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INTRODUÇÃO

A queimadura é um dos traumatismos mais devastadores que pode atingir os seres humanos. Sua importância decorre não só da freqüência com que ocorre, mas principalmente pela sua capacidade de provocar seqüelas funcionais, estéticas e psicológicas, além da grande taxa de mortalidade. Os acidentes por queimaduras ocupam o segundo lugar no mundo, perdendo somente para as fraturas. Embora o Ministério da Saúde não tenha um numero estatisticamente concreto estima-se variavelmente que no Brasil ocorram em torno de 1.000.000 de acidentes por ano, envolvendo queimaduras, sendo que 100.000 pacientes procurarão atendimento hospitalar e, destes, cerca de 2.500 pacientes irão falecer direta ou indiretamente de suas lesões. Ao saber da importância do profissional enfermeiro dentro de uma equipe multidisciplinar, nos surge o questionamento: “Qual o papel do enfermeiro diante da assistência de enfermagem ao paciente grande queimado?” O paciente vítima de queimadura exige do enfermeiro algo mais que o desenvolver de técnicas e a vigilância contínua. A assistência da enfermagem abrange o tratamento dos problemas já existentes e a prevenção dos problemas previstos para o futuro. Dessa forma, apresenta-se a hipótese de que a assistência de enfermagem no paciente considerado um grande queimado, realizada de forma inadequada, pode contribuir para um déficit significativo no processo de saúde e doença. Devido à complexidade e gravidade das lesões por queimadura, a assistência de enfermagem ao grande queimado exige competência, habilidade e conhecimentos atualizados. Portanto, este trabalho tem como objetivo geral analisar bibliografias pertinentes ao paciente consideradas um grande queimado, dando ênfase ao papel do enfermeiro frente à assistência de enfermagem e encontra-se composto por três capítulos que darão subsídios para responder o problema da pesquisa e confirmar ou não a hipótese. Dessa forma, esta pesquisa deverá contribuir com a equipe de enfermagem para realização de uma assistência holística ao paciente considerado um grande queimado, com o intuito de promover uma reabilitação tanto social como funcional das vítimas de queimaduras, confirmando a importância da atuação da equipe multiprofissional através dos métodos existentes e disponíveis, tornando o tratamento mais acessível com a geração de maiores benefícios a esses pacientes.
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2. DESENVOLVIMENTO

Queimadura é a lesão resultante da ação do calor, como energia isolada ou associada à outra forma energética, sobre o revestimento cutâneo. Queimadura é uma lesão causada por agentes térmicos, químicos, elétricos ou radioativos que agem no tecido de revestimento do corpo humano, podendo destruir parcial ou totalmente a pele e seus anexos e até atingir camadas mais profundas, como tecidos subcutâneos, músculos, tendões e ossos. A injúria determinada por este trauma assume proporções variáveis, na dependência do tempo de exposição, do percentual de área queimada e do agente causador. Suas conseqüências envolvem desde um simples cuidado com a área atingida em tratamento ambulatorial até o óbito. A gama de morbidade é mais ampla do que se pode imaginar, não significando a queimadura apenas uma lesão restrita à superfície cutânea, pois profundas alterações metabólicas, hemodinâmicas, psicológicas e funcionais alteram totalmente a vida do paciente.

INCIDÊNCIA

É difícil estimar-se quantas pessoas se queimam por ano no país. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica revelam que, no ano de 1986, 6.747 pessoas foram internadas com queimaduras. Este dado indica apenas os casos mais graves que necessitaram internação, o que representa 30% das pessoas que se queimam. Mais recentemente por volta de 2001 a 2006, no Brasil variavelmente ocorram em torno de 1.000.000 de acidentes por ano, envolvendo queimaduras, sendo que 100.000 pacientes procurarão atendimento hospitalar e, destes, cerca de 2.500 pacientes irão falecer direta ou indiretamente de suas lesões. (MENEZES e SILVA, 1988).

FISIOPATOLOGIA

As principais alterações fisiológicas que ocorrem num processo de queimadura são: aumento de permeabilidade capilar e edema. A lesão provocada pelo trauma térmico leva a alterações em todos os órgãos, com extensão de duração das disfunções orgânicas proporcionais à extensão da lesão. As alterações são bifásicas, com uma
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Na primeira fase. uma logo após o trauma e a outra após a reposição volêmica necessária e ressuscitação eficaz. Essa bipolaridade constitui-se de duas fases. logo o edema pulmonar como complicação da ressuscitação volêmica é muito raro. que. leucotrienos. O edema pode ocorrer em áreas sadias devido às medidas de restauração da volemia realizadas no grande queimado.hipofunção precoce dos sistemas. Com a queda do DC. Assim. e outros) alteram as forças transvasculares. Na segunda fase (após a ressuscitação volêmica). pelo aumento do seu clearence. o DC tende a cair mais acentuadamente. há aumento do DC com aumento da TFG. Alterações Hemodinâmicas As alterações no ACV ocorrem imediatamente após o trauma. A liberação de mediadores da resposta inflamatória leva à intensa vasoconstrição pulmonar. tromboxane A2. decorrente da queda da volemia e aumento na viscosidade sangüínea. As únicas exceções a esta regra são para o SNC e o sistema imune. levando à oligúria. A magnitude dessa perda é proporcional à extensão da área lesada e é evidenciada clinicamente pelo edema que ocorre nas áreas lesadas. associada ao edema. levando à perda de líquido do espaço intravascular para o extravascular. pode haver insuficiência respiratória aguda por PCR. Algumas horas depois. IRA e confusão mental com agitação. nas primeiras 24 horas pós trauma. onde ocorre o oposto. devido à hipovolemia. com aumento da resistência vascular periférica. Lesões circunferenciais ao tórax podem levar a formação de escara constritiva. O efeito direto do calor e a liberação de substâncias vasoativas na área de injúria pela microcirculação e células inflamatórias (histamina. o DC cai devido à intensa vasoconstrição periférica. devendo ser prioridade para o tratamento a correção destas. Minutos após o trauma. o que se faz necessário o ajuste das doses de fármacos de eliminação renal. há hiperdinamismo do coração com aumento da FC. 3 . O pico de edema ocorre entre 3 e 24 horas pós-trauma. seguidos por uma hiperfunção mais tardia. devido ao aumento do metabolismo. pode provocar insuficiência respiratória restritiva. vários órgãos como o rim e o SNC são afetados. Alterações Pulmonares As alterações são variáveis e dependem da extensão e local da injúria.

Há isquemia gastroduodenal com diminuição na produção da barreira mucosa. levando a formação de ulcerações se não for feito uso de protetores de mucosa (úlcera de Curling). Cerca de 3 dias após o trauma. há rápida transformação da acidose em alcalose. sendo este o principal distúrbio ácido-básico do queimado. devido à diminuição da antitrombina III sérica. há imediatamente ao trauma destruição de hemácias relacionadas com a extensão da injúria. Mesmo assim. com inalação de ar quente.Na segunda fase há aumento da FR decorrente do aumento do metabolismo (a freqüência aumenta cerca de 2 a 2. o que produz tromboses microvasculares das áreas afetadas e conseqüente anemia microangiopática.5 vezes em relação à FR normal) associado a uma leve hipóxia. reposição volêmica adequada e intensa destruição eritrocitária nos grandes queimados. Alterações Gastrointestinais No grande queimado há íleo paralítico. com hipoxemia grave e necessidade de ventilação mecânica. levando a diminuição do nível de plaquetas e fibrinogênio. além do aumento dos produtos de degradação da fibrina. Essa destruição decorre da lise de células pelo calor. Na primeira fase há formação de microtrombos com isquemia de algumas regiões. Na segunda fase. principalmente na fase de absorção do edema. Lesões associadas ao pulmão. Deve ser feita a profilaxia com bloqueadores H2 ou 4 . No entanto. após a reanimação volêmica. Com relação ao sistema de coagulação. Se o limite da reserva respiratória for excedido. aumentando ainda mais o estado homeostático. podem levar a uma hiperventilação mais acentuada. há diminuição da antitrombina III e proteína C. que tende a voltar ao normal no terceiro – quinto dia pós-trauma. há aumento desses fatores descritos em associação com aumentos dos fatores V e VIII. particularmente nas de terceiro grau. A taquipnéia leva à alcalose respiratória. que varia de 8 a 12% da massa eritrocitária total por dia. a incidência de tromboembolias é rara. mas quando ocorre faz-se necessário o uso de anticoagulantes em altas doses. Nos dias seguintes há queda do Hto por reabsorção do edema. Alterações Hematológicas No início há aumento do Hto devido à perda de edema e hemoconcentração. há também alterações bifásicas. com liberação de substâncias de efeito agregante.

Alterações Metabólicas A resposta metabólica varia de acordo com a extensão da lesão. devendo ser corrigida a dieta do paciente. diminuição de citoquinas. pancreatite e necrose intestinal por isquemia em pacientes muito graves. com conseqüente diminuição da quimiotaxia.antiácidos. perda de massa corporal e aumento na excreção urinária de nitrogênio. Alterações Neurológicas Alterações específicas são vistas no paciente com queimadura elétrica. chegando ao dobro do normal em pacientes com mais de 75% de área queimada. aumento da temperatura corporal. O mecanismo é o mesmo da resposta metabólica ao trauma. Não há dados que comprovem que a profilaxia não-antiácida. diapedese e ativação de monócitos e liberação de substâncias imunossupressoras. Alterações Endócrinas Há a resposta metabólica ao trauma típica. como o uso de sucralfato. associado à perda da pele como barreira protetora. O hipermetabolismo se apresenta com aumento do consumo de O2. A permeabilidade GI está aumentada no segundo dia pós-trauma nos pacientes que irão desenvolver infecção clinicamente significativa nas 2 primeiras semanas. propiciando ao surgimento de sepse. As necessidades calóricas aumentam. possua vantagem sobre a profilaxia convencional. As principais alterações são queda do número de linfócitos T nas 48 horas após o trauma com inversão da relação CD8/CD4. com lesões medulares focais. aumento do DC e FR. e a causa disto é ignorado. Alterações Imunes As alterações que ocorrem no sistema imune dos pacientes queimados. se refletem no fato em que a maior causa de óbito nesses pacientes é a infecção. Outras alterações são a colecistite acalculosa. sendo as motoras mais comuns que as sensoriais. 5 . Aproximadamente no 6o dia há esgotamento dos fatores imunes.

. indolores. apresentando coloração rósea. Pode atingir diferentes extensões da pele. podendo ser subdivididas em superficiais. essa característica se dá pela destruição total das terminações nervosas (Figura 2).Outras. . esbranquiçadas e escurecendo com o passar dos dias.Queimaduras térmicas. Queimadura elétrica (Quarto grau) 6 . devido à conseqüente exposição das terminações nervosas.Queimaduras por radiação. comum no verão devido à exposição solar. apresenta coloração pálida e sendo mais dolorosa. Clinicamente apresentam-se inelásticas. que podem ser de primeiro. Queimadura superficial (Primeiro grau) São aquelas onde há comprometimento exclusivo da epiderme. e profunda que são aquelas que atingem a epiderme e dois terços da derme. .Queimaduras químicas.Queimaduras por atrito.ETIOLOGIA . calculada em porcentagem da área total queimada (ATSQ). O fator determinante do resultado estético e funcional da queimadura e pode ser avaliada em graus. aquelas que atingem a epiderme e o terço proximal da derme. Queimaduras superficiais de espessura parcial (Segundo grau) São mais profundas. as vezes. segundo ou terceiro grau (Figura 1). Além da área queimada. o tecido celular subcutâneo. . com o aparecimento de eritema e dor moderada. GRAVIDADE DA QUEIMADURA As queimaduras são classificadas de acordo com a extensão da superfície corpórea queimada. . Queimaduras de espessura integral (Terceiro grau) Atingem todas as camadas da pele e.Queimaduras elétricas. deve-se observar a profundidade das queimaduras.

que normalmente exibe bordas explosivas. Serão necessárias as extensas excisões cirúrgicas e. Considera-se como queimado de grande gravidade o paciente com: 7 . Onde a eletricidade deixou o corpo.Queimaduras de segundo grau com área corporal atingida entre 5% a 15% em menores de 12 anos e 10% e 20% em maiores de 12 anos. Obs. haverá também uma ferida de saída. . Classicamente. e menor que 5% nos menores de 12 anos.: todo paciente deverá ser reavaliado quanto à extensão e profundidade. . 48 a 72 h após o acidente.Queimaduras de segundo grau com área corporal atingida até 5% em crianças menores de 12 anos e 10% em maiores de 12 anos. No pequeno queimado as repercussões da lesão são locais. desde a epiderme até (e inclusive) o tecido ósseo subjacente. A pele ao longo do curso da queimadura não branqueará. para que o paciente retorne o certo grau de capacidade funcional.Queimaduras de terceiro grau com até 10% da área corporal atingida em adultos. quando não envolver face ou mão ou períneo ou pé. COMPLEXIDADE DAS QUEIMADURAS Pequeno queimado Considera-se como queimado de pequena gravidade o paciente com: . também poderão ocorrer fraturas do osso subjacente. Este tipo de queimadura ocorre normalmente em resultado do contato com a eletricidade.Uma queimadura de quarto grau envolve a completa destruição de todos os tecidos.Queimaduras de primeiro grau em qualquer extensão.Qualquer queimadura de segundo grau envolvendo mão ou pé ou face ou pescoço ou axila. que estará carbonizada e deprimida. possivelmente amputação. Se a corrente foi forte o suficiente. . Médio queimado Considera-se como queimado de média gravidade o paciente com: . Grande queimado As repercussões da lesão manifestam-se de maneira sistêmica. haverá uma ferida de entrada.

Queimaduras envolvendo mãos. pés. Os demais pacientes podem receber tratamento ambulatorial. Queimaduras elétricas por alta voltagem. ou 20% em crianças. Queimaduras de 3º grau com 10% ou mais da superfície corporal. . face.Queimaduras por corrente elétrica.Queimaduras de terceiro grau com mais de 10% da área corporal atingida no adulto e maior que 5% nos menores de 12 anos. Observação: É considerado também como grande queimado o paciente que for vítima de queimadura de qualquer extensão que tenha associada a esta lesão uma condição clínica que possa deteriorar seu estado geral.Queimaduras de segundo grau com área corporal atingida maior do que 15% em menores de 12 anos ou maior de 20% em maiores de 12 anos. também conhecido como a Regra dos Nove (Figura 3). .Queimaduras de períneo. Percentual de Graves ou grande queimado Queimaduras de 2º grau com 25% ou mais da superfície corporal em adultos. REGRA DOS NOVE Existe um método bastante simples para se obter a área de superfície corporal total lesada: o Método de Wallace. Alguns pacientes com queimaduras médias e todos aqueles com queimaduras graves devem ser hospitalizados.. 8 . Esta regra emprega valor igual a nove ou múltiplo de nove às partes atingidas. (Tabela 1). Queimaduras com fraturas ou traumatismos. olhos ou períneo.Queimaduras de mão ou pé ou face ou pescoço ou axila que tenha terceiro grau. Queimaduras complicadas por lesões por inalação. formado por pacientes que possuem idade avançada e/ou enfermidades. . . Queimaduras em grupos de riscos. Use-a para estimar o percentual atingido pela lesão.

Regra dos Nove de Wallace. . pés. Percentual de superfície corporal queimada por idade.Lesão por inalação.5% 4.5% 4.5% 4.Queimadura em pacientes com problemas médicos preexistentes. aguda e a de reabilitação. períneo e/ou articulações importantes. mãos.Queimaduras causadas por eletricidade.5% Tabela 1. . . genitália. .ÁREA Cabeça e Pescoço Membro superior D Membro superior E Tronco anterior Tronco posterior Genitália Coxa D Coxa E Perna e Pé D Perna e Pé E ADULTO 9% 9% 9% 18% 18% 1% 9% 9% 9% 9% CRIANÇA 18% 9% 9% 18% 18% 1% 4. 9 . etc. TRATAMENTO DAS QUEIMADURAS Podem ser identificadas três fases de tratamento nos cuidados a serem prestados a uma pessoa gravemente queimada.Qualquer paciente com queimaduras e trauma concomitante (tais como fraturas.Queimaduras de terceiro grau em grupos de qualquer idade. . .Queimaduras de espessura parcial superiores a 10% da superfície corporal.Crianças queimadas sendo tratadas em hospital sem pessoal qualificado ou equipamentos para o cuidado do caso. QUEIMADURAS QUE DEVEM SER ENCAMINHADAS A UM CENTRO ESPECIALIZADO DE QUEIMADOS . São as fases de reanimação.Queimaduras químicas. . .Queimaduras que envolvem a face.) no qual a queimadura apresenta o maior risco de morbidade ou mortalidade. inclusive aquelas causadas por raio.

que visa a fase inicial ou de queimaduras e tratamento tardio. Um ambiente muito quente pode causar uma perda de líquidos através da transpiração. Elas variam fundamentalmente conforme o período evolutivo da afecção. período evolutivo. porque a pessoa gravemente queimada perdeu parte da sua capacidade de regulação da temperatura corporal.) Cuidados iniciais . Existem um conjunto de medidas que podem ser consideradas como parâmetro no tratamento da maioria das queimaduras.Remoção de roupas queimadas ou intactas nas áreas da queimadura. A manutenção da temperatura do corpo é um fator crítico durante a limpeza. bem como as complicações infecciosas. anéis. 10 . A temperatura do ambiente deve ser ajustada de acordo com as necessidades do doente. lentes de contato. PRIMEIRO ATENDIMENTO DO PACIENTE QUEIMADO Exame básico (ATLS) A – Vias Aéreas B – Boa Respiração C – Circulação D – Dano Neurológico E – Exposição Cuidados imediatos .etc. pode-se dividir o tratamento das queimaduras em: tratamento imediato. quando a área de superfície corporal total é muito grande o risco de morte e complicações aumenta.Parar o processo da queimadura. além de facilitar o crescimento bacteriano. localização da lesão. pulseira. extensão. que visa a fase tardia ou de recuperação. que dependerá da classificação deste paciente quanto à idade. condições gerais do doente. O tratamento deve ser planejado de acordo com a extensão e profundidade da queimadura. Dessa forma. agente causador. retirando objetos que possam perpetuar o processo ( relógio. o que obriga que a temperatura central seja monitorizada de hora em hora. profundidade.Atualmente um conjunto de procedimentos (métodos) são aplicados no tratamento das queimaduras.

Independentemente do esquema inicial escolhido.Hidratação oral ou venosa (dependendo da extensão da lesão). Cuidados locais . piche) com água corrente.Pesquisar história de queda ou trauma associado. para fins de cálculo inicial. .Analgesia: oral ou intramuscular no pequeno queimado e endovenosa no grande queimado.Após a limpeza das lesões. . Reposição hidro-eletrolítica (Grande Queimado) Cateterizar preferencialmente veia periférica de grosso calibre e calcular reposição inicial: Pela fórmula de Parkland: 4 ml/kg de peso corporal/percentagem SQC. .Verificar lesões de córnea. de Ringer com Lactato.Profilaxia de tétano.Verificar queimaduras de vias aéreas superiores. .Aplicação de compressas úmidas com soro fisiológico até alívio da dor. podendo agravar a queimadura. por pelo menos 20 a 30 minutos. pois a reação é exotérmica.Avaliação clínica completa e registro do agente causador da extensão e da profundidade da queimadura. irrigar abundantemente com água corrente de baixo fluxo (após retirar o excesso do agente químico em pó.Em casos de queimaduras por agentes químicos. principalmente em pacientes com queimaduras de face. mas não tentar a remoção imediata. . Grande queimado criança: iniciar 30 ml/kg para correr em 30 minutos.deve-se observar diurese a 11 .. .000 ml de Ringer com Lactato para correr em 30 minutos.Remoção de contaminantes . os curativos deverão ser confeccionados. Não aplicar agentes neutralizantes. Exemplo: Homem 70kg com 30% SQC Volume de Ringer = (4ml/kg x 70kg) x 30 = 8400ml Grande queimado adulto: iniciar 2. programa-se que a metade deste volume deva ser infundida nas primeiras 8 horas após a queimadura. .Resfriar agentes aderentes (ex. . Sendo que. se for o caso). .

A troca do curativo deve ser feita a cada 2 ou 3 dias até que se atinja a cicatrização entre 8 e 10 dias. Este procedimento deve ser realizado na sala de emergência ou mesmo no leito do paciente. O curativo pode ser realizado com gazes vaselinadas (para não aderir à lesão) e gazes secas. No caso de queimaduras de espessura total (3o grau) circunferenciais de membros ou do tronco.5 a 1ml/kg/hora ou (30-50ml) em adultos e 1ml/kg/h em crianças. pode ser necessária a realização de escarotomia. É feita a incisão da pele em toda a sua espessura. e controlar a hidratação para que se obtenha 0. Queimadura de Terceiro Grau O paciente deve ser encaminhado a um centro especializado no atendimento a queimados. atingindo-se o subcutâneo. mas pode ocorrer dor com a 12 . Antibioticoterapia Antibióticos são utilizados no caso de uma suspeita clínica ou laboratorial de infecção. chumaço de algodão e ataduras. O paciente deve ser mantido em repouso e com o membro elevado. Escarotomia: É um procedimento emergência realizado por um medico com experiência no atendimento a queimados. debridamento de bolhas (bolhas íntegras não precisam ser debridadas) e confecção de curativos. Queimadura de Segundo Grau Além da analgesia e hidratação local também é necessária limpeza do local.partir da primeira hora. Nos membros o curativo deve ser oclusivo e deve-se evitar oclusão em orelhas e períneo.Não utilizar antibiótico profilático. A pele queimada de terceiro grau é insensível. O edema tecidual pode causar compressão de estruturas em membros e predispor à necrose de extremidades. O aspecto duro e inelástico da pele com queimadura de terceiro grau restringe os movimentos respiratórios e pode levar a insuficiência respiratória. TRATAMENTO DA LESÃO DO PACIENTE QUEIMADO Queimadura de Primeiro Grau Analgesia via oral ou intramuscular e hidratação local com compressas úmidas.

entre outros. Analgesia proporcional à dor deve ser administrada por via venosa. química. ou em lesões de segundo grau profundo. Desbridamento cirúrgico: Indicado praticamente em todos os casos de queimaduras de terceiro grau.incisão atingindo o subcutâneo. o seguimento do paciente compreende os seguintes aspectos: Broncoscopia: Indicada quando suspeita-se de lesão por inalação. geralmente resultado de acidentes em que a vítima ficou em local fechado. pode-se utilizar membranas biológicas. Exemplo para identificar o agente causador da queimadura que podem ser: chama. em um ambiente próprio. Enxerto: O enxerto de pele é realizado para se obter o fechamento da ferida de terceiro grau. ou lesões que necessitem de cobertura temporária eficiente. Curativos sintéticos: Existe atualmente uma gama enorme de materiais sintéticos que podem substituir a pele temporariamente. Curativo biológico: No caso de feridas excisadas. Balneoterapia: A balneoterapia consiste em um curativo com lavagem da ferida. PROCESSO DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO E REABILITAÇÃO DO PACIENTE QUEIMADO O enfermeiro constitui ser uma peça fundamental para o tratamento do grande queimado e o histórico de enfermagem serve como meio mais eficaz para saber qual o grau de gravidade do qual se encontra este paciente. escaldo. geralmente em lesões decorrentes da passagem de corrente de alta voltagem. Deve ser realizado no centro cirúrgico. podendo ter sido exposta à fumaça ou em pacientes com queimaduras de face. 13 . Fasciotomia: Procedimento realizado na emergência por cirurgião experiente. indicado quando se suspeita de síndrome de compartimento no antebraço ou perna. Atendimento no Centro de Queimados No Centro de Queimados. quando não se dispõe de pele autógena suficiente para a cobertura da ferida. com o paciente sob o efeito de sedação venosa ou anestesia. elétrica. sob anestesia. após a estabilização do paciente e dos cuidados iniciais.

Os enfermeiros devem ter ciência que os queimados estão. avaliar função neurológica (grau de lucidez). lesão e complicações em desenvolvimento. fez cirurgias. Fazer o exame físico completo céfalo-podálico. ansiedade. Os queimados 14 . A reabilitação começa logo depois da queimadura mais precocemente. um cuidado primordial para reabilitação (Tabela 2). quando o tempo de queimadura for maior que 24h. vacinação contra tétano. analgesia. dor. O grau de tolerância à atividade. Avaliam-se também o peso corporal. sintomas. verificar a presença de flictenas. usa algum tipo de medicamento. A enfermagem encorpara os exercícios de fisioterapia ao cuidado do paciente para impedir a atrofia muscular e manter a mobilidade necessária para as atividades diárias. A monitoração cardíaca esta indicada quando o paciente apresenta história de doença cardíaca. O debito urinário. O estado respiratório é rigorosamente monitorado. lesão por eletricidade ou problemas respiratórios. ou quando o pulso está arrítmico ou a velocidade anormal lenta ou rápida Analisar quais as áreas do corpo que foram atingidas. para poder conseguir todas as informações necessárias a fim de identificar os problemas. checar acesso venoso. sendo avaliado o pulso. é cuidadosamente monitorado e medido a cada hora. assustados e ansiosos no que respeita às lesões e tratamentos associados. idade e peso do paciente. realizarem balneoterapia e curativo tópico com clorexedine. um indicador da perfusão renal. pré-queimadura. observando sinais. muitas vezes. temperatura. checar imunização contra o tétano no adulto e esquema vacinal em crianças. a força e a resistência do paciente irão aumentando gradualmente à medida que a atividade for acontecendo durante períodos cada vez mais longos. histórias de alergias. O uso de cateter venoso calibroso e sonda urinária são inseridos e a avaliação da enfermeira inclui a monitoração do balanço hídrico. O exame neurológico também deve ser feito para avaliar o nível de consciência. se tiver condições saber qual a procedência do paciente. monitorizar sinais vitais. colheita de exames. comportamento se esta orientada no tempo e espaço. Estas reações podem ser avolumadas pelo ambiente da unidade de cuidados intensivos. saber qual o tempo da queimadura.O histórico de enfermagem tem como finalidade de ouvir atentamente o paciente. avaliar a função respiratória (quando forem queimaduras de vias aéreas). estado psicológico. patologias de base. A enfermagem deve monitorar com freqüência os sinais vitais.

O doente poderá reagir à dor física de três modos: Ignorando-a. pois o doente. Cuidar é muito mais do que curar. incluindo não apenas o aspecto farmacológico. por exemplo). na perspectiva da dor. Serão necessários apoios e compreensão da equipe multidisciplinar para que o paciente se reconheça nessa nova situação. O cuidado. imobilizações. O diálogo entre paciente e o profissional enfermeiro tanto quanto os outros profissionais devem ser mantidos sempre e em todos os aspectos. centrada em atividades específicas como limpeza e desbridamento da ferida. denuncia preocupações básicas como o medo de ficar defeituoso. reduzir as chances desses pacientes irem a óbitos por negligências. também deveria ser humanizado. como toda equipe que prestar a assistência ao paciente queimado podem observar todas as alterações físicas e psicológicas. individualizado. O profissional também é responsável por avaliar a reação do doente quanto ao posicionamento. e temperatura. o nosso foco. 15 . da sua avaliação e terapêutica. o doente só deverá ver as queimaduras faciais depois de estar preparado para a experiência. quando se percebe sua melhora. as atividades da vida diária e a deambulação também são alvos de uma contínua avaliação quanto à tolerância física e emocional do doente. às feridas após a alta.sofrem de dor física e psicológica. exercício e capacidade do doente e da sua família para executarem os cuidados que se impõem fazer. Aceitando-a e tendo uma reação exagerada em relação a ela. é proporcionar ao indivíduo uma melhor percepção de si e de sua vida. . que é o cuidado humano. As queimaduras da face tornam o reajustamento particularmente difícil. Além de oferecer ao pacientes outros profissionais para a realização de exercícios físicos. bem como. cianose de algum membro eventualmente apoiado (por talas ortoplásticas. A dor física está. e ao profissional. No exame físico diário o enfermeiro tem necessidade de fazer uma avaliação cuidadosa quanto à circulação sanguínea. Se possível. e fisioterapia. a fim de reduzir possíveis fatos que possam levar o paciente a uma piora do seu estado clínico. os nossos instrumentos de trabalho. mudança de pensos. a satisfação cada vez maior. mas especialmente as ações próprias da enfermagem. Os enfermeiros. A enfermeira terá que reservar um tempo para ouvir e encorajar o doente. os problemas no emprego e com a família e a nova situação econômica. diariamente. geralmente.

Tabela 2. Posicionamento do cliente queimado para prevenir deformidade. 16 .

o ferimento sendo a consideração secundária. bem como habilidades no exame especializado para detectar as alterações sutis na condição do paciente. cicatrização dos ferimentos. intervenções que visem à diminuição da dor. o enfermeiro avalia o paciente queimado sistêmica e continuamente. o atendimento da queimadura prossegue nas três fases: fase de emergência/reanimação. o enfermeiro é responsável pelo desenvolvimento de algumas técnicas e coordenação de outros profissionais durante a realização do curativo. insuficiência respiratória aguda. Na fase de reabilitação. Por isso fica ao seu critério estar sempre ressaltando aos outros profissionais que a mudança de curativo num queimado é sempre um momento extremamente doloroso e de grande stress. síndrome da angústia respiratória do adulto e lesão visceral. Na fase de emergência/ressuscitação da lesão a avaliação de enfermagem focaliza-se nas principais prioridades quanto a qualquer trauma do paciente. 17 . Os profissionais de enfermagem que cuidam de um paciente com lesão por queimaduras requerem um alto nível de conhecimento sobre as alterações fisiológicas. como a insuficiência cardíaca congestiva. já que a recuperação da lesão envolve todos os sistemas do corpo. bem como habilidades no exame especializado para detectar as alterações sutis na condição do paciente. Na fase aguda/intermediária.Papel do enfermeiro no curativo tópico do paciente grande queimado Os profissionais de enfermagem que cuidam de um paciente com lesão por queimaduras requerem um alto nível de conhecimento sobre as alterações fisiológicas. focalizando as alterações hemodinâmicas. No entanto há determinadas intervenções que o poderão ajudar neste aspecto. extensão da lesão e presença de uma resposta sistêmica. fase aguda/intermediária e fase de reabilitação. O atendimento da queimadura deve ser planejado de acordo com a profundidade da queimadura e resposta local. Então. O atendimento da queimadura deve ser planejado de acordo com a profundidade da queimadura e resposta local. Por ser um procedimento que requer uma atenção mais minuciosa. sepse. o enfermeiro deve avaliar continuamente o paciente queimado. respostas psicossociais e sinais de complicações. extensão da lesão e presença de uma resposta sistêmica. que acontecem depois de uma queimadura. que acontecem depois de uma queimadura.

.DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM A) Risco para Eliminação Traqueobrônquica Ineficaz. alteração do equilíbrio hídricos e eletrolíticos.Alcançar o mais alto grau de mobilidade.Relatar maior conforto e menos dor. Considerações de Enfermagem: Desfechos esperados para o paciente. . 18 . O mesmo deverá: . C) Risco para Infecção.Manter as vias respiratórias desobstruídas. são os que se seguem. D) Dor (aguda). H) Integridade da Pele Prejudicada (enxertos). G) Mobilidade Física Prejudicada. K) Déficit de Conhecimento (Necessidade de Aprendizagem) Acerca de Condição. Prognóstico. bem como. para o doente com queimaduras. F) Nutrição Alterada: Menor do que as Necessidades Corporais. Autocuidado e Necessidade de Alta. não estando a estes limitados. PROBLEMAS E INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM Os problemas de enfermagem são fixados a partir da avaliação dos dados do doente. Exemplos: alteração da permeabilidade das vias aéreas. Todavia todas as alterações durante a internação do paciente podem ser identificadas pelos enfermeiros que deveram tomar os devidos cuidados através de suas intervenções com o objetivo de restabelecer o quadro clinico do paciente. B) Risco para Déficit de Volume de Líquido. dor e ansiedade. J) Distúrbio de Auto-imagem/Desempenho do Papel Alterado. I) Medo/Ansiedade. alteração da mobilidade física. um aprofundamento em termo de conhecimento técnico e cientifico em relação a terapêutica que o paciente grande queimado esta inserido. Tratamento. Porém estas assistências requerem cuidados minuciosos e precisos. Alguns dos problemas possíveis. E) Risco para Perfusão Tissular Alterada/Disfunção Neurovascular Periférica.

. o diagnóstico e o tratamento.Use técnica estéril estrita.Retire os artigos que possam provocar constrição.Sinais de infecção.Sinais vitais. . .Se necessário.Sinais e sintomas de complicações. incluindo administração. ..Institua o tratamento imediato e agressivo contra queimaduras. encaminhe o paciente para orientação psicológica.Realize cuidado adequado com a ferida. .Hidratação e estado nutricional.Todas as medicações. 19 . . Plano de alta: . .Balanço hídrico.Proporcione hidratação adequada.Encaminhe o paciente para os serviços de recurso e apoio. se for adequado.Determine o peso do cliente diariamente. . Monitorização: . . Principais intervenções: . .Demonstrar técnicas efetivas de enfrentamento da situação. a dosagem e possíveis efeitos adversos. . . .Estado respiratório. . Orientações ao cliente: Aborde: .Estimule a verbalização e dê apoio.Retire as roupas que ainda estiverem em combustão. .Encaminhe o paciente para reabilitação.A lesão.Cuidados adequados com a ferida. . .Desenvolvimento de plano dietético.

A assistência humanizada à família implica compreender o processo vivenciado quando um dos seus membros é internado na UTQ. mas na maneira de ser executada a tarefa. 20 . totalmente com ênfase nas técnicas. que em ultima análise. respeitando os seus valores. o objetivo da Enfermagem não está centrado no cuidado ao paciente. nas intervenções de Enfermagem. ou seja. respeito e da preocupação com o outro. Segundo Cintra. conversa. culturas e preocupações de cada indivíduo. englobando também a família. Os profissionais de enfermagem devem ser preparados para atuar junto ao paciente e sua família. toque. Dessa forma. amor.HUMANIZAÇÃO NO CUIDADO DO PACIENTE EM UTQ Humanizar é cuidar do paciente de forma holística. depende de uma prescrição médica. para que assim a equipe interdisciplinar tenha condições de reconhecer as suas necessidades (KNOBEL. Um aspecto a destacar é a forma com que o cuidado é desenvolvido na prática. a proposta de humanização do cuidado vem em busca do resgata dos valores humanistas. A internação em Unidade de Tratamento de Queimados – UTQ traz alterações principalmente psicológicas por causa da aparência e cicatrizes que nem sempre com cirurgia reparadora se desfazem. para diminuir os efeitos e dos transtornos da longa internação em UTQ. 2006). (2000).

e é necessário perseguir os estudos. Nosso entendimento sobre a importância da formação profissional não somente cientificamente como também humanizados está começando.3. Vivenciar diferentes experiências. trazendo novos modelos de planos de cuidados que permita a enfermagem aprender o que está se passando com a singularidade de cada humano que esteja precisando de atenção e cuidado. Ressaltamos a importância da equipe em alimentar seu conhecimento teórico sobre as queimaduras e os cuidados especiais que esses clientes precisarão para que possam refletir e subsidiar suas decisões juntamente com os planos de cuidados. 21 . Cabe ao enfermeiro fornecer o apoio tanto à parte física do doente como também à parte psicológica e emocional. dando mais sentido a sua intervenção e maior valor a vida. CONSIDERAÇÕES FINAIS Compartilhar o processo de humanização na equipe multiprofissional é essencial no cuidado. A prestação de cuidados de enfermagem a um doente queimado é essencial para uma recuperação e reabilitação mais rápida e com menores chances de adquirir seqüelas para o mesmo. vale ressaltar a importância do conhecimento técnico e científico para avaliarem suas próprias decisões e prestar uma assistência adequada e humana para situações específicas de cada cliente queimado. Assim. sendo essencial o fator preponderante a humanização para assistência desses pacientes queimados. uma vez que o planejamento da assistência pode repercutir no tratamento e no futuro do indivíduo queimado. buscamos conhecer como se dá o processo de planejamento em cuidados de queimaduras com uma estratégia de visão holística. No entanto. O profissional de saúde deve encarar o doente de forma holística e humanizada.

V. M. D. ed. 2005.4. Assistência de enfermagem ao paciente crítico. S. A enfermagem no tratamento dos queimados. J. C. da. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. SILVA. Brunner & Suddarth. Planos de cuidados de enfermagem. São Paulo: Atheneu. X. et al. RODRÍGUEZ. GEISSLER. M. 2003. São Paulo: EPU.webartigos. CINTRA. Eliane Araújo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARVALHO. de.html#ixzz1IbpWJTw8>. 10 Ed. C. MENEZES. et al. 2007. Traduzido por Roxane Jacobson. Acesso em: 03 de abril de 2011.L. B. S. Emergências. Assistência de Enfermagem em Unidade de Tratamento de Queimados. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. LEITE. M. G. E. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. KNOBEL. Aline. SMELTZER. Coleção Práxis de Enfermagem. Terapia intensiva. 2002. 2000. 22 . BARE. Rio de Janeiro: Ed. J. São Paulo: Atheneu. M. M. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. DOENÇAS: DA SINTOMATOLOGIA AO PLANO DE ALTA. 5. C. Disponível em: <http://www. McGraw-Hill. Elias.com/articles/6603/1/Assistencia-De-Enfermagem-Em-unidadeDe-Tratamento-De-Queimados/pagina1. 1988. 2006.. et al. BASTOS.

ANEXOS 23 .

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