Apostila de Contabilidade Internacional 2012-1

CONTABILIDADE INTERNACIONAL

PROFª MONICA V. ENCINAS

2012 – 1º SEMESTRE

Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre)

SUMÁRIO
Parte I - Processo de Convergência das Normas Internacionais de Contabilidade 1 - Introdução 2 - Convergência das Normas Internacionais de Contabilidade 2.1 - Histórico do Processo de Convergência das Normas Internac. de Contabilidade 2.2 - Razões, Vantagens e Desvantagens 3 - Principais Órgãos envolvidos no Processo de Convergência 3.1 - Órgãos Brasileiros 3.2 - Órgãos Internacionais 3.3 - Órgãos Norte-americanos 4 - Principais Causas das diferenças entre os países na Emissão de Normas Contábeis 4.1 - Classificação dos Sistemas Contábeis 4.2 – Causas das Diferenças Internacionais 4.2.1 - Características, natureza e tipo de sistema legal vigente 4.2.2 - Forma de captação de recursos pelas empresas 4.2.3 - Nível de influência, credibilidade e status (amadurecimento) da profissão contábil 4.2.4 - Vinculação da Legislação Tributária com Contabilidade Societária 4.2.5 - Nível de qualidade da educação na área contábil 4.2.6 – Outras Razões 4.3 - Exercícios Parte I I- Normas Internacionais de Contabilidade Introdução - Internacional Financial Reporting Standards (IFRS) 1 – Apresentação das Demonstrações Contábeis (IAS 01) Exercícios s/ IAS 01 2 - Práticas contábeis, mudança de estimativas contábeis e erros Exercícios s/ IAS 08 3 - Eventos Subseqüentes Exercícios s/ IAS 10 4 - Arrendamento Mercantil (Leasing) Exercícios s/ IAS 17 5 - Resultado por Ação (IAS 33) Exercícios s/ IAS 33 6 - Ativos Intangíveis (IAS 38) Exercícios s/ IAS 38 7 - Relatório por Segmento (IFRS 8) Exercícios s/ IFRS 8 8 - Conceito de Valor Justo (FASB) (SFAS 157) Exercícios s/ SFAS 157 9 - Ativos de Longo Prazo Mantidos para Venda e Operações Descontinuadas (IFRS 5) Exercícios s/ IFRS 5
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03 03 03 04 04 05 06 07 09 10 11 12 13 14 14 15 15 16 16 20 20 22 32

(IAS 08)

36 38

(IAS 10)

42 43 (IAS 17) 45 49 52 54 56 61 64 66 68 70 71 74

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PARTE I - CONVERGÊNCIA DAS NORMAS DE CONTABILIDADE
1 – INTRODUÇÃO
A Harmonização das Normas Contábeis não é apenas uma questão teórica a ser estudada. A credibilidade da informação contábil no cenário mundial pode ser afetada pela falta de comparabilidade das demonstrações contábeis, o que poderá prejudicar o interesse por investimentos diretos e indiretos por parte dos investidores estrangeiros. O desejo por uma contabilidade harmonizada internacionalmente e de alta qualidade não é recente. Todavia, somente nos últimos anos a pressão pela harmonização tem se tornado mais efetiva. Companhias transnacionais não são entidades recém estruturadas, mas a aceleração dos negócios num mercado mundial tem encorajado operações genuinamente internacionais. O órgão que desempenha um papel de destaque no processo de harmonização das normas contábeis internacionais é o IASB (International Accounting Standards Board), órgão responsável pela emissão das IFRS (International Financial Reporting Standards).

2 – HARMONIZAÇÃO DAS NORMAS CONTÁBEIS

A harmonização contábil pode ser conceituada como o processo de trazer os padrões contábeis internacionais para algum tipo de acordo tal que as demonstrações contábeis de diferentes países sejam preparadas segundo um conjunto comum de princípios de mensuração e disclosure. A harmonização não objetiva chegar a normas uniformes, mas a obter equivalência e comparabilidade. Harmonização tem sido confundida erroneamente com completa Padronização. Sobre isso nos diz John A Wilson apud Belkaoui (1985, p.57):
O termo Harmonização em relação à Padronização implica em uma reconciliação de diferentes pontos de vista. Isto significa um processo de alcance de conciliação e não de uniformização, particularmente quando padronização significa dizer que os procedimentos e normas de um país deveriam ser adotados por todos os outros. Harmonização vem a ser uma questão de melhor comunicação, de informação de uma forma que possa ser interpretada e compreendida internacionalmente.

Paton e Littelton (1940, p.3) já na década de 40 vislumbravam possíveis problemas contábeis oriundos da desarmonização:
Os relatórios das empresas têm assumido uma característica pública: eles têm se tornado base de dados para o investidor, o empregado, o consumidor e o governo. O princípio reconhecido e o método seguido em compilar e registrar contas têm se tornado questão de interesse amplo. Nesta situação, a necessidade por uma estrutura de padrões contábeis consistente é evidente.
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Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 2.1 – Histórico da Harmonização Contábil
O debate profissional em torno da harmonização internacional da contabilidade teve origem em St. Louis, em 1904, durante o “Primeiro Congresso Internacional de Contadores”. O assunto foi discutido no congresso posterior, realizado a cada cinco anos, no entanto sem nenhum progresso efetivo. A questão da harmonização foi retomada no final dos anos 50 por Jacob Kraayenhof, sócio de uma das maiores empresas de auditoria da Holanda. Este defendia que o AICPA (American Institute of Certified Public Accountants) deveria coordenar comitês contábeis em várias grandes nações. O AICPA não respondeu ao desafio. Em 1970, na tentativa de estreitar as diferenças entre os procedimentos contábeis adotados por cada país, a União Européia tentou, de 1970 a 1980, implementar um programa de harmonização das legislações contábeis. O programa também não obteve sucesso. Finalmente em 1973 foi criado o IASC (International Accounting Standards Committee), predecessor do IASB, por órgãos de contabilidade nacionais de diversos países e sobre o qual falaremos mais tarde.

2.2 -

Razões, Vantagens e Desvantagens

A rapidez com que alguns mercados desenvolvidos estão adotando as normas internacionais indica claramente que dentro em breve essa será a única saída para os países cujas empresas desejem captar recursos externos. Até 2005 cerca de 90 países deverão ter suas empresas divulgando informações financeiras de acordo com as normas internacionais de contabilidade. Um problema adicional neste cenário é que as empresas com interesse na negociação de títulos nas Bolsas de Valores ou em outras formas de captação de recursos, além dos mercados nacionais, acabam incorrendo em custos e consumo de tempo adicional para apresentação das demonstrações contábeis na linguagem contábil do país fornecedor de capitais. Além disso, existe o risco do constrangimento com as freqüentes alterações – ou até mesmo, inversão no resultado das empresas, oriundas da elaboração de um segundo conjunto de demonstrações contábeis. A figura 2.1 abaixo ilustra o caso de algumas empresas que tiveram seu resultado alterado ao converter suas demonstrações financeiras para os US GAAP (United States Generally Accepted Accounting Principles).

ANO
1993 1992 1992 1999 1999

EMPRESA
Daimler-Benz Norsk Hydro News Corporation Copel Telemar

País de Origem
Alemanha Noruega Austrália Brasil Brasil

Resultado Original
370 milhões 167 milhões 502 milhões 289 milhões (286,11 milhões)

Resultado Convertido
(1 bilhão) 1,7 bilhões 241 milhões (283 milhões) (1.087 milhões)

Moeda
Dólares Americanos Coroas Norueguesas Dólar Australiano Dólares Americanos Dólares Americanos

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ou seja.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Vantagens Facilitar análises comparativas de resultados financeiros de empresas nacionais estrangeiras. Algumas vezes governos locais lançam políticas fiscais provisórias. • Dificilmente padrões internacionais de informações divergentes conseguem conciliar as diferenças. ______________________________________________________________________________ Profª. poderiam organiza-las internamente. • A harmonização desconsidera diferença de costumes comerciais e tradições culturais. pois cada entidade possui características próprias. além de tornar o mercado de capitais internacional mais eficiente. legais. na qualidade de arrecadador de impostos. • • Desvantagens • Alguns contadores são extremamente contra quaisquer esforços no sentido de harmonizar normas contábeis porque acreditam que a harmonização impede o progresso contábil ao refutar práticas contábeis bem fundamentadas. Estes países. Fernando Pereira Tostes e Luiz Carlos Gomes de Melo apresenta ainda outras desvantagens: • Desafio à soberania nacional. Na maioria dos países o Governo. políticos e econômicos. responsável pela emissão das normas internacionais de contabilidade. Muitos países não têm ainda uma normatização contábil adequada. • Diferentes normas contábeis devem ser derivadas de diferentes conjuntos de postulados para diferentes sistemas culturais. O principal deles é o IASC. sociais. Um artigo publicado em 1995 pelos autores Dr. Ausência de julgamento subjetivo em se tratando de interpretação e divulgação de eventos econômicos. • Empresas que precisam de capital externo para crescimento terão vantagem por apresentar demonstrações financeiras comparáveis. • A Harmonização irá facilitar transações internacionais. podemos citar alguns órgãos que muito tem contribuído para seu desenvolvimento. política de preços e decisão de alocação de recursos. • Ajudar os usuários externos das demonstrações financeiras a avaliar o desempenho das empresas a nível mundial. além de harmonizarem suas normas. visando atender a determinada situação temporária. será feita apenas uma rápida apresentação. Com relação aos demais. para eles o processo de harmonização de normas contábeis implica redução de opções de práticas contábeis apropriadas. e é sobre ele que iremos nos focar. • • • 3 – PRINCIPAIS ÓRGÃOS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE CONVERGÊNCIA Dentro do processo de harmonização das normas contábeis. é uma das principais fontes de regulação da contabilidade. • Redução de tempo e custo relacionado à conversão de demonstrações financeiras de subsidiárias estrangeiras. Mônica Encinas 5 . Ex: cheque pré-datado.

ao mesmo tempo.404. normatizar e fiscalizar as atividades profissionais do contador. denominada Lei das Sociedades Anônimas. Auxiliar na difusão e na correta interpretação das normas que regem a profissão. foi criado o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.Comissão de Valores Mobiliários Em 1976 foi divulgada a Lei 6. tem competência para regulamentar com observância da política definida pelo Conselho Monetário Nacional. ______________________________________________________________________________ Profª. o órgão representativo da classe contábil é o Conselho Federal de Contabilidade. através da Lei 6385/76.1 . SPC. desenvolver e aprimorar as questões éticas e técnicas da profissão do auditor e do contador e.1. normatiza os Fundos de Pensão e a Agência Nacional de Energia Elétrica.3 .1. normatiza o Setor Elétrico.CVM . foi criado o Comitê de Pronunciamentos Contábeis. IAIB. como por exemplo o Banco Central do Brasil.1 – ORGÃOS BRASILEIROS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE CONVERGÊNCIA 3. mas preocupa-se com a regularidade e confiabilidade. Ressalte-se que não exerce papel fiscalizador em relação a qualquer informação divulgada pelas companhias. CVM. atualmente denominado Ibracon. órgão normativo do sistema financeiro. possibilitando aos profissionais conhecê-la e aplicá-la de forma apropriada. A CVM tem poderes para disciplinar.2 . cujas atribuições são orientar. Mônica Encinas 6 . Seu poder normatizador abrange todas as matérias referentes ao mercado de valores mobiliários. Entre suas atribuições referidas na Lei. a Secretaria de Previdência Complementar. O objetivo é similar ao do FASB e do IASB que é o de centralizar a emissão de normas contábeis no país. 3.CFC .Conselho Federal de Contabilidade No Brasil.1. 3. também é parte de sua missão.IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil Em 1971. a disciplina e a fiscalização do mercado de valores mobiliários. Bacen. criar normas e fiscalizar a atuação dos diversos agentes integrantes do mercado. especificamente voltado para o desenvolvimento. Nesse mesmo ano foi criada a Comissão de Valores Mobiliários. Superintendência de Seguros Privados . O Ibracon tem a função de discutir. Aneel. Destacam-se também organismos governamentais que determinam práticas contábeis para cada segmento do mercado que regulam.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3. normatiza as seguradoras. CFC. por isto normatiza e almeja a sua padronização. atuar como porta-voz dessas categorias diante de organismos públicos e privados e da sociedade em geral. que normatiza as instituições financeiras.Susep. CPC. Em outubro de 2005.

4 . As Orientações e Interpretações poderão.Secretaria da Receita Federal. auditor.O CPC é totalmente autônomo das entidades representadas. . levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais". . também. intermediário.Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).ABRASCA. mas outras poderão vir a ser convidadas futuramente. diversas entidades o fazem). Outras entidades ou especialistas poderão ser convidados. não auferem remuneração. visando à centralização e uniformização do seu processo de produção. redução de riscos e custo nas análises e decisões. . academia.Os membros do CPC. o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza.As seis entidades compõem o CPC. .055/05.BOVESPA.centralização na emissão de normas dessa natureza (no Brasil. redução de custo de capital). o CPC tem como objetivo "o estudo. sofrer esse processo.convergência internacional das normas contábeis (redução de custo de elaboração de relatórios contábeis. e . para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira.Conselho Federal de Contabilidade. . deliberando por 2/3 de seus membros.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3. Os Pronunciamentos Técnicos serão obrigatoriamente submetidos a audiências públicas. .Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) Criado pela Resolução CFC nº 1. usuário.IBRACON. serão sempre convidados a participar representantes dos seguintes órgãos: .APIMEC NACIONAL.FIPECAFI. . O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) em função das necessidades de: . .Orientações. . . . Além dos 12 membros atuais. ______________________________________________________________________________ Profª.Banco Central do Brasil. Produtos do CPC: . governo). Mônica Encinas 7 . Poderão ser formadas Comissões e Grupos de Trabalho para temas específicos. na maioria Contadores. e .Comissão de Valores Mobiliários (CVM).representação e processo democráticos na produção dessas informações (produtores da informação contábil. . Características Básicas: .Interpretações. .Pronunciamentos Técnicos. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) foi idealizado a partir da união de esforços e comunhão de objetivos das seguintes entidades: .1.O Conselho Federal de Contabilidade fornece a estrutura necessária. dois por entidade.

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3.2 – ORGÃOS INTERNACIONAIS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE CONVERGÊNCIA

3.2.1 – International Accounting Standards Board (IASB) O IASB foi precedido pelo IASC (International Accounting Standards Committee), e foi fundado como instituição privada em 29 de Junho de 1973, em Londres (Grã-Bretanha), por acordo feito entre profissionais de nove países: Austrália, Canadá, França, Alemanha, Japão, México, Países Baixos, Reino Unido e Estados Unidos. Outros países foram se associando gradativamente, entre os quais o Brasil, e hoje ele reúne mais de 140 países. Outros organismos se associaram e apoiaram o IASC, entre eles o IFAC em 1982, o IOSCO em 1987, o FASB (Financial Accounting Standards Board) em 1991 e a Comunidade Européia em 1995. Os ministros das finanças dos países que formam o grupo do G7 e Fundo Monetário Internacional apóiam o uso das normas a fim de fortalecer a estrutura financeira internacional. O comitê da Basiléia expressa apoio no de 2000.
Em 1º de abril de 2001 o IASB assumiu a responsabilidade de emissão de padrões contábeis internacionais, tornando-se então uma fundação sem fins lucrativos. De acordo com a sua constituição, o IASB tem os seguintes objetivos:

a)

Desenvolver, no interesse público, um único conjunto de normas contábeis globais de alta qualidade, inteligíveis, exeqüíveis, que exijam informações de alta qualidade, transparentes e comparáveis nas demonstrações contábeis e em outros relatórios financeiros, para ajudar os participantes do mercado de capital e outros usuários em todo o mundo a tomar decisões econômicas;

b) c)

Promover o uso e a aplicação rigorosa dessas normas; e Promover a convergência entre as normas contábeis locais e as Normas Internacionais de Contabilidade de alta qualidade. Com o intuito de expandir a representatividade dos organismos interessados nas informações

contábeis, o IASB estabeleceu um grupo consultivo internacional, formado por representantes de usuários e preparadores das informações contábeis, organismos emissores de padrões contábeis e demais organismos da profissão contábil. Quanto à sua estrutura, o IASB é subordinado à Fundação IASC, entidade sem fins lucrativos, com sede nos Estados Unidos, conta com 19 curadores, que indicam os membros do colegiado do IASB, do colegiado de interpretações e do conselho assessor de padrões. Segue abaixo uma figura que demonstra a atual estrutura do IASB.

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Fonte: IASB

IASC (International Accounting Standards Committee) – O Comitê de Padrões Internacionais de Contabilidade é um órgão que monitora, supervisiona o IASB. SAC (Standards Advisory Council) – O Conselho Consultivo de Padrões é o organismo internacional através do qual grupos e indivíduos fazem recomendações ou aconselham o IASB. Foi presidido pelo Professor Nelson Carvalho. IFRIC (International Financial Reporting Interpretations Committee) – O IFRIC é o órgão responsável por interpreter a aplicação dos padrões do IASB no contexto do seu referencial teórico (framewoerk). Atualmente (fevereiro de 2012) encontram-se em vigor as seguintes normas: 29 IASs (International Accounting Standard) – emitidos pelo IASC; e 9 IFRSs (International Financial Reporting Standard) – emitidos pelo IASB.

3.2.2 – International Organization of Securities Commission (IOSCO)
O IOSCO foi criado em abril de 1983 a partir do encontro entre 11 agências reguladoras das Américas, realizado em Quito. Ele nasceu da transformação do seu antecessor inter-American Regional Association (criado em 1974) em uma verdadeira corporação internacional. Em 1984, pela primeira vez, agências reguladoras de fora das Américas se juntaram ao grupo, sendo elas da França, Indonésia, Korea e Reino Unido. Vinte anos mais tarde, esta organização está presente em mais de 181 países e continua crescendo rapidamente. Ele é responsável pela regulação de mais de 90% do Mercado de Capitais no mundo.

3.2.3 – International Standards of Accounting and Reporting (ISAR)
O ISAR (Intergovernamental Working Group of Experts on International Standards of Accounting and Reporting) foi formalmente criado em 1982, pelo Comissariado das Nações Unidas. Ele foi criado para estudar o impacto das grandes corporações multinacionais sobre o desenvolvimento das relações internacionais.
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Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3.2.4 – International Federation of Accounting Committee (IFAC)
O IFAC foi fundado em 1976, tendo sendo sido precedido por ouros organismos: o ICA (International Congress of Accounts), fundado em 1904 e o ICCAP (International Coordination Committee for the Accounting Profession) em 1972. O IFAC é uma federação de organizações nacionais de profissionais contábeis que representa os contadores dos diversos setores, como também alguns grupos especializados que freqüentemente se interligam com a profissão. Atualmente ele representa cerca de 156 organizações com mais de 2,4 milhões de contadores em mais de 114 países. O objetivo do IFAC é desenvolver a profissão e harmonizar padrões mundiais, a fim de permitir aos contadores fornecer serviços de alta qualidade de interesse público.

3.3 – ORGÃOS NORTE-AMERCIANOS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE CONVERGÊNCIA

3.3.1 – Financial Accounting Standards Board (FASB)
O FASB (Financial Accounting Standards Board) é o principal órgão de normatização contábil nos Estados Unidos. Iniciou suas atividades em Junho de 1973, com grande apoio financeiro por parte do Governo dos Estados Unidos, das entidades de classe da profissão contábil e por grandes empresas. A SEC (Securities and Exchange Commission), a CVM americana, endossou o FASB como a única emissora de padrões reconhecidos. A missão do FASB é estabelecer e melhorar os padrões de contabilidade financeira, promover a convergência internacional de padrões de Contabilidade, além de contribuir para a educação contábil e ampliação do nível de entendimento dos contadores, auditores e usuários das informações financeiras. O FASB é um órgão de grande importância para a harmonização contábil mundial pelo fato de que as maiores investidoras mundiais são as companhias multinacionais, muitas das quais americanas, e que adotam os US GAAP (US Generally Accepted Accounting Principles). Além disso, o Mercado de Capitais americano é um dos maiores do mundo. A base conceitual para os US-GAAP está incluída nos pronunciamentos conceituais do FASB, denominados SFAC, que criaram uma espécie de estrutura conceitual básica usada pelo conselho para o estabelecimento de padrões de contabilidade. Os pronunciamentos emitidos pelo FASB são chamados de FAS (Financial Accounting Standards) ou SFAS (Statement of Financial Accounting Standards).

3.3.2 - Securities and Exchange Commission (SEC)
Securities and Exchange Commission, SEC, uma agência governamental independente, estabelecida em 1934, é responsável pela regulamentação do comércio de valores mobiliários nos EUA com o objetivo principal, no campo da contabilidade, de assegurar a total transparência. O formato e o conteúdo das demonstrações financeiras das companhias abertas são regulados pela SEC.

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3.3.3 - American Istitute of Certified Public Accountants (AICPA)

O Instituto americano dos contadores públicos certificados possui um comitê sênior denominado comitê executivo de padrões de contabilidade (AcSEC). Esse comitê é composto de 15 membros voluntários, com representantes de diversos segmentos. o corpo técnico do AICPA designado para determinar as políticas da profissão relativas a normas contábeis e apresentação de demonstrações contábeis. Ele publica boletins práticos de orientações específicas sobre auditoria e contabilidade além de prover regras sobre matérias contábeis que o Financial Accounting Standards Board, FASB (Comitê de Normas de Contabilidade) não tenha se pronunciado. Comparação entre órgãos reguladores brasileiros, americanos e internacionais

Origem

Pronunciamentos

Emissão de Pronunciamentos Contábeis * Diversos IASB FASB

Regulação do Mercado de Ações CVM IOSCO SEC

Emissão de Normas Contábeis e de Auditoria Ibracon/CFC IFAC AICPA/PCAOB

Brasil Internacional Estados Unidos

BR GAAP IFRS US GAAP

* A partir do ano de 2007 iniciou a atuação do CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis com o objetivo de ser um organismo semelhante ao FASB e IASB.

4 – PRINCIPAIS CAUSAS DAS DIFERENÇAS ENTRE OS PAÍSES NA EMISSÃO DE NORMAS CONTÁBEIS
A contabilidade, por ser uma ciência social aplicada, é fortemente influenciada pelo ambiente em que atua. De uma forma geral, valores culturais, tradição histórica, estrutura política, econômica e social acabam refletindo nas práticas contábeis de uma nação e, conseqüentemente, a evolução das mesmas pode estar vinculada ao nível de desenvolvimento econômico de cada país. Usualmente, a contabilidade é considerada a linguagem "dos negócios", ou seja, é onde os principais agentes econômicos buscam informações (principalmente de natureza econômico-financeira) sobre a performance empresarial e avaliação de risco para se realizar investimentos. Nesse sentido, relatórios contábeis sempre são requeridos pelos investidores que desejam mensurar a conveniência e oportunidade para concretizar seus negócios. Assim, sua importância ultrapassou as fronteiras, deixando de ter sua utilidade limitada ao campo doméstico para servir de instrumento de processo decisório em nível internacional, principalmente no atual cenário de globalização dos mercados.
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Índia. Malásia. significando dizer que o lucro de uma empresa brasileira não seria o mesmo se adotadas práticas contábeis de outros países. Como cada país tem seu próprio ambiente político. Itália. social. a maioria dos autores destaca dois grandes grupos distintos: o modelo Anglo-Saxão e o modelo Continental. como fonte de captação de recursos. notadamente a de natureza fiscal. pois cada país tem suas práticas contábeis próprias. e sendo a contabilidade produto dessa complexa interação. Estados Unidos da América. Austrália. Nova Zelândia. Japão. Espanha. países da América do Sul. países comunistas (Europa Oriental). é produto do ambiente em que atua. em primeiro lugar. O Modelo Continental. essa linguagem não é homogênea em termos internacionais. A linguagem não é uniforme porque cada país tem critérios próprios e diferentes para reconhecer e mensurar cada transação. conforme Nobes e Parker (1995). cultural e econômico (diferente um do outro). País de Gales. Bélgica. cujas características predominantes são: a) existência de uma profissão contábil forte e atuante. De forma geral. c) pouca interferência governamental na definição de práticas contábeis. c) as demonstrações financeiras buscam atender primeiramente os credores e o Governo em vez dos investidores. Mônica Encinas 12 . segundo seus sistemas contábeis.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Entretanto.1 – Classificação dos Sistemas Contábeis A contabilidade. visando proporcionar uma compreensão dessa linguagem e a sua comparabilidade. entre outros. e ______________________________________________________________________________ Profª. classificar sistemas contábeis nacionais de uma forma objetiva não é uma tarefa fácil para os pesquisadores. b) sólido mercado de capitais. "O número de tentativas que têm sido feitas para classificar sistemas contábeis nacionais é o mesmo esforço que os biólogos tentam fazer para classificar fauna e flora". A afirmação de Nobes e Parker mostra a dificuldade e possivelmente o grau de arbitrariedade que envolvem tentativas para classificação de países ou grupos de países. A busca de critérios consentâneos é o processo de harmonização contábil internacional. por sua vez. por ser ciência social aplicada. dificultando sua compreensão devido à falta de uniformidade. os investidores. Canadá. O Modelo Anglo-Saxão é composto por países como Grã-Bretanha (incluindo Inglaterra. e d) as demonstrações financeiras buscam atender. 4. é composto por países como França. b) forte interferência governamental no estabelecimento de padrões contábeis. Alemanha. e as características predominantes são as seguintes: a) profissão contábil fraca e pouco atuante. Irlanda e Escócia). África do Sul e Cingapura.

______________________________________________________________________________ Profª. Entretanto. por exemplo. a regra contábil também pode se enquadrar na comparação de Walton. caracterizado pela influência governamental na edição de normas contábeis. se a aplicássemos no caso brasileiro. regras. Walton (2003) apresenta interessante comparação (até de forma jocosa) para explicar as causas das diferenças internacionais. a disseminação cada vez mais acentuada do ensino da contabilidade baseada na escola norte-americana e a possível criação de um Comitê de Procedimentos Contábeis revelam que mudanças podem ocorrer no futuro. No exemplo acima. por ser a educação na área contábil ainda de qualidade duvidosa. por outro lado. o que é pior: enquanto a lei societária estabelece a obrigatoriedade de constituir citada provisão na medida julgada necessária para cobertura de perda julgada provável. Como a contabilidade é usualmente mencionada como linguagem de comunicação. à primeira vista. em termos de financial reporting com a vigência da Lei nº 6. No Irã. filosofias. observa-se. há algumas semelhanças entre si. especialmente se é proibido. Comparando-se as razões das diferenças internacionais no financial reporting. haveria ainda um complicador. procedimentos. ainda. 4. dependendo do seu grau de influência sobre outros. exceto se não explicitamente proibida na lei (Inglaterra). Analisando-se particularmente o caso brasileiro. identificadas pelos principais autores que abordaram o tema. e. como. das quais procuraremos resumir as principais causas. Aqui temos efetivamente um conflito de natureza legal na constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa. uma forte vinculação com o modelo da Europa Continental. tudo é proibido mesmo que esteja permitido na lei enquanto que na Itália tudo é permitido. tudo é proibido a menos que esteja explicitamente permitido na lei. a pouca valorização da profissão contábil.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) d) importância de bancos e outras instituições financeiras (inclusive governamentais) em vez de recursos provenientes do mercado de capitais como fonte de captação pelas empresas. a legislação tributária proíbe expressamente sua constituição. requerendo exames de suficiência e educação profissional continuada. ao afirmar: A compreensão de regras internacionais é muito difícil porque as regras têm diferentes significados: na Alemanha. enquanto que na Inglaterra tudo é permitido a menos que esteja explicitamente proibido na lei.404/76 e os esforços da CVM para adaptação das normas contábeis internacionais.2 – Causas das Diferenças Internacionais Considerando-se que cada país tem seu conjunto de leis. a provisão para créditos de liquidação duvidosa cuja constituição seria proibida se não explicitamente permitida na lei (Alemanha) ou cuja constituição é permitida. Mônica Encinas 13 . objetivos (buscam proteger os seus interesses nacionais). Os principais estudiosos sobre o assunto apresentam diversos aspectos como causas das diferenças internacionais. é razoável supor que os sistemas contábeis de cada país venham a ser impactados por tais medidas.

A Grã-Bretanha. Canadá. França e Japão tem resultado em uma estrutura legal.code-law. Austrália. que têm a preocupação maior voltada para os acionistas. inclusive quanto à profissão contábil e ao financial reporting. ______________________________________________________________________________ Profª.2.1 . principalmente no que diz respeito à sua classificação em duas correntes: . o ambiente legal de um país em que vigora o common-Iaw tende a ser propício para inovações em termos de financial reporting.common-law. incluindo procedimentos a serem observados pelas empresas. de outro lado. há muito menos flexibilidade na preparação e apresentação das demonstrações contábeis. que de certa forma influenciou os demais países.Forma de captação de recursos pelas empresas Outro fator de destaque é a existência de um mercado de capitais sólido e atuante. a criatividade para interpretar o "espírito da lei". Nesse contexto. onde as empresas podem buscar recursos ou. Por outro lado. que pode ser evasivo. A ênfase maior é na proteção dos credores da companhia. sua dependência junto ao mercado bancário ou fonte governamental. onde não se faz necessário detalhar as regras a serem aplicadas para todos os casos ou para todas as situações. conhecida como legalística. segundo modelo "anglo-saxônico" ou "continental": a) sistema legal de um país baseado em common-Iaw é predominante em países como Grã-Bretanha. e b) sistema legal de um país baseado em code-Iaw. conhecida como não legalística. conforme já abordado anteriormente). diferentemente dos países onde predomina o common-law. e . seus principais provedores de recursos. 4. Aqui. que objetiva suprir os usuários com informações que sejam relevantes ao seu processo decisório.Características. trouxe como conseqüência uma ênfase maior na apresentação das demonstrações contábeis dentro da "visão justa e verdadeira" (true and Jair value) que tendem a ser mais transparentes para os acionistas. natureza e tipo de sistema legal vigente É unanimidade entre os autores pesquisados que as características e o tipo de sistema legal de um país têm destacada influência nas diferenças internacionais. predominante em países como Alemanha. Por que a forma de captação de recursos pelas empresas é relevante para a determinação do tipo de financial reporting? Primeiramente. pode também resultar em artifícios para manipular ou aproveitar brechas legais. onde é requerido um elevado grau de detalhamento das regras a serem cumpridas.2. exportando esse modelo. Nesse sentido. Nova Zelândia. e também focando o que deve ser evitado (presume-se que o que não vem a ser proibido é aceito. voltamos a discutir novamente a classificação dos sistemas contábeis.2 . Elliot e Elliot lembram que em países onde vigora a common-Iaw. porque quando nos referimos a financial reporting devemos ter em mente que a contabilidade é a linguagem de comunicação empresarial.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4. Essa estrutura legal (common-law ou code-law) é capaz de influenciar o comportamento e o direcionamento que um país pode assumir. Mônica Encinas 14 . segundo Saudagaran (2004). Estados Unidos da América.

os credores (querem conhecer fluxo de caixa futuros que garantam a devolução dos empréstimos). os investidores (querem: avaliar o retorno de seu investimento). "em países onde não há demanda do mercado para buscar informações financeiras. tenderá a privilegiar a apresentação de suas demonstrações contábeis contemplando informações que favoreçam seu usuário mais importante. E aí que reside a questão: as informações requeri das por investidores (em ações) são significativamente diferentes das requeridas pelos credores por empréstimos (seja crédito bancário ou fonte governamental)? Conseqüentemente. Por outro lado. Mônica Encinas 15 . Também é a própria profissão contábil que estabelece critérios para credenciamento de contadores e auditores.Nível de influência. Dessa forma. 4. contadores têm sido tratados como 'bookkeepers' (responsáveis pela escrituração) e com baixo status". o credor bancário ou governamental. enquanto os usuários de demonstrações contábeis têm: propósitos diferentes do Fisco. Grã-Bretanha. por exemplo. Saudagaran (2004) também lembra que. mas nenhum deles é politicamente forte o suficiente para influenciar órgãos governamentais legalmente autorizados para editar normas contábeis. questiona-se a qualidade das demonstrações contábeis produzidas bem como se os auditores têm realmente independência e 'status' suficiente para produzir relatórios sobre as empresas por ele auditados". como Canadá. Infelizmente. tenderá a apresentar suas demonstrações contábeis contemplando informações que privilegiem seu usuário mais importante. se um país tem características voltadas para financiar suas empresas com recursos oriundos do crédito bancário ou fonte governamental. Analisando-se a situação brasileira. como. credibilidade e status (amadurecimento) da profissão contábil Nos países onde o mercado de capitais é sólido e atuante. critérios de reconhecimento e mensuração de ativos ______________________________________________________________________________ Profª. "onde a profissão contábil é fraca. informações financeiras confiáveis e tempestivas têm sido requeridas pelos seus usuários (investidores em geral). Estados Unidos da América. a realidade brasileira revela que o "status" da profissão contábil e a capacidade de influenciar (ou mesmo de editar) a elaboração de normas contábeis estão ainda aquém do esperado. estabelece critérios ou percentuais bem definidos para reconhecimento de despesas ou receitas (como. por intermédio de seus conselhos ou órgãos de classe. qual seja.Vinculação da Legislação Tributária com Contabilidade Societária O Fisco tem objetivo específico voltado para tributação do lucro e.2. Por outro lado.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Nessa linha de raciocínio. depreciação de ativo permanente).3 .4 . 4. observamos que a profissão contábil é representada por dois órgãos: o CFC e o IBRACON. seus acionistas. teríamos que conhecer um pouco melhor quem é esse usuário para saber que tipos de informações são necessários. A profissão contábil nesses países é "auto-regulamentada" (com pouca interferência do governo) e é responsável pela promulgação de padrões contábeis e de auditoria. para julgar o que é relevante para o usuário. conseqüentemente. se um país tem características voltadas para financiar suas empresas com recursos oriundos do mercado acionário. seja por meio de exames ou certificações. por exemplo. segundo Elliot e Elliot (2002).2.

por exemplo. Finalmente. o leasing. O corpo docente na maior parte das faculdades particulares também é representado por profissionais que atuam no mercado de trabalho durante o dia e dedicam-se ao ensino como atividade complementar. Além disso. Por conseguinte.Nível de qualidade da educação na área contábil Saudagaran (2004) apresenta interessante comparação entre os paíse: que têm longa tradição na área contábil e que contam com elevado padrão de ensino oferecendo. aqui denominado arrendamento mercantil. pelo pouco prestígio perante a sociedade. não sendo disponível em curso superior (nível universitário) Como conseqüência. ainda convivemos com inúmeras situações desconfortáveis de legislações ou regulamentos de natureza tributária determinando regras de como contabilizar transações (como. ______________________________________________________________________________ Profª. o ensino é limitado ao nível secundário. conforme já mencionado. No âmbito brasileiro. principalmente por três fatores: a) poucos cursos notoriamente de excelente qualidade. muitas vezes para melhorar seu rendimento mensal. regras para classificação (se um adiantamento para fornecedores. inclusive. alternativas para seus alunos buscarem programas de mestrado/doutorado ou serem treinados para enfrentar um mercado de trabalho atraente e bem remunerado. Outra questão é que a maioria dos cursos de ciências contábeis no Brasil é oferecida à noite para aqueles que já trabalham. bem como se sente incapaz de atrair melhores alunos para integrarem a carreira profissional de contadores. conseqüentemente. em nosso entendimento.5 . O Brasil apresenta uma característica peculiar: embora a legislação societária tenha criado a figura dos "registros auxiliares" para amparar critérios contábeis diferentes dos prescritos em lei e o Fisco tenha consagrado o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). ( Contabilidade é confundida com escrituração fiscal e é tratada mais come uma vocação do que profissão. é difícil o aperfeiçoamento deste corpo docente mediante afastamento para cursar mestrado ou doutorado. ou.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) para propósitos de Contabilidade financeira (Financial Reporting) podem ser fortemente impactados por regras fiscais. por exemplo. A exigência do Exame de Suficiência pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) para os bacharéis em ciências contábeis e os graduados no ensino médio de contabilidade também revela que o nível de ensino estão aquém do que o mercado de trabalho requer para o exercício da profissão.2. Entretanto. é permanente ou realizável a longo prazo). em muitos outros países onde a qualidade do ensino na área contábil é relativamente fraca. Mônica Encinas 16 . exceto em universidades públicas. o ensino da Contabilidade caracteriza-se ainda pela predominância do ensino médio (e número de técnicos em Contabilidade é superior ao de contadores) e pele pouco interesse (ou dificuldade) dos contadores em prosseguir seus estudo: em nível de pós-graduação (mestrado/doutorado). desincentivando sua contabilização). o ensino de contabilidade tem limitada influência no financial reporting das empresas. já mencionado anteriormente) ou regras proibindo (ou não admitindo sua dedutibilidade fiscal como despesa e. ainda. 4. a profissão contábil sofre os efeitos da qualidade de ensino.

Entretanto. c) III.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) b) poucos docentes com formação acadêmica e titulação adequados. apenas. sugestões que os auditores obrigam-se a cumprir no mundo inteiro.3. dada a sua menor importância em termos de correlação com as causas da diferenças. linguagem. A profissão contábil e a academia têm pouca participação ou capacidade de influir.EXERCÍCIOS 4. 4.6 – Outras Razões Algumas outras razões são apontadas em diversos estudos. José Wagner) Analise as informações a seguir sobre o processo de internacionalização da Contabilidade: I – Uma das causas das diferenças nos sistemas nacionais de contabilidade é a existência de sistemas legais de natureza e características distintas. Mônica Encinas d) I e II. Enquanto nos países de sistema legal baseado no “Common Law” as práticas contábeis não precisam estar detalhadas nas normas. atualmente designada de IASC Foundation. padrões contábeis emitidos pelo antigo IASC que a partir de 01.2001 foram extintos. padrões contábeis internacionais emitidos a partir de 1973. etc. a sigla IASC ainda existe e denomina a fundação mantenedora e responsável pela indicação dos membros do IASB. localização geográfica. apenas. b) II. São elas: a) Estrutura empresarial e tipo de empresas. II e III. não serão profundamente abordadas aqui. sucessor do International Accounting Standards Committee – IASC. b) Existência de um arcabouço conceitual teórico e o nível de desenvolvimento da teoria contábil ou estrutura conceitual básica da contabilidade. 4. nos países de sistema legal baseado no “Code Law” é requerido um elevado grau de detalhamento das regras contábeis a serem seguidas. apenas. III – Uma vez construído o conjunto das normas internacionais de contabilidade. os países representados no IASB estão obrigados a adotar as IAS e as IFRS.04. No entanto.(Simulado-2008/ Prof.3. a exemplo dos países da União Européia. c) Acidentes de percurso. ______________________________________________________________________________ 17 .3 . invasões. d) Nível de inflação.1 – (CVM/2006) a) b) c) d) e) Os International Accounting Standards (IAS) são: mandatórios para aplicação em todas as sociedades por ações no Brasil. Profª. Ibracon e Banco Central. objetos do projeto de harmonização conjunta patrocinado pela CVM. 4. II – A atual entidade responsável pela emissão de normas internacionais de contabilidade é o International Accounting Standards Board – IASB. e)I. e c) regras para o financial reporting estão nas mãos de órgãos governamentais que editam normas contábeis.2. herança de ser colônia.2 . apenas. Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões): a) I.

IV – forte importância de Bancos como fontes de captação de recursos.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4. c) implementar a harmonização das normas contábeis em todos os paises do Conselho de Membros.3. a partir de 2010. b) I e a III. b) estabelecer uma data específica para a harmonização das normas contábeis dos países do Conselho de Membros. pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade. c) eliminação de entraves burocráticos para o credenciamento de contadores de outros países.(Petrobras-2008/Cesgranrio) O IASB (The International Accounting Standards Board). regras e normas a que todas as nações obedeçam. Um dos seus objetivos é a) determinar o uso e aplicação rigorosa de todas as suas normas. e) verificar.4 . em substituição ao mercado de capitais. Mônica Encinas 18 . 4. visando a melhorar a interpretação e o entendimento dos aludidos sistemas.(Petrobras-2008/Cesgranrio) Há uma forte tendência de os autores destacarem a existência de dois grandes grupos de sistemas contábeis: o modelo anglo-saxão e o modelo continental. preferencialmente. São características predominantes do modelo anglo-saxão APENAS a a) I e a II. estabelecer princípios contábeis universais.3 . 4. 5 auditores praticantes. 4. Instituto Brasileiro de Contadores (sic) e Conselho Federal de Contabilidade. estabelecer leis.5 . se suas normas são cumpridas. em todos os países a ele filiados. III – demonstrações financeiras que buscam atender os investidores. Uma das prováveis vantagens decorrentes da harmonização dos sistemas contábeis é provocar a a) aceitação das normas contábeis internacionais.(Petrobras-2006/Cesgranrio) Há alguns anos o IASB – International Accounting Standards Board – (colegiado de padrões contábeis internacionais) vem buscando realizar uma harmonização nos padrões de contabilidade das nações associadas. padronizar.3. e) III e IV. órgão independente do setor privado. preferencialmente. c) I e a IV. ______________________________________________________________________________ Profª. dentre elas as brasileiras. constituído por mais de 140 entidades mundiais. II – demonstrações financeiras que buscam atender credores e governo. criar um padrão único a ser utilizado por todas as nações. o objetivo dessa harmonização dos padrões contábeis mundiais visa a: a) b) c) d) e) permitir a comparabilidade das informações. dentre outras. que se destina ao estudo dos padrões contábeis. a forma de apresentação dos demonstrativos contábeis. evitando a xenofobia ou barreiras por nacionalismo exacerbado. b) unificação dos currículos básicos dos cursos de Ciências Contábeis. mas de forma a permitir a reconciliação dos seus sistemas de informações contábeis. d) II e a III. de alta qualidade. é formado por um Conselho de Membros. exclusivamente.(Petrobras-2008/Cesgranrio) A harmonização dos padrões contábeis internacionais não significa a padronização das normas contábeis. as seguintes: I – existência de profissão contábil forte a atuante.3. Fundamentalmente. formado por. no mínimo.6 . Ela se caracteriza por ser um processo que procura preservar as particularidades dos países.3. d) promover a convergência entre as normas fiscais locais e as Normas Internacionais de Contabilidade. com sede em Londres. que têm como características predominantes.

Suécia.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) d) redução do atrelamento da contabilidade às normas tributárias e da influência governamental nessa área. e) OECD – Organization for Economic Cooperation and Development. estuda os padrões contábeis mundiais. b) Em países com forte legislação trabalhista protecionista. b) IOSCO – International of Securities Comission. estrutura legal ou organismos profissionais atuantes. em relação aos sistemas contábeis por eles praticados. Dinamarca e Islândia. já identificada e reconhecida. atualmente.3. Estados Unidos.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) Nos Estados Unidos da América.3. Espanha.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) Um dos fatores que demonstram grandes diferenças entre os países. é a legislação tributária. que precisarão exercer o poder de determinação para implantação das normas. assinale a que caracteriza uma vantagem. Portugal e Austrália. c) IASB – International Accounting Standards Board. em vista de existirem poucos ajustes a serem realizados.7 . precisará ser efetivada a harmonização dos currículos básicos dos cursos de ciências contábeis com o processo de credenciamento de contadores e auditores para atuação em outros países. a) As barreiras de nacionalismo exacerbado deverão se vencidas pelos órgãos internos de contabilidade desses países. a implementação das normas internacionais torna-se mais fácil. mas a edição de padrões contábeis é sustentada pelo(a) ______________________________________________________________________________ Profª.3. c) Em países fortemente legalistas. visando estabelecer uma harmonização de procedimentos válida para os países membros: a) FASB – Financial Accounting Standards Board. d) IFAC –International Federation of Accountants. da adoção da harmonização das normas internacionais para as empresas sediadas nos países que as adotam. Alemanha. 4.(BNDES-2008/Cesgranrio) Dentre as opções abaixo. Mônica Encinas 19 . a harmonização deverá indicar que as empresas que pretendem ingressar no mercado de capitais procurem as Bolsas de Valores dos países mais desenvolvidos para o lançamento de suas ações. Os países em que as demonstrações contábeis (financial reporting) se destinam a atender tanto a propósitos fiscais como a objetivos específicos de usuários externos são: a) b) c) d) e) Grã-Bretanha. a harmonização contábil passa também pela mudança do sistema legal. e) efetiva contribuição para a redução de custos nos trabalhos de auditoria.10 . a regulamentação e a normatização de matéria contábil estão sob a responsabilidade de um organismo do setor privado – FASB – Financial Accounting Standards Board. 4. Irlanda e Canadá. 4. e) Em países que não possuem Bolsa de Valores.9 .(BNDES-2008/Cesgranrio) Qual o órgão internacional e independente que.8 . Áustria e França. d) Em países que não possuem padrão próprio de sistemas contábeis. Holanda e Suíça. 4.3. sendo retirada do governo a autoridade de emitir normas contábeis.

4. primeiramente. para o governo.11 . (b) reduzir custos por permitir registros únicos em vários países. Mônica Encinas 20 . para os investidores. (e) profissão contábil fraca e pouco atuante. sólido mercado de capitais como fonte de captação de recursos. (c) profissão contábil forte e atuante. (d) profissão contábil fraca e pouco atuante. a maioria dos autores e estudiosos de sistemas contábeis destaca a existência de dois grandes grupos distintos: o modelo anglo-saxão e o modelo continental. FIA – Federal International Accountants. sólido mercado de capitais como fonte de captação de recursos. em primeiro lugar. para os administradores. Entretanto. aos investidores. de acordo com seus sistemas contábeis. pouca interferência governamental na definição de práticas contábeis. de natureza fiscal. forte interferência governamental no estabelecimento de padrões contábeis. e demonstrações financeiras que buscam atender. (d) unificar os impostos cobrados nos diversos países. de natureza fiscal. notadamente. notadamente. importância de Bancos e outras instituições financeiras como provedores dos recursos. as principais características do modelo anglo-saxão são a existência de uma: (a) profissão contábil forte e atuante. uso de Bancos e instituições financeiras como fonte de captação de recursos. AICPA – American Institute of Certified Public Accountants.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) a) b) c) d) e) FED – Federal Reserve Bank. sólido mercado de capitais como fonte de captação de recursos. SEC – Securities and Exchange Commission.3. pouca interferência governamental na definição de práticas contábeis. e demonstrações financeiras que buscam atender. em primeiro lugar. e demonstrações financeiras voltadas. e demonstrações financeiras voltadas. e demonstrações financeiras voltadas. (c) permitir a comparabilidade das informações. em primeiro lugar.12 . a principal razão para haver a harmonização dos padrões contábeis internacionais é: (a) padronizar os procedimentos contábeis de forma universal. forte interferência governamental no estabelecimento de padrões contábeis. têm revelado um alto grau de dificuldade. Para essa classificação. 4. notadamente.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) As tentativas para classificar os países. em primeiro lugar. (b) profissão contábil forte e atuante.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) No entendimento de autores e pensadores da Contabilidade. ou grupos de países. ASEC – Accounting Standards Executive Committee. de natureza fiscal.3. (e) unificar os princípios fundamentais de contabilidade ______________________________________________________________________________ Profª. aos credores. forte interferência governamental no estabelecimento de padrões contábeis.

e o IASB emitiu 08 IFRS desde então.Divulgação sobre Partes Relacionadas CPC-35-R1 .Subvenção e Assistência Governamentais CPC-02-R2 .Custo de Empréstimos CPC-05-R1 .Apresentação das Demonstrações Contábeis CPC-16-R1 .Benefícios a Empregados CPC-07-R1 . Mudança de Estimativa e Retificação de Erro CPC-24 .Redução ao Valor Recuperável de Ativos CPC-25 . é o conjunto de padrões contábeis internacionais.Políticas Contábeis. de 1973 a 2000.Demonstrações Consolidadas CPC-18 .Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários CPC-39 .Contabilidade e Evidenciação em Economia Hiperinflacionária CPC-19-R1 .Estoques CPC-03-R2 .Demonstrações Separadas CPC-36-R2 . propôs mudar e substituir ou emendar outros.Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis IAS 1 IAS 2 IAS 7 IAS 8 IAS 10 IAS 11 IAS 12 IAS 16 IAS 17 IAS 18 IAS 19 IAS 20 IAS 21 IAS 23 IAS 24 IAS 27 IAS 27 IAS 28 IAS 29 IAS 31 IAS 32 IAS 32 IAS 33 IAS 34 IAS 36 IAS 37 CPC-26-R1 .Provisão e Passivo e Ativo Contingentes Profª. Neste período o IASB/IASC emendou alguns IASs. O IASC emitiu 41 IAS.Resultado por Ação CPC-21-R1 .Investimento em Coligada CPC-42 .Participação em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) CPC-08-R1 .Receitas CPC-33 . Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 21 .Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conv de Demonstrações Contábeis CPC-20-R1 . emitidos pelo IASB e por seu predecessor.Operações de Arrendamento Mercantil CPC-30 . conhecidos no Brasil como Normas Internacionais de Contabilidade – NIC. o IASC.Evento Subsequente CPC-17 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) PARTE II – NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE INTERNATIONAL FINANCIAL REPORTING STANDARDS (IFRS) O IFRS.Tributos sobre o Lucro CPC-27 . sucessor do IAS (International Accounting Standard).Ativo Imobilizado CPC-06-R1 .Demonstração dos Fluxos de Caixa CPC-23 . de alta qualidade.Instrumentos Financeiros: Apresentação CPC-41 .Demonstração Intermediária CPC-01-R1 . IAS/IFRS/IFRIC x PRONUNCIAMENTOS CPC (Revisado em 08/02/2012) CPC-00-R1 .Contratos de Construção CPC-32 .

Restauração e Reabilitação Ambiental ICPC-15 .638/07 e da Medida Provisória 449/08 CPC-14 .Propriedade para Investimento CPC-29 .Ativo Intangível CPC-38 .Exploração e Avaliação de Recursos Minerais CPC-40 .Contrato de Construção do Setor Imobiliário ICPC-06 .Aspectos Complementares da Operação de Arrendamento Mercantil ICPC-13 .Demonstração do Valor Adicionado (DVA) CPC-12 .Alcance do CPC 10 .Reconhecimento em Transferência de Ativos dos Clientes ICPC-16 .Informações por Segmento CPC-40 .Adoção Inicial da Lei 11.Cotas de Cooperados em Cooperativas e Instrumentos Similares ICPC-03 .Passivo Decorrente de Participação em Mercado Específico .Contratos de Concessão ICPC-02 .Direitos a Participações Decorrentes de Fundos de Desativação.Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos ICPC-04 .Transações de Ações do Grupo e em Tesouraria ICPC-01-R1 .Combinações de Negócios CPC-11 .(Revogado) Veja CPC-38 .Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada CPC-34 .Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 40 ______________________________________________________________________________ Profª.Instrumentos Financeiros: Evidenciação CPC-22 . Mônica Encinas 22 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) IAS 38 IAS 39 IAS 40 IAS 41 IFRS 1 IFRS 2 IFRS 3 IFRS 4 IFRS 5 IFRS 6 IFRS 7 IFRS 8 IFRS 9 CPC-04-R1 .Adoção Inicial das IFRS CPC-10-R1 .Pagamento Baseado em Ações CPC-15-R1 .Distribuição de Dividendos In Natura ICPC-11 .Pagamento Baseado em Ações ICPC-05 .Contratos de Seguro CPC-31 .Ajuste a Valor Presente (NBC-TG-12) CPC-13 .Instrumentos Financeiros: Evidenciação INTERPRETAÇÕES IFRIC 02 IFRIC 04 IFRIC 05 IFRIC 06 IFRIC 08 IFRIC 11 IFRIC 12 IFRIC 15 IFRIC 16 IFRIC 17 IFRIC 18 IFRIC 19 ICPC-14 .CPC-40 e OCPC-03 CPC-43-R1 .Hedge de Investimentos Líquidos em Uma Operação no Exterior ICPC-07 .Extinção de Passivos Financeiros com Instrumentos Patrimoniais OUTROS ATOS DO CPC SEM EQUIVALÊNCIA EM IFRS: PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS CPC-09 .CPC-39 .Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração CPC-28 .Ativo Biológico e Produto Agrícola CPC-37-R1 .

Mensuração e Evidenciação OCPC-04 .Mudanças em Passivos por Desativação. 28. nesta apostila serão abordadas as seguintes normas: IAS 01 – Apresentação das Demonstrações Contábeis IAS 08 – Práticas contábeis.Instrumentos Financeiros: Reconhecimento. 37 e 43 ICPC-12 . Demonstrações Contábeis Separadas. serão trabalhadas apenas algumas das normas descritas acima.Entidades de Incorporação Imobiliária OCPC-02 .Conceito de Valor Justo (FASB) e CPC 12 . nesta disciplina. Mônica Encinas 23 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) CPC-PME . A seleção das normas a serem discutidas foi baseada na prerrogativa de que estas não foram contempladas no curso.Contabilização da Proposta de Pagamento de Dividendos ICPC-09 .Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas ORIENTAÇÕES TÉCNICAS OCPC-01-R1 .Contratos de Concessão INTERPRETAÇÕES TÉCNICAS ICPC-08 .Ativos Intangíveis SFAS 157 .Demonstrações Contábeis Individuais. Sendo assim. Intermediária e Avançada.Ajuste a Valor Presente IFRS 8 – Relatório por Segmento ______________________________________________________________________________ Profª.Interpretação sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos CPC 27. dando prosseguimento à ementa das disciplinas Contabilidade Básica. mudança de estimativas contábeis e erros IAS 10 – Eventos Subsequentes IAS 17 – Arrendamento Mercantil (Leasing) IAS 33 – Resultado por Ação IAS 38 . Restauração e Outros Passivos Similares REVISÕES TÉCNICAS RCPC-01 . considerando o período disponível.Aplicação da Interpretação Técnica ICPC 02 às Entidades de Incorporação Imobiliária Brasileiras OCPC-05 .Pronunciamentos Técnicos e Orientação Técnica (CPC-02 / 03 / 16 / 26 / 36 OCPC-01) Cabe destacar que.Esclarecimentos sobre as Demonstrações Contábeis de 2008 OCPC-03 . Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial ICPC-10 .

São Pressupostos básicos das Demonstrações Financeiras: Regime de Competência. As demonstrações contábeis devem ser apresentadas pelas entidades no mínimo anualmente. São informações obrigatórias às Demonstrações Financeiras: Nome da Entidade. da mutação do patrimônio líquido e do fluxo de caixa. Mônica Encinas 24 . na demonstração do resultado abrangente e na demonstração do patrimônio líquido. As informações comparativas do período anterior devem ser apresentadas para todos os saldos e valores divulgados nas demonstrações contábeis e nas notas explicativas.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (IAS 1) O objetivo da IAS 1 é estabelecer bases para a apresentação das demonstrações contábeis. Se as DCs são individuais ou consolidadas. (d) Demonstração dos Fluxos de Caixa. Se houver mudança na data do exercício social e as demonstrações contábeis forem apresentadas para um período diferente de 1 (um) ano (em comparação com as últimas demonstrações contábeis apresentadas). e (e) Notas Explicativas. exceto quando em casos específicos. O IAS 1 estabelece que uma entidade cujas demonstrações financeiras estão em conformidade com as IFRSs deve fazer uma declaração explícita e sem reservas dessa conformidade nas notas. O objetivo das demonstrações contábeis é o de proporcionar informação acerca da posição patrimonial e financeira. não são totalmente comparáveis. A IAS 1 especifica requerimento mínimo de itens a serem apresentados na demonstração de posição financeira. Um conjunto completo de demonstrações financeiras inclui: (a) Balanço Patrimonial. Continuidade e Essência sobre a Forma. ______________________________________________________________________________ Profª. buscando assegurar a comparabilidade tanto das demonstrações contábeis de um ano para outro quanto em relação às demonstrações contábeis de outras empresas. bem como do fato de que as informações comparativas da demonstração de resultado. (c) Demonstração das Mutações do PL. As demonstrações contábeis também objetivam apresentar os resultados da atuação da administração na gestão da entidade e sua capacitação na prestação de contas quanto aos recursos que lhe foram confiados. do desempenho e dos fluxos de caixa da entidade que seja útil a um grande número de usuários em suas avaliações e tomada de decisões econômicas. Data ou período coberto pelas demonstrações. A IAS 1 também especifica a apresentação mínima de notas explicativas. (b) Demonstração do Resultado Agrangente. Não se deve considerar que as demonstrações financeiras cumprem as IFRSs a menos que cumpram todos os requisitos das IFRSs. é requerida a divulgação do motivo para utilização de um período diferente de um ano. uma outra norma ou interpretação de norma permita ou requeira que a informação comparativa não seja apresentada. A norma também apresenta um guia para identificação de itens em linhas adicionais.

A classificação dos ativos e passivos pode ter diferentes abordagens. participação de não controladores apresentada de forma destacada dentro do patrimônio líquido. Principais julgamentos realizados pela administração. Fornecedores e outras contas a Pagar. já que a norma não prescreve ordem ou formato específico para o Balanço Patrimonial: Correntes e não correntes. Ativos e passivos relativos a impostos diferidos. no mínimo. Clientes e outros Recebíveis. 1. Demonstrações em conformidade com as IFRSs.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Moeda das demonstrações (segundo a IAS 21). Mônica Encinas 25 . ______________________________________________________________________________ Profª. e capital social e reservas e outras contas atribuíveis aos acionistas controladores. as seguintes informações: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) n) o) p) q) r) Imobilizado. Ativos biológicos. Passivos financeiros. Separação por ordem de liquidez. Ativos e passivos relativos a impostos correntes. Nível de arredondamento dos valores das demonstrações. Estoques.1 . Ativos Financeiros. Ativos Intangíveis.DEMONSTRAÇÃO DE POSIÇÃO FINANCEIRA (BALANÇO PATRIMONIAL) A IAS 1 estabelece que a Demonstração da Posição Financeira deve apresentar. Investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Sumário das políticas contábeis adotadas. total de ativos classificados como Mantidos para Venda e ativos incluídos nos grupos de disposição classificados como Ativo Não Corrente Mantido para Venda e Operação Descontinuada. Propriedades para investimento. Provisões. Passivos incluídos no grupo de disposição classificados como mantidos para venda. Divulgações: Base de mensuração usada. e Classificação mista. Caixa e Equivalentes de Caixa.

1.2 – Demonstração de Posição Financeira em ordem Decrescente de Liquidez ATIVO 2008 2007 PL e PASSIVO Passivo Corrente Fornecedores Salários a Pagar Empréstimos Passivo não Corrente Empréstimos Impostos Diferidos Patrimônio Líquido Capital Reservas Lucros Retidos 2008 2007 Ativo Corrente Caixa e Equivalentes Clientes Estoques Outros Ativos Correntes Ativo Não-Corrente Investimentos Societários Imobilizado Líquido Impostos Diferidos Goodwill TOTAL DO ATIVO TOTAL PL e PASSIVO ______________________________________________________________________________ Profª. Mônica Encinas 26 .1. a Demonstração de Posição Financeira (ou Balanço Patrimonial) pode ser apresentada da seguinte forma: 1.1 – Demonstração de Posição Financeira em ordem Crescente de Liquidez ATIVO 2008 2007 PL e PASSIVO Patrimônio Líquido Capital Reservas Lucros Retidos Passivo não Corrente Empréstimos 2008 2007 Ativo Não-Corrente Goodwill Impostos Diferidos Imobilizado Líquido Investimentos Societários Ativo Corrente Outros Ativos Correntes Estoques Clientes Caixa e Equivalentes TOTAL DO ATIVO Impostos Diferidos Passivo Corrente Fornecedores Salários a Pagar Empréstimos TOTAL PL e PASSIVO 1.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Sendo assim.

administrativas etc. despesas de vendas. desp. seguido dos componentes de outro resultado abrangente. a entidade deve evidenciar o montante esperado a ser recuperado ou liquidado em até doze meses ou mais do que doze meses para cada item de ativo e passivo. matéria-prima. Pela função: Custo dos produtos vendidos. As despesas podem ser classificadas de duas formas: Pela natureza: Gastos gerais de produção. (b) está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado. O passivo deve ser classificado como corrente quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios: (a) espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade. ou (d) é caixa ou equivalente de caixa. Qualquer que seja o método de apresentação adotado. como grupos de contas separados no balanço patrimonial. ou pretende-se que seja vendido ou consumido no decurso normal do ciclo operacional da entidade. a menos que uma norma ou interpretação específica requeira outro tratamento. exceto quando uma apresentação baseada na liquidez proporcionar informação confiável e mais relevante.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) A entidade deve apresentar ativos orrentes e não correntes. 1. e passivos correntes e não correntes. cabeçalhos e subtotais nos balanços patrimoniais sempre que sejam relevantes para o entendimento da posição financeira e patrimonial da entidade. A IAS 1 introduziu a exigência de uma Demonstração do Resultado Abrangente. b) Em duas demonstrações: uma demonstrando os componentes de lucro ou prejuízo (uma demonstração à parte) e uma segunda demonstração começando com o lucro ou prejuízo. (c) deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do balanço. ______________________________________________________________________________ Profª. depreciação e amortização etc.DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Todas as despesas e receitas devem ser incluídas na DRE. devendo a empresa apresentar todos os itens de receita e despesa reconhecidos no período em uma das duas seguintes formas: a) Uma única demonstração do resultado abrangente. (b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado.2 . Todos os demais ativos devem ser classificados como não corrente. a menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo se encontre vedada durante pelo menos doze meses após a data do balanço. Todos os outros passivos devem ser classificados como não correntes. O ativo deve ser classificado como corrente quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios: (a) espera-se que seja realizado. (c) espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço. Na situação em que a entidade apresente separadamente seus ativos e passivos correntes e não correntes. ou (d) a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço. os impostos diferidos ativos (passivos) não devem ser classificados como ativos correntes (passivos correntes). Mônica Encinas 27 . A entidade deve apresentar contas adicionais.

no mínimo. e) uma quantia única composta pelo total (i) dos resultados após os impostos de unidades operacionais descontinuadas e (ii) do ganho ou perda após os impostos reconhecido na mensuração pelo justo valor menos os custos de vender ou na alienação dos ativos ou do(s) grupo(s) de alienação que constituem a unidade operacional descontinuada. e custos com funcionários) devem ser divulgadas em notas explicativas. A demonstração do resultado abrangente deve. Mônica Encinas 28 . e aos detentores do capital próprio da empresa controladora. b) custos financeiros. A IAS 1 estabelece um conjunto de informações mínimas a serem apresentadas na face da Demonstração dos Resultados. incluir as seguintes rubricas: (a) resultado líquido do período. e (d) resultado abrangente do período. Em caso de apresentação da demonstração de resultado por função de itens de receitas e despesas. (b) resultados abrangentes totais do período atribuíveis à participação de sócios não controladores. pelo fato de a informação sobre a natureza dos gastos ser útil para a previsão de fluxo de caixa futuro. que deve incluir linhas de itens com as quantias seguintes para o período: a) receita. e f) lucro ou prejuízo. (b) cada item dos outros resultados abrangentes classificados conforme sua natureza. c) participação nos resultados de coligadas e de empreendimentos conjuntos (joint-ventures) contabilizados pelo método da equivalência patrimonial. e i) resultado abrangente total (total comprehensive income). h) parcela de outro resultado abrangente de associadas ou joint-ventures registrado pelo método da equivalência patrimonial. g) cada componente de outro resultado abrangente. d) despesas de imposto. Os itens que se seguem devem ser divulgados nas respectivas demonstrações do resultado e do resultado abrangente como alocações do resultado do período: (a) resultados líquidos atribuíveis à participação de sócios não controladores. e aos detentores do capital próprio da empresa controladora.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) A administração ao decidir sobre o formato da demonstração de resultados abrangentes (natureza ou função) deve levar em consideração aquele que fornecer informações mais relevantes e confiáveis aos usuários das demonstrações contábeis. informações adicionais por natureza (tais como: depreciação e amortização. (c) parcela dos outros resultados abrangentes de empresas investidas reconhecida por meio do método de equivalência patrimonial. ______________________________________________________________________________ Profª. classificado por natureza.

1 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) A Demonstração do Resultado pode ser apresentada das formas a seguir: 1.2.Demonstração de Resultados (por Função) Receita de Vendas (-) Custo das Vendas Lucro Operacional Bruto Outras Receitas (-) Custos de Distribuição (-) Despesas Administrativas (-) Outras Despesas (-) Custos Financeiros Lucro Antes dos Impostos (-) Imposto de Renda Lucro Líquido do Exercício ______________________________________________________________________________ Profª.2.Demonstração de Resultados (por Natureza) Receita de Vendas (+)Outras Receitas (-) Mudança nos Estoques de Produtos Acabados e EPE (-) Matéria-Prima e materiais consumidos (-) Despesas com Pessoal (Salários e Encargos) (-) Despesas de Depreciação e Amortização (-) Impairment de Ativos (-) Outras Despesas (-) Custos Financeiros (+) Equivalência Patrimonial de Coligadas Lucro Antes dos Impostos (-) Imposto de Renda Lucro Líquido do Exercício 2008 2007 1.1 . Mônica Encinas 29 .

são as principais atividades geradoras de receitas da empresa e outras atividades diferentes de investimento e financeiras. c) para cada componente do patrimônio líquido. numerários em transito e aplicações de liquidez imediata. ou seja. Os fluxos de caixa decorrentes dessas atividades derivam basicamente das seguintes operações: recebimentos de vendas de mercadorias ou serviços. feitos por uma entidade. e (iii) transações com proprietários. A IAS 1 exige que a apresentação da demonstração das mutações no patrimônio líquido exiba no corpo da demonstração: a) o resultado abrangente total do período.são as aquisições e vendas de ativos de longo prazo e outros investimentos não inclusos nos equivalentes a caixa. mostrando separadamente contribuições de e para eles e mudanças na participação em subsidárias que não resultem em perda de controle. (ii) cada item de outro resultado abrangente. em sua função como proprietários. e pagamentos a fornecedores. 1. uma reconciliação entre o saldo acumulado no início e no final do período.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1. empregados. No entendimento do IASC a divulgação segregada dos fluxos de caixa decorrentes das atividades de investimentos tem sua importância à medida ______________________________________________________________________________ Profª. b) para cada componente do patrimônio líquido. Isso pode ser mostrado no corpo da demonstração das mutações no patrimônio líquido. Mônica Encinas 30 .4. A IAS 1 não permite mais que essa informação seja destacada na demonstração do resultado abrangente.1.ATIVIDADES DE INVESTIMENTO . depósitos bancários à vista.1.4. A norma também exige a divulgação da quantia de dividendos reconhecidos como distribuições aos acionistas durante o período.4 . e.DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Os ativos líquidos de uma entidade (seu patrimônio líquido) podem mudar por vários motivos. comissões. ou nas notas. mostrando separadamente os valores totais atribuíveis aos proprietários da empresa controladora e a terceiros não controladores. para um determinado período de tempo. 1.4. e a quantia relativa por ação. as consequências das mudanças nas políticas contábeis e as correções dos erros reconhecidos de acordo com a IAS 8. etc.2 . principalmente os lucros e as despesas reportados na demonstração do resultado abrangente e o aporte ou retorno de capital aos acionistas. 1. caixa. propriamente dito.ATIVIDADES OPERACIONAIS .. mostrando separadamente as mudanças resultantes de: (i) lucro ou prejuízo. O fluxo de caixa compreende a movimentação das contas que representam as disponibilidades imediatas da empresa.3 . impostos e outros desta natureza.1 – ATIVIDADES DA DFC 1.DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA Em linhas gerais podemos entender a DFC como sendo o demonstrativo contábil que procura evidenciar o fluxo de recebimentos e pagamentos.1 .

desembolsos/recebimentos por contratos de futuros. com exceção daqueles que se destinam para intermediação ou transação própria. hipotecas e outras modalidades de captação de empréstimos a curto e longo prazos. recebimentos em função da venda e desembolsos decorrentes de aquisição de: ações ou instrumentos de dívida de outras empresas e interesses em joint ventores. O IASC considera que a divulgação separada dos fluxos de caixa decorrentes das atividades financeiras é importante em função da sua utilidade na predição das exigências impostas a futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital à empresa. títulos e valores. devendo apresentar os componentes do fluxo por seus valores brutos.O MÉTODO DIRETO Por este método.3 .1. 1. com exceção daqueles feitos por uma instituição financeira. adiantamento de caixa e empréstimos feitos a terceiros e seus respectivos recebimentos e/ou amortização. ou os pagamentos/recebimentos são classificados como atividade financeira. • numerários recebidos provenientes da emissão de debêntures. a DFC evidencia todos os pagamentos e recebimentos decorrentes das atividades operacionais da empresa.2. • amortização de empréstimos a pagar.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) que revelam a abrangência dos dispêndios feitos com recursos destinados a gerar futuras receitas e fluxos de caixa. Fluxo de Caixa Das Atividades Operacionais (+) Recebimentos de Clientes e outros (-) Pagamentos a Fornecedores (-) Pagamentos a Funcionários (-) Recolhimentos ao Governo (-) Pagamentos a Credores Diversos (=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades Operacionais Das Atividades de Investimentos (+) Recebimento de Venda de Imobilizado (-) Aquisição de Ativo Permanente (+) Recebimento de Dividendos (=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas Investimentos nas) Atividades de ______________________________________________________________________________ Profª. intangíveis e outros ativos de longo prazo.4.2 . contratos de opção e swap. 1. recebimentos pela venda de ativo imobilizado.4. 1. Como exemplo de fluxos de caixa decorrente desse tipo de atividade tem-se: • numerários recebidos provenientes da emissão de ações ou outros instrumentos de capital.ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO: são atividades que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital e empréstimos a pagar da empresa. empréstimos.4. Como exemplos de fluxos de caixas decorrentes desse tipo de atividade tem-se: • • • • • desembolso para aquisição de ativos imobilizados. • pagamentos de investidores para adquirir ou resgatar ações da empresa. intangíveis e outros ativos de longo prazo.FORMAS DE APRESENTAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA São duas as formas de apresentação do fluxo de caixa: método direto e o método indireto. Mônica Encinas 31 .1 . contratos a termo.

2. na opinião do autor isso ser perfeitamente possível.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Das Atividades de Financiamentos (+) Novos Empréstimos (-) Amortização de Empréstimos (+) Emissão de Debêntures (+) Integralização de Capital (-) Pagamento de Dividendos (=) Disponibilidades geradas pelas Financiamento (aplicadas nas) Atividades de Aumento/Diminuição Nas Disponibilidades DISPONIBILIDADES. mas que não modificam o caixa da empresa. A seguir mostramos um modelo genérico de DFC pelo método indireto: Fluxo de Caixa Das Atividades Operacionais Lucro Líquido (-) Aumento de Estoques (+) Depreciação (-) Aumento de Clientes (+) Pagamento a Funcionários (+) Contas a Pagar (+) Pagamentos de Impostos e Tributos (+) Aumentos de Fornecedores (=) Fluxo de Caixa Operacional Líquido Das Atividades de Investimentos Idêntico ao Método Direto Das Atividades de Financiamentos Idêntico ao Método Direto Aumento/Diminuição nas Disponibilidades DISPONIBILIDADES. não concilia déficits financeiros que possam ocorrer com o lucro do período.O MÉTODO INDIRETO O método indireto consiste na demonstração dos recursos provenientes das atividades operacionais a partir do lucro líquido. de investimento e financiamento. chama atenção para o fato de que o fluxo de caixa sozinho. Mônica Encinas 32 .no início do período DISPONIBILIDADES. contudo. Ao permitir a análise segregada por itens operacionais.4.no início do período DISPONIBILIDADES.2 . apesar de. amortização e exaustão). 1.no final do período Fazendo comentários ao modelo proposto pelo FASB. ajustados pelos itens que afetam o resultado (tais como depreciação. Martins destaca a inegável capacidade informativa que este modelo tem.no final do período ______________________________________________________________________________ Profª. apesar de mostrar o que ocorreu.

1. são as seguintes: 1. aquelas que são efetivamente diferenças.6 – EQUIVALÊNCIA E COMPARAÇÃO COM BRGAAP 1. Nossa Lei das Sociedades por Ações exige sempre na ordem decrescente de liquidez e de exigibilidade.Apresentação das Demonstrações Contábeis. imobilizado e intangível. enquanto que o CPC considera a DVA como um dos componentes para um conjunto completo.5 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1. e da aprovação do cpc 26. As principais diferenças. mas a ordem legalmente instituída no Brasil deve ser observada.A IAS 1 prevê a possibilidade de apresentação do balanço patrimonial por ordem crescente de liquidez. a ser aplicada às Demonstrações Financeiras dos exercícios encerrados a partir de dezembro de 2010 e às demonstrações financeiras de 2009 a serem divulgadas em conjunto com as demonstrações de 2010 para fins de comparação. ______________________________________________________________________________ Profª. isto é. 1.NOTAS EXPLICATIVAS As notas deverão ser apresentadas de maneira sistemática. Mônica Encinas 33 . aprovado pela Deliberação da CVM nº 595 de 15 de setembro de 2009.6.A IAS considera a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) como informação suplementar.6. 1.1) .638/2007.2) . da demonstração das mutações no patrimônio líquido e da demonstração de fluxos de caixa deverá ter referência cruzada com qualquer informação que seja pertinente e que esteja presente nas notas. isto é.1 . em decorrência da legislação societária até então vigente. investimentos. da demonstração de resultado (se apresentada separadamente). 178. O CPC 26 não prescreve a ordem ou o formato que deva ser utilizado na apresentação das contas do balanço patrimonial. O IAS 1 não prevê esta obrigação. decrescente de liquidez ou mista. Cada item do corpo da demonstração de posição financeira. tanto quanto possível. existem poucas diferenças entre as normas nacionais e internacionais de contabilidade em relação à forma de apresentação das Demonstrações Contábeis. fora do âmbito das IFRS.Norma Brasileira Equivalente CPC 26 .2 – Comparação com as normas Brasileiras Desde as mudanças ocorridas a partir da Lei 11. da demonstração do resultado abrangente. conforme o § 1 º do seu art. 134) – O CPC 26 determina que o ativo não circulante deve ser subdividido em realizável a longo prazo.

despesa de salário. (b) A classificação dos ativos e passivos na Demonstração da Posição Financeira pode ter diferentes abordagens. 1.( d. fazendo a distinção entre ativo e passivo corrente e ativo e passivo não corrente. e (iii) Classificação mista. (d) Na Demonstração de Rresultados os gastos poderão ser segregados por “função” . julgue as alternativas abaixo: a) ( ) Para o IASB. julgue as alternativas a seguir: a. (ii) Separação por ordem de liquidez. com exceção dos ativos por impostos diferidos. entre elas: (i) Correntes e não correntes. ) A IAS 1 estabelece que o ciclo operacional de uma entidade é o intervalo entre a aquisição de ativos para processamento e sua venda. a exemplo do brasil. o reconhecimento de um ativo está condicionado à satisfação de dois critérios: a probabilidade de benefícios econômicos associados ao ativo fluírem para a empresa e a possibilidade de mensuração confiável do custo do ativo. etc. 1.7 .( g.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1.( f.7.A respeito das Demonstrações Financeiras. ) A distinção entre ativo / passivo corrente e não corrente poderá ser dispensada quando uma apresentação baseada na liquidez fornece informações confiáveis e mais relevantes. ) A IAS 1 exige a divulgação da Demonstração de Posição Financeira em lugar do Balanço Patrimonial exigido pelas normas brasileiras de Contabilidade. Profª. b) ( ) A IAS 1 estabelece que o ciclo operacional de uma entidade é o intervalo entre a aquisição de ativos para processamento e o seu recebimento. ) A IAS 1 determina um formato único de apresentação das demonstrações de posição financeira. ou “função” – despesa de depreciação.2) . No entanto. só É CORRETO afirmar que: (a) A IAS 1 especifica requerimento mínimo de itens a serem apresentados nas Demonstrações Financeiras. ) Os ativos realizáveis dentro de 12 meses após a data da demonstração da posição financeira serão classificados como ativo corrente. (c) Entre as Demonstrações Financeiras obrigatórias podemos citar a Demonstração da Posição Financeira e a Demonstração do Resultado Abrangente.custo dos produtos vendidos e despesas administrativas. ou “natureza” – custo dos produtos vendidos e despesas administrativas.3) .Em relação à IAS 1 – Apres. vendidos ou consumidos dentro do ciclo operacional normal da entidade.( c. ) Na demonstração de resultados os gastos poderão ser segregados por “natureza” . das Demonstrações Financeiras. das Demonstrações Financeiras. entre eles a identificação do Conselho de Administração da sociedade.EXERCÍCIOS: IAS 1 – DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1. despesa de salário.despesa de depreciação. devem ser apresentadas em ordem decrescente de Liquidez e Exigibilidade. c) ( ) A IAS 1 estabelece um conjunto de informações mínimas a serem apresentadas na face da Demonstração dos Resultados.1) .7. entre elas o Custo da Mercadoria Vendida. etc. d) ( ) A IAS 1 estabelece um conjunto de informações mínimas a serem apresentadas na face do Balanço Patrimonial.( b.Em relação à IAS 1 – Apres. entre elas os Intrumentos Financeiros.( e. Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 34 .7.( ) Somente serão considerados Ativos Correntes aqueles realizados..

1. e). Pagamento de dividendos. JAX efetuou as seguintes transações durante o período de 19X1: I. indique. Os juros capitalizados integrem as atividades de investimento. 6 meses da data da aplicação. IV. Operacional (O). b) F – I – O – F – O. uma das práticas a seguir exigida por essas normas é que: a). Os itens equivalentes ao caixa correspondam aos títulos adquiridos até noventa dias de seus venctos.7. Pagamento de juros sobre empréstimos obtidos. II. O imposto de renda pago seja separado entre os três fluxos de caixa. Captação de empréstimo bancário. c) A demonstração dos fluxos de caixa pode ser elaborada pelo método indireto ou direto. Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 35 . No entanto. e) Caixa e equivalentes de caixa englobam as contas de Caixa. b). b) A movimentação do fluxo de caixa é classificada em três categorias segundo a natureza de sua atividade. d).4) . sendo que neste último os fluxos de caixa são apresentados ajustando-se o resultado do período. 1. Profª. especificamente o International Accounting Standard – IAS – nº 7 que trata da Demonstração do Fluxo de Caixa. d) Caixa e equivalentes de caixa englobam as contas de Caixa.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) Na elaboração dos fluxos de caixa. III. 3 meses da data da emissão. envolvendo o caixa puro. A exposição do fluxo de caixa operacional seja pelos métodos direto e indireto.7. c). com financiamento obtido diretamente junto ao vendedor. mais precisamente o SFAS nº 95/87. 1. respectivamente. V. o conceito de caixa é ampliado. 6 meses da data da emissão.(CVM-2008 / NCE-UFRJ) A IAS 7 e o CPC 3 permitem relativa flexibilidade na divulgação da DFC. Bancos e aplicações financeiras com vencimento até 3 (três) meses. Considerando-se a norma norte-americana de contabilidade.7. tem-se que: a) A divulgação da demonstração dos fluxos de caixa deverá ser para 3 (três) exercícios sociais comparativos. Pagamento de uma parcela de imobilizado adquirido a prazo. dinheiro em mão e em conta corrente bancária e as aplicações em equivalentes de caixa. d) F – F – I – I – F.6) . 12 meses da data da aplicação.(Termoaçu-2008/Cesgranrio) Considerando as Normas Internacionais de Contabilidade. Bancos e aplicações financeiras com vencimento até 6 (seis) meses. de terceiros e financiamento.7. e) I – O – O – I – O.(BNDES-2005/UFRJ) A Cia. são elas: operacional. quais fluxos de caixa foram impactados por essas transações. Os dividendos recebidos sejam incluídos nas atividades operacionais. Como equivalentes de caixa podem ser consideradas as aplicações financeiras resgatáveis até: a) b) c) d) e) 3 meses da data da aplicação. c) F – F – O – F – O.7) . Recebimento de juros sobre aplicações financeiras.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1. Investimento (I) ou Financiamento (F): a) F – I – O – I – F.5) . ou seja.

7. (e) Capital social e reservas atribuíveis aos acionistas controladores. 1. (b) Reconciliação das ações em circulação no início e no final do período. do Nelson Carvalho e SirleiLemes.28) . todas as seguintes informações deverão ser adicionalmente divulgadas. (d) Despesa de amortização. (c) Ativos Financeiros.10) .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1. políticas e processos para a administração do capital.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) As atividades operacionais inclusas na demonstração dos fluxos de caixa relacionam-se.8) . Demonstração do valor adicionado.7.Qual das seguintes divulgações não é exigida pela IAS 1? (a) Objetivo. Demonstração de resultados.7.Se a empresa optar pela demonstração do resultado com as despesas divulgadas por função. Atenção: Os exercícios a seguir foram extraídos do livro Contabilidade Internacional para Graduação. normalmente. (d) Moeda de apresentação de relatórios e o arrendodamento adotado. (c) Natureza da despesa.11) . (e) Despesa com pró-labore. Obtenção de recursos dos donos e no pagamento a eles do retorno sobre seus investimentos. (b) Despesa com benefícios de empregados. (d) Impostos Diferidos.9) . (c) Nome e endereço dos principais acionistas. Mônica Encinas 36 . exceto: (a) Despesa de depreciação. exceto: (a) Investimentos avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial.Todos os itens a seguir devem ser apresentados como informação mínima na demonstração da posição financeira.7. (b) Contingências Passivas. ______________________________________________________________________________ Profª. 1. 1. Editora Atlas – 2010 (pág. com as transações que aparecem na: a) b) c) d) e) Avaliação periódica dos ativos de longo prazo que a empresa utiliza para produzir bens e serviços. Operação de empréstimo de credores e investidores da entidade. (e) Fornecedores e Clientes.

(c) Demonstração dos Fluxos de Caixa. a entidade deverá: (a) Fazer uma declaração explícita sobre o não cumprimento do pressuposto de continuidade. pois a administração tem argumentos para defender que o pressuposto da continuidade está mantido com base na capacidade da entidade de obter empréstimo e na projeção de lucros futuros.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1. mesmo que imateriais. 1.13) .A. é uma fabricante de aparelhos de televisão.7. Nessa mesma data. a Cia ABC teve um prejuízo de $ 5 milhões no último ano. (d) É requerida a apresentar as demonstrações contábeis no mínimo a cada dois anos.7. muitas empresas estão optando pela exportação. Além disso. seus ativos correntes somam $ 30 milhões e seus passivos correntes somam $ 40 milhões. (e) Obter uma declaração das instituições financeiras que a estão financiando sobre as possibilidades de recuperação financeira da entidade. consequentemente.14) . Mônica Encinas 37 . (b) Demonstração do Valor Adicionado. (e) Não pode apresentar o valor líquido de clientes com a respectiva provisão para devedores duvidosos. conforme indicado na IAS 1. também informar a base em que as demonstrações foram elaboradas. a companhia projeta lucro para os anos seguintes. ______________________________________________________________________________ Profª.A Cia ABC S. a empresa tem conseguido empréstimos para seus planos de expansão e para capital de giro para os próximos 12 meses. pois ela não tem nenhuma alternativa realística para continuar com suas atividades. (c) Contratar um perito em avaliação de empresas para emitir um laudo a ser submetido aos auditores. (e) Notas Explicativas. (b) Além de divulgar que as demonstrações contábeis não foram preparadas sob o pressuposto da continuidade. O mercado doméstico para aparelhos eletrônicos não está indo muito bem atualmente e. 1.Com relação às orientações gerais sobre as demonstrações contábeis é correto afirmar que a entidade: (a) Deve fazer uma declaração explícita e sem restrições quanto ao cumprimento das IFRSs.12) .Qual dos seguintes relatórios não é uma demonstração contábil obrigatória de acordo com a IAS 1: (a) Demonstração da Posição Financeira. Atendendo às orientações do IAS 1. Com base na análise das mudanças favoráveis na conjuntura econômica para o setor. (d) Demonstração do resultado Abrangente.7. (d) Não divulgar que ela opera em descontinuidade. Adicionalemnte. (c) Está obrigada a fazer todas as divulgações exigidas. (b) Deve usar o mesmo nome para as demonstrações contábeis.

IFRS) e interpretações (SIC. Na impossibilidade de reapresentação. a administração deve utilizar-se de seu julgamento para desenvolver e aplicar políticas contábeis que sejam relevantes para os usuários das demonstrações contábeis. a administração poderá também. e confiáveis no contexto das demonstrações como um todo. interpretação ou por resultar em melhor apresentação ou informação mais confiável nas demonstrações contábeis dos efeitos de transações ou de outros eventos na posição patrimonial e financeira da entidade em seu desempenho e sua movimentação financeira. mas que ainda não tenha entrado em vigor. por exigência de uma norma. no exercício de seu julgamento para desenvolver uma política contábil. ______________________________________________________________________________ Profª. e cujo pronunciamento não seja conflitante com pronunciamentos da IFRS. A administração. e seus possíveis impactos sobre as demonstrações contábeis. As políticas contábeis determinadas pela entidade devem ser aplicadas consistentemente para transações similares. regras e práticas aplicadas por uma entidade ao preparar e apresentar demonstrações financeiras. As práticas contábeis são aplicadas consistentemente a operações semelhantes. que tratam de assuntos similares e relacionados. a administração deve considerar inicialmente normas (IAS. considerar pronunciamentos técnicos emitidos por outros órgãos internacionais que possuam uma estrutura conceitual básica similar. No processo de escolha de suas políticas contábeis. Se nenhum IFRS for especificado.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 2 – POLÍTICAS CONTÁBEIS.Mudança de Políticas Contábeis Práticas contábeis são princípios específicos. a nova política contábil é aplicada retrospectivamente pela reapresentação dos períodos anteriores. Na ausência de uma norma ou interpretação específica. deve considerar as seguintes fontes: i) Verificar os requisitos e orientações nas normas e interpretações existentes. Se o efeito cumulativo não puder ser determinado. ou se a mudança for voluntária. Uma entidade deve divulgar a existência de uma nova norma ou interpretação emitida. Exemplos de Mudança de Prática: Parada Programada de acordo com a CVM 489 e Impairment de acordo com CPC 01. critério de reconhecimento e conceito de mensuração para ativos. devem ser divulgados detalhadamente em notas explicativas. de estimativas e correção de erros. e ii) Buscar as definições. podem gerar ajustes nas demonstrações contábeis. 2. quando ocorrem. fundamentos. quando não existir norma ou interpretação sob IFRS aplicável para tratamento contábil de uma transação específica. contabilização dos efeitos de mudanças de estimativas contábeis e correção de erros. Mônica Encinas 38 .1 . o efeito cumulativo da mudança é incluído no resultado. Se a mudança de prática contábil for requerida por um IFRS. os requerimentos de transição do pronunciamento são seguidos. Alterações em práticas contábeis são modificações que. convenções. receitas e despesas na estrutura conceitual básica das IFRS Adicionalmente. IFRIC) que sejam aplicáveis a uma transação especifica. contabilização dos efeitos de mudanças das políticas contábeis adotadas. Tais ajustes. passivos. É obrigatória a divulgação de mudança de política contábil. MUDANÇAS DE ESTIMATIVAS E ERROS (IAS 8) Deve ser aplicada por uma entidade para: definição de suas políticas contábeis. a nova política é aplicada prospectivamente.

As estimativas contábeis estão relacionadas com estimativas de perdas com clientes considerados duvidosos. ou uso incorreto. mudança na vida útil de um ativo) terão seus efeitos ajustados no Resultado do Período Corrente da Companhia. os quais não podem ser atribuídos a fatos subseqüentes. e fraude. de forma prospectiva. a entidade deve ajustar as informações comparativas para correção do erro. O erro de períodos anteriores deverá ser corrigido com ajuste retrospectivo. ou esteja vinculada a um componente do patrimônio líquido. não são correções de erros. passivo e patrimônio líquido do período mais antigo apresentado que for praticável. erros ao aplicar políticas contábeis.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 2. estimativas de prazos de benefícios de ativos intangíveis para fins de cálculos das amortizações. Tais erros incluem os efeitos de erros matemáticos.Erros de Períodos anteriores São omissões e erros nas demonstrações financeiras de um ou mais períodos anteriores.3 . exceto quando for impraticável determinar o efeito nos períodos específicos ou o efeito cumulativo do erro. passivo ou patrimônio líquido no período das mudanças. lapsos ou interpretações incorretas de fatos.Mudança em estimativas contábeis Alterações em estimativas contábeis resultam de novas informações ou novos acontecimentos e. a entidade deve ajustar o saldo inicial das correspondentes contas do ativo. Os ajustes decorrentes de Mudanças de Estimativas Contábeis (por exemplo. assim sendo. Caso a mudança resulte em mudanças nos ativos e passivos. As estimativas são revisadas periodicamente quando surgem novas circunstâncias ou quando surgem fatos novos. Quando for impraticável determinar o efeito cumulativo do erro em períodos anteriores. de informações confiáveis que: a) estavam disponíveis quando as demonstrações daqueles períodos foram autorizadas para publicação. que surgem de falhas por uso. Quando for impraticável determinar o ajuste do período anterior.2 . ela deve ser reconhecida pelo ajuste no correspondente item do ativo. a partir da data inicial que for praticável. etc. estimativas de vida úteis de ativos imobilizados para fins dos cálculos das depreciações. estimativas de perdas com estoques obsoletos. 2. ______________________________________________________________________________ Profª. Correção de erros são retificações de fatos ocorridos em exercícios anteriores. e b) poderiam ser razoavelmente esperadas como tendo sido obtidas e levadas em conta na preparação e apresentação daquelas demonstrações. Mônica Encinas 39 . na conta contábil própria que se ocorreu a mudança.

A.2) Estudo de Caso 1 (pág.51) .500 (53. Em 2001.Adaptada A Cia Muda Tudo S.Durante o ano de 2002. Para efeito de simplificação.000. Em 31 de dezembro de 2001: redução de $ 15. 2. do Nelson Carvalho e SirleiLemes. a Cia. a empresa passou a dotar a técnica PEPS por considerá-la mais apropriada para refletir o uso e fluxo de mercadorias durante seu ciclo econômico.4. Cia. fechando em $ 34. Até 2000. A Cia.51) .000 de Capital Social. Editora Atlas – 2010 (pág. os estoques eram avaliados usando a média ponderada.000.000 (6. Custo dos Produtos Vendidos de $ 86. a Cia. Gama para 2002 apresentam vendas de $ 104. A empresa está sujeita a alíquota de 30% de Imposto de Renda.500 (incluindo os $ 6.250.000. ao valor de $ 6.000. ______________________________________________________________________________ Profª.500) 20.4. Mônica Encinas 40 .500. Gama tinha $ 5. ela não teve nenhuma outra receita ou despesa. Os registros contábeis da Cia. Em 2001.000) 14.500 do erro nos estoques) e Imposto de Renda de $ 5. Gama apresentou $ Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Antes do Imposto de Renda (-) Imposto de Renda Lucro Líquido 73. Gama descobriu que alguns produtos vendidos durante o ano de 2001 foram incorretamente incluídos nos estoques em 31 de dezembro de 2001. Gama – Extrato da DRE Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Antes do Imposto de Renda (-) Imposto de Renda Lucro Líquido 2002 $ 2001 (corrigido) $ Atenção: Os exercícios a seguir foram extraídos do livro Contabilidade Internacional para Graduação.4 – EXERCÍCIOS 2.1) .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 2. O impacto no custo dos produtos vendidos foi determinado como segue: Em 31 de dezembro de 2000: redução de $ 5.000. alterou sua política contábil em 2001 com relação à avaliação dos estoques.000 Em 2001 o saldo dos Lucros Acumulados era de $ 20.

52) O auditor interno da Cia.000 (130.3) Estudo de Caso 2 (pág.4.000 2000 Ajustado A Demonstração de Lucros ou prejuízos Acumulados de 2001.000 2001 Ajustado 2000 ($) 300.000 (80.000) 110. 2.000 650.000) (40.000 110.000 2001 Ajustado ______________________________________________________________________________ Profª. Agnus & Petra S. anunciou em 2002 que em 2001 a entidade não havia contabilizado uma despesa de amortização de $ 40.000 140. era: Lucros Acumulados (2001) Saldo em 1/1/2000 Lucro Líquido do Exercício (2000) Saldo em 31/12/2000 Lucro Líquido do Exercício (2001) Saldo em 31/12/2001 400.000) (40.000) (0) 480.000) 250.000 (100.000) (30.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) As Demonstrações de Resultados anteriores aos ajustes.000 (120. eram: 2001 ($) Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Antes do Imposto de Renda (-) Despesas Gerais e Administrativas (-) Despesas de Vendas Lucro Líquido 370.000 510.000) 340. é como segue: 2002 ($) Lucro bruto (-) Despesas Gerais e Administrativas (-) Despesas de Vendas (-) Despesa de Amortização = Lucro Antes do Imposto de Renda (-) Imposto de Renda Lucro Líquido 550.000 2002 Ajustado 2001 ($) 650. anterior aos ajustes.000) 400.000 (72. Um resumo da Demonstração do Resultado da empresa para os anos encerrados em 31 de dezembro de 2001 e de 2002.000) (30. desconsiderando o efeito dos impostos.000 (80.000 relacionada a determinado ativo intangível.000) 140.A.000) 200. antes da correção do erro. Mônica Encinas 41 .000 Apresente o reflexo da mudança de política contábil na Demonstração de Resultado e na Demonstração de Lucros ou prejuízos Acumulados de acordo com os requerimentos da IAS 8.000 (60.000) (20.000) 408.000 (70.

Interpretações e Guias do IASB. (c) procurar políticas similares nos projetos em discussão do IASB ainda não aprovados. (b) distinguir as políticas contábeis materiais das imateriais para permitir que a emrpesa priorize aquelas 2002 Ajustado 2001 ($) 2001 Ajustado que são relevantes para os usuários. 2.4. (e) nenhuma das alternativas anteriores. para os anos de 2001 e 2002. (e) nenhuma das alternativas anteiores. no início do ano Lucros acumulados. (d) identificar. antes da correção dos erros. são: 2002 ($) Lucros acumulados. (c) determinar os controles a serem implementados na empresa para identificação de erros e fraudes. apresente o tratamento contábil prescrito pela IAS 8 para a correção de erro. Mônica Encinas 42 . (c) mudança no valor da depreciação acumulada em função de a empresa não ter contabilizado a depreciação de dois anos atrás.4) – Os objetivos da IAS 8 se fundamentam em: (a) orientar as empresas no cálculo das estimativas contábeis. (e) nenhuma das alternativas anteriores. de dez para sete anos. tratamentos de políticas similares. mesmo que não se assemlehem com a estrutura conceitual do IASB. nas Normas.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Os lucros acumulados da Cia .6) – Na ausência de tratamento específico pelo IASB de determinada política contábil. para fins de depreciação.4. 2. (d) listar as políticas contábeis a serem adotadas pelas empresas.7) – Mudança de política contábil inclui: (a) mudança de vida útil de um ativo. 2. ______________________________________________________________________________ Profª. independentemente de divergirem dos pronunciamentos do IASB. (b) mudança de política contábil e contabilizá-la prospectivamente. no final do ano Pede-se: Considerando que a Cia Agnus & Petra está sujeita `a alíquota de 15% de Imposto de Renda. (b) mudança no valor de provisão para garantias de produtos em função de novas informações sobre defeitos de produtos recém-lançados. (d) correção de erro e contabilizá-la retrospectivamente. A Cia ABC deverá contabilizar essa mudança como: (a) mudança de estimativa e contabilizá-la prospectivamente. em primeiro lugar.4. (b) seguir práticas contábeis locais.4. a empresa deverá: (a) observar pronunciamentos recentes de outros órgãos emissores de normas contábeis. (c) mudança de política contábil e contabilizá-la retrospectivamente.5) . 2.A Cia ABC muda sua técnica de avaliação do custo dos estoques de média ponderada para PEPS.

é melhor ignorá-la no ano da mudança e esperar o ano seguinte para ver como a mudança se desenvolve e então tratá-la de acordo com a IAS 8. (e) nenhuma das alternativas anteriores. com as divulgações apropriadas. a empresa deverá: (a) retrospectivamente mudar a taxa de depreciação com base no novo valor revisado. (b) mudar a taxa de depreciação e tratá-la como correção de erro. (e) Nenhuma das alternativas anteriores. (e) nenhuma das alternativas anteriores. entre valores relativos a mudança de política contábil e de estimativas e tratar cada uma delas de acordo com a IAS 8. 2. (b) Distribuir o valor do ajuste. (d) ignorar o efeito da mudaná na depreciação anual. e no futuro o valor poderá ser recuperado.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) (d) mudança da técnica de avaliação do custo dos estoques de média ponderada para PEPS. (c) Tratar toda a mudança como sendo de política contábil. Mônica Encinas 43 . (d) Como essa mudança é uma mistura de dois tipos de alterações.8) – Quando um especialista em avaliação independente comunica à empresa que o valor contábil líquido de um item do imobilizado mudou dras ticamente e que a mudança é material. ______________________________________________________________________________ Profª. (c) mudar a depreciação anual para o ano corrente e os anos futuros. proporcionalmente.9) – Quando for difícil para a empresa distinguir entre uma mudança de estimativa e uma mudaná de política contábil. com as divulgações apropriadas. 2. considerando que o valor remanescente afetará somente o futuro.4. a empresa deverá: (a) Tratar a mudaná como sendo estimativa.4.

3. etc). mas antes da autorização da publicação das demonstrações contábeis. aprovado pela Deliberação da CVM nº 593 de 15 de setembro de 2009. Os dividendos declarados (ou seja. · Não requerem ajustes. · Empresa perdeu um processo fiscal. pois trazem evidências adicionais de condições que já existiam na data do Balanço.1 . A Sociedade conseguiu um empréstimo de valor substancial. A sociedade adquiriu uma nova empresa. Houve uma desvalorização substancial da moeda nacional. Exemplos de eventos que requerem apenas divulgação em Notas Explicativas: · · · · O controle acionário da sociedade foi vendido. adicionalmente. Mônica Encinas 44 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3 – EVENTOS SUBSEQUENTES (IAS 10) Eventos ocorridos subseqüentemente à data do balanço podem ser classificados como eventos que: · Requerem ajustes às demonstrações contábeis. não devem ser reconhecidos como passivo nadata do balanço porque não satisfazem à definição de obrigação presente de acordo com a IAS 37. A entidade deve divulgar a data em que as demonstrações contábeis foram autorizadas para emissão e quem autorizou (ex. · A sociedade foi notificada de processo judicial. Exemplos de eventos que requerem ajustes nas Demonstrações Contábeis: · Falência de um cliente (impacto na PCLD). se praticável. a ser aplicada às Demonstrações Financeiras dos exercícios encerrados a partir de dezembro de 2010 e às demonstrações financeiras de 2009 a serem divulgadas em conjunto com as demonstrações de 2010 para fins de comparação.: conselho de administração. Não existem diferenças entre o CPC 24 e o IAS 10. · Questionamento por vários clientes sobre defeitos técnicos de produtos fabricados no último mês do exercício social. quando é um evento indicativo de que a entidade não atende ao pressuposto de continuidade operacional. Dessa forma. deve ser divulgado em nota explicativa e seus efeitos mensurados. em sendo relevante. ______________________________________________________________________________ Profª. Mesmo que um evento subseqüente seja considerado como evento que não ajusta as DCs. pois se relacionam a situações que surgiram após a data do Balanço. diretoria. itens do balanço devem ser ajustados somente quando o evento for do tipo que requer ajuste ou.EQUIVALÊNCIA E COMPARAÇÃO COM BRGAAP CPC 24 – Eventos Subsequentes. os dividendos que já foram autorizados e não estão mais ao arbítrio da entidade) após a data do balanço.

A diretoria administrativa da Cia GRM autorizou a emissão das demonstrações contábeis em 10 de março de 2007 e os acionistas aprovaram tais demonstrações em 22 de março de 2007. Mônica Encinas 45 . realizada em 15 de abril de 2008.000.60) .1) . o estoque não foi vendido durante os meses de janeiro e fevereiro. finaliza. após uma grande promoção.3) . As demonstrações contábeis tornaram-se disponíveis aos acionistas em 10 de abril de 2008. Pede-se: A Cia VHO deve ajustar suas demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2007? Se sim.2) . Os seguintes eventos ocorreram: a) A Cia GRM declarou dividendos no valor de R$ 120. também para esse cleiente. o valor dos estoques nas demonstrações contábeis era de $ 5 milhões. as quais foram arquivadas junto à agência reguladora em 20 de abril de 2008.2.000 e uma provisão para créditos de liquidação duvidosa.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3. 61) Os auditores independentes da Cia GRM emitiram seu relatório em 28 de fevereiro de 2007 referente às demonstrações contábeis de 31 de dezembro 2006.2 – EXERCÍCIOS Atenção: Os exercícios a seguir foram extraídos do livro Contabilidade Internacional para Graduação. Somente em março.Estudo de Caso 1 (pág.000 em 15 de janeiro de 2007. As demonstrações contábeis da Cia GRM incluem um valor a receber desse cliente de $ 30. os quais serão pagos em 10 de abril do mesmo ano. Editora Atlas – 2010 (pág.2. A assembléia geral dos acionistas. rgistra seus estoques ao menor valor entre custo e valor realizável líquido.2.A. a diretoria revisou as demonstrações contábeis e autorizou sua emissão. apurado pela média ponderada. Pede-se: Qual a data de autorização das demonstrações contábeis de acordo com a IAS 10? 3. As demonstrações contábeis da Cia. Em 31 de março de 2008. b) Um cliente da Cia GRM pediu falência em 5 de fevereiro de 2007.Estudo de Caso 4 (pág. no valor de $ 3. em 14 de março de 2008. aprovou as demonstrações contábeis e autorizou sua emissão. faturando um total de $ 3 milhões. A entidade divulgou seu lucro e outras informações selecionadas em 5 de abril de 2008. por qual valor? 3. Devido a uma severa recessão econômica que afetou o setor. do Nelson Carvalho e SirleiLemes. ela conseguiu vender seus estoques. as demonstrações contábeis para o período finalizado em 31 de dezembro de 2007.Estudo de Caso 5 (pág. VHO foram autorizadas para emissão em 10 de abril de 2008. ______________________________________________________________________________ Profª. Em 31 de dezembro de 2007. uma concessionária de veículos. 61) A Cia VHO.60) A Administração da Global S. 3.

(e) A empresa não deverá fazer nada a respeito do evento. passou a fabricar. ______________________________________________________________________________ Profª. que o superaquecimento foi causado por negligência dos operadores do equipamento. de acordo com a IAS 10? 3. (d) A empresa deverá somente divulgar em notas explicativas os $ 220. 3. pois apesar de ser um evento após a data do balanço que gera ajustes. Qual procedimento a Pardalite deverá adotar de acordo com a IAS 10. (b) A empresa deverá reconhecer no passivo a dívida de $ 220.000 porque se refere a um evento que gera ajuste. é uma obrigação presente com uma saída improvável de recursos. Mônica Encinas 46 .2. (b) Dividendos propostos pela administração. o valor é material. Pede-se: Como a Cia GRM deve tratar esses eventos após a data do balanço.5) A industria Pardalite S. (a) A empresa deverá somente divulgar em notas explicativas os $ 220. exigindo uma indenização de $ 220. que a explosão foi consequência do uso inadequado do equipamento pela empresa petrolífera. ocorreu um explosão que causou a morte de 22 funcionários da empresa petrolífera. Com base na apólice de seguro existente para o equipamento.4) – São exemplos de eventos após o balanço que geram ajustes nas demosntrações contábeis: (a) Um investimento em uma controlada estrangeira que foi reduzido consideravelmente em função da queda no preço das ações como consequência de forte crise que afetou o setor de atuação da controlada. A nova tecnologia foi patenteada pela Pardalite ainda em 2005. As demonstrações contábeis foram autorizadas para emissão pela diretoria em 10 de abril de 2006. (c) A empresa deverá reconhecer no passivo a dívida de $ 220.000 (passivo contingente). pois apesar de ser um evento que gera ajuste.000 porque se refere a um evento que gera ajuste. Como consequência. Após as investigações. nenhum passivo foi reconhecido pela seguradora.000.A. (d) Dasapropriação de uma das instalações da empresa em função da construção de uma usina hidrelétrica.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) c) Um equipamento utilizado na fábrica do principal produto da Cia GRM. um novo equipamento de perfuração de poços de petróleo em águas profundas. como resultado de alguns anos de pesquisa. em função de a administração da empresa concluir que o referido equipamento gerará benefícios somente pela venda. e que o fabricante do equipamento não teve culpa. (c) Reclassificação de um equipamento industrial do imobilizado para o ativo circulante. a única industria fabricante do equipamento. em 2 de março/2007. Em 18 de fevereiro de 2006. em 2005. A fabricação foi possível devido ao desenvolvimento de uma nova tecnologia pela própria empresa. no final de março. a companhia de seguros concluiu. naquele ano. um processo judicial foi aberto contra a Pardalite pelos familiares dos funcionários mortos. foi totalmente danificado por um superaquecimento ocorrido em 10 de dezembro do mesmo ano. quando do uso do referido equipamento num poço de petróleo.000. a Cia GRM reconheceu um valor a receber da seguradora de $ 680. (e) Venda de um equipamento industrial por um valor inferior ao seu valor contábil.000. Em 5 de março de 2006. adquirido em maró de 2006 por $ 730. de forma que ela tornou-se. as autoridades concluíram.2.000. Após uma série de investigações.

Um arrendamento mercantil é classificado como operacional se ele não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. A classificação de um arrendamento mercantil como um arrendamento mercantil financeiro ou um arrendamento mercantil operacional depende da natureza da transação e não da forma do contrato. no início do arrendamento mercantil. Exemplos de situações que individualmente ou em conjunto levariam normalmente a que um arrendamento mercantil fosse classificado como arrendamento mercantil financeiro são: (a) o arrendamento mercantil transfere a propriedade do ativo para o arrendatário no fim do prazo do arrendamento mercantil. É associado à concepção econômica de que o fato propulsor de rendimentos para uma empresa consiste na utilização e não na propriedade de um bem. hoje podemos diferenciar dois tipos básicos de arrendamento mercantil: OPERACIONAL e FINANCEIRO. O arrendamento mercantil é um instrumento utilizado desde os tempos mais remotos e repousa sobre o conceito de propriedade. um leasing financeiro.ARRENDAMENTO MERCANTIL – LEASING (IAS 17) O termo Leasing é oriundo do verbo to lease. De forma geral. por um determinado prazo. por motivos diversos. que significa alugar. Um arrendamento mercantil é classificado como financeiro se ele transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. Isto porque. (c) o prazo do arrendamento mercantil refere-se à maior parte da vida econômica do ativo mesmo que o título não seja transferido. mediante uma remuneração acordada entre as partes. o proprietário arrendador cede o uso de um bem ao arrendatário por determinado espaço de tempo. ______________________________________________________________________________ Profª. classificá-los entre esta ou aquela categoria não tem sido tão fácil. seja razoavelmente certo que a opção será exercida. mediante contrato e demais condições pactuadas. Os riscos incluem as possibilidades de perdas devidas à capacidade ociosa ou obsolescência tecnológica e de variações no retorno em função de alterações nas condições econômicas. A finalidade é a cessão de uso de bens de capital. os envolvidos farão o possível para converter em operacional. Mônica Encinas 47 . (b) o arrendatário tem a opção de comprar o ativo por um preço que se espera seja suficientemente mais baixo do que o valor justo à data em que a opção se torne exercível de forma que. Assim é que.Classificação do Arrendamento Mercantil A classificação de arrendamentos mercantis baseia-se na extensão em que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de um ativo arrendado sejam transferidos do arrendador ao arrendatário. Os benefícios podem ser representados pela expectativa de funcionamento lucrativo durante a vida econômica do ativo e de ganhos derivados de aumentos de valor ou de realização de um valor residual.1 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4 . 4. Embora sejam conceitualmente distintos.

Para determinar se um ativo arrendado está desvalorizado. A política de depreciação para os ativos arrendados depreciáveis deve ser consistente com a dos demais ativos depreciáveis e a depreciação reconhecida deve ser calculada de acordo com as regras aplicáveis aos Ativos Imobilizados (e com as relativas à amortização aos Ativos Intangíveis quando pertinente).Arrendamento Mercantil Financeiro no Arrendatário No início do prazo de arrendamento mercantil. Se houver certeza razoável de que o arrendatário virá a obter a propriedade no fim do prazo do arrendamento mercantil. com base em outras características. O valor depreciável de um ativo arrendado é alocado a cada período contábil durante o período de uso esperado numa base sistemática consistente com a política de depreciação que o arrendatário adote para os ativos depreciáveis de que seja proprietário. caso contrário.1 . ______________________________________________________________________________ Profª. Quaisquer custos diretos iniciais do arrendatário são adicionados à quantia reconhecida como ativo. A taxa de desconto a ser utilizada no cálculo do valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil é a taxa de juros implícita no arrendamento mercantil. se inferior. o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil atinge pelo menos substancialmente todo o valor justo do ativo arrendado. Um arrendamento mercantil financeiro dá origem a uma despesa de depreciação relativa a ativos depreciáveis. como resultado dos quais o arrendatário não tem substancialmente todos os riscos e benefícios. o ativo é depreciado durante o prazo do arrendamento mercantil ou da sua vida útil. ou se há pagamentos contingentes. o arrendamento mercantil é classificado como operacional. e (e) os ativos arrendados são de natureza especializada de tal forma que apenas o arrendatário pode usá-los sem grandes modificações. uma entidade aplica o Pronunciamento relativo à Redução ao Valor Recuperável de Ativos (Teste de Impairment).Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) (d) no início do arrendamento mercantil. Isso pode acontecer se. Se não houver certeza razoável de que o arrendatário virá a obter a propriedade no fim do prazo do arrendamento mercantil. o que for menor. Mônica Encinas 48 . a propriedade do ativo se transferir ao final do arrendamento mercantil mediante um pagamento variável igual ao valor justo no momento. se for praticável determinar essa taxa.2 . cada um determinado no início do arrendamento mercantil. por exemplo. os arrendatários devem reconhecer os arrendamentos mercantis financeiros como ativos e passivos nos seus balanços por quantias iguais ao valor justo da propriedade arrendada ou.Arrendamento Mercantil nas demonstrações financeiras dos Arrendatários 4.2. se não for. que o arrendamento mercantil não transfere substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. Os exemplos e indicadores enunciados acima nem sempre são conclusivos. 4. ao valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil. deve ser usada a taxa incremental de financiamento do arrendatário. assim como uma despesa financeira para cada período contábil. o ativo deve ser totalmente depreciado durante o prazo do arrendamento mercantil ou da sua vida útil. Se for claro. dos dois o menor. o período de uso esperado é a vida útil do ativo.

e (b) receita financeira durante o prazo do arrendamento mercantil. ou. Mônica Encinas 49 . exceto se uma outra base sistemática for mais representativa do modelo temporal do benefício do usuário. A receita de vendas reconhecida no início do prazo do arrendamento mercantil por um arrendador fabricante ou negociante é o valor justo do ativo. mesmo que tais pagamentos não sejam feitos nessa base. excluindo custos de serviços.1 . são aplicados ao investimento bruto no arrendamento mercantil para reduzir tanto o principal quanto as receitas financeiras não realizadas. os pagamentos da prestação (excluindo os custos de serviços tais como seguros e manutenção) são reconhecidos como despesa numa base linear. refletindo quaisquer descontos aplicáveis por quantidade ou comerciais. Um arrendamento mercantil financeiro de um ativo por um arrendador fabricante ou negociante dá origem a dois tipos de receita: (a) lucro ou perda resultante de uma venda imediata do ativo a ser arrendado. se inferior.2. da propriedade arrendada menos o valor presente do valor residual não ______________________________________________________________________________ Profª.Arrendamento Mercantil Operacional no Arrendatário Os pagamentos da prestação do arrendamento mercantil segundo um arrendamento mercantil operacional devem ser reconhecidos como despesa numa base em base linear durante o prazo do arrendamento mercantil. a preços normais de venda. Essa apropriação da receita baseia-se num modelo que reflete um retorno periódico constante sobre o investimento líquido do arrendador no arrendamento mercantil financeiro. O custo de venda reconhecido no início do prazo do arrendamento mercantil é o custo.Arrendamento mercantil nas demonstrações financeiras dos Arrendadores 4.3 .3.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4. 4. Os pagamentos do arrendamento mercantil relacionados ao período. Um arrendador tem como meta apropriar a receita financeira durante o prazo do arrendamento mercantil numa base sistemática e racional.Arrendamento Mercantil financeiro no Arrendador Os arrendadores devem reconhecer os ativos mantidos por um arrendamento mercantil financeiro nos seus balanços e apresentá-los como uma conta a receber por um valor igual ao investimento líquido no arrendamento mercantil. todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade legal são transferidos pelo arrendador e. o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil pertencentes ao arrendador. os pagamentos do arrendamento mercantil a serem recebidos são tratados pelo arrendador como reembolso de capital e receita financeira para reembolsar e recompensar o arrendador pelo seu investimento e serviços. quando legalmente permitido. Para os arrendamentos mercantis operacionais. calculado a uma taxa de juros do mercado. Os fabricantes ou comerciantes. Substancialmente. salvo se uma outra base sistemática for representativa do modelo temporal do benefício do usuário. O reconhecimento da receita financeira deve basear-se num modelo que reflita uma taxa de retorno periódica constante sobre o investimento líquido do arrendador no arrendamento mercantil financeiro.2 . num arrendamento mercantil financeiro. oferecem muitas vezes a clientes a escolha entre comprar ou arrendar um ativo. ou o valor contábil se diferente. portanto.

e se for claro que a transação é estabelecida pelo valor justo. 4. O tratamento contábil de uma transação de venda e leaseback depende do tipo de arrendamento mercantil envolvido.Transações de venda e leaseback Uma transação de venda e leaseback (retroarrendamento pelo vendedor junto ao comprador) envolve a venda de um ativo e o concomitante arrendamento mercantil do mesmo ativo pelo comprador ao vendedor. A diferença entre a receita da venda e o custo de venda é o lucro bruto da venda.3. a menos que.Arrendamento Mercantil Operacional no Arrendador Os arrendadores devem apresentar os ativos sujeitos a arrendamentos mercantis operacionais nos seus balanços de acordo com a natureza do ativo. que é reconhecido de acordo com a política seguida pela entidade para as vendas imediatas. Os custos. qualquer lucro ou perda deve ser imediatamente reconhecido. Mônica Encinas 50 . Se uma transação de venda e leaseback resultar em um arrendamento mercantil operacional. qualquer excesso de receita de venda obtido acima do valor contábil não deve ser imediatamente reconhecido como receita por um vendedor-arrendatário. deve ser diferido e amortizado durante o prazo do arrendamento mercantil. o excesso sobre o valor justo deve ser diferido e amortizado durante o período pelo qual se espera que o ativo seja usado. se a perda for compensada por futuros pagamentos do arrendamento mercantil abaixo do preço de mercado.2 . e a depreciação deve ser calculada de acordo com as regras aplicáveis aos Ativos Imobilizados (e a amortização aos Ativos Intangíveis). incluindo a depreciação. Se o preço de venda estiver acima do valor justo. ela deve ser diferida e amortizada em proporção aos pagamentos do arrendamento mercantil durante o período pelo qual se espera que o ativo seja usado. incorridos na obtenção da receita de arrendamento mercantil são reconhecidos como despesa. Se uma transação de venda e leaseback resultar em um arrendamento mercantil financeiro. 4. O pagamento do arrendamento mercantil e o preço de venda são geralmente interdependentes por serem negociados como um pacote. A política de depreciação para ativos arrendados depreciáveis deve ser consistente com a política de depreciação normal do arrendador para ativos semelhantes. A receita de arrendamento mercantil (excluindo recebimentos de serviços proporcionados tais como seguros e manutenção) é reconhecida numa base linear durante o prazo do arrendamento mercantil mesmo se os recebimentos não forem em tal base. A receita de arrendamento mercantil proveniente de arrendamentos mercantis operacionais deve ser reconhecida na receita numa base linear durante o prazo do arrendamento mercantil. Se o preço de venda estiver abaixo do valor justo. a menos que outra base sistemática seja mais representativa do modelo temporal em que o benefício do uso do ativo arrendado seja diminuído. a menos que uma outra base sistemática seja mais representativa do modelo temporal em que o benefício de uso do ativo arrendado seja diminuído. qualquer lucro ou perda deve ser imediatamente reconhecido. ______________________________________________________________________________ Profª. Ao invés disso. Um arrendador fabricante ou negociante não reconhece qualquer lucro de venda ao celebrar um arrendamento mercantil operacional porque não é o equivalente de uma venda.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) garantido.4 .

00 Valor presente das parcelas: $ 50.5. a) Durante o período de arrendamento. A empresa não está segura que ficará com o bem. b) O arrendatário assume. mesmo que tal situação ocorra antes do término do arrendamento.00 Valor presente das parcelas: $ 56. e) É igual a um aluguel simples. que deve devolver o bem nas mesmas condições em que o arrendou.00 Tempo de vida útil do bem = 50 meses. Pede-se: Contabilize a operação na arrendatária.1) O Bradesco Leasing realiza um leasing para a Cia Americana nas seguintes condições: Parcelamento em 36 meses Valor das Parcela: $ 2.000.00 Pede-se: Contabilize a operação na arrendatária.000.(Refap-2007/Cesgranrio) Assinale a opção que apresenta uma das características do leasing operacional. ficando esta à exclusiva responsabilidade do locatário. a posse do bem é da arrendante. Mônica Encinas 51 .000. 4.00 Valor justo do bem: $ 60.3) .5. A empresa tem certeza que ficará com o bem. d) O arrendamento operacional não inclui a responsabilidade por manutenção e reparos do ativo arrendado.5. o compromisso irrecusável de manter o equipamento até o final de sua vida útil.704. enquanto a propriedade permanece com a arrendadária. ______________________________________________________________________________ Profª.000. c) O arrendador arca com os riscos decorrentes do direito de propriedade.000 Tempo de vida útil do bem = 50 meses. Dados do bem: Valor de Mercado na data do contrato = $ 65. pois não existe cláusula de compra. sobretudo no que diz respeito à obsolescência tecnológica e às condições de comercialização no mercado secundário de equipamentos. de forma definitiva.EXERCÍCIOS (LEASING) 4. relocação ou devolução do bem usado no final do contrato.5 . 4.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4.2) O Bradesco Leasing realiza um leasing para a Cia Americana nas seguintes condições: Número de parcelas = 24 Valor das Parcela: $ 3.

c) Leasing fatorial.000.(CVM-2008/NCE-UFRJ) Uma companhia celebrou um contrato de arrendamento financeiro em 31 de dezembro de 20X0. c) transfere apenas a enfiteuse. R$ 18. o arrendamento transfere a posse do ativo ao arrendatário no fim do prazo do contrato. com vencimento no final de cada ano.(Refap-2007/Cesgranrio) É uma operação financeira em que uma empresa. Esta. c). e (4) uma taxa de juros de 10% ao ano. c).5. Este é o enunciado de: a) Leasing financeiro. 4. no início do arrendamento o valor dos pagamentos mínimos ajustados do contrato atinge. todo o valor justo do ativo arrendado.4) . associado a um equipamento. 4.5. aproximadamente: a). R$ 19. d) não realiza essa transferência.000.(CESGRANRIO / 2011 . A situação que está mais identificada com outras modalidades de arrendamento é: a). d). o arrendamento mercantil operacional a) transfere apenas os benefícios.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4. e) equivale a uma venda a prazo.5. d). R$ 19. e).(CVM-2008/NCE-UFRJ) A IAS 17 relaciona algumas situações que podem conduzir a que uma transação de arrendamento mercantil seja classificada como financeira.Petrobrás / Contador Júnior) Segundo o CPC 06. em contrapartida.947 e R$ 6. pelo menos substancialmente.471. as despesas incorridas com depreciação e juros no exercício de 20X2 são. R$ 19.477. chamada arrendatária.5. que equivale a vida útil do ativo. (3) um período de 5 anos.477. ______________________________________________________________________________ Profª. se propõe a amortizar o preço do bem acrescido de juros. chamada arrendante. a diferença entre arrendamento mercantil financeiro e operacional é que.818. b) Leasing operacional.947 e R$ 8. b). o prazo do arrendamento abrange a maior parte da vida econômica do ativo.6) . b). enquanto o arrendamento mercantil financeiro transfere de forma substancial os riscos e benefícios inerentes à propriedade.7) . o arrendatário possui a opção de comprar o ativo por um preço que se espera ser equivalente a seu valor justo na data em que a opção seja exercida.947 e R$ 9. o ativo arrendado é de tal natureza especializada que apenas o arrendatário pode usá-lo sem que sejam efetuadas grandes modificações. d) Faturização.954 e R$ 7. (2) um valor residual garantido (opção de compra) de R$ 8. em contraprestações periódicas como se fossem aluguéis e. O contrato estabeleceu: (1) uma contraprestação anual de R$ 25. b) transfere apenas os riscos.737.925. e). mesmo que o título de propriedade não seja transferido.5) . e) Factoring. Mônica Encinas 52 . 4. O valor presente líquido desse contrato representa R$ 99. adquire bens de capital segundo as especificações e para uso de outra. ao final do prazo. saldar o residual da dívida com seu pagamento ou devolução do bem. R$ 18. Com base no tratamento contábil da IAS 17.954 e R$ 9.

000. em reais.TRANSPETRO / Contador Júnior ) Com o crescimento da carteira de pedidos.106.903.5.00 e) 54.00 1.348. concluiu tratar-se da modalidade de arrendamento mercantil financeiro. ______________________________________________________________________________ Profª. incluídos no contrato Valor residual a ser pago junto com a 36ª prestação Juros do contrato = total do 1º ano Juros do contrato = total do 2º ano Juros do contrato = total do 3º ano Valor dessa máquina para pagamento à vista.00 O contador.500.550. uma indústria precisou fazer o arrendamento mercantil de uma máquina nas seguintes condições: Quantidade de Prestações Mensais Valor de entrada Valor de cada prestação.00 R$ 3. ao valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil.00 b) 48. vencível ao final de cada mês Juros contratuais.8) – (CESGRANRIO / 2011 .00 R$ 4. é correto afirmar. Considerando-se a decisão do contador e adotando-se exclusivamente os valores informados e a boa técnica contábil. ao analisar criteriosamente as características desse contrato do arrendamento mercantil.550.00 d) 50. c) Os arrendadores devem reconhecer nos seus balanços patrimoniais os ativos mantidos por um arrendamento mercantil financeiro e apresentá-los como uma conta a receber por um valor igual ao investimento líquido no arrendamento mercantil.INFRAERO / Auditor) Em relação às operações de arrendamento mercantil. de acordo com as novas Normas Brasileiras de Contabilidade: a) Um arrendamento mercantil é classificado como financeiro se ele não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade.5.00 4. e) Um arrendamento mercantil é classificado como operacional se ele transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. o valor registrado da máquina no Ativo.00 c) 49.9) – (FCC / 2011 .155.797. no dia da operação 36 Sem entrada R$ 1. b) No começo do prazo do contrato de arrendamento mercantil operacional.00 R$ 1. a não ser que outra base sistemática seja mais representativa do modelo temporal do benefício do usuário. d) Os pagamentos do arrendamento mercantil financeiro devem ser reconhecidos como despesa pelo arrendatário numa base de linha reta durante o prazo do arrendamento mercantil.02% ao mês R$ 145. é a) 45. se inferior. Mônica Encinas 53 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4.00 R$ 48.087. os arrendatários devem reconhecer os arrendamentos mercantis operacionais como ativos e passivos nos seus balanços por quantias iguais ao valor justo da propriedade arrendada ou.

apresentado considerando a forma básica e a forma diluída.instrumento representativo de capital social subordinado a todas as demais classes de instrumentos representativos do capital social.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 5 – RESULTADO POR AÇÃO (IAS 33) O objetivo deste Pronunciamento Técnico é estabelecer princípios para a determinação e a apresentação do resultado por ação. bem como para a mesma companhia em períodos diferentes. a fim de melhorar as comparações de desempenho entre diferentes companhias (sociedades por ações) no mesmo período. A norma deve ser aplicada a: Entidades com ações ordinárias negociadas em mercados públicos ou potenciais ações ordinárias. Mesmo que os dados do resultado por ação tenham limitações por causa das diferentes políticas contábeis que podem ser usadas para determinar resultados. Quando apresentadas as demonstrações da controladora e as demonstrações consolidadas em um único relatório. A Mensuração do Lucro por Ação deve ser apresentada nas formas Básico e Diluído.Redução no lucro por ação no pressuposto de que os instrumentos conversíveis são convertidos.Aumento no lucro por ação no pressuposto de que os instrumentos conversíveis são convertidos. o LPA é obrigatório somente nas demonstrações consolidadas. Antidiluição . Entidades que divulgam LPA. tais como a compra de uma empresa ou de outros ativos. O IAS 33 destaca que o resultado por ação deve ser calculado para as ações ordinárias. sendo: LPA resultado das operações continuadas LPA resultado das operações descontinuadas LPA resultado das operações continuadas e descontinuadas Para uma melhor compreensão desta norma. Potencial ação ordinária . um denominador determinado consistentemente melhora os relatórios financeiros. que sejam conversíveis em ações ordinárias. faz-se necessário esclarecer os seguintes conceitos: Ação ordinária . devem observar a IAS 33. conseqüentemente. incluindo ações preferenciais. O foco deste Pronunciamento está no denominador do cálculo do resultado por ação.Ações que seriam emitidas apos o cumprimento de condições resultantes de acordos contratuais. ______________________________________________________________________________ Profª. Diluição . independentemente de sua orbigatoriedade.Passivos financeiros ou instrumentos de capital próprio. Mônica Encinas 54 . Warrants ou opções . Ele requer que o resultado por ação seja calculado e. Entidades que estão em processo de emissão de ações ordinárias.

2 – Resultado por Ação Diluído A companhia deve calcular as quantias relativas ao resultado diluído por ação para o lucro ou o prejuízo atribuível aos titulares de capital próprio ordinário da companhia e. o lucro ou prejuízo resultante das operações continuadas atribuível a esses titulares de ações ordinárias. O objetivo do resultado diluído por ação é consistente com o do resultado básico por ação — fornecer uma medida da participação de cada ação ordinária no desempenho da companhia — e.Média ponderada da quantidade de ações em circulação durante o período. a companhia deve ajustar o lucro ou o prejuízo atribuível aos titulares de ações ordinárias (capital próprio ordinário) da companhia. ao mesmo tempo. se apresentado. Denominador . ______________________________________________________________________________ Profª. o lucro ou o prejuízo resultante das operações continuadas (ou seja.O Resultado por Ação Básico deverá ser calculado mediante a seguinte fórmula: Lucro ou prejuízo líquido atribuível aos detentores de ações ordinárias Número médio ponderado de ações ordinárias Numerador . para refletir os efeitos de todas as ações ordinárias potenciais diluidoras.Resultado por Ação Básico A companhia deve calcular o valor do resultado básico por ação para o lucro ou prejuízo atribuível aos titulares de ações ordinárias (ou capital próprio ordinário) da companhia e. excluído o resultado das operações descontinuadas) atribuível a esses titulares do capital próprio ordinário. se apresentado.1 . Mônica Encinas 55 . RPA (Básico) = 5. Para a finalidade de calcular o resultado diluído por ação. O resultado básico por ação deve ser calculado dividindo-se o lucro ou prejuízo atribuível aos titulares de ações ordinárias da companhia (o numerador) pelo número médio ponderado de ações ordinárias em poder dos acionistas (excluídas as mantidas em tesouraria) (o denominador) durante o período. O objetivo da informação relativa ao resultado básico por ação é proporcionar a mensuração da participação de cada ação da companhia no desempenho da entidade durante o período. bem como o número médio ponderado de ações totais em poder dos acionistas (em circulação).Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 5. refletir os efeitos de todas as ações ordinárias potenciais diluidoras em circulação durante o período.Lucro ou prejuízo líquido do período menos Dividendos destinados à ações preferenciais. .

Mônica Encinas 56 .3) .1) .EXERCÍCIOS: 5.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) O Resultado por Ação Diluído deverá ser calculado mediante a seguinte fórmula: Lucro ajustado depois dos impostos e efeitos de dividendos. RPA (Diluído) = 5. os empréstimos bancários e outros instrumentos de endividamento. apresentará essa informação também para as demonstrações consolidadas. d) a norma é aplicável às demonstrações individuais de uma entidade cujas ações ordinárias sejam negociadas em mercado de balcão. juros. 5. b) diluição consiste na redução do resultado por ação. os contratos de opções em ações.3. receitas de todas potenciais ações ordinárias Média ponderada das ações diluídas A Média ponderada das ações diluídas é obtidas através da Média ponderada das ações ‘básicas’ mais média ponderada das ações ordinárias a serem emitidas na conversão de todas as potenciais ações ordinárias com efeitos diluidor. incluindo os locais e regionais.3. e) um ‘acordo de ação contingente’ (contingent shares agreement) consiste no acordo para emissão de ações. ______________________________________________________________________________ Profª. que diz respeito às ações ordinárias potenciais é: a) b) c) d) e) as ações que sejam emitidas para a satisfação de condições resultantes de acordos contratuais. A prática que conflita com as orientações da IAS 33 é: a) a entidade que escolher divulgar o resultado por ação para suas demonstrações individuais. o elemento que não participa do denominador da fórmula. inclusive os ligados a ações preferenciais que sejam conversíveis em ordinárias. que dependa da satisfação de condições específicas.(CVM-2008 / NCE-UFRJ) A IAS 33 prescreve as práticas contábeis associadas ao cálculo e divulgação do resultado por ação. os instrumentos patrimoniais. c) se uma entidade apresentar suas demonstrações individuais e para o consolidado. as garantias (warrants).(CVM-2008 / NCE-UFRJ) Na determinação do resultado por ação diluído. o resultado por ação apenas precisará ser apresentado numa base consolidada.2) . em razão da suposição de que instrumentos conversíveis serão convertidos em ações ordinárias.

4) Com base nas informações do exercício anterior. Mônica Encinas 57 . e não houve alteração em sua composição ao longo do ano.00/ação) Ações ordinárias em circulação em 01/01/2009 = 800. e de acordo com a IAS 33 – Resultado por Ação.00 Remuneração das ações preferenciais de 10% Quantidade de ações preferenciais em circulação: 100. no valor de R$ 30.000 Emissão de ações ordinárias em 01/07/X1 = 800. Ignore os efeitos do Imposto de Renda.3. As debêntures foram adquiridas em X0 e são remuneradas a uma taxa de 10% ao ano. 5. conversíveis em ação.000 Existem 100. e as informações adicionais apresentadas abaixo. de acordo com as normas internacionais de contabilidade – IAS 33. A alíquota de Imposto de Renda da empresa é de 25%. no valor de R$ 3.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 5. de acordo com as normas internacionais de contabilidade – IAS 33.00) Ações ordinárias em circulação (01/01/X1) = 500.000 debêntures em circulação.3. ______________________________________________________________________________ Profª. As debêntures foram adquiridas em 2008 e são remuneradas a uma taxa de 5% ao ano. Existem 100.000 Emissão de ações ordinárias em 01/10/2009 = 800.00 cada.00 cada.000.000 (R$ 5.000 Recompra de ações ordinárias em 01/04/2009 = 400.000 Recompra de ações ordinárias em 01/10/X1 = 400. conversíveis em ação. e Normas Brasileiras de Contabilidade. A alíquota de Imposto de Renda da empresa é de 25%. de acordo com a IAS 33: ____________________ b) Lucro por Ação Diluído da Companhia.000 Recompra de ações ordinárias em 01/07/2009 = 200.000. As ações preferenciais foram adquiridas em 1º/01/XI.00 Remuneração das ações preferenciais: 4% ao ano Quantidade de ações preferenciais em circulação.000.3. emitidas em 01/01/2008: 80. Lucro Líquido do Exercício = R$ 1. de acordo com a IAS 33: ____________________ c) Lucro por Ação.3) Com base nas informações a seguir. pede-se: a) Lucro por Ação Básico da Companhia. calcule o Lucro por Ação Diluído da Companhia.000 debêntures em circulação.000 5.5) . calcule o Lucro por Ação Básico da Companhia. de acordo com as NBCs anteriores à convergência: ___________________ Lucro Líquido do Exercício de 31/12/2009 = R$ 500.000 (cada uma cotada a R$ 20.Com base nas informações a seguir.

.000 Remuneração das Ações Preferenciais .. Mônica Encinas 58 .....R$ 140.....Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 5................00 Debêntures 01/Julho/2009 – Títulos em Circulação ....... 200..500....... 01/Novembro/2009 – Recompra de Ações .00 Outras Informações: Imposto de Renda = 25% As ações PN e as Debêntures são conversíveis em ONs 500....000 800....000.... 600.......000 400...................000 600.. de acordo com as normas internacionais de contabilidade – IAS 33. R$ 500... Ações Preferenciais 01/Abril/2009 – Ações em Circulação .....000.......000 Remuneração das Debêntures ..........................3............000............00 Ações Ordinárias 01/Janeiro/2009 – Ações em Circulação .......................000 ______________________________________________________________________________ Profª....................................... calcule o Lucro por Ação Básico e o Lucro por Ação Diluído da Companhia....6) .. Lucro Líquido do Exercício = R$ 1.........Com base nas informações a seguir.. 01/Agosto/2009 – Emissão de Ações . 01/Maio/2009 – Emissão de Ações ..................

licenças de pesca. individualmente ou junto com um contrato. quotas de importação. 6. licenciado. e estabelece que uma entidade deve reconhecer um ativo intangível apenas se determinados critérios especificados neste Pronunciamento forem atendidos. e. ou seja. o desenvolvimento. quando: a) for separável. alugado ou trocado.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 6 – ATIVOS INTANGÍVEIS (IAS 38) A IAS 38 define o tratamento contábil dos ativos intangíveis que não são abrangidos especificamente em outro Pronunciamento. fidelidade de clientes. c) Sem substância física. Mônica Encinas 59 . Ativo Intangível é: a) Um ativo não monetário. e b) Do qual espera-se que sejam gerados benefícios econômicos futuros para a entidade. controlados e geradores de benefícios econômicos futuros. franquias. são identificáveis. a manutenção ou o aprimoramento de recursos intangíveis como conhecimento científico ou técnico. b) Identificável. imagem e marcas registradas (incluindo nomes comerciais e títulos de publicações). o gasto incorrido na sua aquisição ou geração interna deve ser reconhecido como despesa quando incorrido. direitos autorais. ou b) resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais. ou seja. exigindo divulgações específicas sobre esses ativos. relacionamentos com clientes ou fornecedores. direitos sobre filmes cinematográficos. Nem todos os itens descritos acima se enquadram na definição de ativo intangível. independente da intenção de uso pela entidade. O Pronunciamento também especifica como mensurar o valor contábil dos ativos intangíveis.Definição: Ativo é um recurso: a) Controlado por uma entidade. Caso um item abrangido pela IAS 38 não atenda à definição de ativo intangível. ______________________________________________________________________________ Profª.1 . Exemplos de itens que se enquadram nessas categorias amplas são: softwares. Identificabilidade Um ativo satisfaz o critério de identificação. reputação. nome. As entidades freqüentemente despendem recursos ou contraem obrigações com a aquisição. desenho e implantação de novos processos ou sistemas. licenças. participação no mercado e direitos de comercialização. puder ser separado da entidade e vendido. listas de clientes. direitos sobre hipotecas. ativo ou passivo relacionado. propriedade intelectual. conhecimento mercadológico. independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. transferido. em termos de definição de um ativo intangível. patentes.

Exemplos de custos diretamente atribuíveis são (i) Custos de benefícios aos empregados incorridos diretamente para que o ativo fique em condições operacionais (de uso ou funcionamento). visto que a entidade pode controlar benefícios econômicos futuros de outra forma. mas está aguardando pelo uso. e b) O custo do ativo possa ser mensurado com segurança. 6. o uso da propriedade intelectual em um processo de produção pode reduzir os custos de produção futuros em vez de aumentar as receitas futuras. (ii) honorários profissionais diretamente relacionados para que o ativo fique em condições operacionais. se: a) For provável que os benefícios econômicos futuros que são atribuíveis aos ativos ingressarão na entidade. Normalmente. b) custos da transferência das atividades para novo local ou para nova categoria de clientes (incluindo custos de treinamento). e (iii) custos com testes para verificar se o ativo está funcionando adequadamente. Por exemplo. 6. No entanto. Benefício econômico futuro Os benefícios econômicos futuros gerados por ativo intangível podem incluir a receita da venda de produtos ou serviços.2. e somente.1 – Ativo Intangível adquirido separadamente O custo de ativo intangível adquirido separadamente inclui: a) seu preço de compra. Mônica Encinas 60 . redução de custos ou outros benefícios resultantes do uso do ativo pela entidade. Exemplos de gastos que não fazem parte do custo de ativo intangível: a) custos de lançamento de novo produto ou serviço. acrescido de impostos de importação e impostos não recuperáveis sobre a compra.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Controle A entidade controla um ativo quando detém o poder de obter benefícios econômicos futuros gerados pelo recurso subjacente e de restringir o acesso de terceiros a esses benefícios. tais como aquelas incorridas enquanto a demanda para os produtos do ativo está aumentando gradualmente. A ausência de direitos legais dificulta a comprovação do controle. após deduzidos os descontos comerciais e abatimentos. e e) perdas operacionais iniciais. como propaganda e atividades promocionais. c) custos administrativos e outros custos indiretos. a imposição legal de um direito não é uma condição imprescindível para o controle.2 – Reconhecimento e Mensuração A IAS 38 exige que uma entidade reconheça um ativo intangível (ao custo inicialmente) se. ______________________________________________________________________________ Profª. e b) qualquer custo diretamente atribuível à preparação do ativo para a finalidade proposta. a capacidade da entidade de controlar os benefícios econômicos futuros de ativo intangível advém de direitos legais que possam ser exercidos num tribunal. d) custos incorridos quando o ativo já está nas condições planejadas pela entidade.

Mônica Encinas 61 . produção e preparação do ativo para ser capaz de funcionar da forma pretendida pela administração.2 . Os gastos com pesquisa (ou da fase de pesquisa de projeto interno) devem ser reconhecidos como despesa quando incorridos. a entidade deve classificar a geração do ativo: (a) na fase de pesquisa. financeiros e outros recursos adequados para concluir seu desenvolvimento e usar ou vender o ativo intangível. caso este se destine ao uso interno. ii).Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 6. Fase de pesquisa Nenhum ativo intangível resultante de pesquisa (ou da fase de pesquisa de projeto interno) deve ser reconhecido. a entidade deve demonstrar a existência de mercado para os produtos do ativo intangível ou para o próprio ativo intangível ou. Entre outros aspectos. Caso a entidade não consiga diferenciar a fase de pesquisa da fase de desenvolvimento de projeto interno de criação de ativo intangível. existe um ativo identificável que gerará benefícios econômicos futuros esperados. e vi).2. v). devido às dificuldades para: a) identificar se. o gasto com o projeto deve ser tratado como incorrido apenas na fase de pesquisa. Exemplos de custos diretamente atribuíveis: ______________________________________________________________________________ Profª. iii).Ativo intangível gerado internamente Por vezes é difícil avaliar se um ativo intangível gerado internamente se qualifica para o reconhecimento. forma como o ativo intangível deve gerar benefícios econômicos futuros. Fase de desenvolvimento Um ativo intangível resultante de desenvolvimento (ou da fase de desenvolvimento de projeto interno) deve ser reconhecido somente se a entidade puder demonstrar todos os aspectos a seguir enumerados: i). e b) determinar com segurança o custo do ativo. a sua utilidade. viabilidade técnica para concluir o ativo intangível de forma que ele seja disponibilizado para uso ou venda. intenção de concluir o ativo intangível e de usá-lo ou vendê-lo. capacidade de mensurar com segurança os gastos atribuíveis ao ativo intangível durante seu desenvolvimento. e/ou (b) na fase de desenvolvimento. Em alguns casos não é possível separar o custo incorrido com a geração interna de ativo intangível do custo da manutenção ou melhoria do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) gerado internamente ou com as operações regulares (do dia-a-dia) da entidade. necessários à criação. Para avaliar se um ativo intangível gerado internamente atende aos critérios de reconhecimento. iv). O custo de ativo intangível gerado internamente inclui todos os gastos diretamente atribuíveis. disponibilidade de recursos técnicos. e quando. capacidade para usar ou vender o ativo intangível.

Isso significa que a adquirente reconhece como ativo. corresponder à definição de ativo. independentemente de o ativo ter sido reconhecido pela adquirida antes da aquisição da empresa. Em outras palavras. é separável ou resulta de direitos contratuais ou outros direitos legais. a entidade espera que haja benefícios econômicos em seu favor. independentemente de o ativo ter sido reconhecido pela adquirida antes da aquisição da empresa. administrativos e outros gastos indiretos. 6. o adquirente deve reconhecer na data da aquisição. Se um ativo intangível for adquirido em uma combinação de negócios. separadamente do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). Se um ativo adquirido em uma combinação de negócios for separável ou resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais. considera-se que exista informação suficiente para mensurar com confiabilidade o seu valor justo.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) a) b) c) d) gastos com materiais e serviços consumidos ou utilizados na geração do ativo intangível. Mônica Encinas 62 . um ativo intangível da adquirida. mesmo se houver incerteza em relação à época e ao valor desses benefícios econômicos. custos de benefícios a empregados relacionados à geração do ativo intangível. ou seja. um projeto de pesquisa e desenvolvimento em andamento da adquirida se o projeto atender à definição de ativo intangível. e c) gastos com o treinamento de pessoal para operar o ativo. e amortização de patentes e licenças utilizadas na geração do ativo intangível. o qual reflete as expectativas sobre a probabilidade de que os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo serão gerados em favor da entidade. um ativo intangível da adquirida. um projeto de pesquisa e desenvolvimento em andamento da adquirida se o projeto atender à definição de ativo intangível. o seu custo deve ser o valor justo na data de aquisição. exceto se tais gastos puderem ser atribuídos diretamente à preparação do ativo para uso. for identificável. Os seguintes itens não são componentes do custo de ativo intangível gerado internamente: a) gastos com vendas. separadamente do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) apurado em uma combinação de negócios. o qual reflete as expectativas sobre a probabilidade de que os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo serão gerados em favor da entidade. taxas de registro de direito legal.3 – Aquisição como parte de uma Combinação de Negócios Se um ativo intangível for adquirido em uma combinação de negócios. Um projeto de pesquisa e desenvolvimento em andamento da adquirida atende à definição de ativo intangível quando: a). b) ineficiências identificadas e prejuízos operacionais iniciais incorridos antes do ativo atingir o desempenho planejado. mesmo se houver incerteza em relação à época e ao valor desses benefícios econômicos. Em outras palavras. e b).2. o seu custo é o valor justo na data de aquisição. Isso significa que a adquirente reconhece como ativo. ______________________________________________________________________________ Profª. O adquirente deve reconhecer na data da aquisição. a entidade espera que haja benefícios econômicos em seu favor. Portanto. separadamente do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). separadamente do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) apurado em uma combinação de negócios.

com base na análise de todos os fatores relevantes. existir uma gama de resultados possíveis. considera-se que o seu valor justo pode ser mensurado com confiabilidade. Em seu lugar.Goodwill O goodwill adquirido em uma combinação de negócios e. a duração ou o volume de produção ou unidades semelhantes que formam essa vida útil.4 – Amortização A entidade deve avaliar se a vida útil de ativo intangível é definida ou indefinida e. 6. com diferentes probabilidades. Adicionalemnte. A amortização deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso. deve ser utilizado o método linear. O método de amortização utilizado reflete o padrão de consumo pela entidade dos benefícios econômicos futuros. 6. ou seja. anualmente. reconhecido como tal. o que ocorrer primeiro. A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda ou. ainda. portanto. Um Ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado. no primeiro caso. O valor amortizável de ativo intangível com vida útil definida deve ser apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil estimada. Quando. O goodwill gerado internamente não é reconhecido como um ativo porque ele não é um recurso identificável – não é separável nem surge de acordos legais – nem é controlado pela entidade.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Se um ativo intangível adquirido em uma combinação de negócios for separável ou resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais. Mônica Encinas 63 . na data em que ele é baixado. quando se encontrar no local e nas condições necessários para que possa funcionar da maneira pretendida pela administração.3 . a entidade deve testar a perda de valor dos ativos intangíveis com vida útil indefinida comparando o seu valor recuperável com o seu valor contábil: i). sempre que existam indícios de que o ativo intangível pode ter perdido valor. a incerteza passa a fazer parte da determinação do valor justo. não existe um limite previsível para o período durante o qual o ativo deverá gerar fluxos de caixa líquidos positivos para a entidade. representa os benefícios econômicos que surgem dos outros ativos adquiridos na combinação. que são incorporados ao goodwill por não serem nem individualmente identificados nem separadamente reconhecidos. e ii). ______________________________________________________________________________ Profª. para as estimativas utilizadas na avaliação do valor justo de ativo intangível. é pouco provável que a entidade consiga atribuir custos incorridos à geração desse goodwill. A entidade deve atribuir vida útil indefinida a um ativo intangível quando. Se não for possível determinar esse padrão com segurança.

b) b) ativados. 6. (d) Licenças e royalties.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 6. vão tendo relevância maior.209) Dados: (a) Custos pré-operacionais para abertura do negócio. já comprovado. e) considerados como despesa.208) . (f) Compra de goodwill em uma combinação de negócios. (b) Software contábil desenvolvido internamente para uso da própria empresa. ______________________________________________________________________________ Profª. (h) Custo de cursos realizados pelos administradores para qualificação. (b) Deverão ser capitalizados como Ativo e amortizados durante o período esperado de benefícios futuros. (e) (E) Os gastos com pesquisa deverão ser reconhecidos como Despesa do Exercício. (c) Projeto de um plano piloto. se atendidas certas condições. Atenção: Os exercícios a seguir foram extraídos do livro Contabilidade Internacional para Graduação.1 .(Petrobras-2008/Cesgranrio) Um dos problemas da harmonização contábil reside nos gastos desembolsados com pesquisa e desenvolvimento que. quando estiverem sujeitos a fortes investimentos. do Nelson Carvalho e SirleiLemes. (c) Devem ser levados a resultado do exercício imediatamente. (e) Direitos de transmissão e operação. e os gastos com desenvolvimento poderão ser capitalizados no Ativo. De acordo com as normas internacionais de Contabilidade. Qual o tratamento contábil internacional recomendado para esses gastos? (a) Deverão ser capitalizados como Ativo e amortizados durante o período esperado de futuros benefícios econômicos. (g) Licença de produção de esteróides por meio de uma concessão governamental. enquanto os gastos com desenvolvimento deverão ser levados a resultado. não superiores a 10 anos. independente do prazo de amortização.3 . quando incorridos. sendo o prazo dos gastos com pesquisa de 5 anos. Mônica Encinas 64 . 6.4. de até 10 anos. em razão da incerteza dos benefícios econômicos futuros.(BNDES – 2008/Cesgranrio) Um dos critérios analisados pelos órgãos internacionais de contabilidade diz respeito aos gastos com pesquisa e desenvolvimento. com destaque para as áreas de Saúde e Química.4. a cada dia que passa. (i) Propaganda na televisão que irá estimular as vendas de uma indústria tecnológica.Estudo de Caso 2 (pág. quando incorridos. os gastos com pesquisa devem ser a) ativados.EXERCÍCIOS 6. d) tratados sempre como despesa.4 . tão logo tenham sido incorridos. se há projeto claramente definido. Editora Atlas – 2010 (pág. que será produzido comercialmente. (d) Os gastos com pesquisa deverão ser capitalizados como Ativo durante o período mínimo de 5 anos. quando incorridos.2 . e o de gastos com desenvolvimento. c) ativados.4.

um laboratório farmacêutico. Mônica Encinas 65 .212) Dados: Considernado os dados do Estudo de Caso anterior. Pede-se: Descreva como a Cia.211) Dados: A Cia. o que a compahia pretende fazer. Pede-se: Como a Cia Aérea Atlântida deverá tratar a vida útil da autorização para operar a citada rota aérea? 6. Pede-se: Como a Cia.212) Dados: A Cia. A autorização pode ser renovada a cada quatro anos.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Pede-se: Quais dos custos acima podem ser capitalizados de acordo com a IAS 38 e quais deles serão tratados como despesas. Cyrcus deve tratar a patente.Estudo de Caso 6 (pág. quanto ao reconhecimento.4. Aérea Atlântida deverá tratar a vida útil da autrização para operar a citada rota aérea? ______________________________________________________________________________ Profª.4. quando incorridos? 6.4. As renovações da autorização são concedidas a um custo mínimo e historicamente a Cia Aérea Atlântida tem conseguido atender às exigências e fazer a renovação. a autorização atual tem ainda três anos até sua expiração e a companhia prevê que a rota aérea continuará a gerar fluxo de caixa por esse período de três anos. A entidade tem um acordo com um laboratório de um governo estrangeiro que comprará da Cia Cyrcus a referida patente ao final de seis anos por 40% do seu valor da data de aquisição.Estudo de Caso 7 (pág.4 . sabendo-se que ela atende aos critérios de reconhecimento de um ativo intangível. A empres espera fornecer o serviço indefinidamente entre o principal aeroporto de cada uma das duas cidades e prevê que a infraestrutura necessária continuará sendo disponibilizada pelos aeroportos enquanto ela detiver a auorização de operação. Essa análise da entidade é suportada por evidências sobre a demanda e o Fluxo de Caixa. desde que a entidade cumpra com as normas e regulamentações envolvendo a renovação . cuja produção e venda gerará um fluxo de caixa estimado para a entidade por 12 anos.Estudo de Caso 4 (pág.5 . 6.Cyrcus. Quando ocorre essa mudança.6 . suponha qua a autoridade que concede as licenças para operações de rotas aéreas decide não mais renovar a autorização da Cia Aérea Atlântida e promoverá um leilão para essa e outras rotas.Aérea Atlântida possui autorização para operar deerminada rota aérea bastante lucrativa entre Nova Iorque e Londres. tem uma patente registrada de determinada droga. amortização e teste de impairment.

(c) separabilidade. (e) identificabilidade. geração de benefícios futuros e identificabilidade. (e) ele somente derivar de combinações de negócios. Mônica Encinas 66 . (b) Ele foi adquirido em uma combinação de negócios e a adquirente não tem informações detalhadas sobre sua vida útil.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 6. propriedade e mensuração confiável. ele é incluído no goodwill em uma combinação de negócios.4. a entidade tem o poder de obter seus benefícios econômicos e de restringir o acesso de terceiros a esses benefícios. 6. posse e separabilidade. essa vida útil não poderá mais ser alterada.4. (d) Uma vez classificada como indefinida.7 (a) (b) (c) (d) – Um ativo intangível é identificável se: (pág213) ele pode ser separado da entidade e negociado ou surge por meio de um contrato. ele é claramente identificado no plano de contas da empresa. (d) identificabilidade. (b) controle. (c) Após análises. a entidade conclui que o ativo tem vida útil infinita.9 – Para um ativo intangível com vidaútil indefinida é correto afirmar que: (pág215) (a) A entidade não consegue prever o período de geração de benefícios econômicos desse ativo.8 – As três condições para atendimento do conceito de ativo intangível são: (pág214) (a) geração de benefícios econômicos.4. separabilidade e controle. (e) Ele deve ser amortizado pelo período máximo que a entidade estima que durarão seus negócios como um todo. mensuração confiável e geração de benefícios futuros. ______________________________________________________________________________ Profª. 6.

principalmente na situação em que a empresa possua subsidiárias localizadas em outros países ou. Se a entidade que não é obrigada a aplicar este Pronunciamento optar por divulgar informações sobre segmentos que não estiverem de acordo com este Pronunciamento. O presente pronunciamento aplica-se: a) às demonstrações financeiras individuais de uma empresa: (i) cujos instrumentos de dívida ou de capital sejam negociados num mercado público (uma bolsa de valores nacional ou estrangeira ou um mercado "de balcão".Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 7 – RELATÓRIO POR SEGMENTO . com vista a emitir qualquer classe de instrumentos num mercado público. Um segmento operacional pode desenvolver atividades de negócio cujas receitas ainda serão obtidas. ______________________________________________________________________________ Profª. com vista a emitir qualquer classe de instrumentos num mercado público. Se um relatório financeiro que contém tanto as demonstrações contábeis consolidadas da controladora que estão dentro do alcance deste Pronunciamento quanto suas demonstrações contábeis individuais. ainda. Mônica Encinas 67 .e c) sobre a qual esteja disponível informação financeira diferenciada. a informação por segmento é exigida somente para as demonstrações contábeis consolidadas. incluindo mercados locais e regionais). as operações em início de atividade podem constituir segmentos operacionais antes da obtenção de receitas. b) às demonstrações financeiras consolidadas de um conglomerado: (i) cujos instrumentos de dívida ou de capital sejam negociados num mercado público (uma bolsa de valores nacional ou estrangeira ou um mercado "de balcão". Por exemplo. não deve classificá-las como informações por segmento. quando a empresa e/ou suas subsidiárias operem em mais de um segmento de mercado. assim como os ambientes econômicos em que operam. Conceito de Segmento Operacional Um segmento operacional é uma componente de uma empresa: a) que desenvolve atividades de negócio de que obtém receitas e pelas quais incorre em gastos (incluindo receitas e gastos relacionados com transações realizadas com áreas de negócio da mesma empresa).IFRS 8 (CPC 22) As empresas devem divulgar informações que permitam aos usuários de suas demonstrações financeiras avaliarem a natureza e os efeitos financeiros das atividades de negócio em que estão envolvidas. as suas demonstrações financeiras consolidadas junto a uma comissão de valores mobiliários ou de outra organização reguladora. ou esteja em vias de arquivar. b) cujos resultados operacionais são regularmente revisados pelo executivo responsável pela tomada de decisões operacionais da empresa para efeitos da tomada de decisões sobre a alocação de recursos ao segmento e da avaliação do seu desempenho. ou esteja em vias de arquivar. ou (ii) que tenha arquivado. ou (ii) que tenha arquivado. incluindo mercados locais e regionais). as suas demonstrações financeiras junto a uma comissão de valores mobiliários ou de outra organização reguladora.

segmentos operacionais adicionais devem ser identificados como segmentos divulgáveis (mesmo que eles não satisfaçam aos critérios enunciados acima) até que pelo menos 75% das receitas da entidade estejam incluídas nos segmentos divulgáveis. em cada um dos seguintes fatores: (a) natureza dos produtos e serviços. (b) natureza dos processos de produção. em termos absolutos. Os segmentos operacionais que não atinjam quaisquer dos parâmetros mínimos quantitativos podem ser considerados divulgáveis e podem ser apresentados separadamente se a administração entender que essa informação sobre o segmento possa ser útil para os usuários das demonstrações contábeis. e (ii) prejuízo apurado combinado de todos os segmentos operacionais que apresentaram prejuízos. também. ______________________________________________________________________________ Profª.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Segmentos a serem reportados Uma entidade emitirá relatório divulgando separadamente as informações sobre cada segmento operacional que: A entidade deve divulgar separadamente as informações sobre o segmento operacional que atenda a qualquer um dos seguintes parâmetros: (a) sua receita reconhecida. incluindo tanto as vendas para clientes externos quanto as vendas ou transferências intersegmentos. natureza do ambiente de regulamentação. de seguros ou serviços de utilidade pública. (c) tipo ou classe de cliente consumidor dos seus produtos e serviços. de todos os segmentos operacionais. Se o total de receitas externas reconhecido pelos segmentos operacionais representar menos de 75% da receita da entidade. Critérios de combinação Os segmentos operacionais freqüentemente exibem desempenho financeiro a longo prazo se apresentam características econômicas semelhantes. Mônica Encinas 68 . (d) nos métodos usados na distribuição de seus produtos ou na prestação de seus serviços. é igual ou superior a 10% da receita combinada. Dois ou mais segmentos operacionais podem se combinar em um único segmento operacional desde que essa combinação mantenha a consistência com o princípio fundamental desta IFRS. médias semelhantes de margens brutas a longo prazo seriam esperadas para dois segmentos operacionais com características econômicas semelhantes. por exemplo. interna e externa. os segmentos tenham características econômicas semelhantes e sejam semelhantes. Por exemplo. As informações sobre outras atividades de negócio e outros segmentos operacionais não divulgáveis devem ser combinadas e apresentadas numa categoria “outros segmentos”. setor bancário. separadamente de outros itens na conciliação exigida acima. dos seguintes montantes: (i) lucro apurado combinado de todos os segmentos operacionais que não apresentaram prejuízos. (b) o montante em termos absolutos do lucro ou prejuízo apurado é igual ou superior a 10% do maior. e (e) se aplicável. (c) seus ativos são iguais ou superiores a 10% dos ativos combinados de todos os segmentos operacionais.

e) o total das quantias dos segmentos reportáveis relativos a quaisquer outros itens materiais das informações divulgadas com as correspondente quantias da empresa. ou for regularmente apresentado a este. e que são utilizadas para o acompanhamento e mensuração das atividades. e tomada de decisões para efeitos de alocação de recursos a cada um dos segmentos. d) o total dos passivos dos segmentos reportáveis com os passivos da empresa. se os passivos dos segmentos forem relatados de acordo com o parágrafo 23 da Norma IFRS 8. As empresas devem apresentar para cada segmento reportável uma explicação das bases adotadas para as mensurações dos lucros ou prejuízos e segregação dos ativos e passivos de cada segmento. que são fornecidas aos tomadores de decisão da empresa. somente se os segmentos operacionais tiverem características econômicas semelhantes e compartilhem a maior parte dos critérios de agregação enunciados acima. necessariamente. se a empresa atribuir a segmentos reportáveis itens como despesas com impostos. itens materiais de receita e despesa divulgados de acordo com o item 97 do Pronunciamento Técnico CPC 26 . despesas financeiras. Se forem alocadas quantias aos lucros ou prejuízos. Informações sobre lucro ou prejuízo. As empresas devem proporcionar reconciliações dos seguintes elementos: a) o total das receitas dos segmentos reportáveis com as receitas totais da empresa. corresponder às mesmas informações em termos de conteúdo e forma. essas quantias devem ser atribuídas em uma base razoável. b) o total das mensurações dos lucros ou prejuízos dos segmentos reportáveis com os lucros ou prejuízos dos segmentos reportáveis com os lucros ou prejuízos da empresa antes da tributação (Imposto de Renda e contribuição social) e unidades operacionais descontinuadas. Todavia. De igual modo. ativo e passivo A entidade deve divulgar o valor do lucro ou prejuízo e do ativo total de cada segmento divulgável. Os ajustes e eliminações efetuados no âmbito da elaboração das demonstrações financeiras e da alocação de receitas. receitas de transações com outros segmentos operacionais da mesma entidade. despesas e ganhos ou perdas de uma empresa só devem ser incluídos na determinação dos lucros ou prejuízos do segmento reportado se estiverem incluídos na respectiva mensuração utilizada pelos tomadores de decisões pelas operações da empresa. receitas financeiras. ainda que não incluído no valor do lucro ou prejuízo do segmento: (a) (b) (c) (d) (e) (f) receitas provenientes de clientes externos. A entidade deve divulgar também as seguintes informações sobre cada segmento se os montantes especificados estiverem incluídos no valor do lucro ou prejuízo do segmento revisado pelo principal gestor das operações. devem ser relatados apenas os ativos e passivos incluídos nas correspondentes mensurações utilizadas pelos tomadores de decisões operacionais. Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 69 .Apresentação das Demonstrações Contábeis. ativos ou passivos de cada segmento relatado. depreciações e amortizações. para produzir um segmento divulgável. ela pode reconciliar o total das mensurações dos lucros ou prejuízos dos segmentos com os lucros ou prejuízos da empresa depois desses itens (lucro líquido).Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) A entidade pode combinar informações sobre segmentos operacionais que não atinjam os parâmetros mínimos com informações sobre outros segmentos operacionais que também não atinjam os parâmetros. As informações relativas a cada item dos segmentos relatados pela empresa devem. A entidade deve divulgar o valor do passivo para cada segmento divulgável se esse valor for apresentado regularmente ao principal gestor das operações. Profª. relativamente a cada segmento. c) o total dos ativos dos segmentos reportáveis com os ativos da empresa. custos.

benefícios de pós-emprego e direitos provenientes de contratos de seguro: (i) localizados no país sede da entidade. esta deve divulgar tal fato. exceto depreciações e amortizações. e (i) itens não-caixa considerados materiais. exceto instrumentos financeiros e imposto de renda e contribuição social diferidos ativos. estadual. Os montantes das receitas divulgadas devem basear-se nas informações utilizadas para elaborar as demonstrações contábeis da entidade. que a entidade divulgadora sabe que está sob controle comum. Se os ativos em determinado país estrangeiro forem materiais. bem como o montante total das receitas provenientes de cada um desses clientes e a identidade do segmento ou dos segmentos em que as receitas são divulgadas. salvo se as informações necessárias não se encontrarem disponíveis e o custo da sua elaboração for excessivo. Se as receitas provenientes das transações com um único cliente externo representarem 10% ou mais das receitas totais da entidade. provincial. A entidade não está obrigada a divulgar a identidade de grande cliente nem o montante divulgado de receitas provenientes desse cliente em cada segmento. Informação sobre área geográfica A entidade deve evidenciar as seguintes informações geográficas. e (ii) atribuídos a todos os países estrangeiros de onde a entidade obtém receitas. e (ii) localizados em todos os países estrangeiros em que a entidade mantém ativos. deve ser considerado um único cliente. local ou estrangeiro) e as entidades que a entidade divulgadora sabe que estão sob controle comum desse governo. Se as receitas provenientes de clientes externos atribuídas a determinado país estrangeiro forem materiais. A entidade deve divulgar a base de atribuição das receitas provenientes de clientes externos aos diferentes países. um conjunto de entidades.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) (g) participação da entidade nos lucros ou prejuízos de coligadas e de empreendimentos sob controle conjunto (joint ventures) contabilizados de acordo com o método da equivalência patrimonial. Informação sobre produto e serviço A entidade deve divulgar as receitas provenientes dos clientes externos em relação a cada produto e serviço ou a cada grupo de produtos e serviços semelhantes. devem ser divulgados separadamente. (h) despesa ou receita com imposto de renda e contribuição social. devem ser divulgadas separadamente. (b) ativo não circulante. deve ser considerado um único cliente. devendo tal fato ser divulgado. assim como o governo (nacional. salvo se as informações necessárias não se encontrarem disponíveis e o custo da sua elaboração for excessivo: (a) receitas provenientes de clientes externos: (i) atribuídos ao país-sede da entidade. ______________________________________________________________________________ Profª. Para fins deste Pronunciamento. Mônica Encinas 70 . territorial. Informação sobre os principais clientes A entidade deve fornecer informações sobre seu grau de dependência de seus principais clientes.

Mônica Encinas 71 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Diagrama para identificação de segmentos reportáveis Identificar segmentos operacionais com base no sistema de informações gerenciais Alguns segmentos operacionais cumprem todos os critérios de agregação? Sim segmento. se desejado Agregar Não Sim Alguns segmentos operacionais atingem os parâmetros quantitativos? Não Sim Agregar segmentos. se desejado Alguns segmentos operacionais remanescentes cumprem a maioria dos critérios de agregação? Não Os segmentos informáveis identificados contabilizam 75 % da receita da entidade? Sim Não Informar segmento adicional se a receita externa de todos os segmentos for menor que 75% da receita da entidade Esses são os segmentos informáveis a serem divulgados Agregar segmentos remanescentes na categoria ”todos os outros segmentos” ______________________________________________________________________________ Profª.

O aspecto que é desconsiderado para fins da decisão de agregação de segmentos é: a) a natureza dos métodos utilizados para distribuição de seus produtos e fornecimento de seus serviços. de todos os segmentos operacionais. b. interna e externa. ( c. se for o caso. Mônica Encinas 72 . e) a natureza e composição dos produtos elaborados e serviços fornecidos.A IFRS 8 determina critérios para divulgação de Relatório por Segmento. se possuírem características econômicas similares e tiverem similaridades em relação a vários aspectos operacionais.1. ) Uma entidade emitirá relatório divulgando separadamente as informações sobre cada segmento operacional que: Sua receita divulgada em relatório para clientes externos representa 5 por cento ou mais da receita combinada. d) a natureza dos recursos humanos empregados no fornecimento de seus serviços. b) a natureza de seus processos de produção utilizados no ambiente de manufatura. utiliza como premissa a abordagem da Administração.1. Sobre o assunto.EXERCÍCIOS 7.1 . responda: a) A quem se aplica este pronunciamento? b) O que se entende por Segmento Operacional? c) Quais os critérios para divulgação em separado dos segmentos operacionais? d) Quais os critérios quantitativos exigidos para dois ou mais segmentos operacionais se combinarem em um só? 7. ( ______________________________________________________________________________ Profª. ) O IFRS 8 . somente deve ser aplicada às demonstrações financeiras consolidadas de um conglomerado.Relatório por Segmento. cuja receita seja superior a 10% da Receita Combinada do Grupo. e cujos resultados operacionais são incluídos no resultado do conglomerado.1 . c) a natureza do ambiente regulatório. ( ) A IFRS 8.2) .Julgue as alternativas abaixo: a. como ocorre para seguros e utilidade pública. ) Pode-se identificar um segmento operacional como aquele do qual se obtém receitas e pelas quais se incorre em custos. a fim de evidenciar os segmentos onde ele opera.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 7.(CVM-2008/NCE-UFRJ) Segundo a IFRS 8 dois ou mais segmentos podem ser agregados num único segmento operacional. que trata de Relatório por segmento. A norma estabelece que a entidade divulgue informações para permitir que os usuários de suas demonstrações financeiras avaliem a natureza e os efeitos financeiros de suas atividades operacionais e dos ambientes econômicos em que ela opera. ( d.3) . 7.1.

000 7. Os segmentos reportáveis atendem ao patamar mínimo de 75% do total de segmentos reportáveis? ______________________________________________________________________________ Profª.000 (35.000 35.000 340.000 1.500 10. 2.000 125. Determine qual dos segmentos você classificaria como reportáveis.200.000 250.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 7.4) . Segmento Agropecuária Construção Civil Supermercado Telefonia Moda Infantil Turismo Shopping Total Ativos 400. pede-se: 1.000 315.1.000 87.000 550.000 180.000 160.000 % 31% 9% 26% 10% 4% 7% 13% 100% Receita 350.000 620.000.300.000 230.000 58.000 % 18% 8% 11% 14% 5% 5% 20% 19% 100% Receita 560.000 20.000 450.500 200.000 85.000 % 19% 3% 8% 23% 8% 6% 29% 20% 117% Reportável? 1.000 115.1.000) 97.000 2.000 120.000 275.000 125.000 12.000 80.000 170.000 65.600. Mônica Encinas 73 .A Cia Tudojunto SA identificou os seguintes segmentos no grupo.000 175.000 165. Os segmentos reportáveis atendem ao patamar mínimo de 75% do total de segmentos reportáveis? 7.000 85.000 120.000 300.000) 24.000 3. Determine qual dos segmentos você classificaria como reportáveis.000 % 18% 9% 28% 16% 8% 9% 14% 100% Lucro/Prej 50.000 % 18% 8% 14% 15% 5% 4% 19% 18% 100% Lucro Prejuízo 78. Segmento Roupa Sapato Bebidas Móveis Eletrodomésticos Bolsa Concessão Rodoviária Outros Segmentos Total Pede-se: Ativos 280.A Cia Diversificada SA identificou os seguintes segmentos no grupo.000 346.000 480.5) .000 320.000 12.000 (35.000 175.000 % 25% 6% 33% 18% 4% 5% 10% 100% Reportável? Considerando que a Receita da Agropecuária é toda proveniente do segmento de Supermercado do Grupo.000 1.000 560. 2.

138 Resultado por Segmento 14. Mônica Encinas 74 . 2.912 9.018 1.140 Ativos Identificáveis por segmentos 53.A multinacional Campo Grande estruturou suas atividades em cinco segmentos operacionais.715 Pede-se: 1.239 969 376 61.717 5.218 15.320 148. conforme modelo de gestão aprovado pelos acionistas.656 (1.720) 129.796) 720 13.1.101 23.873 Receita entre segmentos 39.536 19.785 (834) (815) 446 15. Os segmentos reportáveis atendem ao patamar mínimo de 75% do total de segmentos reportáveis? Segmento Brinquedos Vídeo Games Roupas Infantis Foods & Pets Creche % Receita % Resultado % Ativo Reportável? ______________________________________________________________________________ Profª.991 69.138) 87.536 11.652 117.735 Receita 41. Seguem os dados relativos a estes segmentos: Segmento Brinquedos Vídeo Games Roupas Infantis Foods & Pets Creche Total Combinado Corporativo Eliminações entre segmentos Total Consolidado (61.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 7.137 (6.072 2.175 31. Determine qual dos segmentos você classificaria como reportáveis.5) .298 19.549 4.

o Financial Accouting Standards Board (FASB) publicou o pronunciamento Fair Value Measurement (SFAS 157).Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8) . criação de uma definição única de valor justo. ou um passivo ser liquidado. Atualmente. O SFAS 157 não contemplou diretrizes sobre técnicas de com mensurar o valor justo. Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 75 . em uma transação isenta de favorecimentos. considerando o mercado principal da entidade. subsidiando informações atualizadas nas demonstrações financeiras e que permita aos usuários avaliarem a qualidade dos lucros. ao longo das décadas. Melhor utilização do Ativo e Participante do Mercado.. (SFAS 157) IASB: Fair value (valor justo) é o montante pelo qual um ativo poderia ser trocado. Apesar de mais fácil de ser verificada. foi publicado um discussion paper.SFAS 157 Norma: SFAS 157. levando ao surgimento de uma nova corrente que defende a substituição do modelo de mensuração com base em valores históricos pelo método de avaliação econômica dos ativos e das obrigações.1 . estabelecer critérios de mensuração e expansão das divulgações sobre valor justo nas demonstrações financeiras. como o valor justo. a informação a valores históricos para determinar itens patrimoniais não auxiliava na predição de fluxos de caixa futuros. entre partes interessadas e informadas. A avaliação dos ativos e passivos a valores históricos sempre foi a forma mais tradicional utilizada em contabilidade para mensuração. Profª. Esse pronunciamento teve como objetivos prover diretrizes. Vantagem Desvantagem Premissa Relevância: valor preditivo e oportunidade. o IASB tem agendado para ano de 2010 a publicação de um IFRS tratando do valor justo. restringindo-se ao seu objetivo de uniformizar o conceito e de requerer à necessidade que informações importantes para a avaliação dos usuários constem nas demonstrações financeiras. em vigor desde 15/11/2007. acordo de Norwalk.FAIR VALUE (VALOR JUSTO) . Em setembro de 2009 finalizou o prazo para comentários sobre o exposure draft emitido em maio de 2009. respondendo aos anseios dos usuários das demonstrações financeiras por maiores informações sobre a extensão e os efeitos do uso do valor justo pelas empresas na avaliação de ativos e passivos.Definição: FASB: Fair value (valor justo) é o preço que seria recebido por um ativo ou pago para transferir um passivo em uma transação ordenada entre participantes do mercado numa data de mensuração. 8. Em setembro de 2006. Após o acordo firmado entre o FASB e o IASB. baseado no SFAS 157 emitido pelo FASB. Confiabilidade: verificabilidade e neutralidade Mercado mais Vantajoso. foi possível perceber que para alguns ativos e passivos o consenso do mercado resultou na introdução de outras bases. pelo IASB. No entanto. permitindo dessa forma que os usuários pudessem avaliar a confiabilidade das medições e o impacto causado nelas ao utilizarem premissas menos verificáveis.

Income Approach (abordagem de renda): Técnicas que convertem montantes futuros (caixa ou lucros) em um único valor presente (descontado). baseados em premissas próprias da entidade sobre o mercado 8.Hierarquia: São definidos três níveis. 8. nos moldes de Pronunciamento baseado em princípios como este.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8. Cost Approach (abordagem de custo): Montante que seria requerido para um ativo com igual capacidade de geração de serviços (custo de reposição). Mônica Encinas 76 .1 – Objetivos O objetivo deste Pronunciamento é estabelecer os requisitos básicos a serem observados quando da apuração do Ajuste a Valor Presente de elementos do ativo e do passivo quando da elaboração de demonstrações contábeis. Este Pronunciamento trata essencialmente de questões de mensuração. Baseados em informações obtidas de fontes independentes da entidade.Técnicas de Avaliação: Market Approach (abordagem de mercado): Utilização de preços observáveis e de outras informações relevantes geradas por transações no mercado envolvendo ativos ou passivos idênticos ou comparáveis.6 – Ajuste a Valor Presente Regulamentação: CPC 12 aprovado pela Deliberação CVM nº 564. mas o estabelecimento de diretrizes gerais e de metas a serem alcançadas. Ex.: VP. Nível 2 – Inputs observáveis que não sejam preços (cotações) de ativos ou passivos idênticos mas similares. O valor deve ser ajustado pela obsolescência ou deterioração física. dependendo das informações disponíveis no mercado: Nível 1 – Inputs observáveis (cotações) para ativos ou passivos idênticos negociados em mercados ativos nos quais a entidade pode ter acesso. É importante esclarecer que a dimensão contábil do “reconhecimento” envolve a decisão de “quando registrar” ao passo que a dimensão contábil da “mensuração” envolve a decisão de “por quanto registrar”. A questão mais relevante para a aplicação do conceito de valor presente.6. não é a enumeração minuciosa de quais ativos ou passivos são abarcados pela norma. de 17/12/2008 8.3 .2 . não alcançando com detalhes questões de reconhecimento. precificação de opções etc. Nível 3 – Utilização de inputs não observáveis. Nesse ______________________________________________________________________________ Profª. Exemplo: cotação de ações. Obs: Custos de transação não devem ser considerados na definição do fair value. mas podem ajudar a definir o Mercado mais vantajoso.

2 – Diretrizes Os elementos integrantes do ativo e do passivo decorrentes de operações de longo prazo. ou de curto prazo quando houver efeito relevante. Subsídios também podem ser obtidos no item 36 do Pronunciamento Técnico CPC 14 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento. Fluxos de caixa ou séries de fluxos de caixa estimados são carregados de incerteza. quando então as reversões serão apropriadas como receita operacional. 8. as análises e as especificações sobre ajuste a valor presente. como diretriz geral a ser observada.3 – Passivos não contratuais Passivos não contratuais são aqueles que apresentam maior complexidade para fins de mensuração contábil pelo uso de informações com base no valor presente. ativos. Mônica Encinas 77 .6. e desde que sejam relevantes esse ajuste e os efeitos de sua evidenciação. a uma receita ou a uma despesa (conforme definidos no Pronunciamento Conceitual Básico Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis deste CPC) ou outra mutação do patrimônio líquido cuja contrapartida é um ativo ou um passivo com liquidação financeira (recebimento ou pagamento) em data diferente da data do reconhecimento desses elementos. assim como são os períodos para os quais se tem a expectativa de desencaixe ou de entrega de produto/prestação de serviço. c) conjunto particular de fluxos de caixa estimados claramente associado a um ativo ou a um passivo. sensibilidade e experiência são requeridos na condução de cálculos probabilísticos. os conceitos. Pode ser que em determinadas situações a participação de equipe multidisciplinar de profissionais seja imperativo para execução da tarefa. Mensuração e Evidenciação. especialmente sobre elaboração de fluxos de caixa estimados e definição de taxas de desconto contidas no Pronunciamento Técnico CPC 01 Redução ao Valor Recuperável de Ativos. a não ser que a entidade possa devidamente fundamentar que o financiamento feito a seus clientes faça parte de suas atividades operacionais. por exemplo. muito senso crítico. Logo. Esse é o caso. utilidade ou substância de ativos ou passivos similares emprega método de alocação de descontos. 8. a um passivo. sendo os seus efeitos apropriados nas contas a que se vinculam. As reversões dos ajustes a valor presente dos ativos e passivos monetários qualificáveis devem ser apropriadas como receitas ou despesas financeiras. passivos e situações que apresentarem uma ou mais das características abaixo devem estar sujeitos aos procedimentos de mensuração tratados neste Pronunciamento: a) transação que dá origem a um ativo.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) sentido. A quantificação do ajuste a valor presente deve ser realizada em base exponencial "pro rata die". inclusive no seu Anexo. Devem ser utilizados. quando a entidade opera em dois segmentos distintos: (i) venda de produtos e serviços e (ii) financiamento das vendas a prazo. devem ser ajustados a valor presente com base em taxas de desconto que reflitam as melhores avaliações do mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo em suas datas originais. b) reconhecimento periódico de mudanças de valor. ______________________________________________________________________________ Profª.6. a partir da origem de cada transação. no que for aplicável e não conflitante.

deve ser reconhecida como tal. como é o caso deste Pronunciamento Técnico. É o caso.Classificação Na classificação dos itens que surgem em decorrência do ajuste a valor presente de ativos e passivos. que nada mais são do que espécies do gênero “passivo não contratual”. sim. sendo que o valor consignado na documentação fiscal que serve de suporte para a operação deve ser adequadamente decomposto para efeito contábil. por exemplo. assistência financeira freqüente a comunidades nativas situadas em regiões nas quais sejam desenvolvidas atividades econômicas exploratórias. dentro da filosofia do valor justo. nos termos do item 7 deste Pronunciamento. Juros embutidos devem ser expurgados do custo de aquisição das mercadorias e devem ser apropriados pela fluência do prazo. A obrigação para retirada de serviço de ativos de longo prazo.6. quer seja em situações de reconhecimento inicial. ao tratar da questão da primazia da essência sobre a forma.5 . essas diferenças temporárias devem receber o tratamento requerido pelas regras contábeis vigentes para reconhecimento e mensuração de imposto de renda e contribuição social diferidos. A operação comercial que se caracterize como de financiamento.4 . quer se trate de passivos não contratuais. deve ser observado o que prescreve a Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis do CPC. ajustando-o a valor presente. ______________________________________________________________________________ Profª. qualificada pela literatura como “Asset Retirement Obligation” (ARO).6. a técnica deve ser aplicada a todos os passivos. Garantias concedidas a clientes discricionariamente. de petróleo e termonuclear. implica ajuste no custo de aquisição de ativos.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) O reconhecimento de provisões e passivos está disciplinado no ambiente contábil brasileiro. 8. Já as obrigações construtivas decorrem de práticas e costumes. Quando da edição de norma que dê legitimidade à aplicação do conceito de ajuste a valor presente.Efeitos fiscais Para fins de desconto a valor presente de ativos e passivos. São contempladas as obrigações legais e as não formalizadas (estas últimas também denominadas pela Teoria Contábil Normativa como “obrigações justas ou construtivas”). Mônica Encinas 78 . Obrigações justas resultam de limitações éticas ou morais e não de restrições legais. No tocante às diferenças temporárias observadas entre a base contábil e fiscal de ativos e passivos ajustados a valor presente. O desconto a valor presente é requerido quer se trate de passivos contratuais. em seu item 35. é um exemplo de passivo não contratual já observado em companhias que atuam no segmento de extração de minérios metálicos. são alguns exemplos. posto que juros imputados nos preços devem ser expurgados na mensuração inicial desses ativos. É importante relembrar que o ajuste de passivos. quer seja nos casos de nova medição. e. de operações de aquisição e de venda a prazo de estoques e ativo imobilizado. inclusive às provisões. 8. por vezes. sendo que a taxa de desconto necessariamente deve considerar o risco de crédito da entidade. a taxa a ser aplicada não deve ser líquida de efeitos fiscais. antes dos impostos. entre outros.

c) modelos utilizados para cálculo de riscos e inputs dos modelos.000 (valor da nota) para ser recebida em 20 meses.Alpha é uma fornecedora para o setor automotivo e vendeu peças para uma grande companhia alemã de automóveis no montante de R$ 150. expectativas em termos de montante e temporalidade dos fluxos (probabilidades associadas). 8.000 mil cada uma. Mônica Encinas 79 .1) .Divulgação Em se tratando de evidenciação em nota explicativa.5%a. sem juros. para ambos.TCE-RO / Auditor) As contrapartidas de aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos do ativo. montantes dos fluxos de caixa estimados ou séries de montantes dos fluxos de caixa estimados. horizonte temporal estimado ou esperado.404/76 e suas alterações. se para reconhecimento inicial ou nova medição e motivação da administração para levar a efeito tal procedimento. A taxa de desconto apropriada é de 2. devem ser prestadas informações mínimas que permitam que os usuários das demonstrações contábeis obtenham entendimento inequívoco das mensurações a valor presente levadas a efeito para ativos e passivos.Supondo-se uma venda de imóvel por $ 10. efetuada num momento em que a taxa de juros. d) Reservas de Reavaliação. f) outras informações consideradas relevantes.). enquanto não computadas no resultado serão registradas na conta a) Resultado de Exercícios Futuros. se aplicável. quando previstas pela Lei nº 6.m.000 mil. o seu valor de entrada cotado a mercado. d) breve descrição do método de alocação dos descontos e do procedimento adotado para acomodar mudanças de premissas da administração. para o tipo de vendedor e comprador. b) Resultado a Apropriar. risco de crédito. efetue o lançamento contábil no Vendedor e no Comprador. e) Ajustes de Avaliação Patrimonial.6 .7. seja.7. ______________________________________________________________________________ Profª. b) premissas utilizadas pela administração.7. c) Reservas de Capital. e) propósito da mensuração a valor presente.000 mil em dinheiro e 3 (três) notas promissórias anuais de $ 2.3) – (FCC / 2010 . 8.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8. de 18% ao ano (essas taxas podem ser diferentes para eles). Quais devem ser os lançamentos contábeis no reconhecimento inicial e no primeiro mês após a venda? 8.7) Exercícios – Valor Justo e Ajuste a Valor Presente 8. em decorrência de sua avaliação a valor justos. etc.2) . compreendendo o seguinte rol não exaustivo: a) descrição pormenorizada do item objeto da mensuração a valor presente.6. taxas de juros decompostas por prêmios incorporados e por fatores de risco (risk-free. natureza de seus fluxos de caixa (contratuais ou não) e. pago com entrada de $ 4.

000.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8. os elementos do ativo serão avaliados pelo seu valor justo quando se tratar de: a) aplicações em instrumentos financeiros.000. ou um passivo liquidado.00. d) o valor presente.000.00 C – Provisão para Perdas Prováveis – 15.000. por R$ 100.00 c) D.SEJUS-RO . a perda do valor do investimento será registrada pela Natural (em reais.000. em direitos e títulos de créditos.000. entende-se por valor justo: a) o valor pelo qual um ativo pode ser trocado. em decorrência da perda de um contrato de fornecimento de material para a União. Considerando-se a descrição acima. descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade.000.SEJUS-RO/ Contador) Conforme descrito na Resolução CFC nº 1. assim como matérias-primas. com intenção de permanência.5) – (FUNCAB / 2010 . e) valores em caixa ou equivalentes de caixa.000. reconhecendo os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda.404 atualizada.7. c) direitos que tenham por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia. ressalvado os investimentos em coligadas.Provisão para Perdas Prováveis – 20. classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo e não destinadas à negociação. • Em outubro de 2009. • A perda de valor das ações foi considerada definitiva para todos os efeitos. descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. destinados à negociação ou disponíveis para venda. produtos em fabricação e bens em almoxarifado. 2% das ações ordinárias da Comercial Vistosa S/A. as determinações normativas e legais e a não incidência de qualquer tipo de imposto nessa situação.00 / / / / C – Investimentos/ Comercial Vistosa – 15.00 ______________________________________________________________________________ Profª. controladas e as que façam parte de um mesmo grupo. em uma transação sem favorecimentos.Outras Despesas – 20. classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo. os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada.282/10. em direitos e títulos de créditos. sem data nem histórico) com o seguinte lançamento: a) D.Contador) De acordo com a Lei n° 6. dispostas a isso.Técnico de Contabilidade) Admita a seguinte descrição: • A Comercial Natural S/A adquiriu. • A Natural não tem nenhuma influência significativa na Comercial Vistosa.4) – ( FUNCAB/ 2010 . em janeiro de 2008. b) o valor ajustado da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. e) direitos classificados no imobilizado. a Natural recebeu da Comercial Vistosa dividendos no valor de R$ 5. deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação. Mônica Encinas 80 . d) investimentos em participação no capital social de outras sociedades. c) o valor presente.00 C – Provisão para Perdas Prováveis – 20.000.00.00 / C – Investimentos/ Comercial Vistosa – 20. no balanço.Petrobrás .00 d) D.Outras Despesas – 15. • Em fevereiro/2009.Outras Despesas – 20.000.00.7.00 e) D.00 C – Investimentos/ Comercial Vistosa – 20.000. 8. entre partes conhecedoras. amortização ou exaustão.000.6) – (CESGRANRIO / 2011 .7.Outras Despesas – 15.000.00 b) D. o valor de mercado das ações da Comercial Vistosa possuídas pela Natural foi estimado em R$ 80. 8. b) aplicações em instrumentos financeiros.

7. d) Os passivos contratuais e não contratuais devem sempre ser trazidos a valor presente.68301 Considerando-se o disposto no CPC 12 – Ajuste a Valor Presente –. apurado no mesmo dia da venda desse equipamento.Petrobrás / Contador Júnior) A Companhia Máquinas Pesadas Supimpa S/A vendeu um equipamento pesado nas seguintes condições: Valor da venda: R$ 22. com juros pré-fixados de 30% a. A empresa produz máquinas de costura e para viabilizar seus clientes tem como política de vendas.500. mas sim a taxa embutida no papel. uma vez que as operações são de longo prazo afetando os resultados durante um longo tempo.a.7) – (FCC / 2011 .TRT .A possui em seus passivos fornecedores que financiaram Bens de Capital à empresa em quatro anos. independente da relevância do ajuste. uma vez que os juros já foram reconhecidos e estão embutidos nas vendas efetuadas e nos financiamentos. oferecer a seus clientes prazos de 360. devem ser trazidas a valor presente e ajustadas contra a conta que originou o lançamento inicial.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8. é correto afirmar: a) As reversões dos ajustes a valor presente decorrentes de financiamentos feitos a clientes que a empresa entende que faz parte de suas atividades operacionais devem ser apropriadas como receita operacional.TRE-CE) A Empresa Aviamento S. independentemente de serem de curto ou longo prazo.7. b) As contas de ativos e passivos circulantes. e) não há necessidade de efetuar o ajuste a valor presente. para não atribuir valor superior ao realizável efetivamente. Mônica Encinas 81 .. ativos e passivos. d) todas as operações devem obrigatoriamente ser ajustadas por conterem juros embutidos.7. Há em sua carteira de clientes operações com todos os prazos. desde que a taxa de desconto não considere o risco de crédito. c) somente as operações com prazo de 360 dias devem ser ajustadas a valor presente. sempre que indexadas. que a) as transações de curto prazo podem ser ajustadas se o ajuste a valor presente for relevante e as de longo prazo devem ser ajustados obrigatoriamente. uma vez que geram maior volume de juros nas operações.00000 0. c) Os impostos diferidos. dessa forma pode-se afirmar que de acordo com as leis e normas contábeis vigentes. 8.4ª REGIÃO (RS) . 8.82645 0.00 Entrada de 20% e o restante em 3 parcelas anuais iguais e sucessivas Juros da data da operação: 10% ao ano Tabela das taxas de desconto a 10% ao ano: Período 0 Período 1 Período 2 Período 3 Período 4 1.Analista Judiciário) Em relação ao ajuste a valor presente.000. devem ser trazidos a valor presente pela taxa selic.90909 0.8) – (FCC/ 2012 . em reais. é ______________________________________________________________________________ Profª. e) A taxa a ser utilizada para trazer os montantes a valor presente deve sempre ser líquida dos efeitos fiscais.75131 0. 720 e 900 dias. o valor da receita da Companhia Supimpa.9) – ( CESGRANRIO / 2011 . b) é opcional o reconhecimento do ajuste a valor presente.

525.090.00.100. 8.13) – Observe os montantes estimados de fluxo de caixa.500.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) a) 4. considere que: No Rio de Janeiro as sandálias são vendidas por R$ 10. Com base nestas informações. e na Europa por R$ 30. o preço que seria recebido seria de $ 26 e os custos de transação neste mercado são de $ 3. A entidade negocia nos dois mercados. Mônica Encinas 82 .00 8.00 b) 4. para daqui a um ano. No mercado B.000.7.12) – Uma empresa possui um ativo e está apta a negociá-lo nos mercados A ou B.421. defina o fair value do ativo.10) – Um ativo financeiro é negociado em duas bolsas com preços diferenciados.00. Que valor deveria ser considerado como fair value deste produto? 8. Qual será o valor presente do fluxo de caixa esperado? Fluxo de Caixa Possível $ 500 $ 800 $900 Probabilidade 15% 60% 25% ______________________________________________________________________________ Profª.500.000. O ativo é negociado em mesmo volume e nível de atividades nos dois mercados.454.11) – Supondo que uma empresa desejasse avaliar o fair value de sandálias havaianas.00 d) 20. descritos abaixo. Considere ainda que a taxa livre de risco para um ano é de 5% e há um prêmio para o risco sistemático de 3%.7.00 c) 19. o preço do ativo no mercado B é de $ 55 e os custos para negociação neste mercado são de $ 20.7.905. No mercado A.7. o preço que seria recebido seria de $ 25 e os custos de transação neste mercado são de $1. Qual é o fair value do ativo? 8. O preço do ativo no mercado A é de $ 50 e os custos para negociá-lo neste mercado são de $ 10.00 e) 22.

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