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Apostila de Contabilidade Internacional 2012-1

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CONTABILIDADE INTERNACIONAL

PROFª MONICA V. ENCINAS

2012 – 1º SEMESTRE

Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre)

SUMÁRIO
Parte I - Processo de Convergência das Normas Internacionais de Contabilidade 1 - Introdução 2 - Convergência das Normas Internacionais de Contabilidade 2.1 - Histórico do Processo de Convergência das Normas Internac. de Contabilidade 2.2 - Razões, Vantagens e Desvantagens 3 - Principais Órgãos envolvidos no Processo de Convergência 3.1 - Órgãos Brasileiros 3.2 - Órgãos Internacionais 3.3 - Órgãos Norte-americanos 4 - Principais Causas das diferenças entre os países na Emissão de Normas Contábeis 4.1 - Classificação dos Sistemas Contábeis 4.2 – Causas das Diferenças Internacionais 4.2.1 - Características, natureza e tipo de sistema legal vigente 4.2.2 - Forma de captação de recursos pelas empresas 4.2.3 - Nível de influência, credibilidade e status (amadurecimento) da profissão contábil 4.2.4 - Vinculação da Legislação Tributária com Contabilidade Societária 4.2.5 - Nível de qualidade da educação na área contábil 4.2.6 – Outras Razões 4.3 - Exercícios Parte I I- Normas Internacionais de Contabilidade Introdução - Internacional Financial Reporting Standards (IFRS) 1 – Apresentação das Demonstrações Contábeis (IAS 01) Exercícios s/ IAS 01 2 - Práticas contábeis, mudança de estimativas contábeis e erros Exercícios s/ IAS 08 3 - Eventos Subseqüentes Exercícios s/ IAS 10 4 - Arrendamento Mercantil (Leasing) Exercícios s/ IAS 17 5 - Resultado por Ação (IAS 33) Exercícios s/ IAS 33 6 - Ativos Intangíveis (IAS 38) Exercícios s/ IAS 38 7 - Relatório por Segmento (IFRS 8) Exercícios s/ IFRS 8 8 - Conceito de Valor Justo (FASB) (SFAS 157) Exercícios s/ SFAS 157 9 - Ativos de Longo Prazo Mantidos para Venda e Operações Descontinuadas (IFRS 5) Exercícios s/ IFRS 5
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03 03 03 04 04 05 06 07 09 10 11 12 13 14 14 15 15 16 16 20 20 22 32

(IAS 08)

36 38

(IAS 10)

42 43 (IAS 17) 45 49 52 54 56 61 64 66 68 70 71 74

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Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre)

PARTE I - CONVERGÊNCIA DAS NORMAS DE CONTABILIDADE
1 – INTRODUÇÃO
A Harmonização das Normas Contábeis não é apenas uma questão teórica a ser estudada. A credibilidade da informação contábil no cenário mundial pode ser afetada pela falta de comparabilidade das demonstrações contábeis, o que poderá prejudicar o interesse por investimentos diretos e indiretos por parte dos investidores estrangeiros. O desejo por uma contabilidade harmonizada internacionalmente e de alta qualidade não é recente. Todavia, somente nos últimos anos a pressão pela harmonização tem se tornado mais efetiva. Companhias transnacionais não são entidades recém estruturadas, mas a aceleração dos negócios num mercado mundial tem encorajado operações genuinamente internacionais. O órgão que desempenha um papel de destaque no processo de harmonização das normas contábeis internacionais é o IASB (International Accounting Standards Board), órgão responsável pela emissão das IFRS (International Financial Reporting Standards).

2 – HARMONIZAÇÃO DAS NORMAS CONTÁBEIS

A harmonização contábil pode ser conceituada como o processo de trazer os padrões contábeis internacionais para algum tipo de acordo tal que as demonstrações contábeis de diferentes países sejam preparadas segundo um conjunto comum de princípios de mensuração e disclosure. A harmonização não objetiva chegar a normas uniformes, mas a obter equivalência e comparabilidade. Harmonização tem sido confundida erroneamente com completa Padronização. Sobre isso nos diz John A Wilson apud Belkaoui (1985, p.57):
O termo Harmonização em relação à Padronização implica em uma reconciliação de diferentes pontos de vista. Isto significa um processo de alcance de conciliação e não de uniformização, particularmente quando padronização significa dizer que os procedimentos e normas de um país deveriam ser adotados por todos os outros. Harmonização vem a ser uma questão de melhor comunicação, de informação de uma forma que possa ser interpretada e compreendida internacionalmente.

Paton e Littelton (1940, p.3) já na década de 40 vislumbravam possíveis problemas contábeis oriundos da desarmonização:
Os relatórios das empresas têm assumido uma característica pública: eles têm se tornado base de dados para o investidor, o empregado, o consumidor e o governo. O princípio reconhecido e o método seguido em compilar e registrar contas têm se tornado questão de interesse amplo. Nesta situação, a necessidade por uma estrutura de padrões contábeis consistente é evidente.
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Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 2.1 – Histórico da Harmonização Contábil
O debate profissional em torno da harmonização internacional da contabilidade teve origem em St. Louis, em 1904, durante o “Primeiro Congresso Internacional de Contadores”. O assunto foi discutido no congresso posterior, realizado a cada cinco anos, no entanto sem nenhum progresso efetivo. A questão da harmonização foi retomada no final dos anos 50 por Jacob Kraayenhof, sócio de uma das maiores empresas de auditoria da Holanda. Este defendia que o AICPA (American Institute of Certified Public Accountants) deveria coordenar comitês contábeis em várias grandes nações. O AICPA não respondeu ao desafio. Em 1970, na tentativa de estreitar as diferenças entre os procedimentos contábeis adotados por cada país, a União Européia tentou, de 1970 a 1980, implementar um programa de harmonização das legislações contábeis. O programa também não obteve sucesso. Finalmente em 1973 foi criado o IASC (International Accounting Standards Committee), predecessor do IASB, por órgãos de contabilidade nacionais de diversos países e sobre o qual falaremos mais tarde.

2.2 -

Razões, Vantagens e Desvantagens

A rapidez com que alguns mercados desenvolvidos estão adotando as normas internacionais indica claramente que dentro em breve essa será a única saída para os países cujas empresas desejem captar recursos externos. Até 2005 cerca de 90 países deverão ter suas empresas divulgando informações financeiras de acordo com as normas internacionais de contabilidade. Um problema adicional neste cenário é que as empresas com interesse na negociação de títulos nas Bolsas de Valores ou em outras formas de captação de recursos, além dos mercados nacionais, acabam incorrendo em custos e consumo de tempo adicional para apresentação das demonstrações contábeis na linguagem contábil do país fornecedor de capitais. Além disso, existe o risco do constrangimento com as freqüentes alterações – ou até mesmo, inversão no resultado das empresas, oriundas da elaboração de um segundo conjunto de demonstrações contábeis. A figura 2.1 abaixo ilustra o caso de algumas empresas que tiveram seu resultado alterado ao converter suas demonstrações financeiras para os US GAAP (United States Generally Accepted Accounting Principles).

ANO
1993 1992 1992 1999 1999

EMPRESA
Daimler-Benz Norsk Hydro News Corporation Copel Telemar

País de Origem
Alemanha Noruega Austrália Brasil Brasil

Resultado Original
370 milhões 167 milhões 502 milhões 289 milhões (286,11 milhões)

Resultado Convertido
(1 bilhão) 1,7 bilhões 241 milhões (283 milhões) (1.087 milhões)

Moeda
Dólares Americanos Coroas Norueguesas Dólar Australiano Dólares Americanos Dólares Americanos

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• Ajudar os usuários externos das demonstrações financeiras a avaliar o desempenho das empresas a nível mundial. • Redução de tempo e custo relacionado à conversão de demonstrações financeiras de subsidiárias estrangeiras. política de preços e decisão de alocação de recursos. • A harmonização desconsidera diferença de costumes comerciais e tradições culturais. Muitos países não têm ainda uma normatização contábil adequada. • Diferentes normas contábeis devem ser derivadas de diferentes conjuntos de postulados para diferentes sistemas culturais. pois cada entidade possui características próprias. Na maioria dos países o Governo. Ausência de julgamento subjetivo em se tratando de interpretação e divulgação de eventos econômicos. podemos citar alguns órgãos que muito tem contribuído para seu desenvolvimento. é uma das principais fontes de regulação da contabilidade. Estes países. responsável pela emissão das normas internacionais de contabilidade. e é sobre ele que iremos nos focar.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Vantagens Facilitar análises comparativas de resultados financeiros de empresas nacionais estrangeiras. ou seja. • • Desvantagens • Alguns contadores são extremamente contra quaisquer esforços no sentido de harmonizar normas contábeis porque acreditam que a harmonização impede o progresso contábil ao refutar práticas contábeis bem fundamentadas. Fernando Pereira Tostes e Luiz Carlos Gomes de Melo apresenta ainda outras desvantagens: • Desafio à soberania nacional. poderiam organiza-las internamente. ______________________________________________________________________________ Profª. • Dificilmente padrões internacionais de informações divergentes conseguem conciliar as diferenças. para eles o processo de harmonização de normas contábeis implica redução de opções de práticas contábeis apropriadas. na qualidade de arrecadador de impostos. • Empresas que precisam de capital externo para crescimento terão vantagem por apresentar demonstrações financeiras comparáveis. será feita apenas uma rápida apresentação. Algumas vezes governos locais lançam políticas fiscais provisórias. além de tornar o mercado de capitais internacional mais eficiente. políticos e econômicos. Ex: cheque pré-datado. • • • 3 – PRINCIPAIS ÓRGÃOS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE CONVERGÊNCIA Dentro do processo de harmonização das normas contábeis. Com relação aos demais. sociais. • A Harmonização irá facilitar transações internacionais. Um artigo publicado em 1995 pelos autores Dr. O principal deles é o IASC. legais. Mônica Encinas 5 . além de harmonizarem suas normas. visando atender a determinada situação temporária.

normatiza o Setor Elétrico.404. normatizar e fiscalizar as atividades profissionais do contador. órgão normativo do sistema financeiro. a disciplina e a fiscalização do mercado de valores mobiliários.1. normatiza os Fundos de Pensão e a Agência Nacional de Energia Elétrica. Auxiliar na difusão e na correta interpretação das normas que regem a profissão.1 . CVM. como por exemplo o Banco Central do Brasil. Aneel. ao mesmo tempo. Superintendência de Seguros Privados . Nesse mesmo ano foi criada a Comissão de Valores Mobiliários. Entre suas atribuições referidas na Lei.CFC . também é parte de sua missão. denominada Lei das Sociedades Anônimas.1 – ORGÃOS BRASILEIROS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE CONVERGÊNCIA 3. criar normas e fiscalizar a atuação dos diversos agentes integrantes do mercado. CPC. Seu poder normatizador abrange todas as matérias referentes ao mercado de valores mobiliários. A CVM tem poderes para disciplinar. 3.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3. tem competência para regulamentar com observância da política definida pelo Conselho Monetário Nacional. Ressalte-se que não exerce papel fiscalizador em relação a qualquer informação divulgada pelas companhias. atuar como porta-voz dessas categorias diante de organismos públicos e privados e da sociedade em geral. que normatiza as instituições financeiras.Conselho Federal de Contabilidade No Brasil.1. mas preocupa-se com a regularidade e confiabilidade. por isto normatiza e almeja a sua padronização. a Secretaria de Previdência Complementar. normatiza as seguradoras. ______________________________________________________________________________ Profª. Mônica Encinas 6 . IAIB. 3. especificamente voltado para o desenvolvimento. SPC.Comissão de Valores Mobiliários Em 1976 foi divulgada a Lei 6. foi criado o Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Em outubro de 2005.2 . O Ibracon tem a função de discutir.Susep.1.CVM .3 . o órgão representativo da classe contábil é o Conselho Federal de Contabilidade. através da Lei 6385/76. Bacen. cujas atribuições são orientar. foi criado o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. atualmente denominado Ibracon. CFC.IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil Em 1971. possibilitando aos profissionais conhecê-la e aplicá-la de forma apropriada. O objetivo é similar ao do FASB e do IASB que é o de centralizar a emissão de normas contábeis no país. desenvolver e aprimorar as questões éticas e técnicas da profissão do auditor e do contador e. Destacam-se também organismos governamentais que determinam práticas contábeis para cada segmento do mercado que regulam.

Conselho Federal de Contabilidade. . o CPC tem como objetivo "o estudo. e .representação e processo democráticos na produção dessas informações (produtores da informação contábil. visando à centralização e uniformização do seu processo de produção.APIMEC NACIONAL. o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza. mas outras poderão vir a ser convidadas futuramente.Orientações.Interpretações. . sofrer esse processo.O Conselho Federal de Contabilidade fornece a estrutura necessária. para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira. levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais". também. As Orientações e Interpretações poderão. Mônica Encinas 7 .As seis entidades compõem o CPC.Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Produtos do CPC: . intermediário.ABRASCA. deliberando por 2/3 de seus membros. .Secretaria da Receita Federal.4 . Poderão ser formadas Comissões e Grupos de Trabalho para temas específicos. diversas entidades o fazem).1. Características Básicas: .BOVESPA. . ______________________________________________________________________________ Profª. . redução de custo de capital). . governo). .convergência internacional das normas contábeis (redução de custo de elaboração de relatórios contábeis. . academia. auditor. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) foi idealizado a partir da união de esforços e comunhão de objetivos das seguintes entidades: . não auferem remuneração.IBRACON.Os membros do CPC.055/05. serão sempre convidados a participar representantes dos seguintes órgãos: . . dois por entidade. Outras entidades ou especialistas poderão ser convidados.O CPC é totalmente autônomo das entidades representadas. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) em função das necessidades de: .Banco Central do Brasil. Além dos 12 membros atuais.centralização na emissão de normas dessa natureza (no Brasil.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3. e . redução de riscos e custo nas análises e decisões. na maioria Contadores.Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) Criado pela Resolução CFC nº 1. .Pronunciamentos Técnicos. Os Pronunciamentos Técnicos serão obrigatoriamente submetidos a audiências públicas. . . usuário.Comissão de Valores Mobiliários (CVM). .FIPECAFI.

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3.2 – ORGÃOS INTERNACIONAIS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE CONVERGÊNCIA

3.2.1 – International Accounting Standards Board (IASB) O IASB foi precedido pelo IASC (International Accounting Standards Committee), e foi fundado como instituição privada em 29 de Junho de 1973, em Londres (Grã-Bretanha), por acordo feito entre profissionais de nove países: Austrália, Canadá, França, Alemanha, Japão, México, Países Baixos, Reino Unido e Estados Unidos. Outros países foram se associando gradativamente, entre os quais o Brasil, e hoje ele reúne mais de 140 países. Outros organismos se associaram e apoiaram o IASC, entre eles o IFAC em 1982, o IOSCO em 1987, o FASB (Financial Accounting Standards Board) em 1991 e a Comunidade Européia em 1995. Os ministros das finanças dos países que formam o grupo do G7 e Fundo Monetário Internacional apóiam o uso das normas a fim de fortalecer a estrutura financeira internacional. O comitê da Basiléia expressa apoio no de 2000.
Em 1º de abril de 2001 o IASB assumiu a responsabilidade de emissão de padrões contábeis internacionais, tornando-se então uma fundação sem fins lucrativos. De acordo com a sua constituição, o IASB tem os seguintes objetivos:

a)

Desenvolver, no interesse público, um único conjunto de normas contábeis globais de alta qualidade, inteligíveis, exeqüíveis, que exijam informações de alta qualidade, transparentes e comparáveis nas demonstrações contábeis e em outros relatórios financeiros, para ajudar os participantes do mercado de capital e outros usuários em todo o mundo a tomar decisões econômicas;

b) c)

Promover o uso e a aplicação rigorosa dessas normas; e Promover a convergência entre as normas contábeis locais e as Normas Internacionais de Contabilidade de alta qualidade. Com o intuito de expandir a representatividade dos organismos interessados nas informações

contábeis, o IASB estabeleceu um grupo consultivo internacional, formado por representantes de usuários e preparadores das informações contábeis, organismos emissores de padrões contábeis e demais organismos da profissão contábil. Quanto à sua estrutura, o IASB é subordinado à Fundação IASC, entidade sem fins lucrativos, com sede nos Estados Unidos, conta com 19 curadores, que indicam os membros do colegiado do IASB, do colegiado de interpretações e do conselho assessor de padrões. Segue abaixo uma figura que demonstra a atual estrutura do IASB.

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Fonte: IASB

IASC (International Accounting Standards Committee) – O Comitê de Padrões Internacionais de Contabilidade é um órgão que monitora, supervisiona o IASB. SAC (Standards Advisory Council) – O Conselho Consultivo de Padrões é o organismo internacional através do qual grupos e indivíduos fazem recomendações ou aconselham o IASB. Foi presidido pelo Professor Nelson Carvalho. IFRIC (International Financial Reporting Interpretations Committee) – O IFRIC é o órgão responsável por interpreter a aplicação dos padrões do IASB no contexto do seu referencial teórico (framewoerk). Atualmente (fevereiro de 2012) encontram-se em vigor as seguintes normas: 29 IASs (International Accounting Standard) – emitidos pelo IASC; e 9 IFRSs (International Financial Reporting Standard) – emitidos pelo IASB.

3.2.2 – International Organization of Securities Commission (IOSCO)
O IOSCO foi criado em abril de 1983 a partir do encontro entre 11 agências reguladoras das Américas, realizado em Quito. Ele nasceu da transformação do seu antecessor inter-American Regional Association (criado em 1974) em uma verdadeira corporação internacional. Em 1984, pela primeira vez, agências reguladoras de fora das Américas se juntaram ao grupo, sendo elas da França, Indonésia, Korea e Reino Unido. Vinte anos mais tarde, esta organização está presente em mais de 181 países e continua crescendo rapidamente. Ele é responsável pela regulação de mais de 90% do Mercado de Capitais no mundo.

3.2.3 – International Standards of Accounting and Reporting (ISAR)
O ISAR (Intergovernamental Working Group of Experts on International Standards of Accounting and Reporting) foi formalmente criado em 1982, pelo Comissariado das Nações Unidas. Ele foi criado para estudar o impacto das grandes corporações multinacionais sobre o desenvolvimento das relações internacionais.
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Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3.2.4 – International Federation of Accounting Committee (IFAC)
O IFAC foi fundado em 1976, tendo sendo sido precedido por ouros organismos: o ICA (International Congress of Accounts), fundado em 1904 e o ICCAP (International Coordination Committee for the Accounting Profession) em 1972. O IFAC é uma federação de organizações nacionais de profissionais contábeis que representa os contadores dos diversos setores, como também alguns grupos especializados que freqüentemente se interligam com a profissão. Atualmente ele representa cerca de 156 organizações com mais de 2,4 milhões de contadores em mais de 114 países. O objetivo do IFAC é desenvolver a profissão e harmonizar padrões mundiais, a fim de permitir aos contadores fornecer serviços de alta qualidade de interesse público.

3.3 – ORGÃOS NORTE-AMERCIANOS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE CONVERGÊNCIA

3.3.1 – Financial Accounting Standards Board (FASB)
O FASB (Financial Accounting Standards Board) é o principal órgão de normatização contábil nos Estados Unidos. Iniciou suas atividades em Junho de 1973, com grande apoio financeiro por parte do Governo dos Estados Unidos, das entidades de classe da profissão contábil e por grandes empresas. A SEC (Securities and Exchange Commission), a CVM americana, endossou o FASB como a única emissora de padrões reconhecidos. A missão do FASB é estabelecer e melhorar os padrões de contabilidade financeira, promover a convergência internacional de padrões de Contabilidade, além de contribuir para a educação contábil e ampliação do nível de entendimento dos contadores, auditores e usuários das informações financeiras. O FASB é um órgão de grande importância para a harmonização contábil mundial pelo fato de que as maiores investidoras mundiais são as companhias multinacionais, muitas das quais americanas, e que adotam os US GAAP (US Generally Accepted Accounting Principles). Além disso, o Mercado de Capitais americano é um dos maiores do mundo. A base conceitual para os US-GAAP está incluída nos pronunciamentos conceituais do FASB, denominados SFAC, que criaram uma espécie de estrutura conceitual básica usada pelo conselho para o estabelecimento de padrões de contabilidade. Os pronunciamentos emitidos pelo FASB são chamados de FAS (Financial Accounting Standards) ou SFAS (Statement of Financial Accounting Standards).

3.3.2 - Securities and Exchange Commission (SEC)
Securities and Exchange Commission, SEC, uma agência governamental independente, estabelecida em 1934, é responsável pela regulamentação do comércio de valores mobiliários nos EUA com o objetivo principal, no campo da contabilidade, de assegurar a total transparência. O formato e o conteúdo das demonstrações financeiras das companhias abertas são regulados pela SEC.

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3.3.3 - American Istitute of Certified Public Accountants (AICPA)

O Instituto americano dos contadores públicos certificados possui um comitê sênior denominado comitê executivo de padrões de contabilidade (AcSEC). Esse comitê é composto de 15 membros voluntários, com representantes de diversos segmentos. o corpo técnico do AICPA designado para determinar as políticas da profissão relativas a normas contábeis e apresentação de demonstrações contábeis. Ele publica boletins práticos de orientações específicas sobre auditoria e contabilidade além de prover regras sobre matérias contábeis que o Financial Accounting Standards Board, FASB (Comitê de Normas de Contabilidade) não tenha se pronunciado. Comparação entre órgãos reguladores brasileiros, americanos e internacionais

Origem

Pronunciamentos

Emissão de Pronunciamentos Contábeis * Diversos IASB FASB

Regulação do Mercado de Ações CVM IOSCO SEC

Emissão de Normas Contábeis e de Auditoria Ibracon/CFC IFAC AICPA/PCAOB

Brasil Internacional Estados Unidos

BR GAAP IFRS US GAAP

* A partir do ano de 2007 iniciou a atuação do CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis com o objetivo de ser um organismo semelhante ao FASB e IASB.

4 – PRINCIPAIS CAUSAS DAS DIFERENÇAS ENTRE OS PAÍSES NA EMISSÃO DE NORMAS CONTÁBEIS
A contabilidade, por ser uma ciência social aplicada, é fortemente influenciada pelo ambiente em que atua. De uma forma geral, valores culturais, tradição histórica, estrutura política, econômica e social acabam refletindo nas práticas contábeis de uma nação e, conseqüentemente, a evolução das mesmas pode estar vinculada ao nível de desenvolvimento econômico de cada país. Usualmente, a contabilidade é considerada a linguagem "dos negócios", ou seja, é onde os principais agentes econômicos buscam informações (principalmente de natureza econômico-financeira) sobre a performance empresarial e avaliação de risco para se realizar investimentos. Nesse sentido, relatórios contábeis sempre são requeridos pelos investidores que desejam mensurar a conveniência e oportunidade para concretizar seus negócios. Assim, sua importância ultrapassou as fronteiras, deixando de ter sua utilidade limitada ao campo doméstico para servir de instrumento de processo decisório em nível internacional, principalmente no atual cenário de globalização dos mercados.
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Espanha. classificar sistemas contábeis nacionais de uma forma objetiva não é uma tarefa fácil para os pesquisadores. por sua vez. Nova Zelândia. é produto do ambiente em que atua.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Entretanto. entre outros. Canadá. Malásia. 4. a maioria dos autores destaca dois grandes grupos distintos: o modelo Anglo-Saxão e o modelo Continental. Itália. é composto por países como França. A busca de critérios consentâneos é o processo de harmonização contábil internacional. A linguagem não é uniforme porque cada país tem critérios próprios e diferentes para reconhecer e mensurar cada transação. O Modelo Anglo-Saxão é composto por países como Grã-Bretanha (incluindo Inglaterra. País de Gales.1 – Classificação dos Sistemas Contábeis A contabilidade. cultural e econômico (diferente um do outro). pois cada país tem suas práticas contábeis próprias. segundo seus sistemas contábeis. Índia. países da América do Sul. cujas características predominantes são: a) existência de uma profissão contábil forte e atuante. Austrália. notadamente a de natureza fiscal. países comunistas (Europa Oriental). por ser ciência social aplicada. em primeiro lugar. Irlanda e Escócia). "O número de tentativas que têm sido feitas para classificar sistemas contábeis nacionais é o mesmo esforço que os biólogos tentam fazer para classificar fauna e flora". significando dizer que o lucro de uma empresa brasileira não seria o mesmo se adotadas práticas contábeis de outros países. Mônica Encinas 12 . África do Sul e Cingapura. essa linguagem não é homogênea em termos internacionais. os investidores. e sendo a contabilidade produto dessa complexa interação. b) forte interferência governamental no estabelecimento de padrões contábeis. Bélgica. Alemanha. Estados Unidos da América. social. e d) as demonstrações financeiras buscam atender. e ______________________________________________________________________________ Profª. c) pouca interferência governamental na definição de práticas contábeis. Como cada país tem seu próprio ambiente político. Japão. dificultando sua compreensão devido à falta de uniformidade. b) sólido mercado de capitais. O Modelo Continental. e as características predominantes são as seguintes: a) profissão contábil fraca e pouco atuante. A afirmação de Nobes e Parker mostra a dificuldade e possivelmente o grau de arbitrariedade que envolvem tentativas para classificação de países ou grupos de países. conforme Nobes e Parker (1995). c) as demonstrações financeiras buscam atender primeiramente os credores e o Governo em vez dos investidores. como fonte de captação de recursos. visando proporcionar uma compreensão dessa linguagem e a sua comparabilidade. De forma geral.

filosofias. por exemplo. Mônica Encinas 13 . identificadas pelos principais autores que abordaram o tema. enquanto que na Inglaterra tudo é permitido a menos que esteja explicitamente proibido na lei. uma forte vinculação com o modelo da Europa Continental. Comparando-se as razões das diferenças internacionais no financial reporting. por outro lado. exceto se não explicitamente proibida na lei (Inglaterra). tudo é proibido a menos que esteja explicitamente permitido na lei. a regra contábil também pode se enquadrar na comparação de Walton. ______________________________________________________________________________ Profª. observa-se. regras.404/76 e os esforços da CVM para adaptação das normas contábeis internacionais. das quais procuraremos resumir as principais causas. em termos de financial reporting com a vigência da Lei nº 6. dependendo do seu grau de influência sobre outros.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) d) importância de bancos e outras instituições financeiras (inclusive governamentais) em vez de recursos provenientes do mercado de capitais como fonte de captação pelas empresas. caracterizado pela influência governamental na edição de normas contábeis. Entretanto. a provisão para créditos de liquidação duvidosa cuja constituição seria proibida se não explicitamente permitida na lei (Alemanha) ou cuja constituição é permitida. e. se a aplicássemos no caso brasileiro. haveria ainda um complicador. requerendo exames de suficiência e educação profissional continuada. como. Walton (2003) apresenta interessante comparação (até de forma jocosa) para explicar as causas das diferenças internacionais. Aqui temos efetivamente um conflito de natureza legal na constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa. objetivos (buscam proteger os seus interesses nacionais). 4. Os principais estudiosos sobre o assunto apresentam diversos aspectos como causas das diferenças internacionais. No exemplo acima. a legislação tributária proíbe expressamente sua constituição. é razoável supor que os sistemas contábeis de cada país venham a ser impactados por tais medidas. a disseminação cada vez mais acentuada do ensino da contabilidade baseada na escola norte-americana e a possível criação de um Comitê de Procedimentos Contábeis revelam que mudanças podem ocorrer no futuro. à primeira vista. há algumas semelhanças entre si. por ser a educação na área contábil ainda de qualidade duvidosa. procedimentos. a pouca valorização da profissão contábil. Como a contabilidade é usualmente mencionada como linguagem de comunicação. ainda. o que é pior: enquanto a lei societária estabelece a obrigatoriedade de constituir citada provisão na medida julgada necessária para cobertura de perda julgada provável. ao afirmar: A compreensão de regras internacionais é muito difícil porque as regras têm diferentes significados: na Alemanha.2 – Causas das Diferenças Internacionais Considerando-se que cada país tem seu conjunto de leis. tudo é proibido mesmo que esteja permitido na lei enquanto que na Itália tudo é permitido. especialmente se é proibido. No Irã. Analisando-se particularmente o caso brasileiro.

França e Japão tem resultado em uma estrutura legal. que pode ser evasivo. seus principais provedores de recursos. exportando esse modelo. e também focando o que deve ser evitado (presume-se que o que não vem a ser proibido é aceito.2. que têm a preocupação maior voltada para os acionistas. que de certa forma influenciou os demais países. natureza e tipo de sistema legal vigente É unanimidade entre os autores pesquisados que as características e o tipo de sistema legal de um país têm destacada influência nas diferenças internacionais. Austrália. A ênfase maior é na proteção dos credores da companhia.common-law. diferentemente dos países onde predomina o common-law. Nesse sentido. a criatividade para interpretar o "espírito da lei". conforme já abordado anteriormente). Nova Zelândia. onde é requerido um elevado grau de detalhamento das regras a serem cumpridas. principalmente no que diz respeito à sua classificação em duas correntes: . sua dependência junto ao mercado bancário ou fonte governamental. predominante em países como Alemanha.code-law. segundo Saudagaran (2004). Por outro lado. trouxe como conseqüência uma ênfase maior na apresentação das demonstrações contábeis dentro da "visão justa e verdadeira" (true and Jair value) que tendem a ser mais transparentes para os acionistas.Características.2 . de outro lado. Mônica Encinas 14 . onde as empresas podem buscar recursos ou. conhecida como não legalística. pode também resultar em artifícios para manipular ou aproveitar brechas legais. 4. Canadá. e .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4.2.Forma de captação de recursos pelas empresas Outro fator de destaque é a existência de um mercado de capitais sólido e atuante. conhecida como legalística. Estados Unidos da América. e b) sistema legal de um país baseado em code-Iaw. Por que a forma de captação de recursos pelas empresas é relevante para a determinação do tipo de financial reporting? Primeiramente. voltamos a discutir novamente a classificação dos sistemas contábeis. A Grã-Bretanha. onde não se faz necessário detalhar as regras a serem aplicadas para todos os casos ou para todas as situações. Essa estrutura legal (common-law ou code-law) é capaz de influenciar o comportamento e o direcionamento que um país pode assumir. segundo modelo "anglo-saxônico" ou "continental": a) sistema legal de um país baseado em common-Iaw é predominante em países como Grã-Bretanha. Elliot e Elliot lembram que em países onde vigora a common-Iaw. porque quando nos referimos a financial reporting devemos ter em mente que a contabilidade é a linguagem de comunicação empresarial. o ambiente legal de um país em que vigora o common-Iaw tende a ser propício para inovações em termos de financial reporting. incluindo procedimentos a serem observados pelas empresas. Nesse contexto. inclusive quanto à profissão contábil e ao financial reporting. ______________________________________________________________________________ Profª. Aqui.1 . há muito menos flexibilidade na preparação e apresentação das demonstrações contábeis. que objetiva suprir os usuários com informações que sejam relevantes ao seu processo decisório.

A profissão contábil nesses países é "auto-regulamentada" (com pouca interferência do governo) e é responsável pela promulgação de padrões contábeis e de auditoria. Por outro lado. teríamos que conhecer um pouco melhor quem é esse usuário para saber que tipos de informações são necessários. conseqüentemente. Dessa forma. por exemplo. o credor bancário ou governamental. tenderá a privilegiar a apresentação de suas demonstrações contábeis contemplando informações que favoreçam seu usuário mais importante.4 . tenderá a apresentar suas demonstrações contábeis contemplando informações que privilegiem seu usuário mais importante. qual seja. Saudagaran (2004) também lembra que. seus acionistas.2.Nível de influência. por intermédio de seus conselhos ou órgãos de classe. Analisando-se a situação brasileira.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Nessa linha de raciocínio. Estados Unidos da América. os investidores (querem: avaliar o retorno de seu investimento). E aí que reside a questão: as informações requeri das por investidores (em ações) são significativamente diferentes das requeridas pelos credores por empréstimos (seja crédito bancário ou fonte governamental)? Conseqüentemente. Também é a própria profissão contábil que estabelece critérios para credenciamento de contadores e auditores. Mônica Encinas 15 . Grã-Bretanha. observamos que a profissão contábil é representada por dois órgãos: o CFC e o IBRACON. Por outro lado. para julgar o que é relevante para o usuário. se um país tem características voltadas para financiar suas empresas com recursos oriundos do mercado acionário. contadores têm sido tratados como 'bookkeepers' (responsáveis pela escrituração) e com baixo status". a realidade brasileira revela que o "status" da profissão contábil e a capacidade de influenciar (ou mesmo de editar) a elaboração de normas contábeis estão ainda aquém do esperado. mas nenhum deles é politicamente forte o suficiente para influenciar órgãos governamentais legalmente autorizados para editar normas contábeis. Infelizmente.Vinculação da Legislação Tributária com Contabilidade Societária O Fisco tem objetivo específico voltado para tributação do lucro e. como. critérios de reconhecimento e mensuração de ativos ______________________________________________________________________________ Profª. como Canadá.2. "em países onde não há demanda do mercado para buscar informações financeiras. se um país tem características voltadas para financiar suas empresas com recursos oriundos do crédito bancário ou fonte governamental. depreciação de ativo permanente). enquanto os usuários de demonstrações contábeis têm: propósitos diferentes do Fisco. "onde a profissão contábil é fraca. informações financeiras confiáveis e tempestivas têm sido requeridas pelos seus usuários (investidores em geral). por exemplo. os credores (querem conhecer fluxo de caixa futuros que garantam a devolução dos empréstimos). credibilidade e status (amadurecimento) da profissão contábil Nos países onde o mercado de capitais é sólido e atuante. 4. seja por meio de exames ou certificações. 4.3 . questiona-se a qualidade das demonstrações contábeis produzidas bem como se os auditores têm realmente independência e 'status' suficiente para produzir relatórios sobre as empresas por ele auditados". segundo Elliot e Elliot (2002). estabelece critérios ou percentuais bem definidos para reconhecimento de despesas ou receitas (como.

( Contabilidade é confundida com escrituração fiscal e é tratada mais come uma vocação do que profissão. Por conseguinte.2. desincentivando sua contabilização). No âmbito brasileiro. já mencionado anteriormente) ou regras proibindo (ou não admitindo sua dedutibilidade fiscal como despesa e. o leasing. ou. ______________________________________________________________________________ Profª.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) para propósitos de Contabilidade financeira (Financial Reporting) podem ser fortemente impactados por regras fiscais. pelo pouco prestígio perante a sociedade. conseqüentemente. bem como se sente incapaz de atrair melhores alunos para integrarem a carreira profissional de contadores. ainda convivemos com inúmeras situações desconfortáveis de legislações ou regulamentos de natureza tributária determinando regras de como contabilizar transações (como. o ensino é limitado ao nível secundário. exceto em universidades públicas. inclusive. A exigência do Exame de Suficiência pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) para os bacharéis em ciências contábeis e os graduados no ensino médio de contabilidade também revela que o nível de ensino estão aquém do que o mercado de trabalho requer para o exercício da profissão. em muitos outros países onde a qualidade do ensino na área contábil é relativamente fraca. por exemplo. Além disso. Entretanto. principalmente por três fatores: a) poucos cursos notoriamente de excelente qualidade. por exemplo. em nosso entendimento. aqui denominado arrendamento mercantil. Finalmente. regras para classificação (se um adiantamento para fornecedores. Mônica Encinas 16 . a profissão contábil sofre os efeitos da qualidade de ensino. muitas vezes para melhorar seu rendimento mensal. O Brasil apresenta uma característica peculiar: embora a legislação societária tenha criado a figura dos "registros auxiliares" para amparar critérios contábeis diferentes dos prescritos em lei e o Fisco tenha consagrado o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). 4. é permanente ou realizável a longo prazo). ainda. alternativas para seus alunos buscarem programas de mestrado/doutorado ou serem treinados para enfrentar um mercado de trabalho atraente e bem remunerado. O corpo docente na maior parte das faculdades particulares também é representado por profissionais que atuam no mercado de trabalho durante o dia e dedicam-se ao ensino como atividade complementar. Outra questão é que a maioria dos cursos de ciências contábeis no Brasil é oferecida à noite para aqueles que já trabalham. o ensino da Contabilidade caracteriza-se ainda pela predominância do ensino médio (e número de técnicos em Contabilidade é superior ao de contadores) e pele pouco interesse (ou dificuldade) dos contadores em prosseguir seus estudo: em nível de pós-graduação (mestrado/doutorado).Nível de qualidade da educação na área contábil Saudagaran (2004) apresenta interessante comparação entre os paíse: que têm longa tradição na área contábil e que contam com elevado padrão de ensino oferecendo.5 . não sendo disponível em curso superior (nível universitário) Como conseqüência. conforme já mencionado. o ensino de contabilidade tem limitada influência no financial reporting das empresas. é difícil o aperfeiçoamento deste corpo docente mediante afastamento para cursar mestrado ou doutorado.

apenas. sugestões que os auditores obrigam-se a cumprir no mundo inteiro. 4. não serão profundamente abordadas aqui. a sigla IASC ainda existe e denomina a fundação mantenedora e responsável pela indicação dos membros do IASB.2. etc.1 – (CVM/2006) a) b) c) d) e) Os International Accounting Standards (IAS) são: mandatórios para aplicação em todas as sociedades por ações no Brasil. Profª. 4. Mônica Encinas d) I e II. Ibracon e Banco Central. São elas: a) Estrutura empresarial e tipo de empresas. apenas. II – A atual entidade responsável pela emissão de normas internacionais de contabilidade é o International Accounting Standards Board – IASB. II e III.EXERCÍCIOS 4. nos países de sistema legal baseado no “Code Law” é requerido um elevado grau de detalhamento das regras contábeis a serem seguidas. sucessor do International Accounting Standards Committee – IASC.3. e c) regras para o financial reporting estão nas mãos de órgãos governamentais que editam normas contábeis. d) Nível de inflação. padrões contábeis emitidos pelo antigo IASC que a partir de 01. Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões): a) I. c) Acidentes de percurso.(Simulado-2008/ Prof. No entanto. Entretanto.6 – Outras Razões Algumas outras razões são apontadas em diversos estudos. A profissão contábil e a academia têm pouca participação ou capacidade de influir. os países representados no IASB estão obrigados a adotar as IAS e as IFRS. linguagem. José Wagner) Analise as informações a seguir sobre o processo de internacionalização da Contabilidade: I – Uma das causas das diferenças nos sistemas nacionais de contabilidade é a existência de sistemas legais de natureza e características distintas. objetos do projeto de harmonização conjunta patrocinado pela CVM. herança de ser colônia. 4. padrões contábeis internacionais emitidos a partir de 1973. e)I. apenas.2 .2001 foram extintos.3 . localização geográfica. b) Existência de um arcabouço conceitual teórico e o nível de desenvolvimento da teoria contábil ou estrutura conceitual básica da contabilidade.3. a exemplo dos países da União Européia. b) II. III – Uma vez construído o conjunto das normas internacionais de contabilidade.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) b) poucos docentes com formação acadêmica e titulação adequados. atualmente designada de IASC Foundation. ______________________________________________________________________________ 17 . Enquanto nos países de sistema legal baseado no “Common Law” as práticas contábeis não precisam estar detalhadas nas normas. dada a sua menor importância em termos de correlação com as causas da diferenças. apenas. c) III. invasões.04.

c) eliminação de entraves burocráticos para o credenciamento de contadores de outros países. o objetivo dessa harmonização dos padrões contábeis mundiais visa a: a) b) c) d) e) permitir a comparabilidade das informações. 5 auditores praticantes.(Petrobras-2008/Cesgranrio) A harmonização dos padrões contábeis internacionais não significa a padronização das normas contábeis. que têm como características predominantes.4 . pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade. regras e normas a que todas as nações obedeçam. formado por. que se destina ao estudo dos padrões contábeis. ______________________________________________________________________________ Profª. preferencialmente.3.3. 4. órgão independente do setor privado. a partir de 2010. dentre elas as brasileiras. 4. mas de forma a permitir a reconciliação dos seus sistemas de informações contábeis. Um dos seus objetivos é a) determinar o uso e aplicação rigorosa de todas as suas normas. Uma das prováveis vantagens decorrentes da harmonização dos sistemas contábeis é provocar a a) aceitação das normas contábeis internacionais.(Petrobras-2008/Cesgranrio) Há uma forte tendência de os autores destacarem a existência de dois grandes grupos de sistemas contábeis: o modelo anglo-saxão e o modelo continental. b) estabelecer uma data específica para a harmonização das normas contábeis dos países do Conselho de Membros. é formado por um Conselho de Membros. em substituição ao mercado de capitais.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4. d) promover a convergência entre as normas fiscais locais e as Normas Internacionais de Contabilidade. Fundamentalmente. a forma de apresentação dos demonstrativos contábeis. preferencialmente.(Petrobras-2008/Cesgranrio) O IASB (The International Accounting Standards Board).3 . c) implementar a harmonização das normas contábeis em todos os paises do Conselho de Membros. II – demonstrações financeiras que buscam atender credores e governo.(Petrobras-2006/Cesgranrio) Há alguns anos o IASB – International Accounting Standards Board – (colegiado de padrões contábeis internacionais) vem buscando realizar uma harmonização nos padrões de contabilidade das nações associadas. Instituto Brasileiro de Contadores (sic) e Conselho Federal de Contabilidade. III – demonstrações financeiras que buscam atender os investidores. padronizar. com sede em Londres. Ela se caracteriza por ser um processo que procura preservar as particularidades dos países. Mônica Encinas 18 . constituído por mais de 140 entidades mundiais. e) III e IV.3. c) I e a IV. 4. dentre outras.3. IV – forte importância de Bancos como fontes de captação de recursos. as seguintes: I – existência de profissão contábil forte a atuante. evitando a xenofobia ou barreiras por nacionalismo exacerbado. em todos os países a ele filiados. estabelecer princípios contábeis universais. estabelecer leis.5 . no mínimo. b) unificação dos currículos básicos dos cursos de Ciências Contábeis. criar um padrão único a ser utilizado por todas as nações. d) II e a III. e) verificar. de alta qualidade.6 . visando a melhorar a interpretação e o entendimento dos aludidos sistemas. b) I e a III. exclusivamente. São características predominantes do modelo anglo-saxão APENAS a a) I e a II. se suas normas são cumpridas.

9 . c) IASB – International Accounting Standards Board. em relação aos sistemas contábeis por eles praticados. Mônica Encinas 19 . d) Em países que não possuem padrão próprio de sistemas contábeis. d) IFAC –International Federation of Accountants. a) As barreiras de nacionalismo exacerbado deverão se vencidas pelos órgãos internos de contabilidade desses países. sendo retirada do governo a autoridade de emitir normas contábeis.(BNDES-2008/Cesgranrio) Qual o órgão internacional e independente que.7 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) d) redução do atrelamento da contabilidade às normas tributárias e da influência governamental nessa área.3. 4. estuda os padrões contábeis mundiais. da adoção da harmonização das normas internacionais para as empresas sediadas nos países que as adotam. atualmente. Irlanda e Canadá. 4. 4. a harmonização deverá indicar que as empresas que pretendem ingressar no mercado de capitais procurem as Bolsas de Valores dos países mais desenvolvidos para o lançamento de suas ações.8 . que precisarão exercer o poder de determinação para implantação das normas.3. mas a edição de padrões contábeis é sustentada pelo(a) ______________________________________________________________________________ Profª. b) IOSCO – International of Securities Comission. Os países em que as demonstrações contábeis (financial reporting) se destinam a atender tanto a propósitos fiscais como a objetivos específicos de usuários externos são: a) b) c) d) e) Grã-Bretanha. visando estabelecer uma harmonização de procedimentos válida para os países membros: a) FASB – Financial Accounting Standards Board. Suécia. Alemanha. Estados Unidos. precisará ser efetivada a harmonização dos currículos básicos dos cursos de ciências contábeis com o processo de credenciamento de contadores e auditores para atuação em outros países. b) Em países com forte legislação trabalhista protecionista.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) Um dos fatores que demonstram grandes diferenças entre os países. já identificada e reconhecida.10 .3. Áustria e França. assinale a que caracteriza uma vantagem. Holanda e Suíça. Portugal e Austrália. é a legislação tributária.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) Nos Estados Unidos da América. Dinamarca e Islândia. estrutura legal ou organismos profissionais atuantes. 4.(BNDES-2008/Cesgranrio) Dentre as opções abaixo. e) efetiva contribuição para a redução de custos nos trabalhos de auditoria. c) Em países fortemente legalistas. a harmonização contábil passa também pela mudança do sistema legal. e) OECD – Organization for Economic Cooperation and Development. em vista de existirem poucos ajustes a serem realizados. e) Em países que não possuem Bolsa de Valores. a regulamentação e a normatização de matéria contábil estão sob a responsabilidade de um organismo do setor privado – FASB – Financial Accounting Standards Board.3. Espanha. a implementação das normas internacionais torna-se mais fácil.

notadamente. (d) profissão contábil fraca e pouco atuante. e demonstrações financeiras que buscam atender. para o governo. sólido mercado de capitais como fonte de captação de recursos. (d) unificar os impostos cobrados nos diversos países. notadamente. as principais características do modelo anglo-saxão são a existência de uma: (a) profissão contábil forte e atuante.11 . (e) unificar os princípios fundamentais de contabilidade ______________________________________________________________________________ Profª. notadamente. importância de Bancos e outras instituições financeiras como provedores dos recursos.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) a) b) c) d) e) FED – Federal Reserve Bank. (b) reduzir custos por permitir registros únicos em vários países. e demonstrações financeiras voltadas. aos credores. (e) profissão contábil fraca e pouco atuante. aos investidores. a maioria dos autores e estudiosos de sistemas contábeis destaca a existência de dois grandes grupos distintos: o modelo anglo-saxão e o modelo continental. a principal razão para haver a harmonização dos padrões contábeis internacionais é: (a) padronizar os procedimentos contábeis de forma universal. pouca interferência governamental na definição de práticas contábeis. Mônica Encinas 20 . de natureza fiscal. têm revelado um alto grau de dificuldade. (c) permitir a comparabilidade das informações. ou grupos de países. e demonstrações financeiras que buscam atender. SEC – Securities and Exchange Commission. ASEC – Accounting Standards Executive Committee. e demonstrações financeiras voltadas. AICPA – American Institute of Certified Public Accountants. (b) profissão contábil forte e atuante. primeiramente. Para essa classificação. (c) profissão contábil forte e atuante. em primeiro lugar. de natureza fiscal. forte interferência governamental no estabelecimento de padrões contábeis. sólido mercado de capitais como fonte de captação de recursos. forte interferência governamental no estabelecimento de padrões contábeis.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) No entendimento de autores e pensadores da Contabilidade.3. pouca interferência governamental na definição de práticas contábeis. uso de Bancos e instituições financeiras como fonte de captação de recursos. de acordo com seus sistemas contábeis.12 . forte interferência governamental no estabelecimento de padrões contábeis. FIA – Federal International Accountants. em primeiro lugar. 4. em primeiro lugar. e demonstrações financeiras voltadas.3. para os administradores. de natureza fiscal. para os investidores. em primeiro lugar.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) As tentativas para classificar os países. Entretanto. 4. sólido mercado de capitais como fonte de captação de recursos.

Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conv de Demonstrações Contábeis CPC-20-R1 .Investimento em Coligada CPC-42 . IAS/IFRS/IFRIC x PRONUNCIAMENTOS CPC (Revisado em 08/02/2012) CPC-00-R1 .Ativo Imobilizado CPC-06-R1 .Apresentação das Demonstrações Contábeis CPC-16-R1 . Mudança de Estimativa e Retificação de Erro CPC-24 .Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis IAS 1 IAS 2 IAS 7 IAS 8 IAS 10 IAS 11 IAS 12 IAS 16 IAS 17 IAS 18 IAS 19 IAS 20 IAS 21 IAS 23 IAS 24 IAS 27 IAS 27 IAS 28 IAS 29 IAS 31 IAS 32 IAS 32 IAS 33 IAS 34 IAS 36 IAS 37 CPC-26-R1 . conhecidos no Brasil como Normas Internacionais de Contabilidade – NIC. e o IASB emitiu 08 IFRS desde então. de 1973 a 2000.Receitas CPC-33 . emitidos pelo IASB e por seu predecessor.Demonstração dos Fluxos de Caixa CPC-23 .Provisão e Passivo e Ativo Contingentes Profª. Neste período o IASB/IASC emendou alguns IASs.Demonstrações Separadas CPC-36-R2 .Contratos de Construção CPC-32 .Tributos sobre o Lucro CPC-27 . é o conjunto de padrões contábeis internacionais.Demonstração Intermediária CPC-01-R1 .Instrumentos Financeiros: Apresentação CPC-41 . Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 21 . propôs mudar e substituir ou emendar outros.Participação em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) CPC-08-R1 . sucessor do IAS (International Accounting Standard).Demonstrações Consolidadas CPC-18 . o IASC.Custo de Empréstimos CPC-05-R1 .Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários CPC-39 .Redução ao Valor Recuperável de Ativos CPC-25 .Operações de Arrendamento Mercantil CPC-30 .Subvenção e Assistência Governamentais CPC-02-R2 . O IASC emitiu 41 IAS.Benefícios a Empregados CPC-07-R1 .Contabilidade e Evidenciação em Economia Hiperinflacionária CPC-19-R1 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) PARTE II – NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE INTERNATIONAL FINANCIAL REPORTING STANDARDS (IFRS) O IFRS.Estoques CPC-03-R2 .Resultado por Ação CPC-21-R1 .Divulgação sobre Partes Relacionadas CPC-35-R1 .Políticas Contábeis.Evento Subsequente CPC-17 . de alta qualidade.

(Revogado) Veja CPC-38 .Instrumentos Financeiros: Evidenciação CPC-22 .CPC-39 . Restauração e Reabilitação Ambiental ICPC-15 .Passivo Decorrente de Participação em Mercado Específico .Direitos a Participações Decorrentes de Fundos de Desativação.Contratos de Seguro CPC-31 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) IAS 38 IAS 39 IAS 40 IAS 41 IFRS 1 IFRS 2 IFRS 3 IFRS 4 IFRS 5 IFRS 6 IFRS 7 IFRS 8 IFRS 9 CPC-04-R1 .Extinção de Passivos Financeiros com Instrumentos Patrimoniais OUTROS ATOS DO CPC SEM EQUIVALÊNCIA EM IFRS: PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS CPC-09 .Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração CPC-28 .Adoção Inicial das IFRS CPC-10-R1 .Distribuição de Dividendos In Natura ICPC-11 .Ajuste a Valor Presente (NBC-TG-12) CPC-13 .638/07 e da Medida Provisória 449/08 CPC-14 .Propriedade para Investimento CPC-29 .Informações por Segmento CPC-40 .Contrato de Construção do Setor Imobiliário ICPC-06 .Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos ICPC-04 .Demonstração do Valor Adicionado (DVA) CPC-12 .Ativo Intangível CPC-38 .Adoção Inicial da Lei 11.Aspectos Complementares da Operação de Arrendamento Mercantil ICPC-13 .Instrumentos Financeiros: Evidenciação INTERPRETAÇÕES IFRIC 02 IFRIC 04 IFRIC 05 IFRIC 06 IFRIC 08 IFRIC 11 IFRIC 12 IFRIC 15 IFRIC 16 IFRIC 17 IFRIC 18 IFRIC 19 ICPC-14 .Pagamento Baseado em Ações ICPC-05 .Ativo Biológico e Produto Agrícola CPC-37-R1 .Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 40 ______________________________________________________________________________ Profª. Mônica Encinas 22 .Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada CPC-34 .Contratos de Concessão ICPC-02 .Pagamento Baseado em Ações CPC-15-R1 .Combinações de Negócios CPC-11 .Exploração e Avaliação de Recursos Minerais CPC-40 .Transações de Ações do Grupo e em Tesouraria ICPC-01-R1 .Reconhecimento em Transferência de Ativos dos Clientes ICPC-16 .Hedge de Investimentos Líquidos em Uma Operação no Exterior ICPC-07 .Alcance do CPC 10 .CPC-40 e OCPC-03 CPC-43-R1 .Cotas de Cooperados em Cooperativas e Instrumentos Similares ICPC-03 .

Instrumentos Financeiros: Reconhecimento.Esclarecimentos sobre as Demonstrações Contábeis de 2008 OCPC-03 .Contratos de Concessão INTERPRETAÇÕES TÉCNICAS ICPC-08 . A seleção das normas a serem discutidas foi baseada na prerrogativa de que estas não foram contempladas no curso. Mônica Encinas 23 . considerando o período disponível.Contabilização da Proposta de Pagamento de Dividendos ICPC-09 .Ajuste a Valor Presente IFRS 8 – Relatório por Segmento ______________________________________________________________________________ Profª.Pronunciamentos Técnicos e Orientação Técnica (CPC-02 / 03 / 16 / 26 / 36 OCPC-01) Cabe destacar que. nesta disciplina. nesta apostila serão abordadas as seguintes normas: IAS 01 – Apresentação das Demonstrações Contábeis IAS 08 – Práticas contábeis.Ativos Intangíveis SFAS 157 .Aplicação da Interpretação Técnica ICPC 02 às Entidades de Incorporação Imobiliária Brasileiras OCPC-05 . Restauração e Outros Passivos Similares REVISÕES TÉCNICAS RCPC-01 .Conceito de Valor Justo (FASB) e CPC 12 . Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial ICPC-10 .Mudanças em Passivos por Desativação. Demonstrações Contábeis Separadas.Entidades de Incorporação Imobiliária OCPC-02 . 28. serão trabalhadas apenas algumas das normas descritas acima.Interpretação sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos CPC 27. Mensuração e Evidenciação OCPC-04 .Demonstrações Contábeis Individuais.Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas ORIENTAÇÕES TÉCNICAS OCPC-01-R1 . mudança de estimativas contábeis e erros IAS 10 – Eventos Subsequentes IAS 17 – Arrendamento Mercantil (Leasing) IAS 33 – Resultado por Ação IAS 38 . 37 e 43 ICPC-12 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) CPC-PME . dando prosseguimento à ementa das disciplinas Contabilidade Básica. Intermediária e Avançada. Sendo assim.

na demonstração do resultado abrangente e na demonstração do patrimônio líquido. Um conjunto completo de demonstrações financeiras inclui: (a) Balanço Patrimonial. Se as DCs são individuais ou consolidadas. As informações comparativas do período anterior devem ser apresentadas para todos os saldos e valores divulgados nas demonstrações contábeis e nas notas explicativas. São informações obrigatórias às Demonstrações Financeiras: Nome da Entidade. As demonstrações contábeis também objetivam apresentar os resultados da atuação da administração na gestão da entidade e sua capacitação na prestação de contas quanto aos recursos que lhe foram confiados. Não se deve considerar que as demonstrações financeiras cumprem as IFRSs a menos que cumpram todos os requisitos das IFRSs. Data ou período coberto pelas demonstrações. Continuidade e Essência sobre a Forma. A norma também apresenta um guia para identificação de itens em linhas adicionais. buscando assegurar a comparabilidade tanto das demonstrações contábeis de um ano para outro quanto em relação às demonstrações contábeis de outras empresas. São Pressupostos básicos das Demonstrações Financeiras: Regime de Competência. uma outra norma ou interpretação de norma permita ou requeira que a informação comparativa não seja apresentada. A IAS 1 especifica requerimento mínimo de itens a serem apresentados na demonstração de posição financeira. (d) Demonstração dos Fluxos de Caixa. não são totalmente comparáveis. ______________________________________________________________________________ Profª. O IAS 1 estabelece que uma entidade cujas demonstrações financeiras estão em conformidade com as IFRSs deve fazer uma declaração explícita e sem reservas dessa conformidade nas notas. e (e) Notas Explicativas. do desempenho e dos fluxos de caixa da entidade que seja útil a um grande número de usuários em suas avaliações e tomada de decisões econômicas. da mutação do patrimônio líquido e do fluxo de caixa. As demonstrações contábeis devem ser apresentadas pelas entidades no mínimo anualmente. O objetivo das demonstrações contábeis é o de proporcionar informação acerca da posição patrimonial e financeira. Mônica Encinas 24 . (b) Demonstração do Resultado Agrangente.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (IAS 1) O objetivo da IAS 1 é estabelecer bases para a apresentação das demonstrações contábeis. é requerida a divulgação do motivo para utilização de um período diferente de um ano. (c) Demonstração das Mutações do PL. exceto quando em casos específicos. A IAS 1 também especifica a apresentação mínima de notas explicativas. bem como do fato de que as informações comparativas da demonstração de resultado. Se houver mudança na data do exercício social e as demonstrações contábeis forem apresentadas para um período diferente de 1 (um) ano (em comparação com as últimas demonstrações contábeis apresentadas).

Nível de arredondamento dos valores das demonstrações. Fornecedores e outras contas a Pagar.1 . Caixa e Equivalentes de Caixa. no mínimo. Divulgações: Base de mensuração usada. Passivos incluídos no grupo de disposição classificados como mantidos para venda. Principais julgamentos realizados pela administração. Demonstrações em conformidade com as IFRSs. Ativos Financeiros. ______________________________________________________________________________ Profª. Mônica Encinas 25 . e capital social e reservas e outras contas atribuíveis aos acionistas controladores. Ativos e passivos relativos a impostos diferidos. A classificação dos ativos e passivos pode ter diferentes abordagens. Propriedades para investimento. Provisões. Ativos biológicos. total de ativos classificados como Mantidos para Venda e ativos incluídos nos grupos de disposição classificados como Ativo Não Corrente Mantido para Venda e Operação Descontinuada. 1. e Classificação mista. Sumário das políticas contábeis adotadas. Separação por ordem de liquidez. já que a norma não prescreve ordem ou formato específico para o Balanço Patrimonial: Correntes e não correntes. as seguintes informações: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) n) o) p) q) r) Imobilizado. Passivos financeiros. Investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Estoques. Ativos e passivos relativos a impostos correntes. participação de não controladores apresentada de forma destacada dentro do patrimônio líquido. Clientes e outros Recebíveis. Ativos Intangíveis.DEMONSTRAÇÃO DE POSIÇÃO FINANCEIRA (BALANÇO PATRIMONIAL) A IAS 1 estabelece que a Demonstração da Posição Financeira deve apresentar.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Moeda das demonstrações (segundo a IAS 21).

1 – Demonstração de Posição Financeira em ordem Crescente de Liquidez ATIVO 2008 2007 PL e PASSIVO Patrimônio Líquido Capital Reservas Lucros Retidos Passivo não Corrente Empréstimos 2008 2007 Ativo Não-Corrente Goodwill Impostos Diferidos Imobilizado Líquido Investimentos Societários Ativo Corrente Outros Ativos Correntes Estoques Clientes Caixa e Equivalentes TOTAL DO ATIVO Impostos Diferidos Passivo Corrente Fornecedores Salários a Pagar Empréstimos TOTAL PL e PASSIVO 1. Mônica Encinas 26 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Sendo assim.1.2 – Demonstração de Posição Financeira em ordem Decrescente de Liquidez ATIVO 2008 2007 PL e PASSIVO Passivo Corrente Fornecedores Salários a Pagar Empréstimos Passivo não Corrente Empréstimos Impostos Diferidos Patrimônio Líquido Capital Reservas Lucros Retidos 2008 2007 Ativo Corrente Caixa e Equivalentes Clientes Estoques Outros Ativos Correntes Ativo Não-Corrente Investimentos Societários Imobilizado Líquido Impostos Diferidos Goodwill TOTAL DO ATIVO TOTAL PL e PASSIVO ______________________________________________________________________________ Profª. a Demonstração de Posição Financeira (ou Balanço Patrimonial) pode ser apresentada da seguinte forma: 1.1.

ou (d) a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço. cabeçalhos e subtotais nos balanços patrimoniais sempre que sejam relevantes para o entendimento da posição financeira e patrimonial da entidade. matéria-prima. e passivos correntes e não correntes. Na situação em que a entidade apresente separadamente seus ativos e passivos correntes e não correntes. (b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado. os impostos diferidos ativos (passivos) não devem ser classificados como ativos correntes (passivos correntes). A entidade deve apresentar contas adicionais. despesas de vendas.2 . como grupos de contas separados no balanço patrimonial. ou (d) é caixa ou equivalente de caixa.DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Todas as despesas e receitas devem ser incluídas na DRE. a menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo se encontre vedada durante pelo menos doze meses após a data do balanço. administrativas etc. O ativo deve ser classificado como corrente quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios: (a) espera-se que seja realizado. (b) está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado. O passivo deve ser classificado como corrente quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios: (a) espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade. ou pretende-se que seja vendido ou consumido no decurso normal do ciclo operacional da entidade. a menos que uma norma ou interpretação específica requeira outro tratamento. exceto quando uma apresentação baseada na liquidez proporcionar informação confiável e mais relevante.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) A entidade deve apresentar ativos orrentes e não correntes. b) Em duas demonstrações: uma demonstrando os componentes de lucro ou prejuízo (uma demonstração à parte) e uma segunda demonstração começando com o lucro ou prejuízo. (c) deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do balanço. As despesas podem ser classificadas de duas formas: Pela natureza: Gastos gerais de produção. ______________________________________________________________________________ Profª. A IAS 1 introduziu a exigência de uma Demonstração do Resultado Abrangente. Todos os outros passivos devem ser classificados como não correntes. Qualquer que seja o método de apresentação adotado. 1. Todos os demais ativos devem ser classificados como não corrente. a entidade deve evidenciar o montante esperado a ser recuperado ou liquidado em até doze meses ou mais do que doze meses para cada item de ativo e passivo. Mônica Encinas 27 . seguido dos componentes de outro resultado abrangente. Pela função: Custo dos produtos vendidos. desp. depreciação e amortização etc. (c) espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço. devendo a empresa apresentar todos os itens de receita e despesa reconhecidos no período em uma das duas seguintes formas: a) Uma única demonstração do resultado abrangente.

pelo fato de a informação sobre a natureza dos gastos ser útil para a previsão de fluxo de caixa futuro. e) uma quantia única composta pelo total (i) dos resultados após os impostos de unidades operacionais descontinuadas e (ii) do ganho ou perda após os impostos reconhecido na mensuração pelo justo valor menos os custos de vender ou na alienação dos ativos ou do(s) grupo(s) de alienação que constituem a unidade operacional descontinuada.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) A administração ao decidir sobre o formato da demonstração de resultados abrangentes (natureza ou função) deve levar em consideração aquele que fornecer informações mais relevantes e confiáveis aos usuários das demonstrações contábeis. b) custos financeiros. que deve incluir linhas de itens com as quantias seguintes para o período: a) receita. d) despesas de imposto. e (d) resultado abrangente do período. e i) resultado abrangente total (total comprehensive income). e custos com funcionários) devem ser divulgadas em notas explicativas. h) parcela de outro resultado abrangente de associadas ou joint-ventures registrado pelo método da equivalência patrimonial. Mônica Encinas 28 . incluir as seguintes rubricas: (a) resultado líquido do período. (b) cada item dos outros resultados abrangentes classificados conforme sua natureza. ______________________________________________________________________________ Profª. Em caso de apresentação da demonstração de resultado por função de itens de receitas e despesas. Os itens que se seguem devem ser divulgados nas respectivas demonstrações do resultado e do resultado abrangente como alocações do resultado do período: (a) resultados líquidos atribuíveis à participação de sócios não controladores. classificado por natureza. e aos detentores do capital próprio da empresa controladora. (c) parcela dos outros resultados abrangentes de empresas investidas reconhecida por meio do método de equivalência patrimonial. (b) resultados abrangentes totais do período atribuíveis à participação de sócios não controladores. A demonstração do resultado abrangente deve. g) cada componente de outro resultado abrangente. A IAS 1 estabelece um conjunto de informações mínimas a serem apresentadas na face da Demonstração dos Resultados. informações adicionais por natureza (tais como: depreciação e amortização. e f) lucro ou prejuízo. c) participação nos resultados de coligadas e de empreendimentos conjuntos (joint-ventures) contabilizados pelo método da equivalência patrimonial. no mínimo. e aos detentores do capital próprio da empresa controladora.

2. Mônica Encinas 29 .1 .2.1 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) A Demonstração do Resultado pode ser apresentada das formas a seguir: 1.Demonstração de Resultados (por Natureza) Receita de Vendas (+)Outras Receitas (-) Mudança nos Estoques de Produtos Acabados e EPE (-) Matéria-Prima e materiais consumidos (-) Despesas com Pessoal (Salários e Encargos) (-) Despesas de Depreciação e Amortização (-) Impairment de Ativos (-) Outras Despesas (-) Custos Financeiros (+) Equivalência Patrimonial de Coligadas Lucro Antes dos Impostos (-) Imposto de Renda Lucro Líquido do Exercício 2008 2007 1.Demonstração de Resultados (por Função) Receita de Vendas (-) Custo das Vendas Lucro Operacional Bruto Outras Receitas (-) Custos de Distribuição (-) Despesas Administrativas (-) Outras Despesas (-) Custos Financeiros Lucro Antes dos Impostos (-) Imposto de Renda Lucro Líquido do Exercício ______________________________________________________________________________ Profª.

impostos e outros desta natureza. etc. No entendimento do IASC a divulgação segregada dos fluxos de caixa decorrentes das atividades de investimentos tem sua importância à medida ______________________________________________________________________________ Profª. ou seja. propriamente dito. mostrando separadamente contribuições de e para eles e mudanças na participação em subsidárias que não resultem em perda de controle. principalmente os lucros e as despesas reportados na demonstração do resultado abrangente e o aporte ou retorno de capital aos acionistas. A IAS 1 exige que a apresentação da demonstração das mutações no patrimônio líquido exiba no corpo da demonstração: a) o resultado abrangente total do período..3 . c) para cada componente do patrimônio líquido. para um determinado período de tempo. e a quantia relativa por ação. mostrando separadamente as mudanças resultantes de: (i) lucro ou prejuízo. em sua função como proprietários. feitos por uma entidade. as consequências das mudanças nas políticas contábeis e as correções dos erros reconhecidos de acordo com a IAS 8. (ii) cada item de outro resultado abrangente. Mônica Encinas 30 .4. e (iii) transações com proprietários. mostrando separadamente os valores totais atribuíveis aos proprietários da empresa controladora e a terceiros não controladores. comissões.DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA Em linhas gerais podemos entender a DFC como sendo o demonstrativo contábil que procura evidenciar o fluxo de recebimentos e pagamentos. ou nas notas. caixa.1.2 .DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Os ativos líquidos de uma entidade (seu patrimônio líquido) podem mudar por vários motivos. uma reconciliação entre o saldo acumulado no início e no final do período. e. empregados.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1. 1. b) para cada componente do patrimônio líquido.1 .1.1 – ATIVIDADES DA DFC 1.ATIVIDADES DE INVESTIMENTO .4 .4. O fluxo de caixa compreende a movimentação das contas que representam as disponibilidades imediatas da empresa.são as aquisições e vendas de ativos de longo prazo e outros investimentos não inclusos nos equivalentes a caixa. 1. e pagamentos a fornecedores. 1. A norma também exige a divulgação da quantia de dividendos reconhecidos como distribuições aos acionistas durante o período.ATIVIDADES OPERACIONAIS . A IAS 1 não permite mais que essa informação seja destacada na demonstração do resultado abrangente. depósitos bancários à vista.4. numerários em transito e aplicações de liquidez imediata.são as principais atividades geradoras de receitas da empresa e outras atividades diferentes de investimento e financeiras. Isso pode ser mostrado no corpo da demonstração das mutações no patrimônio líquido. Os fluxos de caixa decorrentes dessas atividades derivam basicamente das seguintes operações: recebimentos de vendas de mercadorias ou serviços.

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO: são atividades que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital e empréstimos a pagar da empresa. devendo apresentar os componentes do fluxo por seus valores brutos. ou os pagamentos/recebimentos são classificados como atividade financeira. Como exemplo de fluxos de caixa decorrente desse tipo de atividade tem-se: • numerários recebidos provenientes da emissão de ações ou outros instrumentos de capital. intangíveis e outros ativos de longo prazo.O MÉTODO DIRETO Por este método. O IASC considera que a divulgação separada dos fluxos de caixa decorrentes das atividades financeiras é importante em função da sua utilidade na predição das exigências impostas a futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital à empresa.FORMAS DE APRESENTAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA São duas as formas de apresentação do fluxo de caixa: método direto e o método indireto. • numerários recebidos provenientes da emissão de debêntures. 1.1.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) que revelam a abrangência dos dispêndios feitos com recursos destinados a gerar futuras receitas e fluxos de caixa.4. empréstimos. 1. com exceção daqueles feitos por uma instituição financeira. Como exemplos de fluxos de caixas decorrentes desse tipo de atividade tem-se: • • • • • desembolso para aquisição de ativos imobilizados. intangíveis e outros ativos de longo prazo. adiantamento de caixa e empréstimos feitos a terceiros e seus respectivos recebimentos e/ou amortização.4. • amortização de empréstimos a pagar. a DFC evidencia todos os pagamentos e recebimentos decorrentes das atividades operacionais da empresa. 1. contratos de opção e swap. Mônica Encinas 31 .2. hipotecas e outras modalidades de captação de empréstimos a curto e longo prazos. com exceção daqueles que se destinam para intermediação ou transação própria.4. recebimentos em função da venda e desembolsos decorrentes de aquisição de: ações ou instrumentos de dívida de outras empresas e interesses em joint ventores. Fluxo de Caixa Das Atividades Operacionais (+) Recebimentos de Clientes e outros (-) Pagamentos a Fornecedores (-) Pagamentos a Funcionários (-) Recolhimentos ao Governo (-) Pagamentos a Credores Diversos (=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades Operacionais Das Atividades de Investimentos (+) Recebimento de Venda de Imobilizado (-) Aquisição de Ativo Permanente (+) Recebimento de Dividendos (=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas Investimentos nas) Atividades de ______________________________________________________________________________ Profª.2 . • pagamentos de investidores para adquirir ou resgatar ações da empresa.1 . contratos a termo. recebimentos pela venda de ativo imobilizado. títulos e valores.3 . desembolsos/recebimentos por contratos de futuros.

no início do período DISPONIBILIDADES. Ao permitir a análise segregada por itens operacionais.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Das Atividades de Financiamentos (+) Novos Empréstimos (-) Amortização de Empréstimos (+) Emissão de Debêntures (+) Integralização de Capital (-) Pagamento de Dividendos (=) Disponibilidades geradas pelas Financiamento (aplicadas nas) Atividades de Aumento/Diminuição Nas Disponibilidades DISPONIBILIDADES. apesar de mostrar o que ocorreu.2 . não concilia déficits financeiros que possam ocorrer com o lucro do período. A seguir mostramos um modelo genérico de DFC pelo método indireto: Fluxo de Caixa Das Atividades Operacionais Lucro Líquido (-) Aumento de Estoques (+) Depreciação (-) Aumento de Clientes (+) Pagamento a Funcionários (+) Contas a Pagar (+) Pagamentos de Impostos e Tributos (+) Aumentos de Fornecedores (=) Fluxo de Caixa Operacional Líquido Das Atividades de Investimentos Idêntico ao Método Direto Das Atividades de Financiamentos Idêntico ao Método Direto Aumento/Diminuição nas Disponibilidades DISPONIBILIDADES. amortização e exaustão).no final do período Fazendo comentários ao modelo proposto pelo FASB. Mônica Encinas 32 . 1.2.4. ajustados pelos itens que afetam o resultado (tais como depreciação. chama atenção para o fato de que o fluxo de caixa sozinho.no início do período DISPONIBILIDADES. contudo. Martins destaca a inegável capacidade informativa que este modelo tem. de investimento e financiamento. na opinião do autor isso ser perfeitamente possível. apesar de.no final do período ______________________________________________________________________________ Profª. mas que não modificam o caixa da empresa.O MÉTODO INDIRETO O método indireto consiste na demonstração dos recursos provenientes das atividades operacionais a partir do lucro líquido.

mas a ordem legalmente instituída no Brasil deve ser observada. O IAS 1 não prevê esta obrigação. investimentos.638/2007.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1.6. Nossa Lei das Sociedades por Ações exige sempre na ordem decrescente de liquidez e de exigibilidade. aquelas que são efetivamente diferenças. enquanto que o CPC considera a DVA como um dos componentes para um conjunto completo.5 . da demonstração das mutações no patrimônio líquido e da demonstração de fluxos de caixa deverá ter referência cruzada com qualquer informação que seja pertinente e que esteja presente nas notas.2) . 1.6 – EQUIVALÊNCIA E COMPARAÇÃO COM BRGAAP 1. isto é. conforme o § 1 º do seu art.1 . 178. a ser aplicada às Demonstrações Financeiras dos exercícios encerrados a partir de dezembro de 2010 e às demonstrações financeiras de 2009 a serem divulgadas em conjunto com as demonstrações de 2010 para fins de comparação. existem poucas diferenças entre as normas nacionais e internacionais de contabilidade em relação à forma de apresentação das Demonstrações Contábeis. são as seguintes: 1. tanto quanto possível.Apresentação das Demonstrações Contábeis. da demonstração de resultado (se apresentada separadamente). 1. 134) – O CPC 26 determina que o ativo não circulante deve ser subdividido em realizável a longo prazo.NOTAS EXPLICATIVAS As notas deverão ser apresentadas de maneira sistemática. isto é. As principais diferenças. Mônica Encinas 33 .Norma Brasileira Equivalente CPC 26 . ______________________________________________________________________________ Profª. O CPC 26 não prescreve a ordem ou o formato que deva ser utilizado na apresentação das contas do balanço patrimonial.A IAS 1 prevê a possibilidade de apresentação do balanço patrimonial por ordem crescente de liquidez. fora do âmbito das IFRS. 1. e da aprovação do cpc 26.1) .2 – Comparação com as normas Brasileiras Desde as mudanças ocorridas a partir da Lei 11.A IAS considera a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) como informação suplementar. Cada item do corpo da demonstração de posição financeira. decrescente de liquidez ou mista. em decorrência da legislação societária até então vigente. imobilizado e intangível. aprovado pela Deliberação da CVM nº 595 de 15 de setembro de 2009.6. da demonstração do resultado abrangente.

o reconhecimento de um ativo está condicionado à satisfação de dois critérios: a probabilidade de benefícios econômicos associados ao ativo fluírem para a empresa e a possibilidade de mensuração confiável do custo do ativo.3) . No entanto. ) A IAS 1 estabelece que o ciclo operacional de uma entidade é o intervalo entre a aquisição de ativos para processamento e sua venda.7 . entre elas os Intrumentos Financeiros. das Demonstrações Financeiras.Em relação à IAS 1 – Apres. despesa de salário.2) .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1.( c. a exemplo do brasil. ) A IAS 1 exige a divulgação da Demonstração de Posição Financeira em lugar do Balanço Patrimonial exigido pelas normas brasileiras de Contabilidade.( d.7. Profª. ou “natureza” – custo dos produtos vendidos e despesas administrativas. 1. ) Na demonstração de resultados os gastos poderão ser segregados por “natureza” .Em relação à IAS 1 – Apres. julgue as alternativas a seguir: a.( f.custo dos produtos vendidos e despesas administrativas. julgue as alternativas abaixo: a) ( ) Para o IASB. e (iii) Classificação mista. entre elas: (i) Correntes e não correntes. entre eles a identificação do Conselho de Administração da sociedade. etc. c) ( ) A IAS 1 estabelece um conjunto de informações mínimas a serem apresentadas na face da Demonstração dos Resultados. b) ( ) A IAS 1 estabelece que o ciclo operacional de uma entidade é o intervalo entre a aquisição de ativos para processamento e o seu recebimento.( g. ) Os ativos realizáveis dentro de 12 meses após a data da demonstração da posição financeira serão classificados como ativo corrente.1) ..( ) Somente serão considerados Ativos Correntes aqueles realizados.7. d) ( ) A IAS 1 estabelece um conjunto de informações mínimas a serem apresentadas na face do Balanço Patrimonial. 1.despesa de depreciação. despesa de salário. entre elas o Custo da Mercadoria Vendida. das Demonstrações Financeiras. só É CORRETO afirmar que: (a) A IAS 1 especifica requerimento mínimo de itens a serem apresentados nas Demonstrações Financeiras.A respeito das Demonstrações Financeiras. (c) Entre as Demonstrações Financeiras obrigatórias podemos citar a Demonstração da Posição Financeira e a Demonstração do Resultado Abrangente. (b) A classificação dos ativos e passivos na Demonstração da Posição Financeira pode ter diferentes abordagens. vendidos ou consumidos dentro do ciclo operacional normal da entidade.EXERCÍCIOS: IAS 1 – DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1. Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 34 .( e.7. etc. devem ser apresentadas em ordem decrescente de Liquidez e Exigibilidade. (ii) Separação por ordem de liquidez. ou “função” – despesa de depreciação. com exceção dos ativos por impostos diferidos.( b. ) A distinção entre ativo / passivo corrente e não corrente poderá ser dispensada quando uma apresentação baseada na liquidez fornece informações confiáveis e mais relevantes. (d) Na Demonstração de Rresultados os gastos poderão ser segregados por “função” . fazendo a distinção entre ativo e passivo corrente e ativo e passivo não corrente. ) A IAS 1 determina um formato único de apresentação das demonstrações de posição financeira.

e) I – O – O – I – O. Pagamento de dividendos. ou seja. 6 meses da data da aplicação. 1. Como equivalentes de caixa podem ser consideradas as aplicações financeiras resgatáveis até: a) b) c) d) e) 3 meses da data da aplicação. Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 35 . b). Investimento (I) ou Financiamento (F): a) F – I – O – I – F. mais precisamente o SFAS nº 95/87. de terceiros e financiamento. indique.4) . uma das práticas a seguir exigida por essas normas é que: a). Pagamento de juros sobre empréstimos obtidos. e). são elas: operacional. o conceito de caixa é ampliado. Recebimento de juros sobre aplicações financeiras.7. Pagamento de uma parcela de imobilizado adquirido a prazo. envolvendo o caixa puro. JAX efetuou as seguintes transações durante o período de 19X1: I. III. 3 meses da data da emissão. Os juros capitalizados integrem as atividades de investimento. No entanto. Bancos e aplicações financeiras com vencimento até 6 (seis) meses. V. Profª.(Termoaçu-2008/Cesgranrio) Considerando as Normas Internacionais de Contabilidade. b) F – I – O – F – O.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1. d). dinheiro em mão e em conta corrente bancária e as aplicações em equivalentes de caixa. c). 1.5) . d) Caixa e equivalentes de caixa englobam as contas de Caixa. Os dividendos recebidos sejam incluídos nas atividades operacionais.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) Na elaboração dos fluxos de caixa. c) F – F – O – F – O. Considerando-se a norma norte-americana de contabilidade. respectivamente. O imposto de renda pago seja separado entre os três fluxos de caixa. Bancos e aplicações financeiras com vencimento até 3 (três) meses. Os itens equivalentes ao caixa correspondam aos títulos adquiridos até noventa dias de seus venctos.6) . c) A demonstração dos fluxos de caixa pode ser elaborada pelo método indireto ou direto. II. Operacional (O). com financiamento obtido diretamente junto ao vendedor. especificamente o International Accounting Standard – IAS – nº 7 que trata da Demonstração do Fluxo de Caixa.7) . tem-se que: a) A divulgação da demonstração dos fluxos de caixa deverá ser para 3 (três) exercícios sociais comparativos. e) Caixa e equivalentes de caixa englobam as contas de Caixa. b) A movimentação do fluxo de caixa é classificada em três categorias segundo a natureza de sua atividade. A exposição do fluxo de caixa operacional seja pelos métodos direto e indireto.(CVM-2008 / NCE-UFRJ) A IAS 7 e o CPC 3 permitem relativa flexibilidade na divulgação da DFC.7. IV. quais fluxos de caixa foram impactados por essas transações. sendo que neste último os fluxos de caixa são apresentados ajustando-se o resultado do período.7. 1.(BNDES-2005/UFRJ) A Cia. 6 meses da data da emissão. d) F – F – I – I – F. 12 meses da data da aplicação.7. Captação de empréstimo bancário.

normalmente.7. Obtenção de recursos dos donos e no pagamento a eles do retorno sobre seus investimentos. (c) Natureza da despesa. Demonstração do valor adicionado.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) As atividades operacionais inclusas na demonstração dos fluxos de caixa relacionam-se. 1.Se a empresa optar pela demonstração do resultado com as despesas divulgadas por função.8) . (e) Fornecedores e Clientes. políticas e processos para a administração do capital. (c) Ativos Financeiros.Todos os itens a seguir devem ser apresentados como informação mínima na demonstração da posição financeira. Editora Atlas – 2010 (pág.10) . (b) Reconciliação das ações em circulação no início e no final do período. (d) Moeda de apresentação de relatórios e o arrendodamento adotado. (d) Despesa de amortização. (b) Contingências Passivas. com as transações que aparecem na: a) b) c) d) e) Avaliação periódica dos ativos de longo prazo que a empresa utiliza para produzir bens e serviços. Mônica Encinas 36 .9) . Operação de empréstimo de credores e investidores da entidade. exceto: (a) Despesa de depreciação. (b) Despesa com benefícios de empregados. do Nelson Carvalho e SirleiLemes.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1. exceto: (a) Investimentos avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial.7.Qual das seguintes divulgações não é exigida pela IAS 1? (a) Objetivo.7. 1. todas as seguintes informações deverão ser adicionalmente divulgadas.28) .11) . (e) Despesa com pró-labore. (e) Capital social e reservas atribuíveis aos acionistas controladores. Atenção: Os exercícios a seguir foram extraídos do livro Contabilidade Internacional para Graduação. 1.7. ______________________________________________________________________________ Profª. (d) Impostos Diferidos. (c) Nome e endereço dos principais acionistas. Demonstração de resultados.

(c) Demonstração dos Fluxos de Caixa. mesmo que imateriais. (c) Está obrigada a fazer todas as divulgações exigidas. Além disso. a empresa tem conseguido empréstimos para seus planos de expansão e para capital de giro para os próximos 12 meses. a companhia projeta lucro para os anos seguintes. é uma fabricante de aparelhos de televisão. (e) Notas Explicativas.12) . consequentemente. pois ela não tem nenhuma alternativa realística para continuar com suas atividades. (c) Contratar um perito em avaliação de empresas para emitir um laudo a ser submetido aos auditores. Nessa mesma data. ______________________________________________________________________________ Profª.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1. Atendendo às orientações do IAS 1. 1.7. a Cia ABC teve um prejuízo de $ 5 milhões no último ano. (e) Não pode apresentar o valor líquido de clientes com a respectiva provisão para devedores duvidosos.7. (e) Obter uma declaração das instituições financeiras que a estão financiando sobre as possibilidades de recuperação financeira da entidade. também informar a base em que as demonstrações foram elaboradas. pois a administração tem argumentos para defender que o pressuposto da continuidade está mantido com base na capacidade da entidade de obter empréstimo e na projeção de lucros futuros.7.A Cia ABC S. (b) Demonstração do Valor Adicionado. a entidade deverá: (a) Fazer uma declaração explícita sobre o não cumprimento do pressuposto de continuidade. O mercado doméstico para aparelhos eletrônicos não está indo muito bem atualmente e.Com relação às orientações gerais sobre as demonstrações contábeis é correto afirmar que a entidade: (a) Deve fazer uma declaração explícita e sem restrições quanto ao cumprimento das IFRSs. Adicionalemnte. Mônica Encinas 37 .A. (b) Deve usar o mesmo nome para as demonstrações contábeis.Qual dos seguintes relatórios não é uma demonstração contábil obrigatória de acordo com a IAS 1: (a) Demonstração da Posição Financeira. (d) É requerida a apresentar as demonstrações contábeis no mínimo a cada dois anos. (d) Não divulgar que ela opera em descontinuidade.13) . seus ativos correntes somam $ 30 milhões e seus passivos correntes somam $ 40 milhões. (b) Além de divulgar que as demonstrações contábeis não foram preparadas sob o pressuposto da continuidade. 1. conforme indicado na IAS 1. Com base na análise das mudanças favoráveis na conjuntura econômica para o setor. (d) Demonstração do resultado Abrangente. muitas empresas estão optando pela exportação.14) .

As práticas contábeis são aplicadas consistentemente a operações semelhantes. ou se a mudança for voluntária. ______________________________________________________________________________ Profª. IFRIC) que sejam aplicáveis a uma transação especifica. receitas e despesas na estrutura conceitual básica das IFRS Adicionalmente. contabilização dos efeitos de mudanças de estimativas contábeis e correção de erros. por exigência de uma norma. a administração deve considerar inicialmente normas (IAS. a administração deve utilizar-se de seu julgamento para desenvolver e aplicar políticas contábeis que sejam relevantes para os usuários das demonstrações contábeis. fundamentos. critério de reconhecimento e conceito de mensuração para ativos. e ii) Buscar as definições. a administração poderá também. MUDANÇAS DE ESTIMATIVAS E ERROS (IAS 8) Deve ser aplicada por uma entidade para: definição de suas políticas contábeis. Na ausência de uma norma ou interpretação específica. quando não existir norma ou interpretação sob IFRS aplicável para tratamento contábil de uma transação específica. Se nenhum IFRS for especificado. podem gerar ajustes nas demonstrações contábeis. No processo de escolha de suas políticas contábeis. Na impossibilidade de reapresentação. A administração. que tratam de assuntos similares e relacionados. os requerimentos de transição do pronunciamento são seguidos. a nova política contábil é aplicada retrospectivamente pela reapresentação dos períodos anteriores. o efeito cumulativo da mudança é incluído no resultado. a nova política é aplicada prospectivamente. e seus possíveis impactos sobre as demonstrações contábeis. As políticas contábeis determinadas pela entidade devem ser aplicadas consistentemente para transações similares. deve considerar as seguintes fontes: i) Verificar os requisitos e orientações nas normas e interpretações existentes. regras e práticas aplicadas por uma entidade ao preparar e apresentar demonstrações financeiras. Exemplos de Mudança de Prática: Parada Programada de acordo com a CVM 489 e Impairment de acordo com CPC 01. e cujo pronunciamento não seja conflitante com pronunciamentos da IFRS. passivos. Se a mudança de prática contábil for requerida por um IFRS. IFRS) e interpretações (SIC. devem ser divulgados detalhadamente em notas explicativas. no exercício de seu julgamento para desenvolver uma política contábil. Uma entidade deve divulgar a existência de uma nova norma ou interpretação emitida. e confiáveis no contexto das demonstrações como um todo. considerar pronunciamentos técnicos emitidos por outros órgãos internacionais que possuam uma estrutura conceitual básica similar. de estimativas e correção de erros. 2. contabilização dos efeitos de mudanças das políticas contábeis adotadas. Tais ajustes. convenções. Se o efeito cumulativo não puder ser determinado. quando ocorrem. interpretação ou por resultar em melhor apresentação ou informação mais confiável nas demonstrações contábeis dos efeitos de transações ou de outros eventos na posição patrimonial e financeira da entidade em seu desempenho e sua movimentação financeira. Alterações em práticas contábeis são modificações que. mas que ainda não tenha entrado em vigor.1 .Mudança de Políticas Contábeis Práticas contábeis são princípios específicos. Mônica Encinas 38 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 2 – POLÍTICAS CONTÁBEIS. É obrigatória a divulgação de mudança de política contábil.

estimativas de perdas com estoques obsoletos. Correção de erros são retificações de fatos ocorridos em exercícios anteriores. a partir da data inicial que for praticável. Quando for impraticável determinar o ajuste do período anterior. a entidade deve ajustar as informações comparativas para correção do erro. na conta contábil própria que se ocorreu a mudança. os quais não podem ser atribuídos a fatos subseqüentes. Os ajustes decorrentes de Mudanças de Estimativas Contábeis (por exemplo. estimativas de vida úteis de ativos imobilizados para fins dos cálculos das depreciações. ______________________________________________________________________________ Profª. Caso a mudança resulte em mudanças nos ativos e passivos.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 2. a entidade deve ajustar o saldo inicial das correspondentes contas do ativo. Mônica Encinas 39 . As estimativas contábeis estão relacionadas com estimativas de perdas com clientes considerados duvidosos.2 .Mudança em estimativas contábeis Alterações em estimativas contábeis resultam de novas informações ou novos acontecimentos e. e fraude. estimativas de prazos de benefícios de ativos intangíveis para fins de cálculos das amortizações.Erros de Períodos anteriores São omissões e erros nas demonstrações financeiras de um ou mais períodos anteriores. de informações confiáveis que: a) estavam disponíveis quando as demonstrações daqueles períodos foram autorizadas para publicação. ou esteja vinculada a um componente do patrimônio líquido. passivo e patrimônio líquido do período mais antigo apresentado que for praticável. 2. Quando for impraticável determinar o efeito cumulativo do erro em períodos anteriores.3 . etc. Tais erros incluem os efeitos de erros matemáticos. As estimativas são revisadas periodicamente quando surgem novas circunstâncias ou quando surgem fatos novos. e b) poderiam ser razoavelmente esperadas como tendo sido obtidas e levadas em conta na preparação e apresentação daquelas demonstrações. lapsos ou interpretações incorretas de fatos. que surgem de falhas por uso. erros ao aplicar políticas contábeis. ela deve ser reconhecida pelo ajuste no correspondente item do ativo. passivo ou patrimônio líquido no período das mudanças. O erro de períodos anteriores deverá ser corrigido com ajuste retrospectivo. não são correções de erros. ou uso incorreto. mudança na vida útil de um ativo) terão seus efeitos ajustados no Resultado do Período Corrente da Companhia. exceto quando for impraticável determinar o efeito nos períodos específicos ou o efeito cumulativo do erro. de forma prospectiva. assim sendo.

______________________________________________________________________________ Profª. Gama – Extrato da DRE Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Antes do Imposto de Renda (-) Imposto de Renda Lucro Líquido 2002 $ 2001 (corrigido) $ Atenção: Os exercícios a seguir foram extraídos do livro Contabilidade Internacional para Graduação. Mônica Encinas 40 . Cia. ao valor de $ 6.000.000 de Capital Social.500.Durante o ano de 2002.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 2.000.000.500) 20.500 (incluindo os $ 6. 2.000. a Cia. Em 31 de dezembro de 2001: redução de $ 15. a empresa passou a dotar a técnica PEPS por considerá-la mais apropriada para refletir o uso e fluxo de mercadorias durante seu ciclo econômico. Para efeito de simplificação.4. Os registros contábeis da Cia. A Cia. a Cia.4.000) 14. Em 2001. Gama tinha $ 5. do Nelson Carvalho e SirleiLemes.2) Estudo de Caso 1 (pág. ela não teve nenhuma outra receita ou despesa. Até 2000. Custo dos Produtos Vendidos de $ 86.500 (53.1) . os estoques eram avaliados usando a média ponderada.000 Em 2001 o saldo dos Lucros Acumulados era de $ 20.000 (6.000. Gama descobriu que alguns produtos vendidos durante o ano de 2001 foram incorretamente incluídos nos estoques em 31 de dezembro de 2001. Gama para 2002 apresentam vendas de $ 104. fechando em $ 34. Editora Atlas – 2010 (pág.4 – EXERCÍCIOS 2. Em 2001.Adaptada A Cia Muda Tudo S. A empresa está sujeita a alíquota de 30% de Imposto de Renda.51) .250. Gama apresentou $ Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Antes do Imposto de Renda (-) Imposto de Renda Lucro Líquido 73. O impacto no custo dos produtos vendidos foi determinado como segue: Em 31 de dezembro de 2000: redução de $ 5.500 do erro nos estoques) e Imposto de Renda de $ 5.51) .A. alterou sua política contábil em 2001 com relação à avaliação dos estoques.

desconsiderando o efeito dos impostos.000 Apresente o reflexo da mudança de política contábil na Demonstração de Resultado e na Demonstração de Lucros ou prejuízos Acumulados de acordo com os requerimentos da IAS 8. eram: 2001 ($) Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Antes do Imposto de Renda (-) Despesas Gerais e Administrativas (-) Despesas de Vendas Lucro Líquido 370.000) 340. 2.000 relacionada a determinado ativo intangível.000 510.4.000 2000 Ajustado A Demonstração de Lucros ou prejuízos Acumulados de 2001.000 (80. Agnus & Petra S.000) 110.000) 200.000 (100.000) (40.000) (20.000) 140.000 110.000 (80. é como segue: 2002 ($) Lucro bruto (-) Despesas Gerais e Administrativas (-) Despesas de Vendas (-) Despesa de Amortização = Lucro Antes do Imposto de Renda (-) Imposto de Renda Lucro Líquido 550.3) Estudo de Caso 2 (pág.52) O auditor interno da Cia.000 2001 Ajustado ______________________________________________________________________________ Profª.000 2002 Ajustado 2001 ($) 650.000 140. era: Lucros Acumulados (2001) Saldo em 1/1/2000 Lucro Líquido do Exercício (2000) Saldo em 31/12/2000 Lucro Líquido do Exercício (2001) Saldo em 31/12/2001 400.000) (40.000 650. antes da correção do erro.000 (130.000 (60.000 (72. anunciou em 2002 que em 2001 a entidade não havia contabilizado uma despesa de amortização de $ 40.A. Um resumo da Demonstração do Resultado da empresa para os anos encerrados em 31 de dezembro de 2001 e de 2002. anterior aos ajustes. Mônica Encinas 41 .000) 400.000 (120.000) (30.000) (0) 480.000) 408.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) As Demonstrações de Resultados anteriores aos ajustes.000 2001 Ajustado 2000 ($) 300.000) 250.000) (30.000 (70.

são: 2002 ($) Lucros acumulados. (d) listar as políticas contábeis a serem adotadas pelas empresas.7) – Mudança de política contábil inclui: (a) mudança de vida útil de um ativo. antes da correção dos erros. 2.A Cia ABC muda sua técnica de avaliação do custo dos estoques de média ponderada para PEPS.4. independentemente de divergirem dos pronunciamentos do IASB.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Os lucros acumulados da Cia .4) – Os objetivos da IAS 8 se fundamentam em: (a) orientar as empresas no cálculo das estimativas contábeis. nas Normas. de dez para sete anos. tratamentos de políticas similares.6) – Na ausência de tratamento específico pelo IASB de determinada política contábil. apresente o tratamento contábil prescrito pela IAS 8 para a correção de erro. Interpretações e Guias do IASB. a empresa deverá: (a) observar pronunciamentos recentes de outros órgãos emissores de normas contábeis. Mônica Encinas 42 . (c) mudança no valor da depreciação acumulada em função de a empresa não ter contabilizado a depreciação de dois anos atrás. (b) seguir práticas contábeis locais. (d) identificar. para os anos de 2001 e 2002. no final do ano Pede-se: Considerando que a Cia Agnus & Petra está sujeita `a alíquota de 15% de Imposto de Renda. (e) nenhuma das alternativas anteiores. mesmo que não se assemlehem com a estrutura conceitual do IASB. (b) mudança de política contábil e contabilizá-la prospectivamente. (c) mudança de política contábil e contabilizá-la retrospectivamente. em primeiro lugar.4. 2. A Cia ABC deverá contabilizar essa mudança como: (a) mudança de estimativa e contabilizá-la prospectivamente. 2. no início do ano Lucros acumulados.4. (c) procurar políticas similares nos projetos em discussão do IASB ainda não aprovados. (d) correção de erro e contabilizá-la retrospectivamente. para fins de depreciação. (e) nenhuma das alternativas anteriores. ______________________________________________________________________________ Profª. (b) mudança no valor de provisão para garantias de produtos em função de novas informações sobre defeitos de produtos recém-lançados.5) .4. 2. (c) determinar os controles a serem implementados na empresa para identificação de erros e fraudes. (e) nenhuma das alternativas anteriores. (b) distinguir as políticas contábeis materiais das imateriais para permitir que a emrpesa priorize aquelas 2002 Ajustado 2001 ($) 2001 Ajustado que são relevantes para os usuários.

a empresa deverá: (a) Tratar a mudaná como sendo estimativa. proporcionalmente. 2. 2. (e) nenhuma das alternativas anteriores. entre valores relativos a mudança de política contábil e de estimativas e tratar cada uma delas de acordo com a IAS 8. (d) ignorar o efeito da mudaná na depreciação anual. Mônica Encinas 43 . (e) Nenhuma das alternativas anteriores. (c) Tratar toda a mudança como sendo de política contábil.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) (d) mudança da técnica de avaliação do custo dos estoques de média ponderada para PEPS. ______________________________________________________________________________ Profª.8) – Quando um especialista em avaliação independente comunica à empresa que o valor contábil líquido de um item do imobilizado mudou dras ticamente e que a mudança é material. a empresa deverá: (a) retrospectivamente mudar a taxa de depreciação com base no novo valor revisado. com as divulgações apropriadas. (d) Como essa mudança é uma mistura de dois tipos de alterações. (b) Distribuir o valor do ajuste. (e) nenhuma das alternativas anteriores. e no futuro o valor poderá ser recuperado. considerando que o valor remanescente afetará somente o futuro. com as divulgações apropriadas. é melhor ignorá-la no ano da mudança e esperar o ano seguinte para ver como a mudança se desenvolve e então tratá-la de acordo com a IAS 8.4.4. (b) mudar a taxa de depreciação e tratá-la como correção de erro.9) – Quando for difícil para a empresa distinguir entre uma mudança de estimativa e uma mudaná de política contábil. (c) mudar a depreciação anual para o ano corrente e os anos futuros.

A sociedade adquiriu uma nova empresa. Mesmo que um evento subseqüente seja considerado como evento que não ajusta as DCs. em sendo relevante. itens do balanço devem ser ajustados somente quando o evento for do tipo que requer ajuste ou. se praticável. pois se relacionam a situações que surgiram após a data do Balanço. Exemplos de eventos que requerem ajustes nas Demonstrações Contábeis: · Falência de um cliente (impacto na PCLD). deve ser divulgado em nota explicativa e seus efeitos mensurados. diretoria. · Questionamento por vários clientes sobre defeitos técnicos de produtos fabricados no último mês do exercício social. · Não requerem ajustes.EQUIVALÊNCIA E COMPARAÇÃO COM BRGAAP CPC 24 – Eventos Subsequentes. Dessa forma.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3 – EVENTOS SUBSEQUENTES (IAS 10) Eventos ocorridos subseqüentemente à data do balanço podem ser classificados como eventos que: · Requerem ajustes às demonstrações contábeis. quando é um evento indicativo de que a entidade não atende ao pressuposto de continuidade operacional. Mônica Encinas 44 . A Sociedade conseguiu um empréstimo de valor substancial. Não existem diferenças entre o CPC 24 e o IAS 10. Os dividendos declarados (ou seja. não devem ser reconhecidos como passivo nadata do balanço porque não satisfazem à definição de obrigação presente de acordo com a IAS 37. A entidade deve divulgar a data em que as demonstrações contábeis foram autorizadas para emissão e quem autorizou (ex. 3. pois trazem evidências adicionais de condições que já existiam na data do Balanço. ______________________________________________________________________________ Profª. adicionalmente. a ser aplicada às Demonstrações Financeiras dos exercícios encerrados a partir de dezembro de 2010 e às demonstrações financeiras de 2009 a serem divulgadas em conjunto com as demonstrações de 2010 para fins de comparação. mas antes da autorização da publicação das demonstrações contábeis.1 . Houve uma desvalorização substancial da moeda nacional.: conselho de administração. os dividendos que já foram autorizados e não estão mais ao arbítrio da entidade) após a data do balanço. · Empresa perdeu um processo fiscal. aprovado pela Deliberação da CVM nº 593 de 15 de setembro de 2009. Exemplos de eventos que requerem apenas divulgação em Notas Explicativas: · · · · O controle acionário da sociedade foi vendido. etc). · A sociedade foi notificada de processo judicial.

ela conseguiu vender seus estoques. por qual valor? 3. A diretoria administrativa da Cia GRM autorizou a emissão das demonstrações contábeis em 10 de março de 2007 e os acionistas aprovaram tais demonstrações em 22 de março de 2007. 61) Os auditores independentes da Cia GRM emitiram seu relatório em 28 de fevereiro de 2007 referente às demonstrações contábeis de 31 de dezembro 2006. As demonstrações contábeis tornaram-se disponíveis aos acionistas em 10 de abril de 2008.2 – EXERCÍCIOS Atenção: Os exercícios a seguir foram extraídos do livro Contabilidade Internacional para Graduação.Estudo de Caso 4 (pág.2. Mônica Encinas 45 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3. 61) A Cia VHO.Estudo de Caso 1 (pág. Pede-se: Qual a data de autorização das demonstrações contábeis de acordo com a IAS 10? 3. b) Um cliente da Cia GRM pediu falência em 5 de fevereiro de 2007. aprovou as demonstrações contábeis e autorizou sua emissão.2. Em 31 de dezembro de 2007. realizada em 15 de abril de 2008.3) . 3.000.60) A Administração da Global S.60) . as demonstrações contábeis para o período finalizado em 31 de dezembro de 2007.2) . VHO foram autorizadas para emissão em 10 de abril de 2008. A assembléia geral dos acionistas. do Nelson Carvalho e SirleiLemes. rgistra seus estoques ao menor valor entre custo e valor realizável líquido. a diretoria revisou as demonstrações contábeis e autorizou sua emissão. o estoque não foi vendido durante os meses de janeiro e fevereiro. finaliza. as quais foram arquivadas junto à agência reguladora em 20 de abril de 2008. As demonstrações contábeis da Cia GRM incluem um valor a receber desse cliente de $ 30. em 14 de março de 2008. Editora Atlas – 2010 (pág. os quais serão pagos em 10 de abril do mesmo ano. apurado pela média ponderada.A. ______________________________________________________________________________ Profª. também para esse cleiente.2. A entidade divulgou seu lucro e outras informações selecionadas em 5 de abril de 2008. faturando um total de $ 3 milhões. uma concessionária de veículos. Somente em março.000 em 15 de janeiro de 2007.1) . Pede-se: A Cia VHO deve ajustar suas demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2007? Se sim.000 e uma provisão para créditos de liquidação duvidosa. As demonstrações contábeis da Cia. o valor dos estoques nas demonstrações contábeis era de $ 5 milhões. Em 31 de março de 2008. após uma grande promoção.Estudo de Caso 5 (pág. Devido a uma severa recessão econômica que afetou o setor. Os seguintes eventos ocorreram: a) A Cia GRM declarou dividendos no valor de R$ 120. no valor de $ 3.

quando do uso do referido equipamento num poço de petróleo. a Cia GRM reconheceu um valor a receber da seguradora de $ 680. Após uma série de investigações.000 (passivo contingente). o valor é material.000 porque se refere a um evento que gera ajuste. adquirido em maró de 2006 por $ 730. (d) A empresa deverá somente divulgar em notas explicativas os $ 220.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) c) Um equipamento utilizado na fábrica do principal produto da Cia GRM. que a explosão foi consequência do uso inadequado do equipamento pela empresa petrolífera. naquele ano.2. Após as investigações.000 porque se refere a um evento que gera ajuste. 3. passou a fabricar. em 2005. de forma que ela tornou-se. Em 18 de fevereiro de 2006. As demonstrações contábeis foram autorizadas para emissão pela diretoria em 10 de abril de 2006. A nova tecnologia foi patenteada pela Pardalite ainda em 2005. de acordo com a IAS 10? 3. pois apesar de ser um evento após a data do balanço que gera ajustes.000. nenhum passivo foi reconhecido pela seguradora. pois apesar de ser um evento que gera ajuste. as autoridades concluíram. um novo equipamento de perfuração de poços de petróleo em águas profundas. Mônica Encinas 46 . (a) A empresa deverá somente divulgar em notas explicativas os $ 220. um processo judicial foi aberto contra a Pardalite pelos familiares dos funcionários mortos. ocorreu um explosão que causou a morte de 22 funcionários da empresa petrolífera. no final de março. a companhia de seguros concluiu. (b) Dividendos propostos pela administração. (c) Reclassificação de um equipamento industrial do imobilizado para o ativo circulante. (d) Dasapropriação de uma das instalações da empresa em função da construção de uma usina hidrelétrica.000. e que o fabricante do equipamento não teve culpa.000. A fabricação foi possível devido ao desenvolvimento de uma nova tecnologia pela própria empresa. Qual procedimento a Pardalite deverá adotar de acordo com a IAS 10.000. em 2 de março/2007. é uma obrigação presente com uma saída improvável de recursos.5) A industria Pardalite S. (b) A empresa deverá reconhecer no passivo a dívida de $ 220. a única industria fabricante do equipamento. em função de a administração da empresa concluir que o referido equipamento gerará benefícios somente pela venda. exigindo uma indenização de $ 220. Com base na apólice de seguro existente para o equipamento. Em 5 de março de 2006.4) – São exemplos de eventos após o balanço que geram ajustes nas demosntrações contábeis: (a) Um investimento em uma controlada estrangeira que foi reduzido consideravelmente em função da queda no preço das ações como consequência de forte crise que afetou o setor de atuação da controlada. Pede-se: Como a Cia GRM deve tratar esses eventos após a data do balanço.2.A. como resultado de alguns anos de pesquisa. ______________________________________________________________________________ Profª. (e) Venda de um equipamento industrial por um valor inferior ao seu valor contábil. (e) A empresa não deverá fazer nada a respeito do evento. (c) A empresa deverá reconhecer no passivo a dívida de $ 220. que o superaquecimento foi causado por negligência dos operadores do equipamento. foi totalmente danificado por um superaquecimento ocorrido em 10 de dezembro do mesmo ano. Como consequência.

1 . A classificação de um arrendamento mercantil como um arrendamento mercantil financeiro ou um arrendamento mercantil operacional depende da natureza da transação e não da forma do contrato. 4. o proprietário arrendador cede o uso de um bem ao arrendatário por determinado espaço de tempo. ______________________________________________________________________________ Profª. Isto porque. A finalidade é a cessão de uso de bens de capital. os envolvidos farão o possível para converter em operacional. classificá-los entre esta ou aquela categoria não tem sido tão fácil. Um arrendamento mercantil é classificado como operacional se ele não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. De forma geral. (c) o prazo do arrendamento mercantil refere-se à maior parte da vida econômica do ativo mesmo que o título não seja transferido. Assim é que. Um arrendamento mercantil é classificado como financeiro se ele transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. um leasing financeiro.ARRENDAMENTO MERCANTIL – LEASING (IAS 17) O termo Leasing é oriundo do verbo to lease. hoje podemos diferenciar dois tipos básicos de arrendamento mercantil: OPERACIONAL e FINANCEIRO.Classificação do Arrendamento Mercantil A classificação de arrendamentos mercantis baseia-se na extensão em que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de um ativo arrendado sejam transferidos do arrendador ao arrendatário. (b) o arrendatário tem a opção de comprar o ativo por um preço que se espera seja suficientemente mais baixo do que o valor justo à data em que a opção se torne exercível de forma que. mediante uma remuneração acordada entre as partes. Mônica Encinas 47 . Os riscos incluem as possibilidades de perdas devidas à capacidade ociosa ou obsolescência tecnológica e de variações no retorno em função de alterações nas condições econômicas. É associado à concepção econômica de que o fato propulsor de rendimentos para uma empresa consiste na utilização e não na propriedade de um bem. Embora sejam conceitualmente distintos. por um determinado prazo. O arrendamento mercantil é um instrumento utilizado desde os tempos mais remotos e repousa sobre o conceito de propriedade.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4 . seja razoavelmente certo que a opção será exercida. por motivos diversos. que significa alugar. Os benefícios podem ser representados pela expectativa de funcionamento lucrativo durante a vida econômica do ativo e de ganhos derivados de aumentos de valor ou de realização de um valor residual. Exemplos de situações que individualmente ou em conjunto levariam normalmente a que um arrendamento mercantil fosse classificado como arrendamento mercantil financeiro são: (a) o arrendamento mercantil transfere a propriedade do ativo para o arrendatário no fim do prazo do arrendamento mercantil. no início do arrendamento mercantil. mediante contrato e demais condições pactuadas.

Arrendamento Mercantil nas demonstrações financeiras dos Arrendatários 4. Se houver certeza razoável de que o arrendatário virá a obter a propriedade no fim do prazo do arrendamento mercantil. Quaisquer custos diretos iniciais do arrendatário são adicionados à quantia reconhecida como ativo. com base em outras características. A política de depreciação para os ativos arrendados depreciáveis deve ser consistente com a dos demais ativos depreciáveis e a depreciação reconhecida deve ser calculada de acordo com as regras aplicáveis aos Ativos Imobilizados (e com as relativas à amortização aos Ativos Intangíveis quando pertinente). Isso pode acontecer se.2 .2. dos dois o menor. a propriedade do ativo se transferir ao final do arrendamento mercantil mediante um pagamento variável igual ao valor justo no momento. Mônica Encinas 48 . ao valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil. ou se há pagamentos contingentes. O valor depreciável de um ativo arrendado é alocado a cada período contábil durante o período de uso esperado numa base sistemática consistente com a política de depreciação que o arrendatário adote para os ativos depreciáveis de que seja proprietário. 4. uma entidade aplica o Pronunciamento relativo à Redução ao Valor Recuperável de Ativos (Teste de Impairment).Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) (d) no início do arrendamento mercantil. o que for menor. A taxa de desconto a ser utilizada no cálculo do valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil é a taxa de juros implícita no arrendamento mercantil. o período de uso esperado é a vida útil do ativo. Se for claro. deve ser usada a taxa incremental de financiamento do arrendatário. o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil atinge pelo menos substancialmente todo o valor justo do ativo arrendado. Se não houver certeza razoável de que o arrendatário virá a obter a propriedade no fim do prazo do arrendamento mercantil. caso contrário. assim como uma despesa financeira para cada período contábil.1 . Um arrendamento mercantil financeiro dá origem a uma despesa de depreciação relativa a ativos depreciáveis. e (e) os ativos arrendados são de natureza especializada de tal forma que apenas o arrendatário pode usá-los sem grandes modificações.Arrendamento Mercantil Financeiro no Arrendatário No início do prazo de arrendamento mercantil. ______________________________________________________________________________ Profª. Para determinar se um ativo arrendado está desvalorizado. se inferior. o ativo deve ser totalmente depreciado durante o prazo do arrendamento mercantil ou da sua vida útil. os arrendatários devem reconhecer os arrendamentos mercantis financeiros como ativos e passivos nos seus balanços por quantias iguais ao valor justo da propriedade arrendada ou. que o arrendamento mercantil não transfere substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. o arrendamento mercantil é classificado como operacional. o ativo é depreciado durante o prazo do arrendamento mercantil ou da sua vida útil. por exemplo. se for praticável determinar essa taxa. cada um determinado no início do arrendamento mercantil. se não for. Os exemplos e indicadores enunciados acima nem sempre são conclusivos. como resultado dos quais o arrendatário não tem substancialmente todos os riscos e benefícios.

ou o valor contábil se diferente. ou. O reconhecimento da receita financeira deve basear-se num modelo que reflita uma taxa de retorno periódica constante sobre o investimento líquido do arrendador no arrendamento mercantil financeiro. Substancialmente. os pagamentos da prestação (excluindo os custos de serviços tais como seguros e manutenção) são reconhecidos como despesa numa base linear. Mônica Encinas 49 . O custo de venda reconhecido no início do prazo do arrendamento mercantil é o custo. Um arrendamento mercantil financeiro de um ativo por um arrendador fabricante ou negociante dá origem a dois tipos de receita: (a) lucro ou perda resultante de uma venda imediata do ativo a ser arrendado.Arrendamento mercantil nas demonstrações financeiras dos Arrendadores 4. salvo se uma outra base sistemática for representativa do modelo temporal do benefício do usuário. excluindo custos de serviços. portanto. Um arrendador tem como meta apropriar a receita financeira durante o prazo do arrendamento mercantil numa base sistemática e racional. quando legalmente permitido. todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade legal são transferidos pelo arrendador e. refletindo quaisquer descontos aplicáveis por quantidade ou comerciais. Essa apropriação da receita baseia-se num modelo que reflete um retorno periódico constante sobre o investimento líquido do arrendador no arrendamento mercantil financeiro. A receita de vendas reconhecida no início do prazo do arrendamento mercantil por um arrendador fabricante ou negociante é o valor justo do ativo. num arrendamento mercantil financeiro. calculado a uma taxa de juros do mercado. mesmo que tais pagamentos não sejam feitos nessa base. Os fabricantes ou comerciantes. exceto se uma outra base sistemática for mais representativa do modelo temporal do benefício do usuário. oferecem muitas vezes a clientes a escolha entre comprar ou arrendar um ativo.3 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4. e (b) receita financeira durante o prazo do arrendamento mercantil.2 . o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil pertencentes ao arrendador. os pagamentos do arrendamento mercantil a serem recebidos são tratados pelo arrendador como reembolso de capital e receita financeira para reembolsar e recompensar o arrendador pelo seu investimento e serviços.1 . da propriedade arrendada menos o valor presente do valor residual não ______________________________________________________________________________ Profª.2. são aplicados ao investimento bruto no arrendamento mercantil para reduzir tanto o principal quanto as receitas financeiras não realizadas. se inferior.3. 4. a preços normais de venda. Os pagamentos do arrendamento mercantil relacionados ao período. Para os arrendamentos mercantis operacionais.Arrendamento Mercantil Operacional no Arrendatário Os pagamentos da prestação do arrendamento mercantil segundo um arrendamento mercantil operacional devem ser reconhecidos como despesa numa base em base linear durante o prazo do arrendamento mercantil.Arrendamento Mercantil financeiro no Arrendador Os arrendadores devem reconhecer os ativos mantidos por um arrendamento mercantil financeiro nos seus balanços e apresentá-los como uma conta a receber por um valor igual ao investimento líquido no arrendamento mercantil.

4 . incluindo a depreciação. A receita de arrendamento mercantil (excluindo recebimentos de serviços proporcionados tais como seguros e manutenção) é reconhecida numa base linear durante o prazo do arrendamento mercantil mesmo se os recebimentos não forem em tal base. deve ser diferido e amortizado durante o prazo do arrendamento mercantil. 4. a menos que uma outra base sistemática seja mais representativa do modelo temporal em que o benefício de uso do ativo arrendado seja diminuído. O pagamento do arrendamento mercantil e o preço de venda são geralmente interdependentes por serem negociados como um pacote. a menos que. ela deve ser diferida e amortizada em proporção aos pagamentos do arrendamento mercantil durante o período pelo qual se espera que o ativo seja usado. incorridos na obtenção da receita de arrendamento mercantil são reconhecidos como despesa. Os custos. A receita de arrendamento mercantil proveniente de arrendamentos mercantis operacionais deve ser reconhecida na receita numa base linear durante o prazo do arrendamento mercantil. se a perda for compensada por futuros pagamentos do arrendamento mercantil abaixo do preço de mercado. 4. O tratamento contábil de uma transação de venda e leaseback depende do tipo de arrendamento mercantil envolvido. A diferença entre a receita da venda e o custo de venda é o lucro bruto da venda.2 . Se o preço de venda estiver acima do valor justo. Ao invés disso. Se uma transação de venda e leaseback resultar em um arrendamento mercantil operacional. Se o preço de venda estiver abaixo do valor justo. que é reconhecido de acordo com a política seguida pela entidade para as vendas imediatas. qualquer excesso de receita de venda obtido acima do valor contábil não deve ser imediatamente reconhecido como receita por um vendedor-arrendatário. qualquer lucro ou perda deve ser imediatamente reconhecido. a menos que outra base sistemática seja mais representativa do modelo temporal em que o benefício do uso do ativo arrendado seja diminuído. e a depreciação deve ser calculada de acordo com as regras aplicáveis aos Ativos Imobilizados (e a amortização aos Ativos Intangíveis). Mônica Encinas 50 .3.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) garantido. o excesso sobre o valor justo deve ser diferido e amortizado durante o período pelo qual se espera que o ativo seja usado. Um arrendador fabricante ou negociante não reconhece qualquer lucro de venda ao celebrar um arrendamento mercantil operacional porque não é o equivalente de uma venda. Se uma transação de venda e leaseback resultar em um arrendamento mercantil financeiro. ______________________________________________________________________________ Profª.Transações de venda e leaseback Uma transação de venda e leaseback (retroarrendamento pelo vendedor junto ao comprador) envolve a venda de um ativo e o concomitante arrendamento mercantil do mesmo ativo pelo comprador ao vendedor. e se for claro que a transação é estabelecida pelo valor justo.Arrendamento Mercantil Operacional no Arrendador Os arrendadores devem apresentar os ativos sujeitos a arrendamentos mercantis operacionais nos seus balanços de acordo com a natureza do ativo. qualquer lucro ou perda deve ser imediatamente reconhecido. A política de depreciação para ativos arrendados depreciáveis deve ser consistente com a política de depreciação normal do arrendador para ativos semelhantes.

000. ficando esta à exclusiva responsabilidade do locatário.5. Mônica Encinas 51 .(Refap-2007/Cesgranrio) Assinale a opção que apresenta uma das características do leasing operacional. sobretudo no que diz respeito à obsolescência tecnológica e às condições de comercialização no mercado secundário de equipamentos. mesmo que tal situação ocorra antes do término do arrendamento.000.00 Tempo de vida útil do bem = 50 meses. A empresa não está segura que ficará com o bem.00 Valor presente das parcelas: $ 56. 4.EXERCÍCIOS (LEASING) 4. enquanto a propriedade permanece com a arrendadária. c) O arrendador arca com os riscos decorrentes do direito de propriedade.1) O Bradesco Leasing realiza um leasing para a Cia Americana nas seguintes condições: Parcelamento em 36 meses Valor das Parcela: $ 2.3) . ______________________________________________________________________________ Profª. e) É igual a um aluguel simples. a posse do bem é da arrendante.5 .704. a) Durante o período de arrendamento. de forma definitiva. o compromisso irrecusável de manter o equipamento até o final de sua vida útil.000. 4. que deve devolver o bem nas mesmas condições em que o arrendou. b) O arrendatário assume. A empresa tem certeza que ficará com o bem.000.00 Valor presente das parcelas: $ 50.00 Pede-se: Contabilize a operação na arrendatária. relocação ou devolução do bem usado no final do contrato.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4.5.5.00 Valor justo do bem: $ 60. pois não existe cláusula de compra.2) O Bradesco Leasing realiza um leasing para a Cia Americana nas seguintes condições: Número de parcelas = 24 Valor das Parcela: $ 3. Dados do bem: Valor de Mercado na data do contrato = $ 65. d) O arrendamento operacional não inclui a responsabilidade por manutenção e reparos do ativo arrendado.000 Tempo de vida útil do bem = 50 meses. Pede-se: Contabilize a operação na arrendatária.

(CVM-2008/NCE-UFRJ) A IAS 17 relaciona algumas situações que podem conduzir a que uma transação de arrendamento mercantil seja classificada como financeira. que equivale a vida útil do ativo.4) . Mônica Encinas 52 . ______________________________________________________________________________ Profª.6) . o prazo do arrendamento abrange a maior parte da vida econômica do ativo.737. mesmo que o título de propriedade não seja transferido. b) transfere apenas os riscos.000. d). o arrendamento mercantil operacional a) transfere apenas os benefícios. O contrato estabeleceu: (1) uma contraprestação anual de R$ 25. Este é o enunciado de: a) Leasing financeiro. em contraprestações periódicas como se fossem aluguéis e. R$ 19. se propõe a amortizar o preço do bem acrescido de juros.(CVM-2008/NCE-UFRJ) Uma companhia celebrou um contrato de arrendamento financeiro em 31 de dezembro de 20X0. chamada arrendante.954 e R$ 9.7) .Petrobrás / Contador Júnior) Segundo o CPC 06. R$ 18.947 e R$ 8.(CESGRANRIO / 2011 . c). d) Faturização.947 e R$ 6.947 e R$ 9. aproximadamente: a).5. e) equivale a uma venda a prazo.000. R$ 18. (2) um valor residual garantido (opção de compra) de R$ 8.5) .818.5. (3) um período de 5 anos. Esta. pelo menos substancialmente.5. adquire bens de capital segundo as especificações e para uso de outra.477. 4.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4. A situação que está mais identificada com outras modalidades de arrendamento é: a). b) Leasing operacional. b). e). ao final do prazo. b). 4.477. o arrendamento transfere a posse do ativo ao arrendatário no fim do prazo do contrato. chamada arrendatária. o ativo arrendado é de tal natureza especializada que apenas o arrendatário pode usá-lo sem que sejam efetuadas grandes modificações.954 e R$ 7. O valor presente líquido desse contrato representa R$ 99. Com base no tratamento contábil da IAS 17. no início do arrendamento o valor dos pagamentos mínimos ajustados do contrato atinge. a diferença entre arrendamento mercantil financeiro e operacional é que. saldar o residual da dívida com seu pagamento ou devolução do bem. e) Factoring. d).5. as despesas incorridas com depreciação e juros no exercício de 20X2 são. c) transfere apenas a enfiteuse.925. R$ 19.(Refap-2007/Cesgranrio) É uma operação financeira em que uma empresa.471. associado a um equipamento. e). R$ 19. todo o valor justo do ativo arrendado. d) não realiza essa transferência. c) Leasing fatorial. 4. o arrendatário possui a opção de comprar o ativo por um preço que se espera ser equivalente a seu valor justo na data em que a opção seja exercida. e (4) uma taxa de juros de 10% ao ano. enquanto o arrendamento mercantil financeiro transfere de forma substancial os riscos e benefícios inerentes à propriedade. c). com vencimento no final de cada ano. em contrapartida.

00 c) 49.087.9) – (FCC / 2011 .5.INFRAERO / Auditor) Em relação às operações de arrendamento mercantil. ______________________________________________________________________________ Profª. uma indústria precisou fazer o arrendamento mercantil de uma máquina nas seguintes condições: Quantidade de Prestações Mensais Valor de entrada Valor de cada prestação.00 e) 54. c) Os arrendadores devem reconhecer nos seus balanços patrimoniais os ativos mantidos por um arrendamento mercantil financeiro e apresentá-los como uma conta a receber por um valor igual ao investimento líquido no arrendamento mercantil.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4.550.00 O contador.00 R$ 4.00 1. ao valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil.155. b) No começo do prazo do contrato de arrendamento mercantil operacional. d) Os pagamentos do arrendamento mercantil financeiro devem ser reconhecidos como despesa pelo arrendatário numa base de linha reta durante o prazo do arrendamento mercantil. e) Um arrendamento mercantil é classificado como operacional se ele transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade.797. vencível ao final de cada mês Juros contratuais. os arrendatários devem reconhecer os arrendamentos mercantis operacionais como ativos e passivos nos seus balanços por quantias iguais ao valor justo da propriedade arrendada ou.550. a não ser que outra base sistemática seja mais representativa do modelo temporal do benefício do usuário.00 R$ 3.000. Mônica Encinas 53 .02% ao mês R$ 145. em reais. Considerando-se a decisão do contador e adotando-se exclusivamente os valores informados e a boa técnica contábil.00 R$ 48.8) – (CESGRANRIO / 2011 . é correto afirmar.348.00 b) 48.106. ao analisar criteriosamente as características desse contrato do arrendamento mercantil. de acordo com as novas Normas Brasileiras de Contabilidade: a) Um arrendamento mercantil é classificado como financeiro se ele não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. é a) 45.00 R$ 1. o valor registrado da máquina no Ativo. no dia da operação 36 Sem entrada R$ 1.903. incluídos no contrato Valor residual a ser pago junto com a 36ª prestação Juros do contrato = total do 1º ano Juros do contrato = total do 2º ano Juros do contrato = total do 3º ano Valor dessa máquina para pagamento à vista. concluiu tratar-se da modalidade de arrendamento mercantil financeiro.00 4.TRANSPETRO / Contador Júnior ) Com o crescimento da carteira de pedidos.00 d) 50. se inferior.5.500.

que sejam conversíveis em ações ordinárias. incluindo ações preferenciais. Antidiluição . faz-se necessário esclarecer os seguintes conceitos: Ação ordinária . Entidades que divulgam LPA. apresentado considerando a forma básica e a forma diluída.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 5 – RESULTADO POR AÇÃO (IAS 33) O objetivo deste Pronunciamento Técnico é estabelecer princípios para a determinação e a apresentação do resultado por ação. Entidades que estão em processo de emissão de ações ordinárias. O IAS 33 destaca que o resultado por ação deve ser calculado para as ações ordinárias. Potencial ação ordinária .Aumento no lucro por ação no pressuposto de que os instrumentos conversíveis são convertidos.Ações que seriam emitidas apos o cumprimento de condições resultantes de acordos contratuais. conseqüentemente. sendo: LPA resultado das operações continuadas LPA resultado das operações descontinuadas LPA resultado das operações continuadas e descontinuadas Para uma melhor compreensão desta norma. devem observar a IAS 33. A Mensuração do Lucro por Ação deve ser apresentada nas formas Básico e Diluído.Passivos financeiros ou instrumentos de capital próprio. um denominador determinado consistentemente melhora os relatórios financeiros. a fim de melhorar as comparações de desempenho entre diferentes companhias (sociedades por ações) no mesmo período. A norma deve ser aplicada a: Entidades com ações ordinárias negociadas em mercados públicos ou potenciais ações ordinárias. ______________________________________________________________________________ Profª. Mesmo que os dados do resultado por ação tenham limitações por causa das diferentes políticas contábeis que podem ser usadas para determinar resultados.instrumento representativo de capital social subordinado a todas as demais classes de instrumentos representativos do capital social. o LPA é obrigatório somente nas demonstrações consolidadas. O foco deste Pronunciamento está no denominador do cálculo do resultado por ação. tais como a compra de uma empresa ou de outros ativos. Diluição . Warrants ou opções . Mônica Encinas 54 . Quando apresentadas as demonstrações da controladora e as demonstrações consolidadas em um único relatório. independentemente de sua orbigatoriedade. Ele requer que o resultado por ação seja calculado e. bem como para a mesma companhia em períodos diferentes.Redução no lucro por ação no pressuposto de que os instrumentos conversíveis são convertidos.

Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 5. o lucro ou o prejuízo resultante das operações continuadas (ou seja. O resultado básico por ação deve ser calculado dividindo-se o lucro ou prejuízo atribuível aos titulares de ações ordinárias da companhia (o numerador) pelo número médio ponderado de ações ordinárias em poder dos acionistas (excluídas as mantidas em tesouraria) (o denominador) durante o período. O objetivo do resultado diluído por ação é consistente com o do resultado básico por ação — fornecer uma medida da participação de cada ação ordinária no desempenho da companhia — e. . Mônica Encinas 55 .1 . ao mesmo tempo. para refletir os efeitos de todas as ações ordinárias potenciais diluidoras.2 – Resultado por Ação Diluído A companhia deve calcular as quantias relativas ao resultado diluído por ação para o lucro ou o prejuízo atribuível aos titulares de capital próprio ordinário da companhia e. refletir os efeitos de todas as ações ordinárias potenciais diluidoras em circulação durante o período. RPA (Básico) = 5. a companhia deve ajustar o lucro ou o prejuízo atribuível aos titulares de ações ordinárias (capital próprio ordinário) da companhia. ______________________________________________________________________________ Profª. Denominador .Resultado por Ação Básico A companhia deve calcular o valor do resultado básico por ação para o lucro ou prejuízo atribuível aos titulares de ações ordinárias (ou capital próprio ordinário) da companhia e. Para a finalidade de calcular o resultado diluído por ação. se apresentado. excluído o resultado das operações descontinuadas) atribuível a esses titulares do capital próprio ordinário. bem como o número médio ponderado de ações totais em poder dos acionistas (em circulação). o lucro ou prejuízo resultante das operações continuadas atribuível a esses titulares de ações ordinárias.Média ponderada da quantidade de ações em circulação durante o período.Lucro ou prejuízo líquido do período menos Dividendos destinados à ações preferenciais. O objetivo da informação relativa ao resultado básico por ação é proporcionar a mensuração da participação de cada ação da companhia no desempenho da entidade durante o período.O Resultado por Ação Básico deverá ser calculado mediante a seguinte fórmula: Lucro ou prejuízo líquido atribuível aos detentores de ações ordinárias Número médio ponderado de ações ordinárias Numerador . se apresentado.

______________________________________________________________________________ Profª. inclusive os ligados a ações preferenciais que sejam conversíveis em ordinárias. receitas de todas potenciais ações ordinárias Média ponderada das ações diluídas A Média ponderada das ações diluídas é obtidas através da Média ponderada das ações ‘básicas’ mais média ponderada das ações ordinárias a serem emitidas na conversão de todas as potenciais ações ordinárias com efeitos diluidor. o resultado por ação apenas precisará ser apresentado numa base consolidada. d) a norma é aplicável às demonstrações individuais de uma entidade cujas ações ordinárias sejam negociadas em mercado de balcão. e) um ‘acordo de ação contingente’ (contingent shares agreement) consiste no acordo para emissão de ações. os empréstimos bancários e outros instrumentos de endividamento.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) O Resultado por Ação Diluído deverá ser calculado mediante a seguinte fórmula: Lucro ajustado depois dos impostos e efeitos de dividendos. A prática que conflita com as orientações da IAS 33 é: a) a entidade que escolher divulgar o resultado por ação para suas demonstrações individuais. 5. o elemento que não participa do denominador da fórmula. os instrumentos patrimoniais.(CVM-2008 / NCE-UFRJ) Na determinação do resultado por ação diluído. juros. as garantias (warrants).3. que dependa da satisfação de condições específicas. apresentará essa informação também para as demonstrações consolidadas.2) .1) . que diz respeito às ações ordinárias potenciais é: a) b) c) d) e) as ações que sejam emitidas para a satisfação de condições resultantes de acordos contratuais. os contratos de opções em ações.3) .EXERCÍCIOS: 5. incluindo os locais e regionais.3. b) diluição consiste na redução do resultado por ação. em razão da suposição de que instrumentos conversíveis serão convertidos em ações ordinárias. c) se uma entidade apresentar suas demonstrações individuais e para o consolidado.(CVM-2008 / NCE-UFRJ) A IAS 33 prescreve as práticas contábeis associadas ao cálculo e divulgação do resultado por ação. RPA (Diluído) = 5. Mônica Encinas 56 .

Lucro Líquido do Exercício = R$ 1. conversíveis em ação. Ignore os efeitos do Imposto de Renda.5) .3.000 Recompra de ações ordinárias em 01/04/2009 = 400. emitidas em 01/01/2008: 80. de acordo com as normas internacionais de contabilidade – IAS 33.000 Existem 100. calcule o Lucro por Ação Diluído da Companhia. calcule o Lucro por Ação Básico da Companhia.3. no valor de R$ 3. de acordo com as normas internacionais de contabilidade – IAS 33. e de acordo com a IAS 33 – Resultado por Ação.Com base nas informações a seguir.00/ação) Ações ordinárias em circulação em 01/01/2009 = 800.00 cada.4) Com base nas informações do exercício anterior. de acordo com as NBCs anteriores à convergência: ___________________ Lucro Líquido do Exercício de 31/12/2009 = R$ 500. e não houve alteração em sua composição ao longo do ano.3.3) Com base nas informações a seguir. e as informações adicionais apresentadas abaixo.000 (cada uma cotada a R$ 20.000 Emissão de ações ordinárias em 01/10/2009 = 800. de acordo com a IAS 33: ____________________ b) Lucro por Ação Diluído da Companhia.00) Ações ordinárias em circulação (01/01/X1) = 500.000.000.00 Remuneração das ações preferenciais: 4% ao ano Quantidade de ações preferenciais em circulação. e Normas Brasileiras de Contabilidade.00 Remuneração das ações preferenciais de 10% Quantidade de ações preferenciais em circulação: 100. Existem 100. As debêntures foram adquiridas em X0 e são remuneradas a uma taxa de 10% ao ano. Mônica Encinas 57 . conversíveis em ação. As ações preferenciais foram adquiridas em 1º/01/XI. ______________________________________________________________________________ Profª.000 Recompra de ações ordinárias em 01/07/2009 = 200.000 5.00 cada.000 debêntures em circulação. pede-se: a) Lucro por Ação Básico da Companhia.000 Emissão de ações ordinárias em 01/07/X1 = 800.000 Recompra de ações ordinárias em 01/10/X1 = 400.000.000 (R$ 5.000 debêntures em circulação. de acordo com a IAS 33: ____________________ c) Lucro por Ação. no valor de R$ 30. As debêntures foram adquiridas em 2008 e são remuneradas a uma taxa de 5% ao ano. 5.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 5. A alíquota de Imposto de Renda da empresa é de 25%. A alíquota de Imposto de Renda da empresa é de 25%.

...........000.........00 Outras Informações: Imposto de Renda = 25% As ações PN e as Debêntures são conversíveis em ONs 500. Ações Preferenciais 01/Abril/2009 – Ações em Circulação ............... Mônica Encinas 58 .000 Remuneração das Debêntures .........00 Ações Ordinárias 01/Janeiro/2009 – Ações em Circulação ........000 ______________________________________________________________________________ Profª..............3..000.......... de acordo com as normas internacionais de contabilidade – IAS 33.....000 400......................... 01/Maio/2009 – Emissão de Ações .... R$ 500......000.............................. calcule o Lucro por Ação Básico e o Lucro por Ação Diluído da Companhia.......Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 5... 200.R$ 140..6) .............. 01/Agosto/2009 – Emissão de Ações ..... 600.......000 600.................000 800. 01/Novembro/2009 – Recompra de Ações .Com base nas informações a seguir........500..............00 Debêntures 01/Julho/2009 – Títulos em Circulação .000 Remuneração das Ações Preferenciais ............ Lucro Líquido do Exercício = R$ 1.......

fidelidade de clientes. b) Identificável. puder ser separado da entidade e vendido. licenças. a manutenção ou o aprimoramento de recursos intangíveis como conhecimento científico ou técnico. e estabelece que uma entidade deve reconhecer um ativo intangível apenas se determinados critérios especificados neste Pronunciamento forem atendidos. ou seja. Exemplos de itens que se enquadram nessas categorias amplas são: softwares. quando: a) for separável. desenho e implantação de novos processos ou sistemas. licenças de pesca. direitos sobre hipotecas. Identificabilidade Um ativo satisfaz o critério de identificação.Definição: Ativo é um recurso: a) Controlado por uma entidade. Mônica Encinas 59 . c) Sem substância física. ou seja. o desenvolvimento. Caso um item abrangido pela IAS 38 não atenda à definição de ativo intangível. em termos de definição de um ativo intangível. franquias. licenciado. imagem e marcas registradas (incluindo nomes comerciais e títulos de publicações). reputação. As entidades freqüentemente despendem recursos ou contraem obrigações com a aquisição.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 6 – ATIVOS INTANGÍVEIS (IAS 38) A IAS 38 define o tratamento contábil dos ativos intangíveis que não são abrangidos especificamente em outro Pronunciamento. e b) Do qual espera-se que sejam gerados benefícios econômicos futuros para a entidade. direitos autorais. listas de clientes. Nem todos os itens descritos acima se enquadram na definição de ativo intangível. direitos sobre filmes cinematográficos. relacionamentos com clientes ou fornecedores. ativo ou passivo relacionado. participação no mercado e direitos de comercialização. independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. o gasto incorrido na sua aquisição ou geração interna deve ser reconhecido como despesa quando incorrido. são identificáveis. quotas de importação. transferido.1 . O Pronunciamento também especifica como mensurar o valor contábil dos ativos intangíveis. ou b) resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais. propriedade intelectual. independente da intenção de uso pela entidade. ______________________________________________________________________________ Profª. nome. conhecimento mercadológico. alugado ou trocado. e. 6. individualmente ou junto com um contrato. exigindo divulgações específicas sobre esses ativos. controlados e geradores de benefícios econômicos futuros. patentes. Ativo Intangível é: a) Um ativo não monetário.

Exemplos de gastos que não fazem parte do custo de ativo intangível: a) custos de lançamento de novo produto ou serviço. d) custos incorridos quando o ativo já está nas condições planejadas pela entidade. após deduzidos os descontos comerciais e abatimentos. e e) perdas operacionais iniciais. (ii) honorários profissionais diretamente relacionados para que o ativo fique em condições operacionais. c) custos administrativos e outros custos indiretos. redução de custos ou outros benefícios resultantes do uso do ativo pela entidade. Exemplos de custos diretamente atribuíveis são (i) Custos de benefícios aos empregados incorridos diretamente para que o ativo fique em condições operacionais (de uso ou funcionamento). Por exemplo. e b) qualquer custo diretamente atribuível à preparação do ativo para a finalidade proposta. o uso da propriedade intelectual em um processo de produção pode reduzir os custos de produção futuros em vez de aumentar as receitas futuras. visto que a entidade pode controlar benefícios econômicos futuros de outra forma. No entanto.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Controle A entidade controla um ativo quando detém o poder de obter benefícios econômicos futuros gerados pelo recurso subjacente e de restringir o acesso de terceiros a esses benefícios. a capacidade da entidade de controlar os benefícios econômicos futuros de ativo intangível advém de direitos legais que possam ser exercidos num tribunal. b) custos da transferência das atividades para novo local ou para nova categoria de clientes (incluindo custos de treinamento). Mônica Encinas 60 . Benefício econômico futuro Os benefícios econômicos futuros gerados por ativo intangível podem incluir a receita da venda de produtos ou serviços. se: a) For provável que os benefícios econômicos futuros que são atribuíveis aos ativos ingressarão na entidade.1 – Ativo Intangível adquirido separadamente O custo de ativo intangível adquirido separadamente inclui: a) seu preço de compra. acrescido de impostos de importação e impostos não recuperáveis sobre a compra. Normalmente. como propaganda e atividades promocionais.2 – Reconhecimento e Mensuração A IAS 38 exige que uma entidade reconheça um ativo intangível (ao custo inicialmente) se.2. e b) O custo do ativo possa ser mensurado com segurança. mas está aguardando pelo uso. a imposição legal de um direito não é uma condição imprescindível para o controle. 6. e somente. A ausência de direitos legais dificulta a comprovação do controle. tais como aquelas incorridas enquanto a demanda para os produtos do ativo está aumentando gradualmente. ______________________________________________________________________________ Profª. e (iii) custos com testes para verificar se o ativo está funcionando adequadamente. 6.

Ativo intangível gerado internamente Por vezes é difícil avaliar se um ativo intangível gerado internamente se qualifica para o reconhecimento. Entre outros aspectos. O custo de ativo intangível gerado internamente inclui todos os gastos diretamente atribuíveis. a sua utilidade. Em alguns casos não é possível separar o custo incorrido com a geração interna de ativo intangível do custo da manutenção ou melhoria do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) gerado internamente ou com as operações regulares (do dia-a-dia) da entidade. capacidade de mensurar com segurança os gastos atribuíveis ao ativo intangível durante seu desenvolvimento. a entidade deve classificar a geração do ativo: (a) na fase de pesquisa. forma como o ativo intangível deve gerar benefícios econômicos futuros. ii). Para avaliar se um ativo intangível gerado internamente atende aos critérios de reconhecimento. necessários à criação. Fase de desenvolvimento Um ativo intangível resultante de desenvolvimento (ou da fase de desenvolvimento de projeto interno) deve ser reconhecido somente se a entidade puder demonstrar todos os aspectos a seguir enumerados: i). iv). e vi). Caso a entidade não consiga diferenciar a fase de pesquisa da fase de desenvolvimento de projeto interno de criação de ativo intangível. e quando. e b) determinar com segurança o custo do ativo. financeiros e outros recursos adequados para concluir seu desenvolvimento e usar ou vender o ativo intangível. e/ou (b) na fase de desenvolvimento.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 6. Mônica Encinas 61 .2 . intenção de concluir o ativo intangível e de usá-lo ou vendê-lo. viabilidade técnica para concluir o ativo intangível de forma que ele seja disponibilizado para uso ou venda. capacidade para usar ou vender o ativo intangível. Exemplos de custos diretamente atribuíveis: ______________________________________________________________________________ Profª. devido às dificuldades para: a) identificar se.2. o gasto com o projeto deve ser tratado como incorrido apenas na fase de pesquisa. Fase de pesquisa Nenhum ativo intangível resultante de pesquisa (ou da fase de pesquisa de projeto interno) deve ser reconhecido. Os gastos com pesquisa (ou da fase de pesquisa de projeto interno) devem ser reconhecidos como despesa quando incorridos. v). produção e preparação do ativo para ser capaz de funcionar da forma pretendida pela administração. disponibilidade de recursos técnicos. a entidade deve demonstrar a existência de mercado para os produtos do ativo intangível ou para o próprio ativo intangível ou. existe um ativo identificável que gerará benefícios econômicos futuros esperados. caso este se destine ao uso interno. iii).

3 – Aquisição como parte de uma Combinação de Negócios Se um ativo intangível for adquirido em uma combinação de negócios. é separável ou resulta de direitos contratuais ou outros direitos legais.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) a) b) c) d) gastos com materiais e serviços consumidos ou utilizados na geração do ativo intangível. um ativo intangível da adquirida. ______________________________________________________________________________ Profª. o qual reflete as expectativas sobre a probabilidade de que os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo serão gerados em favor da entidade. O adquirente deve reconhecer na data da aquisição. mesmo se houver incerteza em relação à época e ao valor desses benefícios econômicos. independentemente de o ativo ter sido reconhecido pela adquirida antes da aquisição da empresa. b) ineficiências identificadas e prejuízos operacionais iniciais incorridos antes do ativo atingir o desempenho planejado. e amortização de patentes e licenças utilizadas na geração do ativo intangível. custos de benefícios a empregados relacionados à geração do ativo intangível. taxas de registro de direito legal. Se um ativo adquirido em uma combinação de negócios for separável ou resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais. Os seguintes itens não são componentes do custo de ativo intangível gerado internamente: a) gastos com vendas. ou seja. a entidade espera que haja benefícios econômicos em seu favor. Isso significa que a adquirente reconhece como ativo. a entidade espera que haja benefícios econômicos em seu favor. mesmo se houver incerteza em relação à época e ao valor desses benefícios econômicos. um projeto de pesquisa e desenvolvimento em andamento da adquirida se o projeto atender à definição de ativo intangível. Um projeto de pesquisa e desenvolvimento em andamento da adquirida atende à definição de ativo intangível quando: a). e c) gastos com o treinamento de pessoal para operar o ativo. Se um ativo intangível for adquirido em uma combinação de negócios. separadamente do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) apurado em uma combinação de negócios. Isso significa que a adquirente reconhece como ativo. separadamente do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). exceto se tais gastos puderem ser atribuídos diretamente à preparação do ativo para uso. corresponder à definição de ativo. o qual reflete as expectativas sobre a probabilidade de que os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo serão gerados em favor da entidade. Portanto. o adquirente deve reconhecer na data da aquisição. Em outras palavras. o seu custo é o valor justo na data de aquisição. o seu custo deve ser o valor justo na data de aquisição.2. separadamente do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) apurado em uma combinação de negócios. e b). independentemente de o ativo ter sido reconhecido pela adquirida antes da aquisição da empresa. 6. considera-se que exista informação suficiente para mensurar com confiabilidade o seu valor justo. um projeto de pesquisa e desenvolvimento em andamento da adquirida se o projeto atender à definição de ativo intangível. um ativo intangível da adquirida. separadamente do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). for identificável. Mônica Encinas 62 . Em outras palavras. administrativos e outros gastos indiretos.

e ii). O goodwill gerado internamente não é reconhecido como um ativo porque ele não é um recurso identificável – não é separável nem surge de acordos legais – nem é controlado pela entidade. A entidade deve atribuir vida útil indefinida a um ativo intangível quando. O valor amortizável de ativo intangível com vida útil definida deve ser apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil estimada. quando se encontrar no local e nas condições necessários para que possa funcionar da maneira pretendida pela administração. reconhecido como tal. Um Ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado. Quando. ______________________________________________________________________________ Profª. portanto. que são incorporados ao goodwill por não serem nem individualmente identificados nem separadamente reconhecidos. Adicionalemnte. A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda ou. representa os benefícios econômicos que surgem dos outros ativos adquiridos na combinação. Se não for possível determinar esse padrão com segurança. deve ser utilizado o método linear. Em seu lugar. anualmente. ainda. não existe um limite previsível para o período durante o qual o ativo deverá gerar fluxos de caixa líquidos positivos para a entidade.Goodwill O goodwill adquirido em uma combinação de negócios e. sempre que existam indícios de que o ativo intangível pode ter perdido valor. existir uma gama de resultados possíveis. o que ocorrer primeiro. O método de amortização utilizado reflete o padrão de consumo pela entidade dos benefícios econômicos futuros. na data em que ele é baixado. a duração ou o volume de produção ou unidades semelhantes que formam essa vida útil.3 . no primeiro caso. a incerteza passa a fazer parte da determinação do valor justo. para as estimativas utilizadas na avaliação do valor justo de ativo intangível. considera-se que o seu valor justo pode ser mensurado com confiabilidade. A amortização deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso. 6. ou seja. é pouco provável que a entidade consiga atribuir custos incorridos à geração desse goodwill. Mônica Encinas 63 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Se um ativo intangível adquirido em uma combinação de negócios for separável ou resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais. com base na análise de todos os fatores relevantes. 6. com diferentes probabilidades.4 – Amortização A entidade deve avaliar se a vida útil de ativo intangível é definida ou indefinida e. a entidade deve testar a perda de valor dos ativos intangíveis com vida útil indefinida comparando o seu valor recuperável com o seu valor contábil: i).

Editora Atlas – 2010 (pág. e o de gastos com desenvolvimento. tão logo tenham sido incorridos. b) b) ativados. com destaque para as áreas de Saúde e Química. d) tratados sempre como despesa. Atenção: Os exercícios a seguir foram extraídos do livro Contabilidade Internacional para Graduação. em razão da incerteza dos benefícios econômicos futuros. (i) Propaganda na televisão que irá estimular as vendas de uma indústria tecnológica. a cada dia que passa. de até 10 anos. (b) Software contábil desenvolvido internamente para uso da própria empresa. (b) Deverão ser capitalizados como Ativo e amortizados durante o período esperado de benefícios futuros. (c) Devem ser levados a resultado do exercício imediatamente.(Petrobras-2008/Cesgranrio) Um dos problemas da harmonização contábil reside nos gastos desembolsados com pesquisa e desenvolvimento que. Qual o tratamento contábil internacional recomendado para esses gastos? (a) Deverão ser capitalizados como Ativo e amortizados durante o período esperado de futuros benefícios econômicos. (e) Direitos de transmissão e operação. 6.4. se atendidas certas condições. já comprovado. (f) Compra de goodwill em uma combinação de negócios. não superiores a 10 anos. e os gastos com desenvolvimento poderão ser capitalizados no Ativo. (h) Custo de cursos realizados pelos administradores para qualificação. Mônica Encinas 64 . 6. (d) Os gastos com pesquisa deverão ser capitalizados como Ativo durante o período mínimo de 5 anos. os gastos com pesquisa devem ser a) ativados.2 . (d) Licenças e royalties.1 . De acordo com as normas internacionais de Contabilidade. (g) Licença de produção de esteróides por meio de uma concessão governamental.3 . se há projeto claramente definido.Estudo de Caso 2 (pág. quando incorridos. quando incorridos. independente do prazo de amortização. (c) Projeto de um plano piloto. vão tendo relevância maior. (e) (E) Os gastos com pesquisa deverão ser reconhecidos como Despesa do Exercício. que será produzido comercialmente.4 . quando estiverem sujeitos a fortes investimentos.4. quando incorridos. c) ativados.209) Dados: (a) Custos pré-operacionais para abertura do negócio.EXERCÍCIOS 6. do Nelson Carvalho e SirleiLemes.(BNDES – 2008/Cesgranrio) Um dos critérios analisados pelos órgãos internacionais de contabilidade diz respeito aos gastos com pesquisa e desenvolvimento.4. enquanto os gastos com desenvolvimento deverão ser levados a resultado.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 6. ______________________________________________________________________________ Profª.208) . e) considerados como despesa. sendo o prazo dos gastos com pesquisa de 5 anos.

Quando ocorre essa mudança. A entidade tem um acordo com um laboratório de um governo estrangeiro que comprará da Cia Cyrcus a referida patente ao final de seis anos por 40% do seu valor da data de aquisição. Essa análise da entidade é suportada por evidências sobre a demanda e o Fluxo de Caixa. suponha qua a autoridade que concede as licenças para operações de rotas aéreas decide não mais renovar a autorização da Cia Aérea Atlântida e promoverá um leilão para essa e outras rotas.4.4 .6 . um laboratório farmacêutico. o que a compahia pretende fazer. desde que a entidade cumpra com as normas e regulamentações envolvendo a renovação .211) Dados: A Cia.Estudo de Caso 7 (pág. A autorização pode ser renovada a cada quatro anos. a autorização atual tem ainda três anos até sua expiração e a companhia prevê que a rota aérea continuará a gerar fluxo de caixa por esse período de três anos.Cyrcus. A empres espera fornecer o serviço indefinidamente entre o principal aeroporto de cada uma das duas cidades e prevê que a infraestrutura necessária continuará sendo disponibilizada pelos aeroportos enquanto ela detiver a auorização de operação.5 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Pede-se: Quais dos custos acima podem ser capitalizados de acordo com a IAS 38 e quais deles serão tratados como despesas.212) Dados: Considernado os dados do Estudo de Caso anterior. 6. Aérea Atlântida deverá tratar a vida útil da autrização para operar a citada rota aérea? ______________________________________________________________________________ Profª. Pede-se: Como a Cia Aérea Atlântida deverá tratar a vida útil da autorização para operar a citada rota aérea? 6.4. sabendo-se que ela atende aos critérios de reconhecimento de um ativo intangível. Cyrcus deve tratar a patente.Estudo de Caso 4 (pág.Estudo de Caso 6 (pág. Pede-se: Como a Cia. quando incorridos? 6.4. quanto ao reconhecimento.Aérea Atlântida possui autorização para operar deerminada rota aérea bastante lucrativa entre Nova Iorque e Londres. As renovações da autorização são concedidas a um custo mínimo e historicamente a Cia Aérea Atlântida tem conseguido atender às exigências e fazer a renovação. Mônica Encinas 65 . amortização e teste de impairment.212) Dados: A Cia. cuja produção e venda gerará um fluxo de caixa estimado para a entidade por 12 anos. Pede-se: Descreva como a Cia. tem uma patente registrada de determinada droga.

______________________________________________________________________________ Profª. (e) ele somente derivar de combinações de negócios.4. geração de benefícios futuros e identificabilidade. posse e separabilidade. (c) Após análises. a entidade conclui que o ativo tem vida útil infinita. essa vida útil não poderá mais ser alterada. (e) identificabilidade. (e) Ele deve ser amortizado pelo período máximo que a entidade estima que durarão seus negócios como um todo. (b) controle. a entidade tem o poder de obter seus benefícios econômicos e de restringir o acesso de terceiros a esses benefícios.4. 6. Mônica Encinas 66 . (c) separabilidade.8 – As três condições para atendimento do conceito de ativo intangível são: (pág214) (a) geração de benefícios econômicos.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 6.9 – Para um ativo intangível com vidaútil indefinida é correto afirmar que: (pág215) (a) A entidade não consegue prever o período de geração de benefícios econômicos desse ativo. propriedade e mensuração confiável. separabilidade e controle. mensuração confiável e geração de benefícios futuros. (d) identificabilidade. ele é claramente identificado no plano de contas da empresa. 6. ele é incluído no goodwill em uma combinação de negócios.4. (d) Uma vez classificada como indefinida. (b) Ele foi adquirido em uma combinação de negócios e a adquirente não tem informações detalhadas sobre sua vida útil.7 (a) (b) (c) (d) – Um ativo intangível é identificável se: (pág213) ele pode ser separado da entidade e negociado ou surge por meio de um contrato.

ou (ii) que tenha arquivado. Um segmento operacional pode desenvolver atividades de negócio cujas receitas ainda serão obtidas. Conceito de Segmento Operacional Um segmento operacional é uma componente de uma empresa: a) que desenvolve atividades de negócio de que obtém receitas e pelas quais incorre em gastos (incluindo receitas e gastos relacionados com transações realizadas com áreas de negócio da mesma empresa).e c) sobre a qual esteja disponível informação financeira diferenciada. O presente pronunciamento aplica-se: a) às demonstrações financeiras individuais de uma empresa: (i) cujos instrumentos de dívida ou de capital sejam negociados num mercado público (uma bolsa de valores nacional ou estrangeira ou um mercado "de balcão". com vista a emitir qualquer classe de instrumentos num mercado público. ou esteja em vias de arquivar.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 7 – RELATÓRIO POR SEGMENTO . ou (ii) que tenha arquivado. Por exemplo. assim como os ambientes econômicos em que operam. as suas demonstrações financeiras consolidadas junto a uma comissão de valores mobiliários ou de outra organização reguladora. ou esteja em vias de arquivar. Se a entidade que não é obrigada a aplicar este Pronunciamento optar por divulgar informações sobre segmentos que não estiverem de acordo com este Pronunciamento. ______________________________________________________________________________ Profª. b) às demonstrações financeiras consolidadas de um conglomerado: (i) cujos instrumentos de dívida ou de capital sejam negociados num mercado público (uma bolsa de valores nacional ou estrangeira ou um mercado "de balcão".IFRS 8 (CPC 22) As empresas devem divulgar informações que permitam aos usuários de suas demonstrações financeiras avaliarem a natureza e os efeitos financeiros das atividades de negócio em que estão envolvidas. as suas demonstrações financeiras junto a uma comissão de valores mobiliários ou de outra organização reguladora. as operações em início de atividade podem constituir segmentos operacionais antes da obtenção de receitas. quando a empresa e/ou suas subsidiárias operem em mais de um segmento de mercado. Se um relatório financeiro que contém tanto as demonstrações contábeis consolidadas da controladora que estão dentro do alcance deste Pronunciamento quanto suas demonstrações contábeis individuais. principalmente na situação em que a empresa possua subsidiárias localizadas em outros países ou. incluindo mercados locais e regionais). incluindo mercados locais e regionais). com vista a emitir qualquer classe de instrumentos num mercado público. Mônica Encinas 67 . a informação por segmento é exigida somente para as demonstrações contábeis consolidadas. ainda. não deve classificá-las como informações por segmento. b) cujos resultados operacionais são regularmente revisados pelo executivo responsável pela tomada de decisões operacionais da empresa para efeitos da tomada de decisões sobre a alocação de recursos ao segmento e da avaliação do seu desempenho.

(b) natureza dos processos de produção. os segmentos tenham características econômicas semelhantes e sejam semelhantes. em termos absolutos. setor bancário. médias semelhantes de margens brutas a longo prazo seriam esperadas para dois segmentos operacionais com características econômicas semelhantes. (d) nos métodos usados na distribuição de seus produtos ou na prestação de seus serviços. Os segmentos operacionais que não atinjam quaisquer dos parâmetros mínimos quantitativos podem ser considerados divulgáveis e podem ser apresentados separadamente se a administração entender que essa informação sobre o segmento possa ser útil para os usuários das demonstrações contábeis. e (ii) prejuízo apurado combinado de todos os segmentos operacionais que apresentaram prejuízos. (c) tipo ou classe de cliente consumidor dos seus produtos e serviços. de seguros ou serviços de utilidade pública. de todos os segmentos operacionais. e (e) se aplicável. segmentos operacionais adicionais devem ser identificados como segmentos divulgáveis (mesmo que eles não satisfaçam aos critérios enunciados acima) até que pelo menos 75% das receitas da entidade estejam incluídas nos segmentos divulgáveis. incluindo tanto as vendas para clientes externos quanto as vendas ou transferências intersegmentos. Se o total de receitas externas reconhecido pelos segmentos operacionais representar menos de 75% da receita da entidade. natureza do ambiente de regulamentação. também.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Segmentos a serem reportados Uma entidade emitirá relatório divulgando separadamente as informações sobre cada segmento operacional que: A entidade deve divulgar separadamente as informações sobre o segmento operacional que atenda a qualquer um dos seguintes parâmetros: (a) sua receita reconhecida. ______________________________________________________________________________ Profª. separadamente de outros itens na conciliação exigida acima. por exemplo. (b) o montante em termos absolutos do lucro ou prejuízo apurado é igual ou superior a 10% do maior. é igual ou superior a 10% da receita combinada. Mônica Encinas 68 . interna e externa. Dois ou mais segmentos operacionais podem se combinar em um único segmento operacional desde que essa combinação mantenha a consistência com o princípio fundamental desta IFRS. Por exemplo. (c) seus ativos são iguais ou superiores a 10% dos ativos combinados de todos os segmentos operacionais. Critérios de combinação Os segmentos operacionais freqüentemente exibem desempenho financeiro a longo prazo se apresentam características econômicas semelhantes. dos seguintes montantes: (i) lucro apurado combinado de todos os segmentos operacionais que não apresentaram prejuízos. As informações sobre outras atividades de negócio e outros segmentos operacionais não divulgáveis devem ser combinadas e apresentadas numa categoria “outros segmentos”. em cada um dos seguintes fatores: (a) natureza dos produtos e serviços.

essas quantias devem ser atribuídas em uma base razoável. relativamente a cada segmento. se a empresa atribuir a segmentos reportáveis itens como despesas com impostos. receitas financeiras. que são fornecidas aos tomadores de decisão da empresa. d) o total dos passivos dos segmentos reportáveis com os passivos da empresa. corresponder às mesmas informações em termos de conteúdo e forma. e) o total das quantias dos segmentos reportáveis relativos a quaisquer outros itens materiais das informações divulgadas com as correspondente quantias da empresa. Profª. ainda que não incluído no valor do lucro ou prejuízo do segmento: (a) (b) (c) (d) (e) (f) receitas provenientes de clientes externos. ou for regularmente apresentado a este. De igual modo. Informações sobre lucro ou prejuízo. b) o total das mensurações dos lucros ou prejuízos dos segmentos reportáveis com os lucros ou prejuízos dos segmentos reportáveis com os lucros ou prejuízos da empresa antes da tributação (Imposto de Renda e contribuição social) e unidades operacionais descontinuadas. A entidade deve divulgar o valor do passivo para cada segmento divulgável se esse valor for apresentado regularmente ao principal gestor das operações. c) o total dos ativos dos segmentos reportáveis com os ativos da empresa. Os ajustes e eliminações efetuados no âmbito da elaboração das demonstrações financeiras e da alocação de receitas. As informações relativas a cada item dos segmentos relatados pela empresa devem. despesas e ganhos ou perdas de uma empresa só devem ser incluídos na determinação dos lucros ou prejuízos do segmento reportado se estiverem incluídos na respectiva mensuração utilizada pelos tomadores de decisões pelas operações da empresa. necessariamente. somente se os segmentos operacionais tiverem características econômicas semelhantes e compartilhem a maior parte dos critérios de agregação enunciados acima. ela pode reconciliar o total das mensurações dos lucros ou prejuízos dos segmentos com os lucros ou prejuízos da empresa depois desses itens (lucro líquido). Todavia. e que são utilizadas para o acompanhamento e mensuração das atividades. ativo e passivo A entidade deve divulgar o valor do lucro ou prejuízo e do ativo total de cada segmento divulgável. As empresas devem proporcionar reconciliações dos seguintes elementos: a) o total das receitas dos segmentos reportáveis com as receitas totais da empresa. e tomada de decisões para efeitos de alocação de recursos a cada um dos segmentos. custos. Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 69 . para produzir um segmento divulgável. A entidade deve divulgar também as seguintes informações sobre cada segmento se os montantes especificados estiverem incluídos no valor do lucro ou prejuízo do segmento revisado pelo principal gestor das operações.Apresentação das Demonstrações Contábeis. receitas de transações com outros segmentos operacionais da mesma entidade. ativos ou passivos de cada segmento relatado. Se forem alocadas quantias aos lucros ou prejuízos.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) A entidade pode combinar informações sobre segmentos operacionais que não atinjam os parâmetros mínimos com informações sobre outros segmentos operacionais que também não atinjam os parâmetros. As empresas devem apresentar para cada segmento reportável uma explicação das bases adotadas para as mensurações dos lucros ou prejuízos e segregação dos ativos e passivos de cada segmento. itens materiais de receita e despesa divulgados de acordo com o item 97 do Pronunciamento Técnico CPC 26 . se os passivos dos segmentos forem relatados de acordo com o parágrafo 23 da Norma IFRS 8. depreciações e amortizações. devem ser relatados apenas os ativos e passivos incluídos nas correspondentes mensurações utilizadas pelos tomadores de decisões operacionais. despesas financeiras.

devem ser divulgadas separadamente. deve ser considerado um único cliente. exceto depreciações e amortizações. A entidade não está obrigada a divulgar a identidade de grande cliente nem o montante divulgado de receitas provenientes desse cliente em cada segmento. A entidade deve divulgar a base de atribuição das receitas provenientes de clientes externos aos diferentes países. esta deve divulgar tal fato. ______________________________________________________________________________ Profª. Informação sobre os principais clientes A entidade deve fornecer informações sobre seu grau de dependência de seus principais clientes. e (ii) localizados em todos os países estrangeiros em que a entidade mantém ativos. estadual. Informação sobre área geográfica A entidade deve evidenciar as seguintes informações geográficas. Se as receitas provenientes das transações com um único cliente externo representarem 10% ou mais das receitas totais da entidade. benefícios de pós-emprego e direitos provenientes de contratos de seguro: (i) localizados no país sede da entidade. Informação sobre produto e serviço A entidade deve divulgar as receitas provenientes dos clientes externos em relação a cada produto e serviço ou a cada grupo de produtos e serviços semelhantes. devem ser divulgados separadamente. (h) despesa ou receita com imposto de renda e contribuição social. salvo se as informações necessárias não se encontrarem disponíveis e o custo da sua elaboração for excessivo: (a) receitas provenientes de clientes externos: (i) atribuídos ao país-sede da entidade. (b) ativo não circulante. provincial. Mônica Encinas 70 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) (g) participação da entidade nos lucros ou prejuízos de coligadas e de empreendimentos sob controle conjunto (joint ventures) contabilizados de acordo com o método da equivalência patrimonial. e (ii) atribuídos a todos os países estrangeiros de onde a entidade obtém receitas. e (i) itens não-caixa considerados materiais. bem como o montante total das receitas provenientes de cada um desses clientes e a identidade do segmento ou dos segmentos em que as receitas são divulgadas. Se as receitas provenientes de clientes externos atribuídas a determinado país estrangeiro forem materiais. que a entidade divulgadora sabe que está sob controle comum. devendo tal fato ser divulgado. assim como o governo (nacional. salvo se as informações necessárias não se encontrarem disponíveis e o custo da sua elaboração for excessivo. Os montantes das receitas divulgadas devem basear-se nas informações utilizadas para elaborar as demonstrações contábeis da entidade. deve ser considerado um único cliente. territorial. Para fins deste Pronunciamento. local ou estrangeiro) e as entidades que a entidade divulgadora sabe que estão sob controle comum desse governo. Se os ativos em determinado país estrangeiro forem materiais. um conjunto de entidades. exceto instrumentos financeiros e imposto de renda e contribuição social diferidos ativos.

Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Diagrama para identificação de segmentos reportáveis Identificar segmentos operacionais com base no sistema de informações gerenciais Alguns segmentos operacionais cumprem todos os critérios de agregação? Sim segmento. se desejado Agregar Não Sim Alguns segmentos operacionais atingem os parâmetros quantitativos? Não Sim Agregar segmentos. Mônica Encinas 71 . se desejado Alguns segmentos operacionais remanescentes cumprem a maioria dos critérios de agregação? Não Os segmentos informáveis identificados contabilizam 75 % da receita da entidade? Sim Não Informar segmento adicional se a receita externa de todos os segmentos for menor que 75% da receita da entidade Esses são os segmentos informáveis a serem divulgados Agregar segmentos remanescentes na categoria ”todos os outros segmentos” ______________________________________________________________________________ Profª.

Sobre o assunto. 7.2) .EXERCÍCIOS 7.Julgue as alternativas abaixo: a. se possuírem características econômicas similares e tiverem similaridades em relação a vários aspectos operacionais.3) . somente deve ser aplicada às demonstrações financeiras consolidadas de um conglomerado.1 . b) a natureza de seus processos de produção utilizados no ambiente de manufatura. cuja receita seja superior a 10% da Receita Combinada do Grupo. que trata de Relatório por segmento.(CVM-2008/NCE-UFRJ) Segundo a IFRS 8 dois ou mais segmentos podem ser agregados num único segmento operacional. de todos os segmentos operacionais.A IFRS 8 determina critérios para divulgação de Relatório por Segmento. d) a natureza dos recursos humanos empregados no fornecimento de seus serviços. interna e externa. utiliza como premissa a abordagem da Administração. e cujos resultados operacionais são incluídos no resultado do conglomerado.1.1 . ( c. ) O IFRS 8 .1. responda: a) A quem se aplica este pronunciamento? b) O que se entende por Segmento Operacional? c) Quais os critérios para divulgação em separado dos segmentos operacionais? d) Quais os critérios quantitativos exigidos para dois ou mais segmentos operacionais se combinarem em um só? 7. ( ______________________________________________________________________________ Profª. como ocorre para seguros e utilidade pública. c) a natureza do ambiente regulatório.1. Mônica Encinas 72 . b. se for o caso.Relatório por Segmento. A norma estabelece que a entidade divulgue informações para permitir que os usuários de suas demonstrações financeiras avaliem a natureza e os efeitos financeiros de suas atividades operacionais e dos ambientes econômicos em que ela opera. O aspecto que é desconsiderado para fins da decisão de agregação de segmentos é: a) a natureza dos métodos utilizados para distribuição de seus produtos e fornecimento de seus serviços. ) Pode-se identificar um segmento operacional como aquele do qual se obtém receitas e pelas quais se incorre em custos. ( ) A IFRS 8. ) Uma entidade emitirá relatório divulgando separadamente as informações sobre cada segmento operacional que: Sua receita divulgada em relatório para clientes externos representa 5 por cento ou mais da receita combinada. a fim de evidenciar os segmentos onde ele opera. ( d. e) a natureza e composição dos produtos elaborados e serviços fornecidos.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 7.

000 180.A Cia Diversificada SA identificou os seguintes segmentos no grupo. Segmento Agropecuária Construção Civil Supermercado Telefonia Moda Infantil Turismo Shopping Total Ativos 400.000 35.1.000 230.000 (35.000 120.000 275.000 80.500 200.000 175.000 65. Os segmentos reportáveis atendem ao patamar mínimo de 75% do total de segmentos reportáveis? 7.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 7.000 125.000 115.5) .000 12.1.000 % 19% 3% 8% 23% 8% 6% 29% 20% 117% Reportável? 1.000 85. Determine qual dos segmentos você classificaria como reportáveis.000 125.000 % 25% 6% 33% 18% 4% 5% 10% 100% Reportável? Considerando que a Receita da Agropecuária é toda proveniente do segmento de Supermercado do Grupo.200.000 250.000 340.000.000 165.000 87.500 10.000 480.000) 24.300.000 550.4) .000 (35.000 175.000 % 18% 8% 11% 14% 5% 5% 20% 19% 100% Receita 560.000 20. pede-se: 1.000 85. Segmento Roupa Sapato Bebidas Móveis Eletrodomésticos Bolsa Concessão Rodoviária Outros Segmentos Total Pede-se: Ativos 280.000 320. Os segmentos reportáveis atendem ao patamar mínimo de 75% do total de segmentos reportáveis? ______________________________________________________________________________ Profª.A Cia Tudojunto SA identificou os seguintes segmentos no grupo.600.000 450. Determine qual dos segmentos você classificaria como reportáveis.000 160.000 300.000 12.000) 97.000 2. Mônica Encinas 73 .000 120.000 620.000 % 18% 9% 28% 16% 8% 9% 14% 100% Lucro/Prej 50.000 3.000 7.000 % 18% 8% 14% 15% 5% 4% 19% 18% 100% Lucro Prejuízo 78.000 % 31% 9% 26% 10% 4% 7% 13% 100% Receita 350.000 1.000 560.000 170. 2.000 346.000 58. 2.000 1.000 315.

A multinacional Campo Grande estruturou suas atividades em cinco segmentos operacionais.785 (834) (815) 446 15.796) 720 13.549 4.138) 87.218 15.912 9.536 11.101 23. Mônica Encinas 74 . Seguem os dados relativos a estes segmentos: Segmento Brinquedos Vídeo Games Roupas Infantis Foods & Pets Creche Total Combinado Corporativo Eliminações entre segmentos Total Consolidado (61.1.072 2.298 19.137 (6.175 31.652 117.715 Pede-se: 1.138 Resultado por Segmento 14. 2.735 Receita 41.720) 129.717 5.320 148.991 69.656 (1.140 Ativos Identificáveis por segmentos 53.018 1.239 969 376 61.536 19. Os segmentos reportáveis atendem ao patamar mínimo de 75% do total de segmentos reportáveis? Segmento Brinquedos Vídeo Games Roupas Infantis Foods & Pets Creche % Receita % Resultado % Ativo Reportável? ______________________________________________________________________________ Profª.5) .873 Receita entre segmentos 39. Determine qual dos segmentos você classificaria como reportáveis.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 7. conforme modelo de gestão aprovado pelos acionistas.

em uma transação isenta de favorecimentos. acordo de Norwalk. entre partes interessadas e informadas.. o Financial Accouting Standards Board (FASB) publicou o pronunciamento Fair Value Measurement (SFAS 157). No entanto. Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 75 . O SFAS 157 não contemplou diretrizes sobre técnicas de com mensurar o valor justo. estabelecer critérios de mensuração e expansão das divulgações sobre valor justo nas demonstrações financeiras. respondendo aos anseios dos usuários das demonstrações financeiras por maiores informações sobre a extensão e os efeitos do uso do valor justo pelas empresas na avaliação de ativos e passivos. foi possível perceber que para alguns ativos e passivos o consenso do mercado resultou na introdução de outras bases. Vantagem Desvantagem Premissa Relevância: valor preditivo e oportunidade. criação de uma definição única de valor justo. permitindo dessa forma que os usuários pudessem avaliar a confiabilidade das medições e o impacto causado nelas ao utilizarem premissas menos verificáveis. a informação a valores históricos para determinar itens patrimoniais não auxiliava na predição de fluxos de caixa futuros. A avaliação dos ativos e passivos a valores históricos sempre foi a forma mais tradicional utilizada em contabilidade para mensuração.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8) . pelo IASB. Profª. Em setembro de 2009 finalizou o prazo para comentários sobre o exposure draft emitido em maio de 2009. Melhor utilização do Ativo e Participante do Mercado. 8. Apesar de mais fácil de ser verificada. o IASB tem agendado para ano de 2010 a publicação de um IFRS tratando do valor justo. ou um passivo ser liquidado.SFAS 157 Norma: SFAS 157. Após o acordo firmado entre o FASB e o IASB.FAIR VALUE (VALOR JUSTO) .1 . (SFAS 157) IASB: Fair value (valor justo) é o montante pelo qual um ativo poderia ser trocado. baseado no SFAS 157 emitido pelo FASB. levando ao surgimento de uma nova corrente que defende a substituição do modelo de mensuração com base em valores históricos pelo método de avaliação econômica dos ativos e das obrigações. Atualmente. em vigor desde 15/11/2007. Esse pronunciamento teve como objetivos prover diretrizes. ao longo das décadas. restringindo-se ao seu objetivo de uniformizar o conceito e de requerer à necessidade que informações importantes para a avaliação dos usuários constem nas demonstrações financeiras. foi publicado um discussion paper. subsidiando informações atualizadas nas demonstrações financeiras e que permita aos usuários avaliarem a qualidade dos lucros. Confiabilidade: verificabilidade e neutralidade Mercado mais Vantajoso. como o valor justo. considerando o mercado principal da entidade.Definição: FASB: Fair value (valor justo) é o preço que seria recebido por um ativo ou pago para transferir um passivo em uma transação ordenada entre participantes do mercado numa data de mensuração. Em setembro de 2006.

1 – Objetivos O objetivo deste Pronunciamento é estabelecer os requisitos básicos a serem observados quando da apuração do Ajuste a Valor Presente de elementos do ativo e do passivo quando da elaboração de demonstrações contábeis. Nesse ______________________________________________________________________________ Profª. Este Pronunciamento trata essencialmente de questões de mensuração. É importante esclarecer que a dimensão contábil do “reconhecimento” envolve a decisão de “quando registrar” ao passo que a dimensão contábil da “mensuração” envolve a decisão de “por quanto registrar”. O valor deve ser ajustado pela obsolescência ou deterioração física.6 – Ajuste a Valor Presente Regulamentação: CPC 12 aprovado pela Deliberação CVM nº 564. Income Approach (abordagem de renda): Técnicas que convertem montantes futuros (caixa ou lucros) em um único valor presente (descontado). Exemplo: cotação de ações. baseados em premissas próprias da entidade sobre o mercado 8.: VP. Nível 3 – Utilização de inputs não observáveis. Ex.2 . não alcançando com detalhes questões de reconhecimento. mas podem ajudar a definir o Mercado mais vantajoso. dependendo das informações disponíveis no mercado: Nível 1 – Inputs observáveis (cotações) para ativos ou passivos idênticos negociados em mercados ativos nos quais a entidade pode ter acesso. Baseados em informações obtidas de fontes independentes da entidade. mas o estabelecimento de diretrizes gerais e de metas a serem alcançadas. A questão mais relevante para a aplicação do conceito de valor presente.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8. Mônica Encinas 76 .6. precificação de opções etc.Hierarquia: São definidos três níveis. de 17/12/2008 8. 8. Cost Approach (abordagem de custo): Montante que seria requerido para um ativo com igual capacidade de geração de serviços (custo de reposição). nos moldes de Pronunciamento baseado em princípios como este.3 . Nível 2 – Inputs observáveis que não sejam preços (cotações) de ativos ou passivos idênticos mas similares. Obs: Custos de transação não devem ser considerados na definição do fair value. não é a enumeração minuciosa de quais ativos ou passivos são abarcados pela norma.Técnicas de Avaliação: Market Approach (abordagem de mercado): Utilização de preços observáveis e de outras informações relevantes geradas por transações no mercado envolvendo ativos ou passivos idênticos ou comparáveis.

Fluxos de caixa ou séries de fluxos de caixa estimados são carregados de incerteza. Esse é o caso. utilidade ou substância de ativos ou passivos similares emprega método de alocação de descontos. Logo. sensibilidade e experiência são requeridos na condução de cálculos probabilísticos.6. devem ser ajustados a valor presente com base em taxas de desconto que reflitam as melhores avaliações do mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo em suas datas originais. Pode ser que em determinadas situações a participação de equipe multidisciplinar de profissionais seja imperativo para execução da tarefa. c) conjunto particular de fluxos de caixa estimados claramente associado a um ativo ou a um passivo. quando a entidade opera em dois segmentos distintos: (i) venda de produtos e serviços e (ii) financiamento das vendas a prazo. ______________________________________________________________________________ Profª. 8. no que for aplicável e não conflitante. As reversões dos ajustes a valor presente dos ativos e passivos monetários qualificáveis devem ser apropriadas como receitas ou despesas financeiras. especialmente sobre elaboração de fluxos de caixa estimados e definição de taxas de desconto contidas no Pronunciamento Técnico CPC 01 Redução ao Valor Recuperável de Ativos. passivos e situações que apresentarem uma ou mais das características abaixo devem estar sujeitos aos procedimentos de mensuração tratados neste Pronunciamento: a) transação que dá origem a um ativo. por exemplo. Devem ser utilizados. as análises e as especificações sobre ajuste a valor presente. como diretriz geral a ser observada.3 – Passivos não contratuais Passivos não contratuais são aqueles que apresentam maior complexidade para fins de mensuração contábil pelo uso de informações com base no valor presente. Subsídios também podem ser obtidos no item 36 do Pronunciamento Técnico CPC 14 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento. a não ser que a entidade possa devidamente fundamentar que o financiamento feito a seus clientes faça parte de suas atividades operacionais. Mônica Encinas 77 .6. a uma receita ou a uma despesa (conforme definidos no Pronunciamento Conceitual Básico Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis deste CPC) ou outra mutação do patrimônio líquido cuja contrapartida é um ativo ou um passivo com liquidação financeira (recebimento ou pagamento) em data diferente da data do reconhecimento desses elementos. A quantificação do ajuste a valor presente deve ser realizada em base exponencial "pro rata die". inclusive no seu Anexo. ativos. os conceitos. assim como são os períodos para os quais se tem a expectativa de desencaixe ou de entrega de produto/prestação de serviço. a partir da origem de cada transação. a um passivo.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) sentido. b) reconhecimento periódico de mudanças de valor. Mensuração e Evidenciação.2 – Diretrizes Os elementos integrantes do ativo e do passivo decorrentes de operações de longo prazo. 8. muito senso crítico. ou de curto prazo quando houver efeito relevante. sendo os seus efeitos apropriados nas contas a que se vinculam. e desde que sejam relevantes esse ajuste e os efeitos de sua evidenciação. quando então as reversões serão apropriadas como receita operacional.

de operações de aquisição e de venda a prazo de estoques e ativo imobilizado.Classificação Na classificação dos itens que surgem em decorrência do ajuste a valor presente de ativos e passivos. em seu item 35. por vezes. implica ajuste no custo de aquisição de ativos. nos termos do item 7 deste Pronunciamento. 8. 8. O desconto a valor presente é requerido quer se trate de passivos contratuais. antes dos impostos. essas diferenças temporárias devem receber o tratamento requerido pelas regras contábeis vigentes para reconhecimento e mensuração de imposto de renda e contribuição social diferidos. assistência financeira freqüente a comunidades nativas situadas em regiões nas quais sejam desenvolvidas atividades econômicas exploratórias. por exemplo. ______________________________________________________________________________ Profª. de petróleo e termonuclear. é um exemplo de passivo não contratual já observado em companhias que atuam no segmento de extração de minérios metálicos. Quando da edição de norma que dê legitimidade à aplicação do conceito de ajuste a valor presente. deve ser observado o que prescreve a Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis do CPC. A obrigação para retirada de serviço de ativos de longo prazo. Obrigações justas resultam de limitações éticas ou morais e não de restrições legais. e. posto que juros imputados nos preços devem ser expurgados na mensuração inicial desses ativos. quer seja em situações de reconhecimento inicial.Efeitos fiscais Para fins de desconto a valor presente de ativos e passivos.4 . São contempladas as obrigações legais e as não formalizadas (estas últimas também denominadas pela Teoria Contábil Normativa como “obrigações justas ou construtivas”).6. ao tratar da questão da primazia da essência sobre a forma. sendo que o valor consignado na documentação fiscal que serve de suporte para a operação deve ser adequadamente decomposto para efeito contábil. que nada mais são do que espécies do gênero “passivo não contratual”. sendo que a taxa de desconto necessariamente deve considerar o risco de crédito da entidade. deve ser reconhecida como tal. entre outros. quer se trate de passivos não contratuais. A operação comercial que se caracterize como de financiamento. são alguns exemplos. dentro da filosofia do valor justo. É o caso. Garantias concedidas a clientes discricionariamente. Mônica Encinas 78 . qualificada pela literatura como “Asset Retirement Obligation” (ARO). É importante relembrar que o ajuste de passivos.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) O reconhecimento de provisões e passivos está disciplinado no ambiente contábil brasileiro.5 . No tocante às diferenças temporárias observadas entre a base contábil e fiscal de ativos e passivos ajustados a valor presente. como é o caso deste Pronunciamento Técnico. ajustando-o a valor presente. inclusive às provisões. Juros embutidos devem ser expurgados do custo de aquisição das mercadorias e devem ser apropriados pela fluência do prazo. quer seja nos casos de nova medição. sim.6. a taxa a ser aplicada não deve ser líquida de efeitos fiscais. Já as obrigações construtivas decorrem de práticas e costumes. a técnica deve ser aplicada a todos os passivos.

TCE-RO / Auditor) As contrapartidas de aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos do ativo. f) outras informações consideradas relevantes.6 . devem ser prestadas informações mínimas que permitam que os usuários das demonstrações contábeis obtenham entendimento inequívoco das mensurações a valor presente levadas a efeito para ativos e passivos. expectativas em termos de montante e temporalidade dos fluxos (probabilidades associadas). d) Reservas de Reavaliação.000 mil cada uma. para o tipo de vendedor e comprador.1) . de 18% ao ano (essas taxas podem ser diferentes para eles).000 (valor da nota) para ser recebida em 20 meses. para ambos. sem juros. etc. Mônica Encinas 79 .000 mil. c) modelos utilizados para cálculo de riscos e inputs dos modelos. b) Resultado a Apropriar. efetuada num momento em que a taxa de juros.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8.3) – (FCC / 2010 . natureza de seus fluxos de caixa (contratuais ou não) e.Alpha é uma fornecedora para o setor automotivo e vendeu peças para uma grande companhia alemã de automóveis no montante de R$ 150.2) .5%a.7. risco de crédito. d) breve descrição do método de alocação dos descontos e do procedimento adotado para acomodar mudanças de premissas da administração. 8. e) propósito da mensuração a valor presente. montantes dos fluxos de caixa estimados ou séries de montantes dos fluxos de caixa estimados.000 mil em dinheiro e 3 (três) notas promissórias anuais de $ 2. efetue o lançamento contábil no Vendedor e no Comprador. e) Ajustes de Avaliação Patrimonial. em decorrência de sua avaliação a valor justos.6. se aplicável.m. c) Reservas de Capital.7. seja. se para reconhecimento inicial ou nova medição e motivação da administração para levar a efeito tal procedimento. 8. pago com entrada de $ 4.). b) premissas utilizadas pela administração. enquanto não computadas no resultado serão registradas na conta a) Resultado de Exercícios Futuros. ______________________________________________________________________________ Profª.Supondo-se uma venda de imóvel por $ 10.Divulgação Em se tratando de evidenciação em nota explicativa. Quais devem ser os lançamentos contábeis no reconhecimento inicial e no primeiro mês após a venda? 8. horizonte temporal estimado ou esperado. taxas de juros decompostas por prêmios incorporados e por fatores de risco (risk-free. compreendendo o seguinte rol não exaustivo: a) descrição pormenorizada do item objeto da mensuração a valor presente.7) Exercícios – Valor Justo e Ajuste a Valor Presente 8. A taxa de desconto apropriada é de 2. o seu valor de entrada cotado a mercado. quando previstas pela Lei nº 6.404/76 e suas alterações.7.

• A Natural não tem nenhuma influência significativa na Comercial Vistosa.000.5) – (FUNCAB / 2010 .00 ______________________________________________________________________________ Profª.000. c) direitos que tenham por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia.000.000. e) valores em caixa ou equivalentes de caixa. b) o valor ajustado da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8.000. 8. por R$ 100. em direitos e títulos de créditos. • A perda de valor das ações foi considerada definitiva para todos os efeitos. sem data nem histórico) com o seguinte lançamento: a) D.Outras Despesas – 15.000. os elementos do ativo serão avaliados pelo seu valor justo quando se tratar de: a) aplicações em instrumentos financeiros. ressalvado os investimentos em coligadas. dispostas a isso. deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação.000. controladas e as que façam parte de um mesmo grupo.00 e) D.Contador) De acordo com a Lei n° 6.7. entre partes conhecedoras. produtos em fabricação e bens em almoxarifado. Considerando-se a descrição acima.404 atualizada.000.000.Provisão para Perdas Prováveis – 20.Petrobrás . em direitos e títulos de créditos. no balanço. descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. a Natural recebeu da Comercial Vistosa dividendos no valor de R$ 5.SEJUS-RO/ Contador) Conforme descrito na Resolução CFC nº 1.000. Mônica Encinas 80 . classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo e não destinadas à negociação. a perda do valor do investimento será registrada pela Natural (em reais.7. c) o valor presente. • Em outubro de 2009.6) – (CESGRANRIO / 2011 .00 c) D.00 / C – Investimentos/ Comercial Vistosa – 20.000.000. • Em fevereiro/2009. amortização ou exaustão.Outras Despesas – 20. d) o valor presente.00 / / / / C – Investimentos/ Comercial Vistosa – 15. 2% das ações ordinárias da Comercial Vistosa S/A. com intenção de permanência. destinados à negociação ou disponíveis para venda. em uma transação sem favorecimentos. d) investimentos em participação no capital social de outras sociedades. assim como matérias-primas.00 C – Provisão para Perdas Prováveis – 20. entende-se por valor justo: a) o valor pelo qual um ativo pode ser trocado.000. classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo.7. descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade.4) – ( FUNCAB/ 2010 .00.00 C – Investimentos/ Comercial Vistosa – 20. o valor de mercado das ações da Comercial Vistosa possuídas pela Natural foi estimado em R$ 80.Outras Despesas – 15.Técnico de Contabilidade) Admita a seguinte descrição: • A Comercial Natural S/A adquiriu.00.00 d) D. 8.Outras Despesas – 20. as determinações normativas e legais e a não incidência de qualquer tipo de imposto nessa situação. b) aplicações em instrumentos financeiros. e) direitos classificados no imobilizado. em decorrência da perda de um contrato de fornecimento de material para a União.SEJUS-RO . reconhecendo os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda. os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada.00 C – Provisão para Perdas Prováveis – 15.00 b) D. ou um passivo liquidado. em janeiro de 2008.00.282/10.

00000 0.00 Entrada de 20% e o restante em 3 parcelas anuais iguais e sucessivas Juros da data da operação: 10% ao ano Tabela das taxas de desconto a 10% ao ano: Período 0 Período 1 Período 2 Período 3 Período 4 1.TRT .A possui em seus passivos fornecedores que financiaram Bens de Capital à empresa em quatro anos. b) As contas de ativos e passivos circulantes.7.TRE-CE) A Empresa Aviamento S..90909 0. uma vez que as operações são de longo prazo afetando os resultados durante um longo tempo. em reais. devem ser trazidas a valor presente e ajustadas contra a conta que originou o lançamento inicial. sempre que indexadas. e) não há necessidade de efetuar o ajuste a valor presente. uma vez que geram maior volume de juros nas operações.4ª REGIÃO (RS) . Mônica Encinas 81 . c) Os impostos diferidos. dessa forma pode-se afirmar que de acordo com as leis e normas contábeis vigentes.68301 Considerando-se o disposto no CPC 12 – Ajuste a Valor Presente –. e) A taxa a ser utilizada para trazer os montantes a valor presente deve sempre ser líquida dos efeitos fiscais. desde que a taxa de desconto não considere o risco de crédito. ativos e passivos. d) todas as operações devem obrigatoriamente ser ajustadas por conterem juros embutidos. independentemente de serem de curto ou longo prazo. Há em sua carteira de clientes operações com todos os prazos.Analista Judiciário) Em relação ao ajuste a valor presente. 8. 8.82645 0. 720 e 900 dias. d) Os passivos contratuais e não contratuais devem sempre ser trazidos a valor presente. é ______________________________________________________________________________ Profª.9) – ( CESGRANRIO / 2011 . independente da relevância do ajuste.500. mas sim a taxa embutida no papel. que a) as transações de curto prazo podem ser ajustadas se o ajuste a valor presente for relevante e as de longo prazo devem ser ajustados obrigatoriamente. A empresa produz máquinas de costura e para viabilizar seus clientes tem como política de vendas. devem ser trazidos a valor presente pela taxa selic.75131 0. com juros pré-fixados de 30% a.Petrobrás / Contador Júnior) A Companhia Máquinas Pesadas Supimpa S/A vendeu um equipamento pesado nas seguintes condições: Valor da venda: R$ 22. uma vez que os juros já foram reconhecidos e estão embutidos nas vendas efetuadas e nos financiamentos.7) – (FCC / 2011 . oferecer a seus clientes prazos de 360. b) é opcional o reconhecimento do ajuste a valor presente.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8.7.7.a. c) somente as operações com prazo de 360 dias devem ser ajustadas a valor presente. apurado no mesmo dia da venda desse equipamento. o valor da receita da Companhia Supimpa.8) – (FCC/ 2012 . é correto afirmar: a) As reversões dos ajustes a valor presente decorrentes de financiamentos feitos a clientes que a empresa entende que faz parte de suas atividades operacionais devem ser apropriadas como receita operacional. para não atribuir valor superior ao realizável efetivamente.000.

525. No mercado B.000.500.10) – Um ativo financeiro é negociado em duas bolsas com preços diferenciados. O ativo é negociado em mesmo volume e nível de atividades nos dois mercados.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) a) 4.00 b) 4.454. Considere ainda que a taxa livre de risco para um ano é de 5% e há um prêmio para o risco sistemático de 3%. para daqui a um ano.00 c) 19.00 e) 22.000. o preço que seria recebido seria de $ 26 e os custos de transação neste mercado são de $ 3.7.500. Com base nestas informações.7.7.100. 8.00.00 8.7. Qual será o valor presente do fluxo de caixa esperado? Fluxo de Caixa Possível $ 500 $ 800 $900 Probabilidade 15% 60% 25% ______________________________________________________________________________ Profª.090. defina o fair value do ativo.00. Mônica Encinas 82 .421. O preço do ativo no mercado A é de $ 50 e os custos para negociá-lo neste mercado são de $ 10.12) – Uma empresa possui um ativo e está apta a negociá-lo nos mercados A ou B. Que valor deveria ser considerado como fair value deste produto? 8. e na Europa por R$ 30.13) – Observe os montantes estimados de fluxo de caixa. considere que: No Rio de Janeiro as sandálias são vendidas por R$ 10. A entidade negocia nos dois mercados. No mercado A. Qual é o fair value do ativo? 8.11) – Supondo que uma empresa desejasse avaliar o fair value de sandálias havaianas. o preço que seria recebido seria de $ 25 e os custos de transação neste mercado são de $1. descritos abaixo. o preço do ativo no mercado B é de $ 55 e os custos para negociação neste mercado são de $ 20.00 d) 20.905.

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