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Principio Impulso Oficial

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Princípios da iniciativa das partes e do impulso oficial Conforme prescreve o art.

262 do Código de Processo Civil: “O processo civil começa por iniciativa da parte, mas se desenvolve por impulso oficial”. Uma vez instaurado o processo, este se desenvolve por iniciativa do juiz, independente de nova manifestação de vontade da parte. A fim de se assegurar a continuidade do processo, é necessário o que se denomina em nosso direito como princípio do impulso oficial ou ex officio; onde o juiz, que representa o poder jurisdicional do Estado, determina que se promovam atos processuais que conduzam à solução do processo, até que a instância se finde. Acerca deste, igualmente explicam-no Araújo Cintra, Grinover e Dinamarco : “É o princípio pelo qual compete ao juiz, uma vez instaurada a relação processual, mover o procedimento de fase em fase, até exaurir a função jurisdicional.” Assim, embora a iniciativa na produção das provas pertença às partes, o CPP assegura essa incumbência ao juiz: "prover a regularidade do processo e manter a ordem no curso dos respectivos atos" (art. 251), "determinar, de ofício, diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante" (art. 156), determinar exame complementar (art. 168), formular quesitos nas perícias em geral (art. 176), proceder novo interrogatório (art. 196) etc. Com o impulso oficial impede-se a paralisação do procedimento pela inércia ou omissão das partes, caminhando-se para a resolução do litígio de forma definitiva, que é o objetivo do processo, a que obriga o princípio da indeclinabilidade da jurisdição penal. Evidentemente tal princípio não é absoluto. Pode o processo ser encerrado sem a solução do conflito quando ocorre, por exemplo, uma causa extintiva da punibilidade, ou suspensa nos casos de impronúncia (art. 409 do CPP) ou de falta de intimação da sentença de pronúncia (art. 413 do CPP). A morte do agente põe termo à ação penal, se iniciada, e impede a propositura de processo que não tiver sido ainda intentado, à vista do princípio constitucional da personalidade da pena (art. 5 º, XLV). Comprovada a morte, mediante exibição do atestado de óbito, ouvido o Ministério Público, o juiz declarará extinta a punibilidade (art. 62, CPP). gerais ou comuns: podem ocorrer em todos os delitos tais como a morte do agente, a prescrição, etc; Especiais ou particulares: apenas ocorrem em determinados delitos, tais como a retratação do agente nos crimes contra a honra, o casamento com a ofendida em alguns crimes contra os costumes. Gislaine Jéssica Camila Sirlei 258570 259153 259342 260460 Fontes Bibliográficas: http://www.leonildo.com/curso/mira3.htm http://www.ambito-juridico.com.br/site/index http://hc.costa.sites.uol.com.br/Principios.html Livro: Teoria Geral do Processo – Ada Pellegrini Grinover (2005, p. 68)

http://www.jefersonbotelho.com.br/2007/10/02/nocoes-sobre-extincao-de-punibilidad

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