Você está na página 1de 1

Existe uma grande dificuldade em analisar a questão

dos cheques pós datados, pois, apesar de ser um


instrumento de crédito muito utilizado em nosso país, e de
estar aumentando cada vez mais o comercio e a circulação
de bens, em razão da facilidade com que pode ser utilizado,
não é disciplinado pela lei, e muito pouco tratado pelos
doutrinadores. Esta falta de doutrina reflete na limitações
deste estudo. Entretanto, do que foi analisado, pode-se se
tirar as seguintes conclusões:
O cheque pós-datado é o instrumento de crédito mais
utilizado pelos comerciantes, quando comparado à duplicata
ou à nota promissória, pois estes, devido a burocracia no
hora de comprar, espantam o consumidor. Enquanto que o
cheque pós datado é utilizado para atrair os compradores,
pois, possibilita ao consumidor a compra do produto mesmo
não possuindo momentaneamente o capital necessário para
o seu pagamento.
Todas as regras do cheque comum devem ser
respeitadas quando da emissão de um cheque pós-datado,
pois este não é regulamentado, e sendo, atualmente, apenas
uma prática que se fortaleceu pelo costume brasileiro,
qualquer omissão deve ser resolvida através das regras da
atual Lei do Cheque (Lei nº 7.357/85).
A necessidade de regulamentação do cheque pos
datado foi não é considerada, pois a sua apresentação
antecipada, não encontra óbice lagal, na verdade, isto
acontece porque a lei defende a idéia de que todo o cheque
deve ser pago no momento de sua apresentação.

Assim, por enquanto no Brasil, o cheque pós-datado


continua existindo de fato, na prática, mas não para o direito
positivo, em contrapartida, o crescimento de sua utilização e
o número de litígios que envolvem o seu uso, faz surgir a
necessidade de uma melhor regulamentação