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Reparo de Dna

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Published by: Tiago Vidigal on Apr 11, 2012
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UNIVERSIDADE PARANAENSE – UNIPAR MESTRADO EM BIOTECNOLOGIA APLICADA À AGRICULTURA DISCIPLINA DE GENÉTICA GERAL E DE POPULAÇÕES MESTRANDOS: DOUGLAS ANTONIO DIAS

E TIAGO VIDIGAL PROFESSORA: CLAUDICÉIA RISSO PASCOTTO

VIAS DE REPARO DO DNA

A integridade do DNA está sob constante ameaça de radiação, mutágenos químicos e mudanças que surgem espontaneamente. A despeito do ataque de agentes danosos, a taxa de mutação permanece baixa, graças à eficiência com a qual o DNA é reparado. Menos de uma em um milhão de seções do DNA é estimada como se tornando uma mutação; todas as outras são corrigidas. Existe um número complexo de vias para o reparo do DNA, mas várias afirmativas gerais podem ser feitas sobre o reparo do DNA. Primeira, a maioria dos mecanismos de reparo do DNA requerem dois filamentos de nucleotídeos do DNA, porque a maioria substitui nucleotídeos inteiros, e um filamento molde é necessário para especificar a sequência de bases. Uma segunda característica geral do reparo do DNA é a redundância: muitos tipos de danos ao DNA podem ser corrigidos por mais de uma via de reparo. A redundância comprova a extrema importância do reparo do DNA para a sobrevida da célula:garante que quase todos os erros sejam corrigidos. Se um erro escapa de um sistema de reparo, ele provavelmente será reparado pelo outro sistema. Consideraremos quatro mecanismos gerais de reparo do DNA: reparo de pareamento errado, reparo direto, reparo por excisão de bases e reparo por excisão de nucleotídeos.

como as causadas por deslizamento de filamento na replicação. os nucleotídeos adenina na sequência GATC são metilados. Repetições de trinucleotídeos podem formar estruturas secundárias no filamento não pareado. Após reconhecer o erro de incorporação. estas modificações são reconhecidas pelas enzima de reparo de pareamento errado. Muitos nucleotídeos inseridos incorretamente que escapam da detecção pela revisão são corrigidos pelo reparo de pareamento errado. O sistema de reparo de pareamento errado também corrige pequenas alças não pareadas no DNA. O sistema de reparo de pareamento errado distingue os filamento novo e antigo do DNA. O complexo de reparo de pareamento errado coloca uma sequência não metilada GATC em íntima proximidade a bases de pareamento errado. O processo de metilação é retardado. . Ele corta o filamento não metilado no sítio GATC. usando o filamento original de DNA como molde. assim. no processo de replicação. Entretanto. Algumas dessas correções são feitas na revisão pelas DNA polimerases. o filamento velho é metilado e o filamento novo não. e. as enzimas de reparo de pareamento errado eliminam o trecho distorcido do filamento recém-sintetizado e preenchem o espaço com novos nucleotídeos. apenas a parte contendo o erro é removida. as bases de pareamento errado são incorporadas ao novo DNA com uma frequência de 10-4 a 10-5. As bases de pareamento errado distorcem a estrutura tridimensional do DNA. as quais escapam da detecção pelo sistema de reparo de pareamento errado.REPARO DE PAREAMENTO ERRADO A replicação é extremamente precisa: cada cópia nova do DNA tem menos de um erro por bilhão de nucleotídeos. assim. Após a replicação. a maioria dos erros que surgem inicialmente são corrigidos e nunca se tornam mutações permanentes. As proteínas que fazem o reparo de pareamento errado em E. imediatamente após a replicação. coli diferenciam entre os filamentos velho e o novo pela presença de grupos metila em sequências especiais do filamento velho. logo.

O reparo de pareamento errado nas células eucarióticas é similar ao de E. Uma enzima chamada de O6 – metilguanosina DNA metil transferase remove o grupo metila de O6. . Tanto E. um produto alquilante que faz par com adenina. A DNA polimerase e a DNA ligase preenchem o espaço no filamento não metilado com nucleotídeos corretamente pareados.metil.e degrada o filamento entre o corte e as bases de pareamento errado. Um dos sistemas de reparo mais bem compreendidos de reparo direto é a fotorreativação de dímeros induzidos por UV. capaz de utilizar a energia captada da luz para quebrar ligações covalentes que unem as pirimidinas em um dímero.guanina. produzindo transversões G.guanina. coli mas não se sabe como os filamentos antigo e novo são reconhecidos nas células eucarióticas.metil. não há metilação detectável do DNA. Em alguns eucariontes. como leveduras e moscasdas-frutas. restaurando a base guanina. e ainda assim ocorre o reparo de pareamento errado. REPARO DIRETO O reparo direto não substitui os nucleotídeos alterados. O reparo direto também corrige O6. mas os devolve a suas estruturas corretas. coli quanto algumas células eucarióticas possuem uma enzima.*C T*A. chamada fotoliase.

A DNA polimerase β usa sua atividade de polimerase para introduzir o nucleotídeo ausente. a DNA ligase não pode fechar o corte na ligação fosfodiéster. O corte na ligação fosfodiéster é fechado pela DNA ligase. e então o nucleotídeo inteiro é substituído. Deste modo. a fidelidade da remoção de bases é mantida. A DNA polimerase então adiciona novos nucleotídeos ao núcleo 3” – OH exposto. porque os grupos 3’-OH e 5’-P e nucleotídeos adjacentes não estão na orientação correta e a ligase não pode ligá-los. uma base modificada é primeiro removida.000 modificações de bases por dia são reparadas por excisão de base. Estas mutações podem ser corrigidas pela habilidade de revisão das endonucleases AP: quando a DNA polimerase β insere um nucleotídeo com a base errada no DNA. As bactérias usam a DNA polimerase I para substituir nucleotídeos excisados. Após a base ter sido removida. Em média a DNA polimerase β comete um erro a cada 4000 nucleotídeos inseridos.REPARO POR EXCISÃO DE BASES No reparo por excisão de bases. uma enzima chamada AP (apurínica ou apirimidínica) corta a ligação fosfodiéster e outras enzimas removem o açúcar desoxirribose. cada uma das quais reconhece e remove uma base modificada e específica por clivagem da ligação que une essa base com o carbono 1’ do açúcar desoxirribose. 3 – metiladenina. reconhece e remove uracil produzida pela desaminação de citosina. Cerca de 20. A excisão de bases modificadas é catalisada por um conjunto de enzimas chamadas de DNA glicosilases. e a sequência original intacta é restaurada. 7 metilguanina e outras bases modificadas. mas os eucariontes usam a DNA polimerase β.000 a 40. Outra glicosilasse reconhece hipoxantina. e assim a DNA polimerase β pode introduzir 10 mutações por dia no genoma humano. . por exemplo. Nesse caso a endonuclease I AP detecta o paremanento errado e usa sua atividade de endonuclease 3’ 5’ para excisar a base incorretamente pareada. substituindo um trecho de nucleotídeos do filamento danificado. que não tem capacidade de revisão e tende a cometer erros. A uracil glicosilase.

e as proteínas de ligação unifilamentar estabilizam os filamentos separados. portanto. OUTROS TIPOS DE REPARO DE DNA Alguns tipos de danos ao DNA. As ligações cruzadas interfilamentares são extremamente tóxicas param a replicação. Quando é detectada uma distorção. um complexo de enzimas escaneiam o DNA. Em seguida. o a ligação fosfodiéster do filamento danificado é clivado em ambos os lados do dano. Parte do filamento danificado é removida e o espaço é preenchido pela DNA polimerase e ligado pela DNA ligase. em humanos um grande número de genes toma parte. Primeiro. afetam ambos os filamentos da molécula e. frequentemente quebra ambas as fitas do DNA. incluindo a cisplatina. procurando distorções de sua configuração tridimensional. A radiação ionizante. Ele é encontrado em células de todos os organismos. O processo de excisão de nucleotídeos é complexo. O reparo de nucleotídeos é bem versátil e pode reparar muitos tipos diferentes de danos ao DNA. Várias drogas comumente usadas em quimioterapia. Outro tipo de dano que afeta ambos os filamentos é uma ligação cruzada interfilamentar. enzimas adicionais separam os dois filamentos de nucleotídeos na região danificada. que surge quando os dois filamentos de um dúplice são conectados por ligações covalentes. de bactérias a humanos e está entre os mais importantes de todos os mecanismos de reparo. criam um desafio mais grave à maquinaria de reparo de DNA.REPARO POR EXCISÃO DE NUCLEOTÍDEOS No reparo por excisão de nucleotídeos são removidas lesões volumosas de DNA (como dímeros de pirimidina) que distorcem a dupla – hélice. mitomicina C. O reparo de quebras bifilamentares é geralmente por recombinação homóloga. psoralen e nitrogênio .

causam ligações cruzadas interfilamentares. Pouco se sabe sobre como as ligações cruzadas interfilamentares são reparadas. reparo por excisão de bases e reparo por excisão de nucleotídeos. foi o primeiro agente químico a ser usado em quimioterapia. Detecção: o trecho danificado do DNA é reconhecido. que se relaciona estruturalmente ao gás mostarda usado por Charlotte Auerbach para induzir mutações em Drosophila.mostarda. alguns não danificados. Ligação: a DNA ligase fecha os cortes no arcabouço açúcar-fosfato. O nitrogênio mostarda. frequentemente. 2. é feito um único corte a ligação fosfodiéster no lado do dano: no reparo por excisão . porque os nucleotídeos são substituídos no reparo de pareamento errado. Polimerização: a DNA polimerase adiciona nucleotídeos ao grupo 3’- OH exposto usando o outro filamento como molde e substituindo os nucleotídeos danificados (e. 4. reparadas pelas vias que reparam as quebras A VIA BÁSICA DE REPARO DO DNA A maioria dos métodos de reparo do DNA depende da presença de dois filamentos. Excisão: as endonucleases de reparo do DNA cortam o arcabouço de fosfodiéster em um ou em ambos os lados do DNA danificado. Um modelo propõe que as quebras bifilamentares são feitas em cada lado da ligação cruzada e são subsequentemente bifilamentares. Na excisão de bases e reparo de pareamento errado. e um ou mais nucleotídeos são removidos. Os mecanismos de reparo que incluem a remoção de nucleotídeos usam uma via comum de quatro etapas: 1. mas não são substituídos por mecanismos de reparo direto. 3.

Embora as células humanas não tenham fotoliase (que repara dímeros de pirimidina nas bactérias) a maioria dos dímeros de pirimidina em humanos pode ser corrigida pelo reparo de excisão de nucleotídeos. DOENÇAS GENÉTICAS E REPARO POR DNA DANIFICADO Várias doenças humanas são ligadas a defeitos no reparo do DNA. porque os defeitos no reparo do DNA levam a aumentos de taxas de mutação. rara condição autossômica recessiva que inclui pigmentação anormal da pele e sensibilidade aguda à luz do sol. logo. A luz do sol inclui um forte componente UV. As pessoas com essa doença também tem uma fonte predisposição ao câncer de pele. a DNA polimerase desloca os nucleotídeos antigos à medida que adiciona novos nucleotídeos à ponta 3’ do corte. e. são feitos cortes em ambos os lados da lesão do DNA. os nucleotídeos são deslocados pelas enzimas helicase. Essas doenças geralmente estão associadas a altas incidências de cânceres específicos. e . Entre as doenças mais bem estudadas no reparo do DNA humano está o xeroderma pigmentoso. no reparo por excisão de nucleotídeos. Entretanto.de nucleotídeos. as células da maioria das pessoas com xeroderma pigmentoso são defectivas no reparo por excisão de nucleotídeos. os nucleotídeos antigos são degradados. No reparo por excisão de bases. como um aumento variando de 1000 a 2000 vezes o encontrado nas pessoas não afetadas. no reparo de pareamento errado. a exposição à luz do sol produz dímeros de pirimidina no DNA das células da pele. Todos os três mecanismos usam a DNA polimerase e ligase para preencher o espaço produzido pela excisão e remoção dos nucleotídeos danificados.

REFERÊNCIAS . Algumas pessoas tem uma forma levemente diferente da doença (variante de xeroderma pigmentoso) devido a mutações no gene codificante da polimerase  a DNA polimerase que ultrapassa os . Outras. contribuindo com cerca de 15% dos cânceres de cólon. Outra doença genética causada por reparo defeituoso de DNA é uma forma hereditária de câncer de cólon chamada de câncer de cólon não polipose hereditária (HNPCC). levando ao câncer. tem defeitos nos genes que tem um papel em cortar o filamento danificado nos lados 5’ ou 3’ do dímero de pirimidina. outras têm mutações em um gene que codifica helicase. Vários genes que tomam parte no reparo por excisão de nucleotídeos produzem proteínas que também tem papel na recombinação e na iniciação da transcrição. Ambas as doenças resultam de mutações em alguns dos mesmos genes que causam xeroderma pigmentoso.muitos de seus dímeros de pirimidina não são corrigidos. Esse é um dos cânceres hereditários mais comuns. Essas outras funções podem levar aos sintomas desenvolvimentais vistos na síndrome de Cockayne e na tricotiodistrofia. Algumas pessoas com xeroderma pigmentoso tem mutações em um gene que codifica a proteína que reconhece e se liga ao DNA danificado. mas sim múltiplos problemas de desenvolvimento e neurológicos. Os achados de pesquisas indicam que o HNPCC surge de mutações nas proteínas que fazem o reparo de pareamento errado. ainda. O xeroderma pigmentoso pode resultar de defeitos em vários genes diferentes. Duas outras doenças genéticas devidas a defeitos no reparo por excisão de nucleotídeos são a síndrome de Cockayne e a tricotiodistrofia (também conhecida como síndrome dos cabeços quebradiços). As pessoas que têm uma dessas doenças não apresentam aumento do risco de câncer. dímeros de pirimidina inserindo AA.

774 p. Genética: um enfoque conceitual.PIERCE. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Benjamin A. 2011. .

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