1 ELUCIDAÇÕES EVANGÉLICAS ANTÔNIO LUIZ SAYÃO

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ÍNDICE
AO LEITOR = Página 12 O AUTOR DA ÓBRA = Página 13 DO ESPÍRITO SAYÃO = Página 17 Apreciação da Imprensa - SOBRE A 1ª EDIÇÃO DESTE LIVRO BIBLIOGRAFIA = Página 19 Orientação Espírita = Página 23 O SÉCULO 20 = Página 26 Prefácio da primeira edição = Página 27 Introdução = Página 28 CAPÍTULO 1 = MATEUS, 1º 1 ao 17. — LUCAS, 3º, 23 ao 28. Genealogia de Jesus (aos olhos dos homens) = Página 35 CAPÍTULO 2 = MATEUS, 1º, 18 ao 25. Aparição do anjo, em sonho, a José. — Geração de Jesus = Página 40 CAPÍTULO 3 = LUCAS, 1º, 1 ao 25. Evangelhos. — Aparição do anjo a Zacarias. — Predição do nascimento de João. Mudez de Zacarias. = Página 41 CAPÍTULO 4 = LUCAS, 1º, 26 ao 80. Anunciação. — Visita de Maria a Isabel. — Cântico de Maria. — Cântico de Zacarias = Página 46 CAPÍTULO 5 = LUCAS, 2º, 1 ao 7. Concepção e gravidez de Maria, por obra de Espírito Santo. — Aparição de Jesus na Terra = Página 49 CAPÍTULO 6 = LUCAS, 2º, 21 ao 40. Circuncisão. — Purificação. — Cântico de Simeão. —Ana profetisa = Página 52 CAPÍTULO 7 = LUCAS, 2º, 8 ao 20. — MATEUS, 2º, 1 ao 12. Os pastores. — Adoração dos Magos = Página 55 CAPÍTULO 8 = MATEUS, 2º, 13 ao 23. Fuga para o Egito. — Degolação dos inocentes. — Regresso do Egito = Página 58 CAPÍTULO 9 = LUCAS, 2º, 41 ao 52. Jesus no templo entre os doutores = Página 60 CAPÍTULO 10 = MATEUS, 3º, 1 ao 17. — MARCOS, 1º, 1 ao 11. — LUCAS, 3º, 1 ao 18 e 21 ao 22. Prédica de João Batista. — Batismo. — Espírito Santo. — Anjos da guarda. — Batismo de Jesus = Página 63 CAPÍTULO 11 = MATEUS, 4º, 1 ao 11. — MARCOS, 1º, 12 ao 13. — LUCAS, 4º, 1 ao 13. Jejum e tentação de Jesus = Página 69 CAPÍTULO 12 = MATEUS, 4º, 12 ao 17. — MARCOS, 1º, 14 ao 15. — LUCAS, 4º, 14 ao 5. Notícia do encarceramento de João. — Retirada de Jesus para a Galiléia. — Pregações. Estada em Cafarnaum = Página 73 CAPÍTULO 13 = LUCAS, 4º, 16 ao 21. Vinda de Jesus a Nazaré. — Leitura da profecia de Isaías = Página 74 CAPÍTULO 14 = LUCAS, 4º, 22 ao 30. Jesus designado pôr “filho de José”. — Sua resposta. — Levado ao cume do monte para ser dali atirado, Ele desaparece dentre as mãos dos homens = Página 75 CAPÍTULO 15 = MATEUS, 4º, 18 ao 22. — MARCOS, 1º, 16 ao 20. — LUCAS, 5º, 1 ao 11. Vocação de Pedro, André, Tiago e João. — Pesca chamada milagrosa = Página 76 CAPÍTULO 16 = MATEUS, 4º, 23 ao 25. — MARCOS, 1º, 21 ao 28; e 3º, 7 ao 12. — LUCAS, 4º, 31 ao 37. Predição de Jesus. — Sua fama. — Curas físicas e morais chamadas “milagres” = Página 78

3 CAPÍTULO 17 = MATEUS, 5º, 1 ao 12. — LUCAS, 4º, 20 ao 26. Sermão da montanha = Página 82 CAPÍTULO 18 = MATEUS, 5º, 13 ao 16. — MARCOS, 9º, 49; e 4º, 21 23. — LUCAS, 14º, 34 ao 35; e 8º, 16 ao 17; e 11º, 33 ao 36. Sal e luz da Terra. — Lâmpada. — Nada oculto que não venha a ser manifesto e nada secreto que não venha a ser conhecido e a tornar-se público = Página 84 CAPÍTULO 19 = MATEUS, 5º, 17 ao 19. — LUCAS, 16º, 17. Jesus não veio destruir a lei, mas cumpri-la = Página 87 CAPÍTULO 20 = MATEUS, 5º, 20 ao 26. — LUCAS, 12º, 54 ao 59. Justiça abundante. — Palavra injuriosa. Reconciliação = Página 88 CAPÍTULO 21 = LUCAS, 13º, 1 ao 5. Fazer penitência = Página 90 CAPÍTULO 22 = LUCAS, 13º, 6 ao 9. Parábola da figueira estéril = Página 94 CAPÍTULO 23 = LUCAS, 13º, 10 ao 13. Mulher doente, curvada = Página 95 CAPÍTULO 24 = LUCAS, 13º, 14 ao 17. O dia de sábado. — Culto do sábado = Página 96 CAPÍTULO 25 = MATEUS, 5º, 27 ao 30. Adultério no coração. Extirpação de todos os maus pensamentos = Página 97 CAPÍTULO 26 = MATEUS, 5º, 31 ao 37. — LUCAS, 16º, 18. Casamento. — Juramento = Página 98 CAPÍTULO 27 = MATEUS, 5º, 38 ao 42. — LUCAS, 6º, 29 ao 30. Paciência. — Abnegação, caridade moral e material = Página 100 CAPÍTULO 28 = MATEUS, 5º, 43 ao 48. — LUCAS, 6º, 27 ao 28 e 32 ao 36. Amar os inimigos. — Amor e caridade para com todos. — Via da perfeição = Página 102 CAPÍTULO 29 = MATEUS, 6º, 1 ao 4. Humildade e desinteresse. — Segredo na prática das boas obras = Página 103 CAPÍTULO 30 = MATEUS, 6º, 5 ao 15. — LUCAS, 11º, 14. Prece. — O Pai Nosso = Página 104 CAPÍTULO 31 = MATEUS, 6º, 16 ao 18. Jejum = Página 108 CAPÍTULO 32 = MATEUS, 6º, 19 ao 23. — LUCAS, 12º, 32 ao 34. Desprendimento das coisas terrenas. — Não procureis sendo o que, pela caridade, vos aproxima de Deus. Coração puro, único e verdadeiro tesouro = Página 109 CAPÍTULO 33 = LUCAS, 12º, 13 ao 21. A avareza. — Rico exclusivamente preocupado com as coisas da Terra. — Rico em Deus = Página 111 CAPÍTULO 34 = MATEUS, 6º, 24 ao 34. — LUCAS, 16º, 13 ao 15; e 12º, 22 ao 31. Servir a Deus e não a Mamon. — Nada de preocupação exclusiva com as coisas materiais. — Confiar em Deus, procurando os caminhos que levam a Ele = Página 112 CAPÍTULO 35 = LUCAS, 16º, 19 ao 31. Parábola do mau rico e do pobre paciente e resignado = Página 115 CAPÍTULO 36 = MATEUS, 7º, 1 ao 7. — MARCOS, 4º, 24. — LUCAS, 6º, 37 ao 38, e 41 ao 42. Não julgar os outros. — O argueiro e a trave. — Não dar aos cães as coisas santas = Página 117 CAPÍTULO 37 = MATEUS, 7º, 7 ao 11. — LUCAS, 11º, 5 ao 13. A prece. — Pedi e se vos dará. — Buscai e achareis. Batei e se vos abrirá = Página 118 CAPÍTULO 38 = MATEUS, 7º, 12. — LUCAS, 6º, 31. Justiça. — Amor e Caridade = Página 120 CAPÍTULO 39 = MATEUS, 7º, 13 ao 14. Porta estreita que conduz à vida = Página 121

4 CAPÍTULO 40 = LUCAS, 13º, 23 ao 30. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita = Página 123 CAPÍTULO 41 = MATEUS, 7º, 15 ao 20. — LUCAS, 6º, 43 ao 45. Falsos profetas. — Frutos da mesma natureza que a árvore = Página 125 CAPÍTULO 42 = MATEUS, 7º, 21 ao 29. — LUCAS, 6º, 46 ao 49. Deus julga pelas obras = Página 127 CAPÍTULO 43 = MATEUS, 8º, 1 ao 4. — MARCOS, 1º, 40 ao 45 — LUCAS, 5º, 12 ao 16. O leproso = Página 129 CAPÍTULO 44 = MATEUS, 8º, 5 ao 13. — LUCAS, 7º, 1 ao 10. O centurião = Página 131 CAPÍTULO 45 = LUCAS, 7º, 11 ao 17. O filho da viúva de Naim = Página 134 CAPÍTULO 46 = MATEUS, 8º, 14 ao 17. — MARCOS, 1º, 29 ao 34 — LUCAS, 4º, 38 ao 41. Cura da sogra de Pedro. — Enfermidades curadas = Página 135 CAPÍTULO 47 = MARCOS, 1º, 35 ao 39. — LUCAS, 4º, 42 ao 44. Retirada para o deserto. — Prece. — Pregação = Página 137 CAPÍTULO 48 = MATEUS, 8º, 18 ao 22. — LUCAS, 9º, 57 ao 62. Seguir a Jesus. — Deixar que os mortos enterrem seus mortos. — Não olhar para trás = Página 138 CAPÍTULO 49 = MATEUS, 8º, 23 ao 27. — MARCOS, 4º, 35 ao 40 — LUCAS, 8º, 22 ao 25. Tempestade aplacada = Página 140 CAPÍTULO 50 = MATEUS, 8º, 28 ao 34. — MARCOS, 5º, 1 ao 20. — LUCAS, 8º, 26 ao 40. Legião de maus Espíritos expulsos. — Libertação dos subjugados. — Porcos precipitados no mar = Página 142 CAPÍTULO 51 = MATEUS, 9º, 1 ao 8. — MARCOS, 2º, 1 ao 12. — LUCAS, 5º, 17 ao 26. Paralítico = Página 145 CAPÍTULO 52 = MATEUS, 9º, 9 ao 13. — MARCOS, 2º, 13 ao 17. — LUCAS, 5º, 27 ao 32. Vocação de Mateus = Página 148 CAPÍTULO 53 = MATEUS, 9º, 14 ao 17. — MARCOS, 2º, 18 ao 22. — LUCAS, 5º, 33 ao 39. Jejum. — Pano novo. — Odres velhos. — Vinho novo. — Vinho velho = Página 150 CAPÍTULO 54 = MATEUS, 9º, 18 ao 26. — MARCOS, 5º, 21 ao 43. — LUCAS, 8º, 41 ao 56. A filha de Jairo. — A hemorroíssa = Página 152 CAPÍTULO 55 = MATEUS, 9º, 27 ao 31. Cegos curados = Página 155 CAPÍTULO 56 = MATEUS, 9º, 32 ao 34. — LUCAS, 11º, 14 ao 20. Possesso mudo. — Blasfêmia dos fariseus = Página 156 CAPÍTULO 57 = MATEUS, 9º, 35 ao 38. Ovelhas sem pastor. — Seara. — Trabalhadores = Página 157 CAPÍTULO 58 = MATEUS, 10º, 2 ao 4. — MARCOS, 3º, 13 ao 14, e 16 ao 19. — LUCAS, 6º, 12 ao 16. Nomes dos apóstolos. — Suas vocações = Página 158 CAPÍTULO 59 = LUCAS, 6º, 17 ao 19. Descida do monte. — Curas = Página 159 CAPÍTULO 60 = MATEUS, 10º, 1 e 5 ao 15. — MARCOS, 3º, 15. e 6º, 7 ao 13. — LUCAS, 9º, 1 ao 6. Missão, poder, pobreza e pregação dos apóstolos. Instruções que lhes foram dadas = Página 160 CAPÍTULO 61 = MATEUS, 10º, 16 ao 22. — LUCAS, 12º, 11 ao 12. Prudência. — Simplicidade. — Desassombro diante dos homens. — Assistência e concurso do Espírito Santo = Página 163 CAPÍTULO 62 = MATEUS, 10º, 23 ao 27. — LUCAS, 12º, 1 ao 3 e 6º, 39 ao 40. Fugir às perseguições. — Imitar a Jesus. — Predição da revelação nova. —

5 Fermento dos fariseus. — A hipocrisia; nada oculto a Deus. — Cego conduzindo outro cego = Página 165 CAPÍTULO 63 = MATEUS, 10º, 28 ao 31. — LUCAS, 12º, 4 ao 7. Só temer a Deus, sem cuja vontade nada sucede = Página 168 CAPÍTULO 64 = MATEUS, 10º, 32 ao 36. — LUCAS, 12º, 8 ao 9 e 49 ao 53. Jesus veio trazer fogo à Terra. — Não veio trazer a paz e sim o gládio, a divisão, a fim de que chegue a ser conhecido e até que o seja = Página 170 CAPÍTULO 65 = MATEUS, 10º, 37 ao 39. — LUCAS, 14º, 25 ao 27. Amor da família. — Cumprimento do dever acima de todas as coisas. — Paciência e resignação nas provações terrenas = Página 172 CAPÍTULO 66 = LUCAS, 14º, 28 ao 33. Examinar antes de obrar. — Não parar na estrada do progresso. — Não dar apreço aos bens materiais, senão como meio de fazer caridade = Página 174 CAPÍTULO 67 = MATEUS, 10º, 40 ao 42 e 11º, 1. Aquele que cumpre a lei de amor e de caridade terá sua recompensa = Página 175 CAPÍTULO 68 = LUCAS, 10º, 1 ao 12 e 16. Missão e instruções dadas aos setenta e dois discípulos = Página 176 CAPÍTULO 69 = LUCAS, 10º, 17 ao 20. Regresso dos setenta e dois discípulos. — Seus nomes escritos nos céus = Página 178 CAPÍTULO 70 = MATEUS, 11º, 2 ao 6. — LUCAS, 7º, 18 ao 23. Discípulos de João mandados por este a Jesus = Página 179 CAPÍTULO 71 = MATEUS, 11º, 7 ao 15. — LUCAS, 7º, 24 ao 30 e 16º, 16. João, precursor, e Jesus. — Pedra fundamental do edifício da regeneração. — Missão nova e futura de João = Página 180 CAPÍTULO 72 = MATEUS, 11º, 16 ao 19. — LUCAS, 7º, 31 ao 35. João e Jesus incompreendidos pelos Hebreus, João e Jesus compreendidos hoje pelos que são os filhos do Senhor = Página 183 CAPÍTULO 73 = LUCAS, 7º, 36 ao 50. Pecadora que banha de lágrimas os pés de Jesus e os enxuga com seus cabelos, derramando bálsamo sobre eles = Página 185 CAPÍTULO 74 = MATEUS, 11º, 20 ao 24. LUCAS, 10º, 13 ao 15. Cidades impenitentes = Página 188 CAPÍTULO 75 = MATEUS, 11º, 25 ao 27. LUCAS, 10º, 21 ao 22. CEGOS, tidos entre os homens por SÁBIOS e PRUDENTES. ESCLARECIDOS, que os homens consideram como OBSCUROS = Página 190 CAPÍTULO 76 = MATEUS, 11º, 28 ao 30. Jugo suave e fardo leve = Página 192 CAPÍTULO 77 = MATEUS, 12º, 1 ao 8. — MARCOS, 2º, 23 ao 28. LUCAS, 6º, 1 ao 5. O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. — Deus, sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis, lhes faculta o arrependimento e a reparação = Página 193 CAPÍTULO 78 = MATEUS, 12º, 9 ao 14. — MARCOS, 3º, 1 ao 6. — LUCAS, 6º, 6 ao 11. Cura de uma mão paralítica, em dia de sábado = Página 195 CAPÍTULO 79 = MATEUS, 12º, 15 ao 21. Missão do Messias. — Seus poderes. — Vias de purificação sempre abertas aos Espíritos culpados, que, como todos os outros, têm que chegar ao fim = Página 197 CAPÍTULO 80 = MATEUS, 12º, 22 ao 28. — MARCOS, 3º, 20 ao 26. Subjugado. — Cego e mudo por efeito da subjugação. Blasfêmias dos fariseus. — Reino dividido = Página 199 CAPÍTULO 81 = MATEUS, 12º, 29 ao 37. — MARCOS, 3º, 27 ao 30. —

6 LUCAS, 11º, 21 ao 23; e 12º, 10. O forte armado. — Pecado remido. — Blasfêmia contra o Espírito Santo. — Tesouro do coração. — Palavra Ímpia. — Quem não está com Jesus está contra ele. — Pelo fruto é que se conhece a árvore = Página 201 CAPÍTULO 82 = MATEUS, 12º, 38 ao 42. — LUCAS, 11º, 29 ao 32. Prodígio pedido pelos fariseus. — Resposta de Jesus. — Prodígio de Jonas. — Ninivitas. Rainha do Meio-dia = Página 204 CAPÍTULO 83 = MATEUS, 12º, 43 ao 45. — LUCAS, 11º, 24 ao 28. Dever, que tem o homem, de resistir aos maus instintos, às más paixões. — Resposta de Jesus ao que, do meio do povo, lhe disse uma mulher = Página 207 CAPÍTULO 84 = MATEUS, 12º, 46 ao 50. — MARCOS, 3º, 31 ao 35. — LUCAS, 8º, 19 ao 21. O irmão, a irmã e a mãe de Jesus são os que fazem a vontade de seu pai, ouvindo a palavra de Deus e pondo-a em prática = Página 209 CAPÍTULO 85 = MATEUS, 13º, 1 ao 23. — MARCOS, 4º, 1 ao 20, e 25. — LUCAS, 8º, 1 ao 15, e 18; e 10º, 23 ao 24. Parábola do semeador. — Explicação dessa parábola = Página 210 CAPÍTULO 86 = MATEUS, 13º, 24 ao 30. Parábola do joio semeado entre o trigo = Página 213 CAPÍTULO 87 = MATEUS, 13º, 31 ao 35. — MARCOS, 4º, 26 ao 34. — LUCAS, 13º, 18 ao 22. Grão de mostarda. — Fermento da massa. — Semente lançada à terra = Página 215 CAPÍTULO 88 = MATEUS, 13º, 36 ao 43. Explicação da parábola do joio = Página 217 CAPÍTULO 89 = MATEUS, 13º, 44 ao 52. Tesouro oculto. — Pérola de alto preço. — Parábola da rede lançada ao mar = Página 219 CAPÍTULO 90 = MATEUS, 13º, 53 ao 58. — MARCOS, 6º, 1 ao 6. Nenhum profeta é desestimado sendo no seu país, na sua casa e entre seus parentes = Página 220 CAPÍTULO 91 = MATEUS, 14º, 1 ao 12. — MARCOS, 6º, 14 ao 29. — LUCAS, 3º, 19 ao 20 e 9º, 7 ao 9. Morte de João Batista. — palavras que, ditas com relação a Jesus, confirmam a crença dos Hebreus na reencarnação = Página 221 CAPÍTULO 92 = MATEUS, 14º, 13 ao 22. — MARCOS, 6º, 30 ao 45. — LUCAS, 9º, 10 ao 17. Multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes = Página 223 CAPÍTULO 93 = MATEUS, 14º, 23 ao 33. — MARCOS, 6º, 46 ao 52. Jesus e Pedro caminham por sobre o mar = Página 226 CAPÍTULO 94 = MATEUS, 14º, 34 ao 36. — MARCOS, 6º, 53 ao 56. Curas operadas pelo contacto com as vestes de Jesus = Página 228 CAPÍTULO 95 = MATEUS, 15º, 1 ao 20. — MARCOS, 7º, 1 ao 23. Mãos não lavadas. — Tradições humanas. — Escândalo a desprezar. — Guias cegos. — Verdadeira impureza. — O que vem do coração é que suja o homem, que o torna impuro = Página 229 CAPÍTULO 96 = MATEUS, 15º, 21 ao 28. — MARCOS, 7º, 24 ao 30. A mulher cananeana = Página 232 CAPÍTULO 97 = MARCOS, 7º, 31 ao 37. Cura de um surdo-mudo = Página 234 CAPÍTULO 98 = MATEUS, 15º, 29 ao 39. — MARCOS, 8º, 1 ao 10. Multidão de doentes curados. — Multiplicação de sete pães = Página 235

7 CAPÍTULO 99 = MATEUS, 16º, 1 ao 4. — MARCOS, 8º, 11 ao 13. Recusa do prodígio pedido pelos Fariseus e Saduceus = Página 236 CAPÍTULO 100 = MATEUS, 16º, 5 ao 12. — MARCOS, 8º, 14 ao 21. Fermento dos Fariseus e dos Saduceus = Página 237 CAPÍTULO 101 = MARCOS, 8º, 22 ao 26. Cura de um cego = Página 239 CAPÍTULO 102 = MATEUS, 16º, 13 ao 20. — MARCOS, 8º, 27 ao 30. — LUCAS, 9º, 18 ao 21. Palavras de Jesus confirmativas da reencarnação. — Alusão de relações mediúnicas que podem existir entre os homens e as potências espirituais. — Missão de Pedro na igreja do Cristo. — Verdadeira confissão = Página 242 CAPÍTULO 103 = MATEUS, 16º, 21 ao 23. — MARCOS, 8º, 31 ao 33. — LUCAS, 9º, 22. Predição. — Palavras de Pedro. — Resposta de Jesus = Página 246 CAPÍTULO 104 = MATEUS, 16º, 24 ao 28. — MARCOS, 8º, 34 ao 39. — LUCAS, 9º, 23 ao 27. Meios e condições sem os quais não se pode ver na Terra o reino de Deus, em todo o seu poder = Página 249 CAPÍTULO 105 = MATEUS, 17º, 1 ao 9. — MARCOS, 9º, 1 ao 9. — LUCAS, 9º, 28 ao 36. Transfiguração de Jesus no Tabor. — Aparição de Elias e de Moisés. — Nuvem que cobriu os discípulos —Voz que saiu dessa nuvem e palavras que proferiu = Página 251 CAPÍTULO 106 = MATEUS, 17º, 10 ao 13. — MARCOS, 9º, 10 ao 12. O Espírito de Elias reencarnado na pessoa de João, o Precursor, filho de Zacarias e de Isabel = Página 254 CAPÍTULO 107 = MATEUS, 17º, 14 ao 20. — MARCOS, 9º, 13 ao 29. — LUCAS, 9º, 37 ao 43 e 17º, 5 ao 6. Lunático. — Fé onipotente. — Prece e jejum = Página 256 CAPÍTULO 108 = MATEUS, 17º, 21 ao 22. — MARCOS, 9º, 30 ao 31. — LUCAS, 9º, 44 ao 45. Predição, por Jesus, da sua morte e ressurreição = Página 259 CAPÍTULO 109 = MATEUS, 17º, 23 ao 26. Jesus paga o tributo = Página 260 CAPÍTULO 110 = MATEUS, 18º, 1 ao 5. — MARCOS, 9º, 32 ao 40. — LUCAS, 9º, 46 ao 50. Lição de caridade e de amor, de amparo ao fraco, de fé, confiança, humildade e simplicidade = Página 261 CAPÍTULO 111 = LUCAS, 9º, 51 ao 56. Palavras de Tiago e João. — Resposta de Jesus = Página 263 CAPÍTULO 112 = MATEUS, 18º, 6 ao 11. — MARCOS, 9º, 42 ao 50. — LUCAS, 17º, 1 ao 2. Evitar o escândalo. — É necessário que se dêem escândalos, é impossível que não se dêem. Mas, ai do homem que cause o escândalo = Página 264 CAPÍTULO 113 = MATEUS, 18º, 12 ao 14. — LUCAS, 15º, 1 ao 10. Ovelha desgarrada. — Dracma perdida = Página 266 CAPÍTULO 114 = LUCAS, 15º, 11 ao 32. Parábola do filho pródigo = Página 268 CAPÍTULO 115 = LUCAS, 16º, 1 ao 12. Parábola do mordomo infiel = Página 270 CAPÍTULO 116 = MATEUS, 18º, 15 ao 17. — LUCAS, 17º, 3 ao 4. Palavras de Jesus relativas ao perdão e ao esquecimento das injúrias e das ofensas = Página 272 CAPÍTULO 117 = LUCAS, 17º, 7 ao 10. Cumprimento do dever com humildade e desinteresse, com o sentimento de amor e gratidão ao Criador = Página 273

8 CAPÍTULO 118 = LUCAS, 17º, 11 ao 19. Os dez leprosos = Página 274 CAPÍTULO 119 = LUCAS, 17º, 20 ao 24. O reino de Deus está dentro de nós = Página 276 CAPÍTULO 120 = LUCAS, 17º, 25 ao 37. Sinais precursores da segunda vinda de Jesus = Página 278 CAPÍTULO 121 = MATEUS, 18º, 18 ao 20. Poder de ligar e desligar dado por Jesus aos apóstolos. Sua presença onde duas ou três pessoas se acharem reunidas em seu nome = Página 281 CAPÍTULO 122 = MATEUS, 18º, 21 ao 35. Perdão das injúrias e ofensas. — Parábola dos dez mil talentos = Página 285 CAPÍTULO 123 = MATEUS, 19º, 1 ao 9. — MARCOS, 10º, 1 ao 9. Divórcio. — Casamento = Página 286 CAPÍTULO 124 = MARCOS, 10º, 10 ao 12. — MATEUS, 19º, 10 ao 12. Respostas de Jesus relativas às condições do casamento. Dos eunucos por diversos motivos = Página 289 CAPÍTULO 125 = MATEUS, 19º, 13 ao 15. — MARCOS, 10º, 13 ao 16. — LUCAS, 18º, 15 ao 17. A humildade, fonte de todas as virtudes, de todos os progressos, caminho único que leva à perfeição = Página 291 CAPÍTULO 126 = LUCAS, 18º, 1 ao 8. Parábola da viúva e do mau juiz = Página 292 CAPÍTULO 127 = LUCAS, 18º, 9 ao 14. Fariseu e publicano = Página 293 CAPÍTULO 128 = MATEUS, 19º, 16 ao 26. — MARCOS, 10º, 17 ao 27. — LUCAS, 18º, 18 ao 27. Parábola do mancebo rico = Página 294 CAPÍTULO 129 = MATEUS, 19º, 27 ao 30. — MARCOS, 10º, 28 ao 31. — LUCAS, 18º, 28 ao 30. Resposta de Jesus a Pedro. — Os doze tronos. — As doze Tribos de Israel. — Apostolado. — Amor purificado. — Humildade e perseverança na senda do progresso = Página 297 CAPÍTULO 130 = MATEUS, 20º, 1 ao 16. Parábola da vinha e dos trabalhadores da primeira e da última hora = Página 299 CAPÍTULO 131 = MATEUS, 20º, 17 ao 19. — MARCOS, 10º, 32 ao 34. — LUCAS, 18º, 31 ao 34. Predição do sacrifício do Gólgota = Página 301 CAPÍTULO 132 = MATEUS, 20º, 20 ao 28. — MARCOS, 10º, 35 ao 45. Filhos de Zebedeu. — A humildade e o devotamento para com todos são a fonte e o meio único de toda elevação. — Nunca alimentar no coração a inveja. — Seguir o exemplo de Jesus e fazer esforços por andar nas suas pegadas = Página 302 CAPÍTULO 133 = LUCAS, 19º, 1 ao 10. Conversão de Zaqueu = Página 304 CAPÍTULO 134 = MATEUS, 20º, 29 ao 34. — MARCOS, 10º, 46 ao 52. — LUCAS, 18º, 35 ao 43. Cura dos cegos de Jericó = Página 305 CAPÍTULO 135 = MATEUS, 21º, 1 ao 17. — MARCOS, 11º, 1 ao 11, e 15 ao 19. — LUCAS, 19º, 28 ao 48 Entrada de Jesus em Jerusalém. — Mercadores expulsos do templo. — A casa do Senhor é casa de oração e não, pelo tráfico, um covil de ladrões Predição da ruína de Jerusalém = Página 307 CAPÍTULO 136 = MATEUS, 21º, 18 ao 22. — MARCOS, 11º, 12 ao 14; e 20 ao 26. Parábola da figueira que secou = Página 312 CAPÍTULO 137 = MATEUS, 21º, 23 ao 32. — MARCOS, 11º, 27 ao 33. — LUCAS, 20º, 1 ao 8. Resposta de Jesus aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciães do povo. — Parábola dos dois filhos = Página 314 CAPÍTULO 138 = MATEUS, 21º, 33 ao 41. — MARCOS, 12º, 1 ao 9. — LUCAS, 20º, 9 ao 16. Parábola da vinha e dos vinhateiros = Página 316

9 CAPÍTULO 139 = MATEUS, 21º, 42 ao 46. — MARCOS, 12º, 10 ao 12. — LUCAS, 20º, 17 ao 19. Continuação da parábola da vinha e dos vinhateiros. Jesus pedra angular = Página 319 CAPÍTULO 140 = LUCAS, 14º, 1 ao 6. Cura de um hidrópico, em dia de sábado, na casa de um dos principais fariseus = Página 321 CAPÍTULO 141 = LUCAS, 14º, 7 ao 11. Ocupar o último lugar. — Humildade = Página 322 CAPÍTULO 142 = LUCAS, 14º, 12 ao 15. Convidar os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — Desinteresse = Página 323 CAPÍTULO 143 = MATEUS, 22º, 1 ao 14. — LUCAS, 14º, 16 ao 24. Parábola das bodas e dos convidados que se excusam = Página 324 CAPÍTULO 144 = MATEUS, 22º, 15 ao 22. — MARCOS, 12º, 13 ao 17. — LUCAS, 20º, 20 ao 26. Deus e César = Página 326 CAPÍTULO 145 = MATEUS, 22º, 23 ao 33. — MARCOS, 12º, 18 ao 27. — LUCAS, 20º, 27 ao 40. Saduceus. — Ressurreição. — Imortalidade da alma. — Sua sobrevivência ao corpo. — Sua individualidade após a morte = Página 328 CAPÍTULO 146 = MATEUS, 22º, 34 ao 40. — MARCOS, 12º, 28 ao 34. — LUCAS, 10º, 25 ao 28. Amor de Deus e do próximo = Página 331 CAPÍTULO 147 = LUCAS, 10º, 29 ao 37. Parábola do Samaritano = Página 333 CAPÍTULO 148 = LUCAS, 10º, 38 ao 43. Jesus em casa de Marta. — Ninguém deve preocupar-se demasiado com as necessidades do corpo. — Dever de se aliarem os cuidados do corpo aos que o Espírito reclama. — O alimento espiritual jamais se deteriora = Página 334 CAPÍTULO 149 = MATEUS, 22º, 41 ao 46. — MARCOS, 12º, 35 ao 37. — LUCAS, 20º, 41 ao 44. O Cristo, Senhor de David = Página 335 CAPÍTULO 150 = MATEUS, 23º, 1 ao 7. — MARCOS, 12º, 38 ao 40. — LUCAS, 20º, 45 ao 47. Orgulho e hipocrisia dos escribas e dos fariseus. Ouvilos, mas, não os imitais = Página 336 CAPÍTULO 151 = MATEUS, 23º, 8 ao 12. Nenhum homem deve desejar ou aceitar o título ou o apelido de mestre. — Deus, único pai. — O Cristo, único doutor, único mestre. — Os homens, irmãos todos = Página 337 CAPÍTULO 152 = MATEUS, 23º, 13 ao 22. Escribas e fariseus hipócritas = Página 338 CAPÍTULO 153 = MATEUS, 23º, 23 ao 39. — LUCAS, 11º, 37 ao 54 e 13º, 31 ao 35. Doutores hipócritas que têm o coração viciado e enganam os homens pelos atos exteriores, que os afastam da luz e da verdade = Página 339 CAPÍTULO 154 = MARCOS, 12º, 41 ao 44. — LUCAS, 21º, 1 ao 4. O óbolo da viúva = Página 342 CAPÍTULO 155 = MATEUS, 24º, 1 ao 14. — MARCOS, 13º, 1 ao 13. — LUCAS, 21º, 5 ao 19. Resposta de Jesus à pergunta que lhe fizeram os discípulos acerca do seu advento e do fim do mundo, bem como sobre os sinais prenunciadores de uma e outra coisa. — Guerras. — Sedições. — Pestes. — Fomes. — Falsos profetas. — Afrouxamento da caridade. — Perseguições. — Assistência do Espírito Santo. — Língua e sabedoria dadas por Deus. — Paciência. — Perseverança = Página 343 CAPÍTULO 156 = MATEUS, 24º, 15 ao 22. — MARCOS, 13º, 14 ao 20. — LUCAS, 21º, 20 ao 24. Abominação da desolação no lugar santo. — Males extremos. — Cerco de Jerusalém = Página 346 CAPÍTULO 157 = MATEUS, 24º, 23 ao 28. — MARCOS, 13º, 21 ao 23. Falsos

14 ao 23. Desconhecida é a hora em que se darão os acontecimentos preditos para depuração e transformação da Terra e da Humanidade terrena. 24 ao 27. — MARCOS. — Lugar escolhido para a Páscoa = Página 366 CAPÍTULO 170 = MATEUS.10 Cristos. 36 ao 46. A culpabilidade e a responsabilidade do Espírito são proporcionais aos meios postos a seu alcance para se instruir e à luz que recebeu = Página 356 CAPÍTULO 164 = MATEUS. — MARCOS. 40 ao 44. Pacto de traição feito por Judas Iscariotes com os príncipes dos sacerdotes. 45 ao 51. da era espírita. — LUCAS. — MARCOS. — LUCAS. 29 ao 31. 25. — . ativa e continuamente. — LUCAS. 31 ao 38. — Predição da negação de Pedro = Página 373 CAPÍTULO 173 = MATEUS. — Interditos = Página 372 CAPÍTULO 172 = MATEUS. Predição dos acontecimentos de ordem física e de ordem moral que precederão o advento de Jesus em todo o seu esplendor espiritual e predição desse advento = Página 349 CAPÍTULO 159 = MATEUS. verão. 28 ao 31. — MARCOS. — Ambição. 14º. 24º. 26º. 13º. — MARCOS. — Palavras muitas vezes repetidas por Jesus com referência à separação do joio e do trigo = Página 354 CAPÍTULO 162 = MATEUS. Parábola do servo fiel e prudente e do mau servo = Página 355 CAPÍTULO 163 = LUCAS. 22º. apresentada sob a figura emblemática de um juízo final = Página 361 CAPÍTULO 168 = MATEUS. 17 ao 26. 11 ao 27 Parábola dos talentos. 1 ao 13. — LUCAS. 24º. 13º. 12º. trabalhando desde já. — Espíritos haverá que. Predições de Jesus. 24º. 39 ao 40. 14º. — Servo inútil. — A Terra passará. Perfume derramado sobre a cabeça de Jesus = Página 363 CAPÍTULO 169 = MATEUS. 26º. — Parábola dos dez marcos = Página 359 CAPÍTULO 167 = MATEUS. — Predição da era nova do Cristianismo do Cristo. Parábola das virgens loucas e das virgens prudentes = Página 357 CAPÍTULO 165 = LUCAS. 12º. 19. 32 ao 35. 34 ao 38. — LUCAS. 26º. 25 ao 28. 12º. — LUCAS. — LUCAS. 31 ao 46. 21º. Parábola da figueira. 1 ao 13. 14º. 20 ao 30. 22º. — MARCOS. 1 ao 9. 12º. — MARCOS. 47 ao 48. 25º. 24º. mas as palavras de Jesus não passarão = Página 351 CAPÍTULO 160 = MATEUS. reencarnados na Terra. — MARCOS. 22º. — O homem não pode nem deve procurar devassar os segredos do futuro. 27 ao 31. encarnados ao tempo em que Jesus falava. 36 ao 39. 21º. Orgulho. 21º. — LUCAS. 14º. 14º. 32 ao 42. 41 ao 46. 24º. 26º. 31 ao 35. 25º. O homem deve estar sempre alerta. 24 ao 30. 10 ao 16. 32 ao 37. — Dominação. — LUCAS. as coisas por ele preditas para a depuração e a transformação do planeta e da Humanidade terrenos. 14 ao 30. pela sua purificação e seu progresso = Página 353 CAPÍTULO 161 = MATEUS. — Falsos profetas = Página 348 CAPÍTULO 158 = MATEUS. 1 ao 13. mas deve estar sempre pronto a comparecer diante do Senhor e a se tornar digno de evitar tudo quanto há de suceder. Depuração pela separação do joio e do trigo. — Estar pronto a receber a Jesus pôr ocasião da sua segunda vinda = Página 358 CAPÍTULO 166 = MATEUS. 13º. — Jesus prediz a traição de Judas = Página 369 CAPÍTULO 171 = LUCAS. 26º. 35 ao 38 Vigiar. 29 ao 33. Ceia pascal. 22º. 14 ao 19.

Os príncipes dos sacerdotes e os fariseus chumbam a pedra que fechava a entrada do sepulcro. 22º. — Aparição do anjo com um duplo fim: convencer os homens de que era aparente a condição humana que eles consideravam em Jesus e na qual haviam de acreditar enquanto durasse a sua missão terrena e acreditariam. 15º. 33 ao 38. 27º. — MARCOS. 22º. 14 ao 24. reconhecerem que deviam pôr de lado a divindade que as interpretações humanas lhe teriam atribuído = Página 375 CAPÍTULO 174 = MATEUS. Jesus diante de Pilatos. 29 ao 32. — LUCAS. 66 ao 72. — MARCOS. 15º. 44. e 47 ao 49. 26º. Beijo de Judas. 32. 47 ao 53. 27º. 39 ao 43. — Um dos que acompanhavam a Jesus corta a orelha a um dos do séquito do sumo sacerdote e Jesus a cura. 57 ao 68. 27º. 27º. — Insultos = Página 389 CAPÍTULO 180 = MATEUS. — MARCOS. 15º. — MARCOS. 50 ao 56. 23º. José de Arimatéia desce da cruz o corpo e o deposita no sepulcro = Página 401 CAPÍTULO 187 = MATEUS. e prepará-los para. 1 ao 12. 35 ao 37. — Palavras do centurião = Página 399 CAPÍTULO 186 = MATEUS. 15º. 23º. 27º. — Lugar do seu suicídio e da sua sepultura = Página 385 CAPÍTULO 178 = MATEUS. 15º. 14º. 1 ao 25. — LUCAS. 15º. Negação de Pedro = Página 383 CAPÍTULO 177 = MATEUS. — MARCOS. 27 ao 30. 1 ao 10. Blasfêmias. 23º. — LUCAS. 47 ao 56. — MARCOS. — MARCOS. — Insultos = Página 394 CAPÍTULO 183 = MATEUS. 23º. — LUCAS. 54 ao 55 e 63 ao 71. Jesus no horto de Getsemani. — Obscurecimento do Sol. e 38. 62 ao 66. 32 ao 34. — LUCAS. 43 ao 52. 22º. 27º. Jesus conduzido ao lugar do suplicio. Guardas são aí . — MARCOS. Jesus levado à presença do sumo sacerdote. 39 ao 46. — Palavras por Ele ditas como ENSINAMENTO e EXEMPLO = Página 392 CAPÍTULO 182 = MATEUS. 27º. — LUCAS. — Tremor de terra. ao que é chamado o bom ladrão = Página 395 CAPÍTULO 184 = MATEUS. na época desse advento. no entender dos homens = Página 397 CAPÍTULO 185 = MATEUS. 22º. 56 ao 62. 42 ao 47. Palavras que Jesus dirigiu a um dos dois ladrões. 18º. 15º. 15º. — Palavras que dirige às mulheres que o lamentavam e pranteavam = Página 390 CAPÍTULO 181 = MATEUS. — Zombarias. — Simão de Cirene o ajuda a carregar a cruz. objetivando o progresso do Espírito. 27º. sob o véu da letra. 27º. Crucificação de Jesus e dos dois ladrões. 20 ao 21. — Jesus ultrajado e tido por merecedor de condenação à morte = Página 381 CAPÍTULO 176 = MATEUS. 31 ao 32. — LUCAS. — Jesus é entregue para ser crucificado = Página 386 CAPÍTULO 179 = MATEUS. 26 ao 32. 44 e 46. — MARCOS.11 LUCAS. — Palavras e ensinamentos dirigidos aos discípulos. 45 ao 50. 19º. — MARCOS. — ELE ENSINA Os homens a morrer. — JOÃO. — LUCAS. — Coroa de espinhos. 14º. — LUCAS. — MARCOS. — JOÃO. 69 ao 75. 14º. — MARCOS. 51 ao 56. — LUCAS. — Ultrajes. 38 ao 41. 22 ao 28. Morte de Jesus. 33 ao 37. 23º. 11 ao 26. Arrependimento e morte de Judas. 23º. — Fuga dos discípulos = Página 378 CAPÍTULO 175 = MATEUS. — Aparição dos mortos. 45. 39 ao 43. 57 ao 61. 26º. 16 ao 19. — LUCAS. Rasga-se o véu do templo. 27º. 23º. 53 ao 65. 15º. depois de lhes haver ensinado a viver. 26º. 1 ao 15. até ao advento do Espírito. 23º. 27º. Flagelação.

— Concordância estabelecida a esse respeito entre as narrações evangélicas. 16º. 19 ao 30. 28º. — MARCOS. — LUCAS. que se explicam e completam umas pelas outras = Página 413 . 16º. Pedro e João. — Narrativa que os guardas fazem. 1 ao 11. nas regiões etéreas. Visita de Maria Madalena e das outras mulheres ao sepulcro. 36 ao 49. — JOÃO. estando com eles à mesa. Volta de Jesus à natureza espiritual que lhe era própria. aos príncipes dos sacerdotes. — LUCAS. 15 ao 20. 50 ao 53. à vista do que elas contam. — Aparição dos anjos às mulheres. 20º. Aparição de Jesus aos apóstolos = Página 411 CAPÍTULO 191 = MATEUS. 24º. — JOÃO. 14. — A pedra que lhe fechava a entrada é encontrada com os selos partidos e derribada.12 postados = Página 403 CAPÍTULO 188 = MATEUS. 1 ao 15. 16 ao 20. 12 ao 13. 24º. 20º. — Narrativa que estas fazem aos discípulos. do que se passara. 1 ao 18. visitam o sepulcro = Página 404 CAPÍTULO 189 = MARCOS. 16º. lhes desaparece das vistas = Página 409 CAPÍTULO 190 = MARCOS. Novas e sucessivas aparições aos discípulos. 1 ao 12. — MARCOS. — LUCAS. 16º. — Jesus. volta essa chamada: ascensão. Aparição de Jesus aos dois discípulos que iam para a aldeia de Emaús. — Aparição de Jesus a Maria e às outras mulheres. — LUCAS. 24. 13 ao 35. 28º. Estes subornam os guardas. 24º.

para o estudo dos Evangelhos. na sua verdadeira e pura concepção. . pelo Consolador. dogmas e ‘mistérios por uma profunda convicção da verdade e exeqüibilidade dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. O proveito. foram concedidas ao nosso Grupo. para facilitar esse estudo divino aos Grupos em geral. A confirmação pelas revelações que. posteriormente à publicação da primeira edição do “Livro dos Estudos dos Evangelhos”. das referências à Lei. o livro inspirado de Deus. que retira todas as explicações e ensinamentos trazidos até hoje aos homens. Tais as razões que nos levam à publicação deste livro. em espírito e verdade. as quais explanam e esclarecem muitos pontos desses estudos. dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. o nosso Bendito Pastor. para a Humanidade. A importância que advém. para chegar-se ao conhecimento da moral verdadeiramente cristã. que constituem a Bíblia.13 AO LEITOR O desejo de concorrer de alguma sorte para a propagação dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. em substituir o fanatismo dos milagres. sob o título: “Elucidações Evangélicas». adotado e completado por Jesus. cujo conjunto oferece os meios ao alcance de todas as inteligências. de harmonia com a santa Doutrina de Jesus. Finalmente. Maio — 1902. a aspiração de oferecermos um livro. aos Profetas e às Escrituras. para a compreensão. como particularmente a cada crente em seu gabinete.

legando-lhes esta obra.” Pois bem: é bendizendo-lhe o nome que os que. no primeiro número do “Reformador” distribuído após a desencarnação do venerando autor das ‘Elucidações”. apontando-lhes o meio de construírem o edifício da fé. porem. em que a alma desse crente fervoroso. se sentem na obrigação gratíssima de dar a conhecer. Para que assim seja. o seu canto de cisne. coração tão grande como o seu Pedro Richard. diga aos que a vão tomar para base de suas meditações sobre o Evangelho e que abraçaram o Espiritismo quando já aquele não mais pertencia ao rol dos “mortos” sepultados na carne. indo juntar-se à coorte dos Espíritos luminosos. publicando-a. bendirão o teu nome. que dilata os seios dalma para o bem e para a luz. sob o pseudônimo de que usava. “Ismael”.14 O AUTOR DA ÓBRA Dias depois de haver entoado. Efetivamente. que procuram sincera-mente orientar seus irmãos. do que é e do que será. seu Guia: “Ela tem em si o bastante para assegurar. aos que cuidam seriamente das coisas divinas. o de “Discípulo de Max”. sempre ardoroso na fé. nenhum deles quem o fará. (*) Eis o que. justo é que a Federação. humilde e abnegado servo do Senhor. do Grupo “Ismael”. Ao fazer. por ocasião da sua ressurreição para a vida real. em cuja direção o sucedeu. desferiu o vôo para as regiões serenas da bem-aventurança. ora a ele reunido na falange dos veros servidores de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos verdadeiros dirigentes da Federação. em cujas fileiras já tinham ingressado Bittencourt Sampaio. não sobre a areia movediça das paixões desencontradas. seu grande amigo também. sob a égide de seus Espíritos. a personalidade daquele que a concebeu e executou. numa efusão. é como a classificam estas palavras com que a sagrou o Espírito Frei José dos Mártires. assim. reproduzimos aqui o que. então sob a sua direção. como o fez. Bezerra de Menezes e outros que com ele formaram o primitivo Grupo. caridosos e bons. alma afim com a sua. a Instituição que muitíssimo lhes deve do que foi. membro. Não será. outra edição das “Elucidações Evangélicas”. num preito de reconhecimento e saudade. Deixas na Terra um pouco da luz que recebeste do céu e os homens do futuro. a existência de um núcleo de corações homogêneos. que nenhum o conseguiria. assumiram a tarefa de dirigir neste plano. a 31 de março de 1903. pujante e belo núcleo de valorosos apóstolos da Revelação Nova. quem foi esse cultivador da Seara Divina que. os brindou com uma jóia de súbito valor. à atual geração de espíritas. um dos seus fiéis companheiros de apostolado. mas sobre a rocha inamovível da verdadeira crença. com a obra que lhe foi por ele ofertada. que invocava. de amor fraternal e de admiração. fora o porta-estandarte da pequenina milícia humana do Anjo Ismael: . deixou traços indeléveis da superioridade que a distinguia. como ele. agora. esse outro componente do núcleo de corações homogêneos a que se referiu Frei José dos Mártires. disse do Irmão exemplar que. legitima e sincera. bebendo ensinamentos nos teus esforços e produzindo também alguma coisa de útil aos seus irmãos. depois dele e dos seus preclaros companheiros. publicou Pedro Richard. o saudoso autor da presente obra. o pseudônimo de Bezerra de Menezes.

a singrar o espaço infinito. soube Sayão desempenhar-se brilhantemente do compromisso que tomou. abandonando o casulo grosseiro da matéria. porque disse o Divino Pastor: “Aquele que perseverar até ao fim. notadamente pelo desprendimento dos bens terrestres. do que se salva um rico”. que nesta peregrinação souberam cumprir o seu dever de verdadeiros cristãos. que lhe fossem proporcionados pela riqueza adquirida.. graças ao nosso Pai. Disse o Divino Mestre aos seus discípulos. que desapareceu o homem e que. assim estimulados. para pregar a doutrina de Jesus. que. É preciso que a família espírita conheça a vida dos seus irmãos. e salvou-se. e cheio da misericórdia que às mancheias derrama o nosso Divino Mestre sobre todos os seus discípulos. E não é lícito pôr em dúvida a sua salvação. se bem que imperfeito. para que sirvam de lição à família espírita. a fim de que exemplos tão salutares possam ser aproveitados pelos nossos Espíritos. basta que nos lembremos das palavras de Jesus aos seus apóstolos. A vida de um justo é sempre um exemplo a seguir-se. pujante e forte. sem crença e sem moral! Para se avaliar a grandeza da prova pedida por Sayão. dourada borboleta. pelos embaraços cruéis que lhe opõem os dois grandes inimigos da alma: o orgulho e a vaidade. Antônio Luiz Sayão pediu ao nosso Criador a maior e a mais perigosa das provas que pode um Espírito pedir: a riqueza material. já não pode ser atingido pelo orgulho e a vaidade. à custa de lutas encarniçadas contra os arrastamentos da matéria e preconceitos sociais. a propósito do mancebo rico que o consultou sobre o que necessitava fazer para salvar-se. É. Bezerra de Menezes. Bem se vê que esta luminosa sentença não pode comportar a tradução servil que as letras lhe emprestam. etc. de pequenos fazem-se grandes. tendo em toda a sua vida uma única preocupação: servir ao nosso Bom Senhor. que para esta existência trouxe a prova da riqueza. hoje é Sayão que. de sofrimentos necessários e sempre merecidos. como a nossa. meus irmãos. para se salvar. depois de aconselhar o moço: “Mais depressa passa um camelo pelo fundo de uma agulha. Notemos bem: a dificuldade e nunca a impossibilidade.15 Mais um trabalhador da santa cultura de Nosso Senhor Jesus Cristo cai na arena. é a riqueza a prova mais perigosa e o compromisso mais sério que pode um Espírito tomar. pelos exemplos de toda ordem. comprometendo-se. da sua passagem pela . que. hão de procurar imitá-los. porque perseverou até ao fim. mas surge o Espírito em toda a plenitude da vida. em busca da Grande Luz. podemos falar abertamente dos seus feitos. é um tropo empregado por Jesus para significar à Humanidade a dificuldade com que tem de lutar um Espírito. a adquiri-la à custa de muito trabalho e a fazer-se espírita. porém. surge. de fracos se fizeram fortes. Maia de Lacerda. Tomba o corpo. além das exigências a que todo instante nos obriga uma sociedade. Pois. de fato. * Tracemos um bosquejo. será salvo”. Ontem era Bittencourt Sampaio. portanto. Agora.

jamais se deixou atingir pelo orgulho e a vaidade. ora um tanto apertados. que aqui na Terra tão bem soube orientá-lo e. na Academia de São Paulo. sobre tudo. Em 1878. Teve então de travar luta titânica contra as suas tendências católico-romanas. sua alimentação sólida. no espaço. formou-se em Direito e veio para esta capital exercer a sua profissão e dela escolheu a parte mais simpática e mais sã. jamais se deixou ficar na retaguarda e fez-se notável advogado. pois eram tratados pelo “Senhor” como irmãos e amigos e se constituíram membros da sua família. simples e decente. e que é obrigado a comer e a pagar a moradia à sua custa? E o que veste e o que calça? Pobrezinho! usa a roupa e o calçado. parca e sóbria. Sayão. Trabalhador incansável e extremamente econômico. para evitar que se quebrasse um só dos elos da cadeia que o prendia ao seu mestre e amigo. conseguiu fazer fortuna. Talento modesto. da tribuna do Júri. Mas de uma vez teve Sayão de pôr em prova a sua humildade. aliado ao desejo de bem servir ao Senhor. que narrá-los é impossível. Que o digam os Moisés. para romper o laço que ligava esses dois Espíritos aqui na Terra. Antônio Luiz Sayão encarnou em um centro muito pobre e só à custa de muitos sacrifícios materiais conseguiu formar-se em Direito. nos tempos ignominiosos da escravidão. ora mais largos. generosos e bons. que nem livros tem para estudar. Feita a aliança espiritual entre os dois servos do Senhor.16 Terra. ou pede ao sono reparador o descanso de que necessita o seu corpo depauperado de forças nas lutas do dia. Seu vestuário sempre foi sério. para de escravizados ficarem livres. Nele se acolhiam. como sabe ser a mocidade acadêmica. dos seus companheiros de república. tiveram que lutar heroicamente contra as traiçoeiras ciladas que lhes armavam a todo o instante os Espíritos das trevas. contra os preconceitos sociais-religiosos. depois que para lá foi. se fez espírita. A luta foi encarniçada e tantos foram os estratagemas de que usaram os inimigos do espaço. Quem desconhece o que é a vida de um estudante pobre. melhor soube encaminhá-lo com seus conselhos diários e ampará-lo com a sua ascendência moral. que naqueles tempos souberam fazer renome. era o céu dos desgraçados que tinham pedido a prova de ser escravos. nem um vintém no bolso! Enquanto os colegas se divertem nos teatros. bailes e serenatas. que acabava de abraçar e. ou pelas sugestões do fausto e da orgia. os Celestinos e as Joanas. Seu lar. que. não compatíveis com os Evangelhos de Jesus. qual seja a defesa dos criminosos. Ferreira Viana e outros luminares da jurisprudência. enfrentando com tais competidores. que então era ilustrada pelos vultos eminentes de Busch Varela. cujos filhos eram . mais ou menos. com o intuito perverso de separá-los. Vencendo todas as dificuldades. têm-no em geral em alta consideração. Tomou para seu companheiro e mestre o seu colega Bittencourt Sampaio. ele estuda à luz do lampião da sala da república. Nem uma vela para estudar à noite. poupando e guardando as parcas economias que lhe sobravam das suas restritas necessidades materiais. que naqueles tempos pareciam insuperáveis.

para que Sayão corresse pressuroso a ampará-la. O que se passou na primeira fase desse Grupo está minuciosamente descrito no seu livro inicial. e enriqueceu-o com muitas e . livro que tantos e tão relevantes serviços tem prestado aos que se entregam ao estudo da Doutrina Espírita. e o resultado foi a fundação do “Grupo dos Humildes”. Foi quando desencarnou o bom Bittencourt Sampaio. Foi então quando resolveram fazer. Bastava saber onde estava a miséria. no dia 6 de junho de 1880. Isto vos posso afirmar. lhe solicitou abrigo. e iniciou o “Do Calvário ao Apocalipse”. Sayão era um usurário. dirigido espiritualmente pelo anjo Ismael e materialmente por ele. ele os reeditou com o título “Elucidações Evangélicas”. a sociedade. viu. mas que se caracterizoú pela luta que ele teve de sustentar com os Espíritos das trevas. Contudo. quando o Grupo sucessivas ente recebeu os livros “Jesus Perante a Cristandade” e “De Jesus para as Crianças”. A segunda fase foi mais calma e deu-lhe ensejo a que publicasse o seu segundo livro. Ele usurário! ele que repartia prodigamente com os necessitados os seus haveres! Mas. Ele pressentiu o termo da sua jornada sobre a Terra poucos dias antes da sua partida para as regiões espirituais. passou fome ou se viu privado de teto. esforçar-me-ei por contar alguns. por isso. levar a uma pobre enferma os recursos mediúnicos que reclamava o seu estado de saúde. Cristo e Caridade” até o dia em que uma divergência determinou a saída dos mesmos que não se deixaram arrastar pelo orgulho da ciência. porque seguia o preceito evangélico: “a mão direita não deve ver o que dá a esquerda”. Pela modéstia do seu viver e porque não se imiscuía nas lutas egoísticas dos homens. Desde essa data entrou o Grupo na sua terceira fase. numa das ruas desta Capital. Jamais irmão algum que lhe pediu pão. que ali fora repartir com a desgraçada a moeda material e levar-lhe ao mesmo tempo o conforto espiritual que com tanta dedicação soube haurir nos Evangelhos. uma reunião em sua casa. que não foi para Sayão tão tempestuosa quanto a primeira. que não o compreendia. muitas lágrimas custou ao pobre do Sayão. pela sua seguinte previsão: Tendo-se esgotado a edição dos “Estudos Evangélicos”. Citá-los éimpossível. ditados pelo Espírito Bittencourt e publicados por Sayão. a fim de concertarem a respeito do destino que deveriam tomar.17 por ele acalentados e muitas vezes nos seus próprios braços entregavam o Espírito ao Criador. que denominou “Estudos Evangélicos”. Os seus atos de caridade são inúmeros. ao entrar. Foi tempestuosa e. instigado pela curiosidade. Sayão e Bittencourt Sampaio pertenceram à Sociedade “Deus. amigo! Bem soubeste fazer! A sua bolsa sempre esteve aberta à verdadeira necessidade. regularmente conhecido por “Grupo Sayão”. A sua vida espírita foi cheia de episódios e lutas impossíveis de se descreverem num modestíssimo escrito de jornal. descrevê-los. que alguém se ocultara atrás da porta. Apenas me limitarei a contar um. ocioso. procurou ver quem era e pôde então lobrigar a cabeça do velho Sayão. o tratava de usurário. intitulado “Trabalhos Espíritas”. leitor. Sayão. ei-lo: Uma vez em que o médium Guimarães foi a um miserável quarto de certa casa. ou. Bem fizeste.

Durante a enfermidade que o acometeu. a sua desencarnação não o é menos. Esse livro saiu do prelo o mês passado. “Reformador” de 1953. Assim vivem e assim desencarnam os verdadeiros discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Se a sua vida foi um exemplo perene. Dias depois. ao contrário.18 belíssimas Comunicações recebidas no Grupo. se acusava grandes sofrimentos. e. também. apresentando um exemplar a um confrade. (‘) Ver. página 53. disse-lhe ele: “Este é o último canto do cisne”. Desencarnou como um justo. E o foi. dizia sempre que se fizesse a vontade de Deus! O seu desprendimento foi calmo e mesmo sem contrações. que vieram trazer aos diversos pontos evangélicos. balbuciando uma Ave Maria. DISCÍPULO DE MAX. deixava o fardo pesado da matéria e voava para a verdadeira pátria. muita luz de intenso clarão. onde foi receber do nosso Divino Mestre o prêmio de tanta luta e tantos sacrifícios sofridos sem revolta nem queixume. digno de ser por nós outros imitado. por ele estudados. de fato. não se queixava jamais. .

para se ilustrarem nas letras sagradas. alguns pesquisadores ávidos de se fortalecerem na fé cristã. os Espíritos do Senhor. Muito antes mesmo que Jesus baixasse à Terra para o desempenho da sua excelsa missão de amor. De apresentação ou recomendação não precisa ele. que feitas se acham uma e outra. se constituíam verdadeiros flagelos para a Humanidade daqueles tempos. relativamente pequena era a responsabilidade dos homens pelos seus . que ela se desdobrasse em séculos de tormentosas jornadas. Mas. quais abnegados Cireneus. dos verdadeiros ensinos cristãos. sem luz e sem freio. diante da majestade de Jesus Cristo. se tornassem. Foi preciso que o tempo colaborasse grandemente nessa obra. embora seja grande o respeito que mereçam de seus irmãos. como este. Desceu o Cristo ao mundo e consumou-se a tragédia do Gólgota. que é o do reino de Deus. indicando-lhes o caminho da felicidade. ela é também um testemunho da ajuda que lhes dispensaram. todo esse desvario. para que largamente se espalhe mais um compêndio. Fetichistas da matéria. procuram o remanso da paz. capazes de atentar no roteiro que a ele conduz. empreenderam. em todas as línguas. Fruto do labor que alguns estudantes do livro da vida. A obra está conseguintemente apadrinhada por si mesma. que é o seio do Criador e Pai. quando imperava a ignorância. demonstra à evidência que as palavras do Meigo Nazareno não encontraram guarida nos sentimentos. sobre a obscuridade da letra dos textos derramaram esses fiéis e devotados servos de Nosso Senhor Jesus Cristo a luz dos seus comentários dentro do espírito que a Humanidade do presente já pode suportar. podem invocar-se a escudá-lo. para que as criaturas desviadas do seu destino. aqui tens as duas palavras que me pediste: Vastíssima. Nem a autoridade do homem. Há lágrimas por toda parte. nem os suplícios infligidos aos discípulos fiéis. No passado. Órfãs da essência evangélica. recrudescimento de paixões e ameaças de crimes horripilantes. os Espíritos relegados ao presídio terreno começam agora a sentir os rigores do ferro em brasa. as almas sofredoras. nulifica-se toda e qualquer autoridade. imensa é a bibliografia evangélica. pela autoridade superior dos textos que lhe servem de base aos comentários.19 DO ESPÍRITO SAYÃO Irmão e amigo. que procuraram secundar-lhe a obra de amor e de redenção. a fim de que levassem avante o empreendimento. que respira os ares impuros da matéria. há dúvidas e desesperanças nas almas e inúmeros são os lares onde já falta o pão para alimento do corpo. A cada dia o seu labor. concitando à penitência os povos que. por suas rebeldias contra as leis morais. nem o martírio do Justo. mas por atalhos perigosos e funestos. imolado às paixões dos que Ele viera salvar. melhor apropriada do que a atual. nem a do Espírito ainda adstrito à atmosfera do presídio que lhe foi destinado para resgate de suas dívidas. Há também revoltas sem conta. Ora. aclimados nas regiões onde satisfazem aos seus apetites inferiores. Nenhuma época. portanto. Para tal efeito. sem que a desvalia do meu nome lhe empreste importância alguma. porque. conseguiram modificar os sentimentos humanos. profetas em grande número apregoaram o reino de Deus. após vinte séculos de Cristianismo.

se fizermos dele o nosso confessor. limpando-nos os sentimentos da escória das paixões que constituem a razão de ser do sofrimento. Justo. se o pusermos. O Evangelho é o livro do coração. porque dele se evola a essência da verdade divina. Possam as suas páginas despertar nas consciências cristãs o desejo sincero de exemplificar os ensinos que elas contêm e de praticar as obras de que dão testemunho. com conhecimentos puramente espirituais. visto que muito mais refulgente luz a esclarece. decerto o fel que aí guardamos. aumenta a criatura o seu patrimônio intelectual. sem a atenção que reclamam as leituras edificantes. porque destila o amor de Jesus Cristo. Para as dores agudas da época que passa. consola o desconforto dos aflitos.20 desvairamentos. no coração. À evolução. se esgotará de vez. gradativamente propiciada aos filhos de Deus. o efeito que produzirá a sua não diferirá do que produz a de obras com que o homem procura encher os lazeres da vida. Reduzo. . tornaram imensas as responsabilidades desta geração. ao ser ele publicado pela segunda vez. porém. cura as feridas do sentimento. da inteligência. Lido superficialmente. a sua finalidade máxima é formar o patrimônio moral da Humanidade. versículo a versículo. é que eu lhe augure amplíssima difusão. de anteriores peregrínações terrenas. que oferecem alimento são às almas. pois. as misericordiosas dádivas concedidas pelo Criador às suas criaturas. é certo. SAYÃO Outubro de 1932. Por ele. as conquistas da Ciência. Entretanto. toda a colaboração que dei a este trabalho a duas palavras de incitamento que dirijo aos meus irmãos. tuas manifestações do Consolador que o seu Filho bem-amado prometera. assim. para a escalada gloriosa do futuro. nenhum melhor bálsamo do que este livro.

mais esclarecida. O Espiritismo. em seu amor e sua misericórdia Infinitos. E o que a sublime lei prometia veio. pela beleza da forma. sobre a Humanidade retalhada pela descrença e pela dúvida. levando uns para a descrença e outros para a negação.SOBRE A 1ª EDIÇÃO DESTE LIVRO . E o livro de Sayão é dos que oferecem essa alimentação que dê forças para vencer as intempéries da vida. todos os cismas. segundo a lei manifestada desde os primeiros tempos. É um livro que.21 APRECIAÇÃO DA IMPRENSA . como já o permite o progresso realizado da Humanidade. pobres peregrinos do Infinito. A uma luz que cresce em intensidade. realizou-se. Antônio Luiz Sayão acaba de dar à luz um livro que destoa de quase todos os que têm sido publicados entre nós. a nova revelação que. a todos os progressos da Humanidade. como o exigia o atraso humano. era de esperar maior grau de intensidade daquela luz espargida sobre a Terra. donde a confusão que domina os Espíritos. cisma e materialismo ateístico. não mais sob o véu da letra. a mais pura e sã alimentação de seu Espírito. como o transmitia e transmite a Igreja Romana. O molde já era muito estreito para poder conter a razão. . fez baixar. todas as negações. que aplaina os caminhos da humana regeneração. ofereceu. que somos. que sentiam fome e sede do pão alvo da caridade divina e daquela água de que falou Jesus à samaritana. Ora. nela e por ela. no conhecimento das verdades eternas. abraçados com a verdade e com o bem.BIBLIOGRAFIA O Ilustrado Dr. por sua contextura elevada e útil. quer intelectual. nova revelação que veio mudar a forma ao Evangelho. condíção para chegarmos. e. quer moral. imenso pálio sob o qual se podem agasalhar. O Pai de Infinito amor não podia ver este desequilíbrio. e por obra do Cristianismo. dando mais viva luz para que seja ele entendido. a par e à medida que os olhos da alma humana adquirem maior capacidade para suportá-la. Não é um brilhante repertório de coisas mais ou menos Interessantes que. baixou como esmola do Pai aos filhos. que. tem realizado. é um fato palpável. que dá luz para enfiar a vista pelos horizontes Intérminos do futuro do nosso ser. sem prover de remédio ao mal. tão assinalado progresso. como poucos desafia a atenção dos que procuram. que se avolumara desproporcionalmente. A razão humana. Não. ao termo da jornada: a mística Sião. O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é o código de toda a sabedoria de que se pode revestir a humana criatura. que daí resultava. nos 19 séculos do cristianismo. na essência de seus puríssimos ensinamentos. mas em espírito e verdade. imutável em sua essência. obra do Mestre divino. dado sob o véu da letra. resultante da ordem natural das coisas. para a vida e para as vidas: mas o sagrado código. o homem. tão amplo como o pode reclamar a razão do nosso tempo. já não podia conformar-se com o ensino divino. reveste-se do especialíssimo caráter de uma eterna variedade na forma que o acomoda a todas as idades. dê testemunho da erudição do autor e sirva de agradável passatempo aos que só se preocupam com as grandezas mundanas. dando às verdades do Evangelho um caráter mais amplo.

sem que a embaraCe a vossa reconhecida modéstia. entretanto. sempre sob a dos Altos Espíritos. Bem se vê que o consultante é realmente um incipiente. legado ao mundo pelo divino Mestre. claros e preciosos conhecimentos das verdades. por corresponder à sua confiança. ao magno esforço dos dois atletas da Revelação Espírita. dir-lhe-emos. que é monumental. de 19 de fevereiro de 1897. Este ergueu seu monumento sobre os de Mateus. Bem haja o ilustrado doutor. que assumistes uma tal autoridade. Ele colocou a luz bem alto. Bittencourt Sampaio. pelo aparecimento de mais um astro de luz no horizonte da Terra.22 E esse pálio divino foi o próprio Evangelho. felicita os espíritas. é ter a chave dos pensamentos daquele divino Espírito. levantaram-se. Seus trabalhos podem ser ditos: perfeito resumo da Interpretação dos Evangelhos em espírito e verdade. com toda a . Marcos e Lucas. nestas circunstãncias. entre nós. agora interpretado em espírito e verdade. tuas. e António Luiz Sayão. que entram pelos olhos da alma. pois. procuravam compreender os altos conceitos do Livro de salvação! Ler o novo livro é ter em breves linhas a chave das palavras. sobre toda a doutrina cristã. à luz do Espiritismo. — A nossa incipiência tem encontrado sempre conforto na Vossa palavra inspirada e respeitada mesmo pelos ortodoxos da fé. que esclarece todas as coisas! Altíssima é a missão dos que foram escolhidos para fazerem na Terra a obra de Deus: a divulgação do Evangelho segundo a luz do Espiritismo.) ESPIRITISMO ESTUDOS FILOSÓFICOS Na “Gazeta de Notícias” de 22 do corrente mês lemos o seguinte (*): “Meu caro Max. felicita a Humanidade. como é mister àquela luz. Aquele limitou seu trabalho. a vossa opinião. na medida da compreensão do homem presente. é segura orientação para os que entretém Grupos Espíritas. ao Evangelho de João. por explicações lúcidas e concisas dos textos evangélicos. cujos horizontes se estendem. do livro da vida e das vidas. substituIram a longa e difusa explanação daquele autor. Sayão como normas a seguir no nosso Grupo? — Um discípulo. das parábolas de Jesus. dos conceitos. e dentre aqueles missionários espalhados por toda a Terra. segundo corrigido e aumentado em certos pontos. O “Reformador” felicita o autor. desde. e. relevareis que vos peçamos um conselho: podemos tomar os dois livros publicados pelo Dr. (“Reformador”. pois que eleva nossa individualidade a umas alturas que estamos muito longe de atingir. com a sua Divina Epopéia. que a geração moderna pode suportar. com os seus estudos dos Evangelhos. as obscuridades que confundiam os que. O livro de Sayão é um valioso mimo feito à Humanidade que se souber aproveitá-lo. pelo bem que proporcionou aos que anseiam por se abraçarem com a verdade. antes do Espiritismo. Um completa o outro e ambos dão luz. colherá aí. quer um quer outro. Nenhum saiu dos limites traçados a Roustaing. Como se desdobram em claridades. Só não a verão os que estiverem de assento nas trevas e dormirem com a cabeça voltada para o Ocidente. até hoje veladas.

O Espiritismo. A Allan Kardec sobrevivem outros missionários da verdade eterna. porque muito terá ainda que progredir a Humanidade terrestre. mas teve por missão dizer o que este não podia. (*) Esta carta só foi realmente estampada. sem destruir a obra feita. Da data de 23 de março de 1897. Allan Kardec. Não divergem no que é essencial. o que pensamos sobre os livros do Dr. tendem constantemente a se alargar em extensão e compreensão. em razão do atraso da Humanidade. Espírito preposto por Jesus para reunir. só apanhou o que estes deram — e estes só deram o que era compatível com a compreensão atual do homem terreal. Eis aí que já apareceu Roustaing. pois que ela é progressivamente mais ampla. de clareza e concisão. porque esta. como já foi dito. pois. torna-o bem pouco acessível às Inteligências de certo grau para baixo. darão mais luz. que em muitos pontos vai além de Allan Kardec. tendo dado mais do que as anteriores revelações. em um corpo de doutrinas. a obra de Sayão. não possuindo. longas exposições — e em linguagem . um livro precioso e sagrado o de Roustaing. como ele mesmo veio alargar os princípios fundamentais do ensino ou revelação messiânica — e como este veio alargar os da revelação moisaica. Roustaing confirma o que ensina Allan Kardec. para o fim de se elevar às alturas. que um não pode dispensar o outro. muito terá ainda que dar. pelo mesmo Jesus. porque é inspirado como este. para mais largo conhecimento das faces mais obscuras daquela verdade. 2. Sayão. de penetrar todas as leis da criação. na medida do desenvolvimento da faculdade compreensiva do homem. aparece-nos sob mil fases relativas — relativas ao nosso grau de adiantamento Intelectual e moral. a última palavra sobre as verdades que Deus. que. porque esta é firmada na lei e a lei é imutável. no fundo. Foi esta. como homem. É. não cessa de desenvolver a sua faculdade compreensiva e. constituído por uma legião de Altíssimos Espíritos. pela razão que já foi exposta acima. pois. mas o autor. porém adianta mais que este. no referido jornal carioca. a vantagem que faz sobressair o trabalho de Kardec. o mais moderno missionário da lei. Mas o homem. (Nota da FEB h 9ª edição. à pág. a revelação não chegará a seu termo. pois. ao Espírito da Verdade. como julgam os padres ser. mas sim nos modos de compreender a verdade. a revelação messiânica. compreendidos nas obras fundamentais de Allan Kardec. Seria obra de meritório valor dar à sua exposição de princípios relevantíssimos a concísão e a clareza que sobram no mestre e que lhe faltam bem sensivelmente. sendo absoluta. os principais fundamentos da revelação espírita.23 lealdade e sinceridade. ensinos confiados. Em ligeiros traços resumiu. fez baixar do céu à Terra. quinta coluna da esquerda para a direita. como as asas de um pássaro não se podem dispensar.) O Espiritismo não é. sem lesar. Enquanto o homem não chegar ao último grau da perfeição Intelectual. em seu amor pela Humanidade.

por entre as névoas de nossa peregrinação terrestre. diremos. as virtudes que mostram a coroa do discípulo de Jesus. O livro de Sayão é um resumo de Roustaing. . Bezerra de Menezes. que safra em O País” de 1887 a 1894. a coluna Espírita. Neles encontrareis o que há de mais adiantado em Espiritismo. votado à obra do Mestre Divino. em Roustaing. os frutos preciosos de sua inspiração. sob o ponto de vista doutrinário — e é claro e conciso sob o ponto de vista do método. MAX. em conclusão: podeis tomar os dois livros publicados pelo Dr. correto e adiantado. no — Estudos Filosóficos. com as vantagens de Allan Kardec. publicou esta crítica na Gazeta de Notícia de terça-feira. portanto. Nota da Editora à 9ª edição: MAX. por si só. É. em 1896 e 1897. humildade e fé. como repousou a cabeça. em que transluzem os clarões da verdade. 6 de abril de 1897. com tanta gentileza. com o coração cheio de energias e de caridade evangélica. pág. que ninguém deve desprezar — e que. muito lucrará estudando o livro (os livros) de Sayão. Max escreveu nesse jornal. pseudônimo do Dr. o raio de luz — o farol — o santelmo que nos encaminha ao porto da salvação. Por outra: contém as idéias de Roustaing e o método incomparável de Allan Kardec. 3. o discípulo amado. maIs uma vez. além de ser tal. com a alma cheia de amor. E damos graças a Deus por nos ter permitido encontrar. no seio de Jesus. à honra que nos dispensou. quarta coluna da esquerda para a direita. Ao caro Irmão em crenças. Quem compreende a progressividade da revelação não pode recusar preito a Roustaing — e quem quiser colher. recomendariam o hercúleo esforço do Anteu do Espiritismo no Brasil. encerra observações e práticas que. Sayão como normas a seguir em vosso Grupo. a quem agradecemos. É chave de ouro. Descansai a mente sobre esta obra preciosa.24 didática clareou e pôs ao alcance de todas as inteligências o que era obscuro à maior parte. colhido na seara bendita.

todas as pessoas que almejam ser espíritas devem convencer-Se de que a Doutrina Espírita veio cumprir a grandiosa missão de conduzir a Humanidade à perfeição. “Nas dobras do seu manto. o seu Salvador. entendidos conforme foi preciso figurar. A Doutrina Espírita é a Ciência. ALLAN KARDEC. como deturpadoras dos puros. “Como houvera Jesus nos ensinado. mas de seu Pai. capítulo 6º versículos 50 e 51). que constituem a Doutrina que Ele disse não ser sua. “A Ciência virá — embora oculta. mas os ensinamentos. para espancar todas essas tradições. isto é — as palavras que vos digo são espírito e vida (JOÃO. inovações dos homens. proclamada pelos verdadeiros cristãos e celebrada pelo mavioso cantor da Divina Epopéia. como um sistema coordenado de conhecimentos das . o seu Deus. uma fonte de água. nas sublimes estrofes que se lêem naquele livro de celestes inspirações. (JOÃO. capítulo 6º. versículo 63). será sábio. na sua maior parte vindas do paganismo: enfim. Amar o seu próximo. “Com toda a majestade pela estrada “Sem termo do progresso. nem o vinho. “Que for cristão em Cristo. como ensinam e exigem os mercadores do templo. que ela arrasta. pondo em atividade a sua razão. que representam árvores que o Pai não plantou e que por Isso devem ser arrancadas. entendidos como nos aconselha o próprio Jesus. A Doutrina Espírita representa o alimento. sem que nenhum de vós perceba. rotinas. qual a oferecida por Jesus à Samaritana. O pão Vivo. Porque o homem. preconceitos. tal é a Doutrina da moral cristã.. que salte para a vida eterna (JOÃO capítulo 4º. nem o pão. não com os olhos da alma vendados. fórmulas. nos tempos do obscurantismo e de completa ignorância. que o enviou. simples e singelos ensinamentos do Cordeiro Imaculado de Deus! A Doutrina Espírita é a fonte donde sai a água Viva para saciar a sede. “Isto é. pelo Consolador prometido. seus irmãos. “Porque. Hoje. praticai seus mandamentos. em quem a beba.25 Orientação Espírita Reunidos em nome de Ismael. não tendes outros deveres senão estudar os Evangelhos à luz da Santa Doutrina. “Estudai a moral — compreendei-a. nem o corpo. descido do Céu para que todo aquele que dele coma não morra. da moral evangélica. com o critério real da verdade. portanto basear todo o seu estudo no divino Código da moral legado aos homens. a amar o seu Mestre. mas. nem o sangue. e que virá a ser. a essa perfeição que Impulsiona o homem a amar o seu Criador. versículos 10 ao 14). Água e pão são estes que dimanam de Jesus e que. trazida pelo Espírito da Verdade.” O espírita precisa.. não são nem a água.

figurando homens com vestimentas à fantasia e barretes de todos os feitios! Oh! Não. na infância da Humanidade. aplicando o critério da nossa razão. capítulo 1º. com as regras da lógica e os princípios das verdades demonstradas. À vista desse lúgubre espetáculo. o espetáculo cênico. capítulo 115º. e tudo Isso num templo cheio de ídolos de pau. Essa ligação. sustentamos que. é decente. Convimos que nos tempos anteriores à revelação moisaica. ídolos. que impõe o culto e o reconhecimento para com o Criador de tudo o que existe. festividades. hoje. . não são os rebanhos apascentados pelos pastores?” (DANIEL).26 coisas pelas causas. eis a razão por que dizem a verdade os que sustentam que o Espiritismo é uma ciência e ao mesmo tempo uma religião. profunda. capítulo 5º. A hora vem. da piedade e. um dourado. o jarro de prata. versículo 23 e 24): “Deus é Espírito e em espírito e verdade é que devem adorar os que o adoram. de metal. ritos. como ciência. Imponente e Sublime! Eis em que consiste a religião. por fim. versículo 10: “O principio da sabedoria é o temor de Deus.. Isto deixa de ser sério. o pão. da justiça. incensos. da sagração do Bispo de Olinda? O Arcebispo sagrando as mãos do Bispo. como poderão subsistir essas chamadas cerimônias que escandalizam a razão? Pois é sério. A Doutrina Espírita. E sobre essa base sólida construímos o edifício Inabalável das nossas crenças. menos evangélico. como num culto devido a Deus. versículo 24): “Deus que fez o mundo e tudo que nele há. da nossa fé. abram e leiam o Livro dos “Salmos de David”. E os que duvidam das nossas asserções. a toalha. cansado estou de as sofrer. banidos que foram os holocaustos e os sacrifícios. (JOÃO. Íntima. a não se acharem fascinados pela embriaguez da superstição e do fanatismo. que nos descreveu o “O País” de 6 de maio de 1901. dois pães dourados e prateados e. quando os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade. Será tudo. (EZEQUIEL. obras das mãos dos homens”. sendo Ele o Senhor. defendei a viúva”. capítulo 17º. de chumbo. dando-lhe o anel e o báculo! Os paraninfos seculares purificando-lhe as mãos. de pau e de pedras”. fossem precisos templos feitos pelas mãos dos homens. outro prateado. versículo 2): “Filho do homem. temos o fio que nos liga a Deus. Porque tais quer também o Pai que sejam os que o adoram”. apresentando-lhe a bacia. a ciência dos Santos é a prudência” (ISAÍAS. capítulo 4. mas. “socorrei o oprimido. e nos dá o conhecimento. qual o que não podemos deixar de render a tudo que é grande. o algodão e o limão! Então o Bispo oferece ao Arcebispo tochas acesas. versículos 12 ao 17): “Quem requereu de vós estas coisas? Sacriudos. a consciência. “As vossas solenidades se me têm feito molestas. de prata e de ouro. das nossas esperanças. procurai o que é justo. nos ensina a conhecer as causas e os efeitos. para ser simplesmente ridículo. nos Impõe um culto. ajuntamentos que para mim são iníquos? A minha alma aborrece as vossas calendas. profetiza sobre os pastores de Israel. não habita em templos feitos pelos homens”. capítulo 34º. e dirás: Ai desses pastores que se apascentarem a si mesmos. “Provérbios”. assim. é imponente. versículo 4” Os ídolos das gentes não são senão prata e ouro. a compreensão. (“Ato dos Apóstolos”. de ferro. de prata. o derramamento de sangue dos animais nos altares. fazei justiça ao órfão. fórmulas ridículas. a convicção das verdades eternas. capítulo 9º. dois barris de vinho. versículo 4): “Eles bebiam do vinho e louvavam os seus deuses de ouro. Aprendei a fazer o bem.. e agora é.

(LUCAS. é fácil de compreender-se a razão da luta entre a Igreja de Roma e o progresso. quando realmente o não são. poderemos formar convicção. Já se vê que o nosso fim não é senão convencer os nossos irmãos em crença de que toda a nossa felicidade está na verdadeira orientação traçada por Nosso Senhor Jesus Cristo. do manso Cordeiro de Deus. dessas exterioridades que o clero constitui os seus meios de vida. . versículos 15 ao 20: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.27 Mas. prescientemente sabendo o que fariam os falsos profetas. versículo 10). e teu Pai. bebida diretamente na fonte pura dos seus Evangelhos. que não tiveram nem o padre. como nos ensina o Evangelho de MATEUS. meditado. do Espírito da Verdade. na Terra. o vosso Espírito se sentirá preso do sentimento de comiseração e de piedade por esses infelizes. se já chegaram os tempos preditos do advento do Consolador. na sua harmonia com os princípios justos e racionais. objetar-nos-ão: — Como é que nós. infalíveis e privilegiados representantes. sem ouvir a esses que se nos apresentam como representantes do Cristo na Terra e que. porque a achareis na sua própria razão de ser. fechada a porta. entretanto. dão procuração aos professos para pensarem e decidirem. entre elas a do Samaritano. que se julgam e se impõem como santos. Mas. representantes do Consolador. capítulo 19º. como nos ensInam as Estrelas que baixam do Céu. Apreciai só um fato que praticam esses Infelizes Espíritos refratários à luz. quando houverdes estudado. versículo 5 do Evangelho de Mateus — Mas tu. muitas parábolas Instrutivas nos deixou. pedindo humildemente ao vosso Anjo de Guarda que vos inspire. para que nos demos ao trabalho de querer convencer os Cônegos que se apascentam. isto é. que nos achamos no ermo dos nossos desertos. (LUCAS. capítulo 7º. é claro que temos o recurso vindo de Deus. na prática dos seus ensinamentos. Mas. E. entra no teu quarto e. essa não pode ser duvidosa. Ora. se sabemos que os Padres nada nos ensinam a não ser que cegamente façamos o que eles dizem e não o fazem. que vê o que se passa em secreto. nem o levita. Além disso. capítulo 10º. os fanáticos que se deixam iludir e os sábios que. entendidos em espírito e verdade. é verdade que a luta se acha travada entre as trevas que tudo escondem e a luz que tudo patenteia. sem precisarmos desses falsos profetas. Mas. se é desses mistérios. não tendo tempo para tratar das coisas do outro mundo. versículos 29 ao 37). te dará a paga. andam errados? Respondemos: lede o capítulo 6º. por ora as que já podeis suportar e cuja legitimidade não precisa apadrinhar-se a nenhuma autoridade. e Ele assim o fez por palavras e obras. quando orares. podemos dizer: Quereis estudar e compreender os santos Evangelhos? Procurai este livro. em cujo coração mostrou a compaixão. a vitória. se Jesus não manda que vamos aos templos cheios de ídolos. nos confessionários e com o procedimento que observam na vida social. ora a teu Pai em secreto. aliás ataviados com esses hábitos que tanto impressionam as vistas materiais. Com elas logo vos conformareis quando as confrontardes com o que dogmaticamente pregam os Padres de Roma nos púlpitos. e logo conhecereis pelo fruto a árvore. que vem ensinar todas as coisas e lembrar tudo o que Jesus disse. em que encontrareis todas as explicações trazidas pela revelação espírita. Com efeito.

suicida-se. e a quem negam uma prece. uma missa. como vemos todos os dias. A verdadeira orientação do espírita está em estudar. para aliviá-lo do sofrimento. porque. . compreender e praticar os Evangelhos e assim limpar o seu coração. tira a própria vida. que.28 nem assim a lição foi compreendida. enquanto que os espíritas verdadeiros Imploram misericórdia para ele. no desespero da sua alucinação. a esses Infelizes falta-lhes a compaixão para com o desgraçado. o atribulado. para dele fazer o tabernáculo onde habite Jesus.

prostrai-vOS humildemente. para que o Mestre vos encontre com os instrumentos nas mãos. A Humanidade. realizando-se a promessa da vinda do Consolador. . porque a nossa missão ainda não está completa. as bênçãos de Jesus. com os vossos corações cheios de amor e de adoração. No nosso caminhar de séculos. que vos convida a entrardes numa nova fase de humildade e caridade. porque esse será o escudo com que podereis atravessar o caminho inimigo. porque precisamos do concurso de todos os que se comprometeram a servir ao Mestre. ecce qui tollit peccatum mundi. do fanatismo e da cegueira. e o amor de João. caminhai vigilantes. que por misericórdia do Senhor é mandada à Terra. implorai o divino amparo e ouvireis as angélicas vozes do Céu. para reconhecer que Deus é puro amor. meus irmãos. capítulo 1º.29 O SÉCULO 20 Glória a Deus nas alturas. nas suas comodidades de homens. porque os tempos são chegados. pois que não sabeis quando chegará o Senhor. não deveis sentar-vos no marco do caminho. aproximam-se os tempos e Já estão chegados. peregrinos. liberta-se do jugo da ignorância. para lá plantardes o Estandarte onde se leia: Ecce Agnus Dei. pelos apóstolos de Jesus. as bênçãos da Virgem Imaculada. em que. mas. Salve século 20! Recebei. em busca da luz suprema. por intermédio do seu bendito Filho. (JOÃO. que procuram Deus nos seus apetites materiais. como também é pura razão. vedes que vos é trazida autêntica interpretação dos textos sagrados. O caminho ainda está juncado de gentios. muito temos sofrido com o endurecimento dos homens. paz aos homens na Terra! Caminheiros da estrada da cruz. em sua marcha progressiva através dos séculos. ainda precisamos do vosso concurso. que vêm saudar-vos e dizer-vos: Ainda não pousamos o bordão de peregrinos. Orai e vigiai. versículo 29). e por isso vimos saudar-vos e dizer-vos: coragem. Nossa Mãe Santíssima. que ainda não compreenderam a lei das leis — o amor de Deus e o amor do próximo — porque o egoísmo fala mais alto do que esse duplo amor. até aqui velados pela letra. Espíritas! verdadeiros cristãos em Cristo. muito temos gozado com as manifestações das misericórdias do Mestre. que não poupa esforços para a salvação dos seus irmãos! Meus amigos. Muitos são os chamados e poucos os escolhidos. cavando a terra endurecida pelos vossos erros.

humilde pecador. sem os cuidados desta vida efêmera. amanhã sereis chamado a uma outra vida. como todas as criaturas. menos preocupado com as coisas deste mundo. o vosso espírito se voltar para Deus. Ó almas que viveis no mundo em trevas! Pedi. As páginas deste humílimo livro simbolizam os frutos de que vos falo. porém. sábias e ignorantes. por conseqüência. que hoje convosco reparto. sem exame. Se o vosso espírito se acha assoberbado das coisas da Ciência. também já dei a meu espírito todas as expansões dos gozos da matéria. onde os brasões da vossa grandeza intelectual estarão colocados abaixo dos escudos da fé. Nelas encontrareis as doçuras de uma outra vida. Leitor: Da árvore do bem. mas sim ao cair da tarde. Em maior abundância quisera dar-vo-los. além do mundo que me cerca. sem cuidar do meu eu imperecível. de tal sorte que da Ciência só julgueis dever aceitar os fatos que se desenrolam no seio da Humanidade. como vós. avidamente procurando o vosso lugar à mesa do banquete divino. um mundo mais feliz. que serão. Se sois profano. sem vos preocupardes com as mãos de onde veio. a cuja sombra repousei um dia. coordenei esses santos trabalhos. nem orgulho. Bem como ao Sol as inocentes flores. mas com o intuito de ser útil aos meus semelhantes. lembrai-vos de que a vossa sabedoria não pode ainda vencer as forças da morte e que. Eis o meu livro: que ele possa. não condeneis este pequeno trabalho. então reconhecereis que. nelas encontrareis o remanso das vossas dores. Poucos. se porventura sofreis. sem presunção. se de Jesus a luz bendita não viesse afugentar da noite as trevas. onde podemos agir. nele. se . Eis o meu livro: meditai sobre ele. Eis o meu livro: e quando. falível. presumimos que se vos deparará a verdade e a verdade é Jesus. do amor e da caridade. um dia. a hora da colheita não foi ao levantar da aurora. não para a glória de Deus. onde podemos viver. cansado das fadigas de uma existência atribulada. por BITTENCOURT SAMPAIO. Limpos de orgulho. Como vós. pedi a graça ao Pai celeste. de Jesus o amor se fez em minha alma e vejo. mas sede humildes. que nos chama à verdadeira vida. vos deixar ver os segredos da sua doutrina salvadora. quando. E Ele vos dará. ser a fonte que desaltere o vosso espírito nesse deserto que se chama o mundo. esses mesmos não seriam colhidos. como para mim desejo. do amado Mestre a luz bendita. meu bom amigo. colhi os dulçurosos frutos. de ambição despidos. castelos de ilusões que se esboroam ao mais tênue sopro da morte. um mundo mais verdadeiro. Divina Epopéia. também já fui descrente. caindo sobre o vosso espírito. infelizmente. concentrei nas minhas mãos esses frutos.30 Prefácio da primeira edição Abri o selo vosso à luz divina. Felizmente. que já se apropinquavan no horizonte e que me envolveriam em meio dos meus labores. mas para a salvação dos homens.

são estes os votos mais sinceros daquele que se confessa o último dos filhos de Deus. Abril — 1896. a porta para a vossa iniciação nos mistérios de Deus. Meu irmão. .31 quiserdes. ANTÔNIO LUIZ SAYÃO.

em grego. Supõe-se que o manuscrito Códice Sinaítico seja uma das cinqüenta cópias que o Imperador Constantino mandou fazer para Bizâncio. até certo ponto. existem manuscritos. seja o mesmo que existiu e a Igreja reconheceu. revista por Jerônimo. Os manuscritos existentes. como nas ulteriores. há-os também em outras línguas. hoje Constantinopla. Nem só em grego. por exemplo. que hoje o possuímos. em 331. onde faleceu Erasmo. Há ainda a Vulgata Latina. pela primeira vez.32 Introdução Antes de entrarmos no estudo dos Santos Evangelhos. nascido em 1467. São João Crisóstomo. de quando o velino e o pergaminho já haviam invalidado o papiro e de quando o livro. e que. igualmente. bem como o Códice do Vaticano. chamado — o pai da história eclesiástica. segundo Kittos Cyclop. para uso dos escribas. literal). constituindo para os egípcios um artigo de comércio muito lucrativo. Por muito tempo. descoberto no Convento de Santa Catarina. ou do princípio do 4º século. Há também os manuscritos. Santo Atanásio. Há. razão por que uma das calamidades que o profeta Isaías (capítulo 4º. quando foi impresso. dois mil anos antes do nascimento do Cristo. porém. essa planta foi o material de escrita de todo o mundo literário. traduzida no mesmo século. no ano de 1516. ou latinas. LEGITIMIDADE Não é lícito duvidar de que o Novo Testamento. que conheceu a versão grega e dela fez uma tradução latina e uma paráfrase. durante mais de doze séculos. por exemplo: o Códice Sinaítico. a fim de facilitarmos aquele estudo. natural da Holanda. datado de Basiléia. doutor em Teologia. do Código Alexandrino. Quanto às épocas anteriores à sua impressão nessas edições. alguns dos quais alcançam até ao século 4º. versão essa que remonta ao século 2º. calcula-se em seiscentos o número dos manuscritos que hão sido comparados. as 2ª e 3ª de João. 7) predisse contra o Egito foi a destruição da planta do papel. exceto a 2ª Epístola de Pedro. que contém todos os livros do Novo Testamento. em Roma. etc. depois. com a legitimidade. . o escritor mais espiritual do seu tempo. foi o grande meio pelo qual as Escrituras Sagradas se tornaram conhecidas das igrejas ocidentais. página 974. volume 2. São Basílio. ainda que perfuntoriamente. versículo. um dos cantões da Suíça. finalmente. a de Judas e o Apocalipse. vulgarmente chamada Peshito (simples. bem como das edições de São Jerônimo. no monte Sinai. pertencem a uma época posterior ao Cristo. pareceu-nos conveniente que nos ocupássemos. como. de 1844 a 1859. Entre tanto. Os manuscritos mais antigos não tinham a forma de livros. a cronologia. o homem mais sábio. o papiro já era usado pelos egípcios. a geografia e a história do Novo Testamento. do século 5º. que datam do 3º século. nos tempos primitivos. os Evangelhos Siríacos e há. o mais completo. já havia tomado o lugar do rolo. a autenticidade. a antiga versão siríaca. sob a vigilância de Eusébio de Cesaréia (da Palestina). Eram feitos em rolos de peles de animais. as versões (Copta Thebaica (Egípcias). porém.

os quatro escritores que relataram a vida. desde o primeiro século. o Maior. na sua Epístola dos Gálatas. Escreveram por intuição e segundo o que lhes fora narrado por aqueles que. Quanto ao estilo do Novo Testamento. o de SÃO Bernardo. Entretanto. etc. Daí bem se infere a legitimidade destes. O primeiro. escrito no 13º século. em quase todos os pontos. o segundo semelhante a um novilho (Lucas). como diz Lucas. os escritos relativos à matéria que deu lugar a acaloradas discussões durante as épocas que se seguiram aos tempos apostólicos. conhecera o Salvador quase tanto quanto os . médiuns historiadores. tornando-se estes. Muitos supõem que Lucas foi um dos 72 discípulos ordenados para a pregação da Boa Nova. e 7). Lucas e João. versículo 1. Marcos e Lucas não foram apóstolos. o Evangelho Eterno. o Evangelho segundo os Egípcios. isto é. como todas as obras humanas. no decurso do primeiro século. que foram apóstolos do Cristo (discípulos encarregados de pregar o Evangelho). Com efeito. desde o começo tudo viram com seus próprios olhos e eram os ministros da palavra. inspirados. o quarto. Marcos. um animal semelhante a uma águia voando (João). em todos os autores e traduções. no Apocalipse (capítulo 4º. são: Mateus. Mas. que pretendia expor uma lei mais perfeita do que a do Cristo. as obras e a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. o de Santo André. o de São Mateus. Assim sendo. notaremos que muitos Evangelhos apócrifos existem. na sua Epístola aos Gálatas. inconscientemente. como tinham de falar para homens. não pode haver dúvida de que seus autores se hajam certificado da verdade do que referiram. no capítulo 10º. grego escrito por judeus. Percorrendo-se. verifica-se que as citações do Novo Testamento. como se vê pelas referências que lhes fez Paulo. em conseqüência. há o Evangelho de São Pedro ou dos Doze Apóstolos. aliás reconhecida e comprovada por Paulo. Com efeito. Tratando da legitimidade dos quatro Evangelhos canônicos. esse corresponde exatamente ao que se devia esperar do caráter de seus autores: linguagem grega. os evangelistas. o Evangelho do Nascimento da Santa Virgem. o acompanharam durante o seu ministério e testemunharam os fatos que narram e ouviram as palavras que citam. cuja autenticidade a Igreja reconhece. o Evangelho de SÃO Tomás. versículo 6. capítulo 1º.. mas não clássica. o Evangelho de Sâo Judas. por quatro animais. concordam. com os textos atualmente aceitos. versículos 3. o terceiro. o de São Filipe e de SÃO Tiago. um animal com aspecto de homem (Mateus). Eles se encontram indicados. versículo 6 e seguintes. AUTENTICIDADE DO NOVO TESTAMENTO Admitida a legitimidade dos livros sagrados.33 Nas obras dos antigos padres da Igreja e mesmo nas dos hereges e inimigos do Cristianismo se encontram citações e referências ao Novo Testamento. precisaram humanizar os meios. imperfeitos. semelhante a um leão (Marcos). Mateus e João. do seu Evangelho. Os evangelistas eram. mas foram contemporâneos destes e viveram em relações íntimas com os que haviam presenciado os acontecimentos de que falam em seus escritos. conforme ele próprio o diz. capítulo 1º.

preciso é não esqueçamos que a sua autoridade não veio inutilizar a nossa razão. Mas. que. e escreveu sob a imediata direção desse apóstolo. capítulo 1º. se explicam e completam. Consta de 39 livros o Velho Testamento. ao escreverem. é claro que os autores dos cinco livros do Novo Testamento possuíam exato conhecimento das coisas que relataram. no entanto. Abraão viu o seu dia. antes de serem escritas. A Lei se contém nos cinco livros . Os tradutores e interpretadores falsearam às vezes o pensamento primário. Acresce que Lucas foi. nem pôr de parte as investigações. Certo é. Moisés foi um símbolo do Cristo. para nos mostrar as relações em que estamos com Ele e para nos ensinar o que importa saibamos. A cada evangelista cabia. e se divide em Lei. Tudo o que procede da Humanidade contém erros. Todos os profetas anunciaram o seu advento e proclamaram a sua glória. onde a razão falece. só se verificaram. a fim de o glorificarmos na Terra e o amarmos eternamente. dos evangelistas. longe de constituírem contradições. suas fraquezas de homens deram causa às pequenas divergências que se notam nas narrações. reconciliando com Ele o mundo. O fim da Bíblia. (Veja-se este Evangelho. Marcos seguiu a Pedro. (2ª Epístola aos Coríntios. pois. Essas diferenças. mesmo candura. de modo a constituírem o conjunto da revelação trazida pelo Messias. fornecem a prova da autenticidade dos evangelhos. obra de muitos séculos. O autor desse livro confessa ser o mesmo a quem se atribui o Evangelho de Lucas. Essas divergências. Seus escritos revelam integridade. é mostrar-nos Deus no Cristo. como do Novo Testamento. devidas à imperfeição dos narradores. capítulo 1º versículos 1 ao 4 e Atos dos Apóstolos. por muito tempo. a interpretação de certos fatos lhes era deixada ao próprio juízo. Profetas e Escrituras Sagradas. só a revelação nos pode esclarecer. fiel cada uma dentro do quadro que abrangeu. ao demais. quis Deus nos fosse ela dada por inspiração do Espírito Santo. simplicidade. O livro que se segue aos Evangelhos é o que chamamos Atos dos Apóstolos. Quando. do Cristo exaltado. em particularidades de pouca importância e em nada comprometem o que forma a base e os elementos da Revelação Messiânica. companheiro inseparável de Paulo e é bem provável que tenha escrito com assentimento e aprovação deste. porém. David escreveu sobre ele. versículos 1 ao 5.) O Velho Testamento é a história da preparação do mundo para o advento do Cristo. na narrativa. uma parte do quadro geral. O Novo Testamento é a história desse advento e a exposição profética de seus resultados. VERSÍCULO 19. As narrativas. eles a ratificaram com o próprio sangue. do Cristo glorificado. Os apóstolos espalharam o conhecimento do Cristo crucificado.34 mesmos apóstolos. As palavras dos apóstolos foram transmitidas de boca em boca. FONTES E CRONOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO A Bíblia.) A vista do que fica exposto. A convicção que tinham da verdade que ensinavam. durante parte considerável de seu ministério.

de que viera confirmar a lei e os profetas. cidade que se tornou depois conhecida como o torrão natal do Senhor. Rute e Lamentações. etc. raça indiana. em a inspirada narração. a cerca de duas léguas ao Sul de Jerusalém. E todas essas previsões se realizaram. o livro mais antigo do mundo. em sua quarta Égloga aponta o berço auspicioso de um filho do Céu. pelos Magos. que trouxe o triunfo aos pobres e humildes! Em conclusão. quando soou a hora prometida. Os menores são os que se contam desde Oséias até Malaquias. NOTÍCIA GEOGRÁFICA E HISTÓRICA Afiguram-se-nos também necessários alguns esclarecimentos sobre as terras e lugares por onde andou o nosso Redentor. Os antigos são os livros históricos: Josué. Samuel e ReiSão Os modernos se subdividem em maiores e menores. se encontram sessenta referências ao Deuteronômio. Virgílio. chamados: Pentateuco. na ordem cronológica.35 de Moisés. pelos Bonzos. bem como acerca dos acontecimentos narrados nos Evangelhos. poeta autor dos mais sublimes versos da poesia hebraica e que. por Confúcio. no desespero de profunda dor pela perda de seus filhos. o idumeu. elevou seu espírito e manifestou a certeza da vinda do Salvador. a hora da paz propícia ao Nascimento do Messias: o Filho do Homem. foi anunciado desde tempos imemoriais. nome dado aos sacerdotes da China e do Japão. feita por Jesus. Eclesiastes. Juizes. Ester. cultores das ciências ocultas. pelos Brâmanes. como filho de uma Virgem. filósofo chinês que viveu quinhentos anos antes de Jesus Cristo e prometeu o verdadeiro santo. oriunda das Índias orientais. Êxodo. Jeremias e Ezequiel. Também o foi. já das referências que nele encontramos. que as fontes do Novo Testamento se acham na Bíblia que. Cântico dos Cânticos. é a história da preparação do mundo. O Pentateuco é o primeiro na ordem dos livros do Velho Testamento. O primeiro lugar de que. já da própria declaração. que viu os joelhos dos Césares se curvarem diante da sua coroa de espinhos! o Herói. devorado por horrível enfermidade. Seu antigo nome era Efrata e. éeste um assunto de muito interesse. em tempos ainda remotos. que havia de vir do Ocidente. Só no Evangelho de Mateus. Os maiores são Isaías. Romanos e os mais antigos idólatras. o que se confirma pelas referências que neste se lhes fazem. do mesmo modo que aquele é a história desse advento e da comprovação das profecias. conforme dissemos. onde nasceu David. por Job. Esdras. para o advento de Jesus. por exemplo. fala. As Escrituras são: Salmos e Provérbios. a primeira data que nos interessa é a do Nascimento de Jesus Cristo. Indianos. profetizado nos oráculos da Sibila. Seu advento. Neemias e Crônicas. Job. Esses livros constituem a fonte do Novo Testamento. China. Daniel. No tocante ao Novo Testamento. no extremo da Ásia oriental. Gênese. sacerdotes dos antigos Persas. é Belém. como tal. é tratada em . Quanto à ordem e sucessão dos acontecimentos. as castas mais exclusivistas vinham de toda parte encontrar-se neste ponto. assim como. podemos deduzir. E uma das mais antigas cidades da Palestina. Assim. o príncipe dos poetas latinos. Os Profetas se dividem em antigos e modernos. porém de grande dificuldade.

36 Miquéias (VERSÍCULO 2). com José . rio da Palestina. a 90 quilômetros ao norte de Jerusalém. onde Jesus esteve alguns dias. que se celebrava no décimo quarto dia da Lua após o equinócio da Primavera. Nazaré é uma cidadezinha da Síria. ou Mar Morto. Fica a pequena distância de Betsaida. num dos vaus do Jordão. sita numa montanha. onde Jesus teria nascido se não ocorresse o conhecido incidente. Essa denominação lhe foi dada. por estar próxima a Páscoa dos Judeus. se achava a sete léguas de Jerusalém. à direita do Nilo. capítulo 2º. onde se lê: “David era filho daquele homem Efrateu. pela saída dos Israelitas do Egito. próxima de Heliópolis (cidade do Sol). cidade da tribo de Benjamim. foi batizado. três léguas ao norte de Nazaré. na parte Sul da Galiléia. capítulo 1º versículos 17 ao 12. cadeia de montanhas da Turquia Asiática. uma alta montanha como tendo sido onde se deu a tentação do Senhor. versículo 12. sede de uma das doze tribos do povo hebreu. do lado ocidental de Jericó. capítulo 17º. era chamada Quarantânia. de Bethlehem de Judá”. decerto não casual. Do Egito voltou ela para a Galiléia. não longe de Jericó. A tradição aponta. segundo se colige do versículo 3 do capítulo 6º de Marcos. a passagem do Senhor era uma festa que se celebrava em honra do Senhor. José tinha benSão A esse tempo. entrando Jesus no templo. um dos 72 discípulos. Jesus foi ao lugar onde João Batista se achava batizando. no deserto de Judá. no caminho do Cairo. pelas suas palmeiras e pelo seu bálsamo. capítulo 2º. caminho direto de Jerusalém para Damasco. Turquia Asiática. no Baixo Egito. pronunciou a sua primeira parábola (João. que se supõe ser o mesmo chamado Bartolomeu. montanha essa que. à sombra de velho e frondoso sicômoro. interpelado pelos judeus. para não ser confundida com o pequeno e remoto lugarejo. expulsou dali os mercadores e. Saindo de Belém para o Egito. límpidas e bastante quentes. em Samuel. após 200 quilômetros de curso. foi para Cafarnaum. cidade de Filipe. como se vê em Juízes. perto de Zabulon. capítulo 12º. A planície de Jericó era afamada pelas suas rosas. da antiga Palestina. foi ele residir ali com Maria. cidade edificada às bordas do mar de Tiberíades. pátria de Natanael. o lago de Tiberíades e se lança no lago Asfaltite. versículos 11 ao 18. isto é. dirigiu-se ele para Jerusalém. Entre os cristãos é a festa da ressurreição de Jesus Cristo. nos confins da Galiléia. onde José tinha a sua oficina e aonde se supõe ter Jesus ido com seu pai e aprendido o ofício deste. Depois apareceu sob o nome de Bethlehem de Judá. na província de Galiléia. à margem das estradas reais do Egito para a Síria. situada entre o mar de Tiberíades e o Mediterrâneo. versículo 7. A Páscoa. pátria dos apóstolos Pedro e André. Aí também foi procurado por Nicodemos. que nasce no Ante-Líbano. cidade da Síria.) Em seguida. judeu da seita dos fariseus. Suas águas são claras. Daí. que não se arreceou de declarar-se discípulo do Cristo e foi. Em Cafarnaum. Celebra-se no domingo seguinte à Páscoa dos Judeus. a Santa Família descansou na aldeia de Metarié. tribo de Zabulon. dizem alguns. do mesmo nome. Em Jerusalém. quando já contava trinta de idade. (João. fixando residência em Nazaré. pelo que recebeu o nome de cidade das Palmas. O Jordão. Decorridos dezoito anos. atravessa o lago Semechonte. Jesus passou depois a Canaã. em memória dos 40 dias do seu jejum. Jericó. cercada de amenos jardins. Aí. Veja-se: Êxodo. versículo 29).

Ao Sul. nos confins da Arábia. Então. e a festa tinha por fim recordar o haverem eles habitado essas tendas. levando consigo Pedro. a Betsaida. ressuscitou o filho da viúva de Naim. ou tenda. havia a cidade de Cafarnaum. cidade junto do lado de Genesaré. LUCAS. O mar da Galiléia é formado pelas águas do Jordão. versículos 22 ao 25) e onde nasceram Pedro. próprio a ser armado nos lugares ermos. cidade distante dali 35 milhas. onde se deu o fato de os porcos se precipitarem no mar. no deserto. perto da aldeia de Betfagé. Tabernáculo. subiu ao monte Tabor. Lá se encontra o poço de Jacob. era o nome que os hebreus davam a um templo portátil. a dez quilômetros de Jerusalém. devido à sua forma singular. Passou a Cesaréia de Filipe. Dali. e se transfigurou em presença deles (MATEUS capítulo 18º. Ainda há alguns Samaritanos em Nepluse. Chegado à Galiléia. (JOÃO. é a aldeia de Mejdel. capítulo 8º. capítulo 11º. em seguida. versículo 28). Quando Jesus o ia descendo. versículos 1 ao 44). entrou Jesus novamente na Galiléia e passou por Samaria. versículo 32).37 de Arimatéia. dera o nome de Sebaste (tradução grega de Augusta). a que Herodes. com os ramos que empunhava. exclamava: Hosanas ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosanas nas alturas! Dali contemplando a cidade de Jerusalém. Tiago Maior e Filipe. proferido pela multidão que. nas vizinhanças de uma aldeia de nome Dalmanuta. Jesus visitou. por haver o Senhor pronunciado nele o “Sermão da Montanha”. o leproso. fez Jesus o suposto milagre das bodas de Canaã. (MATEUS. capítulo 8º. a pedido de Marta e Maria. da festa dos tabernáculos. capítulo 9º. onde. preso em Macheronte. além Jordão. Foi. evitavam toda sorte de relações com estes. Jesus chorou! Aquela multidão saía. como Corazim e Betsaida. capítulo 8º. Assim se explica a divergência aparente. Nela se encontram os tradicionais lugares da casa e do túmulo de Lázaro e a casa de Simão. Próximo se vê a montanha conhecida pelo nome de Picos de Hatim. Atravessou o monte das Oliveiras. sempre em luta com os judeus. recebeu os discípulos de João Batista. Perto. na estrada geral de Jericó. na segunda quinzena de setembro. depois. versículo 39. Do lado Ocidental fica a terra de Genesaré. cidade da Síria onde se indicam as pretendidas grutas sepulcrais de Josué e José. estrugiu o brado de triunfo. também ele foi. no sopé do monte das Oliveiras. Betânia é uma pequena cidade. cujas aldeias e cidades dos arredores. (MATEUS. que há entre esses dois evangelistas. em cujo cume se acham os túmulos dos profetas. versículos 1 ao 9. Saindo da Judéia. . ou Magdala. Em Cafarnaum. chamada Gergesa. foi a Jerusalém. para lisonjear á Augusto. voltou a Betânia. chegada a festa chamada dos tabernáculos. seguiu dali para Magedá. capítulo 15º. munida de grandes ramos de palmeiras. Aí. MARCOS. e que os latinos denominaram o Monte das Bem-aventuranças. ressuscitou a Lázaro. Os samaritanos. mandou que seus discípulos fossem assistir a ela e. na terra de Genesaré. versículo 10). João Evangelista. fortaleza ao Sul da Peréia. chegou Jesus a uma cidade próxima. Durava sete dias. como era de costume. ou Magdala. Tiago e João. e que também se chama — Monte das Ofensas. onde curou o cego (MARCOS. Tendo atravessado o mar. junto ao qual se deu o colóquio do Senhor com a Samaritana. prestar-lhe as últimas homenagens.

Esse território se estendia desde uma aldeia. era: a terra da outra banda. A parte oriental formava o que na Escritura se denomina o deserto. Dentro desta se encontram: Arimatéia. pertenciam à tribo de Judá. Canaã. terra dos amonitas. A Peréia. Samaria. Nazaré e Naim. Fariseus eram os membros de uma seita que tomava parte ativa nas controvérsias religiosas. Betânia. Jericó. faremos notar que o Calvário. em Samaria e Sitópolis. Sicar e Sila. Galiléia e Peréia. Eram homens dados às práticas do culto e das cerimônias. na costa do Mediterrâneo. que se esforçavam por dominar sob a aparência de virtuosos.38 * Deixando de parte a narrativa evangélica. membros de uma seita fundada por Sadoc. voltaram à sua terra. ao sul da Samaria.Ali se ergue hoje a “Igreja do Santo Sepulcro”. Era nesse monte que os judeus executavam os criminosos. ou presidências. Samuel e João Batista foram nazarenos. . e. denominada Jordão. ao norte da Judéia. Samaria. Suas principais cidades eram: Cesaréia da Palestina. do Oriente ao Ocidente. Terminava. no ocidente. Escribas eram doutores que ensinavam e interpretavam a lei de Moisés. A Galiléia. Passando em rápida revista a Terra Santa do tempo do Cristo. que quer dizer crânio. Cafarnaum. nos confins da Arábia. A Galiléia foi o sítio mais honrado com a presença do Salvador. Gaza. Corozain e Betsaida. por isso. ou deserto na Judéia. compreendia a tribo de Efraim e parte da de Manassés. era a tetrarquia mais extensa da Terra Santa. Sansão. Moto. do rio Jordão a Jope. ficando o povo. Belém e Betfagé. Dava-se o nome de Cesaréia às cidades fundadas ou embelezadas por imperadores romanos. Nazareno era nome dado aos judeus que faziam voto de pureza perfeita. Lida e Rama. Tinha por cidades principais: Samaria. se obrigavam à castidade e deixavam crescer os cabelos. Efraim. ou Palestina. chamado. Havia uma quinta divisão: a Iduméia. Emaús. em hebreu Gólgota. No centro da região. é um pequeno monte ao norte de Jerusalém . judeu. estava Jerusalém. antiga Galaad e Basam. não mais hebreu. ou caveira. ao norte da Palestina. rodeada de diferentes capelas. parte da qual ficava fora dos limites de Canaã. Ficava ao centro. Tiberíades. ao sul. em Ptolemaida e Carmelo. era Ele chamado Galileu. todas tributárias dos Romanos: Judéia. porém. de costumes dissolutos. Ía. As três primeiras estavam incluídas na Palestina propriamente dita. a última compreendia o território de além-Jordão. à aldeia de Aná. depois do cativeiro. A Iduméia habitavam-na os antigos idomitas. israelita. para os ritos das diversas seitas cristãs. vemo-la dividida em quatro tetrarquias. Os primeiros Judeus que. eram os antagonistas dos fariseus. em largura. A parte mais meridional era a Judéía. entre a Judéia e a Galiléia. Jope. Faziam causa comum com os fariseus. Espalharam-se pelo território a que deram o nome de Judéia. Saduceus. orgulhosos. desde então.

A noite passou e o dia vem chegando. * Mateus escreveu o seu Evangelho em hebraico. mas negavam o livrearbítrio. em Roma. no ano 96. para facilitar a compreensão da palavra dos Evangelhos. 11 ao 12 . governador e protetor da Terra. capítulo 13º. Epístola aos Romanos. Marcos escreveu o seu em grego. onde veio ensinar-nos a viver e a morrer. no de 44. Tais as informações que nos parecem de utilidade aqui. no ano 39. Lucas em grego. em Jerusalém. Criam na igualdade. Deixemos. em grego. João. no ano 56. perto do Mar Morto. Viviam em comunidade. que vamos estudar nesse santo livro de amor. que dá a conhecer a grandeza do Profeta da Palestina. Avante: “É já hora de nos levantarmos do sono. em Êfeso. pois. da treva as obras E revistamo-nos das armas da luz!” PAULO.39 Os Essênios formavam uma seita judaica. que prepara o espírito para a vida eterna. a sublimidade do objeto e do fim da sua missão espiritual de fundador. de maneira austera. em Acaia.

Era necessário que Jesus se assemelhasse aos homens (exceto no pecado). a fim de que sua morte apresentasse valor idêntico ao da nossa morte e a sua justiça equivalesse à nossa justiça.40 1 Evangelhos SEGUNDO MATEUS. Jesus. segundo as leis dos homens superiores. 1º. chamado depois “príncipe do mundo” (João. A letra mata e o espírito vivifica. para que se tornassem acessíveis à matéria. prometida pelo Pai celestial. (João. de natureza perispirítica visível e tangível. por efeito de incorporação. versículos 3. MARCOS E LUCAS REUNIDOS E POSTOS EM CONCORDÂNCIA O espírito é que Vivifica. nascendo de uma mulher. capítulo 14º. Ela foi devida à necessidade de se materializarem todos os fatos. JOÃO. cuja perfeição se perde na noite das eternidades. é verdade. mas . mas com um corpo fluídico. MATEUS. 23 ao 28. PAULO. notam-se divergências Tão sem importância. entre a tua posteridade e a sua. versículo 15). Ela te pisará a cabeça e tu armarás traições ao seu calcanhar. as palavras que vos digo são espírito e Vida. — LUCAS. que fosse escutada. no meio que estava preparado havia tantos séculos. neste ponto de suas narrativas. dirigindo-se à serpente. encerra figuradamente a promessa de um libertador. a genealogia humana que Lhe foi atribuida correspondeu às necessidades da época. 2ª Epístola aos Coríntios. Assim.” Essa posteridade da mulher. e 63. 3º. porém. protetor e governador do nosso planeta. versículo 58). capítulo 8º. Os crentes do Antigo Testamento não conheceram o Salvador. encontramos na Gênese (capítulo 3º. Genealogia de Jesus (aos olhos dos homens) (1) Confrontando-se os textos desses evangelistas. são elas. sob a aparência da corporeidade humana. 5. que Paulo aconselhou a Timóteo se não ocupasse com tais genealogias (1ª Epístola a Timóteo. Segundo as tradições hebraicas e as interpretações dadas às profecias da antiga lei. submetido às limitações da carne. sobretudo. pois que era preciso falar aos homens uma linguagem que eles pudessem compreender e. Com efeito. bem como as controvérsias a que tem dado lugar. Deus disse: “Porei inimizades entre ti e a mulher. aparecer como uma criatura humana. a cuja formação presidiu. por precisar revestirse dos andrajos da nossa mortalidade. como frágil criancinha. tendo-se em vista o desempenho de sua missão. 6º. com poder de pisar a cabeça da serpente. 4 e 5). 1 ao 17. 5 e 6. que viria ao mundo. versículo 30). que. a carne de nada serve. Jesus apareceu na Terra. 1º. é estranho e anterior às gerações humanas que sucessivamente o têm habitado. Espírito perfeito e imaculado. que objetivava a regeneração da nossa Humanidade. símbolo do Espírito do mal.

para lhes guiar as inteligências. ambos purificados. em sua origem. como essência espiritual e princípio de inteligência. inferiores. material e fluídica.41 esperavam o seu advento e nenhum esperou em vão. Forçoso era. Tendo isto em atenção é que devemos entender o que é dito sobre a criação do primeiro homem. Na criação. tudo tem uma origem comum. Era o Céu que teria de descer à Terra. tinha que figurar como mãe. Isaías confirmou essa promessa na profecia seguinte (capítulo 7º. O fluído universal. a Jesus. únicos para quem escrevemos. etc. portanto. conseguintemente. sendo. porém menos elevado que o de Maria. conseguintemente. que se achavam metidos às leis de Moisés e a tradições que datavam de séculos. á cerca desses pontos e de outros. Espírito perfeito. Tudo vem do infinitamente pequeno para o infinitamente grande. versículo 14): O mesmo Senhor vos dará este sinal: Eis que uma virgem conceberá e parirá um filho. Era o Filho de Deus fazendo-se homem. para que os homens pudessem tornar-se filhos de Deus. sobre os quais. qual a realidade quanto à criação do Espírito e do corpo do homem do nosso planeta. pois. é o instrumento e o meio de toda a criação espiritual. de todos os reinos da natureza. tinha que nascer em Belém. ponto de partida e de reunião de tudo. O libertador prometido. e José. figuradamente. Maria. sobre o paraíso terrestre. se forma da quintessência dos fluídos que no seu conjunto constituem o que chamamos — o todo universal e que as irradiações divinas animam. que demandam extensos e amplos esclarecimentos. Assim. Criador imediato e único que tudo o que é puro e perfeito. dos que nele depositaram suas esperanças. Espírito de pureza perfeita e imaculada? São questões complexas estas. uma figura exigida pelo estado das inteligências daquelas épocas remotas. Mas. também Espírito perfeito. que o toca de perto e dele parte. O Espírito. sobre a formação do globo terráqueo. Tudo provém de Deus e para Deus volta. tudo. o caminho seguido fosse o que eles tinham o hábito de trilhar. que será chamado Emmanuel. pela descendência. para lhes dar o ser e compor os germes de toda a criação. até Deus. como remonta a Deus a criação do corpo formado de limo. um filho de David. se a genealogia humana de Jesus é também meramente simbólica. inquietado os fracos e retardado a marcha da Humanidade. então. Se. se a criação do primeiro homem é apenas um símbolo. da criação de todos os mundos. tendo por pai um descendente de David. somente para dar uma idéia do assunto aos que desejem iniciar-se no conhecimento das coisas santas. que. encarnaram para assistir a este em sua missão. a verdade fosse proclamada abertamente. quando sabemos que elas iam dar-se entre os hebreus. Tudo se origina desses germes fecundados pela Divindade e progride para a harmonia . e qual a realidade quanto à genealogia espiritual de Jesus. a genealogia de Jesus remontà a Adão. para que a Terra pudesse elevar-se ao Céu. portanto. que se perdiam na noite dos tempos. e José como pai de Jesus. o Cristo. apenas de leve tocaremos. Maria. que houvera revoltado as massas. como também no estado fluídico. Acompanhemos a sua genealogia espiritual e remontaremos a Deus. dar-me-ia à letra da Gênese formal desmentido. E não devemos estranhar que as coisas se passassem assim. de todas as criaturas. assim no estado material.

que liga a nossa habitação manchada pelo pecado à morada do Eterno! Apoiada no . até que atinja aquela perfeição moral. Os princípios latentes. versículo 12) e semelhante à qual nada. eles chegam ao período preparatório do estado de Espírito formado e. inseparável da alma. A elevação dos sentimentos. de natureza semimaterial. com inteligência capaz de raciocínio. tendo abandonado. da natureza da alma e da do corpo. ainda quando desprendida está do corpo físico. ganham o estado de criaturas possuidoras de livre-arbítrio. vencido esse período. imutáveis e eternas por Ele mesmo estabelecidas. cofre de todas as esperanças. uma laranja. caracterizando-lhe a individualidade. Cobre-se então de fluídos que lhe comporão o que chamamos — perispírito e que é um corpo fluídico que se torna para o Espírito o instrumento e o meio. qual o que cobria a arca santa e se chamava propiciatório. ou de seu progresso até à perfeição. de Espírito pronto para ser humanizado. tornando-o apto a galgar aquela escada até ao topo. o Espírito se encontra num estado de inocência completa. a película fina que lhe cobre os gomos e que. ao mesmo tempo. ele é opaco. passando sucessivamente pelos reinos mineral. expiatórias a princípio e por fim gloriosas. aguardam no estado cataléptico que Deus lhes dê destino e os aproprie ao fluído a que devam servir. onde encontrará a Jesus.42 universal. ou de sua queda. mais etéreo. Sirvamo-nos de uma comparação material. se eleva. Tais princípios sofrem passivamente. como o corpo de carne o é do Espírito naquela condição. É a estátua que acabou de receber as formas. em multidão inumerável. o perispírito lhe será também instrumento de progresso. Pois bem. Participando. o Espírito. Ainda. subirá a escada que Jacob viu em sonho. transmitindo àquela as impressões recebidas pelos sentidos e comunicando ao corpo a vontade do Espírito. com os seus últimos invólucros animais. se acha ligado à casca. de reerguimento. se refletem o atraso e o progresso do Espírito. É tal a sua extensão. segundo as leis naturais. mais sutil. A medida que o Espírito progride. como num manto. mediante encarnações e reencarnações sucessivas. através das eternidades e sob a vigilância dos Espíritos prepostos. para receber as graças que dimanam de Sião. sobre esse perispírito. o perispírito desempenha o papel de mediador. As provas e sofrimentos pacientemente suportáveis lhe apuram cada vez mais o perispírito. Alcançada a condição de Espírito formado. os instintos oriundos das exigências da animalidade. independentes e responsáveis pelos seus atos. para dar idéia do perispírito num Espírito encarnado. pesado e grosseiro. No primeiro caso. que é o envoltório exterior da fruta. a pureza da vida. acompanha-a eternamente. as transformações que os hão de desenvolver. ruim neste último caso. vai-se tornando fluído cada vez mais fluídico. No momento em que se desprende do invólucro corpóreo e o abandona à decomposição no sepulcro. a seu turno. numa progressão contínua. Ele é como. Atentemos nessa escada de que fala a Gênese (capítulo 23º. âncora única de salvação. vegetal e animal e pelas formas e espécies intermediárias existentes entre esses reinos. os nobres impulsos para o bem constituem o objeto de seus anelos. o mundo viu. Assim. envolto no seu perispírito. jamais.

MARCOS. e foi feito o homem em alma vivificante.43 terreno que os nossos pés pisam. terá vida em si mesmo. ela se eleva. versículo 1). na sua 1ª Epístola aos Coríntios. Conforme o quer. capítulo 8º. versículo 5). capítulo . O primeiro homem) formado da terra. então se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte na vitória. capítulo 1º. versículo 60. foi feito em alma vivente.. Cometido o pecado. o Espírito viveu no “paraíso” até que. por Ele — a porta estreita. Assim como há o corpo animal. transviando-se. o mais elevado entre os mais altos e o mais baixo entre os pequeninos. Seus olhos tudo vêem. Porém. Um Salvador que de tal grandeza não fosse nos não poderia salvar das conseqüências do pecado. O primeiro homem. sendo infinito o seu braço. capítulo 24º. que encarnar e reencarnar. PAULO. tudo por Ele passará. capítulo 20º. Era deste gênero o que Jesus trazia e que aos olhos do homem parecia material. nem os filhos pelos pais. em tantas gerações quantas sejam necessárias à reparação das iniqüidades. o sepultamento deles na carne. mas. PAULO. capítulo 3º. versículo 16). o homem ressuscitará em corpo espiritual. atravessa os céus e chega ao trono do Altíssimo. é celeste. isto é. versículo 22. Posto na Terra com um corpo animal. Daí vem o dizer-se que em Adão todos morremos.” Saindo puro e inocente das mãos de Deus. capítulo 3º. seus ouvidos tudo ouvem. também há o corpo espiritual. Não é que soframos a conseqüência do seu pecado. temos que tomar a forma material que nos faz descendentes do “primeiro homem”. deparamos essas idéias: “O Senhor Deus formou. LUCAS. como o declarou a voz do céu que se fez ouvir após o seu batismo (MATEUS. cognominando-se de Filho do Homem. E quando este corpo mortal se revestir da imortalidade. se lê: “Porque não se farão morrer os pais pelos filhos. Jesus o filho diletíssimo do Pai celestial. do limo da terra o homem lhe inspirou no rosto um sopro de vida. pois. do que resultou o dogma absurdo do pecado original. para chegar aos umbrais do infinito! Por diadema. Essa a imagem daquele que. o que quer dizer: o homem não mais encarnará. para progredirmos. Todos morremos em Adão. ou sejamos todos responsáveis pelos seus atos. capítulo 9º.. o último Adão em espírito vivificante. que nele pusera toda a sua complacência. será Espírito Vivificante. porque a eternidade é o tempo de seu nascimento. Porque uma trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis. tem a glória celeste e o brilho desse diadema é a redenção da Humanidade. Essa a morte de que falava o Divino Mestre. versículos 9 ao 11. 1ª epístola aos Coríntios.. incorreu em faltas que só por meio de encarnações e reencarnações no mundo poderia remir. o segundo homem do céu. LUCAS. disse (capítulo 15º. (Êxodo. ou Seja — na legião de Espíritos de que Adão é o símbolo. 39 ao 54): Nem toda carne é a mesma carne. verificou-se a encarnação dos que se tornaram culpados. porque. como se vê em: MATEUS. versículos 13 ao 17. temos que morrer. teve o direito de se proclamar um com Jeová e cujo maior gozo consistiu em pertencer à posteridade. cada um morrerá pelo seu pecado. tem o nosso Espírito que se encerrar no sepulcro da carne. num dos livros de Moisés (o Deuteronômio. já na Gênese (capítulo 2º. expirou a inocência em Adão. distende. Há corpos celestes e corpos. Tanto assim não é que. não teve genealogia humana. é terreno. conforme erradamente se entendeu a princípio.. pecadores que somos. Adão. o céu sua habitação. versículos 21 ao 22). No Cristianismo se encontram incontestavelmente traços acentuados dessa crença.

cárcere de criminosos. 2º. para cada Espírito. um símbolo e também uma lição para abater o orgulho humano. – Marcos. versículo 22. versículo 3). Assim. o nosso maior inimigo. progredindo moral e intelectualmente. em sua Epístola aos hebreus (capítulo 7º. expie e repare suas iniqüidades e. LUCAS. qual a de todos os que habitam este planeta. onde a vida decorre sujeita às contingências do trabalho árduo. Vide: MATEUS. . feito de limo. 2. capítulo 4º. em forma humana. o proclama nestes termos: — o Filho de Deus. dos Espíritos de que ele é o símbolo. nem podia cobrir-se do barro podre. Muitas provas temos disso e o apóstolo PAULO. 41 ao 44. capítulo 20º. isto é. que serão tantas. 62º. Do mesmo modo. sem mãe. (1) Salmo. MATEUS. versículo 16).44 15º. para sofrer as conseqüências de suas faltas. é uma figura. 110. versículos 41 ao 44. 1. 1. – Lucas. Ainda mais: pelas próprias palavras de Jesus se prova que nenhuma genealogia humana lhe é aplicável. 20º. mundo atrasado. Adão. a morte terá sido tragada na vitória. a sua expulsão do paraíso. não precisava. 41 ao 45. 35 ao 37. se redima. Para ele. que não tem princípio de seus dias. Jesus não tem genealogia. quando estes. tiveram que mergulhar na carne. ressuscite. quantas se tornem precisas a que ele através de várias gerações. porque seu Espírito. das fadigas e das misérias sem conta que nos consomem. 9. imaculado. – Mateus. é uma figura. nem fim de vida. puríssimo. de que é formado o corpo humano. representativa da lei das encarnações e reencarnações. sem pai. por se haverem tornado pecaminosos. – Isaías. se regenere. – Atos. então. Essa a morte de que Ø tornam livres os que se fazem eleitos (Isaías. 34. Deu-se a morte de Adão. 22º. de barro. 12º. sem genealogia. versículos 41 ao 45. capítulo 22º.

Maria e José haviam ajustado casarem-se. em sonho. fez como o anjo do Senhor lhe ordenara e aceitou Maria por esposa.” — 24. isto é. A geração de Jesus se deu assim: Quando Maria. de acordo com as explicações já dadas acerca da genealogia de Jesus. (2) Deuteronômio 24º. — Geração de Jesus MATEUS: capítulo 1º. ajustar matrimônio. 1º. verificou-se que ela concebera por obra do Espírito Santo. 37 e 38. 18 ao 25. — 19. 1. então. Quanto ao mais. . resolveu deixá-la secretamente. despertando. que quer dizer — Deus conosco. assim: — 23. ela deu à luz o seu primogênito. não temas receber Maria por tua esposa. sem que tivessem tido trato carnal. no versículo 25 se lê: E.45 2 MATEUS. quando pensava nisso. 4º. ocupar-nos-emos tão-somente com o termo — desposar. . sua mãe. 23. José. ela deu a luz o seu primogênito e lhe pôs o nome de Jesus. e disse: “José. tudo deve ser entendido em espírito e verdade. que quer dizer — contrair esponsais. viverem como marido e mulher. em sonho. porque ele libertará seu povo dos pecados. seu marido. desposou a José. eis que um anjo do Senhor lhe apareceu. — 20. sendo justo e não a querendo infamar. E. a José. Aliás. ao qual será dado o nome de Emanuel. sem que tivessem tido trato carnal. Tudo o que há sido feito o foi para que se cumprisse o que disse o Senhor pelo profeta. ligarem-se pelo casamento. filho de David. 31. 191. versículo 18. Aparição do anjo. 12. antes que houvessem coabitado. 5º. A propósito destes versículos. pág. “Eis que uma Virgem conceberá e parirá um filho. 13º. volume 1. — 25.Atos. José. porqüanto O que nela se gerou foi formado pelo Espírito Santo. — 21. — 22. Ela parirá um filho e tu lhe darás o nome de Jesus. Mas. como se encontra em ROUSTAING.

suscetíveis de receber impressões magnéticas. orava. dizendo: — 25. rei da Judéia. Mudez de Zacarias. a fim de que conheças a verdade acerca do que aquelas pessoas hão dito. para atrair os corações dos pais aos filhos e os incrédulos à sabedoria dos justos. Zacarias disse ao anjo: “Como me certificarei disso. sendo já velho e estando minha mulher em idade avançada?” — 19. — 17. Mas o anjo lhe disse: “Não temas. Zacarias ficou todo perturbado e grande temor o assaltou. quer dizer. tua mulher. 1 ao 25. desempenhando Zacarias suas funções de sacerdote perante Deus. versículo 1. Mas. Zacarias. e sua mulher era da raça de Abraão e se chamava Isabel. do lado de fora. Tempos depois. à espera de Zacarias. — 24. nem bebida alguma que possa embriagar. conveniente. depois de me haver Informado exatamente de como todas essas coisas se passaram desde o princípio. e ficou mudo. — 6. ao tempo que se ofereciam os perfumes. 1º. — Predição do nascimento de João.” — 18. Exultarás com isso de alegria e muitos rejubilarão com o seu nascimento — 15. concebeu e se ocultou durante cinco meses. ao tempo de Herodes. pareceu-me. sucedeu que. — 23. LUCAS: capítulo 1º. voltou Zacarias para sua casa. disse-lhe o anjo: “Sou Gabriel. — 11. eram. por ser estéril Isabel e estarem os dois avançados em anos. médiuns. até ao dia em que estas coisas acontecerem. desde o começo. por não haveres crido nas minhas palavras. — 13. que assisto diante de Deus. Havia. — 14. Desde agora vais ficar mudo e não poderás mais falar. O povo. — 8. por natureza. escrever-te a narrativa de toda a série delas. conservando-se de pé & direita do altar dos perfumes. conforme ao que se observava entre os sacerdotes.46 3 LUCAS. sua mulher. ao qual porás o nome de João. de acordo com o que transmitiram aqueles que. a fim de preparar para o Senhor um povo perfeito. Respondendo. da turma de Abias. na vez da sua turma. — 5. inconscientemente. Muitas pessoas tendo empreendido pôr em ordem a narração das coisas que entre nós se realizaram — 2. Esta a grava que o Senhor me fez quando se dignou de tirar-me do opróbrio diante dos homens. — 22. para oferecer os perfumes. — 7. Converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. — 12. porqüanto a tua súplica foi ouvida e Isabel. — 3. — Aparição do anjo a Zacarias. Ora. será cheio de um Espírito santo desde o seio materno. Enquanto a multidão. todos compreenderam que tivera alguma visão no templo. — 9. e fui enviado para te falar e te dar esta boa nova. lhe tocou entrar no templo do Senhor.” — 21. pois que ele será grande aos olhos do Senhor. Passados os dias do seu ministério sacerdotal. Isabel. não beberá vinho. Vendo-o. tirada a sorte. quando ele saiu sem poder falar. Evangelhos. — 4. Ambos eram justos aos olhos de Deus e obedeciam a todos os mandamentos e ordens do Senhor. um anjo do Senhor apareceu a Zacarias. e irá à sua frente. — 10. (3) Os evangelistas eram. Não tinham filhos. o que tudo sabes. — 20. as viram com seus próprios olhos e foram os ministros da palavra. com o Espírito e a virtude de Elias. excelentíssimo Teófilo. para a manifestação . pois que lhes dava a entender isso por sinais. — 16. se admirava de que estivesse demorando tanto no templo. terá um filho. um sacerdote por nome Zacarias. que a seu tempo se cumprirão.

naqueles tempos. de que somente essa ciência. porém. Apenas daremos uma idéia desse fenômeno. Quanto ao nascimento de João. de todo o seu desenvolvimento e recursos. manejando os fluídos. impressionar os entes humanos. voltando à vida espiritual. sua idade não era tal que a impossibilitasse de conceber. são os médiuns. versículo 17) (4). é que àquele. Ambos. por isso. senão que Elias reencarnaria no corpo da criança que ia nascer de Isabel? Não beberá vinho. do maior dos heróis que a Humanidade já conheceu. e como tal era tido pelos judeus. moral e positiva. deu-se em circunstâncias particularíssimas. que nos mostra os modos por que se operam a nossa transformação e regeneração. (versículo 15). durante a sua missão. numa época. Aquela mudez foi um fenômeno que se produziu como meio de maior atenção chamar para a predição feita e de corroborá-la.. de que o Espiritismo éuma filosofia racional. a fim de compreender o que lhe caia ao alcance do conhecimento. Veja-se acima o versículo 17: e irá à sua frente com o Espírito e a virtude de Elias. casados desde longo tempo. o Senhor. aliás. quando fora da vida material. tendo soado a hora do aparecimento do Precursor. como era preciso que este impressionasse o espírito público desde o seu aparecimento na Terra. que é chamada estéril. etc. em toda a plenitude. Como prêmio da submissão perfeita com que os dois guardavam os mandamentos. tantas interpelações a esse respeito foram dirigidas.47 dos Espíritos. influenciar-lhes os órgãos. A mudez de Zacarias não se pode nem se deve atribuir ao haver duvidado do acontecimento que se lhe anunciava. quais a de já serem velhos os seus genitores e a da mudez temporária de seu pai. Dentre esses seres. permitiu que para Isabel findasse a prova de esterilidade e que ela concebesse. Importa. de perturbações e transições. a condição de estéril na mulher. facultar-nos a luz necessária. a capacidade das percepções. mais aptos a receber essa influenciação e a se constituírem instrumento da manifestação dos Espíritos. João fora Elias. qual a que atravessamos. pois não se verificou a derrogação de nenhuma lei natural. entra a alma na posse integral de si mesma e seu perispírito recobra. de conformidade com as leis naturais. falando de Isabel (versículo 36): ela. o que. Que é o que isto significa. Na sua concepção. visto que a inteligência foi outorgada ao homem para que ele investigue. se depreende claramente das palavras que o anjo dirigiu a Maria. Zacarias e Isabel. se atenda a que. Pode então. pode. transmitir-lhes pensamentos. para compreendermos os ensinos e preceitos consagrados há vinte séculos pelo sacrifício. no Gólgota. por ser o fato atribuído à esterilidade dela e constituir um opróbrio. se bem já Isabel estivesse avançada em anos. edificando a todos pela sua exemplar conduta moral. portanto. rogavam com fervor a Deus que lhes concedesse um filho. Os que se consagravam ao serviço de Deus impunham-se uma vida especial de abstenções e privações e os . nenhum milagre houve. Com efeito. o grande profeta de que fala o livro Reis (3º capítulo. aos olhos dos homens. muito se afligiam com o não terem filhos. Precisamente porque o povo via em João a reaparição de Elias. devendo recorrer às obras do Mestre os que desejem estudar e compreender o que é a mediunidade e convencer-se de que só a Ciência espírita nos dá o conhecimento completo de nossa alma. a fim de que se desse o nascimento de João.

como o são todos os que. no seio materno. ou. tanto com o Espírito ainda atrasado. que cada vez mais intensas se tornam. não sofria o constrangimento da matéria de que ia revestir-se. após haver verificado quais as provas necessárias ao seu adiantamento. tornando-o como que liberto. por assim dizer. a não ser pelo fenômeno a que se dá o nome de “morte”. vestida de alvas roupagens.48 hebreus costumavam dedicar seus primogênitos ao Senhor. do qual não mais pode desembaraçar-se. A aparição do anjo a Zacarias. do invólucro que o há de revestir. João ia ser um desses: daí o que reza o versículo 15. bem apreciava a grandeza da missão que o Senhor lhe confiara e. que era médium vidente e audiente. Foi o que se deu com João que. de sentir o jugo da matéria. com o desenvolvimento. à medida que. como vulgarmente se lê nas traduções do Evangelho. cumprindo a lei absoluta e fatal do progresso. o atrai gradativamente para a prisão em que se vai encerrar. Das angústias que experimenta no início da encarnação. passa a um estado de torpor ocasionado pelas constrições da matéria e que se prolonga até que. que se chamam provas. atraía a si. caso em que esta expressão deve ser entendida como significando o conjunto ou um conjunto de Espíritos puros. que duvida de suas forças para suportá-las. Começam aí a sua perturbação e ansiedade. entra o Espírito na fase da reparação. Desde o seio materno. Daí o dizer o anjo a Zacarias que o menino que se geraria em Isabel seria cheio de “um Espírito santo” (5). admitindo-se que o anjo tenha dito — “cheio do Espírito Santo” — o que quis exprimir é que João seria assistido pela coorte ou por uma coorte de Espíritos daquelas gradações. tais provas se lhe afiguram terríveis. Verificado o nascimento. por efeito do desenvolvimento desta. será cheio de um Espírito santo (versículo 15). de Espíritos superiores. como com o que já alcançou grau mais ou menos elevado de depuração. possuído do ardente desejo de desempenhá-la fiel e dignamente. foi a manifestação de um Espírito elevado ou superior. na erraticidade. Depois de haver expiado suas faltas no espaço. independente dela. Este. o momento de realizá-la. Espírito muito elevado. Entra então numa fase de sofrimentos. se enche de alegria tão grande que o impede. os que lhe eram iguais em elevação e superiores e. que tomou angélica figura. em consequência do seu passado culposo. o Espírito vai perdendo a lucidez. pede uma encarnação em que passe por aquelas provas e essa encarnação lhe é concedida. “cheio do Espírito Santo”. porém. Assim. encarnados. ele adquire relativa liberdade. É que tão fraco ele se sente. se fazem. desde o começo da concepção. Ao aproximar-se. no convívio deles e por eles sustentado. para inspirá-lo e guiá-lo. Liga-se àquele invólucro. para assisti-lo. porém. dignos dessa assistência. significativa da confiança que lhe tem o Senhor. de Espíritos bons. banhada por uma luz cujo foco o esposo de Isabel . Então. por meio de sofrimentos e torturas morais proporcionados às mesmas faltas. contraindo-se. pela sua altitude moral. por uma espécie de cordão fluídico que. A grandiosidade da sua missão dá a medida da sua grandeza espiritual. como já pode apreciar a importância da obra que lhe cumpre executar. convencido de que só por meio delas conseguirá avançar. o Espírito se acha completamente ligado ao corpo. E isso se dá.

pelo processo do medo. de justiça. tanto se explica desse modo. A fé religiosa se enfraqueceu. que o homem o pode reproduzir. obtém efeitos idênticos e muitos outros mais. com o progredir do nosso Espírito. frutos benéficos produziu. caíram na indiferença. unicamente pela ação da sua vontade. como se há de admitir que o Catolicismo vote ódio ao progresso e à civilização. com a outra o das que governam o mundo moral. O resultado de tudo isso é que as multidões. poderá ver na mudez de Zacarias um milagre. por atenção às necessidades dos tempos em que foram ministrados. e procura-se lançar o ridículo sobre os que se não conformam com os absurdos e os dogmas dos que entenderam de monopolizar o entendimento da verdade. porém. um fato que se não possa atribuir a causas naturais que o expliquem. elas não podem contradizer-se. Provindo ambas de um princípio único — Deus —. ninguém. em geral. de .49 não via. quando a religião deverá apoiar-se na Ciência. Daí o surto do materialismo que. prescrevia a substituição do ódio pelo amor e condenava todas as formalidades e inovações que desnaturaram os mandamentos simples e santos do Decálogo. Mas. De sorte que a incompatibilidade que parece existir entre as duas é apenas o resultado da falta de observação criteriosa e ponderada das coisas e do exclusivismo extremo em que uma e outra se encastelaram. isto é. por efeito do amontoado de erros e superstições que ocuparam o lugar dos ensinamentos do Salvador. o liberalismo e a civilização moderna? Abramos a história dos tempos antigos e veremos que outra não foi a atitude do sacerdócio hebreu para com o Messias que. pois. conforme se verifica pela leitura do último artigo do Syllabus. por efeito do espírito de dominação e intolerância de onde nasceu a imposição de uma religião carente de bases racionais. exclusivismo que produz o conflito donde nascem a incredulidade e a intolerância. e dotada de asas. Justifica-se desta forma o que ensina o nosso querido Mestre quando diz que a Ciência e a Religião são as duas alavancas do Espírito humano. mediante o desenvolvimento de todas as suas faculdades. com o seu Universo destituído de razão. cumprindo a lei e os profetas. Somos dos que não esquecem que o Catolicismo foi a crença de nossos pais e que. que a desmente todos os dias. sendo a do progresso uma lei absoluta. para ostentar predomínio e poderio. quando se sabe que o magnetizador humano. adquire ele o conhecimento das leis que regem o mundo material. Nada há aí que surpreenda. lhe produziu o entorpecimento dos órgãos vocais de efeito análogo ao da paralisia desse órgão. que reza: Anátema a quem disser: o Pontífice Romano pode e deve reconciliar-se e harmonizar-se com o progresso. injuria-se. observe e pratique o magnetismo. que estude. com a decretação de seus dogmas. inquestionavelmente. sobretudo numa época em que os ensinos do Cristo recebem o seu complemento. de amor. Foi esse Espírito quem. em completo antagonismo com a Ciência. exercendo sobre Zacarias uma ação magnetoespiritual. Assim. Com uma. em que começa a levantarse o véu propositadamente lançado sobre eles. O de que tratamos. do terror. Apreciemos o procedimento dos escribas e fariseus e não nos admiraremos do que ocorre hoje é certo que já se não aplicam os martírios e suplícios. como geralmente os hebreus representavam os anjos. não mais nos podemos conformar com as imposições da Igreja Católica. Assim sendo. de pensamento.

(5) Em apoio desta forma na linguagem do anjo.Os livros católicos. de antagonistas que ainda se mostram. 8º. já não estará exposta aos golpes da irresistível lógica dos fatos. porém. 1º. tanto no plano moral. O Eclesiástico. aparecem com os titulos de 1 Samuel e 2 Samuel. 2º . temos por base da nossa crença os ensinos de Nosso Senhor Jesus Cristo. de . (3) JOÃO. que baixou do Céu para prestigiar a lei dada a Moisés. como no plano físico e no intelectual. por se ver forçada a levar em conta o elemento espiritual. E é nessa conjuntura que os endurecidos e obstinados ousam negar-se a toda e qualquer discussão. Reconhecidas a legitimidade e a autenticidade do Velho e do Novo Testamento. não mais recebendo desmentidos da Ciência. passarão a caminhar harmonicamente. trazendo ao mundo a graça e a verdade. Baruch. Assim tem que ser. em que a religião não mais poderá conservarse estranha ao conhecimento das leis naturais e imutáveis a que a matéria se acha submetida. davam. visto que a lei do progresso. como fazem certo as Epístolas de Paulo. os tempos em que a Ciência deixará de ser materialista. as seguintes razões que tomamos à obra admirável de A. Os primeiros cristãos. ao liberalismo e à civilização! Iludem-se. entre outras.Os dois livros de Crônicas da Bíblia protestante. 3º . 1º Reis e 2º Reis. 4. Chegaram os tempos de serem completados os ensinos do Cristo. 1: — Apocalipse 1º. que é o espírito. — Atos. 15º. Judite. de alma. Daí resultará adquirir a Religião o seu prestígio máximo e incontrastável. 24. quando sabemos e sentimos que os vinte últimos séculos decorridos nos prepararam para compreender a vida espiritual e para discernir da matéria. 5º. insistindo em fazer proselitismo por meio de anátemas ao progresso. não há porque prefiramos recebê-los deturpados por inovações humanas e impostos com a feição que no-los queiram apresentar os que se proclamam inimigos do progresso e da civilização. esclarecidos pela luz da razão. porque. que usavam com muita facilidade do qualificativo santo. 4. 16.Não aparecem nas edições protestantes os seguintes livros canônicos católicos: Tobias. dando o nome de Espírito Santo a uma das pessoas da mesma Trindade. portanto os livros 3º Reis e 4º Reis católicos. a inteligência. 18. Sabedoria.50 consciência. desde que podemos ter e praticar esses ensinos. militam. posta de acordo com a razão. conforme a instituiu a Igreja romana. 17. (4) As edições da Bíblia mais conhecidas no Brasil são as da Sociedade Bíblica Britânica. 1. equivalem a 1º Reis e 2º Reis protestantes. Ora. prestando-se mútuo apoio. que é a letra. é absoluta e fatal e se cumpre indefectivelmente. por haver soado a hora em que Religião e Ciência. Macabeus 1º e Macabeus 2º. nas quais há as seguintes diferenças em confronto com a católica aqui citada por Sayão: 1º . 3. engendrou uma ciência sem ideal. BELLEMARE — Espírita e Cristão. 27. 23º. — 1ª Epístola à Pedro. como já dissemos. chamam-se na católica Paralepômenos. na parte em que faz a demonstração de que os termos dos livros sagrados não autorizam a concepção da Trindade. 2º.

com o especializar-se o sentido geral em que era usada. do aparecimento de Jesus na Terra. donde o atribuírem-nos a uma causa sobrenatural. não beberá vinho. a expressão Espírito Santo passou a ser aplicada. Em todos os outros casos. o que prova não poder tratar-se do Espírito Santo.. que somente exprimiria a realidade se se apoiasse em palavras de Jesus Cristo. sempre. que não se trata da terceira pessoa da Santíssima Trindade. travadas as discussões filosóficas e teológicas que invadiram a Judéia como todo o Oriente.51 modo geral. o que está é: E ele (João Batista) será grande diante do Senhor. isto é. nos textos originais. Assim. ou. Desde muito antes. em seis apenas eles dizem — o Espírito Santo. o único que poderia anunciá-lo. . ou um Espírito Santo. em seis apenas essas palavras vêm precedidas do artigo. em particular. pela simples razão de que ainda não fizera sua aparição entre os homens. não intervindo o artigo para determinar o Espírito. porqüanto. porém que o não anunciara então. excluído o artigo. empregam-nas sem o artigo. a explicação dos fenômenos lhes escapava às inteligências. nem bebida fermentada e será cheio de um “Espírito Santo” desde o seio de sua mãe. mas.. do Paracleto. fácil é de ver-se. Da admissão da causa sobrenatural à divinização dessa causa não havia mais que um passo. as palavras gregas que correspondem Aquelas já não significam — o Espírito Santo. pois. nos casos em que os Evangelhos usam a expressão Espírito Santo precedida do determinativo o. pelas circunstâncias de lugar e tempo. ignorando em absoluto a existência do que a ciência moderna chamou “fluídos”. ao Espírito guardião ou Paracleto. a noção de que o Espírito Santo era o Espírito guardião degenerou na do Espírito Santo como sendo a terceira pessoa de Deus e o próprio Deus. Ora. Mesmo. mas. Uma circunstância favoreceu esse erro: sabiam os primeiros cristãos que os Espíritos eram OS produtores dos fenômenos. em sentido indeterminado é que se devem entender aquelas ‘duas palavras. Mortos os apóstolos. falam de Espírito Santo. no versículo 15 do capitulo 1º do Evangelho de LUCAS. no sentido espírita. o nome de Espírito Santo a todo Espírito bom. perdida a tradição primitiva. Mais tarde. que ainda não fora dogmaticamente instituída. enfim. de um Espírito bom. porém. mas sim — Espírito Santo. do Espírito Guardião. tal como o define o dogma. Note-se ainda o seguinte: das vinte vezes que os Evangelhos.

— 36. de idade em idade. como trouxessem o menino para a circuncisão. Manifestou a força do seu braço. — 27. — 48. — 43. dispersou os que se elevaram cheios de orgulho nos seus pensamentos íntimos. o Senhor está contigo.” — 29. chegou a época em que Isabel haviá de parir e ela deu à luz um filho. Então disse Maria ao anjo: “Como sucederá isso. que mal me chegaram aos ouvidos as palavras com que me saudaste. — Visita de Maria a Isabel. cujo nome é santo. meu salvador. Maria. E entrando na casa de Zacarias. — Cântico de Maria. — 39. ao ouvir Isabel a saudação de Maria. — Cântico de Zacarias LUCAS: capítulo 1º. É que nada será impossível a Deus. — 30.” — 56. da casa de David. todos lhe chamavam Zacarias. Ela. faça-se em mim conforme as tuas palavras. Maria ficou em companhia de Isabel cerca de três meses. — 32. .” — 34. — 47. — 37. tendo sabido que o Senhor usara para com ela de misericórdia. noiva de um varão chamado José. É assim que conceberás em teu seio e que de ti nascerá um filho ao qual darás o nome de Jesus. porqüanto caíste em graça perante Deus. — 28. aproximando-se dela. — 59. Bem-aventurada tu que acreditaste. O anjo. cumulou de bens os que estavam famintos e despediu os ricos com as mãos vazias. indo a uma cidade de Judá.52 4 LUCAS. Maria. grandes coisas me fez o Todo-Poderoso. derribou de seus tronos os poderosos e elevou os humildes. meu filho saltou de alegria dentro de mim.’ — 38. — 53. Seus vizinhos e parentes. Anunciação. E eis que tua parenta Isabel concebeu na velhice um filho e está no sexto mês de gravidez. Pois que Ele deu atenção à baixeza da sua escrava. — 55. E seu reino não terá fim. por sobre os que o temem. e ele reinará eternamente sobre a casa de Jacob. lembrando-se da sua misericórdia. o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. se turbou do seu falar e consigo mesma pensava no que significaria aquela saudação. Estando Isabel no seu sexto mês de grávida. Então Maria disse: “Aqui está a serva do Senhor. porqüanto o que te foi dito da parte do Senhor se cumprirá. Ó cheia de graça. conforme o disse a nossos pais. ouvindo-o. — 40. Ora. e meu espírito se arrebata de alegria em Deus. e cuja misericórdia se espalha. — 50. E donde me vem a dita de ser visitada pela mãe do meu Senhor? — 44. O anjo lhe disse: “Nada temas. — 54. o Senhor Deus lhe dará o trono de David. — 57. se não conheço homem?” — 35. porqüanto. O anjo lhe respondeu: “Um Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. seu pai. o menino lhe saltou no ventre e ela ficou cheia dum Espírito Santo. recebeu a Israel como seu servo. — 52. versículo 26.” — 46. — 58. 1º. por aqueles dias. eis que daqui por diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada. levantando-se.” E o anjo se afastou dela. Sim. e essa virgem se chamava Maria. porém. — 31. — 45. 26 ao 80. — 41. tomou apressadamente a direção das montanhas. a uma virgem. e por isso o santo que nascerá de ti será chamado Filho de Deus. Exclamou então em altas vozes: “És bendita entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. ela que é chamada estéril. a Abraão e à sua posteridade na sucessão dos séculos. — 33. a felicitavam. saudou Isabel. Entrementes. és bendita entre as mulheres. — 51. depois regressou à casa. lhe disse: “Eu te saúdo. Disse então Maria: “Minha alma glorifica o Senhor. Ele será grande e será chamado o filho do Altíssimo. — 42. — 49. Sucedeu que. No oitavo dia.

divino por ser. como esta. Nada obstante. lembrando-se da sua santa aliança. Ora. — 75. Todos os que habitavam nas vizinhanças se encheram de temor. E note-se que. — 67. como . Zacarias pediu uma tabuinha e escreveu: “João é o seu nome”. serás chamado profeta do Altíssimo. profetizou. No mesmo instante se lhe abriu a boca. o que encheu de espanto a toda a gente.” — 61. depois de Deus. porqüanto irás adiante do Senhor para lhe preparar os caminhos. para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam. dizendo: 68. — 79. aproximados dos deístas que lhe negam a divindade. por ter visitado e resgatado o seu povo: — 69. sem que cheguem jamais a imitá-lo. “Bendito seja o Senhor Deus de Israel. o serviríamos sem temor. disse: “Não. Assim sendo. — 72. — 70. tomando a aparente forma humana com que se apresentou entre os homens e de que se revestiu. idêntico aos nossos. menino. que se destina apenas a consubstanciar noções indispensáveis a principiantes que desejem ler as sagradas Escrituras. é de ver-se que a explanação ampla de cada uma delas não cabe nos limites de uma obra. a maior essência espiritual. de que. E Zacarias. não podia ele nascer e não nasceu de homem. permanecendo nos desertos até ao dia em que havia de aparecer diante do povo de Israel. ele se chamará João. seu pai. (6) Cada uma das partes deste capitulo encerra matéria para largo desenvolvimento. para dar a seu povo o conhecimento da salvação pela remissão dos seus pecados. com quem se acha e sempre esteve em relação direta. é o único princípio imortal. e todos os que as ouviram narrar guardaram delas lembrança e diziam entre si: “Quem pensais venha a ser um dia este menino?” pois que sobre ele estava a mão do Senhor. soltou-se-lhe a língua e ele entrou a falar bendizendo de Deus. 77. como lhes dá a Revelação da Revelação. nenhuma das leis da Natureza foi derrogada. — 74. para usar de misericórdia com os nossos pais. — 66. embora os materialistas se obstinem em revesti-lo de um invólucro de carne. relativamente à Terra. insistindo em algumas observações já feitas quando tratamos da genealogia de Jesus. — 73. de Roustaing. E o menino crescia e se fortificava no espírito. porque assim o exigia o desempenho da sua missão naquela época.” — 80. a única potência criadora. na santidade e na justiça em sua presença por todos os dias da nossa vida. modelo divino que o Pai nos ofereceu. e pelas entranhas de misericórdia do nosso Deus. A mãe. livres dos nossos inimigos. — 76. Deus é uno. para nós espíritas.53 dando-lhe o nome do pai. dada a sua condição de Espírito de pureza perfeita e imaculada. — 60. e a notícia dessas maravilhas se espalhou por toda a região e montanhas da Judéia. — 65. não entrando de forma alguma a matéria perecível no conjunto de suas perfeições.” — 62. — 78. seu filho. Fácil. conforme jurara a Abraão nosso pai quando nos prometeu a graça. E tu. como nós. conforme prometera pela boca de seus santos profetas que existiram em todos os séculos passados: — 71. porém. para iluminar todos aqueles que estão assentados nas trevas e nas sombras da morte e dirigir nossos passos pelo caminho da paz. Jesus é. E ao mesmo tempo perguntavam ao pai do menino como queria que este se chamasse. pela sua pureza absoluta. — 64. — 63. diremos que. por nos ter suscitado um poderoso salvador na casa do seu servo David. graças às quais este Sol que vem do alto nos visitou. Responderam-lhe: Não há na vossa família quem tenha esse nome. porém. cheio dum Espírito Santo.

cuja figura de rutilante beleza espiritual então se apagaria logo. A ciência espírita explica de modo satisfatório e racional o aparecimento de Jesus na Terra. uma de suas passagens mais sublimes e comovedoras: a da revelação. como fazia. quando. aparecendo e desaparecendo. feita a Maria. A verdade. na suposição de que. sem nascimento? Será porque o sacerdócio romano proíbe se entenda o que dizem os Evangelhos e manda se creia de olhos fechados? Só assim se compreende que. uma das mais belas e grandiosas páginas do Evangelho. só não devam ser utilizados para a dos ensinamentos do Divino Mestre. depois. (Evangelho de João. se Ele pôde “reaparecer”. por que não poderia “aparecer” do mesmo modo. portanto. As leis de Deus são absolutas. por encarnação material. pela revelação de que o Cristo desceu à Terra em Espírito. sem nascer? Considere-se. sem ser pôr meio de um nascimento humano. Mas. capítulo 10º. a luz do mundo — Jesus? . como supor a necessidade da preterição ou derrogação de alguma. É inconcebível que a inteligência. a refletir. a de que nela e por ela se ia cumprir o que pelos profetas vinha sendo. que geralmente se denominam milagres. comodamente. único compatível com a condição celestial que lhe era própria. que valor lhes restará? E. para deixar e tomar a vida. de todas as vezes que se lhes manifestou sob as aparências da corporeidade humana. conforme o declarou. a todos está aberta a porta e facultado o direito de desprezarem estas e aquelas passagens. Considere-se ainda que. melhormente elevam o espírito dos crentes e lhes atraem os corações para as maravilhas do seu poder e para os auxílios da sua bondade. a razão. de um corpo celeste. versículo 18). depois de crucificado. Mas. que o seu aparecimento na Terra não se deu por nascimento humano. sem haver nascido. o raciocínio. conforme o exigia a natureza da sua missão. tão perfeita que dava a impressão de ser Ele um homem como os demais. ao demais. em todos os seus infinitos e deslumbrantes matizes. imutáveis e eternas. os que lhes agradem. ou convenham. teremos que desprezar. entretanto. para que pudesse aparecer na Terra. não deva ser entendido. desde longo tempo. que. predito aos homens. segundo a expressão de Paulo. a não admitirmos que Jesus não foi um homem carnal. foi uma aparição espírita tangível. negando-lhe qualquer vestígio de autenticidade. não obstante haver Ele dito que nada há que não deva ser conhecido. nem lhes abrir exceções. após a crucificação. por que havemos de o transformar num corpo desarticulado. assim chamados. a lógica. Ele nenhuma lei natural preteria ou derrogava. morto e sepultado. como anúncio da mais portentosa manifestação do amor de Deus para com seus filhos. estes e aqueles pontos dos Evangelhos. desaparecem todas as obscuridades das letras evangélicas e o Evangelho se nos patenteia qual maravilhoso e cristalino monolito. apenas revestido de um corpo de natureza perispirítica. sendo esse “um mandamento do Pai”. se nesse caso. é que a presença de Jesus entre os homens. meios que Deus nos outorgou para a compreensão de tudo. Jesus reapareceu com o mesmo corpo que tinha antes. posto de lado esse laço fundamental da narrativa da epopéia messiânica. para só aceitarem. cujas partes componentes não mais se poderão ajustar. não as podia preterir. tanto assim que Tomé o apalpou. E. da missão altíssima para que o seu Espírito fora escolhido.54 não o foi em nenhum dos fatos por Ele produzidos. Ora. Jesus.

9 e 10. a menos que esteja obliterada pelas idéias preconcebidas. 37. 12º. . pelas sugestões dos invisíveis inimigos da Verdade.55 A razão não pode hesitar na escolha. 34. — Atos. ou pelas paixões sectaristas. (6) JOÃO. 8º. 14º.

lhes daria a conhecer todas as coisas (Evangelho de João. a nossa perspicácia e as nossas faculdades intelectuais. Fora condenar-se às trevas eternas e ao indiferentismo que esses absurdos geram. ao cabo de todo o progresso que a Humanidade tem feito nesse espaço de tempo. — 3. cada um na sua cidade. O Espírito da Verdade não é um ser corpóreo ou fluídico. a fim de fazer-se registrar com Maria. com efeito. que Jesus não revelou aos homens toda a verdade. tudo considerado uma obra miraculosa. tocando-nos os corações e tornando-nos dignos de ser por ele . Esse primeiro recenseamento foi feito por Cirino. em Maria. sua esposa. porqüanto este seria o “sobrenatural”. sucedeu que se completou o tempo ao cabo do qual devia ela parir. Governador da Síria. visto que implicaria a derrogação de leis naturais. Ora. nos faculta conhecer as verdades que o Divino Mestre não pôde revelar e a discerní-las do erro e da falsidade. não podendo essa revelação de verdades referir-se aos ensinamentos por Ele ministrados. conservar-se estacionária na cegueira dos milagres. os fazem penetrar naquele conhecimento. não mais pode ela. versículo 1. ao passo que aquela ação assenta numa lei da Natureza. 2º. 1 ao 7. É a lei do Magnetismo. Todos iam fazer suas declarações. por obra de Espírito Santo. por aqueles dias. por inexplicável mediante os conhecimentos de então e que inexplicável se conservou até ao advento da Terceira Revelação. Concepção e gravidez de Maria. envolveu-o em panos e o deixou numa manjedoura. como tudo mais que a isso se seguiu até ao suposto nascimento do nosso Redentor. pela experiência. portanto. exercida com o emprego de fluídos apropriados. — 4. para o recenseamento de todo o mundo. — 6. e veio à Judéia. é o conjunto dos Espíritos do Senhor. por isso que ele era da casa e da família de David. é o conhecimento progressivo da verdade. e Maria deu à luz o seu primogênito. concita-nos ao devotamento. E fundamento não há para se não admitir que assim possa ter sido. os quais. que estava grávida. manifestando-se aos homens. Sucedeu que. mais não foi que o resultado de uma ação magneto-espírita.56 5 LUCAS. quando viesse o Espírito da Verdade. capítulo 16º. se publicou um edito de César Augusto. que o estudo e a experiência descobriram e os atos hão provado incessantemente. leva-nos a desenvolver. por não haver lugar para eles na hospedaria. é claro que. consubstanciando os ensinos daqueles Espíritos. das tradições supersticiosas. É sabido. fatos que a todo instante podem ser verificados. esse sim. dos dogmas. que se desdobra em espiritual e humano e se exercita por meio da ação fluídica. José partiu da cidade de Nazaré. por outro lado. à cidade de David. — 5. chamada Belém. que não existe. é. — Aparição de Jesus na Terra LUCAS: capítulo 2º. Ele próprio disse que apenas ensinava o que os homens podiam suportar. decorridos dezenove séculos. que. versículos 12 e 13). que fica na Galiléia. conhecimento que se não pode adquirir senão pelo aperfeiçoamento. (7) A concepção. posta de lado toda e qualquer idéia de milagre. — 7. Enquanto ali se achava. porque oriundas da sabedoria divina. o Espiritismo que. — 2. que são imutáveis.

se submetem fatalmente à ação das leis a que se acham sujeitos. efeito do magnetismo. pela só ação da sua vontade. para alcançar tão alta meta. A ciência do Magnetismo é maravilhosa em seus efeitos físicos e morais. etc. das várias transformações e combinações de que são passíveis. a transcorrer sob a dupla ação: espírita e magnética. Quando o homem houver adquirido o conhecimento de todos os fluídos. na plenitude de suas faculdades inatas. pela vontade de Deus e segundo leis naturais e imutáveis. As criações. das suas diversas espécies. A atração. precisadas de fertilização. Enfim. por assim dizer. um ser único e para podermos subir até Ele. nos desertos da terra. O Magnetismo é o agente universal que aciona tudo. para formar os minerais. três elementos se nos oferecem: o amor. tudo é atração resultante desse agente universal — o Magnetismo. É um como laço universal que Deus formou. portanto. que constituem a expressão grandiosa dessa vontade. liberta momentaneamente da sua prisão e pairando sobre a natureza toda. que representa um fator essencial e poderoso da efetivação das suas possibilidades. nem personalidade. encarnados ou não. estará na posse do segredo da vida universal. Qualquer opinião que se forme sobre a improcedência destes princípios. ainda. animal. porém. Todos os atos chamados “milagrosos” são resultantes de ações espíritas. Esta deixa de ser a resultante de forças vitais. para constituirmos todos. podemos distinguir quatro espécies de magnetismo: mineral. nas entranhas do planeta. Para isso. O estudo e a experiência facilmente os comprovam nas sessões espíritas. desde que não assente no estudo e na experiência. sua ação e seus efeitos são incontestáveis. nesse estado. Mas. ou do jogo dos órgãos. e se apresenta como causa independente. humano e espiritual. Em o nosso planeta. para a evolução que lhes cumpre a todos realizar. Tanto é assim. como pretendem os materialistas. Oferece a prova mais cabal da existência e da imortalidade da alma. Vem como precursor do estado de perfeição que devemos atingir. É ainda pela atração magnética que o princípio fecundante é levado de uma flor a outra. temos que trabalhar incessantemente pelo nosso progresso moral.57 conduzidos a toda a verdade. . ou os seres ainda privados de responsabilidade. sem liberdade. que o magnetizador humano. Quanto ao magnetismo espiritual. Os diversos fluídos existentes se reúnem e conjugam pela ação magnética. Assim. como ligam todos os Espíritos. de seus efeitos. são dotadas de vontade. nem examinado provas. se opera em todos os reinos da Natureza. As entidades morais. bem dirigidos. que. influi sobre o magnetizando e consegue fazê-lo cair em estado sonambúlico. o estudo e a caridade. Os fluídos magnéticos ligam todos os mundos do Universo. é comparável à sentença que um juiz pronuncie sem ter lido autos. pela atração magnética é que o macho se aproxima da fêmea. as sensações e impressões mais variadas. como sede de uma vontade operosa. Tal o objetivo dessa ciência: a perfeição humana. receber as idéias que lhe transmita. de suas propriedades. exercendose no emprego dos fluídos humanos. de ações magnéticas. as substâncias se agregam. experimentar. que as águas se orientam para as terras áridas. desenvolvidas com o auxílio de fluídos apropriados. porque tudo está submetido à influência magnética.

achando-se ela ainda no templo. Esta. com três anos e dois meses de idade. perante toda a família reunida. que não lhes convém conhecer e. no entanto. Segundo era de uso em Israel. felizmente. porém não desesperava de alcançar a graça que deprecava. em . marido de Isabel. Aos onze anos. da boca de Joaquim. orando com fervor ao Deus de infinita misericórdia. dessa ciência básica para elucidações dos fenômenos mais graves que se apresentam às nossas cogitações. era filha de Ana e Joaquim. afinal. entrou esta para o templo. logramos dar uma idéia da causalidade de fenômenos. como Isabel. em observância dos votos que haviam feito. denominações diversas. obtiveram o auxílio dos bons Espíritos. seus pensamentos ao céu e. Ana e Joaquim. é sugestão. em hebraico. elevaram. porqüanto são fenômenos naturais. com o lhes conceder o Eterno uma filha. que se produzem para determinados fins. concebeu e que. ouvindo todos. menos. naqueles tempos. fazer a sua oferenda ao Senhor. onde se educavam as donzelas. a esterilidade da mulher era considerada um opróbrio. já os sábios começam a falar. as lições de nossos mestres nos levou a tornar este capítulo mais extenso do que deverá ser. o sacerdote a repeliu com desprezo. após quase dois séculos de vulgarização de seus princípios. foi Ana ao templo purificar-se. nas suas academias. Ana. para fazerem crer que se trata de verdadeiras novidades. súplices. era o santo Zacarias. significa “Estrela do mar” e. Findaram-se-lhes. que. lançando condenação geral e absoluta sobre aquilo que não conhecem. foi tida por estéril durante muitos anos. que lá permaneciam até se casarem. estranhando que a fizesse alguém sobre o qual pesava a maldição de Israel. Assim é que Ana. traspassados de dor. que. divulgar. o Anjo a proclamou cheia de graça e determinou a seus pais que. etc. quando com seu marido chegava a Jerusalém. quer dizer “Soberana. prima irmã da Virgem Maria. nem magnetismo. a consagrassem ao Senhor desde a infância. na linguagem siríaca. de acordo com as necessidades da época. Ana se doía dessa humilhação. Ambas rogavam ao Senhor se condoesse da aflitiva condição em que se encontravam. assim fazendo. veio ao mundo a Virgem predestinada. Passados quarenta dias. Vindo a festa dos essenianos. morreu-lhe o pai. os dias da provação. A Virgem pura e imaculada. Dizem então: não há Espiritismo. O que há é hipnotismo. lavram um decreto. Depois de fazer a oblata das vítimas a serem sacrificadas. que confortam a alma dando-lhe forças para vencer os transes mais difíceis. que ela. como os demais. se chamava Maria. levando nos braços a sua primogênita. proferiu o voto de consagrar ao serviço de Deus a menina que. nossa Mãe Santíssima. porque a isso se opõem interesses inconfessáveis. erradamente. ao nono dia de nascida. foi-lhe dado nome. visto que. à menina. foi confiada à guarda do respectivo sacerdote. Entretanto. A seita dos essenianos se distinguia pela sua extrema austeridade. dizem. Terminada a cerimônia.58 Hoje. no momento oportuno e na casa onde costumava pousar. que seria a escolhida para Mãe do Senhor. foi Joaquim. com um pouco mais de afoiteza. porém. ainda que sumariamente. a que muitos ainda denominam de “milagres”. A necessidade de reproduzir. Dão-lhe. Pondo-lhe o nome de Maria. ao cabo de vinte anos de esterilidade. Por haver quem abuse da credulidade e explore a ignorância pública.

Celebraram-Se os esponsais. 14. (7) 1º Reis. para sair do templo amparada. ao celebrar-se a festa da nova dedicação. 7º. 16º. Aos quinze. pelo lado varonil. com os sacerdotes. 5º. 4 — JOÃO. . escolhendo os parentes de Maria. Cumpriu-se o preceito. 84 a 39. natural de Nazaré. da mesma tribo que a Virgem. cumpria-lhe tomar esposo. 1. — Apocalipse. para seu marido. a José.59 avançada idade. 16º. 10. 42. em obediência ao que ordenava a lei. 3º. tendo ela quinze anos e José de trinta e cinco a quarenta. — Atos.

Senhor. pós-se a louvar o Senhor e a falar do menino a quantos esperavam a redenção de Israel. Impelido pelo Espírito. pois meus olhos viram o Salvador que nos dás. e um Espírito Santo estava nele. de formalidades inúteis. — 32. E. teu povo. — 38. Entrementes. diferentemente regulados. —Ana profetisa LUCAS: capítulo 2º. como todas as práticas de culto externo e as cerimônias que formam o conjunto dos atos religiosos. e para oferecerem ao sacrifício que era devido. a fim de que os pensamentos ocultos nos corações de muitos sejam descobertos. sua cidade. duas rolas ou dois filhotes de pombos. — 25. uma cerimônia ritualística. desde que se casara. de acordo com a orientação de cada Igreja ou seita. foi ele chamado Jesus. — Purificação. que vivia à espera da consolação de Israel. segundo a tua palavra. sua mãe: “Este menino vem para ruína e para ressurreição de muitos em Israel e para ser alvo da contradição dos homens. contava oitenta anos e não se afastava do templo. 35. que se praticava em obediência a uma lei antiga. entre os hebreus e outros povos da raça abraânica. chamado Simeão. Chegando ao templo naquele momento. como luz para ser mostrada às nações e para glória de Israel. cheio de sabedoria. o menino crescia e se fortificava. os pais de Jesus deram um exemplo de obediência às leis. Havia em Jerusalém um homem probo e temente a Deus. como os pais do menino Jesus o tivessem levado lá a fim de o submeterem ao que a lei ordenava. não passando. servindo a Deus.” — 36. Estava em idade muito avançada e não vivera senão sete anos com o marido.60 6 LUCAS. — 30. — 22. conforme a mesma lei. — 39. dizendo: — 29. Pelo Espírito Santo lhe fora revelado que não morreria antes que houvesse visto o Cristo do Senhor. Dê ouvidos os oito dias ao cabo dos quais tinha o menino que ser circuncizado. ele o tomou nos braços e louvou a Deus. eles regressaram à Galiléia. passado o tempo da purificação de Maria. Era então viúva. E a tua própria alma será traspassada como por uma espada. e que fizeste surgir à vista de todos os povos. — 24. mandarás em paz o teu servo. — 34. de acordo com o que está escrito na lei: “Todo primogênito será consagrado ao Senhor”.” — 33. — 27. — 26. são de origem e invenção puramente humanas. Circuncisão. Indo para Nazaré. 21 ao 40. como tais. — 28. não nos revoltando contra os preceitos legais. o levaram a Jerusalém. Havia também uma profetisa chamada Ana. evitando os escândalos que decorrem de tais revoltas. O pai e a mãe de Jesus se admiravam das coisas que eram ditas dele. em jejum e orações. — 40. uma marca destinada a distingui-los dos sectários de outras crenças. exemplo que nos cumpre seguir. filha de Manuel da tribo de Aser. Submetendo-se a esse uso. que só têm servido para dividir e separar os homens. Simeão os abençoou e disse a Maria. (8) A circuncisão constituía. como o era a ablução batismal. Depois de terem cumprido tudo o que era ordenado pela lei do Senhor. — 37. O uso da circuncisão. Era um ato material. — Cântico de Simeão. estando nele a graça de Deus. 2º. para o apresentarem ao Senhor. para fomentar as . — 23. veio ao templo e. “Agora. que era o nome que o anjo lhe dera antes de ser concebido no seio de sua mãe. — 31. dia e noite. versículo 21. segundo a lei de Moisés.

que os impedia e impede de se reconhecerem irmãos dos pequeninos e humildes. como a Luz que havia e há de alumiar as nações? Não têm sido estas e não continuarão a ser esclarecidas por Ele? Proclamando o advento do Messias. a Virgem. Para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser exposto à contradição dos homens. um único meio temos de servir ao nosso Pai celestial e de habilitar-nos à herança de que falou David. é buscar a inspiração para os nossos atos e pensamentos nas lições e exemplos que nos legou Jesus. e. Simeão também foi ao Templo no dia em que Maria e José lá entraram. ovelhas. Inspirado pelo seu anjo da guarda. submetendo-se à cerimônia da purificação. o seu belo cântico de esperança. ou duas rolas e alguns ciclos. ao ordenar a purificação das mulheres depois do parto. para divorciar as criaturas cada vez mais dos ensinos sublimes e puros do Mestre. aludindo ao orgulho de que a nação judaica se sentia possuída. deviam apresentar-se ao Senhor e oferecer-lhe um cordeiro de ano e um pombo. à contemplação daquela época e das épocas então porvindouras? Não esteve e não estará. no Gólgota. entoou. e de reconhecerem por Pastor único desse rebanho aquele que da humildade fez o alicerce de . que a mãe não entrasse no templo antes de 33 dias. porque filhos do mesmo Pai. e o segundo ao sacrifício pelo pecado original. que inutiliza a sua atividade no preenchimento de tantas formalidades vãs. num de seus preceitos. explicasse e exemplificasse os preceitos que deu ao mundo Aquele de quem os que a compõem se dizem representantes na Terra! Não nos iludamos. em confirmação da circuncisão. Procuremos um irmão que nos ensine a ler e compreender esse testamento. Maria. como os de todas as nações. ou uma rola. aludindo às questões religiosas que se levantariam e que ainda duram. disse também. para expiarem o orgulho. exprimindo o pensamento divino: “Mostrar-lhe-ei o salvador por mim enviado” e no velho Simeão se cumpriu essa palavra profética. Imagine-se quão grandes não seriam os benefícios de que a Humanidade fluiria. Dissera o salmista. verdadeiros destinos do homem e da razão de ser da sua presença neste planeta. disse Simeão que Ele se dera para glória de Israel. aos sons harmoniosos de sua harpa (Salmo capítulo 16º. à idéia de que fora escolhida para receber aquele penhor de redenção. ainda. compenetrada dos. se a classe. Senhor nosso. Findo esse prazo. a lei apenas exigia duas pombas. do mesmo rebanho. E não se cumpriram as proféticas palavras de Simeão? Jesus não foi exposto. (Cada ciclo valia mais ou menos 20 centavos.61 intolerâncias e determinar perseguições cruéis e. e sem proclamar ser aquele o Salvador esperado. não descurou de cumprir os deveres que corriam às filhas de Sião. Destinava-se o primeiro ao sacrifício do fogo. Determinava o Levítico (capítulo 12). tomando nos braços o menino e erguendo-o bem alto. ensinasse. que nos dê o bom exemplo e esse irmão será o legítimo representante do Cristo: esse será o nosso pastor. exposto às vistas de todos os povos. versículo 5). como estes. até à consumação dos séculos. aos sofrimentos por que teriam de passar os grandes de Israel.) Por humildade e como exemplo de obediência às leis de Moisés. em seu testamento. por efeito dos falseamentos e deturpações que lhes infligem. denominado holocausto. com a alma arrebatada. guiado pelo pressentimento de que não morreria sem ver o Cristo. com os ciclos de prata do resgate e os pombos do sacrifício. Quase tratava de mulher pobre.

devido à sua natureza perispirítica. 2 a 8. . assim. — Oséias. — JOÃO. (8) Gênese. 28º. que era. 12º. E Jesus não há sido a luz da ressurreição para todos quantos. visto que não se achava revestido de um corpo de carne idêntico aos nossoS. sob a influência e a ação dos Espíritos do Senhor. porque. 29. — Levítico. apenas encobria. da Mãe Imaculada. é claro que. sua infância não podia transcorrer semelhantemente à dos Espíritos encarnados. 13º. profecias que foram confirmadas por Ana. a fim de que suas palavras fossem acreditadas e aceita a sua missão. chamada a profetisa. seguindo-lhe as pegadas? E a alma da Virgem. maior decerto do que se muitas espadas lhe houveram traspassado o coração? Cumpriram-Se. perfeito. emergindo das trevas em que os lançou a morte no pecado. dele se têm aproximado. — Êxodo. 14º. 47. não pertencendo ele à nossa Humanidade. que agia com a independência e a superioridade de um ser puro. 3º. pois. 14. 22. 8º. 19º. posto que material na aparência. certos acontecimentos. de faculdadeS mediúnicas muito desenvolvidas. 13. celestial. Era um Espírito bastante elevado. Quanto a Jesus. menino. no cume do Calvário. de modo que ele fosse tido por um homem como os demais. e. como médium que era. Seu corpo. as profecias de Simeão. um Espírito livre. 9. 22. 22. como os profetas que surgiram em Israel. 17º.62 toda grandeza. pela mais angustiosa das dores. 2. não foi dilacerada. — Isaías. cheio da graça de Deus. cumpre não o esqueçamos. 25 — Atos. 12. tinha a faculdade de predizer. — Números. 7º. 13º.

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7 LUCAS, 2º, 8 ao 20. — MATEUS, 2º, 1 ao 12. Os pastores. — Adoração dos Magos
LUCAS: capítulo 2º, versículo 8. Ora, havia no país muitos pastores que passavam as noites no campo, revezando-se na guarda dos seus rebanhos. — 9. De repente, um anjo do Senhor se lhes apresentou, circunvolveu-os a claridade de Deus e eles se sentiram presa de grande temor. — 10. Então, o anjo lhes disse: “Não tenhais medo, pois venho trazer-vos uma notícia que, para vós como para todo o povo, será motivo de grande alegria: — 11, éque hoje, na cidade de David, vos nasceu um Salvador, que é o Cristo, o Senhor. — 12. Eis aqui o sinal que vos fará reconhecê-lo: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”. — 13. No mesmo Instante reuniu-se ao anjo um grande troco da milícia celeste, louvando a Deus e dizendo: — 14. Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na Terra aos homens de boa-vontade. — 15. Logo que os anjos se retiraram para o céu os pastores disseram entre si: Vamos até Belém para verificar o que nos acaba de ser dito, o que sucedeu, o que o Senhor nos mostra. — 16. Partiram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado numa manjedoura. — 17. E, tendo-o visto, reconheceram a verdade do que lhes fora dito a respeito daquele menino. — 18. E todos os que os ouviram se admiraram do que lhes era relatado pelos pastores. — 19. Maria prestava atenção a tudo isso que diziam e tudo reunia no seu coração. — 20. Os pastores regressaram glorificando e louvando a Deus por tudo quanto tinham Ouvido e visto, conforme ao que lhes tora dito. MATEUS: capítulo 2º, versículo 1. Tendo Jesus nascido em Belém de Judá, ao tempo do rei Herodes, eis que do Oriente vieram alguns magos a Jerusalém. — 2, dizendo: “Onde está aquele que nasceu rei dos Judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.” — 3. Sabendo disso, o rei Herodes ficou sobressaltado e com ele toda a cidade de Jerusalém; — 4, e, tendo reunido em assembléia todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, inquiriu deles onde devia nascer o Cristo. — 5. Disseram-lhe: “Em Belém de Judá, conforme ao que foi escrito pelo profeta: — 6. E tu Belém, terra de Judá, tu não és a última entre as principais cidades de Judá; pois que de ti sairá o chefe que há de conduzir meu povo de Israel.” — 7. Então, Herodes, mandando chamar em segredo os magos, lhes perguntou em que tempo precisamente a estrela lhes aparecera; — 8, e, enviando-os a Belém, lhes disse: “Ide, informai-vos exatamente acerca desse menino, e, quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, a fim de que eu também o vá adorar.” — 9. Depois de ouvirem do rei essas palavras, os magos partiram e logo a estrela que tinham visto no Oriente lhes tomou a dianteira e só se deteve quando chegaram ao lugar onde estava o menino. — 10. Quando viram a estrela, eles se sentiram transportados de extrema alegria; — 11, e, entrando na casa, aí encontraram o menino com Maria, sua mãe, e, prosternando-se, o adoraram; depois, abrindo seus tesouros, lhe ofereceram, por presentes, ouro, Incenso e mirra. — 12. Avisados, enquanto dormiam, para que não voltassem a Herodes, regressaram por outro caminho às suas terras. (9)

64 A explicação desses fatos se encontra na existência de faculdades mediúnicas, da mediunidade em pleno desenvolvimento, o que só é objeto de dúvida, ou de negação para quem não se quer dar ao trabalho de experimentar e observar. E não vale a pena se pretenda convencer os que julgam e sentenciam sem exame, as mais das vezes, unicamente porque o de que aqui se trata lhes fere o orgulho, ou contraria os interesses. Os pastores, como médiuns videntes e audientes que eram, viam e ouviam, sob a influência do magnetismo espiritual, que os punha em estado de êxtase, por efeito do completo desprendimento de seus Espíritos. Viram assim os fluídos luminosos que em derredor deles espalharam os Espíritos do Senhor e que os cercavam de grande claridade. Ou, então, tiveram lucidez bastante para ver a luminosidade que se irradiava daqueles Espíritos. Não percebendo a causa de semelhante luminosidade, tomaram-na por uma manifestação do próprio Deus, donde lhe chamarem — claridade de Deus. De tais fatos não podemos duvidar, nós que os sabemos possíveis, como efeitos do magnetismo produzindo o sonambulismo, e que deles temos tido a comprovação pela experiência, em que pese aos sábios em Israel e ao sacerdócio romano. Quanto aos Magos, também eram grandes médiuns e, por isso mesmo, é que tinham aquela denominação. Como médiuns, viram no espaço uma luz viva, que tomaram pela de uma estrela. Em conseqüência dessa suposta estrela mostrar-se animada de um movimento de translação segundo uma certa diretriz, foi considerada e chamada “milagrosa”, causando pasmo aos sábios caldeus, versados na astrologia. Que não era estrela demonstra-o aquele próprio movimento especial, porqüanto, para admitirmos que o fosse, houvéramos de admitir que um mundo, pois que uma estrela é um mundo, pode afastar-se da sua órbita de gravitação, para se movimentar no espaço, qual farol a orientar um viajor. Foi a “estrela” de que fala a velha doutrina de Zoroastro, o reformador do Magismo, religião dos antigos persas e partos, o qual recomendou aos Magos que levassem oferendas ao rei menino. Foi a estrela de Jacob, mencionada na visão de Balaão. Era, como diz Santo Agostinho, o símbolo da luz nova que surgia para o mundo e que ofuscaria a do próprio Sol. Era a muda linguagem do céu, narrando a glória de Deus e firmando o pacto da Virgem. E tudo assim se passou, de acordo com a época, visto que esta era a em que vigorava a crença geral de que a todo nascimento na Terra presidia sempre uma boa ou má estrela. Hoje, porém, que os nossos sábios nada mais têm que aprender, porque tudo sabem, os fatos a que nos referimos, ou são impossíveis, ou não merecem que lhes dêem importância, porque não passam de fruto do fanatismo. Por outro lado, os fariseus dos tempos atuais, os doutores da Igreja Católica os dão como ‘milagres”, ou, seja, coisas sobrenaturais. Entretanto, os ditos fatos têm uma explicação científica, natural, que prescinde inteiramente do recurso ao milagre, de que há séculos se valem os homens do Syllabus, para os quais pedimos a Deus um raio de luz e os eflúvios da sua infinita misericórdia. A luz que guiou os Magos não era, pois, a de uma estrela, isto é, de um desses mundos que povoam o firmamento. Era apenas uma concentração de fluídos luminosos; era um efeito ótico, produzido pelos Espíritos do Senhor, de

65 modo que aos olhos dos Magos se afigurasse a cintilação de uma estrela. Cumpre, entretanto, notar que eles bem sabiam serem tais efeitos manifestações dos Espíritos ou manifestações espiríticas, porqüanto eram médiuns conscientes, conheciam o Magnetismo e o Sonambulismo. Acresce que tiveram em sonho a revelação do advento do Messias. Ficaram, porém, na dúvida, e desejaram ter uma prova da realidade do que haviam sonhado. Foi quando lhes surgiu ante os olhos a estrela. Desde então não mais duvidaram e se puseram a caminho de Belém, afrontando todos os perigos e fadigas. Montados em dromedários, deixaram para trás de si a cidade dos seleucítas e a arrojada Babilônia, e entraram na Palestina. Conduzidos sempre por aquela luz, semelhante à que, no Mar Vermelho, alumiou as fugitivas coortes de Israel, dado lhes foi, dizem as lendas, apreciar o lastimoso estado em que se encontrava a antiga Sião, a famosa Jerusalém, envolta num manto de melancolia, vitima da cobiça humana, da ambição do mundo, do orgulho dos nobres, tomados da fúria de ostentação, dominado por tudo quanto faz que o homem olvide inteiramente a vida futura. Ah! que os homens ainda são os mesmos! Quantos e quantos não são os que preferem a leitura de romances sem nenhum fundo moral, ou destacar-se por esses escritos de malicioso chiste que todos os dias aparecem, a dispensarem alguns momentos de atenção aos ensinos de Nosso Senhor Jesus Cristo! Os Magos, então, foram e verificaram que realmente surgira no mundo o Chefe que havia de conduzir o povo de Israel à terra da promissão. Não mais o encontraram, porém, no lugar onde se dera o seu “nascimento”, e, sim, em casa de Matias, irmão de José, o qual residia em Belém, como se deduz da ordem dada por Herodes que, orientando-se pelas informações obtidas dos Magos, ordenou a matança de todas as crianças do sexo masculino, até à idade de dois anos. Essa ordem prova que os Magos não viram o menino antes da sua circuncisão e da purificação, porqüanto, do contrário, bastaria que a carnificina atingisse as crianças de, no máximo, um ano. (9) JOÃO, 7º, 42. — Apocalipse, 2º, 27; 5º. 11 a 14.

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8 MATEUS, 2º, 13 ao 23. Fuga para o Egito. — Degolação dos inocentes. — Regresso do Egito
MATEUS: capítulo 2º, versículo 13. Logo que eles partiram (os magos), um anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e lá fica até que eu te diga que voltes; pois Herodes procurará o menino para o matar.” — 14. José, levantando, tomou o menino e sua mãe e durante a noite se retirou para o Egito. — 15, onde ficou até à morte de Herodes, a fim de que se cumprissem estas palavras que o Senhor dissera pela boca do profeta: “Chamei do Egito a meu filho.” — 16. Herodes, vendo que fora enganado pelos magos, encheu-se de grande furor e mandou matar em Belém e nas circunvizinhanças todos os meninos de dois anos para baixo, regulando-se pelo tempo de que se informara exatamente com os magos. — 17. Cumpriu-se então o que fora dito pelo profeta Jeremias: — 18. “Ouviu-se em Rama o grande rumor de muitos que choravam e se lamentavam: era Raquel chorando por seus filhos e não querendo ser consolada, pois eles não existem mais.” - 19. Morto Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, — 20, e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e volta para a terra de Israel, pois que estão mortos os que queriam a morte do menino.” — 21. José se levantou, tomou o menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel. — 22. Mas, ouvindo dizer que na Judéia reinava Arquelau, em lugar de Herodes seu pai, teve receio de para lá ir e, avisado em sonho, dirigiu-se para as bandas da Galiléia, — 23, e foi residir numa cidade chamada Nazaré, a fim de que se cumprisse esta predição dos profetas: “Ele será chamado Nazareno.” (10) José, filho de David (não confundir com José, filho de Jacob e de Raquel, que viveu mil e tantos anos antes de Jesus Cristo), salvou o menino Jesus, levando-o para o Egito, donde regressou mais tarde, sempre na companhia da Virgem Santíssima. Deu-se a degolação das crianças do sexo masculino, de dois anos para baixo, conforme ordenara Herodes, manifestação horrível da ferocidade habitual daqueles tempos, em que se sacrificavam os animais para, num ambiente de sangue derramado, adorar-se a Deus. Crueldade inútil foi aquela, de uma alma impregnada de maldade e orgulho, crueza vã, cujos traços lúgubres e sombrios vamos, no entanto, encontrar mesmo naqueles que, depois, se apregoavam representantes de Jesus, mas que, felizmente, já se não vêem hoje, embora ainda estejamos no reinado das trevas. Conta-se que, entre as crianças assassinadas na Síria, por aquela ocasião, figurou um filho do próprio Herodes. Tais eram a ambição è a dedicação desse tirano aos interesses políticos de Roma, que ele não trepidou em verter o sangue de milhares de crianças, para não ser apeado da posição de mando que ocupava. Herodes descendia de uma família da Iduméia, que reinara na Palestina, havendo arrebatado o poder à família dos macabeus. Como último ato da sua crueldade, narram as crônicas que, ao sentir próxima e inevitável a morte, certo de que esta seria, para os judeus, motivo de grande regozijo, convocou para

67 Jericó, por um edito, sob rigorosas cominações penais, as personalidades mais eminentes da Judéia e as mandou meter no hipódromo, determinando à sua irmã Salomé e a seu cunhado Alexas que, assim ele expirasse, crivassem de flechas os presos, a fim de que, por essa forma, fosse o seu desaparecimento pranteado como os de poucos reis, tendo os seus funerais por cortejo a agonia das famílias e a orfandade. Nada tem isso de inacreditável, quando sabemos que, tempos depois, um seu sucessor deu de presente, num prato, quando festejava o próprio aniversário, a cabeça do Batista à filha da sua concubina, mulher de seu irmão! Mas, deixemos esses infelizes com as suas atrocidades e misérias, oremos por eles, envolvendo-os numa aura de piedade cristã, e busquemos, para o morticínio das crianças decretado por Herodes, uma explicação racional, ante a bondade do nosso Pai amantíssimo, sem a vontade do qual nada se passa, o que quer dizer que nada ocorre, senão em cumprimento das leis eternas, emanadas da sua sabedoria e que, por isso mesmo, são a expressão fiel da justiça perfeita e do amor infinito. A quem procura alicerçar na razão a fé, consciente da perfeição absoluta dos atributos de Deus, não podem bastar, para aquele efeito, nem as palavras do evangelista, quando apenas registra, porque mais não lhe era lícito dizer em tal época, o cumprimento da profecia que anunciara o grande clamor de Rama, a prantear, sem consolação possível, a perda de seus filhos; nem as lamentações que nos oferece, em tom misterioso e autoritário, o Catolicismo, que prega e impõe a fé cega dos fanáticos. Chegados que são os tempos de tudo esclarecer-se e cabendo à Doutrina Espírita o esclarecimento de tudo o que ficara oculto sob o véu da letra, vamos encontrar nessa doutrina a explicação que desejamos e as razões por que pôde verificar-se o fato com que nos ocupamos, dando-nos ela a ver que as crianças sacrificadas pela crueldade de Herodes não foram vítimas perdidas. Efetivamente, o Senhor, na sua previdente bondade, permitira a encarnação daquela leva de Espíritos bastante purificados, aos quais apenas uma prova forte faltava, para se verem livres de encarnar num mundo de expiação, qual é a Terra, a fim de passarem por essa prova. Assim, o fim, prematuro aos olhos dos homens, que eles tiveram, naquela existência, foi a prova de que ainda necessitavam. Por outro lado, o sacrifício de tais vítimas, inocentes aos olhos dos homens, Constituiu, para seus pais, uma causa de progresso, pela dor com que foram provados, prova de que também eles ainda precisavam. Tudo está previsto sempre e regulado pela sabedoria infinita de Deus. Fora dessa explicação, não há como se compreenda haja o Criador, em sua justiça e bondade, consentido que tal fato se desse, como elo de uma cadeia de acontecimentos, que objetivavam a salvação da Humanidade. (10) JOÃO, 1º, 45.

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9 LUCAS, 2º, 41 ao 52. Jesus no templo entre os doutores
LUCAS: capítulo 2º, versículo 41. — Seus pais iam todos os anos a Jerusalém pela festa da Páscoa. — 42. Quando ele tinha a idade de doze anos, lá foram, como costumavam, no tempo da festa. — 43. Passados os dias desta, regressaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles dessem por isso. — 44. Pensando que o menino estivesse entre os que os acompanhavam, caminharam durante um dia e o procuraram no meio dos parentes e conhecidos. — 45, Não o achando, voltaram a Jerusalém, para procurá-lo aí. — 46.Três dias depois o encontraram no templo, sentado entre os doutores, ouvindo-os e Interrogando-os. — 47. Todos os que o ouviam ficavam surpreendidos da sua sabedoria e das suas respostas. — 48. Vendo-o, seus pais se encheram de espanto e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que procedeste assim conOsco? Aqui estamos teu pai e eu que aflitos te procurávamos.” — 49. Jesus lhes disse: “Por que me procuráveis? Não sabeis ser preciso que me ocupe com o que respeita ao serviço de meu Pai?” — 50. José e Maria, porém, não compreenderam o que ele lhes dizia. — 51. E Jesus partiu em seguida com ambos e veio para Nazaré; e lhes era submisso. Sua mãe guardava no coração todas estas palavras. — 52. E Jesus crescia em sabedoria, em idade e em graça diante de Deus e diante dos homens. (11) Com relação ao tempo decorrido desde que a sagrada Família regressõu do Egito, até o momento em que Jesus reapareceu, entre os homens, período esse a cujo respeito guardam as Escrituras completo silêncio, não nos é dado saber o que fez, nem como viveu o Filho do Homem. Sabe-se tão-somente que, após aquele regresso, ele, já na idade de 12 anos, foi visto a discorrer no templo, entre os doutores da lei, assombrando os anciães de Israel com a inteligência esplendorosa e a madureza de juízo que revelava em tão tenros anos, segundo refere LUCAS (capítulo 2º, versículo 47). Já era tal, com efeito, o seu saber, que os judeus, admirados, perguntavam como o possuía ele, sem jamais haver estudado (JOÃO, capítulo 7º, versículo 15). E que todos, em geral, o supunham aplicado ao ofício de carpinteiro, na oficina de seu pai. Com um outro fato digno de reparo se depara nesta parte da narração de Lucas: o de haver Jesus passado três dias em Jerusalém, sem recurso de espécie alguma, sem seus pais e sem que estes, a princípio, lhe houvessem notado a falta. E como se pode explicar que Jesus crescesse e se fortificasse em sabedoria, conforme diz o Evangelista (LUCAS, capítulo 2º, versículo 52), sem estudo e sem mestre, a ponto de confundir os doutores e causar admiração ao povo? Para os católicos, a resposta é fácil e a que mais lhes convém, mesmo porque a Santa Madre Igreja, em favor de quem todos devemos abrir mão da nossa inteligência e da nossa razão, proíbe que seus fiéis se lancem a tais indagações. O Menino se mostrava cheio de sabedoria, a graça de Deus estava nele (LUCAS, capítulo 2º, versículo 14): o milagre explica tudo e faz descer o seu véu sobre a razão humana, que, desde então, nada mais tem que procurar saber. Por outro lado, se houvermos de seguir o cômodo exemplo dos

69 materialistas, não temos que atentar nesse fato, porqüanto não nos devemos impressionar senão com o que vêem os olhos da matéria. Entretanto, sem milagre, sem prodígio, sem mistérios, e sem que tenhamos de rejeitar, por incompreensíveis, algumas partes da narração evangélica, a ocorrência se explica perfeitamente, de modo a podermos aceitar o que consta nos Evangelhos, não com os olhos fechados, mas com eles bem abertos, como os devemos ter diante da verdade que emana dessa fonte de eterna sabedoria. Para que tudo, no caso, se torne claro e perceptível, basta se atente em que era puramente espírita a origem de Jesus e de natureza perispirítica o seu corpo, embora com a aparência de humano, de material, no qual nenhum milagre, nem mistério houve, porqüanto é da Natureza a existência de corpos terrestres e de corpos celestes. Apenas, essa circunstância teve que ficar em segredo, até que, cumprida a sua missão, os homens se achassem nas condições de compreender e aceitar os múltiplos fenômenos que das combinações dos fluídos tiram a sua causalidade. O que fora antinatural, por contrário às sábias leis emanadas da onisciência divina, é que um Espírito de pureza absoluta, como o de Jesus, colocado em nível superior aos dos mais eminentes da hierarquia espiritual concernente ao nosso planeta, pairando em altitude ainda não atingida sequer pelos que, dentre estes, ja tinham alcançado a perfeição sideral, houvesse, para se mostrar entre os homens como o verbo de Deus, de tomar um corpo grosseiramente carnal quais os nossos, isto é, de sofrer a encarnação humana, a que se acham sujeitos unicamente aqueles que ainda têm o que expiar, resgatar, ou reparar, aqueles que ainda se encontram mais ou menos distantes dos lindes extremos do progresso moral. Acrescentem-se a essa circunstância os hábitos e costumes dos povos daquela época e o fato de que tratamos nada mesmo denotará de grandemente excepcional, apresentando-se, ao contrário, perfeitamente compreensível e aceitável, sem que se façam mister as imposições dos ortodoxos aferrados às tradições, ou ao dogmatismo. Jesus chegara aos doze anos, entrara, pois, na adolescência, quando se celebrou a festa pascal, em comemoração da libertação dos judeus do cativeiro do Egito. Estando morto Herodes e destituído Arquelau das funções de preposto dos romanos, nenhum motivo de receios havia. Assim, a santa família compareceu à cerimônia da imolação do cordeiro e da consumação dos pães ázimos (não fermentados). José e seu irmão Matias apresentaram Jesus no templo, como descendente de David. Terminada a festa, Maria e José trataram logo de regressar a Nazaré, pela estrada da Galiléia, empreendendo uma viagem que durava quatro dias. A Virgem se pôs a caminho na companhia de outras donzelas e muitas matronas, indo José na de seus parentes e amigos íntimos. Como se sabe, há pais que trazem constantemente sob suas vistas os filhos, enquanto que outros, ou por compreenderem de modo diverso a vida, ou por saberem ajuizados seus filhos, lhes concedem maior liberdade. Era o que se dava com Maria e José, relativamente a Jesus, que, por isso, não saíra de Jerusalém na companhia deles. Aquela, não o vendo junto de si, o supunha com o pai, ocorrendo o mesmo da parte deste. Vê-se, assim, que nenhum fundamento há para se considerar inverossímil que só ao cabo de algum tempo de viagem houvessem os dois dado por falta do menino. Verificada essa falta, voltaram ambos imediatamente a Jerusalém, à

70 procura do filho, e, depois de. terem viajado um dia, o foram encontrar no templo. E, nada mais natural do que, tendo-o encontrado, ela lhe dissesse magoada: «Meu filho, por que procedeste assim conosco? Aqui estamos teu pai e eu que aflitos te procurávamos”. Ao que ele respondeu: Por que me procuráveis? Não sabeis ser preciso que me ocupe com o que respeita ao serviço de meu Pai? Nesta resposta de Jesus, que não foi compreendida por seus pais, é clara, evidente a alusão que ele fazia à missão altíssima de que se achava investido. E, a propósito dessa alusão, ocorre perguntar: Poder-se-á crer, dado fosse Jesus um Espírito que estivesse sofrendo a encarnação humana, como a sofrem todos os que vêm habitar a Terra, tivesse ele, aos doze anos apenas de idade, não só a intuição, mas a consciência plena da missão que descera a desempenhar, de ser, portanto, o enviado de Deus, o Messias prometido à Humanidade? Aquela alusão, pois, comprova que ele era, como o diz a Revelação da Revelação, um Espírito, o Espírito a quem Deus confiou o glorioso encargo de dirigir, governar e proteger a Humanidade terrena, revestido simplesmente de um envoltório especial, de um corpo celeste, ou seja: fluídico, de natureza perispirítica, mas visível e tangível. Encontrado por seus pais, voltou Jesus com eles para Nazaré, falecendo José algum tempo depois. Seguiram-se dezoito anos, tempo esse de que nenhuma notícia temos, relativa a Jesus. É que os Evangelistas fecharam os livros de suas memórias, para só os reabrirem com a narrativa do belo episódio em que o Precursor anunciou a presença do Cristo entre os homens, derramando, para exemplo, as águas da penitência sobre a cabeça daquele que, nada tendo de que se penitenciar, trazia aos homens o batismo do Espírito Santo, na frase do Padre Ligny. Tendo vindo não somente pregar, mas também exemplificar, começou o desempenho da sua missão, por aquele exemplo de submissão, dando ensejo, ao mesmo tempo, à consagração ostensiva da sua altíssima investidura. Não eram vulgares, como não podiam ser, transcorrendo como as nossas, dada a sua natureza extra-humana, nem a sua vida íntima, nem a sua vida exterior. Ele gostava da solidão e a Virgem lhe favorecia esse gosto, visto que viera ao mundo nas condições espirituais precisas a auxiliar o filho em sua missão. Jesus, pois, se ausentava freqüentemente, desaparecia. É que volvia às regiões superiores, onde pairava e para, na plenitude dos esplendores celestes, enviando continuamente à Terra, da qual é o Espírito protetor e governador, centelhas de luz purificadora e vivificante das almas, luz cujo brilho excede o dos raios do Sol. Oh! não nos é possível considerar em mente a figura sacrossanta do manso e divino Cordeiro imaculado, sem que das mais íntimas e melhores fibras da nossa alma se eleve a prece, como incenso odorífero, até aos seus sacratíssimos pés! Bendita seja a luz de Jesus! Abramos o Êxodo e leiamos o versículo 31 do seu capítulo 25º: Farás de ouro puríssimo um candeeiro, trabalhado a martelo. Penetremos no Tabernáculo, possuidos de sentimentos puros, e, corrida a cortina, veremos as cintilações do ouro, sob o jorro de luz suave que o banha. A significação dessa figura, a fé a alcança recordando as palavras do Apocalipse (capítulo 21º, versículo 23): Esta cidade não há mister de sol, nem luz que a iluminem, por que a claridade de Deus a alumiou e a sua lâmpada é o Cordeiro.

71 O Cristo é o candeeiro de ouro puríssimo e perfeito, e esse ouro foi estendido a martelo na cruz, que se tornou o símbolo da nossa redenção. Sua luz é a vida, a alegria e a graça que nos inundam as almas. Façamos do nosso coração um tabernáculo e essa luz brilhará nele eternamente. Tais são as deliciosas emanações das Escrituras, em cujas páginas o Cristo brilha com vivo fulgor. Ouçamos a voz do Apóstolo Paulo e possa ela guiar-nos para o Salvador, como a estrela de Belém guiou outrora os magos. Seja o primeiro raio do sol da justiça essa voz que nos clama: Desperta, tu que dormes. Levanta-te dentre os mortos e o Cristo te alumiará. (PAULO, “Epístola aos efésios”. (12) (11) Êxodo, 23º, 15. — Deuteronômio, 16º, 1, 16. - JOÃO, 7º, 15, 46. (12) PAULO. (Efésios, 5º. 14).

— 13. pois que o reino dos céus está próximo.10. vos batizo na água para vos induzir à penitência. 1 ao 18 e 21 ao 22. eram por ele batizados no rio Jordão. Uma vez batizado. João esteve no deserto batizando e pregando o batismo de penitência para a remissão dos pecados. 1 ao 11. Um mais poderoso do que eu virá depois de mim. dizendo: Eu é que devo ser batizado por ti e tu vens a mim? — 15. E uma voz do céu se . usava uma tira de couro à volta da cintura e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. — 8.” — 4. e foi batizado por João no Jordão. — 6. alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. João trazia uma veste de peles de camelo e um cinto de couro à volta da cintura. tornai retas suas sendas. dizendo: “Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor. Tratai de produzir dignos frutos de penitência. MARCOS: capítulo 1º. ele. Toda a Judéia e todos os habitantes de Jerusalém vinham ter com ele e. — 16. Traz na mão a joeira e limpará completamente o seu eirado. disse-lhes: “Raça de víboras. 1 ao 17. mas aquele que há de vir depois de mim é mais poderoso do que eu.” — 4. Pregava dizendo: — 7. — 5. 3º. vos batizará com Espírito Santo. — 17. quem vos impeliu a fugir da cólera do que há de vir? — 8. Mas. de toda a Judéia e de toda a região circunvizinha do Jordão vinham ter com ele. Jesus lhe respondeu: “Deixa-me fazer assim por esta vez. — 2. e. Logo que saiu da água. — Espírito Santo. vendo muitos fariseus e saduceus que vinham para o batismo. Os habitantes de Jerusalém. por mim. confessando seus pecados. em quem hei posto todas az minhas complacências. — 2. que não sou digno de lhe desatar as correias das alpercatas prosternando-me a seus pés. Jesus logo saiu da água e eis que os céus se abriram e ele viu descer sobre si o Espírito de Deus em forma de uma pomba. dizendo: Este é o meu filho bemamado. eram por ele batizados no Jordão.72 10 MATEUS. que fica na Galiléia. — 11. 3º. Jesus viu abrirem-se os céus e um Espírito Santo descer em forma de uma pomba e pairar sobre ele. — 6. — 9. Dizia: “Fazei penitência. Eu. — Anjos da guarda. versículo 1. porém. veio João Batista pregando pelo deserto da Judéia. Porqüanto. Mas João obstava a isso. Então. e não procureis intimamente dizer: “Temos Abraão por pai”. — LUCAS. porqüanto é necessário que cumpramos toda a justiça. Prédica de João Batista. Começo do Evangelho de Jesus Cristo filho de Deus. que não sou digno de lhe calçar os sapatos. — 11. — MARCOS. Jesus veio da Galiléia ao Jordão ter com João. raiz das árvores: toda Arvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Imediatamente uma voz ecoou no céu. eis aqui aquele de quem falou o profeta Isaías. — 10. — Batismo. 1º. A esse tempo. empilhará o trigo no celeiro e Queimará a palha num fogo que jamais se extingue. . ele vos batizará em Espírito Santo e no fogo. confessando seus pecados. João vestia pele de camelo. a fim de ser por este batizado. — 14. como está no do que clama no deserto: “Preparai o caminho do Senhor. — 7.” — 3. — Batismo de Jesus MATEUS: capítulo 3º. tornai retas suas sendas. porqüanto eu vos declaro que destas pedras pode Deus fazer que nasçam filhos a Abraão.” João consentiu. Eis o que sucedeu naqueles dias: Jesus veio de Nazaré. — 9. — 5. O machado já está posto. Eu vos batizo com água. versículo 1. — 12.

” — 10. LUCAS: capítulo 3º. e João percorreu todas as cercanias do Jordão. ele foi. no ano 15 do império romano. capítulo 11º. respondia: Que aquele que tem duas túnicas dê uma ao que nenhuma tem. também Jesus foi por ele batizado e. Cheio de um Espírito Santo desde o ventre materno. em ti hei posto todas as minhas complacências. ao tempo em que João batizava todo o povo. E ele lhes disse: Nada exijais além do que vos foi ordenado. que aquele que tem o que comer faça o mesmo. E como o povo e todos pensavam consigo mesmo que talvez João fosse o Cristo. o maior dentre os nascidos de mulher. sendo Governador da Judéia Pôncio Pilatos tetrarca da Galiléia Herodes. — 5. — 17. tornai retas suas sendas. os caminhos tortuosos se tornarão retos e os acidentados se aplainarão. — 18. tetrarca da Ituréia e da província de Traconites Filipe Irmão de Herodes e tetrarca de Abllina Lisãnias. a fim de se entregar a uma vida de rigorosa austeridade. pregando o batismo de penitência para a remissão dos pecados. porqüanto eu vos declaro que poderoso é Deus para destas mesmas pedras fazer que nasçam filhos a Abraão. e ouviu-se no céu uma voz que dizia: És meu filho bem-amado. — 22.) Jovem ainda. — 12. — 3. que devemos fazer? Não pratiqueis violência nem calunieis pessoa alguma e contentai-vos com a vossa paga. versículo 11. e um Espírito Santo desceu sobre ele. quem vos induziu a fugir da cólera que há de vir? — 8. virá mais poderoso do que eu. na forma corporal de uma pomba. o Senhor fez ouvir sua voz no deserto a João. Os soldados também o interrogavam. (MATEUS. Todo vale será aterrado. Dizia ao povo que acorria em bandos para ser batizado: Raça de víboras. Produzi dignos frutos de penitência e não comeceis a dizer: “Temos Abraão por pai”. — 14. todas as montanhas e todas as colinas serão arrasadas. versículo 21. Já o machado está posto à raiz das árvores e toda árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. e vos batizará em Espírito Santo e em fogo. empilhará o trigo no seu celeiro e queimará a palha num fogo que jamais se extingue. No décimo quinto ano do império de Tibério César. versículo 1. nasceu seis meses antes do aparecimento deste e desencarnou com 31 anos de idade. — 9. ensinando-lhe ainda muitas outras coisas. Anáz e Caifás sacerdotes magnos. E como a turba lhe perguntasse: “Que devemos fazer”? — ele. e toda carne verá a salvação do Senhor. conforme o declarou o divino Mestre. conforme está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor. em ti me tenho comprazido. aos 29 de sua idade. LUCAS: capítulo 3º. sob o reinado de Herodes Antipas. de cujas alpercatas não sou digno de desatar as correias. (13) João. filho de Zacarias e de Isabel.73 fez ouvir dizendo: És meu filho bem-amado. o céu se abriu. Também vieram ter com ele para ser batizados alguns publicanos que lhe disseram: Mestre.” — 7. — 15. o Precursor de Jesus. Era assim que evangelizava o povo. — 6. — 4. Ele traz na mão a joeira e limpará perfeitamente o seu eirado. enquanto orava. — 16. filho de Zacarias. Entrou a pregar e a administrar o batismo de penitência. . como diz o Evangelista. disse aquele a toda a gente: Eu vos batizo com água. Sucedeu que. dizendo: E nós. um porém. que devemos fazer? — 13. retirou-se para o deserto. donde só regressou para dar início ao desempenho da sua missão. — 2.

que tem sua expressão nos sofrimentos purificadores e na assistência dos Espíritos purificados. mas os que trazem puros os corações. sem mãe e sem genealogia.74 todos os profetas. que só consideravam. os que se arvoraram em representantes do Cristo dela se apossaram e a fizeram cair no desprestígio e na desmoralização que conhecemos. imposta como mandamento pelos que pregam o que não praticam. correspondentes ao grau da sua culpabilidade. menor do que o menor no reino dos céus. O batismo. que o Espírito encarnado. consubstanciação da moral divina. cuja elevação espiritual as citadas palavras de Jesus patentearam. que assim só considera os que cegamente lhe aceitam os dogmas. cerimônias. por exemplo. Jesus Cristo. que fez o seu aparecimento na Terra à semelhança do Filho de Deus. depois da desencarnação. Melquíades. que não progride. era. ensinando. que João ministrava e a que Jesus se submeteu para exemplo. que se arrependessem de suas culpas e praticassem a penitência. a que comumente chama “morte”. João. recebeu no deserto a inspiração de que soara a hora de ter começo a missão. João. Para abater o orgulho dos hebreus. assistência que faculta ao culpado os meios e as forças de levar a cabo a sua . disse que poderoso é Deus para fazer das pedras filhos de Abraão. comprovando. como um selo posto ao compromisso assumido de regeneração moral. que ele não nasceu . (14) Não obstante tratar-se de um Espírito superior em missão. se achava olvidado da sua existência anterior. aquelas palavras comprovam. Foi o que fez. pelo arrependimento. mediante as expiações. missionário celeste. cuja natureza puramente espiritual. pela humildade. feita de público e em altas vozes pelo batizando. ritos.. tal qual a Igreja Romana. como Maria e José. Depois. Era um meio material de impressionar homens materiais. que não teve princípio. em abrir brechas nas consciências. pregando. a efetuar-se pelo batismo em fogo e em Espírito Santo. nem “morreu”. que foi sem pai. que a sua vida humana foi apenas aparente. ou lavagem do corpo. de que era prova a confissão pública das faltas e crimes cometidos. que ele administrava. consistia na ablução. do que. aconselhando aos homens que lavassem de toda impureza suas almas. que estes. por onde penetrasse a luz de que Jesus era portador. rei de justiça e rei de paz. para lhe despertar no íntimo o sentimento da humildade e para o constranger a evitá-las pela vergonha de as ter que confessar publicamente. mas ao mesmo tempo um ato emblemático. portanto. de Precursor do Cristo e que consistia em preparar os caminhos que este teria de percorrer. João. era precedido da confissão. será. de suas faltas e pecados. dela perdera a consciência. Quer isto dizer que João aparelhava o terreno para a obra que o Cristo descera a realizar. as provas e as reparações a que o sujeitam seus erros e transviamentos. por estar encarnado. que trouxera. que a árvore que não dá bons frutos será arrancada e lançada ao fogo. A prática dessa confissão durou longo tempo. não são somente os que dizem: Senhor! Senhor! e vivem preocupados com fórmulas exteriores. no entanto. sob as vestes de um corpo celeste e não terrestre. O batismo. nem fim de vida. para se tornarem dignos de receber aquela luz. isto é. etc. fato material destinado a simbolizar a purificação da alma. portanto. filhos do Senhor os que suportavam o jugo de Moisés. Assim é que não se lembrava de que fora Elias. lançado no fogo dos remorsos das torturas morais. que não apresenta frutos de regeneração..

de remissão desse pecado de que se deve considerar onerado todo aquele que nasce na Terra. porqüanto. de modo indeterminado. a instituição do batismo da água foi . ou influência. por Espírito Santo. não mais sobre a cabeça de homens em condições de reconhecerem e confessarem suas culpas. ou seja a assistência dos Espíritos do Senhor compreendidos nessa denominação. que geram os heroísmos da fé. aos homens de boa-vontade. esse batismo. erro que provêm de ensinar a Igreja. pelas comunicações do Além. com efeito. para a conquista do “reino dos céus”. pela caridade. de vontade e de ação. fazendo que descessem até seus discípulos aqueles Espíritos. a abrasá-la dos sentimentos puros e elevados. de pensamentos. Concede-a o Cristo. desde que chegam aos cumes da perfeição e da pureza. com efeito. sobretudo. um meio de apagar nelas a mancha do pecado original. guiados nas suas missões e ajudados na obra de purificação de seus Espíritos e na de seu progresso pela senda do aperfeiçoamento moral e intelectual. continuamente. uma coletividade. para que aproveitemos de todos os seus inestimáveis benefícios. é. Era. pois. dizer que o Espírito Santo é uma entidade individual. que a prezemos e guardemos como preciosíssimo tesouro. Esse batismo Ele o administrou. possuidas do arrependimento de seus erros e faltas. Essa também uma das razões por que ao batismo em Espírito Santo é dado o nome de “batismo de fogo”. Vê-se assim que. podemos obtê-lo todos. os nossos Anjos da Guarda. Temo-la. Que fez. que os iam amparar e auxiliar no desempenho da missão de que se achavam incumbidos. a Igreja Romana? Fez do batismo material. com o que também eles avançam nessa mesma estrada. quando não de maneira ostensiva. o que devemos entender. da água derramada. Hoje. apesar de nenhum pecado ainda haver cometido. embora. clara e exemplificativamente. contudo. as criaturas humanas o recebem mediunicamente. animadora e eficaz. mas a que só se submetiam criaturas conscientes de seus atos. fundindo-se na unidade de sentimentos. os Espíritos como que perdem a individualidade. que quem nasce no mundo traz uma alma expressamente criada para o corpo com que se apresenta. o batismo um ato material e simbólico. Sendo. pela humildade e. caridosos. constante. desejosos de fazer penitência e de alistar-se sob o estandarte de uma fé conducente à regeneração. Isto perfeitamente se compreende. fazendo-se mister unicamente. que tomaram a si o encargo de nos proteger e conduzir pela estrada do progresso. como sempre. como outras. É que por ele desce sobre a criatura o fogo da inspiração divina. conforme o ensina a Revelação Espírita. fiéis cumpridores dos desígnios de Deus. a fim de que sejam sustentados em suas provas.75 purificação integral. a velarem por nós. bem se pode. formadas pela luminosidade dos seus perispíritos. dos Espíritos purificados. Espíritos elevados. pelo amor. enviado de Deus e seu preposto ao governo do mundo terreno. pelo trabalho. porém. O conjunto dos Espíritos superiores. mas sobre a cabeça das crianças recém-nascidas. porque temos de contínuo. (15) O batismo em Espírito Santo. de que nos podemos valer em todas as circunstâncias da vida. que dela tenhamos consciência. por não admitir a lei das reencarnações. pela intuição e pela inspiração. e que se manifestassem sob a aparência de línguas de fogo. e a temos. santos.

Em segundo lugar. Sob o aspecto material. que. sem ter confessado culpa alguma. ou o castigo. que não passa. versículo 16 íbi Não se farão morrer os pais pelos filhos. a inteligência e a interpretação dos livros santos. porqüanto só os que alcançam a perfeição na pureza se acham livres de ter a mais leve culpa. a mais ligeira falta de que se acusar em consciência. mostremos-lhes que. na sua “Epístola aos Romanos”.” Manifesto é. como é possível que. por vaidade e interesse de seita. nunca tendo nascido antes. Ora. não admitindo que os leigos falem nos Evangelhos. e a razão também por que a Humanidade não dá às Escrituras sagradas a importância que lhes devia dar. o batismo correspondia a uma necessidade daqueles tempos. como tantas vezes se encontra repetido nas Escrituras santas — “a cada um segundo suas obras” — não se compreende que a Humanidade seja responsável pela falta ou faltas que haja cometido o chamado primeiro homem. de um símbolo. desde que os fariseus. E não se compreende. o absurdo do ensino da Igreja. E essa circunstância. que era de penitência. evidentemente. conforme se lê em “O Livro dos Espíritos”. decorrem das obras de cada um. Entretanto. nem os filhos pelos pais. por isso. somente a parte simbólica é de utilidade e proveito. ensinando que da aliança do Sinai viera a lei oral e não a lei escrita. Essa a razão por que o clero romano foge a toda discussão. portanto. em seu objetivo. em as condições precisas para ser administrado e nos fins a que visava. quer sejam eles dispensados dessas lições. Jesus não tinha necessidade de ser batizado por João. Ela não entendeu. que Ele era puro e perfeito. ante os ensinamentos dos profetas e dos apóstolos. ou não aceitou as palavras do apóstolo Paulo. por si só. mas. Acreditamos e esperamos que o remédio não tardará. Veja-se: Deuteronômio. da manifestação do arrependimento e do desejo da penitência. transmitida por Moisés aos homens. reduziram o Código Sagrado a mero acervo de tradições e monopolizaram. ante a razão. A prova encontramo-la na circunstância de que recebeu um batismo. Se ainda hoje precisa ser mantido com esse aspecto. assim não continuará a ser. quer se dêem aos batizandos as lições que lhes dava João. sem de nenhum pecado se haver penitenciado. assim. batizemos os nossos filhos. desde que se tornem conscientes. mas cada um morrerá pelo seu pecado. ante os termos expressos da lei. porqüanto. fazendo que a corrupção chegasse ao ponto de levar Jesus a declarar que os judeus haviam aniquilado a palavra do Senhor. capítulo 14º. . exigia prévia confissão pública de pecados. se o prêmio. versículo 12: “E. condições então necessárias à administração do batismo. mal que lavra há muitos séculos. a fazer impressão em homens materiais. Quer isso dizer. bem como do exercício da vontade e do uso do livre-arbítrio. o Espírito do que nasce precise lavar-se de impurezas quaisquer? Será que já tenha saído impuro das mãos do seu Criador. destinava-se. como já dissemos. ou revogou a palavra do Senhor. cada um de nós dará contas a Deus de si mesmo. É evidente que a Igreja Romana não entendeu. capítulo 24º. tudo por efeito de inovações e mandamentos humanos. indica e demonstra que Ele não podia estar encarnado. ser um homem como os demais. como já mostramos.76 completamente desvirtuada em sua natureza. para extirpar o mal pela raiz.

ou. pois. já percorreram todos os graus do aperfeiçoamento e se despojaram de todas as impurezas da matéria. foram incumbidos de pregar e exemplificar a moral que Ele trouxera ao mundo e de o conferirem a quantos. 2º. obedecendo aos desígnios de Deus.— ISAÍAS. 26. — DANIEL. investir a outros de o ministrarem. Segundo a narração evangélica. conseguintemente. como investiu os apóstolos que. 44. 19º. . dentre estes. versículo 22). 12º. aconteceu que. órgãos das inspirações divinas e executores das vontades de Deus. 11º. escutando-lhes as palavras. batizado Jesus. a seu turno. 6. 13º. 4º. classe única. Disse essas palavras um dos Espíritos Superiores. a propagassem pela palavra e pelo exemplo. 8º. o céu se abriu e uma voz ressoou no espaço. no seio de Deus. a do Messias prometido. (13) Levítico. E as disse quando Jesus orava. da primeira ordem. tomou. 4. 13º. 22. Convêm. cujo advento os profetas anunciaram. 2º. 1º. se houveram sido aparentes. 18. nem expiações. 4º. que determina. praticassem a lei do amor e. que não precisava ser lavado. e ainda para receber pública e ostensivamente a confirmação da sua. Segue-se. — ZACARIAS. 15º. 15 a 39.— Atos. 8º. um corpo celeste. naquele momento. e também como sanção expressa da legítima autoridade de Jesus. 4. — Atos. (14) Com esta palavra muito jogo costumam fazer os que combatem a revelação da corporeidade fluídica do Cristo. Pretendendo que. na escala espírita. 7. quando estava em oração (LUCAS. por motivo algum e ainda menos como expressão material da necessidade de purificação espiritual. 4. Jesus. 28. em quem hei posto toda a minha com placência. 6. e que continham. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura. estava capacitado para administrar o batismo em Espírito Santo e em fogo e para. da sua identidade na condição de enviado direto de Deus. 15º. e só Jesus.77 aqueles. mediante aquelas palavras que se ouviram. não têm mais que sofrer provas. Trazia ele. 2º. para demonstrar aos homens que a prece do coração atrai as bênçãos do Senhor e os testemunhos do seu amor infinito. a influência divina. depois de terem recebido esse batismo. para confirmar a missão de que o Precursor se achava encarregado. pelo menos. — Apocalipse. e mediante o aparecimento de uma pomba a lhe pairar sobre a cabeça. 83 a 39. o sentido em que é empregada. — Salmos. precisar o significado verdadeiro de tal palavra. em seu sentido profundo. por intermédio dos Espíritos protetores. foi que Jesus se fez batizar por João. Essa confirmação Ele a teve. que compõem a primeira classe. de fato. portanto. como os nossos corpos de lodo. vindas do alto. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis. 37. a afirmação de que à Terra descera o Espírito excelso. essa corporeidade e a vida humana de Jesus nenhuma realidade teriam tido. 26 a 40. realizam a vida eterna. então. veio atestar. — João. capítulo 3º. 2. que se produziu pela faculdade que tem o Espírito de dar ao próprio perispírito as formas e aparências que queira. Foi esta uma manifestação espírita. a forma de uma pomba que. considerada pelos antigos como emblema da pureza. dizendo: Este é o meu filho bem-amado. que apenas para dar um exemplo. Um dos que secundavam a Jesus no desempenho de sua missão. segundo proclamou João que Ele o faria.

comparada ao original. tomou todas as aparências da realidade. um todo coletivo. numa nota por ele aditada a uma das respostas do Espírito que o instruía. Era para que a circunstância fosse notada. se bem que formada de um princípio material. para boa Inteligência da explicação. podia dar azo a uma falsa interpretação. Que era então a que foi vista com a aparição? “Uma aparência. Os Espíritos superiores formam. capitulo que se intitula “Do laboratório do mundo invisível”. nos podemos socorrer. mas uma aparência nada tem de real.” 3. o passo em que ele nos dê esse significado. as perguntas e respostas que deram lugar a essa nota. expomo-nos a grandes equívocos. por isso. constantemente reproduzida em casos análogos. e para que não tomassem a aparição como uma alucinação produzida pelo estado de saúde da vidente. é uma como ilusão de ótica. uma aparência. como o foi. nº 256). ou se havia nela alguma coisa de material? “Certamente. Desejáramos saber se a caixa de rapé era apenas uma imagem sem realidade. a palavra aparência. Para esse efeito. do que do Mestre Allan Kardec. Encontramo-lo no capítulo 8º da segunda parte de O Livro dos Médiuns. é com o auxílio desse princípio material que o perispírito toma a aparência de vestes semelhantes às que o Espírito trazia quando vivo. Ibid. de nenhuma autoridade maior. de certo modo. Dizes que foi uma aparência. na uniformidade da perfeição. que trazia na mão esse objeto) tinha a forma da de que ele se servia habitualmente e que estava em sua casa. A experiência nos ensina que nem sempre devemos tomar ao pé da letra certas expressões empregadas pelos Espíritos. Vamos reproduzir. O Livro dos Médiuns. Interpretando-as segundo as nossas idéias. conseguintemente. real. todas as vezes que apresente a menor ambigüidade.” NOTA. pois. os caracteres distintivos de suas personalidades se apagam. por assim dizer. É uma recomendação que os próprios Espíritos repetidamente nos fazem. capítulo 24º. O Espírito querendo que aquela senhora acreditasse na realidade da sua presença.78 quando se trata daquela vida. Cumpre. Sem a explicação que provocamos. aprofundar o sentido de suas palavras. (15) À medida que os Espíritos se purificam e elevam na hierarquia espiritual. Ld. nem melhor. (ALLAN KARDEC. imitação. não estava lá: a que o Espírito trazia era apenas a representação da outra: era. — É verdade que se deve entender aqui a palavra “aparência” no sentido de aspecto. 2. . Aquela caixa de rapé (tratava-se da aparição de um Espírito encarnado. A caixa de rapé. Citemos. em o nº 128 do volume.

4º. — 11. versículo 1. nada comeu durante esses dias e. — 2. cercaram-no os anjos e o serviam. teve fome. Jesus lhe respondeu: Está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus. o tentador lhe disse. — 11. Disse-lhe em resposta Jesus: Retira-te. — 13. teve fome. impelido para o deserto. — 7. — 8. — 13. LUCAS: capítulo 4º. e lhe disse: Dar-te-ei todas estas coisas se. O diabo o transportou para um alto monte e lhe mostrou. à pesquisa das causas. prosternando-te diante de mim. E logo o Espírito o impeliu para o deserto. O diabo o transportou ainda para um monte muito alto. — 4. versículo 1. todas essas coisas te pertencerão. pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás. Jesus lhe respondeu: Está escrito: O homem não vive somente de pão. donde lhe mostrou todos os reinos do mundo e a glória que os acompanha. — 10. Jejum e tentação de Jesus MATEUS: capítulo 4º. 4º. Aproximando-se então dele. mas de toda palavra de Deus. — LUCAS. MARCOS: capítulo 1º. onde passou quarenta dias e quarenta noites. Lançate daqui a baixo. — 7. num instante. — 5. . pois.79 11 MATEUS. disse-lhe: Se és filho de Deus. — 6. Jesus se afastou do Jordão e foi. — 9. sendo tentado por satanás. — 2. anuires em me adorar. Jesus lhe respondeu: Está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Temos. dizendo-lhe: Dar-te-ei todo esse poder e a glória destes reinos. e te amparem com suas mãos. — 3. Jesus respondeu: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. manda que estas pedras se tornem pão. — 3. 1º. colocando-o no pináculo do templo. Se és filho de Deus. pois está escrito que Ele ordenou a seus anjos tenham cuidado contigo e te sustentem com suas mãos. Acabada a tentação. — 8. que te guardem. da derivação histórica e das circunstâncias de tempo em que foi dado este. versículo 12. Habitava com as feras e os anjos o serviam. o diabo se afastou dele por algum tempo. colocando-o no pináculo do templo. me adorares. O diabo ainda o transportou a Jerusalém e. Se. — 10. — 12. 12 ao 13. de modo a ficar bem entendido que. não nos devemos prender às palavras. porque nos conduz à indagação do pensamento e do sentido da lei ou do ensino. satanás. — 4. Cheio de Espírito Santo. Jesus lhe respondeu: Escrito está: Não só de pão vive o homem. pois. que de doutrinal ou lógica. (16) Disse o divino Mestre e Paulo repetia: — a letra mata e o espírito vivifica. mas de toda palavra que sai da boca de Deus. todos os reinos da Terra. — MARCOS. 1 ao 11. para a compreensão das sagradas letras. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites. a que antes podemos chamar autêntica. Aí permaneceu quarenta dias e foi tentado pelo diabo. Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. pois está escrito haver ele ordenado a seus anjos que tenham cuidado contigo. — 6. ordena a estas pedras que se tornem pães. — 9. prescientemente uma regra de interpretação. para que não firas o pé nalguma pedra. passados eles. disse: Se és filho de Deus. O diabo o transportou à cidade santa e. lança-te daqui a baixo. Deixou-o então o diabo. — 5. para que não firas os pés nalguma pedra. pelo Espírito. ou promulgada aquela. 1 ao 13. e só a Ele servirás. Disse-lhe então o diabo: Se és filho de Deus. porqüanto eles me foram dados e eu os dou a quem quero.

absurda. ver-se-á que. versículo 48 e seguintes): Eu sou o pão vivo que desci do céu. revestido de um corpo celeste. Quando. outra coisa não é senão o alimento que toda alma encontra na sua doutrIna. apropriados àquele efeito .A planta não necessita comer. de “Êxodo” (capítulo 16º. quem o comer viverá eternamente. para sustentar os princípios constitutivos desse corpo. nem beber: absorve da Terra e do ar os fluídos que lhe são necessários à nutrição. Jesus que. Semelhantemente. quando é certo que. número que se tornou tradicional para ausência dos profetas. Estudemos o que foi dado a Moisés e consta no “Deuteronômio” (capítulo 8º. sua razão de ser e seus fins. Telésforo. o Espírito. enquanto durou a que veio desempenhar na Terra. senão o Salvador prometido à raça humana. o pão de que Ele fez emblema o seu corpo e o seu sangue. ela já não pode hoje satisfazer. revestido de um corpo de natureza perispirítica. Vê-se que o pão. no campo também caia o maná. referindo-Se ao tempo em que o supuseram sob o poder do diabo. o Espírito se incorpora fluídicamente. instituisse o preceito do jejum. por falsa. como profeta. Nem de outro modo se pode compreender. enfim. para a vida do corpo de que se acha revestido. (17) Era costume dos profetas prepararem-se. durante 40 dias. tem de penetrar num mundo superior. ao Espírito encarnado em corpo material. Bispo de Roma. pela prece e pelo jejum no deserto. onde os corpos dos respectivos habitantes não são carnais como os nossos e sim de natureza perispirítica. como no-los faz entender a Revelação Nova. o pão da vida. contidos nos Evangelhos. a menos se negue o progresso da ciência das verdades eternas. porém. opera-se pela absorção dos fluídos ambientes. Ele se submetera ao uso. personificada em Adão? Passemos ao Novo Testamento. quis. interpretação que serviu para que. A alimentação material é necessária ao homem. se as condições da época fizeram necessária a interpretação literal dessas narrativas.80 assim com suas fontes de origem. para o desempenho de suas missões. senão uma figura emblemática da graça que. não se Sustentava com os alimentos cuja privação constitui o jejum. os fluídos ambientes. apoiando-se numa tradição apostólica. para te mostrar que o homem não vive só de pão. que nos faculta a hermenêutica ou arte de afiançarmos o verdadeiro sentido dos textos sagrados. mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. ou desse perispírito. versículo 5): Este é o pão que o Senhor vos deu para comer”. devemos procurar no plano do Evangelho? Que é esse maná caído do céu. absorve. o pão que era o seu sustento e que Ele trazia para matar a fome aos filhos de Israel. inadmissível. a fim de causar impressão aos homens e os induzir a considerá-lo tal. a que Jesus alude. É uma regra. capítulo 6º. nos seus ensinamentos. Lemos (em JOÃO. versículo 9): “E ao tempo que de noite caia o orvalho. desapareceu. no ano 130. Aplicada à interpretação das narrativas evangélicas referentes ao jejum de Jesus. Que é esse maná. para que ela produzisse os frutos imediatos que devia produzir. em todo o seu esplendor. versículo 3): “Afligiu-te com a fome e deu-te por sustento o maná que desconheciaS e teus pais desconheceram. entendidos em espírito e verdade. como maná que caiu do céu. de “Números” (capítulo 11º. nos quais se acham contidos . em suma. que o tivessem como um profeta. Pareceu então aos homens que. A sua nutrição aí. isto é.

o que há. pois. como dissemos acima. A tentação de Jesus. sobre o modo por que deve o homem resistir às tentações e emboscadas a que se acha exposto. que aqueles nomes apenas designam o conjunto das maldades. O que se lê naquela passagem do Êxodo é que Moisés não comeu pão. realmente. ou a orar no cume de uma montanha. importando. de acordo com as necessidades da época e destinada a preparar o futuro. Concluíram daí. isto é. como a do corpo humano. Tendo podido alimentarse de ervas e insetos. qual o seu. numa subversão da ordem estabelecida desde toda a eternidade. Ali não se refere que o chefe do povo hebreu passou todo aquele tempo sem comer coisa alguma. falou. porqüanto. desmaterializando ele. se davam. das imperfeições. como homem. durante os 40 dias e 40 noites do seu retiro no Sinai. versículo 2). acerca das tentações a que está sujeita a Humanidade. nem bebeu água. que o ajudam a avançar pela senda do progresso espiritual. do mesmo modo que os bons pensamentos e as boas obras lhe granjeiam influências boas. só por milagre fora possível que um Espírito tão sutil. Estando materialmente encarnado. (18) Ora. isto é. A desaparição e a reaparição de Jesus. pela Revelação Espírita. E de outra forma não a podemos compreender hoje. citando Êxodo. Os desaparecimentos de Jesus. não constituíram um “milagre”. que o “diabo”. uma mulher dar à luz um leão. tão etéreo. ou tombarem do céu as estrelas. Quanto à tentação. ao reaparecer. os que o ouviram. à perdição das criaturas de Deus. quando em encarnação ou incorporação fluídica. Deram-se. enquanto esteve no cume do Sinai a receber o Decálogo. suportasse o contacto de matéria tão grosseira. é desconhecimento das causas que lhes dão origem. Milagre seria. como milagre seria também o haver Jesus sofrido uma encarnação humana. passar tanto tempo sem se alimentar. dos comentários que os apóstolos e discípulos teceram em torno de uma prédica sua. 28. A idéia de que o tenha sido nasceu.81 esses mesmos princípios. o Espírito não tem meio de . falando de Jesus. visto que tal fato estaria fora das leis naturais. o “demônio”. por exemplo. o seu exemplo não colhe para o caso de Jesus. das paixões e dos vícios. o corpo etéreo de que se achava revestido. porque tais fatos teriam sido contrários àquelas leis. uma derrogação das leis naturais. figurando as diversas maneiras por que pode o homem ser tentado. o que só é possível aos Espíritos superiores. quando o supunham em retiro no deserto. portanto. dada a sua natureza. não foi uma realidade. que o mesmo fez Moisés. no caso de fenômenos assim chamados. foi também uma figura emblemática que. existentes no homem e que lhe atraem influências perniciosas. se bem que desconhecida dos homens. opondo-lhes a fé e a perseverança. capazes de desviá-lo do caminho do bem. bem sabemos que não há milagres. antes. pela ação da sua vontade. como diz (LUCAS. surgiu dos comentários a que deram lugar as palavras de Jesus. “satanás” não existem como individualidade votada eternamente ao mal. “diabólicas”. ignorância das leis que lhes presidem à produção. Nem se diga. que o fato com Ele ocorrera e a imaginação emoldurou a suposta ocorrência. quando sabemos. 34. O Mestre desapareceu das vistas de todos por 40 dias e. no cumprimento de uma dessas leis. capítulo 4º. criando as circunstâncias em que esta deverá ter-se dado. para sustentar que Jesus haja podido. que são imutáveis.

seus ensinamentos. — Apocalipse. em busca do amparo celestial para fortalecimento da nossa alma. — Deuteronômio. não vira passar “o grande amor”. a encarnação. pelo desprendimento durante o sono e. do seu objetivo. um Espírito que pôde. nos casos de estado mais ou menos extático. libertar-se do seu corpo de carne e. estará em condições de se não deixar embair pelas opiniões dos escribas e fariseus da época. para se adquirir o conhecimento da sua ação sobre toda a Natureza. pela ação da sua vontade. não só suas palavras. (17) Ver O Livro de Tobias. Cumpre. que se lê em O Espírito Consolador: “Que homem houvera podido tirar do seu coração a parábola do Filho Pródigo e o colóquio com a Samaritana?” e estes perIodos de sublimada eloquência. 7. (16) Êxodo. 3. na amplidão do infinito. a Terra vira passar grandes luzeiros. em verdade. na Bíblia. 3. cuja suprema excelsitude. (18) A boa compreensão do que seja. com o auxílio do seu perispírito. 24º. pelo fenômeno da bicorporeidade e da bilocação. do que significa. que tudo negam do alto do pedestal do seu orgulho e das suas idéias preconcebidas.82 desmaterializar o invólucro que o reveste. a Humanidade terrena. 9º. seus atos e suas obras atestam. saídos da sua alma transportada: “Não. 19º. cuja culminância na perfeição Inspirou ao Padre Marchal esta exclamação. porém. — JOÃO. — JOSUÉ. da sua razão de ser. é bastante para que também claramente se compreenda que não pode ter encarnado um Espírito. 20. Os luminares da antigüidade hauriram suas mais belas idéias nessa fonte que se chama a tradição: a fonte onde Jesus hauria era a sua alma e essa alma. 14º.” . Aquele que assim fizer e colher a experiência a que as sessões espíritas oferecem campo. 3º. 30. 2. 6º. é certo. ainda que condensasse todas as suas energias de concepção. derramando-se pelo mundo. como eu sou santo”. Só ele fundou a religião universal. como ainda os ensinos constitutivos da Terceira Revelação e. 10º. na plenitude da sua gloriosa humildade. na posse de convicções nascidas do estado e do esforço da razão. apartar-se temporariamente dele. Temos disso um exemplo no que se deu com Santo Antônio de Pádua. Esses fatos são perfeitamente compreensíveis e podem ser realizáveis para quem tenha conhecimento bastante dos fluídos e do poder magnético de os atrair e combinar. Antes dele. 13. 14. Pode. tornar-se visível e tangível em mais de um lugar. lançamos. um Espírito. algumas vezes. nem pelas dos pseudo-sábios. Consegue assim. o nosso pensamento em prece. formular esta interpelação e este conselho: “Quem me convencerá de pecado? Sede santos. basta para o aquecer. 8º. — EZEQUIEL. raras. qual o de Jesus. mas conservando-se-lhe sempre ligado por um cordão fluídico. — Salmos. prontamente se convencerá da ação prodigiosa do Magnetismo espiritual e. 13º. não poderia inventar Jesus Cristo. — Reis. se estude profundamente e pratique o Magnetismo. esse sentimento íntimo e profundo que nos leva a considerá-lo colocado logo abaixo de Deus quando. 14. amáivos como eu vos amo. 28. trazendo à Terra o grande mandamento que a ligaria ao céu: “Amai a Deus de todo o coração. 34º. bem como do testemunho dos próprios olhos. 8. sob as aparências do corpo humano. talvez mais que tudo. invisível a olhos humanos.

para resgatar sua dívida? Sendo submetido a uma dificuldade especial que lhe cumpre vencer. para ele. para justificar ou legitimar uma sua encarnação nele? . para chegar ao mesmo grau de aperfeiçoamento em que se acha outro que. durante a qual terá ele que lutar contra paixões que representam. Em todos os casos. da lei de justiça e misericórdia. qual a Terra. partido do mesmo ponto. mesmo que o Espírito encarne em missão. a encarnação representa sempre. ou seja: capaz de lhe imputar com fundamento a mais ligeira transgressão da lei divina. que prescreve ao Espírito a encarnação e a reencarnação. oferecer ensanchas. como ele era santo. a natureza e a Importância da falta a ser apagada. Essa dificuldade é a encarnação. cujos originais foram lidos pelo Mestre Allan Kardec. uma dificuldade que lhe cabe vencer. pois que para vencê-la é que o Espírito encarna. é conheçamos tudo o que possa concorrer para a melhor inteligência. um dos ensinos mais proveitosos é o que deram a Alexandre Belemare os Espíritos que o assistiam na elaboração da sua excelente obra — Espírita e Cristão. Para esse efeito.83 Útil. e dizer igualmente que todos se tornassem santos. isto é. pois. de fazer mais do que este. progrediu sem jamais falir. a que gênero de progresso lhe poderia um mundo inferioríssimo. pela sua natureza e pela sua intensidade. puro. e que no vencê-la é que consiste o seu progresso. de nossa parte. Como conseguirá fazer esse mais. Ora. Esse ensino se resume no seguinte: O Espírito que haja falido fica na contingência. tendo Jesus podido dizer que ninguém havia capaz de o convencer de pecado.

cidade marítima dos confins de Zabulon e de Nefatalim. e. (19) Jesus levava. Os outros. esses viam em forte esplendor a luz brilhante que o seu Espírito irradiava. LUCAS: capítulo 4º. versículo 14. 4º. 1º. o qual vos vem trazer a luz da verdade que. — MARCOS. Jesus. Fazei penitência. para entendê-las. Alí. e a luz surgiu para os que jaziam na região da sombra da morte. versículo 12. — Retirada de Jesus para a Galiléia. caminho do mar além Jordão. Então Jesus. nas suas palavras.” — 17. os que lhe compreendiam as palavras. seus mensageiros. as apreendiam: os que estavam na região da sombra da morte. Jesus começou a pregar e a dizer: Fazei peniténcia. deixando as trevas em que jazeis. a luz onde mais necessária era. recebeu a grande luz. por isso. MARCOS: capítulo 1º. A partir daí. para poderdes ver a luz. 4º. ao passo que a viram refulgente os que se achavam livres da morte. vos patenteará a estrada que leva ao céu ou seja: à perfeição na pureza. — 14.84 12 MATEUS. Notícia do encarceramento de João. — Pregações. pela virtude do espírito. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: — 15. — 15. porém. Fazei penitência: arrependei-vos dos vossos erros. tomardes a senda do progresso espiritual e subirdes ao seio de Deus. Para esse efeito. deixando a cidade de Nazaré. o mesmo Jesus clama: chegou o tempo de estudardes o Consolador. lhe percebeu a claridade. Estada em Cafarnaum MATEUS: capítulo 4º. retirou-se de Nazaré e se dirigiu a Cafarnaum. Jesus se retirou para a Galiléia. Quer isto dizer: . os que as ouviam lhe compreendiam as palavras: eram os que estavam nas trevas. “A terra de Zabulon e a terra de Nefatalim. preparados. 14 ao 15. voltou Jesus para a Galiléia. o povo. entretanto. faltas e crimes. 14 ao 5. pelas reencarnações. pela boca dos Espíritos. divisavam velada a grande luz e. Ensinava nas sinagogas e era glorificado por todos. Logo que João foi encarcerado. os que já se encontravam no plano espiritual. nos confins da Galiléia. que apenas viam a Jesus sob a sua aparência humana. pois o reino dos céus se aproxima. Nem todos. Mal. tirando-vos das trevas em que vos lançaram OS Vossos pecados. pela virtude do espírito. Ele próprio. — 13. que se achava imerso nas trevas. que vos vem ensinar os Evangelhos em espírito e verdade. fazei peniténcia e crede no evangelho. 12 ao 17. os primeiros. foi habitar em Cafarnaum. não percebiam o sentido das palavras que lhe ouviam. — LUCAS. Assim. 16. porém. versículo 14. pois que ensinava e pregava a verdade. Então. e dizendo: Pois que o tempo se cumpriu e o reino de Deus está próximo. Muitos. pregando o evangelho do reino de Deus. — 15. voltou para a Galiléia e a sua fama se espalhou por toda aquela região. que tinham de ser por todos ouvidas. era a luz. para serdes por ela alumiados e. Tendo ouvido dizer que João fora encarcerado. Hoje. apontando o caminho que conduz ao reino dos céus. viu uma grande luz. o que significa: chegou o tempo de ouvirdes o Enviado de Deus. o povo que jazia nas trevas. Jesus veio para a Galiléia. a Galiléia das nações. pois o reino do céu se aproxima.

4º. como fazia sempre que viajava só. 2. 25. 37. tão célere quanto o pensamento. 9º. 1. — Atos. 2. . 17º. — DANIEL. — JOÃO. transportou-se para os confins da Galiléia. sob as aparências humanas que tomara. (19) ISAÍAS. 10º. 14. pelo poder ou faculdade que tem o Espírito de ir de um ponto a outro. 43.85 sendo ele sempre Espírito. 13º. 9º. com a rapidez do relâmpago.

Ele me enviou a pregar o Evangelho aos pobres. não foi por acaso (não existe acaso) que aqueles versículos de Isaías lhe vieram cair sob as vistas. “O Espírito do Senhor está sobre mim. como era seu costume.86 13 LUCAS.” — 20. que vinha à Terra para cumprir uma missão de amor. — JOÃO. cujas bases fundamentais lançava. e se levantou para ler. — 19. Toda a gente. 32. — Leitura da profecia de Isaías LUCAS: capítulo 4º. onde fora criado. seu Enviado. no lugar mesmo onde principalmente passara a sua aparente vida humana. 42º. a apregoar o ano das graças do Senhor e o dia da retribuição. Vindo a Nazaré. 1º. 61º. chegou ao ponto em que se achavam escritas estas palavras: — 18. num dia de sábado. desenrolando-o. 4º. de devotamento. entrou na sinagoga. — 17. a curar os de coração despedaçado. 15. (20) Desenrolando Jesus o livro (porque os livros naquela época eram feitos em rolos de papiro). o Messias prometido. — 21. 7. Enrolando de novo o livro. Apresentaram-lhe o livro do profeta Isaías e ele. na sinagoga. de redenção. 34. da regeneração humana. tinha os olhos fitos nele. com o testemunho das sagradas Escrituras. pelo que a sua unção me consagrou. . 1. 57º. (20) ISAÍAS. As suas próprias palavras de comentários ao trecho Lido mostram que Ele o buscou intencionalmente para o ler naquela ocasião. pela pregação e prática do Evangelho. 3º. Ele o entregou ao ministro e sentou-se. Vinda de Jesus a Nazaré. a libertar os oprimidos. preparatória. Por quê e para quê? Para afirmar. a anunciar aos cativos a sua redenção e aos cegos o recobramento da vista. versículo 16. Disse então: “Cumpriu-se hoje esta palavra das escrituras que acabais de ouvir”. que Ele era o ungido do Senhor. 16 ao 21.

de quaisquer cultos exteriores. Dizendo o que consta nos versículos 25 e 27. — Levado ao cume do monte para ser dali atirado. Todos lhe davam testemunho e. Quando disse: — Nenhum profeta é bem aceito em sua terra. por estar. e. — 28. para todos. do capítulo 4º de LUCAS. que só ela lhes dava explicação dos fatos tidos por milagrosos. — Sua resposta. só o sendo Naamã. de harmonia com as leis naturais. 22 ao 30. (21) Para os hebreus. como. Jesus designado por “filho de José”. mas a uma que era viúva em Sarepta de Sidônia. Essa circunstância e a de haverem tomado ao pé da letra estas palavras — meu pai — de que Ele usava. fato que. Com efeito. em virtude de uma concepção e um nascimento miraculosos. passando por entre os que o cercavam. divinos. Jesus era filho de Maria e de José. houvesse Jesus podido. segundo ouvimos. para o atirarem de lá em baixo. precipitando-o dali em . em verdade vos digo que nenhum profeta é bem aceito no seu país. Elias não foi enviado a nenhuma delas. — 25. só atende aos merecimentos de cada um. o expulsaram da cidade e levaram ao cume do monte sobre o qual estava a cidade edificada. faze no teu país as grandes coisas que. tanto quanto o eram dos homens daquela época. que era da Síria. confirmam que só na aparência era humano o seu corpo. Os versículos 29 e 30 do capítulo 4º de LUCAS. Jesus. fizeram que no espírito dos discípulos germinassem a idéia e a crença da sua divindade. em geral. entretanto. — 24. das mãos da turba que o agarrara enraivecida e o conduzira ao cume de um monte. — 30.87 14 LUCAS. Em verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel. mostrar que o Senhor. 4º. — 27. Ele desaparece dentre as mãos dos homens LUCAS: capítulo 4º. referindo-se a Deus. cura-te a ti mesmo. levantando-se. quis. Havia também muitos leprosos em Israel ao tempo do profeta Eliseu e no entanto nenhum foi curado. independente de todo sectarismo. passando por entre eles. — 26. quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e uma grande fome assolou toda a Terra. diziam: Não é este o filho de José? — 23. Cumprida a sua missão. Mas. dos quais elas ainda são desconhecidas. como era necessário. para profligar o orgulho dos que julgam ter o privilégio da misericórdia divina. conhecida a revelação feita pelo anjo a Maria e a José. que Ele operava. — 29. por obra do Espírito Santo. constitui uma verdade. porém. versículo 22. deu Jesus uma lição aos incrédulos de todos os tempos. como já vimos. que só escandaliza os orgulhosos e os sábios. a fim de o eliminar dentre os vivos. como fora possível que. foi-se. ao tempo de Elias. Todos os que se achavam na sinagoga. na distribuição de suas graças. sem que lhe percebessem a fuga. desaparecer. tomados de admiração ante as palavras cheias de graça que lhe saíam da boca. fizeste em Cafarnaum. naquela época. revelação que até ao termo daquela missão se conservou secreta. passou Ele a ser considerado filho somente de Maria Virgem. Jesus então lhes disse: Sem dúvida me aplicareis este provérbio: Médico. se encheram de Ira. ouvindo-o falar desse modo. homem.

88 baixo? Desprezada a explicação clara. — JOÃO. 4º. porque. não é. 10º. o milagre não existe. 6º. (21) Salmo. 40º. 39. 2. 42. como sabem os que conhecem a Doutrina Espírita. 44. Esta. 29. . racional e irrecusável para quem não se ache dominado por idéias preconcebidas. só uma outra restará para o fato de que tratamos — o milagre. 8º. porém.

— 2. afasta-te de mim. ou sobrenatural. — 11. Passando pela praia do mar da Galiléia. (22) Desta parte da narrativa evangélica ressalta a submissão dos primeiros discípulos de Jesus. — 17. pois eram pescadores. partilhavam do mesmo assombro. e André. quando o conhecimento do Espiritismo e do Magnetismo estiver suficientemente difundido. Para logo os dois abandonaram as redes e o seguiram. e os chamou. Tiago e João. — 20. que numa barca com o pai consertavam suas redes.89 15 MATEUS. filhos de Zebedeu. os pescadores tinham saltado para lavar suas redes. versículo 16. trabalhamos toda a noite e nada apanhamos. sentando-se. — 9. versículo 18. eles abandonaram tudo e o seguiram. 4º. Continuando a andar. A pesca. Simão Pedro se prostrou aos pés de Jesus. mas que depois. Jesus viu a Simão e seu irmão André que lançavam as redes ao mar. 5º. viu dois irmãos: Simão. E. viu à borda do lago duas barcas. Vendo isso. Então. 18-22. que lançavam suas redes ao mar. começou a pregar ao povo. Vocação de Pedro. — 5. Tendo de novo conduzido as barcas à praia. — 4. — 6. Andando Jesus pela praia do mar da Galiléia. — 3. eles ouviram a voz interior que os concitava à obediência e fizeram o que ela lhes prescrevia. assediado pela multidão que se premia para ouvir a palavra de Deus. Simão lhe objetou: Mestre. e lhes disse: Segui-me e farei de vós pescadores de homens. Foi um fenômeno do número dos que ainda hoje surpreendem a muitos. tendo-o feito. versículo 1. Tanto ele como os que o acompanhavam ficaram assombrados da pesca que haviam feito. os outros vieram e as duas barcas ficaram cheias de tal modo que quase se afundavam. MARCOS: capítulo 1º. filhos de Zebedeu e companheiros de Simão. André. Deixando no mesmo instante o pai e as redes. o seguiram. cedendo a essa espécie de atração que liga fortemente uns aos outros os Espíritos reciprocamente simpáticos. que também numa barca consertavam suas redes. ambos o seguiram. Logo os chamou e ambos. viu dois outros irmãos. Tiago e João. — 22. — 7. 16 ao 20. Sob a inspiração de seus anjos da guarda. dizendo: Senhor. — Pesca chamada milagrosa MATEUS: capítulo 4º. Tendo caminhado um pouco mais. serão reconhecidos como fatos naturais e normais. — 19. 1º. Acenaram aos companheiros que se achavam noutra barca para que viessem ajudá-los. LUCAS: capítulo 5º. — 18. filhos de Zebedeu. Logo os dois abandonaram as redes e o seguiram. disse Jesus a Simão: Nada temas: daqui por diante serás pescador de homens. — 21. . Um dia em que se achava à margem do lago de Cenezaré. 1-11. e lhes disse: Segui-me e farei que vos torneis pescadores de homens. — LUCAS. deixando na barca Zebedeu com os jornaleiros. de dentro da barca. de que aí se fala. disse a Simão: Faze-te ao largo e atira a tua rede para pescar. Tiago e João. — 19. — 8. — 10. pois que eram pescadores. pois que sou um pecador. chamado Pedro. mas. lançarei a rede. Quando acabou de falar. Jesus. pescaram tão grande quantidade de peixes que a rede se rompia. Entrou numa delas pertencente a Simão e lhe pediu que a afastasse um pouco da praia e. obedecendo à tua ordem. viu a Tiago e seu irmão João. — 20. — MARCOS. nada teve de milagrosa.

conhecendo a fundo. ele vai avançando na senda do conhecimento e um dia chegará.90 O Espiritismo é. Produziu-a uma atração magnética determinada por Jesus que. por exemplo. estará a Humanidade senhora das duas fontes de toda a luz e de todo o progresso. aliás. ele espalhará o conhecimento do Magnetismo. sentença. Como ciência. Fácil então e simples se lhe tornará a compreensão de muitos fatos tidos ainda hoje por impossíveiS e cuja realidade os homens negam. porém. que Jesus já alcançara. (22) JOÃO. Pouco a pouco. por virtude dos seus progressos. moral e intelectual. os homens estão vindo e virão cada vez mais lançar-se nessa rede. cujo estudo tem sido tão estultamente desprezado pelos “sábios” da Terra. físico. absolutamente destituída de qualquer valor. ao mesmo tempo. as combinações de que são passíveis. quando o Pai o investiu na missão excelsa de presidir à formação do planeta em que habitamos e à marcha progressiva da Humanidade a que pertencemos. O Espiritismo representa hoje a rede lançada por Pedro. 21º. os meios por que se dão. esse agente universal que tudo rege e tudo aciona. Ainda não está ao alcance do homem apreender as causas de todos os fenômenos. e a grande alavanca operou o efeito desejado. pela suprema graduação do seu Espírito. Atraidos pelos fluídos que os bons Espíritos espalham. Os magnéticos o serão igualmente. fez que sobre eles atuasse a força incontrastável da sua vontade. por isso que emanada de quem tudo completamente ignora daquela ciência. nem as leis que lhes presidem à produção. sempre de perfeita harmonia com a vontade divina. como conhecia e conhece a natureza de todos os fluídos existentes. daqui a mais ou menos tempo. Com esse conhecimento e com o dos ensinos evangélicos em espírito e verdade. a fim de serem retirados das águas infectas dos vícios e das paixões em que se acham mergulhados. Assim é que. suas propriedades de ação e. os fenômenos elétricos já foram excluídos da categoria dos milagres. A pesca foi o resultado de uma aplicação do Magnetismo. . proferindo sentença condenatória da ciência espírita que os explica. 6. uma revelação e uma ciência. à meta suprema.

Ele. que exclamou em alta voz: — 34. — 33. — 28. todos os que sofriam de um mal qualquer se precipitavam sobre Ele para tocá-lo. Predição de Jesus. — LUCAS. — 32. de Decápolis. Vieram em seguida a Cafarnaum onde. atirando o homem ao chão no meio da sinagoga. 23. ameaçando-o. Que tens tu conosco. de Jerusalém. 7 ao 12. Ora. versículo 31. Acompanhava-o grande multidão de gente da Galiléia. MARCOS: capítulo 3º. — Sua fama. disse-lhe: “Cala-te e sai desse homem”. se prosternavam gritando: — 12. — 10. — 11. que tens tu conosco. — 35. Jesus passava a sua aparente vida . que uns aos outros perguntavam: Que é isto. És filho de Deus. rapidamente. 31 ao 37. E sua fama se espalhou por todos os cantos do país. O terror se apossou de todos e uns aos outros diziam: Que é isto? Ele ordena com autoridade e poder aos Espíritos impuros e estes saem logo? — 37. de Jerusalém. E todos se espantavam da sua doutrina. ensinando nas sinagogas. E Jesus. sucedeu achar-se na sinagoga um homem possuído de um espírito impuro. — MARCOS. — Ora. agitando-o em convulsões violentas e soltando um grito estridente. em tom de ameaça. É que. outra grande multidão que ouvira falar das coisas que Ele fazia. — Curas físicas e morais chamadas “milagres” MATEUS: capítulo 4º. da Judéia e de além Jordão. curando todos os males e enfermidades do povo. — 24. — 25. E o demônio. por toda a Galiléia. — 9. Disse Ele então aos discípulos que lhe arranjassem uma barca onde pudesse meter-se para não ser oprimido pela turba. versículo 7. saiu do homem. versículo 23. lunáticos. 4º. — 36. 1º. MARCOS: capítulo 1º. da Iduméia e de além Jordão tendo vindo juntar-se-lhe. Todos se admiravam da sua doutrina. por isso que Ele os Instruía como tendo autoridade para fazê-lo e não como os escribas. Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és: és o santo de Deus. — 22.91 16 MATEUS. 4º. Deixa-nos. disse-lhe: Cala-te e sai desse homem. pregando o evangelho do reino. 21 ao 28. porém. Jesus. lhes proibia que o descobrissem. Ele desceu a Cafarnaum. entrando na sinagoga aos sábados. — 25. Jesus se retirou com seus discípulos para os lados do mar. cidade da Galiléia. Como se evidencia desses versículos. E Jesus percorria toda a Galiléia. — E. que nova doutrina é esta? Ele manda com império mesmo nos Espíritos Impuros e estes lhe obedecem. acompanhado por grande multidão de gente da Galiléia e da Judéia. proveniente de Tiro e SIdônia. 23 ao 25. à sua presença foram trazidos os que se achavam doentes e atormentados por dores e males diversos: — possessos. Tão grande assombro se apoderou de todos. Sua fama se espalhou assim. e 3º. porque falava com autoridade. Sua fama se espalhou por toda a Síria. quando o viam. Logo o Espírito impuro. paralíticos — e ele os curou. saiu dele sem lhe ter feito mal algum. LUCAS: capítulo 4º. — 26. Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és. como curava a muitos. com grandes ameaças. e ai os instruía nos dias de Sábado. versículo 21. és o santo de Deus. — 27. Jesus os instruía. E os Espíritos impuros. estava na sinagoga um homem dominado por um demônio impuro. que exclamou: — 24.

que nada sabem de Espiritismo. Mas. entretanto. inquiriam: Mas. ou essa autoridade. capítulo 15º. e bem assim o poder que a sua vontade exercia sobre esses fluídos. que infelizmente ainda dominam. presentemente. se. A fúria que revelam é idêntica e tem a mesma origem que a daqueles que inventaram as fornalhas ardentes. Por isso mesmo. pregando por toda parte o arrependimento. por intermédio de Nosso Senhor Jesus Cristo. É que. Mas. justificados pela fé. margeiam a vereda que conduz a Sião. como libertava os que se achavam presas de Espíritos obsessores. é esse o meio mais eficiente de que se servem os Espíritos. que faz que os Espíritos imundos lhe obedeçam? Nos Evangelhos. Menos ainda poderão Contrapor-se-lhes as opiniões de simples médicos. tanto restituía a saúde aos que sofriam de doenças corporais. hão sempre desfechado contra os que a percorrem. para a frente. fazer a da Doutrina Espírita. pois. E os que o ouviam. Para imaginarmos o poder dos fluídos magnéticos de que dispunha Jesus. em casos desesperados. que podem valer esse argumento. mesmo os médiuns receitistas. tanto mais quando muitos deles hão recorrido e recorrem às consultas mediúnicas. com respeito à influência dos Espíritos desencarnados sobre os encarnados. pela morte? que o pensamento é uma secreção do cérebro? que as leis da Natureza são simples manifestações de forças incontrastáveis. desde todos os tempos. Operando as curas de que. versículos 2 ao 5 e capítulo 104º. Que importa. como com os grandes e poderosos. se funda na doutrina que Jesus pregava e exemplificava. versículo 10)? Marchemos. em nome de Jesus. basta atentemos nos efeitos que produz o magnetismo humano e nos que conseguem os médiuns curadores. para quem sustenta que a alma é o conjunto das faculdades intelectuais. como de benevolência? Tal o evangelho dos materialistas.92 humana a praticar incessantemente a caridade. o mais puro de todos os Espíritos. como disse Paulo? (“Epístola aos Romanos”. Ë o fogo das baterias que. carentes assim de moral. são as mesmas setas envenenadas que as hostes dos inimigos da verdade. as cavernas dos animais ferozes. ou. possessos do demônio. encontrando sempre a satis- . não há argumento. Versículo 1). E são eles que lançam aos espíritas os epítetos de idiotas. para. nem autoridade real que se contraponham. assim com os humildes e desgraçados. que importa. com os mais satisfatórios resultados. de exploradores dos néscios de boa-fé! Nisso. sob o escudo de Jesus Cristo. sob o nome de milagres. destinada a desaparecer com este. multiplicando ao seu derredor as curas do corpo e da alma. bem como nos fatos que a sua ação caridosa tornou manifestos. bem como combinações. portanto. para sempre. falam os Evangelhos. uma simples função do organismo físico. efeitos e propriedades Ele conhecia de modo absoluto. que doutrina é esta. temos a paz com Deus. versículo 1) e aquele de quem falam os Salmos (capítulo 90º. É ainda a mesma que o sacerdócio tem desencadeado. nada há de espantar. se temos por nós o que fora dito a Abraão (Gênese. cuja natureza. encontramos a prova de que Jesus curava tanto as moléstias do corpo quanto as da alma. com os quais inúmeras pessoas se têm tratado de variadíssimas enfermidades. Jesus fazia da doutrina de amor que trouxera ao mundo a mais eloqüente propaganda. regeneradores e fortificantes. conforme então se dizia. a fatos. revestidos da couraça da fé. ocultas ao longo dessa vereda. isto é. Segue-se daí que a crença dos espíritas. pasmados autoridade com que Ele falava.

restaurando na sua pureza aquela doutrina que de tanta surpresa enchia os que presenciavam as curas que o divino Mestre operava. nem mesmo os mais endurecidos e obstinados no mal resistiam às intensamente luminosas irradiações da pureza e da perfeição de Jesus. que também nos fornece os meios adequados a repararmos os estragos que apresenta o organismo material. não contestam as curas operadas por Jesus. fixa nas suas cavidades interiores. que atrai os Espíritos bons. os mais obstinados e ferozes subjugadores. nós outros. Esses homens. Os possessos. eram os subjugados por Espíritos impuros. só os podemos obter por meio das preces fervorosas. ensinar-nos a distinguir a obsessão e a subjugação da alienação mental. mas como milagres. e a pureza de sentimentos. quanto à libertação dos possessos. Assim. e não consideram o pensamento uma espécie de bílis. Esses fatos. só mediante estudo sério das obras do mestre Allan Kardec. porém. em cujo nome falam. cujo nome é hoje bastante para. é revelação e ciência. os Figueiras. como se dá com um prédio incendiado. se pode obter uma explicação racional e completa. sem perceberem que desse modo colocam no mesmo nível a divindade. a seu turno. repetimos. acreditavam ou acreditam na existência e na imortalidade da alma. e repelem a ciência espírita como produto da . cujas observações a respeito se acham registradas em livros e jornais. declaram e sustentam que tudo o que os homens façam de semelhante ou idêntico é diabólico. a seu turno. que transmitem aos enfermos. especialmente de O Livro dos Médiuns. dos quais recebem a ação fluídico-magnética. ou loucura propriamente dita. já têm sido comprovados por homens notáveis. antes as proclamam. Quanto às curas da alma. a não poucas curas temos assistido de irmãos que recobram o uso da razão e do livre-arbítrio. Todavia. Quer isto dizer que. Senhor Jesus Cristo. de que nos oferecem testemunho as sagradas letras. obras cuja meditação acurada recomendamos a todos os adeptos do Espiritismo. servindo de instrumentos a Espíritos elevados. os doutores não admitem senão o que lhes vem por intermédio da Ciência. O Espiritismo que. mau grado às precárias condições morais em que nos encontramos. que decorre do desmantelo do aparelho cerebral. ainda. mas cheios de dedicação e de solicitude para acudirem desinteressadamente o próximo em suas aflições. com os Bittencourt Sampaio. todos alheios à ciência médica. ou qualquer outra dessas secreções que o organismo expele ou absorve. pois que para eles Jesus é uma fração de Deus. se invocado com fé viva. de que falam os Evangelhos. pela ainda mais precária ciência dos homens. ou. após a extinção do incêndio. da humildade e da fé na misericórdia ilimitada do nosso Salvador. qual esta é realmente. Os ortodoxos. depois de removida a causa da aparente loucura.93 fação de seus anseios. depois de terem sido dados como loucos incuráveis. fiéis servos de N. produzir efeitos análogos aos que Ele pessoalmente conseguia. isto é. porqüanto nos faltam as mais poderosas armas que existem para a libertação de um subjugado — a força moral decorrente do jejum espiritual a que Ele tantas vezes aludiu. veio. os Nascimentos e muitos outros médiuns que a esses sucederam. Essa distinção quem nô-la faculta é a mediunidade. Em conseqüência. cuja presença é suficiente para dominar e subjugar. dentre os quais. a bondade de Jesus é tal e tanta que. e a suprema potência do mal — Satanás cuja existência afirmam.

que o Pai enviará em. mas por muito ciosos do prestígio do “demônio”. Tal a situação que. capítulo 14º. Eles. capítulo 14º. para.94 imaginação de fanáticos ignorantes ou velhacos. patenteando-lhes as dificuldades de ordem exterior que lhes cumpre superar. embora já algum tanto modificada para melhor. obras semelhantes às que Ele fazia. os ortodoxos guardam a mesma atitude. se manterão firmes em seus postos. . meu nome. De outro lado. E. considerando mesmo o seu cultivo um crime severamente punível. o que implica o cumprimento do prometido nestas palavras suas: Aquele que em mim crer também fará as obras que eu faço e fará outras ainda maiores (JOÃO. (JOÃO. ainda se apresenta aos profitentes desta. que tanto há contribuído para lhes fortalecer o poderio. vos ensinará todas as coisas e vos lembrará tudo o que vos tenho dito. no entanto. convencidos e confiantes. quando vêem que já lhes é dado fazerem. pelos rápidos progressos da Doutrina dos Espíritos. como o dessas. que pouco lhes interessa. (23) Ver em páginas anteriores o que devemos entender por Espírito Santo. verificam que igualmente se está dando o destas outras. não por amor da verdade. visto que inegavelmente chegariam os tempos nelas preditos e se realizou o advento por elas anunciado: E o Consolador. versículo 12). versículo 26). esperarem se cumpram integralmente as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. que é o Espírito Santo (23). sob a égide de Jesus. porque vêem que cada vez mais essas promessas se irão cumprindo.

porque vosso é o reino de Deus. afastando-se dela. assim no que seja de ordem física e material. subiu a um monte. pois que vireis a ter fome! Ai de vós os que rides agora. dirigindo o olhar para seus discípulos. porqüanto assim é que os pais deles trataram os profetas. que existiram antes de vós. sentou-se e os discípulos o rodearam. Um dia. Sermão da montanha MATEUS: capítulo 5º. que sois ricos. bem-aventurados vós. com a virtude que dele saía. porque verão a Deus.95 17 MATEUS. — 4. ou a suprema perfeição moral. 1 ao 12. do amor e da caridade. porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sereis quando vos cobrirem de maldições. Bem-aventurados os mansos. Bemaventurados os pacíficos. Rejubilai então e exultai. fez a prédica das bem-aventuranças. 7. mentindo. quando vos carregarem de injúrias. Bem-aventurados os misericordiosos. Ai. — 2. para ouvi-lo. que agora tendes fome. para vê-lo expelir os Espíritos impuros e curar as enfermidades. quando rejeitarem como mau o vosso nome por causa do filho do homem. a pregar o Evangelho e a curar os enfermos. pois que grande recompensa vos está reservada no céu. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem. dirigia sobre os doentes e sobre os que se lhe aproximavam. dizendo: — 3. 20 ao 26. Vendo a multidão. porque possuirão a Terra. Bem-aventurados os que choram. 12. — 9. que agora chorais. versículo 1. pela prática do trabalho. com os fluídos que. a ensinar nas Sinagogas. — 23. porque grande recompensa vos está reservada nos céus. encontrou à sua espera grande parte do povo que o acompanhara ali. em que o ajuntamento era enorme. Jesus.” LUCAS: capítulo 6º. dizia: “Bem-aventurados vós. 6º. Bemaventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça. por ato da sua vontade e do seu poder magnético. 10. Toda essa gente seguia os passos do Redentor. dirigindose a seus discípulos. de Decápolis. em a qual sintetizou a maneira de alcançarmos o “reino dos céus”. — 8. Bem-aventurados os de coração puro. versículo 20. 5º. pois que gemereís e chorareis! — 26. de Sídon e da parte de além Jordão. porque deles é o reino dos céus. porque serão consolados. vos perseguirem e. Ai de vós quando vos louvarem os homens. Ai de vós. porém. porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados vós. quando vos separarem. — LUCAS. de Jerusalém. porqüanto é o que os pais deles faziam aos falsos profetas. pois que tendes a vossa consolação no mundo. porque serão chamados filhos de Deus. — 25. onde passou a noite em oração. da Iduméia. Parou então àmeia encosta do monte e. porque rireis. — 11. como viesse descendo. de toda a costa do mar. isto é. visto que assim também perseguiram os profetas. Jesus subiu a um monte. — 5. Rejubilai nesse dia e exultai. (24) Ia o Senhor percorrendo toda a Galiléia. porque serão saciados. 24. . de Tiro. — 6. disserem de vós todo o mal por minha causa. Ao amanhecer. de vós. porque sereis saciados. De todos os lugares grande multidão acorria: da Galiléia. Jesus atravessou a turba. Pôs-se então a lhes pregar. que estais saciados. — 22. 21. que sois pobres. “Bem-aventurados os pobres de espírito. isto é. e. como no que pertença à ordem moral e intelectual. Bemaventurados os que têm fome e sede de justiça.

legitimam as alegações e imputações dos inimigos de tão santa doutrina. de cuja propagação ele se diz exclusivamente incumbido pelo divino Mestre. pois que assim perseguiram os profetas. submisso. despidos de orgulho e de vaidade. Quais são os “pobres de espírito ?“ São os que os homens assim chamam. relativamente ao proceder desses falsos profetas. porque. por não temerem os assaltos dos ladrões de qualquer espécie. ao ponto de deixar sem contestação alguma a afirmativa. em suma. pelo seu procedimento público e privado. disse o justo e meigo Pastor. de si e por si mesmos. Estes recairão sobre os que os lançarem. em parte. de que papas houve que estabeleceram tarifas de absolvições para os mais hediondos crimes! Todos são testemunhas de como procede o sacerdócio romano na prática do Evangelho. compreendendo a verdade. vivem no luxo e na ostentação. Disse o Mestre: Bem-aventurados os pobres de espírito. a ocultam. até por observação ocular. cuja privação nenhum sofrimento lhes causa. feita em publicações bastante espalhadas. regra geral. ao mesmo tempo que se nega a ensinar a verdade. Fora inútil repetir o que todos sabem. quando vos injüriarem e perseguirem. nos centros ditos de maior e mais apurada civilização. Ai deles. São. únicos capazes de restituir à religião o grande papel que lhe cumpre desempenhar na realização dos destinos do gênero humano. que muitos praticam sob a capa do Espiritismo e que. com a mesma ostentação e o mesmo orgulho. sobretudo mostrando-se bons e caridosos para com todos os seus irmãos. a crença que professam. tudo sacrificando à posse dos bens terrenais. por muito tempo ainda. há de ser. porque. nessa prédica. Exultai. Entretanto. se furta às discussões e cada vez maiores mostras dá de intolerância e de simonia. os simples e humildes. porque deles é o reino dos céus. sempre confiantes na bondade e na proteção do Pai celestial. os quais somente pelo orgulho se distinguem. a divulgação destes ensinamentos salvadores. desde que o Catolicismo proibe aos seus fiéis o conhecimento deles. a fim de não caírem nos abusos. Esses infelizes. que copioso será o vosso galardão no céu. fogem. referindo-se aos daquela época e o . nenhum apego têm aos bens do mundo.96 Algumas de suas palavras. indiferentes aos sofrimentos dos desgraçados e olham com desprezo as verdades santas. que nada possuem. porém. porque ignoram e não querem saber que muitos dos que hoje arrastam os andrajos da miséria. o povo. Infelizes. conhecendo a verdade. reconhecendo que tudo devem ao seu Criador. realmente. não têm sido bem compreendidas. precisam compreender bem os graves deveres que correm a todo aquele que se diz espírita. por orgulho. desde que eles exemplifiquem. Muitos até lucrarão. A apóstrofe que o justo e meigo Pastor proferiu se aplica aos que. Caminham livre e despreocupadamente. que o são. se se virem excluídos do convívio e do contacto dos que formam as culminâncias sociais. em outras encarnações insultaram a Humanidade. Os espíritas podem considerar-se imunes contra todos os insultos que lhes forem lançados. Quão difícil. entretanto. para terem a seus pés. porqüanto. Disse também: sereis felizes. são os que ocupam os lugares mais salientes. de fato. de a ela se submeterem e exalçam o erro.

14º. — TIMÓTEO. (24) Salmos. . 16º. 7º. 61º. 14º. — Atos. 5º. 61º. 5º. quando não menor é o número dos falsos profetas. 20. 50º. 2º. 36º. Situado perto de Genesaré fica o monte onde Jesus fez a sua prédica e que por isso ainda hoje conserva o nome de “Montanha das Bemaventuranças”. 13. 19. 1. 15. 16º. 55º. — JOÃO. 3. 11.97 diz hoje. 3. novamente. 1. 2. 41. 52. 5. 19 — ISAÍAS. 2. 57º. — Provérbios.

versículo 16. — 34. versículo 13. . 21 ao 23. ou. representa aqui o conhecimento que. ou. — Lâmpada. MARCOS: capítulo 4º. se for mau. de nenhuma utilidade se torna. senão para ser posto fora. antes. e 4. nada há oculto que não venha a tornar-se manifesto.15. Sois o sal da Terra. Sua moralidade.98 18 MATEUS. mas. Ninguém. o homem. ‘o Espírito. Porque. qual se fora brilhante lâmpada. — 23. da verdade. 34 ao 35. Dizia-lhes: Porventura vem a lâmpada para ser posta debaixo do alqueire ou da cama. ou para ser colocada no candeeiro? — 22. todo ele luzirá e te iluminará. Que assim também a vossa luz brilhe diante dos homens. 5º. Sal e luz da Terra. pois. Toma. — 17. nada oculto que não venha a ser público. a fim de que todos os que entrarem vejam a luz. se fica insípido. Porque. cuidado: não seja treva a luz que está em ti. Assim. e 11º. Teu olho é a lâmpada do teu corpo. que eles vejam as vossas obras e glorifiquem a vosso pai que está nos céus. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca em lugar escondido ou debaixo de um alqueire. versículo 49. Ouçam os que têm ouvidos de ouvir. mas se se deteriorar. porém. depois de acender uma lâmpada. E ninguém acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire. 16 ao 17. portanto. LUCAS: capítulo 11º. versículo 33. Se. — MARCOS. — Nada oculto que não venha a ser manifesto e nada secreto que não venha a ser conhecido e a tornar-se público MATEUS: capítulo 5º. — LUCAS. nada há secreto que não venha a ser manifesto. O sal é bom. perde o sabor. todo o teu corpo for luminoso. Não servirá mais nem para a terra nem para a estrumeira. 49. todo o teu corpo será luzente. substância incorruptível e preservadora de toda corrupção. Se o sal perder a sua força. O sal é bom. 13 ao 16. versículo 21. seu amor a Deus. nada secreto que não venha a ser conhecido e a fazer-se público. a comparação de que se serviu para exprimi-lo. coloca-a no candeeiro. se se tornar insípido. Sois a luz do mundo. todo o teu corpo será tenebroso. LUCAS: capítulo 8º. põe-na no candeeiro a fim de que os que entrarem vejam a luz. a cobre com um vaso ou a coloca debaixo do leito. 9º. — 16. para nada mais presta. — 36. de modo mais geral. preciso é se compreendam bem as figuras em que Ele o envolveu. sem que haja nele parte alguma tenebrosa. Ouça quem tenha ouvidos de ouvir. com que se há de temperar? — 35. coloca-a num candeeiro a fim de que ilumine a todos os que estão na casa. — 35. 33 ao 36. sua submissão às leis divinas. 14º. por efeito dos ensinamentos que tenha recebido e que lhe cabe espalhar. MARCOS: capítulo 9º. O sal. com que o temperareis? Tende sal em vós e conservai entre vós a paz. já o homem possua. LUCAS: capítulo 14º. será posto fora. sua fiel observância de todos os . — 14. se teu olho é simples. e 8º. versículo 34. Se o sal. Uma cidade situada sobre um monte não pode ficar escondida. com que se salgará? Para nada mais servirá senão para ser posto fora e pisado pelos homens. (25) Para que se apreenda o pensamento do divino Mestre neste passo. mas.

Não se nos estranhe fazermos freqüentes citações da Bíblia. quando recomendava ao povo de Israel que se não aproximasse muito da sarça ardente. os espíritas são. a luz do mundo. Irão reencarnar em mundos apropriados às suas condições morais. da lâmpada que se não deve esconder. É o mesmo fogo a que também se refere o Deuteronômio (capítulo 33º. se conservarem culpados e rebeldes. se bem que com as devidas cautelas. quando diz: “Na sua direita (do Senhor). depois. as figuras do sal da Terra. passa a ser sal insípido. da luz do mundo. Esse fogo. e Moisés via que a sarça ardia sem se consumir . mas . que Ele. ou devem ser. no presente. De modo particular. quando. tudo tem que ser esclarecido e explicado. que são os tempos. que ardia. Jesus se referia às gerações futuras que. onde terão que permanecer. encontrando-o. na erraticidade. Desde então.99 mandamentos que vêm de Deus e do seu Cristo. ou lhe traçar limites aos esforços. como os apóstolos e os discípulos do Cristo o foram relativamente à que ele trouxe à Humanidade. viera alargar-lhe os horizontes e patentear a estrada do verdadeiro progresso aos Espíritos progressistas. esse fogo. ao contrário. até que se lhes ache vencida a obstinação no mal e a cegueira voluntária. eles se constituem o sal que preserva da corrupção as almas. que. à reencarnação na Terra. ou em planetas inferiores a este. porqüanto. o sal da Terra. se fossem apresentadas sem véus. por isso. o fogo que nos aquece também nos queima. Uma época tem que vir. Assim. adequados àquele efeito e. por meio das provas. a lâmpada cujo foco atrai os que anseiam por sair das trevas em que caíram. a luz que ilumina as consciências. o que significa: tem que ser afastado do convívio dos que conservaram o sabor e submetido. Se não há esse aproveitamento. os que. o enviado de Deus. que abrasava a sarça e que impedia ao povo hebreu o acesso ao monte onde ele supunha estar Moisés em comunicação direta com Deus. porém. era porque as inteligências de então ainda não estavam bastante aptas a suportar. versículo 2). Nessa época. Como divulgá-la. Dizendo que nada ficaria oculto. a sofrimentos e torturas morais. haveriam de procurar o espírito e de compreender. como grande médium que era. perde ele igualmente o seu sabor. Chegados. o peso das revelações que Ele trazia e que. como bem dizia Moisés. se aplicam aos que se constituem propagadores de uma parcela da verdade divina. simboliza a purificação dos culpados por meio da expiação. Se falava por parábolas. como lhes cumpre. como se lê em Êxodo (capítulo 3º. não se satisfazendo com a letra. a da regeneração humana. para novamente o adquirir. recebia pela audição as leis constitutivas do Decálogo. sim. versículo 2). “lançados fora”. se. tendo até então aí encarnado. São enxertos. mas não consumia a sarça. relativamente à revelação nova. o homem perde de vista a meta que lhe cumpre atingir. apóstolos de uma revelação vinda do Alto. tem que ser posto fora. não viera opor barreira à inteligência humana. se purifique e eleve. para que possa alumiar e esclarecer.. símbolos e figuras. porqüanto o Velho Testamento é sem dúvida subsidiário do Novo. onde. estacionários na senda do progresso. ou desconhecido. pela palavra e pelo exemplo. deixando-se dominar por maus pendores.. vinha a lei do fogo”. decorrendo tudo isso do aproveitamento daqueles ensinos. em que somente Espíritos bons deverão habitar o nosso mundo. são o que lhe constitui o saber. serão afastados dele. correspondentes aos seus delitos. velava daquele modo.

com o ministrar o saber e o poder. Nada. expressões que bem mostram devermos distinguir duas eternidades: uma. porém. que é a perdição do homem. no mesmo lugar onde foi promulgada a lei que vigora até hoje e irá. “além da eternidade”. o Sinai não tenha bastado para vencer a rebeldia do homem. na frase do Êxodo (capítulo 15º. portanto. que. a outra. de modo completo. sabendo que a obediência é a vida. — PAULO. não. 15º. como saíra das mãos do Criador. enquanto este se conservou inocente. inspirados. principalmente. que a desobediência é a morte. e teremos toda a luz de que necessitarmos e seremos luz do mundo e sal da Terra. Como. sepultado na terra da expiação e do resgate. certamente. Santo. versículo 5). mas tanto quanto o exija e comporte o nosso adiantamento. Chegamos ao tempo em que tudo tem que ser esclarecido. conseguintemente. aproximemo-nos cautelosos dessa fonte. O Monte Sinai só é visto distintamente. protegidos e guiados no conhecimento da verdade. a seu turno. pois. 1ª aos Coríntios. 1º. 20. em forma de estatuto. Essa lei esteve sempre manifestada ao Espírito. 18. só pode ser bem compreendido. encarnado. Conjuguemos devidamente os dois elementos: moral e ciência. A lei. por isso que dessa pureza é que depende o sermos bons Espíritos e. como o Senhor. — Apocalipse. Ele desobedeceu. morreu. o Santo. terá de ficar oculto. que nos deu a conhecer. porém. como diz Miquéias (capítulo 4º. relativa. como desdobramento da lei que irradiou daquelas alturas — o Decálogo. sob o seu verdadeiro aspecto. sempre una e imutável. 8. 14º. a Ciência raras vezes deixa de inocular no espírito o veneno do orgulho. versículo 8). quando iluminado pelo sol do Evangelho. Teve que ser. reviveu o Elias que se refugiara no monte Horeb. para fugir às perseguições de Josabel e que voltou ao mundo para ouvir os mandamentos do Senhor. 14º. fator importante de progresso intelectual. que. Na pessoa de Moisés. proclamada no Sinai. 25. Não desconheçamos que a Ciência é fonte de luz para o desenvolvimento da nossa inteligência. faliu. versículo 18). como o são os Espíritos bons. para continuação da mesma vida. porqüanto. preciso se tornou o Calvário. é aquela mesma lei. Santo. absoluta. — JOÃO. Não esqueçamos. Mas. ou “até à eternidade e além dela”. . Nesse código está a base de toda a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. o Senhor Deus Onipotente de que fala o Apocalipse (capítulo 4º. da pureza da nossa consciência é que depende a intensidade da luz que tudo nos clareará. na mesma haste.100 da mesma planta. assistidos. (25) Provérbios.

Os que. . nem um só jota. igualmente. de acordo com o grau de culpabilidade em que hajam incorrido. 6. pela identidade da origem. sem que tudo esteja cumprido. ampliando-lhe o conhecimento da verdade. portanto. Declarando que não viera destruir. versículo 17. para a caridade. enquanto o Céu e a Terra não passarem. confirmar e explicar aquela mesma lei. 26 e seguintes. (26) Salmos 101º. é a confirmação e a ampliação do Cristianismo. a lei e os profetas. 8. necessária e fatalmente. 40º. 17 ao 19. O Espiritismo. ao contrário. — 19. oferecendo gradualmente ao homem os meios de reparar suas faltas. rápido progredirão e chegarão celeremente ao reino do céu. 5º. encaminhando-o para a unidade de crenças. 16º 17.101 19 MATEUS. 1ª Epístola. — 18. aquelas mesmas profecias. que é a perfeição. em dogmas decretados pelos homens. conseguintemente (não o negue quem não o tenha examinado de perto). — LUCAS. Porque em Verdade vos digo que. Hoje. mas cumprir. como fruto de interpretações que alteraram e deturparam o sentido e a aplicação da lei. Os que não a cumprirem retardarão seu próprio progresso e se condenarão ao sofrimento na erraticidade e em encarnações sucessivas. Jesus ipso facto declarava que a sua doutrina era apenas a confirmação do Decálogo e das profecias formuladas para os séculos que se lhe seguiriam. mas cumpri-la MATEUS: capítulo 5º. — ISAÍAS. porque a lei tem que ser cumprida em todas as suas partes. como expressões de solidariedade. Jesus não veio destruir a lei. o Consolador prometido mais não faz do que sustentar. Será mais fácil que o céu e a Terra passem do que cair um sinal qualquer da lei. mas cumprir. não os vim destruir. versículo 17. Assim. —PEDRO. o amor universal a envolver cada vez mais intensamente as criaturas e a atraí-las para junto do trono altíssimo do Pai celestial. Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas. aquele que violar qualquer destes menores mandamentos e ensinar os homens a violá-los será chamado o menor no reino dos céus. 51º. messiânica e espírita são. Ë sempre. 1º. uma só revelação. 25. as revelações moisaica. É sempre a mesma revelação ajustada sucessivamente às condições humanas. fundamentalmente. LUCAS: capítulo 16º. (26) Note-se que Jesus se referia à lei e não as adições feitas à lei. E o será. adições que consistem em preceitos e mandamentos humanos. a cumprirem. instituído por Jesus com sua palavra evangélica. que precisa ser bem compreendida e praticada em espírito e verdade. nem um só ápice da lei passarão. para a fraternidade. ao passo que aquele que os guardar e ensinar será chamado grande no reino dos Céus. Assim.

ações mais meritórias do que toda e qualquer oferenda levada ao altar. em sentido figurado. se a vossa justiça não for mais abundante do que a dos escribas e dos fariseus. sem orgulho e sem hipocrisia. Põe-te o mais depressa possivel de acordo com o teu adversário. por vós mesmos. do que todo e qualquer ato de culto exterior. dizeis que vai fazer calor e assim acontece. — LUCAS. E por que. ainda que não puramente material. deve o homem esforçar-se por proceder com justiça. Hipócritas! Sabendo reconhecer o que pressagiam os aspectos do céu e da terra. versículo 54. te lembrares de que teu Irmão tem qualquer coisa contra ti. será condenado no conselho. este ao ministro e que sejas metido na prisão. pois que são seus filhos. Justiça abundante. Devemos cuidar de harmonizar-nos com os nossos adversários. incorreremos na sanção punitiva das leis daquele que quer que todos os homens. e quem disser: és um insensato. conselho. Quando sopra vento do Sul. para evitares que te leve ao juiz. tomadas à linguagem da época. pois. dizeis: vem chuva e com efeito’ chove. 54 ao 59. quando apresentares no altar a tua oferenda. — 25. eu vos digo que. que o juiz te entregue ao esbirro e que este te meta na prisão. como é que não reconheceis os tempos que correm? — 57. será condenado ao fogo da geena. versículo 20. 5º.” — 22. aos olhos do Senhor. enquanto estás em caminho com ele. submissão e reconhecimento àquele que paternalmente lhe ensinou o caminho por onde a Ele se chega. E ele dizia ao povo: Assim vedes formar-se uma nuvem do lado do poente. depois então vem fazer a tua oblata. se tratem como irmãos. Ele as empregou simbolicamente. deixa-a diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com ele. Reconciliação MATEUS: capítulo 5º. eu te digo. Deus julga a criatura pelos seus atos. A reconciliação com o irmão a quem tenhamos ofendido e a reparação do dano que lhe houvermos causado são. — 56. (27) Em tudo e sempre. Aprendestes o que fora dito aos antigos: “Não matarás e quem quer que mate será condenado no juízo. ou. — 23. Se não usarmos de brandura. para não suceder que te entregue ao juiz. enquanto . Em verdade te digo que dai não sairás enquanto não houveres pago até o último ceitil. não entrareis no reino dos céus. — 24. 12º. Quando houveres de comparecer com o teu adversário perante o magistrado. se o insultarmos. enquanto não tiveres pago até o último ceitil. E eu vos digo que quem quer que se encha de cólera contra seu irmão será condenado no juízo.102 20 MATEUS. não por medo do castigo. Porque. não reconheceis o que é justo? — 58. trata de te livrares dele durante a viagem. fogo do inferno. 26. mas por testemunhar amor. Dai não sairás. As expressões raca. o que vem a ser o mesmo. Se. — 21. O conselho e a geena são emblemas do julgamento pelo tribunal da consciência e também do castigo a que esse tribunal condena o culpado. — que aquele que disser a seu Irmão: Raca. — Palavra injuriosa. acorde essa linguagem com os costumes e crenças próprias dos lugares por onde andava o divino Mestre pregando a sua doutrina. LUCAS: capítulo 12º. — 55. juízo. 20 ao 26. — 59. de indulgência para com o nosso próximo.

no inferno do remorso e do pesar de não termos sabido escutar e praticar os ensinos do Evangelho. 5º. . 42º.103 estamos neste mundo. quando menos esperarmos. até que se haja submetido ao mandamento supremo do duplo amor conjugado. pois que. 8. 8. 55º. 6. 31º. que só àfelicidade eterna nos encaminham. a Deus e ao próximo. 10º. 25º. — Deuteronômio. Salmo. 13. (27) Êxodo. se repelir o seu irmão. 20º. será repelido da bem-aventurança que a todos está destinada. 6. Tal o efeito inevitável da lei de justiça e de amor na obra da eterna e perfeita harmonia. — Job. — ISAÍAS. 3. Provérbios. 17. 9º. O homem precisa compreender que. poderemos ser arrebatados pela morte e iremos sofrer as conseqüências das faltas que houvermos cometido contra os nossos irmãos. 31. — PAULO Epístola aos Romanos.

o Precursor. a outro resultado não conduzem senão a aumentar a descrença. Pois que não há efeito sem causa. segundo aquela lei. aos grandes enviados. que criam ter vindo depois como João. reparação e progresso. 1 ao 5 Fazer penitência LUCAS: capítulo 13º. A lei das encarnações e reencarnações. perecereis todos do mesmo modo. qual Elias. mas sem entrar em explicações. como as de que nos não lembramos. Entretanto. por exemplo. que vem a ser penitência? Pode ela dispensar a expiação e a reparação? A lei das encarnações e reencarnações. a realidade da lei natural da reencarnação e essa lei mostra que somos culpados todos os que nos achamos neste planeta. eram considerados culpados. nos aponta. buscam conforto e esperança. que permanecem insolúveis ante os ensinos do Catolicismo. capítulo 3º). bem como para as dores e sofrimentos de que é pródiga a vida terrena. em resposta. Declaro-vos que não. a matar a fé nas almas que. o que fora inconveniente. esta como a seqüência de uma anterior e assim por diante. Por esse mesmo tempo vieram dizer a Jesus o que sucedera a uns galileus cujo sangue Pilatos misturara com o do sacrifício que eles faziam. na volta do Espírito a uma nova existência terrena. portanto. logo apela para o dogma e para o milagre. a atribui ora ao pecado original. sem atentar em que de tal modo nega um dos atributos de Deus — a justiça perfeita e misericordiosa — e em que os absurdos impostos com a autoridade. os judeus. as dores morais e físicas como castigos que a cólera de Deus fazia cair sobre os que as experimentavam. se não quisermos agravar as nossas culpas e tornar-nos passíveis de maiores “castigos”. 13º. que o levariam a falar das encarnações e reencarnações. — 2. Os judeus consideravam as calamidades. cuja realidade. alguma ou algumas forçosamente existem para aquela desigualdade. — Acreditais igualmente que os dezoito homens sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou tossem mais devedores do que todos os habitantes de Jerusalém? — 5. os quais. nenhuma explicação podendo oferecer. por não estar ainda a Humanidade apta a receber essas explicações. apresentando-nos essa vida como a continuação de outra precedentemente vivida. e que. Jesus. Assim. Jesus tratou de destruir essa crença errônea. versículo 1. parecereis todos do mesmo modo. que todos a ele viemos para expiar e reparar não só as faltas de que temos consciência. conforme acima dissemos. e que. para o sobrenatural. Acreditavam eles. temos que fazer penitência. por terem sido tratados assim. Logicamente. de que se presume revestido. Jesus afirmou. a desigualdade das condições sociais. ora às faltas dos pais. os que nada sofriam eram tidos por inocentes. ele. por isso mesmo que sofriam. ainda que veladamente. por exemplo. Mas. se não fizerdes penitência. . Todos. mas unicamente com relação aos profetas. que. nos dá solução satisfatória para muitos problemas. se não fizerdes penitência. como meio de expiação. Declaro-vos que não. em suma.104 21 LUCAS. 4. em presença de qualquer dificuldade. por isso que este. fossem os maiores pecadores da Galiléia? — 3. disse: Pensais acaso que esses galileus. cometidas em outras existências. as palavras de Jesus a Nicodemos atestaram. no colóquio que teve com Nicodemos (João. se explica com lógica e justiça. atribuladas.

que Jesus aconselhou. todo aquele esforço se tornaria desnecessário à criatura. A penitência a que aludia o divino Mestre é a que constitui meio de tornarmos cada vez menos ásperas. quais as a que se submeteu uma Teresa de Jesus. uma vez que se houvesse arrependido. e os que denominamos “castigo”. ainda. pelas angústias e aflições e. o que vem a ser penitência e o perdão que dela decorre. consiste no arrependimento sincero. (28) Aqueles se traduzem na paz de espírito. pelo remorso. caridosa assistência espiritual aos esforços que faça por avançar. dar-lhe. pois. a penitência dá lugar ao perdão divino. na satisfação íntima que toda ação boa ocasiona e no progresso moral a que dá sempre lugar. pelo desespero. E bastará. de sorte que fácil se lhe torna cada vez mais a realização de seus destinos. até chegarmos à condição de já não termos que ser habitantes de mundos quaisquer. não basta para o apagamento das culpas que o determinaram. O Espírito penitente absorve-se todo na oração e na vigilância que Jesus recomendava e que formam um como antemural às ondas de paixões que nos lançam no abismo do infortúnio. e no propósito firme em que a criatura se coloca de não tornar a cometer as faltas que a arrastaram à mísera condição humana e. claro é que o arrependimento e. o perdão. o perdão. o coloca sob o influxo constante do amor sem limites do Pai celestial. dificultosas e tormentosas as nossas existências na Terra. nos erros e nos crimes praticados nas pretéritas existências corpóreas. do bem que a criatura fez. também facilmente se compreende em que consistem os efeitos. pois. Os outros se expressam pelo desassossego. portanto. no esforço decidido pelas apagar de todo. na serenidade da consciência. Mas. a habitar mundos mais elevados. muitas vezes. por isso mesmo que pelo esforço. à felicidade perene para que foi criado. mediante aquele resgate e aquela reparação.105 nas culpas. Qual então o efeito do perdão concedido ao pecador? Facultar-lhe os meios de resgate e reparação das faltas de que se acha arrependido. a fim de que a lembrança delas não continue a acicatar a consciência. afinal. das graças e misericórdias de que são transmissores os seus mensageiros. profundo. e de passarmos. como se entendeu outrora. de mérito em mérito. por não reincidir nas faltas praticadas. Assim entendida. as causas das vicissitudes em que se nos transcorre a atual. de par com a iluminação interior. Se a tal resultado conduzisse. inerente à sua justiça. que em conseqüência lhe é outorgado. nos cilícios e outras tribulações materiais. deixando de atormentar a consciência. Ela. A penitência. que as nossas vidas sucessivaS no mundo são solidárias entre si. em espírito e verdade. Compreendidos assim. aos olhos do Senhor. assim. pelo sofrimento. na reclusão em claustros. do mal que pratica. a que chamamos “prêmio”. Desde que o arrependimento não sofra intermitências e que por ele o Espírito se conserve voltado de contínuo para o seu Criador. não consiste. é que a lembrança destas se dilui. conseqüente ao arrependimento. na via do progresso. que o conduzirá. . a penitência. Demonstra-nos ela. aliás com o desprezo altamente meritório das glórias e grandezas do mundo. que decorre do arrependimento ou penitência? Também não porque. o perdão de Deus comprometeria o conceito de perfeição absoluta. para esse efeito. à perfeição e. nesse caso. a fim de que bem compreenda seus deveres de filho de Deus.

por seu lado. Como é fácil de perceber-se. sincero. depois a provação. a virem ao mundo celebrar com assinalado sacrifício o advento do Salvador. uma punição. sob modalidades diversas. como qualquer outro sofrimento. obtido mediante a penitência. o maior dentre os varões nascidos de mulher. Perdoado. Em muitos casos. Muitos exemplos corroboram estas nossas asserções. no mesmo meio terrestre. a este. à falta. se segue o perdão e. representativa do que chamamos “castigo”. pela qual. desacertado é ver-se em todos os sofrimentos humanos um castigo. o próprio Espírito é que se submete espontaneamente às provações ou provas que lhe ratificarão o arrependimento e o mostrarão digno do perdão recebido de seu Deus. conscientemente. finalmente. como que . veio completar. a obra de purificação do seu Espírito. o Espírito culpado se forra pelo perdão. Sendo o perdão conseqüência natural do arrependimento. Ele é sempre o cadinho desta. ou punição. um dos mais transcendentes da Doutrina Cristã. praticando todo o bem que lhe seja possível e atestando desse modo haver tomado o caminho da regeneração. ao mesmo déspota. onde este exista verdadeiro. o Precursor. mas que. reparação. A expiação é a primeira conseqüência da falta ou crime praticado. ou Consolador prometido pelo divino Mestre. mandado matar grande número de sacerdotes. constitui a característica dessas três fases da depuração espiritual. como se vê em Reis. como haviam feito os protagonistas da “degolação dos inocentes”. o Espírito. ao resgate. as virtudes da submissão. à provação e à reparação. a reparação. tendo Moisés. Vem. seja. compreendida à luz dos ensinos dados ao mundo pelo Paracleto. eles são uma provação confirmativa do arrependimento. Diante das explicações que deixamos dadas. da humildade e da fé. ele repara o mal que haja feito. que é bem de prova e reparação. como a própria palavra o indica. bem o reconhecemos. em virtude da sinceridade do seu arrependimento. mas misericordiosa. o resgate. oferecendo suas cabeças ao cutelo de Herodes. como acima dissemos. Pode já ser uma prova. Não é de fácil inteligência. mediante a qual a consciência do criminoso acaba por despertar para o arrependimento. ao tempo em que fora Elias. Assim se cumpre a justiça indefectível. e. ao “castigo”. contrários à doutrina que ele pregava. nem sempre é uma expiação. Assim. E ele. ao mesmo tempo que demonstra ser decisiva a sua resolução de emendar-se. mais tarde. Temos assim que. ou. o sofrimento. que implica a lealdade dos seus propósitos e promessas de regeneração. capítulo 3º versículo 18. repetindo o que nos disse o nosso bom Guia e Mestre: Expiação. provação. quantas forem necessárias. que testifica a conversão definitiva ao bem. profundo. o resgate da sua dívida. a reparação. A obsessão. insistimos nele.106 Aos efeitos do mal praticado. palavras são estas que exprimem idéias completamente distintas. convidou todos os seus companheiros de outrora. finalmente. com que efetua. não o forra à expiação. este ponto. espíritos também elevados. quando voltou à Terra e foi João Batista. Por isso mesmo. já não há lugar para o que vulgarmente se considera castigo. de Deus. através de tantas encarnações sucessivas. se sobrevém o arrependimento. que representa a contraprova da firmeza dos propósitos de regeneração. este o conduz a buscar a provação. tendo-se elevado pelo arrependimento e adquirido. pela sinceridade e amplitude deste. Como se depreende desse caso. entregando igualmente a sua.

aconselhada e recomendada pelo divino Mestre. a fim de chegarem à dominação material que ambicionavam. com o sorriso da alegria que lhe causa a certeza da sua redenção. de todos os seres dotados de Inteligência e razão. Daí o transformarem em algemas de escravidão os ensinos de libertação espiritual. como suprema. é simples resultado da concepção de uma divindade mais ou menos humanizada. com o significado comum que damos a essas palavras. não há prêmio. ou. nem castigo. ensinada. ou arrependimento. A idéia de prêmios e castigos. . (28) Assim nos exprimimos porque. reguladas. a autoridade que se atribuíam. na sua razão de ser e nos seus efeitos lógicos. com eficiência para a salvação do pecador. Agora. e não haverá como deixar de reconhecer-se quão divorciada do vero Cristianismo se acha essa Igreja e até que ponto as elucubrações teológicas dos santos padres.107 insensibiliza a matéria. de salvação. não existe. na lei universal de causa e efeito. nos concílios. estão. compare-se. a se efetivarem em conseqüências naturais. senão depois que o padre diga — eu te absolvo. à penitência feita sacramento pela Igreja Romana. com absoluta justiça. desfiguraram e adulteraram a doutrina simples e pura do meigo Nazareno. para o sacrifício reparador a que se submete e faz. porque conformes com a justiça divina. porqüanto. portanto de todos os Espíritos. nem castiga. a penitência. pondere-se que este. E que nesses concílios a preocupação avassaladora da mentalidade dos mesmos santos padres era a de estabelecer e firmar. em realidade. o que o impenitente faz com o desespero nalma e raivoso ranger de dentes. na acepção humana e vulgar destes termos. que trouxe ao mundo o manso Cordeiro de Deus. Deus a ninguém premia. que lhe condicionou o perdão divino. todas as sanções. vigente em todos os planos da criação Infinita. segundo ela. para todos os atos. seja. praticados ou simplesmente pensados.

por que há de estar ela ocupando a terra? — 8. manda cortá-la e lançá-la ao fogo. versículo 6. Ele nos faculta todos os recursos e meios de levarmos a efeito a nossa salvação. palmilhando-o até ao cume do Gólgota. indiferente ao auxílio que lhe presta. à reparação do mal que tenhamos praticado e. colocando-nos. caridade e devotamento. conseguintemente. benévolo. muito bem. que estéril como era a árvore se conserva. chega-lhe em abundância estrume novo e espera. paciente e desejoso sempre de vê-la produzir. a trazer-nos. sublimes exemplos de humildade. pelas provas por que passa. na esperança de que. revolve-lhe a terra em derredor. — 7. o tempo preciso. o que Jesus teve em mira foi pôr em evidência a longanimidade do Senhor e a assistência caridosa e devotada que incansavelmente nos dispensam os Espíritos prepostos à nossa guarda e progresso. o caminho que à redenção conduz. para que não continue a ocupar. Ele que nada tinha de que se remir. entretanto. deixa-a mais este ano. pois. ainda não tenha bastado. à produção dos frutos. 13º. permanece estéril. E não é tudo: para que amplamente aproveitemos desses exemplos e ensinos. o agricultor. a fim de que eu lavre a terra em torno dela e lhe ponha estrume. em cada uma. aquele que se mostra rebelde às inspirações do seu anjo de guarda. os frutos que devia produzir. nenhum achou. regenerando-se. Contudo. através de tantas reencarnações quantas sejam necessárias. aquele que se obstina em viver contrariamente aos ditames da moral. fortalecida assim a seiva que ainda lhe dá vida e que se acha como que adormecida. se der fruto. sem frutificar. para sermos lançados no fogo das torturas morais proporcionadas ao nossos delitos e crimes e das encarnações em mundos onde mais acerbos são os . sem dar. O vinhateiro respondeu: Senhor. Como isso. Verificando. Assim. se não. Depois. para nos mostrar. que nada obteve. cortá-la-às. vindo colher-lhe os frutos. contenta-se em podá-la. faz que do céu caiam as estrelas. e. um lugar que pode ser ocupada por outra também produtiva. com seus conselhos e ensinamentos. por fim. não a corta logo. Disse então ao seu vinhateiro: há já três anos que venho buscar os frutos dessa figueira e não acho nenhum. temos que ser apartados da companhia daqueles que progridem.108 22 LUCAS. Poda-a. Se. — 9. segundo a parábola. Disse-lhes também esta parábola: Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha. porém. corta-a. pois que a sua permanência ali acabaria por prejudicar as outras plantas. de progresso. ingrato à sua dedicação. do adubo que lhe põe. tendo chegado a enviarnos o seu Filho bem-amado. perseveramos na prática do mal. do auxílio que lhe dispensa. que devemos dar. Tem que ser cortada e retirada do campo onde fora plantada. ou redenção. 6 ao 9. (29) Facilmente se apreende o sentido desta parábola. ela venha a se cobrir de frutos. se abalem as virtudes. Parábola da figueira estéril LUCAS: capítulo 13º. apesar de tudo isso. sobretudo. é como a figueira que. concede-nos. junto das que abundantemente produzem. com a qual. na posição mais conveniente à expiação das nossas faltas. É o que faz conosco o Senhor. representados pelas virtudes de que cumpre exornemos nossas almas. apesar de todos os cuidados do agricultor. insensível a todos os benefícios que recebe.

21º. até que. tornando-nos. sem exceção. instituiu para todos os seus filhos. . desse modo. como co-herdeiros que somos. a parte que nos caiba da herança que Ele. (29) ISAÍAS. 5º. despertada a nossa consciência — a seiva espiritual que nos alimenta o ser — nos disponhamos à purificação dos nossos sentimentos. 2. o Pai celestial. 19.109 sofrimentos. — MATEUS. dignos de receber.

porém. de acordo com o modo de ver de então e usando da linguagem então corrente. diz que a mulher estava possessa de um “espírito de enfermidade” — spiritum infirmitatis — Jesus. E. isto é. que Jesus lhe fez. de fluídos apropriados a restituir ao órgão enfraquecido a força de que carecia. havia dezoito anos. apenas diz: Mulher. bem como suas propriedades atuantes nos são desconhecidas e ainda não estamos em condições de os poder conhecer. de subjugação. O de que falam os versículos acima era um destes. em toda a sua amplitude. de obsessão. A natureza desses fluídos. pelo que não podia levantar o busto. o que lograremos com o tempo. como conseqüência. Vê-se assim que nos corre o dever de estudar e praticar com ardor. aos Espíritos. já podemos fazer idéia mais ou menos aproximada. Tão curvada era que absolutamente não podia olhar para cima.” — 13. de inexcedível poder. de modo a corrigirmos uma tendência que se vai prejudicialmente generalizando. Pelos efeitos. a continuidade do esforço. onde os nossos guias. em geral. ou de magnetismo espiritual. como o de Jesus. desinteresse e perseverança essa ciência celeste. Essa tendência é a de atribuir-se toda e qualquer doença a uma atuação de Espíritos e o ensino consiste em que . secundam por essa forma a nossa ação. sem recorrermos à comparação com os que resultam da do magnetismo humano. portanto. precioso tesouro que nos facultará fazer obras análogas às que Ele fez. isto é. Vendo-a. Aquela mulher sofria de um amolecimento da medula espinhal e. que o Senhor nos confiou. mediante uma ação espírito-magnética. Aliás. Verifica-se isso. podemos até certo ponto imaginar quais os que produzirá o “magnetismo espiritual”. são incontestáveis. Mulher doente. 10 ao 13. desde que objetivamos dar alívio a um irmão nosso e que para eles apelamos pela prece feita com fervor e fé. — 12. de enfraquecimento da coluna vertebral. notando-se o seguinte: ao passo que o Evangelista. Entretanto. para o aproveitarmos bem. estás livre da tua enfermidade — “ab infiírmitate tua”. Os judeus atribuíam a satanás. quando aplicado por um Espírito de sublimada pureza e. quando o caso era de possessão. o desprendimento da matéria e a assistência dos nossos guias e. Ele intimava o Espírito obsessor a que se afastasse. nem explicar. sobre o qual muito devemos meditar. Daí o empregarem muitas vezes o termo — “possessão” — referindo-se a casos que eram apenas de — doente. que conhecemos e que. de boa-fé. estás livre da tua doença. Acrescentemos que o fato evangélico que apreciamos encerra um outro ensinamento da maior importância. embora se nos conservem invisíveis. tudo o que não podiam compreender. A cura se operou por efeito da aplicação. de simples doença. — 11. dos espíritos de eleição. versículo 10. somente observando o que se passa nas sessões espíritas bem orientadas. dos efeitos da aplicação desse magnetismo (espiritual). Impondo-lhe as mãos. ela se endireitou no mesmo Instante e rendeu graças a Deus.110 23 LUCAS. quando se lhe dirige. Certo sábado em que Jesus ensinava numa das sinagogas deles. do “magnetismo humano”. 13º. veio aí ter uma mulher possessa de um espírito de enfermidade que a tornara doente. curvada LUCAS: capítulo 13º. Jesus a chamou e lhe disse: “Mulher.

principalmente. da ação de espíritos malfazejos. por índole. ou por inconsciência. . a fim de não confundirmos os que sejam de simples enfermidade com os em que os sofrimentos decorrem.111 devemos examinar cuidadosamente cada caso que se nos apresente.

Com esse único objetivo. libertar dos laços de satanás uma filha de Abraão? Note-se. O chefe da sinagoga. — Culto do sábado LUCAS: capítulo 13º. Moisés o instituiu como meio de refrear a avareza. pois. por parte do espírito das trevas. conforme ficou explicado na lição precedente. 9. versículo 27). de o tirar do estábulo para lhe dar de beber? — 16. não porque se tratasse de um caso de possessão. o caso era de moléstia. . pois que destinada a proteger o corpo do esgotamento resultante do excesso de trabalho. como disse Jesus. O Senhor. 20º. seus adversários ficaram envergonhados e todo o povo se regozijava de o ver praticar gloriosamente tantas coisas. Como. 20º. “O sábado foi feito em contemplação do homem e não o homem em contemplação do sábado”. versículo 14. para que o seu ato fosse mais facilmente aceito. como diz Marcos (capítulo 2º. — EZEQUIEL.112 24 LUCAS. 3. qual de vós deixa de soltar o seu boi ou o seu jumento em dia de sábado. 23º. Ouvindo-lhe estas palavras. qual a de livrar um obsidiado das garras do seu obsessor. indignado por haver Jesus feito uma cura em dia de sábado. mas. a cobiça. a ambição e a desumanidade dos senhores de escravos e de animais. O dia de sábado. 13º. respondendo. (30) Êxodo. que lhes não permitiam descansar das fadigas do trabalho cotidiano. se poderia pretender defesa a de uma ação benfazeja. — Levítico. visto que. que o divino Mestre usou dessas expressões. 12. porém. disse-lhe: “Hipócritas. Sua instituição representava uma medida útil. Por que então não se devia libertar em dia de sábado esta filha de Abraão dos laços com que satanás a teve presa durante dezoito anos?” . pois que assim o supunham todos. de enfermidade.” — 15. (30) O sábado. 10. é claro que de nenhum modo criava embaraço ou inibia a prática do bem. 14 ao 17.17. ou. tomou a palavra e disse ao povo: “Há seis dias destinados ao trabalho vinde num desses dias para serdes curados e não nos de sábado. ou subjugação.

porque estes não percebem o que se passa no íntimo do Espírito.113 25 MATEUS. em quem ela se manifestou. 29. porqüanto melhor te é que pereça um dos membros do teu corpo do que ser todo este lançado na geena. tanto quanto se praticasse uma ação má. porque. procurar-lhes o verdadeiro sentido. porqüanto melhor te é que pereça um dos membros do teu corpo do que ir todo este para a geena. seja por atos. Falando a criaturas materiais. Se o teu olho direito te for motivo de escândalo — arranca-o e atira-o longe de ti. versículo 27. E eu te digo que quem quer que olhe para uma mulher. só por meio de tais imagens podia impressioná-las fortemente. é que não basta nos abstenhamos do mal. vê a mácula que na alma produz um pensamento mau e toda mácula significa que a criatura se afastou do seu Criador. já cometeu adultério no seu coração. o Senhor. cobiçando-a. Se a tua mão direita te for motivo de escândalo — corta-a e atira-a longe de ti. Devemos. mister se faz destruamos em nós tudo o que possa ser causa de obrarmos mal. se houvera consumado o adultério. — 28. pois. constantes nestes versículos. Elas têm. São simbólicas as palavras de Jesus. mesmo porque. . aos do Senhor. equiparada ao adultério. composta de imagens materiais. de toda ação má e de todos os maus pensamentos. Extirpação de todos os maus pensamentos MATEUS: capítulo 5º. Quanto ao dizer que devem ser arrancado o olho e cortada a mão que se tornem causa de escândalo. Embora ela não exista perante os homens. aquele que formula um mau pensamento. primeiramente. Não se estranhe o dizermos que podemos obrar mal pelo pensamento. porqüanto visam fazer compreensível que os homens devem abster-se de toda má palavra. seja por pensamentos. Para Deus. como convinha aos Espíritos daquela época. para isso. Daí vem o ser a concupiscência. só uma dificuldade material qualquer impede que o pensamento concupiscente se transforme em ato. incorre em falta. 5º. — 30. as mais das vezes. seja por palavras. 27 ao 30. que precisamos praticar o bem e que. sem atendermos ao sacrifício que porventura nos custe a purificação dos nossos sentimentos. que lê o íntimo dos seres. O ensino moral. que delas decorre. bem se vê que também nesse ponto usou Ele de uma linguagem figurada. Aprendeste que aos antigos fora dito: Não cometerás adultério. cometeu falta Idêntica à em que teria caído. Adultério no coração. o Espírito. uma acepção de ordem geral. no dizer de Jesus.

como outrora. ao contrário. a este em tudo semelhante e posto na Terra. Eu vos digo que não jureis de forma alguma: nem pelo céu. gozando das alegrias que lhe proporcione a vida humana. versículo 18. porque é o escabelo de seus pés. simpáticos e que. a fim de concluir recomendando não se separasse o que Deus unira. quando estudarmos os versículos de 1 à 9 do capitulo 9º do Evangelho de MATEUS e os versículos de 1 à 12 do capítulo 10º do de MARCOS. Casamento. — 33. progredir. o objetivo imediato do ensino de Jesus foi impedir se multiplicasse o número de mulheres repudiadas sob os mais fúteis pretextos. como ele. Relativamente ao divórcio. — 37. — Também fora dito: Quem abandonar sua mulher dê-lhe carta de repúdio. Limitai-vos a dizer: sim. mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos. pela encarnação. e aquele que tomar a mulher repudiada por outro comete adultério. — LUCAS. não. 6º. os trabalhos e. a não ser por causa de adultério. Eu. se referiu figuradamente. do mesmo modo que ele. para também expiar e resgatar faltas. Não jureis tampouco pela vossa cabeça. deverá ser a de Espíritos afins. doutra feita. por efeito dessa simpatia e dessa afinidade. porque é a cidade do grande rei. considerá-la o que ela realmente é —um Espírito criado como o dele. nem pela terra. 18. — Juramento MATEUS: capítulo 5º. versículo 31. Quem quer que deixe sua mulher e tome outra comete adultério. por agora . que faz da união matrimonial do homem e da mulher um comércio. como era de costume entre os judeus. Cumpre-lhe. o homem não deve equiparar-se ao bruto. Ouvistes ainda que aos antigos fora dito: Não jurarás falso. que bastante atenuaria aquelas mesmas provas. não. Nem foi com objetivo diverso que. entretanto. vos digo que quem repudiar sua mulher. então. nem por Jerusalém. Quando as criaturas humanas houverem dominado seus maus instintos. o homem. ao instinto da procriação. se buscassem para juntos passarem as provas da existência corpórea. Como o assunto de que estamos tratando terá que ser versado novamente. As causas ou motivos das separações conjugais. depurar-se. De fato. não pensará mais em divórcio. mesmo porque para este já nenhum cabimento haverá. porque não podeis tornar branco ou preto um só de seus cabelos. que ainda hoje se dão. porque é o trono de Deus. — 34. — 36. 5º. 31 ao 37. são frutos da nossa defeituosíssima civilização. união que. pois o que passar disto procede do mal LUCAS: capítulo 6º. tirando dessa circunstância um grande motivo de felicidade. para origem da Humanidade. a torna adúltera. suportando.114 26 MATEUS. um objeto de negócio. quando a Humanidade se compuser de Espíritos que já tenham atingido um certo grau de purificação. — 32. porém. tendo a mulher apenas como meio de satisfazer ele aos seus apetites materiais. compreendendo o verdadeiro objetivo da vida terrena. e quem quer que despose a que o marido abandonou comete adultério. apoiando-se na letra da Gênese. mediante a carta de divórcio que Moisés permitira. à criação inicial de um homem e de uma mulher. — 35. sim. saberá santificar de fato a união conjugal e.

115 não nos estenderemos sobre ele. e continuou a existir. o valor desse freio todos hoje o sabem. os caracteriza. porque para a iniquidade nenhuma prova há de retidão. Aquele que traz puro o coração nenhuma necessidade tem de jurar. Quanto ao juramento. .como se vê das próprias palavras do Salvador. . Dentre nós. Todos se limitarão a dizer — sim. por efeito da inferioridade espiritual que. nenhum juramento será capaz de fazer que esse deixe de duvidar. já foi oficialmente banido e. E. o que Jesus teve em mira com o que disse a respeito foi coibir o abuso que das juras faziam os judeus. à sua propensão para a mentira. ou não. em geral. nunca a sua palavra poderá ser posta em dúvida. Qual seja. O juramento já existia. ele desaparecerá completamente. se alguém houver que dela duvide. jamais faltando à verdade. quando imperar na Terra o Espiritismo. porqüanto. conforme há perto de dois mil anos Nosso Senhor Jesus Cristo recomendava aos que estavam aptos a lhe guardar as palavras e decididos a caminhar pelas sendas do Senhor. como um freio que a legislação humana pôs à insinceridade dos homens. porém.

116 27 MATEUS. deixai que as leis divinas sigam o seu curso. ao que vos queira fazer mal. 41. LUCAS: capítulo 6º. versículo 29. mas também a do coração e da inteligência. sentimentos esses que devem animar o homem. Dá a todo o que pedir e ao que te tomar os teus bens não os reclames. Se alguém te bater numa face. da benevolência. se alguém vos bater na face direita. que. Dai a quem vos pedir e não volteis as costas a quem vos queira solicitar um empréstimo. ao contrário. da cobiça e da inveja que os dominavam.” Querem estas últimas palavras dizer: Ponde de lado o orgulho e humilhai-vos. ao longo do qual iriam gradualmente adquirindo os sentimentos capazes de lhes expungir os corações do ódio. àquele que quiser demandar convosco em juízo para vos tomar a túnica. em todos os casos. vos digo que não oponhais resistência ao que vos queira fazer mal. como devem ser compreendidas. E se algum vos forçar a caminhar mil passos. senão maior do que o que houvesse feito ao seu irmão. Eu. 6º. como para com os seus inimigos. . — 30. Sabeis que fora dito: olho por olho e dente por dente. Para que os direitos fossem reciprocamente respeitados. — Abnegação. 29 ao 30 Paciência. devotamento. 38 ao 42. caridade moral e material MATEUS: capítulo 5º. “Sabeis que fora dito: olho por olho e dente por dente. por assim dizer. entregai também a vossa capa. não façais justiça pelas vossas mãos. mal idêntico. como castigo. Considerem-se. não o impeças de levar também a túnica. a abnegação. para os homens endurecidos daquela época. e. limitai-vos a usar da caridade. que só pelo terror podiam ser dominados. porém. o amor. como lançou. Eu. antes de tudo. lhe apresenteis a outra. porém. como convinha a homens de naturezas violentas. de extremada abnegação. pelos seus ensinos e exemplos. se alguém te tirar a capa. sobrepõe a tudo. por pouco que deles obtivesse. segundo o Espírito. que não segundo a letra. — 39. (31) Claro se torna o sentido destas palavras de Jesus. Considere-se igualmente o fim superior que tinha a sua missão. toda de abnegação. apresentalhe a outra. destinadas a germinar desde logo e a frutificar cada vez mais pelos séculos em fora. Fazei não somente a esmola da bolsa. Era para. mister se fazia que cada um estivesse convencido de que sofreria. predispô-los a enveredar pelo caminho do bem. vos digo que não oponhais resistência. seja reconduzido o vosso irmão ao bom caminho. do qual se transviou. ao contrário. — LUCAS. pelo vosso exemplo. do amor. versículo 38. Nisto se resume tudo. excessivo. sementes da verdade. — 40. a época em que Ele desceu à Terra e as condições morais dos homens a quem falava. que ainda se achavam incapacitados para obedecer a uma lei toda mansidão e doçura. Os preceitos da lei antiga eram de molde a infundir terror. Jesus se visse na necessidade de formular esses exemplos de amor. 5º. A lei trazida ao mundo pelo Cristo. a fim de que. caridade e amor. Compreende-se que. fim que era lançar. não só para com os que lhe são caros e amigos. caminhai com ele mais dois mil. desde que procuremos compreendê-las. — 42. a renúncia de si mesmo.

2º. — ISAÍAS. — Provérbios. — Lamentações. tornado o planeta terreno morada exclusiva dos bons. 21. apartados os obstinados no mal. durante a vida corpórea. (31) Êxodo. 21º. a transição que a precederá já se vai fazendo patente na mudança dos costumes. na melhoria das índoles e até mesmo na modificação dos animais ferozes. já podemos atestar a realidade daquela transformação. para sua purificação e progresso. 20º. desde que. em conseqüência da evolução moral.ao advento da era predita para começo de uma nova fase de evolução moral. — Epístola aos Romanos. 12º. — Levítico. em face dos preceitos evangélicos. pois que. iluminados pela ‘verdade e praticando o amor. ainda que não tenham. 12. de sob o simbolismo dessa linguagem. a fim de que se cumpram as palavras de Jesus. . Quanto à lei de talião. 17. tudo o que fizeram sofrer aos outros. 30. — 1ª Epístola à Pedro. como sucedeu mesmo a Moisés e aos profetas de Israel. que mais facilmente se vão sujeitando ao jugo do homem. Entretanto. é uma realidade para todos os tempos. Mediante as reencarnações sucessivas e os sofrimentos inerentes a cada uma delas. a ciência espírita nos mostra que o olho por olho. 7. 20 — Deuteronômio. se não nos achamos em condições de observar escrupulosamente esses preceitos evangélicos. encarnados ou desencarnados. 22. que acarretará a transformação física. do Velho Testamento. os homens chegarão a uma época em que. 24º. mas progressiva sempre. guarda das leis de Deus. 50º. lembrança dos seus delitos. o nosso Criador. Bem longe ainda nos achamos desses tempos ditosos em que. os Espíritos falidos vão sofrendo. nos remotos tempos em que viveram. esclarecidos pela revelação espírita. 19º. para julgamento de seus atos. 3º. para eles concorrendo. o nosso Juiz supremo e nosso Pai de misericórdia infinita. mas sempre progressiva. caminharemos sempre sob as vistas do Pai celestial. Depois de passarem os Espíritos pelo cadinho depurador das reencarnações. embora lenta. cujos efeitos veremos e. um só tribunal haverá — o da própria consciência. acompanharemos. — 1ª Epístola aos Coríntios. nem por isso devemos deixar de estar atentos. lenta. a iniciar-se com a Nova Revelação. 24.117 Quanto a nós. 6º. dente por dente. 6. também lenta. extraiamos o sentido verdadeiro da sentença que ela exprime.

a fim de que vos aproximeis daquele que é a perfeição absoluta. 25º. uma vez que os pecadores também emprestam a pecadores. LUCAS: capítulo 6º. Sede. . — Amor e caridade para com todos.118 28 MATEUS. 6º. que mérito tereis. misericordiosos como vosso Pai é misericordioso. — Atos. que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem o mesmo os gentios? — 48. — 28. Avante. orai pelos que vos caluniam. A jornada é longa e áspero e semeado de perigos e dificuldades o caminho. — 44. se só amardes os que vos amam que recompensa tereis? Não fazem o mesmo os publicanos? — 47. dando-nos a compreensão nítida das palavras evangélicas e facultando-nos. 23º. 27 ao 28 e 32 ao 36. Sede. uma vez que os pecadores também amam os que os amam? — 33. Mas. atingir a meta que nos é proposta. — Provérbios. 1. — 46. (32) Obedeçamos à lei do amor. pois. em conseqüência. — Via da perfeição MATEUS: capítulo 5º. digo eu a todos vós que me escutais: amai os vossos inimigos. — Epístola aos Romanos. vos digo: Amai os vossos inimigos. 43 ao 48. como o vosso Pai celestial é perfeito. LUCAS: capítulo 6º. rumo ao seio infinito do Pai. 5º. conhecidos e desconhecidos. em tudo e para com todos. como é perfeito vosso Pai celestial. fazei bem aos que vos odeiam. pois. Vossa recompensa então será muito grande e sereis filhos do Altíssimo. temos hoje o Espiritismo. 12º. — 45. fazei bem aos que vos odeiam. versículo 43. uma vez que os pecadores procedem do mesmo modo? — 34. mas o porto de chegada é prodigioso de venturas e esplendores. Amar os inimigos. constante nesses trechos evangélicos. contando receber outro tanto? — 35. que é benevolente para com os ingratos e os maus. os vossos inimigos. Se não amardes senão os que vos amam. Eu. Para o conseguirmos. cultivai e praticai com sinceridade todas as virtudes que vos são ensinadas e exemplificadas. versículo 32. a revelação da revelação. isto é. Se só fizerdes o bem aos que bem vos fazem. amigos e inimigos: tal o ensino de Jesus. Se somente saudardes os vossos irmãos. Amai. orai pelos que vos perseguem e caluniam. — LUCAS. a revelação nova. — 36. 59. — Deuteronômio. como luz brilhante que nos guiará os passos. 14 e 20. porém. a fim de serdes filhos de vosso Pai — que está nos céus — que faz nascer o Sol sobre os maus e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Por que. 6. novo transbordamento da bondade de Deus para com os homens. versículo 27. Se só emprestardes aqueles de quem esperais receber. que assim se conjugam com aqueles outros que referem haver o mesmo Jesus dito — Sede perfeitos. 21. fazei bem a todos e emprestai sem esperar pagamento. abençoai os que vos amaldiçoam. Tendes ouvido que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. perfeitos. 19º. portanto. que mérito tereis. pois! (32) Levítico. que mérito tereis. 7º.

pois. — 3. dos nossos erros. mas principalmente das almas. Quando derdes a esmola. as palavras. ensinados também nos versículos que estudamos. o que sobretudo decorre é ainda uma esplêndida lição de humildade. por outra razão que. as mais das vezes. do contrário. nos pode indicar a causa determinante do nosso procedimento. Quando. Humildade e desinteresse. dos nossos pecados. se procurarmos interpretar-lhe. a fim de que a esmola fique secreta. Entretanto. Não é. do devotamento. do trecho que estamos apreciando. ou os impulsos a que obedecemos na prática dos nossos atos. de que. do desinteresse. . se nos deparam tantos e tão sublimados ensinamentos e exemplos de humildade. igualmente. da sinceridade. foi modelo excelso Nosso Senhor Jesus Cristo. — 4. Em verdade vos digo: esses já receberam a sua recompensa. até certo ponto. do sigilo. não mandeis tocar trombetas à vossa frente. com o cunho da abnegação. Procedendo. não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita. como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas praças públicas para serem honrados pelos outros homens. em espírito e verdade. a cada passo. recompensa não recebereis do vosso Pai que está nos céus.119 29 MATEUS. é que seremos capazes de praticar unicamente boas obras. reconheceremos que a carência de humildade em nossos corações constitui. quando. vos recompensará. Somente a posse daquela virtude fundamental nos capacitará para a prática da caridade material e moral. é e será sempre o médico supremo. nos é possível estudar as causas da enfermidade de que padeçamos. À caridade assim praticada. que vê o que se passa em segredo. das nossas faltas. Pois bem. a causa principal. como de todas as outras. é que se referia o divino Mestre. do amor. tem um sentido que abate e humilha. por outro motivo que os nossos anjos de guarda. 6º. como facilmente verificaremos. Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens para que vos vejam. 1 ao 4. entre nós. sob o duplo aspecto que comporta. tão de contínuo e com tanta insistência nos recomendam que sejamos humildes. assim como. dadas as condições do meio em que nos encontramos encarnados. derdes a esmola. os nossos guias. certamente. É certo que nem sempre a nossa consciência. quase que em todas as suas páginas. não só dos corpos. em suma. Somente possuindo essa virtude celeste. repetindo o conselho daquele que foi. e vosso Pai. empregava o termo esmola que. pondo em jogo todas as aptidões da inteligência e todas as delicadezas do coração. — Segredo na prática das boas obras MATEUS: capítulo 6. então. Não é. mais ou menos oculta. pelos medicamentos que nos aconselha o nosso médico. pelo remédio espiritual que nos aconselham os nossos maiores. a esse estudo. nos Evangelhos. — 2. versículo 1. também podemos descobrir as das nossas enfermidades morais. conforme ao texto acima.

de lhe ignorarmos o valor e a eficácia. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. quando orardes. orai a vosso Pai em segredo. santificado seja o teu nome. cuja responsabilidade pesa toda sobre os que. versículo 1. Orai assim: Pai nosso que estás nos céus. Disse-lhes Ele então: Quando orardes. a generalidade das criaturas. perdoa as nossas dividas como perdoamos aos nossos devedores. perdoa as nossas ofensas. devido à ignorância em que se mantêm da verdade. Ela não passava. 11º. e vosso Pai. monopolizando a interpretação das letras sagradas. entretanto. como perdoamos aos que nos devem e não nos deixes entregues à tentação. para nós. — 9. tendo estado a orar em certo lugar. — 3. venha a nós o teu reino. sempre que nos sentíamos aflito. não façais como os hipócritas que gostam de orar de pé. e não nos abandones à tentação. — 15. Prece. — 12. — 10. um de seus discípulos lhe disse: Senhor. versículo 5. — 11. era porque. nas sinagogas e nos cantos das praças públicas para serem vistos pelos homens. donde a indiferença geral. se entre os egípcios o sacerdócio proibia aos leigos a leitura e a explicação dos livros sagrados. que vê o que se passa em segredo. por efeito da incompreensão das coisas santas. mas livra-nos do mal. Se porém. mister se fazia uma iniciação longa. — 7.120 30 MATEUS. — 6. Quando orardes. vos recompensará. se perdoardes aos homens as faltas que cometam contra vós. Considere-se. também o Pai celestial perdoará as vossas. — 8. assim como João ensinou a seus discípulos. 1 ao 4. porqüanto vosso Pai sabe do que precisais antes de lho pedirdes. a convicção de que aqueles por quem pedíamos beneficiavam dos nossos rogos. para os ler e explicar. Do mesmo modo. aliás. Quando quiserdes orar. que o teu reino venha. Essa. Não vos assemelheis a eles. nem quais o seu poder e a sua eficácia. dá-nos hoje o pão de cada dia. com relação à prece. a situação em que se encontra. Porque. porém. 6º. mesmo fazendo-a por simples hábito. a que nos habituara nossa mãe e a que recorríamos. ensinanos a orar. que. 5 ao 15. santificado seja o teu nome. — O Pai Nosso MATEUS: capítulo 6º. Rogávamos então a Nosso Senhor Jesus Cristo um remédio para o nosso sofrimento. Apesar. entrai para o vosso aposento e. — 13. fechada a porta. dá-nos hoje o nosso pão que está acima de qualquer substância. — 2. — 14. assim seja. fazem dos Evangelhos hieróglifos semelhantes aos do antigo Egito. Faltava-nos. que se praticava através de estudo profundo e continuado e de provas que capacitavam o indivíduo para . não sabíamos o que é verdadeiramente prece. dizei: Pai. (33) A prece! Antes que a luz do Espiritismo nos banhasse a alma. ela nos enchia de doces esperanças o coração e nos proporcionava conforto. porém. E sucedeu que. não perdoardes aos homens. LUCAS: capítulo 11º. — LUCAS. vosso Pai não vos perdoará os pecados. quando acabou. — 4. imaginando que serão escutados por muito falarem. não faleis muito como fazem os gentios. — faça-se a tua vontade tanto na Terra como no céu. de uma prática costumeira.

nos fizera a narração de seus sofrimentos.121 um estado de desprendimento que lhe permitia penetrar no mundo da verdade. naquela época. mesmo a seu mau grado. Um exemplo: certa vez. o sonambulismo e praticavam a sugestão. assim com relação àquela época. a multiplicidade das rezas que os lábios pronunciam. envoltos na obscuridade dos mistérios. no entanto. pelo irmão agradecido. fortalecer-lhe o Espírito e esclarecê-lo. considerada do ponto de vista espiritual. o segredo. Pela prece. aqueles a cujo favor é ela feita. cheio de grande contentamento. em contrário ao que quer o manso Rabi de Nazaré. chamada então magia. para lhes não aumentar as responsabilidades. que a bondade infinita de Deus nos concede para obtermos o de que necessitam os nossos Espíritos. Eles não ficavam. só era ministrada ao povo de modo muito restrito. à hora de nos deitarmos. Doutra feita. durante algumas noites seguidas. os iniciados. dizendo: “O Pai celestial ouviu as vossas preces e Francisca deixa de sofrer neste momento”. que veio à Terra precisamente para iluminar com seus ensinos e exemplos o caminho da salvação a todas as criaturas de Deus. como ao tempo de Jesus. precisava ser transmitida veladamente. o valor inigualável e a prodigiosa eficácia da prece. o silêncio. é uma emanação dos mais puros fluídos.agradecer. por meio da qual amparo e força recebem. ao ouvido: F. aos maus. . disse-nos o médium. esses já conheciam o magnetismo. Assim. como em relação ao futuro. Recomendando. nosso mestre e companheiro de saudosa memória. as pompas cultuais e as cerimônias ritualísticas. para nos. do amor. para os não tornar insanos. assim sendo. no Egito. submissão e fé. o anjo de guarda da pobrezinha se manifestou. fazendo-nos compreender que a prece. propelidos pela força da vontade. por ocasião de outro trabalho. oramos em favor de um irmão do espaço que. Jesus. conservando-se-lhes alheio o coração. Decorridos algumas semanas. para a prece. ou lhes facultar meios de praticarem o mal. vão envolver aquele por quem se ora. havendo acompanhado o bom irmão Bittencourt Sampaio. que é uma magnetização moral. A ciência espírita ensina como se produzem esses efeitos. operando-se a distância. ao mesmo tempo. esta. Desde então se nos firmou definitivamente a convicção de que a prece opera prodígios de misericórdia. ação idêntica à que desenvolve o magnetizador sobre um paciente. é um recurso de valor inapreciável. sentimo-nos surpreso. E é do estudo e da prática sincera e simples desses ensinos que ressaltam o poder extraordinário. dos milagres e dos dogmas. como os que se dizem representantes de Jesus na Terra e únicos possuidores do conhecimento da sua doutrina. Vê-se assim que. exercemos. Desencarnara. agradece os benefícios que colheu das tuas preces. o recolhimento. Os sacerdotes egípcios. de um ponto de vista mais alto. iniciados eram aqueles para quem a luz da verdade brilhava com grande fulgor. em visita que fez a uma infeliz irmã que tinha o rosto já todo devorado por um cancro e à qual ia ele levar algum alívio. condenou. na primeira sessão que realizamos depois desse fato. em proporções compatíveis com o desenvolvimento comuin das inteligências. uma vez que o empreguemos com humildade. orar é emitir fluídos sutis que. Despertada a nossa reminiscência. mas. por um médium. Aos fracos. ipso facto. o célebre geógrafo grego. e aconselhando seja ela feita em poucas palavras. que. segundo refere Estrabão.

Perdoa as nossas dívidas. Temos dela a explicação que nos deram o Mestre Allan Kardec. dando um ensinamento aos hebreus. pela boca de um deles. pelos seus pensamentos e atos. que ora por nós. Jesus nos deu um exemplo que devemos seguir constantemente. Dá-nos hoje o pão de cada dia. os pecados em que a todo instante caímos. capítulo 7º. guarda em teu nome aqueles que me deste. em latim —dominus. Foi num desses dias. Faça-se a tua vontade. como perdoamos aos nossos devedores: — Perdoa-nos as ofensas que te temos feito. Que estás no céu: — que ocupas o infinito da tua criação. versículo 1). versículo 11). Venha a nós o teu reino: — pois que o teu reino é da justiça. lhe pediram. como pelas suas palavras. assistidos pelos apóstolos. como o são nos mundos felizes. terminada a sua prece: “Mestre. capítulo 14º. sejam observadas e praticadas com amor e reconhecimento em nosso mundo. “Epístola aos Hebreus”. ensina-nos a orar. para que tenham a força de subir até ao sólio da tua eternidade. Mas. fazei bem aos que vos odeiam. levantou para os céus as mãos. satisfazendo de pronto a esse pedido. — “Epístola aos Romanos”. tornando-os impuros para proferir o nome daquele que é a pureza absoluta. versículo 16).” E o divino Mestre. os próprios evangelistas. assim na Terra como no céu: — que as leis santas. como o amor e o perdão formam a essência dessa lei. versículo 11). capítulo 17. que seus corações nada abriguem capaz de lhes macular os lábios com uma blasfêmia. (LUCAS. pois. perdoa-lhes. o amor e a justiça reinem entre os homens. como o são pelos Espíritos bem-aventurados. a Timóteo. Santificado seja o teu nome: — que cada uma das tuas criaturas te bendiga o nome. versículo 25. e. (Êxodo. o Senhor. versículo 34). o nosso Mestre divino: “Amai os vossos inimigos. Senhor. de quem todos provimos. transgredindo os preconceitos da tua santa lei. capítulo 2º. que a paz. Jesus Cristo vive sempre para interceder por nós. — João. o pão da vida eterna. sobretudo. que seus discípulos. como instrumento para a obra da nossa purificação espiritual. a que se acha submetida a nossa existência. 1ª Epístola”. versículo 5. sempre com o pensamento nele. que por nós vive e reina. (João capítulo 17º. pelas ovelhas de seu rebanho. — Pai santo. pão que está acima de qualquer substância: — concede-nos. como os nossos. porque dirigida a Deus. versículo 34. sempre que precisou vencer a Israel. que na sua submissão aos teus santíssimos desígnios têm a fonte da bem-aventurança de que gozam. porém. pelo teu Filho bem-amado. — Pai. que a tua justiça caia sobre nós. Criador supremo. abençoai os que vos amaldiçoam. dá-nos. do mesmo modo que o fez Moisés que. pois que disseste. o viático indispensável a todos os Espíritos que faliram. capítulo 2º.122 Jesus orou ao Pai por nós. que ficou sendo chamada dominical. em que o viram absorvido na oração. tão acima de nós. orando. que nos impuseste. o alimento necessário à sustentação do corpo material que nos deste. que os nossos olhos impuros te não podem descobrir. se misericordiosos . as faltas em que ainda a todo momento incorremos. — 1ª. Dessa explicação éeste o resumo: Pai nosso: — Pai de todas as criaturas. capítulo 8º. justas e imutáveis. (PAULO. por humanidades mais adiantadas do que a nossa. posteriormente. da paz e do amor. mas. de misericórdia para conosco. capítulo 23º. — Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador. para que fique eternamente convosco. (João. Intercedendo. lhes ensinou a oração.” Usa.

ROUSTAING – A Revelação da Revelação. dóceis aos seus conselhos e inspirações. possamos sempre resistir às nossas paixões e vícios. a ti que. 36. 5º. Estudai com o coração tudo quanto esta sublime prece inspira ao homem. que cercados pelos bons Espíritos. Senhor. Amém. de reconhecimento e de submissão Àquele que. repitamos o conselho com que os evangelistas e os apóstolos puseram fecho a essa explicação da oração dominical: (34) “Meditai. 10. na luta que precisamos travar com as paixões grosseiras e os sentimentos inferiores. 4º. 18º. Senhor. 14. B. pois que o reinado. Que esse Deus. a fim de que possamos vencer. Espírito da Verdade. a ti que és o nosso Deus. 1. às provas demasiado fortes para a nossa virtude e dá-nos forças para resistirmos aos nossos maus pendores. 33. forra-nos. sem tibiezas. desenvolvendo e fortificando em si os sentimentos do dever para com Deus. Por concluir. 37. para a nossa perdição. — Eclesiastes. 5. onipotente na imensidade. — 4º Reis. . acabamos de dar-vos. e repelir assim os maus Espíritos que. Estudai com o coração tudo o que ela encerra de amor. o poder e a glória te pertencem a ti que és o único verdadeiramente grande. que quer dizer — assim seja: — assim seja. acerca da oração dominical. este ensinamento que. em nome e da parte do Cristo. página 446. o Deus de amor vos abençoe. de perfeições absolutas e infinitas. 9. tentam constantemente apoderar-se de nós e arrastar-nos ao caminho do mal. o nosso Rei.” (33) 3º Reis. 21º. foi. fortalece-nos a coragem. é e será Deus de bondade. Senhor. és o nosso juiz supremo. atraidos por essas inclinações. para se manter no bom caminho. para com seus irmãos e para consigo mesmo. Não nos deixes cair em tentação: — bem conhecendo a extensão da nossa fraqueza. 5º. o Criador único de tudo o que vive e se move no espaço infinito. revigora-nos as energias. paixões e vícios. que estás acima de todas as coisas e de todas as criaturas. volume 1. 17º. desde toda a eternidade. o nosso soberano. às nossas inclinações más. amados irmãos. (34) J. a quem tributamos as homenagens dos nossos corações e em cujo louvor entoarão as nossas almas cânticos eternos. perdoando-nos tanto quanto houvermos perdoado as faltas dos nossos semelhantes. — Apocalipse. — Atos. nem desfalecimentos.123 formos para com os nossos irmãos. — JOÃO. Livra-nos de todo mal: — permite. 2. que nos tentam de contínuo.

isto é. 6º. porta única da salvação. para ser vista. e Jesus. Esse o ensino do divino Mestre. De salvar a alma é tudo o de que devemos e precisamos cogitar. que restrinjamos a nossa alimentação ao estritamente necessário. Se a nossa consciência nos disser que. Jesus aconselhava e os seus mensageiros presentemente aconselham o jejum. meritório que nos privemos de alimentos. com ostentação. mediante a prática da caridade. Vós. não vos ponhais tristes como os hipócritas. quando jejuardes. como imaginado por obscurantistas. louvável. Quando jejuardes.124 31 MATEUS. a fim de que o vosso jejum não seja visível aos olhos dos homens e sim aos do vosso Pai. desde que praticadas publicamente. é simplesmente absurdo. que vê o que se passa em segredo. 16 ao 18. dizendo o que consta nos versículos que estamos apreciando. Semelhante preceito só se concebe como obra de fanatismo. que cifram toda a religião na observância de um formalismo absolutamente estéril. Os judeus praticavam o jejum material. que enfraqueçamos o nosso corpo. de todo mau pensamento. apreciada e louvada pelos homens. para a esse efeito chegarmos. e vosso Pai. mandamento que encerra toda a lei e os profetas. na observância daquela e de outras formalidades idênticas. que consiste na abstenção de todo mal. perfumai a cabeça e lavai o rosto. tornando-se uma causa de acréscimo de responsabilidades e de maior transviamento dos que a ela se entregavam. visou evitar que essa prática continuasse a oferecer ensejo para a hipocrisia e incentivo ao orgulho. (35) (35) ISAÍAS. — 17. — 18. isso só o conseguiremos. Compreende-se. deixando de alimentá-lo. Nenhum mérito tem aos olhos de Deus o que a criatura faça por ostentação. versículo 16. certo não o seriam. purificando-a. de todo ato que nos degrade aos olhos do nosso Criador. mas. para socorrermos o nosso irmão a quem falte o indispensável. como o disse o Mestre divino. porém de modo que todos redundem em benefício do Espírito. . porém. vos recompensará. mas o jejum espiritual. de toda má palavra. necessitamos fazer sacrifícios. porque em nada concorrem para a melhora espiritual das criaturas. Jamais façamos consistir a prática do amor a Deus e ao próximo. façamo-los. 58º. Jejum MATEUS: capítulo 6º. que desfiguram o semblante para que os homens vejam que eles estão jejuando. é mesmo justo. Quando mesmo se pudesse admitir que tais privações ritualísticas fossem do agrado de Deus. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. que nada valem. levando-a moralmente. que tem presente a si o que haja de mais secreto. em obediência a um preceito supostamente religioso. 5 a 12.

Provei-vos de bolsas que o tempo não estrague. relativamente às que constam nestes versículos. Pois que. para entrarmos na posse do patrimônio de luz e bemaventurança. o espírito. Mas. veremos ser o seguinte o ensino que delas decorre: não procureis realizar na Terra a vossa felicidade. Vosso olho é a lâmpada do vosso corpo. O nosso único e verdadeiro tesouro está junto do Eterno. porqüanto aprouve ao Pai dar-vos o seu reino. desde que deles nos prive a morte. Não queirais acumular tesouros na Terra. todo o vosso corpo será luminoso. imagens materiais. Para avançarmos no sentido dessa aproximação é que. — 33. onde estiver o vosso tesouro aí estará também o vosso coração. visto que nisso está toda a nossa felicidade. — Não procureis sendo o que. se vosso olho for mau. um tesouro que não se esgota nunca. onde estiver o vosso tesouro. amontoai. qualquer que seja o brilho que aparentem. não tomais. para Ele se voltará de contínuo o nosso coração. do qual o ladrão não se aproxima e que as traças não roem. — 21. quão grandes não serão estas mesmas trevas! LUCAS: capítulo 12º. porque são uma fonte de trevas para o nosso Espírito. onde não cabem as vaidades. Coração puro. (36) Como várias vezes temos dito. — 22. e sem coisa alguma com que possamos apresentar-nos perante Deus. de todos os nossos pensamentos. Preparai-vos tesouros no céu. versículo 32. onde a ferrugem e as traças os destroem. Pequenino rebanho. Tendo-nos transviado da senda que devêramos trilhar sempre. — 23. que o Pai nos reserva. porém. para tocá-los.125 32 MATEUS. Desde que nos compenetremos desta verdade. quando isso esteja em oposição à felicidade eterna do vosso Espírito. que nô-la veio mostrar. pois. pela caridade. — 34. 12º. onde não há ferrugem nem traças que os possam destruir. Ver-nosemos então numa existência. se vosso olho for simples. Se lhes procurarmos. ao mesmo tempo que nos veio habilitar. — 20. costumava empregar. Ele será sempre o alvo de todas as nossas ações. onde não há ladrões que os desenterrem e roubem. principalmente. — LUCAS. Jesus. nos achamos neste mundo. Desprendimento das coisas terrenas. na imensidade. aí estará também o vosso coração. vos aproxima de Deus. tudo para nós está em a retomarmos de novo. A luz que parecem ter se apaga. mediante seus ensinos. 6º. Porqüanto. que assim estará sempre . 19 ao 23. versículo 19. que é o possuidor de todas as graças. 32 ao 34. a fim de ganharmos a nossa verdadeira pátria. todo o vosso corpo é tenebroso. encontraremos o verdadeiro sentido e o alcance de suas palavras. Se. por isso que falava a homens materiais. onde os ladrões os desenterram e roubam. no céu. Não nos deixemos fascinar pelos bens perecíveis. a luz que está em vós não for senão trevas. o fim para que fomos criados. Aproximar-nos cada vez mais de Deus deve ser o pensamento que presida a todos os nossos atos. Assim procedendo. único e verdadeiro tesouro MATEUS: capítulo 6º. ascendendo ao seio do nosso Mestre. Vendei o que possuís e distribui-o em esmolas.

em número igualmente reduzido para a missão que lhes cumpre desempenhar. que as boas obras. Estas palavras Jesus as dirigia aos primeiros discípulos. muito poucos. Significa que a posse e a aplicação dos bens que nos pertençam devem ser isentas de egoísmo e santificadas pela caridade. por nossa vez. Dirigem-se também aos primeiros espíritas que. 13º. comparativamente à grandeza da tarefa que lhes cabia desempenhar. precisam ser. porque junto dele estará o nosso tesouro. cheios de devotamento e firmes nos seus passos sob as vistas do Senhor. de modo a ficarmos na condição de termos que. 4. 6º. esmolar. Não quer isto dizer que devamos desfazer-nos de todos os nossos haveres. 7 a 11. 17. como de ordem intelectual. em cujas promessas devem. Pequenino rebanho. Fora absurdo e contrário a todos os ensinamentos do Mestre. etc. — 1ª Epístola a Timóteo. como os primeiros discípulos. 4. de ordem material. como bens espirituais que são. — Epístola aos Hebreus. porque. 1º. . fazendo-nos aproximar de Deus. representam o principal fator de todo progresso moral. — 1ª Epístola à Timóteo. 23º. em número. 5. como aqueles. que nos conduz àperfeição. 19.126 junto de Deus. 6º. confiar plenamente. constituem as únicas riquezas indestrutíveis. Vendei o que possuía e distribui-o em esmolas. mas devotados e atentos em caminhar sem desvios pela senda do Senhor. origem e concretização de todos os bens reais. — 1ª Epístola à Pedro. (36) Provérbios. não temais.

esta noite mesmo virão demandar tua alma e as coisas que entesouraste de quem serão? — 21. pouco as suas palavras os impressionavam. na vida futura não passa de desvario de fanáticos e de quem não tem com que se ocupar. a cupidez. as mais das vezes. porque a vida de cada um não está na abundância dos bens que possua. Disse afinal: farei isto: demolirei os meus celeiros. procedem os que tomaram a si a missão de ensinar e demonstrar aos homens os fundamentos reais daquela crença e as conseqüências que daí dimanam. da matéria. sobretudo. nem para dar aos homens leis materiais. etc. ao contrário. o orgulho. em geral. . Disse-lhe então um homem do meio da multidão: Mestre. tanto que. como: a sensualidade. tens de reserva para longos anos muitos bens. — 14. na imortalidade da alma.127 33 LUCAS. para ser esbanjado por outros. mesmo assim. Jesus não baixou ao mundo para reinar sobre as coisas perecíveis como os reis da Terra. ela bastaria para combater a avareza e para lhes dar a ver quão melhor e necessário é que ponhamos. come. o egoísmo. — 20. homens profundamente materializados. quando menos espera. consistia. os cuidados e esforços que malbaratamos em ajuntar riquezas para uma vida efêmera. Daí decorre. em reunir um tesouro para a vida eterna. Falava-lhes com dureza. o que acima de tudo devem procurar é tornar-se ricos em Deus. a fim de dar-lhes ao Espírito a visão e o gosto das coisas espirituais. repousa. regala-te. dize a meu irmão que divida comigo a herança. — Rico em Deus LUCAS: capítulo 12º. e que pensava consigo mesmo: que hei de fazer. respondeu: Homem. que nada fizeram pela aquisição de tanta riqueza. quem me constituiu vosso juiz ou partidor? — 15. em lhes destruir o ídolo de carne. o homem se vê arrebatado pela morte. qual a terrena que apenas alguns anos dura. pelo esforço constante por se libertarem das influências materiais. Sua missão. não é isso de causar estranheza. versículo 13. preservai-vos de toda a avareza. bebe. quando se sabe como. acrescentou: Cuidado. O certo. Mas Deus disse a esse homem: Insensato. é que. que aqueles para quem os Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo são o código das verdades eternas. São ainda inúmeros os que só cuidam das coisas da Terra e para os quais a crença em Deus. em desprender. abundantes frutos. Assim acontece àquele que entesoura para si e que não é rico em Deus. da moral divina. — 16. — Rico exclusivamente preocupado com as coisas da Terra. Se as criaturas humanas se compenetrassem bem desta idéia. porém. e direi à minhalma: alma. (37) Avareza é a paixão que se apodera do infeliz cuja única preocupação consiste em acumular riquezas. a inveja. construirei outros maiores e aí amontoarei toda a minha colheita e os meus bens. — 19. Aliás. lógica e naturalmente. deixando tudo quanto levou a acumular durante a vida. — 17. Depois. não tendo onde guardar o que colhi? — 18. disse-lhes esta parábola: Havia um homem riquíssimo cujas terras produziram. porém. porque duros tinham eles os corações. pela prática ininterrupta do amor e da caridade. Em seguida. ou materiais. 12º. A avareza. 13 ao 21. Jesus.

5º. — Eclesiastes. 6º. 9. 4º. — 1ª Epístola à Timóteo. 9. 15º. 17º. 7. 32. 38º. 51º. 11 — JOÃO. 20º. — Apocalípse. 8 e 9 — Salmos. .128 (37) Job. 7. 27º. 2º. 36. 22. 9. 5. 11º. — Jeremias. 18º. 14. — 1ª Epístola aos Coríntios.

dizendo: que comeremos? ou: que beberemos? ou como nos vestiremos? — 32. não têm despensa nem celeiro e Deus os sustenta. Servir a Deus e não a Mamon. quanto mais a vós. Jesus lhes disse: Pondes grande cuidado em parecer justos aos homens. não vos inquieteis pelo dia de amanhã. À semelhança dos gentios que se azafamam por essas coisas. — 29. por que vos haveis de inquietar pelas outras? — 27. que eram avarentos. procurando com o que o cubrais. por que vos inquietais? Considerai como crescem os lírios do campo: não trabalham. nem Salomão. E qual de vós pode. ou se submeterá a um e desprezará o outro. 22 ao 31. pois o dia de amanhã cuidará de si mesmo. nem fiam. 13 ao 15. Basta a cada dia a sua própria aflição. — 30. A vida é mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa. ou odiará a um e amará o outro. eu vos digo: não vos inquieteis pela vossa vida. entretanto. pelo que haveis de comer ou de beber. ouvindo-lhe todas estas coisas. pelo seu engenho. As gentes do mundo são . Se. — 24. Não valeis mais do que eles? — 25. jamais vestiu como qualquer deles. o que é elevado aos olhos dos homens éabominação aos olhos de Deus. cuidando do que comereis. Nenhum servo pode servir a dois senhores. porqüanto vosso Pai sabe que delas precisais. não fique em suspenso o vosso Espírito. jamais vestiu como um deles. — 34. 6º. Deus cuida de vestir assim o feno dos campos que hoje existe e amanhã será lançado ao forno. nem pelo vosso corpo. Ora. homens de pouca fé! — 31. LUCAS: capítulo 16º. — 28. mas Deus conhece os vossos corações. nem com que vestireis o vosso corpo. e o corpo muito mais do que as roupas? — 26. pois. não enchem celeiros e entretanto vosso Pai celestial as alimenta. não trabalham. acrescentar um côvado à sua estatura? — 28. no entanto. em toda a sua glória. homens de pouquíssima fé! — 29. Vede como crescem os lírios. Ninguém pode servir a dois senhoreS. pois. — Nada de preocupação exclusiva com as coisas materiais. porque ou odiará a um e amará a outro. nem ceifam. se Deus veste dessa maneira o feno que hoje está no campo e amanhã será lançado no forno. Os fariseus. e 12º. versículo 24. ou se dedicará a um e desprezará o outro. — 15. LUCAS: capítulo 12º. E eu vos digo que. E com as vestes. E disse a seus discípulos: Portanto. Não podeis servir a Deus e a Mamon. e. 24 ao 34. zombavam dele. — 25. nem fiam. pois. A vida não é muito mais do que o alimento. eu vos digo que nem mesmo Salomão. qual de vós o que. Considerai os corvos: não semeiam. Eis por que vos digo: não vos inquieteis pelo que comereis para sustento da vossa vida. quanto mais a vós. — 33. Se as menores coisas estão acima do vosso poder. 16º. — 23. possa aumentar um côvado à sua estatura? — 26. Assim. — 30. procurando os caminhos que levam a Ele MATEUS: capítulo 6º. Vede as aves do céu: não semeiam. versículo 13. pois. Não vos inquieteis. não ceifam. Procurai primeiramente o reino de Deus e sua justiça e todas aquelas coisas vos serão dadas de acréscimo. — 14.129 34 MATEUS. Mas. em toda a sua glória. — Confiar em Deus. porque. — LUCAS. Não vos atribuleis. Não sois muito mais do que elas? — 27. Não podeis servir a Deus e a Mamon. versículo 22. pelo seu engenho.

que o leva a aproximar-se cada vez mais do centro da onipotência. para conseguir tocá-los um pouco. e cuidando de auxiliá-los quanto nos seja possível. da escravidão da matéria e convencê-los de que o objetivo que devem colimar. Mamon era uma divindade que os antigos sírios adoravam. que lhes dirigir fortes e enérgicas reprimendas. O mundo. Apenas. A criatura deve aguardar que pela vontade do seu Criador se lhe desenvolvam os predicados com que haja de brilhar aos olhos de seus irmãos. o que explica o pensamento de Jesus. (38) A missão de Jesus. enquanto se ache no vigor da idade. Ninguém pode servir a Deus e a Mamon. todavia. negligenciando em precatarse para os dias da senectude e da invalidez. os grãos que lhe assegurem o pão da velhice. com integridade diante do Senhor. facilmente se percebe que. trabalhar segundo as nossas forças e meios. de almas endurecidas. a vida de puro Espírito. quando disse: Ninguém pode ao mesmo tempo servir a dois senhores. chega ao supremo grau de pureza. que deixe de cumprir a sua tarefa. que não puderam colher mais do que algumas espigas para seu sustento diário. Predicando a homens grosseiros. enquanto que o Senhor ama os de espírito humilde. De fato. o que lhe faculta a compreensão de Deus e o gozo eterno da vida espiritual livre. sem desperdiçar qualquer parcela. no trabalho. se entregue exclusivamente aos cuidados do seu Criador. que se despreocupe de toda previdência. Procurai. primeiramente. como também já dissemos. Jamais poderia Ele pensar em dar semelhante conselho. sem. um ídolo de prata ou de ouro. certos de que Deus abençoa os corações puros e as boas intenções. pensando sempre nos que não o podem fazer. — 31. vosso Pai sabe que delas tendes necessidade. não podemos viver a vida que Deus quer que vivamos. tinha Ele. que Deus sempre abençoa.130 que procuram todas essas coisas. portanto. do Espírito que. isto é. com seu cortejo de vícios. ao proferir as que constam nos versículos acima. tinha por principal escopo libertar os homens do jugo. mas deve esperar em atividade. havendo completado o ciclo das provas que se lhe tornaram necessárias ao progresso moral. cedendo simultaneamente aos desvarios da vida mundana. o reino de Deus e a sua justiça e todas aquelas coisas vos serão dadas de acréscimo. quando é certo que do conjunto de seus ensinos decorre para a criatura humana o dever de ajuntar no seu celeiro. porque lhe cabe ajudar seus irmãos desvalidos ou inválidos. não pretendeu o divino Mestre aconselhar ao homem que. que mais ou menos correspondia ao Júpiter dos latinos e representava as paixões humanas. para satisfação de todas as necessidades da sua existência. igualar-se jamais à Divindade. o que é mister é que faça isso lealmente. considera coisas elevadas e dignas do maior apreço. em regra. únicas cobiçáveis. o fim que acima de todas as coisas devem propor aos seus esforços é a conquista da vida eterna. a riqueza e a glória. impressionandolhes a imaginação. ou já não podem mais. eis como cumpre procedamos. como ainda há pouco dizíamos. aos simples e mansos de coração. e não . Tendo-se em conta essas circunstâncias e considerando-se que as suas palavras devem ser interpretadas sempre segundo o espírito e não segundo a letra. por serem as que satisfazem ao cego orgulho do homem. de naturezas rebeldes. Portanto.

41.131 na inércia. como for de justiça e conforme às suas necessidades espirituais. se permite que em tal situação ele se encontre. deve confiar-se ao Senhor. dizer que. — Salmos. a negligência. Proceder de modo contrário é pretender que Jesus tenha encomiado a preguiça. (38) Gênese. — Êxodo. 9. 23. não deve ele mostrar-se ambicioso. 8 — 1º Reis. — Epístola aos Gálatas. 6º. Não vos inquieteis pelo dia de amanhã. que devemos estar. é fazer de suas palavras um pretexto para a incúria. 1º. 54º. 3º. 2º. Quer dizer também que. — Job. embora sem ser menos previdente do que certos animais. Quando houvermos transposto a barreira que nos detém os passos. 4º. por nós mesmos. vivendo segundo os desígnios de Deus e trabalhando. — 1ª de Pedro. que todos decorrem da onisciente ação divina? Em todas as circunstâncias. Quer. no devido tempo. sabendo o que convém a cada uma de suas criaturas. como poderemos alimentar a pretensão de mudar a face dos acontecimentos. pois. — JOÃO. o que nos cabe é conformar-nos. para a sua subsistência. no seio da Terra. Entreguemo-nos confiantes à misericórdia do Senhor. 7. na ociosidade. portanto. que de suas brilhantes vestes Ele a cubra. 38º. deve o homem estar sempre confiante de que a tudo mais. 10. 16º. 146º. para o fatalismo. certos de que tudo obedece à vontade de Deus. volveremos à nossa verdadeira pátria e de lá apreciaremos os progressos da Humanidade. 6. nem as mínimas coisas somos capazes de fazer. — 1ª Epístola à Timóteo. 15. . como lhe cumpre. que esse tempo chegará. 21. 7. de que. gozarem do fruto de seus labores. Não nos preocupemos com os cuidados e aflições que hajam de vir. que. e cumprida integralmente estará a revelação do Cristo. ainda. nem concentrar na acumulação de riquezas todos os seus pensamentos e desejos. Cônscios. 19. o Pai proverá. é porque ela representa a prova necessária a lhe depurar o Espírito e a torná-lo digno do seu Criador. na despreocupação com que a açucena dos campos espera. 5º. se apesar da sua aplicação ao trabalho. vier o homem a achar-se na penúria. coragem. 18º. Quer isto dizer que. que só ao nosso bem visa. Coragem. — Aos Filipenses. que não deixará de chamar os obreiros diligentes para.

para lhes dar testemunho destas coisas. exposto a todas as intempéries e ao desprezo da sociedade. ao céu. — 20. pela morte. 19 ao 31. ao mergulhar no sepulcro. doente. pela depuração de suas almas. Demais. levantou os olhos e ao longe viu Lázaro no seio de Abraão. — 30. (39) O ensinamento que se contém nesta parábola. aquele empregou seus haveres na ostentação. procurando iludir e sofismar a lei. molhando nágua a ponta do dedo. O rico morreu também e teve o inferno por sepultura. os Espíritos de um e outro pediram a reencarnação. os orgulhosos. disse o rico. lembra-te de que recebeste bens em tua vida e de que Lázaro só teve males. disse em gritos estas palavras: Pai Abraão. suportava sem revoltas todas as dores e privações. O rico. ao seio de Abraão: à paz da consciência. Abraão respondeu: Se não escutam nem a Moisés nem aos profetas. submisso e resignado. nessa conjuntura. Disse o rico: Eu então te suplico. eles farão penitência. pai Abraão. pai Abraão. 23. Havia um homem rico que se vestia de púrpura e finissimo linho e se banqueteava magnificamente todos os dias. Parábola do mau rico e do pobre paciente e resignado LUCAS: capítulo 16º. Reencarnados. encontra. versículo 19. grande abismo existe entre nós e vós. ascende. conservando-se indiferente aos gemidos do outro que. os poderosos e tantos outros que vivem neste mundo iludidos quanto aos fins reais da . onde tenho cinco irmãos. no luxo. Ora. à paz espiritual. — 26. por isso ele agora é consolado e tu és atormentado. — 22. — 21. como meio de minorarem seus sofrimentos. 16º. um buscou a prova da riqueza e o outro a da pobreza. quais a do que saldou seus compromissos e a do que os agravou ainda mais. pois sofro tormentos nestas chamas. enquanto que o outro estritamente a cumpria. a fim de que eles não venham a cair neste lugar de tormentos. egoísta e endurecido. Quando este. mas ninguém lhas dava. dentre os seus tormentos. de modo que os que querem passar daqui para lá não o podem. verificando o engano e a decepção que sofrem os soberbos. — 27. me refresque a língua. aconteceu que o mendigo morreu e foi transportado pelos anjos ao seio de Abraão.132 35 LUCAS. ao passo que o pobre que. — 31. Não. — 24. Abraão lhe retrucou: Eles têm Moisés e os profetas: que os escutem. — 29. é plenamente confirmado pelos princípios da Doutrina Espírita. e que bem quisera saciar-se com as migalhas que caiam da mesa deste. Havia também um pobre mendigo chamado Lázaro que jazia coberto de úlceras à porta do rico. como os de todas as outras. o seu inferno. Quando na erraticidade. aprecia o resultado do seu procedimento. não acreditariam do mesmo modo. — 25. Ambos. tem piedade de mim e manda-me Lázaro para que. em o desespero de que se vê presa. O rico. desencarnam e vão encontrar-se em situações opostas. na satisfação dos gozos materiais. sofre todas as suas duras provas. afinal. como também não se pode passar de lá para cá. Mas Abraão lhe respondeu: Meu filho. — 28. faminto. ainda que algum dos mortos ressuscitasse. e os cães vinham lamberlhe as chagas. Um contemporizava. se algum dos mortos lhes for falar. que o mandes à casa de meu pai. De acordo com as causas desses sofrimentos.

à simplicidade dos ensinos puros da sublime moral do Mestre divino e. que aqueles se achem impossibilitados de acudir aos segundos. Ao demais. à pureza de sentimentos. a fim de se instruírem. ou progredirem. porém. por que haveis de procurar outra coisa?” Segundo a parábola. O rico da parábola teve a inspirá-lo um bom sentimento. Pela mesma razão. o arrependimento. porém. o Consolador. Como pode. Realmente. para os sistematicamente incrédulos. nem mesmo vê-los. que leva o homem a rejeitar todos os avisos e conselhos que lhe venham de além-túmulo. quase sempre. Acode-lhe então à mente pedir fossem avisados do que lhe acontecera os irmãos que ele deixara na Terra. o que lhes fosse dizer o Espírito do pobre. Não se conclua. menos graduados na escala espírita. mas imperceptivelmente para os sofredores. considerando alucinação ou sonho a aparição que tivessem. Eles o fazem. ou lhes torne possível a permissão de acompanharem os bons Espíritos. em conseqüência. Porque. como lhes prescrevem as leis de solidariedade. Faltou-lhe. ou qualquer outro desencarnado? Responderiam com um encolher os ombros. também há o endurecimento do coração. . os Espíritos inferiores não podem elevar-se aos planos onde pairam os bons Espíritos. mas apenas o desejo de poupá-los às provas de que já se haviam tornado merecedores. A hipótese desse pedido. como se depreende da parábola. por não o permitir a diversidade das vibrações dos respectivos perispíritos. por não lhe praticar os preceitos. que a abominação e a desolação se implantassem no lugar santo? Não é por outra causa que o Senhor envia ao mundo o Paracleto. toda e qualquer comunicação do além-túmulo. podem daqueles aproximar-se e cercá-los dos cuidados de que necessitem. e que daria ao seu pedido a força de que carecia. as vibrações dos daqueles outros. pela razão de que tais conselhos e avisos lhe contrariam as paixões e os interesses materiais. por intermédio de outros Espíritos que. de fato. a reconduzir os homens à prática do amor. Abraão respondeu ao rico: Eles têm lá Moisés e os profetas: que os ouçam. que é lei universal. quando. que lhe diz parodiando a resposta de Abraão: “Tendes os Evangelhos e a Igreja. aí está o Catolicismo. formulada na parábola. fraternidade e amor. tem feito dos Evangelhos letra morta e. pelo seu delirante egoísmo. assim. daí. A tal pedido. os quais. era corrente entre os judeus. mostrando ser absolutamente inútil. porém. a Igreja Romana responder de modo semelhante. ainda que fracamente. porém.133 existência terrena. crença que. O abismo de que fala o versículo 26 deve ser entendido como exprimindo a impossibilidade em que se encontram os Espíritos superiores de se porem em contacto direto com os inferiores que expiam suas culpas. responde Abraão. quando pretendeu forrar seus irmãos aos sofrimentos por que estava passando. de que serviria aos irmãos do rico. por não exprimir o pesar que lhe causava o ver seus irmãos a transgredirem a lei divina. também se achavam dominados pelo egoísmo. mostra ser real a crença na comunicabilidade dos mortos com os vivos. como ainda hoje a cada momento se comprova. a firmálo na sua obstinação. ao progresso. antes que um arrependimento sincero e profundo lhes torne os perispíritos capazes de sentirem. entre os quais se acham os seus protetores. onde há a incredulidade sistemática. que lhe atenuaria ou abreviaria as penas a que se condenara.

Zacarias.134 (39) ISAÍAS. 12. 21. — Atos. 66º. 17º. 24. 11. — JOÃO. 30. 14º. 21º. 8º. 20. 16. 45. 13. 5º. 15º. . — Job. 34º.

Cultivai depois com cuidado a semente. A vossa reserva talvez excite a curiosidade e o desejo de saber. para que não suceda que as pisem. demonstrando que não quereis falar. depois. Segue-se que. 4º. porqüanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros. — 3. Comecemos. como é que podes dizer a teu irmão: Meu irmão. a tolerância. Ou. tira primeiro a trave do teu olho e então verás como podes tirar o argueiro do olho do teu irmão. Como é que vês um argueiro no olho do teu irmão e não percebes a trave do teu? — 4. nem lanceis aos porcos as vossas pérolas. atestada. pois. capítulo 8º. Não deis aos cães as coisas santas. (João. Não deis aos cães as coisas santas. tira primeiramente a trave que está no teu olho e então verás como tirar o argueiro que está no olho do teu irmão. a fim de não serdes julgados. não o faremos. Não julgueis. versículo 37. ao contrário. e que. 37 ao 38. dai e se vos dará e no vosso regaço será derramada uma boa medida. consagrando-vos a esses que. tendo-vos a princípio repelido. Deixa-me tirar um argueiro do teu olho. 7º. LUCAS: capítulo 6º. Não julgueis e não sereis julgados. se o reconhecerdes fértil. quando tens no teu uma trave? — 6. o terreno vos parecer árido e ingrato. — MARCOS. com a medida com que medirdes sereis medidos. por purificar os nossos corações. por pouco que seja. a brandura com que tratarmos os outros. então. Não julgar os outros. — 38. MARCOS: capítulo 4º. não condeneis e não sereis condenados. Sondai o terreno. e 41 ao 42. — Não dar aos cães as coisas santas MATEUS: capítulo 7º. guardai silêncio. cheia. (40) Na oração dominical. Estendei os braços às ovelhas transviadas e . deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho. Nesse caso. “como nós perdoamos aos nossos irmãos”. Desde que. como é que dizes a teu irmão: — 5. quando de todo limpos nos acharmos. versículos 1 ao 11). 6º. 24. dirigindo-se à pecadora. — 2. Sereis medidos com a mesma medida com que medirdes os outros e ainda se vos acrescentará.135 36 MATEUS. LUCAS: capítulo 6. versículo 1. porque teremos sempre presentes as palavras d’Aquele que disse: O que estiver sem pecado atire a primeira pedra. Quer isto dizer: procedei sempre de acordo com as circunstâncias de ocasião. a extravasar. nem lanceis aos porcos as vossas pérolas. tu que não vês a trave que está no teu? Hipócrita. preparai-o e. com a indulgência. Dizia-lhes: Atentai no que ides ouvir. Como é que vês o argueiro que está no olho do teu irmão e não percebes a trave que está no teu olho? — 42. se voltem contra vós e vos estraçalhem. porqüanto para vos medir servirá a mesma medida com que houverdes medido os outros. lançai-vos à obra. acrescentou: Vai e não peques mais. perdoai e sereis perdoados. poderemos censurar as faltas alheias. por lavar a nossa alma dos vícios e paixões que a maculam. limpos de toda culpa. Hipócrita. porém. semeai com prudência e precaução. pedimos a Deus que nos perdoe. Se. — LUCAS. é que seremos tratados. 1 ao 7. versículo 41. — O argueiro e a trave. estejamos nessas circunstâncias. versículo 24. depois vieram. — 7. Ou.

— Romanos. 3. 12. O Mestre recompensa generosamente os obreiros vigilantes. 2º. 17. A ventura de haverdes salvo da incredulidade os vossos irmãos vos premiará o labor e vos preparará para gozardes das alegrias da eternidade. 5. solícitos e diligentes. 3. . 4º. 9º. (40) Provérbios. 7.136 reconduzi-as ao Senhor. — 1ª Epístola aos Coríntios. 13º. 8 e 19º. 14º. 46. — Atos. 9 — Salmos. 45. 1. 23º. 78º.

Nós quase sempre pedimos. batei e se vos abrirá. de dentro de casa: Não me importunes. que está viajando. para sofrermos com paciência. nos alimenta de conformidade com a nossa constituição. se lhe pedir um peixe. melhora e garante o bom êxito às nossas resoluções. porqüanto quem pede recebe. se. . Qual dentre vós dá uma pedra ao filho. às nossas obras e à nossa fé. Se algum de vós pedir pão a seu pai. sabe o que convém a seus filhos e lhes dá. — Buscai e achareis. muito embora sejam eles as mais das vezes tão cegos e ingratos. sabeis dar boas coisas aos vossos filhos. LUCAS: capítulo 11º. nos concede o que antes não concedera. Disse-lhes ainda: Se alguém que tiver um amigo o for procurar alta noite. boas coisas dará aos que lhas pedirem. — 8. 7 ao 11. pois um de meus amigos. que está nos céus. quando este lhe pede pão? — 10. quando ainda não estávamos seguros de nós mesmos. quem procura acha e àquele que bate se abre. sem primeiro invocar e implorar a assistência do Senhor que. Coisa alguma deve o homem fazer ou empreender. — 10. se pedir um peixe. apesar disso. resignação e amor as mais rigorosas provas. pelos nossos esforços reiterados. Conceder-nos-á luz. lhe dará uma serpente? — 12. — 8. procurai e achareis. Ora.137 37 MATEUS. o de que necessitem. lhe dará um escorpião? — 13. quem procura acha e àquele que bate se abre. versículo 5. que é nosso Pai e tudo sabe acerca de cada um de nós. se lhe pedir um ovo. qual lhe dará uma serpente? — 11. dizendo: Meu amigo. este lhe dará uma pedra? Ou. para compreendermos por que sofremos. porqüanto. Ora. sabeis dar boas coisas a vossos filhos. — 11. se levantará pelo menos por causa da importunação e dará ao outro tudo o que lhe seja necessário. Pedi e se vos dará. E eu vos digo: Pedi e se vos dará. 7º. — 9. — LUCAS. e as forças da fé e da humildade. que o mau êxito costuma acarretar. segundo esse critério. quem pede recebe. A prece. 11º. que lhe não percebem os providenciais desígnios. versículo 7. A perseverança fortalece. 5 ao 13. — 7. sem sabermos se nos convém ou não aquilo que desejamos. porém. batei e se vos abrirá. Jesus animava a seus discípulos. Ou. Ou. tornando-nos dignos da atenção do Mestre que. se maus como sois. — 6. a fim de que não caíssem no abatimento e no desânimo. se está de acordo com a natureza das provas que devamos sofrer. se sendo maus como sois. buscai e achareis. com mais forte razão vosso Pai. quando o segundo não se levante para dar o que lhe é pedido por ser seu amigo o pedinte. e o amigo lhe responder. dará o bom Espírito aos que lho peçam. empresta-me três pães. Ele. Peçamos-lhe o pão de vida e Ele nos facultará abundantes meios de o adquirirmos. — digo-vos que. o primeiro insistir em bater. Batei e se vos abrirá MATEUS: capítulo 7º. — Pedi e se vos dará. — 9. cheio sempre de bondade. com mais forte razão vosso Pai. (41) Com estas palavras. minha porta já está fechada e meus servos deitados assim como eu: não posso levantar-me para te dar o que pedes. que está nos céus. acaba de chegar a minha casa e nada tenho para lhe dar.

que. 6. 14º. isto é. . 13. (41) Gênese. em vez de ser ela para nós um bem. 5. 17. permitindo que seus mensageiros o esclareçam. 1º. ao filho que se lhe dirige com sinceridade. compreende o homem os ensinos do Mestre. — Jeremias. — Timóteo. é porque vê. 29º. 15º. esforça-se pelos praticar. Aquinhoado com essa graça. 12. — Provérbios. 6º. — JOÃO. 7. a capacidade de amá-lo e a inteligência das coisas sob a influência espírita.138 Se nem sempre nos concede a graça que lhe solicitamos. Mas. grande mal poderia trazer-nos. e jamais desespera do seu amor e da sua justiça. abre-lhe Ele o entendimento que dá o bom Espírito. 5. 8º.

Ajuda-o de todas as formas: com o coração. dos meios de que disponhas e das faculdades que possuas: pela palavra. 7º.Justiça.139 38 MATEUS. versículo 12. nisso estão a lei e os profetas. com os braços. Procede com ele. que está nos céus. — Gálatas. com a bolsa. conhecido ou desconhecido. Fazei aos homens o que quereis que eles vos façam. . — LUCAS. em tudo e por tudo. ditas por Nosso Senhor Jesus Cristo. é teu irmão. É isto o que significam as palavras que acima se lêem. pois que é filho do mesmo Pai. qualquer que ele seja. (42) Ama o teu próximo como a ti mesmo. 10. 12. pelos atos e pelos pensamentos. Fazei aos homens tudo o que quiserdes que eles vos façam. com a inteligência. 13º. O teu próximo. 8. versículo 31. 6º. 19º. 14. (42) Levítico. amigo ou inimigo. — 1ª Epístola à Timóteo. 1º. Presta-lhe todo auxilio que estiver dentro das tuas possibilidades. 18 — Romanos. 5. como quererias que procedesse contigo. 31 . — Amor e Caridade MATEUS: capítulo 7º. 5º. LUCAS: capítulo 6º.

com as suas fontes de água deliciosa e as suas umbrosas palmeiras (Êxodo. Quão estreita é a porta. as dores e aflições que deve suportar. capítulo 43º. a preguiça. sob todas as formas e em todos os graus. Na cruz. o egoísmo. de modo geral — a maldade. onde acamparemos felizes e nos refaremos de todos os cansaços da jornada. Assim falando. assim como as fadigas. o desinteresse. a tolerância. — 14. a caridade. melhor os homens compreendessem o que significa entrar por essa porta. a cólera. se obedecermos às vozes do Senhor. versículo 13. bem cumprindo suas provas e resistindo aos maus instintos. Eu sou a porta. conduzido por Moisés. usou Ele de uma figura. a avareza. porém. A partir daí é que aquele sítio se ficou chamando Mara. Eu sou. nem desanimemos. a fim de que. o fanatismo. 7º. a luxúria. a dedicação para com todos. Os que trabalham. esses são os que encontram a porta estreita e o caminho apertado. a incredulidade. Não murmuremos. logo que Moisés lançou nelas o lenho que o Senhor lhe mostrou. versículos 23 ao 25). são o orgulho. perto de cada Mara a que chegarmos. Procurando seguir a Jesus. encontraremos. que. esforços objetivando despojar-se de seus vícios e imperfeições morais e fadigas resultantes dos que empregue por tomar o caminho do bem e por fazer que lhe nasçam no coração os sentimentos opostos àqueles vícios. às tendências más. o materialismo. a inveja. a ambição. 13 ao 14. para alcançar a vida eterna. e onde não pôde matar a sede que o devorava por serem amargosas as águas. porém o Cristo pode torná-lo de grande doçura. O cálice é amargo para um coração terno. a humildade. São amarguras que depuram e purificam o Espírito. porqüanto. versículo 25). Jesus se apresentou como a personificação da porta estreita. para alcançar a vida eterna. preparando-o para o gozo da bem-aventurança. que tem de certo modo o seu símile em Mara. é que a paciência e a esperança se firmam. Nos momentos de aflição e angústia. versículo 27). que quer dizer — amargura (Êxodo. pois que larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição. capítulo 15º. depois de haver atravessado o Mar Vermelho e o deserto de Sur. lugar a que chegou sequioso o povo hebreu. eu mesmo sou o que apago as tuas iniqüidades por amor de mim e não me lembrarei de teus pecados. disse Jesus (João. pela palavra ou pelos atos. é que mais esplende a fé. capítulo 15º. com todos os seus derivados: a cupidez. Entrai pela porta estreita. se tornaram doces. a intolerância. por uma imagem objetiva. toparemos com muitos veios de amargosas águas. no entanto. . a intemperança. (ISAÍAS. A porta larga e o caminho espaçoso.140 39 MATEUS. versículo 9). Porta estreita que conduz à vida MATEUS: capítulo 7º. e grande é o número dos que por ela entram. que conduzem à perdição e pela qual em tão grande número entram os homens. quão poucos o encontram! A porta estreita e o caminho espaçoso indicam os esforços que o Espírito falido tem que fazer. através das sucessivas encarnações necessárias à sua purificação e ao seu progresso. praticam o amor. capítulo 10º. a nossa Elim. Por ser o conjunto de todas as perfeições. aquele que entrar por mim será salvo. quão apertado o caminho que conduzem à vida.

pensando nos que pelo sacrifício se redimiram do pecado e alcançaram a glória eterna. Doces. que a nenhum de seus filhos esquece. no cárcere. versículo 17). a Paulo. capítulo 7º. se algum amargor lhe acharam. Todos nós amargas águas sorvemos neste mundo. que está no meio do trono. o Cordeiro. a todos os gloriosos Espíritos que esgotaram o cálice do martírio. no entanto. Os que vieram de uma grande tribulação e lavaram suas roupas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro.141 Perguntai a Daniel. porque com eles estava Jesus. . desde que. aos prisioneiros. os guardará e os levará às fontes das águas da vida e enxugará Deus toda a lágrima dos olhos deles. atirado à ferocidade dos leões. Todos decerto responderão que nada de amargo tinha. lançados na fornalha ardente. plenamente confiemos no Pai de infinita misericórdia. abraçados à cruz fincada no cimo do Calvário. elas se tornarão. (Apocalipse.

porém. do Setentrião e do Meio-dia virão os que se hão de sentar à mesa no reino de Deus. versículo 25. Quer isso dizer que só uma consciência pura nos pode conduzir até essa porta e fazer que a transponhamos. Do Oriente e do Ocidente. São os que tentam. capítulo 13º. Muitos recuam dele. 23 ao 30. afastai-vos de mim. como o disse Jesus. versículo 23. de fato. cada vez se lhes alonga mais e a porta volta gradualmente a fechar-se. por mais estreita que pareça. o Senhor o degreda para planetas inferiores à Terra. Isaac. escabroso. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita LUCAS: capítulo 13º. que segue sempre a senda que a sua consciência lhe traça. Não basta que o homem se intitule profitente. que está nos céus. levando consigo o cortejo de vícios. dirá: Não sei donde sois. o caminho que nos leva à Casa do Pai. 13º. onde terá que fazer uma nova série de peregrinações. Muitos procurarão passar e não poderão. entretanto. ele vos responderá: Não Sei donde sois. tão poucos são os que se salvam? Ao que ele respondeu: — 24. abre-nos. mas com passo incerto e hesitante. — Se o Espírito. se conservam desviados do caminho traçado pela lei divina. Os espíritas devem tomar para si essas palavras. até que compreenda a necessidade de progredir. As locuções — choro. vós todos os que praticais iniqüidadeS. chamado a progredir na vida corporal. — 29. fraudes e impurezas que os acompanha. do lado de fora. Haverá prantos e ranger de dentes. quando virdes que Abraão. ranger de dentes — são empregadas em sentido alegórico. (43) É árduo. dizendo: Senhor. Muitos. se obstina em ficar estacionário. que toda se contém. no duplo mandamento: Amar a Deus e amar ao próximo. esse transpõe facilmente a porta da salvação. é preciso que pratique a moral. amedrontados com os obstáculos que terão de superar. — 27. se. Aquele. Se então disserdes: Bebemos e comemos na tua presença e ensinaste nas nossas praças públicas. porqüanto eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. a fim de deixá-lo passar. E quando o pai de familia houver entrado e fechado a porta. cheio de espinhos e urzes. o Senhor. — 25. Não basta dizer: Senhor! Senhor! É preciso fazer a vontade do Pai. mas não perseveram. LUCAS. começardes a bater. Exprimem as torturas morais por que forçosamente tem de passar o . — Há nestes versículos uma alusão aos que. Esses são os que não podem passar pela porta estreita. para ela se encaminham. O caminho. — 28. respondendo. Jacob estão no reino de Deus e que vós sois repelidos de Lá. vendo entreaberta a porta. LUCAS: capítulo 13º. versículos 26 e 27. E eis que serão os últimos os que eram primeiros e os primeiros serão os que eram últimos. desta ou daquela religião. apesar de todos os esforços de seus guias e protetores.142 40 LUCAS. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. verá que se torna ampla e aberta de par em par. Ao aproximar-se dela. E alguém lhe perguntou: Senhor. — 26. — 30. ouvindo-lhe os conselhos e pondo-os em prática. embora professando ostensivamente um culto qualquer. são os que.

9. O mesmo orgulho lhes torna tardos os passos. 9º. Alusão igualmente aos Espíritos depurados que virão de diversos outros planetas à Terra. de conformidade com o que nos está predito e anunciado. mas que por ela caminha com perseverança e atividade. Alusão à comunhão de pensamentos e crenças. 33. 31. pode não só alcançar. em geral. Conosco vivem de novo. como ainda passar adiante do Espírito preguiçoso. mas não tiveram a perseverança necessária. nenhum progresso fizeram. 6º. 55º. 7º. — Romanos. tomados de orgulho. Para ele. por desgraça deles. João. LUCAS. capítulo 13º. Assim o Espírito que tardiamente entrou na senda do bem. Aqueles são. presentemente. Julgam possuir tudo. entretanto. versículo 29. .143 Espírito endurecido e consciente de que esse endurecimento é a causa única de seu sofrer. mesmo que tenha começado mais cedo a sua rota ascensional. que nenhum esforço faz. que reinará entre os homens. retardaram-se e ficaram para trás dos que começaram depois a jornada e nela perseveraram. verão a nudez de suas almas. os que. 34. senão culpado. capítulo 13º. na época em que Jesus. quanto à simplicidade do coração. 31º. Para Deus nada é o tempo que o Espírito gaste na realização do seu progresso. 21. 13º. demandando a casa do Pai. (43) Salmos. Os que primeiro se puseram a caminho. na Terra. versículo 30. — Virão do Oriente e do Ocidente. se fiam em si exclusivamente. — E eis que serão os últimos os que eram os primeiros e os primeiros serão os que eram os últimos. ao tempo da regeneração. 6. chegados que seja o dia. isto é. 6. o arrependimento e as virtudes são tudo. 8º. Espírito da Verdade. quando também esta já se achar depurada. muitos que progrediram quanto à inteligência e ao saber. dentre os Espíritos que acompanharam a Jesus. baixará de novo ao nosso globo. mas que. etc. LUCAS. — Isaías.

Alguns. Falsos profetas. deixando-se levar ao funesto erro de transformarem as manifestações espíritas em espetáculos. mandá-los para porões de navios e outras com que se desmoralizam a si próprios e. infelizmente. Pela obra é que se conhece o operário. não podem apreciar o brilho da luz que vos banha as almas. dai frutos”. O homem bom tira o bem do bom tesouro do seu coração. abri-lhes os olhos e eles verão. entretanto. Acautelai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco sob o aspecto exterior de ovelhas. versículo 15.17. Nem por isso. versículo 43. 6º. Uma árvore boa não pode produzir maus frutos e uma árvore má não pode produzir frutos bons. pois cada árvore se conhece pelo fruto. — 20. Assim. a que os incautos são atraídos pela curiosidade do maravilhoso. de modo geral. aos manejos insidiosos de tais lobos. estaremos destinados a ser cortados e lançados ao fogo da expiação. — LUCAS. são lobos vorazes. Pautemos os nossos atos pela moral do Cristo. Assim. e o homem mau tira o mal do mau tesouro do seu coração. sobre os lobos que se apresentam com a aparência de ovelhas. demonstrai que o não sois.144 41 MATEUS. para acabarem mistificados e iludidos. 43 ao 45. precisa ser muito meditada pelos espíritas. pelos frutos que os conhecereis. Se formos árvores más. — 19. mas que. ou figos nas sarças? . 7º. — 44. mostrando. por dentro. práticas insensatas. falsos profetas são todos aqueles que pregam e aconselham a boa moral que não praticam. (44) Não basta pregar por palavras. pelo vosso proceder. é essencial fazê-lo pelo exemplo. cobrindo-se de tremendas responsabilidades. por serem cegos. quais as de pisarem Espíritos. “Se sois árvores boas. É árvore má todo aquele que não apresenta frutos da doutrina que propaga. Esta a súmula da lição que se contém nos versículos acima transcritos. pois. quando não de todo desencaminhados da senda da verdade. procedem de boa-fé. LUCAS: capítulo 6º. toda árvore boa dá bons frutos. cortar-lhes as cabeças. se acham isentos das insídias dos falsos profetas. não se colhem figos nos espinheiros nem uvas nas sarças. principalmente pelos diretores de Grupos. Porventura se colhem uvas nos espinheiros. que os engodam com um ou outro . conformemo-los com os seus ensinamentos e bons serão os frutos que dermos. 15 ao 20. lançam o ridículo sobre o que há de mais sério e respeitável — as comunicações do mundo visível com o mundo invisível. — 18. Toda árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. aos que vos chamem falsos profetas. e toda árvore má dá maus frutos. Aos que. com palavras mentirosas. para que não se prestem. pela reencarnação. os frutos da moral cuja excelência proclamais. Conhecê-los-eis pelos seus frutos. — Frutos da mesma natureza que a árvore MATEUS: capítulo 7º. É. porqüanto a boca fala do que está cheio o coração. como. é certo. ainda tão amiúde acontece. — 45. — 16. A lição do Divino Mestre. ritos cabalísticos e até cenas deprimentes. A árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não é má. Espíritas. exemplificando o que ensinais.

30. — Colossenses. afinal. 23º. — Efésios. 22. 4º. do seu orgulho. 16. — 2ª Epístola à Pedro. 13º. cedo ou tarde. 26. 6. — Atos. dos seus propósitos de especulação. a fim de mais facilmente os obsidiarem e terem sob a nefasta dominação que objetivam sempre alcançar. . Esses também acabam. 3. — JOÃO. — Romanos. porqüanto são esses sentimentos que atraem os infelizes que se comprazem na treva em que mergulharam pela obstinação no mal e que são os verdadeiros lobos de que nos devemos guardar. 5º. 8. 15º. — Miquéias. 2º. 1. (44) Deuteronômio. 3º. 1. vítimas tão-somente da sua ignorância. 20º. 17 e 18. de todos os seus sentimentos inconfessáveis. 29. — MARCOS. para satisfação de seus sentimentos maléficos.145 resultado apreciável da sua atuação. 2º. — 1ª Epístola à João. 13º. porém. sendo vítimas. 16º. 1. segundo a advertência do Pastor divino. 5. — Jeremias.

— 22. transbordaram os rios. Ora. Quer dizer: não entrarão no reino de Deus aqueles cujas palavras não corresponderem aos seus atos. Aquele que escuta as minhas palavras. Veio a chuva. Senhor! entrará no reino dos céus. — 48. afastai-vos de mim. vós que praticais a iniqüidade. se não pusermos em prática os ensinamentos que temos recebido. lhe constrói na rocha os alicerces. — LUCAS. As palavras desses se perderão no espaço. Senhor. esse entrará no reino dos céus. transbordadas suas águas. não profetizamos em teu nome. obedecendolhe. sem chegarem ao Senhor. Vou mostrar-vos a quem se assemelha aquele que vem a mim — que escuta as minhas palavras e as pratica. — 49. Aquele. desde que procedamos em oposição ao que nos ensinou e prescreveu o Cristo. — 27. não basta nos extasiemos ante a lei de Jesus e digamos: é perfeita! Se nos não esforçarmos pelo nosso aperfeiçoamento. que ouve as minhas palavras e não as pratica se assemelha ao insensato que construiu sua casa na areia. sopraram os ventos. versículo 21. versículo 46. por estar edificada sobre a rocha. 6º. porém. porém. Aquele que escuta as minhas palavras e as pratica é comparável ao homem ajuizado que construiu sua casa sobre a rocha. Veio a chuva. os rios transbordaram. Eu então lhes direi: Nunca vos conheci. Assemelha-se a um homem que edifica uma casa e que. LUCAS: capítulo 6º. uma verdade axiomática. vã se tornará a nossa admiração. que nos declaremos espíritas. que nos afirmemos médiuns e usemos das faculdades mediúnicas que possuamos. apreciamos e encomiamos. Mas por que me chamais. Muitos me dirão nesse dia: Senhor. terminando Jesus esses discursos. não expulsamos em teu nome os demônios e não fizemos em teu nome muitos prodígios? — 23. a multidão se admirava da sua doutrina. que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus. — 25. a casa caiu logo e grande foi a sua ruína. O rio se arremessou sobre ela.146 42 MATEUS. cavando fundo. os ventos sopraram e se arremessaram sobre essa casa e ela não caiu por estar edificada sobre a rocha. sem lhe cavar alicerces. se arremessou sobre a casa e não conseguiu abalá-la. se assemelha a um homem que edificou sua casa sobre a terra. 29. precipitaram-se sobre essa casa e ela desabou e grande foi a sua ruína. — 24. se não nos utilizarmos dessas faculdades com a consciência do . Ë este um princípio intuitivo. 46 ao 49. Porque. Um rio. Senhor! Senhor! e não fazeis o que vos digo? — 47. ao qual chamam Adão. (45) O julgamento de cada criatura se baseia no de suas obras. aquele. e não as pratica. 21 ao 29. 7º. — 26. se continuarmos quais éramos antes de conhecermos o Espiritismo. Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! serão ouvídos. porque Ele a instruia como tendo autoridade e não como os escribas e os fariseus. — 28. Nem todo aquele que me diz: Senhor. Inútil será que nos proclamemos cristãos. Sempre e sempre devemos praticar o que ensinamos. a que só não se curvam os que ensinam e apregoam ser a Humanidade inteira responsável pela falta do primeiro homem. Deus julga pelas obras MATEUS: capítulo 7º.

se se não pratica a moral por mim ensinada. 2º. 2º. 19. tende confiança e fé. MATEUS. Pouco depois de haver escrito o que acabamos de resumir. e o Senhor estenderá suas mãos sobre vós. Collignon. o médium escreveu. mediante o exercício contínuo da caridade. Perseverai no caminho que trilhais. “Digam: Senhor. Para os espíritas. porqüanto muito lhes será pedido. — ISABEL. com o propósito de servir à causa da Verdade. Compromete-se. . 13. Cumpre. útil e eficaz da lei de Jesus. dando-lhes testemunho dos sérios e constantes esforços que empregamos por progredir. a prática da doutrina que professam é tudo. que é a causa de Deus. esta última comunicação: “Bendizei do Senhor a graça que vos fez e pedi-lhe de coração o apoio daquele que se vos manifestou hoje. nos preparemos. Senhor! mas digam-no do fundo de seus corações. para ensinar progressivamente aos homens todas as coisas. Em seguida. e de concorrer para a melhora de nossos irmãos. médium pelo qual foram transmitidas ao Sr. que não usa das suas faculdades mediúnicas com o fim exclusivo de fazer. para os conduzir à verdade e lembrar-lhes o que eu lhes disse. Assim. corroborada pela sublime Doutrina dos Espíritos. Não basta ser-se cristão e mesmo cristão-espírita. LUCAS. J. também de modo espontâneo. Por aquele cuja mão protetora sustenta os humildes e os fracos e humilha os orgulhosos e os poderosos. obedeçam com submissão. enviados de acordo com as minhas promessas. todos os que nos dizemos tais. pois. que os que queiram entrar no reino de meu Pai sejam seus filhos pelo coração e não de lábios somente. por intermédio do seu enviado. pois. mas séria. — JOÃO. debaixo de nova influência mediúnica e com letra diferente. o médium que não pratica a humildade e o desinteresse. (45) Romanos. cumpre pô-la em prática. B. correspondam seus atos às suas palavras e o reino dos céus lhes pertencerá. sob a influência anterior e com letra igual à com que fora traçado o ensino que acabava de ser recebido. seus mensageiros. Roustaing as revelações que se encontram na obra que ele publicou sob o título de “Revelação da Revelação”. praticando um abúso. uma propaganda séria. para afastar os obstáculos que vos possam deter”. visto que muito lhes é dado. — 2ª Epístola à Timóteo. para prestar contas exatas do que se nos confiou. o seguinte: “Não basta se diga que certa moral é sublime.147 nosso dever cristão. passou a escrever. a Sra. zelo e confiança às instruções que receberam e recebem hoje dos Espíritos.

não se tornem causa de acréscimo de responsabilidade e de dívidas morais. para os que não se encontrem em condições de apreciá-los. Estendendo a mão. (46) Jesus recompensou a fé que verificara existir naquele pobre homem. 1 ao 4. tocou-o e disse: Quero-o. — 45. grande multidão o acompanhou. podes curar-me. pelo que os bons Espíritos. a fim de que os benefícios da sua misericórdia. dizendo: Se quiseres. sabendo que ainda não era tempo de dar publicidade ampla às graças que espalhava. dizendo: Senhor. se quiseres. Assim que pronunciou estas palavras. Relativamente às curas espíritas. aproximando-se dele. Ainda hoje assim é. — 41. o que Moisés ordenou. Assim sendo. de sorte que Jesus não podia mais aparecer ostensivamente na cidade. estendendo a mão. Não fales disto a ninguém. Ele. tanto que dali se afastou. o implorava. mostrar-te aos sacerdotes e oferece pela tua cura o que Moisés determinou. espalhados pelos que se acham aptos a recebê-lo. MARCOS: capítulo 1º. porém. 12 ao 16. — 14. ficando este curado. achando-se Jesus em certa cidade. a lepra deixou o homem. com prudência devem agir os que as possam operar como instrumentos dos Espíritos do Senhor. dele se aproximou e. Mandando-o embora. e a lepra desapareceu no mesmo instante. Jesus lhe ordenou que não falasse a ninguém. Jesus o tocou. estendendo a mão. o Implorou. — 16. por maneira tão dolorosa. Tendo Jesus descido do monte. mas vai mostrar-te aos sacerdotes e faze a oferenda prescrita por Moisés. a fim de que lhes sirva de testemunho. estás curado. recomendou ao homem que a ninguém referisse a cura de que fora objeto. Jesus se apiedou do homem e. — MARCOS. porém. nos lugares desertos. 4. e . tocou-o e lhe disse: Quero-o. — 15. a fim de que lhes sirva de testemunho. Sucedeu que. 1º.148 43 MATEUS. E Jesus acrescentou: Não fales disto a ninguém. — 13. nem todos se acham em estado de compreender a graça que Ele lhes faz. versículo 1. Mas vai. O Senhor acode a curar a lepra dos corações de suas ovelhas. — 3. 8º. LUCAS: capítulo 5º. fica curado. dizendo: Eu o quero. seus enviados. expiava suas culpas de vidas anteriores. nos recomendam: procedei com prudência. O leproso MATEUS: capítulo 8º. mas de toda parte vinham ter com Ele. O homem. versículo 40. Sua fama cada vez mais se dilatava e a ele acorria grande multidão de pessoas que vinham aos bandos para o ouvir e ser curadas de suas enfermidades. — 43. porém. um leproso se pôs a adorá-lo. Aproximou-se dele um leproso e. disse-lhe. — 42. prostrando-se com o rosto em terra. dizendo: — 44. podes curar-me. dizendo: Senhor. — 2. se quiseres. pela tua cura. talvez ainda não haja também chegado o tempo de serem praticadas abertamente. cujo Espírito. proibiu-lhe terminantemente Jesus que falasse do fato. podes curarme. 5º. Mas. se retirava para o deserto e orava. começou a falar da sua cura e a anunciá-la por toda parte. a fim de que lhes sirva de testemunho. versículo 12. um homem coberto de lepra o viu. e. permanecia fora. E no mesmo instante lhe desapareceu a lepra. fica curado. mas vai mostrar-te aos príncipes dos sacerdotes e oferece. 40 ao 45 — LUCAS. Jesus. de joelhos.

procurando despojá-la de tudo o que a corrompe. considerado o mais limpo. não podemos ainda compreender. perseguido. Pelo que respeita a essa oferenda. Do mesmo modo procedem os enviados do Pai. imitando-se a consagração dos primogênitos das famílias. a bem dizer. Sua cura. têm eles que depurar a fonte das nossas impurezas. Longe estamos de imaginar sequer o que pode o homem conseguir do magnetismo e menos ainda o que poderá a seu tempo. O magnetismo humano já opera curas que. atenda-se a que tudo era emblemático na legislação moisaica. como dizem os Evangelistas. em testemunho da sua cura. quando não há duvidar de que. o interesse do juiz influir no julgamento? Se Jesus se conservava nos lugares ermos. que foi instantânea. assim como se degolava a vítima propiciatória. Que fazem os médicos da Terra. Ele se via forçado a procurar sítios mais espaçosos. pudesse volver a esse convívio. Com efeito.o divino Mestre. conseguintemente. a oferenda prescrita por Moisés. assim também os leprosos eram obrigados a levar uma oferenda ao Senhor. Enquanto o nosso organismo material não se tornar de natureza elevada. se operou por ato da vontade poderosa de Jesus. Cada um oferecia o que estava ao seu alcance e aquele que mais oferecia era então. Os leprosos eram excluídos do convívio social. Não houve. por conseguinte. Assim como se sacrificavam as primícias dos rebanhos. operada por Jesus. foi que Jesus lhe mandou que se mostrasse aos príncipes dos sacerdotes e levasse. a título de penhor da purificação obtida e de gratidão pelo benefício recebido. quanto mais em condições se puser. tornando-o inteiramente fluídico. tanto mais facilmente os poderá empregar como meio curativo. pois. atuando sobre os fluídos apropriados a produzi-la e efetuando uma concentração magnética deles sobre o doente. E tanto mais compreensível é o conselho. entre os homens. Nada houve. pelas multidões. faça-se o que se fizer em contrário a essa divulgação. para redimir as faltas dos povos. a quem Ele curara. não é comum. pareceu milagroso. ao interesse egoístico da cura apenas dos corpos. para se lhe compreender o significado. elevando-nos o corpo a um alto grau de pureza. mais curiosas de milagres do que do reino dos céus. . não veja sobposto o seu objetivo capital. milagre algum senão aos olhos dos homens. de sobrenatural na cura do leproso. os benefícios do Senhor sempre se divulgam. todavia.149 a fim também de que o Consolador. É disso evidente sinal o fato de haver aquele que deixara de ser leproso desobedecido ao que lhe determinara. que é curar as almas. aos olhos dos homens. que nos vem do Alto. virá em que nossa alma recuperará a sua liberdade e desferirá o vôo. porém. de exercer ação sobre os fluídos que o cercam. o homem se aproximar da vida espiritual. Para que aquele. Tempo. como tantos outros. em sendo oportuno. O corpo nos retém cativa a alma. para que obremos com prudência. como ainda hoje. para chegarem a purificar a pele de um leproso? Tratam a massa do sangue. Quanto mais. era porque. por desconhecerem completamente a lei natural que lhe presidiu à realização. isto é. que aí está entre nós com o nome de Espiritismo. espiritualizando-se pela sua depuração. aos quais o fato.

150 Quanto ao retirar-se para o deserto. era que lhes desaparecia das vistas. conforme já foi explicado. fazendo cessar a visibilidade e a tangibilidade do seu corpo celeste. 3. 14º. . fluídico. o que se dava. 10. a fim de orar. como pensavam seus discípulos. (46) Levítico. seja. ou. a fim de volver às regiões celestiais onde paira de contínuo o seu Espírito excelso.

onde haverá prantos e ranger de dentes. Falando a Jesus. — 5. também se operou pela aplicação do mesmo princípio. veio ter com Ele um centurião e lhe dirigiu esta súplica: — 6. — 13. — 2. em minha casa. por efeito magnético. vem cá e ele vem. . sob minhas ordens. Também vos digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão à mesa no reino dos céus com Abraão. e o meu servo estará curado. pela ação exclusiva da sua vontade. tenho. soldados. é natural a explicação dessa força. dize uma só palavra e o meu servo estará curado. — 7. porqüanto sou um homem submetido a outro. ele vem. obtinha tais efeitos é que se poderia ver um milagre. Acabando de dizer todas estas coisas ao povo. — 11. O centurião MATEUS: capítulo 8º. — 8. 12. — 10. a meu servo: faze isto. disse: Vai e seja feito como acreditaste. dize apenas uma palavra. Assim como a pilha galvânica pode momentaneamente dar movimento aos músculos e aos nervos de um cadáver. se digo a um: vai lá. — 9. 8º. quando chegaram perto da casa do centurião. também a concentração. — 8. (47) A cura do servo do centurião. Um centurião tinha doente. soldados e. — digo a um: vai lá e ele vai. meu servo está de cama. — 6. e não por milagre. E. 1 ao 10. — 7.151 44 MATEUS. disse: Em verdade vos digo que ainda não vira em Israel tão grande fé. a outro: vem aqui. — 3. E quando para a casa do centurião voltaram os que este mandara a Jesus. ele faz. como a do leproso. encontraram curado o servo que estava doente. não sou digno de que entres em minha casa. Jesus se mostrou admirado e. o centurião lhe mandou suplicar. quase a morrer. Isaac e Jacob. versículo 1. 7º. não te dês esse incômodo. versículo 5. purificadoras e regeneradoras. LUCAS: capítulo 7º. que nos elevem à altura da Ciência que teremos de adquirir para as conhecermos devidamente. Senhor. de certos fluídos espalhados na atmosfera pode operar sobre o organismo vivo um abalo violento que o regenere. Na força daquele que. Jesus se pôs a caminho com eles. voltando-se para o povo que o acompanhava. os anciães o imploraram instantemente. ele vai. voltando-se para o centurião. Mas o centurião lhe ponderou: Senhor. — LUCAS. este lhe mandou dizer por seus amigos: Senhor. Ouvindo isso. — 9. Jesus se encheu de admiração e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que ainda não encontrara em Israel tão grande fé. a meu servo digo: faze isto e ele faz. mas que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores. o princípio magnético. Do mesmo modo que o solo que pisamos se acha juncado de plantas cujas propriedades curativas ainda se não conhecem. dizendo: 5 um homem que merece lhe faças esta graça. mas. como não me julguei digno de ir ter contigo. — 4. pois não sou digno de que entres na minha casa. sob minhas ordens. atacado de paralisia e sofre extremamente. Tendo Jesus entrado em Cafarnaum. um servo que lhe era muito caro. porqüanto sou um homem submetido à autoridade de outro. que viesse curar o seu servo. Tendo ouvido falar de Jesus. — 10. tenho. 5 ao 13. pois que ama o nosso povo e nos edificou uma sinagoga. Ouvindo estas palavras. por alguns anciães judeus. a outro. das quais só aprenderemos a servir-nos quando nos entregarmos a estudos morais. também a atmosfera que nos cerca contém propriedades fortificantes. Nessa mesma hora o servo ficou curado. Jesus disse: Irei lá e o curarei. entrou em Cafarnaum. mas.

por exemplo. pois que. como da ciência médica. Somente a depuração moral nos possibilitará os estudos necessários ao conhecimento dos fluídos magnéticos dotados daquelas propriedades fortificantes. que se obtém pelo uso de substâncias medicamentosas. como. de dominar os nossos sentidos. aliás. O coração ou a alma estão quase sempre atacados. encontraremos sempre a raiz dessa árvore que se estende por sobre todos os membros. sobretudo. já o fazem com os médiuns curadores. bem entendido. de aproximar-nos. Perscrute o que sofre os seus antecedentes e descobrirá muitas vezes o pesar oculto de uma ação. ou a maus pendores. portanto. fluídos que ela leva ao dito organismo. que chegue às condições de se utilizar diretamente desses fluídos. Cumpre. a causa moral de onde elas se geram. porém. porém. possuidoras de propriedades curativas já conhecidas e de outras que ainda virão a ser descobertas. quando desfeito. —Assim dizendo. de todos os sofrimentos. são produzidas pelos fluídos a que nos vimos referindo. Enquanto não atinge esse ponto. em todas as dores físicas. depurativas e regeneradoras. assim do sonambulismo magnético e do magnetismo humano. um acontecimento que interessou a saúde. nos inúmeros males que afligem o gênero humano. que o homem remonte sempre àorigem do mal que deseje remediar. mas um meio de restabelecer-se no organismo aquele equilíbrio. viciando o sangue que deve circular puro nas veias. porque só esses estudos nos desembaraçarão dos instintos brutais que escravizam a nossa vontade. sob esta ou aquela forma. com oportunidade e proveito. denota possuir virtude curadora para tal ou qual enfermidade. tornando-a capaz de os dominar. quis Jesus . fonte de todas as enfermidades. É claro que aquele que quebra um braço a nenhuma dor secreta pode atribuir o fato. Os que se consagram à meritória missão de aliviar os sofrimentos físicos da Humanidade devem entregar-se a profundos e perseverantes estudos teóricos e experimentais. lhos colocarão ao alcance. valendo-se do magnetismo espiritual. tanto daquela ciência.152 Dizemos estudos morais. vegetais e animais. que. poderá o homem servir-se deles com bom resultado. dos fluídos apropriados a restabelecer. adotando o princípio dos contrários. Daí a perturbação do sistema nervoso. os quais. da perfeição e de aumentar os nossos poderes. que lhe indica as substâncias minerais. visto que todos esses elementos são do domínio da Natureza. procure sempre. por efeito da lei de afinidade. quando perturbada. Antes mesmo. para poder lançar mão. Por aí se vê que a medicina não deve constituir um sistema. mediante o auxilio dos Espíritos protetores da Humanidade. Em última análise. porém. quando é nele introduzida. mas. o que se dá é que essa planta tem a propriedade de saturar-se. dores orgânicas. Ainda não encontrara tão grande fé em Israel. quando uma planta. ou o dos semelhantes. cumpre-lhe servir-se. todas as curas. oportuna e criteriosamente. bem como do magnetismo humano e do sonambulismo magnético. se pesquisarmos o fundo dos corações e das consciências. a depuração moral do homem só muito lentamente se vai operando. no organismo humano. o desequilíbrio fluídico que ali se verificou e que é a enfermidade. Como. claro é que ainda muito tardará que ele se ache apto a manejar sempre com eficácia aqueles fluídos. e a harmonia das forças vitais.

porque Deus o quer. Deus não o rejeita. seja ele o que for. que ter fé em Deus não é privilégio desta ou daquela seita religiosa. 106º. Isto significa que os que receberam a palavra do Senhor e dela não fizeram o uso que deviam fazer. no sentido particular em que Ele usava dessa locução. por fiéis todos os que praticam a sua moral simples e sublime e por sacerdotes todos os corações puros que arrebanham os Espíritos transviados. cheia de orgulho.153 assinalar que filho de Deus.) Chamada a continuar a obra dos primeiros cristãos. a Igreja começou a desempenhar com zelo a sua tarefa. A grandiosidade dos ensinos espíritas. os que procuram abrir-lhe os olhos e opondo-se. é todo aquele que em Deus tem fé. . serão pesados na mesma balança em que pesavam os outros e passarão na erraticidade pelas torturas morais apropriadas a fazê-los aperfeiçoar-se. versículo 28. de quem Jesus. 2º. para os reconduzir Àquele que empunha o grande cajado de pastor. que foi formulada nos seguintes termos: O cãozinho se nutre das migalhas que caem da mesa de seu dono. 20. repelindo. MARCOS. e que o que tem fé. capítulo 7º. como presunçosamente os declara repelidos do Senhor. seja judeu ou gentio. ocultando-lhe a luz. provocou uma resposta. será arrancado. versículo 12 de MATEUS). lhe impede completamente a visão da luz. capítulo 15º. 13º. — Judas. da ânsia de predomínio dos mistérios. (MATEUS. A Igreja do Cristo tem por templo o nosso planeta. — 2ª Epístola à Pedro. Esse véu. porém. pelas conveniências políticas. versículo 27. esquecida do caso da Cananeana. pela única razão de suporem com o direito de absolver e de condenar. para dar sublime ensinamento. que os que se julgavam salvos. (47) Salmo. Mas os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores (capítulo 8º. Orgulhosa dos bens que recebeu. esquecida da humildade do Mestre divino e dos princípios evangélicos. não admite lhe caiba reparti-los. 17. mas o êxito a embriagou e ei-la sacrificando a Mamon. até às conversões à religião ortodoxa! O véu dos interesses inconfessáveis. como faz a Igreja Romana com os que não se lhe curvam ao jugo. a verdade da ciência espírita irão tirando uma a uma as camadas de obscurantismo que os séculos no seu perpassar lhe colocaram em cima. aos quais ela não só repele do seu seio.

(48) JOÃO. vigentes na Terra. — 15. levanta-te. isto é. não lhe é mais possível retornar à vida corporal humana. esse laço não se quebrara. 6º. Jesus se dirigiu para uma cidade chamada Naim. a morte era apenas aparente. No mesmo instante aquele que estava morto se sentou e começou a falar e Jesus o restituiu à sua mãe. em todos eles. que começa. 4º. — 17. 7º. pela decomposição da matéria corporal. o Espírito readquire uma liberdade momentânea e limitada. fez Jesus foi chamar os prisioneiros aos cárceres de carne. versículo 11. uma vez que a vontade imutável do Senhor jamais força o Espírito a se unir à podridão. 11º. — Atos. como no da filha de Jairo e no de Lázaro e. que do Novo Testamento. — 12. o Senhor se encheu de compaixão por ela e lhe disse: Não chores. — 14. O rumor desse milagre se espalhou por toda a Judéia e por todas as suas cercanias. 19. Ao aproximar-se da porta da cidade. 9º. — 13. que éo laço fluídico do perispírito. Nenhuma outra causa nem outra explicação qualquer têm os fatos desta natureza. o corpo físico se acha separado da inteligência que o anima. No dia seguinte. — 16. donde se haviam afastado. síncope. 11 ao 17. 4º. dizendo: Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo. aconteceu-lhe ver que levavam a enterrar um morto que era filho únicO de sua mãe. por uma como cadeia elétrica. eu o ordeno. catalepsia. 17. os que o levavam pararam e ele disse: Mancebo. porém. e eles volveram imediatamente. em todos os outros de ressurreição de mortos aos olhos dos homens. a não ser por meio da reencarnação. Desde que o Espírito tenha voltado à sua vida primitiva. O filho da viúva de Naim LUCAS: capítulo 7º. 9º. (48) Quando se encontra num desses estados de repouso a que chamamos — sono. 43. . à vida espírita. logo que as necessidades humanas o determinam. Todos os presentes foram tomados de espanto e glorificaram a Deus. 17. de acordo com as leis naturais e imutáveis da reprodução.154 45 LUCAS. portanto. sendo esta viúva. grande número de pessoas da cidade a acompanhava. 14. O que. porque desta não há despertar material. Não há então morte real. Aproximou-se e tocou o esquife. renascendo. permanecendo. Vendo-a. constantes assim do Velho. laço que o reconduz ao invólucro material. ligado ao corpo de que se separou. 40 — Romanos. ainda. desde o instante em que se rompe definitivamente aquele laço fluídico. No caso do filho da viúva de Naim. acompanhado por seus discípulos e por grande multidão. Em tais casos.

Mas Jesus os ameaçava e não lhes permitia que falassem. e. achando-se a sogra de Simão de cama com febre. por isso que sabiam ser ele o Cristo. os Espíritos inferiores se afastavam de suas vítimas. versículo 14. Ao pôr do Sol. 1º. reunia e combinava instantaneamente os fluídos apropriados a curar a enfermidade de que se tratava. 38 ao 41. Tocou-lhe na mão e a febre desapareceu. De muitos os demônios saíam gritando e dizendo. Tendo ido à casa de Pedro. deixando-as livres do jugo que as oprimia. Do mesmo modo. Ao cair da tarde. entrou Jesus na casa de Simão. Jesus aí en controu a sogra deste de cama e com febre. — 41. — 34. da superioridade extrema que lhe advinha da sua qualidade de Espírito de pureza perfeita e imaculada. clamando: És o Filho de Deus! «Se obedeceres à voz do Senhor teu Deus e obrares o que é reto diante de seus olhos e obedeceres aos seus mandamentos e guardares todos os seus preceitos. 4º. aos quais não permitia que falassem. — 31. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças. — Enfermidades curadas MATEUS: capítulo 8º. aproximando-se. éque realizava a cura dos padecentes de obsessão ou subjugação espiritual. Saindo da sinagoga. — 17. Inclinando-se sobre ela. E ele curou muitas pessoas atacadas de diferentes moléstias e expulsou muitos demônios. aglomerando-se à porta da casa todos os habitantes da cidade. no mesmo instante a febre a deixou e ela se pôs a servi-los. todos os que tinham doentes atacados de moléstias diversas os traziam e ele. lhe pegou na mão e a fez levantar-se. vieram com Tiago e João à casa de Simão e de André. 14 ao 17. — 40. pelo poder da sua vontade que. — 16. versículo 26. versículo 29. pela ação da sua vontade poderosa e incontrastável. trouxeram-lhe muitos doentes e possessos.) Ao defrontar com os leprosos que se amontoavam nas vizinhanças de . Jesus ordenou à febre que a deixasse e a febre a deixou. versículo 38. em cada caso. — 32. 29 ao 34 — LUCAS. — 15. pondo sobre cada um as mãos. — 33. logo falaram dela a Jesus. Saindo da sinagoga. e este. Não podendo resistir àquela ação. 8º. quando o Sol já se escondia.” (“Êxodo”. ela se levantou imediatamente e começou a servi-los. ela se levantou imediatamente e se pôs a servi-los. LUCAS: capítulo 4º. eram sempre efeito da ação magnética que Ele exercia sobre os doentes. Pela tarde apresentaram-lhe muitos possessos e de todos expulsou ele com a sua palavra os maus Espíritos e curou os que estavam doentes. que Jesus operava. davam testemunho da grandeza espiritual do Cristo. capítulo 15º. porque eu sou o Senhor que te sara. (49) As curas físicas. cuja sogra estava com muita febre e lhe pediram que se compadecesse dela. — 39. Ora. que então se tornavam médiuns falantes. os curava. da sua autoridade suprema de enviado divino. — MARCOS. eu não enviarei sobre ti qualquer das enfermidades que mandei contra o Egito. — 30. MARCOS: capítulo 1º.155 46 MATEUS. por intermédio destas. as mais das vezes. Cura da sogra de Pedro. És o filho de Deus. porque o conheciam.

causando-lhe males atrozes.156 Betsaida (LUCAS. Jesus confirma essas palavras. transformando a morte em vida. Portador ao mundo e distribuidor do divino perdão. Bendize. 2º. versículo 12). como o disse. dizendo. 17 e 18. o Senhor. . 24. pois. Ele é bem portanto. — 1ª Epístola à Pedro.) (49) Isaías. Redime da morte a minha vida. capítulo 17º. revelando. que é a salvação. 4 e 22. versículos 3. em testemunho da nossa fé: “Ele perdoa todas as minhas maldades e sara todas as minhas enfermidades.” (“Salmo”. 53º. demonstrando ter o poder de os curar. — Atos. Ele muda a enfermidade em saúde. capaz de curá-las todas do pecado que as enferma. base da sua medicina. capítulo 102º. entoemos com o salmista o nosso cântico. 16º. o médico das almas. 4. ó minha alma. Anelando por esta. ser de fato o preposto imediato do Senhor que sara.

1. no sítio onde devia ser encontrado. às crenças dos apóstolos e das multidões que acompanhavam a Jesus. como já foi explicado. e. o que se verificava. 61º. 16º. como não podia deixar de acontecer. senão aparentemente. a fim de nos acharmos prontos sempre a comparecer diante do Senhor. esses seus desaparecimentos. Daí o dizerem que este se retirava para lugares desertos. Ele. — Prece. — Pregação MARCOS: capítulo 1º. Era o que fazia durante a noite. E pregava nas sinagogas da Galiléia. 28. saiu e foi para um lugar deserto. nem consagrar demasiado tempo aos cuidados pessoais. ao amanhecer. No dia seguinte. embora eles se achassem debaixo da influência e da inspiração mediúnicas. reaparecendo. Ao nascer do dia. Retirada para o deserto. é que volvia às regiões superiores onde constantemente paira. o que se dava. porqüanto o seu corpo. versículo 42. Simão e os que com ele estavam lhe foram no encalço: — 37. Como não estava sujeito. o que quer dizer — de natureza fluídica. era celeste. 35 ao 39. LUCAS: capítulo 4º. tendo-se levantado muito cedo. — 36. com o seu corpo de aparência humana. entre elas à do repouso pelo sono. quando o encontraram lhe disseram: Toda gente te procura. — 43. 42 ao 44. (50) Isaías. (50) A linguagem e a narração dos evangelistas são. — JOÃO. a fim de orar. saiu e foi para um lugar deserto. 1º. . onde se pôs a orar. — 44. exercendo o governo do mundo que lhe está confiado. conformes. para ir entregar-se à oração.157 47 MARCOS. Não era isso. — LUCAS. Ele então disse: Vamos às aldeias e cidades próximas a fim de que também aí eu pregue. porém. — 38. qual o de que todos devemos estar sempre vigilantes. porém. pois para isso é que fui enviado. 4º. encerravam também um ensinamento. Com o deixar supusessem que se levantava muito cedo. lhes disse: É preciso que também nas outras cidades eu anuncie o reino de Deus. a multidão que o procurava veio ter com Ele e não o largava com receio de que se fosse embora. dando ensejo àquela suposição. pois foi para isso que vim. Entretanto. E assim pregava nas sinagogas e por toda a Galiléia e expulsava os demônios. todas as vezes que o supunham ter-se retirado para o deserto. versículo 35. 17º. ensinava aos homens que não devem proporcionar a si mesmo um repouso desnecessário. — 39. às contingências da encarnação. 4.

Ele que viera demonstrar que o que tem valor real é o Espírito e não o corpo. aconselhar e. menos. — 21. — 62. com essas palavras. dirigidas aos que o consideravam passível de todas as vicissitudes da existência corpórea. Senhor. Jesus lhe retrucou: Deixa que os mortos enterrem seus mortos. os pássaros do céu têm seus ninhos. eu te acompanharei para onde quer que fores. os que o acompanhavam pelas estradas da Palestina. E disse a outro: Acompanha-me. permite que primeiro eu vá enterrar meu pai. Deixa que os mortos enterrem seus mortos. porém. Ao que ele respondeu: Senhor permite que vá primeiramente sepultar meu pai. ensinar que o nosso culto aos entes amados que regressam à vida . 8º. tendo posto a mão no arado. pela energia contra os pendores malsãos. versículo 57. — LUCAS. resolveu atravessar o lago. que precisa caracterizarse pela atividade no bem. LUCAS: capítulo 9º. era porque ascendia às regiões celestiais donde dirige a marcha da Humanidade terrena. o que ainda é pior. não tinha onde descansasse das fadigas a que o julgavam sujeito os que o supunham um homem comum e esses eram todos os que lhe seguiam as pegadas. autorizar que se deixem insepultos os corpos. porque não seria compreendido. mas o filho do homem não tem onde repousar a cabeça. versículo 18. mas permite que vá antes dizer adeus aos de minha casa. 18 ao 22. deve a criatura sobrepô-los às voluptuosidades. — 22. nem explicado. . — 19. 57 ao 62. que. — Deixar que os mortos enterrem seus mortos. — 20. Além disso. Jesus lhe disse: Aquele que. Jesus lhe disse: As raposas têm suas tocas. não serve para o reino de Deus. Disse-lhe outro: Eu te seguirei. (51) O filho do homem não tem onde repousar a cabeça. — Não pretendeu. Apenas teve em mira mostrar que não se deve fazer do enterramento dos corpos um culto. Vendo-se Jesus cercado por grande multidão. E Jesus lhe disse: As raposas têm suas tocas. seguir-te-ei para onde quer que fores.Jesus. mas o filho do homem não tem onde repousar a cabeça. — 58. pelo desprendimento das coisas perecíveis e pela confiança em Deus. sempre que desaparecia da vista dos homens. olhar para trás. isso dizendo. Seguir a Jesus. — 60. pois que não sofrera a encarnação humana. — Não olhar para trás MATEUS: capítulo 8º. nem que faltemos às obrigações que os laços de família ou de amizade nos impõem. o que ainda não fora revelado. Deixa que os mortos enterrem seus mortos. — 59. um motivo de ostentação e de fausto. 9º. Outro discípulo lhe disse: Senhor. que era sempre Espírito livre. vai e anuncia o reino de Deus. ou. como temos dito. Quando iam a caminho. tu. porém. Quis tão-somente. os pássaros do céu têm seus ninhos. Então um escriba se aproximou e lhe disse: Mestre. quis Ele significar que os cuidados e esforços pela conquista cujos meios de efetivação constituíam o objeto capital da sua missão. às doçuras e ao repouso exagerado da vida material. — 61.158 48 MATEUS. ensinar que para aquele e não para este é que devemos fazer convirjam os nossos principais e maiores cuidados. o divino Mestre. Jesus lhe disse. é claro. um homem lhe disse: Senhor.

olha para trás de si não é apto para o reino de Deus: É preciso que as condições pessoais. aos quais falecem outras consolações. e abandonar a obra que tendes de executar. intermediário de Jesus junto de vós. B. O Espírito que vos transmitiu as suas palavras é um dos que lhe recabem as ordens e espalham. o nosso luxo para com eles devem consistir nas preces fervorosas e constantes. do que para o corpo. . que a terra reclama para o trabalho de decomposição que lhe incumbe. Paciência. LUCAS e JOÃO”. pois parar é recuar. indispensáveis são os intermediários. Roustaing as explicações que deixamos resumidas. entre Ele e vós. se abracem e agarrem à podridão e ponham todos os cuidados em enterrar seus mortos. fé e amor. como enviado de Jesus e em seu nome. Começastes a caminhar para a frente. os que vivem mais para e pelo Espírito. primeiramente. J. Tratai. fez que o mesmo médium escrevesse. pelo médium que o auxiliava. de levá-la aos que a desejam. perseverança. “Grande seja o vosso reconhecimento! A bondade do Senhor desce sobre os que se esforçam por submeter-se às suas leis. “Jesus vos abençoa”. Que os outros. egoísticas. Deixai entregues a si mesmos os que se mostram incapazes de ver a luz. se apliquem em pregar a vida eterna em consolar e exortar os homens a que busquem o carreiro conducente a essa vida. (51) 3º Reis. a luz e a ciência. com a mesma caligrafia de antes. onde tudo é perfume. “Aquele que. — MATEUS. 20. segui o vosso caminho. sob a sua direção. MARCOS. escreveu o médium: “Foi um Espírito. outro Espírito. com mais forte razão. porém. Que esses. quem se manifestou e vos transmitiu a palavra do Mestre. com caligrafia diferente da anterior e magistral. de que Jesus falava. Mas. Logo que. estes não são por Ele pessoalmente dirigidos. 19º. com vigilante ternura. são os que vivem exclusivamente para o corpo e não para o Espírito e pelo Espírito. saídas do coração. “O Senhor. alegria e luz. acabavam de ser dadas ao Sr. se por estar Jesus muito acima dos Espíritos que vos servem de guias e protetores.159 extraterrena. e não em atenções pueris dispensadas aos despojos putrescíveis. Em seguida. não vos façam voltar atrás. o seguinte: “Deixai que os mortos enterrem seus mortos e ide vós anunciar o reino de Deus. coragem. tendo posto a mão no arado. olha para todos vós e seu amor leva em conta os vossos menores esforços. Os mortos.

Jesus. tendo entrado numa barca com os discípulos. versículo 23. ao cair da tarde. em correspondência com o progresso da Humanidade e de tudo o que lhe concerne. cheios de temor e de admiração. de acordo com as leis naturais que lhes regem as combinações e aplicações. 22 ao 25. disse-lhes: Passemos para a outra margem do lago. diziam uns aos outros: Quem julgas seja este a quem o vento e o mar obedecem? LUCAS: capítulo 8º.160 49 MATEUS. despedida a multidão. — 24. — 36. o conhecimento de todos os fluídos e o poder de utilizá-los conforme entendesse. por efeito dessa excelsitude. diziam: Quem é este a cujas ordens os ventos e o mar obedecem? MARCOS: capítulo 4º. diretor e protetor do nosso planeta. — 38. versículo 35. como aplacar uma tormenta. Os discípulos se acercaram dele e. dizendo: Senhor. homens de pouca fé? E. missão que por si só indica a grandeza excelsa do seu Espírito. acompanhado pelos discípulos. salvanos. que perecemos. Tudo logo cessou e reinou grande calma. falou ameaçadoramente ao vento e às ondas agitadas. — 26. Ele entretanto dormia. — 25. porém. Nesse dia. disseram: Mestre. Ora. falou ao vento e ao mar dizendo: Cala-te. Ele adormeceu e grande ventania se desencadeou sobre o lago. E. Jesus lhes respondeu: Por que tendes medo. — 24. mandou que os ventos e o mar se aquietassem e grande bonança logo se fez. outras barcas o seguiam. Jesus. — 23. — MARCOS. E Ele lhes disse: Por que sois tão tímidos? ainda não tendes fé? E todos. Cumpre ponderar que tais fenômenos visam a um fim providencial — o aperfeiçoamento do orbe. disse-lhes Ele: Passemos para a outra margem. fazendo cessar entre eles o desequilíbrio que as ocasiona. cheios de temor. tão fácil lhe era curar uma enfermidade. o vento cessou e logo reinou grande calma. Eles o acordaram. e partiram. que se achava à popa. são os que escolheram ou se viram obrigados a passar pela prova de terminarem dessa maneira a existência . levantando-se. não se te dá que pereçamos? — 39. levantando-se. 8º. Tempestade aplacada MATEUS: capítulo 8º. Levantou-se grande ventania. socobramos. Enquanto faziam a travessia. todos de natureza fluídica. despertando-o. Certo dia. Os que sucumbem. Disse-lhes Ele então: Onde está a vossa fé? Eles. 23 ao 27. Tomou em seguida a barca. cheios de admiração. — 40. 35 ao 40 — LUCAS. que. enchendo dágua a barca e pondo-os em perigo. versículo 22. dados esse conhecimento e esse poder. onde Ele se achava. Os discipulos então se aproximaram dele e o despertaram. atirando as vagas sobre a barca. — 25. dormia reclinado num travesseiro. levaram consigo Jesus na barca. — 27. vitimados por eles. a enchiam dágua. Os homens. — 37. modificando as condições dos elementos que as produzem. levantando-se. tinha. E eis que se levantou no mar uma tempestade tão grande que as ondas cobriam a barca. perguntavam uns aos outros: Quem julgas seja este que dá ordens aos ventos e às ondas e é obedecido? (52) Segundo já foi explicado. como governador. Jesus. dizendo-lhe: Mestre. emudece. 4º. Jesus. 8º. a cuja formação presidiu.

bendizer do Senhor. São efetivamente flagelos. que manda às nações o progresso e a paz aos homens de boa-vontade”. 29. capítulo 14º. O certo é que tudo segue marcha regular. em a Natureza. é preparado e conduzido pela ação de Espíritos prepostos à execução dos sábios desígnios de Deus. por assim dizer. pela guerra. que aos seus olhos ainda assumem as proporções de verdadeiros prodígios. pois. exercendo-se essa ação de conformidade com as leis naturais e imutáveis que o Supremo legislador do Universo pôs. no sentido de que atingem indistintamente grandes e pequenos. pelas combinações fluídicas. Tal se dará quando houvermos chegado a um alto grau de pureza moral. Devemos. para fazer que a tempestade cessasse. mas. “que estende seu flagelo por sobre as massas e pesa na sua balança o valor de seus povos. era e foi bastante. pela fome. perante o qual todas as cabeças se encontram à mesma altura. ao contrário. (52) Salmo. segue marcha regular. pela elevação dos sentimentos. são. versículo 12. pelo progresso espiritual. como de ordem intelectual e moral. abrindo ensejos à atividade. etc. . sentem a necessidade de passar por aquilo que fizeram a outros e então encarnam nas condições apropriadas à satisfação dessa necessidade. do ponto de vista espiritual. divino que possui. determinando. Com o conhecimento perfeito de todas essas leis e com o poder. de adiantamento moral e intelectual. pois. em relação ao nosso planeta. A pena de talião. repetimos. porque são meios de provação e expiação e servem para o desenvolvimento da civilização e da Ciência. causador único da sua extrema fraqueza. Não devemos. assim de ordem física. pela peste. sob a influência e o auxílio espíritas. estabelecida pela onisciência divina. para os Espíritos culpados. visto que nada se dá por obra do acaso. É o que igualmente se dá com os que perecem nos incêndios. Também o homem operará um dia fatos desses. o tempo se tornasse de novo calmo e sereno o mar. dia virá em que todos os fatos que presentemente ainda nos maravilham e assombram se nos tornarão familiares. porque grande nele só há o orgulho.161 terrena. desde toda a eternidade. Operá-los-á quando. como de ordem intelectual e moral. objetivando o progresso. como já tivemos ensejo de mostrar. as pestes. que tudo tem uma justa razão de ser. o mais graduado daqueles Espíritos. lamentar que tais calamidades se abatam sobre este ou aquele país. as hecatombes. (João. se tornar senhor da ciência do Magnetismo e capaz de praticá-la. Tudo. principalmente. a fome e a guerra contribuem para o progresso dos povos. Ë esta uma verdade. a vontade potentíssima de Jesus.) No estado de inferioridade em que ainda se acha o nosso planeta. assim de ordem física. nos terremotos. à prática do devotamento e da caridade. a atração magnética e todos os demais efeitos decorrentes daquele agente universal. 106º. cujo fundamento integral se encontra nas seguintes palavras do divino Mestre: Fareis as obras que eu faço e fareis outras ainda maiores. meios apropriados a lembrar ao homem que todos estamos sujeitos ao poder divino.. é uma realidade. os quais. concorrendo tudo para um contínuo progresso. amiúde. Tudo. Assim.

— 6. a não me atormentares. — 18. 8º. lho recusou. — 15. Jesus lhes disse: Ide. e eles. vieram-lhe ao encontro. os espíritos impuros. e os demônios faziam a Jesus esta súplica: Manda-nos para aqueles porcos. Jesus. saindo dos possessos. dizendo: Volta para tua casa. — LUCAS. Legião de maus Espíritos expulsos. filho de Deus Altíssimo? Eu te conjuro. Então. — 3. Ao volver Ele para a barca. havia ali uma grande vara de porcos pastando na encosta do monte — 12. vestido e em seu juízo. vendo o homem que estivera atormentado pelo demônio. onde os porcos morreram afogados. Perguntando-lhe Jesus: Como te chamas? respondeu: Chamo-me Legião. que há entre ti e nós? vieste aqui para nos atormentar antes do tempo? — 30. na outra margem do lago. Isso porque Jesus lhe ordenava: Espírito imundo. — 34. ouvindo dos que presenciaram os fatos a narrativa do que sucedera ao possesso e aos porcos. para o meio dos teus e conta-lhes tudo o que por ti fez o . — 10. E como Jesus lhes desse prontamente permissão para isso. correu para ele e o adorou. exclamando em altas vozes: Que há entre ti e mim. 28 ao 34. Jesus. sai desse homem. e. que era de perto de duas mil cabeças. — 16. 8º. e se puseram a gritar: Jesus. — Porcos precipitados no mar MATEUS: capítulo 8º. Ora. versículo 28. Ao chegar Jesus. o homem que estivera atormentado pelo demônio suplicou que lhe fosse permitido acompanhá-lo. lhe pediram que se retirasse do país. porém. Os que a apascentavam fugiram e foram espalhar na cidade e nos campos a notícia do que se passara e uma multidão saiu a ver o que acontecera. Não longe dali havia uma grande vara de porcos pastando. — 11. Todos os habitantes da cidade saíram ao encontro de Jesus e. manda-nos para aqueles porcos. — 9. — 32. à terra dos Gerasênios. — 13. um homem possuido do espírito imundo veio ter com Ele. 14. de longe.162 50 MATEUS. 1 ao 20. a fim de que entremos neles. 26 ao 40. se puseram a pedir a Jesus que deixasse aquelas terras. a gritar e a flagelar-se com pedras. — 2. MARCOS: capítulo 5º. saindo do possesso. — 5. e. Vivia dia e noite nas montanhas e nos sepulcros. dois possessos tão furiosos que ninguém ousava passar por aquele caminho. logo toda a manada partiu a correr impetuosamente e se foi precipitar no lago. e os demônios suplicaram a Jesus: Se nos expulsares daqui. assentado. Tendo atravessado o mar. — 17. passaram para os porcos. homem esse que ninguém mais conseguia prender nem mesmo com correntes: — 4. desembarcaram no pais dos Gerasênios. por Deus. ao vê-lo. — 33. os que a compunham se encheram de temor. E lhe pedia com instância que não o expulsasse daquele país. — 29. pois que muitas vezes já tinha estado com ferros aos pés e preso por cadelas e os quebrara. correu com grande impetuosidade e foi precipitar-se no mar. — 31. porqüanto somos muitos. — Libertação dos subjugados. indo à cidade. não havendo quem pudesse dominá-lo. versículo 1. mal Jesus descera da barca. onde se afogou. — MARCOS. — 8. Ao ver Jesus. os que os guardavam fugiram e. saindo dos sepulcros. 5º. entraram nos porcos e toda a manada. narraram tudo o que sucedera aos possessos. Veio ter com Jesus e. — 19. onde tinha a sua morada habitual. — 7. filho de Deus. saindo dos túmulos.

— 38. causando admiração a todos. — 32. que há entre ti e mim? Eu te suplico. Então. por assim dizer. O homem de quem os demônios tinham saido suplicava que lhe fosse permitido acompanhá-lo. De nada servia prenderem-no com correntes e porem-lhe ferros aos pés. que não trazia roupa alguma e que não morava em casa. o mau Espírito se introduz no instrumento corpóreo deste último e lhe imprime . não me atormentes. mas nos sepulcros. 34. — 29. — 35. dizendo: — 39. Saíram então do homem. ouvir. No caso de possessão. donde. — 31. que fica defronte da Galiléia. com o auxílio do perispírito. — 27. ver e praticar os atos a que lhe apraza impeli-lo. o que os encheu de temor. Isso porque Jesus ordenava ao Espírito imundo que saísse daquele homem que. combinando com os fluídos deste os do seu perispírito. pois que todos o esperavam. narra o que Deus fez por ti. apenas por um cordão fluídico. por mais fraco. vindo onde estava Jesus. se deixou dominar e aquele sujeita temporariamente à sua vontade. Combinando os fluídos do seu perispírito com os do perispírito do encarnado. veio ter com Ele um homem que desde muito tempo estava possuído do demônio. O homem partiu e começou a espalhar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera. para servir-se desse corpo. era por ele violentamente assaltado. De uma e de outras acorreram muitas pessoas a ver o que sucedera e. Ao saltar Jesus em terra. Como num monte próximo estivesse pastando uma grande vara de porcos. Jesus tomou de novo a barca e partiu. falar. espalhando a notícia do que lhe fizera Jesus. Regressando este. sentado a seus pés. Vendo isso. LUCAS: capítulo 8º. e que Ele de ti se compadeça. — 30. que lhe ofereça a organização da sua vítima. encontraram o homem que ficara livre dos demônios. Volta para tua casa. porém. entraram nos porcos e logo toda a manada correu com impetuosidade a se precipitar no lago e aí se afogou. (53) A subjugação consiste na ação dominadora que o mau Espírito exerce sobre um outro Espírito que. os que a guardavam fugiram e foram contar na cidade e nas aldeias o que se passara. em altos brados. Logo que viu a Jesus. E os que tinham visto o que se passara lhes referiram como o possesso fora libertado da legião dos demônios. Vieram navegando até ao país dos Cerasênios. versículo 26. dizia: Jesus. toda a multidão de habitantes do país dos Gerasenios pediu a Jesus que se retirasse dali. utilizandose de todos os elementos de mediunidade. — 20. Fá-la então sentir a sua presença de todas as maneiras. — 28. E o homem foi por toda a cidade. vestido e de perfeito juízo. pois que muitos demônios tinham entrado nele. encarnado. como se lhe pertencera. — 40. por se acharem aterrorizados. o subjugador atua fluídicamente sobre o outro. filho do Deus Altíssimo. Para produzir esse efeito. Jesus. o mandou embora. O Espírito obsessor como que se substitui ao do encarnado no seu corpo. havia muito tempo. — 33. ficando a este ligada a vítima. o povo o recebeu com alegria. Jesus lhe perguntou: Qual é O teu nome? Ele respondeu: Chamo-me Legião. o que lhes foi concedido. o domínio é mais completo. se prostrou diante dele e. — 37. E esses demônios pediam a Jesus que os não mandasse para o abismo. expulsa o outro. quebrava as correntes e os ferros e era impelido pelo demônio para os lugares ermos. efeitos que a medicina oficial capitula de loucura. os demônios pediram a Jesus que lhes permitisse entrar nos porcos. — 36.163 Senhor.

fez que estes se manifestassem visualmente aos porcos. o número pouco importa. caso em que esta se dá voluntariamente. espantando-os. a extensão e as modalidades várias da atuação dos seres do plano incorpóreo sobre os encarnados. de ocasionar o remorso e acarretar o arrependimento. temos os fatos autenticados pelos Evangelistas. cujo estudo leva ao conhecimento de tais fatos. temos as manifestações mediúnicas que. dizer. 39. na realidade dos efeitos terríveis e formidáveis da ação dos Espíritos inferiores. para fim útil. Para firmarmos a nossa crença. ainda o não podemos ter. tanto que se espantam com as visões que têm. qual o da manifestação de um Espírito obsessor. Foi nessa condição de possessos de Espíritos maus que dois indivíduos. apenas se fizeram visíveis aos porcos. — 3º Reis. 16º. 5º 25. e com permissão dos anjos de guarda. alguns pelo menos possuem a faculdade da vidência. Essa substituição tanto pode dar-se no estado de vigília. espavoridos com a visão. do bom-senso. por ser impossível a combinação dos respectivos fluídos. 2 e 20º. se bem não possam ser médiuns. porqüanto o perispírito do Espírito não pode atuar fluídicamente sobre o dos animais. da razão e do mundo. os animais. os quais. de todos os que se supõem senhores exclusivos da verdade. nos deve importar a incredulidade e a negação dos sábios. Há ainda um caso excepcional de substituição. 18º. temos a ciência espírita. ou um só. em geral. como a obsessão. que foram cair no mar. uma vez que os princípios não são idênticos. que nos veio desvendar os segredos de além-túmulo. dos materialistas. 18. que. temos a nova revelação. como no de sonambulismo do encarnado. porque nos falta o da natureza dos fluídos. expelindo deles os seus perseguidores. . — Atos. (53) Deuteronômio. Não passaram para estes. debandaram em precipitação tão grande. que chamam seu. Quanto ao conhecimento dos meios e processos pelos quais se produzem esses fenômenos de visão nos animais. a benefício seu e de suas vítimas. 17º. sempre adequada e proporcionada aos crimes e faltas cometidos pelos que a sofrem e a se verificar em condições de despertar a consciência. como disseram os Evangelistas. na acepção exata do termo. da parte do encarnado. obedecendo à vontade de Jesus. 3. pela ignorância do que só agora foi revelado a tal respeito. é uma expiação. prevenindo desse modo o homem da presença do Espírito. demonstrando o poder.164 uma ação que é efeito daquela combinação fluídica. de suas propriedades e das combinações de que são passíveis. — Apocalipse. a fim de ser doutrinado e esclarecido. entretanto. se apresentaram a Jesus que. porém. A subjugação. que determina o perdão. Ocorre. cada vez em maior número. Os Espíritos obsessores. Nem por isso. cujos misericordiosos efeitos sobre o Espírito já tivemos ocasião de apreciar. se dão por toda a parte.

quem pode perdoar os pecados senão Deus unicamente? . na Terra. eis que alguns homens. levantando as telhas. para que saibais que o filho do homem tem na Terra o poder de remir os pecados. rendeu graças a Deus. — 3. 9º. Assim que ouviram dizer que Ele estava em casa. digo-te (dirigindo-se ao paralítico): Levanta-te. — 7. — MARCOS. teus pecados te são perdoados. Que será mais fácil de dizer: Teus pecados te são . — 19. Todos se encheram de espanto e. senão Deus unicamente? — 22. Imediatamente o paralítico se levantou e voltou para casa. respondendo. “toma o teu leito e volta para tua casa”. MARCOS: capítulo 2º. Jesus pelo seu espírito conheceu logo o que eles pensavam de si para si e lhes disse: “Por que aninhais em vossos corações esses pensamentos? — 9. disse-lhes: Que é o que pensais no vosso Intimo? — 23. — 18. a multidão. dizendo de si para si: Quem é este que assim blasfema? Quem pode perdoar os pecados. por causa da multidão. disse Jesus a este Último: “Filho. Jesus. os escribas e os fariseus se puseram a pensar. em que estava a ensinar entre os fariseus e os doutores da lei. diante de Jesus. trazendo num leito um paralítico. Vendo isso. toma o teu leito e caminha? — 10. e se sentaram ao redor dele. o poder de perdoar os pecados — 11. diz Ele ao paralítico. LUCAS: capítulo 5º. Este. e em que a virtude do Senhor estava com Ele para os curar. Jesus tornou a atravessar o lago e veio à sua cidade. disse ao paralítico: Filho. — 21. Ora. Tendo tomado de novo a barca. subiram ao telhado da casa e. Observando-lhes a fé. Para que saibais que o filho do homem tem. ou dizer: “Levanta-te e anda”? — 6. que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia. Que é o que será mais fácil dizer: PerdoadoS te são os teus pecados”. e Ele pregava a palavra de Deus. procuravam meio de fazê-lo entrar na casa e chegar até junto do Mestre. diziam: Nunca vimos coisa semelhante. — 8. — “levanta-te”. Que é O que será mais fácil de dizer a este paralítico: Teus pecados te são perdoados? ou: Levanta-te. versículo 1. — 2. reuniu-se lá tanta gente que a casa ficou apinhada até fora da porta. lendo-lhes o pensamento. tomou o leito e partiu diante de toda a gente. 2º. disse: Por que abrigais maus pensamentos nos vossos corações? — 5. fizeram no teto uma abertura e por aí desceram o leito em que jazia o paralítico. tem confiança. 1 ao 8. Então.165 51 MATEUS. Alguns dias depois voltou Jesus a Cafarnaum. versículo 1. — 4. — 5. teus pecados te são perdoados. 3. glorificando a Deus. No mesmo instante o paralítico se levantou. que deu aos homens tal poder. tomada de espanto. observando-lhes a fé. E eis que lhe apresentaram um paralíticO deitado no seu leito. Como. — LUCAS. não o pudessem levar até junto do Mestre. Paralítico MATEUS: capítulo 9º. vendo-lhe a fé. 5º. 17 ao 26. toma o teu leito e volta para tua casa. da Judéia e de Jerusalém. — 20. — 12. estavam por ali sentados alguns escribas em cujos corações se aninhavam estes pensamentos: — 7. Como não achassem por onde fazê-lo entrar por causa da multidão. teus pecadoS te são perdoados. Ora. disse ao doente: Homem. Logo alguns escribas disseram entre si: Este homem blasfema. por aí desceram o leito em que se achava o paralítico e o colocaram no meio da sala. versículo 17. Um dia.8. 1 ao 12. Trouxeram-lhe então um paralítico carregado por quatro homens.” — 6. Jesus lhes conheceu os pensamentos e. Que diz este homem? Ele blasfema. — 2. Jesus. — 4.

são. No mesmo instante. estando em união perfeita com o Criador. lhe impediriam ter dela consciência e o fariam pô-la em dúvida. conforme havemos mostrado. sendo assim. nada têm de maravilhosos. o declarar Ele abertamente que ao paralítico os pecados lhe eram perdoados equivalia a afirmar que se achava investido de uma missão divina. entendendo que o divino Mestre se arrogava um privilégio da Divindade. que estava no mundo como o enviado. E nenhum lhe fez semelhante revelação. também essa cura foi qualificada de — milagrosa. ao contrário. como dizer ao doente: Levanta-te e anda. nem pudera fazer. — 25. é que não se encontrava na con dição de encarnado.166 perdoados. evidentemente não o fez desempenhando uma função que lhe pertencesse. que lhes lia os pensamentos. Ora. conseguintemente. tomados de assombro. como o Verbo de Deus. . pelos escribas e pelos fariseus. limitações que. ninguém seria capaz de apontar o mais leve resquício de orgulho. rendendo graças a Deus. absolutamente naturais. que só Deus julga. que Espírito encarnado. ou poderá reconhecer-se. não sofria as limitações da encarnação humana. ou exercendo uma autoridade suprema de que se achasse investido. Mas. com competência para condenar. tomando o leito em que estivera deitado. Os fariseus e os escribas se escandalizaram e o consideraram um blasfemo. já realizaram imenSo progresso intelectual. e proclamar-se investido de um mandato dessa natureza. pois que somente no caso de lhe caber a função de ‘Juiz”. por muito ligeiras que as imaginemos ou suponhamos. — 26. Entretanto. Jesus. voltou para sua casa. ao lhe efetuar a cura — Teus pecados te são perdoados. por haver dito ao paralítico. na Terra. toma o teu leito e volta para a tua casa. o paralítico se levantou diante de todos e. lhe caberia a de perdoar. digo-te (dirigindo-se ao paralítico): Levanta-te. por maior que seja a sua elevação. para que saibais que o filho do homem tem. foi considerada um milagre pela multidão. visto que lhe exprimia com exatidão os pensamentos e cumpria fielmente os desígnios. cheios de temor. semelhantes fatos. por isso mesmo que se acham ao alcance de todos os Espíritos que já chegaram à perfeição moral e que. Se. para o efeito objetivado. sem blasfemar. Mas. quando proferiu a primeira daquelas frases. por mais alto que seja o grau de sua pureza. o poder de perdoar os pecados. glorificavam a Deus e. em consciência. observou-lhes que. o mais alto que possamos conceber? Nenhum. ou: Levanta-te e anda? — 24. Dois ensinamentos da mais alta importância aqui se encerram. se reconhecia e proclamava na posse de tão sublimada investidura. que merecem ser assinalados. em quem. que — não viera julgar o mundo. Todos. sendo um com Ele. de Julgador. diziam: Que coisas maravilhosas vimos hoje. por mais de uma vez. tanto fazia que dissesse o que havia dito. Tendo declarado. poderia. Jesus. que não julgava a ninguém. (54) Jesus curou o paralítico pelo mesmo meio de que se serviu para operar as outras curas de que já temos tratado — pela ação magnética. o Cristo do Senhor. Como as demais. desenvolvida sob o influxo da sua poderosa vontade. portanto. como de fato era. como o Messias de há muito prometido aos homens. ainda que algum Espírito elevado lhe viesse revelar. Jesus.

era sempre. 1º. como Ele o demonstrou. Ele. superior a todas as possibilidades da inteligência humana.167 submetidos que todos estavam. 20. falta a que Jesus certamente não teria deixado de aludir. — Apocalipse. 44º. 25. (JOÃO. para curar o paralítico. a da encarnação mesma. assim. expiação da falta de Adão e Eva (figuras simbólicas). 24. que o constituía agente direto da autoridade divina. não por ato seu. se encontrava nas regiões excelsas da mais absoluta pureza. mais uma vez. por mostrar essa circunstância. Espírito que. — JOÃO. Espírito livre. — Isaías. dada a sua capital importância nos destinos da Humanidade que lhe está confiada. 4. Em suma.) O outro ensinamento decorre da circunstância de haver Jesus. lá onde não podiam ir os que o acompanhavam e seguiam de coração aberto os seus ensinos: “Procurar-me-eis e não me achareis e onde eu estou não podeis vir”. como consta na Revelação da Revelação. à sua superioridade de governador do planeta terreno. que a causa da enfermidade daquele homem eram os seus pecados. 34. dando a ver que o sofrimento do paralítico lhe advinha de seus pecados e declarando-os perdoados. versículo 34. que. Jesus revelou. 23. de diretor e protetor da Humanidade a que pertencemos. . não significa. Jesus. por conseguinte. ante a qual todas as criaturas têm que curvar a cabeça. cônscio da sua perfeição e do seu mandato. ou seja — em observância da lei. — Job. 3. capítulo 7º. por efeito da sua extrema perfeição espiritual. 43º. 2º. o poder de que dispunha. pois. naquela ocasião. 23. para os que a sofrem. mesmo quando visível aos homens. porém. como pretende a Igreja Católica. se fora real. nenhuma alusão fez jamais a semelhante falta. 14º. mas em cumprimento da vontade de Deus. 31º. usado da fórmula: Teus pecados te são perdoados. claramente. 31º 5 e 138º. (54) Salmo. 25. — Jeremias. donde logicamente se deduz que outra não é a dos sofrimentos peculiares àencarnação na Terra e. 50º.

— 28. muitas vezes. Os escribas e os fariseus. viu Levi. Os fariseus e os escribas murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: Como é que bebeis e comeis com publicanos e pecadores? — 31. se sentaram também à mesa com Ele e os discípulos. — 16. que devemos constituir-nos o amparo do fraco. versículo 13. — 29. mas os pecadores. 27-32 Vocação de Mateus MATEUS: capítulo 9º. ouvindo-os. — 32. disseram aos discípulos: Como é que o vosso Mestre come e bebe com os publicanos e os pecadores? — 17. (56) Chamando. o seguiu. onde só vemos felonia ou impureza. Jesus lhes observou: Não precisam de médico os que estão bons e sim os doentes. vendo-o comer na companhia de publicanos e pecadores. Jesus. 9-13. 13-17. versículo 27. e indo depois jantar em sua companhia e na de outros de idênticas condições sociais. os fariseus diziam aos discípulos: Como é que o vosso Mestre come na companhia de publicanos e de pecadores? — 12. para ser um de seus seguidores e. E sucedeu que. Respondendo à observação dos fariseus. — 15. que se achava no respectivo telônio. Porque.168 52 MATEUS. mas os pecadores. Ouvindo o que diziam. Jesus partiu e vendo um publicano de nome Levi sentado no telônio lhe disse: Segue-me. mais tarde. versículo 9. eu não vim chamar os justos. Deu-nos ainda uma lição de indulgência. — 14. que já dissera consistir a sua missão em salvar o que estava perdido. que em grande número o acompanhavam. lhes disse: Não precisam de médico os que gozam saúde e sim os doentes. LUCAS: capítulo 5º. a um publicano cobrador de impostos. indignos do nosso apreço. — MARCOS. 5º. o seguiu. respondendo. — 30. muitos publicanos e pecadores. — 13. Depois disso. Notando isso. onde havia muitos publicanos e outras pessoas que também tomaram lugar à mesa. Ao passar. Ao sair dali viu Jesus um homem de nome Mateus. Logo o homem. porqüanto só “queria . — LUCAS. Não foi aos justos mas aos pecadores que vim chamar à penitência. 2º. Jesus nos ensinou que não devemos menosprezar os que nos pareçam. possivelmente se desenvolverá. MARCOS: capítulo 2º. achando-se Jesus à mesa em casa desse homem. disse: Não são os que gozam saúde que precisam de médico e sim os doentes. Eis. achando-se depois Jesus à mesa na casa desse homem. que devemos procurar os enfermos e esforçar-nos pela sua cura. todo o povo o assediava e Ele a todos ensinava. reafirmou essa declaração. porqüanto não vim chamar os justos. Jesus. aprendei o que significam estas palavras: Quero a misericórdia e não o sacrifício. pois. Aconteceu que. um dos propagadores da doutrina que Ele viera trazer ao mundo. mostrando que devemos tê-la para com os nossos irmãos. mas dos pecadores”. o seguiu. levantando-se e abandonando tudo. cultivado. vieram muitos publicanos e pecadores e se sentaram à volta da mesa com Jesus e seus discípulos. pela sua posição. Ele. 9º. E o publicano. dizendo que “não viera em busca dos justos. um grande festim em sua casa. pode o Senhor ter colocado um germe de virtude que. sentado no telônio (55) e lhe disse: Segue-me. sentado no telônio e lhe disse: Segue-me. Levi lhe ofereceu. erguendo-se. filho de Alfeu. — 11. — 10. em geral. levantando-se. mais tarde. e Levi. Jesus saiu de novo em direção ao fiar. ou escritório.

6º.) e de Isaías (capítulo 1º. como já tivemos ocasião de ver. Jesus. por meio da reencarnação e de novas provações. — Isaías. queria a misericórdia e. perdão que. Adotou. isto é. versículo 8. estacionariam longo tempo na impenitência. em espírito e verdade. que encarnara com a missão de assistir o Mestre na obra para cuja execução baixara este ao mundo terreno. pois. lança nos infernos e de lá retira”. como conseqüência do arrependimento. versículo 6) e pelo profeta Samuel (1 Reis. profeta Oséias (capítulo 6º. 6 — Miqueias. que. facilitando assim a expiação e a salvação aos que. porém. versículo 11. em sentido oculto. (56) Oséias. ao contrário. que nenhum será sacrificado pela sua condenação a penas eternas. de outro modo. era um Espírito elevado. 8. capítulo 2º. palavras que.169 (e quer) misericórdia e não sacrifício”. palavras essas que completam as de Miquéias (capítulo 6º. abrindo-lhe em seguida o caminho da reparação e do progresso. o nome de Mateus e o usava de preferência àquele outro. confirmam as que foram ditas. 6º.) * Mateus. 1º. . que Jesus foi buscar entre os publicanos. Filho de Alfeu. por meio de sofrimentos ou torturas morais apropriados e proporcionados às mesmas faltas. abre ao culpado ensejo de expiar. o que quer dizer — perdão. na erraticidade. cujo verdadeiro significado acabamos de apreciar. as faltas cometidas. desde que haja arrependimento. (55) Escritório de cobrador de impostos. ao qual convidava todos os delinqüentes. ele se chamava Levi e assim é que mais conhecido era. procurava sempre despertar no homem o remorso da falta e o desejo da sua reparação. Cumpre notar que as palavras. para todas haverá misericórdia. 11. como a queria. significam que não há o sacrifício de nenhum Espírito culpado. versículos de 6 à 10): “Porque o que eu quero é a misericórdia e não o sacrifício e ciência de Deus mais que os holocaustos” e “O Senhor dá e tira a vida. proferidas pelo divino Mestre.

ao passo que. versículo 33. 2º. — 37. Eis por que necessária se tornou a linguagem parabólica. em toda a sua intensidade. qual a que Jesus pregava e exemplificava. Jejum. o vinho novo rebentará os odres. se remendada fora irrefletidamente. prefira o novo. Fez-lhes também esta comparação: Ninguém prega remendo de pano novo em roupa velha. — LUCAS. versículo 14. — 36. vieram ter com Ele os discipulos de João e lhe perguntaram: Por que os fariseus e nós jejuamos freqüentemente e os teus discipulos não jejuam? — 15. porqüanto aquele arrancaria uma parte desta e tornaria maior o rasgão. Os homens eram a roupa velha que. 9º. porque. a luz brilhante dessa doutrina. eles então jejuarão. por isso que aquele esgarçaria uma parte da roupa e lhe aumentaria o rasgão. se derramará e os odres ficarão perdidos. 33 ao 39. sem dúvida. — Vinho novo. Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha. Alguns discípulos de João e alguns fariseus que costumavam jejuar vieram e perguntaram a Jesus: Por que os discípulos de João e os fariseus jejuam e os teus discípulos não jejuam? — 19. materiais. fosse propiciada. — 16. Jesus lhes respondeu: Os filhos das núpcias podem acaso jejuar enquanto o esposo está com eles? Não podem jejuar enquanto tém consigo o esposo. que a fortidão do vinho novo houvera rebentado.170 53 MATEUS. — 17. aferrados aos seus preconceitos e tradições. porém. uma doutrina inteiramente nova para eles. imagine-se o que aconteceria se aos homens daquela época. — 20. porqüanto o vinho quebraria os odres. porque assim tudo se conservará. Ninguém cose um remendo de pano novo em roupa velha. De fato. — Pano novo. Do mesmo modo ninguém deita vinho novo em odres velhos. deitando-se vinho novo em odres novos. o vinho se derrama e os odres ficam perdidos. de que se serviu o di- . — 39. porque os odres se quebram. Dias virão em que o esposo lhes será tirado. se derramaria e os odres ficariam perdidos. enquanto que os teus comem e bebem? — 34. Ficariam. se teria rompido. — 38. 5º. versículo 18. Jesus lhes respondeu: Podem acaso chorar os filhos do esposo quando o esposo está com eles? Dia. um e outros se conservam. porque o novo rompe o velho e assim o pedaço de pano novo não convém à roupa velha. vinho novo em odres novos deve ser posto. ofuscados. — 21. LUCAS: capítulo 5º. Então. — Vinho velho MATEUS: capítulo 9º. MARCOS: capítulo 2º. eles então jejuarão. 14 ao 17. Mas dia virá em que o esposo lhes será tirado. sem as devidas cautelas. O vinho novo deve ser posto em odres novos. — MARCOS. — 22. e não se deita vinho novo em odres velhos. se recebessem. virá em que o esposo lhes será tirado. Ninguém põe vinho em odres velhos. 18 ao 22. Então lhe disseram: Por que é que os discípulos de João assim como os fariseus jejuam freqüentemente e fazem orações. eram os odres velhos. ignorantes. E não há quem. bebendo vinho velho. Jesus lhes disse: Podeis obrigar os filhos do esposo a jejuar enquanto o esposo está com eles? — 35. se fizer Isso. pois que diz: o velho é melhor. perdendo-se eles e este. (57) Entendem com o futuro espírita os ensinamentos velados que se contêm nestes versículos. — Odres velhos. eles então jejuarão.

os “amigos do esposo” designavam seus discípulos que. cuja execução procuram de todo modo embaraçar. 29. não necessitavam das privações expiatórias. os espíritas. 50. 2. Jesus se denominava a si mesmo de “esposo”. por ser o que produz efeitos espirituais. tal qual em nossos espíritos a derramam os Espíritos do Senhor. pois que impedem nos inspiremos no pensamento do Cristo de Deus e pratiquemos a lei de amor e caridade. 9. vivendo sob a sua proteção. — JOÃO. 5º. não precisavam jejuar. às tradições e aos costumes hebraicos. Os “filhos do esposo”. indispensáveis à reparação de faltas e a se manterem fiéis aos ensinos que recebiam. isto é. viciada e corrompida. Importa. Atualmente. (57) Cânticos. naqueles tempos havia odres velhos. único a que. por serem as que constituem o verdadeiro jejum. Eles ainda hoje existem: são-no os cegos. se outrora pôde justificar-se de alguma forma. nos acautelemos. mas o que desta lhes sai. a fim de assumir o governo do lar que formou para si. capazes de nos acarretarem a demência. 21º. vindo do coração. porém. o jejum moral. o chefe da família cristã que viera constituir. se referia o Mestre divino. pois. na pureza com que a ensinou o seu fundador. 11º. que jamais cogitou de prescrever a privação de alimentos. para não obstarmos a que ela passe pela fermentação destinada a nos expurgar as almas dos princípios impuros. 3º. da qual Ele se mostrou a excelsa personificação. Privações expiatórias dissemos. Ele era comparado ao mancebo puro. ou de recomendar o peixe em vez da carne. bebendo em mananciais impuros e difundindo uma doutrina falsificada. como se estivesse na possibilidade dos homens obstar a que se cumpra uma lei absoluta. coisa que. — 2ª Epístola aos Coríntios. nós. Nem só. somos os odres novos. que tivera a missão de revelar ao mundo. Sendo o chefe da doutrina de salvação. tomando esse termo às idéias.171 vino Mestre. pela consideração que era dispensada aos hebreus que se casavam. as imagens materiais e as comparações terra-a-terra de que lançou mão. hoje se tornou inútil e ridícula mesmo. que é a mesma Doutrina Cristã. que depõe a coroa nupcial. qual a do progresso. os que. — Apocalipse. . para espalhar os ensinos de que fora portador ao mundo. destinados a receber o vinho novo: a Doutrina Espírita. que sem dificuldade compreendem que o que os macula não é o que lhes entra pela boca. se constituem estorvo à obra da regeneração humana. para não a recebermos alterada. para homens de inteligência culta. os interesseiros.

— MARCOS. a viu e lhe disse: Filha. Ele entrou e tomou a mão da menina. Tendo passado na barca para a outra margem. — 26. adorando-o. pela mãe da menina e pelos que tinham vindo na sua .172 54 MATEUS. — A hemorroíssa MATEUS: capítulo 9º. MARCOS: capítulo 5º. acompanhado pela multidão que o premia. — 39. chegaram alguns familiares do príncipe da sinagoga e. acercando-se dele por detrás. sem melhorar do seu mal. vem e lhe impõe as mãos para que ela se cure e viva. E não permitiu que. Chegando à casa do chefe de sinagoga. se meteu na multidão e. Jesus percebeu imediatamente que de si saira uma virtude e. — 34. E desde aquele momento a mulher se achou curada. A filha de Jairo. estarei curada. Jesus. minha filha acaba de morrer. tua fé te salvou. grande multidão o cercou à beira-mar. 19. que logo se levantou. tendo ouvido falar de Jesus. Ele mandou que saíssem e. perguntou: Quem tocou as minhas vestes? — 31. que viera à sua procura. disse a essas pessoas: Por que vos achais aflitos e por que chorais? A menina não está morta. voltando-se para a multidão. mais alguém o acompanhasse. 9º. — 26. — 25. e que padecera muito nas mãos de vários médicos. — 37. tem confiança. Um príncipe da sinagoga chamado Jairo. — 28. Os discípulos lhe ponderaram: Vês que a multidão te comprime por todos os lados e perguntas quem te tocou! — 32. zombavam de suas palavras. aproximou-se dele um chefe de sinagoga que. Tendo dito essas coisas. A mulher. Então. — 29. pois que dizia consigo mesma: Bastar-me-á tocar nas suas vestes para ficar curada. tem fé. — 25. — 33. afora Pedro. — 23. passeando o olhar em torno de si. disse ao príncipe da sinagoga: Não temas. acompanhado pelos seus discípulos. — 35. dirigindo-se a este. confessou toda a verdade. — 30. porqüanto a menina não está morta. sofria de um fluxo de sangue. Jesus se levantou e. Dizia: Se eu conseguir tocar-lhe apenas na roupa. 41 ao 56. apenas dorme. ouvindo isso. acompanhado pelo pai. uma mulher que sofria de um fluxo de sangue. voltando-se. vai em paz e fica curada de tua enfermidade”. — LUCAS. zombavam dele. No mesmo instante o sangue deixou de correr e ela sentiu em seu corpo que estava curada do mal que a afligia. Retirai-vos. Estando Ele ainda a falar. 8º. Jesus. tua fé te curou. Chegando à casa do chefe de sinagoga. Jesus lhe disse: “Filha. Afastada a multidão. lançando-se-lhe aos pés. que antes se agravara. lhe disse: Senhor. Tiago e João irmão de Tiago. porém. — 21. lhe tocou a fimbria da túnica. com os quais gastara todos os seus haveres. que sabia o que se passara nela. A notícia do fato se espalhou por toda aquela redondeza. aproximou-se e. atemorizada e a tremer. disse Jesus aos tocadores de flauta e à multidão que lá encontrou: — 24. — 24. se lhe lançou aos pés. havia doze anos. — 22. porém. porém. — 23. versículo 21. mas vem. partiu com o homem. uma mulher que. deparou com um bando confuso de pessoas que choravam e soltavam grandes lamentos. impõe-lhe as mãos e ela viverá. versículo 18. aproximando-se dele por detrás. disseram: Tua filha morreu. — 27. lhe tocou a túnica. procurava descobrir quem o tocara. Logo que entrou na casa. havia doze anos. apenas dorme. — 40. porém. — 20. — 38. Jesus. Todos. Todos. Ao mesmo tempo. ao vê-lo. 21 ao 43. por que hás de dar ao Mestre o incômodo de ir mais longe? — 36. 5º. — 22. Jesus partiu com ele. e lhe dirigiu instantemente esta súplica: Minha filha está moribunda. 18 ao 26.

ele não precisava recorrer às substâncias que os contêm. mediante a nossa depuração moral. apenas dorme. dele. — 48. A mulher. bem como as combinações de que são passíveis. que era príncipe da sinagoga e. se aproximou dele por detrás e lhe tocou a fimbria da túnica. não dês ao Mestre mais incômodo. — 44. — 49. pois que a multidão te aperta e oprime. — 50. Perguntou então Jesus: Quem me tocou? Como todos negassem ter sido quem o tocara. — 53. eu o ordeno. conhecimento a que só chegaremos. Seu Espírito voltou ao corpo. ficando todos admirados e maravilhados. seus efeitos e suas propriedades de ação. Jesus. Mas. LUCAS: capítulo 8º. aproximou-se toda trémula e. desses mesmos fluídos é que se servia Jesus. a cura Jesus a operou. havia doze anos. disse: Não choreis. porqüanto percebi que uma virtude saiu de mim. o da hemorroíssa. como podes perguntar: Quem me tocou? — 46. prostrando-se aos pés de Jesus. Ele os distribuía. versículo 41. que ainda ignoramos. sem que os homens lhes suspeitem a existência. — 42. Pela ação exclusiva . (58) Ainda neste caso. isto é. como inúmeros outros. Envolto sempre em fluídos vivificantes e reparadores. Jesus lhe disse: Filha. como nos demais. menina. Zombavam. Os pais da menina se mostraram cheios de espanto e Ele lhes ordenou que não dissessem a ninguém o que sucedera. por saberem que estava morta. vai em paz. Jesus lhes recomendou muito expressamente que ninguém viesse a saber do fato e mandou que dessem de comer à menina. dizendo ter uma única filha de cerca de doze anos que estava a morrer. ela não está morta. — 56. Jesus disse ao pai da menina: Não temas. levanta-te. Os efeitos curativos que a medicina obtém dos minerais e vegetais de que se utiliza. como em todos os outros. Pedro e os que o cercavam lhe disseram: Mestre. levanta-te. Chegando à casa de Jairo. Tiago e João. Uma mulher que.173 companhia. Conhecendo-os todos. — 54. Todos a choravam e lamentavam. não deixou que aí entrassem senão Pedro. ela se levantou imediatamente e Jesus mandou que lhe dessem de comer. porém. — 41. um efeito de combinações fluídicas. Ele. unicamente pelo poder magnético de que dispunha. apertado pela multidão. Veio ter com ele então um homem chamado Jairo. — 42. sofria de uma perda de sangue e que gastara com médicos tudo o que possuía. sem que nenhum houvesse conseguido curá-la. são devidos aos fluídos. sempre que oportuno. pois já contava doze anos. porém. chegou alguém e disse ao príncipe da sinagoga: Tua filha morreu. lhe pediu que entrasse na sua casa. verificando assim não poder ocultar-se. — 51. exclamou: Menina. com o pai e a mãe da menina. No mesmo instante a menina se levantou e se pôs a caminhar. — 52. com o que logo o fluxo de sangue cessou. — 45. pelos que de tais fluídos necessitavam. pegando-lhe na mão. — 47. Partiu com ele Jesus. Ainda não acabara de falar. em suma. dotados de propriedades terapêuticas. se acham espalhados na atmosfera terrena. Jesus replicou: Alguém me tocou. de que se acham saturados os aludidos vegetais e minerais. no tratamento das enfermidades humanas. Foi. porque ainda não nos achamos capazes de compreender a natureza dos fluídos. entrou no aposento onde se achava a menina deitada. Tomando-lhe as mãos. lançando-se-lhe aos pés. tem fé somente e ela será salva. Pois bem. ouvindo isso. — 43. declarou diante de todo o povo o motivo por que o tocara e que ficara imediatamente curada. disse: Talitha cumi. — 43. fluídos idênticos aos que. tua fé te salvou. — 55.

na época. 20º. 35º. foram todos os milagres que Jesus operou. ordenando-lhe que volvesse à sua prisão carnal. mas das quais chegarão um dia a ter conhecimento perfeito. coisa que os homens não podem ver e que. há rigidez e aspecto cadavéricos. em que. Aquela morte. ignoravam. um milagre. era apenas aparente. — Levítico. em os quais se costuma tocar música nas casas onde morreu alguém. 15º. apenas regido por leis naturais que os homens desconheciam e. em suma. A menina se achava. tanto que Ele não hesitou em afirmar: Fareis as mesmas obras que eu faço e outras ainda maiores. tanto que à porta da casa estavam flautistas a tocar os seus instrumentos. tratava-se exclusivamente de um desses casos de catalepsia profunda. 13 e 43. lançava-os sobre o enfermo e a cura se operava. na sua generalidade. ele a este se conservava ligado por um tênue cordão fluídico — o do perispírito.174 da sua vontade. porque o sabia. — JOÃO. Em nenhum houve mais do que um fenômeno absolutamente natural. — Atos. 14º. E a menina despertou. que nenhuma impressão causam as mais fortes pancadas. de respiração e de calor. Jesus e. que era apenas aparente a sua morte. porém. Quanto à filha de Jairo. 10. Essa a explicação da mulher que. reunia os que eram aplicáveis ao caso ocorrente. ficou livre do fluxo sangüíneo de que sofria. como era natural da parte de quantos a tinham por morta. que nem os mais hábeis profissionais da medicina logram distinguir da morte real. 11º. visto que o julgavam impossível. chamou. de par com a suspensão de todos os sentidos e a cessação de todos os movimentos. 12. porém. . Vê-se. o Espírito da suposta morta. como era de uso entre os Hebreus e o é ainda nalguns lugares do nosso país. fato que.) (58) 2º Paralipõmenos. foi considerado uma ressurreição. e tão completa insensibilidade física. ausência absoluta de pulsações. Como esse. com a suprema autoridade que lhe dava a sua excelsitude espiritual. portanto. 14. tocando-o. Embora fosse extremo o desprendimento do Espírito que habitava aquele corpo. 9. ainda desconhecem. 11. Sabia-o. 25. (JOÃO. portanto. num desses estados catalépticos. todos a tinham por morta. 25.

quer permanente. A cegueira. — 31. determinado pelas circunstâncias e pelo meio onde agia. segundo o grau de culpabilidade. não só lhe foi inspirada pela modéstia. Cegos curados MATEUS: capítulo 9º. quer temporária. Quando chegou a casa. mister se faz que uma grande pureza lhe dê tão grande poder. realçada por esse tom misterioso. resultados semelhantes aos que Jesus produziu. quando neste os homens não se achavam em condições de apreender a verdade e de reconhecer que os efeitos obtidos derivavam da aplicação de leis naturais. de falarem da cura que neles acabara de operar. os cegos se aproximaram e ele lhes perguntou: Credes que eu possa fazer o que me pedis? Os dois responderam: Sim. em condições de apreciar os fluídos. Não é impossível ao homem conseguir. assim. e que. elevando o seu Espírito. versículo 27. dizendo: Vejam que ninguém o saiba. acidentalmente. depurando os seus sentimentos e colocando-se. mas. que então não lhe faltará. para isso. dois cegos o seguiram. para aquele que recusou auxílio a seus irmãos. Os olhos de ambos se abriram e Jesus lhes proibiu terminantemente que falassem do fato. dizendo: Faça-se conforme a vossa fé. os quais tomam a si proceder à escolha dos fluídos apropriados à produção do resultado que deva ser obtido e colocar-lhos ao alcance da mão. às vezes. por ato da sua vontade e pela ação magnética. tem piedade de nós! — 28. Terá que viver na dependência dos outros e suportar as privações resultantes da ausência daquelas faculdades. ficou sujeito a sofrer a pena de talião. Mas os dois se foram e espalharam por todo o pais a fama do Mestre. Só então lhe será possível efetuar com segurança curas como as que Jesus operava.175 55 MATEUS. de lhes conhecer a natureza. aos dois cegos. mas que lhe cumpre adquirir. para que. que foram sua força ou seu orgulho em precedente existência. que constantemente exemplificava. 27 ao 31. — 30. que abusou de suas faculdades. os efeitos. e o auxílio. necessário. o valor. assim como a mudez e a surdez. constitui provação ou expiação. dos Espíritos Superiores. Quanto à proibição de Jesus. Ele então lhes tocou os olhos. fossem elas quais fossem. . de outras. Ao sair Jesus dali. Senhor! — 29. como também teve por fim envolver o fato numa sombra de mistério. o que era. É um tesouro que lhe está reservado. clamando: Filho de David. e. e de poder contar com aquele auxílio dos Espíritos Superiores. 9º. crescesse a fama das grandes coisas que ele fazia. desse modo.

Quanto à acusação dos Fariseus e dos Padres da época. — 18. Se estamos em erro. Jesus o afastou. Assim sendo. o mudo falou e todo o povo se encheu de admiração. Jesus. por quem os expulsam vossos filhos? — Eis porque serão eles mesmos os vossos juizes. da palavra. exemplificados pelo manso Cordeiro de Deus. versículo 14. que nô-la mostrem. E não só propaga ensinamentos idênticos aos deste. a renúncia às coisas da Terra. alguns diziam: — É por Belzebu. o tornava mudo. pois. Se. pela capa do mistério. a prática ilimitada da caridade. Mas. o perdão sem restrições. eu expulso os demônios pelo dedo de Deus. possesso do demônio. — 15. que nos convençam do nosso erro e abaixaremos a cabeça. é que o reino de Deus veio até vós. era análoga à que fazem aos espíritas os Sacerdotes de hoje. porém. . a observância.176 56 MATEUS. 11º. dignos sucessores dos sacerdotes hebreus. — 17. Jesus expulsou o demônio de um homem que estava mudo e. Ora. adulteraram completamente as palavras e lições do Enviado do Senhor. obsessor daquele homem. a humildade. Outros. cessou a ação fluídica. — 20. a quem chamavam possesso do demônio. (59) Era exercendo uma ação fluídica sobre os Órgãos da voz. entre os populares. escoimando-a de todos os mandamentos humanos que. — 16. se não é esta a verdade. Mas os Fariseus diziam: Ele expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios. Com efeito. Se. que o mau Espírito. Satã está dividido contra si mesmo. 9º. Tendo sido este expulso. o que nos Evangelhos. — 34. conhecendo-lhes os pensamentos. como explica. — 33. de todos os preceitos e mandamentos divinos. porém. que encerram toda a verdadeira Doutrina Cristã. disse: Todo reino dividido contra si mesmo será desolado e casa sobre casa cairá. dizem seus sucessores que a Doutrina Espírita é demoníaca. se acha encoberto pelo véu da letra. que atribuíam o fato à influência de Belzebu. porque a mais ardente aspiração de nossa alma é sermos humildes e fiéis servos de Nosso Senhor Jesus Cristo. apresentaramlhe um homem mudo. se é por Belzebu que expulso os demônios. 32 ao 34. uma vez que esta ensina e prega exatamente o mesmo que ensinava e pregava o Divino Mestre: o amor de Deus e do próximo. pelo simbolismo da parábola. o mudo falou. — LUCAS. — Blasfêmia dos fariseus MATEUS: capítulo 9º. Ë natural e não podia ser de outra maneira. aqueles diziam de Jesus que ele era assistido por Belzebu. porqüanto dizeis que é por Belzebu que expulso os demônios. e a multidão admirada dizia: Nunca se viu coisa semelhante em Israel. oriundos de interpretações falsas ou tendenciosas e de tradições caducas. 14 ao 20. Logo que eles saIram. para o tentarem. — 19. logo que expulsou o demônio. a benevolência. em espírito e verdade. versículo 32. que ele expulsa os demônios. lhe pediam um sinal do céu. príncipe dos demônios. bem é de ver-se que nenhuma atenção nos pode ela merecer. como subsistirá o seu reino? Sim. em suma. LUCAS: capítulo 11º. Possesso mudo. o mudo falou.

20. 25. — JOÃO. 10º. .177 (59) MARCOS. 22. 2º. 3º.

não para destruir a Lei. Vieram a Ciência e a Doutrina Espírita. do fanatismo. quando não da incredulidade. ensinando nas sinagogas. sem fé. se tornaram presas da intolerância. 9º. Delas. tomemo-las como dirigidas aos que sintamos possuidos de boavontade e. o Senhor de novo se apiada e com elas vem ter. ao dono da seara que mande trabalhadores para ela. — Seara. perdidas no matagal inextricável do erro e da mentira. que. sem crença. doutrina santa em seus fundamentos. como ainda se lhes pretende impor. porém. curando todos os males e todas as enfermidades. teve piedade delas. Rogai ao Senhor que envie obreiros à sua seara”. os mandamentos humanos. Ela. do dogmatismo despótico. por intermédio dos Espíritos seus servidores fiéis. pelo exemplo.178 57 MATEUS. todos eles formam um feixe de luz que orienta. Descendo das altas regiões do bem. as interpretações. Disse então aos discípulos: A seara é verdadeiramente grande. se bem que de muitas ainda seja desconhecido o mecanismo. código eterno da única moral verdadeira — a Moral divina. — 37. pois estavam maltratadas e jaziam por ali como ovelhas que não têm pastor. saiamos a pregar pela palavra. — Trabalhadores MATEUS: capítulo 9. harmônicos com as leis imutáveis. porque os tem nos Evangelhos. seu reinado passou. — 36. Aquilo que só como milagre se admitia. verdadeiramente. quais ovelhas sem pastor. Ovelhas sem pastor. Já tendo a Letra dado os frutos que devia produzir. sobretudo. mas poucos os trabalhadores. como efeitos de leis naturais. Eram. do amor cristão. 35 ao 38. trazendo-lhes uma nova revelação das verdades eternas. oprimidas sob um jugo que a razão repele por absurdo mas que se lhes impôs. a moral que o Cristo de Deus pregou e exemplificou. oriundas da onisciência do Criador do Universo. a lei que ele próprio lhes dera a conhecer. versículo 35. com as mesmas palavras. a Ciência hoje o explica. por ordem sua e em seu nome. unidos pelo sentimento de amor fraterno. (60) O mesmo que se deu após o estabelecimento da lei recebida por Moisés. E vendo todas aquelas gentes. do materialismo e das suas deletérias influências. pois. os Enviados de Jesus vêm. mas. veraz em seus corolários porque. Seja o Evangelho o sol donde se irradie a luz que nos clareie o caminho de obreiros da salvação da Humanidade. soou a hora de substituí-lo o império do Espírito. pregando o Evangelho do reino. repetir-nos. Rogai. resultou o que ainda hoje vemos: inúmeras criaturas abandonadas a si mesmas. — 38. que alteraram e falsearam a lei simples e sublime do Cristo de Deus. mas para a restaurar e fazê-la cumprida. . pois. Jesus percorria as cidades e as aldeias. como ampliação daquela que fora Moisés o intermediário. Desses falseamentos e alterações. o que por Ele foi outrora dito a seus discípulos: “A seara é grande mas os obreiros são poucos. ocorreu depois do advento da revelação messiânica: vieram as tradições. as ovelhas do seu imenso rebanho. para o redil santo do divino Pastor. da superstição.

179 (60) MARCOS. — 2ª Tessalonicenses. — Zacarias. 6º. 35. 17. 1 e seguintes. — JOÃO. 1. 3º. — Ezequiel. 34º. 2. — 3º Reis. 4º. 16 e 17. 22º. . 27º. 10º. 34 — Números.

— LUCAS. que o traiu. que o traiu. e aí passara toda a noite orando a Deus. fora a um monte. seu irmão. pedindo para assistir o Mestre. conforme anteriormente ficou explicado. tomara a si missão superior às suas forças. filho de Zebedeu. 2 ao 4. e André. Quando amanheceu. Entre os doze escolhidos estava Judas Iscariotes. Tadeu. (61) JOÃO. Na continuação destes estudos. chamou Jesus a si os que quis e esses acudiram ao chamado. 13. que significa — filhos do trovão. André. às regiões superiores de onde preside à marcha da Humanidade terrena. — Suas vocações MATEUS: capítulo 10º. versículo 16. Nomes dos apóstolos. escolheu. 10º. o Publicano. irmão de Tiago. LUCAS: capítulo 6º. Tiago. Simão. e Tadeu. Subindo a um monte. e Judas Iscariotes. 12 ao 16. doze. — 4. versículo 2. 13º. filho de Alfeu. seu irmão. Ele voltara. — 15. 6º. que é chamado Pedro. — 13. — MARCOS. — Atos. irmão de Tiago. — 18. (61) Jesus. MARCOS: capítulo 3º. que traiu a Jesus. e João. — 19. filho de Zebedeu. Estes são os nomes dos doze apóstolos: o primeiro. Quanto à escolha dos apóstolos. a fim de orar. e João. Judas. Simão Cananeu. Tiago e João. — 14. o. Tiago. bem como à distribuição dos nomes que lhes deu o divino Mestre. Mateus. — 3. 26. filho de Alfeu. Tiago. e 16 ao 19. filho de Alfeu. 1º. que foi o traidor.180 58 MATEUS. versículo 13. chamou os discípulos. Simão Cananeu e Judas Iscariotes. aos quais chamou Boanerges. veremos qual foi o seu procedimento ulterior e como se deu a sua reabilitação. Mateus e Tomé. Filipe e Bartolomeu. como acontecia todas as vezes que desaparecia das vistas humanas. Tiago. Bartolomeu. a quem deu o nome de Pedro. Tomé. a quem cognominou de Pedro. Designou doze para estarem com ele e para serem enviados a pregar. A saber: Simão. e André seu irmão. presidiu a essa escolha. e Simão chamado o Zeloso. Simão. mas que. versículo 12. A esse tempo. lá passou toda a noite orando a Deus. porém. e Judas Iscariotes. Filipe e Bartolomeu: Tomé e Mateus. — 17. 13 ao 14. Filipe. para os homens. tendo Jesus subido a um monte para orar. 42. Na realidade. a que chamou apóstolos: — 14. MARCOS: capítulo 3º. Tiago. . 3º. 1º. o caráter de cada um deles e a natureza da missão que a cada um tocaria. do que resultou falir. dentre eles. — 16. Era um Espírito elevado em inteligência.

Jesus em seguida desceu com eles do monte e se deteve numa planície. especialmente sobre os que se lhe aproximavam. — 18.181 59 LUCAS. Relativamente à cura. por ato da sua vontade e por efeito do seu poder magnético. . 17 ao 19. Constituíam essa virtude os fluídos que. Todos procuravam tocá-lo. — 19. versículo 17. 6º. — Curas LUCAS: capítulo 6º. das enfermidades e ao afastamento dos Espíritos obsessores. Descida do monte. gente que viera para ouvi-lo e para ser curada de suas enfermidades. de que aqui se trata. cercado dos discípulos e de grande multidão de gente de toda a Judéia. de Jerusalém e das regiões marítimas de Tiro e de Sidônía. praticadas por Jesus. porque dele saia uma virtude que a todos curava. Também da virtude que dele saía já falamos suficientemente. Eram também curados os que se achavam possessos de Espíritos imundos. Ele dirigia sobre os enfermos. nada temos que acrescentar ao que deixamos dito com referência a outras obras da mesma natureza.

lhes deu poder e autoridade sobre todos os demônios e o poder de curar as enfermidades. 9º. limpai os leprosos. Se a casa for digna disso. — 10. sacudi. Na casa em que entrardes ficai e dela não saiais. curando-os. porqüanto. nem dinheiro e não tenhais duas túnicas. — 9. Ao entrardes em qualquer cidade ou aldeia. E mandou que fossem pregar o reino de Deus e curar os enfermos. — 5. Tendo partido. LUCAS: capítulo 9º. nem prata. Jesus lhes deu poder sobre os Espíritos impuros. saudai-a. — 12. (62) . ao vos retirardes. — 15. MARCOS: capítulo 6º. sacudi a poeira dos vossos pés. nem bordão. permanecei até que partais de novo. — 6. poder. Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois. dizendo: Que a paz esteja nesta casa. nem pão. Jesus. expulsai os demônios. menos rigor haverá para com a terra de Sodoma e de Gomorra do que para com essa cidade. — 8. ressuscitai os mortos. — 4. perguntai onde há um justo e em sua casa permanecei até que partais de novo. nem pão. — 11. até a poeira dos vossos pés. — LUCAS. pobreza e pregação dos apóstolos. a fim de que os expulsassem e o de curar todas as doenças e enfermidades. nem saco para a viagem. — 13. tendo reunido os doze apóstolos. — 12. nem duas túnicas. 10º 1 e 5 ao 15. ao deixar-lhes a cidade. MATEUS. — 13. e. o obreiro merece sustentado. Não tenhais ouro. a fim de que isso constitua um testemunho contra elas. — 8. Os apóstolos partiram e foram de aldeia em aldeia. 1 ao 6.182 60 MATEUS. nem qualquer moeda nos vossos cintos. dizendo: O reino dos céus está próximo. se o não for. vossa paz descerá sobre ela. — MARCOS. — 11. Disse-lhes: Não leveis em viagem nem bordão. E enviou esses doze. Quando alguém não vos quiser receber e não vos escutar as palavras. — 3. nem saco. que não levassem nem saco. 15. dando assim testemunho contra elas. versículo 7. versículo 1. — 14. nem sandálias. evangelizando e curando por toda a parte os enfermos. E lhes dizia: Na casa em que entrardes. e 6º. Quando encontrardes pessoas que não vos queiram receber nem escutar. — 7. a poeira dos vossos pés. depois de lhes haver dado as instruções seguintes: Não procureis os Gentios e não entreis nas cidades dos Samaritanos: — 6. ide e pregai. versículo 5. E lhes deu o poder de curar as enfermidades e de expulsar os demônios. — 9. quando encontrardes pessoas que não vos queiram receber. — 2. e. ao sairdes da casa ou da cidade onde tal se deu. versículo 1. Em verdade vos digo: No dia do juízo. curai os doentes. versículo 15. Ao penetrardes na casa. capítulo 10º. mas não cuidassem de ter duas túnicas. os apóstolos pregavam aos povos que fizessem penitência. Instruções que lhes foram dadas MATEUS: capítulo 10º. ide antes em busca das ovelhas perdidas da casa de Israel. 7 ao 13. 3º. que calçassem unicamente suas sandálias. MARCOS: capítulo 3º. a vossa paz voltará para vós. Recomendou-lhes que levassem consigo apenas o bordão. dando-lhes poder sobre os Espíritos impuros. expulsavam muitos demônios e ungiam com óleo muitos doentes. — 10. dai de graça o que de graça recebestes. Tendo reunido os doze apóstolos. Missão. sacudi. nem dinheiro nos cintos.

reencarnando novamente. porém. a indulgência com que o juiz sentenciará. A trombeta do “juízo final” vai retumbar para ela nos quatro cantos do mundo. Do conjunto das virtudes que possuíam e que lhes asseguravam a assistência. de perdoar ou deixar de perdoar pecados. Tal o sentido em que devemos compreender aquelas palavras. despertará. cumprindo-lhes estar persuadidos de que o Mestre os seguia. certos de que ligaram e desligaram igualmente no céu. desde então. que o orgulho humano falseou. para que mais se apertassem entre eles os laços de família. mas na glória da pureza. porque isto compete unicamente ao Juiz supremo. Sem dúvida. ou desligassem. Consiste. ou desligando o que eles ligassem. necessário é adquiram a pureza que eles possuíam. se achavam em condições de apreciar o valor daqueles a quem se dirigiam. ligando. o amparo e o concurso dos Espíritos superiores. Como missionários do Senhor. mas. que se não deixavam dominar pelo sentimento da animosidade pessoal. O mesmo compete hoje aos espíritas fazer. nenhuma importância deviam dar às comodidades materiais. Só assim lograrão elevar-se ao Senhor e se acharão em condições de ligar e desligar. que abençoassem os lugares onde fossem bem acolhidos e sacudissem dos pés a poeira. Os anjos do Senhor aparecerão em sua glória. onde fossem repelidos. Aos apóstolos e discípulos de Jesus cabia espalhar o conhecimento da verdade. fazendo-as exprimir um ato de arbítrio do homem que. Recomendou-lhes que nada levassem consigo. não do modo por que ela o diz nas suas errôneas interpretações. não como simples declaração. Os discípulos fiéis de Jesus eram Espíritos elevados. e os discípulos de Jesus. E não é tudo: a cobiça humana as tomoú para justificativa de um tráfico vergonhoso — o das indulgências. pois que tudo deviam confiar dele.183 Jesus mandou que os apóstolos primeiramente anunciassem o reino de Deus e curassem os enfermos da sua nação humana. só é possível a Espíritos que já atingiram certo grau de elevação moral. aliás. dissipar-se-á ao clarão da nova aurora. pela sinceridade do arrependimento do culpado. na Terra. infalibilidade de que a Igreja Romana pretendeu fazer-se herdeira. a proteção. em sentir em si mesmo o encarnado. sancionando o que fizessem. para concluir a obra que . Mister. mas esquecendo-se de chamar a si a herança de santidade. Despertará e o sonho. para que sejam verdadeiros sucessores dos discípulos do Cristo e disponham de autoridade e poder idênticos aos destes. MARCOS. sim. ela se engolfou cada vez mais nas trevas que o orgulho e a confiança em si mesmo geram. protegidos por este. disseram os Evangelistas MATEUS. isto é. LUCAS e JOÃO. numa de suas comunicações insertas na obra A Revelação da Revelação. se arrogou o poder de absolver e condenar. de virtudes e de elevação moral por eles legada aos que lhes aspirassem à concessão. A Igreja. mas como sentença proferída em julgamento. não consiste em absolver e condenar. porém. voluntariamente cega. a inspiração. o que. de fraternidade e de pátria. o julgamento que será proferido e. médiuns inspirados que. se faz compreendam bem o em que consiste esse ligar e desligar. sob a influência espírita. é que lhes advinha a infalibilidade naquela apreciação. em que ainda se compraz. Ao invés disso.

como correspondente à locução .184 começaram. 25. 2º. virão ainda ligar e desligar na Terra e o Senhor ligará e desligará no céu. — Atos. tudo vem de Deus e vos é concedido graciosamente. para os que assim procederem. Dai de graça o que de graça recebestes. — Isto. são chamados a servir de intérpretes aos bons Espíritos e a pregar. será o julgamento dos que. porqüanto. . em espírito e verdade. para sair das trevas em que viviam imersos. 18 e seguintess. 5. assim como a todos os que nos dizemos profitentes da Nova Revelação: Dai de graça. ensinando-lhes que as coisas de Deus jamais devem constituir objeto de tráfico. Longa será. E com as seguintes palavras terminaram aqueles altos Espíritos a sua bela comunicação explicativa: “Coragem. particularmente. correspondendo a eternidade de faltas. filhos da nossa Igreja. para vós. aos que. — 1ª Pedro. — Ezequiel. para mais eficazmente vos estenderem seus braços fraternais. portanto. 24 e seguintes. é Deus. que se possa citar. como para eles. do que para com os que recusam a luz que Ele a todos envia.se acha aqui empregado em sentido relativo. eternidades de sofrimentos. Haverá. 8º. 34º. (62) 4º Reis. a duração das provas e expiações. se aplica hoje a todos os espíritas e. menos rigor haverá para com a terra de Sodoma e de Gomorra. a fim de desempenhardes a vossa tarefa. Mais severo. 6. A única eternidade real.. de especulação. Aproximam-se os tempos em que os discípulos e o Mestre aparecerão de novo entre vós. rejubilai. hoje recebem os ensinos claros e os copiosos auxílios que trazem seus emissários celestes. investidos das faculdades mediúnicas. para os que recusarem esses ensinos e auxílios. ou fizerem mau uso deles. a lei de Jesus. rejubilai: os tempos se aproximam. Pelos seus mensageiros de luz. — Isaías. médiuns. seguindo as pegadas dos Apóstolos. 50º. 53º. inspirados por eles. Atentando nessas palavras suas. que Jesus disse a seus discípulos. em mundos inferiores mesmo à Terra. pois que tal será deles a missão. e o juízo não se achará inquinado de nulidade. “Entoai cânticos de alegria. o Cristo lhes repete a eles. como nós. do mesmo modo que pelos seus Evangelhos. 17º. 6 — Jeremias. de meio de existência material. da Igreja do Senhor. o que de graça haveis recebido. É claro que o termo eternidade .penas eternas -. em que vossos olhos desvendados verão o Justo nas nuvens do céu em que os anjos — os Espíritos purificados — descerão à Terra. lembremo-nos de que também disse o divino Mestre: No dia do julgamento. que não tiveram socorro algum direto. do que o daqueles povos. para exprimir prolongadas expiações na erraticidade e através de sucessivas reencarnações.

Suas palavras. por minha causa. e simples. 16 ao 22. — Simplicidade. nos tempos atuais. se bem pouco devam temer as perseguições físicas. precisamos munir-nos das armas indicadas pelo manso Cordeiro de Deus. no cumprimento do dever que nos corre de proclamar a verdade e só a verdade. Os segundos os perseguiriam com seus sarcasmos. — 21. Elas. os porta-vozes do Consolador por ele prometido ao mundo. Prudência. quando perceberem que os queremos ganhar. Empregadas que sejam essas armas. 12º. por outro lado. Porqüanto. O irmão dará morte ao irmão e o pai ao filho. — 12. — Assistência e concurso do Espírito Santo MATEUS: capítulo 10º. o que for preciso que digais. como as serpentes. nem o que direis. é o Espírito de vosso Pai quem fala em vós. com que devemos enlear os nossos perseguidores. dos escribas e fariseus dos nossos dias. pois o Espírito Santo vos ensinará. não sois vós quem fala. Não vos cause inquietação como haveis de falar. na ocasião. naqueles tempos de ignorância e crueza. Sereis levados. quando recomendava a seus discípulos que fossem prudentes. contudo. 10º. os filhos se revoltarão contra os pais e lhes darão a morte. pois que eles vos farão comparecer perante seus juizes e vos flagelarão em suas sinagogas. expostos às perseguições morais. porqüanto não sois vós quem fala. — 20. tanto da parte de uns. pois. e. mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. — 17. de fato. e todos vos odiarão por causa do meu nome. à presença dos governadores e dos reis para dardes testemunho de mim diante deles e das nações. partindo estas. como de outros. sede prudentes. viriam a ser os pregoeiros da Nova Revelação. — 18. E. — LUCAS. não mais poderão fugir ao contágio benéfico da moral prática. É o que. — 19. — Desassombro diante dos homens. Para triunfarmos de tais perseguições. versículo 11. nem o que direis. é o Espírito do vosso Pai quem fala em vós. (63) Jesus se referia especialmente às perseguições de toda sorte que. Essas armas são o raciocínio. se acham. a prática das boas obras e o exemplo das virtudes cristãs. O que houverdes de dizer vos será dado na ocasião. como as serpentes e simples como as pombas. quando vos fizerem comparecer. versículo 16. e. sobretudo. não vos cause inquietação o modo por que respondereis. alcançam os espíritas que. se desencadeariam. Era preciso que os apóstolos . formulando contra eles as mesmas acusações que contra o Mestre divino formulavam os fariseus e os escribas de outrora: as de serem instrumentos do demônio. charlatães e loucos. Quando vos conduzirem às sinagogas e àpresença dos magistrados e poderosos. dos materialistas e dos incrédulos. Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos. foram ditas também com relação aos que. se verifica. Os primeiros. mas guardai-vos dos homens. — 22. como as pombas. por um lado. não vos cause inquietação o como haveis de falar. pois. previa-o Jesus.185 61 MATEUS. Contra seus apóstolos e discípulos. 11 ao 12. nem o que direis. os perseguiriam com seus ódios e injúrias. zombarias e insultos. LUCAS: capítulo 12º. aqueles para com quem delas usarmos. o que houverdes de dizer vos será dado na ocasião. no entanto.

os discípulos do divino Mestre: sejamos prudentes e humildes. 5 a 8. confiassem na inspiração que lhes viria do Alto. ao lhes declarar: “é o Espírito de vosso Pai quem fala em vós”. — LUCAS. porqüanto a. 23º. 4º. 20. — Atos. 15. a fim de poderem avançar no desempenho da missão que lhes cabia. — Jeremias. 12º. — Efésios. traduzindo o que lhes transmitem do plano invisível os enviados do Senhor. — 2º Reis. Médiuns que eram. inspirados seriam pelos Espíritos puros. É exatamente o que se dá nos tempos de hoje. 7º. — Miquéias. 1º.186 e discípulos. dóceis aos seus ensinamentos e conquistaremos lugar entre os bons servos do Senhor. sentem. — Romanos. 14º. 15. sem educação. (63) Êxodo. 40. pelos Espíritos superiores e pelos bons Espíritos. ouvem e falam. de cuja significação já tratamos. superiores e bons. homens saídos do povo. em que os bons médiuns vêem. mostrando que indica o conjunto dos Espíritos puros. . 19. 5º. pois. segundo o grau de pureza e elevação moral que adquiramos. 12. 5º. 12º. — 1ª Epístola aos Coríntios. 6. — Daniel. Fato é este que confirmamos com o testemunho do que sabemos. a cuja assistência aludia Jesus. 2. 21º. 1. Imitemos. 12. 14. do que temos presenciado e mesmo recebido. 16º. sem desembaraço perante as autoridades. locução Espírito de Vosso Pai — exprime o mesmo que estoutra — Espírito Santo.

cumprida há dois mil anos e continuada do plano invisível. recebeu do Pai três missões. 23 ao 27. como servos que somos. 1 ao 3 e 6º. vos perseguirem numa cidade. Não os temais. melhor. o que dissestes nas trevas será dito às claras. à era espírita. Fugir às perseguições. dentro dos aposentos. — LUCAS. — 25. representam alegoricamente todas as nações da Terra. que havia de preceder o novo advento do Filho de Deus. quanto mais a seus domésticos. mas todo discípulo será perfeito. fugi para outra. e a segunda. Sob todos os demais aspectos. versículo 39. porqüanto. Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo como o senhor. será pregado de sobre os telhados. — 27. recebeu do Pai uma missão. — 26. em todos os séculos. (64) Estas outras palavras de Jesus se referiam. referiam-se àquela época e ao futuro. entrou ele a dizer aos discípulos: Preservai-vos do fermento dos fariseus. porém.187 62 MATEUS. Propunha-lhes também esta comparação. diretor. As cidades de Israel. Por outro lado. O que vos digo nas trevas. — 3. Coloquemo-nos. Se ao pai de família chamaram Belzebu. e o que escutais no ouvido. dizei-o vós às claras. O discípulo não está acima do mestre nem o servo acima de seu senhor. a ser desempenhada em três fases sucessivas. — A hipocrisia. a cuja formação presidiu. — Fermento dos fariseus. aludiam aos tempos da revelação do Espírito da Verdade. versículo 1. versículo 23. 39 ao 40. — Cego conduzindo outro cego MATEUS: capítulo 10º. Quando. porqüanto nada de oculto há que não venha a ser revelado e nada secreto que não venha a ser conhecido. ou. governador e protetor do nosso planeta. 24. A primeira. LUCAS: capítulo 12º. que é a hipocrisia. especialmente. pois. caracterizando a era espírita. Devemos imitar àquele que nos conduz. Jesus Cristo. Assim. e o que houverdes dito no Ouvido. de tal sorte que todos uns aos outros se apertavam. — 2. consistiram em preparar e promover o progresso físico do nosso planeta e o progresso físico. iniciada com o advento do Espírito da Verdade. à altura moral do nosso senhor e seremos quais o senhor e teremos chegado àculminância da felicidade eterna. Tendo-se reunido grande multidão em torno de Jesus. O discípulo não está acima do seu mestre. levan- . às perseguições físicas que se desencadeariam contra os apóstolos e seus continuadores ou imitadores. até a época do advento da liberdade e do livre exame. de que fala o texto acima. 10º. 12º. moral e intelectual da nossa Humanidade e a sua regeneração. encarregado do nosso progresso e de nos conduzir à perfeição. nada oculto a Deus. se for como seu mestre. LUCAS: capítulo 6. A terceira consistirá em completar a execução dessa obra. — Imitar a Jesus. Em verdade vos digo: Não tereis percorrido todas as cidades de Israel antes que o filho do homem venha. nada há Oculto que não Venha a ser conhecido. atenta a profecia da vinda do filho do homem. Pode acaso um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no fosso? — 40. — Predição da revelação nova. pregai-o de sobre os telhados.

ou repelir. desempenhando entre os homens o seu Messianato e continuou a cumpri-la. será o cego. de enviados especiais e missionários. abrindo-nos a era da Revelação Espírita. na mesma família. Assim. da reencarnação e. O sábio de ontem que. Ele a cumpre por intermédio dos messias. com humildade. o senhor de ontem. tendo por fim a purificação e o progresso do Espírito. nascidos do mesmo pai e da mesma mãe. A segunda. portanto. com o objetivo de conduzir as gerações humanas ao conhecimento da verdade. O orador de ontem ou de hoje. Cego. acolher. será amanhã sofredor. o idiota. dentro de mais algum tempo. duro e arrogante. na condição de Espírito invisível. porqüanto. — Aos olhos do Senhor. não menos certo é que eles se formam apropriados às provações e expiações por que o Espírito haja de passar e que a encarnação será no meio e nas condições adequadas a umas e outras. iguais são todas as condições sociais. as expiações e as provações. será o escravo. natural. o desconhecido do dia seguinte. o mais caro amigo da véspera podem vir a ser e muitas vezes são o estranho.188 do-nos à perfeição. se apresentam em condições físicas. são apropriadas às faltas cometidas nas encarnações precedentes. pela pluralidade das existências e conformemente ao grau de culpabilidade. guia de cego. compreendamos bem e não esqueçamos nunca o princípio fundamental. pois. como complemento e sanção da Verdade. abusou da sua inteligência. o que se dará quando aqueles estiverem capacitados para o receber e para Suportar a verdade na sua integral limpidez. doente. Saiba o homem e jamais o esqueça que o parente de ontem. característico da maturidade. como Espírito da Verdade. O discípulo não está acima do mestre. Mister se faz aprendamos. encarnados e errantes. para mostrá-la sem véu. mesmo tão opostas. e que. que se utilizou da sua eloqüência para arrastar homens e povos a erros graves. com o concurso do Espírito Santo (65). isto é. Quer dizer que Ele nos preparou a infância que hoje nos prepara o desenvolvimento da inteligência. enfermo. pervertendo as massas populares. em toda a majestade da sua pureza perfeita e imaculada. delinqüiu. o objetivo e os efeitos da lei divina e. Manifestar-se-áentão aos homens em todo o seu poder. conseguintemente. ou o louco de amanhã. nos devemos considerar irmãos e ajudar-nos mutuamente. cujo desempenho se verifica presentemente. é aquele que não pratica o que prega. da sua ciência. que. logo. força e beleza física e de tudo isso abusou. A terceira virá Ele cumpri-la. a lei de amor. agindo este sob a sua direção. nos tempos preditos. se é certo que os corpos procedem dos corpos. Eterno. morais e intelectuais tão diversas. que ele poderá a todo instante encontrar. virá Ele colher os frutos do seu trabalho e receber na sua glória aqueles de seus discípulos que bem aproveitado hajam de seus ensinamentos. por exemplo. deserdado da natureza. que. o amo não é mais do que o servo. A primeira Ele a cumpriu. como tal. será o surdo-mudo do dia seguinte. falindo em suas provas. É o que explica por que e como. Aquele que ontem teve saúde. ou o servo de amanhã. ensinando-lhes todas as coisas e anunciando-lhes as que hão de vir. dois filhos. circunstância que o tórna mais culpado do que o que se deixa por ele guiar. Maior valor só tem o que pratica. raquítico. Mais terá que . materialista e orgulhoso. Todos.

Se Jesus falava por parábolas. Guardai-vos do fermento dos Fariseus. o mesmo já não acontece porque outro é o grau de desenvolvimento das inteligências. Se pregasse em termos claros e precisos a sua moral sublime. portanto. com paciência. e grandes são esses esforços. isto é: da sua hipocrisia. desenvolvidas com toda a clareza. que vem. era porque preciso se fazia preparar as inteligências. para deter os passos à Revelação Nova. devem ser espalhadas. 25. 9º. 1. mediante a assistência dos Espíritos superiores. de mais em mais alargando o espaço e o futuro aos Espíritos progressistas. que os enviados do Senhor revelam ao mundo. perseverança e sinceridade. o que tudo se obterá. extraindo-se da letra o espírito. Nada ficará oculto. As verdades. — Por maiores que sejam os esforços dos inimigos da verdade. 6. que sofrer. 16. 52. Nada é oculto a Deus. (65) Num dos capítulos anteriores ficou explicado o que. 14º. sem eiva da hipocrisia com que costuma proceder o farisaísmo de todos os tempos. teria prejudicado os homens. nada permanecerá oculto aos homens. Hoje. sem as sobrecarregar demasiadamente. 13º. 48. 15º.189 expiar e. . continuar a obra de Jesus. pelo Espírito da Verdade. em Espiritismo. 20. explicadas. para que de uma vez caia a venda que oculta a tantas inteligências a luz. se deve entender por Espírito Santo. — JOÃO. É que o homem chegou a um ponto em que o seu saber tem que aumentar com rapidez. 8º. (64) Atos. em vez de os esclarecer. como foram os despendidos outrora contra a Doutrina que Ele trouxe ao mundo. ela se vai espalhando cada vez mais. 8º.

temei. Quanto à geena. alguns a tomaram por um lugar de suplício. mas que não podem matar a alma. — 31. bem mais valeis do que muitos pássaros. afrontando todos os percalços e perigos. (67) Apropriando sempre sua linguagem à época e ao estado das inteligências. A geena. para despejo das imundícies da cidade. LUCAS: capítulo 12º. nenhum deles cai na Terra sem ser pela vontade do vosso pai. bem mais valeis do que muitos pássaros. portanto. — LUCAS. 10º. é a imensidade onde. com estas palavras. Não é verdade que dois pássaros se vendem por um asse? (66) Pois. mas que não podem matar a alma. Disse-as. temais. caverna que o rei Josias mandara construir em Jerusalém. — 29. as desempenharem com desassombro. onde os culpados eram punidos. — 7. Assim o entenderam os que se ativeram à letra. eu vos digo. 4 ao 7. não há um só deles que Deus tenha esquecido. 28 ao 31. dotado de individualidade e personalidade. para. por um inferno. Não temais. entretanto. Só temer a Deus. sem cuja vontade nada sucede MATEUS: capítulo 10º. temei sim aquele que pode precipitar tanto o corpo como a alma na geena. Não temais os que podem matar o corpo. igualmente. meus amigos: Não temais os que matam o corpo e que. possa estar sujeito a permanecer indefinidamente num lugar material circunscrito e a ser queimado pelo fogo. depois disso. — 5. para lhes infundir a confiança de que necessitavam. Até os cabelos das vossas cabeças estão todos contados. Jesus dirigia essas palavras a seus discípulos. chama a atenção do homem para a inteligência de que é possuidor e que. o inferno. pois. — 30. versículo 4. depois de haver tirado a vida. para consumir os detritos ali atirados. na individualidade e na imortalidade. sem exceção. que se trata de uma expressão alegórica. e onde era mantido um fogo contínuo. Vou mostrar-vos a quem deveis temer: Temei aquele que. Não temais os que matam o corpo. o Espírito culpado passa pelos sofrimentos ou torturas morais apropriados e proporcionados às faltas que haja cometido. à maneira do Tártaro do paganismo. ou à maneira da cloaca dos Judeus. é a erronia de semelhante interpretação. — 6. o princípio inteligente. Vê-se. 12º. livres dos temores que os assaltavam ante as provas e perigos das missões que lhes eram confiadas. tem o poder de lançar na geena. das crenças gregas e romanas. cuja natureza íntima ainda desconhecemos. de significação complexa. . a esse sim. de modo a impressionar fortemente aqueles a quem falava. portanto. versículo 28. Até os cabelos das vossas cabeças estão contados. nada mais tem que fazer. Manifesta. pois não se compreende que o Espírito. Não se vendem cinco pássaros apenas por dois asses? Entretanto. bem como dos cadáveres a que negavam sepultura.190 63 MATEUS. filha de Deus. para inspirar aos homens a confiança sem limites que devem depositar em Deus. Nada. Jesus. E eu vos digo. quando errante. que olha com vistas paternais para todas as suas criaturas. a Deus tem que voltar.

chegada que seja a hora da prestação de contas. Assim. 14 e 15. tornando o homem sujeito a experimentar as conseqüências do seu procedimento. as terras primitivas e todos os mundos inferiores. perder o seu Espírito. 27º. onde. pela encarnação ou reencarnação. preciso se faz que o homem goze de liberdade no seu proceder. 3º. nem um só ato nosso. é claro que a criatura nada deve temer dos que. 7. em tal caso. 8. 13. . podem apenas destruir esse instrumento. Com efeito. a sua página escriturada com exatidão. 45. não é mais do que o instrumento das provas necessárias à sua purificação e progresso. nem um só dos nossos mais secretos pensamentos escapam ao Senhor. (67) 1º Reis. — Não devem estas palavras ser tomadas ao pé da letra. — Isaías. sempre que se encontre em risco de. que a bondade infinita de Deus vela incessantemente pelas suas criaturas e faz sentir sobre estas a sua influência. na sua significação. elas sustentariam um erro. pois. — Atos. 1º. conformemente ao uso que o homem faz do seu arbítrio. deixa que os acontecimentos da vida humana sigam seu curso. que nunca abandona a qualquer de seus filhos. Ora. admitidas no sentido literal. imutáveis e eternas. 14.191 Aquele termo abrange também. para ser responsável. 8º. 12. mas esse ato tem seu princípio de origem e seus corolários regulados pelas leis naturais. como o são. porém. 13. — 2º Reis. não esquece nenhuma de suas ações boas e não deixa impune nenhuma ação má de modo que. 34. auxiliando-as em se forrarem aos efeitos funestos do mau uso do livre-arbítrio de que Ele as dotou. evidente se torna que o homem deve preferir a perda do seu corpo. de prova e expiação. aqueles sofrimentos ou torturas morais. se vêem lançados os Espíritos culpados. a qual. Quer dizer que. cuja execução e aplicação o aludido ato provoca. Todos os cabelos das vossas cabeças estão contados. Assim sendo. ao passo que deve sempre temer que a parte verdadeiramente importante do seu ser mereça condenada à geena de que acabamos de falar. na erraticidade. envolveriam a negação do livre-arbítrio do homem e justificariam o entregar-se ele ao fatalismo. 14º. por intermédio dos Espíritos bons. atendendo a que o corpo. entretanto. O que as palavras que estamos apreciando querem dizer é que nada sucede que não tenha sido previsto pela infinita sabedoria do Senhor. incorrer em falta de que lhe resulte a condenação à geena. e onde o corpo que os reveste por si só também é para eles uma geena. pois que. ele é livre de praticar um ato qualquer. no livro da vida. (66) 20 centavos. — JOÃO. cada um encontrará. — 1ª Epístola à Pedro. — Zacarias. 15º. 12. 51º. 14º. 8. 11. É igualmente certo. isto é. como envoltório do Espírito. para o salvar. como de fato é. — Jeremias. porqüanto. quando muito.

que seria sancionada com o sacrifício do Gólgota. é confessá-lo. a fim de aprenderem. a sogra contra a nora e a nora contra a sogra. Aquele que me confessar diante dos homens. — 34. três contra duas e duas contra três. é certo. Todavia. 32 ao 36. trazendo aos homens. 10º. — 52. destinado a fazê-la frutificar e preparar o advento da nova revelação. — 33. fariseus e sacerdotes orgulhosos e cúpidos. Praticar essa moral é estar no carreiro por Ele traçado. porqüanto. a filha contra a mãe. do egoísmo. LUCAS: capítulo 12º. que está nos céus.192 64 MATEUS. — 9. eu vos digo que aquele que der testemunho de mim diante dos homens. esse se afasta da senda da verdade. vim trazer a separação. para que ao seu derredor se grupassem os homens. se embrenha pelos caminhos tortuosos. também eu o confessarei diante de meu pai. (68) Jesus é a personificação da moral sublime que Ele trouxe ao mundo. a fim de que chegue a ser conhecido e até que o seja MATEUS: capítulo 10º. Ora. Aquele que. enquanto não dê testemunho dele. estarão todas divididas. vim separar de seu pai o homem. — 51. os preconceitos e as tradições sustentados pelos escribas. Jesus veio trazer fogo à Terra. e o homem terá por Inimigos os de sua própria família. — 53. — LUCAS. seu objetivo era santo. 8 ao 9 e 49 ao 53. pela observância da lei de amor. pois que consistia em substituir a fé cega e falsa. eu vo-lo digo. Com efeito. porqüanto. praticarem e espalharem pelo exemplo os ensinamentos cuja difusão constituía o objeto da sua missão. Mas aquele que me negar diante dos homens será também negado diante dos anjos de Deus. ainda muito distante. mas que se . versículo 8. — Não veio trazer a paz e sim o gládio. dos vícios e das paixões que degradam a Humanidade. Vim trazer o fogo à Terra. Ora. Tenho que receber um batismo e quão ansioso estou para que ele se cumpra. também eu o negarei diante de meu pai que está nos céus. estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai. repudiando-lhe a lei. Não penseis que vim trazer paz à Terra. Ele veio dar causa a lutas. da hipocrisia. Pensais que vim trazer a paz à Terra? Não. entre os que desejariam enveredar pela nova estrada e os preguiçosos ou obstinados. nem apresentá-lo ao Rei dos reis. 12º. esse progresso. a esse o bom Pastor não o pode receber na categoria dos Espíritos bons. Aquele que me negar diante dos homens. com o trazer ao mundo uma doutrina que saparia os abusos. — 36. que quereriam permanecer estacionários. e que é o que quero senão que ele se acenda? — 50. — 35. versículo 32. doravante. E esse fogo Ele o queria bem aceso. renega o bom Pastor. Jesus veio pôr fogo à Terra. não vim trazer a paz e sim o gládio. no seio mesmo das famílias. LUCAS: capítulo 12º versículo 49. que serão os alicerces da paz universal. a divisão. lutas a que ainda hoje presenciamos. de sua mãe a filha e de sua sogra a nora. para a nossa salvação. ao contrário. Espíritos atrasados. se numa casa se encontrarem cinco pessoas. a mãe contra a filha. que são os do orgulho. pela prática da caridade e da fraternidade. dele o filho do homem dará testemunho diante dos anjos de Deus. praticando a sua moral.

54º. — 2ª Epístola à Timóteo. — Miquéias. 40º. 43. 2º. 10º. 9. 16. vendo a luz. 10. diz-nos o Senhor pela boca de seus emissários. esclarecei as inteligências obscuras. espíritas. 9º. 28. 7º. 7º. que somente cessarão quando Ele próprio vier completar a sua obra pela separação do joio e do bom grão. porque essa é a vontade do nosso Pai celestial. Ele será — o rei da paz. 6. — 1º de João. — João. éEle ainda a influir sobre nós. O Espiritismo é Jesus presente de novo entre nós. a fim de que todos. 12. 13º. isto é. Trabalhai. 14. 10º. pela elevação dos bons à posse do reino que lhes está preparado e pela repulsão dos rebeldes e cegos voluntários para as terras em que possam decidir-se a encetar a obra da sua purificação. — Apocalipse. impelindo-nos para o progresso e a dar lugar a novas lutas. ela a todos igualmente ilumine. 3º. 5. sustentai os fracos. 19. ajudai os vossos irmãos a chegarem ao ponto em que vos achais. por arrancar os parasitas que abafam a sua vinda. — Romanos. . 2º. (68) Salmos. pois. Depois de ter sido até aí — rei da justiça. Só então a sua missão se tornará de paz. com ardor. 18.193 há de realizar.

portanto. cuja síntese é a lei do amor. não basta ter deles a compreensão literal ou gramatical. e aquele que não toma sua cruz e me segue não pode ser meu discípulo. importa não esqueçamos que Jesus freqüentemente usava de expressões demasiado fortes. Além disso. 37 ao 39. nem os interesses superiores e a felicidade real de seus outros irmãos em Deus. . purificado. Essa a lição constante dos versículos acima. é preciso pesquisar-lhes os fundamentos.194 65 MATEUS. voltando-se para a multidão que o acompanhava. a sua mulher. Jesus veio dar cumprimento ao Decálogo e confirmar as profecias que lhe eram relativas. disse. Aquele que não toma sua cruz e me segue não é digno de mim. e aquele que ama a seu filho ou a sua filha mais do que me ama. — Paciência e resignação nas provações terrenas MATEUS: capítulo 10º. porém. LUCAS: capítulo 14º. que em todas as coisas prejudica o ser humano e o transvia. — 26. 25 ao 27. 27. praticar um ato contrário a esses ensinos não é digno do Mestre. pelo amor paterno e filial. — 39. condenou foi o excesso. buscar-lhes o espírito. versículo 37. não é digno de mim. ou a tábua dos preceitos e sentenças do Divino Mestre. 14º. Para bem se conhecerem esses preceitos e sentenças. Aquele que acha sua vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a encontrará. e que o Espírito só se depura na adversidade. que é o crisol das grandes obras. como a respeito de tudo mais. mostrar-lhe que a vida real é a do Espírito liberto da escravidão da matéria. Veio. egoísmo e o egoísmo contravém aos ensinos do Filho de Deus. isto é. pois que isso seria. (69) Os santos Evangelhos são o código. para impressionar os Hebreus de então. — Cumprimento do dever acima de todas as coisas. Ele. Jesus. de mim não é digno. É dever do homem consagrar-se à família e preencher para com esta todas as obrigações que lhe impõem as leis divinas. Veio congraçar a Humanidade. a suas Irmãs e até a sua própria vida. interpretando-os. a seus irmãos. para cuja compreensão cumpre não constituam obstáculo os termos odiar e aborrecer. Para isso. — LUCAS. necessário se faz estudá-los. O que. Não deve. pelo afeto. versículo 25. fazendo-lhe ver que os seus membros devem unir-se pela amizade. Assim. 10º. enfim. que produzem a concórdia. para agradar a seu pai ou a sua mãe. Não lhe deve sacrificar o amor ao próximo. pelo carinho. a qual não tem a significação violenta daquelas outras e carece de equivalente nos modernos idiomas. jamais poderia ter dito o que quer que importasse em condenação do amor da família. com relação a esta. apreciá-los em conjunto. aquele que. não pode ser seu discípulo. Aquele que vem a mim e não odeia a seu pai e a sua mãe. — 38. a seus filhos. Amor da família. fazer do cumprimento dessas obrigações um culto. de modo a lhes alcançar o sentido profundo. porqüanto nenhum desses vocábulos traduz com exatidão a palavra correspondente no texto hebraico. Aquele que ama a seu Pai ou a sua mãe mais do que me ama. não pode ser meu discípulo.

dentre eles. para lhes significar que. em todas as épocas. teria a vida eterna. 12º. que. resignação e. quando sentenciava que quem não tomar a sua para o seguir não pode ser seu discípulo. aliás. viessem ou venham a constituir-se continuadores da alta missão em que se investiram os apóstolos e os discípulos imediatos do Cristo. 12º. 6. 33º. 25. — JOÃO. — Apocalipse. 32º. 26 e 27. que. a sua vida espiritual. quando as aceita com humildade. Dizendo que “aquele que acha a sua vida a perderá e que aquele que perde a vida por sua causa a achará”. inocente e imaculado. nada tinha que expiar. até. falando a seus discípulos. ao contrário. A cruz a que aludia. no mesmo sentido. 9. por conseguinte. era justo. para conservar a vida humana. a bem daquela outra. o Divino Mestre se dirigia especialmente a seus discípulos. reconhecimento. podem e devem considerar-se como dirigidas. 12. conforme o exemplificou Ele que. 11. é a das expiações e das provas necessárias e inevitáveis. a prova temo-la em que. aquele que não recuasse diante da morte e a sofresse. desempenhando a sua missão. assim. a única digna de apreço e valiosa. nem que o tornasse merecedor de qualquer provação. renunciaria ao acabamento da obra. para levar a cabo a obra. 2ª Epístola à Timóteo. gravemente. sempre que lhes fosse mister sacrificá-la.195 profundamente materializados. Quanto ao ser a vida do Espírito a Única real e. pois. comprometendo. aos que posteriormente. 13º. (69) Deuteronômio. o que falisse à sua missão. Êxodo. Tais palavras. 3º. entretanto. . por isso que mediante elas somente é que o Espírito se depura. o Senhor lhes recomendava que nenhuma importância dessem à vida do corpo.

mas. para percorrê-lo todo. condição essencial de todo progresso. todos os que a vejam entrem a escarnecê-lo. que é a da caridade universal. a despesa necessária. não pode ser meu discípulo. com vagar e calma. se assim o não fizermos. Assim.196 66 LUCAS. — Provérbios. para saber se tem com que terminá-la. (70) Antes de enveredarmos por um caminho novo. até nos fortalecermos bastante. 17 e 18. ficaremos sujeitos a perder o nosso tempo. senão como meio de fazer caridade LUCAS capítulo 14º. Em tal caso. — 29. não orça de antemão. antes que nos arriscarmos a tentativas infrutíferas. considerando-os simples meio de fazermos o bem e proporcionarmos alívio aos nossos irmãos que sofrem. — Não parar na estrada do progresso. sobretudo em se tratando do caminho do progresso. pois. que não renunciar a tudo o que tem. pois. a fim de que. Ou. 24º. 28 ao 33. 27. 5º. (70) 3º Reis. — Não dar apreço aos bens materiais. de praticarmos a caridade. com vagar e calma. . não examina antes. e lhe apresenta propostas de paz. desde que paremos hesitantes e indecisos. preferível é esperemos. Examinar antes de obrar. Qual aquele dentre vós que. mas não pôde acabar? — 31. precisamos certificar-nos de que dispomos de uma vontade bastante forte. manda embaixadores. Renunciar a tudo o que possuímos não quer dizer que devamos esbanjar. isto é. quando o inimigo ainda está longe. o que se dará. por não a poder acabar. Se o não pode fazer. 14º. depois de lhe haver lançado as fundações. devemos desprender-nos dos bens materiais. versículo 28. desejando edificar uma torre. Para caminharmos pela senda do progresso. porque sem ela não há salvação. que amargos pesares nos trarão. dizendo: Esse homem começou a construir. tendo de entrar em guerra com outro rei. aquele dentre vós. qual o rei que. se pode marchar com dez mil homens contra o inimigo que vem ao seu encontro com vinte mil? — 32. — 30. que não lhes devemos criar uma afeição que nos impeça de dar-lhes a aplicação para que nos foram confiados. pôr fora os nossos bens. — 33.

em verdade vos digo. se podem resumir da forma seguinte: Aquele que deposita fé em Deus e procede tendo em vista a vida eterna. como ensino.197 67 MATEUS. 4º. 10 e seguintes. 40 ao 42 e 11º. para todos os homens. um copo dágua fria. E todo aquele que der de beber a um destes pequeninos. só por ser dos meus discípulos. a seguinte lição: O bem que fizerdes vos será contado. Aquele que vos recebe a mim me recebe. As do versículo 41 são simbólicas: Aquele que proceder com louvável intuito será recompensado pela sua intenção. Jesus partiu a ensinar e pregar nas cidades vizinhas. podem explicar-se como encerrando. obterá a recompensa reservada ao fiel. As palavras do versículo 40 eram endereçadas aos apóstolos: Aquele que recebe os vossos ensinamentos recebe os meus e quem recebe os meus ensinamentos recebe os daquele que me enviou. (71) O sentido e o alcance destas palavras. Aquele que recebe o profeta como profeta receberá a recompensa do profeta. Logo que acabou de dar essas instruções a seus doze discípulos. não perderá sua recompensa. Quanto às do 42. — 4º Reis. Aquele que cumpre a lei de amor e de caridade terá sua recompensa MATEUS: capítulo 10º. . dirigidas por Jesus. 10º. 18º. versículo 40. aos homens de então e do futuro. por menos importância que tenha o vosso ato e seja qual for a dos irmãos que aliviardes ou socorrerdes. MATEUS: capítulo 11. e aquele que recebe o justo na qualidade de justo receberá a recompensa do justo. 8 e seguintes. — 42. 4 e seguintes. 1. (71) 3º Reis. tendo em vista cumprir a lei de amor e de caridade. e aquele que me recebe recebe o que me enviou. 17º. — 41. versículo 1.

que se agarrou aos nossos pés. 10º.198 68 LUCAS. — 3. cabia-lhes ser alimentados. Não saudeis a ninguém pelo caminho. como vimos. o que fazem os que se dizem ministros do Cristo e sucessores dos apóstolos. não vos receberem. Cumpre-lhe prover às necessidades do corpo. Algum tempo depois. não andeis de casa em casa. todavia. pois. — Segundo o espírito. Não leveis bolsa. desde que se achassem num meio refratário a aceitá-los. Ao entrardes em qualquer casa. (72) As instruções por Jesus dadas aos setenta e dois discípulos são idênticas às que deu aos apóstolos. Permanecei na mesma casa: sede perseverantes. — Por “filhos da paz” designava Jesus os que se mostravam dispostos a enveredar pela nova estrada que os faria adiantar-se em direção ao Senhor. versículo 6). porqüanto o obreiro é digno do seu salário. curai os doentes que ai encontrardes e dizei-lhes: O reino de Deus está próximo de vós. e o que me despreza. — 2. e lhes dizia: A seara na verdade é grande. Não é isso. Filhos da paz — a vossa paz (capítulo 10º. para que necessitemos . avançai para a meta. ao dono da seara que mande trabalhadores para ela. alguns pontos aqui há que reclamam observações especiais. — 12. do Evangelho de Mateus. Se aí estiver algum filho da paz. — 9. eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. a vossa paz ficará com ele. Sacudimos contra vós até a poeira da vossa cidade. entretanto. até que a tenhais alcançado”. que se restringir ao estritamente necessário. 1 ao 12 e 16. versículo 1. traficam com as coisas de Deus e procedem como todos vêem. —Comei e bebei do que nela houver: Nem só pelo espírito vive o homem. Ide. — 10. em recompensa do trabalho que executavam. ide pelas ruas e dizei: — 11. a todas as cidades e a todos os lugares aonde ele próprio tinha que ir. senão. Digo-vos que nesse dia os de Sodoma serão tratados com mais indulgência do que os de tal cidade. Todavia. comei do que se vos apresentar. — 8. entrando nalguma cidade. nem sandálias e a ninguém saldeis pelo caminho. voltará para vós. — 6. Permanecei na casa comendo e bebendo do que nela houver. o Senhor escolheu setenta e dois outros discípulos e os enviou dois a dois. rogai. dizei primeiramente: Paz a esta casa. que o reino de Deus está próximo. Mas se. mas poucos são os trabalhadores. aquele que vos despreza a mim me despreza. despreza aquele que me enviou. versículo 16. Missão e instruções dadas aos setenta e dois discípulos LUCAS: capítulo 10º. Sob o pretexto de que merecedor do salário é o obreiro. Quando entrardes numa cidade qualquer onde vos acolham. Aquele que vos escuta a mim me escuta. nem alforje. — 7. o que com essas palavras quis Jesus dizer é o seguinte: “Não deixeis que vos desviem do caminho em que ides. sabei. porém. — 4. precedendo-o. — A paz que eles tinham (“a vossa paz”) eram a fé e os conhecimentos que possuíam e que com eles ficavam. 9 e 13 do capítulo 10. Como trabalhadores. tratando dos versículos. não pareis. Tinham. LUCAS: capítulo 10º. Os discípulos davam o alimento do Espírito e recebiam de outros o alimento do corpo. — 5.

procura o luxo. além do necessário. judeus ou gentios. a lei do Cristo. a voluptuosidade. imitando os de outrora e os apóstolos. de todas as virtudes que o Mestre exemplificou e que constituíram o patrimônio deles. dos que vos repelirem. de lado os abusos. igualmente. os que lhe pratiquem sinceramente as lições e os exemplos. Não compreenderam. que se não munissem de duas túnicas. seus ensinamentos. guiados e inspirados pelos Espíritos do Senhor. Diante do que fazem e da maneira por que vivem os ministros da Igreja de Roma. enfim. — Estas palavras. Como poderão considerar-se discípulos de Jesus e sucessores dos Apóstolos os que recebem dinheiro em paga das preces que fazem? Enviando os discípulos que escolhera para transmissores da sua palavra. por isso que se lhes mostrou a luz e fecharam os olhos. oferecem o pé a beijar aos que se lhes aproximam do trono rebrilhante de pedrarias. novos discípulos de Jesus. nem de dois pares de sandálias. do capítulo 10º de LUCAS. Sacudi a poeira dos vossos pés: — Afastai-vos. de inteiro esquecimento de si mesmos. com autoridade para abençoar ou reprovar. e mesmo receber coisa alguma. da pobreza. bem fará dando outra direção às suas atividades. Cercados de luxo e fausto. etc. quando deveriam ser os que lavassem os pés a seus irmãos. mas que não exemplificam? Deixemos. Aquele que. constantes no versículo 16. sem possuir as virtudes que elevam o Espírito e atraem a assistência dos Espíritos superiores. o bem-estar material. não deu Jesus esse direito a quem quer que entendesse de exercer. uma vida de completa abnegação. Prescreveu-lhes. esforçando-se por imitar os apóstolos e os discípulos do Cristo de Deus. o fausto. do amor que o homem deve consagrar e praticar para com os seus irmãos. a pregar em espírito e verdade e a desenvolver. sem nada aceitar. evitando transformar aquele ministério numa profissão. dedicação e caridade. sem levar convosco nem mesmo a poeira que vossos passos levantem. renunciam à herança da humildade. em troca de seus ensinamentos e preces. isto é. de acordo com essa Revelação. que na Terra só deu exemplos de humildade. Aquele que não se sinta disposto a uma vida de abnegação. aos que. sacerdotes ou leigos. nem compreendem que a única maneira de que dispõe o homem de erigir para si um trono consiste em viver vida austera e humilde. só as podem aplicar a si os que. sigam as pegadas do Mestre divino. Aquele que vos escuta a mim me escuta. Proibiu-lhes cogitar do bem-estar material. Cada um responderá pelos seus . abnegação. desinteresse. os que se dizem sucessores dos apóstolos? Ao mesmo tempo que se apregoam herdeiros dos poderes conferidos a estes. não é e não pode ser discípulo do Mestre. como não se lhes hão de considerar irônicas as eloqüentes prédicas sobre as virtudes que aconselham. porém. sem preencher as condições a isso essenciais. de humildade e de pobreza.199 indicá-lo aqui mais uma vez. Jesus lhes recomendou. fez-se-lhes ouvir a palavra de paz e taparam os ouvidos. são chamados a divulgar a Nova Revelação. simultaneamente. Entretanto. como procederam e como procedem os pseudo discípulos do Cristo. sua moral. Dando aos discípulos o poder de ligar e desligar. Eles serão tratados mais rigorosamente do que os de Sodoma e Gomorra. Elas se aplicam.

5º. os espíritas. 27. (72) JOÃO. 51. 1. no propósito único de impulsionar o progresso da Humanidade. — Atos. pela observância dos ensinamentos do Mestre. — 1ª Epístola aos Coríntios. 23. — 2º Tessalonicenses. 6. 13º. 10º. pelo cumprimento exato dos nossos deveres.200 atos. 8. 29. — 4º Reis. de nos impormos ao respeito de todos. 4º. 18º. pela confiança que inspire a nossa sinceridade. 3º. . 4º. pela austeridade do nosso caráter. — 1º Tessalonicenses. Cuidemos nós.

3. se virmos que nossas obras nos autorizam a esperá-la. Idêntica à dos discípulos deve ser a alegria dos espíritas. Nosso objetivo. mas ao fim da qual entrevejamos o progresso da Humanidade. até os demônios se nos submetem em teu nome. Os répteis venenosos que se ocultem por onde passemos não levantarão as cabeças malfazejas. — 18. Rejubilemo-nos. Toda vez que tentarmos combater o mal sob qualquer forma que se apresente. Esmagá-los-emos com os pés e eles se ocultarão envergonhados da derrota. — Daniel. 12º. como sempre. 1.201 69 LUCAS. 9º. 12º. 12º. 32 e 33. alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus. O Mestre paga sempre ao trabalhador na razão do seu trabalho. 8. E Jesus lhes disse: Eu via Satanás caindo do céu como relâmpago. 4º. Contudo. . — 19. — Seus nomes escritos nos céus LUCAS: capítulo 10º. 10º. — JOÃO. Os que caminham sinceramente nas sendas do Senhor podem rejubilar-se. com o fim exclusivo de impulsionar o progresso da Humanidade. não lançarão seus dardos contra nós. 29. Jamais nos orgulhemos do que o Senhor permita que façamos. nada vos causará dano. Regresso dos setenta e dois discípulos. nossa única ambição devem consistir em ganharmos a recompensa prometida. portanto. (73) Êxodo. versículo 17. 68º. caminhemos desassombradamente. Sempre que nos aventurarmos por uma estrada desconhecida. mas não tiremos daí nenhum motivo de vaidade. difícil. pois seus nomes estão escritos no “céu”. 3. 9. O Senhor protege os que trabalham com zelo na obra de que os encarregou. os escorpiões e todo o poder do inimigo. — Salmos. o bem dos nossos irmãos. o mal se precipitará nos abismos insondáveis e sua queda servirá para nos esclarecer. figuradamente. não vos alegreis por vos estarem os espíritos submetidos. — Apocalipse. com confiança e sinceridade. 31 — Filipenses. — Isaías. 32º. 1. mas tendo em vista o progresso e o amor universal. — 20. (73) Dizendo aos discípulos que via Satanás cair do céu qual relâmpago. Os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria. 17 ao 20. porqüanto também são designados a trabalhar na obra e conseguirão tudo o que tentarem fazer em seu nome. 4º. Vedes que vos dei o poder de esmagar as serpentes. Jesus lhes falava. dizendo: Senhor.

O Precursor queria certificar-se de que Jesus era realmente aquele cuja vinda ele anunciara. 8º. o Evangelho é pregado aos pobres. 29º. Jesus curou muitas pessoas de enfermidade e chagas e dos maus espíritos e restituiu a vista a muitos cegos. Todo aquele que não aceita a moral do Cristo. para lhe comprovar a identidade. o repele. João. Feliz. os surdos ouvem. — Isaías. Nesse mesmo instante. — Romanos. 55. os coxos caminham. — Números. sentindo a necessidade de enriquecer-se com a palavra evangélica. para verificarem se se não tratava de algum hábil impostor. já sabemos como Ele os operava. 21º. porém. 61º. 2º. Enviou-lhe pôr isso dois de seus discípulos. E João chamou dois deles e os mandou a Jesus para lhe perguntarem: És aquele que tem de vir ou é outro o que esperamos? 20. 23. 14. LUCAS: capítulo 7º. 2 ao 6. — Salmos. 24. 6º. — Timóteo. que os coxos caminham. os leprosos são curados. 9º. pobres são todos os que. Os pobres. do que lhe acolhe os preceitos e os põe em prática. Jesus lhes respondeu: Ide contar a João o que vistes e ouvistes. 35º. portanto. Em seguida. porque progride e não tem que temer uma repulsa. e lhe dissessem: És aquele que tem de vir ou esperamos outro? — 4. os mortos ressuscitam. 36. 5º. pois. que os surdos ouvem. 7º. que João mandou seus emissários ao Cristo. disse: Ide narrar a João o que vistes e ouvistes: que os cegos vêem. 11º. que os mortos ressuscitam. — Daniel. E bemaventurado aquele que não se houver escandalizado de mim. Quanto aos chamados “milagres” que Jesus praticou em presença dos discípulos de João. 4 e 5. — 19. 49º. Bem-aventurado o que não se houver escandalizado de mim. Foi. respondendo aos discípulos de João. na prisão. — JOÃO. Os discípulos de João lhe referiram todas as coisas que Jesus fazia. (74) Gênese. 18 ao 23 Discípulos de João mandados por este a Jesus MATEUS: capítulo 11º. 22º. 1. eram os que de ninguém mereciam atenção alguma. que o Evangelho é pregado aos pobres. — 22. eram os que se viam abandonados. 2. não tinha certeza de que Jesus fosse quem devia ser. 10. sabido das obras do Cristo. 24º. De modo geral.202 70 MATEUS. 18. 14. versículo 2. 27. João mandou que dois de seus discípulos fossem ter com Ele — 3. — LUCAS. 2º. 8. — 6. se dispõem a ouvi-la. (74) A fama levara a João o rumor dos atos de Jesus. — Apocalipse. — 1ª Epístola à Pedro. Tendo. 17. versículo 18. Esses homens. — 5. falando mais para aquela época do que para o futuro. encontrando Jesus. 32. — 23. . 3º. desprezados. Os cegos vêem. que os leprosos estão curados. 2º. lhe disseram: João Batista nos mandou aqui para te perguntarmos se és aquele que tem de vir ou se é outro o que esperamos? — 21. 16. 9º. a quem o divino Mestre se referia.

203

71 MATEUS, 11º, 7 ao 15. — LUCAS, 7º, 24 ao 30 e 16º, 16. João, precursor, e Jesus. — Pedra fundamental do edifício da regeneração. — Missão nova e futura de João
MATEUS: capítulo 11º, versículo 7. Logo que eles se foram embora, começou Jesus a falar de João ao povo nestes termos: Que é o que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? — 8. Que é, pergunto, o que fostes ver? Um homem vestido de finas roupas? Sabeis que na casa dos reis é que vivem os que se vestem assim. — 9. Que é então o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vo-lo digo, e mais que profeta; — 10, porqüanto dele é que está escrito: “Eis que envio, na tua frente, o meu anjo, que te preparará o caminho”. — 11. Em verdade vos digo: Nenhum dentre quantos hão nascido de mulher foi maior do que João Batista, mas aquele que for o menor no reino dos céus é maior do que ele. — 12. Desde os dias de João Batista até o presente o reino dos céus sofre violência e os violentos o arrebatam; 13, pois, até João, todos os profetas e a lei profetizaram; — 14, e, se quiserdes, compreendei: ele é o Elias que há de vir. — 15. Ouçam os que têm ouvidos de ouvir. LUCAS: capítulo 7º, versículo 24. Logo que se foram os mensageiros de João, entrou Jesus a falar deste à turba: Que é o que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? — 25. Que é, pergunto, o que fostes ver? Um homem vestido de finas roupas? Sabeis que nas casas dos reis é que se encontram os que se vestem magnificamente e vivem nas delícias. — 26. Que é, então, O que fostes ver? Um profeta? Sim, certamente, eu vo-lo digo, e mais que profeta; — 27, porqüanto, dele é que está escrito: Eis que envio, na tua frente, o meu anjo, que te preparará o caminho adiante de ti. — 28. Pelo que, eu vos digo que, dentre os que hão nascido de mulher, nenhum ainda houve maior do que João Batista; mas aquele que for o menor no reino de Deus é maior do que ele. — 29. E todo o povo e os publicanos que o ouviram se submeteram aos desígnios de Deus recebendo de João o batismo. — 30. Mas os fariseus e os doutores da lei desprezaram os desígnios de Deus para com eles, não se fazendo batizar por João. LUCAS: capítulo 16, versículo 16. A lei e os profetas duraram até João; a partir daí, o reino de Deus é pregado aos homens e cada um lhe faz violência. (75) Falando de João nesses termos, Jesus dava testemunho da missão que o Precursor viera desempenhar, assim como anunciava a nova e futura missão que ele desempenhará, e lançava a pedra fundamental em que assentaria o edifício da regeneração, edifício que se vai erguendo, embora lentamente. A época do aparecimento de Jesus na Terra, sob a forma corporal humana, nos é indicada como básica do progresso que ‘nas idéias se havia de produzir. Elas, de fato, se elevaram, fracamente é certo, mas o bastante para se despojarem do envoltório material que as constrangia e tendem, cada vez mais, a se elevar para as regiões espirituais. Pois bem, para o acabamento dessa empresa, para a continuação da obra de Jesus, é que trabalham os Espíritos elevados, sob as vistas e a direção do Mestre.

204 MATEUS, versículos 9 e 10. — LUCAS, versículos 26 e 27. — Exprimindose dessa forma, Jesus testificava que o Espírito de João já atingira um grau de elevação muito mais alto do que os dos profetas. Comparava estes últimos, nas diversas épocas em que apareceram, com Elias reencarnado como Precursor, para, apontando a extensa linha de progresso que fora percorrida, mostrar que o Elias de então já era muito mais do que o Elias dos Hebreus. Podemos, em conseqüência, imaginar qual será a grandeza desse Espírito, do ponto de vista do poder e da ciência, quando desempenhar a sua missão espírita, assinalando com essa missão a sua nova passagem pela Terra. Referimo-nos ao seu progresso em ciência universal, que é, conforme se sabe, indefinido e não limitado, como o progresso moral, cujo limite o Espírito atinge no seio de Deus, alcançando a perfeição moral. MATEUS, versículo 11. — LUCAS, versículo 28. — O pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, ao declarar que, dentre os varões nascidos de mulher, João era o que mais alto se achava colocado, espiritualmente falando, foi, em primeiro lugar, fazer sentir, embora deixando velada pela letra essa verdade, que Ele, Jesus, não nascera de mulher. Em segundo lugar, quis revelar a existência de outros Cristos, isto é, de outros Espíritos que, havendo percorrido sempre, sem desvios, a linha reta do progresso, chegaram à suprema pureza, sem terem necessidade de descer ao ventre da mulher, a fim de passarem por provações, a fim de provarem a morte, segundo a sua própria linguagem. A esses Espíritos é que o divino Mestre comparava o de João, para afirmar que, mau grado à extraordinária elevação deste, ele era menor do que o mais pequenino no reino dos céus. Vê-se assim que do fato de se achar encarnado o seu Espírito é que Jesus tirava fundamento para a afirmativa que fez, porqüanto esse fato constituía a prova formal de que aquele Espírito ainda não galgara os cumes supremos da pureza, visto que os que a tais altitudes chegam ficam, em absoluto, excluídos da ação da lei das encarnações e reencarnações, que é o que já se verificara com Jesus, antes mesmo que o nosso mundo se formasse. Sofrendo, como estava, os efeitos dessa lei, a João se lhe velara o passado. Tal qual sucede a todos os encarnados, ele esquecera suas anteriores existências, como era necessário, pois, a não ser assim, nenhum mérito lhe adviria do desempenho da missão de Precursor, se sempre tivesse diante dos olhos tudo quanto fizera como Elias, o profeta; se a todos os momentos pudesse apreciar os feitos do venerando legislador, de cujas mãos recebera o povo hebreu as tábuas da lei, o Decálogo. O Elias que tinha de vir veio, de fato, na pessoa de João que, concluída na Terra a sua missão de Precursor, continuou e continua a desempenhá-la na espiritualidade, trabalhando para que progridam o planeta terreno e a sua Humanidade, preparando o novo advento de Jesus, como Espírito da Verdade, como complemento e sanção da verdade. E, ao abrir-se, como agora se abre, a era nunciativa desse advento, a era espírita, ele novamente clama ao povo, a todo o povo da Terra, aos publicanos, aos escribas, aos fariseus e aos doutores da lei em nossos dias: Fazei penitência, arrependei-vos, arrependeivos, que se aproxima a hora do julgamento, pois que a morte, de um instante para outro, VOS pode surpreender e entregar os vossos Espíritos culpados à expiação na erraticidade e, depois, às aflições e angústias das reencarnações. Purifiquemo-nos, para sermos recebidos na morada celeste, onde só têm entrada os eleitos, isto é, os puros, condição a que todos havemos de chegar,

205 visto que para o Senhor não há eleitos, nem réprobos, segundo as falsas interpretações humanas. Só, porém, os que se tornam puros podem acercar-se do centro da Onipotência. Notemos que, confirmando ser João a reencarnação do Espírito Elias, o divino Mestre não disse: “João é o Elias que havia de vir”, mas: João é o Elias que há de vir”. Assim, além de confirmar a presença de Elias entre os homens na pessoa de João, anunciou o seu futuro reaparecimento na Terra, sempre como Precursor. Trará então, por missão especial, o alargamento do círculo das idéias e conhecimentos humanos, o fortalecimento do amor universal e, portanto, da caridade e da fraternidade que lhe são conseqüentes. A partir de João, o reino de Deus é pregado aos homens e cada um lhe faz violência. É figurada esta linguagem, significando que ninguém se aplica a fazer o que deve, para alcançar o reino de Deus, para realizá-lo em sua alma, que é o meio de chegar a ele, conforme ensinou Jesus. Cada um procura criar para si um reino da Terra, caracterizado por honras extraordinárias e imenso poderio, e tenta violentar a entrada do reino de Deus, por meio da hipocrisia, ou do anátema. (75) Malaquias, 3º, 1; 4º, 5 e 6. — Apocalipse, 2º, 7.

206

72 MATEUS, 11º, 16 ao 19. — LUCAS, 7º, 31 ao 35. João e Jesus incompreendidos pelos Hebreus, João e Jesus compreendidos hoje pelos que são os filhos do Senhor
MATEUS: capítulo 11º, versículo 16. Com que compararei esta geração? Ela se assemelha a crianças que, assentadas na praça pública e aos gritos, — 17, dizem aos seus companheiros: Tocamos flauta para vós outros e não dançastes; lamentamo-nos e não chorastes. — 18. Veio João e, porque não come, nem bebe, dizem: Está possesso do demônio. — 19. O filho do homem veio e, porque come e bebe, dizem: “Aí está um comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores”. Mas a sabedoria é justificada pelos seus filhos. LUCAS: capítulo 7º, versículo 31. Disse o Senhor: Com que compararei os homens desta geração? A quem se assemelham? — 32. Assemelham-se a meninos que, sentados na praça pública e falando uns para os outros, dizem: Tocamos flauta para vós e não dançastes; entoamos lamentações e não chorastes. — 33. João Batista veio e, porque não come nem bebe vinho, dizeis: Está possesso do demônio. — 34. O filho do homem veio, come e bebe e dizeis: É um comilão e beberraz, amigo dos publicanos e dos pecadores. — 35. Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos. Usando, mais uma vez, de linguagem apropriada àcapacidade intelectual dos que o ouviam, Jesus, por essas palavras, mostrava aos homens que suas inteligências rebeldes recusavam todos os testemunhos da verdade, quaisquer que fossem, propensos sempre a procurarem, no que observavam, uma razão de ser estranha à bondade de Deus, não se rendendo nem mesmo à evidência. Mas, a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos. — Quer isto dizer que um dia os homens haviam de compreender tudo aquilo a cuja compreensão obstava o atraso deles na senda do desenvolvimento e do progresso. É assim que, de fato, hoje compreendemos. São filhos de Jesus os que se tornaram capazes de apreender as verdades que, quando cegos, negaram e que ainda são negadas pelos que continuam cegos. Para bem cumprir a missão que lhe fora confiada, João adotara uma vida de austeridade extrema, de abstinência e insulamento, com o que dava, como Precursor, o ensino e o exemplo da penitência que viera pregar e que tinha por emblema, por símbolo, o batismo às margens do Jordão, sendo a sua palavra o meio de os homens se prepararem para entrar no caminho que leva ao Senhor. Surpreendidos com aquela existência excepcional e não a podendo compreender, seus contemporâneos o tinham por vítima de uma obsessão. Jesus, contrariamente, vivia entre os homens, a fim de lhes mostrar o que é praticar o amor e a caridade, a fim de vulgarizar, por assim dizer, todas as virtudes que pregava e de que era modelo, tornando-as compreensíveis. Para esse efeito, comia à mesa do pobre, passava a noite sob o teto do publicano, embarcava com os pescadores, oferecendo desse modo edificantes exemplos aos orgulhosos, que, entretanto, por isso mesmo que o eram, o acusavam de se comprazer nos centros abjetos da sociedade de então.

207 Jesus, em suma, veio, como bem já o compreendemos, curar os enfermos, da alma principalmente, salvar os que se achavam perdidos, encorajar os desesperados. Mas, sabendo que assim foi e é, já teremos aproveitado dos seus exemplos, já estaremos dispostos a pô-los em prática, a nos engrandecermos vencendo pela caridade, pelo amor, pela humildade, o oceano de lama que a todo momento ameaça tragar-nos? Sigamos todos nós, homens da Terra, e, principalmente, os que somos espíritas, o exemplo de Jesus, sem nos preocuparmos com as opiniões e os conceitos dos escribas e fariseus de hoje, os orgulhosos da nossa época. Entremos desassombrados na choupana do pobre e vamos comer com os desgraçados, com os réprobos do mundo; levemos-lhes o que pudermos desse alimento que os sustentará pelos séculos em fora: o pão da vida, que nutre a alma, clareia a inteligência e purifica o coração!

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73 LUCAS, 7º, 36 ao 50. Pecadora que banha de lágrimas os pés de Jesus e os enxuga com seus cabelos, derramando bálsamo sobre eles
LUCAS: capítulo 7º, versículo 36. Tendo-lhe um fariseu pedido que em sua casa fosse comer, Jesus entrou na casa do fariseu e tomou lugar à sua mesa. — 37. Logo uma pecadora da cidade, sabendo que Jesus estava à mesa em casa desse fariseu, aí veio ter trazendo um vaso de alabastro cheio de bálsamo; — 38, e, colocando-se por trás dele, se pôs a banhar-lhe de lágrimas os pés, a enxugá-los com os cabelos, ao mesmo tempo que os beijava e os ungia com o bálsamo. — 39. Vendo isso, o fariseu que o convidara disse de si para si: Se este homem fora profeta, saberia quem é esta mulher que o toca, que é uma pecadora. — 40, Jesus então lhe disse: Simão, tenho alguma coisa a te dizer. Ao que ele respondeu: Mestre, fala. — 41. Um credor, disse Jesus, tinha dois devedores; um lhe devia quinhentos denários e o outro cinqüenta. 42 Como não tivessem com que pagar, o credor perdoou as dividas a ambos. Qual dos dois, em conseqüência, mais o estimará? — 43. Simão respondeu: Creio que aquele a quem ele mais perdoou. Jesus lhe retrucou: Julgaste bem. — 44. E, voltando-se para a mulher, disse ainda a Simão: Vês esta mulher? Entrei na tua casa, não me deste água para lavar os pés, enquanto que ela, ao contrário, mos banhou com suas lágrimas e os enxugou com seus cabelos. — 45. Não me deste ósculo e ela, desde que entrou, não cessa de me beijar os pés. — 46. Não me ungiste com bálsamo a cabeça, ao passo que ela me unge com bálsamo os pés. — 47. Eis te declaro que muitos pecados lhe são perdoados, pois que ela muito amou. Aquele a quem menos se perdoa menos ama. — 48. E disse à. mulher: Teus pecados te são perdoados. — 49. Os que com ele estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa os pecados? — 50. Jesus disse ainda à mulher: Tua fé te salvou; vai em paz. O fato referido nestes versículos constitui um exemplo da influência que o arrependimento tem sobre os destinos do homem. Por isso é que repetidamente se nos diz que nos arrependamos de nossos pecados, se queremos salvar-nos, que se nos aconselha a penitência. Maria, a Madalena, a pecadora de Magdala, obteve o perdão de suas culpas, não por haver banhado os pés de Jesus com bálsamo e com lágrimas, mas porque esse ato foi a conseqüência do pesar profundo que lhe causavam suas faltas, do arrependimento sincero de que se achava possuida e por serem imensas sua fé e sua esperança naquele diante do qual se prosternava. Mulher de costumes livres, vaidosa da sua beleza, não hesitou, uma vez tocada de viva mágoa dos seus erros, em se humilhar, enxugando com os cabelos aqueles pés que o seu arrependimento inundava de lágrimas, em sacrificar a esse arrependimento os perfumes que serviam para mais sedutora torná-la e que se santificavam ao contacto com o Santo dos Santos. Foi o testemunho mais alto e mais eloqüente que ela podia dar, aos homens, porqüanto Jesus lhe perscrutava os arcanos do coração, de renunciar ao seu passado de desordens e foi, ao mesmo tempo, a mais positiva promessa, que podia fazer, de reparação no futuro.

209 Longe de a censurarmos, imitemos todos, todos, a Madalena, prostrandonos aos pés de Jesus e derramando-lhe na fronte os inebriantes perfumes que nos perdem. Façamo-lo, e de sua boca ouviremos palavras de paz, de consolação e de amor, pois que a Ele e só a Ele deu o Pai onipotente o poder de ligar e desligar na Terra e no céu, poder que os apóstolos também exerciam sob a sua obediência, e inspirados e guiados pelos Espíritos superiores. Duas circunstâncias devemos assinalar, no caso de Maria Madalena, porque explicam o procedimento que teve Jesus e servem para nossa orientação. Em primeiro lugar, conquanto fosse mulher de vida dissoluta, possuía um coração compassivo, sensível à miséria de seus semelhantes. Era de natureza fraca e impressionável, donde as suas quedas; porém, era a sua caridade tão grande, que jamais um infortúnio apelara em vão para a sua piedade, que jamais um desgraçado lhe batera a porta e não encontrasse a compaixão e o devotamento, levado este até à abnegação. Essa a razão por que Jesus pôde dizer ao fariseu, que o convidara para a sua mesa com o intuito de descobrir nele algum ponto vulnerável, tanto que facilitara à pecadora entrar-lhe em casa: “Eis te declaro que muitos pecados lhe são perdoados, porque ela muito amou”. O amor de que Ele falava era o amor considerado do ponto de vista da caridade, do desprendimento, da piedade. Em segundo lugar, a fé que Jesus inspirou a Maria Madalena foi que lhe abriu os olhos para o próprio proceder e a levou a se arrepender profundamente deste. A comparação entre a vida sem mácula do Mestre e os inumeráveis excessos da sua vida de pecadora foi o que a impressionou e impeliu a vir, cheia de arrependimento sincero, rogar, em preces fervorosas, prostrada aos pés daquele a quem considerava um enviado celeste, o perdão de suas faltas. Jesus, que lhe lia no fundo da alma a disposição de não mais falir, de se regenerar, lhe concedeu a graça suplicada, graça cuja obtenção, aliás, está ao alcance de qualquer pecador, desde que vivo seja o seu remorso e verdadeiro o seu arrependimento, como os tinham aquela pecadora; porqüanto a graça não é o que a Igreja humana forjou. A graça, o mesmo que o perdão, de que já tratamos longamente (76), tem por efeito abrir ao culpado as vias da reparação, que então lhe não é duramente imposta, como sucede nos casos de culpados endurecidos, mas facultada de maneira a ser feita com felicidade, com alegria, visando sempre o pecador efetuar o progresso que deixara de realizar e entrar de novo em graça perante o amor do Pai. Assim foi que o fariseu Simão, que pretendera armar a Jesus uma cilada, a fim de o apanhar em falta, lhe proporcionou ensejo para uma lição edificantíssima, adequada àquela época e ao futuro. Submissamente imploremos ao Espírito ora purificado Maria Madalena (77) que por nós interceda junto ao Nosso Divino Mestre e Senhor, para que também saibamos arrepender-nos e merecer-lhe o perdão que nos salvará. (76) Veja-se o capitulo — Fazer penitência. (77) Explanando o caso de Maria Madalena, o autor destas “Elucidações Evangélicas” o dá como sendo Maria de Betânia, irmã de Marta e de Lázaro, a qual, durante uma ceia a que Jesus esteve presente nessa aldeia, seis dias antes da Páscoa, também lhe ungiu os pés com perfumes e os enxugou com os próprios cabelos, segundo referem os Evangelhos

210 de Mateus (capítulo 26º, versículos 1 ao 13), de Marcos (capítulo 14º, versículos 1 ao 9) e de João (capítulo 12º, versículos 1 ao 8.) Parecendo-nos manifesta aí a confusão, que, aliás, outros comentadores das letras evangélicas têm feito, de dois episódios diversos, ocorridos em ocasiões diferentes, um quando Jesus principiava a desempenhar a sua missão, o outro quando já esta se aproximava de seu termo, diversidade que se patenteia não só das palavras que a propósito de cada um proferiu o divino Mestre, como dos comentários que a um e outro fizeram os Evangelistas na obra “Revelação da Revelação”, em que esta se baseia, suprimimos, neste passo, todas as referências a Maria de Betãnia, cujo ato, semelhante ao da Madalena, é estudado adiante, a propósito dos versículos 1 à 13 do capítulo 26º de MATEUS e dos versículos 1 à 9 do capítulo 14º de MARCOS. Ainda duas outras circunstâncias nos induziram a levar a efeito essa supressão, que nos julgamos no dever de assinalar, como revisor da presente obra. A primeira é que, nela, quando se comenta o episódio em que foi protagonista a irmã de Marta e de Lázaro, nenhuma alusão há ao de Maria Madalena, como seria natural e lógico que houvesse, desde que de um só fato se tratasse, já considerado anteriormente, e não de dois. A segunda é que Bittencourt Sampaio, em a sua Divina Epopéia, nas “Notas ao Canto 12º”, páginas. 417, in fine, e 418, depois de mostrar que os episódios são diversos, conclui, dizendo: “Não se confunda, pois, a ação praticada por Maria, irmã de Marta e de Lázaro, com o que fizera a pecadora em casa do fariseu, numa cidade da Galiléia, no começo da missão de Jesus”. — (Nota do revisor, Dr. Guillon Ribeiro, por ocasião da segunda edição desta obra.)

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74 MATEUS, 11º, 20-24. LUCAS, 10º, 13-15. Cidades impenitentes
MATEUS: capítulo 11º, versículo 20. Começou ele então a exprobrar as cidades onde realizara tantos milagres o não terem feito penitência. — 21. Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! pois que, se os prodígios operados dentro de vós o tivessem sido em Tiro e em Sidônia, elas teriam feito penitência em cilícios e em cinza. — 22. Eis por que vos digo que, no dia do juízo, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos rigor do que vós. — 23. E tu, Cafarnaum, porventura te elevarás até ao céu? Serás abatida até ao inferno, porqüanto, se os milagres operados dentro dos teus muros o tivessem sido em Sodoma, talvez que esta ainda hoje subsistisse. — 24. Eis por que te digo que no dia do juizo a Terra de Sodoma será tratada com menos rigor do que tu. LUCAS: capítulo 10º, versículo 13. Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! pois que, se os prodígios operados dentro de vós o tivessem sido outrora em Tiro e em Sidônia, elas teriam feito penitência nos cilícios e nas cinzas. — 14. Eis por que, no dia do juízo, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos rigor do que vós. — 15. E tu. Cafarnaum, que te elevaste até ao céu, tu submergirás até ao inferno. (78) Estas palavras de Jesus se referem ao estado dos Espíritos encarnados naquela época. No que Ele diz de Tiro e Sidônia, há imagens materiais apropriadas aos homens de então. Penitência significa arrependimento (79). A penitência do Espírito consiste no pungente remorso de suas faltas e na expiação que se lhe segue; tudo, porém, do ponto de vista moral e não como o entendia a gente daqueles tempos, que só admitia a reparação material. Quanto ao deverem ser tratados com menor rigor os de Tiro e Sidônia, do que os de Corozaim e Betsaida, e os de Sodoma menos rigorosamente do que os de Cafarnaum, é porque estes, como os de Corozaim e Betsaida, foram testemunhas dos milagres e, por orgulho, tudo haviam rejeitado, tinham fechado os olhos à luz, tornando-se, portanto, mais criminosos do que os de Sodoma que, atacados, pela sua materialidade, no lodaçal das paixões vis, talvez destas se houvessem libertado, se ouvissem a palavra do Mestre e presenciassem os “milagres” por Ele operados. Fazendo essa distinção, queria Jesus que os homens compreendessem que, de todos os crimes passíveis de castigo, os mais graves são os que a inteligência comete, que os mais rigorosamente puníveis, dentre os que resultam dos arrasamentos da matéria, são aqueles de que o Espírito conscientemente participa. O inferno, como já vimos, é a consciência do culpado e o lugar onde ele sofre a expiação de seus crimes, qualquer que seja esse lugar. Onde quer que o Espírito se acha presa de contínuas torturas, quer encarnado, quer desencarnado, é o seu Inferno, termo de que Jesus usava alegoricamente. Igualmente alegóricas, figuradas, são as palavras — dia do juízo. Não significam que haja, como o entende a Igreja, um “juízo final”, a que todos os defuntos comparecerão. Os Espíritos que encarnados habitaram Tiro e Sidônia, Corozaim e Betsaida, Cafarnaum e Sodoma, bem como todos os Espíritos culpados que têm vivido na Terra, desde que o homem aí apareceu, hão

Um termo. sofrendo. serão todos membros da sua Igreja. conseqüentemente. mas de um progresso contínuo. para esses sucessivos julgamentos e condenações a que se encontram sujeitos os Espíritos que na Terra encarnam. entretanto. avançando pela senda do progresso. o que Significa que será quase imperceptível para nós. 2º. sucessivamente. em seguida. constituem os meios de operar-se a transformação física do nosso mundo. chegados que sejam os últimos dias da era material para a Humanidade terrena. Deduz-se. — Jonas. que os homens. pelo julgamento. Assim é que a Humanidade se irá depurando também de modo gradual. mediante torturas morais. então. 14º. ainda não puderam compreender. e para os conduzir ao foco da onipotência e dar-lhes a conhecer o Pai. se achem aptos a entrar numa fase de contínua e cada vez mais rápida evolução moral. que é o da própria consciência. a culminar na pureza perfeita. . Com efeito. No período final dessa transformação. na plenitude do seu poder. os que se conservarem rebeldes serão degredados para mundos inferiores. — Jeremias. quando a Terra estiver prestes a passar ao estado fluídico puro e ao de puros Espíritos os que componham a Humanidade terrena. mediante nova encarnação. influenciados pelas falsas interpretações próprias do reinado da letra. a universal Igreja Cristã. Em chegando a época em que os que se tenham mantido rebeldes devam ser dele afastados definitivamente. à medida que eles se forem tornando incompatíveis com o aperfeiçoamento físico do planeta e o aperfeiçoamento moral da maioria dos que o habitem. da sua pureza perfeita e imaculada. 2º. que a renovação ou transformação do planeta em que habitamos não.212 passado. esse afastamento dos rebeldes se efetuará gradualmente. Porém. Esse. na erraticidade. 53. a expiação correspondente às faltas cometidas e. como Ele próprio o predisse. 26º. a que chamamos calamidades e que cada vez mais freqüentes e multiplicados se vão tornando. — Apocalipse. 5. a fim de que mais depressa elas se renovem e a obra de purificação se ultime. 3º. — Lamentações. até que só a componham Espíritos que. em espírito e verdade. 1. para mostrar a verdade sem véu aos que. (79) Veja-se o que foi escrito acerca do “arrependimento”. resultará de nenhum abalo violento. Todos esses fenômenos. isto é. só permanecendo na Terra os que houverem alcançado um grau de aperfeiçoamento que lhes permita continuar aí. — Ezequiel. voluntariamente submissos à lei do progresso. é que Jesus aparecerá. o juízo final. depois da morte. cada uma de tais calamidades abrirá nas fileiras desses Espíritos grandes claros. ao termo de cada existência planetária. em páginas anteriores. (78) Isaías. do que fica dito sobre a maneira por que a Humanidade se depurará. da sua glória. 13. 20. 51º. haverá. da única Igreja existente.

— 27. conservando a sua condição de Espírito. pois que o orgulho não lhes permite compreendam a influência e o auxilio espíritas. pai. entre os homens. Assemelham-se a essas terras gordas onde nascem abundantemente ervas imprestáveis. aludia Jesus à sua elevação e à sua missão de Espírito protetor e governador do nosso planeta. felicitava e animava seus discípulos. tidos entre os homens por SÁBIOS e PRUDENTES. mostrava ser. A obra do Senhor é entregue aos simples e aos inocentes. aos fracos e aos obscuros. os prudentes e os pequenos de que falava Jesus são os que como tais os homens consideram. porque assim te aprouve. Daí o desprezo. capítulo 10º. Todas as coisas me são dadas por meu pai e ninguém sabe quem é o filho senão o pai. versículo 27. Proferiu então Jesus estas palavras: Graças te dou. porém. LUCAS. de Espírito puro. desgraçadamente. 25 ao 27. Assim é. não é idêntico ao dos homens. que estiolam a boa semente espalhada nelas pelo vento. estava sempre em relação direta com Deus. LUCAS: capítulo 10º. Quer dizer que é confiada aos que se entregam ao Senhor. por haveres ocultado estas coisas aos sábios e aos prudentes e por as teres revelado aos pequenos. Nessa mesma hora. o único que não sofrera a encarnação humana. versículo 25. nas sociedades humanas. meu Pai. Graças. CEGOS. Senhor do céu e da Terra. poderosos e sábios. versículo 21. por haveres ocultado estas coisas aos sábios e aos prudentes e por as teres revelado aos pequeninos. e ninguém conhece o pai senão o filho e aquele a quem o filho o queira revelar. que não seja orgulhoso e incrédulo. a cuja formação presidiu. meu Pai. meu Pai. desse modo. que os homens consideram como OBSCUROS MATEUS: capítulo 11º. capítulo 11º.213 75 MATEUS. como a sofrem os outros Espíritos que descem a habitar a Terra. não como o entendemos. — 22. que os homens nada poderiam saber das coisas . mostrou que. tudo atribuindo unicamente à força de suas inteligências e de suas vontades. 21 ao 22. ciência sobre a qual se pronunciam. ESCLARECIDOS. 10º. Com efeito. Os sábios. nem quem é o pai senão o filho e aquele a quem o filho o queira revelar. porque te aprouve que fosse assim. a ironia. sem nunca a terem estudado e apenas porque lhes põe diante dos olhos coisas que eles consideram novidades inadmissíveis. (80) Jesus. o sarcasmo com que se referem ao Espiritismo. — LUCAS. MATEUS. a fim de que se não amedrontassem com a tarefa que lhes era confiada. conhece o filho. ainda constitui fenômeno extraordinário a existência de um homem inteligente e ilustrado. Todas as coisas me são dadas por meu pai e ninguém. com o encargo de levar à perfeição a Humanidade terrena. O juízo de Deus. Jesus exultou pelo Espírito Santo e disse: Graças te dou. É que estes só admitem o que julgam haver descoberto e ensinam. senão o pai. — 26. pela razão única de serem desconhecidas da sapiência de que se jactam. — Pelas palavras constantes nestes versículos. versículo 21. 11º. aos que têm confiança e fé e não aos que são tidos por grandes. Senhor do Céu e da Terra. mas como devéramos compreender.

é que os Evangelhos se nos tornam claros ao entendimento. é que fomos humanizados. graças a essa revelação. se é. 3º. dos nossos maus instintos e pendores. . Finalmente. como do ponto de vista intelectual e moral. o nosso passado e o nosso futuro. é essa revelação que. 8. chegaremos à perfeição moral. É ela que nos faz ver donde viemos e para onde vamos. Foi essa revelação que nos fez saber que a matéria nos tira a lembrança das nossas anteriores existências corporais. pela luz que ela nos fornece para o estudo e o exame das nossas más tendências. se somos filhos. para que também sejamos com Ele glorificados”. pelo desinteresse. 18. senão por meio da revelação que de futuro lhes fariam os Espíritos do Senhor. todavia.214 celestes. nos dá a certeza de que um dia. a fim de expiarmos as nossas culpas. 14. extra-humanas. 27. com efeito. aqui. pela humildade. 5º. 17º. modificar e adquirir. 1º. esclarecer-nos sobre aquelas existências e verificarmos o que aqui viemos expiar e reparar. que nos demonstra que. que padecemos com Ele. 35. 44 e 46. depois de havermos passado por todos os trâmites da depuração espiritual. — 1ª Epístola aos Coríntios. Hoje. 2º. pelo amor e pela caridade. versículo 17. verificamos que. 7. 19. 8º. se bem possamos. 3. 16º. 17. capítulo 8º. 1º. 27º. — 2ª Epístola aos Coríntios. dizendo: “E. de além-túmulo. por termos falido. É o que Paulo exprime na sua Epístola aos Romanos. (80) Salmos. praticados tanto do ponto de vista material. — JOÃO. resgatarmos as nossas faltas e saldarmos as nossas dívidas para com a justiça divina. fazendo-nos entrar na posse da herança que Ele a todos os seus filhos reserva. 2. que nos mostra só podermos reabilitar-nos pelo trabalho. também somos herdeiros verdadeiramente de Deus e co-herdeiros do Cristo. 6º. o que temos de. confirmando as esperanças que todos trazemos nalma. 3º. que nos integrará em Deus. dando-lhes a conhecer quem é o Filho e preparando-os para conhecer quem é o Pai.

como o homem. rica de boas obras e de grandes coisas.215 76 MATEUS. de todo o nosso coração. Tomai sobre vós o meu jugo. o meu jugo é suave e o meu fardo leve. aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para vossas almas. Ela então entra na paz do Senhor. o caminho único que nos pode conduzir à felicidade eterna. 13º. 5º. paz ativa. – 1ª Epístola à João. Quer apenas que trabalhemos. 16. — JOÃO. Vinde a mim vós todos que vos achais fatIgados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. como quer que nos apelidemos — cristãos. alívio para as nossas aflições. senão nele. Que exige Ele de nós? Nem mesmo o nosso amor nos pede. sob a sua direção. 9º. Atendamos aos conselhos do nosso bom e amoroso Jesus. Alcançar o repouso para a alma é nada mais ter que expiar. para nos obrigar a lhe seguirmos as pegadas. à perfeição. — 30. porqüanto a sua moral é de fácil prática. simplesmente: — em mim está a vida. cura para as nossas enfermidades. 11º. bálsamo para as feridas de nossa alma? Onde encontraremos dedicação igual à sua. onde habitam os Espíritos puros. a violência. 28 ao 30. a que chegaremos desde que lhe sigamos os ensinos. Onde. ou muçulmanos —sejam quais forem o culto exterior que pratiquemos e a nação a que pertençamos na Terra — dirijamo-nos para Ele que. . caminhemoslhe nas pegadas e. judeus. ou morre. Encontrareis descanso para vossas almas. Jugo suave e fardo leve MATEUS: capítulo 11º. 9. Porque. 6º. mas. Não nos diz: crê. aos mundos fluídicos. 2º. onde o lobo voraz nunca aparece: os mundos superiores e fluídicos a que atrás nos referimos. pela nossa própria glória. Não emprega. Ora. versículo 28. despojar-nos-emos de todas as impurezas e chegaremos. — 29. (81) Jeremias. (81) Em Jesus encontramos o exemplo da coragem e da resignação. 8. encontramos graça. para quem quer que se forre aos mesquinhos objetivos humanos. como bom pastor. que não hesitou em ir até ao sacrifício do Gólgota para nos salvar? Praticando-lhe a moral é que nos depuraremos e praticar-lhe a moral é segui-lo. leva suas ovelhas aos campos de ricas pastagens. 6. seguindo-o. pelo progresso. 16 — Zacarias. não carregaremos pesado jugo. — Observando a moral de Jesus. que nos levará aos mundos superiores.

Respondeu-lhes Jesus: Não lestes o que fez David premido pela necessidade. muito embora só aos sacerdotes fosse licito comê-los? — 5. lhes disse: Não lestes o que fez David quando. se puseram a colher algumas espigas. Assim. que então se chamava o segundo-primeiro. eram os que se ofereciam ao altar. Ora. — 3. sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis. atravessando Jesus em dia de sábado umas searas. tomou os pães da proposição. sucedeu que num dia de sábado chamado o segundo-primeiro. — 24. o filho do homem é senhor também do sábado. O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. os fariseus lhe disseram: Teus discípulos estão fazendo o que não é permitido se faça em dia de sábado. versículo 23. Ora. — 2. Disse-lhes então Jesus: Não lestes o que fizeram David e os que o acompanhavam quando tiveram fome? — 4. E acrescentou: O filho do homem é senhor também do sábado. tomando a palavra. Seus discípulos. Quanto aos pães da proposição. 2º. por elas avançando.216 77 MATEUS. eu vos digo que está aqui o que é maior do que o templo. que nem a eles. Vendo isso. passou Jesus em dia de sábado por uns trigais. Sucedeu ainda que. porqüanto o filho do homem é Senhor até mesmo do sábado. LUCAS. 1 ao 8. Naquele tempo. deviam abster-se de todos . seus discípulos. assim como os que o acompanhavam? — 26. Segundo a lei. Jesus. pois. 6º. Como entrou na casa de Deus. versículo 1. Que entrou na casa de Deus. não obstante só aos sacerdotes ser permitido comê-los? — 27. Esse dia. E acrescentou: “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. só o sendo aos sacerdotes? — 5. teve fome? — 4. — 8. 12º. os Hebreus. a debulhá-las com as mãos e a comê-las. versículo 1. — Deus. nem aos que o acompanhavam era licito comer. sendo Abiatar o príncipe dos sacerdotes. — 28. se puseram a colher algumas espigas e a comê-las. os comeu e distribuiu com os de seu séquito. — 2. seus discípulos se puseram a cortar algumas espigas. — 7. Alguns fariseus então lhes disseram: Por que fazeis o que não é permitido fazer-se aos sábados? — 3. lhes faculta o arrependimento e a reparação MATEUS: capítulo 12º. da proposição. tendo fome. Também não lestes na lei que os sacerdotes no templo violam o sábado e não cometem pecado? — 6. 23 ao 28. Ao que os fariseus disseram: Como é que teus discípulos fazem em dia de sábado o que não é permitido fazer-se? — 25. quando teve fome. jamais condenaríeis inocentes. com os que o acompanhavam. era o segundo sábado da primeira parte do mês. que só os sacerdotes podiam comer. 1 ao 5. no dia de sábado. e comeu os pães da proposição e os repartiu com os do seu séquito. como também os animais tivessem periodicamente um dia reservado ao descanso. — MARCOS. passando Jesus por uns trigais. (82) Moisés instituiu a guarda do sábado apenas para que não só os homens. MARCOS: capítulo 2º. LUCAS: capítulo 6º. Se soubésseis o que significam estas palavras: “Quero misericórdia e não sacrifício”. Como entrou na casa de Deus e comeu os pães.

5. no templo. crê-me. contrariamente ao que faziam aqueles que condenavam os acusados de sacrilégio e sob o menor pretexto mandavam lapidá-los sem piedade. que nos fortaleça a fé. Jesus lhes quis mostrar que assim os pães. 6. 6º. — JOÃO. 18. Reservemos um dia para o descanso do corpo. sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis. pela fé espírita.. nosso Protetor. nosso Governador e nosso Mestre. 7. como tantas outras práticas e usos de culto externo. capítulo 4º. para formarem. se possível. os sacerdotes. — Oséias. 6. A instituição do sábado. 24º. que nos envie um raio da sua luz divina. que eles não haviam compreendido: “Quero misericórdia e não sacrifício”. (JOÃO. o homem tinha o direito de alimentar-se.) Mulher. — 2º Paralipõmenos. Ora. a fim de bem compreendermos e praticarmos os seus ensinamentos. reconhecidos à sua misericórdia. 6º. demonstrando. como o sábado. Mas. E dizer-se que. capítulo 4º. como tantas e tantas cerimônias com que o homem ocupa tão larga parte do seu tempo. estavam submetidos às necessidades humanas e que. Santifiquemo-lo também. não deixemos que jamais os nossos corações repousem. portanto. em qualquer dia. os que o adoram. 7º. ou cristã. lembrando aos fariseus o que fizera David com aqueles pães e que. inúmeros horrores e atrocidades inenarráveis ainda se cometeram em seu nome! E ainda se cometem. violavam o sábado. para aquele que queira compreender em espírito e verdade o que disse Jesus. (JOÃO. com o que Deus lhe pusera à disposição. mas. do que os outros dias da nossa existência. lhes dá a faculdade de se arrependerem e repararem suas faltas. versículo 21. de tocar em qualquer metal. chegados são os tempos em que os homens deverão unir-se. por essa forma. 8. procurou fazer-lhes sentir que Deus. 6º. em espírito e verdade é que o devem adorar. cumprindo os ritos do culto. 21º. santificando-o. vivifique em nossas almas a esperança e as encha do sentimento da caridade. esquecidos do bem que lhes cumpre fazer. ainda com mais fervor do que nunca. — 1º Reis. — Números. — Miquéias. Tenhamos um dia em que os nossos corpos repousem dos trabalhos que os fatigam. ainda mais.) Com efeito. 22. Deus é espírito e. 6. 9. para satisfazer aos reclamos da sua existência. mas consagremo-lo de modo especial a Deus. 28º. 9. (82) Levítico. nem em Jerusalém que adorareis o Pai. Recordando-lhes as palavras. um só rebanho. .217 os atos manuais. depois dessas observações claras do Mestre divino. esses os adoradores que o Pai quer. implorando a Nosso Senhor Jesus Cristo. que desejamos ser fiéis discípulos seus. virá o tempo e já veio em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade.. nenhuma importância ou valor têm. pela prática de obras que atestem o nosso amor aos outros homens e ao Pai celestial e pelas graças que lhe rendamos. virá tempo em que não será neste monte. versículos 23 e 24. sob o mando de um único pastor: o Cristo.

como sempre. 6 ao 11. conforme se lê nas narrativas evangélicas. veio Jesus à sinagoga deles. Como aí se achasse um homem que tinha seca uma das mãos. versículo 9. MARCOS: capítulo 3º. — 2. os escribas e fariseus perguntavam uns aos outros o que fariam a Jesus. de uma ação magnética. em dia de sábado MATEUS: capítulo 12º. O pensamento. se reuniram em conluio contra ele. lê-se: mão árida. por meio. Os escribas e os fariseus eram Espíritos culpados que. era uma mão paralítica a que Jesus curou. — 6. 1 ao 6. disse ao homem: Estende a tua mão. Os fariseus se retiraram logo e. E perguntou: É permitido em dia de sábado fazer o bem ou o mal. cogitando do modo por que o perderiam. fizeram um conciliábulo buscando meio de o perderem. disse ao homem. aflito pela cegueira de seus corações”. A cólera jamais entrou. versículo 1. Depois de olhar para todos. de acordo com o texto original corretamente interpretado. para acusarem a Jesus. fechavam os olhos para não ver a luz que o Senhor lhes oferecia e o Senhor com isto . que tinha seca uma das mãos. Cura de uma mão paralítica. é permitido fazer o bem em dia de sábado. Jesus lhes respondeu: Qual. com os Herodistas. 12º. — 5. não pegará nela para retirá-la de lá? — 12. que tinha a mão seca: Levanta-te e fica de pé aqui no meio. no coração do Cristo. Os fariseus. empedernidos. Quanto aos escribas e fariseus. Dali saindo. Disse então Jesus ao homem que tinha a mão seca: Vem aqui para o meio. — 9. Ai se achava um homem. o homem se levantou e ficou de pé. a fim de o acusarem. — 7. — 4. Segundo a “Revelação da Revelação”. porém. tendo uma ovelha e vendo-a cair num fosso em dia de sábado. que essas palavras humanas mal exprimiram. aflito pela cegueira de seus corações. Disse então Jesus: Pergunto-vos: É licito em dia de sábado fazer o bem ou o mal. disse ao homem: Estende a tua mão. — 13. 6º. salvar a vida ou tirá-la? — 10. aquele que.218 78 MATEUS. O homem a estendeu e ela ficou sã como a outra. — 8. lhe perguntaram: É permitido curar em dia de sábado? — 11. e. Cheios de furor. saindo dali. 3º. — 3. o homem a estendeu e ela ficou sã. Perpassando então por eles o olhar. — MARCOS. a fim de o acusarem. tomado de cólera. Jesus entrou de novo na sinagoga. — LUCAS. mão seca. nem poderia entrar. Entrando num outro sábado na sinagoga. — 14. é que o divino Mestre se doía de vê-los resistir voluntariamente aos esforços que Ele empregava para os salvar. E disse ao homem: Estende a tua mão. ele a estendeu e esta ficou sã. — 10. (83) Nas traduções desta parte dos Evangelhos. dentre vós. Lá estava um homem cuja mão direita era seca. eles se puseram de observação para ver se Jesus o curaria em dia de sábado. exercida e dirigida pela sua potente vontade. versículo 6. Jesus. LUCAS: capítulo 6º. começou a ensinar. E não vale o homem muito mais do que uma ovelha? Sim. — 11. Os escribas e os fariseus o observavam para ver se ele curaria em dia de sábado. 9 ao 14. Jesus não os olhou “tomado de cólera. conhecendo-lhes os pensamentos. salvar ou tirar uma vida? Eles se calaram. porém.

uma vez que. que não pode ser violentado. decorridos que são 20 séculos. 89. . — JOÃO. também os fariseus e os escribas de hoje e o sacerdócio romano guerreiam a revelação espírita. Seus anjos guardiães faziam por eles o que por nós fazem os nossos. que era a confirmação da revelação moisaica. assim como os escribas. do terror dos anátemas. Eles. 5. 9º. temos o nosso livre-arbítrio. libertos. como os fariseus e os escribas. hoje. e por si mesmo decida. da sua razão e do seu livre-arbítrio e compare o que ensina a Igreja Romana com o que ensina a Doutrina Espírita. (83) Êxodo. do mesmo modo que nós muitas vezes repelimos os nossos. use cada um da sua inteligência. — Deuteronômio. Não sofrem os nossos anjos de guarda com o nosso endurecimento? Mas. 4. as fogueiras. Ontem. os fariseus e o sacerdócio hebreu combatiam a revelação messiânica. os insultos e os sarcasmos. Deus a todos abriu uma nova via de purificação e redenção. enviando à Terra o Messias.219 sofria realmente. 10º. no pleno gozo do livre-arbítrio que o Pai nos concedeu. como não o foi o deles. 5º. que é a confirmação da messiânica. em face dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. porém. 4. se afligia e indignava ante tal obstinação. os repeliam. De fato. como já nos achamos. 18. ainda hoje ocorre mais ou menos o mesmo que se dava naqueles tempos. 22º. 23º. Com efeito. 16. Entretanto.

Sobre ele porei o meu espírito e ele às nações anunciará a justiça. longe de os repelir. Deus o “elegeu”. nem gritou na praça pública. — Vias de purificação sempre abertas aos Espíritos culpados. com o facho da verdade. transmitindo-lhe diretamente a inspiração. cultivando a ciência. para que sua opinião prevalecesse. Ele. desde que o tornou partícipe do seu poder. segura e reta. não fossem levados a comprometer-se ainda mais. retirou-se daquele lugar. Jesus é servo e bem-amado de Deus. pela sua qualidade de Espírito puro e perfeito. “Nele se compraz”. — Estas palavras significam que . expondo-se a duras e acerbas provações. — 20. muitos doentes o seguiram e ele a todos curou. “Eis aqui o servo que elegi. que conduz ao fim colimado. pela expiação. Jesus se retirou daquele lugar. o amor: selos da aliança entre a fé e a razão. E as nações nele porão suas esperanças. porém não da maneira por que falavam os escribas e os fariseus. — Seus poderes. a estrada do progresso. o “caniço já quebrado”. que. com lhes mostrar a única linha de proceder. o que equivaleria a quebrar de todo o caniço e a apagar a mecha fumegante. em quem muito se compraz a minha alma. por intermédio do Espírito Santo (85). Não discutirá. a mecha ainda fumegante simbolizam os Espíritos culpados nos quais uma tendência. com o mantê-lo em perene comunicação consigo. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: — 18. Sabendo disso. Missão do Messias. com o advento do Espiritismo. aguarda que venha a justiça. não gritará e ninguém lhe ouvirá’ a voz nas praças públicas. pois. pela qual todos podemos avançar com passo firme. a fim de que aqueles. a caridade. injustos. iluminando. Jesus. por muito fraca que seja. o meu bemamado. evitava acabar de partir os caniços já quebrados. não discutiu. — 19. que de novo mostra a todos aquela linha de proceder segura e reta. ordenando-lhes que não o descobrissem. cada um dos quais procurava com fortes brados abafar a voz de seus adversários. confirmando o que dissera o profeta. 12º. ele anuncia a justiça às nações. como todos os outros. que eram. têm que chegar ao fim MATEUS: capítulo 12º. Jesus. então. e faz que seu Espírito sobre ele constantemente pouse. como Espíritos culpados. Desempenhando a sua missão terrena. O caniço quebrado. há sempre para se melhorarem. 15 ao 21. — 21. Não acabará de partir o caniço já quebrado e não apagará a mecha ainda fumegante. Jesus anunciou às nações a justiça. como faziam os Hebreus. Ele falou aos homens com autoridade. eles se despojem dos vícios que os tornam impuros e. (84) Sabendo Jesus que os fariseus contra ele conspiravam.220 79 MATEUS. que. quando o constituiu protetor e governador do nosso planeta. confirmando o que dissera o profeta. Ainda agora. versículo 15. enquanto não alcance a vitória da justiça. da sua justiça e da sua misericórdia. pois. ordenando aos enfermos curados que não revelassem as curas que haviam obtido. isto é. E no seu nome as nações porão todas as esperanças. — 17. — 16.

(84) Isaías.221 todos compreenderão ser a sua moral a única que pode fazer que os homens progridam. Todos confiarão na sua influência. versículo 3) tinham de cumprirse com relação aos fariseus. que tramavam contra Jesus. depois da morte. A revelação atual abre e inicia esta fase nova. purificar-se pela expiação. 42º. a “mecha ainda fumegante”. por isso que eles eram o “caniço quebrado”. para alcançar a perfeição. Veja-se páginas anteriores. As palavras do profeta Isaías (capítulo 42º. porqüanto lhes cumpria. . (85) Já por mais de uma vez temos explicado o que se deve entender por Espírito Santo. que Ele não apagaria. que o Mestre não acabaria de partir e seriam. despojando-se dos vícios que os faziam “injustos”. 1 ao 3. como a todos os Espíritos.

possesso do demônio. Se. — 28. Pois bem. 3º. A subjugação que ele sofria era. — MARCOS. Subjugado. Entraram em casa e aí se aglomerou tão grande multidão. por isso mesmo. sobre os órgãos da visão e da audição. não poderá subsistir e terá fim. ouvindo isto. — 23. Os fariseus. como todas. estava subjugado por um Espírito mau que. — 25. não pode subsistir. conhecendo-lhes os pensamentos. versículo 22. — 21. Se uma casa está dividida contra si mesma. bem como as que a seu respeito proferiram os que eram considerados seus parentes. e o não ter sabido aproveitar-se da luz que lhe fora concedida.222 80 MATEUS. MARCOS: capítulo 3º. A multidão estupefata perguntava: Porventura é este o filho de David? — 24. anteriormente praticados. — Reino dividido MATEUS: capítulo 12º. As épocas. dizendo que perdera o juízo. 12º. Jesus. Jesus o curou pela ação da sua vontade potentíssima. 22 ao 28. se expulso os demônios pelo Espírito de Deus. tanto melhor compreenderemos a ligação que existe entre o aparecimento de Jesus na Terra e a presente manifestação dos Espíritos. que se dividir contra si mesma. foi uma manifestação espírita. atualmente. — Cego e mudo por efeito da subjugação. fluídos apropriados a esse efeito. por quem os expulsam vossos filhos? Estes. O aparecimento de Jesus entre os homens. combinando com os dele os fluídos do seu perispírito e lançando-lhe. disse: Todo reino que se dividir contra si mesmo será destruido e toda cidade ou casa. Ele desceu até nós. se ligam umas às outras e. Mas. paralisara aqueles órgãos. como poderá então o seu reino subsistir? — 27. é que serão os vossos juizes. Se é por Belzebu que expulso os demônios. tinham um alcance tanto espírita. se Satanás expulsa a Satanás. diziam entre si: Ele expulsa os demônios por Belzebu. está ele dividido contra si mesmo. Satanás se rebelar contra si mesmo. A multidão. assistimos a uma outra manifestação . Se um reino estiver dividido contra si mesmo. pois. versículo 20. Ora. porém. com o governador do planeta terráqueo e diretor da Humanidade que o habita. inquiria: Por-ventura. Seu Espírito expiava graves abusos da palavra. afastando o obsessor. príncipe dos demônios. — 25. (86) Aquele homem. 20 ao 26. As palavras que dirigiu aos escribas e fariseus. Jesus. tendo-os chamado. uma expiação. Os escribas vindos de Jerusalém diziam: Ele está possesso de Belzebu e expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios. Ao saberem disso os parentes de Jesus vieram para se apoderarem dele. quanto evangélico. — 26. — 26. da nova revelação. é que o reino de Deus veio até vós. maravilhada com o fato. para lançar as bases da nova regeneração. é este o filho de David? É que predito fora que o maior dos profetas descenderia da linhagem de David. porém. Apresentaram-lhe então um homem cego e mudo. segundo já explicamos. tido como “possesso do demônio”. lhes dizia por parábolas: Como pode Satanás expulsar a Satanás? — 24. Blasfêmias dos fariseus. quanto mais nos adiantarmos. foram ditas como ensino para aquele momento e como lição a frutificar na época atual. estará dividido. isto é. não subsistirá. conforme o sabemos. em geral. Ele o curou. de sorte que o homem começou a ver e a falar. — 23. — 22. que nem sequer podiam comer. não poderá subsistir.

segundo os quais Jesus procedia do mesmo tronco que eles. Dá-se hoje o mesmo que com ele se deu. negam tudo o que não compreendem e condenam o que os incomoda. Jesus. tendo falido. os quais. algumas vezes. não podiam admitir que aquele se elevasse tão alto. no plano invisível. Os homens de então. ou como tais se consideravam. com os corações inundados dela. É precisamente o que diz o sacerdócio romano. através da escala espírita. Só esses Espíritos podem aproximar-se do foco universal. conseguiam. Satanás. endurecidos. em seu progresso moral e científico. afastar os Espíritos malfazejos que se manifestavam pela obsessão e pela subjugação. só a eles cabe com exatidão o nome de “servos do Senhor”. sob o fundamento de que perdera a razão e estava louco. os apóstolos. dizendo que perdera o juízo. vêm continuar e desenvolver-lhe a obra. como os daquele tempo. entre os Hebreus. Em relação a nós. recebemos a luz de que necessitamos para. que instituísse apóstolos. Designavam e designam os Espíritos maus que. os Escribas e os Fariseus de agora.223 espírita. Assim que. Príncipe dos demônios são expressões figuradas de que Jesus usava. Ao saberem disso. pelo consórcio dos de uma tribo com os de outra. Belzebu. rumo às altas culminâncias da espiritualidade. — Os Hebreus. para se fazer compreendido e escutado. como os de hoje. a praticarem-no contra os homens. seguiam de coração a lei de Moisés. saibamos valer-nos da prece e obremos com perseverança. Bem dissera o Mestre que ninguém é profeta na sua terra. O clero qualifica de demoníaca a Doutrina Espírita. devemos considerá-la como exprimindo a dos Espíritos purificados. Ora. desobstruíram as sendas que Ele traçara para passarmos. eram os que. perseveram. produzida pelos Espíritos que. ontem. Ë para que ele chegue a todos os homens que. A resposta. Os filhos daqueles que o acusavam de obrar por Belzebu e aos quais o Mestre se referia. os modernos escribas e fariseus chamam loucos e . com a nova revelação. hoje. discípulos de Jesus. na senda do mal. Deus só se comunica diretamente com os Espíritos puros. desde que nos elevemos e purifiquemos. porém. e que. A expressão — “espírito de Deus” — considerada em relação a Jesus. também podemos livrar alguns dos nossos irmãos encarnados da ação dos que. de pureza perfeita. aos olhos dos homens. que o Senhor nos envia como medianeiros entre a sua vontade e os nossos Espíritos. estava rodeado de primos mais ou menos próximos. esses parentes. como enviados do Mestre. deve ser a mesma que Jesus dava aos seus injuriadores: “Nenhum reino que se divide contra si mesmo pode subsistir”. por meio da prece e da perseverança. os parentes de Jesus vieram para o prender. já um tanto purificados e colocados acima de seus pais. Mas. podermos avançar por aquelas sendas. diante dos fatos espíritas. dizendo que seriam juizes dos seus acusadores. Do mesmo modo que alguns filhos dos Hebreus. eram parentes quase todos. e saíram a prendê-lo. ou lhes fere o orgulho. significa a influência direta que o Pai exercia e exerce sobre Ele. até nós desce o “Espírito de Deus”. Jesus era acusado pelos seus contemporâneos de obrar por influência demoníaca. se fizeram agentes das trevas. aos quais incumbe de presidir à formação dos orbes e de lhes dirigir as respectivas humanidades. tendo em vista servir a Deus.

da doçura e da indulgência. 20. 2º. 2º.224 desequilibrados aos espíritas. 7º. Temos. os Espíritos de luz e de misericórdia. . tendo chegado mesmo a arranjar uma lei punitiva da prática do Espiritismo! Diante disso. a nos guiarem pela estrada que a Ele conduz. os bons Espíritos. 5. certos de que o Cristo vela por nós e nos protege. e avançar corajosamente pelo caminho que nos está traçado. 23. 2º. 48. — Daniel. da pureza de sentimentos. como prepostos seus. 10º. da humildade e da paciência. — Apocalipse. (86) JOÃO. 25. 44. 20. que devemos fazer? Exemplificar pela prática das boas obras. 8º.

Aquele que não está comigo está contra mim e aquele que comigo não entesoura dissipa. se um outro mais forte vem e o vence. para o que mister se faz compreendamos bem o sentido verdadeiro destas palavras suas ditas especialmente aos que são chamados a receber a revelação nova: “O espírito é que vivifica. 27 ao 30. LUCAS: capítulo 11º. — 32. como podeis. O que alguém disser contra o filho do homem ser-lhe-á perdoado. 10. — 34. mas não terá perdão aquele que blasfemar contra o Espírito Santo. — 31. versículo 29. — Blasfêmia contra o Espírito Santo. versículo 27. bom será o seu fruto. — MARCOS. menos a blasfêmia contra o Espírito Santo. mas não terá perdão nem neste século nem no futuro o que alguém disser contra o Espírito Santo. quem comigo não entesoura — dissipa. versículo 10. no dia do julgamento. (87) A fim de apreendermos o pensamento do Mestre através da linguagem de que Ele usava. visto que pelo fruto é que se conhece a árvore. versículo 21. — 30. mas aquele que houver blasfemado contra o Espírito Santo não terá perdão na eternidade. LUCAS: capítulo 12. será réu de eterno delito. seus frutos serão maus. O forte armado. dizer boas coisas. Jesus falava assim. Quem não está comigo está contra mim. que não o será. eu vos digo que os homens. Ninguém pode entrar na casa de um homem forte e lhe roubar as alfaias. se . — Pecado remido. e 12º. 3º. Quando um homem forte guarda armado a entrada de sua casa. se antes o não manietar. — 33. se antes não o prender? Depois disto é que lhe pilhará a casa. prestarão contas de toda a palavra ociosa que houverem proferido. — Pelo fruto é que se conhece a árvore MATEUS: capítulo 12º. Eis por que vos digo: Todos os pecados e todas as blasfêmias serão perdoados aos homens. O homem que é bom tira boas coisas de bom tesouro e o homem mau tira más coisas de mau tesouro.225 81 MATEUS. — 28. MARCOS: capítulo 3º. versículo 27 de Marcos. levará consigo todas as armas em que ele confiava e se apossará dos seus haveres. 21 ao 23. Se uma árvore for boa. Porque serás justificado pelas tuas palavras e pelas tuas palavras serás condenado. alude Jesus ao pecado que. versículo 29 de Mateus e capítulo 3º. Como poderá entrar alguém na casa de um homem forte e roubar-lhe as alfaias. — 23. — 22. — LUCAS. — 37. por suas seduções. Ora. 29 ao 37. Se alguém falar contra o filho do homem. Raça de víboras. as palavras que vos digo são espírito e vida”. em segurança está tudo o que ele possua. só depois disso conseguirá pilhar-lhe a casa. 12º. — 36. — Tesouro do coração. — 30. — Palavra Ímpia. Dizendo o que se lê no capítulo 12º. Porém. isso lhe será perdoado. Em verdade vos digo que aos filhos dos homens serão perdoados todos os pecados que hajam cometido e todas as blasfêmias que tenham proferido. uma vez que da boca só sai o que abunda no coração! — 35. precisamos despojar da letra o espírito. — Quem não está com Jesus está contra ele. porque diziam: Ele está possesso de um espírito impuro. 11º. se for má. — 29. sendo maus.

os vícios que substituam as virtudes no coração daquele que se tornou descuidoso e não tirou proveito delas antes de serem destruídas. ao passo que considerava passível de perdão a blasfêmia contra o filho do homem. Capítulo 12º. o divino Mestre haja formulado uma ameaça de penas eternas. por haver dito que o que blasfema contra o Espírito Santo não terá perdão na eternidade. dela se aparta. Veja-se.) Quer isto dizer: quem não segue a lei do Cristo. Eis por que também Ele disse: “Quem comigo não entesoura dissipa”. será réu de eterno delito. Que crime se pode a este comparar? Quanto ao pretender-se que. um sentido relativo. no entender dos Judeus. aquele que se esquece do seu Deus? O mesmo se dá com todas as virtudes que não são praticadas. quando se referiam a Deus. Josoé. Quem não está comigo está contra mim. ou a inteligência mesma de Deus. não obstante a sua essência preciosa. mas. Para os Hebreus. quando empregados com referência aos homens. por maior que fosse. versículo 3. em acusar de injustiça ou erro Àquele que é todo amor. de acordo com seus preconceitos. era o próprio Deus. (capítulo 12º versículo 30 de Mateus e capítulo 11º. Referindose. Miquéias. está contra Ele. pois. ciência e justiça. que é a verdade absoluta. “eternamente”. vemos que precisamos estar vigilantes sobre a nossa consciência. Eram. Esdras. caso em que indicavam uma duração imensa. isto é. versículo 23 de Lucas. Sem dúvida. se cultivadas. As do capítulo 11º. os vícios penetram em nosso coração e nos tomam uma a uma as armas. condicionada a ter fim. a fim de nos acharmos sempre prontos a combater os maus instintos e pendores e as paixões más. pois que trilha senda oposta à que Ele traçou. versículo 21 de Lucas. é necessário praticar o bem. em confirmação do que dizemos: Êxodo. capítulo 4º. apresentavam dois sentidos. Pelas do capítulo 11º. Se deixamos de conservar-nos cautelosamente em guarda e ativos na prática do bem. versículo 22 de Lucas completam a figura material que o divino Mestre compusera para a inteligência dos Hebreus. capítulo 15º. a sua origem e a sua posição espíritas. patenteava a sua inferioridade com relação a este. versículos 31 e 42 de Mateus. tradições e escrituras. Jesus se referia à blasfêmia contra Deus. Do mesmo modo. capítulo 14º. Com efeito. quem caminha por essa senda reúne os tesouros que o Senhor reserva para os justos. quem dela se desvia dissipa esses tesouros e perde precioso tempo. senão ímpio.226 apodera do homem e o despoja de todas as virtudes. não basta deixar de praticar o mal. para aproveitarem da sua destruição despojam as ditas virtudes do asilo que lhes fora preparado e nele se alojam. palavras emblemáticas. . versículo 5. — Para a boa compreensão destes versículos. devemos lembrar-nos de que o Espírito Santo. e o Senhor onipotente. capítulo 3º. Porque. “eterno”. que é. Segue-se daí que. logo. quando dizia que só a blasfêmia contra o Espírito Santo nunca seria perdoada aos homens. podiam ser tomados em duas acepções diversas: um sentido absoluto. teriam destruído. A blasfêmia consiste em negar a Deus. versículo 10 de Lucas. capítulo 3º. a doutrina moral de que Ele é a personificação. versículos 28 e 29 de Marcos e capítulo 12º. nenhum fundamento há para semelhante dedução. aquele que falta à caridade? Que é. Tomam-lhes o lugar os vícios que elas. pois. à blasfêmia contra o Espírito Santo. Jesus claramente mostrava a diferença que há entre Ele. os termos “eternidade”. que só ele nos resguarda de cairmos no mal. limitada. versículo 18. senão egoísta e orgulhoso.

Usando do primeiro desses termos. pelo caminho da reparação se purifique e eleve. ovelha tresmalhada. fazendo-lhe nascer no íntimo a esperança do perdão. — De acordo com o texto original. afinal. sofre a expiação. observa a existência terrena de que acaba de sair. — 1ª Epístola à João. judiciosamente interpretado. sempre atentos aos transviados. Foi. fizer esforços por praticar o bem. Indubitavelmente. concedendo-lhe a reencarnação. se tivesse de recomeçar e o induzem. Pelo que toca ao dia do julgamento. ele se volta para si mesmo.227 versículo 9. 53º. Capítulo 12º. (87) Isaías. olha com desespero para o seu passado. como o concebemos. dizendo que se acham condenados a penas eternas. melhor se tornará. ensinar-lhes a conhecer os homens. conforme já explicamos à página 265 quando estudamos o texto evangélico relativo às “cidades impenitentes”. 10. o impelem a ver como faria. pouco a pouco ao arrependimento. e mais que levianas e todos os excessos de linguagem. — Timóteo. falsamente interpretadas pelos homens. como é perfeito vosso Pai que está nos céus”. reparar e progredir. assim. Quantas vezes não se manifestam em nossas sessões Espíritos grandemente sofredores. 7º. por se sentirem imensamente culpados. às quais todos os que se transviaram são levados a obedecer. mediante provas adequadas a esse efeito. não foi palavra “ociosa” o que disse Jesus. Cansado de sofrer. versículo 16. 4. trata-se. 24. com o tempo e a reencarnação. exclama: Se eu houvesse de recomeçar! Então. a fim de que. Isaías. 6º. inevitavelmente. os bons Espíritos. Disse Jesus: “Meu pai não quer que nenhum destes pequeninos pereça. do momento em que o Espírito culpado. 12 e 52. em que os homens prestarão contas. Nenhum há que. se for cultivada. a que se segue. quando lhes deram um sentido absoluto. o homem de maus instintos praticará ações más. a reencarnação. Com o que disse acerca das árvores boas e más. que Jesus usou daquelas palavras. após a sua desencarnação. — JOÃO. neles. 49º. dirigindo-se a seus discípulos. mas: palavra “ímpia”. capítulo 57º. esperança a cujo influxo o arrependimento se desenvolve e se acentua o desejo de expiar. Hebreus. . em sentido relativo. 12. que então passou a abranger as conversações fúteis. 13. deixe. faz uma introspecção. os tradutores naturalmente o fizeram para dar maior amplitude à sentença do Mestre. versículos 36 e 37 de Mateus. 1º. pois. o divino Mestre teve em mira. Essas palavras bem mostram que não há Espírito culpado e rebelde. Com efeito. Se porém. aterrorizado com a perspectiva de dores sem fim. Sede perfeitos. aprecia todos os crimes e faltas que o precipitaram no abismo e. de voltar ao aprisco. querendo exprimir dilatadíssimo período de tempo. a agudeza e a longa duração do sofrimento acabam consumindo as energias do culpado para o mal. dessa crença constitui um dos meios providenciais de serem levados ao arrependimento. tocado de remorso e arrependimento. podemos dizer que a árvore é boa e ficar certos de que. que não experimente o influxo das leis imutáveis do progresso e do aperfeiçoamento. 16. que seus sofrimentos não mais terão fim? A existência. para frisar que pelo fruto é que se conhece a árvore. pelo sofrimento e pela expiação. Vim salvar o que estava perdido. aprecia seus crimes ou faltas e. 5º. E Deus lhe perdoa.

como o deve conceber o cristão. A rainha do Meio-dia se levantará. AQUI. desde que admite exceções. também o filho do homem será um prodígio para esta geração. que as leis divinas não refletem a perfeição absoluta do supremo legislador. que nos criou perfectíveis. pois que ela veio dos confins da terra para escutar a sabedoria de Salomão. Rainha do Meio-dia MATEUS: capítulo 12º. para quem portanto não há passado. — Ninivitas. 29 ao 32.228 82 MATEUS. Os Ninivitas se levantarão no dia do juízo contra esta geração e a condenarão. versículo 38. o homem. teríamos de admitir como possível que Ele derrogue suas leis. versículo 29. há mais do que Salomão.32. Nem se diga que. há mais do que Jonas. ou exceção ao que elas prescrevem. Por esse lado. (88) Passados que estão os tempos dos milagres. não sendo perfeita uma lei. — 42. suas leis. e. pois que eles fizeram penitência atendendo & pregação de Jonas. queríamos ver um prodígio por ti feito. AQUI. — 39. Disse então à turba que o cercava: Esta geração é uma geração perversa. não lhe será dado outro diverso do do profeta Jonas. — Resposta de Jesus. a menos que faça o que. pede um prodígio. alguns dos escribas e fariseus lhe disseram: Mestre. a possibilidade de tais derrogações ou exceções implicaria não serem as leis divinas absolutamente sábias e perfeitas. igualmente. — Prodígio de Jonas. neste caso. porqüanto o milagre não seria senão a derrogação parcial de uma ou algumas leis. nem . onisciente. Para admitirmos que Deus. pois que ela veio dos confins da terra para escutar a sabedoria de Salomão.30. também o filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra. há mais do que Salomão. 12º. Os Ninivitas se levantarão no julgamento contra esta geração e a condenarão. forçoso fora reconhecêssemos.31. nenhum outro lhe será dado senão o prodígio do profeta Jonas. mais do que Jonas. pode Ele derrogar por arbítrio. e. 11º. Absurdo dos absurdos. o que vale dizer . a conseqüência a que chegaríamos é que também o legislador não seria perfeito e sim perfectível também. por ser onipotente. Prodígio pedido pelos fariseus. operasse milagres. por conseguinte.eternas e imutáveis. uma vez que só pode ser mutável o que seja perfectível. se observa em tudo o que diz respeito à religião pregada e exemplificada pelo clero romano. Ele lhes respondeu: Esta geração má e adúltera pede um prodígio. pois que eles fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas. em se tratando de Deus. A rainha do Meio-dia se levantará no dia do juízo contra essa geração e a condenará. como o entenda. chegaremos ao absurdo. tanto que sujeitos à lei imprescritível e fatal do progresso. onipotente e. e AQUI. no dia do Juízo. Mas. e há. não pode suportar as imposições dos que se opõem à difusão da luz à marcha do progresso. nosso Pai celestial. ou abra nelas exceções. Ora. Porém. . Então. — 40. . para podermos admitir o milagre. hoje. 38 ao 42. visto que nenhuma ação arbitrária se pode consorciar com a onisciência de um ser infinito em todos os seus atributos. . Assim como Jonas foi um prodígio para os de Nínive. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de uma baleia. aqui. em geral. — LUCAS. LUCAS: capítulo 11º. contra os homens desta geração e os condenará. — 41.

com os textoS evangélicos. sentida e humildemente formulada. na ressurreição e na ascensão do Cristo. tudo porque isso é contrário e prejudicial aos interesses materiais da clerezia romana que. Senhor Jesus Cristo. que. no que quer que seja. que veio substituir a fé cega pela fé raciocinada. como Ele próprio mandou que os entendêssemos. o reaparecimento de Jonas. Agraciados pela misericórdia divina com a luz viva da Nova Revelação. não passa. Com efeito. Jonas constituíra para os Ninivitas um prodígio. para a geração da sua época. Espírito livre. um milagre. para conservar a sua dominação. fora que se acha de toda idéia de tempo. no-los explica plena e satisfatoriamente? Certo que não. compreendidos em seu espírito. do que. Aquela geração a que Jesus se referia. que ontem não podiam ser explicados. que vem dar cumprimento à lei e aos profetas. Do mesmo modo Jesus. portanto. para essa geração.229 presente. que tiveram. para os Ninivitas. submerso no fundo do mar. em face do desenvolvimento da razão humana. mas que perderam sua razão de ser. porque não mais nos é lícito crer. era adúltera. que repudia a Deus para adorar o Papa. visto que. de um esteio em que. não podem subsistir. isento da lei da . que Ele desempenhou a sua missão como Espírito. e que. nem compreendidos. nós espíritas podemos e devemos crer. Essa geração é a mesma que hoje chama demoníaca à ciência espírita. O “milagre”. nem futuro. era má pela sua obstinação no erro. temos o dever de perquirir. portanto. para se entregar a práticas materiais. até para os discípulos. de pureza perfeita e imaculada. sem sombra de dúvida. um prodígio. Dar-se-á. as causas. precisa manter na ignorância os fiéis da sua Igreja. que aqueles fatos. em cujas entranhas permanecera três dias. condição que faz imprescindível o princípio convencional de tempo. da meditação e da iluminação interior. que se consegue pela prece fervorosa. procuram apoio as igrejas terrenas. o milagre. no empenho de manterem o predomínio que alcançaram. os espíritas. que Jesus só aparentemente era homem. capacidades e percepções. sem de nenhum modo aceitarmos. fugindo à letra que mata. valendo-se do precário conhecimento que da verdade possuem as massas humanas. senão no que seja fruto de convicções adquiridas em conseqüência do estudo. sem a qual o arbítrio carece de significação. um milagre. tais fatos não podiam ser mais compreensíveis nem menos miraculosos. só existente para seres limitados como nós em todas as suas faculdades. advérbio que subentende sucessão de fatos. de ser impostos como milagrosos. após três dias de permanência no ventre de um peixe. a fim de compreendermos os efeitos e aproveitarmos das lições que eles nos oferecem. portanto. em espírito e verdade. qualificando-o de possesso do demônio. dado que este só se pode exercer ocasionalmente. devam hoje ser aceitos. desde que aquela Revelação nos mostra e prova. porém. quando a Nova Revelação. era um homem igual aos outros. para glória de Deus. com o mesmo caráter. que lhe repelia os esforços para reconduzi-la ao caminho da verdade. que se baseia nos Evangelhos de N. nós outros. que ele fora engolido por um peixe. pela sua ressurreição e ascensão viria a constituir. ou de efeitos. explorando as superstições populares e sustentarem crenças tradicionais. até onde a mesma misericórdia no-lo permita. porque desprezava a fé no seu Deus. porque acreditaram. presentemente. portanto.

aqui.230 encarnação. como era. superioridade que a Nova Revelação patenteia aos nossos olhos. aqui. . mais do que Jonas. Ao contrário. 2. (88) 3º Reis. ela nos faz saber que ele apenas esteve durante três dias preso a ferros a bordo de um navio. Os Ninivitas que. condoído da sua sorte. . 27.MARCOS. e há. aí deixando-o. o que fez. o Rei do nosso planeta e da Humanidade terrena. Daí o dizer: “Assim como Jonas foi um sinal para os de Nínive. o Mestre.Romanos. dizendo: “E há. 2º. com relação a Jonas. Semelhante maravilha logo se impôs à imaginação humana como um “milagre” e como “milagre” foi tido e crido. que resistiam a todos os esforços de Jesus para os reconduzir ao bom caminho. mais do que Salomão”. assim também o filho do homem será um prodígio para esta nação”. conservando-se este fechado e selado. Foi o que o divino Mestre acentuou. apenas revestido de um corpo fluídico. em que viajava. 1º. Citando-os. donde um marinheiro devotado. 10º. lembrando os exemplos de Jonas e Salomão. 1. para reinar com eqüidade e distribuir justiça. e chamar-lhes também a atenção para a culpabilidade dos que se rebelavam contra seus ensinos. 22.JOÃO. 2º. A tendência que tem o homem para dar a tudo o cunho do maravilhoso e a atração que este sobre ele exerce criaram a lenda de Jonas engolido e vomitado por um peixe. entraram e permaneceram nas vias do Senhor e a rainha do Meio-dia que reconheceu a grandeza de Deus e a sabedoria daquele a quem Deus fizera rei. Igualmente. porém de ordem inferior. . o transportara às escondidas num bote até à praia. como representante do Pai. foi chamar a atenção dos homens para a superioridade da sua missão. de modo algum pensou Jesus em se lhes equiparar. com o qual possível e fácil lhe foi sair do sepulcro. sendo. o Cristo de Deus e. eram a condenação dos Judeus. 8º. de um perispírito tornado visível e tangível. aproveitando da pregação de Jonas. – 2º Paralipõmenos. Jonas e Salomão eram Espíritos em missão. 18. – 1ª Epístola aos Coríntios. . 1. 9º.

simbolizada pela Ceia. que tem o homem. versículo 43. — LUCAS. hoje constituem uma das causas principais do desprestígio em que a vemos e da generalização da descrença. — 44. se o homem limpar sua alma de todas as impurezas e a adornar das virtudes opostas a tais sentimentos ocupa-la-á o seu anjo de guarda. 24 ao 28. disse: Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam. E. versículo 24. tornando impossível àqueles Espíritos fazerem nela morada. pois. Parte então de novo arrebanha sete outros Espíritos ainda piores do que ele. Não o encontrando. Diz então: “Voltarei para a casa donde saí”. e o último estado do homem fica sendo pior do que o anterior. relativamente às quais se verifica que as recaídas são sempre mais perigosas. — 27. facilmente podem voltar depois mais intensas e tenazes. às más paixões. do meio do povo. sucedeu que. Ora. de novo. Jesus. anda por lugares áridos em busca de repouso. Ornemos. uma mulher. constantemente. os Espíritos bons. como todos os outros erros dessa igreja. voltando. E o último estado do homem fica sendo pior do que antes. quando ele dizia estas coisas. reúne outros sete Espíritos mais malvados do que ele e. por essa forma. pelo qual entendeu a Igreja romana de fazer do corpo humano morada da divindade. Ora.231 83 MATEUS. de virtudes as nossas almas. A comunhão do Cristo. interpretações que. Nenhuma relação tem o que acabamos de dizer com o chamado “sacrifício da eucaristia”. lhe disse uma mulher MATEUS: capítulo 12º. E. de resistir aos maus instintos. Dever. 12º. 43 ao 45. Dizendo respeito unicamente ao Espírito toda a Doutrina de Nosso Senhor . voltando. (89) Jesus. — 25. LUCAS: capítulo 11º. Quando o Espírito impuro tem saído de um homem. repelidas. porém. como antes. a encontra varrida e ornada. elevando a voz do meio do povo. vagueia pelos lugares áridos em busca de repouso e não o encontra. a encontra vazia. então. — 26. a princípio. para o cultivo da fraternidade. como acontece com as enfermidades. diz: Voltarei para a casa donde saí. Assim acontecerá com esta geração criminosa. — Resposta de Jesus ao que. Vai-se. a fim de que o Senhor as possa considerar habitações dignas dos seus mensageiros. provém das interpretações literais por ela dadas às Escrituras. uma lembrança simbólica daquela outra comunhão. entram todos na casa e passam a habitá-la. Os Espíritos imundos que influenciam para o mal o homem são atraídos pelos seus maus sentimentos. de cuja inspiração e assistência gozaremos. foi um último e solene apelo por ele feito aos homens. — 45. entrando todos na casa. A comunhão dos discípulos era um repasto comemorativo. limpa e ornada. 11º. se outrora puderam legitimar-se com o grande atraso intelectual da Humanidade. advertia os homens de que estivessem precavidos sempre contra as más paixões e tendências que. então. lhe disse: Felizes o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram! — 28. Quando o Espírito impuro tem saído de um homem. lá se instalam. Semelhante absurdo.

desse modo. pelo lado unicamente espiritual é que deveram ter encarado e ensinado os preceitos evangélicos aqueles que se intitulam seus representantes na Terra. 2º. — Timóteo. 1º. abriu ensejo à resposta de Jesus. 1º. Sim. 5º. Capítulo 11º. falou como médium. bem-aventurados os que estudam e ensinam a moral pregada por Jesus e põem-na em prática. 5º. — 1ª Epístola à Pedro. 7. com abstenção completa dos cultos e cerimônias puramente materiais. — A mulher que elevou a voz do meio da multidão. versículos 27 e 29 de Lucas. 8. 6. de satisfazerem às suas ambições de mando e predomínio.232 Jesus Cristo. para louvar a Maria. como mãe de Jesus. que nada valem e para nada servem. como infelizmente ainda vemos. (89) Job. 14. 25. conforme a consideravam os homens. não fazendo da profissão de fé um meio de vida. — 2ª Epístola à Pedro. 20 a 22. sob a inspiração momentânea de um guia que. que foi um ensinamento: “Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam”. — JOÃO. .

conforme as necessidades da sua missão. sem que. — 32. o simples parente. pelo poder da sua vontade e da sua sabedoria. porqüanto. que vinha à procura das ovelhas tresmalhadas do seu rebanho? qual poderia ser o seu objetivo? Reuni-las em torno de si. em hebreu. a palavra — irmão —.233 84 MATEUS. disse: Eis aqui minha mãe e meus Irmãos. na expressão de Paulo. Ora. 3º. esse é meu Irmão. te procuram. Trazia um corpo “celeste”. Então alguém lhe disse: Tua mãe e teus irmãos estão aí fora procurando-te. versículo 46. olhando para os que se achavam sentados ao redor de si. 19 ao 21. Qual poderia ser. nenhum grau de parentesco humano havia entre Jesus. disse Ele: Quem é minha mãe e quais os meus Irmãos? — 49. — LUCAS. — 20. se tornava visível e tangível. de um corpo fluídico. — 48. a irmã e a mãe de Jesus são os que fazem a vontade de seu pai. se conservou sempre virgem. 8º. — 35. na realidade. o mandaram chamar. quem quer que faça a vontade de meu pai que está nos céus. o desejo do bom pastor. Disseram-lhe então: Estão lá fora tua mãe e teus irmãos que te querem ver. não deu à luz filho algum. MARCOS: capítulo 3º. Ele se achava apenas revestido de um corpo aparentemente humano. o irmão propriamente dito. Ao que perguntou Ele: Quem é minha mãe e quais são os meus irmãos? — 34. disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. E. 31 ao 35. como a multidão o cercasse. esse é meu irmão. disse: Minha mãe e meus irmãos São os que escutam a palavra de Deus e a praticam. o primo co-irmão. E. aquele que fizer a vontade de Deus. (90) Não estando ligado a Maria por nenhum laço humano. Jesus. Por essa explicação ficou patente que Maria não concebeu. respondendo. tinha várias acepções. como já vimos. Assim sendo. como também já explicamos e deve ser entendido. minha Irmã e minha mãe. ouvindo a palavra de Deus e pondo-a em prática MATEUS: capítulo 12º. Estando Ele ainda a pregar para a multidão. versículo 31. tendo vindo e ficado do lado de fora. pura e imaculada. Todas. versículo 19. — 50. por Maria. porqüanto. porqüanto. Significava. Sua mãe e seus irmãos. ao mesmo tempo. estendendo a mão para os discípulos. o aparecimento do nosso Salvador na Terra tenha apresentado o que quer que seja de milagroso ou de sobrenatural. Sua mãe e seus irmãos vieram ter com Ele. minha irmã e minha mãe. 12º. de fato. LUCAS: capítulo 8º. 46 ao 50. cumprindo ainda se advirta que. obra do Espírito Santo. é claro que também nenhum grau de parentesco humano havia entre Ele e os que eram considerados seus irmãos. — 33. — 21. que. eram e são dele bem-amadas. Maria e José. tendo sido a sua concepção. — MARCOS. mas não puderam aproximar-se dele por causa da multidão. fossem quais fossem. Efetivamente. Jesus mostrou aos homens os sentimentos de fraternidade e de amor que os devem unir. . sua mãe e seus Irmãos do lado de fora procuravam falar-lhe. alguém lhe disse: “Olha que tua mãe e teus irmãos. Respondendo a esse que assim falara. O irmão. — 47.

15º. 20º. — Romanos. 2º. 14. 8º. — Apocalipse. 11.234 (90) JOÃO. 12. 17. 5. 29. 1º. . — Hebreus. 2º.

mas. e 25. produzindo cada grão cem. os pássaros do céu vieram e as comeram. 1 ao 20. os vossos ouvidos. O Sol. — 9. Enquanto semeava. vieram as aves do céu e a comeram. onde muito pouca terra havia. uma parte das sementes caiu à borda do caminho. como não tinham raízes. — 6. A semente lançada entre os representa espinheiros aquele que ouve a palavra. Entrando então para uma barca. — 17. não tendo ela raízes no seu coração. 5. mas a eles não. Eis por que lhes falo por parábolas. é que. Àquele que tem. — 16. 4º. 1 ao 15. lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? — 11. ele logo se escandaliza. Escutai. produzindo aqui cem. nascendo. — 4. segundo o seu modo de doutrinar: — 3. uma parte das sementes caiu à margem do caminho. aquele em quem ela frutifica. — 20. pois que a terra ali não tinha profundidade. crestou-as. ouvir o que ouvis e não ouviram. secaram. — 8. como enorme fosse a multidão que ali se reuniu. aproximando-se. ouvindo. — 13. Uma outra finalmente caiu em terra boa e as sementes frutificaram. não se convertendo. Uma outra caiu entre os espinheiros que cresceram e a abafaram. e 18. Uma outra parte caiu em terreno pedregoso. 23-24 Parábola do semeador. O coração deste povo se embotou. ouça. — MARCOS. ali sessenta. — Explicação dessa parábola MATEUS: capítulo 13º. só por pouco tempo subsiste. as sementes germinaram prontamente.235 85 MATEUS. E grande multidão se lhe reuniu em torno. A que caiu em terreno pedregoso representa aquele que ouve a palavra e a recebe com mostras de alegria no primeiro momento. Neles se cumpre esta profecia do profeta Isaías: “Escutareis com os ouvidos e não entendereis. e. porqüanto. — 2. Naquele dia. — 10. não ouçam com os ouvidos. e 10º. — 18. mais ainda se dará. Felizes os vossos olhos porque vêem. A que foi semeada em terra boa indica aquele que escuta a palavra e a compreende. para que não vejam com os olhos. sessenta ou trinta. — 15. — 23. sobrevindo as tribulações e perseguições por motivo da palavra. ficando todo o povo na praia. em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram. Ele subiu para uma barca e se sentou. — 22. — 14. 13º. vendo. Os discípulos. saindo Jesus de casa foi sentar-se à beira do mar. nem compreendem. olhareis com os olhos e não vereis. mas em quem os cuidados do século e a ilusão das riquezas a abafam e impedem de produzir frutos. Quem tiver ouvido de ouvir. — 7. E começou a dizer muitas coisas por parábolas. os ouvidos se lhes tornaram surdos e os olhos se lhes fecharam. não compreendam com os corações e. falando assim: Eis que o semeador saiu a semear. Muitas coisas ensinava por parábolas. Do coração de todo aquele que escuta a palavra do reino e não a compreende vem o mau Espírito tirar o que nele foi semeado. porque escutam. e. 1 ao 23. ficando ele na abundância. acolá trinta por um. é a semente que caiu ao longo do caminho. não ouvem. pois. 8º. versículo 1. — 19. — LUCAS. Respondeu Ele: É porque a vós vos é dado conhecer os mistérios do reino dos céus. — 21. Outra parte . não sejam curados por mim”. eles não vêem. — 5. mas ao que não tem se tirará até o que tem. Pôs-se de novo a ensinar próximo ao mar e. versículo 1. “Escutai. MARCOS: capítulo 4º. ficando a multidão na praia. a parábola do semeador. — 12. — 3. O semeador saiu a semear: — 4. — 2. enquanto semeava. dizendo. ele ai se sentou.

— 11. — 4. por não terem raízes. E acrescentava: Ouça quem tiver ouvidos de ouvir. Como. e Ele lhes respondeu: Dado vos é a vós conhecer o mistério do reino de Deus. na proporção de cem. MARCOS: capítulo 4º. — 12. Maria. foi pisada e os pássaros do céu a comeram. porém. — 13. pregando e evangelizando o reino de Deus. — 18. de trinta por um. são aqueles de cujos corações Satanás vem arrancar a palavra logo depois de ter sido nos seus corações semeada. exclamava: Quem tem ouvido. ouvindo. — 2. — 7. Outra parte caiu sobre pedras e. O semeador semeia a palavra. O terreno bom onde a última parte das sementes é lançada são os que ouvem a palavra. Algum tempo depois. — 10. pelo temor de que. Outra parte caiu entre espinheiros. Outra parte. dura pouco tempo. porém. mas aos outros só por parábolas se lhes fala. ouvindo a palavra. LUCAS: capítulo 8º. — 20. O semeador saiu a semear a sua semente e. Em vindo as tribulações e perseguições por causa da palavra. a fim de que. elevaram-se. onde pouca terra havia. de ouvir. finalmente. são os que ouvem a palavra. tendo-a Ouvido. a sufocaram — 8. da qual sete demônios haviam saído. a recebem e dela tiram frutos. veio. entrando em seus corações. recebem com alegria . o Sol. disse Ele esta parábola: — 5. secou. — 17. caiu em terra boa. As que caem sobre pedras indicam os que. o terreno pedregoso são os que. ao longo do qual a semente caiu. mas os cuidados do século. Ele lhes respondeu: Dado vos foi a vós conhecer o mistério do reino de Deus. — 16. Os outros. — 13. crestou as plantas e estas. que tinham sido livradas dos Espíritos malignos e curadas de enfermidades. Os discípulos lhe perguntaram o que queria dizer aquela parábola. ia Jesus de cidade em cidade. tudo se faz por parábolas. de sessenta. estes cresceram e a abafaram. a sufocam e ela não frutifica. crescendo. uma parte dela caiu à margem do caminho. Intente de Herodes. sessenta. — 9. — 8. crendo. apelidada — a Madalena. nesses ela não cria raízes. versículo 1. eles se salvem. A margem do caminho. Susana e muitas outras que o assistiam com seus bens. secaram. Perguntou-lhes em seguida: Não entendeis esta parábola? Como podereis entender todas as parábolas? — 14. logo depois de haver germinado. A que cai junto do caminho indica os que ouvem a palavra. Outra. pois que pequena era a profundidade da terra. trinta por um. multiplicaram-se e produziram cem. de sorte que ela não deu frutos. e algumas mulheres. germinou e frutificou. vejam e não vejam e. os grãos deram fruto. Semelhantemente. Quando com Ele ficaram a sós os doze que o seguiam interrogaram-no acerca dessa parábola. a fim de que vendo não vejam e ouvindo não compreendam. mas de cujos corações Satanás a vem arrancar. — 11. E. ouça. finalmente. de aldeia em aldeia. designados pela parte das sementes lançadas entre espinheiros. produzindo cem por um. para aqueles que são de fora. Como o cercasse grande multidão de gente vinda de todas as cidades. a recebem jubilosos.’ — 9. eles logo se escandalizam. — 12. enquanto o fazia. — 6. — 15. mulher de Cusa. Mais será dado ao que já tem e ao que não tem se tirará mesmo o que tem. Eis o que quer dizer esta parábola: A semente é a palavra de Deus. — Joana. para que não se convertam e os pecados lhes sejam perdoados. a ilusão das riquezas e as outras paixões. Outra caiu entre espinheiros que. ouçam e não compreendam. versículo 25. — 19. vendo. Acompanhavam-no os doze. dizendo Isso. as sementes germinaram logo. mas. — 10. por falta de húmus. — 7.236 caiu em terreno pedregoso. 3. caiu em terra boa. — 6.

porqüanto eles crêem apenas durante algum tempo. que lhes acarretariam grandes sofrimentos no futuro: aqueles que. que os vícios e males. “para que não se convertessem”. de que modo ouvis. . As mesmas explicações bastam para que a compreendamos. porém. LUCAS: capítulo 8º. não cria raízes. versículo 23. nenhum inconveniente havia em que os ensinos lhes fossem ministrados veladamente. tomem o lugar das poucas virtudes de cuja posse já desfrutasse. Os “mistérios” do reino dos céus. Voltando-se para os discípulos. mas que. Por outro lado. ouvir o que ouvis e não ouviram. assim não procedessem. fariam sem demora um recuo. pois. enquanto que o outro. que o oprimirão durante séculos. não se lhe submeteriam. conforme também o disse. para a compreensão de homens materiais. ao contrário. — 14. por assim dizer. pelos prazeres da vida e não produz frutos. mas em cujos corações ela é abafada pelas preocupações terrenas. tentariam avançar. A boa terra onde cai a Última parte das sementes são os que. de não procurarem devassar os mistérios que de pronto não compreendiam. ao passo que àquele que pouco tenha. os “segredos” do reino de Deus eram os meios. ouvindo a palavra. que aqueles ensinos impunham. Antes das revelações feitas por Jesus. cedendo a um primeiro impulso. a felicidade dos bem-aventurados. o homem. desconhecidos até então. A razão por que Jesus preferentemente falava por parábolas era evitar que muitos se enchessem de maiores responsabilidades. (91) As explicações que Jesus deu da parábola do semeador era a que convinha aos Espíritos encarnados naquela época e a de que necessitavam os apóstolos. em seus corações bons e excelentes e dela tiram fruto pela paciência. de todos os lados receberá amparo. visto que se esforçariam. disselhes: Felizes os olhos que vêem o que vedes. LUCAS: capítulo 10º. Dizendo. aludia o Mestre aos que. detidos bruscamente pelos seus maus instintos. pois. versículo 18. Os que. que lhes viria a ser causa de graves expiações. expressões que compõem uma imagem destinada a materializar. como o fizeram os discípulos. — 15. por lhes descobrir o sentido oculto e o apreenderiam. deixará que as más paixões se apossem do seu coração. porqüanto mais se dará àquele que já tem e ao que não tem se tirará até o que julgue ter. mesmo esse pouco será tirado”. não estava apto a conhecer os “mistérios do reino dos céus. o que tem pouco. A parte que cai entre espinheiros corresponde aos que escutaram a palavra. porqüanto. retrocedendo assim que chegam as tentações. de chegar-se àquela felicidade. — 24. para os que estivessem dispostos a avançar. por considerarem pesada demais para suas naturezas más a reforma.237 a palavra: esta. a caminhar para diante. pelas riquezas. indiferente ao que lhe foi dado. seriam culpados apenas de indiferença. Vede. “muito será dado ao que já tem. a fim de desempenharem suas missões. os segredos do reino de Deus”. porqüanto eu vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vedes e não viram. Estas palavras significam que aquele que deseja progredir e se esforça por consegui-lo. capazes embora de receber sem véu a sua palavra. a guardam. que não lhes falava senão por parábolas. negligente em guardar o que recebeu. nenhuma idéia clara formando da outra vida.

entretanto. 6º. 11º. 13. — 1ª Epístola aos Coríntios. 35. a “luz” permaneceu velada. 29. 11º. 14. porque os Enviados do Senhor ergueram um pouco mais o véu que a encobria. 2º. 40. — JOÃO. 6º. a luz já brilha com mais vivo fulgor. 27. 12º. 20º. o permitiam. — 1ª Epístola à Timóteo. Porém. O véu. 26. 8. — Romanos. 3º. 10. tanto quanto os olhos humanos. — Atos. 2º. 5º. 27. — Ezequiel. 11. quando os homens houverem alcançado alto grau de desenvolvimento moral e intelectual. 5º. — 2ª Epístola aos Coríntios.238 Jesus veio levantar o véu e esclarecer as inteligências. apenas uma ponta do véu foi levantada. todos os “segredos do reino de Deus”. . (91) Isaías. 12º. — 1ª Epístola à João. — Hebreus. 2. 9. 28º. só será levantado completamente. 9. Hoje. tornados mais fortes. Só então lhes será facultado conhecerem todos os “mistérios do reino dos céus”.

uns são elevados. — 27. com receio de que simultaneamente tirassem o trigo. E ele respondeu: Não. Ele lhes respondeu: Foi um inimigo quem o semeou. afinal. em cada colheita. arrancando o joio. pregam a necessidade da extinção completa. arranqueis ao mesmo tempo o trigo. poderiam chegar ao extremo de amedrontar os homens retos. quis o divino Mestre refrear o zelo dos apóstolos e dos que lhes sucedessem como continuadores da sua obra. veio o inimigo dele. os quais. versículo 24. Parábola do joio semeado entre o trigo MATEUS: capítulo 13º. pois. quando chegar a ocasião de ceifar. Dos encarnados na Terra.239 86 MATEUS. é lançado ao fogo da expiação. apregoando zelo da pureza do Espiritismo. para operar-se a renovação de nossa geração espiritual. a Terra tem passado por transformações sucessivas. tem sofrido renovações parciais. cresceu e deu espigas. dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou bom grão no seu campo. dos aludidos reinos da Natureza. mesmo do reino humano. o joio. não semeastes bom grão no vosso campo? Como é que nele há joio? — 28. nos tempos atuais. efeito a que de futuro hão de seguir-se. Deixai que um e outro cresçam juntos até à ceifa. 13º. É evidente. — 25. o trigo. mas com ela cresceu também o joio. que foi invocando um zelo semelhante que a Igreja se tornou perseguidora e abriu a interminável série dos seus atentados à liberdade de pensamento e de crença. Enquanto os homens dormiam. direi aos ceifeiros: Arrancai primeiramente o joio e atai-o em feixes para ser queimado. Os servos lhe perguntaram: Quereis que vamos arrancá-lo? — 29. Depois. Conviria não perdessem de vista este ensinamento os que. os espíritas. Não esqueçamos nós. A plantação do homem germinou. Vê-se daí não ser cabível que. atentados que cada dia mais profundamente a divorciaram da doutrina . semeou joio no meio do trigo e se foi embora. se condenasse toda a geração material de que somos parte a perecer num dilúvio semelhante ao de que falam os antigos. porém simples. incandescente. levados pelo desejo de fazer progredir a Humanidade. poderiam ir longe de mais. por todos os meios. Desde que saiu do estado de fluidez. que tal dilúvio não se deu com o caráter de universalidade que lhe atribuíram as narrações escriturísticas. outros apenas iniciam suas provações morais. E lhes propôs uma outra parábola. Dizendo que o “pai de família” não consentira que seus servos arrancassem. ao mesmo tempo que o bom grão é guardado nos celeiros do Senhor. receio que. e de os afastar. À força de quererem reprimir abusos. para se depurar. empilhai-O no meu celeiro. O joio cresce de par com o bom grão. Nem todos os Espíritos se encontram no mesmo grau de desenvolvimento. — 30. para o efeito de preparação e progresso graduais dos reinos mineral. por outros meios. dos centros onde ele é falseado e que representam o joio a crescer entre o bom grão. as depurações e transformações. a todas as liberdades. — 26. Os servos do pai de família vieram então dizer-lhe: Senhor. do campo que ele semeara. aquele. 24 ao 30. também graduais. vegetal e animal.

ou na condição de joio a ser queimado. A Terra. aos quais incumbe velar pelas expiações dos Espíritos culpados. isto é. o que se verifica pelo fogo do remorso. caso em que passam a habitar mundos superiores ao nosso. como o deve ser. mereçam ascender a mundos mais elevados do que o nosso. do espírito dos Evangelhos. . ou na condição de trigo. morada de Espíritos bons. exclusivamente. a que se segue a reencarnação neste mundo. para aquele que se propõe a pregar as verdades eternas. para cuja interpretação ela acabou proclamando-se a única habilitada. eles se encontram. no caso. por terem bem cumprido suas provas. Os ceifeiros. ou ofuscado pela intensidade da luz que dela se irradia. em que aquele será arrancado e lançado fora. e classificar os que. a difundir as da Doutrina dos Espíritos. em que volta ao estado de Espírito liberto da matéria. que teria aceitado a moral evangélica. a fim de que bem apreendidas sejam as daqueles mesmos Evangelhos. essa época será a em que não mais se permita ao joio crescer aqui de envolta com o trigo. onde continuarão a aperfeiçoar-se. a repelirá. a fim de esconder aquele divórcio. são os Espíritos superiores. um por exemplo. de que fala a parábola.240 cristã. ou em mundos inferiores à Terra. está em apropriá-las às inteligências que as tenham de receber. para o fazerem em mundos colocados abaixo dele na escala dos orbes. em que os Espíritos que se tenham conservado obstinadamente culposos e rebeldes se verão compelidos a deixar de encarnar no planeta terreno. ou atemorizado com as grandes dificuldades que ela lhe deixa entrever. por se haver despojado do seu envoltório carnal. o que quer dizer: ter-se-á tornado. A lição que a parábola do joio e do trigo encerra mostra que toda a ciência. das torturas morais. a progredir. Encarada assim. isto é. Com relação ao nosso mundo. se lha houveram apresentado sob aspecto condizente com o seu ponto de vista (e por isso é que Jesus a maior parte do tempo ensinava por parábolas e símiles). de acordo com as tendências que revelam e com o grau da sua culpabilidade. a ceifa tem sido feita sempre e ainda continuará por longo tempo. Se não for assim. na erraticidade. A ceifa. terá passado a fazer parte do reino de Deus. Ao retornarem a esse estado. Quando terminará? Quando chegar a época da ceifa definitiva. então. se dá na ocasião em que o Espírito volta à sua condição de origem.

Ele se assemelha ao fermento que uma mulher toma e mistura com três medidas de farinha até que a massa fique completamente levedada. passa-se-lhe a foice. produz primeiro a erva. — LUCAS. E dizia: O reino de Deus é como quando um homem lança à terra a semente. 31 ao 35. — 28. depois a espiga e afinal o grão que cobre a espiga. versículo 31. — 20. dizendo: O reino dos céus se assemelha ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Uma vez. — 33. No seu pensamento acerca do futuro. não lhe falava sem parábolas. animal e humano e as de depuração e transformação . E assim lhes falava por muitas parábolas. E assim ia ensinando pelas cidades e aldeias a caminho de Jerusalém. se torna árvore grande. Grão de mostarda. em que o crescimento oculto do grão. de acordo com o que eles podiam entender.241 87 MATEUS. semeada. que. amadurecido o fruto. — 30. desenvolvimento e transformação em árvore simbolizam as fases por que tem passado o nosso mundo. (92) Comparando o reino dos céus ao grão de mostarda. — 22. — 34. por si mesma. a origem do planeta e da Humanidade. E. vegetal. — 33. 26 ao 34. versículo 26. por mínimo que seja. 13º. ela cresce e se torna maior do que todos os arbustos. — 32. — 27. 4º. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta: Abrirei minha boca para falar por parábolas: revelarei coisas que estão ocultas desde a formação do mundo. sua afloração. Ele se assemelha a um grão de mostarda que. que é a menor de todas as sementes. donde se parta para chegar ao céu. quis Jesus mostrar à multidão que o gérmen. torna-se planta maior do que todas as outras. Assemelha-se ao grão de mostarda que o homem toma e planta no seu horto. de pequenino que é. — Fermento da massa. a comparação do reino dos céus com um grão de mostarda. versículo 18. Esse grão. 18 ao 22. quando cresce. — 35. ele germina. Disse-lhes também esta outra parábola: O reino dos céus se assemelha ao fermento que uma mulher toma e mistura com três medidas de farinha até que a massa fique inteiramente levedada. em cujos ramos os pássaros vêm habitar. — MARCOS. pois que a terra. — 32. dá galhos tão grandes que os pássaros do céu se podem abrigar à sua sombra. pode desenvolver-se e produzir grandes resultados. Quer o homem durma. mas. cresce e se torna árvore grande em cujos ramos pousam os pássaros do céu. — Semente lançada à terra MATEUS: capítulo 13º. E repetiu: Com que compararei o reino de Deus? — 21. tornase árvore em cujos ramos os pássaros do céu vêm habitar. tudo lhes explicava. Dizia: O reino dos céus a que se assemelha e com que o compararei? — 19. as da formação e desenvolvimento dos reinos mineral. quer vele dia e noite. a semente germina e cresce sem que ele saiba como. E dizia: A que compararemos o reino de Deus? Por que parábola o representaremos? — 31. Não lhes falava sem parábolas. porém. Propôs-lhes uma outra parábola. o estado rudimentar de uma e outro. ao ser semeado. — 29. Jesus disse por parábolas todas essas coisas à multidão. constitui uma alegoria em que aquele grão representa o ponto de partida. pois é esse o momento da ceifa. é a menor de todas as sementes que existem na terra. a sós com os discípulos. — 34. MARCOS: capítulo 4º. 13º. LUCAS: capítulo 13º.

4º. 2. 7. — Apocalipse. 2º. da semente de regeneração que Ele imergia nos corações. em certas partes escolhidas. 57º. A erva. 15. ao mesmo tempo que mostrava as fases de germinação. . continuando a progredir com ela. por ser essa a época da ceifa. que apenas há alguns anos apareceu. — Salmos.242 física do planeta e física. 26. o divino Mestre indicava o trabalho. para se tornar morada de paz e de felicidade. quando maduro. esta última parábola. aqui. assim como dos períodos que ela tem de percorrer e transpor. chegarão à perfeição. amadurece e. está produzindo. que vem preparar e efetivar a regeneração da Humanidade e as promessas que as proféticas palavras do Salvador encerram. o reino de Deus. Na parábola em que comparou o reino de Deus ao fermento que se lança na massa de farinha para levedá-la e torná-la em pão. o grão. crescimento. 14º. a formação da espiga indica o que decorreu desde esse aparecimento até os nossos dias. moral e intelectual da Humanidade. 16º. para sua regeneração completa. transformação. designa o tempo que se escoou antes que Jesus aparecesse na Terra. — Efésios. que os Espíritos purificados virão habitar e onde. — Miquéias. para atingir a maturidade moral e intelectual. — Romanos. Neste momento. ou já foi ceifado. ali. despojado da letra o Espírito. Por outro lado. se está formando. que aflorou ao solo. a formação dos grãos que cobrem a espiga. 9. se passa a foice. mas contínuo. Os ramos da árvore indicam o grau de evolução que aquele atingirá. 1º. figurou Jesus o trabalho de transformação e purificação das almas. já se acha maduro. (92) Isaías. por efeito da doutrina de amor e bondade que Ele lançava nos corações — único fermento apropriado à preparação do pão espiritual. estado em que será aproveitado pelos ceifadores incumbidos de proceder à colheita para o celeiro divino. — Colossenses. — 1ª Epístola aos Coríntios. os próprios grãos já formados e o fruto ao qual. que alimenta para a vida eterna. desenvolvimento e frutificação que o Espírito atravessa. 2º. é o emblema dos períodos que a nossa Humanidade tem percorrido e transposto na via do progresso. 26. 1. 25. indicam os tempos atuais e futuros da era do Espiritismo. Tais os resultados que o Espiritismo. 2. como produto da germinação da semente. 3. Na em que o reino dos céus é comparado à semente que o homem lançou à terra. desde o aparecimento do homem na Terra. secreto. 3º.

Os filhos de iniqüidade. Espíritos de erro e de mentira que. que é o “seu reino”. que semeou. far-se-á no fim do mundo. predito por Jesus e que. — 43. e quem os mandará lançar na “fornalha do fogo”.. — 42. são os que se deixam arrastar pelas más influências. O campo é o mundo. O campo representa o nosso planeta e a sua Humanidade. os justos brilharão como o Sol. os filhos de iniqüidade. estes reunirão e levarão o para fora do seu reino todos os que são causa de escândalo e de queda. operando-se de um instante para outro. e bem assim sobre as gerações humanas que nela se sucederão. O filho do homem enviará seus anjos. por serem maus os seus instintos. sempre trabalhou. errantes ou encarnados. respondendo. os segadores são os anjos. os filhos da iniquidade são o joio. Ele. que é arrancado e queimado no fogo.243 88 MATEUS. ao qual chama “seu reino . para fora do “seu reino”. pela explicação velada que deu da parábola do joio mostrava o seu poder. cujo símbolo é o joio. 36 ao 43. 36. — 37. O fim do mundo. por muito tempo ainda. exercendo sobre nós perniciosa influência. fazia lembrada a missão que o trouxera ao mundo terreno. semeia e semeará. “no fim do mundo”. lhe pediram: Explica-nos a parábola do joio semeado no campo. isto é. Aquele. até que aqueles Espíritos atinjam a perfeição. sob sua autoridade às suas ordens. — 39. O inimigo que semeou. como convinha que estes a considerassem. tendo por símbolo o bom grão. O diabo. permanecendo no “seu reino’. afastando-nos das vias do Senhor. Explicação da parábola do joio MATEUS: capítulo 13º. ouça. onde brilharão como o Sol. onde há prantos e ranger de dentes. corresponde ao tempo da ceifa. como tendo recebido de Deus a investidura de rei do nosso planeta. vem semeando o bom grão e o semeará sempre. os filhos do reino são o bom grão. por pensamentos. no parecer dos homens. do dos Espíritos que nele encarnam. Tendo despedido a multidão. na parábola. lá haverá prantos e ranger de dentes. são todos os Espíritos maus. palavras e obras. como sendo a transformação. como sendo quem. O que se faz com o joio. Compreendido como significando a . ou cizânia. como enviado de Deus. o “Inimigo”. que tiver ouvidos de ouvir. disse: Aquele que semeia o bom grão é o filho do homem. trabalha e trabalhará pelo nosso progresso. simbolizados pelo bom grão. missão que. os filhos do reino. a renovação de todo o Universo. era humana. fará que “seus anjos” reúnam e levem para fora da terra. e os discípulos. como tendo. Entretanto. não deve ser entendido como um fato repentino. como tendo todo poder sobre a Terra. Jesus. — 41. O fim do mundo vem sendo preparado de há muito e a pouco e pouco progressivamente vai ocorrendo. trabalham por nos obstar ao progresso. que os colocará na categoria dos Espíritos puros. o tempo da colheita é o fim do mundo. são os que tendem a progredir e se esforçam por consegui-lo. desde o aparecimento do homem na Terra. 13º. os justos. o joio. no reino do pai. é o diabo. — 40. Os filhos do reino. entrou Jesus em uma casa. simbolizados pelo joio. acercando-se dele. (93) Encarregado do progresso do nosso planeta e da Humanidade a que pertencemos. impelindo-nos a praticar o mal. na Terra. os “anjos”. Então. e os lançarão na fornalha do fogo. — 38. Designando-se a si mesmo por filho do homem.

. é a da verdade. A luz que brilha nos justos (MATEUS: capítulo 13º. o reino do Pai. estará completado o afastamento dos Espíritos inferiores e o nosso mundo se terá tornado morada de paz e felicidade para Espíritos bons. por sucessivas expiações e reencarnações. nos filhos do Senhor. 2º. serão afastados do nosso planeta e lançados em planetas inferiores. Os mundos superiores formam. (93) Apocalipse. na imensidade.244 época da colheita. voluntariamente cegos. já aptos a entrar na fase espírita. segundo. 20. em que os Espíritos culpados. lhes pertencerá ao número. constituindo. desde que atinja a necessária elevação. “uma das províncias do reino de Deus. e o nosso planeta. rebeldes. aquele em que aos Espíritos inferiores foi e será permitido encarnar na Terra para. versículo 43). concluída a separação do joio e do trigo. 7. ele se apresenta dividido em três períodos distintos: — primeiro. para nos servirmos de uma comparação humana. 14º. aquele em que o joio começará a ser apartado do bom grão. 15. da fé e do amor. terceiro. aquele em que. passarem de “filhos de iniqüidade” a “filhos do reino”. 19º. se purificarem.

das nossas faculdades. escrutar as legendas. — 52. o homem que o achou o esconde e. — Pérola de alto preço. em suma. guardar bem dentro do coração essa fonte de riquezas eternas e esforçar-se para que nenhum dos vícios da Humanidade lhe possa arrebatar o precioso achado. apanha toda espécie de peixes. então. 49. — 45. (94) Aquele que recebe a palavra de Deus deve sentir-se tão feliz quanto o que. Tesouro oculto. dentro dos limites da nossa instrução. 44 ao 52. assentados.245 89 MATEUS. os espíritas. Haveis compreendido todas estas coisas? Eles responderam: Sim. versículo 44. Vai o homem e vende tudo o que tem. vai vender tudo que possui e compra aquele campo. é o que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas. dos vícios. como os bens terrenos o prendem ao solo que os encerra. de tudo. se põem a separá-los. O reino dos céus ainda se assemelha a um negociante que procura belas pérolas. que o homem encontra. os pescadores a puxam para bordo. Significa isso que nós outros. dos maus pendores. A pérola é. vende tudo o que possui e a compra. para fortificar e. se é que se pode estabelecer comparação entre sentimentos de naturezas tão diversas. dos maus instintos. e os lançarão na fornalha de fogo. Cumpre-lhe. por assim dizer. acha um tesouro. para conservar aquele tesouro espiritual. com o receber e agasalhar a palavra de Deus. investigar as crônicas antigas. — Faz. Por escribas designava Jesus os homens mais esclarecidos que as massas e incumbidos de espalhar no meio delas a luz contida no tesouro da inteligência e da erudição de que dispõem. — 51. achando uma de alto preço. 13º. — 46. aos incrédulos. . onde haverá prantos e ranger de dentes. O reino dos céus se assemelha também a uma rede de pescar que. tornar recomendável aquilo que quer tornar crido. — 48. armados dos vetustos documentos que chegarmos a possuir. lançada ao mar. — Parábola da rede lançada ao mar MATEUS: capítulo 13º. devemos. onde. deitando os bons nos vasos e lançando fora os maus. E compra o campo. Aquele que se serve da ciência que recebeu dos tempos antigos. — 47. aos pseudo sábios a autenticidade e a ancianidade da ciência que professamos. — 50. figura a escolha dos bons e o afastamento dos maus. como na parábola do joio e do bom grão. Quando fica cheia. dando grande importância às coisas materiais. Quanto à pesca. — Quer isto dizer: despoja-se dos erros. que. todos os sacrifícios que a Humanidade exija. Assim será no fim do mundo: os anjos virão e separarão os maus do meio dos justos. Disse-lhes Ele então: Todo escriba instruído acerca do reino dos céus se assemelha ao pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e coisas velhas. cheio de alegria pelo haver achado. como o tesouro. a verdade. desencavar os velhos manuscritos sepultados no fundo das bibliotecas seculares ou dos conventos e. demonstrar aos tímidos. que o prende à matéria. O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto num campo.

4. 3º. — Provérbios. 10. — Isaías. 18. 7. 15. 8. 3º. 8º.246 (94) Filipenses. 14. 1. 55º. 3º. 1º. — Apocalipse. . e 19.

acerca da origem espírita de Jesus. Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria e Tiago. jamais provocou a revolta de qualquer Espírito. para lhes poupar o remorso da falta em que incorriam. voltando ao seu país. MARCOS: capítulo 6º. O que houve foi. o que os tornaria mais culpados e passíveis de maiores castigos. Jesus. voltou Jesus para o seu país acompanhado pelos discípulos. E. eles diziam: Donde lhe vieram esta sabedoria e estes milagres? — 55. 13º. Convindo em que essa crença tenha sido necessária naquelas prístinas épocas. — Essas palavras. e muitos dos que o ouviam. Tendo acabado de dizer essas parábolas. — 2. versículo 1. a cegueira voluntária dos que o cercavam. Não é ele o carpinteiro filho de Maria e irmão de Tiago. diziam: Donde lhe vieram todas estas coisas? Que sabedoria é essa que lhe foi dada? Como é que suas mãos obram tais maravilhas? — 3. para não verem a luz. Assim era que dele se escandalizavam. — MARCOS. de sorte que. na sua casa e entre seus parentes. — 5. Nenhum profeta é desestimado sendo no seu país. — 58. ali. E lá ia percorrendo as aldeias dos arredores a ensinar. pela doçura do seu coração. — 4. Jesus era filho de Maria e de José. lhes disse: Nenhum profeta é desestimado senão no seu país e na sua casa. Jesus partiu dali. na sua casa e entre os seus parentes. A obstinação os levaria a fechar os olhos. E se admirava da incredulidade deles. para Jesus. Verifica-se assim que não houve. de sua parte. E não pôde fazer lá nenhum milagre. impossibilidade de operar “milagres” naquela ocasião e naquele lugar. E suas irmãs não vivem todas entre nós? Donde então lhe vêm todas estas coisas? — 57. chegando o dia de sábado. E não fez lá muitos milagres por causa da Incredulidade deles. não quis vencer a oposição que à sua influência levantavam encarnados e desencarnados. — 6. de José. Simão e Judas seus irmãos? — 56. . nós outros. e. não podemos sobrepô-la à verdade que nos trouxe a nova revelação. Jesus. das condições em que se deu o seu aparecimento na Terra e da sua genealogia espiritual. firmada no milagre. porém. dominando-lhes a resistência. os espíritas. 6º. começou a ensinar na sinagoga. versículo 53. os instruía nas sinagogas. 53 ao 58. de Judas e de Simão? E suas irmãs não estão aqui entre nós? E se escandalizavam dele. encerram uma reflexão filosófica. hoje. Vendo isso. o Mestre que. admirando-se da sua doutrina. foi porque grande era a incredulidade. feito milagres. Quanto ao não haver Jesus. Dali saindo. apenas curou alguns poucos doentes.247 90 MATEUS. — 54. (95) No parecer dos homens. na sua casa e entre seus parentes MATEUS: capítulo 13º. impondo-lhes as mãos. cujo valor todos temos podido verificar. tomados de admiração. confirmativas destas outras que a sabedoria popular consagrou: “Ninguém é profeta na sua terra” e “santo de casa não faz milagre”. 1 ao 6. lhes disse: Nenhum profeta é desestimado senão no seu país. senão no seu país. tendo feito dela um dogma. Nenhum profeta é desestimado. José. crença que a Igreja Romana continua a sustentar. porém.

49º. pela imposição das mãos. 44. 4º. 4º. 23º. 16. sempre operou algumas curas.248 “ausência de vontade”. Ele se forrou a exercer a sua autoridade incontestável sobre os Espíritos que se lhe opunham à ação. 24. 6º. 42. Nada obstante. 7. — JOÃO. para lhes não aumentar o grau da culpabilidade. . (95) Isaías. — LUCAS.

Herodes. — 16. o que não conseguia. Afinal. irmão dele. — 26. Os discípulos de João vieram. jurando: Sim. que ele lhe disse: Pede-me o que quiseres e eu te darei. mas temia o povo. — 18. não obstante ser ela mulher de Filipe. o . — 6. Tendo ordenado a um dos da sua guarda que trouxesse a cabeça de João Batista num prato. 14º. Ela. aos tribunos e aos maiorais da Galiléia.A filha de Herodíades teve entrada. Esse pedido muito aborreceu ao rei. — 10. — 25.249 91 MATEUS. confirmam a crença dos Hebreus na reencarnação MATEUS: capítulo 14º. tanto que ele prometeu sob juramento dar-lhe tudo o que pedisse. — 4. 1 ao 12. a filha de Herodíades dançou diante dele e lhe agradou. Ao mesmo tempo ordenou que a João Batista cortassem a cabeça na prisão. o pusera a ferros e metera na prisão por causa dela. aqui mesmo. e ele disse a seus servos: Esse é João Batista. Guardava-o. e dizia: João Batista ressuscitou dentre os mortos. E a cabeça de João foi trazida num prato e dada à moça. — palavras que. o que me pedires eu te darei. — 15. industriada de antemão por sua mãe. diziam: É Elias. mandara prender João. perguntou à mãe: Que é o que pedirei? Sua mãe lhe respondeu: A cabeça de João Batista. — 11. num prato. — 24. — 27. tendo desposado Herodíades. Herodes mandara prender a João. Outros. quando saiu. a cabeça de João Batista. pois. dizendo: Quero que neste mesmo instante me dês num prato a cabeça de João Batista. não quis desatendê-la. o rei Herodes ouviu falar de Jesus. — 19. Herodíades sempre lhe armava ciladas. carregaram-lhe o corpo. que considerava João um profeta. Desde então. dançou diante de Herodes e de tal modo lhe caiu no agrado. — 8. porque João lhe dizia: Não te é permitido ter por mulher a mulher de teu irmão. Porém. — MARCOS. 6º. outros: É um profeta igual a um dos profetas. A esse tempo chegou aos ouvidos do tetrarca Herodes a fama de Jesus. Ela se deu pressa em voltar à sala onde estava o rei e fez o seu pedido. 3º. o sepultaram e foram comunicar tudo isso a Jesus. — LUCAS. o do aniversário de Herodes. porém. — 21. 7 ao 9. — 12. desejosa de fazêlo morrer. mandou que lha dessem. por causa de Herodíades. — 3. visto que Herodes temia a João por saber que era um varão justo e santo. mulher de seu Irmão. — 20. Ela. daí vem que tantos milagres se operam por seu intermédio. 19 ao 20 e 9º. — 17. — 22. Ouvindo isso. bem como no de todos quantos se achavam à mesa. chegou um dia favorável. 14 ao 29. por causa do juramento que fizera e dos que com ele estavam à mesa. todavia. no dia do aniversário de Herodes. que a levou à sua mãe. — 9. cuja nomeada se espalhara muito. é o próprio João que ressuscitou dentre os mortos. mas. versículo 14. É que João lhe dizia: Não te é permitido tê-la por mulher. versículo 1. — 23. Ora. — 5. ainda que seja a metade do meu reino. disse Herodes: Este homem é João a quem mandei cortar a cabeça e que ressuscitou dentre os mortos. por causa do juramento que fizera e dos que com ele se achavam à mesa. e fazia muitas coisas aconselhando-se com ele e o escutava de boamente. daí vem o fazeremse por seu intermédio tantos milagres. — 7. O rei se aborreceu com esse pedido. Herodes queria dar-lhe a morte. no qual este ofereceu um banquete aos grandes de sua corte. pusera-o a ferros e o metera na prisão. — 2. ditas com relação a Jesus. MARCOS: capítulo 6º. disse: Dá-me. E acrescentou. que. Morte de João Batista.

5º. não sabia o que pensar. juntou a todos os seus crimes o de meter a João num cárcere. quem é este de quem ouço dizer tais coisas? E procurava vê-lo. é Elias que voltou. ou Espírito. os discípulos de João vieram. os quais. Quanto à morte de João Batista e às particularidades que lhe são relativas. o tetrarca. estas palavras: Elias. versículo 19. que ressuscitou dentre os mortos. levaram-lhe o corpo e o puseram num sepulcro. que voltara a viver na Terra.250 guarda foi ao cárcere e ai degolou João. LUCAS: capítulo 3º. como sabemos. quem é este? — Este homem é João Batista a quem mandei cortar a cabeça. mulher do Irmão de Herodes. Herodes dizia: Pois que mandei degolar a João. deu-a à moça e esta a deu à sua mãe. que João ressuscitara dentre os mortos. 6. bem como estas outras. 21. quer de Elias. Herodes. quer de um dos antigos profetas. reencarnara naquele corpo que. o tetrarca. . Sabendo do ocorrido. 20º. senão admitindo que a alma. trouxe a sua cabeça num prato. 18º. pois uns diziam: — 8. — Ester. que ressurgiu. — 20. da crença popular na reencarnação. (96) Levítico. conforme então acreditavam. — 28. Herodes. — 9. confirmam a existência. os homens não poderiam ter a Jesus como sendo ou Elias. entre os Hebreus. tendo ouvido falar de tudo o que Jesus fazia. quer de João. outros que Elias voltara. que o rumor público levara Herodes a proferir: Pois que mandei cortar a cabeça a João Batista. 2. 16. ou algum dos antigos profetas. tendo ouvido de João uma censura por causa de Herodíades. — João Batista ressuscitou dentre os mortos. passavam por ser o pai e a mãe do Salvador. era obra humana de José e de Maria. — 29. suficientemente explanadas se acham nas narrativas dos três Evangelistas. é um dos antigos profetas. enquanto outros afirmavam que um dos antigos profetas ressuscitara. e por causa de todos os males que fizera. é João Batista. ou João Batista. Efetivamente. (96) Ditas e repetidas como sendo o que a voz pública afirmava com relação a Jesus. LUCAS: capítulo 9º versículo 7. 3. 7º. as quais se completam umas pelas outras.

— 15. pois era como rebanho que não tem pastor. . a fim de que vão às aldeias comprar o que comer. — 22. Todos comeram. para uma barca. pois. a fim de que vão às cidades e aos povoados dos arredores comprar o que comer. Feito isso. lhe deram conta de tudo que haviam feito e ensinado. Multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes MATEUS: capítulo 14º. — 17. — 21. E Jesus. 10 ao 17. — 32. olhando para o céu. 13 ao 22. não obstante serem em número de cinco mil os que comeram. os que comeram eram em número de cinco mil. Ora. manda-os embora. versículo 13. curou os doentes. Em seguida. — 33. Ouvindo a narração que lhe fizeram os discípulos de João. — LUCAS. passassem para a outra margem do lago em direção a Betsaida. — 45. retiremo-nos para um lugar deserto. os apóstolos. vendo Jesus grande multidão. Jesus. Mas. — 34. Quando ele saltou em terra.251 92 MATEUS. E como já se fizesse tarde. os discípulos se aproximaram e lhe disseram: Este lugar é deserto e a hora já vai adiantada. enquanto Ele ficava despedindo o povo. — 39. — 41. Todos comeram e ficaram fartos. 30 ao 45. disseram eles: Cinco pães e dois peixes. uns de cem pessoas outros de cinqüenta. — MARCOS. e começou a ensinar-lhe muitas coisas. os abençoou. abençoou e partiu os pães e os entregou aos discípulos para que os pusessem diante do povo. Jesus partiu numa barca e se retirou secretamente para um lugar deserto. — 42. — 40. — 16. Depois de o verificarem. — 44. — 37. Em seguida mandou que a multidão se assentasse na relva. que os passaram ao povo. tomou os cinco pães e os dois peixes e. viu grande multidão e. — 14. E ainda levaram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe que haviam sobrado. Todos se assentaram formando diversos ranchos. — 36. Jesus mandou que os discípulos tomassem de novo a barca. partiu e deu aos discípulos. retiraram-se para um lugar deserto. Jesus perguntou: Quantos pães tendes? Ide e vede. ficaram saciados e ainda levaram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram. Jesus então lhes ordenou que fizessem o povo sentar-se em ranchos na relva. muitos. que ficava despedindo o povo. — 31. lhes disse: Não é necessário que se afastem daqui. disse Jesus: Dai-lhes vós mesmos de comer. Como caísse a tarde. — 43. reunindo-se em torno de Jesus. dela se compadeceu. os discípulos se aproximaram dele e lhe disseram: Este lugar é deserto e a hora já vai adiantada. Os discípulos replicaram: Não temos mais que cinco pães e dois peixes. MARCOS: capítulo 6º. — 20. Ora. compadecendose dela. Ao saber disso. a fim de aí repousardes um pouco. dai-lhes vós mesmos de comer. 9º. 6º. versículo 30. Subindo. repartiu assim também os dois peixes com todos. manda-os embora. — 18. — 19. Disse-lhes ele: Trazei-mos. sem contar as mulheres e as crianças. — 35. Ë que eram tantos os que iam e vinham que eles não tinham tempo para comer. Respondendo. Ao saltar da barca. Eles replicaram: Aonde iremos comprar por duzentos denários pães que bastem para lhes darmos de comer? — 38. E ele lhes disse: Vinde. tendo-os visto partir e muitos tendo sido informados da partida. Jesus ordenou aos discípulos que tomassem a barca e passassem para a outra margem do lago antes dele. porém. 14º. o povo deixou as cidades e o foi seguindo a pé. tomando os cinco pães e os dois peixes e olhando para o céu. grande multidão acorreu a pé de todas as cidades e chegou antes deles.

— 16. de sorte que em porções mínimas saciavam a maior fome.252 LUCAS: capítulo 9º. como o dia começasse a declinar. Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes. o vinho. Teria sido bastante que reunisse em torno dela os fluídos convenientes. levando-os consigo. multiplicados ao infinito. um efeito físico se produzisse. os apóstolos relataram a Jesus tudo que haviam feito e Jesus. aspirados esses fluídos. em que Jesus dividiu os cinco pães e os dois peixes. foi. dispunha do poder de atrair os fluídos de que precisava e. Isso foi o que todos viram. recebendo-as. — 14. Eis. Disse então Jesus aos discípulos: Fazei que se assentem divididos em grupos de cinqüenta — 15. Assim foi que conseguiu. a multidão estava certa de que comia sempre porções dos alimentos que o divino Mestre subdividia. multiplicar a diminuta quantidade de alimentos que os discípulos tinham ao seu dispor e desse modo satisfazer às necessidades da multidão que o rodeava. depois os partiu e entregou aos discípulos para que os distribuíssem pela multidão. todos o consideraram um milagre. — 17. Comendo-os com o sabor e a consistência que deviam ter. dando a esses fluídos as formas e o sabor de peixes e de pães. a fim de que vá procurar alojamento e o que comer nas granjas e aldeias dos arredores. Era mister. Aliás. os doze vieram a ele e lhe disseram: Manda embora esta gente. Jesus os envolvia em fluídos apropriados à produção de tais alimentos e. Eram cerca de cinco mil pessoas. os tornava visíveis e tangíveis e substituía os pedaços que ia retirando dos pães e dos peixes que os discípulos lhe haviam entregado. porém. Os sonâmbulos magnéticos não tomam a água. para serem abaladas aquelas criaturas materiais. da mesma forma que bastava o seu querer. se retirou para um lugar deserto próximo de Betsaida. com os pedaços. conforme ainda o consideram os que se conservam estranhos à nova revelação. o que se passou: tendo nas mãos os pães e os peixes. para que se operassem as curas dos doentes. Informadas disso. porém. — 12. levantou os olhos ao céu e os abençoou. as turbas o seguiram e Jesus. Não há nisso o que cause espanto. para que. para que a multidão ficasse saciada. pois não temos mais do que cinco pães e dois peixes. esse o fato que às vistas de todos se verificou. aqueles alimentos adquiriram as necessárias propriedades nutritivas. bastaria que Jesus o quisesse. (97) Jesus. Ao que eles replicaram: Só se formos nós mesmos comprar comida para todo este povo. cessassem todas as exigências do estômago. Mas Jesus lhes disse: Dai-lhes vós mesmos de comer. Ora. versículo 10. De volta. reparadores e fortificantes. que todos se saciaram. pois estamos num lugar deserto. mediante transportes e pelo emprego de fluídos apropriados. Como ignorassem a origem. entrou a falar-lhes do reino de Deus e a curar os que precisavam ser curados. atuava sobre os Espíritos. nem o que justifique se considere impossível o fato. pela sua potente vontade. como se produziu. que pressurosamente lhe obedeciam. que. Os discípulos obedeceram e fizeram que todos se sentassem. — 13. Para os apóstolos. como já tivemos ocasião de ver. as causas e os meios ocultos que o produziram. os discípulos e a multidão. — 11. Preparados com fluídos próprios à sua produção ordinária. Todos comeram. ou qualquer . ficaram saciados e ainda encheram doze cestos com os pedaços que sobraram.

apenas. (97) 4º Reis. o que nesse terreno não poderia fazer Jesus. 2 e 5. tudo em virtude da influência espírita a se exercer no homem por intermédio de um magnetizador humano? Que é. flores e outros objetos. são milagrosos esses fatos.253 alimento. 4º. 42. como sendo o que se lhes diga que são. será suficiente nos lembremos dos casos de transporte. que a nós outros já nenhuma dúvida pode oferecer. para que nenhuma estranheza nos cause o fenômeno de que vimos tratando. — JOÃO. . 6º. 1. a portas e janelas fechadas. para os que nada sabem da Doutrina Espírita e se lhe conservam alheios. pois. tornados por assim dizer vulgares entre os pesquisadores dos fenômenos psíquicos. mas. fenômenos pelos quais são trazidos ao compartimento onde os experimentadores se reúnem. pela ação da sua vontade potentíssima e tendo a secundá-lo inumeráveis falanges de Espíritos superiores? Além disso. Tanto quanto a multiplicação dos pães e dos peixes. sem que alguém possa dizer por onde penetraram ali.

ao cair a noite. andou sobre a água em direção a Jesus. Vendo que seus discípulos tinham grande dificuldade em remar. lá se achava ele só. de natureza perispirítica. ou. o que chamamos médium de efeitos físicos. sou eu. — 48. Jesus. dizendo: Tranqüilizai-vos. — 51. teve medo.254 93 MATEUS. MARCOS: capítulo 6º. Eles. Ora. Logo. desde que o viram caminhando sobre o mar. porém. pois o vento era contrário. — 28. Jesus veio ter com eles. — 29. Nada de mais singular ou estranhável apresenta este fenômeno. e Jesus estava só. antes. descendo da barca. de forma e aparência humanas. Então. ao qual. o segurou e lhe disse: Homem de pouca fé. Entretanto. pode atravessar os ares. para o compreendermos. — 50. — 33. estendendo-lhe a mão. sem envoltório corporal terreno. 14º. e Pedro. Assim que subiram para a barca. subiu a um monte para orar. 23 ao 33. — 30. nada temais. — 27. sem que qualquer obstáculo o detenha. E tanto mais facilmente compreensível este se torna. como os nossos. dandolhe as condições etéreas das formas puramente espirituais. Depois de haver despedido o povo. assim como o Espírito livre. porém. bradou: Senhor. deslizar sobre as águas. Quanto ao fato de também Pedro haver podido andar sobre o mar. se és tu. — 49. Jesus lhes falou assim: Tende confiança. por volta da quarta vigília da noite. se puseram a gritar. caminhando por sobre o mar. pois que todos o viram e ficaram apavorados. portanto. veio ter com eles. Pedro lhe respondeu: Senhor. subiu a um monte para orar. por que duvidaste? — 32. manda que eu vá ao teu encontro caminhando sobre as águas. a barca era impelida de um lado para outro pelas ondas no meio do mar. Jesus e Pedro caminham por sobre o mar MATEUS: capítulo 14º. salva-me! — 31. versículo 23. do que qualquer dos outros que o divino Mestre operou e que foram tidos por “milagres”. que Ele era sempre um Espírito livre. a barca se achava no meio do mar. vendo que o vento estava forte. e. 46 ao 52. próprio. visto que não tinham compreendido a multiplicação dos pães. Ele logo falou. — 47. 25. para o fenômeno . Jesus. e eles ainda mais espantados ficaram. e como começasse a submergir-se. — 24. caminhando sobre o mar. pela ação exclusiva da sua vontade. eles se turbaram e diziam: É um fantasma e. (98) Jesus e Pedro caminham sobre o mar. versículo 46. com um corpo fluídico. basta nos lembremos de que ele era. privava das características humanas. na quarta vigília da noite. — 52. Mas. sou eu. 6º. Ato continuo. em grau elevadíssimo. por lhes ser contrário o vento. supuseram ser um fantasma e começaram a gritar. e queria passar-lhes adiante. dizendo: És verdadeiramente o filho de Deus. Ao cair da noite. E Jesus lhe disse: Vem. os que estavam na barca se aproximaram dele e o adoraram. nada temais. igualmente pode caminhar. Mas. — 26. Subiu para a barca onde eles estavam e o vento cessou. cessou o vento. Tendo despedido o povo. — MARCOS. Ao vê-lo andando sobre o mar. em terra. apavorados. desde que consideremos que Jesus não se achava revestido de um corpo material humano. é que seus corações estavam cegos.

(Atos dos Apóstolos. 7. Trata-se de fatos que ora se tornaram freqüentes e que podem ser presenciados. os Espíritos prepostos o mantiveram suspenso sobre as águas. nada observar. se o puderem. 4. que pretendem tudo saber. 8. 16 e 70. Tal o invariável critério que revelam (98) Job. os observem devidamente e expliquem de outra forma. mais tarde. — Atos. ou mal conhecida na sua essência e no seu mecanismo. Utilizando-se dos fluídos de que dispunha. tão copiosos nas narrativas evangélicas.) Razão não há para que aqui discutamos os fatos desta. — JOÃO. Os que o fizerem de ânimo desprevenido e com o desejo sincero de encontrar a verdade perceberão que eles são simples efeitos da ação de uma lei ainda desconhecida. 1º. nem para que nos preocupemos com os que dizem não serem satisfatórias as explicações que deles dá a Doutrina Espírita. 9º. libertar-se das correntes com que o ataram na prisão. para tudo negarem. como se efetivamente já tudo soubessem. — Salmos. capítulo 12º. Graças ainda a essa mediunidade de efeitos físicos. entretanto. auxiliado pelos Espíritos prepostos. examinados e analisados por quem os queira compreender. por possuir aquela faculdade mediúnica. preferem nada ver. nada pesquisar. Eles.255 da levitação. 37. 1º. 6º. de modo a lhe tornar possível avançar por cima da superfície líquida. E este foi o fenômeno que com ele se produziu. como se estivesse andando sobre terreno sólido. versículos 6 e 7. foi que ele também conseguiu. — Romanos. de que era possuidor. 49. 15. Que os sábios. . 8º. 2º. ou de natureza semelhante.

Tendo atravessado o lago. — MARCOS. (99) Atos. e todos os que as tocaram ficaram sãos. 14º. vieram eles à terra de Genesaré. Tendo atravessado o lago. Os doentes se curaram todos. pela emissão que fazia de si. versículo 53. — 54. qual o de Nosso Senhor Jesus Cristo. 19º. Em qualquer lugar que entrasse. Já entre nós existem médiuns que curam quase instantaneamente. e. aldeia. sob aquela ação. neste caso. a propósito de outros casos deste gênero. Curas operadas pelo contacto com as vestes de Jesus MATEUS: capítulo 14º.256 94 MATEUS. . não passava de um meio material que. resultou da ação da vontade daquele que exercia poder soberano sobre os elementos etéreos. manejado por um Espírito. Assim que desembarcaram. para onde quer que ouviam dizer que ele estava. 6º. devido à ignorância das causas e dos efeitos. A cura. 12. — 35. O tocar-lhe nas vestes. os quais eram dirigidos para o organismo do doente. a grandeza do poder magnético de que Jesus dispunha. como em todos os demais. versículo 84. 53 ao 56. — 36. dos fluídos apropriados a cada espécie de doença. os homens de então tinham por necessário para que o “milagre” se operasse. lhes era indispensável. e todos os que nelas tocavam se curavam. — 56. porém. mas pela ação da sua vontade poderosa. 34 ao 36. e lhe pediam que os deixasse apenas tocar na fimbria de suas vestes. (99) Já temos visto. Pelos resultados que já alcançamos ou observamos com o magnetismo humano. podemos imaginar quais fossem os que era capaz de produzir o magnetismo espiritual. ou cidade. por isso mesmo. punham os doentes nas praças públicas e pediam lhes fosse permitido apenas tocar a fimbria de suas vestes. outros que só com a sua presença obtêm curas admiráveis e fatos já se têm verificado de o médium obter efeitos surpreendentes com o só olhar. MARCOS: capítulo 6º. os do lugar espalharam a notícia por todo o país e lhe apresentaram todos os doentes. vieram à terra de Genesaré onde aportaram. não por terem tocado na fímbria das vestes do Senhor. pela ação magnética que exercia. por meio de passes magnéticos. fato que. os habitantes do lugar reconheceram a Jesus. Transmitiram a notícia a todo o país e começaram a trazer de todos os lados os doentes em seus leitos. reconhecendo-os. burgo. — 55.

— 5. os discípulos. — 3. que tinham vindo de Jerusalém. Então alguns escribas e fariseus. pois que do coração vêm os maus pensamentos. ora. — 14. tendo visto seus discípulos tomarem a refeição com as mãos impuras. “Este povo me honra com os lábios. Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce ao ventre e é em seguida lançado em lugar escuso’ — 18. cairão ambos no fosso. isto é. mas o seu coração está longe de mim. bem profetizou de vós Isaías.257 95 MATEUS. — 7. os falsos testemunhos. — Escândalo a desprezar. Vós. não o torna impuro. — Tradições humanas. — Verdadeira impureza. o torna impuro. os roubos. Jesus respondeu: Bem profetizou Isaías a vosso respeito. versículo 1. “Honra a teu pai e a tua mãe”. embora. Então. Alguns escribas e fariseus vindos de Jerusalém foram ter com Jesus. Mas o que sai da boca vem do coração e é o que mancha o homem. E chamando para perto de si a multidão. e: “Seja punido de morte aquele que houver ultrajado a seu pai ou sua mãe”. observais . tendo muitos outros costumes mais. os homicídios. — 4. se aproximaram de Jesus e lhe disseram: — 2. os censuraram. — 5. as blasfêmias. se escandalizaram? 13. em vão que me honram ensinando doutrinas e mandamentos dos homens”. — 10. E quando voltam da praça pública não comem sem se haverem banhado. Respondeu-lhes ele: E por que transgredis vós os mandamentos de Deus em obediência & vossa tradição? Deus disse: — 4. comer sem ter lavado as mãos. — 6. é em vão que me honram ensinando doutrinas e mandamentos dos homens” — 8. — MARCOS. as fornicações. dizeis: Quem quer que haja dito a seu pai ou a sua mãe: “Tudo que ofereço a Deus vos é útil”. aproximando-se. MARCOS: capítulo 7º. disse: Ouvi e compreendei: — 11. — 16. 1 ao 23. satisfaz à lei. — 20. guardando a tradição dos antigos. porém. Hipócritas. comendo sem terem lavado as mãos? — 6. Ele respondeu: Toda a planta que meu pai celestial não plantou será arrancada pela raiz. os fariseus e os escribas: Por que não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos. Por que transgridem teus discípulos a tradição dos antigos. lhe disseram: Sabes que os fariseus. em seguida. os jarros. mas o seu coração está longe de mim. sem as terem lavado. pois. dizendo: 8. Disse então Pedro: Explica-nos essa nova parábola. 7º. os adultérios. Estas as coisas que mancham o homem. pois os fariseus e os Judeus não comem sem terem lavado as mãos muitas vezes. 1 ao 20. Jesus lhe replicou: Também vós ainda sois tão baldos de inteligência? — 17. deixando de lado o mandamento de Deus. 15º. não lavando as mãos antes de comer? — 3. pois. Deixai-os. Perguntaram-lhe. cuja observância lhes foi transmitida pela tradição e eles conservam. ouvindo o que acabaste de dizer. se um cego se faz guia de outro cego. versículo 1. são cegos a conduzir cegos. — 15. — 19. que o torna impuro MATEUS: capítulo 15º. como o de lavarem os copos. — Guias cegos. e. deixe de honrar a seu pai e a sua mãe. Ë. — 12. pois. conforme está escrito: “Este povo me honra com os lábios. mas. os vasos de bronze e os leitos. — O que vem do coração é que suja o homem. — 7. Tornastes assim nulo o mandamento de Deus pela vossa tradição. hipócritas. Não é o que lhe entra pela boca o que suja o homem. as maledicências. — 2. Mãos não lavadas. — 9.

mãe de todas as virtudes. ou seja: às leis divinas. Não é o que entra pela boca do homem o que suja. que vós mesmos estabelecestes e deste modo fazeis muitas outras coisas semelhantes. vós dizeis: Se um homem diz a seu pai ou a sua mãe: “Tudo o que ofereço a Deus vos é “útil”. que nos injuriem e ridiculizem. aditados às leis reais. tornar impuro. desprezá-las. para guardardes a vossa tradição. a impudicícia. foram as tradições. — 17. — 23. apartando-se do povo. os adultérios. as fornicações. — 13. constituindo as tradições. Os costumes. que deturparam a lei de amor. tornar impuro. é que constituíam a tradição dos antigos. aconselhadas pelo Divino Mestre. com simplicidade. ele satisfaz à lei. o possa manchar. convertendo-se também àquela lei. Guardemo-nos dos maus pensamentos. entrando nele. Com efeito. preceitos e mandamentos de origem humana. que Jesus pregou e exemplificou. não o pode sujar. as felonias. as avarezas. das palavras e ações más. Assim. — 16. — 9. a blasfêmia. — 10. de olvido das ofensas. portanto. lavando os jarros e os cálices e fazendo muitas outras coisas semelhantes. Escutai-me e compreendei: Nada há. — 21. — 12. também há a tradição dos . os roubos. e ele lhes disse: Tão pouco inteligentes ainda sois? Não compreendeis que tudo o que está fora do homem. o que sai da boca do homem é que o suja e torna impuro. e: Seja punido de morte aquele que houver ultrajado a seu pai ou sua mãe. — 14. pois que nada disso lhe entra no coração e sim desce ao ventre. reveladas aos Hebreus por Moisés. se vê por toda parte. Chamando novamente o povo para perto de si. igualmente. são práticas que não encontramos. isto é. entrou em casa. Devemos. o que sai do homem é que o mancha e torna impuro. — 11. que para a nossa salvação é o que importa e não as tradições. as iniqüidades. Dia virá em que serão forçados a abandonar todas as tradições de que se dizem respeitosos. enquanto que Moisés disse: Honrai a vosso pai e a vossa mãe. tornar impuro. o possa manchar. Se alguém tiver ouvido. para observarmos. O que.258 com cuidado a tradição dos homens. que. de ouvir’ que ouça. onde quer que seja. seus discípulos lhe perguntaram o que queria dizer aquela parábola. entrando nele. (100) Também nós devemos desconfiar das tradições. o Cristianismo do Cristo. os homicídios. — 18. para os que se dizem cristãos. de perdão. o orgulho. Hoje. com singeleza. Nada há do que existe fora do homem que. fora do homem. Logo que. E acrescentava: O que macula o homem é o que sai do próprio homem. de mútuo auxilio. Todos estes males vêm de dentro do coração do homem e o mancham. prescrições. pois de dentro dos corações dos homens é que saem os maus pensamentos. os desregramentos. que em nada concorrem para nos preservar de tudo o que nos possa macular. fazendo o mesmo que fizeram os de outrora. disse: Ouvi-me vós todos e compreendei: — 15. quase sempre de pura invenção humana. — 22. deixando que se escandalizem os orgulhosos fariseus de nossos dias. As palavras que sobre estas Jesus dirigiu aos fariseus ainda em nossos dias têm toda aplicação. Revogais assim a palavra de Deus pela tradição. que o torna impuro. a inveja. as doutrinas. entrando nele. E lhe permitis que não faça mais coisa alguma por seu pai ou sua mãe. — 19. E lhes dizia: Anulais totalmente o mandamento de Deus. donde as fezes da alimentação têm que ser expelidas e lançadas no lugar secreto? — 20. com relação ao enviado de Deus.

1º. (100) Êxodo. de progresso. assim como Jesus veio combater e eliminar a tradição dos antigos. 15. falseando. vem. 29º. isto é. — Efésios. 2º. 5. passados dezenove séculos. Como se explica que. 33º. 23º. evangelicamente revelada. o Espírito da Verdade. na época julgada própria pelo Senhor para o advento do Espírito que vivifica. o fundamento da Nova Revelação. como se pudesse abençoar e perdoar ao homem. compreenderiam que ela se transviara. 1. em prosseguir por um caminho desviado da verdade? É que a Igreja. pela revelação nova. a bem das suas necessidades e interesses. 14. que representa o Cristo. quando esta. com os seus acrescentamentos. do contrário. arrancando desse modo toda planta que o Pai celestial não plantara. de tudo o que. como se Deus pudesse admitir a pureza exterior. de amor. combater e suprimir tudo o que a tradição acrescentou à lei. o que quer dizer — em vão. 14. pelos Espíritos do Senhor. a lei divina. 14º. arrancando igualmente as plantas que o Pai celestial não plantou. 6º. falta essa que agravou pela sua inércia. 22. e obstar ao desenvolvimento das inteligências que. nos pensamentos. lançando mão de leis materiais. se debate por lhe fugir às peias. — Isaías. Aproxima-se. à prática do jejum material e das privações corporais. de justiça. os quais. a hora da libertação. 14º. um dia. — Romanos. depois da explicação que Jesus. complemento e sanção da verdade. vendo que o coração se conserva frio. são vãs e inúteis aos olhos de Deus. — Timóteo. — Colossenses. — Provérbios. 18. velada pela letra. que os homens instituíram. deturpando. esclarecido. trazendo cada um o seu contingente de civilização. enquanto foi necessário. que o divino Pastor recomendou às suas ovelhas e que consiste na abstenção de tudo o que seja mal. Os séculos passaram. porém. deu aos apóstolos. contida na palavra do Mestre. — JOÃO. na palavra evangélica que. ensinando doutrinas e mandamentos humanos. ainda insistam. alterando. constitui a base. formada pelas doutrinas. 2. 31. 22. respondendo a Pedro. que a veio explicar em espírito e verdade. Ora. para dominar a matéria. de luz. destituídos de utilldade e proveito para o próximo. como se pudesse aceitar o culto dos lábios. — a Tito. regenerado. nas palavras e nos atos. à natureza destes. acerca das práticas materiais. 13. 20º. O que Jesus disse dos escribas e fariseus daquela época se aplica inteiramente aos de hoje. 15º. 2. empunhará francamente as armas do Cristo e entrará na liça. só ela persiste em perpetuar a infância da Humanidade. honram À Deus com os lábios. de caridade e fraternidade. seguida pelos Hebreus. em plena virilidade. — 1ª Epístola aos . seja contrário à lei divina. sendo humana.259 antigos. quando o coração está sujo. agiu humanamente. prescrições e mandamentos de cunho humano. Só a Igreja se obstina em manter sobre os homens o véu com que lhes cobre as inteligências. a quem só há um jejum agradável: o jejum moral. também agora. 12. os que chamaram a si a sucessão dos Apóstolos e se declararam infalíveis. em substituição da letra que mata. pelo seu espírito reacionário e mesmo retrógrado. repelindo a nova revelação. espiritual. preceitos. quando vê que este amaldiçoa e se vinga! O ensino de Jesus mostra que todos os preceitos relativos aos alimentos. — Ezequiel. presentemente. O espírito humano. esquecerá todos os chocalhos que a Igreja oferece à infância.

12. 11.260 Coríntios. 3º. .

minha filha está sendo cruelmente atormentada pelo demônio. versículo 21. achando-se esta deitada no leito. Ao regressar a casa. que era e é todo amor e caridade. — 24. — 28. comem ao menos as migalhas das crianças. Suplicou-lhe que expulsasse da filha o demônio. E uma mulher cananeana. — MARCOS. Muitas vezes. entrou e se lhe prostrou aos pés. nem lhe falou daquele modo por não pertencer ela ànação judia. (101) Nesta passagem dos Evangelhos. tanto que ouviu dizer achar-se ele ali. cuja filha se achava possessa de um Espírito impuro. e também os de agora. em particular. embora nem sempre o seja em condições que os nossos sentidos grosseiros logrem apreciar no momento. tem piedade de mim. versículo 24. vindo dessa região. uma apreciação se nos oferece da marcha do Cristianismo e da do Espiritismo. senão a confiança que depositava na sua missão divina? Quem lhe inspirou a resposta que deu ao Senhor. especialmente os católicos romanos. a fé em Deus pode operar o “milagre” que lhe ela peça. a família divina. grande é a tua fé: seja-te feito como desejas. Dali partindo foi Jesus para os confins de Tiro e de Sidônia. — 22. Ele respondeu: Não fui mandado senão para as ovelhas perdidas da casa de Israel. socorre-me. Ela. a confiança sem limites que Ele lhe inspirava? O que daí podemos e devemos concluir logicamente é que obteremos tudo o que pedirmos com fé e perseverança. Jesus não lhe respondeu uma só palavra e seus discípulos. Ele então disse: Vai. Ela era gentia e de origem siro-fenícia. que. por efeito do que acabas de dizer. Partindo daí. que se julgam com o privilégio de formar. que lhe vem concluir a obra. de ser os únicos verdadeiros filhos do Pai celestial. . 7º. mas os cãezinhos. — 25. respondeu: É verdade. Como daí se vê. já o demônio saiu de tua filha. pois não se deve tomar do pão dos filhos para dá-lo aos cães. 21 ao 28. E no mesmo instante lhe ficou a filha curada. as graças que imploramos de um ponto de vista humano só na eternidade produzirão seus frutos. a fim de que se vá embora. por muito afastada a criatura das crenças cristãs.261 96 MATEUS. Senhor. — 28. filho de David. lhe rogaram: Faze o que ela pede. Jesus se retirou para os lados de Tiro e de Sidônia. — 23. mas os cãezinhos comem ao menos as migalhas que caem das mesas de seus amos. — 27. lhe bradou: Senhor. por isso que uma mulher. pois vem gritando no nosso encalço. Senhor. MARCOS: capítulo 7º. 15º. dizendo: Senhor. 24 ao 30. Jesus. mostrandolhes que. O episódio de que tratamos constituiu uma lição de que necessitavam os homens daquela época e. Fê-lo para dar uma lição aos homens. — 30. eles sós. — 26. — 25. senão a fé viva de que se achava possuída. A mulher afinal se aproximou dele e o adorou. Replicou-lhe ela: Sim. não repeliu verdadeiramente aquela mulher. debaixo da mesa. Jesus lhe disse: Deixa que primeiro se saciem os filhos. os Judeus. mas não pôde ocultar-se. aproximando-se. — 27. Que fora o que impelira a mulher cananeana a apelar para o Mestre. porém. A mulher cananeana MATEUS: capítulo 15º. — 26. verificou ela que o demônio saira de sua filha. — 29. Ele lhe respondeu: Não convém pegar do pão dos filhos e dê-lo aos cães. entrou numa casa desejando que ninguém o soubesse. Disse então Jesus: Mulher.

que nos importa o ridículo a que procuram lançar-nos os insensatos que. que nos tempos hodiernos repelem a revelação nova. para isso. para o que precisamos ter fé forte e vivaz. O pão que recebemos. que era o seu caso. reparações e provas correspondentes à sua obstinação no erro. mais tarde ou mais cedo veremos dar-se. Mas. os fariseus e os príncipes dos sacerdotes. do amor. Aos olhos do Senhor. caridade sem limites. e se convencerem. em última análise. nem heréticos. ativa e produtiva. Precisamos. como já repeliram a palavra do Cristo e a de seus apóstolos. 3º. cabem as mesmas explicações dadas a propósito de outros casos análogos. 13º. (101) Atos. devemos desejar com ardor merecer esse título e esforçar-nos por usar dignamente dele. procuram sinceramente a verdade e se esforçam por trilhar as sendas da justiça. sejam quais forem suas nacionalidades e seus credos. famintos. pelo só fato de o sermos. Mas. os materialistas. ou sábios orgulhosos. abnegação completa. nem pagãos. — Romanos. só dão atenção e apreço ao que podem explorar a bem de seus interesses materiais. com os incrédulos. o mesmo que se deu outrora e se tem dado em todas as épocas: serem queimados no fogo do remorso e passarem pelas torturas e sofrimentos morais. 15º. agraciados com as revelações de que são portadores ao mundo os Espíritos do Senhor. se esforce por caminhar nas veredas do Senhor. ter cheios os nossos corações das virtudes que conduzem à perfeição. em verdade. 25. os únicos filhos verdadeiros. pelas expiações. que considerava e considera “filhos” todos os que. . não transigindo jamais com a nossa consciência. além de fé viva. os escribas. Eles se dividem apenas em submissos à lei divina e em rebelados contra ela. por se não terem dignado de ler os autos? Quanto à cura da mulher cananeana. de que já tratamos. nem muçulmanos. devemos distribui-lo abundantemente com os “cãezinhos” que. Procedendo desse modo. tampouco podemos considerar-nos. ter a coragem das nossas opiniões e dos nossos atos. Todo aquele que. é filho do “pai de família”. nem católicos. das verdades reveladas e exemplificadas pelo Divino Cordeiro Imaculado. 46. da caridade. nem ortodoxos.262 Essa não é a doutrina ensinada e exemplificada por Jesus. cumpre tenhamos. que se furtam ao estudo e à experiência e se constituem juizes em causa própria. destinado aos “filhos”. amor fecundo. absoluto esquecimento das ofensas. A nós espíritas. dos de subjugação por Espíritos inferiores. para sempre e somente condenar o que desconhecem e ignoram. 8. finalmente. os espíritas. Nós outros. nem judeus. 26. os homens não são nem cristãos. que nada teme. por já compreendermos melhor quais os que assim podem ser chamados. enfim. pedirem lhes seja permitido partilhar do alimento sagrado: o “pão de vida e de verdade”. da fraternidade. certos de que o perdão e o benefício ocultos valem cem vezes mais do que os que se ostentam ou reclamem agradecimentos.

fazendo-o sair do meio da multidão e levando-o para um lado. uma ação fluídica apropriada sobre os órgãos auditivos do homem. quando houvessem de operar.263 97 MARCOS. que desconhecem completamente o poder magnético dos Espíritos puros. foi que o Mestre procedeu da forma que o Evangelista descreve. 33. entrando ele a falar distintamente. Exercendo. Cumpria que lhes ensinasse a utilizar-se dos diversos meios que tinham ao seu alcance. que consistia em escolherem e lhes porem nas mãos fluídos apropriados. dos Espíritos superiores. Não venham. Deixando as cercanias de Tiro. (102) O fato aqui referido tem. Jesus a todos recomendou que nada dissessem a ninguém. Desde que ele começou a ouvir. a fim de alcançarem o resultado almejado. 38º. qualificando-os de “milagres”. armados da sua ignorância orgulhosa. 1. suspirou e disse: Eph pheta. pôde igualmente falar. 17º. porém. 31 ao 37. Jesus. tem feito que os surdos ouçam e que os mudos falem. versículo 31. 41. por efeito desse poder. . — 33. Logo se abriram os olvidos ao surdo-mudo e se lhe soltou a língua. — JOÃO. 9º. tanto mais divulgavam o que viam. E cada vez mais admirados diziam: Ele tudo tem feito. O Magnetismo prova a possibilidade de tais fatos. 6. seus efeitos e propriedades de ação sobre o organismo humano. ao mar da GaliléIa. — 32. (102) Isaías. — 35. 5 e 6. veio Jesus. o divino Mestre o curou da surdez. E. os chamados “espíritos fortes”. quando é certo que todos se enquadram na ordem da Natureza e se produzem segundo suas leis. quanto mais ele o proibia. atravessando o território de Decápolis. 35º. Trouxeram-lhe um surdo-mudo e lhe pediram que Impusesse as mãos nele. Cura de um surdo-mudo MARCOS: capítulo 7º. tachar de impossíveis estes fatos autênticos. a Jesus bastava unicamente a sua vontade. conseguindo dos Espíritos superiores o indispensável auxílio. — 37. porqüanto a mudez era apenas conseqüência da surdez. sua explicação no poder magnético de Jesus. lhe pôs os dedos nos ouvidos e saliva na língua. bem como a natureza dos fluídos. 7º. — 34. como tantos outros que já estudamos. 11º. Para que a cura se produzisse. levantando os olhos para o céu. Entretanto. porque precisava ensinar a seus discípulos a maneira de concentrarem a força magnética de que dispunham e o recurso à prece. isto é: “abri-vos”. por Sidônia. — 36.

responderam eles. tomando os sete pães e rendendo graças. (103) Isaías. Ele ordenou ao povo que se sentasse no chão. — 7. que os coxos andavam. 29 ao 39. versículo 29. Logo. para que não desfaleçam pelo caminho. — 31. que há três dias está comigo e nada tem para comer. tomando uma barca com os discípulos. — 10. que por sua vez os deram ao povo. sendo de novo muito numerosa a multidão e não tendo o que comer. — MARCOS. veio costeando o mar da Galiléia e tendo subido a um monte. Tendo em seguida despedido o povo. ficaram saciados e ainda encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. Todos comeram. 5 e 6. e todos glorificavam ao Deus de Israel. — 33. — 36. — 38. 8º. não os quero mandar embora em jejum.264 98 MATEUS. pães que bastassem para saciar a tão grande multidão? — 34. Todos comeram. — 9. — 37. – 4º Reis. — 4. pois que alguns vieram de longe. Ele os abençoou e ordenou que do mesmo modo os distribuíssem. Jesus perguntou: Quantos pães tendes? Eles responderam: Sete. — 30. pois há três dias está comigo e não tem o que comer. 15º. — 6. os que comeram eram em número de quatro mil. (103) Os fatos aqui narrados são apenas a reprodução de outros que antes Jesus produzira e que já os Estudamos em páginas anteriores. que os cegos enxergavam. . Os que comeram eram cerca de quatro mil e Jesus os mandou embora. Faz-me compaixão este povo. — Multiplicação de sete pães MATEUS: capítulo 15º. e. e alguns peixinhos. 43. 8. ficaram saciados e ainda levaram sete cestos cheios dos pedaços que sobraram. coxos e muitos outros doentes que foram colocados a seus pés. desfalecerão pelo caminho. de sorte que a multidão se mostrava maravilhada por ver que os mudos falavam. Ordenou então ao povo que se sentasse no chão e. tomando os sete pães e os peixes e rendendo graças. Multidão de doentes curados. os partiu e deu aos discípulos para que os distribuíssem e estes os distribuíram pelo povo. 1 ao 10. Se eu mandar que voltem para suas casas sem terem comido. versículo 1. Jesus chamou os discípulos e lhes disse: Faz-me compaixão este povo. Jesus. Os discípulos lhe disseram: Onde Iríamos achar. ao sair dali. — 35. e ele a todos curou. os partiu e deu aos discípulos. — 32. Ora. Tinham também alguns peixinhos. — 3. — 39. cegos. Jesus chamou os discípulos e lhes disse: — 2. MARCOS: capítulo 8º. Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes! Sete. fora crianças e mulheres. Os discípulos lhe responderam: Onde quem os possa fartar de pão neste deserto? — 5. Logo dele se acercou grande multidão onde havia mudos. veio para as bandas de Dalmanuta. 35º. Naqueles dias. Jesus tomou uma barca e veio para os arredores de Magadã. neste deserto. lá se sentou. 4º.

— JOÃO. 1º. Vieram os fariseus e começaram a discutir com ele pedindo-lhe. respondeu aos fariseus e saduceus que “nenhum outro sinal seria dado àquela geração má e adúltera. obstinados. pois o céu está de um vermelho sombrio. MARCOS: capítulo 8º. um sinal no céU. 6º. diante de uma cura que consideraram impossível. a mesma coisa se verifica. do ponto de vista em que se colocam. porque a enfermidade não precisava de remédio para desaparecer. senão o do profeta Jonas”. 16º. não se dariam por satisfeitos: tratariam de explicar os fatos de um modo que se lhes afiguraria racional. tomou de novo a barca e passou para a outra margem (104). Atualmente. para o tentarem. Por “fariseus” e “saduceus” os Apóstolos designavam os incrédulos. e reclamariam “outra coisa”. rebeldes. pois não reconheciam poder no Mestre para fazer o que lhe pediam. a fim de o apanharem em falta. mas que os Espíritos efetuaram. Jesus. isto é. — 2. (104) 1ª Epístola aos Coríntios. Ele lhes respondeu: Ao cair da tarde dizeis: Fará bom tempo. 30. E. Eram tais os que foram ter com Jesus. 11-13.265 99 MATEUS. por isso. . Jesus. nenhum lhe será dado senão o do profeta Jonas. se fossem atendidos. — 13. 22. Orgulhosos. Não faltam os que exigem se lhes faculte observar prodígios. fariam como presentemente fazem os médicos. Sabeis portanto reconhecer o que pressagia o aspecto do céu e não podeis reconhecer os sinais dos tempos? Esta geração má e adúltera pede um sinal. E. versículo 11. 8º. Entretanto. tendo-os deixado. se foi embora. que. para o tentarem. — 12. e ao amanhecer dizeis: O dia hoje será tempestuoso. Os fariseus e saduceus se acercaram dele para o tentar e pediram lhes mostrasse um sinal no céu. cegos. 1-4. versículo 1. amanhã. — 4. como condição para que creiam. lhes disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que nenhum sinal lhe será dado. dando um profundo suspiro. porque o céu está avermelhado. deixando-os. — 3. Recusa do prodígio pedido pelos Fariseus e Saduceus MATEUS: capítulo 16º. dizem que tal se verificou. — MARCOS.

quantos cestos cheios de pedaços ficaram? Sete. encontramos a explicação precisa dessas palavras do divino Mestre. além das inspirações do orgulho.266 100 MATEUS. a qual. por que haveis de estar pensando que vos falei por não terdes trazido pães? — 9. Jesus lhes disse: Homens de pouca fé. Jesus falava para aquela época e para o futuro. de modo algum se conforma com a doutrina cristã. os discípulos pensaram de si para si: Ë porque não trouxemos pães. Jesus lhes disse: Vede bem. o que significa a toda doutrina que nos queiram impor. Jesus. tendo passado para a outra margem do lago. no qual a sua presciência lhe facultava ver o que sucederia. Demos a César o que é de César. — 6. que. em flagrante antagonismo com esta. Ora. Os discípulos então compreenderam que ele não lhes dissera que se preservassem do fermento dos pães e sim da doutrina dos fariseus e dos saduceus. — MARCOS. ainda não compreendeis? Ainda estão cegos os vossos corações? — 18. Na interpretação que lhes deram os discípulos. E quando parti sete pães para quatro mil pessoas. 5 ao 12. desde que seja contrária à que o Cristo pregou e exemplificou. sempre que este tente exercer qualquer ação sobre as nossas consciências. Quando parti cinco pães para cinco mil pessoas. preservai-vOS do fermento dos fariseus e dos saduceus. E Jesus lhes deu este preceito: Vede bem. Fermento dos Fariseus e dos Saduceus MATEUS: capítulo 16º. quantos cestos enchestes do que sobrou? Doze. — 15. 14 ao 21. versículo 5. Como pois não compreendeis que não vos falei de pão quando disse: Preservai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus? — 12. Conhecendo-lhes o pensamento. não Ouvis? Perdestes a memória? — 19. como o é. responderam eles. Ouvindo isso. Seus discípulos. — 21. MARCOS: capítulo 8º. os discípulos se esqueceram de prover-se de pães. — 8. disseram eles. preservai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes. Espíritas convictos. ou sobre os nossos atos morais. reconhecendo-lhes o pensamento. — 17. — 16. católicos e protestantes. Tendo olhos. 16º. toda submissão covarde ao poder. por efeito do estudo. 8º. — 7. atualmente. não vedes? tendo ouvidos. Eles pensavam e diziam entre si: É porque não trouxemos pães. mas não esqueçamos que os césares estão submetidos a Deus e que só este tem direito sobre todas as criaturas. como aconselhado era aos discípulos. disse: Por que cogitais de não terdes trazido bastante pão? Ainda não sabeis. se esqueceram de levar pães. versículo 14. Sim. da meditação e dos ditames . devemos preservar-nos de todas as inspirações do orgulho e de toda submissão covarde ao poder. Constituem o fermento dos fariseus. as mais das vezes. de sorte que um único pão traziam consigo na barca. na maioria dos casos. E Jesus acrescentou: Como é então que ainda não compreendeis o que vos digo? Nesses conselhos que dava a seus discípulos. Ainda não compreendeis e não vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos enchestes com o que sobrou? — 10. do qual devemos preservar-nos. estando mesmo. — 20. Nem dos sete pães para quatro mil homens e dos cestos que levastes? — 11. a dos ortodoxos.

visando impedir que executem a vontade de Deus os bons Espíritos que se comunicam com os homens. mas também com firmeza. Convencidos e conscientes disto. propaguemos a verdade evangélica e. aceitamos a revelação nova. como portadores daquela revelação. com respeito. obra de regeneração da Humanidade.267 da nossa razão livre. a qualquer oposição. da caridade e da fraternidade universal. defendamos o nosso livre-arbítrio. Temos um só Mestre. por meio da luz e da verdade. . que vem concluir a obra do Cristianismo do Cristo. devemos resistir. pela implantação da justiça. firmados nela. do amor. na Terra. venha de onde vier. a liberdade da nossa consciência. um único Senhor e somos todos irmãos.

Dirigindo-se especialmente aos magnetizadores. Tomando o cego pela mão. A explicação desse fenômeno.268 101 MARCOS. pode subtrair-se ao corpo que o retém. as páginas desse grande livro e nele descobrireis todos os dias alguma beleza nova e vereis até onde pode chegar o poder do homem. desembaraçando-lhe da matéria o Espírito. dizendo: Vai para tua casa e. mal se dignou de lançar os olhos para a primeira página da introdução desse grande livro da Ciência. Estava sempre acompanhado. 22 ao 26. trabalhando seriamente. Jesus lhe colocou de novo a mão sobre os olhos e ele começou a ver. ele o conduziu para fora da aldeia e. Jesus nunca se achava só. O Magnetismo ainda ensaia os primeiros passos. Viu ele então os Espíritos que em torno daquele se grupavam e que lhe pareceram homens de gigantescas proporções. vidente. certo de que cada um servirá para determinada especialidade. para se tornar proveitoso. por assim dizer. o que lhe permite recobrar. na ocasião. o Espírito adquire maior força. momentaneamente. O magnetizador sério. disse: Vejo a caminhar homens que parecem árvores. seus semelhantes. ou seja: dos fenômenos devidos não só ao magnetismo espiritual. mas também ao magnetismo empregado com o fim de desenvolver a visão espiritual. Cura de um cego MARCOS: capítulo 8º. saberemos repelir sempre o mal e caminhar a passos largos pela senda do progresso. olhando. não digas a ninguém o que te sucedeu. — 25. os quais fizeram que o homem se tornasse. forrandose. — 26. fé viva. a espiritual. da verdade e do belo. O homem tem por demais desprezado o poder que o Senhor lhe pôs nas mãos. pode . versículo 22. passando-lhe saliva nos olhos e impondo-lhe as mãos. Esses os três auxiliares sem os quais não poderemos colher os frutos da árvore da Ciência. se desenvolvera pela ação dos Espíritos que cercavam o Mestre. deve esmerar-se na escolha dos sonâmbulos que hajam de secundá-lo. os Espíritos lhes dizem. Com eles. Pela segunda imposição das mãos. como Espírito. Aquela. passando ele a ver os outros homens. que foi de desprendimento. — 24. 8º. de todas as ciências. deu-lhe o Mestre a vista espiritual. lhe perguntou se via alguma coisa. que trabalhe visando o progresso da Humanidade. é adiantado num dos ramos da Ciência. Fora-lhe restituida a visão corporal. se entrares na aldeia. trouxeram-lhe um cego e lhe pediram que o tocasse. quando tem a sustentá-lo o amor do bem. Abri. ficou curado. pois que este que. O homem. — 23. como enviados do Senhor: Trazeis em vós a fonte de todas as descobertas. Como chegassem a Betsaida. Pelo contacto dos fluídos humanos que o circunvolvem. uma certa liberdade. inesgotável amor ao próximo. Jesus lhe curou os órgãos animais. Um só não basta. Jesus o mandou embora para casa. O Magnetismo constitui objeto de estudo grave e profundo. ilimitado desinteresse. Da primeira vez que lhe impôs as mãos. seu perispírito. de sorte que via tudo distintamente. que reclama. A recomendação que fez dizia respeito à visão do cego. é a mesma dos fenômenos magneto-espíritas. ou duplo. aos eflúvios perispiríticos que o rodeiam.

a parte superior da forma corpórea que se lhe apresenta. em particular.269 ser completamente ignorante no que respeita a outro. por assim dizer. mundo inferior. os mistificadores dominarão o campo. fora de si mesmo. semelhantes a árvores pela altura do porte. espalhando pouco a pouco em torno de si seus eflúvios libertadores. são mais amplas do que o eram na Terra. Assim. Só depois de haver notado essa parte da aparição. Afugentados os Espíritos superiores. ele desconhecia os efeitos do desprendimento espiritual. Desenvolvido e produzido repetidamente. assim como a miragem que flutua no horizonte se avoluma com as nuvens que a cercam e se lhe agregam. para o sensitivo. Desse modo. que ele instruirá na ciência magnética. sem o que ambos verão falir suas esperanças. moldando-as a pouco e pouco ao gênero de trabalho para que manifestam aptidão. poderá ser o auxiliar de um químico. podendo-se acrescentar que. onde ainda predomina a inferioridade moral. para chegar a semelhante resultado. ou corporais e morais ao mesmo tempo. seja extremamente simples de espírito pode ser espiritualmente muito adiantado. por intermédio dos Espíritos superiores. embusteiros. os fenômenos magneto-espíritas são muito amiúde obra de Espíritos maus. o que mais lhe prende a atenção é a sede propriamente dita do Espírito. aquele projetará luz nas trevas da história. O estado sonambúlico é. quando em êxtase. para seus sensitivos. A atmosfera que o rodeia se impregnará desses fluídos humanos e. nos mundos superiores à Terra. Doutras vezes. visto que o desprendimento faculta ao homem o recebimento de inesperadas revelações. as subjugações corporais. é que ele percebe o resto das formas. tais como. aquele outro resolverá problemas mecânicos sobre os quais a Humanidade tem encanecido. que nada mais lhe fica sendo senão um instrumento pelo qual transmita seus pensamentos e sensações. este. os habitantes são de estatura maior do que a nossa e revelam muito maior pureza de linhas no talhe. são obra de Espíritos levianos. cumpre que tanto o magnetizador como o magnetizado sejam puros de coração e não busquem na Ciência uma exploração mundana. como que diluídas numa espécie de vapor. também esses fluídos atrairão os fluídos ambientes que nos circundam e apressarão o desenvolvimento das faculdades humanas e a emancipação das almas. dando . sem lhes achar solução. Geralmente. tanto que produzem efeitos fluídicos violentos e dolorosos. acostumar-se-á o homem a viver. desde que também seja simples de coração. habituando-o a libertar-se da sua prisão. que só se aproximam do que é puro. exatamente o mesmo que evocadores e médiuns são para os Espíritos. Mas. que quase sempre se mostram indistintas. na condição de encarnado. O cego viu os Espíritos que se grupavam em torno de Jesus e que lhe pareceram homens gigantescos. Deve o magnetizador ter o cuidado de escolher. ou nos casos de desprendimento do Espírito do vidente. ou perigosos. porqüanto o sonâmbulo que. mesmo durante o estado de vigília. o do Espírito que se liberta do corpo. Como a maioria dos que vivem na Terra. as formas humanas. aos quais o sonâmbulo serve de instrumento. Não nos referimos aqui à ciência humana. pessoas de corações puros e devotados. que os Espíritos conservam. Na Terra. Nas aparições espíritas. pelo que não pôde compreender o que se passava aos olhos de seu Espírito. aquele estado eleva o Espírito.

Desempecendo-lhe a visão espiritual. lhe curou os órgãos materiais da visão. Assim. o caso constitui uma lição que convinha fosse dada às suas testemunhas. para os mistérios de além-túmulo. espírita. está moral e intelectualmente cego. ou com uma confiança orgulhosa. tudo se passa debaixo da vigilância dos Guias. que desse modo é que começa. porém. ou com uma credulidade. senão quando seu Espírito exercer domínio sobre a matéria. sem que lhe fosse mister passar saliva nos olhos do doente. isto é. para conduzirem o mistificado à perspicácia e ao devotamento. conforme acima dissemos. depararemos ou com uma incredulidade sistemática. o que Ele só fez a título de ensino e de exemplo para os homens. cujo Espírito se acha dominado pela matéria. nem lhe impor as mãos. A um e outros mostrou. do ponto de vista espiritual. do mesmo passo. e. afinal. que viriam a ser desvendados. pelo que os Espíritos protetores consentem que eles se dêem. ou a ela escravizado. que aquele. tornando-o vidente. dos da época atual. uma inexperiência que precisavam de ser esclarecidas. é que fazem parte da. É o progresso moral. decorreu unicamente da ação da potente vontade do Mestre e da sua prodigiosa força magnética. se libertar para dominá-la. . desde que investiguemos as causas determinantes de uma dessas mistificações. que esse não poderá recobrar a vista. sendo-lhe restituída a vista corporal. como todos os outros. se tais efeitos se verificam. principalmente. atraiu Jesus a atenção de seus discípulos. série de provações que o encarnado tem que sofrer. Jesus. a que o desprendimento da visão espiritual do cego servia e serve de símbolo. Impondo pela segunda vez a mão no homem que estava cego. dos homens de então. dela se desprender. Como. cuja atenção o encarnado atingido se incumbia de despertar. Todas as coisas têm sempre um fim sério. Não raro. de natureza idêntica ou semelhante. Esse resultado.270 lugar a mistificações.

não contestando a opinião segundo a qual Ele podia ser a . em espírito e verdade. Disse-lhes ele: E vós quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: O Cristo de Deus. disse: és o Cristo. Jesus partiu daí com seus discípulos para as aldeias dos arredores de cesaréia de Filipe e pelo caminho lhes perguntava: Quem dizem os homens que eu sou? — 28. as perguntas formuladas pelo Divino Mestre sobre o que pensavam dele as gentes e as respostas que lhe foram dadas mostram não só que a opinião geral lhe atribuia uma origem espiritual anterior àquela sua vida terrena. filho de Jonas. — 20. mas meu pai que está nos céus. 9º. que muito importantes as tornam: lembrar aos homens o princípio da reencarnação e não deixar esquecessem as relações medíúnicas que podem existir entre eles e as entidades espirituais. versículo 27. que o homem pode voltar muitas vezes à Terra. outros que um como os profetas. Simão. como também que os hebreus sabiam. 19. Chegando às cercanias de Cesaréia de Filipe Jesus perguntou a seus discípulos: Que é o que os homens dizem do filho do homem? — 14. versículo 18: Sucedeu que um dia. filho do Deus vivo. Ordenou em seguida aos discípulos que a ninguém dissessem ser ele Jesus o Cristo. porque não foram a carne nem o sangue que Isso te revelaram. pelas tradições conservadas.271 102 MATEUS. versículo 13. — Alusão de relações mediúnicas que podem existir entre os homens e as potências espirituais. estando de parte a orar rodeado de seus discípulos. vós. MARCOS: capítulo 8º. Ora. Jesus firmava assim o que mais tarde viria a ser posto em evidência. LUCAS: capítulo 9º. — 15. respondendo. Jesus lhes perguntou: Quem diz o povo que eu sou? — 19. — Missão de Pedro na igreja do Cristo. 27 ao 30. Jesus lhes perguntou: E vós quem dizeis que eu sou? 16. quem dizeis que eu sou? Pedro. — 18. 29. 8º. e contra ela não prevalecerão as portas do inferno. explicado e desenvolvido. Com efeito. Palavras de Jesus confirmativas da reencarnação. (105) Estas passagens têm um duplo fim. e tudo o que ligares na Terra será também ligado no céu e o que desligares na Terra será desligado nos céus. embora confusamente. o que envolvia a idéia da preexistência da alma e da reencarnação. 16º. — 30. — 17. — 21. vendo nesta uma existência nova num novo corpo. pela Nova Revelação. 13 ao 20. E eu te digo que és Pedro e que sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. Eles responderam: uns — João Batista: outros — Elias. — LUCAS. outros — algum antigo profeta que ressuscitou. Disse-lhes então: Mas. outros. Simão Pedro respondeu: és o Cristo. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus. E ele lhes proibiu que o dissessem a pessoa alguma. Responderam eles: Uns dizem que João Batista. Ele então lhes proibiu muito expressamente que o dissessem a pessoa alguma. Jesus respondeu: Bem-aventurado és. outros que Elias. que é Jeremias ou um dos profetas. — 20. — Verdadeira confissão MATEUS: capítulo 16º. outros que é Elias. 18 ao 21. — MARCOS. Eles responderam: Uns dizem que é João Batista. para concluir uma obra começada e interrompida pela morte humana.

De fato. que lhe respondeu: És o Cristo. Ele a sancionou. trazendo-lhe cada um a sua pedra. nem os interesses de qualquer natureza: “contra ela não prevalecerão as portas do inferno”. mais do que nunca. como meio de chegar ao estado de pureza integral. versículo 7). da reencarnação. capítulo 3º. Jesus lhe fez ver que o conhecimento dessa verdade lhe fora dado por uma revelação vinda do Pai que está nos céus. Pedro era. E vós quem dizeis que eu sou? — perguntou Jesus a Pedro. conforme acima dissemos. a luz verdadeira que alumia a todo que vem a este mundo. mas que não foi apreendida por virtude das interpretações literais a que estiveram sujeitas essas revelações. . fosse um erro. como podia Pedro saber. pretendem os ortodoxos que admitamos. Deste modo ratificou Ele. o renascimento. não teria deixado de combatê-la. João. como realmente aconteceu e está acontecendo. se tal coisa lhe não houvera sido revelada? E de que modo pudera ter tido essa revelação. a não ser por uma inspiração mediúnica? Ë claro que. idéia que já se continha na revelação hebraica. diz o autor da Divina Epopéia. que as vem explicar em espírito. observou o divino Mestre a Nicodemos (Evangelho de João. sem que o menor dano lhe possam causar os ódios sectaristas. Filho do Deus vivo. podemos e devemos concluir não só que Pedro era médium. proclamando-a como uma condição necessária e indispensável para o progresso e adiantamento da Humanidade”. “Se a crença de reviver na Terra. isto é. Espírito intelectualmente mais adiantado do que os dos outros apóstolos. ou de um médium falante. é claro que todos os verdadeiros espíritas e. Efetivamente. o verbo de Deus. que constituiu princípio fundamental na revelação messiânica. o Enviado do Senhor. nos tempos atuais. A reencarnação. Quer isto dizer que sobre a mediunidade é que assenta essa Igreja. a que hoje. que Jesus era o Enviado de Deus. como o de Elias. para o afirmar com tanta segurança e firmeza. ou outro. Jesus confirmou a hipótese do renascimento. porqüanto a faculdade que aquele apóstolo possuía havia de espalhar-se. constitui hoje. Jesus. pela revelação nova. que assim repousa em alicerce inabalável. Ao contrário. sob a capa do milagre. expressão fiel do pensamento do Mestre Divino. pois. chamamos reencarnação. a obrigação que tem o Espírito de reviver. a lei natural do renascimento.272 reencarnação de um Espírito. o que possuía em maior extensão e poder os dons da mediunidade. perguntando: E vós quem dizeis que eu sou? — hipótese que também confirmou no seu colóquio com Nicodemos. o que mais se prestava a servir de pedra fundamental para a construção da Igreja do Cristo: “E eu te digo que és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. na ocasião. como combateu tantas outras. sobretudo. dentre estes. Assim sendo. apresentando-a como uma realidade e realidade ante a qual se dissipam todas as dúvidas oriundas dos absurdos que. Não te admires de eu dizer: é necessário que torneis a nascer. como que já então se davam essas revelações a que a Doutrina Espírita chama mediúnicas. os médiuns sinceros e humildes servirão para aquela construção. pois. ele foi apenas o instrumento que serviu para a revelação de uma verdade. uma verdade axiomática. pela revelação nova. Logo. Retrucando. Era. dotado de uma organização física bastante maleável para se prestar a todas as influências mediúnicas. sob o nome de ressurreição.

Aquelas palavras foram especialmente dirigidas a Pedro que. conservando a integridade da alma e a pureza do coração. em conseqüência e cada vez mais. obtendo. sondava os mais íntimos pensamentos e constante era a sua comunicação com os emissários divinos. como Pedro. o prestígio. tenha o poder de absolver ou condenar. para sustentar-se a infalibilidade do papa. Sua visão penetrante descia ao fundo das consciências. nem com os que se disseram seus sucessores se teriam dado os fatos que a história dos Papas e dos Concílios registra. em que a razão se emancipa de todas as tutelas. por ser da vontade de Jesus e graças aos Espíritos superiores que o assistiam. mas ao encargo que o Mestre lhe conferiu de pastorear o pequeno rebanho que formava a primitiva Igreja Cristã. as virtudes e os demais predicados por que Pedro se distinguia entre os discípulos não eram inerentes à sua individualidade. Não vêem os homens do Silabo. em voz humana. Não quer isso dizer. a todos se sobrepondo pela exemplificação daquelas virtudes sublimes. ligar também e desligar na Terra. os que se propunham a ingressar nela). está visto. as luzes que trazem os bons Espíritos. despojado o Chefe da Igreja do poder temporal. fatos que mais ou menos continuam a reproduzir-se e que explicam o desprestígio da Igreja de Roma. já não é possível a imposição da fé cega? Não. a distinguir com segurança os que se desviam e os que marcham fiéis e a poder fazer-lhes sentir isso. nem mesmo para Deus. a luz que forem recebendo. porém. numa época como a atual. de uma perspicácia. dos dogmas impostos pelo terror das fogueiras e dos martírios que. visto que não fazia mais do que pronunciar. em torno de si. Digam-nos. Ora. porque o Mestre disse: Regnum meum non est in hoc mundo (106). a dirigir pelo bom caminho os outros homens. sem perigo de erro. o poder. pelo desinteresse. eles poderão. conforme já dissemos. os decretos que espiriticamente lhe eram transmitidos. em sua origem. que o homem. que não podemos avaliar com exatidão. de tal modo. Mesmo. era simples reunião de fiéis. certos de que o Senhor ligará e desligará no céu. além disso. achando-se em tais condições. porém: quantos Pedros já se contaram entre os que se hão instituído seus sucessores? Se os dons. se tornarão também cada vez mais aptos a julgar das coisas da Terra e das coisas do céu. espalhando de mais em mais. considerar-se sucessor de . que mal e indevidamente exercia. nem só nenhuma razão haveria para que fosse ele o escolhido e não outro. que um homem aparecesse revestido de tais virtudes. que foram as armas com que o Manso Cordeiro de Deus apeou potentados e derrocou tronos de déspotas. Quer unicamente significar que. Passado o tempo das fogueiras e dos apavorantes anátemas. pela mansidão e abnegação. quem quer que ele seja. só por isso. as coisas vão mudar. ao seu alcance estava ligar e desligar na Terra (o que também se pode traduzir por admitir ou não na Igreja do Cristo que. ainda assim não poderia. chamado o sucessor daquele apóstolo e o vigário exclusivo do Cristo na Terra. que tende a desaparecer. pela humildade. o reinado daquele que queira ser ou haja de ser sucessor de Pedro somente poderão demonstrar-se pela caridade. Espírito adiantado e devotado e. dispunha. proferindo sentenças das quais não haja apelação.273 E. E não se argumente tampouco com as palavras de Jesus declarando Pedro a pedra fundamental da sua Igreja. excelente instrumento mediúnico.

Compreenda ela o sentido verdadeiro das palavras que Jesus dirigiu a Pedro e aos Apóstolos. 16. depois de haver desempenhado a sua missão humana. 5. não será atingido pelo sofrimento e pela expiação aquele que. — Efésios. atraindo-os por aquela integridade. ampliar e concluir. tendo sabido manter a integridade do coração e da alma. ao desenvolvimento da inteligência. nem tem sucessor na Terra. que preside ao progredir da fé. 4º. isto é: o conhecimento exato dos meios de chegar à perfeição moral. Só então poderá. — Hebreus. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus. que é o dos mandamentos que Jesus declarou encerrarem toda a lei e os profetas. segundo a lei divina. — Gálatas. sua não podia ser a Igreja cujo reinado era todo deste mundo. — 1ª Epístola aos Coríntios. — Atos. a privação do poder temporal. os discípulos e seus primeiros imitadores. desempenhando a sua missão espiritual. pode o seu chefe considerar-se sucessor do grande apóstolo. pois. (105) JOÃO. — Isaías. todas as suas obrigações. De modo algum. portanto. Detenha-se ela no caminho errado por onde funestamente enveredou. Não sendo deste mundo o reino do Filho de Deus. mas se distinguiu entre os demais discípulos. bem entendido. 42. e. Quem quer que construa sobre tal base não terá que temer as portas do inferno. ao cumprimento das promessas de Jesus? Ele continuou e continua no desempenho da sua missão espiritual. prossegue na execução desta obra e a concluirá. 1º. fiel até à morte. Graças a isso é que . cada vez mais apta a julgar das coisas da Terra e das coisas do céu. Essas chaves a Igreja de Roma desprezou e deixou se perdessem. para com Deus e para com os homens. O ter sido despojado daquele poder. pela obtenção das luzes dos bons Espíritos. deu princípio. volte ao verdadeiro caminho e continue a percorrê-lo do ponto até onde chegaram Pedro e os apóstolos. Quem pudera ou pode haver sucedido a esse altíssimo Espírito. todos os seus deveres. 15. E as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 69. e a distinguir com exatidão os que se desviam e os que marcham fiéis pela senda que Ele traçou. 51º. não quer dizer absolver ou condenar seus irmãos — mas tornar-se. 1º. 8º. Pedro foi um discípulo enérgico. porque. a dirigir os homens pelo bom caminho. que achará a Igreja do Cristo cuja edificação eles começaram e que o Espírito da Verdade vem. na edificação da Igreja do Cristo. 14. 8. não o foi para a Igreja de que é ele o chefe. 21º. sentido que espiriticamente é hoje revelado pelos enviados do Mestre Divino. sendo a Igreja do Cristo o conjunto dos filhos do Senhor. valeu. realmente. inspirada pelo Espírito da Verdade. Pedro não teve. como os verdadeiros espíritas. 16. 37. 2º. — 1ª Epístola à João. — Apocalipse. Não. Desempenhando esta última. progressivamente. ou uma perda sensível para o Sumo Pontífice. para a Igreja Romana por uma como galvanização. 2º. que não mostrou apenas possuí-las.274 Pedro. também trabalhará. devotado. individualmente. visto que redundou no desaparecimento do que melhor provava não ser essa Igreja a do Cristo. 1º. um mal. (106) Ao nosso ver. à edificação da Igreja do Cristo e. se esforçou por cumprir. então. 6º. 10. ligar e desligar — o que. pela integridade do coração e da alma. com o concurso dos outros apóstolos e dos discípulos que se lhe associaram. 2. se foi. muito embora estes também fossem exemplificadores dos ensinamentos de Jesus.

que lhe restituíssem o poder temporal é que ela decretou a sua própria e definitiva condenação. como recentemente obteve. . Obtendo. volvendo a oferecer ao mundo.275 ainda pôde ostentar a aparência de prestígio de que gozou nestes últimos tempos. em 1929. de que ela é a antítese da Igreja Universal do Cristo. a demonstração iniludível de que nela não está o espírito da Doutrina Cristã. quando no Espiritismo ressurge o verdadeiro Cristianismo.

Pedro. LUCAS: capítulo 9º. 9º. porqüanto os próprios discípulos não teriam compreendido o fato do reaparecimento do Mestre. — 32. dizendo: Tal não aconteça. Era. (107) MATEUS. a fim de lhe apreenderem a razão. lhe disse: Afasta-te de mim. Mas. Senhor. que aí fosse morto e ressuscitasse ao terceiro dia. tomando-o de parte. capítulo 9º. em geral. voltando-se para Pedro. 31 ao 33. Jesus. não foram acontecimentos puramente humanos. chamando-o de parte. Essa a razão por que Ele permitiu a Tomé que pusesse a mão na abertura que . repreendeu a Pedro. ficasse demonstrado que sua “morte” e “crucíficação” estavam previstas. a ressurreição consistia na volta da alma a um corpo de carne. pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. para que ficasse comprovada a sua identidade. aos olhos de todos. 21 ao 23. pois que não tens o gosto das coisas de Deus e sim o das coisas dos homens. nem do fim de tal corpo. — 23. Servindo-se das expressões — ser morto. preciso que os homens fossem prevenidos do acontecimento que sobreviria. cumpria-lhe mostrar-se aos homens. o Cristo usava de uma linguagem que os homens pudessem compreender. Em seguida começou Jesus a declarar aos discípulos ser preciso que Ele fosse a Jerusalém. versículo 31.276 103 MATEUS. LUCAS. 22. E acrescentou: É preciso que o filho do homem sofra muito e que seja rejeitado pelos anciães. Como falasse abertamente dessas coisas. que fosse morto e que ressuscitasse três dias depois. — LUCAS. MARCOS. versículo 22. — Tendo Jesus descido à Terra para dar aos homens a maior prova. se pôs a repreendê-lo. versículo 21. pois que não tens o gosto das coisas de Deus e sim o das coisas dos homens. que lhe seja dada a morte e que ressuscite no terceiro dia. sem indagarem se se tratava sempre do mesmo corpo. como no futuro. Apresentando o seu corpo a aparência da corporeidade humana. o maior exemplo de amor e de abnegação que eles podiam receber. a um corpo material. versículo 31. deixando no esquecimento o corpo de carne de que parecia revestido. 8º. tu me és motivo de escândalo. porém. capítulo 8º. Depois. a fim de que. voltando-se e olhando para os discípulos. E começou a lhes declarar ser preciso que o filho do homem sofresse muito e que fosse rejeitado pelos anciães. se o não houvessem considerado do ponto de vista da ressurreição. 16º. capítulo 16º. MARCOS: capítulo 8º. como. portanto. ‘ressuscitar —. Pedro. dizendo: Tira-te da minha frente. Predição. versículo 21. — 33. versículo 22. tanto os discípulos. que aí sofresse muito dos anciães. os hebreus compreendiam a ressurreição que Jesus anunciara como tendo que ser a volta de sua alma ao mesmo corpo. na época. importava-lhe passar pela metamorfose da morte. — 22. dos escribas e dos príncipes dos sacerdotes. — MARCOS. Jesus. Satanás. Satanás. no sentido que davam a este termo. nada disso te sucederá. — Palavras de Pedro. sem inquirirem da origem. começou a repreendê-lo. — Resposta de Jesus MATEUS: 16º. Para os hebreus. cumpria-lhe preparar seus discípulos para aquele ato importantíssimo da sua missão.

que por nós subiu ao Calvário. nem morte. Espírito puro e . como Espírito. é um fato que se explica pela mesma natureza fluídica do invólucro corpóreo que Ele constituiu para o desempenho de sua missão e cujos elementos componentes fez que voltassem ao meio de onde os tirara. a felicidade do Espírito que se desprende do seu grosseiro invólucro. não na sua “carne”. retomando. Espírito superior a todos os outros que concorreram para a formação do nosso planeta e cujos sofrimentos. Sem dúvida. Porém. e continuando. a consistência. muitas criaturas aferradas às torturas físicas do grande modelo que nos foi enviado. de natureza perispirítica. a resignação. estas revelações são de molde a alarmar. limitou-se a dizer em voz alta: Tudo está consumado. para os nossos corpos. Houve apenas aparência de uma e outra coisa. decorrentes do amor que consagrava e consagra a seus protegidos. diante das vontades do soberano Senhor. tanto que de bom grado os trocaríamos por dores desta natureza. que os sofrimentos morais são de intensidade infinitamente maior do que os sofrimentos físicos. Foram todos morais os sofrimentos que o Mestre suportou na cruz. nem ressurreição. Conseguintemente. quando voltarmos a este ponto. foram todos morais. Cada pancada do martelo nos cravos que lhe traspassavam as mãos e os pés fluídicos. Não faltarão os que digam: “Que mérito era o dele em se submeter a tais torturas. mágoas e torturas morais superiores a qualquer dor física. uma vez concluída aquela missão. para esse efeito. era fluídico. com a aparência de sangue. O que das chagas lhe saía era uma combinação puramente fluídica. O brado que soltou do cimo do madeiro não foi tampouco um brado de sofrimento. Nos últimos momentos do seu sacrifício na cruz. a aparência de um corpo humano. que padeceu por nós. mas em seu “espírito”. sim. Todos conhecemos desgostos. para se elevar ao seu Criador. para mostrar aos homens. com a tangibilidade. o governador do nosso planeta.” Não compreendem os que assim falam. como sabemos. sofreu e sofreu muito. com relação a Ele. é mais forte e mais vivo do que o possam ser. Dizemos — seus protegidos —porque Ele é o nosso protetor. sendo tal a natureza do corpo de Jesus. que o sofrimento. o seu corpo que. se não experimentava os sofrimentos físicos. como de fato têm alarmado. (108) Quanto ao haver desaparecido do sepulcro o corpo de Jesus. Deixando-o escapar no momento de “render a alma” (está claro que apenas no entender dos homens). portanto. eis-me aqui. Nessa qualidade. sofreu cruelmente. a obediência e a submissão com que se devem eles comportar. forçoso é vejamos em Jesus somente um Espírito. por vê-los tão endurecidos. no sentido que então era dado a estas expressões. mas tangíveis. não houve. por meio de um exemplo prático. quaisquer sofrimentos humanos. fé-lo com o intuito de lhes chamar a atenção para aquele instante supremo e lhes fazer compreender. ainda os mais agudos. O divino modelo.277 lhe haviam feito de um lado e os dedos nas chagas que os cravos lhe abriram nas mãos e nos pés. na essência espiritual. experimentava o sofrimento que causa a uma mãe terna e carinhosa o ter que punir o filho bem-amado. retomando a partir daí. Senhor. conforme mostraremos oportunamente. Jesus sofreu. por uma expansão de alegria e não de angústia. uma vez que apenas aparente era o seu corpo. lhe ia ferir a sensibilidade delicadíssima e lhe fazia correr da alma o sangue mais precioso: o do amor e do devotamento que nos consagra.

os príncipes dos sacerdotes e seus adeptos. — As palavras que Pedro dirigiu a Jesus. que recebemos a luz. e que o Mestre não podia deixar de querer se mantivesse Pedro constantemente em guarda contra as fraquezas humanas. por efeito da predominância do gosto pelas coisas dos homens. Com relação à época atual. em tudo e por tudo e. Não era possível que estivesse privado sempre do seu livre-arbítrio. quando se sabe que todo Espírito encarnado é fraco e falível. capítulo 8º versículos 32 e 33. auxiliemo-nos mutuamente. recebamos as provas que ao Senhor praza enviar-nos. Assim. que a deturpariam. nada tem de estranhável. do espírito de dominação. 7. que não são coisas de Deus. pois que as de gratidão são as únicas lágrimas que a fé pode verter. Eram elas que faziam procurasse ele desviar o Mestre do cumprimento do seu dever. seu Espírito agia livremente. isto é. sobretudo nós. Respondendo a Pedro por aquela forma. 8º. pelo só fato de ser encarnado. (107) 2º Reis 19º. Foi. que sempre tornam a criatura incapaz de sentir o gosto das coisas de Deus e só ter o das coisas do mundo.278 perfeito. desde que isso se verificava. etc. portanto. Poder-se-á. trazida ao mundo pelos Espíritos do Senhor. versículo 22. dos favores e vantagens de ordem espiritual e temporal. MATEUS. porventura. com alegria que exprime reconhecimento. deu-nos Jesus uma grande lição: a de que a vontade do Senhor tem que predominar sempre sobre qualquer vontade. — Romanos. da intolerância do fanatismo. tendo os nossos lábios e as nossas almas prontos sempre a bem dizer de todas as suas decisões. Pedro nem sempre estava debaixo de uma influência estranha e. apropriada ao momento e ao futuro. capítulo 16º. Humildes de coração. “morte” e “ressurreição”. missão que neste momento desempenha entre nós por meio do Espírito da Verdade e da Nova Revelação. significa a má influência. como homem que ele se viu presa do temor de perder o seu Mestre querido. temos que nos curvar às suas leis. e também a resposta do Mestre àquele apóstolo. por efeito dos dogmas e mandamentos humanos. Satanás. Jesus antevia as fases e condições dos progressos vindouros. Não choremos nunca. Todas as suas palavras. quando disse a Pedro: “Afastate de mim. respeito e amor. perdão e bondade.”. . como hostis e rebeldes à Revelação Cristã se mostraram os escribas. das honrarias. eram ditas para aquele momento e alcançavam o futuro. o divino Mestre abrangia na sua apóstrofe as fases de erro e de materialidade que atravessaria sua sublime doutrina de amor. admitir. os espíritas. A expressão satanás. por efeito do orgulho. ou supor. encarnados e desencarnados. a desempenhar a sua missão espiritual. das dignidades. ao acabar este de predizer os seus sofrimentos. aquelas palavras atingem a todos os que se mostrem hostis e rebeldes à Revelação Espírita. com submissão. pois. do poder. Possuindo a presciência do futuro. os fariseus. haja sido a inspiração dos bons Espíritos que o levou a negar o Mestre? Quanto à severidade da resposta de Jesus. sequer. 22. a má inspiração. de que usou com relação àquele apóstolo em sentido puramente figurado. MARCOS. do despotismo religioso. que todos. do fausto. na qualidade de protetor e governador do nosso planeta. se explicam da maneira seguinte: Do mesmo modo que os médiuns atuais. mantendo-nos em guarda contra as fraquezas humanas.

como também que esses sofrimentos foram. para Ele. por intermédio dos nossos corpos grosseiros. mais agudos e intensos do que os mais vivos que experimentemos. em muitas das quais se há observado o reflexo dolorosíssimo que produz no médium qualquer abalo mais ou menos violento nas formações ectoplásmicas. com os subsídios importantes que para esses progressos têm trazido as experiências. de carne putrescível. sobre o que eles mesmos convencionaram chamar “ectoplasma”. por ser de natureza perispirítica o seu corpo. já se pode reconhecer não só que dos sofrimentos ditos “físicos” não esteve isento o Divino Mestre. a que os cientistas deram o nome de “metapsíquicas”. com os progressos que a ciência espírita tem realizado e que são Imensos em nossos dias. experiências.279 (108) Aliás. .

— LUCAS. porqüanto. disse: Se alguém me quiser acompanhar. quando vier na sua glória. tome a sua cruz e siga-me. como meio de efetuar a sua depuração e chegar até Ele. na de seu pai e dos santos anjos. versículo 23. estaremos no caminho seguro da nossa salvação. — 28. cumpre que o homem regule a sua existência. — 25. quando vier. mas aquele que perder a vida por minha causa e do Evangelho a salvará. de que serviria a um homem ganhar um mundo Inteiro. E que daria o homem em troca da sua alma? — 38.280 104 MATEUS. Sujeito às necessidades materiais e aos instintos humanos. nem ao tesouro que acumulou. — 25. 9º. carregue a sua cruz e siga-me. — 36. desse o filho do homem também se envergonhará. com seus anjos: e então dará a cada um de acordo com suas obras. versículo 24. 34 ao 39. em todos os nossos atos. porqüanto nenhum dos dois o salvará no outro mundo. e perder-se? — 26. E dizia a todos: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas. porqüanto. pela prática sem reservas da caridade. 16º. entre os que aqui se acham. entre os que aqui se acham. de que serviria a um homem ganhar um mundo inteiro e perder a alma? — 37. (109) O devotamento absoluto. que não morrerão sem ter visto o filho do homem vindo ao seu reino. tome a sua cruz e siga-me. observando. — 24. acompanhado dos santos anjos. na glória de seu pai. submetendo-nos aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. renuncie a si mesmo. Em verdade vos digo que. aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a salvará. 23 ao 27. em todo o seu poder MATEUS: capítulo 16º. — 27. Pois. tendo sempre em vista que o seu corpo é um empréstimo que o Senhor lhe fez. — 35. renuncie a si mesmo. LUCAS: capítulo 9º. Aquele que se entrega aos gozos materiais entra para a categoria dos que . desse o filho do homem também se envergonhará. versículo 34. Em verdade vos digo: Alguns há. nesta raça adúltera e pecadora. porqüanto. 8º. a submissão sem limites são as condições únicas de chegarmos à perfeição relativa que a Humanidade pode alcançar. Pois. alguns há que não morrerão sem que tenham visto o reino de Deus. entre os que aqui se acham. fazendo-o em seu detrimento.Aquele que de mim se envergonhar e das minhas palavras. Aquele que se envergonhar de mim e das minhas palavras. alguns há que não morrerão sem que tenham visto chegar o reino de Deus em seu poder. Não deve apegar-se a esse corpo. — 26. E acrescentou: Em verdade vos digo que. MARCOS: capítulo 8º. Dedicando-nos aos nossos irmãos. De que serve a um homem ganhar um mundo inteiro e perder a alma? Que preço dará o homem para recobrar sua alma? — 27. renuncie a si mesmo. Pois o filho do homem tem que vir na glória de seu pai. — 39. chamando para junto de si o povo e os discípulos. Disse então Jesus a seus discípulos: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas. Meios e condições sem os quais não se pode ver na Terra o reino de Deus. 24 ao 28. — MARCOS. aquele que quiser salvar a vida a perderá. aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a encontrará. E. os preceitos morais que Ele pregou e exemplificou.

como condição necessária a que melhorem moralmente e progridam. em que o divino Mestre se mostrará em todo o seu esplendor aos homens. 5. 7º. os nossos irmãos. — JOÃO. é caminharmos para a salvação. Ao terem de encarnar. usarem de disfarces para. rebeldes. para poderem suportar o fulgor do seu Espírito. o presente e o futuro. sem terem visto chegar o reino de Deus em seu poder. a nossa dedicação. isto é. como se lê nalgumas traduções dos Evangelhos). 20º. Espíritos purificados e se acharão reencarnados em missão. à era nova que se abre para a Humanidade com o advento do Espiritismo e que irá até que comece a separação do joio e do bom grão. — Zacarias. Aludindo aos que não morrerão (ou não “gostarão a morte”. 14º.281 perdem a alma pelos bens mundanos. onde. 1º. afrontando incômodos e contrariedades. especialmente. 23. 24º. serão. de medo do ridículo. 12. — Job. A maior parte daqueles a quem Ele se referia. os nossos esforços ao bem da Humanidade. As palavras de Jesus. ridiculizam e fogem das coisas santas. empregando as riquezas que possuamos em auxiliar. Esses. — 1ª Epístola à Pedro. 17. ao tempo em que o reino de Deus se estabelecerá realmente na Terra. que nunca o egoísmo. — Salmos. 12. encarnados naquela época. abrangendo o passado. 10. não confessarem suas convicções. 34º. 11. Jesus se referia à categoria de Espíritos que. — Romanos. Quer isto dizer que não mais lhes será permitida a reencarnação na Terra. 3º. Desses. 10. 12. 48º. morrerão para o nosso planeta. pelo respeito humano. se se conservarem culpados. 16. 7. quando chegar o momento daquela separação. também Ele se envergonhará. o nosso trabalho. Fazer o contrário é gozar materialmente. — Daniel. a expiação corresponderá à duração da falta. para usarmos de uma frase tantas vezes repetida e tão mal compreendida. falando dos que viveriam na Terra ao tempo da sua vinda. ou o interesse pessoal manchem a pureza das nossas consciências. Consagrarmos o nosso corpo. 8. 22º. depois de terem conhecido a verdade. — Apocalipse. elas entendem com os que. 2º. 3º. com critério e prudência. 6. então. dizem respeito aos que se riem. nesse tempo. de reencarnação em reencarnação. bastante puros. tinham de chegar. 25. que são os que se envergonham de Jesus. com relação aos que dele se envergonham. 2º. dos que a “vendem ao demônio”. — Jeremias. Com referência. 12º. . 8. — Timóteo. ver-se-ão constrangidos a fazê-lo em planetas inferiores a este. — 1ª Epístola aos Coríntios. 9. 17º. (109) Deuteronômio. negligenciando a verdadeira felicidade. Que todos os nossos atos e pensamentos tenham a guiá-los a gratidão ao nosso Deus e o amor aos nossos irmãos.

amedrontaram-se. afastando-se com eles. propôs: Mestre. Quando desciam do monte. irmão de Tiago e. — 32. que com Ele falavam. Disse Pedro então a Jesus: Mestre. disse: Este é meu filho dileto em quem hei posto todas as minhas complacências. a saber: Moisés e Elias. a Tiago e a João. suas vestes se tornaram alvas e resplandecentes. E. excogitando entre si o que quereria dizer: Até que o filho do homem ressuscite dentre os mortos. — 6. E eis lhes apareceram Elias e Moisés. dizendo: Este é meu filho muito amado. — 35. 2. — 5. uma para Moisés e uma para Elias. suas vestes se tornaram brancas como a neve. aqui estamos bem. 1 ao 9. E . 9º. se quiseres faremos três tendas: uma para ti. a Tiago e a João e subiu a um monte para orar. versículo 1. pois todos três estavam aterrorizados. viram a majestade de Jesus e os dois homens que com Ele se achavam. 9º. olhando à volta de si. presas de grande temor. Pedro e seus dois companheiros. e eis que dois homens com Ele falavam. aqui estamos bem. senão a Jesus. a ninguém mais viram. Ouvindo isso. — 4. 1 ao 9. que da nuvem saía. escutai-o. Quando ele ainda falava. — 2. enquanto orava. de uma brancura tal como nenhum pisoeiro na terra poderia conseguir. os discípulos caíram de rosto em terra. tocou-os e lhes disse: Levantai-vos e não temais. Jesus chamou de parte a Pedro. — Nuvem que cobriu os discípulos —Voz que saiu dessa nuvem e palavras que proferiu MATEUS: capítulo 17º. uma para Moisés e uma para Elias. não sabendo o que dizia. Jesus lhes ordenou que a ninguém falassem do que tinham visto. — MARCOS. — 7. versículo 1. —30. Cerca de oito dias depois de haver dito essas palavras. Pedro. veio uma nuvem e os cobriu. 17. E eles guardaram segredo do fato. Jesus chamou a Pedro. — 3. estamos bem aqui. e como a nuvem os envolvesse. versículo 28. façamos três tendas: uma para ti. que apareceram cheios de glória. Jesus se aproximou. 6. — LUCAS. Erguendo então os olhos.282 105 MATEUS. eles a ninguém mais viram senão somente a Jesus. MARCOS: capítulo 9º. porém. até que o filho do homem tenha ressuscitado dentre os mortos. E lhes apareceram Elias e Moisés a falarem ambos com Jesus. Jesus chamou a Pedro. uma para Moisés e uma para Elias. que haviam adormecido. — 29. — 7. Seis dias depois. quando estes se iam afastando de Jesus. E se transfigurou diante deles: seu rosto resplandeceu como o Sol. — 9. e dela uma voz saiu. Disse então Pedro a Jesus: Senhor. Seis dias depois. LUCAS: capítulo 9º. escutai-o. Quando desciam do monte. — 34. Falavam-lhe da sua saída do mundo. — 8. Ele não sabia o que dizia. 4. — 5. 28-36 Transfiguração de Jesus no Tabor. os conduziu a um monte elevado. Suas vestes se tornaram brilhantes e alvíssimas como a neve. Sucedeu que. a verificar-se era Jerusalém. — 31. Jesus lhes fez esta recomendação: Não faleis a pessoa alguma do que vistes. — 9. façamos três tendas: uma para ti. — 33. Uma nuvem se formou e os cobriu. até que o filho do homem houvesse ressuscitado dentre os mortos. — 3. Pedro ainda falava quando uma nuvem luminosa os cobriu e uma voz. Logo. — 8. a Tiago e a João e os levou consigo a um alto monte e se transfigurou diante deles. — Aparição de Elias e de Moisés. mudou-se-lhe o semblante. despertando.

confirmar. nada disseram a ninguém. Tiago e João. Ambos. (110) O fenômeno. que nenhum pisoeiro da Terra jamais poderia consegui-la. rodeiam incessantemente a Jesus. aos olhos dos Apóstolos. as promessas para o futuro. por então. diante dos mesmos discípulos. momentaneamente. Atestando. haviam anunciado o Messias. se bem que velados ainda. diante daqueles discípulos. que são chegados os tempos então preditos. reunindo em torno de si os fluídos luminosos que sejam necessários ao fenômeno. promessa que se cumpre agora. filho do Deus vivo. por assim dizer. mediunicamente. com o esplendor correspondente à elevação dos Espíritos que no mesmo fato tomavam parte. escutai-o. Jesus estava só. uma promessa feita para o futuro. em quem pus todas as minhas complacências. dessa forma. as quais. hoje se cumpre o que prometeu Aquele cujo advento constituíra objeto daquela promessa. Escolhidos por serem os que apresentavam condições físicas mais favoráveis a torná-los aptos. pois que aquelas palavras.283 uma voz saiu da nuvem dizendo: Este é meu filho bem-amado. Pedro. pois de outro modo eles não lhes teriam podido suportar o brilho. tanto e ainda mais elevados. Cristo de Deus. E o fato da transfiguração se produziu para eles. os atributos da natureza que lhe era própria. a missão que Ele. Assim como há dois mil anos se cumpriu a promessa desses dois grandes profetas. A resplendência que tomaram as vestes de Jesus. de torpor. Jesus lhes dava uma idéia da sua grandeza espiritual e da glória da vida por que eles ansiavam. caíram nesse estado de sonolência. Nessas condições. como outros Espíritos. A voz que saiu da nuvem e que se foi perdendo no espaço. da realidade das manifestações espíritas. e transfigurarse. pois. Os Espíritos. a presença ali dos dois como que sancionava e santificava. Enquanto a voz falava. Retomando. Constituía. a Revelação Espírita é bem o outro Consolador. eram de alvura tal. depois de haver dito: “Este é o meu filho bem-amado. que teve por fim mostrar a elevação espiritual de Jesus. foi uma confirmação da elevação sem par do Cristo. aquela presença. foi um meio de que se serviu este para lhes ferir a imaginação e de. o fato de que tratamos foi a revelação. o Messias prometido. filho do Deus vivo. explicadas e tornadas compreensíveis pela Nova Revelação outorgada ao mundo mediante tais manifestações. como sendo o Cristo. significam que na Terra . à produção da manifestação espírita que se ia dar. a seu turno prometeu. sob um véu que a nova revelação levantaria mais tarde. que se produziu no monte Tabor. Tiago e João. em presença de Pedro. têm a faculdade de tornar-se visíveis e tangíveis. sob a forma humana. afirmar a sua missão como Cristo. do Pai. a missão de Jesus. como o ensina a Doutrina Espírita. a intervenção dos Espíritos junto dos homens. visível para os discípulos. em que ficam os médiuns. — 36. Os discípulos se calaram. que Jesus. por meio da transfiguração. desempenhava. Moisés e Elias. segundo diz o Evangelista. pois. o Messias prometido por Moisés e Elias. afirmava. de Moisés e Elias que. quando tais manifestações se produzem ostensivamente por toda a parte. A presença. do que tinham visto. foi uma formidável manifestação espírita. entendidas em espírito e verdade. Jesus. Verifica-se. aos apóstolos. e enunciar. o Espírito da Verdade. escutai-o. a sua elevação espiritual e que Ele era o Cristo. os três discípulos. em nome do Todo-Poderoso. quando se dá uma forte manifestação espírita.

assim como a de um Espírito muito elevado. tanto mais luminoso se revela o Espírito às vistas humanas. obedeceu à razão de que. os que projetam luz mais branca e mais brilhante. no entanto. pois que se distinguem pela soma de suas aquisições intelectuais. ainda quando haja alcançado a perfeição sideral. O fenômeno da transfiguração do Divino Mestre. à suprema perfeição moral. Ë que Jesus. nem abrangê-lo com o olhar. 15. . continuou e continua a progredir em ciência universal. teve a mesma origem. 1º. 9º. Com efeito. 3º. 17 e 18. isto é. Os mundos espirituais. ou lhe suportar as irradiações. se vão cada vez mais aproximando de Deus. através da eternidade. 17º. que em pureza são todos iguais. para que a ninguém falassem do que tinham visto. há hierarquia. 10º. 1º. são. por efeito de uma transgressão que seja daquelas leis. nada tem de comum com o da transfiguração do ser humano. — Isaías. na senda desse progresso. partiu do mesmo ponto de inocência e ignorância. do seu aperfeiçoamento moral. — Apocalipse. — Daniel. há ação exclusiva do Espírito sobre o seu corpo perispirítico. sob o ponto de vista da ciência universal. tendo do Criador mais perfeito conhecimento. (110) Deuteronômio. — Atos. quanto mais elevado é um planeta na escala dos mundos. antes de verificar-se o que se chamaria a “ressurreição” do mesmo Jesus. visto que resulta do aspecto que o desencarnado dá aos fluídos em que envolve o encarnado. 21. até que Ele houvesse ressuscitado dentre os mortos. Quanto mais elevado. 8º. Naqueles casos. Do mesmo modo. há necessidade de uma combinação do perispírito do Espírito que opera com o do encarnado que lhe serve de instrumento. aparente a transfiguração. por haverem todos chegado à perfeição moral. A recomendação que Jesus fez aos discípulos. Todos. que qualificamos de celestes. 1. para se inspirarem nas vontades daquele que é o Pai de tudo o que é. — 2ª Epístola à Pedro. Assim sendo. Espírito que. 18º. 1. aos quais só têm acesso os puros Espíritos. 22. portanto. como todos os demais. sem a mais ligeira falta. quando se acercam do foco da onipotência. se tenha tornado puro Espírito. ninguém lhes daria crédito. 16. 10 e 18. nunca poderá Ele ser alcançado. tanto mais branca e refulgente é a sua luz. na hierarquia dos mundos. qualquer dos que encarnem no nosso planeta será sempre menos adiantado do que Jesus: ser-lhe-á inferior em ciência universal. visto que esse progresso é indefinido. nos outros. havendo chegado sem o menor desvio. sem. sendo. 18. sem se afastar jamais da diretriz traçada pelas leis do Pai. se os discípulos divulgassem imediatamente os fatos que presenciaram. 10º. Também entre os puros Espíritos. poderem jamais igualá-lo.284 ninguém jamais poderia igualá-lo em elevação. por qualquer outro Espírito que haja retardado a marcha da sua evolução. 15.

grande influência haviam de exercer no porvir. a lei natural e imutável da reencarnação. disse Jesus a seus discípulos que os escribas e fariseus não haviam compreendido que aquele que pregava o arrependimento e o advento do Redentor era o Elias cuja volta o Antigo Testamento prometera e os discípulos logo compreenderam que Ele se referia ao Batista. eles não o conheceram e contra ele fizeram tudo o que quiseram. os Espíritos do Senhor trariam aos homens. que sofrerá muito e será desprezado. que Ele. o Precursor. pelo que respeita ao reino humano. Elias tem que vir e restabelecerá todas as coisas. mostrando a lei natural e imutável do renascimento. se bem não constituísse lei entre os hebreus. — 12. não fez mais do que ressuscitar essa velha crença. Aquelas suas palavras que. dizendo: Por que é que os fariseus e os escribas dizem ser preciso que primeiro venha Elias? — 11.285 106 MATEUS. Jesus. Jesus assentava as bases da Revelação Espírita. E o Interrogavam. Assim também farão sofrer o filho do homem. Talhava assim Jesus a pedra angular sobre que repousaria o edifício do futuro. de cuja aplicação entre nós a reencarnação daquele profeta era apenas um exemplo. MARCOS: capítulo 9º. filho de Zacarias e de Isabel MATEUS: capítulo 17º. — 13. portanto. visto que. Mas eu vos digo que Elias já veio. cobertas pelo véu da letra. recebeu das interpretações humanas. no seu colóquio com Nicodemos. em espírito e verdade. ressuscitando Elias na pessoa de João Batista. na Igreja Hebraica. mais tarde. versículo 10. embora já a houvessem combatido os “espíritos fortes”. (111) Chamando a atenção dos discípulos para o fato de haver Elias voltado à Terra na pessoa de João Batista. pois a reencarnação. o que ainda é em nossos dias: uma luz que se oculta. Então seus discípulos compreenderam que Ele lhes havia falado de João Batista. explicando-lhes. pouca importância tinham para os apóstolos. Seus discípulos então lhe perguntaram: Por que é que os escribas dizem ser preciso que Elias venha primeiro? — 11. porqüanto a ciência teológica era. de acordo com o que a respeito dele fora escrito. para que não esclareça a multidão e não lhe patenteie as feridas que a Escritura. O Espírito de Elias reencarnado na pessoa de João. Jesus lhes respondeu: É verdade que Elias tem que vir primeiro e restabelecer todas as coisas. Mas eu vos digo que Elias já veio e que eles o trataram como lhes aprouve. como erros da superstição. como está escrito a respeito do filho do homem. E não nos devemos admirar de que os discípulos houvessem feito ao Mestre aquela pergunta. 9º. como tendo que ser o Precursor do . essa pobre desfigurada. que este era o mesmo Elias que as profecias anunciavam. dentro da ordem geral da Natureza. sob o império do espírito. estava no domínio das crenças da maioria deles. nos tempos marcados por Deus. Falando de João. nas condições sociais em que viviam. seu princípio fundamental. pouco sabiam da história sagrada. fins e conseqüências. depois. deixaria veladamente entrever e que. Jesus lhes respondeu: Em verdade. — 12. 17º. dada a natureza da época em que foram ditas. versículo 10. — MARCOS. 10 ao 12. 10 ao 13. suas regras.

revelada. desvenda aos homens as sendas da expiação. Elias e João Batista — são uma mesma e única entidade. tomou a figura. à realização de seus destinos. sob a direção do Cristo. quando necessárias. — Lucas. deu grande brilho à tradição hebraica e anunciou. ensinando que. em que todos os homens. não a mesma personalidade humana. da reparação e do progresso. sendo os três um só Espírito. Tais substituições se dão. preparou a vinda do Cristo e a anunciou veladamente. porque preciso se tornara que um véu fosse lançado entre os homens cheios de vícios. porque são chegados os tempos em que se tem de efetuar a “nova aliança”. 4º. Moisés. Sim. cujos tesouros de bondade e misericórdia são inesgotáveis. com eles. um Espírito superior. de charlatanices. trabalham pelo progresso do nosso planeta e da sua Humanidade: o Espírito Santo. foram elas postas ao alcance das inteligências humanas. por meio da aparição de Moisés e de Elias. foi esse precursor. 26. talvez. Entretanto. 1º. Elias e João Batista são um só. 17. — Daniel. Isso os Espíritos do Senhor nos revelam agora. em Jesus Cristo. quando Jesus ensinou aos homens que João Batista fora Elias. nos Espíritos do Senhor. a aparência de Moisés. 21. Assim. lei que. Espíritos bons. não podia. único. Espíritos superiores. porém. pelos progressos realizados. que então lhe seria. Quando reencarnou em João. que volvera à Terra. e. a mesma individualidade terrena. trilhando-as. da crença num Deus uno. conforme se verificou. Governador e Mestre: o Filho. ali. de par com aqueles mistérios. até que a Humanidade. no Tabor. 5. Jesus. naquela ocasião. Elias e João foram sempre o mesmo Espírito reencarnado. assim. se mostrasse apta a apreender esses mistérios e. Criador incriado. Espíritos puros. de superstições. aos três discípulos. como o está nos ensinos da Terceira Revelação. 3º. 9º. O que. chegará à perfeição moral e. . nem devia dizer. eterno. filho de Zacarias e Isabel. O princípio da reencarnação esteve esquecido durante muito tempo e convinha que assim acontecesse. Judeus e Gentios. são o mesmo Espírito encarnado três vezes em missão. nosso Protetor. 53º. Essas três figuras formam o emblema de uma tríplice missão desempenhada em três épocas diferentes. que. da mesma elevação que Elias e João. indivisível. por virtude da justiça de Deus. Quando foi Moisés. mas que hoje a Nova Revelação nos diz é que — Moisés. pelos Espíritos do Senhor. a lei natural da reencarnação.286 Cristo. se têm que abrigar debaixo de uma só crença. a Nova Revelação explica o fato. no seu fundamento e nas suas conseqüências. — Malaquias. Haverá. quem objete que. nas suas profecias. que teria de ser o precursor do Cristo. e os mistérios de além-túmulo. 16. Quando foi Elias. — Atos. não poderiam Moisés e Elias aparecer no Tabor como dois Espíritos distintos. porém. Moisés. único eterno: o Pai. sempre abertas ao Espírito que. (111) Isaías. em espírito e verdade. por Espíritos da mesma ordem.

em verdade vos digo. Mas. Logo que deu com Jesus. — 18. até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei? Trazei-me o menino. e ela passaria. Dali partindo. saiu. — 20. Jesus perguntou ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? O pai respondeu: Desde a infância. viu Jesus que grande multidão os cercava e que com eles alguns escribas discutiam. mas eles não puderam. tem piedade de nós e socorre-nos. Se puderes alguma coisa. — Fé onipotente. E tendo Jesus ameaçado o demônio. do meio do povo. ajoelhando-se a seus pés. este saiu do menino. versículo 14. — 24. — 16. vendo o povo acorrer. correu a saudá-lo. 37 ao 43 e 17º. e o Espírito o tem muitas vezes lançado ora à água. ameaçou o Espírito impuro. o atira ao chão e o menino espuma. Já o apresentei a teus discípulos. olha para meu filho: é o . versículo 13. ele se levantou. que ficou no mesmo instante curado. um homem exclamou: Mestre. pois. — 29. — Prece e jejum MATEUS: capítulo 17º. Jesus respondeu: Oh! geração incrédula e perversa. pedi a teus discípulos que o expulsassem. eu te suplico. — 14. Não se expulsam os demônios desta espécie senão por meio da prece e do jejum. o qual. Quando Jesus voltou para casa. atravessaram a Galiléia. até quando estarei entre vós? até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino. — 17. ficando este como morto. Jesus lhes disse: Por causa da vossa nenhuma fé. lhe disse: Senhor. Lunático. grande multidão lhes veio ao encontro. todo aquele povo. Jesus lhe disse: Se puderes crer. — 19. — 27. No dia seguinte. e eis que. se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda. Um homem do meio da turba respondeu: Mestre. — MARCOS. soltando um grito e agitando violentamente o menino. Ele então lhes perguntou: Que é o que discutíeis? — 16. 9º. eu te trouxe meu filho que está possesso de um espírito mudo. — 15. Trouxeram-no. LUCAS: capítulo 9º. tem piedade de meu filho. diríeis àquela montanha: Passa daqui para ali. que é lunático e sofre cruelmente. 9º. banhado em lágrimas: Senhor. mas estes não o puderam curar. todas as vezes que dele se apodera. versículo 37. ora ao fogo. — 18. 17º. — 26. range os dentes e fica seco. e. — 22. O Espírito. para fazê-lo perecer. Ele não queria que ninguém o soubesse. — 15. tudo é possível àquele que crê. — 21. Jesus lhes disse: Oh! geração incrédula. tomado de espanto e temor. Jesus. — 17. eu creio. — 23. 5 ao 6. dizendo: Espírito surdo e mudo. Logo o pai do menino exclamou. Então os discípulos vieram ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós expulsar esse demônio? — 19. 14 ao 20. seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expelir aquele demônio? — 28. chegou-se a ele um homem que. tanto que viu a Jesus. ajuda a minha pouca fé. 13 ao 29. — LUCAS. Jesus respondeu: Os demônios desta casta não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum. quando desciam do monte. tomando-lhe Jesus as mãos e erguendo-o. muitas vezes cai ora no fogo. MARCOS: capítulo 9º. ora na água. — 20. nada vos seria impossível. eu te ordeno: sai deste menino e não entres mais nele. — 25. — 38. Vindo ter com seus discípulos. que. Quando voltou para onde estava o povo.287 107 MATEUS. de sorte que muitos diziam: Morreu. o Espírito o agitou e atirou por terra. a estorcer-se no chão e a espumar.

Foi por causa da vossa pouca fé. quando estiver na Terra o Regenerador. capítulo 10º. ao passo que aqueles atingiram o seu pleno desenvolvimento sob as vistas de Jesus. O mesmo se dá com os médiuns atuais. Jesus os preparava para desempenhar as missões que lhes iam ser confiadas. curou o menino e o restituiu ao pai. da sua perfeição moral. que lhes fora trazido. o “demônio”. sobretudo quando Ele houvesse terminado a sua entre os homens. perguntar como é que. um exemplo. Foi. estranhos à ordem comum dos fatos. dentro de certos limites. como devia suceder. Eram ainda incipientes as faculdades mediúnicas de seus discípulos. Ocorre. o dos instrumentos mediúnicos da atualidade só se tornará completo. O Senhor lhes disse: Se tiverdes a fé do tamanho de um grão de mostarda. Jesus respondeu: Oh! geração infiel e perversa. até alcançarem toda a amplitude a que haviam de chegar. o perseguidor que o atormentava. Quanto ao não haverem podido os discípulos expelir do rapaz. — 39. direis a esta amoreira: Desenraíza-te e transplanta-te para o mar e ela vos obedecerá. ao mesmo tempo. — 40. disse o Divino Mestre. — 42. para estarem aptos a realizar com firmeza as obras que o viam praticar pelo só poder da sua vontade. para os que de futuro viessem a ser os .288 Único que tenho. a que se referem os Evangelistas. Enquanto se achava com seus discípulos. apesar de investidos por Ele no poder de curar os enfermos e de afastar dos obsidiados os Espíritos obsessores. — 41. Ao aproximar-se o menino. LUCAS: capítulo 17º: versículo 5. com o poder de curar os enfermos e expulsar os demônios (MATEUS. este ameaçou o “demônio” que sobre ele atuava e no mesmo instante cessou a obsessão de que era agente tal “demônio”. versículo 8). fatos considerados “milagrosos”. entretanto. Um Espírito se apossa dele e o faz subitamente gritar. tinham que se desenvolver. pela assistência que lhes dispensava o Mestre. E os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé. Jesus. É que Jesus lhes quis significar não se terem eles ainda tornado capazes de cumprir com segurança a tarefa que lhes cabia. grande Espírito que trará a missão de aproximar a Humanidade do ponto de sua purificação integral. quando eles lhe perguntaram por que não tinham conseguido “lançá-lo fora”. tornar absoluta a confiança. a causa de tal insucesso está assinalada na resposta que Jesus deu. ficaram sem essa assistência naquele caso do lunático. — 43. até Quando estarei convosco e vos suportarei! Traze-me aqui teu filho. Entretanto. na condição de homens. não puderam expulsar daquele rapaz. o demônio o atirou por terra e o pôs em grandes convulsões. (112) Destes trechos evangélicos se vê que os discípulos de Jesus. que deviam depositar naquele em cujo nome iam falar e agir. mas eles não puderam. acrescentando: “Os demônios desta casta não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum”. poderiam dar entrada em seus corações e levando-os a reconhecer que ainda precisavam fortalecer a fé. tendo falado ameaçadoramente ao Espírito impuro. em virtude da sua perfeita pureza. quando os mandara às cidades vizinhas. para serem exercidas cada vez em maior escala. apresentado o moço ao Mestre. — 6. já tendo eles produzido. mas. Pedi a teus discípulos que o expulsassem. eles apenas obterão fatos isolados. Até lá. preservando-os desse modo do orgulho a que. fazendo-o espumar e só o larga depois de o haver esfarrapado. atira-o por terra e o agita em violentas convulsões.

entre nós. esse calor fecundante. todas as coisas são possíveis. aliás. além de fervorosa e perseverante.289 continuadores da obra dos discípulos. À fé se alia sempre a esperança e ambas se desdobram em caridade. que dá à alma a essência pura da crença. mais ou menos humildes. —Na humildade e simplicidade do seu coração. que. Ë uma virtude difícil. que éorar? Será repetir palavras mais ou menos harmoniosas. sem vacilações. alavanca poderosa. dentro da figura de que usou. A verdade. ditas de lábios para subirem ao Senhor? Jejuar será abster-nos de alimentos quaisquer. De fato. como. Senhor. cheios de imperfeições e fraquezas. menos aparelhados de outras virtudes. edificados como eram. como o que nesta passagem dos Evangelhos se registra. para assisti-lo. que a faz librar-se às regiões luminosas do espaço e subir até ao seu Criador. sem sombras. Não tendo ainda os nossos corações bastante abertos para agasalharmos essas virtudes. na existência de Deus. como deve ser em todo cristão. por verificarmos que. o esclarecer e encaminhar para a verdade. ainda estavam sujeitos a fracassos. pela meditação dos ensinos e exemplos do nosso Salvador e dos seus apóstolos. aquele pai não se sentia bastante forte em sua fé. o Mestre falou figuradamente. que prodígioS não pode a fé operar? Que é o que não consegue essa alavanca prodigiosa. porém. necessários à sustentação . se. na atualidade. por fortalecê-los em nossos espíritos. nas ocasiões em que mais necessária nos é. vemos. pelos ensinos. Aí temos o valor e o alcance da prece! Orai e jejuai. constantemente. está a verdade. noutros irmãoS. Mas. as lições por Ele dadas e exemplificadas até ao cimo do Gólgota. acaba sempre por tocar o Espírito culpado. todas as coisas são possíveis àquele que crê. eu creio. por isso que em torno dele se grupam os Espíritos do Senhor. no entanto. A fé consiste na confiança absoluta. para merecer tal graça. que não sabemos orar e que não praticamos o jejum espiritual! A fé. Dizemo-la incompreensível para nós. é acompanhada do jejum espiritual. aprendendo a pedir somente o que possa ser de justiça aos olhos de Deus. sucedia. conselhos e exemplos do Mestre. Que é a fé? Que é a prece? Que é o jejum? Em que consistem este e aquelas? Disse Jesus ao pai do moço: Se puderes crer. quão maiores não hão de ser esses fracassos. porém. santificados pela sua presença. esclarecida e sábia. capaz por si só de levantar o mundo. com lágrimas de reconhecimento. porque. ajuda a minha pouca fé. de ordinário. constitui o meio único de que podemos lançar mão eficazmente. se estes. é que: àquele que crê. sem a mais ligeira dúvida. mais ou menos sonoras. pobres pecadores de todos os instantes. segundo ensinam os Evangelhos. Cumpre notar que. dizendo isso. pelo estudo. que estudamos e aceitamos. esforcemo-nos. propensos a considerá-la apanágio somente de Espíritos elevados. Da fé nasce a prece que. Efetivamente. sem mesmo perceber como e por que sobe. esse mesmo temor militava por ele e lhe facultou ser atendido pela bondade infinita. disse-nos o Bom Jesus. senão impossível de definir-se e quase incompreensível para nós outros. para afastar os Espíritos atrasados e sofredores. essa força motriz incoercível. Mas. que carecemos de fé. Sim. ela nos falece a nós que a todos os instantes recebemos provas da bondade e misericórdia extremas de Nosso Senhor Jesus Cristo. ela é forte. no seu amor e na sua misericórdia infinitos.

O jejum que Jesus nos recomendou consiste em nos abstermos de pensamentos culposos. inúteis. decorria continuamente piedosa aos olhos do Senhor e também porque a sua missão já era um ato de fé e amor. uma prece ativa e permanente. na austeridade do proceder. Tais são o jejum e a prece que expelem os “demônios” da pior espécie. Não é prece uma reunião de palavras que se repetem todos os dias. pelo poder e pela persuasão. . a prece de Jesus são os atos da vida praticados com o pensamento em Deus. por ofício. em sermos sinceros na modéstia. (112) JOÃO. Jesus não precisava recorrer à prece ocasional. Não nos iludamos. reservando o supérfluo para o repartirmos com os nossos irmãos a quem falte o necessário. como meio de ganhar a vida. surdos e mudos. os “demônios” que nos tornam cegos. da caridade e do amor. frívolos mesmo. É um arroubo contínuo do pensamento. uma aspiração incessantemente dirigida ao Criador e a guiar-nos na prática da verdade. porque. sua vida. A prece poderosa. a bem do nosso progresso moral e intelectual e do progresso dos nossos irmãos. que o colocava (mesmo posta de lado a sua superioridade espiritual) acima de todos os Espíritos. e que acabam tornando-se maquinais. puro Espírito. 40. na regularidade dos costumes. em sermos sóbrios na satisfação das nossas necessidades materiais. Espírito perfeito. e sempre a Deus reportados.290 do nosso corpo material e indispensáveis ao regular funcionamento do nosso organismo? Não. aquela vida que os homens supunham humana. 11º. investido de onipotência sobre os Espíritos impuros.

a fim de tornar mais frisante a sua ressurreição. porém. sem que haja mister sejam impostas. — 31. Os discípulos ficaram profundamente contristados. Mas os discípulos não entendiam essas palavras. — 45. Estes versículos se explicam por si mesmos. pelo seu invólucro corpóreo à humanidade terrena. tiveram uma razão e um fim que hoje se justificam e explicam. versículo 21. e estes lhe darão a morte. 9º. — MARCOS. que o Senhor se preparava para morrer. povoava de dúvidas os Espíritos. como derrogações de leis naturais e imutáveis. que corriam o risco de perder o Mestre bem-amado. 30 ao 31. 17º. versículo Todos pasmavam do grande poder de Deus e como se mostrassem admirados dos que ele fazia. . apenas. mas ele ressuscitará ao terceiro dia. disse a seus discípulos: Guardai nos vossos corações o que vos vou dizer: O filho do homem há de vir a ser entregue às mãos dos homens. dogmaticamente. mesmo como um milagre. a morte e a ressurreição do Salvador. 9º. fatos aparentes. não entenderam essas palavras suas e receavam interrogá-lo. Jesus revelava antecipadamente os acontecimentos que se iam dar. após uma morte que. compreenderam foi. porque a ressurreição. 21 ao 22. isto é. — LUCAS. O que eles. Ensinando a seus discípulos. seria real. crentes de que este pertencia. Ao mesmo tempo. por Jesus. tão veladas eram que não as compreendiam. como milagres.291 108 MATEUS. quanto à possibilidade de tal fato. dúvidas de que lhes nascia o temor de interpelarem a Jesus. A vida. versículo 30. a fim de tocar mais fundamente o espírito dos discípulos e lhes aumentar a fé. Predição. Jesus lhes disse: O filho do homem será entregue às mãos dos homens. dizia: O filho do homem será entregue às mãos dos homens. e tinham receio de o interrogar a tal respeito. mas que deviam ser consideradas reais. material. no parecer deles. — 22. receavam interrogá-lo. que o farão morrer mas ele ressuscitará ao terceiro dia depois da sua morte. 44 ao 45. Predisse-lhes que “habitaria com os mortos”. LUCAS: capítulo 9º. Quando voltaram para a Galiléia. da sua morte e ressurreição MATEUS: capítulo 17º. MARCOS: capítulo 9º. Os discípulos porém.

(113) Êxodo. para que não os escandalizemos. ativas. portanto. pega do primeiro peixe que apanhares. que à primeira vista parecem destituídos de importância. como. Jesus replicou: Então os filhos se acham isentos. as obrigações do homem pacífico. Nada obstante. como de fato aconteceu. para os romanos. Uma ação magnética. para os hebreus. eram “filhos” os cidadãos de Roma. cuja missão era toda de natureza espiritual. que eram. pois. para. que se submete às leis de seu país ainda que as tenha por injustas e que elas realmente o sejam. toma-o e vai entregá-lo por mim e por ti. . Tendo eles vindo a Cafarnaum. desejassem encontrar um pretexto para se forrarem às obrigações que lhes impunha o poder do dominador estrangeiro. Com relação ao fato de haver Pedro achado no ventre do peixe a moeda com que pagou o tributo. tão certo estava de que este cumpriria. Simão? De quem recebem os reis da terra os tributos ou impostos? De seus filhos ou dos estranhos? — 25. persistiam em querer que Jesus fosse um chefe temporal. de estranhar que os discípulos. aos pequenos. no país que aqueles haviam conquistado. que encontrarás dentro um estáter. E. pretensão que Ele não perdia ensejo de demonstrar infundada. 17º. Justo era. apontando-lhes estas virtudes como as armas que dão. exercida pela vontade de Jesus. vai ao mar e lança o teu anzol. com relação aos reis da Terra. Ele respondeu: Sim. Por isso. com a eloqüência de seus atos. eles não pagassem tributo aos romanos. mas. 23 ao 26. cabem as explicações gerais dadas sobre os efeitos magnéticos. com o auxílio do tempo. aliás. Ao entrarem em casa. decorrem altas e proveitosas lições. impeliu o peixe a engolir a moeda e a encaminhar-se para o anzol com que foi pescado. — 26. força que. como hebreus. ao passo que. que sempre acarretam calamidades e as mais das vezes pioram a situação. sábias. tem que resultar. eram. a quem Jesus se referia. sendo estrangeiros os povos subjugados. Os “filhos”. porque a derrogação ou revogação das leis rigorosas ou iníquas. Os Judeus. porqüanto o seu reino não era deste mundo. lhes dar uma lição de humildade e submissão. não sendo. aproveitou aquela oportunidade. Jesus paga o tributo MATEUS: capítulo 17º. 26. Pedro respondeu que o seu Mestre pagaria o tributo. mas da ação dessa força moral que se personifica na razão e na discussão. Jesus lhe perguntou: Que te parece. assim. estando na sua terra. 30º. 38º. para quem as estude com a atenção e o interesse que merecem as coisas santas. os que recebiam o tributo das duas dracmas se aproximaram de Pedro e lhe perguntaram: Teu Mestre não paga as duas dracmas? — 24. Pedro respondeu: Dos estranhos. versículo 23. põe em foco a justiça e a verdade.292 109 MATEUS. o Mestre. a vitória da razão e da verdade. fontes de toda civilização lídima e de todo o progresso. abre-lhe a boca. com efeito. esclarecidas e perseverantes. não de revoluções. os naturais do país. de todos os textos das sagradas letras. como sabemos. deve ser. estrangeiros eram os conquistadores e filhos os que nesse país haviam nascido. que. (113) Destes versículos. sobre os fluídos. 13. ao contrário. logo que interpelado foi. quando tratamos da pesca tida por miraculosa.

pois que ele não te segue conosco. vendo o que lhes ia nos corações. de fé. — MARCOS. Vieram a Cafarnaum e. quando chegaram a casa. chamando um menino. 9º. o servo de todos”. depois de o beijar. Naquela hora os discípulos se acercaram de Jesus e lhe perguntaram: Quem julgas que é o maior no reino dos céus? — 2. João. Em seguida. Sejamos crianças que o Divino Mestre tome em seus braços. que se fizer humilde e pequeno como este menino. a mim me recebe. Aquelas palavras suas significam: Não procureis elevar-vos pelas vossas próprias forças. Jesus lhe disse: Não lho proibais. — 38. 18º. nele encontraremos a chave de toda a ciência. porque elas vos trairão. — 50. Aquele que receber em meu nome um tal menino. não acrediteis valer mais do que os vossos irmãos. mas que não te segue. temos mais uma lição de caridade. aquele que entre vós for o menor esse é o maior. humildade e simplicidade. Sejamos caridosos com os nossos irmãos e nele teremos o mais admirável tipo da caridade. sua recompensa. e lhes disse: Quem quer que receba em meu nome esta criança me recebe e quem quer que me receba recebe aquele que me enviou. vimos um homem que expulsa os demônios em teu nome e nós lho proibimos. versículo 46. Disse-lhe em seguida João: Mestre. — 39. porque quem não é contra vós por vós é. — 48. humildade e simplicidade MATEUS: capítulo 18º. LUCAS: capítulo 9º. eu vo-lo digo em verdade. pois. (114) Nestas palavras de Jesus. Lição de caridade e de amor. 1 ao 5. recebe sim àquele que me enviou. de fé. 46 ao 50. — 47. confiança. — 49. confiemos nele e. perguntou-lhes ele: De que vínheis tratando pelo caminho? — 33. — 4. Mas Jesus. porqüanto. esse será o maior no reino dos céus. não perderá. disse: Mestre. de amor. — 37. Jesus então se sentou. vimos um homem que expulsa os demônios em teu nome. de amparo ao fraco. Aquele. . versículo 32. — 35. por serdes do Cristo. possa depois dizer mal de mim. porqüanto não há ninguém que. Jesus disse: Não lho proibais. Fracos. aos olhos de vosso pai. Veio-lhes então à mente saber qual dentre eles era o maior. — 5. versículo 1. 32 ao 40 — LUCAS. disse Ele. como somos e nos reconhecemos. não entrareis no reino dos céus. replicando. e lhes disse: Em verdade vos digo: se não vos converterdes e tornardes quais crianças. colocou-o no meio deles e. se nos tornarmos simples de coração. e quem quer que em meu nome vos dê de beber um copo dágua. o colocou de pé no meio deles. chamou os doze apóstolos e lhes disse: Se algum quiser ser o primeiro. seja o último de todos e o servo de todos. tendo feito em meu nome um milagre. tomou de um menino e o colocou perto de si. tomou de um menino. de amparo ao fraco. Jesus. — 34.293 110 MATEUS. — 3. nós lho proibimos. 9º. nem desejeis sobrepor-vos a eles. — 36. visto que quem não é contra vós é por vós. por isso que tinham vindo a discutir sobre qual deles era o maior. disse-lhes: Quem receber em meu nome a uma criança como esta a mim me recebe e quem me receber não me recebe a mim. — 40. Todos se calaram. “Aquele que quiser ser o primeiro seja o último. MARCOS: capítulo 9º.

ciúme. ia. segundo leis verdadeiras . em saber. se não abandonardes as idéias e tendências humanas. pregando aos homens que escutassem o Mestre. versículo 38. quais esse de que fala MARCOS no capítulo 9º. não entrareis no reino do céu. o que mais amava. desde que o palmilhemos praticando a caridade. e faremos milagres. antes. com o apoio do nome de Jesus. — LUCAS. Aquele que não é contra mim (estas são. possuído de fé viva e ardente. quis significar que. excomunga as criaturas de Deus e as condena a suplícios atrozes. sem blasfemar. mas que servia para a construção do edifício. porém. Era uma pedra insulada. compreendendo a missão do Messias prometido. há hoje e haverá no futuro. em força. capítulo 9º. de palavras. era este: Se não vos fizerdes simples e inocentes. versículos 37 e 39. o orgulho vos impedirá a entrada no reino dos céus. atraía sobre si as graças do Senhor. desculpável. Daí o ciúme que lhes nasceu no intimo.294 procurai. praticando contra elas inomináveis crueldades. que lícito não vos é impedir que quem quer que seja pratique o bem. portanto. seguindo a que a essa fica paralela. não era o mais amado. do contrário sereis condenados às penas eternas. A criança é o símbolo da inocência. em nome de Jesus. dizendo-lhes: crede como eu. recebe-o a Ele. se. sustentado por Espíritos superiores. as palavras do Mestre) por mim é. dando isso lugar a que os outros pensassem que lhe coubera a melhor parte. Compare-se essa doutrina à que. adorai como eu. MARCOS. O pensamento de Jesus. Eis aqui a doutrina do Cordeiro de Deus: Não lho proibais. de partilharmos com este o que possuirmos em inteligência. era. isto é. quão errados andam e divorciados de seus ensinos os intolerantes. Quer dizer. Espírito esclarecido. que lhe secundavam os esforços. o que o impelia a aproximar-se mais de Jesus. Que importava que aquele irmão não pertencesse ao número dos que seguiam a Jesus. não chegareis à perfeição. como tantas outras houve. Mostra. em seu nome. espalhando o bem. Supunham os discípulos que o Senhor tinha preferência por um deles. recebe a uma criança. ao contrário. que João era o mais amado. tal a miserabilidade da carne. mesmo entre os bons. “Se não vos converterdes e não vos tornardes quais crianças. ele expulsava os Espíritos impuros. chegar ao fim que lhes cumpre atingir. e praticando o que este pregava? Certo de que. aí descobriremos as marcas de seus pés e seremos com Ele e Ele será conosco. ao servir-se de tal símbolo. João. nem pretender forçar que os outros caminhem pela senda que se lhe abriu. tê-lo-emos a Ele ao nosso lado. atos que se efetuam pela vontade de Deus. usar do seu nome. ou: não sereis moralmente perfeitos. — O que consta nestes versículos mostra que a ninguém é lícito sofrear os impulsos da fé. por provir do grande amor que consagravam ao Mestre. textualmente. dando-lhes o melhor dos conselhos: o do exemplo. que entendem de impor a todos a tirania mística. Qualquer que seja o caminho que trilharmos. versículos 49 e 50. por seu lado. e dizei se os que assim procedem seguem o Cristo e podem. até certo ponto. advertiu o Divino Mestre. quando podem. de ritos. ajudá-los a se elevarem. entretanto. por questões de fórmulas. pondo-nos ao alcance do fraco e do simples. Esse o sentimento que lhes trouxe ao espírito a idéia de saberem qual era o maior e motivou a discussão em que se empenharam. Quando disse que aquele que. de quem apenas ouvira falar.

2º. como o pretende a Igreja Romana. 14º. — 1ª Epístola à Pedro. 20. 2º. . (114) Salmos 130º. 2. — 1ª Epístola aos Coríntios.295 e imutáveis da Natureza. 2. que essa é a significação única que devemos dar àquele termo e não o de derrogação das leis naturais. ainda desconhecidas dos homens mas existentes de toda a eternidade.

não só lhes recusou o que pediram. darão testemunho de que. — 52. Palavras de Tiago e João. O fato de se haverem os Samaritanos recusado a recebê-lo nada tem de estranhável. — JOÃO. completando-a com o prescrever o amor em retribuição do ódio. — Resposta de Jesus LUCAS: capítulo 9º. mas ainda os repreendeu. 2. de cujas idéias não partilhavam. mas cumpri-la. com efeito. queres digamos que o fogo desça do céu e os consuma? — 55. quando esse amor houver penetrado em todos os corações. . para fazer que nela apareçam os mais delicados traços. também a lembrança. eles viviam em antagonismo com os Judeus. em que Jesus tinha que ser arrebatado do mundo. Ele se elevou nos ares. realizando-se a sua ascensão. um exemplo de caridade e mostrando que. de fato. porém. tornando-a perfeita. 51 ao 56. Dirigiram-se a uma outra aldeia. plenos de todas as virtudes. 9º. Como se aproximasse o tempo em que havia de ser arrebatado no mundo. o Mestre novamente toma do buril. — Atos. Daí. voltando-se para eles. seus discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor. Jesus. ele. Jesus. o benefício em paga da ofensa. — 54. pois que. 10 e 12. se pós a caminho para ir a Jerusalém. como desapareceu. porqüanto. (115) O tempo que se aproximava. de pedirem que do céu descesse fogo para consumi-los. Ele veio dar àquele bloco. que Tiago e João tiveram. porém. Enviou adiante alguns mensageiros que de passagem entraram numa aldeia de Samaritanos a fim de lhe prepararem pousada. — 53. dizendo: Não sabeis de que Espírito sois? — 56. 47. o perdão em troca da injúria. das vistas humanas. pouco depois. como sempre. dando. mas justificá-la. de semblante resoluto. 3º. ainda que forte. 12º. os repreendeu. 1º. versículo 51. Estes. Com o seu cinzel todo feito de doçura. era o momento em que. porém. estes. como se sabe. Quando a obra estiver acabada. informe e cheio de arestas. diante dos discípulos reunidos. O filho do homem não veio para perder e sim para salvar os homens. (115) 4º Reis. 17. não o receberam por ter ares de quem ia para Jerusalém. até que deixou de ser visto. Jesus não veio abolir a lei. 1º.296 111 LUCAS. desapareceria. não viera abolir a lei de Moisés. termo que traduz bem o pensamento. Vendo isso. formas deUcadas e burilar-lhe os contornos. Chegado que é o momento de concluir essa obra. dos quais cintilará o amor divino.

Mais vos vale entrar na vida coxo ou estropiado do que com duas mãos e dois pés e ser lançado no fogo eterno. Evitar o escândalo. Necessário é. O sal é bom. — 11. mais vale entreis na vida com um só olho do que com dois e ser lançado na geena do fogo. para expiação e reparação de faltas que anteriormente cometeram. como toda vítima tem que ser salgada com sal. versículo 6. Disse Jesus a seus discípulos: É impossível que não venham escândalos. — 45. são causados pelos maus atos. entretanto. para o que lhe experimenta as conseqüências. arrancai-o. onde o verme que os rói não morre e o fogo não se apaga. pois todos terão que ser salgados com fogo. Tende muito cuidado em não desprezar a um destes pequeninos. o filho do homem veio salvar o que estava perdido. — 50. as encarnações. sofrimentos esses que. Consistem as expiações em sofrimentos físicos e morais. se se tornar insípido. melhor será que entreis no reino de Deus com um só olho do que com dois e serdes precipitados na geena do fogo. maus conselhos. onde o verme que os rói não morre e o fogo jamais se extingue. — LUCAS. — 7. são concedidas aos Espíritos que as pedem.297 112 MATEUS. versículo 42. A esse melhor fora lhe atassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao mar do que escandalizar a um destes pequeninos. do homem por quem vem o escândalo. — É necessário que se dêem escândalos. é impossível que não se dêem. pois é necessário que venham escândalos. 9º. MARCOS: capítulo 9º. — 48. Se vossa mão vos é motivo de escândalo. mais valera lhe atassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao mar. muitas vezes. 1 ao 2. maus exemplos de outros que. LUCAS: capítulo 7º. obstinados no mal. Se vossa mão ou vosso pé vos for motivo de escândalo. mais vale entreis coxos na vida eterna do que com dois pés e serdes precipitados na geena do fogo que jamais se extingue. — 8. pois. — 49. — 47. Ai do mundo por causa dos escândalos. portanto. se tornam assim causas ou instrumentos de escândalo. ai do homem que cause o escândalo MATEUS: capítulo 18º. Mas. uma como punição de suas culpas e. com que o temperareis? Tende sal em vós e entre vós guardai a paz. Se vosso pé vos é motivo de escândalo. ai. Constitui este. cortai-a. arrancai-o e atirai-o longe de vós. cortai-o. mas ai daqueles por quem vêm os escândalos. Aquele que escandalizar a um destes pequeninos que crêem em mim. — 10. melhor fora lhe pendurassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao fundo do mar. versículo 1. vêem sempre a face de meu pai que está nos céus. 6 ao 11. Aquele que escandalizar a um destes pequeninos que em mim crêem. um fator do seu progresso. — 46. mas. — 2. mais vale entreis na vida com uma só mão do que com duas e ir para a geena do fogo que jamais se extingue. pois vos digo que seus anjos. 7º. cortai-os e lançai-os longe de vós. 18º. — MARCOS. Porque. onde o verme que os rói não morre e o fogo nunca se apaga. — 43. em geral. 42 ao 50. Se vosso olho vos é motivo de escândalo. Se vosso olho vos for motivo de escândalo. (116) No planeta atrasado em que habitamos. visto que só mediante . — 9. — 44. no céu. que haja escândalo no mundo.

para que se lhe cumpra a promessa. 13. de progresso. O fogo exprime emblematicamente a expiação. Assim tendo acontecido. que o adorassem. de tradições. também essa nova estrada ficou atravancada de dogmas. pelo contacto com os vícios. em nome do Espírito da Verdade. — JOÃO. 2º. de interpretações grosseiras. porém. Com o correr dos tempos. numa outra vida. abrindo-lhes uma estrada nova. enquanto o arrependimento não nos abrir o coração para aninhá-la. assim. antes de estarem bastante amadurecidos para uma vida melhor. 17. nem em Jerusalém. . expiar e reparar o mal praticado. isto é. proclamando entre os homens e para a Humanidade inteira que toda a lei e os profetas se contêm nestes dois mandamentos: amar a Deus acima de todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Mais valera não houvessem encarnado. — Ezequiel. — 2ª Epístola aos Coríntios. como Ele quer ser adorado. volta Ele hoje a salvar. em seguimento da de que se tinham afastado. Ai. 4º. e que as virtudes se fortalecem e deles triunfam. pelo exemplo e pela palavra. 13º. entretanto. com o que nos condenaremos a sofrer. — Efésios. sem que nos sorria a esperança de ver-lhe o fim. por meio da Nova Revelação e por intermédio dos Espíritos seus servidores. 29. como meio de purificação e. — Zacarias. 3º. — Colossenses. dos que ocasionem o escândalo. e prescrevendo que não adorassem o Pai nem de cima do monte. 11. Jesus ainda aqui apresentou a infância como emblema da pureza e da virtude. para. Esses os que o filho do homem viera salvar. preconceitos e tradições hebraicas. 43º. ao caminho que leva a Deus. — Estavam perdidos os que se haviam desencaminhado. Recorrendo sempre aos costumes. e ai também. os que se perderam em meio daqueles escombros e reconduzi-los. a que nos tornemos causa de escândalo. durante séculos talvez. O sal. entre os hebreus. fazendo das tradições o fundamento de seus dogmas. escombros confusos do edifício que Ele erguera a tão grande altura. cujo templo é o nosso planeta e cujos fiéis são os que praticam aquele duplo amor. O filho do homem veio salvar o que estava perdido. uma tortura de todos os momentos. induzindo-nos ao desejo de baixarmos de novo ao mundo. dos que se deixem levar até ao escândalo. em nossas almas. para compor a linguagem figurada de que necessitava usar. 7. (116) Levítico. na vida errante do Espírito culpado. 24. abstração feita de todos os diversos cultos exteriores. em espírito e verdade. como servos e membros da Igreja universal do Cristo. de todas as causas do mal. por não mais obedecerem aos mandamentos. e que. Qualquer que seja o sacrifício que nos custe a destruição. era o emblema da purificação de toda vítima oferecida em oblata ao Senhor. 4º. para o Espírito culpado. com extrema simplicidade e clareza. preferível é que o façamos. 6. 13º. ainda que menor lhes seja a culpa. por os terem falseado.298 eles muitas consciências despertam para o reconhecimento dos erros praticados e para o arrependimento. de haver — um só rebanho conduzido por um só pastor.

— 14.299 113 MATEUS. Esse tal. encontrando-a. ou que. — 7. — 3. pois achei a minha ovelha que se perdera. para que não mais se aparte do rebanho. O pai de família cuida com ternura do filho doente e o coração se lhe alvoroça de ventura. a reconduz ao aprisco. apavorados com os obstáculos do caminho. em verdade vos digo que essa ovelha lhe dará mais alegria que as outras noventa e nove que não se extraviaram. não deixará as outras noventa e nove no deserto. Apenas. dizendo: Este homem recebe os pecadores e come com eles. E os fariseus e os escribas murmuravam. igualmente. (117) O mesmo é o pensamento que ditou as parábolas da ovelha desgarrada e da dracma perdida. grande júbilo entre os anjos de Deus por um pecador que faça penitência. pois encontrei a dracma que havia perdido. quando a sua voz amorosa chega a ecoar no coração daquela que se perdera. Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se desgarra. tendo dez dracmas e perdendo uma. Não é da vontade de meu Pai que está nos céus que nenhum destes pequeninos pereça. retrocedem. desde que o homem surgiu no planeta. por intermédio dos Espíritos do Senhor. Assim. de modo especial. os pobres a quem Jesus se dirigia. qual a mulher que. Os publicanos e os pecadores se aproximaram de Jesus para ouvi-lo. voltando a casa. 15º. quando o vê restabelecido. Eu vos digo que. a da dracma objetiva. Jesus então lhes propôs esta parábola: — 4. reúne seus amigos e vizinhos e lhes diz: Congratulai-vos comigo. 1 ao 10. Uma vez que a encontre. tendo cem ovelhas e perdendo uma. o bom pastor corre para essa que respondeu ao seu chamamento e. 18º. versículo 1. Ou. Visam ao mesmo fim os ensinamentos que derivam de ambas. mais alegria haverá no céu por ter um pecador feito penitência do que por causa de noventa e nove justos que não precisam fazer penitência. — 8. — LUCAS. oh! então. não varre a casa e não procura com cuidado a moeda até a encontrar? — 9. não é da vontade de meu pai que está nos céus que pereça um só que seja destes pequeninos. antes que descesse a desempenhar essa missão. e faz ainda agora. Era o que fazia. não acende a sua candeia. que sempre trabalharam e trabalham pelo progresso da nossa Humanidade. E se acontece que a encontre. Foi o que fez o Filho bem-amado do Pai. — 2. Quer isto dizer que nenhuma criatura do Senhor permanecerá afastada . tomando-a nos braços. durante a sua missão terrena. Ovelha desgarrada. Ele as procura e. — 10. para ir procurar a que se perdeu até achá-la? — 5. Todos os seus cuidados se hão sempre concentrado e concentram nas suas ovelhas. LUCAS: capítulo 15º. ele não deixa as outras noventa e nove nos montes para ir procurar a que se desgarrou? — 13. — Dracma perdida MATEUS: capítulo 18º. o que continuou a fazer. maior vigilância sobre as que sofrem e as que um mau pastor deixou se perdessem. Do mesmo modo. exerce. E que. haverá. porém. versículo 12. não a carregará aos ombros cheio de alegria? — 6. ela reúne suas amigas e vizinhas e lhes diz: Regozijai-vos comigo. 12 ao 14. depois do desempenho daquela missão. Ele viera em socorro dos que fraquejam. eu vos digo. Qual dentre vós aquele que.

onde tudo é atividade. deve ser buscado com ardor igual ao que a anima a procurar uma moeda de pequeno valor e deve causar. para que o mais depressa possível entremos nessa existência ditosa. quando encontrado. portanto. 2º. conseguinte-mente. cujo amor universal. Criador de tudo o que existe. para alimentar nossa alma. que olha com paternal afeto. e 25. Pai de todos. para os quais a mais insignificante quantia tem grande importância. duplo erro que o progresso das inteligências e a consciência moderna já condenaram como falsidades. na parábola. trabalhemos. do que a figurada alegria da mulher. ciência e progresso. anjos de Deus. assim fazendo. ao encontrar a dracma cujo desaparecimento representaria talvez a perda de uma parte do trabalho exaustivo a que se entrega o marido. mais cedo ou mais tarde. órgãos do Espírito da Verdade. para que. tem o maior interesse. desde que atentemos em que as suas palavras eram dirigidas a pobres. por intermédio dos Espíritos do Senhor. sentimento que é desta o mecanismo. É um duplo erro que a Nova Revelação vem condenar em nome de Jesus. da bondade e da misericórdia infinita de Deus. Assim. o sentimento da mulher. Jesus Cristo! (117) 1ª Epístola à Pedro. constitui o meio e o caminho de tornarmos a encontrar o que se perdera e fará que nos sirvamos do que havíamos perdido e de novo achamos. tanto para o mais pequenino animálculo. de Deus. Daí decorre que o arrependimento por havermos desprezado as virtudes e. abrange todas as criaturas. 10. do ponto de vista espiritual. alegria idêntica à que produz o acharse a moeda que se perdera. monstruosidades. aos Espíritos do Senhor. pelas dificuldades com que logram ganhá-la. todas. na frase do nosso Divino Mestre. Se os “príncipes da Igreja” quisessem compreender as palavras de Jesus. se irão reunir a seus pés. Quão grande não será a alegria que. para dar sustento a uma porção de míseros filhinhos. proporcionaremos aos nossos protetores. Nada mais natural. Quanto ao símile da moeda perdida e achada. por termos alimentado os vícios que as substituíram. porque visa tornar compreensível à classe pobre que tudo o que estiver perdido. a fim de que progrida moral e intelectualmente. isto é. da justiça. Cumpre. em face da onipotência. perfeitamente se justifica que Jesus se haja servido dele. certamente não insistiriam em pregar a condenação a penas eternas e a queda dos anjos.300 dele. possamos obter o lugar que nos está reservado na vida eterna. amor. como para o rei da Terra. infinito. aos nossos guias. quanto antes. . pois. caridade.

— 16. Aí. Foi então e entrou para o serviço de um dos habitantes do país. únicos inimigos que precisamos combater e vencer. porqüanto ele estava morto e ressuscitou. Ela nos mostra que. — 27. — 19. — 25. o qual o mandou para uma sua fazenda a apascentar os porcos. estás sempre comigo e o que é meu é teu. — 29. Quando já havia dissipado tudo. versículo 11. Disse-lhe o filho: Meu pai. sem jamais haver transgredido ordem tua e nunca me deste um cabrito para que eu me banqueteasse com meus amigos. caindo em si. O rapaz se indignou e não queria entrar. Chamou um dos servos e perguntou o que era aquilo. disse: Quantos jornaleiros há. O pai saiu e se pôs a lhe pedir que entrasse. — 15. E levantando-se. havendo dissipado o tempo e a inteligência. ao regressar o teu outro filho. Poucos dias depois. tendo esbanjado. O pai disse. estava perdido e foi achado. — 23. alimentam para a vida eterna. não sou mais digno de que me chames teu filho. era preciso que nos banqueteássemos e rejubilássemos. muito gostara ele de encher a barriga com as landes que os porcos comiam. Vinha ele ainda longe quando este o viu. 11 ao 32. mas ninguém lhas dava. 15º. Ela traduz o conforto da esperança. partiu para um país estranho e muito distante e aí dissipou os seus haveres em desregramentos e deboches. de ciência. Levantar-me-ei. — 31. trazei também um novilho gordo e matai-o. o filho mais moço reuniu tudo o que era seu. estava perdido e foi achado. — 21. Ele. E o pai repartiu com os dois os seus bens. Meu filho. mas. do seu Deus. — 13. E começaram a festejar o acontecimento. lançou-selhe ao pescoço e o beijou. que nos traz a resignação ante todas as infelicidades e desgraças a que nos condenamos pelos nossos vícios e paixões. grande fome assolou aquele país e ele começou a passar privações. comamos e regozijemo-nos. pequei contra o céu e contra ti. que possuía. no cultivo desses vícios e paixões. — 32. logo lhe matas um novilho gordo. O filho mais velho estava no campo. Afinal. tão bom e tão . por ser das que mais altamente exprimem a bondade. porém. — 26. a seus servos: Trazei-me depressa a melhor das roupas e vesti-a nele. ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. que têm pão em abundancia. disse: Já lá se vai tantos anos que te sirvo. pois que este meu filho estava morto e ressuscitou. foi ter com o pai. e tomado de compaixão. No entanto. pão do céu. pelo que respeita a teu Irmão. O servo respondeu: É que teu irmão voltou e teu pai mandou matar um novilho gordo por tê-lo recobrado são e salvo. pensa com amargura no que perdeu e se lembra então do Pai. (118) Esta parábola do filho pródigo é uma das mais eloqüentes. Parábola do filho pródigo LUCAS: capítulo 15º. — 20. — 30. — 17. trata-me como a um dos teus jornaleiros. a misericórdia infinitas do nosso Pai do Céu. Não mais sou digno de que me chames teu filho. O mais moço disse ao pai: Meu pai. correu-lhe ao encontro. acaba o Espírito por se sentir avassalado pela fome das virtudes que. ouviu música e rumor de dança. de sabedoria. Disse ainda: Um homem tinha dois filhos. — 28. irei ter com meu pai e lhe direi: Meu pai. sofrendo os efeitos da miserável condição a que chegou. pequei contra o céu e contra ti. porém. — 12. os tesouros de força. na casa de meu pai.301 114 LUCAS. — 24. enquanto que eu aqui morro de fome! — 18. por sentir o vácuo no seu íntimo e. disse o pai. dê-me a parte que me há de tocar dos teus bens. — 14. ao aproximar-se de casa. que esbanjou todos os seus bens com meretrizes. — 22. De volta.

e uma demonstração magnífica do remédio que temos em nossas mãos: a penitência. sendo a morte. — Efésios. se obstinava no mal e que. o nosso Redentor. o arrependimento. oposto ao erro fatal do dogma da condenação eterna. pelo qual se opera a ressurreição do Espírito que. Todos os que vivemos neste planeta somos filhos pródigos. — Apocalipse. 1. E o Pai. a cessação de todo progresso. 13 e 17. se acha morto.302 terno. façamos penitência. 2º. único capaz de lhe restituir os tesouros esbanjados. portanto. 39. o nosso Amparo. na acepção legítima da palavra. por essa obstinação no mal. confiantes em absoluto na ilimitada misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo. tocado pelo arrependimento sincero do filho e pela sua súplica. 3º. 14. isto é. É assim que ele estava perdido e foi achado. . Arrependamonos. uma acepção figurada. lhe faculta os meios de readquirir tudo o que constituíra a parte dissipada de sua herança. pondo-o em condições de retomar a marcha ascensional. (118) Atos. pervertido. 2º. é. porqüanto. a cessação de todo movimento. um desmentido formal e solene. Esta parábola é. 5º. O arrependimento o ressuscita.

como se poderá negar louvores àquele que empregue . — 4. ao que se diz legitimamente. Perguntou em seguida a outro credor: E tu quanto deves? Respondeu esse: Cem coros de trigo. são as riquezas terrenas. Disse-lhe o mordomo: Toma a tua obrigação. 16º. quem vos dará o que é vosso? (119) Para que esta parábola seja bem entendida. — 7. devemos traduzi-la por “admirar”. — 2. que mostram qual o seu espírito e não permitem. quem vos confiará as verdadeiras? — 12. apenas. portanto. podendo a palavra. O devedor respondeu: Cem cados de óleo. a fim de que. quando elas vierem a faltar-vos. eles vos recebam nos tabernáculos eternos. pois. pela esperteza. E o amo louvou o mordomo Infiel por haver procedido com atilamento: pois os filhos do século são mais avisados no gerir seus negócios do que os filhos da luz. Ora. ou aprovar as fraudes e as ações más. 1 ao 12. aplaudir o roubo. Pois que no mundo não falta quem admire e até louve a previdência de um outro. porque fraudulenta. fontes de males para o homem. Deus sabe que o são pela astúcia. Compara-se o juízo de um homem. o documento que me deste e escreve um de oitenta. Quanto às “riquezas de iniqüidade”. quando me houverem tirado a mordomia. — 3. Aquele que é fiel nas pequenas coisas sê-lo-á também nas grandes. com o alheio. versículo 1. do capítulo 16º de LUCAS. adquiridas muitas vezes. que se tornam. ainda quando as hajam adquirido fraudulentamente. Disse então o mordomo de si para si: Que hei de fazer. que ele admira louva — não). se não houverdes sido fiéis no tocante às riquezas de iniqüidade. que o divino Modelo haja pensado em legitimar ou. sequer. Ele o chamou à sua presença e lhe disse: Que é o que ouço dizer de ti? Dá-me conta da tua administração. conforme o pretenderam a malevolência e a ignorância dos que se apegam a cada uma das letras de cada versículo. significar as duas coisas. uma comparação. que sempre militará a seu favor. Disse também Jesus a seus discípulos. — 9. e o juízo de Deus com relação àqueles que empreguem suas riquezas humanas em fazer o bem. sobre uma ação má. empregadas contra o simples. Chamou cada um dos que deviam a seu amo e perguntou ao primeiro: Quanto deves a meu amo? — 6. do qual é vítima o primeiro. tão amiúde. em sancionar. Havia um homem rico que tinha um mordomo e este perante ele foi acusado de lhe haver dissipado os bens. disse ele. o ignorante. que é mais consentânea com o pensamento do Mestre. mesmo quando essa previdência se traduza por um ato fraudulento. a criatura de boa-fé. — 8. se suponha e diga. encontre pessoas que me recebam em suas casas. pela habilidade que revela. Parábola do mordomo infiel LUCAS: capítulo 16º. a fim de que. — 11. aquele que é injusto no pouco também o é no muito. porqüanto. como o têm feito certos críticos sem ponderação. Nela não se nos oferece um exemplo. Dizemos — “admira” — e não — “louva” — porque. Se não fostes fiéis.303 115 LUCAS. preciso é se atente bastante no que consta nos versículos 10 e 12. — 10. uma vez que meu amo me tira a administração de seus bens? Não sei cultivar a terra e de mendigar tenho vergonha. pois que não poderás mais administrar meus bens. no original. mas. senta-te ali e escreve depressa uma outra de cinqüenta. E eu vos digo: Empregai as riquezas de iniqüidade em granjear amigos. Toma. Já sei o que farei. — 5.

4º. — JOÃO. para amortização de suas dívidas? (119) Daniel. — 1ª Epístola à Pedro. 8. — Efésios. — 1º Tessalonicenses. o necessitado. 5º. 36. fato que lhe será levado em conta. 4º. isto é. 27.304 os bens perecíveis e perigosos da Terra na conquista de amigos que o ajudem a entrar nos tabernáculos eternos. 5. . 5º. aplicando-os em auxiliar o pobre. 12º. 8.

Se contra ti pecou o teu irmão. amiúde. Usemos. 17. não apenas sete vezes no dia. 1. procurai formulá-la com palavras brandas. tê-lo-ás ganhado. (120) Levítico. 20. — 1ª Epístola aos Coríntios. possa parecer legítimo. LUCAS: capítulo 17º. a fim de que ele se corrija. rancoroso e vingativo. se este persistisse em não se emendar. do ponto de vista humano. Jamais. depois de valer-se daqueles expedientes. para que ele não fique vexado. ao Senhor: “Perdoa as minhas ofensas. Se vos houver ofendido. Palavras de Jesus relativas ao perdão e ao esquecimento das injúrias e das ofensas MATEUS: capítulo 18º. vai e o repreende. — Provérbios. — 1ª Epístola à Pedro. o ofendido. para procedermos de modo contrário. Se te atender. povo rixento. pois. repreende-o. como perdôo as de meus Irmãos. 15 ao 17. Se se arrepender. 18º. faze-te acompanhar de uma ou duas pessoas. Gentio. da benevolência de que tanta necessidade temos e digamos. 5º.305 116 MATEUS. função que os tornava odiosos.Se. Se contra ti ele pecar sete vezes no dia e sete vezes no dia te procurar para dizer: Eu me arrependo — perdoa-lhe. e Deus vos perdoará do mesmo modo por que houverdes perdoado. ofensas estas que consistem na transgressão de suas leis e em todas as tentativas que façamos para nos subtrairmos à ação delas. 9. — 16. 8º. cedendo a um rancor que. sinceros. esquecesse e desprezasse as ofensas. se também à Igreja ele não atender. 3 ao 4. — Romanos. 17º. 19º. — JOÃO. 16º. Além disso. 3º. a fim de que tudo seja confirmado pela autoridade de duas ou três testemunhas. versículo 15. idólatra. trata-o como gentio e publicano. caso não o atendesse o ofensor. entre eles. com o considerá-lo gentio e publicano. em certos casos. Quanto ao aconselhar Jesus. portanto. cumpre não olvidemos que Ele falava aos Judeus. significava bárbaro. — LUCAS. já representava uma conquista imensa. pode haver. 10. não te atender. aliás. versículo 3. 17. para os Judeus. (120) Quer isto dizer: se houverdes de fazer a algum de vossos irmãos uma censura qualquer. Conseguir. — Timóteo. Tende cuidado convosco: se contra ti pecou o teu irmão. 17º. não nos devemos esquecer de que. — 17. 17. conforme o disse Nosso Senhor Jesus Cristo. porém. vos arrisqueis a fazer que aquele que vos ofendeu recalque para o fundo do coração o seu arrependimento sincero. perdoa-lhe. 5º. — 4. esquecendo e desprezando o ofensor. e recorresse à Igreja. 19. Publicanos eram os cobradores de impostos. que o ofendido chamasse testemunhas. para os que o ouviam. comunica-o à Igreja. . mas a sós com ele. perdoai-lhe com sinceridade a ofensa recebida. ocultando-a dos estranhos. para com os nossos irmãos. que. mas setenta vezes sete vezes ofendemos a Majestade divina. Se também não as atender. Não guardeis jamais prevenção alguma contra um irmão vosso. Razão nenhuma. seremos julgados como houvermos julgado. persuasivas. pois sabemos que. e.

Não lhe dirá antes: Prepara-me a ceia. fizemos o que éramos obrigados a fazer. Cumprimento do dever com humildade e desinteresse. 3º. 4º. Assim. sem que a isso nos mova unicamente a esperança de uma recompensa. (122) Levítico. 12. — Salmos. — JOÃO. 3. . 35. ou em lhe apascentar os rebanhos. 2. Qual de vós o que. Temos que esforçar-nos por cumprir o nosso dever. 9º. cinge-te e serve-me. 2. dizei: Somos servos inúteis. 7. — 1ª Epístola aos Coríntios. E o amo deve porventura agradecimento ao servo por ter feito o que lhe fora ordenado? — 10. 11º. 4. 22º. 14º. Não nos devemos. 15º. 13º. A preocupação do cumprimento do dever. (121) Significa isto que nada somos. 17º. que tem o direito de tudo exigir de nós. 2. ao voltar ele dos campos: Vem sentar-te à mesa? — 8. diz a esse servo. vangloriar do que fizermos. (121) Job. depois comerás e beberás? — 9. o reconhecimento para com Deus e a esperança de satisfazê-lo. quando houverdes feito tudo o que vos foi ordenado. Penso que não.306 117 LUCAS. — Filipenses. tendo um servo ocupado em lhe lavrar a terra. — Romanos. a quem tudo foi dado. 16. com o sentimento de amor e gratidão ao Criador LUCAS: capítulo 17º. 46. portanto. tais os sentimentos exclusivos que nos devem animar. 35º. versículo 7. tendo em vista agradá-lo. até que eu tenha comido e bebido. 11º. 7 ao 10. em comparação com o Senhor.

a Igreja romana persista em chamar de diabólica a Doutrina Espírita e em considerar excomungados os que a professam? É que ela se acha completamente divorciada do Evangelho. Foi também o que se deu com os comprovincianos da mulher de Samaria. senão este estrangeiro. trataram de ir cumprir as formalidades legais. como de ordem moral e intelectual e o levam à perfeição. 17º. Mestre. sejam quais forem as crenças que professem. conforme Ele tornou claro no seu colóquio com a Samaritana (Evangelho de João. ela adota o princípio de ortodoxia. a tua palavra penetrou em nossos corações. praticar mesmo seus dogmas. que o seu manto de misericórdia se estende sobre todos. dirigindo-se para Jerusalém. Em oposição aos ensinos de Jesus. cremos em ti. aos quais Ele transmite suas instruções. nem ortodoxos. para o Pai. saíram-lhe ao encontro dez leprosos que pararam ao longe. para se prostrar aos pés do caridoso Médico e lhe render graças por tamanho benefício. ensinou Jesus que não basta. voltou para glorificar a Deus? 19. para sem demora voltarem ao convívio dos outros homens. glorificando a Deus em altas vozes. para adquirir méritos perante o Senhor. E. E aconteceu que. logo que se viu limpo. Assim. de que fala o texto evangélico. enquanto os Judeus. mas tão-somente filhos mais ou menos amorosos. que se julgavam os filhos privilegiados. rendendo-lhe graças. assim de ordem física. tua fé te salvou. — 13. — 17. uma vez que seus corações os encaminhem para Ele e que se revelem prontos a receber os ensinos. O Samaritano. ofereceu a água nova. pelo que somos. a tua luz nos deslumbrou. Assim que os viu. não há heréticos. a quem quer que seja. a quem Jesus. pois. de seus preceitos. ficaram limpos. sem distinguir o Samaritano do Judeu. a lhe dizerem: Senhor. e declara heréticos e persegue como tais todos os que professam crenças divergentes dos seus dogmas humanos. se considerando o que éramos. a pátria onde tenham nascido. voltou. que mata para sempre toda sede. vai. rosto em terra aos pés de Jesus. em que se apoiavam os Judeus. haver nascido sob uma doutrina religiosa qualquer. capítulo 4º). Eles logo se reuniram em torno do Mestre. disse: Levanta-te. das suas interpretações humanas. Como se explica que. fundados principalmente em interesses materiais. aceitar. — 16. e lhe bradaram: Jesus. enquanto iam. tem piedade de nós. Esse era Samaritano. nenhum mais. cheio de reconhecimento. Jesus disse: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. o ortodoxo do herético. teve Jesus que atravessar a Samaria e a GaliléIa. Vendo-se curado. onde mostrou aos homens que. Então. Ao entrar numa aldeia. — 15. — 12. versículo 11.307 118 LUCAS. (122) Com o fato aqui narrado. mais ou menos submissos. dirigindo-se ao estrangeiro. em face de tais ensinamentos e exemplos. E se prostrou. sucedeu que. no sentido de curar-nos da lepra . pudermos reconhecer. porque eram leprosos. quanto o Senhor há feito por nós. — 14. Perguntou-lhe Jesus: Os dez não ficaram limpos? Onde estão os outros nove? — 18. as graças que Ele lhes manda e que abrem ao Espírito as sendas do progresso. Ora. um deles retrocedeu. à borda do “poço de Jacob”. 11 ao 19 Os dez leprosos LUCAS: capítulo 17º. nada tendo de comum com a Doutrina Cristã a de que é chefe o Pontífice Romano. convívio de que tinham sido expulsos.

uma ação fluídica exercida por Jesus sobre os doentes. para nos prosternarmos aos seus pés. em busca do Senhor. com os corações transbordantes de reconhecimento e de amor e com o firme propósito de lhe seguirmos os passos. Quanto à cura dos leprosos. retrocedamos. de limpar-nos das imperfeições morais.308 do pecado. em vez de continuarmos pelo caminho que levávamos e irmos preencher vãs formalidades de culto exterior. operou-a como todas as outras de que tratam os Evangelhos e como já deixamos explicado. .

— 23. em que o Senhor pregava e exemplificava a moral de que fora portador ao mundo. Dir-vos-ão. Aqueles dias. tal como o relâmpago que brilha de um lado a outro do céu. 20 ao 24 O reino de Deus está dentro de nós LUCAS: capítulo 17º. de ascensão em ascensão. pode o homem aproximar o advento em si daquele reino. não os sigais. Não. É a imensidade na virtude. ei-lo ali. que implicam a prática da união. pois. por isso que só lentamente. isto é. Ele não virá. O reino de Deus não é um lugar circunscrito. fontes do orgulho. — 24. é a União das almas depuradas. pelos novos escribas. igualdade. seria tratado. da fraternidade. qual o imaginaram as criaturas terrenas. do egoísmo. penoso. Depuremos. não constituindo. não sigais os que assim falem. Vê-se. — 22. da justiça. Não é uma habitação venturosa. que o reino de Deus está em nós. Só virão de novo. Só a perfeição moral humana o fará vir implantar-se na Terra. para se transviarem OU cegarem os fracos e os crédulos.309 119 LUCAS. não vades. em que desejareis ver um dos dias do filho do homem e não o vereis. com efeito. assim será o filho do homem no seu dia. abusos que se traduziriam como de fato sucedeu. no correr dos tempos. fariseus e doutores da lei. de progresso em progresso. não desejariam presenciar os atos e as obras praticados por Nosso Senhor Jesus Cristo? Quantos não quereriam ver passar aqueles dias. porqüanto o reino de Deus está dentro de vós. pelas adições feitas à lei e que. . Nenhum abalo brusco a trará. Quantos e quantos. pois aí. como o foi pelos de antanho. produzindo um clarão que o faça notado. (123) O reino de Deus o homem o traz em si mesmo. Estas palavras se aplicavam aos abusos a que. por isso mesmo que são adições. pois que é no exercício de suas faculdades que se lhe depara o meio de alcançá-lo. é porque ainda não sabemos descobri-lo. de atingir a perfeição moral. pois. Não se dirá: Ele está aqui ou está ali. do mútuo auxílio. de modo a podermos assimilar a moral do filho do homem. 17º. antes de estarmos amadurecidos para contemplarmos o renascer do seu dia. pela utilização do seu nome e da Sua autoridade. se volvesse à Terra. incessante. se não o percebemos. Certo o desejariam todos os que já compreendem que o único remédio para os males da Humanidade consiste na observância dos dois grandes preceitos do amor e da caridade. como não constituem. ei-lo ali. o homem o conquistará. Dir-vos-ão: Ei-lo aqui. da solidariedade. quando nos despegarmos das influências e dos apetites da matéria. as nossas. Tempo virá. o divino Mestre via sujeita a sua doutrina. que. — 21. E disse aos discípulos: Tempo virá em que querereis ver um dos dias do filho do homem e não o vereis. porém. não voltaram e muito tardarão ainda a vir. Como os fariseus lhe perguntassem: Quando vem o reino de Deus? ele respondeu: O reino de Deus não virá de modo a que possa ser notado. como o relâmpago. versículo 20. Ele. Unicamente por um trabalho demorado. em suma. do sensualismo e da sensualidade. onde logremos penetrar. para o possuirmos. partes integrantes da lei de fraternidade. com a sua presciência. não vades. ei-lo aqui.

O Universo é o templo do Senhor. pela invocação feita a Deus e ao seu Cristo. de prece. indistintamente. da prática do amor ao Criador acima de tudo e ao próximo. de instrução. 12. onde. virá. chamados sinagogas. os homens o adorarão em espírito e verdade e todos esses lugares. Tornados os verdadeiros adoradores que o Pai reclama. como se dirigirá sempre. do jejum espiritual. se mudarão. da caridade. em lugares de reunião. como a si mesmo. o de maior merecimento. em toda a sua pureza. mediante as encarnações. templos. para que conceda às suas criaturas o auxílio. os quais conduzirão a Humanidade a conhecer. Essa reforma determinará o desaparecimento dos diversos cultos exteriores. Pela reforma de que falamos. elegerem unanimemente o mais digno. de Espíritos em missão. que adorareis o Pai”. e os levará a se unirem num culto único: o de adoração sincera do Pai — Deus. de justiça. protetor e governador do nosso planeta e da Humanidade terrena. pois. para. o mais esclarecido. São aditamentos à sua lei tudo o que tender a materializar o que está e não pode deixar de estar submetido à inteligência e ao coração dos homens. aquela lei. (123) JOÃO. impelidos pelos sentimentos da humildade. o Pai. que dividem e separam os homens.310 liberdade e. terão cumprimento estas palavras do Senhor: “Tempo virá. o Filho e o Espírito Santo. representam deturpações da lei. do amor. em espírito e verdade. no entanto. inteligência e coração para os quais fora feita e se dirige. o concurso e a proteção do Espírito Santo: os bons Espíritos. como um relâmpago. todos se congregarão em assembléias. . a lei do Cristo se mostrará repentinamente aos homens. mesquitas. em que não será mais no cume do monte. despojada dos enganosos ornamentos com que a cobriram. pelos falazes ornamentos de que cobriram os puros e suaves preceitos da moral sublime que Ele personifica. Essa adoração se expressará também pelo amor. único indivisível — por meio da prece do coração e não dos lábios somente. Momento. Não queiramos antecipar o futuro. uno. A isso proverá Deus. 17º. para presidir a todas. nem em Jerusalém. É o momento em que se fará a reforma na gente dos cultos. de amor e de caridade. pelo respeito e pelo reconhecimento para com o Filho. que forem precisas. da prece espiritual. em que. sob a influência e a proteção dos bons Espíritos. Jesus. igrejas.

do mesmo modo que. 25 ao 37. aos olhos dos homens. de uma vida . — 30. compravam e vendiam. no sacrifício da vida. Semelhantemente sucedeu nos dias de Lot: Comiam e bebiam. sofresse muito e fosse rejeitado por aquela geração. antes do momento em que. — 27. tiveram por fim compor uma alegoria capaz de produzir efeito naquela época em que. perguntaram-lhe então os discípulos: Onde será isso. Ao mesmo tempo. Comiam e bebiam. assim sucederá nos dias do filho do homem.311 120 LUCAS. da “morte” de Jesus. sempre rebeldes. porém. tal como sucedeu ao tempo de Noé. aquele que se achar no eirado e tiver dentro de casa seus haveres não desça para os tirar de lá e do mesmo modo não volte atrás aquele que estiver no campo. que está. veio então o dilúvio e os fez perecer a todos. Respondeu ele: Onde quer que esteja o corpo. de dois homens que estiverem no mesmo campo. Mas. As alusões do Divino Mestre aos tempos de Noé e de Lot. disse ainda o divino Mestre ser. com o lhes desaparecer das vistas todas as vezes que ela correu perigo. de duas mulheres que juntas estiverem moendo. repeliu aquela lei a geração que a recebeu. à chuva de fogo e de enxofre. (124) Respondendo aos fariseus. uma será tomada e deixada a outra. Ele não se achava sujeito a nenhuma dessas vicissitudes. o que significa: quando houvermos atingido a perfeição moral. — 34. dos “perigos” que esta correu. Digo-vos que nessa noite. — 33. que os fez perecer a todos. Todo aquele que procurar salvar a vida perdê-la-á e todo aquele que a perder salvá-la-á. como a de hoje ainda a repele. — 36. Apesar disso. Continuando. E. Assim será no dia em que o filho do homem aparecer. os homens desposavam as mulheres e as mulheres tomavam marido até ao dia em que Noé entrou na arca. Jesus nos ensinou a não ligarmos exagerada importância à nossa existência. entretanto. de duas pessoas que estiverem no mesmo leito. No dia. fazemo-lo de acordo com a maneira de entender dos homens. — 29. pela sua “morte”. versículo 25. choveu do céu fogo e enxofre. Senhor? — 37. rebeldes quando da missão do Cristo. falando. 17º. Está claro que. Jesus lhes declarou que o reino de Deus está em nós e que se nos tornará patente. engolfados nas preocupações e cuidados. nos mostrou que não devemos prodigalizá-la inutilmente. porém. Sinais precursores da segunda vinda de Jesus LUCAS: capítulo 17º. necessário que Ele. para os mesmos homens. plantavam e edificavam. foi preciso que o legislador apusesse à lei. assim. celeste. — 28. — 35. não sendo carnal o seu corpo. que trouxera ao mundo. Com efeito. — 26. quando estivermos em condições de bem assimilar a moral do Filho do Homem. é necessário que antes ele sofra muito e seja sujeitado por esta geração. sabemos que. aí se reunirão as águias. É que muitos Espíritos. o Filho do Homem. em que Lot saiu de Sodoma. remataria o edifício que seu amor construiu. pela “morte”. da “preservação da sua vida”. levando o devotamento que viera exemplificar diante dos homens ao extremo limite. — 32. salvaguardando-a. o selo do seu amor. Lembrai-vos da mulher de Lot. uma será tomada e deixada a outra. — 31. um será tomado e o outro deixado. pela Nova Revelação. na Terra vivem de novo. Nesse dia. libertos da influência da matéria. pois. pela sua vida. mas fluídico.

para planetas inferiores à Terra. visto que àlei do progresso ninguém jamais poderá furtarse. — Compreendamos bem. versículos 31 e 32. LUCAS: capítulo 17º. a perdê-la. se demorou em fugir. pela nova revelação. segundo a narrativa da Gênese (capítulo 19º. Aquele que só vive para o presente. dizendo. a que ambicionava. se respondesse de modo preciso. LUCAS: capítulo 17º. o que consta neste versículo. como com tantos e tantos ainda hoje sucede. porém. . mas achará do outro lado do túmulo a que não tem fim. o da destruição de Sodoma. porqüanto já vêm próximos os tempos em que começará a depuração da Terra. volvam ao caminho que os levará à conquista do lugar que lhes está reservado. mais cedo ou mais tarde. todos os Espíritos carnais serão afastados do nosso planeta. o pensamento de Jesus. onde só a espiritualidade terá que reinar. oriunda da ingenuidade das épocas primitivas. sem mais demora. aí se reunirão os Espíritos purificados. As palavras de Jesus. versículo 33. os guias. estava reduzida a cinzas. ao perdê-la. “se transformou em estátua de sal. chega o momento. Lenda pueril. pela mesma razão por que muitas vezes falava servindo-se de figuras emblemáticas. forçoso será que haja uma escolha dos que possam continuar a reencarnar na Terra. não tenha cuidado do seu progresso espiritual. preocupado unicamente em conservar a vida material. Mas. quando caiu ao chão. Hoje. pelo que com zelo e solicitude devemos cuidar do progresso moral e intelectual nosso e dos nossos irmãos. de um duplo ponto de vista. O que se deu com aquela mulher que. desde que tenhamos compreendido que nos cumpre. consistiu no seguinte: foi atingida por um raio e. haverá progresso e mudança e onde quer que a depuração se tenha completado. virá. na época da purificação do planeta. pois que morrerá. de progredir. LUCAS: capítulo 17º. destinadas a impressionar fortemente as inteligências dos que as ouviam e a tocar também as das gerações que se sucederam. sequer. achando assim de novo a vida que perdera e pela qual se lhe reabre a estrada que o conduzirá à meta. nos quais o fogo dos remorsos os devorará e sofrerão duríssimas expiações. sabemos que as palavras do Mestre querem dizer: por toda parte onde haja na Terra humanidade. uma vez concluida a separação do joio e do trigo. — Que as preocupações de ordem material nos não dominem o pensamento. terá de recomeçar.312 toda material. como. pensar em nosso futuro espiritual. preocupada com os bens materiais que era forçada a abandonar. que se derreteu”. — À sua resposta deu Jesus uma forma evasiva. LUCAS: capítulo 17º. — Como nem todos se acharão no mesmo grau de adiantamento. versículo 26). do futuro dos nossos e dos seus Espíritos. indo. Aquele que trata de salvar a vida espiritual perderá a vida material. Ele as dirigia igualmente à nossa e às que se seguirão. constantes nos versículos que estamos estudando. para que nos não aconteça como à mulher de Lot que. até que. pelo arrependimento. em espírito e verdade. que é o em que consiste a salvação da alma. porque os discípulos o não compreenderiam. em que todos os Espíritos materiais. os homens não cogitavam. depois de se sentirem deslumbrados pela luz que de súbito lhes brilhará ante os olhos. como chegaram o do dilúvio. da vida eterna. as águias. isto é. versículos 36 e 37. Inesperadamente. do futuro que os aguardaria. versículos 34 e 35.

para que vençam com felicidade suas provações. Numa hipótese. 7. pelo poder. assim os Espíritos bons. 1º. . mais ou menos purificados. não difere da que os Evangelistas lhe atribuíram: onde quer que haja Espíritos encarnados. como noutra. de tal forma. o cumprimento das provas. conforme claramente se verifica. moralmente cegos. — 1º Tessalonicenses. Reunir-se-ão. dando àquelas dores e sofrimentos um acréscimo de intensidade. a fim de tornar efetivo. colhendo bons frutos da encarnação em que se encontram. em essência. na efetivação do progresso que lhes cumpra realizar. para os primeiros. que. 4º. 39º. (125) Afigura-se-nos que às palavras do versículo 37 se pode dar a seguinte interpretação mais precisa e que. haverá sempre. cuja ação se exerce no sentido de amparar e fortalecer os encarnados. simbolizados nas águias pela liberdade e amplitude de ação. os atraiam de preferência aos que poderiam e desejariam ajudá-los. 25. inferiores. execução plena da lei de justiça e misericórdia. 12º. As águias serão. aí se reunirão Espíritos desencarnados. — 2º Tessalonicenses. das expiações. como também os Espíritos atrasados. — JOÃO. correspondente à rebeldia que manifestem em face da lei divina. auxiliando-os. cuja ação maléfica intensifica as dores e os sofrimentos dos encarnados. — Job.313 (125) (124) Gênese. 16. elevados. 7º e 19º. dos resgates a que se achem sujeitos. 30. nesse caso. por efeito da lei de afinidade.

só se dirigiu aos Apóstolos e não a esses pretensos sucessores que. quando proferiu as palavras constantes nos versículos acima. degenerados. por isso mesmo que eram pessoais e devidas à elevação espiritual de cada um. A perspicácia dos Apóstolos. pela sua santidade e por suas faculdades mediúnicas. o poder de ligar e desligar. Cumpre dizer. 18º. 18 ao 20. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no céu e tudo que desligardes na Terra será desligado no céu. de lhes conceder Deus o que pedirem. Entre nós espíritas. necessariamente. Porque. — 19. entre os sucessores dos Apóstolos (Judeus e Gentios). sobretudo audientes. preenchendo essas condições. quando lhes fosse dada toda a luz. quão reduzido não será o número desses! Quanto à promessa. nos limites da missão terrena de cada um. Sua presença onde duas ou três pessoas se acharem reunidas em seu nome MATEUS: capítulo 18º. é claro. cumpre levemos em conta que eles. entretanto. isto é. alguns há de haver que. Pedro se achou em estado de julgá-lo com segurança e de lhe condenar o procedimento. importa. ou três. inspirados e guiados por Espíritos superiores. por Pedro. Tais faculdades. que. que Jesus fez aos que se reúnam em seu nome. Poder de ligar e desligar dado por Jesus aos apóstolos. aí estarei eu no meio deles. Advertido misteriosamente. como médium audiente. Veja-se. com um sentimento profundo e santo. não se transmitiram por herança aos que se arvoraram em seus sucessores. Mas. no verdadeiro sentido destas palavras. saber o em que consiste acharem-Se dois. tudo o que diga respeito às coisas mesquinhas do mundo. por aqueles Espíritos. importa entendamos que se referia não a pedidos formulados apenas com os lábios. pois. se dois dentre vós se reunirem na Terra. reunidos em nome de Jesus. da perfídia de Ananias. como Ele os antevia. que já eram bastante esclarecidos. eles se achavam em condições de julgar. para que se cumpra a sua promessa de estar com aqueles que se reúnam em seu nome. como já deixamos. (126) Explicado. e que santo e justo seja o que pretenda o pedinte obter. mais ainda o seriam. Da sua promessa está. pois que todos eram médiuns de grandes faculdades. — 20. com sabedoria e acerto. A prova temo-la no fato do julgamento e da condenação de Ananias. aquilo que pedirem lhes será concedido por meu pai que está nos céus. resultava da elevação pessoal deles e dos avisos que recebiam de seus guias espirituais. para boa compreensão do que dizemos. mas a súplicas que se façam do imo dalma. O Mestre. Assim também. porém.314 121 MATEUS. não estariam aptos a receber tão alta investidura. Já de si mesmos elevados. que Jesus conferiu aos seus discípulos. do mesmo modo podem ligar e desligar. antes de tudo. Também vos digo que. alguns houve que. ou muitos. com a assistência e o concurso de seus guias espirituais. onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome. a interesses exclusivamente humanos. versículo 18. como esse fato se deu. puderam e podem colocar-se em condições de ligar e desligar. excluído. Para que tal . também. da moralidade e dos sentimentos dos homens.

Pastores humanos. como ainda hoje se dá com a minoria dos que formam a coletividade espírita. de caridade e de amor. em que ainda nenhuma questão religiosa foi decidida por unanimidade? Ora. pelas tradições. Nem objete a Igreja que a infalibilidade está com a maioria dos membros dos seus concílios. às boas e às más influências espirituais. pela experiência. pelos seus emissários. Ele acudirá sem dúvida ao nosso chamamento. o egoísmo e. nas pegadas do Mestre. e caras lhe são as cabeças fiéis. ou Satanás? (127) . são os que. Pelo estudo da Doutrina Espírita. do verdadeiro sentimento de amor. compostos de “homens de Deus”. quando ainda tão raros são os homens animados de bons sentimentos. é que lhe segue os exemplos de doçura. só a razão pode decidir e. a Igreja Romana se baseia no texto do capítulo 18º de MATEUS. e apelarmos para a proteção do divino Mestre. para a razão. constituindo uma assembléia infalível. inspirada pelo Espírito Santo. quer reunidos em concílio. quer insulados. imitando os Apóstolos. como estes. são tão falíveis quanto os outros homens. considerando-os meio superior a quaisquer outros de se obterem a verdade. os indignos. ficamos conhecendo a influência atrativa que exercem os fluídos simpáticos. a minoria deles é que tem caminhado.315 se dê. todavia. infalíveis em seus julgamentos. a incredulidade. para dar valor aos seus concílios. os Espíritos. que são o laço que aproxima. nesse caso: Não. se não da mesma ordem. infalível somente Deus o é. como havemos de esperar resultados infalíveis. freqüentemente. quais as influências que guiavam os do sacro colégio? Desde que divergentes se mostram as opiniões nos concílios. Quais e quantos. quando vemos serem tantos os tíbios. a sã e legítima interpretação das sagradas escrituras. no sentido de que seus emissários nos cercarão e nos banharão os Espíritos nos eflúvios de amor que implorarmos. uma assembléia em que há discussões inflamadas. Entretanto. intimamente ligados pelo amor a Deus. controvérsias tremendas e muitas vezes acrimoniosas. versículo 20. se nos concílios. se poderá supor assistida por Jesus. sabe contar suas oveLhas. exemplificaram a abnegação e o devotamento. a intolerância. de desinteresse. pelo menos possuídos dos mesmos sentimentos. dizendo: Que respeito não devem merecer os concílios. por que meio se há de distinguir o que é inspirado pelo Espírito Santo e o que o é por Satanás? Dirão talvez: pela sabedoria humana. os indiferentes. diversos eram os pareceres. Repliquemos. de paciência. de humildade. é preciso que a todos anime o desejo de lhe seguir a lei. mesmo entre os que se reúnem em reduzido número? O Senhor. Como poderá prová-lo? Ao contrário. o fanatismo. que todos se achem possuidos do amor a Deus e ao próximo. a tolerância e a fraternidade para com todos os homens? Muito ao invés disso. portanto. nessas maiorias foi sempre onde se mostraram o orgulho. uns dos outros. Mas. se muitos de seus membros mantinham suas opiniões contra as da maioria triunfante. nos reunirmos para a obtenção de suas graças. na pessoa de seus pastores. dos que hão constituído a maioria dos concílios. nos quais a Igreja toda se acha reunida. Se. pois que assistida e inspirada pelo Espírito Santo! Como. pelo estudo. dos mesmos pendores. porque estão sujeitos. dos mesmos gostos. porém. formando uma cadeia simpática bastante sólida. a ambição. Quem então os assistia e inspirava: O Espírito Santo. Fora daí não há reunião em nome de Jesus.

nunca tendo havido. Pretende ainda a Igreja que nos abstenhamos das comunicações com o mundo espiritual. e ainda pelas revelações que o Senhor nos tem enviado. pelos Espíritos inferiores e impuros que o cercavam. outra má. não há o que estranhemos naquela proibição. de vontades. nem luz. como para as dos médiuns. similares aos nossos. quando não ignoramos que. Mas. de aspirações. hoje mesmo. da vinda do Messias e. Negar a ação mediúnica. nem raciocínio. Para as inspirações da Igreja. o Decálogo. o Antigo e o Novo Testamento. para só admitir a de Satanás. para transmiti-la às gerações futuras. Investiguemos a história dos papas. dos concílios todos e procuremos. a Abraão. destinado a constituir-se o depositário da crença monoteísta. com os homens. que exerce a sua ação fiscalizadora por meio da razão. Ë real essa proibição. . que um e outro relatam. porque Moisés proibiu a evocação dos mortos. Atrasado e supersticioso. e Moisés lhe proibiu que interrogasse os mortos. no entanto. os fatos. quando os acharmos. oculta ou ostensiva. dos Espíritos de luz e verdade. a pedra de toque é a mesma. os vícios que disputam a posse da Humanidade e a dilaceram. de comunicação dos “anjos”. desviado da senda que lhe cumpria trilhar. nos julgamentos por eles proferidos e nas opiniões emitidas. que só Satanás teve e tem o poder de se comunicar e só ele se comunica mediunicamente com as criaturas humanas.316 Dizem também os sacerdotes romanos. entre os seus membros. a anunciação. não devemos pôr-nos em comunicação com o mundo invisível. Assim sendo. dos Espíritos bons. para lhe descobrirmos a causa. isto é. ou à má-fé. é que são desmentidas. Espíritos inferiores. verdadeiro testemunho de Deus entre os homens. Onde quer que se nos deparem o amor e a caridade. como pelos fatos ocorridos em todos os tempos e entre todos os povos. Para as comunicações particulares. pela impossibilidade de discernirmos o que é verdade do que é impostura. aos hebreus. Querer que evitemos essa comunicação. sem se poder determinar quais os que recebiam a boa. de desinteresse. os sentimentos de abnegação. senão nas condições que a própria doutrina indica. em virtude da lei de afinidade. basta atentemos nos motivos que a inspiraram. depois. mas. Tais afirmativas não passam de puerilidades interesseiras. uma vez que. pelos profetas de Israel. do Espírito Santo. eles forçosamente se acharam sempre sob dupla influência: uma boa. unanimidade de sentimentos. o povo hebreu estava. não nos iludamos com esses sofismas dos que querem que cegamente nos entreguemos à dominação de obscurantistas retardatários. equivale a rejeitar todo o passado da Humanidade terrena. de pensamentos. isto é. dos Espíritos purificados. para não suceder que. a tradição de todos os acontecimentos que ela registrou. nem compreensão. poderemos dizer: Isto emanou verdadeiramente do Espírito Santo. a avareza. dos Espíritos elevados. nem progresso. de amor universal que lhes presidiram às decisões e. monstruosas em si mesmas. para preservá-lo de ser. a ambição. que não admitem discussão. as tábuas da lei. abatendo o orgulho. nos venham enganar e perder. devidas à ignorância. assim pelas tradições históricas. isto é. a manifestação espírita feita a Moisés no Sinai. a dos Espíritos do erro e da mentira. para afastar da Revelação Espírita os homens. é formular uma objeção que inquina igualmente de incerteza as decisões dos concílios. há um critério infalível: a consciência.

também houve. — 1ª Epístola à João. quando disse que. 5º. 3º. dos Espíritos do Senhor. médiuns inspirados. 22. tendo por objetivo libertar os Israelitas da tradição e da ambição dos levitas e reconduzi-los às crenças puras. entre os discípulos do Cristo. glorificar a Jesus. 23. cairiam do céu as estrelas e as virtudes do céu se abalariam (MATEUS. quando disso formos dignos.1ª Epístola aos Coríntios. O Espírito da Verdade. que resolveram suprimi-los. e haverá médiuns de faculdades múltiplas. para nos transmitirem. 4. audientes e videntes. anunciar-nos as coisas que hão de vir. . para o prosseguimento da revelação que Ele trouxera ao mundo. a parcela que já possamos e devemos receber. e desenvolvendo os seus ensinamentos. . assim como. médiuns inspirados. em espírito e verdade. Espíritos em missão. da verdade absoluta. conjunto dos Espíritos do Senhor. enfim. numerosos profetas. que em seu nome o Pai enviaria aos homens o Consolador. o complemento. 5º. capítulo 24º. sob o regime da lei de Moisés. versículo 26). para a revelação que nos trazem os Espíritos do Senhor. 14. o novo advento do Mestre que. a sanção. que é o Espírito Santo.317 poderemos dizer: Isso provém dos bons Espíritos. Os tempos preditos chegaram. E por que havemos de estranhar que o sacerdócio romano afirme que as comunicações espíritas procedem todas de Satanás. (126) JOÃO. versículo 29). foi o Espírito Santo o inspirador dos médiuns. estão vindo preparar e realizar o fim do mundo do erro e da mentira. da qual Ele é o espírito. virá mostrar-nos sem véu a verdade. quando sabemos que o sacerdócio hebreu atribuía a Belzebu o poder que Jesus tinha de expulsar dos obsidiados os Espíritos da treva? Assim como. ensinar-nos progressivamente toda a verdade. preparar. nos tempos do “fim do mundo”. hoje. 20º. recordar-nos tudo o que Ele disse. Cumpre-se assim o que Jesus anunciou e prometeu. surgiram em Israel. criando o dogma da infalibilidade papal. (127) Tais foram os escândalos provocados pelas discussões violentas verificadas nesses Concílios. explicando. há igualmente. o qual lhes ensinaria todas as coisas e lembraria quanto Ele dissera (João. audientes e videntes. capítulo 14º.

ficaram muito contristados e foram contar ao senhor o que havia ocorrido. eu te perdoei.318 122 MATEUS. Aquele servo. lhe dizia. lançando-se-lhe aos pés. Por isso o reino dos céus se assemelha a um homem rei que quis tomar contas aos seus servos. Tenhamos sempre presente ao nosso espírito esta grande sentença. (128) Um talento valia mais ou menos 1. vícios e defeitos esses que constituem não só casos de expiação e de reencarnações. Assim também fará convosco meu Pai celestial. Perdão das injúrias e ofensas. Se queremos que o nosso Pai. como tive de ti? — 34. — 29. — 25. então. O outro não quis. — Parábola dos dez mil talentos MATEUS: capítulo 18º. Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau. entretanto. O companheiro. o que se passava. dando-lhes tempo para pagá-las. versículo 21. Saldemos. — 26. irritado. apresentou-se-lhe um que lhe devia dez mil talentos (128). — 27. . lhe suplicava: Senhor. pois. — 33. de nossa parte. como também um obstáculo a que o Espírito saia dos mundos inferiores. mas até setenta vezes sete. Então. perdoarei a meu irmão todas as vezes que pecar contra mim? Fá-lo-ei até sete vezes? — 22. a mulher. — 35. sejamos sempre prontos a perdoar tantas vezes quantas formos ofendidos. a quem tanto temos ofendido e ofendemos. — 24. quando se há tornado capaz de perdoar sempre. o mandou embora e lhe perdoou a dívida. aproximando-Se dele. porque me pediste. foi-se dali e mandou metê-lo no cárcere até que pagasse o que devia. secura ou dureza de coração. como o Senhor mesmo lhes dá. seus companheiros. o que somente se dá. Pedro lhe perguntou: Senhor. 18º. muitas vezes conseqüência do orgulho. não esquecendo que o Senhor nos julgará do mesmo modo por que houvermos julgado os nossos irmãos. aquele servo encontrou um companheiro que lhe devia cem denários (129) e. — 32. se cada um de vós não perdoar a seu irmão do íntimo do coração. éegoísmo. lhe rogava: Tem paciência comigo e tudo te pagarei. tem paciência comigo e tudo te pagarei. E. não devias tu também ter compaixão de teu companheiro. — 30. os filhos e tudo quanto possuía. compadecido dele. incessantemente. para pagamento da dívida. do fundo dalma a seu irmão. a sufocá-lo: Paga o que me deves. agarrando-o. o entregou aos verdugos até que pagasse toda a sua dívida. 21 ao 35. Daí saindo. use de misericórdia para conosco. O senhor. lançando-se-lhe aos pés.900 Cruzeiros em moeda brasileira. Tendo começado o ajuste. ordenou seu senhor que fossem vendidos ele. todas as suas dívidas. Respondeu Jesus: Não te digo que até sete vezes. chave de todos os ensinos: Não façais aos outros o que não desejaríeis vos fizessem A falta ou a recusa de perdão. — 31. — 28. — 23. porém. sejamos misericordiosos. toda a tua dívida. (130) Não levemos em conta as ofensas que recebamos. Como não tivesse com que os pagar. Vendo os outros servos.

Respondeu Jesus: Não tendes lido que aquele que no princípio criou o homem o criou macho e fêmea? e disse: — 5. no meio planetário correspondente ao gênero e à gravidade dos seus delitos. — Casamento MATEUS: capítulo 19º. progredindo. sem exceção nenhuma. pois. — 8. o homem o que Deus uniu. — 9. — 9. MARCOS: capítulo 10º. — 6. Dali partindo. passe pelas provas . Grandes multidões o acompanharam e ali curou ele os doentes. pois. Ele. versículo 1. e casar com outra. Chegaram então alguns fariseus e para o tentarem lhe perguntaram: 5. — MARCOS. comete adultério. assim. Não separe. É lícito a um homem repudiar sua mulher? — 3. que o corpo. imaculados. 1 ao 9. porém. — 7. — 3. herança que o Pai celestial reserva a seus filhos. assim como aquele que casar com uma mulher repudiada. Assim. — 5. já não são dois. veio Jesus para os confins da Judéia. 10º. não é mais do que um instrumento facultado ao Espírito. Dele se acercaram os fariseus e para o tentarem lhe perguntaram: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer causa? — 4. experimentando as sanções da lei imprescritível do progresso. mas no princípio não foi assim. recebendo o prêmio ou o castigo a que fizeram jus. Os outros formam as dos que faliram mais ou menos gravemente e para os quais. Respondeu Jesus: Por causa da dureza de vossos corações é que Moisés vos permitiu repudiásseis vossas mulheres. perguntou: Que vos prescreveu Moisés? — 4. Por esta razão o homem deixará pai e mãe e se ligará à sua mulher. Porém. Por isto o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher e serão dois numa só carne. além Jordão.319 123 MATEUS. isto é. pela sua mesma natureza. mas dotados das faculdades necessárias a avançar. o homem o que Deus uniu. — 7. Jesus lhes replicou: Por causa da dureza de vossos coracões é que Moisés vos escreveu esse mandamento. para o destino que lhes é comum. Esses constituem as falanges dos Espíritos puros. Eu. (131) Criados todos simples e ignorantes. que têm por morada as regiões etéreas mais próximas do centro da onisciência — Deus. versículo 1. vos digo que aquele que repudiar sua mulher. se cria a necessidade de encarnar e reencarnar. usando do livrearbítrio e da razão e. mas uma só carne. provações e reparações. Assim. já não são dois. e conquistar. Compreende-se. Responderam-lhe eles: Moisés permitiu despedir a mulher. é certo que apenas alguns Espíritos ascendem a essa perfeição sem jamais se desviarem do carreiro santo que lhes foi traçado. desde o princípio do mundo. além Jordão. que recomeçou a ensiná-las como costumava. — 6. E serão dois numa só carne. 1 ao 9. — 2. moral e intelectual. a não ser por motivo de adultério. mas uma só carne. mediante expiações. pois. 19º. em conseqüência. a fim de se depurarem gradativamente. respondendo. Não separe. a que todos se acham sujeitos. para que. Deus os fez macho e fêmea. Jesus deixou a Galiléia e foi para os confins da Judéia. Tendo acabado de dizer essas coisas. Divórcio. para chegarem todos à perfeição. de novo as multidões se reuniram em torno dele. dando-lhe carta de repúdio. a perfeição moral. — 2. também comete adultério. Replicaram eles: Como é então que Moisés mandou que desse carta de repúdio à mulher e a despedisse? — 8.

preservava a estéril dos maus tratos a que se via sujeita. será uma união perfeita e indissolúvel. indissolúvel. por isso que o fim moral prepondera com relação ao material. a que todos os pretextos servissem para o abandono da esposa. se. quando é a união de dois entes que se sentem atraidos um para o outro por forte simpatia toda espiritual. o que se verificou ao surgirem ou desenvolverem-se os povos pastores. a conclusão a tirar-se é que ele só se realizará com acerto. humildes e submissos. embora este também seja providencial. Depois. declarou-o Jesus. quando for uma união que se efetue espontaneamente. conservando-se ali. À vista dessa situação. ao fim providencial colimado. na ordem moral traduz execução da lei de amor. se reatará na erraticidade. corresponde. pois. só admitindo o divórcio no caso de adultério. o levem de reparação em reparação e. de progresso em progresso. O casamento. para que. a verdadeira união é de Espíritos. interrompida pela morte. de outro modo. contrariamente às palavras da (Gênese. o que justifica as palavras emblemáticas da Gênese: serão dois numa só alma. pois que. tornando-se a multiplicidade dos filhos uma riqueza. na ordem material. a mulher estéril entrou a ser perseguida e até mesmo eliminada. qual laço forte. fazendo-lhe nascer no intimo o arrependimento. as necessidades materiais constituíam o móvel único da união do homem e da mulher. por virtude de mútua simpatia e isento de preocupações subalternas. a prender. no propósito sincero de se auxiliarem mutuamente nas suas provas. sim. as . Assim. o casamento é. como se explica que Moisés tenha autorizado o divórcio. independente de quaisquer formalidades religiosas e civis. que. sendo a encarnação o meio de se efetivar o progresso dos Espíritos que delinqüem. pela prece do coração. a existência de sexos diferentes. conseguintemente. não haveria para o Espírito possibilidade de encarnar. nos corpos que eles então têm que tomar. Conforme já dissemos. procurou este remediar ao mal. se tornou necessária. Da obrigatoriedade imperiosa da procriação. também de natureza espiritual. apenas atraindo para si. Ora. espontaneamente se ligam pelos laços de um afeto. Ora. depois. autorizando o divórcio. em relação ao qual os corpos do homem e da mulher nenhum valor têm aos olhos do Senhor. os que o hajam formado para se prestarem apoio mútuo na sua ascensão através do infinito. que a ansia pelo aumento das populações criou para a mulher. por causa da dureza do coração humano. onde como disse Jesus não há “marido e mulher”. A princípio. quando diz: “Não separe o homem o que Deus uniu”? Fê-lo. Aos novos abusos que daí decorreram cuidou Jesus de remediar. Então. de fato. que era o que ocorria ao tempo de Moisés. no entanto.320 que. oferecendo garantias seguras ao preenchimento do fim principal. a fusão. então. no matrimônio. gerou-se a necessidade da união de corpos sexualmente distintos. mediante a procriação. com o destino a que há pouco nos referimos. porqüanto o Espírito é que é o ser por Ele criado. dando lugar. por bem dizer. pela eternidade em fora. se bem do ponto de vista materIal atenda a essa necessidade. ao menos. o casamento que. pelo que tem de ser a união íntima. porém. esses corpos se reproduzissem. Mas. tem por fim a procriação. para quem ambos só valem como Espíritos. que. nada mais sendo que instrumento de depuração o corpo que o Espírito temporariamente reveste. de duas almas. a um objetivo muito mais alto.

para prescindirmos. sim. até quando os homens. deixarem de orgulhar-se do merecimento que supõem ter. o casamento perde o caráter sagrado que devera ter. que se sobrepõe aos precedente mente trazidos. então. Não disse. Torne-se o casamento uma aliança determinada por mútua inclinação. mau grado a todas as pomposas solenidades de que o cercam. abençoando-a. adultério. um ideal. para que o casamento. não será melhor separar os galhos da árvore. conformemo-nos com as leis que nos regem.321 bênçãos e graças do Pai celestial. das bênçãos religiosas que as Igrejas humanas pretendem indispensáveis à santificação do ato matrimonial. há. A sociedade humana ainda está muito escravizada aos preconceitos. sem se excitarem reciprocamente à prática de faltas. Semelhantes uniões. por ora. porque caso não haverá em que seja aplicável. Enquanto. porque. separar. por enquanto. em comum. no sentido de pô-las de acordo com a lei natural da união perante Deus. que vivessem forçosamente unidas. aos abusos. entretanto. no entanto. Isso será obra do tempo e do progresso verdadeiro. Jesus cortou cerce o abuso do século em que Ele desceu à Terra e pôs um óbice à corrupção dos séculos que se seguiriam. conceda-o ou não a lei humana. segundo a lei natural perante Deus. no desempenho dos encargos da existência. por se haver a união deles efetuado segundo as vistas de Deus. Aí. do que deixar que esta dê maus frutos? É uma contingência que há de desaparecer por efeito da gradual depuração da Humanidade. que. existe. para a nossa Humanidade. que implicam transgressão da lei de caridade. senão quando um Espírito. lembremo-nos de que estamos cercados de levitas — os bons Espíritos. E. se nos esforçarmos por praticar o casamento. Na Terra. para ser. que ao homem não é dado. porém. os dois passam a ser uma só carne. seja a. isto é. ainda tão presunçosos de seus costumes e da sua moralmente hedionda civilização. Nesse caso. porém. Cada dia. constituem apenas. aos olhos do Senhor. traz o seu grão de areia. como espíritas. Dizendo não separasse o homem o que Deus unira. pelos seus exemplos ou palavras. acabarão por formar muralha impenetrável aos vícios da Humanidade. nem possível. mas que ainda subsistirá por longo tempo. sempre prontos a nô-las conceder em nome do Senhor. no cumprimento de cujas obrigações as duas partes contratantes se mostram mais ou menos escrupulosas. Ora. nos sofrimentos e infortúnios que advenham como provas. duas criaturas que não possam aproximar-se uma da outra. uma aliança que. em tal caso. os mensageiros divinos. com . união. para a depuração espiritual. na ordem moral. a legalização de um contrato comercial. o divórcio. para que se execute a reforma das leis terrenas sobre o casamento. as nossas naturezas se não houverem modificado tão profundamente quanto é preciso. a santificou. conseguintemente. de onde se origine puro e sincero amor. O divórcio não pode existir. ao mesmo tempo livre e indissolúvel. e de que. na grande maioria dos casos. se efetive para recíproca sustentação e apoio. aos vícios. impele ao mal um outro com quem antipatize. por uma poderosa e irresistível simpatia. ao influxo desse sentimento. acumulando-se. de acordo com a lei natural. ainda. aos olhos de Deus. observando as formalidades que elas impõem para a celebração do matrimônio. e esses grãos. de fato. por ter sido Deus quem os uniu. e o divórcio perderá toda razão de ser.

16. — Neh. 10. 4º Reis. — Colossenses.322 relação a nós se cumprirão estas palavras do Divino. — 1ª Epístola aos Coríntios. — Gênese. (130. 24. 40. — JOÃO. 13. . (131) Deuteronômio. 3º. mas uma só carne. 10º. 6º. 2º. e 11. 5º. (129) Moedas de prata do valor aproximado de vinte centavos. 1. 4º. não separe o homem o que Deus uniu. 2. 24º. Mestre: Já não sois dois. 1. 8. 7º.

à face de Deus. falar por inspiração própria. versículo 10. ou para servirem de guardas de haréns ou serralhos. Jesus lhes disse: Nem todos compreendem esta palavra. uso que se conservou ainda por muito tempo. mas sim aqueles a quem isso é dado.323 124 MARCOS. haviam recebido do Alto a inspiração e a ela obedeceram. — 12. de acordo com a lei divina. Eunucos feitos pelos homens são os que tais se tornam por efeito da castração. fazendo a observação que fizeram. Respostas de Jesus relativas às condições do casamento. Entenda-o quem puder entender. não convém casar”. para expiação de abusos em vidas anteriores. quando este ceda às tentações da carne. a união simultaneamente livre e indissolúvel do homem e da mulher. Em casa. um corpo incapaz de corresponder às exigências do Espírito. há os que do ventre materno nasceram eunucos. há os que foram feitos eunucos pelos homens e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Supunham. com o lhes dar a compreender os motivos de incapacidade ou de abstenção do casamento. — 11. — 11. desde que lhe cumpria. Porque. Receberam-na. Dos eunucos por diversos motivos MARCOS: capítulo 10º. desde o ventre materno. 10 ao 12. quanto era conforme às idéias que alimentavam em virtude daqueles preconceitos. como deu. assim. houvesse que houvesse. — 12. acontecesse o que acontecesse. tomar. tanto mais facilmente. não convém casar. de uso corrente na época em que Jesus falava. tendo por objetivo. segundo a lei natural. Disseram-lhe então os discípulos: Se tal é a condição do homem com relação à esposa. para abrirem ensejo a que o Mestre desse. Eles não perceberam a alusão que Jesus fazia. são os que. Disse-lhes ele: Se um homem deixa sua mulher e casa com outra comete adultério por causa da primeira. MATEUS: capítulo 19º. aos tempos futuros em que. (132) Como encarnados. Daí o terem dito: “Se tal é a condição do homem com relação à esposa. devendo-se . Eunucos. Entendiam que não convinha ao homem casar-se. E se uma mulher deixa o marido e casa com outro também comete adultério. guardar a esposa escolhida. a união do homem e da mulher será simultaneamente livre e indissolúvel. ou para que adquirissem belas vozes os que a sofriam. depuradas as criaturas. consideravam um embaraço a obrigação de conservarem a mulher que escolhessem. encarando o casamento apenas do ponto de vista das satisfações sensuais. 10 ao 12. um novo ensino. os discípulos de Jesus se achavam sob a influência dos preconceitos hebraicos e. destinado a ser explicado e desenvolvido pela revelação atual. 19º. veladamente. indicar aos homens a maneira por que hão de proceder para praticar. em mente. 10º. como uma delas. sob pena de incorrer em adultério. versículo 10. se impõem. ao procederem à escolha de suas provações. porque será a reunião de dois corpos para a reprodução e a ligação de duas almas pelo laço divino da lei do amor. os discípulos o Interrogaram de novo a esse respeito. — MATEUS. Entretanto.

os deveres que a família impõe. 19. — Romanos. (133) MATEUS. com a abnegação e o desinteresse precisos. Há os que se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. por manifesta. entretanto. No seio delas se refugiavam os fracos e os perseguidos. Dessa falsa interpretação humana do ensino do Cristo é que nasceu o voto de celibato dos padres e dos membros de todas as ordens religiosas e monásticas de ambos os sexos. as ciências e as artes ali se desenvolviam ao abrigo da destruição pela brutalidade dos homens e pela violência dos poderosos. qualquer que seja o sacrifício material. (133) MATEUS. — 1ª Epístola aos Coríntios. . Mas. até mesmo os abusos que hoje se assinalam e profligam. se fizeram mutilar. acompanhando o progresso geral da Humanidade. encarregado de instruir os fiéis dessa cidade. versículo 12. do fanatismo. por efeito dos excessos e deboches a que se entregam e os que são vitimas de crimes. verdade que. tem a sua razão de ser. segundo refere Moisés. aos olhos de Deus. assim. ganharem o céu. deveram ter sido modificadas. O homem e a mulher. sob o seu jugo. o que tudo exprime. 3. filho de Leônidas de Alexandria. se fez eunuco para colocar-se ao abrigo da calúnia. em contraposição a um que saiba dominar a carne. Tendo Jesus enunciado veladamente o seu pensamento. tornando-se hipócritas. 7º. carnal. mil outros sucumbirão na sombra. para porem termo aos ímpetos da Natureza e. da ambição. a não ser para alimentar no coração humano o orgulho e o desvario e para fortalecer uma confiança ilusória. 10. que foram desaparecendo as causas que as fizeram surgir. As associações religiosas foram a salvaguarda dos primeiros tempos da era atual. seguindo-lhe os conselhos de continência perpétua. De nada serviria. sob a influência deletéria do misticismo. em tal caso. Não o é. Desde. abstendo-se de a constituírem pelo casamento. a sua barbaria e depravação. que isso não seja tido como uma coroa de glória que cause orgulho. porque. capítulo 19º. Não é bom que o homem seja só. porque fora desconhecer os fundamentos divinos da constituição da família e negar funestamente satisfação às exigências da Natureza. elas se tornaram prejudiciais a esse mesmo progresso. porque assim o exigiram a época e o estado das inteligências. capítulo 19º. Outros. o qual. fazem bem. procederam como Orígenes. Entenda-o quem puder entender. para vergonha da Humanidade. que isso lhes custe. disse Deus. 7º. que ninguém assim proceda. porém. (132) Provérbios. Tudo. versículo 12.324 também incluir no número dos que falamos os que se tornam quais os castrados. de horrendas vinganças. dispensa qualquer demonstração. muitos houve que lhe não compreenderam as palavras e que. do egoísmo. tomando-as no sentido literal. de fato. ou da preguiça. 21º. visto que homens e mulheres acorriam em multidão à sua escola. na suposição de ser esse um meio de ganhar o céu. e 11. que não se sintam com forças para cumprir dignamente. Não se tendo verificado isso.

Vendo isso. a fim de que se gravassem na memória dos discípulos. 15 ao 17. de LUCAS. o progresso. do capítulo 9º. Os discípulos. dali se afastou. em ocasiões e lugares diversos. o reino de Deus. nele não entrará. não os embaraceis. o reino de Deus. porqüanto dos que se lhes assemelham é que é o reino dos céus. O pensamento era sempre o mesmo. . — 14. caminho único que leva à perfeição MATEUS: capítulo 19º. de todos os progressos. Apresentaram-lhe então algumas crianças para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas. expresso em termos diferentes. do capítulo 18º. 19º.325 125 MATEUS. a base. a fonte. a depuração. quando estudamos os versículos de 1 a 5. 13 ao 15. 10º. o meio e o caminho para se alcançarem as virtudes. porém. não as impeçais de vir a mim. versículo 13. — 16. A humildade. E. Jesus se indignou e lhes disse: Deixai vir a mim os pequeninos. as chamou para junto de si e disse: Deixai vir a mim as crianças. — 16. os discípulos os repeliam com rudeza. porqüanto o reino dos céus é dos que forem tais como eles. versículo 13. de MATEUS. e os versículos de 32 a 40. — 15. Vendo Isso. como uma criança. versículo 15. porém. 13 ao 16. fonte de todas as virtudes. as abençoava. Jesus. não o impeçais. Em verdade vos digo que aquele que não receber. de MARCOS. — 15. Jesus lhes disse: Deixai as crianças. Á simplicidade do coração e a humildade do espírito são. 18º. E. que levam à pureza. — 14. Já tivemos ocasião de receber explicações suficientes a este respeito. repeliam com palavras rudes os que as apresentavam. ao mesmo tempo. E lhe apresentavam crianças para que as tocasse. como uma criança. nele não entrará. LUCAS: 18º. Jesus repetia essas palavras. do capítulo 9º. MARCOS: capítulo 10º. abraçando as crianças e lhes impondo as mãos. e os versículos de 46 a 50. à perfeição. — LUCAS. Alguns também lhe traziam crianças para que as tocasse. — MARCOS. Como os discípulos as repelissem com palavras rudes. Em verdade vos digo que aquele que não receber. — 17. depois de lhes Impor as mãos. porqüanto o reino de Deus é dos que forem como as crianças.

a personificação da doutrina que pregou e exemplificou. Como deixará Deus de fazer justiça a seus eleitos. a cada um justiça é feita: ao justo. uma vez que justas sejam. do 18º capítulo de LUCAS. Disse-lhes também esta parábola. Se lhe quisermos sentir os suavíssimos efeitos. acrescentou o Senhor. como suportará que Indefinidamente os oprimam? — 8. haverá o castigo. preparando a segunda vinda do Cristo. por fim. um homem sem princípios. — 2. — Cada um obterá conforme as suas obras. para que afinal não me venha a fazer qualquer afronta. mas. quando for chegado o tempo . Ele por muito tempo não a quis atender. 1 ao 8. versículo 8. quando o filho do homem vier. do advento do Espírito. . como exemplo. Em verdade vos digo que cedo lhes fará justiça. — 3. Havia. na Terra. em certa cidade. Não nos deve preocupar. todavia. a demora com que sejam deferidos os nossos rogos. a fim de mostrar que é preciso orar sempre e não se cansar de o fazer. encontra na Terra uma fé geral? Ele vem. pois que esta viúva me importuna. para implantar entre os homens o seu reino. essa revelação que. um juiz que não temia a Deus. Com mais forte razão devemos esperar que o Senhor atenda às nossas súplicas perseverantes e fervorosas. na Terra. O filho do homem foi e é. Nem uma só das nossas palavras se perde. — A justiça do Senhor se executa ininterruptamente. era em que. Supondes. para lhe fazer justiça. Parábola da viúva e do mau juiz LUCAS: capítulo 18º. que para ele apelam dia e noite. do Espiritismo. coloquemo-nos entre os escolhidos. ao culpado. pela dita revelação. já conhecemos o sentido e o alcance destas palavras: recompensa e castigo. a fé? Todos nós podemos responder. LUCAS: capítulo 18º. que são os que seguem as pegadas do Mestre. na interrogação constante no versículo 8.326 126 LUCAS. vem restabelecer na sua pureza a lei enunciada pelo filho do homem. versículo 1. que. LUCAS: capítulo 18º. uma viúva que freqüentemente o procurava. Lá. o que disse esse mau juiz. dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário. Com efeito. porém. era que se nos abre. a recompensa. — 7. uma alusão de Jesus à nova era. Graças à Revelação Espírita e a muitas das passagens evangélicas que temos estudado. trazida pelos Espíritos do Senhor. disse de si para si: Se bem que eu não temo a Deus e não considero os homens. se nos depararão os efeitos delas. O Espírito não está sujeito às limitações do tempo. achará na Terra fé? (134) Apresenta-se-nos aqui. será restabelecida a lei tal como dele emanou. Há. nem se importava com os homens. e que cede unicamente à importunação de uma viúva. já então predita. Havia também.Desde que a cada um é dado de acordo com as suas obras. — 6. Encontra. pela Revelação Espírita. portanto. sem fé. o castigo. — 5. far-lhe-ei justiça. Uma coisa é conseqüência da outra. para nós. Ora. 18º. — 4. na mesma cidade. Ouvi. em não havendo a fé. versículo 7. onde o tempo não tem limites.

12º. 1º Tessalonicenses. 16. . — 2ª Epístola à Pedro. — Hebreus. — Efésios. 6º. 6º. 5º. 4º.327 (134) Romanos. 10º. 37. 3º. 8 e 9. e 17. 2. — Colossenses. 18. 10. — Apocalipse. —. 12.

Sendo a humildade sincera o melhor agente da reforma individual. batendo nos peitos. portanto. porque. Propôs também a seguinte parábola a alguns que confiavam em si mesmos. Dois homens subiram ao templo para orar. brandos e indulgentes com os outros. 7º. por motivo de suas faltas. . perante o Senhor.328 127 LUCAS. Julgando-nos superiores ao nosso irmão. porque fizera justiça a si próprio. 9 ao 14. injustos e adúlteros. 3º. tem piedade de mim. Aquele que se exalta será humilhado e o que se humilha será exaltado. ainda que mínimas fossem. pode. pecador. Fariseu e publicano LUCAS: capítulo 18º. 6. 22º. 15. 18º. — Apocalipse. Um mal reconhecido deixa de existir. — 1ª Epístola à Pedro. não ousava sequer elevar os olhos para o céu. o progresso será a sua conseqüência. que pareça. — 12. graças te dou por não ser como os outros homens. versículo 9. 58º. Por isso é que é ela a virtude que mais brilha nos enviados celestes e a que eles mais nos recomendam. mas. Digo-vos que este voltou justificado para sua casa e não o outro. — 13. 29. Estava. considerando-se justos. a partir do momento em que se lhe aplica o remédio. Sejamos severos conosco. sejam quais forem as aparências. ainda que sejamos rigorosos no cumprimento da lei. (135) Salmo 134º. em vez de fazer ato de humildade perante o Senhor. — Timóteo. 2. — 11. dizendo intimamente: Meu Deus. Constituindo o orgulho uma falta grave. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de tudo o que possuo. de pé. reconhecendo a sua inferioridade. “O publicano voltou para sua casa justificado”. um era fariseu e o outro publicano. pecamos contra a caridade. culpado até. orava. — Isaías. não fazemos mais do que cumprir o nosso estrito dever. porque fizera ato de orgulho e faltara à caridade para com um de seus irmãos. que ficara de longe. se nos julgamos superiores ao nosso irmão? Observando a lei. 4º. (135) No orgulho tem o homem o seu mais encarniçado inimigo. por muito miserável. que lhe permita uma justa apreciação de si mesmo e o coloque em condições de reprimir em si o mal. Que merecimento podemos ter. como fundamental para a nossa salvação. 2. O publicano. por ser o que mais se lhe infiltra no coração e o que mais obstinadamente se lhe agarra. pois que. 17. quando menos. O fariseu não foi justificado. o que se exalta será punido. no caminho do bem. 5º. possuir a humildade. 6. e desprezavam os outros: — 10. pode ele ter puro o coração. que são ladrões. nem mesmo como este publicano. dizia: Meu Deus. — Job. — 14. todo aquele que se exalta será humilhado e todo aquele que se humilha será exaltado. O fariseu.

Jesus. a quem tudo é possível. Perguntou-lhe o mancebo: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás. Ouvindo isso. — 22. honra a teu pai e a tua mãe. E como os discípulos se mostrassem espantados com as suas palavras. perguntaram: Quem pode então ser salvo? — 26. Conheces os mandamentos: não matarás. que bem devo fazer para alcançar a vida eterna? — 17. 17 ao 27. olhando para ele com amor. que uns aos outros diziam: Quem pode então ser salvo? — 27. não matarás. vai. — MARCOS. 18 ao 27. 19º. — 26. dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Ao que o homem retrucou: Mestre. versículo 16. muito espantados. não furtarás. que devo fazer para alcançar a vida eterna? — 18. Jesus. versículo 18. honra a teu pai e tua mãe e ama a teu próximo como a ti mesmo. disse: Isto para os homens é impossível. que mais me falta? — 21. vende tudo o que possuís. Se queres entrar na vida. não furtarás. 18º. Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão somente Deus. — 20. Parábola do mancebo rico MATEUS: capítulo 19º. seus discípulos. todas essas coisas tenho eu observado desde a minha mocidade. Jesus lhe respondeu: Por que me chamas bom? Bom só Deus o é. — 25. Mas o homem. lhe falou assim: Bom Mestre. Conheces os mandamentos: não cometerás adultério. — 19. não cometerás adultério. MARCOS: capítulo 10º. não dirás falso testemunho. não furtarás. não darás falso testemunho. Disse Jesus: Por que me chamas de bom? Ninguém é bom senão somente Deus. — 21. mas não para Deus. 16 ao 26. indo ele pela via pública. pois possuía grandes riquezas. — 21. — LUCAS. não praticarás fraude. — 22. depois. — 22. — 18. Jesus. — 20. — 23. Ouvindo isto. porque muitos eram os bens que possuía. disse-lhe Jesus: Ainda uma coisa te falta: vende tudo o que tens. mas para Deus tudo é possível. aflito com aquelas palavras. honra a teu pai e a tua mãe. se retirou triste. Retrucou o mancebo: Todos esses mandamentos tenho guardado desde a minha juventude. fitando-os. Um homem de destaque o interrogou por esta forma: Bom Mestre. Disse então Jesus a seus discípulos: Em verdade vos digo que difícil é um rico entrar no reino dos céus. — 24. dele se aproximando. ele lhes repetiu: Filhinhos. LUCAS: capítulo 18º. vem e segue-me. Replicou o homem: Todos esses mandamentos tenho-os guardado desde a minha mocidade. versículo 17. vem e segue-me. disse a seus discípulos: Quão difícil é que entrem no reino de Deus os que possuem riquezas! — 24. ajoelhando-se-lhe aos pés. olhando à volta de si. fitando neles os olhos. Digo-vos mais ainda: É mais fácil passar um camelo por um fundo de agulha do que um rico entrar no reino do céu. Maior ainda se tornou o espanto dos discípulos. disse impossível é isto para os homens. dá-o aos pobres e terás um . — 20. Jesus. guarda os mandamentos. não darás falso testemunho. porém. quão difícil é que entrem no reino de Deus os que confiam nas riquezas! — 25. que hei de fazer para ganhar a vida eterna? — 19. dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. vende tudo o que possuis. — 23. Ao ouvir essas palavras o mancebo se retirou triste. não cometerás adultério. E. 10º. Eis que um mancebo. lhe disse: Bom Mestre. lhe disse: Faltate ainda uma coisa: vai.329 128 MATEUS. Mais fácil é que um camelo passe por um fundo de agulha do que entrar um rico no reino de Deus. — 19. um homem veio a correr e. Disse Jesus: Se queres ser perfeito. depois.

como sempre que era oportuno e conveniente. devamos despojar-nos de tudo o que possuirmos. para que sejam consumados na unidade. mostrando que. a fim de que todos sejam um. material e moral. é que nos aproximaremos de Jesus. o divino Mestre recorreu a imagens e locuções materiaiS. versículo 21 ao 23. Daquelas palavras o que decorre é que nenhum fruto produz a prática das virtudes e dos mandamentos. Mas. Respondendo ao mancebo. com devotamento e renúncia. para de antemão proscrever a sua divinização e sustentar o monoteísmo. para servir a Deus. Foi por isso que Jesus lhe disse: Ainda te falta uma coisa. (136) O mancebo que. que era bom por excelência. Mais fácil é um camelo passar por um fundo de agulha do que um rico entrar no reino de Deus. aí costuma estar sempre o coração da criatura humana. purificando-nos. julga os deuses. depois. adquirindo a perfeição moral. o espírito do ensinamento moral que lhes ministrava e que era o de que. pela palavra deles. Respondeu-lhes Jesus: O que é impossível para os homens é possível a Deus. referindo-se a seus discípulos: Rogo por eles e pelos que hão de crer em mim. meu Pai. extirpar o egoísmo e o apego aos bens terrenos e preparar o advento do Espírito. que consiste em conhecê-lo e conhecer o Pai. do Deus dos deuses.330 tesouro no céu. ninguém o poderia tratar como Deus. para melhor tocar a inteligência dos homens materiais a quem falava. A caridade e o esquecimento de si mesmo faltavam ao mancebo. — 23. se entristeceu. Jesus lhe recordou o Decálogo. capítulo 17º. filho do Altíssimo. vem e segue-me. (JOÃO. porque teremos chegado à condição de puros Espíritos e alcançaremos a vida eterna. O homem. de ser. como todos os Espíritos criados. porém. Protestando contra o qualificativo de bom. Estou neles e tu estás em mim. Disse o Mestre: Meu pai e eu somos um. tinha que servir de exemplo e de lição aos que o cercavam. a fim de não deduzirmos delas que. também disse. és em mim e eu em ti. Os que o ouviam lhe disseram: Quem pode então ser salvo? — 27. — 24. senão no sentido das palavras do Profeta (Salmo 81º. praticando para com eles a justiça e a caridade. disse: Quão difícil é que os que possuem riquezas entrem no reino de Deus! — 25. pois que era muito rico. segundo o espírito. impelido por uma influência espírita. amando-os como a nós mesmos. Naquela circunstância. entretanto. que lhe fora dado. para quando o reinado da letra houvesse produzido todos os seus frutos. Entretanto. que contém os mandamentos a que os homens devem obedecer e que se resumem no seguinte: não fazermos aos outros o que não quisermos que nos façam: fazer aos outros tudo o que quiséramos nos fizessem. como tu. as palavras do Mestre.) Quer isto dizer que. Ele. para tocar e impressionar fortemente as inteligências da época. Sois deuses e todos sois filhos do Altíssimo (Salmo citado). — 26. com a . foi ao encontro de Jesus. Vendo Jesus que ele ficara triste. sem deixar. onde está o tesouro. precisamos entender bem. chegaremos a estar em relação direta com Ele. colocado no meio deles. em face do Deus de Israel. versículo de 1 a 6): Deus assiste sempre ao conselho dos deuses e. a fim de que também sejam um em nós. velando com a letra da imposição de um sacrifício absoluto dos bens humanos. se não é escoimada de egoísmo e santificada pela caridade. o fez intencionalmente. do que ali mesmo deu prova o mancebo. tendo escutado essas palavras.

quem senão Ele. e indicar os meios que Deus faculta a seus filhos. velado pela letra. exige o desinteresse absoluto. caridade. Não perceberam os meios que ao Espírito são concedidos. com cujo auxilio chegam elas sempre a alcançar a meta. Proclamou assim o princípio — Fora da caridade não há salvação.331 tristeza que lhe causou a resposta obtida. quem. nos salva. Assim. a caridade não consiste em dar do supérfluo. por acaso. Ela tem que ser praticada. só perceberam as dificuldades da conquista do reino dos céus. lhe perguntaram: Quem pode então salvar-se? respondeu apenas: O que é impossível para os homens épossível para Deus. na sua curta existência terrena. nos salva com o conceder-nos tempo. órgãos do Espírito da Verdade. ante o que Ele dissera ao mancebo. por terno e indulgente. maus servos. do contrário. Porém. Esses meios são o renascimento. o sentido das palavras de Jesus. Assim sendo. os espíritas. e preparou as gerações futuras a compreenderem que uma das provas mais temíveis. ainda será egoísmo. porqüanto grandes sacrifícios impõe o devotamento que tenha por móvel a caridade. lendo-lhe o pensamento. para o ser. desde que meditemos os ensinos da Terceira Revelação. se só Deus nos pode salvar. quando. a nós. a princípio expiatória e precedida. que se mostram espantados com o que Jesus dissera ao mancebo e induzidos a interpelá-lo como o fizeram. porque. um dos maiores obstáculos a todo progresso moral é a riqueza. só Ele tem indulgência e longanimidade. À Revelação Espírita estava reservado esclarecer. de fato. devotamento e abmegação formam uma trilogia inseparável. de fato. Por pressentir. no momento em que ele se afastava. pois. se só a perfeição nos levará aos pés do Senhor. aos olhos de todos. A verdadeira caridade sai do coração e o devotamento a acompanha sempre. a reencarnação. não só quanto a qualquer remuneração material como também quanto às recompensas celestes. foi que Jesus disse. só Ele tem nas suas mãos a duração do tempo? O homem carece de capacidade para julgar por si mesmo do grau de pureza que lhe é necessário a elevar-se. senão Deus. essa tristeza. Mas. ninguém pode ser devotado a seus irmãos. no reino dos céus”. ainda podia ouvi-lo: “Quão difícil é que os que possuem riquezas entrem no reino de Deus. faculta-lhes Deus um agente poderoso. à salvação. para que servem as obras e a fé? É esta uma objeção que formulada tem sido muitas vezes e para a qual somente nós. Mas. quando não se torna instrumento e meio de praticarem-se a caridade e o amor do próximo. com o relevar-nos as dívidas. para vencer essas dificuldades. Somente Deus pode julgar. na época predita pelos Espíritos do Senhor. por mais afastadas que desta se achem e por mais escabrosa que seja a estrada que lhes cumpre percorrer. . encontraremos resposta. colimando o bem que possa produzir. atentando unicamente na letra. por amor do próximo exclusivamente. Aos discípulos que. A caridade. sem a renúncia de si mesmo. para que todos nos purifiquemos. que só Ele é bom. Pode. porque. para vencerem todas as dificuldades e atingirem o fim. até que as possamos pagar? Concedendo às suas criaturas todo o tempo de que elas hajam mister. o homem. Os que a formulam se colocam no mesmo ponto de vista dos discípulos. depurar-se bastante para se considerar salvo? Poderão seus atos ser tão bons e sua fé tão viva que lhe assegurem a salvação? Ora.

14. gloriosa. 6. — Êxodo. 2º. 17. e por fim. 6º. 19. — 1ª Epístola à Timóteo.332 no espaço. 11º. lhe permite alcançar a perfeição moral. 2. depois. — Gálatas. — Zacarias. 13º. — Provérbios. 45. isto é. — Deuteronômio. 8º. visto que dá ao Espírito entrada no reino de Deus. 23. — Atos. 9. 17. 42º. 9. 18º. 14. 5º. no reino dos céus. e 10. (136) Gênese. 8. 32º. — Job. — Timóteo. da expiação proporcionada e apropriada às faltas cometidas. — Jeremias. 13. 18º. — Romanos. . 3º. 5º. Eis por que e como é Deus e só Deus quem nos salva. 20º.

presentemente. irmãos. ditas com referência aos apóstolos. do mesmo modo que Jesus é o intermediário entre o Senhor e eles. — Amor purificado. Resposta de Jesus a Pedro. 27 ao 30. também estareis assentados em doze tronos a julgar as doze tribos de Israel. ou irmã. irmãs. Disse então Pedro: Aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. — 29. Já. Mas. O tempo. Estas palavras. LUCAS: capítulo 18º. ou mulher. pondo-lhes desnudas ante os olhos as verdades que até então houveram de estar cobertas pelo véu da parábola. que. — 31. casa. presentemente. aInda nos tempos presentes. E todo aquele que abandonar. ou irmão. ou filhos. filhos e terras. 18º. naquela . cem vezes mais casas. O tempo da regeneração é o em que a Revelação Espírita regenerará os homens. pelo reino de Deus. — LUCAS. não receba muito mais e. — 29. ou mulher ou filhos. no século futuro. ou pais. e. muitos que foram dos primeiros serão dos últimos e muitos que foram dos últimos serão dos primeiros. — Humildade e perseverança na senda do progresso MATEUS: capítulo 19º. ou terras. casa. Disse Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que deixe. ou pai ou mãe. eles julgam as tribos de Israel. versículo 28 Pedro então lhe observou: Aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. ou Irmãos. ao tempo da regeneração. — 29. mães. (137) Tendo. Mas. MARCOS: capítulo 10º. São os intermediários entre Jesus e os nossos guias. — Apostolado. a vida eterna. — As doze Tribos de Israel. colaborado na obra de regeneração da Humanidade. — Os doze tronos. que me seguistes. pai. 19º. receberá o céntuplo e terá por herança a vida eterna. casa. não receba. 10º. versículo 28. Pedro então lhe perguntou: Eis aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. muitos dos que tenham sido primeiros serão últimos e muitos dos que tenham sido últimos serão primeiros. no sentido de que presidem ao progresso do nosso planeta. neste século mesmo. a vida eterna. o filho do homem estiver assentado no trono da sua glória. traçam uma alegoria destinada a tornar compreensível o grau extraordinário de elevação a que terão chegado. pais. Também vós estareis assentados em doze tronos. em que o filho do homem estará assentado no trono da sua glória. que recompensa será a nossa? — 28. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo não haver ninguém que deixe. quando. no século futuro. por mim e pelo Evangelho. irmãos. irmãs. como encarnados ao tempo de Jesus. filhos e terras. 28 ao 31. diante daquele que é o único pastor do rebanho que o Senhor lhe confiou. será a época em que todos se curvarão. com as perseguIções. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo que vós. — MARCOS. 28 ao 30. mãe. — 30. sob as irradiações da luz espírita. que. os apóstolos continuaram e continuarão ao serviço do Mestre. — 30.333 129 MATEUS. — 30. versículo 27. até ao momento em que os homens hajam compreendido a marcha e a finalidade de suas existências. pelo meu nome.

eficaz. capítulo 10º. tal a obra que. o traiu. velando solícitos pelo nosso progresso e facilitando o adiantamento dos que. por assim dizer. — Também são figuradas as palavras de Jesus constantes nestes versículos. ímpio e monstruoso. Vê-se. frutuoso. que traz em si a humildade e a caridade. capítulo 18º. em cada criatura. se estendem a todos os Espíritos bem-aventurados. — MARCOS. para julgar as tribos de Israel. mas. os ministros de Jesus. regra geral. versículo 29. dividida em povos de raças diversas. como exemplo. a regenerar-se e a colocar-se em situação igual à dos demais. como. Refere-se à missão. Por se dirigir diretamente aos Hebreus. por não terem avançado com perseverança naquela senda. cujo número é para nós incalculável. Esses são os que contam consigo mesmos e julgam caminhar com . dando a cada um segundo suas obras e méritos. a Judas Iscariotes que. Jesus proclamava a falsidade do dogma humano.334 época. para ser verdadeiro. MATEUS. como sendo os que ocupariam tronos. chegaria. Ora. de modo que não haja para este impossibilidade de triunfar. versículos 29 e 30. versículos 29 e 30. na execução da pena por que deve o delinqüente passar. também. de fato. Jesus se dirigia não somente aos onze apóstolos. objetivando. houvera tragado para todo o sempre o de Judas Iscariotes. a liberdade de escolher suas provas. o seu próprio aperfeiçoamento e o de seus irmãos. Os remorsos. É de notar-se que. de velar pelo cumprimento das provas e expiações a que os ditos povos se encontram sujeitos. — LUCAS. executam os Espíritos que “julgam as doze tribos de Israel” despertando no culpado o arrependimento e o desejo de reparar e progredir. A ação deles se desenvolve. sabia-o Ele de antemão. como ao de todos os Espíritos culpados. Julgar (as doze tribos) significa aqui governar. Entendidas segundo o espírito. o que se verificará é que Ele apontou. Os Espíritos culpados têm. aqueles sacrifícios. da eternidade das penas para o Espírito culpado. sobretudo. por serem os maiores que o homem possa fazer. falindo gravissimamente à sua missão. muitos dos que se houverem posto a caminho antes dos outros chegarão últimos ao fim. ao proferir aquelas palavras. símbolo da Humanidade. com o auxílio do tempo. chegados ao ponto de só estarem sujeitos a encarnações não materiais. que também cabe aos apóstolos. antecipadamente. assim. capítulo 19º. Não são aqueles os que determinam o gênero destas. lhe cravam de contínuo as lâminas aceradas de uma recordação cruel. que constituem o inferno e o purgatório da reparação. que. Prova isso que o divino Mestre também sabia que Judas. Eles apenas velam para que as aludidas provas estejam sempre em relação com as forças do culpado. nos quadros fluídicos que lhe estão constantemente visíveis e que. reclama atividade e perseverança na senda do progresso. corporificados na visão de suas faltas. os quais todos têm suas missões e encargos. meios que são a expiação e a reencarnação. pelo poder de sua vontade. segundo a Igreja Romana. desse “inferno eterno” que. porem. pelos meios postos ao seu alcance. de purificação e progresso moral. no estado espírita. tenham que progredir nos mundos fluídicos. As doze tribos simbolizam as divisões a que os povos ainda se acham sujeitos na Terra. o trairia. O amor. despercebida das traições que também ela há séculos vem praticando contra o mesmo Jesus. que ela considera o maior dos réprobos. que se conservariam fiéis. Suas palavras. o divino Mestre aludiu apenas aos doze apóstolos.

3º. 32º. tendo sido dos primeiros a se porem a caminho. e 6. 42º. 26. 2º. 9. . 2º. 25º. portanto. 21. — Malaquias. — 1ª Epístola aos Coríntios.335 mais segurança e passar adiante dos demais. — Apocalipse. 6º. A conseqüência será verem seus passos obstados pelo orgulho e retardada. 5. 10. Assim é que. 137) Deuteronômio. 3. — Job. serão os últimos a chegar. 4. 2. e 10. — 2º Paralipômenos. — Êxodo. 20º. 3. 26. 33º. a sua marcha.

Responderam-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. encontrando mais alguns desocupados. Respondendo a um deles. não receberam senão um denário cada um. tanto quanto a ti. Assim. — 6. a mim me apraz dar a este. disselhes: Ide também para minha vinha e vos pagarei o que for justo. O reino dos céus se assemelha a um homem. 1 ap 16. Foi objetivando esse resultado que Jesus disse: “Assim. tornou a sair e. ao receberem a paga. que foi dos últimos. nenhum agravo te faço. os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. que foram os últimos. ao passo que os da última hora trabalharam com zelo e atividade pelo seu adiantamento. das recompensas. que ao amanhecer saiu a assalariar trabalhadores para a sua vinha. A hora sexta e à hora nona. pensavam eles que receberiam mais do que os outros. 20º. pelo trabalho feito. — 8. dizendo: — 12. não convieste comigo em receber um denário? — 14. porém. animar os esforços dos outros. as recompensas. Saiu de novo por volta da hora terceira (139) e vendo outros na praça.336 130 MATEUS. — 25. — 11. Tendo convencionado com os trabalhadores pagar por dia um denário (138) a cada um. lhes disse: Por que passais aqui ociosos o dia todo? — 7. — 13. — 4. — 3. e. do mesmo passo. crendo-se os únicos merecedores das graças do Senhor. começando pelos últimos e acabando pelos primeiros. Era mister encher de esperança e coragem os pecadores que se arrependiam. pela soma de progresso . Cumpria abater aquele sentimento nuns. Ao anoitecer disse o dono da vinha ao seu administrador: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário. O divino Mestre houvera podido explicar pela reencarnação as diferenças no número das horas de trabalho dos obreiros e a igualdade dos salários. desocupados. — 5. Ou não me é permitido fazer o que quero? Acaso. mas poucos os escolhidos. mandou-os para a vinha. mau é o teu olho porque sou bom? — 16. o orgulho dos que formavam as camadas superiores dos Judeus erguia alta barreira entre estes e todos os que não se achavam submetidos à lei de Moisés. — 9. chamados uns e outros a receber o salário. — 2. que suportamos o peso do dia e do calor. o pai de família saiu novamente e fez o mesmo. os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. por terem nascido Hebreus e não Gentios ou pagãos. os que foram em primeiro lugar assalariados. pai de família. isto é. Estes. Então. Disse-lhes então: Ide trabalhar na minha vinha. Chegando a vez dos que foram assalariados em primeiro lugar. Toma o que te é devido e vai-te embora. — 10. Eles se consideravam privilegiados. se conservaram estacionários em muitas existências. trabalharam apenas uma hora e tu os Igualas a nós. Apresentaram-se os que tinham vindo para o trabalho por volta da hora undécima e cada um recebeu um denário. disse o dono da vinha: Meu amigo. pois que muitos são os chamados. Parábola da vinha e dos trabalhadores da primeira e da última hora MATEUS: capítulo 20º. Na época em que Jesus pregou a sua doutrina. Mostraria então que os trabalhadores da primeira hora. no fim do dia. Por volta da undécima hora. Assim. versículo 1. Eles foram. pois que muitos são os chamados e poucos os escolhidos”. murmuravam contra o pai de família.

. certos de que Ele não considerará o tempo que houvermos gasto em desempenhá-la e sim o zelo e a boa-vontade de que dermos prova. e sim de trabalho por adquirir merecimento. Os primeiros que entraram no carreiro. a soma do trabalho executado por cada um dos trabalhadores foi conservada na obscuridade. Como o número dos retardatários costuma ser maior do que o dos diligentes. Mas. hora terceira. correspondendo a primeira às seis horas da manhã de agora. Trabalhadores. temessem não lhes assistir direito às recompensas prometidas aos que adquirissem esse conhecimento desde a primeira hora. os que. tendo adquirido tardiamente o conhecimento das verdades evangélicas. todos tinham direito ao mesmo salário. amor e caridade pregada por Jesus. como ainda não chegara o tempo de ser convenientemente aceita essa explicação. começando por último. hesitar em compreender a tarefa a que nos convida o Senhor. chamados. serão os primeiros a chegar e serão escolhidos em primeiro lugar. tendo todos produzido a mesma soma de trabalho. cerca de 20 centavos. única verdadeira. hora nona. caminharem sempre esforçadamente para a frente. portanto. (138) Moeda de prata que ao princípio valia dez asses. que é a lei de justiça. em vez de seguirem a linha reta. chegarão sem delongas ao fim. Ao contrário. enveredarem pelos atalhos tortuosos. se. a terceira às nove. (139) Os Judeus como os Romanos dividiam as doze horas do dia em quatro partes cada uma de três horas. porqüanto. resulta serem muitos os chamados e poucos os escolhidos. e cuidou de encorajar os que. nem de nacionalidades. não devemos. chamados ao conhecimento da verdadeira lei. serão os últimos a chegar ao fim. Essas quatro partes se designavam por hora primeira. que somos. ainda que sejam dos últimos na ordem da criação. à mesma recompensa.337 realizado. Mostrou desse modo Jesus aos Judeus que a questão é de cultos. as pagas tiveram que ser iguais. hora sexta. da última hora. a sexta ao meio dia e a nona às quinze horas. dos últimos. pois.

repetiu a predição que já fizera da sua “morte” e da sua “ressurreição”. — MARCOS. seguiam o Mestre. como vedes. MARCOS: capítulo 10º.338 131 MATEUS. versículos 21 e 22. É que temiam os sacerdotes e os principais Judeus. 18. para Jerusalém e o filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes. Jesus. diz um dos Evangelistas. 28. (Vejase: MATEUS. que o condenarão à morte e o entregarão aos Gentios. — LUCAS. acrescentando e precisando novas particularidades. predizendo-os. — 34. aquelas palavras lhes eram um segredo. fundamentava os acontecimentos que iam ocorrer e desse modo dava maior peso às suas afirmativas. Os apóstolos. — 34. capítulo 16º versículo 21. Ele então chamou de parte novamente os doze discípulos e começou a predizer-lhes o que estava para lhe acontecer. — LUCAS. lhes disse: Eis que vamos para Jerusalém e tudo que os profetas escreveram acerca do filho do homem se cumprirá. — 33. flagelado e crucificado. Jesus chamou de parte os doze discípulos e lhes disse: — 18. 21º. LUCAS: capítulo 18º. . capítulo 8º. sobretudo. que o condenarão à morte. — Atos. — 33. — 19. dessa vez. sentindo que seria difícil escapar-lhes. pois que será entregue aos Gentios. Vamos para Jerusalém e o filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. 53º. E ele ao terceiro dia ressuscitará. E depois que o tiverem flagelado. 31 ao 34. quando a caminho de Jerusalém. 44 e 45. 3º. capítulo 9º. tomando de parte os doze apóstolos. muito admirados e receosos. açoitado e cuspido. Subimos. Os discípulos não compreenderam. neste passo. como sempre. quanto a esse ponto. 18º. Predição do sacrifício do Gólgota MATEUS: capítulo 20º. nada compreenderam. 32. Eles. lhe darão a morte e ele ressuscitará ao terceiro dia. 20º. a fim de que os fatos pudessem suceder sem obstáculos. (140) Jesus. com o que poderia ser a “ressurreição” de Jesus. porém. açoitálo-ão. Subindo para Jerusalém. As narrações dos Evangelistas se completam. Subindo eles a estrada de Jerusalém. — JOÃO. — MARCOS. será escarnecido. Não atinavam. 32 ao 34. (140) Salmo. capítulo 17º. Escarnecê-lo-ão. versículos 22. versículo 17. Em seguida. tirar-lhe-ão a vida e ele ressuscitará ao terceiro dia. que são positivas. versículo 31. versículo 30. não entendiam o que lhes era dito. melhor do que das precedentes. aos escribas e aos anciães. cuspir-lhe-ão no rosto. Jesus.) Não há o que comentar nessas palavras. 18º. Entregá-lo-ão aos Gentios para que seja escarnecido. Jesus lhes ia à frente. — Isaías. versículo 32. 17 ao 19. e capítulo 9º. 10º. Tinham o entendimento obscurecido. uma pelas outras. versículo 31. o sentido exato das palavras do Mestre. o que enchia de espanto e de temor os que o seguiam.

339 132 MATEUS. (141) Insignificante é a diferença que se pode notar entre as duas narrativas evangélicas. a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda. que estes meus dois filhos se assentem um à tua direita. — A humildade e o devotamento para com todos são a fonte e o meio único de toda elevação. que não veio para ser servido. — 45. que seus príncipes os tratam com império. Este. porém. — 41. filhos de Zebedeu. e o que quiser ser o primeiro tem que ser o servidor de todos. Ela e eles dirigiram sucessivamente a palavra ao Mestre. os chamou e lhes disse: Sabeis que os que têm autoridade sobre os povos exercem dominação sobre estes. 10º. — 43. a terdes assento à minha direita ou à minha esquerda. Ouvindo aquilo. não há de ser entre vós outros: aquele que entre vós queira ser o maior seja o que vos sirva. Retrucou-lhes Jesus: Não sabeis o que pedis. — 42. os dez outros apóstolos se tomaram de indignação contra eles. reproduzidas acima. não deve ser entre vós. bebereis o cálice que eu hei de beber. não está nas minhas mãos dar-vo-lo. — 36. Assim. que os grandes exercem seu poder sobre eles. — Seguir o exemplo de Jesus e fazer esforços por andar nas suas pegadas MATEUS: capítulo 20º. na tua glória. — 23. isso será dado àqueles para quem meu Pai o haja preparado. — 21. Jesus lhes observou: Não sabeis o que pedis. não está nas minhas mãos vo-lo conceder. Podemos. quanto. a exemplo do filho do homem. Acercaram-se então dele Tiago e João. queremos nos faças tudo o que te pedirmos. onde o que quiser ser o maior tem que se fazer vosso servo. que. e lhe disseram: Mestre. Podeis porventura beber o cálice que eu tenho de beber? Responderam eles: Podemos. disse ela. dando mostras de querer pedirlhe alguma coisa. Concede. nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. Ao ouvirem o que pediam Tiago e João. — 27. os dez outros apóstolos se encheram de indignação contra os dois irmãos. Mas. Jesus lhe perguntou: Que queres? — Manda. só . seja o vosso servo aquele que quiser ser o primeiro entre vós. — Nunca alimentar no coração a inveja. porém. Jesus os chamou e disse: Sabeis que os príncipes das nações dominam os povos. entretanto. o filho do homem não veio para ser servido. — 22. Responderam os dois. isso só é dado àqueles para quem meu Pai o preparou. mas para servir e dar a sua vida pela redenção de muitos. Quanto. Replicou Jesus: Na verdade. — 40. 20º. Por que. no teu reino. porém. disseram eles. 20 ao 28. — 25. mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos. outro à tua esquerda. — MARCOS. — 26. bebereis o cálice que eu hei de beber e sereis batizados com o batismo com que eu o serei. — 38. versículo 20. — 28. versículo 35. Jesus. Podeis beber o cálice que eu hei de beber e receber o batismo com que eu serei batizado? — 39. porém. Aproximou-se (ide então a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e o adorou. — 44. porém. — 24. A mãe de Tiago e João estava com os dois. Perguntou-lhes Jesus: Que quereis que eu vos faça? — 37. Filhos de Zebedeu. MARCOS: capítulo 10º. 35 ao 45. Disse-lhes ele: Na verdade. Assim.

340 respondeu. à ambição. Era também. isentando-nos da responsabilidade delas. cujo pedido interpretaram como significando que os dois se consideravam superiores aos demais. Assim. era o sacrifício a que teria de submeter-se e não a água que João lhe derramara sobre a cabeça. O batismo a que Jesus aludia. De semelhante idéia nasceu um dos erros mais grosseiros que a Igreja Romana propina e pelo qual desvirtua a significação real daquele sacrifício. às aberrações. por mais elevado que seja. sem dúvida. Já vimos como e por que os chamados são muitos. uma de “eleitos”. Aquela restrição se explica e justifica. que nós outros. Ante a indignação de que se tomaram os outros dez apóstolos contra Tiago e João. desde o dia em que. . que os Evangelistas registraram. A mesma restrição ainda nos faz ver de que modo Jesus foi e é o nosso redentor e como devemos compreender que haja realizado a obra da nossa redenção. os espíritas. o desinteresse e a renúncia de si mesmo. Segundo as suas palavras. e poucos serão os escolhidos. que todos temos o livrearbítrio e a lei de amor. e progredir. que serão afastados deste planeta e mandados para outros. de modo geral. por vezes. de categoria inferior. certamente. o martírio que os apóstolos. lutando contra elas. que seria visceralmente contrário à justiça perfeita e ao amor infinito de Deus. dizendo que lhe cumpria recebê-lo. em toda a sua grandiosidade. Precisamos compreender. de modo que o percorramos com segurança e sem desvios. fez ressaltar a supremacia divina. como era natural. mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos”. excluindo toda idéia de que esta se operou por haver Ele tomado sobre si e expiado. sejamos os primeiros a dar exemplos de humildade. de desinteresse. fizeram da Igreja do Cristo um reino deste mundo. relativamente ao lugar a que os dois discípulos aspiravam. Daí o desprestígio em que caiu e vemos a Igreja de Roma. tornando-o um ato de “expiação substitutiva”. à ânsia de predomínio. o sentido das palavras do Mestre. pelo sacrifício do Gólgota. porém. Disse Jesus: “O filho do homem não veio para ser servido. Mas. mas todos hão de chegar. caminho pelo qual foram levados ao orgulho. pois. são mesmos todos. Importa. haverá Espíritos rebeldes e obstinados. sob as vistas de outro Cristo de Deus. aos dois discípulos. porque. aos excessos que aquelas fontes de erros e de paixões fazem jorrar. objetivando encaminhar o homem para a humildade. onde terão que expiar suas rebeldias e obstinações. passados os tempos apostólicos. as nossas culpas. ou. são chegados os tempos em que as palavras do Mestre se têm de cumprir e tornar verdades práticas. para nos guiarem os passos nesse caminho. Esse ensinamento deu fruto entre os discípulos e os primeiros cristãos. o Mestre lhes deu o ensinamento simples e conciso. Por que não de todos? Será por que haja estabelecido duas categorias. Ele veio dar a vida pela redenção de muitos. para o devotamento a todos. ponderando que o caminho está aberto a todos nós. o olvidaram e deixaram de praticar. Foi efetivamente o que fez. Os homens. à intolerância. ao abuso. seguindo-lhe o exemplo. teriam de sofrer. pactuando com as potências da Terra. outra de “réprobos”. quando disse que muitos serão os chamados e poucos os escolhidos? Não. nem todos chegarão ao fim debaixo da mesma direção. Com o que disse. ao tempo da purificação do nosso mundo. de renúncia e de devotamento. com referência a qualquer outro Espírito.

9. 2º. 1º. 15. 51. — 2ª Epístola aos Coríntios. — MARCOS. — Daniel. 13º. — LUCAS. 14. 19. 6. 11º. 22º. — Hebreus. 14º. . 3. — JOÃO.341 (141) Isaías. 12º. — 1ª Epístola à Pedro. 9º. 1º. 5º. — Apocalipse. 5º. 28. — 1ª Epístola à Timóteo. 53º. 7. 36. 2. — Atos. 9º. 1º. 18º. 42. 24. — Romanos. 10. 11.

(142) São fáceis de apreender-se as conseqüências deste fato. sabemos que nos cumpre fazer como Zaqueu. 3º. palavras que significam — “herdeiros do céu”. Conversão de Zaqueu LUCAS: capítulo 19º. pois entravam no caminho do progresso rápido e contínuo. 11. isto é. o viu e lhe disse: Zaqueu. 12º. chamado Zaqueu. versículo 56. temo-la hoje. — 1º Reis. conforme vimos ao apreciar a resposta por Ele dada aos discípulos Tiago e João. de a pôr em obras. se nalguma coisa defraudei a alguém. Vivia ali um homem. Correndo então adiante de todos. capítulo 9º. vou dar aos pobres metade dos meus bens e. (142) Êxodo. o que não podia conseguir devido à multidão. — 2. no Evangelho. Zaqueu desceu a toda pressa e o recebeu com alegria. sempre pura e reconfortante. apressar-nos em preparar a morada dos nossos corações para nela recebermos o Senhor. Então. repercutindo suavemente no imo das nossas almas. — 7. depois de havermos feito um sério exame das nossas consciências. — JOÃO. restituir-lhe-ei o quádruplo. não cuidamos de aplicá-la. pois este também é filho de Abraão. rico. desce depressa. e 16. Aplicando-nos as palavras de Jesus. — Romanos. 3. como Zaqueu. a do planeta que habitamos. que era dos principais entre os publicanos. porqüanto por alí havia Jesus de passar. 6. ouvir as palavras do Mestre. Mas. sob as nossas vistas. porque é preciso que eu fique hoje em tua casa. Entretanto. Todos os que Isso presenciaram murmuravam. podemos. subiu a um sicômono para o ver. Jesus levantou os olhos. pela purificação dos nossos Espíritos. — Gálatas. 17. Essa moral. infelizmente. — 10. e que procurava ver a Jesus para o conhecer. pois que ele era de muito baixa estatura. . Assim procedendo. Porque. como ele. 22º. — 4. 7. — 3. versículo 1. — 2º Reis. 1 ao 10. por ter Ele ido hospedar-se em casa de um homem pecador.342 133 LUCAS. lhe disse: Senhor. Chegando ao lugar onde ele se achava. prostrando-se diante do Mestre. 12. em ativar. quando tiveram a idéia de pedir que descesse fogo do céu para consumir os Samaritanos que não os tinham querido receber (LUCAS. Jesus viera em socorro dos que se perdiam.) Sua moral persuasiva frutificava nalguns corações e os que tratavam de pô-la em prática eram salvos. “filhos de Abraão”. — 9. 3º. urge reparemos sem demora todo dano que houvermos causado aos nossos irmãos. Entretanto. também seremos. 12º. Zaqueu. — 8. — 6. Tendo entrado em Jericó. — 5. Jesus atravessava a cidade. 1. o filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido. 19º. Sobre o que disse Jesus: Hoje entrou nesta casa a salvação. 4º.

Perguntou-lhe este: Que queres que eu te faça? O cego respondeu: Mestre. porém ele clamava ainda mais alto: Filho de David. Os que iam à frente o repreendiam. Jesus então parou e mandou que o chamassem. ele. tendo visto aquilo.343 134 MATEUS. tem piedade de mim! — 49. Ao aproximar-se este. filho de David. Se tocou os olhos dos cegos. Saindo eles de Jericó. No mesmo instante ele enxergou e foi seguindo a Jesus pela estrada. filho de David. 29 ao 34. se puseram a clamar: Senhor. porém eles clamavam cada vez mais alto: Tem compaixão de nós. Jesus então parou. com que não nos devemos preocupar. versículo 35. Responderam os dois: Que se nos abram. tua fé te salvou. — 37. LUCAS: capítulo 18º. Dois fatos de cura aqui há. Quanto às curas. levanta-te que ele te chama. porém. — 51. Ouvindo o tropel da multidão que passava. outro por MATEUS. Estiveram depois em Jericó. Ele as operou. grande multidão acompanhou a Jesus. E todo o povo. um referido por MARCOS e LUCAS. Bartimeu. faze que eu enxergue. — 52. Compadecido deles. como as outras de que já tratamos. Isso. Senhor. filho de David! — 32. tua fé te salvou. — LUCAS. para que se calasse. Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor’. Assim foi que operou a dupla cura. 10º. 46 ao 52. ouvindo dizer que Jesus por ali passava. os olhos. Jesus lhes tocou os olhos e. 35 ao 43. o que era cego viu e foi seguindo a Jesus. 20º. — 50. Sucedeu que. coisa de que não tinha necessidade. — MARCOS. glorificando a Deus. São minúcias pueris. no mesmo instante. — 38. Ao sair daí Jesus. Ao contrário. ambos recobraram a vista e o seguiram. desde que nela entrou e pediu hospedagem a Zaqueu. Jesus não permaneceu todo o tempo na cidade de Jericó. estava sentado à beira da estrada. tem compaixão de mim! — 40. perguntou o que era aquilo. tem compaixão de mim! — 48. dizendo: Tem confiança. começou a clamar: Jesus. Cura dos cegos de Jericó MATEUS: capítulo 20º. chamou-os e lhes perguntou: Que quereis que eu vos faça? — 33. para instruir o povo. Logo clamou ele: Jesus. — 30. Jesus lhe disse: Vá. mandando que se calassem. versículo 29. acompanhado dos discípulos e de grande multidão. — 43. faze que eu veja! 42. — 47. em ocasiões diversas. E eis que dois cegos que se achavam sentados à beira da estrada. atirando para o lado a capa. de nome Bartimeu. entretanto. Senhor. nenhuma importância tem. louvava a Deus. Disseram-lhe que era Jesus de Nazaré que em por ali passava. tem compaixão de nós! — 31. O povo os repreendia. de um salto foi ter com Jesus. estava um cego sentado à beira do caminho. compadece-te de mim! — 39. Alguns o foram chamar. saiu muitas vezes. por ato exclusivo da sua vontade e pela ação do seu poder magnético. filho de Timeu. pedindo esmola — 36. Jesus parou e mandou que lhe trouxessem o cego. Tendo ouvido dizer que Jesus Nazareno por ali passava. Disse-lhe então Jesus: Vai. MARCOS: capítulo 10º. versículo 46. foi para mostrar aos . 18º. — 34. ao aproximar-se Jesus de Jericó. esmolando. filho de David. um cego. perguntou-lhe: — 41. Imediatamente. Muitos o ameaçavam para que se calasse. clamava cada vez mais forte: Filho de David.

tua fé te sarou. só com o pronunciar estas palavras: Vai. que os nossos olhos se abram”. porqüanto a luz espírita clareará as trevas que nos envolvem. . projetando o fulgor de seus raios na estrada reta e segura que temos de percorrer. faze que eu veja. quis impressionar fortemente as massas. Cegos que somos do coração e da inteligência.344 discípulos o que lhes cumpria fazer. e veremos. e recobraremos a vista moral e espiritual. mostrando aos homens o poder de que dispunha. filho de Timeu. Operando a de Bartimeu. digamos com fé: Senhor. Digamos com fé: Mestre.

tiraste perfeito louvor”. E. derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombas. — 6. E fizestes dela um covil de ladrões. cobriram-no com suas capas e Jesus montou-o. porém. onde passou a noite. — LUCAS. para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta: — 5. 1 ao 11. deles se apartando. enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pela estrada. desamarrai-a e trazei-mos. Se alguém vos perguntar: Que fazeis? respondei: O Senhor precisa dele. — 12. tudo isso aconteceu.345 135 MATEUS. 11º. e lhe perguntaram: Ouves o que eles dizem? Respondeu-lhes Jesus: Sim. — MARCOS. — 2. 21º. — 3. E a turba toda. dizendo-lhes: Ide àquela aldeia que está em frente de vós. E nunca lestes isto: “Da boca dos meninos e das criancinhas que ainda mamam. 28 ao 48. 1 ao 17. Muitos também estenderam suas vestes ao longo do caminho. Ora. despachou dois de seus discípulos. — 8. 19º. pelo tráfico. Da multidão muitos então estenderam pelo caminho suas roupas. um covil de ladrões. versículo 1. Vendo. Trouxeram a jumenta com o jumentinho. e 15 ao 19. dizendo-lhes: Está escrito: “Minha casa será chamada casa de oração”. Entrada de Jesus em Jerusalém. amarrado do lado de fora de uma porta e o desamarraram. Quando se aproximavam de Jerusalém. os príncipes dos sacerdotes e os escribas se indignaram. montado numa jumenta e trazendo o jumentinho que está sob o jugo”. Predição da ruína de Jerusalém MATEUS: capítulo 21º. — 7. Vieram então ao templo cegos e coxos e ele os curou. A multidão respondia: É Jesus. encontrareis amarrado um jumentinho no qual ainda ninguém montou. — Mercadores expulsos do templo. e logo vo-lo deixarão trazer aqui. retirou-se da cidade e foi para Betânia. dizendo-lhes: Ide a essa aldeia que vos está defronte e lá encontrareis amarrada uma jumenta com o seu jumentinho. cobriram-nos com suas vestes e o fizeram montar. ao chegarem a Betânia. Alguns dos que por ali estavam lhes perguntaram: Que fazeis? Por que desamarrais esse jumentinho? — 6. Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenara. cheio de doçura. ao chegarem a Betfagé. — 14. perto do monte das Oliveiras. — 17. numa encruzilhada. — A casa do Senhor é casa de oração e não. Jesus enviou dois de seus discípulos. — 8. — 2. — 9. — 13. partiram os dois discípulos e acharam o jumentinho. — 4. . Quando ele entrou em Jerusalém. “Dizei à filha de Sião” (143): “Eis que vem a ti o teu rei. a cidade toda se abalou e perguntavam: Este quem é? — 11. perto do monte das Oliveiras. — 5. clamava: Hosana ao filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas! — 10. MARCOS: capítulo 11º. — 7. — 4. Quando se aproximavam de Jerusalém. versículo 1. — 15. ao entrardes nela. Desamarrai-o e trazei-me. — 3. Eles responderam como Jesus lhes determinara e os que os haviam interpelado deixaram que o levassem. Levaram então eles o jumentinho. o profeta de Nazaré da Galiléia. — 16. Se alguém vos disser qualquer coisa. Jesus entrou no templo de Deus e expulsou todos os que ali vendiam e compravam. respondei que o Senhor precisa deles e logo vo-los deixarão trazer. tanto os que iam à frente como os que vinham atrás. as maravilhas que ele operava e ouvindo os meninos que clamavam no templo: Hosana ao filho de David.

— 40. encontrareis amarrado um jumento no qual ninguém montou. — 18. chamada casa de oração? E. Quando o desamarravam. os príncipes dos sacerdotes. versículo 28. — 16. se retirou para Betânia com os doze apóstolos. se estes se calassem. Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino. do nosso Pai David! Hosana nas alturas! — 11. bem como a quantos de teus filhos estão dentro de ti. ao contemplar a cidade. como sempre. — 9. clamariam as próprias pedras. E ensinava dizendo: Não está escrito que a minha casa será. te porão cerco e te apertarão de todos os lados. cobriram-no com suas vestes e fizeram Jesus montá-lo. porém. tudo isto se conserva oculto aos teus olhos! — 43. MARCOS: capítulo 11º. Jesus foi ao templo e. — 31. E todos os dias ensinava no templo. Jesus chorou por ela. ao entrardes lá. Não achavam. dentre o povo. — 37. desditosos dias te virão. Porque. faze que teus discípulos se calem. (144) Aqui. Então. Ouvindo isso. saiu ele da cidade. em que teus inimigos levantarão trincheiras ao teu derredor. ouvindo-o. — 32. transportada de alegria. Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia. começou a expulsar os que ali vendiam e compravam. tomou o caminho de Jerusalém. como já fosse tarde. Ah! se ao menos neste dia que ainda te é concedido conhecesses aquele que te pode trazer a paz! Mas. — 29. a louvar a Deus em altas vozes por todas as maravilhas que tinham presenciado. E quando ia começando a descer o monte das Oliveiras. LUCAS: capítulo 9º. à frente de todos. Já perto de Jerusalém. E tanto os que iam à frente como os que o seguiam clamavam: Hosana! — 10. o ensinamento do manso Nazareno é o mesmo: a . — 44. por ora. no entanto. alguns fariseus lhe disseram: Mestre. Depois de ter assim falado. — 35. perguntaram os donos: Por que desamarrais esse jumentinho? — 34. a turba de seus discípulos começou. — 30. Tendo voltado a Jerusalém. — 17. pois o temiam porque o povo se mostrava maravilhado da sua doutrina. Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas! — 39. — 36. despachou dois de seus discípulos.346 enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam por onde ele passava. em que te deitarão por terra. Partiram os dois emissários e encontraram o jumentinho como lhes fora dito. — 33. Levaram-lho então. Entrementes. dizendo: — 42. junto ao monte chamado das Oliveiras. por não teres conhecido o tempo da sua visitação. que vemos chegar. os escribas e os maiorais do povo cogitavam de eliminá-lo. dizendo-lhes: — 46. depois de tudo haver observado. desamarrai-o e trazei-me. donde expulsou os que ali vendiam e compravam: derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombas. e dela fizestes um covil de ladrões! — 47. Jesus. porqüanto o povo ficava como que suspenso. os príncipes dos sacerdotes e os escribas cogitavam do modo por que o haviam de perder. entre todas as gentes. Ao cair da tarde. o que lhe haviam de fazer. tendo entrado no templo. Não permitia que ninguém andasse pelo templo carregando qualquer vaso. Se alguém vos perguntar: Por que o soltais? respondei assim: Porque o Senhor precisa dele. versículo 15. Responderam: Porque o Senhor precisa dele. Jesus entrou no templo. E. — 45. Ao que ele respondeu: Eu vos declaro que. E muitos estendiam suas capas por onde ele passava. fizestes dela um covil de ladrões. — 19. — 41. dizendo: — 38. dizendo-lhes: Ide àquela aldeia que nos está fronteira. — 48. Está escrito que minha casa é casa de oração. Tendo entrado em Jerusalém. não deixando em ti pedra sobre pedra.

não admitindo que a outrem. a perguntar: “Este quem é ?“ E a multidão que o acompanhava dizia: Jesus. continuem a clamar homens ao Senhor. resgatando crimes a peso de ouro e fazendo das bênçãos do Senhor objeto de vil comércio. versículo 9). isto é. nosso rei. os Espíritos que o cercavam teriam feito se ouvissem vozes. encerravam. Ë nosso rei. tendo por objeto o reino de Deus. segundo a presciência e a sabedoria infinitas de Deus. versículos 41 a 44. na Galiléia”. era o filho de David. as mesmas pedras clamariam. A revelação nova. do seu progresso e de conduzir à perfeição a Humanidade que o veio habitar. LUCAS. eram também alegóricas. abafando os queixumes da Terra. aos olhos dos homens. entretanto. capítulo 19º. versículos 10 e 11. A manifestação. — Eram proféticas as palavras do Salvador. encarregado do seu desenvolvimento. que até nós desceu. capítulo 21º. desarma os poderosos. em espírito e verdade. lava de suas impurezas a alma e a leva aos sacratíssimos pés do Altíssimo. os filhos de Jerusalém tiveram que expiar seus crimes e sua cegueira voluntária e ainda os expiam. dizendo: Está escrito: “Minha casa é casa de oração”. constitui uma . Ele era sempre modesto e simples. Àquele que traz a paz aos humildes e aos pequeninos. como a moral que pregava e exemplificava. e a transformastes num covil de ladrões. o profeta de Nazaré. que faz se curvem as frontes dos soberbos e dos orgulhosos! As palavras dos profetas Isaías (capítulo 42º. pois que inúmeros são ainda os que negociam. MATEUS. a santa humildade que purifica o coração. entoando louvores ao “filho de David”. nos veio explicar. comprando e vendendo orações. uma alusão à graduação espírita de Jesus. Jesus nunca disse que era Deus e seus discípulos só lhe atribuíram a divindade. dos que exploram a credulidade e a ignorância. depois de finda a sua missão. o que não têm nem mesmo para si. referentes a sorte reservada a Jerusalém. perdões e indulgências. — A cidade de Jerusalém se levantou em peso. Era este o pensamento que aquelas palavras exprimiam: Desconfiai dos que vendem o perdão e as graças. tinha de se produzir. fosse possível realizar tais coisas. é o protetor e o governador do nosso planeta. na marcha do tempo e do progresso humano. versículos 1. como os sucessos posteriores o demonstraram. de que o Mestre foi objeto. que se tornou triunfal apenas pelo entusiasmo que suas virtudes despertaram na multidão. indicando veladamente a sorte que aguardaria os que se conservassem surdos à voz do Senhor. Essas palavras. àquele que. tudo tem a sua razão de ser. endurecidos. parece que até hoje não chegaram aos ouvidos de muita gente. lembradas pelo Evangelista. 2 e 11) e Zacarias (capítulo 9º. preposto por Deus. Espíritos rebeldes. Os discípulos. senão somente a um Deus encarnado. Mas. Com relação aos filhos de Jerusalém. Nem pompa.347 humildade. Se os homens a ela se houvessem oposto. sob o véu da letra. porqüanto praticam roubo. tendo em vista os “milagres” por Ele realizados e o fato “miraculoso” da sua ressurreição e das suas aparições em seguida a esta. Expulsou do templo os vendilhões. comovida e surpresa. nem luxo teve a sua entrada em Jerusalém. mercando o que lhes não pertence. despojando da letra o espírito. clamavam: Hosana! Oh! que suas vozes. por isso que. a cuja formação presidiu. Quanto ao tráfico. quem é Jesus Cristo. em multidão.

chegado o momento em que da presença deles deva ser expurgado o templo. se deve adorar a Deus. como se sabe. pois. Depois. foi todo simbólico e. O mundo terreno. não hesita em expulsar da casa que lhe foi confiada e que. para dele fazerem cúmplice de seus delitos e iniqüidades. porqüanto orar é trabalhar na obra do progresso comum. estaria em contradição consigo mesmo. na frase do profeta. A Bolsa dos tempos atuais. não obstante o seu amor ilimitado. tem Jesus a devorá-lo. Esses. a fim de melhor dominá-los. resgatavam suas faltas por meio do sacrifício de vítimas propiciatórias e os mercadores lhes forneciam as vítimas. conforme Ele o ensinou e exemplificou. a justiça e o perdão. Aquele ato. etc. que lhes foram outorgadas para se elevarem gradualmente e se aproximarem do centro de toda a perfeição. portanto. em vez da caridade. Ele. a fraternidade. Ele o é igualmente. Cumpre também atentemos nas suas palavras: “Minha casa será chamada por todos. os que. veremos claramente que esse seu ato não obedeceu ao pensamento de defender a pureza de um templo de pedra. se servem das faculdades espirituais. apresentando-o como lugar verdadeiramente sagrado. com as suas baixezas. os que. se atentarmos bem nas palavras de Jesus quando dali expulsou os que negociavam.” Se aquela fosse a “sua” casa e a casa de Deus. praticam a intolerância. onde a cada uma de suas criaturas corre o dever de adorá-lo na prática do amor. é uma das inúmeras casas existentes na infinita morada do Senhor do Universo e é também um templo. os que. Esses. do templo onde só em espírito e verdade. se expulsasse do templo os vendilhões. em vez do amor. antes. Entretanto. cuja lei é a lei das leis. como tal é a “sua” casa. empregando-as em rebaixar aquele que é esse centro. o seu simbolismo se faz claramente compreensível. em que tais coisas constituíam uma ofensa à Divindade. o negócio se ampliou e o templo. Essa a origem daquele tráfico. que era considerado a casa de Deus. mercadejando com as coisas santas. cultivam o ódio. se esforçam por escravizar ao erro os seus semelhantes. da oração do trabalho santificado pelo amor e pela humildade. Os Judeus. só prestam culto à matéria. trabalhando cada qual pelo seu próprio progresso intelectual e moral. se tornou sede de toda sorte de transações comerciais. praticando a caridade. sendo Espíritos. à luz da Nova Revelação. Mercadejam com as coisas santas os que. E para onde serão expulsos os que sejam encontrados por Jesus no templo a mercadejar com as coisas santas? Para outras casas da morada infinita do . aqueles que. como o são todos os homens. Ele. o zelo dela e. os que daí serão expulsos. Preposto pelo Pai à formação e ao governo dessa casa. que ensinara ser Deus espírito. por ser ali a casa de Deus. se hajam tornado capazes da verdadeira oração. em suma. e só dever ser adorado em espírito e verdade. dizendo isso. como todos os que o Criador semeou pelo espaço infinito. redimidos pela dor. os que transformam a casa do Pai em covil de ladrões. ou. teve um modelo no templo de Israel. movidos pelo egoísmo e pelo orgulho. isto é. se teria declarado Deus.348 impiedade. impelido por esse amor. portanto. os vasos com perfumes. o que tudo era trazido para o templo e aí vendido. para não continuarem a constituir-se pedra de escândalo aos que. Casa. tomado desse zelo. escravos de paixões subalternas. de oração. a transformam em covil de ladrões.

9º. 12º. — Levítico. de ter expulsado do templo de Jerusalém os mercadores que lá assentaram suas bancas. a fim de que o que era secreto seja conhecido e o que estava oculto se torne patente. mais penoso. que pregava a adoração do Pai em espírito e verdade. praticando os homens a lei do amor. prepara o cego para ver a luz. 15. . edificou para ser adorado por seus filhos. 7. casas que. mediante a prática da humildade. 8º. a igualdade e a liberdade. que tal se lhes afigurará o mundo donde foram banidos. o zelo por uma edificação material. com sinceridade. 62º. Com a prudência e a habilidade do oculista que. desde que neles só se encontrem virtudes — os anjos de sua glória. mas onde o trabalho é mais árduo. decerto. como mensageiros do Espírito da Verdade.349 Pai. Eles vêm e virão encaminhar os homens. 14º. da justiça. farão de novo ouvir o cântico dos anjos que conduziram os pastores ao presepe de Belém: Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na Terra aos homens de boa-vontade! (143) Jerusalém era edificada no monte Sião. outras tantas oficinas de trabalho são igualmente. que o levou a Ele. como templos que também são. — JOÃO. que só ela pode estabelecer e estabelecerá entre todos. efetivando desse modo a regeneração humana. tornados verdadeiramente irmãos. 9º. e reboará por toda a parte o brado imenso que os homens. regenerados. (144) Deuteronômio. para a verdadeira fraternidade. a vergastar com o látego de fogo da sua palavra de verdade os que ali comerciavam. operando a catarata. os Espíritos do Senhor. 9. Dessa expulsão podemos e devemos concluir que tempo virá em que. tão áspero e doloroso que dará aos que a Ele se vejam compelidos a impressão aflitiva de haverem perdido um paraíso. acima dos mundos. 23º. nem em Jerusalém. Ele próprio. 25. da renúncia de si mesmos. ensinava. repetimos. a Terra será chamada “casa de oração”. mas em espírito e verdade. do desinteresse. em que. templos onde passa a habitar eternamente. 26. Jesus nosso Mestre e nosso Rei. — Isaías. 117º. aos homens a expulsar com energia as paixões e os vícios de seus corações que. da indulgência. vêm e virão levantar progressivamente o véu que rouba às vistas humanas a verdade. soltarão em conjunto e em uníssono. do amor e da caridade. não mais eles adorarão o Pai nem no monte. mais amargo. — Salmos. Não foi. sobretudo. de terem sido expulsos de um éden. no nosso planeta depurado (nova Jerusalém) aparecerá em todo o seu fulgor espírita o nosso protetor e governador. — 4º Reis. 40. E. 13. são os templos mais grandiosos que o Senhor. do devotamento entre todos e por todos. quando a unidade fraternal estiver consumada. 11. 56º. que os Evangelistas referiram. como outrora a multidão. 3. É isso o que Jesus simbolizou no fato. por todas as nações. que o Mestre predisse e prometeu. — Zacarias. pela reciprocidade e pela solidariedade. do perdão e do olvido das ofensas e das injúrias. a purificação da Humanidade. Expulsando-os de lá. o reino de Deus estará estabelecido. onde Deus não habita. quando da sua entrada em Jerusalém: Bendito o rei que vem em nome do Senhor! E os Espíritos que houverem preparado e efetuado a regeneração. Então.

Mas. Perguntando-lhe os discípulos. que está nos céus. mas não achou ali senão folhas. — 26. foi ver se acharia nela alguma coisa. 11º. como a figueira que amaldiçoas-te secou. juntamente com a essência espiritual. 24. de molde a tocar a imaginação dos que o seguiam. quis Jesus lembrar a seus discípulos e a quantos o seguiam estes ensinamentos que já lhes dera: a árvore que não dá frutos é condenada. Vendo isso. — 19. Pedro. Aproximando-se. que está nos céus. ao contrário. No mesmo instante a figueira secou. por lhe terem sido retirados da seiva. lembrando-se da palavra do Cristo. Respondeu-lhe Jesus: Tende fé em Deus. 12 ao 14. Pela manhã. não mais na Terra estivesse A figueira secou subitamente. para que fossem instrumentos simultaneamente dóceis e inconscientes dos Espíritos do Senhor. crente. versículo 18. dela se aproximou. o que por seus discípulos foi ouvido. assim se fará. No dia seguinte. 18 ao 22. 21º. o Mestre. e. disse: Olha. e 20 ao 26 Parábola da figueira que secou MATEUS: capítulo 21º. também vos perdoe os pecados. versículo 12. — 22. — 23. e. se não perdoardes. não só fareis isto a uma figueira. trabalhando sem cessar pelo seu progresso e pelo progresso de seus irmãos. quando vos puserdes a orar.350 136 MATEUS. de que se cumprirá o que houver dito. O exemplo. ensino que era necessário aos seus discípulos. se tiverdes fé e não hesitardes em vosso coração. quando Ele. nada achou senão folhas. teve fome. Em verdade vos digo que aquele que disser a este monte: Tira-te dai e lança-te no mar. ao passarem por ali. viram eles que a figueira secara até à raiz. Disse-lhe então: Nunca mais nasça fruto de ti. MARCOS: capítulo 11º. a fim de que vosso Pai. jamais deve deixar de dar frutos. crede que obtereis o que pedis e assim sucederá. ele teve fome. — MARCOS. porém. em tempo algum deve o homem ser estéril. ao voltar para a cidade. Por isso vos digo: Quando orardes. — 21. fazendolhes compreender a necessidade de não serem estéreis em tempo algum. que já tinham a percepção das coisas espirituais: Como secou assim num instante? O Mestre apenas respondeu: “A fé tudo pode”. Mestre. (145) Com a parábola da figueira que secou. Na manhã seguinte. Porque. Disse-lhes então Jesus: Em verdade vos digo. que. não perdoará os vossos pecados. os discípulos diziam entre si. E obtereis tudo o que com fé pedirdes na vossa prece. divisando ao longe uma figueira que tinha folhas. Disse-lhe então: Nunca mais coma alguém fruto de ti. tomados de assombro: Como secou num instante! — 21. — 20. — 22. sem hesitar no seu coração. ao saírem de Betânia. o que equivalia a dizer que a sua vontade forte fora a causa determinante do fato que os surpreendia. também vosso Pai. que foi levada . pois que não era tempo de figos. — 13. MARCOS: capítulo 11º versículo 20. foi também de molde a lhes ensinar o poder e a força da vontade. — 25. perdoai-lhe. a uma ordem mental de Jesus. que os assistiriam no desempenho de suas missões. verá que assim será feito. se alguma coisa tiverdes contra alguém. mas ainda se disserdes a este monte: Tira-te dai e lança-te no mar. se apoiada na fé. — 14. vendo uma figueira à beira do caminho.

13. os fluídos que dão vida à planta e os fluídos necessários à vegetação material. 15º. não mais dará frutos na Terra: será rechaçado para mundos inferiores. mediante a expiação e a reparação de suas faltas. 14º. do seu adiantamento (145) 1ª Epístola à João. que até à época em que deva operar-se a separação do joio e do bom grão. — Colossenses. e adverti-lo também de que o Espírito culpado. 16º. A parábola da figueira que secou teve por objeto concitar o homem a utilizar a existência terrena. 3º. progredindo. 7. 5. — JOÃO. e 6. 25. permanecer surdo às inspirações de seus guias e dos bons Espíritos. 1º. 3º. — Timóteo. 13. 22. .351 para outro ponto. correspondentes ao grau da sua culpabilidade e às necessidades do seu progresso.

Mas. versículo 1. os escribas e os anciães. andando Jesus pelo templo. MARCOS: capítulo 11º. diziam entre si: Se respondermos que era do céu. — 2.352 137 MATEUS. tocado de arrependimento. — 33. — 31. Observou-lhes então Jesus: em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes vos precederão no reino de Deus. 1 ao 8. Respondei-me: — 4. nem mesmo depois de ver isso. e não foi. lá se reuniram os príncipes dos sacerdotes e os escribas com os anciães. chegaram-se a ele os príncipes dos sacerdotes e os anciães do povo e lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas e quem te deu este poder? — 24. Responderam então a Jesus: Não sabemos. Respondeulhes Jesus: Também eu vos farei uma pergunta. — 29. disse-lhe o homem a mesma coisa. Senhor. — 7. Eles se puseram a raciocinar entre si deste modo: Se respondermos que era do céu. . não o crestes? — 32. portanto. Vós. discorriam assim entre si: — 26. E lhe falaram nestes termos: Dize-nos com que autoridade fazes tais coisas? ou: quem te deu esse poder? — 3. se a ela responderdes. que não sabiam donde era. aos escribas e aos anciães do povo. ele nos dirá: Por que então não crestes nele? — 6. 11º. Qual dos dois fez a vontade ao pai? O primeiro. vai trabalhar hoje na minha vinha. — LUCAS. nem ficastes inclinados a crê-lo. 23 ao 32. — MARCOS. ao passo que os publicanos e as meretrizes creram nele. 21º. ele nos dirá: Por que então não lhe destes crédito? Se respondermos que era dos homens. LUCAS: capítulo 20º. Se respondermos que era do céu. — 8. dir-vos-ei com que autoridade faço estas coisas. pois está convencido de que João era profeta. versículo 23. Mais tarde. Tendo vindo ao templo e estando a ensinar. 27 ao 33. então. — Parábola dos dois filhos MATEUS: capítulo 21º. responderam a Jesus: Não sabemos. Replicou-lhes ele: Não vos direi tampouco com que autoridade faço estas coisas. disse-lhe: Meu filho. 20º. ele dirá: Por que. Se dissermos que era dos homens. Resposta de Jesus aos príncipes dos sacerdotes. O batismo de João era do céu ou dos homens? — 5. Dirigindo-se ao outro filho. porém. — 30. Voltaram novamente a Jerusalém. entretanto. Eles. Ao que o filho respondeu: Não quero. consultando-se mutuamente. — 25. pois que João era tido por todos como profeta. — 28. teremos que temer o povo. Sucedeu que certo dia estando Jesus no templo a ensinar e anunciar o evangelho ao povo. — 32. foi. versículo 27. Jesus lhes retrucou: Nem eu tampouco vos direi com que autoridade faço estas coisas. E. João veio a vós pelo caminho da justiça e não o acreditastes. dele se aproximaram os príncipes dos sacerdotes. todo o povo nos apedrejará. Este respondeu: Eu vou. Donde era o batismo de João? do céu ou dos homens? Eles. Dirigindo-se ao primeiro. — 28. Se dissermos que era dos homens. Porqüanto. Responderam. que vos parece? Um homem tinha dois filhos. — 27. Respondeu Jesus: Também eu vos farei uma pergunta e. respondei-me e depois então vos direi com que autoridade faço estas coisas. E lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu o poder de fazer o que fazes? — 29. teremos que temer o povo. fizestes penitência. — 31. Respondeu-lhes Jesus: Também eu vos farei uma pergunta. disseram eles. porque todos consideravam João verdadeiramente um profeta. 30. À vista disso. O batismo de João era do céu ou dos homens? respondei-me.

evitando responder de modo direto à pergunta que lhe fora feita. mas ficastes parados. “quando arrependidos. escribas e fariseus. que tiverem ouvidos de ouvir. 4º. que só vão tardiamente. Se lhes respondera que o poder lhe vinha de Deus. “porém. que destes na Igreja os primeiros passos. não se renderam à evidência. tereis que trabalhar com “ardor. ainda menos compreenderiam e admitiriam o testemunho da sua palavra. Foi como se dissera: “Esses são filhos rebeldes. houvera-os provocado a apressar o termo da sua missão. os escribas e os fariseus dos nossos dias. também não vos direi com que autoridade faço estas coisas. (146) Os que interpelaram o Cristo sobre a autoridade com que Ele fazia aquelas coisas e procedia da maneira que todos viam. “orgulhosos. Ouçam os príncipes dos sacerdotes. que “se arrependeram a tempo. os publicanos e os de má vida. os quais. entretanto. 7º. Promessas realizáveis no futuro e estímulo para o presente é o que se nos depara nestas palavras suas: “Os publicanos e as meretrizes vos precederão no reino dos céus”. 27. “que ir e ireis para a “vinha”. a fim de recuperardes o tempo perdido. que tardam em ir trabalhar na vinha do Pai de família. “que dissestes: “Vou. que cumpriram a sua tarefa. chegareis “tarde. . eram príncipes dos sacerdotes. muitas vezes. (146) Atos. Quando. Não havendo percebido em que fonte hauria Ele a sua força. pois que será “mister compreendais a vossa falta. mas que vão.353 Replicou-lhes Jesus: Então. para vos estenderem as mãos e vos ajudarem a transpor a entrada”. “lá estarão desde muito à vossa espera. retrogradado. O que deixou transparecer claramente. 7. ao passo que vós. muito tarde ao reino dos céus. Senhor”. que “haveis mesmo. tendo sido testemunhas dos atos de João. chegardes. Tereis.

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138 MATEUS, 21º, 33 ao 41. — MARCOS, 12º, 1 ao 9. — LUCAS, 20º, 9 ao 16. Parábola da vinha e dos vinhateiros
MATEUS: capítulo 21º, versículo 33. Ouvi outra parábola: Um homem pai de família havia que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou no interior um lagar, edificou uma torre, arrendou a vinha a alguns agricultores e partiu para longe. — 34. Aproximando-se a estação dos frutos, mandou ele seus servos aos vinhateiros para receberem os frutos que lhe cabiam. — 35. Os vinhateiros, porém, agarraram os servos, feriram a um, mataram a outro e a outro apedrejaram. — 36. De novo o dono da vinha mandou outros servos em maior número do que os primeiros e os vinhateiros os trataram do mesmo modo. — 37. Mandou por último seu próprio filho, dizendo: A meu filho eles terão respeito. — 38. Mas, ao vê-lo, os vinhateiros disseram entre si: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo e ficaremos donos da sua herança. — 39. Agarraram-no, lançaram-no fora da vinha e o mataram. — 40. Ora, quando o dono da vinha vier, que fará àqueles agricultores? — 41. Responderam-lhe: Aniquilará os malvados como merecem, arrendará a vinha a outros vinhateiros, que, nas épocas próprias, lhe entreguem os frutos. MARCOS: capítulo 12º, versículo 1. Começou depois Jesus a lhes falar por parábolas: Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou no interior um lagar, edificou uma torre, arrendou a vinha a uns vinhateiros e retirou-se para longe. — 2. Chegado o tempo da colheita, mandou um de seus servos aos vinhateiros, para receber o que lhe deviam do fruto da vinha. — 3. Os vinhateiros, porém, agarraram o servo, deram-lhe pancada e o enxotaram sem coisa alguma. 4. Mandou-lhes de novo outro servo e também a este feriram na cabeça e o afrontaram de toda a sorte. — 5. Tornou a mandar outro servo; a este mataram; mandou-lhes muitos; mataram a uns e espancaram a outros. — 6. Mas, como ainda lhe restava um filho a quem ele muito amava, mandou-o por último, dizendo: Meu filho eles respeitarão. — 7. Porém, os vinhateiros disseram uns aos outros: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo e será nossa a herança. — 8. E o agarraram, mataram e puseram fora da vinha. — 9. Que fará o dono desta? Virá, exterminará os vinhateiros e a outros a entregará. LUCAS: capítulo 20º, versículo 9. E começou a dizer ao povo esta parábola: Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a uns vinhateiros e se ausentou do país por longo tempo. — 10. Na ocasião própria mandou um servo aos vinhateiros para que estes lhe dessem o fruto da vinha. Os vinhateiros, porém, o espancaram e recambiaram sem coisa alguma. — 11. Mandou outro servo. A este também espancaram, ultrajaram e despediram com as mãos vazias. — 12. Mandou ainda um terceiro, que os vinhateiros feriram e expulsaram da vinha. — 13. Considerou então o dono da vinha: Que farei? Mandarei meu filho muito amado. Talvez que, vendo-o, lhe tenham respeito. — 14. Mas, ao vê-lo, os vinhateiros disseram entre si: Este é o herdeiro; matemo-lo para que fique sendo nossa a herança. — 15. E o puseram fora da vinha e o mataram. Que lhes fará o Senhor da vinha? — 16. Virá, exterminá-los-á e a dará a outros. Ouvindo isto, disseram os príncipes dos sacerdotes: Deus tal não permita. (147)

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O povo de Israel constitui o emblema da parábola. Ele recebera do Pai celestial sucessivas revelações da verdade divina, por intermédio dos profetas e, afinal, por Moisés, no monte Sinai. Bem poucos têm sido, entretanto, com relação ao número total das criaturas que hão composto a Humanidade até aos nossos dias, os que as receberam como deviam e trilharam o caminho que elas lhes traçavam. Veio depois o Messias, o “herdeiro”, no dizer da parábola, ampliá-las e foi repelido e sacrificado, como os mensageiros que o precederam. Vem agora a revelação que todos deviam esperar, de acordo. com a promessa do Filho de Deus, para completar e dar início à fase de renovação do nosso planeta e de transformação moral da Humanidade, e ainda as mesmas hostilidades encontra. Israel é a vinha que o Senhor plantou; a sebe de que a cercou representa os cuidados que tomou para que conservada fosse a lembrança do seu nome. O lagar éo emblema da provação, da expiação, da reencarnação, em suma. A torre seria a habitação indestrutível dos vinhateiros, se houveram cuidado devidamente da vinha. Os servos do dono desta são os profetas que repetidamente têm vindo fazer sentir aos homens que não estavam trilhando o caminho que lhes fora indicado. As palavras dos vinhateiros: “Este é o herdeiro (referência ao Cristo), vamos, matemo-lo e a herança será nossa”, tiveram por fim mostrar a cegueira dos que, recusando dar a Deus o que é de Deus, repelindo todas as advertências que lhes foram feitas e ainda o são, pensavam nada terem que recear daquele a quem ofendiam e ainda ofendem com a ingratidão e o endurecimento que demonstram. Os a quem se aplicavam essas palavras da parábola naturalmente estão, em parte ao menos, reencarnados na Terra. O que elas objetivavam mostrar se aplica a esses, como a nós outros. A geração daquele tempo não passou, conforme o disse Jesus, nestes termos: “Esta geração não passará sem que tenhais visto vir o filho do homem na sua glória”. (MATEUS, capítulo 24º, versículo 34. — LUCAS, capítulo 21º, versículo 32.) O povo judeu representa os vinhateiros, até à “morte” de Jesus. A partir de então, a vinha foi retirada do poder dos “maus” vinhateiros e dada a “outros”, Os cristãos substituíram os Judeus e foram até ao presente os novos vinhateiros. A vinha que o Senhor lhes arrendou é a Humanidade inteira e a sebe com que a cercou é a lei de amor, que o seu Filho bem-amado desceu a pregar pela palavra e pelo exemplo. O lagar, como sempre é a reencarnação, mediante a qual se extraem dos frutos da vinha, expremendo-se-lhes a parte material e perecível, o “espírito”, que se não altera e dura eternamente. Constituem-no, pois, as provas, as expiações, em suma todas as conjunturas difíceis por que passamos, para que os nossos Espíritos se depurem e desprendam da matéria, que é, para eles, o cadinho da purificação. A torre, que é o nosso planeta, será a habitação indestrutível dos vinhateiros que houverem cuidado da vinha, o lugar seguro onde eles depositarão o suco da uva, quando lhe houverem dado, pelo trabalho, a propriedade e a pureza de que necessita para ficar guardado nela. Será, portanto, o nosso planeta, quando se houver tornado mundo superior. Assim, com relação aos que receberam a vinha com todos os elementos para cultivá-la e fazê-la produzir e que continuam a ofender, imitando os que os

356 antecederam, e a repelir os emissários do Senhor, que nos trazem precioso auxílio para o trabalho que nos incumbe, esta parábola mostra o prêmio e as penas que receberão, quando soar a hora de proceder-se à separação dos que mereçam permanecer no planeta depurado e os que hajam de ser dele expulsos como maus vinhateiros, Estes serão os que se houverem obstinado em repelir a nova explosão do amor do Pai, expressa na Revelação Espírita, o Consolador prometido pelo seu Filho, bem-amado, até ao momento em que Este, conforme também o prometeu, vier, na majestade do seu poder, trazer aos bons e diligentes trabalhadores da vinha o prêmio da sua presença gloriosa, assinalando ser chegado o tempo de figurar a Terra entre os orbes regenerados. Por haver Ele dito que aquela geração não passaria. sem que houvesse visto o Filho do homem vir na sua glória, conclui-se que a mesma geração ainda revive na Terra, ao menos em parte, reencarnados muitos dos Espíritos que a compunham. Os novos vinhateiros, portanto, são ainda os mesmos e, assim, a parábola, dita com relação a eles, também a nós se aplica. Ora, as circunstâncias em que nos vemos são tais, que não podemos alimentar dúvidas quanto ao que nos espera, se não cuidarmos devotadamente da vinha do Senhor. Outro não virá a ser o nosso destino, senão o de nos vermos compelidos a encarnações em planetas inferiores à Terra na atualidade, depois de passarmos pelos tormentos e angústias de acerbos remorsos, na erraticidade, caso não tratemos de aceitar solícitos o auxílio que nos trazem os emissários do nosso Senhor e Mestre e de empregar os maiores esforços por libertar-nos de todos os vícios e paixões, que são os nossos únicos inimigos, para praticarmos, sobretudo pelo exemplo, a moral que Ele personifica. Perseverando nesses esforços e multiplicando-os cada vez mais, é que devemos aguardar, e para ela concorrer, a transformação do nosso mundo, a sua elevação da condição em que ainda se encontra, de mundo material, para a de mundo fluídico, transformação que se operará, não de um momento para outro, porém pouco a pouco, gradativamente, através de fases assinaladas por esses fenômenos a que chamamos calamidades, flagelos. À medida que ela se for operando, os maus vinhateiros irão sendo expulsos e, completada que esteja, o Senhor, o dono da vinha implantará em todos os corações o seu reino. O Senhor é Deus, que reina nos corações puros. (147) Isaías, 5º. 1. — Jeremias, 2º, 21. — 2º Paralipõmenos, 24º, 21. — Neemias, 9º, 26. JOÃO, 11º, 51, e 52. — Atos, 7º, 52.

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139 MATEUS, 21º, 42 ao 46. — MARCOS, 12º, 10 ao 12. — LUCAS, 20º, 17 ao 19. Continuação da parábola da vinha e dos vinhateiros. Jesus pedra angular
MATEUS: capítulo 21º, versículo 42. Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes isto nas Escrituras: “A pedra que os edificadores recusaram se tornou pedra angular; obra foi isto do Senhor, maravilhosa aos nossos olhos”? — 43. Eis por que declaro que o reino de Deus vos será tirado e dado a um povo que dele colha frutos. — 44. Aquele que se deixar cair sobre essa pedra se despedaçará e aquele sobre quem ela cair ficará esmagado. — 45. Ouvindo essas palavras, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus conheceram que era deles que Jesus falava. — 46. Quiseram então apoderar-se deste, mas temeram o povo, que o considerava um profeta. MARCOS: capítulo 12º, versículo 10. Nunca lestes esta passagem da Escritura: “A pedra que os que edificavam rejeitaram se tornou a pedra principal do ângulo. — 11. Foi o Senhor quem fez isso, que os nossos olhos contemplam maravilhados”? — 12. Eles procuravam meio de prendê-lo, pois perceberam que a eles se referia Jesus nessa parábola, mas, como temessem o povo, lá o deixaram e se retiraram. LUCAS: capítulo 20º, versículo 17. Mas, Jesus, fitando-os, lhes perguntou: Que quer então dizer esta palavra da Escritura: “A pedra que os que edificavam recusaram veio a ser a pedra angular. — 18. Todo aquele que cair sobre essa pedra se despedaçará e ficará esmagado aquele sobre quem ela cair”? — 19. Os príncipes dos sacerdotes e os escribas tiveram gana de lhe deitarem as mãos naquele mesmo Instante, pois perceberam que aquela parábola fora dita com relação a eles, mas recearam do povo. (148) Jesus personifica a moral, a lei de amor que pregou aos homens, pela palavra e pelo exemplo; personifica a doutrina que ensinou e que, só? o véu da letra, é a fórmula das verdades eternas, doutrina que, como Ele próprio o disse, não é sua, mas daquele que o enviou. Ele é a pedra angular. Os que rejeitam a pedra que se lhes oferece, para a construção do edifício que os há de abrigar na eternidade, também rejeitam a pedra angular, a que os sustentará. Contra ela se despedaçarão. Os Judeus repeliram a Jesus, o enviado, o ungido do Senhor. Despedaçaram-se de encontro a essa pedra, que havia e há de resistir aos séculos dos séculos. Não a rejeitemos, por nossa vez, porque a mesma sorte nos aguardará. O Espiritismo não é a personificação do Cristo; é, porém, a expressão do seu pensamento, a continuação e a conclusão da sua obra. Tendo soado a hora em que o reinado do espírito que vivifica substituirá o da letra que mata, Jesus, depois de ter vindo entre os homens, lhes envia o Espírito da Verdade, por intermédio dos Espíritos do Senhor, missionários errantes e encarnados. Ele nos envia e enviará sucessivamente os servos do Pai de família. Não nos choquemos contra essa pedra fundamental do edifício da nossa felicidade eterna. Novos vinhateiros, quem quer que sejamos: judeus, gentios, cristãos, espíritas, a vinha que nos foi arrendada é toda a Humanidade. Façamo-la

358 produzir frutos que, em cada nova estação, entreguemos aos servos que. o Senhor nos mandará, com o encargo de recebê-los. O mandamento prescreve que nos amemos uns aos outros. Ensinemos pela palavra e pelo exemplo aos nossos irmãos que no progresso coletivo se encontra a condição do progresso pessoal de cada um. Trabalhemos pela união fraternal de todos os homens, por congregá-los em torno da bandeira cujo lema é — amor e caridade”. Agitemos, por sobre as nossas cabeças, o facho da luz espírita, a fim de que ela esclareça a Humanidade, acerca de suas origens, de seus fins, de seus destinos. Propaguemos, pela palavra e pelo exemplo, a lei de amor, os meios e os modos de praticá-la, material, moral e intelectualmente. Preparemos, dessa maneira, o advento do espírito e a vinda dos tempos preditos e prometidos em que, desprezando todos os mandamentos humanos, para somente obedecer aos mandamentos de Deus que, conforme o proclamou o seu Cristo, encerram toda a lei e os profetas, os homens serão adoradores do Pai em espírito e verdade; dos tempos em que, sendo todos um, pela comunhão dos pensamentos, dos corações e dos atos, todos se reunirão em nome de Jesus, que então estará entre todos, para praticar a adoração do Criador, pela prece e pela instrução em comum, sob a presidência do mais digno, do de maior mérito, em virtude do seu adiantamento moral e intelectual, o qual será designado por voto unânime, visto que então o Espírito Santo se achará com os que o escolherem, todos verdadeiros membros da Igreja do Cristo. (148) Gênese, 49º, 24. — Salmos, 117º, 22. Isaías, 28º, 16. — Daniel, 2º, 44. — Atos, 4º, 11. — Romanos, 9º, 33; 10º, 11. — Efésios, 2º, 20. — 1ª Epístola à Pedro, 2º, 6, 7, 8. — Apocalipse, 2º, 5.

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140 LUCAS, 14º, 1 ao 6. Cura de um hidrópico, em dia de sábado, na casa de um dos principais fariseus
LUCAS: capítulo 14º, versículo 1. Tendo Jesus entrado em certo sábado na casa de um dos principais fariseus para comer, os que lá estavam se puseram a observá-lo. — 2. Defronte dele se achava um homem hidrópico. — 3. E Jesus, dirigindo-se aos doutores da lei e aos fariseus, perguntou: É lícito curar em dia de sábado? — 4. Todos guardaram silêncio. Jesus então, pondo a mão no homem, o curou e mandou embora. — 5. Disse-lhes em seguida: Qual de vós, cujo boi ou jumento que caia num poço, não o tirará daí por ser dia de sábado? — 6. A isto nada puderam responder. (149) O hidrópico fora levado à presença de Jesus pelos doutores da lei, pelos escribas e fariseus, para verem se o apanhavam em culpa, ou por violar o sábado, caso, cedendo aos piedosos impulsos do seu coração, o curasse naquele dia, ou por faltar à caridade, se, para guardar escrupulosamente o sábado, não o fizesse. Porém, Jesus, que lhes lia no íntimo os pensamentos, efetuou a cura, inibindo-os de formular contra Ele qualquer acusação, mediante as perguntas que lhes dirigiu e a que eles se viram impossibilitados de responder. Quanto à cura, o Mestre a operou, como todas as outras que os Evangelhos registram, pelo poder da sua vontade, exercendo sobre o doente uma ação magnética, que lhe saturou o organismo dos fluídos apropriados a restabelecer ali o equilíbrio desfeito. A hidropisia tem a sua causa num empobrecimento do sangue, cujo quilo diminui, sendo substituído pelas partes aquosas que ele contém, devido isso a uma alteração dos princípios vitais, por efeito de privações ou de excessos. Bem dirigida, a ação magnética humana pode deter os progressos dessa decompoSição do sangue e mesmo fazê-la cessar; mas, só com tempo e perseverança, porqüanto os instrumentos ainda não são bastante puros, para não alterarem ou apoucarem, pelo seu contacto, os fluídos de que possam dispor. Jesus, magnetizador perfeito, empregava os princípios curativos em toda a sua pureza e, conseguinte-mente, no máximo grau de eficácia. Não diz o evangelista que a tumefação produzida pela enfermidade cessou inopinadamente; diz apenas que a enfermidade foi curada. Significa isso que a causa do mal foi destruída, restabelecendo-se o equilíbrio como conseqüência da ação magnética exercida, da ação dos fluídos de que Jesus impregnara o organismo do enfermo. O mal chegara a uma de suas últimas fases e a fraqueza obstava a que o hidrópico fizesse qualquer esforço. Jesus, entretanto, o mandou embora. É que lhe deu forças, para se retirar, e esse era o prenúncio da cura visível: a desinchação. (149) Êxodo, 23º, 5. — Deuteronômio, 22º, 4.

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141 LUCAS, 14º, 7 ao 11. Ocupar o último lugar. — Humildade
LUCAS: capítulo 14, versículo 7. Notando, em seguida, que os convidados escolhiam os primeiros lugares à mesa, propôs-lhes esta parábola: — 8. Quando fores convidado para alguma boda, não tomes o primeiro lugar, para não suceder que, havendo entre os convidados pessoa de mais consideração do que tu, — 9, aquele que te convidou a ti e a essa pessoa venha dizer-te: Dá a este esse lugar; e te vejas constrangido a ir, envergonhado, ocupar o último lugar. — 10. Ao contrário, quando fores convidado, vai e toma o último lugar, a fim de que aquele que te convidou, quando chegar, te diga: Amigo, senta-te mais para cima; o que será para ti uma glória diante de todos os que contigo estiverem à mesa. — 11. Porqüanto, todo aquele que se exalta será humilhado e todo aquele que se humilha será exaltado. (150) “Humildade”. Jesus repete amiúde, sob diversas formas, em ocasiões e lugares diferentes, a lição da humildade, pois que a humildade é a fonte de todas as virtudes, de todo o progresso e de toda a elevação moral e intelectual, sendo o orgulho, ao contrário, o vício mais difícil de desarraigar do coração do homem e a causa principal dos vícios que degradam o Espírito, assim como das suas quedas e das perdas que sofre. (150) Provérbios, 25º, 6, e 7. — Job, 22º, 29. — Salmos, 17º, 28. — Timóteo, 4º, 6. — 1ª Epístola à Pedro, 5º, 5.

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142 LUCAS, 14º, 12 ao 15. Convidar os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — Desinteresse
LUCAS: capítulo 14º, versículo 12. Disse também ao que o havia convidado: Quando deres algum jantar ou ceia, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos, para não suceder que também eles te convidem por sua vez e assim te retribuam. — 13. Ao contrário, quando deres algum festim, convida os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — 14. E bem-aventurado serás porque esses não têm com que te retribuir; Deus é quem te retribuirá na ressurreição dos justos. — 15. Ao ouvir essas palavras, disse-lhe um dos que estavam a mesa: Bem-aventurado aquele que comer do pão no reino de Deus. (151) Desinteresse! O homem está sempre propenso a só pensar em si. O mais das vezes, o bem que faz não passa de um empréstimo, do qual espera auferir largos juros. Esquadrinhe-se a maior parte dos atos humanos e descobrir-se-á no homem o desejo de ser pago do bem praticado, seja pelo reconhecimento do beneficiado, seja pelos elogios do mundo, seja pelo merecimento que julgue adquirir desse modo aos olhos de Deus. Estes móveis, particularmente o último, podem ser nobres, mas não devem ser exclusivos. Nunca, entendamos bem, nunca devemos cogitar do proveito que possamos tirar de uma boa ação, de um bom pensamento. Devemos sempre ter por objetivo principal dar testemunho do nosso reconhecimento ao Senhor. Efetivamente, que responderíamoS ao nosso filho, que não cumprisse um só de seus deveres para conosco ou para com seus irmãos ou irmãs, sem nos vir imediatamente dizer: “Fiz isto; que me darás em recompensa?” — Sem dúvida lhe responderíamos: “A principal recompensa está em haveres cumprido o teu dever”. Não nos atenhamos à letra que mata, busquemos sempre o espírito que vivifica, nas palavras de Jesus. Ele não pensou em condenar as relações de família, de amizade. Apenas ensinou a prática do desinteresse, por toda a parte e constantemente, no seio da grande família humana. Ensinou que os festins da caridade material, que sustenta o corpo, dando-lhe alimento, vestes e abrigo, assim como os da caridade moral, que alimenta e desenvolve a alma, devem substituir o luxo, a ostentação e o orgulho desses festins que se originam do interesse calculado, da vaidade, ou da sensualidade, nos quais se dissipa o supérfluo devido aos pobres que, material, moral e intelectualmente, carecem do necessário. Jesus apropriava sua linguagem às inteligências de homens materiais, A FIM de os abalar e impressionar fortemente. “Bem-aventurado serás, disse Ele, porque os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos não têm com que te retribuir: Deus é quem te retribuirá na ressurreição dos justos. Ao ouvir isso, diz o Evangelho, um dos que estavam à mesa disse: Bem-aventurado aquele que comer do pão no reino de Deus”. Perfeitamente compreensíveis são estas palavras. Do ponto de vista humano, aludem aos que participam da vida feliz dos justos. Para homens materiais, qualquer pensamento se reporta à matéria. Daí o apresentar-se ao

362 espírito do Judeu a idéia dos festins celestes. A ressurreição do justo é o seu regresso à pátria. Aquele, que, durante a sua peregrinação humana, viveu submisso às vontades do Senhor, será por este recebido, quando voltar à pátria. Para o Espírito, a ressurreição do justo consiste em libertar-se da necessidade de volver aos mundos inferiores de provações e expiações; consiste em ascender a mundos superiores ao nosso. (151) Neemias, 8º, 10, e 12. — Ester, 9º, 19, e 22. — Apocalipse, 19º. 9.

Disse o primeiro: Comprei uma quinta e preciso ir vê-la. e por isso não posso ir. pelo saber. Disse-lhe depois o servo: Senhor. — 18. — LUCAS. pelos seus enviados. 16 ao 24. como de comum acordo. tornar-se rico de coração e de inteligência. E disse aos seus servos: De fato. lhe perguntou: Amigo. mandou que um servo fosse dizer aos convidados que viessem. — 3. peço-te que me dês por escusado. Entrou em seguida o rei para ver os que estavam à mesa e. — 24. Mandou outros servos recomendando-lhes que dissessem de sua parte aos convidados: O meu banquete está preparado. aquele para seu negócio. Mas. Ide. pela caridade e pelo amor. se encolerizou e. — 20. a fim de participarem do festim celeste. Casei-me. para que se limpem das manchas do pecado. tudo relatou a seu Senhor. não quiseram ir. — 4. os ultrajaram e mataram. tudo está pronto. está feito o que ordenaste e ainda há lugar para outros mais. mas poucos os escolhidos.363 143 MATEUS. O reino dos céus se assemelha a um rei que celebrou as bodas de seu filho. — 21. Parábola das bodas e dos convidados que se excusam MATEUS: capítulo 22º. — 23. disselhes Jesus: — 2. pois que tudo estava pronto. bons e maus. — 14. Falando de novo por parábolas. porém. Voltando o servo. (152) Idênticos são o sentido e o fundamento das parábolas das bodas do filho do rei e da ceia do pai de família. nenhum daqueles homens que foram convidados provará da minha ceia. aí haverá pranto e ranger de dentes. — 6. vinde às bodas. às encruzilhadas e chamai para as bodas todos os que encontrardes. — 17. — 7. exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. — 5. muitos são os chamados. — 22. Porque. começaram a escusarse. que proporciona ao Espírito adiantar-se. dando com um que não trajava a veste nupcial. Retrucou-lhe o Senhor: Vai por essas estradas e veredas e aos que encontrares obriga a entrar. LUCAS: capítulo 14º. pois. A hora da ceia. a fim de que se encha minha casa. 22º. versículo 1. ao saber do ocorrido. enviando seus exércitos. eu vos declaro. de sorte que a sala da festa se encheu de convivas. — 10. disse então o pai de família ao servo: Vai já às praças e ruas da cidade e traze para aqui os pobres e estropiados. Disse então o rei a seus servos: Atai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores. versículo 16. eles nenhum caso fizeram do convite e lá se foram. mas aqueles a quem convidei não foram dignos da festa. Disse-lhes então Jesus: Um homem preparou uma grande ceia e convidou a muitas pessoas. 14º. disse um terceiro. como entraste aqui sem a veste nupcial? O interpelado guardou silêncio. Ambas exprimem o convite que o Senhor faz às suas criaturas. Porque. — 8. — 12. — 9. Saíram os servos pelos caminhos e ruas e reuniram todos os que encontraram. Mandou que seus servos fossem chamar os convidados para a festa: estes. — 19. — 11. para que se regenerem e purifiquem. pela humildade. 1 ao 14. os coxos e os cegos. O rei. estão mortos os meus bois e os meus cevados. Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. — 13. Todos. disse outro. Encolerizado. recobrar a visão espiritual e ver cada . o banquete das bodas está preparado. moral e intelectualmente. Rogo-te que me dês por escusado. enquanto outros agarraram os servos. isto é. este para sua casa de campo. recobrar a liberdade de suas faculdades e a de caminhar pela senda do progresso.

10. 46. sem exceção de nenhum. O choro e o ranger de dentes simbolizam as torturas morais na erraticidade e os sofrimentos da encarnação em mundos inferiores à Terra. 16º. — Atos. todos os que anteriormente cerraram os ouvidos e o coração à voz que os chamava. 3º. 4. (152) Provérbios. que lhe faculta entrar no palácio eterno. que o Espírito da Verdade agora prepara. 5º. Referem-se também a. Vê-se assim que todos os chamados virão a ser escolhidos. que. até poder vestir a túnica imaculada. Esses mesmos. 13º. para entrarem na sala da festa. que só a Revelação Espírita. 3. porém. e 5. Todos são convidados. os dias de hoje. 9º. 9º. 15. nos tempos da regeneração. foram criados para o mesmo fim e têm que participar do banquete de núpcias. bons ou maus. que. então futura. para os planetas inferiores. nas esferas celestes e divinas e aproximar-se do foco da onipotência. quase todos compreenderão a felicidade que se lhes oferece. As palavras: “Porque muitos são os chamados. Apenas uma insignificante minoria se manterá obstinada em resistir aos esforços dos servos de Deus para lhes vestirem o traje de núpcias. antes que entrem na sala do festim. e 12. . onde o Espírito continua a se depurar. porque todos. tornaria claramente compreensíveis. pelas reencarnações. do progresso. previamente dispam suas vestes manchadas. — Apocalipse. 26. para entrarem nos mundos felizes. mas poucos os escolhidos” não se referem unicamente ao que foi expulso por não estar dignamente vestido. 2. para chegar o momento dessa revelação. Cumpre. Dizendo que o rei só encontrou à mesa um conviva que não trazia a veste nupcial. sob a ação das leis imutáveis da expiação. porque dos filhos de Deus nenhum ficará perdido para sempre. pelo renascimento.364 vez mais a luz. 3º. — Colossenses. avançar com passo firme e em linha reta para a perfeição. — 2ª Epístola aos Coríntios. são filhos. sob o manto da parábola. sob pena de serem rechaçados para as trevas exteriores. porém. os tempos preditos da regeneração. quis Jesus mostrar. chegarão à condição de envergarem o traje de núpcias. Muitos séculos era preciso que se escoassem. nas regiões da pureza. Ainda não soara a hora de serem ensinadas abertamente estas coisas. — Daniel. isto é. para longe das venturosas moradas.

muitas vezes. 22º. versículo 15. de fato. 13 ao 17. pois. — 17. Disse então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. É-nos lícito pagar ou não o tributo a César? — 23. o apanhassem por alguma de suas palavras. É lícito paguemos o tributo a César. ou são. se retiraram. LUCAS: capítulo 20º. Perguntou ele: De quem são esta imagem e esta inscrição? — 21. mandaram emissários insidiosos para que. ou algumas delas. Querendo surpreendê-lo em falta por alguma de suas palavras. sabemos que és sincero e veraz. Todos ficaram tomados de admiração. reconhecendo-lhes a hipocrisia. Sempre a espreitá-lo. versículo 13. Esses emissários o Interrogaram deste modo: Mestre. — 17. percebendo-lhes a astúcia. Se aquelas leis. Apresentaram-lhe um denário. mau grado a tudo que se tenha dito. parecem. — 14. 20 ao 26.365 144 MATEUS. iníquas. encheram-se de admiração e. Não podendo repreender-lhe nenhuma das palavras diante do povo. fingindo-se de homens de bem. Ouvindo isto. Dize-nos. De César. por que me tentais? — 19. — 21. uma provação. que ensinas o caminho de Deus na verdade. arbitrárias. só de nós mesmos nos devemos queixar. — 26. que lhe disseram: Mestre. 15 ao 22. 12º. deixando-o. Disse então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. que não te preocupas com as pessoas. De quem são a efígie e a Inscrição que ele traz? Responderam: De César. porém. pelo seu proceder. — LUCAS. — 20. Retirando-se dali. Jesus. respondeu: Hipócritas. Mandaram então seus discípulos com os herodianos dizer a Jesus: Mestre. versículo 20. sabemos que só dizes e ensinas o que é reto. Deram-lhe a moeda e ele perguntou: De quem são esta Imagem e esta inscrição? Responderam eles: De César. calaram-se os emissários. porqüanto não te preocupas com a qualidade das pessoas. Deus e César MATEUS: capítulo 22º. qual o teu parecer: É lícito pagar a César o tributo ou não? — 18. a abrandar. Mostrai-me a moeda com que se paga o tributo. admirados da sua resposta. injustas. portanto. modificar. — 22. mas que ensinas o caminho de Deus pela verdade. suavizar as que tanto lhe pesam. conhecendo-lhes a malícia. Mostrai-me um denário. os fariseus foram reunir-se em conselho. por isso que tais leis existem unicamente por não querermos caminhar todos pelo caminho reto . Disse-lhes então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Aplique-se ele. disse: Por que me tentais? — 24. a fim de o surpreenderem no que dissesse. 20º. mas que ensinas o caminho de Deus na verdade. ou não lho devemos pagar? — 15. mas apenas o progresso moral. — 16. provam que Ele não viera pregar a subversão social. porque não consideras nos homens as pessoas. — 25. O respeito às leis humanas é para o homem um dever e. (153) Estas palavras de Jesus. Jesus. a fim de o entregarem à jurisdição e à autoridade do governador. — MARCOS. mandaram ter com ele alguns fariseus e herodianos. MARCOS: capítulo 12º. sabemos que és sincero e veraz e que não te dá de quem quer que seja. responderam-lhe. sem te preocupares com quem quer que seja. disse: Por que me tentais? Deixai-me ver um denárIo. — 16. — 22. Jesus.

a justiça. em que tanto se empenharam esses príncipes com os da Terra. A liberdade nasce do cumprimento do dever. Se já compreendêssemos bem as coisas. teria sabido viver sempre em harmonia com César e teria feito que a Vinha do Senhor desse os abundantes frutos que devia dar pelo cultivo daquelas virtudes. não haveria “príncipes da Igreja”. O abrandamento das leis depende. o desinteresse. nem o derribamento de tronos. . bem se vê que não serão as revoluções.366 que nos traça a lei divina do amor. baseada esta tão-só no grau de pureza moral adquirida. da conduta dos homens. inclusive César. o amor. desprezou e conspurcou. que implicam a justiça. o que envolve a da fraternidade. do seu saber! As palavras: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. por nos obstinarmos em não cumprir o preceito de não fazermos aos outros o que não queiramos que nos façam. a obra de redenção não seria deferida para amanhã. a humildade. o ódio. que devia pregar pelo exemplo a tolerância. na ordem e na hierarquia. surdos. exclusiva-mente. (153) Romanos. nem as crueldades ainda de tão corrente uso. nem os derramamentos de sangue. para construir. não existiria jamais o poder temporal do papa. para obterem a paz. do amor e da caridade. para fertilizar a Terra. Se compreendidas aquelas palavras houvessem sido. pela prática do duplo amor ao mesmo Deus e ao próximo. a caridade. derem a Deus o que é de Deus. E tão orgulhosos são. como ainda o é. a fraternidade. Destarte. 13º. Só o serão. menos ainda. bem praticadas. os homens permanecem cegos! Ë assim que ainda fazem correr sangue. eles ainda não conseguiram divisar o verdadeiro caminho. que ateiam o incêndio. 7. o respeito a si mesmo e aos outros. muitas vezes cruentos. que desencadeiam a guerra. exclusivamente. pois. Tampouco. ainda não foram compreendidas e. Cegos. na paz. ditas principalmente para o futuro. as discórdias. A Igreja. ainda não lograram atender aos seus interesses reais. da pureza do coração. Julgando-se muito esclarecidos. nem a história registraria os conflitos. a guerra teriam devastado os filhos do Senhor. resultarão a igualdade e a liberdade. suavemente. da qual. ao contrário. que nos hão de outorgar a liberdade e de tornar menos áspero o viver terreno. que ela. no entanto. Trabalhe cada um pela sua própria reforma e o pesado jugo que elas impõem se quebrará por si mesmo e as reformas sociais se operarão sem abalos. quando todos.

vieram ter com ele alguns saduceus. e lhe propuseram a questão seguinte: — 24. 18 ao 27. Pelo que toca à ressurreição dos mortos. versículo 23. nem os homens terão esposas. que dizem não haver ressurreição. depois dos sete. também a mulher morreu. pois. e lhe perguntaram: — 19. que negam a ressurreição. — 35. — 22. umas e outros serão como os anjos de Deus no céu. — 25. Ora. os sete a tiveram por esposa e nenhum deixou descendência. se morrer algum homem deixando a esposa sem filhos. Por último. nem as mulheres maridos: umas e outros serão como os anjos nos céus. Quanto à ressurreição dos mortos. sucedendo o mesmo ao terceiro. o Deus de Jacob?” — 27. 23 ao 33. quando todos ressuscitarem. de qual dos sete será ela mulher. — 33. — 21. — 30. Mestre. — LUCAS. E assim. o Deus de Isaac. o Deus de Jacob. Chegaram depois alguns dos saduceus. sucessivamente. 12º. 22º. — 26. O segundo casou com a viúva do irmão e também morreu sem deixar filho. morreu sem deixar filhos. Moisés disse: Em morrendo algum homem sem deixar filho. — 32. Desposou-a o terceiro e em seguida os outros quatro sucessivamente. a todos até ao sétimo. não lestes no livro de Moisés o que Deus lhe disse na sarça: “EU sou o Deus de Abraão. — Sua sobrevivência ao corpo. — 30. Ora. nem os homens terão mulheres. case o irmão dele com a viúva e descendência dê ao irmão que morreu. — 27. o Deus de Isaac. que era casado. MARCOS: capítulo 12º. mas dos vivos. 27 ao 40. Por último. havia sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem deixar filhos. Deus não é o Deus dos mortos. — 23. — Imortalidade da alma. ao terceiro. Jesus lhes respondeu: Os filhos deste século se casam e são dados em casamento. Naquele dia. sete Irmãos havia e o primeiro. Mestre. nem as mulheres maridos. Respondeu Jesus: Não vedes que errais. — 31. Deus não o é dos mortos. Estais. Mestre. não tendes lido o que Deus vos disse: — 32. por não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus? — 25. mas aqueles . uma vez que com todos foi casada? — 34. morreu a mulher. — 33. Moisés nos deixou escrito que. — Sua individualidade após a morte MATEUS: capítulo 22º. — MARCOS. Na ressurreição. Jesus lhes respondeu: Estais em erro. Ouvindo isso. de qual deles será ela mulher. que negam a ressurreição. de qual deles será ela. e lhe perguntaram: 28. 20º. — Ressurreição. sem que nenhum deixasse descendência. ao ressuscitarem dentre os mortos. em grande erro. O mesmo sucedeu ao segundo. versículo 18. 31. Moisés nos deixou escrito: Se algum homem casado morrer sem deixar filhos. Ora. O segundo casou com a viúva e também morreu sem deixar filhos. Sou o Deus de Abraão. deixando sua mulher a seu irmão. — 26. — 20. versículo 27. Saduceus. havia entre nós sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem descendência.367 145 MATEUS. — 28. Por fim morreu também a mulher depois de todos eles. case seu irmão com a viúva e dê sucessão a seu irmão. Ao tempo da ressurreição. Na ressurreição. o irmão do morto case com a viúva e dê sucessão àquele. Quando for da ressurreição. uma vez que os sete a tiveram por esposa? — 24. Ora. LUCAS: capítulo 20º. Porque. Vieram depois ter com ele alguns saduceus. o povo se admirava da sua doutrina. mas dos vivos. Ora. — 29. uma vez que todos a tiveram por esposa? — 29. por não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus.

de Isaac e de Jacob”. ninguém mais se atreveu a lhe fazer perguntas. “morte”. quando ele chega a tal grau de elevação. E. De um modo como de outro. uma vez que se tenham tornado “filhos da ressurreição”. — 39. o Deus de Isaac. Deus de Isaac. conforme se deu com o Mestre. E que os mortos hão de ressuscitar. após a morte do corpo. não sofreu. Ora. na sarça. que o que chamamos “morte” não é mais do que a cessação. mostrou o Senhor onipotente que Abraão. vestidura que apenas determina uma modificação temporária na sua vida normal. como ainda se dá na Terra. que galgaram as condições elevadas de que acabamos de falar. Deus não o é dos mortos. lembrando-as. surge aí por incorporação fluídica. quer no estado espírita. Por si mesmas se explicam estas palavras. no significado que essa palavra tem entre nós. Fazendo que um Espírito superior dissesse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão. não passa de uma vestidura de provações. Tomando então a palavra. o Deus de Jacob? Ora. chamou ao Senhor de Deus de Abraão. Deus não O é dos mortos e sim dos vivos.368 que forem julgados dignos do século vindouro e da ressurreição dos mortos. As expressões — os anjos de Deus no céu — os anjos que estão nos céus — aos quais se assemelharão. — 37. mas dos vivos. Assim. respondeste bem. desde então. Quando o Espírito. cujo termo chega quando o mesmo Espírito se despoja do corpo material que. que não mais se vê obrigado a habitar mundos onde a reencarnação se opera segundo as leis de reprodução. não mais poderão morrer. se igualarão os mortos. que chegou à condição de habitar os mundos superiores. indicam não só os bons Espíritos. com referência à ressurreição dos mortos: “Não lestes. sua imortalidade e sua individualidade. — 40. que todos vivem. aos discípulos e a todos os homens — a sobrevivência da alma. “filhos de Deus”. no livro de Moisés. de progresso. não mais pode morrer. Isaac e Jacob existiam. proclamava a vida permanente e imortal dos Espíritos. disseram alguns dos escribas: Mestre. Moisés o mostrou quando. portanto. qual o nosso. que. e os homens. O Mestre preparava desse modo as gerações futuras a compreenderem que a vida espírita é a vida primordial e normal do Espírito. quer no estado corporal. que haja transposto essa fase de encarnações materiais. Verificase. visto se terem tornado iguais aos anjos e serem filhos de Deus. nem serão dados em casamento. Aquele. se afasta daquele onde estiver habitando e retorna à vida espírita. já não se dá a morte no sentido humano em que Jesus falava e como ainda agora se entende na Terra. pois que a morte mais não é do que um passo mediante o qual . Se esse mesmo Espírito tem que fazer aparição num planeta inferior. de expiação. como os puros Espíritos. Deus proclamara e Jesus. que Jesus dirigiu aos Saduceus. pois que todos para ele são vivos. Deus de Jacob. uma vez julgados dignos de participar da “ressurreição dos mortos”. proclamava de novo aos Saduceus. estavam vivos e não mortos. (154) A ressurreição é a volta definitiva do Espírito à sua pátria eterna. pois que todos para Ele são vivos. — 38. uma vez ressuscitados. o que Deus lhe disse na sarça: Eu sou o Deus de Abraão. o Espírito vive sempre sob as vistas de Deus. sob as vistas do Pai. para ele. — 36. por aquelas palavras dirigidas a Moisés. esses não casarão. de um exílio temporário. para o Espírito. porqüanto. porque são filhos da ressurreição. o que então se verifica é apenas uma mudança de condição.

11º. incumbido da manifestação. por todos os que estudam a ciência espírita e experimentam no campo da sua fenomenologia. . 5. e 52. de acordo com as necessidades e as circunstâncias. O Espírito superior. Os Saduceus eram os materialistas da época. 6º. e 11. versículos de 16 a 19. versículo 6). as coisas necessariamente se teriam passado da mesma forma. e 16. Hoje. no caso. versículo 19. (155) É o que presentemente ocorre com o fenômeno espírita chamado «voz direta”. tomou uma forma luminosa. não uma forma humana. basta que sacerdotes inteligentes e moralizados lhe ensinem e façam compreender o Evangelho em espírito e verdade. conseguintemente. — Êxodo. imitando por suas obras e exemplos o manso Cordeiro de Deus. Ainda quando. fenômenos apropriados a causar forte impressão no povo hebreu. 7º. 16. capítulo 19º. 20º. Aliás. como todas as que vêm referidas no Antigo e no Novo Testamento. Consideravam Deus como o arquiteto que construiu o edifício: o homem como a pedra que a ação do tempo reduz a pó. Deus disse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão. (154) Deuteronômio. — 1ª Epístola aos Coríntios. conforme já temos ponderado. Reunindo-os e concentrando-os. 32. atualmente assim não é. e produziu uma luz deslumbrante. de fluídos sônicos e outros. é senhor da natureza e de todos os fluídos. não se comunica diretamente com os homens. transmitido a Moisés no monte Sinai. a inteligência humana daquela época não lograva explicá-las. se o povo hebreu só pelo terror podia ser levado a crer em Deus. não tendo e não podendo ter conhecimento das causas de que derivavam. segundo o Êxodo. foi uma manifestação espírita. porém. 15º. 3º. que ainda muito tempo teria que ser conduzido pelo terror. têm que ser reconhecidas e aceitas como simples fenômenos espíritas. O que houve. de Isaac e de Jacob”. Moisés era médium de efeitos físicos. e capítulo 20º. de justiça e de misericórdia. pois outra maneira não havia de fazê-lo observar a lei. 6. nem das leis que as regiam.369 ele volta da vida corpórea à vida espírita. que. o Decálogo. 3º. 42. 2. audiente e vidente. que se tornou puro Espírito. há a observar que Deus. porque. Foi com o auxílio de fluídos. dando lugar aos fenômenos de que trata o Êxodo. Essas manifestações. com a aparência de fogueira. Para que o povo tenha a crença no verdadeiro Deus. — Hebreus. — Atos. 25º. não se diz que Moisés viu a Deus. — 1ª Epístola à João. de natureza física. — Romanos. 10. como fatos naturais. foram qualificadas de “milagres”. articulada (155) e uma luminosidade ofuscante. não o fosse. capítulo 3º. deles dispondo à sua vontade. que chegou à perfeição. e 49. — JOÃO. Segue-se daí. 9. assimilando seu perispírito às regiões terrenas. ele produziu o som da palavra humana. O Espírito superior. e disso precisa o sacerdócio romano convencer-Se definitivamente. que Nosso Senhor Jesus Cristo revelou à Humanidade. mas que o ouviu. que aquele Espírito superior realizou a manifestação. Não observamos na atualidade análogas inconseqüências? homens que admitem a crença em Deus e negam a existência da alma e sua imortalidade? Com relação às palavras que. no Deus de amor.

22º. MARCOS: capítulo 12º. Respondeu Jesus: O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve. — 34. de todo o entendimento. de todo o teu entendimento. semelhante ao primeiro. qual é o grande mandamento da lei? — 37. — 39. semelhante ao primeiro. para o tentar: Mestre. de toda a tua alma. um dos doutores da lei. E o segundo. disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. seremos ramos secos. tendo sabido que ele fizera calar os saduceus. Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? De que modo a lês? — 27. 12º. LUCAS: capítulo 10º. — 38. levantando-se. de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. versículo 34. versículo 28. como a nós mesmos. não praticaremos os atos a que ele dá lugar. — 31. é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. que ouvira a discussão e vira quão bem Jesus respondera aos saduceus. Mas os fariseus. Este o primeiro mandamento. de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento. Israel: o Senhor teu Deus é o único Deus. — MARCOS. Amemos o nosso próximo como a nós mesmos. Toda a lei e os profetas se contém nestes dois mandamentos. Jesus lhe observou: Respondeste muito bem. Então. origem e vida de tudo o que é. E desde então ninguém mais se atreveu a lhe fazer perguntas. é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. — 33. Amor de Deus e do próximo MATEUS: capítulo 22º. porqüanto. a esperança. se não possuirmos o sentimento grandioso da fraternidade. a Ele o pai bondoso e justo de tudo o que vive. Praticá-lo consiste em obedecer às leis divinas. se reuniram em conselho. Não há outro mandamento maior do que estes. sem a qual . 34 ao 40. 10º. Este é o maior e o primeiro mandamento. (156) Amemos o Senhor nosso Deus acima de todas as coisas: a Ele. — 40. — 32. — 35. Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus. disseste bem que Deus é um só. O segundo. O amor de Deus é a força da alma. faze Isso e viverás. Do amor ao próximo. para adquirir todas as virtudes. E amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração. de toda a tua alma. nasce a caridade. engendra a fé e produz a caridade. versículo 25. a quem Ele deu a esperança da vida eterna. Então. É esse amor que nos aquece os corações. 28 ao 34. de todo o teu coração. que era doutor da lei. e amarás o teu próximo como a ti mesmo. e um deles. que hei de fazer para ter a vida eterna? — 26. de todas as tuas forças. de toda a alma e com todas as forças.370 146 MATEUS. a resignação. — 30. 25 ao 28. Vendo Jesus que o escriba replicara sabiamente. Respondeu aquele: Amarás o Senhor teu Deus. de todo o teu coração. Do amor a Deus nascem a submissão. e bem assim o amar o próximo como a si mesmo é coisa de maior valia do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios. o juiz reto de todas as nossas ações. Mestre. — 28. Disse-lhe então o doutor da lei: Na verdade. perguntou-lhe um doutor da lei. para o tentar fez esta pergunta: — 36. — LUCAS. e que o amá-lo de todo o coração. porqüanto nesse amor hauriremos forças para cumprir todos os nossos deveres. que nenhum outro há além dele. se aproximou e lhe perguntou: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? — 29. Mestre. Amemos o Senhor nosso Deus acima de tudo.

meu Pai. 6. que demonstra ser essa a única religião verdadeira. em que se proclama coisa de muito maior valia do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios. quando se dirigiu a Deus. pois que a brandura e a humildade atraem os mais inacessíveis. As obras levam prontamente à vida eterna.371 não faremos boas obras. como. consolam os mais aflitos. 7. A caridade está no socorro que devemos prestar aos nossos irmãos pela nossa inteligência. Sejamos brandos e humildes. versículo 29. caminhando nas vias da perfeição moral. e a Jesus Cristo. somos levados ao cumprimento de todos os nossos deveres no seio da grande família humana. o divino Mestre sancionou expressamente aquela resposta. se eximia de toda divindade como Cristo. Por nenhuma de suas palavras jamais conferiu a si mesmo o titulo de Deus. no altar do coração. que lhe dispensamos. e 14. 10º. porém. pela prática daquele duplo amor. Consultem-se também: Deuteronômio. Precisamos ser brandos e humildes. animam os mais tímidos. — MARCOS. quando declarou que seu Pai era maior do que Ele. pois. (156) Deuteronômio. Jesus nunca pretendeu divinizar-se. somente dos lábios a nossa brandura e a nossa humildade. e 5. 22. por estas últimas e solenes palavras. 45º. capítulo 12º. 6. indivisível. capítulo 6º. pela solidariedade na fraternidade. a religião universal. tornando-lhe penoso. 30º. que há de levar o gênero humano à unidade e. versículo 1. Citando estas palavras do Deuteronômio. purificam os mais gangrenosos. disse Jesus. para base do Cristianismo. Não sejam. versículo 3). Desse modo recusava. capítulo 6º. — Miquéias. — 1º Reis. Praticando-os. proclamando. Jesus sancionava o que o doutor acabara de dizer. para sermos caridosos. 9. 18. a essa vida em que o Espírito. 6. porque então já não seremos caridosos. isto é. o auxílio material. a doutrina que se consubstancia no amor a Deus e ao próximo. proferidas pouco antes da hora do sacrifício: “A vida eterna. por exemplo. versículos 4 ao 6. à realização de seus destinos. por estas palavras. que tu enviaste”. familiar e individual. porém. Israel: o Senhor teu Deus é o Único Deus” e dizendo ao doutor da lei: Respondeste sabiamente e: não estás longe do reino de Deus. social. que “na verdade. — Levítico. 6º. e 8. Nesses dois mandamentos se contém toda a lei e os profetas. (JOÃO. Faze isso e viverás. — Isaías. libertado que está dos laços da matéria. 4º. capítulo 42º. versículo 4: “Ouve. como intelectual e moralmente. a religião de Deus. pelo nosso coração. que Deus é UNO. — 1ª Epístola aos Coríntios. ao passo que muitas vezes elas se referem a um Deus único. material. Sim. 46º. 12. 19º. que ensina a adoração do Pai em espírito e verdade. versículo 4. não há senão um só Deus. deixando esta a outra na ignorância do que fez. capítulo 8º. das constrições da carne. consiste em que eles conheçam por único Deus verdadeiro a ti. capítulo 17º. isto é. conforme já o proclamara Moisés para Israel. qualquer que seja a Sua pobreza. pois que o orgulho afastará de nós o “pobre”. que outro não há além dele”. 4. pela nossa mão direita. debaixo de todos os pontos de vista. não mais sofre a morte. 15º. Replicando. moral ou intelectual. à resposta do doutor da lei: “Não estás longe do reino de Deus”. para sermos caridosos. — Isaías. . do que todas as fórmulas e todos os cultos.

— 36. seja . são irmãos. 29 ao 37. sim. Um samaritano. o infiel. porém. que o viu e passou de largo. quaisquer que sejam a pátria onde nasceram. que era como os Judeus consideravam os filhos de Samaria. Respondeu o doutor da lei: O que para com ele usou de misericórdia. Efetivamente. e o levita. pensou-lhe as feridas. que implica a prática da justiça. disse-lhe Jesus. onde cuidou dele. viu o homem e igualmente passou de largo. caiu nas mãos de salteadores. do amor. que derivam da diversidade e do antagonismo de crenças e de cultos externos. o réprobo. quaisquer que eles sejam. objetivou condenar de antemão esta máxima da Igreja Romana: “Fora da Igreja. veio onde estava o homem e ao vê-lo se encheu de compaixão. nos ensinou. praticamente. consagrar. mas. versículo 29. o idioma que falem. como única verdadeira. amando o nosso próximo. da fraternidade. para todos os seus filhos. Parábola do Samaritano LUCAS: capítulo 10. de antemão. como devemos proceder com os nossos semelhantes. — 33. Pois vai. em face da sua doutrina. o fariseu. Aconteceu que pelo mesmo caminho desceu um sacerdote. Merece toda a nossa atenção. que a única via de salvação é a caridade. reprovar e proscrever. não há heréticos. proclamar que a fé sem as obras nada vale.372 147 LUCAS. assim. lhe disse: Um homem. dar a ver aos homens que. dois objetivos teve Ele em mira. Quis. e faze o mesmo. Do mesmo modo um levita. profundo estudo e meditação séria esta parábola em que. o dogmatismo e a intolerância. — 31. o excomungado. o “samaritano”. tirou dois denários e os deu ao hospedeiro. que. como viriam a proceder de futuro. — 35. Apontava aquele cheio de caridade e estes baldos desse sentimento. seguindo o seu caminho. frutos exclusivos das orgulhosas interpretações dos homens. que também foi ter àquele lugar. para aquele momento e para sempre. perante Deus. Aproximou-se dele. toda. Em segundo lugar. mostrou conhecer. o espancaram e se foram. na minha volta te pagarei tudo quanto despenderes a mais. não há salvação sem a caridade que se exerça e pratique por amor a Deus acima de tudo e por amor ao próximo como a si mesmo. esta: Fora da caridade não há salvação. na caridade. não está em dogmas humanos. 10º. Nosso Senhor Jesus Cristo. com relação a seus deveres. que a fé. que nos prescreve amar o Pai celestial. No dia seguinte. em observância à lei divina. perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo? — 30. por tornar cega a criatura. colocou-o sobre a sua alimária e o levou para uma hospedaria. aos olhos de Deus. dizendo: Trata desse homem. pois que. através de um episódio edificante. deitando nelas óleo e vinho. mostrando que Deus olha igualmente. — 32. não há salvação” e. Dizendo ao doutor da lei: Vai e faze o mesmo. nem ortodoxos. porém. esta parábola nos oferece mais uma prova da inigualável presciência que o divino Mestre tinha de todas as coisas. que descia de Jerusalém para Jericó. Jesus. que o despojaram. tomando a palavra. condenando-a. O doutor da lei. — 34. Primeiramente. querendo parecer justo. o culto que professem. deixando-o semimorto. o herético. o sacerdote. Doutra parte. formulandoa. da misericórdia. com paternal carinho. isto é. Qual dos três te parece que tenha sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? — 37. os ortodoxos em suma. que o orgulho é causa de queda.

nota ao Canto 4º.373 quem for o próximo: conhecido ou desconhecido. o Verbo de Deus: “Amai os vossos inimigos. orai pelos que vos perseguem ou caluniam?” (157) (157) Veja: A Divina Epopéia de Bittencourt Sampaio. amigo ou inimigo. Não disse Ele. fazei o bem aos que vos odeiam. .

tu te azafamas e perturbas a cuidar de muitas coisas. disse Jesus. Marta. Marta se preocupava mais do que devia com os cuidados do corpo. desde que sejam atendidos com critério. Estes versículos. não se te dá que minha Irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude. sem prejuízo algum. queria oferecer a Jesus uma hospedagem luxuosa. Marta. Para Maria. mas não tinha os gostos e as necessidades humanas. Mas. em conseqüência de os terem os homens interpretado. contentando-se com pouco. Disse Jesus: “Nem só de pão vive o homem”. O homem tem o dever de velar pela conservação do seu ser. hão servido para autorizar e justificar a vida religiosa. que. esquecida de que só o necessário basta. não foi o pensamento do Mestre. assim como às suas irmãs Marta e Maria. escolheu a parte melhor. Por que havia ela então de se preocupar com inúteis cuidados materiais? . não lhe assiste o direito de sacrificar ao supérfluo os cuidados que o Espírito requer. respondeu: Marta. naquele momento. com exclusão de todos os cuidados materiais. Jesus os distinguia com a sua amizade. Ë que o alimento espiritual jamais se perde. porém. Entretanto. lhe escutava a palavra. — 43. como para todos. Uns e outros podem emparelhar. Esse. Na Betânia.374 148 LUCAS. 10º. ficava a aldeia onde vivia Lázaro. porém. que muito atarefada andava nos arranjos da casa. Lázaro era um dos Espíritos devotados que haviam encarnado para cooperar no desempenho da missão terrena do divino Mestre. Foi por isso que o Mestre a repreendeu. um exemplo da predileção que merecem aqueles que caminham pela estrada que conduz ao Senhor Todo Poderoso. — O alimento espiritual jamais se deteriora LUCAS: capítulo 10º. E aconteceu que Jesus. — 42. De condição modesta. pequena cidade perto de Jerusalém. — Dever de se aliarem os cuidados do corpo aos que o Espírito reclama. bem como Marta e Maria. Maria escolheu a parte melhor. na estrada geral de Jericó. situada no sopé do monte das Oliveiras. versículo 38. Tinha ela uma Irmã chamada Maria. lhe disse: Senhor. Saibamos. Jesus muito o amava. que não lhe é dado ab-rogar. aliar o cuidado de que necessita o nosso corpo aos que o nosso Espírito reclama. portanto. — Ninguém deve preocupar-se demasiado com as necessidades do corpo. entrou numa aldeia e uma mulher de nome Marta o recebeu em sua casa. segundo a letra. Jesus em casa de Marta. o Cristo trazia um corpo material. que lhe não será tirada”. qual os nossos. é uma semente cujas raízes se prolongam sempre. É esta uma lei absoluta. tendo-se posto a caminho com seus discípulos. — 41. parando diante de Jesus. — 40. próximo à de Betfagé. A afeição que Jesus consagrava a esses irmãos constituía um ensino. uma só é necessária. 38 ao 43. — 39. que lhe não será tirada. falsamente. sentada aos pés do Senhor. O Senhor. que encarnaram para assisti-lo e ajudá-lo. “Maria.

375 O Mestre. como hoje sabemos. ou um exemplo. só fazia refeições diante dos homens e isso mesmo na aparência apenas e não em realidade. . quando precisava dar uma lição.

Ele é o filho de Deus.376 149 MATEUS. disse Jesus: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de David? — 36. à missão de Jesus que. versículo 35. como é ele seu filho? (158) Fazendo essa observação. não devemos esquecer a sua origem. dizendo: — 44. Que vos parece do Cristo? De quem é ele filho? Responderam-lhe os fariseus: De David. Ora. Ensinando no templo. portanto. Pois o próprio David não disse. sua missão. 35 ao 37. que não pertencia à Humanidade. veladamente. Estas palavras alegóricas: “Disse o Senhor a meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu reduza todos os teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés. inspirado pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu reduza teus inimigos a escabelo de teus pés? — 37. — 43. ocupa a direita do Pai. 20º. para dar cumprimento à sua missão terrena. como uma das suas criaturas. MARCOS: capítulo 12º. nosso Mestre. 22º. LUCAS: capítulo 20º. quando o próprio David diz no livro dos Salmos: Disse o Senhor a meu Senhor: Senta-te à minha direita. 41 ao 46. 41 ao 44. — 42. Quaisquer que fossem a humildade. só a nova revelação a resolveria plenamente. Espírito de pureza perfeita e imaculada e. — MARCOS. porém. O Cristo. Senhor de David MATEUS: capítulo 22º. que David. interrogá-lo. em espírito e verdade. o encarregado do progresso da Terra. Ora. até que se haja completado a obra de regeneração. por ser. Como estivessem os fariseus reunidos. o modo e as condições em que se verificou o seu aparecimento na Terra. como qualquer Espírito criado. a natureza e a origem do Cristo. em espírito. se David lhe chama seu Senhor. então. à sua descendência. nosso Senhor. — 43. a doçura. o Espírito que a protege e governa no tocante à depuração e à transformação física. porque só ela daria a conhecer. isto é. puro Espírito. filho do Altissimo. mas. lhe chama seu Senhor. o desprendimento de Jesus. nem. tinha Jesus por fim: dar a ver que nenhum laço carnal o unia a David. diziam respeito. seus poderes com relação ao nosso planeta e à Humanidade terrestre. nem mais ousou alguém. Ora. até que eu reduza teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés? — 44. versículo 41. A questão que Ele propôs aos fariseus e à qual nenhum pôde responder. como tal. versículo 41. . 12º. moral e intelectual da sua Humanidade. como é ele seu filho? Grande multidão se comprazia em ouvi-lo. sua autoridade. filho de Deus e irmão dos homens. se David lhe chama seu Senhor. desde aquele dia. com relação ao nosso planeta. como é. 2º mostrar a distância que havia entre o Espírito de David e o do Cristo de Deus. Replicou-lhes Jesus: Como é. Mas Jesus lhes perguntou: Como dizem que o Cristo é filho de David. como é ele seu filho? — 46. Jesus lhes perguntou: — 42. não como sendo o próprio Deus. — LUCAS. Ninguém lhe pôde responder palavra. Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu tenha reduzido teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés? — 45. se David lhe chama seu Senhor. É nosso irmão.

10º. 1. 34. — 1ª Epístola aos Coríntios. e 13. 25. — Atos. . 160º. 12.377 (158) Salmos. 1º. 2º. — Hebreus. 15º. 13.

Poderá o discípulo que preparamos queixar-se da severidade dos costumes que lhe impomos. — LUCAS. Ouvi-los. de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. daí o alargarem seus filatérios e alongarem suas franjas. pois. porqüanto o exemplo constitui o melhor ensinamento. que gostam de andar com amplas vestes e de ser saudados nas praças públicas. o que eles vos disserem. Guardai-vos dos escribas. LUCAS: capítulo 20º. o Catolicismo. Lembremo-nos de que Jesus disse: “Observai e fazei o que vos disserem. é porque essas palavras do Mestre se tornaram freqüentemente aplicáveis aos escribas e fariseus dos modernos tempos que. os escribas e fariseus orgulhosos. — 6. Referia-se aos escribas e fariseus. Gostam de que os saúdem nas praças públicas e de que os homens lhes chamem mestres. como pode ser carregado sem fadiga.378 150 MATEUS. — 4. também. MARCOS: capítulo 12º. 20º. sobretudo. porqüanto dizem. como . versículo 45. de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. Com mais rigor serão eles julgados. versículo 38. leve o peso aos nossos irmãos. ao contrário. pois. por nós mesmos. mas não praticam a moral que preconizam. houve sempre doutores que pregam e ensinam. Observai e fazei. — 3. se com ele praticarmos o amor? Não imitemos. Aí está o escolho. não têm produzido os frutos evangélicos. — 5. segundo o seu modo de ensinar: Guardai-vos dos escribas. se a observar nos nossos? Se nos vir indulgente para com os outros. mostrando-lhes. Orgulho e hipocrisia dos escribas e dos fariseus. que pregavam e ensinavam sentados na cadeira de Moisés. — 7. Mas. que gostam de ser saudados nas praças públicas. — 47. versículo 1. — 2. Querem os primeiros lugares nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. Todas as suas ações eles as praticam para serem vistos pelos homens. Diante de todo o povo que o ouvia. E lhes dizia. Atam pesados e insuportáveis fardos e os colocam sobre os ombros dos homens e no entanto nem ao menos com o dedo os querem tocar. Falou então Jesus ao povo e a seus discípulos. que querem andar com longas vestes. pregam e ensinam. que deviam produzir. não os imiteis nas suas obras. A semente que dessa forma lançam pode cair em bom terreno e produzir. não será mais pronto em se mostrar caridoso? Não amará seus irmãos. não os imitar MATEUS: capítulo 23º. porém. mas não fazem. Em todos os tempos. Tornemos. deixará de compreender a indulgência? Se lhe fizermos ver como se pratica a caridade. disse ele a seus discípulos: — 46. — 39. amiúde se perde. Maior condenação receberão eles. que devoram as casas das viúvas a pretexto de longas orações. 1 ao 7. — 40. mas. que devoram as casas das viúvas. assentados na cadeira que Ele ocupou. Se o Cristianismo e. 23º. 45 ao 47. porqüanto o que dizem não fazem”. não os imiteis nas suas obras. simulando longas orações. dizendo: Na cadeira de Moisés se sentaram os escribas e os fariseus. porém. — MARCOS. 38 ao 40. 12º.

379 os de outrora. o que não praticam. Ë sempre mais fácil falar do que obrar. .

a justa apreciação de si mesmo é tão difícil que nenhum dentre nós poderá julgar-se capaz de fazê-la. Nenhum homem deve desejar ou aceitar o título ou o apelido de mestre. que está nos céus. nos achemos muito abaixo deles. — Timóteo. usurpar ainda aqueles títulos. único mestre. por cultivar o que é bom. 5. que Jesus deu a seus discípulos e a todos os homens. Só por orgulho e farisaísmo pode o homem. versículo 8. o Cristo. do mesmo modo que o humilde de coração (mas não apenas dos lábios) terá que receber a sua recompensa. cuidarmos de não ser vítimas dele. 22º. terá que o expiar. ao recomeçar a sua prova. para. 1. 11. como tantos há. porém. ser chamados mestres. se lhes levarmos vantagem por qualquer daquelas qualidades. 15º. como fazia outrora. irmãos todos MATEUS: capítulo 23º. e bem assim o de Mestre. (159) Este ensino.380 151 MATEUS. . porque. porqüanto o que se exaltar será humilhado e o que se humilhar será exaltado. 14º. A ninguém na Terra chameis vosso pai. — O Cristo. (159) Job. — 10. Conseguintemente. 29. confessando a nossa fraqueza. que só cabe a Deus. 23º. nem mais sábio. 3º. — Deus. — 12. único doutor. — Provérbios. Tal ensinamento. — LUCAS. nem mais caridoso. porqüanto não tendes mais que um só doutor e um só mestre — o Cristo. assim se resume: Humildade. 33. fraternidade. 8 ao 12. precisamos conhecer o nosso maior inimigo. Por isso mesmo. 4º. A justa apreciação de si mesmo deve sempre dar ao homem criterioso a convicção de que lhe cumpre trabalhar por destruir em si o que é mau. — 9. Quer dizer: se o orgulho o dominar. único pai. é incompatível com o orgulho que enche os odres materiais. que só a Ele. — 11. No dia da retribuição. porqüanto um ONICO pai tendes. Não queirais vós. com relação a outras. como se vê. Na verdade. por adquirir o melhor. nem mais probo. porqüanto um único mestre tendes e todos sois irmãos. 6. ou do que o conjunto dos nossos semelhantes. compete. porém. 5º. Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. nem mais apto do que este ou aquele. Aquele que é o maior entre vós será vosso servo. ele virá a ser vosso servo quando. — Os homens. Nem vos deis o titulo de doutores. — 1ª Epístola à Pedro. nunca nos acreditemos mais dedicado. Aquele que tenta elevar-se acima dos outros é sempre impelido por um sentimento de orgulho. tiver que se humilhar. Interdizia a todos os daquela época e do futuro o uso do título de pai. dar-se pode que. os quais tomariam por insulto serem comparados a qualquer pobre mortal humilde.

guias de cegos. e a expiação lhes farão curvar as frontes orgulhosas e dobrar os joelhos inteiriçados. com as vossas longas orações. assim como a entrada na morada divina. pois. ou o altar que santifica a oferenda? — 20. 13 ao 22. Ai de vós. reconhecerão quão criminosos foram. 13. únicos fundamentos inabaláveis da fé esclarecida e ativa. escribas e fariseus hipócritas. a fim de abusarem da credulidade dos homens e dela se aproveitarem para a consecução de seus fins. e cada vez mais assim será. 12º. tornadas aptas a apreender. 8. que substituem os ensinamentos singelos de Nosso Senhor Jesus Cristo. 25º. 37. Ai de vós. os verdadeiros crentes. que rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito e que. 42. 2. Felizmente. que santifica o ouro? — 18. — MARCOS. escribas e fariseus hipócritas. Os crentes. e bem assim os que lhes obedecem ao mando. — 15. — Salmos. — 21. o tomais duplamente mais merecedor da geena do que vós. bastaria abrissem os olhos. escribas e fariseus hipócritas. . jura por este e por tudo o que sobre ele está. no entanto. Queiram ou não queiram. que emaranham seus irmãos numa teia inextricável de puerilidades culposas. pela análise. Jurar pelo altar. guias cegos que dizeis: Jurar um homem pelo templo nada é. que fechais aos homens o reino dos céus. as quais. por um tecido de mandamentos mesquinhos e arbitrários que eles mesmos elaboram: pesadas cadeias com que embaraçam o passo no sagrado carreiro da salvação. — 22. Estultos e cegos! qual o que vale mais: o ouro. constantes nos Evangelhos. 6º. (160) Escribas e fariseus hipócritas são todos os que se abrigam por detrás de uma fé que não possuem. pelo estudo. — 16. se submetem a um jugo que a razão repele. hão de eles convencer-se. depois de o terdes feito. O remorso. devorais as casas das viúvas: mais rigoroso será por isso o vosso julgamento. jura pelo altar. que ao seu reinado sucedeu o império da inteligência e da razão. nada é. versículo 13. em toda a sua simplicidade e pureza. mas aquele que jurar pelo ouro do templo fica obrigado a cumprir o seu juramento. que. — 17. a luz que se irradia da santa Doutrina do divino Mestre vai espancando as trevas das inteligências e dos corações e esses infelizes. 29. pelo exercício livre do pensamento. um dia. quem jura pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está assentado. 5. cegas também. 11º. Quem. quem jura pelo templo jura por este e por aquele que o habita. 29º. Cegos! que é o que mais vale: a oferenda. — 14. as verdades evangélicas. pela investigação. Escribas e fariseus hipócritas MATEUS: capítulo 23º. — 3º Reis. pela observação. passou o tempo da fé cega. (160) Êxodo. — 19. Mas.381 152 MATEUS. 20º. — LUCAS. ai de vós. 47. mas que. para verem a luz. que já vai distante o tempo das supersticiosas imposições da teocracia. 10º. mas aquele que jurar pela oferenda que está sobre o altar fica obrigado a cumprir o seu juramento. às criaturas humanas. 30º. por mais que hajam feito e ainda façam. 40. 23º. Ai de vós. pois nem entrais nem deixais que entrem os que desejam entrar. então. 8º. são os que mercadejam com suas orações e vendem as graças do Senhor. — 2º Paralipõmenos. dizeis. Sim. São cegos. ou o templo. se formam. porém.

1º. 3º.382 — Atos. 11. 7º. 6. — 2ª Epístola à Timóteo. 49. . — Tito.

LUCAS: capítulo 11º. 37 ao 54 e 13º. E para que sobre vós venha todo o sangue inocente que há sido derramado na Terra. Ai de vós. limpais o exterior do copo e do prato. — 40. desde o sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias. — 36. eu vos declaro que desde agora não mais me vereis. que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes tenho querido reunir teus filhos. Ah! Jerusalém. Eis por que vos vou enviar profetas. Ai de vós. Fariseus cegos. Ai de vós. que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Assim também vós: exteriormente pareceis justos aos homens. estais por dentro cheios de rapina e de imundícias! — 26. Entretanto. escribas e fariseus hipócritas. — 32. — 24. de todas as ervas e desprezais a justiça e o amor de Deus! Estas coisas. Começou então o fariseu a dizer de si para si: Por que não se lavou ele antes de comer? — 39. Se vivêramos nos dias de nossos pais. E estando a falar. que por fora parecem belos aos homens. Eis que deserta vos será deixada a casa. 31 ao 35. ai de vós fariseus. que sois como os sepulcros que não aparecem e por . 23 ao 39. como a galinha reúne debaixo das asas os seus pintos. Ele lhe entrou em casa e tomou lugar à mesa. Disse-lhe então o Senhor: Vós. versículo 37. — 29. sem omitirdes as outras. dai de esmola o que tendes e eis que todas as coisas se vos tornarão limpas. limpai primeiro o interior do copo e do prato. Mas. fariseus! que gostais das primeiras cadeiras nas sinagogas e de que vos saúdem nas praças públicas. Ai de vós. — 39. é que devíeis primeiro praticar. Ai de vós. um fariseu o convidou para jantar. entretanto. contra vós mesmos. que pagais o dízimo da hortelã. pois. escribas e fariseus hipócritas. escribas e fariseus hipócritas.383 153 MATEUS. coisas estas que devieis praticar sem omitir as outras. Testificais. mas que por dentro estão cheios de ossadas e podridões! — 28. que pagais o dízimo da hortelã. — 27. que vos assemelhais a sepulcros caiados. que adornais os monumentos dos justos e dizeis: — 30. Serpentes! raça de víboras! Como podereis escapar da condenação à geena? — 34. do endro e do cominho e não vos importais com o que há de mais importante na lei: a justiça. Doutores hipócritas que têm o coração viciado e enganam os homens pelos atos exteriores. a quem matastes entre o templo e o altar. que limpais por fora o copo e o prato e que. sábios e escribas. 11º. — 43. para que também o exterior fique limpo. que os afastam da luz e da verdade MATEUS: capítulo 23º. escribas e fariseus hipócritas. os fariseus. Guias cegos. — 31. que coais um mosquito e engolis um camelo! — 25. Enchei. versículo 23. — 42. que erigis túmulos aos profetas. — 35. que a uns matareis e crucificareis e a outros acoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade. Em verdade vos digo que tudo Isto virá cair sobre esta geração. filho de Baraquias. Ai de vós. e não quiseste! — 38. porém. — 37. 23º. — 38. Porque. mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. Insensatos! aquele que fez o que está por fora não fez também o que está por dentro? — 41. não os teríamos acompanhado no derramamento do sangue dos profetas. assim. mas o vosso íntimo está cheio de rapina e iniqüidade. da arruda. a medida de vossos pais. Jerusalém. até que digais: Bendito seja o que vem em nome do Senhor. — 44. — 33. — LUCAS. a misericórdia e a fé.

que pagais o dízimo da hortelã. — 52. aos martírios e à morte que os apóstolos. Como desta maneira lhes falasse. Naquele mesmo dia alguns fariseus lhe vieram dizer: Retira-te. desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias. — 34. — 32. geração contas serão pedidas. para que a esta geração se peça conta do sangue de todos os profetas. 47 a 51.384 sobre os