CONTABILIDADE INTERNACIONAL

PROFª MONICA V. ENCINAS

2012 – 1º SEMESTRE

Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre)

SUMÁRIO
Parte I - Processo de Convergência das Normas Internacionais de Contabilidade 1 - Introdução 2 - Convergência das Normas Internacionais de Contabilidade 2.1 - Histórico do Processo de Convergência das Normas Internac. de Contabilidade 2.2 - Razões, Vantagens e Desvantagens 3 - Principais Órgãos envolvidos no Processo de Convergência 3.1 - Órgãos Brasileiros 3.2 - Órgãos Internacionais 3.3 - Órgãos Norte-americanos 4 - Principais Causas das diferenças entre os países na Emissão de Normas Contábeis 4.1 - Classificação dos Sistemas Contábeis 4.2 – Causas das Diferenças Internacionais 4.2.1 - Características, natureza e tipo de sistema legal vigente 4.2.2 - Forma de captação de recursos pelas empresas 4.2.3 - Nível de influência, credibilidade e status (amadurecimento) da profissão contábil 4.2.4 - Vinculação da Legislação Tributária com Contabilidade Societária 4.2.5 - Nível de qualidade da educação na área contábil 4.2.6 – Outras Razões 4.3 - Exercícios Parte I I- Normas Internacionais de Contabilidade Introdução - Internacional Financial Reporting Standards (IFRS) 1 – Apresentação das Demonstrações Contábeis (IAS 01) Exercícios s/ IAS 01 2 - Práticas contábeis, mudança de estimativas contábeis e erros Exercícios s/ IAS 08 3 - Eventos Subseqüentes Exercícios s/ IAS 10 4 - Arrendamento Mercantil (Leasing) Exercícios s/ IAS 17 5 - Resultado por Ação (IAS 33) Exercícios s/ IAS 33 6 - Ativos Intangíveis (IAS 38) Exercícios s/ IAS 38 7 - Relatório por Segmento (IFRS 8) Exercícios s/ IFRS 8 8 - Conceito de Valor Justo (FASB) (SFAS 157) Exercícios s/ SFAS 157 9 - Ativos de Longo Prazo Mantidos para Venda e Operações Descontinuadas (IFRS 5) Exercícios s/ IFRS 5
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03 03 03 04 04 05 06 07 09 10 11 12 13 14 14 15 15 16 16 20 20 22 32

(IAS 08)

36 38

(IAS 10)

42 43 (IAS 17) 45 49 52 54 56 61 64 66 68 70 71 74

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PARTE I - CONVERGÊNCIA DAS NORMAS DE CONTABILIDADE
1 – INTRODUÇÃO
A Harmonização das Normas Contábeis não é apenas uma questão teórica a ser estudada. A credibilidade da informação contábil no cenário mundial pode ser afetada pela falta de comparabilidade das demonstrações contábeis, o que poderá prejudicar o interesse por investimentos diretos e indiretos por parte dos investidores estrangeiros. O desejo por uma contabilidade harmonizada internacionalmente e de alta qualidade não é recente. Todavia, somente nos últimos anos a pressão pela harmonização tem se tornado mais efetiva. Companhias transnacionais não são entidades recém estruturadas, mas a aceleração dos negócios num mercado mundial tem encorajado operações genuinamente internacionais. O órgão que desempenha um papel de destaque no processo de harmonização das normas contábeis internacionais é o IASB (International Accounting Standards Board), órgão responsável pela emissão das IFRS (International Financial Reporting Standards).

2 – HARMONIZAÇÃO DAS NORMAS CONTÁBEIS

A harmonização contábil pode ser conceituada como o processo de trazer os padrões contábeis internacionais para algum tipo de acordo tal que as demonstrações contábeis de diferentes países sejam preparadas segundo um conjunto comum de princípios de mensuração e disclosure. A harmonização não objetiva chegar a normas uniformes, mas a obter equivalência e comparabilidade. Harmonização tem sido confundida erroneamente com completa Padronização. Sobre isso nos diz John A Wilson apud Belkaoui (1985, p.57):
O termo Harmonização em relação à Padronização implica em uma reconciliação de diferentes pontos de vista. Isto significa um processo de alcance de conciliação e não de uniformização, particularmente quando padronização significa dizer que os procedimentos e normas de um país deveriam ser adotados por todos os outros. Harmonização vem a ser uma questão de melhor comunicação, de informação de uma forma que possa ser interpretada e compreendida internacionalmente.

Paton e Littelton (1940, p.3) já na década de 40 vislumbravam possíveis problemas contábeis oriundos da desarmonização:
Os relatórios das empresas têm assumido uma característica pública: eles têm se tornado base de dados para o investidor, o empregado, o consumidor e o governo. O princípio reconhecido e o método seguido em compilar e registrar contas têm se tornado questão de interesse amplo. Nesta situação, a necessidade por uma estrutura de padrões contábeis consistente é evidente.
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Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 2.1 – Histórico da Harmonização Contábil
O debate profissional em torno da harmonização internacional da contabilidade teve origem em St. Louis, em 1904, durante o “Primeiro Congresso Internacional de Contadores”. O assunto foi discutido no congresso posterior, realizado a cada cinco anos, no entanto sem nenhum progresso efetivo. A questão da harmonização foi retomada no final dos anos 50 por Jacob Kraayenhof, sócio de uma das maiores empresas de auditoria da Holanda. Este defendia que o AICPA (American Institute of Certified Public Accountants) deveria coordenar comitês contábeis em várias grandes nações. O AICPA não respondeu ao desafio. Em 1970, na tentativa de estreitar as diferenças entre os procedimentos contábeis adotados por cada país, a União Européia tentou, de 1970 a 1980, implementar um programa de harmonização das legislações contábeis. O programa também não obteve sucesso. Finalmente em 1973 foi criado o IASC (International Accounting Standards Committee), predecessor do IASB, por órgãos de contabilidade nacionais de diversos países e sobre o qual falaremos mais tarde.

2.2 -

Razões, Vantagens e Desvantagens

A rapidez com que alguns mercados desenvolvidos estão adotando as normas internacionais indica claramente que dentro em breve essa será a única saída para os países cujas empresas desejem captar recursos externos. Até 2005 cerca de 90 países deverão ter suas empresas divulgando informações financeiras de acordo com as normas internacionais de contabilidade. Um problema adicional neste cenário é que as empresas com interesse na negociação de títulos nas Bolsas de Valores ou em outras formas de captação de recursos, além dos mercados nacionais, acabam incorrendo em custos e consumo de tempo adicional para apresentação das demonstrações contábeis na linguagem contábil do país fornecedor de capitais. Além disso, existe o risco do constrangimento com as freqüentes alterações – ou até mesmo, inversão no resultado das empresas, oriundas da elaboração de um segundo conjunto de demonstrações contábeis. A figura 2.1 abaixo ilustra o caso de algumas empresas que tiveram seu resultado alterado ao converter suas demonstrações financeiras para os US GAAP (United States Generally Accepted Accounting Principles).

ANO
1993 1992 1992 1999 1999

EMPRESA
Daimler-Benz Norsk Hydro News Corporation Copel Telemar

País de Origem
Alemanha Noruega Austrália Brasil Brasil

Resultado Original
370 milhões 167 milhões 502 milhões 289 milhões (286,11 milhões)

Resultado Convertido
(1 bilhão) 1,7 bilhões 241 milhões (283 milhões) (1.087 milhões)

Moeda
Dólares Americanos Coroas Norueguesas Dólar Australiano Dólares Americanos Dólares Americanos

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podemos citar alguns órgãos que muito tem contribuído para seu desenvolvimento. além de tornar o mercado de capitais internacional mais eficiente. legais. • Dificilmente padrões internacionais de informações divergentes conseguem conciliar as diferenças. poderiam organiza-las internamente. pois cada entidade possui características próprias. Fernando Pereira Tostes e Luiz Carlos Gomes de Melo apresenta ainda outras desvantagens: • Desafio à soberania nacional. Algumas vezes governos locais lançam políticas fiscais provisórias. responsável pela emissão das normas internacionais de contabilidade. O principal deles é o IASC. • Redução de tempo e custo relacionado à conversão de demonstrações financeiras de subsidiárias estrangeiras. Na maioria dos países o Governo. na qualidade de arrecadador de impostos. Mônica Encinas 5 . • Diferentes normas contábeis devem ser derivadas de diferentes conjuntos de postulados para diferentes sistemas culturais. ______________________________________________________________________________ Profª. • A Harmonização irá facilitar transações internacionais. sociais. Com relação aos demais. será feita apenas uma rápida apresentação.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Vantagens Facilitar análises comparativas de resultados financeiros de empresas nacionais estrangeiras. e é sobre ele que iremos nos focar. além de harmonizarem suas normas. é uma das principais fontes de regulação da contabilidade. para eles o processo de harmonização de normas contábeis implica redução de opções de práticas contábeis apropriadas. • A harmonização desconsidera diferença de costumes comerciais e tradições culturais. Estes países. ou seja. • • Desvantagens • Alguns contadores são extremamente contra quaisquer esforços no sentido de harmonizar normas contábeis porque acreditam que a harmonização impede o progresso contábil ao refutar práticas contábeis bem fundamentadas. Muitos países não têm ainda uma normatização contábil adequada. • Empresas que precisam de capital externo para crescimento terão vantagem por apresentar demonstrações financeiras comparáveis. Um artigo publicado em 1995 pelos autores Dr. políticos e econômicos. política de preços e decisão de alocação de recursos. Ausência de julgamento subjetivo em se tratando de interpretação e divulgação de eventos econômicos. Ex: cheque pré-datado. • Ajudar os usuários externos das demonstrações financeiras a avaliar o desempenho das empresas a nível mundial. visando atender a determinada situação temporária. • • • 3 – PRINCIPAIS ÓRGÃOS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE CONVERGÊNCIA Dentro do processo de harmonização das normas contábeis.

1 – ORGÃOS BRASILEIROS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE CONVERGÊNCIA 3. CPC.1 . Auxiliar na difusão e na correta interpretação das normas que regem a profissão.1. normatiza os Fundos de Pensão e a Agência Nacional de Energia Elétrica.Comissão de Valores Mobiliários Em 1976 foi divulgada a Lei 6. através da Lei 6385/76.Conselho Federal de Contabilidade No Brasil.IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil Em 1971. CFC. SPC. criar normas e fiscalizar a atuação dos diversos agentes integrantes do mercado. ao mesmo tempo. Entre suas atribuições referidas na Lei.2 . cujas atribuições são orientar. órgão normativo do sistema financeiro. possibilitando aos profissionais conhecê-la e aplicá-la de forma apropriada. normatiza as seguradoras. o órgão representativo da classe contábil é o Conselho Federal de Contabilidade. 3. normatiza o Setor Elétrico. CVM. por isto normatiza e almeja a sua padronização. denominada Lei das Sociedades Anônimas. Ressalte-se que não exerce papel fiscalizador em relação a qualquer informação divulgada pelas companhias. a disciplina e a fiscalização do mercado de valores mobiliários.CFC . Mônica Encinas 6 . Em outubro de 2005. foi criado o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. atualmente denominado Ibracon. a Secretaria de Previdência Complementar. especificamente voltado para o desenvolvimento. A CVM tem poderes para disciplinar. Aneel. como por exemplo o Banco Central do Brasil. tem competência para regulamentar com observância da política definida pelo Conselho Monetário Nacional. Bacen.404.3 .1.CVM .Susep. também é parte de sua missão. Nesse mesmo ano foi criada a Comissão de Valores Mobiliários. que normatiza as instituições financeiras. Seu poder normatizador abrange todas as matérias referentes ao mercado de valores mobiliários.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3. normatizar e fiscalizar as atividades profissionais do contador. atuar como porta-voz dessas categorias diante de organismos públicos e privados e da sociedade em geral. 3. IAIB. foi criado o Comitê de Pronunciamentos Contábeis. desenvolver e aprimorar as questões éticas e técnicas da profissão do auditor e do contador e. Destacam-se também organismos governamentais que determinam práticas contábeis para cada segmento do mercado que regulam. mas preocupa-se com a regularidade e confiabilidade. Superintendência de Seguros Privados . O Ibracon tem a função de discutir. ______________________________________________________________________________ Profª.1. O objetivo é similar ao do FASB e do IASB que é o de centralizar a emissão de normas contábeis no país.

Mônica Encinas 7 .055/05. Além dos 12 membros atuais. . Os Pronunciamentos Técnicos serão obrigatoriamente submetidos a audiências públicas.convergência internacional das normas contábeis (redução de custo de elaboração de relatórios contábeis.As seis entidades compõem o CPC. . . usuário. levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais". . academia. redução de riscos e custo nas análises e decisões.representação e processo democráticos na produção dessas informações (produtores da informação contábil. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) em função das necessidades de: .Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). . dois por entidade.ABRASCA. mas outras poderão vir a ser convidadas futuramente. serão sempre convidados a participar representantes dos seguintes órgãos: . o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza. auditor.Os membros do CPC. também. deliberando por 2/3 de seus membros.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3. . visando à centralização e uniformização do seu processo de produção. na maioria Contadores.Pronunciamentos Técnicos.4 . e . . para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira. As Orientações e Interpretações poderão. .Conselho Federal de Contabilidade. intermediário. Poderão ser formadas Comissões e Grupos de Trabalho para temas específicos.FIPECAFI.IBRACON. . governo). redução de custo de capital). Produtos do CPC: .centralização na emissão de normas dessa natureza (no Brasil.1.Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) Criado pela Resolução CFC nº 1.Comissão de Valores Mobiliários (CVM).Interpretações. não auferem remuneração. . O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) foi idealizado a partir da união de esforços e comunhão de objetivos das seguintes entidades: . diversas entidades o fazem).Banco Central do Brasil. ______________________________________________________________________________ Profª. e .O Conselho Federal de Contabilidade fornece a estrutura necessária. Características Básicas: . .APIMEC NACIONAL. .Orientações.BOVESPA.O CPC é totalmente autônomo das entidades representadas. Outras entidades ou especialistas poderão ser convidados. o CPC tem como objetivo "o estudo.Secretaria da Receita Federal. . sofrer esse processo.

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3.2 – ORGÃOS INTERNACIONAIS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE CONVERGÊNCIA

3.2.1 – International Accounting Standards Board (IASB) O IASB foi precedido pelo IASC (International Accounting Standards Committee), e foi fundado como instituição privada em 29 de Junho de 1973, em Londres (Grã-Bretanha), por acordo feito entre profissionais de nove países: Austrália, Canadá, França, Alemanha, Japão, México, Países Baixos, Reino Unido e Estados Unidos. Outros países foram se associando gradativamente, entre os quais o Brasil, e hoje ele reúne mais de 140 países. Outros organismos se associaram e apoiaram o IASC, entre eles o IFAC em 1982, o IOSCO em 1987, o FASB (Financial Accounting Standards Board) em 1991 e a Comunidade Européia em 1995. Os ministros das finanças dos países que formam o grupo do G7 e Fundo Monetário Internacional apóiam o uso das normas a fim de fortalecer a estrutura financeira internacional. O comitê da Basiléia expressa apoio no de 2000.
Em 1º de abril de 2001 o IASB assumiu a responsabilidade de emissão de padrões contábeis internacionais, tornando-se então uma fundação sem fins lucrativos. De acordo com a sua constituição, o IASB tem os seguintes objetivos:

a)

Desenvolver, no interesse público, um único conjunto de normas contábeis globais de alta qualidade, inteligíveis, exeqüíveis, que exijam informações de alta qualidade, transparentes e comparáveis nas demonstrações contábeis e em outros relatórios financeiros, para ajudar os participantes do mercado de capital e outros usuários em todo o mundo a tomar decisões econômicas;

b) c)

Promover o uso e a aplicação rigorosa dessas normas; e Promover a convergência entre as normas contábeis locais e as Normas Internacionais de Contabilidade de alta qualidade. Com o intuito de expandir a representatividade dos organismos interessados nas informações

contábeis, o IASB estabeleceu um grupo consultivo internacional, formado por representantes de usuários e preparadores das informações contábeis, organismos emissores de padrões contábeis e demais organismos da profissão contábil. Quanto à sua estrutura, o IASB é subordinado à Fundação IASC, entidade sem fins lucrativos, com sede nos Estados Unidos, conta com 19 curadores, que indicam os membros do colegiado do IASB, do colegiado de interpretações e do conselho assessor de padrões. Segue abaixo uma figura que demonstra a atual estrutura do IASB.

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Fonte: IASB

IASC (International Accounting Standards Committee) – O Comitê de Padrões Internacionais de Contabilidade é um órgão que monitora, supervisiona o IASB. SAC (Standards Advisory Council) – O Conselho Consultivo de Padrões é o organismo internacional através do qual grupos e indivíduos fazem recomendações ou aconselham o IASB. Foi presidido pelo Professor Nelson Carvalho. IFRIC (International Financial Reporting Interpretations Committee) – O IFRIC é o órgão responsável por interpreter a aplicação dos padrões do IASB no contexto do seu referencial teórico (framewoerk). Atualmente (fevereiro de 2012) encontram-se em vigor as seguintes normas: 29 IASs (International Accounting Standard) – emitidos pelo IASC; e 9 IFRSs (International Financial Reporting Standard) – emitidos pelo IASB.

3.2.2 – International Organization of Securities Commission (IOSCO)
O IOSCO foi criado em abril de 1983 a partir do encontro entre 11 agências reguladoras das Américas, realizado em Quito. Ele nasceu da transformação do seu antecessor inter-American Regional Association (criado em 1974) em uma verdadeira corporação internacional. Em 1984, pela primeira vez, agências reguladoras de fora das Américas se juntaram ao grupo, sendo elas da França, Indonésia, Korea e Reino Unido. Vinte anos mais tarde, esta organização está presente em mais de 181 países e continua crescendo rapidamente. Ele é responsável pela regulação de mais de 90% do Mercado de Capitais no mundo.

3.2.3 – International Standards of Accounting and Reporting (ISAR)
O ISAR (Intergovernamental Working Group of Experts on International Standards of Accounting and Reporting) foi formalmente criado em 1982, pelo Comissariado das Nações Unidas. Ele foi criado para estudar o impacto das grandes corporações multinacionais sobre o desenvolvimento das relações internacionais.
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Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3.2.4 – International Federation of Accounting Committee (IFAC)
O IFAC foi fundado em 1976, tendo sendo sido precedido por ouros organismos: o ICA (International Congress of Accounts), fundado em 1904 e o ICCAP (International Coordination Committee for the Accounting Profession) em 1972. O IFAC é uma federação de organizações nacionais de profissionais contábeis que representa os contadores dos diversos setores, como também alguns grupos especializados que freqüentemente se interligam com a profissão. Atualmente ele representa cerca de 156 organizações com mais de 2,4 milhões de contadores em mais de 114 países. O objetivo do IFAC é desenvolver a profissão e harmonizar padrões mundiais, a fim de permitir aos contadores fornecer serviços de alta qualidade de interesse público.

3.3 – ORGÃOS NORTE-AMERCIANOS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE CONVERGÊNCIA

3.3.1 – Financial Accounting Standards Board (FASB)
O FASB (Financial Accounting Standards Board) é o principal órgão de normatização contábil nos Estados Unidos. Iniciou suas atividades em Junho de 1973, com grande apoio financeiro por parte do Governo dos Estados Unidos, das entidades de classe da profissão contábil e por grandes empresas. A SEC (Securities and Exchange Commission), a CVM americana, endossou o FASB como a única emissora de padrões reconhecidos. A missão do FASB é estabelecer e melhorar os padrões de contabilidade financeira, promover a convergência internacional de padrões de Contabilidade, além de contribuir para a educação contábil e ampliação do nível de entendimento dos contadores, auditores e usuários das informações financeiras. O FASB é um órgão de grande importância para a harmonização contábil mundial pelo fato de que as maiores investidoras mundiais são as companhias multinacionais, muitas das quais americanas, e que adotam os US GAAP (US Generally Accepted Accounting Principles). Além disso, o Mercado de Capitais americano é um dos maiores do mundo. A base conceitual para os US-GAAP está incluída nos pronunciamentos conceituais do FASB, denominados SFAC, que criaram uma espécie de estrutura conceitual básica usada pelo conselho para o estabelecimento de padrões de contabilidade. Os pronunciamentos emitidos pelo FASB são chamados de FAS (Financial Accounting Standards) ou SFAS (Statement of Financial Accounting Standards).

3.3.2 - Securities and Exchange Commission (SEC)
Securities and Exchange Commission, SEC, uma agência governamental independente, estabelecida em 1934, é responsável pela regulamentação do comércio de valores mobiliários nos EUA com o objetivo principal, no campo da contabilidade, de assegurar a total transparência. O formato e o conteúdo das demonstrações financeiras das companhias abertas são regulados pela SEC.

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3.3.3 - American Istitute of Certified Public Accountants (AICPA)

O Instituto americano dos contadores públicos certificados possui um comitê sênior denominado comitê executivo de padrões de contabilidade (AcSEC). Esse comitê é composto de 15 membros voluntários, com representantes de diversos segmentos. o corpo técnico do AICPA designado para determinar as políticas da profissão relativas a normas contábeis e apresentação de demonstrações contábeis. Ele publica boletins práticos de orientações específicas sobre auditoria e contabilidade além de prover regras sobre matérias contábeis que o Financial Accounting Standards Board, FASB (Comitê de Normas de Contabilidade) não tenha se pronunciado. Comparação entre órgãos reguladores brasileiros, americanos e internacionais

Origem

Pronunciamentos

Emissão de Pronunciamentos Contábeis * Diversos IASB FASB

Regulação do Mercado de Ações CVM IOSCO SEC

Emissão de Normas Contábeis e de Auditoria Ibracon/CFC IFAC AICPA/PCAOB

Brasil Internacional Estados Unidos

BR GAAP IFRS US GAAP

* A partir do ano de 2007 iniciou a atuação do CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis com o objetivo de ser um organismo semelhante ao FASB e IASB.

4 – PRINCIPAIS CAUSAS DAS DIFERENÇAS ENTRE OS PAÍSES NA EMISSÃO DE NORMAS CONTÁBEIS
A contabilidade, por ser uma ciência social aplicada, é fortemente influenciada pelo ambiente em que atua. De uma forma geral, valores culturais, tradição histórica, estrutura política, econômica e social acabam refletindo nas práticas contábeis de uma nação e, conseqüentemente, a evolução das mesmas pode estar vinculada ao nível de desenvolvimento econômico de cada país. Usualmente, a contabilidade é considerada a linguagem "dos negócios", ou seja, é onde os principais agentes econômicos buscam informações (principalmente de natureza econômico-financeira) sobre a performance empresarial e avaliação de risco para se realizar investimentos. Nesse sentido, relatórios contábeis sempre são requeridos pelos investidores que desejam mensurar a conveniência e oportunidade para concretizar seus negócios. Assim, sua importância ultrapassou as fronteiras, deixando de ter sua utilidade limitada ao campo doméstico para servir de instrumento de processo decisório em nível internacional, principalmente no atual cenário de globalização dos mercados.
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Mônica Encinas 12 . em primeiro lugar. países comunistas (Europa Oriental). e d) as demonstrações financeiras buscam atender. social. Japão. Malásia. Irlanda e Escócia). e sendo a contabilidade produto dessa complexa interação. pois cada país tem suas práticas contábeis próprias. b) sólido mercado de capitais. 4. é produto do ambiente em que atua. O Modelo Anglo-Saxão é composto por países como Grã-Bretanha (incluindo Inglaterra. c) pouca interferência governamental na definição de práticas contábeis. A afirmação de Nobes e Parker mostra a dificuldade e possivelmente o grau de arbitrariedade que envolvem tentativas para classificação de países ou grupos de países. os investidores. dificultando sua compreensão devido à falta de uniformidade. por sua vez.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Entretanto. Como cada país tem seu próprio ambiente político. África do Sul e Cingapura. c) as demonstrações financeiras buscam atender primeiramente os credores e o Governo em vez dos investidores. cujas características predominantes são: a) existência de uma profissão contábil forte e atuante. segundo seus sistemas contábeis. e ______________________________________________________________________________ Profª. por ser ciência social aplicada. "O número de tentativas que têm sido feitas para classificar sistemas contábeis nacionais é o mesmo esforço que os biólogos tentam fazer para classificar fauna e flora". significando dizer que o lucro de uma empresa brasileira não seria o mesmo se adotadas práticas contábeis de outros países.1 – Classificação dos Sistemas Contábeis A contabilidade. O Modelo Continental. essa linguagem não é homogênea em termos internacionais. Alemanha. conforme Nobes e Parker (1995). Canadá. A busca de critérios consentâneos é o processo de harmonização contábil internacional. países da América do Sul. País de Gales. a maioria dos autores destaca dois grandes grupos distintos: o modelo Anglo-Saxão e o modelo Continental. Austrália. classificar sistemas contábeis nacionais de uma forma objetiva não é uma tarefa fácil para os pesquisadores. notadamente a de natureza fiscal. é composto por países como França. visando proporcionar uma compreensão dessa linguagem e a sua comparabilidade. Nova Zelândia. Bélgica. cultural e econômico (diferente um do outro). Itália. Espanha. A linguagem não é uniforme porque cada país tem critérios próprios e diferentes para reconhecer e mensurar cada transação. Estados Unidos da América. entre outros. De forma geral. e as características predominantes são as seguintes: a) profissão contábil fraca e pouco atuante. b) forte interferência governamental no estabelecimento de padrões contábeis. como fonte de captação de recursos. Índia.

Comparando-se as razões das diferenças internacionais no financial reporting. filosofias. por exemplo. tudo é proibido mesmo que esteja permitido na lei enquanto que na Itália tudo é permitido. requerendo exames de suficiência e educação profissional continuada. é razoável supor que os sistemas contábeis de cada país venham a ser impactados por tais medidas. objetivos (buscam proteger os seus interesses nacionais). por ser a educação na área contábil ainda de qualidade duvidosa. ______________________________________________________________________________ Profª. a legislação tributária proíbe expressamente sua constituição.404/76 e os esforços da CVM para adaptação das normas contábeis internacionais. a provisão para créditos de liquidação duvidosa cuja constituição seria proibida se não explicitamente permitida na lei (Alemanha) ou cuja constituição é permitida. Analisando-se particularmente o caso brasileiro. Mônica Encinas 13 . haveria ainda um complicador. em termos de financial reporting com a vigência da Lei nº 6. observa-se. Walton (2003) apresenta interessante comparação (até de forma jocosa) para explicar as causas das diferenças internacionais. se a aplicássemos no caso brasileiro. Entretanto. caracterizado pela influência governamental na edição de normas contábeis. dependendo do seu grau de influência sobre outros. a regra contábil também pode se enquadrar na comparação de Walton.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) d) importância de bancos e outras instituições financeiras (inclusive governamentais) em vez de recursos provenientes do mercado de capitais como fonte de captação pelas empresas. ainda. exceto se não explicitamente proibida na lei (Inglaterra). procedimentos. No Irã. uma forte vinculação com o modelo da Europa Continental. das quais procuraremos resumir as principais causas. ao afirmar: A compreensão de regras internacionais é muito difícil porque as regras têm diferentes significados: na Alemanha. especialmente se é proibido. e. regras. Como a contabilidade é usualmente mencionada como linguagem de comunicação. à primeira vista. por outro lado. há algumas semelhanças entre si. identificadas pelos principais autores que abordaram o tema. Os principais estudiosos sobre o assunto apresentam diversos aspectos como causas das diferenças internacionais. a pouca valorização da profissão contábil. a disseminação cada vez mais acentuada do ensino da contabilidade baseada na escola norte-americana e a possível criação de um Comitê de Procedimentos Contábeis revelam que mudanças podem ocorrer no futuro. No exemplo acima. tudo é proibido a menos que esteja explicitamente permitido na lei.2 – Causas das Diferenças Internacionais Considerando-se que cada país tem seu conjunto de leis. Aqui temos efetivamente um conflito de natureza legal na constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa. enquanto que na Inglaterra tudo é permitido a menos que esteja explicitamente proibido na lei. como. 4. o que é pior: enquanto a lei societária estabelece a obrigatoriedade de constituir citada provisão na medida julgada necessária para cobertura de perda julgada provável.

Austrália.Características. segundo Saudagaran (2004). há muito menos flexibilidade na preparação e apresentação das demonstrações contábeis. principalmente no que diz respeito à sua classificação em duas correntes: . Estados Unidos da América. Essa estrutura legal (common-law ou code-law) é capaz de influenciar o comportamento e o direcionamento que um país pode assumir. e .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4. Elliot e Elliot lembram que em países onde vigora a common-Iaw. Por que a forma de captação de recursos pelas empresas é relevante para a determinação do tipo de financial reporting? Primeiramente. incluindo procedimentos a serem observados pelas empresas. natureza e tipo de sistema legal vigente É unanimidade entre os autores pesquisados que as características e o tipo de sistema legal de um país têm destacada influência nas diferenças internacionais. Nesse contexto. conforme já abordado anteriormente). que têm a preocupação maior voltada para os acionistas.2. porque quando nos referimos a financial reporting devemos ter em mente que a contabilidade é a linguagem de comunicação empresarial. 4. seus principais provedores de recursos. segundo modelo "anglo-saxônico" ou "continental": a) sistema legal de um país baseado em common-Iaw é predominante em países como Grã-Bretanha. A Grã-Bretanha. inclusive quanto à profissão contábil e ao financial reporting. França e Japão tem resultado em uma estrutura legal. Por outro lado.2 .common-law. exportando esse modelo. e b) sistema legal de um país baseado em code-Iaw. Nova Zelândia. onde não se faz necessário detalhar as regras a serem aplicadas para todos os casos ou para todas as situações. voltamos a discutir novamente a classificação dos sistemas contábeis. Canadá. sua dependência junto ao mercado bancário ou fonte governamental. Aqui. e também focando o que deve ser evitado (presume-se que o que não vem a ser proibido é aceito. predominante em países como Alemanha. conhecida como legalística. diferentemente dos países onde predomina o common-law. A ênfase maior é na proteção dos credores da companhia. a criatividade para interpretar o "espírito da lei".2.Forma de captação de recursos pelas empresas Outro fator de destaque é a existência de um mercado de capitais sólido e atuante. de outro lado. onde é requerido um elevado grau de detalhamento das regras a serem cumpridas. o ambiente legal de um país em que vigora o common-Iaw tende a ser propício para inovações em termos de financial reporting. onde as empresas podem buscar recursos ou. que pode ser evasivo. que objetiva suprir os usuários com informações que sejam relevantes ao seu processo decisório. trouxe como conseqüência uma ênfase maior na apresentação das demonstrações contábeis dentro da "visão justa e verdadeira" (true and Jair value) que tendem a ser mais transparentes para os acionistas.1 . conhecida como não legalística. que de certa forma influenciou os demais países. pode também resultar em artifícios para manipular ou aproveitar brechas legais.code-law. ______________________________________________________________________________ Profª. Mônica Encinas 14 . Nesse sentido.

4 . conseqüentemente. "onde a profissão contábil é fraca. estabelece critérios ou percentuais bem definidos para reconhecimento de despesas ou receitas (como. credibilidade e status (amadurecimento) da profissão contábil Nos países onde o mercado de capitais é sólido e atuante. questiona-se a qualidade das demonstrações contábeis produzidas bem como se os auditores têm realmente independência e 'status' suficiente para produzir relatórios sobre as empresas por ele auditados". seus acionistas. o credor bancário ou governamental. tenderá a apresentar suas demonstrações contábeis contemplando informações que privilegiem seu usuário mais importante.2. seja por meio de exames ou certificações. 4. depreciação de ativo permanente). Analisando-se a situação brasileira. Por outro lado. os credores (querem conhecer fluxo de caixa futuros que garantam a devolução dos empréstimos). Estados Unidos da América.3 . se um país tem características voltadas para financiar suas empresas com recursos oriundos do mercado acionário. E aí que reside a questão: as informações requeri das por investidores (em ações) são significativamente diferentes das requeridas pelos credores por empréstimos (seja crédito bancário ou fonte governamental)? Conseqüentemente. os investidores (querem: avaliar o retorno de seu investimento). mas nenhum deles é politicamente forte o suficiente para influenciar órgãos governamentais legalmente autorizados para editar normas contábeis. contadores têm sido tratados como 'bookkeepers' (responsáveis pela escrituração) e com baixo status". qual seja.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Nessa linha de raciocínio. tenderá a privilegiar a apresentação de suas demonstrações contábeis contemplando informações que favoreçam seu usuário mais importante. 4. Mônica Encinas 15 . informações financeiras confiáveis e tempestivas têm sido requeridas pelos seus usuários (investidores em geral). enquanto os usuários de demonstrações contábeis têm: propósitos diferentes do Fisco. Por outro lado. Infelizmente.2. "em países onde não há demanda do mercado para buscar informações financeiras. Saudagaran (2004) também lembra que. segundo Elliot e Elliot (2002). Grã-Bretanha. a realidade brasileira revela que o "status" da profissão contábil e a capacidade de influenciar (ou mesmo de editar) a elaboração de normas contábeis estão ainda aquém do esperado. por exemplo. critérios de reconhecimento e mensuração de ativos ______________________________________________________________________________ Profª. teríamos que conhecer um pouco melhor quem é esse usuário para saber que tipos de informações são necessários.Vinculação da Legislação Tributária com Contabilidade Societária O Fisco tem objetivo específico voltado para tributação do lucro e. para julgar o que é relevante para o usuário.Nível de influência. como. por exemplo. se um país tem características voltadas para financiar suas empresas com recursos oriundos do crédito bancário ou fonte governamental. A profissão contábil nesses países é "auto-regulamentada" (com pouca interferência do governo) e é responsável pela promulgação de padrões contábeis e de auditoria. observamos que a profissão contábil é representada por dois órgãos: o CFC e o IBRACON. por intermédio de seus conselhos ou órgãos de classe. Dessa forma. como Canadá. Também é a própria profissão contábil que estabelece critérios para credenciamento de contadores e auditores.

Além disso. ( Contabilidade é confundida com escrituração fiscal e é tratada mais come uma vocação do que profissão. ou. a profissão contábil sofre os efeitos da qualidade de ensino. é permanente ou realizável a longo prazo). já mencionado anteriormente) ou regras proibindo (ou não admitindo sua dedutibilidade fiscal como despesa e. O Brasil apresenta uma característica peculiar: embora a legislação societária tenha criado a figura dos "registros auxiliares" para amparar critérios contábeis diferentes dos prescritos em lei e o Fisco tenha consagrado o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). por exemplo. Outra questão é que a maioria dos cursos de ciências contábeis no Brasil é oferecida à noite para aqueles que já trabalham. bem como se sente incapaz de atrair melhores alunos para integrarem a carreira profissional de contadores. O corpo docente na maior parte das faculdades particulares também é representado por profissionais que atuam no mercado de trabalho durante o dia e dedicam-se ao ensino como atividade complementar. A exigência do Exame de Suficiência pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) para os bacharéis em ciências contábeis e os graduados no ensino médio de contabilidade também revela que o nível de ensino estão aquém do que o mercado de trabalho requer para o exercício da profissão. Mônica Encinas 16 . conseqüentemente. não sendo disponível em curso superior (nível universitário) Como conseqüência. por exemplo. exceto em universidades públicas. em muitos outros países onde a qualidade do ensino na área contábil é relativamente fraca.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) para propósitos de Contabilidade financeira (Financial Reporting) podem ser fortemente impactados por regras fiscais. ainda convivemos com inúmeras situações desconfortáveis de legislações ou regulamentos de natureza tributária determinando regras de como contabilizar transações (como. o ensino de contabilidade tem limitada influência no financial reporting das empresas. em nosso entendimento. muitas vezes para melhorar seu rendimento mensal. é difícil o aperfeiçoamento deste corpo docente mediante afastamento para cursar mestrado ou doutorado. o leasing. Entretanto. ______________________________________________________________________________ Profª.2. conforme já mencionado. Finalmente.5 . o ensino da Contabilidade caracteriza-se ainda pela predominância do ensino médio (e número de técnicos em Contabilidade é superior ao de contadores) e pele pouco interesse (ou dificuldade) dos contadores em prosseguir seus estudo: em nível de pós-graduação (mestrado/doutorado). No âmbito brasileiro. regras para classificação (se um adiantamento para fornecedores. aqui denominado arrendamento mercantil. alternativas para seus alunos buscarem programas de mestrado/doutorado ou serem treinados para enfrentar um mercado de trabalho atraente e bem remunerado. ainda. 4. pelo pouco prestígio perante a sociedade. desincentivando sua contabilização). inclusive. principalmente por três fatores: a) poucos cursos notoriamente de excelente qualidade.Nível de qualidade da educação na área contábil Saudagaran (2004) apresenta interessante comparação entre os paíse: que têm longa tradição na área contábil e que contam com elevado padrão de ensino oferecendo. Por conseguinte. o ensino é limitado ao nível secundário.

a exemplo dos países da União Européia. Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões): a) I. padrões contábeis internacionais emitidos a partir de 1973. a sigla IASC ainda existe e denomina a fundação mantenedora e responsável pela indicação dos membros do IASB. apenas. Mônica Encinas d) I e II. localização geográfica. não serão profundamente abordadas aqui. objetos do projeto de harmonização conjunta patrocinado pela CVM. São elas: a) Estrutura empresarial e tipo de empresas. linguagem. ______________________________________________________________________________ 17 . apenas.6 – Outras Razões Algumas outras razões são apontadas em diversos estudos. atualmente designada de IASC Foundation.1 – (CVM/2006) a) b) c) d) e) Os International Accounting Standards (IAS) são: mandatórios para aplicação em todas as sociedades por ações no Brasil. etc. herança de ser colônia. os países representados no IASB estão obrigados a adotar as IAS e as IFRS. apenas. No entanto.3. b) II. c) Acidentes de percurso. Enquanto nos países de sistema legal baseado no “Common Law” as práticas contábeis não precisam estar detalhadas nas normas. III – Uma vez construído o conjunto das normas internacionais de contabilidade. b) Existência de um arcabouço conceitual teórico e o nível de desenvolvimento da teoria contábil ou estrutura conceitual básica da contabilidade. d) Nível de inflação. apenas. sucessor do International Accounting Standards Committee – IASC. e c) regras para o financial reporting estão nas mãos de órgãos governamentais que editam normas contábeis. sugestões que os auditores obrigam-se a cumprir no mundo inteiro.04. padrões contábeis emitidos pelo antigo IASC que a partir de 01. 4. II – A atual entidade responsável pela emissão de normas internacionais de contabilidade é o International Accounting Standards Board – IASB. II e III. nos países de sistema legal baseado no “Code Law” é requerido um elevado grau de detalhamento das regras contábeis a serem seguidas. José Wagner) Analise as informações a seguir sobre o processo de internacionalização da Contabilidade: I – Uma das causas das diferenças nos sistemas nacionais de contabilidade é a existência de sistemas legais de natureza e características distintas. invasões. 4. Profª. 4. c) III.2 . e)I. Entretanto. A profissão contábil e a academia têm pouca participação ou capacidade de influir.3. dada a sua menor importância em termos de correlação com as causas da diferenças.2001 foram extintos. Ibracon e Banco Central.(Simulado-2008/ Prof.EXERCÍCIOS 4.2.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) b) poucos docentes com formação acadêmica e titulação adequados.3 .

dentre elas as brasileiras. exclusivamente. Uma das prováveis vantagens decorrentes da harmonização dos sistemas contábeis é provocar a a) aceitação das normas contábeis internacionais. c) I e a IV. III – demonstrações financeiras que buscam atender os investidores. b) I e a III. d) II e a III.6 . c) implementar a harmonização das normas contábeis em todos os paises do Conselho de Membros.3. que têm como características predominantes. preferencialmente. regras e normas a que todas as nações obedeçam. Ela se caracteriza por ser um processo que procura preservar as particularidades dos países. c) eliminação de entraves burocráticos para o credenciamento de contadores de outros países.(Petrobras-2008/Cesgranrio) A harmonização dos padrões contábeis internacionais não significa a padronização das normas contábeis. as seguintes: I – existência de profissão contábil forte a atuante. pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade. a partir de 2010. 5 auditores praticantes. Um dos seus objetivos é a) determinar o uso e aplicação rigorosa de todas as suas normas. São características predominantes do modelo anglo-saxão APENAS a a) I e a II. b) unificação dos currículos básicos dos cursos de Ciências Contábeis. padronizar. e) verificar. ______________________________________________________________________________ Profª. b) estabelecer uma data específica para a harmonização das normas contábeis dos países do Conselho de Membros.3.(Petrobras-2008/Cesgranrio) O IASB (The International Accounting Standards Board). evitando a xenofobia ou barreiras por nacionalismo exacerbado. o objetivo dessa harmonização dos padrões contábeis mundiais visa a: a) b) c) d) e) permitir a comparabilidade das informações. d) promover a convergência entre as normas fiscais locais e as Normas Internacionais de Contabilidade. Fundamentalmente.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4. formado por. se suas normas são cumpridas. de alta qualidade. em substituição ao mercado de capitais. que se destina ao estudo dos padrões contábeis.(Petrobras-2008/Cesgranrio) Há uma forte tendência de os autores destacarem a existência de dois grandes grupos de sistemas contábeis: o modelo anglo-saxão e o modelo continental. a forma de apresentação dos demonstrativos contábeis.5 . em todos os países a ele filiados. com sede em Londres. II – demonstrações financeiras que buscam atender credores e governo. dentre outras. preferencialmente.3. 4. estabelecer leis. visando a melhorar a interpretação e o entendimento dos aludidos sistemas. Instituto Brasileiro de Contadores (sic) e Conselho Federal de Contabilidade.3. estabelecer princípios contábeis universais. criar um padrão único a ser utilizado por todas as nações. órgão independente do setor privado. mas de forma a permitir a reconciliação dos seus sistemas de informações contábeis. e) III e IV. constituído por mais de 140 entidades mundiais.3 . no mínimo. Mônica Encinas 18 . 4.(Petrobras-2006/Cesgranrio) Há alguns anos o IASB – International Accounting Standards Board – (colegiado de padrões contábeis internacionais) vem buscando realizar uma harmonização nos padrões de contabilidade das nações associadas. é formado por um Conselho de Membros. IV – forte importância de Bancos como fontes de captação de recursos. 4.4 .

Dinamarca e Islândia. a regulamentação e a normatização de matéria contábil estão sob a responsabilidade de um organismo do setor privado – FASB – Financial Accounting Standards Board. 4. a) As barreiras de nacionalismo exacerbado deverão se vencidas pelos órgãos internos de contabilidade desses países. que precisarão exercer o poder de determinação para implantação das normas. a harmonização deverá indicar que as empresas que pretendem ingressar no mercado de capitais procurem as Bolsas de Valores dos países mais desenvolvidos para o lançamento de suas ações. Holanda e Suíça. e) Em países que não possuem Bolsa de Valores. Portugal e Austrália. estrutura legal ou organismos profissionais atuantes.3. c) IASB – International Accounting Standards Board. é a legislação tributária. d) IFAC –International Federation of Accountants. assinale a que caracteriza uma vantagem. a implementação das normas internacionais torna-se mais fácil.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) Um dos fatores que demonstram grandes diferenças entre os países.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) d) redução do atrelamento da contabilidade às normas tributárias e da influência governamental nessa área. Alemanha. Áustria e França. Estados Unidos. a harmonização contábil passa também pela mudança do sistema legal.3.(BNDES-2008/Cesgranrio) Dentre as opções abaixo. 4. b) Em países com forte legislação trabalhista protecionista. Mônica Encinas 19 . Espanha. e) OECD – Organization for Economic Cooperation and Development. Suécia.(BNDES-2008/Cesgranrio) Qual o órgão internacional e independente que.7 .(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) Nos Estados Unidos da América.3. 4.9 .8 . Os países em que as demonstrações contábeis (financial reporting) se destinam a atender tanto a propósitos fiscais como a objetivos específicos de usuários externos são: a) b) c) d) e) Grã-Bretanha.10 . e) efetiva contribuição para a redução de custos nos trabalhos de auditoria. c) Em países fortemente legalistas. visando estabelecer uma harmonização de procedimentos válida para os países membros: a) FASB – Financial Accounting Standards Board. sendo retirada do governo a autoridade de emitir normas contábeis. mas a edição de padrões contábeis é sustentada pelo(a) ______________________________________________________________________________ Profª. da adoção da harmonização das normas internacionais para as empresas sediadas nos países que as adotam. b) IOSCO – International of Securities Comission.3. Irlanda e Canadá. 4. estuda os padrões contábeis mundiais. atualmente. em vista de existirem poucos ajustes a serem realizados. em relação aos sistemas contábeis por eles praticados. d) Em países que não possuem padrão próprio de sistemas contábeis. já identificada e reconhecida. precisará ser efetivada a harmonização dos currículos básicos dos cursos de ciências contábeis com o processo de credenciamento de contadores e auditores para atuação em outros países.

Entretanto. (b) profissão contábil forte e atuante. a principal razão para haver a harmonização dos padrões contábeis internacionais é: (a) padronizar os procedimentos contábeis de forma universal. notadamente. Para essa classificação.12 . (e) profissão contábil fraca e pouco atuante. Mônica Encinas 20 .(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) As tentativas para classificar os países. AICPA – American Institute of Certified Public Accountants. em primeiro lugar. (d) profissão contábil fraca e pouco atuante.11 . para os administradores. de natureza fiscal. e demonstrações financeiras voltadas. (d) unificar os impostos cobrados nos diversos países. a maioria dos autores e estudiosos de sistemas contábeis destaca a existência de dois grandes grupos distintos: o modelo anglo-saxão e o modelo continental. ASEC – Accounting Standards Executive Committee.3. aos investidores. aos credores. notadamente. e demonstrações financeiras voltadas. 4. (b) reduzir custos por permitir registros únicos em vários países. importância de Bancos e outras instituições financeiras como provedores dos recursos. (c) profissão contábil forte e atuante. ou grupos de países. 4. têm revelado um alto grau de dificuldade. sólido mercado de capitais como fonte de captação de recursos. FIA – Federal International Accountants. (c) permitir a comparabilidade das informações. para os investidores.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) a) b) c) d) e) FED – Federal Reserve Bank. e demonstrações financeiras que buscam atender. em primeiro lugar. as principais características do modelo anglo-saxão são a existência de uma: (a) profissão contábil forte e atuante. e demonstrações financeiras voltadas. SEC – Securities and Exchange Commission. sólido mercado de capitais como fonte de captação de recursos.3. para o governo. sólido mercado de capitais como fonte de captação de recursos. forte interferência governamental no estabelecimento de padrões contábeis. de acordo com seus sistemas contábeis. de natureza fiscal. em primeiro lugar.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) No entendimento de autores e pensadores da Contabilidade. de natureza fiscal. e demonstrações financeiras que buscam atender. (e) unificar os princípios fundamentais de contabilidade ______________________________________________________________________________ Profª. forte interferência governamental no estabelecimento de padrões contábeis. pouca interferência governamental na definição de práticas contábeis. uso de Bancos e instituições financeiras como fonte de captação de recursos. forte interferência governamental no estabelecimento de padrões contábeis. primeiramente. notadamente. pouca interferência governamental na definição de práticas contábeis. em primeiro lugar.

Demonstrações Consolidadas CPC-18 .Benefícios a Empregados CPC-07-R1 .Tributos sobre o Lucro CPC-27 . conhecidos no Brasil como Normas Internacionais de Contabilidade – NIC.Contabilidade e Evidenciação em Economia Hiperinflacionária CPC-19-R1 .Receitas CPC-33 .Subvenção e Assistência Governamentais CPC-02-R2 .Estoques CPC-03-R2 .Instrumentos Financeiros: Apresentação CPC-41 . Neste período o IASB/IASC emendou alguns IASs.Participação em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) CPC-08-R1 .Demonstração dos Fluxos de Caixa CPC-23 . propôs mudar e substituir ou emendar outros.Apresentação das Demonstrações Contábeis CPC-16-R1 . de alta qualidade. emitidos pelo IASB e por seu predecessor. de 1973 a 2000. e o IASB emitiu 08 IFRS desde então.Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conv de Demonstrações Contábeis CPC-20-R1 . é o conjunto de padrões contábeis internacionais.Demonstrações Separadas CPC-36-R2 .Divulgação sobre Partes Relacionadas CPC-35-R1 .Redução ao Valor Recuperável de Ativos CPC-25 .Resultado por Ação CPC-21-R1 .Evento Subsequente CPC-17 .Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis IAS 1 IAS 2 IAS 7 IAS 8 IAS 10 IAS 11 IAS 12 IAS 16 IAS 17 IAS 18 IAS 19 IAS 20 IAS 21 IAS 23 IAS 24 IAS 27 IAS 27 IAS 28 IAS 29 IAS 31 IAS 32 IAS 32 IAS 33 IAS 34 IAS 36 IAS 37 CPC-26-R1 . O IASC emitiu 41 IAS. Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 21 .Provisão e Passivo e Ativo Contingentes Profª. IAS/IFRS/IFRIC x PRONUNCIAMENTOS CPC (Revisado em 08/02/2012) CPC-00-R1 .Custo de Empréstimos CPC-05-R1 .Políticas Contábeis. sucessor do IAS (International Accounting Standard).Contratos de Construção CPC-32 .Demonstração Intermediária CPC-01-R1 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) PARTE II – NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE INTERNATIONAL FINANCIAL REPORTING STANDARDS (IFRS) O IFRS. o IASC.Investimento em Coligada CPC-42 .Operações de Arrendamento Mercantil CPC-30 .Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários CPC-39 .Ativo Imobilizado CPC-06-R1 . Mudança de Estimativa e Retificação de Erro CPC-24 .

Passivo Decorrente de Participação em Mercado Específico .Aspectos Complementares da Operação de Arrendamento Mercantil ICPC-13 .Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração CPC-28 .CPC-40 e OCPC-03 CPC-43-R1 .(Revogado) Veja CPC-38 .Alcance do CPC 10 .Adoção Inicial das IFRS CPC-10-R1 .Hedge de Investimentos Líquidos em Uma Operação no Exterior ICPC-07 . Mônica Encinas 22 .Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos ICPC-04 .Direitos a Participações Decorrentes de Fundos de Desativação.Informações por Segmento CPC-40 .Pagamento Baseado em Ações ICPC-05 .Instrumentos Financeiros: Evidenciação CPC-22 .Reconhecimento em Transferência de Ativos dos Clientes ICPC-16 .Adoção Inicial da Lei 11.Instrumentos Financeiros: Evidenciação INTERPRETAÇÕES IFRIC 02 IFRIC 04 IFRIC 05 IFRIC 06 IFRIC 08 IFRIC 11 IFRIC 12 IFRIC 15 IFRIC 16 IFRIC 17 IFRIC 18 IFRIC 19 ICPC-14 .Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada CPC-34 .Demonstração do Valor Adicionado (DVA) CPC-12 .Pagamento Baseado em Ações CPC-15-R1 . Restauração e Reabilitação Ambiental ICPC-15 .Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 40 ______________________________________________________________________________ Profª.Cotas de Cooperados em Cooperativas e Instrumentos Similares ICPC-03 .Extinção de Passivos Financeiros com Instrumentos Patrimoniais OUTROS ATOS DO CPC SEM EQUIVALÊNCIA EM IFRS: PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS CPC-09 .Exploração e Avaliação de Recursos Minerais CPC-40 .Propriedade para Investimento CPC-29 .Ativo Intangível CPC-38 .Ativo Biológico e Produto Agrícola CPC-37-R1 .Distribuição de Dividendos In Natura ICPC-11 .Contrato de Construção do Setor Imobiliário ICPC-06 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) IAS 38 IAS 39 IAS 40 IAS 41 IFRS 1 IFRS 2 IFRS 3 IFRS 4 IFRS 5 IFRS 6 IFRS 7 IFRS 8 IFRS 9 CPC-04-R1 .CPC-39 .Transações de Ações do Grupo e em Tesouraria ICPC-01-R1 .Contratos de Seguro CPC-31 .638/07 e da Medida Provisória 449/08 CPC-14 .Combinações de Negócios CPC-11 .Ajuste a Valor Presente (NBC-TG-12) CPC-13 .Contratos de Concessão ICPC-02 .

Pronunciamentos Técnicos e Orientação Técnica (CPC-02 / 03 / 16 / 26 / 36 OCPC-01) Cabe destacar que.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) CPC-PME . 37 e 43 ICPC-12 . considerando o período disponível.Contratos de Concessão INTERPRETAÇÕES TÉCNICAS ICPC-08 .Entidades de Incorporação Imobiliária OCPC-02 .Mudanças em Passivos por Desativação.Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas ORIENTAÇÕES TÉCNICAS OCPC-01-R1 .Contabilização da Proposta de Pagamento de Dividendos ICPC-09 .Interpretação sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos CPC 27. nesta apostila serão abordadas as seguintes normas: IAS 01 – Apresentação das Demonstrações Contábeis IAS 08 – Práticas contábeis.Esclarecimentos sobre as Demonstrações Contábeis de 2008 OCPC-03 . Demonstrações Contábeis Separadas. serão trabalhadas apenas algumas das normas descritas acima.Ajuste a Valor Presente IFRS 8 – Relatório por Segmento ______________________________________________________________________________ Profª.Aplicação da Interpretação Técnica ICPC 02 às Entidades de Incorporação Imobiliária Brasileiras OCPC-05 . Intermediária e Avançada.Instrumentos Financeiros: Reconhecimento. Sendo assim.Conceito de Valor Justo (FASB) e CPC 12 . nesta disciplina.Demonstrações Contábeis Individuais. mudança de estimativas contábeis e erros IAS 10 – Eventos Subsequentes IAS 17 – Arrendamento Mercantil (Leasing) IAS 33 – Resultado por Ação IAS 38 .Ativos Intangíveis SFAS 157 . Mônica Encinas 23 . Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial ICPC-10 . dando prosseguimento à ementa das disciplinas Contabilidade Básica. Mensuração e Evidenciação OCPC-04 . 28. A seleção das normas a serem discutidas foi baseada na prerrogativa de que estas não foram contempladas no curso. Restauração e Outros Passivos Similares REVISÕES TÉCNICAS RCPC-01 .

São Pressupostos básicos das Demonstrações Financeiras: Regime de Competência. da mutação do patrimônio líquido e do fluxo de caixa. não são totalmente comparáveis. A IAS 1 especifica requerimento mínimo de itens a serem apresentados na demonstração de posição financeira. A norma também apresenta um guia para identificação de itens em linhas adicionais. e (e) Notas Explicativas. é requerida a divulgação do motivo para utilização de um período diferente de um ano. bem como do fato de que as informações comparativas da demonstração de resultado. Data ou período coberto pelas demonstrações. exceto quando em casos específicos. Se houver mudança na data do exercício social e as demonstrações contábeis forem apresentadas para um período diferente de 1 (um) ano (em comparação com as últimas demonstrações contábeis apresentadas).Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (IAS 1) O objetivo da IAS 1 é estabelecer bases para a apresentação das demonstrações contábeis. uma outra norma ou interpretação de norma permita ou requeira que a informação comparativa não seja apresentada. O IAS 1 estabelece que uma entidade cujas demonstrações financeiras estão em conformidade com as IFRSs deve fazer uma declaração explícita e sem reservas dessa conformidade nas notas. As demonstrações contábeis devem ser apresentadas pelas entidades no mínimo anualmente. A IAS 1 também especifica a apresentação mínima de notas explicativas. (b) Demonstração do Resultado Agrangente. As informações comparativas do período anterior devem ser apresentadas para todos os saldos e valores divulgados nas demonstrações contábeis e nas notas explicativas. As demonstrações contábeis também objetivam apresentar os resultados da atuação da administração na gestão da entidade e sua capacitação na prestação de contas quanto aos recursos que lhe foram confiados. na demonstração do resultado abrangente e na demonstração do patrimônio líquido. Mônica Encinas 24 . O objetivo das demonstrações contábeis é o de proporcionar informação acerca da posição patrimonial e financeira. ______________________________________________________________________________ Profª. (d) Demonstração dos Fluxos de Caixa. Continuidade e Essência sobre a Forma. Não se deve considerar que as demonstrações financeiras cumprem as IFRSs a menos que cumpram todos os requisitos das IFRSs. Um conjunto completo de demonstrações financeiras inclui: (a) Balanço Patrimonial. Se as DCs são individuais ou consolidadas. do desempenho e dos fluxos de caixa da entidade que seja útil a um grande número de usuários em suas avaliações e tomada de decisões econômicas. São informações obrigatórias às Demonstrações Financeiras: Nome da Entidade. buscando assegurar a comparabilidade tanto das demonstrações contábeis de um ano para outro quanto em relação às demonstrações contábeis de outras empresas. (c) Demonstração das Mutações do PL.

Fornecedores e outras contas a Pagar. no mínimo. ______________________________________________________________________________ Profª. Separação por ordem de liquidez. Passivos financeiros. as seguintes informações: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) n) o) p) q) r) Imobilizado. Sumário das políticas contábeis adotadas. Provisões. Mônica Encinas 25 . e capital social e reservas e outras contas atribuíveis aos acionistas controladores. Ativos Intangíveis. participação de não controladores apresentada de forma destacada dentro do patrimônio líquido.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Moeda das demonstrações (segundo a IAS 21). Caixa e Equivalentes de Caixa. 1. Passivos incluídos no grupo de disposição classificados como mantidos para venda. e Classificação mista. Nível de arredondamento dos valores das demonstrações. Investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Demonstrações em conformidade com as IFRSs. Ativos Financeiros. Ativos biológicos. Ativos e passivos relativos a impostos correntes. A classificação dos ativos e passivos pode ter diferentes abordagens. Clientes e outros Recebíveis. Estoques. total de ativos classificados como Mantidos para Venda e ativos incluídos nos grupos de disposição classificados como Ativo Não Corrente Mantido para Venda e Operação Descontinuada.1 . Ativos e passivos relativos a impostos diferidos.DEMONSTRAÇÃO DE POSIÇÃO FINANCEIRA (BALANÇO PATRIMONIAL) A IAS 1 estabelece que a Demonstração da Posição Financeira deve apresentar. Divulgações: Base de mensuração usada. Propriedades para investimento. Principais julgamentos realizados pela administração. já que a norma não prescreve ordem ou formato específico para o Balanço Patrimonial: Correntes e não correntes.

Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Sendo assim. a Demonstração de Posição Financeira (ou Balanço Patrimonial) pode ser apresentada da seguinte forma: 1.1.2 – Demonstração de Posição Financeira em ordem Decrescente de Liquidez ATIVO 2008 2007 PL e PASSIVO Passivo Corrente Fornecedores Salários a Pagar Empréstimos Passivo não Corrente Empréstimos Impostos Diferidos Patrimônio Líquido Capital Reservas Lucros Retidos 2008 2007 Ativo Corrente Caixa e Equivalentes Clientes Estoques Outros Ativos Correntes Ativo Não-Corrente Investimentos Societários Imobilizado Líquido Impostos Diferidos Goodwill TOTAL DO ATIVO TOTAL PL e PASSIVO ______________________________________________________________________________ Profª.1. Mônica Encinas 26 .1 – Demonstração de Posição Financeira em ordem Crescente de Liquidez ATIVO 2008 2007 PL e PASSIVO Patrimônio Líquido Capital Reservas Lucros Retidos Passivo não Corrente Empréstimos 2008 2007 Ativo Não-Corrente Goodwill Impostos Diferidos Imobilizado Líquido Investimentos Societários Ativo Corrente Outros Ativos Correntes Estoques Clientes Caixa e Equivalentes TOTAL DO ATIVO Impostos Diferidos Passivo Corrente Fornecedores Salários a Pagar Empréstimos TOTAL PL e PASSIVO 1.

matéria-prima. Na situação em que a entidade apresente separadamente seus ativos e passivos correntes e não correntes. b) Em duas demonstrações: uma demonstrando os componentes de lucro ou prejuízo (uma demonstração à parte) e uma segunda demonstração começando com o lucro ou prejuízo.DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Todas as despesas e receitas devem ser incluídas na DRE. cabeçalhos e subtotais nos balanços patrimoniais sempre que sejam relevantes para o entendimento da posição financeira e patrimonial da entidade. (b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado. administrativas etc. exceto quando uma apresentação baseada na liquidez proporcionar informação confiável e mais relevante. depreciação e amortização etc. Mônica Encinas 27 . como grupos de contas separados no balanço patrimonial. A IAS 1 introduziu a exigência de uma Demonstração do Resultado Abrangente. a menos que uma norma ou interpretação específica requeira outro tratamento. O ativo deve ser classificado como corrente quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios: (a) espera-se que seja realizado. e passivos correntes e não correntes. a entidade deve evidenciar o montante esperado a ser recuperado ou liquidado em até doze meses ou mais do que doze meses para cada item de ativo e passivo. Todos os outros passivos devem ser classificados como não correntes. os impostos diferidos ativos (passivos) não devem ser classificados como ativos correntes (passivos correntes).2 . Todos os demais ativos devem ser classificados como não corrente. seguido dos componentes de outro resultado abrangente. (b) está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado. ou (d) a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço. ou pretende-se que seja vendido ou consumido no decurso normal do ciclo operacional da entidade. ______________________________________________________________________________ Profª. O passivo deve ser classificado como corrente quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios: (a) espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade. (c) deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do balanço. As despesas podem ser classificadas de duas formas: Pela natureza: Gastos gerais de produção. (c) espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço. despesas de vendas. devendo a empresa apresentar todos os itens de receita e despesa reconhecidos no período em uma das duas seguintes formas: a) Uma única demonstração do resultado abrangente. Pela função: Custo dos produtos vendidos. desp. a menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo se encontre vedada durante pelo menos doze meses após a data do balanço. A entidade deve apresentar contas adicionais. ou (d) é caixa ou equivalente de caixa. Qualquer que seja o método de apresentação adotado. 1.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) A entidade deve apresentar ativos orrentes e não correntes.

no mínimo. Os itens que se seguem devem ser divulgados nas respectivas demonstrações do resultado e do resultado abrangente como alocações do resultado do período: (a) resultados líquidos atribuíveis à participação de sócios não controladores. Mônica Encinas 28 . g) cada componente de outro resultado abrangente. que deve incluir linhas de itens com as quantias seguintes para o período: a) receita. (b) resultados abrangentes totais do período atribuíveis à participação de sócios não controladores. classificado por natureza. e aos detentores do capital próprio da empresa controladora. A IAS 1 estabelece um conjunto de informações mínimas a serem apresentadas na face da Demonstração dos Resultados. e) uma quantia única composta pelo total (i) dos resultados após os impostos de unidades operacionais descontinuadas e (ii) do ganho ou perda após os impostos reconhecido na mensuração pelo justo valor menos os custos de vender ou na alienação dos ativos ou do(s) grupo(s) de alienação que constituem a unidade operacional descontinuada.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) A administração ao decidir sobre o formato da demonstração de resultados abrangentes (natureza ou função) deve levar em consideração aquele que fornecer informações mais relevantes e confiáveis aos usuários das demonstrações contábeis. informações adicionais por natureza (tais como: depreciação e amortização. e f) lucro ou prejuízo. e (d) resultado abrangente do período. h) parcela de outro resultado abrangente de associadas ou joint-ventures registrado pelo método da equivalência patrimonial. b) custos financeiros. Em caso de apresentação da demonstração de resultado por função de itens de receitas e despesas. incluir as seguintes rubricas: (a) resultado líquido do período. e custos com funcionários) devem ser divulgadas em notas explicativas. A demonstração do resultado abrangente deve. e i) resultado abrangente total (total comprehensive income). (b) cada item dos outros resultados abrangentes classificados conforme sua natureza. e aos detentores do capital próprio da empresa controladora. pelo fato de a informação sobre a natureza dos gastos ser útil para a previsão de fluxo de caixa futuro. ______________________________________________________________________________ Profª. (c) parcela dos outros resultados abrangentes de empresas investidas reconhecida por meio do método de equivalência patrimonial. d) despesas de imposto. c) participação nos resultados de coligadas e de empreendimentos conjuntos (joint-ventures) contabilizados pelo método da equivalência patrimonial.

1 .1 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) A Demonstração do Resultado pode ser apresentada das formas a seguir: 1.2.Demonstração de Resultados (por Natureza) Receita de Vendas (+)Outras Receitas (-) Mudança nos Estoques de Produtos Acabados e EPE (-) Matéria-Prima e materiais consumidos (-) Despesas com Pessoal (Salários e Encargos) (-) Despesas de Depreciação e Amortização (-) Impairment de Ativos (-) Outras Despesas (-) Custos Financeiros (+) Equivalência Patrimonial de Coligadas Lucro Antes dos Impostos (-) Imposto de Renda Lucro Líquido do Exercício 2008 2007 1. Mônica Encinas 29 .Demonstração de Resultados (por Função) Receita de Vendas (-) Custo das Vendas Lucro Operacional Bruto Outras Receitas (-) Custos de Distribuição (-) Despesas Administrativas (-) Outras Despesas (-) Custos Financeiros Lucro Antes dos Impostos (-) Imposto de Renda Lucro Líquido do Exercício ______________________________________________________________________________ Profª.2.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA Em linhas gerais podemos entender a DFC como sendo o demonstrativo contábil que procura evidenciar o fluxo de recebimentos e pagamentos. Mônica Encinas 30 . impostos e outros desta natureza. e a quantia relativa por ação. c) para cada componente do patrimônio líquido. em sua função como proprietários.são as aquisições e vendas de ativos de longo prazo e outros investimentos não inclusos nos equivalentes a caixa. mostrando separadamente as mudanças resultantes de: (i) lucro ou prejuízo.1 – ATIVIDADES DA DFC 1. e. O fluxo de caixa compreende a movimentação das contas que representam as disponibilidades imediatas da empresa. feitos por uma entidade. comissões.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1..ATIVIDADES OPERACIONAIS .ATIVIDADES DE INVESTIMENTO . propriamente dito. etc. numerários em transito e aplicações de liquidez imediata. para um determinado período de tempo. (ii) cada item de outro resultado abrangente.são as principais atividades geradoras de receitas da empresa e outras atividades diferentes de investimento e financeiras. b) para cada componente do patrimônio líquido.DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Os ativos líquidos de uma entidade (seu patrimônio líquido) podem mudar por vários motivos.4 . No entendimento do IASC a divulgação segregada dos fluxos de caixa decorrentes das atividades de investimentos tem sua importância à medida ______________________________________________________________________________ Profª.2 . principalmente os lucros e as despesas reportados na demonstração do resultado abrangente e o aporte ou retorno de capital aos acionistas.1. ou nas notas. 1. caixa. A IAS 1 não permite mais que essa informação seja destacada na demonstração do resultado abrangente.1 .3 . e (iii) transações com proprietários. 1. empregados.4. Isso pode ser mostrado no corpo da demonstração das mutações no patrimônio líquido. 1. ou seja. A IAS 1 exige que a apresentação da demonstração das mutações no patrimônio líquido exiba no corpo da demonstração: a) o resultado abrangente total do período.4. e pagamentos a fornecedores. mostrando separadamente os valores totais atribuíveis aos proprietários da empresa controladora e a terceiros não controladores.1. as consequências das mudanças nas políticas contábeis e as correções dos erros reconhecidos de acordo com a IAS 8. depósitos bancários à vista.4. A norma também exige a divulgação da quantia de dividendos reconhecidos como distribuições aos acionistas durante o período. uma reconciliação entre o saldo acumulado no início e no final do período. Os fluxos de caixa decorrentes dessas atividades derivam basicamente das seguintes operações: recebimentos de vendas de mercadorias ou serviços. mostrando separadamente contribuições de e para eles e mudanças na participação em subsidárias que não resultem em perda de controle.

3 . • numerários recebidos provenientes da emissão de debêntures. com exceção daqueles que se destinam para intermediação ou transação própria. 1. Mônica Encinas 31 . títulos e valores. intangíveis e outros ativos de longo prazo. recebimentos em função da venda e desembolsos decorrentes de aquisição de: ações ou instrumentos de dívida de outras empresas e interesses em joint ventores.4. 1.4. empréstimos. Como exemplo de fluxos de caixa decorrente desse tipo de atividade tem-se: • numerários recebidos provenientes da emissão de ações ou outros instrumentos de capital. 1. devendo apresentar os componentes do fluxo por seus valores brutos.O MÉTODO DIRETO Por este método. Fluxo de Caixa Das Atividades Operacionais (+) Recebimentos de Clientes e outros (-) Pagamentos a Fornecedores (-) Pagamentos a Funcionários (-) Recolhimentos ao Governo (-) Pagamentos a Credores Diversos (=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades Operacionais Das Atividades de Investimentos (+) Recebimento de Venda de Imobilizado (-) Aquisição de Ativo Permanente (+) Recebimento de Dividendos (=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas Investimentos nas) Atividades de ______________________________________________________________________________ Profª.2 .ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO: são atividades que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital e empréstimos a pagar da empresa.1 . contratos a termo.FORMAS DE APRESENTAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA São duas as formas de apresentação do fluxo de caixa: método direto e o método indireto. • pagamentos de investidores para adquirir ou resgatar ações da empresa. • amortização de empréstimos a pagar. Como exemplos de fluxos de caixas decorrentes desse tipo de atividade tem-se: • • • • • desembolso para aquisição de ativos imobilizados. contratos de opção e swap.1. hipotecas e outras modalidades de captação de empréstimos a curto e longo prazos. a DFC evidencia todos os pagamentos e recebimentos decorrentes das atividades operacionais da empresa. ou os pagamentos/recebimentos são classificados como atividade financeira. adiantamento de caixa e empréstimos feitos a terceiros e seus respectivos recebimentos e/ou amortização. desembolsos/recebimentos por contratos de futuros. O IASC considera que a divulgação separada dos fluxos de caixa decorrentes das atividades financeiras é importante em função da sua utilidade na predição das exigências impostas a futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital à empresa. com exceção daqueles feitos por uma instituição financeira. intangíveis e outros ativos de longo prazo.2.4.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) que revelam a abrangência dos dispêndios feitos com recursos destinados a gerar futuras receitas e fluxos de caixa. recebimentos pela venda de ativo imobilizado.

2. mas que não modificam o caixa da empresa. 1.2 . amortização e exaustão). A seguir mostramos um modelo genérico de DFC pelo método indireto: Fluxo de Caixa Das Atividades Operacionais Lucro Líquido (-) Aumento de Estoques (+) Depreciação (-) Aumento de Clientes (+) Pagamento a Funcionários (+) Contas a Pagar (+) Pagamentos de Impostos e Tributos (+) Aumentos de Fornecedores (=) Fluxo de Caixa Operacional Líquido Das Atividades de Investimentos Idêntico ao Método Direto Das Atividades de Financiamentos Idêntico ao Método Direto Aumento/Diminuição nas Disponibilidades DISPONIBILIDADES.no início do período DISPONIBILIDADES.no início do período DISPONIBILIDADES. contudo.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Das Atividades de Financiamentos (+) Novos Empréstimos (-) Amortização de Empréstimos (+) Emissão de Debêntures (+) Integralização de Capital (-) Pagamento de Dividendos (=) Disponibilidades geradas pelas Financiamento (aplicadas nas) Atividades de Aumento/Diminuição Nas Disponibilidades DISPONIBILIDADES.no final do período Fazendo comentários ao modelo proposto pelo FASB. Ao permitir a análise segregada por itens operacionais. apesar de mostrar o que ocorreu. chama atenção para o fato de que o fluxo de caixa sozinho. não concilia déficits financeiros que possam ocorrer com o lucro do período.O MÉTODO INDIRETO O método indireto consiste na demonstração dos recursos provenientes das atividades operacionais a partir do lucro líquido. apesar de.4. Martins destaca a inegável capacidade informativa que este modelo tem. ajustados pelos itens que afetam o resultado (tais como depreciação. Mônica Encinas 32 .no final do período ______________________________________________________________________________ Profª. de investimento e financiamento. na opinião do autor isso ser perfeitamente possível.

1. são as seguintes: 1. tanto quanto possível. da demonstração das mutações no patrimônio líquido e da demonstração de fluxos de caixa deverá ter referência cruzada com qualquer informação que seja pertinente e que esteja presente nas notas.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1. isto é. em decorrência da legislação societária até então vigente.A IAS 1 prevê a possibilidade de apresentação do balanço patrimonial por ordem crescente de liquidez. O CPC 26 não prescreve a ordem ou o formato que deva ser utilizado na apresentação das contas do balanço patrimonial.1) .638/2007. conforme o § 1 º do seu art. enquanto que o CPC considera a DVA como um dos componentes para um conjunto completo. ______________________________________________________________________________ Profª. fora do âmbito das IFRS.2 – Comparação com as normas Brasileiras Desde as mudanças ocorridas a partir da Lei 11. imobilizado e intangível. da demonstração do resultado abrangente. e da aprovação do cpc 26. a ser aplicada às Demonstrações Financeiras dos exercícios encerrados a partir de dezembro de 2010 e às demonstrações financeiras de 2009 a serem divulgadas em conjunto com as demonstrações de 2010 para fins de comparação. Mônica Encinas 33 . existem poucas diferenças entre as normas nacionais e internacionais de contabilidade em relação à forma de apresentação das Demonstrações Contábeis. decrescente de liquidez ou mista.2) . da demonstração de resultado (se apresentada separadamente). 178.Apresentação das Demonstrações Contábeis. Nossa Lei das Sociedades por Ações exige sempre na ordem decrescente de liquidez e de exigibilidade. 1.6 – EQUIVALÊNCIA E COMPARAÇÃO COM BRGAAP 1.6. mas a ordem legalmente instituída no Brasil deve ser observada. aprovado pela Deliberação da CVM nº 595 de 15 de setembro de 2009.NOTAS EXPLICATIVAS As notas deverão ser apresentadas de maneira sistemática. isto é.5 . O IAS 1 não prevê esta obrigação.Norma Brasileira Equivalente CPC 26 . 134) – O CPC 26 determina que o ativo não circulante deve ser subdividido em realizável a longo prazo.1 . As principais diferenças. aquelas que são efetivamente diferenças. 1. Cada item do corpo da demonstração de posição financeira.6.A IAS considera a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) como informação suplementar. investimentos.

entre elas os Intrumentos Financeiros. despesa de salário. julgue as alternativas a seguir: a.( f. com exceção dos ativos por impostos diferidos. entre elas: (i) Correntes e não correntes. (c) Entre as Demonstrações Financeiras obrigatórias podemos citar a Demonstração da Posição Financeira e a Demonstração do Resultado Abrangente.. ou “função” – despesa de depreciação. julgue as alternativas abaixo: a) ( ) Para o IASB. das Demonstrações Financeiras. ) Os ativos realizáveis dentro de 12 meses após a data da demonstração da posição financeira serão classificados como ativo corrente.7.Em relação à IAS 1 – Apres. 1.( c. d) ( ) A IAS 1 estabelece um conjunto de informações mínimas a serem apresentadas na face do Balanço Patrimonial.Em relação à IAS 1 – Apres. entre elas o Custo da Mercadoria Vendida. só É CORRETO afirmar que: (a) A IAS 1 especifica requerimento mínimo de itens a serem apresentados nas Demonstrações Financeiras. devem ser apresentadas em ordem decrescente de Liquidez e Exigibilidade. Profª.7 . c) ( ) A IAS 1 estabelece um conjunto de informações mínimas a serem apresentadas na face da Demonstração dos Resultados.2) . das Demonstrações Financeiras.7.( b.custo dos produtos vendidos e despesas administrativas.1) .3) . No entanto. a exemplo do brasil. etc. ) A IAS 1 determina um formato único de apresentação das demonstrações de posição financeira. ou “natureza” – custo dos produtos vendidos e despesas administrativas.despesa de depreciação. (d) Na Demonstração de Rresultados os gastos poderão ser segregados por “função” . Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 34 . 1. b) ( ) A IAS 1 estabelece que o ciclo operacional de uma entidade é o intervalo entre a aquisição de ativos para processamento e o seu recebimento. fazendo a distinção entre ativo e passivo corrente e ativo e passivo não corrente.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1.7. etc.( g.( e. ) A IAS 1 exige a divulgação da Demonstração de Posição Financeira em lugar do Balanço Patrimonial exigido pelas normas brasileiras de Contabilidade.( ) Somente serão considerados Ativos Correntes aqueles realizados. (ii) Separação por ordem de liquidez. ) A IAS 1 estabelece que o ciclo operacional de uma entidade é o intervalo entre a aquisição de ativos para processamento e sua venda. vendidos ou consumidos dentro do ciclo operacional normal da entidade. despesa de salário. ) Na demonstração de resultados os gastos poderão ser segregados por “natureza” . (b) A classificação dos ativos e passivos na Demonstração da Posição Financeira pode ter diferentes abordagens.( d.EXERCÍCIOS: IAS 1 – DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1.A respeito das Demonstrações Financeiras. ) A distinção entre ativo / passivo corrente e não corrente poderá ser dispensada quando uma apresentação baseada na liquidez fornece informações confiáveis e mais relevantes. o reconhecimento de um ativo está condicionado à satisfação de dois critérios: a probabilidade de benefícios econômicos associados ao ativo fluírem para a empresa e a possibilidade de mensuração confiável do custo do ativo. entre eles a identificação do Conselho de Administração da sociedade. e (iii) Classificação mista.

de terceiros e financiamento. envolvendo o caixa puro. III. 1.7. No entanto. Como equivalentes de caixa podem ser consideradas as aplicações financeiras resgatáveis até: a) b) c) d) e) 3 meses da data da aplicação. indique. 6 meses da data da emissão. Pagamento de uma parcela de imobilizado adquirido a prazo. e) I – O – O – I – O. respectivamente. sendo que neste último os fluxos de caixa são apresentados ajustando-se o resultado do período. Considerando-se a norma norte-americana de contabilidade. e). Profª.(CVM-2008 / NCE-UFRJ) A IAS 7 e o CPC 3 permitem relativa flexibilidade na divulgação da DFC. Pagamento de dividendos. Recebimento de juros sobre aplicações financeiras. e) Caixa e equivalentes de caixa englobam as contas de Caixa. são elas: operacional. Operacional (O). c) F – F – O – F – O. 3 meses da data da emissão.7. b) A movimentação do fluxo de caixa é classificada em três categorias segundo a natureza de sua atividade. dinheiro em mão e em conta corrente bancária e as aplicações em equivalentes de caixa.7) . d). 1. d) F – F – I – I – F. d) Caixa e equivalentes de caixa englobam as contas de Caixa. c). A exposição do fluxo de caixa operacional seja pelos métodos direto e indireto. IV. 1.7. b).4) . Bancos e aplicações financeiras com vencimento até 6 (seis) meses. V. Os juros capitalizados integrem as atividades de investimento.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) Na elaboração dos fluxos de caixa. uma das práticas a seguir exigida por essas normas é que: a). 12 meses da data da aplicação. 6 meses da data da aplicação. JAX efetuou as seguintes transações durante o período de 19X1: I. b) F – I – O – F – O. Pagamento de juros sobre empréstimos obtidos. tem-se que: a) A divulgação da demonstração dos fluxos de caixa deverá ser para 3 (três) exercícios sociais comparativos. O imposto de renda pago seja separado entre os três fluxos de caixa.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1. II.(BNDES-2005/UFRJ) A Cia. Investimento (I) ou Financiamento (F): a) F – I – O – I – F. o conceito de caixa é ampliado. quais fluxos de caixa foram impactados por essas transações. Os dividendos recebidos sejam incluídos nas atividades operacionais. mais precisamente o SFAS nº 95/87. especificamente o International Accounting Standard – IAS – nº 7 que trata da Demonstração do Fluxo de Caixa. com financiamento obtido diretamente junto ao vendedor.(Termoaçu-2008/Cesgranrio) Considerando as Normas Internacionais de Contabilidade. Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 35 . ou seja. Bancos e aplicações financeiras com vencimento até 3 (três) meses. c) A demonstração dos fluxos de caixa pode ser elaborada pelo método indireto ou direto.5) .7. Os itens equivalentes ao caixa correspondam aos títulos adquiridos até noventa dias de seus venctos. Captação de empréstimo bancário.6) .

(d) Despesa de amortização.(Petrobras Distribuidora -2008/Cesgranrio) As atividades operacionais inclusas na demonstração dos fluxos de caixa relacionam-se.Se a empresa optar pela demonstração do resultado com as despesas divulgadas por função. (b) Contingências Passivas. Atenção: Os exercícios a seguir foram extraídos do livro Contabilidade Internacional para Graduação.10) .Todos os itens a seguir devem ser apresentados como informação mínima na demonstração da posição financeira. normalmente. exceto: (a) Investimentos avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial.7. políticas e processos para a administração do capital. ______________________________________________________________________________ Profª.28) . (c) Ativos Financeiros. (e) Fornecedores e Clientes. (d) Moeda de apresentação de relatórios e o arrendodamento adotado.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1. 1. do Nelson Carvalho e SirleiLemes. Demonstração de resultados.7.7.7. (b) Reconciliação das ações em circulação no início e no final do período. todas as seguintes informações deverão ser adicionalmente divulgadas.Qual das seguintes divulgações não é exigida pela IAS 1? (a) Objetivo.8) . 1. com as transações que aparecem na: a) b) c) d) e) Avaliação periódica dos ativos de longo prazo que a empresa utiliza para produzir bens e serviços. Obtenção de recursos dos donos e no pagamento a eles do retorno sobre seus investimentos. (e) Capital social e reservas atribuíveis aos acionistas controladores. (e) Despesa com pró-labore. Mônica Encinas 36 . Editora Atlas – 2010 (pág. (c) Nome e endereço dos principais acionistas.11) . (d) Impostos Diferidos. (c) Natureza da despesa. (b) Despesa com benefícios de empregados. 1. exceto: (a) Despesa de depreciação. Demonstração do valor adicionado. Operação de empréstimo de credores e investidores da entidade.9) .

7. (d) É requerida a apresentar as demonstrações contábeis no mínimo a cada dois anos. (d) Demonstração do resultado Abrangente.12) . conforme indicado na IAS 1. seus ativos correntes somam $ 30 milhões e seus passivos correntes somam $ 40 milhões. muitas empresas estão optando pela exportação.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 1. Mônica Encinas 37 . (b) Além de divulgar que as demonstrações contábeis não foram preparadas sob o pressuposto da continuidade. mesmo que imateriais. ______________________________________________________________________________ Profª. a Cia ABC teve um prejuízo de $ 5 milhões no último ano.7. (b) Demonstração do Valor Adicionado.7.A. Com base na análise das mudanças favoráveis na conjuntura econômica para o setor. (d) Não divulgar que ela opera em descontinuidade. (b) Deve usar o mesmo nome para as demonstrações contábeis. Além disso. pois a administração tem argumentos para defender que o pressuposto da continuidade está mantido com base na capacidade da entidade de obter empréstimo e na projeção de lucros futuros. também informar a base em que as demonstrações foram elaboradas. (c) Contratar um perito em avaliação de empresas para emitir um laudo a ser submetido aos auditores. O mercado doméstico para aparelhos eletrônicos não está indo muito bem atualmente e. Nessa mesma data. (c) Demonstração dos Fluxos de Caixa. (e) Obter uma declaração das instituições financeiras que a estão financiando sobre as possibilidades de recuperação financeira da entidade. é uma fabricante de aparelhos de televisão. Adicionalemnte.Com relação às orientações gerais sobre as demonstrações contábeis é correto afirmar que a entidade: (a) Deve fazer uma declaração explícita e sem restrições quanto ao cumprimento das IFRSs.13) .Qual dos seguintes relatórios não é uma demonstração contábil obrigatória de acordo com a IAS 1: (a) Demonstração da Posição Financeira. 1.A Cia ABC S. (c) Está obrigada a fazer todas as divulgações exigidas. 1. (e) Não pode apresentar o valor líquido de clientes com a respectiva provisão para devedores duvidosos. consequentemente. a companhia projeta lucro para os anos seguintes. (e) Notas Explicativas. Atendendo às orientações do IAS 1.14) . a entidade deverá: (a) Fazer uma declaração explícita sobre o não cumprimento do pressuposto de continuidade. pois ela não tem nenhuma alternativa realística para continuar com suas atividades. a empresa tem conseguido empréstimos para seus planos de expansão e para capital de giro para os próximos 12 meses.

Mônica Encinas 38 . No processo de escolha de suas políticas contábeis. Na ausência de uma norma ou interpretação específica. quando não existir norma ou interpretação sob IFRS aplicável para tratamento contábil de uma transação específica. As políticas contábeis determinadas pela entidade devem ser aplicadas consistentemente para transações similares. Se nenhum IFRS for especificado. quando ocorrem. podem gerar ajustes nas demonstrações contábeis. É obrigatória a divulgação de mudança de política contábil. As práticas contábeis são aplicadas consistentemente a operações semelhantes. receitas e despesas na estrutura conceitual básica das IFRS Adicionalmente. a nova política contábil é aplicada retrospectivamente pela reapresentação dos períodos anteriores.Mudança de Políticas Contábeis Práticas contábeis são princípios específicos. de estimativas e correção de erros. Se a mudança de prática contábil for requerida por um IFRS. a administração poderá também. ______________________________________________________________________________ Profª. Uma entidade deve divulgar a existência de uma nova norma ou interpretação emitida. passivos. IFRS) e interpretações (SIC. a administração deve utilizar-se de seu julgamento para desenvolver e aplicar políticas contábeis que sejam relevantes para os usuários das demonstrações contábeis. MUDANÇAS DE ESTIMATIVAS E ERROS (IAS 8) Deve ser aplicada por uma entidade para: definição de suas políticas contábeis. 2. critério de reconhecimento e conceito de mensuração para ativos. Se o efeito cumulativo não puder ser determinado. Exemplos de Mudança de Prática: Parada Programada de acordo com a CVM 489 e Impairment de acordo com CPC 01. por exigência de uma norma. fundamentos. Tais ajustes. contabilização dos efeitos de mudanças das políticas contábeis adotadas. deve considerar as seguintes fontes: i) Verificar os requisitos e orientações nas normas e interpretações existentes. convenções. IFRIC) que sejam aplicáveis a uma transação especifica. contabilização dos efeitos de mudanças de estimativas contábeis e correção de erros. Alterações em práticas contábeis são modificações que. que tratam de assuntos similares e relacionados.1 . no exercício de seu julgamento para desenvolver uma política contábil. e confiáveis no contexto das demonstrações como um todo. A administração. ou se a mudança for voluntária.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 2 – POLÍTICAS CONTÁBEIS. e cujo pronunciamento não seja conflitante com pronunciamentos da IFRS. o efeito cumulativo da mudança é incluído no resultado. Na impossibilidade de reapresentação. e ii) Buscar as definições. interpretação ou por resultar em melhor apresentação ou informação mais confiável nas demonstrações contábeis dos efeitos de transações ou de outros eventos na posição patrimonial e financeira da entidade em seu desempenho e sua movimentação financeira. a nova política é aplicada prospectivamente. os requerimentos de transição do pronunciamento são seguidos. regras e práticas aplicadas por uma entidade ao preparar e apresentar demonstrações financeiras. mas que ainda não tenha entrado em vigor. a administração deve considerar inicialmente normas (IAS. e seus possíveis impactos sobre as demonstrações contábeis. considerar pronunciamentos técnicos emitidos por outros órgãos internacionais que possuam uma estrutura conceitual básica similar. devem ser divulgados detalhadamente em notas explicativas.

estimativas de perdas com estoques obsoletos. assim sendo. lapsos ou interpretações incorretas de fatos. Quando for impraticável determinar o ajuste do período anterior. de informações confiáveis que: a) estavam disponíveis quando as demonstrações daqueles períodos foram autorizadas para publicação.3 . Mônica Encinas 39 . os quais não podem ser atribuídos a fatos subseqüentes. erros ao aplicar políticas contábeis. Correção de erros são retificações de fatos ocorridos em exercícios anteriores. O erro de períodos anteriores deverá ser corrigido com ajuste retrospectivo. ou esteja vinculada a um componente do patrimônio líquido. exceto quando for impraticável determinar o efeito nos períodos específicos ou o efeito cumulativo do erro. estimativas de vida úteis de ativos imobilizados para fins dos cálculos das depreciações. passivo ou patrimônio líquido no período das mudanças. Caso a mudança resulte em mudanças nos ativos e passivos. estimativas de prazos de benefícios de ativos intangíveis para fins de cálculos das amortizações. na conta contábil própria que se ocorreu a mudança. ou uso incorreto.2 . As estimativas contábeis estão relacionadas com estimativas de perdas com clientes considerados duvidosos. As estimativas são revisadas periodicamente quando surgem novas circunstâncias ou quando surgem fatos novos.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 2. 2. e fraude. a partir da data inicial que for praticável. a entidade deve ajustar as informações comparativas para correção do erro. e b) poderiam ser razoavelmente esperadas como tendo sido obtidas e levadas em conta na preparação e apresentação daquelas demonstrações. Tais erros incluem os efeitos de erros matemáticos. de forma prospectiva. passivo e patrimônio líquido do período mais antigo apresentado que for praticável.Erros de Períodos anteriores São omissões e erros nas demonstrações financeiras de um ou mais períodos anteriores. que surgem de falhas por uso. Quando for impraticável determinar o efeito cumulativo do erro em períodos anteriores. Os ajustes decorrentes de Mudanças de Estimativas Contábeis (por exemplo. ______________________________________________________________________________ Profª. não são correções de erros. a entidade deve ajustar o saldo inicial das correspondentes contas do ativo. mudança na vida útil de um ativo) terão seus efeitos ajustados no Resultado do Período Corrente da Companhia. ela deve ser reconhecida pelo ajuste no correspondente item do ativo. etc.Mudança em estimativas contábeis Alterações em estimativas contábeis resultam de novas informações ou novos acontecimentos e.

Em 2001. Para efeito de simplificação.51) .000 (6.2) Estudo de Caso 1 (pág. Em 31 de dezembro de 2001: redução de $ 15. do Nelson Carvalho e SirleiLemes.Durante o ano de 2002.000. os estoques eram avaliados usando a média ponderada.500.A. Os registros contábeis da Cia.500 (incluindo os $ 6.000 de Capital Social.250. ______________________________________________________________________________ Profª.4. ela não teve nenhuma outra receita ou despesa.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 2. a empresa passou a dotar a técnica PEPS por considerá-la mais apropriada para refletir o uso e fluxo de mercadorias durante seu ciclo econômico. a Cia.4. 2. fechando em $ 34. Editora Atlas – 2010 (pág. alterou sua política contábil em 2001 com relação à avaliação dos estoques. Cia. a Cia.000.000.500 do erro nos estoques) e Imposto de Renda de $ 5. Mônica Encinas 40 .500 (53. O impacto no custo dos produtos vendidos foi determinado como segue: Em 31 de dezembro de 2000: redução de $ 5.Adaptada A Cia Muda Tudo S. Custo dos Produtos Vendidos de $ 86.000) 14. Até 2000. Gama descobriu que alguns produtos vendidos durante o ano de 2001 foram incorretamente incluídos nos estoques em 31 de dezembro de 2001. Gama apresentou $ Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Antes do Imposto de Renda (-) Imposto de Renda Lucro Líquido 73.4 – EXERCÍCIOS 2. A Cia. A empresa está sujeita a alíquota de 30% de Imposto de Renda.000. Gama – Extrato da DRE Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Antes do Imposto de Renda (-) Imposto de Renda Lucro Líquido 2002 $ 2001 (corrigido) $ Atenção: Os exercícios a seguir foram extraídos do livro Contabilidade Internacional para Graduação. Em 2001.51) .500) 20. ao valor de $ 6. Gama tinha $ 5.000.1) . Gama para 2002 apresentam vendas de $ 104.000 Em 2001 o saldo dos Lucros Acumulados era de $ 20.

000 2000 Ajustado A Demonstração de Lucros ou prejuízos Acumulados de 2001.000 650.000) 408.000 (72.000 (70.000 (80.000 Apresente o reflexo da mudança de política contábil na Demonstração de Resultado e na Demonstração de Lucros ou prejuízos Acumulados de acordo com os requerimentos da IAS 8. Um resumo da Demonstração do Resultado da empresa para os anos encerrados em 31 de dezembro de 2001 e de 2002.000 2002 Ajustado 2001 ($) 650.000) 140.000 (120.000) 110.4.000 (130.000 relacionada a determinado ativo intangível.000 110. é como segue: 2002 ($) Lucro bruto (-) Despesas Gerais e Administrativas (-) Despesas de Vendas (-) Despesa de Amortização = Lucro Antes do Imposto de Renda (-) Imposto de Renda Lucro Líquido 550. 2. desconsiderando o efeito dos impostos.000 140. anterior aos ajustes.52) O auditor interno da Cia.000) (30. Mônica Encinas 41 .000) (30.000) 200.000) 340. era: Lucros Acumulados (2001) Saldo em 1/1/2000 Lucro Líquido do Exercício (2000) Saldo em 31/12/2000 Lucro Líquido do Exercício (2001) Saldo em 31/12/2001 400.000) (0) 480. Agnus & Petra S.000) 400.3) Estudo de Caso 2 (pág. anunciou em 2002 que em 2001 a entidade não havia contabilizado uma despesa de amortização de $ 40.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) As Demonstrações de Resultados anteriores aos ajustes.000 2001 Ajustado ______________________________________________________________________________ Profª. eram: 2001 ($) Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Antes do Imposto de Renda (-) Despesas Gerais e Administrativas (-) Despesas de Vendas Lucro Líquido 370.000) (40.000) (40.000) (20.A.000 510.000 (100.000 (80.000 (60.000 2001 Ajustado 2000 ($) 300.000) 250. antes da correção do erro.

4) – Os objetivos da IAS 8 se fundamentam em: (a) orientar as empresas no cálculo das estimativas contábeis.4.4.4. 2. (c) determinar os controles a serem implementados na empresa para identificação de erros e fraudes. (d) listar as políticas contábeis a serem adotadas pelas empresas. A Cia ABC deverá contabilizar essa mudança como: (a) mudança de estimativa e contabilizá-la prospectivamente. (b) seguir práticas contábeis locais.4. Interpretações e Guias do IASB.6) – Na ausência de tratamento específico pelo IASB de determinada política contábil. 2. antes da correção dos erros. (e) nenhuma das alternativas anteiores. (d) correção de erro e contabilizá-la retrospectivamente. (c) procurar políticas similares nos projetos em discussão do IASB ainda não aprovados.5) . apresente o tratamento contábil prescrito pela IAS 8 para a correção de erro. no final do ano Pede-se: Considerando que a Cia Agnus & Petra está sujeita `a alíquota de 15% de Imposto de Renda. (b) mudança de política contábil e contabilizá-la prospectivamente. para fins de depreciação. (e) nenhuma das alternativas anteriores. em primeiro lugar. (e) nenhuma das alternativas anteriores.7) – Mudança de política contábil inclui: (a) mudança de vida útil de um ativo. (d) identificar. para os anos de 2001 e 2002. independentemente de divergirem dos pronunciamentos do IASB. (b) mudança no valor de provisão para garantias de produtos em função de novas informações sobre defeitos de produtos recém-lançados. (b) distinguir as políticas contábeis materiais das imateriais para permitir que a emrpesa priorize aquelas 2002 Ajustado 2001 ($) 2001 Ajustado que são relevantes para os usuários. nas Normas. (c) mudança no valor da depreciação acumulada em função de a empresa não ter contabilizado a depreciação de dois anos atrás. (c) mudança de política contábil e contabilizá-la retrospectivamente. Mônica Encinas 42 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Os lucros acumulados da Cia . a empresa deverá: (a) observar pronunciamentos recentes de outros órgãos emissores de normas contábeis. ______________________________________________________________________________ Profª. de dez para sete anos.A Cia ABC muda sua técnica de avaliação do custo dos estoques de média ponderada para PEPS. mesmo que não se assemlehem com a estrutura conceitual do IASB. tratamentos de políticas similares. 2. são: 2002 ($) Lucros acumulados. 2. no início do ano Lucros acumulados.

a empresa deverá: (a) Tratar a mudaná como sendo estimativa.8) – Quando um especialista em avaliação independente comunica à empresa que o valor contábil líquido de um item do imobilizado mudou dras ticamente e que a mudança é material. (e) Nenhuma das alternativas anteriores. proporcionalmente. Mônica Encinas 43 . (c) Tratar toda a mudança como sendo de política contábil. e no futuro o valor poderá ser recuperado. a empresa deverá: (a) retrospectivamente mudar a taxa de depreciação com base no novo valor revisado. (c) mudar a depreciação anual para o ano corrente e os anos futuros.4. com as divulgações apropriadas. 2. (d) ignorar o efeito da mudaná na depreciação anual. 2. é melhor ignorá-la no ano da mudança e esperar o ano seguinte para ver como a mudança se desenvolve e então tratá-la de acordo com a IAS 8. (d) Como essa mudança é uma mistura de dois tipos de alterações.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) (d) mudança da técnica de avaliação do custo dos estoques de média ponderada para PEPS. considerando que o valor remanescente afetará somente o futuro. (b) Distribuir o valor do ajuste. ______________________________________________________________________________ Profª. (e) nenhuma das alternativas anteriores. (e) nenhuma das alternativas anteriores. entre valores relativos a mudança de política contábil e de estimativas e tratar cada uma delas de acordo com a IAS 8. (b) mudar a taxa de depreciação e tratá-la como correção de erro.9) – Quando for difícil para a empresa distinguir entre uma mudança de estimativa e uma mudaná de política contábil.4. com as divulgações apropriadas.

se praticável.1 . Houve uma desvalorização substancial da moeda nacional. Exemplos de eventos que requerem apenas divulgação em Notas Explicativas: · · · · O controle acionário da sociedade foi vendido. mas antes da autorização da publicação das demonstrações contábeis. · A sociedade foi notificada de processo judicial. A Sociedade conseguiu um empréstimo de valor substancial. quando é um evento indicativo de que a entidade não atende ao pressuposto de continuidade operacional. A sociedade adquiriu uma nova empresa. deve ser divulgado em nota explicativa e seus efeitos mensurados.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3 – EVENTOS SUBSEQUENTES (IAS 10) Eventos ocorridos subseqüentemente à data do balanço podem ser classificados como eventos que: · Requerem ajustes às demonstrações contábeis. pois se relacionam a situações que surgiram após a data do Balanço. não devem ser reconhecidos como passivo nadata do balanço porque não satisfazem à definição de obrigação presente de acordo com a IAS 37. etc). Exemplos de eventos que requerem ajustes nas Demonstrações Contábeis: · Falência de um cliente (impacto na PCLD). itens do balanço devem ser ajustados somente quando o evento for do tipo que requer ajuste ou. · Questionamento por vários clientes sobre defeitos técnicos de produtos fabricados no último mês do exercício social. em sendo relevante. · Não requerem ajustes. pois trazem evidências adicionais de condições que já existiam na data do Balanço. · Empresa perdeu um processo fiscal. aprovado pela Deliberação da CVM nº 593 de 15 de setembro de 2009. a ser aplicada às Demonstrações Financeiras dos exercícios encerrados a partir de dezembro de 2010 e às demonstrações financeiras de 2009 a serem divulgadas em conjunto com as demonstrações de 2010 para fins de comparação. A entidade deve divulgar a data em que as demonstrações contábeis foram autorizadas para emissão e quem autorizou (ex. Não existem diferenças entre o CPC 24 e o IAS 10. Mônica Encinas 44 . diretoria. ______________________________________________________________________________ Profª. Dessa forma.EQUIVALÊNCIA E COMPARAÇÃO COM BRGAAP CPC 24 – Eventos Subsequentes. adicionalmente. Os dividendos declarados (ou seja.: conselho de administração. os dividendos que já foram autorizados e não estão mais ao arbítrio da entidade) após a data do balanço. 3. Mesmo que um evento subseqüente seja considerado como evento que não ajusta as DCs.

Os seguintes eventos ocorreram: a) A Cia GRM declarou dividendos no valor de R$ 120. 61) Os auditores independentes da Cia GRM emitiram seu relatório em 28 de fevereiro de 2007 referente às demonstrações contábeis de 31 de dezembro 2006. 3. Pede-se: Qual a data de autorização das demonstrações contábeis de acordo com a IAS 10? 3.Estudo de Caso 5 (pág. ela conseguiu vender seus estoques.2.60) A Administração da Global S.Estudo de Caso 1 (pág. as demonstrações contábeis para o período finalizado em 31 de dezembro de 2007. A entidade divulgou seu lucro e outras informações selecionadas em 5 de abril de 2008. Somente em março. Em 31 de dezembro de 2007. do Nelson Carvalho e SirleiLemes. os quais serão pagos em 10 de abril do mesmo ano. Devido a uma severa recessão econômica que afetou o setor. a diretoria revisou as demonstrações contábeis e autorizou sua emissão. A assembléia geral dos acionistas.000 em 15 de janeiro de 2007. b) Um cliente da Cia GRM pediu falência em 5 de fevereiro de 2007. apurado pela média ponderada.2 – EXERCÍCIOS Atenção: Os exercícios a seguir foram extraídos do livro Contabilidade Internacional para Graduação. ______________________________________________________________________________ Profª. o estoque não foi vendido durante os meses de janeiro e fevereiro. Mônica Encinas 45 . A diretoria administrativa da Cia GRM autorizou a emissão das demonstrações contábeis em 10 de março de 2007 e os acionistas aprovaram tais demonstrações em 22 de março de 2007. 61) A Cia VHO. uma concessionária de veículos. As demonstrações contábeis da Cia. As demonstrações contábeis da Cia GRM incluem um valor a receber desse cliente de $ 30. aprovou as demonstrações contábeis e autorizou sua emissão. por qual valor? 3. também para esse cleiente. finaliza. em 14 de março de 2008. VHO foram autorizadas para emissão em 10 de abril de 2008. o valor dos estoques nas demonstrações contábeis era de $ 5 milhões. rgistra seus estoques ao menor valor entre custo e valor realizável líquido.Estudo de Caso 4 (pág.A. as quais foram arquivadas junto à agência reguladora em 20 de abril de 2008. Pede-se: A Cia VHO deve ajustar suas demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2007? Se sim.3) . faturando um total de $ 3 milhões. após uma grande promoção. As demonstrações contábeis tornaram-se disponíveis aos acionistas em 10 de abril de 2008. Em 31 de março de 2008.1) .2.2.000 e uma provisão para créditos de liquidação duvidosa. realizada em 15 de abril de 2008.2) .000. no valor de $ 3. Editora Atlas – 2010 (pág.60) .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 3.

ocorreu um explosão que causou a morte de 22 funcionários da empresa petrolífera. um processo judicial foi aberto contra a Pardalite pelos familiares dos funcionários mortos. Como consequência. (c) Reclassificação de um equipamento industrial do imobilizado para o ativo circulante. A nova tecnologia foi patenteada pela Pardalite ainda em 2005. que a explosão foi consequência do uso inadequado do equipamento pela empresa petrolífera.000.000. naquele ano. pois apesar de ser um evento que gera ajuste.A. um novo equipamento de perfuração de poços de petróleo em águas profundas.000 porque se refere a um evento que gera ajuste.5) A industria Pardalite S. e que o fabricante do equipamento não teve culpa. o valor é material. Qual procedimento a Pardalite deverá adotar de acordo com a IAS 10. Após as investigações. quando do uso do referido equipamento num poço de petróleo. a única industria fabricante do equipamento. no final de março. em 2 de março/2007. de forma que ela tornou-se.000. pois apesar de ser um evento após a data do balanço que gera ajustes. Em 5 de março de 2006. (a) A empresa deverá somente divulgar em notas explicativas os $ 220. Em 18 de fevereiro de 2006. que o superaquecimento foi causado por negligência dos operadores do equipamento. (b) A empresa deverá reconhecer no passivo a dívida de $ 220. As demonstrações contábeis foram autorizadas para emissão pela diretoria em 10 de abril de 2006. Mônica Encinas 46 .000 (passivo contingente). passou a fabricar. (e) A empresa não deverá fazer nada a respeito do evento. de acordo com a IAS 10? 3. em função de a administração da empresa concluir que o referido equipamento gerará benefícios somente pela venda. as autoridades concluíram.000. em 2005. a companhia de seguros concluiu.2.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) c) Um equipamento utilizado na fábrica do principal produto da Cia GRM. é uma obrigação presente com uma saída improvável de recursos.2. nenhum passivo foi reconhecido pela seguradora. Com base na apólice de seguro existente para o equipamento. ______________________________________________________________________________ Profª. (e) Venda de um equipamento industrial por um valor inferior ao seu valor contábil. A fabricação foi possível devido ao desenvolvimento de uma nova tecnologia pela própria empresa. 3. Pede-se: Como a Cia GRM deve tratar esses eventos após a data do balanço. foi totalmente danificado por um superaquecimento ocorrido em 10 de dezembro do mesmo ano. (b) Dividendos propostos pela administração.4) – São exemplos de eventos após o balanço que geram ajustes nas demosntrações contábeis: (a) Um investimento em uma controlada estrangeira que foi reduzido consideravelmente em função da queda no preço das ações como consequência de forte crise que afetou o setor de atuação da controlada. adquirido em maró de 2006 por $ 730. (d) A empresa deverá somente divulgar em notas explicativas os $ 220. a Cia GRM reconheceu um valor a receber da seguradora de $ 680. Após uma série de investigações. (d) Dasapropriação de uma das instalações da empresa em função da construção de uma usina hidrelétrica.000 porque se refere a um evento que gera ajuste. exigindo uma indenização de $ 220. (c) A empresa deverá reconhecer no passivo a dívida de $ 220. como resultado de alguns anos de pesquisa.

Um arrendamento mercantil é classificado como operacional se ele não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. classificá-los entre esta ou aquela categoria não tem sido tão fácil. É associado à concepção econômica de que o fato propulsor de rendimentos para uma empresa consiste na utilização e não na propriedade de um bem. Embora sejam conceitualmente distintos.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4 . Os benefícios podem ser representados pela expectativa de funcionamento lucrativo durante a vida econômica do ativo e de ganhos derivados de aumentos de valor ou de realização de um valor residual.Classificação do Arrendamento Mercantil A classificação de arrendamentos mercantis baseia-se na extensão em que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de um ativo arrendado sejam transferidos do arrendador ao arrendatário. A classificação de um arrendamento mercantil como um arrendamento mercantil financeiro ou um arrendamento mercantil operacional depende da natureza da transação e não da forma do contrato.1 . mediante uma remuneração acordada entre as partes. mediante contrato e demais condições pactuadas. no início do arrendamento mercantil. hoje podemos diferenciar dois tipos básicos de arrendamento mercantil: OPERACIONAL e FINANCEIRO. A finalidade é a cessão de uso de bens de capital. De forma geral. seja razoavelmente certo que a opção será exercida. um leasing financeiro. 4.ARRENDAMENTO MERCANTIL – LEASING (IAS 17) O termo Leasing é oriundo do verbo to lease. (b) o arrendatário tem a opção de comprar o ativo por um preço que se espera seja suficientemente mais baixo do que o valor justo à data em que a opção se torne exercível de forma que. os envolvidos farão o possível para converter em operacional. Um arrendamento mercantil é classificado como financeiro se ele transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. Os riscos incluem as possibilidades de perdas devidas à capacidade ociosa ou obsolescência tecnológica e de variações no retorno em função de alterações nas condições econômicas. ______________________________________________________________________________ Profª. o proprietário arrendador cede o uso de um bem ao arrendatário por determinado espaço de tempo. Assim é que. Isto porque. (c) o prazo do arrendamento mercantil refere-se à maior parte da vida econômica do ativo mesmo que o título não seja transferido. O arrendamento mercantil é um instrumento utilizado desde os tempos mais remotos e repousa sobre o conceito de propriedade. por um determinado prazo. Mônica Encinas 47 . que significa alugar. por motivos diversos. Exemplos de situações que individualmente ou em conjunto levariam normalmente a que um arrendamento mercantil fosse classificado como arrendamento mercantil financeiro são: (a) o arrendamento mercantil transfere a propriedade do ativo para o arrendatário no fim do prazo do arrendamento mercantil.

caso contrário. que o arrendamento mercantil não transfere substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. Para determinar se um ativo arrendado está desvalorizado. deve ser usada a taxa incremental de financiamento do arrendatário.2. O valor depreciável de um ativo arrendado é alocado a cada período contábil durante o período de uso esperado numa base sistemática consistente com a política de depreciação que o arrendatário adote para os ativos depreciáveis de que seja proprietário. ao valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil. dos dois o menor. Se não houver certeza razoável de que o arrendatário virá a obter a propriedade no fim do prazo do arrendamento mercantil. 4. se não for.Arrendamento Mercantil nas demonstrações financeiras dos Arrendatários 4. assim como uma despesa financeira para cada período contábil. ou se há pagamentos contingentes. a propriedade do ativo se transferir ao final do arrendamento mercantil mediante um pagamento variável igual ao valor justo no momento. o ativo é depreciado durante o prazo do arrendamento mercantil ou da sua vida útil. o arrendamento mercantil é classificado como operacional. e (e) os ativos arrendados são de natureza especializada de tal forma que apenas o arrendatário pode usá-los sem grandes modificações. Se for claro. os arrendatários devem reconhecer os arrendamentos mercantis financeiros como ativos e passivos nos seus balanços por quantias iguais ao valor justo da propriedade arrendada ou. se inferior. o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil atinge pelo menos substancialmente todo o valor justo do ativo arrendado. uma entidade aplica o Pronunciamento relativo à Redução ao Valor Recuperável de Ativos (Teste de Impairment).2 . Quaisquer custos diretos iniciais do arrendatário são adicionados à quantia reconhecida como ativo.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) (d) no início do arrendamento mercantil. Os exemplos e indicadores enunciados acima nem sempre são conclusivos. ______________________________________________________________________________ Profª.1 . se for praticável determinar essa taxa. Isso pode acontecer se. Se houver certeza razoável de que o arrendatário virá a obter a propriedade no fim do prazo do arrendamento mercantil. A política de depreciação para os ativos arrendados depreciáveis deve ser consistente com a dos demais ativos depreciáveis e a depreciação reconhecida deve ser calculada de acordo com as regras aplicáveis aos Ativos Imobilizados (e com as relativas à amortização aos Ativos Intangíveis quando pertinente). o que for menor. Mônica Encinas 48 . como resultado dos quais o arrendatário não tem substancialmente todos os riscos e benefícios. por exemplo. cada um determinado no início do arrendamento mercantil. o ativo deve ser totalmente depreciado durante o prazo do arrendamento mercantil ou da sua vida útil. Um arrendamento mercantil financeiro dá origem a uma despesa de depreciação relativa a ativos depreciáveis. A taxa de desconto a ser utilizada no cálculo do valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil é a taxa de juros implícita no arrendamento mercantil. com base em outras características.Arrendamento Mercantil Financeiro no Arrendatário No início do prazo de arrendamento mercantil. o período de uso esperado é a vida útil do ativo.

A receita de vendas reconhecida no início do prazo do arrendamento mercantil por um arrendador fabricante ou negociante é o valor justo do ativo. Essa apropriação da receita baseia-se num modelo que reflete um retorno periódico constante sobre o investimento líquido do arrendador no arrendamento mercantil financeiro. mesmo que tais pagamentos não sejam feitos nessa base. Mônica Encinas 49 . todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade legal são transferidos pelo arrendador e. O custo de venda reconhecido no início do prazo do arrendamento mercantil é o custo. quando legalmente permitido. num arrendamento mercantil financeiro. se inferior. oferecem muitas vezes a clientes a escolha entre comprar ou arrendar um ativo.Arrendamento mercantil nas demonstrações financeiras dos Arrendadores 4.Arrendamento Mercantil Operacional no Arrendatário Os pagamentos da prestação do arrendamento mercantil segundo um arrendamento mercantil operacional devem ser reconhecidos como despesa numa base em base linear durante o prazo do arrendamento mercantil.3 . O reconhecimento da receita financeira deve basear-se num modelo que reflita uma taxa de retorno periódica constante sobre o investimento líquido do arrendador no arrendamento mercantil financeiro. ou. Um arrendador tem como meta apropriar a receita financeira durante o prazo do arrendamento mercantil numa base sistemática e racional.2. Substancialmente.Arrendamento Mercantil financeiro no Arrendador Os arrendadores devem reconhecer os ativos mantidos por um arrendamento mercantil financeiro nos seus balanços e apresentá-los como uma conta a receber por um valor igual ao investimento líquido no arrendamento mercantil. os pagamentos do arrendamento mercantil a serem recebidos são tratados pelo arrendador como reembolso de capital e receita financeira para reembolsar e recompensar o arrendador pelo seu investimento e serviços. a preços normais de venda. Os fabricantes ou comerciantes.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4. Um arrendamento mercantil financeiro de um ativo por um arrendador fabricante ou negociante dá origem a dois tipos de receita: (a) lucro ou perda resultante de uma venda imediata do ativo a ser arrendado. 4.1 . da propriedade arrendada menos o valor presente do valor residual não ______________________________________________________________________________ Profª. Para os arrendamentos mercantis operacionais. e (b) receita financeira durante o prazo do arrendamento mercantil. ou o valor contábil se diferente. salvo se uma outra base sistemática for representativa do modelo temporal do benefício do usuário. Os pagamentos do arrendamento mercantil relacionados ao período. calculado a uma taxa de juros do mercado.2 .3. são aplicados ao investimento bruto no arrendamento mercantil para reduzir tanto o principal quanto as receitas financeiras não realizadas. os pagamentos da prestação (excluindo os custos de serviços tais como seguros e manutenção) são reconhecidos como despesa numa base linear. o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil pertencentes ao arrendador. excluindo custos de serviços. refletindo quaisquer descontos aplicáveis por quantidade ou comerciais. portanto. exceto se uma outra base sistemática for mais representativa do modelo temporal do benefício do usuário.

qualquer lucro ou perda deve ser imediatamente reconhecido. A receita de arrendamento mercantil (excluindo recebimentos de serviços proporcionados tais como seguros e manutenção) é reconhecida numa base linear durante o prazo do arrendamento mercantil mesmo se os recebimentos não forem em tal base. que é reconhecido de acordo com a política seguida pela entidade para as vendas imediatas. e a depreciação deve ser calculada de acordo com as regras aplicáveis aos Ativos Imobilizados (e a amortização aos Ativos Intangíveis). o excesso sobre o valor justo deve ser diferido e amortizado durante o período pelo qual se espera que o ativo seja usado. Se o preço de venda estiver acima do valor justo.Arrendamento Mercantil Operacional no Arrendador Os arrendadores devem apresentar os ativos sujeitos a arrendamentos mercantis operacionais nos seus balanços de acordo com a natureza do ativo. a menos que. Um arrendador fabricante ou negociante não reconhece qualquer lucro de venda ao celebrar um arrendamento mercantil operacional porque não é o equivalente de uma venda.Transações de venda e leaseback Uma transação de venda e leaseback (retroarrendamento pelo vendedor junto ao comprador) envolve a venda de um ativo e o concomitante arrendamento mercantil do mesmo ativo pelo comprador ao vendedor.4 . qualquer lucro ou perda deve ser imediatamente reconhecido. a menos que uma outra base sistemática seja mais representativa do modelo temporal em que o benefício de uso do ativo arrendado seja diminuído.2 . A política de depreciação para ativos arrendados depreciáveis deve ser consistente com a política de depreciação normal do arrendador para ativos semelhantes. Os custos. O pagamento do arrendamento mercantil e o preço de venda são geralmente interdependentes por serem negociados como um pacote. A receita de arrendamento mercantil proveniente de arrendamentos mercantis operacionais deve ser reconhecida na receita numa base linear durante o prazo do arrendamento mercantil. A diferença entre a receita da venda e o custo de venda é o lucro bruto da venda. Se o preço de venda estiver abaixo do valor justo. 4. Mônica Encinas 50 . a menos que outra base sistemática seja mais representativa do modelo temporal em que o benefício do uso do ativo arrendado seja diminuído. e se for claro que a transação é estabelecida pelo valor justo. Ao invés disso.3. Se uma transação de venda e leaseback resultar em um arrendamento mercantil financeiro. Se uma transação de venda e leaseback resultar em um arrendamento mercantil operacional. ______________________________________________________________________________ Profª. se a perda for compensada por futuros pagamentos do arrendamento mercantil abaixo do preço de mercado. qualquer excesso de receita de venda obtido acima do valor contábil não deve ser imediatamente reconhecido como receita por um vendedor-arrendatário. 4. deve ser diferido e amortizado durante o prazo do arrendamento mercantil.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) garantido. O tratamento contábil de uma transação de venda e leaseback depende do tipo de arrendamento mercantil envolvido. ela deve ser diferida e amortizada em proporção aos pagamentos do arrendamento mercantil durante o período pelo qual se espera que o ativo seja usado. incluindo a depreciação. incorridos na obtenção da receita de arrendamento mercantil são reconhecidos como despesa.

00 Pede-se: Contabilize a operação na arrendatária.00 Valor presente das parcelas: $ 50.(Refap-2007/Cesgranrio) Assinale a opção que apresenta uma das características do leasing operacional.5. A empresa tem certeza que ficará com o bem.5.00 Valor justo do bem: $ 60.3) . 4.000. pois não existe cláusula de compra.EXERCÍCIOS (LEASING) 4. de forma definitiva.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4. o compromisso irrecusável de manter o equipamento até o final de sua vida útil.000.1) O Bradesco Leasing realiza um leasing para a Cia Americana nas seguintes condições: Parcelamento em 36 meses Valor das Parcela: $ 2.5. mesmo que tal situação ocorra antes do término do arrendamento. que deve devolver o bem nas mesmas condições em que o arrendou. ficando esta à exclusiva responsabilidade do locatário.000. b) O arrendatário assume. a) Durante o período de arrendamento. Mônica Encinas 51 . sobretudo no que diz respeito à obsolescência tecnológica e às condições de comercialização no mercado secundário de equipamentos.704.000. Dados do bem: Valor de Mercado na data do contrato = $ 65.000 Tempo de vida útil do bem = 50 meses. a posse do bem é da arrendante. enquanto a propriedade permanece com a arrendadária. 4.00 Valor presente das parcelas: $ 56. Pede-se: Contabilize a operação na arrendatária.2) O Bradesco Leasing realiza um leasing para a Cia Americana nas seguintes condições: Número de parcelas = 24 Valor das Parcela: $ 3. ______________________________________________________________________________ Profª. e) É igual a um aluguel simples. A empresa não está segura que ficará com o bem.00 Tempo de vida útil do bem = 50 meses. d) O arrendamento operacional não inclui a responsabilidade por manutenção e reparos do ativo arrendado.5 . c) O arrendador arca com os riscos decorrentes do direito de propriedade. relocação ou devolução do bem usado no final do contrato.

954 e R$ 7.947 e R$ 9. (3) um período de 5 anos. no início do arrendamento o valor dos pagamentos mínimos ajustados do contrato atinge. Este é o enunciado de: a) Leasing financeiro.5) .471. Com base no tratamento contábil da IAS 17.5. b) transfere apenas os riscos. c). R$ 19.5. O contrato estabeleceu: (1) uma contraprestação anual de R$ 25. a diferença entre arrendamento mercantil financeiro e operacional é que. O valor presente líquido desse contrato representa R$ 99.(CESGRANRIO / 2011 . o arrendamento transfere a posse do ativo ao arrendatário no fim do prazo do contrato. d) Faturização.000. e).(Refap-2007/Cesgranrio) É uma operação financeira em que uma empresa.Petrobrás / Contador Júnior) Segundo o CPC 06. d). que equivale a vida útil do ativo. e). enquanto o arrendamento mercantil financeiro transfere de forma substancial os riscos e benefícios inerentes à propriedade. com vencimento no final de cada ano. adquire bens de capital segundo as especificações e para uso de outra. mesmo que o título de propriedade não seja transferido. 4.4) .818. e) equivale a uma venda a prazo.5. se propõe a amortizar o preço do bem acrescido de juros. ______________________________________________________________________________ Profª. d). em contrapartida. o arrendatário possui a opção de comprar o ativo por um preço que se espera ser equivalente a seu valor justo na data em que a opção seja exercida.5. as despesas incorridas com depreciação e juros no exercício de 20X2 são. R$ 18. R$ 19. R$ 18. e) Factoring. A situação que está mais identificada com outras modalidades de arrendamento é: a). b). c) Leasing fatorial. Esta. e (4) uma taxa de juros de 10% ao ano. chamada arrendante. c). saldar o residual da dívida com seu pagamento ou devolução do bem. em contraprestações periódicas como se fossem aluguéis e.954 e R$ 9.947 e R$ 6.737.000. c) transfere apenas a enfiteuse. b). 4. ao final do prazo.947 e R$ 8. R$ 19.6) .477. o prazo do arrendamento abrange a maior parte da vida econômica do ativo. Mônica Encinas 52 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4. o ativo arrendado é de tal natureza especializada que apenas o arrendatário pode usá-lo sem que sejam efetuadas grandes modificações. b) Leasing operacional.477. o arrendamento mercantil operacional a) transfere apenas os benefícios.(CVM-2008/NCE-UFRJ) A IAS 17 relaciona algumas situações que podem conduzir a que uma transação de arrendamento mercantil seja classificada como financeira.(CVM-2008/NCE-UFRJ) Uma companhia celebrou um contrato de arrendamento financeiro em 31 de dezembro de 20X0. aproximadamente: a). pelo menos substancialmente. todo o valor justo do ativo arrendado.925. chamada arrendatária. 4. associado a um equipamento. d) não realiza essa transferência.7) . (2) um valor residual garantido (opção de compra) de R$ 8.

d) Os pagamentos do arrendamento mercantil financeiro devem ser reconhecidos como despesa pelo arrendatário numa base de linha reta durante o prazo do arrendamento mercantil. os arrendatários devem reconhecer os arrendamentos mercantis operacionais como ativos e passivos nos seus balanços por quantias iguais ao valor justo da propriedade arrendada ou. Mônica Encinas 53 .106. Considerando-se a decisão do contador e adotando-se exclusivamente os valores informados e a boa técnica contábil.5.155.5.000. o valor registrado da máquina no Ativo.00 e) 54.550. é a) 45. é correto afirmar.550.00 R$ 4. b) No começo do prazo do contrato de arrendamento mercantil operacional. a não ser que outra base sistemática seja mais representativa do modelo temporal do benefício do usuário. uma indústria precisou fazer o arrendamento mercantil de uma máquina nas seguintes condições: Quantidade de Prestações Mensais Valor de entrada Valor de cada prestação. ______________________________________________________________________________ Profª. c) Os arrendadores devem reconhecer nos seus balanços patrimoniais os ativos mantidos por um arrendamento mercantil financeiro e apresentá-los como uma conta a receber por um valor igual ao investimento líquido no arrendamento mercantil. incluídos no contrato Valor residual a ser pago junto com a 36ª prestação Juros do contrato = total do 1º ano Juros do contrato = total do 2º ano Juros do contrato = total do 3º ano Valor dessa máquina para pagamento à vista.348.02% ao mês R$ 145.9) – (FCC / 2011 . em reais.903. de acordo com as novas Normas Brasileiras de Contabilidade: a) Um arrendamento mercantil é classificado como financeiro se ele não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade.797. se inferior. concluiu tratar-se da modalidade de arrendamento mercantil financeiro. e) Um arrendamento mercantil é classificado como operacional se ele transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade.8) – (CESGRANRIO / 2011 .00 c) 49.00 O contador. vencível ao final de cada mês Juros contratuais.00 R$ 1.00 4. ao analisar criteriosamente as características desse contrato do arrendamento mercantil.INFRAERO / Auditor) Em relação às operações de arrendamento mercantil.500.TRANSPETRO / Contador Júnior ) Com o crescimento da carteira de pedidos. no dia da operação 36 Sem entrada R$ 1.087.00 1.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 4.00 R$ 3.00 R$ 48. ao valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil.00 d) 50.00 b) 48.

A norma deve ser aplicada a: Entidades com ações ordinárias negociadas em mercados públicos ou potenciais ações ordinárias. sendo: LPA resultado das operações continuadas LPA resultado das operações descontinuadas LPA resultado das operações continuadas e descontinuadas Para uma melhor compreensão desta norma. Ele requer que o resultado por ação seja calculado e. Entidades que divulgam LPA.Aumento no lucro por ação no pressuposto de que os instrumentos conversíveis são convertidos.Passivos financeiros ou instrumentos de capital próprio. Quando apresentadas as demonstrações da controladora e as demonstrações consolidadas em um único relatório. Antidiluição . um denominador determinado consistentemente melhora os relatórios financeiros. Mônica Encinas 54 . ______________________________________________________________________________ Profª. independentemente de sua orbigatoriedade.instrumento representativo de capital social subordinado a todas as demais classes de instrumentos representativos do capital social. Diluição . incluindo ações preferenciais. bem como para a mesma companhia em períodos diferentes. Warrants ou opções . apresentado considerando a forma básica e a forma diluída. O foco deste Pronunciamento está no denominador do cálculo do resultado por ação. faz-se necessário esclarecer os seguintes conceitos: Ação ordinária . tais como a compra de uma empresa ou de outros ativos. que sejam conversíveis em ações ordinárias. conseqüentemente. o LPA é obrigatório somente nas demonstrações consolidadas. Mesmo que os dados do resultado por ação tenham limitações por causa das diferentes políticas contábeis que podem ser usadas para determinar resultados. O IAS 33 destaca que o resultado por ação deve ser calculado para as ações ordinárias. A Mensuração do Lucro por Ação deve ser apresentada nas formas Básico e Diluído. devem observar a IAS 33.Redução no lucro por ação no pressuposto de que os instrumentos conversíveis são convertidos. Entidades que estão em processo de emissão de ações ordinárias.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 5 – RESULTADO POR AÇÃO (IAS 33) O objetivo deste Pronunciamento Técnico é estabelecer princípios para a determinação e a apresentação do resultado por ação. a fim de melhorar as comparações de desempenho entre diferentes companhias (sociedades por ações) no mesmo período.Ações que seriam emitidas apos o cumprimento de condições resultantes de acordos contratuais. Potencial ação ordinária .

excluído o resultado das operações descontinuadas) atribuível a esses titulares do capital próprio ordinário. bem como o número médio ponderado de ações totais em poder dos acionistas (em circulação). ______________________________________________________________________________ Profª.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 5.1 .2 – Resultado por Ação Diluído A companhia deve calcular as quantias relativas ao resultado diluído por ação para o lucro ou o prejuízo atribuível aos titulares de capital próprio ordinário da companhia e. O objetivo do resultado diluído por ação é consistente com o do resultado básico por ação — fornecer uma medida da participação de cada ação ordinária no desempenho da companhia — e. Para a finalidade de calcular o resultado diluído por ação.Lucro ou prejuízo líquido do período menos Dividendos destinados à ações preferenciais. . o lucro ou prejuízo resultante das operações continuadas atribuível a esses titulares de ações ordinárias. o lucro ou o prejuízo resultante das operações continuadas (ou seja. Mônica Encinas 55 .Resultado por Ação Básico A companhia deve calcular o valor do resultado básico por ação para o lucro ou prejuízo atribuível aos titulares de ações ordinárias (ou capital próprio ordinário) da companhia e. refletir os efeitos de todas as ações ordinárias potenciais diluidoras em circulação durante o período. a companhia deve ajustar o lucro ou o prejuízo atribuível aos titulares de ações ordinárias (capital próprio ordinário) da companhia. se apresentado. se apresentado. para refletir os efeitos de todas as ações ordinárias potenciais diluidoras.O Resultado por Ação Básico deverá ser calculado mediante a seguinte fórmula: Lucro ou prejuízo líquido atribuível aos detentores de ações ordinárias Número médio ponderado de ações ordinárias Numerador . O resultado básico por ação deve ser calculado dividindo-se o lucro ou prejuízo atribuível aos titulares de ações ordinárias da companhia (o numerador) pelo número médio ponderado de ações ordinárias em poder dos acionistas (excluídas as mantidas em tesouraria) (o denominador) durante o período. Denominador . RPA (Básico) = 5. O objetivo da informação relativa ao resultado básico por ação é proporcionar a mensuração da participação de cada ação da companhia no desempenho da entidade durante o período. ao mesmo tempo.Média ponderada da quantidade de ações em circulação durante o período.

EXERCÍCIOS: 5.3) . b) diluição consiste na redução do resultado por ação.(CVM-2008 / NCE-UFRJ) A IAS 33 prescreve as práticas contábeis associadas ao cálculo e divulgação do resultado por ação. que dependa da satisfação de condições específicas. e) um ‘acordo de ação contingente’ (contingent shares agreement) consiste no acordo para emissão de ações. o elemento que não participa do denominador da fórmula. ______________________________________________________________________________ Profª. apresentará essa informação também para as demonstrações consolidadas.3. as garantias (warrants). RPA (Diluído) = 5.3. A prática que conflita com as orientações da IAS 33 é: a) a entidade que escolher divulgar o resultado por ação para suas demonstrações individuais.2) . os empréstimos bancários e outros instrumentos de endividamento. que diz respeito às ações ordinárias potenciais é: a) b) c) d) e) as ações que sejam emitidas para a satisfação de condições resultantes de acordos contratuais. Mônica Encinas 56 .(CVM-2008 / NCE-UFRJ) Na determinação do resultado por ação diluído. o resultado por ação apenas precisará ser apresentado numa base consolidada.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) O Resultado por Ação Diluído deverá ser calculado mediante a seguinte fórmula: Lucro ajustado depois dos impostos e efeitos de dividendos. juros.1) . em razão da suposição de que instrumentos conversíveis serão convertidos em ações ordinárias. inclusive os ligados a ações preferenciais que sejam conversíveis em ordinárias. os contratos de opções em ações. receitas de todas potenciais ações ordinárias Média ponderada das ações diluídas A Média ponderada das ações diluídas é obtidas através da Média ponderada das ações ‘básicas’ mais média ponderada das ações ordinárias a serem emitidas na conversão de todas as potenciais ações ordinárias com efeitos diluidor. incluindo os locais e regionais. os instrumentos patrimoniais. 5. d) a norma é aplicável às demonstrações individuais de uma entidade cujas ações ordinárias sejam negociadas em mercado de balcão. c) se uma entidade apresentar suas demonstrações individuais e para o consolidado.

4) Com base nas informações do exercício anterior.000 Recompra de ações ordinárias em 01/07/2009 = 200.000.Com base nas informações a seguir. As ações preferenciais foram adquiridas em 1º/01/XI.00 Remuneração das ações preferenciais de 10% Quantidade de ações preferenciais em circulação: 100.00/ação) Ações ordinárias em circulação em 01/01/2009 = 800. de acordo com as normas internacionais de contabilidade – IAS 33. A alíquota de Imposto de Renda da empresa é de 25%.3. calcule o Lucro por Ação Diluído da Companhia.000 Existem 100. de acordo com as NBCs anteriores à convergência: ___________________ Lucro Líquido do Exercício de 31/12/2009 = R$ 500.000 5.000 Emissão de ações ordinárias em 01/10/2009 = 800.00) Ações ordinárias em circulação (01/01/X1) = 500.00 cada.3.000 debêntures em circulação.000.00 cada. pede-se: a) Lucro por Ação Básico da Companhia. Mônica Encinas 57 . de acordo com a IAS 33: ____________________ c) Lucro por Ação. e as informações adicionais apresentadas abaixo. e Normas Brasileiras de Contabilidade.00 Remuneração das ações preferenciais: 4% ao ano Quantidade de ações preferenciais em circulação. conversíveis em ação.000 (R$ 5. 5. calcule o Lucro por Ação Básico da Companhia.000 Recompra de ações ordinárias em 01/04/2009 = 400. Existem 100.000.000 (cada uma cotada a R$ 20. emitidas em 01/01/2008: 80.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 5. de acordo com as normas internacionais de contabilidade – IAS 33.000 debêntures em circulação.000 Emissão de ações ordinárias em 01/07/X1 = 800. conversíveis em ação. e não houve alteração em sua composição ao longo do ano. As debêntures foram adquiridas em X0 e são remuneradas a uma taxa de 10% ao ano.3) Com base nas informações a seguir. no valor de R$ 30. no valor de R$ 3.3. Lucro Líquido do Exercício = R$ 1.5) . A alíquota de Imposto de Renda da empresa é de 25%. As debêntures foram adquiridas em 2008 e são remuneradas a uma taxa de 5% ao ano.000 Recompra de ações ordinárias em 01/10/X1 = 400. ______________________________________________________________________________ Profª. Ignore os efeitos do Imposto de Renda. de acordo com a IAS 33: ____________________ b) Lucro por Ação Diluído da Companhia. e de acordo com a IAS 33 – Resultado por Ação.

...00 Outras Informações: Imposto de Renda = 25% As ações PN e as Debêntures são conversíveis em ONs 500..000. R$ 500.. Ações Preferenciais 01/Abril/2009 – Ações em Circulação .............000 400..000..... 01/Agosto/2009 – Emissão de Ações .............500....000 Remuneração das Ações Preferenciais ......000 600........................ 200. 01/Novembro/2009 – Recompra de Ações .................. Lucro Líquido do Exercício = R$ 1....000 800....................... Mônica Encinas 58 ... 600............Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 5.................R$ 140....... calcule o Lucro por Ação Básico e o Lucro por Ação Diluído da Companhia....6) .......Com base nas informações a seguir...000 ______________________________________________________________________________ Profª.00 Ações Ordinárias 01/Janeiro/2009 – Ações em Circulação .........000 Remuneração das Debêntures ..000......................00 Debêntures 01/Julho/2009 – Títulos em Circulação ................. 01/Maio/2009 – Emissão de Ações . de acordo com as normas internacionais de contabilidade – IAS 33.......3.................

listas de clientes. fidelidade de clientes. independente da intenção de uso pela entidade. c) Sem substância física. propriedade intelectual. direitos autorais. ou b) resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais. Ativo Intangível é: a) Um ativo não monetário. e. e b) Do qual espera-se que sejam gerados benefícios econômicos futuros para a entidade. b) Identificável.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 6 – ATIVOS INTANGÍVEIS (IAS 38) A IAS 38 define o tratamento contábil dos ativos intangíveis que não são abrangidos especificamente em outro Pronunciamento. a manutenção ou o aprimoramento de recursos intangíveis como conhecimento científico ou técnico. ou seja. relacionamentos com clientes ou fornecedores. licenças de pesca. Mônica Encinas 59 . individualmente ou junto com um contrato. As entidades freqüentemente despendem recursos ou contraem obrigações com a aquisição. Nem todos os itens descritos acima se enquadram na definição de ativo intangível.1 . patentes. conhecimento mercadológico. são identificáveis. licenças. Exemplos de itens que se enquadram nessas categorias amplas são: softwares. exigindo divulgações específicas sobre esses ativos. ______________________________________________________________________________ Profª. imagem e marcas registradas (incluindo nomes comerciais e títulos de publicações). e estabelece que uma entidade deve reconhecer um ativo intangível apenas se determinados critérios especificados neste Pronunciamento forem atendidos.Definição: Ativo é um recurso: a) Controlado por uma entidade. direitos sobre filmes cinematográficos. alugado ou trocado. Caso um item abrangido pela IAS 38 não atenda à definição de ativo intangível. quotas de importação. participação no mercado e direitos de comercialização. O Pronunciamento também especifica como mensurar o valor contábil dos ativos intangíveis. puder ser separado da entidade e vendido. controlados e geradores de benefícios econômicos futuros. Identificabilidade Um ativo satisfaz o critério de identificação. ativo ou passivo relacionado. desenho e implantação de novos processos ou sistemas. nome. em termos de definição de um ativo intangível. independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. licenciado. o gasto incorrido na sua aquisição ou geração interna deve ser reconhecido como despesa quando incorrido. quando: a) for separável. direitos sobre hipotecas. ou seja. franquias. o desenvolvimento. transferido. 6. reputação.

a imposição legal de um direito não é uma condição imprescindível para o controle. ______________________________________________________________________________ Profª. acrescido de impostos de importação e impostos não recuperáveis sobre a compra. após deduzidos os descontos comerciais e abatimentos. A ausência de direitos legais dificulta a comprovação do controle. mas está aguardando pelo uso. e somente. d) custos incorridos quando o ativo já está nas condições planejadas pela entidade. visto que a entidade pode controlar benefícios econômicos futuros de outra forma. Exemplos de gastos que não fazem parte do custo de ativo intangível: a) custos de lançamento de novo produto ou serviço.2. Mônica Encinas 60 . 6. tais como aquelas incorridas enquanto a demanda para os produtos do ativo está aumentando gradualmente. e (iii) custos com testes para verificar se o ativo está funcionando adequadamente.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Controle A entidade controla um ativo quando detém o poder de obter benefícios econômicos futuros gerados pelo recurso subjacente e de restringir o acesso de terceiros a esses benefícios. o uso da propriedade intelectual em um processo de produção pode reduzir os custos de produção futuros em vez de aumentar as receitas futuras. e e) perdas operacionais iniciais. No entanto. redução de custos ou outros benefícios resultantes do uso do ativo pela entidade. Por exemplo. a capacidade da entidade de controlar os benefícios econômicos futuros de ativo intangível advém de direitos legais que possam ser exercidos num tribunal. e b) qualquer custo diretamente atribuível à preparação do ativo para a finalidade proposta. se: a) For provável que os benefícios econômicos futuros que são atribuíveis aos ativos ingressarão na entidade.1 – Ativo Intangível adquirido separadamente O custo de ativo intangível adquirido separadamente inclui: a) seu preço de compra. (ii) honorários profissionais diretamente relacionados para que o ativo fique em condições operacionais. 6. Exemplos de custos diretamente atribuíveis são (i) Custos de benefícios aos empregados incorridos diretamente para que o ativo fique em condições operacionais (de uso ou funcionamento).2 – Reconhecimento e Mensuração A IAS 38 exige que uma entidade reconheça um ativo intangível (ao custo inicialmente) se. c) custos administrativos e outros custos indiretos. como propaganda e atividades promocionais. e b) O custo do ativo possa ser mensurado com segurança. b) custos da transferência das atividades para novo local ou para nova categoria de clientes (incluindo custos de treinamento). Normalmente. Benefício econômico futuro Os benefícios econômicos futuros gerados por ativo intangível podem incluir a receita da venda de produtos ou serviços.

ii).Ativo intangível gerado internamente Por vezes é difícil avaliar se um ativo intangível gerado internamente se qualifica para o reconhecimento. necessários à criação. e quando. O custo de ativo intangível gerado internamente inclui todos os gastos diretamente atribuíveis. existe um ativo identificável que gerará benefícios econômicos futuros esperados. e vi). disponibilidade de recursos técnicos. financeiros e outros recursos adequados para concluir seu desenvolvimento e usar ou vender o ativo intangível. capacidade de mensurar com segurança os gastos atribuíveis ao ativo intangível durante seu desenvolvimento.2 . Caso a entidade não consiga diferenciar a fase de pesquisa da fase de desenvolvimento de projeto interno de criação de ativo intangível. Exemplos de custos diretamente atribuíveis: ______________________________________________________________________________ Profª. produção e preparação do ativo para ser capaz de funcionar da forma pretendida pela administração. iv).2. forma como o ativo intangível deve gerar benefícios econômicos futuros. Fase de pesquisa Nenhum ativo intangível resultante de pesquisa (ou da fase de pesquisa de projeto interno) deve ser reconhecido. Fase de desenvolvimento Um ativo intangível resultante de desenvolvimento (ou da fase de desenvolvimento de projeto interno) deve ser reconhecido somente se a entidade puder demonstrar todos os aspectos a seguir enumerados: i). a entidade deve demonstrar a existência de mercado para os produtos do ativo intangível ou para o próprio ativo intangível ou. viabilidade técnica para concluir o ativo intangível de forma que ele seja disponibilizado para uso ou venda.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 6. caso este se destine ao uso interno. v). iii). Mônica Encinas 61 . e/ou (b) na fase de desenvolvimento. Em alguns casos não é possível separar o custo incorrido com a geração interna de ativo intangível do custo da manutenção ou melhoria do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) gerado internamente ou com as operações regulares (do dia-a-dia) da entidade. a sua utilidade. devido às dificuldades para: a) identificar se. a entidade deve classificar a geração do ativo: (a) na fase de pesquisa. Para avaliar se um ativo intangível gerado internamente atende aos critérios de reconhecimento. capacidade para usar ou vender o ativo intangível. o gasto com o projeto deve ser tratado como incorrido apenas na fase de pesquisa. Entre outros aspectos. e b) determinar com segurança o custo do ativo. Os gastos com pesquisa (ou da fase de pesquisa de projeto interno) devem ser reconhecidos como despesa quando incorridos. intenção de concluir o ativo intangível e de usá-lo ou vendê-lo.

a entidade espera que haja benefícios econômicos em seu favor. 6. o qual reflete as expectativas sobre a probabilidade de que os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo serão gerados em favor da entidade. o qual reflete as expectativas sobre a probabilidade de que os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo serão gerados em favor da entidade. Isso significa que a adquirente reconhece como ativo. um ativo intangível da adquirida. e amortização de patentes e licenças utilizadas na geração do ativo intangível. taxas de registro de direito legal. Mônica Encinas 62 . separadamente do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) apurado em uma combinação de negócios. um projeto de pesquisa e desenvolvimento em andamento da adquirida se o projeto atender à definição de ativo intangível. O adquirente deve reconhecer na data da aquisição.2. corresponder à definição de ativo. independentemente de o ativo ter sido reconhecido pela adquirida antes da aquisição da empresa.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) a) b) c) d) gastos com materiais e serviços consumidos ou utilizados na geração do ativo intangível. Portanto. um ativo intangível da adquirida. b) ineficiências identificadas e prejuízos operacionais iniciais incorridos antes do ativo atingir o desempenho planejado. for identificável. é separável ou resulta de direitos contratuais ou outros direitos legais. custos de benefícios a empregados relacionados à geração do ativo intangível. o adquirente deve reconhecer na data da aquisição. considera-se que exista informação suficiente para mensurar com confiabilidade o seu valor justo. Em outras palavras. separadamente do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) apurado em uma combinação de negócios. separadamente do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). Em outras palavras. exceto se tais gastos puderem ser atribuídos diretamente à preparação do ativo para uso. mesmo se houver incerteza em relação à época e ao valor desses benefícios econômicos. mesmo se houver incerteza em relação à época e ao valor desses benefícios econômicos. separadamente do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). e c) gastos com o treinamento de pessoal para operar o ativo. o seu custo deve ser o valor justo na data de aquisição. Um projeto de pesquisa e desenvolvimento em andamento da adquirida atende à definição de ativo intangível quando: a). a entidade espera que haja benefícios econômicos em seu favor. Os seguintes itens não são componentes do custo de ativo intangível gerado internamente: a) gastos com vendas. administrativos e outros gastos indiretos. Se um ativo intangível for adquirido em uma combinação de negócios. Se um ativo adquirido em uma combinação de negócios for separável ou resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais. independentemente de o ativo ter sido reconhecido pela adquirida antes da aquisição da empresa. um projeto de pesquisa e desenvolvimento em andamento da adquirida se o projeto atender à definição de ativo intangível. ou seja. o seu custo é o valor justo na data de aquisição. e b). ______________________________________________________________________________ Profª. Isso significa que a adquirente reconhece como ativo.3 – Aquisição como parte de uma Combinação de Negócios Se um ativo intangível for adquirido em uma combinação de negócios.

O método de amortização utilizado reflete o padrão de consumo pela entidade dos benefícios econômicos futuros. Em seu lugar.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Se um ativo intangível adquirido em uma combinação de negócios for separável ou resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais. quando se encontrar no local e nas condições necessários para que possa funcionar da maneira pretendida pela administração. 6. é pouco provável que a entidade consiga atribuir custos incorridos à geração desse goodwill. A entidade deve atribuir vida útil indefinida a um ativo intangível quando. anualmente. O goodwill gerado internamente não é reconhecido como um ativo porque ele não é um recurso identificável – não é separável nem surge de acordos legais – nem é controlado pela entidade. 6. a incerteza passa a fazer parte da determinação do valor justo. sempre que existam indícios de que o ativo intangível pode ter perdido valor. ______________________________________________________________________________ Profª. Quando. não existe um limite previsível para o período durante o qual o ativo deverá gerar fluxos de caixa líquidos positivos para a entidade. ou seja. e ii). ainda. Adicionalemnte.3 . considera-se que o seu valor justo pode ser mensurado com confiabilidade. Se não for possível determinar esse padrão com segurança. o que ocorrer primeiro.Goodwill O goodwill adquirido em uma combinação de negócios e. que são incorporados ao goodwill por não serem nem individualmente identificados nem separadamente reconhecidos. na data em que ele é baixado. portanto. representa os benefícios econômicos que surgem dos outros ativos adquiridos na combinação. A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda ou. a duração ou o volume de produção ou unidades semelhantes que formam essa vida útil. Mônica Encinas 63 . com diferentes probabilidades. Um Ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado. A amortização deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso. para as estimativas utilizadas na avaliação do valor justo de ativo intangível. a entidade deve testar a perda de valor dos ativos intangíveis com vida útil indefinida comparando o seu valor recuperável com o seu valor contábil: i).4 – Amortização A entidade deve avaliar se a vida útil de ativo intangível é definida ou indefinida e. deve ser utilizado o método linear. com base na análise de todos os fatores relevantes. O valor amortizável de ativo intangível com vida útil definida deve ser apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil estimada. no primeiro caso. reconhecido como tal. existir uma gama de resultados possíveis.

209) Dados: (a) Custos pré-operacionais para abertura do negócio. (d) Licenças e royalties.1 . (i) Propaganda na televisão que irá estimular as vendas de uma indústria tecnológica.(Petrobras-2008/Cesgranrio) Um dos problemas da harmonização contábil reside nos gastos desembolsados com pesquisa e desenvolvimento que. e o de gastos com desenvolvimento. e os gastos com desenvolvimento poderão ser capitalizados no Ativo. do Nelson Carvalho e SirleiLemes. 6. (c) Devem ser levados a resultado do exercício imediatamente. quando incorridos. (d) Os gastos com pesquisa deverão ser capitalizados como Ativo durante o período mínimo de 5 anos. tão logo tenham sido incorridos. sendo o prazo dos gastos com pesquisa de 5 anos.4.4 . quando incorridos. vão tendo relevância maior.4. (e) Direitos de transmissão e operação. em razão da incerteza dos benefícios econômicos futuros.EXERCÍCIOS 6. d) tratados sempre como despesa. Qual o tratamento contábil internacional recomendado para esses gastos? (a) Deverão ser capitalizados como Ativo e amortizados durante o período esperado de futuros benefícios econômicos. Atenção: Os exercícios a seguir foram extraídos do livro Contabilidade Internacional para Graduação. se há projeto claramente definido. De acordo com as normas internacionais de Contabilidade. independente do prazo de amortização. (c) Projeto de um plano piloto.(BNDES – 2008/Cesgranrio) Um dos critérios analisados pelos órgãos internacionais de contabilidade diz respeito aos gastos com pesquisa e desenvolvimento. não superiores a 10 anos.2 . e) considerados como despesa. a cada dia que passa. (h) Custo de cursos realizados pelos administradores para qualificação. (g) Licença de produção de esteróides por meio de uma concessão governamental. já comprovado.208) . 6. se atendidas certas condições.Estudo de Caso 2 (pág. Mônica Encinas 64 . que será produzido comercialmente. quando estiverem sujeitos a fortes investimentos. (b) Software contábil desenvolvido internamente para uso da própria empresa.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 6.3 . enquanto os gastos com desenvolvimento deverão ser levados a resultado. b) b) ativados. ______________________________________________________________________________ Profª. c) ativados. os gastos com pesquisa devem ser a) ativados. quando incorridos. (e) (E) Os gastos com pesquisa deverão ser reconhecidos como Despesa do Exercício. Editora Atlas – 2010 (pág. (f) Compra de goodwill em uma combinação de negócios. (b) Deverão ser capitalizados como Ativo e amortizados durante o período esperado de benefícios futuros.4. com destaque para as áreas de Saúde e Química. de até 10 anos.

4.Cyrcus. Pede-se: Descreva como a Cia. As renovações da autorização são concedidas a um custo mínimo e historicamente a Cia Aérea Atlântida tem conseguido atender às exigências e fazer a renovação. Pede-se: Como a Cia Aérea Atlântida deverá tratar a vida útil da autorização para operar a citada rota aérea? 6.Estudo de Caso 6 (pág. um laboratório farmacêutico. a autorização atual tem ainda três anos até sua expiração e a companhia prevê que a rota aérea continuará a gerar fluxo de caixa por esse período de três anos. Quando ocorre essa mudança. desde que a entidade cumpra com as normas e regulamentações envolvendo a renovação .4 . cuja produção e venda gerará um fluxo de caixa estimado para a entidade por 12 anos. amortização e teste de impairment. Mônica Encinas 65 . tem uma patente registrada de determinada droga. Essa análise da entidade é suportada por evidências sobre a demanda e o Fluxo de Caixa. A empres espera fornecer o serviço indefinidamente entre o principal aeroporto de cada uma das duas cidades e prevê que a infraestrutura necessária continuará sendo disponibilizada pelos aeroportos enquanto ela detiver a auorização de operação.Estudo de Caso 4 (pág.5 . quanto ao reconhecimento. quando incorridos? 6.4. A autorização pode ser renovada a cada quatro anos. 6. suponha qua a autoridade que concede as licenças para operações de rotas aéreas decide não mais renovar a autorização da Cia Aérea Atlântida e promoverá um leilão para essa e outras rotas.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Pede-se: Quais dos custos acima podem ser capitalizados de acordo com a IAS 38 e quais deles serão tratados como despesas. o que a compahia pretende fazer.212) Dados: A Cia. Aérea Atlântida deverá tratar a vida útil da autrização para operar a citada rota aérea? ______________________________________________________________________________ Profª.6 .211) Dados: A Cia. Pede-se: Como a Cia. Cyrcus deve tratar a patente. sabendo-se que ela atende aos critérios de reconhecimento de um ativo intangível.4.Estudo de Caso 7 (pág.Aérea Atlântida possui autorização para operar deerminada rota aérea bastante lucrativa entre Nova Iorque e Londres. A entidade tem um acordo com um laboratório de um governo estrangeiro que comprará da Cia Cyrcus a referida patente ao final de seis anos por 40% do seu valor da data de aquisição.212) Dados: Considernado os dados do Estudo de Caso anterior.

4. posse e separabilidade. ele é claramente identificado no plano de contas da empresa. (b) Ele foi adquirido em uma combinação de negócios e a adquirente não tem informações detalhadas sobre sua vida útil. (d) Uma vez classificada como indefinida. geração de benefícios futuros e identificabilidade.4. (d) identificabilidade. mensuração confiável e geração de benefícios futuros. separabilidade e controle. (b) controle. (c) Após análises.9 – Para um ativo intangível com vidaútil indefinida é correto afirmar que: (pág215) (a) A entidade não consegue prever o período de geração de benefícios econômicos desse ativo. 6. ele é incluído no goodwill em uma combinação de negócios. essa vida útil não poderá mais ser alterada.8 – As três condições para atendimento do conceito de ativo intangível são: (pág214) (a) geração de benefícios econômicos.4. (e) Ele deve ser amortizado pelo período máximo que a entidade estima que durarão seus negócios como um todo. a entidade conclui que o ativo tem vida útil infinita.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 6. a entidade tem o poder de obter seus benefícios econômicos e de restringir o acesso de terceiros a esses benefícios. Mônica Encinas 66 . (e) ele somente derivar de combinações de negócios.7 (a) (b) (c) (d) – Um ativo intangível é identificável se: (pág213) ele pode ser separado da entidade e negociado ou surge por meio de um contrato. ______________________________________________________________________________ Profª. 6. (c) separabilidade. propriedade e mensuração confiável. (e) identificabilidade.

assim como os ambientes econômicos em que operam. com vista a emitir qualquer classe de instrumentos num mercado público. ou (ii) que tenha arquivado. ainda. Um segmento operacional pode desenvolver atividades de negócio cujas receitas ainda serão obtidas. incluindo mercados locais e regionais). principalmente na situação em que a empresa possua subsidiárias localizadas em outros países ou. Se a entidade que não é obrigada a aplicar este Pronunciamento optar por divulgar informações sobre segmentos que não estiverem de acordo com este Pronunciamento. incluindo mercados locais e regionais). a informação por segmento é exigida somente para as demonstrações contábeis consolidadas. Mônica Encinas 67 .e c) sobre a qual esteja disponível informação financeira diferenciada. O presente pronunciamento aplica-se: a) às demonstrações financeiras individuais de uma empresa: (i) cujos instrumentos de dívida ou de capital sejam negociados num mercado público (uma bolsa de valores nacional ou estrangeira ou um mercado "de balcão". Se um relatório financeiro que contém tanto as demonstrações contábeis consolidadas da controladora que estão dentro do alcance deste Pronunciamento quanto suas demonstrações contábeis individuais. as operações em início de atividade podem constituir segmentos operacionais antes da obtenção de receitas. b) cujos resultados operacionais são regularmente revisados pelo executivo responsável pela tomada de decisões operacionais da empresa para efeitos da tomada de decisões sobre a alocação de recursos ao segmento e da avaliação do seu desempenho. ou esteja em vias de arquivar. b) às demonstrações financeiras consolidadas de um conglomerado: (i) cujos instrumentos de dívida ou de capital sejam negociados num mercado público (uma bolsa de valores nacional ou estrangeira ou um mercado "de balcão". quando a empresa e/ou suas subsidiárias operem em mais de um segmento de mercado. Conceito de Segmento Operacional Um segmento operacional é uma componente de uma empresa: a) que desenvolve atividades de negócio de que obtém receitas e pelas quais incorre em gastos (incluindo receitas e gastos relacionados com transações realizadas com áreas de negócio da mesma empresa). não deve classificá-las como informações por segmento. ou esteja em vias de arquivar. Por exemplo.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 7 – RELATÓRIO POR SEGMENTO .IFRS 8 (CPC 22) As empresas devem divulgar informações que permitam aos usuários de suas demonstrações financeiras avaliarem a natureza e os efeitos financeiros das atividades de negócio em que estão envolvidas. ______________________________________________________________________________ Profª. com vista a emitir qualquer classe de instrumentos num mercado público. ou (ii) que tenha arquivado. as suas demonstrações financeiras consolidadas junto a uma comissão de valores mobiliários ou de outra organização reguladora. as suas demonstrações financeiras junto a uma comissão de valores mobiliários ou de outra organização reguladora.

(c) tipo ou classe de cliente consumidor dos seus produtos e serviços. e (ii) prejuízo apurado combinado de todos os segmentos operacionais que apresentaram prejuízos. setor bancário. em termos absolutos. incluindo tanto as vendas para clientes externos quanto as vendas ou transferências intersegmentos.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Segmentos a serem reportados Uma entidade emitirá relatório divulgando separadamente as informações sobre cada segmento operacional que: A entidade deve divulgar separadamente as informações sobre o segmento operacional que atenda a qualquer um dos seguintes parâmetros: (a) sua receita reconhecida. de seguros ou serviços de utilidade pública. Mônica Encinas 68 . e (e) se aplicável. (d) nos métodos usados na distribuição de seus produtos ou na prestação de seus serviços. em cada um dos seguintes fatores: (a) natureza dos produtos e serviços. médias semelhantes de margens brutas a longo prazo seriam esperadas para dois segmentos operacionais com características econômicas semelhantes. por exemplo. Se o total de receitas externas reconhecido pelos segmentos operacionais representar menos de 75% da receita da entidade. separadamente de outros itens na conciliação exigida acima. As informações sobre outras atividades de negócio e outros segmentos operacionais não divulgáveis devem ser combinadas e apresentadas numa categoria “outros segmentos”. também. Dois ou mais segmentos operacionais podem se combinar em um único segmento operacional desde que essa combinação mantenha a consistência com o princípio fundamental desta IFRS. dos seguintes montantes: (i) lucro apurado combinado de todos os segmentos operacionais que não apresentaram prejuízos. os segmentos tenham características econômicas semelhantes e sejam semelhantes. (b) natureza dos processos de produção. Os segmentos operacionais que não atinjam quaisquer dos parâmetros mínimos quantitativos podem ser considerados divulgáveis e podem ser apresentados separadamente se a administração entender que essa informação sobre o segmento possa ser útil para os usuários das demonstrações contábeis. é igual ou superior a 10% da receita combinada. de todos os segmentos operacionais. Por exemplo. segmentos operacionais adicionais devem ser identificados como segmentos divulgáveis (mesmo que eles não satisfaçam aos critérios enunciados acima) até que pelo menos 75% das receitas da entidade estejam incluídas nos segmentos divulgáveis. (c) seus ativos são iguais ou superiores a 10% dos ativos combinados de todos os segmentos operacionais. interna e externa. (b) o montante em termos absolutos do lucro ou prejuízo apurado é igual ou superior a 10% do maior. natureza do ambiente de regulamentação. ______________________________________________________________________________ Profª. Critérios de combinação Os segmentos operacionais freqüentemente exibem desempenho financeiro a longo prazo se apresentam características econômicas semelhantes.

somente se os segmentos operacionais tiverem características econômicas semelhantes e compartilhem a maior parte dos critérios de agregação enunciados acima. Se forem alocadas quantias aos lucros ou prejuízos.Apresentação das Demonstrações Contábeis. ela pode reconciliar o total das mensurações dos lucros ou prejuízos dos segmentos com os lucros ou prejuízos da empresa depois desses itens (lucro líquido). itens materiais de receita e despesa divulgados de acordo com o item 97 do Pronunciamento Técnico CPC 26 . Todavia. Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 69 . As empresas devem apresentar para cada segmento reportável uma explicação das bases adotadas para as mensurações dos lucros ou prejuízos e segregação dos ativos e passivos de cada segmento. A entidade deve divulgar também as seguintes informações sobre cada segmento se os montantes especificados estiverem incluídos no valor do lucro ou prejuízo do segmento revisado pelo principal gestor das operações. e que são utilizadas para o acompanhamento e mensuração das atividades. e) o total das quantias dos segmentos reportáveis relativos a quaisquer outros itens materiais das informações divulgadas com as correspondente quantias da empresa. depreciações e amortizações. Informações sobre lucro ou prejuízo. que são fornecidas aos tomadores de decisão da empresa. As informações relativas a cada item dos segmentos relatados pela empresa devem. essas quantias devem ser atribuídas em uma base razoável. e tomada de decisões para efeitos de alocação de recursos a cada um dos segmentos. se a empresa atribuir a segmentos reportáveis itens como despesas com impostos. Os ajustes e eliminações efetuados no âmbito da elaboração das demonstrações financeiras e da alocação de receitas. ativo e passivo A entidade deve divulgar o valor do lucro ou prejuízo e do ativo total de cada segmento divulgável. devem ser relatados apenas os ativos e passivos incluídos nas correspondentes mensurações utilizadas pelos tomadores de decisões operacionais. receitas de transações com outros segmentos operacionais da mesma entidade. A entidade deve divulgar o valor do passivo para cada segmento divulgável se esse valor for apresentado regularmente ao principal gestor das operações. c) o total dos ativos dos segmentos reportáveis com os ativos da empresa. De igual modo. d) o total dos passivos dos segmentos reportáveis com os passivos da empresa. relativamente a cada segmento. despesas e ganhos ou perdas de uma empresa só devem ser incluídos na determinação dos lucros ou prejuízos do segmento reportado se estiverem incluídos na respectiva mensuração utilizada pelos tomadores de decisões pelas operações da empresa. corresponder às mesmas informações em termos de conteúdo e forma. se os passivos dos segmentos forem relatados de acordo com o parágrafo 23 da Norma IFRS 8. As empresas devem proporcionar reconciliações dos seguintes elementos: a) o total das receitas dos segmentos reportáveis com as receitas totais da empresa. necessariamente. para produzir um segmento divulgável. ativos ou passivos de cada segmento relatado. ainda que não incluído no valor do lucro ou prejuízo do segmento: (a) (b) (c) (d) (e) (f) receitas provenientes de clientes externos. receitas financeiras. b) o total das mensurações dos lucros ou prejuízos dos segmentos reportáveis com os lucros ou prejuízos dos segmentos reportáveis com os lucros ou prejuízos da empresa antes da tributação (Imposto de Renda e contribuição social) e unidades operacionais descontinuadas.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) A entidade pode combinar informações sobre segmentos operacionais que não atinjam os parâmetros mínimos com informações sobre outros segmentos operacionais que também não atinjam os parâmetros. Profª. ou for regularmente apresentado a este. despesas financeiras. custos.

devendo tal fato ser divulgado. Se as receitas provenientes de clientes externos atribuídas a determinado país estrangeiro forem materiais. e (i) itens não-caixa considerados materiais. salvo se as informações necessárias não se encontrarem disponíveis e o custo da sua elaboração for excessivo: (a) receitas provenientes de clientes externos: (i) atribuídos ao país-sede da entidade. territorial. A entidade deve divulgar a base de atribuição das receitas provenientes de clientes externos aos diferentes países. benefícios de pós-emprego e direitos provenientes de contratos de seguro: (i) localizados no país sede da entidade. deve ser considerado um único cliente. que a entidade divulgadora sabe que está sob controle comum. ______________________________________________________________________________ Profª. salvo se as informações necessárias não se encontrarem disponíveis e o custo da sua elaboração for excessivo. Informação sobre produto e serviço A entidade deve divulgar as receitas provenientes dos clientes externos em relação a cada produto e serviço ou a cada grupo de produtos e serviços semelhantes. (b) ativo não circulante. Para fins deste Pronunciamento. e (ii) atribuídos a todos os países estrangeiros de onde a entidade obtém receitas. esta deve divulgar tal fato. e (ii) localizados em todos os países estrangeiros em que a entidade mantém ativos. um conjunto de entidades. devem ser divulgados separadamente. bem como o montante total das receitas provenientes de cada um desses clientes e a identidade do segmento ou dos segmentos em que as receitas são divulgadas. local ou estrangeiro) e as entidades que a entidade divulgadora sabe que estão sob controle comum desse governo. A entidade não está obrigada a divulgar a identidade de grande cliente nem o montante divulgado de receitas provenientes desse cliente em cada segmento.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) (g) participação da entidade nos lucros ou prejuízos de coligadas e de empreendimentos sob controle conjunto (joint ventures) contabilizados de acordo com o método da equivalência patrimonial. provincial. Os montantes das receitas divulgadas devem basear-se nas informações utilizadas para elaborar as demonstrações contábeis da entidade. exceto instrumentos financeiros e imposto de renda e contribuição social diferidos ativos. Mônica Encinas 70 . (h) despesa ou receita com imposto de renda e contribuição social. deve ser considerado um único cliente. Se os ativos em determinado país estrangeiro forem materiais. devem ser divulgadas separadamente. Informação sobre os principais clientes A entidade deve fornecer informações sobre seu grau de dependência de seus principais clientes. exceto depreciações e amortizações. estadual. Informação sobre área geográfica A entidade deve evidenciar as seguintes informações geográficas. assim como o governo (nacional. Se as receitas provenientes das transações com um único cliente externo representarem 10% ou mais das receitas totais da entidade.

se desejado Alguns segmentos operacionais remanescentes cumprem a maioria dos critérios de agregação? Não Os segmentos informáveis identificados contabilizam 75 % da receita da entidade? Sim Não Informar segmento adicional se a receita externa de todos os segmentos for menor que 75% da receita da entidade Esses são os segmentos informáveis a serem divulgados Agregar segmentos remanescentes na categoria ”todos os outros segmentos” ______________________________________________________________________________ Profª.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) Diagrama para identificação de segmentos reportáveis Identificar segmentos operacionais com base no sistema de informações gerenciais Alguns segmentos operacionais cumprem todos os critérios de agregação? Sim segmento. Mônica Encinas 71 . se desejado Agregar Não Sim Alguns segmentos operacionais atingem os parâmetros quantitativos? Não Sim Agregar segmentos.

) Pode-se identificar um segmento operacional como aquele do qual se obtém receitas e pelas quais se incorre em custos. interna e externa. se for o caso. b. ( c. ( ) A IFRS 8. ( d. ) Uma entidade emitirá relatório divulgando separadamente as informações sobre cada segmento operacional que: Sua receita divulgada em relatório para clientes externos representa 5 por cento ou mais da receita combinada. d) a natureza dos recursos humanos empregados no fornecimento de seus serviços. responda: a) A quem se aplica este pronunciamento? b) O que se entende por Segmento Operacional? c) Quais os critérios para divulgação em separado dos segmentos operacionais? d) Quais os critérios quantitativos exigidos para dois ou mais segmentos operacionais se combinarem em um só? 7. a fim de evidenciar os segmentos onde ele opera.1 .1. Mônica Encinas 72 .(CVM-2008/NCE-UFRJ) Segundo a IFRS 8 dois ou mais segmentos podem ser agregados num único segmento operacional. ) O IFRS 8 .3) .Julgue as alternativas abaixo: a. A norma estabelece que a entidade divulgue informações para permitir que os usuários de suas demonstrações financeiras avaliem a natureza e os efeitos financeiros de suas atividades operacionais e dos ambientes econômicos em que ela opera. como ocorre para seguros e utilidade pública.1. Sobre o assunto. c) a natureza do ambiente regulatório. se possuírem características econômicas similares e tiverem similaridades em relação a vários aspectos operacionais.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 7. utiliza como premissa a abordagem da Administração. cuja receita seja superior a 10% da Receita Combinada do Grupo. de todos os segmentos operacionais.Relatório por Segmento.1 . b) a natureza de seus processos de produção utilizados no ambiente de manufatura. ( ______________________________________________________________________________ Profª.1.2) . O aspecto que é desconsiderado para fins da decisão de agregação de segmentos é: a) a natureza dos métodos utilizados para distribuição de seus produtos e fornecimento de seus serviços.EXERCÍCIOS 7. 7. que trata de Relatório por segmento. e cujos resultados operacionais são incluídos no resultado do conglomerado. somente deve ser aplicada às demonstrações financeiras consolidadas de um conglomerado. e) a natureza e composição dos produtos elaborados e serviços fornecidos.A IFRS 8 determina critérios para divulgação de Relatório por Segmento.

000 % 18% 8% 11% 14% 5% 5% 20% 19% 100% Receita 560.A Cia Tudojunto SA identificou os seguintes segmentos no grupo.000 175.000 120.000 160. Mônica Encinas 73 .A Cia Diversificada SA identificou os seguintes segmentos no grupo. 2.000 (35.000 125.000 % 31% 9% 26% 10% 4% 7% 13% 100% Receita 350.000 3.000 230.000 120.000 620.000 58.5) .000 275.000 12. pede-se: 1.000 480. Os segmentos reportáveis atendem ao patamar mínimo de 75% do total de segmentos reportáveis? ______________________________________________________________________________ Profª.1.000 560.000) 24.000 170.000 1.000 1.000 320.000 80.000 165.000 346.000 85.000 115.1.000 12.000 450.000 315.000 175.300.000) 97.000 35.000 87. 2.000 % 19% 3% 8% 23% 8% 6% 29% 20% 117% Reportável? 1.500 10.200.4) .600.000 % 18% 8% 14% 15% 5% 4% 19% 18% 100% Lucro Prejuízo 78.000 85.000 20. Os segmentos reportáveis atendem ao patamar mínimo de 75% do total de segmentos reportáveis? 7.000 300.000 2. Determine qual dos segmentos você classificaria como reportáveis.500 200.000 (35.000 65. Determine qual dos segmentos você classificaria como reportáveis. Segmento Roupa Sapato Bebidas Móveis Eletrodomésticos Bolsa Concessão Rodoviária Outros Segmentos Total Pede-se: Ativos 280.000 7.000 180.000 250.000 125.000 % 18% 9% 28% 16% 8% 9% 14% 100% Lucro/Prej 50.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 7.000 % 25% 6% 33% 18% 4% 5% 10% 100% Reportável? Considerando que a Receita da Agropecuária é toda proveniente do segmento de Supermercado do Grupo.000. Segmento Agropecuária Construção Civil Supermercado Telefonia Moda Infantil Turismo Shopping Total Ativos 400.000 550.000 340.

218 15.652 117.715 Pede-se: 1.A multinacional Campo Grande estruturou suas atividades em cinco segmentos operacionais.140 Ativos Identificáveis por segmentos 53.549 4.735 Receita 41. Mônica Encinas 74 .018 1.785 (834) (815) 446 15.796) 720 13.1.320 148.991 69.101 23.5) . Determine qual dos segmentos você classificaria como reportáveis.536 11. Os segmentos reportáveis atendem ao patamar mínimo de 75% do total de segmentos reportáveis? Segmento Brinquedos Vídeo Games Roupas Infantis Foods & Pets Creche % Receita % Resultado % Ativo Reportável? ______________________________________________________________________________ Profª.656 (1.720) 129.138) 87.298 19.536 19.137 (6. 2.717 5.239 969 376 61. Seguem os dados relativos a estes segmentos: Segmento Brinquedos Vídeo Games Roupas Infantis Foods & Pets Creche Total Combinado Corporativo Eliminações entre segmentos Total Consolidado (61.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 7.175 31.873 Receita entre segmentos 39.138 Resultado por Segmento 14.912 9.072 2. conforme modelo de gestão aprovado pelos acionistas.

em uma transação isenta de favorecimentos. A avaliação dos ativos e passivos a valores históricos sempre foi a forma mais tradicional utilizada em contabilidade para mensuração. levando ao surgimento de uma nova corrente que defende a substituição do modelo de mensuração com base em valores históricos pelo método de avaliação econômica dos ativos e das obrigações. Após o acordo firmado entre o FASB e o IASB. considerando o mercado principal da entidade.. restringindo-se ao seu objetivo de uniformizar o conceito e de requerer à necessidade que informações importantes para a avaliação dos usuários constem nas demonstrações financeiras. o Financial Accouting Standards Board (FASB) publicou o pronunciamento Fair Value Measurement (SFAS 157). pelo IASB. Em setembro de 2009 finalizou o prazo para comentários sobre o exposure draft emitido em maio de 2009. Melhor utilização do Ativo e Participante do Mercado. em vigor desde 15/11/2007. 8. baseado no SFAS 157 emitido pelo FASB. o IASB tem agendado para ano de 2010 a publicação de um IFRS tratando do valor justo. estabelecer critérios de mensuração e expansão das divulgações sobre valor justo nas demonstrações financeiras. (SFAS 157) IASB: Fair value (valor justo) é o montante pelo qual um ativo poderia ser trocado.1 . foi possível perceber que para alguns ativos e passivos o consenso do mercado resultou na introdução de outras bases. entre partes interessadas e informadas. Esse pronunciamento teve como objetivos prover diretrizes.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8) . Apesar de mais fácil de ser verificada. ao longo das décadas. No entanto. subsidiando informações atualizadas nas demonstrações financeiras e que permita aos usuários avaliarem a qualidade dos lucros. Em setembro de 2006. Profª. acordo de Norwalk.SFAS 157 Norma: SFAS 157. permitindo dessa forma que os usuários pudessem avaliar a confiabilidade das medições e o impacto causado nelas ao utilizarem premissas menos verificáveis. ou um passivo ser liquidado. como o valor justo. Mônica Encinas ______________________________________________________________________________ 75 . a informação a valores históricos para determinar itens patrimoniais não auxiliava na predição de fluxos de caixa futuros. criação de uma definição única de valor justo. Atualmente. Confiabilidade: verificabilidade e neutralidade Mercado mais Vantajoso. foi publicado um discussion paper.Definição: FASB: Fair value (valor justo) é o preço que seria recebido por um ativo ou pago para transferir um passivo em uma transação ordenada entre participantes do mercado numa data de mensuração. Vantagem Desvantagem Premissa Relevância: valor preditivo e oportunidade. respondendo aos anseios dos usuários das demonstrações financeiras por maiores informações sobre a extensão e os efeitos do uso do valor justo pelas empresas na avaliação de ativos e passivos.FAIR VALUE (VALOR JUSTO) . O SFAS 157 não contemplou diretrizes sobre técnicas de com mensurar o valor justo.

6. mas o estabelecimento de diretrizes gerais e de metas a serem alcançadas.3 . mas podem ajudar a definir o Mercado mais vantajoso. não é a enumeração minuciosa de quais ativos ou passivos são abarcados pela norma. de 17/12/2008 8. 8. precificação de opções etc. Nível 2 – Inputs observáveis que não sejam preços (cotações) de ativos ou passivos idênticos mas similares. Nível 3 – Utilização de inputs não observáveis. Ex. nos moldes de Pronunciamento baseado em princípios como este. É importante esclarecer que a dimensão contábil do “reconhecimento” envolve a decisão de “quando registrar” ao passo que a dimensão contábil da “mensuração” envolve a decisão de “por quanto registrar”.2 .Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8.Hierarquia: São definidos três níveis. O valor deve ser ajustado pela obsolescência ou deterioração física. Baseados em informações obtidas de fontes independentes da entidade.1 – Objetivos O objetivo deste Pronunciamento é estabelecer os requisitos básicos a serem observados quando da apuração do Ajuste a Valor Presente de elementos do ativo e do passivo quando da elaboração de demonstrações contábeis. Mônica Encinas 76 .: VP. Nesse ______________________________________________________________________________ Profª. Income Approach (abordagem de renda): Técnicas que convertem montantes futuros (caixa ou lucros) em um único valor presente (descontado). Exemplo: cotação de ações. Este Pronunciamento trata essencialmente de questões de mensuração. dependendo das informações disponíveis no mercado: Nível 1 – Inputs observáveis (cotações) para ativos ou passivos idênticos negociados em mercados ativos nos quais a entidade pode ter acesso. baseados em premissas próprias da entidade sobre o mercado 8. não alcançando com detalhes questões de reconhecimento. A questão mais relevante para a aplicação do conceito de valor presente.6 – Ajuste a Valor Presente Regulamentação: CPC 12 aprovado pela Deliberação CVM nº 564. Obs: Custos de transação não devem ser considerados na definição do fair value.Técnicas de Avaliação: Market Approach (abordagem de mercado): Utilização de preços observáveis e de outras informações relevantes geradas por transações no mercado envolvendo ativos ou passivos idênticos ou comparáveis. Cost Approach (abordagem de custo): Montante que seria requerido para um ativo com igual capacidade de geração de serviços (custo de reposição).

b) reconhecimento periódico de mudanças de valor. assim como são os períodos para os quais se tem a expectativa de desencaixe ou de entrega de produto/prestação de serviço. utilidade ou substância de ativos ou passivos similares emprega método de alocação de descontos. Devem ser utilizados.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) sentido. sensibilidade e experiência são requeridos na condução de cálculos probabilísticos. Fluxos de caixa ou séries de fluxos de caixa estimados são carregados de incerteza.6. e desde que sejam relevantes esse ajuste e os efeitos de sua evidenciação. ______________________________________________________________________________ Profª. os conceitos. no que for aplicável e não conflitante. especialmente sobre elaboração de fluxos de caixa estimados e definição de taxas de desconto contidas no Pronunciamento Técnico CPC 01 Redução ao Valor Recuperável de Ativos. As reversões dos ajustes a valor presente dos ativos e passivos monetários qualificáveis devem ser apropriadas como receitas ou despesas financeiras. 8. c) conjunto particular de fluxos de caixa estimados claramente associado a um ativo ou a um passivo. passivos e situações que apresentarem uma ou mais das características abaixo devem estar sujeitos aos procedimentos de mensuração tratados neste Pronunciamento: a) transação que dá origem a um ativo.6. Mônica Encinas 77 .2 – Diretrizes Os elementos integrantes do ativo e do passivo decorrentes de operações de longo prazo. Subsídios também podem ser obtidos no item 36 do Pronunciamento Técnico CPC 14 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento. quando a entidade opera em dois segmentos distintos: (i) venda de produtos e serviços e (ii) financiamento das vendas a prazo. inclusive no seu Anexo. 8.3 – Passivos não contratuais Passivos não contratuais são aqueles que apresentam maior complexidade para fins de mensuração contábil pelo uso de informações com base no valor presente. Esse é o caso. sendo os seus efeitos apropriados nas contas a que se vinculam. devem ser ajustados a valor presente com base em taxas de desconto que reflitam as melhores avaliações do mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo em suas datas originais. as análises e as especificações sobre ajuste a valor presente. quando então as reversões serão apropriadas como receita operacional. Logo. Mensuração e Evidenciação. a um passivo. ou de curto prazo quando houver efeito relevante. Pode ser que em determinadas situações a participação de equipe multidisciplinar de profissionais seja imperativo para execução da tarefa. a partir da origem de cada transação. muito senso crítico. por exemplo. ativos. como diretriz geral a ser observada. A quantificação do ajuste a valor presente deve ser realizada em base exponencial "pro rata die". a uma receita ou a uma despesa (conforme definidos no Pronunciamento Conceitual Básico Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis deste CPC) ou outra mutação do patrimônio líquido cuja contrapartida é um ativo ou um passivo com liquidação financeira (recebimento ou pagamento) em data diferente da data do reconhecimento desses elementos. a não ser que a entidade possa devidamente fundamentar que o financiamento feito a seus clientes faça parte de suas atividades operacionais.

sendo que a taxa de desconto necessariamente deve considerar o risco de crédito da entidade. A operação comercial que se caracterize como de financiamento. assistência financeira freqüente a comunidades nativas situadas em regiões nas quais sejam desenvolvidas atividades econômicas exploratórias. como é o caso deste Pronunciamento Técnico.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) O reconhecimento de provisões e passivos está disciplinado no ambiente contábil brasileiro. Garantias concedidas a clientes discricionariamente. de petróleo e termonuclear. são alguns exemplos. 8. São contempladas as obrigações legais e as não formalizadas (estas últimas também denominadas pela Teoria Contábil Normativa como “obrigações justas ou construtivas”). Quando da edição de norma que dê legitimidade à aplicação do conceito de ajuste a valor presente.6. ajustando-o a valor presente. qualificada pela literatura como “Asset Retirement Obligation” (ARO). A obrigação para retirada de serviço de ativos de longo prazo. sendo que o valor consignado na documentação fiscal que serve de suporte para a operação deve ser adequadamente decomposto para efeito contábil. a técnica deve ser aplicada a todos os passivos. Obrigações justas resultam de limitações éticas ou morais e não de restrições legais.4 . implica ajuste no custo de aquisição de ativos. essas diferenças temporárias devem receber o tratamento requerido pelas regras contábeis vigentes para reconhecimento e mensuração de imposto de renda e contribuição social diferidos. deve ser observado o que prescreve a Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis do CPC. por exemplo. Juros embutidos devem ser expurgados do custo de aquisição das mercadorias e devem ser apropriados pela fluência do prazo. em seu item 35. que nada mais são do que espécies do gênero “passivo não contratual”. O desconto a valor presente é requerido quer se trate de passivos contratuais.6. dentro da filosofia do valor justo.5 . É importante relembrar que o ajuste de passivos. e. 8. antes dos impostos. ______________________________________________________________________________ Profª. sim. posto que juros imputados nos preços devem ser expurgados na mensuração inicial desses ativos. No tocante às diferenças temporárias observadas entre a base contábil e fiscal de ativos e passivos ajustados a valor presente. deve ser reconhecida como tal.Efeitos fiscais Para fins de desconto a valor presente de ativos e passivos. de operações de aquisição e de venda a prazo de estoques e ativo imobilizado. inclusive às provisões. quer se trate de passivos não contratuais. é um exemplo de passivo não contratual já observado em companhias que atuam no segmento de extração de minérios metálicos. quer seja nos casos de nova medição. É o caso. a taxa a ser aplicada não deve ser líquida de efeitos fiscais. por vezes. quer seja em situações de reconhecimento inicial. entre outros. nos termos do item 7 deste Pronunciamento. Já as obrigações construtivas decorrem de práticas e costumes. ao tratar da questão da primazia da essência sobre a forma.Classificação Na classificação dos itens que surgem em decorrência do ajuste a valor presente de ativos e passivos. Mônica Encinas 78 .

sem juros.TCE-RO / Auditor) As contrapartidas de aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos do ativo. d) Reservas de Reavaliação. efetuada num momento em que a taxa de juros.5%a. ______________________________________________________________________________ Profª. b) Resultado a Apropriar. d) breve descrição do método de alocação dos descontos e do procedimento adotado para acomodar mudanças de premissas da administração. seja.7. devem ser prestadas informações mínimas que permitam que os usuários das demonstrações contábeis obtenham entendimento inequívoco das mensurações a valor presente levadas a efeito para ativos e passivos. natureza de seus fluxos de caixa (contratuais ou não) e. e) Ajustes de Avaliação Patrimonial. montantes dos fluxos de caixa estimados ou séries de montantes dos fluxos de caixa estimados.6. expectativas em termos de montante e temporalidade dos fluxos (probabilidades associadas).000 mil cada uma.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8. compreendendo o seguinte rol não exaustivo: a) descrição pormenorizada do item objeto da mensuração a valor presente.). 8. de 18% ao ano (essas taxas podem ser diferentes para eles). 8.000 mil em dinheiro e 3 (três) notas promissórias anuais de $ 2. c) Reservas de Capital.7.1) . c) modelos utilizados para cálculo de riscos e inputs dos modelos. Quais devem ser os lançamentos contábeis no reconhecimento inicial e no primeiro mês após a venda? 8.7) Exercícios – Valor Justo e Ajuste a Valor Presente 8.Supondo-se uma venda de imóvel por $ 10. etc. o seu valor de entrada cotado a mercado. para ambos. para o tipo de vendedor e comprador.7.m.000 mil. f) outras informações consideradas relevantes. e) propósito da mensuração a valor presente. horizonte temporal estimado ou esperado.000 (valor da nota) para ser recebida em 20 meses.2) . taxas de juros decompostas por prêmios incorporados e por fatores de risco (risk-free.Divulgação Em se tratando de evidenciação em nota explicativa.3) – (FCC / 2010 . risco de crédito. A taxa de desconto apropriada é de 2. pago com entrada de $ 4. se para reconhecimento inicial ou nova medição e motivação da administração para levar a efeito tal procedimento. se aplicável. Mônica Encinas 79 .6 . quando previstas pela Lei nº 6. enquanto não computadas no resultado serão registradas na conta a) Resultado de Exercícios Futuros. em decorrência de sua avaliação a valor justos.404/76 e suas alterações. b) premissas utilizadas pela administração. efetue o lançamento contábil no Vendedor e no Comprador.Alpha é uma fornecedora para o setor automotivo e vendeu peças para uma grande companhia alemã de automóveis no montante de R$ 150.

ressalvado os investimentos em coligadas.Técnico de Contabilidade) Admita a seguinte descrição: • A Comercial Natural S/A adquiriu. b) aplicações em instrumentos financeiros. e) valores em caixa ou equivalentes de caixa.000.000. • Em fevereiro/2009.Outras Despesas – 15.000.00 d) D.000.000.Outras Despesas – 15.000. 8. • A Natural não tem nenhuma influência significativa na Comercial Vistosa. em janeiro de 2008.7. reconhecendo os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda. 2% das ações ordinárias da Comercial Vistosa S/A.000.000. classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo. Mônica Encinas 80 .00.Provisão para Perdas Prováveis – 20.00 c) D.00 / / / / C – Investimentos/ Comercial Vistosa – 15.00 e) D.SEJUS-RO/ Contador) Conforme descrito na Resolução CFC nº 1.000. entre partes conhecedoras. d) investimentos em participação no capital social de outras sociedades. ou um passivo liquidado. dispostas a isso.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8. descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade.Petrobrás . os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada. controladas e as que façam parte de um mesmo grupo.4) – ( FUNCAB/ 2010 .000.Outras Despesas – 20. produtos em fabricação e bens em almoxarifado. o valor de mercado das ações da Comercial Vistosa possuídas pela Natural foi estimado em R$ 80.000.Contador) De acordo com a Lei n° 6.7. no balanço. c) o valor presente. d) o valor presente.404 atualizada.00 / C – Investimentos/ Comercial Vistosa – 20. descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade. b) o valor ajustado da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais.6) – (CESGRANRIO / 2011 .000. • A perda de valor das ações foi considerada definitiva para todos os efeitos.00 C – Provisão para Perdas Prováveis – 20. entende-se por valor justo: a) o valor pelo qual um ativo pode ser trocado. destinados à negociação ou disponíveis para venda. em direitos e títulos de créditos. com intenção de permanência.00 C – Investimentos/ Comercial Vistosa – 20. a Natural recebeu da Comercial Vistosa dividendos no valor de R$ 5. por R$ 100. sem data nem histórico) com o seguinte lançamento: a) D. assim como matérias-primas. a perda do valor do investimento será registrada pela Natural (em reais.5) – (FUNCAB / 2010 .00 ______________________________________________________________________________ Profª. classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo e não destinadas à negociação.00 C – Provisão para Perdas Prováveis – 15.000.SEJUS-RO . • Em outubro de 2009.7.282/10. as determinações normativas e legais e a não incidência de qualquer tipo de imposto nessa situação. c) direitos que tenham por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia. os elementos do ativo serão avaliados pelo seu valor justo quando se tratar de: a) aplicações em instrumentos financeiros. amortização ou exaustão. em decorrência da perda de um contrato de fornecimento de material para a União.Outras Despesas – 20. 8. Considerando-se a descrição acima. e) direitos classificados no imobilizado.00. em direitos e títulos de créditos. em uma transação sem favorecimentos.00 b) D. deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação.00.

00000 0.4ª REGIÃO (RS) . b) é opcional o reconhecimento do ajuste a valor presente.500. independente da relevância do ajuste.A possui em seus passivos fornecedores que financiaram Bens de Capital à empresa em quatro anos. o valor da receita da Companhia Supimpa. ativos e passivos.68301 Considerando-se o disposto no CPC 12 – Ajuste a Valor Presente –. apurado no mesmo dia da venda desse equipamento. b) As contas de ativos e passivos circulantes. d) Os passivos contratuais e não contratuais devem sempre ser trazidos a valor presente.Petrobrás / Contador Júnior) A Companhia Máquinas Pesadas Supimpa S/A vendeu um equipamento pesado nas seguintes condições: Valor da venda: R$ 22. c) somente as operações com prazo de 360 dias devem ser ajustadas a valor presente. Mônica Encinas 81 . d) todas as operações devem obrigatoriamente ser ajustadas por conterem juros embutidos.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) 8. e) A taxa a ser utilizada para trazer os montantes a valor presente deve sempre ser líquida dos efeitos fiscais. uma vez que os juros já foram reconhecidos e estão embutidos nas vendas efetuadas e nos financiamentos. uma vez que as operações são de longo prazo afetando os resultados durante um longo tempo. independentemente de serem de curto ou longo prazo.7. uma vez que geram maior volume de juros nas operações. em reais.8) – (FCC/ 2012 . sempre que indexadas. 8.TRT . 720 e 900 dias. é ______________________________________________________________________________ Profª. com juros pré-fixados de 30% a.7) – (FCC / 2011 .75131 0.TRE-CE) A Empresa Aviamento S.Analista Judiciário) Em relação ao ajuste a valor presente. desde que a taxa de desconto não considere o risco de crédito. que a) as transações de curto prazo podem ser ajustadas se o ajuste a valor presente for relevante e as de longo prazo devem ser ajustados obrigatoriamente. e) não há necessidade de efetuar o ajuste a valor presente.00 Entrada de 20% e o restante em 3 parcelas anuais iguais e sucessivas Juros da data da operação: 10% ao ano Tabela das taxas de desconto a 10% ao ano: Período 0 Período 1 Período 2 Período 3 Período 4 1. c) Os impostos diferidos.90909 0..7.a. dessa forma pode-se afirmar que de acordo com as leis e normas contábeis vigentes. devem ser trazidos a valor presente pela taxa selic. Há em sua carteira de clientes operações com todos os prazos. é correto afirmar: a) As reversões dos ajustes a valor presente decorrentes de financiamentos feitos a clientes que a empresa entende que faz parte de suas atividades operacionais devem ser apropriadas como receita operacional.9) – ( CESGRANRIO / 2011 . A empresa produz máquinas de costura e para viabilizar seus clientes tem como política de vendas. oferecer a seus clientes prazos de 360. devem ser trazidas a valor presente e ajustadas contra a conta que originou o lançamento inicial. mas sim a taxa embutida no papel.000.7. para não atribuir valor superior ao realizável efetivamente. 8.82645 0.

00 d) 20.00. Qual será o valor presente do fluxo de caixa esperado? Fluxo de Caixa Possível $ 500 $ 800 $900 Probabilidade 15% 60% 25% ______________________________________________________________________________ Profª.10) – Um ativo financeiro é negociado em duas bolsas com preços diferenciados.7. No mercado A. defina o fair value do ativo. O preço do ativo no mercado A é de $ 50 e os custos para negociá-lo neste mercado são de $ 10.Apostila de Contabilidade Internacional (2012/1º Semestre) a) 4. Com base nestas informações.12) – Uma empresa possui um ativo e está apta a negociá-lo nos mercados A ou B.090. 8. O ativo é negociado em mesmo volume e nível de atividades nos dois mercados. descritos abaixo.00. o preço do ativo no mercado B é de $ 55 e os custos para negociação neste mercado são de $ 20.11) – Supondo que uma empresa desejasse avaliar o fair value de sandálias havaianas.00 e) 22.00 c) 19. Que valor deveria ser considerado como fair value deste produto? 8. o preço que seria recebido seria de $ 26 e os custos de transação neste mercado são de $ 3.000. e na Europa por R$ 30.000.100.00 8.13) – Observe os montantes estimados de fluxo de caixa.00 b) 4. considere que: No Rio de Janeiro as sandálias são vendidas por R$ 10.7. A entidade negocia nos dois mercados. Considere ainda que a taxa livre de risco para um ano é de 5% e há um prêmio para o risco sistemático de 3%.525.7. para daqui a um ano.7.905. Qual é o fair value do ativo? 8.500.454. Mônica Encinas 82 .421. No mercado B.500. o preço que seria recebido seria de $ 25 e os custos de transação neste mercado são de $1.

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