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Elucidações Evangélicas (Antônio Luiz Sayão)

Elucidações Evangélicas (Antônio Luiz Sayão)

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1 ELUCIDAÇÕES EVANGÉLICAS ANTÔNIO LUIZ SAYÃO

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ÍNDICE
AO LEITOR = Página 12 O AUTOR DA ÓBRA = Página 13 DO ESPÍRITO SAYÃO = Página 17 Apreciação da Imprensa - SOBRE A 1ª EDIÇÃO DESTE LIVRO BIBLIOGRAFIA = Página 19 Orientação Espírita = Página 23 O SÉCULO 20 = Página 26 Prefácio da primeira edição = Página 27 Introdução = Página 28 CAPÍTULO 1 = MATEUS, 1º 1 ao 17. — LUCAS, 3º, 23 ao 28. Genealogia de Jesus (aos olhos dos homens) = Página 35 CAPÍTULO 2 = MATEUS, 1º, 18 ao 25. Aparição do anjo, em sonho, a José. — Geração de Jesus = Página 40 CAPÍTULO 3 = LUCAS, 1º, 1 ao 25. Evangelhos. — Aparição do anjo a Zacarias. — Predição do nascimento de João. Mudez de Zacarias. = Página 41 CAPÍTULO 4 = LUCAS, 1º, 26 ao 80. Anunciação. — Visita de Maria a Isabel. — Cântico de Maria. — Cântico de Zacarias = Página 46 CAPÍTULO 5 = LUCAS, 2º, 1 ao 7. Concepção e gravidez de Maria, por obra de Espírito Santo. — Aparição de Jesus na Terra = Página 49 CAPÍTULO 6 = LUCAS, 2º, 21 ao 40. Circuncisão. — Purificação. — Cântico de Simeão. —Ana profetisa = Página 52 CAPÍTULO 7 = LUCAS, 2º, 8 ao 20. — MATEUS, 2º, 1 ao 12. Os pastores. — Adoração dos Magos = Página 55 CAPÍTULO 8 = MATEUS, 2º, 13 ao 23. Fuga para o Egito. — Degolação dos inocentes. — Regresso do Egito = Página 58 CAPÍTULO 9 = LUCAS, 2º, 41 ao 52. Jesus no templo entre os doutores = Página 60 CAPÍTULO 10 = MATEUS, 3º, 1 ao 17. — MARCOS, 1º, 1 ao 11. — LUCAS, 3º, 1 ao 18 e 21 ao 22. Prédica de João Batista. — Batismo. — Espírito Santo. — Anjos da guarda. — Batismo de Jesus = Página 63 CAPÍTULO 11 = MATEUS, 4º, 1 ao 11. — MARCOS, 1º, 12 ao 13. — LUCAS, 4º, 1 ao 13. Jejum e tentação de Jesus = Página 69 CAPÍTULO 12 = MATEUS, 4º, 12 ao 17. — MARCOS, 1º, 14 ao 15. — LUCAS, 4º, 14 ao 5. Notícia do encarceramento de João. — Retirada de Jesus para a Galiléia. — Pregações. Estada em Cafarnaum = Página 73 CAPÍTULO 13 = LUCAS, 4º, 16 ao 21. Vinda de Jesus a Nazaré. — Leitura da profecia de Isaías = Página 74 CAPÍTULO 14 = LUCAS, 4º, 22 ao 30. Jesus designado pôr “filho de José”. — Sua resposta. — Levado ao cume do monte para ser dali atirado, Ele desaparece dentre as mãos dos homens = Página 75 CAPÍTULO 15 = MATEUS, 4º, 18 ao 22. — MARCOS, 1º, 16 ao 20. — LUCAS, 5º, 1 ao 11. Vocação de Pedro, André, Tiago e João. — Pesca chamada milagrosa = Página 76 CAPÍTULO 16 = MATEUS, 4º, 23 ao 25. — MARCOS, 1º, 21 ao 28; e 3º, 7 ao 12. — LUCAS, 4º, 31 ao 37. Predição de Jesus. — Sua fama. — Curas físicas e morais chamadas “milagres” = Página 78

3 CAPÍTULO 17 = MATEUS, 5º, 1 ao 12. — LUCAS, 4º, 20 ao 26. Sermão da montanha = Página 82 CAPÍTULO 18 = MATEUS, 5º, 13 ao 16. — MARCOS, 9º, 49; e 4º, 21 23. — LUCAS, 14º, 34 ao 35; e 8º, 16 ao 17; e 11º, 33 ao 36. Sal e luz da Terra. — Lâmpada. — Nada oculto que não venha a ser manifesto e nada secreto que não venha a ser conhecido e a tornar-se público = Página 84 CAPÍTULO 19 = MATEUS, 5º, 17 ao 19. — LUCAS, 16º, 17. Jesus não veio destruir a lei, mas cumpri-la = Página 87 CAPÍTULO 20 = MATEUS, 5º, 20 ao 26. — LUCAS, 12º, 54 ao 59. Justiça abundante. — Palavra injuriosa. Reconciliação = Página 88 CAPÍTULO 21 = LUCAS, 13º, 1 ao 5. Fazer penitência = Página 90 CAPÍTULO 22 = LUCAS, 13º, 6 ao 9. Parábola da figueira estéril = Página 94 CAPÍTULO 23 = LUCAS, 13º, 10 ao 13. Mulher doente, curvada = Página 95 CAPÍTULO 24 = LUCAS, 13º, 14 ao 17. O dia de sábado. — Culto do sábado = Página 96 CAPÍTULO 25 = MATEUS, 5º, 27 ao 30. Adultério no coração. Extirpação de todos os maus pensamentos = Página 97 CAPÍTULO 26 = MATEUS, 5º, 31 ao 37. — LUCAS, 16º, 18. Casamento. — Juramento = Página 98 CAPÍTULO 27 = MATEUS, 5º, 38 ao 42. — LUCAS, 6º, 29 ao 30. Paciência. — Abnegação, caridade moral e material = Página 100 CAPÍTULO 28 = MATEUS, 5º, 43 ao 48. — LUCAS, 6º, 27 ao 28 e 32 ao 36. Amar os inimigos. — Amor e caridade para com todos. — Via da perfeição = Página 102 CAPÍTULO 29 = MATEUS, 6º, 1 ao 4. Humildade e desinteresse. — Segredo na prática das boas obras = Página 103 CAPÍTULO 30 = MATEUS, 6º, 5 ao 15. — LUCAS, 11º, 14. Prece. — O Pai Nosso = Página 104 CAPÍTULO 31 = MATEUS, 6º, 16 ao 18. Jejum = Página 108 CAPÍTULO 32 = MATEUS, 6º, 19 ao 23. — LUCAS, 12º, 32 ao 34. Desprendimento das coisas terrenas. — Não procureis sendo o que, pela caridade, vos aproxima de Deus. Coração puro, único e verdadeiro tesouro = Página 109 CAPÍTULO 33 = LUCAS, 12º, 13 ao 21. A avareza. — Rico exclusivamente preocupado com as coisas da Terra. — Rico em Deus = Página 111 CAPÍTULO 34 = MATEUS, 6º, 24 ao 34. — LUCAS, 16º, 13 ao 15; e 12º, 22 ao 31. Servir a Deus e não a Mamon. — Nada de preocupação exclusiva com as coisas materiais. — Confiar em Deus, procurando os caminhos que levam a Ele = Página 112 CAPÍTULO 35 = LUCAS, 16º, 19 ao 31. Parábola do mau rico e do pobre paciente e resignado = Página 115 CAPÍTULO 36 = MATEUS, 7º, 1 ao 7. — MARCOS, 4º, 24. — LUCAS, 6º, 37 ao 38, e 41 ao 42. Não julgar os outros. — O argueiro e a trave. — Não dar aos cães as coisas santas = Página 117 CAPÍTULO 37 = MATEUS, 7º, 7 ao 11. — LUCAS, 11º, 5 ao 13. A prece. — Pedi e se vos dará. — Buscai e achareis. Batei e se vos abrirá = Página 118 CAPÍTULO 38 = MATEUS, 7º, 12. — LUCAS, 6º, 31. Justiça. — Amor e Caridade = Página 120 CAPÍTULO 39 = MATEUS, 7º, 13 ao 14. Porta estreita que conduz à vida = Página 121

4 CAPÍTULO 40 = LUCAS, 13º, 23 ao 30. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita = Página 123 CAPÍTULO 41 = MATEUS, 7º, 15 ao 20. — LUCAS, 6º, 43 ao 45. Falsos profetas. — Frutos da mesma natureza que a árvore = Página 125 CAPÍTULO 42 = MATEUS, 7º, 21 ao 29. — LUCAS, 6º, 46 ao 49. Deus julga pelas obras = Página 127 CAPÍTULO 43 = MATEUS, 8º, 1 ao 4. — MARCOS, 1º, 40 ao 45 — LUCAS, 5º, 12 ao 16. O leproso = Página 129 CAPÍTULO 44 = MATEUS, 8º, 5 ao 13. — LUCAS, 7º, 1 ao 10. O centurião = Página 131 CAPÍTULO 45 = LUCAS, 7º, 11 ao 17. O filho da viúva de Naim = Página 134 CAPÍTULO 46 = MATEUS, 8º, 14 ao 17. — MARCOS, 1º, 29 ao 34 — LUCAS, 4º, 38 ao 41. Cura da sogra de Pedro. — Enfermidades curadas = Página 135 CAPÍTULO 47 = MARCOS, 1º, 35 ao 39. — LUCAS, 4º, 42 ao 44. Retirada para o deserto. — Prece. — Pregação = Página 137 CAPÍTULO 48 = MATEUS, 8º, 18 ao 22. — LUCAS, 9º, 57 ao 62. Seguir a Jesus. — Deixar que os mortos enterrem seus mortos. — Não olhar para trás = Página 138 CAPÍTULO 49 = MATEUS, 8º, 23 ao 27. — MARCOS, 4º, 35 ao 40 — LUCAS, 8º, 22 ao 25. Tempestade aplacada = Página 140 CAPÍTULO 50 = MATEUS, 8º, 28 ao 34. — MARCOS, 5º, 1 ao 20. — LUCAS, 8º, 26 ao 40. Legião de maus Espíritos expulsos. — Libertação dos subjugados. — Porcos precipitados no mar = Página 142 CAPÍTULO 51 = MATEUS, 9º, 1 ao 8. — MARCOS, 2º, 1 ao 12. — LUCAS, 5º, 17 ao 26. Paralítico = Página 145 CAPÍTULO 52 = MATEUS, 9º, 9 ao 13. — MARCOS, 2º, 13 ao 17. — LUCAS, 5º, 27 ao 32. Vocação de Mateus = Página 148 CAPÍTULO 53 = MATEUS, 9º, 14 ao 17. — MARCOS, 2º, 18 ao 22. — LUCAS, 5º, 33 ao 39. Jejum. — Pano novo. — Odres velhos. — Vinho novo. — Vinho velho = Página 150 CAPÍTULO 54 = MATEUS, 9º, 18 ao 26. — MARCOS, 5º, 21 ao 43. — LUCAS, 8º, 41 ao 56. A filha de Jairo. — A hemorroíssa = Página 152 CAPÍTULO 55 = MATEUS, 9º, 27 ao 31. Cegos curados = Página 155 CAPÍTULO 56 = MATEUS, 9º, 32 ao 34. — LUCAS, 11º, 14 ao 20. Possesso mudo. — Blasfêmia dos fariseus = Página 156 CAPÍTULO 57 = MATEUS, 9º, 35 ao 38. Ovelhas sem pastor. — Seara. — Trabalhadores = Página 157 CAPÍTULO 58 = MATEUS, 10º, 2 ao 4. — MARCOS, 3º, 13 ao 14, e 16 ao 19. — LUCAS, 6º, 12 ao 16. Nomes dos apóstolos. — Suas vocações = Página 158 CAPÍTULO 59 = LUCAS, 6º, 17 ao 19. Descida do monte. — Curas = Página 159 CAPÍTULO 60 = MATEUS, 10º, 1 e 5 ao 15. — MARCOS, 3º, 15. e 6º, 7 ao 13. — LUCAS, 9º, 1 ao 6. Missão, poder, pobreza e pregação dos apóstolos. Instruções que lhes foram dadas = Página 160 CAPÍTULO 61 = MATEUS, 10º, 16 ao 22. — LUCAS, 12º, 11 ao 12. Prudência. — Simplicidade. — Desassombro diante dos homens. — Assistência e concurso do Espírito Santo = Página 163 CAPÍTULO 62 = MATEUS, 10º, 23 ao 27. — LUCAS, 12º, 1 ao 3 e 6º, 39 ao 40. Fugir às perseguições. — Imitar a Jesus. — Predição da revelação nova. —

5 Fermento dos fariseus. — A hipocrisia; nada oculto a Deus. — Cego conduzindo outro cego = Página 165 CAPÍTULO 63 = MATEUS, 10º, 28 ao 31. — LUCAS, 12º, 4 ao 7. Só temer a Deus, sem cuja vontade nada sucede = Página 168 CAPÍTULO 64 = MATEUS, 10º, 32 ao 36. — LUCAS, 12º, 8 ao 9 e 49 ao 53. Jesus veio trazer fogo à Terra. — Não veio trazer a paz e sim o gládio, a divisão, a fim de que chegue a ser conhecido e até que o seja = Página 170 CAPÍTULO 65 = MATEUS, 10º, 37 ao 39. — LUCAS, 14º, 25 ao 27. Amor da família. — Cumprimento do dever acima de todas as coisas. — Paciência e resignação nas provações terrenas = Página 172 CAPÍTULO 66 = LUCAS, 14º, 28 ao 33. Examinar antes de obrar. — Não parar na estrada do progresso. — Não dar apreço aos bens materiais, senão como meio de fazer caridade = Página 174 CAPÍTULO 67 = MATEUS, 10º, 40 ao 42 e 11º, 1. Aquele que cumpre a lei de amor e de caridade terá sua recompensa = Página 175 CAPÍTULO 68 = LUCAS, 10º, 1 ao 12 e 16. Missão e instruções dadas aos setenta e dois discípulos = Página 176 CAPÍTULO 69 = LUCAS, 10º, 17 ao 20. Regresso dos setenta e dois discípulos. — Seus nomes escritos nos céus = Página 178 CAPÍTULO 70 = MATEUS, 11º, 2 ao 6. — LUCAS, 7º, 18 ao 23. Discípulos de João mandados por este a Jesus = Página 179 CAPÍTULO 71 = MATEUS, 11º, 7 ao 15. — LUCAS, 7º, 24 ao 30 e 16º, 16. João, precursor, e Jesus. — Pedra fundamental do edifício da regeneração. — Missão nova e futura de João = Página 180 CAPÍTULO 72 = MATEUS, 11º, 16 ao 19. — LUCAS, 7º, 31 ao 35. João e Jesus incompreendidos pelos Hebreus, João e Jesus compreendidos hoje pelos que são os filhos do Senhor = Página 183 CAPÍTULO 73 = LUCAS, 7º, 36 ao 50. Pecadora que banha de lágrimas os pés de Jesus e os enxuga com seus cabelos, derramando bálsamo sobre eles = Página 185 CAPÍTULO 74 = MATEUS, 11º, 20 ao 24. LUCAS, 10º, 13 ao 15. Cidades impenitentes = Página 188 CAPÍTULO 75 = MATEUS, 11º, 25 ao 27. LUCAS, 10º, 21 ao 22. CEGOS, tidos entre os homens por SÁBIOS e PRUDENTES. ESCLARECIDOS, que os homens consideram como OBSCUROS = Página 190 CAPÍTULO 76 = MATEUS, 11º, 28 ao 30. Jugo suave e fardo leve = Página 192 CAPÍTULO 77 = MATEUS, 12º, 1 ao 8. — MARCOS, 2º, 23 ao 28. LUCAS, 6º, 1 ao 5. O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. — Deus, sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis, lhes faculta o arrependimento e a reparação = Página 193 CAPÍTULO 78 = MATEUS, 12º, 9 ao 14. — MARCOS, 3º, 1 ao 6. — LUCAS, 6º, 6 ao 11. Cura de uma mão paralítica, em dia de sábado = Página 195 CAPÍTULO 79 = MATEUS, 12º, 15 ao 21. Missão do Messias. — Seus poderes. — Vias de purificação sempre abertas aos Espíritos culpados, que, como todos os outros, têm que chegar ao fim = Página 197 CAPÍTULO 80 = MATEUS, 12º, 22 ao 28. — MARCOS, 3º, 20 ao 26. Subjugado. — Cego e mudo por efeito da subjugação. Blasfêmias dos fariseus. — Reino dividido = Página 199 CAPÍTULO 81 = MATEUS, 12º, 29 ao 37. — MARCOS, 3º, 27 ao 30. —

6 LUCAS, 11º, 21 ao 23; e 12º, 10. O forte armado. — Pecado remido. — Blasfêmia contra o Espírito Santo. — Tesouro do coração. — Palavra Ímpia. — Quem não está com Jesus está contra ele. — Pelo fruto é que se conhece a árvore = Página 201 CAPÍTULO 82 = MATEUS, 12º, 38 ao 42. — LUCAS, 11º, 29 ao 32. Prodígio pedido pelos fariseus. — Resposta de Jesus. — Prodígio de Jonas. — Ninivitas. Rainha do Meio-dia = Página 204 CAPÍTULO 83 = MATEUS, 12º, 43 ao 45. — LUCAS, 11º, 24 ao 28. Dever, que tem o homem, de resistir aos maus instintos, às más paixões. — Resposta de Jesus ao que, do meio do povo, lhe disse uma mulher = Página 207 CAPÍTULO 84 = MATEUS, 12º, 46 ao 50. — MARCOS, 3º, 31 ao 35. — LUCAS, 8º, 19 ao 21. O irmão, a irmã e a mãe de Jesus são os que fazem a vontade de seu pai, ouvindo a palavra de Deus e pondo-a em prática = Página 209 CAPÍTULO 85 = MATEUS, 13º, 1 ao 23. — MARCOS, 4º, 1 ao 20, e 25. — LUCAS, 8º, 1 ao 15, e 18; e 10º, 23 ao 24. Parábola do semeador. — Explicação dessa parábola = Página 210 CAPÍTULO 86 = MATEUS, 13º, 24 ao 30. Parábola do joio semeado entre o trigo = Página 213 CAPÍTULO 87 = MATEUS, 13º, 31 ao 35. — MARCOS, 4º, 26 ao 34. — LUCAS, 13º, 18 ao 22. Grão de mostarda. — Fermento da massa. — Semente lançada à terra = Página 215 CAPÍTULO 88 = MATEUS, 13º, 36 ao 43. Explicação da parábola do joio = Página 217 CAPÍTULO 89 = MATEUS, 13º, 44 ao 52. Tesouro oculto. — Pérola de alto preço. — Parábola da rede lançada ao mar = Página 219 CAPÍTULO 90 = MATEUS, 13º, 53 ao 58. — MARCOS, 6º, 1 ao 6. Nenhum profeta é desestimado sendo no seu país, na sua casa e entre seus parentes = Página 220 CAPÍTULO 91 = MATEUS, 14º, 1 ao 12. — MARCOS, 6º, 14 ao 29. — LUCAS, 3º, 19 ao 20 e 9º, 7 ao 9. Morte de João Batista. — palavras que, ditas com relação a Jesus, confirmam a crença dos Hebreus na reencarnação = Página 221 CAPÍTULO 92 = MATEUS, 14º, 13 ao 22. — MARCOS, 6º, 30 ao 45. — LUCAS, 9º, 10 ao 17. Multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes = Página 223 CAPÍTULO 93 = MATEUS, 14º, 23 ao 33. — MARCOS, 6º, 46 ao 52. Jesus e Pedro caminham por sobre o mar = Página 226 CAPÍTULO 94 = MATEUS, 14º, 34 ao 36. — MARCOS, 6º, 53 ao 56. Curas operadas pelo contacto com as vestes de Jesus = Página 228 CAPÍTULO 95 = MATEUS, 15º, 1 ao 20. — MARCOS, 7º, 1 ao 23. Mãos não lavadas. — Tradições humanas. — Escândalo a desprezar. — Guias cegos. — Verdadeira impureza. — O que vem do coração é que suja o homem, que o torna impuro = Página 229 CAPÍTULO 96 = MATEUS, 15º, 21 ao 28. — MARCOS, 7º, 24 ao 30. A mulher cananeana = Página 232 CAPÍTULO 97 = MARCOS, 7º, 31 ao 37. Cura de um surdo-mudo = Página 234 CAPÍTULO 98 = MATEUS, 15º, 29 ao 39. — MARCOS, 8º, 1 ao 10. Multidão de doentes curados. — Multiplicação de sete pães = Página 235

7 CAPÍTULO 99 = MATEUS, 16º, 1 ao 4. — MARCOS, 8º, 11 ao 13. Recusa do prodígio pedido pelos Fariseus e Saduceus = Página 236 CAPÍTULO 100 = MATEUS, 16º, 5 ao 12. — MARCOS, 8º, 14 ao 21. Fermento dos Fariseus e dos Saduceus = Página 237 CAPÍTULO 101 = MARCOS, 8º, 22 ao 26. Cura de um cego = Página 239 CAPÍTULO 102 = MATEUS, 16º, 13 ao 20. — MARCOS, 8º, 27 ao 30. — LUCAS, 9º, 18 ao 21. Palavras de Jesus confirmativas da reencarnação. — Alusão de relações mediúnicas que podem existir entre os homens e as potências espirituais. — Missão de Pedro na igreja do Cristo. — Verdadeira confissão = Página 242 CAPÍTULO 103 = MATEUS, 16º, 21 ao 23. — MARCOS, 8º, 31 ao 33. — LUCAS, 9º, 22. Predição. — Palavras de Pedro. — Resposta de Jesus = Página 246 CAPÍTULO 104 = MATEUS, 16º, 24 ao 28. — MARCOS, 8º, 34 ao 39. — LUCAS, 9º, 23 ao 27. Meios e condições sem os quais não se pode ver na Terra o reino de Deus, em todo o seu poder = Página 249 CAPÍTULO 105 = MATEUS, 17º, 1 ao 9. — MARCOS, 9º, 1 ao 9. — LUCAS, 9º, 28 ao 36. Transfiguração de Jesus no Tabor. — Aparição de Elias e de Moisés. — Nuvem que cobriu os discípulos —Voz que saiu dessa nuvem e palavras que proferiu = Página 251 CAPÍTULO 106 = MATEUS, 17º, 10 ao 13. — MARCOS, 9º, 10 ao 12. O Espírito de Elias reencarnado na pessoa de João, o Precursor, filho de Zacarias e de Isabel = Página 254 CAPÍTULO 107 = MATEUS, 17º, 14 ao 20. — MARCOS, 9º, 13 ao 29. — LUCAS, 9º, 37 ao 43 e 17º, 5 ao 6. Lunático. — Fé onipotente. — Prece e jejum = Página 256 CAPÍTULO 108 = MATEUS, 17º, 21 ao 22. — MARCOS, 9º, 30 ao 31. — LUCAS, 9º, 44 ao 45. Predição, por Jesus, da sua morte e ressurreição = Página 259 CAPÍTULO 109 = MATEUS, 17º, 23 ao 26. Jesus paga o tributo = Página 260 CAPÍTULO 110 = MATEUS, 18º, 1 ao 5. — MARCOS, 9º, 32 ao 40. — LUCAS, 9º, 46 ao 50. Lição de caridade e de amor, de amparo ao fraco, de fé, confiança, humildade e simplicidade = Página 261 CAPÍTULO 111 = LUCAS, 9º, 51 ao 56. Palavras de Tiago e João. — Resposta de Jesus = Página 263 CAPÍTULO 112 = MATEUS, 18º, 6 ao 11. — MARCOS, 9º, 42 ao 50. — LUCAS, 17º, 1 ao 2. Evitar o escândalo. — É necessário que se dêem escândalos, é impossível que não se dêem. Mas, ai do homem que cause o escândalo = Página 264 CAPÍTULO 113 = MATEUS, 18º, 12 ao 14. — LUCAS, 15º, 1 ao 10. Ovelha desgarrada. — Dracma perdida = Página 266 CAPÍTULO 114 = LUCAS, 15º, 11 ao 32. Parábola do filho pródigo = Página 268 CAPÍTULO 115 = LUCAS, 16º, 1 ao 12. Parábola do mordomo infiel = Página 270 CAPÍTULO 116 = MATEUS, 18º, 15 ao 17. — LUCAS, 17º, 3 ao 4. Palavras de Jesus relativas ao perdão e ao esquecimento das injúrias e das ofensas = Página 272 CAPÍTULO 117 = LUCAS, 17º, 7 ao 10. Cumprimento do dever com humildade e desinteresse, com o sentimento de amor e gratidão ao Criador = Página 273

8 CAPÍTULO 118 = LUCAS, 17º, 11 ao 19. Os dez leprosos = Página 274 CAPÍTULO 119 = LUCAS, 17º, 20 ao 24. O reino de Deus está dentro de nós = Página 276 CAPÍTULO 120 = LUCAS, 17º, 25 ao 37. Sinais precursores da segunda vinda de Jesus = Página 278 CAPÍTULO 121 = MATEUS, 18º, 18 ao 20. Poder de ligar e desligar dado por Jesus aos apóstolos. Sua presença onde duas ou três pessoas se acharem reunidas em seu nome = Página 281 CAPÍTULO 122 = MATEUS, 18º, 21 ao 35. Perdão das injúrias e ofensas. — Parábola dos dez mil talentos = Página 285 CAPÍTULO 123 = MATEUS, 19º, 1 ao 9. — MARCOS, 10º, 1 ao 9. Divórcio. — Casamento = Página 286 CAPÍTULO 124 = MARCOS, 10º, 10 ao 12. — MATEUS, 19º, 10 ao 12. Respostas de Jesus relativas às condições do casamento. Dos eunucos por diversos motivos = Página 289 CAPÍTULO 125 = MATEUS, 19º, 13 ao 15. — MARCOS, 10º, 13 ao 16. — LUCAS, 18º, 15 ao 17. A humildade, fonte de todas as virtudes, de todos os progressos, caminho único que leva à perfeição = Página 291 CAPÍTULO 126 = LUCAS, 18º, 1 ao 8. Parábola da viúva e do mau juiz = Página 292 CAPÍTULO 127 = LUCAS, 18º, 9 ao 14. Fariseu e publicano = Página 293 CAPÍTULO 128 = MATEUS, 19º, 16 ao 26. — MARCOS, 10º, 17 ao 27. — LUCAS, 18º, 18 ao 27. Parábola do mancebo rico = Página 294 CAPÍTULO 129 = MATEUS, 19º, 27 ao 30. — MARCOS, 10º, 28 ao 31. — LUCAS, 18º, 28 ao 30. Resposta de Jesus a Pedro. — Os doze tronos. — As doze Tribos de Israel. — Apostolado. — Amor purificado. — Humildade e perseverança na senda do progresso = Página 297 CAPÍTULO 130 = MATEUS, 20º, 1 ao 16. Parábola da vinha e dos trabalhadores da primeira e da última hora = Página 299 CAPÍTULO 131 = MATEUS, 20º, 17 ao 19. — MARCOS, 10º, 32 ao 34. — LUCAS, 18º, 31 ao 34. Predição do sacrifício do Gólgota = Página 301 CAPÍTULO 132 = MATEUS, 20º, 20 ao 28. — MARCOS, 10º, 35 ao 45. Filhos de Zebedeu. — A humildade e o devotamento para com todos são a fonte e o meio único de toda elevação. — Nunca alimentar no coração a inveja. — Seguir o exemplo de Jesus e fazer esforços por andar nas suas pegadas = Página 302 CAPÍTULO 133 = LUCAS, 19º, 1 ao 10. Conversão de Zaqueu = Página 304 CAPÍTULO 134 = MATEUS, 20º, 29 ao 34. — MARCOS, 10º, 46 ao 52. — LUCAS, 18º, 35 ao 43. Cura dos cegos de Jericó = Página 305 CAPÍTULO 135 = MATEUS, 21º, 1 ao 17. — MARCOS, 11º, 1 ao 11, e 15 ao 19. — LUCAS, 19º, 28 ao 48 Entrada de Jesus em Jerusalém. — Mercadores expulsos do templo. — A casa do Senhor é casa de oração e não, pelo tráfico, um covil de ladrões Predição da ruína de Jerusalém = Página 307 CAPÍTULO 136 = MATEUS, 21º, 18 ao 22. — MARCOS, 11º, 12 ao 14; e 20 ao 26. Parábola da figueira que secou = Página 312 CAPÍTULO 137 = MATEUS, 21º, 23 ao 32. — MARCOS, 11º, 27 ao 33. — LUCAS, 20º, 1 ao 8. Resposta de Jesus aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciães do povo. — Parábola dos dois filhos = Página 314 CAPÍTULO 138 = MATEUS, 21º, 33 ao 41. — MARCOS, 12º, 1 ao 9. — LUCAS, 20º, 9 ao 16. Parábola da vinha e dos vinhateiros = Página 316

9 CAPÍTULO 139 = MATEUS, 21º, 42 ao 46. — MARCOS, 12º, 10 ao 12. — LUCAS, 20º, 17 ao 19. Continuação da parábola da vinha e dos vinhateiros. Jesus pedra angular = Página 319 CAPÍTULO 140 = LUCAS, 14º, 1 ao 6. Cura de um hidrópico, em dia de sábado, na casa de um dos principais fariseus = Página 321 CAPÍTULO 141 = LUCAS, 14º, 7 ao 11. Ocupar o último lugar. — Humildade = Página 322 CAPÍTULO 142 = LUCAS, 14º, 12 ao 15. Convidar os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — Desinteresse = Página 323 CAPÍTULO 143 = MATEUS, 22º, 1 ao 14. — LUCAS, 14º, 16 ao 24. Parábola das bodas e dos convidados que se excusam = Página 324 CAPÍTULO 144 = MATEUS, 22º, 15 ao 22. — MARCOS, 12º, 13 ao 17. — LUCAS, 20º, 20 ao 26. Deus e César = Página 326 CAPÍTULO 145 = MATEUS, 22º, 23 ao 33. — MARCOS, 12º, 18 ao 27. — LUCAS, 20º, 27 ao 40. Saduceus. — Ressurreição. — Imortalidade da alma. — Sua sobrevivência ao corpo. — Sua individualidade após a morte = Página 328 CAPÍTULO 146 = MATEUS, 22º, 34 ao 40. — MARCOS, 12º, 28 ao 34. — LUCAS, 10º, 25 ao 28. Amor de Deus e do próximo = Página 331 CAPÍTULO 147 = LUCAS, 10º, 29 ao 37. Parábola do Samaritano = Página 333 CAPÍTULO 148 = LUCAS, 10º, 38 ao 43. Jesus em casa de Marta. — Ninguém deve preocupar-se demasiado com as necessidades do corpo. — Dever de se aliarem os cuidados do corpo aos que o Espírito reclama. — O alimento espiritual jamais se deteriora = Página 334 CAPÍTULO 149 = MATEUS, 22º, 41 ao 46. — MARCOS, 12º, 35 ao 37. — LUCAS, 20º, 41 ao 44. O Cristo, Senhor de David = Página 335 CAPÍTULO 150 = MATEUS, 23º, 1 ao 7. — MARCOS, 12º, 38 ao 40. — LUCAS, 20º, 45 ao 47. Orgulho e hipocrisia dos escribas e dos fariseus. Ouvilos, mas, não os imitais = Página 336 CAPÍTULO 151 = MATEUS, 23º, 8 ao 12. Nenhum homem deve desejar ou aceitar o título ou o apelido de mestre. — Deus, único pai. — O Cristo, único doutor, único mestre. — Os homens, irmãos todos = Página 337 CAPÍTULO 152 = MATEUS, 23º, 13 ao 22. Escribas e fariseus hipócritas = Página 338 CAPÍTULO 153 = MATEUS, 23º, 23 ao 39. — LUCAS, 11º, 37 ao 54 e 13º, 31 ao 35. Doutores hipócritas que têm o coração viciado e enganam os homens pelos atos exteriores, que os afastam da luz e da verdade = Página 339 CAPÍTULO 154 = MARCOS, 12º, 41 ao 44. — LUCAS, 21º, 1 ao 4. O óbolo da viúva = Página 342 CAPÍTULO 155 = MATEUS, 24º, 1 ao 14. — MARCOS, 13º, 1 ao 13. — LUCAS, 21º, 5 ao 19. Resposta de Jesus à pergunta que lhe fizeram os discípulos acerca do seu advento e do fim do mundo, bem como sobre os sinais prenunciadores de uma e outra coisa. — Guerras. — Sedições. — Pestes. — Fomes. — Falsos profetas. — Afrouxamento da caridade. — Perseguições. — Assistência do Espírito Santo. — Língua e sabedoria dadas por Deus. — Paciência. — Perseverança = Página 343 CAPÍTULO 156 = MATEUS, 24º, 15 ao 22. — MARCOS, 13º, 14 ao 20. — LUCAS, 21º, 20 ao 24. Abominação da desolação no lugar santo. — Males extremos. — Cerco de Jerusalém = Página 346 CAPÍTULO 157 = MATEUS, 24º, 23 ao 28. — MARCOS, 13º, 21 ao 23. Falsos

— Predição da negação de Pedro = Página 373 CAPÍTULO 173 = MATEUS. 11 ao 27 Parábola dos talentos. Predições de Jesus. — Jesus prediz a traição de Judas = Página 369 CAPÍTULO 171 = LUCAS. — LUCAS. — LUCAS. apresentada sob a figura emblemática de um juízo final = Página 361 CAPÍTULO 168 = MATEUS. 14 ao 30. 25º. Depuração pela separação do joio e do trigo. verão. 45 ao 51. 39 ao 40. — Lugar escolhido para a Páscoa = Página 366 CAPÍTULO 170 = MATEUS. 31 ao 46. 13º. Perfume derramado sobre a cabeça de Jesus = Página 363 CAPÍTULO 169 = MATEUS. trabalhando desde já. — LUCAS. — Falsos profetas = Página 348 CAPÍTULO 158 = MATEUS. — MARCOS. reencarnados na Terra. 12º. 14º. — MARCOS. Orgulho. — MARCOS. 24º. 21º. — LUCAS. encarnados ao tempo em que Jesus falava. as coisas por ele preditas para a depuração e a transformação do planeta e da Humanidade terrenos. — Ambição. 24º. 26º. — LUCAS. — Parábola dos dez marcos = Página 359 CAPÍTULO 167 = MATEUS. 19. 29 ao 33. — Palavras muitas vezes repetidas por Jesus com referência à separação do joio e do trigo = Página 354 CAPÍTULO 162 = MATEUS. ativa e continuamente. 31 ao 35. Pacto de traição feito por Judas Iscariotes com os príncipes dos sacerdotes. 1 ao 9. da era espírita. 25. 40 ao 44. — LUCAS. 14 ao 23. 14º. Ceia pascal. Parábola do servo fiel e prudente e do mau servo = Página 355 CAPÍTULO 163 = LUCAS. 14º. 26º. 22º. — O homem não pode nem deve procurar devassar os segredos do futuro. 13º. 27 ao 31. 24º. Parábola das virgens loucas e das virgens prudentes = Página 357 CAPÍTULO 165 = LUCAS. 22º. — Estar pronto a receber a Jesus pôr ocasião da sua segunda vinda = Página 358 CAPÍTULO 166 = MATEUS. — Servo inútil. 12º. — LUCAS. 22º. 34 ao 38. — MARCOS. — LUCAS. 22º. 32 ao 37. 35 ao 38 Vigiar. — MARCOS. 1 ao 13. Desconhecida é a hora em que se darão os acontecimentos preditos para depuração e transformação da Terra e da Humanidade terrena. 25º. 12º. 17 ao 26. 32 ao 42. 1 ao 13. 47 ao 48. 24 ao 27. 21º. — MARCOS.10 Cristos. 24 ao 30. — Espíritos haverá que. Predição dos acontecimentos de ordem física e de ordem moral que precederão o advento de Jesus em todo o seu esplendor espiritual e predição desse advento = Página 349 CAPÍTULO 159 = MATEUS. Parábola da figueira. 24º. mas as palavras de Jesus não passarão = Página 351 CAPÍTULO 160 = MATEUS. — A Terra passará. mas deve estar sempre pronto a comparecer diante do Senhor e a se tornar digno de evitar tudo quanto há de suceder. 14º. — . 1 ao 13. 28 ao 31. — Dominação. 36 ao 39. — MARCOS. 31 ao 38. 26º. 26º. 14º. O homem deve estar sempre alerta. 24º. 14 ao 19. — LUCAS. 10 ao 16. 12º. 32 ao 35. 13º. — Interditos = Página 372 CAPÍTULO 172 = MATEUS. 21º. 25 ao 28. — MARCOS. 36 ao 46. — Predição da era nova do Cristianismo do Cristo. 41 ao 46. pela sua purificação e seu progresso = Página 353 CAPÍTULO 161 = MATEUS. 26º. 29 ao 31. A culpabilidade e a responsabilidade do Espírito são proporcionais aos meios postos a seu alcance para se instruir e à luz que recebeu = Página 356 CAPÍTULO 164 = MATEUS. 20 ao 30.

32 ao 34. — LUCAS. 23º. 23º. depois de lhes haver ensinado a viver. 18º. 47 ao 56. 20 ao 21. — MARCOS. — LUCAS. — LUCAS. 26º. — Jesus é entregue para ser crucificado = Página 386 CAPÍTULO 179 = MATEUS. — MARCOS. até ao advento do Espírito. reconhecerem que deviam pôr de lado a divindade que as interpretações humanas lhe teriam atribuído = Página 375 CAPÍTULO 174 = MATEUS. 66 ao 72. Jesus levado à presença do sumo sacerdote. 15º. 57 ao 68. Rasga-se o véu do templo. 27º. — JOÃO. 56 ao 62. 23º. 15º. — Jesus ultrajado e tido por merecedor de condenação à morte = Página 381 CAPÍTULO 176 = MATEUS. 14º. — MARCOS. Jesus diante de Pilatos. — MARCOS. — MARCOS. 15º. 1 ao 15. 14 ao 24. ao que é chamado o bom ladrão = Página 395 CAPÍTULO 184 = MATEUS. Jesus conduzido ao lugar do suplicio. 26º. — MARCOS. José de Arimatéia desce da cruz o corpo e o deposita no sepulcro = Página 401 CAPÍTULO 187 = MATEUS. 27º. — LUCAS. 29 ao 32. 27º.11 LUCAS. 15º. 45. — Ultrajes. 22 ao 28. — LUCAS. — Simão de Cirene o ajuda a carregar a cruz. objetivando o progresso do Espírito. e prepará-los para. 22º. Blasfêmias. 38 ao 41. 22º. Jesus no horto de Getsemani. Os príncipes dos sacerdotes e os fariseus chumbam a pedra que fechava a entrada do sepulcro. — JOÃO. 15º. 1 ao 10. 39 ao 46. — Coroa de espinhos. 33 ao 38. 15º. Arrependimento e morte de Judas. 23º. 51 ao 56. — Insultos = Página 389 CAPÍTULO 180 = MATEUS. 23º. 54 ao 55 e 63 ao 71. — LUCAS. 43 ao 52. na época desse advento. — LUCAS. 14º. — Lugar do seu suicídio e da sua sepultura = Página 385 CAPÍTULO 178 = MATEUS. 44. — Tremor de terra. e 47 ao 49. 27º. 27º. — MARCOS. 62 ao 66. — Aparição dos mortos. 27º. — Palavras que dirige às mulheres que o lamentavam e pranteavam = Página 390 CAPÍTULO 181 = MATEUS. — LUCAS. — Palavras do centurião = Página 399 CAPÍTULO 186 = MATEUS. 14º. 23º. — Aparição do anjo com um duplo fim: convencer os homens de que era aparente a condição humana que eles consideravam em Jesus e na qual haviam de acreditar enquanto durasse a sua missão terrena e acreditariam. Flagelação. 45 ao 50. 27 ao 30. 39 ao 43. — MARCOS. — LUCAS. 23º. 16 ao 19. 27º. 44 e 46. — ELE ENSINA Os homens a morrer. 23º. 35 ao 37. 22º. 69 ao 75. 31 ao 32. 1 ao 25. 42 ao 47. 1 ao 12. 15º. — Obscurecimento do Sol. — Palavras e ensinamentos dirigidos aos discípulos. — LUCAS. Morte de Jesus. 22º. 50 ao 56. Guardas são aí . sob o véu da letra. 27º. — Fuga dos discípulos = Página 378 CAPÍTULO 175 = MATEUS. 26º. e 38. Beijo de Judas. 19º. 27º. — MARCOS. 27º. 53 ao 65. 15º. 47 ao 53. Palavras que Jesus dirigiu a um dos dois ladrões. 26 ao 32. — Um dos que acompanhavam a Jesus corta a orelha a um dos do séquito do sumo sacerdote e Jesus a cura. 33 ao 37. — Palavras por Ele ditas como ENSINAMENTO e EXEMPLO = Página 392 CAPÍTULO 182 = MATEUS. — Zombarias. 39 ao 43. Negação de Pedro = Página 383 CAPÍTULO 177 = MATEUS. 32. 15º. 27º. — Insultos = Página 394 CAPÍTULO 183 = MATEUS. Crucificação de Jesus e dos dois ladrões. no entender dos homens = Página 397 CAPÍTULO 185 = MATEUS. 57 ao 61. — MARCOS. — LUCAS. 11 ao 26. — MARCOS. — MARCOS.

20º. que se explicam e completam umas pelas outras = Página 413 . estando com eles à mesa. 1 ao 15. Novas e sucessivas aparições aos discípulos. — LUCAS. 19 ao 30. — LUCAS. 12 ao 13. Pedro e João. 16º. — Narrativa que estas fazem aos discípulos. 16º. 20º. 28º. Aparição de Jesus aos dois discípulos que iam para a aldeia de Emaús. — JOÃO. — LUCAS. 24. Volta de Jesus à natureza espiritual que lhe era própria. visitam o sepulcro = Página 404 CAPÍTULO 189 = MARCOS. — MARCOS. — Narrativa que os guardas fazem. volta essa chamada: ascensão. 1 ao 12. — Concordância estabelecida a esse respeito entre as narrações evangélicas. — A pedra que lhe fechava a entrada é encontrada com os selos partidos e derribada. — Aparição dos anjos às mulheres. 14. Estes subornam os guardas. — LUCAS. 16º. Aparição de Jesus aos apóstolos = Página 411 CAPÍTULO 191 = MATEUS. — MARCOS. lhes desaparece das vistas = Página 409 CAPÍTULO 190 = MARCOS. 24º. 16º. à vista do que elas contam. 13 ao 35. 28º. — Aparição de Jesus a Maria e às outras mulheres. — JOÃO. 15 ao 20. 24º. 36 ao 49. 1 ao 11. aos príncipes dos sacerdotes. — Jesus. 16 ao 20. nas regiões etéreas.12 postados = Página 403 CAPÍTULO 188 = MATEUS. 1 ao 18. 24º. Visita de Maria Madalena e das outras mulheres ao sepulcro. 50 ao 53. do que se passara.

em substituir o fanatismo dos milagres. em espírito e verdade. das referências à Lei. para o estudo dos Evangelhos. as quais explanam e esclarecem muitos pontos desses estudos. para a compreensão. de harmonia com a santa Doutrina de Jesus. A confirmação pelas revelações que. foram concedidas ao nosso Grupo. O proveito. Finalmente. dogmas e ‘mistérios por uma profunda convicção da verdade e exeqüibilidade dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. adotado e completado por Jesus. que constituem a Bíblia. que retira todas as explicações e ensinamentos trazidos até hoje aos homens. A importância que advém. na sua verdadeira e pura concepção. a aspiração de oferecermos um livro. cujo conjunto oferece os meios ao alcance de todas as inteligências. posteriormente à publicação da primeira edição do “Livro dos Estudos dos Evangelhos”. o nosso Bendito Pastor. Tais as razões que nos levam à publicação deste livro. sob o título: “Elucidações Evangélicas». para facilitar esse estudo divino aos Grupos em geral. para chegar-se ao conhecimento da moral verdadeiramente cristã. para a Humanidade. o livro inspirado de Deus. pelo Consolador. dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Maio — 1902. aos Profetas e às Escrituras. . como particularmente a cada crente em seu gabinete.13 AO LEITOR O desejo de concorrer de alguma sorte para a propagação dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

legando-lhes esta obra. nenhum deles quem o fará. Ao fazer. sob a égide de seus Espíritos. “Ismael”. reproduzimos aqui o que. outra edição das “Elucidações Evangélicas”. Não será. a personalidade daquele que a concebeu e executou. um dos seus fiéis companheiros de apostolado. se sentem na obrigação gratíssima de dar a conhecer. não sobre a areia movediça das paixões desencontradas. que nenhum o conseguiria. o pseudônimo de Bezerra de Menezes. assim. a Instituição que muitíssimo lhes deve do que foi. que invocava. o seu canto de cisne. indo juntar-se à coorte dos Espíritos luminosos. publicou Pedro Richard. seu grande amigo também. disse do Irmão exemplar que. apontando-lhes o meio de construírem o edifício da fé. sempre ardoroso na fé. Efetivamente. Bezerra de Menezes e outros que com ele formaram o primitivo Grupo. desferiu o vôo para as regiões serenas da bem-aventurança. mas sobre a rocha inamovível da verdadeira crença. de amor fraternal e de admiração. caridosos e bons. o saudoso autor da presente obra. com a obra que lhe foi por ele ofertada. assumiram a tarefa de dirigir neste plano. em cujas fileiras já tinham ingressado Bittencourt Sampaio. numa efusão. coração tão grande como o seu Pedro Richard. a 31 de março de 1903. humilde e abnegado servo do Senhor. que dilata os seios dalma para o bem e para a luz. deixou traços indeléveis da superioridade que a distinguia. à atual geração de espíritas. do que é e do que será. como ele. como o fez. do Grupo “Ismael”. alma afim com a sua. membro. em cuja direção o sucedeu. justo é que a Federação. pujante e belo núcleo de valorosos apóstolos da Revelação Nova.” Pois bem: é bendizendo-lhe o nome que os que. bendirão o teu nome. Deixas na Terra um pouco da luz que recebeste do céu e os homens do futuro. sob o pseudônimo de que usava. agora.14 O AUTOR DA ÓBRA Dias depois de haver entoado. publicando-a. por ocasião da sua ressurreição para a vida real. no primeiro número do “Reformador” distribuído após a desencarnação do venerando autor das ‘Elucidações”. diga aos que a vão tomar para base de suas meditações sobre o Evangelho e que abraçaram o Espiritismo quando já aquele não mais pertencia ao rol dos “mortos” sepultados na carne. num preito de reconhecimento e saudade. então sob a sua direção. fora o porta-estandarte da pequenina milícia humana do Anjo Ismael: . legitima e sincera. ora a ele reunido na falange dos veros servidores de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos verdadeiros dirigentes da Federação. a existência de um núcleo de corações homogêneos. em que a alma desse crente fervoroso. é como a classificam estas palavras com que a sagrou o Espírito Frei José dos Mártires. (*) Eis o que. bebendo ensinamentos nos teus esforços e produzindo também alguma coisa de útil aos seus irmãos. depois dele e dos seus preclaros companheiros. aos que cuidam seriamente das coisas divinas. o de “Discípulo de Max”. esse outro componente do núcleo de corações homogêneos a que se referiu Frei José dos Mártires. Para que assim seja. porem. que procuram sincera-mente orientar seus irmãos. seu Guia: “Ela tem em si o bastante para assegurar. quem foi esse cultivador da Seara Divina que. os brindou com uma jóia de súbito valor.

de fracos se fizeram fortes. é a riqueza a prova mais perigosa e o compromisso mais sério que pode um Espírito tomar. pujante e forte. de fato. mas surge o Espírito em toda a plenitude da vida. do que se salva um rico”. Notemos bem: a dificuldade e nunca a impossibilidade. podemos falar abertamente dos seus feitos. soube Sayão desempenhar-se brilhantemente do compromisso que tomou. pelos embaraços cruéis que lhe opõem os dois grandes inimigos da alma: o orgulho e a vaidade. a adquiri-la à custa de muito trabalho e a fazer-se espírita. É preciso que a família espírita conheça a vida dos seus irmãos. Ontem era Bittencourt Sampaio. pelos exemplos de toda ordem. será salvo”. meus irmãos. que nesta peregrinação souberam cumprir o seu dever de verdadeiros cristãos. que. que desapareceu o homem e que. A vida de um justo é sempre um exemplo a seguir-se. para pregar a doutrina de Jesus. basta que nos lembremos das palavras de Jesus aos seus apóstolos. de pequenos fazem-se grandes. graças ao nosso Pai. sem crença e sem moral! Para se avaliar a grandeza da prova pedida por Sayão. para que sirvam de lição à família espírita. É. a propósito do mancebo rico que o consultou sobre o que necessitava fazer para salvar-se. em busca da Grande Luz. é um tropo empregado por Jesus para significar à Humanidade a dificuldade com que tem de lutar um Espírito. * Tracemos um bosquejo. tendo em toda a sua vida uma única preocupação: servir ao nosso Bom Senhor. comprometendo-se. abandonando o casulo grosseiro da matéria. dourada borboleta. e salvou-se. porque disse o Divino Pastor: “Aquele que perseverar até ao fim. assim estimulados. já não pode ser atingido pelo orgulho e a vaidade. como a nossa. notadamente pelo desprendimento dos bens terrestres. Pois. Bem se vê que esta luminosa sentença não pode comportar a tradução servil que as letras lhe emprestam. porque perseverou até ao fim. da sua passagem pela . a fim de que exemplos tão salutares possam ser aproveitados pelos nossos Espíritos. e cheio da misericórdia que às mancheias derrama o nosso Divino Mestre sobre todos os seus discípulos. que. de sofrimentos necessários e sempre merecidos. depois de aconselhar o moço: “Mais depressa passa um camelo pelo fundo de uma agulha. E não é lícito pôr em dúvida a sua salvação. Tomba o corpo. Antônio Luiz Sayão pediu ao nosso Criador a maior e a mais perigosa das provas que pode um Espírito pedir: a riqueza material. hoje é Sayão que.15 Mais um trabalhador da santa cultura de Nosso Senhor Jesus Cristo cai na arena. Maia de Lacerda. à custa de lutas encarniçadas contra os arrastamentos da matéria e preconceitos sociais. se bem que imperfeito.. além das exigências a que todo instante nos obriga uma sociedade. hão de procurar imitá-los. a singrar o espaço infinito. Bezerra de Menezes. porém. para se salvar. que lhe fossem proporcionados pela riqueza adquirida. surge. Agora. etc. que para esta existência trouxe a prova da riqueza. portanto. Disse o Divino Mestre aos seus discípulos.

para de escravizados ficarem livres. Mas de uma vez teve Sayão de pôr em prova a sua humildade. Seu lar. nos tempos ignominiosos da escravidão. ele estuda à luz do lampião da sala da república. formou-se em Direito e veio para esta capital exercer a sua profissão e dela escolheu a parte mais simpática e mais sã. ora mais largos. os Celestinos e as Joanas. para evitar que se quebrasse um só dos elos da cadeia que o prendia ao seu mestre e amigo. no espaço. têm-no em geral em alta consideração. Ferreira Viana e outros luminares da jurisprudência. pois eram tratados pelo “Senhor” como irmãos e amigos e se constituíram membros da sua família. dos seus companheiros de república. qual seja a defesa dos criminosos. que aqui na Terra tão bem soube orientá-lo e. poupando e guardando as parcas economias que lhe sobravam das suas restritas necessidades materiais. que acabava de abraçar e. Vencendo todas as dificuldades. que. jamais se deixou atingir pelo orgulho e a vaidade. tiveram que lutar heroicamente contra as traiçoeiras ciladas que lhes armavam a todo o instante os Espíritos das trevas. Sayão. que então era ilustrada pelos vultos eminentes de Busch Varela. cujos filhos eram . Em 1878. sobre tudo. Trabalhador incansável e extremamente econômico. e que é obrigado a comer e a pagar a moradia à sua custa? E o que veste e o que calça? Pobrezinho! usa a roupa e o calçado. contra os preconceitos sociais-religiosos. Que o digam os Moisés. A luta foi encarniçada e tantos foram os estratagemas de que usaram os inimigos do espaço. enfrentando com tais competidores. que nem livros tem para estudar. Talento modesto. Seu vestuário sempre foi sério. generosos e bons. Quem desconhece o que é a vida de um estudante pobre. como sabe ser a mocidade acadêmica. da tribuna do Júri. nem um vintém no bolso! Enquanto os colegas se divertem nos teatros. aliado ao desejo de bem servir ao Senhor.16 Terra. jamais se deixou ficar na retaguarda e fez-se notável advogado. não compatíveis com os Evangelhos de Jesus. com o intuito perverso de separá-los. se fez espírita. que naqueles tempos souberam fazer renome. era o céu dos desgraçados que tinham pedido a prova de ser escravos. na Academia de São Paulo. Tomou para seu companheiro e mestre o seu colega Bittencourt Sampaio. Antônio Luiz Sayão encarnou em um centro muito pobre e só à custa de muitos sacrifícios materiais conseguiu formar-se em Direito. Nele se acolhiam. simples e decente. conseguiu fazer fortuna. Teve então de travar luta titânica contra as suas tendências católico-romanas. Nem uma vela para estudar à noite. sua alimentação sólida. parca e sóbria. para romper o laço que ligava esses dois Espíritos aqui na Terra. bailes e serenatas. mais ou menos. Feita a aliança espiritual entre os dois servos do Senhor. ora um tanto apertados. ou pede ao sono reparador o descanso de que necessita o seu corpo depauperado de forças nas lutas do dia. que naqueles tempos pareciam insuperáveis. melhor soube encaminhá-lo com seus conselhos diários e ampará-lo com a sua ascendência moral. que narrá-los é impossível. ou pelas sugestões do fausto e da orgia. depois que para lá foi.

ei-lo: Uma vez em que o médium Guimarães foi a um miserável quarto de certa casa. Isto vos posso afirmar. o tratava de usurário. intitulado “Trabalhos Espíritas”. Ele usurário! ele que repartia prodigamente com os necessitados os seus haveres! Mas. ao entrar. Bastava saber onde estava a miséria. muitas lágrimas custou ao pobre do Sayão. por isso. ele os reeditou com o título “Elucidações Evangélicas”. passou fome ou se viu privado de teto. e enriqueceu-o com muitas e . livro que tantos e tão relevantes serviços tem prestado aos que se entregam ao estudo da Doutrina Espírita. Sayão era um usurário. A segunda fase foi mais calma e deu-lhe ensejo a que publicasse o seu segundo livro. Jamais irmão algum que lhe pediu pão. e iniciou o “Do Calvário ao Apocalipse”. porque seguia o preceito evangélico: “a mão direita não deve ver o que dá a esquerda”. instigado pela curiosidade. Ele pressentiu o termo da sua jornada sobre a Terra poucos dias antes da sua partida para as regiões espirituais. que alguém se ocultara atrás da porta. O que se passou na primeira fase desse Grupo está minuciosamente descrito no seu livro inicial. Foi tempestuosa e. quando o Grupo sucessivas ente recebeu os livros “Jesus Perante a Cristandade” e “De Jesus para as Crianças”. a fim de concertarem a respeito do destino que deveriam tomar. Contudo. Sayão. Foi quando desencarnou o bom Bittencourt Sampaio. ou. dirigido espiritualmente pelo anjo Ismael e materialmente por ele. Desde essa data entrou o Grupo na sua terceira fase. Cristo e Caridade” até o dia em que uma divergência determinou a saída dos mesmos que não se deixaram arrastar pelo orgulho da ciência. Pela modéstia do seu viver e porque não se imiscuía nas lutas egoísticas dos homens. A sua vida espírita foi cheia de episódios e lutas impossíveis de se descreverem num modestíssimo escrito de jornal. viu. uma reunião em sua casa. que não foi para Sayão tão tempestuosa quanto a primeira. no dia 6 de junho de 1880. Os seus atos de caridade são inúmeros. Foi então quando resolveram fazer. leitor. descrevê-los. amigo! Bem soubeste fazer! A sua bolsa sempre esteve aberta à verdadeira necessidade. procurou ver quem era e pôde então lobrigar a cabeça do velho Sayão. que denominou “Estudos Evangélicos”. a sociedade. esforçar-me-ei por contar alguns. Bem fizeste. que ali fora repartir com a desgraçada a moeda material e levar-lhe ao mesmo tempo o conforto espiritual que com tanta dedicação soube haurir nos Evangelhos. lhe solicitou abrigo. Sayão e Bittencourt Sampaio pertenceram à Sociedade “Deus. Citá-los éimpossível. mas que se caracterizoú pela luta que ele teve de sustentar com os Espíritos das trevas. ditados pelo Espírito Bittencourt e publicados por Sayão. para que Sayão corresse pressuroso a ampará-la. pela sua seguinte previsão: Tendo-se esgotado a edição dos “Estudos Evangélicos”.17 por ele acalentados e muitas vezes nos seus próprios braços entregavam o Espírito ao Criador. numa das ruas desta Capital. e o resultado foi a fundação do “Grupo dos Humildes”. Apenas me limitarei a contar um. levar a uma pobre enferma os recursos mediúnicos que reclamava o seu estado de saúde. regularmente conhecido por “Grupo Sayão”. que não o compreendia. ocioso.

Assim vivem e assim desencarnam os verdadeiros discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Desencarnou como um justo. e. Se a sua vida foi um exemplo perene. onde foi receber do nosso Divino Mestre o prêmio de tanta luta e tantos sacrifícios sofridos sem revolta nem queixume. disse-lhe ele: “Este é o último canto do cisne”. balbuciando uma Ave Maria. que vieram trazer aos diversos pontos evangélicos.18 belíssimas Comunicações recebidas no Grupo. a sua desencarnação não o é menos. DISCÍPULO DE MAX. não se queixava jamais. dizia sempre que se fizesse a vontade de Deus! O seu desprendimento foi calmo e mesmo sem contrações. (‘) Ver. de fato. por ele estudados. página 53. se acusava grandes sofrimentos. digno de ser por nós outros imitado. apresentando um exemplar a um confrade. E o foi. ao contrário. Esse livro saiu do prelo o mês passado. deixava o fardo pesado da matéria e voava para a verdadeira pátria. Durante a enfermidade que o acometeu. muita luz de intenso clarão. também. Dias depois. “Reformador” de 1953. .

A cada dia o seu labor. os Espíritos relegados ao presídio terreno começam agora a sentir os rigores do ferro em brasa. De apresentação ou recomendação não precisa ele. profetas em grande número apregoaram o reino de Deus. Órfãs da essência evangélica. recrudescimento de paixões e ameaças de crimes horripilantes. mas por atalhos perigosos e funestos. sobre a obscuridade da letra dos textos derramaram esses fiéis e devotados servos de Nosso Senhor Jesus Cristo a luz dos seus comentários dentro do espírito que a Humanidade do presente já pode suportar. que é o do reino de Deus. aqui tens as duas palavras que me pediste: Vastíssima. demonstra à evidência que as palavras do Meigo Nazareno não encontraram guarida nos sentimentos. relativamente pequena era a responsabilidade dos homens pelos seus . Nenhuma época. Fruto do labor que alguns estudantes do livro da vida. que é o seio do Criador e Pai. nem os suplícios infligidos aos discípulos fiéis. dos verdadeiros ensinos cristãos. nulifica-se toda e qualquer autoridade. melhor apropriada do que a atual. os Espíritos do Senhor. nem o martírio do Justo. conseguiram modificar os sentimentos humanos. por suas rebeldias contra as leis morais.19 DO ESPÍRITO SAYÃO Irmão e amigo. para que as criaturas desviadas do seu destino. se constituíam verdadeiros flagelos para a Humanidade daqueles tempos. após vinte séculos de Cristianismo. as almas sofredoras. para que largamente se espalhe mais um compêndio. empreenderam. imolado às paixões dos que Ele viera salvar. No passado. portanto. indicando-lhes o caminho da felicidade. capazes de atentar no roteiro que a ele conduz. sem luz e sem freio. Ora. em todas as línguas. como este. a fim de que levassem avante o empreendimento. que feitas se acham uma e outra. Mas. nem a do Espírito ainda adstrito à atmosfera do presídio que lhe foi destinado para resgate de suas dívidas. podem invocar-se a escudá-lo. se tornassem. Muito antes mesmo que Jesus baixasse à Terra para o desempenho da sua excelsa missão de amor. diante da majestade de Jesus Cristo. sem que a desvalia do meu nome lhe empreste importância alguma. ela é também um testemunho da ajuda que lhes dispensaram. todo esse desvario. concitando à penitência os povos que. quais abnegados Cireneus. Há lágrimas por toda parte. A obra está conseguintemente apadrinhada por si mesma. pela autoridade superior dos textos que lhe servem de base aos comentários. imensa é a bibliografia evangélica. que procuraram secundar-lhe a obra de amor e de redenção. Desceu o Cristo ao mundo e consumou-se a tragédia do Gólgota. aclimados nas regiões onde satisfazem aos seus apetites inferiores. para se ilustrarem nas letras sagradas. quando imperava a ignorância. que ela se desdobrasse em séculos de tormentosas jornadas. há dúvidas e desesperanças nas almas e inúmeros são os lares onde já falta o pão para alimento do corpo. embora seja grande o respeito que mereçam de seus irmãos. alguns pesquisadores ávidos de se fortalecerem na fé cristã. Para tal efeito. Fetichistas da matéria. Nem a autoridade do homem. procuram o remanso da paz. Há também revoltas sem conta. porque. Foi preciso que o tempo colaborasse grandemente nessa obra. que respira os ares impuros da matéria.

da inteligência. SAYÃO Outubro de 1932.20 desvairamentos. versículo a versículo. assim. se o pusermos. sem a atenção que reclamam as leituras edificantes. se esgotará de vez. Reduzo. Possam as suas páginas despertar nas consciências cristãs o desejo sincero de exemplificar os ensinos que elas contêm e de praticar as obras de que dão testemunho. porque destila o amor de Jesus Cristo. se fizermos dele o nosso confessor. pois. O Evangelho é o livro do coração. cura as feridas do sentimento. consola o desconforto dos aflitos. gradativamente propiciada aos filhos de Deus. aumenta a criatura o seu patrimônio intelectual. tuas manifestações do Consolador que o seu Filho bem-amado prometera. limpando-nos os sentimentos da escória das paixões que constituem a razão de ser do sofrimento. o efeito que produzirá a sua não diferirá do que produz a de obras com que o homem procura encher os lazeres da vida. visto que muito mais refulgente luz a esclarece. as conquistas da Ciência. Justo. porque dele se evola a essência da verdade divina. À evolução. Entretanto. Por ele. nenhum melhor bálsamo do que este livro. com conhecimentos puramente espirituais. no coração. porém. de anteriores peregrínações terrenas. para a escalada gloriosa do futuro. Para as dores agudas da época que passa. Lido superficialmente. tornaram imensas as responsabilidades desta geração. ao ser ele publicado pela segunda vez. decerto o fel que aí guardamos. toda a colaboração que dei a este trabalho a duas palavras de incitamento que dirijo aos meus irmãos. as misericordiosas dádivas concedidas pelo Criador às suas criaturas. que oferecem alimento são às almas. . é que eu lhe augure amplíssima difusão. é certo. a sua finalidade máxima é formar o patrimônio moral da Humanidade.

tão amplo como o pode reclamar a razão do nosso tempo.SOBRE A 1ª EDIÇÃO DESTE LIVRO . como já o permite o progresso realizado da Humanidade. imenso pálio sob o qual se podem agasalhar. que somos. tem realizado.21 APRECIAÇÃO DA IMPRENSA . a par e à medida que os olhos da alma humana adquirem maior capacidade para suportá-la. no conhecimento das verdades eternas. quer moral. Antônio Luiz Sayão acaba de dar à luz um livro que destoa de quase todos os que têm sido publicados entre nós. nos 19 séculos do cristianismo. sobre a Humanidade retalhada pela descrença e pela dúvida. O Pai de Infinito amor não podia ver este desequilíbrio. que. todas as negações. dado sob o véu da letra. . dando mais viva luz para que seja ele entendido. nova revelação que veio mudar a forma ao Evangelho. tão assinalado progresso. já não podia conformar-se com o ensino divino. reveste-se do especialíssimo caráter de uma eterna variedade na forma que o acomoda a todas as idades. era de esperar maior grau de intensidade daquela luz espargida sobre a Terra. por sua contextura elevada e útil. levando uns para a descrença e outros para a negação. que aplaina os caminhos da humana regeneração. que sentiam fome e sede do pão alvo da caridade divina e daquela água de que falou Jesus à samaritana. que dá luz para enfiar a vista pelos horizontes Intérminos do futuro do nosso ser. para a vida e para as vidas: mas o sagrado código. e por obra do Cristianismo. ao termo da jornada: a mística Sião. sem prover de remédio ao mal. O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é o código de toda a sabedoria de que se pode revestir a humana criatura. dê testemunho da erudição do autor e sirva de agradável passatempo aos que só se preocupam com as grandezas mundanas. todos os cismas. nela e por ela. é um fato palpável. pobres peregrinos do Infinito. resultante da ordem natural das coisas. realizou-se. a todos os progressos da Humanidade. que se avolumara desproporcionalmente. obra do Mestre divino. Não. E o livro de Sayão é dos que oferecem essa alimentação que dê forças para vencer as intempéries da vida. ofereceu. e. cisma e materialismo ateístico. quer intelectual. Ora. mais esclarecida. A uma luz que cresce em intensidade. condíção para chegarmos. que daí resultava. na essência de seus puríssimos ensinamentos. a mais pura e sã alimentação de seu Espírito. fez baixar. segundo a lei manifestada desde os primeiros tempos. o homem. O Espiritismo. pela beleza da forma. donde a confusão que domina os Espíritos. Não é um brilhante repertório de coisas mais ou menos Interessantes que. A razão humana. em seu amor e sua misericórdia Infinitos. baixou como esmola do Pai aos filhos. O molde já era muito estreito para poder conter a razão. como poucos desafia a atenção dos que procuram. a nova revelação que. como o exigia o atraso humano. É um livro que. não mais sob o véu da letra. abraçados com a verdade e com o bem. dando às verdades do Evangelho um caráter mais amplo. E o que a sublime lei prometia veio. imutável em sua essência. mas em espírito e verdade.BIBLIOGRAFIA O Ilustrado Dr. como o transmitia e transmite a Igreja Romana.

por explicações lúcidas e concisas dos textos evangélicos.22 E esse pálio divino foi o próprio Evangelho. pois. Um completa o outro e ambos dão luz. Este ergueu seu monumento sobre os de Mateus. Bem se vê que o consultante é realmente um incipiente. é ter a chave dos pensamentos daquele divino Espírito. a vossa opinião. O “Reformador” felicita o autor. ao magno esforço dos dois atletas da Revelação Espírita. — A nossa incipiência tem encontrado sempre conforto na Vossa palavra inspirada e respeitada mesmo pelos ortodoxos da fé. Seus trabalhos podem ser ditos: perfeito resumo da Interpretação dos Evangelhos em espírito e verdade. do livro da vida e das vidas. colherá aí. nestas circunstãncias. que é monumental. (“Reformador”. antes do Espiritismo. procuravam compreender os altos conceitos do Livro de salvação! Ler o novo livro é ter em breves linhas a chave das palavras. pois que eleva nossa individualidade a umas alturas que estamos muito longe de atingir. com os seus estudos dos Evangelhos. Só não a verão os que estiverem de assento nas trevas e dormirem com a cabeça voltada para o Ocidente. Bem haja o ilustrado doutor. e dentre aqueles missionários espalhados por toda a Terra. tuas.) ESPIRITISMO ESTUDOS FILOSÓFICOS Na “Gazeta de Notícias” de 22 do corrente mês lemos o seguinte (*): “Meu caro Max. relevareis que vos peçamos um conselho: podemos tomar os dois livros publicados pelo Dr. felicita os espíritas. é segura orientação para os que entretém Grupos Espíritas. dir-lhe-emos. Nenhum saiu dos limites traçados a Roustaing. com toda a . claros e preciosos conhecimentos das verdades. que a geração moderna pode suportar. felicita a Humanidade. legado ao mundo pelo divino Mestre. sempre sob a dos Altos Espíritos. pelo bem que proporcionou aos que anseiam por se abraçarem com a verdade. sem que a embaraCe a vossa reconhecida modéstia. com a sua Divina Epopéia. ao Evangelho de João. segundo corrigido e aumentado em certos pontos. Como se desdobram em claridades. Aquele limitou seu trabalho. Bittencourt Sampaio. como é mister àquela luz. levantaram-se. as obscuridades que confundiam os que. entre nós. desde. substituIram a longa e difusa explanação daquele autor. O livro de Sayão é um valioso mimo feito à Humanidade que se souber aproveitá-lo. na medida da compreensão do homem presente. entretanto. agora interpretado em espírito e verdade. Marcos e Lucas. sobre toda a doutrina cristã. à luz do Espiritismo. que entram pelos olhos da alma. pelo aparecimento de mais um astro de luz no horizonte da Terra. por corresponder à sua confiança. que assumistes uma tal autoridade. e António Luiz Sayão. cujos horizontes se estendem. Sayão como normas a seguir no nosso Grupo? — Um discípulo. até hoje veladas. que esclarece todas as coisas! Altíssima é a missão dos que foram escolhidos para fazerem na Terra a obra de Deus: a divulgação do Evangelho segundo a luz do Espiritismo. dos conceitos. Ele colocou a luz bem alto. e. quer um quer outro. das parábolas de Jesus. de 19 de fevereiro de 1897.

Seria obra de meritório valor dar à sua exposição de princípios relevantíssimos a concísão e a clareza que sobram no mestre e que lhe faltam bem sensivelmente. pois. Enquanto o homem não chegar ao último grau da perfeição Intelectual. Da data de 23 de março de 1897. na medida do desenvolvimento da faculdade compreensiva do homem. Eis aí que já apareceu Roustaing. sem destruir a obra feita. ao Espírito da Verdade. como homem. o que pensamos sobre os livros do Dr. Mas o homem. porém adianta mais que este. sem lesar. Sayão. porque muito terá ainda que progredir a Humanidade terrestre. muito terá ainda que dar. tendem constantemente a se alargar em extensão e compreensão. É. um livro precioso e sagrado o de Roustaing. pois. como já foi dito. pois. Allan Kardec. não possuindo. mas o autor. que em muitos pontos vai além de Allan Kardec. tendo dado mais do que as anteriores revelações. em um corpo de doutrinas. (Nota da FEB h 9ª edição. os principais fundamentos da revelação espírita. mas sim nos modos de compreender a verdade. Foi esta. em razão do atraso da Humanidade. (*) Esta carta só foi realmente estampada. A Allan Kardec sobrevivem outros missionários da verdade eterna. para o fim de se elevar às alturas. O Espiritismo. pois que ela é progressivamente mais ampla. quinta coluna da esquerda para a direita. a vantagem que faz sobressair o trabalho de Kardec. para mais largo conhecimento das faces mais obscuras daquela verdade. só apanhou o que estes deram — e estes só deram o que era compatível com a compreensão atual do homem terreal. Não divergem no que é essencial. pela razão que já foi exposta acima. mas teve por missão dizer o que este não podia. aparece-nos sob mil fases relativas — relativas ao nosso grau de adiantamento Intelectual e moral. o mais moderno missionário da lei. longas exposições — e em linguagem . porque esta é firmada na lei e a lei é imutável.) O Espiritismo não é. que. ensinos confiados. torna-o bem pouco acessível às Inteligências de certo grau para baixo. de penetrar todas as leis da criação.23 lealdade e sinceridade. que um não pode dispensar o outro. pelo mesmo Jesus. Em ligeiros traços resumiu. Roustaing confirma o que ensina Allan Kardec. não cessa de desenvolver a sua faculdade compreensiva e. Espírito preposto por Jesus para reunir. como ele mesmo veio alargar os princípios fundamentais do ensino ou revelação messiânica — e como este veio alargar os da revelação moisaica. a revelação messiânica. a última palavra sobre as verdades que Deus. a revelação não chegará a seu termo. de clareza e concisão. sendo absoluta. em seu amor pela Humanidade. no fundo. 2. a obra de Sayão. compreendidos nas obras fundamentais de Allan Kardec. fez baixar do céu à Terra. como as asas de um pássaro não se podem dispensar. porque esta. darão mais luz. à pág. como julgam os padres ser. constituído por uma legião de Altíssimos Espíritos. porque é inspirado como este. no referido jornal carioca.

humildade e fé. o raio de luz — o farol — o santelmo que nos encaminha ao porto da salvação. Ao caro Irmão em crenças. Sayão como normas a seguir em vosso Grupo. Nota da Editora à 9ª edição: MAX. publicou esta crítica na Gazeta de Notícia de terça-feira. Neles encontrareis o que há de mais adiantado em Espiritismo. portanto. Bezerra de Menezes. encerra observações e práticas que. correto e adiantado. muito lucrará estudando o livro (os livros) de Sayão. em Roustaing. Descansai a mente sobre esta obra preciosa. com as vantagens de Allan Kardec. o discípulo amado. pseudônimo do Dr. votado à obra do Mestre Divino. como repousou a cabeça. 6 de abril de 1897. sob o ponto de vista doutrinário — e é claro e conciso sob o ponto de vista do método. diremos. pág. . MAX. em que transluzem os clarões da verdade. à honra que nos dispensou. a quem agradecemos. recomendariam o hercúleo esforço do Anteu do Espiritismo no Brasil. em 1896 e 1897. os frutos preciosos de sua inspiração. por si só. em conclusão: podeis tomar os dois livros publicados pelo Dr. a coluna Espírita. no seio de Jesus. Max escreveu nesse jornal. com a alma cheia de amor. as virtudes que mostram a coroa do discípulo de Jesus. que ninguém deve desprezar — e que. com tanta gentileza. Por outra: contém as idéias de Roustaing e o método incomparável de Allan Kardec. E damos graças a Deus por nos ter permitido encontrar. que safra em O País” de 1887 a 1894. quarta coluna da esquerda para a direita. maIs uma vez. É chave de ouro. além de ser tal. no — Estudos Filosóficos. por entre as névoas de nossa peregrinação terrestre. com o coração cheio de energias e de caridade evangélica. É. O livro de Sayão é um resumo de Roustaing. colhido na seara bendita.24 didática clareou e pôs ao alcance de todas as inteligências o que era obscuro à maior parte. Quem compreende a progressividade da revelação não pode recusar preito a Roustaing — e quem quiser colher. 3.

nas sublimes estrofes que se lêem naquele livro de celestes inspirações. nem o corpo. como ensinam e exigem os mercadores do templo. com o critério real da verdade. pondo em atividade a sua razão. “Com toda a majestade pela estrada “Sem termo do progresso.. todas as pessoas que almejam ser espíritas devem convencer-Se de que a Doutrina Espírita veio cumprir a grandiosa missão de conduzir a Humanidade à perfeição. “Como houvera Jesus nos ensinado. mas de seu Pai. da moral evangélica. versículo 63). isto é — as palavras que vos digo são espírito e vida (JOÃO. para espancar todas essas tradições. Água e pão são estes que dimanam de Jesus e que. como deturpadoras dos puros. sem que nenhum de vós perceba. qual a oferecida por Jesus à Samaritana. o seu Salvador. o seu Deus. trazida pelo Espírito da Verdade. capítulo 6º. na sua maior parte vindas do paganismo: enfim. “Nas dobras do seu manto. que ela arrasta.25 Orientação Espírita Reunidos em nome de Ismael. “Estudai a moral — compreendei-a. preconceitos. será sábio. “Porque. tal é a Doutrina da moral cristã. portanto basear todo o seu estudo no divino Código da moral legado aos homens. (JOÃO.. capítulo 6º versículos 50 e 51). em quem a beba.” O espírita precisa. que constituem a Doutrina que Ele disse não ser sua. que o enviou. A Doutrina Espírita é a Ciência. uma fonte de água. nem o pão. rotinas. “Que for cristão em Cristo. fórmulas. nos tempos do obscurantismo e de completa ignorância. “Isto é. não são nem a água. simples e singelos ensinamentos do Cordeiro Imaculado de Deus! A Doutrina Espírita é a fonte donde sai a água Viva para saciar a sede. que representam árvores que o Pai não plantou e que por Isso devem ser arrancadas. nem o vinho. mas. a amar o seu Mestre. como um sistema coordenado de conhecimentos das . Porque o homem. e que virá a ser. “A Ciência virá — embora oculta. entendidos como nos aconselha o próprio Jesus. Hoje. ALLAN KARDEC. inovações dos homens. seus irmãos. proclamada pelos verdadeiros cristãos e celebrada pelo mavioso cantor da Divina Epopéia. nem o sangue. versículos 10 ao 14). descido do Céu para que todo aquele que dele coma não morra. pelo Consolador prometido. praticai seus mandamentos. a essa perfeição que Impulsiona o homem a amar o seu Criador. não tendes outros deveres senão estudar os Evangelhos à luz da Santa Doutrina. não com os olhos da alma vendados. que salte para a vida eterna (JOÃO capítulo 4º. A Doutrina Espírita representa o alimento. mas os ensinamentos. O pão Vivo. Amar o seu próximo. entendidos conforme foi preciso figurar.

a compreensão. dois barris de vinho. defendei a viúva”. como poderão subsistir essas chamadas cerimônias que escandalizam a razão? Pois é sério. a convicção das verdades eternas. de pau e de pedras”. e agora é. capítulo 4. Íntima. capítulo 34º. dois pães dourados e prateados e. é imponente. versículo 23 e 24): “Deus é Espírito e em espírito e verdade é que devem adorar os que o adoram. mas. Essa ligação. Convimos que nos tempos anteriores à revelação moisaica. a toalha. capítulo 5º. versículo 24): “Deus que fez o mundo e tudo que nele há. da nossa fé. Imponente e Sublime! Eis em que consiste a religião. (EZEQUIEL. profunda. Porque tais quer também o Pai que sejam os que o adoram”. A hora vem. e dirás: Ai desses pastores que se apascentarem a si mesmos. um dourado. a consciência. de prata. apresentando-lhe a bacia. “socorrei o oprimido. capítulo 1º. para ser simplesmente ridículo. Isto deixa de ser sério. versículo 4” Os ídolos das gentes não são senão prata e ouro. figurando homens com vestimentas à fantasia e barretes de todos os feitios! Oh! Não. das nossas esperanças. (“Ato dos Apóstolos”. E sobre essa base sólida construímos o edifício Inabalável das nossas crenças. banidos que foram os holocaustos e os sacrifícios. capítulo 9º. “As vossas solenidades se me têm feito molestas. o espetáculo cênico. da justiça. na infância da Humanidade. qual o que não podemos deixar de render a tudo que é grande. quando os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade. nos Impõe um culto. (JOÃO. A Doutrina Espírita. incensos. da sagração do Bispo de Olinda? O Arcebispo sagrando as mãos do Bispo.26 coisas pelas causas. com as regras da lógica e os princípios das verdades demonstradas. o algodão e o limão! Então o Bispo oferece ao Arcebispo tochas acesas. o jarro de prata. procurai o que é justo. hoje. menos evangélico. e nos dá o conhecimento. nos ensina a conhecer as causas e os efeitos.. versículo 4): “Eles bebiam do vinho e louvavam os seus deuses de ouro. “Provérbios”. E os que duvidam das nossas asserções.. por fim. não são os rebanhos apascentados pelos pastores?” (DANIEL). o derramamento de sangue dos animais nos altares. profetiza sobre os pastores de Israel. outro prateado. abram e leiam o Livro dos “Salmos de David”. como ciência. . não habita em templos feitos pelos homens”. obras das mãos dos homens”. À vista desse lúgubre espetáculo. fórmulas ridículas. cansado estou de as sofrer. é decente. capítulo 17º. aplicando o critério da nossa razão. temos o fio que nos liga a Deus. ajuntamentos que para mim são iníquos? A minha alma aborrece as vossas calendas. de ferro. fossem precisos templos feitos pelas mãos dos homens. como num culto devido a Deus. e tudo Isso num templo cheio de ídolos de pau. Será tudo. sustentamos que. a ciência dos Santos é a prudência” (ISAÍAS. o pão. de metal. que nos descreveu o “O País” de 6 de maio de 1901. de chumbo. eis a razão por que dizem a verdade os que sustentam que o Espiritismo é uma ciência e ao mesmo tempo uma religião. versículo 2): “Filho do homem. capítulo 115º. festividades. ritos. sendo Ele o Senhor. dando-lhe o anel e o báculo! Os paraninfos seculares purificando-lhe as mãos. assim. Aprendei a fazer o bem. que impõe o culto e o reconhecimento para com o Criador de tudo o que existe. a não se acharem fascinados pela embriaguez da superstição e do fanatismo. de prata e de ouro. versículo 10: “O principio da sabedoria é o temor de Deus. da piedade e. fazei justiça ao órfão. ídolos. versículos 12 ao 17): “Quem requereu de vós estas coisas? Sacriudos.

porque a achareis na sua própria razão de ser. objetar-nos-ão: — Como é que nós. muitas parábolas Instrutivas nos deixou. se Jesus não manda que vamos aos templos cheios de ídolos. o vosso Espírito se sentirá preso do sentimento de comiseração e de piedade por esses infelizes. pedindo humildemente ao vosso Anjo de Guarda que vos inspire. capítulo 10º. se sabemos que os Padres nada nos ensinam a não ser que cegamente façamos o que eles dizem e não o fazem. nos confessionários e com o procedimento que observam na vida social. representantes do Consolador. em que encontrareis todas as explicações trazidas pela revelação espírita. se já chegaram os tempos preditos do advento do Consolador. que vem ensinar todas as coisas e lembrar tudo o que Jesus disse. Com efeito. quando orares. entendidos em espírito e verdade. quando realmente o não são. na prática dos seus ensinamentos. e Ele assim o fez por palavras e obras. Com elas logo vos conformareis quando as confrontardes com o que dogmaticamente pregam os Padres de Roma nos púlpitos. quando houverdes estudado. por ora as que já podeis suportar e cuja legitimidade não precisa apadrinhar-se a nenhuma autoridade. Apreciai só um fato que praticam esses Infelizes Espíritos refratários à luz. como nos ensInam as Estrelas que baixam do Céu. que nos achamos no ermo dos nossos desertos. ora a teu Pai em secreto. Já se vê que o nosso fim não é senão convencer os nossos irmãos em crença de que toda a nossa felicidade está na verdadeira orientação traçada por Nosso Senhor Jesus Cristo. dão procuração aos professos para pensarem e decidirem. e teu Pai. . e logo conhecereis pelo fruto a árvore. versículos 29 ao 37). como nos ensina o Evangelho de MATEUS. se é desses mistérios. meditado. prescientemente sabendo o que fariam os falsos profetas. (LUCAS. do Espírito da Verdade. entretanto. Mas.27 Mas. é fácil de compreender-se a razão da luta entre a Igreja de Roma e o progresso. (LUCAS. andam errados? Respondemos: lede o capítulo 6º. que não tiveram nem o padre. Mas. que se julgam e se impõem como santos. para que nos demos ao trabalho de querer convencer os Cônegos que se apascentam. te dará a paga. versículo 10). infalíveis e privilegiados representantes. versículos 15 ao 20: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. não tendo tempo para tratar das coisas do outro mundo. bebida diretamente na fonte pura dos seus Evangelhos. a vitória. sem precisarmos desses falsos profetas. os fanáticos que se deixam iludir e os sábios que. sem ouvir a esses que se nos apresentam como representantes do Cristo na Terra e que. na Terra. Mas. poderemos formar convicção. Ora. capítulo 19º. em cujo coração mostrou a compaixão. dessas exterioridades que o clero constitui os seus meios de vida. capítulo 7º. fechada a porta. E. do manso Cordeiro de Deus. que vê o que se passa em secreto. na sua harmonia com os princípios justos e racionais. Além disso. aliás ataviados com esses hábitos que tanto impressionam as vistas materiais. é verdade que a luta se acha travada entre as trevas que tudo escondem e a luz que tudo patenteia. podemos dizer: Quereis estudar e compreender os santos Evangelhos? Procurai este livro. essa não pode ser duvidosa. louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. é claro que temos o recurso vindo de Deus. nem o levita. entra no teu quarto e. entre elas a do Samaritano. isto é. versículo 5 do Evangelho de Mateus — Mas tu.

como vemos todos os dias. para dele fazer o tabernáculo onde habite Jesus. compreender e praticar os Evangelhos e assim limpar o seu coração. suicida-se. uma missa. enquanto que os espíritas verdadeiros Imploram misericórdia para ele. que. o atribulado. . porque. e a quem negam uma prece. a esses Infelizes falta-lhes a compaixão para com o desgraçado. tira a própria vida. para aliviá-lo do sofrimento. no desespero da sua alucinação.28 nem assim a lição foi compreendida. A verdadeira orientação do espírita está em estudar.

por intermédio do seu bendito Filho. muito temos gozado com as manifestações das misericórdias do Mestre. Orai e vigiai. não deveis sentar-vos no marco do caminho. Salve século 20! Recebei. porque a nossa missão ainda não está completa. meus irmãos. do fanatismo e da cegueira. muito temos sofrido com o endurecimento dos homens. para que o Mestre vos encontre com os instrumentos nas mãos. para lá plantardes o Estandarte onde se leia: Ecce Agnus Dei. porque esse será o escudo com que podereis atravessar o caminho inimigo. para reconhecer que Deus é puro amor. . implorai o divino amparo e ouvireis as angélicas vozes do Céu. e o amor de João. Muitos são os chamados e poucos os escolhidos. capítulo 1º. A Humanidade. ecce qui tollit peccatum mundi. ainda precisamos do vosso concurso. aproximam-se os tempos e Já estão chegados. prostrai-vOS humildemente. O caminho ainda está juncado de gentios. caminhai vigilantes. as bênçãos da Virgem Imaculada. que vos convida a entrardes numa nova fase de humildade e caridade. que procuram Deus nos seus apetites materiais. as bênçãos de Jesus. (JOÃO. Nossa Mãe Santíssima. Espíritas! verdadeiros cristãos em Cristo. até aqui velados pela letra. versículo 29). liberta-se do jugo da ignorância. realizando-se a promessa da vinda do Consolador.29 O SÉCULO 20 Glória a Deus nas alturas. em que. pois que não sabeis quando chegará o Senhor. peregrinos. nas suas comodidades de homens. como também é pura razão. com os vossos corações cheios de amor e de adoração. No nosso caminhar de séculos. em busca da luz suprema. mas. pelos apóstolos de Jesus. que ainda não compreenderam a lei das leis — o amor de Deus e o amor do próximo — porque o egoísmo fala mais alto do que esse duplo amor. que não poupa esforços para a salvação dos seus irmãos! Meus amigos. e por isso vimos saudar-vos e dizer-vos: coragem. que vêm saudar-vos e dizer-vos: Ainda não pousamos o bordão de peregrinos. cavando a terra endurecida pelos vossos erros. porque os tempos são chegados. em sua marcha progressiva através dos séculos. paz aos homens na Terra! Caminheiros da estrada da cruz. vedes que vos é trazida autêntica interpretação dos textos sagrados. que por misericórdia do Senhor é mandada à Terra. porque precisamos do concurso de todos os que se comprometeram a servir ao Mestre.

coordenei esses santos trabalhos. Bem como ao Sol as inocentes flores. que serão. sem exame. Leitor: Da árvore do bem. mas sim ao cair da tarde. lembrai-vos de que a vossa sabedoria não pode ainda vencer as forças da morte e que. sábias e ignorantes. ser a fonte que desaltere o vosso espírito nesse deserto que se chama o mundo. Em maior abundância quisera dar-vo-los. porém. falível. como vós. de Jesus o amor se fez em minha alma e vejo. Felizmente. Eis o meu livro: que ele possa. Eis o meu livro: e quando. o vosso espírito se voltar para Deus. nem orgulho. sem os cuidados desta vida efêmera. se . E Ele vos dará. além do mundo que me cerca. Eis o meu livro: meditai sobre ele. se porventura sofreis. quando. do amor e da caridade. mas para a salvação dos homens. a cuja sombra repousei um dia. por BITTENCOURT SAMPAIO. então reconhecereis que. a hora da colheita não foi ao levantar da aurora. sem vos preocupardes com as mãos de onde veio. não condeneis este pequeno trabalho. não para a glória de Deus. menos preocupado com as coisas deste mundo. também já fui descrente. onde podemos agir. nelas encontrareis o remanso das vossas dores. colhi os dulçurosos frutos. castelos de ilusões que se esboroam ao mais tênue sopro da morte. Se sois profano. Nelas encontrareis as doçuras de uma outra vida. como para mim desejo. se de Jesus a luz bendita não viesse afugentar da noite as trevas. mas com o intuito de ser útil aos meus semelhantes. humilde pecador. presumimos que se vos deparará a verdade e a verdade é Jesus. infelizmente. de tal sorte que da Ciência só julgueis dever aceitar os fatos que se desenrolam no seio da Humanidade. Poucos. por conseqüência. amanhã sereis chamado a uma outra vida.30 Prefácio da primeira edição Abri o selo vosso à luz divina. Divina Epopéia. um mundo mais feliz. onde podemos viver. Limpos de orgulho. também já dei a meu espírito todas as expansões dos gozos da matéria. nele. Ó almas que viveis no mundo em trevas! Pedi. como todas as criaturas. que nos chama à verdadeira vida. Se o vosso espírito se acha assoberbado das coisas da Ciência. mas sede humildes. concentrei nas minhas mãos esses frutos. As páginas deste humílimo livro simbolizam os frutos de que vos falo. sem cuidar do meu eu imperecível. onde os brasões da vossa grandeza intelectual estarão colocados abaixo dos escudos da fé. um mundo mais verdadeiro. um dia. sem presunção. que hoje convosco reparto. esses mesmos não seriam colhidos. vos deixar ver os segredos da sua doutrina salvadora. de ambição despidos. meu bom amigo. caindo sobre o vosso espírito. avidamente procurando o vosso lugar à mesa do banquete divino. Como vós. do amado Mestre a luz bendita. pedi a graça ao Pai celeste. que já se apropinquavan no horizonte e que me envolveriam em meio dos meus labores. cansado das fadigas de uma existência atribulada.

são estes os votos mais sinceros daquele que se confessa o último dos filhos de Deus. . a porta para a vossa iniciação nos mistérios de Deus. ANTÔNIO LUIZ SAYÃO. Abril — 1896. Meu irmão.31 quiserdes.

Os manuscritos existentes. que contém todos os livros do Novo Testamento. revista por Jerônimo. que conheceu a versão grega e dela fez uma tradução latina e uma paráfrase. traduzida no mesmo século. ou latinas. pertencem a uma época posterior ao Cristo. Nem só em grego. natural da Holanda. datado de Basiléia. Há ainda a Vulgata Latina. finalmente. essa planta foi o material de escrita de todo o mundo literário. Há também os manuscritos. Entre tanto. página 974. vulgarmente chamada Peshito (simples. existem manuscritos. do Código Alexandrino. Supõe-se que o manuscrito Códice Sinaítico seja uma das cinqüenta cópias que o Imperador Constantino mandou fazer para Bizâncio. nascido em 1467. bem como das edições de São Jerônimo. que datam do 3º século. ainda que perfuntoriamente. o escritor mais espiritual do seu tempo. até certo ponto. para uso dos escribas. a geografia e a história do Novo Testamento. em Roma. do século 5º. doutor em Teologia. . no monte Sinai. que hoje o possuímos. já havia tomado o lugar do rolo. o papiro já era usado pelos egípcios. por exemplo. Há. nos tempos primitivos. ou do princípio do 4º século. 7) predisse contra o Egito foi a destruição da planta do papel. a autenticidade. hoje Constantinopla. a fim de facilitarmos aquele estudo. alguns dos quais alcançam até ao século 4º. pareceu-nos conveniente que nos ocupássemos. o mais completo. Santo Atanásio. os Evangelhos Siríacos e há. São João Crisóstomo. descoberto no Convento de Santa Catarina. chamado — o pai da história eclesiástica. e que. onde faleceu Erasmo. Por muito tempo. em 331. as versões (Copta Thebaica (Egípcias). LEGITIMIDADE Não é lícito duvidar de que o Novo Testamento. a antiga versão siríaca. constituindo para os egípcios um artigo de comércio muito lucrativo. de 1844 a 1859. como nas ulteriores. pela primeira vez. versão essa que remonta ao século 2º. quando foi impresso. exceto a 2ª Epístola de Pedro. porém. a de Judas e o Apocalipse. razão por que uma das calamidades que o profeta Isaías (capítulo 4º. sob a vigilância de Eusébio de Cesaréia (da Palestina). seja o mesmo que existiu e a Igreja reconheceu. o homem mais sábio. igualmente. durante mais de doze séculos. dois mil anos antes do nascimento do Cristo. em grego. Os manuscritos mais antigos não tinham a forma de livros. por exemplo: o Códice Sinaítico. com a legitimidade. Quanto às épocas anteriores à sua impressão nessas edições. versículo. um dos cantões da Suíça. literal). São Basílio. porém.32 Introdução Antes de entrarmos no estudo dos Santos Evangelhos. etc. depois. como. foi o grande meio pelo qual as Escrituras Sagradas se tornaram conhecidas das igrejas ocidentais. a cronologia. segundo Kittos Cyclop. calcula-se em seiscentos o número dos manuscritos que hão sido comparados. as 2ª e 3ª de João. no ano de 1516. de quando o velino e o pergaminho já haviam invalidado o papiro e de quando o livro. há-os também em outras línguas. bem como o Códice do Vaticano. volume 2. Eram feitos em rolos de peles de animais.

há o Evangelho de São Pedro ou dos Doze Apóstolos. como todas as obras humanas.. no capítulo 10º. versículo 6. Lucas e João. notaremos que muitos Evangelhos apócrifos existem. mas não clássica. que pretendia expor uma lei mais perfeita do que a do Cristo. o Evangelho de SÃO Tomás. inspirados. O primeiro. o segundo semelhante a um novilho (Lucas). como tinham de falar para homens. os quatro escritores que relataram a vida. versículo 1. em conseqüência. o acompanharam durante o seu ministério e testemunharam os fatos que narram e ouviram as palavras que citam. como se vê pelas referências que lhes fez Paulo. um animal com aspecto de homem (Mateus). esse corresponde exatamente ao que se devia esperar do caráter de seus autores: linguagem grega. desde o começo tudo viram com seus próprios olhos e eram os ministros da palavra. concordam. por quatro animais. isto é. etc. Quanto ao estilo do Novo Testamento. Entretanto. mas foram contemporâneos destes e viveram em relações íntimas com os que haviam presenciado os acontecimentos de que falam em seus escritos. na sua Epístola aos Gálatas. o terceiro. Eles se encontram indicados. que foram apóstolos do Cristo (discípulos encarregados de pregar o Evangelho). em quase todos os pontos. o Evangelho de Sâo Judas. Mas. tornando-se estes. capítulo 1º. um animal semelhante a uma águia voando (João). são: Mateus.33 Nas obras dos antigos padres da Igreja e mesmo nas dos hereges e inimigos do Cristianismo se encontram citações e referências ao Novo Testamento. não pode haver dúvida de que seus autores se hajam certificado da verdade do que referiram. Assim sendo. grego escrito por judeus. Percorrendo-se. aliás reconhecida e comprovada por Paulo. Marcos. Os evangelistas eram. versículo 6 e seguintes. do seu Evangelho. Com efeito. os escritos relativos à matéria que deu lugar a acaloradas discussões durante as épocas que se seguiram aos tempos apostólicos. o Evangelho do Nascimento da Santa Virgem. Tratando da legitimidade dos quatro Evangelhos canônicos. desde o primeiro século. no decurso do primeiro século. o Maior. o de SÃO Bernardo. Daí bem se infere a legitimidade destes. as obras e a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. o de São Mateus. Mateus e João. conforme ele próprio o diz. precisaram humanizar os meios. o quarto. como diz Lucas. escrito no 13º século. versículos 3. Muitos supõem que Lucas foi um dos 72 discípulos ordenados para a pregação da Boa Nova. AUTENTICIDADE DO NOVO TESTAMENTO Admitida a legitimidade dos livros sagrados. o Evangelho segundo os Egípcios. Marcos e Lucas não foram apóstolos. os evangelistas. cuja autenticidade a Igreja reconhece. verifica-se que as citações do Novo Testamento. em todos os autores e traduções. com os textos atualmente aceitos. médiuns historiadores. imperfeitos. Escreveram por intuição e segundo o que lhes fora narrado por aqueles que. conhecera o Salvador quase tanto quanto os . na sua Epístola dos Gálatas. o de São Filipe e de SÃO Tiago. no Apocalipse (capítulo 4º. capítulo 1º. e 7). Com efeito. semelhante a um leão (Marcos). o de Santo André. o Evangelho Eterno. inconscientemente.

As narrativas. O fim da Bíblia. Essas divergências. por muito tempo. para nos mostrar as relações em que estamos com Ele e para nos ensinar o que importa saibamos. A cada evangelista cabia. mesmo candura. (Veja-se este Evangelho. Todos os profetas anunciaram o seu advento e proclamaram a sua glória. é claro que os autores dos cinco livros do Novo Testamento possuíam exato conhecimento das coisas que relataram. só a revelação nos pode esclarecer. O livro que se segue aos Evangelhos é o que chamamos Atos dos Apóstolos. A Lei se contém nos cinco livros . David escreveu sobre ele. O autor desse livro confessa ser o mesmo a quem se atribui o Evangelho de Lucas. capítulo 1º versículos 1 ao 4 e Atos dos Apóstolos. na narrativa. uma parte do quadro geral. nem pôr de parte as investigações.) O Velho Testamento é a história da preparação do mundo para o advento do Cristo. se explicam e completam. ao demais. do Cristo glorificado. do Cristo exaltado. que. suas fraquezas de homens deram causa às pequenas divergências que se notam nas narrações. e se divide em Lei. FONTES E CRONOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO A Bíblia. preciso é não esqueçamos que a sua autoridade não veio inutilizar a nossa razão. VERSÍCULO 19. antes de serem escritas. (2ª Epístola aos Coríntios. obra de muitos séculos. companheiro inseparável de Paulo e é bem provável que tenha escrito com assentimento e aprovação deste. é mostrar-nos Deus no Cristo. a interpretação de certos fatos lhes era deixada ao próprio juízo. durante parte considerável de seu ministério. ao escreverem. pois. Seus escritos revelam integridade. As palavras dos apóstolos foram transmitidas de boca em boca. só se verificaram. porém. a fim de o glorificarmos na Terra e o amarmos eternamente. Profetas e Escrituras Sagradas. capítulo 1º. longe de constituírem contradições. Os apóstolos espalharam o conhecimento do Cristo crucificado. devidas à imperfeição dos narradores. Acresce que Lucas foi. Consta de 39 livros o Velho Testamento. Abraão viu o seu dia. no entanto. Moisés foi um símbolo do Cristo.34 mesmos apóstolos. simplicidade. O Novo Testamento é a história desse advento e a exposição profética de seus resultados. Marcos seguiu a Pedro. fiel cada uma dentro do quadro que abrangeu. Os tradutores e interpretadores falsearam às vezes o pensamento primário. onde a razão falece. em particularidades de pouca importância e em nada comprometem o que forma a base e os elementos da Revelação Messiânica. eles a ratificaram com o próprio sangue. Essas diferenças. quis Deus nos fosse ela dada por inspiração do Espírito Santo. Quando.) A vista do que fica exposto. reconciliando com Ele o mundo. Certo é. A convicção que tinham da verdade que ensinavam. versículos 1 ao 5. dos evangelistas. como do Novo Testamento. e escreveu sob a imediata direção desse apóstolo. Tudo o que procede da Humanidade contém erros. de modo a constituírem o conjunto da revelação trazida pelo Messias. fornecem a prova da autenticidade dos evangelhos. Mas.

Job. assim como. Esdras. o príncipe dos poetas latinos. na ordem cronológica. o livro mais antigo do mundo. já das referências que nele encontramos. a cerca de duas léguas ao Sul de Jerusalém.35 de Moisés. Seu antigo nome era Efrata e. a primeira data que nos interessa é a do Nascimento de Jesus Cristo. Neemias e Crônicas. Esses livros constituem a fonte do Novo Testamento. podemos deduzir. foi anunciado desde tempos imemoriais. de que viera confirmar a lei e os profetas. que viu os joelhos dos Césares se curvarem diante da sua coroa de espinhos! o Herói. porém de grande dificuldade. que as fontes do Novo Testamento se acham na Bíblia que. Jeremias e Ezequiel. Também o foi. Quanto à ordem e sucessão dos acontecimentos. é Belém. Samuel e ReiSão Os modernos se subdividem em maiores e menores. no extremo da Ásia oriental. elevou seu espírito e manifestou a certeza da vinda do Salvador. em sua quarta Égloga aponta o berço auspicioso de um filho do Céu. Eclesiastes. Êxodo. as castas mais exclusivistas vinham de toda parte encontrar-se neste ponto. Indianos. raça indiana. oriunda das Índias orientais. éeste um assunto de muito interesse. no desespero de profunda dor pela perda de seus filhos. Daniel. Seu advento. cidade que se tornou depois conhecida como o torrão natal do Senhor. NOTÍCIA GEOGRÁFICA E HISTÓRICA Afiguram-se-nos também necessários alguns esclarecimentos sobre as terras e lugares por onde andou o nosso Redentor. nome dado aos sacerdotes da China e do Japão. por Job. feita por Jesus. é a história da preparação do mundo. E uma das mais antigas cidades da Palestina. por exemplo. Ester. por Confúcio. pelos Magos. quando soou a hora prometida. No tocante ao Novo Testamento. O Pentateuco é o primeiro na ordem dos livros do Velho Testamento. conforme dissemos. filósofo chinês que viveu quinhentos anos antes de Jesus Cristo e prometeu o verdadeiro santo. Rute e Lamentações. Gênese. chamados: Pentateuco. Só no Evangelho de Mateus. onde nasceu David. Romanos e os mais antigos idólatras. como tal. Juizes. Os Profetas se dividem em antigos e modernos. que trouxe o triunfo aos pobres e humildes! Em conclusão. sacerdotes dos antigos Persas. etc. As Escrituras são: Salmos e Provérbios. que havia de vir do Ocidente. Os menores são os que se contam desde Oséias até Malaquias. profetizado nos oráculos da Sibila. Assim. do mesmo modo que aquele é a história desse advento e da comprovação das profecias. China. o idumeu. é tratada em . Os antigos são os livros históricos: Josué. Cântico dos Cânticos. O primeiro lugar de que. em tempos ainda remotos. em a inspirada narração. pelos Bonzos. Virgílio. bem como acerca dos acontecimentos narrados nos Evangelhos. a hora da paz propícia ao Nascimento do Messias: o Filho do Homem. devorado por horrível enfermidade. já da própria declaração. pelos Brâmanes. E todas essas previsões se realizaram. se encontram sessenta referências ao Deuteronômio. poeta autor dos mais sublimes versos da poesia hebraica e que. fala. Os maiores são Isaías. como filho de uma Virgem. o que se confirma pelas referências que neste se lhes fazem. para o advento de Jesus. cultores das ciências ocultas.

A planície de Jericó era afamada pelas suas rosas. Turquia Asiática. decerto não casual. à direita do Nilo. segundo se colige do versículo 3 do capítulo 6º de Marcos. cidade de Filipe. A Páscoa. isto é. Essa denominação lhe foi dada. à margem das estradas reais do Egito para a Síria. capítulo 12º. por estar próxima a Páscoa dos Judeus. sede de uma das doze tribos do povo hebreu. rio da Palestina. tribo de Zabulon. Veja-se: Êxodo. onde Jesus teria nascido se não ocorresse o conhecido incidente. que não se arreceou de declarar-se discípulo do Cristo e foi. cercada de amenos jardins. na província de Galiléia. onde Jesus esteve alguns dias. dirigiu-se ele para Jerusalém. Aí também foi procurado por Nicodemos. Saindo de Belém para o Egito. Em Cafarnaum. de Bethlehem de Judá”. como se vê em Juízes. judeu da seita dos fariseus. onde se lê: “David era filho daquele homem Efrateu. não longe de Jericó. que nasce no Ante-Líbano. foi ele residir ali com Maria. montanha essa que. quando já contava trinta de idade. na parte Sul da Galiléia. pronunciou a sua primeira parábola (João. Do Egito voltou ela para a Galiléia. a Santa Família descansou na aldeia de Metarié. pelas suas palmeiras e pelo seu bálsamo. nos confins da Galiléia. da antiga Palestina. Fica a pequena distância de Betsaida.36 Miquéias (VERSÍCULO 2). versículo 12. a passagem do Senhor era uma festa que se celebrava em honra do Senhor. no deserto de Judá. era chamada Quarantânia. O Jordão. Em Jerusalém. Jesus passou depois a Canaã. num dos vaus do Jordão. cidade da Síria. Nazaré é uma cidadezinha da Síria. foi para Cafarnaum. Jericó. Suas águas são claras. límpidas e bastante quentes. José tinha benSão A esse tempo. pelo que recebeu o nome de cidade das Palmas. que se supõe ser o mesmo chamado Bartolomeu. atravessa o lago Semechonte.) Em seguida. após 200 quilômetros de curso. para não ser confundida com o pequeno e remoto lugarejo. capítulo 2º. do lado ocidental de Jericó. no Baixo Egito. capítulo 1º versículos 17 ao 12. dizem alguns. Jesus foi ao lugar onde João Batista se achava batizando. em memória dos 40 dias do seu jejum. Decorridos dezoito anos. versículo 29). uma alta montanha como tendo sido onde se deu a tentação do Senhor. do mesmo nome. o lago de Tiberíades e se lança no lago Asfaltite. Daí. onde José tinha a sua oficina e aonde se supõe ter Jesus ido com seu pai e aprendido o ofício deste. em Samuel. interpelado pelos judeus. cidade edificada às bordas do mar de Tiberíades. (João. fixando residência em Nazaré. no caminho do Cairo. que se celebrava no décimo quarto dia da Lua após o equinócio da Primavera. cidade da tribo de Benjamim. capítulo 17º. pátria dos apóstolos Pedro e André. três léguas ao norte de Nazaré. ou Mar Morto. Depois apareceu sob o nome de Bethlehem de Judá. situada entre o mar de Tiberíades e o Mediterrâneo. cadeia de montanhas da Turquia Asiática. A tradição aponta. Aí. à sombra de velho e frondoso sicômoro. perto de Zabulon. expulsou dali os mercadores e. pátria de Natanael. próxima de Heliópolis (cidade do Sol). sita numa montanha. com José . capítulo 2º. pela saída dos Israelitas do Egito. um dos 72 discípulos. foi batizado. caminho direto de Jerusalém para Damasco. se achava a sete léguas de Jerusalém. versículo 7. Celebra-se no domingo seguinte à Páscoa dos Judeus. entrando Jesus no templo. Entre os cristãos é a festa da ressurreição de Jesus Cristo. versículos 11 ao 18. a 90 quilômetros ao norte de Jerusalém.

capítulo 15º. em seguida. cidade junto do lado de Genesaré. ou tenda. subiu ao monte Tabor. versículos 1 ao 44). prestar-lhe as últimas homenagens. o leproso. e a festa tinha por fim recordar o haverem eles habitado essas tendas. versículo 10). foi a Jerusalém. O mar da Galiléia é formado pelas águas do Jordão. Jesus chorou! Aquela multidão saía. dera o nome de Sebaste (tradução grega de Augusta). Próximo se vê a montanha conhecida pelo nome de Picos de Hatim. era o nome que os hebreus davam a um templo portátil. MARCOS. sempre em luta com os judeus. fez Jesus o suposto milagre das bodas de Canaã. Aí. versículos 1 ao 9. perto da aldeia de Betfagé. preso em Macheronte. chegada a festa chamada dos tabernáculos. voltou a Betânia. Saindo da Judéia. a Betsaida. Tabernáculo. (MATEUS. devido à sua forma singular. Tendo atravessado o mar. na estrada geral de Jericó. em cujo cume se acham os túmulos dos profetas. capítulo 9º. chegou Jesus a uma cidade próxima. Em Cafarnaum. munida de grandes ramos de palmeiras. no sopé do monte das Oliveiras. ou Magdala. depois. versículo 39. Do lado Ocidental fica a terra de Genesaré. onde se deu o fato de os porcos se precipitarem no mar. Ainda há alguns Samaritanos em Nepluse. . é a aldeia de Mejdel. a dez quilômetros de Jerusalém. Nela se encontram os tradicionais lugares da casa e do túmulo de Lázaro e a casa de Simão. como Corazim e Betsaida. LUCAS. cidade da Síria onde se indicam as pretendidas grutas sepulcrais de Josué e José. levando consigo Pedro. como era de costume. onde. cidade distante dali 35 milhas. Ao Sul. Foi.37 de Arimatéia. além Jordão. havia a cidade de Cafarnaum. e que também se chama — Monte das Ofensas. versículos 22 ao 25) e onde nasceram Pedro. (JOÃO. seguiu dali para Magedá. João Evangelista. Então. por haver o Senhor pronunciado nele o “Sermão da Montanha”. evitavam toda sorte de relações com estes. Chegado à Galiléia. Lá se encontra o poço de Jacob. proferido pela multidão que. e que os latinos denominaram o Monte das Bem-aventuranças. mandou que seus discípulos fossem assistir a ela e. (MATEUS. exclamava: Hosanas ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosanas nas alturas! Dali contemplando a cidade de Jerusalém. Betânia é uma pequena cidade. Os samaritanos. chamada Gergesa. recebeu os discípulos de João Batista. Quando Jesus o ia descendo. próprio a ser armado nos lugares ermos. nos confins da Arábia. ressuscitou a Lázaro. junto ao qual se deu o colóquio do Senhor com a Samaritana. na terra de Genesaré. estrugiu o brado de triunfo. capítulo 8º. entrou Jesus novamente na Galiléia e passou por Samaria. e se transfigurou em presença deles (MATEUS capítulo 18º. Assim se explica a divergência aparente. cujas aldeias e cidades dos arredores. fortaleza ao Sul da Peréia. versículo 28). com os ramos que empunhava. da festa dos tabernáculos. capítulo 8º. que há entre esses dois evangelistas. no deserto. Perto. Dali. Durava sete dias. capítulo 11º. ou Magdala. Tiago Maior e Filipe. Passou a Cesaréia de Filipe. também ele foi. a pedido de Marta e Maria. versículo 32). ressuscitou o filho da viúva de Naim. capítulo 8º. onde curou o cego (MARCOS. Jesus visitou. na segunda quinzena de setembro. Tiago e João. a que Herodes. para lisonjear á Augusto. Atravessou o monte das Oliveiras. nas vizinhanças de uma aldeia de nome Dalmanuta.

Ali se ergue hoje a “Igreja do Santo Sepulcro”. em largura. Galiléia e Peréia. vemo-la dividida em quatro tetrarquias. Gaza. desde então. ou caveira. parte da qual ficava fora dos limites de Canaã. Moto. ao sul. Jope. As três primeiras estavam incluídas na Palestina propriamente dita. na costa do Mediterrâneo. voltaram à sua terra. Suas principais cidades eram: Cesaréia da Palestina. A Iduméia habitavam-na os antigos idomitas. Betânia. Passando em rápida revista a Terra Santa do tempo do Cristo. Tiberíades. A Galiléia foi o sítio mais honrado com a presença do Salvador. pertenciam à tribo de Judá. faremos notar que o Calvário. de costumes dissolutos. e. compreendia a tribo de Efraim e parte da de Manassés. à aldeia de Aná. A Peréia. se obrigavam à castidade e deixavam crescer os cabelos. ao norte da Palestina. terra dos amonitas. israelita. Sansão. Faziam causa comum com os fariseus. estava Jerusalém. era a tetrarquia mais extensa da Terra Santa. Efraim. A parte oriental formava o que na Escritura se denomina o deserto. em hebreu Gólgota. todas tributárias dos Romanos: Judéia. Fariseus eram os membros de uma seita que tomava parte ativa nas controvérsias religiosas. Era nesse monte que os judeus executavam os criminosos. do Oriente ao Ocidente. antiga Galaad e Basam. Jericó. Corozain e Betsaida. Espalharam-se pelo território a que deram o nome de Judéia. Lida e Rama. depois do cativeiro. que se esforçavam por dominar sob a aparência de virtuosos. Ficava ao centro. Esse território se estendia desde uma aldeia. Eram homens dados às práticas do culto e das cerimônias. . Nazaré e Naim. porém. A Galiléia. no ocidente. ou presidências. Nazareno era nome dado aos judeus que faziam voto de pureza perfeita. entre a Judéia e a Galiléia. A parte mais meridional era a Judéía. judeu. chamado. Sicar e Sila. orgulhosos. membros de uma seita fundada por Sadoc. Havia uma quinta divisão: a Iduméia. Ía. Samaria. Terminava. Os primeiros Judeus que. do rio Jordão a Jope.38 * Deixando de parte a narrativa evangélica. a última compreendia o território de além-Jordão. Emaús. ao norte da Judéia. nos confins da Arábia. por isso. para os ritos das diversas seitas cristãs. rodeada de diferentes capelas. era: a terra da outra banda. Canaã. Samaria. ou deserto na Judéia. Cafarnaum. Belém e Betfagé. Samuel e João Batista foram nazarenos. eram os antagonistas dos fariseus. é um pequeno monte ao norte de Jerusalém . era Ele chamado Galileu. denominada Jordão. Escribas eram doutores que ensinavam e interpretavam a lei de Moisés. que quer dizer crânio. Dava-se o nome de Cesaréia às cidades fundadas ou embelezadas por imperadores romanos. ficando o povo. Dentro desta se encontram: Arimatéia. em Samaria e Sitópolis. ou Palestina. Tinha por cidades principais: Samaria. não mais hebreu. ao sul da Samaria. Saduceus. No centro da região. em Ptolemaida e Carmelo.

Avante: “É já hora de nos levantarmos do sono.39 Os Essênios formavam uma seita judaica. governador e protetor da Terra. perto do Mar Morto. Criam na igualdade. em Jerusalém. pois. que prepara o espírito para a vida eterna. no ano 96. Deixemos. mas negavam o livrearbítrio. em Êfeso. A noite passou e o dia vem chegando. em grego. Lucas em grego. de maneira austera. Epístola aos Romanos. a sublimidade do objeto e do fim da sua missão espiritual de fundador. João. no ano 56. para facilitar a compreensão da palavra dos Evangelhos. da treva as obras E revistamo-nos das armas da luz!” PAULO. Tais as informações que nos parecem de utilidade aqui. Marcos escreveu o seu em grego. onde veio ensinar-nos a viver e a morrer. capítulo 13º. que dá a conhecer a grandeza do Profeta da Palestina. * Mateus escreveu o seu Evangelho em hebraico. que vamos estudar nesse santo livro de amor. no ano 39. Viviam em comunidade. em Roma. 11 ao 12 . no de 44. em Acaia.

capítulo 8º. 6º. 5 e 6. prometida pelo Pai celestial. A letra mata e o espírito vivifica. é verdade. PAULO. versículo 30). 4 e 5). a fim de que sua morte apresentasse valor idêntico ao da nossa morte e a sua justiça equivalesse à nossa justiça. as palavras que vos digo são espírito e Vida. neste ponto de suas narrativas. versículos 3. encontramos na Gênese (capítulo 3º. bem como as controvérsias a que tem dado lugar. a genealogia humana que Lhe foi atribuida correspondeu às necessidades da época. Era necessário que Jesus se assemelhasse aos homens (exceto no pecado). 5. sobretudo.40 1 Evangelhos SEGUNDO MATEUS. 1 ao 17. Jesus apareceu na Terra. 1º. com poder de pisar a cabeça da serpente. pois que era preciso falar aos homens uma linguagem que eles pudessem compreender e. versículo 15). sob a aparência da corporeidade humana. 2ª Epístola aos Coríntios. entre a tua posteridade e a sua. no meio que estava preparado havia tantos séculos. versículo 58). Genealogia de Jesus (aos olhos dos homens) (1) Confrontando-se os textos desses evangelistas. dirigindo-se à serpente. são elas. segundo as leis dos homens superiores. Segundo as tradições hebraicas e as interpretações dadas às profecias da antiga lei. de natureza perispirítica visível e tangível. 1º. aparecer como uma criatura humana. Ela te pisará a cabeça e tu armarás traições ao seu calcanhar. chamado depois “príncipe do mundo” (João. que objetivava a regeneração da nossa Humanidade. que fosse escutada. protetor e governador do nosso planeta. MARCOS E LUCAS REUNIDOS E POSTOS EM CONCORDÂNCIA O espírito é que Vivifica. a carne de nada serve. a cuja formação presidiu. Ela foi devida à necessidade de se materializarem todos os fatos. notam-se divergências Tão sem importância. que viria ao mundo. mas com um corpo fluídico. que. tendo-se em vista o desempenho de sua missão. como frágil criancinha. mas . e 63. Assim. 3º.” Essa posteridade da mulher. 23 ao 28. para que se tornassem acessíveis à matéria. Espírito perfeito e imaculado. é estranho e anterior às gerações humanas que sucessivamente o têm habitado. Os crentes do Antigo Testamento não conheceram o Salvador. Com efeito. — LUCAS. que Paulo aconselhou a Timóteo se não ocupasse com tais genealogias (1ª Epístola a Timóteo. submetido às limitações da carne. Jesus. capítulo 14º. nascendo de uma mulher. porém. cuja perfeição se perde na noite das eternidades. MATEUS. (João. JOÃO. por precisar revestirse dos andrajos da nossa mortalidade. Deus disse: “Porei inimizades entre ti e a mulher. encerra figuradamente a promessa de um libertador. por efeito de incorporação. símbolo do Espírito do mal.

o Cristo. se a criação do primeiro homem é apenas um símbolo. Tudo se origina desses germes fecundados pela Divindade e progride para a harmonia . Era o Céu que teria de descer à Terra. porém menos elevado que o de Maria. dar-me-ia à letra da Gênese formal desmentido. Acompanhemos a sua genealogia espiritual e remontaremos a Deus. para que a Terra pudesse elevar-se ao Céu. e José. O libertador prometido. O Espírito. ponto de partida e de reunião de tudo. é o instrumento e o meio de toda a criação espiritual. a Jesus.41 esperavam o seu advento e nenhum esperou em vão. pois. tudo tem uma origem comum. dos que nele depositaram suas esperanças. como remonta a Deus a criação do corpo formado de limo. Era o Filho de Deus fazendo-se homem. sobre os quais. portanto. Maria. para que os homens pudessem tornar-se filhos de Deus. á cerca desses pontos e de outros. o caminho seguido fosse o que eles tinham o hábito de trilhar. conseguintemente. como essência espiritual e princípio de inteligência. que será chamado Emmanuel. tendo por pai um descendente de David. a genealogia de Jesus remontà a Adão. em sua origem. Maria. então. de todos os reinos da natureza. conseguintemente. versículo 14): O mesmo Senhor vos dará este sinal: Eis que uma virgem conceberá e parirá um filho. se a genealogia humana de Jesus é também meramente simbólica. Isaías confirmou essa promessa na profecia seguinte (capítulo 7º. E não devemos estranhar que as coisas se passassem assim. até Deus. para lhes dar o ser e compor os germes de toda a criação. Forçoso era. ambos purificados. únicos para quem escrevemos. uma figura exigida pelo estado das inteligências daquelas épocas remotas. de todas as criaturas. que. Espírito de pureza perfeita e imaculada? São questões complexas estas. da criação de todos os mundos. tinha que nascer em Belém. sobre o paraíso terrestre. tudo. Criador imediato e único que tudo o que é puro e perfeito. que se perdiam na noite dos tempos. inferiores. que se achavam metidos às leis de Moisés e a tradições que datavam de séculos. apenas de leve tocaremos. para lhes guiar as inteligências. se forma da quintessência dos fluídos que no seu conjunto constituem o que chamamos — o todo universal e que as irradiações divinas animam. que houvera revoltado as massas. somente para dar uma idéia do assunto aos que desejem iniciar-se no conhecimento das coisas santas. Tudo provém de Deus e para Deus volta. sobre a formação do globo terráqueo. inquietado os fracos e retardado a marcha da Humanidade. tinha que figurar como mãe. Tudo vem do infinitamente pequeno para o infinitamente grande. O fluído universal. Mas. também Espírito perfeito. um filho de David. que o toca de perto e dele parte. qual a realidade quanto à criação do Espírito e do corpo do homem do nosso planeta. portanto. Espírito perfeito. Na criação. e qual a realidade quanto à genealogia espiritual de Jesus. como também no estado fluídico. material e fluídica. quando sabemos que elas iam dar-se entre os hebreus. etc. assim no estado material. sendo. figuradamente. e José como pai de Jesus. Assim. Tendo isto em atenção é que devemos entender o que é dito sobre a criação do primeiro homem. encarnaram para assistir a este em sua missão. pela descendência. que demandam extensos e amplos esclarecimentos. Se. a verdade fosse proclamada abertamente.

Tais princípios sofrem passivamente. pesado e grosseiro. ou de seu progresso até à perfeição. imutáveis e eternas por Ele mesmo estabelecidas. como o corpo de carne o é do Espírito naquela condição. É tal a sua extensão. através das eternidades e sob a vigilância dos Espíritos prepostos. até que atinja aquela perfeição moral. No momento em que se desprende do invólucro corpóreo e o abandona à decomposição no sepulcro. a seu turno. ruim neste último caso. Participando. se eleva. em multidão inumerável. onde encontrará a Jesus. de natureza semimaterial. mais sutil. vai-se tornando fluído cada vez mais fluídico. jamais. subirá a escada que Jacob viu em sonho. inseparável da alma. A medida que o Espírito progride. vencido esse período. aguardam no estado cataléptico que Deus lhes dê destino e os aproprie ao fluído a que devam servir. envolto no seu perispírito. ainda quando desprendida está do corpo físico. a película fina que lhe cobre os gomos e que. os nobres impulsos para o bem constituem o objeto de seus anelos. como num manto. o perispírito desempenha o papel de mediador. caracterizando-lhe a individualidade. cofre de todas as esperanças. segundo as leis naturais. para dar idéia do perispírito num Espírito encarnado. mediante encarnações e reencarnações sucessivas. o Espírito se encontra num estado de inocência completa. numa progressão contínua. Alcançada a condição de Espírito formado. ao mesmo tempo. se acha ligado à casca. independentes e responsáveis pelos seus atos. versículo 12) e semelhante à qual nada. As provas e sofrimentos pacientemente suportáveis lhe apuram cada vez mais o perispírito. Atentemos nessa escada de que fala a Gênese (capítulo 23º. os instintos oriundos das exigências da animalidade. âncora única de salvação. a pureza da vida. Pois bem. o perispírito lhe será também instrumento de progresso. de reerguimento. Ainda. mais etéreo. ele é opaco. tornando-o apto a galgar aquela escada até ao topo. com inteligência capaz de raciocínio. qual o que cobria a arca santa e se chamava propiciatório. expiatórias a princípio e por fim gloriosas. da natureza da alma e da do corpo. uma laranja. sobre esse perispírito.42 universal. eles chegam ao período preparatório do estado de Espírito formado e. transmitindo àquela as impressões recebidas pelos sentidos e comunicando ao corpo a vontade do Espírito. que é o envoltório exterior da fruta. de Espírito pronto para ser humanizado. o mundo viu. acompanha-a eternamente. vegetal e animal e pelas formas e espécies intermediárias existentes entre esses reinos. passando sucessivamente pelos reinos mineral. tendo abandonado. ou de sua queda. Cobre-se então de fluídos que lhe comporão o que chamamos — perispírito e que é um corpo fluídico que se torna para o Espírito o instrumento e o meio. A elevação dos sentimentos. Os princípios latentes. Ele é como. com os seus últimos invólucros animais. ganham o estado de criaturas possuidoras de livre-arbítrio. Assim. No primeiro caso. as transformações que os hão de desenvolver. que liga a nossa habitação manchada pelo pecado à morada do Eterno! Apoiada no . Sirvamo-nos de uma comparação material. se refletem o atraso e o progresso do Espírito. o Espírito. É a estátua que acabou de receber as formas. para receber as graças que dimanam de Sião.

. tem o nosso Espírito que se encerrar no sepulcro da carne. terá vida em si mesmo. que nele pusera toda a sua complacência. num dos livros de Moisés (o Deuteronômio. o segundo homem do céu. Porém. transviando-se. Porque uma trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis. versículo 1). o mais elevado entre os mais altos e o mais baixo entre os pequeninos. LUCAS. o último Adão em espírito vivificante. porque a eternidade é o tempo de seu nascimento. No Cristianismo se encontram incontestavelmente traços acentuados dessa crença. temos que tomar a forma material que nos faz descendentes do “primeiro homem”. como se vê em: MATEUS. atravessa os céus e chega ao trono do Altíssimo. cada um morrerá pelo seu pecado. pecadores que somos. ela se eleva. cognominando-se de Filho do Homem. capítulo 1º. versículo 5). por Ele — a porta estreita. o homem ressuscitará em corpo espiritual. Essa a morte de que falava o Divino Mestre. PAULO. capítulo 20º. do que resultou o dogma absurdo do pecado original.43 terreno que os nossos pés pisam. nem os filhos pelos pais. Seus olhos tudo vêem.. o sepultamento deles na carne. deparamos essas idéias: “O Senhor Deus formou.” Saindo puro e inocente das mãos de Deus. O primeiro homem) formado da terra. não teve genealogia humana. então se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte na vitória. Há corpos celestes e corpos. disse (capítulo 15º. LUCAS. pois. mas. capítulo 3º. o céu sua habitação. E quando este corpo mortal se revestir da imortalidade. do limo da terra o homem lhe inspirou no rosto um sopro de vida. Todos morremos em Adão. o que quer dizer: o homem não mais encarnará.. capítulo 8º. Era deste gênero o que Jesus trazia e que aos olhos do homem parecia material. ou Seja — na legião de Espíritos de que Adão é o símbolo. versículos 21 ao 22). capítulo . (Êxodo. distende. tem a glória celeste e o brilho desse diadema é a redenção da Humanidade. teve o direito de se proclamar um com Jeová e cujo maior gozo consistiu em pertencer à posteridade. será Espírito Vivificante. temos que morrer. 1ª epístola aos Coríntios. Jesus o filho diletíssimo do Pai celestial. para progredirmos. tudo por Ele passará. se lê: “Porque não se farão morrer os pais pelos filhos. é celeste. incorreu em faltas que só por meio de encarnações e reencarnações no mundo poderia remir. que encarnar e reencarnar. Essa a imagem daquele que. 39 ao 54): Nem toda carne é a mesma carne. versículo 16). o Espírito viveu no “paraíso” até que. Conforme o quer. ou sejamos todos responsáveis pelos seus atos. capítulo 3º. já na Gênese (capítulo 2º. conforme erradamente se entendeu a princípio. MARCOS. é terreno. versículos 9 ao 11. versículo 60. verificou-se a encarnação dos que se tornaram culpados. Cometido o pecado. Posto na Terra com um corpo animal. isto é. sendo infinito o seu braço. versículo 22.. seus ouvidos tudo ouvem. em tantas gerações quantas sejam necessárias à reparação das iniqüidades. Tanto assim não é que. foi feito em alma vivente. expirou a inocência em Adão. versículos 13 ao 17. Adão. O primeiro homem. como o declarou a voz do céu que se fez ouvir após o seu batismo (MATEUS. Um Salvador que de tal grandeza não fosse nos não poderia salvar das conseqüências do pecado. porque. PAULO. e foi feito o homem em alma vivificante. capítulo 9º. Daí vem o dizer-se que em Adão todos morremos. para chegar aos umbrais do infinito! Por diadema. Assim como há o corpo animal. também há o corpo espiritual. Não é que soframos a conseqüência do seu pecado. na sua 1ª Epístola aos Coríntios. capítulo 24º.

– Atos. Muitas provas temos disso e o apóstolo PAULO. versículo 16). a sua expulsão do paraíso. a morte terá sido tragada na vitória. sem mãe. das fadigas e das misérias sem conta que nos consomem. versículo 3). 41 ao 45. representativa da lei das encarnações e reencarnações. por se haverem tornado pecaminosos. capítulo 4º. nem podia cobrir-se do barro podre. para cada Espírito. quando estes. o nosso maior inimigo. 2º. é uma figura. qual a de todos os que habitam este planeta. capítulo 20º. 9. que serão tantas. imaculado. Adão. um símbolo e também uma lição para abater o orgulho humano. quantas se tornem precisas a que ele através de várias gerações. se regenere. 2. 34. – Marcos. feito de limo. Deu-se a morte de Adão. Do mesmo modo. cárcere de criminosos. em sua Epístola aos hebreus (capítulo 7º. mundo atrasado. Jesus não tem genealogia. porque seu Espírito. sem genealogia. versículos 41 ao 44. 20º. 22º. puríssimo. progredindo moral e intelectualmente.44 15º. MATEUS. – Isaías. ressuscite. sem pai. dos Espíritos de que ele é o símbolo. de barro. LUCAS. tiveram que mergulhar na carne. Assim. 35 ao 37. versículos 41 ao 45. não precisava. se redima. 1. que não tem princípio de seus dias. é uma figura. nem fim de vida. Essa a morte de que Ø tornam livres os que se fazem eleitos (Isaías. (1) Salmo. 12º. expie e repare suas iniqüidades e. 41 ao 44. de que é formado o corpo humano. o proclama nestes termos: — o Filho de Deus. 1. para sofrer as conseqüências de suas faltas. Vide: MATEUS. 62º. isto é. capítulo 22º. versículo 22. Ainda mais: pelas próprias palavras de Jesus se prova que nenhuma genealogia humana lhe é aplicável. – Lucas. então. onde a vida decorre sujeita às contingências do trabalho árduo. em forma humana. . 110. Para ele. – Mateus.

Mas. . de acordo com as explicações já dadas acerca da genealogia de Jesus. pág. 1. 13º. A propósito destes versículos. — 22. sem que tivessem tido trato carnal. sem que tivessem tido trato carnal. Tudo o que há sido feito o foi para que se cumprisse o que disse o Senhor pelo profeta. não temas receber Maria por tua esposa. quando pensava nisso. fez como o anjo do Senhor lhe ordenara e aceitou Maria por esposa. sendo justo e não a querendo infamar. ligarem-se pelo casamento. E. que quer dizer — contrair esponsais. porqüanto O que nela se gerou foi formado pelo Espírito Santo. volume 1. sua mãe. a José. Maria e José haviam ajustado casarem-se. “Eis que uma Virgem conceberá e parirá um filho. em sonho. filho de David. — 25. 23. 4º. ela deu a luz o seu primogênito e lhe pôs o nome de Jesus. José. Aparição do anjo. despertando. ajustar matrimônio. 191. e disse: “José. resolveu deixá-la secretamente. 1º. antes que houvessem coabitado. então. assim: — 23. Quanto ao mais. desposou a José. que quer dizer — Deus conosco. 31. viverem como marido e mulher. 18 ao 25. . ao qual será dado o nome de Emanuel. seu marido.45 2 MATEUS. — Geração de Jesus MATEUS: capítulo 1º. José.” — 24. A geração de Jesus se deu assim: Quando Maria. 12. tudo deve ser entendido em espírito e verdade. Ela parirá um filho e tu lhe darás o nome de Jesus. eis que um anjo do Senhor lhe apareceu. em sonho. isto é. no versículo 25 se lê: E. 37 e 38. verificou-se que ela concebera por obra do Espírito Santo. — 20. como se encontra em ROUSTAING. (2) Deuteronômio 24º. versículo 18. porque ele libertará seu povo dos pecados. ocupar-nos-emos tão-somente com o termo — desposar. — 19.Atos. — 21. 5º. Aliás. ela deu à luz o seu primogênito.

um anjo do Senhor apareceu a Zacarias. a fim de que conheças a verdade acerca do que aquelas pessoas hão dito. pareceu-me. as viram com seus próprios olhos e foram os ministros da palavra. que a seu tempo se cumprirão. com o Espírito e a virtude de Elias. nem bebida alguma que possa embriagar. Enquanto a multidão. quando ele saiu sem poder falar. por não haveres crido nas minhas palavras. — 10. — Predição do nascimento de João. (3) Os evangelistas eram. não beberá vinho. — 3. Não tinham filhos. orava. — 17. e fui enviado para te falar e te dar esta boa nova.” — 18. Esta a grava que o Senhor me fez quando se dignou de tirar-me do opróbrio diante dos homens. sendo já velho e estando minha mulher em idade avançada?” — 19. se admirava de que estivesse demorando tanto no templo. tua mulher. Zacarias disse ao anjo: “Como me certificarei disso. — 7. — 20. do lado de fora. rei da Judéia. conveniente. Passados os dias do seu ministério sacerdotal. pois que lhes dava a entender isso por sinais. Converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. excelentíssimo Teófilo. para a manifestação . Desde agora vais ficar mudo e não poderás mais falar. desde o começo. Muitas pessoas tendo empreendido pôr em ordem a narração das coisas que entre nós se realizaram — 2. e irá à sua frente. — 11. terá um filho. — 4. Respondendo. — 8. inconscientemente. 1 ao 25. da turma de Abias. pois que ele será grande aos olhos do Senhor. O povo. à espera de Zacarias. dizendo: — 25. quer dizer. — 13. porqüanto a tua súplica foi ouvida e Isabel. para atrair os corações dos pais aos filhos e os incrédulos à sabedoria dos justos. — 24. Ambos eram justos aos olhos de Deus e obedeciam a todos os mandamentos e ordens do Senhor. tirada a sorte. depois de me haver Informado exatamente de como todas essas coisas se passaram desde o princípio. Zacarias ficou todo perturbado e grande temor o assaltou. Havia. Mudez de Zacarias. por natureza. Evangelhos.46 3 LUCAS. disse-lhe o anjo: “Sou Gabriel. 1º. conservando-se de pé & direita do altar dos perfumes. Mas. por ser estéril Isabel e estarem os dois avançados em anos. Vendo-o. e sua mulher era da raça de Abraão e se chamava Isabel. Exultarás com isso de alegria e muitos rejubilarão com o seu nascimento — 15. — 16. — Aparição do anjo a Zacarias. Ora. para oferecer os perfumes. um sacerdote por nome Zacarias. lhe tocou entrar no templo do Senhor. a fim de preparar para o Senhor um povo perfeito.” — 21. ao qual porás o nome de João. Zacarias. eram. conforme ao que se observava entre os sacerdotes. Tempos depois. Isabel. até ao dia em que estas coisas acontecerem. ao tempo que se ofereciam os perfumes. Mas o anjo lhe disse: “Não temas. — 23. — 22. — 5. o que tudo sabes. será cheio de um Espírito santo desde o seio materno. médiuns. — 6. de acordo com o que transmitiram aqueles que. voltou Zacarias para sua casa. todos compreenderam que tivera alguma visão no templo. sucedeu que. versículo 1. na vez da sua turma. — 9. — 12. e ficou mudo. que assisto diante de Deus. LUCAS: capítulo 1º. suscetíveis de receber impressões magnéticas. sua mulher. ao tempo de Herodes. concebeu e se ocultou durante cinco meses. — 14. desempenhando Zacarias suas funções de sacerdote perante Deus. escrever-te a narrativa de toda a série delas.

muito se afligiam com o não terem filhos. aliás. Precisamente porque o povo via em João a reaparição de Elias. de todo o seu desenvolvimento e recursos. para compreendermos os ensinos e preceitos consagrados há vinte séculos pelo sacrifício. tendo soado a hora do aparecimento do Precursor. Dentre esses seres. impressionar os entes humanos. Como prêmio da submissão perfeita com que os dois guardavam os mandamentos. Quanto ao nascimento de João. Ambos. e como tal era tido pelos judeus. numa época. pois não se verificou a derrogação de nenhuma lei natural. se bem já Isabel estivesse avançada em anos. o que. de que somente essa ciência. Pode então. Na sua concepção. em toda a plenitude. influenciar-lhes os órgãos. Que é o que isto significa.47 dos Espíritos. nenhum milagre houve. entra a alma na posse integral de si mesma e seu perispírito recobra. falando de Isabel (versículo 36): ela. mais aptos a receber essa influenciação e a se constituírem instrumento da manifestação dos Espíritos. do maior dos heróis que a Humanidade já conheceu. manejando os fluídos. de conformidade com as leis naturais. senão que Elias reencarnaria no corpo da criança que ia nascer de Isabel? Não beberá vinho. o Senhor. devendo recorrer às obras do Mestre os que desejem estudar e compreender o que é a mediunidade e convencer-se de que só a Ciência espírita nos dá o conhecimento completo de nossa alma. se atenda a que. são os médiuns. a capacidade das percepções. transmitir-lhes pensamentos. edificando a todos pela sua exemplar conduta moral. como era preciso que este impressionasse o espírito público desde o seu aparecimento na Terra. é que àquele. Veja-se acima o versículo 17: e irá à sua frente com o Espírito e a virtude de Elias. versículo 17) (4). sua idade não era tal que a impossibilitasse de conceber. portanto. Zacarias e Isabel. Os que se consagravam ao serviço de Deus impunham-se uma vida especial de abstenções e privações e os . Apenas daremos uma idéia desse fenômeno. se depreende claramente das palavras que o anjo dirigiu a Maria. moral e positiva. durante a sua missão. o grande profeta de que fala o livro Reis (3º capítulo. João fora Elias. pode. que é chamada estéril. de que o Espiritismo éuma filosofia racional. quando fora da vida material. de perturbações e transições.. facultar-nos a luz necessária. tantas interpelações a esse respeito foram dirigidas. porém. qual a que atravessamos. etc. por ser o fato atribuído à esterilidade dela e constituir um opróbrio. Importa. a fim de compreender o que lhe caia ao alcance do conhecimento. A mudez de Zacarias não se pode nem se deve atribuir ao haver duvidado do acontecimento que se lhe anunciava. por isso. naqueles tempos. Com efeito. deu-se em circunstâncias particularíssimas. visto que a inteligência foi outorgada ao homem para que ele investigue. voltando à vida espiritual. permitiu que para Isabel findasse a prova de esterilidade e que ela concebesse. quais a de já serem velhos os seus genitores e a da mudez temporária de seu pai. que nos mostra os modos por que se operam a nossa transformação e regeneração. aos olhos dos homens. (versículo 15). a condição de estéril na mulher. casados desde longo tempo. rogavam com fervor a Deus que lhes concedesse um filho. Aquela mudez foi um fenômeno que se produziu como meio de maior atenção chamar para a predição feita e de corroborá-la. a fim de que se desse o nascimento de João. no Gólgota.

de sentir o jugo da matéria. Este. à medida que. atraía a si. não sofria o constrangimento da matéria de que ia revestir-se. Verificado o nascimento. Foi o que se deu com João que. do qual não mais pode desembaraçar-se. Começam aí a sua perturbação e ansiedade. Desde o seio materno. pela sua altitude moral. a não ser pelo fenômeno a que se dá o nome de “morte”. que tomou angélica figura. Então. independente dela. caso em que esta expressão deve ser entendida como significando o conjunto ou um conjunto de Espíritos puros. tanto com o Espírito ainda atrasado. os que lhe eram iguais em elevação e superiores e. no seio materno. por uma espécie de cordão fluídico que. de Espíritos superiores. Entra então numa fase de sofrimentos. por efeito do desenvolvimento desta. Das angústias que experimenta no início da encarnação. na erraticidade. como com o que já alcançou grau mais ou menos elevado de depuração. significativa da confiança que lhe tem o Senhor. o momento de realizá-la. ou. Espírito muito elevado. banhada por uma luz cujo foco o esposo de Isabel . bem apreciava a grandeza da missão que o Senhor lhe confiara e. por assim dizer. cumprindo a lei absoluta e fatal do progresso. encarnados. ele adquire relativa liberdade. para inspirá-lo e guiá-lo. Daí o dizer o anjo a Zacarias que o menino que se geraria em Isabel seria cheio de “um Espírito santo” (5). desde o começo da concepção. de Espíritos bons. porém. E isso se dá. com o desenvolvimento. foi a manifestação de um Espírito elevado ou superior. se fazem. A aparição do anjo a Zacarias. tais provas se lhe afiguram terríveis. o Espírito vai perdendo a lucidez. João ia ser um desses: daí o que reza o versículo 15. que era médium vidente e audiente. se enche de alegria tão grande que o impede.48 hebreus costumavam dedicar seus primogênitos ao Senhor. convencido de que só por meio delas conseguirá avançar. passa a um estado de torpor ocasionado pelas constrições da matéria e que se prolonga até que. pede uma encarnação em que passe por aquelas provas e essa encarnação lhe é concedida. Depois de haver expiado suas faltas no espaço. Ao aproximar-se. possuído do ardente desejo de desempenhá-la fiel e dignamente. por meio de sofrimentos e torturas morais proporcionados às mesmas faltas. É que tão fraco ele se sente. que se chamam provas. será cheio de um Espírito santo (versículo 15). o atrai gradativamente para a prisão em que se vai encerrar. após haver verificado quais as provas necessárias ao seu adiantamento. porém. contraindo-se. que cada vez mais intensas se tornam. como o são todos os que. como vulgarmente se lê nas traduções do Evangelho. o Espírito se acha completamente ligado ao corpo. dignos dessa assistência. “cheio do Espírito Santo”. que duvida de suas forças para suportá-las. Assim. para assisti-lo. tornando-o como que liberto. entra o Espírito na fase da reparação. admitindo-se que o anjo tenha dito — “cheio do Espírito Santo” — o que quis exprimir é que João seria assistido pela coorte ou por uma coorte de Espíritos daquelas gradações. do invólucro que o há de revestir. Liga-se àquele invólucro. em consequência do seu passado culposo. no convívio deles e por eles sustentado. vestida de alvas roupagens. A grandiosidade da sua missão dá a medida da sua grandeza espiritual. como já pode apreciar a importância da obra que lhe cumpre executar.

do terror. de pensamento. exercendo sobre Zacarias uma ação magnetoespiritual. com a decretação de seus dogmas. De sorte que a incompatibilidade que parece existir entre as duas é apenas o resultado da falta de observação criteriosa e ponderada das coisas e do exclusivismo extremo em que uma e outra se encastelaram. tanto se explica desse modo. caíram na indiferença. cumprindo a lei e os profetas. Com uma. O resultado de tudo isso é que as multidões. injuria-se. exclusivismo que produz o conflito donde nascem a incredulidade e a intolerância. observe e pratique o magnetismo. Provindo ambas de um princípio único — Deus —. por atenção às necessidades dos tempos em que foram ministrados. pois. prescrevia a substituição do ódio pelo amor e condenava todas as formalidades e inovações que desnaturaram os mandamentos simples e santos do Decálogo. com a outra o das que governam o mundo moral. lhe produziu o entorpecimento dos órgãos vocais de efeito análogo ao da paralisia desse órgão. elas não podem contradizer-se. Daí o surto do materialismo que. quando se sabe que o magnetizador humano. O de que tratamos. Mas. Assim. isto é. sobretudo numa época em que os ensinos do Cristo recebem o seu complemento. poderá ver na mudez de Zacarias um milagre. Apreciemos o procedimento dos escribas e fariseus e não nos admiraremos do que ocorre hoje é certo que já se não aplicam os martírios e suplícios. quando a religião deverá apoiar-se na Ciência. que o homem o pode reproduzir. por efeito do espírito de dominação e intolerância de onde nasceu a imposição de uma religião carente de bases racionais. que estude. Foi esse Espírito quem. porém. em geral. de justiça. com o seu Universo destituído de razão. adquire ele o conhecimento das leis que regem o mundo material. que reza: Anátema a quem disser: o Pontífice Romano pode e deve reconciliar-se e harmonizar-se com o progresso. o liberalismo e a civilização moderna? Abramos a história dos tempos antigos e veremos que outra não foi a atitude do sacerdócio hebreu para com o Messias que. por efeito do amontoado de erros e superstições que ocuparam o lugar dos ensinamentos do Salvador. para ostentar predomínio e poderio. conforme se verifica pela leitura do último artigo do Syllabus. em completo antagonismo com a Ciência. e dotada de asas. e procura-se lançar o ridículo sobre os que se não conformam com os absurdos e os dogmas dos que entenderam de monopolizar o entendimento da verdade. como geralmente os hebreus representavam os anjos. A fé religiosa se enfraqueceu. que a desmente todos os dias. um fato que se não possa atribuir a causas naturais que o expliquem. Somos dos que não esquecem que o Catolicismo foi a crença de nossos pais e que. obtém efeitos idênticos e muitos outros mais. ninguém. Justifica-se desta forma o que ensina o nosso querido Mestre quando diz que a Ciência e a Religião são as duas alavancas do Espírito humano.49 não via. mediante o desenvolvimento de todas as suas faculdades. sendo a do progresso uma lei absoluta. com o progredir do nosso Espírito. pelo processo do medo. unicamente pela ação da sua vontade. em que começa a levantarse o véu propositadamente lançado sobre eles. de . Nada há aí que surpreenda. não mais nos podemos conformar com as imposições da Igreja Católica. inquestionavelmente. de amor. como se há de admitir que o Catolicismo vote ódio ao progresso e à civilização. frutos benéficos produziu. Assim sendo.

E é nessa conjuntura que os endurecidos e obstinados ousam negar-se a toda e qualquer discussão. 2º. Reconhecidas a legitimidade e a autenticidade do Velho e do Novo Testamento. 27. dando o nome de Espírito Santo a uma das pessoas da mesma Trindade. por se ver forçada a levar em conta o elemento espiritual. O Eclesiástico. não há porque prefiramos recebê-los deturpados por inovações humanas e impostos com a feição que no-los queiram apresentar os que se proclamam inimigos do progresso e da civilização. como já dissemos. de alma. conforme a instituiu a Igreja romana. — Atos. 23º. nas quais há as seguintes diferenças em confronto com a católica aqui citada por Sayão: 1º . 5º. Os primeiros cristãos. 18. 17. Chegaram os tempos de serem completados os ensinos do Cristo. Macabeus 1º e Macabeus 2º. ao liberalismo e à civilização! Iludem-se. que usavam com muita facilidade do qualificativo santo. quando sabemos e sentimos que os vinte últimos séculos decorridos nos prepararam para compreender a vida espiritual e para discernir da matéria. visto que a lei do progresso. temos por base da nossa crença os ensinos de Nosso Senhor Jesus Cristo. a inteligência. posta de acordo com a razão. é absoluta e fatal e se cumpre indefectivelmente.Os livros católicos. porque. (4) As edições da Bíblia mais conhecidas no Brasil são as da Sociedade Bíblica Britânica. (3) JOÃO. (5) Em apoio desta forma na linguagem do anjo. 16. 1. davam. 1: — Apocalipse 1º. prestando-se mútuo apoio. tanto no plano moral. porém. em que a religião não mais poderá conservarse estranha ao conhecimento das leis naturais e imutáveis a que a matéria se acha submetida. não mais recebendo desmentidos da Ciência. os tempos em que a Ciência deixará de ser materialista. Baruch. portanto os livros 3º Reis e 4º Reis católicos. como no plano físico e no intelectual. de . que é a letra. desde que podemos ter e praticar esses ensinos. 4. esclarecidos pela luz da razão. Assim tem que ser. chamam-se na católica Paralepômenos. militam. 2º . entre outras. Judite. 3º . Daí resultará adquirir a Religião o seu prestígio máximo e incontrastável. Sabedoria. 3. 8º. — 1ª Epístola à Pedro. que é o espírito. passarão a caminhar harmonicamente. 24. trazendo ao mundo a graça e a verdade. 15º. por haver soado a hora em que Religião e Ciência. 4.Os dois livros de Crônicas da Bíblia protestante. engendrou uma ciência sem ideal. equivalem a 1º Reis e 2º Reis protestantes.50 consciência. como fazem certo as Epístolas de Paulo. Ora. de antagonistas que ainda se mostram. na parte em que faz a demonstração de que os termos dos livros sagrados não autorizam a concepção da Trindade. que baixou do Céu para prestigiar a lei dada a Moisés. aparecem com os titulos de 1 Samuel e 2 Samuel.Não aparecem nas edições protestantes os seguintes livros canônicos católicos: Tobias. já não estará exposta aos golpes da irresistível lógica dos fatos. as seguintes razões que tomamos à obra admirável de A. 1º Reis e 2º Reis. BELLEMARE — Espírita e Cristão. insistindo em fazer proselitismo por meio de anátemas ao progresso. 1º.

Em todos os outros casos. o único que poderia anunciá-lo. donde o atribuírem-nos a uma causa sobrenatural. não beberá vinho. o nome de Espírito Santo a todo Espírito bom. pela simples razão de que ainda não fizera sua aparição entre os homens. do aparecimento de Jesus na Terra.51 modo geral. mas sim — Espírito Santo. porém. isto é. do Paracleto. ignorando em absoluto a existência do que a ciência moderna chamou “fluídos”. fácil é de ver-se. que não se trata da terceira pessoa da Santíssima Trindade. com o especializar-se o sentido geral em que era usada. que ainda não fora dogmaticamente instituída.. a expressão Espírito Santo passou a ser aplicada. no versículo 15 do capitulo 1º do Evangelho de LUCAS. Desde muito antes. Mortos os apóstolos. ao Espírito guardião ou Paracleto. em seis apenas essas palavras vêm precedidas do artigo. que somente exprimiria a realidade se se apoiasse em palavras de Jesus Cristo. Assim. pois. o que prova não poder tratar-se do Espírito Santo. o que está é: E ele (João Batista) será grande diante do Senhor. Da admissão da causa sobrenatural à divinização dessa causa não havia mais que um passo. ou um Espírito Santo. mas. porém que o não anunciara então. . sempre. ou. do Espírito Guardião. pelas circunstâncias de lugar e tempo. as palavras gregas que correspondem Aquelas já não significam — o Espírito Santo. a explicação dos fenômenos lhes escapava às inteligências. nos textos originais. Mais tarde. a noção de que o Espírito Santo era o Espírito guardião degenerou na do Espírito Santo como sendo a terceira pessoa de Deus e o próprio Deus. não intervindo o artigo para determinar o Espírito. nem bebida fermentada e será cheio de um “Espírito Santo” desde o seio de sua mãe. travadas as discussões filosóficas e teológicas que invadiram a Judéia como todo o Oriente. mas. porqüanto. Mesmo. nos casos em que os Evangelhos usam a expressão Espírito Santo precedida do determinativo o. enfim. em sentido indeterminado é que se devem entender aquelas ‘duas palavras. excluído o artigo. perdida a tradição primitiva. Note-se ainda o seguinte: das vinte vezes que os Evangelhos.. Ora. no sentido espírita. falam de Espírito Santo. em seis apenas eles dizem — o Espírito Santo. em particular. de um Espírito bom. Uma circunstância favoreceu esse erro: sabiam os primeiros cristãos que os Espíritos eram OS produtores dos fenômenos. empregam-nas sem o artigo. tal como o define o dogma.

— 51. porqüanto o que te foi dito da parte do Senhor se cumprirá. como trouxessem o menino para a circuncisão. lhe disse: “Eu te saúdo. seu pai. — 49. O anjo lhe respondeu: “Um Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. aproximando-se dela. — 33.” — 46. conforme o disse a nossos pais. Pois que Ele deu atenção à baixeza da sua escrava. — 50. — 45. — 30. chegou a época em que Isabel haviá de parir e ela deu à luz um filho. . cumulou de bens os que estavam famintos e despediu os ricos com as mãos vazias. de idade em idade. Maria. derribou de seus tronos os poderosos e elevou os humildes. ao ouvir Isabel a saudação de Maria. E eis que tua parenta Isabel concebeu na velhice um filho e está no sexto mês de gravidez. a felicitavam. eis que daqui por diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada. e meu espírito se arrebata de alegria em Deus. — 59. se não conheço homem?” — 35. — 53.’ — 38. Ó cheia de graça.” — 56. ouvindo-o. Entrementes. Sucedeu que. Sim. tomou apressadamente a direção das montanhas.” E o anjo se afastou dela. todos lhe chamavam Zacarias. porqüanto. Seus vizinhos e parentes. — 57. 26 ao 80. noiva de um varão chamado José. Estando Isabel no seu sexto mês de grávida. e essa virgem se chamava Maria. — 40. és bendita entre as mulheres. E entrando na casa de Zacarias. Então disse Maria ao anjo: “Como sucederá isso. da casa de David. o Senhor está contigo. e por isso o santo que nascerá de ti será chamado Filho de Deus. por aqueles dias. dispersou os que se elevaram cheios de orgulho nos seus pensamentos íntimos. porém. — 42. o Senhor Deus lhe dará o trono de David. ela que é chamada estéril. o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré.” — 29. que mal me chegaram aos ouvidos as palavras com que me saudaste. cujo nome é santo. — 55. — 47. — 52. O anjo lhe disse: “Nada temas. — 28. saudou Isabel. Ele será grande e será chamado o filho do Altíssimo. a Abraão e à sua posteridade na sucessão dos séculos. lembrando-se da sua misericórdia. tendo sabido que o Senhor usara para com ela de misericórdia. — Cântico de Maria. Ela. se turbou do seu falar e consigo mesma pensava no que significaria aquela saudação. a uma virgem. — 54. — Visita de Maria a Isabel. recebeu a Israel como seu servo. É assim que conceberás em teu seio e que de ti nascerá um filho ao qual darás o nome de Jesus. Maria ficou em companhia de Isabel cerca de três meses. — 43.” — 34. levantando-se. E seu reino não terá fim. — 58. — 31. No oitavo dia. Anunciação. Ora. o menino lhe saltou no ventre e ela ficou cheia dum Espírito Santo. meu salvador.52 4 LUCAS. — Cântico de Zacarias LUCAS: capítulo 1º. — 39. por sobre os que o temem. — 48. Disse então Maria: “Minha alma glorifica o Senhor. e ele reinará eternamente sobre a casa de Jacob. indo a uma cidade de Judá. porqüanto caíste em graça perante Deus. Bem-aventurada tu que acreditaste. — 27. Manifestou a força do seu braço. Maria. meu filho saltou de alegria dentro de mim. É que nada será impossível a Deus. versículo 26. O anjo. Então Maria disse: “Aqui está a serva do Senhor. — 41. — 36. grandes coisas me fez o Todo-Poderoso. 1º. — 32. depois regressou à casa. Exclamou então em altas vozes: “És bendita entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me vem a dita de ser visitada pela mãe do meu Senhor? — 44. faça-se em mim conforme as tuas palavras. e cuja misericórdia se espalha. — 37.

E note-se que. — 76. embora os materialistas se obstinem em revesti-lo de um invólucro de carne. o que encheu de espanto a toda a gente. porque assim o exigia o desempenho da sua missão naquela época. permanecendo nos desertos até ao dia em que havia de aparecer diante do povo de Israel. e todos os que as ouviram narrar guardaram delas lembrança e diziam entre si: “Quem pensais venha a ser um dia este menino?” pois que sobre ele estava a mão do Senhor. o serviríamos sem temor. é o único princípio imortal. (6) Cada uma das partes deste capitulo encerra matéria para largo desenvolvimento. cheio dum Espírito Santo. a maior essência espiritual. depois de Deus. para iluminar todos aqueles que estão assentados nas trevas e nas sombras da morte e dirigir nossos passos pelo caminho da paz. — 60. dada a sua condição de Espírito de pureza perfeita e imaculada. e a notícia dessas maravilhas se espalhou por toda a região e montanhas da Judéia. divino por ser. de que. E tu. disse: “Não. E o menino crescia e se fortificava no espírito. porém. pela sua pureza absoluta. com quem se acha e sempre esteve em relação direta. como . graças às quais este Sol que vem do alto nos visitou. ele se chamará João. — 64. Zacarias pediu uma tabuinha e escreveu: “João é o seu nome”. é de ver-se que a explanação ampla de cada uma delas não cabe nos limites de uma obra. — 72. “Bendito seja o Senhor Deus de Israel. — 67. E ao mesmo tempo perguntavam ao pai do menino como queria que este se chamasse. seu filho. — 65. E Zacarias. profetizou.53 dando-lhe o nome do pai. idêntico aos nossos. — 75. 77. lembrando-se da sua santa aliança. dizendo: 68. porém. — 79. e pelas entranhas de misericórdia do nosso Deus. não podia ele nascer e não nasceu de homem. aproximados dos deístas que lhe negam a divindade. tomando a aparente forma humana com que se apresentou entre os homens e de que se revestiu. para dar a seu povo o conhecimento da salvação pela remissão dos seus pecados. conforme jurara a Abraão nosso pai quando nos prometeu a graça. — 74. modelo divino que o Pai nos ofereceu. como nós. nenhuma das leis da Natureza foi derrogada. porqüanto irás adiante do Senhor para lhe preparar os caminhos. — 70.” — 62. No mesmo instante se lhe abriu a boca. de Roustaing. — 63. para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam. serás chamado profeta do Altíssimo. que se destina apenas a consubstanciar noções indispensáveis a principiantes que desejem ler as sagradas Escrituras. relativamente à Terra. Todos os que habitavam nas vizinhanças se encheram de temor. por ter visitado e resgatado o seu povo: — 69. insistindo em algumas observações já feitas quando tratamos da genealogia de Jesus. como esta. menino. — 66. livres dos nossos inimigos. para usar de misericórdia com os nossos pais. — 78. na santidade e na justiça em sua presença por todos os dias da nossa vida. Nada obstante. diremos que. para nós espíritas. por nos ter suscitado um poderoso salvador na casa do seu servo David. sem que cheguem jamais a imitá-lo. Assim sendo. como lhes dá a Revelação da Revelação. Deus é uno.” — 80. A mãe.” — 61. seu pai. soltou-se-lhe a língua e ele entrou a falar bendizendo de Deus. Responderam-lhe: Não há na vossa família quem tenha esse nome. Fácil. a única potência criadora. não entrando de forma alguma a matéria perecível no conjunto de suas perfeições. — 73. Jesus é. conforme prometera pela boca de seus santos profetas que existiram em todos os séculos passados: — 71. Ora.

melhormente elevam o espírito dos crentes e lhes atraem os corações para as maravilhas do seu poder e para os auxílios da sua bondade. tanto assim que Tomé o apalpou. é que a presença de Jesus entre os homens. ou convenham. imutáveis e eternas. feita a Maria. A verdade. conforme o exigia a natureza da sua missão. Mas. Ora. de todas as vezes que se lhes manifestou sob as aparências da corporeidade humana. a lógica. conforme o declarou. meios que Deus nos outorgou para a compreensão de tudo. em todos os seus infinitos e deslumbrantes matizes. para que pudesse aparecer na Terra. nem lhes abrir exceções. desde longo tempo. depois. assim chamados. foi uma aparição espírita tangível. de um corpo celeste. que. na suposição de que. da missão altíssima para que o seu Espírito fora escolhido. após a crucificação. É inconcebível que a inteligência. uma das mais belas e grandiosas páginas do Evangelho. apenas revestido de um corpo de natureza perispirítica. como supor a necessidade da preterição ou derrogação de alguma. morto e sepultado. não obstante haver Ele dito que nada há que não deva ser conhecido. por que havemos de o transformar num corpo desarticulado. sem haver nascido. posto de lado esse laço fundamental da narrativa da epopéia messiânica. desaparecem todas as obscuridades das letras evangélicas e o Evangelho se nos patenteia qual maravilhoso e cristalino monolito. Considere-se ainda que. entretanto. comodamente. como fazia. Jesus. por encarnação material. a todos está aberta a porta e facultado o direito de desprezarem estas e aquelas passagens. cujas partes componentes não mais se poderão ajustar. versículo 18). que valor lhes restará? E. Mas. não as podia preterir. As leis de Deus são absolutas. a razão. por que não poderia “aparecer” do mesmo modo. se nesse caso. para só aceitarem. como anúncio da mais portentosa manifestação do amor de Deus para com seus filhos. quando. que o seu aparecimento na Terra não se deu por nascimento humano. só não devam ser utilizados para a dos ensinamentos do Divino Mestre. A ciência espírita explica de modo satisfatório e racional o aparecimento de Jesus na Terra. a luz do mundo — Jesus? . sendo esse “um mandamento do Pai”. teremos que desprezar. a não admitirmos que Jesus não foi um homem carnal. a refletir. E. não deva ser entendido. (Evangelho de João. estes e aqueles pontos dos Evangelhos. cuja figura de rutilante beleza espiritual então se apagaria logo. predito aos homens. para deixar e tomar a vida. único compatível com a condição celestial que lhe era própria. Jesus reapareceu com o mesmo corpo que tinha antes. sem nascer? Considere-se. os que lhes agradem. ao demais. aparecendo e desaparecendo. sem ser pôr meio de um nascimento humano. segundo a expressão de Paulo. pela revelação de que o Cristo desceu à Terra em Espírito. portanto.54 não o foi em nenhum dos fatos por Ele produzidos. a de que nela e por ela se ia cumprir o que pelos profetas vinha sendo. que geralmente se denominam milagres. o raciocínio. Ele nenhuma lei natural preteria ou derrogava. tão perfeita que dava a impressão de ser Ele um homem como os demais. capítulo 10º. sem nascimento? Será porque o sacerdócio romano proíbe se entenda o que dizem os Evangelhos e manda se creia de olhos fechados? Só assim se compreende que. negando-lhe qualquer vestígio de autenticidade. uma de suas passagens mais sublimes e comovedoras: a da revelação. se Ele pôde “reaparecer”. depois de crucificado.

8º. 9 e 10. a menos que esteja obliterada pelas idéias preconcebidas. (6) JOÃO. 37. 34. — Atos. 14º. . 12º. pelas sugestões dos invisíveis inimigos da Verdade.55 A razão não pode hesitar na escolha. ou pelas paixões sectaristas.

e Maria deu à luz o seu primogênito. tocando-nos os corações e tornando-nos dignos de ser por ele . quando viesse o Espírito da Verdade. dos dogmas. que se desdobra em espiritual e humano e se exercita por meio da ação fluídica. 2º. (7) A concepção. versículo 1. É a lei do Magnetismo. Ele próprio disse que apenas ensinava o que os homens podiam suportar. como tudo mais que a isso se seguiu até ao suposto nascimento do nosso Redentor. sua esposa. conhecimento que se não pode adquirir senão pelo aperfeiçoamento. por aqueles dias. — 7. não podendo essa revelação de verdades referir-se aos ensinamentos por Ele ministrados. os fazem penetrar naquele conhecimento. pela experiência. — Aparição de Jesus na Terra LUCAS: capítulo 2º. por inexplicável mediante os conhecimentos de então e que inexplicável se conservou até ao advento da Terceira Revelação. o Espiritismo que. a fim de fazer-se registrar com Maria. decorridos dezenove séculos. e veio à Judéia. das tradições supersticiosas. chamada Belém. fatos que a todo instante podem ser verificados. esse sim. exercida com o emprego de fluídos apropriados. por isso que ele era da casa e da família de David. que Jesus não revelou aos homens toda a verdade. Sucedeu que. — 2. por outro lado. que não existe. sucedeu que se completou o tempo ao cabo do qual devia ela parir. cada um na sua cidade. mais não foi que o resultado de uma ação magneto-espírita. envolveu-o em panos e o deixou numa manjedoura. que o estudo e a experiência descobriram e os atos hão provado incessantemente. concita-nos ao devotamento. para o recenseamento de todo o mundo. nos faculta conhecer as verdades que o Divino Mestre não pôde revelar e a discerní-las do erro e da falsidade. — 5. versículos 12 e 13). por não haver lugar para eles na hospedaria. não mais pode ela. é o conhecimento progressivo da verdade. porqüanto este seria o “sobrenatural”. José partiu da cidade de Nazaré. manifestando-se aos homens. Concepção e gravidez de Maria. se publicou um edito de César Augusto. é claro que. lhes daria a conhecer todas as coisas (Evangelho de João. ao cabo de todo o progresso que a Humanidade tem feito nesse espaço de tempo. Governador da Síria. é o conjunto dos Espíritos do Senhor. que estava grávida. Todos iam fazer suas declarações. 1 ao 7. leva-nos a desenvolver. os quais. que. posta de lado toda e qualquer idéia de milagre. portanto. por obra de Espírito Santo. consubstanciando os ensinos daqueles Espíritos. E fundamento não há para se não admitir que assim possa ter sido. que fica na Galiléia. Fora condenar-se às trevas eternas e ao indiferentismo que esses absurdos geram. visto que implicaria a derrogação de leis naturais. — 3. Ora. é. que são imutáveis. O Espírito da Verdade não é um ser corpóreo ou fluídico. com efeito. porque oriundas da sabedoria divina. — 4.56 5 LUCAS. ao passo que aquela ação assenta numa lei da Natureza. Esse primeiro recenseamento foi feito por Cirino. capítulo 16º. a nossa perspicácia e as nossas faculdades intelectuais. em Maria. conservar-se estacionária na cegueira dos milagres. à cidade de David. tudo considerado uma obra miraculosa. — 6. É sabido. Enquanto ali se achava.

encarnados ou não. na plenitude de suas faculdades inatas. porque tudo está submetido à influência magnética. A ciência do Magnetismo é maravilhosa em seus efeitos físicos e morais. um ser único e para podermos subir até Ele. É um como laço universal que Deus formou. ainda. liberta momentaneamente da sua prisão e pairando sobre a natureza toda. para a evolução que lhes cumpre a todos realizar. precisadas de fertilização. As criações. Em o nosso planeta. se opera em todos os reinos da Natureza. pela vontade de Deus e segundo leis naturais e imutáveis. o estudo e a caridade. que as águas se orientam para as terras áridas. Os diversos fluídos existentes se reúnem e conjugam pela ação magnética. pela atração magnética é que o macho se aproxima da fêmea. efeito do magnetismo. O Magnetismo é o agente universal que aciona tudo. para alcançar tão alta meta. receber as idéias que lhe transmita. tudo é atração resultante desse agente universal — o Magnetismo. Qualquer opinião que se forme sobre a improcedência destes princípios. as substâncias se agregam. nem examinado provas. Quanto ao magnetismo espiritual. nos desertos da terra. como ligam todos os Espíritos. que. O estudo e a experiência facilmente os comprovam nas sessões espíritas. de ações magnéticas. estará na posse do segredo da vida universal. que representa um fator essencial e poderoso da efetivação das suas possibilidades. que o magnetizador humano. como sede de uma vontade operosa. podemos distinguir quatro espécies de magnetismo: mineral. nas entranhas do planeta. por assim dizer. nesse estado. das suas diversas espécies. Tanto é assim. desde que não assente no estudo e na experiência. para constituirmos todos. animal. As entidades morais. Vem como precursor do estado de perfeição que devemos atingir. que constituem a expressão grandiosa dessa vontade. de seus efeitos. bem dirigidos. são dotadas de vontade. é comparável à sentença que um juiz pronuncie sem ter lido autos. três elementos se nos oferecem: o amor. Tal o objetivo dessa ciência: a perfeição humana. as sensações e impressões mais variadas. Oferece a prova mais cabal da existência e da imortalidade da alma. Mas. humano e espiritual. experimentar. A atração. e se apresenta como causa independente. se submetem fatalmente à ação das leis a que se acham sujeitos. sem liberdade. Para isso. para formar os minerais. das várias transformações e combinações de que são passíveis. Esta deixa de ser a resultante de forças vitais. exercendose no emprego dos fluídos humanos. ou os seres ainda privados de responsabilidade. ou do jogo dos órgãos. desenvolvidas com o auxílio de fluídos apropriados. portanto. a transcorrer sob a dupla ação: espírita e magnética. temos que trabalhar incessantemente pelo nosso progresso moral. porém. Os fluídos magnéticos ligam todos os mundos do Universo. sua ação e seus efeitos são incontestáveis. pela só ação da sua vontade. de suas propriedades. nem personalidade. Assim. como pretendem os materialistas.57 conduzidos a toda a verdade. É ainda pela atração magnética que o princípio fecundante é levado de uma flor a outra. Todos os atos chamados “milagrosos” são resultantes de ações espíritas. . Quando o homem houver adquirido o conhecimento de todos os fluídos. etc. Enfim. influi sobre o magnetizando e consegue fazê-lo cair em estado sonambúlico.

que seria a escolhida para Mãe do Senhor. súplices. em observância dos votos que haviam feito. quer dizer “Soberana. assim fazendo. o Anjo a proclamou cheia de graça e determinou a seus pais que. é sugestão. dizem. traspassados de dor. morreu-lhe o pai. era o santo Zacarias. A necessidade de reproduzir. com três anos e dois meses de idade. lavram um decreto. foi confiada à guarda do respectivo sacerdote. como Isabel.58 Hoje. Terminada a cerimônia. Ambas rogavam ao Senhor se condoesse da aflitiva condição em que se encontravam. ainda que sumariamente. significa “Estrela do mar” e. com o lhes conceder o Eterno uma filha. se chamava Maria. lançando condenação geral e absoluta sobre aquilo que não conhecem. elevaram. logramos dar uma idéia da causalidade de fenômenos. que. fazer a sua oferenda ao Senhor. O que há é hipnotismo. Entretanto. ao cabo de vinte anos de esterilidade. à menina. etc. visto que. já os sábios começam a falar. em . orando com fervor ao Deus de infinita misericórdia. Por haver quem abuse da credulidade e explore a ignorância pública. perante toda a família reunida. foi Joaquim. erradamente. A seita dos essenianos se distinguia pela sua extrema austeridade. quando com seu marido chegava a Jerusalém. estranhando que a fizesse alguém sobre o qual pesava a maldição de Israel. Ana. a consagrassem ao Senhor desde a infância. Ana e Joaquim. levando nos braços a sua primogênita. Segundo era de uso em Israel. ao nono dia de nascida. Depois de fazer a oblata das vítimas a serem sacrificadas. achando-se ela ainda no templo. nem magnetismo. no momento oportuno e na casa onde costumava pousar. seus pensamentos ao céu e. entrou esta para o templo. em hebraico. Esta. porém não desesperava de alcançar a graça que deprecava. afinal. que confortam a alma dando-lhe forças para vencer os transes mais difíceis. Assim é que Ana. ouvindo todos. que lá permaneciam até se casarem. com um pouco mais de afoiteza. Dão-lhe. felizmente. onde se educavam as donzelas. veio ao mundo a Virgem predestinada. naqueles tempos. menos. Findaram-se-lhes. obtiveram o auxílio dos bons Espíritos. na linguagem siríaca. após quase dois séculos de vulgarização de seus princípios. Vindo a festa dos essenianos. que ela. Aos onze anos. que se produzem para determinados fins. nossa Mãe Santíssima. como os demais. A Virgem pura e imaculada. concebeu e que. no entanto. dessa ciência básica para elucidações dos fenômenos mais graves que se apresentam às nossas cogitações. as lições de nossos mestres nos levou a tornar este capítulo mais extenso do que deverá ser. que não lhes convém conhecer e. denominações diversas. nas suas academias. a esterilidade da mulher era considerada um opróbrio. porque a isso se opõem interesses inconfessáveis. Passados quarenta dias. porqüanto são fenômenos naturais. da boca de Joaquim. foi Ana ao templo purificar-se. para fazerem crer que se trata de verdadeiras novidades. porém. foi tida por estéril durante muitos anos. foi-lhe dado nome. a que muitos ainda denominam de “milagres”. era filha de Ana e Joaquim. o sacerdote a repeliu com desprezo. Ana se doía dessa humilhação. os dias da provação. proferiu o voto de consagrar ao serviço de Deus a menina que. prima irmã da Virgem Maria. divulgar. Pondo-lhe o nome de Maria. que. Dizem então: não há Espiritismo. de acordo com as necessidades da época. marido de Isabel.

59 avançada idade. (7) 1º Reis. 16º. 4 — JOÃO. Aos quinze. 1. 7º. com os sacerdotes. 16º. Celebraram-Se os esponsais. tendo ela quinze anos e José de trinta e cinco a quarenta. 10. — Atos. escolhendo os parentes de Maria. . 14. 84 a 39. cumpria-lhe tomar esposo. da mesma tribo que a Virgem. 5º. ao celebrar-se a festa da nova dedicação. para seu marido. para sair do templo amparada. 42. em obediência ao que ordenava a lei. a José. pelo lado varonil. Cumpriu-se o preceito. natural de Nazaré. 3º. — Apocalipse.

Havia em Jerusalém um homem probo e temente a Deus. de formalidades inúteis. pós-se a louvar o Senhor e a falar do menino a quantos esperavam a redenção de Israel. — 40. — 34. de acordo com o que está escrito na lei: “Todo primogênito será consagrado ao Senhor”. o levaram a Jerusalém. Indo para Nazaré. Submetendo-se a esse uso.” — 36. são de origem e invenção puramente humanas.60 6 LUCAS. sua cidade. O pai e a mãe de Jesus se admiravam das coisas que eram ditas dele. Impelido pelo Espírito. segundo a tua palavra. Havia também uma profetisa chamada Ana. e um Espírito Santo estava nele. 21 ao 40. desde que se casara. — 37. teu povo. filha de Manuel da tribo de Aser. Simeão os abençoou e disse a Maria. Chegando ao templo naquele momento. Era então viúva. como o era a ablução batismal. passado o tempo da purificação de Maria. foi ele chamado Jesus. de acordo com a orientação de cada Igreja ou seita. — 26. e para oferecerem ao sacrifício que era devido. E a tua própria alma será traspassada como por uma espada. Era um ato material. entre os hebreus e outros povos da raça abraânica. que se praticava em obediência a uma lei antiga. segundo a lei de Moisés. e que fizeste surgir à vista de todos os povos. E. — 22. exemplo que nos cumpre seguir. dia e noite. — 27. os pais de Jesus deram um exemplo de obediência às leis. O uso da circuncisão. não nos revoltando contra os preceitos legais. diferentemente regulados. o menino crescia e se fortificava. servindo a Deus. chamado Simeão. — Purificação. — Cântico de Simeão. dizendo: — 29. — 24. Dê ouvidos os oito dias ao cabo dos quais tinha o menino que ser circuncizado. conforme a mesma lei. Senhor. em jejum e orações. para o apresentarem ao Senhor. como tais. — 38. — 28. Depois de terem cumprido tudo o que era ordenado pela lei do Senhor. eles regressaram à Galiléia. como luz para ser mostrada às nações e para glória de Israel. como os pais do menino Jesus o tivessem levado lá a fim de o submeterem ao que a lei ordenava. não passando. duas rolas ou dois filhotes de pombos. evitando os escândalos que decorrem de tais revoltas. versículo 21. para fomentar as . — 39. —Ana profetisa LUCAS: capítulo 2º.” — 33. “Agora. Estava em idade muito avançada e não vivera senão sete anos com o marido. Circuncisão. pois meus olhos viram o Salvador que nos dás. como todas as práticas de culto externo e as cerimônias que formam o conjunto dos atos religiosos. mandarás em paz o teu servo. Entrementes. — 25. — 31. — 30. 35. 2º. (8) A circuncisão constituía. veio ao templo e. Pelo Espírito Santo lhe fora revelado que não morreria antes que houvesse visto o Cristo do Senhor. sua mãe: “Este menino vem para ruína e para ressurreição de muitos em Israel e para ser alvo da contradição dos homens. ele o tomou nos braços e louvou a Deus. que era o nome que o anjo lhe dera antes de ser concebido no seio de sua mãe. que só têm servido para dividir e separar os homens. que vivia à espera da consolação de Israel. contava oitenta anos e não se afastava do templo. uma cerimônia ritualística. — 32. cheio de sabedoria. estando nele a graça de Deus. — 23. uma marca destinada a distingui-los dos sectários de outras crenças. a fim de que os pensamentos ocultos nos corações de muitos sejam descobertos.

para divorciar as criaturas cada vez mais dos ensinos sublimes e puros do Mestre. tomando nos braços o menino e erguendo-o bem alto. um único meio temos de servir ao nosso Pai celestial e de habilitar-nos à herança de que falou David. exprimindo o pensamento divino: “Mostrar-lhe-ei o salvador por mim enviado” e no velho Simeão se cumpriu essa palavra profética. não descurou de cumprir os deveres que corriam às filhas de Sião. verdadeiros destinos do homem e da razão de ser da sua presença neste planeta. aos sons harmoniosos de sua harpa (Salmo capítulo 16º. explicasse e exemplificasse os preceitos que deu ao mundo Aquele de quem os que a compõem se dizem representantes na Terra! Não nos iludamos. disse também. (Cada ciclo valia mais ou menos 20 centavos. Procuremos um irmão que nos ensine a ler e compreender esse testamento. Imagine-se quão grandes não seriam os benefícios de que a Humanidade fluiria. Para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser exposto à contradição dos homens. ainda. E não se cumpriram as proféticas palavras de Simeão? Jesus não foi exposto. ao ordenar a purificação das mulheres depois do parto. ensinasse. Quase tratava de mulher pobre.61 intolerâncias e determinar perseguições cruéis e. até à consumação dos séculos. para expiarem o orgulho. ou uma rola. ou duas rolas e alguns ciclos. com a alma arrebatada. o seu belo cântico de esperança. em confirmação da circuncisão. Maria. à contemplação daquela época e das épocas então porvindouras? Não esteve e não estará. Simeão também foi ao Templo no dia em que Maria e José lá entraram. Determinava o Levítico (capítulo 12). versículo 5). denominado holocausto. com os ciclos de prata do resgate e os pombos do sacrifício. que inutiliza a sua atividade no preenchimento de tantas formalidades vãs. Dissera o salmista. Inspirado pelo seu anjo da guarda. e. por efeito dos falseamentos e deturpações que lhes infligem. deviam apresentar-se ao Senhor e oferecer-lhe um cordeiro de ano e um pombo. disse Simeão que Ele se dera para glória de Israel. que a mãe não entrasse no templo antes de 33 dias. submetendo-se à cerimônia da purificação. exposto às vistas de todos os povos. ovelhas. e o segundo ao sacrifício pelo pecado original. à idéia de que fora escolhida para receber aquele penhor de redenção. do mesmo rebanho. Findo esse prazo. que nos dê o bom exemplo e esse irmão será o legítimo representante do Cristo: esse será o nosso pastor. como os de todas as nações. como a Luz que havia e há de alumiar as nações? Não têm sido estas e não continuarão a ser esclarecidas por Ele? Proclamando o advento do Messias. entoou. Destinava-se o primeiro ao sacrifício do fogo. compenetrada dos. que os impedia e impede de se reconhecerem irmãos dos pequeninos e humildes. no Gólgota. aos sofrimentos por que teriam de passar os grandes de Israel. a Virgem. aludindo às questões religiosas que se levantariam e que ainda duram. e sem proclamar ser aquele o Salvador esperado. guiado pelo pressentimento de que não morreria sem ver o Cristo. Senhor nosso. aludindo ao orgulho de que a nação judaica se sentia possuída. porque filhos do mesmo Pai. num de seus preceitos.) Por humildade e como exemplo de obediência às leis de Moisés. em seu testamento. e de reconhecerem por Pastor único desse rebanho aquele que da humildade fez o alicerce de . se a classe. a lei apenas exigia duas pombas. como estes. é buscar a inspiração para os nossos atos e pensamentos nas lições e exemplos que nos legou Jesus.

— Oséias. Seu corpo. 47. Era um Espírito bastante elevado. 25 — Atos. perfeito. 14. cumpre não o esqueçamos. as profecias de Simeão. visto que não se achava revestido de um corpo de carne idêntico aos nossoS. 22. que agia com a independência e a superioridade de um ser puro. como os profetas que surgiram em Israel. profecias que foram confirmadas por Ana. 14º. da Mãe Imaculada. chamada a profetisa. 28º. não pertencendo ele à nossa Humanidade. dele se têm aproximado. que era. celestial. 12. de modo que ele fosse tido por um homem como os demais. e. maior decerto do que se muitas espadas lhe houveram traspassado o coração? Cumpriram-Se. 13º. 29. 9. como médium que era. 3º. — Levítico. 17º. assim. posto que material na aparência. 7º. Quanto a Jesus. porque. certos acontecimentos. 13º. — Êxodo. sua infância não podia transcorrer semelhantemente à dos Espíritos encarnados. menino. cheio da graça de Deus. 22. 22. não foi dilacerada. 13. — Isaías. pois. de faculdadeS mediúnicas muito desenvolvidas. apenas encobria. 19º. a fim de que suas palavras fossem acreditadas e aceita a sua missão. . um Espírito livre.62 toda grandeza. sob a influência e a ação dos Espíritos do Senhor. no cume do Calvário. — JOÃO. seguindo-lhe as pegadas? E a alma da Virgem. 2. 8º. 2 a 8. E Jesus não há sido a luz da ressurreição para todos quantos. pela mais angustiosa das dores. (8) Gênese. — Números. tinha a faculdade de predizer. devido à sua natureza perispirítica. emergindo das trevas em que os lançou a morte no pecado. é claro que. 12º.

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7 LUCAS, 2º, 8 ao 20. — MATEUS, 2º, 1 ao 12. Os pastores. — Adoração dos Magos
LUCAS: capítulo 2º, versículo 8. Ora, havia no país muitos pastores que passavam as noites no campo, revezando-se na guarda dos seus rebanhos. — 9. De repente, um anjo do Senhor se lhes apresentou, circunvolveu-os a claridade de Deus e eles se sentiram presa de grande temor. — 10. Então, o anjo lhes disse: “Não tenhais medo, pois venho trazer-vos uma notícia que, para vós como para todo o povo, será motivo de grande alegria: — 11, éque hoje, na cidade de David, vos nasceu um Salvador, que é o Cristo, o Senhor. — 12. Eis aqui o sinal que vos fará reconhecê-lo: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”. — 13. No mesmo Instante reuniu-se ao anjo um grande troco da milícia celeste, louvando a Deus e dizendo: — 14. Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na Terra aos homens de boa-vontade. — 15. Logo que os anjos se retiraram para o céu os pastores disseram entre si: Vamos até Belém para verificar o que nos acaba de ser dito, o que sucedeu, o que o Senhor nos mostra. — 16. Partiram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado numa manjedoura. — 17. E, tendo-o visto, reconheceram a verdade do que lhes fora dito a respeito daquele menino. — 18. E todos os que os ouviram se admiraram do que lhes era relatado pelos pastores. — 19. Maria prestava atenção a tudo isso que diziam e tudo reunia no seu coração. — 20. Os pastores regressaram glorificando e louvando a Deus por tudo quanto tinham Ouvido e visto, conforme ao que lhes tora dito. MATEUS: capítulo 2º, versículo 1. Tendo Jesus nascido em Belém de Judá, ao tempo do rei Herodes, eis que do Oriente vieram alguns magos a Jerusalém. — 2, dizendo: “Onde está aquele que nasceu rei dos Judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.” — 3. Sabendo disso, o rei Herodes ficou sobressaltado e com ele toda a cidade de Jerusalém; — 4, e, tendo reunido em assembléia todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, inquiriu deles onde devia nascer o Cristo. — 5. Disseram-lhe: “Em Belém de Judá, conforme ao que foi escrito pelo profeta: — 6. E tu Belém, terra de Judá, tu não és a última entre as principais cidades de Judá; pois que de ti sairá o chefe que há de conduzir meu povo de Israel.” — 7. Então, Herodes, mandando chamar em segredo os magos, lhes perguntou em que tempo precisamente a estrela lhes aparecera; — 8, e, enviando-os a Belém, lhes disse: “Ide, informai-vos exatamente acerca desse menino, e, quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, a fim de que eu também o vá adorar.” — 9. Depois de ouvirem do rei essas palavras, os magos partiram e logo a estrela que tinham visto no Oriente lhes tomou a dianteira e só se deteve quando chegaram ao lugar onde estava o menino. — 10. Quando viram a estrela, eles se sentiram transportados de extrema alegria; — 11, e, entrando na casa, aí encontraram o menino com Maria, sua mãe, e, prosternando-se, o adoraram; depois, abrindo seus tesouros, lhe ofereceram, por presentes, ouro, Incenso e mirra. — 12. Avisados, enquanto dormiam, para que não voltassem a Herodes, regressaram por outro caminho às suas terras. (9)

64 A explicação desses fatos se encontra na existência de faculdades mediúnicas, da mediunidade em pleno desenvolvimento, o que só é objeto de dúvida, ou de negação para quem não se quer dar ao trabalho de experimentar e observar. E não vale a pena se pretenda convencer os que julgam e sentenciam sem exame, as mais das vezes, unicamente porque o de que aqui se trata lhes fere o orgulho, ou contraria os interesses. Os pastores, como médiuns videntes e audientes que eram, viam e ouviam, sob a influência do magnetismo espiritual, que os punha em estado de êxtase, por efeito do completo desprendimento de seus Espíritos. Viram assim os fluídos luminosos que em derredor deles espalharam os Espíritos do Senhor e que os cercavam de grande claridade. Ou, então, tiveram lucidez bastante para ver a luminosidade que se irradiava daqueles Espíritos. Não percebendo a causa de semelhante luminosidade, tomaram-na por uma manifestação do próprio Deus, donde lhe chamarem — claridade de Deus. De tais fatos não podemos duvidar, nós que os sabemos possíveis, como efeitos do magnetismo produzindo o sonambulismo, e que deles temos tido a comprovação pela experiência, em que pese aos sábios em Israel e ao sacerdócio romano. Quanto aos Magos, também eram grandes médiuns e, por isso mesmo, é que tinham aquela denominação. Como médiuns, viram no espaço uma luz viva, que tomaram pela de uma estrela. Em conseqüência dessa suposta estrela mostrar-se animada de um movimento de translação segundo uma certa diretriz, foi considerada e chamada “milagrosa”, causando pasmo aos sábios caldeus, versados na astrologia. Que não era estrela demonstra-o aquele próprio movimento especial, porqüanto, para admitirmos que o fosse, houvéramos de admitir que um mundo, pois que uma estrela é um mundo, pode afastar-se da sua órbita de gravitação, para se movimentar no espaço, qual farol a orientar um viajor. Foi a “estrela” de que fala a velha doutrina de Zoroastro, o reformador do Magismo, religião dos antigos persas e partos, o qual recomendou aos Magos que levassem oferendas ao rei menino. Foi a estrela de Jacob, mencionada na visão de Balaão. Era, como diz Santo Agostinho, o símbolo da luz nova que surgia para o mundo e que ofuscaria a do próprio Sol. Era a muda linguagem do céu, narrando a glória de Deus e firmando o pacto da Virgem. E tudo assim se passou, de acordo com a época, visto que esta era a em que vigorava a crença geral de que a todo nascimento na Terra presidia sempre uma boa ou má estrela. Hoje, porém, que os nossos sábios nada mais têm que aprender, porque tudo sabem, os fatos a que nos referimos, ou são impossíveis, ou não merecem que lhes dêem importância, porque não passam de fruto do fanatismo. Por outro lado, os fariseus dos tempos atuais, os doutores da Igreja Católica os dão como ‘milagres”, ou, seja, coisas sobrenaturais. Entretanto, os ditos fatos têm uma explicação científica, natural, que prescinde inteiramente do recurso ao milagre, de que há séculos se valem os homens do Syllabus, para os quais pedimos a Deus um raio de luz e os eflúvios da sua infinita misericórdia. A luz que guiou os Magos não era, pois, a de uma estrela, isto é, de um desses mundos que povoam o firmamento. Era apenas uma concentração de fluídos luminosos; era um efeito ótico, produzido pelos Espíritos do Senhor, de

65 modo que aos olhos dos Magos se afigurasse a cintilação de uma estrela. Cumpre, entretanto, notar que eles bem sabiam serem tais efeitos manifestações dos Espíritos ou manifestações espiríticas, porqüanto eram médiuns conscientes, conheciam o Magnetismo e o Sonambulismo. Acresce que tiveram em sonho a revelação do advento do Messias. Ficaram, porém, na dúvida, e desejaram ter uma prova da realidade do que haviam sonhado. Foi quando lhes surgiu ante os olhos a estrela. Desde então não mais duvidaram e se puseram a caminho de Belém, afrontando todos os perigos e fadigas. Montados em dromedários, deixaram para trás de si a cidade dos seleucítas e a arrojada Babilônia, e entraram na Palestina. Conduzidos sempre por aquela luz, semelhante à que, no Mar Vermelho, alumiou as fugitivas coortes de Israel, dado lhes foi, dizem as lendas, apreciar o lastimoso estado em que se encontrava a antiga Sião, a famosa Jerusalém, envolta num manto de melancolia, vitima da cobiça humana, da ambição do mundo, do orgulho dos nobres, tomados da fúria de ostentação, dominado por tudo quanto faz que o homem olvide inteiramente a vida futura. Ah! que os homens ainda são os mesmos! Quantos e quantos não são os que preferem a leitura de romances sem nenhum fundo moral, ou destacar-se por esses escritos de malicioso chiste que todos os dias aparecem, a dispensarem alguns momentos de atenção aos ensinos de Nosso Senhor Jesus Cristo! Os Magos, então, foram e verificaram que realmente surgira no mundo o Chefe que havia de conduzir o povo de Israel à terra da promissão. Não mais o encontraram, porém, no lugar onde se dera o seu “nascimento”, e, sim, em casa de Matias, irmão de José, o qual residia em Belém, como se deduz da ordem dada por Herodes que, orientando-se pelas informações obtidas dos Magos, ordenou a matança de todas as crianças do sexo masculino, até à idade de dois anos. Essa ordem prova que os Magos não viram o menino antes da sua circuncisão e da purificação, porqüanto, do contrário, bastaria que a carnificina atingisse as crianças de, no máximo, um ano. (9) JOÃO, 7º, 42. — Apocalipse, 2º, 27; 5º. 11 a 14.

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8 MATEUS, 2º, 13 ao 23. Fuga para o Egito. — Degolação dos inocentes. — Regresso do Egito
MATEUS: capítulo 2º, versículo 13. Logo que eles partiram (os magos), um anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e lá fica até que eu te diga que voltes; pois Herodes procurará o menino para o matar.” — 14. José, levantando, tomou o menino e sua mãe e durante a noite se retirou para o Egito. — 15, onde ficou até à morte de Herodes, a fim de que se cumprissem estas palavras que o Senhor dissera pela boca do profeta: “Chamei do Egito a meu filho.” — 16. Herodes, vendo que fora enganado pelos magos, encheu-se de grande furor e mandou matar em Belém e nas circunvizinhanças todos os meninos de dois anos para baixo, regulando-se pelo tempo de que se informara exatamente com os magos. — 17. Cumpriu-se então o que fora dito pelo profeta Jeremias: — 18. “Ouviu-se em Rama o grande rumor de muitos que choravam e se lamentavam: era Raquel chorando por seus filhos e não querendo ser consolada, pois eles não existem mais.” - 19. Morto Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, — 20, e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e volta para a terra de Israel, pois que estão mortos os que queriam a morte do menino.” — 21. José se levantou, tomou o menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel. — 22. Mas, ouvindo dizer que na Judéia reinava Arquelau, em lugar de Herodes seu pai, teve receio de para lá ir e, avisado em sonho, dirigiu-se para as bandas da Galiléia, — 23, e foi residir numa cidade chamada Nazaré, a fim de que se cumprisse esta predição dos profetas: “Ele será chamado Nazareno.” (10) José, filho de David (não confundir com José, filho de Jacob e de Raquel, que viveu mil e tantos anos antes de Jesus Cristo), salvou o menino Jesus, levando-o para o Egito, donde regressou mais tarde, sempre na companhia da Virgem Santíssima. Deu-se a degolação das crianças do sexo masculino, de dois anos para baixo, conforme ordenara Herodes, manifestação horrível da ferocidade habitual daqueles tempos, em que se sacrificavam os animais para, num ambiente de sangue derramado, adorar-se a Deus. Crueldade inútil foi aquela, de uma alma impregnada de maldade e orgulho, crueza vã, cujos traços lúgubres e sombrios vamos, no entanto, encontrar mesmo naqueles que, depois, se apregoavam representantes de Jesus, mas que, felizmente, já se não vêem hoje, embora ainda estejamos no reinado das trevas. Conta-se que, entre as crianças assassinadas na Síria, por aquela ocasião, figurou um filho do próprio Herodes. Tais eram a ambição è a dedicação desse tirano aos interesses políticos de Roma, que ele não trepidou em verter o sangue de milhares de crianças, para não ser apeado da posição de mando que ocupava. Herodes descendia de uma família da Iduméia, que reinara na Palestina, havendo arrebatado o poder à família dos macabeus. Como último ato da sua crueldade, narram as crônicas que, ao sentir próxima e inevitável a morte, certo de que esta seria, para os judeus, motivo de grande regozijo, convocou para

67 Jericó, por um edito, sob rigorosas cominações penais, as personalidades mais eminentes da Judéia e as mandou meter no hipódromo, determinando à sua irmã Salomé e a seu cunhado Alexas que, assim ele expirasse, crivassem de flechas os presos, a fim de que, por essa forma, fosse o seu desaparecimento pranteado como os de poucos reis, tendo os seus funerais por cortejo a agonia das famílias e a orfandade. Nada tem isso de inacreditável, quando sabemos que, tempos depois, um seu sucessor deu de presente, num prato, quando festejava o próprio aniversário, a cabeça do Batista à filha da sua concubina, mulher de seu irmão! Mas, deixemos esses infelizes com as suas atrocidades e misérias, oremos por eles, envolvendo-os numa aura de piedade cristã, e busquemos, para o morticínio das crianças decretado por Herodes, uma explicação racional, ante a bondade do nosso Pai amantíssimo, sem a vontade do qual nada se passa, o que quer dizer que nada ocorre, senão em cumprimento das leis eternas, emanadas da sua sabedoria e que, por isso mesmo, são a expressão fiel da justiça perfeita e do amor infinito. A quem procura alicerçar na razão a fé, consciente da perfeição absoluta dos atributos de Deus, não podem bastar, para aquele efeito, nem as palavras do evangelista, quando apenas registra, porque mais não lhe era lícito dizer em tal época, o cumprimento da profecia que anunciara o grande clamor de Rama, a prantear, sem consolação possível, a perda de seus filhos; nem as lamentações que nos oferece, em tom misterioso e autoritário, o Catolicismo, que prega e impõe a fé cega dos fanáticos. Chegados que são os tempos de tudo esclarecer-se e cabendo à Doutrina Espírita o esclarecimento de tudo o que ficara oculto sob o véu da letra, vamos encontrar nessa doutrina a explicação que desejamos e as razões por que pôde verificar-se o fato com que nos ocupamos, dando-nos ela a ver que as crianças sacrificadas pela crueldade de Herodes não foram vítimas perdidas. Efetivamente, o Senhor, na sua previdente bondade, permitira a encarnação daquela leva de Espíritos bastante purificados, aos quais apenas uma prova forte faltava, para se verem livres de encarnar num mundo de expiação, qual é a Terra, a fim de passarem por essa prova. Assim, o fim, prematuro aos olhos dos homens, que eles tiveram, naquela existência, foi a prova de que ainda necessitavam. Por outro lado, o sacrifício de tais vítimas, inocentes aos olhos dos homens, Constituiu, para seus pais, uma causa de progresso, pela dor com que foram provados, prova de que também eles ainda precisavam. Tudo está previsto sempre e regulado pela sabedoria infinita de Deus. Fora dessa explicação, não há como se compreenda haja o Criador, em sua justiça e bondade, consentido que tal fato se desse, como elo de uma cadeia de acontecimentos, que objetivavam a salvação da Humanidade. (10) JOÃO, 1º, 45.

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9 LUCAS, 2º, 41 ao 52. Jesus no templo entre os doutores
LUCAS: capítulo 2º, versículo 41. — Seus pais iam todos os anos a Jerusalém pela festa da Páscoa. — 42. Quando ele tinha a idade de doze anos, lá foram, como costumavam, no tempo da festa. — 43. Passados os dias desta, regressaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles dessem por isso. — 44. Pensando que o menino estivesse entre os que os acompanhavam, caminharam durante um dia e o procuraram no meio dos parentes e conhecidos. — 45, Não o achando, voltaram a Jerusalém, para procurá-lo aí. — 46.Três dias depois o encontraram no templo, sentado entre os doutores, ouvindo-os e Interrogando-os. — 47. Todos os que o ouviam ficavam surpreendidos da sua sabedoria e das suas respostas. — 48. Vendo-o, seus pais se encheram de espanto e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que procedeste assim conOsco? Aqui estamos teu pai e eu que aflitos te procurávamos.” — 49. Jesus lhes disse: “Por que me procuráveis? Não sabeis ser preciso que me ocupe com o que respeita ao serviço de meu Pai?” — 50. José e Maria, porém, não compreenderam o que ele lhes dizia. — 51. E Jesus partiu em seguida com ambos e veio para Nazaré; e lhes era submisso. Sua mãe guardava no coração todas estas palavras. — 52. E Jesus crescia em sabedoria, em idade e em graça diante de Deus e diante dos homens. (11) Com relação ao tempo decorrido desde que a sagrada Família regressõu do Egito, até o momento em que Jesus reapareceu, entre os homens, período esse a cujo respeito guardam as Escrituras completo silêncio, não nos é dado saber o que fez, nem como viveu o Filho do Homem. Sabe-se tão-somente que, após aquele regresso, ele, já na idade de 12 anos, foi visto a discorrer no templo, entre os doutores da lei, assombrando os anciães de Israel com a inteligência esplendorosa e a madureza de juízo que revelava em tão tenros anos, segundo refere LUCAS (capítulo 2º, versículo 47). Já era tal, com efeito, o seu saber, que os judeus, admirados, perguntavam como o possuía ele, sem jamais haver estudado (JOÃO, capítulo 7º, versículo 15). E que todos, em geral, o supunham aplicado ao ofício de carpinteiro, na oficina de seu pai. Com um outro fato digno de reparo se depara nesta parte da narração de Lucas: o de haver Jesus passado três dias em Jerusalém, sem recurso de espécie alguma, sem seus pais e sem que estes, a princípio, lhe houvessem notado a falta. E como se pode explicar que Jesus crescesse e se fortificasse em sabedoria, conforme diz o Evangelista (LUCAS, capítulo 2º, versículo 52), sem estudo e sem mestre, a ponto de confundir os doutores e causar admiração ao povo? Para os católicos, a resposta é fácil e a que mais lhes convém, mesmo porque a Santa Madre Igreja, em favor de quem todos devemos abrir mão da nossa inteligência e da nossa razão, proíbe que seus fiéis se lancem a tais indagações. O Menino se mostrava cheio de sabedoria, a graça de Deus estava nele (LUCAS, capítulo 2º, versículo 14): o milagre explica tudo e faz descer o seu véu sobre a razão humana, que, desde então, nada mais tem que procurar saber. Por outro lado, se houvermos de seguir o cômodo exemplo dos

69 materialistas, não temos que atentar nesse fato, porqüanto não nos devemos impressionar senão com o que vêem os olhos da matéria. Entretanto, sem milagre, sem prodígio, sem mistérios, e sem que tenhamos de rejeitar, por incompreensíveis, algumas partes da narração evangélica, a ocorrência se explica perfeitamente, de modo a podermos aceitar o que consta nos Evangelhos, não com os olhos fechados, mas com eles bem abertos, como os devemos ter diante da verdade que emana dessa fonte de eterna sabedoria. Para que tudo, no caso, se torne claro e perceptível, basta se atente em que era puramente espírita a origem de Jesus e de natureza perispirítica o seu corpo, embora com a aparência de humano, de material, no qual nenhum milagre, nem mistério houve, porqüanto é da Natureza a existência de corpos terrestres e de corpos celestes. Apenas, essa circunstância teve que ficar em segredo, até que, cumprida a sua missão, os homens se achassem nas condições de compreender e aceitar os múltiplos fenômenos que das combinações dos fluídos tiram a sua causalidade. O que fora antinatural, por contrário às sábias leis emanadas da onisciência divina, é que um Espírito de pureza absoluta, como o de Jesus, colocado em nível superior aos dos mais eminentes da hierarquia espiritual concernente ao nosso planeta, pairando em altitude ainda não atingida sequer pelos que, dentre estes, ja tinham alcançado a perfeição sideral, houvesse, para se mostrar entre os homens como o verbo de Deus, de tomar um corpo grosseiramente carnal quais os nossos, isto é, de sofrer a encarnação humana, a que se acham sujeitos unicamente aqueles que ainda têm o que expiar, resgatar, ou reparar, aqueles que ainda se encontram mais ou menos distantes dos lindes extremos do progresso moral. Acrescentem-se a essa circunstância os hábitos e costumes dos povos daquela época e o fato de que tratamos nada mesmo denotará de grandemente excepcional, apresentando-se, ao contrário, perfeitamente compreensível e aceitável, sem que se façam mister as imposições dos ortodoxos aferrados às tradições, ou ao dogmatismo. Jesus chegara aos doze anos, entrara, pois, na adolescência, quando se celebrou a festa pascal, em comemoração da libertação dos judeus do cativeiro do Egito. Estando morto Herodes e destituído Arquelau das funções de preposto dos romanos, nenhum motivo de receios havia. Assim, a santa família compareceu à cerimônia da imolação do cordeiro e da consumação dos pães ázimos (não fermentados). José e seu irmão Matias apresentaram Jesus no templo, como descendente de David. Terminada a festa, Maria e José trataram logo de regressar a Nazaré, pela estrada da Galiléia, empreendendo uma viagem que durava quatro dias. A Virgem se pôs a caminho na companhia de outras donzelas e muitas matronas, indo José na de seus parentes e amigos íntimos. Como se sabe, há pais que trazem constantemente sob suas vistas os filhos, enquanto que outros, ou por compreenderem de modo diverso a vida, ou por saberem ajuizados seus filhos, lhes concedem maior liberdade. Era o que se dava com Maria e José, relativamente a Jesus, que, por isso, não saíra de Jerusalém na companhia deles. Aquela, não o vendo junto de si, o supunha com o pai, ocorrendo o mesmo da parte deste. Vê-se, assim, que nenhum fundamento há para se considerar inverossímil que só ao cabo de algum tempo de viagem houvessem os dois dado por falta do menino. Verificada essa falta, voltaram ambos imediatamente a Jerusalém, à

70 procura do filho, e, depois de. terem viajado um dia, o foram encontrar no templo. E, nada mais natural do que, tendo-o encontrado, ela lhe dissesse magoada: «Meu filho, por que procedeste assim conosco? Aqui estamos teu pai e eu que aflitos te procurávamos”. Ao que ele respondeu: Por que me procuráveis? Não sabeis ser preciso que me ocupe com o que respeita ao serviço de meu Pai? Nesta resposta de Jesus, que não foi compreendida por seus pais, é clara, evidente a alusão que ele fazia à missão altíssima de que se achava investido. E, a propósito dessa alusão, ocorre perguntar: Poder-se-á crer, dado fosse Jesus um Espírito que estivesse sofrendo a encarnação humana, como a sofrem todos os que vêm habitar a Terra, tivesse ele, aos doze anos apenas de idade, não só a intuição, mas a consciência plena da missão que descera a desempenhar, de ser, portanto, o enviado de Deus, o Messias prometido à Humanidade? Aquela alusão, pois, comprova que ele era, como o diz a Revelação da Revelação, um Espírito, o Espírito a quem Deus confiou o glorioso encargo de dirigir, governar e proteger a Humanidade terrena, revestido simplesmente de um envoltório especial, de um corpo celeste, ou seja: fluídico, de natureza perispirítica, mas visível e tangível. Encontrado por seus pais, voltou Jesus com eles para Nazaré, falecendo José algum tempo depois. Seguiram-se dezoito anos, tempo esse de que nenhuma notícia temos, relativa a Jesus. É que os Evangelistas fecharam os livros de suas memórias, para só os reabrirem com a narrativa do belo episódio em que o Precursor anunciou a presença do Cristo entre os homens, derramando, para exemplo, as águas da penitência sobre a cabeça daquele que, nada tendo de que se penitenciar, trazia aos homens o batismo do Espírito Santo, na frase do Padre Ligny. Tendo vindo não somente pregar, mas também exemplificar, começou o desempenho da sua missão, por aquele exemplo de submissão, dando ensejo, ao mesmo tempo, à consagração ostensiva da sua altíssima investidura. Não eram vulgares, como não podiam ser, transcorrendo como as nossas, dada a sua natureza extra-humana, nem a sua vida íntima, nem a sua vida exterior. Ele gostava da solidão e a Virgem lhe favorecia esse gosto, visto que viera ao mundo nas condições espirituais precisas a auxiliar o filho em sua missão. Jesus, pois, se ausentava freqüentemente, desaparecia. É que volvia às regiões superiores, onde pairava e para, na plenitude dos esplendores celestes, enviando continuamente à Terra, da qual é o Espírito protetor e governador, centelhas de luz purificadora e vivificante das almas, luz cujo brilho excede o dos raios do Sol. Oh! não nos é possível considerar em mente a figura sacrossanta do manso e divino Cordeiro imaculado, sem que das mais íntimas e melhores fibras da nossa alma se eleve a prece, como incenso odorífero, até aos seus sacratíssimos pés! Bendita seja a luz de Jesus! Abramos o Êxodo e leiamos o versículo 31 do seu capítulo 25º: Farás de ouro puríssimo um candeeiro, trabalhado a martelo. Penetremos no Tabernáculo, possuidos de sentimentos puros, e, corrida a cortina, veremos as cintilações do ouro, sob o jorro de luz suave que o banha. A significação dessa figura, a fé a alcança recordando as palavras do Apocalipse (capítulo 21º, versículo 23): Esta cidade não há mister de sol, nem luz que a iluminem, por que a claridade de Deus a alumiou e a sua lâmpada é o Cordeiro.

71 O Cristo é o candeeiro de ouro puríssimo e perfeito, e esse ouro foi estendido a martelo na cruz, que se tornou o símbolo da nossa redenção. Sua luz é a vida, a alegria e a graça que nos inundam as almas. Façamos do nosso coração um tabernáculo e essa luz brilhará nele eternamente. Tais são as deliciosas emanações das Escrituras, em cujas páginas o Cristo brilha com vivo fulgor. Ouçamos a voz do Apóstolo Paulo e possa ela guiar-nos para o Salvador, como a estrela de Belém guiou outrora os magos. Seja o primeiro raio do sol da justiça essa voz que nos clama: Desperta, tu que dormes. Levanta-te dentre os mortos e o Cristo te alumiará. (PAULO, “Epístola aos efésios”. (12) (11) Êxodo, 23º, 15. — Deuteronômio, 16º, 1, 16. - JOÃO, 7º, 15, 46. (12) PAULO. (Efésios, 5º. 14).

— 9. — 10. e não procureis intimamente dizer: “Temos Abraão por pai”. pois que o reino dos céus está próximo. Dizia: “Fazei penitência. Uma vez batizado.” — 3. — 2. Os habitantes de Jerusalém. João vestia pele de camelo. em quem hei posto todas az minhas complacências. A esse tempo. — Batismo de Jesus MATEUS: capítulo 3º. João esteve no deserto batizando e pregando o batismo de penitência para a remissão dos pecados. que não sou digno de lhe desatar as correias das alpercatas prosternando-me a seus pés. Jesus logo saiu da água e eis que os céus se abriram e ele viu descer sobre si o Espírito de Deus em forma de uma pomba. João trazia uma veste de peles de camelo e um cinto de couro à volta da cintura. usava uma tira de couro à volta da cintura e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. — 13. — 2. mas aquele que há de vir depois de mim é mais poderoso do que eu. 1 ao 11. confessando seus pecados. e. — 14. empilhará o trigo no celeiro e Queimará a palha num fogo que jamais se extingue. dizendo: Eu é que devo ser batizado por ti e tu vens a mim? — 15.72 10 MATEUS. — 11. — 12. por mim. Jesus veio da Galiléia ao Jordão ter com João. — 5. quem vos impeliu a fugir da cólera do que há de vir? — 8.10. MARCOS: capítulo 1º. Porqüanto. . Então. ele vos batizará em Espírito Santo e no fogo. a fim de ser por este batizado. vos batizo na água para vos induzir à penitência. disse-lhes: “Raça de víboras. — 8. confessando seus pecados. que não sou digno de lhe calçar os sapatos. que fica na Galiléia. — 6. Tratai de produzir dignos frutos de penitência. eis aqui aquele de quem falou o profeta Isaías. alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. O machado já está posto. Logo que saiu da água. — 11. — LUCAS. raiz das árvores: toda Arvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. — Batismo. porqüanto é necessário que cumpramos toda a justiça. versículo 1. Mas João obstava a isso. — Espírito Santo. tornai retas suas sendas. 1 ao 17. — 6. Prédica de João Batista. Eu vos batizo com água. — 5. 3º. Toda a Judéia e todos os habitantes de Jerusalém vinham ter com ele e. 1º. Jesus lhe respondeu: “Deixa-me fazer assim por esta vez.” João consentiu.” — 4. — 7. Jesus viu abrirem-se os céus e um Espírito Santo descer em forma de uma pomba e pairar sobre ele. Eis o que sucedeu naqueles dias: Jesus veio de Nazaré. de toda a Judéia e de toda a região circunvizinha do Jordão vinham ter com ele. tornai retas suas sendas. 3º. como está no do que clama no deserto: “Preparai o caminho do Senhor. E uma voz do céu se . Imediatamente uma voz ecoou no céu. — MARCOS. Um mais poderoso do que eu virá depois de mim. Começo do Evangelho de Jesus Cristo filho de Deus. vos batizará com Espírito Santo. — 16. porém. porqüanto eu vos declaro que destas pedras pode Deus fazer que nasçam filhos a Abraão. versículo 1. veio João Batista pregando pelo deserto da Judéia. dizendo: “Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor. — 17. Mas.” — 4. eram por ele batizados no rio Jordão. dizendo: Este é o meu filho bemamado. — Anjos da guarda. — 9. Pregava dizendo: — 7. ele. 1 ao 18 e 21 ao 22. eram por ele batizados no Jordão. e foi batizado por João no Jordão. Traz na mão a joeira e limpará completamente o seu eirado. vendo muitos fariseus e saduceus que vinham para o batismo. Eu.

. na forma corporal de uma pomba. e toda carne verá a salvação do Senhor. — 18. o maior dentre os nascidos de mulher. o Precursor de Jesus. todas as montanhas e todas as colinas serão arrasadas. um porém. — 2. que aquele que tem o que comer faça o mesmo. quem vos induziu a fugir da cólera que há de vir? — 8. — 3. Ele traz na mão a joeira e limpará perfeitamente o seu eirado. no ano 15 do império romano. retirou-se para o deserto. e um Espírito Santo desceu sobre ele.) Jovem ainda. de cujas alpercatas não sou digno de desatar as correias. Entrou a pregar e a administrar o batismo de penitência. conforme está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor. — 22. como diz o Evangelista. o Senhor fez ouvir sua voz no deserto a João. e vos batizará em Espírito Santo e em fogo. virá mais poderoso do que eu. que devemos fazer? Não pratiqueis violência nem calunieis pessoa alguma e contentai-vos com a vossa paga. capítulo 11º. (MATEUS. — 15. Era assim que evangelizava o povo. aos 29 de sua idade. — 6.” — 7. os caminhos tortuosos se tornarão retos e os acidentados se aplainarão. e João percorreu todas as cercanias do Jordão. pregando o batismo de penitência para a remissão dos pecados. No décimo quinto ano do império de Tibério César. que devemos fazer? — 13. em ti me tenho comprazido. — 5. Os soldados também o interrogavam. Também vieram ter com ele para ser batizados alguns publicanos que lhe disseram: Mestre. o céu se abriu. — 16. Cheio de um Espírito Santo desde o ventre materno. sob o reinado de Herodes Antipas. — 4. versículo 1. Anáz e Caifás sacerdotes magnos. respondia: Que aquele que tem duas túnicas dê uma ao que nenhuma tem. E como a turba lhe perguntasse: “Que devemos fazer”? — ele. enquanto orava. ele foi. Sucedeu que. E ele lhes disse: Nada exijais além do que vos foi ordenado. Já o machado está posto à raiz das árvores e toda árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. versículo 21. donde só regressou para dar início ao desempenho da sua missão. LUCAS: capítulo 3º. LUCAS: capítulo 3º. dizendo: E nós. Dizia ao povo que acorria em bandos para ser batizado: Raça de víboras. conforme o declarou o divino Mestre. Todo vale será aterrado. tornai retas suas sendas. — 12. E como o povo e todos pensavam consigo mesmo que talvez João fosse o Cristo. — 14. Produzi dignos frutos de penitência e não comeceis a dizer: “Temos Abraão por pai”. em ti hei posto todas as minhas complacências. porqüanto eu vos declaro que poderoso é Deus para destas mesmas pedras fazer que nasçam filhos a Abraão. filho de Zacarias e de Isabel. (13) João. disse aquele a toda a gente: Eu vos batizo com água. tetrarca da Ituréia e da província de Traconites Filipe Irmão de Herodes e tetrarca de Abllina Lisãnias. ao tempo em que João batizava todo o povo. versículo 11. nasceu seis meses antes do aparecimento deste e desencarnou com 31 anos de idade. também Jesus foi por ele batizado e. sendo Governador da Judéia Pôncio Pilatos tetrarca da Galiléia Herodes. ensinando-lhe ainda muitas outras coisas. empilhará o trigo no seu celeiro e queimará a palha num fogo que jamais se extingue. e ouviu-se no céu uma voz que dizia: És meu filho bem-amado. — 17.” — 10. — 9. filho de Zacarias.73 fez ouvir dizendo: És meu filho bem-amado. a fim de se entregar a uma vida de rigorosa austeridade.

isto é. que a árvore que não dá bons frutos será arrancada e lançada ao fogo.. O batismo. imposta como mandamento pelos que pregam o que não praticam. assistência que faculta ao culpado os meios e as forças de levar a cabo a sua . de que era prova a confissão pública das faltas e crimes cometidos. cerimônias. que não progride. Assim é que não se lembrava de que fora Elias. que ele não nasceu . que ele administrava. portanto. mediante as expiações. em abrir brechas nas consciências. Quer isto dizer que João aparelhava o terreno para a obra que o Cristo descera a realizar. que João ministrava e a que Jesus se submeteu para exemplo. de Precursor do Cristo e que consistia em preparar os caminhos que este teria de percorrer. que fez o seu aparecimento na Terra à semelhança do Filho de Deus. nem “morreu”. por onde penetrasse a luz de que Jesus era portador. as provas e as reparações a que o sujeitam seus erros e transviamentos. era precedido da confissão. portanto. João. ou lavagem do corpo. A prática dessa confissão durou longo tempo. menor do que o menor no reino dos céus. por exemplo. aconselhando aos homens que lavassem de toda impureza suas almas. cuja natureza puramente espiritual. Para abater o orgulho dos hebreus. lançado no fogo dos remorsos das torturas morais. como um selo posto ao compromisso assumido de regeneração moral. etc. ritos. era. cuja elevação espiritual as citadas palavras de Jesus patentearam. missionário celeste. pregando. no entanto. Foi o que fez. mas os que trazem puros os corações. depois da desencarnação. para lhe despertar no íntimo o sentimento da humildade e para o constranger a evitá-las pela vergonha de as ter que confessar publicamente. dela perdera a consciência. que não apresenta frutos de regeneração. que estes. do que.74 todos os profetas.. a que comumente chama “morte”. sem mãe e sem genealogia. rei de justiça e rei de paz. para se tornarem dignos de receber aquela luz. consubstanciação da moral divina. que trouxera. que foi sem pai. se achava olvidado da sua existência anterior. de suas faltas e pecados. Melquíades. ensinando. pela humildade. Jesus Cristo. (14) Não obstante tratar-se de um Espírito superior em missão. como Maria e José. consistia na ablução. pelo arrependimento. Era um meio material de impressionar homens materiais. recebeu no deserto a inspiração de que soara a hora de ter começo a missão. que não teve princípio. não são somente os que dizem: Senhor! Senhor! e vivem preocupados com fórmulas exteriores. que tem sua expressão nos sofrimentos purificadores e na assistência dos Espíritos purificados. João. fato material destinado a simbolizar a purificação da alma. comprovando. que se arrependessem de suas culpas e praticassem a penitência. que a sua vida humana foi apenas aparente. que só consideravam. correspondentes ao grau da sua culpabilidade. será. nem fim de vida. que o Espírito encarnado. O batismo. aquelas palavras comprovam. mas ao mesmo tempo um ato emblemático. filhos do Senhor os que suportavam o jugo de Moisés. sob as vestes de um corpo celeste e não terrestre. a efetuar-se pelo batismo em fogo e em Espírito Santo. que assim só considera os que cegamente lhe aceitam os dogmas. por estar encarnado. tal qual a Igreja Romana. feita de público e em altas vozes pelo batizando. João. disse que poderoso é Deus para fazer das pedras filhos de Abraão. Depois. os que se arvoraram em representantes do Cristo dela se apossaram e a fizeram cair no desprestígio e na desmoralização que conhecemos.

animadora e eficaz. Isto perfeitamente se compreende. Espíritos elevados. a velarem por nós. mas a que só se submetiam criaturas conscientes de seus atos. da água derramada. o que devemos entender. pela humildade e. Hoje. embora. dos Espíritos purificados. os Espíritos como que perdem a individualidade. continuamente. a instituição do batismo da água foi . um meio de apagar nelas a mancha do pecado original. para a conquista do “reino dos céus”. por Espírito Santo. É que por ele desce sobre a criatura o fogo da inspiração divina. o batismo um ato material e simbólico. com efeito. pois. conforme o ensina a Revelação Espírita. não mais sobre a cabeça de homens em condições de reconhecerem e confessarem suas culpas. (15) O batismo em Espírito Santo. que geram os heroísmos da fé. Que fez. que a prezemos e guardemos como preciosíssimo tesouro. que tomaram a si o encargo de nos proteger e conduzir pela estrada do progresso. fundindo-se na unidade de sentimentos. desejosos de fazer penitência e de alistar-se sob o estandarte de uma fé conducente à regeneração. a fim de que sejam sustentados em suas provas. porqüanto. aos homens de boa-vontade. com efeito. e que se manifestassem sob a aparência de línguas de fogo. O conjunto dos Espíritos superiores. de remissão desse pecado de que se deve considerar onerado todo aquele que nasce na Terra. esse batismo. podemos obtê-lo todos. pelo trabalho. dizer que o Espírito Santo é uma entidade individual. Esse batismo Ele o administrou.75 purificação integral. as criaturas humanas o recebem mediunicamente. Sendo. para que aproveitemos de todos os seus inestimáveis benefícios. pela intuição e pela inspiração. porque temos de contínuo. que quem nasce no mundo traz uma alma expressamente criada para o corpo com que se apresenta. clara e exemplificativamente. possuidas do arrependimento de seus erros e faltas. com o que também eles avançam nessa mesma estrada. que os iam amparar e auxiliar no desempenho da missão de que se achavam incumbidos. de modo indeterminado. e a temos. quando não de maneira ostensiva. a abrasá-la dos sentimentos puros e elevados. Vê-se assim que. fiéis cumpridores dos desígnios de Deus. Concede-a o Cristo. desde que chegam aos cumes da perfeição e da pureza. santos. caridosos. Essa também uma das razões por que ao batismo em Espírito Santo é dado o nome de “batismo de fogo”. constante. como sempre. contudo. mas sobre a cabeça das crianças recém-nascidas. enviado de Deus e seu preposto ao governo do mundo terreno. ou seja a assistência dos Espíritos do Senhor compreendidos nessa denominação. de pensamentos. porém. sobretudo. é. Temo-la. formadas pela luminosidade dos seus perispíritos. a Igreja Romana? Fez do batismo material. de que nos podemos valer em todas as circunstâncias da vida. Era. como outras. pelo amor. ou influência. por não admitir a lei das reencarnações. uma coletividade. guiados nas suas missões e ajudados na obra de purificação de seus Espíritos e na de seu progresso pela senda do aperfeiçoamento moral e intelectual. pela caridade. bem se pode. que dela tenhamos consciência. apesar de nenhum pecado ainda haver cometido. fazendo-se mister unicamente. de vontade e de ação. fazendo que descessem até seus discípulos aqueles Espíritos. os nossos Anjos da Guarda. erro que provêm de ensinar a Igreja. pelas comunicações do Além.

destinava-se. batizemos os nossos filhos. conforme se lê em “O Livro dos Espíritos”. bem como do exercício da vontade e do uso do livre-arbítrio. porqüanto. reduziram o Código Sagrado a mero acervo de tradições e monopolizaram. ante a razão. desde que se tornem conscientes. a inteligência e a interpretação dos livros santos. como já mostramos. Ora. para extirpar o mal pela raiz. assim não continuará a ser. o Espírito do que nasce precise lavar-se de impurezas quaisquer? Será que já tenha saído impuro das mãos do seu Criador. mas. porqüanto só os que alcançam a perfeição na pureza se acham livres de ter a mais leve culpa. nunca tendo nascido antes. por isso. fazendo que a corrupção chegasse ao ponto de levar Jesus a declarar que os judeus haviam aniquilado a palavra do Senhor. ante os ensinamentos dos profetas e dos apóstolos. E essa circunstância. como já dissemos. Acreditamos e esperamos que o remédio não tardará.” Manifesto é. que Ele era puro e perfeito. por si só. quer se dêem aos batizandos as lições que lhes dava João. mas cada um morrerá pelo seu pecado. que. ou o castigo. sem ter confessado culpa alguma. indica e demonstra que Ele não podia estar encarnado. nem os filhos pelos pais. o absurdo do ensino da Igreja. a mais ligeira falta de que se acusar em consciência. mostremos-lhes que. Jesus não tinha necessidade de ser batizado por João. a fazer impressão em homens materiais. exigia prévia confissão pública de pecados. por vaidade e interesse de seita. quer sejam eles dispensados dessas lições. ou não aceitou as palavras do apóstolo Paulo. E não se compreende. versículo 12: “E. como tantas vezes se encontra repetido nas Escrituras santas — “a cada um segundo suas obras” — não se compreende que a Humanidade seja responsável pela falta ou faltas que haja cometido o chamado primeiro homem. sem de nenhum pecado se haver penitenciado. Em segundo lugar. capítulo 24º. A prova encontramo-la na circunstância de que recebeu um batismo. que era de penitência. somente a parte simbólica é de utilidade e proveito. ser um homem como os demais. como é possível que. transmitida por Moisés aos homens. em seu objetivo. Ela não entendeu. desde que os fariseus. Quer isso dizer. Essa a razão por que o clero romano foge a toda discussão. da manifestação do arrependimento e do desejo da penitência. portanto. ante os termos expressos da lei. que não passa. capítulo 14º. e a razão também por que a Humanidade não dá às Escrituras sagradas a importância que lhes devia dar. em as condições precisas para ser administrado e nos fins a que visava. Se ainda hoje precisa ser mantido com esse aspecto. de um símbolo.76 completamente desvirtuada em sua natureza. versículo 16 íbi Não se farão morrer os pais pelos filhos. ou revogou a palavra do Senhor. não admitindo que os leigos falem nos Evangelhos. condições então necessárias à administração do batismo. tudo por efeito de inovações e mandamentos humanos. evidentemente. mal que lavra há muitos séculos. Veja-se: Deuteronômio. o batismo correspondia a uma necessidade daqueles tempos. Entretanto. ensinando que da aliança do Sinai viera a lei oral e não a lei escrita. É evidente que a Igreja Romana não entendeu. cada um de nós dará contas a Deus de si mesmo. . se o prêmio. Sob o aspecto material. decorrem das obras de cada um. na sua “Epístola aos Romanos”. assim.

conseguintemente. de fato. obedecendo aos desígnios de Deus. Foi esta uma manifestação espírita. Trazia ele. dentre estes. se houveram sido aparentes. batizado Jesus. 4. ou. 15º. 28. pelo menos. 26. 4º. que não precisava ser lavado. não têm mais que sofrer provas. Segundo a narração evangélica. mediante aquelas palavras que se ouviram. investir a outros de o ministrarem. (14) Com esta palavra muito jogo costumam fazer os que combatem a revelação da corporeidade fluídica do Cristo. 6. no seio de Deus. 13º. naquele momento. e ainda para receber pública e ostensivamente a confirmação da sua. Pretendendo que. então. que compõem a primeira classe. a seu turno. e mediante o aparecimento de uma pomba a lhe pairar sobre a cabeça. o céu se abriu e uma voz ressoou no espaço. para demonstrar aos homens que a prece do coração atrai as bênçãos do Senhor e os testemunhos do seu amor infinito. capítulo 3º. 8º. considerada pelos antigos como emblema da pureza. 2º. a afirmação de que à Terra descera o Espírito excelso. 13º. 15º. estava capacitado para administrar o batismo em Espírito Santo e em fogo e para. 2º. 8º. — João. como investiu os apóstolos que. 12º. que apenas para dar um exemplo.— ISAÍAS. um corpo celeste. — Apocalipse. pois. em seu sentido profundo. Segue-se. 37. — Salmos. vindas do alto. 6. — Atos. 2. Convêm. que determina. segundo proclamou João que Ele o faria. 44. já percorreram todos os graus do aperfeiçoamento e se despojaram de todas as impurezas da matéria. precisar o significado verdadeiro de tal palavra. por intermédio dos Espíritos protetores. cujo advento os profetas anunciaram. 15 a 39. o sentido em que é empregada. a propagassem pela palavra e pelo exemplo. 4. da sua identidade na condição de enviado direto de Deus. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura. na escala espírita. — DANIEL. Jesus. Um dos que secundavam a Jesus no desempenho de sua missão. nem expiações. classe única. veio atestar. tomou. em quem hei posto toda a minha com placência. 7. como os nossos corpos de lodo. e que continham. da primeira ordem. que se produziu pela faculdade que tem o Espírito de dar ao próprio perispírito as formas e aparências que queira. 4º. a do Messias prometido. foi que Jesus se fez batizar por João. 19º. a forma de uma pomba que. e também como sanção expressa da legítima autoridade de Jesus. a influência divina. — ZACARIAS. portanto. 1º. praticassem a lei do amor e.— Atos. realizam a vida eterna. 83 a 39. 18. essa corporeidade e a vida humana de Jesus nenhuma realidade teriam tido. versículo 22). E as disse quando Jesus orava. dizendo: Este é o meu filho bem-amado. 4. e só Jesus. Disse essas palavras um dos Espíritos Superiores. quando estava em oração (LUCAS. 2º. foram incumbidos de pregar e exemplificar a moral que Ele trouxera ao mundo e de o conferirem a quantos. para confirmar a missão de que o Precursor se achava encarregado. por motivo algum e ainda menos como expressão material da necessidade de purificação espiritual. escutando-lhes as palavras. .77 aqueles. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis. (13) Levítico. Essa confirmação Ele a teve. 11º. órgãos das inspirações divinas e executores das vontades de Deus. depois de terem recebido esse batismo. aconteceu que. 22. 26 a 40.

uma aparência. Citemos. que trazia na mão esse objeto) tinha a forma da de que ele se servia habitualmente e que estava em sua casa. as perguntas e respostas que deram lugar a essa nota. Ld. nos podemos socorrer. imitação. Os Espíritos superiores formam. por isso.78 quando se trata daquela vida. nem melhor. expomo-nos a grandes equívocos.” 3. É uma recomendação que os próprios Espíritos repetidamente nos fazem. Sem a explicação que provocamos. os caracteres distintivos de suas personalidades se apagam. se bem que formada de um princípio material. Vamos reproduzir. como o foi. mas uma aparência nada tem de real. Que era então a que foi vista com a aparição? “Uma aparência. todas as vezes que apresente a menor ambigüidade. constantemente reproduzida em casos análogos. numa nota por ele aditada a uma das respostas do Espírito que o instruía. A caixa de rapé. Encontramo-lo no capítulo 8º da segunda parte de O Livro dos Médiuns. capítulo 24º. o passo em que ele nos dê esse significado. real. um todo coletivo. ou se havia nela alguma coisa de material? “Certamente. Dizes que foi uma aparência. — É verdade que se deve entender aqui a palavra “aparência” no sentido de aspecto. . Desejáramos saber se a caixa de rapé era apenas uma imagem sem realidade. 2. podia dar azo a uma falsa interpretação. (15) À medida que os Espíritos se purificam e elevam na hierarquia espiritual. Interpretando-as segundo as nossas idéias. Para esse efeito. a palavra aparência. (ALLAN KARDEC. pois. O Livro dos Médiuns. nº 256). de nenhuma autoridade maior. para boa Inteligência da explicação. Cumpre. e para que não tomassem a aparição como uma alucinação produzida pelo estado de saúde da vidente. em o nº 128 do volume. tomou todas as aparências da realidade. Aquela caixa de rapé (tratava-se da aparição de um Espírito encarnado. A experiência nos ensina que nem sempre devemos tomar ao pé da letra certas expressões empregadas pelos Espíritos. é com o auxílio desse princípio material que o perispírito toma a aparência de vestes semelhantes às que o Espírito trazia quando vivo. aprofundar o sentido de suas palavras. comparada ao original. conseguintemente. do que do Mestre Allan Kardec. não estava lá: a que o Espírito trazia era apenas a representação da outra: era. capitulo que se intitula “Do laboratório do mundo invisível”. Era para que a circunstância fosse notada. por assim dizer. é uma como ilusão de ótica. Ibid. de certo modo. O Espírito querendo que aquela senhora acreditasse na realidade da sua presença. na uniformidade da perfeição.” NOTA.

mas de toda palavra de Deus. teve fome. Jesus respondeu: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites.79 11 MATEUS. e só a Ele servirás. versículo 12. Se. disse: Se és filho de Deus. o diabo se afastou dele por algum tempo. MARCOS: capítulo 1º. Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. colocando-o no pináculo do templo. — 2. e te amparem com suas mãos. — 11. Disse-lhe em resposta Jesus: Retira-te. prosternando-te diante de mim. — 10. sendo tentado por satanás. Cheio de Espírito Santo. — 13. pois. porqüanto eles me foram dados e eu os dou a quem quero. cercaram-no os anjos e o serviam. Jesus lhe respondeu: Escrito está: Não só de pão vive o homem. — LUCAS. Jesus lhe respondeu: Está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus. — 7. a que antes podemos chamar autêntica. todas essas coisas te pertencerão. — 6. mas de toda palavra que sai da boca de Deus. — 10. me adorares. disse-lhe: Se és filho de Deus. — 4. pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás. impelido para o deserto. 1 ao 11. O diabo o transportou para um alto monte e lhe mostrou. — 7. versículo 1. — 13. pois está escrito haver ele ordenado a seus anjos que tenham cuidado contigo. — 5. Aproximando-se então dele. — 11. 4º. — 12. — 9. O diabo o transportou ainda para um monte muito alto. — 5. Deixou-o então o diabo. 4º. donde lhe mostrou todos os reinos do mundo e a glória que os acompanha. o tentador lhe disse. — 3. E logo o Espírito o impeliu para o deserto. da derivação histórica e das circunstâncias de tempo em que foi dado este. Disse-lhe então o diabo: Se és filho de Deus. 1 ao 13. para a compreensão das sagradas letras. Jesus se afastou do Jordão e foi. Aí permaneceu quarenta dias e foi tentado pelo diabo. anuires em me adorar. colocando-o no pináculo do templo. num instante. Habitava com as feras e os anjos o serviam. ou promulgada aquela. onde passou quarenta dias e quarenta noites. Acabada a tentação. ordena a estas pedras que se tornem pães. — 6. LUCAS: capítulo 4º. à pesquisa das causas. dizendo-lhe: Dar-te-ei todo esse poder e a glória destes reinos. passados eles. (16) Disse o divino Mestre e Paulo repetia: — a letra mata e o espírito vivifica. porque nos conduz à indagação do pensamento e do sentido da lei ou do ensino. — MARCOS. não nos devemos prender às palavras. nada comeu durante esses dias e. versículo 1. 1º. satanás. pelo Espírito. prescientemente uma regra de interpretação. e lhe disse: Dar-te-ei todas estas coisas se. que de doutrinal ou lógica. Se és filho de Deus. — 9. . — 8. pois. — 8. Jesus lhe respondeu: Está escrito: O homem não vive somente de pão. 12 ao 13. Temos. — 4. de modo a ficar bem entendido que. teve fome. que te guardem. O diabo ainda o transportou a Jerusalém e. — 2. Lançate daqui a baixo. Jejum e tentação de Jesus MATEUS: capítulo 4º. todos os reinos da Terra. manda que estas pedras se tornem pão. pois está escrito que Ele ordenou a seus anjos tenham cuidado contigo e te sustentem com suas mãos. — 3. para que não firas o pé nalguma pedra. para que não firas os pés nalguma pedra. Jesus lhe respondeu: Está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. O diabo o transportou à cidade santa e. lança-te daqui a baixo.

apoiando-se numa tradição apostólica. para que ela produzisse os frutos imediatos que devia produzir. instituisse o preceito do jejum. quando é certo que. desapareceu. nos quais se acham contidos . nos seus ensinamentos. entendidos em espírito e verdade. versículo 48 e seguintes): Eu sou o pão vivo que desci do céu. em suma. Semelhantemente. versículo 5): Este é o pão que o Senhor vos deu para comer”. de “Êxodo” (capítulo 16º. número que se tornou tradicional para ausência dos profetas. mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. A alimentação material é necessária ao homem. o Espírito se incorpora fluídicamente. no ano 130. o pão de que Ele fez emblema o seu corpo e o seu sangue.A planta não necessita comer. opera-se pela absorção dos fluídos ambientes. revestido de um corpo de natureza perispirítica. no campo também caia o maná. referindo-Se ao tempo em que o supuseram sob o poder do diabo. devemos procurar no plano do Evangelho? Que é esse maná caído do céu. por falsa. ela já não pode hoje satisfazer. senão uma figura emblemática da graça que. quem o comer viverá eternamente. absurda. pela prece e pelo jejum no deserto. A sua nutrição aí. Telésforo. ver-se-á que. que o tivessem como um profeta. a menos se negue o progresso da ciência das verdades eternas. durante 40 dias. Quando.80 assim com suas fontes de origem. versículo 3): “Afligiu-te com a fome e deu-te por sustento o maná que desconheciaS e teus pais desconheceram. versículo 9): “E ao tempo que de noite caia o orvalho. a que Jesus alude. Lemos (em JOÃO. a fim de causar impressão aos homens e os induzir a considerá-lo tal. que nos faculta a hermenêutica ou arte de afiançarmos o verdadeiro sentido dos textos sagrados. senão o Salvador prometido à raça humana. o Espírito. Pareceu então aos homens que. interpretação que serviu para que. para te mostrar que o homem não vive só de pão. nem beber: absorve da Terra e do ar os fluídos que lhe são necessários à nutrição. outra coisa não é senão o alimento que toda alma encontra na sua doutrIna. quis. como no-los faz entender a Revelação Nova. em todo o seu esplendor. para a vida do corpo de que se acha revestido. para sustentar os princípios constitutivos desse corpo. Aplicada à interpretação das narrativas evangélicas referentes ao jejum de Jesus. revestido de um corpo celeste. Ele se submetera ao uso. como profeta. o pão que era o seu sustento e que Ele trazia para matar a fome aos filhos de Israel. absorve. personificada em Adão? Passemos ao Novo Testamento. os fluídos ambientes. inadmissível. apropriados àquele efeito . Vê-se que o pão. contidos nos Evangelhos. como maná que caiu do céu. É uma regra. para o desempenho de suas missões. isto é. Nem de outro modo se pode compreender. enquanto durou a que veio desempenhar na Terra. tem de penetrar num mundo superior. porém. Estudemos o que foi dado a Moisés e consta no “Deuteronômio” (capítulo 8º. capítulo 6º. o pão da vida. Jesus que. ao Espírito encarnado em corpo material. Que é esse maná. sua razão de ser e seus fins. de “Números” (capítulo 11º. não se Sustentava com os alimentos cuja privação constitui o jejum. Bispo de Roma. onde os corpos dos respectivos habitantes não são carnais como os nossos e sim de natureza perispirítica. se as condições da época fizeram necessária a interpretação literal dessas narrativas. enfim. ou desse perispírito. (17) Era costume dos profetas prepararem-se.

Concluíram daí. durante os 40 dias e 40 noites do seu retiro no Sinai. “diabólicas”. por exemplo. como homem. A desaparição e a reaparição de Jesus. “satanás” não existem como individualidade votada eternamente ao mal. Tendo podido alimentarse de ervas e insetos. portanto. 34. não constituíram um “milagre”. o que há. nem bebeu água. surgiu dos comentários a que deram lugar as palavras de Jesus. suportasse o contacto de matéria tão grosseira. falando de Jesus. capazes de desviá-lo do caminho do bem. visto que tal fato estaria fora das leis naturais. antes. O Mestre desapareceu das vistas de todos por 40 dias e. figurando as diversas maneiras por que pode o homem ser tentado. importando. o corpo etéreo de que se achava revestido. Os desaparecimentos de Jesus. das paixões e dos vícios. opondo-lhes a fé e a perseverança. acerca das tentações a que está sujeita a Humanidade. quando em encarnação ou incorporação fluídica. numa subversão da ordem estabelecida desde toda a eternidade. os que o ouviram. o “demônio”. falou. porqüanto. Ali não se refere que o chefe do povo hebreu passou todo aquele tempo sem comer coisa alguma. uma derrogação das leis naturais. o que só é possível aos Espíritos superiores. criando as circunstâncias em que esta deverá ter-se dado. de acordo com as necessidades da época e destinada a preparar o futuro. como diz (LUCAS. passar tanto tempo sem se alimentar. como a do corpo humano. à perdição das criaturas de Deus. dos comentários que os apóstolos e discípulos teceram em torno de uma prédica sua. dada a sua natureza. qual o seu. (18) Ora. enquanto esteve no cume do Sinai a receber o Decálogo. Deram-se. para sustentar que Jesus haja podido. que aqueles nomes apenas designam o conjunto das maldades. foi também uma figura emblemática que. como dissemos acima.81 esses mesmos princípios. que o fato com Ele ocorrera e a imaginação emoldurou a suposta ocorrência. que são imutáveis. pela Revelação Espírita. é desconhecimento das causas que lhes dão origem. O que se lê naquela passagem do Êxodo é que Moisés não comeu pão. versículo 2). o seu exemplo não colhe para o caso de Jesus. do mesmo modo que os bons pensamentos e as boas obras lhe granjeiam influências boas. se bem que desconhecida dos homens. pela ação da sua vontade. das imperfeições. ignorância das leis que lhes presidem à produção. tão etéreo. A tentação de Jesus. citando Êxodo. que o ajudam a avançar pela senda do progresso espiritual. quando o supunham em retiro no deserto. ou tombarem do céu as estrelas. existentes no homem e que lhe atraem influências perniciosas. isto é. só por milagre fora possível que um Espírito tão sutil. bem sabemos que não há milagres. Milagre seria. que o mesmo fez Moisés. sobre o modo por que deve o homem resistir às tentações e emboscadas a que se acha exposto. ou a orar no cume de uma montanha. quando sabemos. 28. Quanto à tentação. uma mulher dar à luz um leão. no caso de fenômenos assim chamados. se davam. não foi uma realidade. capítulo 4º. E de outra forma não a podemos compreender hoje. porque tais fatos teriam sido contrários àquelas leis. pois. como milagre seria também o haver Jesus sofrido uma encarnação humana. no cumprimento de uma dessas leis. o Espírito não tem meio de . isto é. realmente. ao reaparecer. desmaterializando ele. A idéia de que o tenha sido nasceu. que o “diabo”. Estando materialmente encarnado. Nem se diga.

um Espírito. pelo desprendimento durante o sono e. é certo.82 desmaterializar o invólucro que o reveste. — JOÃO. 6º. que tudo negam do alto do pedestal do seu orgulho e das suas idéias preconcebidas. que se lê em O Espírito Consolador: “Que homem houvera podido tirar do seu coração a parábola do Filho Pródigo e o colóquio com a Samaritana?” e estes perIodos de sublimada eloquência. algumas vezes. em busca do amparo celestial para fortalecimento da nossa alma. cuja culminância na perfeição Inspirou ao Padre Marchal esta exclamação. 20. Antes dele. na Bíblia. invisível a olhos humanos. da sua razão de ser. Só ele fundou a religião universal. é bastante para que também claramente se compreenda que não pode ter encarnado um Espírito. amáivos como eu vos amo. seus ensinamentos. (16) Êxodo. na amplidão do infinito. do que significa. formular esta interpelação e este conselho: “Quem me convencerá de pecado? Sede santos. qual o de Jesus. na posse de convicções nascidas do estado e do esforço da razão. cuja suprema excelsitude. na plenitude da sua gloriosa humildade. lançamos. Esses fatos são perfeitamente compreensíveis e podem ser realizáveis para quem tenha conhecimento bastante dos fluídos e do poder magnético de os atrair e combinar. — JOSUÉ. saídos da sua alma transportada: “Não. com o auxílio do seu perispírito. Aquele que assim fizer e colher a experiência a que as sessões espíritas oferecem campo. Consegue assim. 10º. libertar-se do seu corpo de carne e. como ainda os ensinos constitutivos da Terceira Revelação e. porém. seus atos e suas obras atestam. (17) Ver O Livro de Tobias. Pode. 19º. 34º. — Salmos. 9º. basta para o aquecer. 8º. não poderia inventar Jesus Cristo. pelo fenômeno da bicorporeidade e da bilocação. a Terra vira passar grandes luzeiros. (18) A boa compreensão do que seja. — Deuteronômio. não só suas palavras. do seu objetivo. a encarnação. 30. apartar-se temporariamente dele. Cumpre. — EZEQUIEL. — Apocalipse. — Reis. ainda que condensasse todas as suas energias de concepção.” . para se adquirir o conhecimento da sua ação sobre toda a Natureza. 24º. 13. bem como do testemunho dos próprios olhos. 3. se estude profundamente e pratique o Magnetismo. derramando-se pelo mundo. a Humanidade terrena. não vira passar “o grande amor”. pela ação da sua vontade. raras. como eu sou santo”. um Espírito que pôde. esse sentimento íntimo e profundo que nos leva a considerá-lo colocado logo abaixo de Deus quando. 28. trazendo à Terra o grande mandamento que a ligaria ao céu: “Amai a Deus de todo o coração. 8. 14. prontamente se convencerá da ação prodigiosa do Magnetismo espiritual e. 13º. Temos disso um exemplo no que se deu com Santo Antônio de Pádua. 14. sob as aparências do corpo humano. Os luminares da antigüidade hauriram suas mais belas idéias nessa fonte que se chama a tradição: a fonte onde Jesus hauria era a sua alma e essa alma. 3º. 14º. talvez mais que tudo. nem pelas dos pseudo-sábios. o nosso pensamento em prece. mas conservando-se-lhe sempre ligado por um cordão fluídico. 3. estará em condições de se não deixar embair pelas opiniões dos escribas e fariseus da época. nos casos de estado mais ou menos extático. 7. em verdade. 2. tornar-se visível e tangível em mais de um lugar.

83 Útil. oferecer ensanchas. tendo Jesus podido dizer que ninguém havia capaz de o convencer de pecado. e dizer igualmente que todos se tornassem santos. a encarnação representa sempre. a que gênero de progresso lhe poderia um mundo inferioríssimo. pois. um dos ensinos mais proveitosos é o que deram a Alexandre Belemare os Espíritos que o assistiam na elaboração da sua excelente obra — Espírita e Cristão. Em todos os casos. para resgatar sua dívida? Sendo submetido a uma dificuldade especial que lhe cumpre vencer. de nossa parte. puro. para ele. durante a qual terá ele que lutar contra paixões que representam. Para esse efeito. que prescreve ao Espírito a encarnação e a reencarnação. e que no vencê-la é que consiste o seu progresso. cujos originais foram lidos pelo Mestre Allan Kardec. isto é. pela sua natureza e pela sua intensidade. para justificar ou legitimar uma sua encarnação nele? . da lei de justiça e misericórdia. Esse ensino se resume no seguinte: O Espírito que haja falido fica na contingência. uma dificuldade que lhe cabe vencer. Ora. a natureza e a Importância da falta a ser apagada. partido do mesmo ponto. como ele era santo. Como conseguirá fazer esse mais. pois que para vencê-la é que o Espírito encarna. ou seja: capaz de lhe imputar com fundamento a mais ligeira transgressão da lei divina. progrediu sem jamais falir. Essa dificuldade é a encarnação. qual a Terra. de fazer mais do que este. para chegar ao mesmo grau de aperfeiçoamento em que se acha outro que. mesmo que o Espírito encarne em missão. é conheçamos tudo o que possa concorrer para a melhor inteligência.

Assim. Então Jesus. — 15. Ensinava nas sinagogas e era glorificado por todos. o povo que jazia nas trevas. esses viam em forte esplendor a luz brilhante que o seu Espírito irradiava. que vos vem ensinar os Evangelhos em espírito e verdade. que tinham de ser por todos ouvidas. e dizendo: Pois que o tempo se cumpriu e o reino de Deus está próximo. nas suas palavras. e a luz surgiu para os que jaziam na região da sombra da morte. cidade marítima dos confins de Zabulon e de Nefatalim. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: — 15. versículo 12. 14 ao 15. versículo 14. Jesus se retirou para a Galiléia. e. preparados. voltou para a Galiléia e a sua fama se espalhou por toda aquela região. 12 ao 17. que se achava imerso nas trevas. recebeu a grande luz. caminho do mar além Jordão. foi habitar em Cafarnaum. pregando o evangelho do reino de Deus. nos confins da Galiléia. tomardes a senda do progresso espiritual e subirdes ao seio de Deus. pela virtude do espírito. faltas e crimes. que apenas viam a Jesus sob a sua aparência humana. divisavam velada a grande luz e. 14 ao 5. — Retirada de Jesus para a Galiléia. o mesmo Jesus clama: chegou o tempo de estudardes o Consolador. A partir daí. fazei peniténcia e crede no evangelho. — LUCAS. Para esse efeito. entretanto. Logo que João foi encarcerado. Hoje. pois o reino dos céus se aproxima. viu uma grande luz. versículo 14. porém. Fazei penitência: arrependei-vos dos vossos erros. Então. Mal. os que já se encontravam no plano espiritual. deixando as trevas em que jazeis. Jesus. ao passo que a viram refulgente os que se achavam livres da morte.” — 17. — 13. pois que ensinava e pregava a verdade. Os outros. tirando-vos das trevas em que vos lançaram OS Vossos pecados. Alí. Jesus veio para a Galiléia. — 14. 1º. para poderdes ver a luz. (19) Jesus levava. porém. o povo. 16. pela virtude do espírito. era a luz. os que lhe compreendiam as palavras. Ele próprio. Quer isto dizer: . o que significa: chegou o tempo de ouvirdes o Enviado de Deus. Estada em Cafarnaum MATEUS: capítulo 4º. pela boca dos Espíritos. o qual vos vem trazer a luz da verdade que. a luz onde mais necessária era.84 12 MATEUS. as apreendiam: os que estavam na região da sombra da morte. os primeiros. MARCOS: capítulo 1º. os que as ouviam lhe compreendiam as palavras: eram os que estavam nas trevas. 4º. Notícia do encarceramento de João. Tendo ouvido dizer que João fora encarcerado. lhe percebeu a claridade. apontando o caminho que conduz ao reino dos céus. para entendê-las. não percebiam o sentido das palavras que lhe ouviam. deixando a cidade de Nazaré. — MARCOS. pois o reino do céu se aproxima. — 15. vos patenteará a estrada que leva ao céu ou seja: à perfeição na pureza. seus mensageiros. a Galiléia das nações. para serdes por ela alumiados e. retirou-se de Nazaré e se dirigiu a Cafarnaum. voltou Jesus para a Galiléia. Muitos. “A terra de Zabulon e a terra de Nefatalim. Jesus começou a pregar e a dizer: Fazei peniténcia. Nem todos. 4º. LUCAS: capítulo 4º. Fazei penitência. pelas reencarnações. por isso. — Pregações.

13º. — DANIEL. — Atos. 9º. (19) ISAÍAS. — JOÃO. 25. como fazia sempre que viajava só. 37. transportou-se para os confins da Galiléia. 9º. pelo poder ou faculdade que tem o Espírito de ir de um ponto a outro.85 sendo ele sempre Espírito. com a rapidez do relâmpago. tão célere quanto o pensamento. 14. 2. 2. 1. . 10º. sob as aparências humanas que tomara. 43. 4º. 17º.

cujas bases fundamentais lançava. de redenção. versículo 16. como era seu costume. a apregoar o ano das graças do Senhor e o dia da retribuição. “O Espírito do Senhor está sobre mim. 4º. 1º. seu Enviado. Apresentaram-lhe o livro do profeta Isaías e ele. Toda a gente. de devotamento.” — 20. Enrolando de novo o livro. 15. onde fora criado.86 13 LUCAS. 57º. e se levantou para ler. . entrou na sinagoga. que Ele era o ungido do Senhor. num dia de sábado. chegou ao ponto em que se achavam escritas estas palavras: — 18. 7. desenrolando-o. a libertar os oprimidos. (20) ISAÍAS. Vinda de Jesus a Nazaré. — Leitura da profecia de Isaías LUCAS: capítulo 4º. 1. no lugar mesmo onde principalmente passara a sua aparente vida humana. 61º. 42º. As suas próprias palavras de comentários ao trecho Lido mostram que Ele o buscou intencionalmente para o ler naquela ocasião. 32. preparatória. 16 ao 21. Vindo a Nazaré. (20) Desenrolando Jesus o livro (porque os livros naquela época eram feitos em rolos de papiro). a anunciar aos cativos a sua redenção e aos cegos o recobramento da vista. — 21. pela pregação e prática do Evangelho. Ele me enviou a pregar o Evangelho aos pobres. 3º. pelo que a sua unção me consagrou. o Messias prometido. Por quê e para quê? Para afirmar. — JOÃO. com o testemunho das sagradas Escrituras. da regeneração humana. 34. tinha os olhos fitos nele. que vinha à Terra para cumprir uma missão de amor. não foi por acaso (não existe acaso) que aqueles versículos de Isaías lhe vieram cair sob as vistas. — 17. a curar os de coração despedaçado. na sinagoga. Disse então: “Cumpriu-se hoje esta palavra das escrituras que acabais de ouvir”. Ele o entregou ao ministro e sentou-se. — 19.

tomados de admiração ante as palavras cheias de graça que lhe saíam da boca. faze no teu país as grandes coisas que. desaparecer. passando por entre eles.87 14 LUCAS. em virtude de uma concepção e um nascimento miraculosos. como já vimos. deu Jesus uma lição aos incrédulos de todos os tempos. só atende aos merecimentos de cada um. revelação que até ao termo daquela missão se conservou secreta. por obra do Espírito Santo. de quaisquer cultos exteriores. ao tempo de Elias. versículo 22. quis. foi-se. — Sua resposta. em verdade vos digo que nenhum profeta é bem aceito no seu país. de harmonia com as leis naturais. Jesus então lhes disse: Sem dúvida me aplicareis este provérbio: Médico. (21) Para os hebreus. que só escandaliza os orgulhosos e os sábios. na distribuição de suas graças. como. mas a uma que era viúva em Sarepta de Sidônia. fato que. — 24. e. Os versículos 29 e 30 do capítulo 4º de LUCAS. Com efeito. cura-te a ti mesmo. sem que lhe percebessem a fuga. divinos. o expulsaram da cidade e levaram ao cume do monte sobre o qual estava a cidade edificada. só o sendo Naamã. Todos os que se achavam na sinagoga. ouvindo-o falar desse modo. para profligar o orgulho dos que julgam ter o privilégio da misericórdia divina. mostrar que o Senhor. Jesus era filho de Maria e de José. levantando-se. Jesus. conhecida a revelação feita pelo anjo a Maria e a José. do capítulo 4º de LUCAS. Essa circunstância e a de haverem tomado ao pé da letra estas palavras — meu pai — de que Ele usava. das mãos da turba que o agarrara enraivecida e o conduzira ao cume de um monte. Havia também muitos leprosos em Israel ao tempo do profeta Eliseu e no entanto nenhum foi curado. fizeram que no espírito dos discípulos germinassem a idéia e a crença da sua divindade. dos quais elas ainda são desconhecidas. — 25. — 29. 22 ao 30. em geral. homem. quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e uma grande fome assolou toda a Terra. 4º. para todos. confirmam que só na aparência era humano o seu corpo. porém. referindo-se a Deus. passando por entre os que o cercavam. como fora possível que. tanto quanto o eram dos homens daquela época. — 26. — 28. precipitando-o dali em . houvesse Jesus podido. a fim de o eliminar dentre os vivos. Cumprida a sua missão. constitui uma verdade. por estar. Quando disse: — Nenhum profeta é bem aceito em sua terra. diziam: Não é este o filho de José? — 23. — Levado ao cume do monte para ser dali atirado. Ele desaparece dentre as mãos dos homens LUCAS: capítulo 4º. Jesus designado por “filho de José”. Todos lhe davam testemunho e. segundo ouvimos. para o atirarem de lá em baixo. se encheram de Ira. independente de todo sectarismo. Em verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel. fizeste em Cafarnaum. Dizendo o que consta nos versículos 25 e 27. — 27. entretanto. passou Ele a ser considerado filho somente de Maria Virgem. Elias não foi enviado a nenhuma delas. como era necessário. Mas. naquela época. — 30. que era da Síria. que só ela lhes dava explicação dos fatos tidos por milagrosos. que Ele operava.

— JOÃO.88 baixo? Desprezada a explicação clara. racional e irrecusável para quem não se ache dominado por idéias preconcebidas. . Esta. 29. 39. 10º. porém. o milagre não existe. 2. 6º. (21) Salmo. 44. 40º. porque. não é. 8º. 4º. só uma outra restará para o fato de que tratamos — o milagre. 42. como sabem os que conhecem a Doutrina Espírita.

Quando acabou de falar. Tiago e João. Foi um fenômeno do número dos que ainda hoje surpreendem a muitos. filhos de Zebedeu. trabalhamos toda a noite e nada apanhamos. cedendo a essa espécie de atração que liga fortemente uns aos outros os Espíritos reciprocamente simpáticos. Tanto ele como os que o acompanhavam ficaram assombrados da pesca que haviam feito. — LUCAS. mas. filhos de Zebedeu e companheiros de Simão. E. disse a Simão: Faze-te ao largo e atira a tua rede para pescar.89 15 MATEUS. viu à borda do lago duas barcas. e os chamou. eles abandonaram tudo e o seguiram. assediado pela multidão que se premia para ouvir a palavra de Deus. 1º. Então. de dentro da barca. — 8. ambos o seguiram. sentando-se. viu dois outros irmãos. partilhavam do mesmo assombro. tendo-o feito. — 11. — 7. 16 ao 20. — MARCOS. 4º. Sob a inspiração de seus anjos da guarda. Tendo caminhado um pouco mais. pois que eram pescadores. e lhes disse: Segui-me e farei que vos torneis pescadores de homens. Simão Pedro se prostrou aos pés de Jesus. filhos de Zebedeu. nada teve de milagrosa. obedecendo à tua ordem. Vocação de Pedro. — Pesca chamada milagrosa MATEUS: capítulo 4º. ou sobrenatural. LUCAS: capítulo 5º. afasta-te de mim. — 4. que também numa barca consertavam suas redes. deixando na barca Zebedeu com os jornaleiros. pescaram tão grande quantidade de peixes que a rede se rompia. 1-11. — 6. Passando pela praia do mar da Galiléia. Logo os chamou e ambos. viu a Tiago e seu irmão João. Acenaram aos companheiros que se achavam noutra barca para que viessem ajudá-los. — 19. Deixando no mesmo instante o pai e as redes. dizendo: Senhor. e André. Jesus viu a Simão e seu irmão André que lançavam as redes ao mar. — 18. Vendo isso. versículo 1. Logo os dois abandonaram as redes e o seguiram. viu dois irmãos: Simão. — 20. Simão lhe objetou: Mestre. — 9. Tiago e João. versículo 16. quando o conhecimento do Espiritismo e do Magnetismo estiver suficientemente difundido. — 5. Andando Jesus pela praia do mar da Galiléia. versículo 18. (22) Desta parte da narrativa evangélica ressalta a submissão dos primeiros discípulos de Jesus. começou a pregar ao povo. Um dia em que se achava à margem do lago de Cenezaré. Entrou numa delas pertencente a Simão e lhe pediu que a afastasse um pouco da praia e. — 17. disse Jesus a Simão: Nada temas: daqui por diante serás pescador de homens. Jesus. que lançavam suas redes ao mar. Continuando a andar. Tiago e João. os pescadores tinham saltado para lavar suas redes. lançarei a rede. o seguiram. André. — 2. A pesca. e lhes disse: Segui-me e farei de vós pescadores de homens. — 10. — 22. que numa barca com o pai consertavam suas redes. os outros vieram e as duas barcas ficaram cheias de tal modo que quase se afundavam. pois que sou um pecador. — 20. Tendo de novo conduzido as barcas à praia. 18-22. pois eram pescadores. — 21. serão reconhecidos como fatos naturais e normais. chamado Pedro. mas que depois. eles ouviram a voz interior que os concitava à obediência e fizeram o que ela lhes prescrevia. de que aí se fala. MARCOS: capítulo 1º. Para logo os dois abandonaram as redes e o seguiram. — 3. . 5º. — 19.

proferindo sentença condenatória da ciência espírita que os explica. quando o Pai o investiu na missão excelsa de presidir à formação do planeta em que habitamos e à marcha progressiva da Humanidade a que pertencemos. sempre de perfeita harmonia com a vontade divina. e a grande alavanca operou o efeito desejado. aliás.90 O Espiritismo é. (22) JOÃO. absolutamente destituída de qualquer valor. fez que sobre eles atuasse a força incontrastável da sua vontade. Fácil então e simples se lhe tornará a compreensão de muitos fatos tidos ainda hoje por impossíveiS e cuja realidade os homens negam. Como ciência. Com esse conhecimento e com o dos ensinos evangélicos em espírito e verdade. uma revelação e uma ciência. nem as leis que lhes presidem à produção. Os magnéticos o serão igualmente. . por virtude dos seus progressos. os meios por que se dão. daqui a mais ou menos tempo. cujo estudo tem sido tão estultamente desprezado pelos “sábios” da Terra. por isso que emanada de quem tudo completamente ignora daquela ciência. a fim de serem retirados das águas infectas dos vícios e das paixões em que se acham mergulhados. A pesca foi o resultado de uma aplicação do Magnetismo. conhecendo a fundo. suas propriedades de ação e. ele vai avançando na senda do conhecimento e um dia chegará. sentença. os homens estão vindo e virão cada vez mais lançar-se nessa rede. à meta suprema. estará a Humanidade senhora das duas fontes de toda a luz e de todo o progresso. Atraidos pelos fluídos que os bons Espíritos espalham. que Jesus já alcançara. Produziu-a uma atração magnética determinada por Jesus que. O Espiritismo representa hoje a rede lançada por Pedro. porém. ele espalhará o conhecimento do Magnetismo. Assim é que. 21º. por exemplo. pela suprema graduação do seu Espírito. 6. Ainda não está ao alcance do homem apreender as causas de todos os fenômenos. ao mesmo tempo. as combinações de que são passíveis. Pouco a pouco. como conhecia e conhece a natureza de todos os fluídos existentes. físico. os fenômenos elétricos já foram excluídos da categoria dos milagres. moral e intelectual. esse agente universal que tudo rege e tudo aciona.

— 10. 4º. versículo 21. Como se evidencia desses versículos. Tão grande assombro se apoderou de todos. lunáticos. MARCOS: capítulo 3º. de Decápolis. — 35. — Ora. — 27. agitando-o em convulsões violentas e soltando um grito estridente. — 33. 7 ao 12. E sua fama se espalhou por todos os cantos do país. que nova doutrina é esta? Ele manda com império mesmo nos Espíritos Impuros e estes lhe obedecem. Ora. cidade da Galiléia. Vieram em seguida a Cafarnaum onde. E todos se espantavam da sua doutrina. Disse Ele então aos discípulos que lhe arranjassem uma barca onde pudesse meter-se para não ser oprimido pela turba. rapidamente. sucedeu achar-se na sinagoga um homem possuído de um espírito impuro. Jesus os instruía. Sua fama se espalhou por toda a Síria. — MARCOS. e 3º. por toda a Galiléia. — Curas físicas e morais chamadas “milagres” MATEUS: capítulo 4º. de Jerusalém. quando o viam. — 9. acompanhado por grande multidão de gente da Galiléia e da Judéia. 1º. — 26. Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és: és o santo de Deus. É que. — Sua fama. porque falava com autoridade. Ele desceu a Cafarnaum. versículo 7. — 32. ameaçando-o. que exclamou em alta voz: — 34. com grandes ameaças. — 22. Predição de Jesus. todos os que sofriam de um mal qualquer se precipitavam sobre Ele para tocá-lo. estava na sinagoga um homem dominado por um demônio impuro. pregando o evangelho do reino. saiu do homem. Deixa-nos. Que tens tu conosco. disse-lhe: Cala-te e sai desse homem. — 24. — LUCAS. MARCOS: capítulo 1º. entrando na sinagoga aos sábados. que uns aos outros perguntavam: Que é isto. E Jesus. curando todos os males e enfermidades do povo. — 28. à sua presença foram trazidos os que se achavam doentes e atormentados por dores e males diversos: — possessos. como curava a muitos. saiu dele sem lhe ter feito mal algum. ensinando nas sinagogas. Sua fama se espalhou assim. proveniente de Tiro e SIdônia. em tom de ameaça. 23 ao 25. que exclamou: — 24. da Iduméia e de além Jordão tendo vindo juntar-se-lhe. da Judéia e de além Jordão. E os Espíritos impuros. — 25. lhes proibia que o descobrissem. Ele. Todos se admiravam da sua doutrina. 23. Jesus. LUCAS: capítulo 4º. és o santo de Deus. paralíticos — e ele os curou. Acompanhava-o grande multidão de gente da Galiléia. por isso que Ele os Instruía como tendo autoridade para fazê-lo e não como os escribas. E Jesus percorria toda a Galiléia. e ai os instruía nos dias de Sábado. 4º. Logo o Espírito impuro. Jesus se retirou com seus discípulos para os lados do mar. Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és. que tens tu conosco. disse-lhe: “Cala-te e sai desse homem”. — 36. versículo 31. 31 ao 37. versículo 23. — E. O terror se apossou de todos e uns aos outros diziam: Que é isto? Ele ordena com autoridade e poder aos Espíritos impuros e estes saem logo? — 37. — 25. — 11. outra grande multidão que ouvira falar das coisas que Ele fazia. És filho de Deus. se prosternavam gritando: — 12. E o demônio. 21 ao 28. porém.91 16 MATEUS. atirando o homem ao chão no meio da sinagoga. Jesus passava a sua aparente vida . de Jerusalém.

bem como combinações. que podem valer esse argumento. em nome de Jesus. mesmo os médiuns receitistas. falam os Evangelhos. não há argumento. que faz que os Espíritos imundos lhe obedeçam? Nos Evangelhos. portanto. com os quais inúmeras pessoas se têm tratado de variadíssimas enfermidades. cuja natureza. Jesus fazia da doutrina de amor que trouxera ao mundo a mais eloqüente propaganda. possessos do demônio. versículos 2 ao 5 e capítulo 104º. destinada a desaparecer com este. pois. as cavernas dos animais ferozes. com respeito à influência dos Espíritos desencarnados sobre os encarnados. como disse Paulo? (“Epístola aos Romanos”. são as mesmas setas envenenadas que as hostes dos inimigos da verdade.92 humana a praticar incessantemente a caridade. sob o escudo de Jesus Cristo. que importa. se. versículo 1) e aquele de quem falam os Salmos (capítulo 90º. que doutrina é esta. assim com os humildes e desgraçados. temos a paz com Deus. capítulo 15º. A fúria que revelam é idêntica e tem a mesma origem que a daqueles que inventaram as fornalhas ardentes. E os que o ouviam. como com os grandes e poderosos. em casos desesperados. como libertava os que se achavam presas de Espíritos obsessores. multiplicando ao seu derredor as curas do corpo e da alma. a fatos. tanto restituía a saúde aos que sofriam de doenças corporais. ocultas ao longo dessa vereda. margeiam a vereda que conduz a Sião. basta atentemos nos efeitos que produz o magnetismo humano e nos que conseguem os médiuns curadores. encontramos a prova de que Jesus curava tanto as moléstias do corpo quanto as da alma. Para imaginarmos o poder dos fluídos magnéticos de que dispunha Jesus. por intermédio de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas. de exploradores dos néscios de boa-fé! Nisso. Que importa. presentemente. Versículo 1). desde todos os tempos. efeitos e propriedades Ele conhecia de modo absoluto. conforme então se dizia. Mas. revestidos da couraça da fé. isto é. é esse o meio mais eficiente de que se servem os Espíritos. bem como nos fatos que a sua ação caridosa tornou manifestos. versículo 10)? Marchemos. Ë o fogo das baterias que. como de benevolência? Tal o evangelho dos materialistas. inquiriam: Mas. fazer a da Doutrina Espírita. Operando as curas de que. E são eles que lançam aos espíritas os epítetos de idiotas. nada há de espantar. para a frente. ou. que nada sabem de Espiritismo. pela morte? que o pensamento é uma secreção do cérebro? que as leis da Natureza são simples manifestações de forças incontrastáveis. ou essa autoridade. para quem sustenta que a alma é o conjunto das faculdades intelectuais. se funda na doutrina que Jesus pregava e exemplificava. nem autoridade real que se contraponham. pregando por toda parte o arrependimento. Menos ainda poderão Contrapor-se-lhes as opiniões de simples médicos. e bem assim o poder que a sua vontade exercia sobre esses fluídos. regeneradores e fortificantes. para sempre. encontrando sempre a satis- . o mais puro de todos os Espíritos. para. sob o nome de milagres. tanto mais quando muitos deles hão recorrido e recorrem às consultas mediúnicas. É que. Segue-se daí que a crença dos espíritas. justificados pela fé. pasmados autoridade com que Ele falava. entretanto. hão sempre desfechado contra os que a percorrem. com os mais satisfatórios resultados. se temos por nós o que fora dito a Abraão (Gênese. uma simples função do organismo físico. Por isso mesmo. que infelizmente ainda dominam. É ainda a mesma que o sacerdócio tem desencadeado. carentes assim de moral.

e a suprema potência do mal — Satanás cuja existência afirmam. é revelação e ciência. nem mesmo os mais endurecidos e obstinados no mal resistiam às intensamente luminosas irradiações da pureza e da perfeição de Jesus. obras cuja meditação acurada recomendamos a todos os adeptos do Espiritismo. de que nos oferecem testemunho as sagradas letras. como se dá com um prédio incendiado. acreditavam ou acreditam na existência e na imortalidade da alma. pela ainda mais precária ciência dos homens. Quer isto dizer que. ou. fixa nas suas cavidades interiores. depois de removida a causa da aparente loucura.93 fação de seus anseios. Em conseqüência. a seu turno. não contestam as curas operadas por Jesus. cuja presença é suficiente para dominar e subjugar. nós outros. ensinar-nos a distinguir a obsessão e a subjugação da alienação mental. os doutores não admitem senão o que lhes vem por intermédio da Ciência. fiéis servos de N. os Nascimentos e muitos outros médiuns que a esses sucederam. pois que para eles Jesus é uma fração de Deus. Senhor Jesus Cristo. declaram e sustentam que tudo o que os homens façam de semelhante ou idêntico é diabólico. só os podemos obter por meio das preces fervorosas. servindo de instrumentos a Espíritos elevados. após a extinção do incêndio. com os Bittencourt Sampaio. Todavia. os mais obstinados e ferozes subjugadores. porqüanto nos faltam as mais poderosas armas que existem para a libertação de um subjugado — a força moral decorrente do jejum espiritual a que Ele tantas vezes aludiu. já têm sido comprovados por homens notáveis. restaurando na sua pureza aquela doutrina que de tanta surpresa enchia os que presenciavam as curas que o divino Mestre operava. sem perceberem que desse modo colocam no mesmo nível a divindade. se pode obter uma explicação racional e completa. Esses homens. que decorre do desmantelo do aparelho cerebral. de que falam os Evangelhos. Assim. mas como milagres. Quanto às curas da alma. que atrai os Espíritos bons. a seu turno. cujo nome é hoje bastante para. qual esta é realmente. e repelem a ciência espírita como produto da . especialmente de O Livro dos Médiuns. todos alheios à ciência médica. ou qualquer outra dessas secreções que o organismo expele ou absorve. antes as proclamam. repetimos. cujas observações a respeito se acham registradas em livros e jornais. ou loucura propriamente dita. só mediante estudo sério das obras do mestre Allan Kardec. Os ortodoxos. e não consideram o pensamento uma espécie de bílis. porém. que também nos fornece os meios adequados a repararmos os estragos que apresenta o organismo material. a não poucas curas temos assistido de irmãos que recobram o uso da razão e do livre-arbítrio. Esses fatos. que transmitem aos enfermos. veio. e a pureza de sentimentos. O Espiritismo que. Os possessos. produzir efeitos análogos aos que Ele pessoalmente conseguia. dentre os quais. da humildade e da fé na misericórdia ilimitada do nosso Salvador. mau grado às precárias condições morais em que nos encontramos. eram os subjugados por Espíritos impuros. a bondade de Jesus é tal e tanta que. se invocado com fé viva. depois de terem sido dados como loucos incuráveis. em cujo nome falam. ainda. dos quais recebem a ação fluídico-magnética. mas cheios de dedicação e de solicitude para acudirem desinteressadamente o próximo em suas aflições. Essa distinção quem nô-la faculta é a mediunidade. os Figueiras. quanto à libertação dos possessos. isto é.

se manterão firmes em seus postos. como o dessas. pelos rápidos progressos da Doutrina dos Espíritos. que é o Espírito Santo (23). quando vêem que já lhes é dado fazerem. vos ensinará todas as coisas e vos lembrará tudo o que vos tenho dito. De outro lado. considerando mesmo o seu cultivo um crime severamente punível. o que implica o cumprimento do prometido nestas palavras suas: Aquele que em mim crer também fará as obras que eu faço e fará outras ainda maiores (JOÃO. não por amor da verdade. ainda se apresenta aos profitentes desta. para. que pouco lhes interessa. (23) Ver em páginas anteriores o que devemos entender por Espírito Santo. esperarem se cumpram integralmente as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. convencidos e confiantes. porque vêem que cada vez mais essas promessas se irão cumprindo. Tal a situação que. patenteando-lhes as dificuldades de ordem exterior que lhes cumpre superar. sob a égide de Jesus. Eles. embora já algum tanto modificada para melhor. mas por muito ciosos do prestígio do “demônio”. meu nome. capítulo 14º. versículo 12). obras semelhantes às que Ele fazia. os ortodoxos guardam a mesma atitude. versículo 26). E. (JOÃO. . que tanto há contribuído para lhes fortalecer o poderio. que o Pai enviará em. no entanto. verificam que igualmente se está dando o destas outras.94 imaginação de fanáticos ignorantes ou velhacos. capítulo 14º. visto que inegavelmente chegariam os tempos nelas preditos e se realizou o advento por elas anunciado: E o Consolador.

de toda a costa do mar. sentou-se e os discípulos o rodearam. porque vosso é o reino de Deus. disserem de vós todo o mal por minha causa. do amor e da caridade. isto é. quando vos carregarem de injúrias. 6º. Jesus. Bemaventurados os que têm fome e sede de justiça. a pregar o Evangelho e a curar os enfermos. versículo 1. De todos os lugares grande multidão acorria: da Galiléia. Um dia. — 22. encontrou à sua espera grande parte do povo que o acompanhara ali. bem-aventurados vós. dirigindose a seus discípulos. Bem-aventurados sereis quando vos cobrirem de maldições. Bem-aventurados os que choram. Ai de vós quando vos louvarem os homens. porém. porqüanto assim é que os pais deles trataram os profetas. — 25. isto é. porque possuirão a Terra. Bem-aventurados vós. 21. quando vos separarem. 20 ao 26. Ao amanhecer. porqüanto é o que os pais deles faziam aos falsos profetas. 1 ao 12. porque sereis saciados. Ai. Bem-aventurados os mansos. Sermão da montanha MATEUS: capítulo 5º. para vê-lo expelir os Espíritos impuros e curar as enfermidades. em que o ajuntamento era enorme. pois que gemereís e chorareis! — 26. pois que vireis a ter fome! Ai de vós os que rides agora. porque serão consolados. afastando-se dela. 12. para ouvi-lo. porque deles é o reino dos céus. Bemaventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça. a ensinar nas Sinagogas. dirigindo o olhar para seus discípulos. porque verão a Deus. porque deles é o reino dos céus. porque serão chamados filhos de Deus. Parou então àmeia encosta do monte e. mentindo. de vós.” LUCAS: capítulo 6º. ou a suprema perfeição moral. que sois pobres. pois que grande recompensa vos está reservada no céu. Jesus subiu a um monte.95 17 MATEUS. — 4. com a virtude que dele saía. de Jerusalém. Jesus atravessou a turba. visto que assim também perseguiram os profetas. que existiram antes de vós. (24) Ia o Senhor percorrendo toda a Galiléia. — 8. em a qual sintetizou a maneira de alcançarmos o “reino dos céus”. que sois ricos. versículo 20. Pôs-se então a lhes pregar. — 23. de Tiro. porque rireis. quando rejeitarem como mau o vosso nome por causa do filho do homem. pois que tendes a vossa consolação no mundo. com os fluídos que. que estais saciados. assim no que seja de ordem física e material. por ato da sua vontade e do seu poder magnético. 7. da Iduméia. dirigia sobre os doentes e sobre os que se lhe aproximavam. como viesse descendo. dizia: “Bem-aventurados vós. dizendo: — 3. — 5. “Bem-aventurados os pobres de espírito. que agora chorais. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem. Bem-aventurados os de coração puro. — 11. como no que pertença à ordem moral e intelectual. onde passou a noite em oração. pela prática do trabalho. subiu a um monte. — 6. de Decápolis. 24. Rejubilai nesse dia e exultai. e. 10. porque alcançarão misericórdia. 5º. Vendo a multidão. vos perseguirem e. Rejubilai então e exultai. . Toda essa gente seguia os passos do Redentor. Ai de vós. — LUCAS. fez a prédica das bem-aventuranças. de Sídon e da parte de além Jordão. — 2. Bem-aventurados os misericordiosos. porque serão saciados. — 9. porque grande recompensa vos está reservada nos céus. Bemaventurados os pacíficos. que agora tendes fome.

de que papas houve que estabeleceram tarifas de absolvições para os mais hediondos crimes! Todos são testemunhas de como procede o sacerdócio romano na prática do Evangelho. Entretanto. entretanto. não têm sido bem compreendidas. regra geral. que o são. disse o justo e meigo Pastor. Ai deles. para terem a seus pés. A apóstrofe que o justo e meigo Pastor proferiu se aplica aos que. pelo seu procedimento público e privado. reconhecendo que tudo devem ao seu Criador. que copioso será o vosso galardão no céu. feita em publicações bastante espalhadas. a ocultam. relativamente ao proceder desses falsos profetas. porque. os quais somente pelo orgulho se distinguem. desde que eles exemplifiquem. nenhum apego têm aos bens do mundo. Caminham livre e despreocupadamente.96 Algumas de suas palavras. compreendendo a verdade. por muito tempo ainda. quando vos injüriarem e perseguirem. em parte. porque. tudo sacrificando à posse dos bens terrenais. fogem. legitimam as alegações e imputações dos inimigos de tão santa doutrina. a crença que professam. Muitos até lucrarão. porqüanto. de a ela se submeterem e exalçam o erro. desde que o Catolicismo proibe aos seus fiéis o conhecimento deles. porém. Quão difícil. o povo. sempre confiantes na bondade e na proteção do Pai celestial. Estes recairão sobre os que os lançarem. indiferentes aos sofrimentos dos desgraçados e olham com desprezo as verdades santas. nos centros ditos de maior e mais apurada civilização. ao ponto de deixar sem contestação alguma a afirmativa. Infelizes. referindo-se aos daquela época e o . conhecendo a verdade. porque ignoram e não querem saber que muitos dos que hoje arrastam os andrajos da miséria. vivem no luxo e na ostentação. de fato. que muitos praticam sob a capa do Espiritismo e que. que nada possuem. São. porque deles é o reino dos céus. se furta às discussões e cada vez maiores mostras dá de intolerância e de simonia. a divulgação destes ensinamentos salvadores. ao mesmo tempo que se nega a ensinar a verdade. são os que ocupam os lugares mais salientes. até por observação ocular. precisam compreender bem os graves deveres que correm a todo aquele que se diz espírita. por orgulho. os simples e humildes. nessa prédica. de cuja propagação ele se diz exclusivamente incumbido pelo divino Mestre. de si e por si mesmos. em suma. se se virem excluídos do convívio e do contacto dos que formam as culminâncias sociais. há de ser. por não temerem os assaltos dos ladrões de qualquer espécie. Os espíritas podem considerar-se imunes contra todos os insultos que lhes forem lançados. únicos capazes de restituir à religião o grande papel que lhe cumpre desempenhar na realização dos destinos do gênero humano. Disse também: sereis felizes. sobretudo mostrando-se bons e caridosos para com todos os seus irmãos. despidos de orgulho e de vaidade. Disse o Mestre: Bem-aventurados os pobres de espírito. Quais são os “pobres de espírito ?“ São os que os homens assim chamam. submisso. Fora inútil repetir o que todos sabem. a fim de não caírem nos abusos. pois que assim perseguiram os profetas. em outras encarnações insultaram a Humanidade. Exultai. cuja privação nenhum sofrimento lhes causa. realmente. com a mesma ostentação e o mesmo orgulho. Esses infelizes.

— Provérbios. quando não menor é o número dos falsos profetas. 14º. Situado perto de Genesaré fica o monte onde Jesus fez a sua prédica e que por isso ainda hoje conserva o nome de “Montanha das Bemaventuranças”. 14º. 5. (24) Salmos. 5º. — Atos. — JOÃO. 20. 1. 2º. 2. 52. — TIMÓTEO. 16º. . 61º. 2. 19 — ISAÍAS. 5º. 11. 36º. 50º. 57º. 16º. 19. 15. 1. 7º. 3. novamente. 3.97 diz hoje. 41. 55º. 61º. 13.

Dizia-lhes: Porventura vem a lâmpada para ser posta debaixo do alqueire ou da cama. de modo mais geral. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca em lugar escondido ou debaixo de um alqueire. — 34. 33 ao 36. E ninguém acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire. mas. a cobre com um vaso ou a coloca debaixo do leito. todo o teu corpo for luminoso.98 18 MATEUS. — 16. versículo 21. . de nenhuma utilidade se torna. 16 ao 17. sua fiel observância de todos os . versículo 49. para nada mais presta. e 8º. Sois a luz do mundo. MARCOS: capítulo 4º. perde o sabor. mas se se deteriorar. Ouça quem tenha ouvidos de ouvir. substância incorruptível e preservadora de toda corrupção. representa aqui o conhecimento que. o homem. Sal e luz da Terra. Se o sal. nada oculto que não venha a ser público. Uma cidade situada sobre um monte não pode ficar escondida. e 4. com que se há de temperar? — 35. Ouçam os que têm ouvidos de ouvir. e 11º. Sua moralidade. se fica insípido. se se tornar insípido. qual se fora brilhante lâmpada. porém. (25) Para que se apreenda o pensamento do divino Mestre neste passo. Assim. LUCAS: capítulo 14º. — 17. — Nada oculto que não venha a ser manifesto e nada secreto que não venha a ser conhecido e a tornar-se público MATEUS: capítulo 5º. 9º. portanto. LUCAS: capítulo 8º. cuidado: não seja treva a luz que está em ti. nada há oculto que não venha a tornar-se manifesto. senão para ser posto fora. antes. — 36. Porque. a fim de que todos os que entrarem vejam a luz. por efeito dos ensinamentos que tenha recebido e que lhe cabe espalhar. — MARCOS. se for mau. Que assim também a vossa luz brilhe diante dos homens. — 23. O sal é bom. versículo 33. a comparação de que se serviu para exprimi-lo. já o homem possua. LUCAS: capítulo 11º. — Lâmpada. seu amor a Deus. coloca-a no candeeiro. todo ele luzirá e te iluminará. 13 ao 16. versículo 34. se teu olho é simples. — 14. Toma. pois. ou. nada há secreto que não venha a ser manifesto. O sal. 5º. Porque. Sois o sal da Terra. mas. será posto fora. — 35. ou. coloca-a num candeeiro a fim de que ilumine a todos os que estão na casa. O sal é bom. versículo 13. todo o teu corpo será tenebroso. Ninguém. todo o teu corpo será luzente. que eles vejam as vossas obras e glorifiquem a vosso pai que está nos céus. sua submissão às leis divinas. sem que haja nele parte alguma tenebrosa. preciso é se compreendam bem as figuras em que Ele o envolveu. com que o temperareis? Tende sal em vós e conservai entre vós a paz. versículo 16. Se. da verdade.15. com que se salgará? Para nada mais servirá senão para ser posto fora e pisado pelos homens. Não servirá mais nem para a terra nem para a estrumeira. 49. MARCOS: capítulo 9º. põe-na no candeeiro a fim de que os que entrarem vejam a luz. ‘o Espírito. depois de acender uma lâmpada. nada secreto que não venha a ser conhecido e a fazer-se público. Teu olho é a lâmpada do teu corpo. 14º. — LUCAS. 34 ao 35. ou para ser colocada no candeeiro? — 22. 21 ao 23. Se o sal perder a sua força.

e Moisés via que a sarça ardia sem se consumir . vinha a lei do fogo”. esse fogo. Se não há esse aproveitamento. apóstolos de uma revelação vinda do Alto. a lâmpada cujo foco atrai os que anseiam por sair das trevas em que caíram. não viera opor barreira à inteligência humana. os que. em que somente Espíritos bons deverão habitar o nosso mundo. deixando-se dominar por maus pendores. ou devem ser. como lhes cumpre. perde ele igualmente o seu sabor. versículo 2). o enviado de Deus. mas . sim. recebia pela audição as leis constitutivas do Decálogo. Irão reencarnar em mundos apropriados às suas condições morais. porém. relativamente à revelação nova. as figuras do sal da Terra. De modo particular. Não se nos estranhe fazermos freqüentes citações da Bíblia. se. porqüanto o Velho Testamento é sem dúvida subsidiário do Novo. no presente. Nessa época. não se satisfazendo com a letra.. por isso. a luz do mundo. mas não consumia a sarça. ao contrário. os espíritas são. a sofrimentos e torturas morais. pela palavra e pelo exemplo. até que se lhes ache vencida a obstinação no mal e a cegueira voluntária. estacionários na senda do progresso. adequados àquele efeito e. É o mesmo fogo a que também se refere o Deuteronômio (capítulo 33º. onde terão que permanecer. para novamente o adquirir. na erraticidade. o sal da Terra. o homem perde de vista a meta que lhe cumpre atingir. que. porqüanto. o que significa: tem que ser afastado do convívio dos que conservaram o sabor e submetido. a da regeneração humana. Assim. a luz que ilumina as consciências. Desde então. que são os tempos. são o que lhe constitui o saber. onde. o peso das revelações que Ele trazia e que. encontrando-o. da luz do mundo. quando. ou lhe traçar limites aos esforços. Se falava por parábolas. decorrendo tudo isso do aproveitamento daqueles ensinos. versículo 2). que ardia. tudo tem que ser esclarecido e explicado. se bem que com as devidas cautelas. da lâmpada que se não deve esconder. passa a ser sal insípido. correspondentes aos seus delitos. símbolos e figuras. quando recomendava ao povo de Israel que se não aproximasse muito da sarça ardente.. se purifique e eleve. “lançados fora”. Jesus se referia às gerações futuras que. Esse fogo. que Ele. quando diz: “Na sua direita (do Senhor). se aplicam aos que se constituem propagadores de uma parcela da verdade divina. para que possa alumiar e esclarecer. serão afastados dele. como bem dizia Moisés. Como divulgá-la. viera alargar-lhe os horizontes e patentear a estrada do verdadeiro progresso aos Espíritos progressistas. à reencarnação na Terra. por meio das provas. velava daquele modo. como se lê em Êxodo (capítulo 3º. tem que ser posto fora. eles se constituem o sal que preserva da corrupção as almas. ou desconhecido. São enxertos. Dizendo que nada ficaria oculto. Uma época tem que vir. se conservarem culpados e rebeldes. se fossem apresentadas sem véus. ou em planetas inferiores a este. como grande médium que era. depois. como os apóstolos e os discípulos do Cristo o foram relativamente à que ele trouxe à Humanidade. que abrasava a sarça e que impedia ao povo hebreu o acesso ao monte onde ele supunha estar Moisés em comunicação direta com Deus.99 mandamentos que vêm de Deus e do seu Cristo. o fogo que nos aquece também nos queima. haveriam de procurar o espírito e de compreender. simboliza a purificação dos culpados por meio da expiação. tendo até então aí encarnado. Chegados. era porque as inteligências de então ainda não estavam bastante aptas a suportar.

versículo 5). ou “até à eternidade e além dela”. Santo. e teremos toda a luz de que necessitarmos e seremos luz do mundo e sal da Terra. enquanto este se conservou inocente. principalmente. Como. como o são os Espíritos bons. a Ciência raras vezes deixa de inocular no espírito o veneno do orgulho. porqüanto. como diz Miquéias (capítulo 4º. a outra. é aquela mesma lei. reviveu o Elias que se refugiara no monte Horeb. “além da eternidade”. Chegamos ao tempo em que tudo tem que ser esclarecido. Santo. com o ministrar o saber e o poder. sepultado na terra da expiação e do resgate. fator importante de progresso intelectual. relativa. assistidos. inspirados. sabendo que a obediência é a vida. só pode ser bem compreendido. Nada. que a desobediência é a morte. Mas. proclamada no Sinai. para continuação da mesma vida. Não desconheçamos que a Ciência é fonte de luz para o desenvolvimento da nossa inteligência. como saíra das mãos do Criador. como o Senhor. morreu. que nos deu a conhecer. sempre una e imutável. . Conjuguemos devidamente os dois elementos: moral e ciência. A lei. porém. na mesma haste. a seu turno. da pureza da nossa consciência é que depende a intensidade da luz que tudo nos clareará. O Monte Sinai só é visto distintamente. em forma de estatuto. 14º. 15º. na frase do Êxodo (capítulo 15º. Teve que ser.100 da mesma planta. faliu. 1º. versículo 18). — PAULO. por isso que dessa pureza é que depende o sermos bons Espíritos e. 8. sob o seu verdadeiro aspecto. expressões que bem mostram devermos distinguir duas eternidades: uma. porém. no mesmo lugar onde foi promulgada a lei que vigora até hoje e irá. mas tanto quanto o exija e comporte o nosso adiantamento. conseguintemente. o Santo. versículo 8). portanto. que é a perdição do homem. Ele desobedeceu. certamente. como desdobramento da lei que irradiou daquelas alturas — o Decálogo. — JOÃO. Na pessoa de Moisés. aproximemo-nos cautelosos dessa fonte. 25. o Sinai não tenha bastado para vencer a rebeldia do homem. quando iluminado pelo sol do Evangelho. que. 14º. terá de ficar oculto. (25) Provérbios. para fugir às perseguições de Josabel e que voltou ao mundo para ouvir os mandamentos do Senhor. encarnado. Nesse código está a base de toda a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa lei esteve sempre manifestada ao Espírito. absoluta. preciso se tornou o Calvário. 18. não. 1ª aos Coríntios. que. de modo completo. o Senhor Deus Onipotente de que fala o Apocalipse (capítulo 4º. Não esqueçamos. pois. — Apocalipse. 20. protegidos e guiados no conhecimento da verdade.

Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas. rápido progredirão e chegarão celeremente ao reino do céu. mas cumprir. E o será. como expressões de solidariedade. a cumprirem. 1ª Epístola. ampliando-lhe o conhecimento da verdade. messiânica e espírita são. em dogmas decretados pelos homens. conseguintemente (não o negue quem não o tenha examinado de perto). 40º. instituído por Jesus com sua palavra evangélica. 25. Jesus não veio destruir a lei. enquanto o Céu e a Terra não passarem. Porque em Verdade vos digo que. Hoje. 26 e seguintes. pela identidade da origem. 8. aquelas mesmas profecias. 16º 17. encaminhando-o para a unidade de crenças. Os que não a cumprirem retardarão seu próprio progresso e se condenarão ao sofrimento na erraticidade e em encarnações sucessivas. como fruto de interpretações que alteraram e deturparam o sentido e a aplicação da lei. é a confirmação e a ampliação do Cristianismo. Os que. 51º. aquele que violar qualquer destes menores mandamentos e ensinar os homens a violá-los será chamado o menor no reino dos céus. o Consolador prometido mais não faz do que sustentar. as revelações moisaica. 5º. Ë sempre. 17 ao 19. Declarando que não viera destruir. Assim. — 19. — LUCAS. versículo 17. .101 19 MATEUS. não os vim destruir. — 18. confirmar e explicar aquela mesma lei. O Espiritismo. sem que tudo esteja cumprido. a lei e os profetas. nem um só jota. porque a lei tem que ser cumprida em todas as suas partes. Assim. fundamentalmente. (26) Salmos 101º. 6. para a fraternidade. É sempre a mesma revelação ajustada sucessivamente às condições humanas. que precisa ser bem compreendida e praticada em espírito e verdade. —PEDRO. ao contrário. LUCAS: capítulo 16º. o amor universal a envolver cada vez mais intensamente as criaturas e a atraí-las para junto do trono altíssimo do Pai celestial. para a caridade. mas cumprir. — ISAÍAS. necessária e fatalmente. (26) Note-se que Jesus se referia à lei e não as adições feitas à lei. Será mais fácil que o céu e a Terra passem do que cair um sinal qualquer da lei. de acordo com o grau de culpabilidade em que hajam incorrido. que é a perfeição. portanto. nem um só ápice da lei passarão. igualmente. ao passo que aquele que os guardar e ensinar será chamado grande no reino dos Céus. uma só revelação. mas cumpri-la MATEUS: capítulo 5º. versículo 17. adições que consistem em preceitos e mandamentos humanos. 1º. Jesus ipso facto declarava que a sua doutrina era apenas a confirmação do Decálogo e das profecias formuladas para os séculos que se lhe seguiriam. oferecendo gradualmente ao homem os meios de reparar suas faltas.

sem orgulho e sem hipocrisia. 54 ao 59. Se não usarmos de brandura.” — 22. — que aquele que disser a seu Irmão: Raca. enquanto estás em caminho com ele. LUCAS: capítulo 12º. — 55. Põe-te o mais depressa possivel de acordo com o teu adversário. para não suceder que te entregue ao juiz. deve o homem esforçar-se por proceder com justiça. Hipócritas! Sabendo reconhecer o que pressagiam os aspectos do céu e da terra. enquanto . E por que. pois que são seus filhos. — 25. O conselho e a geena são emblemas do julgamento pelo tribunal da consciência e também do castigo a que esse tribunal condena o culpado. Se. para evitares que te leve ao juiz. não entrareis no reino dos céus. se a vossa justiça não for mais abundante do que a dos escribas e dos fariseus. se o insultarmos. do que todo e qualquer ato de culto exterior. não reconheceis o que é justo? — 58. Devemos cuidar de harmonizar-nos com os nossos adversários. — 56.102 20 MATEUS. submissão e reconhecimento àquele que paternalmente lhe ensinou o caminho por onde a Ele se chega. conselho. — 59. será condenado no conselho. este ao ministro e que sejas metido na prisão. — 23. não por medo do castigo. depois então vem fazer a tua oblata. te lembrares de que teu Irmão tem qualquer coisa contra ti. tomadas à linguagem da época. se tratem como irmãos. será condenado ao fogo da geena. juízo. E eu vos digo que quem quer que se encha de cólera contra seu irmão será condenado no juízo. — 21. de indulgência para com o nosso próximo. por vós mesmos. dizeis: vem chuva e com efeito’ chove. ainda que não puramente material. versículo 20. Ele as empregou simbolicamente. dizeis que vai fazer calor e assim acontece. pois. Aprendestes o que fora dito aos antigos: “Não matarás e quem quer que mate será condenado no juízo. eu vos digo que. Porque. ou. ações mais meritórias do que toda e qualquer oferenda levada ao altar. — Palavra injuriosa. 5º. em sentido figurado. deixa-a diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com ele. 20 ao 26. — LUCAS. versículo 54. como é que não reconheceis os tempos que correm? — 57. incorreremos na sanção punitiva das leis daquele que quer que todos os homens. E ele dizia ao povo: Assim vedes formar-se uma nuvem do lado do poente. o que vem a ser o mesmo. A reconciliação com o irmão a quem tenhamos ofendido e a reparação do dano que lhe houvermos causado são. trata de te livrares dele durante a viagem. acorde essa linguagem com os costumes e crenças próprias dos lugares por onde andava o divino Mestre pregando a sua doutrina. Deus julga a criatura pelos seus atos. As expressões raca. enquanto não tiveres pago até o último ceitil. Em verdade te digo que dai não sairás enquanto não houveres pago até o último ceitil. Justiça abundante. 26. Dai não sairás. quando apresentares no altar a tua oferenda. eu te digo. aos olhos do Senhor. mas por testemunhar amor. e quem disser: és um insensato. Quando sopra vento do Sul. que o juiz te entregue ao esbirro e que este te meta na prisão. (27) Em tudo e sempre. 12º. — 24. Reconciliação MATEUS: capítulo 5º. Quando houveres de comparecer com o teu adversário perante o magistrado. fogo do inferno.

. 5º. no inferno do remorso e do pesar de não termos sabido escutar e praticar os ensinos do Evangelho. 3. — PAULO Epístola aos Romanos. quando menos esperarmos. Tal o efeito inevitável da lei de justiça e de amor na obra da eterna e perfeita harmonia. 20º.103 estamos neste mundo. Provérbios. até que se haja submetido ao mandamento supremo do duplo amor conjugado. (27) Êxodo. poderemos ser arrebatados pela morte e iremos sofrer as conseqüências das faltas que houvermos cometido contra os nossos irmãos. 42º. 13. 25º. que só àfelicidade eterna nos encaminham. 31. pois que. se repelir o seu irmão. 8. 10º. 17. 31º. a Deus e ao próximo. — Job. Salmo. 55º. — ISAÍAS. O homem precisa compreender que. 6. 6. 8. será repelido da bem-aventurança que a todos está destinada. 9º. — Deuteronômio.

o que fora inconveniente. segundo aquela lei. que. A lei das encarnações e reencarnações. em presença de qualquer dificuldade. por isso que este. Declaro-vos que não. apresentando-nos essa vida como a continuação de outra precedentemente vivida. eram considerados culpados. por terem sido tratados assim. reparação e progresso. Os judeus consideravam as calamidades. por isso mesmo que sofriam. em resposta. a desigualdade das condições sociais. logo apela para o dogma e para o milagre. o Precursor. perecereis todos do mesmo modo. se não quisermos agravar as nossas culpas e tornar-nos passíveis de maiores “castigos”. em suma. temos que fazer penitência. alguma ou algumas forçosamente existem para aquela desigualdade. 13º. Por esse mesmo tempo vieram dizer a Jesus o que sucedera a uns galileus cujo sangue Pilatos misturara com o do sacrifício que eles faziam. disse: Pensais acaso que esses galileus. por exemplo. os judeus. que todos a ele viemos para expiar e reparar não só as faltas de que temos consciência. ele. portanto. os que nada sofriam eram tidos por inocentes. sem atentar em que de tal modo nega um dos atributos de Deus — a justiça perfeita e misericordiosa — e em que os absurdos impostos com a autoridade. os quais. fossem os maiores pecadores da Galiléia? — 3. se explica com lógica e justiça. que criam ter vindo depois como João. nos dá solução satisfatória para muitos problemas. a atribui ora ao pecado original. nenhuma explicação podendo oferecer. bem como para as dores e sofrimentos de que é pródiga a vida terrena. a matar a fé nas almas que. se não fizerdes penitência. mas sem entrar em explicações. Todos. nos aponta. esta como a seqüência de uma anterior e assim por diante. . 4. Entretanto. ora às faltas dos pais. a outro resultado não conduzem senão a aumentar a descrença. ainda que veladamente.104 21 LUCAS. parecereis todos do mesmo modo. como as de que nos não lembramos. versículo 1. qual Elias. Pois que não há efeito sem causa. Assim. cuja realidade. para o sobrenatural. e que. por exemplo. que permanecem insolúveis ante os ensinos do Catolicismo. Acreditavam eles. se não fizerdes penitência. Jesus. as dores morais e físicas como castigos que a cólera de Deus fazia cair sobre os que as experimentavam. Jesus tratou de destruir essa crença errônea. e que. conforme acima dissemos. aos grandes enviados. no colóquio que teve com Nicodemos (João. a realidade da lei natural da reencarnação e essa lei mostra que somos culpados todos os que nos achamos neste planeta. que vem a ser penitência? Pode ela dispensar a expiação e a reparação? A lei das encarnações e reencarnações. as palavras de Jesus a Nicodemos atestaram. — Acreditais igualmente que os dezoito homens sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou tossem mais devedores do que todos os habitantes de Jerusalém? — 5. — 2. como meio de expiação. por não estar ainda a Humanidade apta a receber essas explicações. na volta do Espírito a uma nova existência terrena. cometidas em outras existências. 1 ao 5 Fazer penitência LUCAS: capítulo 13º. mas unicamente com relação aos profetas. atribuladas. Mas. capítulo 3º). Logicamente. Jesus afirmou. Declaro-vos que não. de que se presume revestido. buscam conforto e esperança. que o levariam a falar das encarnações e reencarnações.

a fim de que bem compreenda seus deveres de filho de Deus. pelo desespero. Assim entendida. a fim de que a lembrança delas não continue a acicatar a consciência. o perdão. Demonstra-nos ela. não basta para o apagamento das culpas que o determinaram. na serenidade da consciência. consiste no arrependimento sincero. todo aquele esforço se tornaria desnecessário à criatura. que em conseqüência lhe é outorgado. . aos olhos do Senhor. a penitência. conseqüente ao arrependimento. Desde que o arrependimento não sofra intermitências e que por ele o Espírito se conserve voltado de contínuo para o seu Criador. o perdão de Deus comprometeria o conceito de perfeição absoluta. de sorte que fácil se lhe torna cada vez mais a realização de seus destinos. do mal que pratica. a penitência dá lugar ao perdão divino. também facilmente se compreende em que consistem os efeitos. por isso mesmo que pelo esforço. na via do progresso. nesse caso. nos erros e nos crimes praticados nas pretéritas existências corpóreas. Os outros se expressam pelo desassossego. aliás com o desprezo altamente meritório das glórias e grandezas do mundo. muitas vezes. caridosa assistência espiritual aos esforços que faça por avançar. à felicidade perene para que foi criado. portanto. (28) Aqueles se traduzem na paz de espírito. no esforço decidido pelas apagar de todo. e de passarmos. que as nossas vidas sucessivaS no mundo são solidárias entre si. deixando de atormentar a consciência. por não reincidir nas faltas praticadas. profundo. as causas das vicissitudes em que se nos transcorre a atual. afinal. é que a lembrança destas se dilui. A penitência a que aludia o divino Mestre é a que constitui meio de tornarmos cada vez menos ásperas. dar-lhe. mediante aquele resgate e aquela reparação. inerente à sua justiça. que Jesus aconselhou. uma vez que se houvesse arrependido. E bastará.105 nas culpas. pois. de mérito em mérito. Compreendidos assim. o coloca sob o influxo constante do amor sem limites do Pai celestial. das graças e misericórdias de que são transmissores os seus mensageiros. assim. ainda. de par com a iluminação interior. a habitar mundos mais elevados. o perdão. Ela. do bem que a criatura fez. Qual então o efeito do perdão concedido ao pecador? Facultar-lhe os meios de resgate e reparação das faltas de que se acha arrependido. dificultosas e tormentosas as nossas existências na Terra. e no propósito firme em que a criatura se coloca de não tornar a cometer as faltas que a arrastaram à mísera condição humana e. como se entendeu outrora. pois. o que vem a ser penitência e o perdão que dela decorre. à perfeição e. na reclusão em claustros. a que chamamos “prêmio”. e os que denominamos “castigo”. Se a tal resultado conduzisse. que decorre do arrependimento ou penitência? Também não porque. pelo sofrimento. para esse efeito. quais as a que se submeteu uma Teresa de Jesus. Mas. até chegarmos à condição de já não termos que ser habitantes de mundos quaisquer. que o conduzirá. pelo remorso. em espírito e verdade. na satisfação íntima que toda ação boa ocasiona e no progresso moral a que dá sempre lugar. claro é que o arrependimento e. nos cilícios e outras tribulações materiais. pelas angústias e aflições e. O Espírito penitente absorve-se todo na oração e na vigilância que Jesus recomendava e que formam um como antemural às ondas de paixões que nos lançam no abismo do infortúnio. A penitência. não consiste.

que é bem de prova e reparação. Por isso mesmo. no mesmo meio terrestre. convidou todos os seus companheiros de outrora. constitui a característica dessas três fases da depuração espiritual. a virem ao mundo celebrar com assinalado sacrifício o advento do Salvador. a este. nem sempre é uma expiação. desacertado é ver-se em todos os sofrimentos humanos um castigo. a reparação. de Deus. A obsessão. finalmente. mais tarde. ou punição. espíritos também elevados. o Precursor. Ele é sempre o cadinho desta. Não é de fácil inteligência. insistimos nele. Em muitos casos. ele repara o mal que haja feito. mandado matar grande número de sacerdotes. Sendo o perdão conseqüência natural do arrependimento. entregando igualmente a sua. este ponto. E ele. onde este exista verdadeiro. Como se depreende desse caso. se sobrevém o arrependimento. como a própria palavra o indica. provação. Diante das explicações que deixamos dadas. o Espírito culpado se forra pelo perdão. ou Consolador prometido pelo divino Mestre. Assim se cumpre a justiça indefectível. Muitos exemplos corroboram estas nossas asserções. como que .106 Aos efeitos do mal praticado. da humildade e da fé. repetindo o que nos disse o nosso bom Guia e Mestre: Expiação. através de tantas encarnações sucessivas. ao “castigo”. o próprio Espírito é que se submete espontaneamente às provações ou provas que lhe ratificarão o arrependimento e o mostrarão digno do perdão recebido de seu Deus. que testifica a conversão definitiva ao bem. quando voltou à Terra e foi João Batista. ao resgate. mas misericordiosa. que representa a contraprova da firmeza dos propósitos de regeneração. Vem. palavras são estas que exprimem idéias completamente distintas. bem o reconhecemos. sob modalidades diversas. as virtudes da submissão. tendo-se elevado pelo arrependimento e adquirido. como qualquer outro sofrimento. o Espírito. pela sinceridade e amplitude deste. à falta. como se vê em Reis. se segue o perdão e. que implica a lealdade dos seus propósitos e promessas de regeneração. a reparação. representativa do que chamamos “castigo”. mediante a qual a consciência do criminoso acaba por despertar para o arrependimento. conscientemente. já não há lugar para o que vulgarmente se considera castigo. como acima dissemos. capítulo 3º versículo 18. A expiação é a primeira conseqüência da falta ou crime praticado. com que efetua. veio completar. Perdoado. o resgate da sua dívida. oferecendo suas cabeças ao cutelo de Herodes. finalmente. praticando todo o bem que lhe seja possível e atestando desse modo haver tomado o caminho da regeneração. obtido mediante a penitência. como haviam feito os protagonistas da “degolação dos inocentes”. a obra de purificação do seu Espírito. Assim. em virtude da sinceridade do seu arrependimento. compreendida à luz dos ensinos dados ao mundo pelo Paracleto. contrários à doutrina que ele pregava. o resgate. sincero. ou. um dos mais transcendentes da Doutrina Cristã. Pode já ser uma prova. eles são uma provação confirmativa do arrependimento. Temos assim que. quantas forem necessárias. tendo Moisés. o maior dentre os varões nascidos de mulher. o sofrimento. por seu lado. pela qual. seja. à provação e à reparação. ao mesmo déspota. e. Como é fácil de perceber-se. depois a provação. mas que. uma punição. ao tempo em que fora Elias. não o forra à expiação. este o conduz a buscar a provação. reparação. ao mesmo tempo que demonstra ser decisiva a sua resolução de emendar-se. profundo.

a penitência. ou arrependimento. com absoluta justiça. Agora. a autoridade que se atribuíam. senão depois que o padre diga — eu te absolvo. a se efetivarem em conseqüências naturais. para todos os atos. na lei universal de causa e efeito. não há prêmio. com o sorriso da alegria que lhe causa a certeza da sua redenção.107 insensibiliza a matéria. praticados ou simplesmente pensados. na sua razão de ser e nos seus efeitos lógicos. A idéia de prêmios e castigos. e não haverá como deixar de reconhecer-se quão divorciada do vero Cristianismo se acha essa Igreja e até que ponto as elucubrações teológicas dos santos padres. com o significado comum que damos a essas palavras. de todos os seres dotados de Inteligência e razão. reguladas. de salvação. porque conformes com a justiça divina. para o sacrifício reparador a que se submete e faz. à penitência feita sacramento pela Igreja Romana. segundo ela. em realidade. E que nesses concílios a preocupação avassaladora da mentalidade dos mesmos santos padres era a de estabelecer e firmar. . como suprema. estão. não existe. compare-se. vigente em todos os planos da criação Infinita. o que o impenitente faz com o desespero nalma e raivoso ranger de dentes. nem castigo. aconselhada e recomendada pelo divino Mestre. ou. todas as sanções. (28) Assim nos exprimimos porque. é simples resultado da concepção de uma divindade mais ou menos humanizada. na acepção humana e vulgar destes termos. seja. nem castiga. com eficiência para a salvação do pecador. porqüanto. nos concílios. pondere-se que este. ensinada. Deus a ninguém premia. que lhe condicionou o perdão divino. desfiguraram e adulteraram a doutrina simples e pura do meigo Nazareno. Daí o transformarem em algemas de escravidão os ensinos de libertação espiritual. a fim de chegarem à dominação material que ambicionavam. portanto de todos os Espíritos. que trouxe ao mundo o manso Cordeiro de Deus.

benévolo. fortalecida assim a seiva que ainda lhe dá vida e que se acha como que adormecida. temos que ser apartados da companhia daqueles que progridem. permanece estéril. do auxílio que lhe dispensa. o tempo preciso. Disse-lhes também esta parábola: Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha. a fim de que eu lavre a terra em torno dela e lhe ponha estrume. 6 ao 9. chega-lhe em abundância estrume novo e espera. na posição mais conveniente à expiação das nossas faltas. o que Jesus teve em mira foi pôr em evidência a longanimidade do Senhor e a assistência caridosa e devotada que incansavelmente nos dispensam os Espíritos prepostos à nossa guarda e progresso. palmilhando-o até ao cume do Gólgota. que nada obteve. Tem que ser cortada e retirada do campo onde fora plantada. é como a figueira que.108 22 LUCAS. Assim. sobretudo. Como isso. junto das que abundantemente produzem. se abalem as virtudes. Verificando. ingrato à sua dedicação. porém. através de tantas reencarnações quantas sejam necessárias. regenerando-se. — 7. e. à reparação do mal que tenhamos praticado e. tendo chegado a enviarnos o seu Filho bem-amado. entretanto. sem frutificar. representados pelas virtudes de que cumpre exornemos nossas almas. com a qual. caridade e devotamento. colocando-nos. revolve-lhe a terra em derredor. ou redenção. sem dar. indiferente ao auxílio que lhe presta. um lugar que pode ser ocupada por outra também produtiva. que devemos dar. manda cortá-la e lançá-la ao fogo. Parábola da figueira estéril LUCAS: capítulo 13º. do adubo que lhe põe. — 9. O vinhateiro respondeu: Senhor. Ele que nada tinha de que se remir. para nos mostrar. o caminho que à redenção conduz. que estéril como era a árvore se conserva. muito bem. os frutos que devia produzir. pois. corta-a. apesar de todos os cuidados do agricultor. deixa-a mais este ano. insensível a todos os benefícios que recebe. em cada uma. contenta-se em podá-la. para que não continue a ocupar. versículo 6. Contudo. 13º. ainda não tenha bastado. sublimes exemplos de humildade. se der fruto. o agricultor. se não. para sermos lançados no fogo das torturas morais proporcionadas ao nossos delitos e crimes e das encarnações em mundos onde mais acerbos são os . Depois. por fim. a trazer-nos. Disse então ao seu vinhateiro: há já três anos que venho buscar os frutos dessa figueira e não acho nenhum. por que há de estar ela ocupando a terra? — 8. pelas provas por que passa. na esperança de que. faz que do céu caiam as estrelas. aquele que se mostra rebelde às inspirações do seu anjo de guarda. perseveramos na prática do mal. cortá-la-às. ela venha a se cobrir de frutos. Poda-a. aquele que se obstina em viver contrariamente aos ditames da moral. pois que a sua permanência ali acabaria por prejudicar as outras plantas. nenhum achou. E não é tudo: para que amplamente aproveitemos desses exemplos e ensinos. segundo a parábola. vindo colher-lhe os frutos. à produção dos frutos. de progresso. concede-nos. paciente e desejoso sempre de vê-la produzir. conseguintemente. Se. É o que faz conosco o Senhor. apesar de tudo isso. não a corta logo. Ele nos faculta todos os recursos e meios de levarmos a efeito a nossa salvação. com seus conselhos e ensinamentos. (29) Facilmente se apreende o sentido desta parábola.

o Pai celestial. despertada a nossa consciência — a seiva espiritual que nos alimenta o ser — nos disponhamos à purificação dos nossos sentimentos. dignos de receber. 5º. 21º. como co-herdeiros que somos. sem exceção. — MATEUS. instituiu para todos os seus filhos. desse modo. tornando-nos. até que. a parte que nos caiba da herança que Ele. . 19. 2. (29) ISAÍAS.109 sofrimentos.

mediante uma ação espírito-magnética. tudo o que não podiam compreender. Certo sábado em que Jesus ensinava numa das sinagogas deles. Ele intimava o Espírito obsessor a que se afastasse. sobre o qual muito devemos meditar. em toda a sua amplitude. sem recorrermos à comparação com os que resultam da do magnetismo humano. Mulher doente. Impondo-lhe as mãos. A natureza desses fluídos. de inexcedível poder. Os judeus atribuíam a satanás. isto é. quando aplicado por um Espírito de sublimada pureza e. havia dezoito anos. de modo a corrigirmos uma tendência que se vai prejudicialmente generalizando. A cura se operou por efeito da aplicação. Aliás. onde os nossos guias. secundam por essa forma a nossa ação. O de que falam os versículos acima era um destes. Entretanto. são incontestáveis. a continuidade do esforço. versículo 10. diz que a mulher estava possessa de um “espírito de enfermidade” — spiritum infirmitatis — Jesus. desinteresse e perseverança essa ciência celeste. dos efeitos da aplicação desse magnetismo (espiritual). precioso tesouro que nos facultará fazer obras análogas às que Ele fez. o que lograremos com o tempo. ou de magnetismo espiritual. para o aproveitarmos bem. estás livre da tua doença. isto é. que conhecemos e que. pelo que não podia levantar o busto. quando se lhe dirige. — 12. estás livre da tua enfermidade — “ab infiírmitate tua”. Aquela mulher sofria de um amolecimento da medula espinhal e. de boa-fé. nem explicar. podemos até certo ponto imaginar quais os que produzirá o “magnetismo espiritual”. como conseqüência. em geral. porém.110 23 LUCAS. de subjugação. Verifica-se isso. somente observando o que se passa nas sessões espíritas bem orientadas. aos Espíritos. dos espíritos de eleição. Jesus a chamou e lhe disse: “Mulher. notando-se o seguinte: ao passo que o Evangelista. já podemos fazer idéia mais ou menos aproximada. do “magnetismo humano”. de acordo com o modo de ver de então e usando da linguagem então corrente. apenas diz: Mulher. portanto. Vê-se assim que nos corre o dever de estudar e praticar com ardor. bem como suas propriedades atuantes nos são desconhecidas e ainda não estamos em condições de os poder conhecer. de simples doença. que o Senhor nos confiou. de enfraquecimento da coluna vertebral. embora se nos conservem invisíveis. E. 13º. quando o caso era de possessão. de fluídos apropriados a restituir ao órgão enfraquecido a força de que carecia. Essa tendência é a de atribuir-se toda e qualquer doença a uma atuação de Espíritos e o ensino consiste em que . 10 ao 13. — 11. Daí o empregarem muitas vezes o termo — “possessão” — referindo-se a casos que eram apenas de — doente. Tão curvada era que absolutamente não podia olhar para cima.” — 13. como o de Jesus. Vendo-a. curvada LUCAS: capítulo 13º. de obsessão. veio aí ter uma mulher possessa de um espírito de enfermidade que a tornara doente. ela se endireitou no mesmo Instante e rendeu graças a Deus. Pelos efeitos. que Jesus lhe fez. desde que objetivamos dar alívio a um irmão nosso e que para eles apelamos pela prece feita com fervor e fé. Acrescentemos que o fato evangélico que apreciamos encerra um outro ensinamento da maior importância. o desprendimento da matéria e a assistência dos nossos guias e.

111 devemos examinar cuidadosamente cada caso que se nos apresente. principalmente. da ação de espíritos malfazejos. . a fim de não confundirmos os que sejam de simples enfermidade com os em que os sofrimentos decorrem. por índole. ou por inconsciência.

disse-lhe: “Hipócritas. ou. é claro que de nenhum modo criava embaraço ou inibia a prática do bem. por parte do espírito das trevas. que lhes não permitiam descansar das fadigas do trabalho cotidiano. como diz Marcos (capítulo 2º. O chefe da sinagoga. (30) Êxodo. qual de vós deixa de soltar o seu boi ou o seu jumento em dia de sábado. respondendo. seus adversários ficaram envergonhados e todo o povo se regozijava de o ver praticar gloriosamente tantas coisas. — EZEQUIEL.” — 15. de o tirar do estábulo para lhe dar de beber? — 16. O dia de sábado. 13º. pois que destinada a proteger o corpo do esgotamento resultante do excesso de trabalho.112 24 LUCAS. — Levítico. 3. não porque se tratasse de um caso de possessão. versículo 27). indignado por haver Jesus feito uma cura em dia de sábado. 12. qual a de livrar um obsidiado das garras do seu obsessor. mas. pois. — Culto do sábado LUCAS: capítulo 13º. Moisés o instituiu como meio de refrear a avareza. 20º. tomou a palavra e disse ao povo: “Há seis dias destinados ao trabalho vinde num desses dias para serdes curados e não nos de sábado. ou subjugação. pois que assim o supunham todos. 9. Sua instituição representava uma medida útil. Como. a ambição e a desumanidade dos senhores de escravos e de animais. 23º. Ouvindo-lhe estas palavras. . a cobiça. 20º. de enfermidade. o caso era de moléstia. para que o seu ato fosse mais facilmente aceito. libertar dos laços de satanás uma filha de Abraão? Note-se. se poderia pretender defesa a de uma ação benfazeja. O Senhor. versículo 14. Por que então não se devia libertar em dia de sábado esta filha de Abraão dos laços com que satanás a teve presa durante dezoito anos?” . conforme ficou explicado na lição precedente. visto que. “O sábado foi feito em contemplação do homem e não o homem em contemplação do sábado”. Com esse único objetivo. 14 ao 17. 10.17. porém. como disse Jesus. que o divino Mestre usou dessas expressões. (30) O sábado.

São simbólicas as palavras de Jesus. uma acepção de ordem geral. — 30. primeiramente. cobiçando-a. aos do Senhor. que precisamos praticar o bem e que. bem se vê que também nesse ponto usou Ele de uma linguagem figurada. seja por atos. aquele que formula um mau pensamento. E eu te digo que quem quer que olhe para uma mulher. Daí vem o ser a concupiscência. vê a mácula que na alma produz um pensamento mau e toda mácula significa que a criatura se afastou do seu Criador. já cometeu adultério no seu coração. mesmo porque. só uma dificuldade material qualquer impede que o pensamento concupiscente se transforme em ato. . porqüanto melhor te é que pereça um dos membros do teu corpo do que ser todo este lançado na geena. seja por palavras. sem atendermos ao sacrifício que porventura nos custe a purificação dos nossos sentimentos. no dizer de Jesus. Quanto ao dizer que devem ser arrancado o olho e cortada a mão que se tornem causa de escândalo. composta de imagens materiais. como convinha aos Espíritos daquela época. o Senhor. Aprendeste que aos antigos fora dito: Não cometerás adultério. que delas decorre. seja por pensamentos. Extirpação de todos os maus pensamentos MATEUS: capítulo 5º. Embora ela não exista perante os homens. Se a tua mão direita te for motivo de escândalo — corta-a e atira-a longe de ti. mister se faz destruamos em nós tudo o que possa ser causa de obrarmos mal. que lê o íntimo dos seres. porqüanto melhor te é que pereça um dos membros do teu corpo do que ir todo este para a geena. as mais das vezes. cometeu falta Idêntica à em que teria caído. se houvera consumado o adultério. 27 ao 30. — 28.113 25 MATEUS. Devemos. para isso. procurar-lhes o verdadeiro sentido. porque estes não percebem o que se passa no íntimo do Espírito. 29. Falando a criaturas materiais. o Espírito. constantes nestes versículos. porqüanto visam fazer compreensível que os homens devem abster-se de toda má palavra. incorre em falta. só por meio de tais imagens podia impressioná-las fortemente. de toda ação má e de todos os maus pensamentos. em quem ela se manifestou. versículo 27. 5º. Adultério no coração. tanto quanto se praticasse uma ação má. é que não basta nos abstenhamos do mal. O ensino moral. porque. equiparada ao adultério. Não se estranhe o dizermos que podemos obrar mal pelo pensamento. pois. Elas têm. Se o teu olho direito te for motivo de escândalo — arranca-o e atira-o longe de ti. Para Deus.

mediante a carta de divórcio que Moisés permitira. suportando. como era de costume entre os judeus. considerá-la o que ela realmente é —um Espírito criado como o dele. então. pela encarnação. ao instinto da procriação. 31 ao 37. depurar-se. que faz da união matrimonial do homem e da mulher um comércio. que bastante atenuaria aquelas mesmas provas. nem por Jerusalém. sim. As causas ou motivos das separações conjugais. como ele. porém. apoiando-se na letra da Gênese. Quando as criaturas humanas houverem dominado seus maus instintos.114 26 MATEUS. não. — 33. que ainda hoje se dão. 6º. Nem foi com objetivo diverso que. do mesmo modo que ele. para também expiar e resgatar faltas. vos digo que quem repudiar sua mulher. a não ser por causa de adultério. — 36. versículo 31. Quem quer que deixe sua mulher e tome outra comete adultério. Como o assunto de que estamos tratando terá que ser versado novamente. nem pela terra. pois o que passar disto procede do mal LUCAS: capítulo 6º. e aquele que tomar a mulher repudiada por outro comete adultério. versículo 18. Eu. — 34. — LUCAS. — 32. tendo a mulher apenas como meio de satisfazer ele aos seus apetites materiais. um objeto de negócio. ao contrário. o homem não deve equiparar-se ao bruto. mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos. — Juramento MATEUS: capítulo 5º. a fim de concluir recomendando não se separasse o que Deus unira. os trabalhos e. De fato. porque é o trono de Deus. 18. a este em tudo semelhante e posto na Terra. — 37. saberá santificar de fato a união conjugal e. quando a Humanidade se compuser de Espíritos que já tenham atingido um certo grau de purificação. tirando dessa circunstância um grande motivo de felicidade. doutra feita. e quem quer que despose a que o marido abandonou comete adultério. se buscassem para juntos passarem as provas da existência corpórea. gozando das alegrias que lhe proporcione a vida humana. progredir. não. Não jureis tampouco pela vossa cabeça. porque não podeis tornar branco ou preto um só de seus cabelos. são frutos da nossa defeituosíssima civilização. por efeito dessa simpatia e dessa afinidade. Relativamente ao divórcio. Casamento. união que. a torna adúltera. compreendendo o verdadeiro objetivo da vida terrena. para origem da Humanidade. — 35. porque é a cidade do grande rei. porque é o escabelo de seus pés. quando estudarmos os versículos de 1 à 9 do capitulo 9º do Evangelho de MATEUS e os versículos de 1 à 12 do capítulo 10º do de MARCOS. simpáticos e que. o objetivo imediato do ensino de Jesus foi impedir se multiplicasse o número de mulheres repudiadas sob os mais fúteis pretextos. 5º. por agora . à criação inicial de um homem e de uma mulher. Limitai-vos a dizer: sim. entretanto. se referiu figuradamente. Cumpre-lhe. o homem. — Também fora dito: Quem abandonar sua mulher dê-lhe carta de repúdio. mesmo porque para este já nenhum cabimento haverá. Eu vos digo que não jureis de forma alguma: nem pelo céu. deverá ser a de Espíritos afins. como outrora. não pensará mais em divórcio. Ouvistes ainda que aos antigos fora dito: Não jurarás falso.

se alguém houver que dela duvide. conforme há perto de dois mil anos Nosso Senhor Jesus Cristo recomendava aos que estavam aptos a lhe guardar as palavras e decididos a caminhar pelas sendas do Senhor. já foi oficialmente banido e. Dentre nós.115 não nos estenderemos sobre ele. ou não.como se vê das próprias palavras do Salvador. ele desaparecerá completamente. os caracteriza. O juramento já existia. como um freio que a legislação humana pôs à insinceridade dos homens. à sua propensão para a mentira. Qual seja. jamais faltando à verdade. Quanto ao juramento. porqüanto. nunca a sua palavra poderá ser posta em dúvida. . Aquele que traz puro o coração nenhuma necessidade tem de jurar. por efeito da inferioridade espiritual que. . e continuou a existir. o que Jesus teve em mira com o que disse a respeito foi coibir o abuso que das juras faziam os judeus. nenhum juramento será capaz de fazer que esse deixe de duvidar. E. quando imperar na Terra o Espiritismo. em geral. Todos se limitarão a dizer — sim. o valor desse freio todos hoje o sabem. porque para a iniquidade nenhuma prova há de retidão. porém.

lhe apresenteis a outra. — 30. caridade moral e material MATEUS: capítulo 5º. e. E se algum vos forçar a caminhar mil passos. que não segundo a letra. que ainda se achavam incapacitados para obedecer a uma lei toda mansidão e doçura. — Abnegação. o amor. que. Jesus se visse na necessidade de formular esses exemplos de amor. que só pelo terror podiam ser dominados. antes de tudo. a renúncia de si mesmo. devotamento. versículo 29. senão maior do que o que houvesse feito ao seu irmão. a fim de que. A lei trazida ao mundo pelo Cristo. desde que procuremos compreendê-las. não só para com os que lhe são caros e amigos. da cobiça e da inveja que os dominavam. 41. vos digo que não oponhais resistência ao que vos queira fazer mal. da benevolência. por assim dizer. excessivo. Sabeis que fora dito: olho por olho e dente por dente. predispô-los a enveredar pelo caminho do bem. Os preceitos da lei antiga eram de molde a infundir terror. caridade e amor. entregai também a vossa capa. por pouco que deles obtivesse. 29 ao 30 Paciência. — 40. apresentalhe a outra. porém. a época em que Ele desceu à Terra e as condições morais dos homens a quem falava.116 27 MATEUS. Dá a todo o que pedir e ao que te tomar os teus bens não os reclames. (31) Claro se torna o sentido destas palavras de Jesus. mal idêntico. pelos seus ensinos e exemplos. . 38 ao 42. segundo o Espírito. mas também a do coração e da inteligência. não o impeças de levar também a túnica.” Querem estas últimas palavras dizer: Ponde de lado o orgulho e humilhai-vos. “Sabeis que fora dito: olho por olho e dente por dente. àquele que quiser demandar convosco em juízo para vos tomar a túnica. vos digo que não oponhais resistência. versículo 38. porém. como para com os seus inimigos. Eu. LUCAS: capítulo 6º. se alguém te tirar a capa. Considerem-se. 6º. toda de abnegação. não façais justiça pelas vossas mãos. Compreende-se que. como castigo. fim que era lançar. seja reconduzido o vosso irmão ao bom caminho. Dai a quem vos pedir e não volteis as costas a quem vos queira solicitar um empréstimo. Considere-se igualmente o fim superior que tinha a sua missão. Para que os direitos fossem reciprocamente respeitados. — 39. como lançou. se alguém vos bater na face direita. deixai que as leis divinas sigam o seu curso. ao contrário. Fazei não somente a esmola da bolsa. Eu. de extremada abnegação. caminhai com ele mais dois mil. sementes da verdade. ao que vos queira fazer mal. em todos os casos. como convinha a homens de naturezas violentas. a abnegação. ao longo do qual iriam gradualmente adquirindo os sentimentos capazes de lhes expungir os corações do ódio. 5º. do amor. Nisto se resume tudo. mister se fazia que cada um estivesse convencido de que sofreria. sentimentos esses que devem animar o homem. como devem ser compreendidas. pelo vosso exemplo. limitai-vos a usar da caridade. Era para. do qual se transviou. destinadas a germinar desde logo e a frutificar cada vez mais pelos séculos em fora. — LUCAS. sobrepõe a tudo. ao contrário. para os homens endurecidos daquela época. Se alguém te bater numa face. — 42.

lembrança dos seus delitos. na melhoria das índoles e até mesmo na modificação dos animais ferozes. 3º. tornado o planeta terreno morada exclusiva dos bons. nos remotos tempos em que viveram. embora lenta. para sua purificação e progresso.ao advento da era predita para começo de uma nova fase de evolução moral. — Levítico. 20 — Deuteronômio. a fim de que se cumpram as palavras de Jesus. 20º. se não nos achamos em condições de observar escrupulosamente esses preceitos evangélicos. — Provérbios. 6. — Epístola aos Romanos. extraiamos o sentido verdadeiro da sentença que ela exprime. os homens chegarão a uma época em que. (31) Êxodo. caminharemos sempre sob as vistas do Pai celestial. acompanharemos. 12º. que mais facilmente se vão sujeitando ao jugo do homem. do Velho Testamento. os Espíritos falidos vão sofrendo. a transição que a precederá já se vai fazendo patente na mudança dos costumes. o nosso Juiz supremo e nosso Pai de misericórdia infinita. durante a vida corpórea. esclarecidos pela revelação espírita. 7. um só tribunal haverá — o da própria consciência. Quanto à lei de talião. mas progressiva sempre. 50º. dente por dente. — Lamentações. apartados os obstinados no mal. 12. ainda que não tenham. pois que. 24. Bem longe ainda nos achamos desses tempos ditosos em que. para julgamento de seus atos. de sob o simbolismo dessa linguagem. 17. encarnados ou desencarnados. — 1ª Epístola à Pedro. lenta. o nosso Criador. 22. para eles concorrendo. é uma realidade para todos os tempos. como sucedeu mesmo a Moisés e aos profetas de Israel. guarda das leis de Deus. Depois de passarem os Espíritos pelo cadinho depurador das reencarnações. cujos efeitos veremos e. — ISAÍAS. 6º. que acarretará a transformação física. — 1ª Epístola aos Coríntios. 24º. Entretanto. Mediante as reencarnações sucessivas e os sofrimentos inerentes a cada uma delas. em face dos preceitos evangélicos. 19º. a iniciar-se com a Nova Revelação. tudo o que fizeram sofrer aos outros. em conseqüência da evolução moral. desde que. iluminados pela ‘verdade e praticando o amor. . já podemos atestar a realidade daquela transformação. 2º. a ciência espírita nos mostra que o olho por olho. também lenta. 21º.117 Quanto a nós. 30. nem por isso devemos deixar de estar atentos. 21. mas sempre progressiva.

A jornada é longa e áspero e semeado de perigos e dificuldades o caminho. — Deuteronômio. os vossos inimigos. Tendes ouvido que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. — 36. 21. rumo ao seio infinito do Pai. fazei bem aos que vos odeiam. Amar os inimigos. novo transbordamento da bondade de Deus para com os homens. a revelação nova. LUCAS: capítulo 6º. a fim de que vos aproximeis daquele que é a perfeição absoluta. 25º. uma vez que os pecadores procedem do mesmo modo? — 34. uma vez que os pecadores também amam os que os amam? — 33. amigos e inimigos: tal o ensino de Jesus. Por que. 23º. isto é. que assim se conjugam com aqueles outros que referem haver o mesmo Jesus dito — Sede perfeitos. . fazei bem a todos e emprestai sem esperar pagamento. 1. porém. 7º. se só amardes os que vos amam que recompensa tereis? Não fazem o mesmo os publicanos? — 47. Vossa recompensa então será muito grande e sereis filhos do Altíssimo. Avante. como luz brilhante que nos guiará os passos. Se só emprestardes aqueles de quem esperais receber. Para o conseguirmos. como é perfeito vosso Pai celestial. 6º. a revelação da revelação. — Amor e caridade para com todos. Amai. uma vez que os pecadores também emprestam a pecadores. atingir a meta que nos é proposta. perfeitos. 5º. mas o porto de chegada é prodigioso de venturas e esplendores. — 46. digo eu a todos vós que me escutais: amai os vossos inimigos. — 44. como o vosso Pai celestial é perfeito. abençoai os que vos amaldiçoam. temos hoje o Espiritismo.118 28 MATEUS. versículo 43. Eu. vos digo: Amai os vossos inimigos. 59. que é benevolente para com os ingratos e os maus. que mérito tereis. Se somente saudardes os vossos irmãos. portanto. 12º. misericordiosos como vosso Pai é misericordioso. LUCAS: capítulo 6º. 27 ao 28 e 32 ao 36. Mas. em conseqüência. Se só fizerdes o bem aos que bem vos fazem. Sede. Se não amardes senão os que vos amam. que mérito tereis. Sede. orai pelos que vos caluniam. em tudo e para com todos. 14 e 20. fazei bem aos que vos odeiam. a fim de serdes filhos de vosso Pai — que está nos céus — que faz nascer o Sol sobre os maus e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. que mérito tereis. contando receber outro tanto? — 35. 43 ao 48. constante nesses trechos evangélicos. conhecidos e desconhecidos. pois. pois. dando-nos a compreensão nítida das palavras evangélicas e facultando-nos. — Provérbios. 19º. que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem o mesmo os gentios? — 48. cultivai e praticai com sinceridade todas as virtudes que vos são ensinadas e exemplificadas. — Atos. orai pelos que vos perseguem e caluniam. — Epístola aos Romanos. 6. (32) Obedeçamos à lei do amor. versículo 27. — 28. versículo 32. — Via da perfeição MATEUS: capítulo 5º. pois! (32) Levítico. — 45. — LUCAS.

mas principalmente das almas. recompensa não recebereis do vosso Pai que está nos céus. Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens para que vos vejam. nos Evangelhos. das nossas faltas. como facilmente verificaremos. e vosso Pai. Pois bem. Procedendo. sob o duplo aspecto que comporta. do devotamento. Não é. À caridade assim praticada. repetindo o conselho daquele que foi. empregava o termo esmola que. também podemos descobrir as das nossas enfermidades morais. Humildade e desinteresse. a esse estudo. conforme ao texto acima. entre nós. assim como. com o cunho da abnegação. pelo remédio espiritual que nos aconselham os nossos maiores. — 4. não só dos corpos. foi modelo excelso Nosso Senhor Jesus Cristo. se nos deparam tantos e tão sublimados ensinamentos e exemplos de humildade. ou os impulsos a que obedecemos na prática dos nossos atos. versículo 1. tão de contínuo e com tanta insistência nos recomendam que sejamos humildes. Não é. pelos medicamentos que nos aconselha o nosso médico. o que sobretudo decorre é ainda uma esplêndida lição de humildade. Somente a posse daquela virtude fundamental nos capacitará para a prática da caridade material e moral. mais ou menos oculta. quase que em todas as suas páginas.119 29 MATEUS. 1 ao 4. do amor. é que se referia o divino Mestre. como de todas as outras. do trecho que estamos apreciando. não mandeis tocar trombetas à vossa frente. tem um sentido que abate e humilha. como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas praças públicas para serem honrados pelos outros homens. do sigilo. pois. do desinteresse. pondo em jogo todas as aptidões da inteligência e todas as delicadezas do coração. que vê o que se passa em segredo. é que seremos capazes de praticar unicamente boas obras. em suma. Entretanto. nos pode indicar a causa determinante do nosso procedimento. por outro motivo que os nossos anjos de guarda. reconheceremos que a carência de humildade em nossos corações constitui. as palavras. em espírito e verdade. os nossos guias. a cada passo. a causa principal. vos recompensará. de que. . — 2. É certo que nem sempre a nossa consciência. — Segredo na prática das boas obras MATEUS: capítulo 6. Quando. se procurarmos interpretar-lhe. quando. Quando derdes a esmola. é e será sempre o médico supremo. dos nossos pecados. até certo ponto. do contrário. então. dadas as condições do meio em que nos encontramos encarnados. Em verdade vos digo: esses já receberam a sua recompensa. as mais das vezes. nos é possível estudar as causas da enfermidade de que padeçamos. — 3. dos nossos erros. da sinceridade. certamente. Somente possuindo essa virtude celeste. ensinados também nos versículos que estudamos. a fim de que a esmola fique secreta. por outra razão que. derdes a esmola. não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita. igualmente. 6º.

não façais como os hipócritas que gostam de orar de pé. ela nos enchia de doces esperanças o coração e nos proporcionava conforto. nem quais o seu poder e a sua eficácia. porém. (33) A prece! Antes que a luz do Espiritismo nos banhasse a alma. sempre que nos sentíamos aflito. se perdoardes aos homens as faltas que cometam contra vós. dá-nos hoje o pão de cada dia. orai a vosso Pai em segredo. Se porém. dá-nos hoje o nosso pão que está acima de qualquer substância. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. que. Prece. a situação em que se encontra. dizei: Pai. quando acabou. versículo 1. porém. também o Pai celestial perdoará as vossas. não perdoardes aos homens. de lhe ignorarmos o valor e a eficácia. 11º. que o teu reino venha. de uma prática costumeira. porqüanto vosso Pai sabe do que precisais antes de lho pedirdes. devido à ignorância em que se mantêm da verdade. perdoa as nossas dividas como perdoamos aos nossos devedores. Considere-se. para nós. Apesar. fechada a porta. vosso Pai não vos perdoará os pecados. Quando quiserdes orar. — 6. assim como João ensinou a seus discípulos. entretanto. versículo 5. 6º. — O Pai Nosso MATEUS: capítulo 6º. — 9. que vê o que se passa em segredo. — 8. nas sinagogas e nos cantos das praças públicas para serem vistos pelos homens. mesmo fazendo-a por simples hábito. Não vos assemelheis a eles. imaginando que serão escutados por muito falarem. Essa. donde a indiferença geral. Quando orardes. um de seus discípulos lhe disse: Senhor. — 3. Porque. E sucedeu que. assim seja. como perdoamos aos que nos devem e não nos deixes entregues à tentação. — 14. e vosso Pai. a convicção de que aqueles por quem pedíamos beneficiavam dos nossos rogos.120 30 MATEUS. Do mesmo modo. — 12. para os ler e explicar. que se praticava através de estudo profundo e continuado e de provas que capacitavam o indivíduo para . fazem dos Evangelhos hieróglifos semelhantes aos do antigo Egito. entrai para o vosso aposento e. — 2. — 11. perdoa as nossas ofensas. se entre os egípcios o sacerdócio proibia aos leigos a leitura e a explicação dos livros sagrados. Faltava-nos. a generalidade das criaturas. — LUCAS. com relação à prece. Rogávamos então a Nosso Senhor Jesus Cristo um remédio para o nosso sofrimento. quando orardes. 1 ao 4. por efeito da incompreensão das coisas santas. 5 ao 15. a que nos habituara nossa mãe e a que recorríamos. — 15. aliás. não sabíamos o que é verdadeiramente prece. vos recompensará. Ela não passava. venha a nós o teu reino. — 7. LUCAS: capítulo 11º. santificado seja o teu nome. cuja responsabilidade pesa toda sobre os que. era porque. Disse-lhes Ele então: Quando orardes. tendo estado a orar em certo lugar. mister se fazia uma iniciação longa. e não nos abandones à tentação. santificado seja o teu nome. — 13. mas livra-nos do mal. ensinanos a orar. — faça-se a tua vontade tanto na Terra como no céu. não faleis muito como fazem os gentios. Orai assim: Pai nosso que estás nos céus. — 10. monopolizando a interpretação das letras sagradas. — 4.

é uma emanação dos mais puros fluídos. Recomendando. em contrário ao que quer o manso Rabi de Nazaré. como ao tempo de Jesus. ipso facto. as pompas cultuais e as cerimônias ritualísticas. para nos. o célebre geógrafo grego. Assim. . assim sendo. iniciados eram aqueles para quem a luz da verdade brilhava com grande fulgor. assim com relação àquela época. sentimo-nos surpreso. Os sacerdotes egípcios. precisava ser transmitida veladamente. na primeira sessão que realizamos depois desse fato. exercemos. naquela época. aos maus. Aos fracos. E é do estudo e da prática sincera e simples desses ensinos que ressaltam o poder extraordinário. Desencarnara. orar é emitir fluídos sutis que. o recolhimento. condenou. os iniciados. no Egito. Vê-se assim que. o valor inigualável e a prodigiosa eficácia da prece.agradecer. à hora de nos deitarmos. em proporções compatíveis com o desenvolvimento comuin das inteligências. que. no entanto. só era ministrada ao povo de modo muito restrito. envoltos na obscuridade dos mistérios. a multiplicidade das rezas que os lábios pronunciam. segundo refere Estrabão. durante algumas noites seguidas. nos fizera a narração de seus sofrimentos. mesmo a seu mau grado. havendo acompanhado o bom irmão Bittencourt Sampaio. aqueles a cujo favor é ela feita.121 um estado de desprendimento que lhe permitia penetrar no mundo da verdade. Decorridos algumas semanas. esta. é um recurso de valor inapreciável. propelidos pela força da vontade. dizendo: “O Pai celestial ouviu as vossas preces e Francisca deixa de sofrer neste momento”. uma vez que o empreguemos com humildade. que veio à Terra precisamente para iluminar com seus ensinos e exemplos o caminho da salvação a todas as criaturas de Deus. para lhes não aumentar as responsabilidades. de um ponto de vista mais alto. Jesus. operando-se a distância. por meio da qual amparo e força recebem. oramos em favor de um irmão do espaço que. ao mesmo tempo. o silêncio. nosso mestre e companheiro de saudosa memória. Eles não ficavam. o sonambulismo e praticavam a sugestão. como em relação ao futuro. o segredo. vão envolver aquele por quem se ora. por ocasião de outro trabalho. e aconselhando seja ela feita em poucas palavras. ou lhes facultar meios de praticarem o mal. considerada do ponto de vista espiritual. agradece os benefícios que colheu das tuas preces. ação idêntica à que desenvolve o magnetizador sobre um paciente. Doutra feita. chamada então magia. o anjo de guarda da pobrezinha se manifestou. fortalecer-lhe o Espírito e esclarecê-lo. pelo irmão agradecido. esses já conheciam o magnetismo. mas. dos milagres e dos dogmas. fazendo-nos compreender que a prece. ao ouvido: F. em visita que fez a uma infeliz irmã que tinha o rosto já todo devorado por um cancro e à qual ia ele levar algum alívio. por um médium. como os que se dizem representantes de Jesus na Terra e únicos possuidores do conhecimento da sua doutrina. que é uma magnetização moral. do amor. A ciência espírita ensina como se produzem esses efeitos. cheio de grande contentamento. Pela prece. disse-nos o médium. Despertada a nossa reminiscência. que a bondade infinita de Deus nos concede para obtermos o de que necessitam os nossos Espíritos. conservando-se-lhes alheio o coração. Um exemplo: certa vez. submissão e fé. Desde então se nos firmou definitivamente a convicção de que a prece opera prodígios de misericórdia. para a prece. para os não tornar insanos.

como perdoamos aos nossos devedores: — Perdoa-nos as ofensas que te temos feito. o pão da vida eterna. orando. da paz e do amor. e. Jesus Cristo vive sempre para interceder por nós. capítulo 14º. sempre que precisou vencer a Israel. capítulo 7º. que seus discípulos. como instrumento para a obra da nossa purificação espiritual. Que estás no céu: — que ocupas o infinito da tua criação. (PAULO. versículo 11). como o são pelos Espíritos bem-aventurados.” Usa. a Timóteo. para que fique eternamente convosco. que ora por nós. que na sua submissão aos teus santíssimos desígnios têm a fonte da bem-aventurança de que gozam. assistidos pelos apóstolos. ensina-nos a orar. Intercedendo. como o são nos mundos felizes. — 1ª.” E o divino Mestre. versículo 5. transgredindo os preconceitos da tua santa lei. tornando-os impuros para proferir o nome daquele que é a pureza absoluta. que por nós vive e reina. Mas. o Senhor. levantou para os céus as mãos. Perdoa as nossas dívidas. pelas ovelhas de seu rebanho.122 Jesus orou ao Pai por nós. (João capítulo 17º. justas e imutáveis. que ficou sendo chamada dominical. que a tua justiça caia sobre nós. pelos seus pensamentos e atos. 1ª Epístola”. o amor e a justiça reinem entre os homens. porque dirigida a Deus. tão acima de nós. pão que está acima de qualquer substância: — concede-nos. o nosso Mestre divino: “Amai os vossos inimigos. guarda em teu nome aqueles que me deste. (Êxodo. terminada a sua prece: “Mestre. Temos dela a explicação que nos deram o Mestre Allan Kardec. pela boca de um deles. dando um ensinamento aos hebreus. como os nossos. como o amor e o perdão formam a essência dessa lei. a que se acha submetida a nossa existência. o alimento necessário à sustentação do corpo material que nos deste. se misericordiosos . capítulo 17. para que tenham a força de subir até ao sólio da tua eternidade. (João. Senhor. Dá-nos hoje o pão de cada dia. versículo 25. Santificado seja o teu nome: — que cada uma das tuas criaturas te bendiga o nome. — Pai santo. as faltas em que ainda a todo momento incorremos. satisfazendo de pronto a esse pedido. que a paz. que nos impuseste. abençoai os que vos amaldiçoam. em que o viram absorvido na oração. Criador supremo. capítulo 8º. sobretudo. versículo 1). do mesmo modo que o fez Moisés que. o viático indispensável a todos os Espíritos que faliram. — Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador. versículo 11). que os nossos olhos impuros te não podem descobrir. de quem todos provimos. — João. de misericórdia para conosco. que seus corações nada abriguem capaz de lhes macular os lábios com uma blasfêmia. versículo 34). “Epístola aos Hebreus”. mas. dá-nos. sempre com o pensamento nele. versículo 16). (LUCAS. porém. os próprios evangelistas. pelo teu Filho bem-amado. perdoa-lhes. sejam observadas e praticadas com amor e reconhecimento em nosso mundo. por humanidades mais adiantadas do que a nossa. — Pai. Foi num desses dias. Venha a nós o teu reino: — pois que o teu reino é da justiça. como pelas suas palavras. posteriormente. Jesus nos deu um exemplo que devemos seguir constantemente. assim na Terra como no céu: — que as leis santas. versículo 34. — “Epístola aos Romanos”. pois. Dessa explicação éeste o resumo: Pai nosso: — Pai de todas as criaturas. Faça-se a tua vontade. lhe pediram. em latim —dominus. capítulo 2º. fazei bem aos que vos odeiam. lhes ensinou a oração. pois que disseste. os pecados em que a todo instante caímos. capítulo 23º. capítulo 2º.

5º. repitamos o conselho com que os evangelistas e os apóstolos puseram fecho a essa explicação da oração dominical: (34) “Meditai. que nos tentam de contínuo. dóceis aos seus conselhos e inspirações. que cercados pelos bons Espíritos. Amém. a ti que és o nosso Deus. 17º. foi. que estás acima de todas as coisas e de todas as criaturas. amados irmãos. 9. às nossas inclinações más. onipotente na imensidade. revigora-nos as energias.123 formos para com os nossos irmãos. Por concluir. Espírito da Verdade. 5º. (34) J. 33. perdoando-nos tanto quanto houvermos perdoado as faltas dos nossos semelhantes. Estudai com o coração tudo quanto esta sublime prece inspira ao homem. Estudai com o coração tudo o que ela encerra de amor. Senhor. B. 21º. Que esse Deus. para a nossa perdição. 36. ROUSTAING – A Revelação da Revelação. fortalece-nos a coragem. . desde toda a eternidade. volume 1. que quer dizer — assim seja: — assim seja.” (33) 3º Reis. acerca da oração dominical. o Criador único de tudo o que vive e se move no espaço infinito. 18º. em nome e da parte do Cristo. o Deus de amor vos abençoe. acabamos de dar-vos. às provas demasiado fortes para a nossa virtude e dá-nos forças para resistirmos aos nossos maus pendores. Senhor. de perfeições absolutas e infinitas. pois que o reinado. Senhor. a quem tributamos as homenagens dos nossos corações e em cujo louvor entoarão as nossas almas cânticos eternos. — JOÃO. tentam constantemente apoderar-se de nós e arrastar-nos ao caminho do mal. atraidos por essas inclinações. e repelir assim os maus Espíritos que. és o nosso juiz supremo. 2. desenvolvendo e fortificando em si os sentimentos do dever para com Deus. a ti que. — Apocalipse. paixões e vícios. — Eclesiastes. na luta que precisamos travar com as paixões grosseiras e os sentimentos inferiores. nem desfalecimentos. Livra-nos de todo mal: — permite. a fim de que possamos vencer. 5. o nosso soberano. o poder e a glória te pertencem a ti que és o único verdadeiramente grande. para se manter no bom caminho. Não nos deixes cair em tentação: — bem conhecendo a extensão da nossa fraqueza. sem tibiezas. — Atos. é e será Deus de bondade. forra-nos. 10. para com seus irmãos e para consigo mesmo. 1. de reconhecimento e de submissão Àquele que. página 446. este ensinamento que. possamos sempre resistir às nossas paixões e vícios. 4º. o nosso Rei. — 4º Reis. 14. 37.

porque em nada concorrem para a melhora espiritual das criaturas. Semelhante preceito só se concebe como obra de fanatismo. . Jesus aconselhava e os seus mensageiros presentemente aconselham o jejum. é mesmo justo. e vosso Pai. como o disse o Mestre divino. certo não o seriam. que desfiguram o semblante para que os homens vejam que eles estão jejuando. façamo-los. versículo 16. Vós. vos recompensará. e Jesus. 16 ao 18. Jamais façamos consistir a prática do amor a Deus e ao próximo. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. desde que praticadas publicamente. Compreende-se. que tem presente a si o que haja de mais secreto. mandamento que encerra toda a lei e os profetas. em obediência a um preceito supostamente religioso. para a esse efeito chegarmos. Quando mesmo se pudesse admitir que tais privações ritualísticas fossem do agrado de Deus. que cifram toda a religião na observância de um formalismo absolutamente estéril. dizendo o que consta nos versículos que estamos apreciando. louvável. com ostentação. — 18. quando jejuardes. Os judeus praticavam o jejum material. que consiste na abstenção de todo mal. 58º. que vê o que se passa em segredo. necessitamos fazer sacrifícios. (35) (35) ISAÍAS. de toda má palavra. perfumai a cabeça e lavai o rosto. purificando-a.124 31 MATEUS. apreciada e louvada pelos homens. Nenhum mérito tem aos olhos de Deus o que a criatura faça por ostentação. porém de modo que todos redundem em benefício do Espírito. de todo ato que nos degrade aos olhos do nosso Criador. isto é. para ser vista. tornando-se uma causa de acréscimo de responsabilidades e de maior transviamento dos que a ela se entregavam. Esse o ensino do divino Mestre. de todo mau pensamento. levando-a moralmente. porém. porta única da salvação. como imaginado por obscurantistas. 6º. Se a nossa consciência nos disser que. que nada valem. isso só o conseguiremos. que restrinjamos a nossa alimentação ao estritamente necessário. não vos ponhais tristes como os hipócritas. meritório que nos privemos de alimentos. De salvar a alma é tudo o de que devemos e precisamos cogitar. — 17. que enfraqueçamos o nosso corpo. Quando jejuardes. para socorrermos o nosso irmão a quem falte o indispensável. 5 a 12. mas o jejum espiritual. mas. mediante a prática da caridade. visou evitar que essa prática continuasse a oferecer ensejo para a hipocrisia e incentivo ao orgulho. deixando de alimentá-lo. a fim de que o vosso jejum não seja visível aos olhos dos homens e sim aos do vosso Pai. é simplesmente absurdo. Jejum MATEUS: capítulo 6º. na observância daquela e de outras formalidades idênticas.

Provei-vos de bolsas que o tempo não estrague. O nosso único e verdadeiro tesouro está junto do Eterno.125 32 MATEUS. Se lhes procurarmos. único e verdadeiro tesouro MATEUS: capítulo 6º. principalmente. encontraremos o verdadeiro sentido e o alcance de suas palavras. Porqüanto. onde estiver o vosso tesouro. — 33. para Ele se voltará de contínuo o nosso coração. se vosso olho for simples. — LUCAS. nos achamos neste mundo. para entrarmos na posse do patrimônio de luz e bemaventurança. vos aproxima de Deus. Ver-nosemos então numa existência. — 20. um tesouro que não se esgota nunca. que nô-la veio mostrar. 6º. desde que deles nos prive a morte. imagens materiais. na imensidade. onde não há ladrões que os desenterrem e roubem. Não queirais acumular tesouros na Terra. — 21. que é o possuidor de todas as graças. porém. Aproximar-nos cada vez mais de Deus deve ser o pensamento que presida a todos os nossos atos. Desprendimento das coisas terrenas. Pois que. (36) Como várias vezes temos dito. 12º. porqüanto aprouve ao Pai dar-vos o seu reino. veremos ser o seguinte o ensino que delas decorre: não procureis realizar na Terra a vossa felicidade. o fim para que fomos criados. — 23. Coração puro. costumava empregar. Tendo-nos transviado da senda que devêramos trilhar sempre. para tocá-los. que assim estará sempre . versículo 32. relativamente às que constam nestes versículos. qualquer que seja o brilho que aparentem. Vendei o que possuís e distribui-o em esmolas. Assim procedendo. por isso que falava a homens materiais. pois. pela caridade. todo o vosso corpo é tenebroso. A luz que parecem ter se apaga. Pequenino rebanho. 19 ao 23. — Não procureis sendo o que. do qual o ladrão não se aproxima e que as traças não roem. e sem coisa alguma com que possamos apresentar-nos perante Deus. aí estará também o vosso coração. visto que nisso está toda a nossa felicidade. mediante seus ensinos. Ele será sempre o alvo de todas as nossas ações. onde os ladrões os desenterram e roubam. 32 ao 34. Para avançarmos no sentido dessa aproximação é que. no céu. ascendendo ao seio do nosso Mestre. quando isso esteja em oposição à felicidade eterna do vosso Espírito. a luz que está em vós não for senão trevas. se vosso olho for mau. Se. a fim de ganharmos a nossa verdadeira pátria. onde estiver o vosso tesouro aí estará também o vosso coração. todo o vosso corpo será luminoso. Desde que nos compenetremos desta verdade. Vosso olho é a lâmpada do vosso corpo. ao mesmo tempo que nos veio habilitar. não tomais. tudo para nós está em a retomarmos de novo. porque são uma fonte de trevas para o nosso Espírito. onde não há ferrugem nem traças que os possam destruir. Preparai-vos tesouros no céu. Jesus. amontoai. o espírito. — 34. quão grandes não serão estas mesmas trevas! LUCAS: capítulo 12º. que o Pai nos reserva. onde não cabem as vaidades. onde a ferrugem e as traças os destroem. Não nos deixemos fascinar pelos bens perecíveis. de todos os nossos pensamentos. versículo 19. — 22. Mas.

7 a 11. 19. representam o principal fator de todo progresso moral. em número igualmente reduzido para a missão que lhes cumpre desempenhar. Significa que a posse e a aplicação dos bens que nos pertençam devem ser isentas de egoísmo e santificadas pela caridade. como os primeiros discípulos. 23º. fazendo-nos aproximar de Deus. confiar plenamente. como aqueles.126 junto de Deus. . mas devotados e atentos em caminhar sem desvios pela senda do Senhor. 4. 6º. 4. porque. em cujas promessas devem. Vendei o que possuía e distribui-o em esmolas. não temais. 13º. muito poucos. porque junto dele estará o nosso tesouro. constituem as únicas riquezas indestrutíveis. como bens espirituais que são. Estas palavras Jesus as dirigia aos primeiros discípulos. de modo a ficarmos na condição de termos que. Não quer isto dizer que devamos desfazer-nos de todos os nossos haveres. (36) Provérbios. que as boas obras. — Epístola aos Hebreus. etc. origem e concretização de todos os bens reais. de ordem material. que nos conduz àperfeição. 17. esmolar. Dirigem-se também aos primeiros espíritas que. 1º. 6º. — 1ª Epístola a Timóteo. em número. Pequenino rebanho. como de ordem intelectual. por nossa vez. 5. comparativamente à grandeza da tarefa que lhes cabia desempenhar. — 1ª Epístola à Timóteo. — 1ª Epístola à Pedro. cheios de devotamento e firmes nos seus passos sob as vistas do Senhor. precisam ser. Fora absurdo e contrário a todos os ensinamentos do Mestre.

consistia. o orgulho. em reunir um tesouro para a vida eterna.127 33 LUCAS. o egoísmo. a inveja. as mais das vezes. — 14. repousa. bebe. em geral. quando menos espera. em desprender. Depois. o homem se vê arrebatado pela morte. (37) Avareza é a paixão que se apodera do infeliz cuja única preocupação consiste em acumular riquezas. Aliás. procedem os que tomaram a si a missão de ensinar e demonstrar aos homens os fundamentos reais daquela crença e as conseqüências que daí dimanam. tens de reserva para longos anos muitos bens. A avareza. ou materiais. é que. homens profundamente materializados. e direi à minhalma: alma. . acrescentou: Cuidado. que aqueles para quem os Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo são o código das verdades eternas. Daí decorre. construirei outros maiores e aí amontoarei toda a minha colheita e os meus bens. os cuidados e esforços que malbaratamos em ajuntar riquezas para uma vida efêmera. a cupidez. Em seguida. na imortalidade da alma. abundantes frutos. Disse afinal: farei isto: demolirei os meus celeiros. — 16. deixando tudo quanto levou a acumular durante a vida. esta noite mesmo virão demandar tua alma e as coisas que entesouraste de quem serão? — 21. sobretudo. para ser esbanjado por outros. Jesus não baixou ao mundo para reinar sobre as coisas perecíveis como os reis da Terra. ela bastaria para combater a avareza e para lhes dar a ver quão melhor e necessário é que ponhamos. dize a meu irmão que divida comigo a herança. — 20. a fim de dar-lhes ao Espírito a visão e o gosto das coisas espirituais. lógica e naturalmente. Disse-lhe então um homem do meio da multidão: Mestre. na vida futura não passa de desvario de fanáticos e de quem não tem com que se ocupar. porque a vida de cada um não está na abundância dos bens que possua. Falava-lhes com dureza. porém. Se as criaturas humanas se compenetrassem bem desta idéia. porém. Mas Deus disse a esse homem: Insensato. não tendo onde guardar o que colhi? — 18. — 17. etc. ao contrário. pelo esforço constante por se libertarem das influências materiais. qual a terrena que apenas alguns anos dura. Sua missão. não é isso de causar estranheza. — 19. que nada fizeram pela aquisição de tanta riqueza. São ainda inúmeros os que só cuidam das coisas da Terra e para os quais a crença em Deus. — Rico exclusivamente preocupado com as coisas da Terra. pouco as suas palavras os impressionavam. Jesus. em lhes destruir o ídolo de carne. regala-te. come. preservai-vos de toda a avareza. mesmo assim. quando se sabe como. — Rico em Deus LUCAS: capítulo 12º. O certo. 13 ao 21. pela prática ininterrupta do amor e da caridade. respondeu: Homem. da matéria. e que pensava consigo mesmo: que hei de fazer. 12º. tanto que. porque duros tinham eles os corações. como: a sensualidade. versículo 13. o que acima de tudo devem procurar é tornar-se ricos em Deus. da moral divina. Assim acontece àquele que entesoura para si e que não é rico em Deus. nem para dar aos homens leis materiais. quem me constituiu vosso juiz ou partidor? — 15. disse-lhes esta parábola: Havia um homem riquíssimo cujas terras produziram.

20º. — Jeremias. 8 e 9 — Salmos. 5º. — Apocalípse. 7. — 1ª Epístola à Timóteo. 2º. 4º. 15º.128 (37) Job. 27º. 11º. 9. — 1ª Epístola aos Coríntios. 9. 36. 6º. 7. 11 — JOÃO. 22. 5. 17º. 18º. — Eclesiastes. 51º. . 32. 38º. 14. 9.

pois. ou se submeterá a um e desprezará o outro. não vos inquieteis pelo dia de amanhã. Não podeis servir a Deus e a Mamon. o que é elevado aos olhos dos homens éabominação aos olhos de Deus. — 25. pelo seu engenho. E eu vos digo que. — 33. em toda a sua glória. Mas. dizendo: que comeremos? ou: que beberemos? ou como nos vestiremos? — 32. Deus cuida de vestir assim o feno dos campos que hoje existe e amanhã será lançado ao forno. Não valeis mais do que eles? — 25. entretanto. Ora. — 30. não têm despensa nem celeiro e Deus os sustenta. jamais vestiu como um deles. LUCAS: capítulo 16º. Eis por que vos digo: não vos inquieteis pelo que comereis para sustento da vossa vida. E com as vestes. — 28. nem pelo vosso corpo. no entanto. 13 ao 15. A vida não é muito mais do que o alimento. homens de pouquíssima fé! — 29. A vida é mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa. — 24. pois. e o corpo muito mais do que as roupas? — 26. Se. Vede as aves do céu: não semeiam. As gentes do mundo são . Não sois muito mais do que elas? — 27. possa aumentar um côvado à sua estatura? — 26. porque. não trabalham. e 12º. Assim. — 30. Os fariseus. quanto mais a vós. cuidando do que comereis. por que vos inquietais? Considerai como crescem os lírios do campo: não trabalham. LUCAS: capítulo 12º. 6º. 24 ao 34. eu vos digo: não vos inquieteis pela vossa vida. Ninguém pode servir a dois senhoreS. Se as menores coisas estão acima do vosso poder. se Deus veste dessa maneira o feno que hoje está no campo e amanhã será lançado no forno. não ceifam. Considerai os corvos: não semeiam. não enchem celeiros e entretanto vosso Pai celestial as alimenta. mas Deus conhece os vossos corações. nem ceifam. E qual de vós pode. — 34. nem com que vestireis o vosso corpo. versículo 13.129 34 MATEUS. — LUCAS. — 14. nem fiam. Nenhum servo pode servir a dois senhores. jamais vestiu como qualquer deles. Procurai primeiramente o reino de Deus e sua justiça e todas aquelas coisas vos serão dadas de acréscimo. Servir a Deus e não a Mamon. pelo seu engenho. versículo 22. porqüanto vosso Pai sabe que delas precisais. ouvindo-lhe todas estas coisas. 22 ao 31. por que vos haveis de inquietar pelas outras? — 27. Jesus lhes disse: Pondes grande cuidado em parecer justos aos homens. À semelhança dos gentios que se azafamam por essas coisas. em toda a sua glória. zombavam dele. — 23. pois. homens de pouca fé! — 31. acrescentar um côvado à sua estatura? — 28. procurando os caminhos que levam a Ele MATEUS: capítulo 6º. — 15. pois. nem fiam. 16º. que eram avarentos. Não vos inquieteis. — Confiar em Deus. e. Basta a cada dia a sua própria aflição. pois o dia de amanhã cuidará de si mesmo. E disse a seus discípulos: Portanto. não fique em suspenso o vosso Espírito. — Nada de preocupação exclusiva com as coisas materiais. versículo 24. qual de vós o que. — 29. pelo que haveis de comer ou de beber. eu vos digo que nem mesmo Salomão. nem Salomão. Não podeis servir a Deus e a Mamon. porque ou odiará a um e amará a outro. Vede como crescem os lírios. procurando com o que o cubrais. ou se dedicará a um e desprezará o outro. ou odiará a um e amará o outro. Não vos atribuleis. quanto mais a vós.

que lhes dirigir fortes e enérgicas reprimendas. da escravidão da matéria e convencê-los de que o objetivo que devem colimar. Procurai. o reino de Deus e a sua justiça e todas aquelas coisas vos serão dadas de acréscimo. portanto. Tendo-se em conta essas circunstâncias e considerando-se que as suas palavras devem ser interpretadas sempre segundo o espírito e não segundo a letra. como também já dissemos. Ninguém pode servir a Deus e a Mamon. o que explica o pensamento de Jesus. eis como cumpre procedamos. porque lhe cabe ajudar seus irmãos desvalidos ou inválidos. A criatura deve aguardar que pela vontade do seu Criador se lhe desenvolvam os predicados com que haja de brilhar aos olhos de seus irmãos. e cuidando de auxiliá-los quanto nos seja possível. (38) A missão de Jesus. primeiramente. aos simples e mansos de coração. e não .130 que procuram todas essas coisas. sem desperdiçar qualquer parcela. havendo completado o ciclo das provas que se lhe tornaram necessárias ao progresso moral. todavia. sem. o que lhe faculta a compreensão de Deus e o gozo eterno da vida espiritual livre. facilmente se percebe que. um ídolo de prata ou de ouro. de naturezas rebeldes. igualar-se jamais à Divindade. para conseguir tocá-los um pouco. certos de que Deus abençoa os corações puros e as boas intenções. trabalhar segundo as nossas forças e meios. por serem as que satisfazem ao cego orgulho do homem. que deixe de cumprir a sua tarefa. isto é. quando é certo que do conjunto de seus ensinos decorre para a criatura humana o dever de ajuntar no seu celeiro. ou já não podem mais. cedendo simultaneamente aos desvarios da vida mundana. com integridade diante do Senhor. O mundo. pensando sempre nos que não o podem fazer. o que é mister é que faça isso lealmente. que se despreocupe de toda previdência. — 31. Portanto. impressionandolhes a imaginação. Mamon era uma divindade que os antigos sírios adoravam. tinha Ele. de almas endurecidas. que Deus sempre abençoa. para satisfação de todas as necessidades da sua existência. não podemos viver a vida que Deus quer que vivamos. os grãos que lhe assegurem o pão da velhice. chega ao supremo grau de pureza. que não puderam colher mais do que algumas espigas para seu sustento diário. Jamais poderia Ele pensar em dar semelhante conselho. o fim que acima de todas as coisas devem propor aos seus esforços é a conquista da vida eterna. vosso Pai sabe que delas tendes necessidade. negligenciando em precatarse para os dias da senectude e da invalidez. De fato. considera coisas elevadas e dignas do maior apreço. mas deve esperar em atividade. a riqueza e a glória. tinha por principal escopo libertar os homens do jugo. ao proferir as que constam nos versículos acima. que mais ou menos correspondia ao Júpiter dos latinos e representava as paixões humanas. não pretendeu o divino Mestre aconselhar ao homem que. que o leva a aproximar-se cada vez mais do centro da onipotência. como ainda há pouco dizíamos. a vida de puro Espírito. Predicando a homens grosseiros. enquanto que o Senhor ama os de espírito humilde. com seu cortejo de vícios. únicas cobiçáveis. em regra. do Espírito que. enquanto se ache no vigor da idade. quando disse: Ninguém pode ao mesmo tempo servir a dois senhores. Apenas. no trabalho. se entregue exclusivamente aos cuidados do seu Criador.

como poderemos alimentar a pretensão de mudar a face dos acontecimentos. deve confiar-se ao Senhor. 54º. que. na despreocupação com que a açucena dos campos espera. portanto. Cônscios. 41. é porque ela representa a prova necessária a lhe depurar o Espírito e a torná-lo digno do seu Criador. — 1ª de Pedro. que devemos estar. (38) Gênese. Entreguemo-nos confiantes à misericórdia do Senhor. Não nos preocupemos com os cuidados e aflições que hajam de vir. 7. 16º. Quer dizer também que. 6º. que todos decorrem da onisciente ação divina? Em todas as circunstâncias. no devido tempo. para a sua subsistência. — Êxodo. 2º. — Salmos. ainda. 4º. no seio da Terra. o Pai proverá. a negligência. se permite que em tal situação ele se encontre. 5º. Coragem.131 na inércia. na ociosidade. por nós mesmos. — Epístola aos Gálatas. para o fatalismo. de que. que de suas brilhantes vestes Ele a cubra. 6. vivendo segundo os desígnios de Deus e trabalhando. 10. é fazer de suas palavras um pretexto para a incúria. — Job. deve o homem estar sempre confiante de que a tudo mais. que não deixará de chamar os obreiros diligentes para. embora sem ser menos previdente do que certos animais. 23. como for de justiça e conforme às suas necessidades espirituais. dizer que. 146º. 38º. nem concentrar na acumulação de riquezas todos os seus pensamentos e desejos. como lhe cumpre. certos de que tudo obedece à vontade de Deus. . 8 — 1º Reis. 19. que esse tempo chegará. que só ao nosso bem visa. 7. não deve ele mostrar-se ambicioso. Quer. pois. se apesar da sua aplicação ao trabalho. Proceder de modo contrário é pretender que Jesus tenha encomiado a preguiça. 9. sabendo o que convém a cada uma de suas criaturas. coragem. 18º. — 1ª Epístola à Timóteo. Quer isto dizer que. 1º. nem as mínimas coisas somos capazes de fazer. volveremos à nossa verdadeira pátria e de lá apreciaremos os progressos da Humanidade. — JOÃO. o que nos cabe é conformar-nos. 3º. Não vos inquieteis pelo dia de amanhã. Quando houvermos transposto a barreira que nos detém os passos. gozarem do fruto de seus labores. vier o homem a achar-se na penúria. 21. e cumprida integralmente estará a revelação do Cristo. 15. — Aos Filipenses.

levantou os olhos e ao longe viu Lázaro no seio de Abraão. lembra-te de que recebeste bens em tua vida e de que Lázaro só teve males. enquanto que o outro estritamente a cumpria. faminto. Parábola do mau rico e do pobre paciente e resignado LUCAS: capítulo 16º. é plenamente confirmado pelos princípios da Doutrina Espírita. O rico morreu também e teve o inferno por sepultura. e que bem quisera saciar-se com as migalhas que caiam da mesa deste. para lhes dar testemunho destas coisas. — 21. conservando-se indiferente aos gemidos do outro que. na satisfação dos gozos materiais. — 26. O rico. ascende. 16º. aprecia o resultado do seu procedimento. 19 ao 31. tem piedade de mim e manda-me Lázaro para que. o seu inferno. mas ninguém lhas dava. ao seio de Abraão: à paz da consciência. 23. — 22. um buscou a prova da riqueza e o outro a da pobreza. disse em gritos estas palavras: Pai Abraão. como os de todas as outras. aquele empregou seus haveres na ostentação. sofre todas as suas duras provas. ainda que algum dos mortos ressuscitasse. verificando o engano e a decepção que sofrem os soberbos. encontra. (39) O ensinamento que se contém nesta parábola. nessa conjuntura. submisso e resignado.132 35 LUCAS. em o desespero de que se vê presa. Abraão lhe retrucou: Eles têm Moisés e os profetas: que os escutem. — 25. — 20. versículo 19. pela morte. — 27. egoísta e endurecido. suportava sem revoltas todas as dores e privações. eles farão penitência. Demais. Havia também um pobre mendigo chamado Lázaro que jazia coberto de úlceras à porta do rico. à paz espiritual. — 24. Ora. O rico. pela depuração de suas almas. Reencarnados. pois sofro tormentos nestas chamas. grande abismo existe entre nós e vós. me refresque a língua. como meio de minorarem seus sofrimentos. — 29. os orgulhosos. pai Abraão. os Espíritos de um e outro pediram a reencarnação. a fim de que eles não venham a cair neste lugar de tormentos. como também não se pode passar de lá para cá. disse o rico. e os cães vinham lamberlhe as chagas. desencarnam e vão encontrar-se em situações opostas. quais a do que saldou seus compromissos e a do que os agravou ainda mais. onde tenho cinco irmãos. pai Abraão. no luxo. Um contemporizava. Quando na erraticidade. Ambos. aconteceu que o mendigo morreu e foi transportado pelos anjos ao seio de Abraão. se algum dos mortos lhes for falar. De acordo com as causas desses sofrimentos. exposto a todas as intempéries e ao desprezo da sociedade. não acreditariam do mesmo modo. — 28. dentre os seus tormentos. ao céu. ao mergulhar no sepulcro. ao passo que o pobre que. afinal. Quando este. Abraão respondeu: Se não escutam nem a Moisés nem aos profetas. molhando nágua a ponta do dedo. procurando iludir e sofismar a lei. Disse o rico: Eu então te suplico. doente. Não. — 30. por isso ele agora é consolado e tu és atormentado. os poderosos e tantos outros que vivem neste mundo iludidos quanto aos fins reais da . Havia um homem rico que se vestia de púrpura e finissimo linho e se banqueteava magnificamente todos os dias. de modo que os que querem passar daqui para lá não o podem. Mas Abraão lhe respondeu: Meu filho. — 31. que o mandes à casa de meu pai.

por não o permitir a diversidade das vibrações dos respectivos perispíritos.133 existência terrena. podem daqueles aproximar-se e cercá-los dos cuidados de que necessitem. também se achavam dominados pelo egoísmo. pelo seu delirante egoísmo. a Igreja Romana responder de modo semelhante. considerando alucinação ou sonho a aparição que tivessem. mostra ser real a crença na comunicabilidade dos mortos com os vivos. onde há a incredulidade sistemática. ou qualquer outro desencarnado? Responderiam com um encolher os ombros. que aqueles se achem impossibilitados de acudir aos segundos. ao progresso. porém. que lhe atenuaria ou abreviaria as penas a que se condenara. o arrependimento. a fim de se instruírem. que a abominação e a desolação se implantassem no lugar santo? Não é por outra causa que o Senhor envia ao mundo o Paracleto. O abismo de que fala o versículo 26 deve ser entendido como exprimindo a impossibilidade em que se encontram os Espíritos superiores de se porem em contacto direto com os inferiores que expiam suas culpas. que é lei universal. porém. e que daria ao seu pedido a força de que carecia. por não lhe praticar os preceitos. quando. menos graduados na escala espírita. entre os quais se acham os seus protetores. pela razão de que tais conselhos e avisos lhe contrariam as paixões e os interesses materiais. toda e qualquer comunicação do além-túmulo. Não se conclua. Como pode. daí. Porque. que leva o homem a rejeitar todos os avisos e conselhos que lhe venham de além-túmulo. nem mesmo vê-los. Ao demais. como se depreende da parábola. tem feito dos Evangelhos letra morta e. de que serviria aos irmãos do rico. por que haveis de procurar outra coisa?” Segundo a parábola. mas imperceptivelmente para os sofredores. fraternidade e amor. também há o endurecimento do coração. Faltou-lhe. como lhes prescrevem as leis de solidariedade. Eles o fazem. o Consolador. quando pretendeu forrar seus irmãos aos sofrimentos por que estava passando. Realmente. à simplicidade dos ensinos puros da sublime moral do Mestre divino e. como ainda hoje a cada momento se comprova. quase sempre. responde Abraão. em conseqüência. à pureza de sentimentos. os quais. O rico da parábola teve a inspirá-lo um bom sentimento. ou lhes torne possível a permissão de acompanharem os bons Espíritos. A tal pedido. antes que um arrependimento sincero e profundo lhes torne os perispíritos capazes de sentirem. as vibrações dos daqueles outros. por intermédio de outros Espíritos que. ou progredirem. que lhe diz parodiando a resposta de Abraão: “Tendes os Evangelhos e a Igreja. formulada na parábola. era corrente entre os judeus. ainda que fracamente. mostrando ser absolutamente inútil. assim. Pela mesma razão. para os sistematicamente incrédulos. de fato. Acode-lhe então à mente pedir fossem avisados do que lhe acontecera os irmãos que ele deixara na Terra. os Espíritos inferiores não podem elevar-se aos planos onde pairam os bons Espíritos. crença que. Abraão respondeu ao rico: Eles têm lá Moisés e os profetas: que os ouçam. por não exprimir o pesar que lhe causava o ver seus irmãos a transgredirem a lei divina. o que lhes fosse dizer o Espírito do pobre. porém. . a reconduzir os homens à prática do amor. aí está o Catolicismo. A hipótese desse pedido. porém. mas apenas o desejo de poupá-los às provas de que já se haviam tornado merecedores. a firmálo na sua obstinação.

15º. Zacarias. 21. 66º. 5º. 13. 24.134 (39) ISAÍAS. 21º. — Job. 20. — Atos. 34º. 30. — JOÃO. 16. . 12. 11. 45. 8º. 17º. 14º.

semeai com prudência e precaução. como é que podes dizer a teu irmão: Meu irmão. por lavar a nossa alma dos vícios e paixões que a maculam. Comecemos. perdoai e sereis perdoados. não o faremos. A vossa reserva talvez excite a curiosidade e o desejo de saber. (João. 1 ao 7. porque teremos sempre presentes as palavras d’Aquele que disse: O que estiver sem pecado atire a primeira pedra. pois. versículo 41. 7º. (40) Na oração dominical. se o reconhecerdes fértil. versículos 1 ao 11). Ou. então. como é que dizes a teu irmão: — 5. 4º. a tolerância. 6º. — 3. tira primeiramente a trave que está no teu olho e então verás como tirar o argueiro que está no olho do teu irmão. Estendei os braços às ovelhas transviadas e . dirigindo-se à pecadora. LUCAS: capítulo 6. — 2. Não julgueis e não sereis julgados. Nesse caso. cheia. Como é que vês o argueiro que está no olho do teu irmão e não percebes a trave que está no teu olho? — 42. Dizia-lhes: Atentai no que ides ouvir. Não deis aos cães as coisas santas. porém. Segue-se que. pedimos a Deus que nos perdoe. a brandura com que tratarmos os outros. a fim de não serdes julgados. Sondai o terreno. depois vieram. Como é que vês um argueiro no olho do teu irmão e não percebes a trave do teu? — 4. Cultivai depois com cuidado a semente. Deixa-me tirar um argueiro do teu olho. Hipócrita. versículo 24. LUCAS: capítulo 6º. porqüanto para vos medir servirá a mesma medida com que houverdes medido os outros. é que seremos tratados. Não julgar os outros. a extravasar. consagrando-vos a esses que. se voltem contra vós e vos estraçalhem. ao contrário. demonstrando que não quereis falar.135 36 MATEUS. Ou. “como nós perdoamos aos nossos irmãos”. limpos de toda culpa. — 38. lançai-vos à obra. depois. — 7. com a medida com que medirdes sereis medidos. com a indulgência. — MARCOS. Sereis medidos com a mesma medida com que medirdes os outros e ainda se vos acrescentará. por purificar os nossos corações. quando tens no teu uma trave? — 6. tira primeiro a trave do teu olho e então verás como podes tirar o argueiro do olho do teu irmão. — LUCAS. versículo 37. preparai-o e. nem lanceis aos porcos as vossas pérolas. e 41 ao 42. Não julgueis. capítulo 8º. 37 ao 38. tu que não vês a trave que está no teu? Hipócrita. estejamos nessas circunstâncias. deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho. nem lanceis aos porcos as vossas pérolas. atestada. Não deis aos cães as coisas santas. — Não dar aos cães as coisas santas MATEUS: capítulo 7º. e que. para que não suceda que as pisem. quando de todo limpos nos acharmos. não condeneis e não sereis condenados. — O argueiro e a trave. MARCOS: capítulo 4º. versículo 1. Desde que. Quer isto dizer: procedei sempre de acordo com as circunstâncias de ocasião. acrescentou: Vai e não peques mais. o terreno vos parecer árido e ingrato. tendo-vos a princípio repelido. Se. porqüanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros. guardai silêncio. por pouco que seja. 24. poderemos censurar as faltas alheias. dai e se vos dará e no vosso regaço será derramada uma boa medida.

4º. O Mestre recompensa generosamente os obreiros vigilantes. 3. 78º. — 1ª Epístola aos Coríntios. 14º. 8 e 19º. . A ventura de haverdes salvo da incredulidade os vossos irmãos vos premiará o labor e vos preparará para gozardes das alegrias da eternidade. — Atos.136 reconduzi-as ao Senhor. 2º. 23º. 46. 17. 5. (40) Provérbios. 3. 9º. 13º. 12. 7. 9 — Salmos. solícitos e diligentes. 45. — Romanos. 1.

que está viajando. resignação e amor as mais rigorosas provas. acaba de chegar a minha casa e nada tenho para lhe dar. (41) Com estas palavras. Pedi e se vos dará. Peçamos-lhe o pão de vida e Ele nos facultará abundantes meios de o adquirirmos. qual lhe dará uma serpente? — 11. batei e se vos abrirá. quando este lhe pede pão? — 10. pelos nossos esforços reiterados. procurai e achareis. pois um de meus amigos. apesar disso. nos alimenta de conformidade com a nossa constituição. boas coisas dará aos que lhas pedirem. — LUCAS. 11º. — 8. Nós quase sempre pedimos. quando o segundo não se levante para dar o que lhe é pedido por ser seu amigo o pedinte. — 7. cheio sempre de bondade. LUCAS: capítulo 11º. — Pedi e se vos dará. se pedir um peixe. 7 ao 11. minha porta já está fechada e meus servos deitados assim como eu: não posso levantar-me para te dar o que pedes. o primeiro insistir em bater. lhe dará uma serpente? — 12. melhora e garante o bom êxito às nossas resoluções. muito embora sejam eles as mais das vezes tão cegos e ingratos. se maus como sois. — 9. porém. sabe o que convém a seus filhos e lhes dá. com mais forte razão vosso Pai. A prece. empresta-me três pães. com mais forte razão vosso Pai. nos concede o que antes não concedera.137 37 MATEUS. porqüanto quem pede recebe. buscai e achareis. 7º. Ou. Coisa alguma deve o homem fazer ou empreender. — 6. que é nosso Pai e tudo sabe acerca de cada um de nós. 5 ao 13. Jesus animava a seus discípulos. Batei e se vos abrirá MATEUS: capítulo 7º. Se algum de vós pedir pão a seu pai. Conceder-nos-á luz. tornando-nos dignos da atenção do Mestre que. para sofrermos com paciência. batei e se vos abrirá. Ou. quem pede recebe. se levantará pelo menos por causa da importunação e dará ao outro tudo o que lhe seja necessário. versículo 7. A perseverança fortalece. E eu vos digo: Pedi e se vos dará. o de que necessitem. que o mau êxito costuma acarretar. se sendo maus como sois. quando ainda não estávamos seguros de nós mesmos. lhe dará um escorpião? — 13. quem procura acha e àquele que bate se abre. Ora. Disse-lhes ainda: Se alguém que tiver um amigo o for procurar alta noite. que está nos céus. dará o bom Espírito aos que lho peçam. sem sabermos se nos convém ou não aquilo que desejamos. se lhe pedir um peixe. — 8. sem primeiro invocar e implorar a assistência do Senhor que. às nossas obras e à nossa fé. sabeis dar boas coisas a vossos filhos. versículo 5. — 10. e as forças da fé e da humildade. Ele. . sabeis dar boas coisas aos vossos filhos. se está de acordo com a natureza das provas que devamos sofrer. e o amigo lhe responder. Qual dentre vós dá uma pedra ao filho. — digo-vos que. — 9. segundo esse critério. este lhe dará uma pedra? Ou. de dentro de casa: Não me importunes. que está nos céus. se. para compreendermos por que sofremos. porqüanto. dizendo: Meu amigo. a fim de que não caíssem no abatimento e no desânimo. se lhe pedir um ovo. que lhe não percebem os providenciais desígnios. — 11. — Buscai e achareis. quem procura acha e àquele que bate se abre. Ora.

1º. é porque vê. 5. e jamais desespera do seu amor e da sua justiça. em vez de ser ela para nós um bem. 8º. a capacidade de amá-lo e a inteligência das coisas sob a influência espírita. que. 17. abre-lhe Ele o entendimento que dá o bom Espírito. permitindo que seus mensageiros o esclareçam. Mas. 13. isto é. 14º. 5. grande mal poderia trazer-nos. 7. — JOÃO. — Timóteo. compreende o homem os ensinos do Mestre. 6.138 Se nem sempre nos concede a graça que lhe solicitamos. 6º. 29º. — Jeremias. ao filho que se lhe dirige com sinceridade. esforça-se pelos praticar. — Provérbios. . 12. (41) Gênese. Aquinhoado com essa graça. 15º.

ditas por Nosso Senhor Jesus Cristo. com a bolsa. — 1ª Epístola à Timóteo.139 38 MATEUS. versículo 12. O teu próximo. dos meios de que disponhas e das faculdades que possuas: pela palavra. Fazei aos homens tudo o que quiserdes que eles vos façam. 13º. 14. é teu irmão. pelos atos e pelos pensamentos. amigo ou inimigo. 7º. É isto o que significam as palavras que acima se lêem. 18 — Romanos. 8. . (42) Levítico. Ajuda-o de todas as formas: com o coração. — Amor e Caridade MATEUS: capítulo 7º. 12. 6º. 10. Procede com ele. em tudo e por tudo. como quererias que procedesse contigo. 19º. Fazei aos homens o que quereis que eles vos façam. pois que é filho do mesmo Pai. 1º. que está nos céus. 5. conhecido ou desconhecido. — LUCAS. LUCAS: capítulo 6º. Presta-lhe todo auxilio que estiver dentro das tuas possibilidades. 31 . com os braços. — Gálatas.Justiça. versículo 31. nisso estão a lei e os profetas. (42) Ama o teu próximo como a ti mesmo. 5º. qualquer que ele seja. com a inteligência.

o fanatismo. a intemperança. e onde não pôde matar a sede que o devorava por serem amargosas as águas. esforços objetivando despojar-se de seus vícios e imperfeições morais e fadigas resultantes dos que empregue por tomar o caminho do bem e por fazer que lhe nasçam no coração os sentimentos opostos àqueles vícios. as dores e aflições que deve suportar. versículos 23 ao 25). quão apertado o caminho que conduzem à vida. depois de haver atravessado o Mar Vermelho e o deserto de Sur. se tornaram doces. capítulo 15º. Nos momentos de aflição e angústia. Na cruz. A porta larga e o caminho espaçoso. a ambição. capítulo 10º. capítulo 15º. com as suas fontes de água deliciosa e as suas umbrosas palmeiras (Êxodo. porqüanto. a avareza. conduzido por Moisés. bem cumprindo suas provas e resistindo aos maus instintos. melhor os homens compreendessem o que significa entrar por essa porta. preparando-o para o gozo da bem-aventurança. aquele que entrar por mim será salvo. lugar a que chegou sequioso o povo hebreu. Não murmuremos. — 14. a nossa Elim. o egoísmo. encontraremos. Eu sou. versículo 13. versículo 25). usou Ele de uma figura. que conduzem à perdição e pela qual em tão grande número entram os homens. no entanto. Quão estreita é a porta. que. para alcançar a vida eterna. sob todas as formas e em todos os graus. e grande é o número dos que por ela entram. a fim de que. são o orgulho. . a incredulidade. a dedicação para com todos. quão poucos o encontram! A porta estreita e o caminho espaçoso indicam os esforços que o Espírito falido tem que fazer. Assim falando. para alcançar a vida eterna. a humildade. pela palavra ou pelos atos. é que a paciência e a esperança se firmam. pois que larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição. eu mesmo sou o que apago as tuas iniqüidades por amor de mim e não me lembrarei de teus pecados. porém o Cristo pode torná-lo de grande doçura. que quer dizer — amargura (Êxodo. Porta estreita que conduz à vida MATEUS: capítulo 7º. logo que Moisés lançou nelas o lenho que o Senhor lhe mostrou. o materialismo. é que mais esplende a fé. a preguiça. onde acamparemos felizes e nos refaremos de todos os cansaços da jornada. praticam o amor. Por ser o conjunto de todas as perfeições.140 39 MATEUS. São amarguras que depuram e purificam o Espírito. 7º. de modo geral — a maldade. Os que trabalham. a tolerância. 13 ao 14. Entrai pela porta estreita. a cólera. que tem de certo modo o seu símile em Mara. O cálice é amargo para um coração terno. às tendências más. disse Jesus (João. através das sucessivas encarnações necessárias à sua purificação e ao seu progresso. a caridade. nem desanimemos. perto de cada Mara a que chegarmos. Eu sou a porta. Jesus se apresentou como a personificação da porta estreita. (ISAÍAS. capítulo 43º. esses são os que encontram a porta estreita e o caminho apertado. com todos os seus derivados: a cupidez. toparemos com muitos veios de amargosas águas. versículo 27). A partir daí é que aquele sítio se ficou chamando Mara. a inveja. a luxúria. por uma imagem objetiva. versículo 9). Procurando seguir a Jesus. se obedecermos às vozes do Senhor. a intolerância. porém. assim como as fadigas. o desinteresse.

elas se tornarão.141 Perguntai a Daniel. plenamente confiemos no Pai de infinita misericórdia. capítulo 7º. se algum amargor lhe acharam. abraçados à cruz fincada no cimo do Calvário. atirado à ferocidade dos leões. a Paulo. Todos nós amargas águas sorvemos neste mundo. Os que vieram de uma grande tribulação e lavaram suas roupas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro. no cárcere. a todos os gloriosos Espíritos que esgotaram o cálice do martírio. lançados na fornalha ardente. aos prisioneiros. que está no meio do trono. versículo 17). pensando nos que pelo sacrifício se redimiram do pecado e alcançaram a glória eterna. o Cordeiro. porque com eles estava Jesus. . no entanto. Todos decerto responderão que nada de amargo tinha. que a nenhum de seus filhos esquece. os guardará e os levará às fontes das águas da vida e enxugará Deus toda a lágrima dos olhos deles. desde que. Doces. (Apocalipse.

versículo 25. porém. desta ou daquela religião. afastai-vos de mim. se obstina em ficar estacionário. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita LUCAS: capítulo 13º. — 25. — Há nestes versículos uma alusão aos que. Os espíritas devem tomar para si essas palavras. LUCAS. se. versículo 23. — 27. do Setentrião e do Meio-dia virão os que se hão de sentar à mesa no reino de Deus. O caminho. Muitos. são os que. cheio de espinhos e urzes. E alguém lhe perguntou: Senhor. apesar de todos os esforços de seus guias e protetores. ele vos responderá: Não Sei donde sois. onde terá que fazer uma nova série de peregrinações. 23 ao 30. — 26. que segue sempre a senda que a sua consciência lhe traça. E quando o pai de familia houver entrado e fechado a porta. dizendo: Senhor. — 30. versículos 26 e 27. levando consigo o cortejo de vícios. do lado de fora. Se então disserdes: Bebemos e comemos na tua presença e ensinaste nas nossas praças públicas. a fim de deixá-lo passar. vós todos os que praticais iniqüidadeS. amedrontados com os obstáculos que terão de superar. se conservam desviados do caminho traçado pela lei divina. Ao aproximar-se dela. mas com passo incerto e hesitante. cada vez se lhes alonga mais e a porta volta gradualmente a fechar-se.142 40 LUCAS. (43) É árduo. quando virdes que Abraão. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. até que compreenda a necessidade de progredir. Do Oriente e do Ocidente. — 29. tão poucos são os que se salvam? Ao que ele respondeu: — 24. chamado a progredir na vida corporal. mas não perseveram. São os que tentam. entretanto. por mais estreita que pareça. 13º. Quer isso dizer que só uma consciência pura nos pode conduzir até essa porta e fazer que a transponhamos. dirá: Não sei donde sois. Exprimem as torturas morais por que forçosamente tem de passar o . que toda se contém. Jacob estão no reino de Deus e que vós sois repelidos de Lá. Muitos recuam dele. respondendo. Não basta dizer: Senhor! Senhor! É preciso fazer a vontade do Pai. vendo entreaberta a porta. o caminho que nos leva à Casa do Pai. Muitos procurarão passar e não poderão. porqüanto eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. ranger de dentes — são empregadas em sentido alegórico. começardes a bater. capítulo 13º. esse transpõe facilmente a porta da salvação. — 28. é preciso que pratique a moral. abre-nos. Não basta que o homem se intitule profitente. Esses são os que não podem passar pela porta estreita. Isaac. verá que se torna ampla e aberta de par em par. como o disse Jesus. que está nos céus. LUCAS: capítulo 13º. Aquele. E eis que serão os últimos os que eram primeiros e os primeiros serão os que eram últimos. ouvindo-lhe os conselhos e pondo-os em prática. escabroso. o Senhor o degreda para planetas inferiores à Terra. — Se o Espírito. fraudes e impurezas que os acompanha. para ela se encaminham. As locuções — choro. de fato. no duplo mandamento: Amar a Deus e amar ao próximo. o Senhor. Haverá prantos e ranger de dentes. embora professando ostensivamente um culto qualquer.

retardaram-se e ficaram para trás dos que começaram depois a jornada e nela perseveraram. mas que por ela caminha com perseverança e atividade. 9. mas não tiveram a perseverança necessária. 55º. que nenhum esforço faz. na época em que Jesus. Assim o Espírito que tardiamente entrou na senda do bem. na Terra. — Romanos. isto é. — Virão do Oriente e do Ocidente. demandando a casa do Pai. — Isaías. tomados de orgulho. o arrependimento e as virtudes são tudo. os que. Para ele. 6. Alusão à comunhão de pensamentos e crenças. 31º. LUCAS. etc. nenhum progresso fizeram. 7º. senão culpado. ao tempo da regeneração. por desgraça deles. em geral. 33. Conosco vivem de novo. presentemente. Os que primeiro se puseram a caminho. Espírito da Verdade. baixará de novo ao nosso globo. Aqueles são. O mesmo orgulho lhes torna tardos os passos. se fiam em si exclusivamente. mesmo que tenha começado mais cedo a sua rota ascensional. 9º. Alusão igualmente aos Espíritos depurados que virão de diversos outros planetas à Terra. que reinará entre os homens. de conformidade com o que nos está predito e anunciado. . pode não só alcançar. Para Deus nada é o tempo que o Espírito gaste na realização do seu progresso. LUCAS. Julgam possuir tudo. verão a nudez de suas almas. versículo 29. 31. João. quando também esta já se achar depurada.143 Espírito endurecido e consciente de que esse endurecimento é a causa única de seu sofrer. 34. chegados que seja o dia. 21. muitos que progrediram quanto à inteligência e ao saber. (43) Salmos. mas que. capítulo 13º. quanto à simplicidade do coração. capítulo 13º. como ainda passar adiante do Espírito preguiçoso. dentre os Espíritos que acompanharam a Jesus. — E eis que serão os últimos os que eram os primeiros e os primeiros serão os que eram os últimos. entretanto. 8º. 6. versículo 30. 6º. 13º.

de modo geral. é certo. para que não se prestem. Pela obra é que se conhece o operário. pelos frutos que os conhecereis. Falsos profetas. porqüanto a boca fala do que está cheio o coração. Acautelai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco sob o aspecto exterior de ovelhas. Pautemos os nossos atos pela moral do Cristo. se acham isentos das insídias dos falsos profetas. 43 ao 45.144 41 MATEUS. toda árvore boa dá bons frutos. ainda tão amiúde acontece. mandá-los para porões de navios e outras com que se desmoralizam a si próprios e. cobrindo-se de tremendas responsabilidades. abri-lhes os olhos e eles verão. — 16. Alguns. Conhecê-los-eis pelos seus frutos. dai frutos”. a que os incautos são atraídos pela curiosidade do maravilhoso. É. por dentro. não se colhem figos nos espinheiros nem uvas nas sarças. — 18. Se formos árvores más. ou figos nas sarças? . falsos profetas são todos aqueles que pregam e aconselham a boa moral que não praticam. como. é essencial fazê-lo pelo exemplo. aos que vos chamem falsos profetas. versículo 15. aos manejos insidiosos de tais lobos. pela reencarnação. lançam o ridículo sobre o que há de mais sério e respeitável — as comunicações do mundo visível com o mundo invisível. sobre os lobos que se apresentam com a aparência de ovelhas. e toda árvore má dá maus frutos. práticas insensatas. Porventura se colhem uvas nos espinheiros. deixando-se levar ao funesto erro de transformarem as manifestações espíritas em espetáculos. pelo vosso proceder. quando não de todo desencaminhados da senda da verdade. por serem cegos. demonstrai que o não sois. É árvore má todo aquele que não apresenta frutos da doutrina que propaga. — 44. exemplificando o que ensinais. precisa ser muito meditada pelos espíritas. Toda árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Espíritas. A árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não é má. quais as de pisarem Espíritos. os frutos da moral cuja excelência proclamais. 6º. Nem por isso. — 20. versículo 43. e o homem mau tira o mal do mau tesouro do seu coração. entretanto. são lobos vorazes. infelizmente. — 45. LUCAS: capítulo 6º. pois. Assim.17. cortar-lhes as cabeças. não podem apreciar o brilho da luz que vos banha as almas. com palavras mentirosas. mas que. A lição do Divino Mestre. — Frutos da mesma natureza que a árvore MATEUS: capítulo 7º. “Se sois árvores boas. mostrando. principalmente pelos diretores de Grupos. para acabarem mistificados e iludidos. Assim. ritos cabalísticos e até cenas deprimentes. procedem de boa-fé. Aos que. Esta a súmula da lição que se contém nos versículos acima transcritos. Uma árvore boa não pode produzir maus frutos e uma árvore má não pode produzir frutos bons. — LUCAS. 7º. (44) Não basta pregar por palavras. 15 ao 20. conformemo-los com os seus ensinamentos e bons serão os frutos que dermos. pois cada árvore se conhece pelo fruto. que os engodam com um ou outro . — 19. estaremos destinados a ser cortados e lançados ao fogo da expiação. O homem bom tira o bem do bom tesouro do seu coração.

segundo a advertência do Pastor divino. porém. — MARCOS. do seu orgulho. 16º. 16. Esses também acabam. cedo ou tarde. a fim de mais facilmente os obsidiarem e terem sob a nefasta dominação que objetivam sempre alcançar. — Atos. — JOÃO. 29. — Efésios. — Miquéias. 23º. de todos os seus sentimentos inconfessáveis. 2º. sendo vítimas. 17 e 18. 1. — Romanos. 30. . 1. 3º. 4º. vítimas tão-somente da sua ignorância. 3. afinal. 6. 13º. dos seus propósitos de especulação. 5º. 5. — Jeremias. 20º. para satisfação de seus sentimentos maléficos. — 2ª Epístola à Pedro. 22. (44) Deuteronômio. 15º. 1. 8. 2º. — Colossenses. porqüanto são esses sentimentos que atraem os infelizes que se comprazem na treva em que mergulharam pela obstinação no mal e que são os verdadeiros lobos de que nos devemos guardar.145 resultado apreciável da sua atuação. — 1ª Epístola à João. 13º. 26.

versículo 46. desde que procedamos em oposição ao que nos ensinou e prescreveu o Cristo. 29. — 22. — 48. Veio a chuva. — 24. que ouve as minhas palavras e não as pratica se assemelha ao insensato que construiu sua casa na areia. Senhor. não expulsamos em teu nome os demônios e não fizemos em teu nome muitos prodígios? — 23. Aquele. se não nos utilizarmos dessas faculdades com a consciência do . Nem todo aquele que me diz: Senhor. que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus. lhe constrói na rocha os alicerces. que nos afirmemos médiuns e usemos das faculdades mediúnicas que possuamos. Senhor! entrará no reino dos céus. não profetizamos em teu nome. Muitos me dirão nesse dia: Senhor. 7º. transbordaram os rios. Mas por que me chamais. Assemelha-se a um homem que edifica uma casa e que. sopraram os ventos. (45) O julgamento de cada criatura se baseia no de suas obras. não basta nos extasiemos ante a lei de Jesus e digamos: é perfeita! Se nos não esforçarmos pelo nosso aperfeiçoamento. vã se tornará a nossa admiração. esse entrará no reino dos céus. — LUCAS. a que só não se curvam os que ensinam e apregoam ser a Humanidade inteira responsável pela falta do primeiro homem. os rios transbordaram. 6º. a multidão se admirava da sua doutrina. 21 ao 29. 46 ao 49. Aquele que escuta as minhas palavras e as pratica é comparável ao homem ajuizado que construiu sua casa sobre a rocha. apreciamos e encomiamos. porém. — 27. cavando fundo. precipitaram-se sobre essa casa e ela desabou e grande foi a sua ruína. a casa caiu logo e grande foi a sua ruína. As palavras desses se perderão no espaço. se continuarmos quais éramos antes de conhecermos o Espiritismo. se arremessou sobre a casa e não conseguiu abalá-la. aquele. e não as pratica. Eu então lhes direi: Nunca vos conheci. sem chegarem ao Senhor. ao qual chamam Adão. — 49. por estar edificada sobre a rocha. Ora. porque Ele a instruia como tendo autoridade e não como os escribas e os fariseus. obedecendolhe. LUCAS: capítulo 6º. Senhor! Senhor! e não fazeis o que vos digo? — 47. — 28. uma verdade axiomática. — 25. versículo 21. Veio a chuva. Inútil será que nos proclamemos cristãos. O rio se arremessou sobre ela. afastai-vos de mim. vós que praticais a iniqüidade. Um rio. terminando Jesus esses discursos. Quer dizer: não entrarão no reino de Deus aqueles cujas palavras não corresponderem aos seus atos. sem lhe cavar alicerces. — 26. que nos declaremos espíritas. se assemelha a um homem que edificou sua casa sobre a terra. Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! serão ouvídos. Deus julga pelas obras MATEUS: capítulo 7º. transbordadas suas águas. se não pusermos em prática os ensinamentos que temos recebido. os ventos sopraram e se arremessaram sobre essa casa e ela não caiu por estar edificada sobre a rocha. Porque. Ë este um princípio intuitivo. Vou mostrar-vos a quem se assemelha aquele que vem a mim — que escuta as minhas palavras e as pratica.146 42 MATEUS. Sempre e sempre devemos praticar o que ensinamos. Aquele que escuta as minhas palavras. porém.

zelo e confiança às instruções que receberam e recebem hoje dos Espíritos. porqüanto muito lhes será pedido. passou a escrever.147 nosso dever cristão. que os que queiram entrar no reino de meu Pai sejam seus filhos pelo coração e não de lábios somente. obedeçam com submissão. pois. para os conduzir à verdade e lembrar-lhes o que eu lhes disse. J. Para os espíritas. esta última comunicação: “Bendizei do Senhor a graça que vos fez e pedi-lhe de coração o apoio daquele que se vos manifestou hoje. — ISABEL. Compromete-se. LUCAS. cumpre pô-la em prática. médium pelo qual foram transmitidas ao Sr. que não usa das suas faculdades mediúnicas com o fim exclusivo de fazer. útil e eficaz da lei de Jesus. tende confiança e fé. — 2ª Epístola à Timóteo. pois. o médium que não pratica a humildade e o desinteresse. e de concorrer para a melhora de nossos irmãos. . Em seguida. corroborada pela sublime Doutrina dos Espíritos. por intermédio do seu enviado. Senhor! mas digam-no do fundo de seus corações. a prática da doutrina que professam é tudo. nos preparemos. sob a influência anterior e com letra igual à com que fora traçado o ensino que acabava de ser recebido. com o propósito de servir à causa da Verdade. para ensinar progressivamente aos homens todas as coisas. correspondam seus atos às suas palavras e o reino dos céus lhes pertencerá. MATEUS. que é a causa de Deus. 2º. 13. (45) Romanos. enviados de acordo com as minhas promessas. Collignon. a Sra. seus mensageiros. Não basta ser-se cristão e mesmo cristão-espírita. — JOÃO. B. também de modo espontâneo. para afastar os obstáculos que vos possam deter”. o seguinte: “Não basta se diga que certa moral é sublime. mas séria. Roustaing as revelações que se encontram na obra que ele publicou sob o título de “Revelação da Revelação”. mediante o exercício contínuo da caridade. e o Senhor estenderá suas mãos sobre vós. Pouco depois de haver escrito o que acabamos de resumir. Cumpre. visto que muito lhes é dado. Por aquele cuja mão protetora sustenta os humildes e os fracos e humilha os orgulhosos e os poderosos. uma propaganda séria. para prestar contas exatas do que se nos confiou. se se não pratica a moral por mim ensinada. Assim. 19. Perseverai no caminho que trilhais. praticando um abúso. dando-lhes testemunho dos sérios e constantes esforços que empregamos por progredir. “Digam: Senhor. todos os que nos dizemos tais. 2º. o médium escreveu. debaixo de nova influência mediúnica e com letra diferente.

O leproso MATEUS: capítulo 8º. prostrando-se com o rosto em terra. e . — 13. mostrar-te aos sacerdotes e oferece pela tua cura o que Moisés determinou. — 42. de joelhos. LUCAS: capítulo 5º. Ainda hoje assim é. permanecia fora. — 41. se quiseres. fica curado. — 2. — MARCOS. por maneira tão dolorosa. mas vai mostrar-te aos príncipes dos sacerdotes e oferece. — 14. e a lepra desapareceu no mesmo instante. o implorava. não se tornem causa de acréscimo de responsabilidade e de dívidas morais. cujo Espírito. 5º. Não fales disto a ninguém. dizendo: Eu o quero. o que Moisés ordenou. Sua fama cada vez mais se dilatava e a ele acorria grande multidão de pessoas que vinham aos bandos para o ouvir e ser curadas de suas enfermidades. de sorte que Jesus não podia mais aparecer ostensivamente na cidade. recomendou ao homem que a ninguém referisse a cura de que fora objeto. MARCOS: capítulo 1º.148 43 MATEUS. 12 ao 16. podes curarme. e. versículo 12. dizendo: Senhor. estendendo a mão. proibiu-lhe terminantemente Jesus que falasse do fato. E Jesus acrescentou: Não fales disto a ninguém. um homem coberto de lepra o viu. com prudência devem agir os que as possam operar como instrumentos dos Espíritos do Senhor. pelo que os bons Espíritos. 1 ao 4. Mas vai. Assim que pronunciou estas palavras. porém. versículo 40. E no mesmo instante lhe desapareceu a lepra. Relativamente às curas espíritas. 4. mas de toda parte vinham ter com Ele. espalhados pelos que se acham aptos a recebê-lo. seus enviados. Sucedeu que. nos lugares desertos. mas vai mostrar-te aos sacerdotes e faze a oferenda prescrita por Moisés. Ele. porém. achando-se Jesus em certa cidade. versículo 1. pela tua cura. Jesus se apiedou do homem e. Jesus lhe ordenou que não falasse a ninguém. 40 ao 45 — LUCAS. Mandando-o embora. Tendo Jesus descido do monte. 1º. O Senhor acode a curar a lepra dos corações de suas ovelhas. disse-lhe. — 16. nem todos se acham em estado de compreender a graça que Ele lhes faz. a fim de que lhes sirva de testemunho. expiava suas culpas de vidas anteriores. — 43. se quiseres. estendendo a mão. um leproso se pôs a adorá-lo. fica curado. nos recomendam: procedei com prudência. a fim de que os benefícios da sua misericórdia. Estendendo a mão. sabendo que ainda não era tempo de dar publicidade ampla às graças que espalhava. Jesus o tocou. tocou-o e disse: Quero-o. dele se aproximou e. tanto que dali se afastou. podes curar-me. o Implorou. porém. começou a falar da sua cura e a anunciá-la por toda parte. Jesus. O homem. Aproximou-se dele um leproso e. — 45. (46) Jesus recompensou a fé que verificara existir naquele pobre homem. Mas. talvez ainda não haja também chegado o tempo de serem praticadas abertamente. dizendo: Senhor. se retirava para o deserto e orava. a fim de que lhes sirva de testemunho. dizendo: — 44. — 3. 8º. a lepra deixou o homem. a fim de que lhes sirva de testemunho. tocou-o e lhe disse: Quero-o. grande multidão o acompanhou. — 15. ficando este curado. podes curar-me. dizendo: Se quiseres. aproximando-se dele. Assim sendo. estás curado. para os que não se encontrem em condições de apreciá-los.

Para que aquele. a quem Ele curara. Não houve. de sobrenatural na cura do leproso. como tantos outros. tanto mais facilmente os poderá empregar como meio curativo. que nos vem do Alto. os benefícios do Senhor sempre se divulgam. ao interesse egoístico da cura apenas dos corpos. conseguintemente. Longe estamos de imaginar sequer o que pode o homem conseguir do magnetismo e menos ainda o que poderá a seu tempo. procurando despojá-la de tudo o que a corrompe. milagre algum senão aos olhos dos homens. Ele se via forçado a procurar sítios mais espaçosos. considerado o mais limpo. Os leprosos eram excluídos do convívio social.149 a fim também de que o Consolador. . se operou por ato da vontade poderosa de Jesus. entre os homens. como ainda hoje. mais curiosas de milagres do que do reino dos céus. espiritualizando-se pela sua depuração. quanto mais em condições se puser. operada por Jesus. virá em que nossa alma recuperará a sua liberdade e desferirá o vôo. imitando-se a consagração dos primogênitos das famílias. que foi instantânea. Cada um oferecia o que estava ao seu alcance e aquele que mais oferecia era então. pareceu milagroso. por conseguinte. não veja sobposto o seu objetivo capital. Com efeito. porém. quando não há duvidar de que. atenda-se a que tudo era emblemático na legislação moisaica. como dizem os Evangelistas. não é comum. Do mesmo modo procedem os enviados do Pai. que é curar as almas. O corpo nos retém cativa a alma. pelas multidões. faça-se o que se fizer em contrário a essa divulgação. não podemos ainda compreender. tornando-o inteiramente fluídico. foi que Jesus lhe mandou que se mostrasse aos príncipes dos sacerdotes e levasse. pois. Nada houve. É disso evidente sinal o fato de haver aquele que deixara de ser leproso desobedecido ao que lhe determinara. Tempo. perseguido. em testemunho da sua cura. Enquanto o nosso organismo material não se tornar de natureza elevada. o homem se aproximar da vida espiritual. em sendo oportuno. que aí está entre nós com o nome de Espiritismo. O magnetismo humano já opera curas que. a título de penhor da purificação obtida e de gratidão pelo benefício recebido. a oferenda prescrita por Moisés. para que obremos com prudência. a bem dizer. elevando-nos o corpo a um alto grau de pureza. pudesse volver a esse convívio. por desconhecerem completamente a lei natural que lhe presidiu à realização. aos quais o fato. Que fazem os médicos da Terra. o interesse do juiz influir no julgamento? Se Jesus se conservava nos lugares ermos. todavia.o divino Mestre. para chegarem a purificar a pele de um leproso? Tratam a massa do sangue. têm eles que depurar a fonte das nossas impurezas. de exercer ação sobre os fluídos que o cercam. aos olhos dos homens. para redimir as faltas dos povos. E tanto mais compreensível é o conselho. assim como se degolava a vítima propiciatória. Assim como se sacrificavam as primícias dos rebanhos. era porque. Quanto mais. para se lhe compreender o significado. isto é. atuando sobre os fluídos apropriados a produzi-la e efetuando uma concentração magnética deles sobre o doente. assim também os leprosos eram obrigados a levar uma oferenda ao Senhor. Sua cura. Pelo que respeita a essa oferenda.

seja. a fim de orar. 3.150 Quanto ao retirar-se para o deserto. o que se dava. a fim de volver às regiões celestiais onde paira de contínuo o seu Espírito excelso. conforme já foi explicado. 14º. fazendo cessar a visibilidade e a tangibilidade do seu corpo celeste. (46) Levítico. era que lhes desaparecia das vistas. ou. 10. como pensavam seus discípulos. . fluídico.

por efeito magnético. — 9. não sou digno de que entres em minha casa. também a concentração. 5 ao 13. o centurião lhe mandou suplicar. pois que ama o nosso povo e nos edificou uma sinagoga. E. de certos fluídos espalhados na atmosfera pode operar sobre o organismo vivo um abalo violento que o regenere. LUCAS: capítulo 7º. — 13. a meu servo digo: faze isto e ele faz. — 9. 7º. versículo 5. soldados. Ouvindo estas palavras. que nos elevem à altura da Ciência que teremos de adquirir para as conhecermos devidamente. um servo que lhe era muito caro. Na força daquele que. Mas o centurião lhe ponderou: Senhor. como a do leproso. a outro. a meu servo: faze isto. Jesus se mostrou admirado e. ele faz. mas. Tendo ouvido falar de Jesus. também a atmosfera que nos cerca contém propriedades fortificantes. versículo 1. sob minhas ordens. 8º. o princípio magnético. Senhor. ele vem. também se operou pela aplicação do mesmo princípio. veio ter com Ele um centurião e lhe dirigiu esta súplica: — 6. mas. tenho. porqüanto sou um homem submetido a outro. vem cá e ele vem. que viesse curar o seu servo. dize uma só palavra e o meu servo estará curado. — 3.151 44 MATEUS. mas que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores. das quais só aprenderemos a servir-nos quando nos entregarmos a estudos morais. soldados e. — 10. E quando para a casa do centurião voltaram os que este mandara a Jesus. disse: Vai e seja feito como acreditaste. Acabando de dizer todas estas coisas ao povo. Jesus se encheu de admiração e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que ainda não encontrara em Israel tão grande fé. (47) A cura do servo do centurião. — 4. é natural a explicação dessa força. entrou em Cafarnaum. 1 ao 10. se digo a um: vai lá. dizendo: 5 um homem que merece lhe faças esta graça. em minha casa. — 5. Jesus disse: Irei lá e o curarei. sob minhas ordens. voltando-se para o povo que o acompanhava. obtinha tais efeitos é que se poderia ver um milagre. e o meu servo estará curado. e não por milagre. meu servo está de cama. Falando a Jesus. 12. Jesus se pôs a caminho com eles. — 8. — 10. — digo a um: vai lá e ele vai. Um centurião tinha doente. pois não sou digno de que entres na minha casa. quando chegaram perto da casa do centurião. encontraram curado o servo que estava doente. não te dês esse incômodo. pela ação exclusiva da sua vontade. ele vai. este lhe mandou dizer por seus amigos: Senhor. — 7. . purificadoras e regeneradoras. — 6. como não me julguei digno de ir ter contigo. onde haverá prantos e ranger de dentes. disse: Em verdade vos digo que ainda não vira em Israel tão grande fé. a outro: vem aqui. — LUCAS. quase a morrer. Isaac e Jacob. tenho. porqüanto sou um homem submetido à autoridade de outro. — 7. Ouvindo isso. O centurião MATEUS: capítulo 8º. Assim como a pilha galvânica pode momentaneamente dar movimento aos músculos e aos nervos de um cadáver. — 8. atacado de paralisia e sofre extremamente. Tendo Jesus entrado em Cafarnaum. Do mesmo modo que o solo que pisamos se acha juncado de plantas cujas propriedades curativas ainda se não conhecem. — 11. Também vos digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão à mesa no reino dos céus com Abraão. dize apenas uma palavra. Nessa mesma hora o servo ficou curado. os anciães o imploraram instantemente. voltando-se para o centurião. por alguns anciães judeus. — 2.

Antes mesmo. os quais. em todas as dores físicas. mas. É claro que aquele que quebra um braço a nenhuma dor secreta pode atribuir o fato. Perscrute o que sofre os seus antecedentes e descobrirá muitas vezes o pesar oculto de uma ação. visto que todos esses elementos são do domínio da Natureza. que chegue às condições de se utilizar diretamente desses fluídos. que. denota possuir virtude curadora para tal ou qual enfermidade. sobretudo. se pesquisarmos o fundo dos corações e das consciências. tornando-a capaz de os dominar. de todos os sofrimentos. assim do sonambulismo magnético e do magnetismo humano. o que se dá é que essa planta tem a propriedade de saturar-se. Daí a perturbação do sistema nervoso. dores orgânicas. porém. pois que. a causa moral de onde elas se geram.152 Dizemos estudos morais. oportuna e criteriosamente. porque só esses estudos nos desembaraçarão dos instintos brutais que escravizam a nossa vontade. lhos colocarão ao alcance. e a harmonia das forças vitais. depurativas e regeneradoras. todas as curas. Como. de dominar os nossos sentidos. da perfeição e de aumentar os nossos poderes. ou a maus pendores. que se obtém pelo uso de substâncias medicamentosas. O coração ou a alma estão quase sempre atacados. cumpre-lhe servir-se. que o homem remonte sempre àorigem do mal que deseje remediar. quando perturbada. Os que se consagram à meritória missão de aliviar os sofrimentos físicos da Humanidade devem entregar-se a profundos e perseverantes estudos teóricos e experimentais. fluídos que ela leva ao dito organismo. como. que lhe indica as substâncias minerais. por efeito da lei de afinidade. com oportunidade e proveito. de aproximar-nos. tanto daquela ciência. bem como do magnetismo humano e do sonambulismo magnético. como da ciência médica. são produzidas pelos fluídos a que nos vimos referindo. dos fluídos apropriados a restabelecer. nos inúmeros males que afligem o gênero humano. aliás. quando uma planta. mas um meio de restabelecer-se no organismo aquele equilíbrio. já o fazem com os médiuns curadores. para poder lançar mão. quando é nele introduzida. o desequilíbrio fluídico que ali se verificou e que é a enfermidade. porém. valendo-se do magnetismo espiritual. mediante o auxilio dos Espíritos protetores da Humanidade. no organismo humano. encontraremos sempre a raiz dessa árvore que se estende por sobre todos os membros. ou o dos semelhantes. bem entendido. Enquanto não atinge esse ponto. Em última análise. —Assim dizendo. por exemplo. quis Jesus . procure sempre. adotando o princípio dos contrários. Somente a depuração moral nos possibilitará os estudos necessários ao conhecimento dos fluídos magnéticos dotados daquelas propriedades fortificantes. fonte de todas as enfermidades. Cumpre. vegetais e animais. Ainda não encontrara tão grande fé em Israel. claro é que ainda muito tardará que ele se ache apto a manejar sempre com eficácia aqueles fluídos. Por aí se vê que a medicina não deve constituir um sistema. sob esta ou aquela forma. um acontecimento que interessou a saúde. viciando o sangue que deve circular puro nas veias. quando desfeito. portanto. possuidoras de propriedades curativas já conhecidas e de outras que ainda virão a ser descobertas. poderá o homem servir-se deles com bom resultado. porém. a depuração moral do homem só muito lentamente se vai operando.

que foi formulada nos seguintes termos: O cãozinho se nutre das migalhas que caem da mesa de seu dono.153 assinalar que filho de Deus. seja ele o que for. porém. A grandiosidade dos ensinos espíritas. cheia de orgulho. — Judas. os que procuram abrir-lhe os olhos e opondo-se. porque Deus o quer. esquecida do caso da Cananeana. repelindo. 106º. da ânsia de predomínio dos mistérios. que ter fé em Deus não é privilégio desta ou daquela seita religiosa. como presunçosamente os declara repelidos do Senhor. a verdade da ciência espírita irão tirando uma a uma as camadas de obscurantismo que os séculos no seu perpassar lhe colocaram em cima. mas o êxito a embriagou e ei-la sacrificando a Mamon. no sentido particular em que Ele usava dessa locução. não admite lhe caiba reparti-los. serão pesados na mesma balança em que pesavam os outros e passarão na erraticidade pelas torturas morais apropriadas a fazê-los aperfeiçoar-se. versículo 28. provocou uma resposta. 20. (MATEUS. esquecida da humildade do Mestre divino e dos princípios evangélicos.) Chamada a continuar a obra dos primeiros cristãos. 13º. capítulo 15º. versículo 12 de MATEUS). pela única razão de suporem com o direito de absolver e de condenar. 2º. Mas os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores (capítulo 8º. ocultando-lhe a luz. por fiéis todos os que praticam a sua moral simples e sublime e por sacerdotes todos os corações puros que arrebanham os Espíritos transviados. (47) Salmo. pelas conveniências políticas. — 2ª Epístola à Pedro. Isto significa que os que receberam a palavra do Senhor e dela não fizeram o uso que deviam fazer. que os que se julgavam salvos. será arrancado. 17. para dar sublime ensinamento. como faz a Igreja Romana com os que não se lhe curvam ao jugo. e que o que tem fé. Orgulhosa dos bens que recebeu. . A Igreja do Cristo tem por templo o nosso planeta. é todo aquele que em Deus tem fé. aos quais ela não só repele do seu seio. de quem Jesus. versículo 27. a Igreja começou a desempenhar com zelo a sua tarefa. Esse véu. até às conversões à religião ortodoxa! O véu dos interesses inconfessáveis. MARCOS. lhe impede completamente a visão da luz. Deus não o rejeita. para os reconduzir Àquele que empunha o grande cajado de pastor. seja judeu ou gentio. capítulo 7º.

levanta-te. 6º. portanto. fez Jesus foi chamar os prisioneiros aos cárceres de carne. O filho da viúva de Naim LUCAS: capítulo 7º. constantes assim do Velho. 4º. o corpo físico se acha separado da inteligência que o anima. No dia seguinte. Todos os presentes foram tomados de espanto e glorificaram a Deus. Vendo-a. 17. — 12. No caso do filho da viúva de Naim. 7º. O que. ligado ao corpo de que se separou. à vida espírita. No mesmo instante aquele que estava morto se sentou e começou a falar e Jesus o restituiu à sua mãe. Aproximou-se e tocou o esquife. — 14. grande número de pessoas da cidade a acompanhava. — 15. que éo laço fluídico do perispírito. a morte era apenas aparente. 9º. 14. sendo esta viúva. (48) JOÃO. — 17. 9º. (48) Quando se encontra num desses estados de repouso a que chamamos — sono. permanecendo. Ao aproximar-se da porta da cidade. em todos eles. dizendo: Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo. por uma como cadeia elétrica. Em tais casos. desde o instante em que se rompe definitivamente aquele laço fluídico. eu o ordeno. 17. Não há então morte real. — Atos. versículo 11. como no da filha de Jairo e no de Lázaro e. 4º. de acordo com as leis naturais e imutáveis da reprodução. síncope. porque desta não há despertar material. o Espírito readquire uma liberdade momentânea e limitada. — 16. laço que o reconduz ao invólucro material. uma vez que a vontade imutável do Senhor jamais força o Espírito a se unir à podridão. aconteceu-lhe ver que levavam a enterrar um morto que era filho únicO de sua mãe. acompanhado por seus discípulos e por grande multidão.154 45 LUCAS. Desde que o Espírito tenha voltado à sua vida primitiva. isto é. não lhe é mais possível retornar à vida corporal humana. O rumor desse milagre se espalhou por toda a Judéia e por todas as suas cercanias. ainda. renascendo. 11 ao 17. em todos os outros de ressurreição de mortos aos olhos dos homens. 19. 43. catalepsia. . e eles volveram imediatamente. Nenhuma outra causa nem outra explicação qualquer têm os fatos desta natureza. que começa. que do Novo Testamento. pela decomposição da matéria corporal. 11º. a não ser por meio da reencarnação. os que o levavam pararam e ele disse: Mancebo. logo que as necessidades humanas o determinam. donde se haviam afastado. porém. vigentes na Terra. — 13. Jesus se dirigiu para uma cidade chamada Naim. 40 — Romanos. o Senhor se encheu de compaixão por ela e lhe disse: Não chores. esse laço não se quebrara.

entrou Jesus na casa de Simão. que então se tornavam médiuns falantes. És o filho de Deus. Cura da sogra de Pedro. os curava. da superioridade extrema que lhe advinha da sua qualidade de Espírito de pureza perfeita e imaculada. ela se levantou imediatamente e começou a servi-los. trouxeram-lhe muitos doentes e possessos. eram sempre efeito da ação magnética que Ele exercia sobre os doentes. pondo sobre cada um as mãos. aos quais não permitia que falassem. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças. pelo poder da sua vontade que. Inclinando-se sobre ela. — 30.155 46 MATEUS. — Enfermidades curadas MATEUS: capítulo 8º.) Ao defrontar com os leprosos que se amontoavam nas vizinhanças de . Mas Jesus os ameaçava e não lhes permitia que falassem. quando o Sol já se escondia. porque o conheciam. MARCOS: capítulo 1º. 38 ao 41. — 41. e este. Saindo da sinagoga. versículo 26. éque realizava a cura dos padecentes de obsessão ou subjugação espiritual. da sua autoridade suprema de enviado divino. por isso que sabiam ser ele o Cristo. — 32. aproximando-se. versículo 29. Ora. capítulo 15º. aglomerando-se à porta da casa todos os habitantes da cidade. versículo 14. Ao pôr do Sol. clamando: És o Filho de Deus! «Se obedeceres à voz do Senhor teu Deus e obrares o que é reto diante de seus olhos e obedeceres aos seus mandamentos e guardares todos os seus preceitos. pela ação da sua vontade poderosa e incontrastável. Pela tarde apresentaram-lhe muitos possessos e de todos expulsou ele com a sua palavra os maus Espíritos e curou os que estavam doentes. que Jesus operava. 29 ao 34 — LUCAS. 14 ao 17. — 31. — MARCOS. LUCAS: capítulo 4º. reunia e combinava instantaneamente os fluídos apropriados a curar a enfermidade de que se tratava. — 15. Ao cair da tarde. — 33. e. Tocou-lhe na mão e a febre desapareceu. Jesus ordenou à febre que a deixasse e a febre a deixou. eu não enviarei sobre ti qualquer das enfermidades que mandei contra o Egito. — 16. as mais das vezes. — 39. (49) As curas físicas. logo falaram dela a Jesus. vieram com Tiago e João à casa de Simão e de André. — 17. 4º. 8º. Tendo ido à casa de Pedro. Jesus aí en controu a sogra deste de cama e com febre. De muitos os demônios saíam gritando e dizendo. por intermédio destas. Saindo da sinagoga. — 40. todos os que tinham doentes atacados de moléstias diversas os traziam e ele. porque eu sou o Senhor que te sara. em cada caso. E ele curou muitas pessoas atacadas de diferentes moléstias e expulsou muitos demônios.” (“Êxodo”. cuja sogra estava com muita febre e lhe pediram que se compadecesse dela. 1º. lhe pegou na mão e a fez levantar-se. davam testemunho da grandeza espiritual do Cristo. ela se levantou imediatamente e se pôs a servi-los. versículo 38. no mesmo instante a febre a deixou e ela se pôs a servi-los. Não podendo resistir àquela ação. os Espíritos inferiores se afastavam de suas vítimas. deixando-as livres do jugo que as oprimia. — 34. Do mesmo modo. achando-se a sogra de Simão de cama com febre.

capaz de curá-las todas do pecado que as enferma. causando-lhe males atrozes. Bendize. 4 e 22. como o disse. o Senhor.” (“Salmo”. Jesus confirma essas palavras. transformando a morte em vida. que é a salvação. 24. o médico das almas. 53º. versículo 12). Redime da morte a minha vida. — 1ª Epístola à Pedro. 16º. Anelando por esta. dizendo. pois. base da sua medicina. Ele é bem portanto. — Atos. 17 e 18. ó minha alma. em testemunho da nossa fé: “Ele perdoa todas as minhas maldades e sara todas as minhas enfermidades. ser de fato o preposto imediato do Senhor que sara. capítulo 17º. 4. 2º. entoemos com o salmista o nosso cântico. . versículos 3. capítulo 102º. demonstrando ter o poder de os curar. Portador ao mundo e distribuidor do divino perdão.156 Betsaida (LUCAS.) (49) Isaías. Ele muda a enfermidade em saúde. revelando.

— 36. 42 ao 44. quando o encontraram lhe disseram: Toda gente te procura. saiu e foi para um lugar deserto. e. — LUCAS. Era o que fazia durante a noite.157 47 MARCOS. entre elas à do repouso pelo sono. 1º. porém. embora eles se achassem debaixo da influência e da inspiração mediúnicas. Ele. com o seu corpo de aparência humana. lhes disse: É preciso que também nas outras cidades eu anuncie o reino de Deus. ao amanhecer. porqüanto o seu corpo. para ir entregar-se à oração. (50) A linguagem e a narração dos evangelistas são. às crenças dos apóstolos e das multidões que acompanhavam a Jesus. Ele então disse: Vamos às aldeias e cidades próximas a fim de que também aí eu pregue. 61º. Simão e os que com ele estavam lhe foram no encalço: — 37. 1. — 38. (50) Isaías. Não era isso. nem consagrar demasiado tempo aos cuidados pessoais. exercendo o governo do mundo que lhe está confiado. o que se dava. o que quer dizer — de natureza fluídica. E pregava nas sinagogas da Galiléia. saiu e foi para um lugar deserto. Daí o dizerem que este se retirava para lugares desertos. às contingências da encarnação. Retirada para o deserto. tendo-se levantado muito cedo. 35 ao 39. qual o de que todos devemos estar sempre vigilantes. . Entretanto. porém. o que se verificava. como já foi explicado. 4. encerravam também um ensinamento. Ao nascer do dia. Como não estava sujeito. — Pregação MARCOS: capítulo 1º. Com o deixar supusessem que se levantava muito cedo. no sítio onde devia ser encontrado. — 43. E assim pregava nas sinagogas e por toda a Galiléia e expulsava os demônios. No dia seguinte. 17º. senão aparentemente. versículo 42. a fim de orar. versículo 35. a multidão que o procurava veio ter com Ele e não o largava com receio de que se fosse embora. 4º. era celeste. reaparecendo. 28. — 39. a fim de nos acharmos prontos sempre a comparecer diante do Senhor. LUCAS: capítulo 4º. dando ensejo àquela suposição. como não podia deixar de acontecer. ensinava aos homens que não devem proporcionar a si mesmo um repouso desnecessário. — Prece. esses seus desaparecimentos. é que volvia às regiões superiores onde constantemente paira. onde se pôs a orar. 16º. pois para isso é que fui enviado. pois foi para isso que vim. conformes. — 44. todas as vezes que o supunham ter-se retirado para o deserto. — JOÃO.

menos.158 48 MATEUS. mas o filho do homem não tem onde repousar a cabeça. o que ainda não fora revelado. Jesus lhe retrucou: Deixa que os mortos enterrem seus mortos. mas o filho do homem não tem onde repousar a cabeça. ensinar que para aquele e não para este é que devemos fazer convirjam os nossos principais e maiores cuidados. às doçuras e ao repouso exagerado da vida material. — 61. como temos dito. tu. os pássaros do céu têm seus ninhos. é claro. autorizar que se deixem insepultos os corpos. — 22. — 60. que era sempre Espírito livre. — Não olhar para trás MATEUS: capítulo 8º. Jesus lhe disse: As raposas têm suas tocas. permite que primeiro eu vá enterrar meu pai. Seguir a Jesus. aconselhar e. ou. olhar para trás. um homem lhe disse: Senhor. Apenas teve em mira mostrar que não se deve fazer do enterramento dos corpos um culto. — Não pretendeu. Jesus lhe disse: Aquele que. Vendo-se Jesus cercado por grande multidão. pois que não sofrera a encarnação humana. Senhor. — Deixar que os mortos enterrem seus mortos. que. versículo 18. quis Ele significar que os cuidados e esforços pela conquista cujos meios de efetivação constituíam o objeto capital da sua missão. pelo desprendimento das coisas perecíveis e pela confiança em Deus. — 62. — 20. Quando iam a caminho. Outro discípulo lhe disse: Senhor. E Jesus lhe disse: As raposas têm suas tocas. 57 ao 62. LUCAS: capítulo 9º.Jesus. sempre que desaparecia da vista dos homens. — 58. porém. — LUCAS. Além disso. o que ainda é pior. tendo posto a mão no arado. — 21. que precisa caracterizarse pela atividade no bem. Ele que viera demonstrar que o que tem valor real é o Espírito e não o corpo. nem explicado. mas permite que vá antes dizer adeus aos de minha casa. resolveu atravessar o lago. seguir-te-ei para onde quer que fores. porém. porque não seria compreendido. (51) O filho do homem não tem onde repousar a cabeça. E disse a outro: Acompanha-me. Ao que ele respondeu: Senhor permite que vá primeiramente sepultar meu pai. os pássaros do céu têm seus ninhos. — 59. Disse-lhe outro: Eu te seguirei. 18 ao 22. ensinar que o nosso culto aos entes amados que regressam à vida . 8º. Jesus lhe disse. 9º. eu te acompanharei para onde quer que fores. Deixa que os mortos enterrem seus mortos. dirigidas aos que o consideravam passível de todas as vicissitudes da existência corpórea. — 19. versículo 57. não serve para o reino de Deus. era porque ascendia às regiões celestiais donde dirige a marcha da Humanidade terrena. . não tinha onde descansasse das fadigas a que o julgavam sujeito os que o supunham um homem comum e esses eram todos os que lhe seguiam as pegadas. deve a criatura sobrepô-los às voluptuosidades. os que o acompanhavam pelas estradas da Palestina. com essas palavras. vai e anuncia o reino de Deus. nem que faltemos às obrigações que os laços de família ou de amizade nos impõem. pela energia contra os pendores malsãos. o divino Mestre. isso dizendo. Quis tão-somente. Deixa que os mortos enterrem seus mortos. um motivo de ostentação e de fausto. Então um escriba se aproximou e lhe disse: Mestre.

quem se manifestou e vos transmitiu a palavra do Mestre. 19º. fé e amor. como enviado de Jesus e em seu nome. o nosso luxo para com eles devem consistir nas preces fervorosas e constantes. estes não são por Ele pessoalmente dirigidos. intermediário de Jesus junto de vós. que a terra reclama para o trabalho de decomposição que lhe incumbe. Mas. indispensáveis são os intermediários. não vos façam voltar atrás. coragem. Os mortos. pois parar é recuar. O Espírito que vos transmitiu as suas palavras é um dos que lhe recabem as ordens e espalham. entre Ele e vós. se por estar Jesus muito acima dos Espíritos que vos servem de guias e protetores. Logo que. são os que vivem exclusivamente para o corpo e não para o Espírito e pelo Espírito. primeiramente. aos quais falecem outras consolações. 20. Que os outros. Tratai. Paciência. o seguinte: “Deixai que os mortos enterrem seus mortos e ide vós anunciar o reino de Deus.159 extraterrena. porém. Que esses. de levá-la aos que a desejam. fez que o mesmo médium escrevesse. “Grande seja o vosso reconhecimento! A bondade do Senhor desce sobre os que se esforçam por submeter-se às suas leis. se abracem e agarrem à podridão e ponham todos os cuidados em enterrar seus mortos. LUCAS e JOÃO”. de que Jesus falava. egoísticas. acabavam de ser dadas ao Sr. Roustaing as explicações que deixamos resumidas. saídas do coração. J. com mais forte razão. com caligrafia diferente da anterior e magistral. com a mesma caligrafia de antes. MARCOS. se apliquem em pregar a vida eterna em consolar e exortar os homens a que busquem o carreiro conducente a essa vida. tendo posto a mão no arado. onde tudo é perfume. perseverança. Começastes a caminhar para a frente. do que para o corpo. e abandonar a obra que tendes de executar. Em seguida. olha para trás de si não é apto para o reino de Deus: É preciso que as condições pessoais. sob a sua direção. segui o vosso caminho. e não em atenções pueris dispensadas aos despojos putrescíveis. a luz e a ciência. . com vigilante ternura. — MATEUS. outro Espírito. “Aquele que. Deixai entregues a si mesmos os que se mostram incapazes de ver a luz. “O Senhor. (51) 3º Reis. “Jesus vos abençoa”. B. os que vivem mais para e pelo Espírito. alegria e luz. escreveu o médium: “Foi um Espírito. pelo médium que o auxiliava. olha para todos vós e seu amor leva em conta os vossos menores esforços.

Nesse dia. perguntavam uns aos outros: Quem julgas seja este que dá ordens aos ventos e às ondas e é obedecido? (52) Segundo já foi explicado. onde Ele se achava. mandou que os ventos e o mar se aquietassem e grande bonança logo se fez. diretor e protetor do nosso planeta. e partiram.160 49 MATEUS. não se te dá que pereçamos? — 39. todos de natureza fluídica. atirando as vagas sobre a barca. emudece. modificando as condições dos elementos que as produzem. Os discipulos então se aproximaram dele e o despertaram. levantando-se. Os discípulos se acercaram dele e. de acordo com as leis naturais que lhes regem as combinações e aplicações. — 24. fazendo cessar entre eles o desequilíbrio que as ocasiona. missão que por si só indica a grandeza excelsa do seu Espírito. 8º. — 27. que. tão fácil lhe era curar uma enfermidade. tinha. Tudo logo cessou e reinou grande calma. disse-lhes Ele: Passemos para a outra margem. falou ameaçadoramente ao vento e às ondas agitadas. levaram consigo Jesus na barca. 22 ao 25. a enchiam dágua. 8º. Ele adormeceu e grande ventania se desencadeou sobre o lago. dizendo-lhe: Mestre. enchendo dágua a barca e pondo-os em perigo. 4º. levantando-se. que se achava à popa. despedida a multidão. Ele entretanto dormia. Tempestade aplacada MATEUS: capítulo 8º. acompanhado pelos discípulos. Tomou em seguida a barca. despertando-o. Disse-lhes Ele então: Onde está a vossa fé? Eles. Eles o acordaram. — 36. o vento cessou e logo reinou grande calma. E eis que se levantou no mar uma tempestade tão grande que as ondas cobriam a barca. Cumpre ponderar que tais fenômenos visam a um fim providencial — o aperfeiçoamento do orbe. diziam uns aos outros: Quem julgas seja este a quem o vento e o mar obedecem? LUCAS: capítulo 8º. — 23. Jesus. — 38. cheios de temor e de admiração. como aplacar uma tormenta. Certo dia. Jesus. — 24. falou ao vento e ao mar dizendo: Cala-te. — 26. — 25. diziam: Quem é este a cujas ordens os ventos e o mar obedecem? MARCOS: capítulo 4º. por efeito dessa excelsitude. tendo entrado numa barca com os discípulos. — 25. E Ele lhes disse: Por que sois tão tímidos? ainda não tendes fé? E todos. homens de pouca fé? E. cheios de admiração. Jesus. dizendo: Senhor. 23 ao 27. socobramos. cheios de temor. 35 ao 40 — LUCAS. — MARCOS. Os que sucumbem. Enquanto faziam a travessia. levantando-se. o conhecimento de todos os fluídos e o poder de utilizá-los conforme entendesse. Jesus lhes respondeu: Por que tendes medo. porém. Os homens. disseram: Mestre. — 40. — 37. disse-lhes: Passemos para a outra margem do lago. em correspondência com o progresso da Humanidade e de tudo o que lhe concerne. como governador. versículo 22. salvanos. outras barcas o seguiam. dados esse conhecimento e esse poder. Ora. Levantou-se grande ventania. a cuja formação presidiu. vitimados por eles. versículo 35. que perecemos. dormia reclinado num travesseiro. E. são os que escolheram ou se viram obrigados a passar pela prova de terminarem dessa maneira a existência . versículo 23. ao cair da tarde. Jesus.

161 terrena. cujo fundamento integral se encontra nas seguintes palavras do divino Mestre: Fareis as obras que eu faço e fareis outras ainda maiores. em a Natureza. Operá-los-á quando. pois. desde toda a eternidade. que aos seus olhos ainda assumem as proporções de verdadeiros prodígios. pelo progresso espiritual. pelas combinações fluídicas.) No estado de inferioridade em que ainda se acha o nosso planeta. Tal se dará quando houvermos chegado a um alto grau de pureza moral. sob a influência e o auxílio espíritas. Assim. porque grande nele só há o orgulho. o tempo se tornasse de novo calmo e sereno o mar. 106º. É o que igualmente se dá com os que perecem nos incêndios. de adiantamento moral e intelectual. Devemos. é preparado e conduzido pela ação de Espíritos prepostos à execução dos sábios desígnios de Deus. Ë esta uma verdade. etc. pois. divino que possui. que manda às nações o progresso e a paz aos homens de boa-vontade”. pela guerra. para os Espíritos culpados. no sentido de que atingem indistintamente grandes e pequenos. pela peste. lamentar que tais calamidades se abatam sobre este ou aquele país. que tudo tem uma justa razão de ser. se tornar senhor da ciência do Magnetismo e capaz de praticá-la. (52) Salmo. como já tivemos ensejo de mostrar. versículo 12. concorrendo tudo para um contínuo progresso. a atração magnética e todos os demais efeitos decorrentes daquele agente universal.. . as hecatombes. bendizer do Senhor. como de ordem intelectual e moral. como de ordem intelectual e moral. do ponto de vista espiritual. perante o qual todas as cabeças se encontram à mesma altura. Com o conhecimento perfeito de todas essas leis e com o poder. porque são meios de provação e expiação e servem para o desenvolvimento da civilização e da Ciência. O certo é que tudo segue marcha regular. nos terremotos. “que estende seu flagelo por sobre as massas e pesa na sua balança o valor de seus povos. A pena de talião. em relação ao nosso planeta. visto que nada se dá por obra do acaso. dia virá em que todos os fatos que presentemente ainda nos maravilham e assombram se nos tornarão familiares. era e foi bastante. segue marcha regular. repetimos. Não devemos. Tudo. para fazer que a tempestade cessasse. pela fome. meios apropriados a lembrar ao homem que todos estamos sujeitos ao poder divino. capítulo 14º. pela elevação dos sentimentos. as pestes. é uma realidade. os quais. assim de ordem física. principalmente. mas. objetivando o progresso. abrindo ensejos à atividade. exercendo-se essa ação de conformidade com as leis naturais e imutáveis que o Supremo legislador do Universo pôs. o mais graduado daqueles Espíritos. (João. por assim dizer. amiúde. Tudo. estabelecida pela onisciência divina. ao contrário. determinando. sentem a necessidade de passar por aquilo que fizeram a outros e então encarnam nas condições apropriadas à satisfação dessa necessidade. assim de ordem física. São efetivamente flagelos. a fome e a guerra contribuem para o progresso dos povos. 29. a vontade potentíssima de Jesus. causador único da sua extrema fraqueza. à prática do devotamento e da caridade. são. Também o homem operará um dia fatos desses.

os espíritos impuros. — 19. saindo dos possessos. Ao chegar Jesus. para o meio dos teus e conta-lhes tudo o que por ti fez o . correu para ele e o adorou. Ora. versículo 1. — 33. a não me atormentares. Todos os habitantes da cidade saíram ao encontro de Jesus e. logo toda a manada partiu a correr impetuosamente e se foi precipitar no lago. E como Jesus lhes desse prontamente permissão para isso. versículo 28. e se puseram a gritar: Jesus. exclamando em altas vozes: Que há entre ti e mim. de longe. que era de perto de duas mil cabeças. — MARCOS. 28 ao 34. porqüanto somos muitos. — 17. não havendo quem pudesse dominá-lo. — 9. Tendo atravessado o mar. saindo dos túmulos. que há entre ti e nós? vieste aqui para nos atormentar antes do tempo? — 30. 1 ao 20. ao vê-lo. passaram para os porcos. Ao volver Ele para a barca. — 8. Vivia dia e noite nas montanhas e nos sepulcros. assentado. e. — 10. e. narraram tudo o que sucedera aos possessos. MARCOS: capítulo 5º. 8º. — 7. — LUCAS. vendo o homem que estivera atormentado pelo demônio. 26 ao 40. a gritar e a flagelar-se com pedras. — 15. manda-nos para aqueles porcos. vestido e em seu juízo. dizendo: Volta para tua casa. onde tinha a sua morada habitual. desembarcaram no pais dos Gerasênios. — 18. a fim de que entremos neles. — Libertação dos subjugados. — 5. — 2. filho de Deus. — 13. na outra margem do lago. onde se afogou. Ao ver Jesus. — 11. 5º. — 6. lhe pediram que se retirasse do país. 8º. e os demônios suplicaram a Jesus: Se nos expulsares daqui. se puseram a pedir a Jesus que deixasse aquelas terras. os que a compunham se encheram de temor. — Porcos precipitados no mar MATEUS: capítulo 8º. saindo do possesso. os que os guardavam fugiram e. dois possessos tão furiosos que ninguém ousava passar por aquele caminho. entraram nos porcos e toda a manada. — 31. Isso porque Jesus lhe ordenava: Espírito imundo. um homem possuido do espírito imundo veio ter com Ele. à terra dos Gerasênios. 14. Jesus.162 50 MATEUS. — 29. Os que a apascentavam fugiram e foram espalhar na cidade e nos campos a notícia do que se passara e uma multidão saiu a ver o que acontecera. correu com grande impetuosidade e foi precipitar-se no mar. ouvindo dos que presenciaram os fatos a narrativa do que sucedera ao possesso e aos porcos. saindo dos sepulcros. e os demônios faziam a Jesus esta súplica: Manda-nos para aqueles porcos. porém. Jesus lhes disse: Ide. por Deus. o homem que estivera atormentado pelo demônio suplicou que lhe fosse permitido acompanhá-lo. — 16. indo à cidade. Veio ter com Jesus e. Não longe dali havia uma grande vara de porcos pastando. — 34. Legião de maus Espíritos expulsos. pois que muitas vezes já tinha estado com ferros aos pés e preso por cadelas e os quebrara. onde os porcos morreram afogados. — 3. — 32. mal Jesus descera da barca. sai desse homem. E lhe pedia com instância que não o expulsasse daquele país. havia ali uma grande vara de porcos pastando na encosta do monte — 12. e eles. vieram-lhe ao encontro. Então. Jesus. filho de Deus Altíssimo? Eu te conjuro. homem esse que ninguém mais conseguia prender nem mesmo com correntes: — 4. Perguntando-lhe Jesus: Como te chamas? respondeu: Chamo-me Legião. lho recusou.

porém. pois que todos o esperavam. dizendo: — 39. os demônios pediram a Jesus que lhes permitisse entrar nos porcos. entraram nos porcos e logo toda a manada correu com impetuosidade a se precipitar no lago e aí se afogou. Isso porque Jesus ordenava ao Espírito imundo que saísse daquele homem que. Como num monte próximo estivesse pastando uma grande vara de porcos. Volta para tua casa. não me atormentes. LUCAS: capítulo 8º. como se lhe pertencera. 34. os que a guardavam fugiram e foram contar na cidade e nas aldeias o que se passara. o povo o recebeu com alegria. sentado a seus pés. espalhando a notícia do que lhe fizera Jesus. vestido e de perfeito juízo. — 28. apenas por um cordão fluídico. O Espírito obsessor como que se substitui ao do encarnado no seu corpo. o domínio é mais completo. — 30. falar. com o auxílio do perispírito. mas nos sepulcros. Jesus. por mais fraco. era por ele violentamente assaltado. — 29. — 36. Ao saltar Jesus em terra. o mandou embora. filho do Deus Altíssimo. — 40. Então. Jesus tomou de novo a barca e partiu. em altos brados. efeitos que a medicina oficial capitula de loucura. — 20. o que lhes foi concedido. encarnado. toda a multidão de habitantes do país dos Gerasenios pediu a Jesus que se retirasse dali. combinando com os fluídos deste os do seu perispírito. havia muito tempo. utilizandose de todos os elementos de mediunidade. que há entre ti e mim? Eu te suplico. ficando a este ligada a vítima. Para produzir esse efeito. Regressando este. que fica defronte da Galiléia. Vendo isso. encontraram o homem que ficara livre dos demônios. — 32. quebrava as correntes e os ferros e era impelido pelo demônio para os lugares ermos. Vieram navegando até ao país dos Cerasênios. que lhe ofereça a organização da sua vítima. — 33. (53) A subjugação consiste na ação dominadora que o mau Espírito exerce sobre um outro Espírito que. pois que muitos demônios tinham entrado nele. veio ter com Ele um homem que desde muito tempo estava possuído do demônio. por se acharem aterrorizados. versículo 26. Logo que viu a Jesus. De uma e de outras acorreram muitas pessoas a ver o que sucedera e. — 31. narra o que Deus fez por ti. De nada servia prenderem-no com correntes e porem-lhe ferros aos pés. ouvir. Saíram então do homem. — 27. se prostrou diante dele e. ver e praticar os atos a que lhe apraza impeli-lo. — 35. que não trazia roupa alguma e que não morava em casa. Combinando os fluídos do seu perispírito com os do perispírito do encarnado. Jesus lhe perguntou: Qual é O teu nome? Ele respondeu: Chamo-me Legião. o que os encheu de temor. Fá-la então sentir a sua presença de todas as maneiras. O homem partiu e começou a espalhar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera. e que Ele de ti se compadeça. o subjugador atua fluídicamente sobre o outro. causando admiração a todos. para servir-se desse corpo. E o homem foi por toda a cidade. por assim dizer. E esses demônios pediam a Jesus que os não mandasse para o abismo. donde. O homem de quem os demônios tinham saido suplicava que lhe fosse permitido acompanhá-lo. se deixou dominar e aquele sujeita temporariamente à sua vontade.163 Senhor. expulsa o outro. — 38. No caso de possessão. E os que tinham visto o que se passara lhes referiram como o possesso fora libertado da legião dos demônios. dizia: Jesus. — 37. o mau Espírito se introduz no instrumento corpóreo deste último e lhe imprime . vindo onde estava Jesus.

39. a fim de ser doutrinado e esclarecido. na acepção exata do termo. 2 e 20º. para fim útil. se apresentaram a Jesus que. na realidade dos efeitos terríveis e formidáveis da ação dos Espíritos inferiores. caso em que esta se dá voluntariamente. uma vez que os princípios não são idênticos. os animais.164 uma ação que é efeito daquela combinação fluídica. porque nos falta o da natureza dos fluídos. 16º. qual o da manifestação de um Espírito obsessor. cada vez em maior número. da parte do encarnado. se dão por toda a parte. o número pouco importa. debandaram em precipitação tão grande. porém. (53) Deuteronômio. pela ignorância do que só agora foi revelado a tal respeito. Não passaram para estes. os quais. A subjugação. cujos misericordiosos efeitos sobre o Espírito já tivemos ocasião de apreciar. que nos veio desvendar os segredos de além-túmulo. — 3º Reis. como disseram os Evangelistas. entretanto. Há ainda um caso excepcional de substituição. Quanto ao conhecimento dos meios e processos pelos quais se produzem esses fenômenos de visão nos animais. — Atos. ainda o não podemos ter. Nem por isso. temos as manifestações mediúnicas que. cujo estudo leva ao conhecimento de tais fatos. temos a ciência espírita. se bem não possam ser médiuns. Ocorre. 17º. Essa substituição tanto pode dar-se no estado de vigília. dizer. 5º 25. 18º. Os Espíritos obsessores. de suas propriedades e das combinações de que são passíveis. obedecendo à vontade de Jesus. de ocasionar o remorso e acarretar o arrependimento. sempre adequada e proporcionada aos crimes e faltas cometidos pelos que a sofrem e a se verificar em condições de despertar a consciência. temos a nova revelação. ou um só. tanto que se espantam com as visões que têm. porqüanto o perispírito do Espírito não pode atuar fluídicamente sobre o dos animais. da razão e do mundo. alguns pelo menos possuem a faculdade da vidência. Para firmarmos a nossa crença. nos deve importar a incredulidade e a negação dos sábios. por ser impossível a combinação dos respectivos fluídos. que determina o perdão. apenas se fizeram visíveis aos porcos. temos os fatos autenticados pelos Evangelistas. a extensão e as modalidades várias da atuação dos seres do plano incorpóreo sobre os encarnados. que foram cair no mar. fez que estes se manifestassem visualmente aos porcos. dos materialistas. espavoridos com a visão. em geral. 18. de todos os que se supõem senhores exclusivos da verdade. 3. como a obsessão. prevenindo desse modo o homem da presença do Espírito. e com permissão dos anjos de guarda. espantando-os. que. que chamam seu. a benefício seu e de suas vítimas. como no de sonambulismo do encarnado. é uma expiação. expelindo deles os seus perseguidores. demonstrando o poder. Foi nessa condição de possessos de Espíritos maus que dois indivíduos. . do bom-senso. — Apocalipse.

165 51 MATEUS. Jesus lhes conheceu os pensamentos e. Para que saibais que o filho do homem tem. Jesus pelo seu espírito conheceu logo o que eles pensavam de si para si e lhes disse: “Por que aninhais em vossos corações esses pensamentos? — 9. e se sentaram ao redor dele. Jesus tornou a atravessar o lago e veio à sua cidade. 1 ao 8. — “levanta-te”. Então. Paralítico MATEUS: capítulo 9º. versículo 17. teus pecadoS te são perdoados. da Judéia e de Jerusalém. toma o teu leito e volta para tua casa. Que diz este homem? Ele blasfema. MARCOS: capítulo 2º. Vendo isso. Este. trazendo num leito um paralítico. dizendo de si para si: Quem é este que assim blasfema? Quem pode perdoar os pecados. — 20. toma o teu leito e caminha? — 10. — MARCOS. para que saibais que o filho do homem tem na Terra o poder de remir os pecados. na Terra. E eis que lhe apresentaram um paralíticO deitado no seu leito. — 4. 5º. Jesus. disse Jesus a este Último: “Filho. disse ao doente: Homem. vendo-lhe a fé. Observando-lhes a fé. Alguns dias depois voltou Jesus a Cafarnaum. Como não achassem por onde fazê-lo entrar por causa da multidão. Como. tem confiança. por causa da multidão. estavam por ali sentados alguns escribas em cujos corações se aninhavam estes pensamentos: — 7. 2º. disse ao paralítico: Filho. lendo-lhes o pensamento. — 2. os escribas e os fariseus se puseram a pensar. — 3.8. Ora. em que estava a ensinar entre os fariseus e os doutores da lei. Tendo tomado de novo a barca. LUCAS: capítulo 5º. respondendo. digo-te (dirigindo-se ao paralítico): Levanta-te. eis que alguns homens. que deu aos homens tal poder. versículo 1. procuravam meio de fazê-lo entrar na casa e chegar até junto do Mestre. Que será mais fácil de dizer: Teus pecados te são . “toma o teu leito e volta para tua casa”. fizeram no teto uma abertura e por aí desceram o leito em que jazia o paralítico. e em que a virtude do Senhor estava com Ele para os curar. Um dia. — 18. teus pecados te são perdoados. disse-lhes: Que é o que pensais no vosso Intimo? — 23. Todos se encheram de espanto e. tomada de espanto. reuniu-se lá tanta gente que a casa ficou apinhada até fora da porta. e Ele pregava a palavra de Deus. 1 ao 12. que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia. Assim que ouviram dizer que Ele estava em casa. Ora. — 21.” — 6. Que é o que será mais fácil dizer: PerdoadoS te são os teus pecados”. subiram ao telhado da casa e. rendeu graças a Deus. Imediatamente o paralítico se levantou e voltou para casa. — 12. 9º. diziam: Nunca vimos coisa semelhante. — 2. diz Ele ao paralítico. — LUCAS. 3. disse: Por que abrigais maus pensamentos nos vossos corações? — 5. não o pudessem levar até junto do Mestre. Trouxeram-lhe então um paralítico carregado por quatro homens. Que é O que será mais fácil de dizer a este paralítico: Teus pecados te são perdoados? ou: Levanta-te. — 19. Logo alguns escribas disseram entre si: Este homem blasfema. — 4. — 5. versículo 1. No mesmo instante o paralítico se levantou. quem pode perdoar os pecados senão Deus unicamente? . levantando as telhas. teus pecados te são perdoados. o poder de perdoar os pecados — 11. ou dizer: “Levanta-te e anda”? — 6. diante de Jesus. Jesus. tomou o leito e partiu diante de toda a gente. senão Deus unicamente? — 22. observando-lhes a fé. glorificando a Deus. — 7. 17 ao 26. — 8. a multidão. por aí desceram o leito em que se achava o paralítico e o colocaram no meio da sala.

Jesus. ou: Levanta-te e anda? — 24. como o Verbo de Deus. voltou para sua casa. em quem. ao contrário. que não julgava a ninguém. foi considerada um milagre pela multidão. com competência para condenar. que — não viera julgar o mundo. que estava no mundo como o enviado. digo-te (dirigindo-se ao paralítico): Levanta-te. portanto. que só Deus julga. que Espírito encarnado. não sofria as limitações da encarnação humana. Mas. toma o teu leito e volta para a tua casa. desenvolvida sob o influxo da sua poderosa vontade. que merecem ser assinalados. Tendo declarado. Todos. (54) Jesus curou o paralítico pelo mesmo meio de que se serviu para operar as outras curas de que já temos tratado — pela ação magnética. na Terra. pelos escribas e pelos fariseus. Ora. Jesus. E nenhum lhe fez semelhante revelação. Entretanto. Dois ensinamentos da mais alta importância aqui se encerram. lhe impediriam ter dela consciência e o fariam pô-la em dúvida. quando proferiu a primeira daquelas frases. No mesmo instante. evidentemente não o fez desempenhando uma função que lhe pertencesse. para o efeito objetivado. é que não se encontrava na con dição de encarnado. se reconhecia e proclamava na posse de tão sublimada investidura. já realizaram imenSo progresso intelectual. entendendo que o divino Mestre se arrogava um privilégio da Divindade. o poder de perdoar os pecados. pois que somente no caso de lhe caber a função de ‘Juiz”.166 perdoados. nada têm de maravilhosos. conforme havemos mostrado. limitações que. observou-lhes que. ainda que algum Espírito elevado lhe viesse revelar. rendendo graças a Deus. poderia. glorificavam a Deus e. e proclamar-se investido de um mandato dessa natureza. Como as demais. semelhantes fatos. Se. em consciência. Mas. cheios de temor. o declarar Ele abertamente que ao paralítico os pecados lhe eram perdoados equivalia a afirmar que se achava investido de uma missão divina. Jesus. por haver dito ao paralítico. como o Messias de há muito prometido aos homens. de Julgador. por maior que seja a sua elevação. ao lhe efetuar a cura — Teus pecados te são perdoados. ou exercendo uma autoridade suprema de que se achasse investido. são. . nem pudera fazer. que lhes lia os pensamentos. absolutamente naturais. por mais alto que seja o grau de sua pureza. como de fato era. por muito ligeiras que as imaginemos ou suponhamos. diziam: Que coisas maravilhosas vimos hoje. para que saibais que o filho do homem tem. conseguintemente. sendo assim. o paralítico se levantou diante de todos e. por isso mesmo que se acham ao alcance de todos os Espíritos que já chegaram à perfeição moral e que. visto que lhe exprimia com exatidão os pensamentos e cumpria fielmente os desígnios. — 25. como dizer ao doente: Levanta-te e anda. Os fariseus e os escribas se escandalizaram e o consideraram um blasfemo. também essa cura foi qualificada de — milagrosa. tomados de assombro. ou poderá reconhecer-se. tanto fazia que dissesse o que havia dito. o Cristo do Senhor. estando em união perfeita com o Criador. sem blasfemar. sendo um com Ele. por mais de uma vez. ninguém seria capaz de apontar o mais leve resquício de orgulho. lhe caberia a de perdoar. tomando o leito em que estivera deitado. — 26. o mais alto que possamos conceber? Nenhum.

3. pois. a da encarnação mesma. 23. donde logicamente se deduz que outra não é a dos sofrimentos peculiares àencarnação na Terra e. — Job. 4.) O outro ensinamento decorre da circunstância de haver Jesus. 20. que o constituía agente direto da autoridade divina. mas em cumprimento da vontade de Deus. ante a qual todas as criaturas têm que curvar a cabeça. para curar o paralítico. como pretende a Igreja Católica. . 44º. ou seja — em observância da lei. 24. 25. Ele. por conseguinte. — Isaías. 25. mesmo quando visível aos homens. — JOÃO. 2º. 31º. 50º. falta a que Jesus certamente não teria deixado de aludir. naquela ocasião. por mostrar essa circunstância. Jesus. dando a ver que o sofrimento do paralítico lhe advinha de seus pecados e declarando-os perdoados. porém. 14º. 43º. à sua superioridade de governador do planeta terreno. era sempre. 23. de diretor e protetor da Humanidade a que pertencemos. (54) Salmo. assim. dada a sua capital importância nos destinos da Humanidade que lhe está confiada. que a causa da enfermidade daquele homem eram os seus pecados. Jesus revelou. claramente. — Jeremias. cônscio da sua perfeição e do seu mandato. Espírito que. superior a todas as possibilidades da inteligência humana. nenhuma alusão fez jamais a semelhante falta. como Ele o demonstrou. lá onde não podiam ir os que o acompanhavam e seguiam de coração aberto os seus ensinos: “Procurar-me-eis e não me achareis e onde eu estou não podeis vir”. para os que a sofrem. 1º. que. o poder de que dispunha. — Apocalipse.167 submetidos que todos estavam. como consta na Revelação da Revelação. se encontrava nas regiões excelsas da mais absoluta pureza. (JOÃO. usado da fórmula: Teus pecados te são perdoados. expiação da falta de Adão e Eva (figuras simbólicas). não significa. capítulo 7º. versículo 34. por efeito da sua extrema perfeição espiritual. não por ato seu. 31º 5 e 138º. 34. mais uma vez. Espírito livre. se fora real. Em suma.

MARCOS: capítulo 2º. cultivado. viu Levi. que devemos procurar os enfermos e esforçar-nos pela sua cura. versículo 27. mas dos pecadores”. 27-32 Vocação de Mateus MATEUS: capítulo 9º. indignos do nosso apreço. — LUCAS. versículo 9. que em grande número o acompanhavam. aprendei o que significam estas palavras: Quero a misericórdia e não o sacrifício. pode o Senhor ter colocado um germe de virtude que. Ouvindo o que diziam. disse: Não são os que gozam saúde que precisam de médico e sim os doentes. sentado no telônio (55) e lhe disse: Segue-me. — 16. — 14. ou escritório. Levi lhe ofereceu. sentado no telônio e lhe disse: Segue-me. o seguiu. Jesus saiu de novo em direção ao fiar. a um publicano cobrador de impostos. e Levi. eu não vim chamar os justos. porqüanto não vim chamar os justos. Os escribas e os fariseus. Depois disso. 5º. mostrando que devemos tê-la para com os nossos irmãos. que se achava no respectivo telônio. Não foi aos justos mas aos pecadores que vim chamar à penitência. levantando-se e abandonando tudo. Logo o homem. dizendo que “não viera em busca dos justos. Jesus. Aconteceu que.168 52 MATEUS. 13-17. reafirmou essa declaração. Os fariseus e os escribas murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: Como é que bebeis e comeis com publicanos e pecadores? — 31. Deu-nos ainda uma lição de indulgência. pois. disseram aos discípulos: Como é que o vosso Mestre come e bebe com os publicanos e os pecadores? — 17. para ser um de seus seguidores e. levantando-se. 9º. achando-se depois Jesus à mesa na casa desse homem. vendo-o comer na companhia de publicanos e pecadores. versículo 13. Jesus lhes observou: Não precisam de médico os que estão bons e sim os doentes. e indo depois jantar em sua companhia e na de outros de idênticas condições sociais. mais tarde. os fariseus diziam aos discípulos: Como é que o vosso Mestre come na companhia de publicanos e de pecadores? — 12. — 32. 9-13. que já dissera consistir a sua missão em salvar o que estava perdido. LUCAS: capítulo 5º. o seguiu. que devemos constituir-nos o amparo do fraco. Respondendo à observação dos fariseus. Ele. erguendo-se. — 13. pela sua posição. 2º. respondendo. E o publicano. mais tarde. um dos propagadores da doutrina que Ele viera trazer ao mundo. muitos publicanos e pecadores. porqüanto só “queria . Jesus partiu e vendo um publicano de nome Levi sentado no telônio lhe disse: Segue-me. filho de Alfeu. E sucedeu que. Jesus nos ensinou que não devemos menosprezar os que nos pareçam. possivelmente se desenvolverá. todo o povo o assediava e Ele a todos ensinava. Ao sair dali viu Jesus um homem de nome Mateus. o seguiu. mas os pecadores. vieram muitos publicanos e pecadores e se sentaram à volta da mesa com Jesus e seus discípulos. — 11. Notando isso. se sentaram também à mesa com Ele e os discípulos. — 30. onde só vemos felonia ou impureza. Jesus. — 28. em geral. — 15. ouvindo-os. — 10. Porque. (56) Chamando. muitas vezes. mas os pecadores. um grande festim em sua casa. achando-se Jesus à mesa em casa desse homem. — 29. onde havia muitos publicanos e outras pessoas que também tomaram lugar à mesa. Eis. Ao passar. lhes disse: Não precisam de médico os que gozam saúde e sim os doentes. — MARCOS.

queria a misericórdia e. que. significam que não há o sacrifício de nenhum Espírito culpado. abre ao culpado ensejo de expiar. que nenhum será sacrificado pela sua condenação a penas eternas. ao qual convidava todos os delinqüentes. o nome de Mateus e o usava de preferência àquele outro. profeta Oséias (capítulo 6º. como a queria. 1º. 11. isto é. que encarnara com a missão de assistir o Mestre na obra para cuja execução baixara este ao mundo terreno. proferidas pelo divino Mestre. Jesus. era um Espírito elevado. como já tivemos ocasião de ver. perdão que. 6º. versículo 6) e pelo profeta Samuel (1 Reis. em espírito e verdade. de outro modo. ao contrário. 6 — Miqueias. — Isaías. (55) Escritório de cobrador de impostos. facilitando assim a expiação e a salvação aos que. (56) Oséias. estacionariam longo tempo na impenitência. palavras que. versículo 8. versículo 11. Filho de Alfeu. cujo verdadeiro significado acabamos de apreciar. capítulo 2º. como conseqüência do arrependimento. Cumpre notar que as palavras. palavras essas que completam as de Miquéias (capítulo 6º. que Jesus foi buscar entre os publicanos.) e de Isaías (capítulo 1º. lança nos infernos e de lá retira”. abrindo-lhe em seguida o caminho da reparação e do progresso. 8. . em sentido oculto. procurava sempre despertar no homem o remorso da falta e o desejo da sua reparação. pois. na erraticidade. ele se chamava Levi e assim é que mais conhecido era. o que quer dizer — perdão. desde que haja arrependimento.) * Mateus. porém. confirmam as que foram ditas. Adotou. para todas haverá misericórdia. por meio de sofrimentos ou torturas morais apropriados e proporcionados às mesmas faltas. versículos de 6 à 10): “Porque o que eu quero é a misericórdia e não o sacrifício e ciência de Deus mais que os holocaustos” e “O Senhor dá e tira a vida. por meio da reencarnação e de novas provações. as faltas cometidas.169 (e quer) misericórdia e não sacrifício”. 6º.

ofuscados. prefira o novo. — Pano novo. porque. que a fortidão do vinho novo houvera rebentado. e não se deita vinho novo em odres velhos.170 53 MATEUS. eles então jejuarão. de que se serviu o di- . se teria rompido. O vinho novo deve ser posto em odres novos. a luz brilhante dessa doutrina. porém. — 37. porqüanto aquele arrancaria uma parte desta e tornaria maior o rasgão. MARCOS: capítulo 2º. Ninguém põe vinho em odres velhos. E não há quem. — 17. fosse propiciada. — 22. sem dúvida. LUCAS: capítulo 5º. 33 ao 39. — 20. Os homens eram a roupa velha que. — Odres velhos. — 16. Jesus lhes disse: Podeis obrigar os filhos do esposo a jejuar enquanto o esposo está com eles? — 35. uma doutrina inteiramente nova para eles. porqüanto o vinho quebraria os odres. 18 ao 22. 9º. se remendada fora irrefletidamente. — 36. 14 ao 17. se recebessem. se derramará e os odres ficarão perdidos. perdendo-se eles e este. se derramaria e os odres ficariam perdidos. eram os odres velhos. De fato. por isso que aquele esgarçaria uma parte da roupa e lhe aumentaria o rasgão. virá em que o esposo lhes será tirado. Dias virão em que o esposo lhes será tirado. vinho novo em odres novos deve ser posto. Alguns discípulos de João e alguns fariseus que costumavam jejuar vieram e perguntaram a Jesus: Por que os discípulos de João e os fariseus jejuam e os teus discípulos não jejuam? — 19. um e outros se conservam. Jesus lhes respondeu: Podem acaso chorar os filhos do esposo quando o esposo está com eles? Dia. — 38. Então lhe disseram: Por que é que os discípulos de João assim como os fariseus jejuam freqüentemente e fazem orações. — Vinho velho MATEUS: capítulo 9º. — 39. Ficariam. (57) Entendem com o futuro espírita os ensinamentos velados que se contêm nestes versículos. Fez-lhes também esta comparação: Ninguém prega remendo de pano novo em roupa velha. materiais. ignorantes. Ninguém cose um remendo de pano novo em roupa velha. porque o novo rompe o velho e assim o pedaço de pano novo não convém à roupa velha. porque assim tudo se conservará. — Vinho novo. versículo 33. Do mesmo modo ninguém deita vinho novo em odres velhos. enquanto que os teus comem e bebem? — 34. em toda a sua intensidade. versículo 14. 2º. Jejum. Eis por que necessária se tornou a linguagem parabólica. aferrados aos seus preconceitos e tradições. se fizer Isso. pois que diz: o velho é melhor. porque os odres se quebram. eles então jejuarão. sem as devidas cautelas. Mas dia virá em que o esposo lhes será tirado. qual a que Jesus pregava e exemplificava. Jesus lhes respondeu: Os filhos das núpcias podem acaso jejuar enquanto o esposo está com eles? Não podem jejuar enquanto tém consigo o esposo. — 21. Então. o vinho se derrama e os odres ficam perdidos. ao passo que. imagine-se o que aconteceria se aos homens daquela época. — LUCAS. bebendo vinho velho. 5º. deitando-se vinho novo em odres novos. Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha. o vinho novo rebentará os odres. versículo 18. vieram ter com Ele os discipulos de João e lhe perguntaram: Por que os fariseus e nós jejuamos freqüentemente e os teus discipulos não jejuam? — 15. — MARCOS. eles então jejuarão.

somos os odres novos. 2. por ser o que produz efeitos espirituais. os espíritas. 50. para homens de inteligência culta. Nem só. 9. por serem as que constituem o verdadeiro jejum. o chefe da família cristã que viera constituir. Jesus se denominava a si mesmo de “esposo”. se referia o Mestre divino. pois que impedem nos inspiremos no pensamento do Cristo de Deus e pratiquemos a lei de amor e caridade. tomando esse termo às idéias. os que. os interesseiros. como se estivesse na possibilidade dos homens obstar a que se cumpra uma lei absoluta. para não obstarmos a que ela passe pela fermentação destinada a nos expurgar as almas dos princípios impuros. . que depõe a coroa nupcial. não precisavam jejuar. bebendo em mananciais impuros e difundindo uma doutrina falsificada. para espalhar os ensinos de que fora portador ao mundo. Sendo o chefe da doutrina de salvação. viciada e corrompida. que sem dificuldade compreendem que o que os macula não é o que lhes entra pela boca. vivendo sob a sua proteção. da qual Ele se mostrou a excelsa personificação. 3º. não necessitavam das privações expiatórias. nós. na pureza com que a ensinou o seu fundador. ou de recomendar o peixe em vez da carne. que é a mesma Doutrina Cristã. para não a recebermos alterada. cuja execução procuram de todo modo embaraçar. 29. 11º. coisa que. às tradições e aos costumes hebraicos. se outrora pôde justificar-se de alguma forma. os “amigos do esposo” designavam seus discípulos que. Ele era comparado ao mancebo puro. isto é. Atualmente. vindo do coração. nos acautelemos. hoje se tornou inútil e ridícula mesmo. Os “filhos do esposo”. as imagens materiais e as comparações terra-a-terra de que lançou mão. se constituem estorvo à obra da regeneração humana.171 vino Mestre. 21º. — JOÃO. qual a do progresso. — 2ª Epístola aos Coríntios. indispensáveis à reparação de faltas e a se manterem fiéis aos ensinos que recebiam. que jamais cogitou de prescrever a privação de alimentos. pela consideração que era dispensada aos hebreus que se casavam. porém. capazes de nos acarretarem a demência. mas o que desta lhes sai. a fim de assumir o governo do lar que formou para si. Privações expiatórias dissemos. que tivera a missão de revelar ao mundo. 5º. destinados a receber o vinho novo: a Doutrina Espírita. — Apocalipse. o jejum moral. Eles ainda hoje existem: são-no os cegos. naqueles tempos havia odres velhos. Importa. único a que. tal qual em nossos espíritos a derramam os Espíritos do Senhor. pois. (57) Cânticos.

disse Jesus aos tocadores de flauta e à multidão que lá encontrou: — 24. tem confiança. porém. Os discípulos lhe ponderaram: Vês que a multidão te comprime por todos os lados e perguntas quem te tocou! — 32. minha filha acaba de morrer. 9º. apenas dorme. tendo ouvido falar de Jesus. impõe-lhe as mãos e ela viverá. — MARCOS. porém. ouvindo isso. lançando-se-lhe aos pés. Todos. sem melhorar do seu mal. — 28. uma mulher que. Jesus se levantou e. a viu e lhe disse: Filha. Tendo dito essas coisas. dirigindo-se a este. — 22. lhe tocou a túnica. — 21. ao vê-lo. passeando o olhar em torno de si. chegaram alguns familiares do príncipe da sinagoga e. partiu com o homem. E desde aquele momento a mulher se achou curada. A mulher. — 37. que antes se agravara. e que padecera muito nas mãos de vários médicos. 41 ao 56. Tendo passado na barca para a outra margem. havia doze anos. 8º. apenas dorme. Jesus partiu com ele. acercando-se dele por detrás. voltando-se. porqüanto a menina não está morta. E não permitiu que. — 35. Jesus. 19. Logo que entrou na casa. zombavam de suas palavras. uma mulher que sofria de um fluxo de sangue. por que hás de dar ao Mestre o incômodo de ir mais longe? — 36. Ele entrou e tomou a mão da menina. versículo 21. — LUCAS. Jesus. A filha de Jairo. — 39. Jesus. — 23. Retirai-vos. — 26. havia doze anos. porém. — 26. vai em paz e fica curada de tua enfermidade”. perguntou: Quem tocou as minhas vestes? — 31. grande multidão o cercou à beira-mar. — 40. — 27. Tiago e João irmão de Tiago. Estando Ele ainda a falar. que sabia o que se passara nela. afora Pedro. disse a essas pessoas: Por que vos achais aflitos e por que chorais? A menina não está morta. tua fé te curou. Afastada a multidão. aproximou-se dele um chefe de sinagoga que. que logo se levantou. Chegando à casa do chefe de sinagoga. Todos. — 29. Então. — 30. 21 ao 43. disseram: Tua filha morreu. que viera à sua procura. mas vem. lhe tocou a fimbria da túnica. Dizia: Se eu conseguir tocar-lhe apenas na roupa. mais alguém o acompanhasse. se lhe lançou aos pés. pois que dizia consigo mesma: Bastar-me-á tocar nas suas vestes para ficar curada. pela mãe da menina e pelos que tinham vindo na sua . sofria de um fluxo de sangue. procurava descobrir quem o tocara. acompanhado pelos seus discípulos. — 24. Jesus percebeu imediatamente que de si saira uma virtude e. atemorizada e a tremer. — 25. — A hemorroíssa MATEUS: capítulo 9º. vem e lhe impõe as mãos para que ela se cure e viva. aproximando-se dele por detrás. Chegando à casa do chefe de sinagoga. voltando-se para a multidão. porém. Jesus lhe disse: “Filha. — 23. MARCOS: capítulo 5º. — 33. acompanhado pela multidão que o premia. acompanhado pelo pai. — 34. 18 ao 26. 5º. com os quais gastara todos os seus haveres. se meteu na multidão e. disse ao príncipe da sinagoga: Não temas.172 54 MATEUS. tem fé. — 20. versículo 18. adorando-o. Um príncipe da sinagoga chamado Jairo. tua fé te salvou. zombavam dele. estarei curada. deparou com um bando confuso de pessoas que choravam e soltavam grandes lamentos. — 25. No mesmo instante o sangue deixou de correr e ela sentiu em seu corpo que estava curada do mal que a afligia. confessou toda a verdade. — 22. e lhe dirigiu instantemente esta súplica: Minha filha está moribunda. Ele mandou que saíssem e. aproximou-se e. A notícia do fato se espalhou por toda aquela redondeza. lhe disse: Senhor. — 38. Ao mesmo tempo.

— 53. que era príncipe da sinagoga e. dizendo ter uma única filha de cerca de doze anos que estava a morrer. ela se levantou imediatamente e Jesus mandou que lhe dessem de comer. sempre que oportuno. prostrando-se aos pés de Jesus. pegando-lhe na mão. porqüanto percebi que uma virtude saiu de mim. eu o ordeno. Jesus lhes recomendou muito expressamente que ninguém viesse a saber do fato e mandou que dessem de comer à menina. ouvindo isso. sem que nenhum houvesse conseguido curá-la. tua fé te salvou. — 45. Jesus lhe disse: Filha. ela não está morta. — 43. (58) Ainda neste caso. lhe pediu que entrasse na sua casa. sofria de uma perda de sangue e que gastara com médicos tudo o que possuía. entrou no aposento onde se achava a menina deitada. menina. como nos demais. Pela ação exclusiva . Jesus disse ao pai da menina: Não temas. — 41. com o pai e a mãe da menina. — 42. — 52. ficando todos admirados e maravilhados. bem como as combinações de que são passíveis. — 49. Os pais da menina se mostraram cheios de espanto e Ele lhes ordenou que não dissessem a ninguém o que sucedera. lançando-se-lhe aos pés. verificando assim não poder ocultar-se. de que se acham saturados os aludidos vegetais e minerais. dotados de propriedades terapêuticas. aproximou-se toda trémula e. No mesmo instante a menina se levantou e se pôs a caminhar. ele não precisava recorrer às substâncias que os contêm. chegou alguém e disse ao príncipe da sinagoga: Tua filha morreu. Envolto sempre em fluídos vivificantes e reparadores. A mulher. o da hemorroíssa. no tratamento das enfermidades humanas. apertado pela multidão. — 54. disse: Talitha cumi. Todos a choravam e lamentavam. Ele os distribuía. — 51. que ainda ignoramos. apenas dorme. porém. Seu Espírito voltou ao corpo. Zombavam. Partiu com ele Jesus. com o que logo o fluxo de sangue cessou. em suma. pelos que de tais fluídos necessitavam. declarou diante de todo o povo o motivo por que o tocara e que ficara imediatamente curada. Foi. como inúmeros outros. — 55. Uma mulher que. um efeito de combinações fluídicas. tem fé somente e ela será salva. exclamou: Menina. como em todos os outros. levanta-te. a cura Jesus a operou. LUCAS: capítulo 8º. pois já contava doze anos. por saberem que estava morta. — 42. vai em paz. Tiago e João. — 50. Pedro e os que o cercavam lhe disseram: Mestre. disse: Não choreis. levanta-te. sem que os homens lhes suspeitem a existência. dele. se acham espalhados na atmosfera terrena. porém. conhecimento a que só chegaremos. unicamente pelo poder magnético de que dispunha. Os efeitos curativos que a medicina obtém dos minerais e vegetais de que se utiliza. Ele. Ainda não acabara de falar. — 43. fluídos idênticos aos que. Jesus replicou: Alguém me tocou. porque ainda não nos achamos capazes de compreender a natureza dos fluídos. versículo 41. — 47. pois que a multidão te aperta e oprime. — 44. — 48. se aproximou dele por detrás e lhe tocou a fimbria da túnica. Pois bem. Tomando-lhe as mãos. Conhecendo-os todos. Mas. havia doze anos. — 56. desses mesmos fluídos é que se servia Jesus. seus efeitos e suas propriedades de ação. Chegando à casa de Jairo. Veio ter com ele então um homem chamado Jairo. como podes perguntar: Quem me tocou? — 46.173 companhia. mediante a nossa depuração moral. são devidos aos fluídos. isto é. não dês ao Mestre mais incômodo. Perguntou então Jesus: Quem me tocou? Como todos negassem ter sido quem o tocara. não deixou que aí entrassem senão Pedro. Jesus.

lançava-os sobre o enfermo e a cura se operava. 9. 25. era apenas aparente. Jesus e. 12. — JOÃO. como era natural da parte de quantos a tinham por morta. tanto que Ele não hesitou em afirmar: Fareis as mesmas obras que eu faço e outras ainda maiores. — Atos. mas das quais chegarão um dia a ter conhecimento perfeito. ficou livre do fluxo sangüíneo de que sofria. 35º. visto que o julgavam impossível. 11. na sua generalidade. Vê-se. ausência absoluta de pulsações. em os quais se costuma tocar música nas casas onde morreu alguém. portanto. todos a tinham por morta. na época. (JOÃO. 13 e 43. Como esse. E a menina despertou. ignoravam. ele a este se conservava ligado por um tênue cordão fluídico — o do perispírito. Aquela morte. A menina se achava. — Levítico. um milagre. de par com a suspensão de todos os sentidos e a cessação de todos os movimentos. porém. 14. . 11º. com a suprema autoridade que lhe dava a sua excelsitude espiritual. em que. apenas regido por leis naturais que os homens desconheciam e. tratava-se exclusivamente de um desses casos de catalepsia profunda. há rigidez e aspecto cadavéricos. 10. Embora fosse extremo o desprendimento do Espírito que habitava aquele corpo. ainda desconhecem. em suma. reunia os que eram aplicáveis ao caso ocorrente. 20º.174 da sua vontade. fato que. foi considerado uma ressurreição.) (58) 2º Paralipõmenos. ordenando-lhe que volvesse à sua prisão carnal. 25. que nenhuma impressão causam as mais fortes pancadas. e tão completa insensibilidade física. que nem os mais hábeis profissionais da medicina logram distinguir da morte real. chamou. Quanto à filha de Jairo. porque o sabia. foram todos os milagres que Jesus operou. coisa que os homens não podem ver e que. o Espírito da suposta morta. Essa a explicação da mulher que. de respiração e de calor. 14º. Em nenhum houve mais do que um fenômeno absolutamente natural. como era de uso entre os Hebreus e o é ainda nalguns lugares do nosso país. Sabia-o. porém. tocando-o. portanto. tanto que à porta da casa estavam flautistas a tocar os seus instrumentos. que era apenas aparente a sua morte. 15º. num desses estados catalépticos.

o valor. 27 ao 31. que então não lhe faltará. os cegos se aproximaram e ele lhes perguntou: Credes que eu possa fazer o que me pedis? Os dois responderam: Sim. Cegos curados MATEUS: capítulo 9º. quando neste os homens não se achavam em condições de apreender a verdade e de reconhecer que os efeitos obtidos derivavam da aplicação de leis naturais. mas que lhe cumpre adquirir. depurando os seus sentimentos e colocando-se. e o auxílio. às vezes. de lhes conhecer a natureza. quer temporária. Os olhos de ambos se abriram e Jesus lhes proibiu terminantemente que falassem do fato. realçada por esse tom misterioso. acidentalmente. os efeitos. dos Espíritos Superiores. elevando o seu Espírito. que foram sua força ou seu orgulho em precedente existência. — 30. crescesse a fama das grandes coisas que ele fazia. para isso. clamando: Filho de David. Ao sair Jesus dali. versículo 27. não só lhe foi inspirada pela modéstia. Senhor! — 29. e. e de poder contar com aquele auxílio dos Espíritos Superiores. A cegueira. desse modo. . segundo o grau de culpabilidade. quer permanente. 9º. Mas os dois se foram e espalharam por todo o pais a fama do Mestre. dizendo: Vejam que ninguém o saiba. aos dois cegos. de outras. o que era. de falarem da cura que neles acabara de operar. mister se faz que uma grande pureza lhe dê tão grande poder. dizendo: Faça-se conforme a vossa fé. e que. Só então lhe será possível efetuar com segurança curas como as que Jesus operava. — 31. para aquele que recusou auxílio a seus irmãos. os quais tomam a si proceder à escolha dos fluídos apropriados à produção do resultado que deva ser obtido e colocar-lhos ao alcance da mão. em condições de apreciar os fluídos. É um tesouro que lhe está reservado. resultados semelhantes aos que Jesus produziu. Terá que viver na dependência dos outros e suportar as privações resultantes da ausência daquelas faculdades. necessário. ficou sujeito a sofrer a pena de talião. assim. Não é impossível ao homem conseguir. tem piedade de nós! — 28. Quando chegou a casa. por ato da sua vontade e pela ação magnética. Quanto à proibição de Jesus. fossem elas quais fossem. que constantemente exemplificava. que abusou de suas faculdades. Ele então lhes tocou os olhos. constitui provação ou expiação. assim como a mudez e a surdez. determinado pelas circunstâncias e pelo meio onde agia. dois cegos o seguiram.175 55 MATEUS. como também teve por fim envolver o fato numa sombra de mistério. para que. mas.

logo que expulsou o demônio. — LUCAS. 9º. cessou a ação fluídica. 14 ao 20. que encerram toda a verdadeira Doutrina Cristã. Assim sendo. apresentaramlhe um homem mudo. pois. que o mau Espírito. por quem os expulsam vossos filhos? — Eis porque serão eles mesmos os vossos juizes. — 33. escoimando-a de todos os mandamentos humanos que. a benevolência. como subsistirá o seu reino? Sim. Satã está dividido contra si mesmo. (59) Era exercendo uma ação fluídica sobre os Órgãos da voz. da palavra. porém. — 19. — Blasfêmia dos fariseus MATEUS: capítulo 9º. — 17. 11º. o tornava mudo. Jesus. Tendo sido este expulso. que atribuíam o fato à influência de Belzebu. se não é esta a verdade. — 18. obsessor daquele homem. porém. lhe pediam um sinal do céu. Mas os Fariseus diziam: Ele expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios. Se. possesso do demônio. — 34. em suma. porqüanto dizeis que é por Belzebu que expulso os demônios. porque a mais ardente aspiração de nossa alma é sermos humildes e fiéis servos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ora. Possesso mudo. Jesus o afastou. se é por Belzebu que expulso os demônios. pela capa do mistério. dignos sucessores dos sacerdotes hebreus. adulteraram completamente as palavras e lições do Enviado do Senhor. o perdão sem restrições. de todos os preceitos e mandamentos divinos. bem é de ver-se que nenhuma atenção nos pode ela merecer. a humildade. oriundos de interpretações falsas ou tendenciosas e de tradições caducas. que ele expulsa os demônios. o que nos Evangelhos. Jesus expulsou o demônio de um homem que estava mudo e. a prática ilimitada da caridade. . disse: Todo reino dividido contra si mesmo será desolado e casa sobre casa cairá. alguns diziam: — É por Belzebu. Ë natural e não podia ser de outra maneira. 32 ao 34. Se. versículo 14. pelo simbolismo da parábola. E não só propaga ensinamentos idênticos aos deste. conhecendo-lhes os pensamentos. é que o reino de Deus veio até vós. e a multidão admirada dizia: Nunca se viu coisa semelhante em Israel. versículo 32. entre os populares. príncipe dos demônios. como explica. que nos convençam do nosso erro e abaixaremos a cabeça. — 15. LUCAS: capítulo 11º. que nô-la mostrem. uma vez que esta ensina e prega exatamente o mesmo que ensinava e pregava o Divino Mestre: o amor de Deus e do próximo. o mudo falou. eu expulso os demônios pelo dedo de Deus. a renúncia às coisas da Terra. — 20. exemplificados pelo manso Cordeiro de Deus. Se estamos em erro. para o tentarem. Logo que eles saIram. Mas. era análoga à que fazem aos espíritas os Sacerdotes de hoje. Quanto à acusação dos Fariseus e dos Padres da época. se acha encoberto pelo véu da letra. o mudo falou.176 56 MATEUS. a quem chamavam possesso do demônio. aqueles diziam de Jesus que ele era assistido por Belzebu. Com efeito. Outros. em espírito e verdade. — 16. o mudo falou e todo o povo se encheu de admiração. a observância. dizem seus sucessores que a Doutrina Espírita é demoníaca.

— JOÃO. 10º. 3º.177 (59) MARCOS. . 20. 22. 2º. 25.

Delas. Descendo das altas regiões do bem. como ampliação daquela que fora Moisés o intermediário. com as mesmas palavras. perdidas no matagal inextricável do erro e da mentira. — Trabalhadores MATEUS: capítulo 9. se bem que de muitas ainda seja desconhecido o mecanismo. Desses falseamentos e alterações. sobretudo. Eram. do materialismo e das suas deletérias influências. os mandamentos humanos. seu reinado passou. a moral que o Cristo de Deus pregou e exemplificou. Rogai ao Senhor que envie obreiros à sua seara”. Rogai. versículo 35. como ainda se lhes pretende impor. pois. que. quando não da incredulidade. pelo exemplo. saiamos a pregar pela palavra. pois estavam maltratadas e jaziam por ali como ovelhas que não têm pastor. quais ovelhas sem pastor. mas. mas poucos os trabalhadores. Disse então aos discípulos: A seara é verdadeiramente grande. por ordem sua e em seu nome. Ela. repetir-nos. (60) O mesmo que se deu após o estabelecimento da lei recebida por Moisés. 35 ao 38. as interpretações. unidos pelo sentimento de amor fraterno. do amor cristão. Já tendo a Letra dado os frutos que devia produzir. do dogmatismo despótico. Seja o Evangelho o sol donde se irradie a luz que nos clareie o caminho de obreiros da salvação da Humanidade. a Ciência hoje o explica. como efeitos de leis naturais. oriundas da onisciência do Criador do Universo. sem fé. 9º. — 36. — 38. — Seara. ao dono da seara que mande trabalhadores para ela. oprimidas sob um jugo que a razão repele por absurdo mas que se lhes impôs. mas para a restaurar e fazê-la cumprida. do fanatismo. pois. . todos eles formam um feixe de luz que orienta. que alteraram e falsearam a lei simples e sublime do Cristo de Deus. o Senhor de novo se apiada e com elas vem ter. Ovelhas sem pastor. harmônicos com as leis imutáveis. tomemo-las como dirigidas aos que sintamos possuidos de boavontade e. Jesus percorria as cidades e as aldeias. código eterno da única moral verdadeira — a Moral divina. soou a hora de substituí-lo o império do Espírito. por intermédio dos Espíritos seus servidores fiéis. se tornaram presas da intolerância. E vendo todas aquelas gentes. Vieram a Ciência e a Doutrina Espírita. para o redil santo do divino Pastor. Aquilo que só como milagre se admitia. teve piedade delas. doutrina santa em seus fundamentos. porém. ocorreu depois do advento da revelação messiânica: vieram as tradições. os Enviados de Jesus vêm. — 37. veraz em seus corolários porque. curando todos os males e todas as enfermidades. porque os tem nos Evangelhos. verdadeiramente. pregando o Evangelho do reino. a lei que ele próprio lhes dera a conhecer. sem crença. trazendo-lhes uma nova revelação das verdades eternas.178 57 MATEUS. o que por Ele foi outrora dito a seus discípulos: “A seara é grande mas os obreiros são poucos. as ovelhas do seu imenso rebanho. ensinando nas sinagogas. resultou o que ainda hoje vemos: inúmeras criaturas abandonadas a si mesmas. não para destruir a Lei. da superstição.

10º. 4º. 34 — Números. 1. 3º. 1 e seguintes. — Zacarias. . — Ezequiel. 34º. 2. — 3º Reis. 17. — 2ª Tessalonicenses.179 (60) MARCOS. 16 e 17. 22º. 6º. — JOÃO. 35. 27º.

Simão Cananeu. e Judas Iscariotes. 13. irmão de Tiago. — 15. 26. — Suas vocações MATEUS: capítulo 10º. Estes são os nomes dos doze apóstolos: o primeiro. Tiago. 13 ao 14. filho de Alfeu. tomara a si missão superior às suas forças. Judas. versículo 2. Simão Cananeu e Judas Iscariotes. MARCOS: capítulo 3º. (61) Jesus. filho de Alfeu. Quanto à escolha dos apóstolos. Tiago. e Tadeu. 42. Mateus e Tomé. Quando amanheceu. Na continuação destes estudos. — 3. que o traiu. Filipe. Filipe e Bartolomeu: Tomé e Mateus. MARCOS: capítulo 3º. 13º. e André seu irmão. Tomé. — 19. e Simão chamado o Zeloso. Tiago. filho de Zebedeu. e Judas Iscariotes. Simão. doze. 10º. — 14. mas que. A saber: Simão. Tiago e João. às regiões superiores de onde preside à marcha da Humanidade terrena. lá passou toda a noite orando a Deus. seu irmão. escolheu. e João. Designou doze para estarem com ele e para serem enviados a pregar. veremos qual foi o seu procedimento ulterior e como se deu a sua reabilitação. 1º. — LUCAS. Tiago. versículo 16. Mateus. tendo Jesus subido a um monte para orar. (61) JOÃO.180 58 MATEUS. Na realidade. versículo 12. que foi o traidor. dentre eles. 2 ao 4. Subindo a um monte. o. Tiago. e 16 ao 19. 3º. — 4. porém. para os homens. a fim de orar. que o traiu. a quem deu o nome de Pedro. pedindo para assistir o Mestre. 6º. que significa — filhos do trovão. . irmão de Tiago. conforme anteriormente ficou explicado. — 13. André. Bartolomeu. Nomes dos apóstolos. o caráter de cada um deles e a natureza da missão que a cada um tocaria. chamou os discípulos. Filipe e Bartolomeu. — 16. — MARCOS. A esse tempo. Ele voltara. aos quais chamou Boanerges. 1º. filho de Zebedeu. o Publicano. como acontecia todas as vezes que desaparecia das vistas humanas. Tadeu. 12 ao 16. que traiu a Jesus. LUCAS: capítulo 6º. e André. a que chamou apóstolos: — 14. Simão. versículo 13. Era um Espírito elevado em inteligência. chamou Jesus a si os que quis e esses acudiram ao chamado. que é chamado Pedro. — 17. presidiu a essa escolha. — 18. filho de Alfeu. fora a um monte. — Atos. seu irmão. Entre os doze escolhidos estava Judas Iscariotes. a quem cognominou de Pedro. e aí passara toda a noite orando a Deus. do que resultou falir. e João. bem como à distribuição dos nomes que lhes deu o divino Mestre.

181 59 LUCAS. versículo 17. — 19. cercado dos discípulos e de grande multidão de gente de toda a Judéia. Também da virtude que dele saía já falamos suficientemente. Constituíam essa virtude os fluídos que. praticadas por Jesus. de Jerusalém e das regiões marítimas de Tiro e de Sidônía. — 18. Descida do monte. por ato da sua vontade e por efeito do seu poder magnético. 17 ao 19. Relativamente à cura. Jesus em seguida desceu com eles do monte e se deteve numa planície. 6º. Eram também curados os que se achavam possessos de Espíritos imundos. das enfermidades e ao afastamento dos Espíritos obsessores. de que aqui se trata. gente que viera para ouvi-lo e para ser curada de suas enfermidades. nada temos que acrescentar ao que deixamos dito com referência a outras obras da mesma natureza. porque dele saia uma virtude que a todos curava. . Todos procuravam tocá-lo. Ele dirigia sobre os enfermos. especialmente sobre os que se lhe aproximavam. — Curas LUCAS: capítulo 6º.

tendo reunido os doze apóstolos. — MARCOS. MARCOS: capítulo 6º. e.182 60 MATEUS. porqüanto. E mandou que fossem pregar o reino de Deus e curar os enfermos. curando-os. nem dinheiro nos cintos. Ao penetrardes na casa. 15. poder. — 5. versículo 1. ao deixar-lhes a cidade. 3º. Jesus. nem sandálias. Em verdade vos digo: No dia do juízo. E lhes dizia: Na casa em que entrardes. (62) . nem pão. o obreiro merece sustentado. versículo 5. — 8. nem qualquer moeda nos vossos cintos. dai de graça o que de graça recebestes. 9º. 10º 1 e 5 ao 15. Missão. — 13. dizendo: O reino dos céus está próximo. e. menos rigor haverá para com a terra de Sodoma e de Gomorra do que para com essa cidade. ide antes em busca das ovelhas perdidas da casa de Israel. Tendo reunido os doze apóstolos. versículo 15. dando assim testemunho contra elas. — 14. Disse-lhes: Não leveis em viagem nem bordão. Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois. ao sairdes da casa ou da cidade onde tal se deu. — 12. dizendo: Que a paz esteja nesta casa. nem dinheiro e não tenhais duas túnicas. — 11. Recomendou-lhes que levassem consigo apenas o bordão. Se a casa for digna disso. — 6. pobreza e pregação dos apóstolos. capítulo 10º. versículo 7. E lhes deu o poder de curar as enfermidades e de expulsar os demônios. se o não for. limpai os leprosos. — 7. — 9. perguntai onde há um justo e em sua casa permanecei até que partais de novo. nem saco para a viagem. mas não cuidassem de ter duas túnicas. a poeira dos vossos pés. E enviou esses doze. — 4. a fim de que os expulsassem e o de curar todas as doenças e enfermidades. — 3. sacudi. os apóstolos pregavam aos povos que fizessem penitência. — LUCAS. que não levassem nem saco. — 10. dando-lhes poder sobre os Espíritos impuros. ide e pregai. quando encontrardes pessoas que não vos queiram receber. permanecei até que partais de novo. nem saco. saudai-a. versículo 1. Na casa em que entrardes ficai e dela não saiais. a fim de que isso constitua um testemunho contra elas. sacudi a poeira dos vossos pés. lhes deu poder e autoridade sobre todos os demônios e o poder de curar as enfermidades. nem pão. que calçassem unicamente suas sandálias. expulsavam muitos demônios e ungiam com óleo muitos doentes. Quando alguém não vos quiser receber e não vos escutar as palavras. Instruções que lhes foram dadas MATEUS: capítulo 10º. Não tenhais ouro. sacudi. nem duas túnicas. 7 ao 13. — 15. ressuscitai os mortos. 1 ao 6. — 11. LUCAS: capítulo 9º. e 6º. Os apóstolos partiram e foram de aldeia em aldeia. a vossa paz voltará para vós. — 9. depois de lhes haver dado as instruções seguintes: Não procureis os Gentios e não entreis nas cidades dos Samaritanos: — 6. Tendo partido. — 2. Ao entrardes em qualquer cidade ou aldeia. ao vos retirardes. nem prata. nem bordão. vossa paz descerá sobre ela. até a poeira dos vossos pés. — 10. evangelizando e curando por toda a parte os enfermos. Quando encontrardes pessoas que não vos queiram receber nem escutar. — 8. MARCOS: capítulo 3º. MATEUS. curai os doentes. — 12. Jesus lhes deu poder sobre os Espíritos impuros. — 13. expulsai os demônios.

Ao invés disso. desde então. a inspiração. de virtudes e de elevação moral por eles legada aos que lhes aspirassem à concessão. mas como sentença proferída em julgamento. Aos apóstolos e discípulos de Jesus cabia espalhar o conhecimento da verdade. E não é tudo: a cobiça humana as tomoú para justificativa de um tráfico vergonhoso — o das indulgências. dissipar-se-á ao clarão da nova aurora. mas esquecendo-se de chamar a si a herança de santidade. não do modo por que ela o diz nas suas errôneas interpretações. porém. necessário é adquiram a pureza que eles possuíam. Os discípulos fiéis de Jesus eram Espíritos elevados. pela sinceridade do arrependimento do culpado. não consiste em absolver e condenar. é que lhes advinha a infalibilidade naquela apreciação. porém.183 Jesus mandou que os apóstolos primeiramente anunciassem o reino de Deus e curassem os enfermos da sua nação humana. numa de suas comunicações insertas na obra A Revelação da Revelação. sob a influência espírita. Mister. Os anjos do Senhor aparecerão em sua glória. se faz compreendam bem o em que consiste esse ligar e desligar. LUCAS e JOÃO. onde fossem repelidos. ligando. de perdoar ou deixar de perdoar pecados. não como simples declaração. MARCOS. cumprindo-lhes estar persuadidos de que o Mestre os seguia. reencarnando novamente. que abençoassem os lugares onde fossem bem acolhidos e sacudissem dos pés a poeira. para que mais se apertassem entre eles os laços de família. ou desligando o que eles ligassem. Consiste. em sentir em si mesmo o encarnado. o julgamento que será proferido e. O mesmo compete hoje aos espíritas fazer. voluntariamente cega. para que sejam verdadeiros sucessores dos discípulos do Cristo e disponham de autoridade e poder idênticos aos destes. o que. porque isto compete unicamente ao Juiz supremo. sim. despertará. de fraternidade e de pátria. infalibilidade de que a Igreja Romana pretendeu fazer-se herdeira. disseram os Evangelistas MATEUS. Como missionários do Senhor. nenhuma importância deviam dar às comodidades materiais. A trombeta do “juízo final” vai retumbar para ela nos quatro cantos do mundo. só é possível a Espíritos que já atingiram certo grau de elevação moral. a indulgência com que o juiz sentenciará. e os discípulos de Jesus. o amparo e o concurso dos Espíritos superiores. sancionando o que fizessem. se arrogou o poder de absolver e condenar. aliás. para concluir a obra que . que se não deixavam dominar pelo sentimento da animosidade pessoal. a proteção. pois que tudo deviam confiar dele. protegidos por este. certos de que ligaram e desligaram igualmente no céu. Recomendou-lhes que nada levassem consigo. Do conjunto das virtudes que possuíam e que lhes asseguravam a assistência. médiuns inspirados que. Despertará e o sonho. mas na glória da pureza. ou desligassem. se achavam em condições de apreciar o valor daqueles a quem se dirigiam. Sem dúvida. isto é. em que ainda se compraz. Tal o sentido em que devemos compreender aquelas palavras. A Igreja. ela se engolfou cada vez mais nas trevas que o orgulho e a confiança em si mesmo geram. Só assim lograrão elevar-se ao Senhor e se acharão em condições de ligar e desligar. mas. fazendo-as exprimir um ato de arbítrio do homem que. que o orgulho humano falseou. na Terra.

25. é Deus. a fim de desempenhardes a vossa tarefa. seguindo as pegadas dos Apóstolos.184 começaram. para mais eficazmente vos estenderem seus braços fraternais. e o juízo não se achará inquinado de nulidade. portanto. tudo vem de Deus e vos é concedido graciosamente. Mais severo. em mundos inferiores mesmo à Terra. Pelos seus mensageiros de luz. — Isaías. do que para com os que recusam a luz que Ele a todos envia. porqüanto. rejubilai. “Entoai cânticos de alegria.se acha aqui empregado em sentido relativo. — Ezequiel. particularmente. É claro que o termo eternidade . eternidades de sofrimentos. para exprimir prolongadas expiações na erraticidade e através de sucessivas reencarnações. será o julgamento dos que. o Cristo lhes repete a eles. são chamados a servir de intérpretes aos bons Espíritos e a pregar. 50º. médiuns. ou fizerem mau uso deles. aos que. — Isto. filhos da nossa Igreja. a duração das provas e expiações. para sair das trevas em que viviam imersos. para os que assim procederem. — Atos. assim como a todos os que nos dizemos profitentes da Nova Revelação: Dai de graça. 53º. o que de graça haveis recebido.. de especulação. (62) 4º Reis. Atentando nessas palavras suas. lembremo-nos de que também disse o divino Mestre: No dia do julgamento.penas eternas -. em espírito e verdade. 34º. do mesmo modo que pelos seus Evangelhos. A única eternidade real. rejubilai: os tempos se aproximam. se aplica hoje a todos os espíritas e. em que vossos olhos desvendados verão o Justo nas nuvens do céu em que os anjos — os Espíritos purificados — descerão à Terra. para os que recusarem esses ensinos e auxílios. como para eles. 5. que se possa citar. da Igreja do Senhor. pois que tal será deles a missão. virão ainda ligar e desligar na Terra e o Senhor ligará e desligará no céu. hoje recebem os ensinos claros e os copiosos auxílios que trazem seus emissários celestes. como nós. Haverá. inspirados por eles. ensinando-lhes que as coisas de Deus jamais devem constituir objeto de tráfico. Longa será. investidos das faculdades mediúnicas. — 1ª Pedro. 6. menos rigor haverá para com a terra de Sodoma e de Gomorra. correspondendo a eternidade de faltas. para vós. 6 — Jeremias. como correspondente à locução . de meio de existência material. do que o daqueles povos. a lei de Jesus. Dai de graça o que de graça recebestes. 24 e seguintes. 17º. E com as seguintes palavras terminaram aqueles altos Espíritos a sua bela comunicação explicativa: “Coragem. . 18 e seguintess. 2º. Aproximam-se os tempos em que os discípulos e o Mestre aparecerão de novo entre vós. que não tiveram socorro algum direto. que Jesus disse a seus discípulos. 8º.

é o Espírito do vosso Pai quem fala em vós. E. na ocasião. tanto da parte de uns. naqueles tempos de ignorância e crueza. os filhos se revoltarão contra os pais e lhes darão a morte. Os segundos os perseguiriam com seus sarcasmos. partindo estas. à presença dos governadores e dos reis para dardes testemunho de mim diante deles e das nações. não vos cause inquietação o modo por que respondereis. como de outros. o que for preciso que digais. não sois vós quem fala. se verifica. pois o Espírito Santo vos ensinará. pois que eles vos farão comparecer perante seus juizes e vos flagelarão em suas sinagogas. se desencadeariam. quando vos fizerem comparecer. Para triunfarmos de tais perseguições. e simples. e. não vos cause inquietação o como haveis de falar. Elas. no cumprimento do dever que nos corre de proclamar a verdade e só a verdade. e todos vos odiarão por causa do meu nome. como as serpentes. Quando vos conduzirem às sinagogas e àpresença dos magistrados e poderosos. por minha causa. O que houverdes de dizer vos será dado na ocasião. Essas armas são o raciocínio. sobretudo. pois. se bem pouco devam temer as perseguições físicas. quando perceberem que os queremos ganhar. mas guardai-vos dos homens. É o que. versículo 11. mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. (63) Jesus se referia especialmente às perseguições de toda sorte que. nos tempos atuais. Suas palavras. Porqüanto. como as pombas. O irmão dará morte ao irmão e o pai ao filho. zombarias e insultos. sede prudentes. no entanto. aqueles para com quem delas usarmos. é o Espírito de vosso Pai quem fala em vós. viriam a ser os pregoeiros da Nova Revelação. versículo 16. 16 ao 22. Sereis levados. — 17. Contra seus apóstolos e discípulos. 10º. Empregadas que sejam essas armas. de fato. — 20. não mais poderão fugir ao contágio benéfico da moral prática. previa-o Jesus. — 21. — 18. e. porqüanto não sois vós quem fala. pois. 11 ao 12. quando recomendava a seus discípulos que fossem prudentes. — Simplicidade. se acham. dos escribas e fariseus dos nossos dias. Prudência. — LUCAS. 12º. os porta-vozes do Consolador por ele prometido ao mundo. — 19. foram ditas também com relação aos que. o que houverdes de dizer vos será dado na ocasião. nem o que direis. Não vos cause inquietação como haveis de falar. como as serpentes e simples como as pombas. com que devemos enlear os nossos perseguidores. os perseguiriam com seus ódios e injúrias. — 12. — 22. por outro lado. a prática das boas obras e o exemplo das virtudes cristãs. dos materialistas e dos incrédulos. Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos. nem o que direis. LUCAS: capítulo 12º. — Assistência e concurso do Espírito Santo MATEUS: capítulo 10º. charlatães e loucos. alcançam os espíritas que. Era preciso que os apóstolos . — Desassombro diante dos homens. precisamos munir-nos das armas indicadas pelo manso Cordeiro de Deus. por um lado. contudo. expostos às perseguições morais. nem o que direis. formulando contra eles as mesmas acusações que contra o Mestre divino formulavam os fariseus e os escribas de outrora: as de serem instrumentos do demônio. Os primeiros.185 61 MATEUS.

1º. 5 a 8. pois. 12. — Daniel. do que temos presenciado e mesmo recebido. inspirados seriam pelos Espíritos puros. dóceis aos seus ensinamentos e conquistaremos lugar entre os bons servos do Senhor. Imitemos. traduzindo o que lhes transmitem do plano invisível os enviados do Senhor. ao lhes declarar: “é o Espírito de vosso Pai quem fala em vós”. Fato é este que confirmamos com o testemunho do que sabemos. 40. sem desembaraço perante as autoridades. . confiassem na inspiração que lhes viria do Alto. — Jeremias. Médiuns que eram. 15. ouvem e falam. — Atos. porqüanto a. 16º. 12º. 12. os discípulos do divino Mestre: sejamos prudentes e humildes. 5º. 15. mostrando que indica o conjunto dos Espíritos puros. — LUCAS. 21º. pelos Espíritos superiores e pelos bons Espíritos. 19. (63) Êxodo. locução Espírito de Vosso Pai — exprime o mesmo que estoutra — Espírito Santo. — 1ª Epístola aos Coríntios. 4º. superiores e bons. sem educação. 23º. É exatamente o que se dá nos tempos de hoje. a cuja assistência aludia Jesus. — Miquéias. segundo o grau de pureza e elevação moral que adquiramos. 7º. 14. — Romanos. 6. de cuja significação já tratamos. a fim de poderem avançar no desempenho da missão que lhes cabia. — Efésios. em que os bons médiuns vêem. 14º. homens saídos do povo. 20. 5º. sentem. — 2º Reis. 2. 12º.186 e discípulos. 1.

versículo 1. versículo 39. nada há Oculto que não Venha a ser conhecido. Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo como o senhor. Em verdade vos digo: Não tereis percorrido todas as cidades de Israel antes que o filho do homem venha. Jesus Cristo. O discípulo não está acima do mestre nem o servo acima de seu senhor. quanto mais a seus domésticos. — Imitar a Jesus. — 27. 23 ao 27. recebeu do Pai três missões. a ser desempenhada em três fases sucessivas. — 3. — 26. Coloquemo-nos. será pregado de sobre os telhados. melhor. — Fermento dos fariseus. cumprida há dois mil anos e continuada do plano invisível. e o que escutais no ouvido. levan- . LUCAS: capítulo 12º. A primeira. dentro dos aposentos. se for como seu mestre. caracterizando a era espírita. e o que houverdes dito no Ouvido. moral e intelectual da nossa Humanidade e a sua regeneração. — LUCAS. recebeu do Pai uma missão. como servos que somos. — Cego conduzindo outro cego MATEUS: capítulo 10º. diretor. As cidades de Israel. — Predição da revelação nova. à era espírita. às perseguições físicas que se desencadeariam contra os apóstolos e seus continuadores ou imitadores. representam alegoricamente todas as nações da Terra. iniciada com o advento do Espírito da Verdade. mas todo discípulo será perfeito. e a segunda. 12º. Propunha-lhes também esta comparação. LUCAS: capítulo 6. consistiram em preparar e promover o progresso físico do nosso planeta e o progresso físico. — A hipocrisia. Por outro lado. a cuja formação presidiu. encarregado do nosso progresso e de nos conduzir à perfeição. governador e protetor do nosso planeta. Fugir às perseguições. A terceira consistirá em completar a execução dessa obra. 24. aludiam aos tempos da revelação do Espírito da Verdade. — 2. em todos os séculos. O que vos digo nas trevas. 39 ao 40. entrou ele a dizer aos discípulos: Preservai-vos do fermento dos fariseus. que havia de preceder o novo advento do Filho de Deus. — 25. 10º. Se ao pai de família chamaram Belzebu. Assim. o que dissestes nas trevas será dito às claras. à altura moral do nosso senhor e seremos quais o senhor e teremos chegado àculminância da felicidade eterna. de tal sorte que todos uns aos outros se apertavam. Sob todos os demais aspectos. dizei-o vós às claras. porqüanto. Tendo-se reunido grande multidão em torno de Jesus. pregai-o de sobre os telhados. vos perseguirem numa cidade. fugi para outra. (64) Estas outras palavras de Jesus se referiam. versículo 23. que é a hipocrisia. de que fala o texto acima. até a época do advento da liberdade e do livre exame. Pode acaso um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no fosso? — 40. Quando. pois. 1 ao 3 e 6º. Devemos imitar àquele que nos conduz. porém. porqüanto nada de oculto há que não venha a ser revelado e nada secreto que não venha a ser conhecido. especialmente. atenta a profecia da vinda do filho do homem. O discípulo não está acima do seu mestre.187 62 MATEUS. nada oculto a Deus. Não os temais. referiam-se àquela época e ao futuro. ou.

será o escravo. Maior valor só tem o que pratica. como complemento e sanção da Verdade. Aquele que ontem teve saúde. virá Ele colher os frutos do seu trabalho e receber na sua glória aqueles de seus discípulos que bem aproveitado hajam de seus ensinamentos. pois. ou repelir. para mostrá-la sem véu. portanto. enfermo. o idiota. é aquele que não pratica o que prega. A segunda. como Espírito da Verdade. que. pervertendo as massas populares. na condição de Espírito invisível. raquítico. na mesma família. A terceira virá Ele cumpri-la. ou o louco de amanhã. desempenhando entre os homens o seu Messianato e continuou a cumpri-la. porqüanto. O orador de ontem ou de hoje. da reencarnação e. deserdado da natureza. Saiba o homem e jamais o esqueça que o parente de ontem. que se utilizou da sua eloqüência para arrastar homens e povos a erros graves. se é certo que os corpos procedem dos corpos. se apresentam em condições físicas. compreendamos bem e não esqueçamos nunca o princípio fundamental. agindo este sob a sua direção. com o concurso do Espírito Santo (65). O discípulo não está acima do mestre. acolher. duro e arrogante. em toda a majestade da sua pureza perfeita e imaculada. e que. as expiações e as provações. o senhor de ontem. da sua ciência. abusou da sua inteligência. cujo desempenho se verifica presentemente. o mais caro amigo da véspera podem vir a ser e muitas vezes são o estranho. nascidos do mesmo pai e da mesma mãe. Manifestar-se-áentão aos homens em todo o seu poder. iguais são todas as condições sociais. Quer dizer que Ele nos preparou a infância que hoje nos prepara o desenvolvimento da inteligência. característico da maturidade. Todos. circunstância que o tórna mais culpado do que o que se deixa por ele guiar. Ele a cumpre por intermédio dos messias.188 do-nos à perfeição. força e beleza física e de tudo isso abusou. Mister se faz aprendamos. — Aos olhos do Senhor. o desconhecido do dia seguinte. É o que explica por que e como. como tal. doente. O sábio de ontem que. abrindo-nos a era da Revelação Espírita. Mais terá que . falindo em suas provas. a lei de amor. guia de cego. logo. isto é. materialista e orgulhoso. dois filhos. são apropriadas às faltas cometidas nas encarnações precedentes. ou o servo de amanhã. de enviados especiais e missionários. Assim. mesmo tão opostas. será o surdo-mudo do dia seguinte. Cego. A primeira Ele a cumpriu. que ele poderá a todo instante encontrar. será o cego. dentro de mais algum tempo. com humildade. Eterno. o amo não é mais do que o servo. que. tendo por fim a purificação e o progresso do Espírito. encarnados e errantes. será amanhã sofredor. morais e intelectuais tão diversas. natural. com o objetivo de conduzir as gerações humanas ao conhecimento da verdade. nos devemos considerar irmãos e ajudar-nos mutuamente. o objetivo e os efeitos da lei divina e. delinqüiu. por exemplo. pela pluralidade das existências e conformemente ao grau de culpabilidade. o que se dará quando aqueles estiverem capacitados para o receber e para Suportar a verdade na sua integral limpidez. nos tempos preditos. ensinando-lhes todas as coisas e anunciando-lhes as que hão de vir. não menos certo é que eles se formam apropriados às provações e expiações por que o Espírito haja de passar e que a encarnação será no meio e nas condições adequadas a umas e outras. conseguintemente.

em Espiritismo. desenvolvidas com toda a clareza. mediante a assistência dos Espíritos superiores. 9º. sem eiva da hipocrisia com que costuma proceder o farisaísmo de todos os tempos. e grandes são esses esforços. para que de uma vez caia a venda que oculta a tantas inteligências a luz. perseverança e sinceridade. continuar a obra de Jesus. 25. Nada ficará oculto. em vez de os esclarecer. com paciência. 52. teria prejudicado os homens. Nada é oculto a Deus. Hoje. nada permanecerá oculto aos homens. 13º. 8º. 48. Guardai-vos do fermento dos Fariseus. 8º. que vem. 16. . (64) Atos. 6. As verdades. 1. — JOÃO. explicadas. isto é: da sua hipocrisia. 15º. Se pregasse em termos claros e precisos a sua moral sublime. se deve entender por Espírito Santo. de mais em mais alargando o espaço e o futuro aos Espíritos progressistas. 14º. ela se vai espalhando cada vez mais. como foram os despendidos outrora contra a Doutrina que Ele trouxe ao mundo. Se Jesus falava por parábolas. (65) Num dos capítulos anteriores ficou explicado o que. — Por maiores que sejam os esforços dos inimigos da verdade. que os enviados do Senhor revelam ao mundo. para deter os passos à Revelação Nova.189 expiar e. sem as sobrecarregar demasiadamente. portanto. o mesmo já não acontece porque outro é o grau de desenvolvimento das inteligências. É que o homem chegou a um ponto em que o seu saber tem que aumentar com rapidez. era porque preciso se fazia preparar as inteligências. 20. pelo Espírito da Verdade. extraindo-se da letra o espírito. devem ser espalhadas. que sofrer. o que tudo se obterá.

A geena. pois não se compreende que o Espírito. temei sim aquele que pode precipitar tanto o corpo como a alma na geena. filha de Deus. à maneira do Tártaro do paganismo. Nada. onde os culpados eram punidos. quando errante. pois. — LUCAS. Assim o entenderam os que se ativeram à letra. depois disso. mas que não podem matar a alma.190 63 MATEUS. temei. versículo 28. de significação complexa. para inspirar aos homens a confiança sem limites que devem depositar em Deus. caverna que o rei Josias mandara construir em Jerusalém. bem mais valeis do que muitos pássaros. Não temais os que podem matar o corpo. Só temer a Deus. nenhum deles cai na Terra sem ser pela vontade do vosso pai. igualmente. na individualidade e na imortalidade. possa estar sujeito a permanecer indefinidamente num lugar material circunscrito e a ser queimado pelo fogo. LUCAS: capítulo 12º. 4 ao 7. Manifesta. Não temais. para lhes infundir a confiança de que necessitavam. o Espírito culpado passa pelos sofrimentos ou torturas morais apropriados e proporcionados às faltas que haja cometido. 28 ao 31. chama a atenção do homem para a inteligência de que é possuidor e que. cuja natureza íntima ainda desconhecemos. Vou mostrar-vos a quem deveis temer: Temei aquele que. e onde era mantido um fogo contínuo. Não é verdade que dois pássaros se vendem por um asse? (66) Pois. eu vos digo. — 29. Jesus. entretanto. para despejo das imundícies da cidade. Disse-as. E eu vos digo. para. é a erronia de semelhante interpretação. Vê-se. para consumir os detritos ali atirados. 10º. Não temais os que matam o corpo. a Deus tem que voltar. que se trata de uma expressão alegórica. o princípio inteligente. alguns a tomaram por um lugar de suplício. bem mais valeis do que muitos pássaros. tem o poder de lançar na geena. de modo a impressionar fortemente aqueles a quem falava. versículo 4. — 6. é a imensidade onde. (67) Apropriando sempre sua linguagem à época e ao estado das inteligências. ou à maneira da cloaca dos Judeus. portanto. meus amigos: Não temais os que matam o corpo e que. — 31. sem cuja vontade nada sucede MATEUS: capítulo 10º. depois de haver tirado a vida. dotado de individualidade e personalidade. das crenças gregas e romanas. Quanto à geena. sem exceção. Até os cabelos das vossas cabeças estão todos contados. 12º. que olha com vistas paternais para todas as suas criaturas. — 7. as desempenharem com desassombro. Não se vendem cinco pássaros apenas por dois asses? Entretanto. — 30. Até os cabelos das vossas cabeças estão contados. o inferno. livres dos temores que os assaltavam ante as provas e perigos das missões que lhes eram confiadas. portanto. a esse sim. com estas palavras. Jesus dirigia essas palavras a seus discípulos. — 5. temais. afrontando todos os percalços e perigos. bem como dos cadáveres a que negavam sepultura. por um inferno. não há um só deles que Deus tenha esquecido. nada mais tem que fazer. . mas que não podem matar a alma.

Com efeito. — Zacarias. não é mais do que o instrumento das provas necessárias à sua purificação e progresso. nem um só dos nossos mais secretos pensamentos escapam ao Senhor. — Atos. que nunca abandona a qualquer de seus filhos. cuja execução e aplicação o aludido ato provoca. podem apenas destruir esse instrumento. a sua página escriturada com exatidão. (66) 20 centavos. imutáveis e eternas. — 2º Reis. 1º. onde. nem um só ato nosso. pois. isto é. quando muito. como o são. como envoltório do Espírito. chegada que seja a hora da prestação de contas. O que as palavras que estamos apreciando querem dizer é que nada sucede que não tenha sido previsto pela infinita sabedoria do Senhor. 8º. como de fato é. admitidas no sentido literal. porém. porqüanto. — Isaías. no livro da vida. em tal caso. que a bondade infinita de Deus vela incessantemente pelas suas criaturas e faz sentir sobre estas a sua influência. pois que. Todos os cabelos das vossas cabeças estão contados. É igualmente certo. é claro que a criatura nada deve temer dos que. incorrer em falta de que lhe resulte a condenação à geena. para ser responsável. ao passo que deve sempre temer que a parte verdadeiramente importante do seu ser mereça condenada à geena de que acabamos de falar. pela encarnação ou reencarnação. na erraticidade. mas esse ato tem seu princípio de origem e seus corolários regulados pelas leis naturais. Ora. entretanto. conformemente ao uso que o homem faz do seu arbítrio. . 45. por intermédio dos Espíritos bons. elas sustentariam um erro. 34. 3º. preciso se faz que o homem goze de liberdade no seu proceder. 14 e 15. 12. não esquece nenhuma de suas ações boas e não deixa impune nenhuma ação má de modo que. — JOÃO. 8. 27º. tornando o homem sujeito a experimentar as conseqüências do seu procedimento. 14º. Assim. evidente se torna que o homem deve preferir a perda do seu corpo. 13. e onde o corpo que os reveste por si só também é para eles uma geena. 13. — Jeremias. aqueles sofrimentos ou torturas morais. 15º. — 1ª Epístola à Pedro. 11. deixa que os acontecimentos da vida humana sigam seu curso. a qual. — Não devem estas palavras ser tomadas ao pé da letra. 14º. Quer dizer que. 14. sempre que se encontre em risco de.191 Aquele termo abrange também. 7. atendendo a que o corpo. as terras primitivas e todos os mundos inferiores. cada um encontrará. 12. de prova e expiação. 51º. ele é livre de praticar um ato qualquer. Assim sendo. (67) 1º Reis. na sua significação. para o salvar. envolveriam a negação do livre-arbítrio do homem e justificariam o entregar-se ele ao fatalismo. se vêem lançados os Espíritos culpados. auxiliando-as em se forrarem aos efeitos funestos do mau uso do livre-arbítrio de que Ele as dotou. 8. perder o seu Espírito.

que está nos céus. — Não veio trazer a paz e sim o gládio. dos vícios e das paixões que degradam a Humanidade. não vim trazer a paz e sim o gládio. Aquele que me negar diante dos homens. — 52. destinado a fazê-la frutificar e preparar o advento da nova revelação. 10º. doravante. porqüanto. que quereriam permanecer estacionários. praticando a sua moral. Ele veio dar causa a lutas. renega o bom Pastor. — 36. a sogra contra a nora e a nora contra a sogra. dele o filho do homem dará testemunho diante dos anjos de Deus. repudiando-lhe a lei. 32 ao 36. os preconceitos e as tradições sustentados pelos escribas. LUCAS: capítulo 12º. vim trazer a separação. 8 ao 9 e 49 ao 53. praticarem e espalharem pelo exemplo os ensinamentos cuja difusão constituía o objeto da sua missão. versículo 8. que são os do orgulho. seu objetivo era santo. estarão todas divididas. Com efeito. do egoísmo. — 53. se numa casa se encontrarem cinco pessoas. a esse o bom Pastor não o pode receber na categoria dos Espíritos bons. Vim trazer o fogo à Terra. Aquele que. com o trazer ao mundo uma doutrina que saparia os abusos. Todavia. da hipocrisia. pela observância da lei de amor. — 33. — 9. a filha contra a mãe. enquanto não dê testemunho dele. Espíritos atrasados. trazendo aos homens. de sua mãe a filha e de sua sogra a nora. que serão os alicerces da paz universal. também eu o confessarei diante de meu pai. — 34. a fim de aprenderem. a mãe contra a filha.192 64 MATEUS. que seria sancionada com o sacrifício do Gólgota. eu vo-lo digo. para que ao seu derredor se grupassem os homens. E esse fogo Ele o queria bem aceso. também eu o negarei diante de meu pai que está nos céus. lutas a que ainda hoje presenciamos. a fim de que chegue a ser conhecido e até que o seja MATEUS: capítulo 10º. a divisão. Praticar essa moral é estar no carreiro por Ele traçado. esse se afasta da senda da verdade. fariseus e sacerdotes orgulhosos e cúpidos. Tenho que receber um batismo e quão ansioso estou para que ele se cumpra. Mas aquele que me negar diante dos homens será também negado diante dos anjos de Deus. esse progresso. — 51. é certo. vim separar de seu pai o homem. — 35. Não penseis que vim trazer paz à Terra. Ora. é confessá-lo. Pensais que vim trazer a paz à Terra? Não. Aquele que me confessar diante dos homens. (68) Jesus é a personificação da moral sublime que Ele trouxe ao mundo. ao contrário. para a nossa salvação. nem apresentá-lo ao Rei dos reis. se embrenha pelos caminhos tortuosos. eu vos digo que aquele que der testemunho de mim diante dos homens. Ora. pela prática da caridade e da fraternidade. Jesus veio pôr fogo à Terra. LUCAS: capítulo 12º versículo 49. três contra duas e duas contra três. versículo 32. — LUCAS. Jesus veio trazer fogo à Terra. porqüanto. estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai. pois que consistia em substituir a fé cega e falsa. e que é o que quero senão que ele se acenda? — 50. no seio mesmo das famílias. 12º. entre os que desejariam enveredar pela nova estrada e os preguiçosos ou obstinados. ainda muito distante. e o homem terá por Inimigos os de sua própria família. mas que se .

12. 13º. O Espiritismo é Jesus presente de novo entre nós. por arrancar os parasitas que abafam a sua vinda. com ardor. ela a todos igualmente ilumine. impelindo-nos para o progresso e a dar lugar a novas lutas. 2º. 54º. 7º. — Romanos. 2º. Trabalhai. 3º. ajudai os vossos irmãos a chegarem ao ponto em que vos achais. Ele será — o rei da paz. Depois de ter sido até aí — rei da justiça. — 2ª Epístola à Timóteo. 9º. (68) Salmos. — Apocalipse. esclarecei as inteligências obscuras. vendo a luz. — 1º de João. isto é. 28. espíritas. a fim de que todos. 5. 10º. 43. 16. 18. 14. 6. 9. pois. 10º. 19. 10. . — João. 7º. 40º. diz-nos o Senhor pela boca de seus emissários. — Miquéias. sustentai os fracos.193 há de realizar. éEle ainda a influir sobre nós. pela elevação dos bons à posse do reino que lhes está preparado e pela repulsão dos rebeldes e cegos voluntários para as terras em que possam decidir-se a encetar a obra da sua purificação. que somente cessarão quando Ele próprio vier completar a sua obra pela separação do joio e do bom grão. porque essa é a vontade do nosso Pai celestial. Só então a sua missão se tornará de paz.

mostrar-lhe que a vida real é a do Espírito liberto da escravidão da matéria. e aquele que não toma sua cruz e me segue não pode ser meu discípulo. — 26. pelo carinho. — 38. Jesus. Aquele que vem a mim e não odeia a seu pai e a sua mãe. pelo amor paterno e filial. condenou foi o excesso. não pode ser seu discípulo. porém. nem os interesses superiores e a felicidade real de seus outros irmãos em Deus. a qual não tem a significação violenta daquelas outras e carece de equivalente nos modernos idiomas. Jesus veio dar cumprimento ao Decálogo e confirmar as profecias que lhe eram relativas. buscar-lhes o espírito. praticar um ato contrário a esses ensinos não é digno do Mestre. voltando-se para a multidão que o acompanhava. 25 ao 27. importa não esqueçamos que Jesus freqüentemente usava de expressões demasiado fortes. — Paciência e resignação nas provações terrenas MATEUS: capítulo 10º. versículo 25. jamais poderia ter dito o que quer que importasse em condenação do amor da família. É dever do homem consagrar-se à família e preencher para com esta todas as obrigações que lhe impõem as leis divinas. portanto. necessário se faz estudá-los. com relação a esta. aquele que. LUCAS: capítulo 14º. que é o crisol das grandes obras. de modo a lhes alcançar o sentido profundo. Veio congraçar a Humanidade. para cuja compreensão cumpre não constituam obstáculo os termos odiar e aborrecer. e que o Espírito só se depura na adversidade. e aquele que ama a seu filho ou a sua filha mais do que me ama. apreciá-los em conjunto. a seus filhos. Veio. 37 ao 39. Não lhe deve sacrificar o amor ao próximo. isto é. que produzem a concórdia. a seus irmãos. Aquele que não toma sua cruz e me segue não é digno de mim. egoísmo e o egoísmo contravém aos ensinos do Filho de Deus. para agradar a seu pai ou a sua mãe. Essa a lição constante dos versículos acima. 27. Amor da família. disse. — Cumprimento do dever acima de todas as coisas. fazendo-lhe ver que os seus membros devem unir-se pela amizade. a suas Irmãs e até a sua própria vida. Para isso. cuja síntese é a lei do amor. Aquele que ama a seu Pai ou a sua mãe mais do que me ama. 14º. ou a tábua dos preceitos e sentenças do Divino Mestre. não basta ter deles a compreensão literal ou gramatical. não é digno de mim. Não deve. — LUCAS. que em todas as coisas prejudica o ser humano e o transvia.194 65 MATEUS. não pode ser meu discípulo. Assim. Para bem se conhecerem esses preceitos e sentenças. fazer do cumprimento dessas obrigações um culto. porqüanto nenhum desses vocábulos traduz com exatidão a palavra correspondente no texto hebraico. Ele. . purificado. O que. 10º. — 39. versículo 37. Aquele que acha sua vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a encontrará. a sua mulher. enfim. de mim não é digno. como a respeito de tudo mais. pelo afeto. pois que isso seria. Além disso. (69) Os santos Evangelhos são o código. é preciso pesquisar-lhes os fundamentos. para impressionar os Hebreus de então. interpretando-os.

quando sentenciava que quem não tomar a sua para o seguir não pode ser seu discípulo. 32º. reconhecimento. comprometendo. 26 e 27. viessem ou venham a constituir-se continuadores da alta missão em que se investiram os apóstolos e os discípulos imediatos do Cristo. o que falisse à sua missão. 11. falando a seus discípulos. desempenhando a sua missão. aliás. assim. 12º. por isso que mediante elas somente é que o Espírito se depura. no mesmo sentido. pois. para lhes significar que. que. dentre eles. 2ª Epístola à Timóteo. sempre que lhes fosse mister sacrificá-la. 13º. quando as aceita com humildade. 12. nem que o tornasse merecedor de qualquer provação. ao contrário. a única digna de apreço e valiosa. o Senhor lhes recomendava que nenhuma importância dessem à vida do corpo. resignação e. Quanto ao ser a vida do Espírito a Única real e. entretanto. a bem daquela outra. 6. a sua vida espiritual. Dizendo que “aquele que acha a sua vida a perderá e que aquele que perde a vida por sua causa a achará”. conforme o exemplificou Ele que. a prova temo-la em que. até.195 profundamente materializados. para levar a cabo a obra. é a das expiações e das provas necessárias e inevitáveis. nada tinha que expiar. gravemente. 25. o Divino Mestre se dirigia especialmente a seus discípulos. podem e devem considerar-se como dirigidas. aos que posteriormente. para conservar a vida humana. 33º. 12º. 3º. — JOÃO. em todas as épocas. teria a vida eterna. . — Apocalipse. por conseguinte. inocente e imaculado. (69) Deuteronômio. aquele que não recuasse diante da morte e a sofresse. renunciaria ao acabamento da obra. que. 9. era justo. A cruz a que aludia. Tais palavras. Êxodo.

antes que nos arriscarmos a tentativas infrutíferas. 28 ao 33. que não lhes devemos criar uma afeição que nos impeça de dar-lhes a aplicação para que nos foram confiados. devemos desprender-nos dos bens materiais. para percorrê-lo todo. não orça de antemão. aquele dentre vós. 24º. 27. sobretudo em se tratando do caminho do progresso. qual o rei que. mas não pôde acabar? — 31.196 66 LUCAS. (70) 3º Reis. pois. que não renunciar a tudo o que tem. por não a poder acabar. mas. — 29. Examinar antes de obrar. precisamos certificar-nos de que dispomos de uma vontade bastante forte. porque sem ela não há salvação. Em tal caso. versículo 28. até nos fortalecermos bastante. não pode ser meu discípulo. pois. pôr fora os nossos bens. (70) Antes de enveredarmos por um caminho novo. se assim o não fizermos. condição essencial de todo progresso. desejando edificar uma torre. todos os que a vejam entrem a escarnecê-lo. que é a da caridade universal. Para caminharmos pela senda do progresso. de praticarmos a caridade. manda embaixadores. para saber se tem com que terminá-la. que amargos pesares nos trarão. . desde que paremos hesitantes e indecisos. depois de lhe haver lançado as fundações. Assim. 17 e 18. com vagar e calma. o que se dará. quando o inimigo ainda está longe. 5º. isto é. — Não dar apreço aos bens materiais. e lhe apresenta propostas de paz. Qual aquele dentre vós que. se pode marchar com dez mil homens contra o inimigo que vem ao seu encontro com vinte mil? — 32. — 30. — Provérbios. a fim de que. considerando-os simples meio de fazermos o bem e proporcionarmos alívio aos nossos irmãos que sofrem. Ou. — 33. Renunciar a tudo o que possuímos não quer dizer que devamos esbanjar. tendo de entrar em guerra com outro rei. preferível é esperemos. 14º. ficaremos sujeitos a perder o nosso tempo. com vagar e calma. — Não parar na estrada do progresso. senão como meio de fazer caridade LUCAS capítulo 14º. dizendo: Esse homem começou a construir. Se o não pode fazer. não examina antes. a despesa necessária.

a seguinte lição: O bem que fizerdes vos será contado. 18º. só por ser dos meus discípulos. obterá a recompensa reservada ao fiel. As palavras do versículo 40 eram endereçadas aos apóstolos: Aquele que recebe os vossos ensinamentos recebe os meus e quem recebe os meus ensinamentos recebe os daquele que me enviou. e aquele que me recebe recebe o que me enviou. 8 e seguintes. Aquele que vos recebe a mim me recebe. . um copo dágua fria. podem explicar-se como encerrando. — 42. por menos importância que tenha o vosso ato e seja qual for a dos irmãos que aliviardes ou socorrerdes. 4 e seguintes. Quanto às do 42. 10º. MATEUS: capítulo 11.197 67 MATEUS. Aquele que cumpre a lei de amor e de caridade terá sua recompensa MATEUS: capítulo 10º. não perderá sua recompensa. Jesus partiu a ensinar e pregar nas cidades vizinhas. como ensino. dirigidas por Jesus. E todo aquele que der de beber a um destes pequeninos. aos homens de então e do futuro. (71) 3º Reis. e aquele que recebe o justo na qualidade de justo receberá a recompensa do justo. para todos os homens. versículo 40. — 41. 40 ao 42 e 11º. Aquele que recebe o profeta como profeta receberá a recompensa do profeta. As do versículo 41 são simbólicas: Aquele que proceder com louvável intuito será recompensado pela sua intenção. versículo 1. em verdade vos digo. 17º. tendo em vista cumprir a lei de amor e de caridade. 10 e seguintes. 4º. (71) O sentido e o alcance destas palavras. Logo que acabou de dar essas instruções a seus doze discípulos. — 4º Reis. 1. se podem resumir da forma seguinte: Aquele que deposita fé em Deus e procede tendo em vista a vida eterna.

Quando entrardes numa cidade qualquer onde vos acolham. até que a tenhais alcançado”. entretanto. ao dono da seara que mande trabalhadores para ela. o que com essas palavras quis Jesus dizer é o seguinte: “Não deixeis que vos desviem do caminho em que ides. Não saudeis a ninguém pelo caminho. Tinham. 10º. sabei. cabia-lhes ser alimentados. porém. o que fazem os que se dizem ministros do Cristo e sucessores dos apóstolos. a todas as cidades e a todos os lugares aonde ele próprio tinha que ir. — 8. em recompensa do trabalho que executavam. que se restringir ao estritamente necessário. não andeis de casa em casa. — A paz que eles tinham (“a vossa paz”) eram a fé e os conhecimentos que possuíam e que com eles ficavam. ide pelas ruas e dizei: — 11. rogai. para que necessitemos . Todavia. Sob o pretexto de que merecedor do salário é o obreiro. e lhes dizia: A seara na verdade é grande. 1 ao 12 e 16. comei do que se vos apresentar. eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. traficam com as coisas de Deus e procedem como todos vêem. —Comei e bebei do que nela houver: Nem só pelo espírito vive o homem. despreza aquele que me enviou. — 9. 9 e 13 do capítulo 10. precedendo-o. — 10. Aquele que vos escuta a mim me escuta. avançai para a meta. senão. Permanecei na mesma casa: sede perseverantes. — 7. — 4. Permanecei na casa comendo e bebendo do que nela houver. — 12. todavia. voltará para vós. do Evangelho de Mateus. Filhos da paz — a vossa paz (capítulo 10º. a vossa paz ficará com ele. o Senhor escolheu setenta e dois outros discípulos e os enviou dois a dois. que o reino de Deus está próximo. Ao entrardes em qualquer casa. — 5. Missão e instruções dadas aos setenta e dois discípulos LUCAS: capítulo 10º. versículo 6). (72) As instruções por Jesus dadas aos setenta e dois discípulos são idênticas às que deu aos apóstolos. aquele que vos despreza a mim me despreza. — 6. entrando nalguma cidade. versículo 16. Não leveis bolsa. versículo 1. Não é isso. não pareis. — 2. Se aí estiver algum filho da paz. Cumpre-lhe prover às necessidades do corpo. — Por “filhos da paz” designava Jesus os que se mostravam dispostos a enveredar pela nova estrada que os faria adiantar-se em direção ao Senhor. Ide. Como trabalhadores. e o que me despreza. como vimos.198 68 LUCAS. alguns pontos aqui há que reclamam observações especiais. LUCAS: capítulo 10º. que se agarrou aos nossos pés. porqüanto o obreiro é digno do seu salário. dizei primeiramente: Paz a esta casa. Mas se. nem alforje. — 3. Os discípulos davam o alimento do Espírito e recebiam de outros o alimento do corpo. mas poucos são os trabalhadores. — Segundo o espírito. Sacudimos contra vós até a poeira da vossa cidade. não vos receberem. Digo-vos que nesse dia os de Sodoma serão tratados com mais indulgência do que os de tal cidade. nem sandálias e a ninguém saldeis pelo caminho. pois. curai os doentes que ai encontrardes e dizei-lhes: O reino de Deus está próximo de vós. desde que se achassem num meio refratário a aceitá-los. Algum tempo depois. tratando dos versículos.

sem possuir as virtudes que elevam o Espírito e atraem a assistência dos Espíritos superiores. que na Terra só deu exemplos de humildade. guiados e inspirados pelos Espíritos do Senhor. de todas as virtudes que o Mestre exemplificou e que constituíram o patrimônio deles. como não se lhes hão de considerar irônicas as eloqüentes prédicas sobre as virtudes que aconselham. abnegação. a pregar em espírito e verdade e a desenvolver. de humildade e de pobreza. sacerdotes ou leigos. além do necessário. simultaneamente. não deu Jesus esse direito a quem quer que entendesse de exercer. Dando aos discípulos o poder de ligar e desligar. em troca de seus ensinamentos e preces. Aquele que. Não compreenderam. sem nada aceitar. sem levar convosco nem mesmo a poeira que vossos passos levantem. seus ensinamentos. e mesmo receber coisa alguma. bem fará dando outra direção às suas atividades. evitando transformar aquele ministério numa profissão. como procederam e como procedem os pseudo discípulos do Cristo. quando deveriam ser os que lavassem os pés a seus irmãos. o fausto. uma vida de completa abnegação. do amor que o homem deve consagrar e praticar para com os seus irmãos. nem compreendem que a única maneira de que dispõe o homem de erigir para si um trono consiste em viver vida austera e humilde. Jesus lhes recomendou. fez-se-lhes ouvir a palavra de paz e taparam os ouvidos. nem de dois pares de sandálias. procura o luxo. aos que. a voluptuosidade. Aquele que vos escuta a mim me escuta. renunciam à herança da humildade. da pobreza. esforçando-se por imitar os apóstolos e os discípulos do Cristo de Deus. não é e não pode ser discípulo do Mestre. dedicação e caridade. de inteiro esquecimento de si mesmos. Entretanto. imitando os de outrora e os apóstolos. novos discípulos de Jesus. os que lhe pratiquem sinceramente as lições e os exemplos. são chamados a divulgar a Nova Revelação.199 indicá-lo aqui mais uma vez. — Estas palavras. Sacudi a poeira dos vossos pés: — Afastai-vos. constantes no versículo 16. de lado os abusos. etc. a lei do Cristo. Proibiu-lhes cogitar do bem-estar material. Aquele que não se sinta disposto a uma vida de abnegação. Elas se aplicam. enfim. Prescreveu-lhes. que se não munissem de duas túnicas. sua moral. por isso que se lhes mostrou a luz e fecharam os olhos. desinteresse. isto é. os que se dizem sucessores dos apóstolos? Ao mesmo tempo que se apregoam herdeiros dos poderes conferidos a estes. igualmente. dos que vos repelirem. só as podem aplicar a si os que. porém. judeus ou gentios. Eles serão tratados mais rigorosamente do que os de Sodoma e Gomorra. oferecem o pé a beijar aos que se lhes aproximam do trono rebrilhante de pedrarias. Cada um responderá pelos seus . Diante do que fazem e da maneira por que vivem os ministros da Igreja de Roma. Cercados de luxo e fausto. de acordo com essa Revelação. mas que não exemplificam? Deixemos. Como poderão considerar-se discípulos de Jesus e sucessores dos Apóstolos os que recebem dinheiro em paga das preces que fazem? Enviando os discípulos que escolhera para transmissores da sua palavra. sigam as pegadas do Mestre divino. do capítulo 10º de LUCAS. com autoridade para abençoar ou reprovar. sem preencher as condições a isso essenciais. o bem-estar material.

29. 1. 6. Cuidemos nós. 5º. 3º. . 23. pelo cumprimento exato dos nossos deveres. no propósito único de impulsionar o progresso da Humanidade. 10º. 18º. de nos impormos ao respeito de todos. pela observância dos ensinamentos do Mestre. — 4º Reis. 13º. — 2º Tessalonicenses. 4º. 8. pela confiança que inspire a nossa sinceridade. — 1º Tessalonicenses. — 1ª Epístola aos Coríntios. (72) JOÃO. 51.200 atos. 27. os espíritas. 4º. — Atos. pela austeridade do nosso caráter.

dizendo: Senhor. Vedes que vos dei o poder de esmagar as serpentes. Rejubilemo-nos. não lançarão seus dardos contra nós. 9º. 9. nossa única ambição devem consistir em ganharmos a recompensa prometida. Os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria. 1. 68º. Jesus lhes falava. 3. — Salmos. — Apocalipse. E Jesus lhes disse: Eu via Satanás caindo do céu como relâmpago. 1. — JOÃO. até os demônios se nos submetem em teu nome. Toda vez que tentarmos combater o mal sob qualquer forma que se apresente. 4º. Jamais nos orgulhemos do que o Senhor permita que façamos. 32º. 12º. porqüanto também são designados a trabalhar na obra e conseguirão tudo o que tentarem fazer em seu nome. mas não tiremos daí nenhum motivo de vaidade. o mal se precipitará nos abismos insondáveis e sua queda servirá para nos esclarecer. como sempre. 8. mas ao fim da qual entrevejamos o progresso da Humanidade. — Seus nomes escritos nos céus LUCAS: capítulo 10º. 12º. difícil. 17 ao 20. 32 e 33. 29. o bem dos nossos irmãos. O Senhor protege os que trabalham com zelo na obra de que os encarregou. 12º. O Mestre paga sempre ao trabalhador na razão do seu trabalho. com o fim exclusivo de impulsionar o progresso da Humanidade. 3. mas tendo em vista o progresso e o amor universal. 4º. caminhemos desassombradamente. . alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus. versículo 17. Nosso objetivo. 10º. Contudo. Sempre que nos aventurarmos por uma estrada desconhecida. não vos alegreis por vos estarem os espíritos submetidos. se virmos que nossas obras nos autorizam a esperá-la. — 19. Esmagá-los-emos com os pés e eles se ocultarão envergonhados da derrota. os escorpiões e todo o poder do inimigo. figuradamente. 31 — Filipenses.201 69 LUCAS. — 20. Regresso dos setenta e dois discípulos. portanto. pois seus nomes estão escritos no “céu”. (73) Dizendo aos discípulos que via Satanás cair do céu qual relâmpago. Idêntica à dos discípulos deve ser a alegria dos espíritas. nada vos causará dano. Os que caminham sinceramente nas sendas do Senhor podem rejubilar-se. — Isaías. Os répteis venenosos que se ocultem por onde passemos não levantarão as cabeças malfazejas. com confiança e sinceridade. (73) Êxodo. — Daniel. — 18.

2º. 35º. do que lhe acolhe os preceitos e os põe em prática. os coxos caminham. e lhe dissessem: És aquele que tem de vir ou esperamos outro? — 4. que os mortos ressuscitam. 8. Bem-aventurado o que não se houver escandalizado de mim. disse: Ide narrar a João o que vistes e ouvistes: que os cegos vêem. o repele. 2º. 4 e 5. Os discípulos de João lhe referiram todas as coisas que Jesus fazia. porém. para verificarem se se não tratava de algum hábil impostor. E João chamou dois deles e os mandou a Jesus para lhe perguntarem: És aquele que tem de vir ou é outro o que esperamos? 20. 2 ao 6. 23. pobres são todos os que. LUCAS: capítulo 7º. para lhe comprovar a identidade. 61º. 9º. (74) Gênese. — 19. Jesus lhes respondeu: Ide contar a João o que vistes e ouvistes. Em seguida. os mortos ressuscitam. — Apocalipse. 24. 55. 7º. versículo 2. — Timóteo. João. 18 ao 23 Discípulos de João mandados por este a Jesus MATEUS: capítulo 11º. Quanto aos chamados “milagres” que Jesus praticou em presença dos discípulos de João. Os cegos vêem. 10. — 23. os leprosos são curados. Tendo. 14. eram os que de ninguém mereciam atenção alguma. — Daniel. Todo aquele que não aceita a moral do Cristo. portanto. desprezados. que os surdos ouvem. — JOÃO. Feliz. — LUCAS. porque progride e não tem que temer uma repulsa.202 70 MATEUS. — 5. 18. na prisão. 5º. Esses homens. sabido das obras do Cristo. 6º. 17. 16. 29º. — 1ª Epístola à Pedro. 3º. — Isaías. que João mandou seus emissários ao Cristo. Jesus curou muitas pessoas de enfermidade e chagas e dos maus espíritos e restituiu a vista a muitos cegos. — Números. 22º. 32. Enviou-lhe pôr isso dois de seus discípulos. Foi. a quem o divino Mestre se referia. respondendo aos discípulos de João. . E bemaventurado aquele que não se houver escandalizado de mim. que o Evangelho é pregado aos pobres. Os pobres. os surdos ouvem. encontrando Jesus. 2. falando mais para aquela época do que para o futuro. De modo geral. 24º. que os coxos caminham. — 6. — Romanos. 1. 27. 11º. (74) A fama levara a João o rumor dos atos de Jesus. não tinha certeza de que Jesus fosse quem devia ser. — Salmos. O Precursor queria certificar-se de que Jesus era realmente aquele cuja vinda ele anunciara. já sabemos como Ele os operava. o Evangelho é pregado aos pobres. eram os que se viam abandonados. — 22. pois. versículo 18. 49º. se dispõem a ouvi-la. 21º. que os leprosos estão curados. 9º. 2º. 8º. 36. João mandou que dois de seus discípulos fossem ter com Ele — 3. 14. Nesse mesmo instante. sentindo a necessidade de enriquecer-se com a palavra evangélica. lhe disseram: João Batista nos mandou aqui para te perguntarmos se és aquele que tem de vir ou se é outro o que esperamos? — 21.

203

71 MATEUS, 11º, 7 ao 15. — LUCAS, 7º, 24 ao 30 e 16º, 16. João, precursor, e Jesus. — Pedra fundamental do edifício da regeneração. — Missão nova e futura de João
MATEUS: capítulo 11º, versículo 7. Logo que eles se foram embora, começou Jesus a falar de João ao povo nestes termos: Que é o que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? — 8. Que é, pergunto, o que fostes ver? Um homem vestido de finas roupas? Sabeis que na casa dos reis é que vivem os que se vestem assim. — 9. Que é então o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vo-lo digo, e mais que profeta; — 10, porqüanto dele é que está escrito: “Eis que envio, na tua frente, o meu anjo, que te preparará o caminho”. — 11. Em verdade vos digo: Nenhum dentre quantos hão nascido de mulher foi maior do que João Batista, mas aquele que for o menor no reino dos céus é maior do que ele. — 12. Desde os dias de João Batista até o presente o reino dos céus sofre violência e os violentos o arrebatam; 13, pois, até João, todos os profetas e a lei profetizaram; — 14, e, se quiserdes, compreendei: ele é o Elias que há de vir. — 15. Ouçam os que têm ouvidos de ouvir. LUCAS: capítulo 7º, versículo 24. Logo que se foram os mensageiros de João, entrou Jesus a falar deste à turba: Que é o que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? — 25. Que é, pergunto, o que fostes ver? Um homem vestido de finas roupas? Sabeis que nas casas dos reis é que se encontram os que se vestem magnificamente e vivem nas delícias. — 26. Que é, então, O que fostes ver? Um profeta? Sim, certamente, eu vo-lo digo, e mais que profeta; — 27, porqüanto, dele é que está escrito: Eis que envio, na tua frente, o meu anjo, que te preparará o caminho adiante de ti. — 28. Pelo que, eu vos digo que, dentre os que hão nascido de mulher, nenhum ainda houve maior do que João Batista; mas aquele que for o menor no reino de Deus é maior do que ele. — 29. E todo o povo e os publicanos que o ouviram se submeteram aos desígnios de Deus recebendo de João o batismo. — 30. Mas os fariseus e os doutores da lei desprezaram os desígnios de Deus para com eles, não se fazendo batizar por João. LUCAS: capítulo 16, versículo 16. A lei e os profetas duraram até João; a partir daí, o reino de Deus é pregado aos homens e cada um lhe faz violência. (75) Falando de João nesses termos, Jesus dava testemunho da missão que o Precursor viera desempenhar, assim como anunciava a nova e futura missão que ele desempenhará, e lançava a pedra fundamental em que assentaria o edifício da regeneração, edifício que se vai erguendo, embora lentamente. A época do aparecimento de Jesus na Terra, sob a forma corporal humana, nos é indicada como básica do progresso que ‘nas idéias se havia de produzir. Elas, de fato, se elevaram, fracamente é certo, mas o bastante para se despojarem do envoltório material que as constrangia e tendem, cada vez mais, a se elevar para as regiões espirituais. Pois bem, para o acabamento dessa empresa, para a continuação da obra de Jesus, é que trabalham os Espíritos elevados, sob as vistas e a direção do Mestre.

204 MATEUS, versículos 9 e 10. — LUCAS, versículos 26 e 27. — Exprimindose dessa forma, Jesus testificava que o Espírito de João já atingira um grau de elevação muito mais alto do que os dos profetas. Comparava estes últimos, nas diversas épocas em que apareceram, com Elias reencarnado como Precursor, para, apontando a extensa linha de progresso que fora percorrida, mostrar que o Elias de então já era muito mais do que o Elias dos Hebreus. Podemos, em conseqüência, imaginar qual será a grandeza desse Espírito, do ponto de vista do poder e da ciência, quando desempenhar a sua missão espírita, assinalando com essa missão a sua nova passagem pela Terra. Referimo-nos ao seu progresso em ciência universal, que é, conforme se sabe, indefinido e não limitado, como o progresso moral, cujo limite o Espírito atinge no seio de Deus, alcançando a perfeição moral. MATEUS, versículo 11. — LUCAS, versículo 28. — O pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, ao declarar que, dentre os varões nascidos de mulher, João era o que mais alto se achava colocado, espiritualmente falando, foi, em primeiro lugar, fazer sentir, embora deixando velada pela letra essa verdade, que Ele, Jesus, não nascera de mulher. Em segundo lugar, quis revelar a existência de outros Cristos, isto é, de outros Espíritos que, havendo percorrido sempre, sem desvios, a linha reta do progresso, chegaram à suprema pureza, sem terem necessidade de descer ao ventre da mulher, a fim de passarem por provações, a fim de provarem a morte, segundo a sua própria linguagem. A esses Espíritos é que o divino Mestre comparava o de João, para afirmar que, mau grado à extraordinária elevação deste, ele era menor do que o mais pequenino no reino dos céus. Vê-se assim que do fato de se achar encarnado o seu Espírito é que Jesus tirava fundamento para a afirmativa que fez, porqüanto esse fato constituía a prova formal de que aquele Espírito ainda não galgara os cumes supremos da pureza, visto que os que a tais altitudes chegam ficam, em absoluto, excluídos da ação da lei das encarnações e reencarnações, que é o que já se verificara com Jesus, antes mesmo que o nosso mundo se formasse. Sofrendo, como estava, os efeitos dessa lei, a João se lhe velara o passado. Tal qual sucede a todos os encarnados, ele esquecera suas anteriores existências, como era necessário, pois, a não ser assim, nenhum mérito lhe adviria do desempenho da missão de Precursor, se sempre tivesse diante dos olhos tudo quanto fizera como Elias, o profeta; se a todos os momentos pudesse apreciar os feitos do venerando legislador, de cujas mãos recebera o povo hebreu as tábuas da lei, o Decálogo. O Elias que tinha de vir veio, de fato, na pessoa de João que, concluída na Terra a sua missão de Precursor, continuou e continua a desempenhá-la na espiritualidade, trabalhando para que progridam o planeta terreno e a sua Humanidade, preparando o novo advento de Jesus, como Espírito da Verdade, como complemento e sanção da verdade. E, ao abrir-se, como agora se abre, a era nunciativa desse advento, a era espírita, ele novamente clama ao povo, a todo o povo da Terra, aos publicanos, aos escribas, aos fariseus e aos doutores da lei em nossos dias: Fazei penitência, arrependei-vos, arrependeivos, que se aproxima a hora do julgamento, pois que a morte, de um instante para outro, VOS pode surpreender e entregar os vossos Espíritos culpados à expiação na erraticidade e, depois, às aflições e angústias das reencarnações. Purifiquemo-nos, para sermos recebidos na morada celeste, onde só têm entrada os eleitos, isto é, os puros, condição a que todos havemos de chegar,

205 visto que para o Senhor não há eleitos, nem réprobos, segundo as falsas interpretações humanas. Só, porém, os que se tornam puros podem acercar-se do centro da Onipotência. Notemos que, confirmando ser João a reencarnação do Espírito Elias, o divino Mestre não disse: “João é o Elias que havia de vir”, mas: João é o Elias que há de vir”. Assim, além de confirmar a presença de Elias entre os homens na pessoa de João, anunciou o seu futuro reaparecimento na Terra, sempre como Precursor. Trará então, por missão especial, o alargamento do círculo das idéias e conhecimentos humanos, o fortalecimento do amor universal e, portanto, da caridade e da fraternidade que lhe são conseqüentes. A partir de João, o reino de Deus é pregado aos homens e cada um lhe faz violência. É figurada esta linguagem, significando que ninguém se aplica a fazer o que deve, para alcançar o reino de Deus, para realizá-lo em sua alma, que é o meio de chegar a ele, conforme ensinou Jesus. Cada um procura criar para si um reino da Terra, caracterizado por honras extraordinárias e imenso poderio, e tenta violentar a entrada do reino de Deus, por meio da hipocrisia, ou do anátema. (75) Malaquias, 3º, 1; 4º, 5 e 6. — Apocalipse, 2º, 7.

206

72 MATEUS, 11º, 16 ao 19. — LUCAS, 7º, 31 ao 35. João e Jesus incompreendidos pelos Hebreus, João e Jesus compreendidos hoje pelos que são os filhos do Senhor
MATEUS: capítulo 11º, versículo 16. Com que compararei esta geração? Ela se assemelha a crianças que, assentadas na praça pública e aos gritos, — 17, dizem aos seus companheiros: Tocamos flauta para vós outros e não dançastes; lamentamo-nos e não chorastes. — 18. Veio João e, porque não come, nem bebe, dizem: Está possesso do demônio. — 19. O filho do homem veio e, porque come e bebe, dizem: “Aí está um comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores”. Mas a sabedoria é justificada pelos seus filhos. LUCAS: capítulo 7º, versículo 31. Disse o Senhor: Com que compararei os homens desta geração? A quem se assemelham? — 32. Assemelham-se a meninos que, sentados na praça pública e falando uns para os outros, dizem: Tocamos flauta para vós e não dançastes; entoamos lamentações e não chorastes. — 33. João Batista veio e, porque não come nem bebe vinho, dizeis: Está possesso do demônio. — 34. O filho do homem veio, come e bebe e dizeis: É um comilão e beberraz, amigo dos publicanos e dos pecadores. — 35. Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos. Usando, mais uma vez, de linguagem apropriada àcapacidade intelectual dos que o ouviam, Jesus, por essas palavras, mostrava aos homens que suas inteligências rebeldes recusavam todos os testemunhos da verdade, quaisquer que fossem, propensos sempre a procurarem, no que observavam, uma razão de ser estranha à bondade de Deus, não se rendendo nem mesmo à evidência. Mas, a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos. — Quer isto dizer que um dia os homens haviam de compreender tudo aquilo a cuja compreensão obstava o atraso deles na senda do desenvolvimento e do progresso. É assim que, de fato, hoje compreendemos. São filhos de Jesus os que se tornaram capazes de apreender as verdades que, quando cegos, negaram e que ainda são negadas pelos que continuam cegos. Para bem cumprir a missão que lhe fora confiada, João adotara uma vida de austeridade extrema, de abstinência e insulamento, com o que dava, como Precursor, o ensino e o exemplo da penitência que viera pregar e que tinha por emblema, por símbolo, o batismo às margens do Jordão, sendo a sua palavra o meio de os homens se prepararem para entrar no caminho que leva ao Senhor. Surpreendidos com aquela existência excepcional e não a podendo compreender, seus contemporâneos o tinham por vítima de uma obsessão. Jesus, contrariamente, vivia entre os homens, a fim de lhes mostrar o que é praticar o amor e a caridade, a fim de vulgarizar, por assim dizer, todas as virtudes que pregava e de que era modelo, tornando-as compreensíveis. Para esse efeito, comia à mesa do pobre, passava a noite sob o teto do publicano, embarcava com os pescadores, oferecendo desse modo edificantes exemplos aos orgulhosos, que, entretanto, por isso mesmo que o eram, o acusavam de se comprazer nos centros abjetos da sociedade de então.

207 Jesus, em suma, veio, como bem já o compreendemos, curar os enfermos, da alma principalmente, salvar os que se achavam perdidos, encorajar os desesperados. Mas, sabendo que assim foi e é, já teremos aproveitado dos seus exemplos, já estaremos dispostos a pô-los em prática, a nos engrandecermos vencendo pela caridade, pelo amor, pela humildade, o oceano de lama que a todo momento ameaça tragar-nos? Sigamos todos nós, homens da Terra, e, principalmente, os que somos espíritas, o exemplo de Jesus, sem nos preocuparmos com as opiniões e os conceitos dos escribas e fariseus de hoje, os orgulhosos da nossa época. Entremos desassombrados na choupana do pobre e vamos comer com os desgraçados, com os réprobos do mundo; levemos-lhes o que pudermos desse alimento que os sustentará pelos séculos em fora: o pão da vida, que nutre a alma, clareia a inteligência e purifica o coração!

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73 LUCAS, 7º, 36 ao 50. Pecadora que banha de lágrimas os pés de Jesus e os enxuga com seus cabelos, derramando bálsamo sobre eles
LUCAS: capítulo 7º, versículo 36. Tendo-lhe um fariseu pedido que em sua casa fosse comer, Jesus entrou na casa do fariseu e tomou lugar à sua mesa. — 37. Logo uma pecadora da cidade, sabendo que Jesus estava à mesa em casa desse fariseu, aí veio ter trazendo um vaso de alabastro cheio de bálsamo; — 38, e, colocando-se por trás dele, se pôs a banhar-lhe de lágrimas os pés, a enxugá-los com os cabelos, ao mesmo tempo que os beijava e os ungia com o bálsamo. — 39. Vendo isso, o fariseu que o convidara disse de si para si: Se este homem fora profeta, saberia quem é esta mulher que o toca, que é uma pecadora. — 40, Jesus então lhe disse: Simão, tenho alguma coisa a te dizer. Ao que ele respondeu: Mestre, fala. — 41. Um credor, disse Jesus, tinha dois devedores; um lhe devia quinhentos denários e o outro cinqüenta. 42 Como não tivessem com que pagar, o credor perdoou as dividas a ambos. Qual dos dois, em conseqüência, mais o estimará? — 43. Simão respondeu: Creio que aquele a quem ele mais perdoou. Jesus lhe retrucou: Julgaste bem. — 44. E, voltando-se para a mulher, disse ainda a Simão: Vês esta mulher? Entrei na tua casa, não me deste água para lavar os pés, enquanto que ela, ao contrário, mos banhou com suas lágrimas e os enxugou com seus cabelos. — 45. Não me deste ósculo e ela, desde que entrou, não cessa de me beijar os pés. — 46. Não me ungiste com bálsamo a cabeça, ao passo que ela me unge com bálsamo os pés. — 47. Eis te declaro que muitos pecados lhe são perdoados, pois que ela muito amou. Aquele a quem menos se perdoa menos ama. — 48. E disse à. mulher: Teus pecados te são perdoados. — 49. Os que com ele estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa os pecados? — 50. Jesus disse ainda à mulher: Tua fé te salvou; vai em paz. O fato referido nestes versículos constitui um exemplo da influência que o arrependimento tem sobre os destinos do homem. Por isso é que repetidamente se nos diz que nos arrependamos de nossos pecados, se queremos salvar-nos, que se nos aconselha a penitência. Maria, a Madalena, a pecadora de Magdala, obteve o perdão de suas culpas, não por haver banhado os pés de Jesus com bálsamo e com lágrimas, mas porque esse ato foi a conseqüência do pesar profundo que lhe causavam suas faltas, do arrependimento sincero de que se achava possuida e por serem imensas sua fé e sua esperança naquele diante do qual se prosternava. Mulher de costumes livres, vaidosa da sua beleza, não hesitou, uma vez tocada de viva mágoa dos seus erros, em se humilhar, enxugando com os cabelos aqueles pés que o seu arrependimento inundava de lágrimas, em sacrificar a esse arrependimento os perfumes que serviam para mais sedutora torná-la e que se santificavam ao contacto com o Santo dos Santos. Foi o testemunho mais alto e mais eloqüente que ela podia dar, aos homens, porqüanto Jesus lhe perscrutava os arcanos do coração, de renunciar ao seu passado de desordens e foi, ao mesmo tempo, a mais positiva promessa, que podia fazer, de reparação no futuro.

209 Longe de a censurarmos, imitemos todos, todos, a Madalena, prostrandonos aos pés de Jesus e derramando-lhe na fronte os inebriantes perfumes que nos perdem. Façamo-lo, e de sua boca ouviremos palavras de paz, de consolação e de amor, pois que a Ele e só a Ele deu o Pai onipotente o poder de ligar e desligar na Terra e no céu, poder que os apóstolos também exerciam sob a sua obediência, e inspirados e guiados pelos Espíritos superiores. Duas circunstâncias devemos assinalar, no caso de Maria Madalena, porque explicam o procedimento que teve Jesus e servem para nossa orientação. Em primeiro lugar, conquanto fosse mulher de vida dissoluta, possuía um coração compassivo, sensível à miséria de seus semelhantes. Era de natureza fraca e impressionável, donde as suas quedas; porém, era a sua caridade tão grande, que jamais um infortúnio apelara em vão para a sua piedade, que jamais um desgraçado lhe batera a porta e não encontrasse a compaixão e o devotamento, levado este até à abnegação. Essa a razão por que Jesus pôde dizer ao fariseu, que o convidara para a sua mesa com o intuito de descobrir nele algum ponto vulnerável, tanto que facilitara à pecadora entrar-lhe em casa: “Eis te declaro que muitos pecados lhe são perdoados, porque ela muito amou”. O amor de que Ele falava era o amor considerado do ponto de vista da caridade, do desprendimento, da piedade. Em segundo lugar, a fé que Jesus inspirou a Maria Madalena foi que lhe abriu os olhos para o próprio proceder e a levou a se arrepender profundamente deste. A comparação entre a vida sem mácula do Mestre e os inumeráveis excessos da sua vida de pecadora foi o que a impressionou e impeliu a vir, cheia de arrependimento sincero, rogar, em preces fervorosas, prostrada aos pés daquele a quem considerava um enviado celeste, o perdão de suas faltas. Jesus, que lhe lia no fundo da alma a disposição de não mais falir, de se regenerar, lhe concedeu a graça suplicada, graça cuja obtenção, aliás, está ao alcance de qualquer pecador, desde que vivo seja o seu remorso e verdadeiro o seu arrependimento, como os tinham aquela pecadora; porqüanto a graça não é o que a Igreja humana forjou. A graça, o mesmo que o perdão, de que já tratamos longamente (76), tem por efeito abrir ao culpado as vias da reparação, que então lhe não é duramente imposta, como sucede nos casos de culpados endurecidos, mas facultada de maneira a ser feita com felicidade, com alegria, visando sempre o pecador efetuar o progresso que deixara de realizar e entrar de novo em graça perante o amor do Pai. Assim foi que o fariseu Simão, que pretendera armar a Jesus uma cilada, a fim de o apanhar em falta, lhe proporcionou ensejo para uma lição edificantíssima, adequada àquela época e ao futuro. Submissamente imploremos ao Espírito ora purificado Maria Madalena (77) que por nós interceda junto ao Nosso Divino Mestre e Senhor, para que também saibamos arrepender-nos e merecer-lhe o perdão que nos salvará. (76) Veja-se o capitulo — Fazer penitência. (77) Explanando o caso de Maria Madalena, o autor destas “Elucidações Evangélicas” o dá como sendo Maria de Betânia, irmã de Marta e de Lázaro, a qual, durante uma ceia a que Jesus esteve presente nessa aldeia, seis dias antes da Páscoa, também lhe ungiu os pés com perfumes e os enxugou com os próprios cabelos, segundo referem os Evangelhos

210 de Mateus (capítulo 26º, versículos 1 ao 13), de Marcos (capítulo 14º, versículos 1 ao 9) e de João (capítulo 12º, versículos 1 ao 8.) Parecendo-nos manifesta aí a confusão, que, aliás, outros comentadores das letras evangélicas têm feito, de dois episódios diversos, ocorridos em ocasiões diferentes, um quando Jesus principiava a desempenhar a sua missão, o outro quando já esta se aproximava de seu termo, diversidade que se patenteia não só das palavras que a propósito de cada um proferiu o divino Mestre, como dos comentários que a um e outro fizeram os Evangelistas na obra “Revelação da Revelação”, em que esta se baseia, suprimimos, neste passo, todas as referências a Maria de Betãnia, cujo ato, semelhante ao da Madalena, é estudado adiante, a propósito dos versículos 1 à 13 do capítulo 26º de MATEUS e dos versículos 1 à 9 do capítulo 14º de MARCOS. Ainda duas outras circunstâncias nos induziram a levar a efeito essa supressão, que nos julgamos no dever de assinalar, como revisor da presente obra. A primeira é que, nela, quando se comenta o episódio em que foi protagonista a irmã de Marta e de Lázaro, nenhuma alusão há ao de Maria Madalena, como seria natural e lógico que houvesse, desde que de um só fato se tratasse, já considerado anteriormente, e não de dois. A segunda é que Bittencourt Sampaio, em a sua Divina Epopéia, nas “Notas ao Canto 12º”, páginas. 417, in fine, e 418, depois de mostrar que os episódios são diversos, conclui, dizendo: “Não se confunda, pois, a ação praticada por Maria, irmã de Marta e de Lázaro, com o que fizera a pecadora em casa do fariseu, numa cidade da Galiléia, no começo da missão de Jesus”. — (Nota do revisor, Dr. Guillon Ribeiro, por ocasião da segunda edição desta obra.)

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74 MATEUS, 11º, 20-24. LUCAS, 10º, 13-15. Cidades impenitentes
MATEUS: capítulo 11º, versículo 20. Começou ele então a exprobrar as cidades onde realizara tantos milagres o não terem feito penitência. — 21. Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! pois que, se os prodígios operados dentro de vós o tivessem sido em Tiro e em Sidônia, elas teriam feito penitência em cilícios e em cinza. — 22. Eis por que vos digo que, no dia do juízo, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos rigor do que vós. — 23. E tu, Cafarnaum, porventura te elevarás até ao céu? Serás abatida até ao inferno, porqüanto, se os milagres operados dentro dos teus muros o tivessem sido em Sodoma, talvez que esta ainda hoje subsistisse. — 24. Eis por que te digo que no dia do juizo a Terra de Sodoma será tratada com menos rigor do que tu. LUCAS: capítulo 10º, versículo 13. Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! pois que, se os prodígios operados dentro de vós o tivessem sido outrora em Tiro e em Sidônia, elas teriam feito penitência nos cilícios e nas cinzas. — 14. Eis por que, no dia do juízo, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos rigor do que vós. — 15. E tu. Cafarnaum, que te elevaste até ao céu, tu submergirás até ao inferno. (78) Estas palavras de Jesus se referem ao estado dos Espíritos encarnados naquela época. No que Ele diz de Tiro e Sidônia, há imagens materiais apropriadas aos homens de então. Penitência significa arrependimento (79). A penitência do Espírito consiste no pungente remorso de suas faltas e na expiação que se lhe segue; tudo, porém, do ponto de vista moral e não como o entendia a gente daqueles tempos, que só admitia a reparação material. Quanto ao deverem ser tratados com menor rigor os de Tiro e Sidônia, do que os de Corozaim e Betsaida, e os de Sodoma menos rigorosamente do que os de Cafarnaum, é porque estes, como os de Corozaim e Betsaida, foram testemunhas dos milagres e, por orgulho, tudo haviam rejeitado, tinham fechado os olhos à luz, tornando-se, portanto, mais criminosos do que os de Sodoma que, atacados, pela sua materialidade, no lodaçal das paixões vis, talvez destas se houvessem libertado, se ouvissem a palavra do Mestre e presenciassem os “milagres” por Ele operados. Fazendo essa distinção, queria Jesus que os homens compreendessem que, de todos os crimes passíveis de castigo, os mais graves são os que a inteligência comete, que os mais rigorosamente puníveis, dentre os que resultam dos arrasamentos da matéria, são aqueles de que o Espírito conscientemente participa. O inferno, como já vimos, é a consciência do culpado e o lugar onde ele sofre a expiação de seus crimes, qualquer que seja esse lugar. Onde quer que o Espírito se acha presa de contínuas torturas, quer encarnado, quer desencarnado, é o seu Inferno, termo de que Jesus usava alegoricamente. Igualmente alegóricas, figuradas, são as palavras — dia do juízo. Não significam que haja, como o entende a Igreja, um “juízo final”, a que todos os defuntos comparecerão. Os Espíritos que encarnados habitaram Tiro e Sidônia, Corozaim e Betsaida, Cafarnaum e Sodoma, bem como todos os Espíritos culpados que têm vivido na Terra, desde que o homem aí apareceu, hão

mediante nova encarnação. — Lamentações. a universal Igreja Cristã. 13. entretanto. 51º. 53. resultará de nenhum abalo violento. (79) Veja-se o que foi escrito acerca do “arrependimento”. que é o da própria consciência. mas de um progresso contínuo. para esses sucessivos julgamentos e condenações a que se encontram sujeitos os Espíritos que na Terra encarnam. Com efeito. a fim de que mais depressa elas se renovem e a obra de purificação se ultime. para mostrar a verdade sem véu aos que. só permanecendo na Terra os que houverem alcançado um grau de aperfeiçoamento que lhes permita continuar aí. Esse. 3º. — Ezequiel. — Jeremias. ao termo de cada existência planetária. Deduz-se. em páginas anteriores. esse afastamento dos rebeldes se efetuará gradualmente. 5. é que Jesus aparecerá. à medida que eles se forem tornando incompatíveis com o aperfeiçoamento físico do planeta e o aperfeiçoamento moral da maioria dos que o habitem. constituem os meios de operar-se a transformação física do nosso mundo. influenciados pelas falsas interpretações próprias do reinado da letra. conseqüentemente. Porém. que a renovação ou transformação do planeta em que habitamos não. o juízo final. a culminar na pureza perfeita. chegados que sejam os últimos dias da era material para a Humanidade terrena. . 14º. e para os conduzir ao foco da onipotência e dar-lhes a conhecer o Pai. Todos esses fenômenos. voluntariamente submissos à lei do progresso. ainda não puderam compreender. em seguida. cada uma de tais calamidades abrirá nas fileiras desses Espíritos grandes claros. — Apocalipse. os que se conservarem rebeldes serão degredados para mundos inferiores. da sua pureza perfeita e imaculada. da única Igreja existente. como Ele próprio o predisse. 2º. sucessivamente. 1. — Jonas. se achem aptos a entrar numa fase de contínua e cada vez mais rápida evolução moral. depois da morte. 2º. que os homens. 26º. Assim é que a Humanidade se irá depurando também de modo gradual. Um termo. em espírito e verdade. na erraticidade. avançando pela senda do progresso. pelo julgamento. o que Significa que será quase imperceptível para nós.212 passado. 20. haverá. No período final dessa transformação. a expiação correspondente às faltas cometidas e. isto é. do que fica dito sobre a maneira por que a Humanidade se depurará. quando a Terra estiver prestes a passar ao estado fluídico puro e ao de puros Espíritos os que componham a Humanidade terrena. sofrendo. então. a que chamamos calamidades e que cada vez mais freqüentes e multiplicados se vão tornando. da sua glória. até que só a componham Espíritos que. serão todos membros da sua Igreja. Em chegando a época em que os que se tenham mantido rebeldes devam ser dele afastados definitivamente. mediante torturas morais. na plenitude do seu poder. (78) Isaías.

o sarcasmo com que se referem ao Espiritismo. não como o entendemos. Jesus exultou pelo Espírito Santo e disse: Graças te dou. É que estes só admitem o que julgam haver descoberto e ensinam. de Espírito puro. Assim é. — LUCAS. por haveres ocultado estas coisas aos sábios e aos prudentes e por as teres revelado aos pequenos.213 75 MATEUS. mostrava ser. MATEUS. pai. Os sábios. versículo 21. Todas as coisas me são dadas por meu pai e ninguém. — 26. (80) Jesus. por haveres ocultado estas coisas aos sábios e aos prudentes e por as teres revelado aos pequeninos. sem nunca a terem estudado e apenas porque lhes põe diante dos olhos coisas que eles consideram novidades inadmissíveis. porém. versículo 27. versículo 21. desse modo. capítulo 11º. o único que não sofrera a encarnação humana. a fim de que se não amedrontassem com a tarefa que lhes era confiada. ESCLARECIDOS. meu Pai. Assemelham-se a essas terras gordas onde nascem abundantemente ervas imprestáveis. Nessa mesma hora. os prudentes e os pequenos de que falava Jesus são os que como tais os homens consideram. conhece o filho. versículo 25. 10º. e ninguém conhece o pai senão o filho e aquele a quem o filho o queira revelar. pois que o orgulho não lhes permite compreendam a influência e o auxilio espíritas. que os homens nada poderiam saber das coisas . poderosos e sábios. Graças. aos fracos e aos obscuros. felicitava e animava seus discípulos. porque te aprouve que fosse assim. com o encargo de levar à perfeição a Humanidade terrena. mas como devéramos compreender. Quer dizer que é confiada aos que se entregam ao Senhor. Todas as coisas me são dadas por meu pai e ninguém sabe quem é o filho senão o pai. desgraçadamente. a cuja formação presidiu. — 22. Com efeito. estava sempre em relação direta com Deus. 11º. a ironia. LUCAS. tidos entre os homens por SÁBIOS e PRUDENTES. ciência sobre a qual se pronunciam. pela razão única de serem desconhecidas da sapiência de que se jactam. meu Pai. que estiolam a boa semente espalhada nelas pelo vento. LUCAS: capítulo 10º. ainda constitui fenômeno extraordinário a existência de um homem inteligente e ilustrado. — Pelas palavras constantes nestes versículos. 21 ao 22. CEGOS. A obra do Senhor é entregue aos simples e aos inocentes. nem quem é o pai senão o filho e aquele a quem o filho o queira revelar. Daí o desprezo. porque assim te aprouve. nas sociedades humanas. O juízo de Deus. que os homens consideram como OBSCUROS MATEUS: capítulo 11º. aludia Jesus à sua elevação e à sua missão de Espírito protetor e governador do nosso planeta. como a sofrem os outros Espíritos que descem a habitar a Terra. não é idêntico ao dos homens. Senhor do céu e da Terra. Proferiu então Jesus estas palavras: Graças te dou. senão o pai. entre os homens. Senhor do Céu e da Terra. aos que têm confiança e fé e não aos que são tidos por grandes. — 27. 25 ao 27. capítulo 10º. tudo atribuindo unicamente à força de suas inteligências e de suas vontades. que não seja orgulhoso e incrédulo. conservando a sua condição de Espírito. mostrou que. meu Pai.

17. 2º. 5º. que nos demonstra que. esclarecer-nos sobre aquelas existências e verificarmos o que aqui viemos expiar e reparar. — JOÃO. de além-túmulo. dizendo: “E. capítulo 8º. — 2ª Epístola aos Coríntios. depois de havermos passado por todos os trâmites da depuração espiritual. 14. 27º. praticados tanto do ponto de vista material. é essa revelação que. todavia. que padecemos com Ele. pelo amor e pela caridade. 35. modificar e adquirir. Foi essa revelação que nos fez saber que a matéria nos tira a lembrança das nossas anteriores existências corporais. 2. se somos filhos. 1º. dos nossos maus instintos e pendores. o nosso passado e o nosso futuro. com efeito. 16º. 27. 8º. verificamos que. 8. é que os Evangelhos se nos tornam claros ao entendimento. 3. 3º. a fim de expiarmos as nossas culpas. 6º. é que fomos humanizados. nos dá a certeza de que um dia. É ela que nos faz ver donde viemos e para onde vamos. chegaremos à perfeição moral. também somos herdeiros verdadeiramente de Deus e co-herdeiros do Cristo. — 1ª Epístola aos Coríntios. 1º. pela luz que ela nos fornece para o estudo e o exame das nossas más tendências. confirmando as esperanças que todos trazemos nalma. 19. (80) Salmos. 18. Hoje. senão por meio da revelação que de futuro lhes fariam os Espíritos do Senhor. como do ponto de vista intelectual e moral.214 celestes. extra-humanas. 7. graças a essa revelação. se é. . para que também sejamos com Ele glorificados”. pelo desinteresse. Finalmente. É o que Paulo exprime na sua Epístola aos Romanos. 3º. que nos mostra só podermos reabilitar-nos pelo trabalho. fazendo-nos entrar na posse da herança que Ele a todos os seus filhos reserva. 44 e 46. 17º. o que temos de. dando-lhes a conhecer quem é o Filho e preparando-os para conhecer quem é o Pai. que nos integrará em Deus. resgatarmos as nossas faltas e saldarmos as nossas dívidas para com a justiça divina. se bem possamos. pela humildade. aqui. versículo 17. por termos falido.

Vinde a mim vós todos que vos achais fatIgados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. sob a sua direção. aos mundos fluídicos. senão nele. 2º. onde habitam os Espíritos puros. o meu jugo é suave e o meu fardo leve. aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para vossas almas. 13º. a violência. onde o lobo voraz nunca aparece: os mundos superiores e fluídicos a que atrás nos referimos. ou morre. — JOÃO. Jugo suave e fardo leve MATEUS: capítulo 11º. simplesmente: — em mim está a vida. 16 — Zacarias. pelo progresso. porqüanto a sua moral é de fácil prática. como quer que nos apelidemos — cristãos. – 1ª Epístola à João. 28 ao 30. Não emprega. para quem quer que se forre aos mesquinhos objetivos humanos. 16. 9º. alívio para as nossas aflições. 8. 6. cura para as nossas enfermidades. Alcançar o repouso para a alma é nada mais ter que expiar. pela nossa própria glória. despojar-nos-emos de todas as impurezas e chegaremos. bálsamo para as feridas de nossa alma? Onde encontraremos dedicação igual à sua. Porque. (81) Jeremias. Quer apenas que trabalhemos. Tomai sobre vós o meu jugo.215 76 MATEUS. encontramos graça. como bom pastor. de todo o nosso coração. ou muçulmanos —sejam quais forem o culto exterior que pratiquemos e a nação a que pertençamos na Terra — dirijamo-nos para Ele que. rica de boas obras e de grandes coisas. à perfeição. o caminho único que nos pode conduzir à felicidade eterna. caminhemoslhe nas pegadas e. seguindo-o. paz ativa. 6º. a que chegaremos desde que lhe sigamos os ensinos. . Que exige Ele de nós? Nem mesmo o nosso amor nos pede. leva suas ovelhas aos campos de ricas pastagens. Não nos diz: crê. Onde. não carregaremos pesado jugo. para nos obrigar a lhe seguirmos as pegadas. 9. 5º. como o homem. mas. Atendamos aos conselhos do nosso bom e amoroso Jesus. Ora. — Observando a moral de Jesus. 11º. (81) Em Jesus encontramos o exemplo da coragem e da resignação. — 29. versículo 28. que não hesitou em ir até ao sacrifício do Gólgota para nos salvar? Praticando-lhe a moral é que nos depuraremos e praticar-lhe a moral é segui-lo. Ela então entra na paz do Senhor. Encontrareis descanso para vossas almas. que nos levará aos mundos superiores. — 30. judeus.

— 28. — 24. 12º. Vendo isso. (82) Moisés instituiu a guarda do sábado apenas para que não só os homens. a debulhá-las com as mãos e a comê-las. LUCAS: capítulo 6º. Ora. seus discípulos se puseram a cortar algumas espigas. os Hebreus. passou Jesus em dia de sábado por uns trigais. era o segundo sábado da primeira parte do mês. E acrescentou: O filho do homem é senhor também do sábado. — MARCOS. só o sendo aos sacerdotes? — 5. sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis. que então se chamava o segundo-primeiro. se puseram a colher algumas espigas. deviam abster-se de todos . 6º. com os que o acompanhavam. 2º. Naquele tempo. E acrescentou: “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. que só os sacerdotes podiam comer. — 7. — 8. sucedeu que num dia de sábado chamado o segundo-primeiro. versículo 1. Também não lestes na lei que os sacerdotes no templo violam o sábado e não cometem pecado? — 6. Ora. lhes disse: Não lestes o que fez David quando. Como entrou na casa de Deus e comeu os pães. os comeu e distribuiu com os de seu séquito. Que entrou na casa de Deus. tomando a palavra. Se soubésseis o que significam estas palavras: “Quero misericórdia e não sacrifício”. por elas avançando. seus discípulos. MARCOS: capítulo 2º. Jesus. pois. no dia de sábado. Seus discípulos. Esse dia. passando Jesus por uns trigais. Sucedeu ainda que. tomou os pães da proposição. jamais condenaríeis inocentes. — 2. eram os que se ofereciam ao altar. teve fome? — 4. Como entrou na casa de Deus. lhes faculta o arrependimento e a reparação MATEUS: capítulo 12º. que nem a eles. Quanto aos pães da proposição. versículo 23.216 77 MATEUS. O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Alguns fariseus então lhes disseram: Por que fazeis o que não é permitido fazer-se aos sábados? — 3. Assim. como também os animais tivessem periodicamente um dia reservado ao descanso. o filho do homem é senhor também do sábado. versículo 1. nem aos que o acompanhavam era licito comer. Ao que os fariseus disseram: Como é que teus discípulos fazem em dia de sábado o que não é permitido fazer-se? — 25. tendo fome. e comeu os pães da proposição e os repartiu com os do seu séquito. Disse-lhes então Jesus: Não lestes o que fizeram David e os que o acompanhavam quando tiveram fome? — 4. se puseram a colher algumas espigas e a comê-las. os fariseus lhe disseram: Teus discípulos estão fazendo o que não é permitido se faça em dia de sábado. 1 ao 8. da proposição. Respondeu-lhes Jesus: Não lestes o que fez David premido pela necessidade. quando teve fome. 1 ao 5. sendo Abiatar o príncipe dos sacerdotes. assim como os que o acompanhavam? — 26. porqüanto o filho do homem é Senhor até mesmo do sábado. 23 ao 28. — Deus. muito embora só aos sacerdotes fosse licito comê-los? — 5. — 3. atravessando Jesus em dia de sábado umas searas. não obstante só aos sacerdotes ser permitido comê-los? — 27. Segundo a lei. — 2. eu vos digo que está aqui o que é maior do que o templo. LUCAS.

que nos envie um raio da sua luz divina.) Com efeito. virá tempo em que não será neste monte. 7º. lembrando aos fariseus o que fizera David com aqueles pães e que. 6. mas consagremo-lo de modo especial a Deus. pela fé espírita. ainda com mais fervor do que nunca. — 2º Paralipõmenos. virá o tempo e já veio em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. os sacerdotes. contrariamente ao que faziam aqueles que condenavam os acusados de sacrilégio e sob o menor pretexto mandavam lapidá-los sem piedade. Reservemos um dia para o descanso do corpo. os que o adoram. 9. versículo 21. sob o mando de um único pastor: o Cristo. ainda mais. — JOÃO. capítulo 4º. — Miquéias. violavam o sábado. mas. 22. 6. reconhecidos à sua misericórdia. Deus é espírito e. para aquele que queira compreender em espírito e verdade o que disse Jesus. não deixemos que jamais os nossos corações repousem. . 18. 6º.217 os atos manuais. o homem tinha o direito de alimentar-se. (82) Levítico. esquecidos do bem que lhes cumpre fazer. demonstrando. do que os outros dias da nossa existência. 6º. procurou fazer-lhes sentir que Deus. como o sábado. santificando-o. com o que Deus lhe pusera à disposição. de tocar em qualquer metal. que nos fortaleça a fé. em qualquer dia. nosso Governador e nosso Mestre. que desejamos ser fiéis discípulos seus. Tenhamos um dia em que os nossos corpos repousem dos trabalhos que os fatigam. nosso Protetor. portanto. vivifique em nossas almas a esperança e as encha do sentimento da caridade. capítulo 4º. 21º. implorando a Nosso Senhor Jesus Cristo. no templo. a fim de bem compreendermos e praticarmos os seus ensinamentos. esses os adoradores que o Pai quer. que eles não haviam compreendido: “Quero misericórdia e não sacrifício”. cumprindo os ritos do culto. chegados são os tempos em que os homens deverão unir-se. em espírito e verdade é que o devem adorar. sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis. — 1º Reis. versículos 23 e 24. como tantas outras práticas e usos de culto externo. para formarem. (JOÃO. 24º.. se possível. lhes dá a faculdade de se arrependerem e repararem suas faltas. 6. Mas. — Números. por essa forma. crê-me. Jesus lhes quis mostrar que assim os pães. 28º. 5. para satisfazer aos reclamos da sua existência. Recordando-lhes as palavras.. 7. Santifiquemo-lo também. 8. 9. E dizer-se que. — Oséias. um só rebanho. depois dessas observações claras do Mestre divino. Ora. pela prática de obras que atestem o nosso amor aos outros homens e ao Pai celestial e pelas graças que lhe rendamos. nenhuma importância ou valor têm. como tantas e tantas cerimônias com que o homem ocupa tão larga parte do seu tempo. estavam submetidos às necessidades humanas e que. ou cristã. inúmeros horrores e atrocidades inenarráveis ainda se cometeram em seu nome! E ainda se cometem. nem em Jerusalém que adorareis o Pai. (JOÃO.) Mulher. 6º. A instituição do sábado.

Depois de olhar para todos. — 3. empedernidos. E não vale o homem muito mais do que uma ovelha? Sim. A cólera jamais entrou. 6 ao 11. — 13. Jesus entrou de novo na sinagoga. com os Herodistas. a fim de o acusarem. 6º.218 78 MATEUS. O homem a estendeu e ela ficou sã como a outra. Quanto aos escribas e fariseus. — 9. lê-se: mão árida. Jesus não os olhou “tomado de cólera. Cheios de furor. o homem se levantou e ficou de pé. disse ao homem: Estende a tua mão. nem poderia entrar. não pegará nela para retirá-la de lá? — 12. conhecendo-lhes os pensamentos. Lá estava um homem cuja mão direita era seca. Disse então Jesus ao homem que tinha a mão seca: Vem aqui para o meio. como sempre. ele a estendeu e esta ficou sã. E perguntou: É permitido em dia de sábado fazer o bem ou o mal. — 4. conforme se lê nas narrativas evangélicas. disse ao homem: Estende a tua mão. versículo 9. salvar a vida ou tirá-la? — 10. salvar ou tirar uma vida? Eles se calaram. aflito pela cegueira de seus corações. era uma mão paralítica a que Jesus curou. Ai se achava um homem. Os escribas e os fariseus eram Espíritos culpados que. cogitando do modo por que o perderiam. Dali saindo. em dia de sábado MATEUS: capítulo 12º. — 8. 3º. LUCAS: capítulo 6º. que tinha a mão seca: Levanta-te e fica de pé aqui no meio. Como aí se achasse um homem que tinha seca uma das mãos. a fim de o acusarem. — 6. 1 ao 6. (83) Nas traduções desta parte dos Evangelhos. se reuniram em conluio contra ele. eles se puseram de observação para ver se Jesus o curaria em dia de sábado. disse ao homem. saindo dali. para acusarem a Jesus. — 11. é permitido fazer o bem em dia de sábado. dentre vós. E disse ao homem: Estende a tua mão. veio Jesus à sinagoga deles. aquele que. Disse então Jesus: Pergunto-vos: É licito em dia de sábado fazer o bem ou o mal. 9 ao 14. — 14. fizeram um conciliábulo buscando meio de o perderem. Jesus lhes respondeu: Qual. O pensamento. Os fariseus se retiraram logo e. no coração do Cristo. Jesus. MARCOS: capítulo 3º. Entrando num outro sábado na sinagoga. de acordo com o texto original corretamente interpretado. — 10. Os escribas e os fariseus o observavam para ver se ele curaria em dia de sábado. tendo uma ovelha e vendo-a cair num fosso em dia de sábado. começou a ensinar. — LUCAS. de uma ação magnética. Os fariseus. mão seca. Cura de uma mão paralítica. exercida e dirigida pela sua potente vontade. Perpassando então por eles o olhar. porém. — 7. por meio. que tinha seca uma das mãos. porém. o homem a estendeu e ela ficou sã. — 2. Segundo a “Revelação da Revelação”. lhe perguntaram: É permitido curar em dia de sábado? — 11. aflito pela cegueira de seus corações”. — MARCOS. que essas palavras humanas mal exprimiram. é que o divino Mestre se doía de vê-los resistir voluntariamente aos esforços que Ele empregava para os salvar. os escribas e fariseus perguntavam uns aos outros o que fariam a Jesus. versículo 6. fechavam os olhos para não ver a luz que o Senhor lhes oferecia e o Senhor com isto . e. tomado de cólera. versículo 1. 12º. — 5.

Ontem. como já nos achamos. . use cada um da sua inteligência. hoje. e por si mesmo decida. do mesmo modo que nós muitas vezes repelimos os nossos. — Deuteronômio. De fato. assim como os escribas. os repeliam. no pleno gozo do livre-arbítrio que o Pai nos concedeu. libertos. — JOÃO. 4. 89. (83) Êxodo. Eles. 5º. como não o foi o deles. porém. Entretanto. que é a confirmação da messiânica. também os fariseus e os escribas de hoje e o sacerdócio romano guerreiam a revelação espírita. 5. os fariseus e o sacerdócio hebreu combatiam a revelação messiânica. 10º. ainda hoje ocorre mais ou menos o mesmo que se dava naqueles tempos. Seus anjos guardiães faziam por eles o que por nós fazem os nossos.219 sofria realmente. temos o nosso livre-arbítrio. as fogueiras. decorridos que são 20 séculos. enviando à Terra o Messias. Deus a todos abriu uma nova via de purificação e redenção. 4. que não pode ser violentado. Não sofrem os nossos anjos de guarda com o nosso endurecimento? Mas. Com efeito. se afligia e indignava ante tal obstinação. os insultos e os sarcasmos. que era a confirmação da revelação moisaica. 16. 23º. 22º. como os fariseus e os escribas. 18. em face dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. 9º. uma vez que. da sua razão e do seu livre-arbítrio e compare o que ensina a Igreja Romana com o que ensina a Doutrina Espírita. do terror dos anátemas.

como todos os outros. da sua justiça e da sua misericórdia. desde que o tornou partícipe do seu poder. que de novo mostra a todos aquela linha de proceder segura e reta. iluminando. pois. o que equivaleria a quebrar de todo o caniço e a apagar a mecha fumegante. Desempenhando a sua missão terrena. então. Ele. por muito fraca que seja. há sempre para se melhorarem. “Eis aqui o servo que elegi. que. Jesus é servo e bem-amado de Deus. pois. com lhes mostrar a única linha de proceder. — Seus poderes. — 21. — Vias de purificação sempre abertas aos Espíritos culpados. como Espíritos culpados. O caniço quebrado. aguarda que venha a justiça. não gritará e ninguém lhe ouvirá’ a voz nas praças públicas. Deus o “elegeu”. a mecha ainda fumegante simbolizam os Espíritos culpados nos quais uma tendência. ordenando-lhes que não o descobrissem. segura e reta. 12º. evitava acabar de partir os caniços já quebrados. ordenando aos enfermos curados que não revelassem as curas que haviam obtido. Ainda agora. pela sua qualidade de Espírito puro e perfeito. não fossem levados a comprometer-se ainda mais. confirmando o que dissera o profeta. — 19. Não discutirá. com o mantê-lo em perene comunicação consigo. a fim de que aqueles. quando o constituiu protetor e governador do nosso planeta. — 20. nem gritou na praça pública. que. muitos doentes o seguiram e ele a todos curou. cada um dos quais procurava com fortes brados abafar a voz de seus adversários. a caridade. — 16. Ele falou aos homens com autoridade. Não acabará de partir o caniço já quebrado e não apagará a mecha ainda fumegante.220 79 MATEUS. Jesus anunciou às nações a justiça. não discutiu. e faz que seu Espírito sobre ele constantemente pouse. confirmando o que dissera o profeta. — 17. transmitindo-lhe diretamente a inspiração. como faziam os Hebreus. longe de os repelir. pela expiação. Jesus. Sobre ele porei o meu espírito e ele às nações anunciará a justiça. retirou-se daquele lugar. Sabendo disso. E no seu nome as nações porão todas as esperanças. expondo-se a duras e acerbas provações. eles se despojem dos vícios que os tornam impuros e. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: — 18. cultivando a ciência. o amor: selos da aliança entre a fé e a razão. ele anuncia a justiça às nações. por intermédio do Espírito Santo (85). Missão do Messias. isto é. 15 ao 21. (84) Sabendo Jesus que os fariseus contra ele conspiravam. com o facho da verdade. para que sua opinião prevalecesse. que eram. Jesus se retirou daquele lugar. “Nele se compraz”. versículo 15. porém não da maneira por que falavam os escribas e os fariseus. com o advento do Espiritismo. injustos. o meu bemamado. que conduz ao fim colimado. em quem muito se compraz a minha alma. — Estas palavras significam que . E as nações nele porão suas esperanças. têm que chegar ao fim MATEUS: capítulo 12º. Jesus. pela qual todos podemos avançar com passo firme. a estrada do progresso. o “caniço já quebrado”. enquanto não alcance a vitória da justiça.

a “mecha ainda fumegante”. que tramavam contra Jesus. A revelação atual abre e inicia esta fase nova. para alcançar a perfeição.221 todos compreenderão ser a sua moral a única que pode fazer que os homens progridam. depois da morte. 1 ao 3. (84) Isaías. que o Mestre não acabaria de partir e seriam. purificar-se pela expiação. (85) Já por mais de uma vez temos explicado o que se deve entender por Espírito Santo. Todos confiarão na sua influência. como a todos os Espíritos. Veja-se páginas anteriores. despojando-se dos vícios que os faziam “injustos”. . porqüanto lhes cumpria. As palavras do profeta Isaías (capítulo 42º. 42º. por isso que eles eram o “caniço quebrado”. que Ele não apagaria. versículo 3) tinham de cumprirse com relação aos fariseus.

— 21. 12º. — 28. versículo 20. Se é por Belzebu que expulso os demônios. de sorte que o homem começou a ver e a falar. que se dividir contra si mesma. Subjugado. se expulso os demônios pelo Espírito de Deus. atualmente. uma expiação. Jesus o curou pela ação da sua vontade potentíssima. porém. como poderá então o seu reino subsistir? — 27. — MARCOS. bem como as que a seu respeito proferiram os que eram considerados seus parentes. pois. inquiria: Por-ventura. foi uma manifestação espírita.222 80 MATEUS. Se uma casa está dividida contra si mesma. tanto melhor compreenderemos a ligação que existe entre o aparecimento de Jesus na Terra e a presente manifestação dos Espíritos. Entraram em casa e aí se aglomerou tão grande multidão. conforme o sabemos. príncipe dos demônios. A subjugação que ele sofria era. não subsistirá. Mas. quanto evangélico. se Satanás expulsa a Satanás. (86) Aquele homem. estará dividido. da nova revelação. — 25. Ao saberem disso os parentes de Jesus vieram para se apoderarem dele. ouvindo isto. — 26. 22 ao 28. Os escribas vindos de Jerusalém diziam: Ele está possesso de Belzebu e expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios. quanto mais nos adiantarmos. disse: Todo reino que se dividir contra si mesmo será destruido e toda cidade ou casa. segundo já explicamos. tendo-os chamado. não poderá subsistir e terá fim. que nem sequer podiam comer. afastando o obsessor. como todas. sobre os órgãos da visão e da audição. Jesus. Se. — 26. por quem os expulsam vossos filhos? Estes. — 25. Ora. anteriormente praticados. A multidão estupefata perguntava: Porventura é este o filho de David? — 24. Blasfêmias dos fariseus. foram ditas como ensino para aquele momento e como lição a frutificar na época atual. dizendo que perdera o juízo. não poderá subsistir. é que serão os vossos juizes. combinando com os dele os fluídos do seu perispírito e lançando-lhe. 20 ao 26. A multidão. As palavras que dirigiu aos escribas e fariseus. 3º. em geral. possesso do demônio. — Reino dividido MATEUS: capítulo 12º. paralisara aqueles órgãos. O aparecimento de Jesus entre os homens. se ligam umas às outras e. — 22. conhecendo-lhes os pensamentos. As épocas. Se um reino estiver dividido contra si mesmo. — 23. — Cego e mudo por efeito da subjugação. fluídos apropriados a esse efeito. Ele desceu até nós. assistimos a uma outra manifestação . com o governador do planeta terráqueo e diretor da Humanidade que o habita. Ele o curou. — 23. e o não ter sabido aproveitar-se da luz que lhe fora concedida. está ele dividido contra si mesmo. Pois bem. MARCOS: capítulo 3º. é este o filho de David? É que predito fora que o maior dos profetas descenderia da linhagem de David. isto é. Jesus. estava subjugado por um Espírito mau que. Apresentaram-lhe então um homem cego e mudo. porém. tido como “possesso do demônio”. é que o reino de Deus veio até vós. diziam entre si: Ele expulsa os demônios por Belzebu. Seu Espírito expiava graves abusos da palavra. não pode subsistir. versículo 22. tinham um alcance tanto espírita. maravilhada com o fato. por isso mesmo. Satanás se rebelar contra si mesmo. lhes dizia por parábolas: Como pode Satanás expulsar a Satanás? — 24. Os fariseus. para lançar as bases da nova regeneração.

dizendo que seriam juizes dos seus acusadores. A expressão — “espírito de Deus” — considerada em relação a Jesus. não podiam admitir que aquele se elevasse tão alto. recebemos a luz de que necessitamos para. endurecidos. como os daquele tempo. tendo falido. para se fazer compreendido e escutado. saibamos valer-nos da prece e obremos com perseverança. podermos avançar por aquelas sendas. Só esses Espíritos podem aproximar-se do foco universal. Satanás. Em relação a nós. através da escala espírita. esses parentes. Ë para que ele chegue a todos os homens que. Ao saberem disso. com os corações inundados dela. diante dos fatos espíritas. Ora. Os filhos daqueles que o acusavam de obrar por Belzebu e aos quais o Mestre se referia. sob o fundamento de que perdera a razão e estava louco. só a eles cabe com exatidão o nome de “servos do Senhor”. afastar os Espíritos malfazejos que se manifestavam pela obsessão e pela subjugação. Bem dissera o Mestre que ninguém é profeta na sua terra. de pureza perfeita. os modernos escribas e fariseus chamam loucos e . Deus só se comunica diretamente com os Espíritos puros. Príncipe dos demônios são expressões figuradas de que Jesus usava. os Escribas e os Fariseus de agora. Mas. como os de hoje. Jesus era acusado pelos seus contemporâneos de obrar por influência demoníaca. até nós desce o “Espírito de Deus”. segundo os quais Jesus procedia do mesmo tronco que eles. ou lhes fere o orgulho. no plano invisível. seguiam de coração a lei de Moisés. que o Senhor nos envia como medianeiros entre a sua vontade e os nossos Espíritos. na senda do mal. Do mesmo modo que alguns filhos dos Hebreus. pelo consórcio dos de uma tribo com os de outra. os parentes de Jesus vieram para o prender. e que.223 espírita. Os homens de então. e saíram a prendê-lo. Jesus. eram parentes quase todos. hoje. deve ser a mesma que Jesus dava aos seus injuriadores: “Nenhum reino que se divide contra si mesmo pode subsistir”. rumo às altas culminâncias da espiritualidade. desde que nos elevemos e purifiquemos. aos quais incumbe de presidir à formação dos orbes e de lhes dirigir as respectivas humanidades. algumas vezes. negam tudo o que não compreendem e condenam o que os incomoda. porém. os quais. O clero qualifica de demoníaca a Doutrina Espírita. em seu progresso moral e científico. É precisamente o que diz o sacerdócio romano. vêm continuar e desenvolver-lhe a obra. A resposta. estava rodeado de primos mais ou menos próximos. por meio da prece e da perseverança. perseveram. desobstruíram as sendas que Ele traçara para passarmos. os apóstolos. se fizeram agentes das trevas. dizendo que perdera o juízo. ou como tais se consideravam. tendo em vista servir a Deus. significa a influência direta que o Pai exercia e exerce sobre Ele. que instituísse apóstolos. Dá-se hoje o mesmo que com ele se deu. Assim que. com a nova revelação. produzida pelos Espíritos que. eram os que. Designavam e designam os Espíritos maus que. já um tanto purificados e colocados acima de seus pais. também podemos livrar alguns dos nossos irmãos encarnados da ação dos que. discípulos de Jesus. conseguiam. devemos considerá-la como exprimindo a dos Espíritos purificados. entre os Hebreus. como enviados do Mestre. aos olhos dos homens. — Os Hebreus. ontem. a praticarem-no contra os homens. Belzebu.

2º. os bons Espíritos. 44. 2º. 5. 23. 2º. que devemos fazer? Exemplificar pela prática das boas obras. 8º. como prepostos seus. (86) JOÃO. Temos. 10º. e avançar corajosamente pelo caminho que nos está traçado. da doçura e da indulgência. — Daniel. 48. da humildade e da paciência. os Espíritos de luz e de misericórdia. certos de que o Cristo vela por nós e nos protege. da pureza de sentimentos. 7º. . 20. tendo chegado mesmo a arranjar uma lei punitiva da prática do Espiritismo! Diante disso. — Apocalipse.224 desequilibrados aos espíritas. 20. a nos guiarem pela estrada que a Ele conduz. 25.

MARCOS: capítulo 3º. se . — Pecado remido. dizer boas coisas. O homem que é bom tira boas coisas de bom tesouro e o homem mau tira más coisas de mau tesouro. 29 ao 37. precisamos despojar da letra o espírito. bom será o seu fruto. Raça de víboras. só depois disso conseguirá pilhar-lhe a casa. como podeis. — 30. seus frutos serão maus. — 33. O forte armado. — Pelo fruto é que se conhece a árvore MATEUS: capítulo 12º. LUCAS: capítulo 12. 27 ao 30. por suas seduções. 3º. Como poderá entrar alguém na casa de um homem forte e roubar-lhe as alfaias. — 22. isso lhe será perdoado. Aquele que não está comigo está contra mim e aquele que comigo não entesoura dissipa. porque diziam: Ele está possesso de um espírito impuro. em segurança está tudo o que ele possua. — 32. mas não terá perdão nem neste século nem no futuro o que alguém disser contra o Espírito Santo. que não o será. será réu de eterno delito. — Quem não está com Jesus está contra ele. Em verdade vos digo que aos filhos dos homens serão perdoados todos os pecados que hajam cometido e todas as blasfêmias que tenham proferido. sendo maus. versículo 21. versículo 29. mas aquele que houver blasfemado contra o Espírito Santo não terá perdão na eternidade. visto que pelo fruto é que se conhece a árvore. — LUCAS. quem comigo não entesoura — dissipa. — 28. uma vez que da boca só sai o que abunda no coração! — 35. versículo 27 de Marcos. 11º. — 30. Porém. Ninguém pode entrar na casa de um homem forte e lhe roubar as alfaias. Quem não está comigo está contra mim. mas não terá perdão aquele que blasfemar contra o Espírito Santo. versículo 27. (87) A fim de apreendermos o pensamento do Mestre através da linguagem de que Ele usava. 21 ao 23. versículo 29 de Mateus e capítulo 3º. versículo 10. no dia do julgamento. — Palavra Ímpia. Se uma árvore for boa. — 36. alude Jesus ao pecado que. Eis por que vos digo: Todos os pecados e todas as blasfêmias serão perdoados aos homens. Porque serás justificado pelas tuas palavras e pelas tuas palavras serás condenado. se for má. 12º. se antes não o prender? Depois disto é que lhe pilhará a casa. — 34. O que alguém disser contra o filho do homem ser-lhe-á perdoado. levará consigo todas as armas em que ele confiava e se apossará dos seus haveres. — Tesouro do coração. Quando um homem forte guarda armado a entrada de sua casa. Se alguém falar contra o filho do homem. — 31. — 29. Dizendo o que se lê no capítulo 12º. se um outro mais forte vem e o vence. Ora. e 12º. — MARCOS.225 81 MATEUS. se antes o não manietar. eu vos digo que os homens. — 37. Jesus falava assim. LUCAS: capítulo 11º. menos a blasfêmia contra o Espírito Santo. as palavras que vos digo são espírito e vida”. — 23. 10. para o que mister se faz compreendamos bem o sentido verdadeiro destas palavras suas ditas especialmente aos que são chamados a receber a revelação nova: “O espírito é que vivifica. — Blasfêmia contra o Espírito Santo. prestarão contas de toda a palavra ociosa que houverem proferido.

As do capítulo 11º. Eram. Referindose. (capítulo 12º versículo 30 de Mateus e capítulo 11º. Sem dúvida. quando se referiam a Deus. quem dela se desvia dissipa esses tesouros e perde precioso tempo. palavras emblemáticas. era o próprio Deus. ao passo que considerava passível de perdão a blasfêmia contra o filho do homem. capítulo 14º. versículos 28 e 29 de Marcos e capítulo 12º. Pelas do capítulo 11º. “eternamente”. aquele que se esquece do seu Deus? O mesmo se dá com todas as virtudes que não são praticadas. tradições e escrituras. versículo 18. um sentido relativo. . mas. podiam ser tomados em duas acepções diversas: um sentido absoluto. que só ele nos resguarda de cairmos no mal. Porque. à blasfêmia contra o Espírito Santo. nenhum fundamento há para semelhante dedução. senão egoísta e orgulhoso. Jesus claramente mostrava a diferença que há entre Ele. logo. A blasfêmia consiste em negar a Deus. pois. é necessário praticar o bem. patenteava a sua inferioridade com relação a este. Capítulo 12º. teriam destruído. versículo 23 de Lucas. aquele que falta à caridade? Que é. versículo 22 de Lucas completam a figura material que o divino Mestre compusera para a inteligência dos Hebreus. não basta deixar de praticar o mal. Tomam-lhes o lugar os vícios que elas. está contra Ele. os vícios que substituam as virtudes no coração daquele que se tornou descuidoso e não tirou proveito delas antes de serem destruídas. Com efeito. — Para a boa compreensão destes versículos. que é a verdade absoluta. para aproveitarem da sua destruição despojam as ditas virtudes do asilo que lhes fora preparado e nele se alojam. dela se aparta. a doutrina moral de que Ele é a personificação. Eis por que também Ele disse: “Quem comigo não entesoura dissipa”. capítulo 3º. quando empregados com referência aos homens. de acordo com seus preconceitos. Esdras. por maior que fosse. em confirmação do que dizemos: Êxodo. versículo 10 de Lucas. capítulo 3º. pois que trilha senda oposta à que Ele traçou.226 apodera do homem e o despoja de todas as virtudes. senão ímpio. Jesus se referia à blasfêmia contra Deus. os termos “eternidade”. capítulo 15º. versículos 31 e 42 de Mateus. Miquéias. quando dizia que só a blasfêmia contra o Espírito Santo nunca seria perdoada aos homens. devemos lembrar-nos de que o Espírito Santo. Que crime se pode a este comparar? Quanto ao pretender-se que. “eterno”. limitada. Quem não está comigo está contra mim. Veja-se. Se deixamos de conservar-nos cautelosamente em guarda e ativos na prática do bem. os vícios penetram em nosso coração e nos tomam uma a uma as armas. que é. versículo 3.) Quer isto dizer: quem não segue a lei do Cristo. Segue-se daí que. caso em que indicavam uma duração imensa. a fim de nos acharmos sempre prontos a combater os maus instintos e pendores e as paixões más. vemos que precisamos estar vigilantes sobre a nossa consciência. e o Senhor onipotente. Josoé. no entender dos Judeus. o divino Mestre haja formulado uma ameaça de penas eternas. Do mesmo modo. versículo 5. se cultivadas. ou a inteligência mesma de Deus. apresentavam dois sentidos. ciência e justiça. pois. a sua origem e a sua posição espíritas. será réu de eterno delito. condicionada a ter fim. Para os Hebreus. capítulo 4º. em acusar de injustiça ou erro Àquele que é todo amor. versículo 21 de Lucas. não obstante a sua essência preciosa. quem caminha por essa senda reúne os tesouros que o Senhor reserva para os justos. isto é. por haver dito que o que blasfema contra o Espírito Santo não terá perdão na eternidade.

que seus sofrimentos não mais terão fim? A existência. para frisar que pelo fruto é que se conhece a árvore. Vim salvar o que estava perdido. aprecia seus crimes ou faltas e. exclama: Se eu houvesse de recomeçar! Então. que Jesus usou daquelas palavras. 10. esperança a cujo influxo o arrependimento se desenvolve e se acentua o desejo de expiar. ele se volta para si mesmo. concedendo-lhe a reencarnação. como é perfeito vosso Pai que está nos céus”. 6º. Cansado de sofrer. após a sua desencarnação. Isaías. ensinar-lhes a conhecer os homens. em que os homens prestarão contas. pelo sofrimento e pela expiação. falsamente interpretadas pelos homens. a agudeza e a longa duração do sofrimento acabam consumindo as energias do culpado para o mal. querendo exprimir dilatadíssimo período de tempo. 13. que não experimente o influxo das leis imutáveis do progresso e do aperfeiçoamento. Disse Jesus: “Meu pai não quer que nenhum destes pequeninos pereça. — De acordo com o texto original. Quantas vezes não se manifestam em nossas sessões Espíritos grandemente sofredores. os tradutores naturalmente o fizeram para dar maior amplitude à sentença do Mestre. Se porém. pelo caminho da reparação se purifique e eleve. do momento em que o Espírito culpado. o divino Mestre teve em mira. fizer esforços por praticar o bem. Sede perfeitos. tocado de remorso e arrependimento. (87) Isaías. . E Deus lhe perdoa. como o concebemos. Indubitavelmente. ovelha tresmalhada. observa a existência terrena de que acaba de sair. — Timóteo. Pelo que toca ao dia do julgamento. Usando do primeiro desses termos. capítulo 57º. 49º. os bons Espíritos. podemos dizer que a árvore é boa e ficar certos de que. versículo 16. Essas palavras bem mostram que não há Espírito culpado e rebelde. Nenhum há que. 53º. não foi palavra “ociosa” o que disse Jesus. 24. sempre atentos aos transviados. faz uma introspecção. mas: palavra “ímpia”. — JOÃO. Com o que disse acerca das árvores boas e más. pouco a pouco ao arrependimento. dizendo que se acham condenados a penas eternas. aterrorizado com a perspectiva de dores sem fim. se tivesse de recomeçar e o induzem. às quais todos os que se transviaram são levados a obedecer. Com efeito. 4. conforme já explicamos à página 265 quando estudamos o texto evangélico relativo às “cidades impenitentes”. a reencarnação. por se sentirem imensamente culpados. aprecia todos os crimes e faltas que o precipitaram no abismo e. afinal. reparar e progredir. o impelem a ver como faria. com o tempo e a reencarnação. trata-se. a que se segue. 1º. assim. Hebreus. dessa crença constitui um dos meios providenciais de serem levados ao arrependimento. versículos 36 e 37 de Mateus. em sentido relativo. pois. olha com desespero para o seu passado. — 1ª Epístola à João. mediante provas adequadas a esse efeito. dirigindo-se a seus discípulos. judiciosamente interpretado. 12. de voltar ao aprisco. 5º. 7º. sofre a expiação. 16. quando lhes deram um sentido absoluto. Foi. melhor se tornará. se for cultivada.227 versículo 9. que então passou a abranger as conversações fúteis. a fim de que. deixe. fazendo-lhe nascer no íntimo a esperança do perdão. neles. inevitavelmente. Capítulo 12º. e mais que levianas e todos os excessos de linguagem. 12 e 52. o homem de maus instintos praticará ações más.

Rainha do Meio-dia MATEUS: capítulo 12º. que as leis divinas não refletem a perfeição absoluta do supremo legislador. — 41. porqüanto o milagre não seria senão a derrogação parcial de uma ou algumas leis. por conseguinte. há mais do que Jonas. Ora. desde que admite exceções. — Resposta de Jesus. a conseqüência a que chegaríamos é que também o legislador não seria perfeito e sim perfectível também. pois que ela veio dos confins da terra para escutar a sabedoria de Salomão. Absurdo dos absurdos. A rainha do Meio-dia se levantará. não pode suportar as imposições dos que se opõem à difusão da luz à marcha do progresso. Os Ninivitas se levantarão no julgamento contra esta geração e a condenarão. para podermos admitir o milagre. Por esse lado. queríamos ver um prodígio por ti feito. chegaremos ao absurdo. . Então.31. nenhum outro lhe será dado senão o prodígio do profeta Jonas. se observa em tudo o que diz respeito à religião pregada e exemplificada pelo clero romano. — 40. operasse milagres. em geral. (88) Passados que estão os tempos dos milagres.32. uma vez que só pode ser mutável o que seja perfectível. onipotente e. há mais do que Salomão. A rainha do Meio-dia se levantará no dia do juízo contra essa geração e a condenará. tanto que sujeitos à lei imprescritível e fatal do progresso. a menos que faça o que.30. nem . alguns dos escribas e fariseus lhe disseram: Mestre. Mas. que nos criou perfectíveis. por ser onipotente. não sendo perfeita uma lei. a possibilidade de tais derrogações ou exceções implicaria não serem as leis divinas absolutamente sábias e perfeitas. — 39. há mais do que Salomão. Nem se diga que. 29 ao 32. Porém. nosso Pai celestial. mais do que Jonas.eternas e imutáveis. e há. igualmente. forçoso fora reconhecêssemos. pede um prodígio. Os Ninivitas se levantarão no dia do juízo contra esta geração e a condenarão. e. teríamos de admitir como possível que Ele derrogue suas leis. Assim como Jonas foi um prodígio para os de Nínive.228 82 MATEUS. em se tratando de Deus. ou exceção ao que elas prescrevem. no dia do Juízo. contra os homens desta geração e os condenará. hoje. — Ninivitas. Para admitirmos que Deus. 12º. — LUCAS. Disse então à turba que o cercava: Esta geração é uma geração perversa. onisciente. Ele lhes respondeu: Esta geração má e adúltera pede um prodígio. . para quem portanto não há passado. ou abra nelas exceções. não lhe será dado outro diverso do do profeta Jonas. 38 ao 42. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de uma baleia. e AQUI. AQUI. o que vale dizer . como o deve conceber o cristão. versículo 38. suas leis. pois que ela veio dos confins da terra para escutar a sabedoria de Salomão. LUCAS: capítulo 11º. e. também o filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra. — Prodígio de Jonas. AQUI. visto que nenhuma ação arbitrária se pode consorciar com a onisciência de um ser infinito em todos os seus atributos. pois que eles fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas. pode Ele derrogar por arbítrio. neste caso. — 42. 11º. também o filho do homem será um prodígio para esta geração. aqui. como o entenda. . o homem. pois que eles fizeram penitência atendendo & pregação de Jonas. versículo 29. Prodígio pedido pelos fariseus.

em espírito e verdade. isento da lei da . que ele fora engolido por um peixe. um milagre. não passa. fora que se acha de toda idéia de tempo. sem sombra de dúvida. nem futuro. de pureza perfeita e imaculada. após três dias de permanência no ventre de um peixe.229 presente. presentemente. mas que perderam sua razão de ser. portanto. para se entregar a práticas materiais. condição que faz imprescindível o princípio convencional de tempo. o reaparecimento de Jonas. fugindo à letra que mata. procuram apoio as igrejas terrenas. Agraciados pela misericórdia divina com a luz viva da Nova Revelação. as causas. sem a qual o arbítrio carece de significação. com o mesmo caráter. que repudia a Deus para adorar o Papa. com os textoS evangélicos. capacidades e percepções. precisa manter na ignorância os fiéis da sua Igreja. como Ele próprio mandou que os entendêssemos. no que quer que seja. o milagre. para a geração da sua época. que vem dar cumprimento à lei e aos profetas. que Ele desempenhou a sua missão como Espírito. que veio substituir a fé cega pela fé raciocinada. e que. quando a Nova Revelação. nós outros. para os Ninivitas. Dar-se-á. tudo porque isso é contrário e prejudicial aos interesses materiais da clerezia romana que. ou de efeitos. porque desprezava a fé no seu Deus. devam hoje ser aceitos. desde que aquela Revelação nos mostra e prova. valendo-se do precário conhecimento que da verdade possuem as massas humanas. Com efeito. advérbio que subentende sucessão de fatos. que Jesus só aparentemente era homem. temos o dever de perquirir. para essa geração. em cujas entranhas permanecera três dias. porém. Do mesmo modo Jesus. que aqueles fatos. até para os discípulos. tais fatos não podiam ser mais compreensíveis nem menos miraculosos. que se baseia nos Evangelhos de N. do que. até onde a mesma misericórdia no-lo permita. que ontem não podiam ser explicados. em face do desenvolvimento da razão humana. de um esteio em que. era adúltera. na ressurreição e na ascensão do Cristo. a fim de compreendermos os efeitos e aproveitarmos das lições que eles nos oferecem. submerso no fundo do mar. era um homem igual aos outros. sem de nenhum modo aceitarmos. senão no que seja fruto de convicções adquiridas em conseqüência do estudo. Aquela geração a que Jesus se referia. qualificando-o de possesso do demônio. portanto. portanto. dado que este só se pode exercer ocasionalmente. pela sua ressurreição e ascensão viria a constituir. da meditação e da iluminação interior. um prodígio. que lhe repelia os esforços para reconduzi-la ao caminho da verdade. porque acreditaram. que se consegue pela prece fervorosa. para glória de Deus. nós espíritas podemos e devemos crer. só existente para seres limitados como nós em todas as suas faculdades. que tiveram. era má pela sua obstinação no erro. compreendidos em seu espírito. Senhor Jesus Cristo. para conservar a sua dominação. os espíritas. que. no empenho de manterem o predomínio que alcançaram. no-los explica plena e satisfatoriamente? Certo que não. O “milagre”. visto que. um milagre. Essa geração é a mesma que hoje chama demoníaca à ciência espírita. porque não mais nos é lícito crer. não podem subsistir. portanto. sentida e humildemente formulada. explorando as superstições populares e sustentarem crenças tradicionais. Jonas constituíra para os Ninivitas um prodígio. Espírito livre. nem compreendidos. de ser impostos como milagrosos.

Os Ninivitas que. entraram e permaneceram nas vias do Senhor e a rainha do Meio-dia que reconheceu a grandeza de Deus e a sabedoria daquele a quem Deus fizera rei. mais do que Salomão”. com relação a Jonas. o Cristo de Deus e. Semelhante maravilha logo se impôs à imaginação humana como um “milagre” e como “milagre” foi tido e crido. apenas revestido de um corpo fluídico. de modo algum pensou Jesus em se lhes equiparar. aproveitando da pregação de Jonas. porém de ordem inferior. 2º. como representante do Pai. como era. 8º. superioridade que a Nova Revelação patenteia aos nossos olhos. em que viajava.JOÃO. . 1. foi chamar a atenção dos homens para a superioridade da sua missão. 22. conservando-se este fechado e selado. . o Rei do nosso planeta e da Humanidade terrena. eram a condenação dos Judeus. e chamar-lhes também a atenção para a culpabilidade dos que se rebelavam contra seus ensinos. donde um marinheiro devotado. mais do que Jonas. 2º. condoído da sua sorte. Jonas e Salomão eram Espíritos em missão. e há. assim também o filho do homem será um prodígio para esta nação”. o que fez. 2. (88) 3º Reis.230 encarnação. aí deixando-o. aqui. 1. dizendo: “E há. Citando-os. Foi o que o divino Mestre acentuou. . 27. 10º. Ao contrário. o Mestre. – 2º Paralipõmenos. o transportara às escondidas num bote até à praia. A tendência que tem o homem para dar a tudo o cunho do maravilhoso e a atração que este sobre ele exerce criaram a lenda de Jonas engolido e vomitado por um peixe. – 1ª Epístola aos Coríntios. ela nos faz saber que ele apenas esteve durante três dias preso a ferros a bordo de um navio. que resistiam a todos os esforços de Jesus para os reconduzir ao bom caminho. sendo. 1º. com o qual possível e fácil lhe foi sair do sepulcro. 18. Daí o dizer: “Assim como Jonas foi um sinal para os de Nínive. lembrando os exemplos de Jonas e Salomão.Romanos. 9º. para reinar com eqüidade e distribuir justiça. de um perispírito tornado visível e tangível. aqui. . Igualmente.MARCOS.

Ornemos. Semelhante absurdo. — 44. Quando o Espírito impuro tem saído de um homem. Parte então de novo arrebanha sete outros Espíritos ainda piores do que ele.231 83 MATEUS. A comunhão do Cristo. LUCAS: capítulo 11º. Nenhuma relação tem o que acabamos de dizer com o chamado “sacrifício da eucaristia”. anda por lugares áridos em busca de repouso. como antes. Ora. — 27. Diz então: “Voltarei para a casa donde saí”. uma mulher. entrando todos na casa. Vai-se. Dizendo respeito unicamente ao Espírito toda a Doutrina de Nosso Senhor . Jesus. simbolizada pela Ceia. versículo 43. (89) Jesus. provém das interpretações literais por ela dadas às Escrituras. reúne outros sete Espíritos mais malvados do que ele e. de resistir aos maus instintos. para o cultivo da fraternidade. porém. diz: Voltarei para a casa donde saí. elevando a voz do meio do povo. se outrora puderam legitimar-se com o grande atraso intelectual da Humanidade. vagueia pelos lugares áridos em busca de repouso e não o encontra. lhe disse uma mulher MATEUS: capítulo 12º. então. 43 ao 45. sucedeu que. foi um último e solene apelo por ele feito aos homens. por essa forma. lhe disse: Felizes o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram! — 28. hoje constituem uma das causas principais do desprestígio em que a vemos e da generalização da descrença. E. — 25. 11º. os Espíritos bons. E o último estado do homem fica sendo pior do que antes. como acontece com as enfermidades. de cuja inspiração e assistência gozaremos. que tem o homem. relativamente às quais se verifica que as recaídas são sempre mais perigosas. quando ele dizia estas coisas. Ora. Não o encontrando. do meio do povo. a encontra vazia. facilmente podem voltar depois mais intensas e tenazes. pois. a princípio. como todos os outros erros dessa igreja. 24 ao 28. entram todos na casa e passam a habitá-la. A comunhão dos discípulos era um repasto comemorativo. advertia os homens de que estivessem precavidos sempre contra as más paixões e tendências que. às más paixões. — 45. disse: Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam. E. lá se instalam. — Resposta de Jesus ao que. se o homem limpar sua alma de todas as impurezas e a adornar das virtudes opostas a tais sentimentos ocupa-la-á o seu anjo de guarda. limpa e ornada. de virtudes as nossas almas. Assim acontecerá com esta geração criminosa. e o último estado do homem fica sendo pior do que o anterior. repelidas. a encontra varrida e ornada. então. voltando. interpretações que. constantemente. Os Espíritos imundos que influenciam para o mal o homem são atraídos pelos seus maus sentimentos. Dever. uma lembrança simbólica daquela outra comunhão. de novo. a fim de que o Senhor as possa considerar habitações dignas dos seus mensageiros. — 26. Quando o Espírito impuro tem saído de um homem. versículo 24. pelo qual entendeu a Igreja romana de fazer do corpo humano morada da divindade. 12º. — LUCAS. tornando impossível àqueles Espíritos fazerem nela morada. voltando.

(89) Job. bem-aventurados os que estudam e ensinam a moral pregada por Jesus e põem-na em prática. falou como médium. 6. pelo lado unicamente espiritual é que deveram ter encarado e ensinado os preceitos evangélicos aqueles que se intitulam seus representantes na Terra. — 2ª Epístola à Pedro. Capítulo 11º. conforme a consideravam os homens. — Timóteo. que nada valem e para nada servem. 5º. 20 a 22. Sim. — 1ª Epístola à Pedro. versículos 27 e 29 de Lucas. 8. . — A mulher que elevou a voz do meio da multidão. para louvar a Maria. 1º. — JOÃO.232 Jesus Cristo. abriu ensejo à resposta de Jesus. como infelizmente ainda vemos. como mãe de Jesus. sob a inspiração momentânea de um guia que. 2º. 25. desse modo. 14. 5º. 1º. que foi um ensinamento: “Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam”. de satisfazerem às suas ambições de mando e predomínio. 7. não fazendo da profissão de fé um meio de vida. com abstenção completa dos cultos e cerimônias puramente materiais.

estendendo a mão para os discípulos. — 20. O irmão. — LUCAS. te procuram. por Maria. Jesus mostrou aos homens os sentimentos de fraternidade e de amor que os devem unir. não deu à luz filho algum. Todas. versículo 19. o simples parente. esse é meu Irmão. tendo vindo e ficado do lado de fora. de fato. 3º. — 35. — 47. disse Ele: Quem é minha mãe e quais os meus Irmãos? — 49. disse: Minha mãe e meus irmãos São os que escutam a palavra de Deus e a praticam. Ao que perguntou Ele: Quem é minha mãe e quais são os meus irmãos? — 34. alguém lhe disse: “Olha que tua mãe e teus irmãos. tinha várias acepções. ao mesmo tempo. sem que. pura e imaculada. E. porqüanto. mas não puderam aproximar-se dele por causa da multidão. de um corpo fluídico. versículo 46. — 50. pelo poder da sua vontade e da sua sabedoria. sua mãe e seus Irmãos do lado de fora procuravam falar-lhe. fossem quais fossem. como já vimos. que vinha à procura das ovelhas tresmalhadas do seu rebanho? qual poderia ser o seu objetivo? Reuni-las em torno de si. disse: Eis aqui minha mãe e meus Irmãos. Ora. LUCAS: capítulo 8º. — 48. versículo 31. a palavra — irmão —. porqüanto. obra do Espírito Santo. minha Irmã e minha mãe. 12º. Por essa explicação ficou patente que Maria não concebeu. Ele se achava apenas revestido de um corpo aparentemente humano. se conservou sempre virgem. — 32. o mandaram chamar. Qual poderia ser. Jesus. (90) Não estando ligado a Maria por nenhum laço humano. — 21. Efetivamente.233 84 MATEUS. aquele que fizer a vontade de Deus. o irmão propriamente dito. nenhum grau de parentesco humano havia entre Jesus. Então alguém lhe disse: Tua mãe e teus irmãos estão aí fora procurando-te. respondendo. Disseram-lhe então: Estão lá fora tua mãe e teus irmãos que te querem ver. porqüanto. Assim sendo. a irmã e a mãe de Jesus são os que fazem a vontade de seu pai. minha irmã e minha mãe. na expressão de Paulo. quem quer que faça a vontade de meu pai que está nos céus. como também já explicamos e deve ser entendido. tendo sido a sua concepção. Significava. disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. o aparecimento do nosso Salvador na Terra tenha apresentado o que quer que seja de milagroso ou de sobrenatural. 19 ao 21. conforme as necessidades da sua missão. — MARCOS. Respondendo a esse que assim falara. Trazia um corpo “celeste”. 8º. Sua mãe e seus irmãos. 31 ao 35. cumprindo ainda se advirta que. o desejo do bom pastor. que. olhando para os que se achavam sentados ao redor de si. — 33. . Estando Ele ainda a pregar para a multidão. se tornava visível e tangível. eram e são dele bem-amadas. na realidade. MARCOS: capítulo 3º. é claro que também nenhum grau de parentesco humano havia entre Ele e os que eram considerados seus irmãos. o primo co-irmão. Sua mãe e seus irmãos vieram ter com Ele. em hebreu. ouvindo a palavra de Deus e pondo-a em prática MATEUS: capítulo 12º. E. Maria e José. 46 ao 50. esse é meu irmão. como a multidão o cercasse.

. 17. 20º.234 (90) JOÃO. 29. 15º. 8º. 14. — Apocalipse. — Hebreus. 2º. 1º. — Romanos. 12. 2º. 5. 11.

produzindo aqui cem. — 2. — MARCOS. enquanto semeava. aproximando-se. Os discípulos. O Sol. pois que a terra ali não tinha profundidade. Pôs-se de novo a ensinar próximo ao mar e. ouvir o que ouvis e não ouviram. como não tinham raízes. — 14. pois. versículo 1. Enquanto semeava. versículo 1. Muitas coisas ensinava por parábolas. porque escutam. — 12. eles não vêem. secaram. — 7. — Explicação dessa parábola MATEUS: capítulo 13º. 1 ao 23. falando assim: Eis que o semeador saiu a semear. não ouçam com os ouvidos. nascendo. não ouvem. sobrevindo as tribulações e perseguições por motivo da palavra. Naquele dia. segundo o seu modo de doutrinar: — 3. crestou-as. não sejam curados por mim”. — 20. ficando a multidão na praia. é que. e. — 16. O semeador saiu a semear: — 4. produzindo cada grão cem. Entrando então para uma barca. — 4. mas em quem os cuidados do século e a ilusão das riquezas a abafam e impedem de produzir frutos. — 5. — 23. saindo Jesus de casa foi sentar-se à beira do mar. é a semente que caiu ao longo do caminho. — LUCAS. e 25. “Escutai. a parábola do semeador. as sementes germinaram prontamente. — 18. — 8. vieram as aves do céu e a comeram. Escutai. Uma outra parte caiu em terreno pedregoso. onde muito pouca terra havia. e 18. 23-24 Parábola do semeador. — 3. 1 ao 15. não tendo ela raízes no seu coração. Neles se cumpre esta profecia do profeta Isaías: “Escutareis com os ouvidos e não entendereis. O coração deste povo se embotou. — 21. — 2. em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram.235 85 MATEUS. vendo. só por pouco tempo subsiste. não compreendam com os corações e. Respondeu Ele: É porque a vós vos é dado conhecer os mistérios do reino dos céus. acolá trinta por um. mas. os ouvidos se lhes tornaram surdos e os olhos se lhes fecharam. ouça. Outra parte . MARCOS: capítulo 4º. nem compreendem. Uma outra finalmente caiu em terra boa e as sementes frutificaram. 8º. — 9. ficando todo o povo na praia. A que foi semeada em terra boa indica aquele que escuta a palavra e a compreende. — 19. Uma outra caiu entre os espinheiros que cresceram e a abafaram. 1 ao 20. — 10. como enorme fosse a multidão que ali se reuniu. Quem tiver ouvido de ouvir. para que não vejam com os olhos. uma parte das sementes caiu à margem do caminho. 5. E começou a dizer muitas coisas por parábolas. — 6. Do coração de todo aquele que escuta a palavra do reino e não a compreende vem o mau Espírito tirar o que nele foi semeado. Felizes os vossos olhos porque vêem. aquele em quem ela frutifica. mas ao que não tem se tirará até o que tem. — 15. dizendo. — 13. Ele subiu para uma barca e se sentou. mais ainda se dará. e. A que caiu em terreno pedregoso representa aquele que ouve a palavra e a recebe com mostras de alegria no primeiro momento. olhareis com os olhos e não vereis. A semente lançada entre os representa espinheiros aquele que ouve a palavra. ficando ele na abundância. uma parte das sementes caiu à borda do caminho. — 17. 13º. 4º. Eis por que lhes falo por parábolas. porqüanto. ele logo se escandaliza. não se convertendo. os pássaros do céu vieram e as comeram. sessenta ou trinta. ele ai se sentou. Àquele que tem. os vossos ouvidos. — 22. ouvindo. mas a eles não. E grande multidão se lhe reuniu em torno. ali sessenta. lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? — 11. e 10º.

germinou e frutificou. — 15. Outra parte caiu entre espinheiros. Outra. O semeador semeia a palavra. veio. — 10. Ele lhes respondeu: Dado vos foi a vós conhecer o mistério do reino de Deus. tendo-a Ouvido. — 20. versículo 25. recebem com alegria . entrando em seus corações. designados pela parte das sementes lançadas entre espinheiros. — 7. uma parte dela caiu à margem do caminho. Como. A margem do caminho. caiu em terra boa. secaram. pelo temor de que. de sorte que ela não deu frutos. o terreno pedregoso são os que. ouçam e não compreendam. E acrescentava: Ouça quem tiver ouvidos de ouvir. a fim de que. sessenta. — 18. Susana e muitas outras que o assistiam com seus bens. são aqueles de cujos corações Satanás vem arrancar a palavra logo depois de ter sido nos seus corações semeada. eles logo se escandalizam. A que cai junto do caminho indica os que ouvem a palavra. porém. O semeador saiu a semear a sua semente e. as sementes germinaram logo. Eis o que quer dizer esta parábola: A semente é a palavra de Deus. secou. Semelhantemente. de sessenta. exclamava: Quem tem ouvido. MARCOS: capítulo 4º. são os que ouvem a palavra. — 17. a fim de que vendo não vejam e ouvindo não compreendam. — 13. por falta de húmus. multiplicaram-se e produziram cem. elevaram-se. da qual sete demônios haviam saído. LUCAS: capítulo 8º. crestou as plantas e estas. E. ia Jesus de cidade em cidade. — 4. de trinta por um. Acompanhavam-no os doze. vendo. para que não se convertam e os pecados lhes sejam perdoados. — 11. pois que pequena era a profundidade da terra. — 11. pregando e evangelizando o reino de Deus. Outra parte. ouvindo a palavra. crescendo. estes cresceram e a abafaram. — 6. Intente de Herodes. Os discípulos lhe perguntaram o que queria dizer aquela parábola. porém. — 12. Como o cercasse grande multidão de gente vinda de todas as cidades. de ouvir. finalmente. — 9. — 6. dizendo Isso. As que caem sobre pedras indicam os que. enquanto o fazia. Os outros. mulher de Cusa. 3. — Joana. Quando com Ele ficaram a sós os doze que o seguiam interrogaram-no acerca dessa parábola. onde pouca terra havia. finalmente. os grãos deram fruto. vejam e não vejam e. trinta por um. a ilusão das riquezas e as outras paixões. Algum tempo depois. — 2. ao longo do qual a semente caiu. nesses ela não cria raízes. mas os cuidados do século. Mais será dado ao que já tem e ao que não tem se tirará mesmo o que tem. e Ele lhes respondeu: Dado vos é a vós conhecer o mistério do reino de Deus. — 8. Outra parte caiu sobre pedras e. Maria. por não terem raízes. a recebem e dela tiram frutos. na proporção de cem. logo depois de haver germinado. mas de cujos corações Satanás a vem arrancar. o Sol. Em vindo as tribulações e perseguições por causa da palavra. produzindo cem por um. que tinham sido livradas dos Espíritos malignos e curadas de enfermidades. a sufocaram — 8. O terreno bom onde a última parte das sementes é lançada são os que ouvem a palavra. versículo 1. de aldeia em aldeia. mas. tudo se faz por parábolas. foi pisada e os pássaros do céu a comeram. mas aos outros só por parábolas se lhes fala. disse Ele esta parábola: — 5. ouça. crendo. Outra caiu entre espinheiros que. a sufocam e ela não frutifica.236 caiu em terreno pedregoso. dura pouco tempo. Perguntou-lhes em seguida: Não entendeis esta parábola? Como podereis entender todas as parábolas? — 14. — 19. para aqueles que são de fora. — 12. ouvindo. a recebem jubilosos. — 7. e algumas mulheres. — 10. caiu em terra boa. — 13. apelidada — a Madalena. eles se salvem. — 16.’ — 9.

de não procurarem devassar os mistérios que de pronto não compreendiam. conforme também o disse. porqüanto. pois. porqüanto eles crêem apenas durante algum tempo. não estava apto a conhecer os “mistérios do reino dos céus. mas que. porqüanto mais se dará àquele que já tem e ao que não tem se tirará até o que julgue ter. . As mesmas explicações bastam para que a compreendamos. Por outro lado. negligente em guardar o que recebeu. a felicidade dos bem-aventurados. A razão por que Jesus preferentemente falava por parábolas era evitar que muitos se enchessem de maiores responsabilidades. “para que não se convertessem”. os “segredos” do reino de Deus eram os meios. mas em cujos corações ela é abafada pelas preocupações terrenas. para a compreensão de homens materiais. por assim dizer. enquanto que o outro. os segredos do reino de Deus”. tentariam avançar. de que modo ouvis. Dizendo. aludia o Mestre aos que. de todos os lados receberá amparo. fariam sem demora um recuo. ao contrário. o homem. por lhes descobrir o sentido oculto e o apreenderiam. Os “mistérios” do reino dos céus. desconhecidos até então. que não lhes falava senão por parábolas. Vede. versículo 23. porém. cedendo a um primeiro impulso. que lhes acarretariam grandes sofrimentos no futuro: aqueles que. LUCAS: capítulo 10º. A parte que cai entre espinheiros corresponde aos que escutaram a palavra. a guardam. para os que estivessem dispostos a avançar. detidos bruscamente pelos seus maus instintos. Os que. que o oprimirão durante séculos. disselhes: Felizes os olhos que vêem o que vedes. pelos prazeres da vida e não produz frutos. porqüanto eu vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vedes e não viram. Antes das revelações feitas por Jesus. indiferente ao que lhe foi dado. a fim de desempenharem suas missões. — 15. em seus corações bons e excelentes e dela tiram fruto pela paciência. — 24. ouvindo a palavra. A boa terra onde cai a Última parte das sementes são os que. assim não procedessem. “muito será dado ao que já tem. a caminhar para diante. versículo 18. de chegar-se àquela felicidade. nenhuma idéia clara formando da outra vida. o que tem pouco. não cria raízes. (91) As explicações que Jesus deu da parábola do semeador era a que convinha aos Espíritos encarnados naquela época e a de que necessitavam os apóstolos. expressões que compõem uma imagem destinada a materializar. que aqueles ensinos impunham. pelas riquezas. mesmo esse pouco será tirado”. ao passo que àquele que pouco tenha. — 14. não se lhe submeteriam. que lhes viria a ser causa de graves expiações. retrocedendo assim que chegam as tentações. ouvir o que ouvis e não ouviram. deixará que as más paixões se apossem do seu coração. por considerarem pesada demais para suas naturezas más a reforma. tomem o lugar das poucas virtudes de cuja posse já desfrutasse. pois. nenhum inconveniente havia em que os ensinos lhes fossem ministrados veladamente. capazes embora de receber sem véu a sua palavra. Voltando-se para os discípulos.237 a palavra: esta. seriam culpados apenas de indiferença. Estas palavras significam que aquele que deseja progredir e se esforça por consegui-lo. como o fizeram os discípulos. LUCAS: capítulo 8º. visto que se esforçariam. que os vícios e males.

5º. 6º. quando os homens houverem alcançado alto grau de desenvolvimento moral e intelectual. entretanto. 2. — JOÃO. — 1ª Epístola aos Coríntios. a “luz” permaneceu velada. tornados mais fortes. 28º. 40. só será levantado completamente. — Romanos. — Hebreus. 9. tanto quanto os olhos humanos. 13. 12º. 9. 26. todos os “segredos do reino de Deus”. — 1ª Epístola à João. 14. 11º. O véu. 5º. 12º. porque os Enviados do Senhor ergueram um pouco mais o véu que a encobria. 29.238 Jesus veio levantar o véu e esclarecer as inteligências. 35. — Atos. Porém. o permitiam. 2º. 11º. — Ezequiel. a luz já brilha com mais vivo fulgor. 20º. 6º. apenas uma ponta do véu foi levantada. — 2ª Epístola aos Coríntios. 8. 10. . 27. 27. Hoje. (91) Isaías. 3º. — 1ª Epístola à Timóteo. 11. 2º. Só então lhes será facultado conhecerem todos os “mistérios do reino dos céus”.

incandescente. Deixai que um e outro cresçam juntos até à ceifa. arranqueis ao mesmo tempo o trigo. 13º. quis o divino Mestre refrear o zelo dos apóstolos e dos que lhes sucedessem como continuadores da sua obra. Parábola do joio semeado entre o trigo MATEUS: capítulo 13º. mesmo do reino humano. Ele lhes respondeu: Foi um inimigo quem o semeou. — 25. vegetal e animal. atentados que cada dia mais profundamente a divorciaram da doutrina . o joio. E lhes propôs uma outra parábola. Vê-se daí não ser cabível que. efeito a que de futuro hão de seguir-se. Dos encarnados na Terra. quando chegar a ocasião de ceifar. 24 ao 30. para se depurar. dos centros onde ele é falseado e que representam o joio a crescer entre o bom grão. é lançado ao fogo da expiação. Dizendo que o “pai de família” não consentira que seus servos arrancassem. Não esqueçamos nós. direi aos ceifeiros: Arrancai primeiramente o joio e atai-o em feixes para ser queimado. os espíritas. dos aludidos reinos da Natureza. por outros meios. que tal dilúvio não se deu com o caráter de universalidade que lhe atribuíram as narrações escriturísticas. tem sofrido renovações parciais. semeou joio no meio do trigo e se foi embora. por todos os meios. levados pelo desejo de fazer progredir a Humanidade. a todas as liberdades. Conviria não perdessem de vista este ensinamento os que. se condenasse toda a geração material de que somos parte a perecer num dilúvio semelhante ao de que falam os antigos. em cada colheita. outros apenas iniciam suas provações morais. — 30. o trigo. mas com ela cresceu também o joio. porém simples. do campo que ele semeara. uns são elevados. dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou bom grão no seu campo. afinal. Depois. Enquanto os homens dormiam. os quais. aquele. — 27. cresceu e deu espigas. E ele respondeu: Não. para operar-se a renovação de nossa geração espiritual. que foi invocando um zelo semelhante que a Igreja se tornou perseguidora e abriu a interminável série dos seus atentados à liberdade de pensamento e de crença. Os servos lhe perguntaram: Quereis que vamos arrancá-lo? — 29. ao mesmo tempo que o bom grão é guardado nos celeiros do Senhor. a Terra tem passado por transformações sucessivas. receio que. À força de quererem reprimir abusos. não semeastes bom grão no vosso campo? Como é que nele há joio? — 28. poderiam chegar ao extremo de amedrontar os homens retos. Os servos do pai de família vieram então dizer-lhe: Senhor. versículo 24. A plantação do homem germinou. empilhai-O no meu celeiro. Nem todos os Espíritos se encontram no mesmo grau de desenvolvimento. É evidente. arrancando o joio. e de os afastar. para o efeito de preparação e progresso graduais dos reinos mineral. com receio de que simultaneamente tirassem o trigo. — 26. pregam a necessidade da extinção completa. poderiam ir longe de mais. também graduais. veio o inimigo dele. Desde que saiu do estado de fluidez. apregoando zelo da pureza do Espiritismo.239 86 MATEUS. O joio cresce de par com o bom grão. pois. as depurações e transformações. nos tempos atuais.

a fim de esconder aquele divórcio. por se haver despojado do seu envoltório carnal. caso em que passam a habitar mundos superiores ao nosso. essa época será a em que não mais se permita ao joio crescer aqui de envolta com o trigo. são os Espíritos superiores. isto é. a repelirá. está em apropriá-las às inteligências que as tenham de receber. aos quais incumbe velar pelas expiações dos Espíritos culpados. se lha houveram apresentado sob aspecto condizente com o seu ponto de vista (e por isso é que Jesus a maior parte do tempo ensinava por parábolas e símiles). um por exemplo. A ceifa. a difundir as da Doutrina dos Espíritos. e classificar os que. isto é. que teria aceitado a moral evangélica. Os ceifeiros. então. a ceifa tem sido feita sempre e ainda continuará por longo tempo. ou na condição de trigo. Quando terminará? Quando chegar a época da ceifa definitiva. para cuja interpretação ela acabou proclamando-se a única habilitada. onde continuarão a aperfeiçoar-se. A Terra. ou atemorizado com as grandes dificuldades que ela lhe deixa entrever. de que fala a parábola. se dá na ocasião em que o Espírito volta à sua condição de origem. eles se encontram. em que os Espíritos que se tenham conservado obstinadamente culposos e rebeldes se verão compelidos a deixar de encarnar no planeta terreno. como o deve ser.240 cristã. Se não for assim. das torturas morais. o que quer dizer: ter-se-á tornado. do espírito dos Evangelhos. na erraticidade. o que se verifica pelo fogo do remorso. por terem bem cumprido suas provas. em que aquele será arrancado e lançado fora. terá passado a fazer parte do reino de Deus. ou em mundos inferiores à Terra. de acordo com as tendências que revelam e com o grau da sua culpabilidade. no caso. para aquele que se propõe a pregar as verdades eternas. para o fazerem em mundos colocados abaixo dele na escala dos orbes. a fim de que bem apreendidas sejam as daqueles mesmos Evangelhos. ou ofuscado pela intensidade da luz que dela se irradia. Encarada assim. morada de Espíritos bons. A lição que a parábola do joio e do trigo encerra mostra que toda a ciência. Com relação ao nosso mundo. mereçam ascender a mundos mais elevados do que o nosso. . a progredir. em que volta ao estado de Espírito liberto da matéria. exclusivamente. Ao retornarem a esse estado. a que se segue a reencarnação neste mundo. ou na condição de joio a ser queimado.

— 27. MARCOS: capítulo 4º. donde se parta para chegar ao céu. Jesus disse por parábolas todas essas coisas à multidão. 4º.241 87 MATEUS. Grão de mostarda. Ele se assemelha a um grão de mostarda que. — 29. as da formação e desenvolvimento dos reinos mineral. E repetiu: Com que compararei o reino de Deus? — 21. — 20. cresce e se torna árvore grande em cujos ramos pousam os pássaros do céu. quis Jesus mostrar à multidão que o gérmen. — 30. Dizia: O reino dos céus a que se assemelha e com que o compararei? — 19. amadurecido o fruto. semeada. a semente germina e cresce sem que ele saiba como. desenvolvimento e transformação em árvore simbolizam as fases por que tem passado o nosso mundo. — 33. Uma vez. versículo 31. — Semente lançada à terra MATEUS: capítulo 13º. se torna árvore grande. é a menor de todas as sementes que existem na terra. 26 ao 34. No seu pensamento acerca do futuro. em que o crescimento oculto do grão. produz primeiro a erva. Propôs-lhes uma outra parábola. dizendo: O reino dos céus se assemelha ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. que. pois é esse o momento da ceifa. por si mesma. E. depois a espiga e afinal o grão que cobre a espiga. E assim lhes falava por muitas parábolas. constitui uma alegoria em que aquele grão representa o ponto de partida. — 34. ele germina. Assemelha-se ao grão de mostarda que o homem toma e planta no seu horto. ao ser semeado. tornase árvore em cujos ramos os pássaros do céu vêm habitar. E dizia: O reino de Deus é como quando um homem lança à terra a semente. — 28. não lhe falava sem parábolas. o estado rudimentar de uma e outro. torna-se planta maior do que todas as outras. Ele se assemelha ao fermento que uma mulher toma e mistura com três medidas de farinha até que a massa fique completamente levedada. — LUCAS. 13º. a sós com os discípulos. — 32. 31 ao 35. — Fermento da massa. vegetal. 18 ao 22. LUCAS: capítulo 13º. — 33. Esse grão. quando cresce. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta: Abrirei minha boca para falar por parábolas: revelarei coisas que estão ocultas desde a formação do mundo. sua afloração. — MARCOS. porém. — 22. por mínimo que seja. pois que a terra. 13º. a comparação do reino dos céus com um grão de mostarda. em cujos ramos os pássaros vêm habitar. de acordo com o que eles podiam entender. Quer o homem durma. passa-se-lhe a foice. a origem do planeta e da Humanidade. mas. (92) Comparando o reino dos céus ao grão de mostarda. E assim ia ensinando pelas cidades e aldeias a caminho de Jerusalém. E dizia: A que compararemos o reino de Deus? Por que parábola o representaremos? — 31. dá galhos tão grandes que os pássaros do céu se podem abrigar à sua sombra. Disse-lhes também esta outra parábola: O reino dos céus se assemelha ao fermento que uma mulher toma e mistura com três medidas de farinha até que a massa fique inteiramente levedada. — 35. ela cresce e se torna maior do que todos os arbustos. de pequenino que é. versículo 18. pode desenvolver-se e produzir grandes resultados. que é a menor de todas as sementes. tudo lhes explicava. animal e humano e as de depuração e transformação . versículo 26. — 34. Não lhes falava sem parábolas. quer vele dia e noite. — 32.

assim como dos períodos que ela tem de percorrer e transpor. 15. 16º. é o emblema dos períodos que a nossa Humanidade tem percorrido e transposto na via do progresso. — Romanos. quando maduro. continuando a progredir com ela. para atingir a maturidade moral e intelectual. 57º. Na em que o reino dos céus é comparado à semente que o homem lançou à terra. a formação dos grãos que cobrem a espiga. — Apocalipse. esta última parábola. que os Espíritos purificados virão habitar e onde. secreto. despojado da letra o Espírito. 26. crescimento. ou já foi ceifado.242 física do planeta e física. 7. Na parábola em que comparou o reino de Deus ao fermento que se lança na massa de farinha para levedá-la e torná-la em pão. aqui. — 1ª Epístola aos Coríntios. a formação da espiga indica o que decorreu desde esse aparecimento até os nossos dias. indicam os tempos atuais e futuros da era do Espiritismo. 2º. estado em que será aproveitado pelos ceifadores incumbidos de proceder à colheita para o celeiro divino. por ser essa a época da ceifa. — Colossenses. 3º. já se acha maduro. ali. 2. o grão. para se tornar morada de paz e de felicidade. que aflorou ao solo. mas contínuo. para sua regeneração completa. desde o aparecimento do homem na Terra. que apenas há alguns anos apareceu. 9. em certas partes escolhidas. que alimenta para a vida eterna. os próprios grãos já formados e o fruto ao qual. — Efésios. da semente de regeneração que Ele imergia nos corações. o reino de Deus. como produto da germinação da semente. que vem preparar e efetivar a regeneração da Humanidade e as promessas que as proféticas palavras do Salvador encerram. figurou Jesus o trabalho de transformação e purificação das almas. está produzindo. — Miquéias. 26. designa o tempo que se escoou antes que Jesus aparecesse na Terra. desenvolvimento e frutificação que o Espírito atravessa. amadurece e. 14º. 1. Tais os resultados que o Espiritismo. se está formando. por efeito da doutrina de amor e bondade que Ele lançava nos corações — único fermento apropriado à preparação do pão espiritual. Os ramos da árvore indicam o grau de evolução que aquele atingirá. transformação. Neste momento. 25. se passa a foice. 3. 1º. 2º. ao mesmo tempo que mostrava as fases de germinação. Por outro lado. — Salmos. 2. chegarão à perfeição. . o divino Mestre indicava o trabalho. A erva. moral e intelectual da Humanidade. 4º. (92) Isaías.

predito por Jesus e que. missão que. que é arrancado e queimado no fogo. Os filhos de iniqüidade. O que se faz com o joio. por muito tempo ainda. do dos Espíritos que nele encarnam. lá haverá prantos e ranger de dentes. — 43.. O diabo. Explicação da parábola do joio MATEUS: capítulo 13º. “no fim do mundo”. os segadores são os anjos. — 41. — 42. como convinha que estes a considerassem. até que aqueles Espíritos atinjam a perfeição. os justos. são os que se deixam arrastar pelas más influências. simbolizados pelo joio. ao qual chama “seu reino . lhe pediram: Explica-nos a parábola do joio semeado no campo. 36 ao 43. como sendo a transformação. ouça. por pensamentos. como tendo todo poder sobre a Terra. — 37. (93) Encarregado do progresso do nosso planeta e da Humanidade a que pertencemos. vem semeando o bom grão e o semeará sempre. — 38. Os filhos do reino. cujo símbolo é o joio. os justos brilharão como o Sol. acercando-se dele. — 40. Jesus. palavras e obras. fazia lembrada a missão que o trouxera ao mundo terreno. e os discípulos. O campo representa o nosso planeta e a sua Humanidade. afastando-nos das vias do Senhor. na Terra. O campo é o mundo. corresponde ao tempo da ceifa. 13º. O fim do mundo vem sendo preparado de há muito e a pouco e pouco progressivamente vai ocorrendo. que os colocará na categoria dos Espíritos puros. isto é. Aquele. O filho do homem enviará seus anjos. como tendo recebido de Deus a investidura de rei do nosso planeta. impelindo-nos a praticar o mal. como enviado de Deus. pela explicação velada que deu da parábola do joio mostrava o seu poder. Compreendido como significando a . permanecendo no “seu reino’. 36. simbolizados pelo bom grão. que é o “seu reino”. o tempo da colheita é o fim do mundo. sempre trabalhou. exercendo sobre nós perniciosa influência. fará que “seus anjos” reúnam e levem para fora da terra. e quem os mandará lançar na “fornalha do fogo”. estes reunirão e levarão o para fora do seu reino todos os que são causa de escândalo e de queda. disse: Aquele que semeia o bom grão é o filho do homem. O fim do mundo. trabalha e trabalhará pelo nosso progresso. era humana. onde há prantos e ranger de dentes. que tiver ouvidos de ouvir. e bem assim sobre as gerações humanas que nela se sucederão. respondendo. por serem maus os seus instintos. a renovação de todo o Universo. sob sua autoridade às suas ordens. os filhos do reino são o bom grão. os filhos da iniquidade são o joio. Entretanto. no reino do pai. que semeou. para fora do “seu reino”. Tendo despedido a multidão. o “Inimigo”. tendo por símbolo o bom grão. Espíritos de erro e de mentira que. no parecer dos homens. onde brilharão como o Sol. o joio. — 39. desde o aparecimento do homem na Terra. O inimigo que semeou. na parábola. os filhos do reino. os “anjos”. é o diabo. Designando-se a si mesmo por filho do homem. errantes ou encarnados.243 88 MATEUS. e os lançarão na fornalha do fogo. far-se-á no fim do mundo. operando-se de um instante para outro. como sendo quem. são os que tendem a progredir e se esforçam por consegui-lo. não deve ser entendido como um fato repentino. trabalham por nos obstar ao progresso. os filhos de iniqüidade. Então. ou cizânia. entrou Jesus em uma casa. como tendo. Ele. semeia e semeará. são todos os Espíritos maus.

estará completado o afastamento dos Espíritos inferiores e o nosso mundo se terá tornado morada de paz e felicidade para Espíritos bons. 14º. voluntariamente cegos. e o nosso planeta. versículo 43). já aptos a entrar na fase espírita. rebeldes. para nos servirmos de uma comparação humana.244 época da colheita. constituindo. nos filhos do Senhor. 19º. (93) Apocalipse. 15. A luz que brilha nos justos (MATEUS: capítulo 13º. ele se apresenta dividido em três períodos distintos: — primeiro. se purificarem. terceiro. Os mundos superiores formam. passarem de “filhos de iniqüidade” a “filhos do reino”. “uma das províncias do reino de Deus. em que os Espíritos culpados. o reino do Pai. concluída a separação do joio e do trigo. desde que atinja a necessária elevação. aquele em que. lhes pertencerá ao número. aquele em que aos Espíritos inferiores foi e será permitido encarnar na Terra para. aquele em que o joio começará a ser apartado do bom grão. por sucessivas expiações e reencarnações. da fé e do amor. é a da verdade. 7. 20. 2º. na imensidade. serão afastados do nosso planeta e lançados em planetas inferiores. . segundo.

vende tudo o que possui e a compra. e os lançarão na fornalha de fogo. Quanto à pesca. cheio de alegria pelo haver achado. Por escribas designava Jesus os homens mais esclarecidos que as massas e incumbidos de espalhar no meio delas a luz contida no tesouro da inteligência e da erudição de que dispõem. o homem que o achou o esconde e. — 50. dos maus pendores. — Pérola de alto preço. (94) Aquele que recebe a palavra de Deus deve sentir-se tão feliz quanto o que. lançada ao mar. — Faz. 44 ao 52. Tesouro oculto. O reino dos céus se assemelha também a uma rede de pescar que. todos os sacrifícios que a Humanidade exija. se é que se pode estabelecer comparação entre sentimentos de naturezas tão diversas. O reino dos céus ainda se assemelha a um negociante que procura belas pérolas. das nossas faculdades. — Parábola da rede lançada ao mar MATEUS: capítulo 13º. — 51. Cumpre-lhe. versículo 44. Quando fica cheia. os pescadores a puxam para bordo. . que. dos vícios. dentro dos limites da nossa instrução. figura a escolha dos bons e o afastamento dos maus. aos incrédulos. — 45. — Quer isto dizer: despoja-se dos erros. Aquele que se serve da ciência que recebeu dos tempos antigos. então. com o receber e agasalhar a palavra de Deus. aos pseudo sábios a autenticidade e a ancianidade da ciência que professamos. O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto num campo. dos maus instintos.245 89 MATEUS. 49. de tudo. devemos. — 46. Vai o homem e vende tudo o que tem. se põem a separá-los. escrutar as legendas. como os bens terrenos o prendem ao solo que os encerra. E compra o campo. é o que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas. em suma. — 48. que o homem encontra. como o tesouro. investigar as crônicas antigas. vai vender tudo que possui e compra aquele campo. Haveis compreendido todas estas coisas? Eles responderam: Sim. armados dos vetustos documentos que chegarmos a possuir. Assim será no fim do mundo: os anjos virão e separarão os maus do meio dos justos. desencavar os velhos manuscritos sepultados no fundo das bibliotecas seculares ou dos conventos e. para conservar aquele tesouro espiritual. acha um tesouro. os espíritas. onde haverá prantos e ranger de dentes. tornar recomendável aquilo que quer tornar crido. Significa isso que nós outros. guardar bem dentro do coração essa fonte de riquezas eternas e esforçar-se para que nenhum dos vícios da Humanidade lhe possa arrebatar o precioso achado. deitando os bons nos vasos e lançando fora os maus. — 52. onde. Disse-lhes Ele então: Todo escriba instruído acerca do reino dos céus se assemelha ao pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e coisas velhas. assentados. por assim dizer. para fortificar e. — 47. apanha toda espécie de peixes. demonstrar aos tímidos. 13º. achando uma de alto preço. a verdade. que o prende à matéria. como na parábola do joio e do bom grão. dando grande importância às coisas materiais. A pérola é.

10. 3º. 4. e 19. 8. 15. 1. — Apocalipse. . 8º. 7. 1º.246 (94) Filipenses. — Isaías. 18. 3º. — Provérbios. 14. 3º. 55º.

chegando o dia de sábado. impondo-lhes as mãos. começou a ensinar na sinagoga. Jesus partiu dali. de sorte que. porém. E não pôde fazer lá nenhum milagre. o Mestre que. — 4. E não fez lá muitos milagres por causa da Incredulidade deles. na sua casa e entre seus parentes MATEUS: capítulo 13º. Dali saindo. a cegueira voluntária dos que o cercavam. Simão e Judas seus irmãos? — 56. 1 ao 6. Jesus. (95) No parecer dos homens. — 6. Assim era que dele se escandalizavam. — 2. dominando-lhes a resistência. Jesus. Vendo isso. — 54. eles diziam: Donde lhe vieram esta sabedoria e estes milagres? — 55. e. na sua casa e entre os seus parentes. foi porque grande era a incredulidade. O que houve foi. apenas curou alguns poucos doentes. E se admirava da incredulidade deles. pela doçura do seu coração. feito milagres. e muitos dos que o ouviam. cujo valor todos temos podido verificar. — Essas palavras. não podemos sobrepô-la à verdade que nos trouxe a nova revelação. de Judas e de Simão? E suas irmãs não estão aqui entre nós? E se escandalizavam dele. os espíritas. 6º. José. 13º. hoje. Convindo em que essa crença tenha sido necessária naquelas prístinas épocas. E lá ia percorrendo as aldeias dos arredores a ensinar. os instruía nas sinagogas. ali. impossibilidade de operar “milagres” naquela ocasião e naquele lugar. lhes disse: Nenhum profeta é desestimado senão no seu país. Quanto ao não haver Jesus. E suas irmãs não vivem todas entre nós? Donde então lhe vêm todas estas coisas? — 57. Jesus era filho de Maria e de José. para não verem a luz.247 90 MATEUS. crença que a Igreja Romana continua a sustentar. Nenhum profeta é desestimado sendo no seu país. de sua parte. confirmativas destas outras que a sabedoria popular consagrou: “Ninguém é profeta na sua terra” e “santo de casa não faz milagre”. nós outros. 53 ao 58. MARCOS: capítulo 6º. — 5. tomados de admiração. para Jesus. não quis vencer a oposição que à sua influência levantavam encarnados e desencarnados. das condições em que se deu o seu aparecimento na Terra e da sua genealogia espiritual. diziam: Donde lhe vieram todas estas coisas? Que sabedoria é essa que lhe foi dada? Como é que suas mãos obram tais maravilhas? — 3. Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria e Tiago. — MARCOS. A obstinação os levaria a fechar os olhos. . Verifica-se assim que não houve. Tendo acabado de dizer essas parábolas. encerram uma reflexão filosófica. Não é ele o carpinteiro filho de Maria e irmão de Tiago. — 58. Nenhum profeta é desestimado. tendo feito dela um dogma. firmada no milagre. de José. para lhes poupar o remorso da falta em que incorriam. o que os tornaria mais culpados e passíveis de maiores castigos. E. voltou Jesus para o seu país acompanhado pelos discípulos. porém. na sua casa e entre seus parentes. admirando-se da sua doutrina. acerca da origem espírita de Jesus. senão no seu país. voltando ao seu país. jamais provocou a revolta de qualquer Espírito. versículo 1. versículo 53. lhes disse: Nenhum profeta é desestimado senão no seu país e na sua casa.

. para lhes não aumentar o grau da culpabilidade. 23º. Nada obstante. 24.248 “ausência de vontade”. (95) Isaías. — LUCAS. — JOÃO. 49º. 6º. Ele se forrou a exercer a sua autoridade incontestável sobre os Espíritos que se lhe opunham à ação. pela imposição das mãos. sempre operou algumas curas. 7. 4º. 4º. 42. 44. 16.

— 5. mas temia o povo. Ouvindo isso. que considerava João um profeta. mandara prender João. Esse pedido muito aborreceu ao rei. num prato. tanto que ele prometeu sob juramento dar-lhe tudo o que pedisse.249 91 MATEUS. — 18. — 10. dizendo: Quero que neste mesmo instante me dês num prato a cabeça de João Batista. Guardava-o. — 20. desejosa de fazêlo morrer. no qual este ofereceu um banquete aos grandes de sua corte. Morte de João Batista. industriada de antemão por sua mãe. — 15. por causa do juramento que fizera e dos que com ele se achavam à mesa. Herodes queria dar-lhe a morte. — 6. a filha de Herodíades dançou diante dele e lhe agradou. irmão dele. por causa de Herodíades. Ora. diziam: É Elias. Herodes mandara prender a João. que. — 8. que ele lhe disse: Pede-me o que quiseres e eu te darei. o que me pedires eu te darei. Tendo ordenado a um dos da sua guarda que trouxesse a cabeça de João Batista num prato. visto que Herodes temia a João por saber que era um varão justo e santo. — 25. versículo 14. — 24. E acrescentou. Herodes. Os discípulos de João vieram. — 12. Ela se deu pressa em voltar à sala onde estava o rei e fez o seu pedido. pusera-o a ferros e o metera na prisão. o sepultaram e foram comunicar tudo isso a Jesus. no dia do aniversário de Herodes. — 22. pois. aos tribunos e aos maiorais da Galiléia. — palavras que. É que João lhe dizia: Não te é permitido tê-la por mulher. — 21. por causa do juramento que fizera e dos que com ele estavam à mesa. Outros. Ao mesmo tempo ordenou que a João Batista cortassem a cabeça na prisão. Herodíades sempre lhe armava ciladas. que a levou à sua mãe. — 27. 3º. — MARCOS. quando saiu. todavia. E a cabeça de João foi trazida num prato e dada à moça. a cabeça de João Batista.A filha de Herodíades teve entrada. — 23. mulher de seu Irmão. — 11. perguntou à mãe: Que é o que pedirei? Sua mãe lhe respondeu: A cabeça de João Batista. — 19. o rei Herodes ouviu falar de Jesus. bem como no de todos quantos se achavam à mesa. — 3. o que não conseguia. ditas com relação a Jesus. daí vem que tantos milagres se operam por seu intermédio. — 9. não obstante ser ela mulher de Filipe. mandou que lha dessem. e fazia muitas coisas aconselhando-se com ele e o escutava de boamente. Desde então. — LUCAS. é o próprio João que ressuscitou dentre os mortos. não quis desatendê-la. jurando: Sim. — 16. dançou diante de Herodes e de tal modo lhe caiu no agrado. daí vem o fazeremse por seu intermédio tantos milagres. Ela. aqui mesmo. cuja nomeada se espalhara muito. 1 ao 12. — 7. — 2. A esse tempo chegou aos ouvidos do tetrarca Herodes a fama de Jesus. confirmam a crença dos Hebreus na reencarnação MATEUS: capítulo 14º. tendo desposado Herodíades. 19 ao 20 e 9º. ainda que seja a metade do meu reino. 7 ao 9. Porém. o do aniversário de Herodes. porém. chegou um dia favorável. 14º. 14 ao 29. 6º. carregaram-lhe o corpo. O rei se aborreceu com esse pedido. mas. disse: Dá-me. — 4. disse Herodes: Este homem é João a quem mandei cortar a cabeça e que ressuscitou dentre os mortos. o pusera a ferros e metera na prisão por causa dela. MARCOS: capítulo 6º. porque João lhe dizia: Não te é permitido ter por mulher a mulher de teu irmão. e ele disse a seus servos: Esse é João Batista. Afinal. versículo 1. — 26. Ela. — 17. e dizia: João Batista ressuscitou dentre os mortos. outros: É um profeta igual a um dos profetas. o .

que o rumor público levara Herodes a proferir: Pois que mandei cortar a cabeça a João Batista. ou algum dos antigos profetas. o tetrarca. tendo ouvido de João uma censura por causa de Herodíades. enquanto outros afirmavam que um dos antigos profetas ressuscitara. da crença popular na reencarnação. conforme então acreditavam. é um dos antigos profetas. Herodes dizia: Pois que mandei degolar a João. deu-a à moça e esta a deu à sua mãe. o tetrarca. reencarnara naquele corpo que. 21. pois uns diziam: — 8. 16. (96) Levítico. — 28. que ressuscitou dentre os mortos. e por causa de todos os males que fizera. senão admitindo que a alma. é João Batista. 18º. juntou a todos os seus crimes o de meter a João num cárcere. levaram-lhe o corpo e o puseram num sepulcro. ou Espírito. — Ester. como sabemos. os homens não poderiam ter a Jesus como sendo ou Elias. — 9. bem como estas outras. quer de Elias. Herodes. entre os Hebreus. passavam por ser o pai e a mãe do Salvador. quer de um dos antigos profetas. 6. ou João Batista. 5º. que voltara a viver na Terra. que João ressuscitara dentre os mortos. é Elias que voltou. 20º. confirmam a existência. 2. LUCAS: capítulo 3º. LUCAS: capítulo 9º versículo 7. (96) Ditas e repetidas como sendo o que a voz pública afirmava com relação a Jesus. versículo 19. mulher do Irmão de Herodes. os discípulos de João vieram. — 20. tendo ouvido falar de tudo o que Jesus fazia. quem é este? — Este homem é João Batista a quem mandei cortar a cabeça. estas palavras: Elias. as quais se completam umas pelas outras. 7º. Sabendo do ocorrido. . os quais. 3. não sabia o que pensar. quem é este de quem ouço dizer tais coisas? E procurava vê-lo. outros que Elias voltara. — João Batista ressuscitou dentre os mortos. Herodes. Efetivamente. que ressurgiu. Quanto à morte de João Batista e às particularidades que lhe são relativas.250 guarda foi ao cárcere e ai degolou João. era obra humana de José e de Maria. — 29. quer de João. suficientemente explanadas se acham nas narrativas dos três Evangelistas. trouxe a sua cabeça num prato.

que os passaram ao povo. não obstante serem em número de cinco mil os que comeram. porém. — 31. — 17. Multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes MATEUS: capítulo 14º. — 16. compadecendose dela. 10 ao 17. Jesus ordenou aos discípulos que tomassem a barca e passassem para a outra margem do lago antes dele. MARCOS: capítulo 6º. Todos se assentaram formando diversos ranchos. uns de cem pessoas outros de cinqüenta. — 40. os abençoou. grande multidão acorreu a pé de todas as cidades e chegou antes deles. Eles replicaram: Aonde iremos comprar por duzentos denários pães que bastem para lhes darmos de comer? — 38. para uma barca. Jesus mandou que os discípulos tomassem de novo a barca. Depois de o verificarem. — 41. Os discípulos replicaram: Não temos mais que cinco pães e dois peixes. 13 ao 22. E como já se fizesse tarde. 9º. manda-os embora. os que comeram eram em número de cinco mil. pois. os discípulos se aproximaram dele e lhe disseram: Este lugar é deserto e a hora já vai adiantada. — 32. — 14. a fim de aí repousardes um pouco.251 92 MATEUS. a fim de que vão às aldeias comprar o que comer. pois era como rebanho que não tem pastor. o povo deixou as cidades e o foi seguindo a pé. Jesus então lhes ordenou que fizessem o povo sentar-se em ranchos na relva. Jesus partiu numa barca e se retirou secretamente para um lugar deserto. — 18. dela se compadeceu. vendo Jesus grande multidão. — MARCOS. disse Jesus: Dai-lhes vós mesmos de comer. versículo 30. Ao saber disso. abençoou e partiu os pães e os entregou aos discípulos para que os pusessem diante do povo. versículo 13. — 15. Ouvindo a narração que lhe fizeram os discípulos de João. os discípulos se aproximaram e lhe disseram: Este lugar é deserto e a hora já vai adiantada. Em seguida mandou que a multidão se assentasse na relva. sem contar as mulheres e as crianças. — 19. Todos comeram e ficaram fartos. — 42. — 36. Ao saltar da barca. Ora. olhando para o céu. retiraram-se para um lugar deserto. Subindo. Disse-lhes ele: Trazei-mos. — 21. — LUCAS. e começou a ensinar-lhe muitas coisas. lhe deram conta de tudo que haviam feito e ensinado. E Jesus. — 45. tomou os cinco pães e os dois peixes e. manda-os embora. que ficava despedindo o povo. Mas. Em seguida. reunindo-se em torno de Jesus. 30 ao 45. — 35. — 22. Respondendo. ficaram saciados e ainda levaram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram. a fim de que vão às cidades e aos povoados dos arredores comprar o que comer. dai-lhes vós mesmos de comer. tendo-os visto partir e muitos tendo sido informados da partida. Ora. Jesus. retiremo-nos para um lugar deserto. — 33. 6º. — 34. Ë que eram tantos os que iam e vinham que eles não tinham tempo para comer. muitos. Todos comeram. tomando os cinco pães e os dois peixes e olhando para o céu. viu grande multidão e. repartiu assim também os dois peixes com todos. — 20. Feito isso. 14º. — 39. E ele lhes disse: Vinde. passassem para a outra margem do lago em direção a Betsaida. Jesus perguntou: Quantos pães tendes? Ide e vede. — 43. E ainda levaram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe que haviam sobrado. disseram eles: Cinco pães e dois peixes. enquanto Ele ficava despedindo o povo. . os apóstolos. — 44. curou os doentes. — 37. Como caísse a tarde. partiu e deu aos discípulos. lhes disse: Não é necessário que se afastem daqui. Quando ele saltou em terra.

multiplicar a diminuta quantidade de alimentos que os discípulos tinham ao seu dispor e desse modo satisfazer às necessidades da multidão que o rodeava. conforme ainda o consideram os que se conservam estranhos à nova revelação. De volta. as causas e os meios ocultos que o produziram. para que se operassem as curas dos doentes. depois os partiu e entregou aos discípulos para que os distribuíssem pela multidão. reparadores e fortificantes. os doze vieram a ele e lhe disseram: Manda embora esta gente. o que se passou: tendo nas mãos os pães e os peixes. as turbas o seguiram e Jesus. com os pedaços. mediante transportes e pelo emprego de fluídos apropriados. como o dia começasse a declinar. (97) Jesus. para que a multidão ficasse saciada. de sorte que em porções mínimas saciavam a maior fome. porém. que pressurosamente lhe obedeciam. — 13. — 12. Mas Jesus lhes disse: Dai-lhes vós mesmos de comer. Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes. um efeito físico se produzisse. como se produziu. a multidão estava certa de que comia sempre porções dos alimentos que o divino Mestre subdividia. — 11. Era mister. Comendo-os com o sabor e a consistência que deviam ter. porém. ou qualquer . esse o fato que às vistas de todos se verificou. Informadas disso. os discípulos e a multidão. Jesus os envolvia em fluídos apropriados à produção de tais alimentos e. Não há nisso o que cause espanto. ficaram saciados e ainda encheram doze cestos com os pedaços que sobraram. os tornava visíveis e tangíveis e substituía os pedaços que ia retirando dos pães e dos peixes que os discípulos lhe haviam entregado. Todos comeram. da mesma forma que bastava o seu querer. Como ignorassem a origem. aqueles alimentos adquiriram as necessárias propriedades nutritivas. atuava sobre os Espíritos. Isso foi o que todos viram. — 14. que. recebendo-as. aspirados esses fluídos. nem o que justifique se considere impossível o fato. Os sonâmbulos magnéticos não tomam a água. se retirou para um lugar deserto próximo de Betsaida. Disse então Jesus aos discípulos: Fazei que se assentem divididos em grupos de cinqüenta — 15. todos o consideraram um milagre. Ao que eles replicaram: Só se formos nós mesmos comprar comida para todo este povo. cessassem todas as exigências do estômago. como já tivemos ocasião de ver. para serem abaladas aquelas criaturas materiais. Eram cerca de cinco mil pessoas. pois estamos num lugar deserto. para que. levando-os consigo. entrou a falar-lhes do reino de Deus e a curar os que precisavam ser curados. versículo 10. pois não temos mais do que cinco pães e dois peixes. multiplicados ao infinito. Teria sido bastante que reunisse em torno dela os fluídos convenientes. que todos se saciaram. Para os apóstolos. foi. Assim foi que conseguiu. dando a esses fluídos as formas e o sabor de peixes e de pães. em que Jesus dividiu os cinco pães e os dois peixes. bastaria que Jesus o quisesse. Preparados com fluídos próprios à sua produção ordinária. Os discípulos obedeceram e fizeram que todos se sentassem.252 LUCAS: capítulo 9º. os apóstolos relataram a Jesus tudo que haviam feito e Jesus. Ora. — 17. Eis. o vinho. — 16. a fim de que vá procurar alojamento e o que comer nas granjas e aldeias dos arredores. Aliás. levantou os olhos ao céu e os abençoou. dispunha do poder de atrair os fluídos de que precisava e. pela sua potente vontade.

para os que nada sabem da Doutrina Espírita e se lhe conservam alheios. 6º. o que nesse terreno não poderia fazer Jesus. a portas e janelas fechadas. 1. fenômenos pelos quais são trazidos ao compartimento onde os experimentadores se reúnem.253 alimento. — JOÃO. como sendo o que se lhes diga que são. Tanto quanto a multiplicação dos pães e dos peixes. mas. que a nós outros já nenhuma dúvida pode oferecer. sem que alguém possa dizer por onde penetraram ali. pois. para que nenhuma estranheza nos cause o fenômeno de que vimos tratando. tudo em virtude da influência espírita a se exercer no homem por intermédio de um magnetizador humano? Que é. (97) 4º Reis. 2 e 5. 42. flores e outros objetos. 4º. será suficiente nos lembremos dos casos de transporte. pela ação da sua vontade potentíssima e tendo a secundá-lo inumeráveis falanges de Espíritos superiores? Além disso. apenas. tornados por assim dizer vulgares entre os pesquisadores dos fenômenos psíquicos. . são milagrosos esses fatos.

se és tu. E tanto mais facilmente compreensível este se torna. e Pedro. 6º. Mas. Nada de mais singular ou estranhável apresenta este fenômeno. dizendo: És verdadeiramente o filho de Deus. 46 ao 52. desde que o viram caminhando sobre o mar. com um corpo fluídico. dandolhe as condições etéreas das formas puramente espirituais. caminhando sobre o mar. na quarta vigília da noite. visto que não tinham compreendido a multiplicação dos pães. assim como o Espírito livre. próprio. subiu a um monte para orar. E Jesus lhe disse: Vem. Logo. para o compreendermos. deslizar sobre as águas. e. é que seus corações estavam cegos. Pedro lhe respondeu: Senhor. — 24. pois o vento era contrário. e eles ainda mais espantados ficaram. — 28. — 27. — MARCOS. estendendo-lhe a mão. sou eu. lá se achava ele só. em terra. privava das características humanas. apavorados. eles se turbaram e diziam: É um fantasma e. o segurou e lhe disse: Homem de pouca fé. — 48. Ato continuo. (98) Jesus e Pedro caminham sobre o mar. — 52. em grau elevadíssimo. 14º. sem que qualquer obstáculo o detenha. antes. — 51.254 93 MATEUS. por que duvidaste? — 32. para o fenômeno . supuseram ser um fantasma e começaram a gritar. os que estavam na barca se aproximaram dele e o adoraram. porém. a barca se achava no meio do mar. teve medo. Jesus. Ele logo falou. bradou: Senhor. igualmente pode caminhar. de natureza perispirítica. pois que todos o viram e ficaram apavorados. Jesus. caminhando por sobre o mar. ao cair a noite. nada temais. Eles. pela ação exclusiva da sua vontade. o que chamamos médium de efeitos físicos. Quanto ao fato de também Pedro haver podido andar sobre o mar. ao qual. Jesus e Pedro caminham por sobre o mar MATEUS: capítulo 14º. subiu a um monte para orar. pode atravessar os ares. vendo que o vento estava forte. portanto. manda que eu vá ao teu encontro caminhando sobre as águas. se puseram a gritar. Assim que subiram para a barca. basta nos lembremos de que ele era. MARCOS: capítulo 6º. Vendo que seus discípulos tinham grande dificuldade em remar. por lhes ser contrário o vento. — 30. Subiu para a barca onde eles estavam e o vento cessou. cessou o vento. Ora. — 29. salva-me! — 31. Jesus lhes falou assim: Tende confiança. — 26. — 47. do que qualquer dos outros que o divino Mestre operou e que foram tidos por “milagres”. Depois de haver despedido o povo. Então. por volta da quarta vigília da noite. — 50. que Ele era sempre um Espírito livre. 23 ao 33. como os nossos. Mas. dizendo: Tranqüilizai-vos. veio ter com eles. de forma e aparência humanas. Tendo despedido o povo. Ao cair da noite. sou eu. versículo 23. porém. desde que consideremos que Jesus não se achava revestido de um corpo material humano. — 33. sem envoltório corporal terreno. a barca era impelida de um lado para outro pelas ondas no meio do mar. andou sobre a água em direção a Jesus. — 49. ou. e Jesus estava só. Ao vê-lo andando sobre o mar. 25. e queria passar-lhes adiante. e como começasse a submergir-se. Entretanto. nada temais. versículo 46. Jesus veio ter com eles. descendo da barca.

1º.) Razão não há para que aqui discutamos os fatos desta. Graças ainda a essa mediunidade de efeitos físicos. nada pesquisar. capítulo 12º. 49. os Espíritos prepostos o mantiveram suspenso sobre as águas. 8º. 15. entretanto. preferem nada ver. se o puderem. foi que ele também conseguiu. tão copiosos nas narrativas evangélicas. 2º. 9º. como se efetivamente já tudo soubessem. 1º. Utilizando-se dos fluídos de que dispunha. (Atos dos Apóstolos. 7. Os que o fizerem de ânimo desprevenido e com o desejo sincero de encontrar a verdade perceberão que eles são simples efeitos da ação de uma lei ainda desconhecida. — Atos. para tudo negarem. como se estivesse andando sobre terreno sólido. Eles. 8. Que os sábios. os observem devidamente e expliquem de outra forma. Trata-se de fatos que ora se tornaram freqüentes e que podem ser presenciados. — Salmos. 16 e 70. nem para que nos preocupemos com os que dizem não serem satisfatórias as explicações que deles dá a Doutrina Espírita. . ou de natureza semelhante. libertar-se das correntes com que o ataram na prisão.255 da levitação. por possuir aquela faculdade mediúnica. nada observar. examinados e analisados por quem os queira compreender. 6º. de que era possuidor. — Romanos. Tal o invariável critério que revelam (98) Job. que pretendem tudo saber. de modo a lhe tornar possível avançar por cima da superfície líquida. mais tarde. 4. 37. auxiliado pelos Espíritos prepostos. ou mal conhecida na sua essência e no seu mecanismo. — JOÃO. versículos 6 e 7. E este foi o fenômeno que com ele se produziu.

e todos os que as tocaram ficaram sãos. reconhecendo-os. Os doentes se curaram todos. punham os doentes nas praças públicas e pediam lhes fosse permitido apenas tocar a fimbria de suas vestes. 34 ao 36.256 94 MATEUS. por meio de passes magnéticos. aldeia. por isso mesmo. para onde quer que ouviam dizer que ele estava. Curas operadas pelo contacto com as vestes de Jesus MATEUS: capítulo 14º. não passava de um meio material que. — 55. versículo 84. lhes era indispensável. a grandeza do poder magnético de que Jesus dispunha. neste caso. — MARCOS. Transmitiram a notícia a todo o país e começaram a trazer de todos os lados os doentes em seus leitos. devido à ignorância das causas e dos efeitos. burgo. versículo 53. MARCOS: capítulo 6º. 6º. Em qualquer lugar que entrasse. porém. 19º. não por terem tocado na fímbria das vestes do Senhor. (99) Já temos visto. como em todos os demais. qual o de Nosso Senhor Jesus Cristo. 53 ao 56. resultou da ação da vontade daquele que exercia poder soberano sobre os elementos etéreos. — 56. a propósito de outros casos deste gênero. e todos os que nelas tocavam se curavam. Tendo atravessado o lago. Já entre nós existem médiuns que curam quase instantaneamente. e. sob aquela ação. podemos imaginar quais fossem os que era capaz de produzir o magnetismo espiritual. — 54. 14º. — 35. pela ação magnética que exercia. O tocar-lhe nas vestes. os do lugar espalharam a notícia por todo o país e lhe apresentaram todos os doentes. os habitantes do lugar reconheceram a Jesus. pela emissão que fazia de si. Assim que desembarcaram. A cura. mas pela ação da sua vontade poderosa. outros que só com a sua presença obtêm curas admiráveis e fatos já se têm verificado de o médium obter efeitos surpreendentes com o só olhar. fato que. dos fluídos apropriados a cada espécie de doença. ou cidade. . manejado por um Espírito. 12. vieram à terra de Genesaré onde aportaram. Tendo atravessado o lago. os homens de então tinham por necessário para que o “milagre” se operasse. Pelos resultados que já alcançamos ou observamos com o magnetismo humano. (99) Atos. os quais eram dirigidos para o organismo do doente. e lhe pediam que os deixasse apenas tocar na fimbria de suas vestes. — 36. vieram eles à terra de Genesaré.

pois os fariseus e os Judeus não comem sem terem lavado as mãos muitas vezes. Ele respondeu: Toda a planta que meu pai celestial não plantou será arrancada pela raiz. dizendo: 8. dizeis: Quem quer que haja dito a seu pai ou a sua mãe: “Tudo que ofereço a Deus vos é útil”. — 19. isto é. Por que transgridem teus discípulos a tradição dos antigos. os fariseus e os escribas: Por que não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos. os jarros. MARCOS: capítulo 7º. mas o seu coração está longe de mim. cuja observância lhes foi transmitida pela tradição e eles conservam. embora. versículo 1. os adultérios. — MARCOS. Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce ao ventre e é em seguida lançado em lugar escuso’ — 18. “Este povo me honra com os lábios.257 95 MATEUS. hipócritas. porém. — 10. ouvindo o que acabaste de dizer. o torna impuro. deixe de honrar a seu pai e a sua mãe. Não é o que lhe entra pela boca o que suja o homem. os vasos de bronze e os leitos. 15º. em vão que me honram ensinando doutrinas e mandamentos dos homens”. Ë. Vós. E quando voltam da praça pública não comem sem se haverem banhado. os falsos testemunhos. versículo 1. comer sem ter lavado as mãos. bem profetizou de vós Isaías. os censuraram. — Escândalo a desprezar. Mãos não lavadas. pois que do coração vêm os maus pensamentos. satisfaz à lei. — Verdadeira impureza. Disse então Pedro: Explica-nos essa nova parábola. — O que vem do coração é que suja o homem. — 15. são cegos a conduzir cegos. — 7. — 6. aproximando-se. que o torna impuro MATEUS: capítulo 15º. Tornastes assim nulo o mandamento de Deus pela vossa tradição. ora. os homicídios. — 5. — 7. — 12. não o torna impuro. e: “Seja punido de morte aquele que houver ultrajado a seu pai ou sua mãe”. comendo sem terem lavado as mãos? — 6. lhe disseram: Sabes que os fariseus. e. se escandalizaram? 13. — 3. em seguida. mas o seu coração está longe de mim. as maledicências. deixando de lado o mandamento de Deus. Mas o que sai da boca vem do coração e é o que mancha o homem. 7º. Então. tendo muitos outros costumes mais. os discípulos. E chamando para perto de si a multidão. guardando a tradição dos antigos. se aproximaram de Jesus e lhe disseram: — 2. é em vão que me honram ensinando doutrinas e mandamentos dos homens” — 8. que tinham vindo de Jerusalém. — 9. — Tradições humanas. não lavando as mãos antes de comer? — 3. tendo visto seus discípulos tomarem a refeição com as mãos impuras. “Honra a teu pai e a tua mãe”. 1 ao 20. pois. — 5. — Guias cegos. — 14. disse: Ouvi e compreendei: — 11. 1 ao 23. — 20. Jesus respondeu: Bem profetizou Isaías a vosso respeito. cairão ambos no fosso. Perguntaram-lhe. sem as terem lavado. conforme está escrito: “Este povo me honra com os lábios. Deixai-os. Jesus lhe replicou: Também vós ainda sois tão baldos de inteligência? — 17. Respondeu-lhes ele: E por que transgredis vós os mandamentos de Deus em obediência & vossa tradição? Deus disse: — 4. — 4. — 16. como o de lavarem os copos. pois. Estas as coisas que mancham o homem. Hipócritas. — 2. os roubos. Então alguns escribas e fariseus. mas. pois. se um cego se faz guia de outro cego. observais . as fornicações. as blasfêmias. Alguns escribas e fariseus vindos de Jerusalém foram ter com Jesus.

convertendo-se também àquela lei. a blasfêmia. para guardardes a vossa tradição. — 17. de mútuo auxilio. lavando os jarros e os cálices e fazendo muitas outras coisas semelhantes. o possa manchar. — 22. prescrições. fora do homem. também há a tradição dos . que. os homicídios. E acrescentava: O que macula o homem é o que sai do próprio homem. entrou em casa. Chamando novamente o povo para perto de si. Hoje. constituindo as tradições. — 13. — 12. pois que nada disso lhe entra no coração e sim desce ao ventre. que vós mesmos estabelecestes e deste modo fazeis muitas outras coisas semelhantes. a impudicícia. entrando nele. igualmente. Não é o que entra pela boca do homem o que suja. — 21. — 14. fazendo o mesmo que fizeram os de outrora. E lhe permitis que não faça mais coisa alguma por seu pai ou sua mãe. de olvido das ofensas. Logo que. onde quer que seja. aconselhadas pelo Divino Mestre. E lhes dizia: Anulais totalmente o mandamento de Deus. as avarezas. que nos injuriem e ridiculizem. tornar impuro. desprezá-las. Os costumes. disse: Ouvi-me vós todos e compreendei: — 15. com simplicidade. Dia virá em que serão forçados a abandonar todas as tradições de que se dizem respeitosos. o que sai da boca do homem é que o suja e torna impuro. entrando nele. Com efeito. que deturparam a lei de amor. que Jesus pregou e exemplificou. que o torna impuro. com singeleza. as doutrinas. isto é. enquanto que Moisés disse: Honrai a vosso pai e a vossa mãe. Assim. — 11. donde as fezes da alimentação têm que ser expelidas e lançadas no lugar secreto? — 20. Devemos. a inveja. tornar impuro. com relação ao enviado de Deus. O que. o orgulho. (100) Também nós devemos desconfiar das tradições. os roubos. — 16. de ouvir’ que ouça. — 10. o Cristianismo do Cristo.258 com cuidado a tradição dos homens. de perdão. são práticas que não encontramos. ele satisfaz à lei. As palavras que sobre estas Jesus dirigiu aos fariseus ainda em nossos dias têm toda aplicação. deixando que se escandalizem os orgulhosos fariseus de nossos dias. preceitos e mandamentos de origem humana. pois de dentro dos corações dos homens é que saem os maus pensamentos. que para a nossa salvação é o que importa e não as tradições. Revogais assim a palavra de Deus pela tradição. o que sai do homem é que o mancha e torna impuro. — 18. das palavras e ações más. apartando-se do povo. as felonias. as iniqüidades. que em nada concorrem para nos preservar de tudo o que nos possa macular. Nada há do que existe fora do homem que. não o pode sujar. o possa manchar. — 9. portanto. e: Seja punido de morte aquele que houver ultrajado a seu pai ou sua mãe. para observarmos. foram as tradições. e ele lhes disse: Tão pouco inteligentes ainda sois? Não compreendeis que tudo o que está fora do homem. é que constituíam a tradição dos antigos. os desregramentos. tornar impuro. ou seja: às leis divinas. os adultérios. Escutai-me e compreendei: Nada há. as fornicações. para os que se dizem cristãos. seus discípulos lhe perguntaram o que queria dizer aquela parábola. quase sempre de pura invenção humana. — 23. entrando nele. se vê por toda parte. reveladas aos Hebreus por Moisés. — 19. vós dizeis: Se um homem diz a seu pai ou a sua mãe: “Tudo o que ofereço a Deus vos é “útil”. mãe de todas as virtudes. Todos estes males vêm de dentro do coração do homem e o mancham. Guardemo-nos dos maus pensamentos. Se alguém tiver ouvido. aditados às leis reais.

22. deturpando. repelindo a nova revelação. pelo seu espírito reacionário e mesmo retrógrado. honram À Deus com os lábios. ainda insistam. ensinando doutrinas e mandamentos humanos. na palavra evangélica que. e obstar ao desenvolvimento das inteligências que. preceitos. nos pensamentos. 6º. para dominar a matéria. vendo que o coração se conserva frio. o Espírito da Verdade. pelos Espíritos do Senhor. como se pudesse abençoar e perdoar ao homem. depois da explicação que Jesus. falseando. trazendo cada um o seu contingente de civilização. — Efésios. — Timóteo. 22. regenerado. 29º. arrancando igualmente as plantas que o Pai celestial não plantou. — Romanos. velada pela letra. 1. enquanto foi necessário. compreenderiam que ela se transviara. de amor. os que chamaram a si a sucessão dos Apóstolos e se declararam infalíveis. evangelicamente revelada. arrancando desse modo toda planta que o Pai celestial não plantara. empunhará francamente as armas do Cristo e entrará na liça. de caridade e fraternidade. os quais. falta essa que agravou pela sua inércia. um dia. a hora da libertação. 14. à natureza destes. prescrições e mandamentos de cunho humano. assim como Jesus veio combater e eliminar a tradição dos antigos. O espírito humano. agiu humanamente. Os séculos passaram. seguida pelos Hebreus. o que quer dizer — em vão. a lei divina. 14. pela revelação nova. formada pelas doutrinas. acerca das práticas materiais. a bem das suas necessidades e interesses. — JOÃO. 33º. como se pudesse aceitar o culto dos lábios. 2º. — Ezequiel. de justiça. se debate por lhe fugir às peias. só ela persiste em perpetuar a infância da Humanidade. 5. 15º. alterando. esclarecido. respondendo a Pedro. que os homens instituíram. complemento e sanção da verdade. quando esta. lançando mão de leis materiais. passados dezenove séculos. Como se explica que. do contrário. que a veio explicar em espírito e verdade. com os seus acrescentamentos. de tudo o que. seja contrário à lei divina. em plena virilidade. a quem só há um jejum agradável: o jejum moral. — Colossenses. 2. 1º. — 1ª Epístola aos . destituídos de utilldade e proveito para o próximo. de progresso. quando o coração está sujo. porém. nas palavras e nos atos. espiritual. 20º. esquecerá todos os chocalhos que a Igreja oferece à infância. — Provérbios. vem. que o divino Pastor recomendou às suas ovelhas e que consiste na abstenção de tudo o que seja mal. Aproxima-se. Ora. O que Jesus disse dos escribas e fariseus daquela época se aplica inteiramente aos de hoje. (100) Êxodo. isto é. sendo humana. — a Tito. 14º. 2. contida na palavra do Mestre. na época julgada própria pelo Senhor para o advento do Espírito que vivifica. o fundamento da Nova Revelação. presentemente. — Isaías. de luz. deu aos apóstolos. como se Deus pudesse admitir a pureza exterior. também agora. 12. 13. 31. são vãs e inúteis aos olhos de Deus. que representa o Cristo. em substituição da letra que mata. Só a Igreja se obstina em manter sobre os homens o véu com que lhes cobre as inteligências. 14º. em prosseguir por um caminho desviado da verdade? É que a Igreja. 18. quando vê que este amaldiçoa e se vinga! O ensino de Jesus mostra que todos os preceitos relativos aos alimentos. à prática do jejum material e das privações corporais.259 antigos. constitui a base. 23º. 15. combater e suprimir tudo o que a tradição acrescentou à lei.

3º. 12. 11. .260 Coríntios.

mas não pôde ocultar-se. uma apreciação se nos oferece da marcha do Cristianismo e da do Espiritismo. Jesus lhe disse: Deixa que primeiro se saciem os filhos. tem piedade de mim. a família divina. Replicou-lhe ela: Sim. 7º. comem ao menos as migalhas das crianças. Ela era gentia e de origem siro-fenícia. mas os cãezinhos comem ao menos as migalhas que caem das mesas de seus amos. pois não se deve tomar do pão dos filhos para dá-lo aos cães. grande é a tua fé: seja-te feito como desejas. por efeito do que acabas de dizer. entrou e se lhe prostrou aos pés. os Judeus. — 24. — 28. a fé em Deus pode operar o “milagre” que lhe ela peça. — 23. versículo 21. a confiança sem limites que Ele lhe inspirava? O que daí podemos e devemos concluir logicamente é que obteremos tudo o que pedirmos com fé e perseverança. debaixo da mesa. não repeliu verdadeiramente aquela mulher. 21 ao 28. que se julgam com o privilégio de formar. — 26. Disse então Jesus: Mulher. senão a fé viva de que se achava possuída. Ele então disse: Vai. 15º. O episódio de que tratamos constituiu uma lição de que necessitavam os homens daquela época e. Que fora o que impelira a mulher cananeana a apelar para o Mestre. E uma mulher cananeana. em particular. cuja filha se achava possessa de um Espírito impuro. Fê-lo para dar uma lição aos homens. — 25. dizendo: Senhor. minha filha está sendo cruelmente atormentada pelo demônio. lhe bradou: Senhor. Jesus se retirou para os lados de Tiro e de Sidônia. — 22. as graças que imploramos de um ponto de vista humano só na eternidade produzirão seus frutos. Ele respondeu: Não fui mandado senão para as ovelhas perdidas da casa de Israel. a fim de que se vá embora. mostrandolhes que. senão a confiança que depositava na sua missão divina? Quem lhe inspirou a resposta que deu ao Senhor. MARCOS: capítulo 7º. — 30. 24 ao 30. aproximando-se. embora nem sempre o seja em condições que os nossos sentidos grosseiros logrem apreciar no momento.261 96 MATEUS. — 29. por muito afastada a criatura das crenças cristãs. A mulher afinal se aproximou dele e o adorou. tanto que ouviu dizer achar-se ele ali. — 28. porém. . que era e é todo amor e caridade. eles sós. socorre-me. A mulher cananeana MATEUS: capítulo 15º. que lhe vem concluir a obra. Ao regressar a casa. lhe rogaram: Faze o que ela pede. mas os cãezinhos. Dali partindo foi Jesus para os confins de Tiro e de Sidônia. Jesus. por isso que uma mulher. entrou numa casa desejando que ninguém o soubesse. (101) Nesta passagem dos Evangelhos. Partindo daí. vindo dessa região. e também os de agora. já o demônio saiu de tua filha. especialmente os católicos romanos. achando-se esta deitada no leito. Senhor. Jesus não lhe respondeu uma só palavra e seus discípulos. filho de David. — 26. Senhor. — 27. — 27. verificou ela que o demônio saira de sua filha. Muitas vezes. Suplicou-lhe que expulsasse da filha o demônio. Como daí se vê. E no mesmo instante lhe ficou a filha curada. pois vem gritando no nosso encalço. — MARCOS. Ela. nem lhe falou daquele modo por não pertencer ela ànação judia. versículo 24. Ele lhe respondeu: Não convém pegar do pão dos filhos e dê-lo aos cães. de ser os únicos verdadeiros filhos do Pai celestial. — 25. que. respondeu: É verdade.

devemos desejar com ardor merecer esse título e esforçar-nos por usar dignamente dele. certos de que o perdão e o benefício ocultos valem cem vezes mais do que os que se ostentam ou reclamem agradecimentos. 25. em verdade. enfim.262 Essa não é a doutrina ensinada e exemplificada por Jesus. é filho do “pai de família”. que nada teme. dos de subjugação por Espíritos inferiores. das verdades reveladas e exemplificadas pelo Divino Cordeiro Imaculado. Nós outros. agraciados com as revelações de que são portadores ao mundo os Espíritos do Senhor. para isso. 26. os únicos filhos verdadeiros. cumpre tenhamos. Eles se dividem apenas em submissos à lei divina e em rebelados contra ela. Mas. ter cheios os nossos corações das virtudes que conduzem à perfeição. 8. pelas expiações. nem heréticos. 13º. de que já tratamos. famintos. para sempre e somente condenar o que desconhecem e ignoram. nem ortodoxos. os fariseus e os príncipes dos sacerdotes. da fraternidade. (101) Atos. Aos olhos do Senhor. com os incrédulos. sejam quais forem suas nacionalidades e seus credos. Precisamos. em última análise. pedirem lhes seja permitido partilhar do alimento sagrado: o “pão de vida e de verdade”. destinado aos “filhos”. por se não terem dignado de ler os autos? Quanto à cura da mulher cananeana. devemos distribui-lo abundantemente com os “cãezinhos” que. além de fé viva. não transigindo jamais com a nossa consciência. abnegação completa. ter a coragem das nossas opiniões e dos nossos atos. 46. para o que precisamos ter fé forte e vivaz. nem católicos. pelo só fato de o sermos. 15º. que se furtam ao estudo e à experiência e se constituem juizes em causa própria. amor fecundo. cabem as mesmas explicações dadas a propósito de outros casos análogos. ativa e produtiva. da caridade. nem muçulmanos. A nós espíritas. se esforce por caminhar nas veredas do Senhor. Procedendo desse modo. Mas. absoluto esquecimento das ofensas. que nos importa o ridículo a que procuram lançar-nos os insensatos que. nem pagãos. . 3º. e se convencerem. os homens não são nem cristãos. como já repeliram a palavra do Cristo e a de seus apóstolos. O pão que recebemos. os materialistas. Todo aquele que. mais tarde ou mais cedo veremos dar-se. do amor. procuram sinceramente a verdade e se esforçam por trilhar as sendas da justiça. caridade sem limites. nem judeus. os espíritas. por já compreendermos melhor quais os que assim podem ser chamados. tampouco podemos considerar-nos. finalmente. que era o seu caso. ou sábios orgulhosos. — Romanos. reparações e provas correspondentes à sua obstinação no erro. que considerava e considera “filhos” todos os que. que nos tempos hodiernos repelem a revelação nova. o mesmo que se deu outrora e se tem dado em todas as épocas: serem queimados no fogo do remorso e passarem pelas torturas e sofrimentos morais. só dão atenção e apreço ao que podem explorar a bem de seus interesses materiais. os escribas.

33. isto é: “abri-vos”. levantando os olhos para o céu. versículo 31. (102) O fato aqui referido tem. (102) Isaías. 41. 6. porém. quanto mais ele o proibia. porque precisava ensinar a seus discípulos a maneira de concentrarem a força magnética de que dispunham e o recurso à prece. uma ação fluídica apropriada sobre os órgãos auditivos do homem. sua explicação no poder magnético de Jesus. Desde que ele começou a ouvir. Jesus a todos recomendou que nada dissessem a ninguém. 31 ao 37. como tantos outros que já estudamos. atravessando o território de Decápolis. 9º. por efeito desse poder. a fim de alcançarem o resultado almejado. Cumpria que lhes ensinasse a utilizar-se dos diversos meios que tinham ao seu alcance.263 97 MARCOS. tachar de impossíveis estes fatos autênticos. os chamados “espíritos fortes”. ao mar da GaliléIa. 35º. — 34. 7º. suspirou e disse: Eph pheta. seus efeitos e propriedades de ação sobre o organismo humano. tanto mais divulgavam o que viam. Não venham. — 36. quando houvessem de operar. Para que a cura se produzisse. quando é certo que todos se enquadram na ordem da Natureza e se produzem segundo suas leis. entrando ele a falar distintamente. E cada vez mais admirados diziam: Ele tudo tem feito. foi que o Mestre procedeu da forma que o Evangelista descreve. — 35. — 37. 17º. — JOÃO. 11º. veio Jesus. o divino Mestre o curou da surdez. qualificando-os de “milagres”. Entretanto. 5 e 6. 38º. que consistia em escolherem e lhes porem nas mãos fluídos apropriados. bem como a natureza dos fluídos. . fazendo-o sair do meio da multidão e levando-o para um lado. pôde igualmente falar. Jesus. Trouxeram-lhe um surdo-mudo e lhe pediram que Impusesse as mãos nele. — 33. lhe pôs os dedos nos ouvidos e saliva na língua. Cura de um surdo-mudo MARCOS: capítulo 7º. que desconhecem completamente o poder magnético dos Espíritos puros. armados da sua ignorância orgulhosa. 1. E. Exercendo. a Jesus bastava unicamente a sua vontade. conseguindo dos Espíritos superiores o indispensável auxílio. tem feito que os surdos ouçam e que os mudos falem. dos Espíritos superiores. porqüanto a mudez era apenas conseqüência da surdez. O Magnetismo prova a possibilidade de tais fatos. Logo se abriram os olvidos ao surdo-mudo e se lhe soltou a língua. Deixando as cercanias de Tiro. — 32. por Sidônia.

Tendo em seguida despedido o povo. e todos glorificavam ao Deus de Israel. que há três dias está comigo e nada tem para comer. que por sua vez os deram ao povo. Ora. 1 ao 10. Jesus perguntou: Quantos pães tendes? Eles responderam: Sete. Naqueles dias. pois que alguns vieram de longe. os que comeram eram em número de quatro mil. (103) Os fatos aqui narrados são apenas a reprodução de outros que antes Jesus produzira e que já os Estudamos em páginas anteriores. . pois há três dias está comigo e não tem o que comer. lá se sentou. Ele ordenou ao povo que se sentasse no chão. os partiu e deu aos discípulos para que os distribuíssem e estes os distribuíram pelo povo. 8º. Todos comeram. tomando os sete pães e os peixes e rendendo graças. 15º. — 3. Todos comeram. Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes! Sete.264 98 MATEUS. versículo 29. — 38. — 7. — Multiplicação de sete pães MATEUS: capítulo 15º. veio para as bandas de Dalmanuta. e. — 10. Ordenou então ao povo que se sentasse no chão e. — 32. 4º. — 36. de sorte que a multidão se mostrava maravilhada por ver que os mudos falavam. MARCOS: capítulo 8º. e ele a todos curou. para que não desfaleçam pelo caminho. ao sair dali. Faz-me compaixão este povo. Os que comeram eram cerca de quatro mil e Jesus os mandou embora. Logo dele se acercou grande multidão onde havia mudos. versículo 1. 35º. Logo. Jesus tomou uma barca e veio para os arredores de Magadã. — 30. – 4º Reis. — 4. Jesus chamou os discípulos e lhes disse: — 2. — 33. Os discípulos lhe disseram: Onde Iríamos achar. Se eu mandar que voltem para suas casas sem terem comido. fora crianças e mulheres. — 9. — MARCOS. 5 e 6. que os cegos enxergavam. que os coxos andavam. e alguns peixinhos. 8. Os discípulos lhe responderam: Onde quem os possa fartar de pão neste deserto? — 5. — 35. ficaram saciados e ainda encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. — 39. Jesus. neste deserto. coxos e muitos outros doentes que foram colocados a seus pés. desfalecerão pelo caminho. veio costeando o mar da Galiléia e tendo subido a um monte. Ele os abençoou e ordenou que do mesmo modo os distribuíssem. (103) Isaías. Multidão de doentes curados. 29 ao 39. cegos. tomando uma barca com os discípulos. pães que bastassem para saciar a tão grande multidão? — 34. os partiu e deu aos discípulos. — 37. Jesus chamou os discípulos e lhes disse: Faz-me compaixão este povo. ficaram saciados e ainda levaram sete cestos cheios dos pedaços que sobraram. não os quero mandar embora em jejum. 43. responderam eles. — 31. tomando os sete pães e rendendo graças. Tinham também alguns peixinhos. — 6. sendo de novo muito numerosa a multidão e não tendo o que comer.

pois o céu está de um vermelho sombrio. — 4. Ele lhes respondeu: Ao cair da tarde dizeis: Fará bom tempo. versículo 1. nenhum lhe será dado senão o do profeta Jonas. E. — 2. — MARCOS. — 13. um sinal no céU. 11-13. se foi embora. isto é. fariam como presentemente fazem os médicos. do ponto de vista em que se colocam. amanhã. deixando-os. MARCOS: capítulo 8º. para o tentarem. porque a enfermidade não precisava de remédio para desaparecer. 1-4. pois não reconheciam poder no Mestre para fazer o que lhe pediam. a mesma coisa se verifica. Recusa do prodígio pedido pelos Fariseus e Saduceus MATEUS: capítulo 16º. 16º. Orgulhosos. como condição para que creiam. Atualmente. Os fariseus e saduceus se acercaram dele para o tentar e pediram lhes mostrasse um sinal no céu. tendo-os deixado. versículo 11. 22. para o tentarem. senão o do profeta Jonas”. . Vieram os fariseus e começaram a discutir com ele pedindo-lhe. — JOÃO. dando um profundo suspiro. respondeu aos fariseus e saduceus que “nenhum outro sinal seria dado àquela geração má e adúltera. tomou de novo a barca e passou para a outra margem (104). e reclamariam “outra coisa”. 6º. (104) 1ª Epístola aos Coríntios. não se dariam por satisfeitos: tratariam de explicar os fatos de um modo que se lhes afiguraria racional. 8º. — 12. Por “fariseus” e “saduceus” os Apóstolos designavam os incrédulos. mas que os Espíritos efetuaram. cegos. lhes disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que nenhum sinal lhe será dado. por isso. rebeldes. Eram tais os que foram ter com Jesus. obstinados. 1º. E. 30.265 99 MATEUS. Entretanto. se fossem atendidos. Jesus. dizem que tal se verificou. Não faltam os que exigem se lhes faculte observar prodígios. e ao amanhecer dizeis: O dia hoje será tempestuoso. que. Jesus. diante de uma cura que consideraram impossível. Sabeis portanto reconhecer o que pressagia o aspecto do céu e não podeis reconhecer os sinais dos tempos? Esta geração má e adúltera pede um sinal. porque o céu está avermelhado. — 3. a fim de o apanharem em falta.

quantos cestos cheios de pedaços ficaram? Sete. que. desde que seja contrária à que o Cristo pregou e exemplificou. do qual devemos preservar-nos. preservai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes. — 15. não vedes? tendo ouvidos. de sorte que um único pão traziam consigo na barca. E quando parti sete pães para quatro mil pessoas. Jesus lhes disse: Homens de pouca fé. da meditação e dos ditames . os discípulos se esqueceram de prover-se de pães. em flagrante antagonismo com esta. Fermento dos Fariseus e dos Saduceus MATEUS: capítulo 16º. Conhecendo-lhes o pensamento. quantos cestos enchestes do que sobrou? Doze. encontramos a explicação precisa dessas palavras do divino Mestre. se esqueceram de levar pães. Tendo olhos. Na interpretação que lhes deram os discípulos. como aconselhado era aos discípulos. preservai-vOS do fermento dos fariseus e dos saduceus. como o é. 16º. disseram eles. o que significa a toda doutrina que nos queiram impor. devemos preservar-nos de todas as inspirações do orgulho e de toda submissão covarde ao poder. no qual a sua presciência lhe facultava ver o que sucederia. Constituem o fermento dos fariseus. — MARCOS. tendo passado para a outra margem do lago. Sim. mas não esqueçamos que os césares estão submetidos a Deus e que só este tem direito sobre todas as criaturas. — 21. Quando parti cinco pães para cinco mil pessoas. Jesus lhes disse: Vede bem. Como pois não compreendeis que não vos falei de pão quando disse: Preservai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus? — 12. sempre que este tente exercer qualquer ação sobre as nossas consciências. Ainda não compreendeis e não vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos enchestes com o que sobrou? — 10. — 16. — 17. atualmente. E Jesus acrescentou: Como é então que ainda não compreendeis o que vos digo? Nesses conselhos que dava a seus discípulos. as mais das vezes. Seus discípulos. versículo 14. Ouvindo isso. reconhecendo-lhes o pensamento. — 20. ou sobre os nossos atos morais. ainda não compreendeis? Ainda estão cegos os vossos corações? — 18. Ora. além das inspirações do orgulho. — 7. responderam eles. Nem dos sete pães para quatro mil homens e dos cestos que levastes? — 11. 14 ao 21. E Jesus lhes deu este preceito: Vede bem. 5 ao 12. Jesus falava para aquela época e para o futuro. de modo algum se conforma com a doutrina cristã. 8º. na maioria dos casos. — 8.266 100 MATEUS. — 6. a qual. não Ouvis? Perdestes a memória? — 19. versículo 5. disse: Por que cogitais de não terdes trazido bastante pão? Ainda não sabeis. por efeito do estudo. Os discípulos então compreenderam que ele não lhes dissera que se preservassem do fermento dos pães e sim da doutrina dos fariseus e dos saduceus. a dos ortodoxos. os discípulos pensaram de si para si: Ë porque não trouxemos pães. Eles pensavam e diziam entre si: É porque não trouxemos pães. Jesus. católicos e protestantes. MARCOS: capítulo 8º. Demos a César o que é de César. toda submissão covarde ao poder. estando mesmo. Espíritas convictos. por que haveis de estar pensando que vos falei por não terdes trazido pães? — 9.

Temos um só Mestre. com respeito. pela implantação da justiça. mas também com firmeza. a qualquer oposição. . um único Senhor e somos todos irmãos. defendamos o nosso livre-arbítrio. devemos resistir. firmados nela.267 da nossa razão livre. por meio da luz e da verdade. aceitamos a revelação nova. a liberdade da nossa consciência. do amor. obra de regeneração da Humanidade. que vem concluir a obra do Cristianismo do Cristo. visando impedir que executem a vontade de Deus os bons Espíritos que se comunicam com os homens. propaguemos a verdade evangélica e. como portadores daquela revelação. na Terra. Convencidos e conscientes disto. venha de onde vier. da caridade e da fraternidade universal.

Dirigindo-se especialmente aos magnetizadores.268 101 MARCOS. se desenvolvera pela ação dos Espíritos que cercavam o Mestre. o que lhe permite recobrar. seu perispírito. ou seja: dos fenômenos devidos não só ao magnetismo espiritual. Como chegassem a Betsaida. ilimitado desinteresse. ficou curado. Viu ele então os Espíritos que em torno daquele se grupavam e que lhe pareceram homens de gigantescas proporções. Pelo contacto dos fluídos humanos que o circunvolvem. saberemos repelir sempre o mal e caminhar a passos largos pela senda do progresso. Aquela. pois que este que. da verdade e do belo. de todas as ciências. forrandose. Da primeira vez que lhe impôs as mãos. versículo 22. passando ele a ver os outros homens. desembaraçando-lhe da matéria o Espírito. Tomando o cego pela mão. uma certa liberdade. — 24. A explicação desse fenômeno. O homem. pode . como enviados do Senhor: Trazeis em vós a fonte de todas as descobertas. mal se dignou de lançar os olhos para a primeira página da introdução desse grande livro da Ciência. mas também ao magnetismo empregado com o fim de desenvolver a visão espiritual. como Espírito. — 26. Fora-lhe restituida a visão corporal. para se tornar proveitoso. Cura de um cego MARCOS: capítulo 8º. Jesus o mandou embora para casa. ele o conduziu para fora da aldeia e. — 23. dizendo: Vai para tua casa e. disse: Vejo a caminhar homens que parecem árvores. momentaneamente. que trabalhe visando o progresso da Humanidade. se entrares na aldeia. as páginas desse grande livro e nele descobrireis todos os dias alguma beleza nova e vereis até onde pode chegar o poder do homem. olhando. O homem tem por demais desprezado o poder que o Senhor lhe pôs nas mãos. que reclama. passando-lhe saliva nos olhos e impondo-lhe as mãos. é adiantado num dos ramos da Ciência. Abri. vidente. seus semelhantes. deve esmerar-se na escolha dos sonâmbulos que hajam de secundá-lo. Jesus nunca se achava só. Esses os três auxiliares sem os quais não poderemos colher os frutos da árvore da Ciência. A recomendação que fez dizia respeito à visão do cego. inesgotável amor ao próximo. trabalhando seriamente. O Magnetismo ainda ensaia os primeiros passos. Jesus lhe curou os órgãos animais. Jesus lhe colocou de novo a mão sobre os olhos e ele começou a ver. que foi de desprendimento. — 25. deu-lhe o Mestre a vista espiritual. quando tem a sustentá-lo o amor do bem. certo de que cada um servirá para determinada especialidade. Pela segunda imposição das mãos. 22 ao 26. trouxeram-lhe um cego e lhe pediram que o tocasse. não digas a ninguém o que te sucedeu. pode subtrair-se ao corpo que o retém. O Magnetismo constitui objeto de estudo grave e profundo. O magnetizador sério. fé viva. Um só não basta. a espiritual. Estava sempre acompanhado. aos eflúvios perispiríticos que o rodeiam. 8º. lhe perguntou se via alguma coisa. é a mesma dos fenômenos magneto-espíritas. Com eles. ou duplo. por assim dizer. os Espíritos lhes dizem. de sorte que via tudo distintamente. os quais fizeram que o homem se tornasse. na ocasião. o Espírito adquire maior força.

semelhantes a árvores pela altura do porte. que os Espíritos conservam. aquele estado eleva o Espírito. as subjugações corporais. habituando-o a libertar-se da sua prisão. aquele projetará luz nas trevas da história. tais como. sem lhes achar solução. onde ainda predomina a inferioridade moral. Desenvolvido e produzido repetidamente. seja extremamente simples de espírito pode ser espiritualmente muito adiantado. que nada mais lhe fica sendo senão um instrumento pelo qual transmita seus pensamentos e sensações. que quase sempre se mostram indistintas. a parte superior da forma corpórea que se lhe apresenta. Mas. para o sensitivo. Nas aparições espíritas. sem o que ambos verão falir suas esperanças. poderá ser o auxiliar de um químico. visto que o desprendimento faculta ao homem o recebimento de inesperadas revelações. aquele outro resolverá problemas mecânicos sobre os quais a Humanidade tem encanecido. exatamente o mesmo que evocadores e médiuns são para os Espíritos. quando em êxtase. Geralmente. ou perigosos. que só se aproximam do que é puro. moldando-as a pouco e pouco ao gênero de trabalho para que manifestam aptidão.269 ser completamente ignorante no que respeita a outro. O estado sonambúlico é. porqüanto o sonâmbulo que. por intermédio dos Espíritos superiores. espalhando pouco a pouco em torno de si seus eflúvios libertadores. na condição de encarnado. os habitantes são de estatura maior do que a nossa e revelam muito maior pureza de linhas no talhe. Na Terra. A atmosfera que o rodeia se impregnará desses fluídos humanos e. pelo que não pôde compreender o que se passava aos olhos de seu Espírito. Doutras vezes. Assim. Como a maioria dos que vivem na Terra. por assim dizer. tanto que produzem efeitos fluídicos violentos e dolorosos. como que diluídas numa espécie de vapor. em particular. ele desconhecia os efeitos do desprendimento espiritual. fora de si mesmo. o que mais lhe prende a atenção é a sede propriamente dita do Espírito. ou nos casos de desprendimento do Espírito do vidente. ou corporais e morais ao mesmo tempo. Não nos referimos aqui à ciência humana. Desse modo. Deve o magnetizador ter o cuidado de escolher. Só depois de haver notado essa parte da aparição. também esses fluídos atrairão os fluídos ambientes que nos circundam e apressarão o desenvolvimento das faculdades humanas e a emancipação das almas. pessoas de corações puros e devotados. o do Espírito que se liberta do corpo. são mais amplas do que o eram na Terra. é que ele percebe o resto das formas. os mistificadores dominarão o campo. este. para seus sensitivos. Afugentados os Espíritos superiores. os fenômenos magneto-espíritas são muito amiúde obra de Espíritos maus. O cego viu os Espíritos que se grupavam em torno de Jesus e que lhe pareceram homens gigantescos. que ele instruirá na ciência magnética. assim como a miragem que flutua no horizonte se avoluma com as nuvens que a cercam e se lhe agregam. mundo inferior. para chegar a semelhante resultado. embusteiros. podendo-se acrescentar que. mesmo durante o estado de vigília. cumpre que tanto o magnetizador como o magnetizado sejam puros de coração e não busquem na Ciência uma exploração mundana. acostumar-se-á o homem a viver. nos mundos superiores à Terra. aos quais o sonâmbulo serve de instrumento. as formas humanas. dando . são obra de Espíritos levianos. desde que também seja simples de coração.

dos homens de então. ou a ela escravizado. cuja atenção o encarnado atingido se incumbia de despertar. tudo se passa debaixo da vigilância dos Guias. que esse não poderá recobrar a vista. Como. do ponto de vista espiritual. cujo Espírito se acha dominado pela matéria. de natureza idêntica ou semelhante. conforme acima dissemos. decorreu unicamente da ação da potente vontade do Mestre e da sua prodigiosa força magnética. dela se desprender. Todas as coisas têm sempre um fim sério. e. é que fazem parte da. desde que investiguemos as causas determinantes de uma dessas mistificações. uma inexperiência que precisavam de ser esclarecidas. que viriam a ser desvendados. Jesus. série de provações que o encarnado tem que sofrer. A um e outros mostrou. sendo-lhe restituída a vista corporal. principalmente.270 lugar a mistificações. a que o desprendimento da visão espiritual do cego servia e serve de símbolo. para conduzirem o mistificado à perspicácia e ao devotamento. É o progresso moral. que desse modo é que começa. ou com uma confiança orgulhosa. senão quando seu Espírito exercer domínio sobre a matéria. espírita. dos da época atual. como todos os outros. Assim. pelo que os Espíritos protetores consentem que eles se dêem. . Não raro. Desempecendo-lhe a visão espiritual. do mesmo passo. o que Ele só fez a título de ensino e de exemplo para os homens. se libertar para dominá-la. para os mistérios de além-túmulo. que aquele. tornando-o vidente. isto é. sem que lhe fosse mister passar saliva nos olhos do doente. nem lhe impor as mãos. depararemos ou com uma incredulidade sistemática. atraiu Jesus a atenção de seus discípulos. o caso constitui uma lição que convinha fosse dada às suas testemunhas. Impondo pela segunda vez a mão no homem que estava cego. ou com uma credulidade. afinal. está moral e intelectualmente cego. lhe curou os órgãos materiais da visão. Esse resultado. se tais efeitos se verificam. porém.

Simão Pedro respondeu: és o Cristo. Disse-lhes então: Mas. como também que os hebreus sabiam. — 18. (105) Estas passagens têm um duplo fim. Responderam eles: Uns dizem que João Batista. Jesus lhes perguntou: E vós quem dizeis que eu sou? 16. filho do Deus vivo. 27 ao 30. versículo 18: Sucedeu que um dia. que o homem pode voltar muitas vezes à Terra. Com efeito. explicado e desenvolvido. Ora. Jesus respondeu: Bem-aventurado és. versículo 13. que é Jeremias ou um dos profetas. outros. Eles responderam: Uns dizem que é João Batista. outros — algum antigo profeta que ressuscitou. 29. Simão. Jesus partiu daí com seus discípulos para as aldeias dos arredores de cesaréia de Filipe e pelo caminho lhes perguntava: Quem dizem os homens que eu sou? — 28. respondendo. — Verdadeira confissão MATEUS: capítulo 16º. que muito importantes as tornam: lembrar aos homens o princípio da reencarnação e não deixar esquecessem as relações medíúnicas que podem existir entre eles e as entidades espirituais. — 17. Jesus firmava assim o que mais tarde viria a ser posto em evidência. 9º. para concluir uma obra começada e interrompida pela morte humana. pela Nova Revelação. não contestando a opinião segundo a qual Ele podia ser a . — 20. e contra ela não prevalecerão as portas do inferno. e tudo o que ligares na Terra será também ligado no céu e o que desligares na Terra será desligado nos céus. embora confusamente. Palavras de Jesus confirmativas da reencarnação. pelas tradições conservadas. estando de parte a orar rodeado de seus discípulos. Ordenou em seguida aos discípulos que a ninguém dissessem ser ele Jesus o Cristo. — Missão de Pedro na igreja do Cristo. em espírito e verdade. disse: és o Cristo. filho de Jonas. porque não foram a carne nem o sangue que Isso te revelaram. Jesus lhes perguntou: Quem diz o povo que eu sou? — 19. quem dizeis que eu sou? Pedro. 18 ao 21. 16º. Eles responderam: uns — João Batista: outros — Elias. MARCOS: capítulo 8º. 13 ao 20. Chegando às cercanias de Cesaréia de Filipe Jesus perguntou a seus discípulos: Que é o que os homens dizem do filho do homem? — 14. versículo 27. 19. outros que Elias. — Alusão de relações mediúnicas que podem existir entre os homens e as potências espirituais. E ele lhes proibiu que o dissessem a pessoa alguma. outros que um como os profetas. Disse-lhes ele: E vós quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: O Cristo de Deus. — 21. E eu te digo que és Pedro e que sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.271 102 MATEUS. as perguntas formuladas pelo Divino Mestre sobre o que pensavam dele as gentes e as respostas que lhe foram dadas mostram não só que a opinião geral lhe atribuia uma origem espiritual anterior àquela sua vida terrena. — MARCOS. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus. outros que é Elias. Ele então lhes proibiu muito expressamente que o dissessem a pessoa alguma. vendo nesta uma existência nova num novo corpo. — LUCAS. mas meu pai que está nos céus. — 30. vós. — 20. — 15. 8º. LUCAS: capítulo 9º. o que envolvia a idéia da preexistência da alma e da reencarnação.

“Se a crença de reviver na Terra. Jesus. o verbo de Deus. A reencarnação. perguntando: E vós quem dizeis que eu sou? — hipótese que também confirmou no seu colóquio com Nicodemos. o Enviado do Senhor. ou outro. De fato. fosse um erro. idéia que já se continha na revelação hebraica. como combateu tantas outras. mais do que nunca. E vós quem dizeis que eu sou? — perguntou Jesus a Pedro. a não ser por uma inspiração mediúnica? Ë claro que. Pedro era. porqüanto a faculdade que aquele apóstolo possuía havia de espalhar-se. trazendo-lhe cada um a sua pedra. os médiuns sinceros e humildes servirão para aquela construção. Espírito intelectualmente mais adiantado do que os dos outros apóstolos. sob a capa do milagre. Não te admires de eu dizer: é necessário que torneis a nascer. que Jesus era o Enviado de Deus. como podia Pedro saber. Jesus confirmou a hipótese do renascimento. Logo. apresentando-a como uma realidade e realidade ante a qual se dissipam todas as dúvidas oriundas dos absurdos que. a obrigação que tem o Espírito de reviver. como o de Elias. Ao contrário. pela revelação nova. o que mais se prestava a servir de pedra fundamental para a construção da Igreja do Cristo: “E eu te digo que és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. dentre estes. Retrucando. Era. que constituiu princípio fundamental na revelação messiânica. pretendem os ortodoxos que admitamos. como meio de chegar ao estado de pureza integral. sob o nome de ressurreição. ele foi apenas o instrumento que serviu para a revelação de uma verdade. que assim repousa em alicerce inabalável. a que hoje. uma verdade axiomática. nem os interesses de qualquer natureza: “contra ela não prevalecerão as portas do inferno”. Jesus lhe fez ver que o conhecimento dessa verdade lhe fora dado por uma revelação vinda do Pai que está nos céus. pela revelação nova. se tal coisa lhe não houvera sido revelada? E de que modo pudera ter tido essa revelação. Quer isto dizer que sobre a mediunidade é que assenta essa Igreja. que lhe respondeu: És o Cristo. é claro que todos os verdadeiros espíritas e. observou o divino Mestre a Nicodemos (Evangelho de João. sem que o menor dano lhe possam causar os ódios sectaristas.272 reencarnação de um Espírito. como que já então se davam essas revelações a que a Doutrina Espírita chama mediúnicas. diz o autor da Divina Epopéia. Assim sendo. Filho do Deus vivo. João. . o que possuía em maior extensão e poder os dons da mediunidade. conforme acima dissemos. para o afirmar com tanta segurança e firmeza. como realmente aconteceu e está acontecendo. proclamando-a como uma condição necessária e indispensável para o progresso e adiantamento da Humanidade”. chamamos reencarnação. constitui hoje. não teria deixado de combatê-la. Efetivamente. podemos e devemos concluir não só que Pedro era médium. versículo 7). da reencarnação. sobretudo. pois. o renascimento. a luz verdadeira que alumia a todo que vem a este mundo. Deste modo ratificou Ele. nos tempos atuais. expressão fiel do pensamento do Mestre Divino. ou de um médium falante. dotado de uma organização física bastante maleável para se prestar a todas as influências mediúnicas. isto é. que as vem explicar em espírito. pois. capítulo 3º. na ocasião. mas que não foi apreendida por virtude das interpretações literais a que estiveram sujeitas essas revelações. Ele a sancionou. a lei natural do renascimento.

Não quer isso dizer. de uma perspicácia. os que se propunham a ingressar nela). que foram as armas com que o Manso Cordeiro de Deus apeou potentados e derrocou tronos de déspotas. proferindo sentenças das quais não haja apelação. em torno de si. Mesmo. Passado o tempo das fogueiras e dos apavorantes anátemas. dos dogmas impostos pelo terror das fogueiras e dos martírios que. porém: quantos Pedros já se contaram entre os que se hão instituído seus sucessores? Se os dons. em sua origem. já não é possível a imposição da fé cega? Não. chamado o sucessor daquele apóstolo e o vigário exclusivo do Cristo na Terra. tenha o poder de absolver ou condenar. espalhando de mais em mais. Sua visão penetrante descia ao fundo das consciências. Quer unicamente significar que. que mal e indevidamente exercia. pelo desinteresse. excelente instrumento mediúnico. Espírito adiantado e devotado e. que não podemos avaliar com exatidão. porque o Mestre disse: Regnum meum non est in hoc mundo (106). nem só nenhuma razão haveria para que fosse ele o escolhido e não outro. numa época como a atual. pela mansidão e abnegação.273 E. quem quer que ele seja. ligar também e desligar na Terra. como Pedro. visto que não fazia mais do que pronunciar. a luz que forem recebendo. eles poderão. de tal modo. por ser da vontade de Jesus e graças aos Espíritos superiores que o assistiam. em voz humana. conservando a integridade da alma e a pureza do coração. além disso. nem com os que se disseram seus sucessores se teriam dado os fatos que a história dos Papas e dos Concílios registra. dispunha. em conseqüência e cada vez mais. que um homem aparecesse revestido de tais virtudes. sem perigo de erro. em que a razão se emancipa de todas as tutelas. obtendo. para sustentar-se a infalibilidade do papa. despojado o Chefe da Igreja do poder temporal. Aquelas palavras foram especialmente dirigidas a Pedro que. conforme já dissemos. Ora. pela humildade. que tende a desaparecer. era simples reunião de fiéis. a distinguir com segurança os que se desviam e os que marcham fiéis e a poder fazer-lhes sentir isso. o poder. nem mesmo para Deus. a todos se sobrepondo pela exemplificação daquelas virtudes sublimes. considerar-se sucessor de . os decretos que espiriticamente lhe eram transmitidos. a dirigir pelo bom caminho os outros homens. que o homem. ainda assim não poderia. as coisas vão mudar. ao seu alcance estava ligar e desligar na Terra (o que também se pode traduzir por admitir ou não na Igreja do Cristo que. as luzes que trazem os bons Espíritos. se tornarão também cada vez mais aptos a julgar das coisas da Terra e das coisas do céu. achando-se em tais condições. o prestígio. está visto. E não se argumente tampouco com as palavras de Jesus declarando Pedro a pedra fundamental da sua Igreja. fatos que mais ou menos continuam a reproduzir-se e que explicam o desprestígio da Igreja de Roma. só por isso. certos de que o Senhor ligará e desligará no céu. mas ao encargo que o Mestre lhe conferiu de pastorear o pequeno rebanho que formava a primitiva Igreja Cristã. o reinado daquele que queira ser ou haja de ser sucessor de Pedro somente poderão demonstrar-se pela caridade. porém. sondava os mais íntimos pensamentos e constante era a sua comunicação com os emissários divinos. as virtudes e os demais predicados por que Pedro se distinguia entre os discípulos não eram inerentes à sua individualidade. Digam-nos. Não vêem os homens do Silabo.

— 1ª Epístola à João. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus. se foi. que é o dos mandamentos que Jesus declarou encerrarem toda a lei e os profetas. isto é: o conhecimento exato dos meios de chegar à perfeição moral. 16. porque. os discípulos e seus primeiros imitadores. desempenhando a sua missão espiritual. 51º. e a distinguir com exatidão os que se desviam e os que marcham fiéis pela senda que Ele traçou. com o concurso dos outros apóstolos e dos discípulos que se lhe associaram. Detenha-se ela no caminho errado por onde funestamente enveredou. Não. 1º. 16. — Atos. e. bem entendido. 8. ao desenvolvimento da inteligência. E as portas do inferno não prevalecerão contra ela. também trabalhará. que preside ao progredir da fé. — 1ª Epístola aos Coríntios. deu princípio. a dirigir os homens pelo bom caminho.274 Pedro. Compreenda ela o sentido verdadeiro das palavras que Jesus dirigiu a Pedro e aos Apóstolos. não será atingido pelo sofrimento e pela expiação aquele que. segundo a lei divina. (105) JOÃO. 37. que não mostrou apenas possuí-las. na edificação da Igreja do Cristo. para a Igreja Romana por uma como galvanização. nem tem sucessor na Terra. — Efésios. volte ao verdadeiro caminho e continue a percorrê-lo do ponto até onde chegaram Pedro e os apóstolos. fiel até à morte. 10. atraindo-os por aquela integridade. Pedro não teve. 21º. 1º. realmente. a privação do poder temporal. depois de haver desempenhado a sua missão humana. sendo a Igreja do Cristo o conjunto dos filhos do Senhor. como os verdadeiros espíritas. Quem pudera ou pode haver sucedido a esse altíssimo Espírito. todos os seus deveres. então. tendo sabido manter a integridade do coração e da alma. ligar e desligar — o que. progressivamente. 2º. ampliar e concluir. não o foi para a Igreja de que é ele o chefe. todas as suas obrigações. Desempenhando esta última. 5. valeu. Graças a isso é que . se esforçou por cumprir. Essas chaves a Igreja de Roma desprezou e deixou se perdessem. não quer dizer absolver ou condenar seus irmãos — mas tornar-se. — Gálatas. pela integridade do coração e da alma. 14. que achará a Igreja do Cristo cuja edificação eles começaram e que o Espírito da Verdade vem. à edificação da Igreja do Cristo e. Pedro foi um discípulo enérgico. para com Deus e para com os homens. 2º. Só então poderá. individualmente. muito embora estes também fossem exemplificadores dos ensinamentos de Jesus. — Apocalipse. O ter sido despojado daquele poder. ao cumprimento das promessas de Jesus? Ele continuou e continua no desempenho da sua missão espiritual. prossegue na execução desta obra e a concluirá. pela obtenção das luzes dos bons Espíritos. sua não podia ser a Igreja cujo reinado era todo deste mundo. — Isaías. Não sendo deste mundo o reino do Filho de Deus. Quem quer que construa sobre tal base não terá que temer as portas do inferno. — Hebreus. inspirada pelo Espírito da Verdade. (106) Ao nosso ver. cada vez mais apta a julgar das coisas da Terra e das coisas do céu. 15. visto que redundou no desaparecimento do que melhor provava não ser essa Igreja a do Cristo. 6º. 42. sentido que espiriticamente é hoje revelado pelos enviados do Mestre Divino. portanto. pois. 8º. ou uma perda sensível para o Sumo Pontífice. devotado. 2. mas se distinguiu entre os demais discípulos. pode o seu chefe considerar-se sucessor do grande apóstolo. 1º. 69. De modo algum. 4º. um mal.

em 1929. que lhe restituíssem o poder temporal é que ela decretou a sua própria e definitiva condenação. Obtendo. .275 ainda pôde ostentar a aparência de prestígio de que gozou nestes últimos tempos. quando no Espiritismo ressurge o verdadeiro Cristianismo. de que ela é a antítese da Igreja Universal do Cristo. a demonstração iniludível de que nela não está o espírito da Doutrina Cristã. volvendo a oferecer ao mundo. como recentemente obteve.

Satanás. LUCAS. — 23. tu me és motivo de escândalo.276 103 MATEUS. chamando-o de parte. cumpria-lhe preparar seus discípulos para aquele ato importantíssimo da sua missão. preciso que os homens fossem prevenidos do acontecimento que sobreviria. deixando no esquecimento o corpo de carne de que parecia revestido. dizendo: Tira-te da minha frente. que aí sofresse muito dos anciães. 9º. voltando-se e olhando para os discípulos. 16º. — Tendo Jesus descido à Terra para dar aos homens a maior prova. versículo 22. em geral. dos escribas e dos príncipes dos sacerdotes. cumpria-lhe mostrar-se aos homens. versículo 31. versículo 22. a fim de que. se o não houvessem considerado do ponto de vista da ressurreição. Servindo-se das expressões — ser morto. a fim de lhe apreenderem a razão. Jesus. — 33. pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. sem indagarem se se tratava sempre do mesmo corpo. o Cristo usava de uma linguagem que os homens pudessem compreender. não foram acontecimentos puramente humanos. aos olhos de todos. portanto. MARCOS: capítulo 8º. ficasse demonstrado que sua “morte” e “crucíficação” estavam previstas. Mas. sem inquirirem da origem. pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. E acrescentou: É preciso que o filho do homem sofra muito e que seja rejeitado pelos anciães. a um corpo material. porém. na época. Depois. — Palavras de Pedro. como. voltando-se para Pedro. que fosse morto e que ressuscitasse três dias depois. — Resposta de Jesus MATEUS: 16º. Como falasse abertamente dessas coisas. Jesus. E começou a lhes declarar ser preciso que o filho do homem sofresse muito e que fosse rejeitado pelos anciães. 31 ao 33. Apresentando o seu corpo a aparência da corporeidade humana. como no futuro. capítulo 8º. — LUCAS. Pedro. os hebreus compreendiam a ressurreição que Jesus anunciara como tendo que ser a volta de sua alma ao mesmo corpo. no sentido que davam a este termo. nem do fim de tal corpo. a ressurreição consistia na volta da alma a um corpo de carne. tomando-o de parte. se pôs a repreendê-lo. 21 ao 23. versículo 21. (107) MATEUS. capítulo 9º. MARCOS. Satanás. Predição. que aí fosse morto e ressuscitasse ao terceiro dia. Em seguida começou Jesus a declarar aos discípulos ser preciso que Ele fosse a Jerusalém. versículo 21. Para os hebreus. Essa a razão por que Ele permitiu a Tomé que pusesse a mão na abertura que . pois que não tens o gosto das coisas de Deus e sim o das coisas dos homens. — MARCOS. para que ficasse comprovada a sua identidade. o maior exemplo de amor e de abnegação que eles podiam receber. começou a repreendê-lo. Senhor. lhe disse: Afasta-te de mim. 8º. — 22. nada disso te sucederá. porqüanto os próprios discípulos não teriam compreendido o fato do reaparecimento do Mestre. importava-lhe passar pela metamorfose da morte. dizendo: Tal não aconteça. 22. pois que não tens o gosto das coisas de Deus e sim o das coisas dos homens. LUCAS: capítulo 9º. repreendeu a Pedro. versículo 31. — 32. capítulo 16º. Pedro. Era. ‘ressuscitar —. tanto os discípulos. que lhe seja dada a morte e que ressuscite no terceiro dia.

eis-me aqui. sim. era fluídico. e continuando. mágoas e torturas morais superiores a qualquer dor física. ainda os mais agudos. mas em seu “espírito”. a consistência. como de fato têm alarmado. o governador do nosso planeta. conforme mostraremos oportunamente. com relação a Ele. Foram todos morais os sofrimentos que o Mestre suportou na cruz. sendo tal a natureza do corpo de Jesus. como sabemos. sofreu cruelmente. fé-lo com o intuito de lhes chamar a atenção para aquele instante supremo e lhes fazer compreender. Senhor. nem morte. que por nós subiu ao Calvário. O divino modelo. Nessa qualidade. nem ressurreição. é mais forte e mais vivo do que o possam ser. foram todos morais. (108) Quanto ao haver desaparecido do sepulcro o corpo de Jesus. uma vez que apenas aparente era o seu corpo. para esse efeito. muitas criaturas aferradas às torturas físicas do grande modelo que nos foi enviado. portanto. Porém. como Espírito. Sem dúvida. a aparência de um corpo humano. limitou-se a dizer em voz alta: Tudo está consumado. O brado que soltou do cimo do madeiro não foi tampouco um brado de sofrimento.277 lhe haviam feito de um lado e os dedos nas chagas que os cravos lhe abriram nas mãos e nos pés. o seu corpo que. tanto que de bom grado os trocaríamos por dores desta natureza. diante das vontades do soberano Senhor. forçoso é vejamos em Jesus somente um Espírito. não na sua “carne”. Deixando-o escapar no momento de “render a alma” (está claro que apenas no entender dos homens). experimentava o sofrimento que causa a uma mãe terna e carinhosa o ter que punir o filho bem-amado. Espírito puro e . que os sofrimentos morais são de intensidade infinitamente maior do que os sofrimentos físicos. Jesus sofreu. Houve apenas aparência de uma e outra coisa. Cada pancada do martelo nos cravos que lhe traspassavam as mãos e os pés fluídicos. de natureza perispirítica. por vê-los tão endurecidos. retomando. quando voltarmos a este ponto. Não faltarão os que digam: “Que mérito era o dele em se submeter a tais torturas. no sentido que então era dado a estas expressões. que padeceu por nós. na essência espiritual. lhe ia ferir a sensibilidade delicadíssima e lhe fazia correr da alma o sangue mais precioso: o do amor e do devotamento que nos consagra. quaisquer sofrimentos humanos. para mostrar aos homens. Dizemos — seus protegidos —porque Ele é o nosso protetor. mas tangíveis. Todos conhecemos desgostos. decorrentes do amor que consagrava e consagra a seus protegidos. sofreu e sofreu muito. a resignação.” Não compreendem os que assim falam. estas revelações são de molde a alarmar. a felicidade do Espírito que se desprende do seu grosseiro invólucro. com a aparência de sangue. se não experimentava os sofrimentos físicos. para se elevar ao seu Criador. por meio de um exemplo prático. Nos últimos momentos do seu sacrifício na cruz. O que das chagas lhe saía era uma combinação puramente fluídica. para os nossos corpos. Espírito superior a todos os outros que concorreram para a formação do nosso planeta e cujos sofrimentos. que o sofrimento. Conseguintemente. não houve. uma vez concluída aquela missão. por uma expansão de alegria e não de angústia. a obediência e a submissão com que se devem eles comportar. com a tangibilidade. retomando a partir daí. é um fato que se explica pela mesma natureza fluídica do invólucro corpóreo que Ele constituiu para o desempenho de sua missão e cujos elementos componentes fez que voltassem ao meio de onde os tirara.

perdão e bondade. 22. portanto. Todas as suas palavras. ou supor. os espíritas. por efeito do orgulho. Poder-se-á.”. haja sido a inspiração dos bons Espíritos que o levou a negar o Mestre? Quanto à severidade da resposta de Jesus. o divino Mestre abrangia na sua apóstrofe as fases de erro e de materialidade que atravessaria sua sublime doutrina de amor. encarnados e desencarnados. Pedro nem sempre estava debaixo de uma influência estranha e.278 perfeito. a má inspiração. e que o Mestre não podia deixar de querer se mantivesse Pedro constantemente em guarda contra as fraquezas humanas. do poder. do despotismo religioso. Foi. e também a resposta do Mestre àquele apóstolo. porventura. pois que as de gratidão são as únicas lágrimas que a fé pode verter. Com relação à época atual. Assim. MARCOS. admitir. que todos. da intolerância do fanatismo. os fariseus. respeito e amor. isto é. . que a deturpariam. 7. seu Espírito agia livremente. temos que nos curvar às suas leis. sobretudo nós. das dignidades. auxiliemo-nos mutuamente. “morte” e “ressurreição”. que não são coisas de Deus. dos favores e vantagens de ordem espiritual e temporal. Eram elas que faziam procurasse ele desviar o Mestre do cumprimento do seu dever. deu-nos Jesus uma grande lição: a de que a vontade do Senhor tem que predominar sempre sobre qualquer vontade. Não era possível que estivesse privado sempre do seu livre-arbítrio. que recebemos a luz. (107) 2º Reis 19º. — Romanos. Humildes de coração. MATEUS. Não choremos nunca. sequer. trazida ao mundo pelos Espíritos do Senhor. quando se sabe que todo Espírito encarnado é fraco e falível. com submissão. os príncipes dos sacerdotes e seus adeptos. — As palavras que Pedro dirigiu a Jesus. desde que isso se verificava. Possuindo a presciência do futuro. de que usou com relação àquele apóstolo em sentido puramente figurado. ao acabar este de predizer os seus sofrimentos. do fausto. por efeito da predominância do gosto pelas coisas dos homens. Jesus antevia as fases e condições dos progressos vindouros. Satanás. capítulo 16º. aquelas palavras atingem a todos os que se mostrem hostis e rebeldes à Revelação Espírita. na qualidade de protetor e governador do nosso planeta. quando disse a Pedro: “Afastate de mim. capítulo 8º versículos 32 e 33. A expressão satanás. se explicam da maneira seguinte: Do mesmo modo que os médiuns atuais. apropriada ao momento e ao futuro. etc. que sempre tornam a criatura incapaz de sentir o gosto das coisas de Deus e só ter o das coisas do mundo. versículo 22. significa a má influência. do espírito de dominação. nada tem de estranhável. a desempenhar a sua missão espiritual. das honrarias. como homem que ele se viu presa do temor de perder o seu Mestre querido. tendo os nossos lábios e as nossas almas prontos sempre a bem dizer de todas as suas decisões. em tudo e por tudo e. mantendo-nos em guarda contra as fraquezas humanas. pois. Respondendo a Pedro por aquela forma. missão que neste momento desempenha entre nós por meio do Espírito da Verdade e da Nova Revelação. como hostis e rebeldes à Revelação Cristã se mostraram os escribas. por efeito dos dogmas e mandamentos humanos. com alegria que exprime reconhecimento. 8º. recebamos as provas que ao Senhor praza enviar-nos. pelo só fato de ser encarnado. eram ditas para aquele momento e alcançavam o futuro.

por ser de natureza perispirítica o seu corpo. sobre o que eles mesmos convencionaram chamar “ectoplasma”. mais agudos e intensos do que os mais vivos que experimentemos. a que os cientistas deram o nome de “metapsíquicas”. já se pode reconhecer não só que dos sofrimentos ditos “físicos” não esteve isento o Divino Mestre. como também que esses sofrimentos foram. . experiências. por intermédio dos nossos corpos grosseiros. com os progressos que a ciência espírita tem realizado e que são Imensos em nossos dias. para Ele. em muitas das quais se há observado o reflexo dolorosíssimo que produz no médium qualquer abalo mais ou menos violento nas formações ectoplásmicas. com os subsídios importantes que para esses progressos têm trazido as experiências.279 (108) Aliás. de carne putrescível.

Aquele que de mim se envergonhar e das minhas palavras. — 35. LUCAS: capítulo 9º. 34 ao 39. tome a sua cruz e siga-me. porqüanto. Não deve apegar-se a esse corpo. nesta raça adúltera e pecadora. entre os que aqui se acham. 24 ao 28. na de seu pai e dos santos anjos. tendo sempre em vista que o seu corpo é um empréstimo que o Senhor lhe fez. com seus anjos: e então dará a cada um de acordo com suas obras. a submissão sem limites são as condições únicas de chegarmos à perfeição relativa que a Humanidade pode alcançar. — 36. pela prática sem reservas da caridade. — 27. renuncie a si mesmo. MARCOS: capítulo 8º. observando. os preceitos morais que Ele pregou e exemplificou. aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a salvará. Em verdade vos digo: Alguns há. E dizia a todos: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas. Pois. alguns há que não morrerão sem que tenham visto chegar o reino de Deus em seu poder. fazendo-o em seu detrimento. como meio de efetuar a sua depuração e chegar até Ele. — 25. quando vier. — 26. de que serviria a um homem ganhar um mundo inteiro e perder a alma? — 37. 8º. E que daria o homem em troca da sua alma? — 38. disse: Se alguém me quiser acompanhar. 16º. desse o filho do homem também se envergonhará. porqüanto nenhum dos dois o salvará no outro mundo. porqüanto. aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a encontrará. E. Sujeito às necessidades materiais e aos instintos humanos. entre os que aqui se acham. Pois o filho do homem tem que vir na glória de seu pai. versículo 23. chamando para junto de si o povo e os discípulos. De que serve a um homem ganhar um mundo inteiro e perder a alma? Que preço dará o homem para recobrar sua alma? — 27. (109) O devotamento absoluto. nem ao tesouro que acumulou. — 24. mas aquele que perder a vida por minha causa e do Evangelho a salvará. 23 ao 27. renuncie a si mesmo. Disse então Jesus a seus discípulos: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas. na glória de seu pai. que não morrerão sem ter visto o filho do homem vindo ao seu reino. Pois. Dedicando-nos aos nossos irmãos. Aquele que se envergonhar de mim e das minhas palavras. alguns há que não morrerão sem que tenham visto o reino de Deus. acompanhado dos santos anjos. em todo o seu poder MATEUS: capítulo 16º.280 104 MATEUS. versículo 34. carregue a sua cruz e siga-me. cumpre que o homem regule a sua existência. submetendo-nos aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. tome a sua cruz e siga-me. desse o filho do homem também se envergonhará. Em verdade vos digo que. versículo 24. Meios e condições sem os quais não se pode ver na Terra o reino de Deus. em todos os nossos atos. renuncie a si mesmo. quando vier na sua glória. 9º. estaremos no caminho seguro da nossa salvação. — MARCOS. E acrescentou: Em verdade vos digo que. — 28. — 25. Aquele que se entrega aos gozos materiais entra para a categoria dos que . — LUCAS. e perder-se? — 26. de que serviria a um homem ganhar um mundo Inteiro. — 39. aquele que quiser salvar a vida a perderá. porqüanto. entre os que aqui se acham.

ou o interesse pessoal manchem a pureza das nossas consciências. o presente e o futuro. 3º. negligenciando a verdadeira felicidade. encarnados naquela época. 16. a nossa dedicação. para poderem suportar o fulgor do seu Espírito. 14º. 2º. empregando as riquezas que possuamos em auxiliar. 12º. 22º. 6. Desses. depois de terem conhecido a verdade. rebeldes. com critério e prudência. — Job. sem terem visto chegar o reino de Deus em seu poder. que nunca o egoísmo. o nosso trabalho. 2º. 8. 7. Jesus se referia à categoria de Espíritos que. 17. a expiação corresponderá à duração da falta. 12. Consagrarmos o nosso corpo. nesse tempo. — Jeremias. 5. Aludindo aos que não morrerão (ou não “gostarão a morte”. dizem respeito aos que se riem. com relação aos que dele se envergonham. serão. isto é. pelo respeito humano.281 perdem a alma pelos bens mundanos. 20º. dos que a “vendem ao demônio”. usarem de disfarces para. Fazer o contrário é gozar materialmente. — Timóteo. 12. se se conservarem culpados. 10. onde. é caminharmos para a salvação. ver-se-ão constrangidos a fazê-lo em planetas inferiores a este. . — Romanos. 9. — Zacarias. de medo do ridículo. — JOÃO. 24º. que são os que se envergonham de Jesus. 7º. A maior parte daqueles a quem Ele se referia. Com referência. como se lê nalgumas traduções dos Evangelhos). — 1ª Epístola aos Coríntios. também Ele se envergonhará. 1º. tinham de chegar. 23. elas entendem com os que. — 1ª Epístola à Pedro. Esses. 10. 8. de reencarnação em reencarnação. abrangendo o passado. 11. 3º. à era nova que se abre para a Humanidade com o advento do Espiritismo e que irá até que comece a separação do joio e do bom grão. ridiculizam e fogem das coisas santas. — Daniel. Ao terem de encarnar. falando dos que viveriam na Terra ao tempo da sua vinda. bastante puros. para usarmos de uma frase tantas vezes repetida e tão mal compreendida. quando chegar o momento daquela separação. afrontando incômodos e contrariedades. — Salmos. não confessarem suas convicções. especialmente. como condição necessária a que melhorem moralmente e progridam. (109) Deuteronômio. em que o divino Mestre se mostrará em todo o seu esplendor aos homens. os nossos irmãos. os nossos esforços ao bem da Humanidade. Quer isto dizer que não mais lhes será permitida a reencarnação na Terra. 12. 34º. As palavras de Jesus. ao tempo em que o reino de Deus se estabelecerá realmente na Terra. 25. 48º. Espíritos purificados e se acharão reencarnados em missão. morrerão para o nosso planeta. então. — Apocalipse. 17º. Que todos os nossos atos e pensamentos tenham a guiá-los a gratidão ao nosso Deus e o amor aos nossos irmãos.

2. Pedro. — Aparição de Elias e de Moisés. versículo 1. — 32. 17. MARCOS: capítulo 9º. que apareceram cheios de glória. Pedro ainda falava quando uma nuvem luminosa os cobriu e uma voz. Jesus lhes fez esta recomendação: Não faleis a pessoa alguma do que vistes. Seis dias depois. E lhes apareceram Elias e Moisés a falarem ambos com Jesus. veio uma nuvem e os cobriu. E eis lhes apareceram Elias e Moisés. 6. olhando à volta de si. Quando ele ainda falava. — 7. propôs: Mestre. — 33. Sucedeu que. escutai-o. 1 ao 9. — 3. façamos três tendas: uma para ti. Ouvindo isso. — 5. — 2. porém. escutai-o. senão a Jesus. — MARCOS. — 4. a verificar-se era Jerusalém. — 3. se quiseres faremos três tendas: uma para ti. e como a nuvem os envolvesse. —30. versículo 28. Erguendo então os olhos. Jesus chamou a Pedro. quando estes se iam afastando de Jesus. Jesus chamou a Pedro. que com Ele falavam. 9º. mudou-se-lhe o semblante. — 35. — Nuvem que cobriu os discípulos —Voz que saiu dessa nuvem e palavras que proferiu MATEUS: capítulo 17º. aqui estamos bem. — 6. os discípulos caíram de rosto em terra. 1 ao 9. versículo 1. façamos três tendas: uma para ti. Falavam-lhe da sua saída do mundo. uma para Moisés e uma para Elias. eles a ninguém mais viram senão somente a Jesus. que da nuvem saía. Seis dias depois. dizendo: Este é meu filho muito amado. a saber: Moisés e Elias. Disse então Pedro a Jesus: Senhor. 9º. Uma nuvem se formou e os cobriu. amedrontaram-se. suas vestes se tornaram brancas como a neve. até que o filho do homem tenha ressuscitado dentre os mortos. presas de grande temor. não sabendo o que dizia. Quando desciam do monte. viram a majestade de Jesus e os dois homens que com Ele se achavam. de uma brancura tal como nenhum pisoeiro na terra poderia conseguir. disse: Este é meu filho dileto em quem hei posto todas as minhas complacências. e dela uma voz saiu. aqui estamos bem. E eles guardaram segredo do fato. até que o filho do homem houvesse ressuscitado dentre os mortos. Disse Pedro então a Jesus: Mestre. Logo. 28-36 Transfiguração de Jesus no Tabor. a Tiago e a João. — 5. Quando desciam do monte. enquanto orava. a Tiago e a João e os levou consigo a um alto monte e se transfigurou diante deles. — 8. — LUCAS. a ninguém mais viram. E se transfigurou diante deles: seu rosto resplandeceu como o Sol.282 105 MATEUS. estamos bem aqui. e eis que dois homens com Ele falavam. — 9. a Tiago e a João e subiu a um monte para orar. os conduziu a um monte elevado. Ele não sabia o que dizia. Suas vestes se tornaram brilhantes e alvíssimas como a neve. — 8. uma para Moisés e uma para Elias. — 9. suas vestes se tornaram alvas e resplandecentes. excogitando entre si o que quereria dizer: Até que o filho do homem ressuscite dentre os mortos. que haviam adormecido. Jesus lhes ordenou que a ninguém falassem do que tinham visto. Pedro e seus dois companheiros. — 34. E. — 7. Jesus se aproximou. — 29. pois todos três estavam aterrorizados. despertando. Jesus chamou de parte a Pedro. 4. LUCAS: capítulo 9º. — 31. afastando-se com eles. E . irmão de Tiago e. tocou-os e lhes disse: Levantai-vos e não temais. Cerca de oito dias depois de haver dito essas palavras. uma para Moisés e uma para Elias.

nada disseram a ninguém. Enquanto a voz falava. promessa que se cumpre agora. foi uma formidável manifestação espírita. pois de outro modo eles não lhes teriam podido suportar o brilho. mediunicamente. eram de alvura tal. que são chegados os tempos então preditos. Jesus estava só. sob a forma humana. quando tais manifestações se produzem ostensivamente por toda a parte. as promessas para o futuro. por meio da transfiguração. explicadas e tornadas compreensíveis pela Nova Revelação outorgada ao mundo mediante tais manifestações. Verifica-se. haviam anunciado o Messias. que se produziu no monte Tabor. E o fato da transfiguração se produziu para eles. Constituía. Jesus. os atributos da natureza que lhe era própria. Ambos. entendidas em espírito e verdade. foi uma confirmação da elevação sem par do Cristo. (110) O fenômeno. da realidade das manifestações espíritas. Os Espíritos. Jesus lhes dava uma idéia da sua grandeza espiritual e da glória da vida por que eles ansiavam. momentaneamente. as quais. a missão de Jesus. tanto e ainda mais elevados. os três discípulos. à produção da manifestação espírita que se ia dar. com o esplendor correspondente à elevação dos Espíritos que no mesmo fato tomavam parte. caíram nesse estado de sonolência. por então. depois de haver dito: “Este é o meu filho bem-amado. foi um meio de que se serviu este para lhes ferir a imaginação e de. diante daqueles discípulos. do que tinham visto. rodeiam incessantemente a Jesus. A voz que saiu da nuvem e que se foi perdendo no espaço. segundo diz o Evangelista. aos apóstolos. em que ficam os médiuns. se bem que velados ainda. quando se dá uma forte manifestação espírita. afirmar a sua missão como Cristo. hoje se cumpre o que prometeu Aquele cujo advento constituíra objeto daquela promessa. pois. reunindo em torno de si os fluídos luminosos que sejam necessários ao fenômeno. e transfigurarse. o Messias prometido. e enunciar. pois que aquelas palavras. uma promessa feita para o futuro. Nessas condições. que Jesus. do Pai. Cristo de Deus. o fato de que tratamos foi a revelação. de Moisés e Elias que. como o ensina a Doutrina Espírita. A presença. desempenhava. têm a faculdade de tornar-se visíveis e tangíveis. a seu turno prometeu. filho do Deus vivo. dessa forma. como outros Espíritos. escutai-o. de torpor. que teve por fim mostrar a elevação espiritual de Jesus. sob um véu que a nova revelação levantaria mais tarde. a presença ali dos dois como que sancionava e santificava. o Messias prometido por Moisés e Elias. a Revelação Espírita é bem o outro Consolador. Escolhidos por serem os que apresentavam condições físicas mais favoráveis a torná-los aptos. aos olhos dos Apóstolos. por assim dizer. a missão que Ele. — 36. significam que na Terra . a sua elevação espiritual e que Ele era o Cristo. diante dos mesmos discípulos. Atestando. como sendo o Cristo. Pedro. Assim como há dois mil anos se cumpriu a promessa desses dois grandes profetas. Moisés e Elias. Tiago e João. visível para os discípulos.283 uma voz saiu da nuvem dizendo: Este é meu filho bem-amado. Retomando. escutai-o. que nenhum pisoeiro da Terra jamais poderia consegui-la. Os discípulos se calaram. em nome do Todo-Poderoso. Tiago e João. filho do Deus vivo. afirmava. o Espírito da Verdade. em quem pus todas as minhas complacências. aquela presença. a intervenção dos Espíritos junto dos homens. pois. A resplendência que tomaram as vestes de Jesus. em presença de Pedro. confirmar.

poderem jamais igualá-lo. Com efeito. (110) Deuteronômio. A recomendação que Jesus fez aos discípulos. que qualificamos de celestes. são. nos outros. ou lhe suportar as irradiações. por efeito de uma transgressão que seja daquelas leis. quanto mais elevado é um planeta na escala dos mundos. visto que resulta do aspecto que o desencarnado dá aos fluídos em que envolve o encarnado. Os mundos espirituais. 17 e 18. obedeceu à razão de que. 10º. ninguém lhes daria crédito. — Apocalipse. ainda quando haja alcançado a perfeição sideral.284 ninguém jamais poderia igualá-lo em elevação. na hierarquia dos mundos. 8º. 1. tendo do Criador mais perfeito conhecimento. por qualquer outro Espírito que haja retardado a marcha da sua evolução. para que a ninguém falassem do que tinham visto. Naqueles casos. continuou e continua a progredir em ciência universal. teve a mesma origem. se vão cada vez mais aproximando de Deus. nem abrangê-lo com o olhar. — Daniel. que em pureza são todos iguais. nada tem de comum com o da transfiguração do ser humano. por haverem todos chegado à perfeição moral. nunca poderá Ele ser alcançado. Todos. 15. há hierarquia. antes de verificar-se o que se chamaria a “ressurreição” do mesmo Jesus. há necessidade de uma combinação do perispírito do Espírito que opera com o do encarnado que lhe serve de instrumento. aparente a transfiguração. — Isaías. aos quais só têm acesso os puros Espíritos. portanto. tanto mais branca e refulgente é a sua luz. 1. — Atos. Do mesmo modo. do seu aperfeiçoamento moral. Também entre os puros Espíritos. se tenha tornado puro Espírito. Ë que Jesus. 17º. há ação exclusiva do Espírito sobre o seu corpo perispirítico. visto que esse progresso é indefinido. sem se afastar jamais da diretriz traçada pelas leis do Pai. 1º. assim como a de um Espírito muito elevado. se os discípulos divulgassem imediatamente os fatos que presenciaram. partiu do mesmo ponto de inocência e ignorância. 9º. 18. qualquer dos que encarnem no nosso planeta será sempre menos adiantado do que Jesus: ser-lhe-á inferior em ciência universal. Assim sendo. 18º. 22. 21. quando se acercam do foco da onipotência. para se inspirarem nas vontades daquele que é o Pai de tudo o que é. 1º. . sob o ponto de vista da ciência universal. na senda desse progresso. Quanto mais elevado. os que projetam luz mais branca e mais brilhante. — 2ª Epístola à Pedro. sem a mais ligeira falta. como todos os demais. 16. até que Ele houvesse ressuscitado dentre os mortos. no entanto. 3º. 10º. sem. O fenômeno da transfiguração do Divino Mestre. 15. à suprema perfeição moral. tanto mais luminoso se revela o Espírito às vistas humanas. 10 e 18. havendo chegado sem o menor desvio. isto é. Espírito que. pois que se distinguem pela soma de suas aquisições intelectuais. sendo. através da eternidade.

Seus discípulos então lhe perguntaram: Por que é que os escribas dizem ser preciso que Elias venha primeiro? — 11. O Espírito de Elias reencarnado na pessoa de João. Mas eu vos digo que Elias já veio e que eles o trataram como lhes aprouve. eles não o conheceram e contra ele fizeram tudo o que quiseram. Falando de João. cobertas pelo véu da letra. portanto. depois. E o Interrogavam. mostrando a lei natural e imutável do renascimento. o que ainda é em nossos dias: uma luz que se oculta. como tendo que ser o Precursor do . seu princípio fundamental. a lei natural e imutável da reencarnação. Jesus assentava as bases da Revelação Espírita. 10 ao 13. MARCOS: capítulo 9º. porqüanto a ciência teológica era. pouca importância tinham para os apóstolos. Mas eu vos digo que Elias já veio. — 12. (111) Chamando a atenção dos discípulos para o fato de haver Elias voltado à Terra na pessoa de João Batista. os Espíritos do Senhor trariam aos homens. nas condições sociais em que viviam. deixaria veladamente entrever e que. Assim também farão sofrer o filho do homem. visto que. Aquelas suas palavras que. estava no domínio das crenças da maioria deles. o Precursor. fins e conseqüências. versículo 10. Jesus lhes respondeu: É verdade que Elias tem que vir primeiro e restabelecer todas as coisas. de acordo com o que a respeito dele fora escrito. embora já a houvessem combatido os “espíritos fortes”. dentro da ordem geral da Natureza. essa pobre desfigurada. — 13. mais tarde. que este era o mesmo Elias que as profecias anunciavam. de cuja aplicação entre nós a reencarnação daquele profeta era apenas um exemplo. 10 ao 12. grande influência haviam de exercer no porvir. — MARCOS. em espírito e verdade. que sofrerá muito e será desprezado. Elias tem que vir e restabelecerá todas as coisas. para que não esclareça a multidão e não lhe patenteie as feridas que a Escritura. como está escrito a respeito do filho do homem. Talhava assim Jesus a pedra angular sobre que repousaria o edifício do futuro. recebeu das interpretações humanas. pelo que respeita ao reino humano. nos tempos marcados por Deus. dada a natureza da época em que foram ditas.285 106 MATEUS. ressuscitando Elias na pessoa de João Batista. pouco sabiam da história sagrada. suas regras. — 12. pois a reencarnação. que Ele. filho de Zacarias e de Isabel MATEUS: capítulo 17º. Então seus discípulos compreenderam que Ele lhes havia falado de João Batista. se bem não constituísse lei entre os hebreus. na Igreja Hebraica. no seu colóquio com Nicodemos. Jesus lhes respondeu: Em verdade. Jesus. explicando-lhes. 9º. dizendo: Por que é que os fariseus e os escribas dizem ser preciso que primeiro venha Elias? — 11. versículo 10. como erros da superstição. disse Jesus a seus discípulos que os escribas e fariseus não haviam compreendido que aquele que pregava o arrependimento e o advento do Redentor era o Elias cuja volta o Antigo Testamento prometera e os discípulos logo compreenderam que Ele se referia ao Batista. 17º. não fez mais do que ressuscitar essa velha crença. E não nos devemos admirar de que os discípulos houvessem feito ao Mestre aquela pergunta. sob o império do espírito.

Sim. e. mas que hoje a Nova Revelação nos diz é que — Moisés. indivisível. Quando reencarnou em João. nas suas profecias. foi esse precursor. que volvera à Terra. foram elas postas ao alcance das inteligências humanas. ali. Quando foi Moisés. em que todos os homens. Espíritos superiores. sendo os três um só Espírito. no Tabor. a Nova Revelação explica o fato. Quando foi Elias. 5. — Lucas. que. da reparação e do progresso. não poderiam Moisés e Elias aparecer no Tabor como dois Espíritos distintos. (111) Isaías. à realização de seus destinos. com eles. quando necessárias. trilhando-as. se mostrasse apta a apreender esses mistérios e. Essas três figuras formam o emblema de uma tríplice missão desempenhada em três épocas diferentes. 16. Elias e João Batista são um só. se têm que abrigar debaixo de uma só crença. porém. naquela ocasião. Elias e João foram sempre o mesmo Espírito reencarnado. da crença num Deus uno. Entretanto. preparou a vinda do Cristo e a anunciou veladamente. Espíritos puros. são o mesmo Espírito encarnado três vezes em missão. quem objete que. nosso Protetor. como o está nos ensinos da Terceira Revelação. único eterno: o Pai. pelos progressos realizados.286 Cristo. a aparência de Moisés. Criador incriado. Moisés. 1º. desvenda aos homens as sendas da expiação. porque são chegados os tempos em que se tem de efetuar a “nova aliança”. pelos Espíritos do Senhor. um Espírito superior. — Malaquias. de par com aqueles mistérios. filho de Zacarias e Isabel. 53º. em Jesus Cristo. Isso os Espíritos do Senhor nos revelam agora. Judeus e Gentios. que teria de ser o precursor do Cristo. e os mistérios de além-túmulo. 21. deu grande brilho à tradição hebraica e anunciou. até que a Humanidade. sempre abertas ao Espírito que. — Atos. Assim. da mesma elevação que Elias e João. em espírito e verdade. lei que. não a mesma personalidade humana. ensinando que. tomou a figura. que então lhe seria. por virtude da justiça de Deus. Espíritos bons. 26. cujos tesouros de bondade e misericórdia são inesgotáveis. O que. Haverá. sob a direção do Cristo. porém. Jesus. nos Espíritos do Senhor. Elias e João Batista — são uma mesma e única entidade. eterno. O princípio da reencarnação esteve esquecido durante muito tempo e convinha que assim acontecesse. . chegará à perfeição moral e. aos três discípulos. assim. no seu fundamento e nas suas conseqüências. a mesma individualidade terrena. quando Jesus ensinou aos homens que João Batista fora Elias. não podia. por meio da aparição de Moisés e de Elias. 17. 4º. 9º. talvez. 3º. — Daniel. de superstições. por Espíritos da mesma ordem. porque preciso se tornara que um véu fosse lançado entre os homens cheios de vícios. trabalham pelo progresso do nosso planeta e da sua Humanidade: o Espírito Santo. de charlatanices. único. Governador e Mestre: o Filho. a lei natural da reencarnação. conforme se verificou. Tais substituições se dão. Moisés. revelada. nem devia dizer.

para fazê-lo perecer. correu a saudá-lo. — 22. grande multidão lhes veio ao encontro. eu creio. e. tanto que viu a Jesus. em verdade vos digo. Mas. soltando um grito e agitando violentamente o menino. até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei? Trazei-me o menino. ameaçou o Espírito impuro. Já o apresentei a teus discípulos. eu te suplico. Logo o pai do menino exclamou. eu te ordeno: sai deste menino e não entres mais nele. — 19. 14 ao 20. — Fé onipotente. Quando Jesus voltou para casa. — LUCAS. mas estes não o puderam curar. e eis que. — 38. de sorte que muitos diziam: Morreu. ele se levantou. Logo que deu com Jesus. 9º. o atira ao chão e o menino espuma. MARCOS: capítulo 9º. versículo 37. dizendo: Espírito surdo e mudo. Trouxeram-no. que ficou no mesmo instante curado. eu te trouxe meu filho que está possesso de um espírito mudo. Jesus. Jesus respondeu: Oh! geração incrédula e perversa. — 17. Jesus respondeu: Os demônios desta casta não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum. Dali partindo. olha para meu filho: é o . tem piedade de nós e socorre-nos. ajuda a minha pouca fé. ficando este como morto. Jesus lhe disse: Se puderes crer. ajoelhando-se a seus pés. Jesus lhes disse: Por causa da vossa nenhuma fé. — 23. se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda. 9º. vendo o povo acorrer. Quando voltou para onde estava o povo. — 25. atravessaram a Galiléia. — 15. e o Espírito o tem muitas vezes lançado ora à água. Ele então lhes perguntou: Que é o que discutíeis? — 16. até quando estarei entre vós? até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino. — 21. lhe disse: Senhor. tomado de espanto e temor. 37 ao 43 e 17º. — 20. — MARCOS. O Espírito. LUCAS: capítulo 9º. ora ao fogo. chegou-se a ele um homem que. diríeis àquela montanha: Passa daqui para ali. nada vos seria impossível. Ele não queria que ninguém o soubesse. Se puderes alguma coisa. que é lunático e sofre cruelmente. todas as vezes que dele se apodera. pedi a teus discípulos que o expulsassem. quando desciam do monte. — 18. — 24. Então os discípulos vieram ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós expulsar esse demônio? — 19. — 29. o qual. Vindo ter com seus discípulos. viu Jesus que grande multidão os cercava e que com eles alguns escribas discutiam. este saiu do menino. Jesus perguntou ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? O pai respondeu: Desde a infância. Um homem do meio da turba respondeu: Mestre. versículo 13. No dia seguinte. 5 ao 6. 17º. a estorcer-se no chão e a espumar. E tendo Jesus ameaçado o demônio.287 107 MATEUS. — Prece e jejum MATEUS: capítulo 17º. — 15. que. 13 ao 29. tomando-lhe Jesus as mãos e erguendo-o. — 17. mas eles não puderam. — 26. — 20. e ela passaria. seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expelir aquele demônio? — 28. — 16. do meio do povo. um homem exclamou: Mestre. — 14. tudo é possível àquele que crê. Não se expulsam os demônios desta espécie senão por meio da prece e do jejum. banhado em lágrimas: Senhor. pois. — 27. muitas vezes cai ora no fogo. tem piedade de meu filho. versículo 14. Jesus lhes disse: Oh! geração incrédula. — 18. saiu. Lunático. range os dentes e fica seco. todo aquele povo. ora na água. o Espírito o agitou e atirou por terra.

acrescentando: “Os demônios desta casta não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum”. que lhes fora trazido. até Quando estarei convosco e vos suportarei! Traze-me aqui teu filho. tornar absoluta a confiança. O Senhor lhes disse: Se tiverdes a fé do tamanho de um grão de mostarda. quando eles lhe perguntaram por que não tinham conseguido “lançá-lo fora”. para os que de futuro viessem a ser os . da sua perfeição moral. ao mesmo tempo. mas. É que Jesus lhes quis significar não se terem eles ainda tornado capazes de cumprir com segurança a tarefa que lhes cabia. Jesus. Um Espírito se apossa dele e o faz subitamente gritar. Jesus respondeu: Oh! geração infiel e perversa. Ao aproximar-se o menino. Foi. em virtude da sua perfeita pureza. quando os mandara às cidades vizinhas. quando estiver na Terra o Regenerador. Ocorre. para estarem aptos a realizar com firmeza as obras que o viam praticar pelo só poder da sua vontade. a que se referem os Evangelistas. disse o Divino Mestre. — 43. E os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé. tendo falado ameaçadoramente ao Espírito impuro. — 41. capítulo 10º. Jesus os preparava para desempenhar as missões que lhes iam ser confiadas. na condição de homens. o dos instrumentos mediúnicos da atualidade só se tornará completo. Enquanto se achava com seus discípulos. eles apenas obterão fatos isolados. O mesmo se dá com os médiuns atuais. versículo 8). entretanto. fazendo-o espumar e só o larga depois de o haver esfarrapado. — 39. Foi por causa da vossa pouca fé. — 6. LUCAS: capítulo 17º: versículo 5. o “demônio”. atira-o por terra e o agita em violentas convulsões. pela assistência que lhes dispensava o Mestre. — 42. Pedi a teus discípulos que o expulsassem. poderiam dar entrada em seus corações e levando-os a reconhecer que ainda precisavam fortalecer a fé. um exemplo. tinham que se desenvolver. este ameaçou o “demônio” que sobre ele atuava e no mesmo instante cessou a obsessão de que era agente tal “demônio”. sobretudo quando Ele houvesse terminado a sua entre os homens. (112) Destes trechos evangélicos se vê que os discípulos de Jesus. Quanto ao não haverem podido os discípulos expelir do rapaz. já tendo eles produzido. mas eles não puderam.288 Único que tenho. o perseguidor que o atormentava. dentro de certos limites. grande Espírito que trará a missão de aproximar a Humanidade do ponto de sua purificação integral. Eram ainda incipientes as faculdades mediúnicas de seus discípulos. estranhos à ordem comum dos fatos. Entretanto. não puderam expulsar daquele rapaz. para serem exercidas cada vez em maior escala. fatos considerados “milagrosos”. que deviam depositar naquele em cujo nome iam falar e agir. ao passo que aqueles atingiram o seu pleno desenvolvimento sob as vistas de Jesus. como devia suceder. — 40. apesar de investidos por Ele no poder de curar os enfermos e de afastar dos obsidiados os Espíritos obsessores. com o poder de curar os enfermos e expulsar os demônios (MATEUS. preservando-os desse modo do orgulho a que. apresentado o moço ao Mestre. até alcançarem toda a amplitude a que haviam de chegar. ficaram sem essa assistência naquele caso do lunático. o demônio o atirou por terra e o pôs em grandes convulsões. direis a esta amoreira: Desenraíza-te e transplanta-te para o mar e ela vos obedecerá. perguntar como é que. curou o menino e o restituiu ao pai. a causa de tal insucesso está assinalada na resposta que Jesus deu. Até lá.

aliás. Dizemo-la incompreensível para nós. sucedia. se. constantemente. aquele pai não se sentia bastante forte em sua fé. mais ou menos sonoras. aprendendo a pedir somente o que possa ser de justiça aos olhos de Deus. entre nós. Mas. mais ou menos humildes. que dá à alma a essência pura da crença. por fortalecê-los em nossos espíritos. necessários à sustentação . porém. como o que nesta passagem dos Evangelhos se registra. porém. que a faz librar-se às regiões luminosas do espaço e subir até ao seu Criador. para merecer tal graça. esforcemo-nos. Aí temos o valor e o alcance da prece! Orai e jejuai. na atualidade. vemos. Cumpre notar que. pelos ensinos. no seu amor e na sua misericórdia infinitos. conselhos e exemplos do Mestre. por isso que em torno dele se grupam os Espíritos do Senhor. Da fé nasce a prece que. alavanca poderosa. que prodígioS não pode a fé operar? Que é o que não consegue essa alavanca prodigiosa. sem sombras. porque. ajuda a minha pouca fé. sem mesmo perceber como e por que sobe. para afastar os Espíritos atrasados e sofredores. de ordinário. Não tendo ainda os nossos corações bastante abertos para agasalharmos essas virtudes. no entanto. que não sabemos orar e que não praticamos o jejum espiritual! A fé. Mas. senão impossível de definir-se e quase incompreensível para nós outros. o esclarecer e encaminhar para a verdade. ela é forte. A fé consiste na confiança absoluta. pobres pecadores de todos os instantes. Ë uma virtude difícil. na existência de Deus. essa força motriz incoercível. é que: àquele que crê. cheios de imperfeições e fraquezas. por verificarmos que. sem a mais ligeira dúvida. para assisti-lo. disse-nos o Bom Jesus. como deve ser em todo cristão. Sim. sem vacilações. capaz por si só de levantar o mundo. —Na humildade e simplicidade do seu coração. eu creio. ainda estavam sujeitos a fracassos. ela nos falece a nós que a todos os instantes recebemos provas da bondade e misericórdia extremas de Nosso Senhor Jesus Cristo. todas as coisas são possíveis àquele que crê. nas ocasiões em que mais necessária nos é. pelo estudo. que estudamos e aceitamos. A verdade. edificados como eram. com lágrimas de reconhecimento. que carecemos de fé. Que é a fé? Que é a prece? Que é o jejum? Em que consistem este e aquelas? Disse Jesus ao pai do moço: Se puderes crer. acaba sempre por tocar o Espírito culpado. esclarecida e sábia. é acompanhada do jejum espiritual. esse mesmo temor militava por ele e lhe facultou ser atendido pela bondade infinita. além de fervorosa e perseverante. dentro da figura de que usou. quão maiores não hão de ser esses fracassos. Senhor. dizendo isso. menos aparelhados de outras virtudes. noutros irmãoS. que éorar? Será repetir palavras mais ou menos harmoniosas. santificados pela sua presença. À fé se alia sempre a esperança e ambas se desdobram em caridade. está a verdade. ditas de lábios para subirem ao Senhor? Jejuar será abster-nos de alimentos quaisquer. as lições por Ele dadas e exemplificadas até ao cimo do Gólgota. Efetivamente. que.289 continuadores da obra dos discípulos. todas as coisas são possíveis. o Mestre falou figuradamente. propensos a considerá-la apanágio somente de Espíritos elevados. constitui o meio único de que podemos lançar mão eficazmente. segundo ensinam os Evangelhos. esse calor fecundante. De fato. pela meditação dos ensinos e exemplos do nosso Salvador e dos seus apóstolos. como. se estes.

11º. surdos e mudos. e sempre a Deus reportados. pelo poder e pela persuasão. Não nos iludamos. . uma prece ativa e permanente. A prece poderosa. os “demônios” que nos tornam cegos. que o colocava (mesmo posta de lado a sua superioridade espiritual) acima de todos os Espíritos. É um arroubo contínuo do pensamento. puro Espírito. investido de onipotência sobre os Espíritos impuros. Espírito perfeito. uma aspiração incessantemente dirigida ao Criador e a guiar-nos na prática da verdade. aquela vida que os homens supunham humana.290 do nosso corpo material e indispensáveis ao regular funcionamento do nosso organismo? Não. porque. em sermos sóbrios na satisfação das nossas necessidades materiais. a bem do nosso progresso moral e intelectual e do progresso dos nossos irmãos. Jesus não precisava recorrer à prece ocasional. na austeridade do proceder. na regularidade dos costumes. da caridade e do amor. e que acabam tornando-se maquinais. frívolos mesmo. por ofício. sua vida. a prece de Jesus são os atos da vida praticados com o pensamento em Deus. Não é prece uma reunião de palavras que se repetem todos os dias. inúteis. Tais são o jejum e a prece que expelem os “demônios” da pior espécie. em sermos sinceros na modéstia. O jejum que Jesus nos recomendou consiste em nos abstermos de pensamentos culposos. (112) JOÃO. como meio de ganhar a vida. decorria continuamente piedosa aos olhos do Senhor e também porque a sua missão já era um ato de fé e amor. 40. reservando o supérfluo para o repartirmos com os nossos irmãos a quem falte o necessário.

mas ele ressuscitará ao terceiro dia. dúvidas de que lhes nascia o temor de interpelarem a Jesus. LUCAS: capítulo 9º. — MARCOS. porém. dizia: O filho do homem será entregue às mãos dos homens. O que eles. versículo 30. material. a fim de tocar mais fundamente o espírito dos discípulos e lhes aumentar a fé. 44 ao 45. receavam interrogá-lo. e tinham receio de o interrogar a tal respeito. A vida. versículo Todos pasmavam do grande poder de Deus e como se mostrassem admirados dos que ele fazia. Ao mesmo tempo. Quando voltaram para a Galiléia. a fim de tornar mais frisante a sua ressurreição. disse a seus discípulos: Guardai nos vossos corações o que vos vou dizer: O filho do homem há de vir a ser entregue às mãos dos homens.291 108 MATEUS. versículo 21. no parecer deles. sem que haja mister sejam impostas. quanto à possibilidade de tal fato. fatos aparentes. — LUCAS. compreenderam foi. 9º. crentes de que este pertencia. seria real. porque a ressurreição. da sua morte e ressurreição MATEUS: capítulo 17º. Ensinando a seus discípulos. como derrogações de leis naturais e imutáveis. — 31. . Predição. povoava de dúvidas os Espíritos. que o farão morrer mas ele ressuscitará ao terceiro dia depois da sua morte. Jesus lhes disse: O filho do homem será entregue às mãos dos homens. Estes versículos se explicam por si mesmos. não entenderam essas palavras suas e receavam interrogá-lo. tiveram uma razão e um fim que hoje se justificam e explicam. Predisse-lhes que “habitaria com os mortos”. mas que deviam ser consideradas reais. que corriam o risco de perder o Mestre bem-amado. — 22. MARCOS: capítulo 9º. Os discípulos ficaram profundamente contristados. Os discípulos porém. isto é. apenas. pelo seu invólucro corpóreo à humanidade terrena. a morte e a ressurreição do Salvador. Mas os discípulos não entendiam essas palavras. por Jesus. dogmaticamente. como milagres. — 45. mesmo como um milagre. 30 ao 31. 9º. 21 ao 22. 17º. após uma morte que. Jesus revelava antecipadamente os acontecimentos que se iam dar. que o Senhor se preparava para morrer. e estes lhe darão a morte. tão veladas eram que não as compreendiam.

a quem Jesus se referia. 26. toma-o e vai entregá-lo por mim e por ti. assim. que eram. (113) Êxodo. Nada obstante. aliás. os naturais do país. como. eles não pagassem tributo aos romanos. como de fato aconteceu. fontes de toda civilização lídima e de todo o progresso. 23 ao 26. tão certo estava de que este cumpriria. não de revoluções. portanto. pois. as obrigações do homem pacífico. para os romanos. para os hebreus. Com relação ao fato de haver Pedro achado no ventre do peixe a moeda com que pagou o tributo. para que não os escandalizemos. . aos pequenos. aproveitou aquela oportunidade. tem que resultar. para quem as estude com a atenção e o interesse que merecem as coisas santas. que encontrarás dentro um estáter. de estranhar que os discípulos. no país que aqueles haviam conquistado. logo que interpelado foi. — 26. esclarecidas e perseverantes. Ao entrarem em casa. mas da ação dessa força moral que se personifica na razão e na discussão. versículo 23. ao contrário. Os “filhos”. como sabemos. persistiam em querer que Jesus fosse um chefe temporal. que. apontando-lhes estas virtudes como as armas que dão. força que. que sempre acarretam calamidades e as mais das vezes pioram a situação. 13. Pedro respondeu: Dos estranhos. pretensão que Ele não perdia ensejo de demonstrar infundada. sábias. que se submete às leis de seu país ainda que as tenha por injustas e que elas realmente o sejam.292 109 MATEUS. abre-lhe a boca. como hebreus. sendo estrangeiros os povos subjugados. não sendo. 17º. de todos os textos das sagradas letras. quando tratamos da pesca tida por miraculosa. 30º. com a eloqüência de seus atos. a vitória da razão e da verdade. vai ao mar e lança o teu anzol. desejassem encontrar um pretexto para se forrarem às obrigações que lhes impunha o poder do dominador estrangeiro. Tendo eles vindo a Cafarnaum. E. cuja missão era toda de natureza espiritual. lhes dar uma lição de humildade e submissão. 38º. deve ser. Os Judeus. Jesus paga o tributo MATEUS: capítulo 17º. Por isso. Simão? De quem recebem os reis da terra os tributos ou impostos? De seus filhos ou dos estranhos? — 25. Jesus replicou: Então os filhos se acham isentos. impeliu o peixe a engolir a moeda e a encaminhar-se para o anzol com que foi pescado. decorrem altas e proveitosas lições. sobre os fluídos. Uma ação magnética. para. estrangeiros eram os conquistadores e filhos os que nesse país haviam nascido. porque a derrogação ou revogação das leis rigorosas ou iníquas. os que recebiam o tributo das duas dracmas se aproximaram de Pedro e lhe perguntaram: Teu Mestre não paga as duas dracmas? — 24. eram. Ele respondeu: Sim. Justo era. exercida pela vontade de Jesus. que à primeira vista parecem destituídos de importância. com o auxílio do tempo. com efeito. Jesus lhe perguntou: Que te parece. mas. cabem as explicações gerais dadas sobre os efeitos magnéticos. estando na sua terra. com relação aos reis da Terra. Pedro respondeu que o seu Mestre pagaria o tributo. (113) Destes versículos. põe em foco a justiça e a verdade. ao passo que. pega do primeiro peixe que apanhares. ativas. porqüanto o seu reino não era deste mundo. o Mestre. eram “filhos” os cidadãos de Roma.

depois de o beijar. disse-lhes: Quem receber em meu nome a uma criança como esta a mim me recebe e quem me receber não me recebe a mim. 18º. Sejamos crianças que o Divino Mestre tome em seus braços. não acrediteis valer mais do que os vossos irmãos. e lhes disse: Em verdade vos digo: se não vos converterdes e tornardes quais crianças. mas que não te segue. como somos e nos reconhecemos. versículo 1.293 110 MATEUS. não perderá. o servo de todos”. Jesus então se sentou. Mas Jesus. recebe sim àquele que me enviou. — 50. 46 ao 50. 1 ao 5. — 35. se nos tornarmos simples de coração. replicando. vimos um homem que expulsa os demônios em teu nome e nós lho proibimos. tendo feito em meu nome um milagre. porque elas vos trairão. e lhes disse: Quem quer que receba em meu nome esta criança me recebe e quem quer que me receba recebe aquele que me enviou. aos olhos de vosso pai. visto que quem não é contra vós é por vós. — 48. “Aquele que quiser ser o primeiro seja o último. confiança. e quem quer que em meu nome vos dê de beber um copo dágua. — 4. MARCOS: capítulo 9º. 9º. — 38. Sejamos caridosos com os nossos irmãos e nele teremos o mais admirável tipo da caridade. Aquele que receber em meu nome um tal menino. Veio-lhes então à mente saber qual dentre eles era o maior. 32 ao 40 — LUCAS. nele encontraremos a chave de toda a ciência. nós lho proibimos. por isso que tinham vindo a discutir sobre qual deles era o maior. Vieram a Cafarnaum e. tomou de um menino. humildade e simplicidade MATEUS: capítulo 18º. temos mais uma lição de caridade. LUCAS: capítulo 9º. chamando um menino. Jesus disse: Não lho proibais. de fé. seja o último de todos e o servo de todos. perguntou-lhes ele: De que vínheis tratando pelo caminho? — 33. vendo o que lhes ia nos corações. nem desejeis sobrepor-vos a eles. humildade e simplicidade. aquele que entre vós for o menor esse é o maior. porqüanto não há ninguém que. . Todos se calaram. Naquela hora os discípulos se acercaram de Jesus e lhe perguntaram: Quem julgas que é o maior no reino dos céus? — 2. disse Ele. porque quem não é contra vós por vós é. vimos um homem que expulsa os demônios em teu nome. esse será o maior no reino dos céus. sua recompensa. — 34. possa depois dizer mal de mim. Aquelas palavras suas significam: Não procureis elevar-vos pelas vossas próprias forças. colocou-o no meio deles e. disse: Mestre. pois. eu vo-lo digo em verdade. João. (114) Nestas palavras de Jesus. versículo 32. — 3. pois que ele não te segue conosco. — 40. — 36. de amparo ao fraco. 9º. confiemos nele e. a mim me recebe. de fé. Disse-lhe em seguida João: Mestre. chamou os doze apóstolos e lhes disse: Se algum quiser ser o primeiro. por serdes do Cristo. Aquele. — 39. Em seguida. Jesus. — 47. — MARCOS. de amor. Lição de caridade e de amor. — 5. de amparo ao fraco. o colocou de pé no meio deles. tomou de um menino e o colocou perto de si. Jesus lhe disse: Não lho proibais. quando chegaram a casa. — 37. que se fizer humilde e pequeno como este menino. — 49. não entrareis no reino dos céus. Fracos. porqüanto. versículo 46.

tê-lo-emos a Ele ao nosso lado. ao contrário. e faremos milagres. por provir do grande amor que consagravam ao Mestre. pondo-nos ao alcance do fraco e do simples. não entrareis no reino do céu. como tantas outras houve. chegar ao fim que lhes cumpre atingir. recebe a uma criança. do contrário sereis condenados às penas eternas. Que importava que aquele irmão não pertencesse ao número dos que seguiam a Jesus. atraía sobre si as graças do Senhor. “Se não vos converterdes e não vos tornardes quais crianças. era. quis significar que. Qualquer que seja o caminho que trilharmos. quando podem. ele expulsava os Espíritos impuros. capítulo 9º. até certo ponto. O pensamento de Jesus. quais esse de que fala MARCOS no capítulo 9º. adorai como eu. em força. portanto. por questões de fórmulas. versículos 37 e 39. seguindo a que a essa fica paralela. que lhe secundavam os esforços. A criança é o símbolo da inocência. ou: não sereis moralmente perfeitos. desde que o palmilhemos praticando a caridade. possuído de fé viva e ardente. em seu nome.294 procurai. desculpável. antes. ciúme. João. que João era o mais amado. Quando disse que aquele que. de palavras. o que o impelia a aproximar-se mais de Jesus. excomunga as criaturas de Deus e as condena a suplícios atrozes. Aquele que não é contra mim (estas são. aí descobriremos as marcas de seus pés e seremos com Ele e Ele será conosco. ao servir-se de tal símbolo. que entendem de impor a todos a tirania mística. com o apoio do nome de Jesus. de ritos. se não abandonardes as idéias e tendências humanas. Eis aqui a doutrina do Cordeiro de Deus: Não lho proibais. em nome de Jesus. entretanto. usar do seu nome. sustentado por Espíritos superiores. e praticando o que este pregava? Certo de que. atos que se efetuam pela vontade de Deus. recebe-o a Ele. Mostra. textualmente. o orgulho vos impedirá a entrada no reino dos céus. versículo 38. — O que consta nestes versículos mostra que a ninguém é lícito sofrear os impulsos da fé. MARCOS. quão errados andam e divorciados de seus ensinos os intolerantes. nem pretender forçar que os outros caminhem pela senda que se lhe abriu. isto é. compreendendo a missão do Messias prometido. — LUCAS. que lícito não vos é impedir que quem quer que seja pratique o bem. Espírito esclarecido. Quer dizer. pregando aos homens que escutassem o Mestre. Supunham os discípulos que o Senhor tinha preferência por um deles. dizendo-lhes: crede como eu. sem blasfemar. dando isso lugar a que os outros pensassem que lhe coubera a melhor parte. Esse o sentimento que lhes trouxe ao espírito a idéia de saberem qual era o maior e motivou a discussão em que se empenharam. há hoje e haverá no futuro. não chegareis à perfeição. em saber. era este: Se não vos fizerdes simples e inocentes. não era o mais amado. Daí o ciúme que lhes nasceu no intimo. mesmo entre os bons. e dizei se os que assim procedem seguem o Cristo e podem. dando-lhes o melhor dos conselhos: o do exemplo. Era uma pedra insulada. versículos 49 e 50. mas que servia para a construção do edifício. praticando contra elas inomináveis crueldades. Compare-se essa doutrina à que. de quem apenas ouvira falar. ia. as palavras do Mestre) por mim é. porém. o que mais amava. por seu lado. advertiu o Divino Mestre. ajudá-los a se elevarem. espalhando o bem. segundo leis verdadeiras . tal a miserabilidade da carne. se. de partilharmos com este o que possuirmos em inteligência.

que essa é a significação única que devemos dar àquele termo e não o de derrogação das leis naturais. ainda desconhecidas dos homens mas existentes de toda a eternidade. (114) Salmos 130º. — 1ª Epístola à Pedro. 20. 2.295 e imutáveis da Natureza. . 2º. como o pretende a Igreja Romana. — 1ª Epístola aos Coríntios. 2. 2º. 14º.

Como se aproximasse o tempo em que havia de ser arrebatado no mundo. informe e cheio de arestas. termo que traduz bem o pensamento. de pedirem que do céu descesse fogo para consumi-los. de cujas idéias não partilhavam. Com o seu cinzel todo feito de doçura. plenos de todas as virtudes. mas ainda os repreendeu. 1º. 51 ao 56. pois que. como se sabe. seus discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor. O filho do homem não veio para perder e sim para salvar os homens. um exemplo de caridade e mostrando que. mas justificá-la. Ele veio dar àquele bloco. era o momento em que. ele. — JOÃO. o benefício em paga da ofensa. 47. dizendo: Não sabeis de que Espírito sois? — 56. como sempre. das vistas humanas. Jesus não veio abolir a lei. . Ele se elevou nos ares. tornando-a perfeita. — 52. Jesus. Quando a obra estiver acabada. até que deixou de ser visto. Jesus. 12º. os repreendeu. diante dos discípulos reunidos. o perdão em troca da injúria. ainda que forte. porém. quando esse amor houver penetrado em todos os corações. em que Jesus tinha que ser arrebatado do mundo. com efeito. 2. — 54.296 111 LUCAS. O fato de se haverem os Samaritanos recusado a recebê-lo nada tem de estranhável. desapareceria. — Resposta de Jesus LUCAS: capítulo 9º. Enviou adiante alguns mensageiros que de passagem entraram numa aldeia de Samaritanos a fim de lhe prepararem pousada. completando-a com o prescrever o amor em retribuição do ódio. porqüanto. versículo 51. voltando-se para eles. que Tiago e João tiveram. para fazer que nela apareçam os mais delicados traços. dos quais cintilará o amor divino. porém. (115) 4º Reis. Chegado que é o momento de concluir essa obra. eles viviam em antagonismo com os Judeus. não só lhes recusou o que pediram. também a lembrança. o Mestre novamente toma do buril. se pós a caminho para ir a Jerusalém. realizando-se a sua ascensão. darão testemunho de que. 17. Vendo isso. porém. queres digamos que o fogo desça do céu e os consuma? — 55. pouco depois. — Atos. (115) O tempo que se aproximava. — 53. estes. Estes. de semblante resoluto. de fato. 9º. Daí. 10 e 12. não o receberam por ter ares de quem ia para Jerusalém. Dirigiram-se a uma outra aldeia. como desapareceu. não viera abolir a lei de Moisés. Palavras de Tiago e João. formas deUcadas e burilar-lhe os contornos. 1º. dando. mas cumpri-la. 3º.

onde o verme que os rói não morre e o fogo nunca se apaga. LUCAS: capítulo 7º. 18º. — 50. maus exemplos de outros que. (116) No planeta atrasado em que habitamos. — 49. Consistem as expiações em sofrimentos físicos e morais. pois vos digo que seus anjos. são causados pelos maus atos. Mais vos vale entrar na vida coxo ou estropiado do que com duas mãos e dois pés e ser lançado no fogo eterno. — 48.297 112 MATEUS. para o que lhe experimenta as conseqüências. 9º. visto que só mediante . com que o temperareis? Tende sal em vós e entre vós guardai a paz. muitas vezes. pois todos terão que ser salgados com fogo. — 11. — MARCOS. Evitar o escândalo. Se vossa mão vos é motivo de escândalo. — 7. Se vosso olho vos é motivo de escândalo. 1 ao 2. do homem por quem vem o escândalo. o filho do homem veio salvar o que estava perdido. onde o verme que os rói não morre e o fogo jamais se extingue. um fator do seu progresso. arrancai-o. Mas. sofrimentos esses que. as encarnações. ai do homem que cause o escândalo MATEUS: capítulo 18º. MARCOS: capítulo 9º. mais vale entreis coxos na vida eterna do que com dois pés e serdes precipitados na geena do fogo que jamais se extingue. são concedidas aos Espíritos que as pedem. arrancai-o e atirai-o longe de vós. — 10. A esse melhor fora lhe atassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao mar do que escandalizar a um destes pequeninos. Necessário é. cortai-o. como toda vítima tem que ser salgada com sal. — 45. Se vossa mão ou vosso pé vos for motivo de escândalo. Porque. é impossível que não se dêem. versículo 6. Se vosso pé vos é motivo de escândalo. — LUCAS. Aquele que escandalizar a um destes pequeninos que crêem em mim. versículo 1. mas. em geral. Ai do mundo por causa dos escândalos. versículo 42. 42 ao 50. cortai-a. — 9. vêem sempre a face de meu pai que está nos céus. pois é necessário que venham escândalos. onde o verme que os rói não morre e o fogo não se apaga. O sal é bom. maus conselhos. Aquele que escandalizar a um destes pequeninos que em mim crêem. mais vale entreis na vida com um só olho do que com dois e ser lançado na geena do fogo. ai. mais valera lhe atassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao mar. Tende muito cuidado em não desprezar a um destes pequeninos. se se tornar insípido. Constitui este. que haja escândalo no mundo. mais vale entreis na vida com uma só mão do que com duas e ir para a geena do fogo que jamais se extingue. 6 ao 11. melhor fora lhe pendurassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao fundo do mar. — 47. se tornam assim causas ou instrumentos de escândalo. Disse Jesus a seus discípulos: É impossível que não venham escândalos. para expiação e reparação de faltas que anteriormente cometeram. melhor será que entreis no reino de Deus com um só olho do que com dois e serdes precipitados na geena do fogo. pois. — 2. uma como punição de suas culpas e. — 44. — 46. — 43. obstinados no mal. 7º. Se vosso olho vos for motivo de escândalo. mas ai daqueles por quem vêm os escândalos. portanto. — É necessário que se dêem escândalos. cortai-os e lançai-os longe de vós. entretanto. no céu. — 8.

4º. como meio de purificação e. fazendo das tradições o fundamento de seus dogmas. os que se perderam em meio daqueles escombros e reconduzi-los. com extrema simplicidade e clareza. 24. Com o correr dos tempos. preconceitos e tradições hebraicas. como servos e membros da Igreja universal do Cristo. (116) Levítico. 2º. em espírito e verdade. dos que ocasionem o escândalo.298 eles muitas consciências despertam para o reconhecimento dos erros praticados e para o arrependimento. . preferível é que o façamos. 29. Assim tendo acontecido. Jesus ainda aqui apresentou a infância como emblema da pureza e da virtude. na vida errante do Espírito culpado. também essa nova estrada ficou atravancada de dogmas. expiar e reparar o mal praticado. Esses os que o filho do homem viera salvar. pelo contacto com os vícios. e prescrevendo que não adorassem o Pai nem de cima do monte. O fogo exprime emblematicamente a expiação. em seguimento da de que se tinham afastado. escombros confusos do edifício que Ele erguera a tão grande altura. ainda que menor lhes seja a culpa. 17. 13. de tradições. — Colossenses. antes de estarem bastante amadurecidos para uma vida melhor. proclamando entre os homens e para a Humanidade inteira que toda a lei e os profetas se contêm nestes dois mandamentos: amar a Deus acima de todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. e que as virtudes se fortalecem e deles triunfam. assim. — Ezequiel. uma tortura de todos os momentos. entretanto. a que nos tornemos causa de escândalo. porém. durante séculos talvez. cujo templo é o nosso planeta e cujos fiéis são os que praticam aquele duplo amor. pelo exemplo e pela palavra. com o que nos condenaremos a sofrer. ao caminho que leva a Deus. 7. O filho do homem veio salvar o que estava perdido. enquanto o arrependimento não nos abrir o coração para aninhá-la. — JOÃO. de todas as causas do mal. de interpretações grosseiras. induzindo-nos ao desejo de baixarmos de novo ao mundo. Mais valera não houvessem encarnado. para o Espírito culpado. — Zacarias. entre os hebreus. 3º. abrindo-lhes uma estrada nova. volta Ele hoje a salvar. numa outra vida. em nossas almas. 6. — 2ª Epístola aos Coríntios. em nome do Espírito da Verdade. Qualquer que seja o sacrifício que nos custe a destruição. — Estavam perdidos os que se haviam desencaminhado. e que. abstração feita de todos os diversos cultos exteriores. para compor a linguagem figurada de que necessitava usar. Ai. isto é. por não mais obedecerem aos mandamentos. como Ele quer ser adorado. 13º. sem que nos sorria a esperança de ver-lhe o fim. que o adorassem. — Efésios. 4º. O sal. para. 11. dos que se deixem levar até ao escândalo. de progresso. para que se lhe cumpra a promessa. Recorrendo sempre aos costumes. por os terem falseado. 43º. nem em Jerusalém. e ai também. era o emblema da purificação de toda vítima oferecida em oblata ao Senhor. de haver — um só rebanho conduzido por um só pastor. por meio da Nova Revelação e por intermédio dos Espíritos seus servidores. 13º.

Os publicanos e os pecadores se aproximaram de Jesus para ouvi-lo. exerce. maior vigilância sobre as que sofrem e as que um mau pastor deixou se perdessem. haverá. o bom pastor corre para essa que respondeu ao seu chamamento e. pois encontrei a dracma que havia perdido. Do mesmo modo. (117) O mesmo é o pensamento que ditou as parábolas da ovelha desgarrada e da dracma perdida. Ou. Qual dentre vós aquele que. tomando-a nos braços. versículo 12. retrocedem. para ir procurar a que se perdeu até achá-la? — 5. Quer isto dizer que nenhuma criatura do Senhor permanecerá afastada . — 10. Ovelha desgarrada. e faz ainda agora. igualmente. antes que descesse a desempenhar essa missão. oh! então. Apenas. Visam ao mesmo fim os ensinamentos que derivam de ambas. — 8. Esse tal. 18º. depois do desempenho daquela missão. O pai de família cuida com ternura do filho doente e o coração se lhe alvoroça de ventura. — 7. — 3. voltando a casa. não acende a sua candeia. — LUCAS. grande júbilo entre os anjos de Deus por um pecador que faça penitência. que sempre trabalharam e trabalham pelo progresso da nossa Humanidade. mais alegria haverá no céu por ter um pecador feito penitência do que por causa de noventa e nove justos que não precisam fazer penitência. para que não mais se aparte do rebanho. eu vos digo.299 113 MATEUS. ela reúne suas amigas e vizinhas e lhes diz: Regozijai-vos comigo. 15º. ou que. não deixará as outras noventa e nove no deserto. em verdade vos digo que essa ovelha lhe dará mais alegria que as outras noventa e nove que não se extraviaram. reúne seus amigos e vizinhos e lhes diz: Congratulai-vos comigo. porém. por intermédio dos Espíritos do Senhor. Ele viera em socorro dos que fraquejam. apavorados com os obstáculos do caminho. a da dracma objetiva. 12 ao 14. Todos os seus cuidados se hão sempre concentrado e concentram nas suas ovelhas. LUCAS: capítulo 15º. Eu vos digo que. a reconduz ao aprisco. Ele as procura e. Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se desgarra. dizendo: Este homem recebe os pecadores e come com eles. de modo especial. tendo cem ovelhas e perdendo uma. — Dracma perdida MATEUS: capítulo 18º. Era o que fazia. desde que o homem surgiu no planeta. versículo 1. quando a sua voz amorosa chega a ecoar no coração daquela que se perdera. Não é da vontade de meu Pai que está nos céus que nenhum destes pequeninos pereça. os pobres a quem Jesus se dirigia. quando o vê restabelecido. Foi o que fez o Filho bem-amado do Pai. o que continuou a fazer. não é da vontade de meu pai que está nos céus que pereça um só que seja destes pequeninos. — 14. E se acontece que a encontre. pois achei a minha ovelha que se perdera. tendo dez dracmas e perdendo uma. Jesus então lhes propôs esta parábola: — 4. Uma vez que a encontre. durante a sua missão terrena. não varre a casa e não procura com cuidado a moeda até a encontrar? — 9. — 2. ele não deixa as outras noventa e nove nos montes para ir procurar a que se desgarrou? — 13. Assim. encontrando-a. 1 ao 10. E os fariseus e os escribas murmuravam. E que. qual a mulher que. não a carregará aos ombros cheio de alegria? — 6.

certamente não insistiriam em pregar a condenação a penas eternas e a queda dos anjos. para dar sustento a uma porção de míseros filhinhos. proporcionaremos aos nossos protetores. mais cedo ou mais tarde. Quão grande não será a alegria que. . isto é. por termos alimentado os vícios que as substituíram. É um duplo erro que a Nova Revelação vem condenar em nome de Jesus. ao encontrar a dracma cujo desaparecimento representaria talvez a perda de uma parte do trabalho exaustivo a que se entrega o marido. Criador de tudo o que existe. Cumpre. Daí decorre que o arrependimento por havermos desprezado as virtudes e. a fim de que progrida moral e intelectualmente. pois. na frase do nosso Divino Mestre. para os quais a mais insignificante quantia tem grande importância. da justiça. quando encontrado. assim fazendo. por intermédio dos Espíritos do Senhor. sentimento que é desta o mecanismo. se irão reunir a seus pés. Quanto ao símile da moeda perdida e achada. para que o mais depressa possível entremos nessa existência ditosa. do ponto de vista espiritual. aos nossos guias. e 25. conseguinte-mente. caridade. portanto. amor.300 dele. Nada mais natural. onde tudo é atividade. aos Espíritos do Senhor. todas. como para o rei da Terra. infinito. Assim. tem o maior interesse. na parábola. pelas dificuldades com que logram ganhá-la. porque visa tornar compreensível à classe pobre que tudo o que estiver perdido. Pai de todos. da bondade e da misericórdia infinita de Deus. de Deus. do que a figurada alegria da mulher. Se os “príncipes da Igreja” quisessem compreender as palavras de Jesus. o sentimento da mulher. constitui o meio e o caminho de tornarmos a encontrar o que se perdera e fará que nos sirvamos do que havíamos perdido e de novo achamos. 10. monstruosidades. cujo amor universal. para que. desde que atentemos em que as suas palavras eram dirigidas a pobres. possamos obter o lugar que nos está reservado na vida eterna. alegria idêntica à que produz o acharse a moeda que se perdera. perfeitamente se justifica que Jesus se haja servido dele. que olha com paternal afeto. duplo erro que o progresso das inteligências e a consciência moderna já condenaram como falsidades. deve ser buscado com ardor igual ao que a anima a procurar uma moeda de pequeno valor e deve causar. em face da onipotência. tanto para o mais pequenino animálculo. ciência e progresso. trabalhemos. 2º. quanto antes. Jesus Cristo! (117) 1ª Epístola à Pedro. órgãos do Espírito da Verdade. anjos de Deus. para alimentar nossa alma. abrange todas as criaturas.

enquanto que eu aqui morro de fome! — 18. E o pai repartiu com os dois os seus bens. 15º. Foi então e entrou para o serviço de um dos habitantes do país. comamos e regozijemo-nos. — 12. Quando já havia dissipado tudo. Aí. disse: Já lá se vai tantos anos que te sirvo. — 19. partiu para um país estranho e muito distante e aí dissipou os seus haveres em desregramentos e deboches. porém. — 26. alimentam para a vida eterna. por ser das que mais altamente exprimem a bondade. Poucos dias depois. muito gostara ele de encher a barriga com as landes que os porcos comiam. que têm pão em abundancia. — 15. pequei contra o céu e contra ti. versículo 11. ao aproximar-se de casa. pensa com amargura no que perdeu e se lembra então do Pai. — 28. tão bom e tão . ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. na casa de meu pai. — 16. — 20. Levantar-me-ei. dê-me a parte que me há de tocar dos teus bens. estava perdido e foi achado. únicos inimigos que precisamos combater e vencer. De volta. de sabedoria. tendo esbanjado. (118) Esta parábola do filho pródigo é uma das mais eloqüentes. havendo dissipado o tempo e a inteligência. — 31. ao regressar o teu outro filho. lançou-selhe ao pescoço e o beijou. — 22. No entanto. Afinal. Parábola do filho pródigo LUCAS: capítulo 15º.301 114 LUCAS. porqüanto ele estava morto e ressuscitou. do seu Deus. — 25. mas ninguém lhas dava. estava perdido e foi achado. Meu filho. O pai saiu e se pôs a lhe pedir que entrasse. O pai disse. Ela nos mostra que. — 27. Não mais sou digno de que me chames teu filho. — 21. mas. disse: Quantos jornaleiros há. acaba o Espírito por se sentir avassalado pela fome das virtudes que. — 17. Ela traduz o conforto da esperança. Disse-lhe o filho: Meu pai. e tomado de compaixão. Vinha ele ainda longe quando este o viu. disse o pai. a seus servos: Trazei-me depressa a melhor das roupas e vesti-a nele. por sentir o vácuo no seu íntimo e. E começaram a festejar o acontecimento. O rapaz se indignou e não queria entrar. 11 ao 32. — 29. O mais moço disse ao pai: Meu pai. — 24. irei ter com meu pai e lhe direi: Meu pai. estás sempre comigo e o que é meu é teu. que possuía. — 14. pão do céu. Disse ainda: Um homem tinha dois filhos. E levantando-se. de ciência. pequei contra o céu e contra ti. o filho mais moço reuniu tudo o que era seu. O filho mais velho estava no campo. — 32. não sou mais digno de que me chames teu filho. sofrendo os efeitos da miserável condição a que chegou. trazei também um novilho gordo e matai-o. — 30. — 13. porém. que nos traz a resignação ante todas as infelicidades e desgraças a que nos condenamos pelos nossos vícios e paixões. pelo que respeita a teu Irmão. ouviu música e rumor de dança. que esbanjou todos os seus bens com meretrizes. os tesouros de força. O servo respondeu: É que teu irmão voltou e teu pai mandou matar um novilho gordo por tê-lo recobrado são e salvo. a misericórdia infinitas do nosso Pai do Céu. caindo em si. Ele. pois que este meu filho estava morto e ressuscitou. sem jamais haver transgredido ordem tua e nunca me deste um cabrito para que eu me banqueteasse com meus amigos. — 23. foi ter com o pai. grande fome assolou aquele país e ele começou a passar privações. correu-lhe ao encontro. no cultivo desses vícios e paixões. Chamou um dos servos e perguntou o que era aquilo. era preciso que nos banqueteássemos e rejubilássemos. o qual o mandou para uma sua fazenda a apascentar os porcos. logo lhe matas um novilho gordo. trata-me como a um dos teus jornaleiros.

confiantes em absoluto na ilimitada misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo. 2º. 14. um desmentido formal e solene. sendo a morte. a cessação de todo progresso. por essa obstinação no mal. na acepção legítima da palavra. lhe faculta os meios de readquirir tudo o que constituíra a parte dissipada de sua herança. . se obstinava no mal e que. o arrependimento. é. pondo-o em condições de retomar a marcha ascensional. único capaz de lhe restituir os tesouros esbanjados. Todos os que vivemos neste planeta somos filhos pródigos. e uma demonstração magnífica do remédio que temos em nossas mãos: a penitência. uma acepção figurada. porqüanto. façamos penitência. 39. 3º.302 terno. Esta parábola é. — Apocalipse. isto é. portanto. 13 e 17. 1. o nosso Redentor. Arrependamonos. oposto ao erro fatal do dogma da condenação eterna. — Efésios. O arrependimento o ressuscita. E o Pai. (118) Atos. 5º. 2º. tocado pelo arrependimento sincero do filho e pela sua súplica. o nosso Amparo. pervertido. se acha morto. pelo qual se opera a ressurreição do Espírito que. a cessação de todo movimento. É assim que ele estava perdido e foi achado.

mesmo quando essa previdência se traduza por um ato fraudulento. como o têm feito certos críticos sem ponderação. se não houverdes sido fiéis no tocante às riquezas de iniqüidade. sobre uma ação má. senta-te ali e escreve depressa uma outra de cinqüenta. e o juízo de Deus com relação àqueles que empreguem suas riquezas humanas em fazer o bem. O devedor respondeu: Cem cados de óleo. Disse também Jesus a seus discípulos. — 10. fontes de males para o homem. Nela não se nos oferece um exemplo. quando elas vierem a faltar-vos. eles vos recebam nos tabernáculos eternos.303 115 LUCAS. Disse então o mordomo de si para si: Que hei de fazer. Aquele que é fiel nas pequenas coisas sê-lo-á também nas grandes. que ele admira louva — não). são as riquezas terrenas. pela habilidade que revela. — 11. aquele que é injusto no pouco também o é no muito. Perguntou em seguida a outro credor: E tu quanto deves? Respondeu esse: Cem coros de trigo. — 4. — 7. tão amiúde. Chamou cada um dos que deviam a seu amo e perguntou ao primeiro: Quanto deves a meu amo? — 6. quem vos confiará as verdadeiras? — 12. aplaudir o roubo. Havia um homem rico que tinha um mordomo e este perante ele foi acusado de lhe haver dissipado os bens. que mostram qual o seu espírito e não permitem. Toma. Ora. ao que se diz legitimamente. a fim de que. em sancionar. — 3. uma comparação. a criatura de boa-fé. 16º. que o divino Modelo haja pensado em legitimar ou. — 8. porque fraudulenta. E eu vos digo: Empregai as riquezas de iniqüidade em granjear amigos. conforme o pretenderam a malevolência e a ignorância dos que se apegam a cada uma das letras de cada versículo. versículo 1. sequer. disse ele. Deus sabe que o são pela astúcia. Disse-lhe o mordomo: Toma a tua obrigação. apenas. Pois que no mundo não falta quem admire e até louve a previdência de um outro. que sempre militará a seu favor. com o alheio. Quanto às “riquezas de iniqüidade”. Parábola do mordomo infiel LUCAS: capítulo 16º. que é mais consentânea com o pensamento do Mestre. se suponha e diga. ou aprovar as fraudes e as ações más. pois. encontre pessoas que me recebam em suas casas. no original. quando me houverem tirado a mordomia. significar as duas coisas. como se poderá negar louvores àquele que empregue . — 2. devemos traduzi-la por “admirar”. que se tornam. o ignorante. portanto. preciso é se atente bastante no que consta nos versículos 10 e 12. pela esperteza. pois que não poderás mais administrar meus bens. quem vos dará o que é vosso? (119) Para que esta parábola seja bem entendida. mas. do capítulo 16º de LUCAS. 1 ao 12. empregadas contra o simples. E o amo louvou o mordomo Infiel por haver procedido com atilamento: pois os filhos do século são mais avisados no gerir seus negócios do que os filhos da luz. uma vez que meu amo me tira a administração de seus bens? Não sei cultivar a terra e de mendigar tenho vergonha. porqüanto. Compara-se o juízo de um homem. ainda quando as hajam adquirido fraudulentamente. a fim de que. Já sei o que farei. adquiridas muitas vezes. o documento que me deste e escreve um de oitenta. Dizemos — “admira” — e não — “louva” — porque. — 5. do qual é vítima o primeiro. podendo a palavra. Ele o chamou à sua presença e lhe disse: Que é o que ouço dizer de ti? Dá-me conta da tua administração. Se não fostes fiéis. — 9.

8. .304 os bens perecíveis e perigosos da Terra na conquista de amigos que o ajudem a entrar nos tabernáculos eternos. 8. — JOÃO. 27. 36. o necessitado. 5. isto é. — 1ª Epístola à Pedro. fato que lhe será levado em conta. 4º. 4º. 12º. 5º. aplicando-os em auxiliar o pobre. — 1º Tessalonicenses. — Efésios. 5º. para amortização de suas dívidas? (119) Daniel.

faze-te acompanhar de uma ou duas pessoas. Quanto ao aconselhar Jesus. pois. 17. para os que o ouviam. Se vos houver ofendido. — Romanos. vai e o repreende. não nos devemos esquecer de que. idólatra. caso não o atendesse o ofensor. repreende-o. — 1ª Epístola à Pedro. que. Além disso. para que ele não fique vexado. pode haver. comunica-o à Igreja. e Deus vos perdoará do mesmo modo por que houverdes perdoado. Jamais. 9. Usemos. Razão nenhuma. (120) Levítico. 17º. 5º. Conseguir. com o considerá-lo gentio e publicano. amiúde. persuasivas. conforme o disse Nosso Senhor Jesus Cristo. versículo 15. Não guardeis jamais prevenção alguma contra um irmão vosso. Tende cuidado convosco: se contra ti pecou o teu irmão. 15 ao 17.Se. ao Senhor: “Perdoa as minhas ofensas. ocultando-a dos estranhos. 19. — LUCAS. 16º. — 16. esquecesse e desprezasse as ofensas. perdoai-lhe com sinceridade a ofensa recebida. para com os nossos irmãos. entre eles. mas setenta vezes sete vezes ofendemos a Majestade divina. Se contra ti ele pecar sete vezes no dia e sete vezes no dia te procurar para dizer: Eu me arrependo — perdoa-lhe. Se também não as atender. 8º. se este persistisse em não se emendar. 17. para procedermos de modo contrário. seremos julgados como houvermos julgado. ofensas estas que consistem na transgressão de suas leis e em todas as tentativas que façamos para nos subtrairmos à ação delas. versículo 3.305 116 MATEUS. Se contra ti pecou o teu irmão. 1. depois de valer-se daqueles expedientes. 17º. a fim de que ele se corrija. aliás. não te atender. para os Judeus. trata-o como gentio e publicano. — JOÃO. do ponto de vista humano. e. tê-lo-ás ganhado. 18º. mas a sós com ele. vos arrisqueis a fazer que aquele que vos ofendeu recalque para o fundo do coração o seu arrependimento sincero. como perdôo as de meus Irmãos. que o ofendido chamasse testemunhas. 3º. porém. portanto. Gentio. — Provérbios. em certos casos. 5º. sinceros. rancoroso e vingativo. e recorresse à Igreja. — Timóteo. não apenas sete vezes no dia. povo rixento. 10. da benevolência de que tanta necessidade temos e digamos. . se também à Igreja ele não atender. LUCAS: capítulo 17º. esquecendo e desprezando o ofensor. Se se arrepender. — 4. significava bárbaro. a fim de que tudo seja confirmado pela autoridade de duas ou três testemunhas. — 17. 20. já representava uma conquista imensa. possa parecer legítimo. Publicanos eram os cobradores de impostos. pois sabemos que. Se te atender. 17. 3 ao 4. procurai formulá-la com palavras brandas. cedendo a um rancor que. 19º. — 1ª Epístola aos Coríntios. Palavras de Jesus relativas ao perdão e ao esquecimento das injúrias e das ofensas MATEUS: capítulo 18º. (120) Quer isto dizer: se houverdes de fazer a algum de vossos irmãos uma censura qualquer. perdoa-lhe. função que os tornava odiosos. cumpre não olvidemos que Ele falava aos Judeus. o ofendido.

35º. 12. 2. Não lhe dirá antes: Prepara-me a ceia. — Filipenses. Temos que esforçar-nos por cumprir o nosso dever. 35. ao voltar ele dos campos: Vem sentar-te à mesa? — 8. 3º. tendo em vista agradá-lo. 2. (121) Job. (122) Levítico. — JOÃO. 11º. A preocupação do cumprimento do dever. o reconhecimento para com Deus e a esperança de satisfazê-lo. 4. fizemos o que éramos obrigados a fazer. cinge-te e serve-me. ou em lhe apascentar os rebanhos. 14º. até que eu tenha comido e bebido. quando houverdes feito tudo o que vos foi ordenado. Qual de vós o que. — Romanos. 46. 17º. 2. portanto. versículo 7. 15º. diz a esse servo. 22º. 4º. com o sentimento de amor e gratidão ao Criador LUCAS: capítulo 17º. 7 ao 10. Penso que não. Cumprimento do dever com humildade e desinteresse.306 117 LUCAS. 3. 9º. 16. (121) Significa isto que nada somos. dizei: Somos servos inúteis. — Salmos. 13º. 7. . vangloriar do que fizermos. Assim. tais os sentimentos exclusivos que nos devem animar. sem que a isso nos mova unicamente a esperança de uma recompensa. a quem tudo foi dado. em comparação com o Senhor. que tem o direito de tudo exigir de nós. 11º. — 1ª Epístola aos Coríntios. depois comerás e beberás? — 9. Não nos devemos. tendo um servo ocupado em lhe lavrar a terra. E o amo deve porventura agradecimento ao servo por ter feito o que lhe fora ordenado? — 10.

ficaram limpos. conforme Ele tornou claro no seu colóquio com a Samaritana (Evangelho de João. Mestre. praticar mesmo seus dogmas.307 118 LUCAS. um deles retrocedeu. o ortodoxo do herético. cheio de reconhecimento. rendendo-lhe graças. ofereceu a água nova. não há heréticos. que se julgavam os filhos privilegiados. pelo que somos. cremos em ti. e declara heréticos e persegue como tais todos os que professam crenças divergentes dos seus dogmas humanos. sejam quais forem as crenças que professem. Como se explica que. ensinou Jesus que não basta. das suas interpretações humanas. — 15. O Samaritano. voltou para glorificar a Deus? 19. em que se apoiavam os Judeus. à borda do “poço de Jacob”. Eles logo se reuniram em torno do Mestre. logo que se viu limpo. — 14. nada tendo de comum com a Doutrina Cristã a de que é chefe o Pontífice Romano. as graças que Ele lhes manda e que abrem ao Espírito as sendas do progresso. enquanto os Judeus. a quem quer que seja. Assim. — 17. se considerando o que éramos. a lhe dizerem: Senhor. tem piedade de nós. Ora. que o seu manto de misericórdia se estende sobre todos. vai. haver nascido sob uma doutrina religiosa qualquer. quanto o Senhor há feito por nós. a tua luz nos deslumbrou. E. Ao entrar numa aldeia. nenhum mais. Foi também o que se deu com os comprovincianos da mulher de Samaria. capítulo 4º). — 12. fundados principalmente em interesses materiais. convívio de que tinham sido expulsos. trataram de ir cumprir as formalidades legais. aos quais Ele transmite suas instruções. 17º. porque eram leprosos. de seus preceitos. disse: Levanta-te. pudermos reconhecer. no sentido de curar-nos da lepra . senão este estrangeiro. ela adota o princípio de ortodoxia. para sem demora voltarem ao convívio dos outros homens. em face de tais ensinamentos e exemplos. Perguntou-lhe Jesus: Os dez não ficaram limpos? Onde estão os outros nove? — 18. que mata para sempre toda sede. glorificando a Deus em altas vozes. pois. sem distinguir o Samaritano do Judeu. a Igreja romana persista em chamar de diabólica a Doutrina Espírita e em considerar excomungados os que a professam? É que ela se acha completamente divorciada do Evangelho. para adquirir méritos perante o Senhor. mais ou menos submissos. E se prostrou. e lhe bradaram: Jesus. — 16. a pátria onde tenham nascido. E aconteceu que. tua fé te salvou. Em oposição aos ensinos de Jesus. dirigindo-se ao estrangeiro. 11 ao 19 Os dez leprosos LUCAS: capítulo 17º. saíram-lhe ao encontro dez leprosos que pararam ao longe. teve Jesus que atravessar a Samaria e a GaliléIa. uma vez que seus corações os encaminhem para Ele e que se revelem prontos a receber os ensinos. Jesus disse: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. aceitar. Esse era Samaritano. como de ordem moral e intelectual e o levam à perfeição. onde mostrou aos homens que. para se prostrar aos pés do caridoso Médico e lhe render graças por tamanho benefício. para o Pai. Vendo-se curado. de que fala o texto evangélico. voltou. sucedeu que. nem ortodoxos. versículo 11. a tua palavra penetrou em nossos corações. — 13. assim de ordem física. (122) Com o fato aqui narrado. mas tão-somente filhos mais ou menos amorosos. dirigindo-se para Jerusalém. rosto em terra aos pés de Jesus. Então. enquanto iam. Assim que os viu. a quem Jesus.

Quanto à cura dos leprosos. com os corações transbordantes de reconhecimento e de amor e com o firme propósito de lhe seguirmos os passos. operou-a como todas as outras de que tratam os Evangelhos e como já deixamos explicado. em vez de continuarmos pelo caminho que levávamos e irmos preencher vãs formalidades de culto exterior. de limpar-nos das imperfeições morais. . uma ação fluídica exercida por Jesus sobre os doentes. retrocedamos. para nos prosternarmos aos seus pés.308 do pecado. em busca do Senhor.

as nossas. O reino de Deus não é um lugar circunscrito. Dir-vos-ão. fariseus e doutores da lei. Depuremos. pois. (123) O reino de Deus o homem o traz em si mesmo. como o foi pelos de antanho. de progresso em progresso. — 23. pois aí. pelas adições feitas à lei e que. que. Só virão de novo. Dir-vos-ão: Ei-lo aqui. de modo a podermos assimilar a moral do filho do homem. — 22. de atingir a perfeição moral. por isso que só lentamente. com efeito. seria tratado. Nenhum abalo brusco a trará. em que desejareis ver um dos dias do filho do homem e não o vereis. do egoísmo. Unicamente por um trabalho demorado. para se transviarem OU cegarem os fracos e os crédulos. no correr dos tempos. com a sua presciência. Como os fariseus lhe perguntassem: Quando vem o reino de Deus? ele respondeu: O reino de Deus não virá de modo a que possa ser notado. incessante. . Ele não virá. é porque ainda não sabemos descobri-lo. se não o percebemos. igualdade. Não é uma habitação venturosa. não sigais os que assim falem. da solidariedade. Estas palavras se aplicavam aos abusos a que. porém. qual o imaginaram as criaturas terrenas. pode o homem aproximar o advento em si daquele reino. Certo o desejariam todos os que já compreendem que o único remédio para os males da Humanidade consiste na observância dos dois grandes preceitos do amor e da caridade. Ele. fontes do orgulho. como não constituem. Só a perfeição moral humana o fará vir implantar-se na Terra. que implicam a prática da união. pois. do mútuo auxílio. ei-lo aqui. Quantos e quantos. da justiça. — 24. E disse aos discípulos: Tempo virá em que querereis ver um dos dias do filho do homem e não o vereis. É a imensidade na virtude. o homem o conquistará. porqüanto o reino de Deus está dentro de vós. antes de estarmos amadurecidos para contemplarmos o renascer do seu dia. de ascensão em ascensão.309 119 LUCAS. Tempo virá. produzindo um clarão que o faça notado. 20 ao 24 O reino de Deus está dentro de nós LUCAS: capítulo 17º. ei-lo ali. não constituindo. não os sigais. não desejariam presenciar os atos e as obras praticados por Nosso Senhor Jesus Cristo? Quantos não quereriam ver passar aqueles dias. onde logremos penetrar. pelos novos escribas. não vades. isto é. partes integrantes da lei de fraternidade. Não se dirá: Ele está aqui ou está ali. em suma. é a União das almas depuradas. tal como o relâmpago que brilha de um lado a outro do céu. que o reino de Deus está em nós. se volvesse à Terra. versículo 20. abusos que se traduziriam como de fato sucedeu. quando nos despegarmos das influências e dos apetites da matéria. 17º. em que o Senhor pregava e exemplificava a moral de que fora portador ao mundo. penoso. por isso mesmo que são adições. da fraternidade. — 21. para o possuirmos. o divino Mestre via sujeita a sua doutrina. Vê-se. não voltaram e muito tardarão ainda a vir. como o relâmpago. Aqueles dias. ei-lo ali. assim será o filho do homem no seu dia. pois que é no exercício de suas faculdades que se lhe depara o meio de alcançá-lo. pela utilização do seu nome e da Sua autoridade. Não. não vades. do sensualismo e da sensualidade.

no entanto. a lei do Cristo se mostrará repentinamente aos homens. em toda a sua pureza. único indivisível — por meio da prece do coração e não dos lábios somente. São aditamentos à sua lei tudo o que tender a materializar o que está e não pode deixar de estar submetido à inteligência e ao coração dos homens. 17º. virá. para que conceda às suas criaturas o auxílio. sob a influência e a proteção dos bons Espíritos. o Filho e o Espírito Santo. inteligência e coração para os quais fora feita e se dirige. mediante as encarnações. como se dirigirá sempre. A isso proverá Deus. pela invocação feita a Deus e ao seu Cristo. Tornados os verdadeiros adoradores que o Pai reclama. em espírito e verdade. em que não será mais no cume do monte. de amor e de caridade. O Universo é o templo do Senhor. o de maior merecimento. em que. o mais esclarecido.310 liberdade e. É o momento em que se fará a reforma na gente dos cultos. aquela lei. do amor. protetor e governador do nosso planeta e da Humanidade terrena. todos se congregarão em assembléias. os homens o adorarão em espírito e verdade e todos esses lugares. igrejas. Jesus. o Pai. em lugares de reunião. pois. uno. de justiça. mesquitas. que adorareis o Pai”. Não queiramos antecipar o futuro. que forem precisas. representam deturpações da lei. onde. se mudarão. Essa adoração se expressará também pelo amor. de instrução. para. como a si mesmo. (123) JOÃO. de prece. elegerem unanimemente o mais digno. os quais conduzirão a Humanidade a conhecer. que dividem e separam os homens. impelidos pelos sentimentos da humildade. da prece espiritual. Essa reforma determinará o desaparecimento dos diversos cultos exteriores. despojada dos enganosos ornamentos com que a cobriram. chamados sinagogas. 12. Momento. de Espíritos em missão. como um relâmpago. e os levará a se unirem num culto único: o de adoração sincera do Pai — Deus. indistintamente. Pela reforma de que falamos. nem em Jerusalém. terão cumprimento estas palavras do Senhor: “Tempo virá. do jejum espiritual. para presidir a todas. da prática do amor ao Criador acima de tudo e ao próximo. da caridade. o concurso e a proteção do Espírito Santo: os bons Espíritos. . templos. pelos falazes ornamentos de que cobriram os puros e suaves preceitos da moral sublime que Ele personifica. pelo respeito e pelo reconhecimento para com o Filho.

— 31. necessário que Ele. tiveram por fim compor uma alegoria capaz de produzir efeito naquela época em que. Respondeu ele: Onde quer que esteja o corpo. Mas. fazemo-lo de acordo com a maneira de entender dos homens. no sacrifício da vida. em que Lot saiu de Sodoma. As alusões do Divino Mestre aos tempos de Noé e de Lot. versículo 25. — 35. na Terra vivem de novo. nos mostrou que não devemos prodigalizá-la inutilmente. assim.311 120 LUCAS. à chuva de fogo e de enxofre. não sendo carnal o seu corpo. — 28. rebeldes quando da missão do Cristo. É que muitos Espíritos. 17º. Comiam e bebiam. Ao mesmo tempo. Semelhantemente sucedeu nos dias de Lot: Comiam e bebiam. assim sucederá nos dias do filho do homem. de duas mulheres que juntas estiverem moendo. — 32. da “preservação da sua vida”. para os mesmos homens. choveu do céu fogo e enxofre. entretanto. de duas pessoas que estiverem no mesmo leito. Jesus lhes declarou que o reino de Deus está em nós e que se nos tornará patente. falando. — 34. E. compravam e vendiam. No dia. aquele que se achar no eirado e tiver dentro de casa seus haveres não desça para os tirar de lá e do mesmo modo não volte atrás aquele que estiver no campo. pois. porém. Ele não se achava sujeito a nenhuma dessas vicissitudes. Todo aquele que procurar salvar a vida perdê-la-á e todo aquele que a perder salvá-la-á. sempre rebeldes. Lembrai-vos da mulher de Lot. sabemos que. Apesar disso. dos “perigos” que esta correu. salvaguardando-a. de dois homens que estiverem no mesmo campo. de uma vida . — 26. tal como sucedeu ao tempo de Noé. um será tomado e o outro deixado. com o lhes desaparecer das vistas todas as vezes que ela correu perigo. quando estivermos em condições de bem assimilar a moral do Filho do Homem. Nesse dia. 25 ao 37. pela sua vida. Digo-vos que nessa noite. foi preciso que o legislador apusesse à lei. uma será tomada e deixada a outra. (124) Respondendo aos fariseus. uma será tomada e deixada a outra. porém. do mesmo modo que. plantavam e edificavam. Está claro que. que trouxera ao mundo. que os fez perecer a todos. que está. pela Nova Revelação. veio então o dilúvio e os fez perecer a todos. Com efeito. da “morte” de Jesus. como a de hoje ainda a repele. disse ainda o divino Mestre ser. — 30. aos olhos dos homens. perguntaram-lhe então os discípulos: Onde será isso. aí se reunirão as águias. repeliu aquela lei a geração que a recebeu. Senhor? — 37. Continuando. os homens desposavam as mulheres e as mulheres tomavam marido até ao dia em que Noé entrou na arca. Sinais precursores da segunda vinda de Jesus LUCAS: capítulo 17º. — 29. é necessário que antes ele sofra muito e seja sujeitado por esta geração. engolfados nas preocupações e cuidados. Jesus nos ensinou a não ligarmos exagerada importância à nossa existência. o Filho do Homem. levando o devotamento que viera exemplificar diante dos homens ao extremo limite. o selo do seu amor. — 27. — 36. remataria o edifício que seu amor construiu. o que significa: quando houvermos atingido a perfeição moral. libertos da influência da matéria. Assim será no dia em que o filho do homem aparecer. antes do momento em que. — 33. sofresse muito e fosse rejeitado por aquela geração. celeste. pela “morte”. mas fluídico. pela sua “morte”.

o que consta neste versículo. o da destruição de Sodoma. constantes nos versículos que estamos estudando. da vida eterna. versículos 31 e 32. que se derreteu”. — Que as preocupações de ordem material nos não dominem o pensamento. preocupado unicamente em conservar a vida material. porque os discípulos o não compreenderiam. para planetas inferiores à Terra. as águias. a que ambicionava. em espírito e verdade. em que todos os Espíritos materiais. LUCAS: capítulo 17º. pela nova revelação. sabemos que as palavras do Mestre querem dizer: por toda parte onde haja na Terra humanidade. do futuro dos nossos e dos seus Espíritos. mais cedo ou mais tarde. isto é. sem mais demora. Hoje. LUCAS: capítulo 17º. pois que morrerá. uma vez concluida a separação do joio e do trigo. visto que àlei do progresso ninguém jamais poderá furtarse. mas achará do outro lado do túmulo a que não tem fim. de um duplo ponto de vista. depois de se sentirem deslumbrados pela luz que de súbito lhes brilhará ante os olhos. nos quais o fogo dos remorsos os devorará e sofrerão duríssimas expiações. pelo arrependimento. virá. segundo a narrativa da Gênese (capítulo 19º. quando caiu ao chão. chega o momento. pensar em nosso futuro espiritual. — Compreendamos bem. Aquele que só vive para o presente. que é o em que consiste a salvação da alma. Lenda pueril. consistiu no seguinte: foi atingida por um raio e. versículo 26). — Como nem todos se acharão no mesmo grau de adiantamento. Mas. estava reduzida a cinzas. “se transformou em estátua de sal. porqüanto já vêm próximos os tempos em que começará a depuração da Terra. destinadas a impressionar fortemente as inteligências dos que as ouviam e a tocar também as das gerações que se sucederam. o pensamento de Jesus. como chegaram o do dilúvio. até que. aí se reunirão os Espíritos purificados. porém. LUCAS: capítulo 17º. se demorou em fugir.312 toda material. versículos 34 e 35. haverá progresso e mudança e onde quer que a depuração se tenha completado. ao perdê-la. Inesperadamente. do futuro que os aguardaria. de progredir. volvam ao caminho que os levará à conquista do lugar que lhes está reservado. terá de recomeçar. forçoso será que haja uma escolha dos que possam continuar a reencarnar na Terra. não tenha cuidado do seu progresso espiritual. oriunda da ingenuidade das épocas primitivas. — À sua resposta deu Jesus uma forma evasiva. para que nos não aconteça como à mulher de Lot que. pela mesma razão por que muitas vezes falava servindo-se de figuras emblemáticas. LUCAS: capítulo 17º. preocupada com os bens materiais que era forçada a abandonar. indo. os guias. na época da purificação do planeta. versículo 33. versículos 36 e 37. sequer. As palavras de Jesus. como. onde só a espiritualidade terá que reinar. a perdê-la. todos os Espíritos carnais serão afastados do nosso planeta. O que se deu com aquela mulher que. como com tantos e tantos ainda hoje sucede. dizendo. os homens não cogitavam. desde que tenhamos compreendido que nos cumpre. achando assim de novo a vida que perdera e pela qual se lhe reabre a estrada que o conduzirá à meta. . Aquele que trata de salvar a vida espiritual perderá a vida material. pelo que com zelo e solicitude devemos cuidar do progresso moral e intelectual nosso e dos nossos irmãos. se respondesse de modo preciso. Ele as dirigia igualmente à nossa e às que se seguirão.

Reunir-se-ão. auxiliando-os. em essência. haverá sempre. Numa hipótese. — 1º Tessalonicenses. 25. para que vençam com felicidade suas provações. mais ou menos purificados. elevados. — 2º Tessalonicenses.313 (125) (124) Gênese. como noutra. os atraiam de preferência aos que poderiam e desejariam ajudá-los. inferiores. 16. — Job. pelo poder. (125) Afigura-se-nos que às palavras do versículo 37 se pode dar a seguinte interpretação mais precisa e que. 4º. das expiações. o cumprimento das provas. — JOÃO. assim os Espíritos bons. por efeito da lei de afinidade. correspondente à rebeldia que manifestem em face da lei divina. como também os Espíritos atrasados. colhendo bons frutos da encarnação em que se encontram. 7º e 19º. cuja ação maléfica intensifica as dores e os sofrimentos dos encarnados. não difere da que os Evangelistas lhe atribuíram: onde quer que haja Espíritos encarnados. As águias serão. simbolizados nas águias pela liberdade e amplitude de ação. cuja ação se exerce no sentido de amparar e fortalecer os encarnados. dando àquelas dores e sofrimentos um acréscimo de intensidade. dos resgates a que se achem sujeitos. execução plena da lei de justiça e misericórdia. 1º. a fim de tornar efetivo. aí se reunirão Espíritos desencarnados. 7. na efetivação do progresso que lhes cumpra realizar. que. . 12º. conforme claramente se verifica. 30. 39º. nesse caso. para os primeiros. moralmente cegos. de tal forma.

A perspicácia dos Apóstolos. Tais faculdades. como Ele os antevia. mas a súplicas que se façam do imo dalma. excluído. Assim também. que Jesus conferiu aos seus discípulos. pela sua santidade e por suas faculdades mediúnicas.314 121 MATEUS. que. de lhes conceder Deus o que pedirem. a interesses exclusivamente humanos. do mesmo modo podem ligar e desligar. com um sentimento profundo e santo. com a assistência e o concurso de seus guias espirituais. O Mestre. onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome. com sabedoria e acerto. preenchendo essas condições. só se dirigiu aos Apóstolos e não a esses pretensos sucessores que. da moralidade e dos sentimentos dos homens. como esse fato se deu. reunidos em nome de Jesus. Veja-se. que já eram bastante esclarecidos. quando lhes fosse dada toda a luz. Poder de ligar e desligar dado por Jesus aos apóstolos. sobretudo audientes. nos limites da missão terrena de cada um. mais ainda o seriam. cumpre levemos em conta que eles. pois que todos eram médiuns de grandes faculdades. Advertido misteriosamente. aquilo que pedirem lhes será concedido por meu pai que está nos céus. isto é. Sua presença onde duas ou três pessoas se acharem reunidas em seu nome MATEUS: capítulo 18º. ou muitos. por isso mesmo que eram pessoais e devidas à elevação espiritual de cada um. A prova temo-la no fato do julgamento e da condenação de Ananias. Mas. da perfídia de Ananias. no verdadeiro sentido destas palavras. por aqueles Espíritos. importa. Porque. eles se achavam em condições de julgar. 18 ao 20. importa entendamos que se referia não a pedidos formulados apenas com os lábios. quão reduzido não será o número desses! Quanto à promessa. entretanto. entre os sucessores dos Apóstolos (Judeus e Gentios). como médium audiente. não se transmitiram por herança aos que se arvoraram em seus sucessores. resultava da elevação pessoal deles e dos avisos que recebiam de seus guias espirituais. Cumpre dizer. Entre nós espíritas. puderam e podem colocar-se em condições de ligar e desligar. saber o em que consiste acharem-Se dois. é claro. não estariam aptos a receber tão alta investidura. porém. versículo 18. se dois dentre vós se reunirem na Terra. alguns há de haver que. o poder de ligar e desligar. aí estarei eu no meio deles. e que santo e justo seja o que pretenda o pedinte obter. Da sua promessa está. inspirados e guiados por Espíritos superiores. Também vos digo que. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no céu e tudo que desligardes na Terra será desligado no céu. ou três. 18º. Pedro se achou em estado de julgá-lo com segurança e de lhe condenar o procedimento. pois. Já de si mesmos elevados. — 19. por Pedro. para boa compreensão do que dizemos. também. que Jesus fez aos que se reúnam em seu nome. degenerados. — 20. tudo o que diga respeito às coisas mesquinhas do mundo. necessariamente. como já deixamos. quando proferiu as palavras constantes nos versículos acima. para que se cumpra a sua promessa de estar com aqueles que se reúnam em seu nome. Para que tal . antes de tudo. alguns houve que. (126) Explicado.

constituindo uma assembléia infalível. são os que. nos reunirmos para a obtenção de suas graças. do verdadeiro sentimento de amor. é preciso que a todos anime o desejo de lhe seguir a lei. quer reunidos em concílio. quando vemos serem tantos os tíbios. Repliquemos. uma assembléia em que há discussões inflamadas. exemplificaram a abnegação e o devotamento. considerando-os meio superior a quaisquer outros de se obterem a verdade. infalíveis em seus julgamentos. só a razão pode decidir e. diversos eram os pareceres. se poderá supor assistida por Jesus. nas pegadas do Mestre. sabe contar suas oveLhas. compostos de “homens de Deus”. intimamente ligados pelo amor a Deus. todavia. ficamos conhecendo a influência atrativa que exercem os fluídos simpáticos. inspirada pelo Espírito Santo. a sã e legítima interpretação das sagradas escrituras. de desinteresse. se muitos de seus membros mantinham suas opiniões contra as da maioria triunfante. portanto. a Igreja Romana se baseia no texto do capítulo 18º de MATEUS. são tão falíveis quanto os outros homens. como ainda hoje se dá com a minoria dos que formam a coletividade espírita. a tolerância e a fraternidade para com todos os homens? Muito ao invés disso. nesse caso: Não. Se. em que ainda nenhuma questão religiosa foi decidida por unanimidade? Ora. nos quais a Igreja toda se acha reunida. freqüentemente. controvérsias tremendas e muitas vezes acrimoniosas. infalível somente Deus o é. os Espíritos. o fanatismo. dos mesmos gostos. e caras lhe são as cabeças fiéis. pelo estudo. pois que assistida e inspirada pelo Espírito Santo! Como. dos mesmos pendores. Pelo estudo da Doutrina Espírita. no sentido de que seus emissários nos cercarão e nos banharão os Espíritos nos eflúvios de amor que implorarmos. a intolerância. a minoria deles é que tem caminhado. que todos se achem possuidos do amor a Deus e ao próximo. porém. o egoísmo e. é que lhe segue os exemplos de doçura. dos que hão constituído a maioria dos concílios. de paciência. imitando os Apóstolos. pela experiência. quer insulados. formando uma cadeia simpática bastante sólida. como havemos de esperar resultados infalíveis. de caridade e de amor. pelos seus emissários. se não da mesma ordem. a incredulidade. se nos concílios. nessas maiorias foi sempre onde se mostraram o orgulho. Como poderá prová-lo? Ao contrário. Nem objete a Igreja que a infalibilidade está com a maioria dos membros dos seus concílios. Pastores humanos.315 se dê. mesmo entre os que se reúnem em reduzido número? O Senhor. Fora daí não há reunião em nome de Jesus. os indignos. na pessoa de seus pastores. os indiferentes. versículo 20. ou Satanás? (127) . pelas tradições. às boas e às más influências espirituais. para dar valor aos seus concílios. pelo menos possuídos dos mesmos sentimentos. dizendo: Que respeito não devem merecer os concílios. que são o laço que aproxima. e apelarmos para a proteção do divino Mestre. quando ainda tão raros são os homens animados de bons sentimentos. quais as influências que guiavam os do sacro colégio? Desde que divergentes se mostram as opiniões nos concílios. Quem então os assistia e inspirava: O Espírito Santo. Quais e quantos. de humildade. Entretanto. Mas. como estes. Ele acudirá sem dúvida ao nosso chamamento. por que meio se há de distinguir o que é inspirado pelo Espírito Santo e o que o é por Satanás? Dirão talvez: pela sabedoria humana. para a razão. uns dos outros. porque estão sujeitos. a ambição.

para só admitir a de Satanás. aos hebreus. nem raciocínio. de vontades. depois. eles forçosamente se acharam sempre sob dupla influência: uma boa. a pedra de toque é a mesma. dos concílios todos e procuremos. com os homens. ou à má-fé. nunca tendo havido. abatendo o orgulho. que só Satanás teve e tem o poder de se comunicar e só ele se comunica mediunicamente com as criaturas humanas. Espíritos inferiores. a anunciação. a ambição. pela impossibilidade de discernirmos o que é verdade do que é impostura. em virtude da lei de afinidade. devidas à ignorância. não há o que estranhemos naquela proibição. os fatos. Querer que evitemos essa comunicação. desviado da senda que lhe cumpria trilhar. isto é. mas. para transmiti-la às gerações futuras. a tradição de todos os acontecimentos que ela registrou. o Decálogo. nos julgamentos por eles proferidos e nas opiniões emitidas. Para as comunicações particulares. não nos iludamos com esses sofismas dos que querem que cegamente nos entreguemos à dominação de obscurantistas retardatários. . dos Espíritos bons. é formular uma objeção que inquina igualmente de incerteza as decisões dos concílios. Para as inspirações da Igreja. dos Espíritos elevados. assim pelas tradições históricas. outra má. para lhe descobrirmos a causa. poderemos dizer: Isto emanou verdadeiramente do Espírito Santo. o Antigo e o Novo Testamento. nem compreensão. que exerce a sua ação fiscalizadora por meio da razão. para não suceder que. nem progresso. os vícios que disputam a posse da Humanidade e a dilaceram. a manifestação espírita feita a Moisés no Sinai. Negar a ação mediúnica. pelos Espíritos inferiores e impuros que o cercavam. pelos profetas de Israel. a dos Espíritos do erro e da mentira. nos venham enganar e perder. Ë real essa proibição. de amor universal que lhes presidiram às decisões e. como para as dos médiuns.316 Dizem também os sacerdotes romanos. não devemos pôr-nos em comunicação com o mundo invisível. monstruosas em si mesmas. as tábuas da lei. Pretende ainda a Igreja que nos abstenhamos das comunicações com o mundo espiritual. da vinda do Messias e. Mas. isto é. a avareza. basta atentemos nos motivos que a inspiraram. destinado a constituir-se o depositário da crença monoteísta. como pelos fatos ocorridos em todos os tempos e entre todos os povos. sem se poder determinar quais os que recebiam a boa. senão nas condições que a própria doutrina indica. verdadeiro testemunho de Deus entre os homens. os sentimentos de abnegação. porque Moisés proibiu a evocação dos mortos. para preservá-lo de ser. dos Espíritos de luz e verdade. quando os acharmos. oculta ou ostensiva. de aspirações. nem luz. entre os seus membros. Tais afirmativas não passam de puerilidades interesseiras. do Espírito Santo. de comunicação dos “anjos”. uma vez que. dos Espíritos purificados. o povo hebreu estava. no entanto. quando não ignoramos que. que não admitem discussão. de pensamentos. Onde quer que se nos deparem o amor e a caridade. Atrasado e supersticioso. equivale a rejeitar todo o passado da Humanidade terrena. Investiguemos a história dos papas. para afastar da Revelação Espírita os homens. Assim sendo. e Moisés lhe proibiu que interrogasse os mortos. de desinteresse. unanimidade de sentimentos. que um e outro relatam. a Abraão. é que são desmentidas. isto é. e ainda pelas revelações que o Senhor nos tem enviado. similares aos nossos. hoje mesmo. há um critério infalível: a consciência.

Os tempos preditos chegaram. 5º. preparar. que em seu nome o Pai enviaria aos homens o Consolador. a parcela que já possamos e devemos receber. a sanção. e desenvolvendo os seus ensinamentos. (126) JOÃO. em espírito e verdade.1ª Epístola aos Coríntios. recordar-nos tudo o que Ele disse. para nos transmitirem. também houve. (127) Tais foram os escândalos provocados pelas discussões violentas verificadas nesses Concílios. 5º. E por que havemos de estranhar que o sacerdócio romano afirme que as comunicações espíritas procedem todas de Satanás. explicando. enfim. 14. hoje. versículo 29). — 1ª Epístola à João. quando sabemos que o sacerdócio hebreu atribuía a Belzebu o poder que Jesus tinha de expulsar dos obsidiados os Espíritos da treva? Assim como. que resolveram suprimi-los. capítulo 24º. audientes e videntes. conjunto dos Espíritos do Senhor. da qual Ele é o espírito. numerosos profetas. 22. O Espírito da Verdade. assim como. Espíritos em missão. o novo advento do Mestre que. médiuns inspirados. 3º. médiuns inspirados. o qual lhes ensinaria todas as coisas e lembraria quanto Ele dissera (João. criando o dogma da infalibilidade papal. o complemento. para a revelação que nos trazem os Espíritos do Senhor. 23. surgiram em Israel. . estão vindo preparar e realizar o fim do mundo do erro e da mentira. 4. Cumpre-se assim o que Jesus anunciou e prometeu. há igualmente. anunciar-nos as coisas que hão de vir. glorificar a Jesus. dos Espíritos do Senhor. quando disse que. nos tempos do “fim do mundo”. cairiam do céu as estrelas e as virtudes do céu se abalariam (MATEUS. virá mostrar-nos sem véu a verdade. . e haverá médiuns de faculdades múltiplas. da verdade absoluta. sob o regime da lei de Moisés. audientes e videntes. capítulo 14º. que é o Espírito Santo. foi o Espírito Santo o inspirador dos médiuns.317 poderemos dizer: Isso provém dos bons Espíritos. quando disso formos dignos. 20º. ensinar-nos progressivamente toda a verdade. para o prosseguimento da revelação que Ele trouxera ao mundo. tendo por objetivo libertar os Israelitas da tradição e da ambição dos levitas e reconduzi-los às crenças puras. entre os discípulos do Cristo. versículo 26).

lhe suplicava: Senhor. éegoísmo. eu te perdoei. toda a tua dívida. Assim também fará convosco meu Pai celestial. — 25. ficaram muito contristados e foram contar ao senhor o que havia ocorrido. perdoarei a meu irmão todas as vezes que pecar contra mim? Fá-lo-ei até sete vezes? — 22. — 23. porque me pediste. agarrando-o. — 29. o entregou aos verdugos até que pagasse toda a sua dívida. quando se há tornado capaz de perdoar sempre. . O senhor. Daí saindo. sejamos misericordiosos. se cada um de vós não perdoar a seu irmão do íntimo do coração. — 33. O companheiro. — 30. dando-lhes tempo para pagá-las. Tendo começado o ajuste. como o Senhor mesmo lhes dá. os filhos e tudo quanto possuía. Então. Se queremos que o nosso Pai. — 28. lhe rogava: Tem paciência comigo e tudo te pagarei. ordenou seu senhor que fossem vendidos ele. muitas vezes conseqüência do orgulho. — 27. para pagamento da dívida. o que se passava. seus companheiros.318 122 MATEUS. — Parábola dos dez mil talentos MATEUS: capítulo 18º. — 32. Respondeu Jesus: Não te digo que até sete vezes. use de misericórdia para conosco. entretanto. Por isso o reino dos céus se assemelha a um homem rei que quis tomar contas aos seus servos. aquele servo encontrou um companheiro que lhe devia cem denários (129) e. aproximando-Se dele. Vendo os outros servos. o mandou embora e lhe perdoou a dívida. versículo 21. chave de todos os ensinos: Não façais aos outros o que não desejaríeis vos fizessem A falta ou a recusa de perdão. a mulher. O outro não quis. sejamos sempre prontos a perdoar tantas vezes quantas formos ofendidos. secura ou dureza de coração. lançando-se-lhe aos pés. Como não tivesse com que os pagar. (130) Não levemos em conta as ofensas que recebamos. (128) Um talento valia mais ou menos 1. então. — 26. Saldemos. irritado. como também um obstáculo a que o Espírito saia dos mundos inferiores. Tenhamos sempre presente ao nosso espírito esta grande sentença. — 24. lançando-se-lhe aos pés. Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau. porém. do fundo dalma a seu irmão. — 35. Aquele servo. como tive de ti? — 34. foi-se dali e mandou metê-lo no cárcere até que pagasse o que devia. mas até setenta vezes sete. — 31. todas as suas dívidas. Pedro lhe perguntou: Senhor. não devias tu também ter compaixão de teu companheiro. Perdão das injúrias e ofensas. vícios e defeitos esses que constituem não só casos de expiação e de reencarnações. incessantemente. apresentou-se-lhe um que lhe devia dez mil talentos (128). a sufocá-lo: Paga o que me deves. de nossa parte. não esquecendo que o Senhor nos julgará do mesmo modo por que houvermos julgado os nossos irmãos. pois.900 Cruzeiros em moeda brasileira. compadecido dele. 18º. lhe dizia. tem paciência comigo e tudo te pagarei. a quem tanto temos ofendido e ofendemos. 21 ao 35. o que somente se dá. E.

Eu. — 2. se cria a necessidade de encarnar e reencarnar. — 9. Respondeu Jesus: Por causa da dureza de vossos corações é que Moisés vos permitiu repudiásseis vossas mulheres. Respondeu Jesus: Não tendes lido que aquele que no princípio criou o homem o criou macho e fêmea? e disse: — 5. de novo as multidões se reuniram em torno dele. não é mais do que um instrumento facultado ao Espírito. a que todos se acham sujeitos. a não ser por motivo de adultério. — 8. 1 ao 9. — 6. além Jordão. isto é. em conseqüência. — 2. — 7. — 3. Dali partindo. porém. o homem o que Deus uniu. — Casamento MATEUS: capítulo 19º. Assim. Ele. E serão dois numa só carne. imaculados. Os outros formam as dos que faliram mais ou menos gravemente e para os quais. — 9. pois. mas no princípio não foi assim. Assim. Divórcio. para que. recebendo o prêmio ou o castigo a que fizeram jus. Jesus lhes replicou: Por causa da dureza de vossos coracões é que Moisés vos escreveu esse mandamento. Jesus deixou a Galiléia e foi para os confins da Judéia. pois. comete adultério. MARCOS: capítulo 10º. mas dotados das faculdades necessárias a avançar. Por isto o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher e serão dois numa só carne. — 5. mas uma só carne.319 123 MATEUS. desde o princípio do mundo. Responderam-lhe eles: Moisés permitiu despedir a mulher. o homem o que Deus uniu. a perfeição moral. além Jordão. já não são dois. Chegaram então alguns fariseus e para o tentarem lhe perguntaram: 5. a fim de se depurarem gradativamente. pois. É lícito a um homem repudiar sua mulher? — 3. — MARCOS. também comete adultério. que têm por morada as regiões etéreas mais próximas do centro da onisciência — Deus. Não separe. — 6. provações e reparações. para chegarem todos à perfeição. respondendo. pela sua mesma natureza. assim. para o destino que lhes é comum. usando do livrearbítrio e da razão e. que o corpo. Dele se acercaram os fariseus e para o tentarem lhe perguntaram: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer causa? — 4. experimentando as sanções da lei imprescritível do progresso. 19º. Compreende-se. Por esta razão o homem deixará pai e mãe e se ligará à sua mulher. Tendo acabado de dizer essas coisas. é certo que apenas alguns Espíritos ascendem a essa perfeição sem jamais se desviarem do carreiro santo que lhes foi traçado. Deus os fez macho e fêmea. Porém. no meio planetário correspondente ao gênero e à gravidade dos seus delitos. Replicaram eles: Como é então que Moisés mandou que desse carta de repúdio à mulher e a despedisse? — 8. mediante expiações. Esses constituem as falanges dos Espíritos puros. perguntou: Que vos prescreveu Moisés? — 4. já não são dois. dando-lhe carta de repúdio. e casar com outra. (131) Criados todos simples e ignorantes. versículo 1. que recomeçou a ensiná-las como costumava. sem exceção nenhuma. mas uma só carne. e conquistar. herança que o Pai celestial reserva a seus filhos. vos digo que aquele que repudiar sua mulher. progredindo. passe pelas provas . versículo 1. Grandes multidões o acompanharam e ali curou ele os doentes. veio Jesus para os confins da Judéia. 1 ao 9. 10º. Não separe. assim como aquele que casar com uma mulher repudiada. — 7. moral e intelectual.

gerou-se a necessidade da união de corpos sexualmente distintos. Mas. no propósito sincero de se auxiliarem mutuamente nas suas provas. por isso que o fim moral prepondera com relação ao material. Assim. oferecendo garantias seguras ao preenchimento do fim principal. Conforme já dissemos. tem por fim a procriação. onde como disse Jesus não há “marido e mulher”. para que. indissolúvel. pois. porqüanto o Espírito é que é o ser por Ele criado. para quem ambos só valem como Espíritos. Ora. interrompida pela morte. contrariamente às palavras da (Gênese. humildes e submissos. a um objetivo muito mais alto. ao fim providencial colimado. só admitindo o divórcio no caso de adultério. com o destino a que há pouco nos referimos. a existência de sexos diferentes.320 que. nada mais sendo que instrumento de depuração o corpo que o Espírito temporariamente reveste. será uma união perfeita e indissolúvel. Depois. em relação ao qual os corpos do homem e da mulher nenhum valor têm aos olhos do Senhor. conservando-se ali. À vista dessa situação. conseguintemente. espontaneamente se ligam pelos laços de um afeto. declarou-o Jesus. que a ansia pelo aumento das populações criou para a mulher. então. o que se verificou ao surgirem ou desenvolverem-se os povos pastores. fazendo-lhe nascer no intimo o arrependimento. apenas atraindo para si. por virtude de mútua simpatia e isento de preocupações subalternas. quando for uma união que se efetue espontaneamente. o casamento que. ao menos. por causa da dureza do coração humano. de outro modo. mediante a procriação. no matrimônio. não haveria para o Espírito possibilidade de encarnar. tornando-se a multiplicidade dos filhos uma riqueza. autorizando o divórcio. também de natureza espiritual. preservava a estéril dos maus tratos a que se via sujeita. a conclusão a tirar-se é que ele só se realizará com acerto. porém. de progresso em progresso. depois. o levem de reparação em reparação e. se reatará na erraticidade. pois que. a mulher estéril entrou a ser perseguida e até mesmo eliminada. Então. na ordem material. independente de quaisquer formalidades religiosas e civis. de duas almas. por bem dizer. Da obrigatoriedade imperiosa da procriação. sendo a encarnação o meio de se efetivar o progresso dos Espíritos que delinqüem. se bem do ponto de vista materIal atenda a essa necessidade. no entanto. pela eternidade em fora. como se explica que Moisés tenha autorizado o divórcio. se. quando é a união de dois entes que se sentem atraidos um para o outro por forte simpatia toda espiritual. as necessidades materiais constituíam o móvel único da união do homem e da mulher. quando diz: “Não separe o homem o que Deus uniu”? Fê-lo. a verdadeira união é de Espíritos. que. embora este também seja providencial. a fusão. o casamento é. esses corpos se reproduzissem. sim. as . dando lugar. que era o que ocorria ao tempo de Moisés. a prender. qual laço forte. a que todos os pretextos servissem para o abandono da esposa. O casamento. nos corpos que eles então têm que tomar. A princípio. o que justifica as palavras emblemáticas da Gênese: serão dois numa só alma. se tornou necessária. Ora. na ordem moral traduz execução da lei de amor. que. pelo que tem de ser a união íntima. Aos novos abusos que daí decorreram cuidou Jesus de remediar. corresponde. procurou este remediar ao mal. os que o hajam formado para se prestarem apoio mútuo na sua ascensão através do infinito. pela prece do coração. de fato.

não será melhor separar os galhos da árvore. Nesse caso. e esses grãos. Não disse. separar. impele ao mal um outro com quem antipatize. abençoando-a. de fato. no cumprimento de cujas obrigações as duas partes contratantes se mostram mais ou menos escrupulosas. aos abusos. das bênçãos religiosas que as Igrejas humanas pretendem indispensáveis à santificação do ato matrimonial. em comum. e o divórcio perderá toda razão de ser. que. conseguintemente. deixarem de orgulhar-se do merecimento que supõem ter. Na Terra. que se sobrepõe aos precedente mente trazidos. com . Aí. um ideal. aos olhos do Senhor. sempre prontos a nô-las conceder em nome do Senhor. ainda tão presunçosos de seus costumes e da sua moralmente hedionda civilização. A sociedade humana ainda está muito escravizada aos preconceitos. conceda-o ou não a lei humana. senão quando um Espírito.321 bênçãos e graças do Pai celestial. como espíritas. traz o seu grão de areia. há. por se haver a união deles efetuado segundo as vistas de Deus. e de que. no desempenho dos encargos da existência. a legalização de um contrato comercial. entretanto. sem se excitarem reciprocamente à prática de faltas. uma aliança que. nem possível. os dois passam a ser uma só carne. então. que ao homem não é dado. ao influxo desse sentimento. para a depuração espiritual. ao mesmo tempo livre e indissolúvel. até quando os homens. porém. Jesus cortou cerce o abuso do século em que Ele desceu à Terra e pôs um óbice à corrupção dos séculos que se seguiriam. por enquanto. conformemo-nos com as leis que nos regem. o divórcio. se efetive para recíproca sustentação e apoio. porque. que implicam transgressão da lei de caridade. Torne-se o casamento uma aliança determinada por mútua inclinação. aos olhos de Deus. de onde se origine puro e sincero amor. mas que ainda subsistirá por longo tempo. para que se execute a reforma das leis terrenas sobre o casamento. segundo a lei natural perante Deus. do que deixar que esta dê maus frutos? É uma contingência que há de desaparecer por efeito da gradual depuração da Humanidade. aos vícios. adultério. lembremo-nos de que estamos cercados de levitas — os bons Espíritos. em tal caso. por uma poderosa e irresistível simpatia. união. as nossas naturezas se não houverem modificado tão profundamente quanto é preciso. para prescindirmos. por ora. O divórcio não pode existir. por ter sido Deus quem os uniu. no entanto. nos sofrimentos e infortúnios que advenham como provas. para a nossa Humanidade. mau grado a todas as pomposas solenidades de que o cercam. acumulando-se. acabarão por formar muralha impenetrável aos vícios da Humanidade. os mensageiros divinos. que vivessem forçosamente unidas. para que o casamento. E. Ora. na grande maioria dos casos. existe. duas criaturas que não possam aproximar-se uma da outra. seja a. se nos esforçarmos por praticar o casamento. no sentido de pô-las de acordo com a lei natural da união perante Deus. Isso será obra do tempo e do progresso verdadeiro. ainda. para ser. a santificou. Enquanto. constituem apenas. Semelhantes uniões. o casamento perde o caráter sagrado que devera ter. observando as formalidades que elas impõem para a celebração do matrimônio. Dizendo não separasse o homem o que Deus unira. sim. de acordo com a lei natural. isto é. porque caso não haverá em que seja aplicável. na ordem moral. porém. Cada dia. pelos seus exemplos ou palavras.

mas uma só carne. 2º. 16. 10º. (130. — Colossenses. não separe o homem o que Deus uniu. Mestre: Já não sois dois. 24. 1. .322 relação a nós se cumprirão estas palavras do Divino. — JOÃO. 10. 3º. 13. 6º. (131) Deuteronômio. 7º. 1. — 1ª Epístola aos Coríntios. 8. 24º. — Gênese. 40. (129) Moedas de prata do valor aproximado de vinte centavos. — Neh. e 11. 5º. 4º Reis. 2. 4º.

Receberam-na. — 12. quando este ceda às tentações da carne. à face de Deus. Jesus lhes disse: Nem todos compreendem esta palavra. com o lhes dar a compreender os motivos de incapacidade ou de abstenção do casamento. Eunucos. falar por inspiração própria. não convém casar. Entenda-o quem puder entender. depuradas as criaturas. ou para servirem de guardas de haréns ou serralhos. porque será a reunião de dois corpos para a reprodução e a ligação de duas almas pelo laço divino da lei do amor. 10 ao 12.323 124 MARCOS. Disse-lhes ele: Se um homem deixa sua mulher e casa com outra comete adultério por causa da primeira. haviam recebido do Alto a inspiração e a ela obedeceram. indicar aos homens a maneira por que hão de proceder para praticar. uso que se conservou ainda por muito tempo. tomar. 19º. Entendiam que não convinha ao homem casar-se. encarando o casamento apenas do ponto de vista das satisfações sensuais. há os que foram feitos eunucos pelos homens e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Respostas de Jesus relativas às condições do casamento. de acordo com a lei divina. guardar a esposa escolhida. em mente. um novo ensino. são os que. Disseram-lhe então os discípulos: Se tal é a condição do homem com relação à esposa. 10 ao 12. 10º. devendo-se . Eles não perceberam a alusão que Jesus fazia. (132) Como encarnados. E se uma mulher deixa o marido e casa com outro também comete adultério. aos tempos futuros em que. sob pena de incorrer em adultério. os discípulos de Jesus se achavam sob a influência dos preconceitos hebraicos e. versículo 10. MATEUS: capítulo 19º. veladamente. consideravam um embaraço a obrigação de conservarem a mulher que escolhessem. a união simultaneamente livre e indissolúvel do homem e da mulher. se impõem. Porque. versículo 10. desde que lhe cumpria. ao procederem à escolha de suas provações. a união do homem e da mulher será simultaneamente livre e indissolúvel. Dos eunucos por diversos motivos MARCOS: capítulo 10º. para expiação de abusos em vidas anteriores. para abrirem ensejo a que o Mestre desse. tanto mais facilmente. os discípulos o Interrogaram de novo a esse respeito. Entretanto. mas sim aqueles a quem isso é dado. destinado a ser explicado e desenvolvido pela revelação atual. Daí o terem dito: “Se tal é a condição do homem com relação à esposa. fazendo a observação que fizeram. há os que do ventre materno nasceram eunucos. segundo a lei natural. Eunucos feitos pelos homens são os que tais se tornam por efeito da castração. acontecesse o que acontecesse. um corpo incapaz de corresponder às exigências do Espírito. Em casa. quanto era conforme às idéias que alimentavam em virtude daqueles preconceitos. não convém casar”. assim. houvesse que houvesse. — MATEUS. — 12. ou para que adquirissem belas vozes os que a sofriam. tendo por objetivo. como deu. de uso corrente na época em que Jesus falava. — 11. desde o ventre materno. Supunham. — 11. como uma delas.

da ambição.324 também incluir no número dos que falamos os que se tornam quais os castrados. No seio delas se refugiavam os fracos e os perseguidos. fazem bem. — 1ª Epístola aos Coríntios. dispensa qualquer demonstração. capítulo 19º. o qual. 3. Não se tendo verificado isso. mil outros sucumbirão na sombra. acompanhando o progresso geral da Humanidade. versículo 12. 21º. do egoísmo. visto que homens e mulheres acorriam em multidão à sua escola. Não o é. 7º. ganharem o céu. carnal. 7º. (133) MATEUS. Entenda-o quem puder entender. a não ser para alimentar no coração humano o orgulho e o desvario e para fortalecer uma confiança ilusória. Desde. porque fora desconhecer os fundamentos divinos da constituição da família e negar funestamente satisfação às exigências da Natureza. para porem termo aos ímpetos da Natureza e. porque assim o exigiram a época e o estado das inteligências. Tudo. qualquer que seja o sacrifício material. e 11. 10. a sua barbaria e depravação. que isso lhes custe. segundo refere Moisés. porém. por efeito dos excessos e deboches a que se entregam e os que são vitimas de crimes. as ciências e as artes ali se desenvolviam ao abrigo da destruição pela brutalidade dos homens e pela violência dos poderosos. até mesmo os abusos que hoje se assinalam e profligam. encarregado de instruir os fiéis dessa cidade. O homem e a mulher. — Romanos. Não é bom que o homem seja só. versículo 12. De nada serviria. tomando-as no sentido literal. As associações religiosas foram a salvaguarda dos primeiros tempos da era atual. o que tudo exprime. Mas. tem a sua razão de ser. do fanatismo. . disse Deus. ou da preguiça. tornando-se hipócritas. que isso não seja tido como uma coroa de glória que cause orgulho. deveram ter sido modificadas. verdade que. sob a influência deletéria do misticismo. de horrendas vinganças. por manifesta. Outros. entretanto. assim. sob o seu jugo. de fato. filho de Leônidas de Alexandria. que ninguém assim proceda. procederam como Orígenes. que foram desaparecendo as causas que as fizeram surgir. abstendo-se de a constituírem pelo casamento. 19. os deveres que a família impõe. muitos houve que lhe não compreenderam as palavras e que. em tal caso. Dessa falsa interpretação humana do ensino do Cristo é que nasceu o voto de celibato dos padres e dos membros de todas as ordens religiosas e monásticas de ambos os sexos. na suposição de ser esse um meio de ganhar o céu. se fez eunuco para colocar-se ao abrigo da calúnia. seguindo-lhe os conselhos de continência perpétua. Tendo Jesus enunciado veladamente o seu pensamento. Há os que se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. se fizeram mutilar. em contraposição a um que saiba dominar a carne. aos olhos de Deus. (133) MATEUS. para vergonha da Humanidade. (132) Provérbios. capítulo 19º. com a abnegação e o desinteresse precisos. elas se tornaram prejudiciais a esse mesmo progresso. que não se sintam com forças para cumprir dignamente. porque.

os discípulos os repeliam com rudeza. como uma criança. caminho único que leva à perfeição MATEUS: capítulo 19º. o reino de Deus. porqüanto o reino dos céus é dos que forem tais como eles. — 15. a base. E lhe apresentavam crianças para que as tocasse. . repeliam com palavras rudes os que as apresentavam. porém.325 125 MATEUS. de LUCAS. que levam à pureza. nele não entrará. não os embaraceis. de MARCOS. o meio e o caminho para se alcançarem as virtudes. E. do capítulo 18º. porém. as abençoava. Á simplicidade do coração e a humildade do espírito são. — 14. dali se afastou. do capítulo 9º. 10º. Como os discípulos as repelissem com palavras rudes. — 16. — 16. A humildade. E. fonte de todas as virtudes. 19º. nele não entrará. 13 ao 16. Em verdade vos digo que aquele que não receber. e os versículos de 46 a 50. não o impeçais. Apresentaram-lhe então algumas crianças para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas. depois de lhes Impor as mãos. do capítulo 9º. a fim de que se gravassem na memória dos discípulos. Alguns também lhe traziam crianças para que as tocasse. ao mesmo tempo. 15 ao 17. Em verdade vos digo que aquele que não receber. porqüanto dos que se lhes assemelham é que é o reino dos céus. Jesus lhes disse: Deixai as crianças. a fonte. versículo 15. Jesus se indignou e lhes disse: Deixai vir a mim os pequeninos. o progresso. quando estudamos os versículos de 1 a 5. — 14. não as impeçais de vir a mim. LUCAS: 18º. as chamou para junto de si e disse: Deixai vir a mim as crianças. e os versículos de 32 a 40. expresso em termos diferentes. em ocasiões e lugares diversos. Jesus repetia essas palavras. a depuração. O pensamento era sempre o mesmo. — LUCAS. — MARCOS. de todos os progressos. porqüanto o reino de Deus é dos que forem como as crianças. Vendo Isso. versículo 13. 18º. como uma criança. Vendo isso. abraçando as crianças e lhes impondo as mãos. 13 ao 15. — 15. Jesus. à perfeição. de MATEUS. o reino de Deus. Já tivemos ocasião de receber explicações suficientes a este respeito. Os discípulos. MARCOS: capítulo 10º. versículo 13. — 17.

Parábola da viúva e do mau juiz LUCAS: capítulo 18º. — 7. para nós. a recompensa. e que cede unicamente à importunação de uma viúva. Com mais forte razão devemos esperar que o Senhor atenda às nossas súplicas perseverantes e fervorosas. que. do 18º capítulo de LUCAS. do Espiritismo. pela Revelação Espírita. pela dita revelação. Disse-lhes também esta parábola. coloquemo-nos entre os escolhidos. essa revelação que. como exemplo. o que disse esse mau juiz. — 5. onde o tempo não tem limites. trazida pelos Espíritos do Senhor. Não nos deve preocupar. para que afinal não me venha a fazer qualquer afronta. Ele por muito tempo não a quis atender. preparando a segunda vinda do Cristo. far-lhe-ei justiça. O filho do homem foi e é. — 6. Graças à Revelação Espírita e a muitas das passagens evangélicas que temos estudado. Em verdade vos digo que cedo lhes fará justiça. Com efeito. como suportará que Indefinidamente os oprimam? — 8. a demora com que sejam deferidos os nossos rogos. para lhe fazer justiça. — 4. Uma coisa é conseqüência da outra. já então predita. Havia também.326 126 LUCAS. a cada um justiça é feita: ao justo. Lá. já conhecemos o sentido e o alcance destas palavras: recompensa e castigo. acrescentou o Senhor. LUCAS: capítulo 18º. a fim de mostrar que é preciso orar sempre e não se cansar de o fazer. na Terra. LUCAS: capítulo 18º. versículo 1. do advento do Espírito. portanto. Como deixará Deus de fazer justiça a seus eleitos. versículo 8. porém. em não havendo a fé. ao culpado. era que se nos abre. que são os que seguem as pegadas do Mestre.Desde que a cada um é dado de acordo com as suas obras. por fim. a personificação da doutrina que pregou e exemplificou. o castigo. uma viúva que freqüentemente o procurava. haverá o castigo. vem restabelecer na sua pureza a lei enunciada pelo filho do homem. . quando o filho do homem vier. na interrogação constante no versículo 8. sem fé. Havia. quando for chegado o tempo . será restabelecida a lei tal como dele emanou. era em que. Encontra. a fé? Todos nós podemos responder. — 2. nem se importava com os homens. em certa cidade. Nem uma só das nossas palavras se perde. se nos depararão os efeitos delas. Ora. versículo 7. pois que esta viúva me importuna. todavia. Ouvi. — A justiça do Senhor se executa ininterruptamente. — 3. um juiz que não temia a Deus. Há. Se lhe quisermos sentir os suavíssimos efeitos. dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário. disse de si para si: Se bem que eu não temo a Deus e não considero os homens. uma alusão de Jesus à nova era. para implantar entre os homens o seu reino. 18º. encontra na Terra uma fé geral? Ele vem. na Terra. Supondes. O Espírito não está sujeito às limitações do tempo. na mesma cidade. uma vez que justas sejam. — Cada um obterá conforme as suas obras. que para ele apelam dia e noite. achará na Terra fé? (134) Apresenta-se-nos aqui. 1 ao 8. mas. um homem sem princípios.

18. — 2ª Epístola à Pedro. 10º. — Hebreus. 16. 6º. e 17. 6º. — Apocalipse. 8 e 9. 4º. . 12º. —. 37. 5º. 1º Tessalonicenses. 3º. — Efésios. 2. 12. — Colossenses. 10.327 (134) Romanos.

sejam quais forem as aparências. não ousava sequer elevar os olhos para o céu. — 14. por muito miserável. brandos e indulgentes com os outros. Que merecimento podemos ter. Fariseu e publicano LUCAS: capítulo 18º. um era fariseu e o outro publicano. ainda que sejamos rigorosos no cumprimento da lei. por motivo de suas faltas. versículo 9. dizendo intimamente: Meu Deus. pode ele ter puro o coração. pecamos contra a caridade. tem piedade de mim. ainda que mínimas fossem. 2. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de tudo o que possuo. — Timóteo. 4º. e desprezavam os outros: — 10. (135) No orgulho tem o homem o seu mais encarniçado inimigo.328 127 LUCAS. considerando-se justos. Dois homens subiram ao templo para orar. — Job. Aquele que se exalta será humilhado e o que se humilha será exaltado. 6. Julgando-nos superiores ao nosso irmão. 29. pois que. 58º. 3º. nem mesmo como este publicano. dizia: Meu Deus. Sejamos severos conosco. O publicano. Digo-vos que este voltou justificado para sua casa e não o outro. 7º. — 11. Estava. batendo nos peitos. de pé. não fazemos mais do que cumprir o nosso estrito dever. possuir a humildade. quando menos. — Apocalipse. por ser o que mais se lhe infiltra no coração e o que mais obstinadamente se lhe agarra. graças te dou por não ser como os outros homens. 18º. reconhecendo a sua inferioridade. pecador. no caminho do bem. O fariseu. injustos e adúlteros. todo aquele que se exalta será humilhado e todo aquele que se humilha será exaltado. como fundamental para a nossa salvação. culpado até. que ficara de longe. que são ladrões. Sendo a humildade sincera o melhor agente da reforma individual. 15. mas. perante o Senhor. . porque. porque fizera justiça a si próprio. pode. que lhe permita uma justa apreciação de si mesmo e o coloque em condições de reprimir em si o mal. — 13. (135) Salmo 134º. 5º. Propôs também a seguinte parábola a alguns que confiavam em si mesmos. — Isaías. 17. o que se exalta será punido. 2. orava. “O publicano voltou para sua casa justificado”. Um mal reconhecido deixa de existir. o progresso será a sua conseqüência. portanto. — 1ª Epístola à Pedro. se nos julgamos superiores ao nosso irmão? Observando a lei. em vez de fazer ato de humildade perante o Senhor. O fariseu não foi justificado. 22º. que pareça. — 12. 6. porque fizera ato de orgulho e faltara à caridade para com um de seus irmãos. Constituindo o orgulho uma falta grave. Por isso é que é ela a virtude que mais brilha nos enviados celestes e a que eles mais nos recomendam. a partir do momento em que se lhe aplica o remédio. 9 ao 14.

disse: Isto para os homens é impossível. Um homem de destaque o interrogou por esta forma: Bom Mestre. E como os discípulos se mostrassem espantados com as suas palavras. Jesus. Se queres entrar na vida. mas para Deus tudo é possível. Jesus. não furtarás. que hei de fazer para ganhar a vida eterna? — 19. seus discípulos. — 20. 19º. mas não para Deus. a quem tudo é possível. Ao que o homem retrucou: Mestre. — 21. dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. um homem veio a correr e. olhando para ele com amor. depois. lhe disse: Faltate ainda uma coisa: vai. se retirou triste. Retrucou o mancebo: Todos esses mandamentos tenho guardado desde a minha juventude. que uns aos outros diziam: Quem pode então ser salvo? — 27. MARCOS: capítulo 10º. — 24. ajoelhando-se-lhe aos pés. disse-lhe Jesus: Ainda uma coisa te falta: vende tudo o que tens. lhe falou assim: Bom Mestre. Maior ainda se tornou o espanto dos discípulos. Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão somente Deus. depois. vai. — 20. versículo 17. indo ele pela via pública. não praticarás fraude. porque muitos eram os bens que possuía. vem e segue-me. perguntaram: Quem pode então ser salvo? — 26. — 22. Mas o homem. Ao ouvir essas palavras o mancebo se retirou triste. todas essas coisas tenho eu observado desde a minha mocidade. versículo 18. não dirás falso testemunho. Ouvindo isso. que devo fazer para alcançar a vida eterna? — 18. versículo 16. Mais fácil é que um camelo passe por um fundo de agulha do que entrar um rico no reino de Deus. não furtarás. Jesus. — 23. — 23. honra a teu pai e tua mãe e ama a teu próximo como a ti mesmo. Digo-vos mais ainda: É mais fácil passar um camelo por um fundo de agulha do que um rico entrar no reino do céu. honra a teu pai e a tua mãe. — 19. Conheces os mandamentos: não matarás. — 21. fitando neles os olhos. que mais me falta? — 21. disse impossível é isto para os homens. Ouvindo isto. ele lhes repetiu: Filhinhos. 10º. não cometerás adultério. — 19. — MARCOS. não matarás. Jesus. disse a seus discípulos: Quão difícil é que entrem no reino de Deus os que possuem riquezas! — 24. não darás falso testemunho. Eis que um mancebo. — 26. quão difícil é que entrem no reino de Deus os que confiam nas riquezas! — 25. não darás falso testemunho. Disse então Jesus a seus discípulos: Em verdade vos digo que difícil é um rico entrar no reino dos céus. — 25. Jesus lhe respondeu: Por que me chamas bom? Bom só Deus o é. dá-o aos pobres e terás um . vende tudo o que possuís. honra a teu pai e a tua mãe. — 18. dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. vem e segue-me. aflito com aquelas palavras. que bem devo fazer para alcançar a vida eterna? — 17. fitando-os. muito espantados. vende tudo o que possuis. LUCAS: capítulo 18º. não furtarás. olhando à volta de si. porém. Conheces os mandamentos: não cometerás adultério. 16 ao 26. pois possuía grandes riquezas. 17 ao 27. guarda os mandamentos. Disse Jesus: Se queres ser perfeito. não cometerás adultério.329 128 MATEUS. 18º. Disse Jesus: Por que me chamas de bom? Ninguém é bom senão somente Deus. — 22. E. Replicou o homem: Todos esses mandamentos tenho-os guardado desde a minha mocidade. Perguntou-lhe o mancebo: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás. — LUCAS. — 20. — 22. 18 ao 27. Parábola do mancebo rico MATEUS: capítulo 19º. lhe disse: Bom Mestre. dele se aproximando.

para quando o reinado da letra houvesse produzido todos os seus frutos. com devotamento e renúncia. capítulo 17º. foi ao encontro de Jesus. vem e segue-me.330 tesouro no céu. para servir a Deus. para que sejam consumados na unidade. Respondeu-lhes Jesus: O que é impossível para os homens é possível a Deus. com a . pela palavra deles. Protestando contra o qualificativo de bom. sem deixar. o divino Mestre recorreu a imagens e locuções materiaiS. pois que era muito rico. como todos os Espíritos criados. do que ali mesmo deu prova o mancebo. que era bom por excelência. purificando-nos. Mas. devamos despojar-nos de tudo o que possuirmos. colocado no meio deles. és em mim e eu em ti. Estou neles e tu estás em mim. também disse. impelido por uma influência espírita. julga os deuses. O homem. versículo 21 ao 23. — 24. versículo de 1 a 6): Deus assiste sempre ao conselho dos deuses e. onde está o tesouro. precisamos entender bem. aí costuma estar sempre o coração da criatura humana. a fim de que todos sejam um.) Quer isto dizer que. Ele. Os que o ouviam lhe disseram: Quem pode então ser salvo? — 27. para tocar e impressionar fortemente as inteligências da época. segundo o espírito. como tu. extirpar o egoísmo e o apego aos bens terrenos e preparar o advento do Espírito. porém. — 23. — 26. chegaremos a estar em relação direta com Ele. Jesus lhe recordou o Decálogo. praticando para com eles a justiça e a caridade. como sempre que era oportuno e conveniente. que lhe fora dado. a fim de que também sejam um em nós. se não é escoimada de egoísmo e santificada pela caridade. Foi por isso que Jesus lhe disse: Ainda te falta uma coisa. o fez intencionalmente. Naquela circunstância. Sois deuses e todos sois filhos do Altíssimo (Salmo citado). A caridade e o esquecimento de si mesmo faltavam ao mancebo. de ser. em face do Deus de Israel. que contém os mandamentos a que os homens devem obedecer e que se resumem no seguinte: não fazermos aos outros o que não quisermos que nos façam: fazer aos outros tudo o que quiséramos nos fizessem. referindo-se a seus discípulos: Rogo por eles e pelos que hão de crer em mim. Vendo Jesus que ele ficara triste. o espírito do ensinamento moral que lhes ministrava e que era o de que. Disse o Mestre: Meu pai e eu somos um. velando com a letra da imposição de um sacrifício absoluto dos bens humanos. Mais fácil é um camelo passar por um fundo de agulha do que um rico entrar no reino de Deus. Respondendo ao mancebo. senão no sentido das palavras do Profeta (Salmo 81º. que consiste em conhecê-lo e conhecer o Pai. Daquelas palavras o que decorre é que nenhum fruto produz a prática das virtudes e dos mandamentos. Entretanto. adquirindo a perfeição moral. amando-os como a nós mesmos. tinha que servir de exemplo e de lição aos que o cercavam. meu Pai. material e moral. para de antemão proscrever a sua divinização e sustentar o monoteísmo. se entristeceu. as palavras do Mestre. é que nos aproximaremos de Jesus. filho do Altíssimo. ninguém o poderia tratar como Deus. disse: Quão difícil é que os que possuem riquezas entrem no reino de Deus! — 25. porque teremos chegado à condição de puros Espíritos e alcançaremos a vida eterna. a fim de não deduzirmos delas que. (JOÃO. do Deus dos deuses. mostrando que. entretanto. para melhor tocar a inteligência dos homens materiais a quem falava. (136) O mancebo que. depois. tendo escutado essas palavras.

ainda será egoísmo. não só quanto a qualquer remuneração material como também quanto às recompensas celestes. quando não se torna instrumento e meio de praticarem-se a caridade e o amor do próximo. Não perceberam os meios que ao Espírito são concedidos. A caridade. e indicar os meios que Deus faculta a seus filhos. de fato. Aos discípulos que. de fato. devotamento e abmegação formam uma trilogia inseparável. velado pela letra. um dos maiores obstáculos a todo progresso moral é a riqueza. maus servos. na época predita pelos Espíritos do Senhor. essa tristeza. lendo-lhe o pensamento. a nós. Proclamou assim o princípio — Fora da caridade não há salvação. colimando o bem que possa produzir. no reino dos céus”. desde que meditemos os ensinos da Terceira Revelação. quando. que se mostram espantados com o que Jesus dissera ao mancebo e induzidos a interpelá-lo como o fizeram. ninguém pode ser devotado a seus irmãos. exige o desinteresse absoluto. nos salva. . ante o que Ele dissera ao mancebo. Ela tem que ser praticada. depurar-se bastante para se considerar salvo? Poderão seus atos ser tão bons e sua fé tão viva que lhe assegurem a salvação? Ora. Mas. só Ele tem nas suas mãos a duração do tempo? O homem carece de capacidade para julgar por si mesmo do grau de pureza que lhe é necessário a elevar-se. do contrário. nos salva com o conceder-nos tempo. para que todos nos purifiquemos. sem a renúncia de si mesmo. a caridade não consiste em dar do supérfluo. e preparou as gerações futuras a compreenderem que uma das provas mais temíveis. o homem. encontraremos resposta. senão Deus. Pode. a princípio expiatória e precedida. quem senão Ele. a reencarnação. porque. com o relevar-nos as dívidas. A verdadeira caridade sai do coração e o devotamento a acompanha sempre. Esses meios são o renascimento. lhe perguntaram: Quem pode então salvar-se? respondeu apenas: O que é impossível para os homens épossível para Deus. por terno e indulgente. caridade. se só Deus nos pode salvar. órgãos do Espírito da Verdade. os espíritas. por amor do próximo exclusivamente. À Revelação Espírita estava reservado esclarecer. com cujo auxilio chegam elas sempre a alcançar a meta. Mas. pois. faculta-lhes Deus um agente poderoso. na sua curta existência terrena. ainda podia ouvi-lo: “Quão difícil é que os que possuem riquezas entrem no reino de Deus. o sentido das palavras de Jesus. aos olhos de todos. até que as possamos pagar? Concedendo às suas criaturas todo o tempo de que elas hajam mister. no momento em que ele se afastava. só Ele tem indulgência e longanimidade. porque. atentando unicamente na letra. que só Ele é bom. para o ser. por mais afastadas que desta se achem e por mais escabrosa que seja a estrada que lhes cumpre percorrer. foi que Jesus disse. Porém. só perceberam as dificuldades da conquista do reino dos céus. à salvação. Somente Deus pode julgar. quem. Assim. para vencer essas dificuldades. Os que a formulam se colocam no mesmo ponto de vista dos discípulos. Assim sendo. por acaso. para que servem as obras e a fé? É esta uma objeção que formulada tem sido muitas vezes e para a qual somente nós. se só a perfeição nos levará aos pés do Senhor. Por pressentir. porqüanto grandes sacrifícios impõe o devotamento que tenha por móvel a caridade. para vencerem todas as dificuldades e atingirem o fim.331 tristeza que lhe causou a resposta obtida.

lhe permite alcançar a perfeição moral. 17. 18º. 6º. e 10. depois. 2. 14. — Zacarias. — Jeremias. 17. no reino dos céus. da expiação proporcionada e apropriada às faltas cometidas. 2º. 5º. — Deuteronômio. (136) Gênese. 9. 14. 20º. isto é. gloriosa. 23. 19. 8º. 3º. 6. — Provérbios. e por fim. 42º. — Timóteo. 13. 11º. 18º. Eis por que e como é Deus e só Deus quem nos salva. — Êxodo. — Romanos.332 no espaço. 32º. 5º. 9. — 1ª Epístola à Timóteo. 8. — Atos. — Gálatas. visto que dá ao Espírito entrada no reino de Deus. — Job. . 45. 13º.

Resposta de Jesus a Pedro. os apóstolos continuaram e continuarão ao serviço do Mestre. muitos dos que tenham sido primeiros serão últimos e muitos dos que tenham sido últimos serão primeiros. irmãos. LUCAS: capítulo 18º. filhos e terras. 27 ao 30. com as perseguIções. irmãs. pai. que. pais. 19º. que recompensa será a nossa? — 28. versículo 28 Pedro então lhe observou: Aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. 18º. presentemente. naquela . diante daquele que é o único pastor do rebanho que o Senhor lhe confiou. será a época em que todos se curvarão. 28 ao 31. presentemente. ou terras. casa. — Humildade e perseverança na senda do progresso MATEUS: capítulo 19º. no século futuro. versículo 28. em que o filho do homem estará assentado no trono da sua glória. — 30. quando. Disse então Pedro: Aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. — 29. eles julgam as tribos de Israel. no século futuro. E todo aquele que abandonar. — Amor purificado. que. — 29. a vida eterna. cem vezes mais casas. neste século mesmo.333 129 MATEUS. colaborado na obra de regeneração da Humanidade. pelo reino de Deus. Estas palavras. pondo-lhes desnudas ante os olhos as verdades que até então houveram de estar cobertas pelo véu da parábola. receberá o céntuplo e terá por herança a vida eterna. mãe. aInda nos tempos presentes. Mas. muitos que foram dos primeiros serão dos últimos e muitos que foram dos últimos serão dos primeiros. ou pais. ou irmão. 10º. filhos e terras. Já. — 29. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo que vós. traçam uma alegoria destinada a tornar compreensível o grau extraordinário de elevação a que terão chegado. — As doze Tribos de Israel. ao tempo da regeneração. como encarnados ao tempo de Jesus. Disse Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que deixe. São os intermediários entre Jesus e os nossos guias. ou pai ou mãe. até ao momento em que os homens hajam compreendido a marcha e a finalidade de suas existências. versículo 27. O tempo da regeneração é o em que a Revelação Espírita regenerará os homens. — Os doze tronos. que me seguistes. pelo meu nome. o filho do homem estiver assentado no trono da sua glória. do mesmo modo que Jesus é o intermediário entre o Senhor e eles. casa. — 30. ou filhos. — 30. sob as irradiações da luz espírita. não receba. 28 ao 30. mães. casa. ditas com referência aos apóstolos. ou mulher ou filhos. — LUCAS. Mas. MARCOS: capítulo 10º. — 31. no sentido de que presidem ao progresso do nosso planeta. — MARCOS. por mim e pelo Evangelho. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo não haver ninguém que deixe. Pedro então lhe perguntou: Eis aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. e. ou Irmãos. também estareis assentados em doze tronos a julgar as doze tribos de Israel. ou mulher. irmãs. não receba muito mais e. irmãos. Também vós estareis assentados em doze tronos. — Apostolado. ou irmã. O tempo. (137) Tendo. a vida eterna.

Jesus proclamava a falsidade do dogma humano. tenham que progredir nos mundos fluídicos. versículo 29. como. como exemplo. falindo gravissimamente à sua missão. capítulo 19º. despercebida das traições que também ela há séculos vem praticando contra o mesmo Jesus. segundo a Igreja Romana. Vê-se. como ao de todos os Espíritos culpados. executam os Espíritos que “julgam as doze tribos de Israel” despertando no culpado o arrependimento e o desejo de reparar e progredir. Julgar (as doze tribos) significa aqui governar. pelos meios postos ao seu alcance. Refere-se à missão. da eternidade das penas para o Espírito culpado. os quais todos têm suas missões e encargos. Prova isso que o divino Mestre também sabia que Judas. É de notar-se que. que traz em si a humildade e a caridade. o que se verificará é que Ele apontou. que também cabe aos apóstolos. desse “inferno eterno” que. que constituem o inferno e o purgatório da reparação. Os Espíritos culpados têm. A ação deles se desenvolve. por serem os maiores que o homem possa fazer. que ela considera o maior dos réprobos. aqueles sacrifícios. que. de modo que não haja para este impossibilidade de triunfar. na execução da pena por que deve o delinqüente passar. Os remorsos. — LUCAS. objetivando. para ser verdadeiro. de purificação e progresso moral. também. Jesus se dirigia não somente aos onze apóstolos. a Judas Iscariotes que. houvera tragado para todo o sempre o de Judas Iscariotes. o seu próprio aperfeiçoamento e o de seus irmãos. frutuoso. sobretudo. nos quadros fluídicos que lhe estão constantemente visíveis e que. regra geral. O amor. no estado espírita. Não são aqueles os que determinam o gênero destas. por não terem avançado com perseverança naquela senda. chegados ao ponto de só estarem sujeitos a encarnações não materiais. muitos dos que se houverem posto a caminho antes dos outros chegarão últimos ao fim. por assim dizer.334 época. chegaria. mas. Ora. Entendidas segundo o espírito. a regenerar-se e a colocar-se em situação igual à dos demais. Esses são os que contam consigo mesmos e julgam caminhar com . o traiu. os ministros de Jesus. cujo número é para nós incalculável. o trairia. sabia-o Ele de antemão. tal a obra que. meios que são a expiação e a reencarnação. versículos 29 e 30. lhe cravam de contínuo as lâminas aceradas de uma recordação cruel. a liberdade de escolher suas provas. capítulo 18º. MATEUS. de velar pelo cumprimento das provas e expiações a que os ditos povos se encontram sujeitos. Por se dirigir diretamente aos Hebreus. porem. capítulo 10º. para julgar as tribos de Israel. ímpio e monstruoso. o divino Mestre aludiu apenas aos doze apóstolos. ao proferir aquelas palavras. antecipadamente. como sendo os que ocupariam tronos. As doze tribos simbolizam as divisões a que os povos ainda se acham sujeitos na Terra. reclama atividade e perseverança na senda do progresso. dando a cada um segundo suas obras e méritos. Suas palavras. símbolo da Humanidade. corporificados na visão de suas faltas. que se conservariam fiéis. versículos 29 e 30. Eles apenas velam para que as aludidas provas estejam sempre em relação com as forças do culpado. velando solícitos pelo nosso progresso e facilitando o adiantamento dos que. eficaz. se estendem a todos os Espíritos bem-aventurados. com o auxílio do tempo. — Também são figuradas as palavras de Jesus constantes nestes versículos. dividida em povos de raças diversas. pelo poder de sua vontade. — MARCOS. em cada criatura. de fato. assim.

10. 6º. 5. — 1ª Epístola aos Coríntios. — Job. 4. 21. 3º. — Malaquias. 26. 20º.335 mais segurança e passar adiante dos demais. e 10. portanto. 3. A conseqüência será verem seus passos obstados pelo orgulho e retardada. e 6. 2º. — Apocalipse. Assim é que. 9. a sua marcha. 42º. 26. 25º. 137) Deuteronômio. 2º. 33º. 2. — Êxodo. 32º. 3. serão os últimos a chegar. . tendo sido dos primeiros a se porem a caminho. — 2º Paralipômenos.

tornou a sair e. pai de família. mas poucos os escolhidos. porém. Mostraria então que os trabalhadores da primeira hora. O divino Mestre houvera podido explicar pela reencarnação as diferenças no número das horas de trabalho dos obreiros e a igualdade dos salários. Parábola da vinha e dos trabalhadores da primeira e da última hora MATEUS: capítulo 20º. Apresentaram-se os que tinham vindo para o trabalho por volta da hora undécima e cada um recebeu um denário. que foi dos últimos. versículo 1. — 13. os que foram em primeiro lugar assalariados. — 2. — 6. não convieste comigo em receber um denário? — 14. Estes. Tendo convencionado com os trabalhadores pagar por dia um denário (138) a cada um. desocupados. O reino dos céus se assemelha a um homem. o pai de família saiu novamente e fez o mesmo. pois que muitos são os chamados e poucos os escolhidos”. Por volta da undécima hora. — 8. as recompensas. Eles foram. os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. no fim do dia. Saiu de novo por volta da hora terceira (139) e vendo outros na praça. isto é. pois que muitos são os chamados. Foi objetivando esse resultado que Jesus disse: “Assim. lhes disse: Por que passais aqui ociosos o dia todo? — 7. disselhes: Ide também para minha vinha e vos pagarei o que for justo. nenhum agravo te faço. do mesmo passo. por terem nascido Hebreus e não Gentios ou pagãos. — 9. disse o dono da vinha: Meu amigo. Ou não me é permitido fazer o que quero? Acaso. Responderam-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. mandou-os para a vinha. — 25. Ao anoitecer disse o dono da vinha ao seu administrador: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário. das recompensas. murmuravam contra o pai de família. Assim. dizendo: — 12. A hora sexta e à hora nona. Assim. a mim me apraz dar a este. — 5. — 10. mau é o teu olho porque sou bom? — 16. que ao amanhecer saiu a assalariar trabalhadores para a sua vinha. tanto quanto a ti. — 4. Cumpria abater aquele sentimento nuns. Eles se consideravam privilegiados. Era mister encher de esperança e coragem os pecadores que se arrependiam. encontrando mais alguns desocupados. chamados uns e outros a receber o salário. crendo-se os únicos merecedores das graças do Senhor. Toma o que te é devido e vai-te embora. Disse-lhes então: Ide trabalhar na minha vinha. — 11. 1 ap 16. e. pelo trabalho feito. animar os esforços dos outros. pensavam eles que receberiam mais do que os outros. que foram os últimos. os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. o orgulho dos que formavam as camadas superiores dos Judeus erguia alta barreira entre estes e todos os que não se achavam submetidos à lei de Moisés. pela soma de progresso . Então. que suportamos o peso do dia e do calor. Chegando a vez dos que foram assalariados em primeiro lugar. se conservaram estacionários em muitas existências. ao receberem a paga.336 130 MATEUS. 20º. não receberam senão um denário cada um. ao passo que os da última hora trabalharam com zelo e atividade pelo seu adiantamento. — 3. Na época em que Jesus pregou a sua doutrina. começando pelos últimos e acabando pelos primeiros. Respondendo a um deles. trabalharam apenas uma hora e tu os Igualas a nós.

amor e caridade pregada por Jesus. temessem não lhes assistir direito às recompensas prometidas aos que adquirissem esse conhecimento desde a primeira hora. chamados ao conhecimento da verdadeira lei. não devemos. Mostrou desse modo Jesus aos Judeus que a questão é de cultos. (139) Os Judeus como os Romanos dividiam as doze horas do dia em quatro partes cada uma de três horas. (138) Moeda de prata que ao princípio valia dez asses. . começando por último. tendo todos produzido a mesma soma de trabalho. resulta serem muitos os chamados e poucos os escolhidos. correspondendo a primeira às seis horas da manhã de agora. enveredarem pelos atalhos tortuosos. serão os últimos a chegar ao fim. chegarão sem delongas ao fim. porqüanto. cerca de 20 centavos. certos de que Ele não considerará o tempo que houvermos gasto em desempenhá-la e sim o zelo e a boa-vontade de que dermos prova. a sexta ao meio dia e a nona às quinze horas. que é a lei de justiça. hora terceira. Como o número dos retardatários costuma ser maior do que o dos diligentes. ainda que sejam dos últimos na ordem da criação. hesitar em compreender a tarefa a que nos convida o Senhor. única verdadeira. os que. como ainda não chegara o tempo de ser convenientemente aceita essa explicação. hora sexta. que somos. dos últimos. Trabalhadores. à mesma recompensa. caminharem sempre esforçadamente para a frente. hora nona. as pagas tiveram que ser iguais. Os primeiros que entraram no carreiro. Essas quatro partes se designavam por hora primeira. em vez de seguirem a linha reta. tendo adquirido tardiamente o conhecimento das verdades evangélicas. e cuidou de encorajar os que. todos tinham direito ao mesmo salário. a terceira às nove. nem de nacionalidades.337 realizado. e sim de trabalho por adquirir merecimento. portanto. Ao contrário. a soma do trabalho executado por cada um dos trabalhadores foi conservada na obscuridade. chamados. serão os primeiros a chegar e serão escolhidos em primeiro lugar. Mas. se. da última hora. pois.

— 19. LUCAS: capítulo 18º. 32. É que temiam os sacerdotes e os principais Judeus. . capítulo 17º. 31 ao 34. — JOÃO. versículos 22. (Vejase: MATEUS. Escarnecê-lo-ão. Jesus chamou de parte os doze discípulos e lhes disse: — 18. — LUCAS. Os apóstolos. predizendo-os. — MARCOS. — Atos. e capítulo 9º. versículo 31. Tinham o entendimento obscurecido. aquelas palavras lhes eram um segredo. tomando de parte os doze apóstolos. como vedes. versículos 21 e 22. Em seguida. açoitálo-ão. — 33. 53º. não entendiam o que lhes era dito. dessa vez. sobretudo. MARCOS: capítulo 10º. (140) Salmo. porém. versículo 30. capítulo 16º versículo 21. aos escribas e aos anciães. Ele então chamou de parte novamente os doze discípulos e começou a predizer-lhes o que estava para lhe acontecer. seguiam o Mestre. 28. E ele ao terceiro dia ressuscitará. Subimos. que são positivas. 32 ao 34. versículo 32. capítulo 9º. (140) Jesus. que o condenarão à morte e o entregarão aos Gentios. diz um dos Evangelistas. acrescentando e precisando novas particularidades. 20º. Entregá-lo-ão aos Gentios para que seja escarnecido. — 34. quanto a esse ponto. o que enchia de espanto e de temor os que o seguiam. E depois que o tiverem flagelado. — MARCOS. a fim de que os fatos pudessem suceder sem obstáculos. 18º. melhor do que das precedentes. 18º. 17 ao 19. muito admirados e receosos. Os discípulos não compreenderam. uma pelas outras. — 34. flagelado e crucificado. As narrações dos Evangelistas se completam. Não atinavam. nada compreenderam. versículo 31. Jesus. cuspir-lhe-ão no rosto. 21º. Predição do sacrifício do Gólgota MATEUS: capítulo 20º. para Jerusalém e o filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes. quando a caminho de Jerusalém.) Não há o que comentar nessas palavras. 18. tirar-lhe-ão a vida e ele ressuscitará ao terceiro dia. 3º. Jesus lhes ia à frente. Subindo para Jerusalém. lhe darão a morte e ele ressuscitará ao terceiro dia. Jesus. neste passo. sentindo que seria difícil escapar-lhes. 44 e 45. pois que será entregue aos Gentios. Vamos para Jerusalém e o filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. 10º. Subindo eles a estrada de Jerusalém. açoitado e cuspido. — Isaías. fundamentava os acontecimentos que iam ocorrer e desse modo dava maior peso às suas afirmativas. repetiu a predição que já fizera da sua “morte” e da sua “ressurreição”. o sentido exato das palavras do Mestre. — 33. que o condenarão à morte. Eles. capítulo 8º.338 131 MATEUS. será escarnecido. lhes disse: Eis que vamos para Jerusalém e tudo que os profetas escreveram acerca do filho do homem se cumprirá. com o que poderia ser a “ressurreição” de Jesus. como sempre. — LUCAS. versículo 17.

que os grandes exercem seu poder sobre eles. MARCOS: capítulo 10º. e o que quiser ser o primeiro tem que ser o servidor de todos. disseram eles. — 36. — 40. que seus príncipes os tratam com império. — 41. mas para servir e dar a sua vida pela redenção de muitos. não deve ser entre vós. Aproximou-se (ide então a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e o adorou. Acercaram-se então dele Tiago e João. Mas. porém. a terdes assento à minha direita ou à minha esquerda. isso só é dado àqueles para quem meu Pai o preparou. que. — 21. Podemos. não está nas minhas mãos vo-lo conceder. — MARCOS. só . Assim. Podeis beber o cálice que eu hei de beber e receber o batismo com que eu serei batizado? — 39. dando mostras de querer pedirlhe alguma coisa. não há de ser entre vós outros: aquele que entre vós queira ser o maior seja o que vos sirva. isso será dado àqueles para quem meu Pai o haja preparado. — 24. a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda. versículo 20. Podeis porventura beber o cálice que eu tenho de beber? Responderam eles: Podemos. que não veio para ser servido. Replicou Jesus: Na verdade. Ela e eles dirigiram sucessivamente a palavra ao Mestre. — 26. quanto. porém. 20 ao 28. versículo 35. — 45. os dez outros apóstolos se encheram de indignação contra os dois irmãos. e lhe disseram: Mestre. 20º. Jesus lhes observou: Não sabeis o que pedis. onde o que quiser ser o maior tem que se fazer vosso servo. os dez outros apóstolos se tomaram de indignação contra eles. — 38. — Nunca alimentar no coração a inveja. reproduzidas acima. 35 ao 45. Por que. Jesus. Jesus lhe perguntou: Que queres? — Manda. bebereis o cálice que eu hei de beber. queremos nos faças tudo o que te pedirmos. Retrucou-lhes Jesus: Não sabeis o que pedis. no teu reino. nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. Perguntou-lhes Jesus: Que quereis que eu vos faça? — 37. Filhos de Zebedeu. filhos de Zebedeu. disse ela. Assim. — 42. Quanto. porém. Concede. porém. — 22. — 44. — Seguir o exemplo de Jesus e fazer esforços por andar nas suas pegadas MATEUS: capítulo 20º. — 23. Ao ouvirem o que pediam Tiago e João. A mãe de Tiago e João estava com os dois. — 43. 10º. Este. a exemplo do filho do homem. — 25. o filho do homem não veio para ser servido. (141) Insignificante é a diferença que se pode notar entre as duas narrativas evangélicas. — A humildade e o devotamento para com todos são a fonte e o meio único de toda elevação. Jesus os chamou e disse: Sabeis que os príncipes das nações dominam os povos. entretanto. — 28. porém. — 27. seja o vosso servo aquele que quiser ser o primeiro entre vós. os chamou e lhes disse: Sabeis que os que têm autoridade sobre os povos exercem dominação sobre estes. não está nas minhas mãos dar-vo-lo. mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos. que estes meus dois filhos se assentem um à tua direita. Disse-lhes ele: Na verdade. Responderam os dois.339 132 MATEUS. Ouvindo aquilo. na tua glória. bebereis o cálice que eu hei de beber e sereis batizados com o batismo com que eu o serei. outro à tua esquerda.

Segundo as suas palavras. que serão afastados deste planeta e mandados para outros. de modo que o percorramos com segurança e sem desvios. era o sacrifício a que teria de submeter-se e não a água que João lhe derramara sobre a cabeça. lutando contra elas. que todos temos o livrearbítrio e a lei de amor. Assim. dizendo que lhe cumpria recebê-lo. ponderando que o caminho está aberto a todos nós. Daí o desprestígio em que caiu e vemos a Igreja de Roma. O batismo a que Jesus aludia. são chegados os tempos em que as palavras do Mestre se têm de cumprir e tornar verdades práticas. são mesmos todos. sem dúvida. em toda a sua grandiosidade. que seria visceralmente contrário à justiça perfeita e ao amor infinito de Deus. ao tempo da purificação do nosso mundo. desde o dia em que. o Mestre lhes deu o ensinamento simples e conciso. o olvidaram e deixaram de praticar. nem todos chegarão ao fim debaixo da mesma direção. ou. às aberrações. de renúncia e de devotamento. excluindo toda idéia de que esta se operou por haver Ele tomado sobre si e expiado. Esse ensinamento deu fruto entre os discípulos e os primeiros cristãos. fez ressaltar a supremacia divina. seguindo-lhe o exemplo. e progredir. de categoria inferior. Mas.340 respondeu. pois. Foi efetivamente o que fez. Importa. objetivando encaminhar o homem para a humildade. uma de “eleitos”. mas todos hão de chegar. Ante a indignação de que se tomaram os outros dez apóstolos contra Tiago e João. o martírio que os apóstolos. Já vimos como e por que os chamados são muitos. sejamos os primeiros a dar exemplos de humildade. para nos guiarem os passos nesse caminho. outra de “réprobos”. o sentido das palavras do Mestre. De semelhante idéia nasceu um dos erros mais grosseiros que a Igreja Romana propina e pelo qual desvirtua a significação real daquele sacrifício. pelo sacrifício do Gólgota. porém. passados os tempos apostólicos. Aquela restrição se explica e justifica. caminho pelo qual foram levados ao orgulho. onde terão que expiar suas rebeldias e obstinações. Os homens. mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos”. por mais elevado que seja. Precisamos compreender. sob as vistas de outro Cristo de Deus. à ânsia de predomínio. pactuando com as potências da Terra. aos dois discípulos. relativamente ao lugar a que os dois discípulos aspiravam. por vezes. Era também. Com o que disse. de desinteresse. para o devotamento a todos. à ambição. A mesma restrição ainda nos faz ver de que modo Jesus foi e é o nosso redentor e como devemos compreender que haja realizado a obra da nossa redenção. cujo pedido interpretaram como significando que os dois se consideravam superiores aos demais. como era natural. Ele veio dar a vida pela redenção de muitos. que os Evangelistas registraram. Por que não de todos? Será por que haja estabelecido duas categorias. porque. as nossas culpas. de modo geral. quando disse que muitos serão os chamados e poucos os escolhidos? Não. e poucos serão os escolhidos. fizeram da Igreja do Cristo um reino deste mundo. haverá Espíritos rebeldes e obstinados. Disse Jesus: “O filho do homem não veio para ser servido. tornando-o um ato de “expiação substitutiva”. isentando-nos da responsabilidade delas. o desinteresse e a renúncia de si mesmo. que nós outros. certamente. ao abuso. aos excessos que aquelas fontes de erros e de paixões fazem jorrar. . à intolerância. com referência a qualquer outro Espírito. teriam de sofrer. os espíritas.

53º. 5º.341 (141) Isaías. — 2ª Epístola aos Coríntios. 2. 14º. — LUCAS. 24. 10. — 1ª Epístola à Pedro. 12º. 1º. — JOÃO. 42. 15. — 1ª Epístola à Timóteo. — Romanos. 1º. — Daniel. 28. 11º. 9. 7. 6. 22º. 36. — Apocalipse. 51. 9º. 18º. 5º. . 9º. 13º. 2º. 19. 14. — Hebreus. — Atos. 11. 1º. 3. — MARCOS.

que era dos principais entre os publicanos. por ter Ele ido hospedar-se em casa de um homem pecador. — 6. versículo 1. Zaqueu desceu a toda pressa e o recebeu com alegria. — 10. e 16. 19º. Sobre o que disse Jesus: Hoje entrou nesta casa a salvação. 12. porqüanto por alí havia Jesus de passar. e que procurava ver a Jesus para o conhecer. 12º. . a do planeta que habitamos. (142) Êxodo. (142) São fáceis de apreender-se as conseqüências deste fato. porque é preciso que eu fique hoje em tua casa. como Zaqueu. — 4. Aplicando-nos as palavras de Jesus. Entretanto. Então. depois de havermos feito um sério exame das nossas consciências. — 1º Reis. — 2º Reis. não cuidamos de aplicá-la. o que não podia conseguir devido à multidão.) Sua moral persuasiva frutificava nalguns corações e os que tratavam de pô-la em prática eram salvos. Chegando ao lugar onde ele se achava. como ele. versículo 56. pois este também é filho de Abraão. no Evangelho. Tendo entrado em Jericó. apressar-nos em preparar a morada dos nossos corações para nela recebermos o Senhor. urge reparemos sem demora todo dano que houvermos causado aos nossos irmãos. se nalguma coisa defraudei a alguém. rico. “filhos de Abraão”. pois entravam no caminho do progresso rápido e contínuo. 1. repercutindo suavemente no imo das nossas almas. pela purificação dos nossos Espíritos. Todos os que Isso presenciaram murmuravam. — 5. temo-la hoje. — 9. o viu e lhe disse: Zaqueu. — 8. restituir-lhe-ei o quádruplo. — 7. 3. também seremos. pois que ele era de muito baixa estatura. podemos. 3º. 4º. sob as nossas vistas. sempre pura e reconfortante. vou dar aos pobres metade dos meus bens e. Entretanto. 22º. chamado Zaqueu. conforme vimos ao apreciar a resposta por Ele dada aos discípulos Tiago e João.342 133 LUCAS. em ativar. ouvir as palavras do Mestre. 3º. subiu a um sicômono para o ver. — Romanos. prostrando-se diante do Mestre. Correndo então adiante de todos. Porque. 17. quando tiveram a idéia de pedir que descesse fogo do céu para consumir os Samaritanos que não os tinham querido receber (LUCAS. lhe disse: Senhor. desce depressa. Vivia ali um homem. — JOÃO. o filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido. Jesus viera em socorro dos que se perdiam. Assim procedendo. 7. palavras que significam — “herdeiros do céu”. Jesus atravessava a cidade. de a pôr em obras. sabemos que nos cumpre fazer como Zaqueu. 6. infelizmente. Essa moral. 12º. capítulo 9º. 1 ao 10. — 2. — 3. Zaqueu. 11. isto é. Jesus levantou os olhos. Conversão de Zaqueu LUCAS: capítulo 19º. Mas. — Gálatas.

filho de David. clamava cada vez mais forte: Filho de David. 46 ao 52. glorificando a Deus. 29 ao 34. com que não nos devemos preocupar. filho de David! — 32. — 30. ambos recobraram a vista e o seguiram. no mesmo instante. — 47. compadece-te de mim! — 39. versículo 46. Ao aproximar-se este. O povo os repreendia. por ato exclusivo da sua vontade e pela ação do seu poder magnético. Logo clamou ele: Jesus. Isso. versículo 35. para que se calasse. um cego. perguntou-lhe: — 41. Senhor. Compadecido deles. Dois fatos de cura aqui há. estava sentado à beira da estrada. Imediatamente. No mesmo instante ele enxergou e foi seguindo a Jesus pela estrada. faze que eu enxergue. Se tocou os olhos dos cegos. Senhor. acompanhado dos discípulos e de grande multidão. E todo o povo. coisa de que não tinha necessidade. Ao sair daí Jesus. tem piedade de mim! — 49. 10º. levanta-te que ele te chama. porém ele clamava ainda mais alto: Filho de David. entretanto. de nome Bartimeu. Disse-lhe então Jesus: Vai. estava um cego sentado à beira do caminho. faze que eu veja! 42. — 34. Estiveram depois em Jericó. — 51. Responderam os dois: Que se nos abram. Ao contrário. Disseram-lhe que era Jesus de Nazaré que em por ali passava. MARCOS: capítulo 10º. os olhos. Jesus lhes tocou os olhos e. — 52. porém eles clamavam cada vez mais alto: Tem compaixão de nós. Saindo eles de Jericó. Tendo ouvido dizer que Jesus Nazareno por ali passava. Bartimeu. para instruir o povo. LUCAS: capítulo 18º. perguntou o que era aquilo. tendo visto aquilo. Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor’. se puseram a clamar: Senhor. — MARCOS. ouvindo dizer que Jesus por ali passava. grande multidão acompanhou a Jesus. Sucedeu que. 35 ao 43. mandando que se calassem. desde que nela entrou e pediu hospedagem a Zaqueu. Ouvindo o tropel da multidão que passava. — 37. Perguntou-lhe este: Que queres que eu te faça? O cego respondeu: Mestre. Ele as operou. tem compaixão de mim! — 48. o que era cego viu e foi seguindo a Jesus. foi para mostrar aos . ao aproximar-se Jesus de Jericó. porém. tua fé te salvou. filho de David. louvava a Deus. de um salto foi ter com Jesus. Jesus então parou e mandou que o chamassem. Os que iam à frente o repreendiam. filho de David. chamou-os e lhes perguntou: Que quereis que eu vos faça? — 33. ele. dizendo: Tem confiança. 20º. — 38. Assim foi que operou a dupla cura. versículo 29. Jesus lhe disse: Vá. atirando para o lado a capa.343 134 MATEUS. como as outras de que já tratamos. filho de Timeu. saiu muitas vezes. nenhuma importância tem. E eis que dois cegos que se achavam sentados à beira da estrada. tua fé te salvou. esmolando. outro por MATEUS. Quanto às curas. um referido por MARCOS e LUCAS. Jesus não permaneceu todo o tempo na cidade de Jericó. São minúcias pueris. — 43. Jesus então parou. — 50. 18º. Muitos o ameaçavam para que se calasse. pedindo esmola — 36. Jesus parou e mandou que lhe trouxessem o cego. começou a clamar: Jesus. Cura dos cegos de Jericó MATEUS: capítulo 20º. Alguns o foram chamar. tem compaixão de nós! — 31. em ocasiões diversas. tem compaixão de mim! — 40. — LUCAS.

e recobraremos a vista moral e espiritual. que os nossos olhos se abram”. só com o pronunciar estas palavras: Vai. projetando o fulgor de seus raios na estrada reta e segura que temos de percorrer. mostrando aos homens o poder de que dispunha. .344 discípulos o que lhes cumpria fazer. quis impressionar fortemente as massas. porqüanto a luz espírita clareará as trevas que nos envolvem. Cegos que somos do coração e da inteligência. filho de Timeu. digamos com fé: Senhor. faze que eu veja. e veremos. tua fé te sarou. Operando a de Bartimeu. Digamos com fé: Mestre.

tudo isso aconteceu. desamarrai-a e trazei-mos. A multidão respondia: É Jesus. — 14. e logo vo-lo deixarão trazer aqui. tiraste perfeito louvor”. e 15 ao 19. deles se apartando. cobriram-no com suas capas e Jesus montou-o. dizendo-lhes: Ide àquela aldeia que está em frente de vós. — 4. E a turba toda. amarrado do lado de fora de uma porta e o desamarraram. Quando ele entrou em Jerusalém. versículo 1. — 9. 1 ao 11. 11º. porém. — 13. MARCOS: capítulo 11º. Alguns dos que por ali estavam lhes perguntaram: Que fazeis? Por que desamarrais esse jumentinho? — 6. — 17. tanto os que iam à frente como os que vinham atrás. enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pela estrada. — 3. numa encruzilhada. Quando se aproximavam de Jerusalém. montado numa jumenta e trazendo o jumentinho que está sob o jugo”. — Mercadores expulsos do templo. Se alguém vos disser qualquer coisa. ao chegarem a Betânia. cobriram-nos com suas vestes e o fizeram montar. Entrada de Jesus em Jerusalém. partiram os dois discípulos e acharam o jumentinho. Jesus entrou no templo de Deus e expulsou todos os que ali vendiam e compravam. Trouxeram a jumenta com o jumentinho. Ora. — 2. ao chegarem a Betfagé. — 4. ao entrardes nela. E nunca lestes isto: “Da boca dos meninos e das criancinhas que ainda mamam. Quando se aproximavam de Jerusalém. Levaram então eles o jumentinho. despachou dois de seus discípulos.345 135 MATEUS. Vieram então ao templo cegos e coxos e ele os curou. — A casa do Senhor é casa de oração e não. Muitos também estenderam suas vestes ao longo do caminho. perto do monte das Oliveiras. — 15. — 3. dizendo-lhes: Ide a essa aldeia que vos está defronte e lá encontrareis amarrada uma jumenta com o seu jumentinho. — 8. 1 ao 17. perto do monte das Oliveiras. Predição da ruína de Jerusalém MATEUS: capítulo 21º. Desamarrai-o e trazei-me. um covil de ladrões. onde passou a noite. 28 ao 48. cheio de doçura. E. — LUCAS. — 5. para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta: — 5. E fizestes dela um covil de ladrões. — 16. pelo tráfico. Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenara. — 7. — 7. — 12. Vendo. — 6. — 8. — MARCOS. versículo 1. 21º. os príncipes dos sacerdotes e os escribas se indignaram. 19º. Jesus enviou dois de seus discípulos. a cidade toda se abalou e perguntavam: Este quem é? — 11. e lhe perguntaram: Ouves o que eles dizem? Respondeu-lhes Jesus: Sim. o profeta de Nazaré da Galiléia. retirou-se da cidade e foi para Betânia. dizendo-lhes: Está escrito: “Minha casa será chamada casa de oração”. — 2. Da multidão muitos então estenderam pelo caminho suas roupas. . Se alguém vos perguntar: Que fazeis? respondei: O Senhor precisa dele. clamava: Hosana ao filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas! — 10. respondei que o Senhor precisa deles e logo vo-los deixarão trazer. derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombas. “Dizei à filha de Sião” (143): “Eis que vem a ti o teu rei. as maravilhas que ele operava e ouvindo os meninos que clamavam no templo: Hosana ao filho de David. Eles responderam como Jesus lhes determinara e os que os haviam interpelado deixaram que o levassem. encontrareis amarrado um jumentinho no qual ainda ninguém montou.

desamarrai-o e trazei-me. tudo isto se conserva oculto aos teus olhos! — 43. — 33. — 30. MARCOS: capítulo 11º. — 37. fizestes dela um covil de ladrões. — 9. Tendo voltado a Jerusalém. junto ao monte chamado das Oliveiras. os príncipes dos sacerdotes e os escribas cogitavam do modo por que o haviam de perder. ao contemplar a cidade. não deixando em ti pedra sobre pedra. Responderam: Porque o Senhor precisa dele. Ouvindo isso. dizendo: — 38. que vemos chegar. no entanto. Está escrito que minha casa é casa de oração. faze que teus discípulos se calem. alguns fariseus lhe disseram: Mestre. se estes se calassem. Jesus chorou por ela. se retirou para Betânia com os doze apóstolos. — 29. a louvar a Deus em altas vozes por todas as maravilhas que tinham presenciado. E muitos estendiam suas capas por onde ele passava. te porão cerco e te apertarão de todos os lados. versículo 28. saiu ele da cidade. versículo 15. perguntaram os donos: Por que desamarrais esse jumentinho? — 34. — 17. ao entrardes lá. — 31. Tendo entrado em Jerusalém. e dela fizestes um covil de ladrões! — 47. — 45. encontrareis amarrado um jumento no qual ninguém montou. os príncipes dos sacerdotes. LUCAS: capítulo 9º. — 44. desditosos dias te virão. Jesus entrou no templo. E tanto os que iam à frente como os que o seguiam clamavam: Hosana! — 10. Levaram-lho então. cobriram-no com suas vestes e fizeram Jesus montá-lo. como já fosse tarde. bem como a quantos de teus filhos estão dentro de ti. depois de tudo haver observado. — 16. tomou o caminho de Jerusalém. — 41. — 40. por ora. o que lhe haviam de fazer. Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino.346 enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam por onde ele passava. dizendo: — 42. à frente de todos. em que te deitarão por terra. chamada casa de oração? E. Jesus foi ao templo e. — 19. Jesus. a turba de seus discípulos começou. Ao que ele respondeu: Eu vos declaro que. E. tendo entrado no templo. entre todas as gentes. porqüanto o povo ficava como que suspenso. Entrementes. — 36. donde expulsou os que ali vendiam e compravam: derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombas. Se alguém vos perguntar: Por que o soltais? respondei assim: Porque o Senhor precisa dele. do nosso Pai David! Hosana nas alturas! — 11. Já perto de Jerusalém. — 32. Ah! se ao menos neste dia que ainda te é concedido conhecesses aquele que te pode trazer a paz! Mas. Partiram os dois emissários e encontraram o jumentinho como lhes fora dito. — 48. Quando o desamarravam. E quando ia começando a descer o monte das Oliveiras. como sempre. Ao cair da tarde. (144) Aqui. porém. por não teres conhecido o tempo da sua visitação. transportada de alegria. E ensinava dizendo: Não está escrito que a minha casa será. clamariam as próprias pedras. ouvindo-o. — 35. Então. despachou dois de seus discípulos. Depois de ter assim falado. os escribas e os maiorais do povo cogitavam de eliminá-lo. o ensinamento do manso Nazareno é o mesmo: a . dentre o povo. Não permitia que ninguém andasse pelo templo carregando qualquer vaso. — 18. Porque. começou a expulsar os que ali vendiam e compravam. pois o temiam porque o povo se mostrava maravilhado da sua doutrina. E todos os dias ensinava no templo. dizendo-lhes: Ide àquela aldeia que nos está fronteira. Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas! — 39. Não achavam. dizendo-lhes: — 46. Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia. em que teus inimigos levantarão trincheiras ao teu derredor.

pois que inúmeros são ainda os que negociam. uma alusão à graduação espírita de Jesus. os filhos de Jerusalém tiveram que expiar seus crimes e sua cegueira voluntária e ainda os expiam. por isso que. desarma os poderosos. Com relação aos filhos de Jerusalém. Nem pompa. depois de finda a sua missão. capítulo 19º. 2 e 11) e Zacarias (capítulo 9º. referentes a sorte reservada a Jerusalém. é o protetor e o governador do nosso planeta. segundo a presciência e a sabedoria infinitas de Deus. Mas. constitui uma . de que o Mestre foi objeto. dos que exploram a credulidade e a ignorância. lava de suas impurezas a alma e a leva aos sacratíssimos pés do Altíssimo. sob o véu da letra. aos olhos dos homens. tudo tem a sua razão de ser. na marcha do tempo e do progresso humano. Espíritos rebeldes. capítulo 21º. e a transformastes num covil de ladrões. em espírito e verdade. que até nós desceu. versículos 41 a 44. entoando louvores ao “filho de David”. clamavam: Hosana! Oh! que suas vozes. continuem a clamar homens ao Senhor. Os discípulos. lembradas pelo Evangelista. indicando veladamente a sorte que aguardaria os que se conservassem surdos à voz do Senhor. mercando o que lhes não pertence. A revelação nova. nos veio explicar. comovida e surpresa. o que não têm nem mesmo para si. não admitindo que a outrem. versículos 1. porqüanto praticam roubo. — Eram proféticas as palavras do Salvador. que faz se curvem as frontes dos soberbos e dos orgulhosos! As palavras dos profetas Isaías (capítulo 42º. eram também alegóricas. Jesus nunca disse que era Deus e seus discípulos só lhe atribuíram a divindade. era o filho de David. isto é. senão somente a um Deus encarnado. em multidão. Ë nosso rei. a perguntar: “Este quem é ?“ E a multidão que o acompanhava dizia: Jesus. Essas palavras. quem é Jesus Cristo. do seu progresso e de conduzir à perfeição a Humanidade que o veio habitar. Ele era sempre modesto e simples. nem luxo teve a sua entrada em Jerusalém. entretanto. endurecidos. — A cidade de Jerusalém se levantou em peso. àquele que. LUCAS. preposto por Deus. perdões e indulgências. MATEUS. tendo por objeto o reino de Deus. que se tornou triunfal apenas pelo entusiasmo que suas virtudes despertaram na multidão. a cuja formação presidiu. fosse possível realizar tais coisas. as mesmas pedras clamariam. parece que até hoje não chegaram aos ouvidos de muita gente. abafando os queixumes da Terra. encerravam. como a moral que pregava e exemplificava. Àquele que traz a paz aos humildes e aos pequeninos. comprando e vendendo orações. Se os homens a ela se houvessem oposto. encarregado do seu desenvolvimento. dizendo: Está escrito: “Minha casa é casa de oração”. Quanto ao tráfico. Era este o pensamento que aquelas palavras exprimiam: Desconfiai dos que vendem o perdão e as graças. versículos 10 e 11. nosso rei. na Galiléia”. Expulsou do templo os vendilhões. o profeta de Nazaré. os Espíritos que o cercavam teriam feito se ouvissem vozes. A manifestação. como os sucessos posteriores o demonstraram. resgatando crimes a peso de ouro e fazendo das bênçãos do Senhor objeto de vil comércio. a santa humildade que purifica o coração. tinha de se produzir. tendo em vista os “milagres” por Ele realizados e o fato “miraculoso” da sua ressurreição e das suas aparições em seguida a esta.347 humildade. versículo 9). despojando da letra o espírito.

Esses. portanto. estaria em contradição consigo mesmo. cultivam o ódio. teve um modelo no templo de Israel. empregando-as em rebaixar aquele que é esse centro. com as suas baixezas. foi todo simbólico e. Ele. só prestam culto à matéria. se hajam tornado capazes da verdadeira oração. pois. a fim de melhor dominá-los. etc.348 impiedade. mercadejando com as coisas santas. é uma das inúmeras casas existentes na infinita morada do Senhor do Universo e é também um templo. aqueles que. como se sabe. porqüanto orar é trabalhar na obra do progresso comum. o que tudo era trazido para o templo e aí vendido. os que. os que daí serão expulsos. o negócio se ampliou e o templo. como tal é a “sua” casa. ou. resgatavam suas faltas por meio do sacrifício de vítimas propiciatórias e os mercadores lhes forneciam as vítimas. não obstante o seu amor ilimitado. para não continuarem a constituir-se pedra de escândalo aos que. praticando a caridade. se esforçam por escravizar ao erro os seus semelhantes. que era considerado a casa de Deus. isto é. trabalhando cada qual pelo seu próprio progresso intelectual e moral. onde a cada uma de suas criaturas corre o dever de adorá-lo na prática do amor. os que. veremos claramente que esse seu ato não obedeceu ao pensamento de defender a pureza de um templo de pedra. se deve adorar a Deus. por ser ali a casa de Deus. Mercadejam com as coisas santas os que. Entretanto. antes. impelido por esse amor. portanto. Casa. Ele. Depois. A Bolsa dos tempos atuais. para dele fazerem cúmplice de seus delitos e iniqüidades. como todos os que o Criador semeou pelo espaço infinito. como o são todos os homens. a transformam em covil de ladrões. Ele o é igualmente. à luz da Nova Revelação. se teria declarado Deus. em suma. praticam a intolerância.” Se aquela fosse a “sua” casa e a casa de Deus. em vez do amor. Cumpre também atentemos nas suas palavras: “Minha casa será chamada por todos. e só dever ser adorado em espírito e verdade. se tornou sede de toda sorte de transações comerciais. Preposto pelo Pai à formação e ao governo dessa casa. conforme Ele o ensinou e exemplificou. os que. o zelo dela e. de oração. os vasos com perfumes. que lhes foram outorgadas para se elevarem gradualmente e se aproximarem do centro de toda a perfeição. redimidos pela dor. na frase do profeta. chegado o momento em que da presença deles deva ser expurgado o templo. da oração do trabalho santificado pelo amor e pela humildade. Esses. movidos pelo egoísmo e pelo orgulho. se expulsasse do templo os vendilhões. dizendo isso. O mundo terreno. E para onde serão expulsos os que sejam encontrados por Jesus no templo a mercadejar com as coisas santas? Para outras casas da morada infinita do . tomado desse zelo. que ensinara ser Deus espírito. apresentando-o como lugar verdadeiramente sagrado. a justiça e o perdão. tem Jesus a devorá-lo. se servem das faculdades espirituais. a fraternidade. Aquele ato. Os Judeus. cuja lei é a lei das leis. em vez da caridade. em que tais coisas constituíam uma ofensa à Divindade. do templo onde só em espírito e verdade. sendo Espíritos. Essa a origem daquele tráfico. escravos de paixões subalternas. os que transformam a casa do Pai em covil de ladrões. não hesita em expulsar da casa que lhe foi confiada e que. se atentarmos bem nas palavras de Jesus quando dali expulsou os que negociavam. o seu simbolismo se faz claramente compreensível.

9º. que o Mestre predisse e prometeu. a fim de que o que era secreto seja conhecido e o que estava oculto se torne patente. como outrora a multidão. 9. praticando os homens a lei do amor. do amor e da caridade. os Espíritos do Senhor. regenerados. nem em Jerusalém. são os templos mais grandiosos que o Senhor. soltarão em conjunto e em uníssono. prepara o cego para ver a luz. mais penoso. 25. mediante a prática da humildade. que pregava a adoração do Pai em espírito e verdade. 117º. que só ela pode estabelecer e estabelecerá entre todos. quando a unidade fraternal estiver consumada. 9º. Ele próprio. edificou para ser adorado por seus filhos. Com a prudência e a habilidade do oculista que.349 Pai. mais amargo. a purificação da Humanidade. 56º. quando da sua entrada em Jerusalém: Bendito o rei que vem em nome do Senhor! E os Espíritos que houverem preparado e efetuado a regeneração. Então. e reboará por toda a parte o brado imenso que os homens. em que. E. a Terra será chamada “casa de oração”. do desinteresse. ensinava. (144) Deuteronômio. farão de novo ouvir o cântico dos anjos que conduziram os pastores ao presepe de Belém: Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na Terra aos homens de boa-vontade! (143) Jerusalém era edificada no monte Sião. — Zacarias. de ter expulsado do templo de Jerusalém os mercadores que lá assentaram suas bancas. — 4º Reis. no nosso planeta depurado (nova Jerusalém) aparecerá em todo o seu fulgor espírita o nosso protetor e governador. 62º. do perdão e do olvido das ofensas e das injúrias. templos onde passa a habitar eternamente. decerto. desde que neles só se encontrem virtudes — os anjos de sua glória. aos homens a expulsar com energia as paixões e os vícios de seus corações que. pela reciprocidade e pela solidariedade. como templos que também são. 8º. da renúncia de si mesmos. 7. mas em espírito e verdade. outras tantas oficinas de trabalho são igualmente. a vergastar com o látego de fogo da sua palavra de verdade os que ali comerciavam. o zelo por uma edificação material. 15. da indulgência. — JOÃO. Não foi. tão áspero e doloroso que dará aos que a Ele se vejam compelidos a impressão aflitiva de haverem perdido um paraíso. com sinceridade. — Isaías. a igualdade e a liberdade. Expulsando-os de lá. onde Deus não habita. sobretudo. que tal se lhes afigurará o mundo donde foram banidos. tornados verdadeiramente irmãos. 12º. Eles vêm e virão encaminhar os homens. que os Evangelistas referiram. para a verdadeira fraternidade. operando a catarata. 11. do devotamento entre todos e por todos. Jesus nosso Mestre e nosso Rei. 23º. — Salmos. vêm e virão levantar progressivamente o véu que rouba às vistas humanas a verdade. 3. — Levítico. É isso o que Jesus simbolizou no fato. Dessa expulsão podemos e devemos concluir que tempo virá em que. . repetimos. mas onde o trabalho é mais árduo. 13. da justiça. não mais eles adorarão o Pai nem no monte. 40. casas que. o reino de Deus estará estabelecido. 26. que o levou a Ele. 14º. de terem sido expulsos de um éden. efetivando desse modo a regeneração humana. como mensageiros do Espírito da Verdade. por todas as nações. acima dos mundos.

ao contrário. que está nos céus. — MARCOS. sem hesitar no seu coração. — 26. nada achou senão folhas. — 20. não mais na Terra estivesse A figueira secou subitamente. vendo uma figueira à beira do caminho. perdoai-lhe. Disse-lhe então: Nunca mais coma alguém fruto de ti. verá que assim será feito. — 13. a fim de que vosso Pai. também vosso Pai. foi ver se acharia nela alguma coisa. Na manhã seguinte. Pela manhã. para que fossem instrumentos simultaneamente dóceis e inconscientes dos Espíritos do Senhor. fazendolhes compreender a necessidade de não serem estéreis em tempo algum. Disse-lhes então Jesus: Em verdade vos digo. — 14. Respondeu-lhe Jesus: Tende fé em Deus. trabalhando sem cessar pelo seu progresso e pelo progresso de seus irmãos. que os assistiriam no desempenho de suas missões. jamais deve deixar de dar frutos. que está nos céus. Em verdade vos digo que aquele que disser a este monte: Tira-te dai e lança-te no mar. tomados de assombro: Como secou num instante! — 21. quando vos puserdes a orar. divisando ao longe uma figueira que tinha folhas. 24. ao passarem por ali. de molde a tocar a imaginação dos que o seguiam. o que por seus discípulos foi ouvido. No mesmo instante a figueira secou. Vendo isso. Aproximando-se. 12 ao 14. se não perdoardes. ao saírem de Betânia. MARCOS: capítulo 11º versículo 20. lembrando-se da palavra do Cristo. No dia seguinte. disse: Olha. versículo 12. ao voltar para a cidade. mas ainda se disserdes a este monte: Tira-te dai e lança-te no mar. que foi levada . em tempo algum deve o homem ser estéril. e. se tiverdes fé e não hesitardes em vosso coração. crede que obtereis o que pedis e assim sucederá. Mestre. Mas. versículo 18. Por isso vos digo: Quando orardes. — 22. 18 ao 22. não só fareis isto a uma figueira. se apoiada na fé. por lhe terem sido retirados da seiva. quis Jesus lembrar a seus discípulos e a quantos o seguiam estes ensinamentos que já lhes dera: a árvore que não dá frutos é condenada. a uma ordem mental de Jesus. quando Ele. — 22. que já tinham a percepção das coisas espirituais: Como secou assim num instante? O Mestre apenas respondeu: “A fé tudo pode”. — 21. Porque. Disse-lhe então: Nunca mais nasça fruto de ti. de que se cumprirá o que houver dito. dela se aproximou. teve fome. ele teve fome. O exemplo. não perdoará os vossos pecados. ensino que era necessário aos seus discípulos. MARCOS: capítulo 11º. o que equivalia a dizer que a sua vontade forte fora a causa determinante do fato que os surpreendia. crente. Perguntando-lhe os discípulos. os discípulos diziam entre si. (145) Com a parábola da figueira que secou. — 25. também vos perdoe os pecados. mas não achou ali senão folhas. — 23. e 20 ao 26 Parábola da figueira que secou MATEUS: capítulo 21º. como a figueira que amaldiçoas-te secou. viram eles que a figueira secara até à raiz. 11º. se alguma coisa tiverdes contra alguém. E obtereis tudo o que com fé pedirdes na vossa prece. porém. que. foi também de molde a lhes ensinar o poder e a força da vontade.350 136 MATEUS. juntamente com a essência espiritual. assim se fará. o Mestre. Pedro. pois que não era tempo de figos. — 19. e. 21º.

5. que até à época em que deva operar-se a separação do joio e do bom grão. e 6. A parábola da figueira que secou teve por objeto concitar o homem a utilizar a existência terrena. os fluídos que dão vida à planta e os fluídos necessários à vegetação material. — Colossenses. permanecer surdo às inspirações de seus guias e dos bons Espíritos. não mais dará frutos na Terra: será rechaçado para mundos inferiores. do seu adiantamento (145) 1ª Epístola à João. 13. 15º. mediante a expiação e a reparação de suas faltas. 3º. — Timóteo. e adverti-lo também de que o Espírito culpado. 16º. . 1º. — JOÃO. progredindo.351 para outro ponto. 3º. 13. 25. correspondentes ao grau da sua culpabilidade e às necessidades do seu progresso. 22. 7. 14º.

Se dissermos que era dos homens. Porqüanto. — 32. Mais tarde. Senhor. ele nos dirá: Por que então não lhe destes crédito? Se respondermos que era dos homens. Ao que o filho respondeu: Não quero. que não sabiam donde era. Respondei-me: — 4. — 2. — 30. e não foi. aos escribas e aos anciães do povo. E. então. dir-vos-ei com que autoridade faço estas coisas. versículo 27. — 28. — 25. pois que João era tido por todos como profeta. O batismo de João era do céu ou dos homens? respondei-me. 20º. tocado de arrependimento. Eles se puseram a raciocinar entre si deste modo: Se respondermos que era do céu. vai trabalhar hoje na minha vinha. Qual dos dois fez a vontade ao pai? O primeiro. não o crestes? — 32. Respondeulhes Jesus: Também eu vos farei uma pergunta. versículo 23. diziam entre si: Se respondermos que era do céu. fizestes penitência. disse-lhe: Meu filho. Replicou-lhes ele: Não vos direi tampouco com que autoridade faço estas coisas. Observou-lhes então Jesus: em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes vos precederão no reino de Deus. — 33. chegaram-se a ele os príncipes dos sacerdotes e os anciães do povo e lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas e quem te deu este poder? — 24. — 8. 23 ao 32. Mas. disse-lhe o homem a mesma coisa. MARCOS: capítulo 11º. Responderam. E lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu o poder de fazer o que fazes? — 29. ao passo que os publicanos e as meretrizes creram nele. respondei-me e depois então vos direi com que autoridade faço estas coisas. consultando-se mutuamente. 21º. lá se reuniram os príncipes dos sacerdotes e os escribas com os anciães. portanto. nem ficastes inclinados a crê-lo. À vista disso. — 29. Dirigindo-se ao outro filho. Respondeu-lhes Jesus: Também eu vos farei uma pergunta. Responderam então a Jesus: Não sabemos. entretanto. — MARCOS. E lhe falaram nestes termos: Dize-nos com que autoridade fazes tais coisas? ou: quem te deu esse poder? — 3. pois está convencido de que João era profeta. LUCAS: capítulo 20º. Donde era o batismo de João? do céu ou dos homens? Eles. foi.352 137 MATEUS. — Parábola dos dois filhos MATEUS: capítulo 21º. — 28. Se dissermos que era dos homens. nem mesmo depois de ver isso. 27 ao 33. os escribas e os anciães. Respondeu Jesus: Também eu vos farei uma pergunta e. Vós. Dirigindo-se ao primeiro. disseram eles. Tendo vindo ao templo e estando a ensinar. O batismo de João era do céu ou dos homens? — 5. ele nos dirá: Por que então não crestes nele? — 6. versículo 1. . teremos que temer o povo. que vos parece? Um homem tinha dois filhos. teremos que temer o povo. — 31. 1 ao 8. discorriam assim entre si: — 26. Resposta de Jesus aos príncipes dos sacerdotes. Voltaram novamente a Jerusalém. Jesus lhes retrucou: Nem eu tampouco vos direi com que autoridade faço estas coisas. andando Jesus pelo templo. porque todos consideravam João verdadeiramente um profeta. Eles. ele dirá: Por que. todo o povo nos apedrejará. — LUCAS. — 31. dele se aproximaram os príncipes dos sacerdotes. 30. Este respondeu: Eu vou. — 27. João veio a vós pelo caminho da justiça e não o acreditastes. responderam a Jesus: Não sabemos. Sucedeu que certo dia estando Jesus no templo a ensinar e anunciar o evangelho ao povo. 11º. porém. se a ela responderdes. — 7. Se respondermos que era do céu.

. a fim de recuperardes o tempo perdido. que cumpriram a sua tarefa. chegareis “tarde. 7. Foi como se dissera: “Esses são filhos rebeldes. “orgulhosos. “lá estarão desde muito à vossa espera. houvera-os provocado a apressar o termo da sua missão. O que deixou transparecer claramente. “que dissestes: “Vou. ao passo que vós. pois que será “mister compreendais a vossa falta. para vos estenderem as mãos e vos ajudarem a transpor a entrada”. tereis que trabalhar com “ardor. (146) Os que interpelaram o Cristo sobre a autoridade com que Ele fazia aquelas coisas e procedia da maneira que todos viam. Ouçam os príncipes dos sacerdotes. Senhor”. também não vos direi com que autoridade faço estas coisas. muitas vezes. Não havendo percebido em que fonte hauria Ele a sua força. eram príncipes dos sacerdotes. “porém. tendo sido testemunhas dos atos de João. mas que vão. escribas e fariseus. muito tarde ao reino dos céus. os quais. que “haveis mesmo. evitando responder de modo direto à pergunta que lhe fora feita. não se renderam à evidência. entretanto. (146) Atos.353 Replicou-lhes Jesus: Então. 7º. os escribas e os fariseus dos nossos dias. Tereis. que destes na Igreja os primeiros passos. que tiverem ouvidos de ouvir. os publicanos e os de má vida. retrogradado. Promessas realizáveis no futuro e estímulo para o presente é o que se nos depara nestas palavras suas: “Os publicanos e as meretrizes vos precederão no reino dos céus”. “quando arrependidos. que “se arrependeram a tempo. ainda menos compreenderiam e admitiriam o testemunho da sua palavra. 4º. “que ir e ireis para a “vinha”. 27. Se lhes respondera que o poder lhe vinha de Deus. chegardes. que tardam em ir trabalhar na vinha do Pai de família. que só vão tardiamente. Quando. mas ficastes parados.

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138 MATEUS, 21º, 33 ao 41. — MARCOS, 12º, 1 ao 9. — LUCAS, 20º, 9 ao 16. Parábola da vinha e dos vinhateiros
MATEUS: capítulo 21º, versículo 33. Ouvi outra parábola: Um homem pai de família havia que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou no interior um lagar, edificou uma torre, arrendou a vinha a alguns agricultores e partiu para longe. — 34. Aproximando-se a estação dos frutos, mandou ele seus servos aos vinhateiros para receberem os frutos que lhe cabiam. — 35. Os vinhateiros, porém, agarraram os servos, feriram a um, mataram a outro e a outro apedrejaram. — 36. De novo o dono da vinha mandou outros servos em maior número do que os primeiros e os vinhateiros os trataram do mesmo modo. — 37. Mandou por último seu próprio filho, dizendo: A meu filho eles terão respeito. — 38. Mas, ao vê-lo, os vinhateiros disseram entre si: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo e ficaremos donos da sua herança. — 39. Agarraram-no, lançaram-no fora da vinha e o mataram. — 40. Ora, quando o dono da vinha vier, que fará àqueles agricultores? — 41. Responderam-lhe: Aniquilará os malvados como merecem, arrendará a vinha a outros vinhateiros, que, nas épocas próprias, lhe entreguem os frutos. MARCOS: capítulo 12º, versículo 1. Começou depois Jesus a lhes falar por parábolas: Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou no interior um lagar, edificou uma torre, arrendou a vinha a uns vinhateiros e retirou-se para longe. — 2. Chegado o tempo da colheita, mandou um de seus servos aos vinhateiros, para receber o que lhe deviam do fruto da vinha. — 3. Os vinhateiros, porém, agarraram o servo, deram-lhe pancada e o enxotaram sem coisa alguma. 4. Mandou-lhes de novo outro servo e também a este feriram na cabeça e o afrontaram de toda a sorte. — 5. Tornou a mandar outro servo; a este mataram; mandou-lhes muitos; mataram a uns e espancaram a outros. — 6. Mas, como ainda lhe restava um filho a quem ele muito amava, mandou-o por último, dizendo: Meu filho eles respeitarão. — 7. Porém, os vinhateiros disseram uns aos outros: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo e será nossa a herança. — 8. E o agarraram, mataram e puseram fora da vinha. — 9. Que fará o dono desta? Virá, exterminará os vinhateiros e a outros a entregará. LUCAS: capítulo 20º, versículo 9. E começou a dizer ao povo esta parábola: Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a uns vinhateiros e se ausentou do país por longo tempo. — 10. Na ocasião própria mandou um servo aos vinhateiros para que estes lhe dessem o fruto da vinha. Os vinhateiros, porém, o espancaram e recambiaram sem coisa alguma. — 11. Mandou outro servo. A este também espancaram, ultrajaram e despediram com as mãos vazias. — 12. Mandou ainda um terceiro, que os vinhateiros feriram e expulsaram da vinha. — 13. Considerou então o dono da vinha: Que farei? Mandarei meu filho muito amado. Talvez que, vendo-o, lhe tenham respeito. — 14. Mas, ao vê-lo, os vinhateiros disseram entre si: Este é o herdeiro; matemo-lo para que fique sendo nossa a herança. — 15. E o puseram fora da vinha e o mataram. Que lhes fará o Senhor da vinha? — 16. Virá, exterminá-los-á e a dará a outros. Ouvindo isto, disseram os príncipes dos sacerdotes: Deus tal não permita. (147)

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O povo de Israel constitui o emblema da parábola. Ele recebera do Pai celestial sucessivas revelações da verdade divina, por intermédio dos profetas e, afinal, por Moisés, no monte Sinai. Bem poucos têm sido, entretanto, com relação ao número total das criaturas que hão composto a Humanidade até aos nossos dias, os que as receberam como deviam e trilharam o caminho que elas lhes traçavam. Veio depois o Messias, o “herdeiro”, no dizer da parábola, ampliá-las e foi repelido e sacrificado, como os mensageiros que o precederam. Vem agora a revelação que todos deviam esperar, de acordo. com a promessa do Filho de Deus, para completar e dar início à fase de renovação do nosso planeta e de transformação moral da Humanidade, e ainda as mesmas hostilidades encontra. Israel é a vinha que o Senhor plantou; a sebe de que a cercou representa os cuidados que tomou para que conservada fosse a lembrança do seu nome. O lagar éo emblema da provação, da expiação, da reencarnação, em suma. A torre seria a habitação indestrutível dos vinhateiros, se houveram cuidado devidamente da vinha. Os servos do dono desta são os profetas que repetidamente têm vindo fazer sentir aos homens que não estavam trilhando o caminho que lhes fora indicado. As palavras dos vinhateiros: “Este é o herdeiro (referência ao Cristo), vamos, matemo-lo e a herança será nossa”, tiveram por fim mostrar a cegueira dos que, recusando dar a Deus o que é de Deus, repelindo todas as advertências que lhes foram feitas e ainda o são, pensavam nada terem que recear daquele a quem ofendiam e ainda ofendem com a ingratidão e o endurecimento que demonstram. Os a quem se aplicavam essas palavras da parábola naturalmente estão, em parte ao menos, reencarnados na Terra. O que elas objetivavam mostrar se aplica a esses, como a nós outros. A geração daquele tempo não passou, conforme o disse Jesus, nestes termos: “Esta geração não passará sem que tenhais visto vir o filho do homem na sua glória”. (MATEUS, capítulo 24º, versículo 34. — LUCAS, capítulo 21º, versículo 32.) O povo judeu representa os vinhateiros, até à “morte” de Jesus. A partir de então, a vinha foi retirada do poder dos “maus” vinhateiros e dada a “outros”, Os cristãos substituíram os Judeus e foram até ao presente os novos vinhateiros. A vinha que o Senhor lhes arrendou é a Humanidade inteira e a sebe com que a cercou é a lei de amor, que o seu Filho bem-amado desceu a pregar pela palavra e pelo exemplo. O lagar, como sempre é a reencarnação, mediante a qual se extraem dos frutos da vinha, expremendo-se-lhes a parte material e perecível, o “espírito”, que se não altera e dura eternamente. Constituem-no, pois, as provas, as expiações, em suma todas as conjunturas difíceis por que passamos, para que os nossos Espíritos se depurem e desprendam da matéria, que é, para eles, o cadinho da purificação. A torre, que é o nosso planeta, será a habitação indestrutível dos vinhateiros que houverem cuidado da vinha, o lugar seguro onde eles depositarão o suco da uva, quando lhe houverem dado, pelo trabalho, a propriedade e a pureza de que necessita para ficar guardado nela. Será, portanto, o nosso planeta, quando se houver tornado mundo superior. Assim, com relação aos que receberam a vinha com todos os elementos para cultivá-la e fazê-la produzir e que continuam a ofender, imitando os que os

356 antecederam, e a repelir os emissários do Senhor, que nos trazem precioso auxílio para o trabalho que nos incumbe, esta parábola mostra o prêmio e as penas que receberão, quando soar a hora de proceder-se à separação dos que mereçam permanecer no planeta depurado e os que hajam de ser dele expulsos como maus vinhateiros, Estes serão os que se houverem obstinado em repelir a nova explosão do amor do Pai, expressa na Revelação Espírita, o Consolador prometido pelo seu Filho, bem-amado, até ao momento em que Este, conforme também o prometeu, vier, na majestade do seu poder, trazer aos bons e diligentes trabalhadores da vinha o prêmio da sua presença gloriosa, assinalando ser chegado o tempo de figurar a Terra entre os orbes regenerados. Por haver Ele dito que aquela geração não passaria. sem que houvesse visto o Filho do homem vir na sua glória, conclui-se que a mesma geração ainda revive na Terra, ao menos em parte, reencarnados muitos dos Espíritos que a compunham. Os novos vinhateiros, portanto, são ainda os mesmos e, assim, a parábola, dita com relação a eles, também a nós se aplica. Ora, as circunstâncias em que nos vemos são tais, que não podemos alimentar dúvidas quanto ao que nos espera, se não cuidarmos devotadamente da vinha do Senhor. Outro não virá a ser o nosso destino, senão o de nos vermos compelidos a encarnações em planetas inferiores à Terra na atualidade, depois de passarmos pelos tormentos e angústias de acerbos remorsos, na erraticidade, caso não tratemos de aceitar solícitos o auxílio que nos trazem os emissários do nosso Senhor e Mestre e de empregar os maiores esforços por libertar-nos de todos os vícios e paixões, que são os nossos únicos inimigos, para praticarmos, sobretudo pelo exemplo, a moral que Ele personifica. Perseverando nesses esforços e multiplicando-os cada vez mais, é que devemos aguardar, e para ela concorrer, a transformação do nosso mundo, a sua elevação da condição em que ainda se encontra, de mundo material, para a de mundo fluídico, transformação que se operará, não de um momento para outro, porém pouco a pouco, gradativamente, através de fases assinaladas por esses fenômenos a que chamamos calamidades, flagelos. À medida que ela se for operando, os maus vinhateiros irão sendo expulsos e, completada que esteja, o Senhor, o dono da vinha implantará em todos os corações o seu reino. O Senhor é Deus, que reina nos corações puros. (147) Isaías, 5º. 1. — Jeremias, 2º, 21. — 2º Paralipõmenos, 24º, 21. — Neemias, 9º, 26. JOÃO, 11º, 51, e 52. — Atos, 7º, 52.

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139 MATEUS, 21º, 42 ao 46. — MARCOS, 12º, 10 ao 12. — LUCAS, 20º, 17 ao 19. Continuação da parábola da vinha e dos vinhateiros. Jesus pedra angular
MATEUS: capítulo 21º, versículo 42. Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes isto nas Escrituras: “A pedra que os edificadores recusaram se tornou pedra angular; obra foi isto do Senhor, maravilhosa aos nossos olhos”? — 43. Eis por que declaro que o reino de Deus vos será tirado e dado a um povo que dele colha frutos. — 44. Aquele que se deixar cair sobre essa pedra se despedaçará e aquele sobre quem ela cair ficará esmagado. — 45. Ouvindo essas palavras, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus conheceram que era deles que Jesus falava. — 46. Quiseram então apoderar-se deste, mas temeram o povo, que o considerava um profeta. MARCOS: capítulo 12º, versículo 10. Nunca lestes esta passagem da Escritura: “A pedra que os que edificavam rejeitaram se tornou a pedra principal do ângulo. — 11. Foi o Senhor quem fez isso, que os nossos olhos contemplam maravilhados”? — 12. Eles procuravam meio de prendê-lo, pois perceberam que a eles se referia Jesus nessa parábola, mas, como temessem o povo, lá o deixaram e se retiraram. LUCAS: capítulo 20º, versículo 17. Mas, Jesus, fitando-os, lhes perguntou: Que quer então dizer esta palavra da Escritura: “A pedra que os que edificavam recusaram veio a ser a pedra angular. — 18. Todo aquele que cair sobre essa pedra se despedaçará e ficará esmagado aquele sobre quem ela cair”? — 19. Os príncipes dos sacerdotes e os escribas tiveram gana de lhe deitarem as mãos naquele mesmo Instante, pois perceberam que aquela parábola fora dita com relação a eles, mas recearam do povo. (148) Jesus personifica a moral, a lei de amor que pregou aos homens, pela palavra e pelo exemplo; personifica a doutrina que ensinou e que, só? o véu da letra, é a fórmula das verdades eternas, doutrina que, como Ele próprio o disse, não é sua, mas daquele que o enviou. Ele é a pedra angular. Os que rejeitam a pedra que se lhes oferece, para a construção do edifício que os há de abrigar na eternidade, também rejeitam a pedra angular, a que os sustentará. Contra ela se despedaçarão. Os Judeus repeliram a Jesus, o enviado, o ungido do Senhor. Despedaçaram-se de encontro a essa pedra, que havia e há de resistir aos séculos dos séculos. Não a rejeitemos, por nossa vez, porque a mesma sorte nos aguardará. O Espiritismo não é a personificação do Cristo; é, porém, a expressão do seu pensamento, a continuação e a conclusão da sua obra. Tendo soado a hora em que o reinado do espírito que vivifica substituirá o da letra que mata, Jesus, depois de ter vindo entre os homens, lhes envia o Espírito da Verdade, por intermédio dos Espíritos do Senhor, missionários errantes e encarnados. Ele nos envia e enviará sucessivamente os servos do Pai de família. Não nos choquemos contra essa pedra fundamental do edifício da nossa felicidade eterna. Novos vinhateiros, quem quer que sejamos: judeus, gentios, cristãos, espíritas, a vinha que nos foi arrendada é toda a Humanidade. Façamo-la

358 produzir frutos que, em cada nova estação, entreguemos aos servos que. o Senhor nos mandará, com o encargo de recebê-los. O mandamento prescreve que nos amemos uns aos outros. Ensinemos pela palavra e pelo exemplo aos nossos irmãos que no progresso coletivo se encontra a condição do progresso pessoal de cada um. Trabalhemos pela união fraternal de todos os homens, por congregá-los em torno da bandeira cujo lema é — amor e caridade”. Agitemos, por sobre as nossas cabeças, o facho da luz espírita, a fim de que ela esclareça a Humanidade, acerca de suas origens, de seus fins, de seus destinos. Propaguemos, pela palavra e pelo exemplo, a lei de amor, os meios e os modos de praticá-la, material, moral e intelectualmente. Preparemos, dessa maneira, o advento do espírito e a vinda dos tempos preditos e prometidos em que, desprezando todos os mandamentos humanos, para somente obedecer aos mandamentos de Deus que, conforme o proclamou o seu Cristo, encerram toda a lei e os profetas, os homens serão adoradores do Pai em espírito e verdade; dos tempos em que, sendo todos um, pela comunhão dos pensamentos, dos corações e dos atos, todos se reunirão em nome de Jesus, que então estará entre todos, para praticar a adoração do Criador, pela prece e pela instrução em comum, sob a presidência do mais digno, do de maior mérito, em virtude do seu adiantamento moral e intelectual, o qual será designado por voto unânime, visto que então o Espírito Santo se achará com os que o escolherem, todos verdadeiros membros da Igreja do Cristo. (148) Gênese, 49º, 24. — Salmos, 117º, 22. Isaías, 28º, 16. — Daniel, 2º, 44. — Atos, 4º, 11. — Romanos, 9º, 33; 10º, 11. — Efésios, 2º, 20. — 1ª Epístola à Pedro, 2º, 6, 7, 8. — Apocalipse, 2º, 5.

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140 LUCAS, 14º, 1 ao 6. Cura de um hidrópico, em dia de sábado, na casa de um dos principais fariseus
LUCAS: capítulo 14º, versículo 1. Tendo Jesus entrado em certo sábado na casa de um dos principais fariseus para comer, os que lá estavam se puseram a observá-lo. — 2. Defronte dele se achava um homem hidrópico. — 3. E Jesus, dirigindo-se aos doutores da lei e aos fariseus, perguntou: É lícito curar em dia de sábado? — 4. Todos guardaram silêncio. Jesus então, pondo a mão no homem, o curou e mandou embora. — 5. Disse-lhes em seguida: Qual de vós, cujo boi ou jumento que caia num poço, não o tirará daí por ser dia de sábado? — 6. A isto nada puderam responder. (149) O hidrópico fora levado à presença de Jesus pelos doutores da lei, pelos escribas e fariseus, para verem se o apanhavam em culpa, ou por violar o sábado, caso, cedendo aos piedosos impulsos do seu coração, o curasse naquele dia, ou por faltar à caridade, se, para guardar escrupulosamente o sábado, não o fizesse. Porém, Jesus, que lhes lia no íntimo os pensamentos, efetuou a cura, inibindo-os de formular contra Ele qualquer acusação, mediante as perguntas que lhes dirigiu e a que eles se viram impossibilitados de responder. Quanto à cura, o Mestre a operou, como todas as outras que os Evangelhos registram, pelo poder da sua vontade, exercendo sobre o doente uma ação magnética, que lhe saturou o organismo dos fluídos apropriados a restabelecer ali o equilíbrio desfeito. A hidropisia tem a sua causa num empobrecimento do sangue, cujo quilo diminui, sendo substituído pelas partes aquosas que ele contém, devido isso a uma alteração dos princípios vitais, por efeito de privações ou de excessos. Bem dirigida, a ação magnética humana pode deter os progressos dessa decompoSição do sangue e mesmo fazê-la cessar; mas, só com tempo e perseverança, porqüanto os instrumentos ainda não são bastante puros, para não alterarem ou apoucarem, pelo seu contacto, os fluídos de que possam dispor. Jesus, magnetizador perfeito, empregava os princípios curativos em toda a sua pureza e, conseguinte-mente, no máximo grau de eficácia. Não diz o evangelista que a tumefação produzida pela enfermidade cessou inopinadamente; diz apenas que a enfermidade foi curada. Significa isso que a causa do mal foi destruída, restabelecendo-se o equilíbrio como conseqüência da ação magnética exercida, da ação dos fluídos de que Jesus impregnara o organismo do enfermo. O mal chegara a uma de suas últimas fases e a fraqueza obstava a que o hidrópico fizesse qualquer esforço. Jesus, entretanto, o mandou embora. É que lhe deu forças, para se retirar, e esse era o prenúncio da cura visível: a desinchação. (149) Êxodo, 23º, 5. — Deuteronômio, 22º, 4.

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141 LUCAS, 14º, 7 ao 11. Ocupar o último lugar. — Humildade
LUCAS: capítulo 14, versículo 7. Notando, em seguida, que os convidados escolhiam os primeiros lugares à mesa, propôs-lhes esta parábola: — 8. Quando fores convidado para alguma boda, não tomes o primeiro lugar, para não suceder que, havendo entre os convidados pessoa de mais consideração do que tu, — 9, aquele que te convidou a ti e a essa pessoa venha dizer-te: Dá a este esse lugar; e te vejas constrangido a ir, envergonhado, ocupar o último lugar. — 10. Ao contrário, quando fores convidado, vai e toma o último lugar, a fim de que aquele que te convidou, quando chegar, te diga: Amigo, senta-te mais para cima; o que será para ti uma glória diante de todos os que contigo estiverem à mesa. — 11. Porqüanto, todo aquele que se exalta será humilhado e todo aquele que se humilha será exaltado. (150) “Humildade”. Jesus repete amiúde, sob diversas formas, em ocasiões e lugares diferentes, a lição da humildade, pois que a humildade é a fonte de todas as virtudes, de todo o progresso e de toda a elevação moral e intelectual, sendo o orgulho, ao contrário, o vício mais difícil de desarraigar do coração do homem e a causa principal dos vícios que degradam o Espírito, assim como das suas quedas e das perdas que sofre. (150) Provérbios, 25º, 6, e 7. — Job, 22º, 29. — Salmos, 17º, 28. — Timóteo, 4º, 6. — 1ª Epístola à Pedro, 5º, 5.

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142 LUCAS, 14º, 12 ao 15. Convidar os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — Desinteresse
LUCAS: capítulo 14º, versículo 12. Disse também ao que o havia convidado: Quando deres algum jantar ou ceia, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos, para não suceder que também eles te convidem por sua vez e assim te retribuam. — 13. Ao contrário, quando deres algum festim, convida os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — 14. E bem-aventurado serás porque esses não têm com que te retribuir; Deus é quem te retribuirá na ressurreição dos justos. — 15. Ao ouvir essas palavras, disse-lhe um dos que estavam a mesa: Bem-aventurado aquele que comer do pão no reino de Deus. (151) Desinteresse! O homem está sempre propenso a só pensar em si. O mais das vezes, o bem que faz não passa de um empréstimo, do qual espera auferir largos juros. Esquadrinhe-se a maior parte dos atos humanos e descobrir-se-á no homem o desejo de ser pago do bem praticado, seja pelo reconhecimento do beneficiado, seja pelos elogios do mundo, seja pelo merecimento que julgue adquirir desse modo aos olhos de Deus. Estes móveis, particularmente o último, podem ser nobres, mas não devem ser exclusivos. Nunca, entendamos bem, nunca devemos cogitar do proveito que possamos tirar de uma boa ação, de um bom pensamento. Devemos sempre ter por objetivo principal dar testemunho do nosso reconhecimento ao Senhor. Efetivamente, que responderíamoS ao nosso filho, que não cumprisse um só de seus deveres para conosco ou para com seus irmãos ou irmãs, sem nos vir imediatamente dizer: “Fiz isto; que me darás em recompensa?” — Sem dúvida lhe responderíamos: “A principal recompensa está em haveres cumprido o teu dever”. Não nos atenhamos à letra que mata, busquemos sempre o espírito que vivifica, nas palavras de Jesus. Ele não pensou em condenar as relações de família, de amizade. Apenas ensinou a prática do desinteresse, por toda a parte e constantemente, no seio da grande família humana. Ensinou que os festins da caridade material, que sustenta o corpo, dando-lhe alimento, vestes e abrigo, assim como os da caridade moral, que alimenta e desenvolve a alma, devem substituir o luxo, a ostentação e o orgulho desses festins que se originam do interesse calculado, da vaidade, ou da sensualidade, nos quais se dissipa o supérfluo devido aos pobres que, material, moral e intelectualmente, carecem do necessário. Jesus apropriava sua linguagem às inteligências de homens materiais, A FIM de os abalar e impressionar fortemente. “Bem-aventurado serás, disse Ele, porque os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos não têm com que te retribuir: Deus é quem te retribuirá na ressurreição dos justos. Ao ouvir isso, diz o Evangelho, um dos que estavam à mesa disse: Bem-aventurado aquele que comer do pão no reino de Deus”. Perfeitamente compreensíveis são estas palavras. Do ponto de vista humano, aludem aos que participam da vida feliz dos justos. Para homens materiais, qualquer pensamento se reporta à matéria. Daí o apresentar-se ao

362 espírito do Judeu a idéia dos festins celestes. A ressurreição do justo é o seu regresso à pátria. Aquele, que, durante a sua peregrinação humana, viveu submisso às vontades do Senhor, será por este recebido, quando voltar à pátria. Para o Espírito, a ressurreição do justo consiste em libertar-se da necessidade de volver aos mundos inferiores de provações e expiações; consiste em ascender a mundos superiores ao nosso. (151) Neemias, 8º, 10, e 12. — Ester, 9º, 19, e 22. — Apocalipse, 19º. 9.

— 19. — 5. — 11. vinde às bodas. Ambas exprimem o convite que o Senhor faz às suas criaturas. Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. os coxos e os cegos. Voltando o servo. Porque. 22º. pela caridade e pelo amor. — 13. mandou que um servo fosse dizer aos convidados que viessem. — 23. isto é. estão mortos os meus bois e os meus cevados. Parábola das bodas e dos convidados que se excusam MATEUS: capítulo 22º. tornar-se rico de coração e de inteligência. O reino dos céus se assemelha a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Rogo-te que me dês por escusado. Casei-me. Falando de novo por parábolas. para que se limpem das manchas do pecado. disselhes Jesus: — 2. enviando seus exércitos. (152) Idênticos são o sentido e o fundamento das parábolas das bodas do filho do rei e da ceia do pai de família. eles nenhum caso fizeram do convite e lá se foram. — 9. — 24. de sorte que a sala da festa se encheu de convivas. mas aqueles a quem convidei não foram dignos da festa. moral e intelectualmente. pelos seus enviados. — 7. lhe perguntou: Amigo. 16 ao 24. dando com um que não trajava a veste nupcial. muitos são os chamados. que proporciona ao Espírito adiantar-se. Porque. Encolerizado. — 10. — 6. 1 ao 14. Entrou em seguida o rei para ver os que estavam à mesa e. E disse aos seus servos: De fato. bons e maus. O rei. está feito o que ordenaste e ainda há lugar para outros mais. tudo está pronto. enquanto outros agarraram os servos. a fim de que se encha minha casa. tudo relatou a seu Senhor. este para sua casa de campo. aí haverá pranto e ranger de dentes. Retrucou-lhe o Senhor: Vai por essas estradas e veredas e aos que encontrares obriga a entrar. — 21. recobrar a liberdade de suas faculdades e a de caminhar pela senda do progresso. Mandou outros servos recomendando-lhes que dissessem de sua parte aos convidados: O meu banquete está preparado. — 12. começaram a escusarse. recobrar a visão espiritual e ver cada . o banquete das bodas está preparado. para que se regenerem e purifiquem. exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. e por isso não posso ir. disse então o pai de família ao servo: Vai já às praças e ruas da cidade e traze para aqui os pobres e estropiados. disse outro. mas poucos os escolhidos. versículo 1. os ultrajaram e mataram. — 4. peço-te que me dês por escusado. LUCAS: capítulo 14º. A hora da ceia. — 22.363 143 MATEUS. pela humildade. — 8. — 18. Disse-lhes então Jesus: Um homem preparou uma grande ceia e convidou a muitas pessoas. 14º. Disse o primeiro: Comprei uma quinta e preciso ir vê-la. como de comum acordo. se encolerizou e. ao saber do ocorrido. Ide. aquele para seu negócio. a fim de participarem do festim celeste. pelo saber. nenhum daqueles homens que foram convidados provará da minha ceia. Disse-lhe depois o servo: Senhor. versículo 16. — 3. como entraste aqui sem a veste nupcial? O interpelado guardou silêncio. porém. não quiseram ir. eu vos declaro. — 17. — 14. pois que tudo estava pronto. Saíram os servos pelos caminhos e ruas e reuniram todos os que encontraram. Mandou que seus servos fossem chamar os convidados para a festa: estes. disse um terceiro. — 20. — LUCAS. Disse então o rei a seus servos: Atai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores. às encruzilhadas e chamai para as bodas todos os que encontrardes. pois. Mas. Todos.

e 12. para chegar o momento dessa revelação. bons ou maus. os tempos preditos da regeneração. para os planetas inferiores. 26. Referem-se também a. porque todos. que lhe faculta entrar no palácio eterno. 3. que só a Revelação Espírita. 5º. todos os que anteriormente cerraram os ouvidos e o coração à voz que os chamava. porém. 46. . — Atos. sob a ação das leis imutáveis da expiação. nos tempos da regeneração. chegarão à condição de envergarem o traje de núpcias.364 vez mais a luz. para entrarem nos mundos felizes. 2. Apenas uma insignificante minoria se manterá obstinada em resistir aos esforços dos servos de Deus para lhes vestirem o traje de núpcias. previamente dispam suas vestes manchadas. 9º. 15. quis Jesus mostrar. sob o manto da parábola. Todos são convidados. que. pelas reencarnações. porque dos filhos de Deus nenhum ficará perdido para sempre. sob pena de serem rechaçados para as trevas exteriores. O choro e o ranger de dentes simbolizam as torturas morais na erraticidade e os sofrimentos da encarnação em mundos inferiores à Terra. são filhos. 3º. mas poucos os escolhidos” não se referem unicamente ao que foi expulso por não estar dignamente vestido. As palavras: “Porque muitos são os chamados. até poder vestir a túnica imaculada. do progresso. pelo renascimento. Cumpre. e 5. isto é. Ainda não soara a hora de serem ensinadas abertamente estas coisas. 3º. Vê-se assim que todos os chamados virão a ser escolhidos. 10. — Colossenses. nas esferas celestes e divinas e aproximar-se do foco da onipotência. Muitos séculos era preciso que se escoassem. — Daniel. 9º. para longe das venturosas moradas. antes que entrem na sala do festim. — 2ª Epístola aos Coríntios. que. nas regiões da pureza. (152) Provérbios. tornaria claramente compreensíveis. que o Espírito da Verdade agora prepara. avançar com passo firme e em linha reta para a perfeição. sem exceção de nenhum. os dias de hoje. foram criados para o mesmo fim e têm que participar do banquete de núpcias. 13º. 16º. 4. quase todos compreenderão a felicidade que se lhes oferece. — Apocalipse. Dizendo que o rei só encontrou à mesa um conviva que não trazia a veste nupcial. Esses mesmos. para entrarem na sala da festa. então futura. onde o Espírito continua a se depurar. porém.

ou não lho devemos pagar? — 15. sabemos que és sincero e veraz e que não te dá de quem quer que seja. mandaram emissários insidiosos para que. conhecendo-lhes a malícia. o apanhassem por alguma de suas palavras. Se aquelas leis. uma provação. Querendo surpreendê-lo em falta por alguma de suas palavras. de fato. suavizar as que tanto lhe pesam. mas apenas o progresso moral. mandaram ter com ele alguns fariseus e herodianos. 20º. É-nos lícito pagar ou não o tributo a César? — 23. ou algumas delas. Disse então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. percebendo-lhes a astúcia. porém. Mostrai-me um denário. Retirando-se dali. mau grado a tudo que se tenha dito. De quem são a efígie e a Inscrição que ele traz? Responderam: De César. a fim de o surpreenderem no que dissesse. reconhecendo-lhes a hipocrisia. De César. Dize-nos. responderam-lhe. disse: Por que me tentais? Deixai-me ver um denárIo. — 25. 15 ao 22. O respeito às leis humanas é para o homem um dever e. arbitrárias. injustas. que lhe disseram: Mestre. versículo 15. por que me tentais? — 19. — 16. a abrandar. — LUCAS. 13 ao 17. porque não consideras nos homens as pessoas. disse: Por que me tentais? — 24. versículo 20. mas que ensinas o caminho de Deus pela verdade. — 14.365 144 MATEUS. os fariseus foram reunir-se em conselho. — 22. — 17. versículo 13. Mandaram então seus discípulos com os herodianos dizer a Jesus: Mestre. deixando-o. pois. fingindo-se de homens de bem. qual o teu parecer: É lícito pagar a César o tributo ou não? — 18. mas que ensinas o caminho de Deus na verdade. MARCOS: capítulo 12º. — 20. por isso que tais leis existem unicamente por não querermos caminhar todos pelo caminho reto . muitas vezes. — 21. — 16. É lícito paguemos o tributo a César. — 17. sabemos que só dizes e ensinas o que é reto. calaram-se os emissários. iníquas. modificar. Perguntou ele: De quem são esta imagem e esta inscrição? — 21. provam que Ele não viera pregar a subversão social. Aplique-se ele. admirados da sua resposta. Mostrai-me a moeda com que se paga o tributo. Jesus. 12º. Disse então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Apresentaram-lhe um denário. — 22. Ouvindo isto. ou são. — 26. 22º. — MARCOS. Jesus. só de nós mesmos nos devemos queixar. Deus e César MATEUS: capítulo 22º. sabemos que és sincero e veraz. que ensinas o caminho de Deus na verdade. se retiraram. Não podendo repreender-lhe nenhuma das palavras diante do povo. parecem. Esses emissários o Interrogaram deste modo: Mestre. Sempre a espreitá-lo. a fim de o entregarem à jurisdição e à autoridade do governador. sem te preocupares com quem quer que seja. encheram-se de admiração e. Deram-lhe a moeda e ele perguntou: De quem são esta Imagem e esta inscrição? Responderam eles: De César. Jesus. (153) Estas palavras de Jesus. LUCAS: capítulo 20º. Disse-lhes então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. pelo seu proceder. Todos ficaram tomados de admiração. porqüanto não te preocupas com a qualidade das pessoas. respondeu: Hipócritas. que não te preocupas com as pessoas. portanto. 20 ao 26.

Se compreendidas aquelas palavras houvessem sido. pela prática do duplo amor ao mesmo Deus e ao próximo.366 que nos traça a lei divina do amor. Trabalhe cada um pela sua própria reforma e o pesado jugo que elas impõem se quebrará por si mesmo e as reformas sociais se operarão sem abalos. 7. para obterem a paz. da pureza do coração. o respeito a si mesmo e aos outros. exclusivamente. eles ainda não conseguiram divisar o verdadeiro caminho. ainda não foram compreendidas e. que desencadeiam a guerra. os homens permanecem cegos! Ë assim que ainda fazem correr sangue. como ainda o é. na paz. menos ainda. o desinteresse. da conduta dos homens. Só o serão. o amor. nem o derribamento de tronos. Se já compreendêssemos bem as coisas. O abrandamento das leis depende. A Igreja. A liberdade nasce do cumprimento do dever. pois. ditas principalmente para o futuro. 13º. que ela. para construir. as discórdias. da qual. do seu saber! As palavras: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. a guerra teriam devastado os filhos do Senhor. quando todos. E tão orgulhosos são. que nos hão de outorgar a liberdade e de tornar menos áspero o viver terreno. na ordem e na hierarquia. nem a história registraria os conflitos. a obra de redenção não seria deferida para amanhã. resultarão a igualdade e a liberdade. ao contrário. que implicam a justiça. baseada esta tão-só no grau de pureza moral adquirida. . no entanto. o ódio. muitas vezes cruentos. bem se vê que não serão as revoluções. que ateiam o incêndio. bem praticadas. que devia pregar pelo exemplo a tolerância. Destarte. a justiça. a caridade. para fertilizar a Terra. em que tanto se empenharam esses príncipes com os da Terra. teria sabido viver sempre em harmonia com César e teria feito que a Vinha do Senhor desse os abundantes frutos que devia dar pelo cultivo daquelas virtudes. derem a Deus o que é de Deus. Julgando-se muito esclarecidos. (153) Romanos. do amor e da caridade. não existiria jamais o poder temporal do papa. exclusiva-mente. suavemente. não haveria “príncipes da Igreja”. a humildade. o que envolve a da fraternidade. Tampouco. surdos. por nos obstinarmos em não cumprir o preceito de não fazermos aos outros o que não queiramos que nos façam. nem os derramamentos de sangue. Cegos. desprezou e conspurcou. ainda não lograram atender aos seus interesses reais. inclusive César. nem as crueldades ainda de tão corrente uso. a fraternidade.

— 35. o Deus de Isaac. Ora. — 27. não tendes lido o que Deus vos disse: — 32. Na ressurreição. também a mulher morreu. havia entre nós sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem descendência. Ao tempo da ressurreição. — 28. — Ressurreição. 23 ao 33. Moisés nos deixou escrito que. Sou o Deus de Abraão. Chegaram depois alguns dos saduceus. o Deus de Jacob. em grande erro. — 33. Mestre. Porque. Por fim morreu também a mulher depois de todos eles. — MARCOS. quando todos ressuscitarem. nem os homens terão esposas. — 20. o Deus de Isaac. que negam a ressurreição. Saduceus. e lhe propuseram a questão seguinte: — 24. depois dos sete. não lestes no livro de Moisés o que Deus lhe disse na sarça: “EU sou o Deus de Abraão. sucessivamente. umas e outros serão como os anjos de Deus no céu. — 23. nem as mulheres maridos: umas e outros serão como os anjos nos céus. Ora. havia sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem deixar filhos. versículo 27. 20º. — Sua individualidade após a morte MATEUS: capítulo 22º. Vieram depois ter com ele alguns saduceus. sem que nenhum deixasse descendência. 31. case seu irmão com a viúva e dê sucessão a seu irmão. uma vez que com todos foi casada? — 34. Jesus lhes respondeu: Os filhos deste século se casam e são dados em casamento. — Imortalidade da alma. versículo 18. que dizem não haver ressurreição. e lhe perguntaram: — 19. 18 ao 27. Naquele dia. Deus não o é dos mortos. morreu sem deixar filhos. Moisés disse: Em morrendo algum homem sem deixar filho. pois. uma vez que todos a tiveram por esposa? — 29. 22º. E assim. Respondeu Jesus: Não vedes que errais. ao ressuscitarem dentre os mortos. Por último. versículo 23. nem as mulheres maridos. — 29. — 33.367 145 MATEUS. O segundo casou com a viúva do irmão e também morreu sem deixar filho. — 30. por não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus? — 25. deixando sua mulher a seu irmão. de qual dos sete será ela mulher. mas dos vivos. vieram ter com ele alguns saduceus. Quando for da ressurreição. por não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus. Moisés nos deixou escrito: Se algum homem casado morrer sem deixar filhos. nem os homens terão mulheres. os sete a tiveram por esposa e nenhum deixou descendência. o povo se admirava da sua doutrina. O mesmo sucedeu ao segundo. — 21. — 26. O segundo casou com a viúva e também morreu sem deixar filhos. Na ressurreição. mas dos vivos. 12º. Mestre. e lhe perguntaram: 28. Desposou-a o terceiro e em seguida os outros quatro sucessivamente. — 22. — Sua sobrevivência ao corpo. MARCOS: capítulo 12º. Ora. mas aqueles . a todos até ao sétimo. morreu a mulher. sucedendo o mesmo ao terceiro. Mestre. case o irmão dele com a viúva e descendência dê ao irmão que morreu. Deus não é o Deus dos mortos. 27 ao 40. Jesus lhes respondeu: Estais em erro. que negam a ressurreição. — 31. — 30. ao terceiro. LUCAS: capítulo 20º. Ora. de qual deles será ela. — 26. sete Irmãos havia e o primeiro. Ouvindo isso. Quanto à ressurreição dos mortos. Pelo que toca à ressurreição dos mortos. Estais. uma vez que os sete a tiveram por esposa? — 24. — 32. Ora. o Deus de Jacob?” — 27. — LUCAS. o irmão do morto case com a viúva e dê sucessão àquele. de qual deles será ela mulher. Por último. se morrer algum homem deixando a esposa sem filhos. que era casado. — 25.

Deus não o é dos mortos. já não se dá a morte no sentido humano em que Jesus falava e como ainda agora se entende na Terra. no significado que essa palavra tem entre nós. nem serão dados em casamento. o Deus de Jacob? Ora.368 que forem julgados dignos do século vindouro e da ressurreição dos mortos. Deus de Jacob. como os puros Espíritos. indicam não só os bons Espíritos. Moisés o mostrou quando. pois que todos para Ele são vivos. sua imortalidade e sua individualidade. o que Deus lhe disse na sarça: Eu sou o Deus de Abraão. não passa de uma vestidura de provações. que todos vivem. de expiação. proclamava de novo aos Saduceus. Aquele. “morte”. quer no estado corporal. quando ele chega a tal grau de elevação. Isaac e Jacob existiam. para ele. Assim. que Jesus dirigiu aos Saduceus. não sofreu. esses não casarão. de progresso. Deus não O é dos mortos e sim dos vivos. cujo termo chega quando o mesmo Espírito se despoja do corpo material que. mostrou o Senhor onipotente que Abraão. (154) A ressurreição é a volta definitiva do Espírito à sua pátria eterna. que não mais se vê obrigado a habitar mundos onde a reencarnação se opera segundo as leis de reprodução. porque são filhos da ressurreição. visto se terem tornado iguais aos anjos e serem filhos de Deus. uma vez que se tenham tornado “filhos da ressurreição”. Quando o Espírito. portanto. conforme se deu com o Mestre. E. com referência à ressurreição dos mortos: “Não lestes. de um exílio temporário. respondeste bem. por aquelas palavras dirigidas a Moisés. lembrando-as. chamou ao Senhor de Deus de Abraão. que galgaram as condições elevadas de que acabamos de falar. após a morte do corpo. vestidura que apenas determina uma modificação temporária na sua vida normal. qual o nosso. e os homens. aos discípulos e a todos os homens — a sobrevivência da alma. porqüanto. uma vez ressuscitados. De um modo como de outro. O Mestre preparava desse modo as gerações futuras a compreenderem que a vida espírita é a vida primordial e normal do Espírito. o Deus de Isaac. disseram alguns dos escribas: Mestre. uma vez julgados dignos de participar da “ressurreição dos mortos”. o que então se verifica é apenas uma mudança de condição. se afasta daquele onde estiver habitando e retorna à vida espírita. “filhos de Deus”. — 40. Por si mesmas se explicam estas palavras. como ainda se dá na Terra. que. — 37. sob as vistas do Pai. — 38. Se esse mesmo Espírito tem que fazer aparição num planeta inferior. não mais poderão morrer. que chegou à condição de habitar os mundos superiores. quer no estado espírita. no livro de Moisés. não mais pode morrer. Tomando então a palavra. o Espírito vive sempre sob as vistas de Deus. Ora. proclamava a vida permanente e imortal dos Espíritos. se igualarão os mortos. que haja transposto essa fase de encarnações materiais. Fazendo que um Espírito superior dissesse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão. E que os mortos hão de ressuscitar. que o que chamamos “morte” não é mais do que a cessação. As expressões — os anjos de Deus no céu — os anjos que estão nos céus — aos quais se assemelharão. Verificase. mas dos vivos. surge aí por incorporação fluídica. estavam vivos e não mortos. — 36. Deus de Isaac. para o Espírito. — 39. de Isaac e de Jacob”. pois que todos para ele são vivos. desde então. pois que a morte mais não é do que um passo mediante o qual . ninguém mais se atreveu a lhe fazer perguntas. na sarça. Deus proclamara e Jesus.

— 1ª Epístola à João. versículo 6). capítulo 19º. (154) Deuteronômio. a inteligência humana daquela época não lograva explicá-las. de natureza física. Hoje. que Nosso Senhor Jesus Cristo revelou à Humanidade. porém. audiente e vidente. Os Saduceus eram os materialistas da época. ele produziu o som da palavra humana. porque. no Deus de amor. 6. 5. e disso precisa o sacerdócio romano convencer-Se definitivamente. de acordo com as necessidades e as circunstâncias. 6º. de justiça e de misericórdia. imitando por suas obras e exemplos o manso Cordeiro de Deus. o Decálogo. as coisas necessariamente se teriam passado da mesma forma. O que houve. capítulo 3º. 42. — Êxodo. O Espírito superior. basta que sacerdotes inteligentes e moralizados lhe ensinem e façam compreender o Evangelho em espírito e verdade. — Atos. atualmente assim não é. assimilando seu perispírito às regiões terrenas. como todas as que vêm referidas no Antigo e no Novo Testamento. não uma forma humana. deles dispondo à sua vontade. — 1ª Epístola aos Coríntios. 25º. 9. incumbido da manifestação. — Romanos. mas que o ouviu. não se diz que Moisés viu a Deus. que ainda muito tempo teria que ser conduzido pelo terror. não tendo e não podendo ter conhecimento das causas de que derivavam. foram qualificadas de “milagres”. — Hebreus.369 ele volta da vida corpórea à vida espírita. é senhor da natureza e de todos os fluídos. Ainda quando. — JOÃO. 10. de fluídos sônicos e outros. que chegou à perfeição. que se tornou puro Espírito. Para que o povo tenha a crença no verdadeiro Deus. que. de Isaac e de Jacob”. Consideravam Deus como o arquiteto que construiu o edifício: o homem como a pedra que a ação do tempo reduz a pó. 11º. versículo 19. e 52. conseguintemente. dando lugar aos fenômenos de que trata o Êxodo. 3º. fenômenos apropriados a causar forte impressão no povo hebreu. Deus disse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão. conforme já temos ponderado. 16. Aliás. 7º. no caso. 32. segundo o Êxodo. Reunindo-os e concentrando-os. 20º. e 49. foi uma manifestação espírita. Segue-se daí. 2. e produziu uma luz deslumbrante. pois outra maneira não havia de fazê-lo observar a lei. 15º. e 16. tomou uma forma luminosa. Não observamos na atualidade análogas inconseqüências? homens que admitem a crença em Deus e negam a existência da alma e sua imortalidade? Com relação às palavras que. que aquele Espírito superior realizou a manifestação. há a observar que Deus. têm que ser reconhecidas e aceitas como simples fenômenos espíritas. Essas manifestações. 3º. com a aparência de fogueira. versículos de 16 a 19. não o fosse. . por todos os que estudam a ciência espírita e experimentam no campo da sua fenomenologia. articulada (155) e uma luminosidade ofuscante. se o povo hebreu só pelo terror podia ser levado a crer em Deus. Foi com o auxílio de fluídos. e capítulo 20º. Moisés era médium de efeitos físicos. e 11. O Espírito superior. (155) É o que presentemente ocorre com o fenômeno espírita chamado «voz direta”. transmitido a Moisés no monte Sinai. como fatos naturais. não se comunica diretamente com os homens. nem das leis que as regiam.

Não há outro mandamento maior do que estes. de todas as tuas forças. e amarás o teu próximo como a ti mesmo. E o segundo. 28 ao 34. é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. um dos doutores da lei. e que o amá-lo de todo o coração. de toda a tua alma. — 30. Do amor a Deus nascem a submissão. Amemos o Senhor nosso Deus acima de tudo.370 146 MATEUS. Jesus lhe observou: Respondeste muito bem. — 38. o juiz reto de todas as nossas ações. Amor de Deus e do próximo MATEUS: capítulo 22º. semelhante ao primeiro. que era doutor da lei. nasce a caridade. — MARCOS. e um deles. disseste bem que Deus é um só. MARCOS: capítulo 12º. 22º. não praticaremos os atos a que ele dá lugar. que hei de fazer para ter a vida eterna? — 26. — 33. Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? De que modo a lês? — 27. Então. de toda a alma e com todas as forças. se aproximou e lhe perguntou: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? — 29. sem a qual . que ouvira a discussão e vira quão bem Jesus respondera aos saduceus. para o tentar: Mestre. a esperança. — 35. seremos ramos secos. que nenhum outro há além dele. de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento. (156) Amemos o Senhor nosso Deus acima de todas as coisas: a Ele. se reuniram em conselho. versículo 28. origem e vida de tudo o que é. versículo 25. — 32. Mestre. para o tentar fez esta pergunta: — 36. Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus. — 28. Toda a lei e os profetas se contém nestes dois mandamentos. Do amor ao próximo. — 34. engendra a fé e produz a caridade. disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. Respondeu aquele: Amarás o Senhor teu Deus. — 40. se não possuirmos o sentimento grandioso da fraternidade. de todo o entendimento. 34 ao 40. Amemos o nosso próximo como a nós mesmos. de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Respondeu Jesus: O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve. porqüanto. e bem assim o amar o próximo como a si mesmo é coisa de maior valia do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios. de todo o teu coração. qual é o grande mandamento da lei? — 37. faze Isso e viverás. — LUCAS. porqüanto nesse amor hauriremos forças para cumprir todos os nossos deveres. de todo o teu entendimento. perguntou-lhe um doutor da lei. Israel: o Senhor teu Deus é o único Deus. É esse amor que nos aquece os corações. O amor de Deus é a força da alma. Vendo Jesus que o escriba replicara sabiamente. de todo o teu coração. tendo sabido que ele fizera calar os saduceus. O segundo. Disse-lhe então o doutor da lei: Na verdade. como a nós mesmos. Mestre. 10º. Este o primeiro mandamento. 12º. Então. a resignação. é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. E amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração. Este é o maior e o primeiro mandamento. versículo 34. E desde então ninguém mais se atreveu a lhe fazer perguntas. semelhante ao primeiro. — 31. — 39. a quem Ele deu a esperança da vida eterna. Mas os fariseus. 25 ao 28. de toda a tua alma. levantando-se. Praticá-lo consiste em obedecer às leis divinas. para adquirir todas as virtudes. a Ele o pai bondoso e justo de tudo o que vive. LUCAS: capítulo 10º.

para sermos caridosos. — Isaías. Precisamos ser brandos e humildes. que há de levar o gênero humano à unidade e. tornando-lhe penoso. por estas palavras. e 5. Consultem-se também: Deuteronômio. Praticando-os. 6. à realização de seus destinos. debaixo de todos os pontos de vista. Por nenhuma de suas palavras jamais conferiu a si mesmo o titulo de Deus. isto é. não mais sofre a morte. As obras levam prontamente à vida eterna. que “na verdade. libertado que está dos laços da matéria. capítulo 6º. capítulo 42º. que ensina a adoração do Pai em espírito e verdade. 7. do que todas as fórmulas e todos os cultos. . e 8. o divino Mestre sancionou expressamente aquela resposta. disse Jesus. e a Jesus Cristo. que Deus é UNO. se eximia de toda divindade como Cristo. (156) Deuteronômio. moral ou intelectual. pois que a brandura e a humildade atraem os mais inacessíveis. Jesus sancionava o que o doutor acabara de dizer. purificam os mais gangrenosos. o auxílio material. 12. — Levítico. pois. deixando esta a outra na ignorância do que fez. conforme já o proclamara Moisés para Israel. isto é. como. à resposta do doutor da lei: “Não estás longe do reino de Deus”. 46º. das constrições da carne. versículo 4: “Ouve. somos levados ao cumprimento de todos os nossos deveres no seio da grande família humana. a doutrina que se consubstancia no amor a Deus e ao próximo. somente dos lábios a nossa brandura e a nossa humildade. não há senão um só Deus. a essa vida em que o Espírito. porém. indivisível. que tu enviaste”. — 1º Reis. versículo 3). familiar e individual. Não sejam. a religião universal. capítulo 8º. — MARCOS. porque então já não seremos caridosos. — Miquéias. 30º. Citando estas palavras do Deuteronômio. 45º. por exemplo. versículos 4 ao 6. Desse modo recusava. 9. — 1ª Epístola aos Coríntios. ao passo que muitas vezes elas se referem a um Deus único. versículo 29. capítulo 17º. 15º. animam os mais tímidos. no altar do coração. consiste em que eles conheçam por único Deus verdadeiro a ti. por estas últimas e solenes palavras. 6º. Sejamos brandos e humildes. 4º. 6. meu Pai. que demonstra ser essa a única religião verdadeira. quando se dirigiu a Deus. pela nossa mão direita. 19º. versículo 4. qualquer que seja a Sua pobreza. pela prática daquele duplo amor.371 não faremos boas obras. versículo 1. Replicando. caminhando nas vias da perfeição moral. quando declarou que seu Pai era maior do que Ele. proferidas pouco antes da hora do sacrifício: “A vida eterna. Faze isso e viverás. material. 6. Nesses dois mandamentos se contém toda a lei e os profetas. capítulo 12º. — Isaías. Jesus nunca pretendeu divinizar-se. para sermos caridosos. 22. porém. (JOÃO. capítulo 6º. para base do Cristianismo. consolam os mais aflitos. proclamando. Sim. em que se proclama coisa de muito maior valia do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios. Israel: o Senhor teu Deus é o Único Deus” e dizendo ao doutor da lei: Respondeste sabiamente e: não estás longe do reino de Deus. que lhe dispensamos. a religião de Deus. social. que outro não há além dele”. 4. como intelectual e moralmente. 10º. pois que o orgulho afastará de nós o “pobre”. e 14. pela solidariedade na fraternidade. pelo nosso coração. A caridade está no socorro que devemos prestar aos nossos irmãos pela nossa inteligência. 18.

em face da sua doutrina. Parábola do Samaritano LUCAS: capítulo 10. caiu nas mãos de salteadores. perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo? — 30. para todos os seus filhos. Pois vai. porém. Quis. que derivam da diversidade e do antagonismo de crenças e de cultos externos. o “samaritano”. seja . não há heréticos. o espancaram e se foram. — 32. com paternal carinho. Respondeu o doutor da lei: O que para com ele usou de misericórdia. — 33. e o levita. que. da misericórdia. Jesus. do amor. o réprobo. não há salvação” e. que nos prescreve amar o Pai celestial. os ortodoxos em suma. o sacerdote. mostrou conhecer. veio onde estava o homem e ao vê-lo se encheu de compaixão. nem ortodoxos. deixando-o semimorto.372 147 LUCAS. que o orgulho é causa de queda. que o viu e passou de largo. não há salvação sem a caridade que se exerça e pratique por amor a Deus acima de tudo e por amor ao próximo como a si mesmo. esta: Fora da caridade não há salvação. na minha volta te pagarei tudo quanto despenderes a mais. Nosso Senhor Jesus Cristo. quaisquer que sejam a pátria onde nasceram. tirou dois denários e os deu ao hospedeiro. o fariseu. pois que. — 34. através de um episódio edificante. na caridade. O doutor da lei. que a fé. deitando nelas óleo e vinho. objetivou condenar de antemão esta máxima da Igreja Romana: “Fora da Igreja. No dia seguinte. por tornar cega a criatura. mostrando que Deus olha igualmente. 10º. o excomungado. dizendo: Trata desse homem. em observância à lei divina. esta parábola nos oferece mais uma prova da inigualável presciência que o divino Mestre tinha de todas as coisas. proclamar que a fé sem as obras nada vale. lhe disse: Um homem. querendo parecer justo. praticamente. não está em dogmas humanos. reprovar e proscrever. dar a ver aos homens que. que descia de Jerusalém para Jericó. como viriam a proceder de futuro. mas. como devemos proceder com os nossos semelhantes. que também foi ter àquele lugar. consagrar. Primeiramente. com relação a seus deveres. Doutra parte. versículo 29. 29 ao 37. o culto que professem. sim. o dogmatismo e a intolerância. Em segundo lugar. — 31. — 36. que a única via de salvação é a caridade. viu o homem e igualmente passou de largo. assim. dois objetivos teve Ele em mira. Aconteceu que pelo mesmo caminho desceu um sacerdote. — 35. porém. condenando-a. e faze o mesmo. o idioma que falem. frutos exclusivos das orgulhosas interpretações dos homens. Apontava aquele cheio de caridade e estes baldos desse sentimento. onde cuidou dele. Um samaritano. aos olhos de Deus. para aquele momento e para sempre. Merece toda a nossa atenção. que era como os Judeus consideravam os filhos de Samaria. Efetivamente. o herético. Qual dos três te parece que tenha sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? — 37. Dizendo ao doutor da lei: Vai e faze o mesmo. que implica a prática da justiça. da fraternidade. seguindo o seu caminho. colocou-o sobre a sua alimária e o levou para uma hospedaria. pensou-lhe as feridas. o infiel. de antemão. que o despojaram. isto é. Do mesmo modo um levita. disse-lhe Jesus. toda. formulandoa. perante Deus. nos ensinou. tomando a palavra. Aproximou-se dele. amando o nosso próximo. como única verdadeira. profundo estudo e meditação séria esta parábola em que. quaisquer que eles sejam. são irmãos.

fazei o bem aos que vos odeiam. nota ao Canto 4º. amigo ou inimigo. orai pelos que vos perseguem ou caluniam?” (157) (157) Veja: A Divina Epopéia de Bittencourt Sampaio.373 quem for o próximo: conhecido ou desconhecido. . o Verbo de Deus: “Amai os vossos inimigos. Não disse Ele.

não foi o pensamento do Mestre. esquecida de que só o necessário basta. Jesus os distinguia com a sua amizade. Esse. que não lhe é dado ab-rogar.374 148 LUCAS. entrou numa aldeia e uma mulher de nome Marta o recebeu em sua casa. É esta uma lei absoluta. versículo 38. na estrada geral de Jericó. “Maria. contentando-se com pouco. que. é uma semente cujas raízes se prolongam sempre. Jesus muito o amava. falsamente. bem como Marta e Maria. Marta. desde que sejam atendidos com critério. Entretanto. Uns e outros podem emparelhar. que muito atarefada andava nos arranjos da casa. 10º. Marta. tendo-se posto a caminho com seus discípulos. — 43. Por que havia ela então de se preocupar com inúteis cuidados materiais? . A afeição que Jesus consagrava a esses irmãos constituía um ensino. queria oferecer a Jesus uma hospedagem luxuosa. não lhe assiste o direito de sacrificar ao supérfluo os cuidados que o Espírito requer. sem prejuízo algum. lhe escutava a palavra. um exemplo da predileção que merecem aqueles que caminham pela estrada que conduz ao Senhor Todo Poderoso. Saibamos. o Cristo trazia um corpo material. aliar o cuidado de que necessita o nosso corpo aos que o nosso Espírito reclama. De condição modesta. disse Jesus. O Senhor. próximo à de Betfagé. respondeu: Marta. mas não tinha os gostos e as necessidades humanas. lhe disse: Senhor. Para Maria. assim como às suas irmãs Marta e Maria. não se te dá que minha Irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude. — O alimento espiritual jamais se deteriora LUCAS: capítulo 10º. naquele momento. que encarnaram para assisti-lo e ajudá-lo. hão servido para autorizar e justificar a vida religiosa. situada no sopé do monte das Oliveiras. segundo a letra. Maria escolheu a parte melhor. — 41. — 39. portanto. uma só é necessária. escolheu a parte melhor. tu te azafamas e perturbas a cuidar de muitas coisas. que lhe não será tirada. O homem tem o dever de velar pela conservação do seu ser. Lázaro era um dos Espíritos devotados que haviam encarnado para cooperar no desempenho da missão terrena do divino Mestre. Disse Jesus: “Nem só de pão vive o homem”. parando diante de Jesus. Tinha ela uma Irmã chamada Maria. que lhe não será tirada”. com exclusão de todos os cuidados materiais. Estes versículos. ficava a aldeia onde vivia Lázaro. como para todos. — Ninguém deve preocupar-se demasiado com as necessidades do corpo. qual os nossos. Foi por isso que o Mestre a repreendeu. porém. — 40. Ë que o alimento espiritual jamais se perde. pequena cidade perto de Jerusalém. sentada aos pés do Senhor. porém. — 42. E aconteceu que Jesus. 38 ao 43. Jesus em casa de Marta. Mas. — Dever de se aliarem os cuidados do corpo aos que o Espírito reclama. Marta se preocupava mais do que devia com os cuidados do corpo. Na Betânia. em conseqüência de os terem os homens interpretado.

como hoje sabemos. . só fazia refeições diante dos homens e isso mesmo na aparência apenas e não em realidade. quando precisava dar uma lição. ou um exemplo.375 O Mestre.

nem mais ousou alguém. puro Espírito. lhe chama seu Senhor. Quaisquer que fossem a humildade. diziam respeito. o Espírito que a protege e governa no tocante à depuração e à transformação física. com relação ao nosso planeta. filho do Altissimo. — 43. 12º. Pois o próprio David não disse. veladamente. por ser. Ele é o filho de Deus. porém. como é ele seu filho? (158) Fazendo essa observação. — 42. versículo 41. — 43. porque só ela daria a conhecer. filho de Deus e irmão dos homens. Jesus lhes perguntou: — 42. se David lhe chama seu Senhor. só a nova revelação a resolveria plenamente. moral e intelectual da sua Humanidade. como é. Senhor de David MATEUS: capítulo 22º. o desprendimento de Jesus. à sua descendência. à missão de Jesus que. quando o próprio David diz no livro dos Salmos: Disse o Senhor a meu Senhor: Senta-te à minha direita. MARCOS: capítulo 12º. 2º mostrar a distância que havia entre o Espírito de David e o do Cristo de Deus. como é ele seu filho? — 46. . o encarregado do progresso da Terra. tinha Jesus por fim: dar a ver que nenhum laço carnal o unia a David. não devemos esquecer a sua origem. 41 ao 46. como é ele seu filho? Grande multidão se comprazia em ouvi-lo. 41 ao 44. então.376 149 MATEUS. ocupa a direita do Pai. O Cristo. inspirado pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu reduza teus inimigos a escabelo de teus pés? — 37. Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu tenha reduzido teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés? — 45. Ora. — MARCOS. — LUCAS. que não pertencia à Humanidade. em espírito. como tal. Como estivessem os fariseus reunidos. Ora. disse Jesus: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de David? — 36. como uma das suas criaturas. Espírito de pureza perfeita e imaculada e. interrogá-lo. sua autoridade. Ninguém lhe pôde responder palavra. A questão que Ele propôs aos fariseus e à qual nenhum pôde responder. como qualquer Espírito criado. se David lhe chama seu Senhor. a natureza e a origem do Cristo. versículo 35. para dar cumprimento à sua missão terrena. LUCAS: capítulo 20º. Ensinando no templo. 20º. nosso Senhor. Replicou-lhes Jesus: Como é. versículo 41. 35 ao 37. que David. em espírito e verdade. seus poderes com relação ao nosso planeta e à Humanidade terrestre. dizendo: — 44. nem. Que vos parece do Cristo? De quem é ele filho? Responderam-lhe os fariseus: De David. Ora. a doçura. 22º. Estas palavras alegóricas: “Disse o Senhor a meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu reduza todos os teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés. sua missão. até que se haja completado a obra de regeneração. mas. portanto. Mas Jesus lhes perguntou: Como dizem que o Cristo é filho de David. o modo e as condições em que se verificou o seu aparecimento na Terra. É nosso irmão. até que eu reduza teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés? — 44. desde aquele dia. nosso Mestre. se David lhe chama seu Senhor. não como sendo o próprio Deus. isto é.

— Atos. 10º.377 (158) Salmos. e 13. 1º. 34. 160º. 1. 25. — Hebreus. 13. 12. — 1ª Epístola aos Coríntios. . 15º. 2º.

de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. que gostam de ser saudados nas praças públicas. pregam e ensinam. pois. Lembremo-nos de que Jesus disse: “Observai e fazei o que vos disserem. também. 12º. não será mais pronto em se mostrar caridoso? Não amará seus irmãos. 20º. Maior condenação receberão eles. se a observar nos nossos? Se nos vir indulgente para com os outros. 23º. que querem andar com longas vestes. — 6. — 5. como . LUCAS: capítulo 20º. mas não fazem. não os imiteis nas suas obras. — 3. — 2. porém. MARCOS: capítulo 12º. que pregavam e ensinavam sentados na cadeira de Moisés. Atam pesados e insuportáveis fardos e os colocam sobre os ombros dos homens e no entanto nem ao menos com o dedo os querem tocar. 1 ao 7. versículo 45. versículo 38. mas. não os imiteis nas suas obras. Poderá o discípulo que preparamos queixar-se da severidade dos costumes que lhe impomos. Observai e fazei. simulando longas orações. amiúde se perde. é porque essas palavras do Mestre se tornaram freqüentemente aplicáveis aos escribas e fariseus dos modernos tempos que. assentados na cadeira que Ele ocupou. não os imitar MATEUS: capítulo 23º. que devoram as casas das viúvas. A semente que dessa forma lançam pode cair em bom terreno e produzir. que deviam produzir. segundo o seu modo de ensinar: Guardai-vos dos escribas. ao contrário. o Catolicismo. dizendo: Na cadeira de Moisés se sentaram os escribas e os fariseus. daí o alargarem seus filatérios e alongarem suas franjas. E lhes dizia. se com ele praticarmos o amor? Não imitemos. Se o Cristianismo e. versículo 1. Falou então Jesus ao povo e a seus discípulos. 38 ao 40. como pode ser carregado sem fadiga. porém. — 40. que gostam de andar com amplas vestes e de ser saudados nas praças públicas. Referia-se aos escribas e fariseus. Aí está o escolho. Guardai-vos dos escribas. Ouvi-los. deixará de compreender a indulgência? Se lhe fizermos ver como se pratica a caridade. Querem os primeiros lugares nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. Com mais rigor serão eles julgados. Tornemos. o que eles vos disserem. houve sempre doutores que pregam e ensinam. por nós mesmos. 45 ao 47. — MARCOS. pois. — 7.378 150 MATEUS. porqüanto o exemplo constitui o melhor ensinamento. Mas. — 39. porqüanto o que dizem não fazem”. Diante de todo o povo que o ouvia. sobretudo. mostrando-lhes. — 4. Em todos os tempos. leve o peso aos nossos irmãos. Orgulho e hipocrisia dos escribas e dos fariseus. não têm produzido os frutos evangélicos. mas não praticam a moral que preconizam. Todas as suas ações eles as praticam para serem vistos pelos homens. — 47. disse ele a seus discípulos: — 46. porqüanto dizem. que devoram as casas das viúvas a pretexto de longas orações. — LUCAS. Gostam de que os saúdem nas praças públicas e de que os homens lhes chamem mestres. os escribas e fariseus orgulhosos. de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes.

o que não praticam. . Ë sempre mais fácil falar do que obrar.379 os de outrora.

380 151 MATEUS. 23º. 6. ele virá a ser vosso servo quando. assim se resume: Humildade. — 12. 4º. porqüanto o que se exaltar será humilhado e o que se humilhar será exaltado. porqüanto um ONICO pai tendes. precisamos conhecer o nosso maior inimigo. Aquele que é o maior entre vós será vosso servo. 5. como fazia outrora. — 10. 8 ao 12. — 11. — Timóteo. porém. se lhes levarmos vantagem por qualquer daquelas qualidades. Nem vos deis o titulo de doutores. nem mais sábio. a justa apreciação de si mesmo é tão difícil que nenhum dentre nós poderá julgar-se capaz de fazê-la. 3º. nunca nos acreditemos mais dedicado. Por isso mesmo. ou do que o conjunto dos nossos semelhantes. único doutor. A justa apreciação de si mesmo deve sempre dar ao homem criterioso a convicção de que lhe cumpre trabalhar por destruir em si o que é mau. cuidarmos de não ser vítimas dele. A ninguém na Terra chameis vosso pai. como se vê. — Deus. como tantos há. (159) Este ensino. 29. nos achemos muito abaixo deles. Só por orgulho e farisaísmo pode o homem. fraternidade. Na verdade. — LUCAS. porqüanto um único mestre tendes e todos sois irmãos. No dia da retribuição. — 1ª Epístola à Pedro. para. Nenhum homem deve desejar ou aceitar o título ou o apelido de mestre. — Provérbios. Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. único pai. ser chamados mestres. 5º. e bem assim o de Mestre. por adquirir o melhor. do mesmo modo que o humilde de coração (mas não apenas dos lábios) terá que receber a sua recompensa. 14º. Não queirais vós. 15º. 22º. nem mais caridoso. 33. 11. compete. que só a Ele. porqüanto não tendes mais que um só doutor e um só mestre — o Cristo. irmãos todos MATEUS: capítulo 23º. que Jesus deu a seus discípulos e a todos os homens. tiver que se humilhar. versículo 8. Conseguintemente. — O Cristo. porque. Aquele que tenta elevar-se acima dos outros é sempre impelido por um sentimento de orgulho. o Cristo. (159) Job. nem mais probo. Tal ensinamento. que está nos céus. usurpar ainda aqueles títulos. dar-se pode que. os quais tomariam por insulto serem comparados a qualquer pobre mortal humilde. nem mais apto do que este ou aquele. é incompatível com o orgulho que enche os odres materiais. Interdizia a todos os daquela época e do futuro o uso do título de pai. que só cabe a Deus. terá que o expiar. . — 9. único mestre. com relação a outras. 1. confessando a nossa fraqueza. porém. por cultivar o que é bom. — Os homens. ao recomeçar a sua prova. Quer dizer: se o orgulho o dominar.

quem jura pelo templo jura por este e por aquele que o habita. guias de cegos. Escribas e fariseus hipócritas MATEUS: capítulo 23º. Os crentes. se submetem a um jugo que a razão repele. 30º. São cegos. no entanto. — 2º Paralipõmenos. 11º. Sim. 29º. pela análise. reconhecerão quão criminosos foram. que já vai distante o tempo das supersticiosas imposições da teocracia. — 21. Jurar pelo altar. dizeis. pelo estudo. 29. se formam. que ao seu reinado sucedeu o império da inteligência e da razão. Cegos! que é o que mais vale: a oferenda. 6º. 10º. 13 ao 22. ou o templo. em toda a sua simplicidade e pureza. o tomais duplamente mais merecedor da geena do que vós. 25º. escribas e fariseus hipócritas. 40. 8. hão de eles convencer-se. pela observação. que substituem os ensinamentos singelos de Nosso Senhor Jesus Cristo. — MARCOS. jura por este e por tudo o que sobre ele está. que rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito e que. e a expiação lhes farão curvar as frontes orgulhosas e dobrar os joelhos inteiriçados. quem jura pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está assentado. passou o tempo da fé cega. Ai de vós. para verem a luz. cegas também. 13. guias cegos que dizeis: Jurar um homem pelo templo nada é. as quais. que emaranham seus irmãos numa teia inextricável de puerilidades culposas. devorais as casas das viúvas: mais rigoroso será por isso o vosso julgamento. às criaturas humanas. que santifica o ouro? — 18. escribas e fariseus hipócritas. os verdadeiros crentes. Ai de vós. — Salmos. 12º. Quem. versículo 13. jura pelo altar. com as vossas longas orações. 2. — 14. Estultos e cegos! qual o que vale mais: o ouro. por um tecido de mandamentos mesquinhos e arbitrários que eles mesmos elaboram: pesadas cadeias com que embaraçam o passo no sagrado carreiro da salvação. a luz que se irradia da santa Doutrina do divino Mestre vai espancando as trevas das inteligências e dos corações e esses infelizes. e bem assim os que lhes obedecem ao mando. 23º. 37. Queiram ou não queiram. escribas e fariseus hipócritas. porém. e cada vez mais assim será. pelo exercício livre do pensamento. tornadas aptas a apreender. 47. nada é. mas que.381 152 MATEUS. constantes nos Evangelhos. . Mas. pois nem entrais nem deixais que entrem os que desejam entrar. Felizmente. então. — 22. O remorso. a fim de abusarem da credulidade dos homens e dela se aproveitarem para a consecução de seus fins. — 16. bastaria abrissem os olhos. pois. mas aquele que jurar pela oferenda que está sobre o altar fica obrigado a cumprir o seu juramento. são os que mercadejam com suas orações e vendem as graças do Senhor. ai de vós. depois de o terdes feito. ou o altar que santifica a oferenda? — 20. as verdades evangélicas. um dia. 20º. 42. 5. (160) Escribas e fariseus hipócritas são todos os que se abrigam por detrás de uma fé que não possuem. — LUCAS. Ai de vós. mas aquele que jurar pelo ouro do templo fica obrigado a cumprir o seu juramento. que. — 19. — 15. (160) Êxodo. — 3º Reis. assim como a entrada na morada divina. por mais que hajam feito e ainda façam. pela investigação. que fechais aos homens o reino dos céus. — 17. únicos fundamentos inabaláveis da fé esclarecida e ativa. 8º.

.382 — Atos. — Tito. 49. 1º. 11. 6. 7º. 3º. — 2ª Epístola à Timóteo.

como a galinha reúne debaixo das asas os seus pintos. mas o vosso íntimo está cheio de rapina e iniqüidade. de todas as ervas e desprezais a justiça e o amor de Deus! Estas coisas. do endro e do cominho e não vos importais com o que há de mais importante na lei: a justiça. que a uns matareis e crucificareis e a outros acoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade. versículo 23. desde o sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias. não os teríamos acompanhado no derramamento do sangue dos profetas. que erigis túmulos aos profetas. é que devíeis primeiro praticar. um fariseu o convidou para jantar. Ai de vós. — 39. a misericórdia e a fé. que pagais o dízimo