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CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA EXTINÇÃO DE ESPÉCIES

A 5ª maior morte em massa em que foram eliminadas 50% das espécies ocorreu durante os períodos Ordoviciano (490 – 443 milhões de anos), Devoniano (417 – 354 milhões de ano), Permiano (299 – 250 milhões de ano), Triássico (251 – 200 m.a.) e no Cretácio (146 – 64 m.a.). Mais recentemente, as acções humanas, mais especificamente ao longo dos últimos 2 séculos têm contribuído para uma crise de extinção global ou a “6ª maior onda de extinção”, comparável com as 5 anteriores grandes extinções. O aumento da população nos últimos 50 mil anos, aproximadamente, deixou mensuráveis/significativas pegadas/marcas negativas na biodiversidade.

INTRODUÇÃO

Na América, animais carismáticos de grande porte (Megafauna), como o tigre dentes de sabre (Smilodon spp.), os mamutes (Mammuthus spp.) e as preguiças gigantes (Megalonyx jeffersonii), desapareceram após a chegada do Homem entre 11,000 – 13,000 anos atrás. Perdas semelhantes ocorreram na Austrália à cerca de 45 mil anos atrás, e em muitas ilhas oceânicas, após algumas centenas de anos da chegada do Homem. Alguns exemplos clássicos da perda de espécies endémicas, incluem o Dodo (Raphus cucullatus) das Maurícias, as Moas (Dinornis maximus) da Nova Zelândia e os elefantes (Aepyornis maximus) de Madagáscar. O colapso da Megafauna no final do Pleistoceno, pode ser largamente atribuído a uma variedade de impactos negativos, tais como exploração excessiva, invasões biológicas e transformação de habitat. A taxa e a extinção mediada dos direitos humanos, tem sido debatida, mas não há consenso geral de que as taxas de extinção subiram nos últimos 100 anos, em grande parte como resultado da destruição acelerada de habitat, após o colonialismo europeu e a subsequente expansão global da população humana durante o século XX. Os humanos estão directa ou indirectamente envolvidos, de 100 para 10mil vezes, no aumento natural ou na prática de extinção, que normalmente ocorre como consequência da gradual mudança ambiental, novas estabilidades competitivas (devido à invasão ou evolução) e ocasionais mudanças de calamidades como fogo, tempestades ou doenças. As actuais e futuras taxas de extinção, são estimadas utilizando uma variedade de medidas, tais como modelos de espécie – área e mudanças nas categorias do IUCN (União

Desenrolaram-se rapidamente (pelo menos no contexto tempo evolutivo e geológico). O facto de muitas espécies estarem a desaparecer anualmente é também debatido.internacional para a conservação da natureza) ao longo do tempo. doenças. Todas estas 4 semelhanças são relevantes para a crise da biodiversidade actual. É provável que esta 6ª grande extinção seja mais catastrófica em regiões tropicais devido à alta e larga diversidade de espécies ai existentes (mais de 2/3 de todas as espécies). grupos inteiros de espécies relacionadas foram perdidos. cerca de 31% dos anfíbios conhecidos. 2.000 espécies são extintas a cada ano. está relacionado com o uso da terra (perda da degradação de habitat e fragmentação). expandindo as populações humanas que ameaçam a maioria dessas espécies. introdução de espécies invasoras. a super exploração. Os principais condutores sistemáticos da perda de espécies modernas. Os sobreviventes muitas vezes não eram. Várias estimativas variam de alguns milhares a mais de 100. grupos dominantes evolutivos. Causaram uma perda catastrófica da biodiversidade global. que variam substancialmente entre as comunidades e os habitats. As 5 ultimas grandes extinções em massa compartilharam algumas semelhanças importantes: 1. doenças e destruição de habitats. são actualmente listadas pela IUCN como uma ameaça. quando os humanos chegaram pela primeira vez em terras virgens. . 4.com base na avaliação global de todas as espécies conhecidas. é certo que as acções humanas causam a estrutura e a função dos sistemas naturais por descobrir. 12% de aves e 20% dos mamíferos (de longe o mais bem estudado de todos os grupos de animais). mudanças climáticas (aquecimento global) ligado ao aumento da concentração de dióxido de carbono atmosférico e aumento da deposição de azoto. Apesar do erro de predição substancial. predadores. Mecanismos pré-históricos extintos. Taxonomicamente. causados pelo homem à 200 anos atrás. A grande incerteza vem principalmente da relação de várias espécies – áreas. 3. enquanto outros grupos permaneceram em grande parte afectados). anteriormente. são susceptíveis de ter sido semelhantes: a caça. a maioria sem nunca terem sido descritas cientificamente. o seu impacto não foi aleatório (ou seja.

sugerem que a desflorestação é. MEGAFAUNA – engloba as espécies com peso compreendido entre dezenas a centenas de kg – e estão entre os mais vulneráveis à super exploração. ou alterar condições biofísicas. actualmente. ou até mesmo uma rápida perda de grandes áreas de habitat único e critico por causa da desflorestação. provavelmente a diversidade das presas humanas. Então. com a vida selvagem actualmente extraída de florestas tropicais em aproximadamente 6 vezes da taxa sustentável. qualquer processo que faz com que uma população diminua. estradas e trilhos criados para permitir operações de corte para entrar nas florestas intactas. o tempo de geração de uma espécie (intervalo entre nascimento e idade reprodutiva) é uma função da massa corporal (alometria) maior. Quer isto dizer que. Estas forças podem agir independentemente ou em sinergia. pode causar a extinção da espécie. uma grande erupção vulcânica. A super exploração é também um factor importante de extinções entre os vertebrados. estão a diminuir muito rapidamente. 1/3 das aves e anfíbios ameaçados. Evidências. tais como a perda de habitat. a quantidade e. prevê-se que até 21% de espécies florestais do Sudeste Asiático terão desaparecido até 2100 devido à desflorestação do passado e actual. Por exemplo. e deverá continuar a ser a principal causa directa e indirecta de extinções relatadas. durante um longo período. facilitando o estabelecimento de uma espécie invasora ou agente patogénico. Previsão semelhante aplica-se também a outros biotas. de vida mais longa mas de mais lenta reprodução de . Por exemplo. Por exemplo. como por exemplo. mas também pode ser indirectamente responsável pela extinção. Como resultado. de modo a permitir que áreas anteriormente remotas passem a estar acessíveis aos caçadores. e pode ser difícil identificar uma única causa de um evento que leve à extinção uma espécie em particular. podem por sua vez causar o declínio e eventual extinção de espécies florestais. e tende a funcionar em sinergia com outros factores. um asteróide. pelo menos. tanto da pesca como de carne selvagem. a perda de habitat pode causar algumas extinções directamente através da remoção de todos os indivíduos. Estima-se que a exploração excessiva é uma ameaça importante para. melhorando o acesso aos caçadores. qualquer fenómeno que provoque taxas de mortalidade superior à substituição reprodutiva.FACTORES DE EXTINÇÃO Alguns eventos podem instantaneamente eliminar todos os indivíduos de uma espécie em particular. noutras regiões. pode predispor essa população à extinção. Geralmente.

o potencial de valorização da população destes animais. como cercas. em escalas de curto tempo. tais como raposas voadoras (Pteropus mariannus). a falta de voo dos pássaros ou a falta de espinhos nas plantas). no Pacifico sul. tamanhos pequenos de populações e traços particulares (por exemplo. caçadores de focas e comerciantes de peles. é baixa. Em particular. como resultado da super exploração. há provas de que 12 espécies de vertebrados de grande porte têm sido extintas no Vietname. e o parasita causador da doença (Plasmodium relictum) que a transporta. Isto porque a lenta criação de animais de grande porte como o macaco. De 170 espécies extintas. Foi descoberta em 1741 e tornou-se extinta em 1768 devido à caça excessiva por marinheiros. As mudanças do ecossistema e da comunidade biológica provocada por espécies invasoras. carnívoros (por exemplo o leão. Por exemplo. representam outra das principais causas de perda de biodiversidade.6 milhões de dólares americanos para a gestão deste problema. tal como a sua gama naturalmente limitada geograficamente. que geralmente são incapazes de compensar as taxas de captura. tendo também reduzindo as populações de outros vertebrados. Vários atributos ecológicos e histórico das espécies das ilhas. Como exemplo de apoiar esta generalidade. as taxas de extinção que ocorrem em ilhas têm sido muito elevadas através da introdução de novos predadores. inadvertidamente. principalmente devido à incapacidade de espécies nativas da ilha reconhecerem o novo predador como uma ameaça. causou estragos na biodiversidade da ilha de Guam. as cobras da árvore foram directamente responsáveis pela perda de 12 de 18 espécies de aves nativas. a sua pele para fazer barcos e a sua gordura subcutânea para o uso de lâmpadas de óleo. são particularmente vulneráveis à caça. chegou . Esta espécie foi caçada para comida. A vaca marinha de Steller (Hydrodamalis gigas). as cobras de árvore em Guam ainda não está sob controlo. e é o exemplo por excelência de desaparecimento rápido de uma espécie. portanto. devido à caça excessiva nos últimos 40 anos. as espécies invasoras contribuíram directamente para o desaparecimento de 91 (54%) espécies. Provavelmente. criam ilhas bióticas vulneráveis à predação por espécies invasoras. a pantera) e os elefantes africanos. a introdução da cobra castanha da árvore (Boiga irregularis) logo após a 2ª Guerra Mundial. Apesar de uma despesa anual de 44. para o qual faz com que tenham sido classificadas de forma confiável.populações de animais. no Havai em 1826. é um mamífero aquático herbívoro que habitou a costa asiática do Mar de Bering. O mosquito Culex quinquefasciatus foi introduzido. em grande parte devido à sua capacidade de atravessar as barreiras artificiais para cobras.

devido à agricultura e à desflorestação. a leste da África tropical. a densidade humana. muitas das restantes espécies. O aquecimento global devera aumentar a distribuição altitudinal do mosquito. e portanto. Além das ameaças a esta biótica única devido a um rápido aumento da pesca. respectivamente. Desde então. foi introduzido a partir dos lagos Albert e Turkana. No entanto. Talvez um dos exemplos mas conhecidos de uma catástrofe invasora. Infelizmente. sem duvida que o efeito mais devastador foi a introdução da perca do Nilo predatória ( Lates niloticus) na década de 1950. alguns tordos nativos (Myadestes spp. para compensar o esgotamento das pescarias comerciais no lago Vitória. Há também uma rica comunidade de peixes endémicos. que pode atingir um comprimento superior a 2m. as espécies de aves havaianas eram geralmente incapazes de lidar com os efeitos provocados pelo novo predador. a comunidade de ciclídeos do Lago Vitória é talvez uma das radiações mais rápida. Tendo evoluído na ausência da doença. a desflorestação e a agricultura durante o século passado. mais de 100 anos após o estabelecimento da doença. que levou a uma alteração na comunidade de plâncton. Uganda e Quénia.). O método mais viável para reduzir a transmissão da malária é reduzir ou eliminar populações de mosquitos vectores. Embora a população de perca do Nilo tenha permanecido relativamente baixa durante várias décadas após a sua introdução.logo depois. o Lago Vitória. extensa e recente dos vertebrados conhecidos. provocou a extinção devastadora directa ou indirecta de 200 – 400 espécies de ciclídeos endémicos do lago. Este predador voraz. bem como a extinção de várias espécies de peixes que não ciclídeos. Embora muitas outras ameaças provavelmente tenham contribuído para as extinções observadas. uma eventual explosão populacional na década de 1980. a malária aviaria (em conjunto com outras ameaças) tem sido responsável pelo declínio e extinção de cerda de 60 espécies de aves florestais endémicas nas ilhas havaianas. que habitam o lago. estão agora a mostrar resistência à doença. os habitats ficarão livres de mosquitos. principalmente aves florestais da família Drepanididae ainda são vulneráveis e estão restritas a altitudes onde as temperaturas estão abaixo dos limites de tolerância térmica do vector do mosquito. que não ciclídeos. e a susceptibilidade das aves à doença termina. ocorreu num dos maiores lagos de água doce. há alguns outros . por meio de tratamentos químicos e da eliminação de habitats larval. a exploração. Encarecida pela sua incrível colecção de mais de 600 Haplochromis endémicos. inclusive sobre exploração directa e eutrofização.

Uma ameaça relacionada para ilhas e biotas costeiros. quer em direcção aos pólos. o patogene fungo quitidrio (Batrachochytrium dendrobatidis). Um vislumbre de uma possível crise futura. envolvendo um único grupo de espécies relacionadas. e a degradação do habitat. como a fenologia (calendário sazonal dos eventos dos ciclos de vida) da migração. actuando em conjunto com outros factores de perda de espécies. 2. as implicações antropogénicas do aquecimento global para a biodiversidade contemporânea são particularmente pessimistas devido à taxa de mudança e à agreste modificação de paisagem pelo homem. baseados e previsões que sustentam a visão de que a rápida mudança climática. e as especulações abundam. O sapo dourado. O aquecimento do clima pode afectar as espécies de 5 formas: 1. reprodução e floração. locais ou regionais. vem das florestas das montanhas de Monteverde (Costa Rica). Mudanças comportamentais. como o tamanho do corpo. Uma série de mudanças. Alterações das densidades das espécies (incluindo a composição e estrutura da comunidade alterada).exemplos contemporâneos de uma rápida e massiva extinção. 4. Tem sido sugerido que o aquecimento do clima resultou num recuo das nuvens e uma secagem dos habitats das montanhas. mas já existem muitos exemplos de modelos. Boas provas empíricas para alguns destes efeitos são raras. Redução da diversidade genética que leva à depressão por endogamia. Apesar das grandes oscilações no clima que têm ocorrido ao longo da história da Terra. como acontece na maioria dos acidentes relacionados a um rápido e progressivo aquecimento global local. que cresce na pele dos anfíbios aumentando a taxa de mortalidade dos . quer em elevação. Mudanças na morfologia. é a perda prevista de habitat via inundação pela elevação dos mares. onde 40% (20 de 50) de anfíbios e espécies de sapos desapareceram em simultâneo com falhas populacionais em 1987. As mudanças climáticas mediadas pelo homem. 3. representam um enorme desastre potencial em termos de perdas de biodiversidade futura. Na verdade. 5. localmente endémico (Bufo periglenes) foi uma das vítimas de alto nível nesta área. tornando os anfíbios mais susceptíveis a surtos de fungos e parasitas. será uma das questões mais urgentes para conservação da biodiversidade global que se enfrenta ao longo dos próximos séculos.

parecem fazer algumas espécies mais susceptíveis do que outras para os factores de extinção descritos acima. pode agir para levar as populações à extinção por (por exemplo) interromper padrões de comportamento que dependam de números (por exemplo. morfológicas e fisiológicas. Independentemente do motivo para o declínio de uma população. A eventual perda de espécies que é referida como a “divida extinção”. um fenómeno de compensação. e reduções de outras populações de anfíbios noutros lugares. podem tornar populações inviáveis e.) na América Central e do Sul. locais de reprodução e dispersores. a divida remanescente e a extinção de áreas de floresta secundária. da super exploração ou em resposta a muitos outros factores stressantes). de tamanho grande ou tamanho pequeno. Este fenómeno evoca o conceito de “ espécies mortas-vivas”. as espécies de grande porte com uma distribuição restrita que demonstram especialização num habitat. tem sido implicado na perda de sapos alecrim (Atelopus spp.mesmos. o . Por exemplo. eventos (muitas vezes aleatórios e prejudiciais) invulgares assumem proeminência em abundância baixa. VULNERABILIDADE DA EXTINÇÃO Certas características da história da vida. como a depressão endogâmica. muitas espécies podem levar décadas a morrer após a degradação de habitats. Em geral. Além disso. comportamentais. é que as condições “quente” e “seco” podem stressar anfíbios e torná-los mais vulneráveis à infecção fúngica. eventualmente ceder à extinção. embora a concorrência entre os indivíduos seja reduzida em baixas densidades e possa induzir uma população a recuperação. verá a extinção de inúmeras espécies remanescentes ao longo deste intervalo. Por exemplo. causada pela perda de habitat no passado. factores como a falta de recursos alimentares. um vórtice de extinção de feedback positivos pode condenar as espécies à extinção. mesmo se as taxas de desflorestação fosse reduzida ou interrompida. a defesa do rebanho contra predadores) ou por ameaças genéticas. Populações pequenas. dominadas por eventos casuais e efeitos de Allee. conhecido como o Efeito de Allee. que um declínio maior da população ocorreu (da perda de habitat. tendem a estar em maior risco de extinção da acção humana do que outras dentro das suas respectivas Taxa (por exemplo. Embora algumas espécies possam suportar o choque inicial de desflorestação. Assim. são muitas vezes considerados como tendo descido abaixo da sua população mínima viável. mesmo que as ameaças iniciais sejam aliviadas. A hipótese.

é reforçada devido a outras características correlacionadas. Vertebrados de maior porte. estão em risco de extinção. apesar de um menor número de papagaios ser caçado para o comércio de animais. são considerados mais propensos à extinção relativamente aos de pequeno porte. As grandes espécies também podem ser mais vulneráveis à perseguição humana tais como a caça. sugerindo que apenas quando os processos ameaçadores estão próximos. ser-se cauteloso na construção de regras generalizadas sobre o papel do tamanho do corpo no processo de extinção. De facto. com pequenas populações de tamanhos reduzidos também são vulneráveis à extinção por causa das grandes taxas de captura para o comércio. tornam-se particularmente vulneráveis a outros factores. ao contrário daqueles que têm uma área geográfica amplamente distribuída. é que o tamanho corporal está inversamente correlacionado com o tamanho da população.rinoceronte de java Rhinoceros sondaicus) especialmente para processos com rápida perda de habitat. Uma explicação comum para esta tendência. como a mudança climática. tornando-as vulneráveis à extinção devido à perda de subpopulação.). quando o processo se desenrola mais rápida ou intensamente. como a exigência de uma grande área. os passeriformes (aves de poleiro) com áreas geográficas relativamente pequenas nas Américas. uma maior ingestão de alimentos. A propensão à extinção de animais de grande porte às actividades humanas. No entanto. É importante. Pequenos intervalos podem tornar as espécies mais vulneráveis às perturbações estocásticas. O tamanho da classe de uma espécie também é um dos principais determinantes da sua propensão à extinção. os papagaios maiores são mais vulneráveis à super exploração de tentilhões menores. pois as espécies com classes de redução como resultado de actividades humanas adversas. enquanto espécies menores são geralmente mais vulneráveis à perda de habitat. no entanto. A perda de habitat também reduz o tamanho de manchas necessárias para espécies que requerem grandes áreas de uso. mesmo que a abundância local seja alta. Devido à sua especificidade de habitats e/ou baixas densidades populacionais. espécies raras podem ser mais propensas à extinção do que as espécies comuns. será o maior de duas espécies que estão . a alta especificidade do habitat e a baixa taxa reprodutiva. bem como a viabilidade mais baixa da população. Porque têm um ritmo produtivo mais lento. permitindo que animais de grande porte sejam menos abundantes e mais vulneráveis às perturbações ambientais crónicas. Estas tendências são preocupantes. reduzida capacidade de dispersão. os mamíferos ameaçados são de uma magnitude superior aos não ameaçados. como por exemplo. algumas espécies menores (por exemplo o olhos – brancos Zosterops spp.

ser resultados das suas fracas habilidades de dispersão. aumento da predação. Por exemplo. . os insectívoros podem ser pobres dispersores e têm perto do solo hábitos de nidificação. limitação de dispersão. acesso a plantas frutíferas em florestas fragmentadas. com a falta de. esta última característica torna-os mais vulneráveis aos predadores de ninhos. um grande investimento nas características sexuais secundárias. muitas vezes suportam o impacto progressivo de condições desfavoráveis como a perda de habitat e degradação. Quando um ambiente é alterado de forma abrupta ou sistematicamente a uma taxa acima do normal. Por outro lado. Várias hipóteses têm sido propostas para explicar o desaparecimento de aves insectívoras de áreas fragmentadas ou desflorestadas. podendo até ser mais favorecidas por terem menos concorrentes ou áreas de alcance expandidas após a desflorestação. espécies especialistas com estreitos nichos ecológicos. a evolução engendra a especiação dos Taxa que ocupam todos os nichos disponíveis para ambas as espécies generalistas e especialistas poderem coexistir. elevada erosão do solo e consequente perda de nutrientes. podem tornar espécies altamente dimórficas. efeitos de orla reforçada. Além do tamanho do corpo. não dependem das florestas espécies que preferem habitats abertos e são muitas vezes capazes de persistir em paisagens perturbadas. Segundo. o ritmo acelerado de habitat e a mudança climática.a ser comparados que demonstram um maior risco de extinção. A especialização de forregeamento é um mecanismo que pode comprometer a capacidade de uma espécie em persistir em habitats alterados. Primeiro. durante todo o ano. Como resultado. Possíveis mecanismos incluem reduções na reprodução e locais de alimentação. torna a especialização como a “maldição” em termos evolutivos. não pode estar relacionada com a escassez de alimentos. É importante estar ciente que em sistemas relativamente estáveis. menos adaptadas num ambiente em mudança ou mais atraente para um coleccionador ou para comércio de animais. outras características morfológicas afectam a propensão à extinção. invadindo fragmentos menores da floresta. mas sim. Muitos estudos têm mostrado que os pássaros frugívoros e insectívoros são mais propensos a extinções do que outras guildas alimentares. e de outros factores stressantes. Por exemplo. a desflorestação pode empobrecer a fauna de insectos e reduzir micro habitats selectivos (por exemplo folhas mortas). ou alem da capacidade de adaptação através da selecção natural. espécies altamente especializadas nas florestas estão muito vulneráveis à extinção e dependem da taxa de desflorestação e fragmentação das florestas. A ausência de algumas espécies de aves insectívoras em pequenos fragmentos.

as restrições fisiológicas. com depressão por endogomia. apoiando subpopulações. que se tornam mais abundantes como a espécies anteriormente em declínio. pela primeira vez em meio marinho. como os grandes predadores e polinizadores. é frequentemente aborrecida quando certas espécies de grandes predadores se tornam mais raros nas comunidades tropicais. faz o desaparecimento de um competidor resultar numa expansão de nicho e altas densidades de espécies subordinadas? Este fenómeno tem sido observado . o qual reduz ainda mais o tamanho de uma população. CONSEQUÊNCIAS DA EXTINÇÃO A extinção de determinadas espécies.A capacidade de se dispersar em aves e insectos depende das características morfológicas. eventualmente. Embora esta “hipótese de mesopredador livre” ter sido aplicada em grande parte para os mamíferos (por exemplo. ou colonizar novas áreas. a perda de grandes pássaros predadores como o gavião-real (Harpia harpyia). como mamíferos de médio e pequeno porte. Ironicamente. pode ter ainda mais consequências ecológicas devastadoras do que a extinção dos outros. pode ser difícil de manter a diversidade genética de espécies em paisagens fragmentadas. raposo e felinos). levando-a à extinção. resultou num aumento de raias que. Foi demonstrado que a libertação de mesopredadores semelhantes. Por exemplo. Como resultado. mesopredadores abundantes infligem uma taxa de predação acima da média sobre os ovos e filhotes das aves de pequeno porte. importantes comercialmente. tais como o opressão da asa. quando se deslocam no interior da paisagem matriz não florestal. a vulnerabilidade à predação de aves. separando fragmentos. as distribuições desiguais e as densidades populacionais relativamente baixas. a capacidade de fracas dispersões podem tornar certas espécies vulneráveis à extinção. demonstrações claras e quantitativas na história da vida. de outro modo inviáveis. suprimiu populações de vieiras. Segundo o corolário. apesar de grandes felinos como a onça (Phantera onca) não exercer predação em pequenas aves directamente. Devido à fraca capacidade de dispersão. dizem que estas características no processo de extinção são ainda raras. porque não conseguem prontamente completar a dispersão de habitats (habitats em que as populações não se podem substituir). Da mesma forma. Canis lúpus. tais como a intolerância à luz solar. pode ter efeitos no ecossistema similar. onde a exploração excessiva dos grandes tubarões pelágicos. exercem uma força limitante em predadores menores. No entanto.

extirpações. Processos ecológicos interrompidos por extinção ou declínio de espécies também podem levar à cascata catastrófica de coextinções. Funções essenciais do sistema são prestadas pelos invertebrados da floresta que são também altamente susceptíveis quando espécies são perdidas após a perda e degradação de habitat. os figos dependem de minúsculas espécies – especificas de vespas (1 – 2 mm) para a sua polinização. coextinguiu-se com o seu hospedeiro. são colocados em risco pela degradação do habitat. dada a maior capacidade funcional do primeiro grupo. Por exemplo. .entre Taxa não relacionados – a extinção de aves insectívoras de arbustos da floresta. Actuando como espécies – chave nas florestas tropicais do sudoeste asiático. das ilhas este de Indiana correlacionada com a biomassa subsequente de lagartos Anolis competidores. prestando menos atenção aos possíveis efeitos em cascata de espécies coextintas (por exemplo hospedeiros e os seus parasitas). Animais frugívoros e plantas frutíferas dependem de uma conexão que liga a interacção da reprodução das plantas com a dispersão de nutrição animal. o pombo – passageiro (Ectopistes migratorius). os escaravelhos são componentes essenciais do funcionamento do ecossistema. mas a maioria tem passado despercebido nesses sistemas pouco estudados. por procuração. Assim. Na Venezuela. tradicionalmente centrado os estudos do declínio independente. e redução do risco de doenças associadas à acumulação de esterco. ou extinções de espécies individuais. em ilhas florestais artificialmente criadas. Biólogos da conservação têm. de modo a que o desaparecimento de aves frugivoras possa ter consequências graves para a regeneração da floresta. o que prevê a perda particularmente critica do ecossistema. Muitas árvores produzem grandes frutos e ricos em lipidos. 23 anos depois. adaptados à dispersão de animais. No entanto. pois contribuem fortemente para o processo de reciclagem de nutrientes. os figos que polinizam. mesmo que os factores iniciais da perda e degradação de habitat sejam anulados. Da mesma forma. dispersão de sementes. os besouros do estrume mais pesados eram mais propensos à extinção do que espécies mais leves. é possível que muitas coextinções entre Taxa interdependentes tenham ocorrido. o piolho de penas extinto. os dois Taxa interdependentes. Columbicola extinctus foi descoberto em 1937 e. sugerindo que a perturbação florestal possa reduzir as densidades de vespas e. Algumas vespas do figo têm a capacidade de dispersão limitada.

como a exploração excessiva e poluição. localizada perto das fazendas de café pode aumentar o rendimento e. um declínio dos polinizadores que habitam a floresta impedirá a reprodução de plantas. Portanto. mas também nas áreas agrícolas vizinhas visitadas por estas espécies. os serviços de polinização realizados pelas abelhas valeram 60. trazer grandes benefícios económicos para os agricultores. Entre 2000 – 2003. Um estudo realizado na Costa Rica. é o principal factor de extinção.Quase todas as plantas em florestas tropicais são polinizadas por animais. e cerca de 1/3 da dieta humana nos países tropicais é derivada de plantas polinizadas por insectos. Uma mancha de floresta tão pequena quanto 20ha. e que depende de abelhas para a polinização cruzada. têm acelerado muito o ritmo da ocorrência de extinções. CONCLUSÕES Embora as extinções sejam uma parte normal da evolução. espécies raras e espécies especialistas de habitat.000 dólares americanos para uma fazenda de 1. mas pode agir sinergicamente com outros factores. como a polinização e dispersão de sementes. as alterações climáticas.100ha. não só nas florestas. colapso de ecossistemas e uma maior taxa de extinção global. . as modificações para o planeta nos últimos séculos. A perda continua de habitat. As extinções podem interromper processos ecológicos vitais. perto de sistemas agro-florestais de modo a facilitar a viajem pela floresta de que dependem os insectos polinizadores. assim. e. em campos dentro de 1km da orla florestal. são particularmente propensas à extinção como resultado da rápida modificação humana do planeta. Tais achados ilustram a necessidade de preservar as florestas nativas. e talvez ate milénios. no futuro. revelou que as abelhas da floresta contribuíram para o aumento da produção de café em 20%. Espécies de grande porte. levando a perdas em cascata. A planície de café (Coffea canephora) é uma cultura de importante valor comercial.

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