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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe

Programa de Bolsas de Iniciação Científica Júnior – PBICJr

Museu Web de Tecnologia
Antônio Vinícius Menezes Medeiros

Orientador: Heli Henriques Alcantara Nascimento

ARACAJU – SE

2009

Resumo
Este trabalho apresenta os processadores para computadores pessoais baseados no IBM PC, seus componentes, seu funcionamento, suas características e sua evolução. O trabalho apresentado tem como objetivo principal auxiliar a compreensão do funcionamento dos componentes do computador, em especial do processador, e esclarecer as diferenças entre as tecnologias que se encontram hoje disponíveis no mercado. São colocadas considerações referentes às características, inovações e funcionamento dos processadores, de modo que seja possível compará-los em termos de avanço tecnológico, desempenho e custo-benefício.

Sumário
1 O Computador 1.1 Hardware 1.1.1 Processador 1.1.2 Placa-mãe 1.1.3 Memória 1.1.3.1 Memória principal 1.1.3.2 Memória secundária 1.1.3.3 Bits e Bytes 1.1.3.4 Medidas de Armazenamento 1.1.4 Periféricos (Dispositivos de Entrada e/ou Saída) 1.1.4.1 Dispositivos de Entrada 1.1.4.2 Dispositivos de Saída 1.1.4.3 Dispositivos de Entrada e Saída 1.1.5 Interfaces 1.1.6 Barramentos 1.1.6.1 Outra classificação para os barramentos 1.1.7 Outros Componentes 1.1.7.1 Gabinete 1.1.7.2 Fonte de Alimentação 1.1.7.3 Cooler 1.1.7.4 Estabilizador de tensão / No-break / Filtro de Linha 1.2 Software 1.2.1 Tipos de Software 1.2.2 Arquivos e pastas 2 O Processador (Unidade Central de Processamento) 2.1 Componentes de um Processador 2.1.1 Unidade Aritmética e Lógica (UAL) 2.1.1.1 Co-processador matemático 2.1.2 Registradores 2.1.3 Unidade de Controle (UC) 2.1.4 Relógio ou Clock 2.1.5 Decodificador de Instrução (DI) 2.1.6 Registradores com função de controle 2.1.6.1 Registrador de Instrução (RI) 2.1.6.1 Contador de Instrução (CI) 2.1.6.1 Registrador de Endereços de Memória (REM) e Registrador de Dados de Memória (RDM) 2.2 Instruções de Máquina 2.3 Funcionamento da UCP (Ciclo da Instrução) 2.3.1 Exemplo de funcionamento da UCP 2.3.1.1 Ciclo da instrução LDA Op. 2.3.1.2 Ciclo da instrução ADD Op. 3 Principais Características de um Processador 3.1 Palavra 3.2 Largura do barramento de dados 1 3 3 5 6 6 8 9 11 12 12 16 18 29 30 32 32 32 34 34 35 36 37 38 40 42 44 46 46 50 51 53 54 55 55 55 58 60 61 64 67 71 71 72

6.7 Número de registradores 3.3 Largura do barramento de endereços 3.6 Memória cache 3.1 O Princípio da Localidade e o funcionamento da memória cache 3.6.3.5 Clock interno e externo 3.2 Níveis e evolução da memória cache 3.9 Execução de instruções em paralelo 3.8 Co-processador matemático 3.10 Análise de desempenho (benchmark) 4 A Evolução dos Processadores Referências bibliográficas 73 73 74 76 77 78 81 81 82 82 84 86 124 .9.1 Metodologia Tipo Linha de Montagem ou Pipelining 3.4 Capacidade de endereçamento 3.

que até hoje é o padrão dos computadores pessoais. A sigla PC vem do inglês Personal Computer. jogos. músicas. tudo isso é possível fazer com um apenas um aparelho chamado computador.” O primeiro computador foi criado para facilitar operações matemáticas. processar.br/enciteclado. principalmente após a invenção dos primeiros computadores pessoais na década de 70. Acesso em 21/07/2007. “Computar significa calcular. que significa Computador Pessoal. É a máquina que mais evoluiu desde a sua criação. à esquerda) foi o primeiro computador pessoal comercializado. O Altair 8800 (1975. adquirindo várias outras utilidades ao longo do seu desenvolvimento. que possibilitaram sua popularização. Como diz Monteiro [MON01]. com vários aperfeiçoamentos é claro. mais baratos e foram surgindo várias facilidades no uso. a maior empresa de informática da época. como o Altair e o Macintosh.1. eles podem fazer quase tudo que se possa imaginar para uma máquina fazer: textos. aplicações multimídia. pesquisas.com. Na década de 80 a IBM. Figura 1. Disponíveis em <http://diegolevis. Há muito tempo atrás os computadores eram feitos de grandes empresas para grandes empresas. imagens. o IBM PC. Pode-se definir computador como uma máquina que trabalha com grande quantidade de informações.php>. 1 . vídeos. que ocupavam muito espaço (logo os primeiros ocupavam uma biblioteca inteira). comunicação instantânea com qualquer lugar do mundo a qualquer dia e qualquer hora. Imagens retiradas da Internet. que ainda hoje é uma das líderes de mercado.ar/historia/altair. capaz de receber.html> e <http://www. a interface gráfica e o mouse. lançou seu modelo de computador pessoal. Os computadores de hoje em dia servem não só para realizar cálculos matemáticos.museudocomputador.com. fornecendo os resultados das mesmas com rapidez e precisão. tinham funcionamento complexo e custavam muito caro. Não eram máquinas que podiam ser usadas por qualquer pessoa. como o sistema operacional. Eram máquinas enormes. realizar cálculos matemáticos. Já o Macintosh (1984) foi o primeiro computador a usar interface gráfica e mouse. armazenar e transmitir dados.Capítulo 1 – O Computador Esta introdução se baseia no que foi visto em [LVC] e [MON01]. Ao longo da história dos computadores estes foram tornando-se menores.

Acesso em 21/07/2007.htm> e <http://www. Empresas que não fabricam computadores também podem vender computadores montados com peças de outras empresas). pois os usuários de seus computadores só podem comprar os produtos da fabricante e as pessoas não podem montar seus próprios computadores baseados nessa arquitetura. Em pouco tempo ele se tornou o padrão para a criação de novos computadores pessoais. Muitas pessoas que possuem conhecimento técnico sobre o assunto também montam seus próprios PCs (a expressão “montar um computador” é utilizada para indicar que uma pessoa escolheu no mercado as peças de sua preferência.ar/historia/ PC. Esses computadores adotaram padrões para a fabricação de suas peças e hoje qualquer pequena empresa pode desenvolver produtos para serem utilizados nesses computadores ou mesmo fabricar computadores.2. Assim.php? manufacturers_id=111&products_id=2005&osCsid=2dc36b8f0b63072048fe1588 e22dc35a>. Imagens retiradas da Internet. Há muito tempo a IBM já não é mais a única empresa a fabricar PCs. a Apple desenvolve uma arquitetura “fechada”. o Macintosh (também chamado por seus usuários de MAC) continuou sendo fabricado e desenvolvido exclusivamente pela sua fabricante.com.Figura 1. comprouas. Disponível em <http://diegolevis. IBM PC (1981). Disponíveis em <http://www. faz isto sobre o controle da Apple). e montou seu próprio equipamento. a Apple. Somente ela fabrica hardware e software para esses computadores (ou se alguma outra empresa fabrica.3. Diferentemente do IBM PC. Acesso em 27/06/2007. Imagem retirada da Internet. Um PC e um MAC atuais. 2 .xipmania.brasilmodchip.html>.br/pc. Figura 1.com.com/catalog/product_info.

svg>. Imagem retirada da Internet. Existem ainda alguns componentes que não se encaixam em nenhuma dessas categorias funcionais e. scanners. [MON01] O hardware de um computador pode ser dividido em quatro categorias funcionais: processador (ou UCP). [MOR02].1 Processador [LVC02]. formada pelo microcomputador e seus periféricos (impressoras. continuam sendo componentes físicos do computador. Figura 1. memória e periféricos (também chamados de dispositivos de entrada e saída). unidade de CD/DVD (7). baseados no IBM PC. monitores de vídeo. 1. ou seja. memória RAM (4). 1. fonte de alimentação (6). placas de expansão (5). serão vistos os componentes que formam esses computadores. do inglês Central Processing Unit). processador (3). Estes serão vistos em Outros componentes. que significa duro. teclado (9) e mouse (10). placa-mãe. Eles podem ser divididos em dois grandes grupos: hardware e software.Este trabalho se concentra exclusivamente nos computadores de arquitetura aberta.1.org/wiki/Image:Personal_computer %2C_exploded_5. a máquina propriamente dita. Acesso em 22/07/2007. no entanto.4. Disponível em <http://commons. [EMER03] Também chamado de UCP (Unidade Central de Processamento. Nessa primeira parte. que são os mais usados atualmente. magnéticos e eletrônicos) de um computador. [VIP].wikimedia. 3 .1 Hardware Hardware é um termo em inglês que não tem uma tradução específica. entre outros). placa-mãe (2). Alguns componentes de um computador: Monitor (1). deriva da palavra hard em inglês. disco rígido (8). o processador é o principal componente eletrônico de um computador. Ele fica acoplado na placa-mãe e passa o tempo todo executando instruções e processando dados. mouses. [MICPROC]. É usado para definir todos os componentes físicos (mecânicos.

Existem no mercado diversos modelos de processadores. leitura e gravação de dados na memória. etc. Essa descrição (“eu uso um Pentium 100 MHz”) não é precisa (e muito menos técnica) e não pode ser usada em situações que exijam mais precisão nos dados. como o Pentium do exemplo. edição de textos. Ela pode ser usada. A unidade utilizada para essa medida é o MHz (Megahertz ou milhões de ciclos por segundo) ou em GHz (Gigahertz ou bilhões de ciclos por segundo) nos processadores mais novos. Intel 386 (1988). com certeza o primeiro computador é mais rápido.museudocomputador. tudo o que o computador faz (como já foi mencionado na introdução. Athlon e Duron).) se resume basicamente a essas operações (isso será explicado com mais detalhes no tópico de Software). como por exemplo. Esse foi o primeiro processador de 32 bits para PCs. Tanto é que muitas pessoas descrevem o computador que usam se referindo ao modelo e velocidade do processador que ele possui (por exemplo. por duas pessoas menos entendidas que pretendem comparar o desempenho de seus computadores. 4 . Essa é a forma como é medida a velocidade de um processador: através da quantidade de operações que ele consegue realizar em um segundo. Se o computador da primeira pessoa possui um processador 800 MHz e o da segunda possui um processador 400 MHz. “eu uso um Athlon 64” ou “eu uso um Pentium 100 MHz”). só a título de informação. realiza 100 milhões de operações por segundo. além de operações de busca.php >.5. sendo considerado o “cérebro” da máquina. A velocidade do processador é um fator determinante no desempenho geral do computador.Figura 1. por exemplo. Vale ressaltar que outro computador equipado com um processador idêntico a este pode apresentar um desempenho diferente. jogos. consistem basicamente em operações matemáticas e lógicas. Grosso modo.br/encipro. Pentium III e Celeron) e a AMD (K6-2. Essas operações são muito simples. isso porque existem outros fatores que influenciam na velocidade do processamento. a qualidade da placa-mãe ou a velocidade de acesso à memória. Acesso em 01/07/2007. Disponível em <http://www. acesso à Internet. cada um com suas características próprias. imagens. No entanto. Imagem retirada da Internet. pode-se dizer que um processador que opere a 100 MHz. Os processadores estão se tornando mais velozes a cada dia que passa.com. O processador é quem efetivamente executa todas as operações no computador. Os dois principais fabricantes de processadores para PCs são a Intel (que ficou famosa pelos processadores Pentium 4.

[MOR02]. Acesso em 01/07/2007.net/index.clubic.com/jourexpress-23-02-2004.com/processadores2.hardwareluxx.7. <http://www. Processadores da Intel e da AMD. pode-se dizer que a placa-mãe é o sistema nervoso.ru/UCP/athlon64fx-p4ee/>. Disponíveis em <http://www.asp? secao=6&categoria=81&subcategoria=125>.Figura 1. Imagem retirada da Internet. também chamada placa de CPU por ser a placa que acomoda o processador.de/story. Acesso em 01/07/2007.html> e <http://www.3dnews. <http://www.6. Se o processador é o “cérebro” do computador. é a responsável pela interconexão de todos os dispositivos que formam o computador. Placa-mãe. Figura 1.viabrasil.1. por ser a principal placa do computador.php?id=1239>. Imagens retiradas da Internet.php >. 1.2 Placa-mãe [LVC02]. 5 .infowester. [EMER05] A placa-mãe (do inglês Motherboard). ou ainda mainboard. Disponível em <http://www.

Pode-se dividi-las em dois grandes grupos principais de memória: a memória principal e a memória secundária.1. que perde menos tempo acessando dados na memória. “A razão da existência e importância da memória RAM está na sua velocidade de leitura dos dados. Os pentes de memória são encaixados ao lado do processador (nos soquetes azuis e pretos).” A memória RAM (do inglês Random Access Memory – Memória de Acesso Aleatório) armazena as informações que estão sendo utilizadas pelo processador. mas também o que mais influencia a estabilidade e as possibilidades de expansão do sistema. consegue se agilizar o acesso aos dados e o trabalho do processador. de baixa confiabilidade) coloca a perder toda a confiabilidade e desempenho do computador. pode ser um disco rígido. As placas de expansão são encaixadas nos slots mais embaixo. organizadas hierarquicamente de acordo com três características: custo. [EMER04]. “Este tipo de memória permite tanto a leitura como a gravação e a regravação de dados. está na parte superior).1. que são consideradas tipos de memórias secundárias.“Ela não é apenas o componente mais complexo. 1. Portanto. a memória RAM é a sua principal ferramenta de trabalho.” Os programas e os dados que estão gravados no disco (o termo disco neste caso foi usado no sentido de generalizar. No mercado existem placas-mãe de várias marcas e modelos. Soyo. MSI. velocidade de acesso (a velocidade com que os dados armazenados na memória são acessados pelo processador) e capacidade de armazenamento (a quantidade de informações que a memória pode armazenar). Em informática. disquete ou outro meio de armazenamento). PC Chips. Algumas das marcas mais conhecidas são: Asus. assim como o processador. Gigabyte. Em um mesmo computador existem vários tipos de memórias. Abit.3 Memória O estudo dos diferentes tipos de memória que compõem um computador se baseia em [LVC02]. 6 . Todas as informações que estão contidas nela podem ser acessadas de maneira mais rápida do que as informações que estão no disco rígido. com preços e qualidades diferentes. Pode-se dizer que depois da UCP. de memória RAM são encaixados na placa-mãe por meio de conectores chamados “soquetes”. Há também um bloco de conectores para os periféricos (todos esses componentes serão vistos com detalhes mais adiante). [EMER07]. fazem parte da memória de um computador todos os dispositivos que são usados para armazenar dados e instruções.” Na placa-mãe há encaixes para todos os componentes do computador. seja de forma temporária ou permanente. “Se o processador é o principal componente de qualquer computador. a parte mais importante de um computador é a memória. também chamados de "pentes". entre as quais as tão faladas memórias RAM e ROM.1 Memória principal A memória principal é aquela que é acessada diretamente pelo processador e armazena os dados de forma eletrônica. Intel e ECS.” Os módulos. no disquete ou no CD-ROM. usar uma placa de CPU de baixa qualidade (e em conseqüência. O processador fica encaixado em um soquete próprio para ele (nesse modelo de placamãe ele possui cor branca. enquanto estão sendo utilizados pelo processador. É formada por diversos tipos de memórias. Com isso. [INFO] e [VIP]. [MICMEMO]. são transferidos para a memória RAM.3. que é muito grande. 1.

todos os dados armazenados na memória RAM são apagados. antes de desligar o computador. possibilitando a atualização da BIOS (um dos programas que estão dentro da memória ROM.A quantidade de memória RAM de um computador é um fator bastante importante.” Os programas atuais são muito mais complexos e exigem computadores que possuam no mínimo 256 MB ou mais de memória. não permitindo a realização de escritas. ou seja. Ela é responsável por armazenar as instruções de inicialização do computador. Por essa razão. como a memória RAM ou unidades de disco (disco rígido. “ela precisa ser constantemente reenergizada para conservar os dados gravados. que vão de 32 MB até 2 GB. 7 . Outra característica da RAM é a sua volatilidade. ela não é utilizada para gravação com freqüência. 1 MB de memória era uma capacidade extremamente elevada para os programas simples que eram usados. é necessário que ele os guarde ("salve") em um disco. Disponível em <http://www. Quanto mais RAM o computador possuir.” Quando o computador é desligado. elas serão explicadas mais adiante). pois hoje ela já pode ser gravada e regravada.“ Com a evolução da ROM. mais rápido será o seu funcionamento e mais facilmente ele suportará a execução de vários programas ao mesmo tempo. que aceita operações de escrita. “No início dos anos 80. Módulos com menores capacidades estão obsoletos. somente acessadas. que é uma forma de memória permanente. no caso das memórias RAM mais novas (MB e GB são duas medidas de capacidade. usa-se um tipo diferente de memória ROM. se o usuário não quiser perder seus dados. Acesso em 21/07/2007. mais memória RAM será necessária. Imagem retirada da Internet. como os usuários dizem) são os programas que queremos utilizar.unifase. A memória ROM é uma memória não volátil: ela armazena os dados de forma permanente. A memória ROM (Read Only Memory – memória somente para leitura) é um tipo de memória que. que é acionado logo ao ligar o computador). diferente do que acontece na memória RAM. em uso normal.com/default. Figura 1. aceita apenas operações de leitura. Pode-se encontrar no mercado módulos de memória com capacidades variadas. do mesmo jeito que quanto mais avançados (ou “pesados”. No entanto.8. chamada de FlashROM. sendo bastante difíceis de encontrar. Pente de memória RAM. disquete. Atualmente. seu nome perdeu sentido.).asp?cat=7>. etc. “Suas informações são gravadas pelo fabricante uma única vez e após isso não podem ser alteradas ou apagadas. A capacidade da memória RAM é medida em megabytes (MB) ou gigabytes (GB).

A atualização da BIOS é feita através de programas apropriados, usando comandos de hardware especiais, por meio de disquete ou até mesmo pelo sistema operacional, dependendo dos recursos disponibilizados pelo fabricante da placa-mãe em questão. Não é só o computador que possui memória ROM. Vários aparelhos, como leitores de DVD, tocadores de MP3, placas de computador, taxímetros, celulares também possuem memória ROM. Dentro da memória ROM destes aparelhos, é gravado um software necessário ao seu funcionamento, chamado de firmware. Ele é, para o aparelho, o que um sistema operacional é para um computador e, assim como a BIOS gravada na ROM do computador, pode ser atualizado caso seja necessário.

Figura 1.9. Um chip de memória ROM na placa-mãe. Imagem retirada da Internet. Disponível em <http://www.clubedohardware.com.br/dicionario/termo/94>. Acesso em 04/07/2007. “A placa de UCP contém quase toda a memória de um PC, mas outras placas também podem conter memórias do tipo RAM e do tipo ROM. Por exemplo, as placas de vídeo contém uma ROM com o seu próprio BIOS, e contém uma RAM chamada de memória de vídeo, que armazena os caracteres e gráficos que são mostrados na tela.” O processador também possui suas próprias memórias internas, que são os registradores e a memória cache. Estas serão apresentadas nos próximos capítulos. Por enquanto o essencial é saber apenas que elas fazem parte da memória primária e, portanto, são acessadas diretamente pelo processador e armazenam os dados de forma eletrônica, assim como as memórias ROM e RAM.

1.1.3.2 Memória secundária
Além da memória principal, existe também a memória secundária ou memória de massa, que é uma memória não volátil, tem uma alta capacidade de armazenamento e um custo muito mais baixo que o da memória principal. É usada para gravar grande quantidade de dados por um período longo de tempo. São exemplos de memória de massa o disco rígido e mídias removíveis como as unidades de fita, os disquetes, os discos óticos (CD-ROM e DVD) e os pen drives. A memória secundária não é acessada diretamente pela UCP, como a memória primária, mas sim por meio de dispositivos de entrada e saída. Os disquetes, por exemplo, são acessados pelo processador através da unidade de disquete, que é um dispositivo de entrada e saída fixado no gabinete do computador. Ele é responsável pela leitura e gravação dos disquetes. 8

A memória de massa não é formada por chips, e sim por dispositivos que utilizam outras tecnologias de armazenamento. Os discos rígidos, assim como os disquetes e as unidades de fita, usam a tecnologia magnética para armazenar dados, e por isso são classificados como discos magnéticos. Os discos óticos usam tecnologia ótica. As unidades de memória de massa, por serem também consideradas dispositivos de entrada e saída de dados, serão vistas com mais detalhes em Unidades de Armazenamento.

1.1.3.3 Bits e Bytes
Os seres humanos estão acostumados a utilizar o sistema decimal de numeração, que usa 10 algarismos para formar todos os números: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, e 9. Esse sistema de numeração usa exatamente 10 algarismos devido ao fato dos seres humanos terem 10 dedos. “Historicamente o número 10 foi escolhido, pois os números eram usados na vida cotidiana para contar. Contar carneiros, bois, pães, pessoas, etc. Nada mais natural que contar com os dedos.” Se uma pessoa perguntar a uma criança de três anos a sua idade, ela verá que a criança responde mostrando três dedos da mão.

Figura 1.10. O sistema de numeração decimal foi adotado pelos seres humanos por facilitar a contagem. Imagem retirada da Internet. Disponível em <http://www.omerique.net/twiki/pub/Recursos/SistemaNumeracionDecimal/sist emasnumeracion.html>. Acesso em 05/07/2007. Os computadores podem receber valores decimais via teclado e mostrá-los no monitor, por exemplo. Mas internamente, os valores são trabalhados em outro sistema, mais adequado aos circuitos do computador. Trata-se do sistema binário. Enquanto no sistema decimal usa-se dez algarismos (de 0 a 9) para formar todos os números, no sistema binário, só são utilizados dois algarismos para representar qualquer valor: 0 e 1. “Por exemplo, o número 13, que no sistema decimal é representado apenas com dois dígitos (1 e 3), no sistema binário é representado com 4 dígitos, na forma: 1011.” A razão pela qual os computadores usam esse sistema é porque ele torna mais fácil a implementação da tecnologia eletrônica atual. Os computadores trabalham internamente apenas com dois níveis de tensão: ou ligado ou desligado, que são representados pelos números 1 e 0, respectivamente. Assim torna-se fácil representar qualquer informação com esses dois dígitos. A cada um desses impulsos elétricos, dá o nome de Bit (do inglês Binary digit, ou seja, dígito binário). Portanto, o bit é a menor unidade de informação. 9

Sempre que um processador, uma memória ou outro chip qualquer precisar receber ou transmitir dados, esses dados são representados na forma de bits. Entretanto, um bit é muito pouco, já que pode representar apenas dois valores. Os computadores trabalham com agrupamentos de bits. Nos PCs, os bits são transmitidos em grupos de 4, 8, 16, 32 ou 64 bits simultâneos. Quando se diz que um computador possui processador 32 bits, significa dizer que dentro dele trafegam 32 bits de uma só vez. Logo, esse processador é mais rápido que outro processador de, por exemplo, 16 bits.

Figura 1.11. Toda informação colocada dentro do computador é representada por uma seqüência de 0s e 1s. Imagem retirada da Internet. Disponível em <http://www.akademie.de/grundlagen-computer-internet/ecdl/kurse/ecdlmodul-1-grundlagen-der-informationstechnologie/die-hardware/bits-undbytes.html>. Acesso em 05/07/2007. Quanto à forma como são armazenados os dados dentro de um computador, eles não são armazenados em bits, mas em conjuntos de bits, chamados bytes (lê-se “báites”). Quando os primeiros computadores foram projetados, surgiu a necessidade de se estabelecer meios de representar os dados, as informações que seriam trabalhadas pelo computador (isso inclui todas as letras, maiúsculas e minúsculas, números, sinais de pontuação, acentos, sinais especiais e quaisquer outros tipos de dados que possam ser armazenados ou processados em um computador), através de combinações de bits. Percebeu-se que 256 diferentes combinações de bits conseguiriam representar todos esses dados. Assim, os bytes são formados por 8 bits. Basta fazer os cálculos: como um bit representa dois valores (0 ou 1) e um byte representa 8 bits, tem-se que 28 = 256. Cada caractere no computador corresponde a um código formado por 8 bits, que ficarão armazenados na memória do computador, ocupando exatamente 1 byte. A correspondência de cada byte com o símbolo que ele representa é estabelecida por uma tabela presente em todos os computadores: a tabela ASCII (sigla do inglês American Standard Code for Information Interchange). Para o teclado transmitir a letra “T” ao processador, por exemplo, ele usa a seguinte combinação de bits: 01010100. Outros exemplos de representações na tabela ASCII: 01000001 – A 01000010 – B 01001010 – L 00100011 – #

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já que quando se faz algo no computador. Pela mesma razão que se escolheu o sistema binário ao invés do sistema decimal para ser trabalhado no computador.1. e assim por diante. 210 bytes = 240 bytes 1 Petabyte (ou PB) = 1024 terabytes = 240 . A representação binária do número 1024 é muito mais simples que a representação do número 1000 (1000 em decimal = 01111101000 em binário. E assim como o litro. ele consegue processar 32 bits de uma vez só. É importante ressaltar que existem outras tabelas de codificação de caracteres. 210 bytes = 270 bytes 1 Yottabyte (ou YB) = 1024 zettabytes = 270 . como são usados múltiplos de bits. 210 bytes = 260 bytes 1 Zettabyte (ou ZB) = 1024 exabytes = 260 . Pode-se fazer uma analogia do conceito de bits e bytes com o conceito de letras e palavras. mas sim 1024 bytes. o byte também possui seus múltiplos.Por isso bytes são considerados unidades completas de informação. armazena ou recupera número a número (cada um estaria associado a uma palavra). Normalmente. pode-se definir a palavra como “um conjunto de bits que representa uma informação útil para os computadores. informação por informação. Desse modo. Com um bit ainda não é possível representar nenhuma informação. Resumidamente. É um conceito muito importante para o estudo dos processadores e suas características. que são usadas pelos seres humanos. 1 kg = 1000 gramas). 1. a UCP processa instrução por instrução (cada uma estaria associada a uma palavra). o grama e qualquer outra medida. no entanto a tabela ASCII ainda é a mais utilizada nos computadores de hoje. 1024 em decimal = 10000000000 em binário). trabalha-se com arquivos que ocupam certo espaço em disco. Segundo Monteiro [MON01]. Assim como a água é medida em litros ou o açúcar é medido em quilos. que é individual.” Tem-se o exemplo do processador de 32 bits citado anteriormente. a UNICODE. etc. uma palavra estaria associada ao tipo de iteração entre memória principal e UCP. que corresponde a um dígito binário (0 ou 1) 1 Byte (ou B) = 8 bits 1 Kilobyte (ou kB) = 1024 bytes = 210 bytes 1 Megabyte (ou MB) = 1024 kilobytes = 210 . tem-se: • • 1 bit (ou b) é a menor unidade de informação. o “k” vale 1000 (1 km = 1000 metros. no entanto este é bastante diferente do conceito de palavra para a linguagem humana. Com eles é possível representar uma informação completa (seja ela uma letra. 210 bytes = 230 bytes 1 Terabyte (ou TB) = 1024 gigabytes = 230 . É curioso notar que na informática também surgiu o conceito de palavra. A palavra desse processador é de 32 bits e. Ou seja. o multiplicador “k” vale 1024. 210 bytes = 280 bytes • • • • • • • • É importante notar que 1 kB não representa mil. 11 . com isso. 210 bytes = 250 bytes 1 Exabyte (ou EB) = 1024 petabytes = 250 . como o BCD. os dados de um computador são medidos em bits e bytes. a EBCDIC. o número 1024 foi o escolhido para representar o “k” da computação: simplificação de hardware. 210 bytes = 220 bytes 1 Gigabyte (ou GB) = 1024 megabytes = 220 .4 Medidas de Armazenamento Em Informática é muito importante considerar a capacidade de armazenamento. Entretanto.). um número. na informática.3.

[MOR02].1. ouvidos e boca” do processador. 1. quando a medição é feita em bits. como ocorre. o “B” da sigla é maiúsculo. na computação vale 1. Existem também para essas medidas os múltiplos do bit: • • • 1 Kilobit (ou Kb) = 1024 bits 1 Megabit (ou Mb) = 1024 Kilobits 1 Gigabit ou (Gb) = 1024 Megabits Notar que quando a medição é feita em bytes. o mouse. 12 . pois são todos os componentes acessórios (aparelhos ou placas) que são conectados à placamãe e que enviam ou recebem informações do processador. Logo. ou seja.4 Periféricos (Dispositivos de Entrada e/ou Saída) Para permitir a comunicação entre o processador e os demais componentes do computador.Da mesma forma. De acordo com a função que desempenham no processamento dos dados.5 gigabytes a menos do que a capacidade anunciada. I/O. a webcam (ou câmera digital). saída ou de entrada e saída. Está escrito na embalagem que sua capacidade é de 80 gigabytes.1 Dispositivos de Entrada Quando um dispositivo recebe um dado e o transmite para a UCP diz-se que se trata de uma operação de entrada de dados (Input). Os bytes e seus múltiplos são associados à capacidade de armazenamento de dados (exemplo: um disco rígido com capacidade de 20 gigabytes). Assim. Podem ser considerados os “olhos. também chamados de periféricos. quando o correto seria 1. por exemplo. um suposto disco rígido de 80 gigabytes possui na verdade 5.000. quando na verdade ele é um pouco menor. pode-se dizer que 1 kB é aproximadamente mil bytes. ou seja. transmite dados a uma velocidade de 14400 bits por segundo. os periféricos podem ser classificados em: dispositivos de entrada. Já na transmissão de dados entre computadores. o “B” da sigla fica em minúsculo. o joystick (ou controle de jogo). que normalmente vale 1. O estudo dos dispositivos de entrada e/ou saída se baseia em [LVC02]. por exemplo.073. o multiplicador “M”. [GIAN05]. o scanner.824 bytes. O termo “Entrada e Saída” costuma ser abreviado por E/S ou.048. Somente para efeitos práticos. como em gigabits (Gb). os dispositivos de entrada são os dispositivos que dão a entrada dos dados. temos os Dispositivos de Entrada e Saída. Isso ocorre porque os fabricantes entendem 1 gigabyte como 1 bilhão de bytes.4.576. assim como entre o computador e o meio externo (entre os computadores e os usuários ou outros computadores). para quem preferir a língua inglesa. o microfone. um modem 14400 bps.741.1. entre outros. [VIP] 1.000. em gigabytes (GB). De qualquer forma o uso incorreto dessas medidas pode causar muita confusão. geralmente usa-se medições relacionadas a bits e não a bytes (as medidas de fluxo de dados).87% menor do que a anunciada na embalagem. Os dispositivos de entrada convertem a informação recebida do exterior (pode ser do usuário ou então de outro computador) em dados que possam ser interpretados pelo processador. São exemplos comuns de dispositivos de entrada: o teclado. Essa pequena diferença faz com que o disco rígido tenha uma capacidade aproximadamente 6. [MICES]. sigla de Input/Output. Um exemplo cotidiano ocorre quando o usuário vai comprar um HD. eles são os dispositivos que enviam dados ao processador. [DIM97].

dispensando o uso de fios. chegando a mais de 100 reais. produzindo o que chamamos de “clique”. Mesmo os modelos simples são suficientes para o uso normal do computador. como por exemplo.12. e modelos sofisticados.php? cPath=41&products_id=63&osCsid=1e590e22d354da936ec4843c34e8cdb8>. O mouse tem como função movimentar um cursor (que geralmente possui forma de seta) na tela do computador. acesso à Internet e ainda botões para ligar. As teclas de um teclado são altamente sensíveis e respondem ao menor toque dos dedos. A ativação é feita quando ele pressiona um dos botões do mouse.guiase. São chamados de “teclado multimídia”. Figura 1.4. o teclado é usado para dar a entrada manual nas informações. Elas são ligadas a um chip dentro do teclado que converte a seqüência de impulsos elétricos em sinais digitais e os transfere para o processador. etc. que possibilitam não só a escrita de textos. Disponíveis em <http://www. Imagens retiradas da Internet.2 Mouse O termo mouse vem da língua inglesa. com algumas teclas adicionais necessárias ao computador.). Os modelos mais caros apresentam algumas comodidades. Alguns teclados possuem ainda botões para controle de áudio.asp? pasta=produtos_descricao&codigo_produto=168>.1. e <http://www.br/principal/default. Possui pouco mais de 100 teclas. O usuário desliza o mouse sobre uma superfície plana e o movimento é reproduzido na tela pelo cursor. Semelhante ao de uma máquina de escrever. ligação ao computador por raios infravermelhos. Ele facilita a interação do usuário com o computador. números. Existem modelos simples. entre letras.1.1. onde os objetos ou comandos devem ser selecionados sem usar o teclado (escolher as funções desejadas dentro de um programa. quer dizer “rato”. como também o controle das funções de um computador e seu sistema operacional.dsystem.1. desligar e ativar o modo de espera do computador. Um teclado comum (à esquerda) e um teclado multimídia (à direita).com. 1.com. custando em torno de 10 reais. especialmente em programas com interface gráfica. Acesso em 22/07/2007. 13 .1 Teclado Todos os teclados modernos são derivados do IBM Enhanced Keyboard. fazer gráficos ou desenhos.1.4.br/loja/product_info. símbolos especiais e funções. O teclado vem se adaptando com a tecnologia e é um dos periféricos que mais se destacam na computação. É uma alusão feita à sua aparência e movimento. lançado nos anos 80. ou “teclados para Internet”.

4. a manipulação e o tratamento dessas imagens e dados.14. 14 . Disponível em <http://www. com uso de software adequado. responsável por digitalizar (capturar) imagens. Acesso em 22/07/2007. Nos modelos mais antigos são separados e ficam em cima da mesa. Imagem retirada da Internet.br/software_productdetails.4 Digitalizador (ou scanner) É um dispositivo de entrada que usa sensores de luz.com.com. Em computadores mais modernos. Permite a entrada de dados em forma de sons. textos e fotos de qualquer material impresso para o computador.1. e para partidas de jogos on-line.asp? Query=ProductPage&ProdTypeId=10&ProdId=1621148&franq=122432>. Um mouse comum (à esquerda). Ele movimenta um cursor na tela do computador e permite selecionar comandos na tela (à direita). A imagem do mouse foi retirada da Internet. Disponível em <http://www.br/modules/rmms/prods. os microfones são embutidos nos fones de ouvido.Figura 1. por exemplo. 1.php?idp=104>.13. para gravação de documentos multimídia.submarino.1.3 Microfone O microfone converte ondas sonoras em dados digitais que o computador é capaz de processar. Acesso em 22/07/2007.orbit. Um microfone. É utilizado.1.1. permitindo.4. em conversas on-line. juntamente com outros dispositivos de entrada e saída. 1. Figura 1.

que permite ao programa reconhecer os caracteres impressos e escritos e transferi-los para o computador na forma de texto.1. tais como videoconferência.16. Geralmente ela é colocada sobre o monitor. entre outros.php? cPath=52&products_id=475&osCsid=65636f85447a6df0b7b9ef283c52ea5f>. Imagem retirada da Internet. Um scanner. editores de vídeo. existem programas para scanners que têm um sistema de reconhecimento ótico de caracteres. Figura 1. 15 .dsystem. Acesso em 22/07/2007.4.5 Webcam É uma câmera de vídeo simples. passando a poder ser exibida na tela.pcfloripa. Disponível em <http://www. pode ser digitalizada.com. para captar a imagem do rosto do usuário. É usada em vários aplicativos. que capta imagens. por exemplo.br/DKD619>. Uma webcam. chamado de OCR (sigla de Optical Character Recognition). enviada a outras pessoas pela Internet ou duplicada em uma impressora.br/loja/product_info.Figura 1. editores de imagem.com. Ela é mais usada sobre o monitor.15. Imagem retirada da Internet. Geralmente possui baixa qualidade de imagem e não capta sons (embora existam alguns modelos que possuam um microfone embutido). Disponível em <http://www. Uma fotografia em papel. Acesso em 22/07/2007. Além disso. transferindo-as de modo quase instantâneo para o computador.1. de baixo custo. 1.

etc. em relação à constituição de suas telas de imagem: CRT e LCD.1. porém é usado principalmente para melhorar o desempenho do usuário em jogos: ele permite movimentar de forma mais eficiente as imagens dos objetos na tela e acionar efeitos especiais dos jogos (giros. é o dispositivo de saída de dados mais usado. Faz lembrar um controle de videogame e tem o mesmo funcionamento deste. 16 . a impressora. Essa tarefa é realizada pelos dispositivos de saída. Ele utiliza uma tela semelhante à de TV como meio de permitir a visualização das informações processadas pelo computador de uma forma mais visual e rápida.2 Dispositivos de Saída Quando um circuito transmite um dado dizemos que se trata de uma operação de saída de dados (Output).br/loja/product_info.br/loja/product_info.com.2. Disponíveis em <http://articulo.com. um joystick de computador. em inglês). a UCP precisa enviar uma mensagem para o usuário.1 Monitor Um monitor de vídeo. Da esquerda para a direita: o joystick do videogame Playstation 2.pcfloripa.php? categoria=perifericos>. as caixas de som. 1.4. Vários tipos de joystick. um volante e um manche. <http://www.1.php? cPath=35&products_id=738&osCsid=cc25b6f73a018da6b57ba64c79305ae9>.com. Imagens retiradas da Internet.pcfloripa. etc. Existem joysticks especiais com formato de volante de carro e de manche de avião. <http://www. que significa tubo de raios catódicos. Figura 1.4. ou simplesmente monitor.br/produtos. essa tecnologia tem alguns inconvenientes.cybertecnologia. 1.php? cPath=35&products_id=738&osCsid=d8c895a49243522f8738ee651f94fe49> e <http://www. Porém. Acesso em 22/07/2007. Após o processamento dos dados. a perda de qualidade de imagem nas extremidades da tela e a radiação emitida. Entre eles podemos citar o monitor. Existem duas tecnologias de monitores disponíveis.4. precisa dar a saída dos dados processados. tiros.6 Joystick O joystick desempenha uma função semelhante a do mouse.uy/MLU-4386324-sony-playstation-2-dualshock-2-clase-a-_JM>. os fones de ouvido.1. como o tamanho do tubo de imagem (que implica num tamanho maior do monitor).17.com.1.mercadolibre. a mesma usada nos televisores.1.). A maioria dos monitores utiliza a tecnologia CRT (sigla de Cathodic Ray Tube.

mas são indicados para aplicações profissionais. <http://produto.Figura 1. Imagens retiradas da Internet. Em um passado recente.19. Imagens retiradas da Internet.teletex.aspx? idproduct=491&iddept=27&src=DEPT>. Atualmente os modelos de 15” têm preços bastante acessíveis. Disponíveis em <http://www.htm>.1.com.18.br/MLB-56376883-_JM> e <http://www. Acesso em 22/07/2007.br/index. 1. o ângulo de visão. eram comuns os monitores com telas de 14” (lê-se 14 polegadas).co. hand-helds.mercadolivre. que cansa menos a visão.br/viewtopic. Outro fator importante quando se compara monitores é o tamanho da tela.br/product.com.2 Impressora Figura 1. etc) e apresenta vantagens como uma imagem estável. A tecnologia LCD (Liquid Cristal Display. 17 .com. Entretanto. a reprodução de cores e o tempo de vida de um LCD ainda podem ser inferiores a diversos monitores CRT.fujioka. <http://www. Vários tipos de impressoras.2. a sensibilidade. Disponíveis em <http://www. e não emite radiação. Já os modelos de 17” ainda são um pouco caros. Os monitores LCD ainda são muito caros. Acesso em 22/07/2007.4. devido ao seu design mais elegante e menor consumo de energia na maioria dos computadores de mesa. e estão substituindo os modelos de 14”.forumpcs.com. uma impressora a laser (otimizadas para impressão de texto) e uma impressora Plotter (especializada em desenho vetorial).za/pri023_hp3920. Um monitor CRT (à esquerda) e um monitor LCD (à direita).frontierelectronics.asp? site=11&menu=35&submenu=80&nova=179>. Da esquerda para direita: Uma impressora a jato de tinta.php?t=118891>. tela de cristais líquidos) é mais usada em microcomputadores portáteis (laptops. mas nos próximos anos tenderão a substituir os monitores convencionais CRT. notebooks.

[AISA99]. Também. Da esquerda para a direita: uma caixa de som simples.br/loja/product_info. propiciando mais conforto ao usuário.br/2006/10/fone_de_ouvido_spmj7ns_da_pion. 4.2. entre outras. 1. adquirindo as mais diversas funções. existem fones de ouvido que já trazem o microfone acoplado. em papel. imprimindo textos. Acesso em 22/07/2007. [CLA07]. 6 ou até 8 canais de áudio.4. [EMER5].cfm?id_conteudo=5894>.br/index. ou seja.20. as impressoras sofreram várias mudanças ao longo dos tempos. 18 . além das fontes já citadas no início do tópico Periféricos. Imagens retiradas da Internet. que emitem informações do usuário para o computador e do computador para o usuário. Disponíveis em <http://www. com o evoluir da informática.php? products_id=315&lvUsid=35a4490175ab7886c233696ace125d64>.3. otimizadas para impressão de texto (impressoras laser). O fone de ouvido apresenta uma vantagem especial sobre a caixa de som em conversas pela Internet: ele torna a conversa mais privada.1 Placas de Expansão O estudo das placas de expansão se baseia em [EMER4]. Existem atualmente diversos tipos de caixas de som.html > e < http://www.Uma impressora ou dispositivo de impressão serve para registrar a saída dos dados de forma permanente.com.3 Caixa de Som / Fone de Ouvido Ambos servem para dar a saída dos dados em forma de som. São dispositivos que com o passar do tempo têm se sofisticado bastante. encontram-se impressoras de todos os tipos: especializadas em desenho vetorial (Plotters).4. Figura 1. gráficos.geekchic. 1.com. fotos ou qualquer outro resultado de uma aplicação. as impressoras foram-se especializando.4.1.shbants.estadao. com 2. um fone de ouvido simples e um fone de ouvido com microfone embutido.1. [EMER6]. 1. <http://www.1. Herdando a tecnologia das máquinas de escrever.link. [SOS04]. que conversa da mesma forma como se estivesse ao telefone. Assim. como as placas e unidades de armazenamento.3 Dispositivos de Entrada e Saída São os dispositivos que realizam tanto a entrada quanto a saída dos dados.com. em impressão de cupons fiscais e extratos bancários (impressoras térmicas). Inclusive.

no entanto. Quando o processador quer enviar um texto ou uma imagem para ser exibida na tela. e por isso utiliza um espaço da memória RAM (inclusive. Elas são encaixadas nos slots na placa-mãe. 19 . Esta vai processar as informações e enviá-las ao monitor que.21. o desempenho de placas onboard é geralmente menor.php? manufacturers_id=23&products_id=585&osCsid=b04529d0e67843fcb80f258634 7e8b1d>. ele envia à placa de vídeo. Existem. Elas conectam os dispositivos de entrada e saída ao processador. tornando o computador mais lento. Disponível em <http://www. dispensando o uso de uma placa de vídeo. Figura 1. Normalmente as placas de vídeo avulsas apresentam desempenho maior que o oferecido pelo vídeo onboard. as placas de expansão são aquelas que expandem as possibilidades do computador. Existem placas de vídeo com diferentes graus de sofisticação. exibe o conteúdo desejado na tela. o monitor é ligado em um conector na placa de vídeo. Placa de Vídeo É uma placa responsável por gerar as imagens que aparecem na tela do monitor. os circuitos de vídeo estão incorporados na placa-mãe.com. Com o passar do tempo. pois o mesmo não possui memória própria. O conector azul é onde é conectado o monitor. os circuitos dessas placas passaram a ser incorporados na placa-mãe.pcfloripa. As placas de vídeo modernas são inclusive capazes de gerar imagens tridimensionais e algumas têm saída de vídeo para televisão. dispensando o uso dessas placas. liberando assim o processador do trabalho relacionado com a produção de imagens. como a placa de vídeo e a placa de som. Diz-se então que a placa-mãe possui dispositivos onboard (o termo onboard significa “na placa”). Diz-se então que a placa-mãe possui "vídeo onboard". Uma placa de vídeo com aceleração 3D. uma vez que o processador acaba tendo que executar tarefas que até então eram destinadas aos dispositivos em questão. Normalmente possui memória e processador próprios. uma vez que se deixa de comprar determinados dispositivos porque estes já estão incluídos na placa-mãe. como o próprio nome sugere. Por outro lado.br/loja/product_info. Imagem retirada da Internet.A princípio. placas de expansão que já se tornaram quase indispensáveis para o funcionamento do computador. um espaço significativo) que deveria ser utilizado pelo sistema. Em muitos computadores de baixo custo. A vantagem de se utilizar placas-mãe onboard é a redução de custo do computador. finalmente. Assim. Acesso em 04/07/2007.

comandar um computador através de voz. circuitos de som embutidos na própria placa mãe.22. podem funcionar bem com circuitos de vídeo de baixo desempenho. sem comprometer a sua funcionalidade. Uma placa de som com suporte para 2. Disponível em <http://www. gravar nossa voz para reproduzir posteriormente. portanto a placa de som é indispensável para que se tenha um mínimo de qualidade no som emitido e também para gravação e edição de áudio. jogos ou qualquer tipo de programa que gere imagens complexas. como edição de texto e acesso à Internet. headphones ou outros meios) e a entrada (microfone e outros) de áudio no computador. 20 . que recebe som de outros aparelhos. tornando possível assim a saída (através de caixas de som. São inúmeras as suas aplicações: graças a ela podemos ouvir música pelo computador. ter jogos sonorizados. como TV.com. Placa de Som É uma placa de circuito capaz de gerar e captar diversos tipos de sons. mesmo nas placas de menor custo. Os PCs destinados a aplicações simples. fones de ouvido. que dispensam o uso de uma placa de som avulsa. O mais comum é se utilizar alto-falantes estéreo com 2 canais. ouvir e transmitir sons através da Internet. Acesso em 22/07/2007. ou seja. 4 e até 6 canais de áudio. Se o desempenho gráfico for uma necessidade. Existem muitas placas-mãe com “som onboard”.clone. O conector de joystick (o maior) é opcional e não aparece em todas as placas. os conectores mais usados nas placas de som a entrada de linha (conector azul. Imagem retirada da Internet.br/db/detalhes_prod. Figura 1. o vídeo onboard é a melhor opção. Portanto. Cabe ao usuário decidir se quer ou não comprar uma placa de som adicional. microfone (rosa). alto-falantes (verde). também chamado de Line IN. Hoje é até difícil encontrar uma placa-mãe nova que não tenha um circuito de som onboard. é preciso usar uma placa de vídeo avulsa. Os circuitos de som onboard têm desempenhos aceitáveis.asp?detalhe=15043>. vídeo cassete e aparelhos de som). A função dos conectores varia de acordo com o número de canais utilizado.Se o desempenho gráfico não for muito importante e o custo baixo for uma necessidade. Todos os computadores atuais utilizam sons. a exemplo de um computador que vai ser usado para aplicações gráficas profissionais.

através de um cabo apropriado.com. também chamada de LAN (sigla de Local Area Network). o que a torna economicamente viável. Imagem retirada da Internet. Acesso em 22/07/2007. Placa de Fax/Modem O modem permite ao computador transmitir e receber informações para outros computadores.asp? secao=6&categoria=86&subcategoria=0&id=306>. As mais comuns apresentam somente um conector. através de linhas telefônicas. Existem modems externos tanto para acesso discado quanto para acesso banda larga.24. Por exemplo. Imagens retiradas do livro Hardware Total (esquerda) e da Internet (direita). As placas de fax/modem geralmente possuem. permitindo a comunicação com computadores distantes. que recebe o cabo de rede.br/MLB-50797750-modemadsl-d-link-500g-roteador-o-f-e-r-t-a--_JM>. formando assim uma rede local de computadores. a rede mundial de computadores. 21 . Figura 1. Disponível em <http://produto. Acesso em 22/07/2007.viabrasil. Para permitir a formação de redes.net/index. uma impressora cara pode ser compartilhada entre vários computadores. Disponível em <http://www.23. Figura 1. principalmente em empresas ou escritórios. através de uma linha telefônica ou cabo de fibra óptica. os computadores precisam ter uma placa de rede. que vai controlar todo o envio e recebimento de dados através da rede. uma saída para o telefone.mercadolivre. Uma placa de rede. Desta forma os computadores podem trocar dados entre si e compartilhar recursos. Uma placa de fax/modem (à esquerda) e um modem externo (à direita). trocando dados entre si.Placa de Rede Permite que várias máquinas trabalhem interligadas. São muito usados para acessar à Internet. além da entrada para linha telefônica. É muito útil interligar vários computadores próximos.

assim como a imagem digitalizada pelo scanner. O prefixo Fax se deve ao fato de que muitos dos modems também servem para transmitir e receber fax através do computador. Essa placa permite.2 Unidades de Armazenamento O estudo das unidades de armazenamento se baseia em [DIM97]. Figura 1. transformando-as em sinais analógicos. [EST06] e [IOM]. bancos de dados. que serve para assistir e gravar programas da TV no computador ou capturar imagens de outro dispositivo externo. Imagem retirada da Internet. O modem converte as mensagens emitidas do sinal digital (linguagem do computador). pois se trata de uma memória volátil. [EMER7].etronics.3. outro modem converte os sinais analógicos. permitindo uma transmissão de dados mais rápida. Eles diferem dos modems para acesso discado porque não precisam converter o sinal de digital para analógico e de analógico para digital.25. fazendo-os retornar à sua forma original. porque o sinal é transmitido sempre em digital. [EMER11]. Uma placa de captura. na parte de Software).1. devese recorrer a uma unidade de armazenamento que possa guardar esses dados de forma permanente em um disco. que são usadas para acesso discado. Ainda podemos encontrar modems externos atualmente. que podem ser transportados por um sistema de telecomunicação. etc. Hoje é mais comum encontrar os modems internos. [GAB97]. [EMER9].4.A palavra modem é a junção da abreviatura de "modulator" com "demodulator". [EMER8]. Na chegada. Acesso em 22/07/2007. etc. que pode ser entendida pelo computador que os recebe. (mais detalhes sobre arquivos serão vistos mais adiante. planilhas. [EMER10]. Placa de Captura É uma placa opcional. Para guardá-los para uma eventual consulta posterior. [WAL98]. em digitais. 22 . [MICHD]. que são na verdade placas de fax/modem. passar vídeos de uma fita VHS para um disco de DVD. formando um arquivo. além das fontes já citadas no início do tópico Periféricos. como os usados para acesso em banda larga. [ALEX04]. como uma câmera filmadora. da linha telefônica. 1. Disponível em <http://www. A memória principal armazena os dados resultantes de um processamento (textos.asp?codpro=802>. desenhos. por exemplo. [ROD06].) de forma temporária. ele pode ser editado com um programa especial e ganhar várias aplicações. Os primeiros modems eram aparelhos externos. Depois de importado o vídeo para o computador. ou codificador e decodificador. [GIAN2]. um vídeo cassete.br/detalhes.com.

capacidade de armazenamento.php? products_id=351&PHPSESSID=e97493fc61a4874c106e48ff32b7ce0e>. Existem. a custo mais acessível. Assim.saturtec.com/documento25. ZIP Drives. Sua principal desvantagem com relação às outras mídias é a capacidade de armazenamento. Por outro lado.br/product_info. caso ele seja amassado) e sua velocidade de acesso lenta. mas.44 MB nos disquetes mais novos) e. Estão começando a aparecer no mercado alternativas para facilitar o transporte de maior volume em discos. um disco rígido (ou "winchester") pode guardar uma grande quantidade de informações. os disquetes ainda são muito usados devido ao seu preço e pequeno tamanho. durabilidade e custo. Acesso em 22/07/2007. Pen Drives e outros. Disquetes (Discos Flexíveis) Das principais formas de armazenamento que se encontram atualmente em uso. Eles diferem em relação à velocidade de leitura e gravação. mas não possui grande capacidade de armazenamento.misalgoritmos. na qual os disquetes são inseridos. perde em portabilidade. discos óticos (CDs e DVDs). e são lidos por uma cabeça (ou cabeçote) que realiza tanto a leitura quanto a gravação de dados. Praticamente todos os computadores possuem uma unidade de disquete fixa no gabinete.com. não permite realizar o transporte ou o backup de uma grande quantidade de dados. Ela é muito pequena (situa-se abaixo dos 2 MB. Um disquete e sua unidade de leitura. após o disco rígido. o disquete funciona como uma unidade de armazenamento externa.Há vários tipos de unidades de armazenamento: discos rígidos.26. 23 . disquetes. por ficar conectado ao computador. Disponíveis em <http://www. Eles também têm a vantagem de ser removíveis e transportáveis. é a mais antiga.” Agora serão vistos os principais dispositivos de armazenamento de dados. Outros dos inconvenientes dos disquetes são a sua flexibilidade (que oferece o risco de perda de informações gravadas no disco. Figura 1. portanto.html> e <http://www. ou seja. Também conhecido por floppy disk ou disco flexível. um disquete é barato e pode ser levado a qualquer lugar. Imagens retiradas da Internet. diferentes métodos de armazenamento. normalmente 1. portabilidade. “Essas diferenças fazem com que cada dispositivo tenha uma indicação de uso. o disquete. o usuário pode removê-los a qualquer momento da máquina e transportar suas informações para outros computadores ou tê-las como cópia de segurança (backup). portanto. cada um com suas próprias características. Apesar de serem considerados obsoletos em meio à tecnologia atual.

o disco rígido ou HD (do inglês Hard Disk) é feito de um material mais resistente. juntamente do processador e da memória RAM. Além disso. Ela é rigorosamente fechada.br/dispprod. já que estes são bastante sensíveis.atera. O disco rígido não é visível nem transportável como o disquete. dependendo do disco e da unidade em questão permitirem ou não operações de gravação (em outras palavras.asp?COD=HD160JJ>.Discos Rígidos (Hard Disks ou HDs) Em contraposição ao disquete (disco flexível). O que se pensa ser o disco rígido (à esquerda) na verdade é uma "caixa". dentro da qual está protegido o disco rígido (à direita). mas apresentam outras vantagens.com. influenciam diretamente o desempenho do computador. Como o dispositivo que faz as operações de leitura e 24 .27. se o usuário possui uma mídia que possa ser gravada e uma unidade que possa fazer isto). Acesso em 22/07/2007. para poderem ser utilizados posteriormente pelo processador. Nele se encontra a maior parte da memória secundária de um computador. Figura 1. os discos óticos são tidos como unidades de armazenamento externas e são muito usados devido ao seu preço e pequeno tamanho. Se uma pessoa abrir um disco rígido sem o uso dos devidos equipamentos. Discos Óticos (Unidades de CD/DVD) Assim como os disquetes. um disco rígido nunca deve ser aberto sem o uso de equipamentos apropriados. os discos óticos possuem outra vantagem em relação aos discos magnéticos em geral: para a manipulação dos dados é utilizado um feixe de raio laser ao invés de uma cabeça. ele permite um acesso mais rápido às informações. como a durabilidade e fidelidade dos dados. Os discos rígidos são considerados bem mais rápidos que os demais periféricos e. a fim de impedir que qualquer partícula de poeira proveniente do meio externo entre em contato com os discos. Assim. pois é instalado dentro do gabinete. pois seu desempenho determina o tempo gasto nas operações de transferência dos programas e arquivos para a memória. possui uma grande capacidade de armazenamento (atualmente varia de dezenas até centenas de gigabytes) e pode ser regravado inúmeras vezes. Em contrapartida. Imagem retirada da Internet. certamente ele já estará inutilizável. Disponível em <http://www. destinado a armazenar tanto os arquivos do usuário e do sistema operacional como também os programas enquanto eles não estiverem sendo utilizados pelo processador. geralmente vidro ou de alumínio. uma maior capacidade de armazenamento e podem ser utilizados tanto para leitura como para gravação de informações. sendo por isso o dispositivo de armazenamento mais usado nos computadores.

seus dados já vêm gravados pelo fabricante e. ele ganhou várias utilidades. devido a sua grande capacidade de armazenamento (80 minutos de música ou 700 MB.br/advanced_search_result. não permitem a regravação de informações. Existem outros tipos de CDs que permitem gravações. Um CD-ROM.com/products1. Esse disco é apenas para leitura. mas que necessitam de um drive próprio para isso. No entanto. E já existem também drives que lêem CD-ROM.com. <http://julianfranklin. São eles: os discos virgens (CD-R. as unidades de CD-RW estão sendo substituídas pelas unidades de DVD. Assim como as unidades de disquete. que podem. Na informática.Read Only Memory ou Disco Compacto Somente para Leitura. gravam CD-R e CD-RW e reproduzem DVD. livros. não permite gravar dados. os leitores de CD-ROM (que também reproduzem os CDs de música) são instalados no gabinete e parafusados. naturalmente.orchardcottagestudio. enciclopédias. uma vez gravados. Da esquerda para a direita: o logo do CD. Rapidamente eles se tornaram indispensáveis em qualquer computador.28. Figura 1.gravação (nesse caso. Surge então o CD-ROM (Compact Disc . jogos. 25 . Disponíveis em <http://www. não há o risco dele tocar a superfície do disco causando danos ao mesmo. como por exemplo.xmodding.co. mais conhecidos como drives combo. As unidades de CD-RW. uma capacidade equivalente à de mais de 400 disquetes) acabaram sendo usados também para gravar dados. etc. armazenar programas. backups. Imagens retiradas da Internet. um CD-ROM e sua unidade de leitura. com os custos cada vez menores dos gravadores e mídias. Compact Disc Recordable ou Disco Compacto Gravável) e os discos regraváveis (CDRW.uk/downloads. entretanto. tanto de dados quanto de música. além de utilizar qualquer tipo de CD. em português) para armazenamento de dados. como o próprio nome sugere. O que se observa atualmente. o laser) não fica muito próximo da superfície do disco. Acesso em 22/07/2007.php? osCsid=06aaf2d19b3981aa8aca95f091d3ca7e&keywords=CD+ROM+DRIVE&cat egories_id=&inc_subcat=1&manufacturers_id=&pfrom=&pto=&dfrom=&dto=&x =0&y=0>. Compact Disc Rewritable.asp>. Os CDs (sigla de Compact Discs) foram desenvolvidos em conjunto pelas empresas Sony e Philips no início da década de 80 com o objetivo de substituir os antiquados discos de vinil e fitas cassete como mídia para armazenamento de música.htm> e <http://www. é que. no entanto. substituíram as unidades de CD-ROM. As principais diferenças entre esses tipos de CD são apresentadas na tabela a seguir. acessar também discos DVD. Disco Compacto Regravável).

não surgiu com a intenção de ser uma mídia para armazenamento de dados. Tabela retirada da Internet. CD-R Pode ser gravado uma única vez. o DVD é um disco ótico cujas operações de leitura e gravação são feitas por um laser dentro de uma unidade de leitura e/ou gravação.com. Imagens retiradas da Internet.br/materias/dvd-rw-dvdrw-dvdxrw/286. Disponível em < http://superdownloads. Disponíveis em <http://www. permitindo gravadores de utilizar parte do disco e gravar outro CD. 26 .pcfloripa. Philips e Panasonic – liderado pela Warner Bros) o projetaram para que ele substituísse as fitas VHS em aplicações multimídia.aspx? Prod=4404&Fab=161&Fam=301&Sub=526>.7 GB de dados (que equivale a um filme de 2 horas com áudio digital). assim como o CD-ROM.html>.com. já vem com seu conteúdo gravado de fábrica. CD-RW Tabela 1. assim como o CD.br/v02/produto. CD-ROM Conhecido como disco somente para 650 MB leitura é o formato utilizado por programas vendidos comercialmente.29. Um CD-RW (à esquerda) e uma unidade de CD-RW (à direita). 650 e 700 MB Maioria dos gravadores de CD. o DVD passou então a ser chamado de Digital Versatile Disc (Disco Versátil Digital). Acesso em 13/09/2007 Figura 1. porém não pode ter seu conteúdo apagado.Disco Informações sobre o disco Capacidade Compatibilidade Todos os drives de leitura de CD.1. Principais diferenças entre as mídias de CD. conteúdo depois. Seus fabricantes (um grupo de grandes empresas – entre elas a Toshiba.superkitb2b. 650 e 700 MB Maioria dos Pode ter várias sessões. mas. Os DVDs mais simples são capazes de armazenar até 4. com o surgimento do DVD-ROM que. Com mais essa utilidade (armazenar dados). Sony.uol. O DVD (sigla de Digital Video Disc) surgiu em meados da década de 90. A grande diferença entre o CD e o DVD é a capacidade de armazenamento.php?products_id=808> e <http://www.1. Pode ser gravado e apagado várias vezes. Assim como o CD.br/loja/product_info. Ele só começou a ser usado para armazenar dados depois.com. Não pode ter seu conteúdo alterado. Pioneer. Acesso em 22/07/2007.

Pode ter apenas alguns 9. Disponíveis em <http://www.com.1.com.html>.artmosfera. se assemelha ao HD.html>.6. Eles têm aproximadamente o tamanho de um disquete de 3½”. 5. que pode ser usado da mesma forma que o DVD-R.4 GB gravador arquivos apagados e o espaço especializado. Disponível em < http://superdownloads.html>.7. liberado será utilizado para novos arquivos. Disco DVDROM Informações sobre o disco Capacidade Compatibilidade Todos os drives de DVD. porém com DVD+R capacidade superior. 27 . Outra semelhança entre os CDs e os DVDs é que estes também possuem mídias graváveis. Tabela retirada da Internet.Figura 1.br/dvd-video. Maioria dos gravadores de DVD. Maioria dos gravadores de DVD. 4.pixmania. Imagens retiradas da Internet. Num modo bem básico. um DVD-ROM e sua unidade de leitura.30. Acesso em 22/07/2007. mas permite ser regravado. e o DVD-RW. Mesma coisa que o CD-ROM. 4. Principais diferenças entre as mídias de DVD. Acesso em 13/09/2007 ZIP Disks Os ZIP Disks são unidades de armazenamento externas produzidas pela Iomega desde 1995. DVD-RW Similar ao CD-RW. DVD+R W DVDRAM 4.br/materias/dvd-rw-dvdrw-dvdxrw/286.2. Tabela 1.7 GB Pode ser gravado e apagado diversas 2.2 e Necessita leitor e vezes.uol. São elas: o DVD-R. que permite somente uma gravação e pode ser usado para gravar filmes ou dados. porém 4.wikipedia. porém com e capacidade superior. Da esquerda para a direita: o logo do DVD. <http://pt.com/pt/pt/316097/art/samsung/leitor-dvd-16x-sh-d162cb.7 GB DVD-R e Similar ao CD-R.7 GB necessita hardware diferente e possui uma capacidade muito maior.org/wiki/DVD> e <http://www.

No entanto. Acesso em 22/07/2007. uma vez que as mídias de CD e DVD graváveis estão bem mais acessíveis.org/catalog/product_info. 512 MB e 1 GB. altas velocidades de leitura e gravação. e possuem um chip de memória interna com grande capacidade de armazenamento. Sua principal vantagem é a facilidade que eles oferecem no transporte de dados. No entanto.pc-prima. Eles foram criados nos laboratórios da IBM em 1998. Uma vez encaixados na porta USB. Um ZIP Disk (à esquerda) e um sua unidade de leitura (à direita). grande capacidade de armazenamento e possibilidade de serem apagados e regravados inúmeras vezes.31. São chamados de MP3 Player e são muito populares atualmente. Outras características que tornam os pen drives excelentes meios de transportar dados são: preço acessível. que é a ausência de uma unidade de leitura e gravação. tendo em mãos seus arquivos a qualquer hora que precisarem em qualquer computador que estejam utilizando.dyndns. sua capacidade de armazenamento é muito maior: eles foram introduzidos no mercado com uma capacidade de 100 megabytes (o equivalente a 70 disquetes). Além disso. apresentam outra vantagem com relação às demais mídias. Por isso. do tamanho de um chaveiro ou isqueiro. são usados por muitas pessoas como um “HD externo”. durabilidade. os ZIP Disks também são muito mais rápidos (em termos de velocidades eles só não competem com os discos rígidos) e apresentam um custo benefício bem maior. como uma alternativa aos leitores de disquete. são discos removíveis conectados a porta USB de um computador. assim como os disquetes. Atualmente existem também ZIP Disks de 250 MB e de 750 MB. sintonizar rádio FM e gravar voz. quanto externos. Outra vantagem do ZIP Disk em cima do disquete é que existem modelos de sua unidade de leitura (também chamada ZIP Drive) tanto internos. 256 MB. Pen Drives Os Pen Drives. são reconhecidos pelo computador como uma nova unidade de armazenamento pronta para ser utilizada. Imagens retiradas da Internet (direita) e do livro Hardware Total (esquerda). Existe também modelos de pen drives um pouco mais caros que podem reproduzir música em formato MP3. onde elas guardam seus arquivos pessoais e os transportam consigo. também conhecidos por USB Flash Drives. Figura 1. Eles são pequenos. instalados no interior do gabinete. seu custo atualmente já é considerado alto. Portanto.php? cPath=3917_3932&products_id=250404&osCsid=10d9824b043c7777922fdad7f3 eb230f>. 28 . confiabilidade dos dados. Os modelos de pen drives mais comuns no mercado possuem capacidades de 128 MB.possuem uma unidade de leitura e gravação e são mídias removíveis. Disponível em <http://www.

O processador não consegue enviar dados diretamente para uma impressora. microfone. São os casos das interfaces para drives de disquetes. Há muitos anos atrás. nem receber caracteres de um teclado através de uma interface de mouse.mercadolivre. por exemplo. vídeo. possui uma interface para joystick).” 29 . por exemplo. impressora. Um MP3 Player. para um disco rígido. que são circuitos que fazem este trabalho. Uma interface IDE localizada na placa de UCP. 1. Disponível em <http://produto. disco rígido e drive de CD-ROM. Ele precisa contar com a ajuda das interfaces.1. tornou-se bastante viável fazê-las em pequeno tamanho.Figura 1. por exemplo.com. Certas placas possuem uma única interface (ex: placa de video). para o vídeo. outras podem possuir duas ou mais interfaces (por exemplo. a maioria das interfaces não ficava na placa de UCP. joystick. Com a miniaturização dos componentes eletrônicos. Redução de custos e aumento de desempenho são as principais. e por isso seus conectores não ficam à vista. etc. usar uma interface de vídeo para enviar dados para uma impressora. Imagem retirada da Internet.32. São os casos das interfaces de teclado. alto falantes. e sim localizados na parte interna do computador. Outras interfaces controlam dispositivos internos. por exemplo.br/MLB-58323139-promoco-mp3-player512mb-gravvoz-fmpen-drive-no-brasil-_JM>. dispensando assim o uso de uma placa de expansão. Funciona também como Pen Drive. Outra questão é a simplicidade. as placas de som. Interfaces seriais. do mouse ou de um disquete. e sim em placas de expansão. Algumas interfaces ficam embutidas na placa de UCP. Interfaces que controlam dispositivos externos possuem conectores na parte traseira do computador. Vários motivos levaram os fabricantes a transferi-las para a placa de UCP. nem consegue receber dados diretamente do teclado. “Interfaces são circuitos capazes de controlar dispositivos de hardware. para a ligação desses dispositivos. todas dentro de um único e minúsculo chip. Não poderíamos. mouse. paralelas e a interface para drives existentes nos PCs atuais não são muito diferentes das existentes nos PCs de 10 anos atrás.5 Interfaces O texto a seguir é retirado de [LVC02]. Outras ficam embutidas em outras placas. USB. tem condições de transferir dados mais rapidamente que uma interface equivalente porém localizada em uma placa de expansão. Cada interface é especializada no tipo de dispositivo que controla. além de todas as suas entradas e saídas sonoras. Acesso em 22/07/2007.

com os demais componentes do micro. Este barramento costuma interligar o processador aos dispositivos de maior velocidade (para não atrasar as operações do processador). constituído de diversos fios paralelos bem próximos uns dos outros. Barramento do sistema – alguns fabricantes adotam o modelo em que o barramento local interliga o processador à memória cache e esta se interliga aos módulos de memória principal (RAM) por outro barramento denominado barramento do sistema. os demais componentes têm que esperar a liberação do barramento para utilizá-lo. por exemplo. Barramento local – é o barramento de maior velocidade de transferência de dados. Este barramento se conecta ao barramento do sistema por interfaces de controle (costumam ser conhecidas como pontes ou bridges).6 Barramentos Um barramento (bus. 2. As diferentes características entre os diversos componentes. Atualmente os computadores possuem três diferentes tipos de barramento: 1. separando o barramento de expansão em dois. como discos magnéticos. Um dos aspectos fundamentais de um barramento é sua capacidade de compartilhamento pelos diversos componentes interconectados. vê-se que todos esses elementos compartilham o mesmo caminho e. se a memória principal está enviando dados para a memória secundária (componente de E/S. Uma interface de controle sincroniza o acesso entre as memórias. a placa-mãe e outros periféricos. CD-ROMs. de modo a não permitir acesso do processador diretamente à memória principal. Devido às diferentes e acentuadas velocidades de funcionamento dos dispositivos atuais de E/S. O texto que se segue é baseado em [MON01]. 30 . memória e periféricos. Em outras palavras. 3. A programação e sincronização desse processo é crucial para o correto funcionamento do sistema. funcionando normalmente na mesma freqüência do processador. senão haverá colisão entre os sinais elétricos e o resultado será ininteligível. Um exemplo de barramento pode ser um cabo de ligação entre um periférico e um processador. impressoras. placas gráficas). qualquer que seja o destinatário. cada um com taxas de transferência de bits diferentes e apropriadas às velocidades dos componentes interconectados. etc. os fabricantes de sistemas de computação têm criado alternativas para aumentar o desempenho nas transferências de dados. vídeos.1. que são a memória cache e a memória principal. Para entender o seu funcionamento. cada um conduzindo um bit da informação que está sendo transferida. por exemplo). como um disco magnético. por essa razão. e outro de menor velocidade para os modems e dispositivos seriais. Barramento de expansão – onde se interligam os diversos dispositivos de E/S. DVDs. um de mais alta velocidade. ou seja. levaram os projetistas de computadores a criarem diversos tipos de barramento. como o teclado e mouse. Em um barramento que interliga CPU. como um barramento interliga diversos componentes. para dispositivos de E/S rápidos (máquinas SCSI. que sincronizam as diferentes velocidades dos barramentos. principalmente periféricos (a velocidade de uma transferência de dados de um teclado é muitas vezes menor que a velocidade de transferência de dados de um disco magnético). como a memória. somente um conjunto de bits pode passar de cada vez. é preciso enfatizar esse aspecto de compartilhamento. ou seja.1. no inglês) é um conjunto de linhas de comunicação através das quais o processador pode comunicar-se com o seu exterior. redes.

Para evitar que cada fabricante de UCP crie seu próprio protocolo de barramento com características diferentes dos demais (e. os quais são usualmente implementados através de sinais de controle e exata sincronização entre eles. tem ainda sido adotado para os barramentos de periféricos de baixa velocidade. o barramento não se constitui tão-somente na fiação já mencionada. que administra o acesso e as transferências (implementação do protocolo adotado). no caso. os próprios fabricantes têm procurado criar uma padronização na definição de protocolos (embora o sucesso total ainda esteja longe – um só padrão em todo o mercado). Os sistemas atuais costumam empregar algumas portas para periféricos com O modelo ISA. Assim. Entre os mais conhecidos tem-se: • ISA – Industry Standard Adapter (definido pela IBM para o PC-AT e adotado por toda a indústria). etc.). quanto dura a comunicação. Ao longo do tempo vários protocolos de barramento de expansão têm sido definidos. que resposta deve ser enviada. como terminar) e de comunicação entre eles (como interrogar um componente destinatário. 31 . mas também na unidade de controle do barramento. Modelo aperfeiçoado de barramento (mais recente e de maior desempenho). como acessar. alguns são proprietários (são definidos por uma única empresa que cobra royalties pelo seu licenciamento de uso) e outros não. com isso. componentes fabricados por terceiros tenham dificuldade de se conectar à UCP). Apesar de possuir uma taxa de transferência baixa. protocolos do barramento. Estas regras costumam ser denominadas protocolos. Esta característica de compartilhamento do barramento (um caminho para vários usuários) também implica a necessidade de definição de regras bem explícitas de acesso ao barramento por um usuário (quando acessar. sendo. outros não.33. alguns tiveram pouca aceitação.Figura 1. Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores.

disco rígido. e por isso serem chamados de hardware. Barramento de endereços: por onde trafegam os endereços (um "endereço" é a localização de um dado no computador. AGP – Accelerated Graphics Port – barramento desenvolvido por vários fabricantes. eles são indispensáveis para que o processamento dos dados aconteça e que o computador se mantenha em perfeito estado.1. tornando-se quase um padrão para todo o mercado. que sincronizam o funcionamento dos dois barramentos anteriores. ajuda a aumentar o seu desempenho. CD. 1. São eles o gabinete.). por uma única tomada. Este último pode ser também um nobreak ou um filtro de linha e. processador. que é a essência do funcionamento do computador. não se enquadram em nenhuma das outras categorias de hardware. Mesmo assim. um dado para ser armazenado na memória. porém de alta velocidade de transferência por ligar vídeo diretamente à memória principal. apesar de ser um componente opcional do computador. Pode indicar uma posição de memória ou um dispositivo para o qual o processador enviará um dado). DVD. [MOR02].7 Outros Componentes Além de todos componentes já apresentados. eles não participam do processamento dos dados. pois. tipo ISA. 1. não genérico. etc. o cooler e o estabilizador de voltagem.1. unidades de disquete.7. de acordo com o conteúdo que trafega por suas vias: • • • Barramento de dados: por onde trafegam dados (pode ser um número. porém liderados pela Intel. Mais informações esses barramentos serão vistas nos próximos capítulos. a fonte de alimentação. se conecta à placa-mãe. nem dispositivos de entrada e saída.1. Estes circuitos chamam-se pontes (bridges). há outros que. USB – Universal Serial Bus – tem a particular função de permitir a conexão de muitos periféricos simultaneamente (pode-se conectar até 127 dispositivos em um barramento USB) ao barramento e este. nem memória. Portanto. [MICGAB] O gabinete é a caixa metálica que acomoda e protege os componentes internos do computador. nem placa-mãe. através de um circuito para compatibilizar as diferentes características entre eles. 1. Interconecta-se ao barramento local e a outro barramento. Permite transferência de dados em 32 e 64 bits a velocidades de 33 MHz e de 66 MHz. ou seja. Barramento de controle: por onde trafegam sinais de controle emitidos pela UCP. apesar de serem considerados parte física do computador. 32 . no máximo.6.1 Gabinete [LVC02]. de um barramento específico (para vídeo). etc. Trata-se.• • • PCI – Peripheral Component Interconnect — desenvolvido pela Intel. com o propósito de acelerar as transferências de dados do vídeo para a memória.1 Outra classificação para os barramentos Apesar de esta classificação não ser mais usada. uma instrução para a UCP. como barramento de E/S de alta velocidade. placas de expansão. eles não são processador. para fins de estudo pode-se dividir os vários barramentos existentes dentro de um computador em grupos. especialmente dados para 3D. como placa-mãe.

Figura 1.34. Um gabinete por dentro e por fora. Imagem retirada da Internet. Disponível em <http://www.servicioalpc.com/fotos.htm>. Acesso em 13/07/2007. Além disso, o gabinete possui mais uma função: ele deve garantir uma melhor ventilação interna. Existem gabinetes de vários tamanhos no mercado, mas o ideal é que na hora da compra a pessoa opte por um gabinete que seja grande. O tamanho do gabinete é medido pelo seu número de baias (espaços destinados ao encaixe das unidades de CD e DVD), localizadas na parte frontal do gabinete. Um gabinete considerado grande possui três ou quatro baias. Um gabinete grande torna mais fácil a montagem do computador, “permite a instalação de vários drives, e também suporta os processadores mais velozes. Um processador muito veloz normalmente esquenta muito, e um gabinete maior acaba contribuindo para a redução da temperatura do processador, já que fornece uma melhor ventilação. Gabinetes pequenos são indicados para PCs mais simples.” Quanto ao tipo, o gabinete pode ser do tipo desktop (“em cima da mesa”, em português. Logo, esse termo caracteriza um computador de mesa, que usa um gabinete “deitado”, na horizontal, semelhante a um videocassete), torre ou mini-torre (gabinetes que ficam “em pés”, na vertical). Esse último tipo é o mais comum e mais barato e em geral possui apenas duas baias. Os gabinetes desktop geralmente possuem uma ou duas baias, semelhante aos gabinetes mini-torre.

Figura 1.35. Um gabinete mini-torre (à esquerda) e outro desktop (à direita). Imagens retiradas da Internet. Disponíveis em <http://www.cymhardware.com/shop/index.php? page=shop.browse&category_id=71&option=com_virtuemart&Itemid=26> e <http://www.deremate.com.ar/accdb/ViewItem.asp?IDI=13696183>. Acesso em 13/07/2007.

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1.1.7.2 Fonte de Alimentação [LVC02], [MOR02]
Todo aparelho eletrônico possui uma fonte de alimentação, e o mesmo se aplica a computadores. Localizada dentro do gabinete do computador, a fonte de alimentação recebe a energia da rede elétrica (que vem na tensão de 110 ou 220, volts em corrente alternada) e gera as tensões em corrente contínua para alimentar todos os componentes do computador. Assim, “a fonte também serve para atenuar pequenas variações de tensão, protegendo o equipamento.”

Figura 1.36. Uma fonte de alimentação. Imagem retirada do livro Hardware Total. “Os gabinetes são normalmente vendidos junto com a fonte de alimentação. A fonte já é fixa ao gabinete, e possui diversas conexões para alimentar a placa de UCP, drives e demais dispositivos”. Já as placas de expansão não são ligadas à fonte, recebem energia indiretamente, por meio da placa-mãe. Raramente elas precisam de um alimentador exclusivo. Outra característica importante da fonte de alimentação é a sua potência, medida em Watts. Ela deve ser adequada à capacidade dos componentes que se pretende instalar no computador. “São comuns no mercado fontes de 200, 250, 300 e 350 watts”. Quanto mais componentes se deseja instalar, e quanto mais recursos eles tiverem (por exemplo, processador veloz, placa de vídeo 3D) uma fonte de alimentação de maior potência será necessária.

1.1.7.3 Cooler [LVC02], [GAB01], [MOR02]
“Antigamente o processador e os demais componentes do micro não geravam tanto calor e, portanto, não havia uma preocupação específica com a ventilação do micro. As fontes de alimentação já vinham com uma ventoinha (um mini ventilador), que era suficiente para ventilar corretamente o interior do micro. Os processadores atuais geram muito calor, com isso é importante detalhes envolvendo a sua refrigeração, de forma que você tenha o seu PC funcionando corretamente. Os processadores passaram a necessitar de um dissipador de calor com uma ventoinha acoplada instalada sobre eles, já que os processadores começaram a gerar muito calor. Se o calor do processador não for dissipado, pode até mesmo se queimar (seus minúsculos circuitos se derretem internamente). Além disso, atualmente não é só o processador que é uma grande fonte de calor no micro, Praticamente todos os componentes internos do micro – em especial o chipset da placa-mãe, o processador da placa de vídeo e o disco rígido – geram bastante calor, fazendo com que um cuidado especial com a ventilação interna do 34

micro seja necessária, de forma que o ar quente que é gerado dentro do PC consiga sair, e o ar frio de fora do micro consiga entrar.” Como foi visto, com a expansão da capacidade dos novos processadores e de outros componentes do computador, o gabinete ganhou uma nova função que é a de dissipar o calor gerado no seu interior, evitando assim super aquecimento e prolongando a vida útil do equipamento. Um dos cuidados a serem tomados para aumentar a eficiência da refrigeração interna é a escolha de um gabinete grande. Outro cuidado é equipar os circuitos que esquentam mais com coolers (refrigeradores, em inglês), que nada mais são que pequenos ventiladores (também chamados de FAN, que significa ventilador em inglês, ou de CPU FAN, no caso do ventilador que fica sobre o processador) com um dissipador de calor acoplado (uma peça que transfere o calor de um circuito para o meio externo). Quanto menor for a temperatura na qual o processador se mantém, maior será a vida útil do mesmo. “O cooler instalado sobre o processador dissipa o ar quente gerado por ele, ar que se espalha dentro do gabinete e acaba por aquecer os demais componentes e o próprio processador. É aí que entra a capacidade do gabinete em retirar o ar quente de dentro da caixa e fazer ar frio entrar. Quanto maior for esta capacidade, mais baixa será a temperatura de funcionamento do seu processador, placa de vídeo, HD etc. e maior será a vida útil destes componentes. Outro ponto chave é o aumento da estabilidade do micro, que esta ligada diretamente à temperatura. Quanto mais baixa a temperatura, melhor.“

Figura 1.37. Um cooler. Imagem retirada da Internet. Disponível em: <http://www.delphiinformatica.com.br/product_info.php? cPath=49&products_id=64&osCsid=b28db9c5d429ab56e2fbb332a5a9cd4e>. Acesso em 22/07/2007.

1.1.7.4 Estabilizador de tensão / No-break / Filtro de Linha [LVC02], [GAB1], [MOR02]
Esses dispositivos são opcionais e servem para melhorar a qualidade da energia que chega pela rede elétrica. Como já vimos, a corrente elétrica que chega ao computador é uma corrente alternada, que precisa ser convertida em corrente contínua para que seus componentes possam ser alimentados. As fontes de alimentação já atenuam pequenas variações de tensão, mesmo assim não é dispensável o uso de pelo menos um bom estabilizador de voltagem. “O estabilizador de tensão é um equipamento responsável por manter a tensão elétrica em sua saída estável, mesmo que haja variações na rede elétrica. Assim, se a rede oferece picos ou está com a tensão acima (sobretensão) ou abaixo (subtensão) do valor ideal, esse equipamento oferece uma compensação e mantém a sua saída com um valor estável, protegendo, assim, o seu equipamento.” 35

pcfloripa. dispensando o uso de um estabilizador. que orientam o funcionamento dos componentes físicos do micro. condicionadores de ar. para a qual foi projetado o software.2 Software [MOR02]. que fica sendo carregada enquanto a rede elétrica está funcionando corretamente. que são os equipamentos. chamado varistor.php? products_id=757&osCsid=61e8e165958114dfaf6d8f0a994b8c41> e <http://www.papelariaveni.” Essa bateria normalmente mantém o computador ligado entre 10 e 15 minutos. além de estabilizar a corrente elétrica. já está presente tanto dentro da fonte de alimentação dos micros.br/catalog/index. continua alimentando o computador no caso de uma queda de energia. etc.O no-break é mais caro que o estabilizador. Da esquerda para a direita: um estabilizador de tensão.38.2007. fornece uma proteção extra ao seu equipamento pois.br/loja/product_info. fazendo com que eles executem as mais variadas tarefas. Para que serviria todos os circuitos eletrônicos de um computador se não fosse possível fazer nada com eles? “Um computador. “Essa alimentação é provida por uma bateria.com. geladeiras. A não ser que você esteja precisando de mais tomadas para ligar os seus equipamentos ao estabilizador. no entanto. pois não é capaz de raciocinar ou fazer nada sozinho.” Figura 1.php? cPath=48&osCsid=e9e688be002378b788135e55d3098d36>. ou softwares. o conjunto de dados e instruções passadas para os componentes físicos de um computador para que ele possa executar uma determinada tarefa. Imagens retiradas da Internet. ou seja. 1. feche todas as aplicações e desligue o computador seguramente. ou programa de computador.br/ecomerce/php/detalhesproduto. “O papel desse tipo de equipamento é filtrar ruídos da rede elétrica. de jogos a cálculos científicos. Disponíveis em: <http://www. o componente eletrônico responsável pela filtragem. isso não é necessário. <http://www. Acessadas em 22/07. É justamente aí que entram os programas. especialmente os gerados por motores. Acontece que. quanto dentro dos estabilizadores de tensão.tocantinsinformatica. o software. é a parte lógica do computador.php? cod=18922>. [MON01] Em contraposição ao hardware. um nobreak e um filtro de linha. Isso significa que você não precisa gastar dinheiro à toa com esse tipo de equipamento. Quanto ao computador usar um filtro de linha. por mais avançado que seja. tais como liqüidificadores.com. Ele precisa ser orientado a cada passo.com. 36 . é burro. o tempo necessário para que o usuário salve o seu trabalho.

mas sim através da instalação de um programa de engenharia. Hardware deriva da palavra hard. “ Software. Mesmo quando um processador está sendo usado para processar texto. os componentes lógicos do computador. é um termo em inglês que não tem tradução (deriva da palavra soft em inglês. como também acontece quando ele realiza processamento gráfico e outros mais. O primeiro computador. dos programas.1 Tipos de Software Os softwares podem ser divididos em três grupos de acordo com a importância que eles possuem para o funcionamento da máquina e a sua utilidade: básicos. os computadores não pararam de evoluir tecnologicamente. o software tem a função de facilitar a interação dos usuários com os computadores. Os softwares básicos de um computador são aqueles essenciais ao seu funcionamento. as “ferragens” nas quais podemos tocar (como já vimos. como o próprio nome sugere. Ele gerencia a comunicação entre todos os componentes do computador. mas é o suficiente para o computador atender todas as exigências de seu usuário. o processador só faz basicamente operações matemáticas e lógicas. etc. como a interface gráfica. os dispositivos. Isso porque o software compatibiliza as instruções enviadas ao computador pelo usuário com as instruções que o processador entende. Com um micro não é tão diferente assim. como o Corel Draw e assim por diante. tudo na tela aparece associado a ícones. porém o “aprendizado” não é feito através de uma faculdade. um ambiente para que o usuário se familiarize com os programas e o sistema operacional. Os computadores são máquinas de computar.Os programas instalados determinam o que o micro “saberá” fazer. É um conjunto de operações simples quando comparado ao que o usuário espera que o seu computador faça (acessar a Internet. transformando-os em algo realmente útil. leitura e gravação de dados na memória. E daí em diante. que falta no computador. Se você quer que o seu micro seja capaz de desenhar. desenvolvido na década de 40. visualizar imagens. tornar a máquina operacional. Como vimos. de forma a tornar o computador uma máquina funcional. Ele é a capacidade de raciocínio. sendo usado para fazer uma distinção entre os componentes físicos do computador. como o AutoCAD. os quais não podemos tocar. 37 . ele o faz por meio de cálculos matemáticos. é o software responsável por operacionalizar a máquina. nesse caso entre o computador e o usuário. Assim como as interfaces de hardware. Ele também dispõe de recursos para tornar mais fácil essas comunicações. primeiro precisará ir a faculdade e aprender a profissão. e entre o computador e o usuário.). aplicativos. editar textos. realizar cálculos matemáticos. ao qual se refere Morimoto. Estão incluídos nesse grupo os programas fornecidos pelo fabricante junto com a máquina e o software operacional (também chamado de sistema operacional) que. Esse termo surgiu na verdade como uma gíria da informática. assim como Hardware. Para que um usuário tenha acesso a um destes itens. as interfaces gráficas também foram projetadas para facilitar uma comunicação. de realizar operações matemáticas. “Computar significa calcular. mas continuaram sendo equipamentos para computar. operações relacionadas à busca. 1. capaz de “atender as ordens” de seu usuário. Elas projetam na tela um ambiente operacional. utilitários. “ Portanto. os arquivos. ou seja. Se você quer ser um engenheiro. ou seja. Isso é possível através de uma “associação de idéias”: os programas.2. hardware e software. basta “ensiná-lo” através da instalação um programa de desenho. tinha o objetivo de acelerar cálculos balísticos para o Exército americano. que significa duro). que significa mole). basta que ele clique no ícone correspondente na tela.

os textos digitados. No Windows não há distinção entre o sistema e o ambiente operacional. o KDE. e pelos lados e abaixo por uma borda. São exemplos bastante conhecidos de softwares integrados os programas que fazem parte de um pacote para escritório. separadas por um ponto. Podemos fazer uma analogia entre dados. Quando o usuário dá um clique em um botão executa um comando). são softwares desenvolvidos para uma aplicação específica. sabendo apenas os nomes de seus moradores. ele utiliza os programas Word (editor de textos) e Excel (planilha eletrônica) do Office ou o Writer e o Calc do OpenOffice em conjunto. planilhas eletrônicas. como o Gnome. limitado acima por uma barra que mostra o seu nome. Se o usuário quer.” O nome de um arquivo é dividido em duas partes. a interface gráfica possui outros itens que facilitam essa associação. inserir uma planilha dentro de um texto. ao longo de um disquete. disquete. graças à ação conjunta desses programas. No Linux. que já foi visto anteriormente. removendo arquivos que não são mais necessários ao sistema. o sistema operacional. CDROM. Alguns especialistas ainda propõem uma quarta classificação para o software. ou seja. 1. desenvolvido em curto espaço de tempo. Quase todos os programas que não são softwares básicos são softwares aplicativos.2 Arquivos e pastas [LVC02] Tudo no computador é armazenado sob a forma de arquivo. Os principais sistemas operacionais utilizados atualmente são o Windows e o Linux. as imagens armazenadas etc. que separam os programas (cada programa em execução ocupa um determinado espaço na tela. os dados são agrupados em arquivos. Os dados corresponderiam às casas. sejam os seus programas. A primeira delas. o Xfree86. a barra de título. Se os dados estivessem todos espalhados. dois sistemas antagônicos. que é definido por quem o criou 38 . Esse espaço é a janela daquele programa). e programas que realizam limpeza de disco. casas e ruas. que seria o grupo dos softwares integrados: programas que trabalham em conjunto com o objetivo de aumentar a produtividade de um determinado trabalho. Por essa razão. enquanto que os arquivos corresponderiam às ruas.Além disso. São exemplos de utilitários os programas antivírus. Os arquivos são uma forma de organizar os dados dentro da memória secundária. Os softwares utilitários são programas que não são usados com muita freqüência como os aplicativos. o cursor. O resultado é um trabalho bem feito. navegadores (os programas que permitem o acesso a páginas da Internet). como o Office da Microsoft ou o OpenOffice da Sun. fica mais fácil localizar os dados. programas para gravar CDs e DVDs. por exemplo. Exemplos: editores de texto. o sistema (chamado de kernel) é executado “por baixo” do ambiente operacional. o acesso é bem mais imediato. fita magnética. responsáveis pela segurança do sistema. Sabendo o nome da rua. “Arquivo nada mais é que um conjunto de dados gravados na memória secundária (disco rígido. etc). antes do ponto. arquivos. que executam os comandos (um botão é associado a um comando e pode conter um texto ou um ícone que demonstre essa associação. proporcionando assim um aumento no desempenho do mesmo. é o nome do arquivo. O Windows já é o próprio sistema e ambiente operacional. seu acesso seria extremamente complicado. como: os botões. Os softwares aplicativos são programas desenvolvidos para auxiliar o homem na execução de alguma tarefa ou na obtenção da solução para algum problema. mas desempenham papel fundamental na manutenção preventiva do computador. Existem diversos ambientes operacionais no Linux. por exemplo. entre outros. Seria dificílimo localizar uma casa. que permite a seleção dos comandos pelo mouse. as janelas. etc. Sabendo o nome do arquivo. que é escolhido pelo usuário.2. e por isso são chamados de softwares aplicativos. e muitos outros.

e assim por diante. eles são organizados em diretórios (também conhecidos como pastas). dentro de uma unidade de disco. JPEG é um arquivo gráfico. Note pelo destaque que dentro de um diretório podemos ter tanto arquivos quanto outros diretórios. o sistema saiba qual programa deve usar para tal. a depender de qual programa esteja associado àquela extensão pelo sistema. arquivos PPT pelo Microsoft Power Point. Após o ponto. AVI é um arquivo de filme. MP3 é um arquivo de som. Os diretórios de uma unidade são mostrados pelo sistema como uma “árvore de diretórios” com várias ramificações. quando o usuário queira visualizar ou editar um arquivo.39.(o usuário ou algum programa) e pode ser mudado a qualquer momento com o comando de renomear. Portanto. Arquivos CDR podem ser abertos pelo Corel Draw. Os diretórios com um sinal de “+” do lado esquerdo contêm outros diretórios. Dentro dos diretórios. basta clicar no sinal. pode ser usado o programa Microsoft Word. podemos ter vários arquivos e diretórios. EXE é um arquivo executável (programa). é especificado o tipo de informação encontrada dentro do arquivo. podemos ter diretórios e arquivos. por exemplo. Figura 1. Além de informar o tipo de informação. de forma a facilitar a tarefa do processador e a do próprio usuário na hora de localizar um arquivo. O sistema operacional faz uma correspondência entre os programas e as extensões. Para vê-los. formato ou ainda terminação de arquivo). de modo que. 39 . através de uma combinação de geralmente três ou quatro letras. e assim por diante. ou então o OpenOffice Writer. A extensão DOC. indica que se trata de um documento de texto. expandindo a árvore de diretórios e criando uma nova ramificação. Para se trabalhar com um arquivo que possua a extensão DOC. Como um computador possui muitos os arquivos. por exemplo. chamada de extensão (ou também de tipo. que podem conter mais arquivos e diretórios dentro deles. e assim por diante. Os diretórios são somente uma forma de agrupar “arquivos afins”. a extensão também informa qual programa é usado para abrir o arquivo.

Enquanto a língua portuguesa pode ser entendida mais facilmente pelos seres humanos. quando ordenadas de forma a orientar o computador para que ele possa executar uma determinada tarefa. com auxílio dos dispositivos já vistos. devido a sua facilidade de ser implantada na corrente elétrica destes. como foi visto anteriormente. etc. de todas as operações no computador. se comparada com a linguagem de máquina. elas formam uma linguagem que torna possível a execução de tarefas pelo processador. tais como memórias e discos rígidos.Capítulo 2 – O Processador (Unidade Central de Processamento) A partir de agora será estudado com mais detalhes o componente do computador que é o enfoque desta pesquisa. “verifique se um número é igual a zero”. planilhas eletrônicas. Ele fica acoplado na placa-mãe e é responsável pela execução. a linguagem de máquina. como processadores de texto. pois é a linguagem “entendida” pelos componentes eletrônicos do computador. que representam os dois níveis de tensão que passam pela corrente elétrica dos componentes do computador: desligado ou ligado. Todo processador é capaz de reconhecer e executar diretamente um conjunto limitado de instruções simples. todos os microprocessadores compartilham do mesmo conceito básico. Cada instrução de máquina é pois uma seqüência de 0s e 1s que indica ao processador a operação a ser realizada e os dados que serão utilizados nessa operação. [MON01]. pode ser considerada uma linguagem bastante complexa. “mova um dado de uma parte da memória do computador para outra. Os programas que se utiliza no dia-a-dia. deverá conter a seqüência de bits que identifica a operação de soma e outra seqüência de bits que indica os valores que devem ser somados. com mais alguns detalhes. do inglês Central Processing Unit). “Apesar de cada microprocessador ter seu próprio desenho interno. o processador. por exemplo. uma vez que a tecnologia eletrônica atual não oferece a possibilidade de programar esses componentes para trabalhar com linguagens mais complexas. chamadas de linguagens de alto nível. Uma instrução enviada ao processador para somar dois números. [LVC02] e [MOR02]. As instruções dessa linguagem são denominadas instruções de máquina. A língua portuguesa.” Neste capítulo serão vistos os principais componentes de um processador genérico. leitura e gravação de dados na memória. Nessa linguagem são utilizadas apenas duas “letras” que. além de operações de busca. Apesar de serem bastante simples. Mas antes é bom relembrar as características já vistas dos processadores. que são os dois principais fabricantes de processadores para PCs.” Juntas. são os bits 0 e 1. se aprofundando nos processadores da Intel e da AMD. se eles estiverem armazenados na memória. ou a posição deles na memória. por exemplo. Ela deve ser uma linguagem bastante simples. nada mais são do que um 40 . também chamado de UCP (Unidade Central de Processamento. Raramente elas são mais complicadas do que “some dois números”. suas características e seu funcionamento para que se possa dar continuidade ao estudo dos processadores. Esta introdução é baseada no que foi visto em [GAB05]. Seria bastante caro construir (se fosse possível) um computador no qual seus componentes internos se comunicassem falando português. Também chamada de linguagem de baixo nível. a linguagem de máquina pode ser considerada o tipo mais primitivo de linguagem de programação. Essas instruções representam basicamente operações matemáticas e lógicas. essas instruções formam o que chamamos de programas. a linguagem de máquina é a mais adequada aos circuitos do computador.

ele pode executar os programas e processar os dados. que o ciclo é a unidade mínima de tempo usada nas operações internas do processador e determina o número de operações que ele realiza por segundo. ela contrai seu braço rapidamente. De forma simplificada. o seu componente mais importante. Feita a entrada dos dados. uma memória lenta limita o desempenho de um processador bom. Enquanto estão sendo utilizados pelo processador. Por isso ele é considerado o cérebro do computador. depois. Pode-se fazer uma analogia do conceito de entrada. por exemplo). por exemplo). ordenada pelo cérebro aos músculos do braço. seria o processador) tomou a decisão de contrair o braço. Na memória estão armazenados os programas (as instruções) e os dados necessários ao processamento. processamento e saída. Isso porque. O processador é o responsável pelo processamento dos dados. “O programa pode ser uma planilha. Este. No entanto não se deve pensar que clock e desempenho são a mesma coisa.conjunto de instruções de máquina seqüencialmente organizadas.” Os dados e programas necessários ao processamento podem ser adquiridos através dos dispositivos de entrada e saída (o programa pode ser lido do disco rígido e o usuário pode. A velocidade dos processadores atuais é expressa em MHz (Megahertz. apesar de o clock ser um fator decisivo. sua velocidade de acesso à memória principal. Dois processadores que apresentam o mesmo clock podem apresentar diferentes desempenhos. “eu uso um Athlon 64” ou “eu uso um Pentium 100 MHz”). O computador é uma máquina que passa o tempo todo realizando essas três operações: entrada. por exemplo). já que ele não entende o que o programa está realmente fazendo. por exemplo. como por exemplo. Tanto é justificada essa importância que muitas pessoas descrevem o computador que usam se referindo ao modelo e velocidade do processador (por exemplo. um processador de textos ou um jogo: para o processador isso não faz a menor diferença. por sua vez. Quando um dispositivo transmite um dado resultante de um processamento. que funciona como uma espécie de mesa de trabalho do processador. transmitida ao cérebro pelo tato. processamento e saída com um exemplo que acontece na vida cotidiana: quando uma pessoa encosta o braço num objeto muito quente (uma panela com água fervendo. diz-se que este dispositivo realizou uma operação de entrada de dados (Input). existem outros fatores que também influenciam o desempenho de um processador. um processador que opere a 800 MHz realiza 800 milhões de operações por segundo e com certeza é mais veloz que um processador que opere a 400 MHz. realiza 400 milhões de operações por segundo. O processamento ocorreu na hora em que o cérebro (que nesse exemplo. 41 . A princípio. e a saída seria a contração do braço. o processamento das informações recebidas é então realizado pela UCP. uma vez que mede a velocidade com que o processador executa as instruções. Essas ordens podem ser para somar dois números ou para enviar uma informação para a placa de vídeo. resumidamente. milhões de ciclos por segundo) ou em GHz (Gigahertz. quanto maior é o clock de um processador. eles são transferidos para a memória principal. maior é o seu desempenho. interpretando e executando essas instruções e guardando o resultado do processamento (se houver) novamente na memória. Após isso. bilhões de ciclos por segundo). a UCP retorna o resultado do processamento (uma mensagem retorna na tela. A UCP passa o tempo todo procurando na memória as instruções e os dados que serão processados. Portanto. A entrada seria a sensação de calor. Uma vez estando na memória. Vê-se em Laércio [LVC02]. dar a entrada dos dados via teclado. diz-se que este dispositivo realizou uma operação de saída de dados (Output). A velocidade de um processador é medida através do seu ciclo de clock. Ele apenas obedece às ordens (chamadas comandos ou instruções) contidas no programa. Quando um dispositivo transmite um dado para a UCP.

num carro por exemplo. o desempenho de um barramento (que. deve-se considerar o seu funcionamento básico. Adquirir dados: a execução da instrução pode necessitar a leitura de dados da memória ou de um dispositivo de entrada e saída. Reiniciar o processo adquirindo uma nova instrução. de entrada e saída de dados. apenas um componente que apresente uma baixa performance será suficiente para colocar tudo a perder. que se resume a: • • • • • • Adquirir instruções: primeiramente. já que é ele quem processa quase todas as informações. Acesso em 14/08/2007. Diz-se que um micro é tão rápido quanto seu componente mais lento.info/doc/hard/UCP/testing/11/index. 2. Para uma melhor compreensão da organização dos componentes de um processador. Assim como vemos em outras situações.allware. Todos os processadores atuais são descendentes desse processador. As instruções são executadas uma de cada vez. Citando o que já foi dito por Morimoto [MOR02]: “Apesar de o processador ser o componente mais importante do micro. 42 .Um processador não só processa dados e realiza leituras e gravações na memória. ou de movimentação de dados na memória). Como se trata de um conjunto. os dados são enviados desses lugares para a UCP. Portanto. o primeiro de 16 bits lançado pela Intel. como já foi visto. Nessa etapa. a UCP busca a próxima instrução a ser executada na memória principal.php>. onde um simples pneu furado pode deixar o carro parado na estrada. Deve-se ter em mente que o computador é um conjunto. Processar dados: a operação com os dados definida na instrução é realizada. Imagem retirada da Internet. é o responsável por interligar o processador aos demais componentes do computador) também pode ser um fator determinante no desempenho de um processador. Disponível em <http://www.” Figura 2. Intel 8086 (1978).1 Componentes de um Processador O estudo dos componentes do processador é baseado no que foi visto em [MON01]. Escrever dados: o resultado da operação é guardado no local definido na instrução (pode ser a memória ou um dispositivo de entrada e saída). ele também deve ser capaz de realizar operações de entrada e saída.1. cada componente depende dos demais para mostrar o seu potencial. ele não é necessariamente o maior responsável pelo desempenho. aritmética. Interpretar instruções: a instrução é decodificada pela UCP a fim de que ela saiba a operação que deve ser feita (se é uma operação lógica.

e os registradores. embora existam também registradores com função de controle. conclui-se que ela possui basicamente duas funções: executar instruções (função de processamento) e controlar as operações no computador (função de controle). que seja encontrada uma instrução de parada. interpretação e controle da execução das instruções. processam os dados. do inglês Arithmetic Logic Unit) que. ou ocorra algum tipo de erro. [MON01] A partir da análise das atividades realizadas pela UCP. como o próprio nome sugere.” Nessa categoria encontram-se vários dispositivos. ou seja. a interligação entre os vários componentes é feita pelo barramento interno da UCP (como já foi visto. barramento é um conjunto de linhas de comunicação através das quais o processador pode comunicar-se com os demais componentes do computador). e a área de processamento são os músculos e ossos das pessoas que realizam efetivamente o ato. como fazer e comandar quem vai fazer no momento adequado. também conhecido como Ponteiro de Instruções (PI) ou IP (Instruction Pointer) Relógio ou Clock Registrador de Endereços de Memória (REM) ou MAR (Memory Address Register) Registrador de Dados de Memória (RDM) ou MBR (Memory Buffer Register) Finalmente. imaginando que a área de controle é o cérebro que comanda o ato de andar. [MON01] 43 . se encarrega de executar as operações matemáticas com os dados. interpretando e executando as instruções definidas pelo programa. Assim. Pode-se fazer uma analogia. a UCP passará o tempo todo repetindo esse ciclo. Enquanto o computador estiver ligado. Os nervos são análogos ao barramento de interligação entre os diversos elementos. São exemplos dessas atividades: operações aritméticas e lógicas. ou ainda. Os componentes com função de processamento realizam as atividades relacionadas à execução de instruções. de entrada e saída de dados. entre outras. que funcionam como uma pequena memória interna da UCP. bem como do controle dos demais componentes do computador (memória. Nessa categoria se encaixam a UAL (Unidade Aritmética e Lógica. é possível estudar seus componentes enquadrando-os nessas duas categorias. aplicando essa divisão (função de processamento e função de controle) ao corpo humano. Em outras palavras. na ordem e na seqüência em que elas aparecerem. Segundo Monteiro [MON01]. movimentação dados entre a memória e a UCP. dispositivos de entrada e saída). Outros dispositivos responsáveis pela função de controle são: • • • • • • Decodificador de Instrução (DI) ou ID (Instruction Decoder) Registrador de Instrução (RI) ou IR (Instruction Register) Contador de Instrução (CI) ou PC (Program Counter). responsável por controlar o fluxo de dados e de instruções dentro da UCP e por gerar os sinais que vão controlar as operações dos demais componentes do computador. de acordo com a função que desempenham no processamento dos dados. dos quais o mais importante é a Unidade de Controle.Essas etapas constituem o chamado ciclo de instrução. Ele só é interrompido caso o sistema seja desligado. buscando. a área de controle é projetada para entender o que fazer. onde são armazenados os dados que estão sendo usados pela UAL. os componentes com função de controle “se encarregam das atividades de busca.

a UAL é esquematizada da seguinte forma. Caso contrário. por exemplo) e "tomar decisões" (realizar operações lógicas com os dados e. de acordo com o resultado dessas operações.Figura 2. optar pela execução de uma ou outra instrução. integrados. A UAL é o dispositivo da UCP que executa efetivamente as instruções. tamanho e complexidade. como aumento da velocidade. de como os componentes estão fisicamente organizados no interior do processador. realizam as principais operações referentes à função de processamento.2. as operações realizadas pelas UAL mais atuais seguem os mesmos princípios fundamentais das UAL mais antigas. a subtração. Segundo Piropo [PIR07]. as duas tarefas elementares da UAL são: • • “fazer contas” (realizar operações aritméticas. Ela é um aglomerado de circuitos lógicos e componentes eletrônicos simples que. [JOR05]. As operações lógicas realizadas pela UAL consistem basicamente em comparar dados. funcional e não da organização física. como a adição. Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores 2.1 Unidade Aritmética e Lógica (UAL) O estudo da UAL se baseia em [MON01]. executar a instrução da linha 47). Normalmente.1. Naturalmente que se trata de uma organização lógica. [PIR07]. a multiplicação ou a divisão de dois valores X e Y. executar a instrução da linha 46 do programa. Exemplo: Verificar se X é maior que Y. Apesar de alguns avanços. Caso seja. Esquema simplificado de uma UCP. para que se possa entender seu funcionamento básico: 44 . [EMER03].

armazenado em um registrador (a memória específica da CPU). “Para que um dado possa ser transferido para a UAL. explica com mais detalhes esse tipo de UAL.3. “O resultado de uma operação aritmética ou lógica realizada na UAL deve ser armazenado temporariamente. percebe-se outra importância dos registradores: a de evitar que os dados passem diretamente para o barramento e acabem retornando para a entrada da UAL. Baseando-se no que foi dito por Jorge Cardoso em [JOR05]. Essa ausência de uma memória própria da UAL implica a necessidade da utilização dos registradores. Essa instrução informa o tipo de operação a ser realizada e os valores que serão utilizados. percorrem o circuito dentro da UAL responsável por realizar a operação atribuída pela UC e apresentam o resultado na saída. os dados são lidos na entrada e logo processados e transferidos para a saída. como a operação aritmética de complemento.” Ainda segundo Jorge. Diagrama esquemático do funcionamento da UAL. é necessário que ele permaneça. baseado em [MON01] e [EMER03]. ela não possui memória.” Alguns processadores trazem um tipo específico de UAL para realizar cálculos mais complexos. Logo. Como se percebe pelo esquema. é armazenado nos registradores. transferido para a memória. mas existem também operações que trabalham com apenas um valor. quando os sinais de controle emitidos pela UC ativam os circuitos da UAL. Normalmente as operações são realizadas com dois valores. envolvendo números fracionários. Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores A UAL recebe a instrução da Unidade de Controle através do barramento de controle.Figura 2. em seguida. o resultado das operações. o processador precisa trazer a instrução e os dados (operandos) necessários à sua execução para uma espécie de memória própria em seu interior. O texto que se segue. por isso a UAL possui duas entradas. isso pode ser explicado pelo fato de que a UAL é um circuito projetado apenas para “realizar cálculos”. No entanto. 45 . de modo que possa ser reutilizado mais adiante (por outra instrução) ou apenas para ser. mesmo que por um instante. assim como os operandos. formada pelos registradores. antes que a operação possa ser efetuada. Os dados são recebidos pela UAL por essas duas entradas.

eles constituem a memória interna da UCP. às quais ele pudesse ter acesso quase instantâneo às informações que ele precisa para exercer a sua função de processamento. havia a possibilidade de se trabalhar em conjunto com um processador especial.1 Co-processador matemático Os processadores mais modernos utilizam em sua arquitetura mais de uma UAL. intoleráveis) na transferência de bits entre memória e UCP. “Por serem construídos com a mesma tecnologia da UCP. é a “mesa de trabalho” do processador. [PIR07]. O 8087. denominadas pela Intel de ALU (sigla do inglês Arithmetic Logic Unit). [VAL05]. [JOS04]. O estudo dos registradores baseia-se no que está escrito em [MON01]. usado naqueles dois processadores.1. sendo seu uso considerado indispensável. já vistos. Assim. Essa diferença ocasiona atrasos (às vezes. O processador Pentium. possui três UAL. por exemplo. quando comparado com a velocidade com que ele executa as instruções dos programas presentes nessa memória. Grosso modo (de um modo bastante simplificado. 2. Ele era externo ao processador e recebia o nome de co-processador matemático. conseqüentemente. existem também registradores com outras funções. Essas memórias são os registradores e as memórias cache. dispensando o processador principal desses cálculos mais complexos e liberando-o para realizar outras instruções. trabalharia 5 e ficaria os outros 55 nanossegundos ociosa.2 Registradores Os registradores são os componentes mais simples do processador. para os quais são transferidos os dados que serão trabalhados pela UAL e também os resultados das operações realizadas pela mesma. Nos processadores mais antigos. [ANT] e [ALEX02]. por exemplo. como foi visto. [REN05]. [RUI98].2. e a terceira para processar números fracionários. estes dispositivos (os registradores) possuem o menor tempo de acesso do sistema. tem-se num mesmo chip uma ou mais UAL responsável pelas operações com valores inteiros e uma UAL para valores fracionários. No entanto. com maior velocidade de transferência de dados. os quais serão detalhados mais adiante.” Uma maneira de compatibilizar essa diferença foi criar memórias próprias para o processador. acarretando uma baixa produtividade do sistema. [JOR05]. pode-se imaginar um sistema no qual a UCP manipula um dado em 5 nanossegundos. A memória principal. Atualmente. duas delas para processar números inteiros. denominada pela Intel de FPU (Floating Point Unit – Unidade de Ponto Flutuante). algo em torno de 1 a 5 46 . Para aumentar essa produtividade pode-se. [GUI06].1. que serão vistas mais adiante. é um exemplo de co-processador matemático. e vice versa. representados em ponto flutuante. apenas para fins de entendimento) pode-se afirmar que a UCP. todos os processadores trazem embutidos no seu chip o coprocessador matemático.1. de modo que esta não ficasse esperando muito tempo por um dado que estivesse sendo transferido da memória. como o 8086 e 8088. Além dos registradores de dados. que tinha a função de realizar operações aritméticas com valores fracionários. “Explicando melhor. desenvolver memórias com maior velocidade. de modo a tornar a execução das instruções mais rápida. em cada 60 nanossegundos. o acesso do processador a memória principal se dá ainda de uma forma lenta. A velocidade de acesso à memória principal deveria ser compatível com a da UCP. as instruções e os dados que devem ser fornecidos ao processador para que ele possa realizar o processamento da informação. e a memória pode transferir um dado para a UCP em 60 nanossegundos. Ela armazena os programas que estão sendo executados no momento e. [VLA06].

São fatores que dependem da arquitetura da UCP e são decididos pelo seu projetista. Já a capacidade de armazenamento dos registradores é muito inferior com relação à das outras memórias. os registradores são fabricados com capacidade de armazenar apenas um único dado. uma única instrução ou até mesmo um único endereço. abreviado por ACC). Outros registradores podem ou não seguir essa regra. possui palavra de 32 bits e também registradores de 32 bits. Por essas características (maior velocidade de transferência. Como se percebe. da aplicação dada ao registrador em si. os registradores são o tipo de memória de maior velocidade de acesso. Esse registrador armazenava os dados utilizados pela UAL 47 . menor capacidade de armazenamento) conclui-se que os registradores são os elementos superiores na hierarquia dos diversos tipos de memória que compõem um computador. a função de cada um deles e seu tamanho variam de processador para processador. ou seja. que possui palavra de 32 bits. alguns têm funções específicas. Enquanto as memórias secundárias chegam a armazenar gigabytes de informações. a memória principal possui tempo de acesso entre 7 e 15 ns. o tamanho dos registradores de dados é igual ao da palavra do processador em questão.” Normalmente. Quanto maior o número de registradores de um processador. podem ser atribuídos a uma variedade de funções pelo programador. Hierarquia de memória. pode-se encontrar dentro de um processador entre 8 e 32 registradores.nanossegundos. O tamanho (a capacidade) dos registradores pode variar em torno de 8 a 128 bits. dentro deste. tem registradores de dados com tamanho de 32 bits e registradores de endereços com tamanho de 24 bits. Já o processador Motorola 68000. presente apenas nos primeiros processadores.4. menos consultas à memória esse processador faz. Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores “O número total de registradores de uma UCP. Figura 2. por exemplo. como o Acumulador (do inglês Accumulator. na faixa de 120 a 300 ns. outros são de uso geral.” A efeito de comparação. ou seja. e discos CD-ROM trabalham com tempos de acesso ainda maiores. sua capacidade é de armazenar apenas uma palavra (alguns bits). Geralmente. como o Registrador de Instrução (RI) e o Contador de Instrução (CI). Quanto à função dos registradores. dependendo do tipo de processador e. O processador Intel Pentium.

Na realidade. Na área de processamento. Intel 8086 (b) e Intel 80386 (c). quanto os resultados. 48 . É importante observar que o processador 8086 ainda possuía o Acumulador. saídas) e servia. Exemplos de organização de registradores nos processadores Motorola 68000 (a). que poderia ser traduzido como Palavra de Estado do Programa).pdf>.5. Alguns fabricantes denominam o conjunto desses registradores de PSW (Program Status Word. Entre os registradores de funções específicas existem os registradores com função de processamento e os registradores com função de controle. Registradores especiais de estado (também chamados de flags): “auxiliam e completam a realização das operações matemáticas pela UAL.uma. indicando o estado de vários elementos referentes à operação em si.” Figura 2. Posteriormente. de elemento de ligação desta com os restantes dispositivos da UCP. esse último tipo de registrador se comporta conceitualmente de modo diferente dos demais registradores existentes na UCP. armazenando os dados enquanto estão sendo utilizados pela UAL Registradores de endereços: armazenam os endereços da memória principal que contém os operandos. também. Cada um dos bits armazenados nesse registrador possui um significado diferente e é denominado código de condição. pois o conjunto dos bits que ele armazena não representa um valor. com funções específicas. este registrador foi substituído por outros registradores.pt/jcardoso/Teaching/AC/Lectures/%5B9%5D%20Estrutura %20e%20Funcao%20da%20CPU.(tanto os operandos. entradas. enquadram-se três tipos de registradores: • • • Registradores de dados: participam diretamente das operações matemáticas. Imagem retirada da Internet. sendo alterado pela CPU de acordo com o resultado da última operação lógica ou aritmética realizada pela UAL. Acesso em 14/08/2007. Disponível em <http://dme.

Conjunto de bits do registrador de estado dos processadores Pentium.Os códigos de condição comumente encontrados nos processadores são: • • • • • sinal: contém o sinal resultante da última operação aritmética realizada pelo processador. overfiow: quando ativado (= 1) indica que a última operação aritmética realizada resultou em estouro do valor. 49 . Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores Da área de controle. que será vista mais adiante. dependendo da quantidade de bits 1 no byte recebido. Figura 2. também. vai 1 (carry): indica que ocorreu “vai 1” para o bit mais à esquerda na última operação de soma realizada. zero: quando ativado (=1) indica que a última operação aritmética realizada resultou no valor zero. participam o Registrador de Instrução (RI). Pode indicar. o Contador de Instrução (CI). paridade: é ativado (=1) ou não (=0). um erro. overflow em operações com números sem sinal.6. o Registrador de Endereços de Memória (REM) e o Registrador de Dados de Memória (RDM).

seja executada pela ULA. ela não seria possível se a instrução não houvesse sido previamente decodificada. Ela é responsável por controlar • O fluxo de dados e de instruções dentro e fora da UCP – a UC comanda o “tráfego” de informações no barramento interno do processador e também nos outros barramentos que mantém o processador em contato com os outros componentes do computador. se os operandos não tivessem sido previamente escritos nos registradores e se os sinais de controle necessários para ativar os componentes auxiliares não tivessem sido emitidos.7. interpretação e 50 • . Diagrama em bloco simplificado da função de controle. E estas funções são desempenhadas pela unidade de controle.2.1. [PIR05]. [VLA06]. o processamento de dados.3 Unidade de Controle (UC) O estudo da UC é baseado em [MON01].” Figura 2. [REN05] e [RUI98]. “Embora a principal atividade de uma UCP. [EDU04]. [RAI04]. Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores A Unidade de Controle é o dispositivo mais importante da área de controle e o mais complexo da UCP. As operações realizadas pelo processador – ela comanda a busca.

dirigindo. controlada pelo relógio (também chamado de clock) da UCP. Ela realiza essa função através da emissão de sinais de controle no barramento de controle que acionam os dispositivos para realizar tarefas necessárias à efetivação da operação indicada na instrução em execução no momento pela UCP. durante os quais são realizadas as microoperações necessárias à execução da desejada operação. a freqüência do relógio também é usada para definir a velocidade de uma UCP. em conjunto. é o dispositivo gerador de pulsos que comanda o ritmo em que as operações são realizadas dentro do processador. um componente capaz de emitir pulsos de tensão a intervalos notavelmente precisos. maior será o número de operações que poderão ser executadas numa mesma unidade de tempo pela UCP e. Essas operações. requer a participação de uma série de dispositivos que executam pequenas operações. Da mesma forma em que as operações são divididas em operações menores (microoperações).1. [PIR05] e [RAI04]. o ciclo de relógio gasto para se realizar uma operação de leitura de dados na memória. todos possuem uma duração fixa e igual. esses pulsos são gerados a partir de um cristal de quartzo. a UC transmite sinais a outros componentes do computador atribuindo a eles tarefas para que se possa concluir a execução das instruções. durante o estudo dos componentes e do funcionamento do processador. Mais detalhes do funcionamento da UC serão introduzidos aos poucos. de modo geral.• execução das instruções. Quanto maior o número de pulsos que o relógio emite por segundo (ou seja. relacionados à realização de uma microoperação por um componente da UCP. também chamado de temporizador. assim. percebe-se outra importante função da UC. constituem a desejada operação de leitura de dados. [MON01]. que será vista mais adiante. o funcionamento de todo o sistema. um ciclo também é dividido em ciclos menores (subciclos). Em geral. conseqüentemente. a UC é responsável pelo gerenciamento do "tráfego" de dados e das atividades realizadas pelo computador. por exemplo. este ciclo está relacionado à realização de uma operação elementar pela UCP. A operação de leitura de dados na memória. Pelo menos a princípio. mais rápida esta será. O Relógio (do inglês clock). Esses sinais de controle são emitidos em instantes de tempo programados e. Existem operações mais complexas. que podem durar o tempo definido por um ou mais ciclos de relógio. dividindo capa operação em operações menores (chamadas de microoperações) e distribuindo essas microoperações entre os diversos componentes do processador. [GAB05]. quanto maior a freqüência do relógio de uma UCP). pode ser dividido em vários subciclos. 51 . Logo. A quantidade de vezes em que um pulso se repete em um segundo define a unidade de medida do relógio. por exemplo. Portanto. Em resumo. – e A atividade dos demais componentes do computador – a partir da interpretação das instruções que estão armazenadas na memória. Portanto. não existe qualquer operação realizada pela UCP que dure menos que um ciclo de máquina. A duração de um pulso (intervalo de tempo entre o início de um pulso e o início do seguinte) emitido por esse cristal caracteriza um ciclo de relógio ou ciclo de maquina (machine clock). 2. a de sincronizar as operações de todos os componentes dentro do computador. mas não existem operações que durem menos tempo do que isso.4 Relógio ou Clock O estudo do relógio baseia-se no que está escrito em [LVC02]. de acordo com a especialidade de cada um. denominada freqüência. Assim.

Assim. que significa um ciclo por segundo. A duração de um ciclo é igual ao inverso da freqüência de operação (se a freqüência é a quantidade de pulsos que o relógio emite em um segundo.000 segundos. seus valores são expressos não em hertz. o ciclo básico e os cinco subciclos gerados por um retardador – exemplo dos ciclos do processador Intel 8085 (b). Em seguida. Nesse exemplo (processador de 800 MHz). esse processador realiza uma média de 800 milhões de operações por segundo (é uma média porque existem operações que podem durar mais de um ciclo).A unidade usada para medir a freqüência do relógio é o hertz (Hz).8. Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores 52 .000. por exemplo. Diagrama em bloco da UC. Como as freqüências dos processadores são altas. para saber a duração de um pulso basta dividir um segundo pela quantidade de pulsos que são emitidos nesse segundo).00000000125 segundos. emite 800 milhões de pulsos por segundo e.000. Figura 2. que é igual a 1/800. a duração de um ciclo equivale ao inverso de 800. ou 0. megahertz ou simplesmente MHz) e até bilhões de hertz (gigahertz ou GHz).000. conseqüentemente. mas em milhões de hertz (milhões de ciclos de segundo. o relógio de um processador que opere à freqüência de 800 MHz. mostrando o relógio e um conjunto de ciclos de tempo (a).

a duração de um pulso costuma ser expressa em nanossegundos (um nanossegundo equivale a um bilionésimo de segundo. “Isto porque. mesmo que funcionando com velocidade de relógio menor. e várias saídas (um DI possui 2N saídas. através das quais ele informa à UC a operação correspondente àquela instrução. o dobro do tempo gasto pelo primeiro processador para realizar essa mesma operação.5 Decodificador de Instrução (DI) Segundo Monteiro [MON01]. acabam usando essa medida erroneamente para determinar o desempenho do seu computador. 53 . se é verdade que a maior velocidade de relógio implica pulsos de duração menores.25 nanossegundos. a saída representada na tabela verdade com o bit 1. a tecnologia e a arquitetura de projeto do processador podem torná-lo mais eficiente que outro. onde N é o número de algarismos binários do valor de entrada). A figura 9(a) na próxima página mostra um exemplo de DI com entrada de 4 bits e 16 saídas. como foi citado na introdução deste capítulo. da Intel. do inglês Instruction Decoder) é “um dispositivo utilizado para identificar que operação será realizada. na verdade está se referindo a um microprocessador Pentium. Portanto. quando uma pessoa fala que tem um Pentium 800.5 nanossegundos. é mais veloz que um processador de 400 MHz.” 2. também em um segundo (relembrando.Por representar um valor muito pequeno. A UC deve identificar a instrução que foi enviada à UCP em forma de código (decodificar ou interpretar a instrução) e acionar os dispositivos que executarão a instrução. não se deve pensar que clock e desempenho são a mesma coisa. um processador de 400 MHz. que opera a uma freqüência de 800 MHz.” Cada instrução que é enviada para a UCP é representada por um código (um conjunto de bits que representam a instrução. como foi visto na introdução. A função do DI é decodificar a instrução. A figura 9(c) mostra um exemplo do funcionamento do mesmo DI. O estudo do DI é baseado no que foi visto em [MON01]. é importante falar. Portanto. a duração do ciclo de um processador de 800 MHz é de 1. Mais uma vez. Muitas pessoas. O DI recebe o código da instrução na sua entrada e interpreta esse código de acordo com a configuração que lhe foi programada pelo projetista do processador. o DI (Decodificador de Instrução. como ele ativa uma das saídas de acordo com a entrada recebida do RI. ou seja. conforme a linha de saída decodificada. correlacionada à instrução cujo código de operação foi decodificado. quanto maior a freqüência de uma UCP. emite sinais de controle por diferentes caminhos. Ele possui uma entrada. Por exemplo.1. em Instruções de Máquina). Agora se pode justificar matematicamente porque um processador de 800 MHz. É importante notar que somente uma saída é ativada. Dois processadores que apresentam o mesmo clock podem apresentar diferentes desempenhos. por sua vez. através da qual se comunica com o RI para receber a instrução que deve ser decodificada. em um segundo. Este último realiza uma operação em 2. Esse é o tempo que ele gasta para realizar uma operação. [REN05] e [PIR05]. no entanto. A freqüência do relógio de uma UCP é um parâmetro tão importante para o desempenho desta que é normalmente usado para indicar seu desempenho. Cada linha de saída aciona de modo diferente a UC e esta. maior será o número de operações que esta realiza numa mesma unidade de tempo). Isto será visto mais adiante. para fazer a conversão basta andar com a vírgula nove casas decimais para a direita). pode realizar apenas a metade do número de operações que um processador de 800 MHz realiza. O resultado dessa interpretação é a ativação de uma das saídas que vai para a UC informando a ela a operação. A figura 9(b) mostra um exemplo de configuração do DI visto no exemplo anterior.

A imagem 9(c) é adaptada também desse livro.1. o Registrador de Endereços de Memória (REM) e o Registrador de Dados de Memória (RDM). o Contador de Instrução (CI). [JOR05].9. O estudo desses registradores baseia-se no que está escrito em [GUI06].6 Registradores com função de controle Nesse tópico serão estudados os registradores específicos com função de controle. São eles: o Registrador de Instrução (RI).Figura 2. utilizados pela Unidade de Controle para controlar a operação da UCP. [VAL05]. [JOS04]. 54 . As imagens 9(a) e 9(b) foram retiradas do livro Introdução à Organização de Computadores. 2. [ANT]. [VLA06]. [PIR07]. assim como o dos registradores já vistos. [REN05]. Exemplo de um decodificador com 4 entradas e 16 saídas. [RUI98].

a UCP lê o endereço que está contido no CI e busca na memória a instrução que está armazenada naquele endereço. 2. Logo após a leitura da instrução que será executada. Com a instrução armazenada nesse registrador. de modo que o novo endereço armazenado no CI seja o que vem logo após o endereço lido.1. do inglês Instruction Register) armazena o código binário referente à instrução que está sendo executada no momento pela UCP.6. que deve conter o endereço da próxima instrução a ser executada. No entanto. nem sempre o processador obedecerá a essa seqüência para executar do programa. Cada vez que se inicia um ciclo de instrução. Dessa forma. Possui um tamanho (capacidade de armazenamento) igual ao do barramento de dados que. do inglês Memory Buffer Register) armazena temporariamente a informação (pode ser um dado ou uma instrução) que será transferida da MP para a UCP (em uma operação de leitura) ou da UCP para a MP (em uma operação de escrita). dando continuidade ao ciclo de instrução. Ele será definido pela instrução corrente. Ele é. o sistema automaticamente modifica o valor contido no CI. sempre que se começar um novo ciclo de instrução. Ao se iniciar um ciclo de instrução. é chamada de instrução de desvio. este registrador também é conhecido como PI (Ponteiro de Instruções. O RDM (Registrador de Dados de Memória. buscando uma nova instrução para ser executada. como já foi visto.6. tem um tamanho múltiplo do tamanho da palavra do processador. 2. Quando o valor do CI é alterado. pode ocorrer uma situação em que o programa precise fazer um desvio para executar uma instrução armazenada em outro endereço de memória. portanto. do inglês Instruction Pointer). do inglês Memory Address Register) armazena temporariamente o endereço de acesso da posição de memória 55 .2 Contador de Instrução (CI) O CI (Contador de Instrução. durante a transferência de informações entre a UCP e a memória. a instrução que deverá ser executada é buscada (lida) na memória e copiada para o RI. O REM (Registrador de Endereços de Memória. de modo que ele “aponte” para o endereço da próxima instrução.2. isto é. o CI já estará apontando para essa instrução. portanto.1 Registrador de Instrução (RI) O RI (Registrador de Instrução. do inglês Program Counter) é o registrador que armazena o endereço de memória onde está armazenada a próxima instrução a ser executada pela UCP.1. um registrador cujo conteúdo é incrementado (somado a um) constantemente. Conclui-se. ao mesmo tempo.6. ela poderá a seguir ser interpretada. Por “apontar para a próxima instrução”. ou seja. o novo valor do CI não será o valor antigo acrescido de uma unidade. normalmente ele é incrementado (aumentado de 1 unidade). São utilizados.3 Registrador de Endereços de Memória (REM) e Registrador de Dados de Memória (RDM) São registradores ligados às operações de leitura e escrita na memória principal (que para facilitar futuras explicações será abreviada por MP).1. que não seja a instrução seguinte àquela que acabou de ser realizada. Embora as instruções que formam um programa sejam armazenadas em seqüência na memória. quando a instrução terminar de ser executada e a UCP for iniciar um novo ciclo de instrução. que o conteúdo desse registrador é modificado toda vez que uma nova instrução deve ser executada. um registrador e um contador. Uma instrução como essa que inibe o mecanismo de seqüenciamento automático. Nesse caso.

que será utilizada durante a operação de leitura ou de escrita pela UCP. Possui um tamanho igual ao dos endereços de memória (e, conseqüentemente, do barramento de endereços). Além todos os dispositivos citados acima (RDM, REM, barramentos de dados e de endereços), também participam das operações de leitura e escrita na memória o controlador (também conhecido como decodificador, um componente da memória principal que decodifica o endereço colocado no barramento de endereços, localizando a célula desejada), a Unidade de Controle (UC) e o barramento de controle, que vai conduzir os sinais de controle que saem da UCP para a MP e viceversa (ambos já vistos anteriormente).

Figura 2.10. Dispositivos envolvidos na comunicação entre a memória e a UCP. Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores A fim de estudar o funcionamento desses registradores, será explicada a forma como o processador se comunica com a memória principal, através das operações de leitura e escrita. A operação de leitura na memória consiste, na verdade, em providenciar a transferência de uma cópia da informação que está armazenada na memória para o seu local de destino (que nesse caso deve ser um dos registradores da UCP). Será descrito a seguir um exemplo de operação de leitura apresentado em [MON01], onde a UCP deseja acessar (ler) um valor armazenado no endereço 1324 da MP (esse valor é representado pelo número hexadecimal 5C). Essa explicação pode ser acompanhada pela figura 2.11. 1. A UCP inicia a operação de leitura, copiando o endereço a ser lido (1324) de um dos seus registradores específicos (pode ser, por exemplo, o CI) para o REM. 2. Esse endereço passa do REM para o barramento de endereços. 3. A UC coloca o sinal de controle READ no barramento de controle, que indica à MP que a operação é de leitura. 4. O controlador da MP decodifica o endereço recebido e envia seu conteúdo (5C) para o RDM através do barramento de dados. 5. Do RDM, então, a informação desejada é copiada para o componente da UCP que é o destinatário final (normalmente um registrador). 56

Figura 2.11. Exemplo de operação de leitura. Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores

Figura 2.12. Exemplo de operação de escrita. Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores

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A operação de escrita segue procedimento semelhante ao da operação de leitura, exceto, é claro, pelo sentido da cópia, que é inverso, isto é, da UCP para a MP. Novamente um exemplo da operação será apresentado conforme [MON01]: a UCP deseja armazenar (escrever) no endereço 21C8 da MP o valor F7. Ela realiza as seguintes etapas: 1. A UCP inicia a operação de escrita, copiando o endereço destino da informação (21C8) de um dos seus registradores para o REM. 2. Esse endereço passa do REM para o barramento de endereços. 3. A UC coloca o sinal de controle WRITE no barramento de controle, que indica à MP que a operação é de escrita. 4. O dado a ser copiado para o endereço (F7) é transferido de um dos registradores da UCP para o RDM. 5. Esse dado passa do RDM para o barramento de dados. 6. O controlador da MP decodifica o endereço recebido e copia o valor na célula de memória desejada. Para finalizar, vale ressaltar que o endereço contido no REM é modificado pela UCP sempre que ela for acessar a memória, ou seja, esse endereço é modificado sempre que for realizada uma nova operação de leitura ou escrita na memória.

2.2 Instruções de Máquina
O que será visto a seguir sobre Instruções de Máquina é baseado em [MON01], [VLA06], [PIR07], [RUI98], [JOR05] e [PIR05]. Os componentes de um computador podem ser agrupados, como já foi visto, em dois grandes grupos: o hardware, que reúne os componentes físicos do computador, ou seja, a máquina propriamente dita; e o software, a parte lógica do computador, quem vai instruir o hardware a realizar uma determinada atividade. O dispositivo que recebe, interpreta e executa as instruções do software, como se sabe, é o processador. A execução dessas instruções requer dele a realização de pequenas operações, que podem ser operações lógicas, aritméticas ou de movimentação de dados (transferir um dado para a memória, enviar informações a um dispositivo de saída, etc.). São operações bastante simples que, no entanto, quando somadas, resultam na atividade-fim para a qual foi construído o programa (relembrando, a execução de um programa consiste basicamente na execução dessas operações simples. Não importando qual é o objetivo do programa, se é criar uma planilha, um texto, etc. a execução dessas operações alcançará objetivo desejado). Cada instrução na verdade está associada à realização de uma dessas operações. A UCP ao receber uma instrução para ser executada, decodifica (interpreta) essa instrução, identifica a operação (ou a seqüência de operações) que será realizada e divide a execução desta entre seus componentes, de modo que cada um fique encarregado de executar uma (ou mais) microoperações. Segundo Monteiro [MON01], “a programação da seqüência de passos para realizar uma das mencionadas operações é inserida no processador durante o processo de sua fabricação, caracterizando a instrução de máquina.” A instrução de máquina é, portanto, “a formalização da operação em si”. De acordo com a definição de instrução dada pelo dicionário Aurélio (“explicação dada para um determinado fim”), pode-se também definir instrução de máquina como a explicação dada para a UCP de como realizar determinada tarefa.

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Op. por exemplo. abreviado por OPCODE) – e o que indica ao processador a localização do(s) dado(s) que será(ão) manipulado(s) na operação – denominado operando (Op. A instrução de máquina não só indica ao processador a operação a ser realizada. Uma instrução deste tipo será formada. específico e único para ela.Op.Op. ela deve conter o endereço de cada um dos operandos. No entanto. se uma instrução não possui operandos. O conjunto das diferentes instruções que um processador é capaz de executar é conhecido como conjunto de instruções (do inglês instruction set). ela também precisa indicar os dados que serão utilizados nessa operação.Op. é representada apenas pelo seu código de operação. Quanto aos operandos. portanto. “Esses elementos são identificados para o processador por um grupo de bits específico. os quais. Piropo em [PIR05] cita outros exemplos de instruções: • A instrução usada para informar ao processador que o programa acabou e que o controle deve ser retornado ao sistema operacional é um exemplo de instrução que não necessita de operandos. chamados de operandos. Esse código. não precisa de mais nenhum parâmetro.” Assim. seguido de três operandos. uma instrução enviada ao processador para somar dois números. uma instrução de máquina possui dois elementos: • • o que indica ao processador o que é a instrução e como será executada – o chamado de código de operação ou C. ou a posição deles na memória. deverá conter a seqüência de bits que identifica a operação de soma e outra seqüência de bits que indica os valores que devem ser somados. existem instruções que necessitam de um ou mais operandos e também instruções que não necessitam de operandos.Op. “Ela se completa por si mesma. O número de bits usados para o C.Op. aumentando o tamanho do C. dependendo do número e tamanho dos operandos. permitirá a UC emitir os sinais de controle que acionam os diversos dispositivos para realizar as microoperações a eles cabíveis.O termo “de máquina” acrescenta outro detalhe importante nessa definição: a representação em linguagem de máquina. Uma instrução de desvio (que muda a seqüência da execução do programa. Há instruções razoavelmente complexas que necessitam de três operandos como. é fixo para cada processador. por exemplo. Portanto.Op. formam a instrução completa. após ser decodificado. seguido deste único operando. • • Conclui-se com estes exemplos que em muitos processadores o tamanho das instruções é variável.). A pouco foi visto um exemplo de instrução de dois operandos (instrução de soma). se uma instrução possui dois ou mais operandos. em conjunto. se eles estiverem armazenados na memória. como já foi visto anteriormente) possui apenas um operando: o endereço da posição de memória que contém a próxima instrução a ser executada. ele pode variar de acordo com o número de instruções que o processador é capaz de executar (quanto maior for esse número. cada instrução de máquina é uma seqüência de 0s e 1s que indica ao processador a operação a ser realizada. uma instrução que copia dados de um trecho da memória para outro. 59 . mais bits são necessários para representar todos os códigos de operação. (do inglês operation code. ou seja. Seus operandos são: “o endereço da primeira posição de memória do trecho cujo conteúdo deverá ser copiado. Assim. do C.” A instrução inteira consiste apenas no seu C. Cada instrução possui um C.). uma instrução que possui apenas um operando contém o endereço desse operando.” Uma instrução deste tipo consistirá do C. o endereço da primeira posição de memória do trecho para onde os valores serão copiados e o número de posições de memória cujos conteúdos serão copiados para o outro trecho.

implicando num processador mais simples. ou seja.” Quanto à complexidade do conjunto de instruções. interpretação e execução das instruções. É difícil para o programador lidar com representações binárias de instruções máquina. para em seguida definir e especificar os demais componentes da arquitetura e da organização. vale ressaltar que o endereço contido no REM é modificado pela UCP sempre que ela for acessar a memória. os quais contribuirão para o processo de interpretar e executar cada instrução. São exemplos de computadores que seguem esta arquitetura: Power PC. com ciclo de processamento rápido. inclusive para a realização de uma mesma operação. mais rápido é o ciclo de tempo de processador. E para finalizar a explicação sobre instruções de máquina. pode-se definir dois tipos de arquiteturas de processadores: • • arquitetura CISC (do inglês Complex Instruction Set Computer. que quer dizer Computador com Conjunto de Instruções Complexo) – utilizada em microcomputadores. Alpha e Sparc. ou seja. 60 . existia também a operação de soma com apenas um operando. em Funcionamento da UCP. podem existir diferentes tipos de instruções.“A base do projeto de uma UCP é a escolha do conjunto de instruções que ela irá executar (trata-se de definir que operações o hardware será capaz de realizar diretamente através de seus circuitos). esse endereço é modificado sempre que for realizada uma nova operação de leitura ou escrita na memória. enquanto o computador estiver ligado. achando que com isto o microprocessador torna-se mais flexível e poderoso e torna mais fácil a tarefa de quem programa em linguagem de máquina. que consiste basicamente na busca.3 Funcionamento da UCP (Ciclo da Instrução) Após o estudo dos componentes e do conjunto de instruções de uma UCP é possível estabelecer os princípios básicos de seu funcionamento.” Em processadores mais antigos que possuíam apenas um registrador de dados (o ACC). que passa a dispor de maior número de instruções de grande alcance. Como visto anteriormente. Ela será explicada mais adiante. como o PC e o Macintosh. e arquitetura RISC (Reduced Instruction Set Computer – Computador com Conjunto de Instruções Reduzido) – utilizada por fabricantes que preferem implementar um conjunto de instruções menor e mais simples. tornou-se prática comum usar uma representação simbólica para instruções máquina. 2. Cada formato tem características próprias. Exemplos: ADD (adição). Baseia-se num numeroso conjunto de instruções complexas. “Quanto menor e mais simples o conjunto de instruções. • Para finalizar. quanto mais instruções um processador possui (quanto mais “coisas” ele pode fazer) mais complexa será sua implementação. a UCP passará o tempo todo repetindo esse ciclo. Por isso. SUB (subtração). ou as etapas necessárias para que o processador realize uma instrução. é importante ressaltar que: • “Dentro de um mesmo conjunto de instruções. podendo ser eficaz em certas aplicações e desaconselhável em outras.” Deve-se ter em mente que quanto mais complexo for este conjunto. que caracterizam o ciclo de instrução. etc. LOAD (carregar dados da memória). STORE (armazenar dados da memória). com suas vantagens e desvantagens.

a saber: • • Palavra: 12 bits Endereços: 8 bits (consegue endereçar 256 células de memória) 61 .Um ciclo de instrução pode ser dividido em outros dois ciclos: o ciclo em que ocorre a busca na memória da instrução a ser executada e a interpretação dessa instrução (a identificação da operação que deverá será realizada pela UCP para que a instrução seja efetivada). com todos os componentes já vistos e mais algumas características (mais detalhes sobre as características de um processador serão vistas no próximo capítulo). apresentado em [MON01]. Este último compreende a emissão dos sinais de controle pela UC aos dispositivos responsáveis pela realização da operação e a efetiva execução desta. Figura 2.13. A área de processamento se encarrega somente da execução da instrução durante o ciclo de execução. durante o ciclo de execução) são realizadas pela área de controle. Todas as outras etapas do ciclo de instrução (busca e interpretação da instrução – ciclo de busca – e emissão dos sinais de controle para a execução das instruções. em inglês). Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores 2.3. chamado de ciclo de execução da instrução (execute cycle).1 Exemplo de funcionamento da UCP Para compreender melhor como todos os componentes da UCP trabalham em conjunto para a realização de um ciclo de instrução. chamado de ciclo de busca da instrução (ou fetch cycle. e o ciclo em que os dispositivos executam a operação identificada no ciclo anterior. será utilizado um modelo de processador hipotético bastante simples. Fluxograma de um ciclo de instrução.

exceto em instruções de desvio A UCP possui apenas um registrador de dados. O conjunto de instruções disponíveis nesse processador é apresentado na tabela a seguir. Sua representação em binário é 000110110100 (ou 1B4. que é igual a 0216 (como já foi visto. o código dessa operação é 00012 (1 em decimal. O valor armazenado no ACC é igual a 0010000010112 ou 20B16 (também é um valor obtido em operação anterior). Op. o ACC. para fins de simplificação e de entendimento. O valor armazenado no CI é igual a 000000102 ou 0216 (este valor é considerado no exemplo como tendo sido atribuído pelo sistema operacional). ADD Op. o RI. O valor do dado armazenado na célula de endereço B416 (operando da instrução LDA) é igual a 423 (hexadecimal 1A716). o código dessa operação é 00112 e seu operando está armazenado no endereço 101101012 (ou B516). eles estão representados nas figuras por números em hexadecimal. O valor armazenado no RI é igual a 0011000101112 ou 31716 (provavelmente é o valor da instrução anteriormente executada). com 12 bits de tamanho. Então. em hexadecimal). Portanto serão apresentados o valor binário e o hexadecimal correspondente). = 4 bits e campo operando = 8 bits Campo operando sempre indica o endereço de memória do dado. com C. existentes na MP e na UCP antes de iniciar a execução da primeira instrução: • • • • • • • • • • A instrução LDA está armazenada na MP no endereço 000000102. Sua representação em binário é 0011101101012 (ou 3B516). 62 . os valores são trabalhados em binário dentro da máquina.• • • • Células de 12 bits Instruções de 1 operando apenas. No entanto. Então. conforme definido na tabela 2. também com 12 bits de tamanho. O exemplo apresentado em [MON01] também traz alguns valores iniciais. Serão executadas duas instruções pelo processador hipotético descrito acima: LDA Op.1 para a instrução LDA) e seu operando está armazenado no endereço 101101002 da memória (hexadecimal B416). A instrução ADD está armazenada na MP no endereço 000000112 (ou 0316). O valor do dado armazenado na célula de endereço B516 (operando da instrução ADD) é igual a 125 (ou 07D16). O valor armazenado no REM é igual a 101100112 ou B316 e no RDM é igual a 0111101111002 ou 7BC16. É importante lembrar que os 4 primeiros dígitos da instrução são o código da operação e os 8 restantes são o endereço do operando a ser utilizado. o CI e o REM com 8 bits cada um e o RDM com 12 bits também.

JN Op. então CI ← Op.) JZ Op.1.) STR Op.C. com todos estes dados (características do processador. JP Op. Conjunto de instruções do processador hipotético. em inglês LDA Op. então CI ← Op. em inglês Store.14. pode-se prosseguir com a descrição do ciclo da instrução LDA Op.) Tabela 2. Colocar na porta referente à impressora o valor armazenado em (Op. em inglês Load. então CI ← Op. ACC ← (Op. ACC ← ACC . Se ACC = 0. Sigla 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A HLT Descrição Parar a execução do programa Observação Halt. ACC ← ACC + (Op. GET Op. Se ACC < 0. Valores iniciais existentes ao iniciar a execução das instruções. 63 . Tabela retirada do livro Introdução à Organização de Computadores Figura 2. CI ← Op. conjunto de instruções e os valores existentes ao iniciar a execução das instruções).) PRT Op.) ← ACC ADD Op. Instruções de desvio JMP Op. Ler dado da porta de entrada e armazená-lo em (Op.) SUB Op. (Op.(Op. Se ACC > 0. Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores Finalmente. Op.

como já foi visto. no entanto. já descrita anteriormente. a UC reinicia o processo através da execução do ciclo de uma nova instrução (no caso. e serão executadas nessa seqüência. Essas operações menores são denominadas microoperações. e. Pode ocorrer uma situação em que a próxima instrução a ser executada não seja a instrução seguinte àquela que acabou de ser realizada. Como já foi visto. conforme o fluxo da figura 2. Busca da próxima instrução Essa etapa consiste basicamente numa operação de leitura na memória principal.. A UC aciona a transferência (cópia) do endereço a ser lido (0216) do CI para o REM. O controlador da MP decodifica o endereço recebido e envia seu conteúdo (1B416) para o RDM através do barramento de dados. No entanto. que em conjunto constituem a operação desejada. nem sempre o valor do CI é incrementado. A realização da operação de busca de dados consiste.13. Seguindo as etapas indicadas na figura 2. através do barramento interno na UCP. ela poderá a seguir ser interpretada. d. a começar pela busca da próxima instrução a ser executada na memória (lembrando que neste momento da explicação o processador ainda não começou o ciclo de instrução tratado neste item. Esse endereço passa do REM para o barramento de endereços. que indica à MP que a operação é de leitura. dando continuidade ao ciclo de instrução. a descrição passo a passo desta primeira etapa é: a. 2. O valor 1B416 (que representa instrução) é copiado do RDM para o RI. as operações de leitura e escrita na memória principal são feitas por intermédio de dois registradores específicos: o REM e o RDM.1. Incremento do CI Como no exemplo adotado as instruções estão armazenadas em seqüência na memória. de modo que o novo endereço armazenado seja o que vem logo após o endereço lido na etapa anterior.3. Após a conclusão do ciclo da instrução anterior. Portanto.). o CI deve ser incrementado de modo que ele “aponte” para o endereço da próxima instrução que será executada após essa (o endereço da instrução ADD Op. o valor do CI é incrementado. É transferida uma cópia da instrução que será executada no momento da MP para a UCP. mais especificamente para o RI.13 e observando as figuras a seguir. vale lembrar que. que é o endereço seguinte da instrução LDA Op. como já foi mencionado. Com a instrução armazenada no RI. a execução de uma operação pelo processador é dividida entre seus componentes. Antes disso. nesse caso ela será definida pela instrução corrente. b. A UC coloca o sinal de controle READ no barramento de controle. o novo valor do CI é 0316. será a instrução LDA do exemplo). Ele terminou de executar a instrução anterior e agora buscará a instrução LDA). Essa instrução consiste em uma operação de busca de dados na memória (ver a tabela 2. na verdade. trazer um operando para o ACC). na execução de microoperações pelos componentes do processador. de modo que cada um fique encarregado de executar outras operações menores. Assim. 64 . c. que contém a instrução ADD Op. chamada de instrução de desvio. O endereço da instrução que será buscada na memória está contido no CI e.2.1 Ciclo da instrução LDA Op.1. tem-se: 1.

O que ocorre na maioria dos processadores atuais é: CI ← (CI) + n. que pode ser esquematizado na figura 2. cujas instruções podiam ocupar 1. de modo que o CI era incrementado de acordo. portanto. e o novo valor à direita). 2 ou 3 células de memória (cada célula tinha 8 bits de largura). Existem instruções que podem ocupar até duas ou três células de memória. Pode-se citar dois exemplos de processadores onde ocorre esta situação. nesses sistemas o valor de n também é variável e a UC deve ser preparada para isso.” As duas etapas que foram realizadas até o momento constituem do ciclo de busca da instrução LDA. Esta diferença entre os processadores atuais e o processador hipotético também pode levar a uma alteração “forçada” no CI (o valor do CI não é incrementado).15 (para um melhor entendimento do fluxo de dados nos exemplos. os 2 primeiros bits do código de operação indicavam o tamanho da instrução. Existem também sistemas (e não são poucos hoje em dia) em que o tamanho das instruções é variável. a figura mostrará os dois valores: o anterior à esquerda. cada instrução ocupa uma célula). apresentados em [MON01]: “Nos microprocessadores 8080/8085. as instruções eram lidas para a UCP um byte de cada vez (tamanho da célula) e o CI era incrementado de 1 em 1. sendo 00 para instruções de 2 bytes. Figura 2. sendo n igual à quantidade de células ocupadas por uma única instrução. Fluxo de dados e de endereços durante a realização do ciclo de busca da instrução LDA. Na maioria dos processadores atuais o tamanho das instruções não é fixo em uma célula.Além disso. Portanto. Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores 65 .15. nesse exemplo foi considerado que a instrução ocupa apenas uma célula de memória (o tamanho das instruções é fixo em 12 bits. porém mais de uma vez durante o ciclo da mesma instrução (se a instrução ocupasse 2 ou 3 bytes). com um barra diagonal atravessada. 01 para instruções de 4 bytes e 11 para instruções de 6 bytes de tamanho. se ocorrer uma operação de escrita em célula de MP ou registrador. o mesmo tamanho de uma célula de memória e. Nos sistemas IBM/370.

O valor 1A716 (que representa instrução) é copiado do RDM para o ACC. Execução da instrução (nessa instrução não há operando a ser buscado. a decodificação da instrução é realizada pelo DI. Fluxo de dados e de endereços durante a realização do ciclo de execução da instrução LDA. Decodificação da instrução Como já foi visto. b. A UC emite o sinal para que o endereço a ser lido (B416) seja transferido para o REM.Op. que pode ser esquematizado na figura 2. d. b. a quarta etapa também é uma operação de leitura na memória principal. A UC coloca o sinal de controle READ no barramento de controle. como definido na representação binária da instrução. que é trazer um operando da MP para o ACC. através do barramento interno na UCP.16. emitirá os sinais adequados e na seqüência preestabelecida que conduzirão a execução da operação definida pela instrução. e. O passo a passo desta etapa é bem parecido com o da primeira etapa: a. c. para que ele transfira para o DI os primeiros 4 bits que representam o código da instrução (o C. O DI interpreta esse código de acordo com a configuração que lhe foi programada pelo projetista do processador e ativa uma das saídas que vai para a UC informando a ela a operação.16. Estes últimos dois passos constituem o ciclo de execução da instrução LDA. Esse endereço passa do REM para o barramento de endereços. O controlador da MP decodifica o endereço recebido e envia seu conteúdo (1A716) para o RDM através do barramento de dados. a. uma vez que se trata da execução da operação propriamente dita. que indica à MP que a operação é de leitura. Esse operando está armazenado no endereço 101101002 (hexadecimal B416).13 – busca de operandos – é ignorada) Assim como a primeira etapa. “Esta. Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores 66 .). portanto a quarta etapa apresentada na figura 2.3. A UC emite um sinal de controle para o RI. Figura 2.“ 4. por sua vez.

esses passos serão apenas comentados. Dessa forma.. Dados a serem considerados. será descrito o ciclo da instrução ADD Op.Op.2 Ciclo da instrução ADD Op. Como se percebe. O valor armazenado no REM é igual a 101101002 ou B416 e no RDM é igual a 0001101001112 ou 1A716. e. d. desta etapa é: a. Já o ciclo de execução da instrução ADD será um pouco diferente nas etapas 4 e 5. 1. A seguir. durante a maioria do ciclo de instrução anterior.1. A descrição passo a passo. Ele foi modificado durante o ciclo de busca da instrução LDA Op.)) b. Incremento do CI CI ← (CI) + 1 Essas duas etapas encerram o ciclo de busca da instrução ADD. Como o objetivo deste tópico é apenas de explicar de forma simplificada o funcionamento da UCP. 67 .Portanto. A interpretação desse código resulta na ativação da saída que vai para a UC informando a ela que se trata da operação ADD. Busca da próxima instrução Esta etapa é em tudo semelhante à etapa 1 do ciclo da instrução LDA Op. 3. a instrução ADD). Decodificação da instrução a. a UC iniciará o ciclo de uma nova instrução (desta vez. por sua vez. mas é importante comentar o fato de que o CI. O valor armazenado no RI é igual a 0001101101002 ou 1B416 (provavelmente é o valor da instrução anteriormente executada). Um deles já está armazenado no ACC (ele foi transferido no ciclo da instrução LDA) e o outro será buscado (lido) na memória nesse ciclo de instrução. o CI já contém o endereço da instrução que deve ser executada. resumida. Nos demais passos a execução dessa instrução é semelhante à anterior. b.. Este é o endereço da instrução ADD Op. que será executada neste ciclo de instrução. 2. O valor armazenado no ACC é igual a 0001101001112 ou 1A716 (também é um valor obtido em operação anterior). A UC coloca o sinal de controle READ no barramento de controle RDM ← (M(REM)) RI ← (RDM) 2. com a conseqüente ação da UAL.13 (buscar operando) e haverá efetivamente a realização de uma operação no passo 5 (operação aritmética de adição). Decodificador ← (RI(C. concluído o ciclo da instrução LDA. c. referentes ao término da instrução anterior: • • • • O valor armazenado no CI é igual a 000000112 ou 0316. já continha o endereço da instrução seguinte.3. emite os sinais apropriados para a execução da operação. Esta. para 0316. antes do início de um ciclo de instrução. Nesta instrução será usado o passo 4 do fluxograma de um ciclo de instrução apresentado na figura 2. ele é bastante semelhante ao ciclo de busca da instrução anterior. REM ← CI O endereço armazenado no REM para o barramento de endereços. que consiste somar dois operandos.

c. também ligada a um registrador. possui duas entradas. e depois para a UAL. que são ligadas aos registradores de dados. Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores 4.Figura 2. A UC emite o sinal para que o REM receba o endereço do operando a ser buscado na memória (B516). que efetivamente realizará a operação de soma.17. Esses dois valores são previamente transferidos da memória para os registradores da UCP. só há um registrador de dados (que é o ACC) e a UAL continua tendo duas entradas. Busca de operandos na MP Como já foi visto. a. a instrução ADD consiste em uma operação aritmética de soma. para que ele possa em seguida ser transferido para o ACC. podendo em seguida ser reutilizado por outra instrução ou transferido para a memória. somará esses dois valores e informará o resultado na saída. esperando que o operando armazenado no ACC seja transferido para a UAL. A UAL. Ele é transferido para outro registrador de dados. O que acontece nesse caso é: o ACC já contém um dos termos da operação (o valor 1A716. Ela receberá os valores armazenados nos registradores pelas suas duas entradas. 68 . que indica à MP que a operação é de leitura. realizada com dois valores. bastante semelhante aos processadores dos primeiros computadores. trazido para ele no ciclo da instrução LDA Op.). Fluxo de dados e de endereços durante a realização do ciclo de busca da instrução ADD. nesse processador hipotético. A UC coloca o sinal de controle READ no barramento de controle. No entanto. b. a fim de agilizar a execução da operação. O operando que resta será buscado (lido) na memória e ficará armazenado temporariamente no RDM. e uma saída. Esse endereço passa do REM para o barramento de endereços.

f. os valores percorrem o circuito lógico dentro da UAL responsável pela operação de soma e o resultado aparece na saída.d. que se utilizou de um valor que já estava armazenado no ACC) ou armazenado na memória. e portanto o da próxima instrução a ser executada. e. Execução da instrução Nesta etapa ocorre a efetiva execução da instrução. Os operandos já estão nas suas entradas. e deste é enviado para a UAL. um de cada vez. podendo ser em seguida utilizado por outra instrução (tem-se o exemplo dessa instrução. o endereço armazenado no CI. O valor 07D16 (que é o segundo operando) é copiado do RDM para o ACC. conseqüentemente. 1A716 + 07D16 = 22416 (essa conta em decimal ficaria assim: 423 + 125 = 548) O resultado é transferido para o ACC. Encerra-se então o ciclo de execução e. Feito isso. 5. dessa vez o dispositivo responsável pela execução da instrução será a UAL. neste momento ele iniciaria o ciclo de instrução correspondente à instrução armazenada no endereço 0416 da memória. já sabe o que fazer (interpretou a instrução). Se esse tópico continuasse mostrando a atividade do processador após o término deste ciclo de instrução. é enviado para a UAL. os dados não são transferidos para a UAL dessa forma. 69 . e quem (qual o dispositivo) vai fazer a operação indicada pela instrução previamente interpretada. Nos processadores atuais. Isso também possibilita uma redução no número de várias instruções. fazendo com que elas tragam consigo o endereço de apenas um operando (o outro operando já está armazenado no ACC e não precisa ser trazido na MP para a UCP). que está armazenado no ACC e é o primeiro operando. o ciclo da instrução ADD. O controlador da MP decodifica o endereço recebido e envia seu conteúdo (07D16) para o RDM através do barramento de dados. Como se trata de uma operação aritmética. no entanto. O processador já passou anteriormente por todo um “preparo” (buscou a instrução e os dados na memória. apenas esperando a emissão do sinal de controle pela UC para a realização da operação de soma. Dessa forma é possível que se utilize apenas um registrador de uso geral para transferir os operandos para a UAL. incrementou o CI para que ele já indicasse a próxima instrução). Eles possuem dois registradores temporários para armazenar os dois operadores imediatamente antes de serem transferidos para a UAL. O valor 1A716.

Imagem retirada do livro Introdução à Organização de Computadores 70 .18.Figura 2. Fluxo de dados e de endereços durante a realização do ciclo de execução da instrução ADD.

8088 e 80286. mais veloz poderá realizar cálculos e processamento de instruções em geral. [NUN06] De modo bastante resumido. e as diferenças estão no nível dessas características. tem-se o exemplo de Monteiro [MON01]. mas também o tamanho dos elementos ligados à área de processamento (a UAL e os registradores de dados). O aumento do tamanho da palavra trata-se de uma evolução natural dos processadores.1 Palavra [MON01]. Já o processador de 16 bits. 71 . Se a operação requer que sejam somados dois valores com 16 bits de tamanho. Assim. por exemplo. um processador de 8 bits deverá executá-la em etapas.” Uma operação de soma em um processador de 16 bits. como será visto no próximo tópico. “processador de 64 bits”. E não é só na operação de soma que se observa a vantagem do maior tamanho da palavra: é em praticamente todas as operações realizadas pela UCP. Passemos então a apresentar as principais características de um processador genérico. “Quanto maior é o número de bits de um processador. mas os processadores de 64 bits estão se tornando cada dia mais comuns no mercado.. vemos que eles possuem muitas características comuns. os modelos típicos operavam na faixa dos 5 MHz. armazena ou recupera número a número (cada um estaria associado a uma palavra). e vejamos como se aplicam aos modelos atuais.Capítulo 3 – Principais Características de um Processador “Ao compararmos processadores novos e antigos. o significado do clock é exatamente o mesmo nos dois casos.]. Em 1980. Estas expressões se referem justamente ao tamanho das palavras desses processadores. No ano 2000 já existiam processadores com clocks superiores a 1000 MHz. Um exemplo simples é o clock[. usados nos PCs do início dos anos 80 e ainda encontrados no mercado até o início dos anos 90. Largura do barramento de dados. pode-se definir a palavra de um processador como o tamanho da informação que ele consegue processar de uma só vez. Os processadores 8086.” É muito comum ouvir expressões do tipo “computador de 32 bits”. A maioria dos processadores atuais possui palavra de 32 bits.” [LVC02] 3. seus circuitos operam com 32 bits de cada vez. do barramento de dados e. O tamanho da palavra é um fator determinante no desempenho da UCP: ele determina não só o menor tempo gasto nas operações matemáticas. como visto anteriormente. capaz de representar e operar tais valores de forma direta. “Os antigos processadores dos anos 70 operavam com 4 ou 8 bits.” Atualmente existem no mercado processadores de 32 bits (como o Pentium 4 e o Athlon) e de 64 bits (como o Itanium e o Athlon 64). citado no capítulo 1: “a UCP processa instrução por instrução (cada uma estaria associada a uma palavra). a depender dos valores que deverão ser somados. operavam com 16 bits. conseqüentemente. sendo que estes últimos substituirão os processadores de 32 bits num futuro próximo. e assim por diante. A partir do 80386. os processadores usados nos PCs passaram a operar com 32 bits. a velocidade de transferência de dados entre o processador e a memória. simples e sofisticados. pode chegar a ser duas vezes mais rápida do que a operação de soma em um processador de 8 bits. [LVC02]. ou seja. fará esse cálculo de uma vez só. uma vez que ele trabalha com 8 bits de cada vez. Mesmo com esta diferença tão grande..

Pode-se perceber a vantagem de um barramento de dados maior em uma operação de busca de dados na memória. respectivamente. Se cada célula de memória armazena um byte. largura do barramento de dados e dos registradores de dados dos processadores usados nos PCs. utilizavam um barramento de dados de 8 bits. Pentium MMX Pentium Pro Cyrix 5x86 e AMD 5x86 Cyrix 6x86 AMD K5. a largura do barramento de dados corresponde ao tamanho da palavra do processador. K6. Tabela retirada do livro Hardware Total. Palavra. [NUN05]. Pentium III Celeron Pentium 4 AMD Athlon.1. [LVC02]. como o 8080 e o 8085.” A largura do barramento de dados determina.3. K6-II. quanto maior for o barramento de dados. por exemplo. “processadores com barramento de dados de 16 bits podem acessar duas células de uma só vez. portanto. a transferência dos dados se dará mais rapidamente. K6-III Pentium II. [PIR1] “A largura (ou tamanho) de um barramento é uma unidade de medida que caracteriza a quantidade de informações (bits em geral) que pode fluir simultaneamente pelo barramento. Normalmente. O mesmo vale 72 . Processador 8086 8088 286 386SX 366DX 486 486DLC / SLC Pentium. [NUN06]. se constitui também em um dos elementos que afetam a medida de desempenho de um sistema.” Logo. a quantidade de informação que o processador recebe do exterior. em um processador com barramento de dados maior. Aqueles com barramentos de dados com 32 e 64 bits podem acessar até 4 e 8 células. Os processadores de 8 bits. mas isto nem sempre ocorre.2 Largura do barramento de dados [MON01]. A velocidade com que a UCP se comunica com os demais componentes do computador depende fundamentalmente da largura do barramento de dados pois. e maior será a velocidade com que os dados são transferidos para o processador. Duron Palavra 16 16 16 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32 Largura do barramento de dados 16 8 16 16 32 32 32 64 64 32 64 64 64 64 64 64 Tamanho dos registradores de dados 16 16 16 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32 Tabela 3. maior ou menor. mais informações podem passar de uma só vez pelo barramento. Esta largura.

Por isso foi afirmado que ele conseguia endereçar 256 células de memória (28 células). ou seja.3 Largura do barramento de endereços [LVC02]. Assim. 1 byte). Para descobrir esse número. as células. determinada pelo número máximo de células de memória que ele pode endereçar. com palavra de 16 bits e barramento de dados também de 16 bits. Existem casos raros onde a largura do barramento de dados é menor que o tamanho da palavra. do endereço 0 ao endereço (2n-1). onde a palavra era de 16 bits e o barramento de dados era apenas 8. como já foi visto. [MAC02]. através do qual o processador pode acessá-la. No entanto. obtém-se a capacidade de endereçamento de um processador a partir da multiplicação de 1 byte pela quantidade de células de memória que ele pode endereçar.” O processador Pentium II. A largura do barramento de dados também vai determinar o tamanho do registrador de dados de memória (RDM) e este. como o processador 8088. A largura do barramento de endereços determina o número máximo de células de memória que um processador pode endereçar. cada uma representada por um endereço. tem a mesma largura dos registradores de dados da UCP e. sendo que n corresponde à largura (em bits) do barramento de endereços do processador em questão. isto é. toda regra tem a sua exceção. [EMER03]. por exemplo. 3. baseada em [NUN06] e [LVC02]. ocorre o inverso: a largura do barramento de dados é maior do que o tamanho da palavra (normalmente múltipla desta). 73 . acelerando a velocidade do processamento. “com a inserção de uma memória cache interna nesses processadores. Isso pode ser observado na tabela abaixo. possuía um barramento de endereços de largura 8 bits.para o processador 8086. no exemplo. já vistos no capítulo 1 (kB. Considerando que para a maioria dos processadores atuais o tamanho da célula é de 1 byte. a partir do Pentium e do K6. portanto. possui palavra de 32 bits e barramento de dados de 64 bits. tornou-se mais vantajoso buscar mais dados de cada vez das memórias externas ao processador. 3. Nos processadores modernos. o mesmo tamanho da palavra. que geralmente é de 8 bits. a memória é dividida em unidades de acesso. usado nos primeiros PCs.” O processador hipotético apresentado no capítulo 2. basta calcular 2n. [WBC] A capacidade de endereçamento de um processador nada mais é que a quantidade máxima de memória com a qual um processador consegue trabalhar. MB ou GB). também é de 8 bits. Isso ocorre porque. por exemplo. ele pode ser expresso através de um dos múltiplos do byte. Pode-se observar ainda pelo exemplo do processador hipotético que a largura do barramento de endereços também vai determinar o tamanho do registrador de endereços de memória (REM).4 Capacidade de endereçamento [LVC02]. e composta por um determinado número de bits (o que caracteriza o tamanho da célula. “a memória poderá no máximo endereçar 2n células. [MAC02] Como já foi visto anteriormente. Se o resultado for um número grande. que. em geral.

Acontece que dentro do computador o processador não é o único dispositivo que opera a partir de um clock. 74 . o clock do processador sincronizava tanto as operações internas quanto externas (comunicação com a memória. ainda utilizam barramentos de endereços com 32 bits”. Se cada célula possui o tamanho de 1 byte. como é comum hoje em dia. de 1985.048. É importante ressaltar que os processadores não chegam a usar toda a sua capacidade de endereçamento. e que a quantidade de vezes em que um pulso se repete em um segundo caracteriza a freqüência do processador. por exemplo. será demonstrado como se obter a capacidade de endereçamento do processador 8086. [GAB05].” Processadores atuais.576 células. viu-se que há um dispositivo gerador de pulsos que comanda o ritmo em que as operações são realizadas dentro do processador. medida em MHz ou GHz. [EMER03]. ou seja. possuem. [MOR02]. 3. assim como o 386. não chega a usar 13% da capacidade de endereçamento do processador. Sabe-se que ele possui barramento de endereços de largura 20 bits e. [WBC] No capítulo 2. Capacidade de endereçamento de diversos processadores. Para que o sistema funcione corretamente. barramento de endereços de 32 bits.5 Clock interno e externo [LVC02]. o relógio ou clock. mesmo os processadores mais modernos. 128 kB e 256 kB de memória RAM. a capacidade de endereçar 1 MB era considerada bem elevada. em sua maioria. a memória e vários outros circuitos do computador também devem sincronizar suas operações através de um clock. Tabela retirada do livro Hardware Total. etc. consegue endereçar 220 células. [EMER12]. “Por isto. Viu-se também que a duração de um pulso emitido por esse dispositivo vai determinar o ciclo de maquina. portanto.).A fim de exemplificar esse cálculo. como o Pentium IV. “Para a época do 8086 e do 8088 (em torno de 1980). em sua maioria. 1. conseqüentemente o 8086 pode acessar até 1 MB de memória. possibilitando endereçar até 4 GB de memória. dispositivos de entrada e saída. os barramentos. Um computador com Pentium IV e 512 MB de memória RAM. [MON01]. Largura do barramento de endereços 20 20 24 24 32 32 32 24 32 36 Processador 8086 8088 286 386SX 386DX 486 486DLC 486SLC Pentium e similares Pentium Pro e superiores Capacidade de endereçamento 1 MB 1 MB 16 MB 16 MB 4 GB 4 GB 4 GB 16 MB 4 GB 64 GB Tabela 3. Em processadores antigos (até o 486DX-50). Eram comuns modelos com 64 kB.2.

A essa diferença de velocidade entre os clocks interno e externo dá-se o nome de fator multiplicador. ele o fazia a 25 MHz. “O intervalo de tempo requerido para mover um grupo de bits (tantos quanto a quantidade de bits definida pela largura do barramento) ao longo do barramento é denominado ciclo de tempo do barramento ou simplesmente ciclo do barramento (bus cycle). Por exemplo. por exemplo). Tome-se três modelos de processadores: o 486 DX4 100. com o passar do tempo. no entanto não existem modelos de placa-mãe capazes de acompanhálos. quando era necessário acessar algum dispositivo externo. Para solucionar esse problema. “o clock interno geralmente é obtido através de um multiplicador do clock externo. maior será o seu desempenho. como foi dito no capítulo 2. criou-se uma barreira.” Nos processadores atuais. Todos eles apresentam o mesmo clock interno (100 MHz). logo entende-se que seu clock interno é de 2. O processador 486DX2. no entanto acessam a memória em velocidades diferentes (possuem clocks externos diferentes) o que quer dizer que esses processadores apresentam diferentes desempenhos. pode-se dizer que entre os processadores escolhidos para esse exemplo. a partir do 486DX2 os processadores passaram a operar com dois tipos de clock: o clock interno e o clock externo. pois não haviam na época circuitos de apoio capazes de trabalhar a mais de 40 MHz. “Ele está relacionado com o número de operações que o processador realiza por segundo” e é normalmente usado para indicar seu desempenho. que opera com clock externo de 66 MHz e multiplicador 3x. Quanto maior for o clock externo do processador. O clock externo é o clock do barramento local. Por essa tabela é possível justificar porque processadores que apresentam o mesmo clock podem apresentar diferentes desempenhos. o Pentium 100 e o Cyrix 6x86-PR120+. Quando se ouve a expressão “Pentium 4 de 2. 33 MHz e 40 MHz. “Foram lançadas versões do 486 rodando à 25 MHz. como a memória RAM. “A grande diferença entre o clock interno e o clock externo em processadores 75 . de alguns processadores. utilizando apenas esses critérios (clock interno e externo). e o clock do processador não poderia continuar crescendo se ele tivesse que sincronizar também os dispositivos externos ao processador. Isso quer dizer que ele operava internamente a 50 MHz.8 GHz e que ele realiza 2.8 bilhões de operações por segundo. tem-se o exemplo do Pentium-200. foi criado o recurso de Multiplicação de Clock. modo análogo ao que se define para o ciclo do processador e para o ciclo de memória. pois ele possui o acesso mais rápido à memória (66 MHz). bem como os multiplicadores.8 GHz”.No entanto. por exemplo. pois a transferência de informações entre ele e os outros dispositivos se dará mais rapidamente. a velocidade do processador passou a evoluir (crescer) num ritmo muito mais rápido que a velocidade dos demais dispositivos do computador (atualmente existem processadores capazes de operar a até 3. O clock interno já foi visto no capítulo 2: é a partir dele que é feita a sincronização das operações dos componentes internos do processador. no entanto. Em seguida viria o Cyrix 6x86-PR120+ (50 MHz) e o 486 DX4 100 (33 MHz). Graças a esta diferença. porém. também chamado de Front Side Bus. enquanto seu clock externo era de 25 MHz. o multiplicador terá de ser de 3x para fazer com o que processador funcione a 200 MHz. A título de comparação.” Assim. através do qual o processador trabalha internamente à uma velocidade maior do que a da placa mãe. A tabela que se segue mostra valores de clocks internos e externos. possuía clock interno de 50 MHz. por exemplo. o de maior desempenho é o Pentium 100.6 GHz. se o clock externo for de 66 MHz.” O clock externo tem um valor bem menor que o clock interno e é usado para sincronizar as operações de comunicação entre o processador e os demais dispositivos do computador.

é mais de 1000 vezes mais veloz que o velho 8088 usado no IBM PC XT. [MON01].5 x 3.5 x 1.5 x 4.com/washinbueno/processadortutorial.5 x 4.5 x 6.3.0 x Tabela 3.modernos é uma grande barreira a ser transposta visando aumentar o desempenho do computador”. “Um já ultrapassado Pentium II de 300 MHz.” Processador 486 SX 25 486 DX2 50 486 DX4 100 Pentium 100 Pentium 133 Pentium 166 Pentium 200 Cyrix 6x86-PR120+ Cyrix 6x86MX-PR233 Cyrix 6x86MII-PR300 AMD-K5-PR75 AMD-K5-PR133 AMD-K6-PR166 AMD-K6-PR200 AMD-K6-2-PR350 AMD-K6-2-PR400 AMD-K6-3-PR450 Pentium II 233 Pentium II/Celeron 266 Pentium II/Celeron 300 Pentium II/Celeron 333 Pentium III 500 Pentium III 550 Pentium III 600 Clock Interno 25 MHz 50 MHz 100 MHz 100 MHz 133 MHz 166 MHz 200 MHz 100 MHz 200 MHz 300 MHz 75 MHz 100 MHz 166 MHz 200 MHz 350 MHz 400 MHz 450 MHz 233 MHz 266 MHz 300 MHz 333 MHz 500 MHz 550 MHz 600 MHz Clock Externo 25 MHz 25 MHz 33 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 50 MHz 66 MHz 66 MHz 50 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 100 MHz 100 MHz 100 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 100 MHz 100 MHz 100 MHz Fator Multiplicador 1. como se observa pelo exemplo do 486DX2.0 x 4. 3. Tabela adaptada do site http://br. Um deles é o uso de memória cache dentro do processador.0 x 3. por exemplo.0 x 2.0 x 3.0 x 2.0 x 5. e também pela tabela. [MAC02] Assim como aconteceu com a comunicação entre o processador e os dispositivos de entrada e saída. Clocks internos e externos de alguns processadores. por exemplo. ele funciona como se fosse um processador de 100 MHz. Durante esse processo. E esse problema cresce juntamente com o clock interno dos processadores: um Pentium III de 600 MHz.html. “Diversas técnicas são usadas para minimizar o impacto dessa diferença de clock.6 Memória cache [LVC02].geocities.5 x 2.0 x 2. tem que reduzir sua velocidade em 6x quando tem que consultar algum dispositivo externo. que opera internamente a 50 MHz e acessa outros dispositivos a 25 MHz.0 x 3.5 x 3.0 x 4.5 x 1.0 x 5.0 x 3. Acesso em 09/10/2007. a comunicação entre o processador e a memória também passou a ser afetada pelo aumento da velocidade dos processadores com o passar dos anos.5 x 5. As memórias também 76 .5 x 2.0 x 1.5 x 3.

a memória principal. porém mais modestos. como seu nome sugere (RAM). Com clock de 25 MHz e ciclos de 80 ns.4). localizadas dentro do próprio processador (cache interna) permitiam o funcionamento do processador com bom desempenho. Os processadores anteriores a esse não as utilizavam. tempo muito grande para aquele processador. 3. O resultado disso é um grande desequilíbrio entre a velocidade do processador e a velocidade da memória. Os 8 kB de cache. o desempenho do sistema.” Como já foi dito no capítulo 2. enquanto os processadores são no mínimo 1000 vezes mais rápidos. e a transferência de dados entre esses dois dispositivos se dava de forma sincronizada. que será explicado a seguir.] Assim. Uma vez estando situadas no topo da hierarquia de memória. com maior velocidade de transferência de dados. reduzindo o tempo que ele fica ocioso esperando uma transferência de dados da memória e aumentando. possuem alta velocidade. que estão no topo da hierarquia de memória (apresentada na figura 2. necessitava de memórias com menor tempo de acesso. e no final dos anos 90. apesar de as memórias dessa época serem relativamente lentas. ele vai sempre acessar. Com o lançamento de versões de 25.6. sabese que estas memórias são voláteis. “Os processadores 386 não tinham cache interna.experimentaram avanços significativos. e nem precisavam dela. aos 10 ns. a cada ciclo de instrução realizado.” “Em 1989 surgiu o processador Intel 80486. os programas não são executados de modo que a MP seja acessada randomicamente. O processador tem acesso à memória cache de forma quase instantânea.” A memória cache possui tempos de acesso menores que 5 a 7 ns. na média. comprometendo assim o desempenho do sistema. apresentam alto custo e baixa capacidade de armazenamento. Considerando-se que o acesso à memória ocorre atualmente de forma bem mais lenta que a execução de uma instrução. mesmo com a memória DRAM mais lenta que o necessário. fica claro que o processador permanece ocioso enquanto espera a conclusão de um acesso à memória. sem a necessidade de uma memória intermediária. uma maneira de reduzir a diferença de velocidade entre o processador e a memória principal foi criar memórias próprias para o processador. 33 e 40 MHz.” Se um processador não possui memória cache. este tempo de acesso chegou à casa dos 60 ns. que são os registradores.. que estão situadas na hierarquia de memória logo abaixo dos registradores..1 O Princípio da Localidade e o funcionamento da memória cache “Pesquisas e amostragens realizadas por diversos cientistas concluíram que a execução dos programas se realiza. Em meados dos anos 80. Isso porque. As memórias cache passaram a ser utilizadas a partir do processador 486. No início dos anos 80. assim. enquanto operavam com até 20 MHz. em pequenos grupos de instruções. Portanto essas memórias são apenas cerca de 25 vezes mais rápidas que há 20 anos atrás. [. inferiores aos da memória principal (esta possui tempo de acesso entre 7 e 15 ns). “O propósito do uso da memória cache é minimizar a disparidade existente entre a velocidade com que o processador executa instruções e a velocidade com que dados são acessados na memória principal. lançado em 1989. o baixo desempenho da memória DRAM obrigou os fabricantes a acrescentarem memória cache. e as memórias cache. e atua como memória intermediária na transferência de dados entre a memória principal e o processador. pelo menos uma vez. os processadores também o eram. porém na época as mais rápidas eram de 100 ns. eram comuns as memórias DRAM com 250 ns de tempo de acesso. O funcionamento dessa memória baseia-se no princípio da localidade. o primeiro a utilizar cache. Se um programa acessa uma 77 .

se ela era interna ou externa ao processador. que quer dizer Nível 1) ou primária. Se a informação desejada não estiver na cache (falta ou cache miss). a cache L2.. isto é. em cerca de 80% das vezes em que a UCP procura uma instrução ou dado ela os encontra na memória cache. Os processadores atualmente possuem dois ou até três diferentes níveis de memória cache. há uma boa probabilidade de que o programa acesse proximamente uma palavra subseqüente ou de endereço adjacente àquela palavra que ele acabou de acessar”. As memórias de níveis mais baixos possuem maior custo e menor capacidade que as memórias de níveis mais altos. ele procurará na L3 (se houver). Assim. cache L2 ou secundária e cache L3 ou terciária. Ela armazena uma pequena parte dos programas e dados que estão na memória principal e que estão sendo utilizados pelo processador. se não encontrar.” 3. A cache L1 é localizada no interior do processador e possui velocidade de acesso igual à deste. Ela é a 78 . o processador o procura primeiramente na cache L1. Se ele não o encontrar na L1. diminuindo assim o tempo de acesso à memória e aumentando o desempenho do sistema.]. ou mesmo que o programa acesse essa palavra novamente em um curto espaço de tempo. por isso. Sempre que ele for acessar a memória principal. Antigamente a cache não era classificada quanto ao seu nível. este tempo é compensado pela melhora do desempenho. dispensando o acesso à memória principal. na memória principal e. mas sim quanto à sua localização. quando necessita de um dado que está armazenado na memória. junto a mais um bloco de dados.. também a memória cache é dividida em níveis de forma a otimizar a transferência de dados dentro do sistema. primeiramente ele verifica se a informação (dado ou instrução) que procura se encontra na memória cache.” “A taxa de acertos (hits) mais comum varia entre 80% e 99%. se o dado ainda não for encontrado. O funcionamento da memória cache se baseia nesse princípio. e passará a acessar esta. Caso seja encontrada (chama-se de acerto ou cache hit). Estando o dado na cache L2. que funcionam obedecendo um sistema hierárquico dividido em níveis. pois ambos são fabricados com os mesmos elementos. “Apesar de existir neste mecanismo um tempo adicional para a transferência de dados entre as memórias. buscará na L2 (se houver uma). “O resultado é que na maior parte do tempo. na memória secundária. para a cache L1. o processador encontra dentro da cache os dados que procura”. Esse é o chamado princípio da localidade. Se o dado procurado também não estiver na cache L2. cada um com diferentes características: cache L1 (do inglês Level 1. Permanecem os mesmos princípios explicados nos capítulos anteriores. elas possuem os menores tempos de acesso (maior velocidade) e. ele o transferirá.6. finalmente. na pior das hipóteses. justificado pelo alto percentual de referências a endereços que são resolvidos na cache. considerando que as informações contidas nesse bloco serão utilizadas logo em seguida (princípio da localidade). Fazendo uma analogia. são as memórias “preferidas” do processador. É importante ressaltar mais um detalhe do funcionamento das memórias cache antes de prosseguir com a explicação sobre a sua evolução: a utilização de mais de uma memória cache não altera o funcionamento do sistema. o processador faz o acesso à memória cache.palavra da memória [. então o processador acessa a memória principal e transfere a informação que procura e mais um bloco de informações subseqüente para a memória cache. a cache interna seria a cache L1 que se tem hoje e a externa.2 Níveis e evolução da memória cache Assim como toda a memória de um computador é dividida em vários dispositivos. No entanto.

o primeiro mais rápido que o Pentium original devido à diferença de capacidade da cache L1. a maior capacidade e/ou a divisão da cache interna. no entanto. enquanto que a cache L1 desse mesmo processador era de 16 kB. mais adiante. assim como o tamanho da cache L1. Este. mesmo se ele tiver o mesmo clock do Duron. sendo normalmente especificado assim: cache 16 + 16). “Um processador 386 de 40 MHz e 128 kB de cache externa era praticamente tão veloz quanto um 486 de 25 MHz e 8 kB de cache interna.” A primeira memória cache L1 surgiu com o lançamento do 486. usada no Pentium Pro. sendo. a cache L2 recebeu dois melhoramentos que aumentaram consideravelmente o seu desempenho e o do sistema como um todo. É o caso. Surgiram. que vigorava na época e que não possuía memória cache. maior custo) e menor capacidade dentre as memórias cache. L1. o que mais uma vez prova que clock não é sinônimo de desempenho. possuía capacidade de armazenamento de 256 kB. Percebendo que. Ela opera na velocidade do barramento de dados. sendo uma interna e outra externa. “Eram comuns placas para 486 com 256 kB de cache externa. mas a opção do 386 era muito mais barata. conseqüentemente. isto é. como o Pentium e o Pentium MMX) quanto no interior deste (o que acontece nos processadores atuais a partir do Pentium Pro). sendo por isso mais lenta que a cache L1. “Processadores Athlon e Duron são idênticos. O tamanho da cache L2.” E tanto era perceptível a melhoria de desempenho com a simples adição de uma cache externa ao processador que logo surgiram placas-mãe com cache externa também para o 486. então. Como não fazia mais sentido classificar as memórias cache de acordo com sua localização (interna e externa). L3). também influencia no desempenho do processador. enquanto o Pentium I original possui cache de 16 kB (8 + 8). graças a implementação de uma memória cache de 8 kB e de outras melhorias na sua arquitetura (que serão vistas mais adiante. Prosseguindo com a evolução das memórias cache. as empresas fabricantes de placas-mãe passaram a desenvolver modelos de placas para o 386 que traziam embutida uma memória cache. o 386. as primeiras memórias cache L2. “Apesar de as memórias cache L1 serem sempre internas. possuía um desempenho significativamente maior que o seu antecessor. O próximo avanço das memórias cache ocorreu com o lançamento do Pentium Pro. assim. que modificam seu desempenho.” Os processadores seguintes continuaram a utilizar duas memórias cache. pode haver diferenças de arquitetura entre elas. utilizando uma memória cache. Por exemplo. A primeira cache L2. L2 e. embora elas só ganhassem essa denominação após o surgimento do Pentium Pro. além dos 8 kB de cache interna existentes no processador. a partir desse processador elas passaram a ser classificadas de acordo com seu nível (L1. A cache L2 então pode estar localizada tanto no exterior do processador (que é o caso de processadores mais antigos. cache L1 de instruções e cache L1 de dados. assim como o 486. que trouxe ambas as caches localizadas internamente. construídas com os mesmos elementos do processador. 79 . por exemplo. o processador Pentium MMX possui cache dividida de 32 kB (16 kB para dados e 16 kB para instruções. de um processador com cache de maior tamanho que outro ou se um processador possui ou não a cache dividida. poderia-se aumentar o desempenho do processador. até mesmo se esse outro processador possui um processador mais rápido.” Ao comparar o desempenho desses dois processadores. exceto pelo tamanho da cache L2 (256 kB para o Athlon e 64 kB para o Duron). Nessa época elas eram chamadas de cache externa. o Athlon leva vantagem. Sua capacidade de armazenamento. podem tornar um processador mais rápido que outro. é bem maior.que tem maior velocidade (possui menor tempo de acesso e. Foram eles: a utilização da cache L2 integrada no núcleo e o conseqüente aumento de sua velocidade. em Evolução dos Processadores).

Para o modelo de 450 MHz. sua cache L2 oferecia melhor desempenho. que já tinham cache externa. que já possuía uma cache interna como cache L1 e aproveitava a cache que vinha na placa-mãe como cache L2. as transferências entre a cache L2 e a L3 (externa). A utilização da cache L2 integrada no núcleo foi o que permitiu o seu aumento de velocidade. tinha capacidade de 512 kB e era externa ao núcleo. e podia ser instalado em placas-mãe para K6-2.4. Finalmente. terminando a história da evolução das memórias cache. Tabela adaptada de [NUN06] e [LVC02] 80 .“Integrar a cache L2 no núcleo significa produzir um processador contendo na mesma base de silício. “Estando o núcleo operando a 400 MHz. mesmo tendo apenas metade do tamanho da cache do Katmai. Posteriormente a mesma técnica passou a ser usada pelo Pentium III”. Evolução das memórias cache. a cache L2 integrada ao núcleo do processador resulta em maior desempenho. podese comparar duas versões do Pentium III: Katmai e Coppermine. já que os acessos à cache podem ser feitos com maior velocidade. de forma semelhante ao que aconteceu com o 486. Para se ter uma idéia de como a inserção da cache L2 no núcleo aumenta o desempenho. a inserção da cache L2 no núcleo acabou dando margem ao surgimento da cache L3 nos processadores K6-3 da AMD. ambas operando na mesma freqüência do processador. A cache L2 da versão Katmai. o núcleo e a cache L2.” Processador 386 486 Pentium Pentium MMX Pentium Pro Pentium II Celeron Pentium III AMD Duron AMD Athlon Pentium 4 Athlon XP Pentium M Athlon XP-M Itanium I Itanium II Athlon 64 L1 8 kB 8+8 16 + 16 8+8 16 + 16 16 + 16 64 + 64 64 + 64 8 64 + 64 64 64 + 64 ? 16 + 16 64 + 64 Tamanho da Cache L2 L3 externa externa externa 256 kB a 1 MB 256 a 512 kB 0 a 128 kB 256 a 512 kB 64 kB 256 kB 256 a 512 kB 256 a 512 kB 1 a 2 MB 2MB 256 a 512 kB ? 2 a 4 MB 256 kB 1. com uma única cavidade. essas transferências são feitas a 450 MHz. as transferências feitas entre o processador.“ Isso foi possível graças à miniaturização dos circuitos que compõem os processadores. a cache L1 e a cache L2 (internas) são feitas na mesma freqüência. que era o Pentium III original. Em ambos os modelos.5 a 9 MB 512 kB a 1 MB - Tabela 3. 256 kB. pois operava com um clock duas vezes maior. A cache da placa-mãe passava a ser então a cache L3. A versão Coppermine integrou a cache L2 no núcleo e. e entre a cache L3 e a DRAM são feitas a 100 MHz. “Além do menor custo. O K6-III já possuía em seu núcleo as caches L1 e L2.” “O primeiro processador a integrar a cache L2 no seu núcleo foi o Celeron.

81 . o que era muito mais demorado. uma para operar através do 8086/8088. visto no capítulo 2. trigonométricas (seno. Quando o PC não tinha o 8087 instalado. exponencial. os softwares eram fornecidos simultaneamente em duas versões. etc). Tabela retirada do livro Hardware Total. arquitetos e cientistas). ela também lançava um co-processador matemático compatível para ele. pois uma arquitetura que possui uma vasta quantidade de registradores pode armazenar vários dados e evita que a CPU fique ociosa durante o seu processamento. com números reais de 80 bits. [EMER03] O co-processador matemático. Os primeiros co-processadores matemáticos eram externos ao processador. normalmente. e ainda uma grande quantidade de funções algébricas (raiz quadrada. logaritmo.3. Quem quisesse utilizá-lo (normalmente. multiplicação e divisão de números inteiros de 32 bits. entre 8 e 32 registradores. [MON01]. e possuírem o menor tempo de acesso. e outra para usar o 8087. “Pelo fato dos registradores armazenarem dados que serão requisitados pela CPU. as pessoas que precisavam de um co-processador matemático eram apenas engenheiros. deveria comprá-lo (ele era vendido separadamente) e encaixá-lo em um local específico na placa-mãe.7 Número de registradores [ALEX02] O número de registradores é mais uma variável que influencia no desempenho de um processador. e outras instruções. o 8087 podia realizar essas mesmas operações. dispensando a UAL desses cálculos mais complexos e liberando-a para realizar cálculos mais simples. tangente. sempre que a Intel lançava um novo processador. Co-processadores matemáticos dos primeiros processadores. “Enquanto o 8086 e o 8088 faziam apenas adição. a quantidade de registradores influenciam no desempenho do processador. etc). usado em conjunto com os processadores 8086 e 8088. etc) e hiperbólicas (seno hiperbólico. com números inteiros.” Processador 8086 / 8088 80286 80386SX 80386DX Co-processador matemático 8087 80287 80387SX 80387DX Tabela 3. Programas que utilizam grandes quantidades de cálculos deste tipo ficavam incrivelmente mais velozes quando usavam o 8087. Normalmente. subtração. 3. como foi visto no capítulo 2. cosseno hiperbólico. Nessa época.5.8 Co-processador matemático [LVC02]. mesmo assim podia realizar esses cálculos. é o componente do processador responsável pela realização dos cálculos que envolvem números reais. Um exemplo conhecido de co-processador matemático é o 8087. arco tangente. mas estes eram feitos por etapas.” Pode-se encontrar dentro de um processador.

As outras formas de processamento paralelo serão vistas no capítulo 4. quando o primeiro setor estiver fabricando a carroceria para o terceiro carro. O pipelining é apenas uma das diferentes formas de processamento paralelo existentes atualmente. bancos. o estudo sobre execução de instruções em paralelo se concentrará no pipelining. devido ao fato de os números reais serem representados pelo computador em ponto flutuante. A partir do 486DX. realizadas em seqüência.9. quando o pipelining foi introduzido na arquitetura destes. tornando-se. onde uma tarefa é dividida em uma seqüência de subtarefas.” Tome-se o exemplo de uma linha de montagem de carros. muito mais otimizado e rápido”. realizadas em seqüência. [MOR02] Ao descrever o funcionamento de um processador genérico no capítulo 2. Nesse capítulo. Ela é dividida em vários setores.9 Execução de instruções em paralelo [MON01]. foi observado que a execução do ciclo de instrução é composta por várias etapas. ele é chamado de Unidade de Ponto Flutuante ou FPU (do inglês. dada a sua popularidade na área de Informática) é “a capacidade que o processador tem de fazer o processamento através de fases. enquanto este se encarrega de fabricar o motor desse carro. que datam da época desse mesmo processador) trouxeram embutidos em seu chip o co-processador matemático. inicia a produção de um segundo carro. Quanto ao primeiro aspecto. “Hoje em dia. os processadores atuais diferem do genérico quanto ao segundo aspecto (instruções executadas em seqüência. o co-processador matemático era externo ao processador.” 3. existe uma categoria de programas que faz uso intensivo da unidade de ponto flutuante: os jogos tridimensionais. rodas. Cada carro fabricado nessa linha de montagem passa por cada um desses setores. uma após o término da outra). pipelining (esse termo será usado ao invés do seu correspondente em português.Até o processador 80386DX. que fabrica a carroceria) não precisa esperar que ele fique pronto para iniciar a produção de outro carro. Ele passa o carro que havia iniciado a produzir para o segundo setor e. Esta diferença surgiu no decorrer da evolução dos processadores. [AND00]. assim. Esse conceito “se assemelha muito ao de uma linha de montagem. isto é. 3. motor. espelhos e acabamento final. no decorrer do estudo sobre a evolução dos processadores. mesmo para os usuários domésticos. Assim. Float Point Unit). portanto a unidade de ponto flutuante passou a ser um item essencial. Isso acontece com todos os setores da linha de montagem. Atualmente. No entanto.1 Metodologia Tipo Linha de Montagem ou Pipelining Grosso modo. e que as instruções também são executadas em seqüência. O setor que inicia a produção de um carro (o primeiro setor. executadas dentro da linha de produção. praticamente todos os processadores (existem pouquíssimas exceções. o segundo setor 82 . além das aplicações sérias já citadas. parte elétrica. cada um responsável por fabricar um componente do automóvel: carroceria. os processadores atuais permanecem semelhantes ao processador genérico descrito no capítulo 2: cada ciclo de instrução é composto por várias etapas. fabricando a sua carroceria. [MAC02]. uma se inicia após o término da anterior. A geração de imagens tridimensionais demanda uma grande quantidade de cálculos.

na prática. no processador da figura. enquanto o processador sem pipelining iria começar a segunda instrução. Analisando a figura 3.” O processo de pipelining pode ser caracterizado. No entanto. Exemplo de arquitetura pipeline com quatro estágios. segundo Monteiro [MON01]. e um novo produto inicia seu processo de fabricação ou execução antes do anterior concluir seu processo. ela já estaria em fase final.estará fabricando o motor para o segundo carro e o terceiro setor estará produzindo as rodas para o primeiro carro. No processador da figura. A execução dessas mesmas 4 instruções em um processador sem pipelining (execução seqüencial) levaria um tempo total de 16 unidades de tempo. como as fases de busca da instrução e dos operandos. “Essa produção funciona em paralelo para diferentes tipos de carro. uma outra instrução possa estar na fase de busca simultaneamente. nem sempre vai ocorrer).” Figura 3. a execução de 4 instruções consome 7 unidades de tempo. uma instrução será executada em 4 unidades de tempo.1. e assim ocorreria com o restante das instruções. “Da mesma forma que em uma linha de montagem. com pipelining. 83 . enquanto uma instrução se encontra na fase de execução. através de suas várias unidades funcionais pipeline. funciona de forma a permitir que. Ambos processadores terminariam a primeira instrução no mesmo intervalo de tempo. por dois fundamentos básicos: • • a divisão do processo em estágios de realização independentes um do outro.1. execução e armazenamento dos resultados. com pipelining. a execução de uma instrução pode ser dividida em subtarefas. Imagem retirada do livro Arquitetura de Sistemas Operacionais. percebe-se como o pipelining aumenta consideravelmente o desempenho dos processadores: se cada estágio (ou unidade) gastar o mesmo período de tempo para ser realizado (o que. O processador.

comparando o tempo que dois processadores levam para executar uma mesma quantidade de instruções. quanto maior é o clock de um processador. sem incluir operações com dispositivos de entrada e saída. é possível avaliar seu desempenho. em um único ciclo de clock. 3. Logo. que um ciclo de clock está relacionado com a execução de uma instrução pelo processador. pois foram avaliados diferentes critérios do mesmo processador.” “Existem várias medidas para quantificar o desempenho de um sistema computacional. [ALEX02] “Uma forma de avaliar o desempenho de um sistema computacional é através de ferramentas capazes de quantificar em dados o desempenho de um computador. no capítulo anterior.” Uma delas. é “o intervalo de tempo entre os pulsos de um sinal de clock. Assim. e automaticamente poderia se ter uma idéia da sua velocidade de processamento. “No tempo do PC XT. como também em função da evolução dos processadores. “A princípio. determinadas medidas vão se tornando inadequadas para medir seu desempenho com precisão e vão sendo substituídas por outras. conhecido como ciclo de clock. quando apenas o processador 8088 era usado. e são programas desenvolvidos especialmente para trabalhar na medida de desempenho. o que a torna a mais precisa possível. É importante ressaltar que as medidas utilizadas para avaliar o desempenho do processador variam não só em função do programa de benchmark utilizado. bastava indicar o seu clock. Então. como já foi visto.” Dois conjuntos diferentes de programas executados em um mesmo processador podem apresentar índices de desempenho diferentes. “A escolha dos programas deve ser criteriosa para refletir os diferentes tipos de aplicação.10 Análise de desempenho (benchmark) [LVC02]. Um programa de benchmark executa um conjunto de programas em diferentes tipos de sistemas e compara o tempo que cada sistema levou para executar os mesmos programas.A presença do pipelining em um processador faz com que ele “seja capaz de processar simultaneamente. Mais informações sobre processamento pipelining serão vistas ao longo do estudo da evolução dos processadores. bastante usada desde os primeiros processadores. o processador de 10 MHz executa uma média de 10 milhões de instruções por segundo (é uma média porque a 84 . o que interessa saber são os seus fundamentos básicos e que “quanto maior a quantidade de estágios. ou seja. [MAC02]. Essas ferramentas são conhecidas como Benchmarks. mais superposição e aumento de velocidade” do processador. uma vez que quanto maior o clock. um XT de 10 MHz era duas vezes mais veloz que um XT de 5 MHz.” A arquitetura pipeline de cada processador pode ser diferente com relação ao número de estágios e a outras implementações presentes no processamento. Por enquanto. Por exemplo. a freqüência do relógio define a quantidade de instruções executadas pela UCP. várias instruções que normalmente demorariam vários ciclos para serem processadas. à medida que os processadores vão evoluindo e novas tecnologias vão sendo incorporadas à sua arquitetura.” Isso pode ser afirmado porque. maior é o seu desempenho”. Por esse motivo os programas executados pela maioria dos benchmarks realizam operações envolvendo apenas o processador e a memória. maior a quantidade de instruções processadas em um mesmo intervalo de tempo.” Já foi visto. o tempo que o processador fica ocioso esperando pela conclusão de uma operação externa não é levado em conta na avaliação de desempenho do processador.

7 vezes mais rápido que o IBM PC XT. um acesso à memória) e o processador de 5 MHz. e sim. Em um segundo. com 4. 85 . o desempenho dos processadores usados nos PCs foi estimado através de comparações com o IBM PC XT.maioria das instruções leva um ciclo de relógio para serem executadas. como por exemplo. Portanto. o processador de 10 MHz executa o dobro de instruções que o processador de 5 MHz executa nesse mesmo intervalo de tempo e por isso ele é duas vezes mais rápido. O primeiro PC XT não operava com 5 MHz. Durante muitos anos. 5 milhões de instruções por segundo. percebeu-se que o clock não era uma medida muito precisa. Por exemplo. um XT de 10 MHz era cerca de 2. No entanto. o 80286 de 6 MHz usado no IBM PC AT era cerca de 5.09 vezes mais veloz que o XT original. mas existem instruções que podem levar mais de um ciclo.77 MHz.

Capítulo 4 – A Evolução dos Processadores A primeira geração da arquitetura Intel para PCs Processadores: Intel 8086 e Intel 8088 Intel 8086 Descrição: este processador deu início a arquitetura x86 dos processadores desenvolvidos para computadores pessoais. 8 e 10 MHz e o clock interno foi a única diferença entre os modelos desse processador. fabricados pela Intel. e foi lançado em 1978.77.77.77. foi evoluindo ao longo do tempo até os dias atuais.5 W 86 . Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Foram fabricados modelos com clocks internos de 4. 8 e 10 MHz Externo (8087) 2 DIP DIP 2.000 3µ 16 bits 16 bits 20 bits 1 MB 4. naturalmente. Informações adicionais: Faz parte da primeira geração da atual arquitetura concebida pela Intel e que. Era o primeiro processador de 16 bits. Intel 8086 Intel 1ª 1978 29. 8 e 10 MHz 1x 4.

8 e 10 MHz 1x 4. Intel 8088 Intel 1ª 1979 29. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Foram fabricados modelos com clocks internos de 4.html> e <http://www.77.html>.com/CPUs/8086/index. Acesso em 19/10/2008.Intel 8088 Descrição: era internamente quase idêntico ao 8086. a diferença consistia no seu barramento de dados que operava a 8 bits.1.77.5 W Figura 4. para que este fosse usado no computador pessoal da IBM: o IBM PC. 87 . Imagens retiradas da Internet. 8 e 10 MHz e o clock interno foi a única diferença entre os modelos desse processador. Os processadores 8086 (à esquerda) e 8088 (à direita).com/CPUs/8088/index. 8 e 10 MHz Externo (8087) 2 DIP DIP 2.77.cpuworld. Foi desenvolvido às pressas pela Intel.cpuworld. Disponíveis em <http://www.000 3µ 16 bits 8 bits 20 bits 1 MB 4.

Como nessa época ainda não havia multiplicação de clock (o fator multiplicador é igual a 1x). 10.3 W . o clock externo do processador era igual ao seu clock interno. Tinha um aumento apreciável de desempenho e foi usado no IBM PC AT. O clock interno e o clock externo foram as únicas diferenças entre os modelos desse processador. os que existiam eram muito mais caros. e sobretudo. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Foram fabricados modelos com clocks internos de 6. 12 e 20 MHz Externo (80287) 4 PGA PGA 3.000 1. 10. 8. O 8088 possibilitou o uso de componentes de 8 bits que já eram usados nos computadores da época. que foi lançado em 1984. 8.5µ 16 bits 16 bits 24 bits 16 MB 6. e fazendo aumentar o desempenho e competir na mesma faixa de preços. A segunda geração da arquitetura Intel para PCs Processador: Intel 286.Informações adicionais: É considerada uma versão “piorada”. 8. 88 Intel 286 Intel 2ª 1982 134. Mas mesmo assim era favorável o uso do 8088 porque não existiam circuitos de apoio de 16 bits no mercado. 12 e 20 MHz 1x 6. Informações adicionais: A principal inovação desse processador foi a definição de dois modos de operação: o modo real e o modo protegido. Intel 286 Descrição: este processador resgatou o projeto original do 8086 (é um processador inteiramente de 16 bits) e trouxe vários recursos adicionais. econômica ou júnior do 8086. 12 e 20 MHz. 10.

25.com. 25.2.Figura 4. Disponíveis em <http://www. 33 e 40 MHz Externo (80387DX) . Imagens retiradas da Internet.000 1. A terceira geração da arquitetura Intel para PCs Processador: Intel 386 (fabricado em duas versões: 386DX e 386SX) Intel 386DX Descrição: versão original do processador 386.de/? l0=i&i=1685> e <http://www.gdhpress. 33 e 40 MHz 1x 16. Acesso em 23/10/2008.br/hardware/leia/index. 20. O processador 286 (à esquerda) e o PC AT (à direita).cpu-collection. lançado em outubro de 1985. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático 89 Intel 386DX Intel 3ª 1985 275.php?p=cap18>.5µ e 1µ 32 bits 32 bits 32 bits 4 GB 16. 20.

8. mas enviava dados de 16 bits externamente. permanece em uso até os dias atuais.5 W Figura 4. que funcionava internamente com palavras de 32 bits. os modos real e protegido receberam diversos aperfeiçoamentos. já que nessa época ainda não havia multiplicação de clock). Seu custo era caro porque tinha diversos aperfeiçoamentos substanciais e porque era preciso que todos os circuitos de apoio trabalhassem a 32 bits. Imagem retirada da Internet. 10. a Intel lançou uma versão de desempenho inferior. com apenas algumas alterações. Com relação aos clocks interno e externo (que eram iguais. Modelos: Foram lançados modelos desse processador com diferentes clocks internos.3. Disponível em <http://www.5µ e de 1µ.cpu-collection. entre os quais a adição de uma instrução para voltar do modo protegido para o modo real. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Intel 386SX Intel 3ª 1988 90 . Informações adicionais: Considerado um dos mais importantes lançamentos da Intel. porque foi o primeiro processador de 32 bits da história e seu conjunto de instruções. Já com relação ao intervalo interno. o sufixo “SX” foi acrescentado na versão de 16 bits (barramento externo). conhecido como conjunto de instruções x86.de/? l0=i&i=1212>. Para diferenciar a versão mais simples da versão “mais potente”. Nesse processador. Intel 386SX Descrição: para baixar o custo.Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo 6 PGA PGA 2. e foi acrescentado o modo virtual 8086. O processador 386. foram fabricados modelos com clocks de 6. 12 e 20 MHz. clocks externos e intervalos internos. Acesso em 19/10/2008. foram fabricados modelos com intervalos internos de 1.

Este processador não apresentou muitos melhoramentos em relação ao 386. 486DX2 e 486DX4). 486SX. 33 e 40 MHz Externo (80387SX) 6 PGA PGA 2.000 1. o clock externo do processador era igual ao seu clock interno.5 W Foram fabricados modelos com clocks internos de 16. 20. Intel 486DX Descrição: versão original do processador 486. 20. 33 e 40 MHz 1x 16. Esses componentes até hoje vêm incluídos nos processadores. O clock interno e o clock externo foram as únicas diferenças entre os modelos desse processador. A principal diferença foi a inclusão do cache L1 e do coprocessador aritmético como um item de série. o que o tornou quase 2x mais rápido que um 386 de mesma freqüência.Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: 275. 33 e 40 MHz. Como nessa época ainda não havia multiplicação de clock (o fator multiplicador é igual a 1x). 20. Informações adicionais: Esta arquitetura permitiu que fossem aproveitados os mesmos periféricos usados em placas de micros 286. 25. tornando as máquinas baseadas no 386SX muito mais acessíveis. 91 . A quarta geração da arquitetura Intel para PCs Processador: Intel 486 (fabricado em quatro versões: 486DX. 25. 25.5µ 32 bits 16 bits 24 bits 16 MB 16. lançado em abril de 1989.

html>.4. mas trabalhava com dados de 32 bits. 2 e 3 3a6W . 33 e 50 MHz 1x 25. que diferem entre si pelo intervalo interno.com/reviews/mother-cpu-charts-part-1. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Foram lançados diferentes modelos desse processador. O processador 486. Imagem retirada da Internet. Vinha sem o coprocessador matemático e possuía freqüências de operação menores.8µ 32 bits 32 bits 32 bits 4 GB 25. Informações adicionais: Curioso notar que os tamanhos da palavra e dos barramentos de dados. 33 e 50 MHz 8 kB Unificada Interno 5 PGA Soquetes 1. pelos clocks interno e externo.tomshardware. diferente do que ocorreu com o 386. pelo tipo de soquete e pelo consumo. Acesso em 31/03/2009. Essas diferenças são citadas na tabela acima. diferenciada pelo sufixo “SX”. mesmo nas versões de baixo custo. interno e externo.943-4. Disponível em <http://www. Resumo: Características Fabricante Geração 92 Intel 486SX Intel 4ª Intel 486DX Intel 4ª 1989 1. Intel 486SX Descrição: essa é a versão de baixo custo do 486.2 milhões 1µ e 0. e de endereços permaneceram os mesmos para todas as versões do 486.Figura 4.

8µ 32 bits 32 bits 32 bits 4 GB 16.2 milhões 0. que diferem entre si pelo intervalo interno. 25 e 33 MHz 2x 93 . 25 e 33 MHz 1x 16. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Intel 486SX Intel 4ª 1992 1.9 milhões 1µ e 0.8µ 32 bits 32 bits 32 bits 4 GB 20. 25 e 33 MHz 8 kB Unificada Externo (80487SX) 5 PGA Soquetes 1. Para os proprietários restava a opção de comprar o 487SX. Trabalhava internamente com o dobro da freqüência de operação da placa-mãe ( fator multiplicador de 2x). pelos clocks interno e externo. 20.Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: 1991 0. 20. Intel 486DX2 Descrição: versão do 486 que introduziu o recurso da multiplicação de clock. o 486SX era muito mais lento em aplicativos gráficos e científicos. pelo tipo de soquete e pelo consumo. Essas diferenças são citadas na tabela acima. que era um co-processador aritmético que era vendido separadamente e que custava quase o mesmo preço de um 486DX. Informações adicionais: Por não ter o co-processador aritmético. 2 e 3 3a6W Foram lançados diferentes modelos desse processador.

Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Foram lançados diferentes modelos desse processador. que diferem entre si pelos clocks interno e externo.6 milhões 0. Intel 486DX4 Descrição: versão do 486 que trabalhava internamente com o triplo da freqüência de operação da placa-mãe (fator multiplicador de 3x) e possuía L1 de 16 kB.6µ 32 bits 32 bits 32 bits 4 GB 25 e 33 MHz 3x 75 e 100 MHz 16 kB Unificada Interno 5 PGA Soquetes 1. Informações adicionais: O recurso da multiplicação de clock é usado nos processadores até hoje. Essas diferenças são citadas na tabela acima. 2 e 3 3a6W Foram lançados diferentes modelos desse processador. pelo tipo de soquete e pelo consumo. 2 e 3 3a6W . 50 e 66 MHz 8 kB Unificada Interno 5 PGA Soquetes 1.Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: 40. que diferem entre si pelos 94 Intel 486DX4 Intel 4ª 1994 1.

como arquitetura superescalar. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 95 Intel Pentium Intel 5ª 1993 3. Acesso em 27/10/2008.8µ 32 bits 64 bits 32 bits 4 GB 60 e 66 MHz 1x 60 e 66 MHz 16 kB Dividida (8 + 8) 256 a 512 kB Externa .5. A quinta geração da arquitetura Intel para PCs Processadores: Intel Pentium e Intel Pentium MMX. É. Um processador Pentium. igual ao 386 e ao 486. Descrição: primeiro processador Intel de 5ª geração. Imagem retirada da Internet. Disponível em <http://www. porém apresentou aperfeiçoamentos que o permitiram ser bem mais rápido.cpuworld. previsão de instrução de desvio e possibilidade de multiprocessamento.html>. pelo tipo de soquete e pelo consumo. lançado em 1993. Os primeiros modelos desse processador tinham clocks internos de 60 e 66 MHz e suas principais características se encontram resumidas na tabela a seguir. Essas diferenças são citadas na tabela acima. Intel Pentium Figura 4.clocks interno e externo.com/CPUs/Pentium/index. em termos de software.1 milhões 0.

2 milhões 3. Apresenta como principal diferença com relação ao seu antecessor o acréscimo de 57 novas instruções que visam aumentar o desempenho de aplicativos que envolvem multimídia. que permite que os programas saibam qual processador está instalado no computador.2 milhões 3.5 W Informações adicionais: Esse processador também trouxe como novidade a inclusão de uma instrução de identificação.6 W e 16 W Clock Fator Clock externo multiplicador interno 60 MHz 1x 66 MHz 1x 50 MHz 1. Figura 4.5x 60 MHz 1.5x 66 MHz 2.8µ 0. Disponível em <http://www.Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Intervalo interno Quantidade de transistores 0.35µ 3.2 milhões 3.6. Ela não contribuiu para o aumento do desempenho do processador.6µ 0.35µ 0.5x 66 MHz 3x 60 MHz 66 MHz 75 MHz 90 MHz Consumo 14.35µ 0.6 W 16 W 8W 9W 100 MHz 10. mas passou a fazer parte dos conjuntos de instruções de todos os processadores fabricados pela Intel a partir dele.1 milhões 3.5x 60 MHz 2x 66 MHz 2x 60 MHz 2.6µ 0. as instruções MMX.6 W 166 MHz 14.6µ e 0.2 W 150 MHz 11.3 milhões 3. Um processador Pentium MMX.8 W 133 MHz 11.3 milhões 3.2 milhões 3.3 milhões Interno 5 PGA Soquetes 4.6µ 0.35µ 0.5x 66 MHz 1.8µ 0.1 W 120 MHz 12.5 W 200 MHz 15.cpu96 . Intel Pentium MMX Descrição: processador que foi lançado em 1996 para suceder o Pentium. Imagem retirada da Internet. 5 e 7 14.35µ 0.3 milhões 3.1 milhões 3.

3x e 3.world. Intel Pentium II Xeon. Apesar dos nomes serem diferentes.35µ 32 bits 64 bits 32 bits 4 GB 66 MHz 2. Informações adicionais: Além das instruções MMX.7 W e 17 W A sexta geração da arquitetura Intel para PCs Processadores: Intel Pentium Pro. teve mais três versões: A.5 milhões 0. Acesso em 27/10/2008. que apresenta como principais características: arquitetura híbrida CISC/RISC. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Foram fabricados modelos com clocks internos de 166. execução especulativa e 97 . batizada pela Intel de arquitetura P6. que é maior no Pentium MMX.1 W. conseqüentemente. Coppermine e Tualarin). Intel Celeron (que. Intel Pentium III (que foi fabricado em três versões: Katmai. 200 e 233 MHz 32 kB Dividida (16 + 16) 256 a 512 kB Externa Interno 5 PGA Soquete 7 13. além da versão original.5x. Intel Pentium II (que foi fabricado em duas versões: Klamath e Deschutes). 15. 200 e 233 MHz. execução de instruções fora de ordem.5x 166. renomeamento de registradores. outra diferença entre o Pentium e o Pentium MMX é a cache interna. Coppermine e Tualatin) e Intel Pentium III Xeon (que foi fabricado em duas versões: Tanner e Cascades). o fator multiplicador. O clock interno (e.html>. Intel Pentium MMX Intel 5ª 1996 4.com/CPUs/Pentium/TYPE-Desktop%20Pentium%20MMX. tornando-o um pouco mais rápido que o Pentium mesmo nas aplicações que não utilizam as novas instruções MMX. esses processadores foram construídos utilizando a mesma arquitetura. já que o clock externo se manteve) foram as únicas diferenças entre os modelos desse processador.

Intel Pentium Pro Descrição: primeiro processador Intel de sexta geração. full-speed Interno 11 SPGA Soquete 8 29 a 38 W Informações adicionais: Como este processador foi lançado antes do Pentium MMX.6µ e 0. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Clock externo 60 MHz 66 MHz 60 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz Fator multiplicador 2.5x e 3x 150. lançado em novembro de 1995.35µ 32 bits 64 bits 36 bits 64 GB 60 e 66 MHz 2. vários melhoramentos foram introduzidos a essa arquitetura à medida que novos processadores foram sendo lançados. trouxe ambas as memórias cache localizadas dentro da sua pastilha.7 W 35 W 37.5 milhões 0. Por isso.9 W 43 W Intel Pentium Pro Intel 6ª 1995 5. ele não possui em seu 98 .superpipeline. Além de introduzir a arquitetura P6. 180 e 200 MHz 16 kB Dividida (8 + 8) 256 kB a 1 MB Integrada. A tabela a seguir resume em linhas gerais as principais características dos modelos de Pentium Pro. 166. Obviamente. a partir desse processador elas passaram a ser classificadas em níveis (cache L1 e cache L2).5x 3x 3x 3x 3x Clock interno 150 MHz 166 MHz 180 MHz 200 MHz 200 MHz 200 MHz Cache L2 Consumo 256 kB 512 kB 256 kB 256 kB 512 kB 1 MB 29.2 W 35 W 31.5x 2.

Intel Pentium II Klamath Descrição: versão original do Pentium II. 266 e 300 MHz 32 kB Dividida (16 + 16) 512 kB Discreta.cpuworld. Imagem retirada da Internet. Figura 4. em formato de cartucho. lançado em maio de 1997.5 milhões 0. Acesso em 27/10/2008.5x 233. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete 99 Intel Pentium II Klamath Intel 6ª 1997 7.35µ 32 bits 64 bits 36 bits 64 GB 66 MHz 3.com/CPUs/Pentium-II/TYPE-Pentium%20Pro.5x. 4x e 4. a cache L2 no Pentium II está na placa de circuito (discreta) e opera à metade da freqüência do processador (half-speed). Elas só foram introduzidas nos processadores de sexta geração a partir do Pentium II. Disponível em <http://www. Além disso. half-speed Interno 11 SECC Slot 1 .7. Um processador Pentium Pro.html>. As mudanças mais visíveis com relação aos seus antecessores são o novo encaixe e o novo encapsulamento. que foi lançado depois do Pentium MMX. segundo representante da sexta geração de processadores Intel para PCs.conjunto de instruções as instruções MMX.

que passou a ser de 0. Figura 4. lançada em janeiro de 1998.8 W 38. Imagem retirada da Internet.25µ. A tabela a seguir resume em linhas gerais as principais características do primeiro modelo de Pentium II Deschutes.5x Clock interno 233 MHz 266 MHz 300 MHz Consumo 34. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra 100 Intel Pentium II Deschutes Intel 6ª 1998 7. Conserva as mesmas características da versão anterior.5 milhões 0. Todos os processadores Intel de sexta geração lançados a partir dele apresentam as instruções MMX em seu conjunto de instruções.2 W 43 W Informações adicionais: Como este processador foi lançado depois do Pentium MMX. Intel Pentium II Deschutes Descrição: segunda versão do Pentium II. Disponível em <http://www.8. Um processador Pentium II. que são maiores nos modelos dessa versão.5x 4x 4.25µ 32 bits .asp?ID=21934&C=201&S=-1>. 38.Consumo 34.pacificgeek. com exceção do intervalo interno. e dos clocks interno e externo.com/product. ele possui em seu conjunto de instruções as instruções MMX.2 e 43 W Modelos: Clock externo 66 MHz 66 MHz 66 MHz Fator multiplicador 3. Acesso em 27/10/2008.8.

Essa é a primeira versão do Celeron. nome-código Covington) Descrição: para fazer concorrência à Cyrix e à AMD no mercado de computadores de baixo custo.5 W 27. lançada em abril de 1998.5x 4x 4.9 W 31.5 W 23.4 W Intel Celeron (versão original. nome-código Covington.5 milhões 0.5x 64 bits 36 bits 64 GB 66 MHz 5x 333 MHz 32 kB Dividida (16 + 16) 512 kB Discreta. half-speed Interno 11 SECC Slot 1 23. a Intel decidiu fabricar uma versão econômica do Pentium II e assim lançou o processador Celeron.7 W Clock interno 266 MHz 333 MHz 350 MHz 400 MHz 450 MHz Consumo 19.5x 266 e 300 MHz 32 kB Dividida (16 + 16) . porém não possui nem memória cache L2 integrada nem invólucro plástico e apresenta clock externo menor. Tem praticamente todas as características de um Pentium II.25µ 32 bits 64 bits 32 bits 4 GB 66 MHz 4x e 4.7 W 24. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 101 Intel Celeron Intel 6ª 1998 7.Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Clock externo 66 MHz 66 MHz 100 MHz 100 MHz 100 MHz Fator multiplicador 4x 5x 3.

ao contrário da encontrada no Pentium II.com/CPUs/Celeron/index.4 W Foram fabricados modelos com clocks internos de 266 e 300 MHz. Informações adicionais: A retirada da memória cache L2 custou muito caro em termos de desempenho aos usuários dos primeiros processadores Celeron.html>. lançada em agosto de 1998. As principais características do primeiro modelo dessa versão se encontram resumidas na tabela a seguir. Imagem retirada da Internet. Disponível em <http://www.9. o fator multiplicador. que. apresentava desempenho muito inferior. se localiza embutida dentro da pastilha do processador (integrada) e funciona na mesma frequência do processador (full-speed). Figura 4.Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Interno 11 SEPP Slot 1 16. já que o clock externo se manteve) foram as únicas diferenças entre os modelos desse processador.cpuworld. Um processador Celeron com encapsulamento SEPP. Intel Celeron A (nome-código Mendocino) Descrição: segunda versão do Celeron. Conservou todas as características do Celeron original e trouxe uma memória cache L2 de 128 kB. nome-código Mendocino. conseqüentemente. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra 102 Intel Celeron A Intel 6ª 1998 19 milhões 0.6 e 18. no entanto. O clock interno (e. Havia nessa época um quadro paradoxal: o Celeron era mais caro que o Pentium MMX e.35µ 32 bits . Acesso em 11/10/2008.

full-speed Interno 11 SEPP Slot 1 19. Modelos: Clock externo 66 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz Fator multiplicador 4.5x 6x 6.6 W 27.3 W Informações Adicionais: Os primeiros modelos desse processador foram produzidos no mesmo formato do Pentium II.05 W Figura 4.5x 7x 7.4 W 19.Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo 64 bits 32 bits 4 GB 66 MHz 4. o processador vinha soldado em uma placa de circuito e era encaixado na placa-mãe através de um slot.7 W 24. Disponível em <http://www. com a integração do cache L2 à 103 . Depois.html>. Imagem retirada da Internet.5x 5x 5.5x 8x Clock interno 300 MHz 333 MHz 366 MHz 400 MHz 433 MHz 466 MHz 500 MHz 533 MHz Cache L2 Consumo 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 18.cpuworld.com/CPUs/Celeron/index. Um processador Celeron com encapsulamento PPGA.7 W 21.10. Acesso em 11/10/2008.0 W 28. ou seja.5x 300 MHz 32 kB Dividida (16 + 16) 128 kB Integrada.7 W 23.1 W 25.

a memória cache L2 do Pentium II Xeon é maior.8 W 46. full-speed Interno 11 SECC Slot 2 30 a 47 W Informações adicionais: A Intel até hoje usa o termo “Xeon” (pronuncia-se “zíon”) para diferenciar os 104 . Várias características do Pentium II foram mantidas. é discreta (assim como a do Pentium II.5x 4. e um novo encaixe. ficando muito parecido com os antigos processadores da Intel que utilizavam o soquete 7 (o Pentium e o Pentium MMX). a placa de circuito tornou-se desnecessária e o Celeron A passou a ser fabricado com um novo formato de encapsulamento. chamado de PPGA. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Clock externo 100 MHz 100 MHz 100 MHz 100 MHz 100 MHz Fator multiplicador 4x 4x 4.5x Clock interno 400 MHz 400 MHz 450 MHz 450 MHz 450 MHz Cache L2 Consumo 512 kB 1 MB 512 kB 1 MB 2 MB 30.5 milhões 0.7 W Intel Pentium II Xeon Intel 6ª 1998 7. não está integrada na pastilha do processador) e opera na mesma frequência do processador (full-speed).1 W 34. Além disso. No entanto. a capacidade de multiprocessamento do Pentium II Xeon é maior.pastilha do processador. 1 MB ou 2 MB Discreta.5 W 42.25µ 32 bits 64 bits 36 bits 64 GB 100 MHz 4x e 4. o soquete 370. Intel Pentium II Xeon Descrição: pensando no mercado de servidores e estações de trabalho. a Intel desenvolveu em 1998 um processador de alto desempenho baseado no Pentium II Deschutes e o chamou de Pentium II Xeon.5x 4.8 W 38.5x 400 e 450 MHz 32 kB Dividida (16 + 16) 512 kB.

único para cada processador. Disponível em <http://www. Acesso em 11/10/2008. Figura 4. Um processador Pentium II Xeon.co.htm>. As demais diferenças podem ser observadas na tabela a seguir. Acesso em 27/10/2008. 105 . voltados para o mercado de computadores domésticos. dos demais processadores. que foi lançada em fevereiro de 1999.jp/docs/article/980630/intel. desenvolvidos para o mercado de servidores e estações de trabalho.impress. Imagem retirada da Internet. As principais diferenças com relação ao seu antecessor foram a introdução de 70 novas instruções ao conjunto de instruções (as instruções SSE) e a inclusão de um número de identificação. Um processador Pentium III Katmai com encapsulamento SECC2.11.html>.watch.12.processadores de alto desempenho. Intel Pentium III Katmai Descrição: primeira versão do Pentium III. Disponível em <http://pc.ca/slot1. Apresenta várias semelhanças com relação ao Pentium II Deschutes. considerado seu antecessor. Figura 4.quietpc. Imagem retirada da Internet.

1 W 32.5x 450 MHz 512 kB 500 MHz 512 kB 533 MHz 512 kB 550 MHz 512 kB 600 MHz 512 kB 600 MHz 512 kB Informações adicionais: O sufixo B é acrescentado aos nomes dos modelos de Pentium III para diferenciar os modelos que possuem clock externo de 133 MHz dos modelos que possuem clock externo de 100 MHz de mesmo clock interno. full-speed Interno 11 SECC2 Slot 1 e 2 26 a 36 W 100 MHz 4.1 W Intel Pentium III Katmai Intel 6ª 1999 9.Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Modelo Clock externo 450 500 533B 550 600 600B Fator Clock multiplicador interno Cache L2 Consumo 26.3 W 31.25µ 32 bits 64 bits 36 bits 64 GB 100 ou 133 MHz 4x e 4.5x 100 MHz 6x 133 MHz 4. Apresenta alguns aperfeiçoamentos com relação à versão anterior.5x 100 MHz 5x 133 MHz 4x 100 MHz 5. como menor intervalo interno.2 W 36.6 W 29. memória cache L2 integrada operando à mesma freqüência do processador (full106 .1 W 36.5 milhões 0. Intel Pentium III Coppermine Descrição: segunda versão do Pentium III.5x 450 a 600 MHz 32 kB Dividida (16 + 16) 512 kB Discreta. lançada em outubro de 1999.

13 GHz 32 kB Dividida (16 + 16) 256 kB Integrada.5x 100 MHz 6x 133 MHz 4.speed) e maiores freqüências de operação.5 W 15.8 W 15.5x 100 MHz 8x 133 MHz 6x 100 MHz 8.5x 100 MHz 7.5x 133 MHz 5x 100 MHz 7x 133 MHz 5.2 W 14 W 14.5x 100 MHz 6.8 W 24.7 W Intel Pentium III Coppermine Intel 6ª 1999 28 milhões 0.18µ 32 bits 64 bits 36 bits 64 GB 100 ou 133 MHz 4x a 10x 500 a 1.5 W 18. full-speed Interno 11 SECC2 e FC-PGA Slot 1 e Soquete 370 13 a 33 W 100 MHz 5x 133 MHz 4x 100 MHz 5. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Modelo Clock externo 500E 533EB 550E 600E 600EB 650 667 700 733 750 800 800EB 850 Fator Clock multiplicador interno Cache L2 Consumo 13.5x 500 MHz 256 kB 533 MHz 256 kB 550 MHz 256 kB 600 MHz 256 kB 600 MHz 256 kB 650 MHz 256 kB 667 MHz 256 kB 700 MHz 256 kB 733 MHz 256 kB 750 MHz 256 kB 800 MHz 256 kB 800 MHz 256 kB 850 MHz 256 kB 107 .5 W 20.8 W 17 W 17.1 W 19.5 W 25.3 W 19.

Disponível em <http://www. Figura 4.com/CPUs/Pentium-III/TYPE-Coppermine%20Socket%20370. lançada em janeiro de 2002.5x 866 MHz 256 kB 900 MHz 256 kB 933 MHz 256 kB 1.0 1. Intel Pentium III Tualatin Descrição: terceira e última versão do Pentium III. Apresenta como principal aperfeiçoamento com relação à versão anterior a diminuição do intervalo interno. por exemplo. o Pentium III-500. que já era utilizado pelo Celeron A. o Pentium III Coppermine passou a ser fabricado com um novo encapsulamento. Resumo: 108 .0B 1. Acesso em 27/10/2008. Imagem retirada da Internet.866 900 933 1.1 W 26.html>.13 133 MHz 6. o soquete 370. semelhante ao PPGA do Celeron A. Assim.5 W 29 W 29. Um processador Pentium III Coppermine com encapsulamento FCPGA. enquanto o Pentium III-500E possui núcleo Coppermine.0 GHz 1. o que resultou no aumento da memória cache L2 de 256 kB para 512 kB. Já o sufixo E é acrescentado para diferenciar os modelos de Pentium III Coppermine dos modelos de Pentium III Katmai de mesmo clock interno.cpuworld.7 W 27. Os primeiros modelos desse processador foram produzidos no mesmo formato do Pentium II. que possibilitou a fabricação de processadores com maiores freqüências de operação e a inserção de mais transístores na pastilha do processador.5x 100 MHz 9x 133 MHz 7x 100 MHz 10x 133 MHz 7. possui núcleo Katmai. e com um encaixe diferente.0 GHz 256 kB 256 kB 26.13.13 GHz 256 kB Informações adicionais: O sufixo B é acrescentado aos nomes dos modelos de Pentium III para diferenciar os modelos que possuem clock externo de 133 MHz dos modelos que possuem clock externo de 100 MHz de mesmo clock interno.5x 133 MHz 8.6 W 33 W 1. Posteriormente. chamado FC-PGA.

5x 8.13 GHz 1.5x 8.5x 10x 10.5x 1.9 W 31.33 1.5 W 29.13A 1.20 1.1 W 27.40 133 MHz 133 MHz 133 MHz 133 MHz 133 MHz 133 MHz 133 MHz 7.5x 9x 9.5x a 10.40 GHz Cache L2 256 kB 256 kB 512 kB 256 kB 512 kB 256 kB 512 kB Consumo 27.5x 1. Um processador Pentium III Tualatin.9 W 29.13 GHz 1.0 a 1.0 GHz 1.4 GHz 32 kB Dividida (16 + 16) 256 ou 512 kB Integrada.26 GHz 1.13µ 32 bits 64 bits 36 bits 64 GB 133 MHz 7.0A 1.14.33 GHz 1.13 1.Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Intel Pentium III Tualatin Intel 6ª 2001 44 milhões 0.20 GHz 1.6 W 29. full-speed Interno 11 FC-PGA2 Soquete 370 27 a 31 W Modelo Clock externo Fator multiplicador Clock interno 1.9 W 29. 109 .2 W Figura 4.26 1.

o Pentium II Xeon. clock externo de 100 MHz e memória cache L2 discreta.de/? l0=i&i=2699>. processador de alto desempenho. por exemplo. Disponível em <http://www. Intel Pentium III Xeon Tanner Descrição: primeira versão do Pentium III Xeon. por exemplo. que opera com a mesma freqüência do processador (full-speed) e pode ser de 512 kB.25µ.5x 500 e 550 MHz 32 kB Dividida (16 + 16) 512 kB. a adição das instruções SSE e do número de série. como. full-speed Interno 11 SECC Slot 2 37 a 43 W 110 .13A possui núcleo Tualatin. 1 MB ou 2 MB Discreta. voltado para o mercado de servidores e estações de trabalho. o Pentium III1. possui núcleo Coppermine. Informações adicionais: O sufixo A é acrescentado para diferenciar os modelos de Pentium III Tualatin dos modelos de Pentium III Coppermine de mesmo clock interno.5 milhões 0. baseado no Pentium III. A diferença entre esse processador e o seu antecessor.cpu-collection. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Clock externo 100 MHz 100 MHz Fator multiplicador 5x 5x Clock interno 500 MHz 500 MHz Cache L2 Consumo 512 kB 1 MB 40 W 47 W Intel Pentium III Xeon Tanner Intel 6ª 1999 9.13. enquanto o Pentium III-1.25µ 32 bits 64 bits 36 bits 64 GB 100 MHz 5x e 5. Assim. é que ele possui as melhorias que foram feitas no Pentium III.Imagem retirada da Internet. Essa versão possui intervalo interno de 0. 1 MB ou 2 MB. Acesso em 27/10/2008.

8 W 37.18µ 32 bits 64 bits 36 bits 64 GB 133 MHz 4.2 W 34.2 W 28. 1 MB ou 2 MB.5x Clock interno 600 MHz 666 MHz 733 MHz 800 MHz 866 MHz 933 MHz 1 GHz 111 Cache L2 Consumo 256 kB 256 kB 256 kB 256 kB 256 kB 256 kB 256 kB 21.6 W Intel Pentium III Xeon Cascades Intel 6ª 1999 28 milhões 0.5x 7x 7.2 W Intel Pentium III Xeon Cascades Descrição: segunda versão do Intel Pentium III Xeon.5x 600 a 866 MHz 32 kB Dividida (16 + 16) 256 kB Integrada.6 W 23.100 MHz 100 MHz 100 MHz 100 MHz 5x 5. A tabela a seguir resume as principais características dos primeiros modelos desse processador. que possui intervalo interno de 0.8 W 33.5x a 6. Para esta versão foram lançados modelos com clocks externos de 100 e 133 MHz. full-speed Interno 11 SECC Slot 2 21 a 30 W .5x 500 MHz 550 MHz 550 MHz 550 MHz 2 MB 512 kB 1 MB 2 MB 39.5x 6x 6. que opera com a mesma freqüência do processador (full-speed) e pode ser de 256 kB.9 W 26.5x 5.5x 5x 5. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Clock externo 133 MHz 133 MHz 133 MHz 133 MHz 133 MHz 133 MHz 133 MHz Fator multiplicador 4.5x 5.5 W 30.18µ e possui memória cache L2 integrada.8 W 43.6 W 37.

2 W 33. o encapsulamento FC-PGA e o intervalo interno de 0. Conservou algumas características da versão anterior (o Celeron A). Intel Celeron Coppermine Descrição: terceira versão do Celeron. A tabela a seguir resume as principais características do primeiro modelo de Celeron Coppermine lançado. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático 112 Intel Celeron Coppermine Intel 6ª 2000 28 milhões 0.18µ 32 bits 64 bits 32 bits 4 GB 66 MHz 8x 533 MHz 32 kB Dividida (16 + 16) 128 kB Integrada.100 MHz 100 MHz 100 MHz 7x 7x 9x 700 MHz 700 MHz 900 MHz 1 MB 2 MB 2 MB 33.8 W Figura 4. que permitiu a fabricação de processadores que atingissem frequências de operação maiores. Imagem retirada do livro Hardware Total. porém herdou as novas tecnologias incorporadas ao Pentium III. como o conjunto de instruções SSE. Um processador Pentium III Xeon. como o encaixe e a memória cache L2 integrada de 128 kB trabalhando na mesma frequência do processador (full-speed).15. lançada em março de 2000.18µ. full-speed Interno .2 W 40. foi baseada no Pentium III Coppermine.

13µ e o encapsulamento FC-PGA2. Apresenta. Um processador Celeron Coppermine.16. As principais características do primeiro modelo de Celeron Tualatin se encontram resumidas na tabela a seguir. 113 . Imagem retirada da Internet.0 W 14. Intel Celeron Tualatin Descrição: quarta versão do Celeron.5 W 25.6 W 24.5x 9x 9.8 W 23. no entanto.cpuworld.1 GHz Cache L2 Consumo 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 128 kB 14.9 W 22.5x 10x 10.5x 8x 8. Herdou as principais inovações incorporadas a este processador.html>.com/CPUs/Celeron/index.5x 10x 11x 11 FC-PGA Soquete 370 14 W Clock interno 533 MHz 366 MHz 600 MHz 633 MHz 666 MHz 700 MHz 733 MHz 766 MHz 800 MHz 850 MHz 900 MHz 950 MHz 1 GHz 1.5x 11x 11.1 W 21.7 W 32 W 29 W 33 W Figura 4.6 W 20. Acesso em 11/10/2008. baseada no Pentium III Tualatin.2 W 21. como o intervalo interno de 0.5x 9x 9.Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Clock externo 66 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 66 MHz 100 MHz 100 MHz 100 MHz 100 MHz 100 MHz 100 MHz Fator multiplicador 8x 8.9 W 19. clock externo e memória cache L2 menores. Disponível em <http://www.7 W 26.

17.1 W .7 W 29.7 W Figura 4.com/product_info. Acesso em 13/10/2008. Modelos: Clock externo 100 MHz 100 MHz 100 MHz 100 MHz Fator multiplicador 9x 10x 11x 12x Clock interno 900 MHz 1 GHz 1.fabiware.Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Intel Celeron Tualatin Intel 6ª 2001 44 milhões 0. Um processador Celeron Tualatin. full-speed Interno 11 FC-PGA2 Soquete 370 26. Disponível em <http://www. Imagem retirada da Internet.php?products_id=33>.1 GHz 1.13µ 32 bits 64 bits 32 bits 4 GB 100 MHz 9x 900 MHz 32 kB Dividida (16 + 16) 256 kB Integrada.5 W 30.2 GHz 114 Cache L2 Consumo 256 kB 256 kB 256 kB 256 kB 26.8 W 32.

denominada genericamente de arquitetura P6. as instruções SSE2. Prescott-2M e Cedar Mill). primeiro processador Intel de sexta geração. Intel Celeron. Intel Celeron D. lançada em novembro de 2000. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo 115 Intel Pentium 4 Willamette Intel 7ª 2000 42 milhões 0. que foi a inclusão de 144 novas instruções ao conjunto de instruções.4 W 34.18µ 32 bits 64 bits 36 bits 64 GB 400 MHz 13x a 20x 1. Assim como todos os processadores Intel de sexta geração compartilhavam de uma mesma arquitetura. trouxe outra novidade.3 a 2 GHz 158 kB Dividida (8 + 150) 256 kB Integrada. Intel Pentium D.3 GHz 1. Intel Pentium 4 Extreme Edition (lançado em duas versões: Gallatin e Prescott-2M). Intel Pentium 4 Willamette Descrição: primeira versão do Pentium 4. presença do cache de microinstruções (Execution Trace Cache). Além da arquitetura NetBurst. Northwood. Intel Pentium Extreme Edition e Intel Xeon. todos os processadores Intel de sétima geração foram construídos com base em uma mesma arquitetura. A arquitetura NetBurst apresenta como principais características: hiperpipeline.8 W A sétima geração da arquitetura Intel para PCs Processadores: Intel Pentium 4 (lançado em cinco versões: Willamette.100 MHz 100 MHz 13x 14x 1. transferência de quatro dados por pulso de clock (Quad Data Rate). que substitui a memória cache L1 de instruções. Prescott. full-speed Interno 20 OLGA e FC-PGA2 Soquete 423 e soquete 478 51 a 75 W . Vale ressaltar que o número de identificação introduzido no Pentium III não foi incluído nos processadores baseados nessa arquitetura. denominada pela Intel de arquitetura NetBurst.4 GHz 256 kB 256 kB 33. e unidade de execução operando ao dobro da frequência de operação do processador.

continua sendo calculado com base no clock externo efetivo de 100 MHz. Como cada microinstrução possui o tamanho de 100 bits. a capacidade real da cache de microinstruções é de 150 kB.3 W Informações adicionais: Na verdade. apenas para efeito de comparação de desempenho. Um processador Pentium 4 Willamette. mas como são transferidos quatro dados por pulso de clock.18. Disponível em <http://www. no entanto.3 GHz 1. Intel Pentium 4 Northwood 116 .9 GHz 2. Modelos: Clock externo 400 MHz 400 MHz 400 MHz 400 MHz 400 MHz 400 MHz 400 MHz 400 MHz Fator multiplicador 13x 14x 15x 16x 17x 18x 19x 20x Clock interno 1. nota-se seu clock externo como sendo 400 MHz. Acesso em 30/03/2009. Imagem retirada da Internet.288) microinstruções.5 GHz 1. O fator multiplicador. Ao invés disso.7 GHz 1.htm>.6 55. o clock externo do Pentium 4 é 100 MHz. porém não há uma memória cache L1 de instruções.6 GHz 1.8 GHz 1.0 GHz Cache L2 Consumo 256 kB 256 kB 256 kB 256 kB 256 kB 256 kB 256 kB 256 kB 51.Figura 4.7 W 72.4 GHz 1.9 W 61 W 64 W 66. Outra observação é que no Pentium 4 há uma memória cache L1 de dados de 8 kB.intel.8 W 75. que pode armazenar até 12k (o equivalente a 12.com/support/pt/processors/sb/cs-009863.3 W 57. há uma cache de microinstruções.

5 GHz 2. Além disso.8 GHz 2.4 GHz 2. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Clock externo 400 MHz 400 MHz 400 MHz 400 MHz 533 MHz 400 MHz 533 MHz 800 MHz 400 MHz 533 MHz 400 MHz 800 MHz 533 MHz Fator multiplicador 16x 18x 20x 22x 17x 24x 18x 12x 25x 19x 26x 13x 20x Clock interno 1.66 GHz 117 Cache L2 Consumo 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 46.1 W 58 W 59.3 W 57.2 W 61 W 61. uma aumento da memória cache L2 e foram lançados modelos com clocks externos maiores.6 W 54.8 W 49.2 GHz 2. full-speed Interno 20 FC-PGA2 Soquete 478 46 a 62 W . houve uma diminuição do intervalo interno. lançada em agosto de 2001.13µ 32 bits 64 bits 36 bits 64 GB 400 MHz 16x a 26x 1.53 GHz 2.8 W 59.6 GHz 2.6 GHz 1.1 W Intel Pentium 4 Northwood Intel 7ª 2001 55 milhões 0.8 W 66.6 GHz 158 kB Dividida (8 + 150) 512 kB Integrada.26 GHz 2.6 GHz 2.6 a 2.0 GHz 2.6 W 69 W 66. Trouxe como principal aperfeiçoamento com relação à versão anterior o recurso de HyperThreading.Descrição: segunda versão do Pentium 4. através do qual o processador se apresenta ao sistema operacional como se houvessem dois processadores instalados na placa-mãe.4 GHz 2.5 W 62.4 GHz 2.

com/article_redir.4 GHz 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 512 kB 68. adição de 11 estágios pipeline.4 W 68. Além disso. Imagem retirada da Internet.2 GHz 3.8 GHz . novo encapsulamento e melhoria em diversos circuitos do processador.7 W 81.8 GHz 3.0 GHz 3. Disponível em <http://techreport. Acesso em 07/03/2009. Trouxe vários aperfeiçoamentos em relação ao Pentium 4 Northwood: inclusão de 13 novas instruções ao conjunto de instruções. maior cache de microinstruções. lançada em fevereiro de 2004. as instruções SSE3. Um processador Pentium 4 Northwood. Intel Pentium 4 Prescott Descrição: terceira versão do Pentium 4.8 W 82 W 89 W Figura 4.400 MHz 533 MHz 800 MHz 800 MHz 533 MHz 800 MHz 800 MHz 28x 21x 14x 15x 23x 16x 17x 2.8 GHz 2.x/2002q1/northwood-vs-2000/>. menor intervalo interno.8 W 81.8 GHz 2. foram fabricados modelos com memórias cache L2 maiores.26 a 3.06 GHz 3.4 W 68.19. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) 118 Intel Pentium 4 Prescott Intel 7ª 2004 125 milhões 90 nm 32 bits 64 bits 36 bits 64 GB 533 e 800 MHz 14x a 23x 2.

2 GHz 3.4 GHz 2.6 GHz 3.4 GHz 3.8 GHz 3. full-speed Interno 31 FC-PGA2 e FC-LGA4 Soquete 478 e soquete 775 84 a 115 W Clock interno 2.20.Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Clock externo 533 MHz 533 MHz 533 MHz 533 MHz 800 MHz 800 MHz 533 MHz 800 MHz 800 MHz 533 MHz 800 MHz 800 MHz 800 MHz 800 MHz 800 MHz 800 MHz 800 MHz 800 MHz Fator multiplicador 17x 18x 20x 21x 14x 14x 22x 15x 15x 23x 16x 16x 17x 17x 18x 18x 19x 19x 166 kB Dividida (16 + 150) 512 KB.06 GHz 3.8 GHz 2. Disponível em 119 . 1 MB e 2 MB Integrada. Um processador Pentium 4 Prescott. Imagem retirada da Internet.6 GHz 3.66 GHz 2.26 GHz 2.8 GHz 2.8 GHz Cache L2 Consumo 512 kB 1 MB 1 MB 1 MB 1 MB 2 MB 1 MB 1 MB 2 MB 1 MB 1 MB 2 MB 1 MB 2 MB 1 MB 2 MB 1 MB 2 MB 89 W 89 W 89 W 89 W 84 W 84 W 89 W 84 W 84 W 84 W 103 W 84 W 103 W 84 W 115 W 115 W 115 W 115 W Figura 4.2 GHz 3.4 GHz 3.93 GHz 3 GHz 3 GHz 3.8 GHz 2.

Intel Pentium 4 Prescott-2M Descrição: quarta versão do Pentium 4. apresentando.8 GHz 166 kB Dividida (16 + 150) 2 MB Integrada.8 a 3.8 GHz Cache L2 Consumo 2 MB 2 MB 2 MB 2 MB 2 MB 2 MB 84 W 84 W 84 W 84 W 115 W 115 W Intel Pentium 4 Prescott-2M Intel 7ª 2005 169 milhões 90 nm 64 bits 64 bits 36 bits 64 GB 800 MHz 14x a 19x 2.6 GHz 3. full-speed Interno 31 FC-LGA4 Soquete 775 84 a 115 W Intel Pentium 4 Cedar Mill Descrição: quinta e última versão do Pentium 4. Acesso em 07/03/2009.theregister. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Clock externo 800 MHz 800 MHz 800 MHz 800 MHz 800 MHz 800 MHz Fator multiplicador 14x 15x 16x 17x 18x 19x Clock interno 2. Foi o primeiro processador x64 lançado pela Intel.8 GHz 3 GHz 3.4 GHz 3. O desempenho de um 120 . além do conjunto de instruções x86.co. o conjunto de instruções EM64T (Extended Memory 64 Technology). que é compatível com o conjunto de instruções x64 originalmente desenvolvido pela AMD. que possibilitou uma redução no consumo de energia e na dissipação de calor.2 GHz 3. Outra novidade trazida por esse processador foi o recurso Execute Disable Bit. lançada em fevereiro de 2005. lançada em janeiro de 2006. A única diferença com relação à versão anterior é o intervalo interno menor.<http://www.uk/2004/02/02/intel_prescott_90nm_pentium/>.

6 GHz 166 kB Dividida (16 + 150) 2 MB Integrada. o processador de maior performance da família do Pentium 4.13µ 121 .6 GHz Cache L2 Consumo 2 MB 2 MB 2 MB 2 MB 85 W 85 W 85 W 85 W Intel Pentium 4 Cedar Mill Intel 7ª 2006 118 milhões 65 nm 64 bits 64 bits 36 bits 64 GB 800 MHz 15x a 18x 3 a 3. Foi o primeiro processador da Intel a apresentar uma memória cache L3 integrada. lançada em novembro de 2003.4 GHz 3. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Clock externo 800 MHz 800 MHz 800 MHz 800 MHz Fator multiplicador 15x 16x 17x 18x Clock interno 3 GHz 3.Pentium 4 Cedar Mill é igual ao desempenho de um Pentium 4 Prescott-2M de mesmo clock.2 GHz 3. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Intel Pentium 4 Extreme Edition Gallatin Intel 7ª 2003 178 milhões 0. full-speed Interno 31 FC-LGA4 Soquete 775 85 W Pentium 4 Extreme Edition Gallatin Descrição: primeira versão do Intel Pentium 4 Extreme Edition.

Disponível em <http://techreport.46/index.com/article_redir.2 GHz 3.46 GHz Cache L2 Consumo 512 kB 512 kB 512 kB 89 W 89 W 89 W Figura 4. Apresenta todas as características desse processador. baseada no Pentium 4 Prescott-2M. inclusive o conjunto de instruções EM64T e o Execute Disable Bit.21. Acesso em 07/03/2009.2 e 3.x?pg=1>.Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Cache L3 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Clock externo 800 MHz 800 MHz 1066 MHz Fator multiplicador 16x 17x 13x 32 bits 64 bits 36 bits 64 GB 800 MHz 16x e 17x 3. Imagem retirada da Internet.x/2004q4/pentium4-xe-3. é o clock externo. responsável pelo seu maior desempenho. que é 122 . lançada em fevereiro de 2005. Pentium 4 Extreme Edition Prescott-2M Descrição: segunda versão do Pentium 4 Extreme Edition.4 GHz 3.4 GHz 158 kB Dividida (8 + 150) 512 kB Integrada. full-speed 2 MB Interno 20 FC-PGA2 e FC-LGA4 Soquete 423 e soquete 478 89 W Clock interno 3. Um processador Pentium 4 Extreme Edition. A única diferença.

Suas características se encontram resumidas na tabela acima.maior.73 GHz 166 kB Dividida (16 + 150) 2 MB Integrada. possibilitando a obtenção de um clock interno igualmente maior. full-speed Interno 31 FC-LGA4 Soquete 775 115 W 123 . Intel Pentium 4 Extreme Edition Gallatin Intel 7ª 2003 169 milhões 90 nm 64 bits 64 bits 36 bits 64 GB 1066 MHz 14x 3. Resumo: Características Fabricante Geração Ano de lançamento Quantidade de transistores Intervalo interno Palavra Largura do barramento de dados Largura do barramento de endereços Capacidade de endereçamento Clock externo (velocidade do barramento) Fator multiplicador Clock interno (velocidade do processador) Cache L1 Tipo da cache L1 Cache L2 Tipo da cache L2 Co-processador matemático Estágios Pipeline Tipo do encapsulamento Tipo do soquete Consumo Modelos: Foi lançado apenas um modelo desse processador.

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