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recreação para 6 à 10 anos de idade.

recreação para 6 à 10 anos de idade.

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Ester Wiggers Gean Patrick Feldhaus

Recreação lazer e Eventos: Atividades Recreativas para crianças entre 6 e 10 anos de Idade
Trabalho Apresentado à disciplina de Recreação Lazer e Eventos, do curso de Educação Física, do Centro de Ciências da saúde da Universidade Regional de Blumenau – FURB.
Professor; Emerson Antonio Brancher

Blumenau 2012

Essa faixa etária de 6 a 10 anos é classificada como, segunda infância, idade em que as crianças apresentam a preferência manual e os mecanismos perceptivos visuais firmemente estabelecidos. No início desta etapa do crescimento, o tempo de reação ainda é lento, o que causa dificuldades com a coordenação visuomanual/pedal não estando aptas para extensos períodos de trabalho minucioso. A maioria das habilidades motoras fundamentais tem potencial para estarem bem definidas, mas as atividades que envolvem os olhos e os membros desenvolvem-se lentamente. Este período marca a transição do refinamento das habilidades motoras fundamentais para as refinadas que propiciam o estabelecimento de jogos de liderança e o desenvolvimento de habilidades atléticas, segundo (Gallahue e Ozmun, 2003). Em algum período, nos seus 7 ou 8 anos de idade, as crianças geralmente entram em um estágio de habilidades motoras transitório (Haubenstricker e Seeféldt, 1986). No período transitório, o indivíduo começa a combinar e a aplicar habilidades motoras fundamentais ao desempenho de habilidades especializadas no esporte e em ambientes recreacionais. Caminhar em ponte de cordas, pular corda e jogar bola são exemplos de habilidades transitórias comuns. (Gallahue e Ozmun, 2003). Gouvêa (1967) afirma que neste período há interesse pelos fatos reais e curiosidade ativa. Há um aperfeiçoamento da linguagem e noções de espaço bem desenvolvidas, porem a percepção em relação ao tempo ainda e fraca. O individualismo esta em declínio e a criança reconhece a tendência individualista, (inicio da compreensão dos direitos alheios). Há um favorecimento do trabalho em conjunto e seus padrões sociais estão pautados na sua experiência. Há necessidade de atenção sobre si. Segundo Guedes (1998), na idade escolar, que tem início normalmente entre 6 e 7 anos, a criança mostra grande necessidade de excitações afetivas, e com sua grande imaginação inventa historias e as enfeita(...). Segundo Brancher (2003), A partir dos 7 anos, há o aparecimento da lateralidade tanto ocular como auditiva, manual e pedal. Também há uma melhora na coordenação ampla e fina.

É também neste

período que há o surgimento da organização temporal,

tempo em relação aos objetos, tempo cósmico, tempo dia e semana e tempo ritmo, estendendo-se até os 10 anos aproximadamente. Cavallari e Zacarias (1998) destacam que nesta faixa etária as crianças possuem boa discriminação visual e auditiva, boa atenção e memória, aceitam as regras, convivem bem em grupo, começam a definir seus próprios interesses e há o despertar da competitividade. Para Gouvêa (1967) a criança desta idade apresenta gosto pela luta ( perseguir, opor-se e sobrepor-se); prazer em lutar, caçar, bater com o pau, tomar brinquedos dos companheiros, depredar; gosto pelos animais e plantas; prazer pela musica; desejo de ouvir historias, (período de imaginação); desejo de superar o que os outros fazem, imitando pessoas mais velhas. O desenvolvimento de habilidades motoras mais complexas é proporcionado nesta fase pelo aprendizado motor proporcionado pela maturação da área pré-frontal associado às experiências da criança, o que permite melhor planejamento do movimento, permitindo associar de forma consciente dois ou mais movimentos. Essa associação de movimentos planejada no córtex pré-frontal se tornam cada vez mais refinadas, e a estimulação de movimentos associados é essencial para o desenvolvimento normal das aéreas corticais que possibilita uma aprendizagem motora mais eficiente. (Kolb e Whishaw, 2002). Por volta dos 6 anos de idade ocorre a entrada na escola, correspondendo a um segundo meio de socialização da criança. Pela primeira vez a criança terá a experiência de estar em um meio efetivamente neutro a seu respeito, onde ela própria deverá conquistar seu lugar, sem beneficiar-se do amor parental; onde será obrigada a adaptar-se a inevitáveis coerções, será uma entre várias, onde irá descobrir a igualdade perante leis e normas e, por fim, terá de aceitar um adulto estranho ao quadro familiar como uma autoridade nova detentora do saber (OSTERRIETH, 1969). A partir dos 6 anos de idade, certo nível de maturidade é atingido na confrontação com as exigências exteriores, aparecendo uma primeira forma de responsabilidade.

Pela primeira vez de forma regular e constante, a criança vai entrar em sociedade com seus pares e fazer parte de um grupo em que será, em possibilidades físicas e mentais, igual aos companheiros de idade. A partir dos 7 anos, a sociedade dos companheiros ganha tanta importância quanto à família, há necessidade de ser aceito e de afirmar-se entre eles, onde a conformidade com os padrões do grupo é que irá prevalecer (OSTERRIETH, 1969). No começo da escolaridade, entre 6 e 9 anos de idade, a criança entra em nova fase de desenvolvimento, caracterizada pela intensificação e pelo

estabelecimento das relações sociais entre companheiros, pela valorização a outros vínculos afetivos extra familiares, pelo surgimento de uma atitude mais objetiva a respeito da realidade, pela superação da intuição pelo raciocínio no plano concreto, e pelo aparecimento discreto da interioridade (OSTERRIETH, 1969; GRIFFA; MORENO, 2001). O desenvolvimento social e intelectual parecem constituírem-se nos aspectos principais do crescimento da personalidade neste nível, caracterizado pela ruptura do quadro familiar e da mentalidade infantil primitiva. Griffa e Moreno (2001), No desenvolvimento emocional há um certo controle ao expressar as emoções e sentimentos e uma relativa estabilidade psicológica e corporal, o que permite que o aprendizado passe a desempenhar um papel central no desenvolvimento. De acordo com Martins (2001), com o decorrer do desenvolvimento cognitivo e social, as crianças passam para outro tipo de relacionamento, o da cooperação ou autonomia, em que impera a crítica, o controle mútuo, a confiança e a cooperação. Na idade escolar há o início dos jogos com regras, jogos que exigem capacidade cognitiva de entender e aceitar regras, assim como a capacidade de lidar com a competitividade. O objetivo do jogo de regras, segundo Moreira (1996), é colocado em função do crescimento do grupo, onde a interação, a espontaneidade e a liberdade são meios para atingi-lo. O autor coloca que para trabalhar em grupo é necessário um esforço diferenciado de cada participante. É preciso responder aos estímulos propostos, romper preconceitos em conjunto e experienciar novas possibilidades, tendo como conseqüência, uma quebra das estruturas individuais e sociais anteriores e a construção de novas estruturas menos estereotipadas.

Após os 7 anos, segundo Piaget e Inhelder (1980), as crianças iniciam, entre si, jogos de regras com cooperação, colaboração ou competição entre os jogadores, regulamentadas por normas construídas ou aceitas por todos os participantes. Somente a partir dos 10 anos, a criança entende que qualquer regra pode mudar com o acordo dos participantes envolvidos no jogo e, por volta dos 12 anos, há o entendimento da partilha e reciprocidade de relações. De acordo com Papalia e Olds (2000), os grupos de pares geralmente consistem de crianças que tem idade, sexo, etnia e condição sócio-econômica semelhante, e que vivem perto umas das outras. Os grupos geralmente são somente de meninos ou somente de meninas. As crianças de mesmo sexo têm interesses comuns: as meninas geralmente são mais maduras do que os meninos e as meninas e os meninos brincam e conversam uns com os outros de modos distintos. Os grupos de crianças do mesmo sexo ajudam-nas a aprender comportamentos apropriados ao sexo e a incorporar papéis sexuais em seu autoconceito. Referências:

CAVALLARI, Vinicius & ZACHARIAS, Vany. Trabalhando com Recreação. São Paulo, ícone, 5ª Ed., 2001.

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(Haubenstricker e Seeféldt, 1986). GOUVEA, Ruth. Recreação. Rio de Janeiro: Agir, 1967. GUEDES, Maria Emilia de Souza. Oficina da brincadeira. Sprint, 1998. BRANCHER, Emerson A. et al. Recreação para todas as idades. Blumenau: Ed. 3 de Maio, 2003.

GRIFFA, M. C.; MORENO, J. E. Chaves para a psicologia do desenvolvimento, tomo 1: vida pré-natal, etapas da infância. São Paulo: Paulinas, 2001.

KOLB, Bryan; WHISHAW, Ian Q. Neurociência do Comportamento. Barueri: Editora Manole. São Paulo, 2002.

MARTINS, R. A. Aspectos do desenvolvimento sociomoral da criança. Revista do Departamento de Psicologia, UFF, v. 13, n. 2, p. 49-63, 2001.

MOREIRA, P. R. Psicologia da educação: interação e identidade. 2. ed. São Paulo: FTD, 1996.

OSTERRIETH, P. Introdução à psicologia da criança. 6. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1969.

PAPALIA, D. E.; OLDS, S. W. Desenvolvimento humano. 7. ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

PIAGET, J.; INHELDER, B. A psicologia da criança. 6. ed. São Paulo, Rio de Janeiro: Difel, 1980.

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES: Atividade 1: Bambolê Mágico.
Material: 2 bambolês e 2 cones. Duração: 5 minutos Descrição: Turma dividida em dois grupos em uma das extremidades da sala, sendo que os dois primeiros de cada fila devem ter dois bambolês cada. Ao sinal do instrutor, os alunos devem colocar um dos bambolês no chão, pisar dentro dele e colocar o outro bambolê na frente, pisar dentro e pegar o de trás e assim sucessivamente até fazer o contorno em um cone que está a 10 metros de distância e voltar da mesma forma até o segundo da fila. Vence a equipe que todos participantes completarem o percurso primeiro.

Atividade 2: Futsal Recreativo
Material: 12 bastões, 12 coletes, 2 cadeiras e 1 bola de tênis ou borracha Duração: 10 minutos Descrição: Formado duas equipes, cada aluno com um cabo de vassoura de 1 metro. Objetivo é fazer gol no time adversário empurrando a bola com o bastão. Não é permitido entrar na área, pois também não existe goleiro, e também se o cabo de vassoura toca no adversário é falta, na marca do Pênalti sem goleiro.

Atividade 3: Onda
Material: 12 colchonetes, 10 bambolês, 2 cones e 2 bolas de vôlei Duração: 7 minutos. Descrição: Duas colunas, com os alunos sentados um ao lado do outro, porém em sentido contrário. Ao sinal do professor, os primeiros alunos de cada coluna deverão passar a bola e o bambolê para o companheiro mais próximo, até chegar ao ultimo da fila, que deixará o bambolê no cone e retornará a bola. A bola será colocada sobre as pernas dos primeiros alunos de cada fila, que poderá pegar um bambolê cada vez que estiver com a bola. Ao sinal do professor, deverão passar a bola, sem o auxilio das mãos, em hipótese nenhuma. A bola tem que ir até o ultimo da fila e voltar até o aluno que iniciou a atividade. Os bambolês serão passados juntamente com a bola e serão colocados no cone ao final da fila. A atividade termina quando todos os bambolês estiverem no cone e a bola chegar ao local de origem.

Atividade 4: Corrida em duplas
Material: 4 bolas de basquete, 4 de vôlei, 4 de handebol, 4 de borracha, 4 de tênis e 6 balões. Duração: 15 minutos Descrição: Duas equipes terão de formar duplas e levar uma determinada quantidade de bolas de diversos tipos, para o outro lado da sala, porém não poderão usar as mãos no trajeto. A outra dupla da mesma equipe só poderá sair quando a primeira retornar A bola deverá ser colocada entre as testas da dupla. Será marcada uma linha de saída e de chegada. O jogo termina quando uma das equipes levarem todas as bolas para o outro lado e voltar a linha de partida.

Atividade 5: Duelo de balões
Material: balões Duração: 5 minutos Descrição: Divide-se o grupo em duas equipes. No meio da sala o professor riscará duas linhas, que será o campo de batalha. O objetivo é levar o balão para o lado da equipe adversária apenas se utilizando do sopro, um contra um, até todos participarem uma vez.

Atividade 6: MÍMICA
Material: 1 bastão de revezamento Duração: 5 minutos: Descrição: Divide-se o grupo em duas equipes, e cada participante fará uma mímica de um animal sorteado, sem falar. Quem souber a resposta deverá pegar o bastão de cima da mesa para responder e se responder certo marca ponto para a equipe, se responder errado a outra equipe que ganha o ponto. Animais propostos: 1girafa, 2leão, 3vaca, 4beija-flor, 5golfinho, 6coelho, 7gato, 8macaco, 9urso, 10canguru, 11cachorro, 12pingüim,

Atividade 7: 10 passes
Material: 12 coletes, 6 de cada cor 1 bola de handebol, 1 bola de basquete e um sabão. Duração: 20 minutos Descrição: Duas equipes espalhadas pela sala, tendo o objetivo de realizar 10 passes entre seus integrantes sem que ocorra a interceptação da equipe adversária.

A cada toque dado a equipe que tem a posse da bola deve contar em voz alta o número de toques efetuados. Se a bola é roubada pela outra equipe, zera-se a contagem.

Atividade 8: pega pega saci
Material: nenhum Duração: 10 minutos Descrição: Uma pessoa será escolhida para ser o pegador, mas para pegar os demais terá que se movimentar como saci. Os demais participantes podem correr livremente pela sala. A pessoa que for pega passará a ser o saci pegador

Atividade 9: Travessia
Material: jornais e corda ou fita adesiva. Duração: 10 minutos Descrição: Divide–se a turma em duas equipes, cada equipe receberá 3 jornais. O professor traça uma linha de saída e uma de chegada. Todos os participantes deverão fazer a travessia sempre pisando em cima dos jornais. Para fazer a atividade os grupos deverão atravessar a área delimitada em duplas, ao sinal do professor, as duas pessoas caminharão sobre os jornais, trazendo o jornal de trás para frente até a linha de chegada. Ao chegarem do outro lado uma pessoa deverá voltar para buscar os demais integrantes da equipe. Vencerá a equipe que seus participantes chegarem primeiro a linha de chegada.

Atividade 10: Boneca eletrônica;
Materiais: nenhum Duração: 5 minutos Descrição: A turma dividida em dois grupos, cada um representado por um (a)aluno (a) que é a (o) boneca (o). O grupo A deverá escolher duas partes do corpo de suas bonecas para que um aluno do outro grupo possa ligar desligar a boneca (o). O professor cronometrará para ver o grupo que realizar mais rápido a atividade. O aluno que for ligar e desligar a boneca, não poderá passar a mão continuamente. Deverá tocar nas várias partes do corpo da (o) boneca

Anotações: Tempo estimado: 90 minutos + ou -. Materiais necessários: (reservar) 12 coletes divididos em duas cores 12 bastões 10 Bambolês 4 bolas de tênis ok 4 bolas de vôlei 4 bolas de basquete 4 bolas de handebol 4 bolas de borracha 2 Cordas medias 2 cones 1 sabonete 1 bastão de revezamento 1 Fita adesiva X Jornais ok

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