a depuração. Como os discípulos as repelissem com palavras rudes. a base. de MARCOS. como uma criança. a fim de que se gravassem na memória dos discípulos. Jesus se indignou e lhes disse: Deixai vir a mim os pequeninos. quando estudamos os versículos de 1 a 5. LUCAS: 18º. do capítulo 18º. do capítulo 9º. 13 ao 15. porqüanto dos que se lhes assemelham é que é o reino dos céus. — 16. Á simplicidade do coração e a humildade do espírito são. O pensamento era sempre o mesmo. 15 ao 17. dali se afastou.

disse de si para si: Se bem que eu não temo a Deus e não considero os homens. LUCAS: capítulo 18º. e que cede unicamente à importunação de uma viúva. pela dita revelação. porém. O filho do homem foi e é. todavia. essa revelação que. — 7. por fim. Havia também. uma alusão de Jesus à nova era. para implantar entre os homens o seu reino. vem restabelecer na sua pureza a lei enunciada pelo filho do homem. para lhe fazer justiça. Havia. versículo 7. na Terra. Se lhe quisermos sentir os suavíssimos efeitos. a fé? Todos nós podemos responder. Nem uma só das nossas palavras se perde. a cada um justiça é feita: ao justo. Com efeito. — 6. em certa cidade. que são os que seguem as pegadas do Mestre. trazida pelos Espíritos do Senhor. portanto. pela Revelação Espírita. acrescentou o Senhor. era em que. na mesma cidade. para nós. achará na Terra fé? (134) Apresenta-se-nos aqui. 1 ao 8. em não havendo a fé. a demora com que sejam deferidos os nossos rogos. para que afinal não me venha a fazer qualquer afronta. versículo 1. Lá. Parábola da viúva e do mau juiz LUCAS: capítulo 18º. 18º. — 5. o que disse esse mau juiz. Ele por muito tempo não a quis atender. haverá o castigo. Graças à Revelação Espírita e a muitas das passagens evangélicas que temos estudado. Supondes. Com mais forte razão devemos esperar que o Senhor atenda às nossas súplicas perseverantes e fervorosas. Encontra. já então predita. o castigo. como exemplo. era que se nos abre. dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário. que para ele apelam dia e noite. a personificação da doutrina que pregou e exemplificou. que. Disse-lhes também esta parábola. Há. ao culpado. um juiz que não temia a Deus. — 3. Em verdade vos digo que cedo lhes fará justiça. uma vez que justas sejam. — A justiça do Senhor se executa ininterruptamente. . pois que esta viúva me importuna. a fim de mostrar que é preciso orar sempre e não se cansar de o fazer. se nos depararão os efeitos delas.Desde que a cada um é dado de acordo com as suas obras. Como deixará Deus de fazer justiça a seus eleitos. do 18º capítulo de LUCAS. quando o filho do homem vier. na interrogação constante no versículo 8. mas. O Espírito não está sujeito às limitações do tempo. Uma coisa é conseqüência da outra. encontra na Terra uma fé geral? Ele vem. — 4. será restabelecida a lei tal como dele emanou. preparando a segunda vinda do Cristo. — Cada um obterá conforme as suas obras. Não nos deve preocupar. do Espiritismo. um homem sem princípios. sem fé. LUCAS: capítulo 18º. Ora. coloquemo-nos entre os escolhidos.326 126 LUCAS. já conhecemos o sentido e o alcance destas palavras: recompensa e castigo. far-lhe-ei justiça. como suportará que Indefinidamente os oprimam? — 8. versículo 8. uma viúva que freqüentemente o procurava. do advento do Espírito. na Terra. — 2. a recompensa. quando for chegado o tempo . nem se importava com os homens. onde o tempo não tem limites. Ouvi.

1º Tessalonicenses.327 (134) Romanos. 37. — Efésios. 4º. — Apocalipse. — Colossenses. — 2ª Epístola à Pedro. 2. . 3º. 12º. —. 5º. 8 e 9. 10º. 6º. 10. 6º. e 17. 12. 18. — Hebreus. 16.

7º. O fariseu não foi justificado. orava. a partir do momento em que se lhe aplica o remédio. 2. pois que. — 14. — 12. 22º. 17. Constituindo o orgulho uma falta grave. Estava. mas. reconhecendo a sua inferioridade. (135) No orgulho tem o homem o seu mais encarniçado inimigo. 58º. não fazemos mais do que cumprir o nosso estrito dever. — Timóteo. Sejamos severos conosco. por muito miserável. 6. (135) Salmo 134º. Aquele que se exalta será humilhado e o que se humilha será exaltado. dizendo intimamente: Meu Deus. dizia: Meu Deus. que são ladrões. todo aquele que se exalta será humilhado e todo aquele que se humilha será exaltado. 29. Propôs também a seguinte parábola a alguns que confiavam em si mesmos. — 13. o que se exalta será punido. 2. por motivo de suas faltas. possuir a humildade. portanto. culpado até. Julgando-nos superiores ao nosso irmão. — Job. — Apocalipse. nem mesmo como este publicano. tem piedade de mim.328 127 LUCAS. 5º. — 11. que pareça. quando menos. pecador. injustos e adúlteros. 3º. um era fariseu e o outro publicano. que lhe permita uma justa apreciação de si mesmo e o coloque em condições de reprimir em si o mal. se nos julgamos superiores ao nosso irmão? Observando a lei. 18º. pode. não ousava sequer elevar os olhos para o céu. ainda que sejamos rigorosos no cumprimento da lei. . — 1ª Epístola à Pedro. 15. pode ele ter puro o coração. Sendo a humildade sincera o melhor agente da reforma individual. Digo-vos que este voltou justificado para sua casa e não o outro. 9 ao 14. que ficara de longe. ainda que mínimas fossem. perante o Senhor. porque fizera ato de orgulho e faltara à caridade para com um de seus irmãos. em vez de fazer ato de humildade perante o Senhor. Que merecimento podemos ter. — Isaías. de pé. como fundamental para a nossa salvação. batendo nos peitos. brandos e indulgentes com os outros. pecamos contra a caridade. sejam quais forem as aparências. graças te dou por não ser como os outros homens. Fariseu e publicano LUCAS: capítulo 18º. porque. porque fizera justiça a si próprio. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de tudo o que possuo. por ser o que mais se lhe infiltra no coração e o que mais obstinadamente se lhe agarra. o progresso será a sua conseqüência. Por isso é que é ela a virtude que mais brilha nos enviados celestes e a que eles mais nos recomendam. no caminho do bem. “O publicano voltou para sua casa justificado”. considerando-se justos. versículo 9. Dois homens subiram ao templo para orar. O publicano. e desprezavam os outros: — 10. 6. Um mal reconhecido deixa de existir. 4º. O fariseu.

não praticarás fraude. não cometerás adultério. pois possuía grandes riquezas. não furtarás. Perguntou-lhe o mancebo: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás. que bem devo fazer para alcançar a vida eterna? — 17. a quem tudo é possível. porém. mas para Deus tudo é possível. não dirás falso testemunho. muito espantados. vai. guarda os mandamentos. honra a teu pai e tua mãe e ama a teu próximo como a ti mesmo. disse impossível é isto para os homens. vende tudo o que possuís. Retrucou o mancebo: Todos esses mandamentos tenho guardado desde a minha juventude. Disse então Jesus a seus discípulos: Em verdade vos digo que difícil é um rico entrar no reino dos céus.329 128 MATEUS. Jesus lhe respondeu: Por que me chamas bom? Bom só Deus o é. E. todas essas coisas tenho eu observado desde a minha mocidade. — 22. porque muitos eram os bens que possuía. — 19. lhe falou assim: Bom Mestre. 18 ao 27. Eis que um mancebo. Digo-vos mais ainda: É mais fácil passar um camelo por um fundo de agulha do que um rico entrar no reino do céu. mas não para Deus. não darás falso testemunho. dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Disse Jesus: Por que me chamas de bom? Ninguém é bom senão somente Deus. Mais fácil é que um camelo passe por um fundo de agulha do que entrar um rico no reino de Deus. — 26. vem e segue-me. — 20. 10º. — 25. Mas o homem. — 22. dá-o aos pobres e terás um . disse a seus discípulos: Quão difícil é que entrem no reino de Deus os que possuem riquezas! — 24. vende tudo o que possuis. não furtarás. que uns aos outros diziam: Quem pode então ser salvo? — 27. — 20. versículo 17. — 23. honra a teu pai e a tua mãe. olhando para ele com amor. Um homem de destaque o interrogou por esta forma: Bom Mestre. não cometerás adultério. Ao ouvir essas palavras o mancebo se retirou triste. Jesus. — 21. não matarás. Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão somente Deus. Disse Jesus: Se queres ser perfeito. lhe disse: Bom Mestre. que hei de fazer para ganhar a vida eterna? — 19. Jesus. versículo 18. ajoelhando-se-lhe aos pés. MARCOS: capítulo 10º. lhe disse: Faltate ainda uma coisa: vai. depois. E como os discípulos se mostrassem espantados com as suas palavras. — 24. que devo fazer para alcançar a vida eterna? — 18. Jesus. — 18. Conheces os mandamentos: não matarás. — LUCAS. 18º. olhando à volta de si. vem e segue-me. um homem veio a correr e. 16 ao 26. 19º. Conheces os mandamentos: não cometerás adultério. honra a teu pai e a tua mãe. seus discípulos. quão difícil é que entrem no reino de Deus os que confiam nas riquezas! — 25. Parábola do mancebo rico MATEUS: capítulo 19º. Ouvindo isso. 17 ao 27. não furtarás. — MARCOS. se retirou triste. dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Ouvindo isto. que mais me falta? — 21. — 21. Jesus. — 19. aflito com aquelas palavras. perguntaram: Quem pode então ser salvo? — 26. Replicou o homem: Todos esses mandamentos tenho-os guardado desde a minha mocidade. — 22. disse: Isto para os homens é impossível. versículo 16. — 23. depois. fitando-os. ele lhes repetiu: Filhinhos. Ao que o homem retrucou: Mestre. indo ele pela via pública. Se queres entrar na vida. LUCAS: capítulo 18º. — 20. Maior ainda se tornou o espanto dos discípulos. dele se aproximando. não darás falso testemunho. disse-lhe Jesus: Ainda uma coisa te falta: vende tudo o que tens. fitando neles os olhos.

depois. O homem. o divino Mestre recorreu a imagens e locuções materiaiS. Daquelas palavras o que decorre é que nenhum fruto produz a prática das virtudes e dos mandamentos. Entretanto. Respondendo ao mancebo. em face do Deus de Israel. as palavras do Mestre. Os que o ouviam lhe disseram: Quem pode então ser salvo? — 27. A caridade e o esquecimento de si mesmo faltavam ao mancebo. disse: Quão difícil é que os que possuem riquezas entrem no reino de Deus! — 25. a fim de que também sejam um em nós. Protestando contra o qualificativo de bom. extirpar o egoísmo e o apego aos bens terrenos e preparar o advento do Espírito. se entristeceu. também disse. és em mim e eu em ti. Respondeu-lhes Jesus: O que é impossível para os homens é possível a Deus.) Quer isto dizer que. praticando para com eles a justiça e a caridade. tendo escutado essas palavras. precisamos entender bem. com a . de ser. que lhe fora dado. foi ao encontro de Jesus. segundo o espírito. pois que era muito rico. como sempre que era oportuno e conveniente. meu Pai. para servir a Deus. aí costuma estar sempre o coração da criatura humana. (136) O mancebo que. julga os deuses. tinha que servir de exemplo e de lição aos que o cercavam. para tocar e impressionar fortemente as inteligências da época. material e moral. versículo de 1 a 6): Deus assiste sempre ao conselho dos deuses e. Jesus lhe recordou o Decálogo. Disse o Mestre: Meu pai e eu somos um. chegaremos a estar em relação direta com Ele. do Deus dos deuses. é que nos aproximaremos de Jesus. velando com a letra da imposição de um sacrifício absoluto dos bens humanos. (JOÃO. senão no sentido das palavras do Profeta (Salmo 81º. capítulo 17º. sem deixar. do que ali mesmo deu prova o mancebo. que contém os mandamentos a que os homens devem obedecer e que se resumem no seguinte: não fazermos aos outros o que não quisermos que nos façam: fazer aos outros tudo o que quiséramos nos fizessem. que consiste em conhecê-lo e conhecer o Pai. amando-os como a nós mesmos. porém. Estou neles e tu estás em mim. como todos os Espíritos criados. onde está o tesouro. a fim de que todos sejam um. Mas. o espírito do ensinamento moral que lhes ministrava e que era o de que. para quando o reinado da letra houvesse produzido todos os seus frutos. com devotamento e renúncia. para de antemão proscrever a sua divinização e sustentar o monoteísmo. como tu. Foi por isso que Jesus lhe disse: Ainda te falta uma coisa. — 24. adquirindo a perfeição moral. vem e segue-me. ninguém o poderia tratar como Deus. impelido por uma influência espírita. para melhor tocar a inteligência dos homens materiais a quem falava. Naquela circunstância. colocado no meio deles. referindo-se a seus discípulos: Rogo por eles e pelos que hão de crer em mim. devamos despojar-nos de tudo o que possuirmos. que era bom por excelência. purificando-nos. se não é escoimada de egoísmo e santificada pela caridade. — 23. filho do Altíssimo. mostrando que. — 26. pela palavra deles.330 tesouro no céu. Sois deuses e todos sois filhos do Altíssimo (Salmo citado). o fez intencionalmente. versículo 21 ao 23. porque teremos chegado à condição de puros Espíritos e alcançaremos a vida eterna. Mais fácil é um camelo passar por um fundo de agulha do que um rico entrar no reino de Deus. entretanto. Ele. para que sejam consumados na unidade. a fim de não deduzirmos delas que. Vendo Jesus que ele ficara triste.

só Ele tem nas suas mãos a duração do tempo? O homem carece de capacidade para julgar por si mesmo do grau de pureza que lhe é necessário a elevar-se. o sentido das palavras de Jesus. Pode. . para vencerem todas as dificuldades e atingirem o fim. quando não se torna instrumento e meio de praticarem-se a caridade e o amor do próximo. na época predita pelos Espíritos do Senhor. com o relevar-nos as dívidas. se só a perfeição nos levará aos pés do Senhor. a reencarnação. para que todos nos purifiquemos. para o ser. faculta-lhes Deus um agente poderoso. a princípio expiatória e precedida. nos salva com o conceder-nos tempo. ainda será egoísmo. caridade. maus servos. Assim sendo. Assim. os espíritas. velado pela letra. aos olhos de todos. Mas. À Revelação Espírita estava reservado esclarecer. Aos discípulos que. a caridade não consiste em dar do supérfluo. quem. porque. ante o que Ele dissera ao mancebo. A caridade. só perceberam as dificuldades da conquista do reino dos céus. Por pressentir. a nós. por terno e indulgente. à salvação. quem senão Ele. Esses meios são o renascimento. senão Deus. órgãos do Espírito da Verdade. por acaso. depurar-se bastante para se considerar salvo? Poderão seus atos ser tão bons e sua fé tão viva que lhe assegurem a salvação? Ora. que se mostram espantados com o que Jesus dissera ao mancebo e induzidos a interpelá-lo como o fizeram. ainda podia ouvi-lo: “Quão difícil é que os que possuem riquezas entrem no reino de Deus. não só quanto a qualquer remuneração material como também quanto às recompensas celestes. devotamento e abmegação formam uma trilogia inseparável. por amor do próximo exclusivamente. pois. Proclamou assim o princípio — Fora da caridade não há salvação. na sua curta existência terrena. lhe perguntaram: Quem pode então salvar-se? respondeu apenas: O que é impossível para os homens épossível para Deus. encontraremos resposta. sem a renúncia de si mesmo. Os que a formulam se colocam no mesmo ponto de vista dos discípulos. para vencer essas dificuldades. quando. colimando o bem que possa produzir. lendo-lhe o pensamento. do contrário. até que as possamos pagar? Concedendo às suas criaturas todo o tempo de que elas hajam mister. nos salva. porque. Não perceberam os meios que ao Espírito são concedidos. desde que meditemos os ensinos da Terceira Revelação. no momento em que ele se afastava. de fato. com cujo auxilio chegam elas sempre a alcançar a meta. de fato. Mas. Ela tem que ser praticada. Somente Deus pode julgar. um dos maiores obstáculos a todo progresso moral é a riqueza. foi que Jesus disse.331 tristeza que lhe causou a resposta obtida. essa tristeza. que só Ele é bom. só Ele tem indulgência e longanimidade. e indicar os meios que Deus faculta a seus filhos. e preparou as gerações futuras a compreenderem que uma das provas mais temíveis. ninguém pode ser devotado a seus irmãos. por mais afastadas que desta se achem e por mais escabrosa que seja a estrada que lhes cumpre percorrer. exige o desinteresse absoluto. A verdadeira caridade sai do coração e o devotamento a acompanha sempre. se só Deus nos pode salvar. atentando unicamente na letra. Porém. no reino dos céus”. o homem. porqüanto grandes sacrifícios impõe o devotamento que tenha por móvel a caridade. para que servem as obras e a fé? É esta uma objeção que formulada tem sido muitas vezes e para a qual somente nós.

— Timóteo. 13º. isto é.332 no espaço. 6º. 32º. depois. 5º. da expiação proporcionada e apropriada às faltas cometidas. — Êxodo. — Atos. 8. 45. 6. — Romanos. 23. 20º. 2. 13. — Job. 14. 14. (136) Gênese. visto que dá ao Espírito entrada no reino de Deus. Eis por que e como é Deus e só Deus quem nos salva. 19. — 1ª Epístola à Timóteo. 3º. 9. 11º. 8º. e 10. 5º. — Gálatas. 9. lhe permite alcançar a perfeição moral. 42º. 17. no reino dos céus. — Deuteronômio. 18º. e por fim. — Jeremias. 17. 2º. gloriosa. — Provérbios. . — Zacarias. 18º.

ou pais. que. filhos e terras. Mas. até ao momento em que os homens hajam compreendido a marcha e a finalidade de suas existências. será a época em que todos se curvarão. — 29. 18º. irmãos. como encarnados ao tempo de Jesus. Resposta de Jesus a Pedro. MARCOS: capítulo 10º. sob as irradiações da luz espírita. também estareis assentados em doze tronos a julgar as doze tribos de Israel. quando. 28 ao 31. 28 ao 30. casa. com as perseguIções. O tempo. O tempo da regeneração é o em que a Revelação Espírita regenerará os homens. muitos dos que tenham sido primeiros serão últimos e muitos dos que tenham sido últimos serão primeiros. E todo aquele que abandonar. os apóstolos continuaram e continuarão ao serviço do Mestre. a vida eterna. versículo 28. versículo 27. ou pai ou mãe. versículo 28 Pedro então lhe observou: Aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. pelo meu nome. — 29. Também vós estareis assentados em doze tronos. casa. ou mulher. o filho do homem estiver assentado no trono da sua glória. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo que vós. ou filhos. — 30. não receba. ao tempo da regeneração. que. Pedro então lhe perguntou: Eis aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. — 29. neste século mesmo.333 129 MATEUS. irmãos. Já. 10º. ou irmã. irmãs. traçam uma alegoria destinada a tornar compreensível o grau extraordinário de elevação a que terão chegado. — 30. Disse Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que deixe. naquela . 27 ao 30. pai. ditas com referência aos apóstolos. casa. irmãs. ou irmão. mãe. Disse então Pedro: Aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. — LUCAS. (137) Tendo. pais. — Apostolado. muitos que foram dos primeiros serão dos últimos e muitos que foram dos últimos serão dos primeiros. São os intermediários entre Jesus e os nossos guias. ou terras. ou Irmãos. Mas. — 30. — Humildade e perseverança na senda do progresso MATEUS: capítulo 19º. receberá o céntuplo e terá por herança a vida eterna. 19º. por mim e pelo Evangelho. no sentido de que presidem ao progresso do nosso planeta. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo não haver ninguém que deixe. e. colaborado na obra de regeneração da Humanidade. que me seguistes. que recompensa será a nossa? — 28. cem vezes mais casas. ou mulher ou filhos. Estas palavras. presentemente. eles julgam as tribos de Israel. diante daquele que é o único pastor do rebanho que o Senhor lhe confiou. mães. do mesmo modo que Jesus é o intermediário entre o Senhor e eles. filhos e terras. no século futuro. — Amor purificado. em que o filho do homem estará assentado no trono da sua glória. — MARCOS. presentemente. pelo reino de Deus. não receba muito mais e. — Os doze tronos. LUCAS: capítulo 18º. aInda nos tempos presentes. — As doze Tribos de Israel. — 31. a vida eterna. no século futuro. pondo-lhes desnudas ante os olhos as verdades que até então houveram de estar cobertas pelo véu da parábola.

de fato. Julgar (as doze tribos) significa aqui governar. Por se dirigir diretamente aos Hebreus. versículos 29 e 30. porem. que também cabe aos apóstolos. a Judas Iscariotes que. MATEUS. muitos dos que se houverem posto a caminho antes dos outros chegarão últimos ao fim. a regenerar-se e a colocar-se em situação igual à dos demais. Entendidas segundo o espírito. na execução da pena por que deve o delinqüente passar. Eles apenas velam para que as aludidas provas estejam sempre em relação com as forças do culpado. Suas palavras. desse “inferno eterno” que. também. É de notar-se que. os quais todos têm suas missões e encargos. Não são aqueles os que determinam o gênero destas. pelos meios postos ao seu alcance. ao proferir aquelas palavras. símbolo da Humanidade. de purificação e progresso moral. tal a obra que. o traiu. pelo poder de sua vontade. por serem os maiores que o homem possa fazer. no estado espírita. o trairia. sobretudo. falindo gravissimamente à sua missão. que constituem o inferno e o purgatório da reparação. que traz em si a humildade e a caridade. Refere-se à missão. — LUCAS. aqueles sacrifícios. Esses são os que contam consigo mesmos e julgam caminhar com . regra geral. se estendem a todos os Espíritos bem-aventurados. que se conservariam fiéis. o que se verificará é que Ele apontou. como sendo os que ocupariam tronos. corporificados na visão de suas faltas. de velar pelo cumprimento das provas e expiações a que os ditos povos se encontram sujeitos. para julgar as tribos de Israel. em cada criatura. Prova isso que o divino Mestre também sabia que Judas. — MARCOS. despercebida das traições que também ela há séculos vem praticando contra o mesmo Jesus. versículos 29 e 30. com o auxílio do tempo. sabia-o Ele de antemão. mas. — Também são figuradas as palavras de Jesus constantes nestes versículos. dividida em povos de raças diversas. tenham que progredir nos mundos fluídicos. para ser verdadeiro. capítulo 10º. Vê-se. o seu próprio aperfeiçoamento e o de seus irmãos. que. segundo a Igreja Romana. A ação deles se desenvolve. como exemplo. eficaz. chegaria. capítulo 18º. que ela considera o maior dos réprobos. Jesus proclamava a falsidade do dogma humano.334 época. Ora. velando solícitos pelo nosso progresso e facilitando o adiantamento dos que. objetivando. reclama atividade e perseverança na senda do progresso. versículo 29. da eternidade das penas para o Espírito culpado. capítulo 19º. nos quadros fluídicos que lhe estão constantemente visíveis e que. meios que são a expiação e a reencarnação. antecipadamente. o divino Mestre aludiu apenas aos doze apóstolos. de modo que não haja para este impossibilidade de triunfar. frutuoso. O amor. Jesus se dirigia não somente aos onze apóstolos. a liberdade de escolher suas provas. ímpio e monstruoso. por não terem avançado com perseverança naquela senda. Os remorsos. por assim dizer. lhe cravam de contínuo as lâminas aceradas de uma recordação cruel. Os Espíritos culpados têm. chegados ao ponto de só estarem sujeitos a encarnações não materiais. executam os Espíritos que “julgam as doze tribos de Israel” despertando no culpado o arrependimento e o desejo de reparar e progredir. como ao de todos os Espíritos culpados. As doze tribos simbolizam as divisões a que os povos ainda se acham sujeitos na Terra. os ministros de Jesus. houvera tragado para todo o sempre o de Judas Iscariotes. como. dando a cada um segundo suas obras e méritos. assim. cujo número é para nós incalculável.

2. 25º. — 1ª Epístola aos Coríntios. 26. 3º. a sua marcha. 3. 26. 9. e 6. 21. portanto. — Malaquias. 4. 33º. 6º. A conseqüência será verem seus passos obstados pelo orgulho e retardada. — 2º Paralipômenos. — Apocalipse. 5. e 10. — Êxodo.335 mais segurança e passar adiante dos demais. 20º. Assim é que. tendo sido dos primeiros a se porem a caminho. 10. 3. 2º. serão os últimos a chegar. 137) Deuteronômio. 2º. 42º. . 32º. — Job.

pois que muitos são os chamados e poucos os escolhidos”. Chegando a vez dos que foram assalariados em primeiro lugar. Respondendo a um deles. começando pelos últimos e acabando pelos primeiros. Eles se consideravam privilegiados. 1 ap 16. Eles foram. crendo-se os únicos merecedores das graças do Senhor. Então. o orgulho dos que formavam as camadas superiores dos Judeus erguia alta barreira entre estes e todos os que não se achavam submetidos à lei de Moisés. animar os esforços dos outros. disse o dono da vinha: Meu amigo. — 10. O divino Mestre houvera podido explicar pela reencarnação as diferenças no número das horas de trabalho dos obreiros e a igualdade dos salários. as recompensas. — 4. Por volta da undécima hora. Ao anoitecer disse o dono da vinha ao seu administrador: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário. Tendo convencionado com os trabalhadores pagar por dia um denário (138) a cada um. se conservaram estacionários em muitas existências. porém. pelo trabalho feito. O reino dos céus se assemelha a um homem. — 3. mau é o teu olho porque sou bom? — 16. lhes disse: Por que passais aqui ociosos o dia todo? — 7. pois que muitos são os chamados. que foi dos últimos. a mim me apraz dar a este. Era mister encher de esperança e coragem os pecadores que se arrependiam. — 9. — 25. tornou a sair e. chamados uns e outros a receber o salário. encontrando mais alguns desocupados. mas poucos os escolhidos. trabalharam apenas uma hora e tu os Igualas a nós. — 8. 20º. não receberam senão um denário cada um. tanto quanto a ti. não convieste comigo em receber um denário? — 14. ao receberem a paga. — 6. Assim. os que foram em primeiro lugar assalariados. Parábola da vinha e dos trabalhadores da primeira e da última hora MATEUS: capítulo 20º. — 11. versículo 1. ao passo que os da última hora trabalharam com zelo e atividade pelo seu adiantamento. pela soma de progresso . Estes. Ou não me é permitido fazer o que quero? Acaso. o pai de família saiu novamente e fez o mesmo. Na época em que Jesus pregou a sua doutrina. das recompensas. no fim do dia. desocupados.336 130 MATEUS. — 13. isto é. por terem nascido Hebreus e não Gentios ou pagãos. os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. dizendo: — 12. — 5. que ao amanhecer saiu a assalariar trabalhadores para a sua vinha. e. os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. que suportamos o peso do dia e do calor. Foi objetivando esse resultado que Jesus disse: “Assim. nenhum agravo te faço. Cumpria abater aquele sentimento nuns. Saiu de novo por volta da hora terceira (139) e vendo outros na praça. Assim. A hora sexta e à hora nona. pai de família. Disse-lhes então: Ide trabalhar na minha vinha. Apresentaram-se os que tinham vindo para o trabalho por volta da hora undécima e cada um recebeu um denário. que foram os últimos. Mostraria então que os trabalhadores da primeira hora. pensavam eles que receberiam mais do que os outros. Toma o que te é devido e vai-te embora. mandou-os para a vinha. do mesmo passo. murmuravam contra o pai de família. Responderam-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. disselhes: Ide também para minha vinha e vos pagarei o que for justo. — 2.

temessem não lhes assistir direito às recompensas prometidas aos que adquirissem esse conhecimento desde a primeira hora. chamados. Essas quatro partes se designavam por hora primeira. hora terceira. caminharem sempre esforçadamente para a frente. Trabalhadores. que é a lei de justiça. a soma do trabalho executado por cada um dos trabalhadores foi conservada na obscuridade. portanto. à mesma recompensa. da última hora. única verdadeira. não devemos. Mostrou desse modo Jesus aos Judeus que a questão é de cultos. tendo adquirido tardiamente o conhecimento das verdades evangélicas. cerca de 20 centavos. Ao contrário. enveredarem pelos atalhos tortuosos. e sim de trabalho por adquirir merecimento. todos tinham direito ao mesmo salário. se. tendo todos produzido a mesma soma de trabalho. amor e caridade pregada por Jesus. dos últimos. serão os últimos a chegar ao fim. Como o número dos retardatários costuma ser maior do que o dos diligentes. os que. a sexta ao meio dia e a nona às quinze horas. certos de que Ele não considerará o tempo que houvermos gasto em desempenhá-la e sim o zelo e a boa-vontade de que dermos prova. (138) Moeda de prata que ao princípio valia dez asses. Os primeiros que entraram no carreiro. chamados ao conhecimento da verdadeira lei.337 realizado. hesitar em compreender a tarefa a que nos convida o Senhor. ainda que sejam dos últimos na ordem da criação. resulta serem muitos os chamados e poucos os escolhidos. e cuidou de encorajar os que. pois. que somos. nem de nacionalidades. porqüanto. em vez de seguirem a linha reta. (139) Os Judeus como os Romanos dividiam as doze horas do dia em quatro partes cada uma de três horas. Mas. chegarão sem delongas ao fim. como ainda não chegara o tempo de ser convenientemente aceita essa explicação. hora sexta. começando por último. a terceira às nove. serão os primeiros a chegar e serão escolhidos em primeiro lugar. . correspondendo a primeira às seis horas da manhã de agora. as pagas tiveram que ser iguais. hora nona.

20º. com o que poderia ser a “ressurreição” de Jesus. Os apóstolos. nada compreenderam. será escarnecido. Jesus. e capítulo 9º. — 34. lhe darão a morte e ele ressuscitará ao terceiro dia. melhor do que das precedentes. versículos 22. que são positivas. — Atos. Jesus chamou de parte os doze discípulos e lhes disse: — 18. 18º. 21º. versículo 32. quanto a esse ponto. sentindo que seria difícil escapar-lhes. versículo 31.) Não há o que comentar nessas palavras. acrescentando e precisando novas particularidades. versículo 17. LUCAS: capítulo 18º. tirar-lhe-ão a vida e ele ressuscitará ao terceiro dia. Escarnecê-lo-ão. capítulo 17º. 17 ao 19. 31 ao 34. — 19. seguiam o Mestre. tomando de parte os doze apóstolos. — LUCAS. — MARCOS. 28. 18. — MARCOS. Entregá-lo-ão aos Gentios para que seja escarnecido. Jesus lhes ia à frente. — Isaías. porém. açoitálo-ão. aquelas palavras lhes eram um segredo. que o condenarão à morte.338 131 MATEUS. pois que será entregue aos Gentios. cuspir-lhe-ão no rosto. como vedes. dessa vez. aos escribas e aos anciães. . Eles. Em seguida. não entendiam o que lhes era dito. capítulo 9º. a fim de que os fatos pudessem suceder sem obstáculos. 53º. que o condenarão à morte e o entregarão aos Gentios. 18º. Não atinavam. diz um dos Evangelistas. — 33. (Vejase: MATEUS. 32 ao 34. predizendo-os. 32. quando a caminho de Jerusalém. Subimos. repetiu a predição que já fizera da sua “morte” e da sua “ressurreição”. Predição do sacrifício do Gólgota MATEUS: capítulo 20º. 3º. uma pelas outras. versículo 30. neste passo. Vamos para Jerusalém e o filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. fundamentava os acontecimentos que iam ocorrer e desse modo dava maior peso às suas afirmativas. — 34. Subindo para Jerusalém. lhes disse: Eis que vamos para Jerusalém e tudo que os profetas escreveram acerca do filho do homem se cumprirá. (140) Jesus. E ele ao terceiro dia ressuscitará. Os discípulos não compreenderam. para Jerusalém e o filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes. capítulo 8º. 44 e 45. 10º. — JOÃO. versículo 31. açoitado e cuspido. MARCOS: capítulo 10º. E depois que o tiverem flagelado. — LUCAS. É que temiam os sacerdotes e os principais Judeus. Tinham o entendimento obscurecido. — 33. versículos 21 e 22. Jesus. As narrações dos Evangelistas se completam. Ele então chamou de parte novamente os doze discípulos e começou a predizer-lhes o que estava para lhe acontecer. Subindo eles a estrada de Jerusalém. sobretudo. capítulo 16º versículo 21. o que enchia de espanto e de temor os que o seguiam. o sentido exato das palavras do Mestre. como sempre. muito admirados e receosos. flagelado e crucificado. (140) Salmo.

porém. 10º. — 45. o filho do homem não veio para ser servido. Ouvindo aquilo. e o que quiser ser o primeiro tem que ser o servidor de todos. — A humildade e o devotamento para com todos são a fonte e o meio único de toda elevação. os chamou e lhes disse: Sabeis que os que têm autoridade sobre os povos exercem dominação sobre estes. outro à tua esquerda. — Nunca alimentar no coração a inveja. Mas. mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos. bebereis o cálice que eu hei de beber e sereis batizados com o batismo com que eu o serei. — 25. que. Ao ouvirem o que pediam Tiago e João. — 44. que os grandes exercem seu poder sobre eles. — Seguir o exemplo de Jesus e fazer esforços por andar nas suas pegadas MATEUS: capítulo 20º. — 27. — 41. — 36. Por que. 20º. Acercaram-se então dele Tiago e João. versículo 20. entretanto. Responderam os dois. a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda. A mãe de Tiago e João estava com os dois. — MARCOS. — 21. onde o que quiser ser o maior tem que se fazer vosso servo. que seus príncipes os tratam com império. Jesus lhes observou: Não sabeis o que pedis. mas para servir e dar a sua vida pela redenção de muitos. Aproximou-se (ide então a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e o adorou. não está nas minhas mãos vo-lo conceder. — 26. Perguntou-lhes Jesus: Que quereis que eu vos faça? — 37. seja o vosso servo aquele que quiser ser o primeiro entre vós. Podeis beber o cálice que eu hei de beber e receber o batismo com que eu serei batizado? — 39. — 23. Assim. — 40. porém. não deve ser entre vós. bebereis o cálice que eu hei de beber. Assim. os dez outros apóstolos se encheram de indignação contra os dois irmãos. não há de ser entre vós outros: aquele que entre vós queira ser o maior seja o que vos sirva. — 43. Disse-lhes ele: Na verdade. não está nas minhas mãos dar-vo-lo. Quanto. os dez outros apóstolos se tomaram de indignação contra eles. 20 ao 28. a exemplo do filho do homem. porém. Podeis porventura beber o cálice que eu tenho de beber? Responderam eles: Podemos. na tua glória. MARCOS: capítulo 10º. que não veio para ser servido. — 42. filhos de Zebedeu. disseram eles. — 28.339 132 MATEUS. — 24. queremos nos faças tudo o que te pedirmos. Concede. Este. isso será dado àqueles para quem meu Pai o haja preparado. Retrucou-lhes Jesus: Não sabeis o que pedis. Jesus lhe perguntou: Que queres? — Manda. reproduzidas acima. quanto. isso só é dado àqueles para quem meu Pai o preparou. — 38. 35 ao 45. Jesus os chamou e disse: Sabeis que os príncipes das nações dominam os povos. porém. Filhos de Zebedeu. Ela e eles dirigiram sucessivamente a palavra ao Mestre. e lhe disseram: Mestre. dando mostras de querer pedirlhe alguma coisa. Jesus. nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. porém. no teu reino. versículo 35. só . a terdes assento à minha direita ou à minha esquerda. disse ela. Podemos. — 22. (141) Insignificante é a diferença que se pode notar entre as duas narrativas evangélicas. Replicou Jesus: Na verdade. que estes meus dois filhos se assentem um à tua direita.

pactuando com as potências da Terra. mas todos hão de chegar. para nos guiarem os passos nesse caminho. Assim. que nós outros. à intolerância. aos excessos que aquelas fontes de erros e de paixões fazem jorrar. para o devotamento a todos. desde o dia em que. o olvidaram e deixaram de praticar. de modo que o percorramos com segurança e sem desvios. excluindo toda idéia de que esta se operou por haver Ele tomado sobre si e expiado.340 respondeu. Importa. as nossas culpas. objetivando encaminhar o homem para a humildade. mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos”. de desinteresse. tornando-o um ato de “expiação substitutiva”. Foi efetivamente o que fez. relativamente ao lugar a que os dois discípulos aspiravam. às aberrações. onde terão que expiar suas rebeldias e obstinações. Por que não de todos? Será por que haja estabelecido duas categorias. seguindo-lhe o exemplo. à ânsia de predomínio. em toda a sua grandiosidade. Segundo as suas palavras. Ele veio dar a vida pela redenção de muitos. cujo pedido interpretaram como significando que os dois se consideravam superiores aos demais. uma de “eleitos”. pelo sacrifício do Gólgota. Aquela restrição se explica e justifica. caminho pelo qual foram levados ao orgulho. de categoria inferior. que os Evangelistas registraram. haverá Espíritos rebeldes e obstinados. sejamos os primeiros a dar exemplos de humildade. e progredir. isentando-nos da responsabilidade delas. à ambição. o Mestre lhes deu o ensinamento simples e conciso. como era natural. o desinteresse e a renúncia de si mesmo. certamente. Mas. porém. Era também. outra de “réprobos”. que seria visceralmente contrário à justiça perfeita e ao amor infinito de Deus. ou. Daí o desprestígio em que caiu e vemos a Igreja de Roma. Ante a indignação de que se tomaram os outros dez apóstolos contra Tiago e João. fez ressaltar a supremacia divina. de renúncia e de devotamento. Com o que disse. Já vimos como e por que os chamados são muitos. teriam de sofrer. sem dúvida. O batismo a que Jesus aludia. passados os tempos apostólicos. ponderando que o caminho está aberto a todos nós. era o sacrifício a que teria de submeter-se e não a água que João lhe derramara sobre a cabeça. Esse ensinamento deu fruto entre os discípulos e os primeiros cristãos. . dizendo que lhe cumpria recebê-lo. pois. são mesmos todos. os espíritas. por vezes. Disse Jesus: “O filho do homem não veio para ser servido. que serão afastados deste planeta e mandados para outros. quando disse que muitos serão os chamados e poucos os escolhidos? Não. o martírio que os apóstolos. aos dois discípulos. são chegados os tempos em que as palavras do Mestre se têm de cumprir e tornar verdades práticas. e poucos serão os escolhidos. fizeram da Igreja do Cristo um reino deste mundo. por mais elevado que seja. sob as vistas de outro Cristo de Deus. com referência a qualquer outro Espírito. que todos temos o livrearbítrio e a lei de amor. o sentido das palavras do Mestre. lutando contra elas. Os homens. De semelhante idéia nasceu um dos erros mais grosseiros que a Igreja Romana propina e pelo qual desvirtua a significação real daquele sacrifício. porque. nem todos chegarão ao fim debaixo da mesma direção. Precisamos compreender. ao abuso. ao tempo da purificação do nosso mundo. de modo geral. A mesma restrição ainda nos faz ver de que modo Jesus foi e é o nosso redentor e como devemos compreender que haja realizado a obra da nossa redenção.

— 1ª Epístola à Pedro. 28. 11º. 13º. 14º. 7. 11. . — LUCAS. 15. 14. — MARCOS. 2º. 36. 53º. 12º. 2. — JOÃO. — Atos. 1º. 5º. 51. 1º. 10. 18º. 24. — 2ª Epístola aos Coríntios. 42. — Apocalipse. 9º. — Hebreus. 9. 9º.341 (141) Isaías. — 1ª Epístola à Timóteo. 22º. 19. — Romanos. 5º. — Daniel. 1º. 6. 3.

prostrando-se diante do Mestre. o que não podia conseguir devido à multidão. como Zaqueu. Entretanto. Tendo entrado em Jericó. rico. Correndo então adiante de todos. — 3. versículo 1. isto é. que era dos principais entre os publicanos. 22º. Mas. não cuidamos de aplicá-la. subiu a um sicômono para o ver. — 6. quando tiveram a idéia de pedir que descesse fogo do céu para consumir os Samaritanos que não os tinham querido receber (LUCAS. sempre pura e reconfortante. 3º. o viu e lhe disse: Zaqueu. (142) Êxodo. também seremos. vou dar aos pobres metade dos meus bens e. — 10. versículo 56. a do planeta que habitamos. 7. apressar-nos em preparar a morada dos nossos corações para nela recebermos o Senhor. “filhos de Abraão”. se nalguma coisa defraudei a alguém. capítulo 9º. 12. Então. 4º. infelizmente. Assim procedendo. 1 ao 10. 12º. Aplicando-nos as palavras de Jesus. — 1º Reis. — 4. porque é preciso que eu fique hoje em tua casa. — JOÃO. 12º. porqüanto por alí havia Jesus de passar. ouvir as palavras do Mestre. Todos os que Isso presenciaram murmuravam. Conversão de Zaqueu LUCAS: capítulo 19º. restituir-lhe-ei o quádruplo. o filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido. 11. pois entravam no caminho do progresso rápido e contínuo. 17. — 7. sabemos que nos cumpre fazer como Zaqueu. palavras que significam — “herdeiros do céu”. Jesus atravessava a cidade. Jesus viera em socorro dos que se perdiam. Zaqueu. 3º. Porque. — Romanos. (142) São fáceis de apreender-se as conseqüências deste fato. Jesus levantou os olhos. e 16. — 5. por ter Ele ido hospedar-se em casa de um homem pecador. lhe disse: Senhor. Entretanto. pois que ele era de muito baixa estatura. pois este também é filho de Abraão. Chegando ao lugar onde ele se achava. repercutindo suavemente no imo das nossas almas.) Sua moral persuasiva frutificava nalguns corações e os que tratavam de pô-la em prática eram salvos. e que procurava ver a Jesus para o conhecer. 6. de a pôr em obras. — 2º Reis. — 2.342 133 LUCAS. Essa moral. — 9. no Evangelho. Vivia ali um homem. depois de havermos feito um sério exame das nossas consciências. — 8. em ativar. 3. chamado Zaqueu. urge reparemos sem demora todo dano que houvermos causado aos nossos irmãos. Sobre o que disse Jesus: Hoje entrou nesta casa a salvação. pela purificação dos nossos Espíritos. — Gálatas. desce depressa. podemos. . temo-la hoje. Zaqueu desceu a toda pressa e o recebeu com alegria. 19º. 1. conforme vimos ao apreciar a resposta por Ele dada aos discípulos Tiago e João. sob as nossas vistas. como ele.

20º. Alguns o foram chamar. Perguntou-lhe este: Que queres que eu te faça? O cego respondeu: Mestre. filho de David. MARCOS: capítulo 10º. chamou-os e lhes perguntou: Que quereis que eu vos faça? — 33. entretanto. — 37. LUCAS: capítulo 18º. Disseram-lhe que era Jesus de Nazaré que em por ali passava. Responderam os dois: Que se nos abram. filho de David. saiu muitas vezes. o que era cego viu e foi seguindo a Jesus. dizendo: Tem confiança. — 38. — LUCAS. coisa de que não tinha necessidade. Muitos o ameaçavam para que se calasse. mandando que se calassem. — 30. — 50. louvava a Deus. Jesus lhe disse: Vá. estava sentado à beira da estrada. grande multidão acompanhou a Jesus. um cego. pedindo esmola — 36. faze que eu enxergue. No mesmo instante ele enxergou e foi seguindo a Jesus pela estrada. filho de David! — 32. São minúcias pueris. — 43. versículo 35. Jesus não permaneceu todo o tempo na cidade de Jericó. porém ele clamava ainda mais alto: Filho de David. 35 ao 43. Assim foi que operou a dupla cura. tem compaixão de mim! — 48. Estiveram depois em Jericó. Dois fatos de cura aqui há. levanta-te que ele te chama. compadece-te de mim! — 39. Isso. atirando para o lado a capa. filho de Timeu. ambos recobraram a vista e o seguiram. — MARCOS. esmolando. para instruir o povo. tem compaixão de mim! — 40. ao aproximar-se Jesus de Jericó. Logo clamou ele: Jesus. — 34. de nome Bartimeu. tendo visto aquilo. Os que iam à frente o repreendiam. Sucedeu que. Ao contrário. Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor’. E todo o povo. tem compaixão de nós! — 31. com que não nos devemos preocupar. Senhor. foi para mostrar aos . E eis que dois cegos que se achavam sentados à beira da estrada. ouvindo dizer que Jesus por ali passava.343 134 MATEUS. Ele as operou. Ao aproximar-se este. para que se calasse. começou a clamar: Jesus. desde que nela entrou e pediu hospedagem a Zaqueu. Jesus parou e mandou que lhe trouxessem o cego. tua fé te salvou. de um salto foi ter com Jesus. nenhuma importância tem. Jesus lhes tocou os olhos e. em ocasiões diversas. tem piedade de mim! — 49. Ao sair daí Jesus. clamava cada vez mais forte: Filho de David. ele. Saindo eles de Jericó. um referido por MARCOS e LUCAS. Compadecido deles. perguntou o que era aquilo. 18º. tua fé te salvou. Disse-lhe então Jesus: Vai. Ouvindo o tropel da multidão que passava. Bartimeu. Quanto às curas. Jesus então parou e mandou que o chamassem. se puseram a clamar: Senhor. 29 ao 34. Tendo ouvido dizer que Jesus Nazareno por ali passava. perguntou-lhe: — 41. versículo 46. 46 ao 52. porém. como as outras de que já tratamos. estava um cego sentado à beira do caminho. por ato exclusivo da sua vontade e pela ação do seu poder magnético. Se tocou os olhos dos cegos. porém eles clamavam cada vez mais alto: Tem compaixão de nós. no mesmo instante. O povo os repreendia. acompanhado dos discípulos e de grande multidão. Cura dos cegos de Jericó MATEUS: capítulo 20º. faze que eu veja! 42. outro por MATEUS. Senhor. glorificando a Deus. — 51. Jesus então parou. Imediatamente. os olhos. — 47. — 52. filho de David. 10º. versículo 29.

tua fé te sarou. porqüanto a luz espírita clareará as trevas que nos envolvem. que os nossos olhos se abram”. mostrando aos homens o poder de que dispunha. . e veremos. Digamos com fé: Mestre. Operando a de Bartimeu. quis impressionar fortemente as massas. filho de Timeu. Cegos que somos do coração e da inteligência. só com o pronunciar estas palavras: Vai. projetando o fulgor de seus raios na estrada reta e segura que temos de percorrer.344 discípulos o que lhes cumpria fazer. e recobraremos a vista moral e espiritual. digamos com fé: Senhor. faze que eu veja.

1 ao 11. partiram os dois discípulos e acharam o jumentinho. derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombas. Jesus entrou no templo de Deus e expulsou todos os que ali vendiam e compravam. Alguns dos que por ali estavam lhes perguntaram: Que fazeis? Por que desamarrais esse jumentinho? — 6. cheio de doçura. — 17.345 135 MATEUS. e lhe perguntaram: Ouves o que eles dizem? Respondeu-lhes Jesus: Sim. Quando se aproximavam de Jerusalém. . — 3. Ora. — LUCAS. numa encruzilhada. Da multidão muitos então estenderam pelo caminho suas roupas. para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta: — 5. — 16. “Dizei à filha de Sião” (143): “Eis que vem a ti o teu rei. Jesus enviou dois de seus discípulos. retirou-se da cidade e foi para Betânia. — 4. — MARCOS. — 6. Muitos também estenderam suas vestes ao longo do caminho. porém. Vieram então ao templo cegos e coxos e ele os curou. tiraste perfeito louvor”. Se alguém vos disser qualquer coisa. clamava: Hosana ao filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas! — 10. — 2. ao entrardes nela. dizendo-lhes: Está escrito: “Minha casa será chamada casa de oração”. A multidão respondia: É Jesus. — 7. E a turba toda. E. dizendo-lhes: Ide a essa aldeia que vos está defronte e lá encontrareis amarrada uma jumenta com o seu jumentinho. um covil de ladrões. ao chegarem a Betfagé. — 2. — 8. e 15 ao 19. as maravilhas que ele operava e ouvindo os meninos que clamavam no templo: Hosana ao filho de David. enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pela estrada. — 14. Entrada de Jesus em Jerusalém. Quando ele entrou em Jerusalém. — 4. — 3. a cidade toda se abalou e perguntavam: Este quem é? — 11. cobriram-nos com suas vestes e o fizeram montar. 19º. MARCOS: capítulo 11º. desamarrai-a e trazei-mos. perto do monte das Oliveiras. pelo tráfico. o profeta de Nazaré da Galiléia. Vendo. 21º. — 12. E fizestes dela um covil de ladrões. — Mercadores expulsos do templo. — 9. deles se apartando. montado numa jumenta e trazendo o jumentinho que está sob o jugo”. ao chegarem a Betânia. 28 ao 48. Desamarrai-o e trazei-me. Eles responderam como Jesus lhes determinara e os que os haviam interpelado deixaram que o levassem. Se alguém vos perguntar: Que fazeis? respondei: O Senhor precisa dele. E nunca lestes isto: “Da boca dos meninos e das criancinhas que ainda mamam. tanto os que iam à frente como os que vinham atrás. Predição da ruína de Jerusalém MATEUS: capítulo 21º. despachou dois de seus discípulos. — 5. — 7. 11º. onde passou a noite. os príncipes dos sacerdotes e os escribas se indignaram. — 15. Levaram então eles o jumentinho. amarrado do lado de fora de uma porta e o desamarraram. Trouxeram a jumenta com o jumentinho. — 8. Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenara. — A casa do Senhor é casa de oração e não. encontrareis amarrado um jumentinho no qual ainda ninguém montou. — 13. 1 ao 17. cobriram-no com suas capas e Jesus montou-o. versículo 1. dizendo-lhes: Ide àquela aldeia que está em frente de vós. e logo vo-lo deixarão trazer aqui. respondei que o Senhor precisa deles e logo vo-los deixarão trazer. Quando se aproximavam de Jerusalém. versículo 1. tudo isso aconteceu. perto do monte das Oliveiras.

— 9. chamada casa de oração? E. se estes se calassem. (144) Aqui. tomou o caminho de Jerusalém. — 32. entre todas as gentes. cobriram-no com suas vestes e fizeram Jesus montá-lo. como sempre. Jesus chorou por ela. os príncipes dos sacerdotes. pois o temiam porque o povo se mostrava maravilhado da sua doutrina. Quando o desamarravam. — 17. perguntaram os donos: Por que desamarrais esse jumentinho? — 34. não deixando em ti pedra sobre pedra. — 19. Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino. bem como a quantos de teus filhos estão dentro de ti. em que te deitarão por terra. Levaram-lho então. Ah! se ao menos neste dia que ainda te é concedido conhecesses aquele que te pode trazer a paz! Mas. Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia. a louvar a Deus em altas vozes por todas as maravilhas que tinham presenciado. desamarrai-o e trazei-me. E tanto os que iam à frente como os que o seguiam clamavam: Hosana! — 10. despachou dois de seus discípulos. — 18. o que lhe haviam de fazer. donde expulsou os que ali vendiam e compravam: derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombas. o ensinamento do manso Nazareno é o mesmo: a . os príncipes dos sacerdotes e os escribas cogitavam do modo por que o haviam de perder. LUCAS: capítulo 9º. Jesus entrou no templo. E muitos estendiam suas capas por onde ele passava. por não teres conhecido o tempo da sua visitação. versículo 15. se retirou para Betânia com os doze apóstolos. MARCOS: capítulo 11º. — 35. E. Ouvindo isso. dizendo-lhes: — 46. Jesus foi ao templo e. encontrareis amarrado um jumento no qual ninguém montou. tudo isto se conserva oculto aos teus olhos! — 43. — 33. E quando ia começando a descer o monte das Oliveiras. Depois de ter assim falado. ao entrardes lá. Não permitia que ninguém andasse pelo templo carregando qualquer vaso. transportada de alegria. fizestes dela um covil de ladrões. no entanto. como já fosse tarde. por ora. — 36. — 44. faze que teus discípulos se calem. clamariam as próprias pedras. Responderam: Porque o Senhor precisa dele. porqüanto o povo ficava como que suspenso. Se alguém vos perguntar: Por que o soltais? respondei assim: Porque o Senhor precisa dele. Ao que ele respondeu: Eu vos declaro que. — 37. desditosos dias te virão. que vemos chegar. — 40. porém. Não achavam. ao contemplar a cidade. começou a expulsar os que ali vendiam e compravam. Já perto de Jerusalém. Tendo voltado a Jerusalém.346 enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam por onde ele passava. — 45. dizendo: — 38. junto ao monte chamado das Oliveiras. e dela fizestes um covil de ladrões! — 47. Tendo entrado em Jerusalém. te porão cerco e te apertarão de todos os lados. — 16. Entrementes. — 29. — 30. versículo 28. à frente de todos. Porque. os escribas e os maiorais do povo cogitavam de eliminá-lo. dentre o povo. — 48. ouvindo-o. — 41. a turba de seus discípulos começou. E todos os dias ensinava no templo. Está escrito que minha casa é casa de oração. dizendo-lhes: Ide àquela aldeia que nos está fronteira. tendo entrado no templo. E ensinava dizendo: Não está escrito que a minha casa será. Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas! — 39. em que teus inimigos levantarão trincheiras ao teu derredor. Jesus. Então. alguns fariseus lhe disseram: Mestre. saiu ele da cidade. Partiram os dois emissários e encontraram o jumentinho como lhes fora dito. depois de tudo haver observado. — 31. Ao cair da tarde. do nosso Pai David! Hosana nas alturas! — 11. dizendo: — 42.

aos olhos dos homens. — Eram proféticas as palavras do Salvador. perdões e indulgências. preposto por Deus. Nem pompa. versículos 10 e 11. MATEUS. os filhos de Jerusalém tiveram que expiar seus crimes e sua cegueira voluntária e ainda os expiam. referentes a sorte reservada a Jerusalém. tendo por objeto o reino de Deus. resgatando crimes a peso de ouro e fazendo das bênçãos do Senhor objeto de vil comércio. versículo 9). na marcha do tempo e do progresso humano. isto é. dizendo: Está escrito: “Minha casa é casa de oração”. por isso que. que até nós desceu. entretanto. dos que exploram a credulidade e a ignorância. indicando veladamente a sorte que aguardaria os que se conservassem surdos à voz do Senhor. senão somente a um Deus encarnado. lava de suas impurezas a alma e a leva aos sacratíssimos pés do Altíssimo. Os discípulos. em espírito e verdade. segundo a presciência e a sabedoria infinitas de Deus. que se tornou triunfal apenas pelo entusiasmo que suas virtudes despertaram na multidão. os Espíritos que o cercavam teriam feito se ouvissem vozes. A revelação nova. Àquele que traz a paz aos humildes e aos pequeninos. Espíritos rebeldes. comprando e vendendo orações. comovida e surpresa. àquele que. a santa humildade que purifica o coração. desarma os poderosos. capítulo 19º. 2 e 11) e Zacarias (capítulo 9º. mercando o que lhes não pertence. encarregado do seu desenvolvimento. fosse possível realizar tais coisas. na Galiléia”. de que o Mestre foi objeto. parece que até hoje não chegaram aos ouvidos de muita gente. encerravam. Mas. do seu progresso e de conduzir à perfeição a Humanidade que o veio habitar. lembradas pelo Evangelista. sob o véu da letra. Ele era sempre modesto e simples. Era este o pensamento que aquelas palavras exprimiam: Desconfiai dos que vendem o perdão e as graças. as mesmas pedras clamariam. a perguntar: “Este quem é ?“ E a multidão que o acompanhava dizia: Jesus. como a moral que pregava e exemplificava. nos veio explicar. e a transformastes num covil de ladrões. Jesus nunca disse que era Deus e seus discípulos só lhe atribuíram a divindade. versículos 1. nosso rei. é o protetor e o governador do nosso planeta. Se os homens a ela se houvessem oposto. a cuja formação presidiu. não admitindo que a outrem. tendo em vista os “milagres” por Ele realizados e o fato “miraculoso” da sua ressurreição e das suas aparições em seguida a esta. eram também alegóricas.347 humildade. Ë nosso rei. LUCAS. despojando da letra o espírito. entoando louvores ao “filho de David”. continuem a clamar homens ao Senhor. tudo tem a sua razão de ser. o profeta de Nazaré. Quanto ao tráfico. em multidão. pois que inúmeros são ainda os que negociam. endurecidos. clamavam: Hosana! Oh! que suas vozes. Com relação aos filhos de Jerusalém. porqüanto praticam roubo. era o filho de David. capítulo 21º. nem luxo teve a sua entrada em Jerusalém. que faz se curvem as frontes dos soberbos e dos orgulhosos! As palavras dos profetas Isaías (capítulo 42º. versículos 41 a 44. depois de finda a sua missão. quem é Jesus Cristo. tinha de se produzir. constitui uma . como os sucessos posteriores o demonstraram. abafando os queixumes da Terra. Essas palavras. A manifestação. Expulsou do templo os vendilhões. o que não têm nem mesmo para si. — A cidade de Jerusalém se levantou em peso. uma alusão à graduação espírita de Jesus.

tem Jesus a devorá-lo. e só dever ser adorado em espírito e verdade. onde a cada uma de suas criaturas corre o dever de adorá-lo na prática do amor. os que daí serão expulsos. para dele fazerem cúmplice de seus delitos e iniqüidades. teve um modelo no templo de Israel. que era considerado a casa de Deus. como tal é a “sua” casa. os que. o zelo dela e. Esses. mercadejando com as coisas santas. da oração do trabalho santificado pelo amor e pela humildade. na frase do profeta. aqueles que. isto é. chegado o momento em que da presença deles deva ser expurgado o templo. Preposto pelo Pai à formação e ao governo dessa casa. é uma das inúmeras casas existentes na infinita morada do Senhor do Universo e é também um templo. os vasos com perfumes. Esses. se esforçam por escravizar ao erro os seus semelhantes. por ser ali a casa de Deus. E para onde serão expulsos os que sejam encontrados por Jesus no templo a mercadejar com as coisas santas? Para outras casas da morada infinita do . à luz da Nova Revelação. Ele. se teria declarado Deus. etc. para não continuarem a constituir-se pedra de escândalo aos que. Cumpre também atentemos nas suas palavras: “Minha casa será chamada por todos. ou. em suma. Essa a origem daquele tráfico. Depois. tomado desse zelo.” Se aquela fosse a “sua” casa e a casa de Deus. praticam a intolerância. pois. Os Judeus. cuja lei é a lei das leis. veremos claramente que esse seu ato não obedeceu ao pensamento de defender a pureza de um templo de pedra. movidos pelo egoísmo e pelo orgulho. a justiça e o perdão. foi todo simbólico e. os que. Casa. impelido por esse amor. o negócio se ampliou e o templo. como o são todos os homens. O mundo terreno. em vez do amor. se tornou sede de toda sorte de transações comerciais. empregando-as em rebaixar aquele que é esse centro. dizendo isso. resgatavam suas faltas por meio do sacrifício de vítimas propiciatórias e os mercadores lhes forneciam as vítimas. em que tais coisas constituíam uma ofensa à Divindade. Aquele ato. se deve adorar a Deus. os que transformam a casa do Pai em covil de ladrões. se servem das faculdades espirituais. redimidos pela dor. conforme Ele o ensinou e exemplificou. não obstante o seu amor ilimitado. só prestam culto à matéria. como se sabe. sendo Espíritos. com as suas baixezas. portanto. em vez da caridade. trabalhando cada qual pelo seu próprio progresso intelectual e moral. os que. que ensinara ser Deus espírito. a fim de melhor dominá-los. se expulsasse do templo os vendilhões. de oração. que lhes foram outorgadas para se elevarem gradualmente e se aproximarem do centro de toda a perfeição. praticando a caridade. não hesita em expulsar da casa que lhe foi confiada e que. Entretanto. cultivam o ódio. escravos de paixões subalternas. como todos os que o Criador semeou pelo espaço infinito. Ele. A Bolsa dos tempos atuais.348 impiedade. a fraternidade. porqüanto orar é trabalhar na obra do progresso comum. se hajam tornado capazes da verdadeira oração. apresentando-o como lugar verdadeiramente sagrado. Ele o é igualmente. o seu simbolismo se faz claramente compreensível. portanto. do templo onde só em espírito e verdade. se atentarmos bem nas palavras de Jesus quando dali expulsou os que negociavam. antes. estaria em contradição consigo mesmo. a transformam em covil de ladrões. o que tudo era trazido para o templo e aí vendido. Mercadejam com as coisas santas os que.

a purificação da Humanidade. templos onde passa a habitar eternamente. mas em espírito e verdade. o reino de Deus estará estabelecido. em que. a fim de que o que era secreto seja conhecido e o que estava oculto se torne patente. soltarão em conjunto e em uníssono. — Salmos. — JOÃO. que o levou a Ele. 56º. 26. desde que neles só se encontrem virtudes — os anjos de sua glória. do amor e da caridade. a igualdade e a liberdade. mais penoso. 11. tornados verdadeiramente irmãos. sobretudo. . o zelo por uma edificação material. acima dos mundos. decerto. nem em Jerusalém. praticando os homens a lei do amor. a Terra será chamada “casa de oração”. — Levítico. Dessa expulsão podemos e devemos concluir que tempo virá em que. da renúncia de si mesmos. 23º. operando a catarata. tão áspero e doloroso que dará aos que a Ele se vejam compelidos a impressão aflitiva de haverem perdido um paraíso. que pregava a adoração do Pai em espírito e verdade. Jesus nosso Mestre e nosso Rei. 7. E. 8º. mas onde o trabalho é mais árduo.349 Pai. para a verdadeira fraternidade. no nosso planeta depurado (nova Jerusalém) aparecerá em todo o seu fulgor espírita o nosso protetor e governador. ensinava. onde Deus não habita. mediante a prática da humildade. como outrora a multidão. aos homens a expulsar com energia as paixões e os vícios de seus corações que. pela reciprocidade e pela solidariedade. repetimos. 3. mais amargo. Ele próprio. 14º. e reboará por toda a parte o brado imenso que os homens. 9. Eles vêm e virão encaminhar os homens. Não foi. vêm e virão levantar progressivamente o véu que rouba às vistas humanas a verdade. por todas as nações. quando a unidade fraternal estiver consumada. são os templos mais grandiosos que o Senhor. com sinceridade. — Isaías. como mensageiros do Espírito da Verdade. outras tantas oficinas de trabalho são igualmente. 117º. do devotamento entre todos e por todos. não mais eles adorarão o Pai nem no monte. que só ela pode estabelecer e estabelecerá entre todos. do perdão e do olvido das ofensas e das injúrias. 15. regenerados. quando da sua entrada em Jerusalém: Bendito o rei que vem em nome do Senhor! E os Espíritos que houverem preparado e efetuado a regeneração. a vergastar com o látego de fogo da sua palavra de verdade os que ali comerciavam. da indulgência. 62º. Com a prudência e a habilidade do oculista que. prepara o cego para ver a luz. 12º. do desinteresse. — 4º Reis. farão de novo ouvir o cântico dos anjos que conduziram os pastores ao presepe de Belém: Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na Terra aos homens de boa-vontade! (143) Jerusalém era edificada no monte Sião. que os Evangelistas referiram. que tal se lhes afigurará o mundo donde foram banidos. (144) Deuteronômio. 40. Então. edificou para ser adorado por seus filhos. 13. Expulsando-os de lá. de terem sido expulsos de um éden. 25. efetivando desse modo a regeneração humana. 9º. como templos que também são. de ter expulsado do templo de Jerusalém os mercadores que lá assentaram suas bancas. os Espíritos do Senhor. casas que. que o Mestre predisse e prometeu. É isso o que Jesus simbolizou no fato. da justiça. 9º. — Zacarias.

Na manhã seguinte. disse: Olha.350 136 MATEUS. o Mestre. os discípulos diziam entre si. 12 ao 14. que. — 22. que está nos céus. a uma ordem mental de Jesus. Mestre. — 21. (145) Com a parábola da figueira que secou. mas ainda se disserdes a este monte: Tira-te dai e lança-te no mar. quis Jesus lembrar a seus discípulos e a quantos o seguiam estes ensinamentos que já lhes dera: a árvore que não dá frutos é condenada. Pedro. MARCOS: capítulo 11º versículo 20. sem hesitar no seu coração. ensino que era necessário aos seus discípulos. se alguma coisa tiverdes contra alguém. e 20 ao 26 Parábola da figueira que secou MATEUS: capítulo 21º. MARCOS: capítulo 11º. teve fome. ao contrário. mas não achou ali senão folhas. que já tinham a percepção das coisas espirituais: Como secou assim num instante? O Mestre apenas respondeu: “A fé tudo pode”. também vos perdoe os pecados. não perdoará os vossos pecados. versículo 12. de que se cumprirá o que houver dito. lembrando-se da palavra do Cristo. Porque. 18 ao 22. que os assistiriam no desempenho de suas missões. viram eles que a figueira secara até à raiz. foi ver se acharia nela alguma coisa. — 20. de molde a tocar a imaginação dos que o seguiam. — 13. tomados de assombro: Como secou num instante! — 21. se apoiada na fé. Mas. a fim de que vosso Pai. Perguntando-lhe os discípulos. — 19. como a figueira que amaldiçoas-te secou. ao voltar para a cidade. — 14. o que por seus discípulos foi ouvido. quando vos puserdes a orar. Por isso vos digo: Quando orardes. dela se aproximou. Disse-lhes então Jesus: Em verdade vos digo. 24. Disse-lhe então: Nunca mais nasça fruto de ti. No mesmo instante a figueira secou. se não perdoardes. porém. Vendo isso. verá que assim será feito. e. crente. versículo 18. por lhe terem sido retirados da seiva. jamais deve deixar de dar frutos. No dia seguinte. — 26. para que fossem instrumentos simultaneamente dóceis e inconscientes dos Espíritos do Senhor. Pela manhã. fazendolhes compreender a necessidade de não serem estéreis em tempo algum. crede que obtereis o que pedis e assim sucederá. perdoai-lhe. E obtereis tudo o que com fé pedirdes na vossa prece. e. Em verdade vos digo que aquele que disser a este monte: Tira-te dai e lança-te no mar. também vosso Pai. ao passarem por ali. que foi levada . Disse-lhe então: Nunca mais coma alguém fruto de ti. 21º. 11º. assim se fará. Aproximando-se. se tiverdes fé e não hesitardes em vosso coração. — 22. não só fareis isto a uma figueira. ele teve fome. juntamente com a essência espiritual. quando Ele. — MARCOS. — 25. divisando ao longe uma figueira que tinha folhas. vendo uma figueira à beira do caminho. — 23. foi também de molde a lhes ensinar o poder e a força da vontade. pois que não era tempo de figos. em tempo algum deve o homem ser estéril. ao saírem de Betânia. o que equivalia a dizer que a sua vontade forte fora a causa determinante do fato que os surpreendia. trabalhando sem cessar pelo seu progresso e pelo progresso de seus irmãos. O exemplo. Respondeu-lhe Jesus: Tende fé em Deus. que está nos céus. nada achou senão folhas. não mais na Terra estivesse A figueira secou subitamente.

permanecer surdo às inspirações de seus guias e dos bons Espíritos. que até à época em que deva operar-se a separação do joio e do bom grão. progredindo. 1º. e 6. 7. 3º. não mais dará frutos na Terra: será rechaçado para mundos inferiores. 16º. 25. 13. 13. . os fluídos que dão vida à planta e os fluídos necessários à vegetação material. 5. A parábola da figueira que secou teve por objeto concitar o homem a utilizar a existência terrena. mediante a expiação e a reparação de suas faltas. 22. do seu adiantamento (145) 1ª Epístola à João. — Colossenses.351 para outro ponto. 15º. — JOÃO. 3º. — Timóteo. correspondentes ao grau da sua culpabilidade e às necessidades do seu progresso. e adverti-lo também de que o Espírito culpado. 14º.

Observou-lhes então Jesus: em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes vos precederão no reino de Deus. 27 ao 33. — Parábola dos dois filhos MATEUS: capítulo 21º. teremos que temer o povo. — 30. versículo 23. responderam a Jesus: Não sabemos. À vista disso. E lhe falaram nestes termos: Dize-nos com que autoridade fazes tais coisas? ou: quem te deu esse poder? — 3. João veio a vós pelo caminho da justiça e não o acreditastes. — 31. lá se reuniram os príncipes dos sacerdotes e os escribas com os anciães. então. fizestes penitência. não o crestes? — 32. consultando-se mutuamente. Respondeulhes Jesus: Também eu vos farei uma pergunta. Mais tarde. pois está convencido de que João era profeta. foi.352 137 MATEUS. O batismo de João era do céu ou dos homens? — 5. — 33. versículo 27. andando Jesus pelo templo. Ao que o filho respondeu: Não quero. Qual dos dois fez a vontade ao pai? O primeiro. Mas. Respondei-me: — 4. Tendo vindo ao templo e estando a ensinar. disse-lhe o homem a mesma coisa. e não foi. Jesus lhes retrucou: Nem eu tampouco vos direi com que autoridade faço estas coisas. — 28. 30. Responderam. Sucedeu que certo dia estando Jesus no templo a ensinar e anunciar o evangelho ao povo. — 29. Senhor. — 8. Se respondermos que era do céu. se a ela responderdes. pois que João era tido por todos como profeta. Eles se puseram a raciocinar entre si deste modo: Se respondermos que era do céu. E lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu o poder de fazer o que fazes? — 29. Respondeu-lhes Jesus: Também eu vos farei uma pergunta. Donde era o batismo de João? do céu ou dos homens? Eles. Se dissermos que era dos homens. Voltaram novamente a Jerusalém. 23 ao 32. discorriam assim entre si: — 26. nem mesmo depois de ver isso. — 27. — 7. entretanto. — 25. ele nos dirá: Por que então não lhe destes crédito? Se respondermos que era dos homens. dele se aproximaram os príncipes dos sacerdotes. — 32. respondei-me e depois então vos direi com que autoridade faço estas coisas. Vós. Resposta de Jesus aos príncipes dos sacerdotes. Se dissermos que era dos homens. LUCAS: capítulo 20º. que vos parece? Um homem tinha dois filhos. chegaram-se a ele os príncipes dos sacerdotes e os anciães do povo e lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas e quem te deu este poder? — 24. MARCOS: capítulo 11º. que não sabiam donde era. disse-lhe: Meu filho. — MARCOS. Dirigindo-se ao outro filho. 21º. aos escribas e aos anciães do povo. disseram eles. E. — 28. teremos que temer o povo. Dirigindo-se ao primeiro. O batismo de João era do céu ou dos homens? respondei-me. . ao passo que os publicanos e as meretrizes creram nele. dir-vos-ei com que autoridade faço estas coisas. versículo 1. 11º. Responderam então a Jesus: Não sabemos. tocado de arrependimento. porque todos consideravam João verdadeiramente um profeta. — 31. todo o povo nos apedrejará. nem ficastes inclinados a crê-lo. Este respondeu: Eu vou. vai trabalhar hoje na minha vinha. Respondeu Jesus: Também eu vos farei uma pergunta e. portanto. — LUCAS. os escribas e os anciães. Eles. porém. ele dirá: Por que. 20º. Replicou-lhes ele: Não vos direi tampouco com que autoridade faço estas coisas. diziam entre si: Se respondermos que era do céu. Porqüanto. 1 ao 8. ele nos dirá: Por que então não crestes nele? — 6. — 2.

(146) Atos. Não havendo percebido em que fonte hauria Ele a sua força. 27. que cumpriram a sua tarefa. “que ir e ireis para a “vinha”. Promessas realizáveis no futuro e estímulo para o presente é o que se nos depara nestas palavras suas: “Os publicanos e as meretrizes vos precederão no reino dos céus”. O que deixou transparecer claramente. mas que vão. ao passo que vós. 4º. eram príncipes dos sacerdotes. “porém. tendo sido testemunhas dos atos de João. Ouçam os príncipes dos sacerdotes. Quando. mas ficastes parados. também não vos direi com que autoridade faço estas coisas. muitas vezes. evitando responder de modo direto à pergunta que lhe fora feita. que tardam em ir trabalhar na vinha do Pai de família. que só vão tardiamente. Senhor”. 7. os escribas e os fariseus dos nossos dias. ainda menos compreenderiam e admitiriam o testemunho da sua palavra. Se lhes respondera que o poder lhe vinha de Deus. “que dissestes: “Vou. a fim de recuperardes o tempo perdido. 7º. “lá estarão desde muito à vossa espera. houvera-os provocado a apressar o termo da sua missão. pois que será “mister compreendais a vossa falta. (146) Os que interpelaram o Cristo sobre a autoridade com que Ele fazia aquelas coisas e procedia da maneira que todos viam. retrogradado. os quais. Foi como se dissera: “Esses são filhos rebeldes. “quando arrependidos. “orgulhosos. . para vos estenderem as mãos e vos ajudarem a transpor a entrada”.353 Replicou-lhes Jesus: Então. escribas e fariseus. entretanto. não se renderam à evidência. que “se arrependeram a tempo. chegardes. tereis que trabalhar com “ardor. que tiverem ouvidos de ouvir. os publicanos e os de má vida. muito tarde ao reino dos céus. que destes na Igreja os primeiros passos. que “haveis mesmo. chegareis “tarde. Tereis.

354

138 MATEUS, 21º, 33 ao 41. — MARCOS, 12º, 1 ao 9. — LUCAS, 20º, 9 ao 16. Parábola da vinha e dos vinhateiros
MATEUS: capítulo 21º, versículo 33. Ouvi outra parábola: Um homem pai de família havia que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou no interior um lagar, edificou uma torre, arrendou a vinha a alguns agricultores e partiu para longe. — 34. Aproximando-se a estação dos frutos, mandou ele seus servos aos vinhateiros para receberem os frutos que lhe cabiam. — 35. Os vinhateiros, porém, agarraram os servos, feriram a um, mataram a outro e a outro apedrejaram. — 36. De novo o dono da vinha mandou outros servos em maior número do que os primeiros e os vinhateiros os trataram do mesmo modo. — 37. Mandou por último seu próprio filho, dizendo: A meu filho eles terão respeito. — 38. Mas, ao vê-lo, os vinhateiros disseram entre si: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo e ficaremos donos da sua herança. — 39. Agarraram-no, lançaram-no fora da vinha e o mataram. — 40. Ora, quando o dono da vinha vier, que fará àqueles agricultores? — 41. Responderam-lhe: Aniquilará os malvados como merecem, arrendará a vinha a outros vinhateiros, que, nas épocas próprias, lhe entreguem os frutos. MARCOS: capítulo 12º, versículo 1. Começou depois Jesus a lhes falar por parábolas: Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou no interior um lagar, edificou uma torre, arrendou a vinha a uns vinhateiros e retirou-se para longe. — 2. Chegado o tempo da colheita, mandou um de seus servos aos vinhateiros, para receber o que lhe deviam do fruto da vinha. — 3. Os vinhateiros, porém, agarraram o servo, deram-lhe pancada e o enxotaram sem coisa alguma. 4. Mandou-lhes de novo outro servo e também a este feriram na cabeça e o afrontaram de toda a sorte. — 5. Tornou a mandar outro servo; a este mataram; mandou-lhes muitos; mataram a uns e espancaram a outros. — 6. Mas, como ainda lhe restava um filho a quem ele muito amava, mandou-o por último, dizendo: Meu filho eles respeitarão. — 7. Porém, os vinhateiros disseram uns aos outros: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo e será nossa a herança. — 8. E o agarraram, mataram e puseram fora da vinha. — 9. Que fará o dono desta? Virá, exterminará os vinhateiros e a outros a entregará. LUCAS: capítulo 20º, versículo 9. E começou a dizer ao povo esta parábola: Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a uns vinhateiros e se ausentou do país por longo tempo. — 10. Na ocasião própria mandou um servo aos vinhateiros para que estes lhe dessem o fruto da vinha. Os vinhateiros, porém, o espancaram e recambiaram sem coisa alguma. — 11. Mandou outro servo. A este também espancaram, ultrajaram e despediram com as mãos vazias. — 12. Mandou ainda um terceiro, que os vinhateiros feriram e expulsaram da vinha. — 13. Considerou então o dono da vinha: Que farei? Mandarei meu filho muito amado. Talvez que, vendo-o, lhe tenham respeito. — 14. Mas, ao vê-lo, os vinhateiros disseram entre si: Este é o herdeiro; matemo-lo para que fique sendo nossa a herança. — 15. E o puseram fora da vinha e o mataram. Que lhes fará o Senhor da vinha? — 16. Virá, exterminá-los-á e a dará a outros. Ouvindo isto, disseram os príncipes dos sacerdotes: Deus tal não permita. (147)

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O povo de Israel constitui o emblema da parábola. Ele recebera do Pai celestial sucessivas revelações da verdade divina, por intermédio dos profetas e, afinal, por Moisés, no monte Sinai. Bem poucos têm sido, entretanto, com relação ao número total das criaturas que hão composto a Humanidade até aos nossos dias, os que as receberam como deviam e trilharam o caminho que elas lhes traçavam. Veio depois o Messias, o “herdeiro”, no dizer da parábola, ampliá-las e foi repelido e sacrificado, como os mensageiros que o precederam. Vem agora a revelação que todos deviam esperar, de acordo. com a promessa do Filho de Deus, para completar e dar início à fase de renovação do nosso planeta e de transformação moral da Humanidade, e ainda as mesmas hostilidades encontra. Israel é a vinha que o Senhor plantou; a sebe de que a cercou representa os cuidados que tomou para que conservada fosse a lembrança do seu nome. O lagar éo emblema da provação, da expiação, da reencarnação, em suma. A torre seria a habitação indestrutível dos vinhateiros, se houveram cuidado devidamente da vinha. Os servos do dono desta são os profetas que repetidamente têm vindo fazer sentir aos homens que não estavam trilhando o caminho que lhes fora indicado. As palavras dos vinhateiros: “Este é o herdeiro (referência ao Cristo), vamos, matemo-lo e a herança será nossa”, tiveram por fim mostrar a cegueira dos que, recusando dar a Deus o que é de Deus, repelindo todas as advertências que lhes foram feitas e ainda o são, pensavam nada terem que recear daquele a quem ofendiam e ainda ofendem com a ingratidão e o endurecimento que demonstram. Os a quem se aplicavam essas palavras da parábola naturalmente estão, em parte ao menos, reencarnados na Terra. O que elas objetivavam mostrar se aplica a esses, como a nós outros. A geração daquele tempo não passou, conforme o disse Jesus, nestes termos: “Esta geração não passará sem que tenhais visto vir o filho do homem na sua glória”. (MATEUS, capítulo 24º, versículo 34. — LUCAS, capítulo 21º, versículo 32.) O povo judeu representa os vinhateiros, até à “morte” de Jesus. A partir de então, a vinha foi retirada do poder dos “maus” vinhateiros e dada a “outros”, Os cristãos substituíram os Judeus e foram até ao presente os novos vinhateiros. A vinha que o Senhor lhes arrendou é a Humanidade inteira e a sebe com que a cercou é a lei de amor, que o seu Filho bem-amado desceu a pregar pela palavra e pelo exemplo. O lagar, como sempre é a reencarnação, mediante a qual se extraem dos frutos da vinha, expremendo-se-lhes a parte material e perecível, o “espírito”, que se não altera e dura eternamente. Constituem-no, pois, as provas, as expiações, em suma todas as conjunturas difíceis por que passamos, para que os nossos Espíritos se depurem e desprendam da matéria, que é, para eles, o cadinho da purificação. A torre, que é o nosso planeta, será a habitação indestrutível dos vinhateiros que houverem cuidado da vinha, o lugar seguro onde eles depositarão o suco da uva, quando lhe houverem dado, pelo trabalho, a propriedade e a pureza de que necessita para ficar guardado nela. Será, portanto, o nosso planeta, quando se houver tornado mundo superior. Assim, com relação aos que receberam a vinha com todos os elementos para cultivá-la e fazê-la produzir e que continuam a ofender, imitando os que os

356 antecederam, e a repelir os emissários do Senhor, que nos trazem precioso auxílio para o trabalho que nos incumbe, esta parábola mostra o prêmio e as penas que receberão, quando soar a hora de proceder-se à separação dos que mereçam permanecer no planeta depurado e os que hajam de ser dele expulsos como maus vinhateiros, Estes serão os que se houverem obstinado em repelir a nova explosão do amor do Pai, expressa na Revelação Espírita, o Consolador prometido pelo seu Filho, bem-amado, até ao momento em que Este, conforme também o prometeu, vier, na majestade do seu poder, trazer aos bons e diligentes trabalhadores da vinha o prêmio da sua presença gloriosa, assinalando ser chegado o tempo de figurar a Terra entre os orbes regenerados. Por haver Ele dito que aquela geração não passaria. sem que houvesse visto o Filho do homem vir na sua glória, conclui-se que a mesma geração ainda revive na Terra, ao menos em parte, reencarnados muitos dos Espíritos que a compunham. Os novos vinhateiros, portanto, são ainda os mesmos e, assim, a parábola, dita com relação a eles, também a nós se aplica. Ora, as circunstâncias em que nos vemos são tais, que não podemos alimentar dúvidas quanto ao que nos espera, se não cuidarmos devotadamente da vinha do Senhor. Outro não virá a ser o nosso destino, senão o de nos vermos compelidos a encarnações em planetas inferiores à Terra na atualidade, depois de passarmos pelos tormentos e angústias de acerbos remorsos, na erraticidade, caso não tratemos de aceitar solícitos o auxílio que nos trazem os emissários do nosso Senhor e Mestre e de empregar os maiores esforços por libertar-nos de todos os vícios e paixões, que são os nossos únicos inimigos, para praticarmos, sobretudo pelo exemplo, a moral que Ele personifica. Perseverando nesses esforços e multiplicando-os cada vez mais, é que devemos aguardar, e para ela concorrer, a transformação do nosso mundo, a sua elevação da condição em que ainda se encontra, de mundo material, para a de mundo fluídico, transformação que se operará, não de um momento para outro, porém pouco a pouco, gradativamente, através de fases assinaladas por esses fenômenos a que chamamos calamidades, flagelos. À medida que ela se for operando, os maus vinhateiros irão sendo expulsos e, completada que esteja, o Senhor, o dono da vinha implantará em todos os corações o seu reino. O Senhor é Deus, que reina nos corações puros. (147) Isaías, 5º. 1. — Jeremias, 2º, 21. — 2º Paralipõmenos, 24º, 21. — Neemias, 9º, 26. JOÃO, 11º, 51, e 52. — Atos, 7º, 52.

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139 MATEUS, 21º, 42 ao 46. — MARCOS, 12º, 10 ao 12. — LUCAS, 20º, 17 ao 19. Continuação da parábola da vinha e dos vinhateiros. Jesus pedra angular
MATEUS: capítulo 21º, versículo 42. Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes isto nas Escrituras: “A pedra que os edificadores recusaram se tornou pedra angular; obra foi isto do Senhor, maravilhosa aos nossos olhos”? — 43. Eis por que declaro que o reino de Deus vos será tirado e dado a um povo que dele colha frutos. — 44. Aquele que se deixar cair sobre essa pedra se despedaçará e aquele sobre quem ela cair ficará esmagado. — 45. Ouvindo essas palavras, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus conheceram que era deles que Jesus falava. — 46. Quiseram então apoderar-se deste, mas temeram o povo, que o considerava um profeta. MARCOS: capítulo 12º, versículo 10. Nunca lestes esta passagem da Escritura: “A pedra que os que edificavam rejeitaram se tornou a pedra principal do ângulo. — 11. Foi o Senhor quem fez isso, que os nossos olhos contemplam maravilhados”? — 12. Eles procuravam meio de prendê-lo, pois perceberam que a eles se referia Jesus nessa parábola, mas, como temessem o povo, lá o deixaram e se retiraram. LUCAS: capítulo 20º, versículo 17. Mas, Jesus, fitando-os, lhes perguntou: Que quer então dizer esta palavra da Escritura: “A pedra que os que edificavam recusaram veio a ser a pedra angular. — 18. Todo aquele que cair sobre essa pedra se despedaçará e ficará esmagado aquele sobre quem ela cair”? — 19. Os príncipes dos sacerdotes e os escribas tiveram gana de lhe deitarem as mãos naquele mesmo Instante, pois perceberam que aquela parábola fora dita com relação a eles, mas recearam do povo. (148) Jesus personifica a moral, a lei de amor que pregou aos homens, pela palavra e pelo exemplo; personifica a doutrina que ensinou e que, só? o véu da letra, é a fórmula das verdades eternas, doutrina que, como Ele próprio o disse, não é sua, mas daquele que o enviou. Ele é a pedra angular. Os que rejeitam a pedra que se lhes oferece, para a construção do edifício que os há de abrigar na eternidade, também rejeitam a pedra angular, a que os sustentará. Contra ela se despedaçarão. Os Judeus repeliram a Jesus, o enviado, o ungido do Senhor. Despedaçaram-se de encontro a essa pedra, que havia e há de resistir aos séculos dos séculos. Não a rejeitemos, por nossa vez, porque a mesma sorte nos aguardará. O Espiritismo não é a personificação do Cristo; é, porém, a expressão do seu pensamento, a continuação e a conclusão da sua obra. Tendo soado a hora em que o reinado do espírito que vivifica substituirá o da letra que mata, Jesus, depois de ter vindo entre os homens, lhes envia o Espírito da Verdade, por intermédio dos Espíritos do Senhor, missionários errantes e encarnados. Ele nos envia e enviará sucessivamente os servos do Pai de família. Não nos choquemos contra essa pedra fundamental do edifício da nossa felicidade eterna. Novos vinhateiros, quem quer que sejamos: judeus, gentios, cristãos, espíritas, a vinha que nos foi arrendada é toda a Humanidade. Façamo-la

358 produzir frutos que, em cada nova estação, entreguemos aos servos que. o Senhor nos mandará, com o encargo de recebê-los. O mandamento prescreve que nos amemos uns aos outros. Ensinemos pela palavra e pelo exemplo aos nossos irmãos que no progresso coletivo se encontra a condição do progresso pessoal de cada um. Trabalhemos pela união fraternal de todos os homens, por congregá-los em torno da bandeira cujo lema é — amor e caridade”. Agitemos, por sobre as nossas cabeças, o facho da luz espírita, a fim de que ela esclareça a Humanidade, acerca de suas origens, de seus fins, de seus destinos. Propaguemos, pela palavra e pelo exemplo, a lei de amor, os meios e os modos de praticá-la, material, moral e intelectualmente. Preparemos, dessa maneira, o advento do espírito e a vinda dos tempos preditos e prometidos em que, desprezando todos os mandamentos humanos, para somente obedecer aos mandamentos de Deus que, conforme o proclamou o seu Cristo, encerram toda a lei e os profetas, os homens serão adoradores do Pai em espírito e verdade; dos tempos em que, sendo todos um, pela comunhão dos pensamentos, dos corações e dos atos, todos se reunirão em nome de Jesus, que então estará entre todos, para praticar a adoração do Criador, pela prece e pela instrução em comum, sob a presidência do mais digno, do de maior mérito, em virtude do seu adiantamento moral e intelectual, o qual será designado por voto unânime, visto que então o Espírito Santo se achará com os que o escolherem, todos verdadeiros membros da Igreja do Cristo. (148) Gênese, 49º, 24. — Salmos, 117º, 22. Isaías, 28º, 16. — Daniel, 2º, 44. — Atos, 4º, 11. — Romanos, 9º, 33; 10º, 11. — Efésios, 2º, 20. — 1ª Epístola à Pedro, 2º, 6, 7, 8. — Apocalipse, 2º, 5.

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140 LUCAS, 14º, 1 ao 6. Cura de um hidrópico, em dia de sábado, na casa de um dos principais fariseus
LUCAS: capítulo 14º, versículo 1. Tendo Jesus entrado em certo sábado na casa de um dos principais fariseus para comer, os que lá estavam se puseram a observá-lo. — 2. Defronte dele se achava um homem hidrópico. — 3. E Jesus, dirigindo-se aos doutores da lei e aos fariseus, perguntou: É lícito curar em dia de sábado? — 4. Todos guardaram silêncio. Jesus então, pondo a mão no homem, o curou e mandou embora. — 5. Disse-lhes em seguida: Qual de vós, cujo boi ou jumento que caia num poço, não o tirará daí por ser dia de sábado? — 6. A isto nada puderam responder. (149) O hidrópico fora levado à presença de Jesus pelos doutores da lei, pelos escribas e fariseus, para verem se o apanhavam em culpa, ou por violar o sábado, caso, cedendo aos piedosos impulsos do seu coração, o curasse naquele dia, ou por faltar à caridade, se, para guardar escrupulosamente o sábado, não o fizesse. Porém, Jesus, que lhes lia no íntimo os pensamentos, efetuou a cura, inibindo-os de formular contra Ele qualquer acusação, mediante as perguntas que lhes dirigiu e a que eles se viram impossibilitados de responder. Quanto à cura, o Mestre a operou, como todas as outras que os Evangelhos registram, pelo poder da sua vontade, exercendo sobre o doente uma ação magnética, que lhe saturou o organismo dos fluídos apropriados a restabelecer ali o equilíbrio desfeito. A hidropisia tem a sua causa num empobrecimento do sangue, cujo quilo diminui, sendo substituído pelas partes aquosas que ele contém, devido isso a uma alteração dos princípios vitais, por efeito de privações ou de excessos. Bem dirigida, a ação magnética humana pode deter os progressos dessa decompoSição do sangue e mesmo fazê-la cessar; mas, só com tempo e perseverança, porqüanto os instrumentos ainda não são bastante puros, para não alterarem ou apoucarem, pelo seu contacto, os fluídos de que possam dispor. Jesus, magnetizador perfeito, empregava os princípios curativos em toda a sua pureza e, conseguinte-mente, no máximo grau de eficácia. Não diz o evangelista que a tumefação produzida pela enfermidade cessou inopinadamente; diz apenas que a enfermidade foi curada. Significa isso que a causa do mal foi destruída, restabelecendo-se o equilíbrio como conseqüência da ação magnética exercida, da ação dos fluídos de que Jesus impregnara o organismo do enfermo. O mal chegara a uma de suas últimas fases e a fraqueza obstava a que o hidrópico fizesse qualquer esforço. Jesus, entretanto, o mandou embora. É que lhe deu forças, para se retirar, e esse era o prenúncio da cura visível: a desinchação. (149) Êxodo, 23º, 5. — Deuteronômio, 22º, 4.

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141 LUCAS, 14º, 7 ao 11. Ocupar o último lugar. — Humildade
LUCAS: capítulo 14, versículo 7. Notando, em seguida, que os convidados escolhiam os primeiros lugares à mesa, propôs-lhes esta parábola: — 8. Quando fores convidado para alguma boda, não tomes o primeiro lugar, para não suceder que, havendo entre os convidados pessoa de mais consideração do que tu, — 9, aquele que te convidou a ti e a essa pessoa venha dizer-te: Dá a este esse lugar; e te vejas constrangido a ir, envergonhado, ocupar o último lugar. — 10. Ao contrário, quando fores convidado, vai e toma o último lugar, a fim de que aquele que te convidou, quando chegar, te diga: Amigo, senta-te mais para cima; o que será para ti uma glória diante de todos os que contigo estiverem à mesa. — 11. Porqüanto, todo aquele que se exalta será humilhado e todo aquele que se humilha será exaltado. (150) “Humildade”. Jesus repete amiúde, sob diversas formas, em ocasiões e lugares diferentes, a lição da humildade, pois que a humildade é a fonte de todas as virtudes, de todo o progresso e de toda a elevação moral e intelectual, sendo o orgulho, ao contrário, o vício mais difícil de desarraigar do coração do homem e a causa principal dos vícios que degradam o Espírito, assim como das suas quedas e das perdas que sofre. (150) Provérbios, 25º, 6, e 7. — Job, 22º, 29. — Salmos, 17º, 28. — Timóteo, 4º, 6. — 1ª Epístola à Pedro, 5º, 5.

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142 LUCAS, 14º, 12 ao 15. Convidar os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — Desinteresse
LUCAS: capítulo 14º, versículo 12. Disse também ao que o havia convidado: Quando deres algum jantar ou ceia, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos, para não suceder que também eles te convidem por sua vez e assim te retribuam. — 13. Ao contrário, quando deres algum festim, convida os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — 14. E bem-aventurado serás porque esses não têm com que te retribuir; Deus é quem te retribuirá na ressurreição dos justos. — 15. Ao ouvir essas palavras, disse-lhe um dos que estavam a mesa: Bem-aventurado aquele que comer do pão no reino de Deus. (151) Desinteresse! O homem está sempre propenso a só pensar em si. O mais das vezes, o bem que faz não passa de um empréstimo, do qual espera auferir largos juros. Esquadrinhe-se a maior parte dos atos humanos e descobrir-se-á no homem o desejo de ser pago do bem praticado, seja pelo reconhecimento do beneficiado, seja pelos elogios do mundo, seja pelo merecimento que julgue adquirir desse modo aos olhos de Deus. Estes móveis, particularmente o último, podem ser nobres, mas não devem ser exclusivos. Nunca, entendamos bem, nunca devemos cogitar do proveito que possamos tirar de uma boa ação, de um bom pensamento. Devemos sempre ter por objetivo principal dar testemunho do nosso reconhecimento ao Senhor. Efetivamente, que responderíamoS ao nosso filho, que não cumprisse um só de seus deveres para conosco ou para com seus irmãos ou irmãs, sem nos vir imediatamente dizer: “Fiz isto; que me darás em recompensa?” — Sem dúvida lhe responderíamos: “A principal recompensa está em haveres cumprido o teu dever”. Não nos atenhamos à letra que mata, busquemos sempre o espírito que vivifica, nas palavras de Jesus. Ele não pensou em condenar as relações de família, de amizade. Apenas ensinou a prática do desinteresse, por toda a parte e constantemente, no seio da grande família humana. Ensinou que os festins da caridade material, que sustenta o corpo, dando-lhe alimento, vestes e abrigo, assim como os da caridade moral, que alimenta e desenvolve a alma, devem substituir o luxo, a ostentação e o orgulho desses festins que se originam do interesse calculado, da vaidade, ou da sensualidade, nos quais se dissipa o supérfluo devido aos pobres que, material, moral e intelectualmente, carecem do necessário. Jesus apropriava sua linguagem às inteligências de homens materiais, A FIM de os abalar e impressionar fortemente. “Bem-aventurado serás, disse Ele, porque os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos não têm com que te retribuir: Deus é quem te retribuirá na ressurreição dos justos. Ao ouvir isso, diz o Evangelho, um dos que estavam à mesa disse: Bem-aventurado aquele que comer do pão no reino de Deus”. Perfeitamente compreensíveis são estas palavras. Do ponto de vista humano, aludem aos que participam da vida feliz dos justos. Para homens materiais, qualquer pensamento se reporta à matéria. Daí o apresentar-se ao

362 espírito do Judeu a idéia dos festins celestes. A ressurreição do justo é o seu regresso à pátria. Aquele, que, durante a sua peregrinação humana, viveu submisso às vontades do Senhor, será por este recebido, quando voltar à pátria. Para o Espírito, a ressurreição do justo consiste em libertar-se da necessidade de volver aos mundos inferiores de provações e expiações; consiste em ascender a mundos superiores ao nosso. (151) Neemias, 8º, 10, e 12. — Ester, 9º, 19, e 22. — Apocalipse, 19º. 9.

para que se limpem das manchas do pecado. — 24. 16 ao 24. Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. — 21. O reino dos céus se assemelha a um rei que celebrou as bodas de seu filho. versículo 16. pela humildade. pelo saber. aquele para seu negócio. — 8.363 143 MATEUS. — 14. mas poucos os escolhidos. pela caridade e pelo amor. Casei-me. Disse então o rei a seus servos: Atai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores. eles nenhum caso fizeram do convite e lá se foram. a fim de que se encha minha casa. porém. Saíram os servos pelos caminhos e ruas e reuniram todos os que encontraram. — 12. disse outro. — 13. Disse-lhe depois o servo: Senhor. o banquete das bodas está preparado. Ide. versículo 1. — 9. LUCAS: capítulo 14º. tudo relatou a seu Senhor. — 19. Disse-lhes então Jesus: Um homem preparou uma grande ceia e convidou a muitas pessoas. — 22. tornar-se rico de coração e de inteligência. — 7. Mas. Parábola das bodas e dos convidados que se excusam MATEUS: capítulo 22º. começaram a escusarse. está feito o que ordenaste e ainda há lugar para outros mais. Encolerizado. às encruzilhadas e chamai para as bodas todos os que encontrardes. E disse aos seus servos: De fato. de sorte que a sala da festa se encheu de convivas. Mandou outros servos recomendando-lhes que dissessem de sua parte aos convidados: O meu banquete está preparado. vinde às bodas. — 11. bons e maus. nenhum daqueles homens que foram convidados provará da minha ceia. (152) Idênticos são o sentido e o fundamento das parábolas das bodas do filho do rei e da ceia do pai de família. 14º. — 18. este para sua casa de campo. muitos são os chamados. — 23. O rei. recobrar a visão espiritual e ver cada . tudo está pronto. a fim de participarem do festim celeste. 22º. Retrucou-lhe o Senhor: Vai por essas estradas e veredas e aos que encontrares obriga a entrar. — 6. se encolerizou e. recobrar a liberdade de suas faculdades e a de caminhar pela senda do progresso. enviando seus exércitos. 1 ao 14. moral e intelectualmente. estão mortos os meus bois e os meus cevados. A hora da ceia. Porque. aí haverá pranto e ranger de dentes. Voltando o servo. e por isso não posso ir. dando com um que não trajava a veste nupcial. pois que tudo estava pronto. isto é. os ultrajaram e mataram. como entraste aqui sem a veste nupcial? O interpelado guardou silêncio. Falando de novo por parábolas. Todos. Ambas exprimem o convite que o Senhor faz às suas criaturas. que proporciona ao Espírito adiantar-se. como de comum acordo. mas aqueles a quem convidei não foram dignos da festa. — 5. — 10. peço-te que me dês por escusado. enquanto outros agarraram os servos. para que se regenerem e purifiquem. — 3. pelos seus enviados. — 4. lhe perguntou: Amigo. mandou que um servo fosse dizer aos convidados que viessem. disselhes Jesus: — 2. Rogo-te que me dês por escusado. — 17. disse então o pai de família ao servo: Vai já às praças e ruas da cidade e traze para aqui os pobres e estropiados. não quiseram ir. — LUCAS. exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. Mandou que seus servos fossem chamar os convidados para a festa: estes. os coxos e os cegos. Entrou em seguida o rei para ver os que estavam à mesa e. Disse o primeiro: Comprei uma quinta e preciso ir vê-la. Porque. disse um terceiro. — 20. pois. ao saber do ocorrido. eu vos declaro.

10. que. 9º. que só a Revelação Espírita. 16º. os tempos preditos da regeneração. 15. e 5. pelas reencarnações. sob a ação das leis imutáveis da expiação. 2. todos os que anteriormente cerraram os ouvidos e o coração à voz que os chamava. Dizendo que o rei só encontrou à mesa um conviva que não trazia a veste nupcial.364 vez mais a luz. . Todos são convidados. os dias de hoje. antes que entrem na sala do festim. quis Jesus mostrar. avançar com passo firme e em linha reta para a perfeição. onde o Espírito continua a se depurar. para entrarem na sala da festa. para chegar o momento dessa revelação. — Apocalipse. sob pena de serem rechaçados para as trevas exteriores. então futura. 9º. (152) Provérbios. 46. As palavras: “Porque muitos são os chamados. — Colossenses. nas regiões da pureza. — Atos. — Daniel. Vê-se assim que todos os chamados virão a ser escolhidos. porém. do progresso. Ainda não soara a hora de serem ensinadas abertamente estas coisas. chegarão à condição de envergarem o traje de núpcias. nos tempos da regeneração. tornaria claramente compreensíveis. foram criados para o mesmo fim e têm que participar do banquete de núpcias. pelo renascimento. O choro e o ranger de dentes simbolizam as torturas morais na erraticidade e os sofrimentos da encarnação em mundos inferiores à Terra. nas esferas celestes e divinas e aproximar-se do foco da onipotência. e 12. Apenas uma insignificante minoria se manterá obstinada em resistir aos esforços dos servos de Deus para lhes vestirem o traje de núpcias. para longe das venturosas moradas. — 2ª Epístola aos Coríntios. 3º. Referem-se também a. isto é. mas poucos os escolhidos” não se referem unicamente ao que foi expulso por não estar dignamente vestido. 4. Esses mesmos. 3. porque dos filhos de Deus nenhum ficará perdido para sempre. que lhe faculta entrar no palácio eterno. previamente dispam suas vestes manchadas. porque todos. para entrarem nos mundos felizes. 13º. Cumpre. 26. porém. Muitos séculos era preciso que se escoassem. que o Espírito da Verdade agora prepara. bons ou maus. sem exceção de nenhum. para os planetas inferiores. 3º. 5º. sob o manto da parábola. que. quase todos compreenderão a felicidade que se lhes oferece. até poder vestir a túnica imaculada. são filhos.

— 17. calaram-se os emissários. pois. — 16. por que me tentais? — 19. De César. mandaram ter com ele alguns fariseus e herodianos. modificar. 20º. Querendo surpreendê-lo em falta por alguma de suas palavras. porqüanto não te preocupas com a qualidade das pessoas. Todos ficaram tomados de admiração. — 21. Jesus. Ouvindo isto. o apanhassem por alguma de suas palavras. É-nos lícito pagar ou não o tributo a César? — 23. por isso que tais leis existem unicamente por não querermos caminhar todos pelo caminho reto . deixando-o. conhecendo-lhes a malícia. Retirando-se dali. Aplique-se ele. disse: Por que me tentais? Deixai-me ver um denárIo. versículo 15. a abrandar. 12º. que lhe disseram: Mestre. parecem. — 16. — LUCAS. — MARCOS. sabemos que és sincero e veraz e que não te dá de quem quer que seja. qual o teu parecer: É lícito pagar a César o tributo ou não? — 18. admirados da sua resposta. pelo seu proceder. Mandaram então seus discípulos com os herodianos dizer a Jesus: Mestre. encheram-se de admiração e. a fim de o surpreenderem no que dissesse. Mostrai-me a moeda com que se paga o tributo. fingindo-se de homens de bem. LUCAS: capítulo 20º. — 17. (153) Estas palavras de Jesus. versículo 13. muitas vezes. Dize-nos.365 144 MATEUS. Deram-lhe a moeda e ele perguntou: De quem são esta Imagem e esta inscrição? Responderam eles: De César. que não te preocupas com as pessoas. porque não consideras nos homens as pessoas. percebendo-lhes a astúcia. — 22. Jesus. Deus e César MATEUS: capítulo 22º. 15 ao 22. sabemos que és sincero e veraz. portanto. uma provação. respondeu: Hipócritas. Disse então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. os fariseus foram reunir-se em conselho. 20 ao 26. injustas. Se aquelas leis. disse: Por que me tentais? — 24. arbitrárias. ou são. mas apenas o progresso moral. Apresentaram-lhe um denário. porém. sabemos que só dizes e ensinas o que é reto. O respeito às leis humanas é para o homem um dever e. ou não lho devemos pagar? — 15. mas que ensinas o caminho de Deus pela verdade. MARCOS: capítulo 12º. mau grado a tudo que se tenha dito. Perguntou ele: De quem são esta imagem e esta inscrição? — 21. — 26. — 25. Jesus. Disse então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. mas que ensinas o caminho de Deus na verdade. reconhecendo-lhes a hipocrisia. Sempre a espreitá-lo. Esses emissários o Interrogaram deste modo: Mestre. 13 ao 17. só de nós mesmos nos devemos queixar. sem te preocupares com quem quer que seja. 22º. De quem são a efígie e a Inscrição que ele traz? Responderam: De César. — 22. provam que Ele não viera pregar a subversão social. suavizar as que tanto lhe pesam. É lícito paguemos o tributo a César. que ensinas o caminho de Deus na verdade. Não podendo repreender-lhe nenhuma das palavras diante do povo. se retiraram. a fim de o entregarem à jurisdição e à autoridade do governador. iníquas. — 20. Mostrai-me um denário. responderam-lhe. ou algumas delas. — 14. Disse-lhes então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. mandaram emissários insidiosos para que. versículo 20. de fato.

ainda não lograram atender aos seus interesses reais. por nos obstinarmos em não cumprir o preceito de não fazermos aos outros o que não queiramos que nos façam. Tampouco. a humildade. ditas principalmente para o futuro. na ordem e na hierarquia. Trabalhe cada um pela sua própria reforma e o pesado jugo que elas impõem se quebrará por si mesmo e as reformas sociais se operarão sem abalos. Se já compreendêssemos bem as coisas. em que tanto se empenharam esses príncipes com os da Terra. para obterem a paz. ao contrário. A liberdade nasce do cumprimento do dever. o desinteresse. ainda não foram compreendidas e. A Igreja. Cegos. do seu saber! As palavras: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Se compreendidas aquelas palavras houvessem sido. as discórdias. para fertilizar a Terra. pois. a obra de redenção não seria deferida para amanhã. a fraternidade. os homens permanecem cegos! Ë assim que ainda fazem correr sangue. que ateiam o incêndio. no entanto. . na paz. que devia pregar pelo exemplo a tolerância. da pureza do coração. suavemente. derem a Deus o que é de Deus. o que envolve a da fraternidade. para construir. que implicam a justiça. da qual.366 que nos traça a lei divina do amor. muitas vezes cruentos. o respeito a si mesmo e aos outros. nem os derramamentos de sangue. não existiria jamais o poder temporal do papa. 7. o amor. que nos hão de outorgar a liberdade e de tornar menos áspero o viver terreno. O abrandamento das leis depende. bem se vê que não serão as revoluções. não haveria “príncipes da Igreja”. bem praticadas. surdos. 13º. Julgando-se muito esclarecidos. que desencadeiam a guerra. exclusivamente. que ela. do amor e da caridade. pela prática do duplo amor ao mesmo Deus e ao próximo. desprezou e conspurcou. a guerra teriam devastado os filhos do Senhor. (153) Romanos. Destarte. da conduta dos homens. a justiça. exclusiva-mente. nem as crueldades ainda de tão corrente uso. E tão orgulhosos são. Só o serão. menos ainda. como ainda o é. inclusive César. a caridade. nem a história registraria os conflitos. nem o derribamento de tronos. resultarão a igualdade e a liberdade. o ódio. eles ainda não conseguiram divisar o verdadeiro caminho. baseada esta tão-só no grau de pureza moral adquirida. teria sabido viver sempre em harmonia com César e teria feito que a Vinha do Senhor desse os abundantes frutos que devia dar pelo cultivo daquelas virtudes. quando todos.

— 25. 18 ao 27. que negam a ressurreição. — Imortalidade da alma. Ora. Vieram depois ter com ele alguns saduceus. mas dos vivos. ao terceiro.367 145 MATEUS. morreu sem deixar filhos. — 31. — 28. de qual deles será ela. Ao tempo da ressurreição. versículo 27. — 26. O segundo casou com a viúva do irmão e também morreu sem deixar filho. — Sua individualidade após a morte MATEUS: capítulo 22º. Na ressurreição. — 21. Chegaram depois alguns dos saduceus. Sou o Deus de Abraão. sucedendo o mesmo ao terceiro. Saduceus. — 22. LUCAS: capítulo 20º. sete Irmãos havia e o primeiro. pois. havia sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem deixar filhos. 31. nem as mulheres maridos: umas e outros serão como os anjos nos céus. nem os homens terão esposas. morreu a mulher. 20º. — 33. que era casado. — 35. — MARCOS. — 26. se morrer algum homem deixando a esposa sem filhos. Ora. o Deus de Jacob. Desposou-a o terceiro e em seguida os outros quatro sucessivamente. versículo 18. mas dos vivos. também a mulher morreu. uma vez que todos a tiveram por esposa? — 29. havia entre nós sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem descendência. Deus não o é dos mortos. Jesus lhes respondeu: Estais em erro. uma vez que os sete a tiveram por esposa? — 24. — LUCAS. deixando sua mulher a seu irmão. mas aqueles . Mestre. Estais. Naquele dia. Mestre. Por último. versículo 23. Ora. ao ressuscitarem dentre os mortos. — 20. nem os homens terão mulheres. por não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus. Moisés disse: Em morrendo algum homem sem deixar filho. os sete a tiveram por esposa e nenhum deixou descendência. Porque. Quanto à ressurreição dos mortos. vieram ter com ele alguns saduceus. Moisés nos deixou escrito: Se algum homem casado morrer sem deixar filhos. que negam a ressurreição. Deus não é o Deus dos mortos. 12º. depois dos sete. o povo se admirava da sua doutrina. de qual dos sete será ela mulher. e lhe perguntaram: 28. e lhe perguntaram: — 19. 27 ao 40. MARCOS: capítulo 12º. nem as mulheres maridos. Na ressurreição. o irmão do morto case com a viúva e dê sucessão àquele. em grande erro. Respondeu Jesus: Não vedes que errais. Mestre. 23 ao 33. E assim. — 27. Moisés nos deixou escrito que. — 30. — 29. Por último. que dizem não haver ressurreição. por não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus? — 25. O segundo casou com a viúva e também morreu sem deixar filhos. Quando for da ressurreição. a todos até ao sétimo. — Ressurreição. sucessivamente. Pelo que toca à ressurreição dos mortos. Ora. — Sua sobrevivência ao corpo. e lhe propuseram a questão seguinte: — 24. Ouvindo isso. o Deus de Isaac. — 33. não lestes no livro de Moisés o que Deus lhe disse na sarça: “EU sou o Deus de Abraão. — 23. o Deus de Isaac. O mesmo sucedeu ao segundo. Jesus lhes respondeu: Os filhos deste século se casam e são dados em casamento. uma vez que com todos foi casada? — 34. Ora. de qual deles será ela mulher. case o irmão dele com a viúva e descendência dê ao irmão que morreu. quando todos ressuscitarem. — 32. sem que nenhum deixasse descendência. não tendes lido o que Deus vos disse: — 32. o Deus de Jacob?” — 27. — 30. 22º. case seu irmão com a viúva e dê sucessão a seu irmão. Por fim morreu também a mulher depois de todos eles. umas e outros serão como os anjos de Deus no céu.

que haja transposto essa fase de encarnações materiais. — 38. se igualarão os mortos. Deus de Isaac. Tomando então a palavra. indicam não só os bons Espíritos. chamou ao Senhor de Deus de Abraão. — 36. respondeste bem. — 39. E que os mortos hão de ressuscitar. não mais pode morrer. de progresso. uma vez julgados dignos de participar da “ressurreição dos mortos”. o que então se verifica é apenas uma mudança de condição. não passa de uma vestidura de provações. pois que todos para Ele são vivos. que. Assim. O Mestre preparava desse modo as gerações futuras a compreenderem que a vida espírita é a vida primordial e normal do Espírito. de expiação. uma vez ressuscitados. após a morte do corpo. esses não casarão. na sarça. — 40. surge aí por incorporação fluídica. que Jesus dirigiu aos Saduceus. que todos vivem. E. lembrando-as. e os homens. o Espírito vive sempre sob as vistas de Deus. mas dos vivos. porqüanto. uma vez que se tenham tornado “filhos da ressurreição”. pois que todos para ele são vivos. quando ele chega a tal grau de elevação. como os puros Espíritos. desde então. no livro de Moisés. “morte”. Deus não o é dos mortos. quer no estado espírita. Fazendo que um Espírito superior dissesse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão. já não se dá a morte no sentido humano em que Jesus falava e como ainda agora se entende na Terra. vestidura que apenas determina uma modificação temporária na sua vida normal. não sofreu. Quando o Espírito. qual o nosso. estavam vivos e não mortos. Deus não O é dos mortos e sim dos vivos. portanto. que o que chamamos “morte” não é mais do que a cessação. para ele. ninguém mais se atreveu a lhe fazer perguntas. de Isaac e de Jacob”. porque são filhos da ressurreição. mostrou o Senhor onipotente que Abraão. o Deus de Jacob? Ora. o Deus de Isaac. Deus proclamara e Jesus. aos discípulos e a todos os homens — a sobrevivência da alma. Por si mesmas se explicam estas palavras. Se esse mesmo Espírito tem que fazer aparição num planeta inferior. proclamava a vida permanente e imortal dos Espíritos. visto se terem tornado iguais aos anjos e serem filhos de Deus. Ora. para o Espírito. “filhos de Deus”. com referência à ressurreição dos mortos: “Não lestes. Deus de Jacob. pois que a morte mais não é do que um passo mediante o qual . (154) A ressurreição é a volta definitiva do Espírito à sua pátria eterna. disseram alguns dos escribas: Mestre. Moisés o mostrou quando. Aquele. de um exílio temporário. que não mais se vê obrigado a habitar mundos onde a reencarnação se opera segundo as leis de reprodução. nem serão dados em casamento. quer no estado corporal. — 37. De um modo como de outro. Verificase.368 que forem julgados dignos do século vindouro e da ressurreição dos mortos. como ainda se dá na Terra. se afasta daquele onde estiver habitando e retorna à vida espírita. no significado que essa palavra tem entre nós. que galgaram as condições elevadas de que acabamos de falar. sob as vistas do Pai. As expressões — os anjos de Deus no céu — os anjos que estão nos céus — aos quais se assemelharão. o que Deus lhe disse na sarça: Eu sou o Deus de Abraão. por aquelas palavras dirigidas a Moisés. sua imortalidade e sua individualidade. conforme se deu com o Mestre. não mais poderão morrer. que chegou à condição de habitar os mundos superiores. proclamava de novo aos Saduceus. Isaac e Jacob existiam. cujo termo chega quando o mesmo Espírito se despoja do corpo material que.

(154) Deuteronômio. e disso precisa o sacerdócio romano convencer-Se definitivamente. de natureza física. versículo 6). 3º. que Nosso Senhor Jesus Cristo revelou à Humanidade. imitando por suas obras e exemplos o manso Cordeiro de Deus. 42. dando lugar aos fenômenos de que trata o Êxodo. 9. Deus disse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão. não se comunica diretamente com os homens. — Romanos. a inteligência humana daquela época não lograva explicá-las. porque. — Êxodo. mas que o ouviu. O que houve. foram qualificadas de “milagres”. incumbido da manifestação. assimilando seu perispírito às regiões terrenas. articulada (155) e uma luminosidade ofuscante. como todas as que vêm referidas no Antigo e no Novo Testamento. e 52. o Decálogo. 5. e 49. Essas manifestações. 20º. Aliás. atualmente assim não é. não tendo e não podendo ter conhecimento das causas de que derivavam. com a aparência de fogueira. 16. — 1ª Epístola à João. e capítulo 20º. não uma forma humana. transmitido a Moisés no monte Sinai. . e 16. têm que ser reconhecidas e aceitas como simples fenômenos espíritas. Consideravam Deus como o arquiteto que construiu o edifício: o homem como a pedra que a ação do tempo reduz a pó. Reunindo-os e concentrando-os. — Hebreus. 6º. fenômenos apropriados a causar forte impressão no povo hebreu. 32. não se diz que Moisés viu a Deus. e produziu uma luz deslumbrante. Não observamos na atualidade análogas inconseqüências? homens que admitem a crença em Deus e negam a existência da alma e sua imortalidade? Com relação às palavras que. 7º. por todos os que estudam a ciência espírita e experimentam no campo da sua fenomenologia. conseguintemente. audiente e vidente. as coisas necessariamente se teriam passado da mesma forma. no caso. 2. ele produziu o som da palavra humana. — Atos. de fluídos sônicos e outros. nem das leis que as regiam. que se tornou puro Espírito. capítulo 3º. porém. 3º. versículos de 16 a 19. não o fosse. é senhor da natureza e de todos os fluídos. capítulo 19º. 6. há a observar que Deus. Foi com o auxílio de fluídos. como fatos naturais. 25º. Moisés era médium de efeitos físicos. de Isaac e de Jacob”. conforme já temos ponderado. e 11. se o povo hebreu só pelo terror podia ser levado a crer em Deus. deles dispondo à sua vontade. pois outra maneira não havia de fazê-lo observar a lei. Hoje. que ainda muito tempo teria que ser conduzido pelo terror. versículo 19. Os Saduceus eram os materialistas da época. de justiça e de misericórdia. que. que chegou à perfeição. O Espírito superior. 11º. tomou uma forma luminosa. O Espírito superior. no Deus de amor. (155) É o que presentemente ocorre com o fenômeno espírita chamado «voz direta”. que aquele Espírito superior realizou a manifestação. — JOÃO. foi uma manifestação espírita. Segue-se daí. Ainda quando. — 1ª Epístola aos Coríntios. de acordo com as necessidades e as circunstâncias. 15º. basta que sacerdotes inteligentes e moralizados lhe ensinem e façam compreender o Evangelho em espírito e verdade. 10.369 ele volta da vida corpórea à vida espírita. segundo o Êxodo. Para que o povo tenha a crença no verdadeiro Deus.

como a nós mesmos. 28 ao 34. a quem Ele deu a esperança da vida eterna. versículo 28. de todo o teu entendimento. levantando-se. disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. para o tentar: Mestre. disseste bem que Deus é um só. qual é o grande mandamento da lei? — 37. Do amor a Deus nascem a submissão. Mestre. MARCOS: capítulo 12º. que hei de fazer para ter a vida eterna? — 26. versículo 34. — 30. se reuniram em conselho. Disse-lhe então o doutor da lei: Na verdade. o juiz reto de todas as nossas ações. de toda a tua alma. — 32. Israel: o Senhor teu Deus é o único Deus. Jesus lhe observou: Respondeste muito bem. Toda a lei e os profetas se contém nestes dois mandamentos. 25 ao 28. Amemos o Senhor nosso Deus acima de tudo. É esse amor que nos aquece os corações. e amarás o teu próximo como a ti mesmo. de todo o teu coração. Respondeu aquele: Amarás o Senhor teu Deus. de toda a tua alma. versículo 25. E amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração. é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. — 39. a resignação. Este é o maior e o primeiro mandamento. porqüanto nesse amor hauriremos forças para cumprir todos os nossos deveres. semelhante ao primeiro. Vendo Jesus que o escriba replicara sabiamente. nasce a caridade. (156) Amemos o Senhor nosso Deus acima de todas as coisas: a Ele. — 31. e que o amá-lo de todo o coração. — 28. de todo o teu coração. de todas as tuas forças. Amemos o nosso próximo como a nós mesmos. faze Isso e viverás. que era doutor da lei. para o tentar fez esta pergunta: — 36. é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.370 146 MATEUS. LUCAS: capítulo 10º. Amor de Deus e do próximo MATEUS: capítulo 22º. Praticá-lo consiste em obedecer às leis divinas. — 35. 10º. um dos doutores da lei. Então. — 34. tendo sabido que ele fizera calar os saduceus. Mas os fariseus. seremos ramos secos. perguntou-lhe um doutor da lei. 34 ao 40. para adquirir todas as virtudes. Então. de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. que nenhum outro há além dele. se não possuirmos o sentimento grandioso da fraternidade. O segundo. origem e vida de tudo o que é. Mestre. — 38. e bem assim o amar o próximo como a si mesmo é coisa de maior valia do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios. — 40. Respondeu Jesus: O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve. não praticaremos os atos a que ele dá lugar. O amor de Deus é a força da alma. de toda a alma e com todas as forças. a esperança. Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus. Do amor ao próximo. sem a qual . 12º. de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento. — 33. engendra a fé e produz a caridade. — LUCAS. — MARCOS. E o segundo. porqüanto. e um deles. de todo o entendimento. Não há outro mandamento maior do que estes. semelhante ao primeiro. Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? De que modo a lês? — 27. se aproximou e lhe perguntou: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? — 29. que ouvira a discussão e vira quão bem Jesus respondera aos saduceus. a Ele o pai bondoso e justo de tudo o que vive. E desde então ninguém mais se atreveu a lhe fazer perguntas. Este o primeiro mandamento. 22º.

Não sejam. isto é. e 8. para base do Cristianismo. deixando esta a outra na ignorância do que fez. Nesses dois mandamentos se contém toda a lei e os profetas. que há de levar o gênero humano à unidade e. libertado que está dos laços da matéria. e a Jesus Cristo. a religião de Deus. meu Pai. que ensina a adoração do Pai em espírito e verdade. não há senão um só Deus. que lhe dispensamos. à resposta do doutor da lei: “Não estás longe do reino de Deus”. 6. quando declarou que seu Pai era maior do que Ele. somente dos lábios a nossa brandura e a nossa humildade. — 1º Reis. Precisamos ser brandos e humildes. 4. 46º. familiar e individual. moral ou intelectual. 6. capítulo 17º. Citando estas palavras do Deuteronômio. debaixo de todos os pontos de vista. (156) Deuteronômio. Sejamos brandos e humildes. 10º. porém. disse Jesus. — 1ª Epístola aos Coríntios. pelo nosso coração. Jesus sancionava o que o doutor acabara de dizer. 18. por estas últimas e solenes palavras. versículo 3). — MARCOS. Replicando. ao passo que muitas vezes elas se referem a um Deus único. não mais sofre a morte. Jesus nunca pretendeu divinizar-se. Sim. capítulo 6º. tornando-lhe penoso.371 não faremos boas obras. porque então já não seremos caridosos. pela solidariedade na fraternidade. e 14. material. das constrições da carne. 6. para sermos caridosos. — Levítico. por exemplo. animam os mais tímidos. por estas palavras. Israel: o Senhor teu Deus é o Único Deus” e dizendo ao doutor da lei: Respondeste sabiamente e: não estás longe do reino de Deus. pois. Praticando-os. 19º. Faze isso e viverás. do que todas as fórmulas e todos os cultos. social. caminhando nas vias da perfeição moral. indivisível. no altar do coração. capítulo 12º. Por nenhuma de suas palavras jamais conferiu a si mesmo o titulo de Deus. 30º. versículo 4. 15º. consolam os mais aflitos. conforme já o proclamara Moisés para Israel. versículo 1. Desse modo recusava. que tu enviaste”. (JOÃO. o divino Mestre sancionou expressamente aquela resposta. qualquer que seja a Sua pobreza. versículo 4: “Ouve. proclamando. a doutrina que se consubstancia no amor a Deus e ao próximo. — Isaías. 12. como intelectual e moralmente. que Deus é UNO. que demonstra ser essa a única religião verdadeira. purificam os mais gangrenosos. capítulo 6º. o auxílio material. porém. pela nossa mão direita. 4º. pois que a brandura e a humildade atraem os mais inacessíveis. — Isaías. 6º. pela prática daquele duplo amor. . capítulo 42º. pois que o orgulho afastará de nós o “pobre”. somos levados ao cumprimento de todos os nossos deveres no seio da grande família humana. 7. e 5. que outro não há além dele”. — Miquéias. para sermos caridosos. a essa vida em que o Espírito. 45º. As obras levam prontamente à vida eterna. proferidas pouco antes da hora do sacrifício: “A vida eterna. versículos 4 ao 6. isto é. capítulo 8º. A caridade está no socorro que devemos prestar aos nossos irmãos pela nossa inteligência. 22. 9. à realização de seus destinos. Consultem-se também: Deuteronômio. se eximia de toda divindade como Cristo. como. em que se proclama coisa de muito maior valia do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios. quando se dirigiu a Deus. que “na verdade. consiste em que eles conheçam por único Deus verdadeiro a ti. a religião universal. versículo 29.

— 31. mostrou conhecer. isto é. profundo estudo e meditação séria esta parábola em que. quaisquer que sejam a pátria onde nasceram.372 147 LUCAS. colocou-o sobre a sua alimária e o levou para uma hospedaria. pois que. deixando-o semimorto. o excomungado. como viriam a proceder de futuro. tirou dois denários e os deu ao hospedeiro. formulandoa. não há salvação sem a caridade que se exerça e pratique por amor a Deus acima de tudo e por amor ao próximo como a si mesmo. Dizendo ao doutor da lei: Vai e faze o mesmo. quaisquer que eles sejam. — 34. e faze o mesmo. objetivou condenar de antemão esta máxima da Igreja Romana: “Fora da Igreja. da fraternidade. o herético. Parábola do Samaritano LUCAS: capítulo 10. Aproximou-se dele. que implica a prática da justiça. Doutra parte. dizendo: Trata desse homem. são irmãos. Nosso Senhor Jesus Cristo. sim. Quis. o idioma que falem. Merece toda a nossa atenção. não há heréticos. 10º. seja . Um samaritano. o “samaritano”. do amor. que também foi ter àquele lugar. nem ortodoxos. tomando a palavra. pensou-lhe as feridas. lhe disse: Um homem. em face da sua doutrina. para aquele momento e para sempre. viu o homem e igualmente passou de largo. não está em dogmas humanos. e o levita. por tornar cega a criatura. o espancaram e se foram. como devemos proceder com os nossos semelhantes. — 32. através de um episódio edificante. porém. que o orgulho é causa de queda. que derivam da diversidade e do antagonismo de crenças e de cultos externos. Respondeu o doutor da lei: O que para com ele usou de misericórdia. o dogmatismo e a intolerância. frutos exclusivos das orgulhosas interpretações dos homens. que. disse-lhe Jesus. como única verdadeira. Em segundo lugar. No dia seguinte. versículo 29. que o despojaram. onde cuidou dele. querendo parecer justo. veio onde estava o homem e ao vê-lo se encheu de compaixão. perante Deus. esta parábola nos oferece mais uma prova da inigualável presciência que o divino Mestre tinha de todas as coisas. Aconteceu que pelo mesmo caminho desceu um sacerdote. O doutor da lei. reprovar e proscrever. o culto que professem. de antemão. amando o nosso próximo. para todos os seus filhos. proclamar que a fé sem as obras nada vale. em observância à lei divina. o infiel. Primeiramente. na caridade. que a única via de salvação é a caridade. o fariseu. seguindo o seu caminho. mostrando que Deus olha igualmente. perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo? — 30. o sacerdote. o réprobo. os ortodoxos em suma. deitando nelas óleo e vinho. com relação a seus deveres. da misericórdia. 29 ao 37. assim. condenando-a. Pois vai. Jesus. esta: Fora da caridade não há salvação. Do mesmo modo um levita. com paternal carinho. que nos prescreve amar o Pai celestial. porém. que descia de Jerusalém para Jericó. que o viu e passou de largo. praticamente. dar a ver aos homens que. que era como os Judeus consideravam os filhos de Samaria. — 33. aos olhos de Deus. não há salvação” e. — 35. consagrar. mas. Qual dos três te parece que tenha sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? — 37. toda. nos ensinou. Efetivamente. dois objetivos teve Ele em mira. Apontava aquele cheio de caridade e estes baldos desse sentimento. que a fé. caiu nas mãos de salteadores. na minha volta te pagarei tudo quanto despenderes a mais. — 36.

nota ao Canto 4º. . fazei o bem aos que vos odeiam. Não disse Ele.373 quem for o próximo: conhecido ou desconhecido. orai pelos que vos perseguem ou caluniam?” (157) (157) Veja: A Divina Epopéia de Bittencourt Sampaio. o Verbo de Deus: “Amai os vossos inimigos. amigo ou inimigo.

Lázaro era um dos Espíritos devotados que haviam encarnado para cooperar no desempenho da missão terrena do divino Mestre. aliar o cuidado de que necessita o nosso corpo aos que o nosso Espírito reclama. Maria escolheu a parte melhor. que. versículo 38. — 40. sentada aos pés do Senhor. respondeu: Marta. um exemplo da predileção que merecem aqueles que caminham pela estrada que conduz ao Senhor Todo Poderoso. que muito atarefada andava nos arranjos da casa. Marta. Marta se preocupava mais do que devia com os cuidados do corpo. — 42. não se te dá que minha Irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude. entrou numa aldeia e uma mulher de nome Marta o recebeu em sua casa. qual os nossos. segundo a letra. Jesus em casa de Marta. é uma semente cujas raízes se prolongam sempre. bem como Marta e Maria. em conseqüência de os terem os homens interpretado. Disse Jesus: “Nem só de pão vive o homem”. Mas. É esta uma lei absoluta. Para Maria. Por que havia ela então de se preocupar com inúteis cuidados materiais? . Tinha ela uma Irmã chamada Maria. O homem tem o dever de velar pela conservação do seu ser. — 43. portanto. sem prejuízo algum. esquecida de que só o necessário basta. não foi o pensamento do Mestre. o Cristo trazia um corpo material. tu te azafamas e perturbas a cuidar de muitas coisas. Saibamos. Jesus os distinguia com a sua amizade. queria oferecer a Jesus uma hospedagem luxuosa. De condição modesta. Marta. Jesus muito o amava. Estes versículos. “Maria. tendo-se posto a caminho com seus discípulos. — O alimento espiritual jamais se deteriora LUCAS: capítulo 10º. Esse. Ë que o alimento espiritual jamais se perde. — 41. assim como às suas irmãs Marta e Maria. lhe disse: Senhor.374 148 LUCAS. falsamente. O Senhor. — 39. não lhe assiste o direito de sacrificar ao supérfluo os cuidados que o Espírito requer. parando diante de Jesus. porém. A afeição que Jesus consagrava a esses irmãos constituía um ensino. Na Betânia. na estrada geral de Jericó. contentando-se com pouco. — Ninguém deve preocupar-se demasiado com as necessidades do corpo. Entretanto. hão servido para autorizar e justificar a vida religiosa. pequena cidade perto de Jerusalém. Uns e outros podem emparelhar. que não lhe é dado ab-rogar. Foi por isso que o Mestre a repreendeu. 10º. situada no sopé do monte das Oliveiras. 38 ao 43. próximo à de Betfagé. mas não tinha os gostos e as necessidades humanas. lhe escutava a palavra. porém. que encarnaram para assisti-lo e ajudá-lo. desde que sejam atendidos com critério. disse Jesus. ficava a aldeia onde vivia Lázaro. uma só é necessária. com exclusão de todos os cuidados materiais. naquele momento. como para todos. que lhe não será tirada. escolheu a parte melhor. — Dever de se aliarem os cuidados do corpo aos que o Espírito reclama. E aconteceu que Jesus. que lhe não será tirada”.

375 O Mestre. ou um exemplo. como hoje sabemos. . quando precisava dar uma lição. só fazia refeições diante dos homens e isso mesmo na aparência apenas e não em realidade.

por ser. porém. versículo 35. com relação ao nosso planeta. Ensinando no templo. disse Jesus: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de David? — 36. Senhor de David MATEUS: capítulo 22º. Espírito de pureza perfeita e imaculada e. o Espírito que a protege e governa no tocante à depuração e à transformação física. Quaisquer que fossem a humildade. 20º. a doçura. para dar cumprimento à sua missão terrena. nem mais ousou alguém. Ora. 41 ao 44. como é ele seu filho? — 46. Ora. Replicou-lhes Jesus: Como é. como uma das suas criaturas. 22º. à missão de Jesus que. dizendo: — 44. — MARCOS. que não pertencia à Humanidade. então. 41 ao 46. — 42. desde aquele dia. como é ele seu filho? Grande multidão se comprazia em ouvi-lo. isto é. nem. nosso Senhor. Ora. como tal. Mas Jesus lhes perguntou: Como dizem que o Cristo é filho de David. até que se haja completado a obra de regeneração. — 43. Estas palavras alegóricas: “Disse o Senhor a meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu reduza todos os teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés. versículo 41. nosso Mestre. o modo e as condições em que se verificou o seu aparecimento na Terra. versículo 41. Que vos parece do Cristo? De quem é ele filho? Responderam-lhe os fariseus: De David.376 149 MATEUS. . como qualquer Espírito criado. Ele é o filho de Deus. O Cristo. lhe chama seu Senhor. só a nova revelação a resolveria plenamente. a natureza e a origem do Cristo. se David lhe chama seu Senhor. Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu tenha reduzido teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés? — 45. Ninguém lhe pôde responder palavra. É nosso irmão. como é. o encarregado do progresso da Terra. portanto. ocupa a direita do Pai. — 43. A questão que Ele propôs aos fariseus e à qual nenhum pôde responder. — LUCAS. puro Espírito. se David lhe chama seu Senhor. em espírito. mas. Pois o próprio David não disse. 12º. à sua descendência. se David lhe chama seu Senhor. até que eu reduza teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés? — 44. filho do Altissimo. interrogá-lo. veladamente. que David. sua autoridade. sua missão. como é ele seu filho? (158) Fazendo essa observação. 2º mostrar a distância que havia entre o Espírito de David e o do Cristo de Deus. 35 ao 37. o desprendimento de Jesus. diziam respeito. não devemos esquecer a sua origem. filho de Deus e irmão dos homens. não como sendo o próprio Deus. Jesus lhes perguntou: — 42. em espírito e verdade. moral e intelectual da sua Humanidade. seus poderes com relação ao nosso planeta e à Humanidade terrestre. tinha Jesus por fim: dar a ver que nenhum laço carnal o unia a David. LUCAS: capítulo 20º. inspirado pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu reduza teus inimigos a escabelo de teus pés? — 37. porque só ela daria a conhecer. quando o próprio David diz no livro dos Salmos: Disse o Senhor a meu Senhor: Senta-te à minha direita. Como estivessem os fariseus reunidos. MARCOS: capítulo 12º.

160º. 1.377 (158) Salmos. 13. 34. . 15º. e 13. — Atos. 1º. — Hebreus. 10º. — 1ª Epístola aos Coríntios. 25. 2º. 12.

A semente que dessa forma lançam pode cair em bom terreno e produzir. o que eles vos disserem. não será mais pronto em se mostrar caridoso? Não amará seus irmãos. 1 ao 7. que gostam de ser saudados nas praças públicas. não têm produzido os frutos evangélicos. por nós mesmos. porqüanto o exemplo constitui o melhor ensinamento. — 7. Todas as suas ações eles as praticam para serem vistos pelos homens. versículo 45. Atam pesados e insuportáveis fardos e os colocam sobre os ombros dos homens e no entanto nem ao menos com o dedo os querem tocar. 20º. dizendo: Na cadeira de Moisés se sentaram os escribas e os fariseus. ao contrário. — 3. que devoram as casas das viúvas. — 47. não os imitar MATEUS: capítulo 23º. houve sempre doutores que pregam e ensinam. que devoram as casas das viúvas a pretexto de longas orações. simulando longas orações. que gostam de andar com amplas vestes e de ser saudados nas praças públicas. 45 ao 47. o Catolicismo. Orgulho e hipocrisia dos escribas e dos fariseus. amiúde se perde. pregam e ensinam. — 6. Em todos os tempos. LUCAS: capítulo 20º. porém. não os imiteis nas suas obras. os escribas e fariseus orgulhosos. que deviam produzir. — 40. pois. sobretudo. — LUCAS.378 150 MATEUS. pois. se a observar nos nossos? Se nos vir indulgente para com os outros. mostrando-lhes. mas não praticam a moral que preconizam. 23º. porém. como pode ser carregado sem fadiga. versículo 38. de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. Tornemos. — 5. — 2. Observai e fazei. não os imiteis nas suas obras. porqüanto o que dizem não fazem”. também. mas não fazem. é porque essas palavras do Mestre se tornaram freqüentemente aplicáveis aos escribas e fariseus dos modernos tempos que. versículo 1. deixará de compreender a indulgência? Se lhe fizermos ver como se pratica a caridade. 38 ao 40. 12º. Querem os primeiros lugares nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. E lhes dizia. Maior condenação receberão eles. segundo o seu modo de ensinar: Guardai-vos dos escribas. — 4. Referia-se aos escribas e fariseus. que pregavam e ensinavam sentados na cadeira de Moisés. Falou então Jesus ao povo e a seus discípulos. Aí está o escolho. como . MARCOS: capítulo 12º. daí o alargarem seus filatérios e alongarem suas franjas. Se o Cristianismo e. de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. se com ele praticarmos o amor? Não imitemos. — MARCOS. Diante de todo o povo que o ouvia. Mas. Poderá o discípulo que preparamos queixar-se da severidade dos costumes que lhe impomos. mas. assentados na cadeira que Ele ocupou. — 39. Com mais rigor serão eles julgados. porqüanto dizem. leve o peso aos nossos irmãos. Gostam de que os saúdem nas praças públicas e de que os homens lhes chamem mestres. disse ele a seus discípulos: — 46. Ouvi-los. que querem andar com longas vestes. Lembremo-nos de que Jesus disse: “Observai e fazei o que vos disserem. Guardai-vos dos escribas.

379 os de outrora. . o que não praticam. Ë sempre mais fácil falar do que obrar.

14º. (159) Job. único pai. Quer dizer: se o orgulho o dominar. 33. Não queirais vós. os quais tomariam por insulto serem comparados a qualquer pobre mortal humilde. — 1ª Epístola à Pedro. 8 ao 12. nos achemos muito abaixo deles. 1. como se vê. assim se resume: Humildade. Conseguintemente. como tantos há. nem mais sábio. é incompatível com o orgulho que enche os odres materiais. do mesmo modo que o humilde de coração (mas não apenas dos lábios) terá que receber a sua recompensa. 6. 3º. 11. — Os homens. Só por orgulho e farisaísmo pode o homem. a justa apreciação de si mesmo é tão difícil que nenhum dentre nós poderá julgar-se capaz de fazê-la. — LUCAS. porqüanto o que se exaltar será humilhado e o que se humilhar será exaltado. único mestre. precisamos conhecer o nosso maior inimigo. confessando a nossa fraqueza. com relação a outras. cuidarmos de não ser vítimas dele. 5. — 9. se lhes levarmos vantagem por qualquer daquelas qualidades. porém. o Cristo. fraternidade. como fazia outrora. ele virá a ser vosso servo quando. compete. (159) Este ensino. — Deus. porqüanto um único mestre tendes e todos sois irmãos. ao recomeçar a sua prova.380 151 MATEUS. dar-se pode que. A justa apreciação de si mesmo deve sempre dar ao homem criterioso a convicção de que lhe cumpre trabalhar por destruir em si o que é mau. terá que o expiar. porém. ser chamados mestres. por adquirir o melhor. — Provérbios. — 12. tiver que se humilhar. No dia da retribuição. 29. A ninguém na Terra chameis vosso pai. que só a Ele. Nenhum homem deve desejar ou aceitar o título ou o apelido de mestre. Tal ensinamento. 5º. e bem assim o de Mestre. porqüanto um ONICO pai tendes. — 10. para. nem mais apto do que este ou aquele. ou do que o conjunto dos nossos semelhantes. 15º. porque. porqüanto não tendes mais que um só doutor e um só mestre — o Cristo. que Jesus deu a seus discípulos e a todos os homens. — 11. Por isso mesmo. que está nos céus. versículo 8. Aquele que tenta elevar-se acima dos outros é sempre impelido por um sentimento de orgulho. único doutor. — O Cristo. irmãos todos MATEUS: capítulo 23º. nem mais caridoso. 22º. — Timóteo. 4º. que só cabe a Deus. 23º. nem mais probo. nunca nos acreditemos mais dedicado. Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. Aquele que é o maior entre vós será vosso servo. usurpar ainda aqueles títulos. por cultivar o que é bom. . Na verdade. Nem vos deis o titulo de doutores. Interdizia a todos os daquela época e do futuro o uso do título de pai.

— LUCAS. por mais que hajam feito e ainda façam. (160) Escribas e fariseus hipócritas são todos os que se abrigam por detrás de uma fé que não possuem. Felizmente. 37. pela análise. Sim. os verdadeiros crentes. 47. — 22. ou o altar que santifica a oferenda? — 20. pois nem entrais nem deixais que entrem os que desejam entrar. reconhecerão quão criminosos foram. que fechais aos homens o reino dos céus. que. guias de cegos. que santifica o ouro? — 18. — 3º Reis. 10º. mas que. às criaturas humanas. e cada vez mais assim será. porém. pela observação. mas aquele que jurar pelo ouro do templo fica obrigado a cumprir o seu juramento. ou o templo. Mas. por um tecido de mandamentos mesquinhos e arbitrários que eles mesmos elaboram: pesadas cadeias com que embaraçam o passo no sagrado carreiro da salvação. — 21. Escribas e fariseus hipócritas MATEUS: capítulo 23º. — 17. que já vai distante o tempo das supersticiosas imposições da teocracia. se submetem a um jugo que a razão repele. são os que mercadejam com suas orações e vendem as graças do Senhor.381 152 MATEUS. São cegos. 25º. . 11º. 8. a fim de abusarem da credulidade dos homens e dela se aproveitarem para a consecução de seus fins. escribas e fariseus hipócritas. 40. 29. se formam. Estultos e cegos! qual o que vale mais: o ouro. as verdades evangélicas. — MARCOS. que rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito e que. escribas e fariseus hipócritas. um dia. jura pelo altar. mas aquele que jurar pela oferenda que está sobre o altar fica obrigado a cumprir o seu juramento. 12º. e bem assim os que lhes obedecem ao mando. bastaria abrissem os olhos. devorais as casas das viúvas: mais rigoroso será por isso o vosso julgamento. — 19. Ai de vós. passou o tempo da fé cega. 6º. nada é. jura por este e por tudo o que sobre ele está. — Salmos. O remorso. dizeis. 5. pela investigação. Os crentes. Jurar pelo altar. que ao seu reinado sucedeu o império da inteligência e da razão. então. depois de o terdes feito. quem jura pelo templo jura por este e por aquele que o habita. no entanto. Quem. com as vossas longas orações. cegas também. a luz que se irradia da santa Doutrina do divino Mestre vai espancando as trevas das inteligências e dos corações e esses infelizes. ai de vós. — 16. que emaranham seus irmãos numa teia inextricável de puerilidades culposas. Ai de vós. — 2º Paralipõmenos. tornadas aptas a apreender. 2. guias cegos que dizeis: Jurar um homem pelo templo nada é. quem jura pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está assentado. que substituem os ensinamentos singelos de Nosso Senhor Jesus Cristo. únicos fundamentos inabaláveis da fé esclarecida e ativa. pelo exercício livre do pensamento. e a expiação lhes farão curvar as frontes orgulhosas e dobrar os joelhos inteiriçados. hão de eles convencer-se. Ai de vós. — 14. pois. escribas e fariseus hipócritas. 30º. constantes nos Evangelhos. 13 ao 22. 42. (160) Êxodo. — 15. as quais. 13. em toda a sua simplicidade e pureza. 23º. Cegos! que é o que mais vale: a oferenda. 29º. para verem a luz. 8º. o tomais duplamente mais merecedor da geena do que vós. versículo 13. assim como a entrada na morada divina. 20º. pelo estudo. Queiram ou não queiram.

11. 49. 3º. — Tito. . 6. 7º. 1º. — 2ª Epístola à Timóteo.382 — Atos.

Serpentes! raça de víboras! Como podereis escapar da condenação à geena? — 34. Insensatos! aquele que fez o que está por fora não fez também o que está por dentro? — 41. Eis que deserta vos será deixada a casa. Disse-lhe então o Senhor: Vós. — 35. pois. E para que sobre vós venha todo o sangue inocente que há sido derramado na Terra. — 43. é que devíeis primeiro praticar. que pagais o dízimo da hortelã. Testificais. limpai primeiro o interior do copo e do prato. Ai de vós. Em verdade vos digo que tudo Isto virá cair sobre esta geração. escribas e fariseus hipócritas. 11º. Começou então o fariseu a dizer de si para si: Por que não se lavou ele antes de comer? — 39. escribas e fariseus hipócritas. Ai de vós. que sois filhos daqueles que mataram os profetas. — 29. da arruda. limpais o exterior do copo e do prato. — 42. — 27. Ai de vós. que erigis túmulos aos profetas. do endro e do cominho e não vos importais com o que há de mais importante na lei: a justiça. sábios e escribas. — 33. 37 ao 54 e 13º. escribas e fariseus hipócritas. Se vivêramos nos dias de nossos pais. e não quiseste! — 38. Doutores hipócritas que têm o coração viciado e enganam os homens pelos atos exteriores. mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. Entretanto. Ah! Jerusalém. — LUCAS. 23º. — 24. Fariseus cegos. ai de vós fariseus. — 40. que por fora parecem belos aos homens. a medida de vossos pais. coisas estas que devieis praticar sem omitir as outras. — 32. mas que por dentro estão cheios de ossadas e podridões! — 28. mas o vosso íntimo está cheio de rapina e iniqüidade. Ai de vós. que adornais os monumentos dos justos e dizeis: — 30. Eis por que vos vou enviar profetas. LUCAS: capítulo 11º. Mas. para que também o exterior fique limpo. — 39. que coais um mosquito e engolis um camelo! — 25. — 31. dai de esmola o que tendes e eis que todas as coisas se vos tornarão limpas. 23 ao 39. que limpais por fora o copo e o prato e que. versículo 37. — 36. Assim também vós: exteriormente pareceis justos aos homens. contra vós mesmos. escribas e fariseus hipócritas. um fariseu o convidou para jantar.383 153 MATEUS. que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes tenho querido reunir teus filhos. assim. fariseus! que gostais das primeiras cadeiras nas sinagogas e de que vos saúdem nas praças públicas. Enchei. Jerusalém. que pagais o dízimo da hortelã. Ai de vós. que vos assemelhais a sepulcros caiados. os fariseus. a misericórdia e a fé. desde o sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias. Ai de vós. que os afastam da luz e da verdade MATEUS: capítulo 23º. que a uns matareis e crucificareis e a outros acoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade. — 44. filho de Baraquias. estais por dentro cheios de rapina e de imundícias! — 26. entretanto. que sois como os sepulcros que não aparecem e por . 31 ao 35. E estando a falar. sem omitirdes as outras. — 37. a quem matastes entre o templo e o altar. até que digais: Bendito seja o que vem em nome do Senhor. Guias cegos. Porque. de todas as ervas e desprezais a justiça e o amor de Deus! Estas coisas. Ele lhe entrou em casa e tomou lugar à mesa. eu vos declaro que desde agora não mais me vereis. — 38. porém. versículo 23. não os teríamos acompanhado no derramamento do sangue dos profetas. como a galinha reúne debaixo das asas os seus pintos.

— 47. porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. aos martírios e à morte que os apóstolos. o divino Mestre aludia à morte e às perseguições que os profetas tinham sofrido. Por isso mesmo disse a sabedoria de Deus: Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos e a uns eles matarão e a outros perseguirão. a misericórdia e a fé. de LUCAS. — 49. pois que é a eles que se aplicam. ao sacrifício que breve se consumaria no Gólgota. versículo 23. à dispersão dos Judeus e. doutores da lei que vos apoderastes da chave da Ciência e que não entrastes e impedistes a entrada aos que queriam entrar.