1 ELUCIDAÇÕES EVANGÉLICAS ANTÔNIO LUIZ SAYÃO

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ÍNDICE
AO LEITOR = Página 12 O AUTOR DA ÓBRA = Página 13 DO ESPÍRITO SAYÃO = Página 17 Apreciação da Imprensa - SOBRE A 1ª EDIÇÃO DESTE LIVRO BIBLIOGRAFIA = Página 19 Orientação Espírita = Página 23 O SÉCULO 20 = Página 26 Prefácio da primeira edição = Página 27 Introdução = Página 28 CAPÍTULO 1 = MATEUS, 1º 1 ao 17. — LUCAS, 3º, 23 ao 28. Genealogia de Jesus (aos olhos dos homens) = Página 35 CAPÍTULO 2 = MATEUS, 1º, 18 ao 25. Aparição do anjo, em sonho, a José. — Geração de Jesus = Página 40 CAPÍTULO 3 = LUCAS, 1º, 1 ao 25. Evangelhos. — Aparição do anjo a Zacarias. — Predição do nascimento de João. Mudez de Zacarias. = Página 41 CAPÍTULO 4 = LUCAS, 1º, 26 ao 80. Anunciação. — Visita de Maria a Isabel. — Cântico de Maria. — Cântico de Zacarias = Página 46 CAPÍTULO 5 = LUCAS, 2º, 1 ao 7. Concepção e gravidez de Maria, por obra de Espírito Santo. — Aparição de Jesus na Terra = Página 49 CAPÍTULO 6 = LUCAS, 2º, 21 ao 40. Circuncisão. — Purificação. — Cântico de Simeão. —Ana profetisa = Página 52 CAPÍTULO 7 = LUCAS, 2º, 8 ao 20. — MATEUS, 2º, 1 ao 12. Os pastores. — Adoração dos Magos = Página 55 CAPÍTULO 8 = MATEUS, 2º, 13 ao 23. Fuga para o Egito. — Degolação dos inocentes. — Regresso do Egito = Página 58 CAPÍTULO 9 = LUCAS, 2º, 41 ao 52. Jesus no templo entre os doutores = Página 60 CAPÍTULO 10 = MATEUS, 3º, 1 ao 17. — MARCOS, 1º, 1 ao 11. — LUCAS, 3º, 1 ao 18 e 21 ao 22. Prédica de João Batista. — Batismo. — Espírito Santo. — Anjos da guarda. — Batismo de Jesus = Página 63 CAPÍTULO 11 = MATEUS, 4º, 1 ao 11. — MARCOS, 1º, 12 ao 13. — LUCAS, 4º, 1 ao 13. Jejum e tentação de Jesus = Página 69 CAPÍTULO 12 = MATEUS, 4º, 12 ao 17. — MARCOS, 1º, 14 ao 15. — LUCAS, 4º, 14 ao 5. Notícia do encarceramento de João. — Retirada de Jesus para a Galiléia. — Pregações. Estada em Cafarnaum = Página 73 CAPÍTULO 13 = LUCAS, 4º, 16 ao 21. Vinda de Jesus a Nazaré. — Leitura da profecia de Isaías = Página 74 CAPÍTULO 14 = LUCAS, 4º, 22 ao 30. Jesus designado pôr “filho de José”. — Sua resposta. — Levado ao cume do monte para ser dali atirado, Ele desaparece dentre as mãos dos homens = Página 75 CAPÍTULO 15 = MATEUS, 4º, 18 ao 22. — MARCOS, 1º, 16 ao 20. — LUCAS, 5º, 1 ao 11. Vocação de Pedro, André, Tiago e João. — Pesca chamada milagrosa = Página 76 CAPÍTULO 16 = MATEUS, 4º, 23 ao 25. — MARCOS, 1º, 21 ao 28; e 3º, 7 ao 12. — LUCAS, 4º, 31 ao 37. Predição de Jesus. — Sua fama. — Curas físicas e morais chamadas “milagres” = Página 78

3 CAPÍTULO 17 = MATEUS, 5º, 1 ao 12. — LUCAS, 4º, 20 ao 26. Sermão da montanha = Página 82 CAPÍTULO 18 = MATEUS, 5º, 13 ao 16. — MARCOS, 9º, 49; e 4º, 21 23. — LUCAS, 14º, 34 ao 35; e 8º, 16 ao 17; e 11º, 33 ao 36. Sal e luz da Terra. — Lâmpada. — Nada oculto que não venha a ser manifesto e nada secreto que não venha a ser conhecido e a tornar-se público = Página 84 CAPÍTULO 19 = MATEUS, 5º, 17 ao 19. — LUCAS, 16º, 17. Jesus não veio destruir a lei, mas cumpri-la = Página 87 CAPÍTULO 20 = MATEUS, 5º, 20 ao 26. — LUCAS, 12º, 54 ao 59. Justiça abundante. — Palavra injuriosa. Reconciliação = Página 88 CAPÍTULO 21 = LUCAS, 13º, 1 ao 5. Fazer penitência = Página 90 CAPÍTULO 22 = LUCAS, 13º, 6 ao 9. Parábola da figueira estéril = Página 94 CAPÍTULO 23 = LUCAS, 13º, 10 ao 13. Mulher doente, curvada = Página 95 CAPÍTULO 24 = LUCAS, 13º, 14 ao 17. O dia de sábado. — Culto do sábado = Página 96 CAPÍTULO 25 = MATEUS, 5º, 27 ao 30. Adultério no coração. Extirpação de todos os maus pensamentos = Página 97 CAPÍTULO 26 = MATEUS, 5º, 31 ao 37. — LUCAS, 16º, 18. Casamento. — Juramento = Página 98 CAPÍTULO 27 = MATEUS, 5º, 38 ao 42. — LUCAS, 6º, 29 ao 30. Paciência. — Abnegação, caridade moral e material = Página 100 CAPÍTULO 28 = MATEUS, 5º, 43 ao 48. — LUCAS, 6º, 27 ao 28 e 32 ao 36. Amar os inimigos. — Amor e caridade para com todos. — Via da perfeição = Página 102 CAPÍTULO 29 = MATEUS, 6º, 1 ao 4. Humildade e desinteresse. — Segredo na prática das boas obras = Página 103 CAPÍTULO 30 = MATEUS, 6º, 5 ao 15. — LUCAS, 11º, 14. Prece. — O Pai Nosso = Página 104 CAPÍTULO 31 = MATEUS, 6º, 16 ao 18. Jejum = Página 108 CAPÍTULO 32 = MATEUS, 6º, 19 ao 23. — LUCAS, 12º, 32 ao 34. Desprendimento das coisas terrenas. — Não procureis sendo o que, pela caridade, vos aproxima de Deus. Coração puro, único e verdadeiro tesouro = Página 109 CAPÍTULO 33 = LUCAS, 12º, 13 ao 21. A avareza. — Rico exclusivamente preocupado com as coisas da Terra. — Rico em Deus = Página 111 CAPÍTULO 34 = MATEUS, 6º, 24 ao 34. — LUCAS, 16º, 13 ao 15; e 12º, 22 ao 31. Servir a Deus e não a Mamon. — Nada de preocupação exclusiva com as coisas materiais. — Confiar em Deus, procurando os caminhos que levam a Ele = Página 112 CAPÍTULO 35 = LUCAS, 16º, 19 ao 31. Parábola do mau rico e do pobre paciente e resignado = Página 115 CAPÍTULO 36 = MATEUS, 7º, 1 ao 7. — MARCOS, 4º, 24. — LUCAS, 6º, 37 ao 38, e 41 ao 42. Não julgar os outros. — O argueiro e a trave. — Não dar aos cães as coisas santas = Página 117 CAPÍTULO 37 = MATEUS, 7º, 7 ao 11. — LUCAS, 11º, 5 ao 13. A prece. — Pedi e se vos dará. — Buscai e achareis. Batei e se vos abrirá = Página 118 CAPÍTULO 38 = MATEUS, 7º, 12. — LUCAS, 6º, 31. Justiça. — Amor e Caridade = Página 120 CAPÍTULO 39 = MATEUS, 7º, 13 ao 14. Porta estreita que conduz à vida = Página 121

4 CAPÍTULO 40 = LUCAS, 13º, 23 ao 30. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita = Página 123 CAPÍTULO 41 = MATEUS, 7º, 15 ao 20. — LUCAS, 6º, 43 ao 45. Falsos profetas. — Frutos da mesma natureza que a árvore = Página 125 CAPÍTULO 42 = MATEUS, 7º, 21 ao 29. — LUCAS, 6º, 46 ao 49. Deus julga pelas obras = Página 127 CAPÍTULO 43 = MATEUS, 8º, 1 ao 4. — MARCOS, 1º, 40 ao 45 — LUCAS, 5º, 12 ao 16. O leproso = Página 129 CAPÍTULO 44 = MATEUS, 8º, 5 ao 13. — LUCAS, 7º, 1 ao 10. O centurião = Página 131 CAPÍTULO 45 = LUCAS, 7º, 11 ao 17. O filho da viúva de Naim = Página 134 CAPÍTULO 46 = MATEUS, 8º, 14 ao 17. — MARCOS, 1º, 29 ao 34 — LUCAS, 4º, 38 ao 41. Cura da sogra de Pedro. — Enfermidades curadas = Página 135 CAPÍTULO 47 = MARCOS, 1º, 35 ao 39. — LUCAS, 4º, 42 ao 44. Retirada para o deserto. — Prece. — Pregação = Página 137 CAPÍTULO 48 = MATEUS, 8º, 18 ao 22. — LUCAS, 9º, 57 ao 62. Seguir a Jesus. — Deixar que os mortos enterrem seus mortos. — Não olhar para trás = Página 138 CAPÍTULO 49 = MATEUS, 8º, 23 ao 27. — MARCOS, 4º, 35 ao 40 — LUCAS, 8º, 22 ao 25. Tempestade aplacada = Página 140 CAPÍTULO 50 = MATEUS, 8º, 28 ao 34. — MARCOS, 5º, 1 ao 20. — LUCAS, 8º, 26 ao 40. Legião de maus Espíritos expulsos. — Libertação dos subjugados. — Porcos precipitados no mar = Página 142 CAPÍTULO 51 = MATEUS, 9º, 1 ao 8. — MARCOS, 2º, 1 ao 12. — LUCAS, 5º, 17 ao 26. Paralítico = Página 145 CAPÍTULO 52 = MATEUS, 9º, 9 ao 13. — MARCOS, 2º, 13 ao 17. — LUCAS, 5º, 27 ao 32. Vocação de Mateus = Página 148 CAPÍTULO 53 = MATEUS, 9º, 14 ao 17. — MARCOS, 2º, 18 ao 22. — LUCAS, 5º, 33 ao 39. Jejum. — Pano novo. — Odres velhos. — Vinho novo. — Vinho velho = Página 150 CAPÍTULO 54 = MATEUS, 9º, 18 ao 26. — MARCOS, 5º, 21 ao 43. — LUCAS, 8º, 41 ao 56. A filha de Jairo. — A hemorroíssa = Página 152 CAPÍTULO 55 = MATEUS, 9º, 27 ao 31. Cegos curados = Página 155 CAPÍTULO 56 = MATEUS, 9º, 32 ao 34. — LUCAS, 11º, 14 ao 20. Possesso mudo. — Blasfêmia dos fariseus = Página 156 CAPÍTULO 57 = MATEUS, 9º, 35 ao 38. Ovelhas sem pastor. — Seara. — Trabalhadores = Página 157 CAPÍTULO 58 = MATEUS, 10º, 2 ao 4. — MARCOS, 3º, 13 ao 14, e 16 ao 19. — LUCAS, 6º, 12 ao 16. Nomes dos apóstolos. — Suas vocações = Página 158 CAPÍTULO 59 = LUCAS, 6º, 17 ao 19. Descida do monte. — Curas = Página 159 CAPÍTULO 60 = MATEUS, 10º, 1 e 5 ao 15. — MARCOS, 3º, 15. e 6º, 7 ao 13. — LUCAS, 9º, 1 ao 6. Missão, poder, pobreza e pregação dos apóstolos. Instruções que lhes foram dadas = Página 160 CAPÍTULO 61 = MATEUS, 10º, 16 ao 22. — LUCAS, 12º, 11 ao 12. Prudência. — Simplicidade. — Desassombro diante dos homens. — Assistência e concurso do Espírito Santo = Página 163 CAPÍTULO 62 = MATEUS, 10º, 23 ao 27. — LUCAS, 12º, 1 ao 3 e 6º, 39 ao 40. Fugir às perseguições. — Imitar a Jesus. — Predição da revelação nova. —

5 Fermento dos fariseus. — A hipocrisia; nada oculto a Deus. — Cego conduzindo outro cego = Página 165 CAPÍTULO 63 = MATEUS, 10º, 28 ao 31. — LUCAS, 12º, 4 ao 7. Só temer a Deus, sem cuja vontade nada sucede = Página 168 CAPÍTULO 64 = MATEUS, 10º, 32 ao 36. — LUCAS, 12º, 8 ao 9 e 49 ao 53. Jesus veio trazer fogo à Terra. — Não veio trazer a paz e sim o gládio, a divisão, a fim de que chegue a ser conhecido e até que o seja = Página 170 CAPÍTULO 65 = MATEUS, 10º, 37 ao 39. — LUCAS, 14º, 25 ao 27. Amor da família. — Cumprimento do dever acima de todas as coisas. — Paciência e resignação nas provações terrenas = Página 172 CAPÍTULO 66 = LUCAS, 14º, 28 ao 33. Examinar antes de obrar. — Não parar na estrada do progresso. — Não dar apreço aos bens materiais, senão como meio de fazer caridade = Página 174 CAPÍTULO 67 = MATEUS, 10º, 40 ao 42 e 11º, 1. Aquele que cumpre a lei de amor e de caridade terá sua recompensa = Página 175 CAPÍTULO 68 = LUCAS, 10º, 1 ao 12 e 16. Missão e instruções dadas aos setenta e dois discípulos = Página 176 CAPÍTULO 69 = LUCAS, 10º, 17 ao 20. Regresso dos setenta e dois discípulos. — Seus nomes escritos nos céus = Página 178 CAPÍTULO 70 = MATEUS, 11º, 2 ao 6. — LUCAS, 7º, 18 ao 23. Discípulos de João mandados por este a Jesus = Página 179 CAPÍTULO 71 = MATEUS, 11º, 7 ao 15. — LUCAS, 7º, 24 ao 30 e 16º, 16. João, precursor, e Jesus. — Pedra fundamental do edifício da regeneração. — Missão nova e futura de João = Página 180 CAPÍTULO 72 = MATEUS, 11º, 16 ao 19. — LUCAS, 7º, 31 ao 35. João e Jesus incompreendidos pelos Hebreus, João e Jesus compreendidos hoje pelos que são os filhos do Senhor = Página 183 CAPÍTULO 73 = LUCAS, 7º, 36 ao 50. Pecadora que banha de lágrimas os pés de Jesus e os enxuga com seus cabelos, derramando bálsamo sobre eles = Página 185 CAPÍTULO 74 = MATEUS, 11º, 20 ao 24. LUCAS, 10º, 13 ao 15. Cidades impenitentes = Página 188 CAPÍTULO 75 = MATEUS, 11º, 25 ao 27. LUCAS, 10º, 21 ao 22. CEGOS, tidos entre os homens por SÁBIOS e PRUDENTES. ESCLARECIDOS, que os homens consideram como OBSCUROS = Página 190 CAPÍTULO 76 = MATEUS, 11º, 28 ao 30. Jugo suave e fardo leve = Página 192 CAPÍTULO 77 = MATEUS, 12º, 1 ao 8. — MARCOS, 2º, 23 ao 28. LUCAS, 6º, 1 ao 5. O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. — Deus, sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis, lhes faculta o arrependimento e a reparação = Página 193 CAPÍTULO 78 = MATEUS, 12º, 9 ao 14. — MARCOS, 3º, 1 ao 6. — LUCAS, 6º, 6 ao 11. Cura de uma mão paralítica, em dia de sábado = Página 195 CAPÍTULO 79 = MATEUS, 12º, 15 ao 21. Missão do Messias. — Seus poderes. — Vias de purificação sempre abertas aos Espíritos culpados, que, como todos os outros, têm que chegar ao fim = Página 197 CAPÍTULO 80 = MATEUS, 12º, 22 ao 28. — MARCOS, 3º, 20 ao 26. Subjugado. — Cego e mudo por efeito da subjugação. Blasfêmias dos fariseus. — Reino dividido = Página 199 CAPÍTULO 81 = MATEUS, 12º, 29 ao 37. — MARCOS, 3º, 27 ao 30. —

6 LUCAS, 11º, 21 ao 23; e 12º, 10. O forte armado. — Pecado remido. — Blasfêmia contra o Espírito Santo. — Tesouro do coração. — Palavra Ímpia. — Quem não está com Jesus está contra ele. — Pelo fruto é que se conhece a árvore = Página 201 CAPÍTULO 82 = MATEUS, 12º, 38 ao 42. — LUCAS, 11º, 29 ao 32. Prodígio pedido pelos fariseus. — Resposta de Jesus. — Prodígio de Jonas. — Ninivitas. Rainha do Meio-dia = Página 204 CAPÍTULO 83 = MATEUS, 12º, 43 ao 45. — LUCAS, 11º, 24 ao 28. Dever, que tem o homem, de resistir aos maus instintos, às más paixões. — Resposta de Jesus ao que, do meio do povo, lhe disse uma mulher = Página 207 CAPÍTULO 84 = MATEUS, 12º, 46 ao 50. — MARCOS, 3º, 31 ao 35. — LUCAS, 8º, 19 ao 21. O irmão, a irmã e a mãe de Jesus são os que fazem a vontade de seu pai, ouvindo a palavra de Deus e pondo-a em prática = Página 209 CAPÍTULO 85 = MATEUS, 13º, 1 ao 23. — MARCOS, 4º, 1 ao 20, e 25. — LUCAS, 8º, 1 ao 15, e 18; e 10º, 23 ao 24. Parábola do semeador. — Explicação dessa parábola = Página 210 CAPÍTULO 86 = MATEUS, 13º, 24 ao 30. Parábola do joio semeado entre o trigo = Página 213 CAPÍTULO 87 = MATEUS, 13º, 31 ao 35. — MARCOS, 4º, 26 ao 34. — LUCAS, 13º, 18 ao 22. Grão de mostarda. — Fermento da massa. — Semente lançada à terra = Página 215 CAPÍTULO 88 = MATEUS, 13º, 36 ao 43. Explicação da parábola do joio = Página 217 CAPÍTULO 89 = MATEUS, 13º, 44 ao 52. Tesouro oculto. — Pérola de alto preço. — Parábola da rede lançada ao mar = Página 219 CAPÍTULO 90 = MATEUS, 13º, 53 ao 58. — MARCOS, 6º, 1 ao 6. Nenhum profeta é desestimado sendo no seu país, na sua casa e entre seus parentes = Página 220 CAPÍTULO 91 = MATEUS, 14º, 1 ao 12. — MARCOS, 6º, 14 ao 29. — LUCAS, 3º, 19 ao 20 e 9º, 7 ao 9. Morte de João Batista. — palavras que, ditas com relação a Jesus, confirmam a crença dos Hebreus na reencarnação = Página 221 CAPÍTULO 92 = MATEUS, 14º, 13 ao 22. — MARCOS, 6º, 30 ao 45. — LUCAS, 9º, 10 ao 17. Multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes = Página 223 CAPÍTULO 93 = MATEUS, 14º, 23 ao 33. — MARCOS, 6º, 46 ao 52. Jesus e Pedro caminham por sobre o mar = Página 226 CAPÍTULO 94 = MATEUS, 14º, 34 ao 36. — MARCOS, 6º, 53 ao 56. Curas operadas pelo contacto com as vestes de Jesus = Página 228 CAPÍTULO 95 = MATEUS, 15º, 1 ao 20. — MARCOS, 7º, 1 ao 23. Mãos não lavadas. — Tradições humanas. — Escândalo a desprezar. — Guias cegos. — Verdadeira impureza. — O que vem do coração é que suja o homem, que o torna impuro = Página 229 CAPÍTULO 96 = MATEUS, 15º, 21 ao 28. — MARCOS, 7º, 24 ao 30. A mulher cananeana = Página 232 CAPÍTULO 97 = MARCOS, 7º, 31 ao 37. Cura de um surdo-mudo = Página 234 CAPÍTULO 98 = MATEUS, 15º, 29 ao 39. — MARCOS, 8º, 1 ao 10. Multidão de doentes curados. — Multiplicação de sete pães = Página 235

7 CAPÍTULO 99 = MATEUS, 16º, 1 ao 4. — MARCOS, 8º, 11 ao 13. Recusa do prodígio pedido pelos Fariseus e Saduceus = Página 236 CAPÍTULO 100 = MATEUS, 16º, 5 ao 12. — MARCOS, 8º, 14 ao 21. Fermento dos Fariseus e dos Saduceus = Página 237 CAPÍTULO 101 = MARCOS, 8º, 22 ao 26. Cura de um cego = Página 239 CAPÍTULO 102 = MATEUS, 16º, 13 ao 20. — MARCOS, 8º, 27 ao 30. — LUCAS, 9º, 18 ao 21. Palavras de Jesus confirmativas da reencarnação. — Alusão de relações mediúnicas que podem existir entre os homens e as potências espirituais. — Missão de Pedro na igreja do Cristo. — Verdadeira confissão = Página 242 CAPÍTULO 103 = MATEUS, 16º, 21 ao 23. — MARCOS, 8º, 31 ao 33. — LUCAS, 9º, 22. Predição. — Palavras de Pedro. — Resposta de Jesus = Página 246 CAPÍTULO 104 = MATEUS, 16º, 24 ao 28. — MARCOS, 8º, 34 ao 39. — LUCAS, 9º, 23 ao 27. Meios e condições sem os quais não se pode ver na Terra o reino de Deus, em todo o seu poder = Página 249 CAPÍTULO 105 = MATEUS, 17º, 1 ao 9. — MARCOS, 9º, 1 ao 9. — LUCAS, 9º, 28 ao 36. Transfiguração de Jesus no Tabor. — Aparição de Elias e de Moisés. — Nuvem que cobriu os discípulos —Voz que saiu dessa nuvem e palavras que proferiu = Página 251 CAPÍTULO 106 = MATEUS, 17º, 10 ao 13. — MARCOS, 9º, 10 ao 12. O Espírito de Elias reencarnado na pessoa de João, o Precursor, filho de Zacarias e de Isabel = Página 254 CAPÍTULO 107 = MATEUS, 17º, 14 ao 20. — MARCOS, 9º, 13 ao 29. — LUCAS, 9º, 37 ao 43 e 17º, 5 ao 6. Lunático. — Fé onipotente. — Prece e jejum = Página 256 CAPÍTULO 108 = MATEUS, 17º, 21 ao 22. — MARCOS, 9º, 30 ao 31. — LUCAS, 9º, 44 ao 45. Predição, por Jesus, da sua morte e ressurreição = Página 259 CAPÍTULO 109 = MATEUS, 17º, 23 ao 26. Jesus paga o tributo = Página 260 CAPÍTULO 110 = MATEUS, 18º, 1 ao 5. — MARCOS, 9º, 32 ao 40. — LUCAS, 9º, 46 ao 50. Lição de caridade e de amor, de amparo ao fraco, de fé, confiança, humildade e simplicidade = Página 261 CAPÍTULO 111 = LUCAS, 9º, 51 ao 56. Palavras de Tiago e João. — Resposta de Jesus = Página 263 CAPÍTULO 112 = MATEUS, 18º, 6 ao 11. — MARCOS, 9º, 42 ao 50. — LUCAS, 17º, 1 ao 2. Evitar o escândalo. — É necessário que se dêem escândalos, é impossível que não se dêem. Mas, ai do homem que cause o escândalo = Página 264 CAPÍTULO 113 = MATEUS, 18º, 12 ao 14. — LUCAS, 15º, 1 ao 10. Ovelha desgarrada. — Dracma perdida = Página 266 CAPÍTULO 114 = LUCAS, 15º, 11 ao 32. Parábola do filho pródigo = Página 268 CAPÍTULO 115 = LUCAS, 16º, 1 ao 12. Parábola do mordomo infiel = Página 270 CAPÍTULO 116 = MATEUS, 18º, 15 ao 17. — LUCAS, 17º, 3 ao 4. Palavras de Jesus relativas ao perdão e ao esquecimento das injúrias e das ofensas = Página 272 CAPÍTULO 117 = LUCAS, 17º, 7 ao 10. Cumprimento do dever com humildade e desinteresse, com o sentimento de amor e gratidão ao Criador = Página 273

8 CAPÍTULO 118 = LUCAS, 17º, 11 ao 19. Os dez leprosos = Página 274 CAPÍTULO 119 = LUCAS, 17º, 20 ao 24. O reino de Deus está dentro de nós = Página 276 CAPÍTULO 120 = LUCAS, 17º, 25 ao 37. Sinais precursores da segunda vinda de Jesus = Página 278 CAPÍTULO 121 = MATEUS, 18º, 18 ao 20. Poder de ligar e desligar dado por Jesus aos apóstolos. Sua presença onde duas ou três pessoas se acharem reunidas em seu nome = Página 281 CAPÍTULO 122 = MATEUS, 18º, 21 ao 35. Perdão das injúrias e ofensas. — Parábola dos dez mil talentos = Página 285 CAPÍTULO 123 = MATEUS, 19º, 1 ao 9. — MARCOS, 10º, 1 ao 9. Divórcio. — Casamento = Página 286 CAPÍTULO 124 = MARCOS, 10º, 10 ao 12. — MATEUS, 19º, 10 ao 12. Respostas de Jesus relativas às condições do casamento. Dos eunucos por diversos motivos = Página 289 CAPÍTULO 125 = MATEUS, 19º, 13 ao 15. — MARCOS, 10º, 13 ao 16. — LUCAS, 18º, 15 ao 17. A humildade, fonte de todas as virtudes, de todos os progressos, caminho único que leva à perfeição = Página 291 CAPÍTULO 126 = LUCAS, 18º, 1 ao 8. Parábola da viúva e do mau juiz = Página 292 CAPÍTULO 127 = LUCAS, 18º, 9 ao 14. Fariseu e publicano = Página 293 CAPÍTULO 128 = MATEUS, 19º, 16 ao 26. — MARCOS, 10º, 17 ao 27. — LUCAS, 18º, 18 ao 27. Parábola do mancebo rico = Página 294 CAPÍTULO 129 = MATEUS, 19º, 27 ao 30. — MARCOS, 10º, 28 ao 31. — LUCAS, 18º, 28 ao 30. Resposta de Jesus a Pedro. — Os doze tronos. — As doze Tribos de Israel. — Apostolado. — Amor purificado. — Humildade e perseverança na senda do progresso = Página 297 CAPÍTULO 130 = MATEUS, 20º, 1 ao 16. Parábola da vinha e dos trabalhadores da primeira e da última hora = Página 299 CAPÍTULO 131 = MATEUS, 20º, 17 ao 19. — MARCOS, 10º, 32 ao 34. — LUCAS, 18º, 31 ao 34. Predição do sacrifício do Gólgota = Página 301 CAPÍTULO 132 = MATEUS, 20º, 20 ao 28. — MARCOS, 10º, 35 ao 45. Filhos de Zebedeu. — A humildade e o devotamento para com todos são a fonte e o meio único de toda elevação. — Nunca alimentar no coração a inveja. — Seguir o exemplo de Jesus e fazer esforços por andar nas suas pegadas = Página 302 CAPÍTULO 133 = LUCAS, 19º, 1 ao 10. Conversão de Zaqueu = Página 304 CAPÍTULO 134 = MATEUS, 20º, 29 ao 34. — MARCOS, 10º, 46 ao 52. — LUCAS, 18º, 35 ao 43. Cura dos cegos de Jericó = Página 305 CAPÍTULO 135 = MATEUS, 21º, 1 ao 17. — MARCOS, 11º, 1 ao 11, e 15 ao 19. — LUCAS, 19º, 28 ao 48 Entrada de Jesus em Jerusalém. — Mercadores expulsos do templo. — A casa do Senhor é casa de oração e não, pelo tráfico, um covil de ladrões Predição da ruína de Jerusalém = Página 307 CAPÍTULO 136 = MATEUS, 21º, 18 ao 22. — MARCOS, 11º, 12 ao 14; e 20 ao 26. Parábola da figueira que secou = Página 312 CAPÍTULO 137 = MATEUS, 21º, 23 ao 32. — MARCOS, 11º, 27 ao 33. — LUCAS, 20º, 1 ao 8. Resposta de Jesus aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciães do povo. — Parábola dos dois filhos = Página 314 CAPÍTULO 138 = MATEUS, 21º, 33 ao 41. — MARCOS, 12º, 1 ao 9. — LUCAS, 20º, 9 ao 16. Parábola da vinha e dos vinhateiros = Página 316

9 CAPÍTULO 139 = MATEUS, 21º, 42 ao 46. — MARCOS, 12º, 10 ao 12. — LUCAS, 20º, 17 ao 19. Continuação da parábola da vinha e dos vinhateiros. Jesus pedra angular = Página 319 CAPÍTULO 140 = LUCAS, 14º, 1 ao 6. Cura de um hidrópico, em dia de sábado, na casa de um dos principais fariseus = Página 321 CAPÍTULO 141 = LUCAS, 14º, 7 ao 11. Ocupar o último lugar. — Humildade = Página 322 CAPÍTULO 142 = LUCAS, 14º, 12 ao 15. Convidar os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — Desinteresse = Página 323 CAPÍTULO 143 = MATEUS, 22º, 1 ao 14. — LUCAS, 14º, 16 ao 24. Parábola das bodas e dos convidados que se excusam = Página 324 CAPÍTULO 144 = MATEUS, 22º, 15 ao 22. — MARCOS, 12º, 13 ao 17. — LUCAS, 20º, 20 ao 26. Deus e César = Página 326 CAPÍTULO 145 = MATEUS, 22º, 23 ao 33. — MARCOS, 12º, 18 ao 27. — LUCAS, 20º, 27 ao 40. Saduceus. — Ressurreição. — Imortalidade da alma. — Sua sobrevivência ao corpo. — Sua individualidade após a morte = Página 328 CAPÍTULO 146 = MATEUS, 22º, 34 ao 40. — MARCOS, 12º, 28 ao 34. — LUCAS, 10º, 25 ao 28. Amor de Deus e do próximo = Página 331 CAPÍTULO 147 = LUCAS, 10º, 29 ao 37. Parábola do Samaritano = Página 333 CAPÍTULO 148 = LUCAS, 10º, 38 ao 43. Jesus em casa de Marta. — Ninguém deve preocupar-se demasiado com as necessidades do corpo. — Dever de se aliarem os cuidados do corpo aos que o Espírito reclama. — O alimento espiritual jamais se deteriora = Página 334 CAPÍTULO 149 = MATEUS, 22º, 41 ao 46. — MARCOS, 12º, 35 ao 37. — LUCAS, 20º, 41 ao 44. O Cristo, Senhor de David = Página 335 CAPÍTULO 150 = MATEUS, 23º, 1 ao 7. — MARCOS, 12º, 38 ao 40. — LUCAS, 20º, 45 ao 47. Orgulho e hipocrisia dos escribas e dos fariseus. Ouvilos, mas, não os imitais = Página 336 CAPÍTULO 151 = MATEUS, 23º, 8 ao 12. Nenhum homem deve desejar ou aceitar o título ou o apelido de mestre. — Deus, único pai. — O Cristo, único doutor, único mestre. — Os homens, irmãos todos = Página 337 CAPÍTULO 152 = MATEUS, 23º, 13 ao 22. Escribas e fariseus hipócritas = Página 338 CAPÍTULO 153 = MATEUS, 23º, 23 ao 39. — LUCAS, 11º, 37 ao 54 e 13º, 31 ao 35. Doutores hipócritas que têm o coração viciado e enganam os homens pelos atos exteriores, que os afastam da luz e da verdade = Página 339 CAPÍTULO 154 = MARCOS, 12º, 41 ao 44. — LUCAS, 21º, 1 ao 4. O óbolo da viúva = Página 342 CAPÍTULO 155 = MATEUS, 24º, 1 ao 14. — MARCOS, 13º, 1 ao 13. — LUCAS, 21º, 5 ao 19. Resposta de Jesus à pergunta que lhe fizeram os discípulos acerca do seu advento e do fim do mundo, bem como sobre os sinais prenunciadores de uma e outra coisa. — Guerras. — Sedições. — Pestes. — Fomes. — Falsos profetas. — Afrouxamento da caridade. — Perseguições. — Assistência do Espírito Santo. — Língua e sabedoria dadas por Deus. — Paciência. — Perseverança = Página 343 CAPÍTULO 156 = MATEUS, 24º, 15 ao 22. — MARCOS, 13º, 14 ao 20. — LUCAS, 21º, 20 ao 24. Abominação da desolação no lugar santo. — Males extremos. — Cerco de Jerusalém = Página 346 CAPÍTULO 157 = MATEUS, 24º, 23 ao 28. — MARCOS, 13º, 21 ao 23. Falsos

— MARCOS. 26º. — MARCOS. 1 ao 9. — LUCAS. — Ambição. 24º. — LUCAS. — MARCOS. mas as palavras de Jesus não passarão = Página 351 CAPÍTULO 160 = MATEUS. — LUCAS. — Jesus prediz a traição de Judas = Página 369 CAPÍTULO 171 = LUCAS. 24 ao 27. — Predição da era nova do Cristianismo do Cristo. 45 ao 51. 47 ao 48. 22º. — Servo inútil. apresentada sob a figura emblemática de um juízo final = Página 361 CAPÍTULO 168 = MATEUS. 31 ao 38. 12º. 24 ao 30. O homem deve estar sempre alerta. 19. — Lugar escolhido para a Páscoa = Página 366 CAPÍTULO 170 = MATEUS. — LUCAS. 39 ao 40. reencarnados na Terra. 21º. 29 ao 31. 14º. — O homem não pode nem deve procurar devassar os segredos do futuro. 36 ao 39.10 Cristos. 17 ao 26. 1 ao 13. 22º. 32 ao 37. trabalhando desde já. 14º. 14 ao 19. pela sua purificação e seu progresso = Página 353 CAPÍTULO 161 = MATEUS. — LUCAS. Parábola do servo fiel e prudente e do mau servo = Página 355 CAPÍTULO 163 = LUCAS. 24º. Predições de Jesus. 14 ao 23. — LUCAS. 24º. — LUCAS. Orgulho. 14 ao 30. da era espírita. ativa e continuamente. Pacto de traição feito por Judas Iscariotes com os príncipes dos sacerdotes. A culpabilidade e a responsabilidade do Espírito são proporcionais aos meios postos a seu alcance para se instruir e à luz que recebeu = Página 356 CAPÍTULO 164 = MATEUS. 12º. — A Terra passará. — MARCOS. 26º. 13º. 35 ao 38 Vigiar. 20 ao 30. 25. 32 ao 35. — Falsos profetas = Página 348 CAPÍTULO 158 = MATEUS. — Predição da negação de Pedro = Página 373 CAPÍTULO 173 = MATEUS. — Palavras muitas vezes repetidas por Jesus com referência à separação do joio e do trigo = Página 354 CAPÍTULO 162 = MATEUS. 26º. — Interditos = Página 372 CAPÍTULO 172 = MATEUS. — MARCOS. 31 ao 35. — Estar pronto a receber a Jesus pôr ocasião da sua segunda vinda = Página 358 CAPÍTULO 166 = MATEUS. 31 ao 46. 12º. 24º. Parábola das virgens loucas e das virgens prudentes = Página 357 CAPÍTULO 165 = LUCAS. 1 ao 13. 34 ao 38. 22º. 41 ao 46. 13º. 36 ao 46. 28 ao 31. 29 ao 33. as coisas por ele preditas para a depuração e a transformação do planeta e da Humanidade terrenos. 25º. Predição dos acontecimentos de ordem física e de ordem moral que precederão o advento de Jesus em todo o seu esplendor espiritual e predição desse advento = Página 349 CAPÍTULO 159 = MATEUS. 22º. 21º. 26º. 1 ao 13. 12º. — Parábola dos dez marcos = Página 359 CAPÍTULO 167 = MATEUS. 14º. 25º. — MARCOS. Perfume derramado sobre a cabeça de Jesus = Página 363 CAPÍTULO 169 = MATEUS. — LUCAS. 24º. 14º. 21º. encarnados ao tempo em que Jesus falava. verão. 25 ao 28. — . Desconhecida é a hora em que se darão os acontecimentos preditos para depuração e transformação da Terra e da Humanidade terrena. — MARCOS. 32 ao 42. 26º. — LUCAS. 40 ao 44. 13º. — Espíritos haverá que. Depuração pela separação do joio e do trigo. — MARCOS. 10 ao 16. 11 ao 27 Parábola dos talentos. Ceia pascal. — Dominação. Parábola da figueira. mas deve estar sempre pronto a comparecer diante do Senhor e a se tornar digno de evitar tudo quanto há de suceder. 14º. 27 ao 31.

no entender dos homens = Página 397 CAPÍTULO 185 = MATEUS. e prepará-los para. 27º. 14º. 22º. Rasga-se o véu do templo. — LUCAS. — ELE ENSINA Os homens a morrer. Crucificação de Jesus e dos dois ladrões. — LUCAS. objetivando o progresso do Espírito. 1 ao 25. 27º. — Tremor de terra. Flagelação. 18º. 66 ao 72. 27º. — Insultos = Página 389 CAPÍTULO 180 = MATEUS. — Palavras e ensinamentos dirigidos aos discípulos. 11 ao 26. — Um dos que acompanhavam a Jesus corta a orelha a um dos do séquito do sumo sacerdote e Jesus a cura. — LUCAS. 23º. — MARCOS. 50 ao 56. — MARCOS. 33 ao 38. ao que é chamado o bom ladrão = Página 395 CAPÍTULO 184 = MATEUS. 26º. 39 ao 46. — MARCOS. 45. 69 ao 75. 29 ao 32. Guardas são aí . 15º. Negação de Pedro = Página 383 CAPÍTULO 177 = MATEUS. — MARCOS. 33 ao 37. 23º. sob o véu da letra. Os príncipes dos sacerdotes e os fariseus chumbam a pedra que fechava a entrada do sepulcro. 56 ao 62. — LUCAS. Jesus levado à presença do sumo sacerdote. 32. 15º. — Coroa de espinhos. e 47 ao 49. 15º. — Simão de Cirene o ajuda a carregar a cruz. 26º. — MARCOS. — Zombarias. 22 ao 28. 47 ao 56. 22º. depois de lhes haver ensinado a viver. — Lugar do seu suicídio e da sua sepultura = Página 385 CAPÍTULO 178 = MATEUS. 14º. 42 ao 47. 14 ao 24. — LUCAS. — MARCOS. 27º. 1 ao 10. — JOÃO. Arrependimento e morte de Judas. — MARCOS. Blasfêmias. 51 ao 56. 1 ao 12. — MARCOS. 23º. 27º. — MARCOS. 26º. Beijo de Judas. — LUCAS. 15º. 16 ao 19. 35 ao 37. 45 ao 50. — Palavras do centurião = Página 399 CAPÍTULO 186 = MATEUS. 23º. 15º. 15º. 23º. 23º. — LUCAS. — MARCOS. 39 ao 43. — LUCAS. até ao advento do Espírito. 44. 54 ao 55 e 63 ao 71. 62 ao 66. 1 ao 15. 19º. José de Arimatéia desce da cruz o corpo e o deposita no sepulcro = Página 401 CAPÍTULO 187 = MATEUS. 44 e 46. — LUCAS. Jesus no horto de Getsemani. 15º. 43 ao 52. — Palavras por Ele ditas como ENSINAMENTO e EXEMPLO = Página 392 CAPÍTULO 182 = MATEUS. 27º. 39 ao 43. 32 ao 34. 57 ao 61. Morte de Jesus. — MARCOS. 14º. 26 ao 32.11 LUCAS. 27º. — Jesus é entregue para ser crucificado = Página 386 CAPÍTULO 179 = MATEUS. — Aparição dos mortos. 27 ao 30. — LUCAS. — JOÃO. 23º. 47 ao 53. Jesus conduzido ao lugar do suplicio. 31 ao 32. na época desse advento. — LUCAS. — Insultos = Página 394 CAPÍTULO 183 = MATEUS. 27º. 57 ao 68. 15º. Jesus diante de Pilatos. 20 ao 21. 15º. — Fuga dos discípulos = Página 378 CAPÍTULO 175 = MATEUS. 22º. reconhecerem que deviam pôr de lado a divindade que as interpretações humanas lhe teriam atribuído = Página 375 CAPÍTULO 174 = MATEUS. 27º. 27º. — Ultrajes. — Palavras que dirige às mulheres que o lamentavam e pranteavam = Página 390 CAPÍTULO 181 = MATEUS. 53 ao 65. 38 ao 41. Palavras que Jesus dirigiu a um dos dois ladrões. 22º. — Obscurecimento do Sol. 23º. e 38. — Jesus ultrajado e tido por merecedor de condenação à morte = Página 381 CAPÍTULO 176 = MATEUS. — Aparição do anjo com um duplo fim: convencer os homens de que era aparente a condição humana que eles consideravam em Jesus e na qual haviam de acreditar enquanto durasse a sua missão terrena e acreditariam. — MARCOS. 27º.

16º. 12 ao 13. — Narrativa que estas fazem aos discípulos. volta essa chamada: ascensão. Aparição de Jesus aos apóstolos = Página 411 CAPÍTULO 191 = MATEUS. — LUCAS. 1 ao 18. — Jesus. lhes desaparece das vistas = Página 409 CAPÍTULO 190 = MARCOS. — LUCAS. Aparição de Jesus aos dois discípulos que iam para a aldeia de Emaús. que se explicam e completam umas pelas outras = Página 413 . 24º. 24º. — Concordância estabelecida a esse respeito entre as narrações evangélicas. — JOÃO. — MARCOS. 50 ao 53. 19 ao 30. — LUCAS. 1 ao 12. visitam o sepulcro = Página 404 CAPÍTULO 189 = MARCOS. 28º. 16º. Visita de Maria Madalena e das outras mulheres ao sepulcro.12 postados = Página 403 CAPÍTULO 188 = MATEUS. 24. Pedro e João. nas regiões etéreas. 20º. Volta de Jesus à natureza espiritual que lhe era própria. — LUCAS. aos príncipes dos sacerdotes. 1 ao 15. — MARCOS. 36 ao 49. — Narrativa que os guardas fazem. 16º. — Aparição dos anjos às mulheres. Estes subornam os guardas. 16º. 24º. — Aparição de Jesus a Maria e às outras mulheres. Novas e sucessivas aparições aos discípulos. à vista do que elas contam. 1 ao 11. 16 ao 20. 15 ao 20. do que se passara. 14. estando com eles à mesa. 28º. — A pedra que lhe fechava a entrada é encontrada com os selos partidos e derribada. 20º. — JOÃO. 13 ao 35.

foram concedidas ao nosso Grupo. a aspiração de oferecermos um livro. cujo conjunto oferece os meios ao alcance de todas as inteligências. posteriormente à publicação da primeira edição do “Livro dos Estudos dos Evangelhos”. na sua verdadeira e pura concepção. o nosso Bendito Pastor. . que retira todas as explicações e ensinamentos trazidos até hoje aos homens. aos Profetas e às Escrituras. Finalmente. dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. adotado e completado por Jesus. A importância que advém. O proveito. de harmonia com a santa Doutrina de Jesus. que constituem a Bíblia. como particularmente a cada crente em seu gabinete. pelo Consolador.13 AO LEITOR O desejo de concorrer de alguma sorte para a propagação dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. para o estudo dos Evangelhos. Tais as razões que nos levam à publicação deste livro. para chegar-se ao conhecimento da moral verdadeiramente cristã. para a Humanidade. em substituir o fanatismo dos milagres. Maio — 1902. em espírito e verdade. A confirmação pelas revelações que. para facilitar esse estudo divino aos Grupos em geral. o livro inspirado de Deus. as quais explanam e esclarecem muitos pontos desses estudos. sob o título: “Elucidações Evangélicas». dogmas e ‘mistérios por uma profunda convicção da verdade e exeqüibilidade dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. para a compreensão. das referências à Lei.

indo juntar-se à coorte dos Espíritos luminosos. a existência de um núcleo de corações homogêneos. pujante e belo núcleo de valorosos apóstolos da Revelação Nova. diga aos que a vão tomar para base de suas meditações sobre o Evangelho e que abraçaram o Espiritismo quando já aquele não mais pertencia ao rol dos “mortos” sepultados na carne. à atual geração de espíritas. reproduzimos aqui o que. publicando-a. como o fez. é como a classificam estas palavras com que a sagrou o Espírito Frei José dos Mártires. humilde e abnegado servo do Senhor. “Ismael”. não sobre a areia movediça das paixões desencontradas. sob o pseudônimo de que usava. outra edição das “Elucidações Evangélicas”.14 O AUTOR DA ÓBRA Dias depois de haver entoado. Para que assim seja. deixou traços indeléveis da superioridade que a distinguia. o seu canto de cisne. numa efusão. publicou Pedro Richard. assumiram a tarefa de dirigir neste plano. do Grupo “Ismael”. depois dele e dos seus preclaros companheiros. coração tão grande como o seu Pedro Richard. a Instituição que muitíssimo lhes deve do que foi. Efetivamente. apontando-lhes o meio de construírem o edifício da fé. caridosos e bons. esse outro componente do núcleo de corações homogêneos a que se referiu Frei José dos Mártires. porem. assim. legando-lhes esta obra. Ao fazer. que dilata os seios dalma para o bem e para a luz. mas sobre a rocha inamovível da verdadeira crença. bendirão o teu nome. sempre ardoroso na fé. de amor fraternal e de admiração. em cuja direção o sucedeu. então sob a sua direção. aos que cuidam seriamente das coisas divinas. em que a alma desse crente fervoroso. a 31 de março de 1903. por ocasião da sua ressurreição para a vida real. membro. com a obra que lhe foi por ele ofertada. a personalidade daquele que a concebeu e executou. Não será. que nenhum o conseguiria. disse do Irmão exemplar que. Bezerra de Menezes e outros que com ele formaram o primitivo Grupo. no primeiro número do “Reformador” distribuído após a desencarnação do venerando autor das ‘Elucidações”. bebendo ensinamentos nos teus esforços e produzindo também alguma coisa de útil aos seus irmãos. legitima e sincera. em cujas fileiras já tinham ingressado Bittencourt Sampaio. o pseudônimo de Bezerra de Menezes. que invocava. do que é e do que será. justo é que a Federação. se sentem na obrigação gratíssima de dar a conhecer. que procuram sincera-mente orientar seus irmãos. nenhum deles quem o fará.” Pois bem: é bendizendo-lhe o nome que os que. como ele. (*) Eis o que. fora o porta-estandarte da pequenina milícia humana do Anjo Ismael: . Deixas na Terra um pouco da luz que recebeste do céu e os homens do futuro. ora a ele reunido na falange dos veros servidores de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos verdadeiros dirigentes da Federação. seu grande amigo também. desferiu o vôo para as regiões serenas da bem-aventurança. sob a égide de seus Espíritos. seu Guia: “Ela tem em si o bastante para assegurar. um dos seus fiéis companheiros de apostolado. agora. quem foi esse cultivador da Seara Divina que. alma afim com a sua. o de “Discípulo de Max”. o saudoso autor da presente obra. num preito de reconhecimento e saudade. os brindou com uma jóia de súbito valor.

se bem que imperfeito. que. Tomba o corpo. que para esta existência trouxe a prova da riqueza. É. assim estimulados. em busca da Grande Luz. soube Sayão desempenhar-se brilhantemente do compromisso que tomou. A vida de um justo é sempre um exemplo a seguir-se. Bem se vê que esta luminosa sentença não pode comportar a tradução servil que as letras lhe emprestam. é um tropo empregado por Jesus para significar à Humanidade a dificuldade com que tem de lutar um Espírito. sem crença e sem moral! Para se avaliar a grandeza da prova pedida por Sayão. tendo em toda a sua vida uma única preocupação: servir ao nosso Bom Senhor.. surge. será salvo”. do que se salva um rico”. pelos exemplos de toda ordem. já não pode ser atingido pelo orgulho e a vaidade. à custa de lutas encarniçadas contra os arrastamentos da matéria e preconceitos sociais. é a riqueza a prova mais perigosa e o compromisso mais sério que pode um Espírito tomar. que nesta peregrinação souberam cumprir o seu dever de verdadeiros cristãos. comprometendo-se. Pois.15 Mais um trabalhador da santa cultura de Nosso Senhor Jesus Cristo cai na arena. abandonando o casulo grosseiro da matéria. Ontem era Bittencourt Sampaio. para que sirvam de lição à família espírita. notadamente pelo desprendimento dos bens terrestres. dourada borboleta. depois de aconselhar o moço: “Mais depressa passa um camelo pelo fundo de uma agulha. para pregar a doutrina de Jesus. além das exigências a que todo instante nos obriga uma sociedade. basta que nos lembremos das palavras de Jesus aos seus apóstolos. hão de procurar imitá-los. portanto. e cheio da misericórdia que às mancheias derrama o nosso Divino Mestre sobre todos os seus discípulos. * Tracemos um bosquejo. de fato. porque disse o Divino Pastor: “Aquele que perseverar até ao fim. a propósito do mancebo rico que o consultou sobre o que necessitava fazer para salvar-se. que desapareceu o homem e que. da sua passagem pela . etc. Agora. É preciso que a família espírita conheça a vida dos seus irmãos. graças ao nosso Pai. como a nossa. E não é lícito pôr em dúvida a sua salvação. a adquiri-la à custa de muito trabalho e a fazer-se espírita. hoje é Sayão que. de fracos se fizeram fortes. pelos embaraços cruéis que lhe opõem os dois grandes inimigos da alma: o orgulho e a vaidade. porém. Maia de Lacerda. a fim de que exemplos tão salutares possam ser aproveitados pelos nossos Espíritos. Bezerra de Menezes. podemos falar abertamente dos seus feitos. mas surge o Espírito em toda a plenitude da vida. meus irmãos. que lhe fossem proporcionados pela riqueza adquirida. Disse o Divino Mestre aos seus discípulos. Notemos bem: a dificuldade e nunca a impossibilidade. e salvou-se. para se salvar. a singrar o espaço infinito. de pequenos fazem-se grandes. Antônio Luiz Sayão pediu ao nosso Criador a maior e a mais perigosa das provas que pode um Espírito pedir: a riqueza material. que. pujante e forte. porque perseverou até ao fim. de sofrimentos necessários e sempre merecidos.

Quem desconhece o que é a vida de um estudante pobre. que naqueles tempos pareciam insuperáveis. Seu lar. Seu vestuário sempre foi sério. Teve então de travar luta titânica contra as suas tendências católico-romanas. jamais se deixou atingir pelo orgulho e a vaidade. aliado ao desejo de bem servir ao Senhor. pois eram tratados pelo “Senhor” como irmãos e amigos e se constituíram membros da sua família. ou pede ao sono reparador o descanso de que necessita o seu corpo depauperado de forças nas lutas do dia. ou pelas sugestões do fausto e da orgia. para evitar que se quebrasse um só dos elos da cadeia que o prendia ao seu mestre e amigo. Talento modesto. nos tempos ignominiosos da escravidão. cujos filhos eram . na Academia de São Paulo. Sayão. bailes e serenatas. não compatíveis com os Evangelhos de Jesus. nem um vintém no bolso! Enquanto os colegas se divertem nos teatros. têm-no em geral em alta consideração. que aqui na Terra tão bem soube orientá-lo e. conseguiu fazer fortuna. Em 1878. Antônio Luiz Sayão encarnou em um centro muito pobre e só à custa de muitos sacrifícios materiais conseguiu formar-se em Direito. se fez espírita. para de escravizados ficarem livres. enfrentando com tais competidores. que narrá-los é impossível. no espaço. os Celestinos e as Joanas. jamais se deixou ficar na retaguarda e fez-se notável advogado. Que o digam os Moisés. que naqueles tempos souberam fazer renome. poupando e guardando as parcas economias que lhe sobravam das suas restritas necessidades materiais. da tribuna do Júri. Trabalhador incansável e extremamente econômico. Nele se acolhiam. formou-se em Direito e veio para esta capital exercer a sua profissão e dela escolheu a parte mais simpática e mais sã. que. Feita a aliança espiritual entre os dois servos do Senhor. Mas de uma vez teve Sayão de pôr em prova a sua humildade. como sabe ser a mocidade acadêmica. dos seus companheiros de república. generosos e bons. melhor soube encaminhá-lo com seus conselhos diários e ampará-lo com a sua ascendência moral. Tomou para seu companheiro e mestre o seu colega Bittencourt Sampaio. simples e decente. Nem uma vela para estudar à noite. parca e sóbria.16 Terra. Vencendo todas as dificuldades. que acabava de abraçar e. com o intuito perverso de separá-los. sobre tudo. contra os preconceitos sociais-religiosos. e que é obrigado a comer e a pagar a moradia à sua custa? E o que veste e o que calça? Pobrezinho! usa a roupa e o calçado. para romper o laço que ligava esses dois Espíritos aqui na Terra. qual seja a defesa dos criminosos. ora mais largos. ele estuda à luz do lampião da sala da república. Ferreira Viana e outros luminares da jurisprudência. A luta foi encarniçada e tantos foram os estratagemas de que usaram os inimigos do espaço. era o céu dos desgraçados que tinham pedido a prova de ser escravos. tiveram que lutar heroicamente contra as traiçoeiras ciladas que lhes armavam a todo o instante os Espíritos das trevas. ora um tanto apertados. que então era ilustrada pelos vultos eminentes de Busch Varela. que nem livros tem para estudar. sua alimentação sólida. mais ou menos. depois que para lá foi.

Isto vos posso afirmar. ou. levar a uma pobre enferma os recursos mediúnicos que reclamava o seu estado de saúde. lhe solicitou abrigo. procurou ver quem era e pôde então lobrigar a cabeça do velho Sayão. Ele usurário! ele que repartia prodigamente com os necessitados os seus haveres! Mas. esforçar-me-ei por contar alguns. Bem fizeste. Bastava saber onde estava a miséria. no dia 6 de junho de 1880. Sayão e Bittencourt Sampaio pertenceram à Sociedade “Deus. instigado pela curiosidade. livro que tantos e tão relevantes serviços tem prestado aos que se entregam ao estudo da Doutrina Espírita. Contudo. e iniciou o “Do Calvário ao Apocalipse”. uma reunião em sua casa. Cristo e Caridade” até o dia em que uma divergência determinou a saída dos mesmos que não se deixaram arrastar pelo orgulho da ciência. Apenas me limitarei a contar um. por isso. pela sua seguinte previsão: Tendo-se esgotado a edição dos “Estudos Evangélicos”. ei-lo: Uma vez em que o médium Guimarães foi a um miserável quarto de certa casa. Os seus atos de caridade são inúmeros. muitas lágrimas custou ao pobre do Sayão.17 por ele acalentados e muitas vezes nos seus próprios braços entregavam o Espírito ao Criador. Foi quando desencarnou o bom Bittencourt Sampaio. O que se passou na primeira fase desse Grupo está minuciosamente descrito no seu livro inicial. regularmente conhecido por “Grupo Sayão”. Pela modéstia do seu viver e porque não se imiscuía nas lutas egoísticas dos homens. amigo! Bem soubeste fazer! A sua bolsa sempre esteve aberta à verdadeira necessidade. quando o Grupo sucessivas ente recebeu os livros “Jesus Perante a Cristandade” e “De Jesus para as Crianças”. ditados pelo Espírito Bittencourt e publicados por Sayão. ocioso. A segunda fase foi mais calma e deu-lhe ensejo a que publicasse o seu segundo livro. que denominou “Estudos Evangélicos”. A sua vida espírita foi cheia de episódios e lutas impossíveis de se descreverem num modestíssimo escrito de jornal. numa das ruas desta Capital. Citá-los éimpossível. passou fome ou se viu privado de teto. a fim de concertarem a respeito do destino que deveriam tomar. que alguém se ocultara atrás da porta. Desde essa data entrou o Grupo na sua terceira fase. Foi tempestuosa e. Ele pressentiu o termo da sua jornada sobre a Terra poucos dias antes da sua partida para as regiões espirituais. porque seguia o preceito evangélico: “a mão direita não deve ver o que dá a esquerda”. e o resultado foi a fundação do “Grupo dos Humildes”. Sayão. Sayão era um usurário. o tratava de usurário. ao entrar. que não foi para Sayão tão tempestuosa quanto a primeira. para que Sayão corresse pressuroso a ampará-la. e enriqueceu-o com muitas e . leitor. Jamais irmão algum que lhe pediu pão. que não o compreendia. ele os reeditou com o título “Elucidações Evangélicas”. a sociedade. mas que se caracterizoú pela luta que ele teve de sustentar com os Espíritos das trevas. descrevê-los. intitulado “Trabalhos Espíritas”. que ali fora repartir com a desgraçada a moeda material e levar-lhe ao mesmo tempo o conforto espiritual que com tanta dedicação soube haurir nos Evangelhos. Foi então quando resolveram fazer. viu. dirigido espiritualmente pelo anjo Ismael e materialmente por ele.

por ele estudados.18 belíssimas Comunicações recebidas no Grupo. Dias depois. onde foi receber do nosso Divino Mestre o prêmio de tanta luta e tantos sacrifícios sofridos sem revolta nem queixume. apresentando um exemplar a um confrade. de fato. não se queixava jamais. balbuciando uma Ave Maria. página 53. Desencarnou como um justo. “Reformador” de 1953. e. se acusava grandes sofrimentos. Esse livro saiu do prelo o mês passado. Assim vivem e assim desencarnam os verdadeiros discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo. a sua desencarnação não o é menos. deixava o fardo pesado da matéria e voava para a verdadeira pátria. que vieram trazer aos diversos pontos evangélicos. digno de ser por nós outros imitado. E o foi. Durante a enfermidade que o acometeu. Se a sua vida foi um exemplo perene. ao contrário. DISCÍPULO DE MAX. muita luz de intenso clarão. (‘) Ver. dizia sempre que se fizesse a vontade de Deus! O seu desprendimento foi calmo e mesmo sem contrações. também. disse-lhe ele: “Este é o último canto do cisne”. .

Há lágrimas por toda parte. há dúvidas e desesperanças nas almas e inúmeros são os lares onde já falta o pão para alimento do corpo. podem invocar-se a escudá-lo. Fruto do labor que alguns estudantes do livro da vida. ela é também um testemunho da ajuda que lhes dispensaram. aqui tens as duas palavras que me pediste: Vastíssima. após vinte séculos de Cristianismo. dos verdadeiros ensinos cristãos. De apresentação ou recomendação não precisa ele. mas por atalhos perigosos e funestos. que feitas se acham uma e outra. em todas as línguas. que é o do reino de Deus. que ela se desdobrasse em séculos de tormentosas jornadas. aclimados nas regiões onde satisfazem aos seus apetites inferiores. Órfãs da essência evangélica. os Espíritos do Senhor. que é o seio do Criador e Pai. A cada dia o seu labor. quando imperava a ignorância. quais abnegados Cireneus. pela autoridade superior dos textos que lhe servem de base aos comentários. melhor apropriada do que a atual. No passado. nem a do Espírito ainda adstrito à atmosfera do presídio que lhe foi destinado para resgate de suas dívidas. alguns pesquisadores ávidos de se fortalecerem na fé cristã. Nenhuma época. A obra está conseguintemente apadrinhada por si mesma. Fetichistas da matéria. Para tal efeito. conseguiram modificar os sentimentos humanos. empreenderam. todo esse desvario. profetas em grande número apregoaram o reino de Deus. para que largamente se espalhe mais um compêndio. sem luz e sem freio. se constituíam verdadeiros flagelos para a Humanidade daqueles tempos. porque. procuram o remanso da paz. que procuraram secundar-lhe a obra de amor e de redenção. diante da majestade de Jesus Cristo. Mas. Muito antes mesmo que Jesus baixasse à Terra para o desempenho da sua excelsa missão de amor. sem que a desvalia do meu nome lhe empreste importância alguma. portanto. relativamente pequena era a responsabilidade dos homens pelos seus . se tornassem. Há também revoltas sem conta. as almas sofredoras. sobre a obscuridade da letra dos textos derramaram esses fiéis e devotados servos de Nosso Senhor Jesus Cristo a luz dos seus comentários dentro do espírito que a Humanidade do presente já pode suportar. que respira os ares impuros da matéria. Nem a autoridade do homem. nem o martírio do Justo. Ora. concitando à penitência os povos que. Desceu o Cristo ao mundo e consumou-se a tragédia do Gólgota. nulifica-se toda e qualquer autoridade. demonstra à evidência que as palavras do Meigo Nazareno não encontraram guarida nos sentimentos. para que as criaturas desviadas do seu destino. a fim de que levassem avante o empreendimento. imolado às paixões dos que Ele viera salvar. capazes de atentar no roteiro que a ele conduz. imensa é a bibliografia evangélica. indicando-lhes o caminho da felicidade. por suas rebeldias contra as leis morais. Foi preciso que o tempo colaborasse grandemente nessa obra.19 DO ESPÍRITO SAYÃO Irmão e amigo. nem os suplícios infligidos aos discípulos fiéis. para se ilustrarem nas letras sagradas. embora seja grande o respeito que mereçam de seus irmãos. recrudescimento de paixões e ameaças de crimes horripilantes. como este. os Espíritos relegados ao presídio terreno começam agora a sentir os rigores do ferro em brasa.

assim. Entretanto. pois. se o pusermos. a sua finalidade máxima é formar o patrimônio moral da Humanidade. tornaram imensas as responsabilidades desta geração.20 desvairamentos. Para as dores agudas da época que passa. é certo. limpando-nos os sentimentos da escória das paixões que constituem a razão de ser do sofrimento. Por ele. é que eu lhe augure amplíssima difusão. visto que muito mais refulgente luz a esclarece. com conhecimentos puramente espirituais. ao ser ele publicado pela segunda vez. porque destila o amor de Jesus Cristo. À evolução. aumenta a criatura o seu patrimônio intelectual. porque dele se evola a essência da verdade divina. da inteligência. O Evangelho é o livro do coração. Possam as suas páginas despertar nas consciências cristãs o desejo sincero de exemplificar os ensinos que elas contêm e de praticar as obras de que dão testemunho. versículo a versículo. o efeito que produzirá a sua não diferirá do que produz a de obras com que o homem procura encher os lazeres da vida. consola o desconforto dos aflitos. sem a atenção que reclamam as leituras edificantes. Lido superficialmente. Justo. cura as feridas do sentimento. se esgotará de vez. tuas manifestações do Consolador que o seu Filho bem-amado prometera. as conquistas da Ciência. para a escalada gloriosa do futuro. que oferecem alimento são às almas. SAYÃO Outubro de 1932. Reduzo. nenhum melhor bálsamo do que este livro. se fizermos dele o nosso confessor. porém. . toda a colaboração que dei a este trabalho a duas palavras de incitamento que dirijo aos meus irmãos. no coração. as misericordiosas dádivas concedidas pelo Criador às suas criaturas. de anteriores peregrínações terrenas. gradativamente propiciada aos filhos de Deus. decerto o fel que aí guardamos.

o homem. dê testemunho da erudição do autor e sirva de agradável passatempo aos que só se preocupam com as grandezas mundanas. em seu amor e sua misericórdia Infinitos. baixou como esmola do Pai aos filhos. a par e à medida que os olhos da alma humana adquirem maior capacidade para suportá-la. para a vida e para as vidas: mas o sagrado código. A uma luz que cresce em intensidade. quer intelectual. dando às verdades do Evangelho um caráter mais amplo. obra do Mestre divino. a mais pura e sã alimentação de seu Espírito. dado sob o véu da letra. na essência de seus puríssimos ensinamentos. todos os cismas. nova revelação que veio mudar a forma ao Evangelho. imutável em sua essência. sobre a Humanidade retalhada pela descrença e pela dúvida. que dá luz para enfiar a vista pelos horizontes Intérminos do futuro do nosso ser. pobres peregrinos do Infinito. Não.21 APRECIAÇÃO DA IMPRENSA . E o livro de Sayão é dos que oferecem essa alimentação que dê forças para vencer as intempéries da vida.BIBLIOGRAFIA O Ilustrado Dr. e por obra do Cristianismo. que somos. O molde já era muito estreito para poder conter a razão. tão amplo como o pode reclamar a razão do nosso tempo. mas em espírito e verdade. imenso pálio sob o qual se podem agasalhar. não mais sob o véu da letra. como poucos desafia a atenção dos que procuram. É um livro que. a todos os progressos da Humanidade. segundo a lei manifestada desde os primeiros tempos. O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é o código de toda a sabedoria de que se pode revestir a humana criatura. era de esperar maior grau de intensidade daquela luz espargida sobre a Terra. . resultante da ordem natural das coisas. como o exigia o atraso humano. que se avolumara desproporcionalmente. como o transmitia e transmite a Igreja Romana. já não podia conformar-se com o ensino divino. nela e por ela. dando mais viva luz para que seja ele entendido. pela beleza da forma. levando uns para a descrença e outros para a negação.SOBRE A 1ª EDIÇÃO DESTE LIVRO . condíção para chegarmos. Ora. a nova revelação que. reveste-se do especialíssimo caráter de uma eterna variedade na forma que o acomoda a todas as idades. tão assinalado progresso. que aplaina os caminhos da humana regeneração. O Espiritismo. Antônio Luiz Sayão acaba de dar à luz um livro que destoa de quase todos os que têm sido publicados entre nós. nos 19 séculos do cristianismo. ao termo da jornada: a mística Sião. que daí resultava. cisma e materialismo ateístico. que. fez baixar. Não é um brilhante repertório de coisas mais ou menos Interessantes que. abraçados com a verdade e com o bem. realizou-se. mais esclarecida. todas as negações. no conhecimento das verdades eternas. como já o permite o progresso realizado da Humanidade. tem realizado. ofereceu. quer moral. por sua contextura elevada e útil. sem prover de remédio ao mal. donde a confusão que domina os Espíritos. E o que a sublime lei prometia veio. que sentiam fome e sede do pão alvo da caridade divina e daquela água de que falou Jesus à samaritana. e. A razão humana. O Pai de Infinito amor não podia ver este desequilíbrio. é um fato palpável.

levantaram-se. a vossa opinião. na medida da compreensão do homem presente. por explicações lúcidas e concisas dos textos evangélicos. Seus trabalhos podem ser ditos: perfeito resumo da Interpretação dos Evangelhos em espírito e verdade. entre nós. O livro de Sayão é um valioso mimo feito à Humanidade que se souber aproveitá-lo. ao magno esforço dos dois atletas da Revelação Espírita. quer um quer outro. sobre toda a doutrina cristã. sem que a embaraCe a vossa reconhecida modéstia. que entram pelos olhos da alma. nestas circunstãncias. Aquele limitou seu trabalho. ao Evangelho de João. Bem haja o ilustrado doutor. entretanto. e António Luiz Sayão. é ter a chave dos pensamentos daquele divino Espírito. Sayão como normas a seguir no nosso Grupo? — Um discípulo. (“Reformador”. à luz do Espiritismo. Nenhum saiu dos limites traçados a Roustaing. desde. O “Reformador” felicita o autor. que assumistes uma tal autoridade. por corresponder à sua confiança. Ele colocou a luz bem alto. que a geração moderna pode suportar. Marcos e Lucas. que é monumental. até hoje veladas. com os seus estudos dos Evangelhos. colherá aí. Só não a verão os que estiverem de assento nas trevas e dormirem com a cabeça voltada para o Ocidente. legado ao mundo pelo divino Mestre.) ESPIRITISMO ESTUDOS FILOSÓFICOS Na “Gazeta de Notícias” de 22 do corrente mês lemos o seguinte (*): “Meu caro Max. dos conceitos. como é mister àquela luz. com toda a . pelo bem que proporcionou aos que anseiam por se abraçarem com a verdade. cujos horizontes se estendem. felicita a Humanidade. segundo corrigido e aumentado em certos pontos. pelo aparecimento de mais um astro de luz no horizonte da Terra. do livro da vida e das vidas. felicita os espíritas. com a sua Divina Epopéia. relevareis que vos peçamos um conselho: podemos tomar os dois livros publicados pelo Dr. Bem se vê que o consultante é realmente um incipiente. tuas. pois que eleva nossa individualidade a umas alturas que estamos muito longe de atingir. antes do Espiritismo. que esclarece todas as coisas! Altíssima é a missão dos que foram escolhidos para fazerem na Terra a obra de Deus: a divulgação do Evangelho segundo a luz do Espiritismo. substituIram a longa e difusa explanação daquele autor. claros e preciosos conhecimentos das verdades. agora interpretado em espírito e verdade. sempre sob a dos Altos Espíritos. Este ergueu seu monumento sobre os de Mateus.22 E esse pálio divino foi o próprio Evangelho. Bittencourt Sampaio. e. Um completa o outro e ambos dão luz. pois. procuravam compreender os altos conceitos do Livro de salvação! Ler o novo livro é ter em breves linhas a chave das palavras. das parábolas de Jesus. é segura orientação para os que entretém Grupos Espíritas. as obscuridades que confundiam os que. de 19 de fevereiro de 1897. dir-lhe-emos. e dentre aqueles missionários espalhados por toda a Terra. — A nossa incipiência tem encontrado sempre conforto na Vossa palavra inspirada e respeitada mesmo pelos ortodoxos da fé. Como se desdobram em claridades.

Em ligeiros traços resumiu. Eis aí que já apareceu Roustaing. mas teve por missão dizer o que este não podia. torna-o bem pouco acessível às Inteligências de certo grau para baixo. longas exposições — e em linguagem . como as asas de um pássaro não se podem dispensar. o que pensamos sobre os livros do Dr. como já foi dito. como julgam os padres ser. constituído por uma legião de Altíssimos Espíritos. de clareza e concisão. porque é inspirado como este. a revelação messiânica. porém adianta mais que este. (Nota da FEB h 9ª edição. pois. fez baixar do céu à Terra. O Espiritismo.23 lealdade e sinceridade. pela razão que já foi exposta acima. porque esta. que um não pode dispensar o outro. pelo mesmo Jesus. compreendidos nas obras fundamentais de Allan Kardec. a obra de Sayão. Seria obra de meritório valor dar à sua exposição de princípios relevantíssimos a concísão e a clareza que sobram no mestre e que lhe faltam bem sensivelmente. na medida do desenvolvimento da faculdade compreensiva do homem. porque esta é firmada na lei e a lei é imutável. muito terá ainda que dar. tendem constantemente a se alargar em extensão e compreensão. darão mais luz. que. Espírito preposto por Jesus para reunir. É. não cessa de desenvolver a sua faculdade compreensiva e. a vantagem que faz sobressair o trabalho de Kardec. sendo absoluta. ao Espírito da Verdade. como ele mesmo veio alargar os princípios fundamentais do ensino ou revelação messiânica — e como este veio alargar os da revelação moisaica. não possuindo. de penetrar todas as leis da criação.) O Espiritismo não é. (*) Esta carta só foi realmente estampada. à pág. em seu amor pela Humanidade. no referido jornal carioca. para o fim de se elevar às alturas. a revelação não chegará a seu termo. sem destruir a obra feita. em um corpo de doutrinas. 2. Foi esta. a última palavra sobre as verdades que Deus. só apanhou o que estes deram — e estes só deram o que era compatível com a compreensão atual do homem terreal. Sayão. os principais fundamentos da revelação espírita. pois. mas o autor. Não divergem no que é essencial. que em muitos pontos vai além de Allan Kardec. o mais moderno missionário da lei. aparece-nos sob mil fases relativas — relativas ao nosso grau de adiantamento Intelectual e moral. ensinos confiados. Da data de 23 de março de 1897. para mais largo conhecimento das faces mais obscuras daquela verdade. quinta coluna da esquerda para a direita. Roustaing confirma o que ensina Allan Kardec. em razão do atraso da Humanidade. Mas o homem. porque muito terá ainda que progredir a Humanidade terrestre. um livro precioso e sagrado o de Roustaing. mas sim nos modos de compreender a verdade. tendo dado mais do que as anteriores revelações. sem lesar. Enquanto o homem não chegar ao último grau da perfeição Intelectual. Allan Kardec. como homem. A Allan Kardec sobrevivem outros missionários da verdade eterna. no fundo. pois. pois que ela é progressivamente mais ampla.

como repousou a cabeça. Por outra: contém as idéias de Roustaing e o método incomparável de Allan Kardec. à honra que nos dispensou. MAX. com tanta gentileza. É. . no seio de Jesus. Neles encontrareis o que há de mais adiantado em Espiritismo. Descansai a mente sobre esta obra preciosa. 6 de abril de 1897. em 1896 e 1897. portanto.24 didática clareou e pôs ao alcance de todas as inteligências o que era obscuro à maior parte. publicou esta crítica na Gazeta de Notícia de terça-feira. por si só. É chave de ouro. que safra em O País” de 1887 a 1894. votado à obra do Mestre Divino. O livro de Sayão é um resumo de Roustaing. por entre as névoas de nossa peregrinação terrestre. no — Estudos Filosóficos. correto e adiantado. Ao caro Irmão em crenças. diremos. em que transluzem os clarões da verdade. a coluna Espírita. as virtudes que mostram a coroa do discípulo de Jesus. os frutos preciosos de sua inspiração. Nota da Editora à 9ª edição: MAX. Max escreveu nesse jornal. pseudônimo do Dr. quarta coluna da esquerda para a direita. o discípulo amado. com a alma cheia de amor. o raio de luz — o farol — o santelmo que nos encaminha ao porto da salvação. E damos graças a Deus por nos ter permitido encontrar. muito lucrará estudando o livro (os livros) de Sayão. recomendariam o hercúleo esforço do Anteu do Espiritismo no Brasil. em Roustaing. maIs uma vez. a quem agradecemos. em conclusão: podeis tomar os dois livros publicados pelo Dr. além de ser tal. com o coração cheio de energias e de caridade evangélica. 3. que ninguém deve desprezar — e que. Sayão como normas a seguir em vosso Grupo. Quem compreende a progressividade da revelação não pode recusar preito a Roustaing — e quem quiser colher. pág. sob o ponto de vista doutrinário — e é claro e conciso sob o ponto de vista do método. Bezerra de Menezes. encerra observações e práticas que. humildade e fé. com as vantagens de Allan Kardec. colhido na seara bendita.

praticai seus mandamentos. preconceitos. a essa perfeição que Impulsiona o homem a amar o seu Criador. proclamada pelos verdadeiros cristãos e celebrada pelo mavioso cantor da Divina Epopéia. capítulo 6º. nem o corpo. descido do Céu para que todo aquele que dele coma não morra. uma fonte de água. “A Ciência virá — embora oculta. com o critério real da verdade. a amar o seu Mestre. será sábio. “Como houvera Jesus nos ensinado. versículo 63). “Nas dobras do seu manto. todas as pessoas que almejam ser espíritas devem convencer-Se de que a Doutrina Espírita veio cumprir a grandiosa missão de conduzir a Humanidade à perfeição. rotinas.” O espírita precisa. o seu Deus. inovações dos homens. pondo em atividade a sua razão. nem o pão. para espancar todas essas tradições. como um sistema coordenado de conhecimentos das . que representam árvores que o Pai não plantou e que por Isso devem ser arrancadas. o seu Salvador. mas de seu Pai. O pão Vivo. entendidos como nos aconselha o próprio Jesus. fórmulas. não tendes outros deveres senão estudar os Evangelhos à luz da Santa Doutrina. nas sublimes estrofes que se lêem naquele livro de celestes inspirações.. Amar o seu próximo. que constituem a Doutrina que Ele disse não ser sua. nem o sangue. da moral evangélica. simples e singelos ensinamentos do Cordeiro Imaculado de Deus! A Doutrina Espírita é a fonte donde sai a água Viva para saciar a sede. isto é — as palavras que vos digo são espírito e vida (JOÃO. sem que nenhum de vós perceba.. “Com toda a majestade pela estrada “Sem termo do progresso. não com os olhos da alma vendados. como deturpadoras dos puros. versículos 10 ao 14). pelo Consolador prometido. mas os ensinamentos. que ela arrasta. em quem a beba. ALLAN KARDEC. trazida pelo Espírito da Verdade. A Doutrina Espírita é a Ciência. não são nem a água.25 Orientação Espírita Reunidos em nome de Ismael. mas. na sua maior parte vindas do paganismo: enfim. “Porque. nem o vinho. “Que for cristão em Cristo. que salte para a vida eterna (JOÃO capítulo 4º. capítulo 6º versículos 50 e 51). portanto basear todo o seu estudo no divino Código da moral legado aos homens. nos tempos do obscurantismo e de completa ignorância. Água e pão são estes que dimanam de Jesus e que. entendidos conforme foi preciso figurar. e que virá a ser. Hoje. (JOÃO. A Doutrina Espírita representa o alimento. que o enviou. “Isto é. Porque o homem. “Estudai a moral — compreendei-a. como ensinam e exigem os mercadores do templo. tal é a Doutrina da moral cristã. seus irmãos. qual a oferecida por Jesus à Samaritana.

“As vossas solenidades se me têm feito molestas. um dourado. versículo 10: “O principio da sabedoria é o temor de Deus. menos evangélico. é imponente. figurando homens com vestimentas à fantasia e barretes de todos os feitios! Oh! Não. (JOÃO. profetiza sobre os pastores de Israel. apresentando-lhe a bacia. incensos. versículo 4): “Eles bebiam do vinho e louvavam os seus deuses de ouro. fossem precisos templos feitos pelas mãos dos homens.. a ciência dos Santos é a prudência” (ISAÍAS. o jarro de prata. a não se acharem fascinados pela embriaguez da superstição e do fanatismo. Porque tais quer também o Pai que sejam os que o adoram”. e dirás: Ai desses pastores que se apascentarem a si mesmos. da sagração do Bispo de Olinda? O Arcebispo sagrando as mãos do Bispo. (“Ato dos Apóstolos”. como num culto devido a Deus. Isto deixa de ser sério. assim. E sobre essa base sólida construímos o edifício Inabalável das nossas crenças. como ciência. mas. (EZEQUIEL. o derramamento de sangue dos animais nos altares. na infância da Humanidade. procurai o que é justo. dois barris de vinho. capítulo 17º. o algodão e o limão! Então o Bispo oferece ao Arcebispo tochas acesas. da piedade e. Íntima. não habita em templos feitos pelos homens”. Convimos que nos tempos anteriores à revelação moisaica. que nos descreveu o “O País” de 6 de maio de 1901. a consciência. a compreensão. de prata. para ser simplesmente ridículo. nos Impõe um culto. hoje. capítulo 5º. A Doutrina Espírita. quando os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade. ritos. qual o que não podemos deixar de render a tudo que é grande.. de pau e de pedras”. a convicção das verdades eternas. Aprendei a fazer o bem. dando-lhe o anel e o báculo! Os paraninfos seculares purificando-lhe as mãos. eis a razão por que dizem a verdade os que sustentam que o Espiritismo é uma ciência e ao mesmo tempo uma religião. por fim. e tudo Isso num templo cheio de ídolos de pau. capítulo 115º. nos ensina a conhecer as causas e os efeitos. o espetáculo cênico. como poderão subsistir essas chamadas cerimônias que escandalizam a razão? Pois é sério. festividades. o pão. defendei a viúva”. aplicando o critério da nossa razão. cansado estou de as sofrer. . A hora vem. versículos 12 ao 17): “Quem requereu de vós estas coisas? Sacriudos. de prata e de ouro. e agora é. sendo Ele o Senhor. outro prateado. das nossas esperanças. de chumbo. fazei justiça ao órfão. versículo 23 e 24): “Deus é Espírito e em espírito e verdade é que devem adorar os que o adoram. Essa ligação. versículo 24): “Deus que fez o mundo e tudo que nele há. banidos que foram os holocaustos e os sacrifícios. À vista desse lúgubre espetáculo. da justiça. capítulo 4. com as regras da lógica e os princípios das verdades demonstradas. e nos dá o conhecimento. da nossa fé. Imponente e Sublime! Eis em que consiste a religião. de metal. a toalha. versículo 2): “Filho do homem. ajuntamentos que para mim são iníquos? A minha alma aborrece as vossas calendas. abram e leiam o Livro dos “Salmos de David”. versículo 4” Os ídolos das gentes não são senão prata e ouro. capítulo 1º. Será tudo. temos o fio que nos liga a Deus. E os que duvidam das nossas asserções. que impõe o culto e o reconhecimento para com o Criador de tudo o que existe.26 coisas pelas causas. “Provérbios”. não são os rebanhos apascentados pelos pastores?” (DANIEL). de ferro. é decente. capítulo 9º. fórmulas ridículas. sustentamos que. capítulo 34º. dois pães dourados e prateados e. ídolos. “socorrei o oprimido. profunda. obras das mãos dos homens”.

Apreciai só um fato que praticam esses Infelizes Espíritos refratários à luz. é fácil de compreender-se a razão da luta entre a Igreja de Roma e o progresso. e Ele assim o fez por palavras e obras. como nos ensInam as Estrelas que baixam do Céu. Já se vê que o nosso fim não é senão convencer os nossos irmãos em crença de que toda a nossa felicidade está na verdadeira orientação traçada por Nosso Senhor Jesus Cristo. que nos achamos no ermo dos nossos desertos. se sabemos que os Padres nada nos ensinam a não ser que cegamente façamos o que eles dizem e não o fazem. Com efeito. aliás ataviados com esses hábitos que tanto impressionam as vistas materiais. a vitória. nos confessionários e com o procedimento que observam na vida social. sem ouvir a esses que se nos apresentam como representantes do Cristo na Terra e que. entra no teu quarto e. do Espírito da Verdade. representantes do Consolador. versículo 5 do Evangelho de Mateus — Mas tu. do manso Cordeiro de Deus. Além disso. Mas. na Terra. que vê o que se passa em secreto. objetar-nos-ão: — Como é que nós. se Jesus não manda que vamos aos templos cheios de ídolos. capítulo 10º. porque a achareis na sua própria razão de ser. fechada a porta. entendidos em espírito e verdade. muitas parábolas Instrutivas nos deixou. isto é. não tendo tempo para tratar das coisas do outro mundo. versículo 10). ora a teu Pai em secreto. é verdade que a luta se acha travada entre as trevas que tudo escondem e a luz que tudo patenteia. sem precisarmos desses falsos profetas. se é desses mistérios. entre elas a do Samaritano. entretanto. dessas exterioridades que o clero constitui os seus meios de vida. se já chegaram os tempos preditos do advento do Consolador. .27 Mas. em cujo coração mostrou a compaixão. e logo conhecereis pelo fruto a árvore. pedindo humildemente ao vosso Anjo de Guarda que vos inspire. (LUCAS. dão procuração aos professos para pensarem e decidirem. te dará a paga. podemos dizer: Quereis estudar e compreender os santos Evangelhos? Procurai este livro. quando houverdes estudado. e teu Pai. em que encontrareis todas as explicações trazidas pela revelação espírita. Com elas logo vos conformareis quando as confrontardes com o que dogmaticamente pregam os Padres de Roma nos púlpitos. E. poderemos formar convicção. o vosso Espírito se sentirá preso do sentimento de comiseração e de piedade por esses infelizes. na sua harmonia com os princípios justos e racionais. (LUCAS. os fanáticos que se deixam iludir e os sábios que. por ora as que já podeis suportar e cuja legitimidade não precisa apadrinhar-se a nenhuma autoridade. que não tiveram nem o padre. andam errados? Respondemos: lede o capítulo 6º. quando realmente o não são. para que nos demos ao trabalho de querer convencer os Cônegos que se apascentam. bebida diretamente na fonte pura dos seus Evangelhos. quando orares. é claro que temos o recurso vindo de Deus. essa não pode ser duvidosa. como nos ensina o Evangelho de MATEUS. infalíveis e privilegiados representantes. prescientemente sabendo o que fariam os falsos profetas. que se julgam e se impõem como santos. Mas. meditado. na prática dos seus ensinamentos. versículos 15 ao 20: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. nem o levita. Mas. versículos 29 ao 37). capítulo 7º. louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. que vem ensinar todas as coisas e lembrar tudo o que Jesus disse. capítulo 19º. Ora.

A verdadeira orientação do espírita está em estudar. suicida-se. e a quem negam uma prece. a esses Infelizes falta-lhes a compaixão para com o desgraçado. compreender e praticar os Evangelhos e assim limpar o seu coração. para dele fazer o tabernáculo onde habite Jesus. para aliviá-lo do sofrimento. tira a própria vida. uma missa. como vemos todos os dias. . enquanto que os espíritas verdadeiros Imploram misericórdia para ele. no desespero da sua alucinação. o atribulado. que. porque.28 nem assim a lição foi compreendida.

que não poupa esforços para a salvação dos seus irmãos! Meus amigos. O caminho ainda está juncado de gentios. . como também é pura razão. ecce qui tollit peccatum mundi. (JOÃO. em busca da luz suprema. Nossa Mãe Santíssima. versículo 29). que vos convida a entrardes numa nova fase de humildade e caridade. até aqui velados pela letra. em sua marcha progressiva através dos séculos. do fanatismo e da cegueira. pois que não sabeis quando chegará o Senhor. caminhai vigilantes. que ainda não compreenderam a lei das leis — o amor de Deus e o amor do próximo — porque o egoísmo fala mais alto do que esse duplo amor. em que. paz aos homens na Terra! Caminheiros da estrada da cruz. que por misericórdia do Senhor é mandada à Terra. e o amor de João. que procuram Deus nos seus apetites materiais. mas. No nosso caminhar de séculos. liberta-se do jugo da ignorância. as bênçãos de Jesus. A Humanidade. e por isso vimos saudar-vos e dizer-vos: coragem. nas suas comodidades de homens. Espíritas! verdadeiros cristãos em Cristo. para lá plantardes o Estandarte onde se leia: Ecce Agnus Dei. porque esse será o escudo com que podereis atravessar o caminho inimigo. ainda precisamos do vosso concurso. com os vossos corações cheios de amor e de adoração.29 O SÉCULO 20 Glória a Deus nas alturas. capítulo 1º. muito temos gozado com as manifestações das misericórdias do Mestre. as bênçãos da Virgem Imaculada. porque os tempos são chegados. muito temos sofrido com o endurecimento dos homens. aproximam-se os tempos e Já estão chegados. não deveis sentar-vos no marco do caminho. cavando a terra endurecida pelos vossos erros. porque a nossa missão ainda não está completa. implorai o divino amparo e ouvireis as angélicas vozes do Céu. prostrai-vOS humildemente. meus irmãos. peregrinos. vedes que vos é trazida autêntica interpretação dos textos sagrados. que vêm saudar-vos e dizer-vos: Ainda não pousamos o bordão de peregrinos. realizando-se a promessa da vinda do Consolador. porque precisamos do concurso de todos os que se comprometeram a servir ao Mestre. pelos apóstolos de Jesus. por intermédio do seu bendito Filho. Muitos são os chamados e poucos os escolhidos. para que o Mestre vos encontre com os instrumentos nas mãos. Orai e vigiai. Salve século 20! Recebei. para reconhecer que Deus é puro amor.

As páginas deste humílimo livro simbolizam os frutos de que vos falo. avidamente procurando o vosso lugar à mesa do banquete divino. que serão. quando. meu bom amigo. Limpos de orgulho. amanhã sereis chamado a uma outra vida. onde podemos viver. além do mundo que me cerca. Se sois profano. Eis o meu livro: meditai sobre ele. a hora da colheita não foi ao levantar da aurora. nelas encontrareis o remanso das vossas dores. de tal sorte que da Ciência só julgueis dever aceitar os fatos que se desenrolam no seio da Humanidade. a cuja sombra repousei um dia. sem vos preocupardes com as mãos de onde veio. porém. que já se apropinquavan no horizonte e que me envolveriam em meio dos meus labores. mas para a salvação dos homens. Felizmente. nele. sem cuidar do meu eu imperecível. se porventura sofreis. infelizmente. que nos chama à verdadeira vida. de ambição despidos. o vosso espírito se voltar para Deus. de Jesus o amor se fez em minha alma e vejo. humilde pecador. coordenei esses santos trabalhos. por conseqüência. um mundo mais verdadeiro. do amor e da caridade. mas sede humildes. como para mim desejo. sem presunção. ser a fonte que desaltere o vosso espírito nesse deserto que se chama o mundo. um dia. não para a glória de Deus. como vós. se . onde podemos agir. E Ele vos dará. que hoje convosco reparto. um mundo mais feliz. onde os brasões da vossa grandeza intelectual estarão colocados abaixo dos escudos da fé. nem orgulho. então reconhecereis que. do amado Mestre a luz bendita. sem exame. Eis o meu livro: e quando. Em maior abundância quisera dar-vo-los. sábias e ignorantes. cansado das fadigas de uma existência atribulada. caindo sobre o vosso espírito. falível. concentrei nas minhas mãos esses frutos. não condeneis este pequeno trabalho. por BITTENCOURT SAMPAIO. Bem como ao Sol as inocentes flores. castelos de ilusões que se esboroam ao mais tênue sopro da morte. Como vós. sem os cuidados desta vida efêmera. também já fui descrente. Se o vosso espírito se acha assoberbado das coisas da Ciência.30 Prefácio da primeira edição Abri o selo vosso à luz divina. se de Jesus a luz bendita não viesse afugentar da noite as trevas. Leitor: Da árvore do bem. colhi os dulçurosos frutos. Poucos. pedi a graça ao Pai celeste. menos preocupado com as coisas deste mundo. vos deixar ver os segredos da sua doutrina salvadora. Ó almas que viveis no mundo em trevas! Pedi. como todas as criaturas. mas sim ao cair da tarde. esses mesmos não seriam colhidos. lembrai-vos de que a vossa sabedoria não pode ainda vencer as forças da morte e que. Nelas encontrareis as doçuras de uma outra vida. mas com o intuito de ser útil aos meus semelhantes. também já dei a meu espírito todas as expansões dos gozos da matéria. Divina Epopéia. Eis o meu livro: que ele possa. presumimos que se vos deparará a verdade e a verdade é Jesus.

Meu irmão. ANTÔNIO LUIZ SAYÃO. a porta para a vossa iniciação nos mistérios de Deus. são estes os votos mais sinceros daquele que se confessa o último dos filhos de Deus. .31 quiserdes. Abril — 1896.

até certo ponto. Entre tanto. pela primeira vez. hoje Constantinopla. bem como o Códice do Vaticano. a antiga versão siríaca. que contém todos os livros do Novo Testamento. por exemplo: o Códice Sinaítico. de quando o velino e o pergaminho já haviam invalidado o papiro e de quando o livro. Supõe-se que o manuscrito Códice Sinaítico seja uma das cinqüenta cópias que o Imperador Constantino mandou fazer para Bizâncio. Por muito tempo. Nem só em grego. para uso dos escribas. foi o grande meio pelo qual as Escrituras Sagradas se tornaram conhecidas das igrejas ocidentais. porém. versão essa que remonta ao século 2º. constituindo para os egípcios um artigo de comércio muito lucrativo. doutor em Teologia. natural da Holanda. chamado — o pai da história eclesiástica. vulgarmente chamada Peshito (simples. finalmente. volume 2. sob a vigilância de Eusébio de Cesaréia (da Palestina). . Os manuscritos existentes. o papiro já era usado pelos egípcios. em grego. quando foi impresso. em Roma. seja o mesmo que existiu e a Igreja reconheceu. em 331. como. que datam do 3º século. a de Judas e o Apocalipse. nos tempos primitivos. há-os também em outras línguas. as versões (Copta Thebaica (Egípcias). Quanto às épocas anteriores à sua impressão nessas edições. que conheceu a versão grega e dela fez uma tradução latina e uma paráfrase. como nas ulteriores. de 1844 a 1859. no monte Sinai. por exemplo. ou latinas. já havia tomado o lugar do rolo. onde faleceu Erasmo. essa planta foi o material de escrita de todo o mundo literário. Há também os manuscritos. literal). etc. nascido em 1467. a geografia e a história do Novo Testamento. ou do princípio do 4º século. pareceu-nos conveniente que nos ocupássemos. porém. exceto a 2ª Epístola de Pedro. existem manuscritos. 7) predisse contra o Egito foi a destruição da planta do papel. o mais completo. durante mais de doze séculos. pertencem a uma época posterior ao Cristo. Santo Atanásio. São João Crisóstomo. ainda que perfuntoriamente. descoberto no Convento de Santa Catarina. com a legitimidade. revista por Jerônimo. página 974. do século 5º. calcula-se em seiscentos o número dos manuscritos que hão sido comparados. igualmente. dois mil anos antes do nascimento do Cristo. datado de Basiléia. Há. que hoje o possuímos. alguns dos quais alcançam até ao século 4º. o homem mais sábio. traduzida no mesmo século. bem como das edições de São Jerônimo. um dos cantões da Suíça. LEGITIMIDADE Não é lícito duvidar de que o Novo Testamento. as 2ª e 3ª de João. São Basílio. Eram feitos em rolos de peles de animais. razão por que uma das calamidades que o profeta Isaías (capítulo 4º. depois. do Código Alexandrino. a fim de facilitarmos aquele estudo. no ano de 1516. Há ainda a Vulgata Latina. versículo. os Evangelhos Siríacos e há. segundo Kittos Cyclop. o escritor mais espiritual do seu tempo. a autenticidade. e que. a cronologia. Os manuscritos mais antigos não tinham a forma de livros.32 Introdução Antes de entrarmos no estudo dos Santos Evangelhos.

no capítulo 10º. como se vê pelas referências que lhes fez Paulo. que foram apóstolos do Cristo (discípulos encarregados de pregar o Evangelho). Assim sendo. concordam. escrito no 13º século. os quatro escritores que relataram a vida.33 Nas obras dos antigos padres da Igreja e mesmo nas dos hereges e inimigos do Cristianismo se encontram citações e referências ao Novo Testamento. Com efeito. há o Evangelho de São Pedro ou dos Doze Apóstolos. versículo 6 e seguintes. não pode haver dúvida de que seus autores se hajam certificado da verdade do que referiram. em conseqüência. como tinham de falar para homens. desde o começo tudo viram com seus próprios olhos e eram os ministros da palavra. inspirados. o Evangelho do Nascimento da Santa Virgem. Os evangelistas eram. o Evangelho de SÃO Tomás. do seu Evangelho. aliás reconhecida e comprovada por Paulo. o Evangelho Eterno. Marcos e Lucas não foram apóstolos. e 7). isto é. os evangelistas. Marcos. imperfeitos. o de Santo André. Entretanto. o de São Mateus. etc. verifica-se que as citações do Novo Testamento. desde o primeiro século.. que pretendia expor uma lei mais perfeita do que a do Cristo. notaremos que muitos Evangelhos apócrifos existem. inconscientemente. O primeiro. na sua Epístola dos Gálatas. tornando-se estes. Escreveram por intuição e segundo o que lhes fora narrado por aqueles que. no decurso do primeiro século. Mateus e João. Com efeito. Quanto ao estilo do Novo Testamento. Tratando da legitimidade dos quatro Evangelhos canônicos. um animal com aspecto de homem (Mateus). as obras e a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. na sua Epístola aos Gálatas. AUTENTICIDADE DO NOVO TESTAMENTO Admitida a legitimidade dos livros sagrados. conhecera o Salvador quase tanto quanto os . o Evangelho de Sâo Judas. o acompanharam durante o seu ministério e testemunharam os fatos que narram e ouviram as palavras que citam. mas não clássica. versículo 6. o Maior. Lucas e João. esse corresponde exatamente ao que se devia esperar do caráter de seus autores: linguagem grega. versículos 3. o quarto. Mas. Percorrendo-se. cuja autenticidade a Igreja reconhece. por quatro animais. Daí bem se infere a legitimidade destes. o de SÃO Bernardo. um animal semelhante a uma águia voando (João). semelhante a um leão (Marcos). o de São Filipe e de SÃO Tiago. mas foram contemporâneos destes e viveram em relações íntimas com os que haviam presenciado os acontecimentos de que falam em seus escritos. médiuns historiadores. em todos os autores e traduções. em quase todos os pontos. são: Mateus. o Evangelho segundo os Egípcios. com os textos atualmente aceitos. o segundo semelhante a um novilho (Lucas). o terceiro. grego escrito por judeus. capítulo 1º. conforme ele próprio o diz. Eles se encontram indicados. capítulo 1º. versículo 1. Muitos supõem que Lucas foi um dos 72 discípulos ordenados para a pregação da Boa Nova. no Apocalipse (capítulo 4º. como diz Lucas. precisaram humanizar os meios. os escritos relativos à matéria que deu lugar a acaloradas discussões durante as épocas que se seguiram aos tempos apostólicos. como todas as obras humanas.

34 mesmos apóstolos. preciso é não esqueçamos que a sua autoridade não veio inutilizar a nossa razão. Acresce que Lucas foi. ao escreverem. nem pôr de parte as investigações. suas fraquezas de homens deram causa às pequenas divergências que se notam nas narrações. fiel cada uma dentro do quadro que abrangeu. A cada evangelista cabia. O fim da Bíblia. de modo a constituírem o conjunto da revelação trazida pelo Messias. dos evangelistas.) A vista do que fica exposto. Profetas e Escrituras Sagradas. As palavras dos apóstolos foram transmitidas de boca em boca. Mas. a interpretação de certos fatos lhes era deixada ao próprio juízo. do Cristo glorificado. Seus escritos revelam integridade. longe de constituírem contradições. Todos os profetas anunciaram o seu advento e proclamaram a sua glória. só a revelação nos pode esclarecer. quis Deus nos fosse ela dada por inspiração do Espírito Santo. Marcos seguiu a Pedro. é mostrar-nos Deus no Cristo. David escreveu sobre ele. como do Novo Testamento. simplicidade. para nos mostrar as relações em que estamos com Ele e para nos ensinar o que importa saibamos. se explicam e completam. antes de serem escritas. Certo é. Os tradutores e interpretadores falsearam às vezes o pensamento primário. em particularidades de pouca importância e em nada comprometem o que forma a base e os elementos da Revelação Messiânica. na narrativa. ao demais. pois. Abraão viu o seu dia. Os apóstolos espalharam o conhecimento do Cristo crucificado. fornecem a prova da autenticidade dos evangelhos. e se divide em Lei. é claro que os autores dos cinco livros do Novo Testamento possuíam exato conhecimento das coisas que relataram. onde a razão falece. por muito tempo. O Novo Testamento é a história desse advento e a exposição profética de seus resultados. uma parte do quadro geral. Consta de 39 livros o Velho Testamento. Tudo o que procede da Humanidade contém erros. O livro que se segue aos Evangelhos é o que chamamos Atos dos Apóstolos. que. obra de muitos séculos. só se verificaram. do Cristo exaltado. Essas diferenças. (Veja-se este Evangelho. companheiro inseparável de Paulo e é bem provável que tenha escrito com assentimento e aprovação deste. reconciliando com Ele o mundo. capítulo 1º. O autor desse livro confessa ser o mesmo a quem se atribui o Evangelho de Lucas.) O Velho Testamento é a história da preparação do mundo para o advento do Cristo. Moisés foi um símbolo do Cristo. As narrativas. VERSÍCULO 19. e escreveu sob a imediata direção desse apóstolo. capítulo 1º versículos 1 ao 4 e Atos dos Apóstolos. a fim de o glorificarmos na Terra e o amarmos eternamente. versículos 1 ao 5. A convicção que tinham da verdade que ensinavam. porém. mesmo candura. durante parte considerável de seu ministério. FONTES E CRONOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO A Bíblia. devidas à imperfeição dos narradores. A Lei se contém nos cinco livros . no entanto. (2ª Epístola aos Coríntios. Essas divergências. Quando. eles a ratificaram com o próprio sangue.

a hora da paz propícia ao Nascimento do Messias: o Filho do Homem. sacerdotes dos antigos Persas. Assim. Êxodo. Indianos. O Pentateuco é o primeiro na ordem dos livros do Velho Testamento. na ordem cronológica. As Escrituras são: Salmos e Provérbios. as castas mais exclusivistas vinham de toda parte encontrar-se neste ponto. Ester. Romanos e os mais antigos idólatras. nome dado aos sacerdotes da China e do Japão. oriunda das Índias orientais. Jeremias e Ezequiel. filósofo chinês que viveu quinhentos anos antes de Jesus Cristo e prometeu o verdadeiro santo. podemos deduzir. o idumeu. Daniel. porém de grande dificuldade. chamados: Pentateuco. elevou seu espírito e manifestou a certeza da vinda do Salvador. onde nasceu David. Eclesiastes. a primeira data que nos interessa é a do Nascimento de Jesus Cristo. Esdras. como filho de uma Virgem. Cântico dos Cânticos. a cerca de duas léguas ao Sul de Jerusalém. feita por Jesus. já das referências que nele encontramos. Rute e Lamentações. Os menores são os que se contam desde Oséias até Malaquias. bem como acerca dos acontecimentos narrados nos Evangelhos. Gênese. para o advento de Jesus. foi anunciado desde tempos imemoriais. pelos Brâmanes. assim como. é tratada em . Seu antigo nome era Efrata e. Esses livros constituem a fonte do Novo Testamento. Os maiores são Isaías. pelos Magos. profetizado nos oráculos da Sibila. em sua quarta Égloga aponta o berço auspicioso de um filho do Céu. por exemplo. Só no Evangelho de Mateus. Os antigos são os livros históricos: Josué. Neemias e Crônicas. o príncipe dos poetas latinos. No tocante ao Novo Testamento. Job. Juizes. cidade que se tornou depois conhecida como o torrão natal do Senhor. pelos Bonzos. como tal. já da própria declaração. éeste um assunto de muito interesse. raça indiana. Também o foi. que havia de vir do Ocidente. E todas essas previsões se realizaram. é a história da preparação do mundo. do mesmo modo que aquele é a história desse advento e da comprovação das profecias. E uma das mais antigas cidades da Palestina. O primeiro lugar de que. em tempos ainda remotos. é Belém. o que se confirma pelas referências que neste se lhes fazem. etc. Virgílio. poeta autor dos mais sublimes versos da poesia hebraica e que. NOTÍCIA GEOGRÁFICA E HISTÓRICA Afiguram-se-nos também necessários alguns esclarecimentos sobre as terras e lugares por onde andou o nosso Redentor. que trouxe o triunfo aos pobres e humildes! Em conclusão. por Confúcio. no desespero de profunda dor pela perda de seus filhos. quando soou a hora prometida. em a inspirada narração. conforme dissemos. fala. no extremo da Ásia oriental. o livro mais antigo do mundo. por Job. se encontram sessenta referências ao Deuteronômio. devorado por horrível enfermidade. que viu os joelhos dos Césares se curvarem diante da sua coroa de espinhos! o Herói. de que viera confirmar a lei e os profetas. que as fontes do Novo Testamento se acham na Bíblia que. Os Profetas se dividem em antigos e modernos. Quanto à ordem e sucessão dos acontecimentos.35 de Moisés. Samuel e ReiSão Os modernos se subdividem em maiores e menores. China. Seu advento. cultores das ciências ocultas.

montanha essa que. Jesus passou depois a Canaã. que nasce no Ante-Líbano. perto de Zabulon. Em Jerusalém. Do Egito voltou ela para a Galiléia. da antiga Palestina. Fica a pequena distância de Betsaida. próxima de Heliópolis (cidade do Sol). nos confins da Galiléia. Aí também foi procurado por Nicodemos. límpidas e bastante quentes. Aí. atravessa o lago Semechonte. num dos vaus do Jordão. entrando Jesus no templo. por estar próxima a Páscoa dos Judeus. Celebra-se no domingo seguinte à Páscoa dos Judeus. isto é. José tinha benSão A esse tempo. onde Jesus esteve alguns dias. na província de Galiléia. pelo que recebeu o nome de cidade das Palmas. onde Jesus teria nascido se não ocorresse o conhecido incidente. à sombra de velho e frondoso sicômoro. capítulo 17º. pronunciou a sua primeira parábola (João. capítulo 2º. A planície de Jericó era afamada pelas suas rosas. pátria dos apóstolos Pedro e André. a Santa Família descansou na aldeia de Metarié. com José . cidade edificada às bordas do mar de Tiberíades. pelas suas palmeiras e pelo seu bálsamo. uma alta montanha como tendo sido onde se deu a tentação do Senhor. de Bethlehem de Judá”. Em Cafarnaum. sita numa montanha. tribo de Zabulon. O Jordão. quando já contava trinta de idade. capítulo 2º. ou Mar Morto. após 200 quilômetros de curso. versículo 7. na parte Sul da Galiléia. era chamada Quarantânia. Essa denominação lhe foi dada. A tradição aponta. onde se lê: “David era filho daquele homem Efrateu. Depois apareceu sob o nome de Bethlehem de Judá. que se supõe ser o mesmo chamado Bartolomeu. um dos 72 discípulos. do lado ocidental de Jericó. que não se arreceou de declarar-se discípulo do Cristo e foi. cercada de amenos jardins. do mesmo nome. cidade da tribo de Benjamim. o lago de Tiberíades e se lança no lago Asfaltite. A Páscoa. que se celebrava no décimo quarto dia da Lua após o equinócio da Primavera. Jericó. situada entre o mar de Tiberíades e o Mediterrâneo. a 90 quilômetros ao norte de Jerusalém. Daí. segundo se colige do versículo 3 do capítulo 6º de Marcos. se achava a sete léguas de Jerusalém. onde José tinha a sua oficina e aonde se supõe ter Jesus ido com seu pai e aprendido o ofício deste. três léguas ao norte de Nazaré. à margem das estradas reais do Egito para a Síria. não longe de Jericó. rio da Palestina. judeu da seita dos fariseus. versículo 29). cadeia de montanhas da Turquia Asiática. sede de uma das doze tribos do povo hebreu. Saindo de Belém para o Egito.) Em seguida. cidade da Síria. foi ele residir ali com Maria. a passagem do Senhor era uma festa que se celebrava em honra do Senhor. Suas águas são claras. em memória dos 40 dias do seu jejum. caminho direto de Jerusalém para Damasco. expulsou dali os mercadores e. pela saída dos Israelitas do Egito. como se vê em Juízes. à direita do Nilo. interpelado pelos judeus. no deserto de Judá. dizem alguns. cidade de Filipe. foi batizado. Veja-se: Êxodo. Decorridos dezoito anos. para não ser confundida com o pequeno e remoto lugarejo. versículos 11 ao 18. fixando residência em Nazaré. (João. capítulo 1º versículos 17 ao 12. versículo 12. em Samuel. capítulo 12º. pátria de Natanael. no caminho do Cairo. Jesus foi ao lugar onde João Batista se achava batizando. Nazaré é uma cidadezinha da Síria. no Baixo Egito. foi para Cafarnaum. Turquia Asiática.36 Miquéias (VERSÍCULO 2). Entre os cristãos é a festa da ressurreição de Jesus Cristo. decerto não casual. dirigiu-se ele para Jerusalém.

estrugiu o brado de triunfo. onde. foi a Jerusalém. depois. versículos 1 ao 9. versículos 1 ao 44). ou Magdala. como Corazim e Betsaida. . na segunda quinzena de setembro. mandou que seus discípulos fossem assistir a ela e. Passou a Cesaréia de Filipe. Tabernáculo. versículo 39. fortaleza ao Sul da Peréia. próprio a ser armado nos lugares ermos. perto da aldeia de Betfagé. a pedido de Marta e Maria. capítulo 11º. cujas aldeias e cidades dos arredores. com os ramos que empunhava. por haver o Senhor pronunciado nele o “Sermão da Montanha”. o leproso. (MATEUS. para lisonjear á Augusto. seguiu dali para Magedá. chegou Jesus a uma cidade próxima. Perto. fez Jesus o suposto milagre das bodas de Canaã. exclamava: Hosanas ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosanas nas alturas! Dali contemplando a cidade de Jerusalém. Tiago Maior e Filipe. havia a cidade de Cafarnaum. dera o nome de Sebaste (tradução grega de Augusta). versículos 22 ao 25) e onde nasceram Pedro. Saindo da Judéia. Ao Sul. capítulo 8º. também ele foi. no sopé do monte das Oliveiras. cidade da Síria onde se indicam as pretendidas grutas sepulcrais de Josué e José. sempre em luta com os judeus. munida de grandes ramos de palmeiras. O mar da Galiléia é formado pelas águas do Jordão. Jesus visitou. versículo 10). ressuscitou o filho da viúva de Naim. versículo 32). proferido pela multidão que. (MATEUS. capítulo 15º. e que também se chama — Monte das Ofensas. da festa dos tabernáculos. na terra de Genesaré. Então. era o nome que os hebreus davam a um templo portátil. preso em Macheronte. Durava sete dias. onde curou o cego (MARCOS. (JOÃO. João Evangelista. a Betsaida. ou Magdala. Nela se encontram os tradicionais lugares da casa e do túmulo de Lázaro e a casa de Simão. recebeu os discípulos de João Batista. LUCAS. Próximo se vê a montanha conhecida pelo nome de Picos de Hatim. Ainda há alguns Samaritanos em Nepluse. no deserto. em cujo cume se acham os túmulos dos profetas. voltou a Betânia. Tiago e João. prestar-lhe as últimas homenagens. chegada a festa chamada dos tabernáculos. entrou Jesus novamente na Galiléia e passou por Samaria. Tendo atravessado o mar. Dali. além Jordão. cidade distante dali 35 milhas. Aí. Os samaritanos. na estrada geral de Jericó. Jesus chorou! Aquela multidão saía. é a aldeia de Mejdel. e se transfigurou em presença deles (MATEUS capítulo 18º. como era de costume. capítulo 8º. capítulo 8º. Foi. ressuscitou a Lázaro. levando consigo Pedro. Do lado Ocidental fica a terra de Genesaré. Atravessou o monte das Oliveiras. e a festa tinha por fim recordar o haverem eles habitado essas tendas. chamada Gergesa. em seguida. e que os latinos denominaram o Monte das Bem-aventuranças. capítulo 9º. a que Herodes. Assim se explica a divergência aparente. nos confins da Arábia.37 de Arimatéia. Lá se encontra o poço de Jacob. que há entre esses dois evangelistas. versículo 28). subiu ao monte Tabor. Chegado à Galiléia. onde se deu o fato de os porcos se precipitarem no mar. a dez quilômetros de Jerusalém. Betânia é uma pequena cidade. cidade junto do lado de Genesaré. Em Cafarnaum. devido à sua forma singular. ou tenda. Quando Jesus o ia descendo. junto ao qual se deu o colóquio do Senhor com a Samaritana. evitavam toda sorte de relações com estes. nas vizinhanças de uma aldeia de nome Dalmanuta. MARCOS.

era: a terra da outra banda. Esse território se estendia desde uma aldeia. todas tributárias dos Romanos: Judéia. Era nesse monte que os judeus executavam os criminosos. para os ritos das diversas seitas cristãs. rodeada de diferentes capelas. Passando em rápida revista a Terra Santa do tempo do Cristo. Eram homens dados às práticas do culto e das cerimônias. denominada Jordão. Terminava. A Galiléia. ou caveira. se obrigavam à castidade e deixavam crescer os cabelos. Samuel e João Batista foram nazarenos. Sicar e Sila. orgulhosos. Belém e Betfagé. A Iduméia habitavam-na os antigos idomitas. Efraim. em largura. depois do cativeiro. judeu. Lida e Rama. Cafarnaum. israelita. a última compreendia o território de além-Jordão. A parte mais meridional era a Judéía. parte da qual ficava fora dos limites de Canaã. Betânia. é um pequeno monte ao norte de Jerusalém . Nazaré e Naim. ou presidências. Gaza. entre a Judéia e a Galiléia. por isso.38 * Deixando de parte a narrativa evangélica. desde então. voltaram à sua terra. à aldeia de Aná. no ocidente. do Oriente ao Ocidente. era a tetrarquia mais extensa da Terra Santa. Sansão. Galiléia e Peréia. ao norte da Palestina. na costa do Mediterrâneo. do rio Jordão a Jope. em Samaria e Sitópolis. não mais hebreu. Corozain e Betsaida. membros de uma seita fundada por Sadoc. Dentro desta se encontram: Arimatéia. Samaria. A Peréia. Saduceus. que se esforçavam por dominar sob a aparência de virtuosos. terra dos amonitas. Jericó. Samaria. Escribas eram doutores que ensinavam e interpretavam a lei de Moisés. Dava-se o nome de Cesaréia às cidades fundadas ou embelezadas por imperadores romanos. de costumes dissolutos. que quer dizer crânio. Ficava ao centro. Ía. Tinha por cidades principais: Samaria. e. faremos notar que o Calvário. em Ptolemaida e Carmelo. A Galiléia foi o sítio mais honrado com a presença do Salvador. em hebreu Gólgota. ao sul da Samaria. Faziam causa comum com os fariseus. Moto. Emaús. porém. . Fariseus eram os membros de uma seita que tomava parte ativa nas controvérsias religiosas. eram os antagonistas dos fariseus. ao sul. nos confins da Arábia. ficando o povo.Ali se ergue hoje a “Igreja do Santo Sepulcro”. era Ele chamado Galileu. compreendia a tribo de Efraim e parte da de Manassés. No centro da região. Suas principais cidades eram: Cesaréia da Palestina. Os primeiros Judeus que. vemo-la dividida em quatro tetrarquias. ou deserto na Judéia. Nazareno era nome dado aos judeus que faziam voto de pureza perfeita. Tiberíades. Canaã. Jope. Espalharam-se pelo território a que deram o nome de Judéia. pertenciam à tribo de Judá. antiga Galaad e Basam. ou Palestina. Havia uma quinta divisão: a Iduméia. estava Jerusalém. As três primeiras estavam incluídas na Palestina propriamente dita. A parte oriental formava o que na Escritura se denomina o deserto. ao norte da Judéia. chamado.

João. em Jerusalém. governador e protetor da Terra. onde veio ensinar-nos a viver e a morrer. a sublimidade do objeto e do fim da sua missão espiritual de fundador. de maneira austera. que prepara o espírito para a vida eterna. que dá a conhecer a grandeza do Profeta da Palestina. Deixemos. no ano 39. perto do Mar Morto. no ano 96. da treva as obras E revistamo-nos das armas da luz!” PAULO. mas negavam o livrearbítrio. pois. 11 ao 12 . no de 44. Viviam em comunidade. Tais as informações que nos parecem de utilidade aqui. em grego. Avante: “É já hora de nos levantarmos do sono.39 Os Essênios formavam uma seita judaica. Criam na igualdade. no ano 56. que vamos estudar nesse santo livro de amor. Lucas em grego. Epístola aos Romanos. em Roma. em Acaia. capítulo 13º. em Êfeso. A noite passou e o dia vem chegando. * Mateus escreveu o seu Evangelho em hebraico. Marcos escreveu o seu em grego. para facilitar a compreensão da palavra dos Evangelhos.

versículos 3. A letra mata e o espírito vivifica. a fim de que sua morte apresentasse valor idêntico ao da nossa morte e a sua justiça equivalesse à nossa justiça. pois que era preciso falar aos homens uma linguagem que eles pudessem compreender e. a genealogia humana que Lhe foi atribuida correspondeu às necessidades da época. versículo 15). versículo 58). Espírito perfeito e imaculado. entre a tua posteridade e a sua. que viria ao mundo. segundo as leis dos homens superiores. é estranho e anterior às gerações humanas que sucessivamente o têm habitado. Genealogia de Jesus (aos olhos dos homens) (1) Confrontando-se os textos desses evangelistas. protetor e governador do nosso planeta. capítulo 14º. notam-se divergências Tão sem importância. mas . — LUCAS. Ela te pisará a cabeça e tu armarás traições ao seu calcanhar.” Essa posteridade da mulher. dirigindo-se à serpente. 1º. 1 ao 17. Os crentes do Antigo Testamento não conheceram o Salvador. que fosse escutada. 5 e 6. neste ponto de suas narrativas. que Paulo aconselhou a Timóteo se não ocupasse com tais genealogias (1ª Epístola a Timóteo. sobretudo. Assim. de natureza perispirítica visível e tangível. sob a aparência da corporeidade humana. encerra figuradamente a promessa de um libertador. e 63. bem como as controvérsias a que tem dado lugar. como frágil criancinha. 3º. aparecer como uma criatura humana. 2ª Epístola aos Coríntios. 6º.40 1 Evangelhos SEGUNDO MATEUS. Jesus. 4 e 5). por precisar revestirse dos andrajos da nossa mortalidade. 5. encontramos na Gênese (capítulo 3º. Era necessário que Jesus se assemelhasse aos homens (exceto no pecado). para que se tornassem acessíveis à matéria. Ela foi devida à necessidade de se materializarem todos os fatos. tendo-se em vista o desempenho de sua missão. Deus disse: “Porei inimizades entre ti e a mulher. Segundo as tradições hebraicas e as interpretações dadas às profecias da antiga lei. JOÃO. que objetivava a regeneração da nossa Humanidade. submetido às limitações da carne. por efeito de incorporação. são elas. Jesus apareceu na Terra. mas com um corpo fluídico. prometida pelo Pai celestial. MARCOS E LUCAS REUNIDOS E POSTOS EM CONCORDÂNCIA O espírito é que Vivifica. é verdade. a cuja formação presidiu. porém. 1º. no meio que estava preparado havia tantos séculos. símbolo do Espírito do mal. PAULO. cuja perfeição se perde na noite das eternidades. as palavras que vos digo são espírito e Vida. chamado depois “príncipe do mundo” (João. com poder de pisar a cabeça da serpente. que. 23 ao 28. versículo 30). nascendo de uma mulher. capítulo 8º. MATEUS. a carne de nada serve. Com efeito. (João.

tudo. como também no estado fluídico. então. para lhes dar o ser e compor os germes de toda a criação. material e fluídica. sobre o paraíso terrestre. a verdade fosse proclamada abertamente. E não devemos estranhar que as coisas se passassem assim. Tudo se origina desses germes fecundados pela Divindade e progride para a harmonia . e qual a realidade quanto à genealogia espiritual de Jesus. tudo tem uma origem comum. uma figura exigida pelo estado das inteligências daquelas épocas remotas. como remonta a Deus a criação do corpo formado de limo. que houvera revoltado as massas. tinha que nascer em Belém. inferiores. como essência espiritual e princípio de inteligência. Tendo isto em atenção é que devemos entender o que é dito sobre a criação do primeiro homem. etc. Na criação. sobre os quais. a Jesus. é o instrumento e o meio de toda a criação espiritual. Se. que. Tudo provém de Deus e para Deus volta. se a genealogia humana de Jesus é também meramente simbólica. assim no estado material. dos que nele depositaram suas esperanças. de todos os reinos da natureza. figuradamente. conseguintemente. portanto. em sua origem. para que a Terra pudesse elevar-se ao Céu. pois. de todas as criaturas. tendo por pai um descendente de David. que se achavam metidos às leis de Moisés e a tradições que datavam de séculos. e José como pai de Jesus. qual a realidade quanto à criação do Espírito e do corpo do homem do nosso planeta. que será chamado Emmanuel. conseguintemente. Criador imediato e único que tudo o que é puro e perfeito. sobre a formação do globo terráqueo. Espírito perfeito. Era o Filho de Deus fazendo-se homem. O libertador prometido. versículo 14): O mesmo Senhor vos dará este sinal: Eis que uma virgem conceberá e parirá um filho. que demandam extensos e amplos esclarecimentos. porém menos elevado que o de Maria. a genealogia de Jesus remontà a Adão. que se perdiam na noite dos tempos. tinha que figurar como mãe. quando sabemos que elas iam dar-se entre os hebreus. se forma da quintessência dos fluídos que no seu conjunto constituem o que chamamos — o todo universal e que as irradiações divinas animam. sendo. para que os homens pudessem tornar-se filhos de Deus. Era o Céu que teria de descer à Terra. da criação de todos os mundos. únicos para quem escrevemos. inquietado os fracos e retardado a marcha da Humanidade. o caminho seguido fosse o que eles tinham o hábito de trilhar. Isaías confirmou essa promessa na profecia seguinte (capítulo 7º. O fluído universal. Assim. que o toca de perto e dele parte. ambos purificados. Tudo vem do infinitamente pequeno para o infinitamente grande. encarnaram para assistir a este em sua missão. para lhes guiar as inteligências. pela descendência. até Deus. Maria. Mas. á cerca desses pontos e de outros. ponto de partida e de reunião de tudo. apenas de leve tocaremos. se a criação do primeiro homem é apenas um símbolo. Maria. e José.41 esperavam o seu advento e nenhum esperou em vão. Forçoso era. o Cristo. O Espírito. um filho de David. somente para dar uma idéia do assunto aos que desejem iniciar-se no conhecimento das coisas santas. Espírito de pureza perfeita e imaculada? São questões complexas estas. portanto. Acompanhemos a sua genealogia espiritual e remontaremos a Deus. também Espírito perfeito. dar-me-ia à letra da Gênese formal desmentido.

pesado e grosseiro. mais sutil. de natureza semimaterial. para dar idéia do perispírito num Espírito encarnado. No momento em que se desprende do invólucro corpóreo e o abandona à decomposição no sepulcro. tornando-o apto a galgar aquela escada até ao topo. que liga a nossa habitação manchada pelo pecado à morada do Eterno! Apoiada no . versículo 12) e semelhante à qual nada. o Espírito se encontra num estado de inocência completa. sobre esse perispírito. âncora única de salvação. jamais. o perispírito desempenha o papel de mediador. com os seus últimos invólucros animais. Atentemos nessa escada de que fala a Gênese (capítulo 23º. Alcançada a condição de Espírito formado. os nobres impulsos para o bem constituem o objeto de seus anelos. Assim. cofre de todas as esperanças. mais etéreo. vegetal e animal e pelas formas e espécies intermediárias existentes entre esses reinos. expiatórias a princípio e por fim gloriosas. com inteligência capaz de raciocínio. as transformações que os hão de desenvolver. a película fina que lhe cobre os gomos e que. ganham o estado de criaturas possuidoras de livre-arbítrio. uma laranja. tendo abandonado. a pureza da vida. se acha ligado à casca. Os princípios latentes. caracterizando-lhe a individualidade. se refletem o atraso e o progresso do Espírito. qual o que cobria a arca santa e se chamava propiciatório.42 universal. que é o envoltório exterior da fruta. Participando. A elevação dos sentimentos. É tal a sua extensão. ou de sua queda. ou de seu progresso até à perfeição. através das eternidades e sob a vigilância dos Espíritos prepostos. Cobre-se então de fluídos que lhe comporão o que chamamos — perispírito e que é um corpo fluídico que se torna para o Espírito o instrumento e o meio. até que atinja aquela perfeição moral. imutáveis e eternas por Ele mesmo estabelecidas. ele é opaco. o mundo viu. Sirvamo-nos de uma comparação material. segundo as leis naturais. A medida que o Espírito progride. em multidão inumerável. vai-se tornando fluído cada vez mais fluídico. mediante encarnações e reencarnações sucessivas. os instintos oriundos das exigências da animalidade. eles chegam ao período preparatório do estado de Espírito formado e. Pois bem. o perispírito lhe será também instrumento de progresso. ainda quando desprendida está do corpo físico. ao mesmo tempo. onde encontrará a Jesus. Ainda. inseparável da alma. independentes e responsáveis pelos seus atos. Ele é como. aguardam no estado cataléptico que Deus lhes dê destino e os aproprie ao fluído a que devam servir. passando sucessivamente pelos reinos mineral. acompanha-a eternamente. Tais princípios sofrem passivamente. de Espírito pronto para ser humanizado. transmitindo àquela as impressões recebidas pelos sentidos e comunicando ao corpo a vontade do Espírito. como o corpo de carne o é do Espírito naquela condição. vencido esse período. da natureza da alma e da do corpo. No primeiro caso. para receber as graças que dimanam de Sião. de reerguimento. o Espírito. numa progressão contínua. envolto no seu perispírito. como num manto. ruim neste último caso. subirá a escada que Jacob viu em sonho. É a estátua que acabou de receber as formas. a seu turno. se eleva. As provas e sofrimentos pacientemente suportáveis lhe apuram cada vez mais o perispírito.

. conforme erradamente se entendeu a princípio. LUCAS. seus ouvidos tudo ouvem. versículo 60. em tantas gerações quantas sejam necessárias à reparação das iniqüidades. o último Adão em espírito vivificante. como o declarou a voz do céu que se fez ouvir após o seu batismo (MATEUS. capítulo 3º. se lê: “Porque não se farão morrer os pais pelos filhos.43 terreno que os nossos pés pisam. o segundo homem do céu. Conforme o quer. porque a eternidade é o tempo de seu nascimento. 1ª epístola aos Coríntios. Cometido o pecado. tem o nosso Espírito que se encerrar no sepulcro da carne. Não é que soframos a conseqüência do seu pecado. do limo da terra o homem lhe inspirou no rosto um sopro de vida. o Espírito viveu no “paraíso” até que. capítulo 9º.. pecadores que somos. o sepultamento deles na carne.” Saindo puro e inocente das mãos de Deus. o céu sua habitação. Um Salvador que de tal grandeza não fosse nos não poderia salvar das conseqüências do pecado. cognominando-se de Filho do Homem. versículos 13 ao 17. (Êxodo. versículo 16). porque. ou Seja — na legião de Espíritos de que Adão é o símbolo. temos que morrer. tudo por Ele passará. na sua 1ª Epístola aos Coríntios. mas. pois. o que quer dizer: o homem não mais encarnará. por Ele — a porta estreita. Posto na Terra com um corpo animal. teve o direito de se proclamar um com Jeová e cujo maior gozo consistiu em pertencer à posteridade. será Espírito Vivificante. LUCAS. O primeiro homem. Essa a imagem daquele que. capítulo 8º. Há corpos celestes e corpos. ela se eleva. Adão. capítulo 24º. num dos livros de Moisés (o Deuteronômio. PAULO. o homem ressuscitará em corpo espiritual. é terreno. como se vê em: MATEUS.. capítulo 20º. ou sejamos todos responsáveis pelos seus atos. Jesus o filho diletíssimo do Pai celestial. disse (capítulo 15º. para progredirmos. que encarnar e reencarnar. O primeiro homem) formado da terra. Assim como há o corpo animal. transviando-se. e foi feito o homem em alma vivificante. para chegar aos umbrais do infinito! Por diadema. distende. Todos morremos em Adão. versículo 22. No Cristianismo se encontram incontestavelmente traços acentuados dessa crença. temos que tomar a forma material que nos faz descendentes do “primeiro homem”. atravessa os céus e chega ao trono do Altíssimo. já na Gênese (capítulo 2º. Porque uma trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis. terá vida em si mesmo. cada um morrerá pelo seu pecado. nem os filhos pelos pais. versículo 1). versículos 21 ao 22). sendo infinito o seu braço. MARCOS. Daí vem o dizer-se que em Adão todos morremos. Tanto assim não é que. Era deste gênero o que Jesus trazia e que aos olhos do homem parecia material. versículo 5). PAULO. Seus olhos tudo vêem. deparamos essas idéias: “O Senhor Deus formou. que nele pusera toda a sua complacência. também há o corpo espiritual. E quando este corpo mortal se revestir da imortalidade. capítulo 1º. tem a glória celeste e o brilho desse diadema é a redenção da Humanidade. incorreu em faltas que só por meio de encarnações e reencarnações no mundo poderia remir. então se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte na vitória. capítulo 3º. isto é. é celeste. 39 ao 54): Nem toda carne é a mesma carne. não teve genealogia humana. verificou-se a encarnação dos que se tornaram culpados. Porém. expirou a inocência em Adão. Essa a morte de que falava o Divino Mestre. foi feito em alma vivente. versículos 9 ao 11. o mais elevado entre os mais altos e o mais baixo entre os pequeninos. do que resultou o dogma absurdo do pecado original.. capítulo .

em forma humana. isto é. puríssimo. Do mesmo modo. 110. então. Essa a morte de que Ø tornam livres os que se fazem eleitos (Isaías. um símbolo e também uma lição para abater o orgulho humano. Ainda mais: pelas próprias palavras de Jesus se prova que nenhuma genealogia humana lhe é aplicável. se regenere. 34. 2. por se haverem tornado pecaminosos. em sua Epístola aos hebreus (capítulo 7º. a sua expulsão do paraíso. quando estes. – Atos. ressuscite. Vide: MATEUS. das fadigas e das misérias sem conta que nos consomem. qual a de todos os que habitam este planeta. 41 ao 44. – Lucas. Deu-se a morte de Adão. Para ele. sem mãe. 2º. MATEUS.44 15º. 20º. LUCAS. nem fim de vida. 1. – Marcos. 35 ao 37. sem genealogia. o proclama nestes termos: — o Filho de Deus. Muitas provas temos disso e o apóstolo PAULO. 41 ao 45. capítulo 22º. cárcere de criminosos. que serão tantas. de que é formado o corpo humano. porque seu Espírito. mundo atrasado. . para cada Espírito. progredindo moral e intelectualmente. Adão. versículo 22. que não tem princípio de seus dias. capítulo 4º. o nosso maior inimigo. 9. 12º. de barro. dos Espíritos de que ele é o símbolo. Jesus não tem genealogia. capítulo 20º. (1) Salmo. quantas se tornem precisas a que ele através de várias gerações. tiveram que mergulhar na carne. versículos 41 ao 44. – Isaías. – Mateus. se redima. expie e repare suas iniqüidades e. é uma figura. versículo 16). versículos 41 ao 45. representativa da lei das encarnações e reencarnações. não precisava. versículo 3). para sofrer as conseqüências de suas faltas. sem pai. Assim. imaculado. nem podia cobrir-se do barro podre. 62º. feito de limo. 22º. a morte terá sido tragada na vitória. é uma figura. 1. onde a vida decorre sujeita às contingências do trabalho árduo.

porque ele libertará seu povo dos pecados. — 19. A geração de Jesus se deu assim: Quando Maria. sem que tivessem tido trato carnal. porqüanto O que nela se gerou foi formado pelo Espírito Santo. Aliás. e disse: “José. Mas. — 25. 23. “Eis que uma Virgem conceberá e parirá um filho. 4º.45 2 MATEUS. sendo justo e não a querendo infamar. . — Geração de Jesus MATEUS: capítulo 1º.” — 24. pág. José. Ela parirá um filho e tu lhe darás o nome de Jesus. 12. ela deu a luz o seu primogênito e lhe pôs o nome de Jesus. versículo 18. então. ocupar-nos-emos tão-somente com o termo — desposar. desposou a José. tudo deve ser entendido em espírito e verdade. 1. ajustar matrimônio. que quer dizer — Deus conosco. isto é. eis que um anjo do Senhor lhe apareceu. em sonho. — 20. de acordo com as explicações já dadas acerca da genealogia de Jesus. . 18 ao 25. — 21. 1º. — 22. assim: — 23. 37 e 38. 13º. seu marido. José. despertando. Tudo o que há sido feito o foi para que se cumprisse o que disse o Senhor pelo profeta. resolveu deixá-la secretamente.Atos. Aparição do anjo. 31. não temas receber Maria por tua esposa. (2) Deuteronômio 24º. a José. filho de David. ligarem-se pelo casamento. antes que houvessem coabitado. como se encontra em ROUSTAING. verificou-se que ela concebera por obra do Espírito Santo. ela deu à luz o seu primogênito. 5º. Maria e José haviam ajustado casarem-se. quando pensava nisso. viverem como marido e mulher. Quanto ao mais. 191. em sonho. ao qual será dado o nome de Emanuel. no versículo 25 se lê: E. E. sem que tivessem tido trato carnal. que quer dizer — contrair esponsais. fez como o anjo do Senhor lhe ordenara e aceitou Maria por esposa. sua mãe. A propósito destes versículos. volume 1.

tirada a sorte. um sacerdote por nome Zacarias. e ficou mudo. LUCAS: capítulo 1º. sua mulher. quer dizer. Exultarás com isso de alegria e muitos rejubilarão com o seu nascimento — 15. — 17. Desde agora vais ficar mudo e não poderás mais falar. suscetíveis de receber impressões magnéticas. ao qual porás o nome de João. excelentíssimo Teófilo. — 4. — 7. nem bebida alguma que possa embriagar. pois que ele será grande aos olhos do Senhor. e irá à sua frente. o que tudo sabes. Ambos eram justos aos olhos de Deus e obedeciam a todos os mandamentos e ordens do Senhor. Respondendo. à espera de Zacarias. as viram com seus próprios olhos e foram os ministros da palavra. na vez da sua turma. depois de me haver Informado exatamente de como todas essas coisas se passaram desde o princípio. — 5. a fim de preparar para o Senhor um povo perfeito. — 14. conservando-se de pé & direita do altar dos perfumes. Evangelhos. lhe tocou entrar no templo do Senhor. pois que lhes dava a entender isso por sinais. Havia. Ora. Converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. para atrair os corações dos pais aos filhos e os incrédulos à sabedoria dos justos. escrever-te a narrativa de toda a série delas. com o Espírito e a virtude de Elias. Mudez de Zacarias. a fim de que conheças a verdade acerca do que aquelas pessoas hão dito. sendo já velho e estando minha mulher em idade avançada?” — 19. desempenhando Zacarias suas funções de sacerdote perante Deus. ao tempo de Herodes. será cheio de um Espírito santo desde o seio materno. até ao dia em que estas coisas acontecerem. — 3. terá um filho. Zacarias ficou todo perturbado e grande temor o assaltou. não beberá vinho. Zacarias. Esta a grava que o Senhor me fez quando se dignou de tirar-me do opróbrio diante dos homens. Tempos depois. e sua mulher era da raça de Abraão e se chamava Isabel. Zacarias disse ao anjo: “Como me certificarei disso. ao tempo que se ofereciam os perfumes.46 3 LUCAS. disse-lhe o anjo: “Sou Gabriel. Mas. — 20. para oferecer os perfumes. — 23. 1 ao 25. Isabel. porqüanto a tua súplica foi ouvida e Isabel. rei da Judéia. quando ele saiu sem poder falar. por não haveres crido nas minhas palavras. — 12. tua mulher. que assisto diante de Deus. (3) Os evangelistas eram. um anjo do Senhor apareceu a Zacarias. pareceu-me. sucedeu que. eram. se admirava de que estivesse demorando tanto no templo. inconscientemente. — 6. conforme ao que se observava entre os sacerdotes. por ser estéril Isabel e estarem os dois avançados em anos.” — 18. Enquanto a multidão. e fui enviado para te falar e te dar esta boa nova. do lado de fora. — 9. dizendo: — 25. — 24. O povo. — 22. concebeu e se ocultou durante cinco meses. versículo 1. conveniente. médiuns. — Predição do nascimento de João. todos compreenderam que tivera alguma visão no templo. — 10. — 16. — 13. por natureza. de acordo com o que transmitiram aqueles que. Mas o anjo lhe disse: “Não temas. — 8. 1º. Muitas pessoas tendo empreendido pôr em ordem a narração das coisas que entre nós se realizaram — 2. que a seu tempo se cumprirão. Não tinham filhos. para a manifestação . orava. da turma de Abias. Vendo-o. — Aparição do anjo a Zacarias.” — 21. — 11. desde o começo. Passados os dias do seu ministério sacerdotal. voltou Zacarias para sua casa.

o Senhor. casados desde longo tempo. portanto. pois não se verificou a derrogação de nenhuma lei natural. de conformidade com as leis naturais. por ser o fato atribuído à esterilidade dela e constituir um opróbrio. o que. quando fora da vida material. em toda a plenitude. Quanto ao nascimento de João. Ambos. o grande profeta de que fala o livro Reis (3º capítulo. senão que Elias reencarnaria no corpo da criança que ia nascer de Isabel? Não beberá vinho. quais a de já serem velhos os seus genitores e a da mudez temporária de seu pai. Como prêmio da submissão perfeita com que os dois guardavam os mandamentos. Na sua concepção. tantas interpelações a esse respeito foram dirigidas. naqueles tempos. tendo soado a hora do aparecimento do Precursor. manejando os fluídos. João fora Elias. transmitir-lhes pensamentos. de perturbações e transições. de que o Espiritismo éuma filosofia racional.. facultar-nos a luz necessária. voltando à vida espiritual. é que àquele. Apenas daremos uma idéia desse fenômeno. se bem já Isabel estivesse avançada em anos. aliás. versículo 17) (4). que é chamada estéril. no Gólgota. por isso. Aquela mudez foi um fenômeno que se produziu como meio de maior atenção chamar para a predição feita e de corroborá-la. impressionar os entes humanos. moral e positiva. Veja-se acima o versículo 17: e irá à sua frente com o Espírito e a virtude de Elias. influenciar-lhes os órgãos. nenhum milagre houve. durante a sua missão. qual a que atravessamos. visto que a inteligência foi outorgada ao homem para que ele investigue. devendo recorrer às obras do Mestre os que desejem estudar e compreender o que é a mediunidade e convencer-se de que só a Ciência espírita nos dá o conhecimento completo de nossa alma. entra a alma na posse integral de si mesma e seu perispírito recobra. Dentre esses seres. (versículo 15). A mudez de Zacarias não se pode nem se deve atribuir ao haver duvidado do acontecimento que se lhe anunciava. do maior dos heróis que a Humanidade já conheceu. mais aptos a receber essa influenciação e a se constituírem instrumento da manifestação dos Espíritos.47 dos Espíritos. edificando a todos pela sua exemplar conduta moral. pode. Os que se consagravam ao serviço de Deus impunham-se uma vida especial de abstenções e privações e os . numa época. Pode então. Precisamente porque o povo via em João a reaparição de Elias. falando de Isabel (versículo 36): ela. rogavam com fervor a Deus que lhes concedesse um filho. porém. sua idade não era tal que a impossibilitasse de conceber. aos olhos dos homens. Que é o que isto significa. como era preciso que este impressionasse o espírito público desde o seu aparecimento na Terra. se atenda a que. Importa. são os médiuns. para compreendermos os ensinos e preceitos consagrados há vinte séculos pelo sacrifício. permitiu que para Isabel findasse a prova de esterilidade e que ela concebesse. a fim de compreender o que lhe caia ao alcance do conhecimento. Zacarias e Isabel. etc. Com efeito. e como tal era tido pelos judeus. a fim de que se desse o nascimento de João. a capacidade das percepções. muito se afligiam com o não terem filhos. a condição de estéril na mulher. deu-se em circunstâncias particularíssimas. se depreende claramente das palavras que o anjo dirigiu a Maria. de que somente essa ciência. que nos mostra os modos por que se operam a nossa transformação e regeneração. de todo o seu desenvolvimento e recursos.

possuído do ardente desejo de desempenhá-la fiel e dignamente. tais provas se lhe afiguram terríveis. “cheio do Espírito Santo”. não sofria o constrangimento da matéria de que ia revestir-se. atraía a si. foi a manifestação de um Espírito elevado ou superior. o Espírito vai perdendo a lucidez. É que tão fraco ele se sente. caso em que esta expressão deve ser entendida como significando o conjunto ou um conjunto de Espíritos puros. Desde o seio materno. independente dela. pela sua altitude moral. o momento de realizá-la. que cada vez mais intensas se tornam. porém. Começam aí a sua perturbação e ansiedade. que duvida de suas forças para suportá-las. o atrai gradativamente para a prisão em que se vai encerrar. que era médium vidente e audiente. como com o que já alcançou grau mais ou menos elevado de depuração. que tomou angélica figura. se fazem. significativa da confiança que lhe tem o Senhor. João ia ser um desses: daí o que reza o versículo 15. A grandiosidade da sua missão dá a medida da sua grandeza espiritual. vestida de alvas roupagens. em consequência do seu passado culposo. banhada por uma luz cujo foco o esposo de Isabel . Este. do qual não mais pode desembaraçar-se. tornando-o como que liberto. desde o começo da concepção. dignos dessa assistência. Então. contraindo-se. o Espírito se acha completamente ligado ao corpo. Depois de haver expiado suas faltas no espaço. na erraticidade. Espírito muito elevado. como já pode apreciar a importância da obra que lhe cumpre executar. se enche de alegria tão grande que o impede. convencido de que só por meio delas conseguirá avançar. os que lhe eram iguais em elevação e superiores e. porém. Foi o que se deu com João que. do invólucro que o há de revestir. tanto com o Espírito ainda atrasado. pede uma encarnação em que passe por aquelas provas e essa encarnação lhe é concedida. bem apreciava a grandeza da missão que o Senhor lhe confiara e. após haver verificado quais as provas necessárias ao seu adiantamento. cumprindo a lei absoluta e fatal do progresso. será cheio de um Espírito santo (versículo 15). de Espíritos superiores. de sentir o jugo da matéria. Entra então numa fase de sofrimentos. Assim. com o desenvolvimento. ele adquire relativa liberdade. a não ser pelo fenômeno a que se dá o nome de “morte”. Liga-se àquele invólucro. por assim dizer. Das angústias que experimenta no início da encarnação. no seio materno. por efeito do desenvolvimento desta. como vulgarmente se lê nas traduções do Evangelho. encarnados. A aparição do anjo a Zacarias. E isso se dá. ou. entra o Espírito na fase da reparação. como o são todos os que. que se chamam provas. Verificado o nascimento. Daí o dizer o anjo a Zacarias que o menino que se geraria em Isabel seria cheio de “um Espírito santo” (5). de Espíritos bons. por meio de sofrimentos e torturas morais proporcionados às mesmas faltas. no convívio deles e por eles sustentado. passa a um estado de torpor ocasionado pelas constrições da matéria e que se prolonga até que. admitindo-se que o anjo tenha dito — “cheio do Espírito Santo” — o que quis exprimir é que João seria assistido pela coorte ou por uma coorte de Espíritos daquelas gradações. para assisti-lo. por uma espécie de cordão fluídico que. à medida que. para inspirá-lo e guiá-lo.48 hebreus costumavam dedicar seus primogênitos ao Senhor. Ao aproximar-se.

para ostentar predomínio e poderio. observe e pratique o magnetismo. isto é. de justiça. injuria-se. Daí o surto do materialismo que. unicamente pela ação da sua vontade. pelo processo do medo. e dotada de asas. Com uma. que o homem o pode reproduzir. quando a religião deverá apoiar-se na Ciência. que reza: Anátema a quem disser: o Pontífice Romano pode e deve reconciliar-se e harmonizar-se com o progresso. de pensamento. em que começa a levantarse o véu propositadamente lançado sobre eles. elas não podem contradizer-se. por efeito do amontoado de erros e superstições que ocuparam o lugar dos ensinamentos do Salvador. como geralmente os hebreus representavam os anjos. do terror. não mais nos podemos conformar com as imposições da Igreja Católica. em completo antagonismo com a Ciência. Apreciemos o procedimento dos escribas e fariseus e não nos admiraremos do que ocorre hoje é certo que já se não aplicam os martírios e suplícios. prescrevia a substituição do ódio pelo amor e condenava todas as formalidades e inovações que desnaturaram os mandamentos simples e santos do Decálogo. tanto se explica desse modo. De sorte que a incompatibilidade que parece existir entre as duas é apenas o resultado da falta de observação criteriosa e ponderada das coisas e do exclusivismo extremo em que uma e outra se encastelaram. sendo a do progresso uma lei absoluta. Assim. como se há de admitir que o Catolicismo vote ódio ao progresso e à civilização. quando se sabe que o magnetizador humano. mediante o desenvolvimento de todas as suas faculdades.49 não via. frutos benéficos produziu. em geral. Justifica-se desta forma o que ensina o nosso querido Mestre quando diz que a Ciência e a Religião são as duas alavancas do Espírito humano. ninguém. Provindo ambas de um princípio único — Deus —. caíram na indiferença. e procura-se lançar o ridículo sobre os que se não conformam com os absurdos e os dogmas dos que entenderam de monopolizar o entendimento da verdade. O de que tratamos. com o seu Universo destituído de razão. conforme se verifica pela leitura do último artigo do Syllabus. o liberalismo e a civilização moderna? Abramos a história dos tempos antigos e veremos que outra não foi a atitude do sacerdócio hebreu para com o Messias que. Foi esse Espírito quem. porém. Nada há aí que surpreenda. Assim sendo. obtém efeitos idênticos e muitos outros mais. inquestionavelmente. pois. Mas. que estude. cumprindo a lei e os profetas. O resultado de tudo isso é que as multidões. de . com a decretação de seus dogmas. um fato que se não possa atribuir a causas naturais que o expliquem. que a desmente todos os dias. exercendo sobre Zacarias uma ação magnetoespiritual. exclusivismo que produz o conflito donde nascem a incredulidade e a intolerância. por efeito do espírito de dominação e intolerância de onde nasceu a imposição de uma religião carente de bases racionais. Somos dos que não esquecem que o Catolicismo foi a crença de nossos pais e que. com o progredir do nosso Espírito. com a outra o das que governam o mundo moral. adquire ele o conhecimento das leis que regem o mundo material. poderá ver na mudez de Zacarias um milagre. de amor. lhe produziu o entorpecimento dos órgãos vocais de efeito análogo ao da paralisia desse órgão. A fé religiosa se enfraqueceu. por atenção às necessidades dos tempos em que foram ministrados. sobretudo numa época em que os ensinos do Cristo recebem o seu complemento.

Daí resultará adquirir a Religião o seu prestígio máximo e incontrastável. passarão a caminhar harmonicamente. portanto os livros 3º Reis e 4º Reis católicos. 5º. 1º Reis e 2º Reis. como no plano físico e no intelectual. Os primeiros cristãos. por haver soado a hora em que Religião e Ciência. Reconhecidas a legitimidade e a autenticidade do Velho e do Novo Testamento. em que a religião não mais poderá conservarse estranha ao conhecimento das leis naturais e imutáveis a que a matéria se acha submetida. 2º. entre outras. não mais recebendo desmentidos da Ciência. Chegaram os tempos de serem completados os ensinos do Cristo. 1: — Apocalipse 1º. aparecem com os titulos de 1 Samuel e 2 Samuel. posta de acordo com a razão. Judite. E é nessa conjuntura que os endurecidos e obstinados ousam negar-se a toda e qualquer discussão. prestando-se mútuo apoio.50 consciência. porque. engendrou uma ciência sem ideal. é absoluta e fatal e se cumpre indefectivelmente. militam. Sabedoria. 18. que é a letra. 3. nas quais há as seguintes diferenças em confronto com a católica aqui citada por Sayão: 1º . chamam-se na católica Paralepômenos. que é o espírito. 27. Baruch. (4) As edições da Bíblia mais conhecidas no Brasil são as da Sociedade Bíblica Britânica. 8º. de antagonistas que ainda se mostram. 16. — 1ª Epístola à Pedro. como fazem certo as Epístolas de Paulo. desde que podemos ter e praticar esses ensinos. 4. 24.Não aparecem nas edições protestantes os seguintes livros canônicos católicos: Tobias. ao liberalismo e à civilização! Iludem-se. 4.Os livros católicos. BELLEMARE — Espírita e Cristão. não há porque prefiramos recebê-los deturpados por inovações humanas e impostos com a feição que no-los queiram apresentar os que se proclamam inimigos do progresso e da civilização. Assim tem que ser. 3º . 1º. dando o nome de Espírito Santo a uma das pessoas da mesma Trindade. O Eclesiástico. temos por base da nossa crença os ensinos de Nosso Senhor Jesus Cristo. insistindo em fazer proselitismo por meio de anátemas ao progresso. que baixou do Céu para prestigiar a lei dada a Moisés. as seguintes razões que tomamos à obra admirável de A. por se ver forçada a levar em conta o elemento espiritual. Ora. visto que a lei do progresso. já não estará exposta aos golpes da irresistível lógica dos fatos. de alma. os tempos em que a Ciência deixará de ser materialista. trazendo ao mundo a graça e a verdade. que usavam com muita facilidade do qualificativo santo. esclarecidos pela luz da razão. a inteligência. 1. (5) Em apoio desta forma na linguagem do anjo. (3) JOÃO. 2º . 17. conforme a instituiu a Igreja romana. tanto no plano moral. Macabeus 1º e Macabeus 2º. na parte em que faz a demonstração de que os termos dos livros sagrados não autorizam a concepção da Trindade. — Atos. equivalem a 1º Reis e 2º Reis protestantes. davam. 15º. 23º. porém. quando sabemos e sentimos que os vinte últimos séculos decorridos nos prepararam para compreender a vida espiritual e para discernir da matéria. de . como já dissemos.Os dois livros de Crônicas da Bíblia protestante.

que não se trata da terceira pessoa da Santíssima Trindade. a explicação dos fenômenos lhes escapava às inteligências. Desde muito antes. Note-se ainda o seguinte: das vinte vezes que os Evangelhos. as palavras gregas que correspondem Aquelas já não significam — o Espírito Santo. nem bebida fermentada e será cheio de um “Espírito Santo” desde o seio de sua mãe. fácil é de ver-se. a expressão Espírito Santo passou a ser aplicada. travadas as discussões filosóficas e teológicas que invadiram a Judéia como todo o Oriente. no sentido espírita. o único que poderia anunciá-lo. o que está é: E ele (João Batista) será grande diante do Senhor. mas sim — Espírito Santo. Assim. Em todos os outros casos. o que prova não poder tratar-se do Espírito Santo. ou. Da admissão da causa sobrenatural à divinização dessa causa não havia mais que um passo. Mesmo. do aparecimento de Jesus na Terra. no versículo 15 do capitulo 1º do Evangelho de LUCAS.. donde o atribuírem-nos a uma causa sobrenatural. com o especializar-se o sentido geral em que era usada. não beberá vinho. Mortos os apóstolos. que ainda não fora dogmaticamente instituída. de um Espírito bom. Ora. nos textos originais. em seis apenas eles dizem — o Espírito Santo. ignorando em absoluto a existência do que a ciência moderna chamou “fluídos”. enfim. em seis apenas essas palavras vêm precedidas do artigo. do Espírito Guardião. falam de Espírito Santo. do Paracleto. porqüanto. não intervindo o artigo para determinar o Espírito. nos casos em que os Evangelhos usam a expressão Espírito Santo precedida do determinativo o. tal como o define o dogma. em particular. ao Espírito guardião ou Paracleto. ou um Espírito Santo. o nome de Espírito Santo a todo Espírito bom. excluído o artigo. em sentido indeterminado é que se devem entender aquelas ‘duas palavras.. mas. sempre. pelas circunstâncias de lugar e tempo. empregam-nas sem o artigo. isto é. porém que o não anunciara então. Uma circunstância favoreceu esse erro: sabiam os primeiros cristãos que os Espíritos eram OS produtores dos fenômenos.51 modo geral. pois. porém. pela simples razão de que ainda não fizera sua aparição entre os homens. mas. a noção de que o Espírito Santo era o Espírito guardião degenerou na do Espírito Santo como sendo a terceira pessoa de Deus e o próprio Deus. Mais tarde. perdida a tradição primitiva. . que somente exprimiria a realidade se se apoiasse em palavras de Jesus Cristo.

noiva de um varão chamado José. depois regressou à casa. indo a uma cidade de Judá. que mal me chegaram aos ouvidos as palavras com que me saudaste. a felicitavam. E seu reino não terá fim. O anjo. lembrando-se da sua misericórdia. meu salvador. e ele reinará eternamente sobre a casa de Jacob. Anunciação. porqüanto. — 27. versículo 26. — 40. cujo nome é santo. saudou Isabel. — 55. levantando-se.” — 46. ouvindo-o. É que nada será impossível a Deus. — 59. — 49. tendo sabido que o Senhor usara para com ela de misericórdia. da casa de David. 1º.52 4 LUCAS. porém. Maria. e essa virgem se chamava Maria. E eis que tua parenta Isabel concebeu na velhice um filho e está no sexto mês de gravidez. lhe disse: “Eu te saúdo. — 53.” — 56. O anjo lhe disse: “Nada temas. Sim. Ele será grande e será chamado o filho do Altíssimo. Então disse Maria ao anjo: “Como sucederá isso. Maria ficou em companhia de Isabel cerca de três meses. — 31. Pois que Ele deu atenção à baixeza da sua escrava. todos lhe chamavam Zacarias. Ora. — 42. — 47. como trouxessem o menino para a circuncisão. — 48. e por isso o santo que nascerá de ti será chamado Filho de Deus. — 50. Ó cheia de graça. — 54. Bem-aventurada tu que acreditaste. — 43. derribou de seus tronos os poderosos e elevou os humildes. e meu espírito se arrebata de alegria em Deus. Ela. O anjo lhe respondeu: “Um Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. recebeu a Israel como seu servo. — 36. — 58. faça-se em mim conforme as tuas palavras.” E o anjo se afastou dela. — 45. dispersou os que se elevaram cheios de orgulho nos seus pensamentos íntimos. Exclamou então em altas vozes: “És bendita entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. eis que daqui por diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada.’ — 38. — 33. — 32. — 37. — 51. Estando Isabel no seu sexto mês de grávida. — 52. — 57. por sobre os que o temem. o Senhor Deus lhe dará o trono de David. — Cântico de Zacarias LUCAS: capítulo 1º. ela que é chamada estéril. porqüanto caíste em graça perante Deus. — Visita de Maria a Isabel. se turbou do seu falar e consigo mesma pensava no que significaria aquela saudação. cumulou de bens os que estavam famintos e despediu os ricos com as mãos vazias. No oitavo dia. E donde me vem a dita de ser visitada pela mãe do meu Senhor? — 44. e cuja misericórdia se espalha. Seus vizinhos e parentes. a Abraão e à sua posteridade na sucessão dos séculos. de idade em idade. aproximando-se dela. E entrando na casa de Zacarias. Disse então Maria: “Minha alma glorifica o Senhor. 26 ao 80. — 41. és bendita entre as mulheres. Entrementes. se não conheço homem?” — 35. tomou apressadamente a direção das montanhas. chegou a época em que Isabel haviá de parir e ela deu à luz um filho. Sucedeu que. o Senhor está contigo. grandes coisas me fez o Todo-Poderoso. . ao ouvir Isabel a saudação de Maria. — 39. meu filho saltou de alegria dentro de mim. — 30. conforme o disse a nossos pais. por aqueles dias. o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. Manifestou a força do seu braço. o menino lhe saltou no ventre e ela ficou cheia dum Espírito Santo. Então Maria disse: “Aqui está a serva do Senhor. É assim que conceberás em teu seio e que de ti nascerá um filho ao qual darás o nome de Jesus.” — 34. — Cântico de Maria. porqüanto o que te foi dito da parte do Senhor se cumprirá. Maria. — 28.” — 29. seu pai. a uma virgem.

” — 62. para nós espíritas. E note-se que. e todos os que as ouviram narrar guardaram delas lembrança e diziam entre si: “Quem pensais venha a ser um dia este menino?” pois que sobre ele estava a mão do Senhor. Todos os que habitavam nas vizinhanças se encheram de temor. seu pai. A mãe. dada a sua condição de Espírito de pureza perfeita e imaculada. insistindo em algumas observações já feitas quando tratamos da genealogia de Jesus. depois de Deus. sem que cheguem jamais a imitá-lo. como . com quem se acha e sempre esteve em relação direta. nenhuma das leis da Natureza foi derrogada. — 72. — 79.53 dando-lhe o nome do pai. que se destina apenas a consubstanciar noções indispensáveis a principiantes que desejem ler as sagradas Escrituras. — 60. conforme prometera pela boca de seus santos profetas que existiram em todos os séculos passados: — 71. — 78. na santidade e na justiça em sua presença por todos os dias da nossa vida. como nós. de Roustaing. Assim sendo. relativamente à Terra. (6) Cada uma das partes deste capitulo encerra matéria para largo desenvolvimento. Deus é uno. 77. cheio dum Espírito Santo. Jesus é. dizendo: 68. — 65. Fácil. “Bendito seja o Senhor Deus de Israel. porque assim o exigia o desempenho da sua missão naquela época. o serviríamos sem temor.” — 61. não podia ele nascer e não nasceu de homem. como esta. No mesmo instante se lhe abriu a boca. — 63. — 73. — 76. — 66. porém. lembrando-se da sua santa aliança. é de ver-se que a explanação ampla de cada uma delas não cabe nos limites de uma obra. — 74. permanecendo nos desertos até ao dia em que havia de aparecer diante do povo de Israel. idêntico aos nossos. — 67. — 75. por ter visitado e resgatado o seu povo: — 69. é o único princípio imortal. porém.” — 80. aproximados dos deístas que lhe negam a divindade. profetizou. para dar a seu povo o conhecimento da salvação pela remissão dos seus pecados. E Zacarias. pela sua pureza absoluta. tomando a aparente forma humana com que se apresentou entre os homens e de que se revestiu. como lhes dá a Revelação da Revelação. porqüanto irás adiante do Senhor para lhe preparar os caminhos. e pelas entranhas de misericórdia do nosso Deus. para usar de misericórdia com os nossos pais. a maior essência espiritual. a única potência criadora. serás chamado profeta do Altíssimo. para iluminar todos aqueles que estão assentados nas trevas e nas sombras da morte e dirigir nossos passos pelo caminho da paz. Nada obstante. o que encheu de espanto a toda a gente. — 64. e a notícia dessas maravilhas se espalhou por toda a região e montanhas da Judéia. Ora. conforme jurara a Abraão nosso pai quando nos prometeu a graça. menino. disse: “Não. para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam. divino por ser. Responderam-lhe: Não há na vossa família quem tenha esse nome. embora os materialistas se obstinem em revesti-lo de um invólucro de carne. — 70. seu filho. E ao mesmo tempo perguntavam ao pai do menino como queria que este se chamasse. graças às quais este Sol que vem do alto nos visitou. por nos ter suscitado um poderoso salvador na casa do seu servo David. diremos que. E o menino crescia e se fortificava no espírito. Zacarias pediu uma tabuinha e escreveu: “João é o seu nome”. modelo divino que o Pai nos ofereceu. de que. livres dos nossos inimigos. ele se chamará João. E tu. não entrando de forma alguma a matéria perecível no conjunto de suas perfeições. soltou-se-lhe a língua e ele entrou a falar bendizendo de Deus.

Ora. A ciência espírita explica de modo satisfatório e racional o aparecimento de Jesus na Terra. a lógica. capítulo 10º. sem haver nascido. se Ele pôde “reaparecer”. sem nascer? Considere-se. por que não poderia “aparecer” do mesmo modo. que. sem ser pôr meio de um nascimento humano. de todas as vezes que se lhes manifestou sob as aparências da corporeidade humana. os que lhes agradem. negando-lhe qualquer vestígio de autenticidade. depois. que geralmente se denominam milagres. como supor a necessidade da preterição ou derrogação de alguma. não obstante haver Ele dito que nada há que não deva ser conhecido. da missão altíssima para que o seu Espírito fora escolhido. Mas. apenas revestido de um corpo de natureza perispirítica. Mas. a de que nela e por ela se ia cumprir o que pelos profetas vinha sendo. desaparecem todas as obscuridades das letras evangélicas e o Evangelho se nos patenteia qual maravilhoso e cristalino monolito. a não admitirmos que Jesus não foi um homem carnal. a luz do mundo — Jesus? . ao demais. o raciocínio. é que a presença de Jesus entre os homens. versículo 18). aparecendo e desaparecendo. (Evangelho de João. como fazia. portanto. por encarnação material. na suposição de que. cujas partes componentes não mais se poderão ajustar. tão perfeita que dava a impressão de ser Ele um homem como os demais. conforme o exigia a natureza da sua missão. sendo esse “um mandamento do Pai”. que valor lhes restará? E. pela revelação de que o Cristo desceu à Terra em Espírito. comodamente. não deva ser entendido. E. só não devam ser utilizados para a dos ensinamentos do Divino Mestre. para só aceitarem. melhormente elevam o espírito dos crentes e lhes atraem os corações para as maravilhas do seu poder e para os auxílios da sua bondade. posto de lado esse laço fundamental da narrativa da epopéia messiânica. Ele nenhuma lei natural preteria ou derrogava. desde longo tempo. segundo a expressão de Paulo. a refletir. meios que Deus nos outorgou para a compreensão de tudo. cuja figura de rutilante beleza espiritual então se apagaria logo. A verdade. entretanto.54 não o foi em nenhum dos fatos por Ele produzidos. tanto assim que Tomé o apalpou. uma das mais belas e grandiosas páginas do Evangelho. depois de crucificado. Jesus. por que havemos de o transformar num corpo desarticulado. que o seu aparecimento na Terra não se deu por nascimento humano. a razão. teremos que desprezar. nem lhes abrir exceções. se nesse caso. estes e aqueles pontos dos Evangelhos. como anúncio da mais portentosa manifestação do amor de Deus para com seus filhos. assim chamados. não as podia preterir. sem nascimento? Será porque o sacerdócio romano proíbe se entenda o que dizem os Evangelhos e manda se creia de olhos fechados? Só assim se compreende que. ou convenham. para deixar e tomar a vida. conforme o declarou. uma de suas passagens mais sublimes e comovedoras: a da revelação. quando. predito aos homens. para que pudesse aparecer na Terra. a todos está aberta a porta e facultado o direito de desprezarem estas e aquelas passagens. Considere-se ainda que. em todos os seus infinitos e deslumbrantes matizes. feita a Maria. É inconcebível que a inteligência. de um corpo celeste. imutáveis e eternas. Jesus reapareceu com o mesmo corpo que tinha antes. único compatível com a condição celestial que lhe era própria. As leis de Deus são absolutas. foi uma aparição espírita tangível. morto e sepultado. após a crucificação.

a menos que esteja obliterada pelas idéias preconcebidas. .55 A razão não pode hesitar na escolha. 8º. pelas sugestões dos invisíveis inimigos da Verdade. 34. 37. ou pelas paixões sectaristas. — Atos. 12º. 14º. (6) JOÃO. 9 e 10.

2º. ao passo que aquela ação assenta numa lei da Natureza. José partiu da cidade de Nazaré. nos faculta conhecer as verdades que o Divino Mestre não pôde revelar e a discerní-las do erro e da falsidade. sua esposa. tudo considerado uma obra miraculosa. por inexplicável mediante os conhecimentos de então e que inexplicável se conservou até ao advento da Terceira Revelação. — 7. e veio à Judéia. posta de lado toda e qualquer idéia de milagre. e Maria deu à luz o seu primogênito. chamada Belém. E fundamento não há para se não admitir que assim possa ter sido. envolveu-o em panos e o deixou numa manjedoura. É a lei do Magnetismo. ao cabo de todo o progresso que a Humanidade tem feito nesse espaço de tempo. cada um na sua cidade. conhecimento que se não pode adquirir senão pelo aperfeiçoamento. sucedeu que se completou o tempo ao cabo do qual devia ela parir. como tudo mais que a isso se seguiu até ao suposto nascimento do nosso Redentor. Enquanto ali se achava. que não existe. O Espírito da Verdade não é um ser corpóreo ou fluídico. não mais pode ela. que se desdobra em espiritual e humano e se exercita por meio da ação fluídica. em Maria. visto que implicaria a derrogação de leis naturais. porque oriundas da sabedoria divina. o Espiritismo que. — 4. Concepção e gravidez de Maria. por aqueles dias. é o conhecimento progressivo da verdade. se publicou um edito de César Augusto. é. (7) A concepção. por não haver lugar para eles na hospedaria. versículos 12 e 13). consubstanciando os ensinos daqueles Espíritos. portanto. — 5. os quais. com efeito. por isso que ele era da casa e da família de David. porqüanto este seria o “sobrenatural”. versículo 1. concita-nos ao devotamento. que fica na Galiléia. por obra de Espírito Santo. conservar-se estacionária na cegueira dos milagres. esse sim. para o recenseamento de todo o mundo. Esse primeiro recenseamento foi feito por Cirino. a fim de fazer-se registrar com Maria. Ora. Sucedeu que. decorridos dezenove séculos. lhes daria a conhecer todas as coisas (Evangelho de João. mais não foi que o resultado de uma ação magneto-espírita. que. — 3.56 5 LUCAS. — 2. quando viesse o Espírito da Verdade. dos dogmas. que Jesus não revelou aos homens toda a verdade. — Aparição de Jesus na Terra LUCAS: capítulo 2º. que estava grávida. — 6. exercida com o emprego de fluídos apropriados. que são imutáveis. 1 ao 7. manifestando-se aos homens. das tradições supersticiosas. à cidade de David. a nossa perspicácia e as nossas faculdades intelectuais. Fora condenar-se às trevas eternas e ao indiferentismo que esses absurdos geram. pela experiência. é o conjunto dos Espíritos do Senhor. é claro que. tocando-nos os corações e tornando-nos dignos de ser por ele . por outro lado. Todos iam fazer suas declarações. que o estudo e a experiência descobriram e os atos hão provado incessantemente. Governador da Síria. os fazem penetrar naquele conhecimento. É sabido. fatos que a todo instante podem ser verificados. Ele próprio disse que apenas ensinava o que os homens podiam suportar. não podendo essa revelação de verdades referir-se aos ensinamentos por Ele ministrados. capítulo 16º. leva-nos a desenvolver.

nesse estado. o estudo e a caridade. desde que não assente no estudo e na experiência. são dotadas de vontade. desenvolvidas com o auxílio de fluídos apropriados. para formar os minerais. porque tudo está submetido à influência magnética. Enfim. que representa um fator essencial e poderoso da efetivação das suas possibilidades. tudo é atração resultante desse agente universal — o Magnetismo. das várias transformações e combinações de que são passíveis. para a evolução que lhes cumpre a todos realizar. bem dirigidos. sua ação e seus efeitos são incontestáveis. as substâncias se agregam. para constituirmos todos. liberta momentaneamente da sua prisão e pairando sobre a natureza toda. Assim. A ciência do Magnetismo é maravilhosa em seus efeitos físicos e morais. É um como laço universal que Deus formou. pela vontade de Deus e segundo leis naturais e imutáveis. nas entranhas do planeta. encarnados ou não. Esta deixa de ser a resultante de forças vitais. de suas propriedades. pela só ação da sua vontade. humano e espiritual. influi sobre o magnetizando e consegue fazê-lo cair em estado sonambúlico. Quanto ao magnetismo espiritual. experimentar. As entidades morais. as sensações e impressões mais variadas. Quando o homem houver adquirido o conhecimento de todos os fluídos.57 conduzidos a toda a verdade. de ações magnéticas. receber as idéias que lhe transmita. das suas diversas espécies. Vem como precursor do estado de perfeição que devemos atingir. etc. como pretendem os materialistas. Oferece a prova mais cabal da existência e da imortalidade da alma. se submetem fatalmente à ação das leis a que se acham sujeitos. que o magnetizador humano. é comparável à sentença que um juiz pronuncie sem ter lido autos. Os diversos fluídos existentes se reúnem e conjugam pela ação magnética. As criações. a transcorrer sob a dupla ação: espírita e magnética. para alcançar tão alta meta. na plenitude de suas faculdades inatas. Tal o objetivo dessa ciência: a perfeição humana. que. exercendose no emprego dos fluídos humanos. efeito do magnetismo. sem liberdade. A atração. O estudo e a experiência facilmente os comprovam nas sessões espíritas. Os fluídos magnéticos ligam todos os mundos do Universo. e se apresenta como causa independente. É ainda pela atração magnética que o princípio fecundante é levado de uma flor a outra. Em o nosso planeta. Qualquer opinião que se forme sobre a improcedência destes princípios. de seus efeitos. como sede de uma vontade operosa. nem personalidade. três elementos se nos oferecem: o amor. nem examinado provas. . ou os seres ainda privados de responsabilidade. que constituem a expressão grandiosa dessa vontade. portanto. precisadas de fertilização. porém. que as águas se orientam para as terras áridas. animal. temos que trabalhar incessantemente pelo nosso progresso moral. Todos os atos chamados “milagrosos” são resultantes de ações espíritas. Tanto é assim. Para isso. podemos distinguir quatro espécies de magnetismo: mineral. por assim dizer. como ligam todos os Espíritos. se opera em todos os reinos da Natureza. um ser único e para podermos subir até Ele. Mas. nos desertos da terra. ou do jogo dos órgãos. ainda. pela atração magnética é que o macho se aproxima da fêmea. O Magnetismo é o agente universal que aciona tudo. estará na posse do segredo da vida universal.

proferiu o voto de consagrar ao serviço de Deus a menina que. assim fazendo. os dias da provação. Esta. Passados quarenta dias. Terminada a cerimônia. Aos onze anos. Depois de fazer a oblata das vítimas a serem sacrificadas. que ela. nas suas academias. na linguagem siríaca. estranhando que a fizesse alguém sobre o qual pesava a maldição de Israel. como Isabel. o sacerdote a repeliu com desprezo. porque a isso se opõem interesses inconfessáveis. nem magnetismo. divulgar. naqueles tempos. porém não desesperava de alcançar a graça que deprecava. que se produzem para determinados fins. foi tida por estéril durante muitos anos. A necessidade de reproduzir. que. concebeu e que. em observância dos votos que haviam feito. já os sábios começam a falar. que não lhes convém conhecer e. entrou esta para o templo. orando com fervor ao Deus de infinita misericórdia. logramos dar uma idéia da causalidade de fenômenos. súplices. achando-se ela ainda no templo. as lições de nossos mestres nos levou a tornar este capítulo mais extenso do que deverá ser. foi Joaquim. nossa Mãe Santíssima. dessa ciência básica para elucidações dos fenômenos mais graves que se apresentam às nossas cogitações. Entretanto. com o lhes conceder o Eterno uma filha. ao nono dia de nascida. morreu-lhe o pai. veio ao mundo a Virgem predestinada. no momento oportuno e na casa onde costumava pousar. erradamente. afinal. de acordo com as necessidades da época. à menina. que. como os demais. foi confiada à guarda do respectivo sacerdote. com três anos e dois meses de idade. O que há é hipnotismo. onde se educavam as donzelas. com um pouco mais de afoiteza. para fazerem crer que se trata de verdadeiras novidades. quando com seu marido chegava a Jerusalém. era filha de Ana e Joaquim. Findaram-se-lhes. ainda que sumariamente. é sugestão. Segundo era de uso em Israel. lançando condenação geral e absoluta sobre aquilo que não conhecem. perante toda a família reunida.58 Hoje. levando nos braços a sua primogênita. Por haver quem abuse da credulidade e explore a ignorância pública. dizem. visto que. após quase dois séculos de vulgarização de seus princípios. fazer a sua oferenda ao Senhor. o Anjo a proclamou cheia de graça e determinou a seus pais que. obtiveram o auxílio dos bons Espíritos. que lá permaneciam até se casarem. da boca de Joaquim. ouvindo todos. Dão-lhe. denominações diversas. prima irmã da Virgem Maria. etc. Assim é que Ana. era o santo Zacarias. foi-lhe dado nome. felizmente. significa “Estrela do mar” e. A Virgem pura e imaculada. a que muitos ainda denominam de “milagres”. a esterilidade da mulher era considerada um opróbrio. Ambas rogavam ao Senhor se condoesse da aflitiva condição em que se encontravam. a consagrassem ao Senhor desde a infância. A seita dos essenianos se distinguia pela sua extrema austeridade. Ana e Joaquim. Dizem então: não há Espiritismo. porém. que seria a escolhida para Mãe do Senhor. menos. se chamava Maria. elevaram. foi Ana ao templo purificar-se. Ana. Pondo-lhe o nome de Maria. Vindo a festa dos essenianos. quer dizer “Soberana. ao cabo de vinte anos de esterilidade. marido de Isabel. que confortam a alma dando-lhe forças para vencer os transes mais difíceis. no entanto. porqüanto são fenômenos naturais. traspassados de dor. em hebraico. seus pensamentos ao céu e. Ana se doía dessa humilhação. em . lavram um decreto.

16º. 5º.59 avançada idade. 84 a 39. Aos quinze. — Apocalipse. 42. da mesma tribo que a Virgem. 16º. a José. Cumpriu-se o preceito. 14. 10. Celebraram-Se os esponsais. (7) 1º Reis. para sair do templo amparada. tendo ela quinze anos e José de trinta e cinco a quarenta. 7º. pelo lado varonil. 1. para seu marido. cumpria-lhe tomar esposo. escolhendo os parentes de Maria. em obediência ao que ordenava a lei. com os sacerdotes. . ao celebrar-se a festa da nova dedicação. 4 — JOÃO. — Atos. natural de Nazaré. 3º.

os pais de Jesus deram um exemplo de obediência às leis. — 38. segundo a lei de Moisés. — Cântico de Simeão. de acordo com o que está escrito na lei: “Todo primogênito será consagrado ao Senhor”. mandarás em paz o teu servo. teu povo. o menino crescia e se fortificava. segundo a tua palavra. exemplo que nos cumpre seguir. de acordo com a orientação de cada Igreja ou seita. Era então viúva. foi ele chamado Jesus.60 6 LUCAS.” — 33. Estava em idade muito avançada e não vivera senão sete anos com o marido. — 28. para fomentar as . dizendo: — 29. —Ana profetisa LUCAS: capítulo 2º. — 22. — Purificação. sua cidade. contava oitenta anos e não se afastava do templo. e um Espírito Santo estava nele. E a tua própria alma será traspassada como por uma espada. evitando os escândalos que decorrem de tais revoltas. (8) A circuncisão constituía. — 26.” — 36. — 30. — 40. como o era a ablução batismal. — 39. desde que se casara. Depois de terem cumprido tudo o que era ordenado pela lei do Senhor. 2º. pós-se a louvar o Senhor e a falar do menino a quantos esperavam a redenção de Israel. Submetendo-se a esse uso. — 31. uma marca destinada a distingui-los dos sectários de outras crenças. conforme a mesma lei. entre os hebreus e outros povos da raça abraânica. — 23. O uso da circuncisão. — 34. Havia também uma profetisa chamada Ana. 21 ao 40. para o apresentarem ao Senhor. que era o nome que o anjo lhe dera antes de ser concebido no seio de sua mãe. que vivia à espera da consolação de Israel. — 27. — 32. estando nele a graça de Deus. como luz para ser mostrada às nações e para glória de Israel. uma cerimônia ritualística. e para oferecerem ao sacrifício que era devido. filha de Manuel da tribo de Aser. que se praticava em obediência a uma lei antiga. Chegando ao templo naquele momento. chamado Simeão. versículo 21. e que fizeste surgir à vista de todos os povos. dia e noite. de formalidades inúteis. o levaram a Jerusalém. 35. Indo para Nazaré. — 37. em jejum e orações. ele o tomou nos braços e louvou a Deus. como tais. como os pais do menino Jesus o tivessem levado lá a fim de o submeterem ao que a lei ordenava. — 25. Simeão os abençoou e disse a Maria. são de origem e invenção puramente humanas. cheio de sabedoria. que só têm servido para dividir e separar os homens. Impelido pelo Espírito. sua mãe: “Este menino vem para ruína e para ressurreição de muitos em Israel e para ser alvo da contradição dos homens. passado o tempo da purificação de Maria. Senhor. diferentemente regulados. Dê ouvidos os oito dias ao cabo dos quais tinha o menino que ser circuncizado. não nos revoltando contra os preceitos legais. servindo a Deus. O pai e a mãe de Jesus se admiravam das coisas que eram ditas dele. E. Circuncisão. duas rolas ou dois filhotes de pombos. não passando. a fim de que os pensamentos ocultos nos corações de muitos sejam descobertos. Pelo Espírito Santo lhe fora revelado que não morreria antes que houvesse visto o Cristo do Senhor. pois meus olhos viram o Salvador que nos dás. Era um ato material. como todas as práticas de culto externo e as cerimônias que formam o conjunto dos atos religiosos. Entrementes. eles regressaram à Galiléia. — 24. “Agora. Havia em Jerusalém um homem probo e temente a Deus. veio ao templo e.

ainda. submetendo-se à cerimônia da purificação. Inspirado pelo seu anjo da guarda. Dissera o salmista. o seu belo cântico de esperança. como a Luz que havia e há de alumiar as nações? Não têm sido estas e não continuarão a ser esclarecidas por Ele? Proclamando o advento do Messias. um único meio temos de servir ao nosso Pai celestial e de habilitar-nos à herança de que falou David. E não se cumpriram as proféticas palavras de Simeão? Jesus não foi exposto. e sem proclamar ser aquele o Salvador esperado. disse também. a lei apenas exigia duas pombas. do mesmo rebanho. Maria. em seu testamento. versículo 5). que a mãe não entrasse no templo antes de 33 dias. como os de todas as nações. exprimindo o pensamento divino: “Mostrar-lhe-ei o salvador por mim enviado” e no velho Simeão se cumpriu essa palavra profética. com os ciclos de prata do resgate e os pombos do sacrifício. (Cada ciclo valia mais ou menos 20 centavos. no Gólgota. Simeão também foi ao Templo no dia em que Maria e José lá entraram. ou duas rolas e alguns ciclos. e. exposto às vistas de todos os povos. como estes. a Virgem.) Por humildade e como exemplo de obediência às leis de Moisés. até à consumação dos séculos. tomando nos braços o menino e erguendo-o bem alto. em confirmação da circuncisão. que inutiliza a sua atividade no preenchimento de tantas formalidades vãs. para divorciar as criaturas cada vez mais dos ensinos sublimes e puros do Mestre. Destinava-se o primeiro ao sacrifício do fogo. Findo esse prazo. é buscar a inspiração para os nossos atos e pensamentos nas lições e exemplos que nos legou Jesus. denominado holocausto. que nos dê o bom exemplo e esse irmão será o legítimo representante do Cristo: esse será o nosso pastor. Procuremos um irmão que nos ensine a ler e compreender esse testamento. Quase tratava de mulher pobre. Determinava o Levítico (capítulo 12). Senhor nosso. se a classe. e o segundo ao sacrifício pelo pecado original. que os impedia e impede de se reconhecerem irmãos dos pequeninos e humildes. Imagine-se quão grandes não seriam os benefícios de que a Humanidade fluiria. disse Simeão que Ele se dera para glória de Israel. e de reconhecerem por Pastor único desse rebanho aquele que da humildade fez o alicerce de . aludindo ao orgulho de que a nação judaica se sentia possuída. aos sofrimentos por que teriam de passar os grandes de Israel. porque filhos do mesmo Pai. deviam apresentar-se ao Senhor e oferecer-lhe um cordeiro de ano e um pombo. não descurou de cumprir os deveres que corriam às filhas de Sião. guiado pelo pressentimento de que não morreria sem ver o Cristo. ensinasse. num de seus preceitos. Para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser exposto à contradição dos homens. ou uma rola. aludindo às questões religiosas que se levantariam e que ainda duram. ao ordenar a purificação das mulheres depois do parto. explicasse e exemplificasse os preceitos que deu ao mundo Aquele de quem os que a compõem se dizem representantes na Terra! Não nos iludamos. para expiarem o orgulho. com a alma arrebatada. entoou. por efeito dos falseamentos e deturpações que lhes infligem. ovelhas. aos sons harmoniosos de sua harpa (Salmo capítulo 16º. verdadeiros destinos do homem e da razão de ser da sua presença neste planeta. à idéia de que fora escolhida para receber aquele penhor de redenção.61 intolerâncias e determinar perseguições cruéis e. à contemplação daquela época e das épocas então porvindouras? Não esteve e não estará. compenetrada dos.

perfeito. que era. 25 — Atos. 22. 2 a 8. 13. não foi dilacerada. sua infância não podia transcorrer semelhantemente à dos Espíritos encarnados. de faculdadeS mediúnicas muito desenvolvidas.62 toda grandeza. celestial. 8º. — Levítico. — JOÃO. certos acontecimentos. 47. 19º. não pertencendo ele à nossa Humanidade. as profecias de Simeão. maior decerto do que se muitas espadas lhe houveram traspassado o coração? Cumpriram-Se. assim. um Espírito livre. devido à sua natureza perispirítica. cumpre não o esqueçamos. apenas encobria. 7º. 13º. emergindo das trevas em que os lançou a morte no pecado. pela mais angustiosa das dores. é claro que. 29. . — Números. menino. 9. dele se têm aproximado. e. Era um Espírito bastante elevado. sob a influência e a ação dos Espíritos do Senhor. como médium que era. — Êxodo. profecias que foram confirmadas por Ana. cheio da graça de Deus. como os profetas que surgiram em Israel. 13º. 17º. posto que material na aparência. — Oséias. da Mãe Imaculada. — Isaías. Seu corpo. que agia com a independência e a superioridade de um ser puro. visto que não se achava revestido de um corpo de carne idêntico aos nossoS. 22. chamada a profetisa. E Jesus não há sido a luz da ressurreição para todos quantos. 14. (8) Gênese. porque. pois. 12. Quanto a Jesus. no cume do Calvário. tinha a faculdade de predizer. de modo que ele fosse tido por um homem como os demais. 28º. seguindo-lhe as pegadas? E a alma da Virgem. a fim de que suas palavras fossem acreditadas e aceita a sua missão. 3º. 14º. 22. 12º. 2.

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7 LUCAS, 2º, 8 ao 20. — MATEUS, 2º, 1 ao 12. Os pastores. — Adoração dos Magos
LUCAS: capítulo 2º, versículo 8. Ora, havia no país muitos pastores que passavam as noites no campo, revezando-se na guarda dos seus rebanhos. — 9. De repente, um anjo do Senhor se lhes apresentou, circunvolveu-os a claridade de Deus e eles se sentiram presa de grande temor. — 10. Então, o anjo lhes disse: “Não tenhais medo, pois venho trazer-vos uma notícia que, para vós como para todo o povo, será motivo de grande alegria: — 11, éque hoje, na cidade de David, vos nasceu um Salvador, que é o Cristo, o Senhor. — 12. Eis aqui o sinal que vos fará reconhecê-lo: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”. — 13. No mesmo Instante reuniu-se ao anjo um grande troco da milícia celeste, louvando a Deus e dizendo: — 14. Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na Terra aos homens de boa-vontade. — 15. Logo que os anjos se retiraram para o céu os pastores disseram entre si: Vamos até Belém para verificar o que nos acaba de ser dito, o que sucedeu, o que o Senhor nos mostra. — 16. Partiram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado numa manjedoura. — 17. E, tendo-o visto, reconheceram a verdade do que lhes fora dito a respeito daquele menino. — 18. E todos os que os ouviram se admiraram do que lhes era relatado pelos pastores. — 19. Maria prestava atenção a tudo isso que diziam e tudo reunia no seu coração. — 20. Os pastores regressaram glorificando e louvando a Deus por tudo quanto tinham Ouvido e visto, conforme ao que lhes tora dito. MATEUS: capítulo 2º, versículo 1. Tendo Jesus nascido em Belém de Judá, ao tempo do rei Herodes, eis que do Oriente vieram alguns magos a Jerusalém. — 2, dizendo: “Onde está aquele que nasceu rei dos Judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.” — 3. Sabendo disso, o rei Herodes ficou sobressaltado e com ele toda a cidade de Jerusalém; — 4, e, tendo reunido em assembléia todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, inquiriu deles onde devia nascer o Cristo. — 5. Disseram-lhe: “Em Belém de Judá, conforme ao que foi escrito pelo profeta: — 6. E tu Belém, terra de Judá, tu não és a última entre as principais cidades de Judá; pois que de ti sairá o chefe que há de conduzir meu povo de Israel.” — 7. Então, Herodes, mandando chamar em segredo os magos, lhes perguntou em que tempo precisamente a estrela lhes aparecera; — 8, e, enviando-os a Belém, lhes disse: “Ide, informai-vos exatamente acerca desse menino, e, quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, a fim de que eu também o vá adorar.” — 9. Depois de ouvirem do rei essas palavras, os magos partiram e logo a estrela que tinham visto no Oriente lhes tomou a dianteira e só se deteve quando chegaram ao lugar onde estava o menino. — 10. Quando viram a estrela, eles se sentiram transportados de extrema alegria; — 11, e, entrando na casa, aí encontraram o menino com Maria, sua mãe, e, prosternando-se, o adoraram; depois, abrindo seus tesouros, lhe ofereceram, por presentes, ouro, Incenso e mirra. — 12. Avisados, enquanto dormiam, para que não voltassem a Herodes, regressaram por outro caminho às suas terras. (9)

64 A explicação desses fatos se encontra na existência de faculdades mediúnicas, da mediunidade em pleno desenvolvimento, o que só é objeto de dúvida, ou de negação para quem não se quer dar ao trabalho de experimentar e observar. E não vale a pena se pretenda convencer os que julgam e sentenciam sem exame, as mais das vezes, unicamente porque o de que aqui se trata lhes fere o orgulho, ou contraria os interesses. Os pastores, como médiuns videntes e audientes que eram, viam e ouviam, sob a influência do magnetismo espiritual, que os punha em estado de êxtase, por efeito do completo desprendimento de seus Espíritos. Viram assim os fluídos luminosos que em derredor deles espalharam os Espíritos do Senhor e que os cercavam de grande claridade. Ou, então, tiveram lucidez bastante para ver a luminosidade que se irradiava daqueles Espíritos. Não percebendo a causa de semelhante luminosidade, tomaram-na por uma manifestação do próprio Deus, donde lhe chamarem — claridade de Deus. De tais fatos não podemos duvidar, nós que os sabemos possíveis, como efeitos do magnetismo produzindo o sonambulismo, e que deles temos tido a comprovação pela experiência, em que pese aos sábios em Israel e ao sacerdócio romano. Quanto aos Magos, também eram grandes médiuns e, por isso mesmo, é que tinham aquela denominação. Como médiuns, viram no espaço uma luz viva, que tomaram pela de uma estrela. Em conseqüência dessa suposta estrela mostrar-se animada de um movimento de translação segundo uma certa diretriz, foi considerada e chamada “milagrosa”, causando pasmo aos sábios caldeus, versados na astrologia. Que não era estrela demonstra-o aquele próprio movimento especial, porqüanto, para admitirmos que o fosse, houvéramos de admitir que um mundo, pois que uma estrela é um mundo, pode afastar-se da sua órbita de gravitação, para se movimentar no espaço, qual farol a orientar um viajor. Foi a “estrela” de que fala a velha doutrina de Zoroastro, o reformador do Magismo, religião dos antigos persas e partos, o qual recomendou aos Magos que levassem oferendas ao rei menino. Foi a estrela de Jacob, mencionada na visão de Balaão. Era, como diz Santo Agostinho, o símbolo da luz nova que surgia para o mundo e que ofuscaria a do próprio Sol. Era a muda linguagem do céu, narrando a glória de Deus e firmando o pacto da Virgem. E tudo assim se passou, de acordo com a época, visto que esta era a em que vigorava a crença geral de que a todo nascimento na Terra presidia sempre uma boa ou má estrela. Hoje, porém, que os nossos sábios nada mais têm que aprender, porque tudo sabem, os fatos a que nos referimos, ou são impossíveis, ou não merecem que lhes dêem importância, porque não passam de fruto do fanatismo. Por outro lado, os fariseus dos tempos atuais, os doutores da Igreja Católica os dão como ‘milagres”, ou, seja, coisas sobrenaturais. Entretanto, os ditos fatos têm uma explicação científica, natural, que prescinde inteiramente do recurso ao milagre, de que há séculos se valem os homens do Syllabus, para os quais pedimos a Deus um raio de luz e os eflúvios da sua infinita misericórdia. A luz que guiou os Magos não era, pois, a de uma estrela, isto é, de um desses mundos que povoam o firmamento. Era apenas uma concentração de fluídos luminosos; era um efeito ótico, produzido pelos Espíritos do Senhor, de

65 modo que aos olhos dos Magos se afigurasse a cintilação de uma estrela. Cumpre, entretanto, notar que eles bem sabiam serem tais efeitos manifestações dos Espíritos ou manifestações espiríticas, porqüanto eram médiuns conscientes, conheciam o Magnetismo e o Sonambulismo. Acresce que tiveram em sonho a revelação do advento do Messias. Ficaram, porém, na dúvida, e desejaram ter uma prova da realidade do que haviam sonhado. Foi quando lhes surgiu ante os olhos a estrela. Desde então não mais duvidaram e se puseram a caminho de Belém, afrontando todos os perigos e fadigas. Montados em dromedários, deixaram para trás de si a cidade dos seleucítas e a arrojada Babilônia, e entraram na Palestina. Conduzidos sempre por aquela luz, semelhante à que, no Mar Vermelho, alumiou as fugitivas coortes de Israel, dado lhes foi, dizem as lendas, apreciar o lastimoso estado em que se encontrava a antiga Sião, a famosa Jerusalém, envolta num manto de melancolia, vitima da cobiça humana, da ambição do mundo, do orgulho dos nobres, tomados da fúria de ostentação, dominado por tudo quanto faz que o homem olvide inteiramente a vida futura. Ah! que os homens ainda são os mesmos! Quantos e quantos não são os que preferem a leitura de romances sem nenhum fundo moral, ou destacar-se por esses escritos de malicioso chiste que todos os dias aparecem, a dispensarem alguns momentos de atenção aos ensinos de Nosso Senhor Jesus Cristo! Os Magos, então, foram e verificaram que realmente surgira no mundo o Chefe que havia de conduzir o povo de Israel à terra da promissão. Não mais o encontraram, porém, no lugar onde se dera o seu “nascimento”, e, sim, em casa de Matias, irmão de José, o qual residia em Belém, como se deduz da ordem dada por Herodes que, orientando-se pelas informações obtidas dos Magos, ordenou a matança de todas as crianças do sexo masculino, até à idade de dois anos. Essa ordem prova que os Magos não viram o menino antes da sua circuncisão e da purificação, porqüanto, do contrário, bastaria que a carnificina atingisse as crianças de, no máximo, um ano. (9) JOÃO, 7º, 42. — Apocalipse, 2º, 27; 5º. 11 a 14.

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8 MATEUS, 2º, 13 ao 23. Fuga para o Egito. — Degolação dos inocentes. — Regresso do Egito
MATEUS: capítulo 2º, versículo 13. Logo que eles partiram (os magos), um anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e lá fica até que eu te diga que voltes; pois Herodes procurará o menino para o matar.” — 14. José, levantando, tomou o menino e sua mãe e durante a noite se retirou para o Egito. — 15, onde ficou até à morte de Herodes, a fim de que se cumprissem estas palavras que o Senhor dissera pela boca do profeta: “Chamei do Egito a meu filho.” — 16. Herodes, vendo que fora enganado pelos magos, encheu-se de grande furor e mandou matar em Belém e nas circunvizinhanças todos os meninos de dois anos para baixo, regulando-se pelo tempo de que se informara exatamente com os magos. — 17. Cumpriu-se então o que fora dito pelo profeta Jeremias: — 18. “Ouviu-se em Rama o grande rumor de muitos que choravam e se lamentavam: era Raquel chorando por seus filhos e não querendo ser consolada, pois eles não existem mais.” - 19. Morto Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, — 20, e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e volta para a terra de Israel, pois que estão mortos os que queriam a morte do menino.” — 21. José se levantou, tomou o menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel. — 22. Mas, ouvindo dizer que na Judéia reinava Arquelau, em lugar de Herodes seu pai, teve receio de para lá ir e, avisado em sonho, dirigiu-se para as bandas da Galiléia, — 23, e foi residir numa cidade chamada Nazaré, a fim de que se cumprisse esta predição dos profetas: “Ele será chamado Nazareno.” (10) José, filho de David (não confundir com José, filho de Jacob e de Raquel, que viveu mil e tantos anos antes de Jesus Cristo), salvou o menino Jesus, levando-o para o Egito, donde regressou mais tarde, sempre na companhia da Virgem Santíssima. Deu-se a degolação das crianças do sexo masculino, de dois anos para baixo, conforme ordenara Herodes, manifestação horrível da ferocidade habitual daqueles tempos, em que se sacrificavam os animais para, num ambiente de sangue derramado, adorar-se a Deus. Crueldade inútil foi aquela, de uma alma impregnada de maldade e orgulho, crueza vã, cujos traços lúgubres e sombrios vamos, no entanto, encontrar mesmo naqueles que, depois, se apregoavam representantes de Jesus, mas que, felizmente, já se não vêem hoje, embora ainda estejamos no reinado das trevas. Conta-se que, entre as crianças assassinadas na Síria, por aquela ocasião, figurou um filho do próprio Herodes. Tais eram a ambição è a dedicação desse tirano aos interesses políticos de Roma, que ele não trepidou em verter o sangue de milhares de crianças, para não ser apeado da posição de mando que ocupava. Herodes descendia de uma família da Iduméia, que reinara na Palestina, havendo arrebatado o poder à família dos macabeus. Como último ato da sua crueldade, narram as crônicas que, ao sentir próxima e inevitável a morte, certo de que esta seria, para os judeus, motivo de grande regozijo, convocou para

67 Jericó, por um edito, sob rigorosas cominações penais, as personalidades mais eminentes da Judéia e as mandou meter no hipódromo, determinando à sua irmã Salomé e a seu cunhado Alexas que, assim ele expirasse, crivassem de flechas os presos, a fim de que, por essa forma, fosse o seu desaparecimento pranteado como os de poucos reis, tendo os seus funerais por cortejo a agonia das famílias e a orfandade. Nada tem isso de inacreditável, quando sabemos que, tempos depois, um seu sucessor deu de presente, num prato, quando festejava o próprio aniversário, a cabeça do Batista à filha da sua concubina, mulher de seu irmão! Mas, deixemos esses infelizes com as suas atrocidades e misérias, oremos por eles, envolvendo-os numa aura de piedade cristã, e busquemos, para o morticínio das crianças decretado por Herodes, uma explicação racional, ante a bondade do nosso Pai amantíssimo, sem a vontade do qual nada se passa, o que quer dizer que nada ocorre, senão em cumprimento das leis eternas, emanadas da sua sabedoria e que, por isso mesmo, são a expressão fiel da justiça perfeita e do amor infinito. A quem procura alicerçar na razão a fé, consciente da perfeição absoluta dos atributos de Deus, não podem bastar, para aquele efeito, nem as palavras do evangelista, quando apenas registra, porque mais não lhe era lícito dizer em tal época, o cumprimento da profecia que anunciara o grande clamor de Rama, a prantear, sem consolação possível, a perda de seus filhos; nem as lamentações que nos oferece, em tom misterioso e autoritário, o Catolicismo, que prega e impõe a fé cega dos fanáticos. Chegados que são os tempos de tudo esclarecer-se e cabendo à Doutrina Espírita o esclarecimento de tudo o que ficara oculto sob o véu da letra, vamos encontrar nessa doutrina a explicação que desejamos e as razões por que pôde verificar-se o fato com que nos ocupamos, dando-nos ela a ver que as crianças sacrificadas pela crueldade de Herodes não foram vítimas perdidas. Efetivamente, o Senhor, na sua previdente bondade, permitira a encarnação daquela leva de Espíritos bastante purificados, aos quais apenas uma prova forte faltava, para se verem livres de encarnar num mundo de expiação, qual é a Terra, a fim de passarem por essa prova. Assim, o fim, prematuro aos olhos dos homens, que eles tiveram, naquela existência, foi a prova de que ainda necessitavam. Por outro lado, o sacrifício de tais vítimas, inocentes aos olhos dos homens, Constituiu, para seus pais, uma causa de progresso, pela dor com que foram provados, prova de que também eles ainda precisavam. Tudo está previsto sempre e regulado pela sabedoria infinita de Deus. Fora dessa explicação, não há como se compreenda haja o Criador, em sua justiça e bondade, consentido que tal fato se desse, como elo de uma cadeia de acontecimentos, que objetivavam a salvação da Humanidade. (10) JOÃO, 1º, 45.

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9 LUCAS, 2º, 41 ao 52. Jesus no templo entre os doutores
LUCAS: capítulo 2º, versículo 41. — Seus pais iam todos os anos a Jerusalém pela festa da Páscoa. — 42. Quando ele tinha a idade de doze anos, lá foram, como costumavam, no tempo da festa. — 43. Passados os dias desta, regressaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles dessem por isso. — 44. Pensando que o menino estivesse entre os que os acompanhavam, caminharam durante um dia e o procuraram no meio dos parentes e conhecidos. — 45, Não o achando, voltaram a Jerusalém, para procurá-lo aí. — 46.Três dias depois o encontraram no templo, sentado entre os doutores, ouvindo-os e Interrogando-os. — 47. Todos os que o ouviam ficavam surpreendidos da sua sabedoria e das suas respostas. — 48. Vendo-o, seus pais se encheram de espanto e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que procedeste assim conOsco? Aqui estamos teu pai e eu que aflitos te procurávamos.” — 49. Jesus lhes disse: “Por que me procuráveis? Não sabeis ser preciso que me ocupe com o que respeita ao serviço de meu Pai?” — 50. José e Maria, porém, não compreenderam o que ele lhes dizia. — 51. E Jesus partiu em seguida com ambos e veio para Nazaré; e lhes era submisso. Sua mãe guardava no coração todas estas palavras. — 52. E Jesus crescia em sabedoria, em idade e em graça diante de Deus e diante dos homens. (11) Com relação ao tempo decorrido desde que a sagrada Família regressõu do Egito, até o momento em que Jesus reapareceu, entre os homens, período esse a cujo respeito guardam as Escrituras completo silêncio, não nos é dado saber o que fez, nem como viveu o Filho do Homem. Sabe-se tão-somente que, após aquele regresso, ele, já na idade de 12 anos, foi visto a discorrer no templo, entre os doutores da lei, assombrando os anciães de Israel com a inteligência esplendorosa e a madureza de juízo que revelava em tão tenros anos, segundo refere LUCAS (capítulo 2º, versículo 47). Já era tal, com efeito, o seu saber, que os judeus, admirados, perguntavam como o possuía ele, sem jamais haver estudado (JOÃO, capítulo 7º, versículo 15). E que todos, em geral, o supunham aplicado ao ofício de carpinteiro, na oficina de seu pai. Com um outro fato digno de reparo se depara nesta parte da narração de Lucas: o de haver Jesus passado três dias em Jerusalém, sem recurso de espécie alguma, sem seus pais e sem que estes, a princípio, lhe houvessem notado a falta. E como se pode explicar que Jesus crescesse e se fortificasse em sabedoria, conforme diz o Evangelista (LUCAS, capítulo 2º, versículo 52), sem estudo e sem mestre, a ponto de confundir os doutores e causar admiração ao povo? Para os católicos, a resposta é fácil e a que mais lhes convém, mesmo porque a Santa Madre Igreja, em favor de quem todos devemos abrir mão da nossa inteligência e da nossa razão, proíbe que seus fiéis se lancem a tais indagações. O Menino se mostrava cheio de sabedoria, a graça de Deus estava nele (LUCAS, capítulo 2º, versículo 14): o milagre explica tudo e faz descer o seu véu sobre a razão humana, que, desde então, nada mais tem que procurar saber. Por outro lado, se houvermos de seguir o cômodo exemplo dos

69 materialistas, não temos que atentar nesse fato, porqüanto não nos devemos impressionar senão com o que vêem os olhos da matéria. Entretanto, sem milagre, sem prodígio, sem mistérios, e sem que tenhamos de rejeitar, por incompreensíveis, algumas partes da narração evangélica, a ocorrência se explica perfeitamente, de modo a podermos aceitar o que consta nos Evangelhos, não com os olhos fechados, mas com eles bem abertos, como os devemos ter diante da verdade que emana dessa fonte de eterna sabedoria. Para que tudo, no caso, se torne claro e perceptível, basta se atente em que era puramente espírita a origem de Jesus e de natureza perispirítica o seu corpo, embora com a aparência de humano, de material, no qual nenhum milagre, nem mistério houve, porqüanto é da Natureza a existência de corpos terrestres e de corpos celestes. Apenas, essa circunstância teve que ficar em segredo, até que, cumprida a sua missão, os homens se achassem nas condições de compreender e aceitar os múltiplos fenômenos que das combinações dos fluídos tiram a sua causalidade. O que fora antinatural, por contrário às sábias leis emanadas da onisciência divina, é que um Espírito de pureza absoluta, como o de Jesus, colocado em nível superior aos dos mais eminentes da hierarquia espiritual concernente ao nosso planeta, pairando em altitude ainda não atingida sequer pelos que, dentre estes, ja tinham alcançado a perfeição sideral, houvesse, para se mostrar entre os homens como o verbo de Deus, de tomar um corpo grosseiramente carnal quais os nossos, isto é, de sofrer a encarnação humana, a que se acham sujeitos unicamente aqueles que ainda têm o que expiar, resgatar, ou reparar, aqueles que ainda se encontram mais ou menos distantes dos lindes extremos do progresso moral. Acrescentem-se a essa circunstância os hábitos e costumes dos povos daquela época e o fato de que tratamos nada mesmo denotará de grandemente excepcional, apresentando-se, ao contrário, perfeitamente compreensível e aceitável, sem que se façam mister as imposições dos ortodoxos aferrados às tradições, ou ao dogmatismo. Jesus chegara aos doze anos, entrara, pois, na adolescência, quando se celebrou a festa pascal, em comemoração da libertação dos judeus do cativeiro do Egito. Estando morto Herodes e destituído Arquelau das funções de preposto dos romanos, nenhum motivo de receios havia. Assim, a santa família compareceu à cerimônia da imolação do cordeiro e da consumação dos pães ázimos (não fermentados). José e seu irmão Matias apresentaram Jesus no templo, como descendente de David. Terminada a festa, Maria e José trataram logo de regressar a Nazaré, pela estrada da Galiléia, empreendendo uma viagem que durava quatro dias. A Virgem se pôs a caminho na companhia de outras donzelas e muitas matronas, indo José na de seus parentes e amigos íntimos. Como se sabe, há pais que trazem constantemente sob suas vistas os filhos, enquanto que outros, ou por compreenderem de modo diverso a vida, ou por saberem ajuizados seus filhos, lhes concedem maior liberdade. Era o que se dava com Maria e José, relativamente a Jesus, que, por isso, não saíra de Jerusalém na companhia deles. Aquela, não o vendo junto de si, o supunha com o pai, ocorrendo o mesmo da parte deste. Vê-se, assim, que nenhum fundamento há para se considerar inverossímil que só ao cabo de algum tempo de viagem houvessem os dois dado por falta do menino. Verificada essa falta, voltaram ambos imediatamente a Jerusalém, à

70 procura do filho, e, depois de. terem viajado um dia, o foram encontrar no templo. E, nada mais natural do que, tendo-o encontrado, ela lhe dissesse magoada: «Meu filho, por que procedeste assim conosco? Aqui estamos teu pai e eu que aflitos te procurávamos”. Ao que ele respondeu: Por que me procuráveis? Não sabeis ser preciso que me ocupe com o que respeita ao serviço de meu Pai? Nesta resposta de Jesus, que não foi compreendida por seus pais, é clara, evidente a alusão que ele fazia à missão altíssima de que se achava investido. E, a propósito dessa alusão, ocorre perguntar: Poder-se-á crer, dado fosse Jesus um Espírito que estivesse sofrendo a encarnação humana, como a sofrem todos os que vêm habitar a Terra, tivesse ele, aos doze anos apenas de idade, não só a intuição, mas a consciência plena da missão que descera a desempenhar, de ser, portanto, o enviado de Deus, o Messias prometido à Humanidade? Aquela alusão, pois, comprova que ele era, como o diz a Revelação da Revelação, um Espírito, o Espírito a quem Deus confiou o glorioso encargo de dirigir, governar e proteger a Humanidade terrena, revestido simplesmente de um envoltório especial, de um corpo celeste, ou seja: fluídico, de natureza perispirítica, mas visível e tangível. Encontrado por seus pais, voltou Jesus com eles para Nazaré, falecendo José algum tempo depois. Seguiram-se dezoito anos, tempo esse de que nenhuma notícia temos, relativa a Jesus. É que os Evangelistas fecharam os livros de suas memórias, para só os reabrirem com a narrativa do belo episódio em que o Precursor anunciou a presença do Cristo entre os homens, derramando, para exemplo, as águas da penitência sobre a cabeça daquele que, nada tendo de que se penitenciar, trazia aos homens o batismo do Espírito Santo, na frase do Padre Ligny. Tendo vindo não somente pregar, mas também exemplificar, começou o desempenho da sua missão, por aquele exemplo de submissão, dando ensejo, ao mesmo tempo, à consagração ostensiva da sua altíssima investidura. Não eram vulgares, como não podiam ser, transcorrendo como as nossas, dada a sua natureza extra-humana, nem a sua vida íntima, nem a sua vida exterior. Ele gostava da solidão e a Virgem lhe favorecia esse gosto, visto que viera ao mundo nas condições espirituais precisas a auxiliar o filho em sua missão. Jesus, pois, se ausentava freqüentemente, desaparecia. É que volvia às regiões superiores, onde pairava e para, na plenitude dos esplendores celestes, enviando continuamente à Terra, da qual é o Espírito protetor e governador, centelhas de luz purificadora e vivificante das almas, luz cujo brilho excede o dos raios do Sol. Oh! não nos é possível considerar em mente a figura sacrossanta do manso e divino Cordeiro imaculado, sem que das mais íntimas e melhores fibras da nossa alma se eleve a prece, como incenso odorífero, até aos seus sacratíssimos pés! Bendita seja a luz de Jesus! Abramos o Êxodo e leiamos o versículo 31 do seu capítulo 25º: Farás de ouro puríssimo um candeeiro, trabalhado a martelo. Penetremos no Tabernáculo, possuidos de sentimentos puros, e, corrida a cortina, veremos as cintilações do ouro, sob o jorro de luz suave que o banha. A significação dessa figura, a fé a alcança recordando as palavras do Apocalipse (capítulo 21º, versículo 23): Esta cidade não há mister de sol, nem luz que a iluminem, por que a claridade de Deus a alumiou e a sua lâmpada é o Cordeiro.

71 O Cristo é o candeeiro de ouro puríssimo e perfeito, e esse ouro foi estendido a martelo na cruz, que se tornou o símbolo da nossa redenção. Sua luz é a vida, a alegria e a graça que nos inundam as almas. Façamos do nosso coração um tabernáculo e essa luz brilhará nele eternamente. Tais são as deliciosas emanações das Escrituras, em cujas páginas o Cristo brilha com vivo fulgor. Ouçamos a voz do Apóstolo Paulo e possa ela guiar-nos para o Salvador, como a estrela de Belém guiou outrora os magos. Seja o primeiro raio do sol da justiça essa voz que nos clama: Desperta, tu que dormes. Levanta-te dentre os mortos e o Cristo te alumiará. (PAULO, “Epístola aos efésios”. (12) (11) Êxodo, 23º, 15. — Deuteronômio, 16º, 1, 16. - JOÃO, 7º, 15, 46. (12) PAULO. (Efésios, 5º. 14).

— MARCOS. por mim. que não sou digno de lhe desatar as correias das alpercatas prosternando-me a seus pés. Tratai de produzir dignos frutos de penitência. usava uma tira de couro à volta da cintura e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. dizendo: Este é o meu filho bemamado. porém. — 13.” — 4. porqüanto eu vos declaro que destas pedras pode Deus fazer que nasçam filhos a Abraão. dizendo: “Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor. mas aquele que há de vir depois de mim é mais poderoso do que eu. — Batismo de Jesus MATEUS: capítulo 3º. — LUCAS. e não procureis intimamente dizer: “Temos Abraão por pai”. João esteve no deserto batizando e pregando o batismo de penitência para a remissão dos pecados. Pregava dizendo: — 7.” — 4. 3º. — 11. tornai retas suas sendas. 1 ao 11. Logo que saiu da água. Jesus lhe respondeu: “Deixa-me fazer assim por esta vez. — 16. Prédica de João Batista. — 8. Eu. em quem hei posto todas az minhas complacências. — 14. Traz na mão a joeira e limpará completamente o seu eirado. que não sou digno de lhe calçar os sapatos. ele. a fim de ser por este batizado. que fica na Galiléia. — 10. O machado já está posto.” — 3. — 5. versículo 1. Começo do Evangelho de Jesus Cristo filho de Deus. Um mais poderoso do que eu virá depois de mim. . vendo muitos fariseus e saduceus que vinham para o batismo. — 12. vos batizo na água para vos induzir à penitência. — 9. ele vos batizará em Espírito Santo e no fogo. vos batizará com Espírito Santo. 1º. — 7. Eis o que sucedeu naqueles dias: Jesus veio de Nazaré. eram por ele batizados no rio Jordão. — 5. disse-lhes: “Raça de víboras. eram por ele batizados no Jordão. porqüanto é necessário que cumpramos toda a justiça. — Anjos da guarda. — 17. Jesus logo saiu da água e eis que os céus se abriram e ele viu descer sobre si o Espírito de Deus em forma de uma pomba. — 2. Os habitantes de Jerusalém. confessando seus pecados.10. Jesus viu abrirem-se os céus e um Espírito Santo descer em forma de uma pomba e pairar sobre ele. E uma voz do céu se . Então. — 11. Mas. e foi batizado por João no Jordão. 3º. — 6. Porqüanto. — Espírito Santo. 1 ao 18 e 21 ao 22. pois que o reino dos céus está próximo. Imediatamente uma voz ecoou no céu. tornai retas suas sendas. veio João Batista pregando pelo deserto da Judéia. de toda a Judéia e de toda a região circunvizinha do Jordão vinham ter com ele. empilhará o trigo no celeiro e Queimará a palha num fogo que jamais se extingue. quem vos impeliu a fugir da cólera do que há de vir? — 8. versículo 1.” João consentiu. Jesus veio da Galiléia ao Jordão ter com João. — Batismo. Eu vos batizo com água. Toda a Judéia e todos os habitantes de Jerusalém vinham ter com ele e. A esse tempo. confessando seus pecados. eis aqui aquele de quem falou o profeta Isaías. raiz das árvores: toda Arvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. 1 ao 17.72 10 MATEUS. Mas João obstava a isso. como está no do que clama no deserto: “Preparai o caminho do Senhor. João vestia pele de camelo. dizendo: Eu é que devo ser batizado por ti e tu vens a mim? — 15. Dizia: “Fazei penitência. — 2. alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. — 6. e. João trazia uma veste de peles de camelo e um cinto de couro à volta da cintura. — 9. MARCOS: capítulo 1º. Uma vez batizado.

Os soldados também o interrogavam. donde só regressou para dar início ao desempenho da sua missão. todas as montanhas e todas as colinas serão arrasadas. E ele lhes disse: Nada exijais além do que vos foi ordenado. no ano 15 do império romano. disse aquele a toda a gente: Eu vos batizo com água. o Senhor fez ouvir sua voz no deserto a João. No décimo quinto ano do império de Tibério César. na forma corporal de uma pomba. sob o reinado de Herodes Antipas. e ouviu-se no céu uma voz que dizia: És meu filho bem-amado. o céu se abriu. (MATEUS. Sucedeu que. virá mais poderoso do que eu. versículo 21. — 15. também Jesus foi por ele batizado e. ensinando-lhe ainda muitas outras coisas. e João percorreu todas as cercanias do Jordão. sendo Governador da Judéia Pôncio Pilatos tetrarca da Galiléia Herodes. enquanto orava. a fim de se entregar a uma vida de rigorosa austeridade. — 14. os caminhos tortuosos se tornarão retos e os acidentados se aplainarão. (13) João. que devemos fazer? Não pratiqueis violência nem calunieis pessoa alguma e contentai-vos com a vossa paga. porqüanto eu vos declaro que poderoso é Deus para destas mesmas pedras fazer que nasçam filhos a Abraão. e um Espírito Santo desceu sobre ele. versículo 1. — 16. Anáz e Caifás sacerdotes magnos. e vos batizará em Espírito Santo e em fogo. empilhará o trigo no seu celeiro e queimará a palha num fogo que jamais se extingue. dizendo: E nós.) Jovem ainda.” — 7. que devemos fazer? — 13. ele foi. nasceu seis meses antes do aparecimento deste e desencarnou com 31 anos de idade. pregando o batismo de penitência para a remissão dos pecados. como diz o Evangelista. E como a turba lhe perguntasse: “Que devemos fazer”? — ele. Ele traz na mão a joeira e limpará perfeitamente o seu eirado. Produzi dignos frutos de penitência e não comeceis a dizer: “Temos Abraão por pai”. retirou-se para o deserto. — 22. de cujas alpercatas não sou digno de desatar as correias. capítulo 11º. LUCAS: capítulo 3º. que aquele que tem o que comer faça o mesmo. — 3. filho de Zacarias e de Isabel. respondia: Que aquele que tem duas túnicas dê uma ao que nenhuma tem. e toda carne verá a salvação do Senhor. aos 29 de sua idade. — 18. em ti hei posto todas as minhas complacências.73 fez ouvir dizendo: És meu filho bem-amado. filho de Zacarias. Era assim que evangelizava o povo. o maior dentre os nascidos de mulher. versículo 11. o Precursor de Jesus. um porém. conforme está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor. — 5. quem vos induziu a fugir da cólera que há de vir? — 8. tetrarca da Ituréia e da província de Traconites Filipe Irmão de Herodes e tetrarca de Abllina Lisãnias. Também vieram ter com ele para ser batizados alguns publicanos que lhe disseram: Mestre. E como o povo e todos pensavam consigo mesmo que talvez João fosse o Cristo. Entrou a pregar e a administrar o batismo de penitência. — 12. — 9. — 4. — 6. . Cheio de um Espírito Santo desde o ventre materno. Todo vale será aterrado. — 2. — 17. ao tempo em que João batizava todo o povo. em ti me tenho comprazido.” — 10. Já o machado está posto à raiz das árvores e toda árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. tornai retas suas sendas. conforme o declarou o divino Mestre. Dizia ao povo que acorria em bandos para ser batizado: Raça de víboras. LUCAS: capítulo 3º.

disse que poderoso é Deus para fazer das pedras filhos de Abraão. que a sua vida humana foi apenas aparente. assistência que faculta ao culpado os meios e as forças de levar a cabo a sua . nem fim de vida. não são somente os que dizem: Senhor! Senhor! e vivem preocupados com fórmulas exteriores. fato material destinado a simbolizar a purificação da alma. Para abater o orgulho dos hebreus. que só consideravam. menor do que o menor no reino dos céus. missionário celeste. pregando. feita de público e em altas vozes pelo batizando. para se tornarem dignos de receber aquela luz. os que se arvoraram em representantes do Cristo dela se apossaram e a fizeram cair no desprestígio e na desmoralização que conhecemos. era precedido da confissão. correspondentes ao grau da sua culpabilidade. que a árvore que não dá bons frutos será arrancada e lançada ao fogo. que se arrependessem de suas culpas e praticassem a penitência. de que era prova a confissão pública das faltas e crimes cometidos. dela perdera a consciência. que o Espírito encarnado. que João ministrava e a que Jesus se submeteu para exemplo. pelo arrependimento. aquelas palavras comprovam. como Maria e José. recebeu no deserto a inspiração de que soara a hora de ter começo a missão. por onde penetrasse a luz de que Jesus era portador. cuja natureza puramente espiritual. João. se achava olvidado da sua existência anterior. a efetuar-se pelo batismo em fogo e em Espírito Santo. que ele não nasceu . a que comumente chama “morte”. sob as vestes de um corpo celeste e não terrestre. que trouxera. em abrir brechas nas consciências. que não progride. pela humildade. cuja elevação espiritual as citadas palavras de Jesus patentearam. Foi o que fez. mas os que trazem puros os corações.74 todos os profetas. que tem sua expressão nos sofrimentos purificadores e na assistência dos Espíritos purificados. que estes. que não apresenta frutos de regeneração. O batismo. etc. que fez o seu aparecimento na Terra à semelhança do Filho de Deus. portanto. depois da desencarnação. cerimônias. era. sem mãe e sem genealogia. imposta como mandamento pelos que pregam o que não praticam. rei de justiça e rei de paz. isto é.. João. como um selo posto ao compromisso assumido de regeneração moral. de Precursor do Cristo e que consistia em preparar os caminhos que este teria de percorrer. mediante as expiações. será. comprovando. ensinando. João. do que. nem “morreu”. aconselhando aos homens que lavassem de toda impureza suas almas. para lhe despertar no íntimo o sentimento da humildade e para o constranger a evitá-las pela vergonha de as ter que confessar publicamente. lançado no fogo dos remorsos das torturas morais. que assim só considera os que cegamente lhe aceitam os dogmas. ou lavagem do corpo. consubstanciação da moral divina. (14) Não obstante tratar-se de um Espírito superior em missão. Quer isto dizer que João aparelhava o terreno para a obra que o Cristo descera a realizar. que ele administrava. Assim é que não se lembrava de que fora Elias. A prática dessa confissão durou longo tempo. por estar encarnado. Depois. as provas e as reparações a que o sujeitam seus erros e transviamentos. filhos do Senhor os que suportavam o jugo de Moisés. Era um meio material de impressionar homens materiais. Melquíades. Jesus Cristo. ritos. mas ao mesmo tempo um ato emblemático. consistia na ablução. O batismo. de suas faltas e pecados. tal qual a Igreja Romana. no entanto. por exemplo. que foi sem pai. que não teve princípio.. portanto.

e a temos. de modo indeterminado. Isto perfeitamente se compreende. É que por ele desce sobre a criatura o fogo da inspiração divina. apesar de nenhum pecado ainda haver cometido. porqüanto. Concede-a o Cristo. é. clara e exemplificativamente. pelas comunicações do Além. dos Espíritos purificados. quando não de maneira ostensiva. fundindo-se na unidade de sentimentos. esse batismo. Era. ou seja a assistência dos Espíritos do Senhor compreendidos nessa denominação. que a prezemos e guardemos como preciosíssimo tesouro. de vontade e de ação. dizer que o Espírito Santo é uma entidade individual. formadas pela luminosidade dos seus perispíritos. por Espírito Santo. constante. uma coletividade. com efeito. animadora e eficaz. pela intuição e pela inspiração. não mais sobre a cabeça de homens em condições de reconhecerem e confessarem suas culpas. bem se pode. o batismo um ato material e simbólico. desejosos de fazer penitência e de alistar-se sob o estandarte de uma fé conducente à regeneração. por não admitir a lei das reencarnações. guiados nas suas missões e ajudados na obra de purificação de seus Espíritos e na de seu progresso pela senda do aperfeiçoamento moral e intelectual. Vê-se assim que. da água derramada. pois. e que se manifestassem sob a aparência de línguas de fogo. que dela tenhamos consciência. para que aproveitemos de todos os seus inestimáveis benefícios. enviado de Deus e seu preposto ao governo do mundo terreno. mas a que só se submetiam criaturas conscientes de seus atos. fazendo que descessem até seus discípulos aqueles Espíritos. fazendo-se mister unicamente. contudo. fiéis cumpridores dos desígnios de Deus. (15) O batismo em Espírito Santo. que tomaram a si o encargo de nos proteger e conduzir pela estrada do progresso. que quem nasce no mundo traz uma alma expressamente criada para o corpo com que se apresenta. o que devemos entender. Temo-la. sobretudo.75 purificação integral. a velarem por nós. como sempre. pela humildade e. a fim de que sejam sustentados em suas provas. de que nos podemos valer em todas as circunstâncias da vida. erro que provêm de ensinar a Igreja. com o que também eles avançam nessa mesma estrada. para a conquista do “reino dos céus”. conforme o ensina a Revelação Espírita. desde que chegam aos cumes da perfeição e da pureza. aos homens de boa-vontade. Espíritos elevados. Que fez. com efeito. de remissão desse pecado de que se deve considerar onerado todo aquele que nasce na Terra. pelo amor. podemos obtê-lo todos. a abrasá-la dos sentimentos puros e elevados. as criaturas humanas o recebem mediunicamente. ou influência. pelo trabalho. santos. os nossos Anjos da Guarda. caridosos. Esse batismo Ele o administrou. porque temos de contínuo. Sendo. a instituição do batismo da água foi . porém. a Igreja Romana? Fez do batismo material. pela caridade. um meio de apagar nelas a mancha do pecado original. continuamente. os Espíritos como que perdem a individualidade. embora. Hoje. que geram os heroísmos da fé. que os iam amparar e auxiliar no desempenho da missão de que se achavam incumbidos. de pensamentos. possuidas do arrependimento de seus erros e faltas. O conjunto dos Espíritos superiores. Essa também uma das razões por que ao batismo em Espírito Santo é dado o nome de “batismo de fogo”. como outras. mas sobre a cabeça das crianças recém-nascidas.

que era de penitência.76 completamente desvirtuada em sua natureza. E não se compreende. para extirpar o mal pela raiz. que Ele era puro e perfeito. ou não aceitou as palavras do apóstolo Paulo. capítulo 14º. que. a inteligência e a interpretação dos livros santos. decorrem das obras de cada um. somente a parte simbólica é de utilidade e proveito. ante a razão. mal que lavra há muitos séculos. . ser um homem como os demais. na sua “Epístola aos Romanos”. e a razão também por que a Humanidade não dá às Escrituras sagradas a importância que lhes devia dar. transmitida por Moisés aos homens. em seu objetivo. desde que os fariseus. sem de nenhum pecado se haver penitenciado. o batismo correspondia a uma necessidade daqueles tempos. evidentemente. sem ter confessado culpa alguma. Em segundo lugar. nunca tendo nascido antes. capítulo 24º. de um símbolo. desde que se tornem conscientes. como já dissemos. quer sejam eles dispensados dessas lições. conforme se lê em “O Livro dos Espíritos”. ou o castigo. da manifestação do arrependimento e do desejo da penitência. fazendo que a corrupção chegasse ao ponto de levar Jesus a declarar que os judeus haviam aniquilado a palavra do Senhor. bem como do exercício da vontade e do uso do livre-arbítrio. Ora. mas. se o prêmio. quer se dêem aos batizandos as lições que lhes dava João. reduziram o Código Sagrado a mero acervo de tradições e monopolizaram. a mais ligeira falta de que se acusar em consciência. versículo 16 íbi Não se farão morrer os pais pelos filhos. porqüanto só os que alcançam a perfeição na pureza se acham livres de ter a mais leve culpa. versículo 12: “E. tudo por efeito de inovações e mandamentos humanos. mas cada um morrerá pelo seu pecado. por si só. mostremos-lhes que. o absurdo do ensino da Igreja. Veja-se: Deuteronômio. assim. que não passa. como já mostramos. ante os termos expressos da lei. batizemos os nossos filhos.” Manifesto é. assim não continuará a ser. Sob o aspecto material. não admitindo que os leigos falem nos Evangelhos. Quer isso dizer. ante os ensinamentos dos profetas e dos apóstolos. portanto. Entretanto. ou revogou a palavra do Senhor. em as condições precisas para ser administrado e nos fins a que visava. Ela não entendeu. como tantas vezes se encontra repetido nas Escrituras santas — “a cada um segundo suas obras” — não se compreende que a Humanidade seja responsável pela falta ou faltas que haja cometido o chamado primeiro homem. condições então necessárias à administração do batismo. É evidente que a Igreja Romana não entendeu. ensinando que da aliança do Sinai viera a lei oral e não a lei escrita. como é possível que. porqüanto. por isso. Essa a razão por que o clero romano foge a toda discussão. nem os filhos pelos pais. Se ainda hoje precisa ser mantido com esse aspecto. a fazer impressão em homens materiais. Acreditamos e esperamos que o remédio não tardará. Jesus não tinha necessidade de ser batizado por João. destinava-se. por vaidade e interesse de seita. o Espírito do que nasce precise lavar-se de impurezas quaisquer? Será que já tenha saído impuro das mãos do seu Criador. A prova encontramo-la na circunstância de que recebeu um batismo. cada um de nós dará contas a Deus de si mesmo. exigia prévia confissão pública de pecados. E essa circunstância. indica e demonstra que Ele não podia estar encarnado.

7. 2º. obedecendo aos desígnios de Deus. que não precisava ser lavado. 8º. e que continham. veio atestar. mediante aquelas palavras que se ouviram. investir a outros de o ministrarem. que compõem a primeira classe. Pretendendo que. quando estava em oração (LUCAS. aconteceu que. 6. — Atos. praticassem a lei do amor e. e só Jesus. e também como sanção expressa da legítima autoridade de Jesus. 26 a 40. em quem hei posto toda a minha com placência. não têm mais que sofrer provas. na escala espírita. portanto. o céu se abriu e uma voz ressoou no espaço. versículo 22). da primeira ordem. estava capacitado para administrar o batismo em Espírito Santo e em fogo e para. realizam a vida eterna. 19º. 15º. da sua identidade na condição de enviado direto de Deus. 4º. cujo advento os profetas anunciaram. — Salmos. a propagassem pela palavra e pelo exemplo. no seio de Deus. Um dos que secundavam a Jesus no desempenho de sua missão. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura. 12º. 4. Trazia ele. 13º. . depois de terem recebido esse batismo. 11º. precisar o significado verdadeiro de tal palavra. se houveram sido aparentes. que se produziu pela faculdade que tem o Espírito de dar ao próprio perispírito as formas e aparências que queira. o sentido em que é empregada. já percorreram todos os graus do aperfeiçoamento e se despojaram de todas as impurezas da matéria. 1º. Essa confirmação Ele a teve. um corpo celeste. 2º. Disse essas palavras um dos Espíritos Superiores. então. capítulo 3º. por motivo algum e ainda menos como expressão material da necessidade de purificação espiritual. foram incumbidos de pregar e exemplificar a moral que Ele trouxera ao mundo e de o conferirem a quantos. em seu sentido profundo. a forma de uma pomba que.77 aqueles. de fato. 4º. escutando-lhes as palavras. — João. Jesus. naquele momento. órgãos das inspirações divinas e executores das vontades de Deus. Segundo a narração evangélica. que determina. pelo menos. — DANIEL. a do Messias prometido. 22. para confirmar a missão de que o Precursor se achava encarregado. foi que Jesus se fez batizar por João. 26. 6. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis. 4. ou.— ISAÍAS. — Apocalipse. considerada pelos antigos como emblema da pureza. 15º. 2. a influência divina. (13) Levítico. Foi esta uma manifestação espírita. pois. classe única.— Atos. que apenas para dar um exemplo. a seu turno. 28. 15 a 39. dizendo: Este é o meu filho bem-amado. como investiu os apóstolos que. por intermédio dos Espíritos protetores. e ainda para receber pública e ostensivamente a confirmação da sua. vindas do alto. (14) Com esta palavra muito jogo costumam fazer os que combatem a revelação da corporeidade fluídica do Cristo. e mediante o aparecimento de uma pomba a lhe pairar sobre a cabeça. essa corporeidade e a vida humana de Jesus nenhuma realidade teriam tido. 2º. — ZACARIAS. 18. 8º. 13º. para demonstrar aos homens que a prece do coração atrai as bênçãos do Senhor e os testemunhos do seu amor infinito. 37. Convêm. segundo proclamou João que Ele o faria. dentre estes. como os nossos corpos de lodo. batizado Jesus. 83 a 39. nem expiações. 4. a afirmação de que à Terra descera o Espírito excelso. tomou. 44. Segue-se. conseguintemente. E as disse quando Jesus orava.

ou se havia nela alguma coisa de material? “Certamente. conseguintemente. na uniformidade da perfeição. constantemente reproduzida em casos análogos. A caixa de rapé. Citemos. nem melhor. e para que não tomassem a aparição como uma alucinação produzida pelo estado de saúde da vidente. por isso. em o nº 128 do volume. (ALLAN KARDEC. de nenhuma autoridade maior. como o foi.” 3. que trazia na mão esse objeto) tinha a forma da de que ele se servia habitualmente e que estava em sua casa. um todo coletivo. Dizes que foi uma aparência. nº 256). todas as vezes que apresente a menor ambigüidade. do que do Mestre Allan Kardec. É uma recomendação que os próprios Espíritos repetidamente nos fazem. expomo-nos a grandes equívocos. . comparada ao original. A experiência nos ensina que nem sempre devemos tomar ao pé da letra certas expressões empregadas pelos Espíritos. o passo em que ele nos dê esse significado. — É verdade que se deve entender aqui a palavra “aparência” no sentido de aspecto. Interpretando-as segundo as nossas idéias. tomou todas as aparências da realidade.” NOTA. é uma como ilusão de ótica.78 quando se trata daquela vida. Sem a explicação que provocamos. Vamos reproduzir. pois. as perguntas e respostas que deram lugar a essa nota. numa nota por ele aditada a uma das respostas do Espírito que o instruía. Ibid. (15) À medida que os Espíritos se purificam e elevam na hierarquia espiritual. mas uma aparência nada tem de real. Cumpre. os caracteres distintivos de suas personalidades se apagam. nos podemos socorrer. Para esse efeito. capitulo que se intitula “Do laboratório do mundo invisível”. imitação. se bem que formada de um princípio material. Encontramo-lo no capítulo 8º da segunda parte de O Livro dos Médiuns. Desejáramos saber se a caixa de rapé era apenas uma imagem sem realidade. Que era então a que foi vista com a aparição? “Uma aparência. é com o auxílio desse princípio material que o perispírito toma a aparência de vestes semelhantes às que o Espírito trazia quando vivo. Os Espíritos superiores formam. uma aparência. Aquela caixa de rapé (tratava-se da aparição de um Espírito encarnado. não estava lá: a que o Espírito trazia era apenas a representação da outra: era. por assim dizer. O Livro dos Médiuns. capítulo 24º. Ld. podia dar azo a uma falsa interpretação. a palavra aparência. para boa Inteligência da explicação. Era para que a circunstância fosse notada. aprofundar o sentido de suas palavras. 2. O Espírito querendo que aquela senhora acreditasse na realidade da sua presença. real. de certo modo.

prosternando-te diante de mim. Jesus se afastou do Jordão e foi. pois está escrito que Ele ordenou a seus anjos tenham cuidado contigo e te sustentem com suas mãos. mas de toda palavra de Deus. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites. dizendo-lhe: Dar-te-ei todo esse poder e a glória destes reinos. — 10. me adorares. O diabo ainda o transportou a Jerusalém e. manda que estas pedras se tornem pão. e só a Ele servirás. e lhe disse: Dar-te-ei todas estas coisas se. cercaram-no os anjos e o serviam. Jesus lhe respondeu: Está escrito: O homem não vive somente de pão. O diabo o transportou para um alto monte e lhe mostrou. O diabo o transportou ainda para um monte muito alto. nada comeu durante esses dias e. donde lhe mostrou todos os reinos do mundo e a glória que os acompanha. onde passou quarenta dias e quarenta noites. prescientemente uma regra de interpretação. — 13. — 2. para que não firas os pés nalguma pedra. versículo 12. versículo 1. . passados eles. — 11. da derivação histórica e das circunstâncias de tempo em que foi dado este. o tentador lhe disse. Jesus lhe respondeu: Está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus. Acabada a tentação. Jesus respondeu: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. (16) Disse o divino Mestre e Paulo repetia: — a letra mata e o espírito vivifica. — 6. Cheio de Espírito Santo. o diabo se afastou dele por algum tempo. 4º. — 8. Lançate daqui a baixo. pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás. — 11. Disse-lhe então o diabo: Se és filho de Deus. — LUCAS. — 7. Aí permaneceu quarenta dias e foi tentado pelo diabo. ou promulgada aquela. — 5. impelido para o deserto. Deixou-o então o diabo. que de doutrinal ou lógica. Jejum e tentação de Jesus MATEUS: capítulo 4º. — 10. Jesus lhe respondeu: Está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. — 5. 1º. pelo Espírito. Se. — 9. sendo tentado por satanás. O diabo o transportou à cidade santa e. e te amparem com suas mãos. para que não firas o pé nalguma pedra. satanás. — 9. — 3. — 6. Jesus lhe respondeu: Escrito está: Não só de pão vive o homem. Temos. teve fome. — 4. — 7. não nos devemos prender às palavras. teve fome. todas essas coisas te pertencerão. a que antes podemos chamar autêntica. para a compreensão das sagradas letras. — 12. — MARCOS. Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. num instante. 1 ao 13. versículo 1. — 13. que te guardem. LUCAS: capítulo 4º. disse: Se és filho de Deus. Aproximando-se então dele. porque nos conduz à indagação do pensamento e do sentido da lei ou do ensino. pois. lança-te daqui a baixo. 1 ao 11. de modo a ficar bem entendido que. porqüanto eles me foram dados e eu os dou a quem quero. colocando-o no pináculo do templo. Se és filho de Deus. — 3. ordena a estas pedras que se tornem pães. 4º. disse-lhe: Se és filho de Deus. mas de toda palavra que sai da boca de Deus. colocando-o no pináculo do templo. pois. 12 ao 13. anuires em me adorar.79 11 MATEUS. todos os reinos da Terra. Disse-lhe em resposta Jesus: Retira-te. à pesquisa das causas. E logo o Espírito o impeliu para o deserto. — 2. pois está escrito haver ele ordenado a seus anjos que tenham cuidado contigo. Habitava com as feras e os anjos o serviam. — 8. — 4. MARCOS: capítulo 1º.

Que é esse maná. revestido de um corpo celeste. Pareceu então aos homens que. instituisse o preceito do jejum. Ele se submetera ao uso. Semelhantemente. absurda. contidos nos Evangelhos. como no-los faz entender a Revelação Nova. senão uma figura emblemática da graça que. revestido de um corpo de natureza perispirítica. referindo-Se ao tempo em que o supuseram sob o poder do diabo. ou desse perispírito. para que ela produzisse os frutos imediatos que devia produzir. isto é. para sustentar os princípios constitutivos desse corpo. opera-se pela absorção dos fluídos ambientes. a fim de causar impressão aos homens e os induzir a considerá-lo tal. para te mostrar que o homem não vive só de pão. nem beber: absorve da Terra e do ar os fluídos que lhe são necessários à nutrição. o Espírito. enfim. personificada em Adão? Passemos ao Novo Testamento. em suma. de “Números” (capítulo 11º. se as condições da época fizeram necessária a interpretação literal dessas narrativas. interpretação que serviu para que. para o desempenho de suas missões. Jesus que. ela já não pode hoje satisfazer. apropriados àquele efeito . como profeta. Nem de outro modo se pode compreender. A alimentação material é necessária ao homem. mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. de “Êxodo” (capítulo 16º. enquanto durou a que veio desempenhar na Terra. no campo também caia o maná. número que se tornou tradicional para ausência dos profetas. Lemos (em JOÃO. quando é certo que. Bispo de Roma. tem de penetrar num mundo superior. para a vida do corpo de que se acha revestido. versículo 48 e seguintes): Eu sou o pão vivo que desci do céu. o pão de que Ele fez emblema o seu corpo e o seu sangue. nos seus ensinamentos. pela prece e pelo jejum no deserto. É uma regra. Quando. que o tivessem como um profeta. nos quais se acham contidos . a menos se negue o progresso da ciência das verdades eternas. em todo o seu esplendor. Vê-se que o pão. Aplicada à interpretação das narrativas evangélicas referentes ao jejum de Jesus. A sua nutrição aí. Telésforo. como maná que caiu do céu. a que Jesus alude. ao Espírito encarnado em corpo material. capítulo 6º. não se Sustentava com os alimentos cuja privação constitui o jejum. Estudemos o que foi dado a Moisés e consta no “Deuteronômio” (capítulo 8º. outra coisa não é senão o alimento que toda alma encontra na sua doutrIna. apoiando-se numa tradição apostólica. desapareceu. inadmissível.A planta não necessita comer. devemos procurar no plano do Evangelho? Que é esse maná caído do céu.80 assim com suas fontes de origem. os fluídos ambientes. quis. que nos faculta a hermenêutica ou arte de afiançarmos o verdadeiro sentido dos textos sagrados. senão o Salvador prometido à raça humana. versículo 9): “E ao tempo que de noite caia o orvalho. no ano 130. quem o comer viverá eternamente. versículo 5): Este é o pão que o Senhor vos deu para comer”. durante 40 dias. por falsa. o pão da vida. porém. absorve. (17) Era costume dos profetas prepararem-se. o Espírito se incorpora fluídicamente. versículo 3): “Afligiu-te com a fome e deu-te por sustento o maná que desconheciaS e teus pais desconheceram. o pão que era o seu sustento e que Ele trazia para matar a fome aos filhos de Israel. ver-se-á que. sua razão de ser e seus fins. onde os corpos dos respectivos habitantes não são carnais como os nossos e sim de natureza perispirítica. entendidos em espírito e verdade.

falando de Jesus. ignorância das leis que lhes presidem à produção. 28. Milagre seria. “satanás” não existem como individualidade votada eternamente ao mal. porqüanto. criando as circunstâncias em que esta deverá ter-se dado. como milagre seria também o haver Jesus sofrido uma encarnação humana. Nem se diga. A idéia de que o tenha sido nasceu. desmaterializando ele. ou tombarem do céu as estrelas. realmente. Deram-se. do mesmo modo que os bons pensamentos e as boas obras lhe granjeiam influências boas. o que só é possível aos Espíritos superiores. bem sabemos que não há milagres. o Espírito não tem meio de . que o “diabo”. quando sabemos. o que há. suportasse o contacto de matéria tão grosseira. é desconhecimento das causas que lhes dão origem. versículo 2). que o mesmo fez Moisés. visto que tal fato estaria fora das leis naturais. ao reaparecer. das imperfeições. de acordo com as necessidades da época e destinada a preparar o futuro. o “demônio”. como a do corpo humano. Estando materialmente encarnado. capazes de desviá-lo do caminho do bem. uma mulher dar à luz um leão. isto é. se bem que desconhecida dos homens. isto é. enquanto esteve no cume do Sinai a receber o Decálogo. pois. pela ação da sua vontade. passar tanto tempo sem se alimentar. numa subversão da ordem estabelecida desde toda a eternidade. importando. para sustentar que Jesus haja podido. que o fato com Ele ocorrera e a imaginação emoldurou a suposta ocorrência. porque tais fatos teriam sido contrários àquelas leis. quando o supunham em retiro no deserto. 34. se davam. como diz (LUCAS. o corpo etéreo de que se achava revestido. que aqueles nomes apenas designam o conjunto das maldades. Tendo podido alimentarse de ervas e insetos. não foi uma realidade. A tentação de Jesus. por exemplo. acerca das tentações a que está sujeita a Humanidade. (18) Ora. foi também uma figura emblemática que. das paixões e dos vícios. tão etéreo. quando em encarnação ou incorporação fluídica. antes. uma derrogação das leis naturais. opondo-lhes a fé e a perseverança. Concluíram daí. que são imutáveis.81 esses mesmos princípios. Quanto à tentação. durante os 40 dias e 40 noites do seu retiro no Sinai. dos comentários que os apóstolos e discípulos teceram em torno de uma prédica sua. surgiu dos comentários a que deram lugar as palavras de Jesus. A desaparição e a reaparição de Jesus. no cumprimento de uma dessas leis. que o ajudam a avançar pela senda do progresso espiritual. “diabólicas”. Ali não se refere que o chefe do povo hebreu passou todo aquele tempo sem comer coisa alguma. no caso de fenômenos assim chamados. capítulo 4º. O Mestre desapareceu das vistas de todos por 40 dias e. O que se lê naquela passagem do Êxodo é que Moisés não comeu pão. só por milagre fora possível que um Espírito tão sutil. portanto. como homem. sobre o modo por que deve o homem resistir às tentações e emboscadas a que se acha exposto. existentes no homem e que lhe atraem influências perniciosas. como dissemos acima. pela Revelação Espírita. figurando as diversas maneiras por que pode o homem ser tentado. o seu exemplo não colhe para o caso de Jesus. falou. E de outra forma não a podemos compreender hoje. os que o ouviram. dada a sua natureza. à perdição das criaturas de Deus. citando Êxodo. nem bebeu água. qual o seu. não constituíram um “milagre”. ou a orar no cume de uma montanha. Os desaparecimentos de Jesus.

(18) A boa compreensão do que seja. amáivos como eu vos amo. é certo. 13. 30. lançamos. Só ele fundou a religião universal. 14º. 3. 6º. a Humanidade terrena. 2. não poderia inventar Jesus Cristo. 13º. — JOÃO. um Espírito que pôde. 24º. 28. 9º. seus atos e suas obras atestam. 3º. não vira passar “o grande amor”. trazendo à Terra o grande mandamento que a ligaria ao céu: “Amai a Deus de todo o coração. 3. Temos disso um exemplo no que se deu com Santo Antônio de Pádua. se estude profundamente e pratique o Magnetismo. em busca do amparo celestial para fortalecimento da nossa alma. da sua razão de ser. 8º. — EZEQUIEL. bem como do testemunho dos próprios olhos. 8. cuja suprema excelsitude. 14. que se lê em O Espírito Consolador: “Que homem houvera podido tirar do seu coração a parábola do Filho Pródigo e o colóquio com a Samaritana?” e estes perIodos de sublimada eloquência. 7. Cumpre. formular esta interpelação e este conselho: “Quem me convencerá de pecado? Sede santos. como ainda os ensinos constitutivos da Terceira Revelação e. nos casos de estado mais ou menos extático. 10º. tornar-se visível e tangível em mais de um lugar. (16) Êxodo. — Apocalipse. saídos da sua alma transportada: “Não. (17) Ver O Livro de Tobias. a encarnação. como eu sou santo”. na posse de convicções nascidas do estado e do esforço da razão. um Espírito. para se adquirir o conhecimento da sua ação sobre toda a Natureza. — Salmos. 20. não só suas palavras. Os luminares da antigüidade hauriram suas mais belas idéias nessa fonte que se chama a tradição: a fonte onde Jesus hauria era a sua alma e essa alma. na amplidão do infinito. porém. na Bíblia. esse sentimento íntimo e profundo que nos leva a considerá-lo colocado logo abaixo de Deus quando. — Reis. prontamente se convencerá da ação prodigiosa do Magnetismo espiritual e. seus ensinamentos. o nosso pensamento em prece. algumas vezes. invisível a olhos humanos. em verdade. na plenitude da sua gloriosa humildade.” . mas conservando-se-lhe sempre ligado por um cordão fluídico. pela ação da sua vontade. 34º. que tudo negam do alto do pedestal do seu orgulho e das suas idéias preconcebidas. nem pelas dos pseudo-sábios. 19º. qual o de Jesus.82 desmaterializar o invólucro que o reveste. do que significa. talvez mais que tudo. — JOSUÉ. do seu objetivo. pelo desprendimento durante o sono e. a Terra vira passar grandes luzeiros. Antes dele. raras. Consegue assim. estará em condições de se não deixar embair pelas opiniões dos escribas e fariseus da época. libertar-se do seu corpo de carne e. Pode. — Deuteronômio. apartar-se temporariamente dele. cuja culminância na perfeição Inspirou ao Padre Marchal esta exclamação. com o auxílio do seu perispírito. Esses fatos são perfeitamente compreensíveis e podem ser realizáveis para quem tenha conhecimento bastante dos fluídos e do poder magnético de os atrair e combinar. pelo fenômeno da bicorporeidade e da bilocação. derramando-se pelo mundo. é bastante para que também claramente se compreenda que não pode ter encarnado um Espírito. sob as aparências do corpo humano. ainda que condensasse todas as suas energias de concepção. basta para o aquecer. 14. Aquele que assim fizer e colher a experiência a que as sessões espíritas oferecem campo.

pois. para chegar ao mesmo grau de aperfeiçoamento em que se acha outro que. de nossa parte. Para esse efeito. a natureza e a Importância da falta a ser apagada. pois que para vencê-la é que o Espírito encarna. Essa dificuldade é a encarnação. puro. isto é. como ele era santo. partido do mesmo ponto.83 Útil. a encarnação representa sempre. um dos ensinos mais proveitosos é o que deram a Alexandre Belemare os Espíritos que o assistiam na elaboração da sua excelente obra — Espírita e Cristão. para resgatar sua dívida? Sendo submetido a uma dificuldade especial que lhe cumpre vencer. de fazer mais do que este. Em todos os casos. oferecer ensanchas. que prescreve ao Espírito a encarnação e a reencarnação. para ele. Ora. tendo Jesus podido dizer que ninguém havia capaz de o convencer de pecado. Esse ensino se resume no seguinte: O Espírito que haja falido fica na contingência. progrediu sem jamais falir. pela sua natureza e pela sua intensidade. cujos originais foram lidos pelo Mestre Allan Kardec. Como conseguirá fazer esse mais. para justificar ou legitimar uma sua encarnação nele? . mesmo que o Espírito encarne em missão. da lei de justiça e misericórdia. ou seja: capaz de lhe imputar com fundamento a mais ligeira transgressão da lei divina. durante a qual terá ele que lutar contra paixões que representam. e dizer igualmente que todos se tornassem santos. a que gênero de progresso lhe poderia um mundo inferioríssimo. e que no vencê-la é que consiste o seu progresso. uma dificuldade que lhe cabe vencer. é conheçamos tudo o que possa concorrer para a melhor inteligência. qual a Terra.

ao passo que a viram refulgente os que se achavam livres da morte. esses viam em forte esplendor a luz brilhante que o seu Espírito irradiava. para poderdes ver a luz. nas suas palavras. 14 ao 5. para serdes por ela alumiados e. tirando-vos das trevas em que vos lançaram OS Vossos pecados. — 14. deixando as trevas em que jazeis. — MARCOS. o qual vos vem trazer a luz da verdade que. e dizendo: Pois que o tempo se cumpriu e o reino de Deus está próximo. cidade marítima dos confins de Zabulon e de Nefatalim.” — 17. versículo 12. Estada em Cafarnaum MATEUS: capítulo 4º. (19) Jesus levava. as apreendiam: os que estavam na região da sombra da morte. — Pregações. pois o reino dos céus se aproxima. versículo 14. — 13. porém. que vos vem ensinar os Evangelhos em espírito e verdade. vos patenteará a estrada que leva ao céu ou seja: à perfeição na pureza. LUCAS: capítulo 4º. 1º. Jesus veio para a Galiléia. seus mensageiros. 4º. “A terra de Zabulon e a terra de Nefatalim. viu uma grande luz. preparados. pois que ensinava e pregava a verdade. Então. versículo 14. Para esse efeito. era a luz. foi habitar em Cafarnaum. o que significa: chegou o tempo de ouvirdes o Enviado de Deus. pois o reino do céu se aproxima. pela virtude do espírito. Assim. divisavam velada a grande luz e. A partir daí. por isso. Hoje. a Galiléia das nações. Jesus. que tinham de ser por todos ouvidas. a luz onde mais necessária era. o mesmo Jesus clama: chegou o tempo de estudardes o Consolador. os que já se encontravam no plano espiritual. faltas e crimes. que se achava imerso nas trevas. lhe percebeu a claridade. Fazei penitência: arrependei-vos dos vossos erros. 4º. o povo que jazia nas trevas. MARCOS: capítulo 1º. tomardes a senda do progresso espiritual e subirdes ao seio de Deus. e a luz surgiu para os que jaziam na região da sombra da morte. Então Jesus. Alí. 12 ao 17. pregando o evangelho do reino de Deus. Notícia do encarceramento de João. caminho do mar além Jordão. Fazei penitência. para entendê-las. pelas reencarnações. não percebiam o sentido das palavras que lhe ouviam. pela boca dos Espíritos. Quer isto dizer: . que apenas viam a Jesus sob a sua aparência humana. deixando a cidade de Nazaré. — LUCAS. Mal.84 12 MATEUS. Ensinava nas sinagogas e era glorificado por todos. Ele próprio. Muitos. fazei peniténcia e crede no evangelho. — Retirada de Jesus para a Galiléia. pela virtude do espírito. e. os que as ouviam lhe compreendiam as palavras: eram os que estavam nas trevas. os que lhe compreendiam as palavras. os primeiros. entretanto. Jesus começou a pregar e a dizer: Fazei peniténcia. voltou para a Galiléia e a sua fama se espalhou por toda aquela região. — 15. nos confins da Galiléia. Tendo ouvido dizer que João fora encarcerado. voltou Jesus para a Galiléia. — 15. Jesus se retirou para a Galiléia. 16. retirou-se de Nazaré e se dirigiu a Cafarnaum. Logo que João foi encarcerado. o povo. porém. 14 ao 15. recebeu a grande luz. Os outros. Nem todos. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: — 15. apontando o caminho que conduz ao reino dos céus.

. 9º. 2. 2. 10º. 37. — Atos. — JOÃO. 9º. transportou-se para os confins da Galiléia. com a rapidez do relâmpago. 43. pelo poder ou faculdade que tem o Espírito de ir de um ponto a outro. — DANIEL. 1. sob as aparências humanas que tomara. 13º. 17º. (19) ISAÍAS. 4º. 14. como fazia sempre que viajava só. 25. tão célere quanto o pensamento.85 sendo ele sempre Espírito.

4º.86 13 LUCAS. de devotamento. e se levantou para ler. As suas próprias palavras de comentários ao trecho Lido mostram que Ele o buscou intencionalmente para o ler naquela ocasião. 16 ao 21.” — 20. cujas bases fundamentais lançava. seu Enviado. 42º. 61º. a libertar os oprimidos. Ele me enviou a pregar o Evangelho aos pobres. . o Messias prometido. desenrolando-o. Toda a gente. (20) ISAÍAS. que Ele era o ungido do Senhor. 7. Vindo a Nazaré. — 21. da regeneração humana. — 19. 1º. a anunciar aos cativos a sua redenção e aos cegos o recobramento da vista. onde fora criado. num dia de sábado. — 17. Enrolando de novo o livro. entrou na sinagoga. a apregoar o ano das graças do Senhor e o dia da retribuição. Por quê e para quê? Para afirmar. que vinha à Terra para cumprir uma missão de amor. preparatória. com o testemunho das sagradas Escrituras. Ele o entregou ao ministro e sentou-se. 32. a curar os de coração despedaçado. 1. — Leitura da profecia de Isaías LUCAS: capítulo 4º. — JOÃO. como era seu costume. de redenção. 57º. Disse então: “Cumpriu-se hoje esta palavra das escrituras que acabais de ouvir”. 15. Vinda de Jesus a Nazaré. pelo que a sua unção me consagrou. no lugar mesmo onde principalmente passara a sua aparente vida humana. Apresentaram-lhe o livro do profeta Isaías e ele. (20) Desenrolando Jesus o livro (porque os livros naquela época eram feitos em rolos de papiro). chegou ao ponto em que se achavam escritas estas palavras: — 18. 34. na sinagoga. 3º. pela pregação e prática do Evangelho. não foi por acaso (não existe acaso) que aqueles versículos de Isaías lhe vieram cair sob as vistas. “O Espírito do Senhor está sobre mim. tinha os olhos fitos nele. versículo 16.

na distribuição de suas graças. conhecida a revelação feita pelo anjo a Maria e a José. — 28. — 29. fato que. do capítulo 4º de LUCAS. que só ela lhes dava explicação dos fatos tidos por milagrosos. Todos os que se achavam na sinagoga. que era da Síria. por estar. Todos lhe davam testemunho e. precipitando-o dali em . em verdade vos digo que nenhum profeta é bem aceito no seu país. Jesus designado por “filho de José”. em geral. só atende aos merecimentos de cada um. ao tempo de Elias. dos quais elas ainda são desconhecidas. como fora possível que. quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e uma grande fome assolou toda a Terra. Havia também muitos leprosos em Israel ao tempo do profeta Eliseu e no entanto nenhum foi curado. Os versículos 29 e 30 do capítulo 4º de LUCAS. que Ele operava. porém. — Levado ao cume do monte para ser dali atirado. das mãos da turba que o agarrara enraivecida e o conduzira ao cume de um monte. Jesus era filho de Maria e de José. — 24. Em verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel. tanto quanto o eram dos homens daquela época. mas a uma que era viúva em Sarepta de Sidônia. que só escandaliza os orgulhosos e os sábios. confirmam que só na aparência era humano o seu corpo. deu Jesus uma lição aos incrédulos de todos os tempos. Cumprida a sua missão. segundo ouvimos. houvesse Jesus podido. quis. ouvindo-o falar desse modo. para profligar o orgulho dos que julgam ter o privilégio da misericórdia divina. e. fizeste em Cafarnaum. se encheram de Ira. Ele desaparece dentre as mãos dos homens LUCAS: capítulo 4º. independente de todo sectarismo. fizeram que no espírito dos discípulos germinassem a idéia e a crença da sua divindade. foi-se. Quando disse: — Nenhum profeta é bem aceito em sua terra. de quaisquer cultos exteriores. como era necessário. Mas. como. mostrar que o Senhor. (21) Para os hebreus. Jesus. a fim de o eliminar dentre os vivos. Essa circunstância e a de haverem tomado ao pé da letra estas palavras — meu pai — de que Ele usava. desaparecer. faze no teu país as grandes coisas que. versículo 22.87 14 LUCAS. 22 ao 30. passando por entre os que o cercavam. 4º. — 27. para todos. — 30. homem. passando por entre eles. Jesus então lhes disse: Sem dúvida me aplicareis este provérbio: Médico. como já vimos. revelação que até ao termo daquela missão se conservou secreta. levantando-se. passou Ele a ser considerado filho somente de Maria Virgem. divinos. tomados de admiração ante as palavras cheias de graça que lhe saíam da boca. Com efeito. naquela época. — 26. para o atirarem de lá em baixo. de harmonia com as leis naturais. entretanto. por obra do Espírito Santo. em virtude de uma concepção e um nascimento miraculosos. Elias não foi enviado a nenhuma delas. o expulsaram da cidade e levaram ao cume do monte sobre o qual estava a cidade edificada. só o sendo Naamã. — Sua resposta. constitui uma verdade. — 25. referindo-se a Deus. Dizendo o que consta nos versículos 25 e 27. cura-te a ti mesmo. diziam: Não é este o filho de José? — 23. sem que lhe percebessem a fuga.

. 39. porque. 4º. Esta. (21) Salmo. 44. 42. 6º. 40º. como sabem os que conhecem a Doutrina Espírita. 10º. 2. racional e irrecusável para quem não se ache dominado por idéias preconcebidas. 29. — JOÃO. 8º. não é. só uma outra restará para o fato de que tratamos — o milagre. porém.88 baixo? Desprezada a explicação clara. o milagre não existe.

18-22. pois eram pescadores. Logo os dois abandonaram as redes e o seguiram. viu à borda do lago duas barcas. começou a pregar ao povo. Tanto ele como os que o acompanhavam ficaram assombrados da pesca que haviam feito. — 20. versículo 18. assediado pela multidão que se premia para ouvir a palavra de Deus. obedecendo à tua ordem. Então. 16 ao 20. mas. sentando-se. Foi um fenômeno do número dos que ainda hoje surpreendem a muitos. disse Jesus a Simão: Nada temas: daqui por diante serás pescador de homens. — 4. cedendo a essa espécie de atração que liga fortemente uns aos outros os Espíritos reciprocamente simpáticos. — Pesca chamada milagrosa MATEUS: capítulo 4º. Vendo isso. — 17. mas que depois. ou sobrenatural. viu dois irmãos: Simão. os outros vieram e as duas barcas ficaram cheias de tal modo que quase se afundavam. André. — MARCOS. de que aí se fala. Para logo os dois abandonaram as redes e o seguiram. ambos o seguiram. e lhes disse: Segui-me e farei de vós pescadores de homens. MARCOS: capítulo 1º. pois que sou um pecador. Tendo de novo conduzido as barcas à praia. Continuando a andar. Logo os chamou e ambos. — 6. — 18. que lançavam suas redes ao mar. Um dia em que se achava à margem do lago de Cenezaré. eles ouviram a voz interior que os concitava à obediência e fizeram o que ela lhes prescrevia. A pesca. — 3. versículo 1. — 11. Quando acabou de falar. — 8. de dentro da barca. Jesus viu a Simão e seu irmão André que lançavam as redes ao mar. Andando Jesus pela praia do mar da Galiléia. lançarei a rede. Simão Pedro se prostrou aos pés de Jesus. e André. versículo 16. Simão lhe objetou: Mestre.89 15 MATEUS. Jesus. — 19. disse a Simão: Faze-te ao largo e atira a tua rede para pescar. — 20. 5º. Tiago e João. — 19. filhos de Zebedeu. tendo-o feito. Entrou numa delas pertencente a Simão e lhe pediu que a afastasse um pouco da praia e. filhos de Zebedeu. chamado Pedro. Tendo caminhado um pouco mais. viu a Tiago e seu irmão João. serão reconhecidos como fatos naturais e normais. — 10. filhos de Zebedeu e companheiros de Simão. Sob a inspiração de seus anjos da guarda. 1-11. . — LUCAS. afasta-te de mim. — 7. o seguiram. partilhavam do mesmo assombro. — 2. Tiago e João. os pescadores tinham saltado para lavar suas redes. Passando pela praia do mar da Galiléia. pois que eram pescadores. que numa barca com o pai consertavam suas redes. — 5. (22) Desta parte da narrativa evangélica ressalta a submissão dos primeiros discípulos de Jesus. quando o conhecimento do Espiritismo e do Magnetismo estiver suficientemente difundido. e os chamou. eles abandonaram tudo e o seguiram. Tiago e João. LUCAS: capítulo 5º. que também numa barca consertavam suas redes. — 22. — 21. trabalhamos toda a noite e nada apanhamos. E. Deixando no mesmo instante o pai e as redes. deixando na barca Zebedeu com os jornaleiros. — 9. Vocação de Pedro. nada teve de milagrosa. 1º. viu dois outros irmãos. 4º. e lhes disse: Segui-me e farei que vos torneis pescadores de homens. pescaram tão grande quantidade de peixes que a rede se rompia. dizendo: Senhor. Acenaram aos companheiros que se achavam noutra barca para que viessem ajudá-los.

que Jesus já alcançara. Assim é que. absolutamente destituída de qualquer valor. cujo estudo tem sido tão estultamente desprezado pelos “sábios” da Terra. fez que sobre eles atuasse a força incontrastável da sua vontade. nem as leis que lhes presidem à produção. os meios por que se dão. à meta suprema. por isso que emanada de quem tudo completamente ignora daquela ciência. por virtude dos seus progressos. as combinações de que são passíveis. Ainda não está ao alcance do homem apreender as causas de todos os fenômenos. A pesca foi o resultado de uma aplicação do Magnetismo. e a grande alavanca operou o efeito desejado. conhecendo a fundo. daqui a mais ou menos tempo. . por exemplo. moral e intelectual. Produziu-a uma atração magnética determinada por Jesus que. pela suprema graduação do seu Espírito. Fácil então e simples se lhe tornará a compreensão de muitos fatos tidos ainda hoje por impossíveiS e cuja realidade os homens negam. ele vai avançando na senda do conhecimento e um dia chegará. Atraidos pelos fluídos que os bons Espíritos espalham. uma revelação e uma ciência. ele espalhará o conhecimento do Magnetismo. ao mesmo tempo. sempre de perfeita harmonia com a vontade divina. sentença. O Espiritismo representa hoje a rede lançada por Pedro.90 O Espiritismo é. como conhecia e conhece a natureza de todos os fluídos existentes. estará a Humanidade senhora das duas fontes de toda a luz e de todo o progresso. Os magnéticos o serão igualmente. esse agente universal que tudo rege e tudo aciona. Com esse conhecimento e com o dos ensinos evangélicos em espírito e verdade. Como ciência. 6. os fenômenos elétricos já foram excluídos da categoria dos milagres. os homens estão vindo e virão cada vez mais lançar-se nessa rede. (22) JOÃO. porém. a fim de serem retirados das águas infectas dos vícios e das paixões em que se acham mergulhados. 21º. quando o Pai o investiu na missão excelsa de presidir à formação do planeta em que habitamos e à marcha progressiva da Humanidade a que pertencemos. físico. proferindo sentença condenatória da ciência espírita que os explica. suas propriedades de ação e. aliás. Pouco a pouco.

Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és. És filho de Deus. lunáticos. Ele desceu a Cafarnaum. que tens tu conosco. E os Espíritos impuros. — MARCOS. E Jesus. — 36. Jesus os instruía. 21 ao 28. versículo 23. Jesus.91 16 MATEUS. ameaçando-o. — 25. saiu dele sem lhe ter feito mal algum. atirando o homem ao chão no meio da sinagoga. pregando o evangelho do reino. ensinando nas sinagogas. que exclamou em alta voz: — 34. — 24. Acompanhava-o grande multidão de gente da Galiléia. Predição de Jesus. — 35. MARCOS: capítulo 1º. — 25. proveniente de Tiro e SIdônia. Vieram em seguida a Cafarnaum onde. todos os que sofriam de um mal qualquer se precipitavam sobre Ele para tocá-lo. E Jesus percorria toda a Galiléia. outra grande multidão que ouvira falar das coisas que Ele fazia. — 9. — 22. agitando-o em convulsões violentas e soltando um grito estridente. Ora. Como se evidencia desses versículos. rapidamente. curando todos os males e enfermidades do povo. Tão grande assombro se apoderou de todos. porque falava com autoridade. versículo 21. se prosternavam gritando: — 12. paralíticos — e ele os curou. — 10. que nova doutrina é esta? Ele manda com império mesmo nos Espíritos Impuros e estes lhe obedecem. — LUCAS. 4º. Jesus se retirou com seus discípulos para os lados do mar. por toda a Galiléia. E o demônio. É que. 23 ao 25. por isso que Ele os Instruía como tendo autoridade para fazê-lo e não como os escribas. — 28. à sua presença foram trazidos os que se achavam doentes e atormentados por dores e males diversos: — possessos. Sua fama se espalhou por toda a Síria. e 3º. versículo 31. com grandes ameaças. — 32. estava na sinagoga um homem dominado por um demônio impuro. Sua fama se espalhou assim. E todos se espantavam da sua doutrina. — 33. Jesus passava a sua aparente vida . Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és: és o santo de Deus. 23. entrando na sinagoga aos sábados. — E. 1º. — Curas físicas e morais chamadas “milagres” MATEUS: capítulo 4º. que exclamou: — 24. porém. — 26. Todos se admiravam da sua doutrina. Que tens tu conosco. que uns aos outros perguntavam: Que é isto. Logo o Espírito impuro. — 11. em tom de ameaça. disse-lhe: “Cala-te e sai desse homem”. Disse Ele então aos discípulos que lhe arranjassem uma barca onde pudesse meter-se para não ser oprimido pela turba. e ai os instruía nos dias de Sábado. disse-lhe: Cala-te e sai desse homem. Deixa-nos. saiu do homem. MARCOS: capítulo 3º. — 27. de Jerusalém. 7 ao 12. — Sua fama. de Decápolis. lhes proibia que o descobrissem. cidade da Galiléia. de Jerusalém. da Judéia e de além Jordão. como curava a muitos. acompanhado por grande multidão de gente da Galiléia e da Judéia. 4º. E sua fama se espalhou por todos os cantos do país. 31 ao 37. — Ora. LUCAS: capítulo 4º. da Iduméia e de além Jordão tendo vindo juntar-se-lhe. sucedeu achar-se na sinagoga um homem possuído de um espírito impuro. versículo 7. O terror se apossou de todos e uns aos outros diziam: Que é isto? Ele ordena com autoridade e poder aos Espíritos impuros e estes saem logo? — 37. quando o viam. Ele. és o santo de Deus.

para. se. com respeito à influência dos Espíritos desencarnados sobre os encarnados. Operando as curas de que. tanto restituía a saúde aos que sofriam de doenças corporais. isto é. encontrando sempre a satis- . capítulo 15º. nem autoridade real que se contraponham. sob o escudo de Jesus Cristo. Menos ainda poderão Contrapor-se-lhes as opiniões de simples médicos. nada há de espantar. ou. É que. conforme então se dizia. tanto mais quando muitos deles hão recorrido e recorrem às consultas mediúnicas. que nada sabem de Espiritismo. temos a paz com Deus. versículos 2 ao 5 e capítulo 104º. por intermédio de Nosso Senhor Jesus Cristo. pois.92 humana a praticar incessantemente a caridade. versículo 10)? Marchemos. com os mais satisfatórios resultados. justificados pela fé. regeneradores e fortificantes. e bem assim o poder que a sua vontade exercia sobre esses fluídos. que infelizmente ainda dominam. Jesus fazia da doutrina de amor que trouxera ao mundo a mais eloqüente propaganda. como com os grandes e poderosos. o mais puro de todos os Espíritos. Para imaginarmos o poder dos fluídos magnéticos de que dispunha Jesus. destinada a desaparecer com este. possessos do demônio. pasmados autoridade com que Ele falava. Ë o fogo das baterias que. Por isso mesmo. fazer a da Doutrina Espírita. Segue-se daí que a crença dos espíritas. pregando por toda parte o arrependimento. bem como nos fatos que a sua ação caridosa tornou manifestos. margeiam a vereda que conduz a Sião. se funda na doutrina que Jesus pregava e exemplificava. mesmo os médiuns receitistas. ocultas ao longo dessa vereda. uma simples função do organismo físico. para sempre. como libertava os que se achavam presas de Espíritos obsessores. são as mesmas setas envenenadas que as hostes dos inimigos da verdade. que doutrina é esta. basta atentemos nos efeitos que produz o magnetismo humano e nos que conseguem os médiuns curadores. encontramos a prova de que Jesus curava tanto as moléstias do corpo quanto as da alma. versículo 1) e aquele de quem falam os Salmos (capítulo 90º. não há argumento. que importa. assim com os humildes e desgraçados. Versículo 1). hão sempre desfechado contra os que a percorrem. multiplicando ao seu derredor as curas do corpo e da alma. Mas. entretanto. falam os Evangelhos. presentemente. pela morte? que o pensamento é uma secreção do cérebro? que as leis da Natureza são simples manifestações de forças incontrastáveis. como disse Paulo? (“Epístola aos Romanos”. cuja natureza. que podem valer esse argumento. E são eles que lançam aos espíritas os epítetos de idiotas. carentes assim de moral. E os que o ouviam. de exploradores dos néscios de boa-fé! Nisso. em nome de Jesus. Que importa. desde todos os tempos. as cavernas dos animais ferozes. para quem sustenta que a alma é o conjunto das faculdades intelectuais. A fúria que revelam é idêntica e tem a mesma origem que a daqueles que inventaram as fornalhas ardentes. com os quais inúmeras pessoas se têm tratado de variadíssimas enfermidades. a fatos. É ainda a mesma que o sacerdócio tem desencadeado. portanto. em casos desesperados. se temos por nós o que fora dito a Abraão (Gênese. sob o nome de milagres. como de benevolência? Tal o evangelho dos materialistas. que faz que os Espíritos imundos lhe obedeçam? Nos Evangelhos. ou essa autoridade. revestidos da couraça da fé. é esse o meio mais eficiente de que se servem os Espíritos. inquiriam: Mas. efeitos e propriedades Ele conhecia de modo absoluto. para a frente. Mas. bem como combinações.

cujas observações a respeito se acham registradas em livros e jornais. a seu turno. mas como milagres. ainda. a seu turno. em cujo nome falam. quanto à libertação dos possessos. Em conseqüência. e a suprema potência do mal — Satanás cuja existência afirmam. Quanto às curas da alma. depois de removida a causa da aparente loucura. e não consideram o pensamento uma espécie de bílis. só os podemos obter por meio das preces fervorosas. ou loucura propriamente dita. fiéis servos de N. dos quais recebem a ação fluídico-magnética. a bondade de Jesus é tal e tanta que.93 fação de seus anseios. mas cheios de dedicação e de solicitude para acudirem desinteressadamente o próximo em suas aflições. obras cuja meditação acurada recomendamos a todos os adeptos do Espiritismo. os doutores não admitem senão o que lhes vem por intermédio da Ciência. produzir efeitos análogos aos que Ele pessoalmente conseguia. mau grado às precárias condições morais em que nos encontramos. porém. isto é. ou. restaurando na sua pureza aquela doutrina que de tanta surpresa enchia os que presenciavam as curas que o divino Mestre operava. Esses homens. Essa distinção quem nô-la faculta é a mediunidade. qual esta é realmente. após a extinção do incêndio. nós outros. dentre os quais. eram os subjugados por Espíritos impuros. acreditavam ou acreditam na existência e na imortalidade da alma. Os ortodoxos. que decorre do desmantelo do aparelho cerebral. os Figueiras. de que falam os Evangelhos. e a pureza de sentimentos. sem perceberem que desse modo colocam no mesmo nível a divindade. os mais obstinados e ferozes subjugadores. de que nos oferecem testemunho as sagradas letras. Esses fatos. O Espiritismo que. todos alheios à ciência médica. pela ainda mais precária ciência dos homens. nem mesmo os mais endurecidos e obstinados no mal resistiam às intensamente luminosas irradiações da pureza e da perfeição de Jesus. servindo de instrumentos a Espíritos elevados. que também nos fornece os meios adequados a repararmos os estragos que apresenta o organismo material. com os Bittencourt Sampaio. não contestam as curas operadas por Jesus. ensinar-nos a distinguir a obsessão e a subjugação da alienação mental. Assim. que transmitem aos enfermos. cuja presença é suficiente para dominar e subjugar. cujo nome é hoje bastante para. especialmente de O Livro dos Médiuns. repetimos. que atrai os Espíritos bons. pois que para eles Jesus é uma fração de Deus. Os possessos. os Nascimentos e muitos outros médiuns que a esses sucederam. se pode obter uma explicação racional e completa. Todavia. se invocado com fé viva. da humildade e da fé na misericórdia ilimitada do nosso Salvador. já têm sido comprovados por homens notáveis. Quer isto dizer que. depois de terem sido dados como loucos incuráveis. a não poucas curas temos assistido de irmãos que recobram o uso da razão e do livre-arbítrio. declaram e sustentam que tudo o que os homens façam de semelhante ou idêntico é diabólico. porqüanto nos faltam as mais poderosas armas que existem para a libertação de um subjugado — a força moral decorrente do jejum espiritual a que Ele tantas vezes aludiu. como se dá com um prédio incendiado. e repelem a ciência espírita como produto da . fixa nas suas cavidades interiores. veio. ou qualquer outra dessas secreções que o organismo expele ou absorve. Senhor Jesus Cristo. só mediante estudo sério das obras do mestre Allan Kardec. é revelação e ciência. antes as proclamam.

pelos rápidos progressos da Doutrina dos Espíritos. que pouco lhes interessa. Eles. versículo 12). no entanto. quando vêem que já lhes é dado fazerem. Tal a situação que. capítulo 14º. que tanto há contribuído para lhes fortalecer o poderio. para.94 imaginação de fanáticos ignorantes ou velhacos. os ortodoxos guardam a mesma atitude. vos ensinará todas as coisas e vos lembrará tudo o que vos tenho dito. não por amor da verdade. E. meu nome. visto que inegavelmente chegariam os tempos nelas preditos e se realizou o advento por elas anunciado: E o Consolador. mas por muito ciosos do prestígio do “demônio”. (JOÃO. o que implica o cumprimento do prometido nestas palavras suas: Aquele que em mim crer também fará as obras que eu faço e fará outras ainda maiores (JOÃO. esperarem se cumpram integralmente as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. . se manterão firmes em seus postos. (23) Ver em páginas anteriores o que devemos entender por Espírito Santo. patenteando-lhes as dificuldades de ordem exterior que lhes cumpre superar. obras semelhantes às que Ele fazia. verificam que igualmente se está dando o destas outras. porque vêem que cada vez mais essas promessas se irão cumprindo. que o Pai enviará em. capítulo 14º. que é o Espírito Santo (23). convencidos e confiantes. considerando mesmo o seu cultivo um crime severamente punível. embora já algum tanto modificada para melhor. versículo 26). como o dessas. ainda se apresenta aos profitentes desta. sob a égide de Jesus. De outro lado.

— 4. Sermão da montanha MATEUS: capítulo 5º. porque deles é o reino dos céus. — 2. Ai. (24) Ia o Senhor percorrendo toda a Galiléia. Bemaventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça. onde passou a noite em oração. mentindo. 1 ao 12. para vê-lo expelir os Espíritos impuros e curar as enfermidades. pois que gemereís e chorareis! — 26. porque vosso é o reino de Deus. que agora tendes fome. — 11. porque grande recompensa vos está reservada nos céus. — LUCAS. Bem-aventurados os que choram. porque serão saciados. que estais saciados. 21. porque rireis. assim no que seja de ordem física e material. de vós. encontrou à sua espera grande parte do povo que o acompanhara ali. visto que assim também perseguiram os profetas. que sois pobres. — 22. isto é. que existiram antes de vós. dizendo: — 3. de toda a costa do mar. . porque verão a Deus. ou a suprema perfeição moral. do amor e da caridade. em a qual sintetizou a maneira de alcançarmos o “reino dos céus”. Bem-aventurados os de coração puro. que sois ricos. Bem-aventurados os mansos. 10. Toda essa gente seguia os passos do Redentor. 24. fez a prédica das bem-aventuranças. — 25. — 23.95 17 MATEUS. De todos os lugares grande multidão acorria: da Galiléia. 5º. Ao amanhecer. como viesse descendo. Bem-aventurados os misericordiosos. a pregar o Evangelho e a curar os enfermos. Vendo a multidão. 7. — 6. Pôs-se então a lhes pregar. quando vos separarem. — 8. de Decápolis. porque serão chamados filhos de Deus. dizia: “Bem-aventurados vós. de Tiro. isto é. Ai de vós quando vos louvarem os homens. dirigindose a seus discípulos. Rejubilai nesse dia e exultai. para ouvi-lo. porque deles é o reino dos céus. com a virtude que dele saía. em que o ajuntamento era enorme. Bem-aventurados sereis quando vos cobrirem de maldições. 6º. como no que pertença à ordem moral e intelectual. — 9. porque possuirão a Terra. de Jerusalém. Jesus subiu a um monte. dirigindo o olhar para seus discípulos. vos perseguirem e. porque sereis saciados. Jesus atravessou a turba. subiu a um monte. por ato da sua vontade e do seu poder magnético. da Iduméia. quando rejeitarem como mau o vosso nome por causa do filho do homem. de Sídon e da parte de além Jordão. e. versículo 1. sentou-se e os discípulos o rodearam. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem. Bemaventurados os pacíficos. porqüanto é o que os pais deles faziam aos falsos profetas. Ai de vós. Um dia. bem-aventurados vós. Bemaventurados os que têm fome e sede de justiça. Parou então àmeia encosta do monte e. Bem-aventurados vós. pois que grande recompensa vos está reservada no céu. porque alcançarão misericórdia. porque serão consolados. pois que tendes a vossa consolação no mundo. porém. “Bem-aventurados os pobres de espírito. quando vos carregarem de injúrias. afastando-se dela. Jesus. a ensinar nas Sinagogas. pela prática do trabalho. — 5. Rejubilai então e exultai. pois que vireis a ter fome! Ai de vós os que rides agora. que agora chorais.” LUCAS: capítulo 6º. 12. porqüanto assim é que os pais deles trataram os profetas. 20 ao 26. versículo 20. disserem de vós todo o mal por minha causa. com os fluídos que. dirigia sobre os doentes e sobre os que se lhe aproximavam.

se se virem excluídos do convívio e do contacto dos que formam as culminâncias sociais. pelo seu procedimento público e privado. a fim de não caírem nos abusos. a ocultam. regra geral. por muito tempo ainda. fogem. entretanto. Infelizes. disse o justo e meigo Pastor. tudo sacrificando à posse dos bens terrenais.96 Algumas de suas palavras. porém. conhecendo a verdade. de cuja propagação ele se diz exclusivamente incumbido pelo divino Mestre. que o são. Entretanto. que muitos praticam sob a capa do Espiritismo e que. São. Os espíritas podem considerar-se imunes contra todos os insultos que lhes forem lançados. vivem no luxo e na ostentação. Fora inútil repetir o que todos sabem. se furta às discussões e cada vez maiores mostras dá de intolerância e de simonia. Exultai. os quais somente pelo orgulho se distinguem. não têm sido bem compreendidas. submisso. porque deles é o reino dos céus. compreendendo a verdade. indiferentes aos sofrimentos dos desgraçados e olham com desprezo as verdades santas. em parte. pois que assim perseguiram os profetas. em outras encarnações insultaram a Humanidade. os simples e humildes. realmente. sobretudo mostrando-se bons e caridosos para com todos os seus irmãos. despidos de orgulho e de vaidade. com a mesma ostentação e o mesmo orgulho. nenhum apego têm aos bens do mundo. legitimam as alegações e imputações dos inimigos de tão santa doutrina. porqüanto. Disse o Mestre: Bem-aventurados os pobres de espírito. que nada possuem. para terem a seus pés. Quão difícil. desde que o Catolicismo proibe aos seus fiéis o conhecimento deles. ao mesmo tempo que se nega a ensinar a verdade. o povo. sempre confiantes na bondade e na proteção do Pai celestial. até por observação ocular. desde que eles exemplifiquem. Quais são os “pobres de espírito ?“ São os que os homens assim chamam. reconhecendo que tudo devem ao seu Criador. de si e por si mesmos. por orgulho. Caminham livre e despreocupadamente. referindo-se aos daquela época e o . nessa prédica. Esses infelizes. de a ela se submeterem e exalçam o erro. são os que ocupam os lugares mais salientes. Estes recairão sobre os que os lançarem. em suma. que copioso será o vosso galardão no céu. precisam compreender bem os graves deveres que correm a todo aquele que se diz espírita. a crença que professam. porque. por não temerem os assaltos dos ladrões de qualquer espécie. Disse também: sereis felizes. feita em publicações bastante espalhadas. de que papas houve que estabeleceram tarifas de absolvições para os mais hediondos crimes! Todos são testemunhas de como procede o sacerdócio romano na prática do Evangelho. nos centros ditos de maior e mais apurada civilização. relativamente ao proceder desses falsos profetas. porque. ao ponto de deixar sem contestação alguma a afirmativa. a divulgação destes ensinamentos salvadores. Ai deles. Muitos até lucrarão. quando vos injüriarem e perseguirem. únicos capazes de restituir à religião o grande papel que lhe cumpre desempenhar na realização dos destinos do gênero humano. cuja privação nenhum sofrimento lhes causa. A apóstrofe que o justo e meigo Pastor proferiu se aplica aos que. porque ignoram e não querem saber que muitos dos que hoje arrastam os andrajos da miséria. há de ser. de fato.

61º. 50º. 7º. quando não menor é o número dos falsos profetas. — TIMÓTEO. 3. 41. 36º. 20. 5. 57º. 1. 14º. 1. 14º. (24) Salmos. — JOÃO. 52. 15. . 13. 16º.97 diz hoje. 5º. 5º. 19 — ISAÍAS. 19. — Provérbios. novamente. 61º. 2. 16º. 55º. 2º. 3. 11. — Atos. 2. Situado perto de Genesaré fica o monte onde Jesus fez a sua prédica e que por isso ainda hoje conserva o nome de “Montanha das Bemaventuranças”.

— Lâmpada. versículo 33. com que o temperareis? Tende sal em vós e conservai entre vós a paz. Ouçam os que têm ouvidos de ouvir. pois. sem que haja nele parte alguma tenebrosa. Se. nada oculto que não venha a ser público. todo ele luzirá e te iluminará. 14º. o homem. Se o sal perder a sua força. todo o teu corpo será tenebroso. seu amor a Deus. da verdade. Dizia-lhes: Porventura vem a lâmpada para ser posta debaixo do alqueire ou da cama. versículo 13.98 18 MATEUS. Uma cidade situada sobre um monte não pode ficar escondida. e 4. — 36. 13 ao 16. para nada mais presta. qual se fora brilhante lâmpada. 33 ao 36. 49. O sal é bom. portanto. — 17. antes. coloca-a no candeeiro. perde o sabor. representa aqui o conhecimento que. versículo 16. . 21 ao 23. a fim de que todos os que entrarem vejam a luz. com que se salgará? Para nada mais servirá senão para ser posto fora e pisado pelos homens. põe-na no candeeiro a fim de que os que entrarem vejam a luz. a cobre com um vaso ou a coloca debaixo do leito. todo o teu corpo for luminoso. já o homem possua. ou.15. MARCOS: capítulo 9º. — 34. Ouça quem tenha ouvidos de ouvir. versículo 21. 5º. sua submissão às leis divinas. 16 ao 17. porém. mas. de modo mais geral. O sal é bom. O sal. (25) Para que se apreenda o pensamento do divino Mestre neste passo. LUCAS: capítulo 11º. será posto fora. se fica insípido. Assim. que eles vejam as vossas obras e glorifiquem a vosso pai que está nos céus. substância incorruptível e preservadora de toda corrupção. Que assim também a vossa luz brilhe diante dos homens. E ninguém acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire. Não servirá mais nem para a terra nem para a estrumeira. e 8º. sua fiel observância de todos os . ‘o Espírito. Sua moralidade. por efeito dos ensinamentos que tenha recebido e que lhe cabe espalhar. e 11º. depois de acender uma lâmpada. versículo 34. — 14. nada há secreto que não venha a ser manifesto. ou. — Nada oculto que não venha a ser manifesto e nada secreto que não venha a ser conhecido e a tornar-se público MATEUS: capítulo 5º. coloca-a num candeeiro a fim de que ilumine a todos os que estão na casa. preciso é se compreendam bem as figuras em que Ele o envolveu. cuidado: não seja treva a luz que está em ti. Sois o sal da Terra. 34 ao 35. Sois a luz do mundo. com que se há de temperar? — 35. LUCAS: capítulo 14º. de nenhuma utilidade se torna. todo o teu corpo será luzente. a comparação de que se serviu para exprimi-lo. versículo 49. — MARCOS. — LUCAS. Porque. se se tornar insípido. nada há oculto que não venha a tornar-se manifesto. MARCOS: capítulo 4º. ou para ser colocada no candeeiro? — 22. senão para ser posto fora. mas se se deteriorar. LUCAS: capítulo 8º. — 23. — 16. se for mau. mas. — 35. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca em lugar escondido ou debaixo de um alqueire. 9º. Toma. se teu olho é simples. Teu olho é a lâmpada do teu corpo. Ninguém. Sal e luz da Terra. nada secreto que não venha a ser conhecido e a fazer-se público. Porque. Se o sal.

99 mandamentos que vêm de Deus e do seu Cristo. a sofrimentos e torturas morais. recebia pela audição as leis constitutivas do Decálogo. que abrasava a sarça e que impedia ao povo hebreu o acesso ao monte onde ele supunha estar Moisés em comunicação direta com Deus. “lançados fora”. De modo particular. sim. encontrando-o. da lâmpada que se não deve esconder. o fogo que nos aquece também nos queima. mas não consumia a sarça. ou lhe traçar limites aos esforços. até que se lhes ache vencida a obstinação no mal e a cegueira voluntária. velava daquele modo. Desde então. são o que lhe constitui o saber. as figuras do sal da Terra. para que possa alumiar e esclarecer. serão afastados dele. porém. a luz do mundo. à reencarnação na Terra. o homem perde de vista a meta que lhe cumpre atingir. deixando-se dominar por maus pendores. como lhes cumpre.. os espíritas são. simboliza a purificação dos culpados por meio da expiação. não se satisfazendo com a letra. tendo até então aí encarnado. São enxertos. não viera opor barreira à inteligência humana. por isso. depois. para novamente o adquirir. que. se. tem que ser posto fora. eles se constituem o sal que preserva da corrupção as almas.. tudo tem que ser esclarecido e explicado. o que significa: tem que ser afastado do convívio dos que conservaram o sabor e submetido. ou desconhecido. Como divulgá-la. perde ele igualmente o seu sabor. adequados àquele efeito e. o enviado de Deus. Nessa época. Se falava por parábolas. ou em planetas inferiores a este. na erraticidade. símbolos e figuras. Irão reencarnar em mundos apropriados às suas condições morais. Jesus se referia às gerações futuras que. da luz do mundo. se bem que com as devidas cautelas. quando recomendava ao povo de Israel que se não aproximasse muito da sarça ardente. Uma época tem que vir. ao contrário. se conservarem culpados e rebeldes. versículo 2). em que somente Espíritos bons deverão habitar o nosso mundo. se aplicam aos que se constituem propagadores de uma parcela da verdade divina. viera alargar-lhe os horizontes e patentear a estrada do verdadeiro progresso aos Espíritos progressistas. que são os tempos. haveriam de procurar o espírito e de compreender. o peso das revelações que Ele trazia e que. relativamente à revelação nova. quando. estacionários na senda do progresso. pela palavra e pelo exemplo. se purifique e eleve. onde. como bem dizia Moisés. mas . Assim. Esse fogo. apóstolos de uma revelação vinda do Alto. a da regeneração humana. se fossem apresentadas sem véus. e Moisés via que a sarça ardia sem se consumir . como se lê em Êxodo (capítulo 3º. que Ele. por meio das provas. Se não há esse aproveitamento. Não se nos estranhe fazermos freqüentes citações da Bíblia. a luz que ilumina as consciências. era porque as inteligências de então ainda não estavam bastante aptas a suportar. esse fogo. porqüanto. vinha a lei do fogo”. Dizendo que nada ficaria oculto. como grande médium que era. correspondentes aos seus delitos. a lâmpada cujo foco atrai os que anseiam por sair das trevas em que caíram. no presente. onde terão que permanecer. É o mesmo fogo a que também se refere o Deuteronômio (capítulo 33º. passa a ser sal insípido. que ardia. como os apóstolos e os discípulos do Cristo o foram relativamente à que ele trouxe à Humanidade. decorrendo tudo isso do aproveitamento daqueles ensinos. versículo 2). ou devem ser. porqüanto o Velho Testamento é sem dúvida subsidiário do Novo. quando diz: “Na sua direita (do Senhor). o sal da Terra. os que. Chegados.

O Monte Sinai só é visto distintamente. o Sinai não tenha bastado para vencer a rebeldia do homem. na frase do Êxodo (capítulo 15º. terá de ficar oculto. 14º. 1ª aos Coríntios. como o são os Espíritos bons. a Ciência raras vezes deixa de inocular no espírito o veneno do orgulho. o Santo. a seu turno. preciso se tornou o Calvário. “além da eternidade”. como diz Miquéias (capítulo 4º. só pode ser bem compreendido. 20. sob o seu verdadeiro aspecto. o Senhor Deus Onipotente de que fala o Apocalipse (capítulo 4º. expressões que bem mostram devermos distinguir duas eternidades: uma. mas tanto quanto o exija e comporte o nosso adiantamento. com o ministrar o saber e o poder. proclamada no Sinai. em forma de estatuto. porém. 15º. que nos deu a conhecer. fator importante de progresso intelectual. versículo 8). (25) Provérbios. para fugir às perseguições de Josabel e que voltou ao mundo para ouvir os mandamentos do Senhor. quando iluminado pelo sol do Evangelho. Não esqueçamos. 1º. Nesse código está a base de toda a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. absoluta. sepultado na terra da expiação e do resgate. conseguintemente. como desdobramento da lei que irradiou daquelas alturas — o Decálogo. porqüanto. é aquela mesma lei. que é a perdição do homem. Como. — PAULO. Essa lei esteve sempre manifestada ao Espírito. como saíra das mãos do Criador. ou “até à eternidade e além dela”. encarnado. Ele desobedeceu. versículo 5). Chegamos ao tempo em que tudo tem que ser esclarecido. 14º. principalmente.100 da mesma planta. da pureza da nossa consciência é que depende a intensidade da luz que tudo nos clareará. sabendo que a obediência é a vida. Santo. não. por isso que dessa pureza é que depende o sermos bons Espíritos e. reviveu o Elias que se refugiara no monte Horeb. Na pessoa de Moisés. versículo 18). A lei. que. Teve que ser. 25. aproximemo-nos cautelosos dessa fonte. enquanto este se conservou inocente. faliu. . que a desobediência é a morte. Nada. e teremos toda a luz de que necessitarmos e seremos luz do mundo e sal da Terra. no mesmo lugar onde foi promulgada a lei que vigora até hoje e irá. relativa. para continuação da mesma vida. protegidos e guiados no conhecimento da verdade. Santo. portanto. morreu. assistidos. Mas. Não desconheçamos que a Ciência é fonte de luz para o desenvolvimento da nossa inteligência. a outra. Conjuguemos devidamente os dois elementos: moral e ciência. sempre una e imutável. 18. porém. de modo completo. — Apocalipse. 8. inspirados. como o Senhor. certamente. na mesma haste. — JOÃO. pois. que.

uma só revelação. — LUCAS. instituído por Jesus com sua palavra evangélica. de acordo com o grau de culpabilidade em que hajam incorrido. Jesus não veio destruir a lei. 8. Declarando que não viera destruir. o amor universal a envolver cada vez mais intensamente as criaturas e a atraí-las para junto do trono altíssimo do Pai celestial. 1ª Epístola.101 19 MATEUS. não os vim destruir. ampliando-lhe o conhecimento da verdade. mas cumprir. aquele que violar qualquer destes menores mandamentos e ensinar os homens a violá-los será chamado o menor no reino dos céus. 26 e seguintes. como expressões de solidariedade. igualmente. O Espiritismo. mas cumpri-la MATEUS: capítulo 5º. 5º. 25. ao contrário. —PEDRO. confirmar e explicar aquela mesma lei. para a caridade. É sempre a mesma revelação ajustada sucessivamente às condições humanas. as revelações moisaica. que é a perfeição. é a confirmação e a ampliação do Cristianismo. 40º. sem que tudo esteja cumprido. porque a lei tem que ser cumprida em todas as suas partes. pela identidade da origem. Assim. LUCAS: capítulo 16º. aquelas mesmas profecias. (26) Note-se que Jesus se referia à lei e não as adições feitas à lei. (26) Salmos 101º. a cumprirem. — 18. Os que. Porque em Verdade vos digo que. — 19. Será mais fácil que o céu e a Terra passem do que cair um sinal qualquer da lei. adições que consistem em preceitos e mandamentos humanos. como fruto de interpretações que alteraram e deturparam o sentido e a aplicação da lei. Assim. conseguintemente (não o negue quem não o tenha examinado de perto). nem um só jota. Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas. versículo 17. 17 ao 19. 6. messiânica e espírita são. . necessária e fatalmente. que precisa ser bem compreendida e praticada em espírito e verdade. a lei e os profetas. 16º 17. Jesus ipso facto declarava que a sua doutrina era apenas a confirmação do Decálogo e das profecias formuladas para os séculos que se lhe seguiriam. fundamentalmente. enquanto o Céu e a Terra não passarem. Os que não a cumprirem retardarão seu próprio progresso e se condenarão ao sofrimento na erraticidade e em encarnações sucessivas. E o será. — ISAÍAS. para a fraternidade. o Consolador prometido mais não faz do que sustentar. oferecendo gradualmente ao homem os meios de reparar suas faltas. mas cumprir. nem um só ápice da lei passarão. portanto. Ë sempre. em dogmas decretados pelos homens. encaminhando-o para a unidade de crenças. Hoje. 51º. rápido progredirão e chegarão celeremente ao reino do céu. 1º. ao passo que aquele que os guardar e ensinar será chamado grande no reino dos Céus. versículo 17.

LUCAS: capítulo 12º. — 25. conselho. Deus julga a criatura pelos seus atos. Dai não sairás. O conselho e a geena são emblemas do julgamento pelo tribunal da consciência e também do castigo a que esse tribunal condena o culpado. 20 ao 26. se o insultarmos. será condenado ao fogo da geena. Em verdade te digo que dai não sairás enquanto não houveres pago até o último ceitil. para evitares que te leve ao juiz. Justiça abundante. dizeis que vai fazer calor e assim acontece. deve o homem esforçar-se por proceder com justiça. 5º. E eu vos digo que quem quer que se encha de cólera contra seu irmão será condenado no juízo. — Palavra injuriosa. te lembrares de que teu Irmão tem qualquer coisa contra ti. não entrareis no reino dos céus. Quando sopra vento do Sul. Se não usarmos de brandura. enquanto não tiveres pago até o último ceitil. Aprendestes o que fora dito aos antigos: “Não matarás e quem quer que mate será condenado no juízo. será condenado no conselho. — 21. E por que. como é que não reconheceis os tempos que correm? — 57. ações mais meritórias do que toda e qualquer oferenda levada ao altar. Devemos cuidar de harmonizar-nos com os nossos adversários. de indulgência para com o nosso próximo. juízo. Quando houveres de comparecer com o teu adversário perante o magistrado. aos olhos do Senhor. versículo 54. mas por testemunhar amor. — 59. As expressões raca. Porque. não reconheceis o que é justo? — 58. se tratem como irmãos. não por medo do castigo. (27) Em tudo e sempre. se a vossa justiça não for mais abundante do que a dos escribas e dos fariseus. incorreremos na sanção punitiva das leis daquele que quer que todos os homens. trata de te livrares dele durante a viagem. por vós mesmos. fogo do inferno. enquanto estás em caminho com ele. deixa-a diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com ele. quando apresentares no altar a tua oferenda. E ele dizia ao povo: Assim vedes formar-se uma nuvem do lado do poente. submissão e reconhecimento àquele que paternalmente lhe ensinou o caminho por onde a Ele se chega.102 20 MATEUS. 26. pois. para não suceder que te entregue ao juiz. Põe-te o mais depressa possivel de acordo com o teu adversário.” — 22. do que todo e qualquer ato de culto exterior. Hipócritas! Sabendo reconhecer o que pressagiam os aspectos do céu e da terra. A reconciliação com o irmão a quem tenhamos ofendido e a reparação do dano que lhe houvermos causado são. Se. — 24. pois que são seus filhos. acorde essa linguagem com os costumes e crenças próprias dos lugares por onde andava o divino Mestre pregando a sua doutrina. este ao ministro e que sejas metido na prisão. depois então vem fazer a tua oblata. e quem disser: és um insensato. — 55. versículo 20. 12º. Reconciliação MATEUS: capítulo 5º. eu vos digo que. Ele as empregou simbolicamente. sem orgulho e sem hipocrisia. enquanto . eu te digo. dizeis: vem chuva e com efeito’ chove. — LUCAS. ainda que não puramente material. o que vem a ser o mesmo. 54 ao 59. — que aquele que disser a seu Irmão: Raca. — 23. ou. que o juiz te entregue ao esbirro e que este te meta na prisão. em sentido figurado. — 56. tomadas à linguagem da época.

— Job. Salmo. 17.103 estamos neste mundo. no inferno do remorso e do pesar de não termos sabido escutar e praticar os ensinos do Evangelho. O homem precisa compreender que. — PAULO Epístola aos Romanos. que só àfelicidade eterna nos encaminham. Provérbios. 10º. 20º. poderemos ser arrebatados pela morte e iremos sofrer as conseqüências das faltas que houvermos cometido contra os nossos irmãos. 55º. 13. 6. 8. pois que. 25º. quando menos esperarmos. 9º. Tal o efeito inevitável da lei de justiça e de amor na obra da eterna e perfeita harmonia. 6. será repelido da bem-aventurança que a todos está destinada. até que se haja submetido ao mandamento supremo do duplo amor conjugado. se repelir o seu irmão. 8. (27) Êxodo. — ISAÍAS. 3. a Deus e ao próximo. . 42º. — Deuteronômio. 31º. 5º. 31.

se explica com lógica e justiça. temos que fazer penitência. a realidade da lei natural da reencarnação e essa lei mostra que somos culpados todos os que nos achamos neste planeta. que todos a ele viemos para expiar e reparar não só as faltas de que temos consciência. — Acreditais igualmente que os dezoito homens sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou tossem mais devedores do que todos os habitantes de Jerusalém? — 5. logo apela para o dogma e para o milagre. bem como para as dores e sofrimentos de que é pródiga a vida terrena. Jesus tratou de destruir essa crença errônea. Jesus afirmou. o Precursor. eram considerados culpados. que vem a ser penitência? Pode ela dispensar a expiação e a reparação? A lei das encarnações e reencarnações. os judeus. as dores morais e físicas como castigos que a cólera de Deus fazia cair sobre os que as experimentavam. Mas. mas sem entrar em explicações. fossem os maiores pecadores da Galiléia? — 3. nenhuma explicação podendo oferecer. Acreditavam eles. na volta do Espírito a uma nova existência terrena. qual Elias. segundo aquela lei. e que. que.104 21 LUCAS. sem atentar em que de tal modo nega um dos atributos de Deus — a justiça perfeita e misericordiosa — e em que os absurdos impostos com a autoridade. a matar a fé nas almas que. para o sobrenatural. que o levariam a falar das encarnações e reencarnações. capítulo 3º). versículo 1. aos grandes enviados. 4. a desigualdade das condições sociais. alguma ou algumas forçosamente existem para aquela desigualdade. por não estar ainda a Humanidade apta a receber essas explicações. por terem sido tratados assim. como meio de expiação. nos aponta. se não fizerdes penitência. Os judeus consideravam as calamidades. em suma. A lei das encarnações e reencarnações. por isso que este. Todos. disse: Pensais acaso que esses galileus. se não quisermos agravar as nossas culpas e tornar-nos passíveis de maiores “castigos”. 13º. ele. Entretanto. de que se presume revestido. que permanecem insolúveis ante os ensinos do Catolicismo. ainda que veladamente. e que. conforme acima dissemos. que criam ter vindo depois como João. como as de que nos não lembramos. os que nada sofriam eram tidos por inocentes. atribuladas. por exemplo. — 2. portanto. parecereis todos do mesmo modo. apresentando-nos essa vida como a continuação de outra precedentemente vivida. Assim. os quais. Jesus. nos dá solução satisfatória para muitos problemas. . 1 ao 5 Fazer penitência LUCAS: capítulo 13º. no colóquio que teve com Nicodemos (João. cometidas em outras existências. por isso mesmo que sofriam. se não fizerdes penitência. perecereis todos do mesmo modo. cuja realidade. ora às faltas dos pais. Declaro-vos que não. reparação e progresso. por exemplo. mas unicamente com relação aos profetas. a atribui ora ao pecado original. a outro resultado não conduzem senão a aumentar a descrença. em resposta. Declaro-vos que não. Pois que não há efeito sem causa. as palavras de Jesus a Nicodemos atestaram. em presença de qualquer dificuldade. Por esse mesmo tempo vieram dizer a Jesus o que sucedera a uns galileus cujo sangue Pilatos misturara com o do sacrifício que eles faziam. esta como a seqüência de uma anterior e assim por diante. Logicamente. o que fora inconveniente. buscam conforto e esperança.

pois. conseqüente ao arrependimento. de sorte que fácil se lhe torna cada vez mais a realização de seus destinos. que em conseqüência lhe é outorgado. aos olhos do Senhor. do bem que a criatura fez. o que vem a ser penitência e o perdão que dela decorre. assim. na via do progresso. Demonstra-nos ela. e os que denominamos “castigo”. por isso mesmo que pelo esforço. todo aquele esforço se tornaria desnecessário à criatura. claro é que o arrependimento e. a penitência dá lugar ao perdão divino. nesse caso. nos erros e nos crimes praticados nas pretéritas existências corpóreas. Os outros se expressam pelo desassossego. caridosa assistência espiritual aos esforços que faça por avançar. pelo remorso. à perfeição e.105 nas culpas. do mal que pratica. dificultosas e tormentosas as nossas existências na Terra. o perdão de Deus comprometeria o conceito de perfeição absoluta. que decorre do arrependimento ou penitência? Também não porque. que o conduzirá. profundo. E bastará. o perdão. não basta para o apagamento das culpas que o determinaram. Compreendidos assim. o coloca sob o influxo constante do amor sem limites do Pai celestial. a habitar mundos mais elevados. de par com a iluminação interior. por não reincidir nas faltas praticadas. a fim de que bem compreenda seus deveres de filho de Deus. O Espírito penitente absorve-se todo na oração e na vigilância que Jesus recomendava e que formam um como antemural às ondas de paixões que nos lançam no abismo do infortúnio. as causas das vicissitudes em que se nos transcorre a atual. quais as a que se submeteu uma Teresa de Jesus. Ela. Qual então o efeito do perdão concedido ao pecador? Facultar-lhe os meios de resgate e reparação das faltas de que se acha arrependido. até chegarmos à condição de já não termos que ser habitantes de mundos quaisquer. uma vez que se houvesse arrependido. A penitência. e de passarmos. . também facilmente se compreende em que consistem os efeitos. pois. Desde que o arrependimento não sofra intermitências e que por ele o Espírito se conserve voltado de contínuo para o seu Criador. a fim de que a lembrança delas não continue a acicatar a consciência. afinal. Assim entendida. A penitência a que aludia o divino Mestre é a que constitui meio de tornarmos cada vez menos ásperas. dar-lhe. Se a tal resultado conduzisse. ainda. não consiste. pelo sofrimento. para esse efeito. de mérito em mérito. consiste no arrependimento sincero. e no propósito firme em que a criatura se coloca de não tornar a cometer as faltas que a arrastaram à mísera condição humana e. na reclusão em claustros. nos cilícios e outras tribulações materiais. deixando de atormentar a consciência. mediante aquele resgate e aquela reparação. no esforço decidido pelas apagar de todo. das graças e misericórdias de que são transmissores os seus mensageiros. portanto. na serenidade da consciência. muitas vezes. Mas. como se entendeu outrora. inerente à sua justiça. é que a lembrança destas se dilui. pelas angústias e aflições e. aliás com o desprezo altamente meritório das glórias e grandezas do mundo. o perdão. que Jesus aconselhou. na satisfação íntima que toda ação boa ocasiona e no progresso moral a que dá sempre lugar. à felicidade perene para que foi criado. pelo desespero. (28) Aqueles se traduzem na paz de espírito. a penitência. a que chamamos “prêmio”. que as nossas vidas sucessivaS no mundo são solidárias entre si. em espírito e verdade.

da humildade e da fé. reparação. profundo. conscientemente. a obra de purificação do seu Espírito. veio completar. com que efetua. ao resgate. quando voltou à Terra e foi João Batista. um dos mais transcendentes da Doutrina Cristã. ao mesmo tempo que demonstra ser decisiva a sua resolução de emendar-se. ao tempo em que fora Elias. que representa a contraprova da firmeza dos propósitos de regeneração. a reparação. E ele. obtido mediante a penitência. o Espírito culpado se forra pelo perdão. por seu lado. entregando igualmente a sua. não o forra à expiação. ou punição. como que . Perdoado. já não há lugar para o que vulgarmente se considera castigo. pela qual.106 Aos efeitos do mal praticado. depois a provação. as virtudes da submissão. que testifica a conversão definitiva ao bem. Por isso mesmo. o maior dentre os varões nascidos de mulher. representativa do que chamamos “castigo”. mas que. Temos assim que. ou Consolador prometido pelo divino Mestre. no mesmo meio terrestre. espíritos também elevados. Muitos exemplos corroboram estas nossas asserções. nem sempre é uma expiação. quantas forem necessárias. onde este exista verdadeiro. como se vê em Reis. Ele é sempre o cadinho desta. Assim. Pode já ser uma prova. desacertado é ver-se em todos os sofrimentos humanos um castigo. tendo Moisés. Como é fácil de perceber-se. o Precursor. este o conduz a buscar a provação. a virem ao mundo celebrar com assinalado sacrifício o advento do Salvador. Assim se cumpre a justiça indefectível. sob modalidades diversas. A obsessão. contrários à doutrina que ele pregava. Vem. como acima dissemos. mediante a qual a consciência do criminoso acaba por despertar para o arrependimento. através de tantas encarnações sucessivas. em virtude da sinceridade do seu arrependimento. pela sinceridade e amplitude deste. seja. como haviam feito os protagonistas da “degolação dos inocentes”. o resgate da sua dívida. de Deus. como a própria palavra o indica. que implica a lealdade dos seus propósitos e promessas de regeneração. mais tarde. a este. como qualquer outro sofrimento. o resgate. que é bem de prova e reparação. ao “castigo”. compreendida à luz dos ensinos dados ao mundo pelo Paracleto. ou. à provação e à reparação. ele repara o mal que haja feito. este ponto. finalmente. finalmente. convidou todos os seus companheiros de outrora. mas misericordiosa. oferecendo suas cabeças ao cutelo de Herodes. se sobrevém o arrependimento. praticando todo o bem que lhe seja possível e atestando desse modo haver tomado o caminho da regeneração. e. palavras são estas que exprimem idéias completamente distintas. tendo-se elevado pelo arrependimento e adquirido. capítulo 3º versículo 18. Não é de fácil inteligência. uma punição. Como se depreende desse caso. o próprio Espírito é que se submete espontaneamente às provações ou provas que lhe ratificarão o arrependimento e o mostrarão digno do perdão recebido de seu Deus. Diante das explicações que deixamos dadas. repetindo o que nos disse o nosso bom Guia e Mestre: Expiação. a reparação. A expiação é a primeira conseqüência da falta ou crime praticado. ao mesmo déspota. sincero. Sendo o perdão conseqüência natural do arrependimento. o Espírito. Em muitos casos. mandado matar grande número de sacerdotes. à falta. bem o reconhecemos. constitui a característica dessas três fases da depuração espiritual. se segue o perdão e. insistimos nele. provação. o sofrimento. eles são uma provação confirmativa do arrependimento.

pondere-se que este. . para todos os atos. porqüanto. estão. o que o impenitente faz com o desespero nalma e raivoso ranger de dentes. de salvação. nem castiga. a autoridade que se atribuíam. reguladas. nos concílios. em realidade. na sua razão de ser e nos seus efeitos lógicos. de todos os seres dotados de Inteligência e razão. não existe. com eficiência para a salvação do pecador. Deus a ninguém premia. Agora. portanto de todos os Espíritos. praticados ou simplesmente pensados. aconselhada e recomendada pelo divino Mestre.107 insensibiliza a matéria. para o sacrifício reparador a que se submete e faz. com o significado comum que damos a essas palavras. que trouxe ao mundo o manso Cordeiro de Deus. e não haverá como deixar de reconhecer-se quão divorciada do vero Cristianismo se acha essa Igreja e até que ponto as elucubrações teológicas dos santos padres. na acepção humana e vulgar destes termos. na lei universal de causa e efeito. vigente em todos os planos da criação Infinita. à penitência feita sacramento pela Igreja Romana. Daí o transformarem em algemas de escravidão os ensinos de libertação espiritual. nem castigo. (28) Assim nos exprimimos porque. segundo ela. senão depois que o padre diga — eu te absolvo. a fim de chegarem à dominação material que ambicionavam. com absoluta justiça. compare-se. porque conformes com a justiça divina. desfiguraram e adulteraram a doutrina simples e pura do meigo Nazareno. não há prêmio. ou. ou arrependimento. como suprema. todas as sanções. que lhe condicionou o perdão divino. a se efetivarem em conseqüências naturais. ensinada. A idéia de prêmios e castigos. com o sorriso da alegria que lhe causa a certeza da sua redenção. E que nesses concílios a preocupação avassaladora da mentalidade dos mesmos santos padres era a de estabelecer e firmar. seja. a penitência. é simples resultado da concepção de uma divindade mais ou menos humanizada.

do adubo que lhe põe. nenhum achou. Poda-a.108 22 LUCAS. apesar de todos os cuidados do agricultor. apesar de tudo isso. se abalem as virtudes. O vinhateiro respondeu: Senhor. Tem que ser cortada e retirada do campo onde fora plantada. corta-a. tendo chegado a enviarnos o seu Filho bem-amado. à reparação do mal que tenhamos praticado e. não a corta logo. ou redenção. benévolo. do auxílio que lhe dispensa. à produção dos frutos. Verificando. conseguintemente. é como a figueira que. o agricultor. sem dar. faz que do céu caiam as estrelas. com seus conselhos e ensinamentos. — 7. a fim de que eu lavre a terra em torno dela e lhe ponha estrume. fortalecida assim a seiva que ainda lhe dá vida e que se acha como que adormecida. É o que faz conosco o Senhor. porém. Depois. indiferente ao auxílio que lhe presta. chega-lhe em abundância estrume novo e espera. Se. que nada obteve. a trazer-nos. E não é tudo: para que amplamente aproveitemos desses exemplos e ensinos. muito bem. os frutos que devia produzir. na esperança de que. de progresso. junto das que abundantemente produzem. Assim. paciente e desejoso sempre de vê-la produzir. insensível a todos os benefícios que recebe. ela venha a se cobrir de frutos. o que Jesus teve em mira foi pôr em evidência a longanimidade do Senhor e a assistência caridosa e devotada que incansavelmente nos dispensam os Espíritos prepostos à nossa guarda e progresso. e. um lugar que pode ser ocupada por outra também produtiva. Contudo. vindo colher-lhe os frutos. se der fruto. — 9. Ele nos faculta todos os recursos e meios de levarmos a efeito a nossa salvação. para sermos lançados no fogo das torturas morais proporcionadas ao nossos delitos e crimes e das encarnações em mundos onde mais acerbos são os . Como isso. caridade e devotamento. permanece estéril. ingrato à sua dedicação. para nos mostrar. pois. revolve-lhe a terra em derredor. regenerando-se. concede-nos. em cada uma. o caminho que à redenção conduz. cortá-la-às. segundo a parábola. versículo 6. manda cortá-la e lançá-la ao fogo. Disse então ao seu vinhateiro: há já três anos que venho buscar os frutos dessa figueira e não acho nenhum. perseveramos na prática do mal. deixa-a mais este ano. Parábola da figueira estéril LUCAS: capítulo 13º. sobretudo. com a qual. sem frutificar. que devemos dar. entretanto. sublimes exemplos de humildade. para que não continue a ocupar. temos que ser apartados da companhia daqueles que progridem. o tempo preciso. palmilhando-o até ao cume do Gólgota. na posição mais conveniente à expiação das nossas faltas. 6 ao 9. representados pelas virtudes de que cumpre exornemos nossas almas. ainda não tenha bastado. pelas provas por que passa. colocando-nos. Ele que nada tinha de que se remir. 13º. se não. Disse-lhes também esta parábola: Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha. (29) Facilmente se apreende o sentido desta parábola. aquele que se obstina em viver contrariamente aos ditames da moral. por fim. através de tantas reencarnações quantas sejam necessárias. pois que a sua permanência ali acabaria por prejudicar as outras plantas. aquele que se mostra rebelde às inspirações do seu anjo de guarda. por que há de estar ela ocupando a terra? — 8. que estéril como era a árvore se conserva. contenta-se em podá-la.

despertada a nossa consciência — a seiva espiritual que nos alimenta o ser — nos disponhamos à purificação dos nossos sentimentos. instituiu para todos os seus filhos. 5º. (29) ISAÍAS. .109 sofrimentos. — MATEUS. a parte que nos caiba da herança que Ele. desse modo. tornando-nos. sem exceção. 21º. até que. o Pai celestial. como co-herdeiros que somos. 2. dignos de receber. 19.

estás livre da tua enfermidade — “ab infiírmitate tua”. 10 ao 13. Entretanto. para o aproveitarmos bem. Essa tendência é a de atribuir-se toda e qualquer doença a uma atuação de Espíritos e o ensino consiste em que . pelo que não podia levantar o busto. de modo a corrigirmos uma tendência que se vai prejudicialmente generalizando. sem recorrermos à comparação com os que resultam da do magnetismo humano. em geral. de acordo com o modo de ver de então e usando da linguagem então corrente. apenas diz: Mulher. Ele intimava o Espírito obsessor a que se afastasse. quando se lhe dirige. Verifica-se isso. portanto. Vê-se assim que nos corre o dever de estudar e praticar com ardor. diz que a mulher estava possessa de um “espírito de enfermidade” — spiritum infirmitatis — Jesus. de enfraquecimento da coluna vertebral. são incontestáveis. de fluídos apropriados a restituir ao órgão enfraquecido a força de que carecia. somente observando o que se passa nas sessões espíritas bem orientadas. veio aí ter uma mulher possessa de um espírito de enfermidade que a tornara doente. secundam por essa forma a nossa ação. de obsessão. versículo 10. 13º. dos efeitos da aplicação desse magnetismo (espiritual). de inexcedível poder. — 11. Vendo-a. Pelos efeitos. dos espíritos de eleição. mediante uma ação espírito-magnética. isto é. de boa-fé. A cura se operou por efeito da aplicação. como conseqüência. E. que Jesus lhe fez. onde os nossos guias. O de que falam os versículos acima era um destes. que conhecemos e que. isto é. A natureza desses fluídos. — 12. Jesus a chamou e lhe disse: “Mulher. o que lograremos com o tempo. precioso tesouro que nos facultará fazer obras análogas às que Ele fez. nem explicar. do “magnetismo humano”. já podemos fazer idéia mais ou menos aproximada. Acrescentemos que o fato evangélico que apreciamos encerra um outro ensinamento da maior importância. Mulher doente. o desprendimento da matéria e a assistência dos nossos guias e. notando-se o seguinte: ao passo que o Evangelista. bem como suas propriedades atuantes nos são desconhecidas e ainda não estamos em condições de os poder conhecer. curvada LUCAS: capítulo 13º. desde que objetivamos dar alívio a um irmão nosso e que para eles apelamos pela prece feita com fervor e fé. tudo o que não podiam compreender. podemos até certo ponto imaginar quais os que produzirá o “magnetismo espiritual”. Aquela mulher sofria de um amolecimento da medula espinhal e. porém. sobre o qual muito devemos meditar. que o Senhor nos confiou. como o de Jesus. aos Espíritos. em toda a sua amplitude. de simples doença. Os judeus atribuíam a satanás. quando aplicado por um Espírito de sublimada pureza e. havia dezoito anos. ou de magnetismo espiritual. Daí o empregarem muitas vezes o termo — “possessão” — referindo-se a casos que eram apenas de — doente. quando o caso era de possessão.110 23 LUCAS.” — 13. Certo sábado em que Jesus ensinava numa das sinagogas deles. Impondo-lhe as mãos. Tão curvada era que absolutamente não podia olhar para cima. estás livre da tua doença. de subjugação. a continuidade do esforço. ela se endireitou no mesmo Instante e rendeu graças a Deus. embora se nos conservem invisíveis. Aliás. desinteresse e perseverança essa ciência celeste.

por índole. principalmente. ou por inconsciência. a fim de não confundirmos os que sejam de simples enfermidade com os em que os sofrimentos decorrem.111 devemos examinar cuidadosamente cada caso que se nos apresente. . da ação de espíritos malfazejos.

20º. por parte do espírito das trevas. ou. Por que então não se devia libertar em dia de sábado esta filha de Abraão dos laços com que satanás a teve presa durante dezoito anos?” . a ambição e a desumanidade dos senhores de escravos e de animais. 14 ao 17. 12. não porque se tratasse de um caso de possessão. para que o seu ato fosse mais facilmente aceito. 3. 20º. a cobiça. libertar dos laços de satanás uma filha de Abraão? Note-se. — EZEQUIEL. Ouvindo-lhe estas palavras. ou subjugação. como diz Marcos (capítulo 2º. de o tirar do estábulo para lhe dar de beber? — 16. conforme ficou explicado na lição precedente.17. o caso era de moléstia. que o divino Mestre usou dessas expressões. indignado por haver Jesus feito uma cura em dia de sábado. versículo 14. pois. respondendo. 13º. .112 24 LUCAS. “O sábado foi feito em contemplação do homem e não o homem em contemplação do sábado”. Como. porém. Sua instituição representava uma medida útil. Com esse único objetivo. se poderia pretender defesa a de uma ação benfazeja. (30) O sábado. O dia de sábado. qual a de livrar um obsidiado das garras do seu obsessor. mas.” — 15. qual de vós deixa de soltar o seu boi ou o seu jumento em dia de sábado. visto que. é claro que de nenhum modo criava embaraço ou inibia a prática do bem. — Culto do sábado LUCAS: capítulo 13º. de enfermidade. pois que destinada a proteger o corpo do esgotamento resultante do excesso de trabalho. 9. (30) Êxodo. versículo 27). — Levítico. Moisés o instituiu como meio de refrear a avareza. como disse Jesus. seus adversários ficaram envergonhados e todo o povo se regozijava de o ver praticar gloriosamente tantas coisas. pois que assim o supunham todos. que lhes não permitiam descansar das fadigas do trabalho cotidiano. O Senhor. 10. tomou a palavra e disse ao povo: “Há seis dias destinados ao trabalho vinde num desses dias para serdes curados e não nos de sábado. 23º. disse-lhe: “Hipócritas. O chefe da sinagoga.

versículo 27. composta de imagens materiais. porque estes não percebem o que se passa no íntimo do Espírito. aos do Senhor.113 25 MATEUS. só uma dificuldade material qualquer impede que o pensamento concupiscente se transforme em ato. primeiramente. equiparada ao adultério. seja por atos. constantes nestes versículos. se houvera consumado o adultério. Daí vem o ser a concupiscência. o Espírito. de toda ação má e de todos os maus pensamentos. mister se faz destruamos em nós tudo o que possa ser causa de obrarmos mal. Se a tua mão direita te for motivo de escândalo — corta-a e atira-a longe de ti. seja por pensamentos. porqüanto melhor te é que pereça um dos membros do teu corpo do que ser todo este lançado na geena. E eu te digo que quem quer que olhe para uma mulher. como convinha aos Espíritos daquela época. São simbólicas as palavras de Jesus. Se o teu olho direito te for motivo de escândalo — arranca-o e atira-o longe de ti. cobiçando-a. O ensino moral. já cometeu adultério no seu coração. Devemos. no dizer de Jesus. porqüanto melhor te é que pereça um dos membros do teu corpo do que ir todo este para a geena. Adultério no coração. só por meio de tais imagens podia impressioná-las fortemente. porque. em quem ela se manifestou. o Senhor. 29. 27 ao 30. procurar-lhes o verdadeiro sentido. Falando a criaturas materiais. — 30. cometeu falta Idêntica à em que teria caído. vê a mácula que na alma produz um pensamento mau e toda mácula significa que a criatura se afastou do seu Criador. . uma acepção de ordem geral. Para Deus. Elas têm. seja por palavras. Não se estranhe o dizermos que podemos obrar mal pelo pensamento. tanto quanto se praticasse uma ação má. incorre em falta. bem se vê que também nesse ponto usou Ele de uma linguagem figurada. — 28. mesmo porque. Embora ela não exista perante os homens. as mais das vezes. que precisamos praticar o bem e que. porqüanto visam fazer compreensível que os homens devem abster-se de toda má palavra. sem atendermos ao sacrifício que porventura nos custe a purificação dos nossos sentimentos. que lê o íntimo dos seres. Aprendeste que aos antigos fora dito: Não cometerás adultério. 5º. Quanto ao dizer que devem ser arrancado o olho e cortada a mão que se tornem causa de escândalo. para isso. Extirpação de todos os maus pensamentos MATEUS: capítulo 5º. é que não basta nos abstenhamos do mal. que delas decorre. aquele que formula um mau pensamento. pois.

como era de costume entre os judeus. não. apoiando-se na letra da Gênese. gozando das alegrias que lhe proporcione a vida humana. se referiu figuradamente. os trabalhos e. porém. Quem quer que deixe sua mulher e tome outra comete adultério. Ouvistes ainda que aos antigos fora dito: Não jurarás falso. a este em tudo semelhante e posto na Terra. depurar-se. 6º. não. mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos. 18. 5º. compreendendo o verdadeiro objetivo da vida terrena. como outrora. entretanto. Nem foi com objetivo diverso que. tendo a mulher apenas como meio de satisfazer ele aos seus apetites materiais. porque é o escabelo de seus pés. porque é o trono de Deus. mesmo porque para este já nenhum cabimento haverá. simpáticos e que. — Também fora dito: Quem abandonar sua mulher dê-lhe carta de repúdio. As causas ou motivos das separações conjugais. para também expiar e resgatar faltas. então. a fim de concluir recomendando não se separasse o que Deus unira. Não jureis tampouco pela vossa cabeça. Eu. Limitai-vos a dizer: sim. deverá ser a de Espíritos afins. à criação inicial de um homem e de uma mulher. — 35. nem por Jerusalém. porque não podeis tornar branco ou preto um só de seus cabelos. nem pela terra. por efeito dessa simpatia e dessa afinidade. — Juramento MATEUS: capítulo 5º. ao instinto da procriação. o objetivo imediato do ensino de Jesus foi impedir se multiplicasse o número de mulheres repudiadas sob os mais fúteis pretextos. vos digo que quem repudiar sua mulher. um objeto de negócio. 31 ao 37. Cumpre-lhe.114 26 MATEUS. e aquele que tomar a mulher repudiada por outro comete adultério. não pensará mais em divórcio. Casamento. união que. quando a Humanidade se compuser de Espíritos que já tenham atingido um certo grau de purificação. saberá santificar de fato a união conjugal e. — 33. por agora . versículo 18. Como o assunto de que estamos tratando terá que ser versado novamente. mediante a carta de divórcio que Moisés permitira. que faz da união matrimonial do homem e da mulher um comércio. — LUCAS. — 36. De fato. o homem. — 37. considerá-la o que ela realmente é —um Espírito criado como o dele. versículo 31. para origem da Humanidade. Eu vos digo que não jureis de forma alguma: nem pelo céu. quando estudarmos os versículos de 1 à 9 do capitulo 9º do Evangelho de MATEUS e os versículos de 1 à 12 do capítulo 10º do de MARCOS. do mesmo modo que ele. o homem não deve equiparar-se ao bruto. pois o que passar disto procede do mal LUCAS: capítulo 6º. Relativamente ao divórcio. são frutos da nossa defeituosíssima civilização. e quem quer que despose a que o marido abandonou comete adultério. que bastante atenuaria aquelas mesmas provas. a não ser por causa de adultério. doutra feita. suportando. a torna adúltera. — 34. porque é a cidade do grande rei. pela encarnação. Quando as criaturas humanas houverem dominado seus maus instintos. — 32. tirando dessa circunstância um grande motivo de felicidade. sim. que ainda hoje se dão. progredir. como ele. ao contrário. se buscassem para juntos passarem as provas da existência corpórea.

em geral. O juramento já existia. já foi oficialmente banido e. os caracteriza. à sua propensão para a mentira. como um freio que a legislação humana pôs à insinceridade dos homens.como se vê das próprias palavras do Salvador. e continuou a existir. jamais faltando à verdade. Aquele que traz puro o coração nenhuma necessidade tem de jurar. Quanto ao juramento. porém. . porqüanto. Todos se limitarão a dizer — sim. Qual seja. quando imperar na Terra o Espiritismo. se alguém houver que dela duvide. nenhum juramento será capaz de fazer que esse deixe de duvidar. por efeito da inferioridade espiritual que.115 não nos estenderemos sobre ele. . conforme há perto de dois mil anos Nosso Senhor Jesus Cristo recomendava aos que estavam aptos a lhe guardar as palavras e decididos a caminhar pelas sendas do Senhor. ele desaparecerá completamente. porque para a iniquidade nenhuma prova há de retidão. ou não. Dentre nós. E. o que Jesus teve em mira com o que disse a respeito foi coibir o abuso que das juras faziam os judeus. o valor desse freio todos hoje o sabem. nunca a sua palavra poderá ser posta em dúvida.

sobrepõe a tudo. deixai que as leis divinas sigam o seu curso. caridade moral e material MATEUS: capítulo 5º. mas também a do coração e da inteligência. não o impeças de levar também a túnica. Dá a todo o que pedir e ao que te tomar os teus bens não os reclames. como convinha a homens de naturezas violentas. destinadas a germinar desde logo e a frutificar cada vez mais pelos séculos em fora. — LUCAS. ao contrário. ao longo do qual iriam gradualmente adquirindo os sentimentos capazes de lhes expungir os corações do ódio. “Sabeis que fora dito: olho por olho e dente por dente. como devem ser compreendidas. 41. Nisto se resume tudo. como castigo. apresentalhe a outra. devotamento. da cobiça e da inveja que os dominavam. da benevolência. 5º. àquele que quiser demandar convosco em juízo para vos tomar a túnica. . que só pelo terror podiam ser dominados. vos digo que não oponhais resistência ao que vos queira fazer mal.116 27 MATEUS. não façais justiça pelas vossas mãos. excessivo. vos digo que não oponhais resistência. mister se fazia que cada um estivesse convencido de que sofreria. se alguém te tirar a capa. desde que procuremos compreendê-las. Dai a quem vos pedir e não volteis as costas a quem vos queira solicitar um empréstimo. toda de abnegação. Eu. Os preceitos da lei antiga eram de molde a infundir terror. por assim dizer. Compreende-se que. fim que era lançar. ao contrário. senão maior do que o que houvesse feito ao seu irmão. — Abnegação. a época em que Ele desceu à Terra e as condições morais dos homens a quem falava. Era para. versículo 38. do qual se transviou. do amor. Sabeis que fora dito: olho por olho e dente por dente. Jesus se visse na necessidade de formular esses exemplos de amor. caminhai com ele mais dois mil. — 30. a renúncia de si mesmo.” Querem estas últimas palavras dizer: Ponde de lado o orgulho e humilhai-vos. Eu. em todos os casos. de extremada abnegação. caridade e amor. segundo o Espírito. 29 ao 30 Paciência. versículo 29. para os homens endurecidos daquela época. 38 ao 42. Se alguém te bater numa face. o amor. antes de tudo. — 42. predispô-los a enveredar pelo caminho do bem. como para com os seus inimigos. como lançou. porém. que ainda se achavam incapacitados para obedecer a uma lei toda mansidão e doçura. Fazei não somente a esmola da bolsa. Considerem-se. a fim de que. pelos seus ensinos e exemplos. (31) Claro se torna o sentido destas palavras de Jesus. LUCAS: capítulo 6º. que não segundo a letra. a abnegação. Considere-se igualmente o fim superior que tinha a sua missão. não só para com os que lhe são caros e amigos. entregai também a vossa capa. sementes da verdade. E se algum vos forçar a caminhar mil passos. ao que vos queira fazer mal. se alguém vos bater na face direita. mal idêntico. pelo vosso exemplo. A lei trazida ao mundo pelo Cristo. Para que os direitos fossem reciprocamente respeitados. limitai-vos a usar da caridade. sentimentos esses que devem animar o homem. lhe apresenteis a outra. seja reconduzido o vosso irmão ao bom caminho. — 39. e. — 40. que. porém. 6º. por pouco que deles obtivesse.

como sucedeu mesmo a Moisés e aos profetas de Israel.ao advento da era predita para começo de uma nova fase de evolução moral. encarnados ou desencarnados. Mediante as reencarnações sucessivas e os sofrimentos inerentes a cada uma delas. em conseqüência da evolução moral. já podemos atestar a realidade daquela transformação. — ISAÍAS. 20º. — 1ª Epístola aos Coríntios. — Levítico. Bem longe ainda nos achamos desses tempos ditosos em que. — 1ª Epístola à Pedro. 2º. um só tribunal haverá — o da própria consciência. lenta. os Espíritos falidos vão sofrendo. embora lenta. — Provérbios. iluminados pela ‘verdade e praticando o amor. Entretanto. mas progressiva sempre. a fim de que se cumpram as palavras de Jesus. a transição que a precederá já se vai fazendo patente na mudança dos costumes. Quanto à lei de talião. 6. lembrança dos seus delitos. tornado o planeta terreno morada exclusiva dos bons. 6º. também lenta. 7. — Epístola aos Romanos. 30. 21º. 21. que acarretará a transformação física. ainda que não tenham. em face dos preceitos evangélicos. nos remotos tempos em que viveram. para sua purificação e progresso. a ciência espírita nos mostra que o olho por olho. 24. é uma realidade para todos os tempos. desde que. durante a vida corpórea. dente por dente. 22. a iniciar-se com a Nova Revelação.117 Quanto a nós. caminharemos sempre sob as vistas do Pai celestial. 12º. 24º. guarda das leis de Deus. tudo o que fizeram sofrer aos outros. os homens chegarão a uma época em que. o nosso Juiz supremo e nosso Pai de misericórdia infinita. 19º. se não nos achamos em condições de observar escrupulosamente esses preceitos evangélicos. cujos efeitos veremos e. de sob o simbolismo dessa linguagem. que mais facilmente se vão sujeitando ao jugo do homem. para eles concorrendo. 12. esclarecidos pela revelação espírita. o nosso Criador. do Velho Testamento. 20 — Deuteronômio. apartados os obstinados no mal. — Lamentações. . Depois de passarem os Espíritos pelo cadinho depurador das reencarnações. acompanharemos. 17. extraiamos o sentido verdadeiro da sentença que ela exprime. 3º. mas sempre progressiva. para julgamento de seus atos. (31) Êxodo. na melhoria das índoles e até mesmo na modificação dos animais ferozes. pois que. 50º. nem por isso devemos deixar de estar atentos.

Eu. novo transbordamento da bondade de Deus para com os homens. porém. a revelação nova. se só amardes os que vos amam que recompensa tereis? Não fazem o mesmo os publicanos? — 47. dando-nos a compreensão nítida das palavras evangélicas e facultando-nos. Sede. orai pelos que vos caluniam. contando receber outro tanto? — 35. fazei bem a todos e emprestai sem esperar pagamento. Tendes ouvido que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. uma vez que os pecadores também amam os que os amam? — 33. — LUCAS. Mas. a fim de serdes filhos de vosso Pai — que está nos céus — que faz nascer o Sol sobre os maus e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. 59. — 28. que assim se conjugam com aqueles outros que referem haver o mesmo Jesus dito — Sede perfeitos. uma vez que os pecadores procedem do mesmo modo? — 34. amigos e inimigos: tal o ensino de Jesus.118 28 MATEUS. A jornada é longa e áspero e semeado de perigos e dificuldades o caminho. Por que. Para o conseguirmos. em conseqüência. pois. Vossa recompensa então será muito grande e sereis filhos do Altíssimo. a fim de que vos aproximeis daquele que é a perfeição absoluta. misericordiosos como vosso Pai é misericordioso. que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem o mesmo os gentios? — 48. que é benevolente para com os ingratos e os maus. Se só fizerdes o bem aos que bem vos fazem. como luz brilhante que nos guiará os passos. — Via da perfeição MATEUS: capítulo 5º. versículo 32. em tudo e para com todos. Se não amardes senão os que vos amam. — Amor e caridade para com todos. como é perfeito vosso Pai celestial. 25º. . portanto. isto é. orai pelos que vos perseguem e caluniam. 7º. — 36. a revelação da revelação. — Deuteronômio. pois! (32) Levítico. pois. — 45. abençoai os que vos amaldiçoam. Se só emprestardes aqueles de quem esperais receber. 27 ao 28 e 32 ao 36. 43 ao 48. que mérito tereis. como o vosso Pai celestial é perfeito. 1. rumo ao seio infinito do Pai. fazei bem aos que vos odeiam. digo eu a todos vós que me escutais: amai os vossos inimigos. 21. — 46. Amai. atingir a meta que nos é proposta. 5º. versículo 27. conhecidos e desconhecidos. Sede. uma vez que os pecadores também emprestam a pecadores. que mérito tereis. cultivai e praticai com sinceridade todas as virtudes que vos são ensinadas e exemplificadas. 6º. Amar os inimigos. 6. LUCAS: capítulo 6º. 14 e 20. perfeitos. — 44. — Provérbios. que mérito tereis. — Epístola aos Romanos. Se somente saudardes os vossos irmãos. 12º. 23º. — Atos. 19º. (32) Obedeçamos à lei do amor. vos digo: Amai os vossos inimigos. constante nesses trechos evangélicos. os vossos inimigos. mas o porto de chegada é prodigioso de venturas e esplendores. temos hoje o Espiritismo. Avante. versículo 43. LUCAS: capítulo 6º. fazei bem aos que vos odeiam.

pondo em jogo todas as aptidões da inteligência e todas as delicadezas do coração. quase que em todas as suas páginas. não só dos corpos. as mais das vezes. se procurarmos interpretar-lhe. tão de contínuo e com tanta insistência nos recomendam que sejamos humildes. do amor. Somente possuindo essa virtude celeste. recompensa não recebereis do vosso Pai que está nos céus. ensinados também nos versículos que estudamos. Não é. reconheceremos que a carência de humildade em nossos corações constitui. como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas praças públicas para serem honrados pelos outros homens. nos é possível estudar as causas da enfermidade de que padeçamos. pois. é que se referia o divino Mestre. que vê o que se passa em segredo. a esse estudo. Humildade e desinteresse. como facilmente verificaremos. do devotamento. é e será sempre o médico supremo. Procedendo. Em verdade vos digo: esses já receberam a sua recompensa. Entretanto. — 4. conforme ao texto acima. quando. — 2. pelo remédio espiritual que nos aconselham os nossos maiores. ou os impulsos a que obedecemos na prática dos nossos atos. nos Evangelhos. 1 ao 4. a cada passo. do trecho que estamos apreciando. versículo 1. dos nossos erros. dadas as condições do meio em que nos encontramos encarnados. empregava o termo esmola que. À caridade assim praticada. pelos medicamentos que nos aconselha o nosso médico. certamente. como de todas as outras. do desinteresse. da sinceridade. não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita. por outro motivo que os nossos anjos de guarda. Quando derdes a esmola. do contrário. Quando. tem um sentido que abate e humilha. dos nossos pecados. 6º. por outra razão que. das nossas faltas. o que sobretudo decorre é ainda uma esplêndida lição de humildade. do sigilo. vos recompensará. é que seremos capazes de praticar unicamente boas obras. Pois bem. a causa principal. de que. com o cunho da abnegação. repetindo o conselho daquele que foi. igualmente.119 29 MATEUS. em espírito e verdade. Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens para que vos vejam. então. Somente a posse daquela virtude fundamental nos capacitará para a prática da caridade material e moral. não mandeis tocar trombetas à vossa frente. entre nós. Não é. . e vosso Pai. — Segredo na prática das boas obras MATEUS: capítulo 6. derdes a esmola. — 3. as palavras. nos pode indicar a causa determinante do nosso procedimento. em suma. foi modelo excelso Nosso Senhor Jesus Cristo. É certo que nem sempre a nossa consciência. a fim de que a esmola fique secreta. também podemos descobrir as das nossas enfermidades morais. assim como. até certo ponto. se nos deparam tantos e tão sublimados ensinamentos e exemplos de humildade. mas principalmente das almas. sob o duplo aspecto que comporta. os nossos guias. mais ou menos oculta.

— 11. — 9. para os ler e explicar. e vosso Pai. como perdoamos aos que nos devem e não nos deixes entregues à tentação. — LUCAS. (33) A prece! Antes que a luz do Espiritismo nos banhasse a alma. ela nos enchia de doces esperanças o coração e nos proporcionava conforto. um de seus discípulos lhe disse: Senhor. Do mesmo modo. versículo 1. mas livra-nos do mal. para nós. a generalidade das criaturas. quando orardes. cuja responsabilidade pesa toda sobre os que.120 30 MATEUS. aliás. Orai assim: Pai nosso que estás nos céus. que o teu reino venha. — faça-se a tua vontade tanto na Terra como no céu. mister se fazia uma iniciação longa. donde a indiferença geral. — 14. santificado seja o teu nome. imaginando que serão escutados por muito falarem. E sucedeu que. Disse-lhes Ele então: Quando orardes. porqüanto vosso Pai sabe do que precisais antes de lho pedirdes. perdoa as nossas dividas como perdoamos aos nossos devedores. também o Pai celestial perdoará as vossas. que se praticava através de estudo profundo e continuado e de provas que capacitavam o indivíduo para . de uma prática costumeira. fazem dos Evangelhos hieróglifos semelhantes aos do antigo Egito. dizei: Pai. Não vos assemelheis a eles. perdoa as nossas ofensas. ensinanos a orar. não faleis muito como fazem os gentios. — 7. assim seja. vosso Pai não vos perdoará os pecados. Considere-se. — 12. se entre os egípcios o sacerdócio proibia aos leigos a leitura e a explicação dos livros sagrados. que. Prece. era porque. versículo 5. orai a vosso Pai em segredo. — 4. Ela não passava. tendo estado a orar em certo lugar. a situação em que se encontra. — 15. 6º. — 13. Faltava-nos. — 3. se perdoardes aos homens as faltas que cometam contra vós. dá-nos hoje o nosso pão que está acima de qualquer substância. monopolizando a interpretação das letras sagradas. — O Pai Nosso MATEUS: capítulo 6º. a convicção de que aqueles por quem pedíamos beneficiavam dos nossos rogos. nas sinagogas e nos cantos das praças públicas para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. devido à ignorância em que se mantêm da verdade. não sabíamos o que é verdadeiramente prece. — 6. 1 ao 4. — 2. sempre que nos sentíamos aflito. com relação à prece. e não nos abandones à tentação. venha a nós o teu reino. Rogávamos então a Nosso Senhor Jesus Cristo um remédio para o nosso sofrimento. fechada a porta. LUCAS: capítulo 11º. nem quais o seu poder e a sua eficácia. Porque. porém. a que nos habituara nossa mãe e a que recorríamos. mesmo fazendo-a por simples hábito. santificado seja o teu nome. não façais como os hipócritas que gostam de orar de pé. quando acabou. porém. de lhe ignorarmos o valor e a eficácia. assim como João ensinou a seus discípulos. 11º. Quando orardes. entretanto. dá-nos hoje o pão de cada dia. 5 ao 15. Quando quiserdes orar. vos recompensará. — 8. Apesar. — 10. que vê o que se passa em segredo. Se porém. por efeito da incompreensão das coisas santas. não perdoardes aos homens. entrai para o vosso aposento e. Essa.

nosso mestre e companheiro de saudosa memória. em visita que fez a uma infeliz irmã que tinha o rosto já todo devorado por um cancro e à qual ia ele levar algum alívio. A ciência espírita ensina como se produzem esses efeitos. no entanto. o silêncio. oramos em favor de um irmão do espaço que. sentimo-nos surpreso. de um ponto de vista mais alto. precisava ser transmitida veladamente. . dizendo: “O Pai celestial ouviu as vossas preces e Francisca deixa de sofrer neste momento”. naquela época. para lhes não aumentar as responsabilidades. por ocasião de outro trabalho. o sonambulismo e praticavam a sugestão. que veio à Terra precisamente para iluminar com seus ensinos e exemplos o caminho da salvação a todas as criaturas de Deus. por um médium. ipso facto. o segredo. Pela prece. aos maus. nos fizera a narração de seus sofrimentos. Doutra feita. que é uma magnetização moral. para os não tornar insanos. cheio de grande contentamento. Jesus. considerada do ponto de vista espiritual. condenou. só era ministrada ao povo de modo muito restrito. mesmo a seu mau grado. Desencarnara. dos milagres e dos dogmas. Recomendando. Os sacerdotes egípcios. segundo refere Estrabão. Vê-se assim que. que. envoltos na obscuridade dos mistérios. ação idêntica à que desenvolve o magnetizador sobre um paciente. propelidos pela força da vontade. para nos. disse-nos o médium. operando-se a distância. Despertada a nossa reminiscência. Assim. o valor inigualável e a prodigiosa eficácia da prece. E é do estudo e da prática sincera e simples desses ensinos que ressaltam o poder extraordinário. em proporções compatíveis com o desenvolvimento comuin das inteligências. ao ouvido: F. uma vez que o empreguemos com humildade.agradecer. ao mesmo tempo. pelo irmão agradecido. Aos fracos. durante algumas noites seguidas. ou lhes facultar meios de praticarem o mal. agradece os benefícios que colheu das tuas preces. Eles não ficavam. mas. por meio da qual amparo e força recebem. do amor. as pompas cultuais e as cerimônias ritualísticas. submissão e fé. para a prece. Um exemplo: certa vez. chamada então magia. havendo acompanhado o bom irmão Bittencourt Sampaio. esta. assim com relação àquela época. aqueles a cujo favor é ela feita. à hora de nos deitarmos. fortalecer-lhe o Espírito e esclarecê-lo. a multiplicidade das rezas que os lábios pronunciam. o anjo de guarda da pobrezinha se manifestou. exercemos. conservando-se-lhes alheio o coração. iniciados eram aqueles para quem a luz da verdade brilhava com grande fulgor.121 um estado de desprendimento que lhe permitia penetrar no mundo da verdade. Decorridos algumas semanas. como em relação ao futuro. como os que se dizem representantes de Jesus na Terra e únicos possuidores do conhecimento da sua doutrina. em contrário ao que quer o manso Rabi de Nazaré. os iniciados. e aconselhando seja ela feita em poucas palavras. orar é emitir fluídos sutis que. assim sendo. esses já conheciam o magnetismo. vão envolver aquele por quem se ora. fazendo-nos compreender que a prece. o célebre geógrafo grego. no Egito. o recolhimento. na primeira sessão que realizamos depois desse fato. que a bondade infinita de Deus nos concede para obtermos o de que necessitam os nossos Espíritos. é um recurso de valor inapreciável. é uma emanação dos mais puros fluídos. Desde então se nos firmou definitivamente a convicção de que a prece opera prodígios de misericórdia. como ao tempo de Jesus.

ensina-nos a orar. como o amor e o perdão formam a essência dessa lei. que seus discípulos. (LUCAS. Intercedendo. Dá-nos hoje o pão de cada dia. dá-nos. — “Epístola aos Romanos”.122 Jesus orou ao Pai por nós. Foi num desses dias. como instrumento para a obra da nossa purificação espiritual. fazei bem aos que vos odeiam. por humanidades mais adiantadas do que a nossa. posteriormente. satisfazendo de pronto a esse pedido. pois que disseste. se misericordiosos . Santificado seja o teu nome: — que cada uma das tuas criaturas te bendiga o nome. e. versículo 34. pois. o alimento necessário à sustentação do corpo material que nos deste. versículo 16). em latim —dominus. como os nossos. do mesmo modo que o fez Moisés que. lhe pediram. a que se acha submetida a nossa existência. versículo 11). que ora por nós. Jesus Cristo vive sempre para interceder por nós. pela boca de um deles. o viático indispensável a todos os Espíritos que faliram. como perdoamos aos nossos devedores: — Perdoa-nos as ofensas que te temos feito. versículo 34). que seus corações nada abriguem capaz de lhes macular os lábios com uma blasfêmia. de quem todos provimos. que a tua justiça caia sobre nós. que na sua submissão aos teus santíssimos desígnios têm a fonte da bem-aventurança de que gozam. tão acima de nós. o nosso Mestre divino: “Amai os vossos inimigos. capítulo 17. — João. versículo 1). capítulo 14º. Venha a nós o teu reino: — pois que o teu reino é da justiça. terminada a sua prece: “Mestre. — Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador. (PAULO. Dessa explicação éeste o resumo: Pai nosso: — Pai de todas as criaturas. Criador supremo. que os nossos olhos impuros te não podem descobrir. pelos seus pensamentos e atos. lhes ensinou a oração. orando. em que o viram absorvido na oração.” Usa. levantou para os céus as mãos. que nos impuseste. que por nós vive e reina. (João. como o são pelos Espíritos bem-aventurados. a Timóteo. Faça-se a tua vontade. (João capítulo 17º. capítulo 7º. “Epístola aos Hebreus”. versículo 5. para que fique eternamente convosco. transgredindo os preconceitos da tua santa lei. o Senhor.” E o divino Mestre. capítulo 23º. — Pai santo. porque dirigida a Deus. que ficou sendo chamada dominical. sobretudo. abençoai os que vos amaldiçoam. pelo teu Filho bem-amado. pão que está acima de qualquer substância: — concede-nos. os próprios evangelistas. porém. tornando-os impuros para proferir o nome daquele que é a pureza absoluta. — Pai. Mas. guarda em teu nome aqueles que me deste. Senhor. assistidos pelos apóstolos. justas e imutáveis. o pão da vida eterna. como o são nos mundos felizes. sempre com o pensamento nele. que a paz. Perdoa as nossas dívidas. as faltas em que ainda a todo momento incorremos. como pelas suas palavras. capítulo 8º. mas. capítulo 2º. de misericórdia para conosco. versículo 11). versículo 25. o amor e a justiça reinem entre os homens. 1ª Epístola”. assim na Terra como no céu: — que as leis santas. os pecados em que a todo instante caímos. — 1ª. para que tenham a força de subir até ao sólio da tua eternidade. capítulo 2º. Jesus nos deu um exemplo que devemos seguir constantemente. (Êxodo. sejam observadas e praticadas com amor e reconhecimento em nosso mundo. Que estás no céu: — que ocupas o infinito da tua criação. pelas ovelhas de seu rebanho. sempre que precisou vencer a Israel. Temos dela a explicação que nos deram o Mestre Allan Kardec. dando um ensinamento aos hebreus. perdoa-lhes. da paz e do amor.

Não nos deixes cair em tentação: — bem conhecendo a extensão da nossa fraqueza. este ensinamento que. que estás acima de todas as coisas e de todas as criaturas. é e será Deus de bondade. Senhor. a ti que. revigora-nos as energias. forra-nos. acabamos de dar-vos. o nosso Rei. pois que o reinado. que nos tentam de contínuo. para a nossa perdição. 21º. ROUSTAING – A Revelação da Revelação. e repelir assim os maus Espíritos que. acerca da oração dominical. és o nosso juiz supremo. — Atos. onipotente na imensidade. Estudai com o coração tudo quanto esta sublime prece inspira ao homem. 5º.” (33) 3º Reis. a fim de que possamos vencer. em nome e da parte do Cristo. dóceis aos seus conselhos e inspirações. (34) J. repitamos o conselho com que os evangelistas e os apóstolos puseram fecho a essa explicação da oração dominical: (34) “Meditai. 37. fortalece-nos a coragem. 33. desenvolvendo e fortificando em si os sentimentos do dever para com Deus. 10. — JOÃO. Por concluir. Que esse Deus. para com seus irmãos e para consigo mesmo. tentam constantemente apoderar-se de nós e arrastar-nos ao caminho do mal. 18º. que quer dizer — assim seja: — assim seja. 5. 36. de reconhecimento e de submissão Àquele que. a quem tributamos as homenagens dos nossos corações e em cujo louvor entoarão as nossas almas cânticos eternos. 4º. página 446. possamos sempre resistir às nossas paixões e vícios. 5º. o nosso soberano. paixões e vícios. 1. B. na luta que precisamos travar com as paixões grosseiras e os sentimentos inferiores. nem desfalecimentos. às provas demasiado fortes para a nossa virtude e dá-nos forças para resistirmos aos nossos maus pendores. atraidos por essas inclinações. de perfeições absolutas e infinitas. — Eclesiastes. o Deus de amor vos abençoe. Estudai com o coração tudo o que ela encerra de amor. — Apocalipse. — 4º Reis. volume 1. Senhor. foi. 17º. Senhor. o Criador único de tudo o que vive e se move no espaço infinito. 2. 9. para se manter no bom caminho. sem tibiezas. . a ti que és o nosso Deus. às nossas inclinações más.123 formos para com os nossos irmãos. que cercados pelos bons Espíritos. amados irmãos. Amém. perdoando-nos tanto quanto houvermos perdoado as faltas dos nossos semelhantes. desde toda a eternidade. o poder e a glória te pertencem a ti que és o único verdadeiramente grande. Espírito da Verdade. Livra-nos de todo mal: — permite. 14.

de todo ato que nos degrade aos olhos do nosso Criador. e Jesus. Vós. isso só o conseguiremos. (35) (35) ISAÍAS. dizendo o que consta nos versículos que estamos apreciando. Jesus aconselhava e os seus mensageiros presentemente aconselham o jejum. a fim de que o vosso jejum não seja visível aos olhos dos homens e sim aos do vosso Pai. que vê o que se passa em segredo. porém de modo que todos redundem em benefício do Espírito. não vos ponhais tristes como os hipócritas. de toda má palavra. Se a nossa consciência nos disser que. 5 a 12. com ostentação. vos recompensará. e vosso Pai. para ser vista. — 17. 16 ao 18. desde que praticadas publicamente. porque em nada concorrem para a melhora espiritual das criaturas. que cifram toda a religião na observância de um formalismo absolutamente estéril. tornando-se uma causa de acréscimo de responsabilidades e de maior transviamento dos que a ela se entregavam. como imaginado por obscurantistas. mas. perfumai a cabeça e lavai o rosto. Os judeus praticavam o jejum material. . — 18. Quando jejuardes. visou evitar que essa prática continuasse a oferecer ensejo para a hipocrisia e incentivo ao orgulho. De salvar a alma é tudo o de que devemos e precisamos cogitar. para a esse efeito chegarmos.124 31 MATEUS. que enfraqueçamos o nosso corpo. na observância daquela e de outras formalidades idênticas. 6º. façamo-los. quando jejuardes. mas o jejum espiritual. que tem presente a si o que haja de mais secreto. Compreende-se. é mesmo justo. Esse o ensino do divino Mestre. versículo 16. mandamento que encerra toda a lei e os profetas. purificando-a. isto é. em obediência a um preceito supostamente religioso. Nenhum mérito tem aos olhos de Deus o que a criatura faça por ostentação. Semelhante preceito só se concebe como obra de fanatismo. que desfiguram o semblante para que os homens vejam que eles estão jejuando. que consiste na abstenção de todo mal. apreciada e louvada pelos homens. necessitamos fazer sacrifícios. é simplesmente absurdo. Jamais façamos consistir a prática do amor a Deus e ao próximo. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. mediante a prática da caridade. para socorrermos o nosso irmão a quem falte o indispensável. de todo mau pensamento. Quando mesmo se pudesse admitir que tais privações ritualísticas fossem do agrado de Deus. Jejum MATEUS: capítulo 6º. levando-a moralmente. porém. deixando de alimentá-lo. que nada valem. certo não o seriam. meritório que nos privemos de alimentos. porta única da salvação. louvável. como o disse o Mestre divino. 58º. que restrinjamos a nossa alimentação ao estritamente necessário.

(36) Como várias vezes temos dito. principalmente. Ele será sempre o alvo de todas as nossas ações. para Ele se voltará de contínuo o nosso coração. relativamente às que constam nestes versículos. Tendo-nos transviado da senda que devêramos trilhar sempre. Porqüanto. costumava empregar. se vosso olho for simples. ao mesmo tempo que nos veio habilitar. visto que nisso está toda a nossa felicidade. Aproximar-nos cada vez mais de Deus deve ser o pensamento que presida a todos os nossos atos. onde a ferrugem e as traças os destroem. onde estiver o vosso tesouro.125 32 MATEUS. pela caridade. A luz que parecem ter se apaga. Provei-vos de bolsas que o tempo não estrague. por isso que falava a homens materiais. onde estiver o vosso tesouro aí estará também o vosso coração. onde os ladrões os desenterram e roubam. na imensidade. que nô-la veio mostrar. 12º. quão grandes não serão estas mesmas trevas! LUCAS: capítulo 12º. Para avançarmos no sentido dessa aproximação é que. nos achamos neste mundo. 32 ao 34. do qual o ladrão não se aproxima e que as traças não roem. Assim procedendo. único e verdadeiro tesouro MATEUS: capítulo 6º. veremos ser o seguinte o ensino que delas decorre: não procureis realizar na Terra a vossa felicidade. porqüanto aprouve ao Pai dar-vos o seu reino. 6º. Não queirais acumular tesouros na Terra. onde não cabem as vaidades. um tesouro que não se esgota nunca. Pois que. para entrarmos na posse do patrimônio de luz e bemaventurança. O nosso único e verdadeiro tesouro está junto do Eterno. quando isso esteja em oposição à felicidade eterna do vosso Espírito. — 34. vos aproxima de Deus. não tomais. a luz que está em vós não for senão trevas. Se lhes procurarmos. que é o possuidor de todas as graças. pois. todo o vosso corpo é tenebroso. Vosso olho é a lâmpada do vosso corpo. versículo 32. desde que deles nos prive a morte. qualquer que seja o brilho que aparentem. Desprendimento das coisas terrenas. Vendei o que possuís e distribui-o em esmolas. Jesus. Coração puro. Não nos deixemos fascinar pelos bens perecíveis. mediante seus ensinos. o espírito. — 22. — 20. — LUCAS. Se. e sem coisa alguma com que possamos apresentar-nos perante Deus. Desde que nos compenetremos desta verdade. Preparai-vos tesouros no céu. Ver-nosemos então numa existência. ascendendo ao seio do nosso Mestre. no céu. de todos os nossos pensamentos. imagens materiais. — Não procureis sendo o que. encontraremos o verdadeiro sentido e o alcance de suas palavras. versículo 19. tudo para nós está em a retomarmos de novo. — 21. para tocá-los. onde não há ladrões que os desenterrem e roubem. aí estará também o vosso coração. amontoai. porém. — 23. que assim estará sempre . que o Pai nos reserva. o fim para que fomos criados. todo o vosso corpo será luminoso. — 33. a fim de ganharmos a nossa verdadeira pátria. 19 ao 23. onde não há ferrugem nem traças que os possam destruir. Pequenino rebanho. Mas. se vosso olho for mau. porque são uma fonte de trevas para o nosso Espírito.

em número. — 1ª Epístola à Timóteo. 4. — Epístola aos Hebreus.126 junto de Deus. constituem as únicas riquezas indestrutíveis. comparativamente à grandeza da tarefa que lhes cabia desempenhar. representam o principal fator de todo progresso moral. — 1ª Epístola a Timóteo. cheios de devotamento e firmes nos seus passos sob as vistas do Senhor. 7 a 11. como os primeiros discípulos. 23º. de modo a ficarmos na condição de termos que. fazendo-nos aproximar de Deus. 4. porque. Dirigem-se também aos primeiros espíritas que. 5. como de ordem intelectual. Estas palavras Jesus as dirigia aos primeiros discípulos. origem e concretização de todos os bens reais. como bens espirituais que são. . 6º. Significa que a posse e a aplicação dos bens que nos pertençam devem ser isentas de egoísmo e santificadas pela caridade. de ordem material. em número igualmente reduzido para a missão que lhes cumpre desempenhar. etc. 6º. como aqueles. precisam ser. 17. esmolar. em cujas promessas devem. — 1ª Epístola à Pedro. muito poucos. Vendei o que possuía e distribui-o em esmolas. 19. não temais. Fora absurdo e contrário a todos os ensinamentos do Mestre. que as boas obras. mas devotados e atentos em caminhar sem desvios pela senda do Senhor. por nossa vez. Não quer isto dizer que devamos desfazer-nos de todos os nossos haveres. 1º. que nos conduz àperfeição. Pequenino rebanho. confiar plenamente. porque junto dele estará o nosso tesouro. (36) Provérbios. 13º.

(37) Avareza é a paixão que se apodera do infeliz cuja única preocupação consiste em acumular riquezas. A avareza. na imortalidade da alma. as mais das vezes. quem me constituiu vosso juiz ou partidor? — 15. e que pensava consigo mesmo: que hei de fazer. — 19. Jesus. em desprender. procedem os que tomaram a si a missão de ensinar e demonstrar aos homens os fundamentos reais daquela crença e as conseqüências que daí dimanam. etc. dize a meu irmão que divida comigo a herança. — Rico em Deus LUCAS: capítulo 12º. a cupidez. Jesus não baixou ao mundo para reinar sobre as coisas perecíveis como os reis da Terra. sobretudo. o orgulho. não é isso de causar estranheza. homens profundamente materializados. pouco as suas palavras os impressionavam. os cuidados e esforços que malbaratamos em ajuntar riquezas para uma vida efêmera. O certo. versículo 13. e direi à minhalma: alma. Se as criaturas humanas se compenetrassem bem desta idéia. Mas Deus disse a esse homem: Insensato.127 33 LUCAS. — 20. Disse-lhe então um homem do meio da multidão: Mestre. quando menos espera. acrescentou: Cuidado. São ainda inúmeros os que só cuidam das coisas da Terra e para os quais a crença em Deus. preservai-vos de toda a avareza. Em seguida. come. que aqueles para quem os Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo são o código das verdades eternas. Sua missão. mesmo assim. respondeu: Homem. — 16. nem para dar aos homens leis materiais. abundantes frutos. deixando tudo quanto levou a acumular durante a vida. construirei outros maiores e aí amontoarei toda a minha colheita e os meus bens. — 17. lógica e naturalmente. Falava-lhes com dureza. ela bastaria para combater a avareza e para lhes dar a ver quão melhor e necessário é que ponhamos. o que acima de tudo devem procurar é tornar-se ricos em Deus. da moral divina. porém. Daí decorre. que nada fizeram pela aquisição de tanta riqueza. na vida futura não passa de desvario de fanáticos e de quem não tem com que se ocupar. consistia. o egoísmo. ao contrário. . em geral. é que. qual a terrena que apenas alguns anos dura. Assim acontece àquele que entesoura para si e que não é rico em Deus. tens de reserva para longos anos muitos bens. pelo esforço constante por se libertarem das influências materiais. porque a vida de cada um não está na abundância dos bens que possua. não tendo onde guardar o que colhi? — 18. repousa. bebe. Depois. para ser esbanjado por outros. em reunir um tesouro para a vida eterna. a inveja. 13 ao 21. disse-lhes esta parábola: Havia um homem riquíssimo cujas terras produziram. — Rico exclusivamente preocupado com as coisas da Terra. Disse afinal: farei isto: demolirei os meus celeiros. da matéria. — 14. tanto que. Aliás. a fim de dar-lhes ao Espírito a visão e o gosto das coisas espirituais. porém. 12º. quando se sabe como. regala-te. ou materiais. em lhes destruir o ídolo de carne. o homem se vê arrebatado pela morte. esta noite mesmo virão demandar tua alma e as coisas que entesouraste de quem serão? — 21. como: a sensualidade. porque duros tinham eles os corações. pela prática ininterrupta do amor e da caridade.

20º. 2º. — Eclesiastes. — Jeremias. 38º. 9. 8 e 9 — Salmos. 6º. — Apocalípse. 22. 5. — 1ª Epístola aos Coríntios. 15º. 17º. 11 — JOÃO. 4º. . 9. 32. 11º. 36. 14. 27º. — 1ª Epístola à Timóteo. 7. 9. 51º.128 (37) Job. 5º. 7. 18º.

pelo que haveis de comer ou de beber. 6º. não têm despensa nem celeiro e Deus os sustenta. qual de vós o que. nem fiam. em toda a sua glória. — 15. Não vos atribuleis. Servir a Deus e não a Mamon. nem ceifam. — 23. versículo 13.129 34 MATEUS. Não podeis servir a Deus e a Mamon. 22 ao 31. Se. dizendo: que comeremos? ou: que beberemos? ou como nos vestiremos? — 32. Se as menores coisas estão acima do vosso poder. E disse a seus discípulos: Portanto. 13 ao 15. — 30. não enchem celeiros e entretanto vosso Pai celestial as alimenta. pelo seu engenho. Basta a cada dia a sua própria aflição. quanto mais a vós. Ninguém pode servir a dois senhoreS. versículo 22. — 29. — 33. — LUCAS. As gentes do mundo são . por que vos inquietais? Considerai como crescem os lírios do campo: não trabalham. 24 ao 34. entretanto. não fique em suspenso o vosso Espírito. jamais vestiu como um deles. — Confiar em Deus. jamais vestiu como qualquer deles. Não podeis servir a Deus e a Mamon. ou se submeterá a um e desprezará o outro. ou se dedicará a um e desprezará o outro. nem fiam. Os fariseus. Não valeis mais do que eles? — 25. eu vos digo que nem mesmo Salomão. pois. Considerai os corvos: não semeiam. — 28. Vede as aves do céu: não semeiam. possa aumentar um côvado à sua estatura? — 26. Vede como crescem os lírios. eu vos digo: não vos inquieteis pela vossa vida. em toda a sua glória. por que vos haveis de inquietar pelas outras? — 27. Procurai primeiramente o reino de Deus e sua justiça e todas aquelas coisas vos serão dadas de acréscimo. se Deus veste dessa maneira o feno que hoje está no campo e amanhã será lançado no forno. o que é elevado aos olhos dos homens éabominação aos olhos de Deus. zombavam dele. A vida é mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa. Não vos inquieteis. Nenhum servo pode servir a dois senhores. homens de pouca fé! — 31. — 24. homens de pouquíssima fé! — 29. procurando os caminhos que levam a Ele MATEUS: capítulo 6º. Deus cuida de vestir assim o feno dos campos que hoje existe e amanhã será lançado ao forno. LUCAS: capítulo 12º. — 30. não trabalham. pois. ouvindo-lhe todas estas coisas. À semelhança dos gentios que se azafamam por essas coisas. e 12º. nem Salomão. pois. não vos inquieteis pelo dia de amanhã. nem pelo vosso corpo. Mas. acrescentar um côvado à sua estatura? — 28. e. E qual de vós pode. — 25. versículo 24. Ora. — 14. Assim. A vida não é muito mais do que o alimento. nem com que vestireis o vosso corpo. cuidando do que comereis. — 34. pois o dia de amanhã cuidará de si mesmo. pelo seu engenho. porque. no entanto. mas Deus conhece os vossos corações. pois. quanto mais a vós. Não sois muito mais do que elas? — 27. 16º. que eram avarentos. Eis por que vos digo: não vos inquieteis pelo que comereis para sustento da vossa vida. LUCAS: capítulo 16º. procurando com o que o cubrais. E com as vestes. não ceifam. porque ou odiará a um e amará a outro. E eu vos digo que. e o corpo muito mais do que as roupas? — 26. porqüanto vosso Pai sabe que delas precisais. Jesus lhes disse: Pondes grande cuidado em parecer justos aos homens. ou odiará a um e amará o outro. — Nada de preocupação exclusiva com as coisas materiais.

que se despreocupe de toda previdência. pensando sempre nos que não o podem fazer.130 que procuram todas essas coisas. um ídolo de prata ou de ouro. com seu cortejo de vícios. isto é. para satisfação de todas as necessidades da sua existência. de naturezas rebeldes. não pretendeu o divino Mestre aconselhar ao homem que. trabalhar segundo as nossas forças e meios. como também já dissemos. certos de que Deus abençoa os corações puros e as boas intenções. tinha Ele. Jamais poderia Ele pensar em dar semelhante conselho. enquanto que o Senhor ama os de espírito humilde. que Deus sempre abençoa. a riqueza e a glória. A criatura deve aguardar que pela vontade do seu Criador se lhe desenvolvam os predicados com que haja de brilhar aos olhos de seus irmãos. enquanto se ache no vigor da idade. se entregue exclusivamente aos cuidados do seu Criador. a vida de puro Espírito. Portanto. com integridade diante do Senhor. o que é mister é que faça isso lealmente. que o leva a aproximar-se cada vez mais do centro da onipotência. o que explica o pensamento de Jesus. ao proferir as que constam nos versículos acima. sem. Mamon era uma divindade que os antigos sírios adoravam. o fim que acima de todas as coisas devem propor aos seus esforços é a conquista da vida eterna. aos simples e mansos de coração. em regra. cedendo simultaneamente aos desvarios da vida mundana. o que lhe faculta a compreensão de Deus e o gozo eterno da vida espiritual livre. que lhes dirigir fortes e enérgicas reprimendas. Ninguém pode servir a Deus e a Mamon. e cuidando de auxiliá-los quanto nos seja possível. não podemos viver a vida que Deus quer que vivamos. eis como cumpre procedamos. que mais ou menos correspondia ao Júpiter dos latinos e representava as paixões humanas. e não . por serem as que satisfazem ao cego orgulho do homem. negligenciando em precatarse para os dias da senectude e da invalidez. portanto. quando disse: Ninguém pode ao mesmo tempo servir a dois senhores. os grãos que lhe assegurem o pão da velhice. — 31. igualar-se jamais à Divindade. ou já não podem mais. vosso Pai sabe que delas tendes necessidade. que não puderam colher mais do que algumas espigas para seu sustento diário. únicas cobiçáveis. facilmente se percebe que. O mundo. da escravidão da matéria e convencê-los de que o objetivo que devem colimar. impressionandolhes a imaginação. mas deve esperar em atividade. (38) A missão de Jesus. primeiramente. porque lhe cabe ajudar seus irmãos desvalidos ou inválidos. tinha por principal escopo libertar os homens do jugo. de almas endurecidas. Procurai. como ainda há pouco dizíamos. o reino de Deus e a sua justiça e todas aquelas coisas vos serão dadas de acréscimo. Predicando a homens grosseiros. para conseguir tocá-los um pouco. considera coisas elevadas e dignas do maior apreço. chega ao supremo grau de pureza. do Espírito que. De fato. quando é certo que do conjunto de seus ensinos decorre para a criatura humana o dever de ajuntar no seu celeiro. Tendo-se em conta essas circunstâncias e considerando-se que as suas palavras devem ser interpretadas sempre segundo o espírito e não segundo a letra. Apenas. todavia. havendo completado o ciclo das provas que se lhe tornaram necessárias ao progresso moral. que deixe de cumprir a sua tarefa. sem desperdiçar qualquer parcela. no trabalho.

6º. certos de que tudo obedece à vontade de Deus. o que nos cabe é conformar-nos. sabendo o que convém a cada uma de suas criaturas. vier o homem a achar-se na penúria. que. deve o homem estar sempre confiante de que a tudo mais. se permite que em tal situação ele se encontre. Não nos preocupemos com os cuidados e aflições que hajam de vir. 54º. 38º. na despreocupação com que a açucena dos campos espera. 3º. é porque ela representa a prova necessária a lhe depurar o Espírito e a torná-lo digno do seu Criador. embora sem ser menos previdente do que certos animais. 19. 23. 4º. o Pai proverá. na ociosidade. 5º. 7. — 1ª Epístola à Timóteo. — Epístola aos Gálatas. a negligência. que devemos estar. é fazer de suas palavras um pretexto para a incúria. 8 — 1º Reis. se apesar da sua aplicação ao trabalho. 10. Quer dizer também que. Entreguemo-nos confiantes à misericórdia do Senhor. como lhe cumpre. — Salmos. que todos decorrem da onisciente ação divina? Em todas as circunstâncias. que não deixará de chamar os obreiros diligentes para. como poderemos alimentar a pretensão de mudar a face dos acontecimentos. que de suas brilhantes vestes Ele a cubra. vivendo segundo os desígnios de Deus e trabalhando. 2º. 15. 41. Quer. 16º. — JOÃO. dizer que. volveremos à nossa verdadeira pátria e de lá apreciaremos os progressos da Humanidade. 1º. — Job. no devido tempo. 7. que esse tempo chegará. Proceder de modo contrário é pretender que Jesus tenha encomiado a preguiça. — Êxodo. para a sua subsistência. 18º. como for de justiça e conforme às suas necessidades espirituais. — Aos Filipenses. 146º. — 1ª de Pedro. pois. por nós mesmos.131 na inércia. Cônscios. 21. nem as mínimas coisas somos capazes de fazer. (38) Gênese. e cumprida integralmente estará a revelação do Cristo. ainda. gozarem do fruto de seus labores. portanto. . não deve ele mostrar-se ambicioso. 9. de que. Coragem. que só ao nosso bem visa. para o fatalismo. Quer isto dizer que. deve confiar-se ao Senhor. no seio da Terra. Quando houvermos transposto a barreira que nos detém os passos. Não vos inquieteis pelo dia de amanhã. 6. coragem. nem concentrar na acumulação de riquezas todos os seus pensamentos e desejos.

pois sofro tormentos nestas chamas. os poderosos e tantos outros que vivem neste mundo iludidos quanto aos fins reais da . dentre os seus tormentos.132 35 LUCAS. no luxo. O rico. quais a do que saldou seus compromissos e a do que os agravou ainda mais. Reencarnados. por isso ele agora é consolado e tu és atormentado. doente. versículo 19. como também não se pode passar de lá para cá. nessa conjuntura. Abraão lhe retrucou: Eles têm Moisés e os profetas: que os escutem. Parábola do mau rico e do pobre paciente e resignado LUCAS: capítulo 16º. os orgulhosos. — 30. na satisfação dos gozos materiais. desencarnam e vão encontrar-se em situações opostas. e os cães vinham lamberlhe as chagas. ascende. me refresque a língua. faminto. submisso e resignado. Ambos. os Espíritos de um e outro pediram a reencarnação. não acreditariam do mesmo modo. pai Abraão. como os de todas as outras. como meio de minorarem seus sofrimentos. — 25. (39) O ensinamento que se contém nesta parábola. Quando na erraticidade. Não. Ora. a fim de que eles não venham a cair neste lugar de tormentos. egoísta e endurecido. levantou os olhos e ao longe viu Lázaro no seio de Abraão. — 22. 23. — 26. Um contemporizava. enquanto que o outro estritamente a cumpria. O rico. aprecia o resultado do seu procedimento. um buscou a prova da riqueza e o outro a da pobreza. 16º. molhando nágua a ponta do dedo. onde tenho cinco irmãos. ainda que algum dos mortos ressuscitasse. ao mergulhar no sepulcro. aquele empregou seus haveres na ostentação. em o desespero de que se vê presa. se algum dos mortos lhes for falar. Havia um homem rico que se vestia de púrpura e finissimo linho e se banqueteava magnificamente todos os dias. afinal. verificando o engano e a decepção que sofrem os soberbos. pai Abraão. — 28. — 21. Demais. Abraão respondeu: Se não escutam nem a Moisés nem aos profetas. — 29. Quando este. O rico morreu também e teve o inferno por sepultura. aconteceu que o mendigo morreu e foi transportado pelos anjos ao seio de Abraão. disse o rico. ao céu. é plenamente confirmado pelos princípios da Doutrina Espírita. De acordo com as causas desses sofrimentos. ao passo que o pobre que. exposto a todas as intempéries e ao desprezo da sociedade. grande abismo existe entre nós e vós. conservando-se indiferente aos gemidos do outro que. disse em gritos estas palavras: Pai Abraão. Mas Abraão lhe respondeu: Meu filho. para lhes dar testemunho destas coisas. suportava sem revoltas todas as dores e privações. sofre todas as suas duras provas. eles farão penitência. — 24. Havia também um pobre mendigo chamado Lázaro que jazia coberto de úlceras à porta do rico. de modo que os que querem passar daqui para lá não o podem. encontra. procurando iludir e sofismar a lei. Disse o rico: Eu então te suplico. tem piedade de mim e manda-me Lázaro para que. ao seio de Abraão: à paz da consciência. à paz espiritual. 19 ao 31. — 31. — 20. o seu inferno. lembra-te de que recebeste bens em tua vida e de que Lázaro só teve males. — 27. pela depuração de suas almas. pela morte. que o mandes à casa de meu pai. mas ninguém lhas dava. e que bem quisera saciar-se com as migalhas que caiam da mesa deste.

os Espíritos inferiores não podem elevar-se aos planos onde pairam os bons Espíritos. Ao demais. pelo seu delirante egoísmo. a reconduzir os homens à prática do amor. o Consolador. formulada na parábola. quando. responde Abraão. também se achavam dominados pelo egoísmo. que lhe atenuaria ou abreviaria as penas a que se condenara. daí. ou lhes torne possível a permissão de acompanharem os bons Espíritos. para os sistematicamente incrédulos. Acode-lhe então à mente pedir fossem avisados do que lhe acontecera os irmãos que ele deixara na Terra. Como pode. A hipótese desse pedido. . por não exprimir o pesar que lhe causava o ver seus irmãos a transgredirem a lei divina. por não o permitir a diversidade das vibrações dos respectivos perispíritos. podem daqueles aproximar-se e cercá-los dos cuidados de que necessitem. como ainda hoje a cada momento se comprova. porém. porém. O abismo de que fala o versículo 26 deve ser entendido como exprimindo a impossibilidade em que se encontram os Espíritos superiores de se porem em contacto direto com os inferiores que expiam suas culpas. quase sempre. à pureza de sentimentos. porém. que é lei universal. aí está o Catolicismo. os quais. a Igreja Romana responder de modo semelhante. em conseqüência. nem mesmo vê-los. Eles o fazem. de que serviria aos irmãos do rico. Realmente. A tal pedido. antes que um arrependimento sincero e profundo lhes torne os perispíritos capazes de sentirem. como lhes prescrevem as leis de solidariedade. que aqueles se achem impossibilitados de acudir aos segundos. Não se conclua. Porque. por não lhe praticar os preceitos. a firmálo na sua obstinação. toda e qualquer comunicação do além-túmulo. como se depreende da parábola. Faltou-lhe. crença que. mas apenas o desejo de poupá-los às provas de que já se haviam tornado merecedores. que leva o homem a rejeitar todos os avisos e conselhos que lhe venham de além-túmulo. onde há a incredulidade sistemática. o arrependimento. Pela mesma razão. por intermédio de outros Espíritos que. tem feito dos Evangelhos letra morta e. considerando alucinação ou sonho a aparição que tivessem. mostrando ser absolutamente inútil.133 existência terrena. por que haveis de procurar outra coisa?” Segundo a parábola. à simplicidade dos ensinos puros da sublime moral do Mestre divino e. também há o endurecimento do coração. a fim de se instruírem. de fato. entre os quais se acham os seus protetores. pela razão de que tais conselhos e avisos lhe contrariam as paixões e os interesses materiais. mas imperceptivelmente para os sofredores. O rico da parábola teve a inspirá-lo um bom sentimento. ao progresso. que a abominação e a desolação se implantassem no lugar santo? Não é por outra causa que o Senhor envia ao mundo o Paracleto. assim. e que daria ao seu pedido a força de que carecia. Abraão respondeu ao rico: Eles têm lá Moisés e os profetas: que os ouçam. que lhe diz parodiando a resposta de Abraão: “Tendes os Evangelhos e a Igreja. fraternidade e amor. mostra ser real a crença na comunicabilidade dos mortos com os vivos. menos graduados na escala espírita. ainda que fracamente. ou progredirem. quando pretendeu forrar seus irmãos aos sofrimentos por que estava passando. o que lhes fosse dizer o Espírito do pobre. ou qualquer outro desencarnado? Responderiam com um encolher os ombros. porém. era corrente entre os judeus. as vibrações dos daqueles outros.

21. . 11. 15º. 8º. — Job. 13. 17º. 34º. — Atos. 24. 20.134 (39) ISAÍAS. 16. 21º. 5º. — JOÃO. 66º. Zacarias. 30. 14º. 45. 12.

Sondai o terreno. com a indulgência. Ou. como é que dizes a teu irmão: — 5. consagrando-vos a esses que. Estendei os braços às ovelhas transviadas e . porqüanto para vos medir servirá a mesma medida com que houverdes medido os outros. (João. (40) Na oração dominical. tendo-vos a princípio repelido. Não deis aos cães as coisas santas. 1 ao 7. a brandura com que tratarmos os outros. e que. por purificar os nossos corações. o terreno vos parecer árido e ingrato. guardai silêncio. Como é que vês um argueiro no olho do teu irmão e não percebes a trave do teu? — 4. preparai-o e. pois. Comecemos. limpos de toda culpa. Como é que vês o argueiro que está no olho do teu irmão e não percebes a trave que está no teu olho? — 42. com a medida com que medirdes sereis medidos. demonstrando que não quereis falar. LUCAS: capítulo 6. Deixa-me tirar um argueiro do teu olho. Ou. versículo 41. — 3. se voltem contra vós e vos estraçalhem. para que não suceda que as pisem. Não julgueis e não sereis julgados. 4º. lançai-vos à obra. 24. Desde que. Cultivai depois com cuidado a semente. Não julgar os outros. versículo 1.135 36 MATEUS. nem lanceis aos porcos as vossas pérolas. poderemos censurar as faltas alheias. Segue-se que. Nesse caso. MARCOS: capítulo 4º. atestada. — 38. como é que podes dizer a teu irmão: Meu irmão. tira primeiro a trave do teu olho e então verás como podes tirar o argueiro do olho do teu irmão. pedimos a Deus que nos perdoe. “como nós perdoamos aos nossos irmãos”. — LUCAS. porém. a tolerância. por pouco que seja. tira primeiramente a trave que está no teu olho e então verás como tirar o argueiro que está no olho do teu irmão. — 2. dai e se vos dará e no vosso regaço será derramada uma boa medida. estejamos nessas circunstâncias. dirigindo-se à pecadora. porque teremos sempre presentes as palavras d’Aquele que disse: O que estiver sem pecado atire a primeira pedra. 6º. cheia. quando de todo limpos nos acharmos. Quer isto dizer: procedei sempre de acordo com as circunstâncias de ocasião. Dizia-lhes: Atentai no que ides ouvir. a fim de não serdes julgados. semeai com prudência e precaução. 7º. deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho. se o reconhecerdes fértil. a extravasar. Hipócrita. ao contrário. não condeneis e não sereis condenados. não o faremos. Não julgueis. versículo 37. depois. 37 ao 38. — O argueiro e a trave. quando tens no teu uma trave? — 6. por lavar a nossa alma dos vícios e paixões que a maculam. Não deis aos cães as coisas santas. Sereis medidos com a mesma medida com que medirdes os outros e ainda se vos acrescentará. e 41 ao 42. — 7. versículo 24. A vossa reserva talvez excite a curiosidade e o desejo de saber. LUCAS: capítulo 6º. — Não dar aos cães as coisas santas MATEUS: capítulo 7º. perdoai e sereis perdoados. versículos 1 ao 11). Se. porqüanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros. então. nem lanceis aos porcos as vossas pérolas. — MARCOS. tu que não vês a trave que está no teu? Hipócrita. capítulo 8º. acrescentou: Vai e não peques mais. depois vieram. é que seremos tratados.

2º. . — Romanos. A ventura de haverdes salvo da incredulidade os vossos irmãos vos premiará o labor e vos preparará para gozardes das alegrias da eternidade. 7. — 1ª Epístola aos Coríntios. O Mestre recompensa generosamente os obreiros vigilantes. 5.136 reconduzi-as ao Senhor. — Atos. 1. 9 — Salmos. 78º. 12. 46. (40) Provérbios. 3. 17. 8 e 19º. 45. 3. 4º. 13º. 14º. 23º. 9º. solícitos e diligentes.

este lhe dará uma pedra? Ou. sem sabermos se nos convém ou não aquilo que desejamos. se levantará pelo menos por causa da importunação e dará ao outro tudo o que lhe seja necessário. com mais forte razão vosso Pai. versículo 7. Ora. Jesus animava a seus discípulos. lhe dará um escorpião? — 13. porqüanto quem pede recebe. Peçamos-lhe o pão de vida e Ele nos facultará abundantes meios de o adquirirmos. que está viajando. sabe o que convém a seus filhos e lhes dá. — 10. — Buscai e achareis. boas coisas dará aos que lhas pedirem. que o mau êxito costuma acarretar. Ele. quando ainda não estávamos seguros de nós mesmos. — 6. Ou. o primeiro insistir em bater. segundo esse critério. porqüanto. dizendo: Meu amigo. — 7. batei e se vos abrirá. resignação e amor as mais rigorosas provas. buscai e achareis. quem procura acha e àquele que bate se abre. Pedi e se vos dará. — 9. — digo-vos que. Qual dentre vós dá uma pedra ao filho. muito embora sejam eles as mais das vezes tão cegos e ingratos. Ou. — LUCAS. Ora. 11º. de dentro de casa: Não me importunes. A perseverança fortalece. se sendo maus como sois. — 8. 7º. porém. versículo 5. dará o bom Espírito aos que lho peçam. às nossas obras e à nossa fé. Disse-lhes ainda: Se alguém que tiver um amigo o for procurar alta noite. Se algum de vós pedir pão a seu pai. Conceder-nos-á luz. — Pedi e se vos dará. Batei e se vos abrirá MATEUS: capítulo 7º. apesar disso. E eu vos digo: Pedi e se vos dará. lhe dará uma serpente? — 12. 5 ao 13. para sofrermos com paciência. sabeis dar boas coisas a vossos filhos. qual lhe dará uma serpente? — 11. quando este lhe pede pão? — 10. se lhe pedir um peixe. (41) Com estas palavras. se lhe pedir um ovo. pelos nossos esforços reiterados. minha porta já está fechada e meus servos deitados assim como eu: não posso levantar-me para te dar o que pedes. Nós quase sempre pedimos. Coisa alguma deve o homem fazer ou empreender. que lhe não percebem os providenciais desígnios. — 8. o de que necessitem. sabeis dar boas coisas aos vossos filhos. procurai e achareis. quem procura acha e àquele que bate se abre. empresta-me três pães. nos alimenta de conformidade com a nossa constituição. cheio sempre de bondade. . batei e se vos abrirá. se pedir um peixe. nos concede o que antes não concedera. se maus como sois. LUCAS: capítulo 11º. para compreendermos por que sofremos. 7 ao 11. sem primeiro invocar e implorar a assistência do Senhor que. melhora e garante o bom êxito às nossas resoluções. se. que está nos céus. — 11. — 9.137 37 MATEUS. quando o segundo não se levante para dar o que lhe é pedido por ser seu amigo o pedinte. se está de acordo com a natureza das provas que devamos sofrer. e o amigo lhe responder. a fim de que não caíssem no abatimento e no desânimo. acaba de chegar a minha casa e nada tenho para lhe dar. com mais forte razão vosso Pai. que está nos céus. A prece. tornando-nos dignos da atenção do Mestre que. pois um de meus amigos. quem pede recebe. que é nosso Pai e tudo sabe acerca de cada um de nós. e as forças da fé e da humildade.

esforça-se pelos praticar. . a capacidade de amá-lo e a inteligência das coisas sob a influência espírita.138 Se nem sempre nos concede a graça que lhe solicitamos. 15º. — Jeremias. permitindo que seus mensageiros o esclareçam. 5. 8º. ao filho que se lhe dirige com sinceridade. Mas. 6. 14º. 7. — Provérbios. grande mal poderia trazer-nos. 12. Aquinhoado com essa graça. 6º. 17. em vez de ser ela para nós um bem. 13. — Timóteo. é porque vê. (41) Gênese. abre-lhe Ele o entendimento que dá o bom Espírito. e jamais desespera do seu amor e da sua justiça. 29º. 1º. isto é. que. 5. compreende o homem os ensinos do Mestre. — JOÃO.

Ajuda-o de todas as formas: com o coração. — Amor e Caridade MATEUS: capítulo 7º. nisso estão a lei e os profetas. com a inteligência. 10. O teu próximo. pelos atos e pelos pensamentos. pois que é filho do mesmo Pai. — Gálatas. — LUCAS. LUCAS: capítulo 6º. em tudo e por tudo. 19º. 7º. qualquer que ele seja. 18 — Romanos. Presta-lhe todo auxilio que estiver dentro das tuas possibilidades. com os braços. dos meios de que disponhas e das faculdades que possuas: pela palavra. amigo ou inimigo. 12. 6º. 13º. 8. — 1ª Epístola à Timóteo. Fazei aos homens o que quereis que eles vos façam. que está nos céus. como quererias que procedesse contigo. ditas por Nosso Senhor Jesus Cristo.139 38 MATEUS. 1º. 5º. (42) Levítico. (42) Ama o teu próximo como a ti mesmo. 14. é teu irmão. versículo 12. versículo 31.Justiça. conhecido ou desconhecido. . 31 . 5. Procede com ele. Fazei aos homens tudo o que quiserdes que eles vos façam. com a bolsa. É isto o que significam as palavras que acima se lêem.

esses são os que encontram a porta estreita e o caminho apertado. perto de cada Mara a que chegarmos. a tolerância. a luxúria. capítulo 10º. encontraremos. Porta estreita que conduz à vida MATEUS: capítulo 7º. que tem de certo modo o seu símile em Mara. o fanatismo. A porta larga e o caminho espaçoso. praticam o amor. a inveja. capítulo 15º. toparemos com muitos veios de amargosas águas. Jesus se apresentou como a personificação da porta estreita. Na cruz. a nossa Elim. para alcançar a vida eterna. nem desanimemos. às tendências más. a intemperança. a ambição. se obedecermos às vozes do Senhor. pela palavra ou pelos atos. — 14. a fim de que. são o orgulho. versículo 27). A partir daí é que aquele sítio se ficou chamando Mara. as dores e aflições que deve suportar. O cálice é amargo para um coração terno. que. versículo 25). o materialismo. porém o Cristo pode torná-lo de grande doçura. de modo geral — a maldade. pois que larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição. Eu sou. porqüanto. a incredulidade. capítulo 15º. disse Jesus (João. a dedicação para com todos.140 39 MATEUS. Eu sou a porta. versículo 9). preparando-o para o gozo da bem-aventurança. conduzido por Moisés. São amarguras que depuram e purificam o Espírito. Quão estreita é a porta. o desinteresse. se tornaram doces. a avareza. Não murmuremos. a preguiça. bem cumprindo suas provas e resistindo aos maus instintos. e onde não pôde matar a sede que o devorava por serem amargosas as águas. onde acamparemos felizes e nos refaremos de todos os cansaços da jornada. através das sucessivas encarnações necessárias à sua purificação e ao seu progresso. versículo 13. Procurando seguir a Jesus. 7º. versículos 23 ao 25). Assim falando. . capítulo 43º. esforços objetivando despojar-se de seus vícios e imperfeições morais e fadigas resultantes dos que empregue por tomar o caminho do bem e por fazer que lhe nasçam no coração os sentimentos opostos àqueles vícios. 13 ao 14. melhor os homens compreendessem o que significa entrar por essa porta. logo que Moisés lançou nelas o lenho que o Senhor lhe mostrou. o egoísmo. Por ser o conjunto de todas as perfeições. é que mais esplende a fé. Nos momentos de aflição e angústia. e grande é o número dos que por ela entram. quão apertado o caminho que conduzem à vida. porém. que quer dizer — amargura (Êxodo. usou Ele de uma figura. com as suas fontes de água deliciosa e as suas umbrosas palmeiras (Êxodo. depois de haver atravessado o Mar Vermelho e o deserto de Sur. para alcançar a vida eterna. quão poucos o encontram! A porta estreita e o caminho espaçoso indicam os esforços que o Espírito falido tem que fazer. a humildade. que conduzem à perdição e pela qual em tão grande número entram os homens. por uma imagem objetiva. eu mesmo sou o que apago as tuas iniqüidades por amor de mim e não me lembrarei de teus pecados. a caridade. no entanto. Entrai pela porta estreita. é que a paciência e a esperança se firmam. sob todas as formas e em todos os graus. Os que trabalham. assim como as fadigas. com todos os seus derivados: a cupidez. lugar a que chegou sequioso o povo hebreu. a intolerância. a cólera. aquele que entrar por mim será salvo. (ISAÍAS.

elas se tornarão. desde que. a todos os gloriosos Espíritos que esgotaram o cálice do martírio. (Apocalipse. atirado à ferocidade dos leões. lançados na fornalha ardente. pensando nos que pelo sacrifício se redimiram do pecado e alcançaram a glória eterna. o Cordeiro. Todos nós amargas águas sorvemos neste mundo. abraçados à cruz fincada no cimo do Calvário. Todos decerto responderão que nada de amargo tinha. porque com eles estava Jesus. versículo 17). plenamente confiemos no Pai de infinita misericórdia. Doces. no entanto. se algum amargor lhe acharam. a Paulo. que está no meio do trono. no cárcere. Os que vieram de uma grande tribulação e lavaram suas roupas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro. capítulo 7º.141 Perguntai a Daniel. aos prisioneiros. os guardará e os levará às fontes das águas da vida e enxugará Deus toda a lágrima dos olhos deles. que a nenhum de seus filhos esquece. .

Do Oriente e do Ocidente. versículo 25. Jacob estão no reino de Deus e que vós sois repelidos de Lá. levando consigo o cortejo de vícios. fraudes e impurezas que os acompanha. As locuções — choro. se. versículos 26 e 27. afastai-vos de mim. dizendo: Senhor. desta ou daquela religião. o Senhor o degreda para planetas inferiores à Terra. O caminho. para ela se encaminham. tão poucos são os que se salvam? Ao que ele respondeu: — 24. — 28. ranger de dentes — são empregadas em sentido alegórico. onde terá que fazer uma nova série de peregrinações. — 27. vós todos os que praticais iniqüidadeS. cada vez se lhes alonga mais e a porta volta gradualmente a fechar-se. — 26.142 40 LUCAS. abre-nos. — Há nestes versículos uma alusão aos que. o caminho que nos leva à Casa do Pai. como o disse Jesus. Aquele. — 25. Ao aproximar-se dela. versículo 23. no duplo mandamento: Amar a Deus e amar ao próximo. ouvindo-lhe os conselhos e pondo-os em prática. 13º. amedrontados com os obstáculos que terão de superar. — 29. cheio de espinhos e urzes. Os espíritas devem tomar para si essas palavras. são os que. Muitos procurarão passar e não poderão. mas com passo incerto e hesitante. Muitos. o Senhor. capítulo 13º. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita LUCAS: capítulo 13º. ele vos responderá: Não Sei donde sois. de fato. a fim de deixá-lo passar. quando virdes que Abraão. — Se o Espírito. (43) É árduo. E eis que serão os últimos os que eram primeiros e os primeiros serão os que eram últimos. Isaac. mas não perseveram. porém. vendo entreaberta a porta. até que compreenda a necessidade de progredir. esse transpõe facilmente a porta da salvação. Quer isso dizer que só uma consciência pura nos pode conduzir até essa porta e fazer que a transponhamos. se conservam desviados do caminho traçado pela lei divina. se obstina em ficar estacionário. que toda se contém. escabroso. respondendo. Se então disserdes: Bebemos e comemos na tua presença e ensinaste nas nossas praças públicas. São os que tentam. chamado a progredir na vida corporal. LUCAS. LUCAS: capítulo 13º. começardes a bater. Não basta que o homem se intitule profitente. é preciso que pratique a moral. E quando o pai de familia houver entrado e fechado a porta. dirá: Não sei donde sois. que segue sempre a senda que a sua consciência lhe traça. E alguém lhe perguntou: Senhor. verá que se torna ampla e aberta de par em par. Muitos recuam dele. porqüanto eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. que está nos céus. Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. 23 ao 30. Não basta dizer: Senhor! Senhor! É preciso fazer a vontade do Pai. por mais estreita que pareça. embora professando ostensivamente um culto qualquer. entretanto. Exprimem as torturas morais por que forçosamente tem de passar o . Esses são os que não podem passar pela porta estreita. Haverá prantos e ranger de dentes. do lado de fora. — 30. apesar de todos os esforços de seus guias e protetores. do Setentrião e do Meio-dia virão os que se hão de sentar à mesa no reino de Deus.

por desgraça deles. quanto à simplicidade do coração. mas não tiveram a perseverança necessária. quando também esta já se achar depurada. LUCAS. se fiam em si exclusivamente. Para ele. versículo 29. 21. mas que por ela caminha com perseverança e atividade. Para Deus nada é o tempo que o Espírito gaste na realização do seu progresso. 33. 31. que reinará entre os homens. — Romanos. 6. 31º. os que. chegados que seja o dia. isto é. João. . muitos que progrediram quanto à inteligência e ao saber. 6º. baixará de novo ao nosso globo. em geral. Conosco vivem de novo. Alusão à comunhão de pensamentos e crenças. demandando a casa do Pai. 9. de conformidade com o que nos está predito e anunciado. capítulo 13º. o arrependimento e as virtudes são tudo. — Virão do Oriente e do Ocidente. entretanto. senão culpado. capítulo 13º. como ainda passar adiante do Espírito preguiçoso. presentemente. que nenhum esforço faz. etc. na Terra. 55º. Assim o Espírito que tardiamente entrou na senda do bem. 34. 6. Espírito da Verdade. pode não só alcançar. Aqueles são. mesmo que tenha começado mais cedo a sua rota ascensional. Alusão igualmente aos Espíritos depurados que virão de diversos outros planetas à Terra. retardaram-se e ficaram para trás dos que começaram depois a jornada e nela perseveraram. Os que primeiro se puseram a caminho. — E eis que serão os últimos os que eram os primeiros e os primeiros serão os que eram os últimos. mas que. dentre os Espíritos que acompanharam a Jesus. na época em que Jesus. 13º. versículo 30. — Isaías. O mesmo orgulho lhes torna tardos os passos. 8º. verão a nudez de suas almas.143 Espírito endurecido e consciente de que esse endurecimento é a causa única de seu sofrer. 7º. LUCAS. (43) Salmos. 9º. tomados de orgulho. nenhum progresso fizeram. Julgam possuir tudo. ao tempo da regeneração.

— 20. abri-lhes os olhos e eles verão. cobrindo-se de tremendas responsabilidades. O homem bom tira o bem do bom tesouro do seu coração. a que os incautos são atraídos pela curiosidade do maravilhoso. — 19. principalmente pelos diretores de Grupos. e o homem mau tira o mal do mau tesouro do seu coração. pelo vosso proceder. Falsos profetas.144 41 MATEUS. não se colhem figos nos espinheiros nem uvas nas sarças. pois. ritos cabalísticos e até cenas deprimentes. aos manejos insidiosos de tais lobos. (44) Não basta pregar por palavras. versículo 15. É. mostrando. — 18. Espíritas. são lobos vorazes. 43 ao 45. 6º. Uma árvore boa não pode produzir maus frutos e uma árvore má não pode produzir frutos bons. — 45. pelos frutos que os conhecereis. para acabarem mistificados e iludidos. LUCAS: capítulo 6º. A árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não é má. pois cada árvore se conhece pelo fruto. como. mandá-los para porões de navios e outras com que se desmoralizam a si próprios e. procedem de boa-fé. Assim. Nem por isso. — LUCAS. mas que. quando não de todo desencaminhados da senda da verdade. infelizmente. — 16. Assim. por serem cegos. 7º. Se formos árvores más. conformemo-los com os seus ensinamentos e bons serão os frutos que dermos. precisa ser muito meditada pelos espíritas. deixando-se levar ao funesto erro de transformarem as manifestações espíritas em espetáculos. de modo geral. porqüanto a boca fala do que está cheio o coração. aos que vos chamem falsos profetas. dai frutos”. É árvore má todo aquele que não apresenta frutos da doutrina que propaga. é essencial fazê-lo pelo exemplo. é certo. Porventura se colhem uvas nos espinheiros. “Se sois árvores boas. Aos que. com palavras mentirosas. toda árvore boa dá bons frutos. sobre os lobos que se apresentam com a aparência de ovelhas. versículo 43. Toda árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada ao fogo. para que não se prestem. Esta a súmula da lição que se contém nos versículos acima transcritos. os frutos da moral cuja excelência proclamais. falsos profetas são todos aqueles que pregam e aconselham a boa moral que não praticam. 15 ao 20. que os engodam com um ou outro . estaremos destinados a ser cortados e lançados ao fogo da expiação. não podem apreciar o brilho da luz que vos banha as almas. Pela obra é que se conhece o operário. lançam o ridículo sobre o que há de mais sério e respeitável — as comunicações do mundo visível com o mundo invisível. Alguns. ainda tão amiúde acontece. Pautemos os nossos atos pela moral do Cristo. entretanto.17. quais as de pisarem Espíritos. e toda árvore má dá maus frutos. se acham isentos das insídias dos falsos profetas. — 44. Acautelai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco sob o aspecto exterior de ovelhas. exemplificando o que ensinais. — Frutos da mesma natureza que a árvore MATEUS: capítulo 7º. Conhecê-los-eis pelos seus frutos. demonstrai que o não sois. pela reencarnação. por dentro. cortar-lhes as cabeças. A lição do Divino Mestre. práticas insensatas. ou figos nas sarças? .

— 1ª Epístola à João. vítimas tão-somente da sua ignorância. — JOÃO. 4º. dos seus propósitos de especulação. 2º. 5. 29. 17 e 18. 8. — Atos. 5º. Esses também acabam. — Romanos. 1. 15º. 23º. porém. 30. porqüanto são esses sentimentos que atraem os infelizes que se comprazem na treva em que mergulharam pela obstinação no mal e que são os verdadeiros lobos de que nos devemos guardar.145 resultado apreciável da sua atuação. — Jeremias. 13º. — MARCOS. 1. 13º. . 6. 22. 26. 2º. — Miquéias. — Colossenses. a fim de mais facilmente os obsidiarem e terem sob a nefasta dominação que objetivam sempre alcançar. — Efésios. 3º. cedo ou tarde. afinal. 16º. do seu orgulho. (44) Deuteronômio. de todos os seus sentimentos inconfessáveis. 16. 1. segundo a advertência do Pastor divino. sendo vítimas. para satisfação de seus sentimentos maléficos. 3. — 2ª Epístola à Pedro. 20º.

Muitos me dirão nesse dia: Senhor. por estar edificada sobre a rocha. os rios transbordaram. transbordaram os rios. que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus. Ora. e não as pratica. 46 ao 49. porém. versículo 21. O rio se arremessou sobre ela. lhe constrói na rocha os alicerces. Aquele que escuta as minhas palavras. sem chegarem ao Senhor. As palavras desses se perderão no espaço. não profetizamos em teu nome. vã se tornará a nossa admiração. Veio a chuva. não basta nos extasiemos ante a lei de Jesus e digamos: é perfeita! Se nos não esforçarmos pelo nosso aperfeiçoamento. os ventos sopraram e se arremessaram sobre essa casa e ela não caiu por estar edificada sobre a rocha.146 42 MATEUS. não expulsamos em teu nome os demônios e não fizemos em teu nome muitos prodígios? — 23. uma verdade axiomática. Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! serão ouvídos. versículo 46. Aquele. sopraram os ventos. Senhor! Senhor! e não fazeis o que vos digo? — 47. se não pusermos em prática os ensinamentos que temos recebido. Quer dizer: não entrarão no reino de Deus aqueles cujas palavras não corresponderem aos seus atos. (45) O julgamento de cada criatura se baseia no de suas obras. se não nos utilizarmos dessas faculdades com a consciência do . Ë este um princípio intuitivo. se continuarmos quais éramos antes de conhecermos o Espiritismo. apreciamos e encomiamos. Sempre e sempre devemos praticar o que ensinamos. ao qual chamam Adão. Mas por que me chamais. 29. esse entrará no reino dos céus. Deus julga pelas obras MATEUS: capítulo 7º. obedecendolhe. — 28. desde que procedamos em oposição ao que nos ensinou e prescreveu o Cristo. 6º. porque Ele a instruia como tendo autoridade e não como os escribas e os fariseus. — 27. — LUCAS. se assemelha a um homem que edificou sua casa sobre a terra. — 25. Senhor! entrará no reino dos céus. a casa caiu logo e grande foi a sua ruína. Inútil será que nos proclamemos cristãos. a que só não se curvam os que ensinam e apregoam ser a Humanidade inteira responsável pela falta do primeiro homem. Assemelha-se a um homem que edifica uma casa e que. Porque. Senhor. Eu então lhes direi: Nunca vos conheci. 21 ao 29. afastai-vos de mim. a multidão se admirava da sua doutrina. LUCAS: capítulo 6º. Nem todo aquele que me diz: Senhor. — 49. — 22. precipitaram-se sobre essa casa e ela desabou e grande foi a sua ruína. Aquele que escuta as minhas palavras e as pratica é comparável ao homem ajuizado que construiu sua casa sobre a rocha. — 26. Um rio. que ouve as minhas palavras e não as pratica se assemelha ao insensato que construiu sua casa na areia. transbordadas suas águas. vós que praticais a iniqüidade. que nos declaremos espíritas. Vou mostrar-vos a quem se assemelha aquele que vem a mim — que escuta as minhas palavras e as pratica. cavando fundo. 7º. — 48. se arremessou sobre a casa e não conseguiu abalá-la. porém. aquele. Veio a chuva. sem lhe cavar alicerces. terminando Jesus esses discursos. que nos afirmemos médiuns e usemos das faculdades mediúnicas que possuamos. — 24.

Por aquele cuja mão protetora sustenta os humildes e os fracos e humilha os orgulhosos e os poderosos. sob a influência anterior e com letra igual à com que fora traçado o ensino que acabava de ser recebido. . a prática da doutrina que professam é tudo. para ensinar progressivamente aos homens todas as coisas. cumpre pô-la em prática. J. 2º. mas séria. se se não pratica a moral por mim ensinada. para afastar os obstáculos que vos possam deter”. por intermédio do seu enviado. — JOÃO. Collignon. — ISABEL. tende confiança e fé. (45) Romanos. praticando um abúso. Compromete-se. porqüanto muito lhes será pedido. pois. MATEUS. corroborada pela sublime Doutrina dos Espíritos. nos preparemos. seus mensageiros. correspondam seus atos às suas palavras e o reino dos céus lhes pertencerá. com o propósito de servir à causa da Verdade. que não usa das suas faculdades mediúnicas com o fim exclusivo de fazer. “Digam: Senhor. 19. também de modo espontâneo. o seguinte: “Não basta se diga que certa moral é sublime. LUCAS. 2º. para prestar contas exatas do que se nos confiou. uma propaganda séria. 13. Em seguida. pois. enviados de acordo com as minhas promessas. útil e eficaz da lei de Jesus. Pouco depois de haver escrito o que acabamos de resumir. que é a causa de Deus. o médium escreveu. e o Senhor estenderá suas mãos sobre vós. esta última comunicação: “Bendizei do Senhor a graça que vos fez e pedi-lhe de coração o apoio daquele que se vos manifestou hoje. a Sra. — 2ª Epístola à Timóteo. para os conduzir à verdade e lembrar-lhes o que eu lhes disse. Assim. visto que muito lhes é dado. B. mediante o exercício contínuo da caridade. Para os espíritas. debaixo de nova influência mediúnica e com letra diferente. dando-lhes testemunho dos sérios e constantes esforços que empregamos por progredir.147 nosso dever cristão. que os que queiram entrar no reino de meu Pai sejam seus filhos pelo coração e não de lábios somente. Perseverai no caminho que trilhais. o médium que não pratica a humildade e o desinteresse. Senhor! mas digam-no do fundo de seus corações. obedeçam com submissão. passou a escrever. Não basta ser-se cristão e mesmo cristão-espírita. todos os que nos dizemos tais. Roustaing as revelações que se encontram na obra que ele publicou sob o título de “Revelação da Revelação”. zelo e confiança às instruções que receberam e recebem hoje dos Espíritos. médium pelo qual foram transmitidas ao Sr. Cumpre. e de concorrer para a melhora de nossos irmãos.

Jesus lhe ordenou que não falasse a ninguém. podes curar-me. pela tua cura. Não fales disto a ninguém. Sua fama cada vez mais se dilatava e a ele acorria grande multidão de pessoas que vinham aos bandos para o ouvir e ser curadas de suas enfermidades. porém. a fim de que lhes sirva de testemunho. — 43. aproximando-se dele. mas vai mostrar-te aos sacerdotes e faze a oferenda prescrita por Moisés. expiava suas culpas de vidas anteriores. Jesus se apiedou do homem e. para os que não se encontrem em condições de apreciá-los. MARCOS: capítulo 1º. versículo 12. Tendo Jesus descido do monte. dizendo: Senhor. mas de toda parte vinham ter com Ele. Mas vai. não se tornem causa de acréscimo de responsabilidade e de dívidas morais. Estendendo a mão. Jesus o tocou. nos lugares desertos. Jesus. LUCAS: capítulo 5º. de sorte que Jesus não podia mais aparecer ostensivamente na cidade. Relativamente às curas espíritas. fica curado. recomendou ao homem que a ninguém referisse a cura de que fora objeto. cujo Espírito.148 43 MATEUS. um homem coberto de lepra o viu. seus enviados. tocou-o e lhe disse: Quero-o. a fim de que lhes sirva de testemunho. — 14. — 16. Assim sendo. 40 ao 45 — LUCAS. — 45. espalhados pelos que se acham aptos a recebê-lo. por maneira tão dolorosa. podes curar-me. Sucedeu que. se quiseres. nem todos se acham em estado de compreender a graça que Ele lhes faz. estendendo a mão. porém. 8º. Mas. 1º. dizendo: Eu o quero. dele se aproximou e. Ainda hoje assim é. Ele. 12 ao 16. se retirava para o deserto e orava. o Implorou. — 42. porém. mostrar-te aos sacerdotes e oferece pela tua cura o que Moisés determinou. de joelhos. versículo 40. se quiseres. 1 ao 4. 5º. ficando este curado. começou a falar da sua cura e a anunciá-la por toda parte. um leproso se pôs a adorá-lo. dizendo: — 44. prostrando-se com o rosto em terra. E no mesmo instante lhe desapareceu a lepra. 4. com prudência devem agir os que as possam operar como instrumentos dos Espíritos do Senhor. — 41. — 15. disse-lhe. achando-se Jesus em certa cidade. tocou-o e disse: Quero-o. Aproximou-se dele um leproso e. O homem. — MARCOS. e . (46) Jesus recompensou a fé que verificara existir naquele pobre homem. a fim de que os benefícios da sua misericórdia. Assim que pronunciou estas palavras. estendendo a mão. pelo que os bons Espíritos. O leproso MATEUS: capítulo 8º. a fim de que lhes sirva de testemunho. sabendo que ainda não era tempo de dar publicidade ampla às graças que espalhava. Mandando-o embora. dizendo: Senhor. e. o que Moisés ordenou. e a lepra desapareceu no mesmo instante. estás curado. o implorava. — 13. E Jesus acrescentou: Não fales disto a ninguém. permanecia fora. proibiu-lhe terminantemente Jesus que falasse do fato. mas vai mostrar-te aos príncipes dos sacerdotes e oferece. podes curarme. — 2. fica curado. versículo 1. tanto que dali se afastou. talvez ainda não haja também chegado o tempo de serem praticadas abertamente. O Senhor acode a curar a lepra dos corações de suas ovelhas. nos recomendam: procedei com prudência. — 3. grande multidão o acompanhou. dizendo: Se quiseres. a lepra deixou o homem.

E tanto mais compreensível é o conselho. operada por Jesus. a título de penhor da purificação obtida e de gratidão pelo benefício recebido. de sobrenatural na cura do leproso.149 a fim também de que o Consolador. procurando despojá-la de tudo o que a corrompe. quando não há duvidar de que. Tempo. que nos vem do Alto. foi que Jesus lhe mandou que se mostrasse aos príncipes dos sacerdotes e levasse. pois. atuando sobre os fluídos apropriados a produzi-la e efetuando uma concentração magnética deles sobre o doente. Que fazem os médicos da Terra. Enquanto o nosso organismo material não se tornar de natureza elevada. atenda-se a que tudo era emblemático na legislação moisaica. faça-se o que se fizer em contrário a essa divulgação. que é curar as almas. era porque. Para que aquele. isto é. pudesse volver a esse convívio. tanto mais facilmente os poderá empregar como meio curativo. perseguido. Ele se via forçado a procurar sítios mais espaçosos. assim como se degolava a vítima propiciatória. ao interesse egoístico da cura apenas dos corpos. a oferenda prescrita por Moisés. os benefícios do Senhor sempre se divulgam. de exercer ação sobre os fluídos que o cercam. em testemunho da sua cura. considerado o mais limpo. elevando-nos o corpo a um alto grau de pureza. porém. pelas multidões. Sua cura. conseguintemente. Do mesmo modo procedem os enviados do Pai. a bem dizer. para redimir as faltas dos povos. assim também os leprosos eram obrigados a levar uma oferenda ao Senhor. aos olhos dos homens. . têm eles que depurar a fonte das nossas impurezas. a quem Ele curara. por conseguinte. que aí está entre nós com o nome de Espiritismo. milagre algum senão aos olhos dos homens. Pelo que respeita a essa oferenda. não veja sobposto o seu objetivo capital. Nada houve. O magnetismo humano já opera curas que. imitando-se a consagração dos primogênitos das famílias. quanto mais em condições se puser. Os leprosos eram excluídos do convívio social. Quanto mais. como dizem os Evangelistas. entre os homens. para chegarem a purificar a pele de um leproso? Tratam a massa do sangue. para que obremos com prudência. Cada um oferecia o que estava ao seu alcance e aquele que mais oferecia era então. É disso evidente sinal o fato de haver aquele que deixara de ser leproso desobedecido ao que lhe determinara. como tantos outros. tornando-o inteiramente fluídico. não podemos ainda compreender. espiritualizando-se pela sua depuração. em sendo oportuno. mais curiosas de milagres do que do reino dos céus. se operou por ato da vontade poderosa de Jesus. que foi instantânea. O corpo nos retém cativa a alma. todavia. Não houve. para se lhe compreender o significado. virá em que nossa alma recuperará a sua liberdade e desferirá o vôo. Longe estamos de imaginar sequer o que pode o homem conseguir do magnetismo e menos ainda o que poderá a seu tempo.o divino Mestre. pareceu milagroso. Assim como se sacrificavam as primícias dos rebanhos. não é comum. o homem se aproximar da vida espiritual. por desconhecerem completamente a lei natural que lhe presidiu à realização. o interesse do juiz influir no julgamento? Se Jesus se conservava nos lugares ermos. Com efeito. como ainda hoje. aos quais o fato.

a fim de orar. ou. seja. o que se dava. fluídico. conforme já foi explicado. fazendo cessar a visibilidade e a tangibilidade do seu corpo celeste.150 Quanto ao retirar-se para o deserto. 3. como pensavam seus discípulos. a fim de volver às regiões celestiais onde paira de contínuo o seu Espírito excelso. (46) Levítico. . 10. era que lhes desaparecia das vistas. 14º.

Jesus se encheu de admiração e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que ainda não encontrara em Israel tão grande fé. e o meu servo estará curado. Jesus se pôs a caminho com eles. — 8. . ele vem. — 11. — 5. encontraram curado o servo que estava doente. soldados. Isaac e Jacob. 1 ao 10. LUCAS: capítulo 7º. ele faz. dize apenas uma palavra. — 9. atacado de paralisia e sofre extremamente. sob minhas ordens. a outro: vem aqui. pois não sou digno de que entres na minha casa. ele vai. E. — 9. tenho. onde haverá prantos e ranger de dentes. Jesus se mostrou admirado e. em minha casa. o princípio magnético. O centurião MATEUS: capítulo 8º. — 8. é natural a explicação dessa força. 8º. — 10. 12. voltando-se para o povo que o acompanhava. este lhe mandou dizer por seus amigos: Senhor. Ouvindo isso. que nos elevem à altura da Ciência que teremos de adquirir para as conhecermos devidamente. sob minhas ordens. mas que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores. — 4. soldados e. veio ter com Ele um centurião e lhe dirigiu esta súplica: — 6. — 6. 5 ao 13. de certos fluídos espalhados na atmosfera pode operar sobre o organismo vivo um abalo violento que o regenere. Na força daquele que. purificadoras e regeneradoras. como não me julguei digno de ir ter contigo. pela ação exclusiva da sua vontade. versículo 5. — digo a um: vai lá e ele vai. das quais só aprenderemos a servir-nos quando nos entregarmos a estudos morais. por alguns anciães judeus. Jesus disse: Irei lá e o curarei. um servo que lhe era muito caro. quase a morrer. que viesse curar o seu servo. 7º. Nessa mesma hora o servo ficou curado. o centurião lhe mandou suplicar. — LUCAS. por efeito magnético. (47) A cura do servo do centurião. se digo a um: vai lá. como a do leproso. E quando para a casa do centurião voltaram os que este mandara a Jesus. não te dês esse incômodo. disse: Em verdade vos digo que ainda não vira em Israel tão grande fé. porqüanto sou um homem submetido a outro. dize uma só palavra e o meu servo estará curado. — 10. tenho.151 44 MATEUS. Senhor. também a concentração. Falando a Jesus. mas. e não por milagre. Ouvindo estas palavras. voltando-se para o centurião. — 3. Um centurião tinha doente. — 2. entrou em Cafarnaum. disse: Vai e seja feito como acreditaste. quando chegaram perto da casa do centurião. porqüanto sou um homem submetido à autoridade de outro. — 7. a meu servo: faze isto. vem cá e ele vem. obtinha tais efeitos é que se poderia ver um milagre. mas. a outro. Tendo Jesus entrado em Cafarnaum. — 7. também se operou pela aplicação do mesmo princípio. pois que ama o nosso povo e nos edificou uma sinagoga. — 13. Também vos digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão à mesa no reino dos céus com Abraão. Tendo ouvido falar de Jesus. Assim como a pilha galvânica pode momentaneamente dar movimento aos músculos e aos nervos de um cadáver. Acabando de dizer todas estas coisas ao povo. versículo 1. Mas o centurião lhe ponderou: Senhor. também a atmosfera que nos cerca contém propriedades fortificantes. a meu servo digo: faze isto e ele faz. dizendo: 5 um homem que merece lhe faças esta graça. Do mesmo modo que o solo que pisamos se acha juncado de plantas cujas propriedades curativas ainda se não conhecem. os anciães o imploraram instantemente. meu servo está de cama. não sou digno de que entres em minha casa.

oportuna e criteriosamente. —Assim dizendo. que o homem remonte sempre àorigem do mal que deseje remediar. possuidoras de propriedades curativas já conhecidas e de outras que ainda virão a ser descobertas. aliás. por exemplo. Antes mesmo. nos inúmeros males que afligem o gênero humano. O coração ou a alma estão quase sempre atacados. porque só esses estudos nos desembaraçarão dos instintos brutais que escravizam a nossa vontade. Enquanto não atinge esse ponto. de aproximar-nos. poderá o homem servir-se deles com bom resultado. Em última análise. valendo-se do magnetismo espiritual. todas as curas. Perscrute o que sofre os seus antecedentes e descobrirá muitas vezes o pesar oculto de uma ação. a depuração moral do homem só muito lentamente se vai operando. quis Jesus . assim do sonambulismo magnético e do magnetismo humano. se pesquisarmos o fundo dos corações e das consciências. claro é que ainda muito tardará que ele se ache apto a manejar sempre com eficácia aqueles fluídos. quando é nele introduzida. porém. fluídos que ela leva ao dito organismo. quando perturbada. denota possuir virtude curadora para tal ou qual enfermidade.152 Dizemos estudos morais. tanto daquela ciência. Os que se consagram à meritória missão de aliviar os sofrimentos físicos da Humanidade devem entregar-se a profundos e perseverantes estudos teóricos e experimentais. mediante o auxilio dos Espíritos protetores da Humanidade. vegetais e animais. de dominar os nossos sentidos. dos fluídos apropriados a restabelecer. quando uma planta. que. bem entendido. depurativas e regeneradoras. como. bem como do magnetismo humano e do sonambulismo magnético. Ainda não encontrara tão grande fé em Israel. Somente a depuração moral nos possibilitará os estudos necessários ao conhecimento dos fluídos magnéticos dotados daquelas propriedades fortificantes. para poder lançar mão. cumpre-lhe servir-se. visto que todos esses elementos são do domínio da Natureza. e a harmonia das forças vitais. no organismo humano. Por aí se vê que a medicina não deve constituir um sistema. portanto. um acontecimento que interessou a saúde. porém. tornando-a capaz de os dominar. Daí a perturbação do sistema nervoso. já o fazem com os médiuns curadores. que chegue às condições de se utilizar diretamente desses fluídos. pois que. Como. como da ciência médica. a causa moral de onde elas se geram. com oportunidade e proveito. que lhe indica as substâncias minerais. quando desfeito. lhos colocarão ao alcance. mas. são produzidas pelos fluídos a que nos vimos referindo. viciando o sangue que deve circular puro nas veias. É claro que aquele que quebra um braço a nenhuma dor secreta pode atribuir o fato. os quais. Cumpre. ou a maus pendores. fonte de todas as enfermidades. porém. o desequilíbrio fluídico que ali se verificou e que é a enfermidade. sob esta ou aquela forma. ou o dos semelhantes. de todos os sofrimentos. mas um meio de restabelecer-se no organismo aquele equilíbrio. em todas as dores físicas. da perfeição e de aumentar os nossos poderes. procure sempre. que se obtém pelo uso de substâncias medicamentosas. sobretudo. o que se dá é que essa planta tem a propriedade de saturar-se. por efeito da lei de afinidade. dores orgânicas. adotando o princípio dos contrários. encontraremos sempre a raiz dessa árvore que se estende por sobre todos os membros.

repelindo. 106º. até às conversões à religião ortodoxa! O véu dos interesses inconfessáveis. a Igreja começou a desempenhar com zelo a sua tarefa. que ter fé em Deus não é privilégio desta ou daquela seita religiosa. será arrancado. — 2ª Epístola à Pedro. como faz a Igreja Romana com os que não se lhe curvam ao jugo. seja judeu ou gentio. (47) Salmo. pelas conveniências políticas. versículo 27. . pela única razão de suporem com o direito de absolver e de condenar. a verdade da ciência espírita irão tirando uma a uma as camadas de obscurantismo que os séculos no seu perpassar lhe colocaram em cima. para dar sublime ensinamento. Orgulhosa dos bens que recebeu. — Judas. A Igreja do Cristo tem por templo o nosso planeta. provocou uma resposta. capítulo 7º. MARCOS. (MATEUS. Esse véu. versículo 12 de MATEUS). esquecida do caso da Cananeana. mas o êxito a embriagou e ei-la sacrificando a Mamon. versículo 28. como presunçosamente os declara repelidos do Senhor. capítulo 15º. ocultando-lhe a luz. A grandiosidade dos ensinos espíritas. 13º. aos quais ela não só repele do seu seio. que os que se julgavam salvos. que foi formulada nos seguintes termos: O cãozinho se nutre das migalhas que caem da mesa de seu dono. não admite lhe caiba reparti-los. é todo aquele que em Deus tem fé. da ânsia de predomínio dos mistérios. serão pesados na mesma balança em que pesavam os outros e passarão na erraticidade pelas torturas morais apropriadas a fazê-los aperfeiçoar-se. no sentido particular em que Ele usava dessa locução. lhe impede completamente a visão da luz. cheia de orgulho. para os reconduzir Àquele que empunha o grande cajado de pastor. porque Deus o quer. porém. esquecida da humildade do Mestre divino e dos princípios evangélicos.) Chamada a continuar a obra dos primeiros cristãos. seja ele o que for. Deus não o rejeita. 20.153 assinalar que filho de Deus. de quem Jesus. Isto significa que os que receberam a palavra do Senhor e dela não fizeram o uso que deviam fazer. 17. os que procuram abrir-lhe os olhos e opondo-se. Mas os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores (capítulo 8º. e que o que tem fé. por fiéis todos os que praticam a sua moral simples e sublime e por sacerdotes todos os corações puros que arrebanham os Espíritos transviados. 2º.

versículo 11. que do Novo Testamento. por uma como cadeia elétrica. . logo que as necessidades humanas o determinam. 11º. Vendo-a. 7º. portanto. — 16. grande número de pessoas da cidade a acompanhava. Aproximou-se e tocou o esquife. pela decomposição da matéria corporal. levanta-te. (48) Quando se encontra num desses estados de repouso a que chamamos — sono. No mesmo instante aquele que estava morto se sentou e começou a falar e Jesus o restituiu à sua mãe. que éo laço fluídico do perispírito. síncope. Ao aproximar-se da porta da cidade. que começa. Nenhuma outra causa nem outra explicação qualquer têm os fatos desta natureza. fez Jesus foi chamar os prisioneiros aos cárceres de carne. em todos eles. constantes assim do Velho. ligado ao corpo de que se separou. — Atos. Não há então morte real. donde se haviam afastado. sendo esta viúva. 14. — 17. vigentes na Terra. não lhe é mais possível retornar à vida corporal humana. 4º. 17. esse laço não se quebrara. Desde que o Espírito tenha voltado à sua vida primitiva. porque desta não há despertar material. em todos os outros de ressurreição de mortos aos olhos dos homens. o Senhor se encheu de compaixão por ela e lhe disse: Não chores. acompanhado por seus discípulos e por grande multidão. aconteceu-lhe ver que levavam a enterrar um morto que era filho únicO de sua mãe. desde o instante em que se rompe definitivamente aquele laço fluídico. — 14. e eles volveram imediatamente. de acordo com as leis naturais e imutáveis da reprodução. 4º. os que o levavam pararam e ele disse: Mancebo. O filho da viúva de Naim LUCAS: capítulo 7º. 19. Em tais casos. 9º. No caso do filho da viúva de Naim. Jesus se dirigiu para uma cidade chamada Naim. isto é. Todos os presentes foram tomados de espanto e glorificaram a Deus. dizendo: Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo.154 45 LUCAS. No dia seguinte. laço que o reconduz ao invólucro material. eu o ordeno. a não ser por meio da reencarnação. o Espírito readquire uma liberdade momentânea e limitada. O rumor desse milagre se espalhou por toda a Judéia e por todas as suas cercanias. 40 — Romanos. o corpo físico se acha separado da inteligência que o anima. ainda. 6º. a morte era apenas aparente. como no da filha de Jairo e no de Lázaro e. 11 ao 17. 9º. 43. — 12. permanecendo. catalepsia. renascendo. 17. — 15. porém. O que. à vida espírita. uma vez que a vontade imutável do Senhor jamais força o Espírito a se unir à podridão. — 13. (48) JOÃO.

Ao pôr do Sol. no mesmo instante a febre a deixou e ela se pôs a servi-los. porque eu sou o Senhor que te sara. que então se tornavam médiuns falantes. deixando-as livres do jugo que as oprimia. Jesus aí en controu a sogra deste de cama e com febre. Cura da sogra de Pedro. eram sempre efeito da ação magnética que Ele exercia sobre os doentes. reunia e combinava instantaneamente os fluídos apropriados a curar a enfermidade de que se tratava. versículo 26. — 32. clamando: És o Filho de Deus! «Se obedeceres à voz do Senhor teu Deus e obrares o que é reto diante de seus olhos e obedeceres aos seus mandamentos e guardares todos os seus preceitos. — 39. versículo 14. — 15. versículo 38. davam testemunho da grandeza espiritual do Cristo. (49) As curas físicas. que Jesus operava. aproximando-se. Pela tarde apresentaram-lhe muitos possessos e de todos expulsou ele com a sua palavra os maus Espíritos e curou os que estavam doentes. — 33. entrou Jesus na casa de Simão. achando-se a sogra de Simão de cama com febre. — 31. aos quais não permitia que falassem. — Enfermidades curadas MATEUS: capítulo 8º. Inclinando-se sobre ela. capítulo 15º.155 46 MATEUS. eu não enviarei sobre ti qualquer das enfermidades que mandei contra o Egito. logo falaram dela a Jesus. — MARCOS. Tocou-lhe na mão e a febre desapareceu. 8º. Mas Jesus os ameaçava e não lhes permitia que falassem. Do mesmo modo. trouxeram-lhe muitos doentes e possessos. pelo poder da sua vontade que. Saindo da sinagoga. as mais das vezes. da sua autoridade suprema de enviado divino. aglomerando-se à porta da casa todos os habitantes da cidade. os Espíritos inferiores se afastavam de suas vítimas. versículo 29. e este. MARCOS: capítulo 1º. todos os que tinham doentes atacados de moléstias diversas os traziam e ele. quando o Sol já se escondia.” (“Êxodo”. 38 ao 41. éque realizava a cura dos padecentes de obsessão ou subjugação espiritual. Ao cair da tarde. pela ação da sua vontade poderosa e incontrastável. Jesus ordenou à febre que a deixasse e a febre a deixou. em cada caso. — 34. 1º. — 17. Saindo da sinagoga. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças. Tendo ido à casa de Pedro. — 40. És o filho de Deus. por isso que sabiam ser ele o Cristo. porque o conheciam. os curava. 14 ao 17. De muitos os demônios saíam gritando e dizendo. — 16. 4º. vieram com Tiago e João à casa de Simão e de André. cuja sogra estava com muita febre e lhe pediram que se compadecesse dela. 29 ao 34 — LUCAS. pondo sobre cada um as mãos. E ele curou muitas pessoas atacadas de diferentes moléstias e expulsou muitos demônios. lhe pegou na mão e a fez levantar-se.) Ao defrontar com os leprosos que se amontoavam nas vizinhanças de . Ora. por intermédio destas. ela se levantou imediatamente e começou a servi-los. — 41. da superioridade extrema que lhe advinha da sua qualidade de Espírito de pureza perfeita e imaculada. — 30. ela se levantou imediatamente e se pôs a servi-los. e. LUCAS: capítulo 4º. Não podendo resistir àquela ação.

24. capítulo 17º. versículos 3. dizendo. Bendize. em testemunho da nossa fé: “Ele perdoa todas as minhas maldades e sara todas as minhas enfermidades. Redime da morte a minha vida. que é a salvação. 16º. Jesus confirma essas palavras. 17 e 18. versículo 12).” (“Salmo”. revelando. pois. capítulo 102º. capaz de curá-las todas do pecado que as enferma. ó minha alma. Ele é bem portanto. 2º. o Senhor. — 1ª Epístola à Pedro. 53º. — Atos. o médico das almas. 4. transformando a morte em vida. Anelando por esta. . demonstrando ter o poder de os curar.) (49) Isaías.156 Betsaida (LUCAS. 4 e 22. base da sua medicina. como o disse. entoemos com o salmista o nosso cântico. causando-lhe males atrozes. Ele muda a enfermidade em saúde. Portador ao mundo e distribuidor do divino perdão. ser de fato o preposto imediato do Senhor que sara.

dando ensejo àquela suposição. Retirada para o deserto. nem consagrar demasiado tempo aos cuidados pessoais. o que se dava. tendo-se levantado muito cedo. com o seu corpo de aparência humana. encerravam também um ensinamento. Daí o dizerem que este se retirava para lugares desertos. é que volvia às regiões superiores onde constantemente paira. embora eles se achassem debaixo da influência e da inspiração mediúnicas. 4. LUCAS: capítulo 4º. às contingências da encarnação. 28. como já foi explicado. para ir entregar-se à oração. porém. saiu e foi para um lugar deserto. saiu e foi para um lugar deserto. Com o deixar supusessem que se levantava muito cedo. e. quando o encontraram lhe disseram: Toda gente te procura. senão aparentemente. Era o que fazia durante a noite. Ao nascer do dia. como não podia deixar de acontecer. Entretanto. onde se pôs a orar. qual o de que todos devemos estar sempre vigilantes. — LUCAS. porqüanto o seu corpo. — 36. E pregava nas sinagogas da Galiléia. a multidão que o procurava veio ter com Ele e não o largava com receio de que se fosse embora. Não era isso. Ele. lhes disse: É preciso que também nas outras cidades eu anuncie o reino de Deus. No dia seguinte. Simão e os que com ele estavam lhe foram no encalço: — 37. o que se verificava. exercendo o governo do mundo que lhe está confiado. — 43. versículo 42. ensinava aos homens que não devem proporcionar a si mesmo um repouso desnecessário. o que quer dizer — de natureza fluídica. no sítio onde devia ser encontrado. pois foi para isso que vim. — Pregação MARCOS: capítulo 1º. 17º. — 39.157 47 MARCOS. a fim de orar. pois para isso é que fui enviado. reaparecendo. 35 ao 39. 42 ao 44. 16º. E assim pregava nas sinagogas e por toda a Galiléia e expulsava os demônios. Como não estava sujeito. esses seus desaparecimentos. (50) Isaías. 1º. era celeste. todas as vezes que o supunham ter-se retirado para o deserto. . 61º. a fim de nos acharmos prontos sempre a comparecer diante do Senhor. Ele então disse: Vamos às aldeias e cidades próximas a fim de que também aí eu pregue. — Prece. versículo 35. às crenças dos apóstolos e das multidões que acompanhavam a Jesus. — JOÃO. 1. entre elas à do repouso pelo sono. ao amanhecer. — 38. porém. 4º. (50) A linguagem e a narração dos evangelistas são. — 44. conformes.

Quis tão-somente. porém. . isso dizendo. Então um escriba se aproximou e lhe disse: Mestre. resolveu atravessar o lago. Senhor. não serve para o reino de Deus. sempre que desaparecia da vista dos homens. Outro discípulo lhe disse: Senhor. Jesus lhe disse: As raposas têm suas tocas. um homem lhe disse: Senhor. menos.158 48 MATEUS. que. eu te acompanharei para onde quer que fores. porque não seria compreendido. olhar para trás. pela energia contra os pendores malsãos. 9º. Jesus lhe retrucou: Deixa que os mortos enterrem seus mortos.Jesus. 18 ao 22. — 58. quis Ele significar que os cuidados e esforços pela conquista cujos meios de efetivação constituíam o objeto capital da sua missão. era porque ascendia às regiões celestiais donde dirige a marcha da Humanidade terrena. é claro. E disse a outro: Acompanha-me. os pássaros do céu têm seus ninhos. com essas palavras. autorizar que se deixem insepultos os corpos. LUCAS: capítulo 9º. não tinha onde descansasse das fadigas a que o julgavam sujeito os que o supunham um homem comum e esses eram todos os que lhe seguiam as pegadas. Deixa que os mortos enterrem seus mortos. — Não olhar para trás MATEUS: capítulo 8º. deve a criatura sobrepô-los às voluptuosidades. um motivo de ostentação e de fausto. mas o filho do homem não tem onde repousar a cabeça. nem explicado. como temos dito. às doçuras e ao repouso exagerado da vida material. versículo 57. Apenas teve em mira mostrar que não se deve fazer do enterramento dos corpos um culto. E Jesus lhe disse: As raposas têm suas tocas. permite que primeiro eu vá enterrar meu pai. — 21. Quando iam a caminho. — 61. — 20. mas permite que vá antes dizer adeus aos de minha casa. — 19. que precisa caracterizarse pela atividade no bem. mas o filho do homem não tem onde repousar a cabeça. o divino Mestre. os pássaros do céu têm seus ninhos. Seguir a Jesus. — 22. aconselhar e. nem que faltemos às obrigações que os laços de família ou de amizade nos impõem. — Não pretendeu. o que ainda é pior. versículo 18. ou. — 60. pois que não sofrera a encarnação humana. Ao que ele respondeu: Senhor permite que vá primeiramente sepultar meu pai. ensinar que o nosso culto aos entes amados que regressam à vida . Disse-lhe outro: Eu te seguirei. — LUCAS. ensinar que para aquele e não para este é que devemos fazer convirjam os nossos principais e maiores cuidados. — 62. Jesus lhe disse. Ele que viera demonstrar que o que tem valor real é o Espírito e não o corpo. tu. Jesus lhe disse: Aquele que. seguir-te-ei para onde quer que fores. Deixa que os mortos enterrem seus mortos. — 59. dirigidas aos que o consideravam passível de todas as vicissitudes da existência corpórea. pelo desprendimento das coisas perecíveis e pela confiança em Deus. — Deixar que os mortos enterrem seus mortos. o que ainda não fora revelado. que era sempre Espírito livre. tendo posto a mão no arado. porém. Além disso. 57 ao 62. os que o acompanhavam pelas estradas da Palestina. Vendo-se Jesus cercado por grande multidão. vai e anuncia o reino de Deus. 8º. (51) O filho do homem não tem onde repousar a cabeça.

J. pois parar é recuar. Que os outros. se apliquem em pregar a vida eterna em consolar e exortar os homens a que busquem o carreiro conducente a essa vida. olha para todos vós e seu amor leva em conta os vossos menores esforços. de que Jesus falava. e abandonar a obra que tendes de executar. egoísticas. a luz e a ciência. segui o vosso caminho. com caligrafia diferente da anterior e magistral. fé e amor. Começastes a caminhar para a frente. 19º. o nosso luxo para com eles devem consistir nas preces fervorosas e constantes. olha para trás de si não é apto para o reino de Deus: É preciso que as condições pessoais. outro Espírito. Mas. do que para o corpo. como enviado de Jesus e em seu nome. “O Senhor. se por estar Jesus muito acima dos Espíritos que vos servem de guias e protetores. — MATEUS. tendo posto a mão no arado. . intermediário de Jesus junto de vós. porém. que a terra reclama para o trabalho de decomposição que lhe incumbe. de levá-la aos que a desejam. são os que vivem exclusivamente para o corpo e não para o Espírito e pelo Espírito. MARCOS. “Aquele que. Logo que.159 extraterrena. onde tudo é perfume. Roustaing as explicações que deixamos resumidas. escreveu o médium: “Foi um Espírito. B. pelo médium que o auxiliava. e não em atenções pueris dispensadas aos despojos putrescíveis. O Espírito que vos transmitiu as suas palavras é um dos que lhe recabem as ordens e espalham. coragem. “Jesus vos abençoa”. quem se manifestou e vos transmitiu a palavra do Mestre. aos quais falecem outras consolações. sob a sua direção. 20. com vigilante ternura. (51) 3º Reis. Paciência. “Grande seja o vosso reconhecimento! A bondade do Senhor desce sobre os que se esforçam por submeter-se às suas leis. indispensáveis são os intermediários. perseverança. LUCAS e JOÃO”. o seguinte: “Deixai que os mortos enterrem seus mortos e ide vós anunciar o reino de Deus. os que vivem mais para e pelo Espírito. Em seguida. entre Ele e vós. Os mortos. Tratai. com mais forte razão. Deixai entregues a si mesmos os que se mostram incapazes de ver a luz. Que esses. não vos façam voltar atrás. fez que o mesmo médium escrevesse. acabavam de ser dadas ao Sr. se abracem e agarrem à podridão e ponham todos os cuidados em enterrar seus mortos. saídas do coração. com a mesma caligrafia de antes. alegria e luz. primeiramente. estes não são por Ele pessoalmente dirigidos.

acompanhado pelos discípulos. são os que escolheram ou se viram obrigados a passar pela prova de terminarem dessa maneira a existência .160 49 MATEUS. — 27. — 25. mandou que os ventos e o mar se aquietassem e grande bonança logo se fez. despertando-o. dados esse conhecimento e esse poder. a cuja formação presidiu. Tomou em seguida a barca. E. dizendo: Senhor. atirando as vagas sobre a barca. levantando-se. — 24. Enquanto faziam a travessia. outras barcas o seguiam. socobramos. porém. Nesse dia. — 36. — 37. ao cair da tarde. 4º. — 26. falou ao vento e ao mar dizendo: Cala-te. 35 ao 40 — LUCAS. levantando-se. cheios de temor e de admiração. — 40. diziam uns aos outros: Quem julgas seja este a quem o vento e o mar obedecem? LUCAS: capítulo 8º. que perecemos. versículo 35. disseram: Mestre. tinha. perguntavam uns aos outros: Quem julgas seja este que dá ordens aos ventos e às ondas e é obedecido? (52) Segundo já foi explicado. — 24. de acordo com as leis naturais que lhes regem as combinações e aplicações. emudece. falou ameaçadoramente ao vento e às ondas agitadas. E eis que se levantou no mar uma tempestade tão grande que as ondas cobriam a barca. Jesus. tão fácil lhe era curar uma enfermidade. dizendo-lhe: Mestre. Os homens. Cumpre ponderar que tais fenômenos visam a um fim providencial — o aperfeiçoamento do orbe. Eles o acordaram. disse-lhes: Passemos para a outra margem do lago. Os discípulos se acercaram dele e. enchendo dágua a barca e pondo-os em perigo. Jesus. Disse-lhes Ele então: Onde está a vossa fé? Eles. Jesus. homens de pouca fé? E. Ele adormeceu e grande ventania se desencadeou sobre o lago. vitimados por eles. onde Ele se achava. dormia reclinado num travesseiro. 23 ao 27. tendo entrado numa barca com os discípulos. versículo 23. Jesus lhes respondeu: Por que tendes medo. fazendo cessar entre eles o desequilíbrio que as ocasiona. — MARCOS. como aplacar uma tormenta. Os que sucumbem. em correspondência com o progresso da Humanidade e de tudo o que lhe concerne. como governador. todos de natureza fluídica. por efeito dessa excelsitude. o conhecimento de todos os fluídos e o poder de utilizá-los conforme entendesse. Jesus. versículo 22. Ele entretanto dormia. Levantou-se grande ventania. despedida a multidão. salvanos. — 23. — 25. levaram consigo Jesus na barca. e partiram. Tempestade aplacada MATEUS: capítulo 8º. cheios de admiração. disse-lhes Ele: Passemos para a outra margem. que. que se achava à popa. diretor e protetor do nosso planeta. a enchiam dágua. Ora. Certo dia. E Ele lhes disse: Por que sois tão tímidos? ainda não tendes fé? E todos. não se te dá que pereçamos? — 39. Tudo logo cessou e reinou grande calma. levantando-se. o vento cessou e logo reinou grande calma. — 38. missão que por si só indica a grandeza excelsa do seu Espírito. 22 ao 25. modificando as condições dos elementos que as produzem. Os discipulos então se aproximaram dele e o despertaram. diziam: Quem é este a cujas ordens os ventos e o mar obedecem? MARCOS: capítulo 4º. 8º. 8º. cheios de temor.

Ë esta uma verdade. porque são meios de provação e expiação e servem para o desenvolvimento da civilização e da Ciência. determinando. como de ordem intelectual e moral. Tal se dará quando houvermos chegado a um alto grau de pureza moral. pois. a vontade potentíssima de Jesus. capítulo 14º. como já tivemos ensejo de mostrar. Não devemos. (João. nos terremotos. abrindo ensejos à atividade. São efetivamente flagelos. Operá-los-á quando. que manda às nações o progresso e a paz aos homens de boa-vontade”. ao contrário. etc. pela fome. lamentar que tais calamidades se abatam sobre este ou aquele país. principalmente. perante o qual todas as cabeças se encontram à mesma altura. Também o homem operará um dia fatos desses. que tudo tem uma justa razão de ser. as hecatombes. para fazer que a tempestade cessasse. pois. repetimos. pelas combinações fluídicas. estabelecida pela onisciência divina. os quais. pelo progresso espiritual. visto que nada se dá por obra do acaso. era e foi bastante. assim de ordem física.. em relação ao nosso planeta. para os Espíritos culpados. o mais graduado daqueles Espíritos. meios apropriados a lembrar ao homem que todos estamos sujeitos ao poder divino. desde toda a eternidade.) No estado de inferioridade em que ainda se acha o nosso planeta. se tornar senhor da ciência do Magnetismo e capaz de praticá-la. Com o conhecimento perfeito de todas essas leis e com o poder. É o que igualmente se dá com os que perecem nos incêndios. causador único da sua extrema fraqueza. Tudo. por assim dizer. porque grande nele só há o orgulho. Assim. é uma realidade. pela peste. Devemos. concorrendo tudo para um contínuo progresso. de adiantamento moral e intelectual. mas. “que estende seu flagelo por sobre as massas e pesa na sua balança o valor de seus povos. as pestes. sob a influência e o auxílio espíritas. pela guerra. no sentido de que atingem indistintamente grandes e pequenos. versículo 12. a atração magnética e todos os demais efeitos decorrentes daquele agente universal. dia virá em que todos os fatos que presentemente ainda nos maravilham e assombram se nos tornarão familiares. em a Natureza. Tudo. 29. objetivando o progresso. cujo fundamento integral se encontra nas seguintes palavras do divino Mestre: Fareis as obras que eu faço e fareis outras ainda maiores.161 terrena. a fome e a guerra contribuem para o progresso dos povos. . bendizer do Senhor. 106º. amiúde. exercendo-se essa ação de conformidade com as leis naturais e imutáveis que o Supremo legislador do Universo pôs. O certo é que tudo segue marcha regular. à prática do devotamento e da caridade. A pena de talião. o tempo se tornasse de novo calmo e sereno o mar. do ponto de vista espiritual. (52) Salmo. pela elevação dos sentimentos. como de ordem intelectual e moral. segue marcha regular. é preparado e conduzido pela ação de Espíritos prepostos à execução dos sábios desígnios de Deus. divino que possui. são. sentem a necessidade de passar por aquilo que fizeram a outros e então encarnam nas condições apropriadas à satisfação dessa necessidade. que aos seus olhos ainda assumem as proporções de verdadeiros prodígios. assim de ordem física.

— 33. filho de Deus Altíssimo? Eu te conjuro. entraram nos porcos e toda a manada. — 8. assentado. onde se afogou. por Deus. — 29. Isso porque Jesus lhe ordenava: Espírito imundo. Ao chegar Jesus. a fim de que entremos neles. — 34. Tendo atravessado o mar. — 31. Então. — 9. Os que a apascentavam fugiram e foram espalhar na cidade e nos campos a notícia do que se passara e uma multidão saiu a ver o que acontecera. ouvindo dos que presenciaram os fatos a narrativa do que sucedera ao possesso e aos porcos. — Porcos precipitados no mar MATEUS: capítulo 8º. Jesus lhes disse: Ide. versículo 1. e. versículo 28. saindo dos possessos. 1 ao 20. 8º. logo toda a manada partiu a correr impetuosamente e se foi precipitar no lago. narraram tudo o que sucedera aos possessos. 14. — 16. saindo dos sepulcros. — 32. vestido e em seu juízo. E como Jesus lhes desse prontamente permissão para isso. — 15.162 50 MATEUS. indo à cidade. os espíritos impuros. MARCOS: capítulo 5º. exclamando em altas vozes: Que há entre ti e mim. dizendo: Volta para tua casa. mal Jesus descera da barca. — LUCAS. — 11. sai desse homem. ao vê-lo. Perguntando-lhe Jesus: Como te chamas? respondeu: Chamo-me Legião. vieram-lhe ao encontro. se puseram a pedir a Jesus que deixasse aquelas terras. filho de Deus. um homem possuido do espírito imundo veio ter com Ele. Ora. lhe pediram que se retirasse do país. — 7. e os demônios suplicaram a Jesus: Se nos expulsares daqui. 8º. saindo do possesso. Todos os habitantes da cidade saíram ao encontro de Jesus e. havia ali uma grande vara de porcos pastando na encosta do monte — 12. e os demônios faziam a Jesus esta súplica: Manda-nos para aqueles porcos. — 18. pois que muitas vezes já tinha estado com ferros aos pés e preso por cadelas e os quebrara. — 13. Ao ver Jesus. E lhe pedia com instância que não o expulsasse daquele país. os que a compunham se encheram de temor. — 19. não havendo quem pudesse dominá-lo. onde os porcos morreram afogados. para o meio dos teus e conta-lhes tudo o que por ti fez o . — 5. o homem que estivera atormentado pelo demônio suplicou que lhe fosse permitido acompanhá-lo. saindo dos túmulos. 28 ao 34. dois possessos tão furiosos que ninguém ousava passar por aquele caminho. que era de perto de duas mil cabeças. lho recusou. Ao volver Ele para a barca. homem esse que ninguém mais conseguia prender nem mesmo com correntes: — 4. na outra margem do lago. — 6. — 2. — MARCOS. e eles. — 10. Veio ter com Jesus e. 5º. porém. Vivia dia e noite nas montanhas e nos sepulcros. passaram para os porcos. Não longe dali havia uma grande vara de porcos pastando. onde tinha a sua morada habitual. 26 ao 40. a não me atormentares. à terra dos Gerasênios. e se puseram a gritar: Jesus. — Libertação dos subjugados. manda-nos para aqueles porcos. correu para ele e o adorou. — 17. Jesus. correu com grande impetuosidade e foi precipitar-se no mar. que há entre ti e nós? vieste aqui para nos atormentar antes do tempo? — 30. os que os guardavam fugiram e. de longe. e. vendo o homem que estivera atormentado pelo demônio. a gritar e a flagelar-se com pedras. Legião de maus Espíritos expulsos. — 3. desembarcaram no pais dos Gerasênios. porqüanto somos muitos. Jesus.

o povo o recebeu com alegria. — 29. LUCAS: capítulo 8º. havia muito tempo. quebrava as correntes e os ferros e era impelido pelo demônio para os lugares ermos. Logo que viu a Jesus. era por ele violentamente assaltado. sentado a seus pés. Volta para tua casa. — 38. encarnado. O homem partiu e começou a espalhar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera. O Espírito obsessor como que se substitui ao do encarnado no seu corpo. os demônios pediram a Jesus que lhes permitisse entrar nos porcos. Regressando este. que lhe ofereça a organização da sua vítima. Fá-la então sentir a sua presença de todas as maneiras. E esses demônios pediam a Jesus que os não mandasse para o abismo. De uma e de outras acorreram muitas pessoas a ver o que sucedera e. filho do Deus Altíssimo. falar. Como num monte próximo estivesse pastando uma grande vara de porcos. Jesus lhe perguntou: Qual é O teu nome? Ele respondeu: Chamo-me Legião. Ao saltar Jesus em terra. Saíram então do homem. se prostrou diante dele e. como se lhe pertencera. E os que tinham visto o que se passara lhes referiram como o possesso fora libertado da legião dos demônios. se deixou dominar e aquele sujeita temporariamente à sua vontade. pois que muitos demônios tinham entrado nele. encontraram o homem que ficara livre dos demônios. entraram nos porcos e logo toda a manada correu com impetuosidade a se precipitar no lago e aí se afogou. espalhando a notícia do que lhe fizera Jesus. por mais fraco. donde. Combinando os fluídos do seu perispírito com os do perispírito do encarnado. vindo onde estava Jesus. não me atormentes. No caso de possessão. vestido e de perfeito juízo. que fica defronte da Galiléia. ficando a este ligada a vítima. e que Ele de ti se compadeça. — 30. Isso porque Jesus ordenava ao Espírito imundo que saísse daquele homem que. — 36. causando admiração a todos. para servir-se desse corpo. o mau Espírito se introduz no instrumento corpóreo deste último e lhe imprime . pois que todos o esperavam. — 33. utilizandose de todos os elementos de mediunidade. ouvir. Jesus. — 27. o domínio é mais completo. com o auxílio do perispírito. versículo 26. o subjugador atua fluídicamente sobre o outro. — 37. 34. narra o que Deus fez por ti. O homem de quem os demônios tinham saido suplicava que lhe fosse permitido acompanhá-lo. Jesus tomou de novo a barca e partiu. expulsa o outro. — 28. toda a multidão de habitantes do país dos Gerasenios pediu a Jesus que se retirasse dali. dizia: Jesus. — 20. Vieram navegando até ao país dos Cerasênios. apenas por um cordão fluídico. ver e praticar os atos a que lhe apraza impeli-lo. mas nos sepulcros. Para produzir esse efeito. o que os encheu de temor. efeitos que a medicina oficial capitula de loucura. — 35. E o homem foi por toda a cidade. o mandou embora. dizendo: — 39. os que a guardavam fugiram e foram contar na cidade e nas aldeias o que se passara. (53) A subjugação consiste na ação dominadora que o mau Espírito exerce sobre um outro Espírito que. que há entre ti e mim? Eu te suplico. — 32. combinando com os fluídos deste os do seu perispírito. — 40. em altos brados. Vendo isso.163 Senhor. por assim dizer. De nada servia prenderem-no com correntes e porem-lhe ferros aos pés. por se acharem aterrorizados. veio ter com Ele um homem que desde muito tempo estava possuído do demônio. que não trazia roupa alguma e que não morava em casa. — 31. Então. porém. o que lhes foi concedido.

porque nos falta o da natureza dos fluídos. (53) Deuteronômio. obedecendo à vontade de Jesus. da parte do encarnado. debandaram em precipitação tão grande. espantando-os. dizer. do bom-senso. Ocorre. uma vez que os princípios não são idênticos. alguns pelo menos possuem a faculdade da vidência. se bem não possam ser médiuns. na realidade dos efeitos terríveis e formidáveis da ação dos Espíritos inferiores. para fim útil. se dão por toda a parte. porqüanto o perispírito do Espírito não pode atuar fluídicamente sobre o dos animais. de ocasionar o remorso e acarretar o arrependimento. que chamam seu. e com permissão dos anjos de guarda. que determina o perdão. . em geral. o número pouco importa. 18. 16º. demonstrando o poder. 39.164 uma ação que é efeito daquela combinação fluídica. temos as manifestações mediúnicas que. de todos os que se supõem senhores exclusivos da verdade. qual o da manifestação de um Espírito obsessor. cada vez em maior número. 18º. 5º 25. como disseram os Evangelistas. ainda o não podemos ter. sempre adequada e proporcionada aos crimes e faltas cometidos pelos que a sofrem e a se verificar em condições de despertar a consciência. A subjugação. a benefício seu e de suas vítimas. expelindo deles os seus perseguidores. cujo estudo leva ao conhecimento de tais fatos. porém. temos a nova revelação. entretanto. Quanto ao conhecimento dos meios e processos pelos quais se produzem esses fenômenos de visão nos animais. como no de sonambulismo do encarnado. por ser impossível a combinação dos respectivos fluídos. a extensão e as modalidades várias da atuação dos seres do plano incorpóreo sobre os encarnados. que foram cair no mar. Os Espíritos obsessores. que nos veio desvendar os segredos de além-túmulo. da razão e do mundo. a fim de ser doutrinado e esclarecido. que. de suas propriedades e das combinações de que são passíveis. ou um só. 17º. os animais. Para firmarmos a nossa crença. apenas se fizeram visíveis aos porcos. — 3º Reis. 3. fez que estes se manifestassem visualmente aos porcos. — Atos. tanto que se espantam com as visões que têm. é uma expiação. Não passaram para estes. 2 e 20º. cujos misericordiosos efeitos sobre o Espírito já tivemos ocasião de apreciar. caso em que esta se dá voluntariamente. Essa substituição tanto pode dar-se no estado de vigília. Nem por isso. — Apocalipse. como a obsessão. dos materialistas. os quais. Há ainda um caso excepcional de substituição. nos deve importar a incredulidade e a negação dos sábios. pela ignorância do que só agora foi revelado a tal respeito. Foi nessa condição de possessos de Espíritos maus que dois indivíduos. temos os fatos autenticados pelos Evangelistas. na acepção exata do termo. espavoridos com a visão. prevenindo desse modo o homem da presença do Espírito. se apresentaram a Jesus que. temos a ciência espírita.

Ora. senão Deus unicamente? — 22.” — 6. Jesus. vendo-lhe a fé. a multidão. fizeram no teto uma abertura e por aí desceram o leito em que jazia o paralítico. Tendo tomado de novo a barca. Jesus. Alguns dias depois voltou Jesus a Cafarnaum. diante de Jesus. reuniu-se lá tanta gente que a casa ficou apinhada até fora da porta. eis que alguns homens. Jesus pelo seu espírito conheceu logo o que eles pensavam de si para si e lhes disse: “Por que aninhais em vossos corações esses pensamentos? — 9. disse: Por que abrigais maus pensamentos nos vossos corações? — 5. 3. disse Jesus a este Último: “Filho. e em que a virtude do Senhor estava com Ele para os curar. disse-lhes: Que é o que pensais no vosso Intimo? — 23. ou dizer: “Levanta-te e anda”? — 6. Ora. — 12. — 4. — 4. glorificando a Deus. não o pudessem levar até junto do Mestre. Trouxeram-lhe então um paralítico carregado por quatro homens. tem confiança. — 3. lendo-lhes o pensamento. os escribas e os fariseus se puseram a pensar. toma o teu leito e volta para tua casa. — 7. em que estava a ensinar entre os fariseus e os doutores da lei. toma o teu leito e caminha? — 10. — 8. LUCAS: capítulo 5º. e se sentaram ao redor dele. 9º. dizendo de si para si: Quem é este que assim blasfema? Quem pode perdoar os pecados. observando-lhes a fé. quem pode perdoar os pecados senão Deus unicamente? . Para que saibais que o filho do homem tem. que deu aos homens tal poder. por causa da multidão. diz Ele ao paralítico. Observando-lhes a fé. Como não achassem por onde fazê-lo entrar por causa da multidão. teus pecadoS te são perdoados. 17 ao 26. que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia. o poder de perdoar os pecados — 11. — 18. disse ao paralítico: Filho. Assim que ouviram dizer que Ele estava em casa. procuravam meio de fazê-lo entrar na casa e chegar até junto do Mestre. 2º. Um dia. Como. — MARCOS. — 20. respondendo. — 2. Que é o que será mais fácil dizer: PerdoadoS te são os teus pecados”. 1 ao 12. subiram ao telhado da casa e. Imediatamente o paralítico se levantou e voltou para casa. — 2. da Judéia e de Jerusalém. — “levanta-te”.165 51 MATEUS. 1 ao 8. disse ao doente: Homem.8. Paralítico MATEUS: capítulo 9º. — 19. Jesus lhes conheceu os pensamentos e. teus pecados te são perdoados. estavam por ali sentados alguns escribas em cujos corações se aninhavam estes pensamentos: — 7. — 21. No mesmo instante o paralítico se levantou. Que será mais fácil de dizer: Teus pecados te são . tomada de espanto. levantando as telhas. 5º. Jesus tornou a atravessar o lago e veio à sua cidade. digo-te (dirigindo-se ao paralítico): Levanta-te. MARCOS: capítulo 2º. E eis que lhe apresentaram um paralíticO deitado no seu leito. Que diz este homem? Ele blasfema. versículo 17. versículo 1. Então. e Ele pregava a palavra de Deus. versículo 1. teus pecados te são perdoados. Todos se encheram de espanto e. Que é O que será mais fácil de dizer a este paralítico: Teus pecados te são perdoados? ou: Levanta-te. Logo alguns escribas disseram entre si: Este homem blasfema. — LUCAS. — 5. na Terra. “toma o teu leito e volta para tua casa”. trazendo num leito um paralítico. Vendo isso. rendeu graças a Deus. Este. para que saibais que o filho do homem tem na Terra o poder de remir os pecados. tomou o leito e partiu diante de toda a gente. por aí desceram o leito em que se achava o paralítico e o colocaram no meio da sala. diziam: Nunca vimos coisa semelhante.

Como as demais. como o Messias de há muito prometido aos homens. rendendo graças a Deus. sendo um com Ele. semelhantes fatos. Jesus. E nenhum lhe fez semelhante revelação. para o efeito objetivado. conseguintemente. que merecem ser assinalados. Ora. foi considerada um milagre pela multidão. é que não se encontrava na con dição de encarnado. ao lhe efetuar a cura — Teus pecados te são perdoados. na Terra. tomados de assombro. observou-lhes que. estando em união perfeita com o Criador. pois que somente no caso de lhe caber a função de ‘Juiz”. ou: Levanta-te e anda? — 24. ou poderá reconhecer-se. que Espírito encarnado. Mas. com competência para condenar. tomando o leito em que estivera deitado. que — não viera julgar o mundo. por mais de uma vez. também essa cura foi qualificada de — milagrosa. — 25. que não julgava a ninguém.166 perdoados. por muito ligeiras que as imaginemos ou suponhamos. digo-te (dirigindo-se ao paralítico): Levanta-te. o poder de perdoar os pecados. limitações que. ninguém seria capaz de apontar o mais leve resquício de orgulho. (54) Jesus curou o paralítico pelo mesmo meio de que se serviu para operar as outras curas de que já temos tratado — pela ação magnética. sem blasfemar. Mas. conforme havemos mostrado. que lhes lia os pensamentos. poderia. — 26. de Julgador. sendo assim. em consciência. lhe caberia a de perdoar. portanto. se reconhecia e proclamava na posse de tão sublimada investidura. tanto fazia que dissesse o que havia dito. Jesus. nem pudera fazer. cheios de temor. por haver dito ao paralítico. entendendo que o divino Mestre se arrogava um privilégio da Divindade. não sofria as limitações da encarnação humana. o Cristo do Senhor. evidentemente não o fez desempenhando uma função que lhe pertencesse. absolutamente naturais. ou exercendo uma autoridade suprema de que se achasse investido. já realizaram imenSo progresso intelectual. são. ao contrário. desenvolvida sob o influxo da sua poderosa vontade. voltou para sua casa. por mais alto que seja o grau de sua pureza. visto que lhe exprimia com exatidão os pensamentos e cumpria fielmente os desígnios. ainda que algum Espírito elevado lhe viesse revelar. e proclamar-se investido de um mandato dessa natureza. Entretanto. diziam: Que coisas maravilhosas vimos hoje. Dois ensinamentos da mais alta importância aqui se encerram. glorificavam a Deus e. que estava no mundo como o enviado. por isso mesmo que se acham ao alcance de todos os Espíritos que já chegaram à perfeição moral e que. o mais alto que possamos conceber? Nenhum. Se. nada têm de maravilhosos. No mesmo instante. em quem. para que saibais que o filho do homem tem. Tendo declarado. como o Verbo de Deus. quando proferiu a primeira daquelas frases. o paralítico se levantou diante de todos e. Jesus. . lhe impediriam ter dela consciência e o fariam pô-la em dúvida. como dizer ao doente: Levanta-te e anda. o declarar Ele abertamente que ao paralítico os pecados lhe eram perdoados equivalia a afirmar que se achava investido de uma missão divina. Todos. toma o teu leito e volta para a tua casa. como de fato era. pelos escribas e pelos fariseus. por maior que seja a sua elevação. que só Deus julga. Os fariseus e os escribas se escandalizaram e o consideraram um blasfemo.

assim. 31º. mesmo quando visível aos homens. ou seja — em observância da lei. (54) Salmo. como consta na Revelação da Revelação. Espírito livre. 24. o poder de que dispunha. 23. se encontrava nas regiões excelsas da mais absoluta pureza. . falta a que Jesus certamente não teria deixado de aludir. por conseguinte. a da encarnação mesma. Ele. — Apocalipse. naquela ocasião. Espírito que. que o constituía agente direto da autoridade divina. à sua superioridade de governador do planeta terreno. capítulo 7º. para os que a sofrem. versículo 34. 1º. — Job. — JOÃO. era sempre. donde logicamente se deduz que outra não é a dos sofrimentos peculiares àencarnação na Terra e. 3. 4. mas em cumprimento da vontade de Deus. como Ele o demonstrou. lá onde não podiam ir os que o acompanhavam e seguiam de coração aberto os seus ensinos: “Procurar-me-eis e não me achareis e onde eu estou não podeis vir”. 43º. 44º. que. por efeito da sua extrema perfeição espiritual. Jesus revelou. ante a qual todas as criaturas têm que curvar a cabeça. dando a ver que o sofrimento do paralítico lhe advinha de seus pecados e declarando-os perdoados. para curar o paralítico. usado da fórmula: Teus pecados te são perdoados.) O outro ensinamento decorre da circunstância de haver Jesus. como pretende a Igreja Católica. superior a todas as possibilidades da inteligência humana. — Jeremias. 31º 5 e 138º. nenhuma alusão fez jamais a semelhante falta. 34. 14º. de diretor e protetor da Humanidade a que pertencemos. por mostrar essa circunstância. que a causa da enfermidade daquele homem eram os seus pecados. 25. não por ato seu. 2º. — Isaías. 23.167 submetidos que todos estavam. claramente. 50º. pois. cônscio da sua perfeição e do seu mandato. dada a sua capital importância nos destinos da Humanidade que lhe está confiada. se fora real. não significa. 25. (JOÃO. expiação da falta de Adão e Eva (figuras simbólicas). mais uma vez. porém. 20. Jesus. Em suma.

pode o Senhor ter colocado um germe de virtude que. Os escribas e os fariseus. um grande festim em sua casa. se sentaram também à mesa com Ele e os discípulos. e indo depois jantar em sua companhia e na de outros de idênticas condições sociais. 27-32 Vocação de Mateus MATEUS: capítulo 9º. que se achava no respectivo telônio. Porque. Aconteceu que. Não foi aos justos mas aos pecadores que vim chamar à penitência. — 28. 9º. ou escritório. versículo 13. Depois disso. mas os pecadores. aprendei o que significam estas palavras: Quero a misericórdia e não o sacrifício. ouvindo-os. Jesus partiu e vendo um publicano de nome Levi sentado no telônio lhe disse: Segue-me. pois. o seguiu. disseram aos discípulos: Como é que o vosso Mestre come e bebe com os publicanos e os pecadores? — 17. reafirmou essa declaração. 5º. dizendo que “não viera em busca dos justos. Respondendo à observação dos fariseus. os fariseus diziam aos discípulos: Como é que o vosso Mestre come na companhia de publicanos e de pecadores? — 12. — 29. mostrando que devemos tê-la para com os nossos irmãos. disse: Não são os que gozam saúde que precisam de médico e sim os doentes. sentado no telônio e lhe disse: Segue-me. achando-se depois Jesus à mesa na casa desse homem. levantando-se. a um publicano cobrador de impostos. Os fariseus e os escribas murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: Como é que bebeis e comeis com publicanos e pecadores? — 31. muitas vezes. — 16. porqüanto só “queria . — 11. onde só vemos felonia ou impureza. lhes disse: Não precisam de médico os que gozam saúde e sim os doentes. vendo-o comer na companhia de publicanos e pecadores. mais tarde. mas os pecadores. onde havia muitos publicanos e outras pessoas que também tomaram lugar à mesa. eu não vim chamar os justos. Ao sair dali viu Jesus um homem de nome Mateus. (56) Chamando. levantando-se e abandonando tudo. Eis. E sucedeu que. respondendo. mais tarde. que já dissera consistir a sua missão em salvar o que estava perdido. — 15. — 30. — 14. Jesus saiu de novo em direção ao fiar. versículo 9. Ouvindo o que diziam. pela sua posição. Jesus lhes observou: Não precisam de médico os que estão bons e sim os doentes. cultivado. 13-17. e Levi. porqüanto não vim chamar os justos. — MARCOS. em geral. filho de Alfeu. mas dos pecadores”. achando-se Jesus à mesa em casa desse homem. 9-13. o seguiu. E o publicano. versículo 27. Ele. viu Levi. LUCAS: capítulo 5º. — 32. que devemos procurar os enfermos e esforçar-nos pela sua cura. o seguiu. indignos do nosso apreço. Notando isso. sentado no telônio (55) e lhe disse: Segue-me. Jesus nos ensinou que não devemos menosprezar os que nos pareçam. um dos propagadores da doutrina que Ele viera trazer ao mundo. 2º. que em grande número o acompanhavam. — LUCAS. Logo o homem. — 10. — 13. erguendo-se. Jesus. Deu-nos ainda uma lição de indulgência. possivelmente se desenvolverá. todo o povo o assediava e Ele a todos ensinava.168 52 MATEUS. muitos publicanos e pecadores. Jesus. Levi lhe ofereceu. que devemos constituir-nos o amparo do fraco. Ao passar. vieram muitos publicanos e pecadores e se sentaram à volta da mesa com Jesus e seus discípulos. MARCOS: capítulo 2º. para ser um de seus seguidores e.

o que quer dizer — perdão.) * Mateus. 11. — Isaías. lança nos infernos e de lá retira”. de outro modo. cujo verdadeiro significado acabamos de apreciar. em sentido oculto. era um Espírito elevado. abre ao culpado ensejo de expiar. Cumpre notar que as palavras. para todas haverá misericórdia. porém. 6º. abrindo-lhe em seguida o caminho da reparação e do progresso. o nome de Mateus e o usava de preferência àquele outro. na erraticidade. em espírito e verdade. que Jesus foi buscar entre os publicanos. facilitando assim a expiação e a salvação aos que. ao contrário. queria a misericórdia e. confirmam as que foram ditas. como conseqüência do arrependimento. como a queria. (55) Escritório de cobrador de impostos. isto é. proferidas pelo divino Mestre. 1º. significam que não há o sacrifício de nenhum Espírito culpado. por meio de sofrimentos ou torturas morais apropriados e proporcionados às mesmas faltas. que nenhum será sacrificado pela sua condenação a penas eternas. capítulo 2º. (56) Oséias. perdão que. pois. estacionariam longo tempo na impenitência. Jesus. palavras que. 8. palavras essas que completam as de Miquéias (capítulo 6º. que encarnara com a missão de assistir o Mestre na obra para cuja execução baixara este ao mundo terreno.169 (e quer) misericórdia e não sacrifício”. versículo 8. . Adotou.) e de Isaías (capítulo 1º. versículo 6) e pelo profeta Samuel (1 Reis. desde que haja arrependimento. 6 — Miqueias. versículos de 6 à 10): “Porque o que eu quero é a misericórdia e não o sacrifício e ciência de Deus mais que os holocaustos” e “O Senhor dá e tira a vida. as faltas cometidas. procurava sempre despertar no homem o remorso da falta e o desejo da sua reparação. ele se chamava Levi e assim é que mais conhecido era. versículo 11. profeta Oséias (capítulo 6º. que. por meio da reencarnação e de novas provações. Filho de Alfeu. 6º. ao qual convidava todos os delinqüentes. como já tivemos ocasião de ver.

— 20. — LUCAS. MARCOS: capítulo 2º. — Pano novo. uma doutrina inteiramente nova para eles. 9º. se derramaria e os odres ficariam perdidos. versículo 18. versículo 14.170 53 MATEUS. eles então jejuarão. versículo 33. ignorantes. — MARCOS. 14 ao 17. Os homens eram a roupa velha que. Então lhe disseram: Por que é que os discípulos de João assim como os fariseus jejuam freqüentemente e fazem orações. porém. porque os odres se quebram. 5º. virá em que o esposo lhes será tirado. — 21. Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha. 18 ao 22. O vinho novo deve ser posto em odres novos. enquanto que os teus comem e bebem? — 34. — Vinho velho MATEUS: capítulo 9º. De fato. Eis por que necessária se tornou a linguagem parabólica. prefira o novo. se fizer Isso. eram os odres velhos. — 38. pois que diz: o velho é melhor. um e outros se conservam. fosse propiciada. porque o novo rompe o velho e assim o pedaço de pano novo não convém à roupa velha. o vinho novo rebentará os odres. deitando-se vinho novo em odres novos. de que se serviu o di- . que a fortidão do vinho novo houvera rebentado. perdendo-se eles e este. imagine-se o que aconteceria se aos homens daquela época. — Odres velhos. eles então jejuarão. sem dúvida. Ninguém cose um remendo de pano novo em roupa velha. vinho novo em odres novos deve ser posto. Fez-lhes também esta comparação: Ninguém prega remendo de pano novo em roupa velha. Dias virão em que o esposo lhes será tirado. Ninguém põe vinho em odres velhos. — 37. por isso que aquele esgarçaria uma parte da roupa e lhe aumentaria o rasgão. porqüanto aquele arrancaria uma parte desta e tornaria maior o rasgão. 2º. E não há quem. (57) Entendem com o futuro espírita os ensinamentos velados que se contêm nestes versículos. — Vinho novo. se derramará e os odres ficarão perdidos. se remendada fora irrefletidamente. Mas dia virá em que o esposo lhes será tirado. — 39. ofuscados. Jejum. — 17. em toda a sua intensidade. a luz brilhante dessa doutrina. aferrados aos seus preconceitos e tradições. sem as devidas cautelas. qual a que Jesus pregava e exemplificava. — 16. Então. LUCAS: capítulo 5º. eles então jejuarão. — 36. porque assim tudo se conservará. Jesus lhes respondeu: Os filhos das núpcias podem acaso jejuar enquanto o esposo está com eles? Não podem jejuar enquanto tém consigo o esposo. porqüanto o vinho quebraria os odres. — 22. porque. vieram ter com Ele os discipulos de João e lhe perguntaram: Por que os fariseus e nós jejuamos freqüentemente e os teus discipulos não jejuam? — 15. Alguns discípulos de João e alguns fariseus que costumavam jejuar vieram e perguntaram a Jesus: Por que os discípulos de João e os fariseus jejuam e os teus discípulos não jejuam? — 19. Do mesmo modo ninguém deita vinho novo em odres velhos. se recebessem. e não se deita vinho novo em odres velhos. 33 ao 39. bebendo vinho velho. o vinho se derrama e os odres ficam perdidos. ao passo que. materiais. Jesus lhes disse: Podeis obrigar os filhos do esposo a jejuar enquanto o esposo está com eles? — 35. se teria rompido. Ficariam. Jesus lhes respondeu: Podem acaso chorar os filhos do esposo quando o esposo está com eles? Dia.

11º. para não obstarmos a que ela passe pela fermentação destinada a nos expurgar as almas dos princípios impuros. que depõe a coroa nupcial. Eles ainda hoje existem: são-no os cegos. pela consideração que era dispensada aos hebreus que se casavam. para homens de inteligência culta. nos acautelemos. da qual Ele se mostrou a excelsa personificação. 3º. — 2ª Epístola aos Coríntios. Ele era comparado ao mancebo puro. 29. porém. para não a recebermos alterada. as imagens materiais e as comparações terra-a-terra de que lançou mão. Jesus se denominava a si mesmo de “esposo”. único a que. não necessitavam das privações expiatórias. vindo do coração. 50. . 2. na pureza com que a ensinou o seu fundador. por serem as que constituem o verdadeiro jejum. que sem dificuldade compreendem que o que os macula não é o que lhes entra pela boca. coisa que. se referia o Mestre divino. Sendo o chefe da doutrina de salvação. que tivera a missão de revelar ao mundo. 21º. tomando esse termo às idéias. 9. capazes de nos acarretarem a demência. viciada e corrompida. — JOÃO. mas o que desta lhes sai. ou de recomendar o peixe em vez da carne. a fim de assumir o governo do lar que formou para si. 5º. o chefe da família cristã que viera constituir. indispensáveis à reparação de faltas e a se manterem fiéis aos ensinos que recebiam. não precisavam jejuar. qual a do progresso. o jejum moral. — Apocalipse. que jamais cogitou de prescrever a privação de alimentos. bebendo em mananciais impuros e difundindo uma doutrina falsificada.171 vino Mestre. por ser o que produz efeitos espirituais. como se estivesse na possibilidade dos homens obstar a que se cumpra uma lei absoluta. somos os odres novos. hoje se tornou inútil e ridícula mesmo. isto é. nós. que é a mesma Doutrina Cristã. para espalhar os ensinos de que fora portador ao mundo. os espíritas. tal qual em nossos espíritos a derramam os Espíritos do Senhor. se constituem estorvo à obra da regeneração humana. pois. vivendo sob a sua proteção. Nem só. os “amigos do esposo” designavam seus discípulos que. às tradições e aos costumes hebraicos. pois que impedem nos inspiremos no pensamento do Cristo de Deus e pratiquemos a lei de amor e caridade. naqueles tempos havia odres velhos. Privações expiatórias dissemos. destinados a receber o vinho novo: a Doutrina Espírita. os interesseiros. Importa. (57) Cânticos. se outrora pôde justificar-se de alguma forma. cuja execução procuram de todo modo embaraçar. Atualmente. Os “filhos do esposo”. os que.

sofria de um fluxo de sangue. versículo 18. apenas dorme. Jesus lhe disse: “Filha. disse a essas pessoas: Por que vos achais aflitos e por que chorais? A menina não está morta. que antes se agravara. versículo 21. — 22. — 35. Tendo dito essas coisas. dirigindo-se a este. Tiago e João irmão de Tiago. acompanhado pelos seus discípulos. A mulher. — A hemorroíssa MATEUS: capítulo 9º. E não permitiu que. adorando-o. afora Pedro. — 26. Retirai-vos. Tendo passado na barca para a outra margem. uma mulher que. Logo que entrou na casa. Todos. pela mãe da menina e pelos que tinham vindo na sua . havia doze anos. uma mulher que sofria de um fluxo de sangue. tua fé te salvou. Dizia: Se eu conseguir tocar-lhe apenas na roupa. 18 ao 26. — 37. — 30. disse ao príncipe da sinagoga: Não temas. vem e lhe impõe as mãos para que ela se cure e viva. — 25. — 26. a viu e lhe disse: Filha. Jesus. No mesmo instante o sangue deixou de correr e ela sentiu em seu corpo que estava curada do mal que a afligia. acompanhado pelo pai. voltando-se. passeando o olhar em torno de si. — 21. tem fé. — 28. ao vê-lo. que viera à sua procura. perguntou: Quem tocou as minhas vestes? — 31. porqüanto a menina não está morta. lhe tocou a túnica. que logo se levantou. aproximou-se e. tem confiança. grande multidão o cercou à beira-mar. se meteu na multidão e. — 38. Chegando à casa do chefe de sinagoga. disse Jesus aos tocadores de flauta e à multidão que lá encontrou: — 24. — 23. — LUCAS. — 33. — 20. — 39. 19. Um príncipe da sinagoga chamado Jairo. mais alguém o acompanhasse. aproximou-se dele um chefe de sinagoga que. Os discípulos lhe ponderaram: Vês que a multidão te comprime por todos os lados e perguntas quem te tocou! — 32. MARCOS: capítulo 5º. vai em paz e fica curada de tua enfermidade”. Chegando à casa do chefe de sinagoga. Jesus partiu com ele. Então. estarei curada. zombavam dele. deparou com um bando confuso de pessoas que choravam e soltavam grandes lamentos. zombavam de suas palavras. com os quais gastara todos os seus haveres. Jesus se levantou e. Estando Ele ainda a falar. minha filha acaba de morrer. — 24. lhe tocou a fimbria da túnica. — 23.172 54 MATEUS. 8º. A filha de Jairo. acercando-se dele por detrás. procurava descobrir quem o tocara. atemorizada e a tremer. A notícia do fato se espalhou por toda aquela redondeza. havia doze anos. 41 ao 56. porém. acompanhado pela multidão que o premia. — MARCOS. Afastada a multidão. — 40. porém. 5º. disseram: Tua filha morreu. mas vem. — 34. — 22. — 25. porém. Todos. impõe-lhe as mãos e ela viverá. 21 ao 43. — 27. Ele mandou que saíssem e. tendo ouvido falar de Jesus. chegaram alguns familiares do príncipe da sinagoga e. pois que dizia consigo mesma: Bastar-me-á tocar nas suas vestes para ficar curada. 9º. que sabia o que se passara nela. lançando-se-lhe aos pés. lhe disse: Senhor. Jesus percebeu imediatamente que de si saira uma virtude e. e que padecera muito nas mãos de vários médicos. confessou toda a verdade. se lhe lançou aos pés. porém. aproximando-se dele por detrás. Jesus. voltando-se para a multidão. tua fé te curou. sem melhorar do seu mal. e lhe dirigiu instantemente esta súplica: Minha filha está moribunda. Jesus. apenas dorme. partiu com o homem. Ele entrou e tomou a mão da menina. E desde aquele momento a mulher se achou curada. ouvindo isso. por que hás de dar ao Mestre o incômodo de ir mais longe? — 36. Ao mesmo tempo. — 29.

Todos a choravam e lamentavam. um efeito de combinações fluídicas. unicamente pelo poder magnético de que dispunha. A mulher. Jesus replicou: Alguém me tocou. ele não precisava recorrer às substâncias que os contêm. — 50. prostrando-se aos pés de Jesus. isto é. LUCAS: capítulo 8º.173 companhia. não deixou que aí entrassem senão Pedro. apenas dorme. de que se acham saturados os aludidos vegetais e minerais. Mas. Jesus disse ao pai da menina: Não temas. ouvindo isso. Envolto sempre em fluídos vivificantes e reparadores. bem como as combinações de que são passíveis. vai em paz. Pedro e os que o cercavam lhe disseram: Mestre. como em todos os outros. — 51. pois que a multidão te aperta e oprime. em suma. — 47. Veio ter com ele então um homem chamado Jairo. o da hemorroíssa. exclamou: Menina. pegando-lhe na mão. Conhecendo-os todos. dele. apertado pela multidão. Pois bem. mediante a nossa depuração moral. ficando todos admirados e maravilhados. como inúmeros outros. Jesus lhes recomendou muito expressamente que ninguém viesse a saber do fato e mandou que dessem de comer à menina. como podes perguntar: Quem me tocou? — 46. havia doze anos. pois já contava doze anos. Perguntou então Jesus: Quem me tocou? Como todos negassem ter sido quem o tocara. — 43. Foi. — 56. fluídos idênticos aos que. dizendo ter uma única filha de cerca de doze anos que estava a morrer. disse: Talitha cumi. lançando-se-lhe aos pés. Ele. sempre que oportuno. ela não está morta. lhe pediu que entrasse na sua casa. Zombavam. — 52. com o pai e a mãe da menina. verificando assim não poder ocultar-se. como nos demais. sofria de uma perda de sangue e que gastara com médicos tudo o que possuía. — 53. entrou no aposento onde se achava a menina deitada. levanta-te. Tomando-lhe as mãos. levanta-te. pelos que de tais fluídos necessitavam. porque ainda não nos achamos capazes de compreender a natureza dos fluídos. Pela ação exclusiva . se acham espalhados na atmosfera terrena. que ainda ignoramos. não dês ao Mestre mais incômodo. se aproximou dele por detrás e lhe tocou a fimbria da túnica. — 45. porém. Seu Espírito voltou ao corpo. são devidos aos fluídos. dotados de propriedades terapêuticas. sem que os homens lhes suspeitem a existência. — 42. — 43. eu o ordeno. — 55. aproximou-se toda trémula e. seus efeitos e suas propriedades de ação. — 41. (58) Ainda neste caso. versículo 41. — 42. sem que nenhum houvesse conseguido curá-la. que era príncipe da sinagoga e. Jesus lhe disse: Filha. declarou diante de todo o povo o motivo por que o tocara e que ficara imediatamente curada. por saberem que estava morta. Jesus. com o que logo o fluxo de sangue cessou. a cura Jesus a operou. Chegando à casa de Jairo. disse: Não choreis. ela se levantou imediatamente e Jesus mandou que lhe dessem de comer. Ele os distribuía. Tiago e João. Partiu com ele Jesus. — 49. No mesmo instante a menina se levantou e se pôs a caminhar. porém. Ainda não acabara de falar. conhecimento a que só chegaremos. chegou alguém e disse ao príncipe da sinagoga: Tua filha morreu. tua fé te salvou. Os pais da menina se mostraram cheios de espanto e Ele lhes ordenou que não dissessem a ninguém o que sucedera. menina. Uma mulher que. desses mesmos fluídos é que se servia Jesus. — 44. — 54. Os efeitos curativos que a medicina obtém dos minerais e vegetais de que se utiliza. tem fé somente e ela será salva. no tratamento das enfermidades humanas. — 48. porqüanto percebi que uma virtude saiu de mim.

com a suprema autoridade que lhe dava a sua excelsitude espiritual. 14. 25. tanto que à porta da casa estavam flautistas a tocar os seus instrumentos. em os quais se costuma tocar música nas casas onde morreu alguém. porque o sabia. 9. 11º. ordenando-lhe que volvesse à sua prisão carnal. portanto. todos a tinham por morta. fato que. de par com a suspensão de todos os sentidos e a cessação de todos os movimentos. A menina se achava. Aquela morte. ainda desconhecem. na época. 15º. (JOÃO. Essa a explicação da mulher que. 14º. Embora fosse extremo o desprendimento do Espírito que habitava aquele corpo. apenas regido por leis naturais que os homens desconheciam e. em suma.174 da sua vontade. 25. ele a este se conservava ligado por um tênue cordão fluídico — o do perispírito. chamou. um milagre. que nenhuma impressão causam as mais fortes pancadas. reunia os que eram aplicáveis ao caso ocorrente. — Atos. num desses estados catalépticos. porém. ignoravam. 35º. de respiração e de calor. — JOÃO. foi considerado uma ressurreição. mas das quais chegarão um dia a ter conhecimento perfeito. há rigidez e aspecto cadavéricos. o Espírito da suposta morta. ficou livre do fluxo sangüíneo de que sofria. como era de uso entre os Hebreus e o é ainda nalguns lugares do nosso país. como era natural da parte de quantos a tinham por morta. era apenas aparente. . portanto. porém. foram todos os milagres que Jesus operou. Quanto à filha de Jairo. Em nenhum houve mais do que um fenômeno absolutamente natural. em que. 11. 13 e 43. Sabia-o. tratava-se exclusivamente de um desses casos de catalepsia profunda. Jesus e. E a menina despertou. Vê-se. 10. tanto que Ele não hesitou em afirmar: Fareis as mesmas obras que eu faço e outras ainda maiores. na sua generalidade. e tão completa insensibilidade física. Como esse. lançava-os sobre o enfermo e a cura se operava. tocando-o. que era apenas aparente a sua morte. 20º. 12. visto que o julgavam impossível. — Levítico.) (58) 2º Paralipõmenos. ausência absoluta de pulsações. que nem os mais hábeis profissionais da medicina logram distinguir da morte real. coisa que os homens não podem ver e que.

assim. e. crescesse a fama das grandes coisas que ele fazia.175 55 MATEUS. para aquele que recusou auxílio a seus irmãos. de falarem da cura que neles acabara de operar. depurando os seus sentimentos e colocando-se. não só lhe foi inspirada pela modéstia. Cegos curados MATEUS: capítulo 9º. acidentalmente. que abusou de suas faculdades. Quando chegou a casa. o valor. Ao sair Jesus dali. ficou sujeito a sofrer a pena de talião. quando neste os homens não se achavam em condições de apreender a verdade e de reconhecer que os efeitos obtidos derivavam da aplicação de leis naturais. dizendo: Faça-se conforme a vossa fé. para que. o que era. mas. constitui provação ou expiação. quer permanente. resultados semelhantes aos que Jesus produziu. os efeitos. 9º. que constantemente exemplificava. A cegueira. Terá que viver na dependência dos outros e suportar as privações resultantes da ausência daquelas faculdades. 27 ao 31. assim como a mudez e a surdez. — 31. Não é impossível ao homem conseguir. mas que lhe cumpre adquirir. dois cegos o seguiram. às vezes. fossem elas quais fossem. como também teve por fim envolver o fato numa sombra de mistério. dizendo: Vejam que ninguém o saiba. Mas os dois se foram e espalharam por todo o pais a fama do Mestre. para isso. É um tesouro que lhe está reservado. necessário. e o auxílio. segundo o grau de culpabilidade. quer temporária. e de poder contar com aquele auxílio dos Espíritos Superiores. em condições de apreciar os fluídos. versículo 27. — 30. clamando: Filho de David. de lhes conhecer a natureza. os cegos se aproximaram e ele lhes perguntou: Credes que eu possa fazer o que me pedis? Os dois responderam: Sim. dos Espíritos Superiores. Ele então lhes tocou os olhos. que então não lhe faltará. determinado pelas circunstâncias e pelo meio onde agia. realçada por esse tom misterioso. tem piedade de nós! — 28. por ato da sua vontade e pela ação magnética. . e que. desse modo. de outras. Senhor! — 29. aos dois cegos. mister se faz que uma grande pureza lhe dê tão grande poder. elevando o seu Espírito. que foram sua força ou seu orgulho em precedente existência. Os olhos de ambos se abriram e Jesus lhes proibiu terminantemente que falassem do fato. Só então lhe será possível efetuar com segurança curas como as que Jesus operava. os quais tomam a si proceder à escolha dos fluídos apropriados à produção do resultado que deva ser obtido e colocar-lhos ao alcance da mão. Quanto à proibição de Jesus.

Logo que eles saIram. príncipe dos demônios. Ora. cessou a ação fluídica.176 56 MATEUS. o mudo falou. que nos convençam do nosso erro e abaixaremos a cabeça. Jesus o afastou. porqüanto dizeis que é por Belzebu que expulso os demônios. . e a multidão admirada dizia: Nunca se viu coisa semelhante em Israel. da palavra. eu expulso os demônios pelo dedo de Deus. possesso do demônio. o mudo falou e todo o povo se encheu de admiração. 9º. a quem chamavam possesso do demônio. pelo simbolismo da parábola. Com efeito. Se estamos em erro. 11º. que o mau Espírito. dignos sucessores dos sacerdotes hebreus. o tornava mudo. em espírito e verdade. lhe pediam um sinal do céu. porém. é que o reino de Deus veio até vós. — 19. entre os populares. conhecendo-lhes os pensamentos. (59) Era exercendo uma ação fluídica sobre os Órgãos da voz. dizem seus sucessores que a Doutrina Espírita é demoníaca. E não só propaga ensinamentos idênticos aos deste. apresentaramlhe um homem mudo. — LUCAS. logo que expulsou o demônio. como explica. escoimando-a de todos os mandamentos humanos que. o que nos Evangelhos. a humildade. LUCAS: capítulo 11º. para o tentarem. se não é esta a verdade. adulteraram completamente as palavras e lições do Enviado do Senhor. disse: Todo reino dividido contra si mesmo será desolado e casa sobre casa cairá. a prática ilimitada da caridade. pela capa do mistério. por quem os expulsam vossos filhos? — Eis porque serão eles mesmos os vossos juizes. Mas os Fariseus diziam: Ele expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios. — 18. — 17. porque a mais ardente aspiração de nossa alma é sermos humildes e fiéis servos de Nosso Senhor Jesus Cristo. que atribuíam o fato à influência de Belzebu. — 34. aqueles diziam de Jesus que ele era assistido por Belzebu. Mas. o mudo falou. Jesus. pois. que nô-la mostrem. bem é de ver-se que nenhuma atenção nos pode ela merecer. 32 ao 34. como subsistirá o seu reino? Sim. exemplificados pelo manso Cordeiro de Deus. Jesus expulsou o demônio de um homem que estava mudo e. em suma. porém. a benevolência. a observância. era análoga à que fazem aos espíritas os Sacerdotes de hoje. Assim sendo. de todos os preceitos e mandamentos divinos. Outros. versículo 14. que ele expulsa os demônios. Possesso mudo. obsessor daquele homem. alguns diziam: — É por Belzebu. a renúncia às coisas da Terra. Tendo sido este expulso. se acha encoberto pelo véu da letra. Quanto à acusação dos Fariseus e dos Padres da época. 14 ao 20. — 33. uma vez que esta ensina e prega exatamente o mesmo que ensinava e pregava o Divino Mestre: o amor de Deus e do próximo. — 15. oriundos de interpretações falsas ou tendenciosas e de tradições caducas. Ë natural e não podia ser de outra maneira. — Blasfêmia dos fariseus MATEUS: capítulo 9º. — 20. versículo 32. se é por Belzebu que expulso os demônios. Se. Satã está dividido contra si mesmo. — 16. Se. que encerram toda a verdadeira Doutrina Cristã. o perdão sem restrições.

10º. 25.177 (59) MARCOS. 3º. — JOÃO. 2º. . 20. 22.

mas poucos os trabalhadores. resultou o que ainda hoje vemos: inúmeras criaturas abandonadas a si mesmas. a Ciência hoje o explica. doutrina santa em seus fundamentos. Delas. Aquilo que só como milagre se admitia. que. Rogai ao Senhor que envie obreiros à sua seara”. 9º. veraz em seus corolários porque. Ovelhas sem pastor. o Senhor de novo se apiada e com elas vem ter.178 57 MATEUS. . 35 ao 38. se tornaram presas da intolerância. versículo 35. oriundas da onisciência do Criador do Universo. Rogai. se bem que de muitas ainda seja desconhecido o mecanismo. do fanatismo. quando não da incredulidade. Ela. pois. pois estavam maltratadas e jaziam por ali como ovelhas que não têm pastor. mas. Seja o Evangelho o sol donde se irradie a luz que nos clareie o caminho de obreiros da salvação da Humanidade. todos eles formam um feixe de luz que orienta. ao dono da seara que mande trabalhadores para ela. código eterno da única moral verdadeira — a Moral divina. saiamos a pregar pela palavra. com as mesmas palavras. sem fé. — Seara. curando todos os males e todas as enfermidades. pelo exemplo. as ovelhas do seu imenso rebanho. — Trabalhadores MATEUS: capítulo 9. pregando o Evangelho do reino. — 37. porque os tem nos Evangelhos. teve piedade delas. como efeitos de leis naturais. sem crença. a lei que ele próprio lhes dera a conhecer. não para destruir a Lei. do amor cristão. tomemo-las como dirigidas aos que sintamos possuidos de boavontade e. como ainda se lhes pretende impor. seu reinado passou. ocorreu depois do advento da revelação messiânica: vieram as tradições. os Enviados de Jesus vêm. Disse então aos discípulos: A seara é verdadeiramente grande. (60) O mesmo que se deu após o estabelecimento da lei recebida por Moisés. a moral que o Cristo de Deus pregou e exemplificou. pois. para o redil santo do divino Pastor. do materialismo e das suas deletérias influências. as interpretações. E vendo todas aquelas gentes. os mandamentos humanos. como ampliação daquela que fora Moisés o intermediário. por ordem sua e em seu nome. Eram. quais ovelhas sem pastor. mas para a restaurar e fazê-la cumprida. da superstição. repetir-nos. oprimidas sob um jugo que a razão repele por absurdo mas que se lhes impôs. sobretudo. — 38. ensinando nas sinagogas. por intermédio dos Espíritos seus servidores fiéis. trazendo-lhes uma nova revelação das verdades eternas. que alteraram e falsearam a lei simples e sublime do Cristo de Deus. o que por Ele foi outrora dito a seus discípulos: “A seara é grande mas os obreiros são poucos. unidos pelo sentimento de amor fraterno. Já tendo a Letra dado os frutos que devia produzir. soou a hora de substituí-lo o império do Espírito. — 36. harmônicos com as leis imutáveis. Jesus percorria as cidades e as aldeias. do dogmatismo despótico. perdidas no matagal inextricável do erro e da mentira. Vieram a Ciência e a Doutrina Espírita. Descendo das altas regiões do bem. verdadeiramente. porém. Desses falseamentos e alterações.

1 e seguintes. 22º. 2. — Ezequiel. 27º. — 3º Reis. . — JOÃO.179 (60) MARCOS. 34º. — Zacarias. 1. 17. 16 e 17. 6º. 35. 34 — Números. 4º. 3º. — 2ª Tessalonicenses. 10º.

— Suas vocações MATEUS: capítulo 10º. Quando amanheceu. — 3. 13º. chamou os discípulos. 6º. irmão de Tiago. Judas. Simão. 26. Bartolomeu. Entre os doze escolhidos estava Judas Iscariotes. que significa — filhos do trovão. — 15. Simão Cananeu e Judas Iscariotes. Subindo a um monte. bem como à distribuição dos nomes que lhes deu o divino Mestre. versículo 12. que o traiu. — 19. o Publicano. Simão. Tiago. às regiões superiores de onde preside à marcha da Humanidade terrena. o caráter de cada um deles e a natureza da missão que a cada um tocaria. e aí passara toda a noite orando a Deus. Designou doze para estarem com ele e para serem enviados a pregar. irmão de Tiago. A saber: Simão. filho de Alfeu. . e 16 ao 19. aos quais chamou Boanerges. que traiu a Jesus. — 16. seu irmão. Tiago. Tomé. Na continuação destes estudos. lá passou toda a noite orando a Deus. filho de Zebedeu. 1º. Filipe e Bartolomeu. tendo Jesus subido a um monte para orar. para os homens. 13. veremos qual foi o seu procedimento ulterior e como se deu a sua reabilitação. doze. que é chamado Pedro. 10º. Filipe. — 18. Tiago. 2 ao 4. filho de Alfeu. Mateus. o. a quem cognominou de Pedro. que o traiu. Na realidade. fora a um monte. Nomes dos apóstolos. a quem deu o nome de Pedro. versículo 16. LUCAS: capítulo 6º. do que resultou falir. e João. Estes são os nomes dos doze apóstolos: o primeiro. a que chamou apóstolos: — 14. — 17. seu irmão. filho de Zebedeu. Ele voltara. 13 ao 14. — 13. e João. versículo 2. e Judas Iscariotes. Tiago. — LUCAS. — 14. Simão Cananeu. e Simão chamado o Zeloso. André. mas que. escolheu. — 4. (61) Jesus. versículo 13. filho de Alfeu. Era um Espírito elevado em inteligência. porém. e André seu irmão. 1º. que foi o traidor. 42. Tiago.180 58 MATEUS. tomara a si missão superior às suas forças. Filipe e Bartolomeu: Tomé e Mateus. Quanto à escolha dos apóstolos. A esse tempo. conforme anteriormente ficou explicado. Mateus e Tomé. — MARCOS. como acontecia todas as vezes que desaparecia das vistas humanas. 12 ao 16. dentre eles. pedindo para assistir o Mestre. — Atos. (61) JOÃO. e Tadeu. MARCOS: capítulo 3º. 3º. chamou Jesus a si os que quis e esses acudiram ao chamado. Tiago e João. e Judas Iscariotes. a fim de orar. e André. presidiu a essa escolha. MARCOS: capítulo 3º. Tadeu.

especialmente sobre os que se lhe aproximavam. Eram também curados os que se achavam possessos de Espíritos imundos. Todos procuravam tocá-lo. das enfermidades e ao afastamento dos Espíritos obsessores. cercado dos discípulos e de grande multidão de gente de toda a Judéia. de que aqui se trata. de Jerusalém e das regiões marítimas de Tiro e de Sidônía. 17 ao 19. Descida do monte. Relativamente à cura. Constituíam essa virtude os fluídos que. — Curas LUCAS: capítulo 6º. Jesus em seguida desceu com eles do monte e se deteve numa planície. gente que viera para ouvi-lo e para ser curada de suas enfermidades. versículo 17. . Ele dirigia sobre os enfermos. nada temos que acrescentar ao que deixamos dito com referência a outras obras da mesma natureza. porque dele saia uma virtude que a todos curava. Também da virtude que dele saía já falamos suficientemente. — 19. praticadas por Jesus. 6º. — 18. por ato da sua vontade e por efeito do seu poder magnético.181 59 LUCAS.

Em verdade vos digo: No dia do juízo. — 8. Recomendou-lhes que levassem consigo apenas o bordão. a fim de que isso constitua um testemunho contra elas. a vossa paz voltará para vós. — 13. mas não cuidassem de ter duas túnicas. E mandou que fossem pregar o reino de Deus e curar os enfermos. LUCAS: capítulo 9º. — 9. Ao entrardes em qualquer cidade ou aldeia. capítulo 10º. versículo 7. 7 ao 13. os apóstolos pregavam aos povos que fizessem penitência. — 5. o obreiro merece sustentado. curai os doentes. dando assim testemunho contra elas. nem qualquer moeda nos vossos cintos. nem prata. — 3. — 8. (62) . 15. versículo 1. E lhes deu o poder de curar as enfermidades e de expulsar os demônios. versículo 5. permanecei até que partais de novo. que não levassem nem saco. — 12. expulsavam muitos demônios e ungiam com óleo muitos doentes. dizendo: Que a paz esteja nesta casa. E enviou esses doze. Quando encontrardes pessoas que não vos queiram receber nem escutar. perguntai onde há um justo e em sua casa permanecei até que partais de novo. dai de graça o que de graça recebestes. porqüanto. — 11. ressuscitai os mortos. Quando alguém não vos quiser receber e não vos escutar as palavras. depois de lhes haver dado as instruções seguintes: Não procureis os Gentios e não entreis nas cidades dos Samaritanos: — 6. expulsai os demônios. pobreza e pregação dos apóstolos. versículo 1. MARCOS: capítulo 3º. nem bordão. dando-lhes poder sobre os Espíritos impuros. — 15. lhes deu poder e autoridade sobre todos os demônios e o poder de curar as enfermidades. — 7. Tendo partido. nem duas túnicas. Não tenhais ouro. a fim de que os expulsassem e o de curar todas as doenças e enfermidades. — 13. ide e pregai. 1 ao 6. saudai-a. ao vos retirardes. Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois. — 10. Jesus lhes deu poder sobre os Espíritos impuros. — 2. — LUCAS. que calçassem unicamente suas sandálias. menos rigor haverá para com a terra de Sodoma e de Gomorra do que para com essa cidade. sacudi. Jesus. sacudi. 10º 1 e 5 ao 15. e. e 6º. se o não for. Instruções que lhes foram dadas MATEUS: capítulo 10º. 3º. dizendo: O reino dos céus está próximo. MARCOS: capítulo 6º. quando encontrardes pessoas que não vos queiram receber. E lhes dizia: Na casa em que entrardes. limpai os leprosos. versículo 15. — 4. Na casa em que entrardes ficai e dela não saiais. nem dinheiro e não tenhais duas túnicas. — 14. Os apóstolos partiram e foram de aldeia em aldeia. — 11. curando-os. até a poeira dos vossos pés. Missão. — 12. 9º. nem pão. Se a casa for digna disso. nem pão. nem sandálias. — 6. Tendo reunido os doze apóstolos. ao deixar-lhes a cidade. nem saco. ao sairdes da casa ou da cidade onde tal se deu. e. ide antes em busca das ovelhas perdidas da casa de Israel. nem dinheiro nos cintos.182 60 MATEUS. poder. vossa paz descerá sobre ela. — MARCOS. MATEUS. Ao penetrardes na casa. — 9. nem saco para a viagem. tendo reunido os doze apóstolos. — 10. evangelizando e curando por toda a parte os enfermos. a poeira dos vossos pés. Disse-lhes: Não leveis em viagem nem bordão. sacudi a poeira dos vossos pés.

LUCAS e JOÃO. mas como sentença proferída em julgamento. sancionando o que fizessem. não como simples declaração. Despertará e o sonho. Ao invés disso. aliás. ou desligando o que eles ligassem. O mesmo compete hoje aos espíritas fazer.183 Jesus mandou que os apóstolos primeiramente anunciassem o reino de Deus e curassem os enfermos da sua nação humana. se arrogou o poder de absolver e condenar. dissipar-se-á ao clarão da nova aurora. se faz compreendam bem o em que consiste esse ligar e desligar. A trombeta do “juízo final” vai retumbar para ela nos quatro cantos do mundo. ela se engolfou cada vez mais nas trevas que o orgulho e a confiança em si mesmo geram. que o orgulho humano falseou. a inspiração. para que mais se apertassem entre eles os laços de família. Só assim lograrão elevar-se ao Senhor e se acharão em condições de ligar e desligar. se achavam em condições de apreciar o valor daqueles a quem se dirigiam. é que lhes advinha a infalibilidade naquela apreciação. infalibilidade de que a Igreja Romana pretendeu fazer-se herdeira. Mister. para que sejam verdadeiros sucessores dos discípulos do Cristo e disponham de autoridade e poder idênticos aos destes. fazendo-as exprimir um ato de arbítrio do homem que. em que ainda se compraz. e os discípulos de Jesus. mas esquecendo-se de chamar a si a herança de santidade. a proteção. Sem dúvida. o que. não consiste em absolver e condenar. só é possível a Espíritos que já atingiram certo grau de elevação moral. o amparo e o concurso dos Espíritos superiores. Como missionários do Senhor. despertará. protegidos por este. que se não deixavam dominar pelo sentimento da animosidade pessoal. desde então. ou desligassem. nenhuma importância deviam dar às comodidades materiais. Aos apóstolos e discípulos de Jesus cabia espalhar o conhecimento da verdade. Os anjos do Senhor aparecerão em sua glória. Tal o sentido em que devemos compreender aquelas palavras. porém. pois que tudo deviam confiar dele. de perdoar ou deixar de perdoar pecados. que abençoassem os lugares onde fossem bem acolhidos e sacudissem dos pés a poeira. em sentir em si mesmo o encarnado. sim. onde fossem repelidos. MARCOS. o julgamento que será proferido e. Os discípulos fiéis de Jesus eram Espíritos elevados. para concluir a obra que . cumprindo-lhes estar persuadidos de que o Mestre os seguia. sob a influência espírita. de fraternidade e de pátria. na Terra. a indulgência com que o juiz sentenciará. Recomendou-lhes que nada levassem consigo. médiuns inspirados que. de virtudes e de elevação moral por eles legada aos que lhes aspirassem à concessão. não do modo por que ela o diz nas suas errôneas interpretações. certos de que ligaram e desligaram igualmente no céu. disseram os Evangelistas MATEUS. Consiste. reencarnando novamente. mas na glória da pureza. porém. necessário é adquiram a pureza que eles possuíam. mas. ligando. E não é tudo: a cobiça humana as tomoú para justificativa de um tráfico vergonhoso — o das indulgências. numa de suas comunicações insertas na obra A Revelação da Revelação. voluntariamente cega. Do conjunto das virtudes que possuíam e que lhes asseguravam a assistência. porque isto compete unicamente ao Juiz supremo. isto é. pela sinceridade do arrependimento do culpado. A Igreja.

18 e seguintess. correspondendo a eternidade de faltas. é Deus. — Atos.penas eternas -. rejubilai: os tempos se aproximam. como para eles. que se possa citar. 34º. 6. a duração das provas e expiações. que não tiveram socorro algum direto. — Isto. tudo vem de Deus e vos é concedido graciosamente. como correspondente à locução . inspirados por eles. em espírito e verdade. de especulação. É claro que o termo eternidade . para exprimir prolongadas expiações na erraticidade e através de sucessivas reencarnações. virão ainda ligar e desligar na Terra e o Senhor ligará e desligará no céu. para sair das trevas em que viviam imersos. E com as seguintes palavras terminaram aqueles altos Espíritos a sua bela comunicação explicativa: “Coragem. eternidades de sofrimentos. em mundos inferiores mesmo à Terra. — 1ª Pedro. “Entoai cânticos de alegria. rejubilai. Dai de graça o que de graça recebestes. para os que assim procederem. 8º. e o juízo não se achará inquinado de nulidade. 24 e seguintes. Haverá. Aproximam-se os tempos em que os discípulos e o Mestre aparecerão de novo entre vós. o que de graça haveis recebido. de meio de existência material. a fim de desempenhardes a vossa tarefa. — Isaías. 2º. 5. o Cristo lhes repete a eles. Longa será. 6 — Jeremias. porqüanto.184 começaram. se aplica hoje a todos os espíritas e. ou fizerem mau uso deles. Pelos seus mensageiros de luz. ensinando-lhes que as coisas de Deus jamais devem constituir objeto de tráfico. a lei de Jesus. seguindo as pegadas dos Apóstolos. 50º. aos que. são chamados a servir de intérpretes aos bons Espíritos e a pregar. como nós. da Igreja do Senhor. 25. portanto. para mais eficazmente vos estenderem seus braços fraternais. que Jesus disse a seus discípulos. menos rigor haverá para com a terra de Sodoma e de Gomorra.. Atentando nessas palavras suas. . médiuns. será o julgamento dos que. do mesmo modo que pelos seus Evangelhos. — Ezequiel. para os que recusarem esses ensinos e auxílios. do que o daqueles povos. Mais severo. em que vossos olhos desvendados verão o Justo nas nuvens do céu em que os anjos — os Espíritos purificados — descerão à Terra. para vós. do que para com os que recusam a luz que Ele a todos envia. particularmente. A única eternidade real. pois que tal será deles a missão. lembremo-nos de que também disse o divino Mestre: No dia do julgamento. 17º. (62) 4º Reis. hoje recebem os ensinos claros e os copiosos auxílios que trazem seus emissários celestes. 53º. assim como a todos os que nos dizemos profitentes da Nova Revelação: Dai de graça. filhos da nossa Igreja. investidos das faculdades mediúnicas.se acha aqui empregado em sentido relativo.

— LUCAS. Empregadas que sejam essas armas. Elas. Essas armas são o raciocínio. — Assistência e concurso do Espírito Santo MATEUS: capítulo 10º. os porta-vozes do Consolador por ele prometido ao mundo. (63) Jesus se referia especialmente às perseguições de toda sorte que. não mais poderão fugir ao contágio benéfico da moral prática. pois. 12º. zombarias e insultos.185 61 MATEUS. dos escribas e fariseus dos nossos dias. se verifica. nem o que direis. dos materialistas e dos incrédulos. 11 ao 12. quando recomendava a seus discípulos que fossem prudentes. os filhos se revoltarão contra os pais e lhes darão a morte. tanto da parte de uns. se desencadeariam. — 12. quando vos fizerem comparecer. o que houverdes de dizer vos será dado na ocasião. contudo. aqueles para com quem delas usarmos. sede prudentes. — 20. versículo 16. pois que eles vos farão comparecer perante seus juizes e vos flagelarão em suas sinagogas. Prudência. — Desassombro diante dos homens. como as serpentes. quando perceberem que os queremos ganhar. expostos às perseguições morais. Os primeiros. — 18. com que devemos enlear os nossos perseguidores. É o que. por um lado. Porqüanto. e. — 22. partindo estas. — Simplicidade. 10º. viriam a ser os pregoeiros da Nova Revelação. naqueles tempos de ignorância e crueza. como as serpentes e simples como as pombas. alcançam os espíritas que. Para triunfarmos de tais perseguições. Quando vos conduzirem às sinagogas e àpresença dos magistrados e poderosos. não vos cause inquietação o como haveis de falar. Os segundos os perseguiriam com seus sarcasmos. à presença dos governadores e dos reis para dardes testemunho de mim diante deles e das nações. O que houverdes de dizer vos será dado na ocasião. como as pombas. por outro lado. pois o Espírito Santo vos ensinará. e todos vos odiarão por causa do meu nome. na ocasião. Suas palavras. se bem pouco devam temer as perseguições físicas. versículo 11. não sois vós quem fala. 16 ao 22. no entanto. por minha causa. mas guardai-vos dos homens. precisamos munir-nos das armas indicadas pelo manso Cordeiro de Deus. no cumprimento do dever que nos corre de proclamar a verdade e só a verdade. se acham. formulando contra eles as mesmas acusações que contra o Mestre divino formulavam os fariseus e os escribas de outrora: as de serem instrumentos do demônio. e. — 21. previa-o Jesus. de fato. e simples. nem o que direis. Não vos cause inquietação como haveis de falar. como de outros. pois. Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos. charlatães e loucos. é o Espírito de vosso Pai quem fala em vós. — 17. não vos cause inquietação o modo por que respondereis. nos tempos atuais. o que for preciso que digais. é o Espírito do vosso Pai quem fala em vós. — 19. foram ditas também com relação aos que. os perseguiriam com seus ódios e injúrias. mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. sobretudo. Sereis levados. O irmão dará morte ao irmão e o pai ao filho. a prática das boas obras e o exemplo das virtudes cristãs. Contra seus apóstolos e discípulos. E. LUCAS: capítulo 12º. nem o que direis. porqüanto não sois vós quem fala. Era preciso que os apóstolos .

5º. superiores e bons. mostrando que indica o conjunto dos Espíritos puros. pelos Espíritos superiores e pelos bons Espíritos. 12º. sentem. 14º. 6. 1º. Fato é este que confirmamos com o testemunho do que sabemos. — Daniel. 1. — Jeremias. 23º. 7º. 15. — Miquéias. — Atos. — 2º Reis. 21º. 20. confiassem na inspiração que lhes viria do Alto. 5 a 8. 14. de cuja significação já tratamos. É exatamente o que se dá nos tempos de hoje.186 e discípulos. — Romanos. — LUCAS. . traduzindo o que lhes transmitem do plano invisível os enviados do Senhor. dóceis aos seus ensinamentos e conquistaremos lugar entre os bons servos do Senhor. locução Espírito de Vosso Pai — exprime o mesmo que estoutra — Espírito Santo. sem desembaraço perante as autoridades. porqüanto a. 5º. — 1ª Epístola aos Coríntios. segundo o grau de pureza e elevação moral que adquiramos. Médiuns que eram. 2. 12º. 12. 4º. inspirados seriam pelos Espíritos puros. 19. Imitemos. sem educação. a cuja assistência aludia Jesus. ouvem e falam. a fim de poderem avançar no desempenho da missão que lhes cabia. 15. 16º. pois. homens saídos do povo. em que os bons médiuns vêem. (63) Êxodo. do que temos presenciado e mesmo recebido. ao lhes declarar: “é o Espírito de vosso Pai quem fala em vós”. 40. os discípulos do divino Mestre: sejamos prudentes e humildes. 12. — Efésios.

O discípulo não está acima do seu mestre. recebeu do Pai três missões. 39 ao 40. A terceira consistirá em completar a execução dessa obra.187 62 MATEUS. às perseguições físicas que se desencadeariam contra os apóstolos e seus continuadores ou imitadores. especialmente. — 25. ou. Por outro lado. — 2. que havia de preceder o novo advento do Filho de Deus. atenta a profecia da vinda do filho do homem. entrou ele a dizer aos discípulos: Preservai-vos do fermento dos fariseus. — Fermento dos fariseus. — LUCAS. fugi para outra. porém. 12º. Tendo-se reunido grande multidão em torno de Jesus. porqüanto. encarregado do nosso progresso e de nos conduzir à perfeição. Devemos imitar àquele que nos conduz. referiam-se àquela época e ao futuro. consistiram em preparar e promover o progresso físico do nosso planeta e o progresso físico. representam alegoricamente todas as nações da Terra. caracterizando a era espírita. A primeira. dentro dos aposentos. — A hipocrisia. O discípulo não está acima do mestre nem o servo acima de seu senhor. melhor. — Cego conduzindo outro cego MATEUS: capítulo 10º. versículo 1. (64) Estas outras palavras de Jesus se referiam. Em verdade vos digo: Não tereis percorrido todas as cidades de Israel antes que o filho do homem venha. — 3. diretor. 24. Fugir às perseguições. se for como seu mestre. LUCAS: capítulo 6. Assim. governador e protetor do nosso planeta. — 27. levan- . Se ao pai de família chamaram Belzebu. moral e intelectual da nossa Humanidade e a sua regeneração. dizei-o vós às claras. até a época do advento da liberdade e do livre exame. vos perseguirem numa cidade. pois. Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo como o senhor. versículo 39. 23 ao 27. As cidades de Israel. recebeu do Pai uma missão. O que vos digo nas trevas. — Imitar a Jesus. que é a hipocrisia. Sob todos os demais aspectos. de tal sorte que todos uns aos outros se apertavam. 10º. — 26. Jesus Cristo. aludiam aos tempos da revelação do Espírito da Verdade. nada há Oculto que não Venha a ser conhecido. Propunha-lhes também esta comparação. — Predição da revelação nova. Não os temais. de que fala o texto acima. porqüanto nada de oculto há que não venha a ser revelado e nada secreto que não venha a ser conhecido. mas todo discípulo será perfeito. a cuja formação presidiu. Pode acaso um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no fosso? — 40. à era espírita. e o que houverdes dito no Ouvido. nada oculto a Deus. e a segunda. como servos que somos. cumprida há dois mil anos e continuada do plano invisível. a ser desempenhada em três fases sucessivas. será pregado de sobre os telhados. o que dissestes nas trevas será dito às claras. LUCAS: capítulo 12º. pregai-o de sobre os telhados. e o que escutais no ouvido. quanto mais a seus domésticos. Quando. 1 ao 3 e 6º. iniciada com o advento do Espírito da Verdade. à altura moral do nosso senhor e seremos quais o senhor e teremos chegado àculminância da felicidade eterna. Coloquemo-nos. em todos os séculos. versículo 23.

se apresentam em condições físicas. duro e arrogante. dois filhos. ou repelir. compreendamos bem e não esqueçamos nunca o princípio fundamental. não menos certo é que eles se formam apropriados às provações e expiações por que o Espírito haja de passar e que a encarnação será no meio e nas condições adequadas a umas e outras. força e beleza física e de tudo isso abusou. nos tempos preditos. Quer dizer que Ele nos preparou a infância que hoje nos prepara o desenvolvimento da inteligência. raquítico. Aquele que ontem teve saúde. iguais são todas as condições sociais. circunstância que o tórna mais culpado do que o que se deixa por ele guiar. o mais caro amigo da véspera podem vir a ser e muitas vezes são o estranho. porqüanto. O discípulo não está acima do mestre. falindo em suas provas. encarnados e errantes. são apropriadas às faltas cometidas nas encarnações precedentes. ou o servo de amanhã. morais e intelectuais tão diversas. abrindo-nos a era da Revelação Espírita. portanto. Saiba o homem e jamais o esqueça que o parente de ontem. o objetivo e os efeitos da lei divina e. virá Ele colher os frutos do seu trabalho e receber na sua glória aqueles de seus discípulos que bem aproveitado hajam de seus ensinamentos. que ele poderá a todo instante encontrar. delinqüiu. Assim. agindo este sob a sua direção. Maior valor só tem o que pratica. será o cego. as expiações e as provações. se é certo que os corpos procedem dos corpos. por exemplo. em toda a majestade da sua pureza perfeita e imaculada. com o objetivo de conduzir as gerações humanas ao conhecimento da verdade. tendo por fim a purificação e o progresso do Espírito. pois.188 do-nos à perfeição. como tal. ensinando-lhes todas as coisas e anunciando-lhes as que hão de vir. enfermo. na condição de Espírito invisível. da reencarnação e. Cego. como complemento e sanção da Verdade. para mostrá-la sem véu. materialista e orgulhoso. na mesma família. pervertendo as massas populares. O orador de ontem ou de hoje. que. nascidos do mesmo pai e da mesma mãe. guia de cego. Manifestar-se-áentão aos homens em todo o seu poder. natural. Todos. a lei de amor. será o escravo. nos devemos considerar irmãos e ajudar-nos mutuamente. é aquele que não pratica o que prega. da sua ciência. o desconhecido do dia seguinte. de enviados especiais e missionários. com o concurso do Espírito Santo (65). conseguintemente. A terceira virá Ele cumpri-la. É o que explica por que e como. e que. o idiota. será amanhã sofredor. como Espírito da Verdade. A segunda. Ele a cumpre por intermédio dos messias. isto é. desempenhando entre os homens o seu Messianato e continuou a cumpri-la. que. o amo não é mais do que o servo. Mister se faz aprendamos. será o surdo-mudo do dia seguinte. doente. pela pluralidade das existências e conformemente ao grau de culpabilidade. deserdado da natureza. O sábio de ontem que. cujo desempenho se verifica presentemente. com humildade. ou o louco de amanhã. logo. característico da maturidade. Eterno. o que se dará quando aqueles estiverem capacitados para o receber e para Suportar a verdade na sua integral limpidez. — Aos olhos do Senhor. Mais terá que . dentro de mais algum tempo. A primeira Ele a cumpriu. o senhor de ontem. mesmo tão opostas. acolher. abusou da sua inteligência. que se utilizou da sua eloqüência para arrastar homens e povos a erros graves.

nada permanecerá oculto aos homens. para deter os passos à Revelação Nova. mediante a assistência dos Espíritos superiores. 14º. de mais em mais alargando o espaço e o futuro aos Espíritos progressistas. (64) Atos. É que o homem chegou a um ponto em que o seu saber tem que aumentar com rapidez. ela se vai espalhando cada vez mais. que sofrer. Nada ficará oculto. e grandes são esses esforços. 15º. teria prejudicado os homens. As verdades. continuar a obra de Jesus. sem as sobrecarregar demasiadamente. explicadas. 8º. Se Jesus falava por parábolas. como foram os despendidos outrora contra a Doutrina que Ele trouxe ao mundo. portanto. o que tudo se obterá. isto é: da sua hipocrisia. 6. Nada é oculto a Deus. o mesmo já não acontece porque outro é o grau de desenvolvimento das inteligências. 48. 8º. 25. com paciência. 16. — JOÃO. Se pregasse em termos claros e precisos a sua moral sublime. em Espiritismo. 52. para que de uma vez caia a venda que oculta a tantas inteligências a luz. se deve entender por Espírito Santo. perseverança e sinceridade. devem ser espalhadas. em vez de os esclarecer. era porque preciso se fazia preparar as inteligências. Guardai-vos do fermento dos Fariseus. — Por maiores que sejam os esforços dos inimigos da verdade. 13º. pelo Espírito da Verdade. Hoje. desenvolvidas com toda a clareza. extraindo-se da letra o espírito. (65) Num dos capítulos anteriores ficou explicado o que. 20. sem eiva da hipocrisia com que costuma proceder o farisaísmo de todos os tempos. que os enviados do Senhor revelam ao mundo. 9º. que vem.189 expiar e. . 1.

temais. não há um só deles que Deus tenha esquecido. o princípio inteligente. Disse-as. é a imensidade onde. caverna que o rei Josias mandara construir em Jerusalém. Até os cabelos das vossas cabeças estão contados. Só temer a Deus. Não é verdade que dois pássaros se vendem por um asse? (66) Pois. 10º. Não temais. entretanto. — 7. das crenças gregas e romanas. pois. a Deus tem que voltar. as desempenharem com desassombro. que se trata de uma expressão alegórica. nenhum deles cai na Terra sem ser pela vontade do vosso pai. mas que não podem matar a alma. Jesus dirigia essas palavras a seus discípulos. A geena. Vou mostrar-vos a quem deveis temer: Temei aquele que. — LUCAS. Não se vendem cinco pássaros apenas por dois asses? Entretanto. Não temais os que podem matar o corpo. bem mais valeis do que muitos pássaros. 28 ao 31. igualmente. nada mais tem que fazer. cuja natureza íntima ainda desconhecemos. a esse sim. filha de Deus. Manifesta. para.190 63 MATEUS. Quanto à geena. temei. dotado de individualidade e personalidade. meus amigos: Não temais os que matam o corpo e que. . bem mais valeis do que muitos pássaros. sem exceção. — 6. — 31. para despejo das imundícies da cidade. onde os culpados eram punidos. Vê-se. — 5. portanto. e onde era mantido um fogo contínuo. para consumir os detritos ali atirados. é a erronia de semelhante interpretação. 4 ao 7. Assim o entenderam os que se ativeram à letra. — 29. sem cuja vontade nada sucede MATEUS: capítulo 10º. possa estar sujeito a permanecer indefinidamente num lugar material circunscrito e a ser queimado pelo fogo. versículo 28. por um inferno. eu vos digo. livres dos temores que os assaltavam ante as provas e perigos das missões que lhes eram confiadas. Jesus. quando errante. o Espírito culpado passa pelos sofrimentos ou torturas morais apropriados e proporcionados às faltas que haja cometido. E eu vos digo. para inspirar aos homens a confiança sem limites que devem depositar em Deus. LUCAS: capítulo 12º. alguns a tomaram por um lugar de suplício. que olha com vistas paternais para todas as suas criaturas. bem como dos cadáveres a que negavam sepultura. chama a atenção do homem para a inteligência de que é possuidor e que. de modo a impressionar fortemente aqueles a quem falava. depois disso. versículo 4. portanto. ou à maneira da cloaca dos Judeus. tem o poder de lançar na geena. de significação complexa. o inferno. na individualidade e na imortalidade. à maneira do Tártaro do paganismo. 12º. para lhes infundir a confiança de que necessitavam. Até os cabelos das vossas cabeças estão todos contados. (67) Apropriando sempre sua linguagem à época e ao estado das inteligências. Nada. pois não se compreende que o Espírito. depois de haver tirado a vida. Não temais os que matam o corpo. — 30. com estas palavras. temei sim aquele que pode precipitar tanto o corpo como a alma na geena. mas que não podem matar a alma. afrontando todos os percalços e perigos.

como de fato é. 8º. preciso se faz que o homem goze de liberdade no seu proceder. quando muito. — Jeremias. 14º. Todos os cabelos das vossas cabeças estão contados. 14. — 2º Reis. como envoltório do Espírito. evidente se torna que o homem deve preferir a perda do seu corpo. Quer dizer que. É igualmente certo. sempre que se encontre em risco de. conformemente ao uso que o homem faz do seu arbítrio. como o são. — 1ª Epístola à Pedro. na erraticidade. para ser responsável. 3º. 7. aqueles sofrimentos ou torturas morais. admitidas no sentido literal. a qual. 11. envolveriam a negação do livre-arbítrio do homem e justificariam o entregar-se ele ao fatalismo. pois. podem apenas destruir esse instrumento. O que as palavras que estamos apreciando querem dizer é que nada sucede que não tenha sido previsto pela infinita sabedoria do Senhor. — JOÃO. ele é livre de praticar um ato qualquer. tornando o homem sujeito a experimentar as conseqüências do seu procedimento. 15º. no livro da vida. perder o seu Espírito. 34. incorrer em falta de que lhe resulte a condenação à geena. onde. por intermédio dos Espíritos bons. — Zacarias. e onde o corpo que os reveste por si só também é para eles uma geena. a sua página escriturada com exatidão. 14º. deixa que os acontecimentos da vida humana sigam seu curso. cuja execução e aplicação o aludido ato provoca. 13. cada um encontrará. — Não devem estas palavras ser tomadas ao pé da letra. não é mais do que o instrumento das provas necessárias à sua purificação e progresso. de prova e expiação. porém. — Atos. isto é. 51º. na sua significação. elas sustentariam um erro. imutáveis e eternas. que nunca abandona a qualquer de seus filhos. 8. . ao passo que deve sempre temer que a parte verdadeiramente importante do seu ser mereça condenada à geena de que acabamos de falar. 1º. Com efeito. porqüanto. 12. 12. é claro que a criatura nada deve temer dos que. 45. pois que. que a bondade infinita de Deus vela incessantemente pelas suas criaturas e faz sentir sobre estas a sua influência. 27º. as terras primitivas e todos os mundos inferiores. 8. pela encarnação ou reencarnação. em tal caso. (66) 20 centavos.191 Aquele termo abrange também. auxiliando-as em se forrarem aos efeitos funestos do mau uso do livre-arbítrio de que Ele as dotou. nem um só dos nossos mais secretos pensamentos escapam ao Senhor. 13. 14 e 15. chegada que seja a hora da prestação de contas. (67) 1º Reis. Assim. Ora. não esquece nenhuma de suas ações boas e não deixa impune nenhuma ação má de modo que. atendendo a que o corpo. nem um só ato nosso. — Isaías. para o salvar. mas esse ato tem seu princípio de origem e seus corolários regulados pelas leis naturais. entretanto. Assim sendo. se vêem lançados os Espíritos culpados.

Não penseis que vim trazer paz à Terra. do egoísmo. para a nossa salvação. porqüanto. Todavia. não vim trazer a paz e sim o gládio. Aquele que me negar diante dos homens. a filha contra a mãe. Aquele que. — Não veio trazer a paz e sim o gládio. três contra duas e duas contra três. destinado a fazê-la frutificar e preparar o advento da nova revelação. da hipocrisia. (68) Jesus é a personificação da moral sublime que Ele trouxe ao mundo. a fim de que chegue a ser conhecido e até que o seja MATEUS: capítulo 10º. com o trazer ao mundo uma doutrina que saparia os abusos. — 36. a mãe contra a filha. lutas a que ainda hoje presenciamos. se embrenha pelos caminhos tortuosos. Pensais que vim trazer a paz à Terra? Não. ainda muito distante. pela observância da lei de amor. Jesus veio trazer fogo à Terra. porqüanto. entre os que desejariam enveredar pela nova estrada e os preguiçosos ou obstinados. é certo. é confessá-lo. também eu o confessarei diante de meu pai. que são os do orgulho. — 9. doravante. para que ao seu derredor se grupassem os homens. 8 ao 9 e 49 ao 53. vim trazer a separação. LUCAS: capítulo 12º versículo 49. que está nos céus. Mas aquele que me negar diante dos homens será também negado diante dos anjos de Deus. versículo 8. — LUCAS. Espíritos atrasados. fariseus e sacerdotes orgulhosos e cúpidos. a fim de aprenderem. estarão todas divididas. repudiando-lhe a lei. dele o filho do homem dará testemunho diante dos anjos de Deus. a sogra contra a nora e a nora contra a sogra. que serão os alicerces da paz universal. pois que consistia em substituir a fé cega e falsa. mas que se . eu vo-lo digo. 10º. — 52. esse se afasta da senda da verdade. Ora. 12º. que quereriam permanecer estacionários. praticarem e espalharem pelo exemplo os ensinamentos cuja difusão constituía o objeto da sua missão. Ora. a esse o bom Pastor não o pode receber na categoria dos Espíritos bons. E esse fogo Ele o queria bem aceso. que seria sancionada com o sacrifício do Gólgota. praticando a sua moral. Vim trazer o fogo à Terra. Aquele que me confessar diante dos homens. pela prática da caridade e da fraternidade. trazendo aos homens. estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai. renega o bom Pastor. Tenho que receber um batismo e quão ansioso estou para que ele se cumpra. — 35. Praticar essa moral é estar no carreiro por Ele traçado. Ele veio dar causa a lutas. e que é o que quero senão que ele se acenda? — 50. dos vícios e das paixões que degradam a Humanidade.192 64 MATEUS. se numa casa se encontrarem cinco pessoas. a divisão. Com efeito. nem apresentá-lo ao Rei dos reis. seu objetivo era santo. vim separar de seu pai o homem. Jesus veio pôr fogo à Terra. de sua mãe a filha e de sua sogra a nora. — 51. no seio mesmo das famílias. os preconceitos e as tradições sustentados pelos escribas. também eu o negarei diante de meu pai que está nos céus. — 33. enquanto não dê testemunho dele. e o homem terá por Inimigos os de sua própria família. esse progresso. versículo 32. — 34. ao contrário. eu vos digo que aquele que der testemunho de mim diante dos homens. LUCAS: capítulo 12º. — 53. 32 ao 36.

ela a todos igualmente ilumine.193 há de realizar. com ardor. espíritas. 9. 7º. esclarecei as inteligências obscuras. 16. 3º. 14. Depois de ter sido até aí — rei da justiça. 13º. que somente cessarão quando Ele próprio vier completar a sua obra pela separação do joio e do bom grão. 10º. (68) Salmos. Trabalhai. — Romanos. impelindo-nos para o progresso e a dar lugar a novas lutas. 10º. 43. 40º. pois. 2º. — João. isto é. 28. porque essa é a vontade do nosso Pai celestial. 18. 5. 54º. 19. — Miquéias. pela elevação dos bons à posse do reino que lhes está preparado e pela repulsão dos rebeldes e cegos voluntários para as terras em que possam decidir-se a encetar a obra da sua purificação. 9º. 12. vendo a luz. Só então a sua missão se tornará de paz. 10. 2º. diz-nos o Senhor pela boca de seus emissários. 6. éEle ainda a influir sobre nós. . Ele será — o rei da paz. — Apocalipse. sustentai os fracos. 7º. ajudai os vossos irmãos a chegarem ao ponto em que vos achais. — 1º de João. O Espiritismo é Jesus presente de novo entre nós. — 2ª Epístola à Timóteo. por arrancar os parasitas que abafam a sua vinda. a fim de que todos.

interpretando-os. pelo amor paterno e filial. e aquele que ama a seu filho ou a sua filha mais do que me ama. é preciso pesquisar-lhes os fundamentos. disse. para agradar a seu pai ou a sua mãe. para impressionar os Hebreus de então. e aquele que não toma sua cruz e me segue não pode ser meu discípulo. pelo afeto. versículo 37. não pode ser seu discípulo. É dever do homem consagrar-se à família e preencher para com esta todas as obrigações que lhe impõem as leis divinas. como a respeito de tudo mais. fazer do cumprimento dessas obrigações um culto. não basta ter deles a compreensão literal ou gramatical. a qual não tem a significação violenta daquelas outras e carece de equivalente nos modernos idiomas. egoísmo e o egoísmo contravém aos ensinos do Filho de Deus. para cuja compreensão cumpre não constituam obstáculo os termos odiar e aborrecer. buscar-lhes o espírito. Não deve. isto é. — LUCAS. que em todas as coisas prejudica o ser humano e o transvia. 37 ao 39. mostrar-lhe que a vida real é a do Espírito liberto da escravidão da matéria. com relação a esta.194 65 MATEUS. Veio. pois que isso seria. pelo carinho. nem os interesses superiores e a felicidade real de seus outros irmãos em Deus. Amor da família. que produzem a concórdia. versículo 25. . — 26. importa não esqueçamos que Jesus freqüentemente usava de expressões demasiado fortes. e que o Espírito só se depura na adversidade. 27. Ele. a seus filhos. LUCAS: capítulo 14º. enfim. a sua mulher. 10º. de mim não é digno. fazendo-lhe ver que os seus membros devem unir-se pela amizade. — 39. O que. de modo a lhes alcançar o sentido profundo. — 38. (69) Os santos Evangelhos são o código. Jesus. necessário se faz estudá-los. Para bem se conhecerem esses preceitos e sentenças. porém. 14º. que é o crisol das grandes obras. não pode ser meu discípulo. não é digno de mim. Aquele que ama a seu Pai ou a sua mãe mais do que me ama. Veio congraçar a Humanidade. porqüanto nenhum desses vocábulos traduz com exatidão a palavra correspondente no texto hebraico. Essa a lição constante dos versículos acima. ou a tábua dos preceitos e sentenças do Divino Mestre. aquele que. a seus irmãos. apreciá-los em conjunto. cuja síntese é a lei do amor. Aquele que vem a mim e não odeia a seu pai e a sua mãe. Jesus veio dar cumprimento ao Decálogo e confirmar as profecias que lhe eram relativas. Não lhe deve sacrificar o amor ao próximo. purificado. — Paciência e resignação nas provações terrenas MATEUS: capítulo 10º. voltando-se para a multidão que o acompanhava. Aquele que acha sua vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a encontrará. a suas Irmãs e até a sua própria vida. jamais poderia ter dito o que quer que importasse em condenação do amor da família. — Cumprimento do dever acima de todas as coisas. praticar um ato contrário a esses ensinos não é digno do Mestre. 25 ao 27. Aquele que não toma sua cruz e me segue não é digno de mim. Além disso. portanto. condenou foi o excesso. Para isso. Assim.

26 e 27. inocente e imaculado. era justo. Tais palavras. A cruz a que aludia. em todas as épocas. o Divino Mestre se dirigia especialmente a seus discípulos. aliás. viessem ou venham a constituir-se continuadores da alta missão em que se investiram os apóstolos e os discípulos imediatos do Cristo. gravemente. é a das expiações e das provas necessárias e inevitáveis. conforme o exemplificou Ele que. que.195 profundamente materializados. (69) Deuteronômio. resignação e. renunciaria ao acabamento da obra. a sua vida espiritual. que. . 11. por isso que mediante elas somente é que o Espírito se depura. falando a seus discípulos. sempre que lhes fosse mister sacrificá-la. dentre eles. a bem daquela outra. Êxodo. 32º. assim. pois. 6. por conseguinte. 12º. desempenhando a sua missão. nada tinha que expiar. para lhes significar que. para levar a cabo a obra. reconhecimento. Quanto ao ser a vida do Espírito a Única real e. aos que posteriormente. 13º. 33º. ao contrário. 9. 12. comprometendo. aquele que não recuasse diante da morte e a sofresse. para conservar a vida humana. até. 12º. — JOÃO. quando sentenciava que quem não tomar a sua para o seguir não pode ser seu discípulo. — Apocalipse. 2ª Epístola à Timóteo. entretanto. o que falisse à sua missão. 25. no mesmo sentido. 3º. nem que o tornasse merecedor de qualquer provação. teria a vida eterna. o Senhor lhes recomendava que nenhuma importância dessem à vida do corpo. podem e devem considerar-se como dirigidas. Dizendo que “aquele que acha a sua vida a perderá e que aquele que perde a vida por sua causa a achará”. a prova temo-la em que. a única digna de apreço e valiosa. quando as aceita com humildade.

28 ao 33. pois. ficaremos sujeitos a perder o nosso tempo. — 30.196 66 LUCAS. não pode ser meu discípulo. — Não parar na estrada do progresso. depois de lhe haver lançado as fundações. desejando edificar uma torre. pôr fora os nossos bens. 27. todos os que a vejam entrem a escarnecê-lo. pois. mas. a fim de que. quando o inimigo ainda está longe. a despesa necessária. qual o rei que. até nos fortalecermos bastante. Examinar antes de obrar. Se o não pode fazer. com vagar e calma. que é a da caridade universal. não examina antes. Para caminharmos pela senda do progresso. . por não a poder acabar. desde que paremos hesitantes e indecisos. sobretudo em se tratando do caminho do progresso. para saber se tem com que terminá-la. condição essencial de todo progresso. 17 e 18. que não lhes devemos criar uma afeição que nos impeça de dar-lhes a aplicação para que nos foram confiados. Renunciar a tudo o que possuímos não quer dizer que devamos esbanjar. tendo de entrar em guerra com outro rei. antes que nos arriscarmos a tentativas infrutíferas. que não renunciar a tudo o que tem. e lhe apresenta propostas de paz. (70) Antes de enveredarmos por um caminho novo. isto é. versículo 28. — Não dar apreço aos bens materiais. Qual aquele dentre vós que. aquele dentre vós. 5º. para percorrê-lo todo. — Provérbios. manda embaixadores. o que se dará. Assim. Em tal caso. não orça de antemão. que amargos pesares nos trarão. precisamos certificar-nos de que dispomos de uma vontade bastante forte. mas não pôde acabar? — 31. Ou. senão como meio de fazer caridade LUCAS capítulo 14º. se pode marchar com dez mil homens contra o inimigo que vem ao seu encontro com vinte mil? — 32. preferível é esperemos. 14º. de praticarmos a caridade. devemos desprender-nos dos bens materiais. (70) 3º Reis. — 29. com vagar e calma. — 33. dizendo: Esse homem começou a construir. considerando-os simples meio de fazermos o bem e proporcionarmos alívio aos nossos irmãos que sofrem. se assim o não fizermos. porque sem ela não há salvação. 24º.

em verdade vos digo. versículo 1. 4 e seguintes. 4º. E todo aquele que der de beber a um destes pequeninos. 17º. dirigidas por Jesus. podem explicar-se como encerrando. Jesus partiu a ensinar e pregar nas cidades vizinhas. se podem resumir da forma seguinte: Aquele que deposita fé em Deus e procede tendo em vista a vida eterna. como ensino. para todos os homens. . obterá a recompensa reservada ao fiel. a seguinte lição: O bem que fizerdes vos será contado. 8 e seguintes. — 4º Reis. só por ser dos meus discípulos.197 67 MATEUS. e aquele que recebe o justo na qualidade de justo receberá a recompensa do justo. Aquele que cumpre a lei de amor e de caridade terá sua recompensa MATEUS: capítulo 10º. As do versículo 41 são simbólicas: Aquele que proceder com louvável intuito será recompensado pela sua intenção. As palavras do versículo 40 eram endereçadas aos apóstolos: Aquele que recebe os vossos ensinamentos recebe os meus e quem recebe os meus ensinamentos recebe os daquele que me enviou. 10º. (71) O sentido e o alcance destas palavras. Aquele que recebe o profeta como profeta receberá a recompensa do profeta. não perderá sua recompensa. 10 e seguintes. Quanto às do 42. — 41. tendo em vista cumprir a lei de amor e de caridade. versículo 40. Aquele que vos recebe a mim me recebe. 18º. um copo dágua fria. 40 ao 42 e 11º. e aquele que me recebe recebe o que me enviou. — 42. MATEUS: capítulo 11. por menos importância que tenha o vosso ato e seja qual for a dos irmãos que aliviardes ou socorrerdes. (71) 3º Reis. 1. Logo que acabou de dar essas instruções a seus doze discípulos. aos homens de então e do futuro.

Sob o pretexto de que merecedor do salário é o obreiro. mas poucos são os trabalhadores. Os discípulos davam o alimento do Espírito e recebiam de outros o alimento do corpo. alguns pontos aqui há que reclamam observações especiais. 1 ao 12 e 16. entrando nalguma cidade. — Por “filhos da paz” designava Jesus os que se mostravam dispostos a enveredar pela nova estrada que os faria adiantar-se em direção ao Senhor. o que fazem os que se dizem ministros do Cristo e sucessores dos apóstolos. despreza aquele que me enviou. porém. Sacudimos contra vós até a poeira da vossa cidade. para que necessitemos .198 68 LUCAS. Filhos da paz — a vossa paz (capítulo 10º. não vos receberem. porqüanto o obreiro é digno do seu salário. e lhes dizia: A seara na verdade é grande. comei do que se vos apresentar. o Senhor escolheu setenta e dois outros discípulos e os enviou dois a dois. todavia. entretanto. precedendo-o. Tinham. dizei primeiramente: Paz a esta casa. — A paz que eles tinham (“a vossa paz”) eram a fé e os conhecimentos que possuíam e que com eles ficavam. — 10. como vimos. ao dono da seara que mande trabalhadores para ela. — 2. curai os doentes que ai encontrardes e dizei-lhes: O reino de Deus está próximo de vós. que se agarrou aos nossos pés. Digo-vos que nesse dia os de Sodoma serão tratados com mais indulgência do que os de tal cidade. — 6. senão. (72) As instruções por Jesus dadas aos setenta e dois discípulos são idênticas às que deu aos apóstolos. não pareis. do Evangelho de Mateus. Como trabalhadores. traficam com as coisas de Deus e procedem como todos vêem. a todas as cidades e a todos os lugares aonde ele próprio tinha que ir. aquele que vos despreza a mim me despreza. Aquele que vos escuta a mim me escuta. — 9. até que a tenhais alcançado”. Não leveis bolsa. Todavia. Missão e instruções dadas aos setenta e dois discípulos LUCAS: capítulo 10º. voltará para vós. Permanecei na casa comendo e bebendo do que nela houver. — Segundo o espírito. que o reino de Deus está próximo. ide pelas ruas e dizei: — 11. 9 e 13 do capítulo 10. eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Ao entrardes em qualquer casa. Não saudeis a ninguém pelo caminho. Ide. em recompensa do trabalho que executavam. — 5. nem alforje. LUCAS: capítulo 10º. Se aí estiver algum filho da paz. Mas se. —Comei e bebei do que nela houver: Nem só pelo espírito vive o homem. Permanecei na mesma casa: sede perseverantes. desde que se achassem num meio refratário a aceitá-los. versículo 16. Não é isso. o que com essas palavras quis Jesus dizer é o seguinte: “Não deixeis que vos desviem do caminho em que ides. nem sandálias e a ninguém saldeis pelo caminho. — 12. 10º. versículo 1. Cumpre-lhe prover às necessidades do corpo. versículo 6). — 7. Quando entrardes numa cidade qualquer onde vos acolham. — 3. e o que me despreza. cabia-lhes ser alimentados. pois. tratando dos versículos. sabei. que se restringir ao estritamente necessário. rogai. — 4. Algum tempo depois. a vossa paz ficará com ele. — 8. avançai para a meta. não andeis de casa em casa.

a lei do Cristo. de todas as virtudes que o Mestre exemplificou e que constituíram o patrimônio deles. Aquele que vos escuta a mim me escuta. Elas se aplicam. esforçando-se por imitar os apóstolos e os discípulos do Cristo de Deus. não é e não pode ser discípulo do Mestre. abnegação. Cercados de luxo e fausto. o fausto. a voluptuosidade. evitando transformar aquele ministério numa profissão. fez-se-lhes ouvir a palavra de paz e taparam os ouvidos. do capítulo 10º de LUCAS. etc. judeus ou gentios. por isso que se lhes mostrou a luz e fecharam os olhos. que na Terra só deu exemplos de humildade. Dando aos discípulos o poder de ligar e desligar. Entretanto. Não compreenderam. da pobreza. desinteresse. enfim. bem fará dando outra direção às suas atividades. além do necessário. — Estas palavras. constantes no versículo 16. que se não munissem de duas túnicas. de lado os abusos. do amor que o homem deve consagrar e praticar para com os seus irmãos. seus ensinamentos. sem possuir as virtudes que elevam o Espírito e atraem a assistência dos Espíritos superiores. Como poderão considerar-se discípulos de Jesus e sucessores dos Apóstolos os que recebem dinheiro em paga das preces que fazem? Enviando os discípulos que escolhera para transmissores da sua palavra. sem preencher as condições a isso essenciais. sem nada aceitar. Prescreveu-lhes. são chamados a divulgar a Nova Revelação. quando deveriam ser os que lavassem os pés a seus irmãos. de acordo com essa Revelação. a pregar em espírito e verdade e a desenvolver. nem compreendem que a única maneira de que dispõe o homem de erigir para si um trono consiste em viver vida austera e humilde. procura o luxo. simultaneamente. nem de dois pares de sandálias. em troca de seus ensinamentos e preces. não deu Jesus esse direito a quem quer que entendesse de exercer. igualmente. Aquele que não se sinta disposto a uma vida de abnegação. de humildade e de pobreza. dos que vos repelirem. sua moral. Aquele que. de inteiro esquecimento de si mesmos. dedicação e caridade. como não se lhes hão de considerar irônicas as eloqüentes prédicas sobre as virtudes que aconselham. com autoridade para abençoar ou reprovar. Cada um responderá pelos seus . porém. uma vida de completa abnegação. só as podem aplicar a si os que. oferecem o pé a beijar aos que se lhes aproximam do trono rebrilhante de pedrarias.199 indicá-lo aqui mais uma vez. sem levar convosco nem mesmo a poeira que vossos passos levantem. novos discípulos de Jesus. sigam as pegadas do Mestre divino. o bem-estar material. guiados e inspirados pelos Espíritos do Senhor. mas que não exemplificam? Deixemos. isto é. Jesus lhes recomendou. Proibiu-lhes cogitar do bem-estar material. Eles serão tratados mais rigorosamente do que os de Sodoma e Gomorra. os que lhe pratiquem sinceramente as lições e os exemplos. Sacudi a poeira dos vossos pés: — Afastai-vos. sacerdotes ou leigos. aos que. como procederam e como procedem os pseudo discípulos do Cristo. Diante do que fazem e da maneira por que vivem os ministros da Igreja de Roma. renunciam à herança da humildade. imitando os de outrora e os apóstolos. os que se dizem sucessores dos apóstolos? Ao mesmo tempo que se apregoam herdeiros dos poderes conferidos a estes. e mesmo receber coisa alguma.

de nos impormos ao respeito de todos. 5º. 8. (72) JOÃO. pela confiança que inspire a nossa sinceridade. no propósito único de impulsionar o progresso da Humanidade. 10º. — 1ª Epístola aos Coríntios. pelo cumprimento exato dos nossos deveres. os espíritas. 1. pela observância dos ensinamentos do Mestre. 51. 29. 6. . 3º. 4º. — Atos.200 atos. 4º. pela austeridade do nosso caráter. 13º. — 2º Tessalonicenses. 27. 23. — 1º Tessalonicenses. — 4º Reis. 18º. Cuidemos nós.

nada vos causará dano. Jamais nos orgulhemos do que o Senhor permita que façamos. versículo 17. pois seus nomes estão escritos no “céu”. 31 — Filipenses. Vedes que vos dei o poder de esmagar as serpentes. com confiança e sinceridade. porqüanto também são designados a trabalhar na obra e conseguirão tudo o que tentarem fazer em seu nome.201 69 LUCAS. O Senhor protege os que trabalham com zelo na obra de que os encarregou. 12º. Esmagá-los-emos com os pés e eles se ocultarão envergonhados da derrota. nossa única ambição devem consistir em ganharmos a recompensa prometida. 1. o bem dos nossos irmãos. E Jesus lhes disse: Eu via Satanás caindo do céu como relâmpago. — 18. 32 e 33. Os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria. — 20. 29. os escorpiões e todo o poder do inimigo. — Salmos. — Seus nomes escritos nos céus LUCAS: capítulo 10º. (73) Êxodo. Os que caminham sinceramente nas sendas do Senhor podem rejubilar-se. 3. mas ao fim da qual entrevejamos o progresso da Humanidade. — Isaías. portanto. 12º. não lançarão seus dardos contra nós. 9º. — Daniel. 8. 17 ao 20. Jesus lhes falava. 4º. caminhemos desassombradamente. se virmos que nossas obras nos autorizam a esperá-la. mas não tiremos daí nenhum motivo de vaidade. — JOÃO. O Mestre paga sempre ao trabalhador na razão do seu trabalho. como sempre. 68º. . Os répteis venenosos que se ocultem por onde passemos não levantarão as cabeças malfazejas. o mal se precipitará nos abismos insondáveis e sua queda servirá para nos esclarecer. Rejubilemo-nos. dizendo: Senhor. 10º. 3. Idêntica à dos discípulos deve ser a alegria dos espíritas. com o fim exclusivo de impulsionar o progresso da Humanidade. mas tendo em vista o progresso e o amor universal. Toda vez que tentarmos combater o mal sob qualquer forma que se apresente. Nosso objetivo. difícil. 12º. Sempre que nos aventurarmos por uma estrada desconhecida. 9. Regresso dos setenta e dois discípulos. alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus. não vos alegreis por vos estarem os espíritos submetidos. 32º. 1. (73) Dizendo aos discípulos que via Satanás cair do céu qual relâmpago. — 19. Contudo. figuradamente. 4º. — Apocalipse. até os demônios se nos submetem em teu nome.

Feliz. 10. Enviou-lhe pôr isso dois de seus discípulos. João. que os surdos ouvem. 5º. João mandou que dois de seus discípulos fossem ter com Ele — 3. Em seguida. porque progride e não tem que temer uma repulsa. 29º. . 11º. — Romanos. que os leprosos estão curados. a quem o divino Mestre se referia. 24º. pobres são todos os que. Jesus lhes respondeu: Ide contar a João o que vistes e ouvistes. falando mais para aquela época do que para o futuro. os coxos caminham. 35º. 18. Esses homens. que os coxos caminham. lhe disseram: João Batista nos mandou aqui para te perguntarmos se és aquele que tem de vir ou se é outro o que esperamos? — 21. 49º. 21º. que o Evangelho é pregado aos pobres. 36. 2º. E João chamou dois deles e os mandou a Jesus para lhe perguntarem: És aquele que tem de vir ou é outro o que esperamos? 20. — 19. não tinha certeza de que Jesus fosse quem devia ser. versículo 18. 7º. — Salmos. respondendo aos discípulos de João. E bemaventurado aquele que não se houver escandalizado de mim. e lhe dissessem: És aquele que tem de vir ou esperamos outro? — 4. Quanto aos chamados “milagres” que Jesus praticou em presença dos discípulos de João. Foi. 2º. 27. — 1ª Epístola à Pedro. O Precursor queria certificar-se de que Jesus era realmente aquele cuja vinda ele anunciara. os mortos ressuscitam. — 22. 23. Tendo. na prisão. 2. 8º. Jesus curou muitas pessoas de enfermidade e chagas e dos maus espíritos e restituiu a vista a muitos cegos. para lhe comprovar a identidade. sentindo a necessidade de enriquecer-se com a palavra evangélica. disse: Ide narrar a João o que vistes e ouvistes: que os cegos vêem. 17. 61º. Bem-aventurado o que não se houver escandalizado de mim. — 5. 1. que os mortos ressuscitam.202 70 MATEUS. eram os que de ninguém mereciam atenção alguma. desprezados. De modo geral. — Timóteo. 8. — Daniel. que João mandou seus emissários ao Cristo. 14. — JOÃO. 22º. — Apocalipse. versículo 2. sabido das obras do Cristo. Os pobres. 16. — 23. encontrando Jesus. Nesse mesmo instante. LUCAS: capítulo 7º. 2 ao 6. 24. pois. (74) A fama levara a João o rumor dos atos de Jesus. 9º. 4 e 5. eram os que se viam abandonados. 18 ao 23 Discípulos de João mandados por este a Jesus MATEUS: capítulo 11º. portanto. 14. porém. do que lhe acolhe os preceitos e os põe em prática. — 6. — LUCAS. os surdos ouvem. Todo aquele que não aceita a moral do Cristo. se dispõem a ouvi-la. 6º. — Números. os leprosos são curados. 9º. — Isaías. já sabemos como Ele os operava. o repele. o Evangelho é pregado aos pobres. 32. (74) Gênese. Os cegos vêem. 2º. para verificarem se se não tratava de algum hábil impostor. 3º. 55. Os discípulos de João lhe referiram todas as coisas que Jesus fazia.

203

71 MATEUS, 11º, 7 ao 15. — LUCAS, 7º, 24 ao 30 e 16º, 16. João, precursor, e Jesus. — Pedra fundamental do edifício da regeneração. — Missão nova e futura de João
MATEUS: capítulo 11º, versículo 7. Logo que eles se foram embora, começou Jesus a falar de João ao povo nestes termos: Que é o que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? — 8. Que é, pergunto, o que fostes ver? Um homem vestido de finas roupas? Sabeis que na casa dos reis é que vivem os que se vestem assim. — 9. Que é então o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vo-lo digo, e mais que profeta; — 10, porqüanto dele é que está escrito: “Eis que envio, na tua frente, o meu anjo, que te preparará o caminho”. — 11. Em verdade vos digo: Nenhum dentre quantos hão nascido de mulher foi maior do que João Batista, mas aquele que for o menor no reino dos céus é maior do que ele. — 12. Desde os dias de João Batista até o presente o reino dos céus sofre violência e os violentos o arrebatam; 13, pois, até João, todos os profetas e a lei profetizaram; — 14, e, se quiserdes, compreendei: ele é o Elias que há de vir. — 15. Ouçam os que têm ouvidos de ouvir. LUCAS: capítulo 7º, versículo 24. Logo que se foram os mensageiros de João, entrou Jesus a falar deste à turba: Que é o que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? — 25. Que é, pergunto, o que fostes ver? Um homem vestido de finas roupas? Sabeis que nas casas dos reis é que se encontram os que se vestem magnificamente e vivem nas delícias. — 26. Que é, então, O que fostes ver? Um profeta? Sim, certamente, eu vo-lo digo, e mais que profeta; — 27, porqüanto, dele é que está escrito: Eis que envio, na tua frente, o meu anjo, que te preparará o caminho adiante de ti. — 28. Pelo que, eu vos digo que, dentre os que hão nascido de mulher, nenhum ainda houve maior do que João Batista; mas aquele que for o menor no reino de Deus é maior do que ele. — 29. E todo o povo e os publicanos que o ouviram se submeteram aos desígnios de Deus recebendo de João o batismo. — 30. Mas os fariseus e os doutores da lei desprezaram os desígnios de Deus para com eles, não se fazendo batizar por João. LUCAS: capítulo 16, versículo 16. A lei e os profetas duraram até João; a partir daí, o reino de Deus é pregado aos homens e cada um lhe faz violência. (75) Falando de João nesses termos, Jesus dava testemunho da missão que o Precursor viera desempenhar, assim como anunciava a nova e futura missão que ele desempenhará, e lançava a pedra fundamental em que assentaria o edifício da regeneração, edifício que se vai erguendo, embora lentamente. A época do aparecimento de Jesus na Terra, sob a forma corporal humana, nos é indicada como básica do progresso que ‘nas idéias se havia de produzir. Elas, de fato, se elevaram, fracamente é certo, mas o bastante para se despojarem do envoltório material que as constrangia e tendem, cada vez mais, a se elevar para as regiões espirituais. Pois bem, para o acabamento dessa empresa, para a continuação da obra de Jesus, é que trabalham os Espíritos elevados, sob as vistas e a direção do Mestre.

204 MATEUS, versículos 9 e 10. — LUCAS, versículos 26 e 27. — Exprimindose dessa forma, Jesus testificava que o Espírito de João já atingira um grau de elevação muito mais alto do que os dos profetas. Comparava estes últimos, nas diversas épocas em que apareceram, com Elias reencarnado como Precursor, para, apontando a extensa linha de progresso que fora percorrida, mostrar que o Elias de então já era muito mais do que o Elias dos Hebreus. Podemos, em conseqüência, imaginar qual será a grandeza desse Espírito, do ponto de vista do poder e da ciência, quando desempenhar a sua missão espírita, assinalando com essa missão a sua nova passagem pela Terra. Referimo-nos ao seu progresso em ciência universal, que é, conforme se sabe, indefinido e não limitado, como o progresso moral, cujo limite o Espírito atinge no seio de Deus, alcançando a perfeição moral. MATEUS, versículo 11. — LUCAS, versículo 28. — O pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, ao declarar que, dentre os varões nascidos de mulher, João era o que mais alto se achava colocado, espiritualmente falando, foi, em primeiro lugar, fazer sentir, embora deixando velada pela letra essa verdade, que Ele, Jesus, não nascera de mulher. Em segundo lugar, quis revelar a existência de outros Cristos, isto é, de outros Espíritos que, havendo percorrido sempre, sem desvios, a linha reta do progresso, chegaram à suprema pureza, sem terem necessidade de descer ao ventre da mulher, a fim de passarem por provações, a fim de provarem a morte, segundo a sua própria linguagem. A esses Espíritos é que o divino Mestre comparava o de João, para afirmar que, mau grado à extraordinária elevação deste, ele era menor do que o mais pequenino no reino dos céus. Vê-se assim que do fato de se achar encarnado o seu Espírito é que Jesus tirava fundamento para a afirmativa que fez, porqüanto esse fato constituía a prova formal de que aquele Espírito ainda não galgara os cumes supremos da pureza, visto que os que a tais altitudes chegam ficam, em absoluto, excluídos da ação da lei das encarnações e reencarnações, que é o que já se verificara com Jesus, antes mesmo que o nosso mundo se formasse. Sofrendo, como estava, os efeitos dessa lei, a João se lhe velara o passado. Tal qual sucede a todos os encarnados, ele esquecera suas anteriores existências, como era necessário, pois, a não ser assim, nenhum mérito lhe adviria do desempenho da missão de Precursor, se sempre tivesse diante dos olhos tudo quanto fizera como Elias, o profeta; se a todos os momentos pudesse apreciar os feitos do venerando legislador, de cujas mãos recebera o povo hebreu as tábuas da lei, o Decálogo. O Elias que tinha de vir veio, de fato, na pessoa de João que, concluída na Terra a sua missão de Precursor, continuou e continua a desempenhá-la na espiritualidade, trabalhando para que progridam o planeta terreno e a sua Humanidade, preparando o novo advento de Jesus, como Espírito da Verdade, como complemento e sanção da verdade. E, ao abrir-se, como agora se abre, a era nunciativa desse advento, a era espírita, ele novamente clama ao povo, a todo o povo da Terra, aos publicanos, aos escribas, aos fariseus e aos doutores da lei em nossos dias: Fazei penitência, arrependei-vos, arrependeivos, que se aproxima a hora do julgamento, pois que a morte, de um instante para outro, VOS pode surpreender e entregar os vossos Espíritos culpados à expiação na erraticidade e, depois, às aflições e angústias das reencarnações. Purifiquemo-nos, para sermos recebidos na morada celeste, onde só têm entrada os eleitos, isto é, os puros, condição a que todos havemos de chegar,

205 visto que para o Senhor não há eleitos, nem réprobos, segundo as falsas interpretações humanas. Só, porém, os que se tornam puros podem acercar-se do centro da Onipotência. Notemos que, confirmando ser João a reencarnação do Espírito Elias, o divino Mestre não disse: “João é o Elias que havia de vir”, mas: João é o Elias que há de vir”. Assim, além de confirmar a presença de Elias entre os homens na pessoa de João, anunciou o seu futuro reaparecimento na Terra, sempre como Precursor. Trará então, por missão especial, o alargamento do círculo das idéias e conhecimentos humanos, o fortalecimento do amor universal e, portanto, da caridade e da fraternidade que lhe são conseqüentes. A partir de João, o reino de Deus é pregado aos homens e cada um lhe faz violência. É figurada esta linguagem, significando que ninguém se aplica a fazer o que deve, para alcançar o reino de Deus, para realizá-lo em sua alma, que é o meio de chegar a ele, conforme ensinou Jesus. Cada um procura criar para si um reino da Terra, caracterizado por honras extraordinárias e imenso poderio, e tenta violentar a entrada do reino de Deus, por meio da hipocrisia, ou do anátema. (75) Malaquias, 3º, 1; 4º, 5 e 6. — Apocalipse, 2º, 7.

206

72 MATEUS, 11º, 16 ao 19. — LUCAS, 7º, 31 ao 35. João e Jesus incompreendidos pelos Hebreus, João e Jesus compreendidos hoje pelos que são os filhos do Senhor
MATEUS: capítulo 11º, versículo 16. Com que compararei esta geração? Ela se assemelha a crianças que, assentadas na praça pública e aos gritos, — 17, dizem aos seus companheiros: Tocamos flauta para vós outros e não dançastes; lamentamo-nos e não chorastes. — 18. Veio João e, porque não come, nem bebe, dizem: Está possesso do demônio. — 19. O filho do homem veio e, porque come e bebe, dizem: “Aí está um comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores”. Mas a sabedoria é justificada pelos seus filhos. LUCAS: capítulo 7º, versículo 31. Disse o Senhor: Com que compararei os homens desta geração? A quem se assemelham? — 32. Assemelham-se a meninos que, sentados na praça pública e falando uns para os outros, dizem: Tocamos flauta para vós e não dançastes; entoamos lamentações e não chorastes. — 33. João Batista veio e, porque não come nem bebe vinho, dizeis: Está possesso do demônio. — 34. O filho do homem veio, come e bebe e dizeis: É um comilão e beberraz, amigo dos publicanos e dos pecadores. — 35. Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos. Usando, mais uma vez, de linguagem apropriada àcapacidade intelectual dos que o ouviam, Jesus, por essas palavras, mostrava aos homens que suas inteligências rebeldes recusavam todos os testemunhos da verdade, quaisquer que fossem, propensos sempre a procurarem, no que observavam, uma razão de ser estranha à bondade de Deus, não se rendendo nem mesmo à evidência. Mas, a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos. — Quer isto dizer que um dia os homens haviam de compreender tudo aquilo a cuja compreensão obstava o atraso deles na senda do desenvolvimento e do progresso. É assim que, de fato, hoje compreendemos. São filhos de Jesus os que se tornaram capazes de apreender as verdades que, quando cegos, negaram e que ainda são negadas pelos que continuam cegos. Para bem cumprir a missão que lhe fora confiada, João adotara uma vida de austeridade extrema, de abstinência e insulamento, com o que dava, como Precursor, o ensino e o exemplo da penitência que viera pregar e que tinha por emblema, por símbolo, o batismo às margens do Jordão, sendo a sua palavra o meio de os homens se prepararem para entrar no caminho que leva ao Senhor. Surpreendidos com aquela existência excepcional e não a podendo compreender, seus contemporâneos o tinham por vítima de uma obsessão. Jesus, contrariamente, vivia entre os homens, a fim de lhes mostrar o que é praticar o amor e a caridade, a fim de vulgarizar, por assim dizer, todas as virtudes que pregava e de que era modelo, tornando-as compreensíveis. Para esse efeito, comia à mesa do pobre, passava a noite sob o teto do publicano, embarcava com os pescadores, oferecendo desse modo edificantes exemplos aos orgulhosos, que, entretanto, por isso mesmo que o eram, o acusavam de se comprazer nos centros abjetos da sociedade de então.

207 Jesus, em suma, veio, como bem já o compreendemos, curar os enfermos, da alma principalmente, salvar os que se achavam perdidos, encorajar os desesperados. Mas, sabendo que assim foi e é, já teremos aproveitado dos seus exemplos, já estaremos dispostos a pô-los em prática, a nos engrandecermos vencendo pela caridade, pelo amor, pela humildade, o oceano de lama que a todo momento ameaça tragar-nos? Sigamos todos nós, homens da Terra, e, principalmente, os que somos espíritas, o exemplo de Jesus, sem nos preocuparmos com as opiniões e os conceitos dos escribas e fariseus de hoje, os orgulhosos da nossa época. Entremos desassombrados na choupana do pobre e vamos comer com os desgraçados, com os réprobos do mundo; levemos-lhes o que pudermos desse alimento que os sustentará pelos séculos em fora: o pão da vida, que nutre a alma, clareia a inteligência e purifica o coração!

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73 LUCAS, 7º, 36 ao 50. Pecadora que banha de lágrimas os pés de Jesus e os enxuga com seus cabelos, derramando bálsamo sobre eles
LUCAS: capítulo 7º, versículo 36. Tendo-lhe um fariseu pedido que em sua casa fosse comer, Jesus entrou na casa do fariseu e tomou lugar à sua mesa. — 37. Logo uma pecadora da cidade, sabendo que Jesus estava à mesa em casa desse fariseu, aí veio ter trazendo um vaso de alabastro cheio de bálsamo; — 38, e, colocando-se por trás dele, se pôs a banhar-lhe de lágrimas os pés, a enxugá-los com os cabelos, ao mesmo tempo que os beijava e os ungia com o bálsamo. — 39. Vendo isso, o fariseu que o convidara disse de si para si: Se este homem fora profeta, saberia quem é esta mulher que o toca, que é uma pecadora. — 40, Jesus então lhe disse: Simão, tenho alguma coisa a te dizer. Ao que ele respondeu: Mestre, fala. — 41. Um credor, disse Jesus, tinha dois devedores; um lhe devia quinhentos denários e o outro cinqüenta. 42 Como não tivessem com que pagar, o credor perdoou as dividas a ambos. Qual dos dois, em conseqüência, mais o estimará? — 43. Simão respondeu: Creio que aquele a quem ele mais perdoou. Jesus lhe retrucou: Julgaste bem. — 44. E, voltando-se para a mulher, disse ainda a Simão: Vês esta mulher? Entrei na tua casa, não me deste água para lavar os pés, enquanto que ela, ao contrário, mos banhou com suas lágrimas e os enxugou com seus cabelos. — 45. Não me deste ósculo e ela, desde que entrou, não cessa de me beijar os pés. — 46. Não me ungiste com bálsamo a cabeça, ao passo que ela me unge com bálsamo os pés. — 47. Eis te declaro que muitos pecados lhe são perdoados, pois que ela muito amou. Aquele a quem menos se perdoa menos ama. — 48. E disse à. mulher: Teus pecados te são perdoados. — 49. Os que com ele estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa os pecados? — 50. Jesus disse ainda à mulher: Tua fé te salvou; vai em paz. O fato referido nestes versículos constitui um exemplo da influência que o arrependimento tem sobre os destinos do homem. Por isso é que repetidamente se nos diz que nos arrependamos de nossos pecados, se queremos salvar-nos, que se nos aconselha a penitência. Maria, a Madalena, a pecadora de Magdala, obteve o perdão de suas culpas, não por haver banhado os pés de Jesus com bálsamo e com lágrimas, mas porque esse ato foi a conseqüência do pesar profundo que lhe causavam suas faltas, do arrependimento sincero de que se achava possuida e por serem imensas sua fé e sua esperança naquele diante do qual se prosternava. Mulher de costumes livres, vaidosa da sua beleza, não hesitou, uma vez tocada de viva mágoa dos seus erros, em se humilhar, enxugando com os cabelos aqueles pés que o seu arrependimento inundava de lágrimas, em sacrificar a esse arrependimento os perfumes que serviam para mais sedutora torná-la e que se santificavam ao contacto com o Santo dos Santos. Foi o testemunho mais alto e mais eloqüente que ela podia dar, aos homens, porqüanto Jesus lhe perscrutava os arcanos do coração, de renunciar ao seu passado de desordens e foi, ao mesmo tempo, a mais positiva promessa, que podia fazer, de reparação no futuro.

209 Longe de a censurarmos, imitemos todos, todos, a Madalena, prostrandonos aos pés de Jesus e derramando-lhe na fronte os inebriantes perfumes que nos perdem. Façamo-lo, e de sua boca ouviremos palavras de paz, de consolação e de amor, pois que a Ele e só a Ele deu o Pai onipotente o poder de ligar e desligar na Terra e no céu, poder que os apóstolos também exerciam sob a sua obediência, e inspirados e guiados pelos Espíritos superiores. Duas circunstâncias devemos assinalar, no caso de Maria Madalena, porque explicam o procedimento que teve Jesus e servem para nossa orientação. Em primeiro lugar, conquanto fosse mulher de vida dissoluta, possuía um coração compassivo, sensível à miséria de seus semelhantes. Era de natureza fraca e impressionável, donde as suas quedas; porém, era a sua caridade tão grande, que jamais um infortúnio apelara em vão para a sua piedade, que jamais um desgraçado lhe batera a porta e não encontrasse a compaixão e o devotamento, levado este até à abnegação. Essa a razão por que Jesus pôde dizer ao fariseu, que o convidara para a sua mesa com o intuito de descobrir nele algum ponto vulnerável, tanto que facilitara à pecadora entrar-lhe em casa: “Eis te declaro que muitos pecados lhe são perdoados, porque ela muito amou”. O amor de que Ele falava era o amor considerado do ponto de vista da caridade, do desprendimento, da piedade. Em segundo lugar, a fé que Jesus inspirou a Maria Madalena foi que lhe abriu os olhos para o próprio proceder e a levou a se arrepender profundamente deste. A comparação entre a vida sem mácula do Mestre e os inumeráveis excessos da sua vida de pecadora foi o que a impressionou e impeliu a vir, cheia de arrependimento sincero, rogar, em preces fervorosas, prostrada aos pés daquele a quem considerava um enviado celeste, o perdão de suas faltas. Jesus, que lhe lia no fundo da alma a disposição de não mais falir, de se regenerar, lhe concedeu a graça suplicada, graça cuja obtenção, aliás, está ao alcance de qualquer pecador, desde que vivo seja o seu remorso e verdadeiro o seu arrependimento, como os tinham aquela pecadora; porqüanto a graça não é o que a Igreja humana forjou. A graça, o mesmo que o perdão, de que já tratamos longamente (76), tem por efeito abrir ao culpado as vias da reparação, que então lhe não é duramente imposta, como sucede nos casos de culpados endurecidos, mas facultada de maneira a ser feita com felicidade, com alegria, visando sempre o pecador efetuar o progresso que deixara de realizar e entrar de novo em graça perante o amor do Pai. Assim foi que o fariseu Simão, que pretendera armar a Jesus uma cilada, a fim de o apanhar em falta, lhe proporcionou ensejo para uma lição edificantíssima, adequada àquela época e ao futuro. Submissamente imploremos ao Espírito ora purificado Maria Madalena (77) que por nós interceda junto ao Nosso Divino Mestre e Senhor, para que também saibamos arrepender-nos e merecer-lhe o perdão que nos salvará. (76) Veja-se o capitulo — Fazer penitência. (77) Explanando o caso de Maria Madalena, o autor destas “Elucidações Evangélicas” o dá como sendo Maria de Betânia, irmã de Marta e de Lázaro, a qual, durante uma ceia a que Jesus esteve presente nessa aldeia, seis dias antes da Páscoa, também lhe ungiu os pés com perfumes e os enxugou com os próprios cabelos, segundo referem os Evangelhos

210 de Mateus (capítulo 26º, versículos 1 ao 13), de Marcos (capítulo 14º, versículos 1 ao 9) e de João (capítulo 12º, versículos 1 ao 8.) Parecendo-nos manifesta aí a confusão, que, aliás, outros comentadores das letras evangélicas têm feito, de dois episódios diversos, ocorridos em ocasiões diferentes, um quando Jesus principiava a desempenhar a sua missão, o outro quando já esta se aproximava de seu termo, diversidade que se patenteia não só das palavras que a propósito de cada um proferiu o divino Mestre, como dos comentários que a um e outro fizeram os Evangelistas na obra “Revelação da Revelação”, em que esta se baseia, suprimimos, neste passo, todas as referências a Maria de Betãnia, cujo ato, semelhante ao da Madalena, é estudado adiante, a propósito dos versículos 1 à 13 do capítulo 26º de MATEUS e dos versículos 1 à 9 do capítulo 14º de MARCOS. Ainda duas outras circunstâncias nos induziram a levar a efeito essa supressão, que nos julgamos no dever de assinalar, como revisor da presente obra. A primeira é que, nela, quando se comenta o episódio em que foi protagonista a irmã de Marta e de Lázaro, nenhuma alusão há ao de Maria Madalena, como seria natural e lógico que houvesse, desde que de um só fato se tratasse, já considerado anteriormente, e não de dois. A segunda é que Bittencourt Sampaio, em a sua Divina Epopéia, nas “Notas ao Canto 12º”, páginas. 417, in fine, e 418, depois de mostrar que os episódios são diversos, conclui, dizendo: “Não se confunda, pois, a ação praticada por Maria, irmã de Marta e de Lázaro, com o que fizera a pecadora em casa do fariseu, numa cidade da Galiléia, no começo da missão de Jesus”. — (Nota do revisor, Dr. Guillon Ribeiro, por ocasião da segunda edição desta obra.)

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74 MATEUS, 11º, 20-24. LUCAS, 10º, 13-15. Cidades impenitentes
MATEUS: capítulo 11º, versículo 20. Começou ele então a exprobrar as cidades onde realizara tantos milagres o não terem feito penitência. — 21. Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! pois que, se os prodígios operados dentro de vós o tivessem sido em Tiro e em Sidônia, elas teriam feito penitência em cilícios e em cinza. — 22. Eis por que vos digo que, no dia do juízo, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos rigor do que vós. — 23. E tu, Cafarnaum, porventura te elevarás até ao céu? Serás abatida até ao inferno, porqüanto, se os milagres operados dentro dos teus muros o tivessem sido em Sodoma, talvez que esta ainda hoje subsistisse. — 24. Eis por que te digo que no dia do juizo a Terra de Sodoma será tratada com menos rigor do que tu. LUCAS: capítulo 10º, versículo 13. Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! pois que, se os prodígios operados dentro de vós o tivessem sido outrora em Tiro e em Sidônia, elas teriam feito penitência nos cilícios e nas cinzas. — 14. Eis por que, no dia do juízo, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos rigor do que vós. — 15. E tu. Cafarnaum, que te elevaste até ao céu, tu submergirás até ao inferno. (78) Estas palavras de Jesus se referem ao estado dos Espíritos encarnados naquela época. No que Ele diz de Tiro e Sidônia, há imagens materiais apropriadas aos homens de então. Penitência significa arrependimento (79). A penitência do Espírito consiste no pungente remorso de suas faltas e na expiação que se lhe segue; tudo, porém, do ponto de vista moral e não como o entendia a gente daqueles tempos, que só admitia a reparação material. Quanto ao deverem ser tratados com menor rigor os de Tiro e Sidônia, do que os de Corozaim e Betsaida, e os de Sodoma menos rigorosamente do que os de Cafarnaum, é porque estes, como os de Corozaim e Betsaida, foram testemunhas dos milagres e, por orgulho, tudo haviam rejeitado, tinham fechado os olhos à luz, tornando-se, portanto, mais criminosos do que os de Sodoma que, atacados, pela sua materialidade, no lodaçal das paixões vis, talvez destas se houvessem libertado, se ouvissem a palavra do Mestre e presenciassem os “milagres” por Ele operados. Fazendo essa distinção, queria Jesus que os homens compreendessem que, de todos os crimes passíveis de castigo, os mais graves são os que a inteligência comete, que os mais rigorosamente puníveis, dentre os que resultam dos arrasamentos da matéria, são aqueles de que o Espírito conscientemente participa. O inferno, como já vimos, é a consciência do culpado e o lugar onde ele sofre a expiação de seus crimes, qualquer que seja esse lugar. Onde quer que o Espírito se acha presa de contínuas torturas, quer encarnado, quer desencarnado, é o seu Inferno, termo de que Jesus usava alegoricamente. Igualmente alegóricas, figuradas, são as palavras — dia do juízo. Não significam que haja, como o entende a Igreja, um “juízo final”, a que todos os defuntos comparecerão. Os Espíritos que encarnados habitaram Tiro e Sidônia, Corozaim e Betsaida, Cafarnaum e Sodoma, bem como todos os Espíritos culpados que têm vivido na Terra, desde que o homem aí apareceu, hão

do que fica dito sobre a maneira por que a Humanidade se depurará. entretanto. 14º. pelo julgamento. No período final dessa transformação. chegados que sejam os últimos dias da era material para a Humanidade terrena. em seguida. voluntariamente submissos à lei do progresso. — Apocalipse. Um termo. sucessivamente. resultará de nenhum abalo violento. 13. Todos esses fenômenos. em espírito e verdade. constituem os meios de operar-se a transformação física do nosso mundo. a culminar na pureza perfeita. à medida que eles se forem tornando incompatíveis com o aperfeiçoamento físico do planeta e o aperfeiçoamento moral da maioria dos que o habitem.212 passado. ao termo de cada existência planetária. — Ezequiel. 5. a expiação correspondente às faltas cometidas e. cada uma de tais calamidades abrirá nas fileiras desses Espíritos grandes claros. sofrendo. que os homens. (78) Isaías. o que Significa que será quase imperceptível para nós. Com efeito. que é o da própria consciência. é que Jesus aparecerá. na plenitude do seu poder. 53. 3º. da única Igreja existente. a fim de que mais depressa elas se renovem e a obra de purificação se ultime. a que chamamos calamidades e que cada vez mais freqüentes e multiplicados se vão tornando. Em chegando a época em que os que se tenham mantido rebeldes devam ser dele afastados definitivamente. a universal Igreja Cristã. o juízo final. — Jonas. avançando pela senda do progresso. os que se conservarem rebeldes serão degredados para mundos inferiores. se achem aptos a entrar numa fase de contínua e cada vez mais rápida evolução moral. ainda não puderam compreender. 26º. depois da morte. em páginas anteriores. e para os conduzir ao foco da onipotência e dar-lhes a conhecer o Pai. (79) Veja-se o que foi escrito acerca do “arrependimento”. Esse. da sua glória. 2º. então. 51º. influenciados pelas falsas interpretações próprias do reinado da letra. 1. isto é. — Jeremias. Assim é que a Humanidade se irá depurando também de modo gradual. da sua pureza perfeita e imaculada. mas de um progresso contínuo. . esse afastamento dos rebeldes se efetuará gradualmente. para mostrar a verdade sem véu aos que. 20. serão todos membros da sua Igreja. até que só a componham Espíritos que. — Lamentações. 2º. mediante torturas morais. como Ele próprio o predisse. quando a Terra estiver prestes a passar ao estado fluídico puro e ao de puros Espíritos os que componham a Humanidade terrena. na erraticidade. haverá. que a renovação ou transformação do planeta em que habitamos não. para esses sucessivos julgamentos e condenações a que se encontram sujeitos os Espíritos que na Terra encarnam. Porém. Deduz-se. mediante nova encarnação. conseqüentemente. só permanecendo na Terra os que houverem alcançado um grau de aperfeiçoamento que lhes permita continuar aí.

Nessa mesma hora. Quer dizer que é confiada aos que se entregam ao Senhor. meu Pai. estava sempre em relação direta com Deus. nas sociedades humanas. 25 ao 27. que não seja orgulhoso e incrédulo. O juízo de Deus. conservando a sua condição de Espírito. conhece o filho. 21 ao 22. os prudentes e os pequenos de que falava Jesus são os que como tais os homens consideram. tidos entre os homens por SÁBIOS e PRUDENTES. pai. — 26. por haveres ocultado estas coisas aos sábios e aos prudentes e por as teres revelado aos pequenos. versículo 27. que os homens consideram como OBSCUROS MATEUS: capítulo 11º. meu Pai.213 75 MATEUS. LUCAS. mostrava ser. entre os homens. Graças. — Pelas palavras constantes nestes versículos. aos que têm confiança e fé e não aos que são tidos por grandes. MATEUS. aos fracos e aos obscuros. não é idêntico ao dos homens. que estiolam a boa semente espalhada nelas pelo vento. Daí o desprezo. ESCLARECIDOS. mas como devéramos compreender. ciência sobre a qual se pronunciam. a fim de que se não amedrontassem com a tarefa que lhes era confiada. Os sábios. aludia Jesus à sua elevação e à sua missão de Espírito protetor e governador do nosso planeta. e ninguém conhece o pai senão o filho e aquele a quem o filho o queira revelar. versículo 25. Todas as coisas me são dadas por meu pai e ninguém sabe quem é o filho senão o pai. versículo 21. meu Pai. LUCAS: capítulo 10º. capítulo 11º. poderosos e sábios. — 27. pois que o orgulho não lhes permite compreendam a influência e o auxilio espíritas. capítulo 10º. felicitava e animava seus discípulos. 11º. porque assim te aprouve. Senhor do céu e da Terra. Com efeito. 10º. a ironia. porém. versículo 21. Proferiu então Jesus estas palavras: Graças te dou. não como o entendemos. Senhor do Céu e da Terra. sem nunca a terem estudado e apenas porque lhes põe diante dos olhos coisas que eles consideram novidades inadmissíveis. de Espírito puro. porque te aprouve que fosse assim. como a sofrem os outros Espíritos que descem a habitar a Terra. Jesus exultou pelo Espírito Santo e disse: Graças te dou. pela razão única de serem desconhecidas da sapiência de que se jactam. o único que não sofrera a encarnação humana. Assemelham-se a essas terras gordas onde nascem abundantemente ervas imprestáveis. desgraçadamente. que os homens nada poderiam saber das coisas . desse modo. a cuja formação presidiu. o sarcasmo com que se referem ao Espiritismo. Assim é. — LUCAS. É que estes só admitem o que julgam haver descoberto e ensinam. A obra do Senhor é entregue aos simples e aos inocentes. por haveres ocultado estas coisas aos sábios e aos prudentes e por as teres revelado aos pequeninos. Todas as coisas me são dadas por meu pai e ninguém. CEGOS. tudo atribuindo unicamente à força de suas inteligências e de suas vontades. ainda constitui fenômeno extraordinário a existência de um homem inteligente e ilustrado. com o encargo de levar à perfeição a Humanidade terrena. mostrou que. — 22. (80) Jesus. nem quem é o pai senão o filho e aquele a quem o filho o queira revelar. senão o pai.

8º. modificar e adquirir. nos dá a certeza de que um dia. pelo amor e pela caridade. É o que Paulo exprime na sua Epístola aos Romanos. 44 e 46. 14. — 1ª Epístola aos Coríntios. resgatarmos as nossas faltas e saldarmos as nossas dívidas para com a justiça divina. senão por meio da revelação que de futuro lhes fariam os Espíritos do Senhor. Foi essa revelação que nos fez saber que a matéria nos tira a lembrança das nossas anteriores existências corporais. praticados tanto do ponto de vista material. — 2ª Epístola aos Coríntios. como do ponto de vista intelectual e moral. — JOÃO. pela humildade. 7. é que fomos humanizados. Hoje. capítulo 8º. 6º. verificamos que. para que também sejamos com Ele glorificados”. é essa revelação que. que nos mostra só podermos reabilitar-nos pelo trabalho. versículo 17. que padecemos com Ele. todavia. 3º. dando-lhes a conhecer quem é o Filho e preparando-os para conhecer quem é o Pai. Finalmente. É ela que nos faz ver donde viemos e para onde vamos. 17. depois de havermos passado por todos os trâmites da depuração espiritual. que nos demonstra que. aqui. 2º. confirmando as esperanças que todos trazemos nalma. 17º. 3. (80) Salmos. . é que os Evangelhos se nos tornam claros ao entendimento. 2. 1º. também somos herdeiros verdadeiramente de Deus e co-herdeiros do Cristo. 5º. esclarecer-nos sobre aquelas existências e verificarmos o que aqui viemos expiar e reparar. se é. 3º. se bem possamos. a fim de expiarmos as nossas culpas. por termos falido. 19. se somos filhos. 1º. que nos integrará em Deus. extra-humanas. 8. pela luz que ela nos fornece para o estudo e o exame das nossas más tendências. 18.214 celestes. o nosso passado e o nosso futuro. o que temos de. graças a essa revelação. de além-túmulo. pelo desinteresse. com efeito. 27. chegaremos à perfeição moral. 35. fazendo-nos entrar na posse da herança que Ele a todos os seus filhos reserva. dos nossos maus instintos e pendores. 27º. dizendo: “E. 16º.

aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para vossas almas. judeus. Ora. . Porque. Não emprega. Ela então entra na paz do Senhor. 28 ao 30. como quer que nos apelidemos — cristãos. bálsamo para as feridas de nossa alma? Onde encontraremos dedicação igual à sua. sob a sua direção. 8. a que chegaremos desde que lhe sigamos os ensinos. onde habitam os Espíritos puros. Não nos diz: crê. porqüanto a sua moral é de fácil prática. aos mundos fluídicos. Atendamos aos conselhos do nosso bom e amoroso Jesus. rica de boas obras e de grandes coisas. encontramos graça. 9. (81) Jeremias. pela nossa própria glória. a violência. Tomai sobre vós o meu jugo. seguindo-o. Que exige Ele de nós? Nem mesmo o nosso amor nos pede. 2º. que nos levará aos mundos superiores. Vinde a mim vós todos que vos achais fatIgados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. 13º. não carregaremos pesado jugo. de todo o nosso coração. 16. Jugo suave e fardo leve MATEUS: capítulo 11º. leva suas ovelhas aos campos de ricas pastagens. 6º. que não hesitou em ir até ao sacrifício do Gólgota para nos salvar? Praticando-lhe a moral é que nos depuraremos e praticar-lhe a moral é segui-lo. o meu jugo é suave e o meu fardo leve. 6. simplesmente: — em mim está a vida. ou morre.215 76 MATEUS. ou muçulmanos —sejam quais forem o culto exterior que pratiquemos e a nação a que pertençamos na Terra — dirijamo-nos para Ele que. (81) Em Jesus encontramos o exemplo da coragem e da resignação. — 29. para quem quer que se forre aos mesquinhos objetivos humanos. cura para as nossas enfermidades. — Observando a moral de Jesus. alívio para as nossas aflições. Alcançar o repouso para a alma é nada mais ter que expiar. Encontrareis descanso para vossas almas. 5º. 16 — Zacarias. senão nele. versículo 28. para nos obrigar a lhe seguirmos as pegadas. — 30. despojar-nos-emos de todas as impurezas e chegaremos. Onde. como bom pastor. 9º. à perfeição. Quer apenas que trabalhemos. mas. — JOÃO. pelo progresso. o caminho único que nos pode conduzir à felicidade eterna. caminhemoslhe nas pegadas e. paz ativa. onde o lobo voraz nunca aparece: os mundos superiores e fluídicos a que atrás nos referimos. 11º. – 1ª Epístola à João. como o homem.

Se soubésseis o que significam estas palavras: “Quero misericórdia e não sacrifício”. teve fome? — 4. Respondeu-lhes Jesus: Não lestes o que fez David premido pela necessidade. o filho do homem é senhor também do sábado. — MARCOS. 2º. eu vos digo que está aqui o que é maior do que o templo. 23 ao 28. Quanto aos pães da proposição. como também os animais tivessem periodicamente um dia reservado ao descanso. no dia de sábado. 1 ao 5. que só os sacerdotes podiam comer. LUCAS: capítulo 6º. MARCOS: capítulo 2º. Seus discípulos.216 77 MATEUS. versículo 23. 1 ao 8. — Deus. seus discípulos. Ora. Segundo a lei. com os que o acompanhavam. versículo 1. LUCAS. Esse dia. Também não lestes na lei que os sacerdotes no templo violam o sábado e não cometem pecado? — 6. 6º. Como entrou na casa de Deus e comeu os pães. os comeu e distribuiu com os de seu séquito. — 8. — 7. Ora. Como entrou na casa de Deus. assim como os que o acompanhavam? — 26. a debulhá-las com as mãos e a comê-las. que então se chamava o segundo-primeiro. seus discípulos se puseram a cortar algumas espigas. nem aos que o acompanhavam era licito comer. os Hebreus. Sucedeu ainda que. os fariseus lhe disseram: Teus discípulos estão fazendo o que não é permitido se faça em dia de sábado. quando teve fome. Que entrou na casa de Deus. se puseram a colher algumas espigas e a comê-las. jamais condenaríeis inocentes. Ao que os fariseus disseram: Como é que teus discípulos fazem em dia de sábado o que não é permitido fazer-se? — 25. muito embora só aos sacerdotes fosse licito comê-los? — 5. O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. E acrescentou: “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. lhes faculta o arrependimento e a reparação MATEUS: capítulo 12º. eram os que se ofereciam ao altar. — 2. tendo fome. Disse-lhes então Jesus: Não lestes o que fizeram David e os que o acompanhavam quando tiveram fome? — 4. sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis. era o segundo sábado da primeira parte do mês. da proposição. e comeu os pães da proposição e os repartiu com os do seu séquito. Naquele tempo. atravessando Jesus em dia de sábado umas searas. porqüanto o filho do homem é Senhor até mesmo do sábado. — 3. passou Jesus em dia de sábado por uns trigais. (82) Moisés instituiu a guarda do sábado apenas para que não só os homens. versículo 1. não obstante só aos sacerdotes ser permitido comê-los? — 27. — 28. por elas avançando. — 24. se puseram a colher algumas espigas. — 2. E acrescentou: O filho do homem é senhor também do sábado. deviam abster-se de todos . tomando a palavra. tomou os pães da proposição. Vendo isso. 12º. sucedeu que num dia de sábado chamado o segundo-primeiro. que nem a eles. Alguns fariseus então lhes disseram: Por que fazeis o que não é permitido fazer-se aos sábados? — 3. Jesus. Assim. só o sendo aos sacerdotes? — 5. passando Jesus por uns trigais. pois. sendo Abiatar o príncipe dos sacerdotes. lhes disse: Não lestes o que fez David quando.

não deixemos que jamais os nossos corações repousem. depois dessas observações claras do Mestre divino. 6º. do que os outros dias da nossa existência. — Números. virá o tempo e já veio em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. os sacerdotes. 21º. inúmeros horrores e atrocidades inenarráveis ainda se cometeram em seu nome! E ainda se cometem. esquecidos do bem que lhes cumpre fazer.) Mulher. . lembrando aos fariseus o que fizera David com aqueles pães e que. 22. mas. para formarem. versículo 21. ou cristã. Reservemos um dia para o descanso do corpo. reconhecidos à sua misericórdia. capítulo 4º. chegados são os tempos em que os homens deverão unir-se. que nos envie um raio da sua luz divina. 8. Deus é espírito e. como tantas e tantas cerimônias com que o homem ocupa tão larga parte do seu tempo.. santificando-o. que desejamos ser fiéis discípulos seus. capítulo 4º. — JOÃO. E dizer-se que. em qualquer dia. como o sábado. nenhuma importância ou valor têm. Mas. Tenhamos um dia em que os nossos corpos repousem dos trabalhos que os fatigam. contrariamente ao que faziam aqueles que condenavam os acusados de sacrilégio e sob o menor pretexto mandavam lapidá-los sem piedade. se possível. mas consagremo-lo de modo especial a Deus. (82) Levítico. crê-me. Santifiquemo-lo também. em espírito e verdade é que o devem adorar. 9.. que nos fortaleça a fé. esses os adoradores que o Pai quer. 24º.) Com efeito. ainda mais. cumprindo os ritos do culto. como tantas outras práticas e usos de culto externo. pela prática de obras que atestem o nosso amor aos outros homens e ao Pai celestial e pelas graças que lhe rendamos. Jesus lhes quis mostrar que assim os pães. procurou fazer-lhes sentir que Deus. — Oséias. — Miquéias. virá tempo em que não será neste monte. 6. (JOÃO. 9. (JOÃO. 5. A instituição do sábado. sempre indulgente com as suas criaturas fracas e falíveis. Recordando-lhes as palavras. 6º. pela fé espírita. 7º. sob o mando de um único pastor: o Cristo. estavam submetidos às necessidades humanas e que. que eles não haviam compreendido: “Quero misericórdia e não sacrifício”. versículos 23 e 24. um só rebanho. violavam o sábado. nem em Jerusalém que adorareis o Pai. os que o adoram. para satisfazer aos reclamos da sua existência. 6. lhes dá a faculdade de se arrependerem e repararem suas faltas. 6º. — 2º Paralipõmenos. ainda com mais fervor do que nunca. com o que Deus lhe pusera à disposição. 6. — 1º Reis. demonstrando. implorando a Nosso Senhor Jesus Cristo. portanto. nosso Protetor. no templo. nosso Governador e nosso Mestre.217 os atos manuais. 7. 18. de tocar em qualquer metal. por essa forma. Ora. para aquele que queira compreender em espírito e verdade o que disse Jesus. a fim de bem compreendermos e praticarmos os seus ensinamentos. vivifique em nossas almas a esperança e as encha do sentimento da caridade. o homem tinha o direito de alimentar-se. 28º.

Os escribas e os fariseus o observavam para ver se ele curaria em dia de sábado. Disse então Jesus ao homem que tinha a mão seca: Vem aqui para o meio. dentre vós. Jesus não os olhou “tomado de cólera. que tinha seca uma das mãos. A cólera jamais entrou. Os fariseus se retiraram logo e. fechavam os olhos para não ver a luz que o Senhor lhes oferecia e o Senhor com isto . e. disse ao homem: Estende a tua mão. aflito pela cegueira de seus corações. — 7. no coração do Cristo. Disse então Jesus: Pergunto-vos: É licito em dia de sábado fazer o bem ou o mal. que tinha a mão seca: Levanta-te e fica de pé aqui no meio. eles se puseram de observação para ver se Jesus o curaria em dia de sábado. conforme se lê nas narrativas evangélicas. — 6. porém. Como aí se achasse um homem que tinha seca uma das mãos. é que o divino Mestre se doía de vê-los resistir voluntariamente aos esforços que Ele empregava para os salvar. E perguntou: É permitido em dia de sábado fazer o bem ou o mal. empedernidos. Os escribas e os fariseus eram Espíritos culpados que. tendo uma ovelha e vendo-a cair num fosso em dia de sábado. mão seca. Lá estava um homem cuja mão direita era seca. por meio. que essas palavras humanas mal exprimiram. — 10. com os Herodistas. se reuniram em conluio contra ele. — 3. veio Jesus à sinagoga deles. LUCAS: capítulo 6º. Ai se achava um homem. E não vale o homem muito mais do que uma ovelha? Sim. — 14. disse ao homem. conhecendo-lhes os pensamentos. versículo 6. O pensamento. 12º. tomado de cólera. — MARCOS. em dia de sábado MATEUS: capítulo 12º. fizeram um conciliábulo buscando meio de o perderem. Depois de olhar para todos. — 2. — 4. 3º. 1 ao 6. Jesus entrou de novo na sinagoga.218 78 MATEUS. — 8. não pegará nela para retirá-la de lá? — 12. lhe perguntaram: É permitido curar em dia de sábado? — 11. versículo 1. Jesus lhes respondeu: Qual. ele a estendeu e esta ficou sã. — 5. começou a ensinar. lê-se: mão árida. a fim de o acusarem. 6 ao 11. — 13. E disse ao homem: Estende a tua mão. versículo 9. — 9. O homem a estendeu e ela ficou sã como a outra. exercida e dirigida pela sua potente vontade. o homem a estendeu e ela ficou sã. — 11. é permitido fazer o bem em dia de sábado. salvar ou tirar uma vida? Eles se calaram. nem poderia entrar. 9 ao 14. — LUCAS. os escribas e fariseus perguntavam uns aos outros o que fariam a Jesus. como sempre. Cura de uma mão paralítica. Quanto aos escribas e fariseus. 6º. era uma mão paralítica a que Jesus curou. (83) Nas traduções desta parte dos Evangelhos. Os fariseus. Cheios de furor. para acusarem a Jesus. porém. de uma ação magnética. Segundo a “Revelação da Revelação”. o homem se levantou e ficou de pé. disse ao homem: Estende a tua mão. MARCOS: capítulo 3º. saindo dali. aflito pela cegueira de seus corações”. aquele que. a fim de o acusarem. salvar a vida ou tirá-la? — 10. Perpassando então por eles o olhar. Dali saindo. cogitando do modo por que o perderiam. Jesus. Entrando num outro sábado na sinagoga. de acordo com o texto original corretamente interpretado.

que é a confirmação da messiânica. do terror dos anátemas. os fariseus e o sacerdócio hebreu combatiam a revelação messiânica. da sua razão e do seu livre-arbítrio e compare o que ensina a Igreja Romana com o que ensina a Doutrina Espírita. use cada um da sua inteligência. 4. as fogueiras. enviando à Terra o Messias. 4. Ontem. ainda hoje ocorre mais ou menos o mesmo que se dava naqueles tempos. 5. De fato. hoje. decorridos que são 20 séculos. do mesmo modo que nós muitas vezes repelimos os nossos. Seus anjos guardiães faziam por eles o que por nós fazem os nossos. 9º. 16. como já nos achamos. Eles. 22º. 89. Com efeito. se afligia e indignava ante tal obstinação. assim como os escribas. 5º. (83) Êxodo. — JOÃO. . Deus a todos abriu uma nova via de purificação e redenção. — Deuteronômio. temos o nosso livre-arbítrio. no pleno gozo do livre-arbítrio que o Pai nos concedeu. como os fariseus e os escribas. 18. os insultos e os sarcasmos. que não pode ser violentado. uma vez que. porém. que era a confirmação da revelação moisaica. como não o foi o deles. 23º. em face dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. os repeliam. Não sofrem os nossos anjos de guarda com o nosso endurecimento? Mas. libertos. e por si mesmo decida. 10º. Entretanto.219 sofria realmente. também os fariseus e os escribas de hoje e o sacerdócio romano guerreiam a revelação espírita.

não gritará e ninguém lhe ouvirá’ a voz nas praças públicas. aguarda que venha a justiça. o “caniço já quebrado”. cultivando a ciência. retirou-se daquele lugar. injustos. — Estas palavras significam que . Jesus se retirou daquele lugar. porém não da maneira por que falavam os escribas e os fariseus. Desempenhando a sua missão terrena. 12º. por muito fraca que seja. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta Isaías: — 18. para que sua opinião prevalecesse. muitos doentes o seguiram e ele a todos curou. por intermédio do Espírito Santo (85). — Seus poderes. (84) Sabendo Jesus que os fariseus contra ele conspiravam. e faz que seu Espírito sobre ele constantemente pouse. Ainda agora. iluminando. evitava acabar de partir os caniços já quebrados. em quem muito se compraz a minha alma. que. Ele. como Espíritos culpados. Jesus é servo e bem-amado de Deus. desde que o tornou partícipe do seu poder. E as nações nele porão suas esperanças. com o advento do Espiritismo. Ele falou aos homens com autoridade. nem gritou na praça pública. pela sua qualidade de Espírito puro e perfeito. Jesus anunciou às nações a justiça. eles se despojem dos vícios que os tornam impuros e. 15 ao 21. — 20. “Nele se compraz”. com o mantê-lo em perene comunicação consigo. — Vias de purificação sempre abertas aos Espíritos culpados. o amor: selos da aliança entre a fé e a razão. o que equivaleria a quebrar de todo o caniço e a apagar a mecha fumegante. Sabendo disso. cada um dos quais procurava com fortes brados abafar a voz de seus adversários. a mecha ainda fumegante simbolizam os Espíritos culpados nos quais uma tendência. têm que chegar ao fim MATEUS: capítulo 12º. não fossem levados a comprometer-se ainda mais. ordenando aos enfermos curados que não revelassem as curas que haviam obtido. — 21. pela expiação. — 16. com o facho da verdade. Sobre ele porei o meu espírito e ele às nações anunciará a justiça. então. Não acabará de partir o caniço já quebrado e não apagará a mecha ainda fumegante. pela qual todos podemos avançar com passo firme. Deus o “elegeu”. — 19. a fim de que aqueles. como faziam os Hebreus. longe de os repelir. Jesus. que eram. que de novo mostra a todos aquela linha de proceder segura e reta. como todos os outros. não discutiu. confirmando o que dissera o profeta. transmitindo-lhe diretamente a inspiração. há sempre para se melhorarem. que conduz ao fim colimado. a caridade. da sua justiça e da sua misericórdia. segura e reta.220 79 MATEUS. pois. enquanto não alcance a vitória da justiça. E no seu nome as nações porão todas as esperanças. “Eis aqui o servo que elegi. o meu bemamado. Jesus. confirmando o que dissera o profeta. a estrada do progresso. que. — 17. Missão do Messias. pois. com lhes mostrar a única linha de proceder. ordenando-lhes que não o descobrissem. expondo-se a duras e acerbas provações. quando o constituiu protetor e governador do nosso planeta. isto é. versículo 15. O caniço quebrado. Não discutirá. ele anuncia a justiça às nações.

que tramavam contra Jesus. 1 ao 3. versículo 3) tinham de cumprirse com relação aos fariseus. 42º. Todos confiarão na sua influência. que Ele não apagaria. por isso que eles eram o “caniço quebrado”. para alcançar a perfeição. purificar-se pela expiação. como a todos os Espíritos. que o Mestre não acabaria de partir e seriam. . depois da morte.221 todos compreenderão ser a sua moral a única que pode fazer que os homens progridam. porqüanto lhes cumpria. Veja-se páginas anteriores. As palavras do profeta Isaías (capítulo 42º. (84) Isaías. despojando-se dos vícios que os faziam “injustos”. a “mecha ainda fumegante”. (85) Já por mais de uma vez temos explicado o que se deve entender por Espírito Santo. A revelação atual abre e inicia esta fase nova.

Ora. se ligam umas às outras e. não poderá subsistir. Jesus o curou pela ação da sua vontade potentíssima. Mas. combinando com os dele os fluídos do seu perispírito e lançando-lhe. MARCOS: capítulo 3º. atualmente. A subjugação que ele sofria era. foram ditas como ensino para aquele momento e como lição a frutificar na época atual. quanto evangélico. — 25. (86) Aquele homem. Se. quanto mais nos adiantarmos. 22 ao 28. pois. para lançar as bases da nova regeneração. segundo já explicamos. se expulso os demônios pelo Espírito de Deus. em geral. Se é por Belzebu que expulso os demônios. e o não ter sabido aproveitar-se da luz que lhe fora concedida. dizendo que perdera o juízo. que se dividir contra si mesma. não pode subsistir. Jesus. Ele desceu até nós. isto é. — Cego e mudo por efeito da subjugação. 12º. se Satanás expulsa a Satanás. anteriormente praticados. versículo 22. Entraram em casa e aí se aglomerou tão grande multidão. está ele dividido contra si mesmo. Blasfêmias dos fariseus. como todas. como poderá então o seu reino subsistir? — 27. não subsistirá. diziam entre si: Ele expulsa os demônios por Belzebu. — 23. por isso mesmo. Os fariseus. tanto melhor compreenderemos a ligação que existe entre o aparecimento de Jesus na Terra e a presente manifestação dos Espíritos. Se um reino estiver dividido contra si mesmo. Pois bem. estava subjugado por um Espírito mau que. fluídos apropriados a esse efeito. Jesus. — 26. — 26. sobre os órgãos da visão e da audição. uma expiação. possesso do demônio. maravilhada com o fato. conhecendo-lhes os pensamentos. foi uma manifestação espírita. príncipe dos demônios. é este o filho de David? É que predito fora que o maior dos profetas descenderia da linhagem de David. conforme o sabemos. As palavras que dirigiu aos escribas e fariseus. que nem sequer podiam comer.222 80 MATEUS. afastando o obsessor. de sorte que o homem começou a ver e a falar. Ele o curou. O aparecimento de Jesus entre os homens. é que o reino de Deus veio até vós. — MARCOS. versículo 20. 20 ao 26. Os escribas vindos de Jerusalém diziam: Ele está possesso de Belzebu e expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios. — 25. tido como “possesso do demônio”. lhes dizia por parábolas: Como pode Satanás expulsar a Satanás? — 24. Se uma casa está dividida contra si mesma. — 21. Ao saberem disso os parentes de Jesus vieram para se apoderarem dele. disse: Todo reino que se dividir contra si mesmo será destruido e toda cidade ou casa. Apresentaram-lhe então um homem cego e mudo. é que serão os vossos juizes. As épocas. inquiria: Por-ventura. com o governador do planeta terráqueo e diretor da Humanidade que o habita. — 28. estará dividido. paralisara aqueles órgãos. ouvindo isto. A multidão estupefata perguntava: Porventura é este o filho de David? — 24. — Reino dividido MATEUS: capítulo 12º. — 22. porém. 3º. da nova revelação. porém. — 23. bem como as que a seu respeito proferiram os que eram considerados seus parentes. Subjugado. tendo-os chamado. tinham um alcance tanto espírita. Seu Espírito expiava graves abusos da palavra. não poderá subsistir e terá fim. Satanás se rebelar contra si mesmo. assistimos a uma outra manifestação . A multidão. por quem os expulsam vossos filhos? Estes.

hoje. Em relação a nós. rumo às altas culminâncias da espiritualidade. Os homens de então. os parentes de Jesus vieram para o prender. os modernos escribas e fariseus chamam loucos e . O clero qualifica de demoníaca a Doutrina Espírita. Do mesmo modo que alguns filhos dos Hebreus. Ao saberem disso. dizendo que seriam juizes dos seus acusadores. significa a influência direta que o Pai exercia e exerce sobre Ele. Os filhos daqueles que o acusavam de obrar por Belzebu e aos quais o Mestre se referia. através da escala espírita. negam tudo o que não compreendem e condenam o que os incomoda. saibamos valer-nos da prece e obremos com perseverança. tendo em vista servir a Deus. Jesus era acusado pelos seus contemporâneos de obrar por influência demoníaca. sob o fundamento de que perdera a razão e estava louco. dizendo que perdera o juízo. e saíram a prendê-lo. produzida pelos Espíritos que. estava rodeado de primos mais ou menos próximos. e que. entre os Hebreus. para se fazer compreendido e escutado. endurecidos. Mas. a praticarem-no contra os homens. segundo os quais Jesus procedia do mesmo tronco que eles. deve ser a mesma que Jesus dava aos seus injuriadores: “Nenhum reino que se divide contra si mesmo pode subsistir”. de pureza perfeita. esses parentes. aos olhos dos homens. podermos avançar por aquelas sendas. devemos considerá-la como exprimindo a dos Espíritos purificados. discípulos de Jesus. porém. Dá-se hoje o mesmo que com ele se deu. com os corações inundados dela. ou lhes fere o orgulho. afastar os Espíritos malfazejos que se manifestavam pela obsessão e pela subjugação. só a eles cabe com exatidão o nome de “servos do Senhor”. ontem. também podemos livrar alguns dos nossos irmãos encarnados da ação dos que. os apóstolos. tendo falido. os quais. Bem dissera o Mestre que ninguém é profeta na sua terra. A resposta. pelo consórcio dos de uma tribo com os de outra. conseguiam. que o Senhor nos envia como medianeiros entre a sua vontade e os nossos Espíritos. — Os Hebreus. É precisamente o que diz o sacerdócio romano. desde que nos elevemos e purifiquemos. com a nova revelação. como os daquele tempo. Assim que. se fizeram agentes das trevas. diante dos fatos espíritas. eram os que. Satanás. A expressão — “espírito de Deus” — considerada em relação a Jesus. por meio da prece e da perseverança. perseveram. recebemos a luz de que necessitamos para. Designavam e designam os Espíritos maus que. como os de hoje. eram parentes quase todos. vêm continuar e desenvolver-lhe a obra. em seu progresso moral e científico.223 espírita. no plano invisível. Só esses Espíritos podem aproximar-se do foco universal. na senda do mal. Belzebu. Príncipe dos demônios são expressões figuradas de que Jesus usava. aos quais incumbe de presidir à formação dos orbes e de lhes dirigir as respectivas humanidades. que instituísse apóstolos. não podiam admitir que aquele se elevasse tão alto. Ora. até nós desce o “Espírito de Deus”. Deus só se comunica diretamente com os Espíritos puros. ou como tais se consideravam. Jesus. os Escribas e os Fariseus de agora. algumas vezes. como enviados do Mestre. Ë para que ele chegue a todos os homens que. desobstruíram as sendas que Ele traçara para passarmos. já um tanto purificados e colocados acima de seus pais. seguiam de coração a lei de Moisés.

20. certos de que o Cristo vela por nós e nos protege.224 desequilibrados aos espíritas. tendo chegado mesmo a arranjar uma lei punitiva da prática do Espiritismo! Diante disso. a nos guiarem pela estrada que a Ele conduz. os bons Espíritos. . 2º. 2º. Temos. da humildade e da paciência. 20. 44. e avançar corajosamente pelo caminho que nos está traçado. 7º. da doçura e da indulgência. 25. — Daniel. como prepostos seus. da pureza de sentimentos. — Apocalipse. 8º. (86) JOÃO. 10º. 48. que devemos fazer? Exemplificar pela prática das boas obras. 5. os Espíritos de luz e de misericórdia. 23. 2º.

se antes não o prender? Depois disto é que lhe pilhará a casa. — 34. — 28. versículo 21. LUCAS: capítulo 11º. Em verdade vos digo que aos filhos dos homens serão perdoados todos os pecados que hajam cometido e todas as blasfêmias que tenham proferido. dizer boas coisas. — 31. — Palavra Ímpia. alude Jesus ao pecado que. — 30. por suas seduções. — LUCAS. — 22. versículo 29. Ora. LUCAS: capítulo 12. O homem que é bom tira boas coisas de bom tesouro e o homem mau tira más coisas de mau tesouro. as palavras que vos digo são espírito e vida”. Dizendo o que se lê no capítulo 12º. 27 ao 30. 29 ao 37. menos a blasfêmia contra o Espírito Santo. Ninguém pode entrar na casa de um homem forte e lhe roubar as alfaias. O que alguém disser contra o filho do homem ser-lhe-á perdoado. 10. versículo 29 de Mateus e capítulo 3º. Jesus falava assim. seus frutos serão maus. porque diziam: Ele está possesso de um espírito impuro. — Pecado remido. — 30. se for má. Quando um homem forte guarda armado a entrada de sua casa. Porque serás justificado pelas tuas palavras e pelas tuas palavras serás condenado. só depois disso conseguirá pilhar-lhe a casa. prestarão contas de toda a palavra ociosa que houverem proferido. mas não terá perdão aquele que blasfemar contra o Espírito Santo. Aquele que não está comigo está contra mim e aquele que comigo não entesoura dissipa. — 33. uma vez que da boca só sai o que abunda no coração! — 35. (87) A fim de apreendermos o pensamento do Mestre através da linguagem de que Ele usava. — 32. versículo 27 de Marcos. — 36. se antes o não manietar. como podeis. — Pelo fruto é que se conhece a árvore MATEUS: capítulo 12º. MARCOS: capítulo 3º. Raça de víboras. 11º.225 81 MATEUS. — 37. que não o será. Como poderá entrar alguém na casa de um homem forte e roubar-lhe as alfaias. 12º. mas não terá perdão nem neste século nem no futuro o que alguém disser contra o Espírito Santo. bom será o seu fruto. — Quem não está com Jesus está contra ele. quem comigo não entesoura — dissipa. se um outro mais forte vem e o vence. 3º. Porém. sendo maus. no dia do julgamento. 21 ao 23. em segurança está tudo o que ele possua. — 29. isso lhe será perdoado. versículo 10. — 23. levará consigo todas as armas em que ele confiava e se apossará dos seus haveres. precisamos despojar da letra o espírito. Quem não está comigo está contra mim. Se uma árvore for boa. será réu de eterno delito. para o que mister se faz compreendamos bem o sentido verdadeiro destas palavras suas ditas especialmente aos que são chamados a receber a revelação nova: “O espírito é que vivifica. e 12º. visto que pelo fruto é que se conhece a árvore. O forte armado. — Blasfêmia contra o Espírito Santo. — MARCOS. Se alguém falar contra o filho do homem. mas aquele que houver blasfemado contra o Espírito Santo não terá perdão na eternidade. versículo 27. — Tesouro do coração. Eis por que vos digo: Todos os pecados e todas as blasfêmias serão perdoados aos homens. eu vos digo que os homens. se .

vemos que precisamos estar vigilantes sobre a nossa consciência. tradições e escrituras. aquele que falta à caridade? Que é. Capítulo 12º. que é. versículos 31 e 42 de Mateus. um sentido relativo. está contra Ele. apresentavam dois sentidos. Eis por que também Ele disse: “Quem comigo não entesoura dissipa”. versículo 23 de Lucas. pois. Pelas do capítulo 11º. Do mesmo modo. que é a verdade absoluta. Eram. patenteava a sua inferioridade com relação a este. versículo 10 de Lucas. era o próprio Deus. versículo 5. os termos “eternidade”. Porque. no entender dos Judeus. quando empregados com referência aos homens.) Quer isto dizer: quem não segue a lei do Cristo. palavras emblemáticas. a fim de nos acharmos sempre prontos a combater os maus instintos e pendores e as paixões más. A blasfêmia consiste em negar a Deus. versículo 21 de Lucas. os vícios que substituam as virtudes no coração daquele que se tornou descuidoso e não tirou proveito delas antes de serem destruídas. senão ímpio. capítulo 3º. senão egoísta e orgulhoso. ao passo que considerava passível de perdão a blasfêmia contra o filho do homem. versículos 28 e 29 de Marcos e capítulo 12º. Quem não está comigo está contra mim. aquele que se esquece do seu Deus? O mesmo se dá com todas as virtudes que não são praticadas. Para os Hebreus. à blasfêmia contra o Espírito Santo. mas. “eternamente”. se cultivadas. quem caminha por essa senda reúne os tesouros que o Senhor reserva para os justos. condicionada a ter fim.226 apodera do homem e o despoja de todas as virtudes. . para aproveitarem da sua destruição despojam as ditas virtudes do asilo que lhes fora preparado e nele se alojam. capítulo 15º. o divino Mestre haja formulado uma ameaça de penas eternas. pois. versículo 22 de Lucas completam a figura material que o divino Mestre compusera para a inteligência dos Hebreus. Se deixamos de conservar-nos cautelosamente em guarda e ativos na prática do bem. ciência e justiça. quando se referiam a Deus. os vícios penetram em nosso coração e nos tomam uma a uma as armas. por maior que fosse. capítulo 14º. por haver dito que o que blasfema contra o Espírito Santo não terá perdão na eternidade. versículo 3. (capítulo 12º versículo 30 de Mateus e capítulo 11º. podiam ser tomados em duas acepções diversas: um sentido absoluto. quem dela se desvia dissipa esses tesouros e perde precioso tempo. Miquéias. devemos lembrar-nos de que o Espírito Santo. é necessário praticar o bem. Tomam-lhes o lugar os vícios que elas. e o Senhor onipotente. que só ele nos resguarda de cairmos no mal. Segue-se daí que. será réu de eterno delito. Jesus se referia à blasfêmia contra Deus. Sem dúvida. teriam destruído. Jesus claramente mostrava a diferença que há entre Ele. “eterno”. a doutrina moral de que Ele é a personificação. Com efeito. Que crime se pode a este comparar? Quanto ao pretender-se que. nenhum fundamento há para semelhante dedução. a sua origem e a sua posição espíritas. ou a inteligência mesma de Deus. Veja-se. quando dizia que só a blasfêmia contra o Espírito Santo nunca seria perdoada aos homens. dela se aparta. Referindose. isto é. pois que trilha senda oposta à que Ele traçou. versículo 18. não basta deixar de praticar o mal. — Para a boa compreensão destes versículos. de acordo com seus preconceitos. caso em que indicavam uma duração imensa. em acusar de injustiça ou erro Àquele que é todo amor. Josoé. As do capítulo 11º. capítulo 3º. limitada. logo. Esdras. capítulo 4º. não obstante a sua essência preciosa. em confirmação do que dizemos: Êxodo.

exclama: Se eu houvesse de recomeçar! Então. assim. 53º. Essas palavras bem mostram que não há Espírito culpado e rebelde. como é perfeito vosso Pai que está nos céus”. — 1ª Epístola à João. 4. (87) Isaías. a fim de que. que então passou a abranger as conversações fúteis. observa a existência terrena de que acaba de sair. e mais que levianas e todos os excessos de linguagem. faz uma introspecção. Hebreus. trata-se. inevitavelmente. fizer esforços por praticar o bem. aterrorizado com a perspectiva de dores sem fim. 16. Com o que disse acerca das árvores boas e más. melhor se tornará. que não experimente o influxo das leis imutáveis do progresso e do aperfeiçoamento. que Jesus usou daquelas palavras. Vim salvar o que estava perdido. neles. Capítulo 12º. Nenhum há que. 10. Quantas vezes não se manifestam em nossas sessões Espíritos grandemente sofredores. olha com desespero para o seu passado. versículos 36 e 37 de Mateus. 13. mas: palavra “ímpia”. — De acordo com o texto original. falsamente interpretadas pelos homens. mediante provas adequadas a esse efeito. como o concebemos. os tradutores naturalmente o fizeram para dar maior amplitude à sentença do Mestre. do momento em que o Espírito culpado. em que os homens prestarão contas. 24. — JOÃO. de voltar ao aprisco. que seus sofrimentos não mais terão fim? A existência. capítulo 57º. . concedendo-lhe a reencarnação. se tivesse de recomeçar e o induzem. 5º. tocado de remorso e arrependimento. sempre atentos aos transviados. ovelha tresmalhada. 49º. o divino Mestre teve em mira. Sede perfeitos. querendo exprimir dilatadíssimo período de tempo. Isaías. dirigindo-se a seus discípulos. a reencarnação. dessa crença constitui um dos meios providenciais de serem levados ao arrependimento. judiciosamente interpretado. Foi. por se sentirem imensamente culpados. após a sua desencarnação. ensinar-lhes a conhecer os homens. os bons Espíritos. Com efeito. pois. E Deus lhe perdoa. deixe. 1º. não foi palavra “ociosa” o que disse Jesus. pouco a pouco ao arrependimento. 6º. 12. Se porém. Cansado de sofrer. afinal. em sentido relativo. — Timóteo. se for cultivada. aprecia seus crimes ou faltas e. o homem de maus instintos praticará ações más. 7º. com o tempo e a reencarnação.227 versículo 9. ele se volta para si mesmo. Indubitavelmente. pelo sofrimento e pela expiação. versículo 16. quando lhes deram um sentido absoluto. a agudeza e a longa duração do sofrimento acabam consumindo as energias do culpado para o mal. conforme já explicamos à página 265 quando estudamos o texto evangélico relativo às “cidades impenitentes”. Usando do primeiro desses termos. aprecia todos os crimes e faltas que o precipitaram no abismo e. Disse Jesus: “Meu pai não quer que nenhum destes pequeninos pereça. sofre a expiação. pelo caminho da reparação se purifique e eleve. fazendo-lhe nascer no íntimo a esperança do perdão. reparar e progredir. Pelo que toca ao dia do julgamento. esperança a cujo influxo o arrependimento se desenvolve e se acentua o desejo de expiar. podemos dizer que a árvore é boa e ficar certos de que. o impelem a ver como faria. dizendo que se acham condenados a penas eternas. às quais todos os que se transviaram são levados a obedecer. a que se segue. 12 e 52. para frisar que pelo fruto é que se conhece a árvore.

Disse então à turba que o cercava: Esta geração é uma geração perversa. ou abra nelas exceções. por conseguinte. LUCAS: capítulo 11º. Absurdo dos absurdos. há mais do que Jonas. versículo 38. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de uma baleia. (88) Passados que estão os tempos dos milagres. A rainha do Meio-dia se levantará no dia do juízo contra essa geração e a condenará. há mais do que Salomão. onisciente. — Prodígio de Jonas. Os Ninivitas se levantarão no dia do juízo contra esta geração e a condenarão. queríamos ver um prodígio por ti feito. pois que ela veio dos confins da terra para escutar a sabedoria de Salomão. que as leis divinas não refletem a perfeição absoluta do supremo legislador. pois que eles fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas. que nos criou perfectíveis. porqüanto o milagre não seria senão a derrogação parcial de uma ou algumas leis. e há. em se tratando de Deus. o que vale dizer . Prodígio pedido pelos fariseus. Nem se diga que. Por esse lado. também o filho do homem será um prodígio para esta geração. 12º. Ele lhes respondeu: Esta geração má e adúltera pede um prodígio. hoje. no dia do Juízo. tanto que sujeitos à lei imprescritível e fatal do progresso. em geral.31. Mas. 11º. A rainha do Meio-dia se levantará. — 39. . onipotente e. chegaremos ao absurdo. e. operasse milagres. 29 ao 32. nenhum outro lhe será dado senão o prodígio do profeta Jonas. 38 ao 42. forçoso fora reconhecêssemos. e. Ora. . pois que ela veio dos confins da terra para escutar a sabedoria de Salomão. Os Ninivitas se levantarão no julgamento contra esta geração e a condenarão. não lhe será dado outro diverso do do profeta Jonas. Rainha do Meio-dia MATEUS: capítulo 12º. AQUI. — LUCAS. pode Ele derrogar por arbítrio. nosso Pai celestial. o homem. também o filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra. Para admitirmos que Deus. Então. não sendo perfeita uma lei. uma vez que só pode ser mutável o que seja perfectível. aqui. — 40. como o deve conceber o cristão.32.30. desde que admite exceções. mais do que Jonas. contra os homens desta geração e os condenará. a menos que faça o que. — Resposta de Jesus. teríamos de admitir como possível que Ele derrogue suas leis. visto que nenhuma ação arbitrária se pode consorciar com a onisciência de um ser infinito em todos os seus atributos. neste caso. nem . se observa em tudo o que diz respeito à religião pregada e exemplificada pelo clero romano. . suas leis. não pode suportar as imposições dos que se opõem à difusão da luz à marcha do progresso. a conseqüência a que chegaríamos é que também o legislador não seria perfeito e sim perfectível também. igualmente. pois que eles fizeram penitência atendendo & pregação de Jonas. ou exceção ao que elas prescrevem. — 41. há mais do que Salomão. AQUI. a possibilidade de tais derrogações ou exceções implicaria não serem as leis divinas absolutamente sábias e perfeitas. para quem portanto não há passado.228 82 MATEUS. versículo 29. pede um prodígio. como o entenda.eternas e imutáveis. — Ninivitas. e AQUI. Assim como Jonas foi um prodígio para os de Nínive. Porém. — 42. para podermos admitir o milagre. por ser onipotente. alguns dos escribas e fariseus lhe disseram: Mestre.

em face do desenvolvimento da razão humana. o milagre. Jonas constituíra para os Ninivitas um prodígio. não podem subsistir. para a geração da sua época. portanto. tais fatos não podiam ser mais compreensíveis nem menos miraculosos. temos o dever de perquirir. do que. ou de efeitos. procuram apoio as igrejas terrenas. pela sua ressurreição e ascensão viria a constituir. que vem dar cumprimento à lei e aos profetas. de ser impostos como milagrosos. fugindo à letra que mata. era adúltera. portanto. sem sombra de dúvida. um milagre. sentida e humildemente formulada. que veio substituir a fé cega pela fé raciocinada. para conservar a sua dominação. que se consegue pela prece fervorosa. senão no que seja fruto de convicções adquiridas em conseqüência do estudo. que ontem não podiam ser explicados. Aquela geração a que Jesus se referia. os espíritas. O “milagre”. as causas. mas que perderam sua razão de ser. Essa geração é a mesma que hoje chama demoníaca à ciência espírita. após três dias de permanência no ventre de um peixe. era má pela sua obstinação no erro. tudo porque isso é contrário e prejudicial aos interesses materiais da clerezia romana que. para se entregar a práticas materiais. porém. para essa geração. advérbio que subentende sucessão de fatos. até para os discípulos. fora que se acha de toda idéia de tempo. de pureza perfeita e imaculada. para glória de Deus. dado que este só se pode exercer ocasionalmente. a fim de compreendermos os efeitos e aproveitarmos das lições que eles nos oferecem. para os Ninivitas. quando a Nova Revelação. em espírito e verdade. Senhor Jesus Cristo. que lhe repelia os esforços para reconduzi-la ao caminho da verdade. nós espíritas podemos e devemos crer. Dar-se-á. presentemente. sem de nenhum modo aceitarmos. no-los explica plena e satisfatoriamente? Certo que não. no que quer que seja. no empenho de manterem o predomínio que alcançaram.229 presente. na ressurreição e na ascensão do Cristo. e que. que aqueles fatos. que Ele desempenhou a sua missão como Espírito. porque desprezava a fé no seu Deus. sem a qual o arbítrio carece de significação. Do mesmo modo Jesus. da meditação e da iluminação interior. desde que aquela Revelação nos mostra e prova. era um homem igual aos outros. qualificando-o de possesso do demônio. que. precisa manter na ignorância os fiéis da sua Igreja. Agraciados pela misericórdia divina com a luz viva da Nova Revelação. como Ele próprio mandou que os entendêssemos. que tiveram. que se baseia nos Evangelhos de N. porque não mais nos é lícito crer. com o mesmo caráter. até onde a mesma misericórdia no-lo permita. Espírito livre. devam hoje ser aceitos. condição que faz imprescindível o princípio convencional de tempo. nem futuro. só existente para seres limitados como nós em todas as suas faculdades. um milagre. um prodígio. Com efeito. portanto. que ele fora engolido por um peixe. que repudia a Deus para adorar o Papa. visto que. porque acreditaram. com os textoS evangélicos. explorando as superstições populares e sustentarem crenças tradicionais. nem compreendidos. que Jesus só aparentemente era homem. de um esteio em que. capacidades e percepções. valendo-se do precário conhecimento que da verdade possuem as massas humanas. em cujas entranhas permanecera três dias. portanto. isento da lei da . compreendidos em seu espírito. nós outros. o reaparecimento de Jonas. não passa. submerso no fundo do mar.

. 22. aqui. 1. aí deixando-o. 1º. o que fez. para reinar com eqüidade e distribuir justiça. dizendo: “E há. 27. A tendência que tem o homem para dar a tudo o cunho do maravilhoso e a atração que este sobre ele exerce criaram a lenda de Jonas engolido e vomitado por um peixe. como era. com o qual possível e fácil lhe foi sair do sepulcro. Citando-os. 9º. aqui. Daí o dizer: “Assim como Jonas foi um sinal para os de Nínive. com relação a Jonas. que resistiam a todos os esforços de Jesus para os reconduzir ao bom caminho. o Rei do nosso planeta e da Humanidade terrena.JOÃO. Igualmente. sendo. 18. mais do que Jonas. mais do que Salomão”. e há. foi chamar a atenção dos homens para a superioridade da sua missão. Jonas e Salomão eram Espíritos em missão. . 8º. e chamar-lhes também a atenção para a culpabilidade dos que se rebelavam contra seus ensinos. aproveitando da pregação de Jonas. . como representante do Pai. de um perispírito tornado visível e tangível.Romanos. – 2º Paralipõmenos. Foi o que o divino Mestre acentuou. superioridade que a Nova Revelação patenteia aos nossos olhos.MARCOS. de modo algum pensou Jesus em se lhes equiparar. em que viajava. 2º. . (88) 3º Reis. Semelhante maravilha logo se impôs à imaginação humana como um “milagre” e como “milagre” foi tido e crido. conservando-se este fechado e selado. assim também o filho do homem será um prodígio para esta nação”. – 1ª Epístola aos Coríntios. ela nos faz saber que ele apenas esteve durante três dias preso a ferros a bordo de um navio. apenas revestido de um corpo fluídico. Os Ninivitas que. 2º. eram a condenação dos Judeus. o Mestre. entraram e permaneceram nas vias do Senhor e a rainha do Meio-dia que reconheceu a grandeza de Deus e a sabedoria daquele a quem Deus fizera rei. lembrando os exemplos de Jonas e Salomão. 10º. donde um marinheiro devotado. 1. Ao contrário. condoído da sua sorte. porém de ordem inferior.230 encarnação. o transportara às escondidas num bote até à praia. 2. o Cristo de Deus e.

de novo. de resistir aos maus instintos. anda por lugares áridos em busca de repouso. lhe disse uma mulher MATEUS: capítulo 12º.231 83 MATEUS. e o último estado do homem fica sendo pior do que o anterior. Não o encontrando. porém. Dizendo respeito unicamente ao Espírito toda a Doutrina de Nosso Senhor . Parte então de novo arrebanha sete outros Espíritos ainda piores do que ele. Jesus. interpretações que. hoje constituem uma das causas principais do desprestígio em que a vemos e da generalização da descrença. vagueia pelos lugares áridos em busca de repouso e não o encontra. para o cultivo da fraternidade. a encontra varrida e ornada. — 45. repelidas. Diz então: “Voltarei para a casa donde saí”. facilmente podem voltar depois mais intensas e tenazes. que tem o homem. como todos os outros erros dessa igreja. quando ele dizia estas coisas. entram todos na casa e passam a habitá-la. lhe disse: Felizes o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram! — 28. limpa e ornada. E o último estado do homem fica sendo pior do que antes. se o homem limpar sua alma de todas as impurezas e a adornar das virtudes opostas a tais sentimentos ocupa-la-á o seu anjo de guarda. — 26. Semelhante absurdo. Assim acontecerá com esta geração criminosa. pelo qual entendeu a Igreja romana de fazer do corpo humano morada da divindade. então. provém das interpretações literais por ela dadas às Escrituras. por essa forma. Quando o Espírito impuro tem saído de um homem. — LUCAS. de virtudes as nossas almas. diz: Voltarei para a casa donde saí. a fim de que o Senhor as possa considerar habitações dignas dos seus mensageiros. (89) Jesus. a princípio. 11º. Ora. então. E. 43 ao 45. reúne outros sete Espíritos mais malvados do que ele e. de cuja inspiração e assistência gozaremos. disse: Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam. Ora. E. a encontra vazia. A comunhão dos discípulos era um repasto comemorativo. os Espíritos bons. versículo 24. Dever. voltando. simbolizada pela Ceia. constantemente. — 27. 12º. — Resposta de Jesus ao que. Os Espíritos imundos que influenciam para o mal o homem são atraídos pelos seus maus sentimentos. 24 ao 28. Vai-se. — 25. relativamente às quais se verifica que as recaídas são sempre mais perigosas. Quando o Espírito impuro tem saído de um homem. como acontece com as enfermidades. se outrora puderam legitimar-se com o grande atraso intelectual da Humanidade. advertia os homens de que estivessem precavidos sempre contra as más paixões e tendências que. lá se instalam. às más paixões. sucedeu que. tornando impossível àqueles Espíritos fazerem nela morada. pois. do meio do povo. entrando todos na casa. uma mulher. Nenhuma relação tem o que acabamos de dizer com o chamado “sacrifício da eucaristia”. versículo 43. LUCAS: capítulo 11º. — 44. A comunhão do Cristo. foi um último e solene apelo por ele feito aos homens. uma lembrança simbólica daquela outra comunhão. Ornemos. como antes. voltando. elevando a voz do meio do povo.

. abriu ensejo à resposta de Jesus. 6. (89) Job.232 Jesus Cristo. 8. 1º. desse modo. com abstenção completa dos cultos e cerimônias puramente materiais. conforme a consideravam os homens. — 1ª Epístola à Pedro. 20 a 22. Capítulo 11º. de satisfazerem às suas ambições de mando e predomínio. falou como médium. 7. — 2ª Epístola à Pedro. que foi um ensinamento: “Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam”. pelo lado unicamente espiritual é que deveram ter encarado e ensinado os preceitos evangélicos aqueles que se intitulam seus representantes na Terra. versículos 27 e 29 de Lucas. 1º. sob a inspiração momentânea de um guia que. 5º. 2º. para louvar a Maria. como mãe de Jesus. — JOÃO. Sim. 5º. não fazendo da profissão de fé um meio de vida. como infelizmente ainda vemos. 14. 25. — A mulher que elevou a voz do meio da multidão. bem-aventurados os que estudam e ensinam a moral pregada por Jesus e põem-na em prática. — Timóteo. que nada valem e para nada servem.

porqüanto. Assim sendo. disse: Eis aqui minha mãe e meus Irmãos. minha Irmã e minha mãe. — 50. estendendo a mão para os discípulos. ouvindo a palavra de Deus e pondo-a em prática MATEUS: capítulo 12º. Então alguém lhe disse: Tua mãe e teus irmãos estão aí fora procurando-te. disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. não deu à luz filho algum. na realidade. Todas. quem quer que faça a vontade de meu pai que está nos céus. Sua mãe e seus irmãos vieram ter com Ele. Trazia um corpo “celeste”. Ao que perguntou Ele: Quem é minha mãe e quais são os meus irmãos? — 34. como já vimos. esse é meu irmão. tinha várias acepções. Significava. olhando para os que se achavam sentados ao redor de si. o desejo do bom pastor. o aparecimento do nosso Salvador na Terra tenha apresentado o que quer que seja de milagroso ou de sobrenatural. o irmão propriamente dito. 3º. que. na expressão de Paulo. disse Ele: Quem é minha mãe e quais os meus Irmãos? — 49. esse é meu Irmão. Ora. o primo co-irmão. disse: Minha mãe e meus irmãos São os que escutam a palavra de Deus e a praticam. eram e são dele bem-amadas. como a multidão o cercasse. o simples parente. cumprindo ainda se advirta que. ao mesmo tempo. O irmão. conforme as necessidades da sua missão. fossem quais fossem. mas não puderam aproximar-se dele por causa da multidão. — LUCAS. Qual poderia ser. versículo 46. — 48. — 32. tendo vindo e ficado do lado de fora. alguém lhe disse: “Olha que tua mãe e teus irmãos. Estando Ele ainda a pregar para a multidão. — 20. se conservou sempre virgem. em hebreu. pelo poder da sua vontade e da sua sabedoria. versículo 19. pura e imaculada. 8º. o mandaram chamar. — 47. 19 ao 21. Maria e José. 31 ao 35. respondendo. Jesus. a palavra — irmão —. a irmã e a mãe de Jesus são os que fazem a vontade de seu pai. tendo sido a sua concepção. nenhum grau de parentesco humano havia entre Jesus. Disseram-lhe então: Estão lá fora tua mãe e teus irmãos que te querem ver. porqüanto. versículo 31. é claro que também nenhum grau de parentesco humano havia entre Ele e os que eram considerados seus irmãos. obra do Espírito Santo. por Maria. se tornava visível e tangível. — MARCOS. 12º. . minha irmã e minha mãe. porqüanto. Respondendo a esse que assim falara. de fato. Sua mãe e seus irmãos. de um corpo fluídico. Por essa explicação ficou patente que Maria não concebeu. MARCOS: capítulo 3º. LUCAS: capítulo 8º. que vinha à procura das ovelhas tresmalhadas do seu rebanho? qual poderia ser o seu objetivo? Reuni-las em torno de si. — 21. sua mãe e seus Irmãos do lado de fora procuravam falar-lhe. Jesus mostrou aos homens os sentimentos de fraternidade e de amor que os devem unir.233 84 MATEUS. (90) Não estando ligado a Maria por nenhum laço humano. sem que. E. Efetivamente. te procuram. Ele se achava apenas revestido de um corpo aparentemente humano. — 35. 46 ao 50. — 33. E. aquele que fizer a vontade de Deus. como também já explicamos e deve ser entendido.

— Hebreus. 14. 15º. . 29. 11. 8º. — Romanos. 2º. 12. 1º. 5. — Apocalipse. 17. 20º. 2º.234 (90) JOÃO.

Escutai. — 4. versículo 1. ficando a multidão na praia. segundo o seu modo de doutrinar: — 3. 1 ao 20. porque escutam. e 18. mas. não ouvem. não compreendam com os corações e. onde muito pouca terra havia. — 23. os pássaros do céu vieram e as comeram. como enorme fosse a multidão que ali se reuniu. não se convertendo. lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? — 11. vendo. acolá trinta por um. 1 ao 15. — 22. Outra parte . Neles se cumpre esta profecia do profeta Isaías: “Escutareis com os ouvidos e não entendereis. — 18. os ouvidos se lhes tornaram surdos e os olhos se lhes fecharam. — 3. pois que a terra ali não tinha profundidade. Enquanto semeava. Àquele que tem. não tendo ela raízes no seu coração. falando assim: Eis que o semeador saiu a semear. versículo 1. A que foi semeada em terra boa indica aquele que escuta a palavra e a compreende. Os discípulos. — Explicação dessa parábola MATEUS: capítulo 13º. ficando todo o povo na praia. — 2. E grande multidão se lhe reuniu em torno. e. — 10. Quem tiver ouvido de ouvir. — 15. os vossos ouvidos. — 20. sobrevindo as tribulações e perseguições por motivo da palavra. sessenta ou trinta. mais ainda se dará. dizendo. Pôs-se de novo a ensinar próximo ao mar e. pois. — 2.235 85 MATEUS. ouça. A semente lançada entre os representa espinheiros aquele que ouve a palavra. Ele subiu para uma barca e se sentou. secaram. e 10º. enquanto semeava. E começou a dizer muitas coisas por parábolas. — 8. 1 ao 23. 5. — 19. produzindo cada grão cem. Eis por que lhes falo por parábolas. só por pouco tempo subsiste. crestou-as. ouvindo. O semeador saiu a semear: — 4. Muitas coisas ensinava por parábolas. e 25. produzindo aqui cem. — 6. 13º. — MARCOS. — 16. 23-24 Parábola do semeador. como não tinham raízes. não sejam curados por mim”. mas ao que não tem se tirará até o que tem. a parábola do semeador. “Escutai. ali sessenta. Uma outra finalmente caiu em terra boa e as sementes frutificaram. — 9. ele ai se sentou. — 5. — 17. aproximando-se. Do coração de todo aquele que escuta a palavra do reino e não a compreende vem o mau Espírito tirar o que nele foi semeado. saindo Jesus de casa foi sentar-se à beira do mar. nem compreendem. Uma outra parte caiu em terreno pedregoso. vieram as aves do céu e a comeram. em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram. ficando ele na abundância. 8º. — 13. olhareis com os olhos e não vereis. e. não ouçam com os ouvidos. — 12. as sementes germinaram prontamente. para que não vejam com os olhos. nascendo. Respondeu Ele: É porque a vós vos é dado conhecer os mistérios do reino dos céus. porqüanto. eles não vêem. — 21. uma parte das sementes caiu à borda do caminho. mas a eles não. é a semente que caiu ao longo do caminho. aquele em quem ela frutifica. MARCOS: capítulo 4º. ouvir o que ouvis e não ouviram. Naquele dia. A que caiu em terreno pedregoso representa aquele que ouve a palavra e a recebe com mostras de alegria no primeiro momento. ele logo se escandaliza. Felizes os vossos olhos porque vêem. mas em quem os cuidados do século e a ilusão das riquezas a abafam e impedem de produzir frutos. O coração deste povo se embotou. — 14. — LUCAS. Uma outra caiu entre os espinheiros que cresceram e a abafaram. O Sol. é que. 4º. — 7. Entrando então para uma barca. uma parte das sementes caiu à margem do caminho.

e Ele lhes respondeu: Dado vos é a vós conhecer o mistério do reino de Deus. — 2. foi pisada e os pássaros do céu a comeram. Em vindo as tribulações e perseguições por causa da palavra. — 12. E. — 12. da qual sete demônios haviam saído. sessenta. a sufocam e ela não frutifica. estes cresceram e a abafaram. mulher de Cusa. — 18. o terreno pedregoso são os que. são aqueles de cujos corações Satanás vem arrancar a palavra logo depois de ter sido nos seus corações semeada. Perguntou-lhes em seguida: Não entendeis esta parábola? Como podereis entender todas as parábolas? — 14. — 17. tendo-a Ouvido. elevaram-se. Outra parte. exclamava: Quem tem ouvido. Os discípulos lhe perguntaram o que queria dizer aquela parábola. Maria. enquanto o fazia. versículo 25. A margem do caminho. onde pouca terra havia. entrando em seus corações.236 caiu em terreno pedregoso. ouvindo. — 11. nesses ela não cria raízes. para aqueles que são de fora. o Sol. MARCOS: capítulo 4º. Semelhantemente. — 8. de sessenta. eles se salvem. As que caem sobre pedras indicam os que. Outra. O terreno bom onde a última parte das sementes é lançada são os que ouvem a palavra. Acompanhavam-no os doze. — 9. LUCAS: capítulo 8º. Eis o que quer dizer esta parábola: A semente é a palavra de Deus. pois que pequena era a profundidade da terra. ouçam e não compreendam. designados pela parte das sementes lançadas entre espinheiros. Algum tempo depois. uma parte dela caiu à margem do caminho. 3. Susana e muitas outras que o assistiam com seus bens. Quando com Ele ficaram a sós os doze que o seguiam interrogaram-no acerca dessa parábola. a recebem jubilosos. E acrescentava: Ouça quem tiver ouvidos de ouvir. por não terem raízes. — 16. de ouvir. ia Jesus de cidade em cidade. trinta por um. germinou e frutificou. O semeador saiu a semear a sua semente e. as sementes germinaram logo. porém. logo depois de haver germinado. pregando e evangelizando o reino de Deus. que tinham sido livradas dos Espíritos malignos e curadas de enfermidades. dizendo Isso. na proporção de cem.’ — 9. — 19. secou. — 4. veio. vendo. Mais será dado ao que já tem e ao que não tem se tirará mesmo o que tem. Intente de Herodes. mas os cuidados do século. Ele lhes respondeu: Dado vos foi a vós conhecer o mistério do reino de Deus. de trinta por um. — 10. — 10. ao longo do qual a semente caiu. Como o cercasse grande multidão de gente vinda de todas as cidades. versículo 1. a sufocaram — 8. — 13. e algumas mulheres. caiu em terra boa. Outra parte caiu entre espinheiros. Os outros. tudo se faz por parábolas. multiplicaram-se e produziram cem. de aldeia em aldeia. crescendo. produzindo cem por um. O semeador semeia a palavra. caiu em terra boa. — Joana. apelidada — a Madalena. — 7. finalmente. — 11. mas. mas de cujos corações Satanás a vem arrancar. — 6. disse Ele esta parábola: — 5. ouça. crendo. para que não se convertam e os pecados lhes sejam perdoados. Outra caiu entre espinheiros que. porém. crestou as plantas e estas. A que cai junto do caminho indica os que ouvem a palavra. a fim de que. dura pouco tempo. secaram. finalmente. — 20. — 13. ouvindo a palavra. de sorte que ela não deu frutos. — 15. vejam e não vejam e. — 6. a fim de que vendo não vejam e ouvindo não compreendam. mas aos outros só por parábolas se lhes fala. são os que ouvem a palavra. por falta de húmus. a ilusão das riquezas e as outras paixões. — 7. os grãos deram fruto. a recebem e dela tiram frutos. pelo temor de que. Outra parte caiu sobre pedras e. Como. recebem com alegria . eles logo se escandalizam.

que os vícios e males. — 24. nenhuma idéia clara formando da outra vida. por lhes descobrir o sentido oculto e o apreenderiam. de que modo ouvis. versículo 18. negligente em guardar o que recebeu. a felicidade dos bem-aventurados. ouvir o que ouvis e não ouviram. que lhes acarretariam grandes sofrimentos no futuro: aqueles que. deixará que as más paixões se apossem do seu coração. — 14. versículo 23. o que tem pouco. fariam sem demora um recuo. assim não procedessem. capazes embora de receber sem véu a sua palavra. por assim dizer. que o oprimirão durante séculos. mas que. Por outro lado. A parte que cai entre espinheiros corresponde aos que escutaram a palavra. Estas palavras significam que aquele que deseja progredir e se esforça por consegui-lo. que aqueles ensinos impunham. A boa terra onde cai a Última parte das sementes são os que. ao contrário. que não lhes falava senão por parábolas. Dizendo. pelas riquezas. . — 15. tentariam avançar. para os que estivessem dispostos a avançar. cedendo a um primeiro impulso. A razão por que Jesus preferentemente falava por parábolas era evitar que muitos se enchessem de maiores responsabilidades. porqüanto mais se dará àquele que já tem e ao que não tem se tirará até o que julgue ter. As mesmas explicações bastam para que a compreendamos. a guardam. disselhes: Felizes os olhos que vêem o que vedes. a caminhar para diante. pois. (91) As explicações que Jesus deu da parábola do semeador era a que convinha aos Espíritos encarnados naquela época e a de que necessitavam os apóstolos. retrocedendo assim que chegam as tentações. visto que se esforçariam. de não procurarem devassar os mistérios que de pronto não compreendiam. não se lhe submeteriam. como o fizeram os discípulos. tomem o lugar das poucas virtudes de cuja posse já desfrutasse. Os “mistérios” do reino dos céus. porqüanto. LUCAS: capítulo 8º. pelos prazeres da vida e não produz frutos. Voltando-se para os discípulos. desconhecidos até então. seriam culpados apenas de indiferença. para a compreensão de homens materiais.237 a palavra: esta. por considerarem pesada demais para suas naturezas más a reforma. que lhes viria a ser causa de graves expiações. enquanto que o outro. pois. de todos os lados receberá amparo. não cria raízes. conforme também o disse. mesmo esse pouco será tirado”. Antes das revelações feitas por Jesus. nenhum inconveniente havia em que os ensinos lhes fossem ministrados veladamente. “muito será dado ao que já tem. “para que não se convertessem”. de chegar-se àquela felicidade. porqüanto eles crêem apenas durante algum tempo. Os que. porém. mas em cujos corações ela é abafada pelas preocupações terrenas. porqüanto eu vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vedes e não viram. os segredos do reino de Deus”. a fim de desempenharem suas missões. indiferente ao que lhe foi dado. ouvindo a palavra. os “segredos” do reino de Deus eram os meios. Vede. em seus corações bons e excelentes e dela tiram fruto pela paciência. LUCAS: capítulo 10º. ao passo que àquele que pouco tenha. o homem. detidos bruscamente pelos seus maus instintos. expressões que compõem uma imagem destinada a materializar. aludia o Mestre aos que. não estava apto a conhecer os “mistérios do reino dos céus.

Hoje. 6º. 13. apenas uma ponta do véu foi levantada. 8. — 1ª Epístola aos Coríntios. 5º. 10. tornados mais fortes. — 2ª Epístola aos Coríntios. o permitiam. porque os Enviados do Senhor ergueram um pouco mais o véu que a encobria. 11º. 14. a “luz” permaneceu velada. quando os homens houverem alcançado alto grau de desenvolvimento moral e intelectual. — Romanos. 12º. 28º. — JOÃO. 9. 29. 11. Só então lhes será facultado conhecerem todos os “mistérios do reino dos céus”. — Ezequiel. 27. 2º. 26. (91) Isaías. 2. — Atos. Porém. — 1ª Epístola à João. 11º. 3º. entretanto. 40. — 1ª Epístola à Timóteo. todos os “segredos do reino de Deus”. 9. O véu. 27. tanto quanto os olhos humanos. 12º. 2º. 6º. . 35.238 Jesus veio levantar o véu e esclarecer as inteligências. só será levantado completamente. — Hebreus. 5º. a luz já brilha com mais vivo fulgor. 20º.

para se depurar. a todas as liberdades. os quais. — 27. os espíritas. com receio de que simultaneamente tirassem o trigo. E ele respondeu: Não. quando chegar a ocasião de ceifar. Dizendo que o “pai de família” não consentira que seus servos arrancassem. uns são elevados. vegetal e animal. Ele lhes respondeu: Foi um inimigo quem o semeou. Conviria não perdessem de vista este ensinamento os que. que tal dilúvio não se deu com o caráter de universalidade que lhe atribuíram as narrações escriturísticas. arrancando o joio. Os servos lhe perguntaram: Quereis que vamos arrancá-lo? — 29. — 26. Nem todos os Espíritos se encontram no mesmo grau de desenvolvimento. — 30. poderiam ir longe de mais. Deixai que um e outro cresçam juntos até à ceifa. e de os afastar. 13º. A plantação do homem germinou. o joio. porém simples. é lançado ao fogo da expiação. E lhes propôs uma outra parábola. Parábola do joio semeado entre o trigo MATEUS: capítulo 13º. apregoando zelo da pureza do Espiritismo. as depurações e transformações. para o efeito de preparação e progresso graduais dos reinos mineral. empilhai-O no meu celeiro. também graduais. mesmo do reino humano. Vê-se daí não ser cabível que. arranqueis ao mesmo tempo o trigo. direi aos ceifeiros: Arrancai primeiramente o joio e atai-o em feixes para ser queimado. receio que. 24 ao 30. poderiam chegar ao extremo de amedrontar os homens retos. o trigo. afinal. tem sofrido renovações parciais. Não esqueçamos nós. se condenasse toda a geração material de que somos parte a perecer num dilúvio semelhante ao de que falam os antigos. — 25. semeou joio no meio do trigo e se foi embora. Desde que saiu do estado de fluidez. À força de quererem reprimir abusos. dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou bom grão no seu campo.239 86 MATEUS. pregam a necessidade da extinção completa. pois. cresceu e deu espigas. por todos os meios. do campo que ele semeara. É evidente. dos centros onde ele é falseado e que representam o joio a crescer entre o bom grão. efeito a que de futuro hão de seguir-se. outros apenas iniciam suas provações morais. atentados que cada dia mais profundamente a divorciaram da doutrina . veio o inimigo dele. que foi invocando um zelo semelhante que a Igreja se tornou perseguidora e abriu a interminável série dos seus atentados à liberdade de pensamento e de crença. quis o divino Mestre refrear o zelo dos apóstolos e dos que lhes sucedessem como continuadores da sua obra. a Terra tem passado por transformações sucessivas. aquele. Dos encarnados na Terra. não semeastes bom grão no vosso campo? Como é que nele há joio? — 28. levados pelo desejo de fazer progredir a Humanidade. mas com ela cresceu também o joio. nos tempos atuais. Enquanto os homens dormiam. versículo 24. ao mesmo tempo que o bom grão é guardado nos celeiros do Senhor. O joio cresce de par com o bom grão. Os servos do pai de família vieram então dizer-lhe: Senhor. em cada colheita. dos aludidos reinos da Natureza. por outros meios. Depois. incandescente. para operar-se a renovação de nossa geração espiritual.

ou atemorizado com as grandes dificuldades que ela lhe deixa entrever. em que os Espíritos que se tenham conservado obstinadamente culposos e rebeldes se verão compelidos a deixar de encarnar no planeta terreno. Com relação ao nosso mundo.240 cristã. Quando terminará? Quando chegar a época da ceifa definitiva. para cuja interpretação ela acabou proclamando-se a única habilitada. terá passado a fazer parte do reino de Deus. está em apropriá-las às inteligências que as tenham de receber. por terem bem cumprido suas provas. são os Espíritos superiores. mereçam ascender a mundos mais elevados do que o nosso. do espírito dos Evangelhos. Se não for assim. eles se encontram. essa época será a em que não mais se permita ao joio crescer aqui de envolta com o trigo. para aquele que se propõe a pregar as verdades eternas. onde continuarão a aperfeiçoar-se. se dá na ocasião em que o Espírito volta à sua condição de origem. o que quer dizer: ter-se-á tornado. de acordo com as tendências que revelam e com o grau da sua culpabilidade. a fim de que bem apreendidas sejam as daqueles mesmos Evangelhos. Encarada assim. caso em que passam a habitar mundos superiores ao nosso. a ceifa tem sido feita sempre e ainda continuará por longo tempo. Ao retornarem a esse estado. Os ceifeiros. o que se verifica pelo fogo do remorso. morada de Espíritos bons. em que aquele será arrancado e lançado fora. A lição que a parábola do joio e do trigo encerra mostra que toda a ciência. como o deve ser. das torturas morais. ou ofuscado pela intensidade da luz que dela se irradia. a difundir as da Doutrina dos Espíritos. isto é. por se haver despojado do seu envoltório carnal. . então. e classificar os que. se lha houveram apresentado sob aspecto condizente com o seu ponto de vista (e por isso é que Jesus a maior parte do tempo ensinava por parábolas e símiles). aos quais incumbe velar pelas expiações dos Espíritos culpados. a repelirá. para o fazerem em mundos colocados abaixo dele na escala dos orbes. ou em mundos inferiores à Terra. isto é. que teria aceitado a moral evangélica. ou na condição de joio a ser queimado. a fim de esconder aquele divórcio. no caso. A Terra. exclusivamente. um por exemplo. em que volta ao estado de Espírito liberto da matéria. a que se segue a reencarnação neste mundo. ou na condição de trigo. de que fala a parábola. A ceifa. na erraticidade. a progredir.

amadurecido o fruto. a origem do planeta e da Humanidade. quando cresce. — 34. 13º. — 32. LUCAS: capítulo 13º. Esse grão. vegetal. No seu pensamento acerca do futuro. não lhe falava sem parábolas. semeada. ao ser semeado. — 20. — 34. de acordo com o que eles podiam entender. Ele se assemelha ao fermento que uma mulher toma e mistura com três medidas de farinha até que a massa fique completamente levedada. 13º. pois que a terra. — 27. se torna árvore grande. quer vele dia e noite. mas. E assim ia ensinando pelas cidades e aldeias a caminho de Jerusalém. pois é esse o momento da ceifa. 31 ao 35. MARCOS: capítulo 4º. as da formação e desenvolvimento dos reinos mineral. quis Jesus mostrar à multidão que o gérmen. — 32. 26 ao 34. — 33. E repetiu: Com que compararei o reino de Deus? — 21. ele germina. em cujos ramos os pássaros vêm habitar. — LUCAS. o estado rudimentar de uma e outro.241 87 MATEUS. Ele se assemelha a um grão de mostarda que. tornase árvore em cujos ramos os pássaros do céu vêm habitar. de pequenino que é. — 33. 18 ao 22. E assim lhes falava por muitas parábolas. — Fermento da massa. Dizia: O reino dos céus a que se assemelha e com que o compararei? — 19. Uma vez. E dizia: O reino de Deus é como quando um homem lança à terra a semente. Não lhes falava sem parábolas. Assemelha-se ao grão de mostarda que o homem toma e planta no seu horto. a sós com os discípulos. que. Disse-lhes também esta outra parábola: O reino dos céus se assemelha ao fermento que uma mulher toma e mistura com três medidas de farinha até que a massa fique inteiramente levedada. donde se parta para chegar ao céu. sua afloração. versículo 26. é a menor de todas as sementes que existem na terra. Jesus disse por parábolas todas essas coisas à multidão. a fim de que se cumprissem estas palavras do profeta: Abrirei minha boca para falar por parábolas: revelarei coisas que estão ocultas desde a formação do mundo. dizendo: O reino dos céus se assemelha ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. dá galhos tão grandes que os pássaros do céu se podem abrigar à sua sombra. — 22. que é a menor de todas as sementes. constitui uma alegoria em que aquele grão representa o ponto de partida. pode desenvolver-se e produzir grandes resultados. por si mesma. passa-se-lhe a foice. a comparação do reino dos céus com um grão de mostarda. ela cresce e se torna maior do que todos os arbustos. — 35. produz primeiro a erva. por mínimo que seja. — 30. desenvolvimento e transformação em árvore simbolizam as fases por que tem passado o nosso mundo. a semente germina e cresce sem que ele saiba como. versículo 31. E. animal e humano e as de depuração e transformação . — 29. depois a espiga e afinal o grão que cobre a espiga. Grão de mostarda. (92) Comparando o reino dos céus ao grão de mostarda. 4º. — MARCOS. cresce e se torna árvore grande em cujos ramos pousam os pássaros do céu. em que o crescimento oculto do grão. Quer o homem durma. torna-se planta maior do que todas as outras. Propôs-lhes uma outra parábola. — 28. porém. — Semente lançada à terra MATEUS: capítulo 13º. tudo lhes explicava. versículo 18. E dizia: A que compararemos o reino de Deus? Por que parábola o representaremos? — 31.

para atingir a maturidade moral e intelectual. para se tornar morada de paz e de felicidade.242 física do planeta e física. 7. 15. — Romanos. continuando a progredir com ela. 1. 57º. 25. 2. Os ramos da árvore indicam o grau de evolução que aquele atingirá. — Efésios. moral e intelectual da Humanidade. — Colossenses. ao mesmo tempo que mostrava as fases de germinação. 2. que apenas há alguns anos apareceu. 26. desenvolvimento e frutificação que o Espírito atravessa. para sua regeneração completa. — Miquéias. já se acha maduro. A erva. como produto da germinação da semente. o reino de Deus. secreto. 3. que vem preparar e efetivar a regeneração da Humanidade e as promessas que as proféticas palavras do Salvador encerram. a formação dos grãos que cobrem a espiga. Na em que o reino dos céus é comparado à semente que o homem lançou à terra. se passa a foice. se está formando. . mas contínuo. — Salmos. — Apocalipse. o divino Mestre indicava o trabalho. (92) Isaías. ali. assim como dos períodos que ela tem de percorrer e transpor. em certas partes escolhidas. crescimento. transformação. amadurece e. por efeito da doutrina de amor e bondade que Ele lançava nos corações — único fermento apropriado à preparação do pão espiritual. desde o aparecimento do homem na Terra. estado em que será aproveitado pelos ceifadores incumbidos de proceder à colheita para o celeiro divino. despojado da letra o Espírito. designa o tempo que se escoou antes que Jesus aparecesse na Terra. ou já foi ceifado. 1º. que aflorou ao solo. esta última parábola. os próprios grãos já formados e o fruto ao qual. por ser essa a época da ceifa. aqui. — 1ª Epístola aos Coríntios. a formação da espiga indica o que decorreu desde esse aparecimento até os nossos dias. é o emblema dos períodos que a nossa Humanidade tem percorrido e transposto na via do progresso. 14º. Por outro lado. indicam os tempos atuais e futuros da era do Espiritismo. que alimenta para a vida eterna. 16º. 2º. está produzindo. Na parábola em que comparou o reino de Deus ao fermento que se lança na massa de farinha para levedá-la e torná-la em pão. quando maduro. o grão. 26. Neste momento. 4º. que os Espíritos purificados virão habitar e onde. Tais os resultados que o Espiritismo. 9. 2º. 3º. chegarão à perfeição. figurou Jesus o trabalho de transformação e purificação das almas. da semente de regeneração que Ele imergia nos corações.

simbolizados pelo bom grão. como convinha que estes a considerassem. no parecer dos homens. missão que. Designando-se a si mesmo por filho do homem. O fim do mundo. como enviado de Deus. que os colocará na categoria dos Espíritos puros. e os lançarão na fornalha do fogo. Entretanto. predito por Jesus e que. O fim do mundo vem sendo preparado de há muito e a pouco e pouco progressivamente vai ocorrendo. ao qual chama “seu reino . Os filhos de iniqüidade. e quem os mandará lançar na “fornalha do fogo”. — 38. — 41. o joio. ouça. estes reunirão e levarão o para fora do seu reino todos os que são causa de escândalo e de queda. — 43. os filhos do reino são o bom grão. semeia e semeará. fazia lembrada a missão que o trouxera ao mundo terreno. entrou Jesus em uma casa. lá haverá prantos e ranger de dentes. tendo por símbolo o bom grão. os filhos da iniquidade são o joio. Compreendido como significando a . os justos brilharão como o Sol.243 88 MATEUS. onde há prantos e ranger de dentes. desde o aparecimento do homem na Terra. na parábola. O campo é o mundo. fará que “seus anjos” reúnam e levem para fora da terra. ou cizânia. os segadores são os anjos. acercando-se dele. que tiver ouvidos de ouvir. O filho do homem enviará seus anjos. — 37. é o diabo. corresponde ao tempo da ceifa. errantes ou encarnados. 13º. que é o “seu reino”. O que se faz com o joio. como tendo todo poder sobre a Terra. Tendo despedido a multidão. Então. os justos. do dos Espíritos que nele encarnam. O diabo. pela explicação velada que deu da parábola do joio mostrava o seu poder. por serem maus os seus instintos. Explicação da parábola do joio MATEUS: capítulo 13º. exercendo sobre nós perniciosa influência. isto é. — 39. no reino do pai. O campo representa o nosso planeta e a sua Humanidade. era humana. a renovação de todo o Universo. trabalham por nos obstar ao progresso.. por pensamentos. impelindo-nos a praticar o mal. o “Inimigo”. — 42. como sendo quem. respondendo. que semeou. Aquele. são os que se deixam arrastar pelas más influências. simbolizados pelo joio. na Terra. Os filhos do reino. trabalha e trabalhará pelo nosso progresso. sob sua autoridade às suas ordens. 36. como sendo a transformação. Espíritos de erro e de mentira que. — 40. como tendo. por muito tempo ainda. como tendo recebido de Deus a investidura de rei do nosso planeta. palavras e obras. O inimigo que semeou. os filhos do reino. “no fim do mundo”. Jesus. o tempo da colheita é o fim do mundo. far-se-á no fim do mundo. que é arrancado e queimado no fogo. disse: Aquele que semeia o bom grão é o filho do homem. são os que tendem a progredir e se esforçam por consegui-lo. não deve ser entendido como um fato repentino. operando-se de um instante para outro. cujo símbolo é o joio. lhe pediram: Explica-nos a parábola do joio semeado no campo. afastando-nos das vias do Senhor. 36 ao 43. são todos os Espíritos maus. os filhos de iniqüidade. até que aqueles Espíritos atinjam a perfeição. (93) Encarregado do progresso do nosso planeta e da Humanidade a que pertencemos. sempre trabalhou. permanecendo no “seu reino’. e bem assim sobre as gerações humanas que nela se sucederão. Ele. e os discípulos. para fora do “seu reino”. os “anjos”. vem semeando o bom grão e o semeará sempre. onde brilharão como o Sol.

14º. Os mundos superiores formam. em que os Espíritos culpados. por sucessivas expiações e reencarnações. . segundo. versículo 43). terceiro. (93) Apocalipse. voluntariamente cegos. rebeldes. A luz que brilha nos justos (MATEUS: capítulo 13º. ele se apresenta dividido em três períodos distintos: — primeiro. 7. 15. o reino do Pai. 19º. para nos servirmos de uma comparação humana. “uma das províncias do reino de Deus. já aptos a entrar na fase espírita. constituindo. na imensidade. lhes pertencerá ao número. da fé e do amor. passarem de “filhos de iniqüidade” a “filhos do reino”. aquele em que o joio começará a ser apartado do bom grão. se purificarem. estará completado o afastamento dos Espíritos inferiores e o nosso mundo se terá tornado morada de paz e felicidade para Espíritos bons. concluída a separação do joio e do trigo. aquele em que aos Espíritos inferiores foi e será permitido encarnar na Terra para. 20. é a da verdade. nos filhos do Senhor. 2º. e o nosso planeta. serão afastados do nosso planeta e lançados em planetas inferiores. desde que atinja a necessária elevação.244 época da colheita. aquele em que.

vende tudo o que possui e a compra. então. Vai o homem e vende tudo o que tem. O reino dos céus ainda se assemelha a um negociante que procura belas pérolas. lançada ao mar. — 51. Disse-lhes Ele então: Todo escriba instruído acerca do reino dos céus se assemelha ao pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e coisas velhas. E compra o campo. se põem a separá-los. 44 ao 52. e os lançarão na fornalha de fogo. cheio de alegria pelo haver achado. Por escribas designava Jesus os homens mais esclarecidos que as massas e incumbidos de espalhar no meio delas a luz contida no tesouro da inteligência e da erudição de que dispõem. — 47. com o receber e agasalhar a palavra de Deus. devemos. apanha toda espécie de peixes. a verdade. os espíritas. em suma. dos vícios. — Faz. Assim será no fim do mundo: os anjos virão e separarão os maus do meio dos justos. — 46. Tesouro oculto. como os bens terrenos o prendem ao solo que os encerra. demonstrar aos tímidos. investigar as crônicas antigas. guardar bem dentro do coração essa fonte de riquezas eternas e esforçar-se para que nenhum dos vícios da Humanidade lhe possa arrebatar o precioso achado. dentro dos limites da nossa instrução. Quanto à pesca. o homem que o achou o esconde e. como na parábola do joio e do bom grão. A pérola é. escrutar as legendas. (94) Aquele que recebe a palavra de Deus deve sentir-se tão feliz quanto o que. Quando fica cheia. os pescadores a puxam para bordo. aos pseudo sábios a autenticidade e a ancianidade da ciência que professamos. é o que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas. onde haverá prantos e ranger de dentes. de tudo. que. acha um tesouro. — 48. dos maus pendores. — 52. dando grande importância às coisas materiais. — Parábola da rede lançada ao mar MATEUS: capítulo 13º. para conservar aquele tesouro espiritual.245 89 MATEUS. — 50. figura a escolha dos bons e o afastamento dos maus. assentados. tornar recomendável aquilo que quer tornar crido. que o prende à matéria. aos incrédulos. . por assim dizer. O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto num campo. — Quer isto dizer: despoja-se dos erros. deitando os bons nos vasos e lançando fora os maus. onde. armados dos vetustos documentos que chegarmos a possuir. — Pérola de alto preço. Haveis compreendido todas estas coisas? Eles responderam: Sim. todos os sacrifícios que a Humanidade exija. desencavar os velhos manuscritos sepultados no fundo das bibliotecas seculares ou dos conventos e. para fortificar e. 13º. versículo 44. dos maus instintos. O reino dos céus se assemelha também a uma rede de pescar que. Aquele que se serve da ciência que recebeu dos tempos antigos. 49. vai vender tudo que possui e compra aquele campo. Significa isso que nós outros. como o tesouro. Cumpre-lhe. das nossas faculdades. achando uma de alto preço. — 45. se é que se pode estabelecer comparação entre sentimentos de naturezas tão diversas. que o homem encontra.

. 8. 10. — Apocalipse. 7. 3º. — Provérbios. 14. 1. 8º. 4.246 (94) Filipenses. 15. 55º. 3º. 1º. e 19. 18. — Isaías. 3º.

53 ao 58. para Jesus. versículo 1. de José. para lhes poupar o remorso da falta em que incorriam. cujo valor todos temos podido verificar. E se admirava da incredulidade deles. porém. impondo-lhes as mãos. voltou Jesus para o seu país acompanhado pelos discípulos. — 6. e. lhes disse: Nenhum profeta é desestimado senão no seu país. chegando o dia de sábado. 6º. E lá ia percorrendo as aldeias dos arredores a ensinar. encerram uma reflexão filosófica. Nenhum profeta é desestimado. confirmativas destas outras que a sabedoria popular consagrou: “Ninguém é profeta na sua terra” e “santo de casa não faz milagre”. Vendo isso. tendo feito dela um dogma. os instruía nas sinagogas. 13º. ali. Nenhum profeta é desestimado sendo no seu país. na sua casa e entre seus parentes MATEUS: capítulo 13º. O que houve foi. versículo 53. os espíritas. Jesus. Verifica-se assim que não houve. Jesus era filho de Maria e de José. — 4. foi porque grande era a incredulidade. crença que a Igreja Romana continua a sustentar. de Judas e de Simão? E suas irmãs não estão aqui entre nós? E se escandalizavam dele. admirando-se da sua doutrina. senão no seu país. E não fez lá muitos milagres por causa da Incredulidade deles. Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria e Tiago. Jesus. porém. 1 ao 6. Não é ele o carpinteiro filho de Maria e irmão de Tiago. Assim era que dele se escandalizavam. diziam: Donde lhe vieram todas estas coisas? Que sabedoria é essa que lhe foi dada? Como é que suas mãos obram tais maravilhas? — 3. hoje. a cegueira voluntária dos que o cercavam. Dali saindo. Quanto ao não haver Jesus. eles diziam: Donde lhe vieram esta sabedoria e estes milagres? — 55. acerca da origem espírita de Jesus. tomados de admiração. dominando-lhes a resistência. firmada no milagre. A obstinação os levaria a fechar os olhos. voltando ao seu país. o Mestre que. de sorte que. impossibilidade de operar “milagres” naquela ocasião e naquele lugar. de sua parte. — 54. não quis vencer a oposição que à sua influência levantavam encarnados e desencarnados. e muitos dos que o ouviam. Jesus partiu dali. E suas irmãs não vivem todas entre nós? Donde então lhe vêm todas estas coisas? — 57. na sua casa e entre seus parentes. MARCOS: capítulo 6º. — 5. (95) No parecer dos homens. José. — 2. na sua casa e entre os seus parentes. pela doçura do seu coração. feito milagres. E. das condições em que se deu o seu aparecimento na Terra e da sua genealogia espiritual. Tendo acabado de dizer essas parábolas.247 90 MATEUS. lhes disse: Nenhum profeta é desestimado senão no seu país e na sua casa. Convindo em que essa crença tenha sido necessária naquelas prístinas épocas. para não verem a luz. . Simão e Judas seus irmãos? — 56. jamais provocou a revolta de qualquer Espírito. — 58. apenas curou alguns poucos doentes. começou a ensinar na sinagoga. nós outros. não podemos sobrepô-la à verdade que nos trouxe a nova revelação. — Essas palavras. E não pôde fazer lá nenhum milagre. o que os tornaria mais culpados e passíveis de maiores castigos. — MARCOS.

44.248 “ausência de vontade”. 7. pela imposição das mãos. — JOÃO. (95) Isaías. 16. 24. 6º. . sempre operou algumas curas. para lhes não aumentar o grau da culpabilidade. 49º. 4º. Nada obstante. 42. 4º. — LUCAS. Ele se forrou a exercer a sua autoridade incontestável sobre os Espíritos que se lhe opunham à ação. 23º.

Ela. que considerava João um profeta. — 16. pusera-o a ferros e o metera na prisão. o rei Herodes ouviu falar de Jesus. e fazia muitas coisas aconselhando-se com ele e o escutava de boamente. Os discípulos de João vieram. — 10. — LUCAS. o do aniversário de Herodes. E a cabeça de João foi trazida num prato e dada à moça. visto que Herodes temia a João por saber que era um varão justo e santo. diziam: É Elias. — 19. — 22. — 21. e ele disse a seus servos: Esse é João Batista. Herodes mandara prender a João. bem como no de todos quantos se achavam à mesa. desejosa de fazêlo morrer. Tendo ordenado a um dos da sua guarda que trouxesse a cabeça de João Batista num prato. — 26. 6º. disse: Dá-me. aos tribunos e aos maiorais da Galiléia. por causa do juramento que fizera e dos que com ele estavam à mesa. mandou que lha dessem. não obstante ser ela mulher de Filipe. industriada de antemão por sua mãe.249 91 MATEUS. MARCOS: capítulo 6º. mas. a filha de Herodíades dançou diante dele e lhe agradou. no qual este ofereceu um banquete aos grandes de sua corte. Herodes queria dar-lhe a morte. versículo 1. quando saiu. 3º. Herodíades sempre lhe armava ciladas. Desde então. dizendo: Quero que neste mesmo instante me dês num prato a cabeça de João Batista. Ouvindo isso. tanto que ele prometeu sob juramento dar-lhe tudo o que pedisse. pois. todavia. daí vem o fazeremse por seu intermédio tantos milagres. Esse pedido muito aborreceu ao rei. 19 ao 20 e 9º. 14 ao 29. é o próprio João que ressuscitou dentre os mortos. ainda que seja a metade do meu reino. Afinal. no dia do aniversário de Herodes. que ele lhe disse: Pede-me o que quiseres e eu te darei. cuja nomeada se espalhara muito. — MARCOS. — 3. não quis desatendê-la. Porém. É que João lhe dizia: Não te é permitido tê-la por mulher. porém. — 9. aqui mesmo. dançou diante de Herodes e de tal modo lhe caiu no agrado. Ela se deu pressa em voltar à sala onde estava o rei e fez o seu pedido. mulher de seu Irmão. O rei se aborreceu com esse pedido. Herodes. 7 ao 9. — 24. que. por causa de Herodíades. versículo 14. confirmam a crença dos Hebreus na reencarnação MATEUS: capítulo 14º. o sepultaram e foram comunicar tudo isso a Jesus.A filha de Herodíades teve entrada. o pusera a ferros e metera na prisão por causa dela. chegou um dia favorável. ditas com relação a Jesus. outros: É um profeta igual a um dos profetas. Ao mesmo tempo ordenou que a João Batista cortassem a cabeça na prisão. a cabeça de João Batista. 14º. — 6. — 5. perguntou à mãe: Que é o que pedirei? Sua mãe lhe respondeu: A cabeça de João Batista. que a levou à sua mãe. — 4. 1 ao 12. o que me pedires eu te darei. Outros. porque João lhe dizia: Não te é permitido ter por mulher a mulher de teu irmão. Guardava-o. — 12. — 27. e dizia: João Batista ressuscitou dentre os mortos. Ela. — 25. mandara prender João. jurando: Sim. disse Herodes: Este homem é João a quem mandei cortar a cabeça e que ressuscitou dentre os mortos. num prato. — palavras que. E acrescentou. — 8. daí vem que tantos milagres se operam por seu intermédio. o que não conseguia. mas temia o povo. — 2. Morte de João Batista. — 15. — 18. carregaram-lhe o corpo. A esse tempo chegou aos ouvidos do tetrarca Herodes a fama de Jesus. tendo desposado Herodíades. — 23. — 7. irmão dele. Ora. por causa do juramento que fizera e dos que com ele se achavam à mesa. o . — 20. — 11. — 17.

5º. Sabendo do ocorrido. deu-a à moça e esta a deu à sua mãe. as quais se completam umas pelas outras. os quais. suficientemente explanadas se acham nas narrativas dos três Evangelistas. que ressurgiu. é João Batista. 16.250 guarda foi ao cárcere e ai degolou João. — João Batista ressuscitou dentre os mortos. — 29. é Elias que voltou. tendo ouvido de João uma censura por causa de Herodíades. os homens não poderiam ter a Jesus como sendo ou Elias. que voltara a viver na Terra. reencarnara naquele corpo que. trouxe a sua cabeça num prato. ou algum dos antigos profetas. quem é este? — Este homem é João Batista a quem mandei cortar a cabeça. conforme então acreditavam. confirmam a existência. quem é este de quem ouço dizer tais coisas? E procurava vê-lo. levaram-lhe o corpo e o puseram num sepulcro. Herodes. passavam por ser o pai e a mãe do Salvador. quer de um dos antigos profetas. da crença popular na reencarnação. que o rumor público levara Herodes a proferir: Pois que mandei cortar a cabeça a João Batista. Quanto à morte de João Batista e às particularidades que lhe são relativas. 21. quer de João. 18º. mulher do Irmão de Herodes. 20º. outros que Elias voltara. o tetrarca. (96) Levítico. entre os Hebreus. versículo 19. juntou a todos os seus crimes o de meter a João num cárcere. o tetrarca. era obra humana de José e de Maria. que ressuscitou dentre os mortos. Herodes dizia: Pois que mandei degolar a João. e por causa de todos os males que fizera. não sabia o que pensar. Herodes. como sabemos. que João ressuscitara dentre os mortos. LUCAS: capítulo 3º. 2. ou Espírito. . bem como estas outras. pois uns diziam: — 8. 7º. (96) Ditas e repetidas como sendo o que a voz pública afirmava com relação a Jesus. — 9. 3. LUCAS: capítulo 9º versículo 7. — 28. — Ester. os discípulos de João vieram. quer de Elias. senão admitindo que a alma. estas palavras: Elias. ou João Batista. — 20. tendo ouvido falar de tudo o que Jesus fazia. 6. Efetivamente. enquanto outros afirmavam que um dos antigos profetas ressuscitara. é um dos antigos profetas.

Ë que eram tantos os que iam e vinham que eles não tinham tempo para comer. Ao saber disso. — 22. versículo 13. 10 ao 17. E Jesus. 9º. E como já se fizesse tarde. dai-lhes vós mesmos de comer. — 42. — 20. 30 ao 45. Jesus. Ouvindo a narração que lhe fizeram os discípulos de João. — 37. Jesus ordenou aos discípulos que tomassem a barca e passassem para a outra margem do lago antes dele. MARCOS: capítulo 6º. o povo deixou as cidades e o foi seguindo a pé. Ora. Jesus mandou que os discípulos tomassem de novo a barca. Disse-lhes ele: Trazei-mos. — 39. lhes disse: Não é necessário que se afastem daqui. — 31. 13 ao 22. — 43. disseram eles: Cinco pães e dois peixes. ficaram saciados e ainda levaram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram. uns de cem pessoas outros de cinqüenta. Jesus perguntou: Quantos pães tendes? Ide e vede. curou os doentes. Em seguida. retiraram-se para um lugar deserto. 14º. os apóstolos. Todos se assentaram formando diversos ranchos. — 34. Multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes MATEUS: capítulo 14º. manda-os embora. Quando ele saltou em terra. — 14. manda-os embora. Os discípulos replicaram: Não temos mais que cinco pães e dois peixes. vendo Jesus grande multidão. Feito isso. grande multidão acorreu a pé de todas as cidades e chegou antes deles. Mas. — 19. — 36. para uma barca. Respondendo. passassem para a outra margem do lago em direção a Betsaida. — MARCOS. olhando para o céu. e começou a ensinar-lhe muitas coisas. partiu e deu aos discípulos. Todos comeram. — 15. — 32. que os passaram ao povo. reunindo-se em torno de Jesus. — LUCAS. Como caísse a tarde. pois era como rebanho que não tem pastor. viu grande multidão e. Eles replicaram: Aonde iremos comprar por duzentos denários pães que bastem para lhes darmos de comer? — 38. sem contar as mulheres e as crianças. abençoou e partiu os pães e os entregou aos discípulos para que os pusessem diante do povo. os abençoou. tomando os cinco pães e os dois peixes e olhando para o céu. a fim de que vão às cidades e aos povoados dos arredores comprar o que comer. E ainda levaram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe que haviam sobrado. Jesus então lhes ordenou que fizessem o povo sentar-se em ranchos na relva. tomou os cinco pães e os dois peixes e. — 45. — 41. — 40. os que comeram eram em número de cinco mil. muitos. compadecendose dela. pois. tendo-os visto partir e muitos tendo sido informados da partida. Subindo. — 18. Ora. Jesus partiu numa barca e se retirou secretamente para um lugar deserto. — 35. versículo 30. disse Jesus: Dai-lhes vós mesmos de comer. — 33. Todos comeram e ficaram fartos. a fim de aí repousardes um pouco. 6º. dela se compadeceu. retiremo-nos para um lugar deserto. Em seguida mandou que a multidão se assentasse na relva. os discípulos se aproximaram dele e lhe disseram: Este lugar é deserto e a hora já vai adiantada. não obstante serem em número de cinco mil os que comeram.251 92 MATEUS. que ficava despedindo o povo. a fim de que vão às aldeias comprar o que comer. os discípulos se aproximaram e lhe disseram: Este lugar é deserto e a hora já vai adiantada. — 17. — 16. E ele lhes disse: Vinde. Ao saltar da barca. — 21. enquanto Ele ficava despedindo o povo. lhe deram conta de tudo que haviam feito e ensinado. repartiu assim também os dois peixes com todos. — 44. Depois de o verificarem. . porém.

para serem abaladas aquelas criaturas materiais. Para os apóstolos. Comendo-os com o sabor e a consistência que deviam ter. porém. para que. atuava sobre os Espíritos. um efeito físico se produzisse. levando-os consigo. Todos comeram. Assim foi que conseguiu.252 LUCAS: capítulo 9º. cessassem todas as exigências do estômago. Não há nisso o que cause espanto. porém. em que Jesus dividiu os cinco pães e os dois peixes. os doze vieram a ele e lhe disseram: Manda embora esta gente. Os sonâmbulos magnéticos não tomam a água. Eram cerca de cinco mil pessoas. as causas e os meios ocultos que o produziram. Aliás. que todos se saciaram. levantou os olhos ao céu e os abençoou. os apóstolos relataram a Jesus tudo que haviam feito e Jesus. Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes. multiplicar a diminuta quantidade de alimentos que os discípulos tinham ao seu dispor e desse modo satisfazer às necessidades da multidão que o rodeava. reparadores e fortificantes. para que a multidão ficasse saciada. como o dia começasse a declinar. o que se passou: tendo nas mãos os pães e os peixes. Informadas disso. nem o que justifique se considere impossível o fato. bastaria que Jesus o quisesse. o vinho. (97) Jesus. pois não temos mais do que cinco pães e dois peixes. todos o consideraram um milagre. — 12. Os discípulos obedeceram e fizeram que todos se sentassem. a multidão estava certa de que comia sempre porções dos alimentos que o divino Mestre subdividia. mediante transportes e pelo emprego de fluídos apropriados. — 17. da mesma forma que bastava o seu querer. recebendo-as. — 14. depois os partiu e entregou aos discípulos para que os distribuíssem pela multidão. conforme ainda o consideram os que se conservam estranhos à nova revelação. dispunha do poder de atrair os fluídos de que precisava e. que pressurosamente lhe obedeciam. foi. Era mister. entrou a falar-lhes do reino de Deus e a curar os que precisavam ser curados. esse o fato que às vistas de todos se verificou. Ao que eles replicaram: Só se formos nós mesmos comprar comida para todo este povo. — 11. para que se operassem as curas dos doentes. Ora. se retirou para um lugar deserto próximo de Betsaida. Eis. Preparados com fluídos próprios à sua produção ordinária. aqueles alimentos adquiriram as necessárias propriedades nutritivas. pela sua potente vontade. versículo 10. multiplicados ao infinito. — 13. as turbas o seguiram e Jesus. como já tivemos ocasião de ver. como se produziu. com os pedaços. ou qualquer . Teria sido bastante que reunisse em torno dela os fluídos convenientes. Como ignorassem a origem. De volta. Mas Jesus lhes disse: Dai-lhes vós mesmos de comer. Isso foi o que todos viram. que. os discípulos e a multidão. ficaram saciados e ainda encheram doze cestos com os pedaços que sobraram. aspirados esses fluídos. de sorte que em porções mínimas saciavam a maior fome. Jesus os envolvia em fluídos apropriados à produção de tais alimentos e. dando a esses fluídos as formas e o sabor de peixes e de pães. os tornava visíveis e tangíveis e substituía os pedaços que ia retirando dos pães e dos peixes que os discípulos lhe haviam entregado. pois estamos num lugar deserto. Disse então Jesus aos discípulos: Fazei que se assentem divididos em grupos de cinqüenta — 15. a fim de que vá procurar alojamento e o que comer nas granjas e aldeias dos arredores. — 16.

que a nós outros já nenhuma dúvida pode oferecer. apenas. Tanto quanto a multiplicação dos pães e dos peixes. o que nesse terreno não poderia fazer Jesus. 2 e 5. pois. tornados por assim dizer vulgares entre os pesquisadores dos fenômenos psíquicos. a portas e janelas fechadas. mas. 42. como sendo o que se lhes diga que são. sem que alguém possa dizer por onde penetraram ali. para os que nada sabem da Doutrina Espírita e se lhe conservam alheios. será suficiente nos lembremos dos casos de transporte. flores e outros objetos. . 1. — JOÃO. (97) 4º Reis. 4º. 6º. pela ação da sua vontade potentíssima e tendo a secundá-lo inumeráveis falanges de Espíritos superiores? Além disso. para que nenhuma estranheza nos cause o fenômeno de que vimos tratando. fenômenos pelos quais são trazidos ao compartimento onde os experimentadores se reúnem. são milagrosos esses fatos. tudo em virtude da influência espírita a se exercer no homem por intermédio de um magnetizador humano? Que é.253 alimento.

veio ter com eles. E Jesus lhe disse: Vem. porém. Nada de mais singular ou estranhável apresenta este fenômeno.254 93 MATEUS. — 51. Assim que subiram para a barca. os que estavam na barca se aproximaram dele e o adoraram. e Jesus estava só. — 49. deslizar sobre as águas. do que qualquer dos outros que o divino Mestre operou e que foram tidos por “milagres”. lá se achava ele só. que Ele era sempre um Espírito livre. Ato continuo. a barca era impelida de um lado para outro pelas ondas no meio do mar. Ele logo falou. em grau elevadíssimo. Vendo que seus discípulos tinham grande dificuldade em remar. o que chamamos médium de efeitos físicos. — 30. bradou: Senhor. salva-me! — 31. e Pedro. dizendo: Tranqüilizai-vos. nada temais. com um corpo fluídico. pela ação exclusiva da sua vontade. se puseram a gritar. pode atravessar os ares. Jesus e Pedro caminham por sobre o mar MATEUS: capítulo 14º. E tanto mais facilmente compreensível este se torna. desde que o viram caminhando sobre o mar. de forma e aparência humanas. Jesus lhes falou assim: Tende confiança. 46 ao 52. pois que todos o viram e ficaram apavorados. para o fenômeno . por lhes ser contrário o vento. manda que eu vá ao teu encontro caminhando sobre as águas. — 24. dizendo: És verdadeiramente o filho de Deus. Mas. como os nossos. é que seus corações estavam cegos. e eles ainda mais espantados ficaram. Então. (98) Jesus e Pedro caminham sobre o mar. por que duvidaste? — 32. dandolhe as condições etéreas das formas puramente espirituais. Quanto ao fato de também Pedro haver podido andar sobre o mar. — 47. o segurou e lhe disse: Homem de pouca fé. Ao cair da noite. Logo. desde que consideremos que Jesus não se achava revestido de um corpo material humano. Depois de haver despedido o povo. antes. sou eu. sem envoltório corporal terreno. caminhando por sobre o mar. sem que qualquer obstáculo o detenha. MARCOS: capítulo 6º. 14º. Jesus veio ter com eles. se és tu. Ao vê-lo andando sobre o mar. e. — 48. na quarta vigília da noite. nada temais. caminhando sobre o mar. Tendo despedido o povo. ao cair a noite. supuseram ser um fantasma e começaram a gritar. por volta da quarta vigília da noite. assim como o Espírito livre. ao qual. porém. 6º. e como começasse a submergir-se. — MARCOS. de natureza perispirítica. apavorados. teve medo. Jesus. — 52. — 27. cessou o vento. — 33. Mas. sou eu. próprio. em terra. versículo 46. 25. Ora. igualmente pode caminhar. subiu a um monte para orar. versículo 23. a barca se achava no meio do mar. 23 ao 33. e queria passar-lhes adiante. Eles. Entretanto. estendendo-lhe a mão. Pedro lhe respondeu: Senhor. ou. vendo que o vento estava forte. portanto. andou sobre a água em direção a Jesus. — 29. visto que não tinham compreendido a multiplicação dos pães. pois o vento era contrário. — 50. descendo da barca. para o compreendermos. Jesus. basta nos lembremos de que ele era. privava das características humanas. — 26. eles se turbaram e diziam: É um fantasma e. Subiu para a barca onde eles estavam e o vento cessou. — 28. subiu a um monte para orar.

ou de natureza semelhante. nada pesquisar. libertar-se das correntes com que o ataram na prisão. mais tarde. E este foi o fenômeno que com ele se produziu. 8. Os que o fizerem de ânimo desprevenido e com o desejo sincero de encontrar a verdade perceberão que eles são simples efeitos da ação de uma lei ainda desconhecida. nem para que nos preocupemos com os que dizem não serem satisfatórias as explicações que deles dá a Doutrina Espírita. como se estivesse andando sobre terreno sólido. examinados e analisados por quem os queira compreender. entretanto. 7. 15. foi que ele também conseguiu. preferem nada ver. 16 e 70. 1º. ou mal conhecida na sua essência e no seu mecanismo. tão copiosos nas narrativas evangélicas. Utilizando-se dos fluídos de que dispunha. — Atos.255 da levitação. — Romanos. por possuir aquela faculdade mediúnica.) Razão não há para que aqui discutamos os fatos desta. Que os sábios. auxiliado pelos Espíritos prepostos. Trata-se de fatos que ora se tornaram freqüentes e que podem ser presenciados. que pretendem tudo saber. versículos 6 e 7. de modo a lhe tornar possível avançar por cima da superfície líquida. 1º. de que era possuidor. Graças ainda a essa mediunidade de efeitos físicos. 2º. — JOÃO. Tal o invariável critério que revelam (98) Job. 9º. capítulo 12º. 37. . 49. — Salmos. 6º. como se efetivamente já tudo soubessem. nada observar. (Atos dos Apóstolos. os Espíritos prepostos o mantiveram suspenso sobre as águas. para tudo negarem. 4. os observem devidamente e expliquem de outra forma. Eles. 8º. se o puderem.

os quais eram dirigidos para o organismo do doente. Assim que desembarcaram. resultou da ação da vontade daquele que exercia poder soberano sobre os elementos etéreos. vieram à terra de Genesaré onde aportaram. a propósito de outros casos deste gênero. 12. — 54. e todos os que nelas tocavam se curavam. versículo 84. fato que. Em qualquer lugar que entrasse. vieram eles à terra de Genesaré. Curas operadas pelo contacto com as vestes de Jesus MATEUS: capítulo 14º. MARCOS: capítulo 6º. para onde quer que ouviam dizer que ele estava. podemos imaginar quais fossem os que era capaz de produzir o magnetismo espiritual. reconhecendo-os. Já entre nós existem médiuns que curam quase instantaneamente.256 94 MATEUS. devido à ignorância das causas e dos efeitos. A cura. — 55. Os doentes se curaram todos. — 36. os do lugar espalharam a notícia por todo o país e lhe apresentaram todos os doentes. sob aquela ação. e todos os que as tocaram ficaram sãos. — MARCOS. — 56. outros que só com a sua presença obtêm curas admiráveis e fatos já se têm verificado de o médium obter efeitos surpreendentes com o só olhar. O tocar-lhe nas vestes. pela ação magnética que exercia. não por terem tocado na fímbria das vestes do Senhor. ou cidade. os homens de então tinham por necessário para que o “milagre” se operasse. 19º. neste caso. e lhe pediam que os deixasse apenas tocar na fimbria de suas vestes. burgo. Transmitiram a notícia a todo o país e começaram a trazer de todos os lados os doentes em seus leitos. como em todos os demais. Tendo atravessado o lago. versículo 53. dos fluídos apropriados a cada espécie de doença. os habitantes do lugar reconheceram a Jesus. por isso mesmo. e. (99) Atos. 6º. mas pela ação da sua vontade poderosa. a grandeza do poder magnético de que Jesus dispunha. 34 ao 36. punham os doentes nas praças públicas e pediam lhes fosse permitido apenas tocar a fimbria de suas vestes. 53 ao 56. (99) Já temos visto. aldeia. por meio de passes magnéticos. pela emissão que fazia de si. manejado por um Espírito. qual o de Nosso Senhor Jesus Cristo. Pelos resultados que já alcançamos ou observamos com o magnetismo humano. 14º. — 35. Tendo atravessado o lago. porém. . lhes era indispensável. não passava de um meio material que.

aproximando-se. satisfaz à lei. Então. as maledicências. Mãos não lavadas. — 16. Por que transgridem teus discípulos a tradição dos antigos. versículo 1. 1 ao 23. comer sem ter lavado as mãos. os jarros. se um cego se faz guia de outro cego. os roubos. não lavando as mãos antes de comer? — 3. e. guardando a tradição dos antigos. pois. os discípulos. — 5. “Honra a teu pai e a tua mãe”. em seguida.257 95 MATEUS. pois. Alguns escribas e fariseus vindos de Jerusalém foram ter com Jesus. pois os fariseus e os Judeus não comem sem terem lavado as mãos muitas vezes. deixe de honrar a seu pai e a sua mãe. bem profetizou de vós Isaías. pois que do coração vêm os maus pensamentos. disse: Ouvi e compreendei: — 11. dizendo: 8. — Escândalo a desprezar. Mas o que sai da boca vem do coração e é o que mancha o homem. hipócritas. Vós. 7º. — 20. — 7. MARCOS: capítulo 7º. Não é o que lhe entra pela boca o que suja o homem. tendo muitos outros costumes mais. cuja observância lhes foi transmitida pela tradição e eles conservam. mas. pois. Ë. são cegos a conduzir cegos. 15º. as blasfêmias. — 6. os fariseus e os escribas: Por que não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos. — 4. conforme está escrito: “Este povo me honra com os lábios. — 7. E chamando para perto de si a multidão. os censuraram. mas o seu coração está longe de mim. se aproximaram de Jesus e lhe disseram: — 2. — 9. — 2. não o torna impuro. como o de lavarem os copos. Ele respondeu: Toda a planta que meu pai celestial não plantou será arrancada pela raiz. os falsos testemunhos. é em vão que me honram ensinando doutrinas e mandamentos dos homens” — 8. Disse então Pedro: Explica-nos essa nova parábola. o torna impuro. Jesus respondeu: Bem profetizou Isaías a vosso respeito. os homicídios. tendo visto seus discípulos tomarem a refeição com as mãos impuras. sem as terem lavado. os adultérios. lhe disseram: Sabes que os fariseus. — 3. deixando de lado o mandamento de Deus. comendo sem terem lavado as mãos? — 6. que o torna impuro MATEUS: capítulo 15º. Tornastes assim nulo o mandamento de Deus pela vossa tradição. — 10. Deixai-os. Jesus lhe replicou: Também vós ainda sois tão baldos de inteligência? — 17. — Guias cegos. — Tradições humanas. mas o seu coração está longe de mim. 1 ao 20. Hipócritas. observais . — 12. em vão que me honram ensinando doutrinas e mandamentos dos homens”. cairão ambos no fosso. se escandalizaram? 13. — MARCOS. Então alguns escribas e fariseus. Estas as coisas que mancham o homem. dizeis: Quem quer que haja dito a seu pai ou a sua mãe: “Tudo que ofereço a Deus vos é útil”. — 5. isto é. embora. ouvindo o que acabaste de dizer. versículo 1. — O que vem do coração é que suja o homem. ora. as fornicações. que tinham vindo de Jerusalém. Perguntaram-lhe. e: “Seja punido de morte aquele que houver ultrajado a seu pai ou sua mãe”. Respondeu-lhes ele: E por que transgredis vós os mandamentos de Deus em obediência & vossa tradição? Deus disse: — 4. os vasos de bronze e os leitos. — 15. Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce ao ventre e é em seguida lançado em lugar escuso’ — 18. E quando voltam da praça pública não comem sem se haverem banhado. — 14. — Verdadeira impureza. — 19. “Este povo me honra com os lábios. porém.

lavando os jarros e os cálices e fazendo muitas outras coisas semelhantes. foram as tradições. aditados às leis reais. — 12. isto é. mãe de todas as virtudes. que em nada concorrem para nos preservar de tudo o que nos possa macular. E lhes dizia: Anulais totalmente o mandamento de Deus. Chamando novamente o povo para perto de si. a blasfêmia. tornar impuro. constituindo as tradições. desprezá-las. também há a tradição dos . o orgulho. Os costumes. reveladas aos Hebreus por Moisés. — 9. quase sempre de pura invenção humana. de mútuo auxilio. fazendo o mesmo que fizeram os de outrora. fora do homem. — 11. Guardemo-nos dos maus pensamentos. das palavras e ações más. portanto. Assim. — 23. que. convertendo-se também àquela lei. prescrições. ele satisfaz à lei. para os que se dizem cristãos. Nada há do que existe fora do homem que. pois de dentro dos corações dos homens é que saem os maus pensamentos. vós dizeis: Se um homem diz a seu pai ou a sua mãe: “Tudo o que ofereço a Deus vos é “útil”. As palavras que sobre estas Jesus dirigiu aos fariseus ainda em nossos dias têm toda aplicação. Dia virá em que serão forçados a abandonar todas as tradições de que se dizem respeitosos. e: Seja punido de morte aquele que houver ultrajado a seu pai ou sua mãe. — 10. — 21. o Cristianismo do Cristo. — 22. de olvido das ofensas. com relação ao enviado de Deus. a inveja. Com efeito. tornar impuro. Se alguém tiver ouvido. as fornicações. são práticas que não encontramos. é que constituíam a tradição dos antigos. — 18. o que sai da boca do homem é que o suja e torna impuro. e ele lhes disse: Tão pouco inteligentes ainda sois? Não compreendeis que tudo o que está fora do homem. Logo que. igualmente. entrando nele.258 com cuidado a tradição dos homens. entrando nele. com singeleza. de ouvir’ que ouça. as avarezas. donde as fezes da alimentação têm que ser expelidas e lançadas no lugar secreto? — 20. as felonias. Escutai-me e compreendei: Nada há. as iniqüidades. os homicídios. Todos estes males vêm de dentro do coração do homem e o mancham. os desregramentos. aconselhadas pelo Divino Mestre. Devemos. — 19. se vê por toda parte. que o torna impuro. ou seja: às leis divinas. que vós mesmos estabelecestes e deste modo fazeis muitas outras coisas semelhantes. apartando-se do povo. que nos injuriem e ridiculizem. as doutrinas. com simplicidade. o possa manchar. que deturparam a lei de amor. para observarmos. que Jesus pregou e exemplificou. Revogais assim a palavra de Deus pela tradição. E lhe permitis que não faça mais coisa alguma por seu pai ou sua mãe. o possa manchar. a impudicícia. preceitos e mandamentos de origem humana. o que sai do homem é que o mancha e torna impuro. os adultérios. para guardardes a vossa tradição. E acrescentava: O que macula o homem é o que sai do próprio homem. pois que nada disso lhe entra no coração e sim desce ao ventre. — 16. entrou em casa. os roubos. Hoje. — 13. O que. tornar impuro. deixando que se escandalizem os orgulhosos fariseus de nossos dias. não o pode sujar. disse: Ouvi-me vós todos e compreendei: — 15. seus discípulos lhe perguntaram o que queria dizer aquela parábola. Não é o que entra pela boca do homem o que suja. (100) Também nós devemos desconfiar das tradições. — 17. entrando nele. onde quer que seja. de perdão. enquanto que Moisés disse: Honrai a vosso pai e a vossa mãe. que para a nossa salvação é o que importa e não as tradições. — 14.

os quais. — 1ª Epístola aos . 31. 14. 15. alterando. agiu humanamente. contida na palavra do Mestre. um dia. O que Jesus disse dos escribas e fariseus daquela época se aplica inteiramente aos de hoje. esquecerá todos os chocalhos que a Igreja oferece à infância. também agora. 12. em prosseguir por um caminho desviado da verdade? É que a Igreja. espiritual. 2. 1º. — Ezequiel. de caridade e fraternidade. (100) Êxodo. — a Tito. ainda insistam. isto é. seguida pelos Hebreus. — Romanos. o fundamento da Nova Revelação.259 antigos. 23º. que representa o Cristo. acerca das práticas materiais. à prática do jejum material e das privações corporais. os que chamaram a si a sucessão dos Apóstolos e se declararam infalíveis. 2º. esclarecido. na palavra evangélica que. pelos Espíritos do Senhor. 33º. como se pudesse abençoar e perdoar ao homem. evangelicamente revelada. Os séculos passaram. regenerado. — Colossenses. 2. 29º. 1. o que quer dizer — em vão. complemento e sanção da verdade. à natureza destes. preceitos. Aproxima-se. que a veio explicar em espírito e verdade. pelo seu espírito reacionário e mesmo retrógrado. o Espírito da Verdade. lançando mão de leis materiais. depois da explicação que Jesus. arrancando desse modo toda planta que o Pai celestial não plantara. de justiça. — Efésios. — Provérbios. O espírito humano. empunhará francamente as armas do Cristo e entrará na liça. passados dezenove séculos. 15º. em plena virilidade. 14. 14º. velada pela letra. como se Deus pudesse admitir a pureza exterior. enquanto foi necessário. em substituição da letra que mata. 20º. de amor. assim como Jesus veio combater e eliminar a tradição dos antigos. falseando. prescrições e mandamentos de cunho humano. Ora. repelindo a nova revelação. 13. trazendo cada um o seu contingente de civilização. seja contrário à lei divina. quando vê que este amaldiçoa e se vinga! O ensino de Jesus mostra que todos os preceitos relativos aos alimentos. 18. sendo humana. — JOÃO. que os homens instituíram. de tudo o que. 22. a lei divina. falta essa que agravou pela sua inércia. honram À Deus com os lábios. arrancando igualmente as plantas que o Pai celestial não plantou. Só a Igreja se obstina em manter sobre os homens o véu com que lhes cobre as inteligências. — Timóteo. porém. para dominar a matéria. 14º. presentemente. deu aos apóstolos. vem. se debate por lhe fugir às peias. pela revelação nova. só ela persiste em perpetuar a infância da Humanidade. quando o coração está sujo. a quem só há um jejum agradável: o jejum moral. a hora da libertação. e obstar ao desenvolvimento das inteligências que. compreenderiam que ela se transviara. 5. de progresso. destituídos de utilldade e proveito para o próximo. — Isaías. como se pudesse aceitar o culto dos lábios. respondendo a Pedro. quando esta. Como se explica que. na época julgada própria pelo Senhor para o advento do Espírito que vivifica. formada pelas doutrinas. são vãs e inúteis aos olhos de Deus. combater e suprimir tudo o que a tradição acrescentou à lei. ensinando doutrinas e mandamentos humanos. com os seus acrescentamentos. do contrário. nos pensamentos. que o divino Pastor recomendou às suas ovelhas e que consiste na abstenção de tudo o que seja mal. constitui a base. vendo que o coração se conserva frio. 22. deturpando. de luz. nas palavras e nos atos. 6º. a bem das suas necessidades e interesses.

12. .260 Coríntios. 3º. 11.

que lhe vem concluir a obra. aproximando-se. (101) Nesta passagem dos Evangelhos. Jesus se retirou para os lados de Tiro e de Sidônia. 24 ao 30. Jesus. Dali partindo foi Jesus para os confins de Tiro e de Sidônia. 7º. Ela. Ele então disse: Vai. 15º. tem piedade de mim. E no mesmo instante lhe ficou a filha curada. E uma mulher cananeana. Partindo daí. embora nem sempre o seja em condições que os nossos sentidos grosseiros logrem apreciar no momento. achando-se esta deitada no leito. a família divina. por isso que uma mulher. Disse então Jesus: Mulher. em particular. Jesus não lhe respondeu uma só palavra e seus discípulos. já o demônio saiu de tua filha. — 29. mas não pôde ocultar-se. entrou numa casa desejando que ninguém o soubesse. — MARCOS. mostrandolhes que. comem ao menos as migalhas das crianças. tanto que ouviu dizer achar-se ele ali. Como daí se vê. Ao regressar a casa. A mulher afinal se aproximou dele e o adorou. eles sós. — 26. as graças que imploramos de um ponto de vista humano só na eternidade produzirão seus frutos.261 96 MATEUS. que se julgam com o privilégio de formar. e também os de agora. — 26. uma apreciação se nos oferece da marcha do Cristianismo e da do Espiritismo. Suplicou-lhe que expulsasse da filha o demônio. — 25. — 23. filho de David. lhe bradou: Senhor. versículo 24. os Judeus. Ele lhe respondeu: Não convém pegar do pão dos filhos e dê-lo aos cães. senão a fé viva de que se achava possuída. Jesus lhe disse: Deixa que primeiro se saciem os filhos. mas os cãezinhos comem ao menos as migalhas que caem das mesas de seus amos. porém. — 27. vindo dessa região. entrou e se lhe prostrou aos pés. — 28. de ser os únicos verdadeiros filhos do Pai celestial. — 28. . — 30. por efeito do que acabas de dizer. pois não se deve tomar do pão dos filhos para dá-lo aos cães. verificou ela que o demônio saira de sua filha. Que fora o que impelira a mulher cananeana a apelar para o Mestre. respondeu: É verdade. mas os cãezinhos. Replicou-lhe ela: Sim. cuja filha se achava possessa de um Espírito impuro. por muito afastada a criatura das crenças cristãs. debaixo da mesa. que. MARCOS: capítulo 7º. socorre-me. Senhor. 21 ao 28. O episódio de que tratamos constituiu uma lição de que necessitavam os homens daquela época e. que era e é todo amor e caridade. não repeliu verdadeiramente aquela mulher. a fim de que se vá embora. nem lhe falou daquele modo por não pertencer ela ànação judia. Fê-lo para dar uma lição aos homens. a confiança sem limites que Ele lhe inspirava? O que daí podemos e devemos concluir logicamente é que obteremos tudo o que pedirmos com fé e perseverança. grande é a tua fé: seja-te feito como desejas. — 27. a fé em Deus pode operar o “milagre” que lhe ela peça. especialmente os católicos romanos. dizendo: Senhor. A mulher cananeana MATEUS: capítulo 15º. Muitas vezes. Senhor. lhe rogaram: Faze o que ela pede. Ela era gentia e de origem siro-fenícia. minha filha está sendo cruelmente atormentada pelo demônio. senão a confiança que depositava na sua missão divina? Quem lhe inspirou a resposta que deu ao Senhor. — 22. Ele respondeu: Não fui mandado senão para as ovelhas perdidas da casa de Israel. pois vem gritando no nosso encalço. versículo 21. — 25. — 24.

os únicos filhos verdadeiros. os escribas. nem pagãos. procuram sinceramente a verdade e se esforçam por trilhar as sendas da justiça. dos de subjugação por Espíritos inferiores. mais tarde ou mais cedo veremos dar-se. abnegação completa. absoluto esquecimento das ofensas. amor fecundo. do amor. que era o seu caso. . Todo aquele que. os homens não são nem cristãos. o mesmo que se deu outrora e se tem dado em todas as épocas: serem queimados no fogo do remorso e passarem pelas torturas e sofrimentos morais. 13º. que nos tempos hodiernos repelem a revelação nova. os espíritas. ter a coragem das nossas opiniões e dos nossos atos. 3º. os fariseus e os príncipes dos sacerdotes. pelo só fato de o sermos. 15º. e se convencerem. das verdades reveladas e exemplificadas pelo Divino Cordeiro Imaculado. — Romanos. 25. (101) Atos. 26. os materialistas. se esforce por caminhar nas veredas do Senhor. cabem as mesmas explicações dadas a propósito de outros casos análogos. Aos olhos do Senhor. da fraternidade. tampouco podemos considerar-nos. nem judeus. que nada teme. pelas expiações. por já compreendermos melhor quais os que assim podem ser chamados. caridade sem limites. enfim. devemos distribui-lo abundantemente com os “cãezinhos” que. nem católicos. agraciados com as revelações de que são portadores ao mundo os Espíritos do Senhor. nem ortodoxos. para sempre e somente condenar o que desconhecem e ignoram. Mas. para o que precisamos ter fé forte e vivaz. O pão que recebemos. por se não terem dignado de ler os autos? Quanto à cura da mulher cananeana. além de fé viva. finalmente. é filho do “pai de família”. Nós outros. Precisamos. reparações e provas correspondentes à sua obstinação no erro. da caridade. Mas. destinado aos “filhos”. nem heréticos. Procedendo desse modo. sejam quais forem suas nacionalidades e seus credos. ter cheios os nossos corações das virtudes que conduzem à perfeição. nem muçulmanos. em verdade. que se furtam ao estudo e à experiência e se constituem juizes em causa própria. em última análise. que nos importa o ridículo a que procuram lançar-nos os insensatos que. 46. Eles se dividem apenas em submissos à lei divina e em rebelados contra ela. como já repeliram a palavra do Cristo e a de seus apóstolos. 8. cumpre tenhamos. não transigindo jamais com a nossa consciência. certos de que o perdão e o benefício ocultos valem cem vezes mais do que os que se ostentam ou reclamem agradecimentos. pedirem lhes seja permitido partilhar do alimento sagrado: o “pão de vida e de verdade”. de que já tratamos. só dão atenção e apreço ao que podem explorar a bem de seus interesses materiais. com os incrédulos.262 Essa não é a doutrina ensinada e exemplificada por Jesus. para isso. que considerava e considera “filhos” todos os que. devemos desejar com ardor merecer esse título e esforçar-nos por usar dignamente dele. famintos. ou sábios orgulhosos. ativa e produtiva. A nós espíritas.

bem como a natureza dos fluídos. (102) Isaías. uma ação fluídica apropriada sobre os órgãos auditivos do homem. Trouxeram-lhe um surdo-mudo e lhe pediram que Impusesse as mãos nele. 1. quando houvessem de operar. versículo 31. 11º.263 97 MARCOS. Cura de um surdo-mudo MARCOS: capítulo 7º. que consistia em escolherem e lhes porem nas mãos fluídos apropriados. tachar de impossíveis estes fatos autênticos. foi que o Mestre procedeu da forma que o Evangelista descreve. — 32. Desde que ele começou a ouvir. lhe pôs os dedos nos ouvidos e saliva na língua. (102) O fato aqui referido tem. E cada vez mais admirados diziam: Ele tudo tem feito. Jesus a todos recomendou que nada dissessem a ninguém. — 33. 41. porque precisava ensinar a seus discípulos a maneira de concentrarem a força magnética de que dispunham e o recurso à prece. os chamados “espíritos fortes”. por Sidônia. armados da sua ignorância orgulhosa. levantando os olhos para o céu. 38º. ao mar da GaliléIa. veio Jesus. porém. a fim de alcançarem o resultado almejado. Entretanto. entrando ele a falar distintamente. tanto mais divulgavam o que viam. dos Espíritos superiores. suspirou e disse: Eph pheta. 7º. Deixando as cercanias de Tiro. Exercendo. 9º. seus efeitos e propriedades de ação sobre o organismo humano. — 37. 5 e 6. 35º. por efeito desse poder. qualificando-os de “milagres”. quando é certo que todos se enquadram na ordem da Natureza e se produzem segundo suas leis. . que desconhecem completamente o poder magnético dos Espíritos puros. Para que a cura se produzisse. — JOÃO. sua explicação no poder magnético de Jesus. como tantos outros que já estudamos. quanto mais ele o proibia. fazendo-o sair do meio da multidão e levando-o para um lado. 6. isto é: “abri-vos”. pôde igualmente falar. — 34. o divino Mestre o curou da surdez. conseguindo dos Espíritos superiores o indispensável auxílio. E. Cumpria que lhes ensinasse a utilizar-se dos diversos meios que tinham ao seu alcance. atravessando o território de Decápolis. a Jesus bastava unicamente a sua vontade. 31 ao 37. Logo se abriram os olvidos ao surdo-mudo e se lhe soltou a língua. Jesus. tem feito que os surdos ouçam e que os mudos falem. O Magnetismo prova a possibilidade de tais fatos. 33. — 35. 17º. Não venham. porqüanto a mudez era apenas conseqüência da surdez. — 36.

Jesus chamou os discípulos e lhes disse: Faz-me compaixão este povo. ficaram saciados e ainda levaram sete cestos cheios dos pedaços que sobraram. 1 ao 10. Ele ordenou ao povo que se sentasse no chão. Tendo em seguida despedido o povo. veio para as bandas de Dalmanuta. para que não desfaleçam pelo caminho. 5 e 6. — 3. Jesus. (103) Isaías. Ordenou então ao povo que se sentasse no chão e. . versículo 29. MARCOS: capítulo 8º. veio costeando o mar da Galiléia e tendo subido a um monte. coxos e muitos outros doentes que foram colocados a seus pés.264 98 MATEUS. — 30. não os quero mandar embora em jejum. — MARCOS. Todos comeram. desfalecerão pelo caminho. – 4º Reis. que há três dias está comigo e nada tem para comer. pães que bastassem para saciar a tão grande multidão? — 34. Os discípulos lhe disseram: Onde Iríamos achar. fora crianças e mulheres. — 31. que os cegos enxergavam. — 35. ficaram saciados e ainda encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. e alguns peixinhos. Multidão de doentes curados. 29 ao 39. pois que alguns vieram de longe. Jesus chamou os discípulos e lhes disse: — 2. — 39. sendo de novo muito numerosa a multidão e não tendo o que comer. (103) Os fatos aqui narrados são apenas a reprodução de outros que antes Jesus produzira e que já os Estudamos em páginas anteriores. — 37. responderam eles. 15º. tomando os sete pães e os peixes e rendendo graças. pois há três dias está comigo e não tem o que comer. 35º. Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes! Sete. os partiu e deu aos discípulos. Os discípulos lhe responderam: Onde quem os possa fartar de pão neste deserto? — 5. Os que comeram eram cerca de quatro mil e Jesus os mandou embora. os que comeram eram em número de quatro mil. e ele a todos curou. — 38. — 4. 43. — 32. tomando os sete pães e rendendo graças. — 33. — 9. versículo 1. — 7. neste deserto. tomando uma barca com os discípulos. ao sair dali. e. lá se sentou. que por sua vez os deram ao povo. 4º. de sorte que a multidão se mostrava maravilhada por ver que os mudos falavam. cegos. Naqueles dias. Jesus perguntou: Quantos pães tendes? Eles responderam: Sete. Ele os abençoou e ordenou que do mesmo modo os distribuíssem. que os coxos andavam. — 10. Faz-me compaixão este povo. Jesus tomou uma barca e veio para os arredores de Magadã. — Multiplicação de sete pães MATEUS: capítulo 15º. — 36. 8º. Ora. Logo. os partiu e deu aos discípulos para que os distribuíssem e estes os distribuíram pelo povo. Todos comeram. e todos glorificavam ao Deus de Israel. Logo dele se acercou grande multidão onde havia mudos. — 6. 8. Tinham também alguns peixinhos. Se eu mandar que voltem para suas casas sem terem comido.

lhes disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que nenhum sinal lhe será dado. Recusa do prodígio pedido pelos Fariseus e Saduceus MATEUS: capítulo 16º. fariam como presentemente fazem os médicos. Eram tais os que foram ter com Jesus. do ponto de vista em que se colocam. nenhum lhe será dado senão o do profeta Jonas. — 3. — 4. Entretanto. versículo 1. respondeu aos fariseus e saduceus que “nenhum outro sinal seria dado àquela geração má e adúltera. diante de uma cura que consideraram impossível. 30. mas que os Espíritos efetuaram. para o tentarem. rebeldes. Não faltam os que exigem se lhes faculte observar prodígios. Jesus. Jesus. pois não reconheciam poder no Mestre para fazer o que lhe pediam. como condição para que creiam. Atualmente. 6º. MARCOS: capítulo 8º. amanhã. cegos. e reclamariam “outra coisa”. a fim de o apanharem em falta. obstinados. se foi embora. 1º. Orgulhosos. Os fariseus e saduceus se acercaram dele para o tentar e pediram lhes mostrasse um sinal no céu. Ele lhes respondeu: Ao cair da tarde dizeis: Fará bom tempo. para o tentarem. — 12. não se dariam por satisfeitos: tratariam de explicar os fatos de um modo que se lhes afiguraria racional. 22. . E. (104) 1ª Epístola aos Coríntios. por isso.265 99 MATEUS. tomou de novo a barca e passou para a outra margem (104). Sabeis portanto reconhecer o que pressagia o aspecto do céu e não podeis reconhecer os sinais dos tempos? Esta geração má e adúltera pede um sinal. 8º. Por “fariseus” e “saduceus” os Apóstolos designavam os incrédulos. e ao amanhecer dizeis: O dia hoje será tempestuoso. pois o céu está de um vermelho sombrio. — MARCOS. Vieram os fariseus e começaram a discutir com ele pedindo-lhe. — JOÃO. — 2. 16º. senão o do profeta Jonas”. se fossem atendidos. um sinal no céU. tendo-os deixado. — 13. deixando-os. porque o céu está avermelhado. 1-4. E. que. porque a enfermidade não precisava de remédio para desaparecer. a mesma coisa se verifica. versículo 11. isto é. dizem que tal se verificou. dando um profundo suspiro. 11-13.

preservai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes. disse: Por que cogitais de não terdes trazido bastante pão? Ainda não sabeis. Conhecendo-lhes o pensamento. 14 ao 21. Jesus. Seus discípulos. os discípulos se esqueceram de prover-se de pães. tendo passado para a outra margem do lago.266 100 MATEUS. — 8. estando mesmo. reconhecendo-lhes o pensamento. desde que seja contrária à que o Cristo pregou e exemplificou. Eles pensavam e diziam entre si: É porque não trouxemos pães. responderam eles. Na interpretação que lhes deram os discípulos. por efeito do estudo. E Jesus acrescentou: Como é então que ainda não compreendeis o que vos digo? Nesses conselhos que dava a seus discípulos. se esqueceram de levar pães. que. Os discípulos então compreenderam que ele não lhes dissera que se preservassem do fermento dos pães e sim da doutrina dos fariseus e dos saduceus. toda submissão covarde ao poder. — 20. em flagrante antagonismo com esta. Espíritas convictos. a dos ortodoxos. os discípulos pensaram de si para si: Ë porque não trouxemos pães. quantos cestos cheios de pedaços ficaram? Sete. 8º. preservai-vOS do fermento dos fariseus e dos saduceus. Ora. o que significa a toda doutrina que nos queiram impor. 16º. não vedes? tendo ouvidos. Sim. Fermento dos Fariseus e dos Saduceus MATEUS: capítulo 16º. 5 ao 12. disseram eles. Ouvindo isso. da meditação e dos ditames . como o é. — 6. na maioria dos casos. além das inspirações do orgulho. — 7. de sorte que um único pão traziam consigo na barca. sempre que este tente exercer qualquer ação sobre as nossas consciências. E Jesus lhes deu este preceito: Vede bem. do qual devemos preservar-nos. — 17. Ainda não compreendeis e não vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos enchestes com o que sobrou? — 10. — 21. não Ouvis? Perdestes a memória? — 19. Jesus falava para aquela época e para o futuro. Nem dos sete pães para quatro mil homens e dos cestos que levastes? — 11. Constituem o fermento dos fariseus. quantos cestos enchestes do que sobrou? Doze. ainda não compreendeis? Ainda estão cegos os vossos corações? — 18. por que haveis de estar pensando que vos falei por não terdes trazido pães? — 9. versículo 14. atualmente. católicos e protestantes. Tendo olhos. ou sobre os nossos atos morais. devemos preservar-nos de todas as inspirações do orgulho e de toda submissão covarde ao poder. versículo 5. Quando parti cinco pães para cinco mil pessoas. encontramos a explicação precisa dessas palavras do divino Mestre. a qual. de modo algum se conforma com a doutrina cristã. como aconselhado era aos discípulos. — 16. Demos a César o que é de César. no qual a sua presciência lhe facultava ver o que sucederia. — 15. Jesus lhes disse: Vede bem. Jesus lhes disse: Homens de pouca fé. E quando parti sete pães para quatro mil pessoas. as mais das vezes. mas não esqueçamos que os césares estão submetidos a Deus e que só este tem direito sobre todas as criaturas. MARCOS: capítulo 8º. Como pois não compreendeis que não vos falei de pão quando disse: Preservai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus? — 12. — MARCOS.

da caridade e da fraternidade universal. devemos resistir. aceitamos a revelação nova. a qualquer oposição. um único Senhor e somos todos irmãos. visando impedir que executem a vontade de Deus os bons Espíritos que se comunicam com os homens. por meio da luz e da verdade. mas também com firmeza. pela implantação da justiça. na Terra. com respeito. firmados nela. Temos um só Mestre. defendamos o nosso livre-arbítrio. a liberdade da nossa consciência. obra de regeneração da Humanidade.267 da nossa razão livre. venha de onde vier. . propaguemos a verdade evangélica e. como portadores daquela revelação. do amor. Convencidos e conscientes disto. que vem concluir a obra do Cristianismo do Cristo.

Um só não basta. momentaneamente. forrandose. Esses os três auxiliares sem os quais não poderemos colher os frutos da árvore da Ciência. os Espíritos lhes dizem. quando tem a sustentá-lo o amor do bem. é adiantado num dos ramos da Ciência. como enviados do Senhor: Trazeis em vós a fonte de todas as descobertas. ficou curado. na ocasião. Jesus o mandou embora para casa. as páginas desse grande livro e nele descobrireis todos os dias alguma beleza nova e vereis até onde pode chegar o poder do homem. vidente. que foi de desprendimento. dizendo: Vai para tua casa e. o Espírito adquire maior força. para se tornar proveitoso. Abri. pode . — 24. passando-lhe saliva nos olhos e impondo-lhe as mãos. inesgotável amor ao próximo. Cura de um cego MARCOS: capítulo 8º. que trabalhe visando o progresso da Humanidade. da verdade e do belo. mal se dignou de lançar os olhos para a primeira página da introdução desse grande livro da Ciência. deve esmerar-se na escolha dos sonâmbulos que hajam de secundá-lo. versículo 22. Jesus lhe curou os órgãos animais. desembaraçando-lhe da matéria o Espírito. A recomendação que fez dizia respeito à visão do cego. Da primeira vez que lhe impôs as mãos. uma certa liberdade. O Magnetismo constitui objeto de estudo grave e profundo. Pela segunda imposição das mãos. trouxeram-lhe um cego e lhe pediram que o tocasse. olhando. por assim dizer. lhe perguntou se via alguma coisa. Jesus lhe colocou de novo a mão sobre os olhos e ele começou a ver. Fora-lhe restituida a visão corporal. O Magnetismo ainda ensaia os primeiros passos. se entrares na aldeia. — 25. Viu ele então os Espíritos que em torno daquele se grupavam e que lhe pareceram homens de gigantescas proporções. 22 ao 26. 8º. seu perispírito. certo de que cada um servirá para determinada especialidade. Dirigindo-se especialmente aos magnetizadores. pode subtrair-se ao corpo que o retém. deu-lhe o Mestre a vista espiritual. ou seja: dos fenômenos devidos não só ao magnetismo espiritual. Como chegassem a Betsaida. ele o conduziu para fora da aldeia e. Com eles. a espiritual. Tomando o cego pela mão. O homem tem por demais desprezado o poder que o Senhor lhe pôs nas mãos. de sorte que via tudo distintamente. que reclama. seus semelhantes. Estava sempre acompanhado. trabalhando seriamente. ou duplo. é a mesma dos fenômenos magneto-espíritas. os quais fizeram que o homem se tornasse. — 26. O homem. ilimitado desinteresse. o que lhe permite recobrar. — 23. Jesus nunca se achava só. pois que este que. não digas a ninguém o que te sucedeu. saberemos repelir sempre o mal e caminhar a passos largos pela senda do progresso. O magnetizador sério. passando ele a ver os outros homens.268 101 MARCOS. se desenvolvera pela ação dos Espíritos que cercavam o Mestre. Pelo contacto dos fluídos humanos que o circunvolvem. A explicação desse fenômeno. mas também ao magnetismo empregado com o fim de desenvolver a visão espiritual. disse: Vejo a caminhar homens que parecem árvores. de todas as ciências. fé viva. como Espírito. aos eflúvios perispiríticos que o rodeiam. Aquela.

onde ainda predomina a inferioridade moral. os fenômenos magneto-espíritas são muito amiúde obra de Espíritos maus. cumpre que tanto o magnetizador como o magnetizado sejam puros de coração e não busquem na Ciência uma exploração mundana. Como a maioria dos que vivem na Terra. desde que também seja simples de coração. moldando-as a pouco e pouco ao gênero de trabalho para que manifestam aptidão. semelhantes a árvores pela altura do porte. nos mundos superiores à Terra. Mas. Na Terra. sem o que ambos verão falir suas esperanças. aquele projetará luz nas trevas da história. ou perigosos. para o sensitivo. as subjugações corporais. que quase sempre se mostram indistintas. dando . Geralmente. aquele estado eleva o Espírito. Assim. aos quais o sonâmbulo serve de instrumento. este. tanto que produzem efeitos fluídicos violentos e dolorosos. são mais amplas do que o eram na Terra. poderá ser o auxiliar de um químico. ou corporais e morais ao mesmo tempo. na condição de encarnado. Não nos referimos aqui à ciência humana. ele desconhecia os efeitos do desprendimento espiritual. por assim dizer. é que ele percebe o resto das formas. por intermédio dos Espíritos superiores. Nas aparições espíritas. O cego viu os Espíritos que se grupavam em torno de Jesus e que lhe pareceram homens gigantescos. exatamente o mesmo que evocadores e médiuns são para os Espíritos. fora de si mesmo. habituando-o a libertar-se da sua prisão. são obra de Espíritos levianos. assim como a miragem que flutua no horizonte se avoluma com as nuvens que a cercam e se lhe agregam. A atmosfera que o rodeia se impregnará desses fluídos humanos e. a parte superior da forma corpórea que se lhe apresenta. quando em êxtase. Afugentados os Espíritos superiores. pelo que não pôde compreender o que se passava aos olhos de seu Espírito. aquele outro resolverá problemas mecânicos sobre os quais a Humanidade tem encanecido. Desenvolvido e produzido repetidamente. que nada mais lhe fica sendo senão um instrumento pelo qual transmita seus pensamentos e sensações. Deve o magnetizador ter o cuidado de escolher. mesmo durante o estado de vigília. Desse modo. os mistificadores dominarão o campo. mundo inferior. os habitantes são de estatura maior do que a nossa e revelam muito maior pureza de linhas no talhe. para chegar a semelhante resultado. como que diluídas numa espécie de vapor. podendo-se acrescentar que. pessoas de corações puros e devotados. que só se aproximam do que é puro. o do Espírito que se liberta do corpo. sem lhes achar solução. Doutras vezes. Só depois de haver notado essa parte da aparição. visto que o desprendimento faculta ao homem o recebimento de inesperadas revelações. espalhando pouco a pouco em torno de si seus eflúvios libertadores. também esses fluídos atrairão os fluídos ambientes que nos circundam e apressarão o desenvolvimento das faculdades humanas e a emancipação das almas. porqüanto o sonâmbulo que. em particular. para seus sensitivos. embusteiros. ou nos casos de desprendimento do Espírito do vidente. as formas humanas. que ele instruirá na ciência magnética. que os Espíritos conservam. o que mais lhe prende a atenção é a sede propriamente dita do Espírito. seja extremamente simples de espírito pode ser espiritualmente muito adiantado. O estado sonambúlico é.269 ser completamente ignorante no que respeita a outro. tais como. acostumar-se-á o homem a viver.

que esse não poderá recobrar a vista. como todos os outros.270 lugar a mistificações. espírita. Todas as coisas têm sempre um fim sério. dos homens de então. o caso constitui uma lição que convinha fosse dada às suas testemunhas. desde que investiguemos as causas determinantes de uma dessas mistificações. afinal. ou com uma credulidade. série de provações que o encarnado tem que sofrer. dos da época atual. Jesus. pelo que os Espíritos protetores consentem que eles se dêem. atraiu Jesus a atenção de seus discípulos. do mesmo passo. sendo-lhe restituída a vista corporal. porém. Esse resultado. o que Ele só fez a título de ensino e de exemplo para os homens. decorreu unicamente da ação da potente vontade do Mestre e da sua prodigiosa força magnética. tudo se passa debaixo da vigilância dos Guias. se libertar para dominá-la. para os mistérios de além-túmulo. está moral e intelectualmente cego. isto é. tornando-o vidente. que desse modo é que começa. a que o desprendimento da visão espiritual do cego servia e serve de símbolo. nem lhe impor as mãos. e. conforme acima dissemos. é que fazem parte da. Assim. Não raro. para conduzirem o mistificado à perspicácia e ao devotamento. uma inexperiência que precisavam de ser esclarecidas. lhe curou os órgãos materiais da visão. que aquele. ou a ela escravizado. sem que lhe fosse mister passar saliva nos olhos do doente. ou com uma confiança orgulhosa. Desempecendo-lhe a visão espiritual. Impondo pela segunda vez a mão no homem que estava cego. de natureza idêntica ou semelhante. cuja atenção o encarnado atingido se incumbia de despertar. . senão quando seu Espírito exercer domínio sobre a matéria. Como. dela se desprender. É o progresso moral. do ponto de vista espiritual. A um e outros mostrou. se tais efeitos se verificam. principalmente. que viriam a ser desvendados. depararemos ou com uma incredulidade sistemática. cujo Espírito se acha dominado pela matéria.

LUCAS: capítulo 9º. 8º. para concluir uma obra começada e interrompida pela morte humana. — 21. como também que os hebreus sabiam. que é Jeremias ou um dos profetas. 9º. estando de parte a orar rodeado de seus discípulos. outros que Elias. — Missão de Pedro na igreja do Cristo. filho de Jonas. Jesus partiu daí com seus discípulos para as aldeias dos arredores de cesaréia de Filipe e pelo caminho lhes perguntava: Quem dizem os homens que eu sou? — 28. Ordenou em seguida aos discípulos que a ninguém dissessem ser ele Jesus o Cristo. E ele lhes proibiu que o dissessem a pessoa alguma. versículo 18: Sucedeu que um dia. Simão. vendo nesta uma existência nova num novo corpo. E eu te digo que és Pedro e que sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. e contra ela não prevalecerão as portas do inferno. — 15. Jesus lhes perguntou: Quem diz o povo que eu sou? — 19. Responderam eles: Uns dizem que João Batista. Jesus lhes perguntou: E vós quem dizeis que eu sou? 16. o que envolvia a idéia da preexistência da alma e da reencarnação. 13 ao 20. — 18. 27 ao 30. — 20.271 102 MATEUS. — LUCAS. Jesus firmava assim o que mais tarde viria a ser posto em evidência. outros. Ele então lhes proibiu muito expressamente que o dissessem a pessoa alguma. mas meu pai que está nos céus. 16º. e tudo o que ligares na Terra será também ligado no céu e o que desligares na Terra será desligado nos céus. as perguntas formuladas pelo Divino Mestre sobre o que pensavam dele as gentes e as respostas que lhe foram dadas mostram não só que a opinião geral lhe atribuia uma origem espiritual anterior àquela sua vida terrena. 18 ao 21. Palavras de Jesus confirmativas da reencarnação. pela Nova Revelação. que o homem pode voltar muitas vezes à Terra. — MARCOS. Simão Pedro respondeu: és o Cristo. embora confusamente. MARCOS: capítulo 8º. Com efeito. vós. outros que é Elias. em espírito e verdade. Disse-lhes ele: E vós quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: O Cristo de Deus. versículo 13. porque não foram a carne nem o sangue que Isso te revelaram. — 17. Ora. explicado e desenvolvido. Eles responderam: uns — João Batista: outros — Elias. — 20. — Verdadeira confissão MATEUS: capítulo 16º. Chegando às cercanias de Cesaréia de Filipe Jesus perguntou a seus discípulos: Que é o que os homens dizem do filho do homem? — 14. outros que um como os profetas. (105) Estas passagens têm um duplo fim. versículo 27. que muito importantes as tornam: lembrar aos homens o princípio da reencarnação e não deixar esquecessem as relações medíúnicas que podem existir entre eles e as entidades espirituais. Eles responderam: Uns dizem que é João Batista. outros — algum antigo profeta que ressuscitou. respondendo. não contestando a opinião segundo a qual Ele podia ser a . Dar-te-ei as chaves do reino dos céus. — Alusão de relações mediúnicas que podem existir entre os homens e as potências espirituais. — 30. 29. pelas tradições conservadas. quem dizeis que eu sou? Pedro. filho do Deus vivo. disse: és o Cristo. Jesus respondeu: Bem-aventurado és. Disse-lhes então: Mas. 19.

João. . Era. como realmente aconteceu e está acontecendo. como combateu tantas outras. Quer isto dizer que sobre a mediunidade é que assenta essa Igreja. dotado de uma organização física bastante maleável para se prestar a todas as influências mediúnicas. como podia Pedro saber. o Enviado do Senhor. os médiuns sinceros e humildes servirão para aquela construção. pois. se tal coisa lhe não houvera sido revelada? E de que modo pudera ter tido essa revelação. “Se a crença de reviver na Terra. na ocasião. A reencarnação. diz o autor da Divina Epopéia. que assim repousa em alicerce inabalável. apresentando-a como uma realidade e realidade ante a qual se dissipam todas as dúvidas oriundas dos absurdos que. nem os interesses de qualquer natureza: “contra ela não prevalecerão as portas do inferno”. perguntando: E vós quem dizeis que eu sou? — hipótese que também confirmou no seu colóquio com Nicodemos. mas que não foi apreendida por virtude das interpretações literais a que estiveram sujeitas essas revelações. capítulo 3º. ou de um médium falante. Ao contrário.272 reencarnação de um Espírito. conforme acima dissemos. Jesus. constitui hoje. chamamos reencarnação. proclamando-a como uma condição necessária e indispensável para o progresso e adiantamento da Humanidade”. Assim sendo. De fato. é claro que todos os verdadeiros espíritas e. dentre estes. Ele a sancionou. sobretudo. isto é. idéia que já se continha na revelação hebraica. a lei natural do renascimento. o renascimento. Deste modo ratificou Ele. expressão fiel do pensamento do Mestre Divino. a luz verdadeira que alumia a todo que vem a este mundo. da reencarnação. para o afirmar com tanta segurança e firmeza. Filho do Deus vivo. ele foi apenas o instrumento que serviu para a revelação de uma verdade. não teria deixado de combatê-la. a obrigação que tem o Espírito de reviver. a que hoje. versículo 7). Jesus confirmou a hipótese do renascimento. Retrucando. Efetivamente. Não te admires de eu dizer: é necessário que torneis a nascer. porqüanto a faculdade que aquele apóstolo possuía havia de espalhar-se. podemos e devemos concluir não só que Pedro era médium. pela revelação nova. observou o divino Mestre a Nicodemos (Evangelho de João. mais do que nunca. que constituiu princípio fundamental na revelação messiânica. o verbo de Deus. pretendem os ortodoxos que admitamos. Jesus lhe fez ver que o conhecimento dessa verdade lhe fora dado por uma revelação vinda do Pai que está nos céus. E vós quem dizeis que eu sou? — perguntou Jesus a Pedro. trazendo-lhe cada um a sua pedra. nos tempos atuais. como que já então se davam essas revelações a que a Doutrina Espírita chama mediúnicas. que lhe respondeu: És o Cristo. o que mais se prestava a servir de pedra fundamental para a construção da Igreja do Cristo: “E eu te digo que és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. ou outro. Logo. sob o nome de ressurreição. uma verdade axiomática. sem que o menor dano lhe possam causar os ódios sectaristas. que Jesus era o Enviado de Deus. que as vem explicar em espírito. como meio de chegar ao estado de pureza integral. fosse um erro. sob a capa do milagre. o que possuía em maior extensão e poder os dons da mediunidade. Espírito intelectualmente mais adiantado do que os dos outros apóstolos. a não ser por uma inspiração mediúnica? Ë claro que. pela revelação nova. como o de Elias. pois. Pedro era.

273 E. ao seu alcance estava ligar e desligar na Terra (o que também se pode traduzir por admitir ou não na Igreja do Cristo que. que mal e indevidamente exercia. achando-se em tais condições. ainda assim não poderia. em voz humana. mas ao encargo que o Mestre lhe conferiu de pastorear o pequeno rebanho que formava a primitiva Igreja Cristã. nem só nenhuma razão haveria para que fosse ele o escolhido e não outro. as virtudes e os demais predicados por que Pedro se distinguia entre os discípulos não eram inerentes à sua individualidade. tenha o poder de absolver ou condenar. o reinado daquele que queira ser ou haja de ser sucessor de Pedro somente poderão demonstrar-se pela caridade. em conseqüência e cada vez mais. a todos se sobrepondo pela exemplificação daquelas virtudes sublimes. além disso. porém. Quer unicamente significar que. Mesmo. pela humildade. a distinguir com segurança os que se desviam e os que marcham fiéis e a poder fazer-lhes sentir isso. os decretos que espiriticamente lhe eram transmitidos. sem perigo de erro. em que a razão se emancipa de todas as tutelas. em sua origem. que tende a desaparecer. despojado o Chefe da Igreja do poder temporal. as luzes que trazem os bons Espíritos. o prestígio. Ora. proferindo sentenças das quais não haja apelação. já não é possível a imposição da fé cega? Não. só por isso. como Pedro. a luz que forem recebendo. porém: quantos Pedros já se contaram entre os que se hão instituído seus sucessores? Se os dons. chamado o sucessor daquele apóstolo e o vigário exclusivo do Cristo na Terra. que não podemos avaliar com exatidão. espalhando de mais em mais. visto que não fazia mais do que pronunciar. Digam-nos. Não quer isso dizer. excelente instrumento mediúnico. os que se propunham a ingressar nela). quem quer que ele seja. está visto. Espírito adiantado e devotado e. para sustentar-se a infalibilidade do papa. conservando a integridade da alma e a pureza do coração. de uma perspicácia. se tornarão também cada vez mais aptos a julgar das coisas da Terra e das coisas do céu. eles poderão. pela mansidão e abnegação. que o homem. porque o Mestre disse: Regnum meum non est in hoc mundo (106). fatos que mais ou menos continuam a reproduzir-se e que explicam o desprestígio da Igreja de Roma. as coisas vão mudar. pelo desinteresse. por ser da vontade de Jesus e graças aos Espíritos superiores que o assistiam. considerar-se sucessor de . Não vêem os homens do Silabo. nem mesmo para Deus. sondava os mais íntimos pensamentos e constante era a sua comunicação com os emissários divinos. em torno de si. o poder. certos de que o Senhor ligará e desligará no céu. obtendo. dos dogmas impostos pelo terror das fogueiras e dos martírios que. Aquelas palavras foram especialmente dirigidas a Pedro que. que um homem aparecesse revestido de tais virtudes. nem com os que se disseram seus sucessores se teriam dado os fatos que a história dos Papas e dos Concílios registra. dispunha. conforme já dissemos. Sua visão penetrante descia ao fundo das consciências. que foram as armas com que o Manso Cordeiro de Deus apeou potentados e derrocou tronos de déspotas. a dirigir pelo bom caminho os outros homens. era simples reunião de fiéis. Passado o tempo das fogueiras e dos apavorantes anátemas. de tal modo. ligar também e desligar na Terra. E não se argumente tampouco com as palavras de Jesus declarando Pedro a pedra fundamental da sua Igreja. numa época como a atual.

Graças a isso é que . 51º. ligar e desligar — o que. Quem quer que construa sobre tal base não terá que temer as portas do inferno. — Isaías. volte ao verdadeiro caminho e continue a percorrê-lo do ponto até onde chegaram Pedro e os apóstolos. ao cumprimento das promessas de Jesus? Ele continuou e continua no desempenho da sua missão espiritual. então. pode o seu chefe considerar-se sucessor do grande apóstolo. progressivamente. 6º. — Atos. inspirada pelo Espírito da Verdade. Essas chaves a Igreja de Roma desprezou e deixou se perdessem. sendo a Igreja do Cristo o conjunto dos filhos do Senhor. Compreenda ela o sentido verdadeiro das palavras que Jesus dirigiu a Pedro e aos Apóstolos. depois de haver desempenhado a sua missão humana. se foi. 4º. Não. muito embora estes também fossem exemplificadores dos ensinamentos de Jesus. que não mostrou apenas possuí-las. e a distinguir com exatidão os que se desviam e os que marcham fiéis pela senda que Ele traçou. valeu. Desempenhando esta última. Pedro não teve. como os verdadeiros espíritas. 8. 42. 21º. Detenha-se ela no caminho errado por onde funestamente enveredou. se esforçou por cumprir. nem tem sucessor na Terra. fiel até à morte. ao desenvolvimento da inteligência. 15. ou uma perda sensível para o Sumo Pontífice. prossegue na execução desta obra e a concluirá. devotado. sua não podia ser a Igreja cujo reinado era todo deste mundo. porque. a privação do poder temporal. não quer dizer absolver ou condenar seus irmãos — mas tornar-se. pois. 16. — Apocalipse. — Gálatas. 14. — 1ª Epístola à João. — Efésios. e. (106) Ao nosso ver. cada vez mais apta a julgar das coisas da Terra e das coisas do céu. que achará a Igreja do Cristo cuja edificação eles começaram e que o Espírito da Verdade vem. que é o dos mandamentos que Jesus declarou encerrarem toda a lei e os profetas. individualmente. 2º. segundo a lei divina. atraindo-os por aquela integridade. a dirigir os homens pelo bom caminho. um mal. sentido que espiriticamente é hoje revelado pelos enviados do Mestre Divino. na edificação da Igreja do Cristo. todas as suas obrigações. que preside ao progredir da fé. bem entendido. portanto. 8º. não o foi para a Igreja de que é ele o chefe. ampliar e concluir. à edificação da Igreja do Cristo e. — 1ª Epístola aos Coríntios.274 Pedro. 1º. 2º. isto é: o conhecimento exato dos meios de chegar à perfeição moral. desempenhando a sua missão espiritual. pela integridade do coração e da alma. E as portas do inferno não prevalecerão contra ela. os discípulos e seus primeiros imitadores. 10. para com Deus e para com os homens. Quem pudera ou pode haver sucedido a esse altíssimo Espírito. com o concurso dos outros apóstolos e dos discípulos que se lhe associaram. deu princípio. realmente. (105) JOÃO. visto que redundou no desaparecimento do que melhor provava não ser essa Igreja a do Cristo. O ter sido despojado daquele poder. 16. Pedro foi um discípulo enérgico. para a Igreja Romana por uma como galvanização. não será atingido pelo sofrimento e pela expiação aquele que. Só então poderá. 5. Não sendo deste mundo o reino do Filho de Deus. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus. 2. também trabalhará. — Hebreus. De modo algum. 69. tendo sabido manter a integridade do coração e da alma. todos os seus deveres. mas se distinguiu entre os demais discípulos. pela obtenção das luzes dos bons Espíritos. 1º. 1º. 37.

que lhe restituíssem o poder temporal é que ela decretou a sua própria e definitiva condenação. quando no Espiritismo ressurge o verdadeiro Cristianismo. volvendo a oferecer ao mundo. como recentemente obteve. de que ela é a antítese da Igreja Universal do Cristo. Obtendo.275 ainda pôde ostentar a aparência de prestígio de que gozou nestes últimos tempos. em 1929. . a demonstração iniludível de que nela não está o espírito da Doutrina Cristã.

se o não houvessem considerado do ponto de vista da ressurreição. se pôs a repreendê-lo. os hebreus compreendiam a ressurreição que Jesus anunciara como tendo que ser a volta de sua alma ao mesmo corpo. importava-lhe passar pela metamorfose da morte. E começou a lhes declarar ser preciso que o filho do homem sofresse muito e que fosse rejeitado pelos anciães. versículo 31. chamando-o de parte. Jesus. — Palavras de Pedro. 21 ao 23. o Cristo usava de uma linguagem que os homens pudessem compreender. Essa a razão por que Ele permitiu a Tomé que pusesse a mão na abertura que . — 23. — LUCAS. Para os hebreus. porqüanto os próprios discípulos não teriam compreendido o fato do reaparecimento do Mestre. sem inquirirem da origem. em geral. sem indagarem se se tratava sempre do mesmo corpo. MARCOS: capítulo 8º. versículo 21. Depois. versículo 21. pois que não tens o gosto das coisas de Deus e sim o das coisas dos homens. Como falasse abertamente dessas coisas. LUCAS. dizendo: Tira-te da minha frente. versículo 22. a fim de que. — Resposta de Jesus MATEUS: 16º. — 33. 16º. — 22. repreendeu a Pedro. tu me és motivo de escândalo. pois que não tens o gosto das coisas de Deus e sim o das coisas dos homens. Em seguida começou Jesus a declarar aos discípulos ser preciso que Ele fosse a Jerusalém. voltando-se e olhando para os discípulos. Satanás. aos olhos de todos. a ressurreição consistia na volta da alma a um corpo de carne. capítulo 16º. nada disso te sucederá. que aí sofresse muito dos anciães. 9º. dizendo: Tal não aconteça. Senhor. Satanás. nem do fim de tal corpo. pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. voltando-se para Pedro. para que ficasse comprovada a sua identidade. LUCAS: capítulo 9º. (107) MATEUS. Pedro. Era. o maior exemplo de amor e de abnegação que eles podiam receber. MARCOS. Predição. versículo 31. cumpria-lhe mostrar-se aos homens. que aí fosse morto e ressuscitasse ao terceiro dia. começou a repreendê-lo.276 103 MATEUS. como. Apresentando o seu corpo a aparência da corporeidade humana. tomando-o de parte. como no futuro. Servindo-se das expressões — ser morto. versículo 22. — MARCOS. 22. Pedro. 31 ao 33. na época. que lhe seja dada a morte e que ressuscite no terceiro dia. lhe disse: Afasta-te de mim. Mas. não foram acontecimentos puramente humanos. cumpria-lhe preparar seus discípulos para aquele ato importantíssimo da sua missão. que fosse morto e que ressuscitasse três dias depois. a um corpo material. dos escribas e dos príncipes dos sacerdotes. ficasse demonstrado que sua “morte” e “crucíficação” estavam previstas. Jesus. no sentido que davam a este termo. preciso que os homens fossem prevenidos do acontecimento que sobreviria. E acrescentou: É preciso que o filho do homem sofra muito e que seja rejeitado pelos anciães. porém. portanto. capítulo 9º. — Tendo Jesus descido à Terra para dar aos homens a maior prova. capítulo 8º. a fim de lhe apreenderem a razão. deixando no esquecimento o corpo de carne de que parecia revestido. — 32. tanto os discípulos. pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. ‘ressuscitar —. 8º.

uma vez que apenas aparente era o seu corpo. é um fato que se explica pela mesma natureza fluídica do invólucro corpóreo que Ele constituiu para o desempenho de sua missão e cujos elementos componentes fez que voltassem ao meio de onde os tirara. a resignação. para se elevar ao seu Criador. para esse efeito. que os sofrimentos morais são de intensidade infinitamente maior do que os sofrimentos físicos. estas revelações são de molde a alarmar. com a aparência de sangue. uma vez concluída aquela missão. O divino modelo. (108) Quanto ao haver desaparecido do sepulcro o corpo de Jesus. sim. nem morte. Sem dúvida. mas tangíveis. limitou-se a dizer em voz alta: Tudo está consumado. como Espírito. não houve. se não experimentava os sofrimentos físicos. experimentava o sofrimento que causa a uma mãe terna e carinhosa o ter que punir o filho bem-amado. sofreu cruelmente. por uma expansão de alegria e não de angústia. portanto. na essência espiritual. retomando. Senhor. Espírito superior a todos os outros que concorreram para a formação do nosso planeta e cujos sofrimentos. Conseguintemente. como de fato têm alarmado. como sabemos. lhe ia ferir a sensibilidade delicadíssima e lhe fazia correr da alma o sangue mais precioso: o do amor e do devotamento que nos consagra. decorrentes do amor que consagrava e consagra a seus protegidos. Porém. Houve apenas aparência de uma e outra coisa. quaisquer sofrimentos humanos. tanto que de bom grado os trocaríamos por dores desta natureza. forçoso é vejamos em Jesus somente um Espírito. por vê-los tão endurecidos. a consistência. a obediência e a submissão com que se devem eles comportar. Dizemos — seus protegidos —porque Ele é o nosso protetor. quando voltarmos a este ponto. mágoas e torturas morais superiores a qualquer dor física. o governador do nosso planeta. é mais forte e mais vivo do que o possam ser. conforme mostraremos oportunamente. Espírito puro e .” Não compreendem os que assim falam. retomando a partir daí. Todos conhecemos desgostos. que padeceu por nós. no sentido que então era dado a estas expressões. O brado que soltou do cimo do madeiro não foi tampouco um brado de sofrimento. Nos últimos momentos do seu sacrifício na cruz. por meio de um exemplo prático. muitas criaturas aferradas às torturas físicas do grande modelo que nos foi enviado. ainda os mais agudos. mas em seu “espírito”. diante das vontades do soberano Senhor. não na sua “carne”. foram todos morais. Jesus sofreu. o seu corpo que. sendo tal a natureza do corpo de Jesus. Cada pancada do martelo nos cravos que lhe traspassavam as mãos e os pés fluídicos. com relação a Ele. a aparência de um corpo humano. a felicidade do Espírito que se desprende do seu grosseiro invólucro. Foram todos morais os sofrimentos que o Mestre suportou na cruz. era fluídico. eis-me aqui. para os nossos corpos. Deixando-o escapar no momento de “render a alma” (está claro que apenas no entender dos homens). de natureza perispirítica.277 lhe haviam feito de um lado e os dedos nas chagas que os cravos lhe abriram nas mãos e nos pés. com a tangibilidade. nem ressurreição. para mostrar aos homens. que por nós subiu ao Calvário. O que das chagas lhe saía era uma combinação puramente fluídica. que o sofrimento. Não faltarão os que digam: “Que mérito era o dele em se submeter a tais torturas. e continuando. sofreu e sofreu muito. fé-lo com o intuito de lhes chamar a atenção para aquele instante supremo e lhes fazer compreender. Nessa qualidade.

Foi. que todos. 22. capítulo 16º. portanto. auxiliemo-nos mutuamente. quando se sabe que todo Espírito encarnado é fraco e falível. — Romanos. Satanás. com alegria que exprime reconhecimento. . MARCOS. haja sido a inspiração dos bons Espíritos que o levou a negar o Mestre? Quanto à severidade da resposta de Jesus. Eram elas que faziam procurasse ele desviar o Mestre do cumprimento do seu dever. desde que isso se verificava. da intolerância do fanatismo. e também a resposta do Mestre àquele apóstolo. na qualidade de protetor e governador do nosso planeta. Assim. e que o Mestre não podia deixar de querer se mantivesse Pedro constantemente em guarda contra as fraquezas humanas.”. os príncipes dos sacerdotes e seus adeptos. que não são coisas de Deus. seu Espírito agia livremente. eram ditas para aquele momento e alcançavam o futuro. — As palavras que Pedro dirigiu a Jesus. mantendo-nos em guarda contra as fraquezas humanas. Todas as suas palavras. com submissão. por efeito do orgulho. apropriada ao momento e ao futuro. admitir. que sempre tornam a criatura incapaz de sentir o gosto das coisas de Deus e só ter o das coisas do mundo. respeito e amor. como homem que ele se viu presa do temor de perder o seu Mestre querido. Não choremos nunca. Poder-se-á. os espíritas. de que usou com relação àquele apóstolo em sentido puramente figurado. do despotismo religioso. 8º. perdão e bondade. missão que neste momento desempenha entre nós por meio do Espírito da Verdade e da Nova Revelação. sequer. porventura. capítulo 8º versículos 32 e 33. “morte” e “ressurreição”. (107) 2º Reis 19º. do fausto. deu-nos Jesus uma grande lição: a de que a vontade do Senhor tem que predominar sempre sobre qualquer vontade. significa a má influência. MATEUS. que a deturpariam. em tudo e por tudo e. como hostis e rebeldes à Revelação Cristã se mostraram os escribas. a desempenhar a sua missão espiritual. os fariseus. pois. Pedro nem sempre estava debaixo de uma influência estranha e. Jesus antevia as fases e condições dos progressos vindouros. sobretudo nós. ao acabar este de predizer os seus sofrimentos. tendo os nossos lábios e as nossas almas prontos sempre a bem dizer de todas as suas decisões. etc. se explicam da maneira seguinte: Do mesmo modo que os médiuns atuais. ou supor. por efeito dos dogmas e mandamentos humanos. quando disse a Pedro: “Afastate de mim. Possuindo a presciência do futuro. encarnados e desencarnados. do poder. A expressão satanás. 7. versículo 22. a má inspiração. isto é. temos que nos curvar às suas leis. Não era possível que estivesse privado sempre do seu livre-arbítrio. do espírito de dominação. das honrarias. Humildes de coração. pois que as de gratidão são as únicas lágrimas que a fé pode verter. por efeito da predominância do gosto pelas coisas dos homens. trazida ao mundo pelos Espíritos do Senhor. dos favores e vantagens de ordem espiritual e temporal.278 perfeito. das dignidades. pelo só fato de ser encarnado. nada tem de estranhável. que recebemos a luz. Com relação à época atual. Respondendo a Pedro por aquela forma. recebamos as provas que ao Senhor praza enviar-nos. aquelas palavras atingem a todos os que se mostrem hostis e rebeldes à Revelação Espírita. o divino Mestre abrangia na sua apóstrofe as fases de erro e de materialidade que atravessaria sua sublime doutrina de amor.

279 (108) Aliás. já se pode reconhecer não só que dos sofrimentos ditos “físicos” não esteve isento o Divino Mestre. em muitas das quais se há observado o reflexo dolorosíssimo que produz no médium qualquer abalo mais ou menos violento nas formações ectoplásmicas. mais agudos e intensos do que os mais vivos que experimentemos. por intermédio dos nossos corpos grosseiros. como também que esses sofrimentos foram. para Ele. por ser de natureza perispirítica o seu corpo. a que os cientistas deram o nome de “metapsíquicas”. sobre o que eles mesmos convencionaram chamar “ectoplasma”. de carne putrescível. experiências. com os progressos que a ciência espírita tem realizado e que são Imensos em nossos dias. . com os subsídios importantes que para esses progressos têm trazido as experiências.

versículo 34. de que serviria a um homem ganhar um mundo Inteiro. 8º. com seus anjos: e então dará a cada um de acordo com suas obras. entre os que aqui se acham. porqüanto.280 104 MATEUS. os preceitos morais que Ele pregou e exemplificou. aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a salvará. — 24. Meios e condições sem os quais não se pode ver na Terra o reino de Deus. E acrescentou: Em verdade vos digo que. renuncie a si mesmo. de que serviria a um homem ganhar um mundo inteiro e perder a alma? — 37. MARCOS: capítulo 8º. E dizia a todos: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas. disse: Se alguém me quiser acompanhar. Em verdade vos digo: Alguns há. — 35. carregue a sua cruz e siga-me. como meio de efetuar a sua depuração e chegar até Ele. E que daria o homem em troca da sua alma? — 38. tome a sua cruz e siga-me. porqüanto. alguns há que não morrerão sem que tenham visto o reino de Deus. chamando para junto de si o povo e os discípulos. fazendo-o em seu detrimento. — 26. renuncie a si mesmo. mas aquele que perder a vida por minha causa e do Evangelho a salvará. desse o filho do homem também se envergonhará. — 25. Dedicando-nos aos nossos irmãos. nem ao tesouro que acumulou. 16º. que não morrerão sem ter visto o filho do homem vindo ao seu reino. desse o filho do homem também se envergonhará. quando vier. e perder-se? — 26. Em verdade vos digo que. 9º. Não deve apegar-se a esse corpo. — 28. Sujeito às necessidades materiais e aos instintos humanos. acompanhado dos santos anjos. na de seu pai e dos santos anjos. entre os que aqui se acham. 23 ao 27. quando vier na sua glória. pela prática sem reservas da caridade. Pois. observando. entre os que aqui se acham. versículo 23. — 27. estaremos no caminho seguro da nossa salvação. em todos os nossos atos. — 36. renuncie a si mesmo. tome a sua cruz e siga-me. tendo sempre em vista que o seu corpo é um empréstimo que o Senhor lhe fez.Aquele que de mim se envergonhar e das minhas palavras. porqüanto. Pois o filho do homem tem que vir na glória de seu pai. na glória de seu pai. — 25. (109) O devotamento absoluto. LUCAS: capítulo 9º. versículo 24. porqüanto nenhum dos dois o salvará no outro mundo. alguns há que não morrerão sem que tenham visto chegar o reino de Deus em seu poder. Pois. De que serve a um homem ganhar um mundo inteiro e perder a alma? Que preço dará o homem para recobrar sua alma? — 27. 34 ao 39. 24 ao 28. em todo o seu poder MATEUS: capítulo 16º. aquele que quiser salvar a vida a perderá. — 39. — MARCOS. aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por minha causa a encontrará. Aquele que se entrega aos gozos materiais entra para a categoria dos que . a submissão sem limites são as condições únicas de chegarmos à perfeição relativa que a Humanidade pode alcançar. — LUCAS. Disse então Jesus a seus discípulos: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas. Aquele que se envergonhar de mim e das minhas palavras. submetendo-nos aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. nesta raça adúltera e pecadora. cumpre que o homem regule a sua existência. E.

nesse tempo. 48º. os nossos irmãos. ao tempo em que o reino de Deus se estabelecerá realmente na Terra. para poderem suportar o fulgor do seu Espírito. 14º. o presente e o futuro. Jesus se referia à categoria de Espíritos que. ou o interesse pessoal manchem a pureza das nossas consciências. em que o divino Mestre se mostrará em todo o seu esplendor aos homens. os nossos esforços ao bem da Humanidade. — Timóteo. 10. Fazer o contrário é gozar materialmente. elas entendem com os que. 9. serão. isto é. bastante puros. 24º. Que todos os nossos atos e pensamentos tenham a guiá-los a gratidão ao nosso Deus e o amor aos nossos irmãos. 12. As palavras de Jesus. usarem de disfarces para. como se lê nalgumas traduções dos Evangelhos). se se conservarem culpados. dos que a “vendem ao demônio”. ver-se-ão constrangidos a fazê-lo em planetas inferiores a este. 34º. — Romanos. 12. — Salmos. 6. não confessarem suas convicções. dizem respeito aos que se riem. tinham de chegar. falando dos que viveriam na Terra ao tempo da sua vinda. empregando as riquezas que possuamos em auxiliar. especialmente. encarnados naquela época. — Zacarias. afrontando incômodos e contrariedades. como condição necessária a que melhorem moralmente e progridam. Consagrarmos o nosso corpo. sem terem visto chegar o reino de Deus em seu poder. — Apocalipse. 20º. Com referência. 2º. à era nova que se abre para a Humanidade com o advento do Espiritismo e que irá até que comece a separação do joio e do bom grão. — JOÃO. também Ele se envergonhará. — Daniel. 17. (109) Deuteronômio. pelo respeito humano. quando chegar o momento daquela separação. 12. 2º. — 1ª Epístola aos Coríntios. 5. Aludindo aos que não morrerão (ou não “gostarão a morte”. Espíritos purificados e se acharão reencarnados em missão. 22º. então. 7º. 8. depois de terem conhecido a verdade. Quer isto dizer que não mais lhes será permitida a reencarnação na Terra.281 perdem a alma pelos bens mundanos. — Job. que são os que se envergonham de Jesus. . 10. 12º. 16. a expiação corresponderá à duração da falta. A maior parte daqueles a quem Ele se referia. 7. 3º. Ao terem de encarnar. 23. com critério e prudência. 8. — Jeremias. o nosso trabalho. 17º. de medo do ridículo. a nossa dedicação. ridiculizam e fogem das coisas santas. 3º. onde. negligenciando a verdadeira felicidade. que nunca o egoísmo. 11. 1º. abrangendo o passado. com relação aos que dele se envergonham. Desses. Esses. rebeldes. morrerão para o nosso planeta. — 1ª Epístola à Pedro. de reencarnação em reencarnação. 25. para usarmos de uma frase tantas vezes repetida e tão mal compreendida. é caminharmos para a salvação.

a saber: Moisés e Elias. 28-36 Transfiguração de Jesus no Tabor. a Tiago e a João e os levou consigo a um alto monte e se transfigurou diante deles. de uma brancura tal como nenhum pisoeiro na terra poderia conseguir. Seis dias depois. Falavam-lhe da sua saída do mundo. Quando desciam do monte. pois todos três estavam aterrorizados. 4. Cerca de oito dias depois de haver dito essas palavras. escutai-o. senão a Jesus. suas vestes se tornaram brancas como a neve. — 5. E eles guardaram segredo do fato. os discípulos caíram de rosto em terra. Pedro e seus dois companheiros. E. — Aparição de Elias e de Moisés. — MARCOS. viram a majestade de Jesus e os dois homens que com Ele se achavam. 9º. mudou-se-lhe o semblante. que com Ele falavam. que haviam adormecido. suas vestes se tornaram alvas e resplandecentes. Sucedeu que. despertando. — 33. enquanto orava. E se transfigurou diante deles: seu rosto resplandeceu como o Sol. quando estes se iam afastando de Jesus. versículo 1. MARCOS: capítulo 9º. Quando ele ainda falava. Jesus lhes ordenou que a ninguém falassem do que tinham visto. — 32. — 3. irmão de Tiago e. — 29. E . e dela uma voz saiu. E eis lhes apareceram Elias e Moisés. e eis que dois homens com Ele falavam. — 4. a ninguém mais viram. Jesus chamou de parte a Pedro. 1 ao 9. Jesus chamou a Pedro. LUCAS: capítulo 9º. até que o filho do homem houvesse ressuscitado dentre os mortos. disse: Este é meu filho dileto em quem hei posto todas as minhas complacências. Jesus se aproximou. olhando à volta de si. — 5. 6. Uma nuvem se formou e os cobriu. não sabendo o que dizia. — 9. versículo 1. façamos três tendas: uma para ti. estamos bem aqui. aqui estamos bem. propôs: Mestre. — 31. — 8. a verificar-se era Jerusalém. amedrontaram-se. uma para Moisés e uma para Elias. afastando-se com eles. Ouvindo isso. — 2. E lhes apareceram Elias e Moisés a falarem ambos com Jesus. Pedro ainda falava quando uma nuvem luminosa os cobriu e uma voz. Erguendo então os olhos. 1 ao 9. 17. — 9. excogitando entre si o que quereria dizer: Até que o filho do homem ressuscite dentre os mortos. presas de grande temor. Disse Pedro então a Jesus: Mestre.282 105 MATEUS. — 7. que da nuvem saía. até que o filho do homem tenha ressuscitado dentre os mortos. escutai-o. tocou-os e lhes disse: Levantai-vos e não temais. — 35. versículo 28. — 6. Pedro. porém. eles a ninguém mais viram senão somente a Jesus. aqui estamos bem. os conduziu a um monte elevado. Logo. uma para Moisés e uma para Elias. — Nuvem que cobriu os discípulos —Voz que saiu dessa nuvem e palavras que proferiu MATEUS: capítulo 17º. se quiseres faremos três tendas: uma para ti. — LUCAS. e como a nuvem os envolvesse. Quando desciam do monte. Ele não sabia o que dizia. Jesus lhes fez esta recomendação: Não faleis a pessoa alguma do que vistes. — 3. Disse então Pedro a Jesus: Senhor. Jesus chamou a Pedro. dizendo: Este é meu filho muito amado. — 8. —30. façamos três tendas: uma para ti. veio uma nuvem e os cobriu. Suas vestes se tornaram brilhantes e alvíssimas como a neve. — 7. Seis dias depois. — 34. 2. uma para Moisés e uma para Elias. a Tiago e a João e subiu a um monte para orar. 9º. a Tiago e a João. que apareceram cheios de glória.

Os Espíritos. Moisés e Elias. têm a faculdade de tornar-se visíveis e tangíveis. Jesus lhes dava uma idéia da sua grandeza espiritual e da glória da vida por que eles ansiavam. quando se dá uma forte manifestação espírita. filho do Deus vivo. tanto e ainda mais elevados. por então. promessa que se cumpre agora. de Moisés e Elias que. A resplendência que tomaram as vestes de Jesus. afirmava. significam que na Terra . foi uma formidável manifestação espírita. entendidas em espírito e verdade. o Messias prometido. a seu turno prometeu. afirmar a sua missão como Cristo. mediunicamente. que se produziu no monte Tabor. Os discípulos se calaram. aos apóstolos. rodeiam incessantemente a Jesus. Ambos. que nenhum pisoeiro da Terra jamais poderia consegui-la. Atestando. momentaneamente. como o ensina a Doutrina Espírita. Verifica-se. com o esplendor correspondente à elevação dos Espíritos que no mesmo fato tomavam parte. o Messias prometido por Moisés e Elias. — 36. caíram nesse estado de sonolência. A presença. as quais. se bem que velados ainda. dessa forma. a intervenção dos Espíritos junto dos homens. haviam anunciado o Messias. em presença de Pedro. Tiago e João. os atributos da natureza que lhe era própria. Enquanto a voz falava. por assim dizer. que são chegados os tempos então preditos. as promessas para o futuro. o fato de que tratamos foi a revelação. E o fato da transfiguração se produziu para eles. o Espírito da Verdade. a missão de Jesus. sob um véu que a nova revelação levantaria mais tarde. (110) O fenômeno. diante dos mesmos discípulos. do Pai. desempenhava. Cristo de Deus. diante daqueles discípulos. filho do Deus vivo. visível para os discípulos. Jesus. explicadas e tornadas compreensíveis pela Nova Revelação outorgada ao mundo mediante tais manifestações. eram de alvura tal. Tiago e João. pois de outro modo eles não lhes teriam podido suportar o brilho. de torpor. pois que aquelas palavras. foi um meio de que se serviu este para lhes ferir a imaginação e de. a Revelação Espírita é bem o outro Consolador. confirmar. Assim como há dois mil anos se cumpriu a promessa desses dois grandes profetas. e enunciar. os três discípulos. em que ficam os médiuns. escutai-o. hoje se cumpre o que prometeu Aquele cujo advento constituíra objeto daquela promessa. nada disseram a ninguém. segundo diz o Evangelista. que teve por fim mostrar a elevação espiritual de Jesus. pois. à produção da manifestação espírita que se ia dar. escutai-o. por meio da transfiguração. foi uma confirmação da elevação sem par do Cristo. da realidade das manifestações espíritas. uma promessa feita para o futuro. a sua elevação espiritual e que Ele era o Cristo.283 uma voz saiu da nuvem dizendo: Este é meu filho bem-amado. do que tinham visto. como outros Espíritos. e transfigurarse. como sendo o Cristo. aos olhos dos Apóstolos. depois de haver dito: “Este é o meu filho bem-amado. Jesus estava só. sob a forma humana. a missão que Ele. reunindo em torno de si os fluídos luminosos que sejam necessários ao fenômeno. Pedro. quando tais manifestações se produzem ostensivamente por toda a parte. aquela presença. a presença ali dos dois como que sancionava e santificava. em quem pus todas as minhas complacências. em nome do Todo-Poderoso. Escolhidos por serem os que apresentavam condições físicas mais favoráveis a torná-los aptos. pois. Retomando. Constituía. que Jesus. Nessas condições. A voz que saiu da nuvem e que se foi perdendo no espaço.

há ação exclusiva do Espírito sobre o seu corpo perispirítico. quando se acercam do foco da onipotência. 1. assim como a de um Espírito muito elevado. nos outros. visto que esse progresso é indefinido. Ë que Jesus. por haverem todos chegado à perfeição moral. . por qualquer outro Espírito que haja retardado a marcha da sua evolução. são. portanto. sem a mais ligeira falta. tanto mais branca e refulgente é a sua luz. poderem jamais igualá-lo. do seu aperfeiçoamento moral. visto que resulta do aspecto que o desencarnado dá aos fluídos em que envolve o encarnado. 10 e 18. no entanto. 18º. 1º. 9º. pois que se distinguem pela soma de suas aquisições intelectuais. A recomendação que Jesus fez aos discípulos. Assim sendo. nunca poderá Ele ser alcançado. qualquer dos que encarnem no nosso planeta será sempre menos adiantado do que Jesus: ser-lhe-á inferior em ciência universal. 15. ainda quando haja alcançado a perfeição sideral. sendo. 15. partiu do mesmo ponto de inocência e ignorância. para que a ninguém falassem do que tinham visto. 10º. através da eternidade. há necessidade de uma combinação do perispírito do Espírito que opera com o do encarnado que lhe serve de instrumento. na senda desse progresso. isto é. tanto mais luminoso se revela o Espírito às vistas humanas. 16. se vão cada vez mais aproximando de Deus. (110) Deuteronômio. — Apocalipse. que qualificamos de celestes. obedeceu à razão de que. na hierarquia dos mundos. sem. que em pureza são todos iguais. 8º. 1º. há hierarquia. ou lhe suportar as irradiações. os que projetam luz mais branca e mais brilhante. sem se afastar jamais da diretriz traçada pelas leis do Pai. 17º. para se inspirarem nas vontades daquele que é o Pai de tudo o que é. continuou e continua a progredir em ciência universal. Do mesmo modo. — Atos. O fenômeno da transfiguração do Divino Mestre. Todos. Quanto mais elevado. 22. até que Ele houvesse ressuscitado dentre os mortos. havendo chegado sem o menor desvio. ninguém lhes daria crédito. Também entre os puros Espíritos. 21. 3º. — 2ª Epístola à Pedro. sob o ponto de vista da ciência universal. se tenha tornado puro Espírito. aos quais só têm acesso os puros Espíritos. 10º. nada tem de comum com o da transfiguração do ser humano. 18. 17 e 18. — Daniel. antes de verificar-se o que se chamaria a “ressurreição” do mesmo Jesus. aparente a transfiguração. Com efeito. se os discípulos divulgassem imediatamente os fatos que presenciaram. Espírito que. Os mundos espirituais. tendo do Criador mais perfeito conhecimento. nem abrangê-lo com o olhar. como todos os demais. Naqueles casos. 1. teve a mesma origem. à suprema perfeição moral.284 ninguém jamais poderia igualá-lo em elevação. quanto mais elevado é um planeta na escala dos mundos. por efeito de uma transgressão que seja daquelas leis. — Isaías.

como tendo que ser o Precursor do . E não nos devemos admirar de que os discípulos houvessem feito ao Mestre aquela pergunta. — 13. ressuscitando Elias na pessoa de João Batista. versículo 10. Mas eu vos digo que Elias já veio. não fez mais do que ressuscitar essa velha crença. seu princípio fundamental. depois. a lei natural e imutável da reencarnação. os Espíritos do Senhor trariam aos homens. em espírito e verdade.285 106 MATEUS. disse Jesus a seus discípulos que os escribas e fariseus não haviam compreendido que aquele que pregava o arrependimento e o advento do Redentor era o Elias cuja volta o Antigo Testamento prometera e os discípulos logo compreenderam que Ele se referia ao Batista. nas condições sociais em que viviam. pois a reencarnação. pelo que respeita ao reino humano. que sofrerá muito e será desprezado. de cuja aplicação entre nós a reencarnação daquele profeta era apenas um exemplo. versículo 10. Talhava assim Jesus a pedra angular sobre que repousaria o edifício do futuro. Jesus assentava as bases da Revelação Espírita. pouca importância tinham para os apóstolos. — MARCOS. na Igreja Hebraica. Jesus. pouco sabiam da história sagrada. Mas eu vos digo que Elias já veio e que eles o trataram como lhes aprouve. de acordo com o que a respeito dele fora escrito. Elias tem que vir e restabelecerá todas as coisas. Falando de João. filho de Zacarias e de Isabel MATEUS: capítulo 17º. O Espírito de Elias reencarnado na pessoa de João. que Ele. porqüanto a ciência teológica era. que este era o mesmo Elias que as profecias anunciavam. portanto. recebeu das interpretações humanas. no seu colóquio com Nicodemos. 10 ao 12. 10 ao 13. E o Interrogavam. dizendo: Por que é que os fariseus e os escribas dizem ser preciso que primeiro venha Elias? — 11. o Precursor. eles não o conheceram e contra ele fizeram tudo o que quiseram. mais tarde. (111) Chamando a atenção dos discípulos para o fato de haver Elias voltado à Terra na pessoa de João Batista. Jesus lhes respondeu: Em verdade. essa pobre desfigurada. dada a natureza da época em que foram ditas. suas regras. cobertas pelo véu da letra. fins e conseqüências. dentro da ordem geral da Natureza. Então seus discípulos compreenderam que Ele lhes havia falado de João Batista. — 12. estava no domínio das crenças da maioria deles. MARCOS: capítulo 9º. para que não esclareça a multidão e não lhe patenteie as feridas que a Escritura. como está escrito a respeito do filho do homem. sob o império do espírito. explicando-lhes. Aquelas suas palavras que. deixaria veladamente entrever e que. Seus discípulos então lhe perguntaram: Por que é que os escribas dizem ser preciso que Elias venha primeiro? — 11. — 12. nos tempos marcados por Deus. visto que. mostrando a lei natural e imutável do renascimento. Jesus lhes respondeu: É verdade que Elias tem que vir primeiro e restabelecer todas as coisas. Assim também farão sofrer o filho do homem. embora já a houvessem combatido os “espíritos fortes”. 17º. o que ainda é em nossos dias: uma luz que se oculta. grande influência haviam de exercer no porvir. como erros da superstição. 9º. se bem não constituísse lei entre os hebreus.

ensinando que. sob a direção do Cristo. preparou a vinda do Cristo e a anunciou veladamente. assim. Governador e Mestre: o Filho. não a mesma personalidade humana. que teria de ser o precursor do Cristo. porque preciso se tornara que um véu fosse lançado entre os homens cheios de vícios. da reparação e do progresso. — Malaquias. 5. como o está nos ensinos da Terceira Revelação. lei que. 21. Moisés. trilhando-as. sendo os três um só Espírito. Judeus e Gentios. O princípio da reencarnação esteve esquecido durante muito tempo e convinha que assim acontecesse. Sim. em espírito e verdade. Quando foi Elias. ali. Quando reencarnou em João. Elias e João Batista — são uma mesma e única entidade. que volvera à Terra. 9º. com eles. O que. talvez. quando necessárias. 16. deu grande brilho à tradição hebraica e anunciou. nas suas profecias. aos três discípulos. único eterno: o Pai. 3º. 17. tomou a figura. Essas três figuras formam o emblema de uma tríplice missão desempenhada em três épocas diferentes. único. porém. Jesus. — Daniel. nosso Protetor. são o mesmo Espírito encarnado três vezes em missão. mas que hoje a Nova Revelação nos diz é que — Moisés. por meio da aparição de Moisés e de Elias. Haverá. 1º. Criador incriado. Espíritos bons. quando Jesus ensinou aos homens que João Batista fora Elias.286 Cristo. 26. foi esse precursor. Espíritos puros. a Nova Revelação explica o fato. Tais substituições se dão. desvenda aos homens as sendas da expiação. no Tabor. em Jesus Cristo. naquela ocasião. revelada. conforme se verificou. — Atos. até que a Humanidade. Assim. Moisés. que então lhe seria. indivisível. se têm que abrigar debaixo de uma só crença. foram elas postas ao alcance das inteligências humanas. um Espírito superior. Isso os Espíritos do Senhor nos revelam agora. nos Espíritos do Senhor. por Espíritos da mesma ordem. a aparência de Moisés. cujos tesouros de bondade e misericórdia são inesgotáveis. e. 53º. pelos progressos realizados. nem devia dizer. (111) Isaías. — Lucas. trabalham pelo progresso do nosso planeta e da sua Humanidade: o Espírito Santo. em que todos os homens. porém. que. pelos Espíritos do Senhor. se mostrasse apta a apreender esses mistérios e. de superstições. de par com aqueles mistérios. a lei natural da reencarnação. por virtude da justiça de Deus. sempre abertas ao Espírito que. 4º. Quando foi Moisés. não podia. no seu fundamento e nas suas conseqüências. filho de Zacarias e Isabel. da crença num Deus uno. de charlatanices. quem objete que. porque são chegados os tempos em que se tem de efetuar a “nova aliança”. Elias e João foram sempre o mesmo Espírito reencarnado. Elias e João Batista são um só. e os mistérios de além-túmulo. à realização de seus destinos. da mesma elevação que Elias e João. . Entretanto. chegará à perfeição moral e. eterno. não poderiam Moisés e Elias aparecer no Tabor como dois Espíritos distintos. Espíritos superiores. a mesma individualidade terrena.

ele se levantou. atravessaram a Galiléia. — 26. de sorte que muitos diziam: Morreu. o atira ao chão e o menino espuma. pois. — MARCOS. Um homem do meio da turba respondeu: Mestre. banhado em lágrimas: Senhor. 37 ao 43 e 17º. ora na água. vendo o povo acorrer. 13 ao 29. Quando Jesus voltou para casa. do meio do povo. Jesus lhe disse: Se puderes crer. se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda. Jesus perguntou ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? O pai respondeu: Desde a infância. Jesus lhes disse: Por causa da vossa nenhuma fé. eu creio. — 15. Jesus respondeu: Oh! geração incrédula e perversa. o qual. versículo 13. Jesus lhes disse: Oh! geração incrédula. ficando este como morto. Mas. Ele não queria que ninguém o soubesse. eu te trouxe meu filho que está possesso de um espírito mudo. em verdade vos digo. — 29. Vindo ter com seus discípulos. — 21. nada vos seria impossível. versículo 37. Quando voltou para onde estava o povo. lhe disse: Senhor. ajuda a minha pouca fé. eu te ordeno: sai deste menino e não entres mais nele. a estorcer-se no chão e a espumar. ameaçou o Espírito impuro. Jesus respondeu: Os demônios desta casta não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum. — 18. tem piedade de meu filho. — LUCAS. grande multidão lhes veio ao encontro. No dia seguinte. pedi a teus discípulos que o expulsassem. quando desciam do monte. — 20. diríeis àquela montanha: Passa daqui para ali. que. 9º. — 27. soltando um grito e agitando violentamente o menino. — 14. tomando-lhe Jesus as mãos e erguendo-o. viu Jesus que grande multidão os cercava e que com eles alguns escribas discutiam. 14 ao 20. até quando estarei entre vós? até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino. O Espírito. — 15. 9º. olha para meu filho: é o .287 107 MATEUS. tudo é possível àquele que crê. o Espírito o agitou e atirou por terra. — 17. range os dentes e fica seco. 5 ao 6. Trouxeram-no. mas estes não o puderam curar. — Fé onipotente. todo aquele povo. seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expelir aquele demônio? — 28. versículo 14. — Prece e jejum MATEUS: capítulo 17º. e o Espírito o tem muitas vezes lançado ora à água. — 22. Não se expulsam os demônios desta espécie senão por meio da prece e do jejum. — 18. Logo o pai do menino exclamou. e. que é lunático e sofre cruelmente. — 16. todas as vezes que dele se apodera. — 25. para fazê-lo perecer. muitas vezes cai ora no fogo. ora ao fogo. Ele então lhes perguntou: Que é o que discutíeis? — 16. este saiu do menino. que ficou no mesmo instante curado. — 17. MARCOS: capítulo 9º. tem piedade de nós e socorre-nos. ajoelhando-se a seus pés. chegou-se a ele um homem que. Jesus. tomado de espanto e temor. — 20. — 24. Então os discípulos vieram ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós expulsar esse demônio? — 19. um homem exclamou: Mestre. Se puderes alguma coisa. dizendo: Espírito surdo e mudo. LUCAS: capítulo 9º. Dali partindo. tanto que viu a Jesus. — 38. eu te suplico. e eis que. Lunático. Já o apresentei a teus discípulos. saiu. — 23. 17º. Logo que deu com Jesus. mas eles não puderam. E tendo Jesus ameaçado o demônio. — 19. correu a saudá-lo. e ela passaria. até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei? Trazei-me o menino.

Ao aproximar-se o menino. É que Jesus lhes quis significar não se terem eles ainda tornado capazes de cumprir com segurança a tarefa que lhes cabia. perguntar como é que. fatos considerados “milagrosos”. para serem exercidas cada vez em maior escala. quando estiver na Terra o Regenerador. Até lá. para os que de futuro viessem a ser os . até Quando estarei convosco e vos suportarei! Traze-me aqui teu filho. apresentado o moço ao Mestre. mas eles não puderam. quando eles lhe perguntaram por que não tinham conseguido “lançá-lo fora”. ao mesmo tempo. Jesus. Foi. já tendo eles produzido. Enquanto se achava com seus discípulos. um exemplo. — 42. este ameaçou o “demônio” que sobre ele atuava e no mesmo instante cessou a obsessão de que era agente tal “demônio”. versículo 8). LUCAS: capítulo 17º: versículo 5. O mesmo se dá com os médiuns atuais. em virtude da sua perfeita pureza. Jesus os preparava para desempenhar as missões que lhes iam ser confiadas. Ocorre. quando os mandara às cidades vizinhas. na condição de homens. o dos instrumentos mediúnicos da atualidade só se tornará completo. Pedi a teus discípulos que o expulsassem. com o poder de curar os enfermos e expulsar os demônios (MATEUS. preservando-os desse modo do orgulho a que. entretanto. o perseguidor que o atormentava. disse o Divino Mestre. tinham que se desenvolver. ao passo que aqueles atingiram o seu pleno desenvolvimento sob as vistas de Jesus. (112) Destes trechos evangélicos se vê que os discípulos de Jesus. Jesus respondeu: Oh! geração infiel e perversa. o “demônio”. acrescentando: “Os demônios desta casta não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum”. Entretanto. sobretudo quando Ele houvesse terminado a sua entre os homens. capítulo 10º. o demônio o atirou por terra e o pôs em grandes convulsões. Eram ainda incipientes as faculdades mediúnicas de seus discípulos. E os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé. Quanto ao não haverem podido os discípulos expelir do rapaz. não puderam expulsar daquele rapaz. para estarem aptos a realizar com firmeza as obras que o viam praticar pelo só poder da sua vontade. direis a esta amoreira: Desenraíza-te e transplanta-te para o mar e ela vos obedecerá. a que se referem os Evangelistas. eles apenas obterão fatos isolados. pela assistência que lhes dispensava o Mestre. — 39. como devia suceder. até alcançarem toda a amplitude a que haviam de chegar. que deviam depositar naquele em cujo nome iam falar e agir. que lhes fora trazido. mas. tendo falado ameaçadoramente ao Espírito impuro. Um Espírito se apossa dele e o faz subitamente gritar. grande Espírito que trará a missão de aproximar a Humanidade do ponto de sua purificação integral. a causa de tal insucesso está assinalada na resposta que Jesus deu. da sua perfeição moral. O Senhor lhes disse: Se tiverdes a fé do tamanho de um grão de mostarda. Foi por causa da vossa pouca fé. — 40. fazendo-o espumar e só o larga depois de o haver esfarrapado.288 Único que tenho. — 6. tornar absoluta a confiança. estranhos à ordem comum dos fatos. — 41. apesar de investidos por Ele no poder de curar os enfermos e de afastar dos obsidiados os Espíritos obsessores. dentro de certos limites. curou o menino e o restituiu ao pai. poderiam dar entrada em seus corações e levando-os a reconhecer que ainda precisavam fortalecer a fé. ficaram sem essa assistência naquele caso do lunático. atira-o por terra e o agita em violentas convulsões. — 43.

Efetivamente. na existência de Deus. o Mestre falou figuradamente. Senhor. por isso que em torno dele se grupam os Espíritos do Senhor. é que: àquele que crê. menos aparelhados de outras virtudes. para merecer tal graça. mais ou menos humildes. Que é a fé? Que é a prece? Que é o jejum? Em que consistem este e aquelas? Disse Jesus ao pai do moço: Se puderes crer. sem a mais ligeira dúvida. para afastar os Espíritos atrasados e sofredores. que carecemos de fé. esclarecida e sábia.289 continuadores da obra dos discípulos. sucedia. como o que nesta passagem dos Evangelhos se registra. quão maiores não hão de ser esses fracassos. que éorar? Será repetir palavras mais ou menos harmoniosas. necessários à sustentação . que dá à alma a essência pura da crença. por fortalecê-los em nossos espíritos. se. aquele pai não se sentia bastante forte em sua fé. conselhos e exemplos do Mestre. sem mesmo perceber como e por que sobe. as lições por Ele dadas e exemplificadas até ao cimo do Gólgota. que. que a faz librar-se às regiões luminosas do espaço e subir até ao seu Criador. dentro da figura de que usou. na atualidade. esforcemo-nos. constantemente. disse-nos o Bom Jesus. que não sabemos orar e que não praticamos o jejum espiritual! A fé. propensos a considerá-la apanágio somente de Espíritos elevados. dizendo isso. é acompanhada do jejum espiritual. Sim. alavanca poderosa. Cumpre notar que. Não tendo ainda os nossos corações bastante abertos para agasalharmos essas virtudes. como. ajuda a minha pouca fé. está a verdade. pelos ensinos. vemos. De fato. todas as coisas são possíveis. Da fé nasce a prece que. no seu amor e na sua misericórdia infinitos. esse mesmo temor militava por ele e lhe facultou ser atendido pela bondade infinita. além de fervorosa e perseverante. Dizemo-la incompreensível para nós. constitui o meio único de que podemos lançar mão eficazmente. sem vacilações. todas as coisas são possíveis àquele que crê. que estudamos e aceitamos. para assisti-lo. ela é forte. noutros irmãoS. com lágrimas de reconhecimento. acaba sempre por tocar o Espírito culpado. segundo ensinam os Evangelhos. aliás. —Na humildade e simplicidade do seu coração. A fé consiste na confiança absoluta. senão impossível de definir-se e quase incompreensível para nós outros. pela meditação dos ensinos e exemplos do nosso Salvador e dos seus apóstolos. pelo estudo. A verdade. Mas. capaz por si só de levantar o mundo. pobres pecadores de todos os instantes. eu creio. ditas de lábios para subirem ao Senhor? Jejuar será abster-nos de alimentos quaisquer. por verificarmos que. ela nos falece a nós que a todos os instantes recebemos provas da bondade e misericórdia extremas de Nosso Senhor Jesus Cristo. que prodígioS não pode a fé operar? Que é o que não consegue essa alavanca prodigiosa. cheios de imperfeições e fraquezas. mais ou menos sonoras. entre nós. no entanto. como deve ser em todo cristão. edificados como eram. esse calor fecundante. Ë uma virtude difícil. aprendendo a pedir somente o que possa ser de justiça aos olhos de Deus. de ordinário. Aí temos o valor e o alcance da prece! Orai e jejuai. ainda estavam sujeitos a fracassos. nas ocasiões em que mais necessária nos é. porém. santificados pela sua presença. porém. essa força motriz incoercível. o esclarecer e encaminhar para a verdade. Mas. se estes. porque. À fé se alia sempre a esperança e ambas se desdobram em caridade. sem sombras.

surdos e mudos. reservando o supérfluo para o repartirmos com os nossos irmãos a quem falte o necessário. . decorria continuamente piedosa aos olhos do Senhor e também porque a sua missão já era um ato de fé e amor. O jejum que Jesus nos recomendou consiste em nos abstermos de pensamentos culposos. inúteis. na regularidade dos costumes. uma aspiração incessantemente dirigida ao Criador e a guiar-nos na prática da verdade. por ofício. que o colocava (mesmo posta de lado a sua superioridade espiritual) acima de todos os Espíritos. É um arroubo contínuo do pensamento. puro Espírito. e sempre a Deus reportados. (112) JOÃO. Tais são o jejum e a prece que expelem os “demônios” da pior espécie. frívolos mesmo. como meio de ganhar a vida. a bem do nosso progresso moral e intelectual e do progresso dos nossos irmãos. em sermos sinceros na modéstia. e que acabam tornando-se maquinais. Jesus não precisava recorrer à prece ocasional. 11º. Não nos iludamos. na austeridade do proceder. Espírito perfeito. em sermos sóbrios na satisfação das nossas necessidades materiais. porque. 40. Não é prece uma reunião de palavras que se repetem todos os dias. da caridade e do amor. A prece poderosa. uma prece ativa e permanente. pelo poder e pela persuasão. sua vida.290 do nosso corpo material e indispensáveis ao regular funcionamento do nosso organismo? Não. investido de onipotência sobre os Espíritos impuros. os “demônios” que nos tornam cegos. a prece de Jesus são os atos da vida praticados com o pensamento em Deus. aquela vida que os homens supunham humana.

isto é. não entenderam essas palavras suas e receavam interrogá-lo. Predição. Os discípulos porém. após uma morte que. apenas. versículo 30. porém. e estes lhe darão a morte. — 45. que o Senhor se preparava para morrer. 30 ao 31. O que eles. — 31. 44 ao 45. compreenderam foi. versículo 21. 9º. que o farão morrer mas ele ressuscitará ao terceiro dia depois da sua morte. versículo Todos pasmavam do grande poder de Deus e como se mostrassem admirados dos que ele fazia. — MARCOS. seria real. Predisse-lhes que “habitaria com os mortos”. sem que haja mister sejam impostas. povoava de dúvidas os Espíritos. Jesus lhes disse: O filho do homem será entregue às mãos dos homens. Estes versículos se explicam por si mesmos. a fim de tocar mais fundamente o espírito dos discípulos e lhes aumentar a fé.291 108 MATEUS. no parecer deles. A vida. fatos aparentes. Ao mesmo tempo. dogmaticamente. quanto à possibilidade de tal fato. 9º. — LUCAS. que corriam o risco de perder o Mestre bem-amado. 21 ao 22. a fim de tornar mais frisante a sua ressurreição. tão veladas eram que não as compreendiam. como milagres. Quando voltaram para a Galiléia. da sua morte e ressurreição MATEUS: capítulo 17º. por Jesus. receavam interrogá-lo. Os discípulos ficaram profundamente contristados. pelo seu invólucro corpóreo à humanidade terrena. e tinham receio de o interrogar a tal respeito. porque a ressurreição. Jesus revelava antecipadamente os acontecimentos que se iam dar. MARCOS: capítulo 9º. LUCAS: capítulo 9º. dizia: O filho do homem será entregue às mãos dos homens. mas ele ressuscitará ao terceiro dia. dúvidas de que lhes nascia o temor de interpelarem a Jesus. — 22. mesmo como um milagre. Ensinando a seus discípulos. a morte e a ressurreição do Salvador. tiveram uma razão e um fim que hoje se justificam e explicam. crentes de que este pertencia. disse a seus discípulos: Guardai nos vossos corações o que vos vou dizer: O filho do homem há de vir a ser entregue às mãos dos homens. material. 17º. . como derrogações de leis naturais e imutáveis. Mas os discípulos não entendiam essas palavras. mas que deviam ser consideradas reais.

os naturais do país. Jesus replicou: Então os filhos se acham isentos. estando na sua terra. para que não os escandalizemos. não de revoluções. que. Por isso. ativas. deve ser. 26. (113) Destes versículos. para os romanos. E. a vitória da razão e da verdade. Simão? De quem recebem os reis da terra os tributos ou impostos? De seus filhos ou dos estranhos? — 25. decorrem altas e proveitosas lições. que sempre acarretam calamidades e as mais das vezes pioram a situação. estrangeiros eram os conquistadores e filhos os que nesse país haviam nascido. aos pequenos. 17º. Tendo eles vindo a Cafarnaum. lhes dar uma lição de humildade e submissão. impeliu o peixe a engolir a moeda e a encaminhar-se para o anzol com que foi pescado. como hebreus. Jesus paga o tributo MATEUS: capítulo 17º. pretensão que Ele não perdia ensejo de demonstrar infundada. Nada obstante. que eram. com a eloqüência de seus atos. aliás. eram. com relação aos reis da Terra. sobre os fluídos. não sendo. tão certo estava de que este cumpriria. Justo era. sábias. os que recebiam o tributo das duas dracmas se aproximaram de Pedro e lhe perguntaram: Teu Mestre não paga as duas dracmas? — 24. porqüanto o seu reino não era deste mundo. abre-lhe a boca. para. força que. cabem as explicações gerais dadas sobre os efeitos magnéticos. que encontrarás dentro um estáter. eram “filhos” os cidadãos de Roma. a quem Jesus se referia. com o auxílio do tempo. Os “filhos”. Pedro respondeu que o seu Mestre pagaria o tributo. versículo 23. Uma ação magnética. aproveitou aquela oportunidade. mas. põe em foco a justiça e a verdade. com efeito. mas da ação dessa força moral que se personifica na razão e na discussão. como sabemos. fontes de toda civilização lídima e de todo o progresso. quando tratamos da pesca tida por miraculosa. Ele respondeu: Sim. portanto. ao passo que. para quem as estude com a atenção e o interesse que merecem as coisas santas. 30º. sendo estrangeiros os povos subjugados. as obrigações do homem pacífico. Os Judeus. Com relação ao fato de haver Pedro achado no ventre do peixe a moeda com que pagou o tributo. Jesus lhe perguntou: Que te parece. esclarecidas e perseverantes. tem que resultar. no país que aqueles haviam conquistado. Ao entrarem em casa. — 26. 13. como.292 109 MATEUS. cuja missão era toda de natureza espiritual. porque a derrogação ou revogação das leis rigorosas ou iníquas. pois. Pedro respondeu: Dos estranhos. desejassem encontrar um pretexto para se forrarem às obrigações que lhes impunha o poder do dominador estrangeiro. 38º. logo que interpelado foi. vai ao mar e lança o teu anzol. para os hebreus. . de todos os textos das sagradas letras. apontando-lhes estas virtudes como as armas que dão. eles não pagassem tributo aos romanos. toma-o e vai entregá-lo por mim e por ti. o Mestre. pega do primeiro peixe que apanhares. exercida pela vontade de Jesus. assim. que à primeira vista parecem destituídos de importância. persistiam em querer que Jesus fosse um chefe temporal. 23 ao 26. ao contrário. de estranhar que os discípulos. que se submete às leis de seu país ainda que as tenha por injustas e que elas realmente o sejam. como de fato aconteceu. (113) Êxodo.

e lhes disse: Quem quer que receba em meu nome esta criança me recebe e quem quer que me receba recebe aquele que me enviou. 32 ao 40 — LUCAS. que se fizer humilde e pequeno como este menino. — 38. — 50. aos olhos de vosso pai. por isso que tinham vindo a discutir sobre qual deles era o maior. — 40. (114) Nestas palavras de Jesus. Jesus. versículo 32. de fé. nós lho proibimos. possa depois dizer mal de mim. por serdes do Cristo. não entrareis no reino dos céus. — 4. Aquele que receber em meu nome um tal menino. — 35. porqüanto. sua recompensa. confiemos nele e. quando chegaram a casa. — 5. replicando. porqüanto não há ninguém que. — 48. vimos um homem que expulsa os demônios em teu nome. de fé. Sejamos caridosos com os nossos irmãos e nele teremos o mais admirável tipo da caridade. Veio-lhes então à mente saber qual dentre eles era o maior. perguntou-lhes ele: De que vínheis tratando pelo caminho? — 33. a mim me recebe. tendo feito em meu nome um milagre. 18º. 46 ao 50. chamando um menino. — 34. de amparo ao fraco. Fracos. — 49. aquele que entre vós for o menor esse é o maior. Jesus disse: Não lho proibais. Lição de caridade e de amor. . porque quem não é contra vós por vós é. 1 ao 5. 9º. esse será o maior no reino dos céus. — 36. nem desejeis sobrepor-vos a eles. colocou-o no meio deles e. disse-lhes: Quem receber em meu nome a uma criança como esta a mim me recebe e quem me receber não me recebe a mim. se nos tornarmos simples de coração. Naquela hora os discípulos se acercaram de Jesus e lhe perguntaram: Quem julgas que é o maior no reino dos céus? — 2. pois que ele não te segue conosco. João. Em seguida. 9º. recebe sim àquele que me enviou. o colocou de pé no meio deles. nele encontraremos a chave de toda a ciência. de amor. de amparo ao fraco. LUCAS: capítulo 9º. confiança. porque elas vos trairão. Disse-lhe em seguida João: Mestre. “Aquele que quiser ser o primeiro seja o último. — 47. humildade e simplicidade. — MARCOS. — 39. tomou de um menino. versículo 46. vendo o que lhes ia nos corações. como somos e nos reconhecemos. Todos se calaram. não acrediteis valer mais do que os vossos irmãos. Aquele.293 110 MATEUS. e quem quer que em meu nome vos dê de beber um copo dágua. MARCOS: capítulo 9º. versículo 1. disse Ele. Vieram a Cafarnaum e. Jesus então se sentou. humildade e simplicidade MATEUS: capítulo 18º. pois. temos mais uma lição de caridade. Mas Jesus. Jesus lhe disse: Não lho proibais. disse: Mestre. — 3. eu vo-lo digo em verdade. — 37. visto que quem não é contra vós é por vós. seja o último de todos e o servo de todos. chamou os doze apóstolos e lhes disse: Se algum quiser ser o primeiro. depois de o beijar. mas que não te segue. vimos um homem que expulsa os demônios em teu nome e nós lho proibimos. Sejamos crianças que o Divino Mestre tome em seus braços. Aquelas palavras suas significam: Não procureis elevar-vos pelas vossas próprias forças. o servo de todos”. e lhes disse: Em verdade vos digo: se não vos converterdes e tornardes quais crianças. tomou de um menino e o colocou perto de si. não perderá.

capítulo 9º. versículos 49 e 50. em nome de Jesus. e praticando o que este pregava? Certo de que. seguindo a que a essa fica paralela. portanto. não era o mais amado. chegar ao fim que lhes cumpre atingir. de ritos. Daí o ciúme que lhes nasceu no intimo. Era uma pedra insulada. Qualquer que seja o caminho que trilharmos. segundo leis verdadeiras . as palavras do Mestre) por mim é. quando podem. textualmente. o que o impelia a aproximar-se mais de Jesus. pregando aos homens que escutassem o Mestre. se não abandonardes as idéias e tendências humanas. nem pretender forçar que os outros caminhem pela senda que se lhe abriu. era. de palavras. A criança é o símbolo da inocência. por seu lado. como tantas outras houve. O pensamento de Jesus. recebe a uma criança. ajudá-los a se elevarem. tal a miserabilidade da carne. Mostra. praticando contra elas inomináveis crueldades. atos que se efetuam pela vontade de Deus. que lícito não vos é impedir que quem quer que seja pratique o bem. dando isso lugar a que os outros pensassem que lhe coubera a melhor parte. desculpável. “Se não vos converterdes e não vos tornardes quais crianças. compreendendo a missão do Messias prometido. Compare-se essa doutrina à que. o orgulho vos impedirá a entrada no reino dos céus. ciúme. Eis aqui a doutrina do Cordeiro de Deus: Não lho proibais. versículo 38. ao contrário. antes. possuído de fé viva e ardente. pondo-nos ao alcance do fraco e do simples. usar do seu nome. de quem apenas ouvira falar. Supunham os discípulos que o Senhor tinha preferência por um deles. que entendem de impor a todos a tirania mística. o que mais amava. ou: não sereis moralmente perfeitos. quão errados andam e divorciados de seus ensinos os intolerantes. porém. se. em saber. Quando disse que aquele que. ao servir-se de tal símbolo. em seu nome. desde que o palmilhemos praticando a caridade. Espírito esclarecido. e faremos milagres. que João era o mais amado. — LUCAS. não chegareis à perfeição. sem blasfemar. MARCOS. e dizei se os que assim procedem seguem o Cristo e podem. não entrareis no reino do céu. — O que consta nestes versículos mostra que a ninguém é lícito sofrear os impulsos da fé. que lhe secundavam os esforços. ele expulsava os Espíritos impuros. recebe-o a Ele. excomunga as criaturas de Deus e as condena a suplícios atrozes. isto é. há hoje e haverá no futuro. Quer dizer. sustentado por Espíritos superiores. adorai como eu. em força. atraía sobre si as graças do Senhor. entretanto. Aquele que não é contra mim (estas são. quais esse de que fala MARCOS no capítulo 9º. por questões de fórmulas. João. aí descobriremos as marcas de seus pés e seremos com Ele e Ele será conosco. do contrário sereis condenados às penas eternas. mesmo entre os bons. mas que servia para a construção do edifício. era este: Se não vos fizerdes simples e inocentes. até certo ponto. tê-lo-emos a Ele ao nosso lado. Esse o sentimento que lhes trouxe ao espírito a idéia de saberem qual era o maior e motivou a discussão em que se empenharam. Que importava que aquele irmão não pertencesse ao número dos que seguiam a Jesus. com o apoio do nome de Jesus. ia. versículos 37 e 39. dando-lhes o melhor dos conselhos: o do exemplo. de partilharmos com este o que possuirmos em inteligência. espalhando o bem. advertiu o Divino Mestre. quis significar que. por provir do grande amor que consagravam ao Mestre. dizendo-lhes: crede como eu.294 procurai.

— 1ª Epístola à Pedro. (114) Salmos 130º. 20. como o pretende a Igreja Romana. 2. 2º. que essa é a significação única que devemos dar àquele termo e não o de derrogação das leis naturais. — 1ª Epístola aos Coríntios. ainda desconhecidas dos homens mas existentes de toda a eternidade.295 e imutáveis da Natureza. 14º. 2º. 2. .

de semblante resoluto. também a lembrança. plenos de todas as virtudes. versículo 51. dos quais cintilará o amor divino. 12º. eles viviam em antagonismo com os Judeus. Ele veio dar àquele bloco. o perdão em troca da injúria. como se sabe. mas cumpri-la. não o receberam por ter ares de quem ia para Jerusalém. O fato de se haverem os Samaritanos recusado a recebê-lo nada tem de estranhável. 1º. completando-a com o prescrever o amor em retribuição do ódio. 47. que Tiago e João tiveram. Jesus. O filho do homem não veio para perder e sim para salvar os homens. tornando-a perfeita. realizando-se a sua ascensão. Quando a obra estiver acabada. 17. das vistas humanas. — JOÃO. 1º. era o momento em que. informe e cheio de arestas. Estes. — 52. de pedirem que do céu descesse fogo para consumi-los. de fato. dizendo: Não sabeis de que Espírito sois? — 56. Enviou adiante alguns mensageiros que de passagem entraram numa aldeia de Samaritanos a fim de lhe prepararem pousada. pois que. (115) O tempo que se aproximava. Chegado que é o momento de concluir essa obra. em que Jesus tinha que ser arrebatado do mundo. de cujas idéias não partilhavam. — 54. Jesus não veio abolir a lei. 51 ao 56. se pós a caminho para ir a Jerusalém. com efeito. quando esse amor houver penetrado em todos os corações. diante dos discípulos reunidos. mas justificá-la. 3º. os repreendeu. 10 e 12. 9º. Jesus. darão testemunho de que. — 53. . Vendo isso. seus discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor. Dirigiram-se a uma outra aldeia. não só lhes recusou o que pediram. Ele se elevou nos ares. até que deixou de ser visto. porém. não viera abolir a lei de Moisés. porqüanto. como desapareceu. um exemplo de caridade e mostrando que. voltando-se para eles.296 111 LUCAS. queres digamos que o fogo desça do céu e os consuma? — 55. — Resposta de Jesus LUCAS: capítulo 9º. o Mestre novamente toma do buril. 2. Daí. Com o seu cinzel todo feito de doçura. para fazer que nela apareçam os mais delicados traços. termo que traduz bem o pensamento. dando. ele. desapareceria. porém. ainda que forte. — Atos. como sempre. porém. formas deUcadas e burilar-lhe os contornos. Como se aproximasse o tempo em que havia de ser arrebatado no mundo. o benefício em paga da ofensa. mas ainda os repreendeu. estes. Palavras de Tiago e João. (115) 4º Reis. pouco depois.

em geral. 42 ao 50. cortai-o. pois vos digo que seus anjos. mais vale entreis na vida com uma só mão do que com duas e ir para a geena do fogo que jamais se extingue. 7º. com que o temperareis? Tende sal em vós e entre vós guardai a paz. são concedidas aos Espíritos que as pedem. as encarnações. mas ai daqueles por quem vêm os escândalos. arrancai-o e atirai-o longe de vós. mas. vêem sempre a face de meu pai que está nos céus. — 8. ai. — LUCAS. visto que só mediante . Consistem as expiações em sofrimentos físicos e morais. mais vale entreis coxos na vida eterna do que com dois pés e serdes precipitados na geena do fogo que jamais se extingue. muitas vezes. ai do homem que cause o escândalo MATEUS: capítulo 18º. cortai-a. Necessário é. — 9. obstinados no mal. (116) No planeta atrasado em que habitamos. — MARCOS. mais valera lhe atassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao mar. portanto. 18º. — 49. versículo 42. Se vosso pé vos é motivo de escândalo. 1 ao 2. — É necessário que se dêem escândalos. Se vosso olho vos é motivo de escândalo. — 48. LUCAS: capítulo 7º. Constitui este. é impossível que não se dêem. Se vossa mão ou vosso pé vos for motivo de escândalo. — 7. para o que lhe experimenta as conseqüências. entretanto. pois todos terão que ser salgados com fogo. como toda vítima tem que ser salgada com sal. para expiação e reparação de faltas que anteriormente cometeram. Mais vos vale entrar na vida coxo ou estropiado do que com duas mãos e dois pés e ser lançado no fogo eterno. — 50. Se vosso olho vos for motivo de escândalo. onde o verme que os rói não morre e o fogo nunca se apaga. versículo 1.297 112 MATEUS. Mas. maus conselhos. — 44. o filho do homem veio salvar o que estava perdido. se se tornar insípido. pois é necessário que venham escândalos. MARCOS: capítulo 9º. versículo 6. A esse melhor fora lhe atassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao mar do que escandalizar a um destes pequeninos. — 2. Se vossa mão vos é motivo de escândalo. do homem por quem vem o escândalo. — 11. Porque. no céu. maus exemplos de outros que. O sal é bom. onde o verme que os rói não morre e o fogo não se apaga. melhor fora lhe pendurassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao fundo do mar. são causados pelos maus atos. arrancai-o. — 45. cortai-os e lançai-os longe de vós. um fator do seu progresso. 6 ao 11. Aquele que escandalizar a um destes pequeninos que em mim crêem. Disse Jesus a seus discípulos: É impossível que não venham escândalos. — 47. Aquele que escandalizar a um destes pequeninos que crêem em mim. 9º. Tende muito cuidado em não desprezar a um destes pequeninos. — 43. — 10. sofrimentos esses que. melhor será que entreis no reino de Deus com um só olho do que com dois e serdes precipitados na geena do fogo. onde o verme que os rói não morre e o fogo jamais se extingue. Ai do mundo por causa dos escândalos. que haja escândalo no mundo. pois. Evitar o escândalo. uma como punição de suas culpas e. mais vale entreis na vida com um só olho do que com dois e ser lançado na geena do fogo. se tornam assim causas ou instrumentos de escândalo. — 46.

11. que o adorassem. entre os hebreus. a que nos tornemos causa de escândalo. e que. Recorrendo sempre aos costumes. pelo contacto com os vícios. em nome do Espírito da Verdade. 6. dos que ocasionem o escândalo. antes de estarem bastante amadurecidos para uma vida melhor. Esses os que o filho do homem viera salvar. e que as virtudes se fortalecem e deles triunfam. de todas as causas do mal. durante séculos talvez. por os terem falseado. 43º. numa outra vida. na vida errante do Espírito culpado. de interpretações grosseiras. isto é. 24. pelo exemplo e pela palavra. por não mais obedecerem aos mandamentos. em espírito e verdade. uma tortura de todos os momentos. para compor a linguagem figurada de que necessitava usar. e prescrevendo que não adorassem o Pai nem de cima do monte. porém. O filho do homem veio salvar o que estava perdido. como meio de purificação e. — Efésios. — Estavam perdidos os que se haviam desencaminhado. escombros confusos do edifício que Ele erguera a tão grande altura. Com o correr dos tempos. para. volta Ele hoje a salvar. preferível é que o façamos. 3º. 4º. cujo templo é o nosso planeta e cujos fiéis são os que praticam aquele duplo amor. e ai também. preconceitos e tradições hebraicas. sem que nos sorria a esperança de ver-lhe o fim. . 29. Mais valera não houvessem encarnado. enquanto o arrependimento não nos abrir o coração para aninhá-la. assim. fazendo das tradições o fundamento de seus dogmas. 7. como Ele quer ser adorado. — Ezequiel.298 eles muitas consciências despertam para o reconhecimento dos erros praticados e para o arrependimento. em nossas almas. Assim tendo acontecido. — Colossenses. era o emblema da purificação de toda vítima oferecida em oblata ao Senhor. entretanto. de progresso. nem em Jerusalém. (116) Levítico. abrindo-lhes uma estrada nova. para o Espírito culpado. — JOÃO. Qualquer que seja o sacrifício que nos custe a destruição. induzindo-nos ao desejo de baixarmos de novo ao mundo. para que se lhe cumpra a promessa. de haver — um só rebanho conduzido por um só pastor. dos que se deixem levar até ao escândalo. como servos e membros da Igreja universal do Cristo. 13. 13º. — 2ª Epístola aos Coríntios. por meio da Nova Revelação e por intermédio dos Espíritos seus servidores. proclamando entre os homens e para a Humanidade inteira que toda a lei e os profetas se contêm nestes dois mandamentos: amar a Deus acima de todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. O sal. Jesus ainda aqui apresentou a infância como emblema da pureza e da virtude. com o que nos condenaremos a sofrer. expiar e reparar o mal praticado. ao caminho que leva a Deus. 4º. 2º. — Zacarias. abstração feita de todos os diversos cultos exteriores. de tradições. O fogo exprime emblematicamente a expiação. 13º. 17. ainda que menor lhes seja a culpa. com extrema simplicidade e clareza. também essa nova estrada ficou atravancada de dogmas. os que se perderam em meio daqueles escombros e reconduzi-los. Ai. em seguimento da de que se tinham afastado.

E se acontece que a encontre. Assim. Qual dentre vós aquele que. quando a sua voz amorosa chega a ecoar no coração daquela que se perdera. depois do desempenho daquela missão. ela reúne suas amigas e vizinhas e lhes diz: Regozijai-vos comigo. Era o que fazia. Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se desgarra. qual a mulher que. e faz ainda agora. porém. Todos os seus cuidados se hão sempre concentrado e concentram nas suas ovelhas. — 8. que sempre trabalharam e trabalham pelo progresso da nossa Humanidade. em verdade vos digo que essa ovelha lhe dará mais alegria que as outras noventa e nove que não se extraviaram. não acende a sua candeia. ele não deixa as outras noventa e nove nos montes para ir procurar a que se desgarrou? — 13. ou que. retrocedem. mais alegria haverá no céu por ter um pecador feito penitência do que por causa de noventa e nove justos que não precisam fazer penitência. dizendo: Este homem recebe os pecadores e come com eles. 18º. tendo dez dracmas e perdendo uma. Esse tal. Quer isto dizer que nenhuma criatura do Senhor permanecerá afastada . apavorados com os obstáculos do caminho. Uma vez que a encontre. o que continuou a fazer. versículo 12. oh! então. desde que o homem surgiu no planeta. de modo especial. Ou. antes que descesse a desempenhar essa missão. a reconduz ao aprisco. eu vos digo. — 14. não varre a casa e não procura com cuidado a moeda até a encontrar? — 9. tomando-a nos braços. versículo 1. — 10.299 113 MATEUS. não é da vontade de meu pai que está nos céus que pereça um só que seja destes pequeninos. Ovelha desgarrada. encontrando-a. — LUCAS. 12 ao 14. E os fariseus e os escribas murmuravam. (117) O mesmo é o pensamento que ditou as parábolas da ovelha desgarrada e da dracma perdida. reúne seus amigos e vizinhos e lhes diz: Congratulai-vos comigo. Ele viera em socorro dos que fraquejam. por intermédio dos Espíritos do Senhor. Eu vos digo que. — Dracma perdida MATEUS: capítulo 18º. Apenas. quando o vê restabelecido. O pai de família cuida com ternura do filho doente e o coração se lhe alvoroça de ventura. o bom pastor corre para essa que respondeu ao seu chamamento e. não a carregará aos ombros cheio de alegria? — 6. os pobres a quem Jesus se dirigia. LUCAS: capítulo 15º. Jesus então lhes propôs esta parábola: — 4. durante a sua missão terrena. maior vigilância sobre as que sofrem e as que um mau pastor deixou se perdessem. Do mesmo modo. — 3. Os publicanos e os pecadores se aproximaram de Jesus para ouvi-lo. pois achei a minha ovelha que se perdera. exerce. grande júbilo entre os anjos de Deus por um pecador que faça penitência. para que não mais se aparte do rebanho. tendo cem ovelhas e perdendo uma. Ele as procura e. não deixará as outras noventa e nove no deserto. para ir procurar a que se perdeu até achá-la? — 5. Foi o que fez o Filho bem-amado do Pai. igualmente. pois encontrei a dracma que havia perdido. — 7. 1 ao 10. — 2. 15º. haverá. voltando a casa. Visam ao mesmo fim os ensinamentos que derivam de ambas. E que. Não é da vontade de meu Pai que está nos céus que nenhum destes pequeninos pereça. a da dracma objetiva.

aos Espíritos do Senhor. todas. pois. . do que a figurada alegria da mulher. perfeitamente se justifica que Jesus se haja servido dele. desde que atentemos em que as suas palavras eram dirigidas a pobres. da justiça. abrange todas as criaturas. por termos alimentado os vícios que as substituíram. assim fazendo. É um duplo erro que a Nova Revelação vem condenar em nome de Jesus. para dar sustento a uma porção de míseros filhinhos. por intermédio dos Espíritos do Senhor. para alimentar nossa alma. deve ser buscado com ardor igual ao que a anima a procurar uma moeda de pequeno valor e deve causar. Quanto ao símile da moeda perdida e achada. monstruosidades. da bondade e da misericórdia infinita de Deus. órgãos do Espírito da Verdade. Cumpre. porque visa tornar compreensível à classe pobre que tudo o que estiver perdido. Se os “príncipes da Igreja” quisessem compreender as palavras de Jesus. Jesus Cristo! (117) 1ª Epístola à Pedro. Assim. para que. aos nossos guias. duplo erro que o progresso das inteligências e a consciência moderna já condenaram como falsidades. ciência e progresso. anjos de Deus. 10. sentimento que é desta o mecanismo. 2º. isto é. que olha com paternal afeto. quando encontrado. trabalhemos. caridade. Quão grande não será a alegria que. em face da onipotência.300 dele. mais cedo ou mais tarde. Criador de tudo o que existe. o sentimento da mulher. possamos obter o lugar que nos está reservado na vida eterna. ao encontrar a dracma cujo desaparecimento representaria talvez a perda de uma parte do trabalho exaustivo a que se entrega o marido. proporcionaremos aos nossos protetores. alegria idêntica à que produz o acharse a moeda que se perdera. e 25. do ponto de vista espiritual. se irão reunir a seus pés. infinito. Daí decorre que o arrependimento por havermos desprezado as virtudes e. tem o maior interesse. onde tudo é atividade. pelas dificuldades com que logram ganhá-la. de Deus. para os quais a mais insignificante quantia tem grande importância. a fim de que progrida moral e intelectualmente. certamente não insistiriam em pregar a condenação a penas eternas e a queda dos anjos. na parábola. na frase do nosso Divino Mestre. Nada mais natural. constitui o meio e o caminho de tornarmos a encontrar o que se perdera e fará que nos sirvamos do que havíamos perdido e de novo achamos. Pai de todos. quanto antes. amor. como para o rei da Terra. cujo amor universal. conseguinte-mente. portanto. tanto para o mais pequenino animálculo. para que o mais depressa possível entremos nessa existência ditosa.

logo lhe matas um novilho gordo. únicos inimigos que precisamos combater e vencer. — 24. Chamou um dos servos e perguntou o que era aquilo. mas ninguém lhas dava. de sabedoria. pelo que respeita a teu Irmão. havendo dissipado o tempo e a inteligência. o filho mais moço reuniu tudo o que era seu. pois que este meu filho estava morto e ressuscitou. Vinha ele ainda longe quando este o viu. — 23. disse: Já lá se vai tantos anos que te sirvo. — 13. sem jamais haver transgredido ordem tua e nunca me deste um cabrito para que eu me banqueteasse com meus amigos. O servo respondeu: É que teu irmão voltou e teu pai mandou matar um novilho gordo por tê-lo recobrado são e salvo. O rapaz se indignou e não queria entrar. pequei contra o céu e contra ti. Parábola do filho pródigo LUCAS: capítulo 15º. Foi então e entrou para o serviço de um dos habitantes do país. tão bom e tão . que esbanjou todos os seus bens com meretrizes. foi ter com o pai. porqüanto ele estava morto e ressuscitou. os tesouros de força. Disse-lhe o filho: Meu pai. muito gostara ele de encher a barriga com as landes que os porcos comiam. No entanto. trata-me como a um dos teus jornaleiros. — 26. O pai saiu e se pôs a lhe pedir que entrasse. 15º. acaba o Espírito por se sentir avassalado pela fome das virtudes que. disse o pai. que têm pão em abundancia. o qual o mandou para uma sua fazenda a apascentar os porcos. comamos e regozijemo-nos. estava perdido e foi achado. — 22. dê-me a parte que me há de tocar dos teus bens. tendo esbanjado. Disse ainda: Um homem tinha dois filhos. por sentir o vácuo no seu íntimo e. estás sempre comigo e o que é meu é teu. — 21. — 19. Levantar-me-ei. a misericórdia infinitas do nosso Pai do Céu. pão do céu. E começaram a festejar o acontecimento. — 16. — 14. grande fome assolou aquele país e ele começou a passar privações. Quando já havia dissipado tudo.301 114 LUCAS. ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. — 32. não sou mais digno de que me chames teu filho. — 17. versículo 11. mas. — 15. que nos traz a resignação ante todas as infelicidades e desgraças a que nos condenamos pelos nossos vícios e paixões. Afinal. E o pai repartiu com os dois os seus bens. Poucos dias depois. estava perdido e foi achado. de ciência. E levantando-se. De volta. pequei contra o céu e contra ti. — 12. do seu Deus. Ele. caindo em si. Ela nos mostra que. disse: Quantos jornaleiros há. correu-lhe ao encontro. e tomado de compaixão. O filho mais velho estava no campo. Meu filho. era preciso que nos banqueteássemos e rejubilássemos. Aí. sofrendo os efeitos da miserável condição a que chegou. — 25. ao regressar o teu outro filho. alimentam para a vida eterna. — 29. pensa com amargura no que perdeu e se lembra então do Pai. Ela traduz o conforto da esperança. — 31. 11 ao 32. — 30. porém. Não mais sou digno de que me chames teu filho. irei ter com meu pai e lhe direi: Meu pai. no cultivo desses vícios e paixões. O pai disse. na casa de meu pai. porém. ouviu música e rumor de dança. por ser das que mais altamente exprimem a bondade. que possuía. — 27. lançou-selhe ao pescoço e o beijou. a seus servos: Trazei-me depressa a melhor das roupas e vesti-a nele. — 20. — 28. partiu para um país estranho e muito distante e aí dissipou os seus haveres em desregramentos e deboches. (118) Esta parábola do filho pródigo é uma das mais eloqüentes. ao aproximar-se de casa. trazei também um novilho gordo e matai-o. O mais moço disse ao pai: Meu pai. enquanto que eu aqui morro de fome! — 18.

5º. porqüanto. se acha morto. É assim que ele estava perdido e foi achado. Arrependamonos. um desmentido formal e solene. portanto. o nosso Redentor. pervertido. 13 e 17. oposto ao erro fatal do dogma da condenação eterna. façamos penitência. O arrependimento o ressuscita. confiantes em absoluto na ilimitada misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo. o nosso Amparo. E o Pai. lhe faculta os meios de readquirir tudo o que constituíra a parte dissipada de sua herança. — Efésios. pelo qual se opera a ressurreição do Espírito que. sendo a morte. 3º. é. 2º. a cessação de todo movimento. 1. único capaz de lhe restituir os tesouros esbanjados. . e uma demonstração magnífica do remédio que temos em nossas mãos: a penitência. uma acepção figurada. na acepção legítima da palavra. isto é. 14.302 terno. Todos os que vivemos neste planeta somos filhos pródigos. 39. se obstinava no mal e que. 2º. por essa obstinação no mal. a cessação de todo progresso. (118) Atos. pondo-o em condições de retomar a marcha ascensional. o arrependimento. tocado pelo arrependimento sincero do filho e pela sua súplica. — Apocalipse. Esta parábola é.

portanto. que se tornam. Quanto às “riquezas de iniqüidade”. são as riquezas terrenas. pois. porque fraudulenta. sequer. ainda quando as hajam adquirido fraudulentamente. Deus sabe que o são pela astúcia. o ignorante. em sancionar. Compara-se o juízo de um homem. do capítulo 16º de LUCAS. versículo 1. — 5. empregadas contra o simples. apenas. Dizemos — “admira” — e não — “louva” — porque. disse ele. pois que não poderás mais administrar meus bens. Toma. podendo a palavra. conforme o pretenderam a malevolência e a ignorância dos que se apegam a cada uma das letras de cada versículo. que sempre militará a seu favor. encontre pessoas que me recebam em suas casas. que o divino Modelo haja pensado em legitimar ou. significar as duas coisas. que é mais consentânea com o pensamento do Mestre. pela habilidade que revela. Disse também Jesus a seus discípulos. pela esperteza. eles vos recebam nos tabernáculos eternos. O devedor respondeu: Cem cados de óleo. senta-te ali e escreve depressa uma outra de cinqüenta. Chamou cada um dos que deviam a seu amo e perguntou ao primeiro: Quanto deves a meu amo? — 6. e o juízo de Deus com relação àqueles que empreguem suas riquezas humanas em fazer o bem. devemos traduzi-la por “admirar”. se suponha e diga. uma comparação. se não houverdes sido fiéis no tocante às riquezas de iniqüidade. fontes de males para o homem. preciso é se atente bastante no que consta nos versículos 10 e 12. aplaudir o roubo. Ele o chamou à sua presença e lhe disse: Que é o que ouço dizer de ti? Dá-me conta da tua administração. Nela não se nos oferece um exemplo. porqüanto. Parábola do mordomo infiel LUCAS: capítulo 16º. Aquele que é fiel nas pequenas coisas sê-lo-á também nas grandes. mesmo quando essa previdência se traduza por um ato fraudulento. — 11. quem vos confiará as verdadeiras? — 12. Já sei o que farei. a criatura de boa-fé. 16º. 1 ao 12. o documento que me deste e escreve um de oitenta. ou aprovar as fraudes e as ações más. — 7. — 3. mas. E o amo louvou o mordomo Infiel por haver procedido com atilamento: pois os filhos do século são mais avisados no gerir seus negócios do que os filhos da luz. E eu vos digo: Empregai as riquezas de iniqüidade em granjear amigos.303 115 LUCAS. — 8. ao que se diz legitimamente. quando elas vierem a faltar-vos. — 2. — 4. aquele que é injusto no pouco também o é no muito. sobre uma ação má. — 10. — 9. do qual é vítima o primeiro. a fim de que. adquiridas muitas vezes. que mostram qual o seu espírito e não permitem. tão amiúde. Havia um homem rico que tinha um mordomo e este perante ele foi acusado de lhe haver dissipado os bens. Perguntou em seguida a outro credor: E tu quanto deves? Respondeu esse: Cem coros de trigo. Disse-lhe o mordomo: Toma a tua obrigação. quem vos dará o que é vosso? (119) Para que esta parábola seja bem entendida. que ele admira louva — não). uma vez que meu amo me tira a administração de seus bens? Não sei cultivar a terra e de mendigar tenho vergonha. Ora. no original. a fim de que. como o têm feito certos críticos sem ponderação. como se poderá negar louvores àquele que empregue . Se não fostes fiéis. Disse então o mordomo de si para si: Que hei de fazer. com o alheio. Pois que no mundo não falta quem admire e até louve a previdência de um outro. quando me houverem tirado a mordomia.

4º. fato que lhe será levado em conta. 27. 36. 4º. 5º. — 1º Tessalonicenses. isto é. 5º. 8. — 1ª Epístola à Pedro. — Efésios. — JOÃO. para amortização de suas dívidas? (119) Daniel. aplicando-os em auxiliar o pobre. o necessitado. 8. 12º. 5.304 os bens perecíveis e perigosos da Terra na conquista de amigos que o ajudem a entrar nos tabernáculos eternos. .

5º. já representava uma conquista imensa. versículo 3. Além disso. esquecendo e desprezando o ofensor. persuasivas. função que os tornava odiosos. se este persistisse em não se emendar. amiúde. em certos casos. para procedermos de modo contrário. Usemos. pode haver. cedendo a um rancor que. vai e o repreende. que o ofendido chamasse testemunhas. cumpre não olvidemos que Ele falava aos Judeus. — Provérbios. procurai formulá-la com palavras brandas. a fim de que tudo seja confirmado pela autoridade de duas ou três testemunhas. significava bárbaro. pois. perdoai-lhe com sinceridade a ofensa recebida. 5º. caso não o atendesse o ofensor. seremos julgados como houvermos julgado. — LUCAS. 17. e Deus vos perdoará do mesmo modo por que houverdes perdoado. o ofendido. idólatra. da benevolência de que tanta necessidade temos e digamos. aliás. 20. vos arrisqueis a fazer que aquele que vos ofendeu recalque para o fundo do coração o seu arrependimento sincero. e. depois de valer-se daqueles expedientes. — Romanos. entre eles. 1. Se vos houver ofendido. 16º. esquecesse e desprezasse as ofensas. que. 3 ao 4. LUCAS: capítulo 17º. 3º. rancoroso e vingativo. para com os nossos irmãos. como perdôo as de meus Irmãos. — JOÃO. — 16. perdoa-lhe. Se também não as atender.Se. Se se arrepender. 17. Jamais. para os Judeus. — 17. . Se contra ti pecou o teu irmão. ao Senhor: “Perdoa as minhas ofensas. — 4. repreende-o. Se te atender. (120) Quer isto dizer: se houverdes de fazer a algum de vossos irmãos uma censura qualquer. ofensas estas que consistem na transgressão de suas leis e em todas as tentativas que façamos para nos subtrairmos à ação delas. 10. Quanto ao aconselhar Jesus. possa parecer legítimo. mas a sós com ele. povo rixento. ocultando-a dos estranhos. 18º. versículo 15. portanto. sinceros. se também à Igreja ele não atender. tê-lo-ás ganhado. 17. 15 ao 17. 17º. porém. — 1ª Epístola aos Coríntios. 19. Razão nenhuma. 8º. com o considerá-lo gentio e publicano. Publicanos eram os cobradores de impostos. 9. não nos devemos esquecer de que. (120) Levítico. a fim de que ele se corrija. comunica-o à Igreja. — 1ª Epístola à Pedro. Se contra ti ele pecar sete vezes no dia e sete vezes no dia te procurar para dizer: Eu me arrependo — perdoa-lhe. não te atender. e recorresse à Igreja. para que ele não fique vexado. Conseguir. para os que o ouviam. pois sabemos que. trata-o como gentio e publicano. Gentio. 17º. não apenas sete vezes no dia. Não guardeis jamais prevenção alguma contra um irmão vosso. faze-te acompanhar de uma ou duas pessoas. Palavras de Jesus relativas ao perdão e ao esquecimento das injúrias e das ofensas MATEUS: capítulo 18º. — Timóteo. do ponto de vista humano. Tende cuidado convosco: se contra ti pecou o teu irmão. mas setenta vezes sete vezes ofendemos a Majestade divina.305 116 MATEUS. 19º. conforme o disse Nosso Senhor Jesus Cristo.

tais os sentimentos exclusivos que nos devem animar. depois comerás e beberás? — 9. 16. Cumprimento do dever com humildade e desinteresse. 7 ao 10. 13º. tendo um servo ocupado em lhe lavrar a terra. 35. versículo 7. (121) Significa isto que nada somos. Penso que não. tendo em vista agradá-lo. 7. 4º. a quem tudo foi dado. 14º. 2. portanto. fizemos o que éramos obrigados a fazer. 2. 35º. 2. em comparação com o Senhor. Não nos devemos. ao voltar ele dos campos: Vem sentar-te à mesa? — 8. ou em lhe apascentar os rebanhos. 17º. 4. 11º. 22º. cinge-te e serve-me. Temos que esforçar-nos por cumprir o nosso dever. 9º. até que eu tenha comido e bebido. — Filipenses. Assim. A preocupação do cumprimento do dever. — JOÃO. Qual de vós o que. E o amo deve porventura agradecimento ao servo por ter feito o que lhe fora ordenado? — 10. (121) Job. sem que a isso nos mova unicamente a esperança de uma recompensa. — Romanos. o reconhecimento para com Deus e a esperança de satisfazê-lo. 11º. diz a esse servo. (122) Levítico.306 117 LUCAS. . 12. 3. 46. dizei: Somos servos inúteis. — 1ª Epístola aos Coríntios. vangloriar do que fizermos. — Salmos. 15º. que tem o direito de tudo exigir de nós. quando houverdes feito tudo o que vos foi ordenado. Não lhe dirá antes: Prepara-me a ceia. 3º. com o sentimento de amor e gratidão ao Criador LUCAS: capítulo 17º.

cheio de reconhecimento. mas tão-somente filhos mais ou menos amorosos. sem distinguir o Samaritano do Judeu. — 12. — 17. como de ordem moral e intelectual e o levam à perfeição. ensinou Jesus que não basta. Esse era Samaritano. sucedeu que. conforme Ele tornou claro no seu colóquio com a Samaritana (Evangelho de João. enquanto os Judeus. nem ortodoxos. a quem Jesus. Foi também o que se deu com os comprovincianos da mulher de Samaria. dirigindo-se ao estrangeiro. Ao entrar numa aldeia. Eles logo se reuniram em torno do Mestre. disse: Levanta-te. a tua palavra penetrou em nossos corações. tem piedade de nós. capítulo 4º). para adquirir méritos perante o Senhor. porque eram leprosos. que se julgavam os filhos privilegiados. para sem demora voltarem ao convívio dos outros homens. Ora. rendendo-lhe graças. aceitar. saíram-lhe ao encontro dez leprosos que pararam ao longe. voltou para glorificar a Deus? 19. trataram de ir cumprir as formalidades legais. E aconteceu que. e lhe bradaram: Jesus. a tua luz nos deslumbrou. praticar mesmo seus dogmas. dirigindo-se para Jerusalém. à borda do “poço de Jacob”. a lhe dizerem: Senhor. E se prostrou. que mata para sempre toda sede. ficaram limpos. — 15. haver nascido sob uma doutrina religiosa qualquer. E. enquanto iam. para o Pai. sejam quais forem as crenças que professem. glorificando a Deus em altas vozes. nada tendo de comum com a Doutrina Cristã a de que é chefe o Pontífice Romano. aos quais Ele transmite suas instruções. nenhum mais. cremos em ti. vai. Mestre. rosto em terra aos pés de Jesus. para se prostrar aos pés do caridoso Médico e lhe render graças por tamanho benefício. o ortodoxo do herético. em face de tais ensinamentos e exemplos. Em oposição aos ensinos de Jesus. a pátria onde tenham nascido. 17º. O Samaritano. versículo 11. senão este estrangeiro. as graças que Ele lhes manda e que abrem ao Espírito as sendas do progresso. Como se explica que. Assim. — 16. mais ou menos submissos. ofereceu a água nova. um deles retrocedeu. Assim que os viu. 11 ao 19 Os dez leprosos LUCAS: capítulo 17º. teve Jesus que atravessar a Samaria e a GaliléIa. onde mostrou aos homens que. Perguntou-lhe Jesus: Os dez não ficaram limpos? Onde estão os outros nove? — 18. pudermos reconhecer. das suas interpretações humanas. assim de ordem física. fundados principalmente em interesses materiais. voltou. ela adota o princípio de ortodoxia. — 14. (122) Com o fato aqui narrado. no sentido de curar-nos da lepra . Jesus disse: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. se considerando o que éramos. não há heréticos. pelo que somos. Vendo-se curado. Então. tua fé te salvou. de que fala o texto evangélico. a Igreja romana persista em chamar de diabólica a Doutrina Espírita e em considerar excomungados os que a professam? É que ela se acha completamente divorciada do Evangelho. e declara heréticos e persegue como tais todos os que professam crenças divergentes dos seus dogmas humanos.307 118 LUCAS. quanto o Senhor há feito por nós. — 13. que o seu manto de misericórdia se estende sobre todos. em que se apoiavam os Judeus. pois. convívio de que tinham sido expulsos. a quem quer que seja. logo que se viu limpo. uma vez que seus corações os encaminhem para Ele e que se revelem prontos a receber os ensinos. de seus preceitos.

com os corações transbordantes de reconhecimento e de amor e com o firme propósito de lhe seguirmos os passos. retrocedamos. em vez de continuarmos pelo caminho que levávamos e irmos preencher vãs formalidades de culto exterior. de limpar-nos das imperfeições morais. em busca do Senhor. .308 do pecado. para nos prosternarmos aos seus pés. uma ação fluídica exercida por Jesus sobre os doentes. Quanto à cura dos leprosos. operou-a como todas as outras de que tratam os Evangelhos e como já deixamos explicado.

20 ao 24 O reino de Deus está dentro de nós LUCAS: capítulo 17º. Ele. pois aí. É a imensidade na virtude. Como os fariseus lhe perguntassem: Quando vem o reino de Deus? ele respondeu: O reino de Deus não virá de modo a que possa ser notado. de progresso em progresso. do sensualismo e da sensualidade. o homem o conquistará. Estas palavras se aplicavam aos abusos a que. com a sua presciência. não vades. fontes do orgulho.309 119 LUCAS. que. Só virão de novo. como o relâmpago. ei-lo ali. se volvesse à Terra. Só a perfeição moral humana o fará vir implantar-se na Terra. para se transviarem OU cegarem os fracos e os crédulos. por isso mesmo que são adições. — 21. Nenhum abalo brusco a trará. em suma. 17º. do egoísmo. Não é uma habitação venturosa. pois. como não constituem. de modo a podermos assimilar a moral do filho do homem. porém. não constituindo. pelos novos escribas. (123) O reino de Deus o homem o traz em si mesmo. o divino Mestre via sujeita a sua doutrina. pode o homem aproximar o advento em si daquele reino. se não o percebemos. pois que é no exercício de suas faculdades que se lhe depara o meio de alcançá-lo. qual o imaginaram as criaturas terrenas. abusos que se traduziriam como de fato sucedeu. E disse aos discípulos: Tempo virá em que querereis ver um dos dias do filho do homem e não o vereis. igualdade. Ele não virá. incessante. Não. não os sigais. porqüanto o reino de Deus está dentro de vós. Quantos e quantos. versículo 20. Unicamente por um trabalho demorado. ei-lo ali. produzindo um clarão que o faça notado. em que desejareis ver um dos dias do filho do homem e não o vereis. que implicam a prática da união. para o possuirmos. — 24. isto é. em que o Senhor pregava e exemplificava a moral de que fora portador ao mundo. Dir-vos-ão. não voltaram e muito tardarão ainda a vir. da fraternidade. — 22. partes integrantes da lei de fraternidade. fariseus e doutores da lei. que o reino de Deus está em nós. Depuremos. O reino de Deus não é um lugar circunscrito. pois. Certo o desejariam todos os que já compreendem que o único remédio para os males da Humanidade consiste na observância dos dois grandes preceitos do amor e da caridade. Não se dirá: Ele está aqui ou está ali. ei-lo aqui. da justiça. da solidariedade. assim será o filho do homem no seu dia. como o foi pelos de antanho. antes de estarmos amadurecidos para contemplarmos o renascer do seu dia. é a União das almas depuradas. de ascensão em ascensão. Vê-se. onde logremos penetrar. quando nos despegarmos das influências e dos apetites da matéria. seria tratado. por isso que só lentamente. — 23. do mútuo auxílio. não sigais os que assim falem. não desejariam presenciar os atos e as obras praticados por Nosso Senhor Jesus Cristo? Quantos não quereriam ver passar aqueles dias. Aqueles dias. pela utilização do seu nome e da Sua autoridade. Dir-vos-ão: Ei-lo aqui. tal como o relâmpago que brilha de um lado a outro do céu. não vades. de atingir a perfeição moral. as nossas. penoso. Tempo virá. no correr dos tempos. com efeito. . é porque ainda não sabemos descobri-lo. pelas adições feitas à lei e que.

como um relâmpago. terão cumprimento estas palavras do Senhor: “Tempo virá. de justiça. templos. em que. Essa reforma determinará o desaparecimento dos diversos cultos exteriores. virá. de amor e de caridade. 12. uno. o mais esclarecido. que dividem e separam os homens. único indivisível — por meio da prece do coração e não dos lábios somente. elegerem unanimemente o mais digno. em lugares de reunião. em que não será mais no cume do monte. como a si mesmo. São aditamentos à sua lei tudo o que tender a materializar o que está e não pode deixar de estar submetido à inteligência e ao coração dos homens. os homens o adorarão em espírito e verdade e todos esses lugares. igrejas. que forem precisas. em toda a sua pureza. pela invocação feita a Deus e ao seu Cristo. Essa adoração se expressará também pelo amor. nem em Jerusalém. representam deturpações da lei. o Filho e o Espírito Santo. se mudarão. da caridade. onde. para que conceda às suas criaturas o auxílio. que adorareis o Pai”. despojada dos enganosos ornamentos com que a cobriram. Tornados os verdadeiros adoradores que o Pai reclama. sob a influência e a proteção dos bons Espíritos. mediante as encarnações. Momento. pelo respeito e pelo reconhecimento para com o Filho. inteligência e coração para os quais fora feita e se dirige. protetor e governador do nosso planeta e da Humanidade terrena. chamados sinagogas. de instrução. e os levará a se unirem num culto único: o de adoração sincera do Pai — Deus. Jesus. de Espíritos em missão.310 liberdade e. da prece espiritual. os quais conduzirão a Humanidade a conhecer. mesquitas. A isso proverá Deus. como se dirigirá sempre. pelos falazes ornamentos de que cobriram os puros e suaves preceitos da moral sublime que Ele personifica. Não queiramos antecipar o futuro. o concurso e a proteção do Espírito Santo: os bons Espíritos. 17º. É o momento em que se fará a reforma na gente dos cultos. (123) JOÃO. em espírito e verdade. aquela lei. o de maior merecimento. para. do jejum espiritual. O Universo é o templo do Senhor. a lei do Cristo se mostrará repentinamente aos homens. para presidir a todas. Pela reforma de que falamos. da prática do amor ao Criador acima de tudo e ao próximo. no entanto. indistintamente. o Pai. de prece. impelidos pelos sentimentos da humildade. pois. todos se congregarão em assembléias. . do amor.

(124) Respondendo aos fariseus. da “preservação da sua vida”. Mas. Jesus lhes declarou que o reino de Deus está em nós e que se nos tornará patente. versículo 25. um será tomado e o outro deixado. sofresse muito e fosse rejeitado por aquela geração. Senhor? — 37. — 32. tiveram por fim compor uma alegoria capaz de produzir efeito naquela época em que. como a de hoje ainda a repele. Ele não se achava sujeito a nenhuma dessas vicissitudes. — 29. quando estivermos em condições de bem assimilar a moral do Filho do Homem.311 120 LUCAS. compravam e vendiam. Lembrai-vos da mulher de Lot. uma será tomada e deixada a outra. pela sua “morte”. falando. de duas pessoas que estiverem no mesmo leito. 17º. o que significa: quando houvermos atingido a perfeição moral. assim. As alusões do Divino Mestre aos tempos de Noé e de Lot. — 35. necessário que Ele. Sinais precursores da segunda vinda de Jesus LUCAS: capítulo 17º. Todo aquele que procurar salvar a vida perdê-la-á e todo aquele que a perder salvá-la-á. E. libertos da influência da matéria. fazemo-lo de acordo com a maneira de entender dos homens. na Terra vivem de novo. remataria o edifício que seu amor construiu. aí se reunirão as águias. que está. Apesar disso. choveu do céu fogo e enxofre. — 36. No dia. não sendo carnal o seu corpo. no sacrifício da vida. nos mostrou que não devemos prodigalizá-la inutilmente. Nesse dia. — 26. engolfados nas preocupações e cuidados. assim sucederá nos dias do filho do homem. é necessário que antes ele sofra muito e seja sujeitado por esta geração. que os fez perecer a todos. Respondeu ele: Onde quer que esteja o corpo. plantavam e edificavam. mas fluídico. tal como sucedeu ao tempo de Noé. do mesmo modo que. sabemos que. Assim será no dia em que o filho do homem aparecer. pela Nova Revelação. pois. o Filho do Homem. foi preciso que o legislador apusesse à lei. disse ainda o divino Mestre ser. de dois homens que estiverem no mesmo campo. — 34. à chuva de fogo e de enxofre. 25 ao 37. que trouxera ao mundo. — 30. Jesus nos ensinou a não ligarmos exagerada importância à nossa existência. Comiam e bebiam. — 31. aos olhos dos homens. pela “morte”. Está claro que. uma será tomada e deixada a outra. dos “perigos” que esta correu. rebeldes quando da missão do Cristo. Digo-vos que nessa noite. Com efeito. o selo do seu amor. com o lhes desaparecer das vistas todas as vezes que ela correu perigo. de uma vida . os homens desposavam as mulheres e as mulheres tomavam marido até ao dia em que Noé entrou na arca. Continuando. — 27. repeliu aquela lei a geração que a recebeu. para os mesmos homens. Semelhantemente sucedeu nos dias de Lot: Comiam e bebiam. entretanto. da “morte” de Jesus. levando o devotamento que viera exemplificar diante dos homens ao extremo limite. celeste. É que muitos Espíritos. perguntaram-lhe então os discípulos: Onde será isso. aquele que se achar no eirado e tiver dentro de casa seus haveres não desça para os tirar de lá e do mesmo modo não volte atrás aquele que estiver no campo. porém. antes do momento em que. porém. — 33. sempre rebeldes. salvaguardando-a. Ao mesmo tempo. veio então o dilúvio e os fez perecer a todos. — 28. pela sua vida. em que Lot saiu de Sodoma. de duas mulheres que juntas estiverem moendo.

Inesperadamente. forçoso será que haja uma escolha dos que possam continuar a reencarnar na Terra. do futuro dos nossos e dos seus Espíritos. — Compreendamos bem. na época da purificação do planeta. versículos 34 e 35. versículo 26). o que consta neste versículo. em que todos os Espíritos materiais. pois que morrerá. constantes nos versículos que estamos estudando. estava reduzida a cinzas. Aquele que só vive para o presente. pela nova revelação. LUCAS: capítulo 17º. versículo 33. mais cedo ou mais tarde. indo. dizendo. como. Lenda pueril. terá de recomeçar. consistiu no seguinte: foi atingida por um raio e. uma vez concluida a separação do joio e do trigo. preocupada com os bens materiais que era forçada a abandonar. pelo arrependimento. como chegaram o do dilúvio. LUCAS: capítulo 17º. LUCAS: capítulo 17º. isto é. O que se deu com aquela mulher que. todos os Espíritos carnais serão afastados do nosso planeta. versículos 31 e 32. porqüanto já vêm próximos os tempos em que começará a depuração da Terra. preocupado unicamente em conservar a vida material. pela mesma razão por que muitas vezes falava servindo-se de figuras emblemáticas. aí se reunirão os Espíritos purificados. que é o em que consiste a salvação da alma. nos quais o fogo dos remorsos os devorará e sofrerão duríssimas expiações. o da destruição de Sodoma. destinadas a impressionar fortemente as inteligências dos que as ouviam e a tocar também as das gerações que se sucederam. ao perdê-la. volvam ao caminho que os levará à conquista do lugar que lhes está reservado. LUCAS: capítulo 17º. visto que àlei do progresso ninguém jamais poderá furtarse. até que. Hoje. As palavras de Jesus. para planetas inferiores à Terra. quando caiu ao chão. versículos 36 e 37. a que ambicionava. — À sua resposta deu Jesus uma forma evasiva. da vida eterna. que se derreteu”. do futuro que os aguardaria. as águias. de um duplo ponto de vista. Mas. de progredir. oriunda da ingenuidade das épocas primitivas. os homens não cogitavam. onde só a espiritualidade terá que reinar. desde que tenhamos compreendido que nos cumpre. mas achará do outro lado do túmulo a que não tem fim. para que nos não aconteça como à mulher de Lot que. — Que as preocupações de ordem material nos não dominem o pensamento. os guias. sem mais demora. o pensamento de Jesus. segundo a narrativa da Gênese (capítulo 19º. achando assim de novo a vida que perdera e pela qual se lhe reabre a estrada que o conduzirá à meta. como com tantos e tantos ainda hoje sucede. . não tenha cuidado do seu progresso espiritual. a perdê-la. porque os discípulos o não compreenderiam. “se transformou em estátua de sal. pensar em nosso futuro espiritual. se demorou em fugir. em espírito e verdade. se respondesse de modo preciso. Ele as dirigia igualmente à nossa e às que se seguirão. porém. haverá progresso e mudança e onde quer que a depuração se tenha completado. depois de se sentirem deslumbrados pela luz que de súbito lhes brilhará ante os olhos. sabemos que as palavras do Mestre querem dizer: por toda parte onde haja na Terra humanidade. sequer. pelo que com zelo e solicitude devemos cuidar do progresso moral e intelectual nosso e dos nossos irmãos. virá. — Como nem todos se acharão no mesmo grau de adiantamento.312 toda material. chega o momento. Aquele que trata de salvar a vida espiritual perderá a vida material.

1º. 39º. em essência. — 1º Tessalonicenses. colhendo bons frutos da encarnação em que se encontram. o cumprimento das provas. das expiações. simbolizados nas águias pela liberdade e amplitude de ação. elevados. 7º e 19º. para que vençam com felicidade suas provações. aí se reunirão Espíritos desencarnados. na efetivação do progresso que lhes cumpra realizar. Numa hipótese. nesse caso. 16. 7. . execução plena da lei de justiça e misericórdia. conforme claramente se verifica. 4º. a fim de tornar efetivo. 12º. correspondente à rebeldia que manifestem em face da lei divina. As águias serão.313 (125) (124) Gênese. haverá sempre. — 2º Tessalonicenses. pelo poder. inferiores. auxiliando-os. dos resgates a que se achem sujeitos. assim os Espíritos bons. dando àquelas dores e sofrimentos um acréscimo de intensidade. moralmente cegos. de tal forma. 30. 25. não difere da que os Evangelistas lhe atribuíram: onde quer que haja Espíritos encarnados. como noutra. — Job. Reunir-se-ão. os atraiam de preferência aos que poderiam e desejariam ajudá-los. por efeito da lei de afinidade. cuja ação se exerce no sentido de amparar e fortalecer os encarnados. cuja ação maléfica intensifica as dores e os sofrimentos dos encarnados. que. como também os Espíritos atrasados. — JOÃO. mais ou menos purificados. (125) Afigura-se-nos que às palavras do versículo 37 se pode dar a seguinte interpretação mais precisa e que. para os primeiros.

saber o em que consiste acharem-Se dois. 18º. Mas. alguns houve que. que Jesus conferiu aos seus discípulos. Pedro se achou em estado de julgá-lo com segurança e de lhe condenar o procedimento. como já deixamos. do mesmo modo podem ligar e desligar. que Jesus fez aos que se reúnam em seu nome. porém. cumpre levemos em conta que eles. entretanto. que.314 121 MATEUS. alguns há de haver que. e que santo e justo seja o que pretenda o pedinte obter. também. quão reduzido não será o número desses! Quanto à promessa. é claro. que já eram bastante esclarecidos. pela sua santidade e por suas faculdades mediúnicas. nos limites da missão terrena de cada um. como esse fato se deu. Veja-se. com um sentimento profundo e santo. se dois dentre vós se reunirem na Terra. puderam e podem colocar-se em condições de ligar e desligar. excluído. Sua presença onde duas ou três pessoas se acharem reunidas em seu nome MATEUS: capítulo 18º. A perspicácia dos Apóstolos. quando proferiu as palavras constantes nos versículos acima. ou três. degenerados. reunidos em nome de Jesus. no verdadeiro sentido destas palavras. entre os sucessores dos Apóstolos (Judeus e Gentios). aquilo que pedirem lhes será concedido por meu pai que está nos céus. por isso mesmo que eram pessoais e devidas à elevação espiritual de cada um. — 20. o poder de ligar e desligar. pois que todos eram médiuns de grandes faculdades. só se dirigiu aos Apóstolos e não a esses pretensos sucessores que. Porque. Da sua promessa está. (126) Explicado. não se transmitiram por herança aos que se arvoraram em seus sucessores. Assim também. isto é. para boa compreensão do que dizemos. Já de si mesmos elevados. eles se achavam em condições de julgar. por Pedro. de lhes conceder Deus o que pedirem. antes de tudo. Para que tal . — 19. com a assistência e o concurso de seus guias espirituais. preenchendo essas condições. Entre nós espíritas. a interesses exclusivamente humanos. sobretudo audientes. necessariamente. por aqueles Espíritos. para que se cumpra a sua promessa de estar com aqueles que se reúnam em seu nome. quando lhes fosse dada toda a luz. onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome. com sabedoria e acerto. aí estarei eu no meio deles. como Ele os antevia. Tais faculdades. inspirados e guiados por Espíritos superiores. mais ainda o seriam. Também vos digo que. mas a súplicas que se façam do imo dalma. Poder de ligar e desligar dado por Jesus aos apóstolos. pois. ou muitos. não estariam aptos a receber tão alta investidura. importa. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no céu e tudo que desligardes na Terra será desligado no céu. O Mestre. 18 ao 20. da moralidade e dos sentimentos dos homens. tudo o que diga respeito às coisas mesquinhas do mundo. resultava da elevação pessoal deles e dos avisos que recebiam de seus guias espirituais. Cumpre dizer. versículo 18. da perfídia de Ananias. A prova temo-la no fato do julgamento e da condenação de Ananias. Advertido misteriosamente. importa entendamos que se referia não a pedidos formulados apenas com os lábios. como médium audiente.

são tão falíveis quanto os outros homens. controvérsias tremendas e muitas vezes acrimoniosas. pela experiência. Pastores humanos. como estes. a intolerância. às boas e às más influências espirituais. que todos se achem possuidos do amor a Deus e ao próximo. para a razão. pelo estudo. imitando os Apóstolos. nas pegadas do Mestre. se não da mesma ordem. é que lhe segue os exemplos de doçura. nesse caso: Não. Fora daí não há reunião em nome de Jesus. a tolerância e a fraternidade para com todos os homens? Muito ao invés disso. na pessoa de seus pastores. intimamente ligados pelo amor a Deus. se nos concílios. quando vemos serem tantos os tíbios. quais as influências que guiavam os do sacro colégio? Desde que divergentes se mostram as opiniões nos concílios. nessas maiorias foi sempre onde se mostraram o orgulho. que são o laço que aproxima. diversos eram os pareceres. Pelo estudo da Doutrina Espírita. a Igreja Romana se baseia no texto do capítulo 18º de MATEUS. freqüentemente. uma assembléia em que há discussões inflamadas. por que meio se há de distinguir o que é inspirado pelo Espírito Santo e o que o é por Satanás? Dirão talvez: pela sabedoria humana. e caras lhe são as cabeças fiéis. infalível somente Deus o é. os indignos. quando ainda tão raros são os homens animados de bons sentimentos. se poderá supor assistida por Jesus. dizendo: Que respeito não devem merecer os concílios. Repliquemos. para dar valor aos seus concílios. considerando-os meio superior a quaisquer outros de se obterem a verdade. constituindo uma assembléia infalível. como havemos de esperar resultados infalíveis. de desinteresse. a sã e legítima interpretação das sagradas escrituras. os indiferentes. de humildade. é preciso que a todos anime o desejo de lhe seguir a lei. em que ainda nenhuma questão religiosa foi decidida por unanimidade? Ora. do verdadeiro sentimento de amor. o fanatismo. nos quais a Igreja toda se acha reunida. pelas tradições. mesmo entre os que se reúnem em reduzido número? O Senhor. infalíveis em seus julgamentos. quer reunidos em concílio. compostos de “homens de Deus”. no sentido de que seus emissários nos cercarão e nos banharão os Espíritos nos eflúvios de amor que implorarmos. todavia. porque estão sujeitos. como ainda hoje se dá com a minoria dos que formam a coletividade espírita. nos reunirmos para a obtenção de suas graças. pois que assistida e inspirada pelo Espírito Santo! Como. Ele acudirá sem dúvida ao nosso chamamento. pelos seus emissários. versículo 20. Nem objete a Igreja que a infalibilidade está com a maioria dos membros dos seus concílios. porém. a minoria deles é que tem caminhado. dos que hão constituído a maioria dos concílios. formando uma cadeia simpática bastante sólida. de paciência. Se. inspirada pelo Espírito Santo. Quais e quantos. ficamos conhecendo a influência atrativa que exercem os fluídos simpáticos. se muitos de seus membros mantinham suas opiniões contra as da maioria triunfante. exemplificaram a abnegação e o devotamento. Mas. os Espíritos. quer insulados. só a razão pode decidir e. a ambição. ou Satanás? (127) . sabe contar suas oveLhas.315 se dê. portanto. pelo menos possuídos dos mesmos sentimentos. o egoísmo e. dos mesmos gostos. Quem então os assistia e inspirava: O Espírito Santo. são os que. a incredulidade. de caridade e de amor. e apelarmos para a proteção do divino Mestre. uns dos outros. dos mesmos pendores. Entretanto. Como poderá prová-lo? Ao contrário.

Espíritos inferiores. a anunciação. dos Espíritos bons. entre os seus membros. . os vícios que disputam a posse da Humanidade e a dilaceram. basta atentemos nos motivos que a inspiraram. Onde quer que se nos deparem o amor e a caridade. e ainda pelas revelações que o Senhor nos tem enviado. a dos Espíritos do erro e da mentira. poderemos dizer: Isto emanou verdadeiramente do Espírito Santo. nem progresso. isto é. o Decálogo. mas. os sentimentos de abnegação. pelos profetas de Israel. nem compreensão. similares aos nossos. Mas. para preservá-lo de ser. nem raciocínio. de comunicação dos “anjos”. hoje mesmo. a ambição. equivale a rejeitar todo o passado da Humanidade terrena. como para as dos médiuns. as tábuas da lei. há um critério infalível: a consciência. eles forçosamente se acharam sempre sob dupla influência: uma boa. como pelos fatos ocorridos em todos os tempos e entre todos os povos. desviado da senda que lhe cumpria trilhar. Pretende ainda a Igreja que nos abstenhamos das comunicações com o mundo espiritual. a tradição de todos os acontecimentos que ela registrou. destinado a constituir-se o depositário da crença monoteísta. de amor universal que lhes presidiram às decisões e. com os homens. e Moisés lhe proibiu que interrogasse os mortos. dos Espíritos purificados. Negar a ação mediúnica. é formular uma objeção que inquina igualmente de incerteza as decisões dos concílios. dos Espíritos de luz e verdade. nunca tendo havido. Para as inspirações da Igreja. unanimidade de sentimentos. assim pelas tradições históricas. quando os acharmos. pelos Espíritos inferiores e impuros que o cercavam. isto é. depois.316 Dizem também os sacerdotes romanos. é que são desmentidas. Assim sendo. nos venham enganar e perder. dos Espíritos elevados. os fatos. não há o que estranhemos naquela proibição. a Abraão. no entanto. Ë real essa proibição. monstruosas em si mesmas. o Antigo e o Novo Testamento. de vontades. para não suceder que. para transmiti-la às gerações futuras. a manifestação espírita feita a Moisés no Sinai. sem se poder determinar quais os que recebiam a boa. que exerce a sua ação fiscalizadora por meio da razão. de desinteresse. de pensamentos. para só admitir a de Satanás. a pedra de toque é a mesma. que só Satanás teve e tem o poder de se comunicar e só ele se comunica mediunicamente com as criaturas humanas. oculta ou ostensiva. quando não ignoramos que. ou à má-fé. aos hebreus. Para as comunicações particulares. uma vez que. senão nas condições que a própria doutrina indica. que um e outro relatam. verdadeiro testemunho de Deus entre os homens. não nos iludamos com esses sofismas dos que querem que cegamente nos entreguemos à dominação de obscurantistas retardatários. de aspirações. devidas à ignorância. para afastar da Revelação Espírita os homens. da vinda do Messias e. em virtude da lei de afinidade. a avareza. dos concílios todos e procuremos. isto é. abatendo o orgulho. nos julgamentos por eles proferidos e nas opiniões emitidas. outra má. não devemos pôr-nos em comunicação com o mundo invisível. pela impossibilidade de discernirmos o que é verdade do que é impostura. Querer que evitemos essa comunicação. que não admitem discussão. o povo hebreu estava. nem luz. do Espírito Santo. para lhe descobrirmos a causa. Tais afirmativas não passam de puerilidades interesseiras. porque Moisés proibiu a evocação dos mortos. Atrasado e supersticioso. Investiguemos a história dos papas.

14. numerosos profetas. entre os discípulos do Cristo. anunciar-nos as coisas que hão de vir. . Os tempos preditos chegaram. glorificar a Jesus. que é o Espírito Santo. foi o Espírito Santo o inspirador dos médiuns. surgiram em Israel. da verdade absoluta. nos tempos do “fim do mundo”. para a revelação que nos trazem os Espíritos do Senhor. (126) JOÃO. que resolveram suprimi-los. — 1ª Epístola à João. e haverá médiuns de faculdades múltiplas. sob o regime da lei de Moisés. E por que havemos de estranhar que o sacerdócio romano afirme que as comunicações espíritas procedem todas de Satanás. versículo 29). 3º. audientes e videntes. 4. para nos transmitirem. em espírito e verdade. médiuns inspirados. Espíritos em missão. o complemento. médiuns inspirados. 5º. há igualmente. tendo por objetivo libertar os Israelitas da tradição e da ambição dos levitas e reconduzi-los às crenças puras.317 poderemos dizer: Isso provém dos bons Espíritos. explicando. . O Espírito da Verdade. capítulo 24º. quando disse que. 22.1ª Epístola aos Coríntios. dos Espíritos do Senhor. também houve. Cumpre-se assim o que Jesus anunciou e prometeu. recordar-nos tudo o que Ele disse. audientes e videntes. 23. e desenvolvendo os seus ensinamentos. ensinar-nos progressivamente toda a verdade. o qual lhes ensinaria todas as coisas e lembraria quanto Ele dissera (João. 20º. assim como. versículo 26). virá mostrar-nos sem véu a verdade. o novo advento do Mestre que. hoje. enfim. preparar. capítulo 14º. 5º. conjunto dos Espíritos do Senhor. cairiam do céu as estrelas e as virtudes do céu se abalariam (MATEUS. estão vindo preparar e realizar o fim do mundo do erro e da mentira. a sanção. quando sabemos que o sacerdócio hebreu atribuía a Belzebu o poder que Jesus tinha de expulsar dos obsidiados os Espíritos da treva? Assim como. quando disso formos dignos. (127) Tais foram os escândalos provocados pelas discussões violentas verificadas nesses Concílios. que em seu nome o Pai enviaria aos homens o Consolador. a parcela que já possamos e devemos receber. da qual Ele é o espírito. criando o dogma da infalibilidade papal. para o prosseguimento da revelação que Ele trouxera ao mundo.

Tendo começado o ajuste. como tive de ti? — 34. a sufocá-lo: Paga o que me deves. vícios e defeitos esses que constituem não só casos de expiação e de reencarnações. todas as suas dívidas. toda a tua dívida. quando se há tornado capaz de perdoar sempre. seus companheiros.318 122 MATEUS. a quem tanto temos ofendido e ofendemos. . porém. sejamos sempre prontos a perdoar tantas vezes quantas formos ofendidos. irritado. se cada um de vós não perdoar a seu irmão do íntimo do coração. porque me pediste.900 Cruzeiros em moeda brasileira. incessantemente. como o Senhor mesmo lhes dá. (128) Um talento valia mais ou menos 1. — 32. o entregou aos verdugos até que pagasse toda a sua dívida. Perdão das injúrias e ofensas. éegoísmo. — 24. Pedro lhe perguntou: Senhor. lançando-se-lhe aos pés. O outro não quis. 21 ao 35. então. pois. o que se passava. Então. não esquecendo que o Senhor nos julgará do mesmo modo por que houvermos julgado os nossos irmãos. eu te perdoei. use de misericórdia para conosco. foi-se dali e mandou metê-lo no cárcere até que pagasse o que devia. perdoarei a meu irmão todas as vezes que pecar contra mim? Fá-lo-ei até sete vezes? — 22. lançando-se-lhe aos pés. mas até setenta vezes sete. muitas vezes conseqüência do orgulho. (130) Não levemos em conta as ofensas que recebamos. o mandou embora e lhe perdoou a dívida. Tenhamos sempre presente ao nosso espírito esta grande sentença. compadecido dele. — Parábola dos dez mil talentos MATEUS: capítulo 18º. E. lhe dizia. — 33. 18º. O senhor. entretanto. Respondeu Jesus: Não te digo que até sete vezes. chave de todos os ensinos: Não façais aos outros o que não desejaríeis vos fizessem A falta ou a recusa de perdão. tem paciência comigo e tudo te pagarei. Saldemos. de nossa parte. lhe suplicava: Senhor. — 25. Vendo os outros servos. não devias tu também ter compaixão de teu companheiro. — 26. Por isso o reino dos céus se assemelha a um homem rei que quis tomar contas aos seus servos. aproximando-Se dele. Assim também fará convosco meu Pai celestial. — 29. — 23. ficaram muito contristados e foram contar ao senhor o que havia ocorrido. do fundo dalma a seu irmão. secura ou dureza de coração. apresentou-se-lhe um que lhe devia dez mil talentos (128). — 31. Como não tivesse com que os pagar. para pagamento da dívida. ordenou seu senhor que fossem vendidos ele. Se queremos que o nosso Pai. Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau. Daí saindo. versículo 21. — 28. O companheiro. agarrando-o. lhe rogava: Tem paciência comigo e tudo te pagarei. a mulher. os filhos e tudo quanto possuía. — 35. Aquele servo. — 30. sejamos misericordiosos. como também um obstáculo a que o Espírito saia dos mundos inferiores. aquele servo encontrou um companheiro que lhe devia cem denários (129) e. dando-lhes tempo para pagá-las. — 27. o que somente se dá.

É lícito a um homem repudiar sua mulher? — 3. — 2. no meio planetário correspondente ao gênero e à gravidade dos seus delitos. pois. — 7. Jesus lhes replicou: Por causa da dureza de vossos coracões é que Moisés vos escreveu esse mandamento. não é mais do que um instrumento facultado ao Espírito. Chegaram então alguns fariseus e para o tentarem lhe perguntaram: 5. — 5. além Jordão.319 123 MATEUS. — 7. Por esta razão o homem deixará pai e mãe e se ligará à sua mulher. Dele se acercaram os fariseus e para o tentarem lhe perguntaram: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer causa? — 4. mas dotados das faculdades necessárias a avançar. — 3. pois. comete adultério. o homem o que Deus uniu. herança que o Pai celestial reserva a seus filhos. (131) Criados todos simples e ignorantes. Assim. MARCOS: capítulo 10º. progredindo. Deus os fez macho e fêmea. Esses constituem as falanges dos Espíritos puros. passe pelas provas . recebendo o prêmio ou o castigo a que fizeram jus. Porém. — 2. mas no princípio não foi assim. Respondeu Jesus: Não tendes lido que aquele que no princípio criou o homem o criou macho e fêmea? e disse: — 5. veio Jesus para os confins da Judéia. Dali partindo. que recomeçou a ensiná-las como costumava. e casar com outra. sem exceção nenhuma. e conquistar. porém. provações e reparações. que o corpo. vos digo que aquele que repudiar sua mulher. Respondeu Jesus: Por causa da dureza de vossos corações é que Moisés vos permitiu repudiásseis vossas mulheres. experimentando as sanções da lei imprescritível do progresso. Compreende-se. além Jordão. moral e intelectual. já não são dois. também comete adultério. E serão dois numa só carne. — MARCOS. Responderam-lhe eles: Moisés permitiu despedir a mulher. de novo as multidões se reuniram em torno dele. a não ser por motivo de adultério. o homem o que Deus uniu. pela sua mesma natureza. — 9. — 6. para que. já não são dois. — 8. versículo 1. 10º. Por isto o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher e serão dois numa só carne. usando do livrearbítrio e da razão e. para chegarem todos à perfeição. — 6. mediante expiações. Jesus deixou a Galiléia e foi para os confins da Judéia. que têm por morada as regiões etéreas mais próximas do centro da onisciência — Deus. Divórcio. 1 ao 9. — 9. Replicaram eles: Como é então que Moisés mandou que desse carta de repúdio à mulher e a despedisse? — 8. dando-lhe carta de repúdio. mas uma só carne. Assim. mas uma só carne. Não separe. pois. se cria a necessidade de encarnar e reencarnar. é certo que apenas alguns Espíritos ascendem a essa perfeição sem jamais se desviarem do carreiro santo que lhes foi traçado. imaculados. Eu. Tendo acabado de dizer essas coisas. — Casamento MATEUS: capítulo 19º. 19º. a que todos se acham sujeitos. respondendo. Não separe. assim. isto é. perguntou: Que vos prescreveu Moisés? — 4. Os outros formam as dos que faliram mais ou menos gravemente e para os quais. desde o princípio do mundo. Grandes multidões o acompanharam e ali curou ele os doentes. 1 ao 9. versículo 1. em conseqüência. para o destino que lhes é comum. a perfeição moral. Ele. assim como aquele que casar com uma mulher repudiada. a fim de se depurarem gradativamente.

sendo a encarnação o meio de se efetivar o progresso dos Espíritos que delinqüem. as . Então. só admitindo o divórcio no caso de adultério. que. A princípio. pela prece do coração. se reatará na erraticidade. dando lugar. Da obrigatoriedade imperiosa da procriação. os que o hajam formado para se prestarem apoio mútuo na sua ascensão através do infinito. que. a existência de sexos diferentes. O casamento. a mulher estéril entrou a ser perseguida e até mesmo eliminada. no entanto. por bem dizer. de outro modo. não haveria para o Espírito possibilidade de encarnar. À vista dessa situação. o que se verificou ao surgirem ou desenvolverem-se os povos pastores. que a ansia pelo aumento das populações criou para a mulher. procurou este remediar ao mal. Depois. nos corpos que eles então têm que tomar. onde como disse Jesus não há “marido e mulher”. quando é a união de dois entes que se sentem atraidos um para o outro por forte simpatia toda espiritual. por causa da dureza do coração humano. Ora. conseguintemente. de fato. independente de quaisquer formalidades religiosas e civis. a um objetivo muito mais alto. para que. por isso que o fim moral prepondera com relação ao material. quando for uma união que se efetue espontaneamente. ao menos. no matrimônio. por virtude de mútua simpatia e isento de preocupações subalternas. a verdadeira união é de Espíritos. na ordem moral traduz execução da lei de amor. esses corpos se reproduzissem. a conclusão a tirar-se é que ele só se realizará com acerto. pois. fazendo-lhe nascer no intimo o arrependimento. pelo que tem de ser a união íntima. Conforme já dissemos. também de natureza espiritual. qual laço forte. pois que. indissolúvel. tem por fim a procriação. depois. que era o que ocorria ao tempo de Moisés. na ordem material. as necessidades materiais constituíam o móvel único da união do homem e da mulher. oferecendo garantias seguras ao preenchimento do fim principal. espontaneamente se ligam pelos laços de um afeto. para quem ambos só valem como Espíritos. será uma união perfeita e indissolúvel. a prender. embora este também seja providencial. preservava a estéril dos maus tratos a que se via sujeita. mediante a procriação. nada mais sendo que instrumento de depuração o corpo que o Espírito temporariamente reveste. de progresso em progresso. Aos novos abusos que daí decorreram cuidou Jesus de remediar. apenas atraindo para si. interrompida pela morte. a que todos os pretextos servissem para o abandono da esposa. o casamento que. conservando-se ali. tornando-se a multiplicidade dos filhos uma riqueza. então. o casamento é. se bem do ponto de vista materIal atenda a essa necessidade. Ora. pela eternidade em fora. quando diz: “Não separe o homem o que Deus uniu”? Fê-lo. ao fim providencial colimado. em relação ao qual os corpos do homem e da mulher nenhum valor têm aos olhos do Senhor. de duas almas. corresponde.320 que. porém. com o destino a que há pouco nos referimos. se tornou necessária. Assim. como se explica que Moisés tenha autorizado o divórcio. sim. autorizando o divórcio. contrariamente às palavras da (Gênese. declarou-o Jesus. o levem de reparação em reparação e. a fusão. humildes e submissos. gerou-se a necessidade da união de corpos sexualmente distintos. se. no propósito sincero de se auxiliarem mutuamente nas suas provas. o que justifica as palavras emblemáticas da Gênese: serão dois numa só alma. porqüanto o Espírito é que é o ser por Ele criado. Mas.

321 bênçãos e graças do Pai celestial. há. Torne-se o casamento uma aliança determinada por mútua inclinação. ainda tão presunçosos de seus costumes e da sua moralmente hedionda civilização. os mensageiros divinos. a legalização de um contrato comercial. na ordem moral. para a depuração espiritual. segundo a lei natural perante Deus. Cada dia. nem possível. o casamento perde o caráter sagrado que devera ter. ao mesmo tempo livre e indissolúvel. por uma poderosa e irresistível simpatia. O divórcio não pode existir. no entanto. lembremo-nos de que estamos cercados de levitas — os bons Espíritos. para a nossa Humanidade. para prescindirmos. acumulando-se. conceda-o ou não a lei humana. constituem apenas. e de que. no sentido de pô-las de acordo com a lei natural da união perante Deus. Ora. isto é. então. os dois passam a ser uma só carne. aos abusos. por ter sido Deus quem os uniu. conseguintemente. uma aliança que. aos olhos do Senhor. se nos esforçarmos por praticar o casamento. abençoando-a. e esses grãos. de acordo com a lei natural. as nossas naturezas se não houverem modificado tão profundamente quanto é preciso. Aí. para que se execute a reforma das leis terrenas sobre o casamento. Na Terra. para que o casamento. observando as formalidades que elas impõem para a celebração do matrimônio. que. no cumprimento de cujas obrigações as duas partes contratantes se mostram mais ou menos escrupulosas. conformemo-nos com as leis que nos regem. adultério. E. nos sofrimentos e infortúnios que advenham como provas. por enquanto. de fato. existe. Enquanto. até quando os homens. Dizendo não separasse o homem o que Deus unira. mau grado a todas as pomposas solenidades de que o cercam. com . como espíritas. que ao homem não é dado. o divórcio. porém. sim. sempre prontos a nô-las conceder em nome do Senhor. de onde se origine puro e sincero amor. aos vícios. aos olhos de Deus. Jesus cortou cerce o abuso do século em que Ele desceu à Terra e pôs um óbice à corrupção dos séculos que se seguiriam. união. ainda. duas criaturas que não possam aproximar-se uma da outra. que implicam transgressão da lei de caridade. Semelhantes uniões. que se sobrepõe aos precedente mente trazidos. impele ao mal um outro com quem antipatize. senão quando um Espírito. no desempenho dos encargos da existência. sem se excitarem reciprocamente à prática de faltas. acabarão por formar muralha impenetrável aos vícios da Humanidade. ao influxo desse sentimento. um ideal. para ser. não será melhor separar os galhos da árvore. em comum. do que deixar que esta dê maus frutos? É uma contingência que há de desaparecer por efeito da gradual depuração da Humanidade. seja a. e o divórcio perderá toda razão de ser. que vivessem forçosamente unidas. porém. em tal caso. mas que ainda subsistirá por longo tempo. se efetive para recíproca sustentação e apoio. traz o seu grão de areia. Isso será obra do tempo e do progresso verdadeiro. Não disse. pelos seus exemplos ou palavras. A sociedade humana ainda está muito escravizada aos preconceitos. na grande maioria dos casos. a santificou. entretanto. porque caso não haverá em que seja aplicável. porque. Nesse caso. deixarem de orgulhar-se do merecimento que supõem ter. por ora. separar. por se haver a união deles efetuado segundo as vistas de Deus. das bênçãos religiosas que as Igrejas humanas pretendem indispensáveis à santificação do ato matrimonial.

Mestre: Já não sois dois. 24. — Neh. — 1ª Epístola aos Coríntios. 1. 8. (130. — Colossenses. 10. (129) Moedas de prata do valor aproximado de vinte centavos. 24º. 2. 16. e 11. (131) Deuteronômio.322 relação a nós se cumprirão estas palavras do Divino. 40. — Gênese. — JOÃO. 4º. 3º. 10º. não separe o homem o que Deus uniu. 7º. 1. 13. . 5º. mas uma só carne. 4º Reis. 2º. 6º.

Entretanto. a união do homem e da mulher será simultaneamente livre e indissolúvel. Daí o terem dito: “Se tal é a condição do homem com relação à esposa. depuradas as criaturas. Entenda-o quem puder entender. para expiação de abusos em vidas anteriores. Porque. aos tempos futuros em que. porque será a reunião de dois corpos para a reprodução e a ligação de duas almas pelo laço divino da lei do amor. um novo ensino. E se uma mulher deixa o marido e casa com outro também comete adultério. Jesus lhes disse: Nem todos compreendem esta palavra. (132) Como encarnados. para abrirem ensejo a que o Mestre desse. Disseram-lhe então os discípulos: Se tal é a condição do homem com relação à esposa. há os que do ventre materno nasceram eunucos.323 124 MARCOS. guardar a esposa escolhida. veladamente. desde o ventre materno. Receberam-na. com o lhes dar a compreender os motivos de incapacidade ou de abstenção do casamento. acontecesse o que acontecesse. — 11. quando este ceda às tentações da carne. os discípulos de Jesus se achavam sob a influência dos preconceitos hebraicos e. versículo 10. tanto mais facilmente. Em casa. versículo 10. em mente. como deu. 10º. quanto era conforme às idéias que alimentavam em virtude daqueles preconceitos. Supunham. fazendo a observação que fizeram. ou para servirem de guardas de haréns ou serralhos. a união simultaneamente livre e indissolúvel do homem e da mulher. segundo a lei natural. não convém casar. 10 ao 12. Eles não perceberam a alusão que Jesus fazia. — MATEUS. sob pena de incorrer em adultério. Eunucos. se impõem. assim. Disse-lhes ele: Se um homem deixa sua mulher e casa com outra comete adultério por causa da primeira. tendo por objetivo. — 12. como uma delas. 10 ao 12. — 11. destinado a ser explicado e desenvolvido pela revelação atual. desde que lhe cumpria. tomar. indicar aos homens a maneira por que hão de proceder para praticar. há os que foram feitos eunucos pelos homens e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Entendiam que não convinha ao homem casar-se. os discípulos o Interrogaram de novo a esse respeito. Eunucos feitos pelos homens são os que tais se tornam por efeito da castração. 19º. — 12. ao procederem à escolha de suas provações. Respostas de Jesus relativas às condições do casamento. mas sim aqueles a quem isso é dado. houvesse que houvesse. de uso corrente na época em que Jesus falava. MATEUS: capítulo 19º. de acordo com a lei divina. são os que. uso que se conservou ainda por muito tempo. devendo-se . à face de Deus. Dos eunucos por diversos motivos MARCOS: capítulo 10º. consideravam um embaraço a obrigação de conservarem a mulher que escolhessem. haviam recebido do Alto a inspiração e a ela obedeceram. falar por inspiração própria. não convém casar”. um corpo incapaz de corresponder às exigências do Espírito. ou para que adquirissem belas vozes os que a sofriam. encarando o casamento apenas do ponto de vista das satisfações sensuais.

porque assim o exigiram a época e o estado das inteligências. para vergonha da Humanidade. as ciências e as artes ali se desenvolviam ao abrigo da destruição pela brutalidade dos homens e pela violência dos poderosos. — 1ª Epístola aos Coríntios. 19. qualquer que seja o sacrifício material. do fanatismo. que não se sintam com forças para cumprir dignamente. verdade que. As associações religiosas foram a salvaguarda dos primeiros tempos da era atual. 10. Desde. De nada serviria. deveram ter sido modificadas. para porem termo aos ímpetos da Natureza e. disse Deus. versículo 12. (133) MATEUS. elas se tornaram prejudiciais a esse mesmo progresso. a não ser para alimentar no coração humano o orgulho e o desvario e para fortalecer uma confiança ilusória. visto que homens e mulheres acorriam em multidão à sua escola. que ninguém assim proceda. Há os que se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Não o é. mil outros sucumbirão na sombra. em tal caso. o qual. Mas. com a abnegação e o desinteresse precisos. porque. entretanto. — Romanos. procederam como Orígenes. tomando-as no sentido literal. No seio delas se refugiavam os fracos e os perseguidos. capítulo 19º. que isso não seja tido como uma coroa de glória que cause orgulho. tem a sua razão de ser. assim. 21º. sob a influência deletéria do misticismo. e 11. sob o seu jugo. da ambição. por efeito dos excessos e deboches a que se entregam e os que são vitimas de crimes. fazem bem. até mesmo os abusos que hoje se assinalam e profligam.324 também incluir no número dos que falamos os que se tornam quais os castrados. acompanhando o progresso geral da Humanidade. Outros. tornando-se hipócritas. (133) MATEUS. porque fora desconhecer os fundamentos divinos da constituição da família e negar funestamente satisfação às exigências da Natureza. dispensa qualquer demonstração. 7º. 7º. capítulo 19º. versículo 12. os deveres que a família impõe. porém. de horrendas vinganças. Tendo Jesus enunciado veladamente o seu pensamento. 3. que foram desaparecendo as causas que as fizeram surgir. a sua barbaria e depravação. Não se tendo verificado isso. segundo refere Moisés. Não é bom que o homem seja só. que isso lhes custe. (132) Provérbios. seguindo-lhe os conselhos de continência perpétua. em contraposição a um que saiba dominar a carne. Entenda-o quem puder entender. O homem e a mulher. muitos houve que lhe não compreenderam as palavras e que. por manifesta. filho de Leônidas de Alexandria. encarregado de instruir os fiéis dessa cidade. do egoísmo. ganharem o céu. . abstendo-se de a constituírem pelo casamento. carnal. Dessa falsa interpretação humana do ensino do Cristo é que nasceu o voto de celibato dos padres e dos membros de todas as ordens religiosas e monásticas de ambos os sexos. na suposição de ser esse um meio de ganhar o céu. se fizeram mutilar. aos olhos de Deus. se fez eunuco para colocar-se ao abrigo da calúnia. de fato. Tudo. ou da preguiça. o que tudo exprime.

dali se afastou. de MATEUS. a fim de que se gravassem na memória dos discípulos. abraçando as crianças e lhes impondo as mãos. o reino de Deus. porqüanto o reino dos céus é dos que forem tais como eles. — 14. do capítulo 9º. Apresentaram-lhe então algumas crianças para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas. O pensamento era sempre o mesmo. não o impeçais. Jesus repetia essas palavras. Alguns também lhe traziam crianças para que as tocasse. Os discípulos. as chamou para junto de si e disse: Deixai vir a mim as crianças. — MARCOS. E. MARCOS: capítulo 10º. o progresso. ao mesmo tempo. nele não entrará. do capítulo 9º.325 125 MATEUS. E. — 16. como uma criança. — 14. — 15. e os versículos de 46 a 50. de todos os progressos. Já tivemos ocasião de receber explicações suficientes a este respeito. Vendo Isso. de MARCOS. Vendo isso. 18º. Jesus lhes disse: Deixai as crianças. como uma criança. . 13 ao 15. do capítulo 18º. Como os discípulos as repelissem com palavras rudes. de LUCAS. a base. repeliam com palavras rudes os que as apresentavam. o meio e o caminho para se alcançarem as virtudes. em ocasiões e lugares diversos. Jesus se indignou e lhes disse: Deixai vir a mim os pequeninos. expresso em termos diferentes. nele não entrará. E lhe apresentavam crianças para que as tocasse. as abençoava. não as impeçais de vir a mim. — 17. versículo 13. a fonte. porqüanto o reino de Deus é dos que forem como as crianças. depois de lhes Impor as mãos. o reino de Deus. — 15. à perfeição. 13 ao 16. Em verdade vos digo que aquele que não receber. caminho único que leva à perfeição MATEUS: capítulo 19º. a depuração. — LUCAS. versículo 15. não os embaraceis. versículo 13. que levam à pureza. Em verdade vos digo que aquele que não receber. porqüanto dos que se lhes assemelham é que é o reino dos céus. 10º. e os versículos de 32 a 40. os discípulos os repeliam com rudeza. Jesus. fonte de todas as virtudes. LUCAS: 18º. — 16. porém. porém. A humildade. Á simplicidade do coração e a humildade do espírito são. quando estudamos os versículos de 1 a 5. 15 ao 17. 19º.

uma viúva que freqüentemente o procurava. — 2. Em verdade vos digo que cedo lhes fará justiça. uma alusão de Jesus à nova era. em certa cidade. porém. um juiz que não temia a Deus. mas. Ouvi. far-lhe-ei justiça. LUCAS: capítulo 18º. — A justiça do Senhor se executa ininterruptamente. na Terra. a recompensa. essa revelação que. Parábola da viúva e do mau juiz LUCAS: capítulo 18º. pela dita revelação. portanto. na mesma cidade. Graças à Revelação Espírita e a muitas das passagens evangélicas que temos estudado. Uma coisa é conseqüência da outra. um homem sem princípios. . já então predita. Nem uma só das nossas palavras se perde. Lá. na Terra. Como deixará Deus de fazer justiça a seus eleitos. O Espírito não está sujeito às limitações do tempo. Se lhe quisermos sentir os suavíssimos efeitos. todavia. preparando a segunda vinda do Cristo. 1 ao 8. — 4. versículo 8. versículo 1. uma vez que justas sejam. na interrogação constante no versículo 8. a fé? Todos nós podemos responder. que. pois que esta viúva me importuna. do advento do Espírito. do 18º capítulo de LUCAS. para implantar entre os homens o seu reino. — Cada um obterá conforme as suas obras. Disse-lhes também esta parábola. a cada um justiça é feita: ao justo. ao culpado. acrescentou o Senhor. como exemplo. do Espiritismo. coloquemo-nos entre os escolhidos. quando for chegado o tempo . achará na Terra fé? (134) Apresenta-se-nos aqui. pela Revelação Espírita. e que cede unicamente à importunação de uma viúva. trazida pelos Espíritos do Senhor. Havia também. para nós. encontra na Terra uma fé geral? Ele vem. em não havendo a fé. versículo 7. a fim de mostrar que é preciso orar sempre e não se cansar de o fazer. Não nos deve preocupar. nem se importava com os homens. o castigo. — 5. — 7. haverá o castigo. era que se nos abre. 18º. Ele por muito tempo não a quis atender.Desde que a cada um é dado de acordo com as suas obras. a demora com que sejam deferidos os nossos rogos. como suportará que Indefinidamente os oprimam? — 8. quando o filho do homem vier. Há. por fim. para que afinal não me venha a fazer qualquer afronta.326 126 LUCAS. — 6. a personificação da doutrina que pregou e exemplificou. — 3. LUCAS: capítulo 18º. que são os que seguem as pegadas do Mestre. Ora. sem fé. O filho do homem foi e é. será restabelecida a lei tal como dele emanou. o que disse esse mau juiz. Havia. Supondes. vem restabelecer na sua pureza a lei enunciada pelo filho do homem. Encontra. para lhe fazer justiça. Com efeito. se nos depararão os efeitos delas. Com mais forte razão devemos esperar que o Senhor atenda às nossas súplicas perseverantes e fervorosas. já conhecemos o sentido e o alcance destas palavras: recompensa e castigo. dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário. era em que. disse de si para si: Se bem que eu não temo a Deus e não considero os homens. onde o tempo não tem limites. que para ele apelam dia e noite.

— Efésios. — Hebreus. 37. 8 e 9. 12º. e 17. 2. 12. 4º. 10.327 (134) Romanos. 3º. — Colossenses. — 2ª Epístola à Pedro. 6º. . 18. — Apocalipse. —. 1º Tessalonicenses. 10º. 6º. 16. 5º.

— 12. Estava. que são ladrões. . 2. Por isso é que é ela a virtude que mais brilha nos enviados celestes e a que eles mais nos recomendam.328 127 LUCAS. Fariseu e publicano LUCAS: capítulo 18º. que ficara de longe. pecamos contra a caridade. O fariseu. batendo nos peitos. nem mesmo como este publicano. (135) Salmo 134º. “O publicano voltou para sua casa justificado”. tem piedade de mim. (135) No orgulho tem o homem o seu mais encarniçado inimigo. ainda que sejamos rigorosos no cumprimento da lei. O publicano. 6. 15. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de tudo o que possuo. graças te dou por não ser como os outros homens. não ousava sequer elevar os olhos para o céu. porque fizera justiça a si próprio. um era fariseu e o outro publicano. Constituindo o orgulho uma falta grave. Julgando-nos superiores ao nosso irmão. culpado até. por ser o que mais se lhe infiltra no coração e o que mais obstinadamente se lhe agarra. se nos julgamos superiores ao nosso irmão? Observando a lei. — Timóteo. sejam quais forem as aparências. não fazemos mais do que cumprir o nosso estrito dever. considerando-se justos. Que merecimento podemos ter. 6. portanto. Propôs também a seguinte parábola a alguns que confiavam em si mesmos. que lhe permita uma justa apreciação de si mesmo e o coloque em condições de reprimir em si o mal. 58º. reconhecendo a sua inferioridade. Aquele que se exalta será humilhado e o que se humilha será exaltado. 18º. porque. o que se exalta será punido. — Job. porque fizera ato de orgulho e faltara à caridade para com um de seus irmãos. como fundamental para a nossa salvação. — 13. orava. 4º. pois que. por motivo de suas faltas. — 14. mas. no caminho do bem. de pé. 29. injustos e adúlteros. em vez de fazer ato de humildade perante o Senhor. pode. dizia: Meu Deus. a partir do momento em que se lhe aplica o remédio. 22º. — 1ª Epístola à Pedro. possuir a humildade. Um mal reconhecido deixa de existir. ainda que mínimas fossem. Sendo a humildade sincera o melhor agente da reforma individual. perante o Senhor. O fariseu não foi justificado. Dois homens subiram ao templo para orar. Sejamos severos conosco. 17. 2. pode ele ter puro o coração. que pareça. todo aquele que se exalta será humilhado e todo aquele que se humilha será exaltado. 7º. Digo-vos que este voltou justificado para sua casa e não o outro. — Apocalipse. quando menos. pecador. — 11. o progresso será a sua conseqüência. versículo 9. 3º. 5º. por muito miserável. — Isaías. e desprezavam os outros: — 10. 9 ao 14. brandos e indulgentes com os outros. dizendo intimamente: Meu Deus.

vem e segue-me. — 19. a quem tudo é possível. Mais fácil é que um camelo passe por um fundo de agulha do que entrar um rico no reino de Deus. lhe falou assim: Bom Mestre. mas para Deus tudo é possível. LUCAS: capítulo 18º. Parábola do mancebo rico MATEUS: capítulo 19º. indo ele pela via pública. — 20. aflito com aquelas palavras. mas não para Deus. Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão somente Deus. dá-o aos pobres e terás um . Digo-vos mais ainda: É mais fácil passar um camelo por um fundo de agulha do que um rico entrar no reino do céu. não darás falso testemunho. E como os discípulos se mostrassem espantados com as suas palavras. vende tudo o que possuis. honra a teu pai e tua mãe e ama a teu próximo como a ti mesmo. MARCOS: capítulo 10º. dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Ao que o homem retrucou: Mestre. — 20. que mais me falta? — 21. todas essas coisas tenho eu observado desde a minha mocidade. — LUCAS. que uns aos outros diziam: Quem pode então ser salvo? — 27. porque muitos eram os bens que possuía. fitando-os. — 24. Jesus. versículo 18. — 22. versículo 17. Eis que um mancebo. Perguntou-lhe o mancebo: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás. lhe disse: Faltate ainda uma coisa: vai. dele se aproximando. vem e segue-me. — MARCOS. vende tudo o que possuís. honra a teu pai e a tua mãe. porém. perguntaram: Quem pode então ser salvo? — 26. fitando neles os olhos. — 26. não furtarás. Jesus. dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. — 22. que devo fazer para alcançar a vida eterna? — 18. Conheces os mandamentos: não cometerás adultério. 16 ao 26. 18º. ele lhes repetiu: Filhinhos. guarda os mandamentos. — 21. Se queres entrar na vida. ajoelhando-se-lhe aos pés. Jesus. lhe disse: Bom Mestre. não darás falso testemunho. Disse Jesus: Por que me chamas de bom? Ninguém é bom senão somente Deus. um homem veio a correr e. — 23. — 19. — 23. se retirou triste. — 22. olhando para ele com amor. Jesus. não cometerás adultério. Retrucou o mancebo: Todos esses mandamentos tenho guardado desde a minha juventude. Ao ouvir essas palavras o mancebo se retirou triste. disse a seus discípulos: Quão difícil é que entrem no reino de Deus os que possuem riquezas! — 24. pois possuía grandes riquezas. versículo 16. não furtarás. — 25. 10º. disse impossível é isto para os homens. Um homem de destaque o interrogou por esta forma: Bom Mestre.329 128 MATEUS. não praticarás fraude. que bem devo fazer para alcançar a vida eterna? — 17. E. Maior ainda se tornou o espanto dos discípulos. 18 ao 27. que hei de fazer para ganhar a vida eterna? — 19. não matarás. seus discípulos. muito espantados. — 21. Disse então Jesus a seus discípulos: Em verdade vos digo que difícil é um rico entrar no reino dos céus. Conheces os mandamentos: não matarás. disse-lhe Jesus: Ainda uma coisa te falta: vende tudo o que tens. Ouvindo isso. não cometerás adultério. olhando à volta de si. depois. 19º. depois. Mas o homem. não dirás falso testemunho. honra a teu pai e a tua mãe. Disse Jesus: Se queres ser perfeito. não furtarás. — 20. Replicou o homem: Todos esses mandamentos tenho-os guardado desde a minha mocidade. vai. Jesus lhe respondeu: Por que me chamas bom? Bom só Deus o é. disse: Isto para os homens é impossível. quão difícil é que entrem no reino de Deus os que confiam nas riquezas! — 25. Ouvindo isto. — 18. 17 ao 27.

do Deus dos deuses. Respondendo ao mancebo. mostrando que. porém. entretanto. versículo de 1 a 6): Deus assiste sempre ao conselho dos deuses e. sem deixar. o espírito do ensinamento moral que lhes ministrava e que era o de que. as palavras do Mestre. senão no sentido das palavras do Profeta (Salmo 81º. tinha que servir de exemplo e de lição aos que o cercavam. se não é escoimada de egoísmo e santificada pela caridade. chegaremos a estar em relação direta com Ele. — 26. — 24. porque teremos chegado à condição de puros Espíritos e alcançaremos a vida eterna. a fim de que também sejam um em nós. com a . depois. material e moral. (136) O mancebo que. pela palavra deles. vem e segue-me. Daquelas palavras o que decorre é que nenhum fruto produz a prática das virtudes e dos mandamentos. como tu. Respondeu-lhes Jesus: O que é impossível para os homens é possível a Deus. para de antemão proscrever a sua divinização e sustentar o monoteísmo. como todos os Espíritos criados. precisamos entender bem.330 tesouro no céu. colocado no meio deles. Jesus lhe recordou o Decálogo. o divino Mestre recorreu a imagens e locuções materiaiS. segundo o espírito. meu Pai. aí costuma estar sempre o coração da criatura humana. impelido por uma influência espírita. A caridade e o esquecimento de si mesmo faltavam ao mancebo. Foi por isso que Jesus lhe disse: Ainda te falta uma coisa. velando com a letra da imposição de um sacrifício absoluto dos bens humanos. Vendo Jesus que ele ficara triste. para tocar e impressionar fortemente as inteligências da época. Sois deuses e todos sois filhos do Altíssimo (Salmo citado). O homem. para que sejam consumados na unidade. Protestando contra o qualificativo de bom. Os que o ouviam lhe disseram: Quem pode então ser salvo? — 27. tendo escutado essas palavras. julga os deuses. Naquela circunstância. — 23. versículo 21 ao 23. se entristeceu. adquirindo a perfeição moral. a fim de que todos sejam um.) Quer isto dizer que. Estou neles e tu estás em mim. para quando o reinado da letra houvesse produzido todos os seus frutos. Entretanto. de ser. Mas. pois que era muito rico. Ele. praticando para com eles a justiça e a caridade. que contém os mandamentos a que os homens devem obedecer e que se resumem no seguinte: não fazermos aos outros o que não quisermos que nos façam: fazer aos outros tudo o que quiséramos nos fizessem. ninguém o poderia tratar como Deus. é que nos aproximaremos de Jesus. purificando-nos. que consiste em conhecê-lo e conhecer o Pai. com devotamento e renúncia. como sempre que era oportuno e conveniente. foi ao encontro de Jesus. também disse. o fez intencionalmente. Disse o Mestre: Meu pai e eu somos um. Mais fácil é um camelo passar por um fundo de agulha do que um rico entrar no reino de Deus. amando-os como a nós mesmos. onde está o tesouro. extirpar o egoísmo e o apego aos bens terrenos e preparar o advento do Espírito. devamos despojar-nos de tudo o que possuirmos. filho do Altíssimo. em face do Deus de Israel. (JOÃO. referindo-se a seus discípulos: Rogo por eles e pelos que hão de crer em mim. para servir a Deus. a fim de não deduzirmos delas que. para melhor tocar a inteligência dos homens materiais a quem falava. do que ali mesmo deu prova o mancebo. que era bom por excelência. és em mim e eu em ti. que lhe fora dado. disse: Quão difícil é que os que possuem riquezas entrem no reino de Deus! — 25. capítulo 17º.

. à salvação. quem. Aos discípulos que. por amor do próximo exclusivamente. não só quanto a qualquer remuneração material como também quanto às recompensas celestes. encontraremos resposta. no momento em que ele se afastava. depurar-se bastante para se considerar salvo? Poderão seus atos ser tão bons e sua fé tão viva que lhe assegurem a salvação? Ora. sem a renúncia de si mesmo. Por pressentir. Mas. ainda será egoísmo. para que todos nos purifiquemos. quem senão Ele. um dos maiores obstáculos a todo progresso moral é a riqueza. Ela tem que ser praticada. Somente Deus pode julgar. nos salva com o conceder-nos tempo. com o relevar-nos as dívidas. Porém. colimando o bem que possa produzir. lhe perguntaram: Quem pode então salvar-se? respondeu apenas: O que é impossível para os homens épossível para Deus. essa tristeza. a nós. se só a perfeição nos levará aos pés do Senhor. ante o que Ele dissera ao mancebo. A verdadeira caridade sai do coração e o devotamento a acompanha sempre. por acaso. por mais afastadas que desta se achem e por mais escabrosa que seja a estrada que lhes cumpre percorrer. a reencarnação. velado pela letra. devotamento e abmegação formam uma trilogia inseparável. atentando unicamente na letra. no reino dos céus”. que se mostram espantados com o que Jesus dissera ao mancebo e induzidos a interpelá-lo como o fizeram. por terno e indulgente. de fato. pois. para vencer essas dificuldades. quando. se só Deus nos pode salvar. a princípio expiatória e precedida. foi que Jesus disse. lendo-lhe o pensamento. Não perceberam os meios que ao Espírito são concedidos. só perceberam as dificuldades da conquista do reino dos céus. Mas. para que servem as obras e a fé? É esta uma objeção que formulada tem sido muitas vezes e para a qual somente nós. aos olhos de todos. Os que a formulam se colocam no mesmo ponto de vista dos discípulos. porque. só Ele tem nas suas mãos a duração do tempo? O homem carece de capacidade para julgar por si mesmo do grau de pureza que lhe é necessário a elevar-se. na sua curta existência terrena. na época predita pelos Espíritos do Senhor. e indicar os meios que Deus faculta a seus filhos. Proclamou assim o princípio — Fora da caridade não há salvação. para vencerem todas as dificuldades e atingirem o fim. Assim. com cujo auxilio chegam elas sempre a alcançar a meta. que só Ele é bom. do contrário. de fato. Esses meios são o renascimento. os espíritas. senão Deus. ninguém pode ser devotado a seus irmãos. caridade. ainda podia ouvi-lo: “Quão difícil é que os que possuem riquezas entrem no reino de Deus. o homem. o sentido das palavras de Jesus. exige o desinteresse absoluto. até que as possamos pagar? Concedendo às suas criaturas todo o tempo de que elas hajam mister. só Ele tem indulgência e longanimidade. A caridade. nos salva. maus servos. porque.331 tristeza que lhe causou a resposta obtida. Assim sendo. Pode. órgãos do Espírito da Verdade. para o ser. e preparou as gerações futuras a compreenderem que uma das provas mais temíveis. À Revelação Espírita estava reservado esclarecer. quando não se torna instrumento e meio de praticarem-se a caridade e o amor do próximo. porqüanto grandes sacrifícios impõe o devotamento que tenha por móvel a caridade. desde que meditemos os ensinos da Terceira Revelação. faculta-lhes Deus um agente poderoso. a caridade não consiste em dar do supérfluo.

8º. (136) Gênese. 17. 23. 6. no reino dos céus. .332 no espaço. — Zacarias. 14. 13. — Deuteronômio. 9. — 1ª Epístola à Timóteo. 19. 5º. visto que dá ao Espírito entrada no reino de Deus. — Gálatas. 11º. — Atos. e por fim. Eis por que e como é Deus e só Deus quem nos salva. 42º. 5º. lhe permite alcançar a perfeição moral. 45. e 10. 17. 14. da expiação proporcionada e apropriada às faltas cometidas. 9. 2º. 18º. 20º. — Êxodo. 8. depois. 13º. — Provérbios. 3º. — Job. gloriosa. — Romanos. 32º. 18º. 2. — Jeremias. — Timóteo. 6º. isto é.

Pedro então lhe perguntou: Eis aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. não receba muito mais e. MARCOS: capítulo 10º. sob as irradiações da luz espírita. Resposta de Jesus a Pedro. versículo 28. 28 ao 30. (137) Tendo. no século futuro. filhos e terras. que me seguistes. 10º. São os intermediários entre Jesus e os nossos guias. ditas com referência aos apóstolos. muitos dos que tenham sido primeiros serão últimos e muitos dos que tenham sido últimos serão primeiros. — MARCOS. em que o filho do homem estará assentado no trono da sua glória. Já. ao tempo da regeneração. a vida eterna. O tempo da regeneração é o em que a Revelação Espírita regenerará os homens. por mim e pelo Evangelho. Também vós estareis assentados em doze tronos. diante daquele que é o único pastor do rebanho que o Senhor lhe confiou. — 29. irmãos. 27 ao 30. também estareis assentados em doze tronos a julgar as doze tribos de Israel. não receba. filhos e terras. — Os doze tronos. muitos que foram dos primeiros serão dos últimos e muitos que foram dos últimos serão dos primeiros. até ao momento em que os homens hajam compreendido a marcha e a finalidade de suas existências. — Apostolado. a vida eterna. pai. irmãs. irmãos. E todo aquele que abandonar. com as perseguIções. presentemente. — 30. pelo meu nome. ou terras. será a época em que todos se curvarão. — LUCAS. — 30. versículo 28 Pedro então lhe observou: Aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. 28 ao 31. ou filhos. pais. mãe. como encarnados ao tempo de Jesus. colaborado na obra de regeneração da Humanidade. e. casa. — Amor purificado. o filho do homem estiver assentado no trono da sua glória. eles julgam as tribos de Israel. aInda nos tempos presentes. ou mulher. casa. naquela . presentemente. mães. que recompensa será a nossa? — 28. os apóstolos continuaram e continuarão ao serviço do Mestre. cem vezes mais casas. que. versículo 27. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo que vós. LUCAS: capítulo 18º. 18º. no século futuro. Mas. — 31. irmãs. — Humildade e perseverança na senda do progresso MATEUS: capítulo 19º. do mesmo modo que Jesus é o intermediário entre o Senhor e eles. no sentido de que presidem ao progresso do nosso planeta. receberá o céntuplo e terá por herança a vida eterna. Estas palavras. ou pai ou mãe. — 30.333 129 MATEUS. Mas. — 29. ou irmão. quando. ou pais. pondo-lhes desnudas ante os olhos as verdades que até então houveram de estar cobertas pelo véu da parábola. Disse Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que deixe. que. neste século mesmo. Disse então Pedro: Aqui estamos nós que tudo deixamos e te seguimos. traçam uma alegoria destinada a tornar compreensível o grau extraordinário de elevação a que terão chegado. pelo reino de Deus. casa. ou Irmãos. ou mulher ou filhos. — As doze Tribos de Israel. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo não haver ninguém que deixe. — 29. ou irmã. O tempo. 19º.

É de notar-se que. corporificados na visão de suas faltas. meios que são a expiação e a reencarnação. A ação deles se desenvolve. capítulo 10º. como sendo os que ocupariam tronos. eficaz. pelos meios postos ao seu alcance. frutuoso. como ao de todos os Espíritos culpados. chegaria. Vê-se. a regenerar-se e a colocar-se em situação igual à dos demais. houvera tragado para todo o sempre o de Judas Iscariotes. ao proferir aquelas palavras. sobretudo. aqueles sacrifícios. que traz em si a humildade e a caridade. Refere-se à missão. que. segundo a Igreja Romana. — Também são figuradas as palavras de Jesus constantes nestes versículos. versículos 29 e 30. assim. por serem os maiores que o homem possa fazer. na execução da pena por que deve o delinqüente passar. MATEUS. de velar pelo cumprimento das provas e expiações a que os ditos povos se encontram sujeitos. símbolo da Humanidade. em cada criatura. Não são aqueles os que determinam o gênero destas. — MARCOS.334 época. versículos 29 e 30. lhe cravam de contínuo as lâminas aceradas de uma recordação cruel. tenham que progredir nos mundos fluídicos. para julgar as tribos de Israel. sabia-o Ele de antemão. com o auxílio do tempo. Prova isso que o divino Mestre também sabia que Judas. regra geral. falindo gravissimamente à sua missão. por não terem avançado com perseverança naquela senda. como. chegados ao ponto de só estarem sujeitos a encarnações não materiais. dividida em povos de raças diversas. nos quadros fluídicos que lhe estão constantemente visíveis e que. desse “inferno eterno” que. de purificação e progresso moral. o seu próprio aperfeiçoamento e o de seus irmãos. Por se dirigir diretamente aos Hebreus. Julgar (as doze tribos) significa aqui governar. capítulo 18º. Entendidas segundo o espírito. As doze tribos simbolizam as divisões a que os povos ainda se acham sujeitos na Terra. se estendem a todos os Espíritos bem-aventurados. ímpio e monstruoso. despercebida das traições que também ela há séculos vem praticando contra o mesmo Jesus. de modo que não haja para este impossibilidade de triunfar. Os remorsos. capítulo 19º. Suas palavras. Jesus se dirigia não somente aos onze apóstolos. reclama atividade e perseverança na senda do progresso. os quais todos têm suas missões e encargos. executam os Espíritos que “julgam as doze tribos de Israel” despertando no culpado o arrependimento e o desejo de reparar e progredir. cujo número é para nós incalculável. também. que também cabe aos apóstolos. o trairia. que constituem o inferno e o purgatório da reparação. Os Espíritos culpados têm. o divino Mestre aludiu apenas aos doze apóstolos. pelo poder de sua vontade. Jesus proclamava a falsidade do dogma humano. Eles apenas velam para que as aludidas provas estejam sempre em relação com as forças do culpado. muitos dos que se houverem posto a caminho antes dos outros chegarão últimos ao fim. mas. tal a obra que. como exemplo. o traiu. o que se verificará é que Ele apontou. — LUCAS. objetivando. porem. O amor. de fato. da eternidade das penas para o Espírito culpado. para ser verdadeiro. os ministros de Jesus. Ora. Esses são os que contam consigo mesmos e julgam caminhar com . que se conservariam fiéis. por assim dizer. no estado espírita. a liberdade de escolher suas provas. antecipadamente. versículo 29. a Judas Iscariotes que. que ela considera o maior dos réprobos. dando a cada um segundo suas obras e méritos. velando solícitos pelo nosso progresso e facilitando o adiantamento dos que.

— Job. 2º. — 1ª Epístola aos Coríntios. 21. e 6. 25º.335 mais segurança e passar adiante dos demais. 3. tendo sido dos primeiros a se porem a caminho. a sua marcha. 26. 32º. 33º. 26. 2º. 4. . — Malaquias. A conseqüência será verem seus passos obstados pelo orgulho e retardada. 3. — 2º Paralipômenos. portanto. serão os últimos a chegar. 6º. 3º. 42º. — Apocalipse. e 10. 20º. — Êxodo. 9. 2. 137) Deuteronômio. 10. 5. Assim é que.

tanto quanto a ti. pela soma de progresso . Responderam-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Era mister encher de esperança e coragem os pecadores que se arrependiam. pai de família. encontrando mais alguns desocupados. disselhes: Ide também para minha vinha e vos pagarei o que for justo. 1 ap 16.336 130 MATEUS. por terem nascido Hebreus e não Gentios ou pagãos. Cumpria abater aquele sentimento nuns. Disse-lhes então: Ide trabalhar na minha vinha. O divino Mestre houvera podido explicar pela reencarnação as diferenças no número das horas de trabalho dos obreiros e a igualdade dos salários. e. murmuravam contra o pai de família. se conservaram estacionários em muitas existências. Assim. não receberam senão um denário cada um. Eles foram. Ao anoitecer disse o dono da vinha ao seu administrador: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário. Então. — 9. pois que muitos são os chamados. Parábola da vinha e dos trabalhadores da primeira e da última hora MATEUS: capítulo 20º. do mesmo passo. ao receberem a paga. Tendo convencionado com os trabalhadores pagar por dia um denário (138) a cada um. mas poucos os escolhidos. Respondendo a um deles. que suportamos o peso do dia e do calor. — 10. animar os esforços dos outros. — 4. Ou não me é permitido fazer o que quero? Acaso. — 5. nenhum agravo te faço. os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. — 3. os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. lhes disse: Por que passais aqui ociosos o dia todo? — 7. tornou a sair e. Eles se consideravam privilegiados. pelo trabalho feito. desocupados. Na época em que Jesus pregou a sua doutrina. dizendo: — 12. — 11. porém. Chegando a vez dos que foram assalariados em primeiro lugar. — 2. começando pelos últimos e acabando pelos primeiros. disse o dono da vinha: Meu amigo. o pai de família saiu novamente e fez o mesmo. o orgulho dos que formavam as camadas superiores dos Judeus erguia alta barreira entre estes e todos os que não se achavam submetidos à lei de Moisés. das recompensas. ao passo que os da última hora trabalharam com zelo e atividade pelo seu adiantamento. — 13. que ao amanhecer saiu a assalariar trabalhadores para a sua vinha. que foi dos últimos. pois que muitos são os chamados e poucos os escolhidos”. os que foram em primeiro lugar assalariados. — 25. no fim do dia. Mostraria então que os trabalhadores da primeira hora. não convieste comigo em receber um denário? — 14. A hora sexta e à hora nona. versículo 1. que foram os últimos. — 8. Apresentaram-se os que tinham vindo para o trabalho por volta da hora undécima e cada um recebeu um denário. crendo-se os únicos merecedores das graças do Senhor. as recompensas. Saiu de novo por volta da hora terceira (139) e vendo outros na praça. Toma o que te é devido e vai-te embora. — 6. pensavam eles que receberiam mais do que os outros. trabalharam apenas uma hora e tu os Igualas a nós. Foi objetivando esse resultado que Jesus disse: “Assim. O reino dos céus se assemelha a um homem. mau é o teu olho porque sou bom? — 16. isto é. a mim me apraz dar a este. mandou-os para a vinha. Estes. Assim. chamados uns e outros a receber o salário. 20º. Por volta da undécima hora.

hesitar em compreender a tarefa a que nos convida o Senhor. Como o número dos retardatários costuma ser maior do que o dos diligentes. e cuidou de encorajar os que. Os primeiros que entraram no carreiro. se. serão os primeiros a chegar e serão escolhidos em primeiro lugar. caminharem sempre esforçadamente para a frente. não devemos. Mas. a sexta ao meio dia e a nona às quinze horas. e sim de trabalho por adquirir merecimento. certos de que Ele não considerará o tempo que houvermos gasto em desempenhá-la e sim o zelo e a boa-vontade de que dermos prova. pois. os que. enveredarem pelos atalhos tortuosos. ainda que sejam dos últimos na ordem da criação. tendo adquirido tardiamente o conhecimento das verdades evangélicas. da última hora. Ao contrário. as pagas tiveram que ser iguais. (138) Moeda de prata que ao princípio valia dez asses. Trabalhadores. a terceira às nove. (139) Os Judeus como os Romanos dividiam as doze horas do dia em quatro partes cada uma de três horas. resulta serem muitos os chamados e poucos os escolhidos. temessem não lhes assistir direito às recompensas prometidas aos que adquirissem esse conhecimento desde a primeira hora. amor e caridade pregada por Jesus. Mostrou desse modo Jesus aos Judeus que a questão é de cultos. em vez de seguirem a linha reta. correspondendo a primeira às seis horas da manhã de agora. cerca de 20 centavos. que somos. à mesma recompensa. chamados. a soma do trabalho executado por cada um dos trabalhadores foi conservada na obscuridade. começando por último. tendo todos produzido a mesma soma de trabalho. Essas quatro partes se designavam por hora primeira. que é a lei de justiça. hora sexta. todos tinham direito ao mesmo salário. chamados ao conhecimento da verdadeira lei. hora terceira. porqüanto. hora nona. portanto.337 realizado. serão os últimos a chegar ao fim. nem de nacionalidades. única verdadeira. dos últimos. chegarão sem delongas ao fim. como ainda não chegara o tempo de ser convenientemente aceita essa explicação. .

Os apóstolos. muito admirados e receosos. Subimos. o que enchia de espanto e de temor os que o seguiam. Jesus lhes ia à frente. — 19. Vamos para Jerusalém e o filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. flagelado e crucificado. Entregá-lo-ão aos Gentios para que seja escarnecido. versículo 17. Não atinavam. seguiam o Mestre. lhes disse: Eis que vamos para Jerusalém e tudo que os profetas escreveram acerca do filho do homem se cumprirá. — JOÃO. quando a caminho de Jerusalém. É que temiam os sacerdotes e os principais Judeus. 32 ao 34. 18º. neste passo. capítulo 8º. como sempre. como vedes. fundamentava os acontecimentos que iam ocorrer e desse modo dava maior peso às suas afirmativas. 28. (Vejase: MATEUS. MARCOS: capítulo 10º. que são positivas. para Jerusalém e o filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes. será escarnecido. que o condenarão à morte. com o que poderia ser a “ressurreição” de Jesus. As narrações dos Evangelistas se completam. 44 e 45. o sentido exato das palavras do Mestre. a fim de que os fatos pudessem suceder sem obstáculos. cuspir-lhe-ão no rosto. Escarnecê-lo-ão. capítulo 17º. tomando de parte os doze apóstolos. Subindo para Jerusalém. lhe darão a morte e ele ressuscitará ao terceiro dia. — 34. versículos 22. (140) Salmo. Tinham o entendimento obscurecido. 18. tirar-lhe-ão a vida e ele ressuscitará ao terceiro dia. aos escribas e aos anciães. pois que será entregue aos Gentios. nada compreenderam. . 20º. — MARCOS. Subindo eles a estrada de Jerusalém. sentindo que seria difícil escapar-lhes. quanto a esse ponto. E ele ao terceiro dia ressuscitará. capítulo 9º. E depois que o tiverem flagelado. 31 ao 34. LUCAS: capítulo 18º. 18º. 21º. porém. 32. dessa vez. repetiu a predição que já fizera da sua “morte” e da sua “ressurreição”. versículo 31. versículo 32. uma pelas outras. 10º. versículo 30. não entendiam o que lhes era dito. (140) Jesus. Jesus chamou de parte os doze discípulos e lhes disse: — 18. açoitado e cuspido. Jesus. — 34. sobretudo. aquelas palavras lhes eram um segredo. 17 ao 19. — 33. 53º. versículos 21 e 22. Ele então chamou de parte novamente os doze discípulos e começou a predizer-lhes o que estava para lhe acontecer. e capítulo 9º. predizendo-os. acrescentando e precisando novas particularidades. — MARCOS. — Isaías. Predição do sacrifício do Gólgota MATEUS: capítulo 20º. versículo 31. 3º. — 33. — LUCAS.338 131 MATEUS. diz um dos Evangelistas.) Não há o que comentar nessas palavras. — Atos. açoitálo-ão. Em seguida. melhor do que das precedentes. Os discípulos não compreenderam. — LUCAS. que o condenarão à morte e o entregarão aos Gentios. Eles. capítulo 16º versículo 21. Jesus.

que seus príncipes os tratam com império. porém. versículo 35. não está nas minhas mãos vo-lo conceder. — 28. Filhos de Zebedeu. — 24. e lhe disseram: Mestre. Este. dando mostras de querer pedirlhe alguma coisa. o filho do homem não veio para ser servido. reproduzidas acima. — 36. Por que. que não veio para ser servido. porém. na tua glória. — 42. a exemplo do filho do homem. não está nas minhas mãos dar-vo-lo. que os grandes exercem seu poder sobre eles. seja o vosso servo aquele que quiser ser o primeiro entre vós. — 23. filhos de Zebedeu. Ao ouvirem o que pediam Tiago e João. Responderam os dois. Replicou Jesus: Na verdade. e o que quiser ser o primeiro tem que ser o servidor de todos. mas para servir e dar a sua vida pela redenção de muitos. mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos. Acercaram-se então dele Tiago e João. — 45. 35 ao 45. — 27. Jesus lhe perguntou: Que queres? — Manda. — 25. — 40. — Seguir o exemplo de Jesus e fazer esforços por andar nas suas pegadas MATEUS: capítulo 20º. os dez outros apóstolos se tomaram de indignação contra eles. 20 ao 28. A mãe de Tiago e João estava com os dois. isso só é dado àqueles para quem meu Pai o preparou. porém. bebereis o cálice que eu hei de beber e sereis batizados com o batismo com que eu o serei. — 21. porém. Podeis beber o cálice que eu hei de beber e receber o batismo com que eu serei batizado? — 39. (141) Insignificante é a diferença que se pode notar entre as duas narrativas evangélicas. os dez outros apóstolos se encheram de indignação contra os dois irmãos. — 22. versículo 20. — 43. Ela e eles dirigiram sucessivamente a palavra ao Mestre.339 132 MATEUS. Podemos. 10º. Mas. Assim. isso será dado àqueles para quem meu Pai o haja preparado. — 44. Jesus. a terdes assento à minha direita ou à minha esquerda. os chamou e lhes disse: Sabeis que os que têm autoridade sobre os povos exercem dominação sobre estes. Aproximou-se (ide então a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e o adorou. não deve ser entre vós. Concede. onde o que quiser ser o maior tem que se fazer vosso servo. — MARCOS. disseram eles. — 38. Assim. Retrucou-lhes Jesus: Não sabeis o que pedis. — Nunca alimentar no coração a inveja. só . bebereis o cálice que eu hei de beber. Jesus lhes observou: Não sabeis o que pedis. Disse-lhes ele: Na verdade. outro à tua esquerda. Jesus os chamou e disse: Sabeis que os príncipes das nações dominam os povos. que. 20º. porém. Ouvindo aquilo. que estes meus dois filhos se assentem um à tua direita. — 26. MARCOS: capítulo 10º. Quanto. nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. — A humildade e o devotamento para com todos são a fonte e o meio único de toda elevação. Podeis porventura beber o cálice que eu tenho de beber? Responderam eles: Podemos. Perguntou-lhes Jesus: Que quereis que eu vos faça? — 37. disse ela. não há de ser entre vós outros: aquele que entre vós queira ser o maior seja o que vos sirva. no teu reino. queremos nos faças tudo o que te pedirmos. quanto. a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda. — 41. entretanto.

Importa. e progredir. A mesma restrição ainda nos faz ver de que modo Jesus foi e é o nosso redentor e como devemos compreender que haja realizado a obra da nossa redenção. tornando-o um ato de “expiação substitutiva”. uma de “eleitos”. que nós outros. Os homens. ou. ao abuso. são mesmos todos. dizendo que lhe cumpria recebê-lo. à ambição. Aquela restrição se explica e justifica. Era também. ponderando que o caminho está aberto a todos nós. fez ressaltar a supremacia divina. Ele veio dar a vida pela redenção de muitos. Disse Jesus: “O filho do homem não veio para ser servido. . Por que não de todos? Será por que haja estabelecido duas categorias. onde terão que expiar suas rebeldias e obstinações. De semelhante idéia nasceu um dos erros mais grosseiros que a Igreja Romana propina e pelo qual desvirtua a significação real daquele sacrifício. à intolerância. pelo sacrifício do Gólgota. certamente. haverá Espíritos rebeldes e obstinados. pois. objetivando encaminhar o homem para a humildade. as nossas culpas. porém. mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos”. Esse ensinamento deu fruto entre os discípulos e os primeiros cristãos. para o devotamento a todos. para nos guiarem os passos nesse caminho. seguindo-lhe o exemplo. excluindo toda idéia de que esta se operou por haver Ele tomado sobre si e expiado. aos dois discípulos. Precisamos compreender. sem dúvida. desde o dia em que. o desinteresse e a renúncia de si mesmo. sob as vistas de outro Cristo de Deus. porque. de modo geral. em toda a sua grandiosidade. relativamente ao lugar a que os dois discípulos aspiravam. Com o que disse. Foi efetivamente o que fez. Daí o desprestígio em que caiu e vemos a Igreja de Roma. os espíritas. Segundo as suas palavras. teriam de sofrer. às aberrações. ao tempo da purificação do nosso mundo. pactuando com as potências da Terra. Ante a indignação de que se tomaram os outros dez apóstolos contra Tiago e João. sejamos os primeiros a dar exemplos de humildade. era o sacrifício a que teria de submeter-se e não a água que João lhe derramara sobre a cabeça. por vezes. mas todos hão de chegar. por mais elevado que seja. que seria visceralmente contrário à justiça perfeita e ao amor infinito de Deus. como era natural. passados os tempos apostólicos. o olvidaram e deixaram de praticar. fizeram da Igreja do Cristo um reino deste mundo. o sentido das palavras do Mestre. caminho pelo qual foram levados ao orgulho. de modo que o percorramos com segurança e sem desvios. Mas. com referência a qualquer outro Espírito. de categoria inferior. que todos temos o livrearbítrio e a lei de amor. O batismo a que Jesus aludia. de renúncia e de devotamento. que os Evangelistas registraram. outra de “réprobos”. Já vimos como e por que os chamados são muitos. à ânsia de predomínio. nem todos chegarão ao fim debaixo da mesma direção. e poucos serão os escolhidos. de desinteresse. cujo pedido interpretaram como significando que os dois se consideravam superiores aos demais. que serão afastados deste planeta e mandados para outros. lutando contra elas. quando disse que muitos serão os chamados e poucos os escolhidos? Não.340 respondeu. Assim. o Mestre lhes deu o ensinamento simples e conciso. isentando-nos da responsabilidade delas. o martírio que os apóstolos. aos excessos que aquelas fontes de erros e de paixões fazem jorrar. são chegados os tempos em que as palavras do Mestre se têm de cumprir e tornar verdades práticas.

10. 1º. 53º. 42. 22º. 14. — 2ª Epístola aos Coríntios. 1º. — MARCOS. 1º. — Atos. — Hebreus. 14º. 6. 36. 13º. 15. — Romanos. 11. . 12º. 5º. — 1ª Epístola à Pedro. 19. 24. 2º. 11º. — JOÃO. — LUCAS. 51. 18º. 7. — Apocalipse.341 (141) Isaías. 5º. — 1ª Epístola à Timóteo. 9º. 9º. — Daniel. 2. 28. 3. 9.

— Romanos. — 2º Reis. — 1º Reis. no Evangelho. Jesus viera em socorro dos que se perdiam. 12º. 12º. chamado Zaqueu.342 133 LUCAS. 22º. sempre pura e reconfortante. (142) São fáceis de apreender-se as conseqüências deste fato. 6. — Gálatas. conforme vimos ao apreciar a resposta por Ele dada aos discípulos Tiago e João. vou dar aos pobres metade dos meus bens e. ouvir as palavras do Mestre. 3º. depois de havermos feito um sério exame das nossas consciências. também seremos. se nalguma coisa defraudei a alguém. o filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido. Zaqueu desceu a toda pressa e o recebeu com alegria.) Sua moral persuasiva frutificava nalguns corações e os que tratavam de pô-la em prática eram salvos. sob as nossas vistas. Jesus levantou os olhos. Porque. quando tiveram a idéia de pedir que descesse fogo do céu para consumir os Samaritanos que não os tinham querido receber (LUCAS. rico. como Zaqueu. e 16. Tendo entrado em Jericó. e que procurava ver a Jesus para o conhecer. porque é preciso que eu fique hoje em tua casa. subiu a um sicômono para o ver. Chegando ao lugar onde ele se achava. prostrando-se diante do Mestre. — 8. pela purificação dos nossos Espíritos. Entretanto. Aplicando-nos as palavras de Jesus. porqüanto por alí havia Jesus de passar. 1 ao 10. não cuidamos de aplicá-la. o que não podia conseguir devido à multidão. temo-la hoje. 19º. — 9. — 4. — JOÃO. 3º. desce depressa. Vivia ali um homem. Sobre o que disse Jesus: Hoje entrou nesta casa a salvação. Essa moral. “filhos de Abraão”. sabemos que nos cumpre fazer como Zaqueu. Correndo então adiante de todos. lhe disse: Senhor. — 3. . isto é. Entretanto. pois este também é filho de Abraão. Todos os que Isso presenciaram murmuravam. como ele. urge reparemos sem demora todo dano que houvermos causado aos nossos irmãos. pois entravam no caminho do progresso rápido e contínuo. versículo 1. Jesus atravessava a cidade. 1. o viu e lhe disse: Zaqueu. 3. de a pôr em obras. em ativar. apressar-nos em preparar a morada dos nossos corações para nela recebermos o Senhor. Zaqueu. capítulo 9º. podemos. 11. — 2. Então. palavras que significam — “herdeiros do céu”. 17. pois que ele era de muito baixa estatura. Conversão de Zaqueu LUCAS: capítulo 19º. que era dos principais entre os publicanos. restituir-lhe-ei o quádruplo. a do planeta que habitamos. 4º. — 5. — 7. versículo 56. infelizmente. por ter Ele ido hospedar-se em casa de um homem pecador. 7. (142) Êxodo. repercutindo suavemente no imo das nossas almas. 12. — 6. Assim procedendo. — 10. Mas.

Os que iam à frente o repreendiam. Disseram-lhe que era Jesus de Nazaré que em por ali passava. em ocasiões diversas. no mesmo instante. para instruir o povo. Tendo ouvido dizer que Jesus Nazareno por ali passava. — 37. Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor’. E eis que dois cegos que se achavam sentados à beira da estrada. versículo 46. pedindo esmola — 36. para que se calasse. Jesus parou e mandou que lhe trouxessem o cego. ouvindo dizer que Jesus por ali passava. entretanto. se puseram a clamar: Senhor. dizendo: Tem confiança. Imediatamente. porém ele clamava ainda mais alto: Filho de David. filho de Timeu. tua fé te salvou. 10º. tem compaixão de mim! — 48. perguntou-lhe: — 41. tem compaixão de nós! — 31. acompanhado dos discípulos e de grande multidão. estava um cego sentado à beira do caminho. 35 ao 43. tem piedade de mim! — 49. de um salto foi ter com Jesus. um cego. grande multidão acompanhou a Jesus. Assim foi que operou a dupla cura. filho de David. de nome Bartimeu. — LUCAS. São minúcias pueris. Ao contrário. MARCOS: capítulo 10º. 20º. atirando para o lado a capa. Bartimeu. Ao sair daí Jesus. 29 ao 34. Jesus lhes tocou os olhos e. versículo 29. chamou-os e lhes perguntou: Que quereis que eu vos faça? — 33. — 47. Jesus não permaneceu todo o tempo na cidade de Jericó. outro por MATEUS. Jesus então parou e mandou que o chamassem. Ele as operou. Cura dos cegos de Jericó MATEUS: capítulo 20º. estava sentado à beira da estrada. louvava a Deus. LUCAS: capítulo 18º. porém. ele. ao aproximar-se Jesus de Jericó. 46 ao 52. como as outras de que já tratamos. clamava cada vez mais forte: Filho de David. Sucedeu que. começou a clamar: Jesus. Quanto às curas. Perguntou-lhe este: Que queres que eu te faça? O cego respondeu: Mestre. No mesmo instante ele enxergou e foi seguindo a Jesus pela estrada. filho de David. Ao aproximar-se este. faze que eu enxergue. — 52. 18º. compadece-te de mim! — 39. tem compaixão de mim! — 40. filho de David! — 32. Jesus então parou. Se tocou os olhos dos cegos. Estiveram depois em Jericó. Senhor. porém eles clamavam cada vez mais alto: Tem compaixão de nós. filho de David. E todo o povo. tendo visto aquilo. — 51. foi para mostrar aos . Alguns o foram chamar. O povo os repreendia. com que não nos devemos preocupar. desde que nela entrou e pediu hospedagem a Zaqueu. Muitos o ameaçavam para que se calasse. Saindo eles de Jericó. Compadecido deles. — MARCOS. mandando que se calassem. tua fé te salvou. versículo 35. Dois fatos de cura aqui há. glorificando a Deus. — 30. o que era cego viu e foi seguindo a Jesus. Senhor. Disse-lhe então Jesus: Vai. — 43. um referido por MARCOS e LUCAS. esmolando. os olhos. Ouvindo o tropel da multidão que passava. coisa de que não tinha necessidade. Logo clamou ele: Jesus.343 134 MATEUS. faze que eu veja! 42. — 50. por ato exclusivo da sua vontade e pela ação do seu poder magnético. saiu muitas vezes. — 34. ambos recobraram a vista e o seguiram. — 38. Isso. Responderam os dois: Que se nos abram. nenhuma importância tem. levanta-te que ele te chama. perguntou o que era aquilo. Jesus lhe disse: Vá.

tua fé te sarou. Digamos com fé: Mestre. e veremos. Operando a de Bartimeu. . quis impressionar fortemente as massas. faze que eu veja. filho de Timeu. Cegos que somos do coração e da inteligência. digamos com fé: Senhor. porqüanto a luz espírita clareará as trevas que nos envolvem. só com o pronunciar estas palavras: Vai.344 discípulos o que lhes cumpria fazer. projetando o fulgor de seus raios na estrada reta e segura que temos de percorrer. e recobraremos a vista moral e espiritual. mostrando aos homens o poder de que dispunha. que os nossos olhos se abram”.

— 6. tudo isso aconteceu. 19º. versículo 1. enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pela estrada. — 14. E. — 4. — Mercadores expulsos do templo. — 8. Desamarrai-o e trazei-me. derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombas. versículo 1. — 2. — 3. 28 ao 48. — 4. pelo tráfico.345 135 MATEUS. — A casa do Senhor é casa de oração e não. — 13. — LUCAS. E nunca lestes isto: “Da boca dos meninos e das criancinhas que ainda mamam. cheio de doçura. Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenara. porém. deles se apartando. — 8. Muitos também estenderam suas vestes ao longo do caminho. os príncipes dos sacerdotes e os escribas se indignaram. dizendo-lhes: Ide àquela aldeia que está em frente de vós. Quando ele entrou em Jerusalém. Trouxeram a jumenta com o jumentinho. ao chegarem a Betfagé. . A multidão respondia: É Jesus. — 3. Vendo. Ora. — 16. — 5. e lhe perguntaram: Ouves o que eles dizem? Respondeu-lhes Jesus: Sim. Da multidão muitos então estenderam pelo caminho suas roupas. e logo vo-lo deixarão trazer aqui. — 2. para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta: — 5. e 15 ao 19. o profeta de Nazaré da Galiléia. encontrareis amarrado um jumentinho no qual ainda ninguém montou. MARCOS: capítulo 11º. — MARCOS. numa encruzilhada. E a turba toda. onde passou a noite. 1 ao 17. — 12. montado numa jumenta e trazendo o jumentinho que está sob o jugo”. cobriram-nos com suas vestes e o fizeram montar. Levaram então eles o jumentinho. Vieram então ao templo cegos e coxos e ele os curou. Entrada de Jesus em Jerusalém. Quando se aproximavam de Jerusalém. perto do monte das Oliveiras. Eles responderam como Jesus lhes determinara e os que os haviam interpelado deixaram que o levassem. 11º. Quando se aproximavam de Jerusalém. respondei que o Senhor precisa deles e logo vo-los deixarão trazer. a cidade toda se abalou e perguntavam: Este quem é? — 11. “Dizei à filha de Sião” (143): “Eis que vem a ti o teu rei. despachou dois de seus discípulos. perto do monte das Oliveiras. 1 ao 11. Jesus enviou dois de seus discípulos. cobriram-no com suas capas e Jesus montou-o. amarrado do lado de fora de uma porta e o desamarraram. — 7. ao chegarem a Betânia. um covil de ladrões. Se alguém vos perguntar: Que fazeis? respondei: O Senhor precisa dele. 21º. dizendo-lhes: Ide a essa aldeia que vos está defronte e lá encontrareis amarrada uma jumenta com o seu jumentinho. — 7. E fizestes dela um covil de ladrões. tanto os que iam à frente como os que vinham atrás. partiram os dois discípulos e acharam o jumentinho. Jesus entrou no templo de Deus e expulsou todos os que ali vendiam e compravam. dizendo-lhes: Está escrito: “Minha casa será chamada casa de oração”. — 17. — 15. Se alguém vos disser qualquer coisa. Alguns dos que por ali estavam lhes perguntaram: Que fazeis? Por que desamarrais esse jumentinho? — 6. retirou-se da cidade e foi para Betânia. tiraste perfeito louvor”. as maravilhas que ele operava e ouvindo os meninos que clamavam no templo: Hosana ao filho de David. Predição da ruína de Jerusalém MATEUS: capítulo 21º. clamava: Hosana ao filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas! — 10. desamarrai-a e trazei-mos. — 9. ao entrardes nela.

E todos os dias ensinava no templo. Não permitia que ninguém andasse pelo templo carregando qualquer vaso. que vemos chegar. Jesus entrou no templo. E ensinava dizendo: Não está escrito que a minha casa será. junto ao monte chamado das Oliveiras. dizendo: — 42. — 37. dentre o povo. Então. dizendo: — 38. a turba de seus discípulos começou. Tendo entrado em Jerusalém. Partiram os dois emissários e encontraram o jumentinho como lhes fora dito. Levaram-lho então. e dela fizestes um covil de ladrões! — 47. ouvindo-o. Tendo voltado a Jerusalém. cobriram-no com suas vestes e fizeram Jesus montá-lo. versículo 28. versículo 15. Ao cair da tarde. E quando ia começando a descer o monte das Oliveiras. — 35. — 19. o ensinamento do manso Nazareno é o mesmo: a . E tanto os que iam à frente como os que o seguiam clamavam: Hosana! — 10. Depois de ter assim falado. no entanto. te porão cerco e te apertarão de todos os lados. — 9. o que lhe haviam de fazer. — 29. MARCOS: capítulo 11º. em que teus inimigos levantarão trincheiras ao teu derredor. Se alguém vos perguntar: Por que o soltais? respondei assim: Porque o Senhor precisa dele. Ah! se ao menos neste dia que ainda te é concedido conhecesses aquele que te pode trazer a paz! Mas. LUCAS: capítulo 9º.346 enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam por onde ele passava. ao entrardes lá. Não achavam. Jesus foi ao templo e. Jesus chorou por ela. perguntaram os donos: Por que desamarrais esse jumentinho? — 34. clamariam as próprias pedras. desditosos dias te virão. Está escrito que minha casa é casa de oração. os príncipes dos sacerdotes e os escribas cogitavam do modo por que o haviam de perder. — 16. à frente de todos. desamarrai-o e trazei-me. Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino. despachou dois de seus discípulos. Ao que ele respondeu: Eu vos declaro que. Entrementes. (144) Aqui. Ouvindo isso. — 18. — 44. saiu ele da cidade. — 31. os escribas e os maiorais do povo cogitavam de eliminá-lo. donde expulsou os que ali vendiam e compravam: derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombas. tendo entrado no templo. em que te deitarão por terra. — 32. Quando o desamarravam. Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas! — 39. dizendo-lhes: Ide àquela aldeia que nos está fronteira. Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia. os príncipes dos sacerdotes. começou a expulsar os que ali vendiam e compravam. não deixando em ti pedra sobre pedra. por não teres conhecido o tempo da sua visitação. do nosso Pai David! Hosana nas alturas! — 11. ao contemplar a cidade. transportada de alegria. — 36. Já perto de Jerusalém. se retirou para Betânia com os doze apóstolos. faze que teus discípulos se calem. fizestes dela um covil de ladrões. porém. — 45. como sempre. bem como a quantos de teus filhos estão dentro de ti. Porque. tomou o caminho de Jerusalém. Jesus. tudo isto se conserva oculto aos teus olhos! — 43. E muitos estendiam suas capas por onde ele passava. — 40. — 17. se estes se calassem. alguns fariseus lhe disseram: Mestre. — 33. — 48. pois o temiam porque o povo se mostrava maravilhado da sua doutrina. — 30. chamada casa de oração? E. encontrareis amarrado um jumento no qual ninguém montou. Responderam: Porque o Senhor precisa dele. a louvar a Deus em altas vozes por todas as maravilhas que tinham presenciado. por ora. entre todas as gentes. depois de tudo haver observado. — 41. porqüanto o povo ficava como que suspenso. como já fosse tarde. E. dizendo-lhes: — 46.

A manifestação. nos veio explicar. como os sucessos posteriores o demonstraram. Os discípulos. dizendo: Está escrito: “Minha casa é casa de oração”. versículos 1. de que o Mestre foi objeto. senão somente a um Deus encarnado. encarregado do seu desenvolvimento. pois que inúmeros são ainda os que negociam. Àquele que traz a paz aos humildes e aos pequeninos. como a moral que pregava e exemplificava. nem luxo teve a sua entrada em Jerusalém. em multidão. Expulsou do templo os vendilhões. porqüanto praticam roubo. eram também alegóricas. a cuja formação presidiu. àquele que. — A cidade de Jerusalém se levantou em peso. A revelação nova. continuem a clamar homens ao Senhor. Era este o pensamento que aquelas palavras exprimiam: Desconfiai dos que vendem o perdão e as graças.347 humildade. Se os homens a ela se houvessem oposto. despojando da letra o espírito. uma alusão à graduação espírita de Jesus. nosso rei. versículos 10 e 11. 2 e 11) e Zacarias (capítulo 9º. Ele era sempre modesto e simples. perdões e indulgências. do seu progresso e de conduzir à perfeição a Humanidade que o veio habitar. as mesmas pedras clamariam. LUCAS. clamavam: Hosana! Oh! que suas vozes. aos olhos dos homens. a santa humildade que purifica o coração. entoando louvores ao “filho de David”. dos que exploram a credulidade e a ignorância. tudo tem a sua razão de ser. — Eram proféticas as palavras do Salvador. capítulo 19º. constitui uma . isto é. referentes a sorte reservada a Jerusalém. Essas palavras. por isso que. segundo a presciência e a sabedoria infinitas de Deus. capítulo 21º. encerravam. a perguntar: “Este quem é ?“ E a multidão que o acompanhava dizia: Jesus. Com relação aos filhos de Jerusalém. indicando veladamente a sorte que aguardaria os que se conservassem surdos à voz do Senhor. na marcha do tempo e do progresso humano. fosse possível realizar tais coisas. Jesus nunca disse que era Deus e seus discípulos só lhe atribuíram a divindade. MATEUS. comprando e vendendo orações. os filhos de Jerusalém tiveram que expiar seus crimes e sua cegueira voluntária e ainda os expiam. comovida e surpresa. versículo 9). endurecidos. tendo por objeto o reino de Deus. resgatando crimes a peso de ouro e fazendo das bênçãos do Senhor objeto de vil comércio. os Espíritos que o cercavam teriam feito se ouvissem vozes. que até nós desceu. não admitindo que a outrem. entretanto. Ë nosso rei. e a transformastes num covil de ladrões. é o protetor e o governador do nosso planeta. o profeta de Nazaré. que se tornou triunfal apenas pelo entusiasmo que suas virtudes despertaram na multidão. era o filho de David. abafando os queixumes da Terra. que faz se curvem as frontes dos soberbos e dos orgulhosos! As palavras dos profetas Isaías (capítulo 42º. depois de finda a sua missão. lava de suas impurezas a alma e a leva aos sacratíssimos pés do Altíssimo. Espíritos rebeldes. tendo em vista os “milagres” por Ele realizados e o fato “miraculoso” da sua ressurreição e das suas aparições em seguida a esta. desarma os poderosos. versículos 41 a 44. Quanto ao tráfico. sob o véu da letra. em espírito e verdade. quem é Jesus Cristo. Mas. o que não têm nem mesmo para si. na Galiléia”. lembradas pelo Evangelista. tinha de se produzir. parece que até hoje não chegaram aos ouvidos de muita gente. preposto por Deus. Nem pompa. mercando o que lhes não pertence.

” Se aquela fosse a “sua” casa e a casa de Deus. os que transformam a casa do Pai em covil de ladrões. só prestam culto à matéria. dizendo isso. onde a cada uma de suas criaturas corre o dever de adorá-lo na prática do amor. que ensinara ser Deus espírito. empregando-as em rebaixar aquele que é esse centro. os que. que lhes foram outorgadas para se elevarem gradualmente e se aproximarem do centro de toda a perfeição. chegado o momento em que da presença deles deva ser expurgado o templo. O mundo terreno. aqueles que. Aquele ato. para dele fazerem cúmplice de seus delitos e iniqüidades. pois. de oração. da oração do trabalho santificado pelo amor e pela humildade. os vasos com perfumes. apresentando-o como lugar verdadeiramente sagrado. os que. trabalhando cada qual pelo seu próprio progresso intelectual e moral. isto é. E para onde serão expulsos os que sejam encontrados por Jesus no templo a mercadejar com as coisas santas? Para outras casas da morada infinita do . não obstante o seu amor ilimitado. é uma das inúmeras casas existentes na infinita morada do Senhor do Universo e é também um templo. praticam a intolerância. a fraternidade. se deve adorar a Deus. sendo Espíritos. antes. portanto. ou. se expulsasse do templo os vendilhões. para não continuarem a constituir-se pedra de escândalo aos que. o negócio se ampliou e o templo. em suma. praticando a caridade. Preposto pelo Pai à formação e ao governo dessa casa. conforme Ele o ensinou e exemplificou. à luz da Nova Revelação. se servem das faculdades espirituais. mercadejando com as coisas santas. cultivam o ódio. impelido por esse amor. se teria declarado Deus. estaria em contradição consigo mesmo. Depois. Esses. o que tudo era trazido para o templo e aí vendido.348 impiedade. se hajam tornado capazes da verdadeira oração. com as suas baixezas. a justiça e o perdão. cuja lei é a lei das leis. Os Judeus. como o são todos os homens. Mercadejam com as coisas santas os que. veremos claramente que esse seu ato não obedeceu ao pensamento de defender a pureza de um templo de pedra. Entretanto. os que daí serão expulsos. porqüanto orar é trabalhar na obra do progresso comum. como tal é a “sua” casa. na frase do profeta. se atentarmos bem nas palavras de Jesus quando dali expulsou os que negociavam. movidos pelo egoísmo e pelo orgulho. foi todo simbólico e. resgatavam suas faltas por meio do sacrifício de vítimas propiciatórias e os mercadores lhes forneciam as vítimas. etc. em que tais coisas constituíam uma ofensa à Divindade. do templo onde só em espírito e verdade. os que. como se sabe. o seu simbolismo se faz claramente compreensível. se tornou sede de toda sorte de transações comerciais. Ele. em vez da caridade. em vez do amor. teve um modelo no templo de Israel. Cumpre também atentemos nas suas palavras: “Minha casa será chamada por todos. se esforçam por escravizar ao erro os seus semelhantes. tem Jesus a devorá-lo. e só dever ser adorado em espírito e verdade. por ser ali a casa de Deus. redimidos pela dor. A Bolsa dos tempos atuais. como todos os que o Criador semeou pelo espaço infinito. Essa a origem daquele tráfico. Esses. que era considerado a casa de Deus. não hesita em expulsar da casa que lhe foi confiada e que. Casa. Ele. o zelo dela e. a transformam em covil de ladrões. a fim de melhor dominá-los. portanto. tomado desse zelo. Ele o é igualmente. escravos de paixões subalternas.

56º. mediante a prática da humildade. da justiça. que os Evangelistas referiram. e reboará por toda a parte o brado imenso que os homens. mas onde o trabalho é mais árduo. soltarão em conjunto e em uníssono. É isso o que Jesus simbolizou no fato. (144) Deuteronômio. E. o reino de Deus estará estabelecido. — Levítico. tornados verdadeiramente irmãos. operando a catarata. . — JOÃO. do devotamento entre todos e por todos. com sinceridade. 9º. de ter expulsado do templo de Jerusalém os mercadores que lá assentaram suas bancas. do desinteresse. 9º. praticando os homens a lei do amor. 117º. 12º. onde Deus não habita. 7. os Espíritos do Senhor. aos homens a expulsar com energia as paixões e os vícios de seus corações que. ensinava. outras tantas oficinas de trabalho são igualmente. quando da sua entrada em Jerusalém: Bendito o rei que vem em nome do Senhor! E os Espíritos que houverem preparado e efetuado a regeneração. 15. Jesus nosso Mestre e nosso Rei. 14º. templos onde passa a habitar eternamente. são os templos mais grandiosos que o Senhor. Eles vêm e virão encaminhar os homens. — 4º Reis. 23º. que tal se lhes afigurará o mundo donde foram banidos. como outrora a multidão. como mensageiros do Espírito da Verdade. 13. farão de novo ouvir o cântico dos anjos que conduziram os pastores ao presepe de Belém: Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na Terra aos homens de boa-vontade! (143) Jerusalém era edificada no monte Sião. — Salmos. Ele próprio. da indulgência. repetimos. o zelo por uma edificação material. efetivando desse modo a regeneração humana. nem em Jerusalém. acima dos mundos. 25. 40. tão áspero e doloroso que dará aos que a Ele se vejam compelidos a impressão aflitiva de haverem perdido um paraíso. prepara o cego para ver a luz. desde que neles só se encontrem virtudes — os anjos de sua glória. mas em espírito e verdade. regenerados. 9. como templos que também são. Dessa expulsão podemos e devemos concluir que tempo virá em que. que o levou a Ele. 11. quando a unidade fraternal estiver consumada. do perdão e do olvido das ofensas e das injúrias. decerto. mais amargo. casas que. por todas as nações. 26.349 Pai. Com a prudência e a habilidade do oculista que. a igualdade e a liberdade. vêm e virão levantar progressivamente o véu que rouba às vistas humanas a verdade. Então. que o Mestre predisse e prometeu. para a verdadeira fraternidade. em que. — Zacarias. 62º. que pregava a adoração do Pai em espírito e verdade. 8º. a purificação da Humanidade. — Isaías. não mais eles adorarão o Pai nem no monte. edificou para ser adorado por seus filhos. pela reciprocidade e pela solidariedade. sobretudo. de terem sido expulsos de um éden. mais penoso. a fim de que o que era secreto seja conhecido e o que estava oculto se torne patente. que só ela pode estabelecer e estabelecerá entre todos. no nosso planeta depurado (nova Jerusalém) aparecerá em todo o seu fulgor espírita o nosso protetor e governador. Não foi. do amor e da caridade. Expulsando-os de lá. 3. a vergastar com o látego de fogo da sua palavra de verdade os que ali comerciavam. a Terra será chamada “casa de oração”. da renúncia de si mesmos.

pois que não era tempo de figos. os discípulos diziam entre si. MARCOS: capítulo 11º versículo 20. como a figueira que amaldiçoas-te secou. (145) Com a parábola da figueira que secou. Mestre. Pela manhã. verá que assim será feito. — 25. o Mestre. Aproximando-se. e 20 ao 26 Parábola da figueira que secou MATEUS: capítulo 21º. perdoai-lhe. lembrando-se da palavra do Cristo. de molde a tocar a imaginação dos que o seguiam. — 22. assim se fará. vendo uma figueira à beira do caminho. quis Jesus lembrar a seus discípulos e a quantos o seguiam estes ensinamentos que já lhes dera: a árvore que não dá frutos é condenada. a fim de que vosso Pai. 21º. se tiverdes fé e não hesitardes em vosso coração. não só fareis isto a uma figueira. — MARCOS. Perguntando-lhe os discípulos. 18 ao 22. também vos perdoe os pecados. quando Ele. e. — 26. tomados de assombro: Como secou num instante! — 21. dela se aproximou. Disse-lhe então: Nunca mais coma alguém fruto de ti. foi ver se acharia nela alguma coisa. — 13. crede que obtereis o que pedis e assim sucederá. Disse-lhes então Jesus: Em verdade vos digo. se apoiada na fé. o que equivalia a dizer que a sua vontade forte fora a causa determinante do fato que os surpreendia. e. Em verdade vos digo que aquele que disser a este monte: Tira-te dai e lança-te no mar. trabalhando sem cessar pelo seu progresso e pelo progresso de seus irmãos. — 23. que foi levada . ele teve fome. não perdoará os vossos pecados. 24. que está nos céus. o que por seus discípulos foi ouvido.350 136 MATEUS. porém. quando vos puserdes a orar. para que fossem instrumentos simultaneamente dóceis e inconscientes dos Espíritos do Senhor. mas não achou ali senão folhas. não mais na Terra estivesse A figueira secou subitamente. Disse-lhe então: Nunca mais nasça fruto de ti. disse: Olha. em tempo algum deve o homem ser estéril. divisando ao longe uma figueira que tinha folhas. versículo 12. que já tinham a percepção das coisas espirituais: Como secou assim num instante? O Mestre apenas respondeu: “A fé tudo pode”. E obtereis tudo o que com fé pedirdes na vossa prece. Porque. — 21. foi também de molde a lhes ensinar o poder e a força da vontade. a uma ordem mental de Jesus. Mas. Na manhã seguinte. ao contrário. nada achou senão folhas. ao voltar para a cidade. juntamente com a essência espiritual. que está nos céus. jamais deve deixar de dar frutos. sem hesitar no seu coração. mas ainda se disserdes a este monte: Tira-te dai e lança-te no mar. ao passarem por ali. No dia seguinte. que os assistiriam no desempenho de suas missões. — 14. fazendolhes compreender a necessidade de não serem estéreis em tempo algum. Respondeu-lhe Jesus: Tende fé em Deus. se alguma coisa tiverdes contra alguém. Pedro. Por isso vos digo: Quando orardes. crente. viram eles que a figueira secara até à raiz. ensino que era necessário aos seus discípulos. — 22. se não perdoardes. de que se cumprirá o que houver dito. MARCOS: capítulo 11º. teve fome. Vendo isso. — 20. por lhe terem sido retirados da seiva. No mesmo instante a figueira secou. — 19. 11º. também vosso Pai. O exemplo. ao saírem de Betânia. que. versículo 18. 12 ao 14.

correspondentes ao grau da sua culpabilidade e às necessidades do seu progresso. A parábola da figueira que secou teve por objeto concitar o homem a utilizar a existência terrena. e adverti-lo também de que o Espírito culpado. 15º. — JOÃO. progredindo. — Timóteo. 5. mediante a expiação e a reparação de suas faltas. — Colossenses. permanecer surdo às inspirações de seus guias e dos bons Espíritos. 16º. 14º. não mais dará frutos na Terra: será rechaçado para mundos inferiores. os fluídos que dão vida à planta e os fluídos necessários à vegetação material. que até à época em que deva operar-se a separação do joio e do bom grão. do seu adiantamento (145) 1ª Epístola à João. 1º. .351 para outro ponto. 3º. 22. 3º. 13. 7. 13. 25. e 6.

Mas. disseram eles. . 27 ao 33. — 32. chegaram-se a ele os príncipes dos sacerdotes e os anciães do povo e lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas e quem te deu este poder? — 24. Dirigindo-se ao primeiro. teremos que temer o povo. Respondeu-lhes Jesus: Também eu vos farei uma pergunta. respondei-me e depois então vos direi com que autoridade faço estas coisas. Voltaram novamente a Jerusalém. Senhor. ao passo que os publicanos e as meretrizes creram nele.352 137 MATEUS. discorriam assim entre si: — 26. consultando-se mutuamente. ele nos dirá: Por que então não crestes nele? — 6. Mais tarde. pois está convencido de que João era profeta. Observou-lhes então Jesus: em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes vos precederão no reino de Deus. Eles. Ao que o filho respondeu: Não quero. Resposta de Jesus aos príncipes dos sacerdotes. Respondeulhes Jesus: Também eu vos farei uma pergunta. Dirigindo-se ao outro filho. disse-lhe o homem a mesma coisa. disse-lhe: Meu filho. versículo 23. responderam a Jesus: Não sabemos. porque todos consideravam João verdadeiramente um profeta. teremos que temer o povo. — 31. O batismo de João era do céu ou dos homens? respondei-me. e não foi. Porqüanto. fizestes penitência. não o crestes? — 32. 23 ao 32. Jesus lhes retrucou: Nem eu tampouco vos direi com que autoridade faço estas coisas. Qual dos dois fez a vontade ao pai? O primeiro. porém. que não sabiam donde era. foi. MARCOS: capítulo 11º. Se respondermos que era do céu. — 28. Respondeu Jesus: Também eu vos farei uma pergunta e. O batismo de João era do céu ou dos homens? — 5. que vos parece? Um homem tinha dois filhos. versículo 1. Replicou-lhes ele: Não vos direi tampouco com que autoridade faço estas coisas. Vós. portanto. Sucedeu que certo dia estando Jesus no templo a ensinar e anunciar o evangelho ao povo. Tendo vindo ao templo e estando a ensinar. pois que João era tido por todos como profeta. aos escribas e aos anciães do povo. andando Jesus pelo templo. E lhe falaram nestes termos: Dize-nos com que autoridade fazes tais coisas? ou: quem te deu esse poder? — 3. — 30. lá se reuniram os príncipes dos sacerdotes e os escribas com os anciães. LUCAS: capítulo 20º. — 8. versículo 27. À vista disso. E lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu o poder de fazer o que fazes? — 29. diziam entre si: Se respondermos que era do céu. — 25. tocado de arrependimento. Eles se puseram a raciocinar entre si deste modo: Se respondermos que era do céu. 20º. 21º. ele dirá: Por que. ele nos dirá: Por que então não lhe destes crédito? Se respondermos que era dos homens. — 27. 1 ao 8. Responderam. nem ficastes inclinados a crê-lo. nem mesmo depois de ver isso. — Parábola dos dois filhos MATEUS: capítulo 21º. Responderam então a Jesus: Não sabemos. — 33. dir-vos-ei com que autoridade faço estas coisas. — 7. — 28. entretanto. todo o povo nos apedrejará. Este respondeu: Eu vou. dele se aproximaram os príncipes dos sacerdotes. se a ela responderdes. — 29. 11º. — 31. Donde era o batismo de João? do céu ou dos homens? Eles. 30. os escribas e os anciães. João veio a vós pelo caminho da justiça e não o acreditastes. — 2. vai trabalhar hoje na minha vinha. então. — LUCAS. Respondei-me: — 4. — MARCOS. Se dissermos que era dos homens. E. Se dissermos que era dos homens.

Ouçam os príncipes dos sacerdotes. retrogradado. (146) Os que interpelaram o Cristo sobre a autoridade com que Ele fazia aquelas coisas e procedia da maneira que todos viam. que tardam em ir trabalhar na vinha do Pai de família. que tiverem ouvidos de ouvir. entretanto. chegardes. 7º. “orgulhosos. (146) Atos. os publicanos e os de má vida. ainda menos compreenderiam e admitiriam o testemunho da sua palavra. tendo sido testemunhas dos atos de João. que “se arrependeram a tempo. “que dissestes: “Vou. evitando responder de modo direto à pergunta que lhe fora feita. que “haveis mesmo. mas ficastes parados. para vos estenderem as mãos e vos ajudarem a transpor a entrada”. “quando arrependidos. pois que será “mister compreendais a vossa falta. 7. que cumpriram a sua tarefa. Senhor”. Quando. que só vão tardiamente. tereis que trabalhar com “ardor. 27. O que deixou transparecer claramente. a fim de recuperardes o tempo perdido. que destes na Igreja os primeiros passos. “que ir e ireis para a “vinha”. os escribas e os fariseus dos nossos dias.353 Replicou-lhes Jesus: Então. “lá estarão desde muito à vossa espera. . também não vos direi com que autoridade faço estas coisas. Não havendo percebido em que fonte hauria Ele a sua força. chegareis “tarde. houvera-os provocado a apressar o termo da sua missão. muito tarde ao reino dos céus. muitas vezes. 4º. Promessas realizáveis no futuro e estímulo para o presente é o que se nos depara nestas palavras suas: “Os publicanos e as meretrizes vos precederão no reino dos céus”. os quais. ao passo que vós. eram príncipes dos sacerdotes. Se lhes respondera que o poder lhe vinha de Deus. Foi como se dissera: “Esses são filhos rebeldes. “porém. não se renderam à evidência. Tereis. escribas e fariseus. mas que vão.

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138 MATEUS, 21º, 33 ao 41. — MARCOS, 12º, 1 ao 9. — LUCAS, 20º, 9 ao 16. Parábola da vinha e dos vinhateiros
MATEUS: capítulo 21º, versículo 33. Ouvi outra parábola: Um homem pai de família havia que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou no interior um lagar, edificou uma torre, arrendou a vinha a alguns agricultores e partiu para longe. — 34. Aproximando-se a estação dos frutos, mandou ele seus servos aos vinhateiros para receberem os frutos que lhe cabiam. — 35. Os vinhateiros, porém, agarraram os servos, feriram a um, mataram a outro e a outro apedrejaram. — 36. De novo o dono da vinha mandou outros servos em maior número do que os primeiros e os vinhateiros os trataram do mesmo modo. — 37. Mandou por último seu próprio filho, dizendo: A meu filho eles terão respeito. — 38. Mas, ao vê-lo, os vinhateiros disseram entre si: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo e ficaremos donos da sua herança. — 39. Agarraram-no, lançaram-no fora da vinha e o mataram. — 40. Ora, quando o dono da vinha vier, que fará àqueles agricultores? — 41. Responderam-lhe: Aniquilará os malvados como merecem, arrendará a vinha a outros vinhateiros, que, nas épocas próprias, lhe entreguem os frutos. MARCOS: capítulo 12º, versículo 1. Começou depois Jesus a lhes falar por parábolas: Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou no interior um lagar, edificou uma torre, arrendou a vinha a uns vinhateiros e retirou-se para longe. — 2. Chegado o tempo da colheita, mandou um de seus servos aos vinhateiros, para receber o que lhe deviam do fruto da vinha. — 3. Os vinhateiros, porém, agarraram o servo, deram-lhe pancada e o enxotaram sem coisa alguma. 4. Mandou-lhes de novo outro servo e também a este feriram na cabeça e o afrontaram de toda a sorte. — 5. Tornou a mandar outro servo; a este mataram; mandou-lhes muitos; mataram a uns e espancaram a outros. — 6. Mas, como ainda lhe restava um filho a quem ele muito amava, mandou-o por último, dizendo: Meu filho eles respeitarão. — 7. Porém, os vinhateiros disseram uns aos outros: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo e será nossa a herança. — 8. E o agarraram, mataram e puseram fora da vinha. — 9. Que fará o dono desta? Virá, exterminará os vinhateiros e a outros a entregará. LUCAS: capítulo 20º, versículo 9. E começou a dizer ao povo esta parábola: Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a uns vinhateiros e se ausentou do país por longo tempo. — 10. Na ocasião própria mandou um servo aos vinhateiros para que estes lhe dessem o fruto da vinha. Os vinhateiros, porém, o espancaram e recambiaram sem coisa alguma. — 11. Mandou outro servo. A este também espancaram, ultrajaram e despediram com as mãos vazias. — 12. Mandou ainda um terceiro, que os vinhateiros feriram e expulsaram da vinha. — 13. Considerou então o dono da vinha: Que farei? Mandarei meu filho muito amado. Talvez que, vendo-o, lhe tenham respeito. — 14. Mas, ao vê-lo, os vinhateiros disseram entre si: Este é o herdeiro; matemo-lo para que fique sendo nossa a herança. — 15. E o puseram fora da vinha e o mataram. Que lhes fará o Senhor da vinha? — 16. Virá, exterminá-los-á e a dará a outros. Ouvindo isto, disseram os príncipes dos sacerdotes: Deus tal não permita. (147)

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O povo de Israel constitui o emblema da parábola. Ele recebera do Pai celestial sucessivas revelações da verdade divina, por intermédio dos profetas e, afinal, por Moisés, no monte Sinai. Bem poucos têm sido, entretanto, com relação ao número total das criaturas que hão composto a Humanidade até aos nossos dias, os que as receberam como deviam e trilharam o caminho que elas lhes traçavam. Veio depois o Messias, o “herdeiro”, no dizer da parábola, ampliá-las e foi repelido e sacrificado, como os mensageiros que o precederam. Vem agora a revelação que todos deviam esperar, de acordo. com a promessa do Filho de Deus, para completar e dar início à fase de renovação do nosso planeta e de transformação moral da Humanidade, e ainda as mesmas hostilidades encontra. Israel é a vinha que o Senhor plantou; a sebe de que a cercou representa os cuidados que tomou para que conservada fosse a lembrança do seu nome. O lagar éo emblema da provação, da expiação, da reencarnação, em suma. A torre seria a habitação indestrutível dos vinhateiros, se houveram cuidado devidamente da vinha. Os servos do dono desta são os profetas que repetidamente têm vindo fazer sentir aos homens que não estavam trilhando o caminho que lhes fora indicado. As palavras dos vinhateiros: “Este é o herdeiro (referência ao Cristo), vamos, matemo-lo e a herança será nossa”, tiveram por fim mostrar a cegueira dos que, recusando dar a Deus o que é de Deus, repelindo todas as advertências que lhes foram feitas e ainda o são, pensavam nada terem que recear daquele a quem ofendiam e ainda ofendem com a ingratidão e o endurecimento que demonstram. Os a quem se aplicavam essas palavras da parábola naturalmente estão, em parte ao menos, reencarnados na Terra. O que elas objetivavam mostrar se aplica a esses, como a nós outros. A geração daquele tempo não passou, conforme o disse Jesus, nestes termos: “Esta geração não passará sem que tenhais visto vir o filho do homem na sua glória”. (MATEUS, capítulo 24º, versículo 34. — LUCAS, capítulo 21º, versículo 32.) O povo judeu representa os vinhateiros, até à “morte” de Jesus. A partir de então, a vinha foi retirada do poder dos “maus” vinhateiros e dada a “outros”, Os cristãos substituíram os Judeus e foram até ao presente os novos vinhateiros. A vinha que o Senhor lhes arrendou é a Humanidade inteira e a sebe com que a cercou é a lei de amor, que o seu Filho bem-amado desceu a pregar pela palavra e pelo exemplo. O lagar, como sempre é a reencarnação, mediante a qual se extraem dos frutos da vinha, expremendo-se-lhes a parte material e perecível, o “espírito”, que se não altera e dura eternamente. Constituem-no, pois, as provas, as expiações, em suma todas as conjunturas difíceis por que passamos, para que os nossos Espíritos se depurem e desprendam da matéria, que é, para eles, o cadinho da purificação. A torre, que é o nosso planeta, será a habitação indestrutível dos vinhateiros que houverem cuidado da vinha, o lugar seguro onde eles depositarão o suco da uva, quando lhe houverem dado, pelo trabalho, a propriedade e a pureza de que necessita para ficar guardado nela. Será, portanto, o nosso planeta, quando se houver tornado mundo superior. Assim, com relação aos que receberam a vinha com todos os elementos para cultivá-la e fazê-la produzir e que continuam a ofender, imitando os que os

356 antecederam, e a repelir os emissários do Senhor, que nos trazem precioso auxílio para o trabalho que nos incumbe, esta parábola mostra o prêmio e as penas que receberão, quando soar a hora de proceder-se à separação dos que mereçam permanecer no planeta depurado e os que hajam de ser dele expulsos como maus vinhateiros, Estes serão os que se houverem obstinado em repelir a nova explosão do amor do Pai, expressa na Revelação Espírita, o Consolador prometido pelo seu Filho, bem-amado, até ao momento em que Este, conforme também o prometeu, vier, na majestade do seu poder, trazer aos bons e diligentes trabalhadores da vinha o prêmio da sua presença gloriosa, assinalando ser chegado o tempo de figurar a Terra entre os orbes regenerados. Por haver Ele dito que aquela geração não passaria. sem que houvesse visto o Filho do homem vir na sua glória, conclui-se que a mesma geração ainda revive na Terra, ao menos em parte, reencarnados muitos dos Espíritos que a compunham. Os novos vinhateiros, portanto, são ainda os mesmos e, assim, a parábola, dita com relação a eles, também a nós se aplica. Ora, as circunstâncias em que nos vemos são tais, que não podemos alimentar dúvidas quanto ao que nos espera, se não cuidarmos devotadamente da vinha do Senhor. Outro não virá a ser o nosso destino, senão o de nos vermos compelidos a encarnações em planetas inferiores à Terra na atualidade, depois de passarmos pelos tormentos e angústias de acerbos remorsos, na erraticidade, caso não tratemos de aceitar solícitos o auxílio que nos trazem os emissários do nosso Senhor e Mestre e de empregar os maiores esforços por libertar-nos de todos os vícios e paixões, que são os nossos únicos inimigos, para praticarmos, sobretudo pelo exemplo, a moral que Ele personifica. Perseverando nesses esforços e multiplicando-os cada vez mais, é que devemos aguardar, e para ela concorrer, a transformação do nosso mundo, a sua elevação da condição em que ainda se encontra, de mundo material, para a de mundo fluídico, transformação que se operará, não de um momento para outro, porém pouco a pouco, gradativamente, através de fases assinaladas por esses fenômenos a que chamamos calamidades, flagelos. À medida que ela se for operando, os maus vinhateiros irão sendo expulsos e, completada que esteja, o Senhor, o dono da vinha implantará em todos os corações o seu reino. O Senhor é Deus, que reina nos corações puros. (147) Isaías, 5º. 1. — Jeremias, 2º, 21. — 2º Paralipõmenos, 24º, 21. — Neemias, 9º, 26. JOÃO, 11º, 51, e 52. — Atos, 7º, 52.

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139 MATEUS, 21º, 42 ao 46. — MARCOS, 12º, 10 ao 12. — LUCAS, 20º, 17 ao 19. Continuação da parábola da vinha e dos vinhateiros. Jesus pedra angular
MATEUS: capítulo 21º, versículo 42. Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes isto nas Escrituras: “A pedra que os edificadores recusaram se tornou pedra angular; obra foi isto do Senhor, maravilhosa aos nossos olhos”? — 43. Eis por que declaro que o reino de Deus vos será tirado e dado a um povo que dele colha frutos. — 44. Aquele que se deixar cair sobre essa pedra se despedaçará e aquele sobre quem ela cair ficará esmagado. — 45. Ouvindo essas palavras, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus conheceram que era deles que Jesus falava. — 46. Quiseram então apoderar-se deste, mas temeram o povo, que o considerava um profeta. MARCOS: capítulo 12º, versículo 10. Nunca lestes esta passagem da Escritura: “A pedra que os que edificavam rejeitaram se tornou a pedra principal do ângulo. — 11. Foi o Senhor quem fez isso, que os nossos olhos contemplam maravilhados”? — 12. Eles procuravam meio de prendê-lo, pois perceberam que a eles se referia Jesus nessa parábola, mas, como temessem o povo, lá o deixaram e se retiraram. LUCAS: capítulo 20º, versículo 17. Mas, Jesus, fitando-os, lhes perguntou: Que quer então dizer esta palavra da Escritura: “A pedra que os que edificavam recusaram veio a ser a pedra angular. — 18. Todo aquele que cair sobre essa pedra se despedaçará e ficará esmagado aquele sobre quem ela cair”? — 19. Os príncipes dos sacerdotes e os escribas tiveram gana de lhe deitarem as mãos naquele mesmo Instante, pois perceberam que aquela parábola fora dita com relação a eles, mas recearam do povo. (148) Jesus personifica a moral, a lei de amor que pregou aos homens, pela palavra e pelo exemplo; personifica a doutrina que ensinou e que, só? o véu da letra, é a fórmula das verdades eternas, doutrina que, como Ele próprio o disse, não é sua, mas daquele que o enviou. Ele é a pedra angular. Os que rejeitam a pedra que se lhes oferece, para a construção do edifício que os há de abrigar na eternidade, também rejeitam a pedra angular, a que os sustentará. Contra ela se despedaçarão. Os Judeus repeliram a Jesus, o enviado, o ungido do Senhor. Despedaçaram-se de encontro a essa pedra, que havia e há de resistir aos séculos dos séculos. Não a rejeitemos, por nossa vez, porque a mesma sorte nos aguardará. O Espiritismo não é a personificação do Cristo; é, porém, a expressão do seu pensamento, a continuação e a conclusão da sua obra. Tendo soado a hora em que o reinado do espírito que vivifica substituirá o da letra que mata, Jesus, depois de ter vindo entre os homens, lhes envia o Espírito da Verdade, por intermédio dos Espíritos do Senhor, missionários errantes e encarnados. Ele nos envia e enviará sucessivamente os servos do Pai de família. Não nos choquemos contra essa pedra fundamental do edifício da nossa felicidade eterna. Novos vinhateiros, quem quer que sejamos: judeus, gentios, cristãos, espíritas, a vinha que nos foi arrendada é toda a Humanidade. Façamo-la

358 produzir frutos que, em cada nova estação, entreguemos aos servos que. o Senhor nos mandará, com o encargo de recebê-los. O mandamento prescreve que nos amemos uns aos outros. Ensinemos pela palavra e pelo exemplo aos nossos irmãos que no progresso coletivo se encontra a condição do progresso pessoal de cada um. Trabalhemos pela união fraternal de todos os homens, por congregá-los em torno da bandeira cujo lema é — amor e caridade”. Agitemos, por sobre as nossas cabeças, o facho da luz espírita, a fim de que ela esclareça a Humanidade, acerca de suas origens, de seus fins, de seus destinos. Propaguemos, pela palavra e pelo exemplo, a lei de amor, os meios e os modos de praticá-la, material, moral e intelectualmente. Preparemos, dessa maneira, o advento do espírito e a vinda dos tempos preditos e prometidos em que, desprezando todos os mandamentos humanos, para somente obedecer aos mandamentos de Deus que, conforme o proclamou o seu Cristo, encerram toda a lei e os profetas, os homens serão adoradores do Pai em espírito e verdade; dos tempos em que, sendo todos um, pela comunhão dos pensamentos, dos corações e dos atos, todos se reunirão em nome de Jesus, que então estará entre todos, para praticar a adoração do Criador, pela prece e pela instrução em comum, sob a presidência do mais digno, do de maior mérito, em virtude do seu adiantamento moral e intelectual, o qual será designado por voto unânime, visto que então o Espírito Santo se achará com os que o escolherem, todos verdadeiros membros da Igreja do Cristo. (148) Gênese, 49º, 24. — Salmos, 117º, 22. Isaías, 28º, 16. — Daniel, 2º, 44. — Atos, 4º, 11. — Romanos, 9º, 33; 10º, 11. — Efésios, 2º, 20. — 1ª Epístola à Pedro, 2º, 6, 7, 8. — Apocalipse, 2º, 5.

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140 LUCAS, 14º, 1 ao 6. Cura de um hidrópico, em dia de sábado, na casa de um dos principais fariseus
LUCAS: capítulo 14º, versículo 1. Tendo Jesus entrado em certo sábado na casa de um dos principais fariseus para comer, os que lá estavam se puseram a observá-lo. — 2. Defronte dele se achava um homem hidrópico. — 3. E Jesus, dirigindo-se aos doutores da lei e aos fariseus, perguntou: É lícito curar em dia de sábado? — 4. Todos guardaram silêncio. Jesus então, pondo a mão no homem, o curou e mandou embora. — 5. Disse-lhes em seguida: Qual de vós, cujo boi ou jumento que caia num poço, não o tirará daí por ser dia de sábado? — 6. A isto nada puderam responder. (149) O hidrópico fora levado à presença de Jesus pelos doutores da lei, pelos escribas e fariseus, para verem se o apanhavam em culpa, ou por violar o sábado, caso, cedendo aos piedosos impulsos do seu coração, o curasse naquele dia, ou por faltar à caridade, se, para guardar escrupulosamente o sábado, não o fizesse. Porém, Jesus, que lhes lia no íntimo os pensamentos, efetuou a cura, inibindo-os de formular contra Ele qualquer acusação, mediante as perguntas que lhes dirigiu e a que eles se viram impossibilitados de responder. Quanto à cura, o Mestre a operou, como todas as outras que os Evangelhos registram, pelo poder da sua vontade, exercendo sobre o doente uma ação magnética, que lhe saturou o organismo dos fluídos apropriados a restabelecer ali o equilíbrio desfeito. A hidropisia tem a sua causa num empobrecimento do sangue, cujo quilo diminui, sendo substituído pelas partes aquosas que ele contém, devido isso a uma alteração dos princípios vitais, por efeito de privações ou de excessos. Bem dirigida, a ação magnética humana pode deter os progressos dessa decompoSição do sangue e mesmo fazê-la cessar; mas, só com tempo e perseverança, porqüanto os instrumentos ainda não são bastante puros, para não alterarem ou apoucarem, pelo seu contacto, os fluídos de que possam dispor. Jesus, magnetizador perfeito, empregava os princípios curativos em toda a sua pureza e, conseguinte-mente, no máximo grau de eficácia. Não diz o evangelista que a tumefação produzida pela enfermidade cessou inopinadamente; diz apenas que a enfermidade foi curada. Significa isso que a causa do mal foi destruída, restabelecendo-se o equilíbrio como conseqüência da ação magnética exercida, da ação dos fluídos de que Jesus impregnara o organismo do enfermo. O mal chegara a uma de suas últimas fases e a fraqueza obstava a que o hidrópico fizesse qualquer esforço. Jesus, entretanto, o mandou embora. É que lhe deu forças, para se retirar, e esse era o prenúncio da cura visível: a desinchação. (149) Êxodo, 23º, 5. — Deuteronômio, 22º, 4.

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141 LUCAS, 14º, 7 ao 11. Ocupar o último lugar. — Humildade
LUCAS: capítulo 14, versículo 7. Notando, em seguida, que os convidados escolhiam os primeiros lugares à mesa, propôs-lhes esta parábola: — 8. Quando fores convidado para alguma boda, não tomes o primeiro lugar, para não suceder que, havendo entre os convidados pessoa de mais consideração do que tu, — 9, aquele que te convidou a ti e a essa pessoa venha dizer-te: Dá a este esse lugar; e te vejas constrangido a ir, envergonhado, ocupar o último lugar. — 10. Ao contrário, quando fores convidado, vai e toma o último lugar, a fim de que aquele que te convidou, quando chegar, te diga: Amigo, senta-te mais para cima; o que será para ti uma glória diante de todos os que contigo estiverem à mesa. — 11. Porqüanto, todo aquele que se exalta será humilhado e todo aquele que se humilha será exaltado. (150) “Humildade”. Jesus repete amiúde, sob diversas formas, em ocasiões e lugares diferentes, a lição da humildade, pois que a humildade é a fonte de todas as virtudes, de todo o progresso e de toda a elevação moral e intelectual, sendo o orgulho, ao contrário, o vício mais difícil de desarraigar do coração do homem e a causa principal dos vícios que degradam o Espírito, assim como das suas quedas e das perdas que sofre. (150) Provérbios, 25º, 6, e 7. — Job, 22º, 29. — Salmos, 17º, 28. — Timóteo, 4º, 6. — 1ª Epístola à Pedro, 5º, 5.

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142 LUCAS, 14º, 12 ao 15. Convidar os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — Desinteresse
LUCAS: capítulo 14º, versículo 12. Disse também ao que o havia convidado: Quando deres algum jantar ou ceia, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos, para não suceder que também eles te convidem por sua vez e assim te retribuam. — 13. Ao contrário, quando deres algum festim, convida os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — 14. E bem-aventurado serás porque esses não têm com que te retribuir; Deus é quem te retribuirá na ressurreição dos justos. — 15. Ao ouvir essas palavras, disse-lhe um dos que estavam a mesa: Bem-aventurado aquele que comer do pão no reino de Deus. (151) Desinteresse! O homem está sempre propenso a só pensar em si. O mais das vezes, o bem que faz não passa de um empréstimo, do qual espera auferir largos juros. Esquadrinhe-se a maior parte dos atos humanos e descobrir-se-á no homem o desejo de ser pago do bem praticado, seja pelo reconhecimento do beneficiado, seja pelos elogios do mundo, seja pelo merecimento que julgue adquirir desse modo aos olhos de Deus. Estes móveis, particularmente o último, podem ser nobres, mas não devem ser exclusivos. Nunca, entendamos bem, nunca devemos cogitar do proveito que possamos tirar de uma boa ação, de um bom pensamento. Devemos sempre ter por objetivo principal dar testemunho do nosso reconhecimento ao Senhor. Efetivamente, que responderíamoS ao nosso filho, que não cumprisse um só de seus deveres para conosco ou para com seus irmãos ou irmãs, sem nos vir imediatamente dizer: “Fiz isto; que me darás em recompensa?” — Sem dúvida lhe responderíamos: “A principal recompensa está em haveres cumprido o teu dever”. Não nos atenhamos à letra que mata, busquemos sempre o espírito que vivifica, nas palavras de Jesus. Ele não pensou em condenar as relações de família, de amizade. Apenas ensinou a prática do desinteresse, por toda a parte e constantemente, no seio da grande família humana. Ensinou que os festins da caridade material, que sustenta o corpo, dando-lhe alimento, vestes e abrigo, assim como os da caridade moral, que alimenta e desenvolve a alma, devem substituir o luxo, a ostentação e o orgulho desses festins que se originam do interesse calculado, da vaidade, ou da sensualidade, nos quais se dissipa o supérfluo devido aos pobres que, material, moral e intelectualmente, carecem do necessário. Jesus apropriava sua linguagem às inteligências de homens materiais, A FIM de os abalar e impressionar fortemente. “Bem-aventurado serás, disse Ele, porque os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos não têm com que te retribuir: Deus é quem te retribuirá na ressurreição dos justos. Ao ouvir isso, diz o Evangelho, um dos que estavam à mesa disse: Bem-aventurado aquele que comer do pão no reino de Deus”. Perfeitamente compreensíveis são estas palavras. Do ponto de vista humano, aludem aos que participam da vida feliz dos justos. Para homens materiais, qualquer pensamento se reporta à matéria. Daí o apresentar-se ao

362 espírito do Judeu a idéia dos festins celestes. A ressurreição do justo é o seu regresso à pátria. Aquele, que, durante a sua peregrinação humana, viveu submisso às vontades do Senhor, será por este recebido, quando voltar à pátria. Para o Espírito, a ressurreição do justo consiste em libertar-se da necessidade de volver aos mundos inferiores de provações e expiações; consiste em ascender a mundos superiores ao nosso. (151) Neemias, 8º, 10, e 12. — Ester, 9º, 19, e 22. — Apocalipse, 19º. 9.

que proporciona ao Espírito adiantar-se. Parábola das bodas e dos convidados que se excusam MATEUS: capítulo 22º. O rei. A hora da ceia. — 4. enquanto outros agarraram os servos.363 143 MATEUS. — 21. nenhum daqueles homens que foram convidados provará da minha ceia. LUCAS: capítulo 14º. mas poucos os escolhidos. Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. — 8. Porque. se encolerizou e. como de comum acordo. não quiseram ir. eles nenhum caso fizeram do convite e lá se foram. — 17. e por isso não posso ir. — 24. versículo 1. versículo 16. — LUCAS. mandou que um servo fosse dizer aos convidados que viessem. 14º. pela caridade e pelo amor. está feito o que ordenaste e ainda há lugar para outros mais. às encruzilhadas e chamai para as bodas todos os que encontrardes. Disse-lhe depois o servo: Senhor. isto é. pois que tudo estava pronto. — 22. pela humildade. pelo saber. — 11. — 14. pois. aquele para seu negócio. ao saber do ocorrido. tornar-se rico de coração e de inteligência. muitos são os chamados. E disse aos seus servos: De fato. — 10. Falando de novo por parábolas. Casei-me. moral e intelectualmente. bons e maus. disse um terceiro. tudo relatou a seu Senhor. recobrar a liberdade de suas faculdades e a de caminhar pela senda do progresso. Retrucou-lhe o Senhor: Vai por essas estradas e veredas e aos que encontrares obriga a entrar. recobrar a visão espiritual e ver cada . Saíram os servos pelos caminhos e ruas e reuniram todos os que encontraram. os coxos e os cegos. tudo está pronto. começaram a escusarse. (152) Idênticos são o sentido e o fundamento das parábolas das bodas do filho do rei e da ceia do pai de família. disse outro. aí haverá pranto e ranger de dentes. — 23. a fim de que se encha minha casa. — 19. Todos. Porque. o banquete das bodas está preparado. Mandou que seus servos fossem chamar os convidados para a festa: estes. Disse-lhes então Jesus: Um homem preparou uma grande ceia e convidou a muitas pessoas. peço-te que me dês por escusado. Mas. 22º. disselhes Jesus: — 2. Rogo-te que me dês por escusado. como entraste aqui sem a veste nupcial? O interpelado guardou silêncio. para que se limpem das manchas do pecado. eu vos declaro. — 20. lhe perguntou: Amigo. este para sua casa de campo. Entrou em seguida o rei para ver os que estavam à mesa e. enviando seus exércitos. Voltando o servo. Ambas exprimem o convite que o Senhor faz às suas criaturas. vinde às bodas. 16 ao 24. — 3. — 7. Ide. O reino dos céus se assemelha a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Mandou outros servos recomendando-lhes que dissessem de sua parte aos convidados: O meu banquete está preparado. porém. exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. para que se regenerem e purifiquem. disse então o pai de família ao servo: Vai já às praças e ruas da cidade e traze para aqui os pobres e estropiados. Encolerizado. 1 ao 14. pelos seus enviados. estão mortos os meus bois e os meus cevados. — 5. de sorte que a sala da festa se encheu de convivas. a fim de participarem do festim celeste. os ultrajaram e mataram. — 9. dando com um que não trajava a veste nupcial. — 6. — 13. — 12. Disse então o rei a seus servos: Atai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores. — 18. mas aqueles a quem convidei não foram dignos da festa. Disse o primeiro: Comprei uma quinta e preciso ir vê-la.

— Daniel. e 5. — Atos. avançar com passo firme e em linha reta para a perfeição. que só a Revelação Espírita. antes que entrem na sala do festim. que o Espírito da Verdade agora prepara. nos tempos da regeneração. — 2ª Epístola aos Coríntios. que lhe faculta entrar no palácio eterno. 3. todos os que anteriormente cerraram os ouvidos e o coração à voz que os chamava. Referem-se também a. então futura. nas esferas celestes e divinas e aproximar-se do foco da onipotência. 13º. pelas reencarnações. porém. nas regiões da pureza. Cumpre. Ainda não soara a hora de serem ensinadas abertamente estas coisas. 26. As palavras: “Porque muitos são os chamados. — Apocalipse. (152) Provérbios. sem exceção de nenhum. — Colossenses. isto é. foram criados para o mesmo fim e têm que participar do banquete de núpcias. 10. são filhos. Todos são convidados. para os planetas inferiores. previamente dispam suas vestes manchadas. porque dos filhos de Deus nenhum ficará perdido para sempre. até poder vestir a túnica imaculada. O choro e o ranger de dentes simbolizam as torturas morais na erraticidade e os sofrimentos da encarnação em mundos inferiores à Terra. Dizendo que o rei só encontrou à mesa um conviva que não trazia a veste nupcial. e 12. Muitos séculos era preciso que se escoassem. pelo renascimento.364 vez mais a luz. porque todos. para chegar o momento dessa revelação. os dias de hoje. 5º. que. sob a ação das leis imutáveis da expiação. porém. 9º. 3º. onde o Espírito continua a se depurar. Esses mesmos. 9º. bons ou maus. para entrarem na sala da festa. tornaria claramente compreensíveis. quis Jesus mostrar. chegarão à condição de envergarem o traje de núpcias. 16º. sob o manto da parábola. mas poucos os escolhidos” não se referem unicamente ao que foi expulso por não estar dignamente vestido. que. do progresso. 46. para longe das venturosas moradas. para entrarem nos mundos felizes. . Apenas uma insignificante minoria se manterá obstinada em resistir aos esforços dos servos de Deus para lhes vestirem o traje de núpcias. 4. Vê-se assim que todos os chamados virão a ser escolhidos. os tempos preditos da regeneração. quase todos compreenderão a felicidade que se lhes oferece. sob pena de serem rechaçados para as trevas exteriores. 3º. 15. 2.

— LUCAS. Sempre a espreitá-lo. sabemos que só dizes e ensinas o que é reto. modificar. parecem. por que me tentais? — 19. 15 ao 22. É-nos lícito pagar ou não o tributo a César? — 23. versículo 15. só de nós mesmos nos devemos queixar. Jesus. Jesus. — 25. disse: Por que me tentais? — 24. O respeito às leis humanas é para o homem um dever e. — 16. Se aquelas leis. fingindo-se de homens de bem. porém. percebendo-lhes a astúcia. que não te preocupas com as pessoas. o apanhassem por alguma de suas palavras. Disse-lhes então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Aplique-se ele. Todos ficaram tomados de admiração. — 22. — 26. Disse então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. ou não lho devemos pagar? — 15. qual o teu parecer: É lícito pagar a César o tributo ou não? — 18. respondeu: Hipócritas. arbitrárias. Mandaram então seus discípulos com os herodianos dizer a Jesus: Mestre.365 144 MATEUS. Querendo surpreendê-lo em falta por alguma de suas palavras. Jesus. os fariseus foram reunir-se em conselho. se retiraram. ou algumas delas. 20 ao 26. (153) Estas palavras de Jesus. sabemos que és sincero e veraz. responderam-lhe. uma provação. admirados da sua resposta. Mostrai-me a moeda com que se paga o tributo. LUCAS: capítulo 20º. conhecendo-lhes a malícia. É lícito paguemos o tributo a César. por isso que tais leis existem unicamente por não querermos caminhar todos pelo caminho reto . porqüanto não te preocupas com a qualidade das pessoas. 22º. calaram-se os emissários. encheram-se de admiração e. — 14. de fato. — 17. 12º. — 22. — 17. Deram-lhe a moeda e ele perguntou: De quem são esta Imagem e esta inscrição? Responderam eles: De César. que ensinas o caminho de Deus na verdade. mandaram emissários insidiosos para que. muitas vezes. portanto. a fim de o surpreenderem no que dissesse. mandaram ter com ele alguns fariseus e herodianos. sabemos que és sincero e veraz e que não te dá de quem quer que seja. De quem são a efígie e a Inscrição que ele traz? Responderam: De César. reconhecendo-lhes a hipocrisia. Perguntou ele: De quem são esta imagem e esta inscrição? — 21. mas que ensinas o caminho de Deus pela verdade. — 20. Não podendo repreender-lhe nenhuma das palavras diante do povo. sem te preocupares com quem quer que seja. versículo 13. Deus e César MATEUS: capítulo 22º. porque não consideras nos homens as pessoas. a fim de o entregarem à jurisdição e à autoridade do governador. provam que Ele não viera pregar a subversão social. pois. 20º. que lhe disseram: Mestre. mas apenas o progresso moral. De César. 13 ao 17. Apresentaram-lhe um denário. deixando-o. mau grado a tudo que se tenha dito. MARCOS: capítulo 12º. pelo seu proceder. ou são. Retirando-se dali. Dize-nos. Esses emissários o Interrogaram deste modo: Mestre. a abrandar. — MARCOS. — 21. iníquas. Ouvindo isto. — 16. suavizar as que tanto lhe pesam. Mostrai-me um denário. Disse então Jesus: Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. injustas. mas que ensinas o caminho de Deus na verdade. disse: Por que me tentais? Deixai-me ver um denárIo. versículo 20.

inclusive César. O abrandamento das leis depende. não haveria “príncipes da Igreja”. A Igreja. os homens permanecem cegos! Ë assim que ainda fazem correr sangue. nem as crueldades ainda de tão corrente uso. eles ainda não conseguiram divisar o verdadeiro caminho. a caridade. o amor. que desencadeiam a guerra. exclusivamente. pela prática do duplo amor ao mesmo Deus e ao próximo. exclusiva-mente. ainda não foram compreendidas e. Cegos. em que tanto se empenharam esses príncipes com os da Terra. ao contrário. desprezou e conspurcou. Trabalhe cada um pela sua própria reforma e o pesado jugo que elas impõem se quebrará por si mesmo e as reformas sociais se operarão sem abalos. para fertilizar a Terra. para construir. do seu saber! As palavras: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. . E tão orgulhosos são. Se compreendidas aquelas palavras houvessem sido. que nos hão de outorgar a liberdade e de tornar menos áspero o viver terreno. que devia pregar pelo exemplo a tolerância. Só o serão. bem praticadas. como ainda o é. na paz. resultarão a igualdade e a liberdade. bem se vê que não serão as revoluções. quando todos. (153) Romanos. nem a história registraria os conflitos. do amor e da caridade. que ateiam o incêndio. que implicam a justiça.366 que nos traça a lei divina do amor. da qual. a justiça. nem o derribamento de tronos. o desinteresse. no entanto. derem a Deus o que é de Deus. nem os derramamentos de sangue. da pureza do coração. por nos obstinarmos em não cumprir o preceito de não fazermos aos outros o que não queiramos que nos façam. Se já compreendêssemos bem as coisas. muitas vezes cruentos. o respeito a si mesmo e aos outros. teria sabido viver sempre em harmonia com César e teria feito que a Vinha do Senhor desse os abundantes frutos que devia dar pelo cultivo daquelas virtudes. a humildade. para obterem a paz. ainda não lograram atender aos seus interesses reais. baseada esta tão-só no grau de pureza moral adquirida. da conduta dos homens. a fraternidade. Destarte. Julgando-se muito esclarecidos. surdos. a obra de redenção não seria deferida para amanhã. as discórdias. não existiria jamais o poder temporal do papa. o que envolve a da fraternidade. 7. que ela. A liberdade nasce do cumprimento do dever. suavemente. na ordem e na hierarquia. Tampouco. ditas principalmente para o futuro. pois. menos ainda. a guerra teriam devastado os filhos do Senhor. 13º. o ódio.

— 27. que era casado. Ora. Ora. — 31. — 26. o Deus de Isaac. E assim. case seu irmão com a viúva e dê sucessão a seu irmão. — Sua individualidade após a morte MATEUS: capítulo 22º. Deus não o é dos mortos. por não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus. MARCOS: capítulo 12º. vieram ter com ele alguns saduceus. Vieram depois ter com ele alguns saduceus. que dizem não haver ressurreição. — 33. 20º. Jesus lhes respondeu: Os filhos deste século se casam e são dados em casamento. Mestre. de qual dos sete será ela mulher. 12º. Ao tempo da ressurreição. e lhe perguntaram: 28. 27 ao 40. Saduceus. — 26. em grande erro. Quanto à ressurreição dos mortos. 22º. case o irmão dele com a viúva e descendência dê ao irmão que morreu. Chegaram depois alguns dos saduceus. Na ressurreição. e lhe propuseram a questão seguinte: — 24. depois dos sete. — 22. Ouvindo isso. — 32. — Sua sobrevivência ao corpo. Desposou-a o terceiro e em seguida os outros quatro sucessivamente. o irmão do morto case com a viúva e dê sucessão àquele. o Deus de Jacob. Respondeu Jesus: Não vedes que errais. Ora. uma vez que todos a tiveram por esposa? — 29. havia sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem deixar filhos. Moisés nos deixou escrito que. LUCAS: capítulo 20º. morreu sem deixar filhos. — 35. — 20. Mestre. — 25. por não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus? — 25. nem as mulheres maridos. Moisés disse: Em morrendo algum homem sem deixar filho. 31. sete Irmãos havia e o primeiro. havia entre nós sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem descendência. — 30. nem as mulheres maridos: umas e outros serão como os anjos nos céus. não tendes lido o que Deus vos disse: — 32. Porque. Sou o Deus de Abraão. mas dos vivos. Estais. sem que nenhum deixasse descendência. Por último. o Deus de Isaac. nem os homens terão mulheres. nem os homens terão esposas. — 29. Ora. pois. e lhe perguntaram: — 19. também a mulher morreu. — 30. — 21. Moisés nos deixou escrito: Se algum homem casado morrer sem deixar filhos. umas e outros serão como os anjos de Deus no céu. uma vez que os sete a tiveram por esposa? — 24. não lestes no livro de Moisés o que Deus lhe disse na sarça: “EU sou o Deus de Abraão. — LUCAS. — 33. ao ressuscitarem dentre os mortos. que negam a ressurreição. — Imortalidade da alma. Quando for da ressurreição. versículo 23. 18 ao 27. 23 ao 33. o povo se admirava da sua doutrina. o Deus de Jacob?” — 27. morreu a mulher. versículo 27. O segundo casou com a viúva do irmão e também morreu sem deixar filho. — MARCOS. O mesmo sucedeu ao segundo. se morrer algum homem deixando a esposa sem filhos. — 23. sucessivamente. a todos até ao sétimo. Pelo que toca à ressurreição dos mortos. de qual deles será ela. Mestre. deixando sua mulher a seu irmão. sucedendo o mesmo ao terceiro. mas dos vivos. ao terceiro. de qual deles será ela mulher. versículo 18. — 28. Por fim morreu também a mulher depois de todos eles. mas aqueles . Jesus lhes respondeu: Estais em erro. Por último. — Ressurreição. Ora. Na ressurreição. quando todos ressuscitarem. os sete a tiveram por esposa e nenhum deixou descendência. Naquele dia.367 145 MATEUS. que negam a ressurreição. O segundo casou com a viúva e também morreu sem deixar filhos. Deus não é o Deus dos mortos. uma vez que com todos foi casada? — 34.

o que então se verifica é apenas uma mudança de condição. O Mestre preparava desse modo as gerações futuras a compreenderem que a vida espírita é a vida primordial e normal do Espírito. proclamava de novo aos Saduceus. não mais pode morrer. lembrando-as. Assim. aos discípulos e a todos os homens — a sobrevivência da alma. o que Deus lhe disse na sarça: Eu sou o Deus de Abraão. por aquelas palavras dirigidas a Moisés. Verificase. o Deus de Isaac. — 39. De um modo como de outro. proclamava a vida permanente e imortal dos Espíritos. estavam vivos e não mortos. indicam não só os bons Espíritos. E que os mortos hão de ressuscitar. Quando o Espírito. quando ele chega a tal grau de elevação. Moisés o mostrou quando. esses não casarão. que chegou à condição de habitar os mundos superiores. no significado que essa palavra tem entre nós. pois que todos para ele são vivos. nem serão dados em casamento. uma vez ressuscitados. que o que chamamos “morte” não é mais do que a cessação. sua imortalidade e sua individualidade. cujo termo chega quando o mesmo Espírito se despoja do corpo material que. para ele. porqüanto. que não mais se vê obrigado a habitar mundos onde a reencarnação se opera segundo as leis de reprodução. chamou ao Senhor de Deus de Abraão. respondeste bem. Deus de Jacob. uma vez julgados dignos de participar da “ressurreição dos mortos”. pois que a morte mais não é do que um passo mediante o qual . que Jesus dirigiu aos Saduceus. Ora. “morte”. E. que haja transposto essa fase de encarnações materiais. uma vez que se tenham tornado “filhos da ressurreição”. Por si mesmas se explicam estas palavras. como ainda se dá na Terra. mostrou o Senhor onipotente que Abraão. Aquele. “filhos de Deus”. para o Espírito. Fazendo que um Espírito superior dissesse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão. Tomando então a palavra. Deus não O é dos mortos e sim dos vivos. Deus não o é dos mortos. no livro de Moisés. Isaac e Jacob existiam. não sofreu. como os puros Espíritos. de progresso. Deus proclamara e Jesus. Se esse mesmo Espírito tem que fazer aparição num planeta inferior. que todos vivem. quer no estado corporal. que. na sarça. de um exílio temporário. e os homens. quer no estado espírita. que galgaram as condições elevadas de que acabamos de falar. de expiação. sob as vistas do Pai. se afasta daquele onde estiver habitando e retorna à vida espírita. — 38.368 que forem julgados dignos do século vindouro e da ressurreição dos mortos. conforme se deu com o Mestre. pois que todos para Ele são vivos. após a morte do corpo. vestidura que apenas determina uma modificação temporária na sua vida normal. (154) A ressurreição é a volta definitiva do Espírito à sua pátria eterna. visto se terem tornado iguais aos anjos e serem filhos de Deus. com referência à ressurreição dos mortos: “Não lestes. As expressões — os anjos de Deus no céu — os anjos que estão nos céus — aos quais se assemelharão. qual o nosso. mas dos vivos. — 37. o Espírito vive sempre sob as vistas de Deus. disseram alguns dos escribas: Mestre. ninguém mais se atreveu a lhe fazer perguntas. se igualarão os mortos. não mais poderão morrer. Deus de Isaac. já não se dá a morte no sentido humano em que Jesus falava e como ainda agora se entende na Terra. o Deus de Jacob? Ora. — 40. não passa de uma vestidura de provações. portanto. de Isaac e de Jacob”. surge aí por incorporação fluídica. desde então. — 36. porque são filhos da ressurreição.

5. como todas as que vêm referidas no Antigo e no Novo Testamento. — Hebreus. 2. Segue-se daí. de justiça e de misericórdia. dando lugar aos fenômenos de que trata o Êxodo. e capítulo 20º. de acordo com as necessidades e as circunstâncias. 25º. audiente e vidente. no Deus de amor. 9. versículos de 16 a 19. versículo 6). Aliás. 20º. O Espírito superior. não se diz que Moisés viu a Deus. capítulo 19º. há a observar que Deus. fenômenos apropriados a causar forte impressão no povo hebreu. que ainda muito tempo teria que ser conduzido pelo terror. que Nosso Senhor Jesus Cristo revelou à Humanidade. as coisas necessariamente se teriam passado da mesma forma. de Isaac e de Jacob”. 32. Consideravam Deus como o arquiteto que construiu o edifício: o homem como a pedra que a ação do tempo reduz a pó. como fatos naturais. não uma forma humana. versículo 19. — 1ª Epístola aos Coríntios. 16. nem das leis que as regiam. . conforme já temos ponderado. se o povo hebreu só pelo terror podia ser levado a crer em Deus. tomou uma forma luminosa. porque. O Espírito superior. e 52. que. têm que ser reconhecidas e aceitas como simples fenômenos espíritas. de fluídos sônicos e outros. e 11. capítulo 3º. a inteligência humana daquela época não lograva explicá-las. O que houve. foi uma manifestação espírita. Não observamos na atualidade análogas inconseqüências? homens que admitem a crença em Deus e negam a existência da alma e sua imortalidade? Com relação às palavras que. e 49. Moisés era médium de efeitos físicos. 10. 11º. 15º. 42. transmitido a Moisés no monte Sinai. que se tornou puro Espírito. 3º. foram qualificadas de “milagres”. ele produziu o som da palavra humana. 6. porém. com a aparência de fogueira. Deus disse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão. — JOÃO. segundo o Êxodo. Para que o povo tenha a crença no verdadeiro Deus. e produziu uma luz deslumbrante. — Romanos. no caso. não o fosse. que aquele Espírito superior realizou a manifestação. — 1ª Epístola à João. não se comunica diretamente com os homens. e 16. mas que o ouviu. Foi com o auxílio de fluídos. não tendo e não podendo ter conhecimento das causas de que derivavam. 7º. basta que sacerdotes inteligentes e moralizados lhe ensinem e façam compreender o Evangelho em espírito e verdade. (154) Deuteronômio. Hoje. — Atos. 3º.369 ele volta da vida corpórea à vida espírita. de natureza física. deles dispondo à sua vontade. é senhor da natureza e de todos os fluídos. pois outra maneira não havia de fazê-lo observar a lei. Ainda quando. Os Saduceus eram os materialistas da época. 6º. por todos os que estudam a ciência espírita e experimentam no campo da sua fenomenologia. conseguintemente. (155) É o que presentemente ocorre com o fenômeno espírita chamado «voz direta”. articulada (155) e uma luminosidade ofuscante. assimilando seu perispírito às regiões terrenas. incumbido da manifestação. o Decálogo. Essas manifestações. atualmente assim não é. e disso precisa o sacerdócio romano convencer-Se definitivamente. imitando por suas obras e exemplos o manso Cordeiro de Deus. — Êxodo. que chegou à perfeição. Reunindo-os e concentrando-os.

— 28. Mestre. Então. Amemos o nosso próximo como a nós mesmos. é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe então o doutor da lei: Na verdade. e um deles. de toda a alma e com todas as forças. tendo sabido que ele fizera calar os saduceus. — 32. um dos doutores da lei. Praticá-lo consiste em obedecer às leis divinas. Respondeu Jesus: O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve. — 34. seremos ramos secos. — 33. 25 ao 28. Israel: o Senhor teu Deus é o único Deus. — MARCOS. E amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração. de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. E desde então ninguém mais se atreveu a lhe fazer perguntas. Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? De que modo a lês? — 27. origem e vida de tudo o que é. Então. É esse amor que nos aquece os corações. Respondeu aquele: Amarás o Senhor teu Deus. para o tentar fez esta pergunta: — 36. a quem Ele deu a esperança da vida eterna. Amor de Deus e do próximo MATEUS: capítulo 22º. de todo o teu coração. a resignação. qual é o grande mandamento da lei? — 37. versículo 34. Não há outro mandamento maior do que estes. que era doutor da lei. 12º. — 40. Toda a lei e os profetas se contém nestes dois mandamentos. se reuniram em conselho. Do amor ao próximo. perguntou-lhe um doutor da lei. a esperança. semelhante ao primeiro. Mestre. MARCOS: capítulo 12º. O amor de Deus é a força da alma. levantando-se. Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus. versículo 25. Este o primeiro mandamento. porqüanto nesse amor hauriremos forças para cumprir todos os nossos deveres. Do amor a Deus nascem a submissão. 34 ao 40. sem a qual . de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento. engendra a fé e produz a caridade. — 31. 22º. semelhante ao primeiro. Vendo Jesus que o escriba replicara sabiamente. Mas os fariseus. disseste bem que Deus é um só. Jesus lhe observou: Respondeste muito bem. é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. que hei de fazer para ter a vida eterna? — 26. 10º. que nenhum outro há além dele. a Ele o pai bondoso e justo de tudo o que vive. como a nós mesmos. de toda a tua alma. para adquirir todas as virtudes. de todo o teu entendimento. — 39. e amarás o teu próximo como a ti mesmo. o juiz reto de todas as nossas ações. disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. porqüanto. se não possuirmos o sentimento grandioso da fraternidade. Amemos o Senhor nosso Deus acima de tudo. — LUCAS. e bem assim o amar o próximo como a si mesmo é coisa de maior valia do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios. e que o amá-lo de todo o coração. de toda a tua alma. de todo o teu coração. versículo 28. de todas as tuas forças. — 30. de todo o entendimento.370 146 MATEUS. que ouvira a discussão e vira quão bem Jesus respondera aos saduceus. para o tentar: Mestre. O segundo. — 38. faze Isso e viverás. LUCAS: capítulo 10º. 28 ao 34. não praticaremos os atos a que ele dá lugar. Este é o maior e o primeiro mandamento. (156) Amemos o Senhor nosso Deus acima de todas as coisas: a Ele. — 35. se aproximou e lhe perguntou: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? — 29. nasce a caridade. E o segundo.

Precisamos ser brandos e humildes. para base do Cristianismo. isto é. Sejamos brandos e humildes. não há senão um só Deus. — 1ª Epístola aos Coríntios. capítulo 8º. A caridade está no socorro que devemos prestar aos nossos irmãos pela nossa inteligência. Não sejam. Praticando-os. o divino Mestre sancionou expressamente aquela resposta. qualquer que seja a Sua pobreza. 6º. meu Pai. à resposta do doutor da lei: “Não estás longe do reino de Deus”. — Isaías. pela nossa mão direita. indivisível. tornando-lhe penoso. capítulo 6º. consolam os mais aflitos. — Levítico. a essa vida em que o Espírito. versículo 3). 10º. 6. à realização de seus destinos. Desse modo recusava. (156) Deuteronômio. pois. 19º. Sim. pois que a brandura e a humildade atraem os mais inacessíveis. isto é. somente dos lábios a nossa brandura e a nossa humildade. Israel: o Senhor teu Deus é o Único Deus” e dizendo ao doutor da lei: Respondeste sabiamente e: não estás longe do reino de Deus. deixando esta a outra na ignorância do que fez. capítulo 12º. quando declarou que seu Pai era maior do que Ele. — Miquéias. pelo nosso coração. social. 7. . em que se proclama coisa de muito maior valia do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios. que ensina a adoração do Pai em espírito e verdade. libertado que está dos laços da matéria. 6. não mais sofre a morte. Jesus nunca pretendeu divinizar-se. capítulo 17º. versículos 4 ao 6. ao passo que muitas vezes elas se referem a um Deus único. Faze isso e viverás. 46º. 15º. e 5. purificam os mais gangrenosos. As obras levam prontamente à vida eterna. que Deus é UNO. o auxílio material. capítulo 6º. no altar do coração. 12. Consultem-se também: Deuteronômio. por exemplo. Citando estas palavras do Deuteronômio. 22. porém. a doutrina que se consubstancia no amor a Deus e ao próximo. e 14. 6. Nesses dois mandamentos se contém toda a lei e os profetas. e 8. Jesus sancionava o que o doutor acabara de dizer. e a Jesus Cristo. 45º. consiste em que eles conheçam por único Deus verdadeiro a ti. porém. do que todas as fórmulas e todos os cultos. pela solidariedade na fraternidade. capítulo 42º. porque então já não seremos caridosos. que demonstra ser essa a única religião verdadeira. pois que o orgulho afastará de nós o “pobre”. Por nenhuma de suas palavras jamais conferiu a si mesmo o titulo de Deus. que outro não há além dele”. debaixo de todos os pontos de vista. para sermos caridosos. familiar e individual. somos levados ao cumprimento de todos os nossos deveres no seio da grande família humana. que há de levar o gênero humano à unidade e. como. se eximia de toda divindade como Cristo.371 não faremos boas obras. 18. a religião de Deus. por estas palavras. 4. proclamando. — MARCOS. moral ou intelectual. das constrições da carne. 9. 30º. para sermos caridosos. — 1º Reis. por estas últimas e solenes palavras. (JOÃO. que “na verdade. — Isaías. que tu enviaste”. conforme já o proclamara Moisés para Israel. disse Jesus. versículo 29. animam os mais tímidos. material. a religião universal. que lhe dispensamos. proferidas pouco antes da hora do sacrifício: “A vida eterna. versículo 1. quando se dirigiu a Deus. caminhando nas vias da perfeição moral. versículo 4. versículo 4: “Ouve. como intelectual e moralmente. pela prática daquele duplo amor. 4º. Replicando.

para todos os seus filhos. seja . 10º. mostrou conhecer. mostrando que Deus olha igualmente. que era como os Judeus consideravam os filhos de Samaria. Qual dos três te parece que tenha sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? — 37. esta: Fora da caridade não há salvação. mas. que implica a prática da justiça. na minha volta te pagarei tudo quanto despenderes a mais. que o orgulho é causa de queda. Dizendo ao doutor da lei: Vai e faze o mesmo. como única verdadeira. 29 ao 37. profundo estudo e meditação séria esta parábola em que. através de um episódio edificante. dois objetivos teve Ele em mira. — 36. com paternal carinho. Pois vai. isto é. No dia seguinte. O doutor da lei. os ortodoxos em suma. da misericórdia. seguindo o seu caminho. reprovar e proscrever. deitando nelas óleo e vinho. o idioma que falem. toda. não há salvação” e. consagrar. nem ortodoxos. Quis. o infiel. o sacerdote. que o viu e passou de largo. pensou-lhe as feridas. que a única via de salvação é a caridade. de antemão. na caridade. — 35. praticamente. deixando-o semimorto. Do mesmo modo um levita. que descia de Jerusalém para Jericó. o dogmatismo e a intolerância. o culto que professem. tomando a palavra. viu o homem e igualmente passou de largo. nos ensinou. como devemos proceder com os nossos semelhantes. que a fé. que também foi ter àquele lugar.372 147 LUCAS. pois que. que derivam da diversidade e do antagonismo de crenças e de cultos externos. caiu nas mãos de salteadores. — 31. condenando-a. o espancaram e se foram. assim. o “samaritano”. dizendo: Trata desse homem. o réprobo. como viriam a proceder de futuro. não está em dogmas humanos. — 32. em face da sua doutrina. tirou dois denários e os deu ao hospedeiro. Um samaritano. para aquele momento e para sempre. lhe disse: Um homem. veio onde estava o homem e ao vê-lo se encheu de compaixão. Doutra parte. que. Em segundo lugar. frutos exclusivos das orgulhosas interpretações dos homens. quaisquer que sejam a pátria onde nasceram. perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo? — 30. — 34. por tornar cega a criatura. não há salvação sem a caridade que se exerça e pratique por amor a Deus acima de tudo e por amor ao próximo como a si mesmo. onde cuidou dele. não há heréticos. versículo 29. formulandoa. o fariseu. são irmãos. Aproximou-se dele. com relação a seus deveres. do amor. amando o nosso próximo. em observância à lei divina. que o despojaram. Parábola do Samaritano LUCAS: capítulo 10. Respondeu o doutor da lei: O que para com ele usou de misericórdia. e faze o mesmo. aos olhos de Deus. disse-lhe Jesus. da fraternidade. perante Deus. Efetivamente. colocou-o sobre a sua alimária e o levou para uma hospedaria. quaisquer que eles sejam. sim. Jesus. Aconteceu que pelo mesmo caminho desceu um sacerdote. o excomungado. querendo parecer justo. que nos prescreve amar o Pai celestial. Primeiramente. proclamar que a fé sem as obras nada vale. esta parábola nos oferece mais uma prova da inigualável presciência que o divino Mestre tinha de todas as coisas. Apontava aquele cheio de caridade e estes baldos desse sentimento. — 33. o herético. Merece toda a nossa atenção. objetivou condenar de antemão esta máxima da Igreja Romana: “Fora da Igreja. e o levita. porém. Nosso Senhor Jesus Cristo. porém. dar a ver aos homens que.

Não disse Ele. nota ao Canto 4º. orai pelos que vos perseguem ou caluniam?” (157) (157) Veja: A Divina Epopéia de Bittencourt Sampaio.373 quem for o próximo: conhecido ou desconhecido. fazei o bem aos que vos odeiam. amigo ou inimigo. o Verbo de Deus: “Amai os vossos inimigos. .

Maria escolheu a parte melhor. Mas. parando diante de Jesus. O homem tem o dever de velar pela conservação do seu ser.374 148 LUCAS. desde que sejam atendidos com critério. De condição modesta. versículo 38. — O alimento espiritual jamais se deteriora LUCAS: capítulo 10º. bem como Marta e Maria. Marta. que muito atarefada andava nos arranjos da casa. Jesus em casa de Marta. aliar o cuidado de que necessita o nosso corpo aos que o nosso Espírito reclama. Tinha ela uma Irmã chamada Maria. que encarnaram para assisti-lo e ajudá-lo. contentando-se com pouco. que lhe não será tirada. hão servido para autorizar e justificar a vida religiosa. — 40. assim como às suas irmãs Marta e Maria. Na Betânia. que. Jesus os distinguia com a sua amizade. — 39. sem prejuízo algum. Entretanto. O Senhor. é uma semente cujas raízes se prolongam sempre. lhe disse: Senhor. Foi por isso que o Mestre a repreendeu. — 43. Marta. Ë que o alimento espiritual jamais se perde. o Cristo trazia um corpo material. tu te azafamas e perturbas a cuidar de muitas coisas. Marta se preocupava mais do que devia com os cuidados do corpo. — Dever de se aliarem os cuidados do corpo aos que o Espírito reclama. 38 ao 43. um exemplo da predileção que merecem aqueles que caminham pela estrada que conduz ao Senhor Todo Poderoso. — 42. naquele momento. que não lhe é dado ab-rogar. Lázaro era um dos Espíritos devotados que haviam encarnado para cooperar no desempenho da missão terrena do divino Mestre. 10º. Disse Jesus: “Nem só de pão vive o homem”. uma só é necessária. escolheu a parte melhor. portanto. ficava a aldeia onde vivia Lázaro. não lhe assiste o direito de sacrificar ao supérfluo os cuidados que o Espírito requer. na estrada geral de Jericó. porém. próximo à de Betfagé. Esse. situada no sopé do monte das Oliveiras. lhe escutava a palavra. falsamente. Para Maria. E aconteceu que Jesus. Uns e outros podem emparelhar. em conseqüência de os terem os homens interpretado. É esta uma lei absoluta. — 41. qual os nossos. Jesus muito o amava. respondeu: Marta. pequena cidade perto de Jerusalém. mas não tinha os gostos e as necessidades humanas. não se te dá que minha Irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude. tendo-se posto a caminho com seus discípulos. disse Jesus. porém. “Maria. como para todos. Por que havia ela então de se preocupar com inúteis cuidados materiais? . não foi o pensamento do Mestre. queria oferecer a Jesus uma hospedagem luxuosa. segundo a letra. Saibamos. sentada aos pés do Senhor. esquecida de que só o necessário basta. — Ninguém deve preocupar-se demasiado com as necessidades do corpo. entrou numa aldeia e uma mulher de nome Marta o recebeu em sua casa. Estes versículos. que lhe não será tirada”. A afeição que Jesus consagrava a esses irmãos constituía um ensino. com exclusão de todos os cuidados materiais.

quando precisava dar uma lição. como hoje sabemos.375 O Mestre. ou um exemplo. . só fazia refeições diante dos homens e isso mesmo na aparência apenas e não em realidade.

com relação ao nosso planeta. filho do Altissimo. moral e intelectual da sua Humanidade. Como estivessem os fariseus reunidos. versículo 41. Quaisquer que fossem a humildade. porque só ela daria a conhecer. Ora. — MARCOS. sua autoridade. como é ele seu filho? (158) Fazendo essa observação. filho de Deus e irmão dos homens. dizendo: — 44. como é ele seu filho? Grande multidão se comprazia em ouvi-lo. Ninguém lhe pôde responder palavra. interrogá-lo. versículo 35. 35 ao 37. mas. desde aquele dia. O Cristo. isto é. nem. puro Espírito. 12º. como qualquer Espírito criado. Ele é o filho de Deus. veladamente. para dar cumprimento à sua missão terrena. como é. 41 ao 44. o desprendimento de Jesus. Espírito de pureza perfeita e imaculada e. Mas Jesus lhes perguntou: Como dizem que o Cristo é filho de David.376 149 MATEUS. 2º mostrar a distância que havia entre o Espírito de David e o do Cristo de Deus. seus poderes com relação ao nosso planeta e à Humanidade terrestre. lhe chama seu Senhor. MARCOS: capítulo 12º. então. o encarregado do progresso da Terra. Ora. Jesus lhes perguntou: — 42. só a nova revelação a resolveria plenamente. o modo e as condições em que se verificou o seu aparecimento na Terra. se David lhe chama seu Senhor. . não como sendo o próprio Deus. nosso Mestre. que David. 41 ao 46. Replicou-lhes Jesus: Como é. nem mais ousou alguém. Senhor de David MATEUS: capítulo 22º. como é ele seu filho? — 46. Pois o próprio David não disse. a doçura. como uma das suas criaturas. quando o próprio David diz no livro dos Salmos: Disse o Senhor a meu Senhor: Senta-te à minha direita. porém. que não pertencia à Humanidade. tinha Jesus por fim: dar a ver que nenhum laço carnal o unia a David. É nosso irmão. até que se haja completado a obra de regeneração. disse Jesus: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de David? — 36. 20º. LUCAS: capítulo 20º. — 43. inspirado pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu reduza teus inimigos a escabelo de teus pés? — 37. Estas palavras alegóricas: “Disse o Senhor a meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu reduza todos os teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés. sua missão. — 43. — LUCAS. como tal. ocupa a direita do Pai. até que eu reduza teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés? — 44. nosso Senhor. a natureza e a origem do Cristo. Ora. Ensinando no templo. não devemos esquecer a sua origem. Que vos parece do Cristo? De quem é ele filho? Responderam-lhe os fariseus: De David. em espírito. por ser. diziam respeito. se David lhe chama seu Senhor. portanto. Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu tenha reduzido teus inimigos a te servirem de escabelo para os pés? — 45. à sua descendência. A questão que Ele propôs aos fariseus e à qual nenhum pôde responder. 22º. versículo 41. o Espírito que a protege e governa no tocante à depuração e à transformação física. — 42. em espírito e verdade. se David lhe chama seu Senhor. à missão de Jesus que.

— Atos. 1º. 25. — Hebreus. e 13. — 1ª Epístola aos Coríntios. 15º. 1.377 (158) Salmos. 2º. 13. 12. . 10º. 160º. 34.

MARCOS: capítulo 12º. Querem os primeiros lugares nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. o Catolicismo. como pode ser carregado sem fadiga. versículo 45. assentados na cadeira que Ele ocupou. Maior condenação receberão eles. — 39. pois. mostrando-lhes. Lembremo-nos de que Jesus disse: “Observai e fazei o que vos disserem. é porque essas palavras do Mestre se tornaram freqüentemente aplicáveis aos escribas e fariseus dos modernos tempos que. que gostam de andar com amplas vestes e de ser saudados nas praças públicas. houve sempre doutores que pregam e ensinam. 38 ao 40. — 6. porqüanto o que dizem não fazem”. Atam pesados e insuportáveis fardos e os colocam sobre os ombros dos homens e no entanto nem ao menos com o dedo os querem tocar. como . versículo 1. não têm produzido os frutos evangélicos. mas. Diante de todo o povo que o ouvia. que deviam produzir. mas não fazem. Tornemos. porqüanto dizem. — 4. também. Todas as suas ações eles as praticam para serem vistos pelos homens. sobretudo. não os imiteis nas suas obras. 12º. Referia-se aos escribas e fariseus. Orgulho e hipocrisia dos escribas e dos fariseus. porqüanto o exemplo constitui o melhor ensinamento. Observai e fazei. Guardai-vos dos escribas. ao contrário. deixará de compreender a indulgência? Se lhe fizermos ver como se pratica a caridade. mas não praticam a moral que preconizam. — 40. os escribas e fariseus orgulhosos. Ouvi-los. que devoram as casas das viúvas a pretexto de longas orações. não os imiteis nas suas obras. pois. não os imitar MATEUS: capítulo 23º.378 150 MATEUS. Aí está o escolho. Com mais rigor serão eles julgados. 45 ao 47. — 5. dizendo: Na cadeira de Moisés se sentaram os escribas e os fariseus. não será mais pronto em se mostrar caridoso? Não amará seus irmãos. — 2. de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. E lhes dizia. — MARCOS. que gostam de ser saudados nas praças públicas. pregam e ensinam. segundo o seu modo de ensinar: Guardai-vos dos escribas. se com ele praticarmos o amor? Não imitemos. que devoram as casas das viúvas. — 47. o que eles vos disserem. porém. 20º. Em todos os tempos. — 7. Falou então Jesus ao povo e a seus discípulos. Gostam de que os saúdem nas praças públicas e de que os homens lhes chamem mestres. que querem andar com longas vestes. porém. daí o alargarem seus filatérios e alongarem suas franjas. versículo 38. disse ele a seus discípulos: — 46. de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. por nós mesmos. amiúde se perde. que pregavam e ensinavam sentados na cadeira de Moisés. — 3. LUCAS: capítulo 20º. Poderá o discípulo que preparamos queixar-se da severidade dos costumes que lhe impomos. simulando longas orações. se a observar nos nossos? Se nos vir indulgente para com os outros. 1 ao 7. A semente que dessa forma lançam pode cair em bom terreno e produzir. — LUCAS. Se o Cristianismo e. Mas. 23º. leve o peso aos nossos irmãos.

o que não praticam. Ë sempre mais fácil falar do que obrar.379 os de outrora. .

. Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. único pai. Quer dizer: se o orgulho o dominar. Nem vos deis o titulo de doutores. — 10. fraternidade. que só a Ele. irmãos todos MATEUS: capítulo 23º. Interdizia a todos os daquela época e do futuro o uso do título de pai. A justa apreciação de si mesmo deve sempre dar ao homem criterioso a convicção de que lhe cumpre trabalhar por destruir em si o que é mau. — Timóteo. A ninguém na Terra chameis vosso pai. — Deus. confessando a nossa fraqueza. que só cabe a Deus. Conseguintemente. compete. usurpar ainda aqueles títulos. assim se resume: Humildade. nunca nos acreditemos mais dedicado. nem mais sábio. 1. — Os homens. único mestre. porque. 11. se lhes levarmos vantagem por qualquer daquelas qualidades. ou do que o conjunto dos nossos semelhantes. porqüanto um único mestre tendes e todos sois irmãos. por adquirir o melhor. a justa apreciação de si mesmo é tão difícil que nenhum dentre nós poderá julgar-se capaz de fazê-la. Por isso mesmo. — 1ª Epístola à Pedro. e bem assim o de Mestre. 4º. 8 ao 12. como se vê. porqüanto um ONICO pai tendes. — LUCAS. por cultivar o que é bom. 15º. — 9. é incompatível com o orgulho que enche os odres materiais. porqüanto o que se exaltar será humilhado e o que se humilhar será exaltado. porém. Só por orgulho e farisaísmo pode o homem. 14º. 6. nos achemos muito abaixo deles. — O Cristo. 22º. nem mais probo. Na verdade. nem mais caridoso. 23º. terá que o expiar. para. 5º. 33. (159) Job. porqüanto não tendes mais que um só doutor e um só mestre — o Cristo. ele virá a ser vosso servo quando. precisamos conhecer o nosso maior inimigo. Aquele que é o maior entre vós será vosso servo. único doutor. Nenhum homem deve desejar ou aceitar o título ou o apelido de mestre. — 12. — 11. como fazia outrora. ao recomeçar a sua prova. dar-se pode que.380 151 MATEUS. os quais tomariam por insulto serem comparados a qualquer pobre mortal humilde. Tal ensinamento. que está nos céus. nem mais apto do que este ou aquele. 3º. (159) Este ensino. 5. 29. cuidarmos de não ser vítimas dele. ser chamados mestres. Aquele que tenta elevar-se acima dos outros é sempre impelido por um sentimento de orgulho. do mesmo modo que o humilde de coração (mas não apenas dos lábios) terá que receber a sua recompensa. No dia da retribuição. que Jesus deu a seus discípulos e a todos os homens. tiver que se humilhar. Não queirais vós. com relação a outras. porém. versículo 8. o Cristo. como tantos há. — Provérbios.

— 15. pelo exercício livre do pensamento. Ai de vós. — 19. ou o altar que santifica a oferenda? — 20. com as vossas longas orações. se formam. 40. Ai de vós. depois de o terdes feito. versículo 13. mas aquele que jurar pelo ouro do templo fica obrigado a cumprir o seu juramento. Quem. as quais. a luz que se irradia da santa Doutrina do divino Mestre vai espancando as trevas das inteligências e dos corações e esses infelizes. ou o templo. — MARCOS. que substituem os ensinamentos singelos de Nosso Senhor Jesus Cristo. devorais as casas das viúvas: mais rigoroso será por isso o vosso julgamento. às criaturas humanas. 37. que ao seu reinado sucedeu o império da inteligência e da razão. escribas e fariseus hipócritas. para verem a luz. Ai de vós. 13. pela análise. as verdades evangélicas. dizeis. que santifica o ouro? — 18. — 14. hão de eles convencer-se. 47. em toda a sua simplicidade e pureza. quem jura pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está assentado. constantes nos Evangelhos.381 152 MATEUS. 8º. bastaria abrissem os olhos. 29º. únicos fundamentos inabaláveis da fé esclarecida e ativa. por mais que hajam feito e ainda façam. pela investigação. mas que. pelo estudo. — 16. Estultos e cegos! qual o que vale mais: o ouro. mas aquele que jurar pela oferenda que está sobre o altar fica obrigado a cumprir o seu juramento. jura pelo altar. passou o tempo da fé cega. — 21. 23º. Felizmente. — 22. que já vai distante o tempo das supersticiosas imposições da teocracia. um dia. assim como a entrada na morada divina. no entanto. 29. a fim de abusarem da credulidade dos homens e dela se aproveitarem para a consecução de seus fins. Jurar pelo altar. 30º. que fechais aos homens o reino dos céus. então. — Salmos. guias cegos que dizeis: Jurar um homem pelo templo nada é. 13 ao 22. 5. o tomais duplamente mais merecedor da geena do que vós. 20º. O remorso. Mas. Os crentes. porém. escribas e fariseus hipócritas. reconhecerão quão criminosos foram. — 3º Reis. e cada vez mais assim será. 42. são os que mercadejam com suas orações e vendem as graças do Senhor. nada é. (160) Êxodo. Escribas e fariseus hipócritas MATEUS: capítulo 23º. escribas e fariseus hipócritas. e a expiação lhes farão curvar as frontes orgulhosas e dobrar os joelhos inteiriçados. cegas também. que rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito e que. pois nem entrais nem deixais que entrem os que desejam entrar. se submetem a um jugo que a razão repele. e bem assim os que lhes obedecem ao mando. — LUCAS. 11º. Cegos! que é o que mais vale: a oferenda. que. Sim. Queiram ou não queiram. 6º. 2. quem jura pelo templo jura por este e por aquele que o habita. guias de cegos. ai de vós. — 2º Paralipõmenos. por um tecido de mandamentos mesquinhos e arbitrários que eles mesmos elaboram: pesadas cadeias com que embaraçam o passo no sagrado carreiro da salvação. os verdadeiros crentes. . 10º. 12º. tornadas aptas a apreender. jura por este e por tudo o que sobre ele está. pois. — 17. que emaranham seus irmãos numa teia inextricável de puerilidades culposas. 8. pela observação. São cegos. (160) Escribas e fariseus hipócritas são todos os que se abrigam por detrás de uma fé que não possuem. 25º.

. 1º.382 — Atos. 6. 3º. 49. — Tito. 11. — 2ª Epístola à Timóteo. 7º.

E para que sobre vós venha todo o sangue inocente que há sido derramado na Terra. — 40. a misericórdia e a fé. Ai de vós. — 24. 37 ao 54 e 13º. que sois como os sepulcros que não aparecem e por . que a uns matareis e crucificareis e a outros acoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade. Porque. versículo 37. ai de vós fariseus. que limpais por fora o copo e o prato e que. mas o vosso íntimo está cheio de rapina e iniqüidade. Mas. que sois filhos daqueles que mataram os profetas. 23º. que coais um mosquito e engolis um camelo! — 25. entretanto. — 36. desde o sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias. que erigis túmulos aos profetas. é que devíeis primeiro praticar. como a galinha reúne debaixo das asas os seus pintos. — 39. LUCAS: capítulo 11º. Ai de vós. Testificais. que os afastam da luz e da verdade MATEUS: capítulo 23º. para que também o exterior fique limpo.383 153 MATEUS. do endro e do cominho e não vos importais com o que há de mais importante na lei: a justiça. Ah! Jerusalém. Começou então o fariseu a dizer de si para si: Por que não se lavou ele antes de comer? — 39. mas que por dentro estão cheios de ossadas e podridões! — 28. — 44. fariseus! que gostais das primeiras cadeiras nas sinagogas e de que vos saúdem nas praças públicas. Jerusalém. filho de Baraquias. Guias cegos. Enchei. Entretanto. versículo 23. — 38. Insensatos! aquele que fez o que está por fora não fez também o que está por dentro? — 41. Em verdade vos digo que tudo Isto virá cair sobre esta geração. Se vivêramos nos dias de nossos pais. que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes tenho querido reunir teus filhos. escribas e fariseus hipócritas. 23 ao 39. e não quiseste! — 38. Ele lhe entrou em casa e tomou lugar à mesa. que pagais o dízimo da hortelã. Assim também vós: exteriormente pareceis justos aos homens. — 27. mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. — 31. escribas e fariseus hipócritas. Ai de vós. — LUCAS. a quem matastes entre o templo e o altar. sábios e escribas. que vos assemelhais a sepulcros caiados. — 33. Eis por que vos vou enviar profetas. porém. de todas as ervas e desprezais a justiça e o amor de Deus! Estas coisas. Eis que deserta vos será deixada a casa. E estando a falar. — 29. 31 ao 35. Ai de vós. até que digais: Bendito seja o que vem em nome do Senhor. — 35. — 43. eu vos declaro que desde agora não mais me vereis. que por fora parecem belos aos homens. — 32. não os teríamos acompanhado no derramamento do sangue dos profetas. pois. que adornais os monumentos dos justos e dizeis: — 30. um fariseu o convidou para jantar. estais por dentro cheios de rapina e de imundícias! — 26. da arruda. os fariseus. contra vós mesmos. — 37. Doutores hipócritas que têm o coração viciado e enganam os homens pelos atos exteriores. escribas e fariseus hipócritas. sem omitirdes as outras. Ai de vós. Serpentes! raça de víboras! Como podereis escapar da condenação à geena? — 34. que pagais o dízimo da hortelã. coisas estas que devieis praticar sem omitir as outras.