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Frutos

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Pseudofruto.

Pseudo-frutos ou frutos falsos, por mais que apresentem reservas nutritivas e serem suculentos biologicamente não são classificados como frutos pois não se originarem do ovário da flor como os frutos verdadeiros, mas de diferentes partes de uma ou mais flores. Existem três tipos de pseudofrutos: 1) Pseudofruto Simples: se origina do receptáculo de uma única flor, com apenas um carpelo. Que através de uma inchação envolve todo o fruto ou parte dele. Alguns exemplos deste fruto é a maça e o caju.

2) Pseudofruto Múltiplo: se originam de vários carpelos de variadas flores. Formam-se a partir da inflorescência que dá origem a frutos variados. Desenvolvem-se agrupados por nascerem muito perto um do outro. Alguns exemplos deste fruto é o abacaxi, a amora e figo.

3) Pseudofruto Composto: se origina de diversos ovários de uma mesma flor, e desenvolvem diversos frutos. Quando é fecundado o receptáculo se dilata, passando ser polposo e carnudo. O morango é um exemplo deste fruto.

Carnoso e Deiscente. 1) Legume: Fruto simples. carnoso ou semicarnoso. São exemplos os frutos deCabralea canjerana (canjerana). 2) Cápsula: fruto simples. como as cápsulas secas. plurispérmico. admite como exemplo o caju e apresenta apenas as seguintes subdivisões: 1) Pomo: sincárpico. com cápsula loculicida. indeiscente. que apresentam uma cápsula septífraga. 2) Bala-usta: sincárpico. sendo a parte carnosa formada pelo receptáculo. indeiscente. que se abre na maturidade por fendas longitudinais. de Guarea kunthiana (pau-d’arco). ex: romã. pêra. proveniente de um ovário ínfero. pluricarpelar. como os apresentados abaixo. carnoso ou semicarnoso. Ocorre nas espécies do gênero Inga (ingás). A parte comestível é o episperma das sementes. liberando as sementes. o receptáculo tem grande desenvolvimento. Distinguem-se alguns tipos. Fruto Simples. com cápsula septífraga. Segundo Souza (2003). Tem vários lóculos dispostos em dois ou mais andares. com estrutura básica dos legumes secos. plurilocular. e de Trichilia catigua (cataguá). que se abrem. . mas carnoso ou semicarnoso. unicarpelar.A classificação de Vidal & Vidal (2007). que é sucoso. é freqüente na flora brasileira o registro de frutos que não apresentam o pericarpo maduro seco. ex: maça. mas o pericarpo é seco. proveniente de um ovário ínfero. plurispérmico. carnoso.

endocarpo endurecido. O endocarpo . melancia. maracujá. pluriovulado. pêssego. O endocarpo tem uma estrutura membranosa. 2003). coco. concrescente com a semente formando o caroço. ex: melão. goiaba. e grande cavidade cheia de placentas com muita semente. carnoso ou semi-carnoso.Frutos Simples. 2. monospérmico. ex: azeitona. abóbora. mamão.1) Hesperídeo: fruto resultante de ovário sincárpico (súpero). uni ou plurispérmico. 2) Baga: define um fruto pequeno. Há bagas com nomes especiais: hesperídeo e peponídeo. Carnosos e Indeiscentes. provenientes de um gineceu monocarpelar. Fruto sincárpico. podendo também se abrir na maturidade (Souza. São frutos simples. abacate. Há vários tipos desses frutos. raramente ínfero. proveniente de ovário súpero. laranja. Segundo a classificação de Vidal & Vidal (2007). uni ou bicarpelar. forma-se uma grande cavidade central. proveniente de um ovário ínfero. com pericarpo maduro carnoso ou semicarnoso. mesocarpo branco e subcoriáceo. pela reabsorção dos septos e da polpa. carnoso. família Rutaceae). ex: limão. Às vezes. Epicarpo provido de bolsas secretoras de óleo essencial. polispérmico e endocarpo não formado osso ou caroço. ex: uva. Geralmente sincárpico. compacta e é revestido internamente por pêlos multicelulares de origem subepidérmica cheios de suco (característico dos citrinos. unispérmico. tomate. que são descritos a seguir. Geralmente monocárpico. uni a pluricarpelar. pode ser dividido em: 1) Drupa: fruto carnoso que contém uma única semente protegida por um caroço duro. café. 2. unilocular. com muitas sementes no interior de ovário dilatado. Souza (2003) apresenta a seguinte classificação quando aos frutos que aqui se enquadram: 1) Drupa: fruto simples.2) Peponídeo: diz-se do fruto que tem mesocarpo volumoso e carnudo. manga.

epicarpo membranáceo ou coriáceo. milho. 2003). mesocarpo suculento. uni a pluricarpelar. fino. 2) Nuculanídio: fruto simples. proveniente de ovário ínfero ou súpero. são oriundos de um único ovário. rico em óleos vegetais. 3) Sâmara: monocárpico ou sincárpico. Distinguem-se vários tipos de frutos. Apresenta dois ou vários caroços. tricarpelar. e outras espécies. Fruto típico das plantas cítricas. ou apenas um. mesocarpo esponjoso branco. picão. 4) Glande: também chamado de bolota. monospérmico. como Coccos nucifera (coco-de-baia). pluricarpelares. considerado variação da drupa. Prunus persica (pêssego). cacto. Distinguem-se a várias subdivisões. proveniente de ovário súpero. uni a pentaloculares. com dois ou vários lóculos. São exemplos os frutos de Sambucus canadensis (sabugueiro) e Coffea arabica (café). bi ou pluricarpelar. carnosos ou semicarnosos. mesocarpo carnáceo. Esses frutos possuem também pericarpo com baixo teor de água. endocarpo fortemente esclerificado. 3) Drupalmídio: fruto simples.com a semente presa a um só ponto do pericarpo. 2) Cariopse: sincárpico. melancia. cipó-de-asa. bi ou plurilocular. tegumento da semente totalmente ligado ao pericarpo. unilocular. carnoso ou semicarnoso. nunca exclusivamente fibroso. epicarpo membranáceo ou coriáceo. pericarpo envolvido na base por uma cúpula. formando cavidades (“gomos”) repletas de pêlos suculentos. eventualmente seco. carnoso. monospérmico. Divisão segundo Souza (2003): . pepino. monospérmico. entre outros. e então. endocarpo que emite septos até a região central do fruto. Diospyros kaky (caqui). di ou plurispérmico. ex: olmeiro. pericarpo com expansão alada. fortemente aderido à semente é vulgarmente chamado de "caroço". monospérmico. Incluem-se aqui os frutos de Mangifera indica (manga). 6) Frutos Pomáceos: frutos simples. e outros. como Citrus aurantium (laranja). carnoso. Frutos Simples. trigo. e eles não se abrem na maturidade. banana. variação de baga. trilocular. o fruto todo ou parte dele constitui a unidade de dispersão (Souza. entre outros. 4) Baga: fruto simples. epicarpomembranáceo. serralha. descritos abaixo: Vidal & Vidal (2007). uni a plurispérmico. e outros. ex: arroz. Ocorre em espécies de Arecaceae (Palmae). pluricarpelar. caracterizado como variação da drupa. com uma ou três sementes. ex: girassol. São exemplos os frutos de Vitis vinifera (uva). endocarpo membranáceo ou cartilaginoso. classifica-os em: 1) Aquênio: pode ser monocárpico ou sincárpico. 5) Hesperídio: fruto simples. cada qual com uma semente. plurilocular. Secos e Indeiscentes. carnoso. às vezes coriáceo. provenientes de ovários ínferos. proveniente de ovário súpero. maçã. Citrus limonum (limão). ex. carvalho. plurispérmico. eventualmente súperos com hipanto. Ex: romã. geralmente sincárpico. fibroso ou membranoso. sassafraz.esclerenquimático.

2003). entre outras. proveniente de ovário súpero. os segmentos unispérmicos se desprendem. O fruto é envolto totalmente. seco. longitudinais ou irregulares. unicarpelares. com uma semente por lóculo. São exemplos os frutos de Gallesia integrifólia (pau-de-alho). pericarpo delgado. A forma dos segmentos é variável. proveniente de ovário súpero. mas como é oriundo de ovário ínfero. O pericarpo abre-se também quando maduro. que difere do lomento pelo fato de as nervuras dorsal e ventral (sutura) constituírem uma moldura resistente. Bidens pilosa (Picão-preto) e outras espécies. como Helianthus annuus (girassol). São frutos simples que apresentam pericarpo com reduzido teor de água na maturidade. Fruto típico de espécies das famílias Poaceae. que permite a observação de resíduos de tecido de separação apenas na sutura ou região ventral (folículo) ou nesta região e na dorsal (legume). O embrião é lateral e periférico. É fruto típico de espécie de Quercus (carvalho). como Zea mays (milho). que são frutos tipicamente deiscentes. É um fruto semelhante à sâmara. os segmentos não são iguais entre si. 3) Sâmara: fruto simples. O fruto decompõe-se em fragmentos ou segmentos não correspondentes ao carpelo total. unilocular. 5) Lomento: fruto simples. Como essa moldura não se segmenta com as lâminas carpelares. às vezes esclerificado. Ocorre em espécie de Corylus(avelã). Em geral. e Cyperaceae. proveniente de ovário ínfero. na maturidade sua identificação geralmente só é possível mediante análise anatômica do pericarpo. seco. proveniente de ovário súpero unicarpelar. Ocorre em espécies das famílias Asteraceae. com estrutura semelhante à do legume e do folículo. unilocular e unispérmico. uni ou bilocular. bi a pluricarpelar. uni a bilocular. deixando intacta a moldura. 4) Betulídio: fruto simples. comumente uni ou bicarpelar. a asa ou ala é talâmica e não pericárpica. proveniente de ovário ínfero. Ocorre em espécies dos gêneros Mimosa e Scharanckia. podendo apresentar um gancho ou cerda espinulosa. uni a plurispérmico. ou apenas na sua base. secos. portanto. ou uma formação alar. Ocorre em Betulaceae. mediante fendas transversais. seco. uni a tricarpelar. com cúpula basal. bicarpelar. 9) Legume e Folículo Indeiscentes: frutos simples. unilocular e unispérmico. temos os seguintes tipos de frutos: . Distinguem destes por não apresentar aparelho ativo de deiscência. seco. expondo as sementes (Souza.com cápsula envolvente. de Centrolobium tomentosum (araribá ou araribá-rosa). São exemplos os frutos de Peltogtne confertiflora (jatobá) e Enterolobium schomburgkii (orelha-de-negro ou tamboril). Secos e Deiscentes. pericarpo provido de expansão laminar (asa ou ala). Frutos Simples. unilocular. seco.1) Aquênio: fruto simples. 2) Cariopse: fruto simples. De acordo com Vidal & Vidal (2007). não se abrindo. unispérmico. 8) Glandídio ou Bolota: fruto simples. seco. unilocular. 7) Nucídio: fruto simples. Exemplo é o fruto de Desmodium adscendens (carrapicho-beiço-de-boi ou amoragarrado). por uma formação bracteal. firmemente concrescido ou aderido à semente. seco. bi a pentacarpelar. unispérmico. com uma semente por lóculo. constituindo "cápsula" ou "cúpula". tri a heptacarpelar. A semente não é concrescida com o pericarpo. seco. ela pode estar aderida apenas frouxamente. 6) Craspédio: fruto simples. e de Castanea .

ou fenestrado. esses frutos podem ser classificados em vários subtipos. Cada carpelo forma um fruto isolado que se abre por uma fenda ventral. uni ou plurilocular. Antirrhinum e Campanula. unicarpelar. Ocorrem espécies de Reseda. separados por um septo. deiscente por uma única fenda. de acordo com o número de carpelos e o tipo de abertura ou deiscência. bicarpelar. bi ou pluricarpelar. unicarpelar. eventualmente unispérmico. Souza (2003) descreve que. Papaveraceae e Capparidaceae. sincárpico. uniculado. Folículo: fruto simples. etc. geralmente polispérmico. É o fruto típico das espécies da família Fabaceae. Utrículo: fruto simples. geralmente polispérmico. univalvo. e em Papaver orientale (papoula-oriental). liberando um opérculo ("pequena tampa"). chicha.Folículo: univalvo. monocárpico. uni ou plurilocular. seco. abre-se por fenda transversal na região superior do fruto. placentífraga. com deiscência longitudinal (duas fendas). PLURICARPELARES: Síliqua: fruto simples. . Ex: mostarda. forma e localização predeterminados e constantes. com deiscência irregular. longitudinal ou transversal. Difere da vagem por ser formada por dois carpelos. com uma deiscência longitudinal. xiquexique. proveniente de ovário súpero ou ínfero. São exemplos os frutos de Sterculia chicha (chichá). abrindo-se de baixo para cima. plurispérmico. plurispérmico e com deiscência por meio de poros. Plantago major. ao longo da sutura ventral ou da nervura dorsal. observado em espécies de Arabis e Lunaria. São exemplos os frutos de Lecythis pisonis. com quatro deiscências longitudinais. pluricarpelar. uniloculado. seco. O fruto ocorre nas famílias Brassicaceae. com os dois carpelos unidos em todo o contorno pela placenta (replum). pluri ou unispérmico (muitas ou uma semente). proveniente de ovário súpero. no qual estão as sementes. como nas espécies de Chelidonium e Cleome. unispérmico. proveniente de ovário súpero ou ínfero. Pixídio: fruto simples. pluricarpelar e plurispérmico. couve. como se observa em Leucaena glauca (leucena) e Acacia panículata (unha-degato). seco. geralmente polispérmico. etc. como em Cochlearia. seco. com deiscência biscida (abre-se por duas fendas longitudinais. Síliqua: fruto capsular bivalvo. seco. seco. uni ou plurispérmico. O replum é persistente e pode ser aberto. Ex: feijão. sejam eles: UNICARPELARES: Legume: fruto simples. É exemplo o fruto de Chenopodium ambrosioides (erva-de-santa-maria). bivalvo. os quais têm número. Ex: magnólia . Opecarpo: fruto simples. uniloculado. Cápsula: fruto simples. plurispérmico. ou apresentar-se com membrana totalmente fechada. Consolida ajacis (esporinha). Partenocarpia. unicarpelar. seco. proveniente de ovário súpero ou ínfero. com duas deiscências longitudinais. Abre-se por fendas longitudinais e conforme a localização das fendas é subdividida em outros tipos de cápsulas. Legume: consta de um único carpelo bivalvo. ao longo da sutura ventral e da nervura dorsal).

Sábado. ocorrendo sem qualquer estímulo ou estimulada. parasitas ou através de outros estímulos. A partenocarpia pode ser autônoma ou vegetativa. FRUTOS MÚLTIPLOS: ou agregados. porém. Mendes (1946) define a partenogênese como sendo o processo pelo qual um embrião se desenvolve de uma oosfera haplóide ou diplóide sem qualquer fusão de núcleos ou de células. e daí não estarem incluídos aqui. mas não fertilização. morango.Font Quer (1953) afirma como sendo um fenômeno onde há a formação dos frutos sem a prévia fecundação dos gametas femininos pelos masculinos. Fevereiro 11. não transformam sementes ou quando ocorre as sementes são vazias ou estéreis. portanto. etc. onde os frutos das gimnospermas não são classificados como verdadeiros frutos. hesperídeo (sincárpico). a partenogênese tem sido conseguida de várias formas. ex: framboesa. quando se exige certa excitação do estigma pelo pólen (que não consegue fertilizar os rudimentos seminais) ou infecções fúngicas. polinização por uma espécie geneticamente distante. o melhor método para a indução da partenogênese haplóide é a polinização por uma espécie geneticamente distante. podem ser divididos nos seguintes grupos de acordo com o números de ovários de origem: FRUTOS SIMPLES: resultam de um ovário apenas. 2012 às 09:00 2 comentários By: Lorena Benck CLASSIFICAÇÃO DE FRUTOS . capaz de induzir partenocarpia. propensão à poliembrionia. como: condições de temperatura. Experimentalmente. os rudimentos seminais. resultam dos diversos ovários de uma flor dialicarpelar (apocárpicos). Podem ser secos ou carnosos. de uma só flor (seja monocárpicos ou sincárpicos). partenocarpia compreende ao desenvolvimento do fruto sem que haja fecundação. deiscentes ou indeiscentes. Segundo Vidal & Vidal (2007). se reproduzem por via sexuada e onde. normalmente. portanto. .Quanto ao número de ovários de origem. segundo Chiarugi (1936). uni a multicarpelares. Diversos fatores podem influenciar na formação de frutos partenogenéticos. seriam classificados como infrutescências: gálbula (ciprestes) e estróbilos (pinheiros). a meiose e a fertilização são ocorrências normais. tem sido constatada nas mais diversas plantas que. Se os considerássemos como tais. De acordo com Vidal & Vidal (2007). Cada ovário originando um aquênio ou uma drupa ou um folículo etc. Ex: legume (monocárpico).

como em Acacia paniculata (unha-degato). originados somente do ovário das flores. ESQUIZOCARPOS (schizein = fender. 1959): classe de frutos unicarpelares ou plurigamocarpelares (gineceu sincárpico) das Magnoliophyta (Angiospermae). Apresentam apenas uma semente por lóculo ou carpelo. resultam de uma só flor. resultam da concrescência dos ovários das flores de uma inflorescência. São exemplos: Morus nigra (amora). participam da sua constituição. caju. ex: abacaxi. de outras partes florais e do eixo da inflorescência. As flores que originam os frutos simples podem estar isoladas ou reunidas em inflorescências. livres. pelo menos. que permanecem reunidos no receptáculo floral. São originados de ovários. formam “frutéolos". karpos = fruto): classe de frutos bicarpelares ou pluricarpelares de Magnoliophyta (Angiospermae) originados somente do ovário das flores. FRUTOS MÚLTIPLOS (telocarpo de Hertel. geralmente desenvolvido. 1959): classe de frutos de Magnoliophyta (Angiospermae) provenientes de inflorescências. Ananas sarivus(abacaxi) e Artocarpus heterophyllus (jaca). Os frutos múltiplos são também denominados infrutescências. Fícus carica (figo). Os carpelos livres. além do ovário. ex: pêra.FRUTOS COMPOSTOS: ou infrutescências. Decompõem-se em fragmentos . que originam um ou dois frutos por inflorescência. Há plantas que possuem inflorescência com muitas flores. que pode tomar-se expandido e suculento. FRUTOS COMPLEXOS: ou pseudofrutos. quando outras partes florais. o que não impede o desenvolvimento individual e independente de cada fruto. pertencentes à mesma flor. São exemplos os frutos de Aspidosperma pobmeuron (peroba-rosa) e Fragaria vesca(moranguinho). FRUTOS AGREGADOS (paracarpo de Hertel. Os “frutéolos” são sempre provenientes de ovários súperos ou. Classificação segundo Souza (2003): FRUTOS SIMPLES (eucarpo de Hertel. 1959): classe de frutos de Magnoliophyta (Angiospermae) oriundos de uma única flor com gineceu apocárpico ou pluridiacarpelar.

Os mericarpos podem ser deiscentes ou indeiscentes na maturidade. mesmo sendo muito confundido entre um e outro. Os frutos que não se originam do crescimento do ovário. pedaço) cada um dos quais corresponde a um carpelo. Sendo assim. que podem ser identificados individualmente. já que os aquenios são formados apenas a partir de ovários súperos caracterizando Plumbaginaceae e a cipsela originária de ovários ínferos considerada uma Asteraceae.designados mericarpos (meti = parte. os frutos cipsela e aquênio possuem as suas diferenças. costumam ser chamados de pseudofrutos. pesquisadores renomados da área de Botânica em âmbito mundial. Cipsela ou Aquênio? Há várias décadas. não há mais como fazer o uso indiscriminado dos termos já que existem argumentos que justifiquem a adoção de um termo em detrimento do outro e. sendo a diferença básica morfológica relacionada com a posição do ovário. os pesquisadores concluíram que há fundamentos técnicos para considerar a cipsela e o aquênio como diferentes tipos de frutos. bem como o conjunto de frutos que forma os frutos múltiplos e os agregados. Observação: Frutos agregados e frutos mútiplos são um conjunto de frutos simples. caem em contradição quando o assunto se refere à classificação botânica de frutos da familia Asteraceae. uma característica facilmente observada mesmo em frutos maduros. Após serem feitos análises históricas e anatômicas com os dois frutos. . mas derivam do desenvolvimento de estruturas como o hipanto (maçã). de acordo com suas características. sendo a pergunta mais frequente: Cipsela ou Aquênio? Porém.

formado por diversos carpelos livres que dará origem a diversos frutos em uma mesma flor.Papus.provenientes de gineceu dialicarpelar. Classificação de Vidal & Vidal (2007) quando ao número de carpelos num fruto: 1) Monocárpicos. com deiscência biscida (abre-se por duas fendas longitudinais. Segundo Souza (2003).fruto simples.provenientes de gineceu unicarpelar. 3) Sincárpicos. pluri ou unispérmico (muitas ou uma semente). unicarpelar. vestígios do cálice floral que são transformados em estruturas filiformes e auxiliam na dispersão anemocórica dos frutos. uniloculado. seco. temos os seguintes exemplos de frutos seguindo a classificação anterior: 1) Unicarpelares: Legume .Quanto ao número de carpelos. disponibilizaremos logo abaixo o link do artigo científico ``Cipsela ou Aquênio? Delimitação terminológica considerando aspectos anatômicos e históricos``. que trás as diferenças mais aprofundadas entre esses dois tipos de frutos: (1) CLASSIFICAÇÃO DE FRUTOS . ou seja.provenientes de gineceu gamocarpelar. ou seja. 2) Apocárpicos. Para mais informações. formado por um único carpelo que dará origem a um único fruto por flor. ou seja. formado por diversos carpelos fundidos que dará origem um único fruto. ao longo da .

bicarpelar. --. plurispérmico e com deiscência por meio de poros. Opecarpo . univalvo. cada valva representa a placenta de dois carpelos e é ladeada por duas metades de carpelos contíguos. É um caso raríssimo e ocorre apenas em algumas Ericaceae. pluricarpelar. unicarpelar. uniloculado. plurispérmico. uni ou plurilocular. a cápsula é classificada em: --. seco. ou fenestrado. É o fruto típico das espécies da família Fabaceae. unispérmico. seco. Assim.Cápsula mista ou biscida . abre-se por fenda transversal na região superior do fruto. Papaveraceae e Capparidaceae. Cápsula . registram-se combinações entre loculicida e septifragia. como em Cochlearia.fruto simples. proveniente de ovário súpero. longitudinal ou transversal.a fenda se produz ao longo da sutura ou da linha de união dos carpelos (linha ventral).Cápsula septicida . Conforme a localização das fendas. bivalvo. Folículo . de modo concomitante ou consecutivo. ou apresentar-se com membrana totalmente fechada. placentífraga.Cápsula septífraga . --. deiscente por uma única fenda. liberando um opérculo ("pequena tampa"). uniculado. seco.a fenda se produz ao longo da nervura mediana (linha dorsal). proveniente de ovário súpero ou ínfero.a deiscência se caracteriza fundamentalmente pelo fato de os septos serem divididos longitudinal e transversalmente em duas porções: uma interna (junto à columela) e outra externa (junto à parede do fruto). observado em espécies de Arabis e Lunaria.fruto simples. ao longo da sutura ventral ou da nervura dorsal. uni ou plurilocular. pluricarpelar e plurispérmico. com deiscência longitudinal (duas fendas). bi ou pluricarpelar. eventualmente unispérmico.fruto simples. seco. O fruto ocorre nas famílias Brassicaceae.Cápsula loculicida . seco.sutura ventral e da nervura dorsal). uni ou plurispérmico.fruto simples. com os dois carpelos unidos em todo o contorno pela placenta (replum). --.é comum ocorrerem entre as cápsulas dois tipos de deiscência. unicarpelar. Utrículo – fruto simples. como nas espécies de Chelidonium e Cleome. com deiscência irregular.fruto simples. os quais têm número. seco. proveniente de ovário súpero ou ínfero. proveniente de ovário súpero ou ínfero. a valva corresponde a um carpelo completo. 2) Pluricarpelares: Síliqua . Abre-se por fendas longitudinais. forma e localização predeterminados e constantes. plurispérmico. O replum é persistente e pode ser aberto. . Pixídio .

expondo as sementes. ou ocorre a liberação apenas após o apodrecimento do fruto. Segundo a definição de Souza (2003): 1) Frutos Deiscentes: o pericarpo abre-se quando maduro. . as propriedades das paredes celulares lignificadas são responsáveis pelos movimentos de deiscência: as fibras lignificadas ao secarem. Denomina-se deiscência a abertura natural de qualquer órgão vegetal. mediante fendas transversais. Muitos frutos abrem-se depois de certo tempo. Quanto maior a umidade ambiental menor será as chances de acorrer deiscência dos frutos. Fruto seco deiscente e carnoso deiscente. citado por Potsch (1965). a causa de deiscência dos frutos está diretamente relacionada com o meio ambiente e não depende dos fatores próprios de cada espécie. largando as sementes através de aberturas especialmente e outros não liberam as sementes. longitudinais ou irregulares. Segundo Potsch (1965). contraem-se mais no sentido de sua largura e quanto mais espessas as suas paredes maior é a contração. 2) Frutos Indeiscentes: não há liberação das sementes na maturidade e permanecem encerradas no pericarpo.CLASSIFICAÇÃO DE FRUTOS .Quanto à deiscência. De acordo com Bonnier. Tanto os frutos deiscentes como os indeiscentes são classificados pela consistência da casca e o número de carpelos componentes.

Definição segundo Souza (2003): 1) Frutos Secos: apresentam pericarpo com reduzido teor de água na maturidade e são classificados de acordo com liberação ou não de suas sementes: 1.Quanto à consistência do pericarpo. endocarpo membranáceo ou . longitudinais ou irregulares. CLASSIFICAÇÃO DE FRUTOS . 2) Frutos Carnosos: pericarpo espesso e suculento. 1. uni a plurispérmico. dividido em dois principais grupos: 2.Fruto seco indeiscente e carnoso indeiscente. carnoso.1) Baga: fruto simples. com grande teor de água na maturidade e relação volume do pericarpo/volume das sementes alta. mediante fendas transversais.2) Indeiscentes: não há liberação das sementes na maturidade. Definição segundo Vidal & Vidal (2007): 1) Frutos Secos: com pericarpo não suculento.1) Deiscentes: o pericarpo abre-se quando maduro. epicarpo membranáceo ou coriáceo. 2) Frutos Carnosos: com pericarpo maduro carnoso ou semi-carnoso. mesocarpo suculento. proveniente de ovário súpero. às vezes coriáceo. expondo as sementes. nunca exclusivamente fibroso. uni a pluricarpelar. unilocular.

Monospérmicos: com uma só semente. Passiflora edulis (maracujá). Caríca papaya (mamão). uni ou bicarpelar. . Ocotea puberula (canela. Prunus avium (cereja). Platonia insignis (bacuri) e outros. unispérmico. Diospyros kaky (caqui). 2.guaicá) e Nectandra megapotamica (canelinhaamarela). podendo afetar o tamanho do fruto em algumas cultivares (Frost & Soost.Dispérmicos: com duas sementes. 1968). carnoso ou semi-carnoso. . fortemente aderido à semente é vulgarmente chamado de "caroço".cartilaginoso.2) Drupa: fruto simples. Capsicum annuum(pimentão). proveniente de ovário súpero. CLASSIFICAÇÃO DE FRUTOS . O número de sementes que constitui o fruto é determinado por fatores genéticos e ambientais sendo uma característica específica de cada cultivar. Incluem-se aqui os frutos de Mangifera indica (manga).Trispérmicos: com três sementes. Lycopersicum esculentum (tomate).Polispérmicos: com várias sementes. O endocarpo esclerenquimático.Quanto ao número de sementes. São exemplos os frutos de Vitis vinifera (uva). unilocular. . Vidal & Vidal (2007) admite as seguintes classificações de frutos de acordo com o número de sementes: . raramente ínfero. . Prunus persica (pêssego).

o epicarpo ou exocarpo origina-se da epiderme externa ovariana. Classificação segundo Vidal & Vidal (2007): . para efeito de descrição. o mesocarpo é composto de tecidos originados do mesofilo e o endocarpo é constituído de um ou mais tecidos provenientes da epiderme interna do ovário. respectivamente. recebe as seguintes classificações: . Quase sempre de grande espessura. desse modo. esemente. como a laranja. podendo ser a parte comestível.Partes do Fruto O fruto.Epicarpo: camada mais externa proveniente da epiderme externa da parede ovariana. 2003). Segundo a classificação de Souza (2003). . O pericarpo pode ser subdividido em epicarpo ou exocarpo. podendo ou não acumular reservas nos frutos carnosos ou secos.Endocarpo: camada mais interna proveniente da epiderme interna da parede ovariana que se acha contato com as sementes. (Souza. em geral.Mesocarpo: camada intermediária proveniente do mesófilo carpelar. regiões difíceis de serem delimitadas morfologicamente. . semi-carnoso ou seco (peri: ao redor. pode ser dividido em pericarpo que constitui a parede do fruto e pode ser carnoso com alto teor de água. mas definidas claramente mediante análise microscópica de seus tecidos. Quando lenhificado constitui o caroço (nas drupas). adotando-se o fruto de origem ovariana da flor. é a parte comestível. mesocarpo e endocarpo. carpo: fruto).

constituído por epiderme unisseriada. ou esclerênquima e parênquima. anomocíticos. como em bagas. colenquimática e/ou esclerenquimática. constituído por fibras septadas ou não e/ou esclereídes. uni ou pluricelulares. . ou de natureza parenquimática.fibras e macrosclereídes. Pode ser representado por epiderme unisseriada ou plurisseriada. contíguo à cavidade seminal. a epiderme interna ovariana pode sofrer divisões celulares periclinais. Font Quer (1953). que pode manter-se unisseriada durante toda a diferenciação do fruto. O esclerênquima mesocárpico pode apresentar-se organizado como hipoderme. anisociticos e ciclocíticos. O endocarpo. 2009). Pode apresentar pêlos tectores ou glândulares. também possui composição variável de tecidos.Endocarpo: origina-se apenas da epiderme interna do ovário. desenvolvimento e função . define como sendo o ovário desenvolvido de uma flor com ou sem sementes em seu interior. apresenta constituição histológica muito variável.Definição. na qual ocorrem esclereídes. podendo se agregar a ele outras partes da flor ou mesmo de inflorescência (Souza.Mesocarpo: provém do mesofilo do ovário. neste caso.Epicarpo ou exocarpo: é originado da epiderme do ovário. podendo formar endocarpo plurisseriado. ocorrendo unicamente nas angiospermas. assim como o mesocarpo. com paredes periclinais externas espessas ou delgadas e eventualmente impregnadas por lignina. pilosa e estomatífera. actinocíticos. transformando-se em meristema ventral. . Podem ocorrer também complexos estomáticos paracíticos.. Nas espécies das famílias Fabaceae e Rutaceae. pode apresentar pêlos uni ou pluricelulares na região da cavidade onde se aloja a semente. esclerenquimático e epidérmico piloso. uni ou plurisseriado. somente esclerênquima . Pode ser apenas parenquimático. . quando não esclerenquimático. As células dessa epiderme podem ser poliédricas. O endocarpo pode compreender outros tecidos de origem diversa e. Frutos FRUTOS . O fruto pode originar-se de um ovário ou vários ovários desenvolvidos e em estado de maturação. ou como tecido localizado mais internamente.

ganchos e outras excrescências que facilmente aderem aos corpos dos animais ou apresentam-se plumosos ou leves que são transportados pelo vento. Mais ainda. tais como: pedúnculo. normalmente a camada mais rígida que envolve as sementes. dependem da natureza ou das variações que existem na organização do gineceu das flores. Provém do mesofilo carpelar. Em certos tipos de frutos. muitas vezes o fruto não é formado unicamente pelo ovário da flor. a finalidade biológica do fruto é ser um envoltório protetor para a semente. ao mesmo tempo em que assegura a propagação e perpetuação das espécies. Endocarpo: camada mais interna. que interferem na estrutura. Estrutura Básica dos Frutos Em termos botânicos. De acordo com Vidal & Vidal (2007). Quando frutos secos. por sua vez. se origina da epiderme do carpelo . camada mais externa do fruto.Após a fecundação dos óvulos no interior do ovário. o fruto é uma estrutura presente em todas as angiospermas em que as sementessão protegidas enquanto amadurecem. De forma prática. Elas. como espinhos. cálice e brácteas. consistência. receptáculo. Origina-se da epiderme interna da folha carpelar. suculenta. pode ser lisa. o . inicia-se o crescimento. Os frutos têm grandes variações estruturais. sofrem diferentes processos de abertura que permitem a libertação das suas sementes. visto que outras peças podem estar representadas nos frutos. cores e sabores. pilosa ou espinosa. Mesocarpo: camada imediatamente abaixo do epicarpo. Podem apresentam configurações morfológicas que lhes permitem participar ativamente na disseminação das sementes. acompanhado de uma modificação de seus tecidos provocada pela influência de hormônios vegetais. os frutos são quaisquer estruturas das Angiospermas que contém sementes. Epicarpo ou exocarpo: camada externa. rugosa. Adquirem cores chamativas e aromas agradáveis para atrair animais que irão despejar as suas sementes a maior ou menor distância. normalmente uma camada membranácea e fibrosa. dando origem ao fruto.que pode ou não armazenar substâncias de reserva. e é popularmente conhecida como casca.

Há muitas variações na aparência e na consistência destas camadas. Em frutos capsulares. e o endocarpo corresponde à polpa vermelha em seu interior.: a maior parte dos frutos conhecidos apresentam-se desta forma. ou um fruto composto.endocarpo apresenta-se espessado e muito resistente. e desenvolvem-se separadamente. magnólia. Estas flores são agrupadas de forma compressa em um eixo. de forma que seus ovários aderem-se uns aos outros. todos os frutos partem do mesmo plano básico de três camadas. Ex. ou amêndoa. secos. Quanto à composição: Frutos simples: quando os carpelos são unidos entre si. enquanto a camada restante assume consistência lenhosa. consideradas pelos leigos como um único fruto. como limões. Frutos compostos: os carpelos são separados desde a flor. Na verdade. o mesocarpo e uma camada espessa e resistente. como o abacaxi. pêras. cada um derivando-se de uma maneira ou de outra em direção a características próprias. Ex. pepinos e goiabas. . mamões. Já em alguns frutos. como ameixas e pêssegos. Nas melancias. originado de um ovário de uma flor. formando uma estrutura compacta. enquanto o "caroço" corresponde ao endocarpo lenhoso envolvendo a semente. o mesocarpo é grande e suculento. cada "gomo" do abacaxi corresponde a um fruto. Existem infrutescências. Enfim. é comum o mesocarpo ou o epicarpo estarem suprimidos.: morango. maracujás. ao menos nos primeiros estágios de desenvolvimento.

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