Nossas Ruas, Nossa Gente

José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Nossas Ruas, Nossa
Gente: Logradouros
Públicos de Leopoldina
José Luiz Machado Rodrigues
e
Nilza Cantoni

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Agradecimentos
Ao longo da organização das informações que compõem este livro, contamos com
inúmeros colaboradores. Sejam os familiares que acompanharam nosso trabalho mais de
perto, sejam os amigos que nos enviaram dados e documentos, a lista de pessoas é tão
extensa que seriam necessárias muitas páginas para publicá-la. E mesmo que o
fizéssemos com todo o cuidado, sabemos do risco de nos esquecermos de alguém que
nos forneceu uma pista preciosa.
Este trabalho começou há muitos anos, sem que o houvéssemos percebido. Nosso
hábito de anotar tudo o que encontrávamos sobre nossa cidade, de ouvir infinitas histórias
contadas por antigos moradores, de buscar novas fontes para esclarecer fatos
incompreendidos, levou-nos a acumular a base principal do quê agora reunimos neste
livro. Mas para elaborar o quadro de homenageados que fizeram a história de Leopoldina,
a colaboração de Jorge Luiz Baia, nosso amigo Tula, foi fundamental. A ele agradecemos
pelo trabalho paciente de reunir as leis e decretos municipais que tratam dos logradouros
públicos da cidade.
Ao Luiz Raphael Domingues Rosa devemos a maior parte das imagens com as
quais trabalhamos. Nem todas vão aqui publicadas. Mas do acervo do Espaço dos Anjos,
dirigido pelo amigo Raphael, recebemos imagens de fundamental importância para
compreendermos variados aspectos da vida urbana. Pelo mesmo motivo agradecemos
também a Tatiane Pereira, neta do famoso fotógrafo Jarbas Pereira da Silva, que nos
encaminhou outras fotografias.
Em cada página de nosso livro há contribuição de um descendente ou amigo do
homenageado. Portanto, agradecemos a todos os leopoldinenses, de nascimento ou de
coração, que compreenderam o alcance do projeto. Inúmeras foram as pessoas que
atenderam imediatamente a solicitação de nossa amiga Carmen Tassari, encarregada de
recolher dados sobre personagens que nossa memória havia perdido.
Agradecemos também às instituições que nos receberam quando de nossas
pesquisas. À Biblioteca Municipal, ao Arquivo da Câmara Municipal, ao Arquivo do Fórum,
ao Arquivo Paroquial, ao Asilo Santo Antônio, ao Espaço Cultural da Cia Força e Luz e
aos Cartórios de Registro Civil da cidade e dos distritos, agradecemos pela cordialidade
com que sempre fomos atendidos.
A todos vocês, o nosso muito obrigado. Vocês fizeram parte deste projeto que tem
como objetivo manter viva a história de nossa Leopoldina.
A pedra do Cruzeiro, de onde se avista quase toda a cidade.

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

SUMÁRIO
Introdução.......................................................................................................................................................14
Plano Urbanístico...........................................................................................................................................18
Logradouros Atuais........................................................................................................................................21
ABELARDO NUNES DE MORAIS, rua...................................................................................................21
ABÍLIO JERÔNIMO, escadaria.................................................................................................................21
ACÁCIAS, rua...........................................................................................................................................21
ACÁCIO SERPA, rua.................................................................................................................................21
ADAUTO NETTO, rua..............................................................................................................................22
ADÁVIO PIRES DE ALMEIDA, rua........................................................................................................22
AFONSO TEIXEIRA DE MATOS, rua......................................................................................................22
AGNELLO CORRÊA DO BEM, rua.........................................................................................................22
AGOSTINHO MENEGHITE, beco...........................................................................................................22
AGOSTINHO SILVINO TEIXEIRA DE REZENDE, rua.........................................................................22
AGRIPINA EDUARDA C. SILVA, escadaria............................................................................................23
ALAN KARDECK, rua..............................................................................................................................23
ALBERTO NUNES DE MORAES, rua.....................................................................................................23
ALCEU JUNQUEIRA FERRAZ, rua.........................................................................................................23
ALEXANDRE SALIM RECHE, rua..........................................................................................................24
ALFREDO MARTINS, beco......................................................................................................................24
ALICE RODRIGUES VALENTIM, rua.....................................................................................................24
ALINE MONTEIRO GOMES, rua............................................................................................................24
ALÍPIO ASSUNÇÃO, praça......................................................................................................................24
ALOISIO SOARES FAJARDO, rua..........................................................................................................25
ALONSO NOGUEIRA, rua.......................................................................................................................25
ALTEMIRO AUGUSTO RODRIGUES, rua..............................................................................................25
ÁLVARO BASTOS FARIA FREIRE, rua..................................................................................................26
ÁLVARO BOTELHO JUNQUEIRA, DOUTOR, rua.................................................................................26
ÁLVARO DO AMARAL, rua.....................................................................................................................26
ALZIRO DE AZEVEDO CARVALHO, PROFESSOR, rua.......................................................................27
AMANDA FONSECA, rua........................................................................................................................27
AMÉRICO DUTRA MEDINA, rua............................................................................................................28
AMÉRICO O. ROCHA, beco.....................................................................................................................28
ANANIAS SERAFIM, beco.......................................................................................................................28
ANDERSON PEREIRA BELLA, rua........................................................................................................28
ÂNGELA LOPES DE ALMEIDA, rua.......................................................................................................29
ANGELES ECHEVERRIA, MADRE, praça.............................................................................................29
ÂNGELO COLI, rua..................................................................................................................................29
ÂNGELO, PROFESSOR, praça.................................................................................................................30
ANÍZIO MEDEIROS FONTES, rua..........................................................................................................30
ANTENOR RIBEIRO DOS REIS, rua.......................................................................................................30
ANTERO FERNANDES, escadaria...........................................................................................................31
ANTONIO, SANTO, bairro, rua e vila.......................................................................................................31
ANTONIO ALMEIDA RAMOS, rua.........................................................................................................32
ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA RAMOS, rua..................................................................................33
ANTONIO CUSTÓDIO, rua......................................................................................................................33
ANTONIO DE OLIVEIRA FILHO, rua.....................................................................................................34
ANTONIO DE OLIVEIRA GUIMARÃES, DOUTOR, rua.......................................................................34
ANTONIO DO COUTO FILHO, rua.........................................................................................................34
ANTÔNIO DO VALE NETO, rua..............................................................................................................34
ANTONIO FERNANDES VALENTIM, rua..............................................................................................35
ANTONIO FERREIRA DE ALMEIDA, praça..........................................................................................35
ANTONIO FRANCISCO VALVERDE, rua...............................................................................................35
ANTONIO FREDERICO OZANAN, rua..................................................................................................35
ANTONIO GARCIA DE CARVALHO, rua...............................................................................................36

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
ANTONIO LAMOGLIA, rua.....................................................................................................................36
ANTONIO LIMA DOS REIS, rua..............................................................................................................36
ANTONIO MACHADO DE MATOS, rua.................................................................................................36
ANTONIO MENEGHITE, beco.................................................................................................................37
ANTONIO MOURA DE OLIVEIRA GUIMARÃES, rua..........................................................................37
ANTONIO NETTO, vila............................................................................................................................37
ANTONIO NOVATO DE MORAIS, ladeira..............................................................................................37
ANTONIO SALOMÃO, rua......................................................................................................................37
APARECIDA, NOSSA SENHORA, rua....................................................................................................38
ARACY CÉSAR, rua.................................................................................................................................38
ARAÚJO, vila............................................................................................................................................38
ARGEMIRO AUGUSTO PINTO BITTENCOURT, rua............................................................................38
ARISTEU LACERDA MORAES, rua.......................................................................................................39
ARISTIDES, DOM, rua.............................................................................................................................39
ARISTIDES BADARÓ, praça...................................................................................................................40
ARISTIDES POLICIANO DA SILVA, rua................................................................................................40
ARLETTE BASTOS, praça........................................................................................................................40
ARTHUR LEÃO, bairro.............................................................................................................................40
ARTHUR MARANHA, rua.......................................................................................................................40
ARY VASCONCELOS CUNHA, rua.........................................................................................................41
ASTÓRICO BANDEIRA DE QUEIROZ, rua...........................................................................................41
ÁTILA LACERDA DE CRUZ MACHADO, praça...................................................................................41
AUGUSTO DE CASTRO, rua...................................................................................................................42
AUGUSTO DOS ANJOS, POETA, rua......................................................................................................42
AURÉLIA G. DE ASSIS, praça..................................................................................................................43
BANDEIRA, PRAÇA DA, bairro.............................................................................................................43
BANDEIRANTES, JARDIM, bairro..........................................................................................................43
BELA VISTA, bairro..................................................................................................................................43
BELA VISTA, JARDIM, bairro.................................................................................................................43
BELARMINO FERREIRA DA COSTA, travessa......................................................................................43
BELISÁRIO DE OLIVEIRA E SILVA, rua................................................................................................43
BENEDITO VALADARES, rua.................................................................................................................43
BERNARDINO JOSÉ FIDÉLIS, rua.........................................................................................................44
BOA SORTE, bairro...................................................................................................................................44
BOTELHO REIS, PROFESSOR, praça.....................................................................................................44
BOTELHO, SENADOR, praça..................................................................................................................45
BR-116, rodovia.........................................................................................................................................45
BRITOS, rua...............................................................................................................................................46
CAIÇARA, bairro.......................................................................................................................................46
CÂNDIDA MARIA DE JESUS, MADRE, avenida...................................................................................47
CÂNDIDA MARIA FAJARDO LAMOGLIA, rua.....................................................................................47
CÂNDIDO LADEIRA, rua........................................................................................................................47
CÂNDIDO VELOSO, rua..........................................................................................................................47
CARLINDO DE ALVARENGA MAYRINCK, rua....................................................................................47
CARLOS LUZ MENEGHITE, praça.........................................................................................................48
CARLOS LUZ, PRESIDENTE, rua...........................................................................................................48
CARLOS MAGNO GESUALDI BARBOSA, rua.....................................................................................49
CARLOS RUBENS CASTRO MEIRELES, rua........................................................................................49
CARLOS SCHETTINO, rua......................................................................................................................49
CARMITA MONTEIRO, rua.....................................................................................................................50
CARMO, NOSSA SENHORA DO, rua......................................................................................................50
CASTRO ALVES, rua................................................................................................................................50
CATEDRAL, bairro....................................................................................................................................50
CAXIAS, DUQUE, rua..............................................................................................................................51
CEMITÉRIO, bairro...................................................................................................................................51
CENTENÁRIO DA ABOLIÇÃO, rua........................................................................................................53

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
CHICO BASTOS, bairro............................................................................................................................53
CIPRIANO PEREIRA BAIA, rua..............................................................................................................53
CLEBER PEREIRA SALES, rua...............................................................................................................53
CLÓVIS JUNQUEIRA BASTOS, rua........................................................................................................53
CLÓVIS SALGADO GAMA, DOUTOR, avenida e praça........................................................................54
COHAB-NOVA, bairro..............................................................................................................................54
COLATINO BARBOSA DE CASTRO, rua...............................................................................................54
CONCEIÇÃO SOARES MONTEIRO DE CASTRO, PROFESSORA rua................................................55
CONTORNO, rua.......................................................................................................................................55
COSTA MONTES, rua...............................................................................................................................55
COTEGIPE, rua..........................................................................................................................................55
CRIANÇA, travessa...................................................................................................................................56
CRISTÓVÃO, SÃO, bairro........................................................................................................................57
CRUZ, SANTA, bairro...............................................................................................................................57
CUSTÓDIO JUNQUEIRA, DOUTOR, rua...............................................................................................57
CUSTÓDIO LACERDA, rua.....................................................................................................................58
CYRO GONÇALVES DE OLIVEIRA, alameda.......................................................................................58
DANIEL SMITH, rua.................................................................................................................................58
DÁRIO LOPES DE FARIA, rua................................................................................................................58
DÁRIO MATEUS DE OLIVEIRA, beco...................................................................................................58
DAVID PEREIRA, beco.............................................................................................................................59
DÉLCIO WERNECK MORAIS, rua..........................................................................................................59
DELFIM RIBEIRO GUEDES, DOM, alameda e rua.................................................................................59
DEODORO, MARECHAL, rua.................................................................................................................60
DERNEVAL VARGAS, rua........................................................................................................................60
DESENGANO, bairro................................................................................................................................60
DIDI RAMOS, rua.....................................................................................................................................61
DIRCEU BARBOSA FAJARDO, rua........................................................................................................61
DOMINGOS CONTE, praça......................................................................................................................61
DOMINGOS ZAMBRANO, rua................................................................................................................61
DOMINGUES PACÍFICO RAMOS, rua....................................................................................................61
DONA EUZÉBIA, bairro...........................................................................................................................61
DURVAL BASTOS, rua.............................................................................................................................62
DURVAL BASTOS, FARMACÊUTICO, rua.............................................................................................62
EDÉSIO SIQUEIRA, rua...........................................................................................................................62
EDMUNDO DIAS DA COSTA, rua..........................................................................................................63
EDSON BARBOSA REZENDE, rua.........................................................................................................63
EDSON WERNECK, rua...........................................................................................................................63
EDUARDO CLEMENTINO SILVA, rua...................................................................................................63
EDWARD XAVIER SOUZA, rua..............................................................................................................63
ELDORADO, bairro...................................................................................................................................63
ELIAS ABRAHIM, rua..............................................................................................................................63
ELIAS MATOS, rua...................................................................................................................................64
ELIAS VEIGA, rua....................................................................................................................................64
ELÓI NOGUEIRA GOMES, rua................................................................................................................64
EMÍLIA CONSTANÇA DE REZENDE, rua..............................................................................................64
EMÍLIA LEVASSEUR ROCHA, rua.........................................................................................................64
EMÍLIA PACHECO, beco..........................................................................................................................65
EMÍLIO RAMOS PINTO, PROFESSOR, rua...........................................................................................65
ENÉAS GUIMARÃES FRANÇA, DOUTOR, rua....................................................................................65
ENÉAS LACERDA FRANÇA, rua............................................................................................................65
ENY LACERDA SALES, rua....................................................................................................................66
ERASTO ANTUNES DE OLIVEIRA, rua.................................................................................................66
ERCÍLIA GUIMARÃES, rua.....................................................................................................................66
ESTELA L. DE MELLO, rua.....................................................................................................................66
ESTEVES, bairro.......................................................................................................................................66

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
ETELVINA FREITAS RAMOS, vila.........................................................................................................66
EULER FERREIRA NETTO, praça...........................................................................................................66
EURÍDICE CASTRO ESTEVES, rua........................................................................................................67
EXPEDICIONÁRIOS, avenida..................................................................................................................67
FÁBRICA, bairro.......................................................................................................................................67
FAJARDO, rua...........................................................................................................................................68
FÁTIMA, bairro e vila................................................................................................................................68
FELICIANA DA COSTA AGUIAR, rua....................................................................................................69
FÉLIX FARAGE, praça..............................................................................................................................69
FÉLIX MARTINS, praça............................................................................................................................69
FERNANDO NOVAIS DE OLIVEIRA, rua..............................................................................................71
FERREIRA BRITO, rua.............................................................................................................................71
FILOMENA, SANTA, rua..........................................................................................................................71
FLAUZINA CHAIM, rua...........................................................................................................................72
FLORES, rua..............................................................................................................................................72
FORTALEZA, bairro..................................................................................................................................73
FRANCISCO BARBOSA LIMA, rua........................................................................................................73
FRANCISCO DE ANDRADE BASTOS, rua............................................................................................73
FRANCISCO DE SOUZA LIMA, rua.......................................................................................................73
FRANCISCO FORTES DA SILVA, rua.....................................................................................................74
FRANCISCO LUIZ CORRÊA, travessa....................................................................................................74
FRANCISCO LUIZ PEREIRA, rua...........................................................................................................74
FRANCISCO PINHEIRO CORREIA DE LACERDA, praça....................................................................74
FRANCISCO QUEIROGA, rua.................................................................................................................75
FRANCISCO SCHETTINO, rua................................................................................................................75
FRANCISCO SIQUEIRA BARBOSA, rua................................................................................................75
FRANCISCO ZAQUINE, praça.................................................................................................................75
FRANKLIN JOSÉ DA SILVA, rua.............................................................................................................75
FUNCHAL GARCIA, avenida...................................................................................................................75
GABRIEL DE ANDRADE JUNQUEIRA, rua...........................................................................................76
GABRIEL MAGALHÃES, rua..................................................................................................................77
GABRIELA, IRMÃ, rua.............................................................................................................................78
GAMA CERQUEIRA, praça......................................................................................................................78
GARIBALDI CERQUEIRA, rua................................................................................................................79
GENI BITTENCOURT DE ARAÚJO, PROFESSORA, praça..................................................................80
GENTIL PACHECO DE MELO, rua.........................................................................................................80
GERALDO ALVES FERREIRA, rua.........................................................................................................80
GERALDO CAMPANA, rua......................................................................................................................80
GERARDO FERREIRA REIS, DOM, rua.................................................................................................80
GERÔNIMO SILVA, rua............................................................................................................................80
GETOMIR PEREIRA BELLA, rua............................................................................................................81
GETÚLIO VARGAS, avenida....................................................................................................................81
GILDA, vila................................................................................................................................................82
GONÇALVES NETTO, rua.......................................................................................................................82
GRAÇAS, NOSSA SENHORA DAS, vila.................................................................................................82
GRAMA, bairro..........................................................................................................................................82
GUILHERME DE OLIVEIRA, MONSENHOR, rua.................................................................................83
GUSTAVO BARBOSA MIRANDA, rua....................................................................................................83
GUSTAVO MONTEIRO DE CASTRO, PROFESSOR, rua......................................................................83
HAROLDO JOSÉ BASTOS FREIRE, PROFESSOR, rua.........................................................................84
HAROLDO MARANHA, rua....................................................................................................................84
HEBER PEREIRA SALES, praça..............................................................................................................84
HEITOR RIBEIRO GUEDES, rua.............................................................................................................85
HELBER PEDRO DE QUEIRÓS, SARGENTO, rua................................................................................85
HELENA DE ANDRADE BASTOS, rua...................................................................................................85
HELENA JUNQUEIRA, rua......................................................................................................................85

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
HELENA JUNQUEIRA BASTOS, rua......................................................................................................85
HELENO TAVARES REZENDE, rua........................................................................................................85
HÉLIO GUIMARÃES FRANÇA, DOUTOR, rua.....................................................................................85
HELVÉCIO, DOM, praça...........................................................................................................................86
HENRIQUE BARBOSA DA CRUZ, PROFESSOR, ladeira......................................................................86
HERCÍLIO ALMEIDA LIMA, rua.............................................................................................................86
HILDA MARIA FORTES, rua...................................................................................................................86
HONÓRIO LACERDA FILHO, rua...........................................................................................................86
HONÓRIO RODRIGUES LACERDA, rua................................................................................................86
HUMBERTO DE ALENCAR CASTELO BRANCO, MARECHAL, avenida..........................................87
IDALINA GOMES DOMINGUES, rua.....................................................................................................87
IERECÊ CUNHA FREIRE, rua..................................................................................................................87
IMPERADOR, bairro.................................................................................................................................87
IRINEU MONTES, beco............................................................................................................................87
ISALTINA RENNÓ GUEDES, PROFESSORA, rua.................................................................................88
ISMAIL ÁVILA, rua..................................................................................................................................88
IVAN NICODEMOS COUTINHO, praça..................................................................................................88
IZAURO BRETAS, rua..............................................................................................................................88
JADER DE CASTRO BARBOSA, rua......................................................................................................89
JAIRO SALGADO GAMA, parque e terminal rodoviário.........................................................................89
JARDIM BANDEIRANTES, bairro...........................................................................................................89
JARDIM BELA VISTA, bairro..................................................................................................................89
JARDIM CAIÇARA, bairro.......................................................................................................................90
JARDIM LISBOA, bairro..........................................................................................................................90
JEHU PINTO DE FARIA, avenida.............................................................................................................90
JOÃO BATISTA ALVIM, PROFESSOR, rua.............................................................................................90
JOÃO BATISTA FERREIRA NETTO, rua................................................................................................90
JOÃO BELA, praça....................................................................................................................................90
JOÃO BOTELHO, rua...............................................................................................................................91
JOÃO DE ALMEIDA CRUZ, rua..............................................................................................................91
JOÃO FERREIRA VARGAS, rua..............................................................................................................91
JOÃO GONÇALVES, rua..........................................................................................................................91
JOÃO GOUVÊA, rua.................................................................................................................................91
JOÃO GUALBERTO, rua..........................................................................................................................91
JOÃO JOSÉ MONTEIRO, rua...................................................................................................................92
JOÃO LAMARCA, rua..............................................................................................................................92
JOÃO LAU, CORONEL, rua.....................................................................................................................93
JOÃO MALAQUIAS, rua..........................................................................................................................93
JOÃO MENEGHITE, rua...........................................................................................................................93
JOÃO NETO, rua.......................................................................................................................................93
JOÃO PAULINO BARBOSA, rua.............................................................................................................94
JOÃO PAULO I, rua...................................................................................................................................94
JOÃO PAULO II, bairro.............................................................................................................................94
JOÃO RABELO TAVARES, beco..............................................................................................................95
JOÃO RODRIGUES DE ANDRADE, rua.................................................................................................95
JOÃO SAMUEL, rua.................................................................................................................................95
JOÃO TEIXEIRA DE MOURA GUIMARÃES, rua..................................................................................95
JOÃO VICENTE LOCHA, rua..................................................................................................................95
JOÃO XXIII, praça.....................................................................................................................................95
JOAQUIM CÂNDIDO FIGUEIREDO, rua...............................................................................................96
JOAQUIM CÂNDIDO RIBEIRO JUNQUEIRA, rua................................................................................96
JOAQUIM CUSTÓDIO GUIMARÃES, bairro e rua.................................................................................96
JOAQUIM FERREIRA BRITO, rua..........................................................................................................97
JOAQUIM FURTADO MENEZES, rua.....................................................................................................98
JOAQUIM FURTADO PINTO, DOUTOR, bairro.....................................................................................98
JOAQUIM GARCIA DE OLIVEIRA, rua.................................................................................................98

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
JOAQUIM GUEDES MACHADO, PROFESSOR, rua.............................................................................98
JOAQUIM GUIMARÃES, rua...................................................................................................................99
JOAQUIM MURTINHO, rua.....................................................................................................................99
JOAQUIM PEREIRA DE OLIVEIRA, rua................................................................................................99
JOAQUIM PIRES BARBOSA, rua............................................................................................................99
JOB FIGUEIREDO, rua.............................................................................................................................99
JONAS BASTOS, rua..............................................................................................................................100
JONES ROCHA, rua................................................................................................................................100
JOSÉ ANTONIO LAMÓGLIA, rua.........................................................................................................100
JOSÉ ARAGON PINHEIRO, rua.............................................................................................................100
JOSÉ ARANTES JUNQUEIRA, rua........................................................................................................100
JOSÉ ARRUDA, bairro............................................................................................................................100
JOSÉ BASTOS FARIA FREIRE, DOUTOR, praça.................................................................................101
JOSÉ CAMILO FERREIRA, rua.............................................................................................................101
JOSÉ CARLOS LOPES, rua....................................................................................................................101
JOSÉ DA SILVA COUTINHO, travessa...................................................................................................101
JOSÉ DE SOUZA LIMA, rua...................................................................................................................101
JOSÉ DOMINGUES GOMES, PADRE, rua............................................................................................101
JOSÉ DOS SANTOS GUIMARÃES, DOUTOR, rua..............................................................................101
JOSÉ EUGÊNIO DUTRA, rua.................................................................................................................102
JOSÉ EVANGELISTA GUEDES, rua......................................................................................................102
JOSÉ FRANZONE, rua............................................................................................................................102
JOSÉ GOMES DOMINGUES, DOUTOR, rua........................................................................................102
JOSÉ LINTZ, PROFESSOR, rua.............................................................................................................102
JOSÉ MARAZZI, rua...............................................................................................................................103
JOSÉ MAURÍCIO COUTINHO, travessa................................................................................................103
JOSÉ PAULINO DOS REIS, vila.............................................................................................................103
JOSÉ PAULO BATISTA LUPATINI, DOUTOR, rua...............................................................................104
JOSÉ PEDRO, rua....................................................................................................................................104
JOSÉ PERES, rua.....................................................................................................................................104
JOSÉ PINTO DA SILVA, rua...................................................................................................................105
JOSÉ PIRES, praça...................................................................................................................................105
JOSÉ POLICIANO DA SILVA, rua.........................................................................................................105
JOSÉ R. JUNQUEIRA, rua......................................................................................................................105
JOSÉ RENÊ DO VALE, rua.....................................................................................................................105
JOSÉ, SÃO, bairro, praça, rua e vila........................................................................................................105
JOSÉ SILVA, rua......................................................................................................................................106
JOSÉ SILVÉRIO DA SILVA, beco...........................................................................................................106
JOSÉ SIQUEIRA DE CASTRO, rua........................................................................................................106
JOSÉ TEIXEIRA PIRES, rua...................................................................................................................106
JOSÉ W. ARANTES JUNQUEIRA, rua...................................................................................................106
JOVENS GUILHERME, LUIZ CELSO E ÂNGELO, rua.......................................................................106
JUAMIRO MOURA MENDONÇA, rua..................................................................................................107
JÚLIO BARBOSA, praça.........................................................................................................................107
JÚLIO CARRARO, rua............................................................................................................................107
JÚLIO, PADRE, rua.................................................................................................................................107
JURANDIR TOLEDO, rua.......................................................................................................................107
JUSCELINO KUBITSCHECK DE OLIVEIRA, praça............................................................................108
JUVENAL CARNEIRO, rua....................................................................................................................108
LACERDA, beco......................................................................................................................................108
LAERT ARAÚJO MENDONÇA, rua......................................................................................................109
LÉA DE MEDEIROS GUIMARÃES, rua................................................................................................109
LEONOR BAHIA, rua.............................................................................................................................109
LEOPOLDINA MENDES DO ROSÁRIO, rua........................................................................................109
LIMOEIRO, bairro...................................................................................................................................109
LINDOLFO PINHEIRO, rua....................................................................................................................110

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
LINO GONÇALVES, bairro e rua............................................................................................................110
LOURENÇO EUZÉBIO AUGUSTO, rua................................................................................................110
LOURENÇO GONÇALVES NUNES, rua...............................................................................................110
LOURENÇO IENNACO, rua...................................................................................................................110
LOURENÇO REIS, rua............................................................................................................................111
LOURENÇO SANTANA, rua..................................................................................................................111
LUCAS AUGUSTO, rua...........................................................................................................................111
LUCAS LACERDA, MAJOR, rua...........................................................................................................113
LUIZ CAPDEVILLE RIBEIRO, rua........................................................................................................113
LUIZ FERNANDO FURTADO, praça.....................................................................................................113
LUIZ MONTEIRO REZENDE, rua.........................................................................................................113
LUIZ TORRES BARCELOS, rua............................................................................................................114
LUIZ, SÃO, bairro....................................................................................................................................114
LUZIA, SANTA, rua................................................................................................................................114
LUZIA BONIN, rua..................................................................................................................................114
LUZIA DE JESUS COELHO, travessa....................................................................................................114
LYDIO COSTA REIS, rua........................................................................................................................114
MAÇONARIA, rua...................................................................................................................................115
MANOEL ANTONIO DE ALMEIDA, rua..............................................................................................115
MANOEL ARLINDO CARNEIRO, rua...................................................................................................117
MANOEL DE ALMEIDA LACERDA, rua..............................................................................................117
MANOEL JANUÁRIO, rua......................................................................................................................117
MANOEL LACERDA LEAL, rua............................................................................................................118
MANOEL LOBATO, rua..........................................................................................................................118
MANOEL MARTINS DE SOUZA, rua...................................................................................................118
MANOEL MONTEIRO, rua....................................................................................................................118
MANOEL RODRIGUES PANDELÓ, rua................................................................................................118
MANOEL TURÍBIO BARBOSA, rua......................................................................................................119
MÁRCIO BARBOSA DE CASTRO, rua.................................................................................................119
MARCO AURÉLIO, CORONEL, rua......................................................................................................119
MARIA APARECIDA PINTO DA COSTA, rua.......................................................................................119
MARIA BOTELHO JUNQUEIRA, rua....................................................................................................119
MARIA CASTANHEIRA, rua..................................................................................................................119
MARIA DA CONCEIÇÃO NETTO BATISTA, rua.................................................................................120
MARIA DA LUZ SILVA, rua...................................................................................................................120
MARIA DO CARMO APARECIDA SALES, rua....................................................................................120
MARIA DO CARMO JUNQUEIRA VALLE, PROFESSORA (MARIDÉIA), rua..................................120
MARIA EMÍLIA THOMÉ, rua................................................................................................................120
MARIA GUIMARÃES FRANÇA, bairro................................................................................................120
MARIA IMACULADA, praça.................................................................................................................120
MARIA JOVITA DA SILVA, rua.............................................................................................................120
MARIA OLIVEIRA RAMOS, rua............................................................................................................121
MARIA ROSA CRESPO, rua...................................................................................................................121
MARIA ROSA PIRES BASTOS, rua.......................................................................................................121
MARIANA, vila.......................................................................................................................................121
MARIANA DE OLIVEIRA COSTA, rua.................................................................................................121
MARIANA MARINHO CORTES, beco..................................................................................................121
MARIDÉIA, PROFESSORA, rua............................................................................................................121
MÁRIO MALACHIAS DE SOUZA, praça.............................................................................................121
MÁRIO PIRES DE CASTRO, rua...........................................................................................................121
MÁRIO RAYOL, rua...............................................................................................................................121
MAURO CARVALHO DO VALE, rua.....................................................................................................122
MAXIMIANO, vila..................................................................................................................................122
MEIA LARANJA, bairro..........................................................................................................................122
MERCEDES R. CARNEIRO CERQUEIRA, rua.....................................................................................122
MIGUEL GESUALDI, rua.......................................................................................................................122

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
MIGUEL MONTEIRO DE OLIVEIRA RESENDE, rua..........................................................................122
MILTON RAMOS PINTO, rua................................................................................................................122
MINA DE OURO, bairro..........................................................................................................................122
MINAS GERAIS, rua...............................................................................................................................123
MOACIR CUNHA, rua............................................................................................................................123
MORY BATISTA, rua..............................................................................................................................123
MURILO RODRIGUES PINTO, rua.......................................................................................................123
NAVES, MONSENHOR, rua...................................................................................................................123
NELSON MONTEIRO, rua.....................................................................................................................123
NENÉM CÉSAR, rua...............................................................................................................................123
NESTOR AUGUSTO RODRIGUES, rua.................................................................................................124
NEWTON BARBOSA, rua......................................................................................................................124
NICÁCIO SALLES, rua...........................................................................................................................124
NICOLAU ESTEVES, rua.......................................................................................................................124
NICOLAU JOSÉ LALUNA, rua..............................................................................................................125
NILO COLONO DOS SANTOS, rua.......................................................................................................125
NÍZIA LACERDA ZAQUINE, rua..........................................................................................................125
NOVA LEOPOLDINA, bairro..................................................................................................................125
ODETE DA SILVA, rua............................................................................................................................126
OLDEMAR MONTENARI, rua...............................................................................................................126
OLGA BARBOSA LADEIRA, rua..........................................................................................................126
OLÍMPIO MOURÃO FILHO, GENERAL, rua.......................................................................................126
OLIVIER FAJARDO, CORONEL, rua....................................................................................................126
OLYNTHO GONÇALVES NETTO, rua..................................................................................................127
OMAR BARBOSA, rua...........................................................................................................................127
OMAR JUNQUEIRA BASTOS, DOUTOR, rua......................................................................................127
OMAR RESENDE PERES, rua...............................................................................................................127
ONÇA, bairro...........................................................................................................................................128
OPTATO LACERDA FRANÇA, rua........................................................................................................129
ORIEL BARBOSA, rua............................................................................................................................129
ORLANDO MONTEIRO LEITE, rua......................................................................................................129
ORMEU JUNQUEIRA BOTELHO, DOUTOR, estrada, praça e rua.......................................................129
OSCAR MACHADO, rua........................................................................................................................130
OSMAR DE ALMEIDA, rua....................................................................................................................130
OSÓRIO, GENERAL, praça....................................................................................................................130
OSWALDO VIEIRA, DOUTOR, rua.......................................................................................................131
OTONIEL BARBOSA, vila.....................................................................................................................131
OTTO LACERDA FRANÇA, rua............................................................................................................131
PACÍFICO ROCHA, rua..........................................................................................................................132
PAULINO RODRIGUES, CAPITÃO, rua...............................................................................................132
PAULO, SÃO, rua....................................................................................................................................132
PAULO AFONSO DO VALLE, rua..........................................................................................................132
PAULO AFONSO GONÇALVES DE MATOS, rua.................................................................................132
PAULO SÉRGIO RESENDE, rua............................................................................................................133
PEDRO, SÃO, bairro e rua.......................................................................................................................133
PEDRO ARANTES, DOUTOR, rua.........................................................................................................133
PEDRO BRITO NETTO, bairro...............................................................................................................133
PEDRO CÉSAR DE SOUZA BASTOS, DOUTOR, rua..........................................................................133
PEDRO MATOLA, avenida.....................................................................................................................133
PEDRO II, DOM, travessa.......................................................................................................................134
PERCILIANO DE OLIVEIRA, rua..........................................................................................................135
PEREIRA, vila.........................................................................................................................................135
PETRINA GOMES MACHADO, rua......................................................................................................135
PINGUDA, bairro.....................................................................................................................................135
PIO XII, praça..........................................................................................................................................135
PIRINEUS, bairro.....................................................................................................................................135

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
PLÓBIO CORTES DE PAULA, rua.........................................................................................................135
POMPÍLIO GUIMARÃES, rua................................................................................................................136
POPULAR, bairro....................................................................................................................................136
PRAÇA DA BANDEIRA, bairro..............................................................................................................136
QUINTA RESIDÊNCIA, bairro...............................................................................................................136
RAFAEL GORRADO, avenida................................................................................................................137
RAMOS, vila............................................................................................................................................137
RANULFO MATOLA MIRANDA, rua...................................................................................................137
RAPHAEL DOMINGUES, rua................................................................................................................137
RAPHAEL IENNACO, rua......................................................................................................................137
RENATO MONTEIRO JUNQUEIRA, rua..............................................................................................138
RIBEIRO JUNQUEIRA, rua....................................................................................................................138
RICARDO COUTINHO, CAPITÃO, rua................................................................................................138
RITA DE ASSIS, praça.............................................................................................................................139
RITA GINA BARBOSA, rua....................................................................................................................139
ROBERTO VIZANI YUNG, rua..............................................................................................................139
ROLANDO LADEIRA SALGADO, rua..................................................................................................139
ROMUALDO JOAQUIM DE SOUZA, rua.............................................................................................139
RONALDO MELÃO MACHADO, escadaria..........................................................................................139
ROSÁRIO, bairro e praça.........................................................................................................................139
RUBEM DUARTE, rua............................................................................................................................141
RUBENS F. RESENDE, vila....................................................................................................................142
SALVADOR RODRIGUES, rua...............................................................................................................142
SANTO MENEGHETTI, rua...................................................................................................................142
SANTOS, vila...........................................................................................................................................143
SEBASTIÃO ANTUNES FONSECA, avenida........................................................................................143
SEBASTIÃO APARÍCIO DA VEIGA, rua...............................................................................................143
SEBASTIÃO CAMPOS ALVIM, DOUTOR, largo.................................................................................144
SEBASTIÃO FERREIRA LACERDA, rua..............................................................................................144
SEBASTIÃO PEREIRA BELLA, rua......................................................................................................144
SEBASTIÃO SOARES DE OLIVEIRA, travessa....................................................................................144
SEBASTIÃO, SÃO, bairro.......................................................................................................................144
SELMO JUNQUEIRA, rua......................................................................................................................144
SEMINÁRIO, bairro................................................................................................................................145
SENHOR DOS PASSOS, rua...................................................................................................................145
SERGINHO DO ROCK, rua....................................................................................................................145
SERRA VERDE, bairro............................................................................................................................145
SETE DE SETEMBRO, rua.....................................................................................................................145
SIDNEY FRANCINO DE SÃO JOSÉ, rua..............................................................................................146
SÍLVIO VITÓI, rua...................................................................................................................................146
SINDICATO TÊXTIL, rua.......................................................................................................................147
SOLEIRO, rua..........................................................................................................................................147
SYLVIO MARANHA, rua.......................................................................................................................147
TANCREDO NEVES, DOUTOR, avenida..............................................................................................147
TEATRO, travessa....................................................................................................................................147
TEODOLINO TAVARES DE MEDEIROS, rua.......................................................................................148
TEREZA, SANTA, bairro........................................................................................................................148
TIRADENTES, rua..................................................................................................................................149
TOBIAS FIGUEIRA DA COSTA, beco...................................................................................................150
TOMÉ NOGUEIRA, bairro......................................................................................................................150
TRAJANO PIRES DE ALMEIDA, rua....................................................................................................151
TRANQUILINO CORREA DO BEM, rua...............................................................................................151
TRÊS CRUZES, bairro.............................................................................................................................151
TRÊS DE MARÇO, rua...........................................................................................................................151
TUFIC JORGE, rua..................................................................................................................................151
VALE DO SOL, bairro.............................................................................................................................151

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
VALENTIM, vila......................................................................................................................................151
VENTANIA, bairro e praça......................................................................................................................151
VERA GUIMARÃES FRANÇA, rua.......................................................................................................152
VICENTA GUILARTE ALONSO, MADRE, rua.....................................................................................152
VICENTE BASILE, rua...........................................................................................................................152
VICENTE DE PAULO, SÃO, rua e travessa,...........................................................................................152
VICENTE IENNACO, rua.......................................................................................................................152
VILA MIRALDA, bairro..........................................................................................................................153
VINTE E SETE DE ABRIL, rua..............................................................................................................153
VINTE E UM DE ABRIL, rua.................................................................................................................153
VITRAL, vila...........................................................................................................................................154
WALDEMAR TAVARES DE LACERDA, praça.....................................................................................154
WASHINGTON ANDRIES, praça...........................................................................................................154
WILSON BERBARI, rua.........................................................................................................................154
WILSON VALENTIM, rua......................................................................................................................154
XAVIER DE SOUZA, rua........................................................................................................................155
ZEQUINHA REIS, praça..........................................................................................................................155
ZINHO MORAIS, rua..............................................................................................................................155
ZIZINHA REZENDE, PROFESSORA, rua.............................................................................................155
Antigos Logradouros....................................................................................................................................156
APRENDIZADO......................................................................................................................................157
ARGIRITA, praça.....................................................................................................................................157
ARRANCA-TOCO...................................................................................................................................158
BOA VISTA, rua......................................................................................................................................158
BOA VISTA, rua......................................................................................................................................159
BOMBA, rua............................................................................................................................................160
BR-120, rodovia.......................................................................................................................................160
BURACO, rua..........................................................................................................................................160
CAMINHO DO MEIO.............................................................................................................................161
CAMPO LIMPO, rua...............................................................................................................................161
CATAGUASES, rua.................................................................................................................................161
CAXIAS, DUQUE, largo.........................................................................................................................162
CEMITÉRIO, largo..................................................................................................................................162
CONCÓRDIA, largo................................................................................................................................162
CONSTANÇA, colônia............................................................................................................................162
CORÉIA, bairro........................................................................................................................................163
DESCAROÇADORES, rua......................................................................................................................164
DESENGANO, avenida...........................................................................................................................164
DIREITA, rua...........................................................................................................................................165
FEIJÃO CRU, praça e travessa.................................................................................................................165
FLORESTA, rua.......................................................................................................................................166
FORCA, morro.........................................................................................................................................166
FORMOSA, rua........................................................................................................................................167
GRAMA, rua............................................................................................................................................167
HARMONIA, fonte, rua e praça...............................................................................................................168
INDUSTRIAL, bairro...............................................................................................................................168
ISABEL, SANTA, avenida.......................................................................................................................168
JOÃO LOURENÇO, bairro......................................................................................................................169
JOSÉ GAMA, rua.....................................................................................................................................170
LINHA, bairro..........................................................................................................................................170
MATRIZ, Alto da......................................................................................................................................170
MELO VIANNA, praça............................................................................................................................171
MUNICIPAL, rua.....................................................................................................................................171
NOVA, rua................................................................................................................................................172
OPERÁRIOS, rua.....................................................................................................................................172
ORFANATO.............................................................................................................................................173

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
PALHA, rua..............................................................................................................................................173
PALMEIRAS, rua.....................................................................................................................................173
PASSEIO, largo........................................................................................................................................173
PIACATUBA, rua.....................................................................................................................................173
PONTE, rua..............................................................................................................................................173
PRIMEIRO DE MARÇO, rua..................................................................................................................174
PROVIDÊNCIA, rua................................................................................................................................175
PURY, fazenda..........................................................................................................................................175
RECREIO, praça......................................................................................................................................175
RIACHUELO, rua....................................................................................................................................175
RIO BRANCO, VISCONDE, largo (praça)..............................................................................................176
RODRIGUES, chácara.............................................................................................................................176
SALGADO FILHO, rua...........................................................................................................................176
SAPECADO, alto.....................................................................................................................................176
SAPO, rua.................................................................................................................................................177
SOTERO, rua...........................................................................................................................................177
TABOCAS, bairro e rua............................................................................................................................177
TERESA, SANTA, bairro.........................................................................................................................177
TEREZINHA, SANTA, rua......................................................................................................................178
THEBAS, rua...........................................................................................................................................178
THEÓPHILO OTONI, rua.......................................................................................................................179
TRÊS DE JUNHO, rua.............................................................................................................................179
URUBU, praça.........................................................................................................................................179
VASCONCELOS, DOUTOR, rua............................................................................................................180
Fontes e Bibliografia....................................................................................................................................181

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Introdução
São muitos os logradouros e a história de cada um deles é uma pequena parte da
história da cidade.
Aqui, pretendemos resgatar um pouco dessa história, reproduzindo estes
“pedaços” que formam o todo de NOSSAS RUAS E NOSSA GENTE.
Inicialmente vale registrar que é curioso não serem encontradas referências a logradouros
públicos nos primeiros livros da Câmara Municipal de Leopoldina.
A mais antiga evidência da existência de um povoado no Feijão Cru, já em 1831, é
de Sinval Santiago, em “Município de Rio Pomba”, página 480, e diz que a Câmara
Municipal do Pomba criou o distrito do Feijão Cru com base no Decreto Imperial de 11 de
setembro de 1830.
Sobre este fato é bom lembrar que tal decreto foi revogado pela Lei Provincial
Mineira de 12.08.1834 e que, a partir dessa época, a criação de distritos passou a ser da
alçada do Presidente da Província. Há que se considerar, ainda, que o município do
Pomba foi instalado a 25.08.1832, o que nos leva a crer que provavelmente o distrito do
Feijão Cru tenha sido criado entre agosto de 1832 e agosto de 1834.
Ressalte-se que segundo legislação da época, para ser criado o distrito era
necessário já existir um arraial e uma igreja funcionando em patrimônio próprio. Portanto,
a doação realizada por Joaquim Ferreira Brito e sua mulher Joana Maria de Macedo, no
dia 01.06.1831, parece ter sido feita para atender às normas para se requerer a criação
do distrito. A segunda doação do mesmo casal, datada de 20.11.1831, indica que se
tratava de terreno para a construção da Casa do Cura, o que vem corroborar a existência
de um arraial.
Lembremo-nos que Bernardo José da Fonseca pode, também, ter contribuído com
doação para o patrimônio de São Sebastião do Feijão Cru. Formador da fazenda da
Grama, Bernardo faleceu entre janeiro de 1851 e março de 1856. A doação por ele
efetuada pode ter sido aquela efetivada em 1854 por Francisco Pereira Pontes Júnior e
sua esposa Verônica Esméria de São Bento. Bernardo e Francisco eram eleitores, em
1851, de quarteirões que se avizinhavam justamente pela Grama e Verônica tem idade
compatível com filhos de Bernardo, podendo ter sido uma das filhas dele ainda não
totalmente identificadas.
Infelizmente não possuímos dados seguros para informar a localização exata das 63
famílias que estavam no Feijão Cru em outubro de 1831, conforme atesta o Mapa de
14

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Habitantes encaminhado ao Serviço Público Provincial. Sabemos apenas que estavam
distribuídas em 36 propriedades que abrangiam territórios hoje pertencentes a Abaíba,
Além Paraíba, Angaturama, Angustura, Argirita, Aventureiro, Cataguarino, Itamarati,
Itapiruçu, Laranjal, Leopoldina, Miraí, Palma, Piacatuba, Pirapetinga, Providência,
Recreio, Ribeiro Junqueira, Tebas e a margem direita do rio Pomba, hoje território de
Cataguases.
Sabemos que em 1838 residiam no Feijão Cru 135 famílias, em 82 propriedades.
E é bom lembrar que parte deste crescimento pode ser explicado pelo fato de terem sido
reunidos no Mapa do Feijão Cru, alguns moradores do atual distrito de Angustura e
também de Santo Antônio do Aventureiro. É certo que o primeiro quarteirão, com 27
famílias, representava um território centralizado no atual bairro da Grama; o segundo,
com 39 famílias, estendia-se pelo território ao sul do atual distrito-sede e parte dos
distritos de Tebas e Piacatuba; no terceiro quarteirão foram contabilizadas 34 famílias
residentes na margem direita do rio Pomba, aí incluído o atual distrito de Vista Alegre e
estendendo-se até, aproximadamente, a atual parte baixa da rua Tiradentes; e as demais
35 famílias, estavam dentro dos limites do 4º quarteirão, que abrangia o atual distrito de
Ribeiro Junqueira, parte de Laranjal, Recreio e Palma, Abaíba, Providência e divisava
com o 1º e 3º quarteirões.
Em 1843 já eram 213 as famílias do distrito de São Sebastião do Feijão Cru. Muitas
delas, constituídas por filhos dos primeiros moradores que então já se encontravam
casados.
É a partir deste momento que começamos a observar a provável existência de moradias
dentro do território que foi doado para constituir o patrimônio de São Sebastião, embora
ainda sem a denominação dos logradouros existentes.
Em 1851 a população do Feijão Cru atingia um número significativamente maior.
Os 2.171 moradores de 1843, haviam se transformado em quase 4.000 habitantes, de um
arraial agora elevado à condição de Freguesia.
Chegamos finalmente a 1854 com a realização do sonho de alguns antigos povoadores
de não mais ficarmos na dependência de Barbacena, Rio Pomba, São João Nepomuceno
ou Mar de Espanha, as anteriores sedes administrativas a que se subordinou o arraial e
distrito. Em abril de 1854 foi promulgada a Lei e, em janeiro de 1855, era instalada a
câmara municipal da cidade e vila Leopoldina.
Aqui vale o registro de que, analisando-se o panorama da região na época, Leopoldina foi
instalada em tempo muito curto. O que, aliás, justifica a ausência de prédios em
15

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

condições de abrigar os serviços que passaram a existir. Cidades vizinhas levaram muito
mais do que os nove meses que os moradores de Leopoldina gastaram para adequar-se
à recepção dos órgãos municipais.
Tudo nos leva a crer, por outro lado, que este foi o momento da abertura dos
primeiros logradouros públicos da cidade.
Referências esparsas, ainda sem o cuidado de identificar adequadamente cada rua, dão
conta de que a rua Direita havia sido alargada para os 30 palmos de largura, conforme
determinação das Posturas Municipais implantadas logo após a instalação da Câmara
Municipal.
Uma curiosidade. Historicamente sabe-se que quase todas as povoações portuguesas
começavam com uma rua a que denominavam Direita e que servia de acesso aos arraiais
recém-formados. Como exemplos, no Brasil, temos em São Paulo a rua Direita, que dava
acesso à igreja de Santo Antônio e, no Rio de Janeiro, a que ligava o morro do Castelo ao
morro de São Bento. Por similitude com os hábitos coloniais, podemos considerar que a
rua Direita, em Leopoldina, foi a primeira a ser aberta para trânsito público e ligava a Casa
do Cura à igreja de São Sebastião.
É certo que até 1879 ela ainda se chamava rua Direita e, em 1880, já havia
recebido a denominação de rua Primeiro de Março, conforme documentos da Câmara
Municipal de Leopoldina repetindo, portanto, a mesma mudança ocorrida no Rio de
Janeiro, em 1875, onde a rua Direita recebeu a nova denominação homegeando a
batalha de Aquidabã que pôs fim à Guerra do Paraguai.
Acreditamos, também, que é dessa mesma época a abertura da rua Municipal, hoje rua
Cotegipe. Isto porque, segundo se depreende de uma ata de julho de 1879, a ligação
entre a rua Direita e a Municipal, tinha sido aberta recentemente. Ou seja, seguindo pela
atual rua Gabriel de Almeida Magalhães em direção à Cotegipe, existia apenas um
caminho que demandava o morro da Matriz. Também não existe dúvida quanto ao fato de
que a atual rua Lucas Augusto foi aberta entre as décadas de 50 e 60 dos oitocentos e só
no final da década de 70 do mesmo século fez-se a ligação dela com a então rua
Municipal.
Ainda sobre estes primeiros logradouros, registre-se que o livro de atas da Câmara,
de nº 7, às fls. 22-verso, com a data de 10.02.1880, aponta a “conveniencia de serem
numeradas as casas d’esta Cidade, bem como os lampiões; e dar novas denominações
as ruas, e para esse fim que seja nomeada hua commissão do seio d’esta Camara que se
incumba d’esse trabalho, pedindo-se aos proprietarios para cada um faser a numeração
16

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

que lhe pertencer. Foi aprovada e nomeados para membros da Commissão os
Vereadores Major Botelho Falcão e Theodoro Carneiro.”
Como se depreende desse registro, foi a partir de 1880, meio século depois do
início do povoado, que ocorreu, de fato, a denominação oficial dos primeiros logradouros
da cidade.
E é dentro deste século que separa os trabalhos da comissão formada pelo Major Botelho
Falcão e Theodoro Carneiro das leis votadas por nossos atuais vereadores, que
pretendemos desvendar e contar um pouco da história de Nossas Ruas e Nossa Gente.

17

Nossas Ruas, Nossa Gente
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Plano Urbanístico
Pelo que se observa nos livros de Atas da Câmara de Leopoldina, entre 1876 e
1881 existia uma espécie de lei de uso do solo da cidade (citada nos livros simplesmente
como Posturas Municipais) que previa a concessão de terras a quem nelas quisesse
edificar, sob certas condições. Assim, as terras da área urbana e que pertenciam à
municipalidade, não eram vendidas. O requerente pagava apenas o direito de uso então
chamado de “commisso” e que corresponderia ao laudêmio ainda hoje cobrado em
diversas cidades brasileiras.
A 17.04.1880, conforme livro 7 fls 35 verso, o vereador Chagas Lobato propõe que
o Fiscal providencie para que se saiba quais os terrenos concedidos a particulares para
edificação não receberam ainda nenhuma construção e que sejam todos intimados a
cumprir o acordo de cessão no prazo de seis meses, findo os quais os terrenos poderão
ser concedidos a outros que os requererem. A proposta foi aprovada e foi decidido que
seria publicada por editais.
Entre outras, encontramos referências a tais concessões na rua do Buraco, rua do
Rosário, Harmonia, Concórdia e num local que acreditamos ser as Taboquinhas. O que
nos leva a concluir que em toda a cidade, ou melhor, na área pertencente à
municipalidade, as primeiras construções urbanas foram feitas em terrenos cedidos, sem
direito de posse. E, por semelhança com um processo corrido contra um beneficiado do
Arraial do Rio Pardo (Argirita), supomos que o “alvará” fosse renovado a cada três anos.
Observamos também que parte dos terrenos da municipalidade eram oriundos de
uma doação feita por João Gualberto Ferreira Brito, de sua propriedade na fazenda da
Grama, e que vieram juntar-se às doações de seu pai, Joaquim Ferreira Brito.
No início do povoamento, ou seja, no surgimento do arraial do Feijão Cru, a
localização das moradias se dava através da indicação de vizinhança. Assim é que
descobrimos, pela análise de Mapas de População e do Registro de Terras, que a área
posteriormente urbanizada era ocupada por:
1. Alvaro Casemiro Fonseca casado com Teresa Cândida, que morava na fazenda da
Grama, pertencente ao seu pai Bernardo José da Fonseca;
2. Ana Francisca, residia próximo à fazenda Pirineus;
3. Ana Maria, solteira, não mais residente no arraial em 1843;
4. Ana Rosa, residia próximo à fazenda Pirineus;

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Nossas Ruas, Nossa Gente
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5. Antonio Albino Levasseur, morava em uma chácara que divisava com a fazenda
Desengano;
6. Antônio Bernardino Machado casado com Joaquina, vizinho da fazenda Cachoeira;
7. Antônio de Almeida Ramos casado com Maria Constança de Jesus, morava na
fazenda Feijão Cru pequeno de seu pai Manoel Antônio de Almeida;
8. Antonio Ferreira Pinheiro casado com Camila, vivia em uma propriedade no
córrego Santa Bárbara;
9. Antonio Rodrigues Gomes casado com Rita Esméria de Almeida, morou na divisa
da fazenda de seu sogro, Manoel Antônio de Almeida e no local chamado córrego
do Moinho formou a fazenda Águas Vertentes;
10. Bento José casado com Francisca Umbelina, também ainda não identificados;
11. Bernardino José Machado, formou a fazenda da Onça;
12. Bernardo José da Fonseca casado com Ana de Souza, formadores da fazenda da
Grama;
13. Celestino Augusto de Assis , solteiro, não mais residente no arraial em 1852;
14. Domingos Dias Tostes casado com Emerenciana, formou a fazenda da Barra que
divisava com a Cachoeira e a do Feijão Cru Pequeno;
15. Francisco Bernardino Machado ou de Almeida casado com Maria Cândida da
Glória, formou fazenda no local conhecido como Circuito, nas imediações do
Limoeiro;
16. Francisco Rodrigues Telles casado com Juliana Maria, enviuvou e casou-se com
Vicência, tendo se mudado para as imediações do atual distrito de Providência;
17. Francisco Xavier casado com Ana Maria, também saíram do arraial antes de 1843;
18. Inácio Ferreira de Lacerda, foi provavelmente o primeiro ocupante do terreno
doado por Joaquim Ferreira Brito para a construção da “casa do cura”;
19. João Ferreira da Silva casado com Maria do Carmo Monteiro de Barros,
formadores da fazenda Desengano;
20. João Gualberto Ferreira Brito, formador da fazenda Fortaleza;
21. João Ides de Nazareth casado com Maria Emerenciana de Santana, residia nas
proximidades do atual bairro Artur Leão;
22. João Rodrigues Ferreira Brito casado com Messias Esméria de Almeida, morava
na divisa da fazenda de seu sogro, Manoel Antônio de Almeida;
23. Joaquim Caetano, não mais residia no arraial em 1843;

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24. Joaquim Carlos Nogueira casado com Joana Rosa, mudou-se do arraial por volta
de 1840;
25. Joaquim Ferreira Brito casado com Joana Maria de Macedo, doador do patrimônio
de São Sebastião, formador da fazenda da Cachoeira;
26. Joaquim Machado Neto casado com Ana Tereza, transferiu-se para o Campo
Limpo, onde formou fazenda nas cabeceiras do ribeirão do Bagre;
27. José Bernardino Machado casado com Maria Antônia do Nascimento, tinha como
vizinhos o Limoeiro, a fazenda da Cachoeira e a do Feijão Cru pequeno;
28. José Ferreira de Macedo casou-se com Ana Carolina por volta de 1838. Era filho
de Joaquim Ferreira Brito e morava na fazenda de seu pai, a Cachoeira;
29. José Ignacio de Toledo Alves casado com Rita Flausina, mudou-se do arraial entre
1843 e 1854;
30. José Joaquim Cordeiro casado com Florinda de Jesus, mudou-se por volta de 1840
para o Campo Limpo;
31. Manoel Antônio de Almeida casado com Rita Esméria de Jesus, formou a fazenda
Feijão Cru pequeno;
32. Manoel de Souza, casado com Maria Rosa, família ainda não identificada;
33. Manoel Rodrigues da Silva casado com Ana Bernardina, formador da fazenda dos
Pirineus;
34. Maria Angélica, solteira, preta forra, residia próximo da fazenda Desengano;
35. Maria Joaquina, solteira, não mais residente no arraial em 1843;
36. Maria José da Silva, não mais residente no arraial em 1843;
37. Mariana Rodrigues, residia próximo da fazenda Desengano;
38. Porciana Maria, solteira, não mais residente no arraial em 1843;
39. Quintiliano de Carvalho, residia próximo da fazenda Pirineus;
40. Venâncio José casado com Maria Teodora, outro casal não identificado.
Como dissemos no início, estes podem ter sido os primeiros proprietários de casas
onde se formou o arraial. E que receberam novos vizinhos na medida em que a câmara
municipal fez a cessão provisória de terrenos para outras edificações. O que ficou
bastante claro neste estudo é que não houve venda de terras da municipalidade, mas
ocupação por contrato.

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Logradouros Atuais
ABELARDO NUNES DE MORAIS, rua

(Maria Guimarães França) – Liga a rua Raphael Iennaco à rua Maria Castanheira.
Nascido no dia 25 de dezembro de 1888 na fazenda Bom Destino, em Providência,
filho de Nemêncio Nunes Ramos e Isabel Nunes de Morais, ambos espanhóis. Foi
cafeicultor, produtor de açúcar e cachaça, além de dedicar-se à agropecuária e à
agricultura de subsistência. Encaminhava para o Instituo Butantã os ofídios que capturava
em suas terras, recebendo de volta o soro antiofídico que ele mesmo aplicava quando
necessário. Dedicou-se também à homeopatia, doando medicamentos para as pessoas
carentes. Foi filiado ao PRM, atuando ao lado de Jairo Salgado, Enéas França e Ranulfo
Matola. Casou-se com Cristina Coelho da Silva. Faleceu no dia 28 de março de 1974.
ABÍLIO JERÔNIMO, escadaria

(Cemitério) – Liga a rua Manoel Jerônimo à rua Fajardo, na altura do nº 442. Sua
denominação surgiu oficialmente com a lei nº 1987, de 04.08.88
ACÁCIAS, rua

(Vale do Sol) – A lei nº 3311, de 19.05.2000, dá denominação de rua das Acácias à via
pública desta cidade que no mapa do Loteamento Vale do Sol encontra-se identificada
como rua “K”. Tem início na rua Poeta Augusto dos Anjos e finda na rua Serginho do
Rock. Seu nome foi indicado pelos próprios moradores da rua.
ACÁCIO SERPA, rua

(Centro) – Começa na rua Presidente Carlos Luz e termina na praça José Pires, no início
do bairro Bela Vista. É o antigo leito da estrada de ferro.
A lei nº 603, de 02/03/67 estabelece que “fica denominada rua “Acácio Serpa a via
pública nesta cidade, compreendida, digo, compreendendo o antigo leito da linha férrea,
iniciando na rua Cel. Olivier Fajardo e terminando na praça sem denominação, no bairro
Bela Vista, próxima da variante da Rio-Banhia, em construção.”
Acácio Serpa foi empresário e comerciante no ramo de autos, numa sociedade que
detinha a representação da marca Ford e possuía uma enorme oficina localizada na rua
José Peres.

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ADAUTO NETTO, rua

(Jardim Bandeirantes) – Inicia-se na rua João Malaquias e finda na rua Otto Lacerda
França e seu nome surgiu com a lei nº 1.303, de 06.10.78. Na planta cadastral básica da
prefeitura e no mapa publicado em 2000, esta rua aparece com o nome de Antonio Neto.
Adauto era ruralista destacado e pessoa muito respeitada.
ADÁVIO PIRES DE ALMEIDA, rua

(Bela Vista) – Começa na rua Roberto Vizani Young. Sua denominação surgiu com a lei nº
2331, de 27.08.91.
Adávio dirigia um escritório de contabilidade e participou da vida política da cidade como
vereador, em 1966 e candidato a prefeito. Casado com Maria da Luz do Vale, filha de
João Rodrigues da Silva Vale e Odilia Dutra. Era irmão de Trajano Pires de Almeida
casado com Maria América do Vale, irmã de Maria da Luz. Residia na rua Presidente
Carlos Luz, próximo à praça Gama Cerqueira.
AFONSO TEIXEIRA DE MATOS, rua

(Popular) – A lei nº 3.339, de 19.12.2000, dá denominação à via pública desta cidade que,
no mapa do loteamento do encontra-se identificada como rua “H”.
Afonso era motorista do DNER, nasceu em São Domingos a 17.10.1923 e foi
casado com Cecília Gonçalves de Matos. Faleceu em 27.08.1997. Seu filho Paulo Afonso
Gonçalves de Matos é, também, nome de rua da cidade.
AGNELLO CORRÊA DO BEM, rua

(Imperador) – Liga a av. dos Expedicionários à reserva florestal do bairro Imperador.
Surgiu com a lei nº 3180, de 19.10. 99.
Agnello era ruralista. Adquiriu as terras de Moisés Domingues, localizadas no bairro Três
Cruzes, onde morou. Era casado com Aparecida Silva do Bem.
AGOSTINHO MENEGHITE, beco

(Quinta Residência) - Inicia na rua Nossa Senhora Aparecida e finda no beco do Antônio
Meneghite e teve seu nome oficializado pela lei nº 2367, de 13.11.91.
Ver família em Santo Meneghetti.
AGOSTINHO SILVINO TEIXEIRA DE REZENDE, rua

(Três Cruzes) – Começa nas proximidades da praça Antonio Ferreira de Almeida.
A lei nº 3145, de 23.04.99, que dá nome a esta via pública diz ser ela a antiga rua “L” do
bairro São José.
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AGRIPINA EDUARDA C. SILVA, escadaria

(Vila Miralda) – Fica na rua Cândido Veloso e liga o bairro Redentor à vila Miralda, nas
proximidades da rua Geronimo da Silva. Sua denominação oficial surgiu com a lei nº
2.956, de 06.08.97.
Agripina era casada com João Cândido que, durante muitos anos, trabalhou na
carpintaria da prefeitura.
ALAN KARDECK, rua

(Quinta Residência) – Liga a praça João Bella à BR-116, no trevo próximo ao bairro
Eldorado. Foi a lei nº 1091, de 08.08.75, do vereador Roberto Vizani Yung, modificada
pela de nº 1096 que lhe deu o nome.
A denominação desta rua é uma homenagem ao professor francês Denizard
Hipolyte-Léon Rivail que adotou este nome nos trabalhos relativos à codificação espírita,
para evitar que sua notoriedade de educador na França e Suíça interferissem em obra de
natureza tão diversa. O professor Denizard nasceu em Lion, França e dedicou os últimos
anos de sua vida à organização do edifício doutrinário do Espiritismo. Fundou, em
01.04.1858, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, a primeira regularmente
constituída na França. Escreveu vários livros sobre espiritismo. Faleceu em Paris a
31.03.1869, com 65 anos.
ALBERTO NUNES DE MORAES, rua

(Maria Guimarães França) – Liga a rua Raphael Iennaco à rua Maria Castanheira. Sua
designação surgiu com a lei nº 1143, de 06.08.76, que dizia estar localizada no terreno
onde foram construídas as casas populares da COHAB – MG.
ALCEU JUNQUEIRA FERRAZ, rua

(Bela Vista) – Liga a rua Manoel Monteiro à Ismail Ávila. A lei nº 884, de 15.05.1973, dá
denominação de rua Alceu Junqueira Ferraz, à via pública que no mapa do loteamento do
bairro Bela Vista está como rua W.
Procedente de Passa Quatro, MG, foi casado com Guilhermina Tomé Junqueira
com quem residia em sua fazenda Passa Tempo, em Abaíba. Em Leopoldina construiu
uma bela casa ao lado da residência do Dr. Ormeu Junqueira Botelho, na praça Félix
Martins. Sua esposa era filha de Tomé Junqueira e D. Iria, residentes em frente ao grupo
escolar Botelho Reis.

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ALEXANDRE SALIM RECHE, rua

(Imperador) – Começa na rua Renato Monteiro Junqueira e termina na reserva florestal do
bairro. Seu nome surgiu com a lei nº 3187, de 19.10.99.
Alexandre Salim Reche foi comerciante e trabalhou na antiga Transportadora
Comissário Barbosa. Residiu em Providência. Após seu casamento com Maria Assunção
de Castro, veio para Leopoldina e morou na praça do Rosário. Posteriormente residiu,
durante algum tempo, no Rio de Janeiro. Voltou para Leopoldina e adquiriu uma casa na
parte alta da rua Tiradentes, local onde hoje existe o prédio de residência de seus
descendentes. De seu casamento são o filhos: Helena Maria de Castro Reche, casada
com José Carlos Rodrigues Cerqueira; Sônia Regina de Castro Reche, casada com
Antonio Carlos Lima Ienaco; José Anderson de Castro Reche, casado com Maria Inês
Alvim; e, Alexandre Antonio de Castro Reche, casado com Jane Werneck Ladeira.
Alexandre Salim Reche, falecido 09.12.1993, era neto do libanês João José Reche
e bisneto de Salim João Reche e Helena Shabe.
ALFREDO MARTINS, beco

(Quinta Residência) – Começa na rua Antonio Fernandes Valentim entre os nº 15 e 9, e
vai terminar em terreno de Jorge Abrão Salum. Sua denominação oficial surgiu com a lei
nº 1990, de 04.08.88.
ALICE RODRIGUES VALENTIM, rua

(Jardim Bela Vista) - Até então identificada como rua 08, teve a sua denominação oficial a
partir da lei nº 3.300, de 12.09.2000. Tem seu início na av. dos Expedicionário e finda na
rua Anderson Pereira Bela.
Alice era casada com Otto Valentim e mãe, dentre outros, do ex-vereador Wilson
José Valentim, também homenageado com nome de rua da cidade.
ALINE MONTEIRO GOMES, rua

(Dona Euzébia) - Via pública que no mapa do loteamento encontrava-se identificada como
rua “F” e recebeu seu nome atual pela lei nº 3.391, de 26.12.2001.
Tia Aline mantinha um jardim de infância em sua casa, na rua Custódio Junqueira,
em frente à antiga farmácia Marialva, nas proximidades do atual restaurante Cheiro
Verde.
ALÍPIO ASSUNÇÃO, praça

(Pirineus) – É a praça principal do bairro.
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O nome dessa praça foi dado pela lei nº 571, de 30.07.1965, que diz passar a
denominar-se “Alípio Assunção, a praça existente no alto dos Pirineus, onde se acha
instalado um chafariz.”
Segundo consta, Alípio era calceteiro da prefeitura.
ALOISIO SOARES FAJARDO, rua

(Nova Leopoldina) – É uma das paralelas à r. Ismail Ávila na qual inicia e finda na rua
Sílvio Vitói. Sua denominação surgiu com a lei nº 2551, de 19.10.93.
Aloisio era bancário e colaborador freqüente da Gazeta de Leopoldina. Idealizou e
fundou, junto com Oldemar Montenari, a Sopa da Fraternidade no Centro Espírita Amor
ao Próximo.
Nascido no dia 25 de agosto de 1921, em Leopoldina, era filho de Joaquim Honório
Fajardo e Marinha Soares. Seus avós paternos, Joaquim Fajardo de Melo Campos e
Guilhermina Balbina, pertenciam a tradicionais famílias de Piacatuba. Seus avós
maternos foram Antenor de Souza Soares e Rosa Amália. Casou-se com Maria Assunção,
com quem teve os filho José Antônio, Iran, Maria de Fátima, Aloisio e Arapuan. Faleceu
em Juiz de Fora no dia 5 de junho de 1990.
ALONSO NOGUEIRA, rua

(Joaquim Furtado Pinto) – A lei nº 1.753, de 09.08.85, do vereador Darcy Luiz
Vasconcelos Resende deu nome à rua que se inicia na avenida Tancredo Neves e finda
na rua Wilson Valentim.
Alonso Nogueira nasceu no distrito de Ribeiro Junqueira a 30.09.1894 e faleceu a
26.05.1977. Era casado com Marieta Poyares Nogueira. Foi agropecuarista e vereador
por seu distrito natal. Ficou popularmente conhecido como Tomé Nogueira.
ALTEMIRO AUGUSTO RODRIGUES, rua

(Vila Miralda) – Tem seu início na av. Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco e
finda na confluência das ruas Gerônimo da Silva e Cândido Veloso. Sua denominação
oficial ocorreu com a lei nº 1.202, de 05.08.77.
Segundo consta, Altemiro teria construído as 28 primeiras casas da Vila Miralda.
Era filho de Paulino Augusto Rodrigues, também nome de rua e, de Umbelina Cândida
Rodrigues. Nasceu em 03.02.1899 e faleceu em 27.09.1975.
Ver, também, Miralda, vila, Nestor Augusto Rodrigues e Paulo Augusto Rodrigues.

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ÁLVARO BASTOS FARIA FREIRE, rua

(Grama) – Começa na rua Manoel Lobato, junto à praça Professor Ângelo.
A lei nº 938, de 17.10.1973, diz que “fica denominada rua Álvaro Bastos Freire, a
via pública que partindo da praça Prof. Ângelo vai até o córrego Feijão Cru.”
Álvaro era irmão de Durval Bastos, também homenageado em logradouro. Era filho
de Secundino de Matos Freire e de Ana Bastos. Nasceu em São Lourenço, foi casado
com Januária Nogueira com quem teve pelo menos um filho de nome Antonio Bastos
Freire.
Além de Durval e Álvaro, Secundino de Matos Freire e Ana Bastos foram pais
também de: Etelvina Freire, falecida em Leopoldina a 15 fevereiro 1920 em Leopoldina;
Everaldo de Bastos Freire; e, Zulmira de Bastos Freire, nascida por volta de 1882 e
casada a 24.11.1904, em Leopoldina, com Vicente Araújo de Melo.
Pelo lado materno Álvaro Bastos Faria Freire descendia de Francisco Barreto Faria
e Melo, falecido em Leopoldina a 10 julho 1908.
Ver Durval Bastos e Jonas Bastos.
ÁLVARO BOTELHO JUNQUEIRA, DOUTOR, rua

(Fátima) – Começa na rua Optato Lacerda França.
A lei nº 893, de 15.05.1973, “dá denominação de rua Álvaro Botelho Junqueira à via
pública que começa em rua sem denominação e termina junto ao terreno de Naylor
Harley Resende Domingues, no Bairro de Fátima.”
Dr. Álvaro nasceu no Rio de Janeiro, em 22.12.1905 e transferiu-se para Leopoldina em
1928. Faleceu no Rio de Janeiro em 26.08.1964. Foi fazendeiro e médico muito
conceituado na cidade.
ÁLVARO DO AMARAL, rua

(Jardim Bela Vista) – Tem seu início na rua João Meneghite e finda na rua Anderson
Pereira Bela. A lei nº 3.315, de 30.10.2000, lhe deu esta denominação.
Álvaro nasceu no dia 5 de dezembro de 1914 em Pirapetinga, filho de Alfredo
Américo do Amaral e Joana Gama e faleceu em Leopoldina a 7 de abril de 1981. Foi
casado com Marta Mariana Salomão, com quem teve os filhos Marialva, Joanice e
Marilda.
Farmacêutico prático com registro no Rio de Janeiro, exerceu a profissão durante
40 anos, a maior parte deste tempo em Leopoldina. Inicialmente trabalhou em Laranjal.
Naquela época atuava eventualmente como obstetra, sempre que havia necessidade.
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ALZIRO DE AZEVEDO CARVALHO, PROFESSOR, rua

(Imperador) – Começa na rua Agnello Corrêa do Bem. Sua denominação ocorreu com a
lei nº 3184, de 19.10.99.
Professor Alziro nasceu em fevereiro de 1910, na Vila de São Miguel (Guaçuí),
Espírito Santo, filho de Manoel Olegário de Carvalho e Rita de Azevedo. Fez o curso
primário em Guaçuí e o início do curso ginasial na cidade de Alegre, ES. Posteriormente
estudou no Colégio São Joaquim em Lorena, SP, concluindo o ginasial. O curso
Comercial foi feito no Ginásio Leopoldinense, para onde transferiu-se em 1926. Em 1930
voltou para o estado natal, lecionando em Cachoeiro de Itapemirim. Retorna
definitivamente para Leopoldina no ano seguinte, a convite do professor Carlindo
Mayrinck, tendo exercido as funções de enfermeiro, chefe de disciplina, professor, vicediretor e diretor, sempre do Ginásio.
Em 1934 fundou a Liga Esportiva do Colégio Leopoldinense (Ginásio). Em 1946
deixou o magistério e logo depois ingressou na política, tendo sido um dos fundadores do
diretório municipal do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Foi vereador por 8 anos e viceprefeito em uma legislatura.
De sua atuação política são referências as casas populares nos Pirineus, o antigo
SAPS (Cobal), a agência do IAPI (depois INPS), a criação do SAMDU e a instalação da
residência do DNOS. Em 1962 afastou-se da política partidária para dedicar-se à
atividade empresarial. Foi proprietário da Água Mineral Thebana, um dos fundadores da
Associação Comercial de Leopoldina, comerciante varejista e representante da
Companhia Antárctica Paulista na cidade.
Foi casado com Anita Iennaco, nascida no dia 24 de maio de 1916 em Leopoldina,
MG, filha de Lorenzo Iennaco, também nome de logradouro na cidade. De seus filhos
Arlene, Arlenice e Alzirinho, são os netos Antonella, Rodolpho Affonso, Ana Flávia, José
Vicente, Thiago, Anna e Alziro Neto, bem como os bisnetos Júlia, Vinícius, Lucca, Ernesto
e Helena.
Faleceu em Leopoldina aos 86 anos, no dia 16 de agosto de 1996.
AMANDA FONSECA, rua

(Fátima) – Começa na rua Farmacêutico Durval Bastos e finda próximo ao córrego Feijão
Cru. Foi criada pela lei nº 3.089, de 22.10.98.
Amanda, natural de Tebas, era casada com Edmundo Costa, também
homenageado em logradouro.

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AMÉRICO DUTRA MEDINA, rua

(Fátima) – Liga a rua Ercília Guimarães à rua Gentil Pacheco de Melo. A lei nº 2246, de
18.10.90, que deu a atual denominação, diz que ela parte da rua Farmacêutico Durval
Bastos e vai terminar na rua Gentil Pacheco de Melo, margeando com a Novafar.
AMÉRICO O. ROCHA, beco

(Pirineus) – Está localizado na rua Cipriano Pereira Baia.
Segundo consta, Américo era filho de Manoel Antonio da Rocha e Mariana Esméria de
São José, nascido 21.10.1873, em Piacatuba e foi casado ali mesmo com Georgina
Lebistânia de Oliveira a 21.10.1896.
ANANIAS SERAFIM, beco

(Fábrica) – A lei nº 1.792, de 08.04.86, de Nelito Barbosa Rodrigues, deu nome a este
beco. Tem seu início na av. Getúlio Vargas, entre os números 489 e 499 e vai terminar em
terrenos do loteamento Chico Bastos.
Ananias nasceu em Leopoldina no ano de 1885 e faleceu em 1969. Foi lavrador e
funcionário da prefeitura municipal. Casou-se com Maria Esméria.
ANDERSON PEREIRA BELLA, rua

(Jardim Bela Vista) – Tem início na rua Geraldo Alves Ferreira e finda na rua Pacifico
Rocha. Seu nome surgiu com a lei nº 3.306, de 15.09.2000.
A família Pereira Bella tem sido objeto de nossa atenção desde os estudos
realizados sobre a presença de imigrantes em Leopoldina. Deles encontramos as
primeiras referências na cidade através do casal Antonio Pereira da Bella e Henriqueta
Maria Monteiro. Ele era padeiro e em 1873 já figurava entre os comerciantes da cidade.
Era irmão de José Pereira da Bella, nascido em Portugal por volta de 1844 e falecido em
Leopoldina a 10 de agosto de 1884.
Foram filhos de Antonio e Henriqueta: - Alfredo nascido em Leopoldina a 9 outubro
1859; - Antonio, nascido em Leopoldina a 9 abril 1863; - Alfredo Augusto Pereira da Bela,
nascido a 13 maio 1865; - José, nascido a 31 março 1867; e, Heriqueta, nascida 12
agosto 1869.
De Antonio e José Pereira da Bella descendem todos os usuários do sobrenome de
Leopoldina, bem como dos moradores de Muriaé, pertencentes a um ramo da família que
migrou para aquela cidade.
A maior descendência encontrada em nossa cidade é a de Alfredo Augusto Pereira
da Bella, casado a primeira vez com Alexandrina Alencar ou, Álvares e, segundas
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núpcias, com Alexandrina Maragna. A primeira esposa faleceu por volta de 1908 deixando
6 filhos. Do segundo casamento, em 1926, parece não ter havido descendência.
Eleitor em Leopoldina no ano de 1892, Alfredo era lavrador como todos os seus
parentes contemporâneos. Foram seus filhos: Antonia, nascida em 1891 e falecida em
Leopoldina a 12 novembro 1918 em conseqüência da gripe espanhola; José Pereira da
Bella que se casou com Theonilla Lomba a 18 de abril de 1918; Sebastião Pereira da
Bella, casado com Santina Sellani, que migrou para Muriaé; Zelia, nascida em setembro
de 1900 e falecida em Leopoldina no mês seguinte; Getomim Pereira de Bella,
homenageado com logradouro, conforme verbete próprio;

e, João Pereira da Bella,

nascido por volta de 1908.
ÂNGELA LOPES DE ALMEIDA, rua

(Popular) – Tem seu início na estrada que dá aceso ao Horto Florestal e finda na rua
Francisco Luiz Pereira. Foi criada pela lei nº 3.338, de 19.12.2000.
ANGELES ECHEVERRIA, MADRE, praça

(Cemitério) – Fica no final da rua Manoel Januário. Seu nome surgiu com a lei nº 2631, de
30.06.94, do vereador Roque Schettino.
ÂNGELO COLI, rua

(Pedro Brito Netto) – É a antiga rua “F”, com início na rua C e final na rua José Rodrigues
Werneck. Foi criada pela lei nº 3.087, de 22.10.98.
Ângelo nasceu a 11.02.1907 em Cesarolo, frazione da comune de San Michelle al
Tagliamento, provincia de Venezia, região do Veneto, Italia. O nome original era Angelo
Colle e seus pais foram Francesco Colle e Pierina Galasso. Seu pai e seus irmãos Santa,
Marcelina e Regina nasceram na mesma frazione. Sua mãe nasceu na comune de
Latisana, provincia de Udine, região Friuli Venezia-Giulia, Italia no dia 29 de junho de
1873. A família instalou-se na Colônia Constança em 1910 e ali nasceram os irmãos mais
novos de Angelo: Antônio José em 1915 e Francisco João em 1918. Angelo Colle casouse com Ana Sangirolami com quem teve pelo menos os filhos José, Maria, Marina e
Nelsina.
Angelo Colle foi proprietário de um dos lotes da Colônia Constança, ao qual
sempre se dedicou.

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ÂNGELO, PROFESSOR, praça

(Grama) – É a praça principal do bairro. Hoje, quase toda ela está tomada pelo Grupo
Escolar Professor Botelho Reis (Grupo Novo). No passado foi conhecida como largo da
Grama.

Sobre esta praça o jornal O Leopoldinense, de 12.05.1895, informa “que os
moradores do lugar reclamam das obras de ajardinamento do largo em frente à Igrejinha.
Dizem que as escavações estão provocando a retenção das águas pluviais.”
A Gazeta de Leste, de 11.10.1890, diz que o nono quarteirão abrangia a rua
capitão João Gualberto, largo Professor Ângelo e rua da Boa Vista até encontrar a rua
das Flores.”
Barroso Júnior diz que o Professor Ângelo era um mestre devotado, que
envelheceu instruindo os leopoldinenses.
Um Almanaque de 1887, que fala sobre Leopoldina, diz que o Professor Ângelo
Lopes dos Reis foi o fundador da capela da Soledade (atual Igreja de São Pedro) e que o
mesmo “exerceu o magistério público por tanto tempo que chegou a ter discípulos, netos
de seus primeiros discípulos.”
O professor Ângelo Lopes dos Reis foi nomeado professor de “aulas públicas” para
o sexo masculino no dia 22 de setembro de 1869. Foi, portanto, o segundo professor de
meninos em Leopoldina.
ANÍZIO MEDEIROS FONTES, rua

(Três Cruzes) – A denominação desta rua surgiu com a lei nº 3143, de 23.04.99.
ANTENOR RIBEIRO DOS REIS, rua

(Bela Vista) – Liga as ruas João Teixeira de Moura Guimarães e Oldemar Montenari. O
nome desta rua surgiu com a lei nº 888, de 15.05.1973, que “dá denominação de rua
Antenor Ribeiro dos Reis, à via pública que no mapa do loteamento do bairro Bela Vista
está como rua Z.
Antenor Reis era fazendeiro, industrial e foi vereador.
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ANTERO FERNANDES, escadaria

(Cemitério) – Liga o final da rua Manoel Januário e a praça Madre Angeles Echeverria, ao
final da rua Fajardo, nas proximidades do trevo de acesso a Cataguases. Foi criada pela
lei nº 1986, de 04.08.88.
ANTONIO, SANTO, bairro, rua e vila

Bairro - Hoje este bairro se confunde com os bairros do Seminário e Arthur Leão. É
o bairro onde está o Asilo Santo Antonio. Geralmente são denominadas ruas do bairro do
Asilo aquelas que ficam nas imediações daquela instituição. No entanto, oficialmente
estas vias pertencem aos bairros Arthur Leão ou, Seminário.

Segundo consta, o Asilo ocupa terrenos que pertenceram à antiga Chácara do
padre Soleiro.
O padre José Maria Soleiro, de origem espanhola, vivia em Leopoldina na época
da emancipação da então Freguesia de São Sebastião do Feijão Cru. Em 1856 declarou
possuir 12 alqueires de terras que divisavam com Luis Botelho Falcão, Francisco Antônio
Teixeira, Antônio José Pinto de Almeida, herdeiros de João Ides de Nazareth e as terras
doadas por vários moradores para constituírem o patrimônio de São Sebastião.
Após a morte do padre Soleiro a propriedade teria sido dividida entre antigos
escravos que lhe prestavam serviço. Uma das herdeiras, conhecida pelo nome de
Joaquina Soleiro, teria herdado também antiga imagem de Santo Antônio de Pádua,
pertencente ao padre.
Quando já atingira idade avançada, Joaquina Soleiro manifestava o desejo de ver
preservada a sua casa, para acolhimento de pessoas idosas e devoção a Santo Antônio.
Já no final da década de 1930, antigos moradores lembram-se da casa onde viviam
diversas senhoras idosas e onde existia uma capelinha dedicada a Santo Antônio.
Segundo Manoel Leonardo de Melo, um dos mais antigos funcionários do Asilo, ele foi o
construtor de uma expansão da casa original onde foi colocada a imagem.
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Com a chegada do bispo Dom Delfim a Leopoldina, foi acordado com Joaquina que
seu desejo seria cumprido e que ela teria acolhida na Casa de Caridade até o fim de seus
dias. Em dezembro de 1943 foi lançada a pedra fundamental do Asilo Santo Antônio. Em
junho de 1945 a diocese oficializou a doação de metade do terreno que Joaquina
transferira para a Casa de Caridade, e onde já estava em andamento a construção do
Asilo. O primeiro presidente do Asilo foi o Dr. Oswaldo Christovam Vieira.
Rua - (Três Cruzes) – Começa na rua Ferreira Brito. A lei nº 1.282, de 18.08.1978,
dá denominação de Santo Antônio, padroeiro do bairro, à via pública nas Três Cruzes,
identificada como rua C.
Vila - (Redentor) – A lei nº 1.693, de 04.10.84, dá denominação de “Vila Santo
Antônio” ao beco localizado no Alto da Ventania, que tem início na rua Xavier de Souza e
segue em direção à COPASA. Segundo projeto do vereador Ely Rodrigues Neto, o nome
foi em atenção a um abaixo-assinado dos moradores do referido local.
A devoção a Santo Antonio vem de tempos remotos em Leopoldina por conta da fé
naquele que se tornou conhecido como o “santo do povo, dos menos favorecidos”.
Nascido em Lisboa, Portugal, com o nome de Fernando de Bulhões y Taveira de
Azevedo em 15 de agosto de 1195, Santo Antonio, era de família nobre e rica. Após
abraçar a vida religiosa transferiu-se para a Itália. Ensinou Teologia em Padova e daí vem
o complemento do seu nome religioso: Santo Antônio de Pádua.
ANTONIO ALMEIDA RAMOS, rua

(Praça da Bandeira) – Liga as ruas Murilo Rodrigues Pinto e Eny Lacerda Sales. Sua
denominação ocorreu com a lei nº 2326, de 27.08.91.
O homenageado foi um dos muitos descendentes do português Antônio de Almeida
Ramos nascido na Freguesia do Espírito Santo do Landal, Termo e Concelho de Óbidos,
na época Patriarcado de Lisboa, Portugal. Em 1742, época em que Antônio de Almeida
Ramos passou ao Brasil, não havia Comendador da Ordem de Malta residente no Landal.
Nesta época era Procurador da Comenda o pai de Antônio: João de Almeida que, por
natureza do cargo, se ocupava da administração direta e da contabilidade da Comenda
da Ordem de Malta na Freguesia do Espírito Santo do Landal. Pela participação da
Ordem na administração do Reino conclui-se que a vinda de Antônio e dois de seus
primos para o Brasil tenha sido decidida por seu pai. Instalando-se na região da serra da
Ibitipoca, ali casou-se com Maria de Oliveira Pedrosa no dia 28 de julho de 1757. Após o
falecimento de Maria de Oliveira Pedrosa a 14.07.1798 e da morte do marido no dia 16 de
julho de 1800, oito dos dez filhos do casal utilizaram-se dos bens partilhados para adquirir
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propriedades em regiões ainda pouco povoadas. O caçula destes filhos, Manoel Antônio
de Almeida, de quem se falará em outro verbete, adquiriu uma fazenda no Feijão Cru em
1828 e estimulou inúmeros parentes para virem residir em nossa região. De outros três
filhos de Antônio de Almeida Ramos e Maria de Oliveira Pedrosa vieram filhos, netos e
agregados que formaram a grande família Almeida Ramos em Leopoldina.
Sobre o homenageado, Antônio de Almeida Ramos, sabemos que nasceu a 11 de
setembro de 1903 em Recreio e faleceu em Leopoldina a 06 de fevereiro de 1984. Era
filho de Honório Augusto Almeida Ramos e de Ana Galvão. Casou-se com Isolina
Machado Gouvêa, filha de Mariana Custódia de Moraes e José Vital de Oliveira.
Neto paterno de Antônio José de Almeida Ramos e Mariana Inácia de Oliveira, era
bisneto paterno de Antônio Prudente de Almeida casado com Inácia Graciana do
Nascimento e de José Carlos de Oliveira casado com Tereza Maria de Jesus. Seus
terceiro-avós pelo ramo paterno foram Francisco Gonçalves Pereira casado com Ana
Teodora de Almeida e Manoel José Franco casado com Inácia Maria de Oliveira.
Entre seus ancestrais da quinta geração vamos encontrar Francisco Gonçalves da
Costa e Josefa Maria do Espírito Santo, de quem descendem diversos dos antigos
moradores do Feijão Cru, bem como o acima citado patriarca Antônio de Almeida Ramos.
No mesmo nível de parentesco, Antônio descendia de Manoel José do Bem e da ilhoa
Tereza Maria de Jesus, além do casal José de Gouvêa e Teodósia de Oliveira, ambos
também ancestrais de antigos moradores do Feijão Cru.
Este homenageado é um dos mais lídimos representantes, em Leopoldina, da
descendência mineira dos açorianos que povoaram o centro de Minas nos séculos
dezessete e dezoito.
ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA RAMOS, rua

(São Cristóvão) – Liga a rua Garibaldi Cerqueira à rua João Paulo Barbosa.
Antonio Carlos era descendente de Antônio de Almeida Ramos e Maria de Oliveira
Pedrosa acima citados.
ANTONIO CUSTÓDIO, rua

(Pirineus) – Liga a rua Cândido Ladeira à travessa São Vicente de Paula.
Antonio Custódio era calceteiro da prefeitura e residia na rua Marechal Deodoro da
Fonseca, junto à ponte do Feijão Cru.

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ANTONIO DE OLIVEIRA FILHO, rua

(São Cristóvão) – Começa na rua Domingos Zambrano. Foi criada pela lei nº 1.318, de
14.12.78.
ANTONIO DE OLIVEIRA GUIMARÃES, DOUTOR, rua

(Fábrica) – Liga a avenida Getúlio Vargas à travessa Job Figueiredo. Em geral as pessoas
a ela se referem como rua do INSS. Na década de 1960 ali existia um campinho de
futebol muito concorrido e que ficou conhecido como “campinho do Cocota”.
A lei que deu nome a esta rua é a de nº 734, de 27.11.1970, que diz: Fica
denominada rua Dr. Antônio Oliveira Guimarães a via pública que, partindo da av. Getúlio
Vargas segue até a igreja São José.
Dr. Guimarães nasceu em 01.12.1890 e faleceu em 13.04.1970. Foi vereador,
deputado estadual, Secretário de Saúde de Minas Gerais e um médico muito conceituado
na cidade. Lecionou na Faculdade de Odontologia de Leopoldina. Era filho de Antônio
Teixeira de Oliveira Guimarães Júnior e Albertina Maria. Sua segunda esposa foi Olga
Ramos Pinto com quem se casou a 06.12.1919. Ela era filha de Emílio Augusto Pereira
Pinto e Hermínia Cândida Ramos. Sua avó materna Amélia Carolina Pereira Pinto era
irmã de Emílio Augusto Pereira Pinto. Seu avô materno, Antônio José Alves Ramos, foi
proprietário da farmácia Central, localizada no imóvel reformado para abrigar o
Colégio/Ginásio Leopoldinense. A família de Olga Ramos Pinto foi profundamente ligada
ao Dr. Guimarães, especialmente por conta de sua militância política.
ANTONIO DO COUTO FILHO, rua

(Maria Guimarães França) –Criada pela lei nº 1142, de 06.08.76, tem seu início na rua
Raphael Iennaco e finda na rua Maria Castanheira.
ANTÔNIO DO VALE NETO, rua

(Jardim Bela Vista) – Tem seu início rua Vicente Basile e finda próximo ao lote nº 10 da
quadra nº19. Recebeu esta denominação através da lei nº 3.296, de 12.09.2000.
Mutinho, como ficou conhecido, era filho de Marcelo do Vale e Ana (Anita) de
Oliveira. Pelo lado materno, era neto de Antonio Justino de Oliveira e Ignácia de Almeida
Oliveira.
Durante muitos anos foi proprietário de bar, botequim e trabalhou como garçom no
restaurante do Clube Leopoldina.

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ANTONIO FERNANDES VALENTIM, rua

(Quinta Residência) – Liga a av. Jehu Pinto de Faria, nas proximidades do posto fiscal da
Polícia Rodoviária Federal à rua Alan Kardeck. Por muito tempo foi conhecida como rua
do Sapo. Pela lei nº 475, de 28.05.1963, recebeu a denominação de rua “Antônio Valentim
a via que parte do alto da Ventania e vai até o bar e restaurante Caiçaras, no bairro São
Pedro, nesta cidade.”
Antonio Fernandes Valentim era comerciante no ramo de açougue e deixou grande
descendência. Segundo consta era pai de Otto Valentim, de quem registramos uma
curiosa nota da Gazeta de Leopoldina, de 10.04.1910, que fala de uma briga entre os
menores, Afonso Silva e João Lima, no quintal de uma casa da rua Tiradentes, onde o
Afonso acertou o menor Otto, filho do Antonio Fernandes Valentim, que sofreu forte
comoção e foi atendido pelo Dr. Nunes Pinheiro.
ANTONIO FERREIRA DE ALMEIDA, praça

(Três Cruzes) – Localiza-se no início da rua Manoel Turíbio Barbosa. Sua denominação
atual surgiu com a lei nº 3140, de 23.04.99.
Nascido a 11.06.1881, filho de Francisco Rodrigues de Almeida e Maria José Neto,
ambos pertencentes às famílias de Antônio de Almeida Ramos e Joaquim Ferreira Brito.
Casou-se com Maria da Conceição Andrade Neto, filha de Paulino de Andrade Neto e
Júlia Teresa Ferreira Neto, ambos de famílias ligadas aos Almeida Ramos, Gonçalves
Neto e Ferreira Brito.
ANTONIO FRANCISCO VALVERDE, rua

(Maria Guimarães França) - Apesar de não sabermos exatamente quem foi este
homenageado, valemo-nos do verbete para citar que esta família é mencionada entre os
moradores de Leopoldina desde meados do século dezenove. O patriarca, João Pereira
Valverde, adquiriu terras da fazenda dos Vitais, em Piacatuba, a 27.05.1872. Acreditamos
que tenha sido para acréscimo de sua propriedade, já que desde alguns anos antes o
sobrenome já aparece como referência ao local até hoje conhecido como “Valverdes”.
Dois filhos de João Pereira Valverde deixaram enorme descendência em Leopoldina, de
seus casamentos nas famílias povoadoras.
ANTONIO FREDERICO OZANAN, rua

(Fátima) – É a subida da igreja São José.

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O nome desta rua surgiu com a lei nº 829, de 09.08.1972, cujo texto diz: “Passa a
denominar-se rua Antônio Frederico Ozanam, a via pública desta cidade, que partindo da
rua Jonas Bastos, passa pela matriz São José e termina na rua Gentil Pacheco de Melo.”
É uma homenagem a Antonio Frederico Ozanam Coelho, criador do movimento
Vicentino. A Sociedade São Vicente de Paula, composta de Conferências de discípulos de
São Vicente que buscam alcançar, através da prática da caridade simples e cristã, a
própria santificação.
ANTONIO GARCIA DE CARVALHO, rua

(Bela Vista) – Começa na rua Manoel Monteiro. Recebeu esta denominação a partir da lei
nº 2797, de 13.12.95.
ANTONIO LAMOGLIA, rua

(Maria Guimarães França) – Começa na rua Raphael Iennaco e finda na rua Maria
Castanheira. Teve sua denominação oficializada pela lei nº 1151, de 10.09.76.
Antonio Lamoglia era comerciante e possuía uma padaria na rua Cotegipe, nos
anos de 1940.
O sobrenome original, Lammoglia, é proveniente da comune de Maratea, provincia
Potenza, região Basilicata, Italia. Um dos imigrantes desta família, Biaggio Lammoglia,
voltou para a Itália e morreu como herói em Messina, Arábia, a 05.09.1967. Os outros
deixaram grande descendência em Leopoldina. O casal tronco era formado por Giovanni
Lammoglia e Filomena Panza.
ANTONIO LIMA DOS REIS, rua

(Pinguda) – É parte do leito da estrada que segue para o distrito de Providência. Seu
nome surgiu com a lei nº 1948, de 04.02.88.
ANTONIO MACHADO DE MATOS, rua

(Pirineus) – Começa na rua Franklin José da Silva e termina nas proximidades da BR-116.
Projeto de lei de autoria do vereador Darcy Luiz V. Rezende que se transformou na lei nº
1681, de 10.09.84.
Antônio Machado Matos, nasceu em Tebas, no dia 27.06.1913, filho de Pedro
Machado Dias e Maria Garcia Dias. Casou-se com Nair Almeida Machado, nascendo
dessa união 9 filhos. Foi proprietário rural e comerciante, tendo residido em rua próxima à
que recebe o seu nome.

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ANTONIO MENEGHITE, beco

(Quinta Residência) – Ver Agostinho Meneghite.
ANTONIO MOURA DE OLIVEIRA GUIMARÃES, rua

(Praça da Bandeira) – Liga a rua Joaquim Garcia de Oliveira à rua Lino Gonçalves.
A lei nº 942, de 17.10.1973, “dá denominação de rua Prof. Antônio Moura de
Oliveira Guimarães à via pública que é a primeira paralela à rua Marechal Deodoro, no
bairro Lino Gonçalves.”
Antonio Moura de Oliveira Guimarães, o professor Moura, nasceu em Leopoldina
no dia 17 de janeiro de 1895 e aqui faleceu a 11 de setembro de 1965. Casou-se com
Nair Soares a 16.09.1941 e deste consórcio são os filhos Paulo Afonso (falecido) e José
Antônio.
Jornalista profissional, professor de nível secundário, escritor e poeta, publicou em
jornais e revistas diversos contos, ensaios e poemas. Por cerca de 20 anos residiu no Rio
de Janeiro, onde trabalhou nos jornais Correio da Manhã, como jornalista e revisor de
textos e no Jornal do Brasil, como revisor de textos, chefe e editor adjunto. De volta a
Leopoldina, durante cerca de 15 anos lecionou no Ginásio Estadual Professor Botelho
Reis, como professor titular das cátedras de Português e Francês, lecionando também
Literatura e Latim.
ANTONIO NETTO, vila

(Centro) – Fica na rua das Flores, conforme se deduz do texto da lei nº 950, de
17.10.1973, que “dá denominação de vila Antônio Netto à via pública que partindo da rua
Ranulfo Matola de Miranda (rua das Flores), entre os números 147 e 121, vai até a
margem do córrego Feijão Crú.”
ANTONIO NOVATO DE MORAIS, ladeira

(Seminário) – Liga a rua Padre José Domingues Gomes à rua Lourenço Santana. O seu
nome oficial surgiu com a lei nº 2074, de 12.05.89.
ANTONIO SALOMÃO, rua

(Fábrica) – Era um dos “Becos da Fábrica”. Diz a lei municipal nº 1001, de 08.03.1974
que, fica denominada rua Antônio Salomão à via pública ainda sem denominação oficial,
que partindo da rua Sindicato Têxtil, vai na direção da rua Marechal Deodoro.

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APARECIDA, NOSSA SENHORA, rua

(Quinta Residência) – Liga as ruas Antonio Fernandes Valentim e Alan Kardeck. É o
antigo leito da Rio-Bahia, antes do asfaltamento da nova estrada que se transformou na
avenida Jehu Pinto de Faria. Nesta rua está a igreja de Nossa Senhora Aparecida. Sua
denominação surgiu com a lei nº 1097, de 10.10.75.
Nossa Senhora Aparecida tem o dia 12 de outubro como o de sua devoção. O
Santuário de Aperecida surgiu após 1717, quando três pescadores (Domingos Garcia,
João Alves e Felipe Pedroso), moradores nas margens do Rio Paraíba, no município de
Guaratinguetá – SP, cansados e desanimados por não terem apanhado peixe algum,
lançaram mais uma vez a rede e retiraram das águas o corpo de uma imagem escura e
sem cabeça. A partir daí, a devoção à Santa cresceu e, em 1930, tornou-se a padroeira
do País.
ARACY CÉSAR, rua

(Joaquim Furtado Pinto) - É a via pública, no conjunto habitacional Dr. Joaquim Furtado
Pinto, que tem início na rua Francisco de Oliveira e finda na rua Wilson Valentim, segundo
a lei nº 1.751, de 08.08.85, dos vereadores Ely Rodrigues Netto e Darcy Luiz Vasconcelos
Resende.
Aracy César nasceu a 18.07.1902 e faleceu no dia 21.07.1984. Exerceu a profissão
de alfaiate durante mais de três décadas. Foi um dos criadores do comitê do Partido
Trabalhista Brasileiro (PTB) de Leopoldina. Era casado com Aracy de Paula César e seu
filho, Setembrino Cesar, trabalhou na Coletoria Federal.
ARAÚJO, vila

(Praça da Bandeira) - Foi construída por volta de 1960 pelos irmãos Tito e Achiles Araújo,
comerciantes no ramo de tecidos, calçados e armarinhos. Está localizada na rua
Benedicto Valladares.
Aqui vale registrar uma curiosidade que não se liga à vila.
Em um dos livros caixa antigos, da Prefeitura, códice 233, fls 16, há o registro de
pagamento feito a José Esperidião Nogueira, no valor de 1$000, para limpar a rua e a
fonte denominada Araújo.
ARGEMIRO AUGUSTO PINTO BITTENCOURT, rua

(Eldorado) – Começa na rua Coronel João Lau. Foi criada pela lei nº 2471, de 17.12.92.
Argemiro era maestro da Orquestra Leopoldina e exerceu a função de secretário do
Ginásio Leopoldinense.
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ARISTEU LACERDA MORAES, rua

(Jardim Bela Vista) – A denominação oficial desta rua surgiu com a lei nº 3.297, de
12.09.2000.
Quanto ao homenageado, sabe-se que foi batizado em Piacatuba, onde nasceu a
12.11.1895. Era filho de Firmino Carlos de Oliveira e Maria José de Lacerda. Neto paterno
de José Vital de Moraes e Umbelina Cassiano do Carmo, bisneto paterno de João Inácio
de Moraes e Anastácia Felisbina, por esta descendente de Vital Antonio de Oliveira e
Maria Narciza de Jesus. Vital Antonio de Oliveira era filho de José Rodrigues Braga e
Bernardina Caetana do Sacramento, neto paterno de João Fernandes e Benta Rodrigues,
neto materno de José Dutra da Silveira e Francisca Maria do Sacramento, ambos
imigrantes açorianos. A bisavó de Aristeu, Maria Narciza de Jesus, era filha de Bernardo
da Costa de Mendonça e Maria Tereza de Jesus, tronco da grande família Furtado de
Mendonça de São João Nepomuceno e Piacatuba. O óbito de Aristeu, em Leopoldina, foi
a 19.10.1988.
Aristeu foi casado com Otolina Werneck, filha de Francisco de Lacerda Werneck e
Maria Constança de Almeida, neta paterna do João Lourenço Ferreira de Lacerda e
materna do Antônio Venâncio de Almeida e Rita Virgínia de Almeida. Pelo lado materno,
descende de Antônio de Almeida Ramos.
Aristeu e Otolina são os pais de Dirceu Moraes Werneck, casado com Eponina
Garcia Reiff, filha de Antonio Reiff e Vitalina Garcia de Matos.
ARISTIDES, DOM, rua

(Esteves) – Esta rua sempre foi e continua sendo, conhecida popularmente como “rua das
Tabocas” ou, “Taboquinhas”. Liga a praça Gama Cerqueira à rua João de Almeida Cruz.
Foi a lei nº 98, de 18.02.1950, que alterou para Dom Aristides o nome da conhecida rua
das Tabocas.
Aristides de Araújo Porto é o nome completo do vigário da igreja do Rosário que,
em 30.08.1931, sagrou-se bispo de Montes Claros (MG) e se tornou Dom Aristides.
Vale ressaltar que todas as referências encontradas sobre este padre dizem ter
sido ele uma figura muito bondosa e humana, razão porque era querido por todos. Dom
Aristides faleceu na cidade de Montes Claros, em 07.04.1947.
É interessante acrescentar que Dom Aristides tinha grande interesse na história de
nossa região, tendo escrito algumas páginas com as informações que conseguiu apurar.

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Hoje, na secretaria paroquial da igreja do Rosário, existe um exemplar de um manuscrito
deixado por ele .
ARISTIDES BADARÓ, praça

(Fábrica) – É a confluência das ruas Vinte e Sete de Abril e Pompílio Guimarães. Foi
criada pela lei nº 1177, de 15.04.77, do vereador Joarês Sílvio da Costa. Ali ficava o bar
Industrial, antigo ponto de encontro do bairro, que pertenceu ao homenageado.
Aristides da Silva Badaró, segundo o projeto de lei que deu nome ao logradouro,
nasceu no distrito de Piacatuba, filho de tradicional família da cidade, foi comerciante e
chefe de família exemplar. Era casado com Felícia Ferraz de Castro.
ARISTIDES POLICIANO DA SILVA, rua

(Jardim Bela Vista) – Foi criada pela lei nº 3.302, de 12.09.2000. Tem seu início na rua
Lourenço Gonçalves Nunes e finda na rua Anderson Pereira Bela.
ARLETTE BASTOS, praça

(Chico Bastos) – Diz a lei nº 1.514, de 06.08.81, que a denominou, que esta praça está
localizada no loteamento “Chico Bastos”.
Arlette era casada com Omar Bastos, dentista, também nome de logradouro.
Residiu na casa de seu sogro, Francisco de Andrade Bastos, na então rua da Floresta.
Atuante na vida social da cidade, na década de 60, era uma das organizadoras dos Bailes
de Debutantes do Clube Leopoldina. De seu casamento são os filhos: Regina Helena,
Luiz Fernando, Carlos Henrique e Silvia Amélia.
ARTHUR LEÃO, bairro

Confunde-se com os antigos bairros do Seminário e do Asilo. Neste trabalho,
apenas a rua Padre José Gomes Domingues é citada como pertencendo a este bairro.
Dr. Arthur Guimarães Leão, segundo Mário de Freitas em “Leopoldina do meu
Tempo”, residia num sobrado antigo, que existia na rua Gabriel Magalhães, nas
proximidades do Ginásio.
ARTHUR MARANHA, rua

(Maria Guimarães França) – Começa na rua Raphael Iennaco e finda na rua Maria
Castanheira. Recebeu esta denominação através da lei nº 1133, de 13.05.76, do vereador
Guanahyro Fraga Mota.

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Arthur nasceu em Verona, na Itália, em 13.03.1892. Veio para Leopoldina em 1897.
Foi agricultor, industrial, comerciante e proprietário de hotel e bar (Hotel Gomes, antigo
hotel Pimenta). Naturalizou-se brasileiro em 1957. Foi casado com Idalina Perilo Maranha
e deixou sete filho: Luiz, médico e ex-deputado estadual; Maria das Neves, que residiu em
Ubá; João, bancário aposentado; Moacyr, funcionário do DNER; Guerino, servidor
municipal; Ruth, casada com Pedro Domingues Chaves e Haroldo, advogado e exvereador e presidente da câmara municipal, também homenageado com nome de rua.
Faleceu em 18.09.1967.
Arthur Maranha era filho de Luigi Maragna, falecido em Leopoldina 08.05.1915 e de
Teresa Falavigna. Era irmão de Sylvio, que foi seu sócio em padaria da cidade.
ARY VASCONCELOS CUNHA, rua

(Nova Leopoldina) – Foi a lei nº 2.973, de 16.10.97 que nomeou a via pública que começa
na rua Dom Gerardo Ferreira Reis e finda na rua Aloísio Soares Fajardo
Ary Cunha foi comerciante, ex-proprietário da Casa Emma, loja de calçados e
armarinhos, localizada da praça Professor Ângelo. Posteriormente, com os filhos, criou o
Bazar Ema, na rua Cotegipe, a indústria de torrefação de café “Ema” e adquiriu parte da
fazenda do Paraíso. Faleceu em Leopoldina, a 16.07.1990, com 75 anos. Era casado com
Venina Marques.
Descendia de tradicional família de Argirita, para onde migrou em meados dos
oitocentos Antônio Pedro de Vasconcelos, filho de Francisco André de Vasconcelos e
Maria Custódia Miranda, procedentes da região da atual cidade de Ouro Branco, MG.
Antonio Pedro foi ascendente de Manoel Luiz da Cunha, pai do homenageado. Sua mãe
chamava-se Laudemira Moreira.
ASTÓRICO BANDEIRA DE QUEIROZ, rua

(Popular) A denominação oficial desta rua surgiu com a lei nº 3.333, de 19.12.2000.
ÁTILA LACERDA DE CRUZ MACHADO, praça

(Centro) – É a praça que fica entre a praça Félix Martins, rua José Silva e rua Francisco
de Andrade Bastos. Foi criada pela lei nº 2397, de 23.04.1992.
Átila, segundo Mário de Freitas, em Leopoldina do meu Tempo, era natural de
Barbacena (MG) e foi funcionário público estadual. Era, também, professor e espírita
atuante em Leopoldina. Foi casado com Herondina Domingues, filha de Rafael
Domingues e Idalina Gomes.
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AUGUSTO DE CASTRO, rua

(Imperador) – Começa na rua Agnello Corrêa do Bem. Sua denominação oficial surgiu
com a lei nº 3188, de 19.10.1999.
AUGUSTO DOS ANJOS, POETA, rua

(Vale do Sol) – O nome desta rua aparece com a lei nº 3.310 de 19.09.2000.
Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu em Pau D’Arco (PB) e faleceu
em Leopoldina em 12.11.1914. Formado em Direito, nunca exerceu a profissão. Poeta
nacionalmente conhecido, sua obra mais importante surgiu no Rio de Janeiro em 1913 e
denomina-se “Eu e outras poesias”.

Em 23.06.1914, Augusto dos Anjos mudou-se para Leopoldina e assumiu o cargo
de diretor do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira, quando este ainda estava localizado na
esquina da rua Sete de Setembro, esquina com a atual praça Gama Cerqueira.
Para Hamil Adum, professor do Ginásio Leopoldinense, em artigo para a Revista
Acaiaca de março de 1954, “Augusto dos Anjos, filho da Paraíba, veio buscar, em
Leopoldina, sua vida e sua morte. E aqui, seu espírito criou muitos dos mais belos versos
de toda a literatura”.
Segundo Mário de Freitas, em “Leopoldina do meu Tempo,” Augusto dos Anjos era
casado com D. Ester, residia na rua Cotegipe e tinha um casal de filhos: Guilherme e
Glória.

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AURÉLIA G. DE ASSIS, praça

(Pirineus) – Localiza-se entre as ruas José Teixeira Pires e Fernando Novais de Oliveira.
BANDEIRA, PRAÇA DA, bairro

Ver Praça da Bandeira.
BANDEIRANTES, JARDIM, bairro

Ver Jardim Bandeirantes.
BELA VISTA, bairro

A lei nº 1.456, de 02.08.79, dispõe sobre denominação deste bairro, toda a sua
extensão e a área de que trata a lei nº 1.361. Ele abrange a avenida dos Expedicionários,
as ruas Adávio Pires de Almeida, Alceu Junqueira Ferraz, Antenor Ribeiro dos Reis,
Edmundo Dias da Costa, Eduardo Clementino da Silva, Emílio Ramos Pinto, Francisco
Fortes da Silva, Haroldo Maranha, João Gonçalves, João Teixeira de Moura Guimarães,
Joaquim Pereira de Oliveira, José Aragon Pinheiro, José de Souza Lima, Luiz Monteiro
Resende, Manoel Monteiro, Mory Baptista, Oldemar Montenari, Roberto Vizani Yung,
Rolando Ladeira Salgado, Wilson Berbari e as praças José Bastos de Faria Freire e
Washington Andries. Atualmente é o bairro mais populoso da cidade.
O local desenvolveu-se após a retirada dos trilhos da estrada de ferro, o que
possibilitou a abertura de melhor acesso ao bairro.
Ver “Linha”, em Antigos Logradouros.
BELA VISTA, JARDIM, bairro

Ver Jardim Bela Vista.
BELARMINO FERREIRA DA COSTA, travessa

(Fábrica) – Foi através da lei nº 2215, de 22.06.90, que a via pública que liga as rua
Pompílio Guimarães e Mercedes R. Carneiro Cerqueira, recebeu a denominação oficial de
Belarmino Ferreira da Costa..
BELISÁRIO DE OLIVEIRA E SILVA, rua

(Fátima) – Liga a rua Álvaro B. Junqueira, no bairro de Fátima, à rua Custódio Junqueira.
Recebeu este nome pelo projeto do vereador Darcy Luiz V. Rezende, que se transformou
na lei nº 1679. de 17/08.84.
Belisário nasceu em 10.08.1911 em Santos Dumont e faleceu em Leopoldina
20.03.78. Era transportador rodoviário e carinhosamente conhecido como Biliza. Foi
casado com Lourdes Rodrigues Moraes e Silva. Durante muitos anos residiu, com uma de
suas filhas, na rua que recebeu o seu nome.
BENEDITO VALADARES, rua

(Praça da Bandeira) – Começa na avenida Getúlio Vargas e termina na praça Zequinha
Reis.
Aqui, um dos autores viveu a sua infância e juventude convivendo, dentre outras,
com as famílias: André, Araújo, Benati, Botelho, Castro, Esteves, Lupatini, Marino,
Paixão, Pimentel, Rodrigues, Ruback, Santos e Souza Jesus.
Benedicto Valladares era advogado e descendia de família tradicional da política
mineira pois era sobrinho-neto do Conselheiro (do Império) Martinho de Campos. Foi
vereador e prefeito de Pará de Minas (MG). Participou ativamente da revolução de 1930.
Eleito deputado federal, aproximou-se da presidência e foi nomeado pelo presidente
Getúlio Vargas para interventor no estado de Minas Gerais, no período político que se
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convencionou chamar-se por Estado Novo. Restabelecidas as eleições, elegeu-se
governador do estado.
BERNARDINO JOSÉ FIDÉLIS, rua

(Três Cruzes) – Começa na rua Manoel Turíbio Barbosa. Seu nome atual surgiu com a lei
nº 3141, de 23.04.99.
BOA SORTE, bairro

A estrada que liga ao bairro parte da BR-116, no Km 775.
Boa Sorte era o nome de uma das fazendas incorporadas à Colônia Constança. Nela
funcionou a sede da colônia. Ali, também, sempre existiu o campo de futebol do Boa Sorte
Futebol Clube, supervisionado pelo inesquecível João Bonin.
A Colônia Constança foi criada em 1910, conforme Decreto nº 2801, de 12.04.1910
e possuía, inicialmente uma área de 18.797.500 metros quadrados, dividida em 65 lotes e
2 logradouros públicos. Logo em seu primeiro ano, o Estado concluiu pela mudança da
destinação dos espaços públicos e os incorporou à área agricultável, na forma de três
novos lotes. Desta forma, a Colônia passou a contar com 68 lotes.
Ainda com o propósito de aumento do número de lotes, foi também adquirida a
fazenda Palmeiras. Esta fazenda foi então dividida em 5 lotes passando a Colônia a
contar com 73 lotes. Ao final do exercício de 1912, apenas 64 destes lotes estavam
ocupados.
Hoje, a maioria desses lotes não guardam sua forma original e alguns deles foram
subdivididos o que vem transformando o local num bairro bastante povoado.
BOTELHO REIS, PROFESSOR, praça

(Centro) – Seu primeiro nome foi largo do Passeio. Em 1880, por proposta do vereador
Teodoro Carneiro, recebeu o nome de largo Visconde do Rio Branco. Neste largo,
segundo jornais da época, funcionava a farmácia Central e o hotel Antunes.
É geralmente conhecida como praça do Ginásio, embora nela estejam, além do
Colégio Estadual Professor Botelho Reis (antigo Ginásio), o Conservatório Lia Salgado, o
Clube Leopoldina e o Lactário.

Ginásio

Clube Leopoldina
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Lactário em construção

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Como curiosidade registramos que a Gazeta de Leopoldina, de 19.09.1911, fala no
jardim do largo Visconde do Rio Branco, ainda não inaugurado, que seria o jardim central
da cidade naquela ocasião. No dia 4 de setembro de 1928, passou a chamar-se praça
Professor Botelho Reis.
O nome atual desta praça é uma homenagem ao professor, inspetor de alunos,
secretário, vice diretor e um dos fundadores do Ginásio Leopoldinense, o professor José
Botelho Reis, nascido em Aiuruoca, MG, no dia 29 de dezembro de 1887, filho de Olympio
de Souza Reis e Helena Constança de Andrade. A família transferiu-se para Leopoldina
logo após seu nascimento. Estudou em Barbacena e no Colégio Pedro II, no Rio de
Janeiro. Casou-se com D. Emerenciana, filha de Adeodato de Andrade Botelho. Faleceu
em Caxambu, MG, no dia 7 de fevereiro de 1926 e seus restos mortais foram trasladados
para Leopoldina em 1933.
Em 1936 iniciou-se a construção do Grupo Escolar que leva o seu nome, localizado
na praça Professor Ângelo.
BOTELHO, SENADOR, praça

(Meia Laranja) – É a praça principal do bairro. Homenageia o senador (estadual)
Francisco de Andrade Botelho.
Segundo o Dr. Joaquim Custódio Guimarães, em “História da Medicina em
Leopoldina”, o Dr. Francisco de Andrade Botelho era médico, nasceu em 22.06.1867.
Filho do conselheiro Fidélis de Andrade Botelho e D. Emerenciana Eliza de Andrade
Botelho. Formou-se pela faculdade de medicina do Rio de Janeiro em 1890. Casou-se
com D. Maria Nazareth Junqueira Botelho em 1891. Em 1911 foi eleito pelo Partido
Republicano Mineiro para uma das cadeira do senado estadual, sendo reeleito em 1919.
Faleceu em 12.04.1923.
O senador Botelho era pai do Dr. Ormeu Junqueira Botelho, também homenageado
em logradouros da cidade.
BR-116, rodovia

É a estrada que contorna a cidade, geralmente conhecida como Rio-Bahia.
Vale registrar que a primeira estrada Rio-Bahia, de saibro, inaugurada pelo
presidente Getúlio Vargas, em 24.10.1939, passava pelas atuais ruas Nossa Senhora
Aparecida e Alan Kardeck, praça João Bella, avenidas Humberto de Alencar Castelo
Branco e Getúlio Vargas, praça Francisco Pinheiro Correia de Lacerda e pela rua José
Peres, seguindo para Laranjal, mais ou menos pelo trajeto atual.
No final dos anos 50 e início da década de 60, esta estrada recebeu o asfalto e
parte do seu trajeto foi alterado com a abertura da atual avenida Jehu Pinto de Faria.
Até essa época o posto fiscal da Polícia Rodoviária Federal, era no início da
avenida Jehu Pinto de Faria, ali no final da avenida Getúlio Vargas. Esse local depois
ficou conhecido como “Gato Preto”, em função de um bar e restaurante com este nome,
que se abriu na esquina da atual rua Gustavo Barbosa Miranda com avenida Getúlio
Vargas.

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No final da década de 60, início dos anos 70, construiu-se o trecho atual,
inicialmente conhecido como Contorno, passando pelas proximidades do alto do
cemitério.
BRITOS, rua

(São Sebastião) - Liga a avenida dos Expedicionários à estrada que dá acesso a fazenda
“Dom Pedrito”, no sentido norte-sul. Seu nome surgiu com a lei nº 1.545, de 26.04.82.
Esta via era oficiosamente conhecida como “Estrada dos Britos”, segundo a justificativa
do projeto de lei que lhe deu o nome oficial.
Os Britos são numerosos aqui desde a época do início do povoamento do Feijão
Cru. Profundamente ligados aos Gonçalves Neto e Almeidas, antes de migrarem para cá,
uniram-se a outras famílias como os Lacerdas, Wernecks, etc. O ponto inicial de
localização da família foi a fazenda da Cachoeira, formada pelo patriarca Joaquim
Ferreira Brito.
Ver João Gualberto e Joaquim Ferreira Brito.
CAIÇARA, bairro

Está localizado nas proximidades do posto de fiscalização da Polícia Rodoviária
Federal. Surgiu com a expansão do local e a abertura de novas ruas, sem um projeto
original de um loteamento. São referidas como sendo do bairro Caiçara, dentre outras, as
ruas Custódio Lacerda, David Pereira, João Botelho, José Camilo Ferreira, Mário Rayol e
Nízia Lacerda Zaquine.

O nome do bairro tem sua origem num bar e restaurante desse nome, muito
utilizado como ponto de parada de ônibus e caminhões, que existiu ali e foi demolido por
ocasião da abertura do trecho da BR-116 (Contorno) e construção do Posto da Polícia
Rodoviária Federal.
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O termo caiçara significa o cercado usado pelas tribos indígenas para proteger as
tabas e passou, ao longo do tempo, a significar também os próprios indígenas ou
mestiços com a raça. Ver, ainda, Jardim Caiçara, bairro.
CÂNDIDA MARIA DE JESUS, MADRE, avenida

(Limoeiro) – É o leito da antiga estrada para Cataguases, a partir do trevo indo em direção
da fazenda do Limoeiro. Sua denominação surgiu a partir do projeto dos vereadores Ely
Rodrigues Netto e Jair de Almeida Lacerda, datado de 09.10.81, que se transformou na lei
nº 1.519.
Natural de Guipúscoa, Espanha, Joanita Joseja, a nossa Madre Cândida, nasceu a
31.05.1845. Era filha de João Miguel Cipítria e Maria Jesus Bariola. Viveu 67 anos. Não
teve oportunidade de estudar na infância, devido à situação financeira da família. Foi
empregada doméstica e sempre procurou ajudar aos mais necessitados. Aos 26 anos se
faz religiosa e recebe o nome de Cândida Maria de Jesus. É fundadora e primeira diretora
da Congregação das Filhas de Jesus, em Salamanca, Espanha.
Presentes no Brasil desde 1911, quando as primeiras se instalaram em Pirinópolis
(GO), as Filhas de Jesus chegaram a Leopoldina em 1918, quando fundaram o Colégio
Imaculada Conceição.
CÂNDIDA MARIA FAJARDO LAMOGLIA, rua

(Maria Guimarães França) – Começa na rua Raphael Iennaco e finda na rua Maria
Castanheira. Recebeu esta denominação a partir da lei nº 1148, de 10.09.76.
Cândida era filha de José Lammoglia e Conceição Fajardo, neta paterna de Antonio
Lammoglia e Margaretha Lorenzeto. Seu pai era irmão de Filomena Lammoglia, esposa
de Optato Lacerda França também homenageado em logradouro.
CÂNDIDO LADEIRA, rua

(Centro) – Começa na rua Presidente Carlos Luz, em frente ao antigo mercado municipal
e sobe em direção do bairro Pirineus.
Cândido Barbosa Dias Ladeira era casado com Olga Barbosa Ladeira, também
nome de rua na cidade.
CÂNDIDO VELOSO, rua

(Vila Miralda) – Começa na avenida Humberto de Alencar Castelo Branco. Seu nome
oficial surgiu com a lei nº 1079, de 07.03.1975.
O nome completo do homenageado era Cândido Augusto Veloso.
CARLINDO DE ALVARENGA MAYRINCK, rua

(Fátima) – Liga a rua Gentil Pacheco de Melo à rua Farmacêutico Durval Bastos. O nome
desta rua surgiu com a lei nº 511, de 06.02.1964, que denominou rua Carlindo Alvarenga
Mayrinck, a rua que partindo da Vinte e Sete de Abril, segue em direção a estrada de
Providência, numa paralela à rua Rafael Domingues.
É uma homenagem ao antigo diretor técnico do Ginásio Leopoldinense, professor
Carlindo Alvarenga Mayrinck, que foi casado com a professora Marieta Macielo. Professor
Carlindo lecionou, também, no colégio Imaculada Conceição e no colégio Sagrado
Coração de Jesus, de propriedades das irmãs Ernestina e Consuelo Vidal Leite Ribeiro.
Nascido no dia 20 de agosto de 1897 em Santo Antônio do Grama, então
pertencente a Ponte Nova, era filho de Francisco de Paula Assis Mayrinck e Virginia
Freire de Andrade Alvarenga. Faleceu em Belo Horizonte a 20.10.1962
No Almanack do Arrebol, ano 2 nº 6, diz que ele cursou o primário com a própria
mãe. No entanto, no livro Memória Histórica de Santo Antonio do Grama, de José
Henrique Domingues, consta que em 1881 foi criada a “instrução primária” naquela
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localidade e que em 1899 os professores eram Francisco Lourenço Mayrinck e sua
esposa Maria de Nazareth, sendo que ela permaneceu como professora até 1913,
quando foi substituída pelas primeiras normalistas.
CARLOS LUZ MENEGHITE, praça

(Maria Guimarães França) – Esta praça fica no início da rua Raphael Iennaco. Sua
denominação oficial surgiu com a lei nº 1.617, de 13.06.1983, de autoria do vereador
Vicente Thomas Schettino.
Carlos Luz Meneghetti nasceu a 21.04.1961. Era filho de João Meneghetti e Maria
Nazareth Sodré. Neto paterno de Ermenegildo Meneghetti e Genoveffa Calzavara.
Faleceu aos 19 anos, no dia 07.10.80, quando servia ao Exército Brasileiro, em Juiz de
Fora.
São seus irmãos: Luiz Otávio, editor responsável pelo jornal Leopoldinense, do
Grupo Leopoldinense de Notícias; Terezinha de Jesus; Fátima Lucia; Giovani Batista;
Rogério José; Izabel Cristina; Maria Tereza; e, Guilherme José.
O avô paterno de Carlos Luz, Ermenegildo Meneghetti, nasceu a 28 julho 1881 em
Campolongo Maggiore, Venezia, Italia, passou ao Brasil com sua família em 1888,
desembarcando do vapor Washington no Porto do Rio de Janeiro. Casou-se com
Genoveffa Calzavara a 18 Janeiro 1911 e faleceu em Leopoldina a 21 Outubro 1927.
Ermenegildo e Genoveffa foram pais também de Ana, Antonio, Felice, Fortunata,
Helena, Sante e Maria Meneghetti
Ermenegildo ou, Gildo como era habitualmente conhecido, era filho de Sante
Meneghetti e de Regina Formenton, neto paterno de outro Sante Meneghetti e Maria e,
neto materno de Giuseppe Girolamo Formenton e Maria Formenton. Sabe-se que seus
irmãos a seguir relacionados, viveram na região de Leopoldina: 1 - Felice Augusto
Meneghetti, nascido 7 agosto 1873; 2 - Costantina Meneghetti, nascida 23 agosto 1876,
casada com Giovanni Battista Gottardo a 12 novembro 1904 em Leopoldina; 3 - Verginio
Meneghetti, nascido 17 fevereiro 1879, casado com Teresa Ceoldo a 16 janeiro 1904 em
Leopoldina; 4 - Amabile Eva Meneghetti, nascida 21 março 1887, casada com Felice
Montovani a 22 novembro 1911 em Leopoldina; 5 - José Meneghetti, nascido 29 setembro
1890 em Leopoldina, casado com Alice Stefani; 6 - Fortunato Meneghetti, nascido 13 maio
1893 em Leopoldina, casado com Felomena Bonini 28 julho 1917; 7 - Maria Meneghetti,
nascida 13 maio 1893 em Leopoldina, onde se casou com Pietro Gallito a 28 abril 1917
em Leopoldina
Genoveffa era filha de Giuseppe Calzavara e Ana Scantambulo, família que
também passou ao Brasil no mesmo vapor Washigton, junto com seus irmãos Regina,
Pietro, Antonio e Amalia Calzavara, sendo que esta casou-se com Otavio de Angelis,
também italiano nascido a 28 agosto 1884 em Terni, Umbria. Já em Leopoldina Giuseppe
e Ana tiveram mais um filho, Pedro Angelo Calzavara, nascido a 7 julho 1897.
O sobrenome original, Meneghetti, é de uma família procedente do comune de
Campolongo Maggiore, provincia de Venezia, região do Veneto, Italia.
Ver também Santo Meneghetti e João Meneghite.
CARLOS LUZ, PRESIDENTE, rua

(Centro) – Começa na rua José Peres e termina da praça Gama Cerqueira. Seu primeiro
nome foi rua Nova. Em 1954 já era conhecida como rua Thebas. Nela funcionou o
mercado Municipal, a primeira agência do Banco do Brasil na cidade, a serraria São José,
a primeira garagem da empresa de ônibus TAVIL, a UBOL (União Beneficente dos
Operários Leopoldinenses) e o engenho Santa Adelaide. Tornou-se rua Presidente Carlos
Luz, em homenagem ao grande político radicado em Leopoldina,

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Dr. Carlos Coimbra da Luz, falecido em 1961, a partir da lei nº 394, de 01.03.1961.
O Dr. Carlos Luz foi, em Leopoldina, advogado, delegado de polícia e presidente da
câmara no período de 1923 a 1931. No âmbito estadual, foi o organizador do plano
rodoviário da Zona da Mata, Secretário de Agricultura e do Interior. Eleito Deputado
Federal, tornou-se líder da bancada e da maioria. Exerceu o cargo de presidente da Caixa
Econômica Federal e, finalmente, de presidente da República, de 09 a 11.11.1955.
CARLOS MAGNO GESUALDI BARBOSA, rua

(Centro) - A rua que parte da rua José Peres e finda no entroncamento das ruas Dr.
Custódio Junqueira e praça General Osório recebeu esta denominação através da lei nº
3.328, de 18.12.2000. É o antigo trecho da linha férrea paralelo à rua José Silva, ao lado
da praça Félix Martins, hoje utilizado como ponto de táxi.
É uma homenagem ao empresário geralmente conhecido como Maguinho, filho de
Carlos Barbosa e Nanete Gesualdi que, além de outros empreendimentos, era
proprietário da Magmar Confecções e foi o incorporador do Shopping Mar Center.
CARLOS RUBENS CASTRO MEIRELES, rua

(Seminário) – Liga a rua Padre José Domingues Gomes à rua Professor Joaquim Guedes
Machado. É a rua que passa pelos fundos do Colégio Estadual, margeando o Feijão Cru.
Era conhecida como rua da “Bomba”, porque ali existiu, quando da abertura da rua, um
poço artesiano que fornecia água para a cidade, antes da captação das águas do rio
Pirapetinga. A lei nº 664, de 02.10.1968 diz que: “Fica denominada rua Carlos Rubens de
Castro Meireles o logradouro público que partindo da rua Três de Junho e passando pela
unidade esportiva do Colégio Estadual Botelho Reis, vai ter a rua Padre José Domingues
e ao encontro da praça do Rosário.”
Carlos Rubens era filho de Itamar Meireles Carneiro e Zoé Lina Barbosa de Castro,
tendo nascido no dia 14 de janeiro de 1937 em Tebas e falecido a 02 de abril de 1968 em
Leopoldina. Neto materno de Joaquim Barbosa de Castro e Emiliana Antunes de Faria,
sobrinho do Colatino Barbosa de Castro e de Eurídice Castro Esteves que também são
nomes de ruas da cidade.
Ver família em Colatino Barbosa de Castro.
CARLOS SCHETTINO, rua

(São Cristóvão) – Liga a avenida Funchal Garcia à rua Nicácio Sales. Recebeu este nome
através da lei nº 1.309, de 06.10.78.
Aqui vale uma curiosidade a cerca da família Schettino. Ciro Mioranza, no seu
Dicionário de Sobrenomes Italianos ensina que o sobrenome Schettino designa um
cidadão sincero, aberto, claro, direto e verdadeiro. A forma Schettini, é a variação plural
de Schettino. E o apelido teria sua origem na profissão de fabricante e mercador de carros
e carruagens em geral.
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CARMITA MONTEIRO, rua

(José Arruda) – Começa na rua Cândida Maria F. Lamoglia.
Carmita nasceu em Patrocínio do Muriaé, em 15.11.1934. Era filha de Sebastião
Monteiro e Maria Rita Monteiro. Faleceu em Juiz de Fora, aos 61 anos, no dia 09.07.1990.
Era casada com José Arruda, com quem teve 9 filhos.
CARMO, NOSSA SENHORA DO, rua

(Vila Miralda) – A lei nº 3.457, de 04.10.2002, deu nome a esta via pública.
O livro “O Santo do Dia”, de Dom Servilio Conti, I.M.C., da Editora Vozes, 1986, página
307, ensina que 16 de julho é o dia da grande festa da Ordem dos Carmelitas e da grande
família dos devotos de Nossa Senhora do Carmo.
Segundo uma antiquíssima tradição, no monte Carmelo, na Terra Santa, se formou
um mosteiro de profetas à espera da vinda do Messias. Verdade é que no monte Carmelo
vivia uma comunidade de eremitas que, por volta de 1.150, foi transformada em Ordem
religiosa. Em 16.07.1251, a Virgem Maria indicou a São Simão Stock, sexto superior geral
da Ordem, o escapulário como insígnia especial de seu amor maternal. Daí o nome da
Festa do Escapulário dado à solenidade deste dia. O escapulário é uma veste comum a
muitas congregações religiosas mas particularmente distintiva da Ordem os Carmelitas.
A devoção a Nossa Senhora do Carmo é das mais antigas e espalhadas pelo
mundo, sobretudo nos meios de origem espanhola.
CASTRO ALVES, rua

(Pirineus) – Começa na rua Olímpio Mourão Filho. A lei nº 807, de 09.08.1972, diz que
“fica denominada rua Castro Alves a via pública, sem denominação, que partindo da rua
General Olímpio Mourão Filho, no bairro Santa Teresa, nesta cidade.”
Antonio Frederico de Castro Alves nasceu na Bahia, na Vila de Curralinho (hoje
cidade de Castro Alves), no município de Muritiba, em 14.03.1847 e faleceu em Salvador
(BA), em 06.06.1871. Muito cedo o poeta tomou o partido dos escravos e lançou suas
idéias em prol da abolição. Abolicionista exaltado, aliviava suas preocupações
revolucionárias com a sua visão romântica. Castro Alves morreu tuberculoso, aos 24
anos, deixando uma vasta obra literária que o torna, hoje, um dos mais lidos e populares
poetas brasileiros.
CATEDRAL, bairro

O bairro da Catedral compreende as ruas e praças que circundam a igreja matriz.
O nome Catedral indica ser esta a principal igreja do bispado de Leopoldina.

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Sobre a atual matriz vale recordar que o Almanaque de 1886 informa que “1832 o
reverendo cura Manoel Antonio rezou a primeira missa numa tosca capelinha, coberta de
bicas de palmito e erecta no alto do morro do antigo cemitério e da forca.”
Isto nos leva a concluir que esta primeira capelinha foi construída no morro dos
Pirineus.
No mesmo Almanaque o autor segue afirmando que “em verdade a religião não
sentia simpatia por tal vizinhança e pois o templo mudou-se, como a arca, para o meio do
morro de São Sebastião, entre as casas ora pertencentes ao Dr. Américo Lobo e a João
Netto, sendo afinal transferido para o alto, onde hoje campea a igreja matriz.”

CAXIAS, DUQUE, rua

(Três Cruzes) – Começa na rua Ferreira Brito e segue em direção à Manoel Antonio de
Almeida.
Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, é o patrono do Exército Brasileiro.
Nasceu na Vila Estrela, no Rio de Janeiro, em 25.08.1803 e faleceu em Valença (RJ), em
07.05.1880. Participou de inúmeras batalhas à frente das tropas brasileiras. Teve
participação ativa na Guerra da Tríplice Aliança. Foi senador, ministro da guerra e
conselheiro do Império.
CEMITÉRIO, bairro

O bairro do Cemitério é a parte da cidade que fica nas proximidades do atual
campo santo, na saída para Cataguases. O local é geralmente conhecido como Alto do
Cemitério. Abrange, dentre outras, as ruas Abílio Jerônimo, Enéas Lacerda França,
Manoel Januário, a alameda Cyro Gonçalves de Oliveira, a escadaria Antero Fernandes, a
vila Mariana e as praças Madre Angeles Echeverria e São José.

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O nome de Cemitério Nossa Senhora do Carmo surgiu com a lei nº 96, de
18.02.1950. Neste mesmo dia, através da lei nº 97, o largo do Cemitério, que existia em
frente ao portão, passou a chamar-se praça São José.
Vale lembrar, ainda, que outros locais da cidade também já serviram como
cemitério. Francisco de Paula Ferreira de Rezende, talvez o primeiro historiador da
cidade, refere-se ao primeiro cemitério de Leopoldina como “situado no morro que ficava
para trás da Rua do Rosário (atual rua Tiradentes), na estrada que se estendia para os
lados de Laranjal, Campo Limpo e Vista Alegre”, cujos restos ele “acreditava ter
alcançado”. E diz ele que “no alto desse morro teria sido construída a primeira capela do
povoado”.
Noutro trecho o Dr. Rezende explica que os limites do patrimônio de São
Sebastião, embora não pudesse precisar, “acreditava ser o Feijão Cru e um pequeno
lacrimal (córrego) que, vindo dos lados do cemitério velho, atravessa a rua do Rosário e,
depois de já estar junto com o corregozinho que passa pela Cadeia (atual Clube
Leopoldina), atravessa a rua Direita e vai entrar no Feijão Cru”.
Com estas informações, resta crer na hipótese desse primeiro cemitério “para trás
da rua do Rosário” ser, então, no morro dos Pirineus, pelo lado da rua Pres. Carlos Luz
ou, mais para o lado da atual Cadeia. Exclui-se o morro do hospital, pelo lado da
Cotegipe, por entender que mais lógico seria o autor referir-se a ele como sendo o morro
que divisava o bairro da Grama. Também não se cogita da encosta onde se localiza o
bairro Esteves porque ele noutro trecho cita a mina das Tabocas, utilizada pelos
moradores.
É bom lembrar que o Dr. Rezende veio para Leopoldina em 22.09.1861 e que, em
1865 adquirira a fazenda Filadelfia e que o atual cemitério, na rua Riachuelo, foi
construído nas terras doadas por ele, quando era proprietário de uma chácara que,
segundo ele, ficava “quase pegada à igreja do Rosário, que então se começava a
construir”.
O Almanak Administrativo de Minas Gerais, de 1865, informa que naquele ano,
Leopoldina contava com um “cemitério decente, murado e com capela”.
Ora, se ele imagina ter conhecido os restos de um, em 1861 e, foi o doador das
terras para a construção do outro, antes de 1865, óbvio está que teria existido um
terceiro, que estava em uso na sua época. E, parece não haver dúvidas de que este seria
o que existiu na atual escadaria de acesso à catedral, no final da rua Lucas Augusto.
O jornal O Leopoldinense, de 07.11.1880 informa que naquele ano foi construído o
Cemitério da rua Riachuelo. Diz mais, que os serviços de carpintaria de sua capela foram
contratados com o Sr. Guilherme Pereira de Castro, da marcenaria 1º de Março.
Jornais de 1881 dão conta de que a câmara municipal reclamava do Tesouro
Provincial o pagamento de verba destinada ao cemitério de Leopoldina. Tais recursos,
segundo o noticiário escrito, não chegaram à cidade até maio de 1882.
No jornal O Leopoldinense, de 13.04.1882, o guarda do cemitério público avisa que
necessitará “abrir sepulturas do outro lado do cemitério, extrair os ossos e depositá-los
em uma vala”. Uma clara evidência de que havia problemas de super lotação.
Mas, por esta época, o novo cemitério da rua Riachuelo já era conhecido. O jornal
de 27.04.1882, comenta que “um cavalo bravio disparou pelas ruas da cidade e só foi
preso na porta do cemitério novo” e, em 10.12.1882, o sepultamento de D. Rita B. de
Almeida ocorreu no Cemitério da rua Riachuelo.
Segundo Barroso Júnior, o primeiro sepultamento ocorrido no atual cemitério foi o
de Romão, cidadão de muito brilho na política leopoldinense de outrora.
Novas pesquisas nos levam a crer que Barroso Júnior queria referir-se a Romão
Pinheiro Corrêa de Lacerda que, no entanto, faleceu no dia 14 de março de 1872, cujo
traslado teria ocorrido entre 4 e 8 de julho de 1883 para a sepultura número 393 do então
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Novo Cemitério, chamado oficialmente de Cemitério Público de Leopoldina, conforme
consta primeiro livro do CPL, folhas 13.
Considerando que a secularização obrigatória dos cemitérios ocorreu por conta do
Decreto nº 789, de 27.09.1890, da Presidência da Província de Minas Gerais, o Cemitério
inaugurado em agosto de 1880 como o nome de Cemitério Público deve ter sido um dos
precursores de tal tipo de instituição na terra mineira. Os dois primeiros sepultamentos no
cemitério novo foram os de:
- João Batista Martins Guerra, de 45 anos, filho de Quintiliano Martins da Costa, branco,
enterrado 15.08.1880 na sepultura 487; e o de
- João, de 1 dia, filho de Francisco José Machado, branco, enterrado 19.08.1880, sem
número de sepultura, possivelmente por ter sido “sepultado sem bênção.
Finalmente, como registro, fica a informação de que os dois primeiros livros do
cemitério público de Leopoldina, um para cidadãos livres e outro para escravos, tiveram
seus termos de abertura assinados por João das Chagas Lobato a 15.08.1880 e que o
primeiro registro de sepultamento ocorreu no dia 20 daquele mês.
CENTENÁRIO DA ABOLIÇÃO, rua

(Pirineus) – Pela lei nº 1992, de 07.04.88, de Ely Rodrigues Netto, foi dada esta
denominação à via pública que liga as ruas Senhor dos Passos e Antônio Custódio.
Acreditamos que o nome tenha alguma ligação com a lenda que diz ter partido do
alto dos Pirineus uma comitiva de diversos escravos recém libertos para mostrar, no
centro da vila, que haviam obtido a carta de alforria.
Ver mais, em “Pirineus”.
CHICO BASTOS, bairro

Embora a lei nº 1514, de 06.08.81, já se refira ao bairro, ele ainda não está
povoado. Está situado nas terras que pertenceram ao homenageado, no lado esquerdo
da avenida Getúlio Vargas, entre o prolongamento da rua Francisco de Andrade Bastos
(Chico Bastos) e o bairro Jardim Lisboa. Abrange, dentre outras, as ruas José Arantes
Junqueira, José R. Junqueira, José W. Arantes Junqueira, Maria Botelho Junqueira,
Helena Andrade Junqueira e praça Arlette Bastos.
Ver Francisco de Andrade Bastos.
CIPRIANO PEREIRA BAIA, rua

(Pirineus) – Começa na praça Alípio Assunção.
CLEBER PEREIRA SALES, rua

(Maria Guimarães França) – Tem seu início na rua Arthur Maranha e finda na rua Antônio
Couto Filho. O nome desta rua surgiu com a lei nº 1141, de 06.08.1976.
Cleber nasceu a 28.11.1930 e faleceu a 05.04.1976. Era filho de Jair Pereira Sales.
Foi, juntamente com o seu irmão Heber (ver praça Heber Sales), comerciante no ramo de
material de construção (Casa Sales, que inicialmente funcionou na rua Gustavo Barbosa
Miranda e depois, foi transferida para a rua Francisco de Andrade Bastos, no local onde
existiu a primeira igreja de São José). Na década de 1960, Cléber foi diretor e mantenedor
do Comercial Futebol Clube.
CLÓVIS JUNQUEIRA BASTOS, rua

(Fábrica) – A denominação oficial desta rua surgiu com a lei nº 1.462, de 07.08.1980.
Esta via tem seu início na rua Francisco Andrade Bastos e finda na rua Juvenal Carneiro.

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CLÓVIS SALGADO GAMA, DOUTOR, avenida e praça

Avenida - (São Cristóvão) – A lei nº 1.278, de 18.08.78, do vereador Ely Rodrigues Netto,
“Dá denominação de avenida Clóvis Salgado Gama à via pública localizada à margem
direita do bairro Bela Vista, que no mapa do loteamento encontra-se identificada como rua
16. (A que tem seu início na praça Juscelino Kubitschek e finda na av. Renato Monteiro
Junqueira).
Pelo mapa editado pela Prefeitura em 2000, esta avenida começa na rua Omar
Resende Peres e termina no bairro Imperador.
Praça - (Jardim Bandeirantes) – Pela lei nº 1.470, de 11.09.80, deu-se a denominação de
praça Governador Clóvis Salgado, à praça pública situada no bairro Jardim dos
Bandeirantes, onde se localiza a capela Bom Jesus.
Quanto ao homenageado, podemos dizer que o Dr. Clóvis nasceu em 20.01.1906,
na fazenda Copacabana, em Leopoldina. Era filho de Luiz Salgado Gama e Virgínia
Salgado Gama. Irmão de outros quatro médico (Luiz, Gilberto, Jório e Jairo) este último,
ex-prefeito e nome de logradouro público na cidade. Dr. Clóvis destacou-se como médico,
professor catedrático, cientista e cirurgião. Eleito vice governador do estado, no
afastamento do titular (Juscelino Kubitschek), assumiu o governo do estado. Trouxe para
Leopoldina o Conservatório de Música Lia Salgado e assinou a lei que transformou o
Ginásio Leopoldinense em Colégio Estadual. No governo do presidente Juscelino
Kubitschek, em 1957, como Ministro da Educação e Cultura, organizou a Campanha
Nacional de Erradicação do Analfabetismo tendo Leopoldina como plano piloto. Criou a
biblioteca pública municipal e a Escola Parque.
COHAB-NOVA, bairro

Ver Joaquim Furtado Pinto.
COLATINO BARBOSA DE CASTRO, rua

(Esteves) – Começa na rua Nicolau Estesves e termina na rua Edson Barbosa Rezende.
Sua denominação oficial surgiu com a lei nº 1194, de 16.06.1977.
Colito, como era geralmente conhecido, foi fazendeiro e, em 15.11.1966, elegeu-se
vereador e vice-prefeito. Segundo o projeto de lei que deu nome à rua, Colito chegou a
exercer o cargo de prefeito da cidade, demonstrando as suas qualidades de homem
público e político conciliador.
No dizer de Mário de Freitas, em “Leopoldina do Meu Tempo”, Colito era “admirável
pela simplicidade de sua vida e dos seus costumes, íntegro de caráter e nobre de
sentimentos”.
Nascido 07.01.1894 em Argirita, faleceu 04.03.1977 em Leopoldina. Casou-se
17.02.1917 com Sebastiana Barroso (conhecida como Dona Anita), natural de
Descoberto. Era filho de Joaquim Barbosa de Castro e Emiliana Antunes de Faria.
Embora a família tenha como sendo Mar de Espanha a origem de Joaquim, na verdade
ele nasceu em 23.11.1867, no distrito de Bom Jesus do Rio Pardo (atual Argirita) que, na
época, estava vinculado a Mar de Espanha. Emiliana, por sua vez, nasceu 09.09.1873 em
Argirita. Segundo apuramos, Joaquim era filho de Francisco e foi batizado 09.06.1843 em
Argirita. Era neto paterno de Felipe Barbosa de Castro, dos primeiros moradores do
antigo Curato. Emiliana era filha de João Lopes de Faria Filho e Minervina Augusta Vieira,
família esta que consta como povoadora do Taruaçu.
Felipe Barbosa de Castro, pai do Francisco e avô do Joaquim, bisavô do Colito,
migrou com a família da esposa Maria Francisca da Assunção para a região da atual
cidade de Muniz Freire, no Espírito Santo.
Muitos moradores da região Muniz Freire, em local na época chamado de Bom
Jesus do Rio Pardo do Norte, adquiriram terras numa cidade ao norte do estado do
Espírito Santo que recebeu o nome da esposa do governador, D. Colatina. Este foi, por
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exemplo, o caso do bisavô do Colito que talvez tenha sido batizado com o nome de
Colatino por causa da cidade onde moraram seus bisavós paterno.
Colito foi proprietário de terras no Caldeirão Tampado, na década de 60 e de uma
casa na praça Gama Cerqueira.
CONCEIÇÃO SOARES MONTEIRO DE CASTRO, PROFESSORA rua

(Seminário) – Começa na rua Padre José Domingues Gomes e finda nas proximidades da
ponte da Amizade. A lei nº 898, de 15.05.1973, “dá denominação de rua Professora
Conceição Soares Monteiro de Castro à via pública que começa na esquina em que se
encontra o Anexo do Colégio Estadual, no bairro do Seminário.”
Homenageia a antiga professora de canto e música do Colégio Estadual Professor
Botelho Reis, que foi casada com o também professor Gustavo Monteiro de Castro.
Quanto a esta rua é interessante observar que a lei nº 466, de 27.03.1963, “dá
nome de rua São José à via sem nome que, partindo do Seminário, segue em direção de
seus terrenos, passando pelas casas de propriedade de D. Amália Cortes, Osmar Paixão
de Paula e outros.”
Pelas informações desta última lei pode-se concluir que esta rua São José é a
mesma que recebeu o nome da Professora Conceição. Até porque a outra rua que
poderia ter recebido o nome de São José, seria a Padre José Domingues Gomes,
nominada pela lei nº 897, de 15.05.1973.
Ocorre que esta lei nº 897 diz que o nome do Padre será dado a uma “via pública
que começa na praça indo em direção ao bairro Seminário”, o que é bem diferente de
“partindo do Seminário”, conforme constou da lei nº 466.
Quer nos parecer que o legislador não foi informado de que a citada via tinha o
nome de rua São José, quando resolveu homenagear, merecidamente, a Professora
Conceição.
CONTORNO, rua

(Cemitério) Começa na rua Joaquim Ferreira Brito e segue contornando o morro do
Cemitério, pela parte baixa, subindo pelo lado do bairro Jardim Bandeirantes, indo
encontrar a praça São José.
A lei nº 602, de 01.03.1967, estabelece que “fica denominada rua do “Contorno” a
via pública desta cidade que, iniciando na rua Joaquim Ferreira Brito vai terminar na praça
São José, conhecida pela denominação não oficializada de rua Santa Terezinha.”
COSTA MONTES, rua

(Fábrica) – Tem seu início na trecho final da rua Francisco de Andrade Bastos e, em
curva, encontra a avenida Getúlio Vargas, em frente ao antigo prédio da fábrica. Seu
nome anterior era rua dos Operários. Pela lei nº 1728, de 10.05.1985, esta rua recebeu o
nome de Perciliano de Oliveira. Posteriormente, em 20.05.1986, pela lei nº 1802, de
autoria do vereador Benedito Rubens Rennó Guedes o seu nome foi alterado para Costa
Montes.
Homenageia Perciliano Carlos de Oliveira, nascido a 11.05.1895 e falecido em
08.05.1972, que ficou conhecido como sr. Costa Montes. Perciliano era natural do distrito
de Providência, deixou 16 filhos, trabalhava como charqueador mas tornou-se mais
conhecido na cidade por sua atividade como homeopata prático, que exercia com o único
propósito de ajudar às pessoas.
COTEGIPE, rua

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(Centro) - É a rua principal da cidade. Começa na praça General Osório e termina na rua
Lucas Augusto, em frente à Prefeitura Municipal. Nela está a casa onde residiu Augusto
dos Anjos, hoje transformada no Centro Cultural Espaço dos Anjos. Os mais antigos
conheceram-na como Barão de Cotegipe, endereço de muitas personalidades
importantes do município. Hoje ela se transformou na principal rua de comércio da cidade.
Recebeu o nome de rua Municipal, quando foi aberta, em 1855. Depois, por
proposta do vereador Augusto Monteiro, adotou o nome de rua das Flores, segundo
Barroso Júnior.
No Livro de Atas nº , às fls 76 verso, 25.07.1879, trata-se da adequação da rua que
“da rua direita dirige-se a municipal pelo morro da Matriz, de conformidade com a postura,
por que não tem 30 palmos de largura a dita rua.”
A Gazeta de Leste, de 11.10.1890, diz que o sexto quarteirão compreendia a rua
Cotegipe, a partir da casa do Custódio Cruz, até a estação e a rua da Palha.
Seu nome homenageia o Barão de Cotegipe, João Maurício Wanderley, nascido na
vila da Barra do Rio São Francisco (BA), em 23.10.1815 e falecido no Rio de Janeiro, em
13.02.1889.
Segundo consta, descendia o Barão de família holandesa. Bacharelou-se em
Direito em Olinda (PE). Figura importante do país, Cotegipe era membro do Instituto
Histórico e Geográfico, presidiu o Banco do Brasil, foi deputado geral e senador por sua
província, pertenceu ao Conselho do Imperador, foi ministro da Marinha e da Fazenda e
ocupou a pasta de Negócios Estrangeiros. Foi um dos mais notáveis estadistas brasileiros
e, segundo Ely Behar, em “Vultos do Brasil”, morreu sem recursos e completamente
pobre.
CRIANÇA, travessa

(São Luiz) – Liga a rua Ranulfo Matola Miranda à travessa Santa Luzia. Recebeu este
nome através da lei nº 1.794, de 14.05.1986, de autoria do vereador Darcy Luiz V.
Resende.
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É, talvez, um dos nomes mais apropriados para um logradouro que sempre abrigou
a criançada do bairro.
CRISTÓVÃO, SÃO, bairro

Pela lei nº 1362, de 02.08.1979, passou a denominar-se bairro São Cristóvão toda
a área localizada no lado direito do atual bairro Bela Vista, observando como limite o
córrego que passa por aquele local.
É cortado pelo ribeirão Jacareacanga e compreende as ruas: Antônio de Oliveira
Filho, Carlos Schettino, Clóvis Salgado Gama, Dário Lopes Faria, Domingos Zambrano,
Hercílio Almeida Lima (Morais), Garibaldi Cerqueira, Hilda Maria Fortes, João Gouvêa,
João Paulino Barbosa, José Eugênio Dutra, José Gomes Domingues, Nicácio Sales,
Omar Resende Peres, Renato Monteiro Junqueira, Salvador Rodrigues Y Rodriguez e
avenida Funchal Garcia.
O nome deste bairro homenageia o padroeiro dos motoristas. Todos os anos, São
Cristóvão é lembrado pelos seus devotos que organizam procissão que percorre o bairro
e várias ruas da cidade.
Do livro “O Santo do Dia”, de Dom Servilio Conti, extraímos a informação de que
São Cristóvão, cuja data se comemora a 25 de julho, mereceu um culto litúrgico desde os
tempos mais remotos, na igreja Oriental e na Romana. Por toda a Europa e pelo Brasil
existem muitas igrejas a ele dedicadas. Em sua honra foram fundados conventos,
patronatos, abrigos e irmandades, muito embora pouco se saiba sobre sua vida.
Cristóvão, segundo o autor, significa “portador de Cristo”.
CRUZ, SANTA, bairro

A lei nº 1987, de 04.08.88, que dá nome de rua Manoel Januário a uma via pública
diz que a mesma fica no bairro Santa Cruz.
Para os cristãos a cruz é o símbolo de redenção operada por Cristo. O dia 14 de
setembro é consagrado, pela igreja, à Exaltação da Santa Cruz de Cristo.
CUSTÓDIO JUNQUEIRA, DOUTOR, rua

(Centro) – Começa na praça Félix Martins, cruza a praça Francisco Pinheiro de Lacerda e
vai encontrar a estrada que segue para Abaíba. Nesta rua está o Clube do Moinho. Por
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fotografias existentes nos arquivos do Centro Cultural Espaço dos Anjos conclui-se que
esta rua é a antiga avenida Santa Isabel, que também recebeu a denominação de
avenida Desengano.
O Dr. Custódio Monteiro Ribeiro Junqueira nasceu na fazenda Niagara, no
município de Leopoldina no dia 25.02.1875 e faleceu aos 66 anos de idade, em
19.03.1941. Era filho de José Ribeiro Junqueira e de D. Antonia Augusta Lobato Monteiro
Junqueira. Em 1897 formou-se em medicina pela Escola Nacional do Rio de Janeiro.
Logo após a formatura veio clinicar em Leopoldina. Casou-se com D. Emerenciana
Botelho Reis Junqueira. Por 2 anos trabalhou na Bélgica como fiscal dos serviços de
recebimento de café das cooperativas de Minas Gerais. Foi vereador pelo distrito de
Santa Isabel (1904) e vereador geral em 1908. De 1912 a 1922 exerceu o cargo de
presidente da câmara municipal. É um dos fundadores do Ginásio Leopoldinense (Colégio
Estadual Prof. Botelho Reis), onde exerceu o cargo de diretor geral. Foi, ainda, diretor da
Casa de Caridade Leopoldinense. Lecionou na Faculdade de Odontologia de Leopoldina.
CUSTÓDIO LACERDA, rua

(Caiçara) – Começa na avenida Jehu Pinto de Faria, à direita de quem chega na cidade,
logo após o posto da Polícia Rodoviária Federal, e entra pelas terras que outrora
pertenceram à chácara do Custódio Ferreira Lacerda, geralmente conhecido como
Custodinho Lacerda. O nome oficial desta rua surgiu com a lei nº 1.394, de 16.11.1979.
Custódio Lacerda era ruralista e deixou enorme descendência. Nasceu 04.07.1894,
filho de Custódio Lacerda Ferreira e Augusta Esméria Rodrigues. Neto paterno de Ezaú
Antônio Ferreira Brito e Mariana Flausina Ferreira Neto. Neto materno de Vicente
Rodrigues Ferreira e Luciana Francelina da Anunciação. Tem na sua ascendência todos
os troncos povoadores de Leopoldina. Casou-se com sua prima Etelvina Rodrigues
Ferreira, filha de seu tio-avô Antônio Vicente Ferreira. Foi pai de Altamiro, Benício,
Dionízio e Nízia (também nome de rua), entre outros.
Ver famílias em Joaquim Ferreira Brito e Antônio Almeida Ramos.
CYRO GONÇALVES DE OLIVEIRA, alameda

(Cemitério) – Começa na rua Manuel Januário. É a alameda de acesso às capelas
mortuárias. Seu nome oficial surgiu com a lei nº 2421, de 13.08.1992.
O homenageado nasceu 02.01.1900 em Piacatuba. Lavrador, transferiu-se para
Argirita onde passou a exercer também a profissão de carpinteiro. Aí casou-se com Izaura
Silveira Gonçalves, nascida 21.12.1908 em Argirita, filha de Bráulio Campos da Silveira e
Alzira Dolores da Silva. Mudou-se para Leopoldina em 1936, residindo até o fim da vida
na atual rua Manoel Januário, próximo à entrada para as capelas mortuárias. Cyro faleceu
18.04.1984 e Izaura 26.05.1989, em Leopoldina.
DANIEL SMITH, rua

(Jardim Bela Vista) – A lei nº 3.304, de 15.09.2000, deu denominação a via pública que,
no mapa do loteamento Jardim Bela Vista, encontra-se identificada como rua 07. Esta rua
tem seu início na av. dos Expedicionários e finda na rua Anderson Pereira Bela.
DÁRIO LOPES DE FARIA, rua

(São Cristóvão) – Liga a avenida Funchal Garcia à rua Miguel Gesualdi.
Dário trabalhou na Prefeitura e foi um dos proprietários da padaria Leopoldinense.
DÁRIO MATEUS DE OLIVEIRA, beco

(Fábrica) - Este beco recebeu a denominação oficial pela lei nº 3.441, de 22.08.2002. É o
primeiro beco da rua Vinte e Sete de Abril, à direita, no sentido Praça da Bandeira –
Fátima.
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Dário nasceu em 1909 no distrito de Piacatuba e faleceu em 28.06.1958. Era filho
de José Mateus de Oliveira e Marcilia Francisca de Jesus. Casou-se com Maria Izabel
dos Reis, filha de José Custódio e Maria José das Dores, também nascida em Piacatuba.
Seu pai foi batizado em Piacatuba 12.11.1872, filho de Mateus de Oliveira Santos e
Constança Maria de Jesus. Sua mãe era filha de José da Silva Badaró e Eugênia
Francisca de Jesus, ele filho de Francisco da Silva Badaró e Flausina Maria da
Conceição, de Rio Pomba.
Destaque-se que o sobrenome Badaró é uma homenagem a Giovanni Battista
Libero Badaró, médico e botânico nascido na Ligúria. Libero Badaró chegou ao Rio em
1826 e mais tarde foi para São Paulo, onde tornou-se político e jornalista, tendo sido
assassinado na capital paulista. Seus ideais haviam conquistado muitos admiradores,
entre eles o mineiro Francisco Coelho Duarte, que aproveitava todas as oportunidades
para citar seu ídolo nas conversas entre amigos. De tanto falar sobre o médico e
jornalista, os amigos de Francisco passaram a chamá-lo pela alcunha de “o Badaró”,
levando-o finalmente a adotar o sobrenome.
Em Leopoldina temos muitos descendentes de Francisco Coelho Duarte Badaró e
sua mulher Francisca Cândida de Lima, filha do inconfidente José Aires Gomes e de
Maria Inácia de Oliveira. Além dos atuais usuários do sobrenome Badaró, os Coelho e
Oliveira de Piacatuba também se ligam à mesma família.
Dário Mateus de Oliveira e Maria Izabel dos Reis foram pais de Maria de Lourdes
casado com João Pereira da Silva, Esmeralda casada com José Ossir Rosa, Marcília,
Neuza dos Reis casada com Edson Rodrigues Tavares, Nerci casada com Hirto Amaral,
Miraci casada com Valter de Paula Crespo, Vera Lúcia casada com Pedro Mendonça,
Airton de Oliveira dos Reis, pai de Lucimary Vargas de Oliveira, diretora do Arquivo
Público Municipal de Além Paraíba e Mariza dos Reis Oliveira.
DAVID PEREIRA, beco

(Caiçara) – A denominação oficial deste beco surgiu com a lei nº 2455, de 27.10.1992.
Ele faz a ligação das ruas Antonio Fernandes Valentim e Nossa Senhora Aparecida.
DÉLCIO WERNECK MORAIS, rua

(Vale do Sol) – Começa na BR-116, próximo à LAC (Cooperativa de Leite) e dá acesso ao
bairro Vale do Sol.
Délcio é pai do funcionário público municipal que preside a Associação do Pessoal
da Prefeitura de Leopoldina (APPL).
DELFIM RIBEIRO GUEDES, DOM, alameda e rua

Alameda - (Catedral) – É a escadaria que liga a rua Lucas Augusto à praça Ormeu
Junqueira Botelho. Recebeu este nome pela lei nº 2392, de 27.03.1992.
Rua - (Imperador) – A denominação oficial desta rua surgiu com a lei nº 3.191, de
19.10.1999.
Dom Delfim foi o primeiro bispo da Diocese de Leopoldina, instalada em
31.10.1943 e esteve à frente da Diocese durante 17 anos. A ele se deve a criação do
Seminário N. S. Aparecida e um longo período de publicação do Jornal O Leopoldinense,
segundo Kleber Pinto de Almeida em seu livro “Leopoldina de todos os tempos”. Nasceu
em Maria da Fé (MG), em 02.05.1908, fez o curso ginasial em Pouso Alegre (MG) e, em
1925, ingressou no Colégio Pio Latino, em Roma-Itália, onde recebeu o título de doutor
em teologia e filosofia, ordenando-se em 1931. Foi vigário em Soledade de Itajubá, atual
Delfim Moreira (MG) e em Maria da Fé. Era pessoa boníssima e muito querida na cidade.
Faleceu 23.02.1985 e está enterrado na Igreja de Nossa Senhora do Pilar, em São João
del Rei.
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DEODORO, MARECHAL, rua

(Praça da Bandeira) – Liga a praça Zequinha Reis à rua das Flores. Quando recebeu este
nome, começava na avenida Getúlio Vargas, ultrapassava a praça e seguia até encontrar
o início da rua das Flores. Em 1968, seu trecho inicial recebeu o nome de Gustavo
Barbosa Miranda.
Manuel Deodoro da Fonseca, o Marechal Deodoro, nasceu em Alagoas, em 1827.
Como militar, combateu em diversas campanhas e participou da brigada expedicionária
enviada ao Prata em 1864. Teve participação ativa na Guerra do Paraguai. Governou o
Rio Grande do Sul e, proclamada a república, assumiu o governo provisório o que o fez
tornar-se o primeiro presidente da república brasileira. Neste cargo, sofreu muita pressão,
o que o fez renunciar ao cargo deixando-o para o seu vice, Floriano Peixoto.
DERNEVAL VARGAS, rua

(Popular) – A lei nº 3.332, de 19.12.2000, deu denominação de rua Derneval Vargas à via
pública que, no mapa do loteamento do bairro Popular (às margens da BR-116), está
como rua B.
(São Cristóvão) – A lei nº 1.763, de 13.11.85, deu o mesmo nome a logradouro no
entroncamento das ruas Nilo Colona dos Santos, Dário Lopes Faria e Clóvis Salgado
Gama, no bairro São Cristóvão.
Derneval nasceu a 13.02.1921, era filho de João Vargas Corrêa Filho (Janjão) e
Ilarina Machado Gouvêa. Neto paterno de João de Vargas Corrêa e Altina Maria Vargas,
por esta descendente de um dos casais pioneiros de Leopoldina: Francisco de Vargas
Corrêa e Venância Esméria de Jesus. Seu bisavô paterno era filho de Francisco de
Vargas e de Teresa Maria de Jesus. Sua avó era filha de outro pioneiro, Antônio
Rodrigues Gomes Filho e Rita Esméria de Jesus, ele filho de Antônio Rodrigues Gomes e
Jacinta Rosa de Jesus e ela filha do “comendador” Manoel Antônio de Almeida e Rita
Esméria de Jesus. Neto materno de José Vital de Oliveira e Mariana Custódia de Moraes,
ele filho de Luiz José Gonzaga de Gouvêa e Maria Carolina de Moraes e Mariana filha de
João José Machado e Ana Venância da Silva. Casou-se com Maria Auxiliadora Machado
Vargas, com quem teve sete filhos. Além de exemplar chefe de família, integrou a Força
Expedicionária Brasileira, foi Avaliador Judicial, comerciante e delegado de polícia em
Leopoldina. Faleceu em 15.02.1985.
DESENGANO, bairro

É o bairro que está surgindo nas terras próximas à sede da fazenda de mesmo
nome, no final da rua Custódio Junqueira. A rua Rubem Duarte é a única que aparece
neste bairro.
A fazenda Desengano foi formada por Maria do Carmo Monteiro de Barros e seu
marido João Ferreira da Silva, em terras adquiridas, em 28.04.1834, de Francisco
Pinheiro de Lacerda por Manoel José Monteiro de Barros Filho. Pertenciam a esta
fazenda as terras ocupadas pela estação da estrada de ferro, conforme registra Luiz
Eugênio Botelho em seu livro “Leopoldina de Outrora” e boa parte do que hoje forma o
centro da cidade e os bairros Meia Laranja, Bela Vista e São Cristóvão.
A história mais antiga destas terras começa com Fernando Afonso Corrêa de
Lacerda e Jerônimo Pinheiro de Lacerda, tios de Francisco Pinheiro Corrêa de Lacerda.
Fernando Afonso recebeu uma sesmaria a 13.10.1817, no Córrego do Feijão Cru, Distrito
de Santo Antonio do Porto do Ubá, Termo de Barbacena conforme códice SC 363, página
190-v e Jerônimo recebeu sesmaria com a mesma localização a 14.10.1817, conforme
códice 363, página 192-v.
Estas duas sesmarias foram divididas e vendidas pelos irmãos Francisco e Romão
Pinheiro Corrêa de Lacerda a diversos dos primeiros moradores de nossa região.
Ver em Antigos Logradouros as avenidas Desengano e Santa Isabel.
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DIDI RAMOS, rua

(Joaquim Furtado Pinto) – Liga a avenida Dr. Tancredo Neves à rua Manoel de Almeida
Lacerda. Foi nominada oficialmente pela lei nº 1.757, de 11.09.1985, do vereador Nelito
Barbosa Rodrigues.
Segundo a justificativa do projeto de lei nº 39/85, Didi Ramos era como ficou
conhecido José de Freitas Ramos, nascido em Abaíba no dia 16.03.1915, filho de José de
Almeida Ramos e Josina de Freitas Ramos. Casou-se, em 1941, com Hilda Coutinho
Ramos e tiveram quatro filhos. Era barbeiro e marceneiro e trabalhou, durante muitos
anos, na rua Joaquim Ferreira Brito. Faleceu em 07.11.1980.
DIRCEU BARBOSA FAJARDO, rua

(Dona Euzébia) – Começa na rua capitão Paulino Rodrigues e finda na rua Nestor
Augusto Rodrigues. Recebeu este nome através da lei nº 1.290, de 22.09.1978.
Dirceu nasceu no dia 19 de agosto de 1920, em Piacatuba, filho de Hildebrando
Fajardo de Paiva Campos e Alzira Barbosa, sendo neto paterno de José Fajardo de Mello
Campos e Maria Esméria, e neto materno de Francisco Fajardo de Paiva Campos e Maria
do Carmo Barbosa. Casou-se com Emerenciana Gomes, com quem teve os filhos José
Hildebrando, Dirceu, Carlos Eduardo e Rita de Cássia. Faleceu em Juiz de Fora a 30 de
novembro de 1977. Foi funcionário do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem
(DNER) e comerciante do ramo de bar e restaurante.
DOMINGOS CONTE, praça

(São Cristóvão) – Esta praça fica no cruzamento das rua Clóvis Salgado Gama com rua
Dário Lopes Faria.
Era pedreiro e mestre de obras. Residiu no bairro Bela Vista e gozava de grande
estima. Descendia dos italianos Conti, da província de Treviso, na Italia.
DOMINGOS ZAMBRANO, rua

(São Cristóvão) – A lei nº 1.310, de 06.10.1978, deu este nome à via pública que liga a
rua Miguel Gesualdi à rua Antonio de Oliveira Filho.
Domingos Zambrano era comerciante na cidade e trabalhou na Cooperativa dos
Produtores de Leite de Leopoldina.
DOMINGUES PACÍFICO RAMOS, rua

(Três Cruzes) – A lei nº 1.585, de 08.11.82, dispõe sobre denominação da via pública
localizada no bairro Três Cruzes que, no mapa de loteamento, encontra-se identificada
como rua H.
O projeto de lei nº 49/82, de 08.11.82, dos vereadores Antonio Carlos Ferreira de
Almeida e Ely Rodrigues Netto informa que Domingues nasceu no distrito de Providência
em 1903 e faleceu em 1962. Era pessoa humilde, prestativa, trabalhadora e admirada por
todos.
DONA EUZÉBIA, bairro

Até bem pouco tempo o local era conhecido como chácara Dona Euzébia. A
denominação de bairro surgiu com a lei nº 532, de 15.09.1964. Pelo texto desta lei o
bairro compreende a “rua Lindolfo Pinheiro e ruas projetadas sem nomes”. Localizado
entre o Alto do Cemitério e os bairros Maria Guimarães França e do Rosário, abrange,
hoje, as ruas Aline Monteiro Gomes, Lindolfo Pinheiro, Ormeu Junqueira Botelho, Nestor
Augusto Rodrigues, Paulo Afonso Gonçalves de Matos, Sargento Helber Pedro de
Queirós e a vila Nossa Senhora das Graças.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Segundo antigos moradores de Leopoldina, Dona Euzébia Policiano de Castro era
proprietária de uma vila de casas de aluguel que deram origem ao bairro. Faleceu antes
de 1930 e seu nome permaneceu na memória popular até que a Prefeitura o oficializou
como nome do bairro.
DURVAL BASTOS, rua

(Praça da Bandeira) – Começa na rua Murilo Rodrigues Pinto. O nome desta rua surgiu
com a lei nº 145, de 17.08.1951, que informa que “passam a denominar-se
respectivamente rua Salgado Filho, a que parte da praça da Bandeira e vai ter à
denominada rua das Palmeiras, e rua Durval Bastos a que fica logo a esquerda da que
receberá a denominação de Salgado Filho, nesta cidade.
Durval foi fazendeiro e administrador da fazenda da Floresta. Sobre seus
antepassados e descendentes localizamos podemos dizer o que se segue:
Secundino de Matos Freire, falecido em Leopoldina a 19.05.1907, foi casado com
Ana Bastos. Deste casal sabemos da existência de pelo menos os filhos: Álvaro Bastos
Faria Freire casado com Januária Nogueira; Etelvina Freire, falecida 15.02.20, em
Leopoldina; Everaldo de Bastos Freire; Durval de Bastos Freire, nascido por volta de
1873 e, Zulmira de Bastos Freire, nascida por volta de 1882 e casada a 24.11.1904, em
Leopoldina, com Vicente Araújo de Melo.
Secundino, esposa e filhos nasceram em Sergipe. O marido de Zulmira, Vicente,
nasceu no Ceará. Pelo que se pode apurar, a família de Secundino teria vindo do Ceará
para Leopoldina antes de 1888.
Durval de Bastos Freire deixou grande descendência. São seus filhos: Lauro;
Cícero, nascido em Bicas-MG; Maria; Secundino de Matos Freire; Otílio Freire, nascido
em novembro de 1900 e falecido a 04.02.1901; Walfredo, nascido em julho de 1911 e
falecido em 06.01.1912; Jonas Bastos de Faria Freire, nascido em agosto de 1914 e
falecido em 07.12.1914; Antonio Bastos Freire, nascido em agosto de 1918 e falecido a
26.08.1918; Durval Bastos de Faria Freire (farmacêutico e nome de rua da cidade); Otília;
Francisco Barreto de Faria Freire (duas vezes prefeito da cidade) e José Bastos de Faria
Freire (médico e pai do ex-prefeito Márcio Freire).
Ver Álvaro Bastos Faria Freire, Jonas Bastos e farmacêutico Durval Bastos.
DURVAL BASTOS, FARMACÊUTICO, rua

(Fátima) – Começa na avenida Getúlio Vargas e termina da rua Ercília Guimarães. Foi a
lei nº 1061, de 29.11.74, que lhe deu esta denominação. Antigamente era conhecida como
a “parte da rua Vinte e Sete de Abril que ficava depois da avenida”. É a via principal do
bairro. Ali, no passado, existia a chácara do Dr. Oswaldo.
Durval Bastos era proprietário da farmácia Santa Maria, que funcionava na esquina
das rua Lucas Augusto e Professor Joaquim Guedes Machado.
Ver Álvaro Bastos Faria Freire, Jonas Bastos e Durval Bastos.
EDÉSIO SIQUEIRA, rua

(Jardim Bela Vista) - A lei nº 3.307, de 15.09.2000, dá denominação à via pública desta
cidade que, no mapa do loteamento Jardim Bela Vista, encontra-se identificada como rua
03. Esta rua tem seu início na av. dos Expedicionários e finda na rua Anderson Pereira
Bela.
Representante comercial, profissão que na época era geralmente conhecida como
“viajante”, Edésio nasceu 16.01.1924 e faleceu 30.08.1992. Como sua esposa Delfina
procedia de Faria Lemos, MG. Aqui morou, na rua Ribeiro Junqueira, durante muitos
anos. Sua esposa exercia a profissão de costureira e colaborava tocando órgão na igreja.
O casal deixou dois filhos: Ricardo e Rizete.
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EDMUNDO DIAS DA COSTA, rua

(Bela Vista) – Começa na rua Haroldo Maranha. Sua denominação oficial ocorreu a partir
da lei nº 2114, de 12.09.1989.
Durante muitos anos o sr. Edmundo trabalhou no ramo de marmoraria e funerária.
Residiu na travessa Dom Pedro II. Foi casado com sua prima, Amanda Fonseca, também
homenageada em logradouro. Ambos eram naturais de de Tebas. O casal deixou as
filhas: Zuleica, casada com Antonio Goretti, da Viação Goretti que fazia a linha
Leopoldina/JFora; Ruth, casada com Felicio; Aparecida casada com Dr. Lochard, químico;
Neves e Glória, gêmeas. A primeira foi professora de História e Educação Física no
Colégio Imaculada e faleceu solteira. A segunda, Glória, casada com Jaques, pais de Luis
Edmundo, o único neto do homenageado e que hoje continua à frente da funerária
Redentor; Marisa casada com Epaminondas Maia, um dos sócios da “Ferragens Maia”,
loja que ainda hoje funciona no centro da cidade.
EDSON BARBOSA REZENDE, rua

(Esteves) – Liga a rua Eurídice de Castro Esteves à rua Raphael Iennaco. A lei nº 1.337,
de 22.02.1979, deu denominação oficial a esta via pública.
Edson era desenhista de plantas de imóveis. Foi casado com a poeta e escritora
Daura Rocha.
EDSON WERNECK, rua

(Redentor) – Perpendicular à av. Jehú Pinto de Faria, partindo do local onde se encontram
localizadas as firmas Carburauto e Mouragro, vai em direção à chácara que pertenceu ao
homenageado. Sua denominação oficial surgiu com a lei nº 2016, de 16.09.1988.
Edson Werneck foi comerciante e trabalhou na Fábrica de Tecidos e foi diretor da
ZYK-5, Rádio Sociedade Leopoldina, fundada em 07.06.1947 e que, inicialmente
funcionou na sede do Clube Leopoldina.
EDUARDO CLEMENTINO SILVA, rua

(Bela Vista) – Começa na rua Manoel Monteiro e termina nas proximidades da BR-116.
Foi nominada oficialmente pela lei nº 2353, de 16.10.1991.
Durante muito tempo Eduardo trabalhou como funcionário público no Parque
Primário Complementar, atual CEFET.
EDWARD XAVIER SOUZA, rua

(Ventania) – Começa na confluência da rua Nicolau José Laluna com a avenida Humberto
de Alencar Castelo Branco. Seu nome oficial surgiu com a lei nº 1277, de 18.08.78.
ELDORADO, bairro

Este bairro surgiu na década de 1990. Fica entre os bairros Quinta Residência e
Joaquim Custódio Guimarães, nas terras próximas ao antigo Aprendizado.
Abrange as ruas Argemiro Pinto Bittencourt, Elias Veiga, Jones Rocha, Manoel
Rodrigues Pandeló, Osmar de Almeida, São Paulo, Sebastião Ferreira de Lacerda,
Vicente Iennaco e a praça Professora Geni Bittencourt de Araújo.
Segundo o dicionário do Aurélio, eldorado “é um país imaginário que se dizia existir
na América meridional”. “Um lugar pródigo em delícias e riquezas”.
ELIAS ABRAHIM, rua

(Joaquim Custódio Guimarães) – A lei nº 2004, de 15.09.88, dá denominação de rua
localizada no Conjunto Habitacional Dr. Joaquim Guimarães e que no mapa do
loteamento está como rua C. Esta via tem início na rua Elói Nogueira Gomes e finda na
rua Francisco de Souza.
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Elias era comerciante e muito conhecido a cidade.
ELIAS MATOS, rua

(Seminário) – Liga a rua Padre José Domingues Gomes com a rua Olyntho Gonçalves
Netto. A lei nº 895, de 15.05.1973, deu nome de “rua Elias Matos, a via pública que
começa numa rua sem nome, no bairro do Seminário e se dirige para o bairro Arthur
Leão, terminando no rodo próximo ao Asilo Santo Antônio.”
Consta que Elias Matos era mecânico, piloto e instrutor de vôo e faleceu vítima do
mesmo acidente aéreo, na serra de Petrópolis, que matou José Peres, prefeito da cidade
de São Pedro dos Ferros, MG e irmão do Omar Resende Peres, também nome de rua da
cidade.
ELIAS VEIGA, rua

(Eldorado) – Começa na rua Coronel João Lau. Sua denominação oficial surgiu com a lei
nº 2479, de 17.12.1992.
Elias Veiga trabalhou na antiga Casa Timbiras. Posteriormente abriu sua própria
casa de negócios na rua João Neto.
ELÓI NOGUEIRA GOMES, rua

(Joaquim Custódio Guimarães) – A lei nº 1997, de 15.09.88, diz que passa a denominarse rua, a via pública desta cidade que no mapa do loteamento Dr. Joaquim Guimarães,
encontra-se identificada como rua A. Esta rua tem seu início na rua Padre José Gomes
Domingues e finda na praça Júlio Barbosa.
Elói Nogueira Gomes foi um dos sócios da antiga oficina autorizada Chevrolet de
Leopoldina e residiu numa Chácara no bairro de Fátima.
EMÍLIA CONSTANÇA DE REZENDE, rua

(Três Cruzes) - Foi criada pela lei nº 3144, de 23.04.99.
A homenageada era filha de Manoel Galdino Teixeira de Rezende e Ana Emília do
Amor Divino, nasceu por volta de 1893 e faleceu em Leopoldina a 25.05.1988.
EMÍLIA LEVASSEUR ROCHA, rua

(Praça da Bandeira) – Liga a rua Sebastião Pereira Bella à avenida Humberto de Alencar
Castelo Branco. É a antiga rua das Palmeiras ou, rua da vila Gilda.
Diz o texto da lei nº 800, de 27.04.1972 que por ela se “altera a denominação da
atual rua das Palmeiras para rua Professora Emília Levasseur Rocha”.
Emília Levasseur Rocha era professora e descendia do francês Antoine Urbain
Levasseur, que ficou conhecido pelo nome de Antonio Albino Levassór. Faleceu em
20.12.1964, aos 91 anos. Casou-se 01.10.1892 com Teófilo Rocha nascido por volta de
1870 em Monte Verde (hoje Barão de Monte Alto), filho de Antônio Gonçalves da Rocha e
Floriana Amélia do Nascimento.
No livro de casamentos de nº 5, fls. 72, nº 369, consta que Emília Levasseur Rocha
(D. Milica) era filha de Elisa Maria Levasseur e Antonio Delfim Gama.
Mário de Freitas, em “Leopoldina do Meu Tempo”, diz que “na praça Gama
Cerqueira residia a notável educadora e exímia pianista, dona Milica, Emília Levasseur
Rocha, e suas filhas Helena e Heloísa.”
Segundo Barroso Júnior, Antoine teria vindo para Leopoldina por volta de 1837 e foi
proprietário e negociante no povoado.
Nascido por volta de 1804 na França, Antoine Urbain Levasseur foi um dos
primeiros moradores do Feijão Crú. Assinou como testemunha da doação de terras para o
patrimônio de São Sebastião em 1831. Era mascate e em 1838 aparece solteiro,
negociante, alfabetizado, sem escravos. Em 1843, já havia constituído família e era
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proprietário de 3 escravos. Em 1856 era proprietário de terras da fazenda Taboleiro, com
21 alqueires de "planta de milho". Seus vizinhos: Manoel José de Novaes, Francisco da
Silva Barbosa, a fazenda da Bocaina e a cidade. Sua esposa foi Jacinta Maria da Glória,
nascida por volta de 1825 em Leopoldina. Foram pais de Rosa Levasseur c/c o espanhol
Braz Lopez, Antonio Jacinto Levasseur falecido em Leopoldina 21 Junho 1886, Benjamim
Levasseur c/c Filomena Vargas Corrêa (filha de Francisco de Vargas Corrêa e Venância
Esméria de Jesus), Elisa Maria Levasseur, José Maria Levasseur falecido em Leopoldina
23 Agosto 1886, Adelaide e Maria Madalena Levasseur
.
EMÍLIA PACHECO, beco

(Quinta Residência) – Segundo consta era a mãe do Joaquim e do Pedro Pacheco.
EMÍLIO RAMOS PINTO, PROFESSOR, rua

(Bela Vista) – A lei nº 890, de 15.05.1973, “dá denominação de rua Emílio Ramos Pinto, a
via pública que no mapa do loteamento do bairro Bela Vista está como rua H.”
O professor Emílio foi, durante muitos anos, diretor do Grupo Escolar Ribeiro
Junqueira (Grupo Velho). Era casado com a professora Ruth.
Nascido 30.11.1894 em Leopoldina, filho de Emílio Augusto Pereira Pinto e
Hermínia Cândida Ramos. Avós paternos: Francisco de Paula Pereira Pinto e Carolina
Rosa de Jesus, esta filha de Francisca de Paula de São José e Antônio Felisberto da
Silva Gonçalves, filho de Felisberto Gonçalves da Silva, o primeiro sesmeiro de Argirita,
sobrinho de Tiradentes. Sua mãe era filha de Antônio José Alves Ramos, da Farmácia
Central, e de Amélia Carolina Pereira Pinto, irmã de seu pai.
Seu irmão Milton Ramos Pinto foi oficial de Cartório em Leopoldina. Sua irmã Olga
Ramos Pinto foi casada com o Dr. Antônio de Oliveira Guimarães.
Emílio Ramos Pinto casou-se em 1928 com Ruth Siqueira de Faria e foi pai de Elza
e Hermínia.
ENÉAS GUIMARÃES FRANÇA, DOUTOR, rua

(Nova Leopoldina) – Começa na rua Dom Gerardo Ferreira Reis. Foi nominada pela lei nº
2.974, de 16.10.1997.
Dr. Enéas era médico, filho do Dr. Hélio Guimarães França. Neto paterno de Enéas
Lacerda França acima citado e de Vera Guimarães. Faleceu, ainda jovem, de acidente de
carro.
ENÉAS LACERDA FRANÇA, rua

(Cemitério) – Começa em frente ao portão do Cemitério e termina na rua Soleiro. Foi
através da lei nº 111, de 28.07.1950 que passou a denominar-se rua Êneas Lacerda
França a então rua Boa Vista.”
Ressalte-se, aqui, que existiu uma outra rua com o nome de Boa Vista e que se
transformou na atual rua João Neto.
Enéas de Lacerda França foi farmacêutico e vice-prefeito. Faleceu em 1950. Era
filho de Manoel Bruno Viana França e Maria Augusta Rodrigues Lacerda. Neto paterno de
Manoel Viana e materno de Custódio de Lacerda Ferreira e Augusta Esméria Rodrigues já
citados neste trabalho. Era irmão de Hélio, Otto, Optato e Osmar Lacerda França.
No dizer de Mário de Freitas, em “Leopoldina do Meu Tempo”, Enéas era
“farmacêutico, esmerado na lhaneza do trato e pessoa altamente humanitária”.
No seu busto, na praça General Osório, está uma boa definição desse
leopoldinense: “Serviu aos humildes – 1961.”
ENY LACERDA SALES, rua

(Praça da Bandeira) – Liga a rua Lino Gonçalves à rua Joaquim Garcia de Oliveira.
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Eny era casada com Pedro Sales.
ERASTO ANTUNES DE OLIVEIRA, rua

(Popular) A lei nº 3.335, de 19.12.2000, dá denominação de rua à via pública desta cidade
que, no mapa do loteamento do bairro Popular, encontra-se identificada como rua C.
ERCÍLIA GUIMARÃES, rua

(Fátima) – É a continuação da rua Farmacêutico Durval Bastos, que segue para a antiga
chácara dos Rodrigues.
Dona Ercília era a mãe dos farmacêuticos Joaquim Custódio Guimarães e Pompílio
Guimarães.
ESTELA L. DE MELLO, rua

(Dona Euzébia) – Começa na rua Dr. Ormeu Junqueira Botelho e finda na rua Raphael
Iennaco. É a entrada para o bairro Dona Euzébia. O nome oficial desta rua surgiu com a
lei nº 1.438, de 19.06.80. Diz a citada lei que esta via pública tem seu início na rua
Lindolfo Pinheiro e finda na rua Rafael Iennaco.
Dona Estela residia nas próximidades da Igreja do Rosário e foi casada com o
Sebastião “da Singer”, sendo mãe de Luiz, Zizinho, Estela, Manoel e Edith.
ESTEVES, bairro

Compreende parte do que era conhecido como Tabocas ou Taboquinha, entre os
atuais bairros Maria Guimarães França, Pirineus e Rosário. Surgiu na década de 1960.
Recebeu o nome em homenagem à família Esteves, antiga proprietária de uma chácara
no local. Abrange as ruas Colatino Barbosa de Castro, Dom Aristides, Edson Barbosa
Rezende, Joaquim Furtado de Menezes, Nicolau Esteves, Sylvio Maranha e Teodolino
Medeiros.
ETELVINA FREITAS RAMOS, vila

(Centro) – É uma das vilas existentes na rua das Flores. É geralmente conhecida como
vila Ramos. Foi criada pela lei nº 1163, de 07.12.1976.
EULER FERREIRA NETTO, praça

(Esteves) – Diz o projeto de lei nº 39/82, de 17.09.82, do vereador Naylor Harley
Domingues, que se transformou na lei nº 1576, que esta praça está localizada entre as
ruas Nicolau Esteves e Pedro Arantes. Quer nos parecer que esta praça, posteriormente,
recebeu o nome de Heber Sales.
O coronel Euler Ferreira Neto nasceu em 07.04.1922, em Leopoldina, era o terceiro
filho do casal Joaquim Izidoro Vargas Neto e Ana Ferreira, também conhecida como Ana
Batista. Seus pais eram primos, como primos também eram os seus avós. Após cursar o
Ginásio Leopoldinense, fez carreira na aeronáutica. Aposentado, voltou para Leopoldina.
Era casado com Maria Emiliana Esteves, nascida 18.08.1929, filha de Nicolau Esteves e
Eurídice Dolores Barbosa de Castro, nome de rua na cidade.
Joaquim Izidoro Vargas Neto, nasceu 26.05.1879 em Leopoldina, filho de João
Izidoro Gonçalves Neto e Cristina Vargas Corrêa. Casou-se 3 vezes, com Olinda Fajarda,
Elcida Werneck e Ana Ferreira.
Ana Ferreira era filha de João Baptista Ferreira e Leopoldina Esméria de Almeida.
O pai dela nasceu por volta de 1853 em Conservatória-RJ, filho de Vicente José
Francisco e Ana Francelina Ferreira. A mãe dela nasceu 04.02.1884, em Leopoldina, filha
de João Rodrigues Ferreira Brito e Messias Esméria de Almeida. Ver genealogia dos
Ferreira Brito no verbete próprio.
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Joaquim Izidoro Vargas Neto era filho de João Izidoro Gonçalves Neto, falecido
antes de 28 de julho de 1922, em Leopoldina e de Cristina Vargas Corrêa, nascida em
dezembro de 1854 e falecida a 26.12.1907, em Leopoldina, filha de Francisco de Vargas
Corrêa e Venância Esméria de Jesus.
EURÍDICE CASTRO ESTEVES, rua

(Esteves) – Começa na rua Dom Aristides. É a rua onde está a mina d’água das Tabocas.
Sobre o local, veja “Tabocas”, em Logradouros Antigos.
Eurídice Dolores Barbosa de Castro era irmã de Colatino Barbosa de Castro,
também nome de rua já mencionada. Em família era conhecida como “tia Cilota”. Casouse com Nicolau Esteves, com quem teve, pelo menos, os seguintes filhos: Francisco de
Castro Esteves casado com Dalva Carvalho; Marli de Castro Esteves casada com Sílvio
de Albuquerque Maranhão; Juraci de Castro Esteves casada com Edgard Barroso Silva;
Jurandir de Castro Esteves casado com Maria Auxiliadora Silva e, em segundas núpcias,
com Lia França; João de Castro Esteves casado com Antonieta Lammoglia; Maria
Emiliana Esteves casada com Euler Vargas Neto; Iraci de Castro Esteves casada José
Ribamar Ferreira; Joaquim de Castro Esteves casado com Heloisa Fialho; Wiler de Castro
Esteves casado com Edna Fontoura.
EXPEDICIONÁRIOS, avenida

(Bela Vista) – Começa na praça José Pires, no início do bairro. É a principal avenida da
Bela Vista. Segue o traçado do antigo leito da estrada de ferro da Leopoldina.
A lei nº 767, de 03.09.1971 diz que “fica denominada avenida dos Expedicionários,
a via pública que partindo da praça existente no bairro Bela Vista, nas imediações do
viaduto ali construído pelo D.N.E.R., vai até o final do perímetro urbano da cidade.”
O nome desta avenida é uma homenagem aos soldados brasileiros que
participaram da Segunda Guerra Mundial e, em especial, aos 27 leopoldinenses que
desembarcaram em Nápoles (Itália), em 16.07.44, dos quais Kleber Pinto de Almeida, em
“Leopoldina de todos os tempos”, p. 101, relaciona: Jurandir Barbosa Rodrigues, Derneval
Vargas, Lair Reis Junqueira, Venceslau Werneck, João Vassalli, Celso Botelho Capdeville,
João Zanzirolane, Euler Queiroz, Geraldo Gomes Araújo Porto, João Esteves Furtado,
José Antonio Anzolim, Lourenço Nogueira, Pedro Medeiros, Mário Brito Fontes, Jair
Ruback, Orlando e Itamar Tavares e Nelson Pinto de Almeida (que morreu no Rio de
Janeiro, antes do embarque).
FÁBRICA, bairro

O bairro da Fábrica deve o seu nome à Cia. Fiação e Tecidos Leopoldinense,
fundada em 1925 por José Ribeiro dos Reis, Gabriel de Andrade Botelho e a firma Ribeiro
Junqueira, Irmãos e Botelho, representada pelo Dr. Ormeu Junqueira Botelho.
Originalmente seu nome era bairro Industrial. Surgiu com as quase 300 casas construídas
para os operários da fábrica.

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Abrange, entre outras, as ruas Antônio de Oliveira Guimarães, Costa Montes,
Helena Junqueira Bastos, José Renê do Vale, Leopoldina Mendes do Rosário, Maria
Rosa Crespo, Omar Junqueira Bastos, Mercedes Ramos Cerqueira, Romualdo Joaquim
de Souza, a praça Aristides Badaró, o beco Ananias Serafim, além das travessas
Belarmino Ferreira da Costa e Job Figueiredo.
FAJARDO, rua

(Cemitério) – Começa na praça São José e termina no trevo para Cataguases.
Homenageia a numerosa família Fajardo que foi grande proprietária de terras no
município, principalmente no distrito de Piacatuba. Dela destacamos, dentre outros:
- Joaquim Honório de Campos, que recebeu o título de Barão do Rio Pardo e foi vereador
em Leopoldina, era pai de José Fajardo de Mello.
- José Fajardo de Mello foi Presidente do Conselho Distrital de Piedade e integrante do
Conselho Municipal de Leopoldina, em fins do séc. XIX e princípios do século passado.
Foi, ainda, conselheiro, vereador e membro da subcomissão distrital que recrutou os
voluntários, locais, para a Guerra do Paraguai. José era pai de Olivier Fajardo de Mello
Campos, que é nome de rua na cidade.
Além destes, outros Fajardos merecem ser também lembrados. Os tios de Olivier,
major Francisco Fajardo de Mello Campos, o coronel Roberto de Souza Almada, que era
Fajardo por parte de mãe e o seu sogro e tio, Joaquim Fajardo de Mello Campos.
Ver mais, em Olivier Fajardo de Mello Campos.
FÁTIMA, bairro e vila

O bairro de Fátima compreende as ruas que ficam entre a avenida Getúlio Vargas e
a Pinguda. Teve o seu início com a construção de casas para os operários da fábrica de
tecidos, o que fazia dele uma continuação do bairro da Fábrica. No passado era
geralmente conhecido como Coréia.
Abrange, dentre outras, as ruas Álvaro Botelho Junqueira, Amanda Fonseca, Américo
Dutra Medina, Antônio Frederico Ozanam, José Antônio Lamoglia, Carlindo de Alvarenga
Mayrinck, Farmacêutico Durval Bastos, Gentil Pacheco de Melo, João Vicente Locha,
Optato Lacerda França e Professor Haroldo José Bastos Freire.
Vila (Fortaleza) – A vila Nossa Senhora de Fátima, segundo a planta cadastral
básica da prefeitura, fica no bairro Fortaleza, à esquerda da BR-116, no sentido de quem
segue para Laranjal, um pouco antes do IDAL (Instituto de Desenvolvimento do
Adolescente Leopoldinense).
O nome do bairro e da vila tem origem na cidade de Fátima, em Portugal onde, a
13 de maio de 1917 aconteceu a primeira das seis aparições da Virgem Maria aos
videntes Lúcia, Francisco e Jacinta, o que levou aquela cidade a tornar-se um santuário a
partir daí.
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FELICIANA DA COSTA AGUIAR, rua

(Vale do Sol) - A lei nº 3.399, de 2002, dá denominação à via pública que no mapa do
loteamento encontra-se identificada como rua H, tem seu início na rua José Pinto da Silva
e finda na rua Oriel Barbosa.
FÉLIX FARAGE, praça

(Centro) – É a praça que fica em frente ao parque de exposições. Recebeu este nome
pela lei nº 1956, de 04.02.1988.
Nesta praça morou o homenageado que foi comerciante no ramo de aguardente.
Seu nome completo era Félix Chaim Farage. Foi casado com Carmem Macieira e deixou
os filhos Maria José e José. Este, comerciante no ramo de vidraçaria.
FÉLIX MARTINS, praça

(Centro) - É a praça central da cidade. É também conhecida como Parque Félix Martins.
Foi, durante muito tempo, o ponto de encontro da maioria dos leopoldinenses. Na década
de 1960, ali estava o cinema Brasil, a rodoviária, o final dos trilhos da estrada de ferro da
Leopoldina, o fórum e as residências de algumas personalidades.

Cine Brasil

Fórum

Antigo Coreto

Palmeiras imperiais outrora existentes na
Praça.
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O nome de Félix Martins lembra o doador do terreno para a construção da praça.
A Gazeta de Leste, de 11.10.1890 diz que o sétimo quarteirão compreendia a parte
do povoado que ficava do largo capitão Félix Martins até a subida da serra, passando pela
chácara do João Lourenço Ferreira de Lacerda, rua Dr. Vasconcelos até a casa de
Francisco Vargas Correia.
Segundo Barroso Júnior ele foi delineado e executado pelo superintendente dos
serviços urbanos, Dr. Osório Resende Meireles. Na administração do Dr. Carlos Luz, foi
remodelada. Em 1962, no governo de Zequinha Reis, construiu-se a concha acústica e na
administração do prefeito Dr. Joaquim Furtado Pinto, patrocinado pelo Lions Clube da
cidade, recebeu o mural e outros melhoramentos.
O jornal Novo Movimento, de 09.10.1910, fala do lançamento da pedra
fundamental do edifício do fórum e cadeia, no Parque Félix Martins. A Gazeta de
01.01.1911 diz que naquela época estavam sendo feitas as fundações do fórum e cadeia.
Ali já funcionou a rodoviária, um cinema (Cine Brasil) e a Cooperativa dos
Produtores de Leite de Leopoldina, onde hoje está o Shopping LAC. Na sua lateral
paralela à rua José Silva, corriam trilhos da estrada de ferro, utilizados na manobra das
composições.
No lado oposto ao do atual Shopping, ficavam as residências de várias
personalidades leopoldinenses.
Numa reforma ocorrida na da década de 60 suprimiu-se dela um antigo coreto, de
tão belas lembranças, onde apresentavam-se bandas e as crianças brincavam sob as
vistas de seus pais.
Quanto ao doador do terreno onde encontra-se a praça, Felix Martins Ferreira, o
terceiro do nome na família, era fazendeiro em Angustura, na fazenda Araribá, onde
nasceu em 1852, filho de Joaquim Martins Ferreira e Maria Esméria de Carvalho. Seu pai
nasceu a 15.12.1806 em São João del Rei, filho de Felix Martins Ferreira e Ana
Gonçalves da Cruz. Sua mãe nasceu na fazenda das Pedras, em Quatis, Barra Mansa,
RJ. A família Martins Ferreira teve papel de destaque não só em Angustura como em
Leopoldina. Os filhos do casal Joaquim e Maria Esméria atuaram de forma decisiva no
processo de substituição da mão-de-obra escrava pelo trabalhador livre, através do Club
da Lavoura, fundado em 1884.
O bisavô paterno de nosso Felix Martins, André Martins Ferreira, nasceu na
Freguesia de Santo Aleixo, Bispado de Coimbra, Portugal. Casado com Maria de Souza
Monteira, filha de Mariana de Souza Monteira, natural de Olinda, PE e do português da
Freguesia de São João Batista, Vila Areias, Concelho de Barcelos, Braga, radicou-se em
Cassiterita, MG.
Félix Martins, em 1876 e em 1881, foi eleito vereador em Leopoldina. Foi casado
com Heliodora Pinheiro Corrêa de Lacerda citada em alguns locais como filha de
Francisco Pinheiro Corrêa de Lacerda. No entanto é o irmão dele, Romão Pinheiro Corrêa
de Lacerda que aparece como pai da menina Heliodora, nascida 07.01.1858 e batizada
no dia 20 de março do mesmo ano.
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FERNANDO NOVAIS DE OLIVEIRA, rua

(Pirineus) - A lei nº 246, de 21.07.1956, dá o nome de Fernando Novais de Oliveira a uma
rua da cidade.
Fernando Novais foi comerciante em Leopoldina, incentivador das obras vicentinas
e um dos responsáveis pela construção das casas da vila São Vicente, no bairro Pirineus,
destinadas a abrigar viúvas pobres. Na década de 1940 exerceu o cargo de juiz de paz.
FERREIRA BRITO, rua

(Três Cruzes) – É a via principal do bairro e corre paralela ao leito da BR-116. Foi
nominada pela lei nº 1.282, de 18.08.1978.
Ferreira Brito é como Barroso Júnior se refere a Joaquim Ferreira Brito, proprietário
da fazenda da Cachoeira e um dos primeiros doares de terras para a formação do
povoado.
Foi ele o doador das terras onde se ergueu a Casa do Rosário, local onde está hoje
a igreja do mesmo nome. Sua primeira doação de terras ocorreu a 01.06.1831 e a
segunda, em 20 de novembro do mesmo ano.
Em 1831 era um dos maiores proprietários de escravos do então Curato de São
Sebastião do Feijão Cru. Senhor da fazenda da Cachoeira, recebeu a visita do Padre
Manuel Antonio Brandão em 1831, o qual lhe sugeriu que doasse terras no vale ao pé da
Capela de São Sebastião para a formação do patrimônio do padroeiro. A escritura da
primeira doação, em 01.06.1831, apresenta como redator o escrivão interino Antonio
Rodrigues Gomes.
Há dúvidas quanto à utilização das duas doações efetuadas por Joaquim Ferreira
Brito. Tudo leva a crer que a primeira destinou-se a ampliar o espaço destinado à
construção da capela de São Sebastião. A segunda doação, por constar que foi reservado
"um trato de terra" para a edificação da casa do Cura, permite concluir que refere-se ao
terreno onde foi construída a Casa do Rosário e, posteriormente, a Igreja de Nossa
Senhora do Rosário. No Arquivo do Fórum de Leopoldina pode-se encontrar a escritura
datada de 20.11.1831, onde Antonio Rodrigues Gomes aparece assinando pela esposa
do doador, Dona Joana.
De acordo com documentos do antigo Cartório do 2º ofício de Leopoldina, no meio
fio do teatro Alencar, situado na antiga rua Municipal, hoje Cotegipe, encontra-se o limite
das três fazendas, na forma do vértice de um triângulo: para o lado da Catedral a fazenda
da Grama, formada pelo Alferes Bernardo José da Fonseca; para o lado do Rosário, a
fazenda da Cachoeira, de Joaquim Ferreira Brito; para o outro lado, a fazenda do
Desengano. Há que se esclarecer que a fazenda da Grama aparece também como sendo
de propriedade de João Gualberto Ferreira Brito, filho de Joaquim Ferreira Brito e genro
do Comendador Manoel Antônio de Almeida.
Ver Joaquim Ferreira Brito e João Gualberto.
FILOMENA, SANTA, rua

(Catedral) – Liga a rua Plóbio Cortes de Paula à praça Professor Ângelo. Era conhecida
como “Caminho do Meio”. A parte desta rua que ia da praça General Osório até a
escadaria de acesso ao Hospital, recebe hoje o nome de rua Plóbio Cortes de Paula.
A lei 163, de 09.11.1951, diz que “passa a denominar-se rua Santa Filomena, a rua
que parte do largo General Osório, atravessa a rua Padre Júlio vai até a praça Prof.
Ângelo, nesta cidade.”
Nesta rua está a Fundação Albergue Major Zeferino, que recebeu este nome em
homenagem a seu fundador, antigo fiscal de tributos federais.
Santa Filomena era filha de um rei da Grécia, e sua mãe era também de sangue
real. Seus pais eram pagãos e aceitaram o batismo cristão por conselho de um médico
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palaciano de nome Públio que lhes falou da fé no Deus único. Depois disso nasceu-lhes a
filha que foi chamada de Lumena, ou seja, luz, por ter nascido à luz da fé. Na pia batismal
deram-lhe o nome de Filomena, isto é, Filha da Luz. O Papa Gregório XVI, tendo recebido
o parecer favorável da Sagrada Congregação dos Ritos à canonização de Santa
Filomena, elevou-a à honra dos altares, instituindo ofício próprio para o culto e a festa,
proclamando-a 'A Grande Taumaturga do Século XIX', 'Padroeira do Rosário Vivo' e
'Padroeira dos Filhos de Maria'.
FLAUZINA CHAIM, rua

(Praça da Bandeira) – Começa na avenida Humberto de Alencar Castelo Branco.
Flauzina Chaim era proprietária da chácara do Chaim, que existia onde está
localizada esta rua. Antigamente o local era conhecido como Vila Betel. Antigos
moradores de Leopoldina dizem que era irmã de Félix Farage.
FLORES, rua

(Centro) - É a antiga rua do Buraco, à qual nos referimos no capítulo sobre os antigos
logradouros, nome que ainda permanece na memória de muitos leopoldinenses. Em 1890
já é citada como sendo rua das Flores. Liga a Marechal Deodoro à rua Lucas Augusto.
Em 1973, pela lei nº 867, de 24 de janeiro, teve seu nome alterado para rua
Ranulfo Matola de Miranda mas logo em seguida esta lei foi revogada, permanecendo a
denominação anterior.
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Ver rua do Buraco, em Logradouros Antigos.
FORTALEZA, bairro

Este bairro vem crescendo nas terras da fazenda Fortaleza, nas margens da BR116, vizinho do bairro das Três Cruzes. Nele está a rua Heleno Tavares Rezende.
A fazenda Fortaleza foi formada por João Gualberto Ferreira Brito e já existia em
1856. Em verbete próprio falamos deste que foi um dos antigos povoadores do Feijão Crú
e que exerceu intensa atividade política na cidade. Descendentes de seu primeiro
casamento com uma filha de Manoel Antônio de Almeida foram os primeiros moradores
dos atuais bairros Fortaleza e Três Cruzes.
FRANCISCO BARBOSA LIMA, rua

(Centro) – É um dos lados da praça João XXIII, junto à rua Presidente Carlos Luz.
Homenageia o grande empresário e comerciante, geralmente conhecido por
Chiquito, proprietário da antiga Serraria São José e de boa parte das edificações desta
rua.
FRANCISCO DE ANDRADE BASTOS, rua

(Centro) – Liga a praça Átila Lacerda da Cruz Machado à rua Costa Montes. Recebeu
esta denominação com a lei nº 1172, de 04.03.1977, do vereador Joarês Sílvio da Costa.
Era o caminho natural do centro para a fazenda da Floresta, razão porque ficou conhecida
e foi batizada com o nome de rua da Floresta. Além disto, nela, em 1925, foi construída a
residência do cel. Francisco de Andrade Bastos (Chico Bastos), proprietário daquela
fazenda, segundo a revista Brasil Progresso de setembro daquele ano. Tempos depois
recebeu o nome do seu ilustre morador.

Nesta rua funcionou a primeira igreja dedicada a São José Operário, dirigida pelos
padres holandeses e que ficava na esquina da rua Izauro Bretas.
Francisco de Andrade Bastos presidiu a câmara municipal de 1931 a 1936 e
exerceu o cargo de prefeito de 1937 a 1945. Era sobrinho de Durval Bastos e, portanto,
primo do ex-prefeito Francisco Barreto e do farmacêutico Durval Bastos, dentre outros.
Ver mais em Chico Bastos.
FRANCISCO DE SOUZA LIMA, rua

(Joaquim Furtado Pinto) – A lei nº 1.768, de 14.11.85, de autoria do vereador Darcy Luiz
Vasconcelos Resende, dá denominação à via pública desta cidade, localizada no
Conjunto Habitacional Dr. Joaquim Furtado Pinto, que no mapa do loteamento encontrase identificada como rua I. Liga a av. Tancredo Neves à rua Manoel de Almeida Lacerda,
conforme o mapa da prefeitura, editado em 2000.
Francisco de Souza Lima nasceu a 14.03.1875 e faleceu no dia 12.03.1962. Era
casado com Anna Ferreira Almeida e deixou 16 filhos. Foi proprietário da fazenda Bela
Vista, no município de Leopoldina.
Anna Ferreira Almeida nasceu 10.02.1883, filha de Francisco Rodrigues de Almeida
e Maria José Neto, neta paterna de João Rodrigues Ferreira Brito e Messias Esméria de
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Almeida, neta materna de Antonio Ferreira Neto e Maria Teodora Neto. O avô paterno,
João, era filho de Bento Rodrigues Gomes e Ana Joaquina de Jesus. A avó paterna,
Messias, era filha do Manoel Antônio de Almeida e Rita Esméria de Jesus. A avó materna,
Maria Teodora, era filha de João Gonçalves Neto e Mariana Flauzina de Almeida, sendo
que esta Mariana também era filha do mesmo Manoel Antônio de Almeida.
FRANCISCO FORTES DA SILVA, rua

(Bela Vista) – A lei nº 1.236, de 13.12.77, dá denominação de rua, à via pública que no
mapa do loteamento do bairro Bela Vista consta como rua R, tem início na rua Wilson
Berbari e finda na rua Joaquim Pereira de Oliveira.
Foi proprietário da chácara do Café Ema, na saída para Laranjal.
FRANCISCO LUIZ CORRÊA, travessa

(Ventania) – Diz a lei nº 1.402, de 13.12.79, que é esta a nova denominação da via
pública que inicia na rua Nicolau Laluna e sobe obliquamente, formando um ipsilon com a
rua anteriormente citada.
FRANCISCO LUIZ PEREIRA, rua

(Popular) – A lei nº 3.336, de 19.12.2000, dá denominação de rua à via pública desta
cidade que, no mapa do loteamento do bairro Popular, situado às margens da BR-116,
encontra-se identificada como rua D.
FRANCISCO PINHEIRO CORREIA DE LACERDA, praça

(Centro) - A praça Francisco Pinheiro Correia de Lacerda é a antiga praça Argirita,
também conhecida como “rodo” ou, praça do posto V8. Fica entre as ruas Gabriel de
Andrade Junqueira, José Peres, Custódio Junqueira e a avenida Getúlio Vargas.
Nela está o grupo escolar Ribeiro Junqueira, o chamado “Grupo Velho”.

A lei nº 437, de 25.07.1962, alterou os nomes da rua Riachuelo para Joaquim
Ferreira Brito e o da praça Argirita para Francisco Pinheiro Correia de Lacerda.
Batizado 12.06.1791 na Igreja de Santo Antonio, Campanha-MG, Francisco
Pinheiro Corrêa de Lacerda era filho de Álvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda. Casou-se
com Mariana Maria de Macedo, filha de Joaquim Ferreira Brito e Joana Maria de Macedo.
Seu tio Fernando Afonso Corrêa recebeu uma sesmaria a 13.10.1817, no córrego
do Feijão Cru, distrito de Santo Antonio do Porto do Ubá, Termo de Barbacena, conforme
Códice SC 363, página 190-v. Um outro tio seu, de nome Jerônimo Pinheiro de Lacerda
também recebeu sesmaria com a mesma localização a 14.10.1817, conforme Códice 363,
página 192-v.
Estas duas sesmarias foram divididas e vendidas pelos irmãos Francisco e Romão
Pinheiro Corrêa de Lacerda a diversos dos primeiros moradores de nossa região.

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Uma destas vendas foi feita em 28.04.1834 a Manoel José Monteiro de Barros
filho, para moradia de sua filha Maria do Carmo Monteiro de Barros, onde ela e seu
marido João Ferreira da Silva formaram a fazenda do Desengano.
FRANCISCO QUEIROGA, rua

(Pinguda) – É uma homenagem a este motorista profissional que ficou bastante
conhecido na cidade.
FRANCISCO SCHETTINO, rua

(Vale do Sol) – A denominação da via pública que no mapa do loteamento recebia o nome
de rua B, ocorreu pela lei nº 3.477, de 2002.
Francisco era comerciante. Diz o Dicionário dos Sobrenomes Italianos, de Ciro
Mioranza, que o sobrenome Schettino “designa cidadão sincero, aberto, claro, direto,
verdadeiro”.
FRANCISCO SIQUEIRA BARBOSA, rua

(Vale do Sol) – A lei nº 3.317, de 06.11.2000, dá denominação à via pública que, no mapa
do loteamento encontra-se identificada como rua G. Esta rua tem seu início na rua Lydio
Costa Reis e finda na rua H.
Francisco ou, Sinhô Barbosa, possuía uma empresa de transporte de cargas conhecida
como “Comissário Barbosa”.
FRANCISCO ZAQUINE, praça

(Eldorado) – Esta praça fica no final da rua Sebastião Ferreira Lacerda, em frente ao
CAIC. Seu nome decorre da lei nº 2632, de 30.06.94.
Francisco Zaquine tinha propriedade em São Lourenço onde explorava uma
pedreira e extraía lenha para atender à estrada de ferro. Nascido a 20 de setembro de
1913 em Leopoldina, era filho de Antonio Zachini e Annungiata Toccafondo. Casou-se
com Maria de Lourdes Rodriguez, nascida a 08 de outubro de 1916, filha de Rafael
Rodrigues y Rodriguez e Maria Gottardo.
Os pais de Chiquinho Zaquine passaram ao Brasil no final dos oitocentos,
radicando-se inicialmente na região de Matias Barbosa onde faleceu Antonio. Annungiata
Toccafondo, filha de Pedro Toccafondo e Mariana, nascida em 1878 no Marche, Italia,
migrou para Leopoldina onde viveu com seus três filhos: João, Pedro e Francisco.
Reunidos aos demais italianos que já viviam em Leopoldina, radicaram-se na Chácara da
Coréia e posteriormente adquiriram um pequeno lote em São Lourenço que mostrou-se
inadequado para a agricultura. A partir de então os filhos de Annungiata passaram a
dedicar-se à exploração de pedreiras, sendo Francisco o encarregado pelo transporte.
FRANKLIN JOSÉ DA SILVA, rua

(Pirineus) – Começa na rua Cipriano Pereira Baia e segue em direção da BR-116. A lei nº
941, de 17.10.1973, “dá denominação de rua Franklin José da Silva à via pública que vai
da rua Cipriano Baia ao corte da Rio Bahia.”
Franklin era funcionário público municipal.
FUNCHAL GARCIA, avenida

(São Cristóvão) – É a via que segue paralela ao córrego Jacareacanga. Recebeu este
nome pela lei nº 1.393, de 16.11.79
Funchal Garcia era professor, escritor e pintor e ficou nacionalmente conhecido nos
meios artísticos. É o autor do mural que retrata a lenda do Feijão Cru, pintado por ocasião
do centenário da cidade, segundo Barroso Júnior.
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No dizer de Mário de Freitas, em “Leopoldina do Meu Tempo”, o “laureado pintor
Funchal Garcia era filho de Mariana Funchal, ex-moradora da praça Gama Cerqueira:”
Texto suprimido, inadvertidamente, do verbete sobre este logradouro
na versão impressa.
Também Luiz Rosseau Botelho, em Dos 8 aos 80, refere-se a
Funchal Garcia como “um rapaz da melhor sociedade de Leopoldina
e [que] hoje é um grande artista, grande pintor Leopoldinense".
Nascido em Leopoldina no dia 3 de fevereiro de 1889, era
filho do português Alfredo Garcia Ribeiro, neto de Francisco Garcia e
Ana Ribeiro Borges. Em 1896 Alfredo Garcia era proprietário da
Casa de Pensão localizada na rua Tiradentes número 30, segundo o
Jornal O Mediador, edição nr. 21 de 28.01.1896. Este mesmo
periódico informa, em edição do final daquele ano, que junto da
hospedaria funcionava uma padaria de propriedade da família
Garcia.
Alfredo casou-se com Mariana dos Prazeres Funchal,
portuguesa, filha de José Antonio Funchal e Francisca Inácia
Mendes, no dia 31 de janeiro de 1880 em Leopoldina. Segundo o já
citado Luiz Rosseau, Dona Mariana continuou administrando a
padaria após a morte do marido e era membro do mais antigo
Centro Espírita de Leopoldina.
Além de Manoel, o casal Alfredo Garcia Ribeiro e Mariana dos
Prazeres Funchal teve os seguintes filhos: Maria (1880), Silvandino
(1882), Alfredo (1885), Aurora (1891), José (1893) e João Funchal
Garcia (1895). Este último trabalhava no Posto de Profilaxia de Além
Paraíba nos anos de 1920, sendo colega de trabalho e amigo de
Luiz Rosseau Botelho, a quem conhecera na infância, ali na rua
Tiradentes.
Silvandino Funchal Garcia nasceu a 02.11.1882 e foi casado com Esméria Ferreira,
filha de João Batista Ferreira e Leopoldina Esméria de Almeida, esta filha de João
Rodrigues Ferreira Brito e Messias Esméria de Almeida sendo, portanto, descendente de
duas grandes famílias povoadoras do Feijão Cru: os Almeidas e os Ferreira Brito.
Silvandino e Esméria foram pais de Paulo casado com Dea Malachini, Ruth casada com
José Ribamar de Freitas, Maria Helena e Palmira.
GABRIEL DE ANDRADE JUNQUEIRA, rua

(Centro) - É a rua que liga a praça Francisco Pinheiro Correia de Lacerda à praça Félix
Farage, no Parque de Exposições. A lei nº 402, de 25.05.1961 alterou o seu nome de
Providência para Gabriel Andrade Junqueira.

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Gabriel de Andrade Junqueira era engenheiro da Cia. Força e Luz Cataguases
Leopoldina, fazendeiro e foi um dos fundadores da Cia. Fiação e Tecidos Leopoldinense.
GABRIEL MAGALHÃES, rua

(Rosário) – Começa na praça do Rosário e termina na praça Professor Botelho Reis.
Nos primórdios da história da cidade chamava-se rua Direita. Ligava o Rosário à
praça Visconde do Rio Branco. Nesta rua ficava a escola de datilografia do professor
Haroldo J. B. Freire.
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O Dr. Gabriel de Paula de Almeida Magalhães foi um dos fundadores da Casa de
Caridade Leopoldinense, segundo Barroso Júnior.
Francisco de Paula Ferreira de Rezende diz que o do Dr. Gabriel havia sido seu
colega na faculdade de Direito de São Paulo, escapara de ser visconde e era um
advogado bem sucedido em Leopoldina, em 1861 e foi quem o convenceu a se
estabelecer na cidade.
Gabriel de Paula Almeida Magalhães nasceu por volta de 1835 em São João del
Rei, filho de Francisco de Paula de Almeida Magalhães e Maria Carolina. Irmão de Ana
Custódia que foi casada com seu primo Francisco Leite Pinto de Magalhães, fazendeiro
em Angustura em 1872, filho de José Leite de Magalhães Pinto e Ana Silveira Leite. A
01.03.1862, em Conceição da Boa Vista, Recreio, Gabriel casou-se com Maria do Carmo
Monteiro de Barros, filha do 1º Barão de Leopoldina e de Clara Maria de Sá e Castro.
GABRIELA, IRMÃ, rua

(João Paulo II) – A lei nº 2279, de 18.12.90, dá denominação de rua Irmã Gabriela à via
pública desta cidade que no mapa do loteamento do bairro recebeu o nome de rua C, tem
seu início na rua Prof. Conceição Soares Monteiro de Castro e finda na rua Padre José
Domingues Gomes.
Segundo o Dr. Joaquim Furtado Pinto, em discurso transcrito pelo Dr. Joaquim
Custódio Guimarães, no livro “História da Medicina em Leopoldina”, irmã Gabriela
trabalhou na Casa de Caridade (Hospital) durante 16 anos.
Maria Tomázia ou, Maria Gabriela da Anunciação, nasceu em Ponte Nova, em 7 de
março. Ingressou na Ordem das Carmelitas da Divina Providência. Possuía qualidades
excepcionais e dotes de bondade que a tornaram paradigma da nossa sociedade. Iniciou
sua vocação religiosa em Cataguases. Foi superiora dos hospitais de Viçosa,
Cataguases, Aimorés e Leopoldina. Levada pelo saudoso padre José Domingues Gomes,
transferiu-se para Raul Soares (MG). Após o desaparecimento do Padre, naquela cidade,
Irmã Gabriela retornou para Leopoldina, onde faleceu e foi sepultada no cemitério Nossa
Senhora do Carmo.
GAMA CERQUEIRA, praça

(Centro) – Oficialmente esta praça chamava-se Melo Viana. Pela lei nº 406, de
03.10.1961, recebeu o nome de Dr. Gama Cerqueira. Por um curto período afixaram nela
uma placa indicativa com o nome de Juiz Gama Cerqueira. Mas, ela sempre foi conhecida
como “Praça do Urubu”.

Dr. Caetano Augusto Gama Cerqueira foi o primeiro juiz de direito da comarca de
Leopoldina. Sua ascendência é repleta de ligações com outras famílias leopoldinenses,
embora nem todas citadas neste trabalho. Era filho de Cesário Augusto da Gama e Emília
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da Gama Cerqueira, casal que teve também os filhos: José Januário, Francisco Januário
e Eduardo Ernesto da Gama Cerqueira. Sua esposa chamava-se Ana.
Cesário era filho de Caetano José de Almeida Gama e Ana Francisca da Silva
Lima. Pais, também, de Maria Custódia Vilas Boas da Gama, Francisco de Paula
Justiniano da Gama, Carlota, Mariana Augusta e Maria Carlota da Gama. Por sua vez,
esta Maria Carlota era mãe da Emília, casada com o Cesário, o que nos informa que a
mãe do nosso Juiz era prima do marido.
Caetano José era filho de Manoel Gomes Vilas Boas, nascido em Santa Maria
Maior, Barcelos, Braga, Portugal, falecido em Cassiterita, MG e de Inácia Quitéria da
Gama, nascida em 1719 em Sacramento, Uruguai, falecida 17 maio 1772 em São João
del Rei, MG. Este casal foi pai também de Ana Josefa da Gama c/c Nicolau Antonio
Nogueira que é dos Almeidas de Baependi; Manoel Inacio de Almeida Vilas Boas e Gama,
nascido em Tiradentes, c/c Emerenciana Elena de Santana; Antonio; Maria Inácia de
Almeida; Catarina Joaquina de Almeida; José Luiz de Almeida Vilas Boas; Bárbara Inácia
de Almeida e Inácia Quitéria de Almeida.
Manoel Gomes Vilas Boas era filho de Antonio de Vilas Boas e Domingas Gomes.
Inácia Quitéria era filha de Luiz de Almeida Ramos e Helena Josefa Corrêa da Gama.
Além de Inácia, este casal deixou os filhos: Caetano José de Almeida, Manoel de Paiva
Muniz Neto c/c Luzia Ribeira de Almeida; e, Quitéria Inácia da Gama c/c seu parente
Manoel da Costa Vilas Boas e mãe do poeta José Basílio da Gama.
Luiz de Almeida Ramos era filho de Manoel de Paiva Muniz e Maria Ramos da
Costa. Helena Josefa Correa da Gama era filha de Leonel da Gama Bellens, natural do
Alentejo, Portugal e de Maria Josefa Corrêa, casal também ancestral de outros
leopoldinenses porque tiveram os filhos Francisca Josefa Corrêa da Gama; Josefa
Antonia Corrêa da Gama; Antonia Josefa Corrêa da Gama; Teresa Josefa Corrêa da
Gama; João de Almeida da Gama Bellens e Tome da Gama Corrêa
Manoel de Paiva Muniz era filho de Manoel João Muniz e Maria de Paiva. Maria
Ramos da Costa era filha de Bento da Costa e Ana de Almeida Ramos. Maria Josefa
Corrêa era filha de Antonio Francisco e Barbara Corrêa.
Ainda sobre a praça Gama Cerqueira, consta que um de seus primeiros moradores
foi Antoine Urbain Levasseur. Assim foram descritas suas terras no Registro de 1856: “N.
10 – Antonio Albino Levasseur he possuidor por titulo de compra de desoito alqueires de
terras pouco mais ou menos, sitas n’esta Freguesia de São Sebastião da Vª Leopoldina,
cujas terras devidense por um lado com o terreno da Villa por outro com Luis Botelho
Falcão, por outro com D. Maria do Carmo Monteiro de Barros e por outro com o Dr.
Antonio José Monteiro de Barros Villa Leopoldina dez de Março de mil oito centos e
cincoenta e seis. O Vigº José Mª Solleiro”
Veja mais sobre esta praça, no item “Urubu” no capítulo sobre os Antigos
Logradouros.
GARIBALDI CERQUEIRA, rua

(São Cristóvão) – Liga as ruas Miguel Gesualdi e Antonio Carlos de Almeida Ramos. Seu
nome foi oficializado pela lei nº 1.317, de 14.12.1978.
Garibaldi Cerqueira Filho, casado com Neuza Rezende, são os pais de Lúcia e
Euler Rezende Cerqueira. Ele era filho de Garibaldi Cerqueira, nascido em 1883 em
Belmiro Braga e de Laura Ramos nascida 21.08.1890 em Leopoldina. Neto paterno de
João José Cerqueira e Rita Marcíria. Seus avós maternos, Antônio José Alves Ramos e
Amélia Carolina Pereira Pinto, são citados em outra parte deste trabalho por serem
também ancestrais de Emílio Ramos Pinto.
Garibaldi era comerciante no ramo de tecidos com loja na rua Tiradentes. Foi,
também, funcionário público estadual.
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GENI BITTENCOURT DE ARAÚJO, PROFESSORA, praça

(Eldorado) – A lei nº 3.075, de 16.09.98, dá esta denominação para a praça localizada
entre as ruas Elias Veiga e Argemiro Augusto Pinto Bittencourt.
GENTIL PACHECO DE MELO, rua

(Fátima) – Começa na rua Jonas Bastos. É a saída para o distrito de Providência.
O nome dessa rua surgiu com a lei nº 764, de 29.04.1971 cujo texto diz: “Fica
denominada rua Gentil Pacheco de Melo, a via pública que parte da rua Jonas Bastos e
vai até a estrada que dá acesso ao reservatório d’água Carlos Martins.” Este reservatório,
hoje desativado, ficava logo acima da igreja São José.
Consta que Gentil era transportador rodoviário e residiu, durante muitos anos, na
rua que recebeu o seu nome. Era casado com Emilia de Melo e deixou grande prole. Sua
filha Maria da Conceição Melo Pacheco era casada com João Locha, país de João
Vicente Locha, nome de rua da cidade.
GERALDO ALVES FERREIRA, rua

(Jardim Bela Vista) – Foi através da lei nº 3.299, de 12.09.2000, que a via antes
denominada rua 16, no mapa do loteamento, recebeu este nome. Ela está situada entre
as ruas João Meneghite e Anderson Pereira Bela.
GERALDO CAMPANA, rua

(Centro) – A lei nº 2038, de 20.12.88 deu este nome à via que partindo da rua Cel. Olivier
Fajardo, ao lado de terrenos de propriedade da Leocar Veículos, vai terminar na rua
Acácio Serpa.
Geraldo Campana era geralmente conhecido como Geraldino Campanha.
Industrial, possuía uma serraria no bairro da Onça, onde fabricava, principalmente,
tamancos de madeira e vassouras de piaçaba. Sua serraria, inicialmente, funcionava na
entrada para o bairro Boa Sorte. Posteriormente, esta indústria foi transferida para as
proximidades da igreja de Santo Antonio (igrejinha da Onça), onde foi construída uma
pequena vila de casas para abrigar alguns dos seus funcionários.
Nascido 22.10.1911, filho dos italianos Felice Antonio Campana e Carmina
Massiglia. Casado com Maria Fofano, nascida 04.11.1913, filha dos também italianos
Carlo Batista Fofano e Amabile Stefani. Era um dos entusiastas do jogo de malhas, em
Leopoldina.
A família de Geraldo procedia da provincia de Brescia, região da Lombardia.
GERARDO FERREIRA REIS, DOM, rua

(Nova Leopoldina) – A lei nº 2.978, de 16.10.97, dá esta denominação à via pública desta
cidade que tem seu início na rua Aloísio Soares Fajardo e finda na rua Sílvio Vitói.
Nasceu em Alpinópolis-MG ,em 01 de outubro de 1911. Estudou no Seminário de
Guaxupé onde mais tarde foi Reitor. Sagrou-se Bispo pelas mãos de Dom Inácio, também
em Guaxupé-MG. Ao aposentar-se, por motivo de saúde, passou a morar no Carmelo de
São José, em Passos-MG, onde faleceu.
Dom Gerardo foi o segundo Bispo da Diocese de Leopoldina, nomeado pelo Papa
João XXIII. Assumiu o cargo em 15.10.1961.
GERÔNIMO SILVA, rua

(Vila Miralda) – Começa na rua Zinho Moraes. Diz a lei nº 1.523, de 09.10.81, que lhe deu
o nome que ela é a única transversal da rua Cândido Augusto Veloso.

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GETOMIR PEREIRA BELLA, rua

(Ventania) – Começa na praça João Bella. É a subida para a estação de tratamento de
águas da COPASA. Recebeu esta denominação a partir da lei nº 1.475, de 10.10.1980,
por indicação do vereador Wilson José Valentim.
Filho de Alfredo Augusto Pereira da Bella e Alexandrina, era neto paterno de
Antonio Pereira da Bella e Henriqueta Maria Monteiro. Consta que este seu avô paterno
possuía uma Padaria em Leopoldina em 1873.
Casou-se 02.05.1923 com Maria Genebra Sangirolami, filha dos italianos Giovanni
Sangirolami e Giustina Borella, com quem teve sete filhos.
Irmãos de Getomir: Antônia, José casado com Teonilha Lomba, Sebastião casado
com Santina Sellani, Zélia e João.
Ver família em Anderson Pereira da Bela.
GETÚLIO VARGAS, avenida

(Centro) - Liga a praça Francisco Pinheiro Correia de Lacerda ao início do bairro da vila
Miralda, passando pelos bairros da Fábrica, Jardim Lisboa e Praça da Bandeira.

Até a década de 1960 era o leito da estrada Rio-Bahia. Nessa época, quando foi
entregue à prefeitura, seu capeamento asfáltico foi substituído por paralelepípedos. Nela
ficavam as principais oficinas mecânicas e os melhores bares e restaurantes que
atendiam aos viajantes que transitavam pela rodovia. Ali, também, na esquina da rua
Benedito Valadares, funcionava a sede do Departamento Nacional de Estradas de
Rodagem – DNER.
Getúlio Dornelles Vargas, ex-presidente do Brasil, nasceu em São Borja (RS), em
19.04.1883. Filho do general Manuel Nascimento Vargas. Concluiu o seu curso superior
na faculdade de Direito de Porto Alegre, onde chegou a ser promotor público. Advogou em
São Borja e, em 1909, elegeu-se deputado estadual e, em 1917, deputado federal pelo
Rio Grande do Sul. Foi ministro da fazenda do presidente Washington Luís e governador
do Rio Grande do Sul. Em 1930 chega à presidência da república. Instala o Estado Novo
e inicia grandes mudanças no país. Deposto, retorna ao seu estado natal onde é eleito
senador. Em 1950 reassume a presidência do país e, a 24.08.1954 é levado ao suicídio.
Registre-se que o presidente Getúlio Vargas visitou Leopoldina em 24.10.1939,
quando da inauguração de um trecho da estrada Rio-Bahia.
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GILDA, vila

(Praça da Bandeira) – Fica no início da rua Emília Levasseur Rocha. Hoje, é uma série de
casas geminadas e, ao que parece, abandonadas. A esta vila se refere a lei nº 481, de
28.05.1963, que dá nome de “Professor José Lintz à via pública, sem denominação, que
liga a rua 03 de junho à vila Gilda”.
Segundo antigos moradores de Leopoldina, esta vila foi construída por Raphael
Iennaco que, junto com Juraci Gesualdi, foram os pais de Gilda.
GONÇALVES NETTO, rua

(Quinta Residência) – Liga a rua Antonio Fernandes Valentim à avenida Jehu Pinto de
Faria. Recebeu este nome pela lei nº 1.562, de 15.06.1982, do vereador Wilson Valentim.
É uma homenagem à família de Mozart Gonçalves Netto. Pai exemplar e pessoa
querida no bairro da Quinta Residência, onde sempre residiu, Mozart se distinguia,
também, pelo grande prazer em servir ao próximo, segundo consta na justificativa do
projeto de lei. Nasceu a 22 de abril de 1896, filho de Pedro Gonçalves Neto e Ana
Esméria de Almeida, neto paterno de João Gonçalves Neto e Mariana Flauzina de
Almeida e neto materno de João Rodrigues Ferreira Brito e Messias Esméria de Almeida.
Seu avô paterno, João, é o pioneiro da família, em Leopoldina. A avó paterna, Mariana,
era filha de Manoel Antônio de Almeida e Rita Esméria de Jesus. O avô materno, João
Rodrigues Ferreira Brito, era filho de Bento Rodrigues Gomes e Ana Joaquina de Jesus. A
avó materna, Messias, era filha do mesmo Manoel Antônio de Almeida e Rita Esméria de
Jesus. Era casado com Carmen, filha de João de Vargas Neto e Enedina Apolinária de
Souza, neta paterna de João Izidoro Gonçalves Neto e Cristina de Vargas Corrêa, neta
materna de Francisco Alves de Souza Guerra e Francisca Apolinária de Souza Lima e
deixou, segundo informação de Mauro de Almeida Pereira, os filhos: Glória, João Pedro
c/c Maria Moraes, José Darcy c/c Maria Auxiliadora Almeida, Nanto c/c Maria de Lourdes
Rodrigues e Sisson c/c Maria de Lourdes de Souza.
GRAÇAS, NOSSA SENHORA DAS, vila

(Dona Euzébia) – Fica na rua Lindolfo Pinheiro. A lei nº 2034, de 24.11.88, dá
denominação de vila ao logradouro público da cidade que fica perpendicular à rua Lindolfo
Pinheiro.
GRAMA, bairro

O bairro da Grama, que no dizer de Barroso Júnior é a nossa Santa Teresa (bairro
residencial e aprazível do Rio de Janeiro), é hoje formado pela antiga rua da Grama e
todas as outras que existiam e as que foram surgindo nas terras da antiga fazenda da
Grama, entre a praça Professor Ângelo, o parque Félix Martins e a rua Vinte e Sete de
Abril.
A fazenda da Grama pertenceu ao alferes Bernardo José da Fonseca e, segundo
consta, no ponto de encontro dela com as fazendas, do Desengano, da Cachoeira e da
Onça, teria surgido a cidade.
O largo da Grama, ao qual se refere no Almanaque de 1887, é a atual praça
Professor Ângelo.
Bernardo José da Fonseca foi um dos adquirentes de parte das sesmarias
concedidas aos Pinheiro de Lacerda. Foi casado com Ana de Souza, irmã de Francisco e
Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda. Faleceu antes de 1856 e suas terras foram divididas
entre os filhos e vendidas a diversos antigos moradores. Parte delas pertenceu a João
Gualberto Ferreira Brito que de sua propriedade fez doação ao patrimônio de São
Sebastião. Acredito que esta parte estaria localizada onde hoje existe a Rua Lucas
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Augusto, daí a informação ainda não confirmada de que João Gualberto residiu na casa
que hoje é a Prefeitura.
Filhos de Bernardo José e Ana de Souza que viveram em Leopoldina e foram
antigos moradores do atual bairro da Grama: Álvaro José da Fonseca; João Evangelista
de Souza; Urbano Fonseca; Felisbina; Evêncio José Fabrício da Fonseca; Balbino José;
Severo José Galdino da Fonseca; Maria Joaquina; e, Galiano
Parece-nos que o único destes filhos que exerceu alguma atividade pública na
cidade foi Severo José Galdino da Fonseca que, em primeiras núpcias, casou-se com Ana
Custódia Tereza de Jesus, com quem teve os filhos João e José Gonçalves da Fonseca,
Rita Custódia Neto c/c Francisco José de Lacerda, Joaquim e Maria Custódia de Jesus
c/c Inácio Rodrigues da Silva. De seu segundo casamento, com Maria Leopoldina Leal,
Severo foi pai de Zeferina Leal da Fonseca.
Ver rua da Grama, em Antigos Logradouros.
GUILHERME DE OLIVEIRA, MONSENHOR, rua

(Pedro Brito Netto) – A denominação da via que no mapa do bairro Pedro Britto Neto
encontra-se identificada como rua A, ocorreu através da lei nº 2848, de 20.06.96. E diz a
lei que esta rua tem seu início na rua José Rodrigues Werneck e finda na divisa do
referido bairro.
Quanto ao homenageado sabemos que nasceu em Cachoeiro Alegre, distrito de
Palma (MG), no dia 03.11.1916 e faleceu em 01.04.1995. Estudou no seminário de
Mariana e ordenou-se padre, em 1947, na catedral de Leopoldina. Exerceu as funções de
reitor do seminário Nossa Senhora Aparecida, em Leopoldina; chanceler do bispado;
cônego, capelão do Asilo Santo Antonio e administrador diocesano. Foi educador de
várias gerações de estudantes leopoldinenses. De 31.01.49 a 11.11.79, foi o diretor do
Colégio Estadual Professor Botelho Reis (Ginásio).
GUSTAVO BARBOSA MIRANDA, rua

(Praça da Bandeira) – Liga a praça Zequinha Reis à avenida Getúlio Vargas. No passado
esta rua fazia parte da rua Marechal Deodoro da Fonseca. A lei 652, de 31.07.1968, que
dá denominação à rua da cidade diz que: “Fica denominada rua Gustavo Barbosa de
Miranda, o trecho da atual rua Marechal Deodoro da Fonseca que, partindo da praça
Zequinha Reis (antiga praça da Bandeira), vai até a avenida Getúlio Vargas.”
Dois pontos de referência desta rua eram o bar Gato Preto, na esquina da avenida
Getúlio Vargas e a padaria Marino, na esquina com a praça da Bandeira.
Gustavo foi fazendeiro e residiu numa chácara que existiu onde está hoje o bairro
Jardim Lisboa.
GUSTAVO MONTEIRO DE CASTRO, PROFESSOR, rua

(Pirineus) – Liga a praça Gama Cerqueira à praça Alípio Assunção. É a subida dos
Pirineus. No passado era conhecida como ladeira ou, rua dos Pirineus. Pela lei nº 646, de
25.07.1968, a antiga rua dos Pirineus teve modificada a sua denominação passando a
chamar-se rua Professor Gustavo Monteiro de Castro.

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O professor Gustavo lecionou no Ginásio Leopoldinense e residiu próximo ao início
da rua que leva o seu nome. Foi casado com a professora Conceição Soares Monteiro de
Castro, também nome de rua da cidade.
HAROLDO JOSÉ BASTOS FREIRE, PROFESSOR, rua

(Fátima) – Liga a rua Farmacêutico Durval Bastos à rua Gentil Pacheco de Melo.
A lei nº 868, de 24.01.1973 diz que “Fica denominada São Vicente de Paulo a
travessa que ligará a rua Vinte e Sete de Abril à rua Jonas Bastos, nesta cidade.” Com
estas informações pode-se concluir que se trata da atual rua Professor Haroldo J. B.
Freire.
Ocorre que a lei nº 894, de 15.05.1973, que deu este nome à rua, também diz que
é uma “via pública que une as ruas Vinte e Sete de Abril à rua Jonas Bastos, no bairro de
Fátima”, sem fazer qualquer referência ao nome anterior “São Vicente de Paulo”.
Nesta rua, onde estão hoje as instalações da indústria Nova América (Tecidos),
funcionava uma fábrica de doces, até a década de 1960. Depois, no local, funcionou o
Cotonifício, que fabricava fio de algodão para tecelagem.
Quanto ao homenageado, o Professor Haroldo, sabe-se lecionava contabilidade e
prática em máquinas de datilografia, na sua escola particular denominada “Virgílio
Bastos”, que funcionava na rua Gabriel Magalhães, nas proximidades da praça do
Ginásio.
HAROLDO MARANHA, rua

(Bela Vista) – Liga a rua Oldemar Montenari à Roberto Vizani Young. A lei nº 2115, que lhe
deu o nome, é de 12.09.1989.
Dr. Haroldo era advogado, filho de Arthur Maranha, também nome de rua na cidade
e, participou da política leopoldinense tendo sido eleito vereador em 1966. Foi vereador e
presidente da câmara e presidiu o Esporte Clube Ribeiro Junqueira.
Ver família em Arthur Maranha.
HEBER PEREIRA SALES, praça

(Esteves) – Está situada no final da rua Pedro Arantes. Seu nome surgiu com a lei nº
2313, de 27.09.91. Tudo leva a crer que esta praça inicialmente teria recebido a
denominação de Euler Ferreira Netto.
Heber foi comerciante no ramo de material de construção numa sociedade com o
irmão Cleber (Casa Sales), cuja loja funcionava na praça do Rosário. Herdaram o
comércio os seus filhos, que o ampliaram abrindo filiais nos bairros Ventania e Bela Vista.
Ver Cléber Pereira Sales.

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HEITOR RIBEIRO GUEDES, rua

(João Paulo II) – Denomina-se Heitor Ribeiro Guedes a via que no mapa do loteamento
João Paulo II, constava como rua A. Tem seu início na rua Padre José Domingues Gomes
e finda na rua Nelson Monteiro. Recebeu este nome pela lei nº 1.701, de 01.11.84, cujo
projeto é de autoria do vereador Roque Macário Braz Schetino.
Heitor Ribeiro Guedes, filho de Lucas Evangelista Guedes e Amélia Ribeiro
Guedes, nasceu em 31/10/1914 e faleceu em 21/10/1970. Casou-se com Isaltina Rennó e
dessa união deixou o filho Benedito Rennó Guedes, ex vereador e deputado estadual.
Veio para Leopoldina em 1951 onde prestou relevantes serviços na Coletoria Estadual
até o ano de 1967. Segundo antigos moradores de Leopoldina, Heitor era comerciante na
rua Cotegipe, distribuidor de gás de cozinha.
HELBER PEDRO DE QUEIRÓS, SARGENTO, rua

(Dona Euzébia) – Esta rua recebeu sua denominação oficial pela lei n° 3.381, de
10.12.2001.
HELENA DE ANDRADE BASTOS, rua

(Chico Bastos) – Pelo mapa da prefeitura, de 2000, esta via liga a rua Maria B. Junqueira
à rua José A. Rentes Junqueira. Seu nome surgiu com a lei nº 1.514, de 06.08.81. Diz a
referida lei que ela parte da rua Francisco de Andrade Bastos vai até os terrenos do Sr.
Antônio Zaquine, e no mapa do loteamento “Chico Bastos” fica localizada entre as
quadras A e D.
HELENA JUNQUEIRA, rua

(Imperador) – Começa na rua Agnello Correa do Bem. Recebeu este nome pela l ei nº
3186, de 19.10.1999.
HELENA JUNQUEIRA BASTOS, rua

(Fábrica) – Começa na rua Vinte e Sete de Abril, próximo à praça Aristides Badaró. Era
um dos becos da Fábrica.
A lei 715, de 09.04.1970, diz que “fica denominada rua Helena Junqueira Bastos, a
via pública nesta cidade, ainda sem denominação, que parte da rua Vinte e Sete de Abril,
na altura do n.º 243 e segue em direção ao córrego Feijão Cru”.
HELENO TAVARES REZENDE, rua

(Fortaleza) – Fica em terrenos da antiga fazenda Fortaleza, formada por João Gualberto
Ferreira Brito e que pertenceu ao homenageado, nas proximidades do bairro das Três
Cruzes, na saída para Laranjal.
É a via que, partindo da BR-116, ao lado do IDAL (Instituto de Desenvolvimento do
Adolescente Leopoldinense), dá acesso ao parque florestal.
HÉLIO GUIMARÃES FRANÇA, DOUTOR, rua

(Nova Leopoldina) – Começa na rua Dom Gerardo Ferreira Reis. Recebeu esta
denominação a partir da lei nº 2.976, de 16.10.1997.
Dr. Hélio era filho de Enéas Lacerda França e Vera Guimarães e neto paterno de
Manoel Bruno Viana França. Sua família foi homenageada em diversos logradouros da
cidade. Era clínico geral e cardiologista. Na política, pertencia ao Partido Republicano
(PR), de oposição aos políticos locais.
Ver família em Enéas Lacerda França.

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HELVÉCIO, DOM, praça

(Catedral) – Fica ao lado da igreja matriz. Nela está o Colégio Imaculada Conceição e o
Palácio Episcopal.
Helvécio Gomes de Oliveira era o arcebispo de Mariana quando foi criada a
Diocese de Leopoldina, em 1942.
HENRIQUE BARBOSA DA CRUZ, PROFESSOR, ladeira

(Centro) – Começa na rua Cotegipe e termina na rua Coronel Marco Aurélio. É a
escadaria que fica em frente à rua Tiradentes. A lei nº 904, de 04.07.1973, é a que deu
denominação de ladeira Professor Henrique Barbosa Cruz ao logradouro público
(escadaria) que liga as ruas Cotegipe e Marco Aurélio Monteiro de Barros.
O Professor Henrique Cruz nasceu no dia 21 de fevereiro de 1866, em Nova
Friburgo, RJ e faleceu em Leopoldina a 2 de julho de 1930. Foi casado com Anita
Barbosa. Era engenheiro e foi o primeiro diretor técnico do Ginásio Leopoldinense, tendo
exercido o cargo no período de 03.06.1906 a 06.08.1908. Após deixar o cargo de diretor,
continuou como professor daquele estabelecimento de ensino.
HERCÍLIO ALMEIDA LIMA, rua

(São Cristóvão) – Liga a rua Dr. Clóvis Salgado Gama à rua Nicácio Sales. Recebeu este
nome através da lei nº 1.294, de 22.09.1978, do vereador Adávio Pires de Almeida.
Hercílio nasceu em 25.05.1897 e faleceu em 1978. Era filho de Francisco
Rodrigues de Almeida e Dionísia de Moraes Lima. Casou-se com Iracema Machado
Gouvêa (n.12.08.1908) e deixou um filho, José Antonio de Almeida c/c Maria Cândida
Jendiroba. Era comerciante e ficou conhecido como “Moraes”, apelido herdado da família
de sua mãe.
Como dissemos noutros verbetes, Francisco Rodrigues de Almeida era filho do
João Rodrigues Ferreira Brito e da Messias Esméria de Almeida, neto paterno de Bento
Rodrigues Gomes e Ana Joaquina de Jesus e neto materno de Manoel Antônio de
Almeida e Rita Esméria de Jesus.
HILDA MARIA FORTES, rua

(São Cristóvão) – Começa na rua Omar Resende Peres. Este nome surgiu com a lei nº
2254, de 19.10.1990.
Filha de Francisco Barbosa de Oliveira e Graziela Maria, Dona Hilda nasceu em
Palma por volta de 1927 e faleceu em Leopoldina a 12.09.1989.
HONÓRIO LACERDA FILHO, rua

(Imperador) – Começa na rua Professora Zizinha Resende e termina na rua Professor
Alziro de Azevedo Carvalho. A lei que nomeou esta rua é a de nº 3181, datada de
19.10.1999.
Honório, numa sociedade com seu irmão Sebastião Águido Lacerda, foi
comerciante (supermercado Lacerdão) na cidade durante praticamente toda a sua vida.
Era uma pessoa alegre e sempre disposta a ouvir. Era casado com Zely Ladeira Lacerda
e deixou os filhos: Honório Henrique Ladeira Lacerda, Sônia Lacerda Junqueira, Alda
Lúcia Lacerda Lamoglia, João Márcio Ladeira Lacerda e Valéria Ladeira Lacerda.
HONÓRIO RODRIGUES LACERDA, rua

(Praça da Bandeira) – Começa na rua Joaquim Murtinho. O nome desta rua surgiu com a
lei nº 655, de 31.07.1968, que deu denominação de rua Honório Rodrigues Lacerda ao
logradouro público que parte da rua Joaquim Murtinho e vai à rua projetada, em
prolongamento da rua Durval Bastos. Esta rua passa pelos fundos da subestação da Cia
Força e Luz.
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Este nome é uma homenagem ao pai de dois grandes comerciantes da cidade:
Honório Lacerda Filho e Sebastião Águido Lacerda, criadores do supermercado Lacerdão.
HUMBERTO DE ALENCAR CASTELO BRANCO, MARECHAL, avenida

(Ventania) – É o antigo leito da Rio-Bahia, a partir do final da avenida Getúlio Vargas, até
a praça João Bella. Antigamente era conhecida como “subida da Ventania”.
A nova denominação desta avenida veio com a lei nº 949, de 17.10.1973, cujo texto
é o seguinte: “Dá denominação de avenida Marechal Humberto de Alencar Castelo
Branco ao trecho da avenida Getúlio Vargas que vai da bifurcação da Rio Bahia, até a
praça João Bella.”
Castelo Branco nasceu em Mecejana (CE), ao 20.09.1900 e faleceu em
20.07.1967, vítima de um acidente de avião. Foi o vigésimo quinto presidente da república
e o primeiro a ocupar o cargo após o movimento de 1964. Filho de militar, começou seus
estudos em sua terra natal mas logo transferiu-se para o Rio Grande do Sul, em
companhia da família. Participou da Segunda Guerra Mundial. Foi chefe do Estado Maior
das Forças Armadas no governo João Goulart. Em 15.04.1964 foi escolhido presidente
da república pelos líderes do movimento revolucionário que derrubou Goulart. Fez um
governo austero e moralizador.
IDALINA GOMES DOMINGUES, rua

(Centro) – Começa na rua Olivier Fajardo e contorna o Estádio Municipal Guanayro Fraga
Mota. Diz a lei nº 2044, de 20.12.88, que veio para dar nova redação ao art. 1º da lei nº
614, de 23.03.67. Informa aquele diploma legal que passa a denominar-se rua Idalina
Gomes Domingues a via que partindo da rua Geraldo Campanha vai terminar na
confluência das ruas Cel. Olivier Fajardo e José Peres.
Nascida em Mochambomba, Anchieta, Rio de Janeiro aos 9 de novembro de 1883,
faleceu em Leopoldina aos 30 de janeiro de 1967. Foi casada com Rafael Domingues,
homenageado em logradouro do bairro Fábrica. O casal residiu na praça General Osório.
Ela era filha de José Gonçalves Gomes e de Ambrosina Narcisa Teixeira e deixou enorme
descendência.
IERECÊ CUNHA FREIRE, rua

(Nova Leopoldina) – Começa na rua Dom Gerardo Ferreira Reis e finda na rua Enéas
França. A lei nº 2.977, de 16.10.97, lhe deu este nome.
Dona Ierecê era esposa do Dr. José Bastos de Faria Freire e mãe do ex-prefeito Dr.
Márcio Cunha Freire. Pertencia à tradicional família Vasconcelos Cunha de Argirita. Ver
família de seu marido em Álvaro Bastos Faria Freire.
IMPERADOR, bairro

É uma lembrança do Imperador Dom Pedro II, cuja filha deu nome à cidade. É um
bairro que vai sendo formado ao lado do bairro São Cristóvão, tendo a avenida dos
Expedicionários como divisa com os bairros Jardim Bela Vista e Bela Vista.
Abrange as ruas Agnello Corrêa do Bem, Augusto de Castro, Dom Delfim Ribeiro Guedes,
Helena Junqueira, Honório Lacerda Filho, Léa de Medeiros Guimarães, Vicenta Guilarte
Alonso, Maria Rosa Pires Bastos, Alziro de Azevedo Carvalho e Theófilo Vieira de Souza.
IRINEU MONTES, beco

(Quinta Residência) – A lei nº 1989, de 04.08.88, dá denominação ao Beco que inicia na
rua Nossa Senhora Aparecida, Quinta Residência, próximo ao nº 437 e vai terminar em
terreno de Antônio Jorge Ramos de Oliveira.

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ISALTINA RENNÓ GUEDES, PROFESSORA, rua

(Jardim Lisboa) – Começa na rua João Ferreira Vargas. Foi a lei nº 1.694, de 04.10.84
que deu este nome à via pública desta cidade que, partindo do final da rua João Ferreira
Vargas, segue até as proximidades do Orfanato D. Lenita Junqueira.
De autoria do vereador Ely Rodrigues Netto, o projeto destaca que a homenageada
nasceu em 19.06.1917, na cidade de Itajubá e foi casada com Heitor Ribeiro Guedes.
Professora dos Grupos Escolares Botelho Reis e Ribeiro Junqueira e do Antigo Ginásio
Leopoldinense. Iniciou suas atividades em Leopoldina no ano de 1952. Foi também
diretora da Escola Parque e do Centro de Treinamento de Professoras Rurais. Trabalhou
nos últimos 8 anos na Faculdade de Odontologia de Juiz de Fora. Seu filho, Benedito
Rubens Rennó Guedes (Bené Guedes) foi vereador e deputado estadual.
ISMAIL ÁVILA, rua

(Bela Vista) – Fica na parte alta do bairro, nas proximidades do bairro Nova Leopoldina.
Foi a lei 966, de 05.12.1973 que deu nome de rua Ismail Ávila à via pública, no bairro Bela
Vista, que no mapa do loteamento da Prefeitura, está denominada Rua D.
Ismail Ávila foi funcionário público municipal.
IVAN NICODEMOS COUTINHO, praça

(Seminário) – A lei nº 1.296, de 22.09.78, dá denominação de praça Ivan Nicodemos
Coutinho, ao logradouro público situado no bairro do Seminário, no final da rua Major
Lucas de Castro Lacerda.
Dez anos depois, a lei nº 2015, de 16.09.1988, dá nome de Ivan Coutinho à praça
localizada no final da rua Major Lucas Lacerda, no bairro Seminário.
IZAURO BRETAS, rua

(Fábrica) – Liga a rua Francisco de Andrade Bastos à avenida Getúlio Vargas. Nela
residiu o homenageado. A lei nº 678, de 05.12.1968, deu denominação de rua Isauro
Bretas à via pública que liga a avenida Getúlio Vargas à (antiga) rua da Floresta, nesta
cidade, antes sem denominação oficial.
Consta que esta rua era conhecida como rua dos “Descaroçadores”, por ser ali o
local onde se descaroçava o algodão utilizado pela Fábrica de Tecidos.
Izauro Monteiro Bretas nasceu a 12 de fevereiro de 1887 em Santos Dumont, MG,
filho de Francisco de Paula Monteiro Bretas e Maria José de Miranda Lima. Foi chefe do
escritório da Cia. de Tecidos Leopoldinense (Fábrica). Descendia do inconfidente José
Aires Gomes, filho do português de Gondifelos João Gomes Martins, fundador do
povoado de João Gomes, depois Palmira, hoje a cidade de Santos Dumont. Casou-se
com Maria Pavanelli, natural de São João Nepomuceno, MG, filha de italianos ali
radicados no final do século XIX. Dessa união nasceram: 1 – Maria José Monteiro Bretas,
c/c Geraldo Machado; 2 – Ivone Monteiro Bretas, c/c Sidnei Evaristo da Silva; 3 – Alzira
Pavanelli Bretas, nascida a 14.08.1917 em São João Nepomuceno, casada em
Leopoldina a 19.01.1938 com o historiador Mauro de Almeida Pereira, descendente de
Antônio de Almeida Ramos e Maria de Oliveira Pedroza já citados; 4 – Francisco Monteiro
Bretas; 5 – Carlos Monteiro Bretas; 6 – Rizza Monteiro Bretas; e, 7 – Cleto Monteiro
Bretas.
O avô paterno de Izauro Monteiro Bretas foi Francisco Garcia de Paula Bretas. Os
avós maternos foram José Aires Monteiro de Miranda Lima, filho de Francisco de Paula
Lima e Maria Cândida; e Amélia Josefina de Saint’Armand Lefebvre.
Francisco de Paula Lima era filho de José Rodrigues Lima, natural de Paracatu,
MG, e Maria Antonia de Oliveira, sendo esta filha do inconfidente José Aires Gomes e
Maria Inácia de Oliveira. Maria Cândida era filha de Joaquim Vidal Lage e Ana Candida de
Lima, irmã de Francisco de Paula Lima.
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JADER DE CASTRO BARBOSA, rua

(Vila Miralda) – Liga a rua Altemiro Rodrigues à avenida Jehu Pinto de Faria. Teve sua
denominação oficial pela lei nº 1.203, de 04.08.77.
Jader foi comerciante no ramo de madeira, sitiante e trabalhou no transporte
rodoviário de cargas. Residiu, durante muitos anos, nesta rua.
JAIRO SALGADO GAMA, parque e terminal rodoviário

O nome do Dr. Jairo é lembrado no parque do atual CEFET/Leopoldina, antiga
Escola Parque e sede da Rádio Sirena, assim denominado pela lei nº 1.464, de 11.09.80
e no terminal rodoviário da cidade.

Ainda homenageando o Dr. Jairo, temos a lei nº 809, de 09.08.1972, que
denominou praça de esportes Dr. Jairo Salgado Gama a atual praça de esportes desta
cidade.
Outra lei, a de nº 946, de 17.10.1973, deu denominação de rua Dr. Jairo Salgado
Gama ao trecho da rua Tiradentes que vai da Cotegipe à praça Gama Cerqueira. Mas, em
11.09.1980, pela lei nº 1.463, este ato foi revogado e o trecho voltou a incorporar-se à rua
Tiradentes.
O Dr. Jairo Salgado Gama era filho de Luiz Salgado Gama e Virgínia Salgado
Gama. Foi médico respeitado em Leopoldina. Como político exerceu os cargos de viceprefeito e prefeito da cidade de 1954 a 1963. Faleceu em 24.07.1970.
Ver outras informações em “Clóvis Salgado Gama”.
JARDIM BANDEIRANTES, bairro

É a parte baixa do Cemitério. Ali, nas proximidades da rua Otto Lacerda França, foi
construído o Estádio Municipal ou, campo do Esporte Clube Ribeiro Junqueira, quando o
existente no centro da cidade cedeu lugar para a abertura da rua Sebastião Aparício
Veiga.
Situado no ponto de encontro entre o ribeirão do Feijão Cru e o córrego Feijão Cru
Pequeno, divisa com os bairros do Cemitério e João Paulo II. Abrange, dentre outras, as
ruas Adauto Neto, Antonio Neto, João Malaquias, Júlio Carraro, Sidney Francino de São
José e Otto Lacerda França, a avenida Rafael Gorrado e a praça Clóvis Salgado Gama.
JARDIM BELA VISTA, bairro

Fica no extremo sudoeste da área urbana, na divisa com o bairro Bela Vista de
onde teve sua origem. Abrange as ruas Anderson Pereira Bella, Antonio do Vale Neto,
Aristeu Lacerda de Moraes, Aristides Policiano da Silva, Daniel Smith, Edésio Siqueira,
Geraldo Alves Ferreira, João Meneghite, José dos Santos Guimarães, Lourenço
Gonçalves Nunes, Pacífico Rocha, Trajano Pires de Almeida e Vicente Basile.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Neste bairro foi colocada uma grande imagem do Cristo Redentor.
JARDIM CAIÇARA, bairro

Localizado em frente ao bairro São Luiz, no outro lado da BR-116, numa elevação
que fica às margens da pista de acesso à balança do posto de fiscalização da Polícia
Rodoviária Federal.
As ruas deste bairro ainda não tinham sido denominadas por ocasião da impressão
do último mapa da cidade, publicado em 2000. Ainda hoje são poucas as construções ali
existentes.
Ver, ainda, Caiçara, bairro.
JARDIM LISBOA, bairro

Este bairro fica entre as terras do Orfanato e o loteamento “Chico Bastos”. Dividese com o bairro Praça da Bandeira pela avenida Getúlio Vargas. É geralmente conhecido
como bairro dos médicos. Abrange as ruas Isaltina Rennó Guedes e João Ferreira
Vargas.
JEHU PINTO DE FARIA, avenida

(Vila Miralda) – Começa na avenida Getúlio Vargas, onde termina a rua Gustavo Barbosa
Miranda e segue até o bairro Caiçara, no entroncamento com a BR-116, onde está o
posto fiscal da Polícia Rodoviária Federal. É o antigo leito da Rio-Bahia, quando esta
passava pela avenida Getúlio Vargas. Corta terrenos que pertencem ao Orfanato Lenita
Junqueira. A denominação desta via pública ocorreu a partir da lei nº 1.721, de 21.02.85,
de autoria dos vereadores Perseu Benatti e Nelito Barbosa Rodrigues.
Jehu Faria trabalhou na Gazeta de Leopoldina, comerciou no ramo de papelaria e
foi presidente da Associação Comercial.
Nascido em 28.05.1895 e falecido em 16.10.1975, foi casado com Angelina
Machado Faria. Destacou-se no comércio sendo representante da Argos Comércio e
Indústria de Paraíba do Sul, lojas Meilas de Juiz Fora e H.D. Comércio e Representações
de Muriaé.
JOÃO BATISTA ALVIM, PROFESSOR, rua

(Joaquim Furtado Pinto) – Liga a rua Eloi Nogueira Gomes à rua Paulo Sérgio Resende.
Teve sua denominação oficializada pela lei nº 2017.
O professor João Batista lecionou durante muitos anos no Colégio Estadual
Professor Botelho Reis. Foi chefe de gabinete do prefeito Jairo Salgado Gama. Era
casado com a também professora Guilhermina Fajardo Alvim.
JOÃO BATISTA FERREIRA NETTO, rua

(Três Cruzes) – João era alfaiate na rua Cotegipe e ficou conhecido carinhosamente por
“Cocoreco”. Era filho de D. Leopoldina e neto materno de Manoel Antônio de Almeida. Foi
casado com Maria da Conceiçlão Netto Baptista e desta união deixou os filhos Dylton
Netto Baptista e Dionea Maria Netto Baptista.
Segundo consta João Batista foi um dos primeiros possuidores de automóveis da
cidade. Gostava de praticar caça amadora, esporte que o levou a percorrer praticamente
todos os estados do Brasil.
Ver Maria da Conceição Netto Batista.
JOÃO BELA, praça

(Ventania) – É a praça principal do bairro. Fica no início da rua Alan Kardeck. O nome
desta praça surgiu com a lei nº 750, de 01.12.1970, que alterou a denominação do
logradouro público que anteriormente era conhecido como “Alto da Ventania”.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Filho de Alfredo Augusto Pereira da Bella e Alexandrina, citado no verbete relativo
ao seu irmão Getomir. João Bela trabalhou no DNER.
JOÃO BOTELHO, rua

(Caiçara) – Começa na rua Antonio Fernandes Valentim e termina no beco Alfredo
Martins. Diz a lei nº 1959, de 10.03.88, que esta rua parte da rua Antônio Valentim vai
terminar nos terrenos de propriedade dos familiares de João Botelho Falcão.
JOÃO DE ALMEIDA CRUZ, rua

(Esteves) – Começa na rua Dom Aristides, nas proximidades da mina das Tabocas. É
geralmente conhecida como rua da Taboquinhas. A lei nº 576, de 25.10.1965, diz que
passa a denominar-se rua João de Almeida Cruz a parte final da rua Dom Aristides, nesta
cidade, que começa na praça onde existe uma mina no bairro Esteves e segue subindo o
morro à direita.
João Cruz era construtor e mestre de obras respeitado.
JOÃO FERREIRA VARGAS, rua

(Jardim Lisboa) – Liga a avenida Getúlio Vargas à rua José A. Rentes Junqueira. É a rua
principal do bairro e recebeu este nome pela lei nº 1176, de 05.04.77, do vereador Joarês
Sílvio da Costa.
João Ferreira Vargas era leopoldinense, foi casado com Maria das Dores Lisboa
Vargas e deixou grande descendência. Era carinhosamente conhecido por “João do
Grupo”.
JOÃO GONÇALVES, rua

(Bela Vista) - É a via pública que inicia nas proximidades do nº 304 da rua Oldemar
Montenari e vai findar no nº 197 da rua Antenor Ribeiro dos Reis. Foi nominada pela lei nº
3.324, de 29.11.2000.
JOÃO GOUVÊA, rua

(São Cristóvão) – Liga a rua Nilo Colono dos Santos à rua Dr. Clóvis Salgado Gama. Seu
nome surgiu com a lei nº 1.293, de 22.09.78.
JOÃO GUALBERTO, rua

(Catedral) – Liga a praça Professor Ângelo à praça Dr. Ormeu Junqueira Botelho. É
geralmente conhecida como rua do Sotero. Provavelmente foi o primeiro caminho entre o
Rosário, onde iniciou a cidade e o bairro da Grama. Seu nome já consta na divisão da
cidade em 1890.
Nota do livro nº 6, de atas da câmara, com data de 20.02.1872, fala na “abertura de
uma estrada de 20 palmos de largura em roda do morro da Matriz, a começar no sobrado
do cidadão João Gonçalves Netto”. Esta nota nos leva a crer tratar-se da abertura desta
rua.
Barroso Júnior afirma que o alferes Bernardo José da Fonseca, proprietário da
fazenda da Grama, comunicava-se com a população por um trilho que subia pela ladeira
da matriz e vinha sair no largo da Grama. A fazenda possuía um moinho e até 1850 era
nela que os moradores da vila trocavam fubá.
A Gazeta de Leste, de 11.10.1890, diz que o nono quarteirão era formado pela rua
capitão João Gualberto, largo Prof. Ângelo e rua da Boa Vista (atual João Neto) até
encontrar a rua das Flores.
João Gualberto Ferreira Brito era filho de Joaquim Ferreira Brito, um dos
fundadores de Leopoldina, e de Joana Maria de Macedo. Veio para Leopoldina em 1828,
casado com Maria Venância de Almeida, filha de Manoel Antonio de Almeida e Rita
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Esméria de Jesus. Viúvo por volta de 1840, aqui no Feijão Cru casou-se com Rita Tereza
de Jesus, filha de João Gonçalves Neto e Mariana Flausina de Almeida, filha de Manoel
Antônio de Almeida. Viúvo pela segunda vez contraiu núpcias com Joaquina Eucheria de
São José por volta de 1855. Joaquina era também viúva de Manoel Tomaz Pereira de
Almeida, sobrinho do mesmo Manoel Antônio de Almeida.
No primeiro documento sobre os moradores de Leopoldina de que se tem notícia, o
Mapa de Habitantes de 1831, João Gualberto aparece como um dos grandes proprietários
de escravos.
Como chefe político conservador teve papel de destaque por ocasião da Revolução
de 1842. Conta Barroso Júnior que foi num edifício existente em frente ao Clube
Leopoldina que João Gualberto "confabulou com os maiorais do partido em defesa da
legalidade". Tal edifício, já derrubado em 1934, serviu também como presídio para os
liberais do Feijão Cru. Em 1872 foi incumbido de reunir voluntários para combater os
liberais. Reuniu cerca de 600 homens que instruiu na sua fazenda da Fortaleza. A 10 de
junho de 1876 foi condecorado com o título de Capitão Oficial da Ordem da Rosa.
João Gualberto foi vereador do distrito, substituindo o Dr. Antonio José Monteiro de
Barros, quando ainda pertencíamos à vila de São Manoel do Pomba. Foi, também,
vereador em todas as legislaturas de 1855 a 1875. A 07.01.1861, ao tomar posse como
vereador, seu nome é o primeiro da lista de eleitos. Na mesma data, assume o Cargo de
Presidente da Câmara Municipal de Leopoldina, tendo atuado até 07.01.1865, quando
tomou posse como 1º juiz de paz do distrito da Cidade.
Na Assembléia de 07.09.1868, para formação da mesa paroquial para eleições de
juiz de paz e vereadores, não compareceu por encontrar-se adoentado. Enviou uma carta
justificando a ausência, transcrita na folha 2 do livro 32. Mesmo ausente, recebeu 174 dos
1400 votos dados a 9 eleitores, na primeira fase da votação, sendo o mais votado. Na
assembléia do dia 10.09.1868, recebeu apenas 8 dois 2.538 votos dados a 61 eleitores,
ficando em 21º lugar. Nesse mesmo dia, na votação para escolha de 4 juizes de paz,
recebeu 271 votos dos 1.124 dados a 29, tendo sido o primeiro colocado e, portanto,
eleito 1º juiz de paz. Em 07.09.1872 foi um dos 11 eleitores escolhidos para formação da
mesa paroquial. No dia seguinte, recebeu 159 dos 2.549 votos dados a 45 eleitores,
ficando em 9º lugar. E, embora aparentemente não estivesse concorrendo ao cargo de
juiz de paz, ainda assim recebeu um voto no pleito do dia seguinte, ficando em 16º lugar.
Pelo que pudemos observar no livro 32, de atas de eleição de juiz de paz e
vereador em Leopoldina, período 1868 a 1872, João Gualberto era dos mais influentes
membros do Partido Conservador. Por ocasião da qualificação de eleitores de 1873 é
classificado entre os moradores de maior renda da cidade. Em 1875 aparece entre os
fazendeiros de café de Leopoldina.
Segundo a publicação “Roteiro Turístico de Leopoldina”, João Gualberto residiu no
prédio da atual Prefeitura.
Faleceu entre 1875 e 1880 deixando numerosa descendência de seus dois
primeiros casamentos. O primeiro deles, com Maria Venância, o segundo com Rita Tereza
de Jesus. Da sua terceira união, com Joaquina Eucheria de São José, não deixou filhos.
JOÃO JOSÉ MONTEIRO, rua

(Pirineus) – A lei nº 2.952, de 12.06.97, dá denominação à via pública que tem seu início
na rua Cândido Ladeira e finda próximo à rua Leonor Bahia.
JOÃO LAMARCA, rua

(Centro) – Pela lei nº3.329, de 18.12.2000, a via que parte da rua Dr. Custódio Junqueira
e finda na rua José Peres, recebeu este nome. É o lado da praça Félix Martins onde está
o Forum.
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Na pesquisa realizada foi encontrado um Giovanni Lamarca, casado com Rosalina
Schettini, pais de Macario Lamarca nascido 03.12.1873 no comune de Maratea, província
de Potenza, região da Basilicata. Acreditamos que este casal é ascendente dos
fundadores do Hotel Lamarca. Macario declarou, em 1942, que era comerciante.
JOÃO LAU, CORONEL, rua

(Joaquim Custódio Guimarães) – Liga a rua Alan Kardeck à praça Júlio Barbosa. A lei nº
1999, de 15.09.88, diz ser esta via o principal acesso entre os bairros Joaquim Custódio
Guimarães e Quinta Residência. João Lau era ruralista conceituado na cidade.
JOÃO MALAQUIAS, rua

(Jardim Bandeirantes) – Liga a rua Otto Lacerda França à rua Sidney Francino de São
José. Recebeu este nome pela lei nº 1.472, de 10.10.80, de autoria do vereador Wilson
José Valentim.
João Malaquias foi pioneiro na ocupação do bairro onde está a rua que o
homenageia. Ali residiu durante muitos anos. Era casado com Maria de Lurdes Malaquias
com quem teve onze filhos.
JOÃO MENEGHITE, rua

(Jardim Bela Vista) – Esta rua recebeu seu nome oficial pela lei nº 3.290, de 23.08.2000.
Ela tem seu início av. dos Expedicionários e finda na rua Anderson Pereira Bela.
João Meneghite foi construtor, empreiteiro e mestre de obras respeitado. Era pai de
Luiz Otávio, responsável pela Gazeta de Leopoldina.
Ver mais sobre a família, em Carlos Luz Meneghite.
JOÃO NETO, rua

(Centro) - No passado esta rua era conhecida como Boa Vista. Começa no início da rua
das Flores e termina na praça Professor Ângelo. É a subida para o Grupo Novo, caminho
que o menino vindo do bairro da Onça trilhava para aprender as primeiras letras. Ali
ficavam as vendas do Elias Veiga, do Lingordo, o botequim dos irmãos José e João
Rodrigues de Andrade e a sapataria do Renato. Na esquina com a rua das Flores, em
frente ao armazém do Joaquim Garcia de Oliveira, ficava o cavalo, aguardando o final da
aula e o retorno ao sítio Puris (Onça).
A Gazeta de Leste, de 11.10.1890 diz que o oitavo quarteirão era formado pela rua
das Flores até a rua da Boa Vista e por esta, atravessava a ponte até o Alto da Ventania.
Consta que este João Neto seria, em verdade, João Gonçalves Neto, bisavô de
Olyntho Gonçalves Netto, também nome de rua na cidade.
João Gonçalves Neto era genro de Manoel Antônio de Almeida, casado com
Mariana Flauzina de Almeida. Já estava no Feijão Cru por volta de 1828 e aqui nasceram
seus filhos: Rita Tereza de Jesus segunda esposa de João Gualberto Ferreira Brito, Ana e
Mariana nascida e falecidas entre 1838 e 1843, Francisco Gonçalves Neto c/c Joaquina
Eucheria de Almeida, Zeferina de Jesus c/c João Gualberto Damasceno Ferreira Brito
(filho do primeiro casamento do João Gualberto Ferreira Brito), Joaquim Eleotério
Gonçalves Neto c/c Maria Presceliana de Sena, João Izidoro Gonçalves Neto c/c Cristina
Vargas Corrêa e 2ª vez com Ambrosina Martins de Carvalho, Maria Teodora Neto c/c
Antônio Ferreira Neto, e Pedro Gonçalves Neto c/c Maximiana Ferreira de Almeida e 2ª
vez com Ana Esméria de Almeida a 04.09.1882.
João Gonçalves Neto transferiu-se para o Feijão Cru junto com seu sogro e demais
familiares, tendo formado a fazenda Residência. Em 1859 foi eleito 3º juiz de paz, em
1862 foi eleito vereador, em 1865 foi reeleito vereador, em 1868 foi eleito 4º juiz de paz.

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JOÃO PAULINO BARBOSA, rua

(São Cristóvão) – Liga as ruas Dário Lopes Faria e Carlos Schettino. A lei nº 1.317, de
14.12.78, dá denominação de rua, a que no mapa do loteamento do referido bairro,
encontra-se identifica como rua nº 15.
Nascido por volta de 1840, João Paulino era filho de Feliciano José Barbosa e
Luiza Maria de Jesus. Casou-se com Ana Joaquina de Jesus. Foi proprietário rural em
Tebas, na divisa com o município de Argirita e o distrito de Piacatuba.
Seu pai nasceu em Queluz, filho de Antonio José Barbosa e Ana Camila. Sua mãe
era filha de Domingos Gonçalves Corrêa e Mariana Angélica de São José. Feliciano e
Luiza casaram-se em Queluz no dia 17 de fevereiro de 1819 e ali residiram até 1847.
Transferiu-se para o Rio Pardo, atual Argirita no final da década de 40 dos oitocentos,
tendo adquirido terras ao sul da atual área urbana daquele município, localidade então
conhecida por Tijucal.
João Paulino e Ana Joaquina deixaram grande descendência. Seu filho Emigdio
Carlos Barbosa, foi casado com Eliza Carolina de Oliveira, filha de Justino Marques de
Oliveira e Maria Antonia de Almeida; Abílio José Barbosa, casou-se Dulcimira Teresa de
Resende Montes, filha de José de Resende Montes e Teresa Joaquina de Jesus; Olívio
José Barbosa era casado com Umbelina Amaro de Moraes, filha de Alfredo César Vieira
da Silva e Balbina Augusta, por esta neta de José Vital de Moraes e Umbelina Cassiano
do Carmo; Belizário José Barbosa foi casado com Zeneida Keb Kab; e, Feliciano José
Barbosa, neto, casado com Nelsina Augusto Rodrigues, filha de Paulino Augusto
Rodrigues e Umbelina Cândida Gouvêa, neta e bisneta dos mesmos José Vital de Moraes
e Umbelina Cassiano do Carmo acima citados.
JOÃO PAULO I, rua

(Centro) – É uma rua sem saída, que começa na rua Joaquim Garcia de Oliveira e segue
em direção ao bairro Lino Gonçalves.
Seu nome surgiu com a lei nº 1.328, de 14.12.78, de autoria do vereador Ely
Rodrigues Netto.
Albino Luciani nasceu a 17.10.1912 em Canale D’Agordo, provincia de Belluno,
região do Veneto, Italia. Sua família viveu um período na Suíça de onde Albino Luciani
voltou à Itália para trabalhar numa fábrica de vidro artístico em uma ilha de Venezia.
Ordenado sacerdote em 1935, em Belluno, nos dois anos seguintes cursou Teologia na
Universidade Gregoriana de Roma. Retornou à terra natal onde foi nomeado Vigário Geral
em 1954. Em 1969 foi nomeado Patriarca de Venezia e em 1973 torna-se Cardeal. Eleito
Papa em Agosto de 1978, seu papado durou apenas 33 dias e sua inesperada morte
deixou estarrecida a comunidade católica mundial. Seria o sucessor de Paulo VI,
pontificado que de fato foi substituído pela atuação do Papa seguinte, João Paulo II.
JOÃO PAULO II, bairro

É um dos bairros vizinhos do bairro Joaquim Custódio Guimarães. Nele está
localizado o CAIC, nos fundos da Cooperativa dos Produtores de Leite de Leopoldina.
Abrange as ruas Heitor Ribeiro Guedes, Irmã Gabriela, Lourenço Iennaco.
É o único caso de homenagem a uma pessoa viva.
Karol Josef Wojtyla nasceu em Wadowice, a 50 km da Cracóvia, Polônia, no dia 18
de maio de 1920. Inscreveu-se na Universidade de Cracóvia em 1938 onde permaneceu
por pouco tempo em virtude de as forças de ocupação nazista terem fechado a
Universidade em 1939. No período seguinte o jovem Karol trabalhou numa indústria
química. Em 1942 entrou para o seminário e ordenou-se sacerdote em 1946 em Cracóvia.
Doutorou-se em Teologia em 1948, em Roma e retornou à Polônia. Nomeado Bispo em
1958, Arcebispo em 1964 e Cardeal em 1967. Foi eleito sucessor de João Paulo I em
16.10.1978.
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JOÃO RABELO TAVARES, beco

(Seminário) – A lei nº 2330, de 27.08.91, dá nome a esta via pública e informa que ela tem
seu início na rua Padre José Domingues Gomes e finda próximo ao nº 70.
JOÃO RODRIGUES DE ANDRADE, rua

(Fábrica) – Diz a lei nº 2172, de 08.02.90, que lhe deu esta denominação, que é a via
pública transversal à rua Antônio Salomão, que segue até o Córrego Feijão Cru.
João Rodrigues foi comerciante, fiscal da prefeitura e vereador. Era filho de Manoel
Rodrigues de Moraes e Izaura Machado de Gouvêa. Faleceu em Joinvile (SC), onde
passou a residir no final da sua vida.
João era neto paterno de Manoel de Andrade Neto, filho de Manoel Andrade
Oliveira e Rita Tereza de Jesus e de Ignácia Virgínia da Conceição, filha de João
Rodrigues da Silva e Mariana Custódia de Moraes. Neto materno de José Vital de Oliveira
e Mariana Custódia de Moraes, sendo que esta era neta da homônima acima citada. José
Vital de Oliveira era filho de Luiz José Gonzaga de Gouvêa e Maria Carolina de Moraes.
JOÃO SAMUEL, rua

(Grama) – A lei nº 1.465, de 11.09.80, projeto do vereador Francisco Mendonça Gama,
informa que é a via pública que, partindo da rua Manoel Lobato, vai até o córrego que
passa nos fundos do terreno da família Samuel.
João Samuel nasceu em Cantagalo (RJ), em 1870. Iniciou sua atividade como
industrial de cerveja em Cataguases. Casou-se com Henriqueta de Oliveira, descendente
de tradicional família da cidade de Dona Euzébia (MG).
O coronel João Samuel veio para Leopoldina em 1900, onde exerceu a atividade
de representante comercial. Aqui viveu até 1942, numa chácara na rua Manoel Lobato,
em cujas terras foi aberta e rua que recebe o seu nome.
JOÃO TEIXEIRA DE MOURA GUIMARÃES, rua

(Bela Vista) – Começa na praça José Pires, no início do bairro e termina na rua Joaquim
Guimarães. A lei nº 886, de 15.05.1973, diz que passa a denominar-se rua João Teixeira
de Moura Guimarães a via pública que no mapa do loteamento do bairro Bela Vista está
como rua E.
Moura Guimarães era farmacêutico, proprietário da farmácia São Sebastião, em
Leopoldina e, quando requisitado, funcionava como auxiliar médico em grandes cirurgias
realizadas na Casa de Caridade.
JOÃO VICENTE LOCHA, rua

(Pinguda) – O nome desta rua surgiu com a lei nº 1.513, de 06.08.81. Informa o texto
legal que esta via pública parte da rua Gentil Pacheco de Mello, vai em direção a antiga
caixa d’água da ex – Cia Fiação e Tecidos de Leopoldina.
Filho de João Locha e Maria da Conceição Melo Pacheco, neto do Gentil Pacheco
já mencionado.
JOÃO XXIII, praça

(Centro) - Antiga praça Recreio. A lei nº 483, de 26.07.1963, dá nome de praça João XXIII
à praça Recreio. É a parte compreendida pelo antigo triângulo de manobra da linha férrea,
no centro da cidade.
Entre esta praça e a General Osório erguia-se a estação ferroviária que, segundo
Barroso Júnior, foi construída em terrenos da fazenda Desengano, doados por D. Maria
do Carmo Monteiro de Barros.
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Angelo Giuseppe, o papa João XXIII, nasceu a 25.11.1881 em Sotto il Monte,
província de Bergamo, região da Lombardia, Italia. Ordenou-se em 1897 e em 1953 foi
nomeado Cardeal. Eleito papa a 28.10.1858, faleceu 03.06.1963.
JOAQUIM CÂNDIDO FIGUEIREDO, rua

(Três Cruzes) – O projeto de lei nº 50/82, de 08.11.82, que se transformou na lei nº 1586,
de autoria dos vereadores Ely Rodrigues Netto e Antonio Carlos de Almeida, dispõe sobre
a denominação desta rua.
Informa a justificativa deste projeto que o homenageado foi pessoa muito querida,
servidor, amigo de todos, humilde, chefe de família numerosa e admirada no bairro.
JOAQUIM CÂNDIDO RIBEIRO JUNQUEIRA, rua

(Praça da Bandeira) - A lei nº 943, de 17.10.1973, deu denominação de rua Dr. Joaquim
Cândido Ribeiro Junqueira à via pública que forma a segunda paralela à rua Marechal
Deodoro, no bairro Lino Gonçalves.

Joaquim Junqueira era um dos sócios do Banco Ribeiro Junqueira. Foi casado com
Laura Lustosa Junqueira e residiu na rua Custódio Junqueira.
JOAQUIM CUSTÓDIO GUIMARÃES, bairro e rua

Bairro – A lei nº 1992, de 04.08.1988, dá denominação de Conjunto Habitacional Dr.
Joaquim Guimarães, implantado entre o bairro Quinta Residência e Dr. Joaquim Furtado
Pinto, de frente para a Rodovia BR 116. Atualmente chama-se simplesmente bairro Dr.
Joaquim Guimarães, cuja localização mais exata é a confluência dos bairros João Paulo
II, Artur Leão, Joaquim Furtado Pinto e Eldorado. Abrange as ruas Elias Abrahim, Elói
Nogueira Gomes, José Pedro, Nélson Monteiro, Paulo Sérgio Resende e a praça Júlio
Barbosa.
Rua – Fica no bairro Bela Vista e é uma continuação da rua João Teixeira de Moura
Guimarães, segundo o mapa da prefeitura, publicado em 2000.
Dr. Joaquim C. Guimarães nasceu em Leopoldina no dia 21 de dezembro de 1912,
filho de Martinho de Campos Guimarães e Ercília Furtado. Homônimo de seu avô paterno.
Era farmacêutico, político, jornalista (Jornal Ilustração) e proprietário do laboratório
farmacêutico Instituto Martinho Guimarães. Escreveu, dentre outros, o livro “Uma certa
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rua Cotegipe”. Foi sócio fundador do Rotary Club de Leopoldina em 1943 e proprietário da
Farmácia Moderna, na rua Cotegipe.
JOAQUIM FERREIRA BRITO, rua

(Rosário) – Começa na praça do Rosário e termina no bairro Cemitério. O nome atual
desta rua surgiu com a lei nº 437, de 25.07.1962. Antes era conhecida como Riachuelo.
Boa parte das casas antigas desta rua pertenceram a Paulino Augusto Rodrigues. Ali,
também, ficava a chácara do Olympio Machado.
Barroso Júnior se refere a Joaquim Ferreira Brito dizendo ser ele o proprietário da
fazenda da Cachoeira e um dos primeiros doadores de terras para a formação do
povoado.
Nascido no dia 7 de abril de 1772 em Aiuruoca, Joaquim era filho do português
Manoel Ferreira Brito, natural de São João de Brito, Comarca de Guimarães, Arcebispado
de Braga, Portugal. Seu pai adotou o último sobrenome do lugar onde nasceu. Era filho
de Manoel Ferreira e Custódia Luiza. A mãe de Joaquim, Maria Teresa de Jesus, era
natural de São João del Rei, filha de Antonio do Vale Ribeiro e Rosa Maria de Jesus, com
ascendência em tradicionais famílias mineiras e paulistas.
Foi o doador das terras onde se ergueu a Casa do Rosário, local hoje ocupado pela
igreja do mesmo nome. Sabe-se, também, que fez pelo menos duas doações de terras
para o patrimônio. A primeira delas, em 01.06.1831 e a segunda, em 20 de novembro do
mesmo ano.
Joaquim Ferreira Brito casou-se a primeira vez com Catarina Esméria de Sena,
filha de Bento Ribeiro Salgado e Angela Ferreira Soares. Casou-se uma segunda vez, a
19.02.1804 em Santana do Garambeo, MG, com Joana Maria de Macedo, filha de José
Rabelo de Macedo e Maria de Carvalho Duarte. Sua segunda esposa descendia, por
parte materna, de antigos imigrantes das ilhas atlânticas portuguesas, mais
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especificamente da ilhoa Antônia da Graça, da Ilha do Faial. O casal vivia na região da
Serra da Ibitipoca e a família estava profundamente ligada aos Almeidas e aos Gonçalves
Neto quando vieram para o Feijão Cru. Em 1831 Joaquim Ferreira Brito estava entre os
maiores proprietários de escravos que aqui viviam. Formou a fazenda da Cachoeira onde
viveu até o fim de sua vida. Após sua morte uma parte de suas terras foi comprada por
Manoel José Monteiro de Barros. Joaquim Ferreira Brito e Joana Maria de Macedo
deixaram grande descendência. Entre seus filhos, destaca-se João Gualberto Ferreira
Brito, também nome de rua na cidade.
JOAQUIM FURTADO MENEZES, rua

(Esteves) – A lei nº 1103, de 20.11.75, dá denominação de rua, à via pública sem
denominação oficial que partindo da rua professor Gustavo Monteiro de Castro, nas
imediações da praça Alípio Assunção, vai até ao portão de acesso à Escola Estadual
“Sebastião Silva Coutinho”.
Escritor e colaborador de diversos jornais da região, Joaquim F. Menezes foi
dirigente regional dos Vicentinos.
JOAQUIM FURTADO PINTO, DOUTOR, bairro

Este bairro é também conhecido como COHAB-NOVA. Fica nas proximidades da
Quinta Residência, nas terras da antiga chácara do Aprendizado, entre os bairros
Joaquim Guimarães e Quinta Residência. Abrange as ruas Alonso Nogueira, Aracy César,
Didi Ramos, Francisco de Souza Lima, Manoel de Almeida Lacerda, Wilson Valentim e a
avenida Tancredo Neves.
Quanto ao homenageado pode-se dizer que foi um dos médicos mais queridos da
cidade. Seu consultório era quase um ponto de referência na rua Cotegipe, tal a
quantidade de gente que sempre o procurava. Foi diretor do Asilo Santo Antonio e prefeito
municipal no período de 1963 a 1966. Na sua administração a cidade recebeu uma
agência do DNOS e realizou a primeira etapa do abastecimento de água tratada, a partir
da barragem do rio Pirapetinga. Possuía uma propriedade rural no bairro da Boa Sorte.
JOAQUIM GARCIA DE OLIVEIRA, rua

(Centro) – É a lei nº 1.307, de 06.10.78, que dá denominação de rua ao trecho da rua
João Neto que parte da rua das Flores até a ponte existente na mesma rua.
Joaquim de Oliveira começou no comércio trabalhando no armazém de Américo
Lacerda, na esquina da rua Tiradentes com a praça Gama Cerqueira. Posteriormente
abriu o seu próprio negócio na esquina da rua das Flores com a que hoje recebe o seu
nome.
JOAQUIM GUEDES MACHADO, PROFESSOR, rua

(Mina de Ouro) – Começa na praça Botelho Reis e termina na rua das Flores. É a antiga
rua Três de Junho, acrescida da travessa Feijão Cru. Nela funcionou o antigo Tiro de
Guerra (TG-98). Foi a lei nº 1028, de 11.06.1974, que alterou a denominação de Três de
Junho para rua Professor Joaquim Guedes Machado.
Joaquim de Souza Guedes Cardoso Menezes Machado, o professor Machado,
nasceu no dia 14 de setembro de 1891 no Porto, Portugal e faleceu em Leopoldina no dia
28 de maio 1974. Transferiu-se para o Brasil por conta da perseguição exercida em
Portugal contra os descendentes da nobreza, já que era quarto neto do Visconde de
Balsemão, Luis Pinto de Souza Coutinho e da Viscondessa Catarina Micaela de Sousa
César de Lencastre. Era engenheiro geógrafo e no Brasil cursou também a faculdade de
Direito. Trabalhou em agência do Banco Ultramarino Português no Rio de Janeiro e
posteriormente transferiu-se para Carangola, onde foi calculista em obra de construção de
uma usina. No dia 29 de dezembro de 1917 comprou de Vespasiano Leopoldino de Souza
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o Ginásio Carangolense, instituição onde lecionava desde a sua fundação em 1914.
Transferiu-se para Leopoldina e lecionou matemática durante muitos anos no Ginásio
Leopoldinense e no Colégio Estadual Professor Botelho Reis.
Casou-se a primeira vez com Laura Lambert com quem teve os filhos: Luís,
Fernando, Joaquim, Aristides e Cecília e, em segundas núpcias com a professora Judith
Lintz, filha de José Martiniano Barroso Lintz também homenageado em logradouro, com
quem teve as filhas: Terezinha e Maria Aparecida Lintz Machado.
Ver mais sobre a família em José Lintz e, sobre a rua, em Feijão Cru, em Antigos
Logradouros.
JOAQUIM GUIMARÃES, rua

Ver Joaquim Custódio Guimarães.
JOAQUIM MURTINHO, rua

(Praça da Bandeira) - Começa na praça Zequinha Reis e termina na avenida Getúlio
Vargas. A lei nº 37, de 05.11.1948, foi a que deu esta denominação à rua. Diz o texto legal
que “a rua Joaquim Murtinho parte da praça da Bandeira em direção à Rio–Bahia, onde
estão construindo os prédios dos senhores Artur Nogueira Filho e Antônio de Paula
Barros.
Joaquim Murtinho nasceu em Cuiabá (MT), em 07.12.1848 e faleceu em
19.11.1911, no Rio de Janeiro. Segundo a Gazeta de Leopoldina, de 21.11.1911, Joaquim
Murtinho era intelectual, engenheiro, médico, professor da Escola Politecnica, ainda no
tempo em que era chamada Escola Central. Destacou-se como parlamentar sempre
ouvido por todos. Exerceu o cargo de vice-presidente do senado. Sua maior obra foi como
ministro da fazenda de Campos Salles, onde elevou e firmou as finanças nacionais.
Trabalhou, também, com o presidente Prudente de Morais e morreu como senador da
República.
JOAQUIM PEREIRA DE OLIVEIRA, rua

(Bela Vista) – Liga a rua João Teixeira de Moura Guimarães à rua Manoel Monteiro. O
texto da lei nº 910, de 04.07.1973, dá denominação de rua Joaquim Pereira Oliveira à via
pública que no mapa do loteamento do bairro Bela Vista está como rua X.
Quinca Pereira foi comerciante e fazendeiro na Vargem Linda e em Leopoldina, na
praça Gama Cerqueira. Era filho de Manuel Pereira Valverde Filho e Anastácia Carolina
de Oliveira. Seus avós paternos foram Manoel Pereira Valverde e Ana Joaquina de Jesus.
Faziam parte da grande família conhecida em Piacatuba como “Valo Verde” em meados
dos oitocentos. Manoel era proprietário da fazenda Santa Maria, na estrada que ligava
Tebas a Piacatuba, região hoje conhecida como “Valverdes”. Era filho de João Pereira
Valverde, pioneiro na ocupação de terras ao sul do município de Leopoldina.
JOAQUIM PIRES BARBOSA, rua

(Fátima) – A denominação surgiu com a lei nº 1.683, conseqüência de um projeto do
vereador Darcy Luiz V. Rezende, dando a denominação de Joaquim Pires Barbosa à via
Pública que liga as ruas José Antônio Lamóglia à Optato Lacerda França.
Joaquim nasceu e sempre residiu em Leopoldina. Deixou numerosa família e
muitos de seus descendentes ainda residem nas proximidades da rua que recebeu o seu
nome.
JOB FIGUEIREDO, rua

(Fábrica) - Liga a rua Jonas Bastos à rua Dr. Antonio de Oliveira Guimarães. Seu nome
surgiu com a lei nº 1.514, de 06.08.81.
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Job Figueiredo, segundo Kléber Pinto de Almeida, em “Leopoldina de todos os
tempos, 2002”, p. 71, era natural de Três Pontas (MG), foi chefe do serviço de patrimônio,
água e esgoto da prefeitura de Leopoldina, o que é confirmado por Mário de Freitas, em
“Leopoldina do Meu Tempo”. Era casado com Dulce Almeida Figueiredo, irmã de Kléber e
professora do grupo escolar Ribeiro Junqueira. Ainda conforme o mesmo autor, coube aos
irmãos Joaquim, José e Job Figueiredo, o primeiro sistema de abastecimento d’água e
esgoto da cidade, construído na administração municipal de Carlos Coimbra da Luz.
JONAS BASTOS, rua

(Fátima) – Começa na avenida Getúlio Vargas e termina na rua Gentil Pacheco de Melo.
Jonas de Bastos de Faria Freire presidiu a câmara municipal de 1910 a 1912.
Segundo membro da família, Jonas Bastos era tio do ex-prefeito Francisco Barreto de
Faria Freire e filho de um outro Jonas.
Ver mais sobre a família em Álvaro Bastos Faria Freire, Durval Bastos, Durval
Bastos de Faria Freire e Francisco de Andrade Bastos.
JONES ROCHA, rua

(Eldorado) – Pelo mapa da prefeitura, editado em 2000, esta rua começa na rua Manoel
Rodrigues Pandeló. A lei nº 2580, de 22.12.93, diz que ela tem seu início na rua São
Paulo e finda na divisa do loteamento do sr. Machado.
JOSÉ ANTONIO LAMÓGLIA, rua

(Fátima) – Começa na rua Farmacêutico Durval Bastos e termina próximo ao córrego
Feijão Cru. A lei nº 891, de 15.05.1973, deu “denominação de rua José Antônio Lamóglia
à via pública no bairro de Fátima que é a primeira paralela à av. Getúlio Vargas pelo lado
esquerdo.”
José Antonio Lamóglia era comerciante no ramo de açougue.
A respeito do sobrenome Lammoglia, ver rua Antonio Lammoglia.
JOSÉ ARAGON PINHEIRO, rua

(Bela Vista) – Liga a rua Antenor Ribeiro dos Reis à rua Haroldo Maranha.
O nome desta rua surgiu a partir da lei nº 887, de 15.05.1973, que deu
“denominação de rua José Aragon Pinheiro à via pública que no mapa do loteamento do
bairro Bela Vista está como rua Y.”
José Aragon nasceu 01.10.1916 em Sumidouro, RJ, filho de José de Aquino
Pinheiro e de Sebastiana Aragon Pinheiro. Veio para Leopoldina em 1948 quando
comprou a padaria Brasil, na Rua Tiradentes, ficando neste comércio até a data de sua
morte. Foi casado com Edith Silva Pinheiro com quem teve os filhos Gilberto, Mariluci e
Mário José Silva Pinheiro. Participou da diretoria do Clube Palácio do Comércio
(Associação Comercial). Faleceu em Leopoldina a 17.06.1973.
JOSÉ ARANTES JUNQUEIRA, rua

(Chico Bastos) – Começa na avenida Getúlio Vargas e termina na rua José R. Junqueira.
JOSÉ ARRUDA, bairro

É um bairro novo e abrange, dentre outras, as rua Carmita Monteiro e Odete da
Silva.
José Arruda era natural de Recreio, comerciante e ruralista, residia na praça Gama
Cerqueira e foi proprietário de grande parte das terras onde estão os bairros Dona
Euzébia, Cemitério, Maria Guimarães França e o que recebe o seu nome. Nos terrenos
doados pela família, está instalada a UNIPAC.
100

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
JOSÉ BASTOS FARIA FREIRE, DOUTOR, praça

(Bela Vista) – Dr. José Bastos de Faria Freire foi um médico muito respeitado e querido
pelos conterrâneos. Era filho do fazendeiro Durval Bastos e pai do ex-prefeito Dr. Márcio
Cunha Freire.
Dr. José Bastos era casado com D. Ierecê Cunha Freire, também nome de rua da
cidade.
Ver mais sobre a família em Álvaro Bastos Faria Freire, Durval Bastos, Durval
Bastos de Faria Freire e Francisco de Andrade Bastos.
JOSÉ CAMILO FERREIRA, rua

(Caiçara) – Liga a rua Antonio Fernandes Valentim à avenida Jehu Pinto de Faria. Foi a lei
nº 1.684, projeto do vereador Darcy Luiz V. Rezende que a denominou.
José Camilo Ferreira, popularmente conhecido como Zé Lourinho, nasceu em
22.12.1922, em Leopoldina, filho de Louriano Camilo Ferreira e Augusta Porcina de
Jesus. Casou-se com Maria Sebastiana de Jesus, nascendo desta união 13 filhos.
JOSÉ CARLOS LOPES, rua

(Redentor) – Começa na rua Getomir Pereira Bella. Foi a lei nº 1.666, de 11.05.84, de
autoria do vereador Darcy Luiz V. Rezende, que lhe deu esta denominação.
José Carlos Lopes era filho de Leopoldina e aqui viveu durante toda a sua vida.
Criou numerosa família e muitos de seus descendentes permanecem residindo nas
proximidades da rua que recebe o seu nome.
JOSÉ DA SILVA COUTINHO, travessa

Ver José Maurício Coutinho.
JOSÉ DE SOUZA LIMA, rua

(Bela Vista) – Contorna o Ginásio Poliesportivo. O nome desta rua surgiu com a lei nº 889,
de 15.05.1973 que deu a denominação de rua José de Souza Lima à via pública que no
mapa do loteamento do bairro Bela Vista está como rua N.
Foi comerciante e proprietário da fazenda da Ressaca. Era natural de Itamarati de
Minas.
JOSÉ DOMINGUES GOMES, PADRE, rua

(Arthur Leão) – Começa na rua Conceição Soares Monteiro de Castro e termina no beco
João Rabelo Tavares. A lei nº 897, de 15.05.1973, deu denominação de Padre Domingues
Gomes à via pública que começa na praça indo em direção ao bairro Seminário, no
entroncamento das ruas Heitor Ribeiro Guedes, Wilson Valentim e Eloy Gomes.
O padre José Domingues nasceu no dia 27 de outubro de 1900, em Rio Casca,
MG, filho de João Caetano Domingues e Mariana. Ordenou-se em Mariana a 15 de
agosto de 1924. Veio para Leopoldina em 1931, aqui permanecendo até 1949, quando foi
transferido para Raul Soares, MG, onde faleceu de acidente automobilístico no dia 21 de
abril de 1955. Chegou a ser monsenhor e comissário do bispado. Foi o diretor do Ginásio
Leopoldinense que antecedeu ao Monsenhor Guilherme de Oliveira.
JOSÉ DOS SANTOS GUIMARÃES, DOUTOR, rua

(Jardim Bela Vista) – A denominação desta rua surgiu com a lei nº 3.308, de 15.09.2000.
No mapa do loteamento ela encontra-se identificada como rua 05, tem seu início na av.
dos Expedicionários e finda na rua Anderson Pereira Bela.
José Guimarães era dentista e durante muito tempo trabalhou no Posto de Saúde.
É pai do Dr. Orlando Codo Guimarães.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
JOSÉ EUGÊNIO DUTRA, rua

(São Cristóvão) – Esta rua fica nas proximidades da praça Juscelino Kubitschek de
Oliveira. Era geralmente conhecido como “beco da av. Clóvis Salgado”. Seu nome surgiu
com a lei nº 1.542, de 12.02.82.
Segundo a justificativa do projeto de lei de autoria do vereador Ely Rodrigues Netto,
o nome desta rua surgiu por solicitação dos seus moradores que desejavam homenagear
este homem que, além de ter sido um dos patronos da idéia de colocar o nome de São
Cristóvão no bairro, sempre se dedicou a lutar pelos trabalhadores em geral e, em
particular, pelos companheiros do sindicato dos motoristas.
José Eugênio Montes Dutra foi um dos fundadores do sindicato dos motoristas de
Leopoldina. Era casado com Milce, filha de Murilo Rodrigues Pinto, também
homenageado em rua da cidade.
JOSÉ EVANGELISTA GUEDES, rua

(Pedro Brito Netto) – No mapa do loteamento do bairro ela consta como rua B, tem seu
início na rua Luiz Torres Barcelos e finda na rua Ângelo Coli. Foi a lei nº 2863, de
22.08.96, que lhe deu este nome.
JOSÉ FRANZONE, rua

(Vale do Sol) – A lei nº 3.390, de 26.12.2001, deu esta denominação à via pública que no
mapa do loteamento encontra-se identificada como rua I.
José Franzone nasceu em 17.02.1903, em Leopoldina. Era filho de Luigi Franzoni e
Emilia Filoti, procedentes da comune de Candia, província de Torino, região do Piemonte,
Italia. A família passou ao Brasil em 1895 e radicou-se inicialmente em Recreio,
contratados por Teófilo Barbosa. Posteriormente residiram em Abaíba, onde nasceu sua
irmã Hercilia. Os irmãos mais velhos Cecilia, Fiorenzo e Maria nasceram na Italia. Foi
chefe do escritório da Cia Força e Luz na cidade.
JOSÉ GOMES DOMINGUES, DOUTOR, rua

(São Cristóvão) – Tem seu início na rua Nilo Colono dos Santos e finda na av. Agnello
Correa do Bem. A lei nº 1.262, de 13.06.78, dá denominação de avenida José Gomes
Domingues à via pública localizada na margem direita do bairro Bela Vista e que no mapa
do loteamento aprovado encontra-se identificada como “rua 14”.
Dr. José Domingues era filho do comerciante Raphael Domingues e de Idalina
Gomes, ambos homenageados em logradouros. Formou-se em advocacia e foi delegado
de polícia na cidade. Posteriormente ingressou na vida política sendo eleito deputado
estadual (em 1966). Em seguida, foi escolhido secretário de administração do estado de
Minas Gerais, no governo de Rondon Pacheco.
Segundo a publicação “Roteiro Turístico de Leopoldina”, o prédio do Forum,
construído em 1906 na praça Félix Martins, também recebeu o nome do Dr. José Gomes
Domingues.
JOSÉ LINTZ, PROFESSOR, rua

(Mina de Ouro) – Começa na rua Professor Joaquim Guedes Machado, antiga Três de
Junho e termina na praça João Bella, no alto da Ventania.
A lei nº 481, de 28.05.1963 deu nome de rua Professor José Lintz à via pública,
sem denominação, que liga a rua Três de Junho à vila Gilda, nesta cidade, o que a
confunde com parte da rua São Pedro.
Posteriormente a lei nº 648, de 25/07/68, corrigiu a falha e confirmou que a rua
Professor José Lintz, é a via pública, sem denominação oficial, que partindo da rua Três
de Junho vai até o Alto da Ventania.
102

Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

José Martiniano Barroso Lintz nasceu em 18 de julho de 1870 em Aiuruoca, MG e
faleceu a 15 de julho de 1923 em Leopoldina, MG. Filho de Martiniano de Souza Lintz e
Francisca de Souza Barroso. Segundo sua neta Maria Aparecida Lintz Machado, "Foi
compositor, professor e Diretor do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira, após a morte do
poeta Augusto dos Anjos. Foi casado com Inácia de Souza, filha de Manoel Ferreira da
Silva e Maria Vitoria de Souza. Seus filhos: Benedito, José, Sebastião, Graziela, Agripina,
Maria, Judith, Alaíde e Calíope, fundadores do já extinto e tradicional Colégio São José."
Sua filha Judith Lintz, nascida em 1898 e falecida 9 de março de 1990, lecionou
durante muitos anos no Colégio Estadual Professor Botelho Reis (Ginásio) e foi casada
com o também professor Joaquim Guedes Machado.
Seu pai, Martiniano de Souza Lintz, nasceu por volta de 1839, filho de Justino
Aureliano de Souza e Sebastiana Cunha Carvalho. Segundo literatura, era de origem
inglesa, o que não se comprovou até agora. Provavelmente viveu na região de Catas
Altas do Mato Dentro, Santa Bárbara e Barão de Cocais. A história da família confunde-se
com o período da mineração em que empresas inglesas passaram a explorar a cata e
exportação do metal. Entre 1892 e 1900 aparece como advogado em Leopoldina.
Francisca de Souza Barroso era filha de José Gonçalves Barroso e Ana de Souza
Lima.
Sabe-se que Justino Aureliano de Souza é de família tradicional da região de
Aiuruoca, da serra da Ibitipoca e que sua esposa Sebastiana Cunha Carvalho era da
família do Barão de Cocais.
Francisca de Souza Barroso, por sua vez, é filha de José Gonçalves Barroso e
Ana de Souza Lima.
JOSÉ MARAZZI, rua

(Redentor) – A lei nº 2915, 18.12.96, dá a denominação de rua José Marazzi à via pública
do município de Leopoldina que no mapa do loteamento do bairro encontra-se identificada
como rua C.
(Imperador) - Curiosamente a lei nº 3.374, de 12.09.2001, também dá o mesmo nome
para a via pública que, no loteamento do bairro Imperador, encontra-se identificada como
avenida nº 1
JOSÉ MAURÍCIO COUTINHO, travessa

(Rosário) – Liga a rua Dr. Ormeu Junqueira Botelho à rua Joaquim Ferreira Brito. Antiga
travessa São Vicente de Paulo, que também recebeu o nome de Ranulfo Matola, segundo
consta da lei nº 799, de 27.04.72.
Curiosamente existem duas leis que, aparentemente, dão nome a uma mesma via.
A primeira delas, a lei nº 683, de 16.04.1969, dá denominação a uma via pública na
cidade e diz que “fica denominada travessa São Vicente de Paulo a via pública que liga a
rua Joaquim Ferreira Brito à nova rua aberta na chácara D. Euzébia”. A lei é a de nº 799,
de 27.04.1972, diz “passar denominar-se travessa José Maurício a via pública que, nesta
cidade, faz ligação das ruas Joaquim Ferreira Brito e Cataguases, a que tem o nome de
Ranulfo Matola.” Por estas informações conclui-se que a mesma travessa recebeu três
nomes diferentes.
José Maurício da Silva Coutinho era mestre de obras e construtor.
JOSÉ PAULINO DOS REIS, vila

(Quinta Residência) – A lei nº 1.722, de 21.02.85, de autoria do vereador Benedito
Rubens Rennó Guedes, dá denominação de “Vila J. Paulino dos Reis” à logradouro
público desta cidade. Esta vila tem início entre os números 621 e 627 da rua Antônio
Fernandes Valentim.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

José Paulino dos Reis nasceu em 1902 e faleceu em 1968. Foi panificador e
funcionário da Fazenda Estadual. Era filho de Paulino José de Brito Reis e Maria de Jesus
Reis. Casou-se com Sebastiana e tiveram três filhos.
JOSÉ PAULO BATISTA LUPATINI, DOUTOR, rua

(Nova Leopoldina) – Esta rua tem seu início na rua Dom Gerardo Ferreira Reis e finda na
rua Aloísio Soares Fajardo. Seu nome surgiu com a lei nº 2.975, de 16.10.97.
Dr. José Paulo era médico, formado em 1976. Foi vereador e faleceu ainda jovem.
Era filho de Ruth Batista e José Pedro Lupatini, proprietário do caminhão de leite que
fazia a linha de Tebas para a Cooperativa, na década de 60.
Neto paterno de Giuseppe Pietro Lupatini e Maria Laecticia Campana. Seus
bisavós procediam do comune de Castrezzato, provincia Brescia, região da Lombardia,
Italia. Por Giuseppe era bisneto de Giovanni Lupatini e Maria Zanetti. Por Maria Laectcia
era bisneto de Giovanni Primo Campana e Pasqua Angela Machina.
JOSÉ PEDRO, rua

(Joaquim Custódio Guimarães) – A lei nº 1996, de 15.09.88, dá denominação à via pública
desta cidade que no mapa do loteamento Dr. Joaquim Guimarães, encontra-se
identificada como rua B. Ela tem seu início na rua Cel. João Lau e finda na divisa do
referido bairro.
José Pedro era servidor público municipal.
JOSÉ PERES, rua

(Centro) – Tem seu início na praça Félix Martins. Parte dela, a partir da praça Francisco
Pinheiro Correia de Lacerda até o trevo da BR-116, na saída para Laranjal, é o antigo leito
da rodovia Rio-Bahia.
Em “Leopoldina de Hoje e de Ontem”, Luiz Eugênio Botelho diz: “Entre uma das
alas do Grupo Escolar (Ribeiro Junqueira) e o prédio da antiga residência do dr. Ribeiro
Junqueira, onde começa a rua José Peres, foi batida em 1936, após a solenidade benção
ministrada pelo padre José Domingues Gomes, a primeira estaca da construção do trecho
Leopoldina-Muriaé, da estrada Rio-Bahia.”

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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Mário de Freitas, em “Leopoldina do Meu Tempo”, informa que José Peres era
fazendeiro e fornecedor de madeira para a Estrada de Ferro Leopoldina.
O espanhol José Peres Alvarez deixou grande descendência. Um de seus filhos,
Omar Resende Peres, foi comerciante e candidato a prefeito de Leopoldina. Outro, José
Resende Peres, foi secretário de agricultura do estado do Rio de Janeiro.
JOSÉ PINTO DA SILVA, rua

(Vale do Sol) – Foi através da lei nº 3.319, de 06.11.2000, que esta rua recebeu a
denominação atual. No mapa do loteamento do bairro ela encontrava-se identificada
como rua C. Tem seu início na rua Luiz Capdeville Ribeiro e finda num barranco nela
existente.
José Pinto era motorista de táxi.
JOSÉ PIRES, praça

(Bela Vista) – É a praça que fica no início da avenida dos Expedicionários, junto ao
viaduto da BR-116. Seu nome surgiu com a lei nº 2823, de 21.03.96.
JOSÉ POLICIANO DA SILVA, rua

(Popular) – A denominação desta rua ocorreu a partir da lei nº 3.334, de 19.12.2000. No
mapa do loteamento do bairro Popular, que fica às margens da BR-116, esta rua
encontra-se identificada como rua F.
José Policiano foi funcionário público municipal e era casado com Palmira Antônia
da Silva. Era natural de Piacatuba e seus filhos Mirtes e Claudiomiro também prestaram
serviço à prefeitura. Sua filha, Flauzina Policiano da Silva casou-se com Geraldo Manoel
Alves em Argirita. Uma das suas netas é oficial do cartório de Argirita.
JOSÉ R. JUNQUEIRA, rua

(Chico Bastos) – Começa na rua José Arantes Junqueira.
JOSÉ RENÊ DO VALE, rua

(Fábrica) – Começa na rua Vinte e Sete de Abril. É o segundo beco da rua Vinte Sete de
Abril no sentido da praça Zequinha Reis para o bairro de Fátima. Seu nome oficial
aparece com a lei nº 2422, 13.08.92.
Renê era filho de João Rodrigues da Silva Vale e Odília Dutra e foi, durante muito
tempo, taxista em Leopoldina.
JOSÉ RODRIGUES WERNECK, rua
(Pedro Brito Netto) – Esta rua começa na Luiz Torres Barcelos e finda na rua H. Recebeu
denominação oficial pela lei nº3138, de 23.04.99
JOSÉ, SÃO, bairro, praça, rua e vila

Bairro – Ver referência a este bairro em Agostinho Silvino Teixeira de Rezende. São José
era nome de uma granja que existia no local.
Praça - (Cemitério) – Diz a lei nº 97, de 18.02.50, que passa a denominar-se praça São
José a praça formada pela confluência da rua Fajardo com a rua Boa Vista e estrada
antiga de Cataguases, nesta cidade, atualmente denominada largo do Cemitério.
Rua - (Seminário) – Esta rua não consta no mapa da Prefeitura. Seu nome surgiu com a
lei nº 466, de 27.03.1963, que “dá nome de rua São José à via sem nome que, partindo
do Seminário, segue em direção de seus terrenos, passando pelas casas de propriedade
de D. Amália Cortes, Osmar Paixão de Paula e outros.”
Quer nos parecer que a lei nº 898, de 15.05.1973, que “dá denominação de rua
Professora Conceição Soares Monteiro de Castro à via pública que começa na esquina
em que se encontra o Anexo do Colégio Estadual, no bairro do Seminário”, deu à mesma
rua São José, um segundo nome.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Até porque a outra rua que poderia ter recebido o nome de São José, seria a Padre
José Domingues Gomes, nominada pela lei nº 897, de 15.05.1973.
Ocorre que esta lei nº 897 diz que o nome do Padre será dado a uma “via pública
que começa na praça indo em direção ao bairro Seminário”, o que é bem diferente de
“partindo do Seminário”, conforme constou da lei nº 466 ou, “começa na esquina em que
se encontra o Anexo”, como constou da lei nº 898.
Por estes fatos somos forçados a acreditar que o legislador não foi informado de
que a citada via tinha o nome de rua São José, quando resolveu homenagear,
merecidamente, a Professora Conceição.
Vila - (Praça da Bandeira) – Começa na avenida Humberto de Alencar Castelo Branco.
JOSÉ SILVA, rua

(Centro) – Liga a praça General Osório à praça Átila Lacerda da Cruz Machado, ao lado
da praça Félix Martins. A lei nº 913, de 04.07.1973, é a que deu denominação de José
Silva à via pública que, partindo da praça General Osório, segue paralela ao antigo leito
da linha férrea e vai até o entroncamento com a rua Padre Júlio.”
Técnico em eletrônica, José Silva mantinha uma oficina e casa de comércio na rua
que recebeu o seu nome.
JOSÉ SILVÉRIO DA SILVA, beco

(Pirineus) – Começa na rua Joaquim Furtado de Menezes.
José Silvério era bombeiro e funcionário público municipal.
JOSÉ SIQUEIRA DE CASTRO, rua

(Esteves) – Começa na rua Colatino Barbosa de Castro.
JOSÉ TEIXEIRA PIRES, rua

(Pirineus) – Tem seu início na rua Maçonaria e finda na praça Mário Malaquias. A lei nº
911, de 04.07.1973, deu denominação de rua José Teixeira Pires à via pública localizada
no Alto dos Pirineus, onde se acham edificadas as Escolas Reunidas Coronel Luiz
Salgado de Lima.
José Teixeira Pires era taxista e geralmente conhecido por “Pangaré”.
JOSÉ W. ARANTES JUNQUEIRA, rua

(Chico Bastos) – É a que parte da avenida Getúlio Vargas, nas proximidades dos terrenos
de Antônio Zaquine e vai até o final do loteamento. Surgiu com a lei nº 1.514, de 06.08.81.
JOVENS GUILHERME, LUIZ CELSO E ÂNGELO, rua

(Centro) – Liga as ruas Presidente Carlos Luz à Olivier Fajardo.
Seu nome surgiu com a lei nº 945, de 17.10.1973 e homenageia três jovens que
faleceram, em 08.09.1973, vítimas de um acidente automobilístico que comoveu boa
parte dos leopoldinenses.
Guilherme Barbosa Côrte Real, nascido 11.04.1955 em Leopoldina, era filho de
Aslia Barbosa e William Nogueira Corte Real, sendo neto materno de Emília Pires e
Ilastimphilo Barbosa Netto e neto paterno de Hermínia Nogueira e Vital Cysneiros Côrte
Real.
Luiz Celso Ienaco de Castro era filho de Sebastião de Castro e Ema Ienaco.
Sebastião era filho de José Augusto Teixeira de Castro e Francisca Alminda de Almeida,
ela descendente do mesmo Antonio de Almeida Ramos já citado.
Ângelo Pereira Gesualdi era filho de José Gesualdi e Eurídice Pereira, neto paterno
de Miguel Gesualdi, também homenageado em logradouro.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
JUAMIRO MOURA MENDONÇA, rua

(Centro) – Começa na rua Belizário Oliveira Silva e segue na direção da avenida Getúlio
Vargas. Hoje, ainda é uma rua sem saída, que fica entre a rua Custódio Junqueira e o
córrego Feijão Cru, nas proximidades do clube do Moinho.
Denominada através da lei nº 1.682, projeto de autoria do vereador Benedito
Rubens Rennó Guedes, homenageia Juamiro Moura Mendonça, nascido em 14/07/1926,
filho de Francisco Resende Mendonça e Cemira Moura Mendonça. Casou-se com Maria
da Aparecida Barros Mendonça.
Juamiro trabalhou no ramo de hotelaria (Juamar Hotel), na rua José Silva, no centro da
cidade.
JÚLIO BARBOSA, praça

(Joaquim Custódio Guimarães) - Diz a lei nº 2001, de 15.09.88, que passa a denominarse praça Júlio Barbosa o logradouro público localizado entre as ruas Cel. João Lau, José
Pedro e Paulo Sérgio Resende.
Júlio Barbosa descendia de família radicada em Piacatuba. Durante algum tempo
possuiu uma chácara no local onde está a praça que recebeu seu nome. Segundo consta,
foi o primeiro sitiante do lugar a ter luz elétrica em sua propriedade. Além da atividade
rural foi, ainda, comerciante e construtor de imóveis. Era casado com dona Miralda
Henriques, filha de tradicional família de São João Nepomuceno.
JÚLIO CARRARO, rua

(Jardim Bandeirantes) – Liga a rua Adauto Neto à João Malaquias. Seu nome atual surgiu
com a lei nº 1182, de 13.05.77. No mapa do loteamento constava como rua C.
Filho dos italianos Emilio Carraro e Maria Farinazzo, nasceu em 1900 em
Leopoldina e a 27.10.1923 casou-se com Arminda Fofano, filha de Pasquale Domenico
Fofano e Olivia Meneghetti. Durante muitos anos foi agricultor e possuiu uma propriedade
na localidade conhecida como Macucu, na saída para Laranjal.
JÚLIO, PADRE, rua

(Catedral) – Começa na praça Átila Lacerda da Cruz Machado e termina na praça Dom
Helvécio. É a rua do Hospital (Casa de Caridade Leopoldinense). É uma homenagem ao
padre Júlio (Giulio) Fiorentini, nascido no dia 24 de maio de 1850 e que veio para
Leopoldina em 1896, aqui permanecendo até sua morte no dia 8 de maio de 1924.
Padre Júlio esteve à frente de diversas obras meritórias em Leopoldina. Junto ao
padre Felix Poinsot, inaugurou a Nova Escola em 1908, um instituto de estudos
secundários dedicado à formação dos moços para trabalhos teóricos e práticos de
agricultura, assim como para as Letras e para a carreira eclesiástica. Em 1922, por
influência sua, foi fundado o Patronato para meninas carentes, instituição que só veio a
ser inaugurada a 24 de maio de 1946, com o nome de Patronato Dona Lenita Junqueira.
A Gazeta de 13.03.1898 informa que em 06.03.1898 foi instalada a Comarca
Eclesiástica de Leopoldina, criada pelo Bispo de Mariana, D. Silvério Gomes Pimenta,
sendo pároco o padre Júlio Fiorentini.
Dos livros paroquiais de sua época, bem como das atas de visitação às paróquias
dos distritos, observa-se que era muito exigente. Por ocasião da rejeição manifestada
pelos paroquianos de Piacatuba a um padre que lhes dava assistência, o padre Júlio
esteve no distrito e deixou suas observações bem explicadas no livro daquela Igreja.
JURANDIR TOLEDO, rua

(Serra Verde) – Era pecuarista, descendente de família muito ligada às atividades rurais
do município. Foi proprietário das terras onde hoje desenvolve-se o bairro onde abriram
esta rua.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
JUSCELINO KUBITSCHECK DE OLIVEIRA, praça

(São Cristóvão) – Esta praça fica entre as ruas Nilo Colono dos Santos e José Eugênio
Dutra. É a praça principal do bairro. Recebeu este nome por projeto dos vereadores Ely
Rodrigues Netto e Jair de Almeida Lacerda, que se transformou na lei nº 1.500, de
07.05.81.
Juscelino era natural de Diamantina (MG), onde nasceu em 1902. Trabalhou nos
Correios e foi capitão médico da Polícia Militar Minas. Ingressou na vida política tendo
exercido os cargos de prefeito de Belo Horizonte, deputado estadual e federal,
governador do estado, senador e presidente da república. É o criador de Brasília e fez um
governo voltado para o desenvolvimento do país. A ele se deve a construção das usinas
hidrelétricas de Furnas e Três Marias. Foi cassado em 1964 e faleceu em desastre
automobilístico na via Dutra (Rio-São Paulo).
JUVENAL CARNEIRO, rua

(Fábrica) – Liga a rua Vinte e Sete de Abril à rua Manoel Lobato.
A lei nº 484, de 26.07.1963, deu denominação de rua Juvenal Carneiro à via que
partindo da rua Vinte e Sete de Abril, em frente ao escritório da Cia Fiação e Tecidos
Leopoldinense, segue na direção da rua Manoel Lobato, onde vai terminar, atravessando
o córrego Feijão Crú.
Segundo Luiz Eugênio Botelho, em “Leopoldina de Hoje e de Ontem”, Juvenal
Carneiro nasceu em São José do Rio Preto (MG), 15.04.1871 e faleceu, no Rio de Janeiro
(RJ) em 14.10.1931, deixando viúva D. Honorina Antunes Vieira e dez filhos que tem seus
nomes iniciados por letras que formam “Minas Geraes” (Moacir, Ierecê, Nahumá, Araci,
Suiquire, Guaraci, Erimá, Rudá, Apalaís, Erundi e o caçula de quem não temos o nome).
Juvenal era filho de Antonio Teodoro de Sousa Carneiro e (Amanda Malvina de
Andrade) Amanda Andrade Carneiro, conforme a “Genealogia dos Resendes”, de
Oswaldo de Rezende. Teve sete irmãos, todos nascidos em Leopoldina: Antonio (1877),
Teolinda (1880), Flausina (1881), Gabriel (1882), Ubaldina (1884), Maria das Mercês
(1886) e Amanda (1887). Seu pai foi suplente de vereador em 1881, proprietário do Hotel
Carneiro, existente na rua Primeiro de Março em Leopoldina, por volta de 1885 e em 1887
realizou negócios em Itapirussu.
O professor Juvenal Carneiro residiu em Leopoldina durante muitos anos onde se
tornou figura de destaque. Trabalhou durante quinze anos na Casa Bancária Ribeiro
Junqueira depois, Banco Ribeiro Junqueira, exercendo a função de contador. Fundou e
dirigiu, na cidade, o Curso Comercial Afonso Vizeu e publicou algumas obras nas áreas
comercial e contábil. Transferiu-se para o Rio de Janeiro onde lecionou no Instituto
Lafayete.
Casou-se com Honorina Antunes Vieira a 22.02.1896 em Leopoldina. Ela era
natural de Muriaé, filha de Honório Antunes Pereira e Maria Balbina Vieira de Rezende.
LACERDA, beco

(Caiçara) – Começa na avenida Jehu Pinto de Faria, na antiga chácara do Custódio
Lacerda.
O beco localiza-se em local onde residiram descendentes de uma das famílias
pioneiras de Leopoldina. O sobrenome Lacerda faz parte da história da cidade. Foram
dois de seus representantes os beneficiados com as sesmarias localizadas às margens
do Feijão Cru: os irmãos Fernando Afonso Corrêa de Lacerda e Jerônimo Pinheiro de
Lacerda. Os beneficiados não vieram tomar posse das terras, optanto por designar dois
de seus sobrinhos para o cumprimento do que determinavam as cartas de sesmaria. Ou
seja: ocupar, plantar e povoar. Assim é que, cerca de 10 anos após terem recebido as
terras, seus sobrinhos Francisco e Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda iniciaram a divisão
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

e venda entre fazendeiros da região da Serra da Ibitipoca. Como já foi dito em outra parte
deste trabalho, Francisco era genro de Joaquim Ferreira Brito, comprador da parte onde
formou a fazenda da Cachoeira. O filho de Joaquim, João Gualberto Ferreira Brito,
adquiriu as terras onde formou a fazenda Fortaleza. O sogro de João Gualberto, Manoel
Antônio de Almeida, comprou as terras onde formou a fazenda do Feijão Cru Pequeno.
Outro genro de Manoel Antônio, João Gonçalves Neto, adquiriu a parte onde formou a
fazenda Residência. E outros mais foram os adquirentes das terras doadas a Fernando
Afonso e Jerônimo.
O sobrenome Lacerda está presente em quase todos os grupos familiares
pioneiros de Leopoldina, por conta dos casamentos entre descendentes.
LAERT ARAÚJO MENDONÇA, rua

(Redentor) – Começa na rua Getomir Pereira Bella, nas proximidades da unidade de
tratamento de águas da COPASA e vai terminar nos terrenos pertencentes ao Orfanato.
Recebeu esta denominação pela lei nº 2425, de 18.08.92.
Na década de 1960, nas proximidades desta rua existiu um pequeno campo de
futebol que a garotada chamava de “Campinho do Cristo”.
Laert Araújo era comerciante e ruralista.
LÉA DE MEDEIROS GUIMARÃES, rua

(Imperador) – Começa na rua Agnello Corrêa do Bem. A lei nº 3185, de 19.10.1999, deu
nome oficial a esta rua.
Léa Guimarães era responsável por um dos cartórios de notas de Leopoldina. Filha
de Lauro Teixeira Lopes Guimarães e Marieta, faleceu 29.09.1988 aos 72 anos. Era irmã
de Lauro Guimarães, advogado; Honorina de Medeiros Guimarães, diretora do Grupo
Escolar Botelho Reis e Cora Guimarães, professora do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira.
Residia na rua Cotegipe, no edifício que é único exemplar da arquitetura normanda em
Leopoldina.
LEONOR BAHIA, rua

(Pirineus) – Diz a lei nº 1947, de 04.02.88, que esta rua tem início na Cipriano Pereira
Baia e vai até à rua Fernando Novais de Oliveira.
Segundo consta, os Bahia ou, Baía, estão na região desde o início do povoamento
e teriam vindo da serra de Ibitipoca, como várias outras famílias aqui radicadas na
ocasião.
LEOPOLDINA MENDES DO ROSÁRIO, rua

(Fábrica) – A lei nº 1189, de 13.05.77, do vereador Ely Rodrigues Netto, dá denominação
a esta rua e diz tratar-se da via pública que partindo da rua Vinte e Sete de Abril, em
frente à rua Sindicato Têxtil, vai até um terreno baldio que dá fundos para a parte
posterior da rua Benedito Valadares. Era um dos becos da Fábrica.
Segundo o projeto de lei, Leopoldina Mendes, durante longos anos, foi a
enfermeira e parteira que acolheu em seus braços, antes mesmo dos próprios pais,
centenas de leopoldinenses, bem aventurados ou humildes.
LIMOEIRO, bairro

A lei nº 1.629, de 04.08.83, do vereador Roque Macário Braz Schettino, deu a
denominação de bairro ao local compreendido entre o trevo rodoviário da BR-116 (acesso
a Cataguases) e o morro do Limoeiro. Este bairro é cortado pelo leito da antiga estrada
para Cataguases (estrada de saibro) e abrange território outrora habitado pelos
descendentes de dona Albina Joaquina de Lacerda. Ali foram proprietários de terras em
meados dos oitocentos, além de D. Albina, Henrique Delfim e Silva, José Maria da Penha,
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Joaquim José Monteiro, Antônio José de Almeida Gama, Francisco Joaquim de Almeida
Gama, João Lourenço Ferreira de Lacerda e João Evangelista da Silva. Abrange as ruas
Madre Maria Cândida de Jesus e Neném César.
O Almanaque de 1887 já faz referência ao Limoeiro, o que indica ser um nome
antigo. Diz que ali residia o advogado Dr. João Carneiro Pestana de Aguiar.
Luiz Rousseau Botelho, em “Coração de Menino” cita, várias vezes, a fazenda do
Limoeiro que, no início dos anos de 1900, ficava no caminho para a fazenda do
Bonsucesso, o que coincide com a localização do bairro.
LINDOLFO PINHEIRO, rua

(Dona Euzébia) – Começa na rua Dr. Ormeu Junqueira Botelho.
A lei nº 498, de 27.09.1963, dá nome de rua Lindolfo Pinheiro a um logradouro
público que fica nos fundos da igreja do Rosário.
Lindolfo, geralmente conhecido por “Lolote”, era filho de Floriano Pinheiro de Souza
Moraes e Presceliana Pinheiro de Lacerda Werneck, seu pai era funcionário público em
Leopoldina em 1892. Casou-se a 18.05.1895 em Leopoldina com Guiomar de Lacerda
filha de José Romão Corrêa de Lacerda e Luiza Augusta Tavares, sendo neto paterno do
pioneiro Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda e sua primeira esposa Ana Severina. Pai de
Iracema (1908) e Cléa (1913).
LINO GONÇALVES, bairro e rua

Bairro - Este bairro surgiu com o arruamento das terras que pertenceram a Lino
Gonçalves. Hoje, ele faz parte do bairro da Praça da Bandeira.
Rua - (Praça da Bandeira) – Liga a rua Marechal Deodoro da Fonseca à rua Antonio de
Almeida Ramos.
A lei nº 948, de 17.10.1973, dá denominação de rua Lino Gonçalves a uma via
pública que sai da rua Marechal Deodoro.
Lino Gonçalves foi mais um dos imigrantes que mudaram a face da cidade com seu
trabalho e dedicação à causa pública. Procedente da Espanha, radicou-se em Leopoldina
no final dos oitocentos e com o fruto de seu trabalho em fazendas da região amealhou o
suficiente para adquirir uma boa propriedade que fazia divisa com o Alto da Ventania.
Sem ter deixado filhos, dedicou-se ao auxílio dos compatriotas e de outros imigrantes que
passavam por dificuldades.
LOURENÇO EUZÉBIO AUGUSTO, rua

(Pedro Brito Netto) – A lei nº 3.098, de 22.10.98, dá denominação a esta rua e diz que ela
tem seu início na rua Luiz Torres Barcelos e finda na rua José Rodrigues Werneck.
LOURENÇO GONÇALVES NUNES, rua

(Jardim Bela Vista) – Diz a lei nº 3.301, de 12.09.2000 que esta rua tem seu início na av.
dos Expedicionários e finda num largo existente na mesma. No mapa do loteamento
Jardim Bela Vista ela encontra-se identificada como rua 11.
LOURENÇO IENNACO, rua

(João Paulo II) – Esta rua tem seu início na rua Irmã Gabriela e finda na divisa do
loteamento. Sua denominação atual surgiu com a lei nº 2388, de 20.02.92.
Lourenço Iennaco nasceu a 01.03.1885, em Maratéa, Potenza, Basilicata, Itália e
faleceu em 05.08.1954 em Leopoldina. Veio para o Brasil por volta de 1895. Iniciou sua
vida, em Leopoldina, como mascate. Casou-se, em primeiras núpcias, com Emma S.
Iennaco (nome que deu origem à casa comercial, ao bazar e ao café Ema). Desse
casamento são os filhos: Raphael e Vicente (também nomes de ruas da cidade), Maria,
Iolanda, Miguel, Osvaldo e Anita (que foi casada com o professor Alziro de Azevedo
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Carvalho, também homenageado com nome de rua da cidade). Em segundas núpcias,
Lourenço casou-se com Zulmira Machado Iennaco, com quem teve os filhos: Carlos,
Maria, Nely, Lourenço Filho, Benito, Arthur e Darcy.
LOURENÇO REIS, rua

(João Paulo II) – No mapa do loteamento estava identificada como rua B. Pela lei nº
1.746, dos vereadores Ely Rodrigues Netto e Benedito Rubens Rennó Guedes, recebeu
esta denominação.
Lourenço Alberto dos Reis nasceu em Itabira do Mato Dentro (MG), em 12.08.1884,
filho de João Lourenço e Tita Sabino. Casou-se com Ana Jovita Ferreira e dessa união
nasceram três filhos. Em 1928 casou-se, em segundas núpcias, com Maria Luzia dos
Santos, com quem teve outros cinco filhos. Faleceu , em Leopoldina, a 14.12.67.
LOURENÇO SANTANA, rua

(Seminário) – Liga a rua Padre José Domingues Gomes à ladeira Antonio Novato de
Morais. A lei nº 3.097, de 22.10.98, lhe deu esta denominação e diz que ela finda próximo
ao Estádio Otacir Lacerda França - Arranca Toco.
LUCAS AUGUSTO, rua

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Nossas Ruas, Nossa Gente
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(Centro) – Começa na praça Professor Botelho Reis e termina na alameda Dom Delfim
Ribeiro Guedes, na Catedral.
No passado era conhecida como rua Primeiro de Março e que também se chamou
rua Theophilo Otoni.
É uma homenagem a Lucas Augusto Monteiro de Barros, o segundo presidente da
câmara no regime republicano, entre 1892 e 1897, que substituiu ao Dr. Joaquim Antonio
Dutra, presidente daquela casa de 1890 a 1892. Lucas Augusto faleceu em 1906.
O Leopoldinense de 28.04.1895 diz que pelo decreto nº 7, de 22 de abril, o sr.
agente executivo abriu um crédito extraordinário para aquisição de um prédio para a
câmara municipal. Este crédito, somado a um anteriormente votado, somava 25.000$000
pela qual se realizou a compra do palacete que pertenceu ao falecido Dr. José Cesário.

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Nossas Ruas, Nossa Gente
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No texto do decreto nº 7, após vários considerandos, inclusive um que diz ser
insuportável a câmara estar junto com a cadeia, o art. 1º do decreto determina que fica
aberto o crédito para aquisição do prédio sito à rua Primeiro de Março, pertencente ao Dr.
Quirino Ribeiro Monteiro de Barros e demais condôminos. E o mesmo jornal, na sua
edição de 19.05.1895, dá notícia de que a câmara municipal já mudou para o palacete do
Dr. José Cesário.
A Gazeta de Leopoldina de 26.01.1912 diz que está construído o elegante prédio
que a Cia Força e Luz mandou construir à Rua Theophilo Otoni, o que nos leva a crer ser
este um segundo nome da atual rua Lucas Augusto, onde funcionava a sede daquela
companhia em Leopoldina e que hoje se transformou na Usina Cultural Companhia Força
e Luz Cataguases-Leopoldina.
No final desta rua, bem próximo à Catedral, funcionava o colégio Imaculada
Conceição cujo prédio se transformou em residências, após a construção do novo Colégio
no alto do mesmo morro.

LUCAS LACERDA, MAJOR, rua

(Seminário) – Começa na rua Professora Conceição Soares Monteiro de Castro.
A lei nº 896, de 15.05.1973, dá denominação de rua Major Lucas Lacerda a uma
via pública que começa numa rua sem nome, na esquina em que está situada a casa do
Sr. José da Cruz, no bairro do Seminário.
Lucas Lacerda nasceu a 18.10.1882 em Leopoldina, filho de Américo Antônio de
Castro Lacerda e Filomena Josefina Cândida da Gama. Neto paterno de Ana Severino e
Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda, irmão de Francisco Pinheiro Corrêa de Lacerda e
filho de Álvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda, sendo este filho de Antônio Carlos Corrêa de
Lacerda e Ana de Souza da Guarda. Álvaro era irmão dos dois sesmeiros do Feijão Cru,
Fernando Afonso e Jerônimo Pinheiro Corrêa de Lacerda.
Lucas Lacerda era negociante e homem de confiança do coronel Marco Aurélio
Monteiro de Barros.
LUIZ CAPDEVILLE RIBEIRO, rua

(Vale do Sol) – Diz a lei nº 3.313, de 17.10.2000, que esta rua é a antiga letra D do mapa
do loteamento. Ela tem seu início na rua B e finda na rua H.
LUIZ FERNANDO FURTADO, praça

(Pirineus) – Esta praça fica no entroncamento da rua Castro Alves com a rua Joaquim
Furtado de Menezes.
Luiz Fernando trabalhou como representante comercial em Leopoldina.
LUIZ MONTEIRO REZENDE, rua

(Bela Vista) – O nome oficial desta rua surgiu com a lei nº 2092, de 09.06.89. Ela parte da
rua José Aragon Pinheiro, nas proximidades do nº 220 e vai terminar na rua João Teixeira
de Moura Guimarães, nas proximidades do nº 735.
Luiz Rezende era agricultor.

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Nossas Ruas, Nossa Gente
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LUIZ TORRES BARCELOS, rua

(Pedro Brito Netto) – A lei nº 2794, de 13.12.95, dá esta denominação à via pública de
acesso ao bairro. A que tem seu início na rua Nossa Senhora Aparecida e finda na rua
Loureço Euzébio Augusto.
Luiz Barcelos trabalhou durante muitos anos como mecânico na firma Branco e
Macieira Ltda (Posto Gulf), que existiu na avenida Getúlio Vargas, ao lado das oficinas da
sede do DNER. Posteriormente ingressou na Prefeitura, onde exerceu a mesma
profissão.
Seu filho, José Américo, é conhecido radialista da cidade.
LUIZ, SÃO, bairro

Localiza-se ao norte da BR 116, na saída para o Rio, defronte ao Jardim Caiçara,
próximo ao posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal. Compreende a avenida
Pedro Matola (parte), as ruas Ranulfo Matola Miranda, Omar Barbosa, Santa Luzia e a
travessa da Criança.
LUZIA, SANTA, rua

(São Luiz) – Começa na travessa da Criança e vai terminar na rua Omar Barbosa. Seu
nome surgiu com a lei nº 1.793, de 14.05.86, de autoria do vereador Darcy Luiz V.
Resende.
Protetora dos olhos e da visão segundo a crença católica, Santa Luzia nasceu
numa família rica de Siracusa, na Sicilia, Italia. Após a morte do pai sua mãe queria vê-la
casada com um jovem pagão que por isso foi rejeitado pela moça. Denunciada por sua fé,
recebeu como pena ser colocada num prostíbulo. Diz a lenda que um milagre aconteceu e
nenhum soldado conseguia carregá-la, tal era seu peso. Durante sua prisão arrancaramlhe os olhos mas, no dia seguinte eles estavam novamente perfeitos. Morreu decapitada.
O dia 13 de dezembro lhe é consagrado.
LUZIA BONIN, rua

(Pedro Brito Netto) – A lei nº 3.088, de 22.10.98, deu denominação oficial a esta via
pública que no mapa do loteamento recebeu a letra G, tem seu início na rua C e finda na
rua José Rodrigues Werneck.
Como registro é bom que se diga que o sobrenome Bonini é encontrado em Cirie,
Província de Torino, Região do Piemonte e também na Província de Pistoia, Região da
Toscana, na Itália. Aqui em Leopoldina é mais conhecida a forma simplificada Bonin.
Por certo Luzia descende de Fortunato Bonini, que nasceu na Itália, em 13.07.1855
e morreu antes de 1933, em Leopoldina. A família Bonini foi moradora da Colônia
Constança, citada em Antigos Logradouros.
LUZIA DE JESUS COELHO, travessa

(Praça da Bandeira) – Liga a rua Marechal Deodoro da Fonseca à rua Murilo Rodrigues
Pinto. A lei nº 899, de 16.05.1973, projeto do vereador Elói Rodrigues Neto, dá
denominação de travessa Luzia de Jesus Coelho à via pública que une as ruas Marechal
Deodoro da Fonseca e Salgado Filho, próximo a praça da Bandeira.16/05/73
Luzia de Jesus era esposa de Sinval Coelho, proprietário de uma das maiores
olarias/cerâmicas da região, que funcionava no bairro da Onça, nas proximidades do atual
posto fiscal da Polícia Rodoviária Federal.
LYDIO COSTA REIS, rua

(Vale do Sol) – A lei nº 3.323, de 29.11.2000, dá denominação de rua à via que, no mapa
do loteamento do bairro, encontra-se identificada como rua A. É a que está na margem
esquerda do córrego lá existente.
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José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Lydio Costa Reis era comerciante (Casa Nadinho) muito conhecido e estimado na
cidade.
MAÇONARIA, rua

(Pirineus) - A lei nº 909, de 04.07.1973, dá denominação de rua da Maçonaria à via
pública localizada no alto dos Pirineus, no local onde se encontra edificada a cantina pré–
escolar, subordinada à Loja Maçônica Vinte e Sete de Abril.
MANOEL ANTONIO DE ALMEIDA, rua

(Três Cruzes) – Começa na rua Ferreira Brito. Recebeu este nome a partir da lei nº 1.282,
de 18.08.1978.
Tomamos este nome como uma justa homenagem ao comendador Manoel Antonio
de Almeida, mesmo sem a certeza de que tenha sido este o intuito de quem teve a idéia
de colocar o nome nesta rua. E o fazemos porque acreditamos que, mesmo que seja um
homônimo, existe uma grande chance de ser um descendente do comendador, o que não
traria maiores problemas.
Nascido 19.08.1782 em Santa Rita de Ibitipoca, filho de Antonio de Almeida Ramos
e Maria de Oliveira Pedroza, já citados, casou-se com Rita Esméria de Jesus e com ela
constituiu numerosa família. Esteve na região entre 1825 e 1828, ocasião em que acertou
a compra de uma propriedade e assinou a ata de formação do Curato do Meia Pataca, em
25.01.1828. Em setembro de 1829 para cá transferiu-se com a família, escravos e bens
passíveis de serem transportados. Em 1831 aparece como um dos maiores proprietários
de escravos do lugar. Em 1856 ainda era proprietário das duas sesmarias adquiridas na
década de vinte, num total aproximado de 570 alqueires. Em 1872 fez testamento
alforriando todos os seus escravos e premiando 11 deles com terras da sua fazenda do
Feijão Cru Pequeno. Devoto de Santa Rita, em Leopoldina mandou dourar um altar
dedicado à Santa que existia na primeira igreja de São Sebastião. Foi seguramente o
grande incentivador da corrente de Almeidas que passou a viver nas terras do Feijão Cru
a partir de 1830. Mauro de Almeida Pereira declara que ali estava uma grande parte dos
antigos moradores da cidade. Francisco Rezende reconhece que o Comendador Manoel
Antonio de Almeida foi um dos maiores povoadores de nossa cidade.
Sobre o título de Comendador muitas vezes agregado ao nome do personagem,
muitas pesquisas foram feitas sem que se tenha chegado a bom termo. A única base seria
uma provável transferência hereditária do cargo de Procurador da Comenda da Ordem do
Cristo, cargo exercido por seu avô paterno em Óbidos, Portugal. Uma pesquisadora
portuguesa encaminhou-nos extratos de antigos documentos dando conta de que esta foi
a vontade testamentária de João de Almeida.
De fato o Manoel Antônio de Almeida jamais exerceu o cargo. Ficou o título que,
pelo menos aparentemente, tem um fundo mais real do que muitos outros que
observamos em antigos registros de Leopoldina. Aliás, se considerarmos como reais os
inúmeros títulos de capitão, alféres, tenente e etc, com que são brindados diversos
antigos moradores de Leopoldina, concluiremos que aqui existiu o maior batalhão da
Guarda Nacional da província mineira. Diga-se de passagem, a maioria dos títulos é
anterior à criação do primeiro núcleo militar na região. Uma pesquisa dos registros da
Guarda Nacional demonstrou que quase todos eles não eram oficiais.
A atuação política de Manoel Antonio parece-nos ter sido discretíssima. Por conta
de um imbroglio registrado em ata da Assembléia Eleitoral de 01.09.1868, retirou-se
definitivamente da vida pública. Esta é mais uma das afirmações curiosas sobre ele. Por
falta de preservação de documentos antigos em cidades às quais o Feijão Cru foi
subordinado até 1854, não conseguimos descobrir que cargos teria exercido.
Um outro aspecto da personalidade de Manoel Antônio que nos chama a atenção é
sua posição diante da escravatura. Antigos escritos referem-se a uma espécie de “marcha
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Nossas Ruas, Nossa Gente
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de desagravo” por ele orquestrada, fazendo desfilar seus escravos pelo centro urbano
com o intuito de propagar a liberdade que acabavam de conquistar, muitos anos antes da
libertação oficial da escravatura no Brasil. Acreditamos que há um certo exagero em tal
interpretação porque a realidade que transparece dos documentos pesquisados
demonstra que ele devia dispensar um tratamento mais humanitário aos seus cativos e
com isto desagradava algumas pessoas. Daí a ter afrontado publicamente seus desafetos
é atitude um tanto temerária, no nosso entender. O que se tem documentalmente
comprovado é apenas que ele foi um dos pioneiros de Leopoldina na libertação de seus
cativos. No processo de inventário de sua esposa, falecida a 20.01.1865, constam
diversas referências à libertação de escravos naquele momento e nos posteriores, alguns
beneficiados com pequenos pedaços de terras.
Manoel Antonio e Rita Esméria foram pais de: 1 – João Celestino de Almeida
casado com Maria Emerenciana de Castro, sem descendentes localizados em Leopoldina
até o momento: 2 – Rita Esméria de Almeida casada com Antônio Rodrigues Gomes, filho
de outro do mesmo nome e Jacinta Rosa de Jesus. Seguramente um dos primeiros
moradores do arraial do Feijão Cru, comprou a Francisco Pinheiro Corrêa de Lacerda, a
20.04.1829, 200 alqueires às margens do córrego do Moinho. Formou a fazenda Águas
Vertentes, na região do atual povoado de São Lourenço. Foi o primeiro escrivão de
Leopoldina. Em 1875 era fazendeiro de café; 3 – Maria Venância de Almeida, batizada
28.12.1802 em Santana do Garambeo, foi a primeira esposa de João Gualberto Ferreira
Brito, de quem se fala em verbete próprio; 4 – Luciana Esméria de Almeida, falecida em
04.08.1864, casada com Joaquim Cezario de Almeida, filho de Inácio José do Bem e
Antônia Maria de Almeida, esta irmã de Manoel Antônio. Formou a fazenda Tesouro do
Feijão Cru, em terras próximas ao atual povoado de São Martinho. Joaquim Cezario
faleceu a 18.03.1855. O casal teve oito filhos e muitos de seus descendentes foram
atuantes na vida pública de Leopoldina. Além da fazenda citada, foram proprietários de
uma sesmaria no Curato de Conceição da Boa Vista; 5 – Mariana Flauzina de Almeida,
batizada 04.06.1805 em Santana do Garambeo, casada com João Gonçalves Neto.
Patriarcas da grande família Gonçalves Neto em Leopoldina, formaram a fazenda
Residência, ainda hoje referida em cartografia de Leopoldina, nas imediações dos bairros
Fortaleza e Três Cruzes (serra dos Netos). João Gonçalves foi eleito Juiz de Paz em 1859
e 1862, vereador em 1865 e novamente Juiz de Paz em 1868. Mariana faleceu em 1893;
6 – Antonio de Almeida Ramos Neto foi casado com Maria Constança de Jesus e em
segundas núpcias com Rita Bernardina de Andrade, filha de Manoel Goulart de Andrade e
Francisca Inácia Franco, por esta descendente da ilhoa Antônia da Graça. A primeira
esposa faleceu 29.11.1844 e Antonio ficou viúvo pela segunda vez a 09.12.1882, vindo
ele próprio a falecer no dia 08.08.1886. Sua fazenda estava localizada em território do
arraial de Monte Alegre, hoje distrito de Tebas e era produtora de café; 7 – Venâncio José
de Almeida Costa casado com sua sobrinha Ana Paula de Sena, filha de sua irmã Maria
Venância. A exemplo de seus familiares, em 1875 era fazendeiro de café; 8 – Manoel
Teodoro de Almeida casado com Cândida Maria de Jesus, faleceu em 1859, antes pois de
seus pais. O casal radicou-se em território na época pertencente ao distrito de Angustura
e seus nove filhos espalharam-se também por São Domingos do Aventureiro. Dado o
longo período em que viveram isolados na zona rural, tal como ainda vivem muitos
descendentes, sucessivos matrimônios endogâmicos dificultam enormemente uma boa
identificação. 9 – Joaquina Esméria de Santana batizada 21.07.1814 em Bom Jardim-MG,
casada com João Garcia de Matos Neto, filho de um casal de parentes: Simpliciano
Garcia de Matos e Emerenciana Maria de Jesus. Viveram também em território de
Angustura. Joaquina faleceu 13.06.1852; 10 – Messias Esméria de Almeida casada com
João Rodrigues Ferreira Brito, filho de Bento Rodrigues Gomes e Ângela Joaquina de
Jesus, parente pois de seu cunhado Antônio Rodrigues Gomes. Por conta da grande
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Nossas Ruas, Nossa Gente
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quantidade de homônimos não nos foi possível identificar a localização das propriedades
do casal: fazenda da Conceição, sítios Caeté e Palmeira. Messias foi enterrada em
Leopoldina a 05.04.1887; 11 – Maria Inocência Almeida casada com Antônio Venâncio de
Almeida, filho de seu tio Antônio de Almeida Ramos Neto e Maria Constança de Jesus.
Foram proprietários de fazenda no território onde veio a se formar o antigo distrito de
Santa Isabel, hoje Abaíba. Em 1896 a fazenda já era cortada por uma estrada que se
comunicava com a “estrada Municipal, em Leopoldina”; 12 – Romão de Almeida chegou a
Leopoldina ainda na infância e aqui faleceu, solteiro, por volta de 1843; 13 – Joaquim
Antônio de Almeida Ramos, batizado 26.01.1825, em Bom Jardim-MG é o filho que
Manoel Antônio não teria visto nascer por estar pelas “matas do Feijão Cru”. Casou-se
com Maria Teresa de Jesus e radicou-se em território do antigo arraial da Piedade, com
fazenda vizinha à fazenda Monte Alegre, na estrada ainda existente e que liga Tebas a
Piacatuba. Em 1875 era fazendeiro de café. Sua esposa, assim como sua cunhada Maria
Constança de Jesus, podem ter sido filhas de Joaquim José Pereira Lemos e netas de
Manoel Pereira Lemos e Izabel Inácia Joaquina, antigos moradores do Feijão Cru ainda
esquecidos pela história oficial. Entre seus descendentes encontram-se os únicos
usuários em Leopoldina de antigos títulos da Guarda Nacional que pudemos comprovar
em pesquisa própria.
MANOEL ARLINDO CARNEIRO, rua

(Bela Vista) – A lei nº 2340, de 19.09.91, dá esta denominação à via pública que no mapa
do loteamento recebeu o nome de rua G. É a rua que tem seu início na rua João Teixeira
de Moura Guimarães e finda na BR 116, próximo ao viaduto.
Manoel Arlindo era comerciante.
MANOEL DE ALMEIDA LACERDA, rua

(Joaquim Furtado Pinto) – A lei nº 1.752, de 09.08.85, do vereador Darcy Luiz
Vasconcelos Resende, dá denominação à via pública desta cidade que, no conjunto
habitacional Dr. Joaquim Furtado Pinto, encontra-se identificada como rua C. Pelo mapa
publicado pela prefeitura em 2000, esta via começa na rua Didi Ramos e termina nos
fundos de uma chácara existente na rua Alan Kardeck.
Segundo a justificativa do projeto de lei nº 36/85, Manoel de Almeida Lacerda
nasceu em 28.09.1904, no distrito de Vista Alegre. Casou-se com Rosa de Almeida
Lacerda e tiveram sete filhos. Residiu em Leopoldina durante quase meio século. Exerceu
as profissões de comerciante e agente de seguros.
Filho de Honório Rodrigues Lacerda e Marieta Rodrigues de Almeida, c/c Rosa
Almeida, filha de seus tios Viriato Rodrigues de Almeida e Bernardina Gama. Sua família
é referida em terras do atual distrito de Vista Alegre desde meados do século dezenove. O
pai de Viriato e Marieta foi Francisco Martins de Almeida, por sua vez filho de Antônio de
Almeida Ramos e Maria Constança de Jesus, citados no verbete de Manoel Antônio de
Almeida. Francisco Martins de Almeida foi enterrado a 06.12.1915 em Aracati. A mãe de
Viriato e Marieta foi Rita Garcia da Natividade, filha de José Joaquim Pereira Garcia e
Mariana Esméria da Natividade, também já citados neste trabalho.
MANOEL JANUÁRIO, rua

(Cemitério) –
A lei nº 939, de 17.10.1973, deu denominação de rua Manoel Januário
à via pública que partindo da praça São José, vai até o corte da Rio Bahia. A lei nº 1987,
de 04.08.88, dá nome de rua Manoel Januário a que faz a ligação próximo ao nº 443, no
bairro Santa Cruz.
Manoel Januário era motorista da Prefeitura.

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José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
MANOEL LACERDA LEAL, rua

(Jardim Bandeirantes) – Diz a lei nº 1084, de 06.06.75, que esta via pública no mapa do
loteamento do bairro está como rua E, tem seu início na rua João Malaquias e finda na
rua capitão Ricardo Coutinho. Pelo mapa da prefeitura, editado em 2000, esta via termina
na rua Fajardo.
Manoel Lacerda Leal, geralmente conhecido por “Manoel Zaú” era ruralista e
possuía uma chácara nas proximidades do bairro Quinta Residência.
MANOEL LOBATO, rua

(Centro) – Liga a praça Félix Martins à praça Professor Ângelo. No início era uma estrada
de tropeiros e depois virou rua da Grama. Nesta rua funcionou a primeira Casa de
Caridade de Leopoldina.
É uma homenagem ao coronel Manoel Lobato Monteiro Galvão de São Martinho
que foi presidente da câmara municipal no final do regime imperial e faleceu em 1901, exprovedor da Casa de Caridade Leopoldinense, ex-vereador e vice-chefe do executivo
municipal, na chefia de Joaquim Antonio Dutra.
MANOEL MARTINS DE SOUZA, rua

(São Luiz) – A lei nº 1.697, de 01.11.84, dá esta denominação à via pública desta cidade
que liga as ruas Ranulfo Matola e Omar Barbosa.
Nascido no distrito de Ribeiro Junqueira em 12.03.1903, filho de Antonio Martins de
Souza, Manoel foi casado com Deocacina Machado Martins. Foi um dos primeiros
moradores do bairro São Luiz. Era comerciante e sua residência foi a primeira a ter luz
elétrica naquele local, resultado de seus próprios esforços para que fosse feita a extensão
da rede elétrica para o bairro que tinha escolhido para viver.
MANOEL MONTEIRO, rua

(Bela Vista) – Esta rua tem seu início na Ismail Ávila. Sua denominação surgiu com a lei
nº 1.826, de 08.08.86.
Manoel Monteiro era geralmente conhecido como “Reco-reco”. Era músico,
compositor e foi maestro de bandas da cidade.
MANOEL RODRIGUES PANDELÓ, rua

(Eldorado) – Começa na rua Coronel João Lau e finda na Jones Rocha. Sua
denominação oficial surgiu a partir da lei nº 2871, de 02.09.96.
Manoel era ruralista, filho de João Rodrigues Pandelot, nascido em 1869 em
Portugal e falecido a 10.01.1941 em Angustura, Além Paraíba-MG. E de Elvira Rodrigues
da Silva, filha de Vicente Luiz da Silva e Laurentina Reginalda de Jesus, nascida em 1879
118

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José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

e falecida a 24.07.1942 em Angustura. João Rodrigues Pandelot, por sua vez, era filho de
Manoel Rodrigues Pandelot e Rosa Pestana de Jesus, que não passaram ao Brasil.
MANOEL TURÍBIO BARBOSA, rua

(Três Cruzes) – Começa na praça Antonio Ferreira de Almeida. Foi nominada pela lei nº
3142 ,de 23.04.1999.
Manoel Turíbio era funcionário público federal e trabalhou no DNER.
MÁRCIO BARBOSA DE CASTRO, rua

(Meia Laranja) – Pela lei nº 474, de 25.05.1963, ficou denominada rua Márcio Barbosa de
Castro a via até então sem denominação, que liga a rua Gabriel de Andrade Junqueira à
avenida Getúlio Vargas. A lei nº 1.477, de 10.10.80, deu nova redação ao artigo 1º da lei
nº 474. Por este novo diploma legal, esta via tem início na rua José Peres, próximo ao
lavador de carro do Joaquim Pedro, e finda na praça Senador Botelho. Pelo mapa
publicado pela Prefeitura em 2000, esta via recebe o nome de Mário Pires de Castro.
MARCO AURÉLIO, CORONEL, rua

(Catedral) – Começa na rua Plóbio Cortes de Paula e termina na praça Dr. Ormeu
Junqueira Botelho. A partir da lei nº 165, de 09.11.1951, passou a denominar-se Coronel
Marco Aurélio a rua que, partindo do cruzamento da rua Padre Júlio, em frente às
escadarias do Hospital, vai terminar na Catedral.
Marco Aurélio Monteiro de Barros era fazendeiro e grande produtor de café do
município.
MARIA APARECIDA PINTO DA COSTA, rua

(Pinguda) – Esta rua aparece na planta cadastral básica da prefeitura, na saída para o
distrito de Providência, embora não tenhamos localizado a lei que lhe deu o nome.
MARIA BOTELHO JUNQUEIRA, rua

(Chico Bastos) – Começa no final da rua Francisco de Andrade Bastos e termina numa
praça projetada para o bairro, segundo a lei nº 1.514, de 06.08.81.
MARIA CASTANHEIRA, rua

(Maria Guimarães França) – A lei nº 1130, de 12.05.76, do vereador Guanahyro Fraga
Mota, dá denominação a esta rua e diz que ela tem seu início na rua Antônio Couto Filho
e finda na rua Cândida Fajardo Lamoglia.
A professora Maria Brígida Castanheira (D. Neném), nasceu na cidade de
Tabuleiro, em 08.10.1874, filha de Joaquim Furtado de Medeiros e Maria Bárbara da
Conceição. O pai de D. Neném nasceu em Portugal no ano de 1823 e faleceu em
Leopoldina no dia 20 de janeiro de 1908. Diplomou-se pela escola normal de Ouro Preto.
Era, também, professora de piano. Foi nomeada para o cargo de professora, em
Leopoldina, em 06.01.1896. Casou-se com Bento Bernardes Castanheira no dia 28 de
novembro de 1896 em Leopoldina, MG. Ele nasceu em Bom Sucesso, MG, e faleceu no
dia 8 de maio de 1914 em Leopoldina. Era filho de José Bernardes de Souza e Delfina
Eusébia Castanheira. Em 1914 D. Neném assumiu o cargo de diretora do Grupo Escolar
Ribeiro Junqueira, em substituição ao professor Augusto dos Anjos que, adoentado, veio a
falecer naquele mesmo ano. Em 1916 transferiu-se para Cataguases.
D. Neném, que faleceu em 28.11.1946, no Rio de Janeiro e residiu numa chácara
que existia onde está o Polivalente, no alto dos Pirineus.

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MARIA DA CONCEIÇÃO NETTO BATISTA, rua

(Três Cruzes) – Esta rua recebeu denominação oficial através da lei nº 1584, de
08.11.1982, cujo projeto foi apresentado pelos vereadores Antonio Carlos Ferreira de
Almeida e Ely Rodrigues Netto.
Maria da Conceição nasceu em 29.08.1903 e faleceu em 30.09.1979. Era
leopoldinense e aqui faleceu. Foi casada com João Batista Ferreira Netto, também nome
de rua da cidade, e deixou os filhos Dionéia, que foi professora e Dilton, cirurgião dentista.
O casal possuía uma propriedade rural nas proximidades do bairro das Três Cruzes.
Ver João Batista Ferreira Netto.
MARIA DA LUZ SILVA, rua

(Quinta Residência) – O nome desta rua surgiu com a lei nº 2434, de 09.09.92. Ela tem
seu início na rua Antônio Fernandes Valentim, passa por uma vila de casas lá existente e
finda na rua Nossa Senhora Aparecida.
MARIA DO CARMO APARECIDA SALES, rua

(Centro) – É a que tem início na avenida Acácio Serpa, passa pelo Núcleo Curumim e
finda na rua Idalina Gomes Domingues. Recebeu esta denominação com a lei nº 2714, de
12.04.95.
MARIA DO CARMO JUNQUEIRA VALLE, PROFESSORA (MARIDÉIA), rua

(Quinta Residência) – Começa na rua Alan Kardeck e vai até o portão do DER
(Departamento Estadual de Estradas de Rodagem). Sua denominação surgiu com a lei nº
1.543, de 12.02.82, de autoria do vereador Wilson José Valentim.
Maria do Carmo Brito Junqueira, nasceu em Cascatinha, Petrópolis (RJ). Era filha
de Antonio Reis Junqueira e Maria Amélia Vasconcelos Brito Junqueira. Normalista
formada pelo Colégio Imaculada Conceição, lecionou durante quase duas década na E.
E. Omar Resende Peres. Foi vice diretora daquela escola, professora da E.E. Professor
Botelho Reis e do SESI. Em 23.06.79 casou-se com Gladstone Oliveira Vale. Faleceu a
07.11.80.
MARIA EMÍLIA THOMÉ, rua

(Maria Guimarães França) – Pelo texto da lei nº 1144, de 06.08.76, esta rua encontra-se
identificada como rua F, no mapa do loteamento, tem seu início na rua Raphael Iennaco e
finda na rua Maria Castanheira.
Maria Emília era filha de Newton D’Ávila Thomé, comerciante no ramo de
combustíveis e representante do querosene “Jacaré”.
MARIA GUIMARÃES FRANÇA, bairro

Este bairro abrange as rua Maria Castanheira, Raphael Iennaco, Cleber Pereira
Sales, Antonio Couto Filho, Arthur Maranha, Abelardo Nunes de Morais, Maria Emília
Tomé, Antonio Lamoglia, Cândida Maria F. Lamoglia e praça Carlos Luz Meneghite.
MARIA IMACULADA, praça

(Três Cruzes) – Pela lei nº 564, de 02.06.1965, fica denominada Dª Maria Imaculada uma
praça a ser construída no bairro Três Cruzes, próximo a uma mina d’água ali existente.
MARIA JOVITA DA SILVA, rua

(Praça da Bandeira) – A lei nº 3.279, de 24.05.2000, dá esta denominação à via que tem
início na avenida Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, ao lado do nº 930,
prosseguindo até a residência nº 50, de propriedade de Sivanir Batista da Silva e outros.
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MARIA OLIVEIRA RAMOS, rua

(Caiçara) – Diz a lei nº 1.210, de 12.09.77, que esta a via pública tem início na rua Antônio
Fernandes Valentim e constou no mapa da Prefeitura como “Beco nº 01”.
MARIA ROSA CRESPO, rua

(Fábrica) – A denominação atual de rua surgiu com a lei nº 1.770, de 14.11.85, do
vereador Nelito Barbosa Rodrigues, que informa ser a via pública que partindo da praça
Aristides Badaró, confluência com rua Pompílio Guimarães, vai terminar em terrenos de
propriedade do BDMG (ex-Intertex).
Maria Rosa dedicou grande parte de sua vida à Casa de Caridade Leopoldinense.
MARIA ROSA PIRES BASTOS, rua

(Imperador) – Começa na rua Agnello Corrêa do Bem. Seu nome foi oficializado pela lei nº
3.192, de 19.10.1999. No mapa do loteamento encontra-se identificada como rua 13.
Dona Rosa era esposa do farmacêutico Durval Bastos e durante muito tempo
esteve à frente do Lactário.
MARIANA, vila

(Cemitério) – Liga a rua Fajardo, nas proximidades do nº 325, à rua Otto Lacerda França,
no bairro Jardim Bandeirantes. Sua denominação oficial está na lei nº 2575, de 16.12.93.
MARIANA DE OLIVEIRA COSTA, rua

(Eldorado) – Começa na rua Osmar de Almeida.
MARIANA MARINHO CORTES, beco

(Rosário) – Começa na rua Joaquim Ferreira Brito.
MARIDÉIA, PROFESSORA, rua

(Quinta Residência) – Ver Maria do Carmo Junqueira Valle.
MÁRIO MALACHIAS DE SOUZA, praça

(Pirineus) – Localiza-se na confluência das ruas São Vicente de Paula e Tufic Jorge. Seu
nome surgiu com a lei nº 1.224, de 11.11.77, de autoria do vereador Ely Rodrigues Netto.
Mário Malaquias era desenhista e construtor. Foi responsável por um grande
número de construções na cidade. É de sua autoria, inclusive, o projeto de construção da
Igreja existente no bairro Pirineus. Nasceu em Laranjal, em 14.05.1908, filho de Joaquim
Malachias de Souza e Maria Sodré. Era casado com Giselda Dietz de Almeida, nascida
em 10.08.1916, filha de Carlos (Carrito) de Almeida e Guilhermina Dietz. Moraram sempre
na rua Dom Aristides, ao lado da Mina de Ouro. São filhos do casal: Terezinha Rittz de
Souza, casada com Dahir da Silva; Maria Guilhermina de Souza (falecida), casada com
José Lisboa Vargas; Marta de Souza viúva de Rosenvaldo Noronha Medeiros; Edwiges
Maria de Souza casada com Hugo Martins; Rosa Maria Dittz Almeida de Souza casada
com Jessy Jaime Zampier Lacerda; Sérgio Rubens Tadeu de Souza casado com Maria de
Lourdes Dias; e, Magda Coeli Dittz casada com Eduardo Célio Panza André. Mário
Malachias faleceu em 01.01.74.
MÁRIO PIRES DE CASTRO, rua

(Meia Laranja) – Ver rua Márcio Barbosa de Castro.
MÁRIO RAYOL, rua

(Caiçara) – Começa na rua Antonio Fernandes Valentim. No mapa da prefeitura consta
como “Beco nº 4”. Sua nova denominação ocorreu a partir da lei nº 1.209, de 12.09.77.
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Mário da Costa Rayol, segundo o projeto de lei que deu nome a esta via pública,
nasceu em 18.06.1907 e faleceu em 27.08.72. Era casado com Enedina Lopes Rayol com
quem teve seis filhos.
MAURO CARVALHO DO VALE, rua

(Popular) – A lei nº 3.337, de 19.12.2000, diz que no mapa do loteamento do bairro ela
encontra-se identificada como rua E.
MAXIMIANO, vila

(Centro) – Fica na rua das Flores. É uma vila de casas construídas nas terras da família
Maximiano.
MEIA LARANJA, bairro

Abrange a praça Senador Botelho e as ruas adjacentes. Seu nome, segundo
consta, foi tirado do formato do morro onde está o bairro. Antigos moradores da cidade se
referem a um laranjal que teria existido no local.
MERCEDES R. CARNEIRO CERQUEIRA, rua

(Fábrica) – A lei nº 1154, de 08.10.76, dá nome a esta rua e diz que tem início no nº 71 da
rua Pompílio Guimarães, terminando nos fundos do DNER. Posteriormente, com a lei nº
2214, de 22.06.90, foi alterada a redação do art. 1º da lei nº 1154.
Pelo mapa publicado pela prefeitura em 2000, esta rua começa na avenida Getúlio
Vargas e segue paralela à rua Pompílio Guimarães.
Mercedes Cerqueira era filha de Garibaldi Cerqueira, também nome de rua na
cidade, e foi professora durante muito tempo.
MIGUEL GESUALDI, rua

(Bela Vista) – Começa na rua Renato Monteiro Junqueira e termina na rua Antônio Carlos
de Almeida Ramos. No mapa do loteamento do bairro consta como rua 21. Foi a lei nº
1.308, de 06.10.78, que lhe deu este nome.
Miguel nasceu em Pirapetinga, filho de Teodora Violla e Giuseppe Gesualdi.
Casou-se com Laura Pacheco, com quem teve os filhos José, Juracy, Cacilda, Rubens,
Antonio, Osmar, Homero, Nanette. Um de seus netos é o terceiro dos homenageados na
rua Jovens Guilherme, Luiz Celso e Ângelo. Miguel era comerciante no ramo de
camisaria, numa loja que existiu na rua Cotegipe, na esquina da rua Tiradentes.
MIGUEL MONTEIRO DE OLIVEIRA RESENDE, rua

(Vale do Sol) – Foi a lei nº 3163, de 24.06.99, que deu denominação a esta via que tem
inicio na rua L e finda na rua Poeta Augusto dos Anjos.
MILTON RAMOS PINTO, rua

(Pirineus) - A lei nº 937, de 17.10.1973, dá denominação de rua Milton Ramos Pinto à via
pública que, no bairro dos Pirineus, está nominada na quadra C., como rua 3.
Oficial do Cartório de Registro Civil. Nasceu no dia 20 de agosto de 1893, filho de
Emílio Augusto Pereira Pinto e Hermínia Cândida Ramos. Era irmão de Emílio Ramos
Pinto, já citado.
MINA DE OURO, bairro

Este bairro compõe-se das ruas que ficam na encosta do morro do Arranca-toco, à
esquerda do Feijão Cru. Abrange, dentre outras, as ruas Joaquim Guedes Machado, José
Lintz, Olyntho Gonçalves Netto e São Pedro.
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MINAS GERAIS, rua

(Vale do Sol) – Diz a lei nº 3164, de 24.06.99, que deu denominação a esta via pública
que ela tem seu início na rua Serginho do Rock e finda próximo a casa Ricardo Pantera.
No mapa do loteamento do bairro encontra-se identificada como rua O.
MOACIR CUNHA, rua

(Maria Guimarães França) – A lei nº 1150, de 10.09.76, dá denominação à via pública que
no mapa do loteamento encontra-se identificada como rua I. Ela tem seu início na rua
Raphael Iennaco e finda na rua Cleber Pereira Sales.
Moacir era irmão da D. Ierecê, esposa do Dr. José Bastos, ambos homenageados
com nome em via pública da cidade.
MORY BATISTA, rua

(Bela Vista) – Foi a lei nº 1.614, de 09.05.83, de autoria do vereador Vicente Thomas
Schettino, que deu denominação à via pública que, partindo da av. dos Expedicionários e
seguindo perpendicular à mesma, vai até à rua Oldemar Montenari.
Mory de Paula Batista descendia de família de Piacatuba, onde nasceu no dia
31.07.1905, filho de Amadeu Baptista e Dinorah. Iniciou-se na profissão como aprendiz de
seu pai, também farmacêutico. Foi licenciado em 1928 pela escola farmacêutica de Minas
Gerais, vindo estabelecer-se em Vista Alegre, em 1933. Neste mesmo ano casou-se com
Dagmar Campos Baptista, de cuja união tiveram seis filhos. Em 1950 estabeleceu sua
farmácia na rua Riachuelo. Em seguida, transferiu-se para a então praça da Bandeira
onde permaneceu à frente de sua farmácia Mineira até 1959, quando decidiu se desfazer
do negócio. Em 1960, em sociedade com o seu filho José, abriu nova casa na rua
Tiradentes e, em 1973, com o filho Paulo Sérgio, instalou a Drogaminas, em Marataízes
(ES). Faleceu a 02.07.74, vítima de acidente automobilístico.
MURILO RODRIGUES PINTO, rua

(Praça da Bandeira) – Começa na praça Zequinha Reis e termina na Emília Levasseur
Rocha. É a antiga rua Salgado Filho.
Murilo residia na rua que recebeu o seu nome e trabalhou durante muitos anos
como barbeiro em um salão que existiu na praça da Bandeira. Alguns de seus filhos o
seguiram na profissão. Sua filha Milce, foi casada com José Eugênio Dutra,
homenageado com nome de rua da cidade.
NAVES, MONSENHOR, rua

(Seminário) – A denominação oficial desta rua ocorreu com a lei nº 1.879, de 09.04.87.
Monsenhor Geraldo Naves trabalhou durante muitos anos na Catedral de São Sebastião.
Lecionou no colégio estadual Prof. Botelho Reis. É o autor do hino de Leopoldina.
NELSON MONTEIRO, rua

(Joaquim Custódio Guimarães) – A lei nº 2003, de 15.09.88, dá denominação a esta via.
No mapa do loteamento ela encontra-se identificada como rua H. Tem início na rua Elói
Nogueira Gomes e finda na rua Heitor Ribeiro Guedes.
NENÉM CÉSAR, rua

(Limoeiro) – Esta via tem seu início na avenida Madre Cândida Maria de Jesus e termina
na rampa da BR-116. Foi a lei nº 1.657, de 26.03.84, do vereador Roque Macário Braz
Schetino, que lhe deu o nome.
Sebastião César de Oliveira, mais conhecido como Neném César, nasceu em
Leopoldina em 07.06.1904. Foi um dos primeiros moradores do atual bairro Limoeiro, ali
vivendo durante 50 anos. Faleceu aos 70 anos de idade.
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NESTOR AUGUSTO RODRIGUES, rua

(Dona Euzébia) - Parte da ladeira Riachuelo, antes do início da rua Paulino Rodrigues, vai
até a rua Dirceu Barbosa Fajardo. Seu nome surgiu com a lei nº 1.302, de 05.10.78.
Nestor era filho do primeiro casamento do Paulino Augusto Rodrigues com sua
prima, pelo lado materno, Umbelina Cândida Rodrigues, nascida em 11.11.1871 e falecida
em 06.07.1919, filha mais velha de Maria Carolina de Moraes e de Luiz José Gonzaga de
Gouvêa.
Paulino era filho de João Rodrigues da Silva e Mariana Custódia de Moraes, filha
de José Vital de Moraes e Umbelina Cassiano do Carmo. Pela análise das relações de
alistamento eleitoral sabemos que João Rodrigues da Silva nasceu por volta de 1836 e
faleceu entre dezembro de 1893 e julho de 1901, uma vez que nos documentos
pesquisados ele aparece como eleitor e declara ser lavrador em Leopoldina.
Era irmão de: Maria Moraes, nascida em 16.04.1959; Ana Venância da Silva; João
Ignácio Rodrigues casado com Maria Clara; Firmino Augusto Rodrigues, 04.05.1867,
casado com Francisca de Assis Pires; Maria Custódia Moraes da Silva casada com
Germano Rodrigues, seu tio pelo lado materno; Ignácia Virgínia da Conceição Rodrigues
de Andrade casada com Manoel de Andrade Neto, pais de João Rodrigues de Andrade
nome de rua da cidade; Manoel Ignácio Rodrigues (Neca) casado com Vitalina Gouvêa
Rodrigues, que deixou enorme descendência na cidade; Antonio Augusto Rodrigues
casado com Maria Antonia Oliveira Rodrigues, filha de Antonio Justino de Oliveira e
Ignácia de Almeida Oliveira, proprietários rurais no bairros da Onça e Boa Sorte;
Martiniano Rodrigues de Moraes casado com Maria Zeferina Rodrigues; e, Emília Maria
da Conceição Rodrigues, nascida em 02.03.1884, casada com Antonio Rodrigues Ferreira
De João Rodrigues da Silva sabemos que era filho de Manoel Rodrigues da Silva
e, possivelmente, Ana Bernardina D’Almeida. De Mariana Custódia de Moraes sabemos
que era filha de José Vital de Moraes ou, Vital Ignacio de Moraes, nascido entre 1821 e
1822 em Conceição de Ibitipoca e falecido em 17.07.1897 em Piacatuba-Leopoldina e de
Umbelina Cassiano do Carmo ou, Umbelina Cândida de Moraes ou, Umbelina Cassiana
de Jesus, que deu origem à descendência a que pertencem os autores deste livro.
Ver Paulino Augusto Rodrigues.
NEWTON BARBOSA, rua

(Pedro Brito Netto) –
Newton era ruralista.
NICÁCIO SALLES, rua

(São Cristóvão) – A lei nº 1.292, de 22.09.78, de autoria do vereador Adávio Pires de
Almeida, dá denominação de rua a esta via que no plano do loteamento tem o nº 31.
Começa na rua Omar Resende Peres.
Nicácio Sales, segundo o projeto que deu origem à lei nº 1.292, nasceu em
21.04.1891 e faleceu em 09.02.78. Residiu em Leopoldina durante 31 anos e sempre foi
um cidadão e trabalhador exemplar.
NICOLAU ESTEVES, rua

(Esteves) – Liga a rua Dom Aristides à rua João de Almeida Cruz. A partir da lei nº 467, de
27.03.1963, passou a denominar-se rua Nicolau Esteves a via que parte da rua Dom
Aristides e vai em direção à residência da família Esteves.
Segundo Mário de Freitas, em “Leopoldina do Meu Tempo”, Nicolau era fazendeiro
em Argirita e foi casado com D. Cilota. Era casado com Eurídice Dolores Barbosa de
Castro, também homenageada em rua da cidade.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
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NICOLAU JOSÉ LALUNA, rua

(Ventania) – Começa na avenida Humberto de Alencar Castelo Branco. A lei nº 810, de
09.08.1972, diz que “passa a denominar-se rua Nicolau José Laluna a via pública, ainda
sem denominação oficial, que partindo da avenida Getúlio Vargas, imediações do número
1.408, vai margeando o morro Redentor até à altura da vila Miralda.”
O italiano Nicolau respondeu pelo culto, na igreja Metodista, nas décadas de 1940
e 1950.
NILO COLONO DOS SANTOS, rua

(São Cristóvão) – Começa na praça Domingos Conte.
Nilo foi diretor da fazenda Desengano.
NÍZIA LACERDA ZAQUINE, rua

(Caiçara) – Está localizada na elevação que fica em frente ao posto fiscal da Polícia
Rodoviária Federal, em terras que pertenceram à chácara do Custódio Lacerda, pai da
homenageada.
Foi casada com Pedro Zachini (Zaquine), irmão de Francisco, também nome de rua
da cidade e, João Zachini. Sobre a família Zaquine, ver em Francisco Zaquine.
Nizia Lacerda, nasceu em 30.01.1917 e faleceu em 24.08.1993. Era filha de
Custódio Lacerda Ferreira Filho e Etelvina Rodrigues Ferreira. Casou-se com Pedro
Zachini, filho de Antonio Zachini e Annunziata Toccafondo. Pedro faleceu em 01.07.1968.
Seu pai nasceu a 04 de julho de 1884, filho de Custódio Lacerda Ferreira e Augusta
Esméria Rodrigues. Sua mãe era filha de Antonio Vicente Ferreira e Ana José Rodriguez.
Custódio Lacerda Ferreira era filho de Ezaú Antonio Corrêa de Lacerda e Mariana
Flausina Ferreira Neto. Augusta Esméria Rodrigues era filha de Vicente Rodrigues
Ferreira e Luciana Francelina da Anunciação.
Antonio Vicente Ferreira, nascido em 13 de junho de 1862, em Leopoldina, era
irmão de Augusta Esméria Rodrigues. Casou-se com Ana José Rodriguez a 10 de abril de
1875 na Capela N. S. Dores Monte Alegre do Rio Pomba, atual distrito de Itapirussu. Ana
José Rodriguez, nascida a 01.08.1858, em Leopoldina, era filha de José Rodrigues
Carneiro Ferreira e Mariana Esméria de Sena.
A bisavó paterna de Nízia, Mariana Flausina Ferreira Neto, era filha de José Inacio
da Silva e Maria Felicidade. Mas, é através de seus bisavós maternos que podemos
identificar uma longa ascendência vinculada aos povoadores do centro de Minas, de onde
vieram os primeiros habitantes livres do Feijão Cru.
Vicente Rodrigues Ferreira era filho de Bento Rodrigues Gomes e Ângela Joaquina
de Jesus, neto paterno de Bernardo Rodrigues e Teresa de Jesus. Sua esposa e prima
Luciana Francelina da Anunciação era filha de Antonio Rodrigues Gomes Filho e Mariana
Bernardina de São José, neta paterna de Antonio Rodrigues Gomes e Jacinta Rosa de
Jesus.
A bisavó Mariana Esméria de Sena era filha de João Gualberto Ferreira Brito e
Maria Venância de Almeida. Ver famílias Almeida Ramos e Ferreira Brito.
NOVA LEOPOLDINA, bairro

Este bairro surgiu na década de 1990 e está ao sul da BR 116, no ponto em que
esta rodovia corta o bairro Bela Vista, no trevo em direção à Muriaé. Compreende as ruas
Aloísio Soares Fajardo, Ary Vasconcelos Cunha, Dom Gerardo Ferreira Reis, Enéas
Lacerda França, Hélio Guimarães França, Ierecê Cunha Freira, José Paulo Batista
Lupatini e Silvio Vitói.
ODETE DA SILVA, rua

(José Arruda) – Começa na rua Estela de Melo.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
OLDEMAR MONTENARI, rua

(Bela Vista) – Foi através da lei nº 1.217, de 20.10.77, que esta via recebeu a atual
denominação. No mapa do loteamento do bairro ela esta identificada como rua nº 05. Tem
seu início na rua José Ferraz e finda na rua Antenor Ribeiro dos Reis.
Oldemar foi barbeiro (salão Bijou), comerciante e espírita. Era um cidadão de vida
simples e extremamente dedicado à assistência aos mais carentes. Em agosto de 1975
criou, em conjunto com Aloisio Soares Fajardo, a Sopa da Fraternidade, que leva o seu
nome, vinculada ao Centro Espírita Amor ao Próximo.
No dizer de Mário de Freitas, em “Leopoldina do Meu Tempo”, Oldemar Montenari
“não fez outra coisa senão amar os seus semelhantes. O seu coração sempre este
voltado para os deserdados da fortuna.”
OLGA BARBOSA LADEIRA, rua

(Centro) – A denominação deste logradouro público surgiu com a lei nº 2410, de 10.06.92.
Esta rua tem início na rua Cândida Ladeira e finda próximo à escada que dá acesso ao
bairro Pirineus.
OLÍMPIO MOURÃO FILHO, GENERAL, rua

(Pirineus) - Começa na praça Alípio Assunção. A lei nº 808, de 09.08.1972, diz que “fica
denominada rua general Olímpio Mourão Filho a via pública, sem denominação, que
partindo da praça Alípio Assunção, contorna todo o bairro Santa Tereza. até o loteamento
do bairro Esteves.”
General Mourão Filho destacou-se por ocasião do movimento de 1964.
OLIVIER FAJARDO, CORONEL, rua

(Centro) – Liga a rua Ribeiro Junqueira à rua José Peres. Foi a lei nº 414, de 30.11.1961,
que alterou o nome da antiga rua Piacatuba para Coronel Olivier Fajardo. Consta que esta
rua teria recebido, anteriormente, a denominação de Piedade, que foi o primeiro nome do
distrito de Piacatuba.
Olivier Fajardo de Paiva Campos era filho do cel. Joaquim Fajardo de Mello
Campos e Guilhermina B. de Mello Campos. Nasceu em 1883 na fazenda São Pedro,
pertencente a seu avô materno, Francisco Esmério de Paiva Campos, localizada no
distrito de Piedade – atual Piacatuba. Foi criado na fazenda Santa Cruz, também em
Piedade, de propriedade de seus pais, capitão José Fajardo de Mello Campos – cap.
Zeca – e Maria Esmério Campos – D. Sinhá. Anteriormente, a faz. Santa Cruz pertencera
a seu bisavô, Joaquim Honório de Campos – Barão do Rio Pardo. Cursou as primeiras
letras no Colégio Rezende, na sede do distrito e fez o curso de humanidades no
Gimnásyo Mineiro, em Barbacena. Era o primogênito de treze irmãos. Os outros eram:
José - Zezé, casado com sua prima Robertina Almada - Neném; Esmeraldina - Nhánhá,
casada em 1ªs núpcias com Epiphanio de Souza Campos e, depois, com Lindolpho
Barbosa; Américo - Meméco, casado com América Barbosa - Meméca; Octacílio - Nem,
casado com Carolina Barbosa - Catita; Hildebrando - Bande, casado com sua prima Alzira
Barbosa Fajardo; Waldemar - Nhônhô, casado com Maria do Carmo Barbosa - Marocas;
Nephitaly - Tazinho, casado com Olinta Barbosa; Dermeval, casado com sua prima Maria
da Conceição Fajardo - Bilia e, após o falecimento desta, com América Barbosa;
Deuziana, casada com Waldemar Barbosa - Valinho; Maria, casada com Henock
Fonseca; Francisco - Chichico, casado a primeira vez com Lélia Vargas e, a segunda,
com Áurea Vieira; e, a caçula, Dalva, casada com seu primo Joaquim Fajardo de
Campos.
Olivier casou-se, em 25 de fevereiro de 1905 com sua prima Oziêta Fajardo, filha
do coronel Joaquim Fajardo de Mello Campos. Foi capitão da 2ª Cia. do 797º Batalhão de
126

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Infantaria da Guarda Nacional por decreto assinado pelo presidente da república,
Wenceslau Braz, em 25 de abril de 1914. Elegeu-se pela primeira vez, em 1915, como
vereador especial pelo distrito da cidade sob a sigla do extinto Partido Republicano
Mineiro - PRM.
Faleceu no dia 19 de novembro de 1961, quando em visita a seus sobrinhos na
fazenda Santa Cruz, no distrito de Piacatuba.
OLYNTHO GONÇALVES NETTO, rua

(Mina de Ouro) – Liga a rua Professor José Lintz à rua Monsenhor Elias Matos. Sua
denominação foi dada pela lei nº 1.784, de 07.03.86, de autoria do vereador Darcy Luiz V.
Resende.
Olyntho Gonçalves Netto nasceu em 04.03.1901 e faleceu em 03.02.86. Era filho
de Elisa Martins Neto e João Ventura Gonçalves Neto. Estudou e residiu na colônia
Constança, foi proprietário rural no bairro da Onça e aposentou-se como funcionário
público Federal. Sempre militou na política e foi um dos fundadores do Partido
Republicano de Leopoldina.
Seu pai, João Ventura Gonçalves Neto, auxiliar do administrador da colônia
Constança, foi juiz de paz em Leopoldina e era filho de Pedro Gonçalves Neto e
Maximiana Ferreira de Almeida. Seus avós paternos foram João Gonçalves Neto e
Mariana Flauzina de Almeida, filha do lendário Manoel Antônio de Almeida. A avó materna
de João Ventura Gonçalves Neto era Messias Esméria de Almeida, irmã de sua avó
paterna. Por parte de seu avô materno, João Rodrigues Ferreira Brito, também descendia
dos primeiros povoadores de Leopoldina. Na sua ascendência, no século XVII,
chegaremos a João de Almeida, natural da Freguesia do Espírito Santo, Óbidos, Lisboa,
Portugal e a Francisco de Oliveira Braga, outro desbravador português.
A mãe de Olyntho, Elisa Martins era filha de João Rodrigues Martins e Teresa
Vargas, também de família de povoadores de Leopoldina, já que seu pai era bisneto do
mesmo Manoel Antônio de Almeida.
Olyntho era casado com Mariana Rodrigues de Oliveira e deixou os filhos: Ely, Elói
(ambos, ex-vereadores na cidade) e Elisa. Mariana era filha de Antônio Augusto
Rodrigues e Maria Antônia de Oliveira. Antonio Augusto Rodrigues, por sua vez, tem seus
ascendentes relacionados em Nestor Augusto Rodrigues, já citado e, Maria Antônia
Oliveira Rodrigues, era filha de Antonio Justino de Oliveira e Ignácia de Almeida Oliveira.
OMAR BARBOSA, rua

(São Luiz) – Começa na travessa da Criança, entre as ruas Ranulfo Matola e Santa Luzia.
Omar foi comerciante no ramo de combustíveis, Posto Gebar, que funcionou nas
proximidades da igreja de Santo Antonio, no bairro da Onça.
OMAR JUNQUEIRA BASTOS, DOUTOR, rua

(Fábrica) – A lei nº 1.380, 04.10.79, dá denominação a esta via pública, aberta pela
Prefeitura, que se inicia na rua Vinte e Sete de Abril vai até a rua Clóvis Junqueira Bastos,
próximo ao córrego Feijão Cru.
Dr. Omar era dentista, filho de Francisco de Andrade Bastos (Chico Bastos) e foi
casado com Arlete Bastos, nomes já citados anteriormente como logradouros da cidade.
OMAR RESENDE PERES, rua

(São Cristóvão) – É a via paralela à BR-116. A lei nº 907, de 04.07.1973, dá denominação
de Omar Resende Peres à via pública que no mapa do loteamento, modificado pela lei nº
1117, de 12/03/76, do bairro Bela Vista, leva o nome de rua R.

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De tradicional família de fazendeiros e comerciantes, Omar destacou-se, também,
como político. E foi durante uma campanha na qual concorria ao cargo de prefeito da
cidade que ele veio a falecer, em 1961, em Tebas, vítima de um acidente com seu avião.
Omar Peres é também nome de rua em Tebas, local de origem de sua esposa
Maria Amália.
ONÇA, bairro

O bairro da Onça herdou o seu nome da antiga fazenda de mesmo nome.
No Registro de Terras de 1856 consta que a fazenda da Onça pertencia a Manoel
Lopes da Rocha e José Lopes da Rocha, que adquiriram parte da fazenda formada por
Bernardino José Machado. Os vizinhos da fazenda da Onça eram, pela ordem citada nos
registros, Maria do Carmo Monteiro de Barros, Joaquim Antônio de Almeida Gama,
Antônio José Monteiro de Barros, Manoel Rodrigues da Silva (fazenda Pury), José
Augusto Monteiro de Barros, Manoel Joaquim Thebas, Carlos de Assis Pereira, João
Ribeiro, Manoel Antônio de Almeida, Antônio José Pinto de Almeida e Felisberto da Silva
Gonçalves.
O bairro compreende as terras que ficam nas margens da rodovia BR-116, a partir
do posto fiscal da Polícia Rodoviária Federal até as terras da antiga fazenda Pury, origem
de parte da família Rodrigues, logo após a entrada para o bairro da Boa Sorte.
Sobre o seu passado localizamos no O Leopoldinense, de 02.04.1882, a notícia de
que o empresário Gonçalves (Francisco Gonçalves da Rocha Andrade) ficou responsável
pelo preparo das raias para a corrida de cavalos, na Onça. A notícia diz, inclusive, que
seriam plantadas palmeiras nas margens da raia. O Leopoldinense, de 30.04.1882,
completa dizendo que “todos os cavaleiros de bom tom, da sociedade de Leopoldina,
advogam esta idéia”.
Ainda no O Leopoldinense, 25.05.1882 encontramos a notícia de que no dia 21 de
maio daquele ano “no arrabalde da Onça, ocorreu o ensaio das corridas de cavalo que
efetuarão no próximo dia 25 de junho”. E é do mesmo jornal a informação de que José
Jeronymo de Mesquita (filho do Barão de Mesquita, dono da fazenda Paraíso), Otávio
Otoni e o Capitão Santa Maria, foram alguns dos promotores da corrida de cavalos, na
Onça.

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José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Como curiosidade, registre-se que pela lei nº 936, de 17.10.1973, ficou
denominada Carlos de Almeida a escola singular rural municipal, situada no bairro da
Onça, ao lado da igreja de Santo Antonio.
OPTATO LACERDA FRANÇA, rua

(Fátima) – Foi lei nº 892, de 15.05.1973, que deu a denominação de rua Optato Lacerda
França à via pública que começa na rua Vinte e Sete de Abril e termina próximo ao
córrego Feijão Cru, no bairro de Fátima, sendo a segunda paralela à av. Getúlio Vargas,
pelo lado esquerdo.
Optato, carinhosamente tratado por “Tatinho”, era irmão, dentre outros, do exprefeito Osmar Lacerda França, o “Liliu”. Foi casado com Filomena Lammoglia, filha de
Antonio Lammoglia e Margareta Lorenzeto, nascida 29.08.1912. O Sr. Tatinho era filho de
Manoel Bruno Viana França e Maria Augusta Rodrigues Lacerda, já citados. Possuía uma
farmácia na rua Cotegipe, na frente de sua casa de residência. D. Filó foi professora no
Grupo Escolar Botelho Reis.
ORIEL BARBOSA, rua

(Vale do Sol) – O nome desta rua surgiu com a lei nº 3.458, de 09.10.2002.
ORLANDO MONTEIRO LEITE, rua

(Centro) – Começa na rua Francisco de Andrade Bastos, junto ao Feijão Cru e segue na
direção da avenida Getúlio Vargas, pela margem esquerda do córrego.
Orlando Leite era comerciante, proprietário do bar e sorveteria Americana,
tradicional na rua Cotegipe.
ORMEU JUNQUEIRA BOTELHO, DOUTOR, estrada, praça e rua

Estrada - Ver em Antigos Logradouros, BR-120.
Praça - (Catedral) – Segundo a publicação “Roteiro Turístico de Leopoldina”, esta praça
foi inaugurada em 13.03.1997, em homenagem ao centenário do Dr. Ormeu.
Rua - (Rosário) – Liga a rua Lindolfo Pinheiro à praça São José. Sua denominação atual
ocorreu a partir da lei nº 2538, de 09.09.93.
Dr. Ormeu era engenheiro civil e realizou inúmeras obras na cidade. Fazendeiro de
grande visão, era proprietário da fazenda Laranjeiras e participou da fundação da
Associação Rural de Leopoldina e dirigiu a Cooperativa dos Produtores de Leite, além de
ter ajudado na criação da exposição agropecuária. Como industrial, foi pioneiro no setor
têxtil e presidiu durante muito tempo a Cia Força e Luz Cataguases-Leopoldina. É
fundador é foi dirigente do Orfanato Lenita Junqueira, administrou a Casa de Caridade
Leopoldinense (Hospital). Segundo a Cia Força e Luz o Dr. Ormeu foi o fundador da
empresa. Registros existente em Piacatuba informam que Antônio Maurício Barbosa
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Nossas Ruas, Nossa Gente
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cedeu ao Dr. Ormeu, as terras no entorno da barra do ribeirão São João no rio Novo para
a construção da Usina.
OSCAR MACHADO, rua

(Centro) – A lei nº 1105, de 20.11.75, dá denominação de rua Oscar Machado à via
pública que vai da rua da Floresta (atual Francisco de Andrade Bastos), em sentido
perpendicular, demandando a av. Getúlio Vargas, margeando o Feijão Cru pelo lado
direito. Tal via tem início antes da ponte sobre o referido riacho, do lado esquerdo da rua
Floresta, no sentido Manoel Lobato - av. Getúlio Vargas.
Oscar Machado foi protético durante muitos anos, em Leopoldina.
OSMAR DE ALMEIDA, rua

(Eldorado) – A lei nº 2546, de 27.09.1993 e a lei nº 2856, de 22.08.96, dão denominação à
via pública do município de Leopoldina que no mapa do loteamento do bairro encontra-se
identificada como rua G e tem seu início na rua Elias Veiga.
Osmar era um dos comerciantes que possuíam box no antigo mercado municipal.
OSÓRIO, GENERAL, praça

Antigas fotografias da Praça

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Nossas Ruas, Nossa Gente
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(Centro) - A praça General Osório é o antigo largo da Estação. Ali ficava, entre esta praça
e a praça João XXIII, a Estação da Estrada de Ferro Leopoldina. Com a retirada dos
trilhos e da estação da Leopoldina e a demolição do antigo hotel Gomes (local onde estão
os prédios do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal) a praça foi ampliada e
interligada à praça Recreio (Leão XXIII), segundo Luiz Eugênio Botelho em “Leopoldina
de Hoje e de Ontem”.
Osório foi herói das campanhas paraguaias.
OSWALDO VIEIRA, DOUTOR, rua

(Centro) – Começa na praça Professor Ângelo. É a subida para a Catedral. No seu início
está a igreja de São Pedro, que já se chamou igreja de Nossa Senhora da Soledade,
quando foi construída pelo Professor Ângelo.
Dr. Oswaldo Christovam Vieira nasceu em 25.07.1900. Foi professor da faculdade
de Odontologia de Leopoldina e um dos médicos mais destacados da cidade. Faleceu em
10.11.1957. Clinicou durante 21 anos. Foi fazendeiro, professor, vereador e o primeiro
presidente do Asilo Santo Antonio. Exerceu o cargo de prefeito no período de 29.11.45 a
04.01.47.
OTONIEL BARBOSA, vila

(Centro) – Fica na rua das Flores, no terreno da casa onde morou Otoniel. A lei nº 653, de
31.07.1968, deu nome de vila Otoniel Resende ao conjunto de casas residenciais
existentes entre os números 97 e 121 da rua das Flores.
Otoniel foi funcionário da Cia Força e Luz Cataguases Leopoldina.
OTTO LACERDA FRANÇA, rua

(Jardim Bandeirantes) – Liga a rua do Contorno à rua João Malaquias. Seu nome surgiu
com a lei nº 1181, de 13.05.77. No mapa do loteamento encontra-se denominada como
rua A.
Otto era mais um dos irmãos do ex-prefeito Osmar Lacerda França, Liliu. Durante
muito tempo trabalhou no Banco Ribeiro Junqueira, onde chegou ao posto de gerente e
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Nossas Ruas, Nossa Gente
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presidiu o Ribeiro Junqueira Sport Clube. Era casado com D. Arminda e é pai do professor
Sérgio França.
PACÍFICO ROCHA, rua

(Jardim Bela Vista) – Foi através da lei nº 3.305, de 15.09.2000 que se deu denominação
a esta via pública que, no mapa do loteamento encontra-se identificada como rua 02, tem
seu inicio na av. dos Expedicionários e finda na rua Anderson Pereira Bela.
PAULINO RODRIGUES, CAPITÃO, rua

(Rosário) – Liga as ruas Dr. Ormeu Junqueira Botelho à Paulo Afonso de Matos.
Paulino Augusto Rodrigues era filho de João Rodrigues da Silva e Mariana
Rodrigues de Moraes, proprietários da fazenda Puri. Nasceu em 14.12.1870,
provavelmente na fazenda dos pais, onde está hoje o sítio Puris, na BR-116, km 776, no
bairro da Onça. Em 1909 Paulino adquiriu a fazenda Bela Aurora, conhecida como
fazenda do Banco, na antiga estrada para Piacatuba. Foi, ainda, proprietário de mais de
três dezenas de casas espalhadas pela cidade, principalmente no bairro do Rosário.
Casou-se, em primeiras núpcias, em 21.02.1891, com sua prima Umbelina Cândida
Rodrigues e, em segundas, com Maria José Lacerda (Zezeca). Dos dois casamentos
deixou 16 filhos e uma enorme descendência, boa parte dela residindo ainda na cidade.
Durante toda a vida Paulino foi sempre um apoio e elo de ligação da família. Exerceu os
cargos de delegado de polícia substituto e juiz de paz.
PAULO, SÃO, rua

(Eldorado) – A lei nº 2420, de 13.08.92, dá denominação de rua São Paulo à via pública
desta cidade que tem seu início na rua Cel. João Lau e finda próximo a um barranco na
mesma rua.
Quanto ao homenageado, o livro “O Santo do Dia”, de Dom Servilio Conti, I.M.C.,
Editora Vozes, 3ª Edição - 1986, diz que a liturgia romana sempre reuniu os apóstolos
Pedro e Paulo numa só solenidade, em 29 de junho, por considerá-los os fundadores da
Igreja Romana. Paulo nasceu provavelmente nos primeiros anos da era cristã, em Tarso
da Cilícia, hoje ocupada pela Turquia. Embora judeu, a Paulo se atribui o título de cidadão
romano, talvez por privilégio anexo à cidade de Tarso. Usava um nome judeu, Saulo e
outro romano, Paulo, com o qual foi melhor conhecido. Recebeu sólida formação nas
Sagradas Escrituras e nos métodos da tradição dos rabinos. Perseguiu a comunidade
cristã. Posteriormente converteu-se ao cristianismo. No ano 67, foi preso pelos homens
do imperador Nero e condenado por seguir a religião ilegal. Foi morto e decapitado. O
papel de Paulo na igreja primitiva foi de transcendental relevo. Além de ter fundado as
melhores comunidades cristãs no mundo helênico, que foram o esteio da expansão do
Cristianismo na Ásia Menor, Paulo foi o grande teólogo que tentou elaborar uma síntese
doutrinária do mistério de Cristo.
PAULO AFONSO DO VALLE, rua

(São Sebastião) – A lei nº 2.997, de 19.12.97, dá denominação de rua à via pública que
tem início na av. dos Expedicionários e finda na rua dos Britos.
PAULO AFONSO GONÇALVES DE MATOS, rua

(Dona Euzébia) – A denominação desta rua se deu pela lei nº 3.085, de 22.10.98. Ela tem
seu início na rua Lindolfo Pinheiro e finda na rua Paulino Rodrigues.
Paulo Afonso era filho de Afonso Teixeira de Matos e Cecília Gonçalves de Matos.
Foi bancário e comerciante durante muito tempo. Faleceu em 21.11.1984. Seu pai é,
também, nome de rua da cidade.
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José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
PAULO SÉRGIO RESENDE, rua

(Joaquim Custódio Guimarães) – A lei nº 1998, de 15.09.88, dá denominação a esta rua.
No mapa do loteamento encontra-se identificada como rua F. Tem seu início na praça
Júlio Barbosa e finda na rua João Batista Alvim.
Paulo Sérgio de Melo Rezende, filho de Expedito Vieira de Rezende e Suzete
Tereza era caminhoneiro e faleceu a 30.03.1988, aos 25 anos.
PEDRO, SÃO, bairro e rua

Bairro - É citado na lei nº 475, de 28.05.1963, que dá nome à rua Antonio Fernandes
Valentim. Por esta indicação, ele se confunde com o atual bairro Caiçara.
Rua – Fica no bairro da Mina de Ouro. Liga a rua Professor José Lintz à Sebastião
Pereira Bella.
O nome de São Pedro é também lembrado numa capela que fica no início da rua
Oswaldo C. Vieira, capela esta que já foi consagrada a Nossa Senhora da Piedade ou, da
Soledade.
PEDRO ARANTES, DOUTOR, rua

(Esteves) – Liga a rua Nicolau Esteves à praça Heber Pereira Sales. Seu nome surgiu
com a lei nº 1575, cujo projeto foi apresentado em 17.09.82 pelo vereador Naylor Harley
R. Domingues.
Pedro Ribeiro Arantes nasceu a 15.06.1889 na cidade de Resende (RJ) e faleceu
em Leopoldina no dia 08.02.64. Filho de José Wenceslau de Souza Arantes e Maria
Generosa Ribeiro, casou-se com Áurea Spínola. Formou-se em odontologia pela
Faculdade do Rio de Janeiro e exerceu essa profissão durante muitos anos em
Leopoldina. Lecionou no Colégio Leopoldinense e na Faculdade de Odontologia e
Farmácia da cidade. Foi vice-diretor e inspetor Federal do mesmo educandário. Exerceu
os cargos de delegado de polícia, vereador, presidente da câmara e prefeito. Participou
da criação do Esporte Clube Ribeiro Junqueira, do Rotary Clube de Leopoldina e da
Rádio Sociedade Leopoldina.
PEDRO BRITO NETTO, bairro

É um bairro relativamente novo, que surgiu entre a Quinta Residência e a BR-116.
Seu acesso principal é pela rua Nossa Senhora Aparecida. A lei nº 2550, de 30.09.93,
autoriza o Executivo Municipal a efetuar loteamento com esta denominação.
Abrange, dentre outras, as ruas Ângelo Coli, Mons. Guilherme de Oliveira, José
Evangelista Guedes, José Rodrigues Werneck, Lourenço Euzébio Augusto, Luiz Torres
Barcelos, Luzia Bonin, Newton Barbosa e praça Waldemar Tavares de Lacerda.
Seu nome é uma homenagem ao sogro do atual prefeito, José Roberto de Oliveira.
Pedro Brito Netto é filho de Gastão Ferreira Brito e Ana Leodina Gonçalves Neto.
Pelo lado paterno, é neto de João Ventura Ferreira Brito e Georgina Pereira Werneck.
Pelo materno, de Pedro Gonçalves Neto e Ana Esméria de Almeida.
PEDRO CÉSAR DE SOUZA BASTOS, DOUTOR, rua

(Chico Bastos) - A lei nº 1.514, de 06.08.81 diz ser este o nome da rua que parte da rua
Francisco Andrade Bastos, vai até os lotes da quadra F e está localizada no mapa do
loteamento entre as quadras D e E.
PEDRO MATOLA, avenida

(São Luiz) – Segundo o projeto que lhe deu o nome, é a via paralela ao leito da BR-116, á
esquerda de quem segue no sentido do Rio de Janeiro. Inicia próximo à entrada do bairro
São Luiz indo até o final do posto do Mário Matola. Sua denominação oficial ocorreu a
partir da lei nº 3.172, de 19.08.99.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Pedro Matola nasceu em Leopoldina no dia 28 de novembro de 1926, filho de de
Ranulfo Matola Miranda e Honorina Pacheco Moraes. Pedro casou-se com Léa Barbosa,
com quem teve os filhos Silma Jorgete, Siula Cristina, Pedro Júnior, Rogério e Silmara.
Foi Fiscal do Transporte Coletivo do DNER e faleceu em Leopoldina a 27 de maio de
1990.
PEDRO II, DOM, travessa

(Centro) – Liga a rua Cotegipe à rua Presidente Carlos Luz.
A grande referência histórica desta travessa é o fato de que na sua esquina com a
rua Cotegipe está a antiga casa onde almoçou o imperador em sua visita à cidade.
Pedro Carrano de Albuquerque, em “Encontro com os Ancestrais”, informa que o
Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula
Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, o segundo imperador do Brasil, nasceu no Paço Imperial,
no Rio de Janeiro, em 02.12.1823 e faleceu em Paris, em 05.12.1891. Governou o país
de 1831 a 1889, quando foi proclamada a República. Em 1840 foi declarado maior e
coroado rei. E, em 1843, casou-se com a princesa Teresa Cristina Maria, filha de
Francisco I, rei das Duas Cecílias.
O nome da travessa lembra a visita do Imperador à cidade, em 30.04.1881, onde
ele almoçou e esteve hospedado por um curto período, numa casa que fica na rua
Cotegipe, na esquina com a travessa Pedro II.

Sobre esta visita o jornal O Leopoldinense, de 21.04.1881, diz que para ela o
banquete foi oferecido pelo Restaurante Carceler. Para alojamento, foi cedida a elegante
e vastíssima residência do Dr. F. P. Fernandes.
O mesmo jornal, de 24.04.1881, informa que Suas Majestades ficarão no Pantano,
dia 28; no dia 29 almoçarão em Pirapetinga, seguindo logo depois para São Geraldo,
donde voltarão para pernoitarem na fazenda dos Doutores Cesário Alvim e irmão. No dia
seguinte (30.04.1881), de volta de Ubá, almoçarão nesta cidade seguindo no mesmo dia
para Porto Novo com destino à Côrte.
O Leopoldinense de 01.05.1881 diz que D. Pedro chegou às 11:25 horas na
plataforma da estação e foi recebida pelas comissões nomeadas pelo Club Agrícola e
Irmandade do Santíssimo. A comissão do Club Agrícola era composta dos srs. Barão de
Leopoldina e Cel. Joaquim Antonio de Almeida Gama, oficiais da Guarda Nacional do 37º
batalhão, vice-cônsul de Portugal, Conselheiro José Caetano de Andrade Pinto,
Monsenhor José Augusto, etc. Depois do almoço sua Majestade, acompanhada do
Deputado Geral Antonio Alvares de Abreu e Silva, dos diretores da Estrada de Ferro e
outros, visitou o Colégio N. S. do Amparo, a cadeia e a Câmara. Da rua Municipal
seguiram para a Matriz, onde rezaram e voltaram à agência da Estrada de Ferro. Às
13:55 h a comitiva partiu para Porto Novo, chegando ao Rio de Janeiro às 23:40 horas.

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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
PERCILIANO DE OLIVEIRA, rua

(Fábrica) - Ver rua COSTA MONTES.
PEREIRA, vila

(Centro) – Fica na rua das Flores em terreno que pertence à família Pereira.
PETRINA GOMES MACHADO, rua

(Vale do Sol) – A lei nº 3.318, de 06.11.2000, dá denominação à via que no mapa do
loteamento está como rua E. Esta via tem seu início na rua José Pinto da Silva e finda na
rua H.
Quanto à homenageada sabemos que nasceu na Lajinha, em 29.06.1907 e
faleceu a 18.04.1988, em Leopoldina. Era filha de Manoel Caetano Gomes e Gabriela
Monteiro Lobo. Casou-se com Otávio Machado de Carvalho, filho de Horácio Machado
Dias e Edwiges Cristina de Castro, em 15.05.1930. Foi servidora pública e trabalhou na
Biblioteca Pública Municipal. Deixou 11 filhos, entre eles, Consuelo Machado de Carvalho,
autora do livro “Genealogia das Famílias Caetano Gomes e Monteiro Lobo, 1900-2000”.
PINGUDA, bairro

É o bairro que se desenvolve nas margens da estrada que segue para o distrito de
Providência. Abrange, dentre outras, as ruas Antonio Lima dos Reis, Francisco Queiroga e
João Vicente Locha.
PIO XII, praça

(Catedral) – Fica ao lado da Catedral. Nela está o palácio Episcopal (sede da Diocese).
Até o final dos anos de 1950, junto ao palácio funcionava a redação do jornal O
Leopoldinense.

Pio XII foi o Papa que criou a Diocese de Leopoldina, conforme bula “Quae Ad
Majus”, de 27.03.1942.
PIRINEUS, bairro

A Gazeta de 22.08.1911 fala na caixa d’água no morro da forca e de uma cerca
construída nas Tabocas, por Adão Pereira Rodrigues, que impedia o trânsito e acesso à
mina. O Leopoldinense, de 02.06.1895 diz que o morro da Forca vai ter um reservatório
d’água. Abrange, além de outros logradouros, a praça Alípio Assunção, as ruas Castro
Alves, Cipriano Pereira Baia, Fernando Novais de Oliveira, Gustavo Monteiro de Castro,
Leonor Baia, Maçonaria, Milton Ramos Pinto, Tufic Jorge e São Vicente de Paulo.
Ver, ainda, Forca e Tabocas em Antigos Logradouros.
PLÓBIO CORTES DE PAULA, rua

(Centro) – Começa na praça General Osório e vai terminar na rua Padre Júlio. Antes de
receber este nome, esta via fazia parte da rua Santa Filomena. Foi a lei nº 915, de
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

11.07.1973, que deu nome de “Plóbio Cortes de Paula, à via pública que, partindo da
praça General Osório, vai até à rua Padre Júlio.”
Plóbio foi comerciante na cidade durante muitos anos e seu estabelecimento
comercial ficava na esquina da praça General Osório com rua que recebeu o seu nome.
POMPÍLIO GUIMARÃES, rua

(Fábrica) – Liga a rua Vinte e Sete de Abril à avenida Getúlio Vargas.
Dr. Pompílio nasceu em 31.10.1895 e era filho do farmacêutico Martinho de
Campos Guimarães e de Ercília Furtado Guimarães. Era farmacêutico, professor da
faculdade de Odontologia de Leopoldina e médico conceituado na cidade. Exerceu os
cargos de conselheiro municipal e prefeito interino. Faleceu em 31.08.1936. Escreveu,
dentre outros, os livros “Nomenclatura Química” e Química Orgânica”.
O jornal O Guarará, de 14.07.39, menciona Martinho de Campos Guimarães como
tendo sido um dos primeiros farmacêuticos de Maripá de Minas. Diz a nota, inclusive, que
ele prestou relevantes serviços à comunidade. Não se encontrou maiores detalhes sobre
a vida deste senhor em Maripá mas é bem provável que seja ele o pai do Dr. Pompílio,
que depois de morar em Maripá teria vindo fixar residência em Leopoldina.
POPULAR, bairro

É um bairro novo e abrange, dentre outras, as ruas Afonso Teixeira de Matos,
Ângela Lopes de Almeida, Derneval Vargas, Erasto Antunes de Oliveira, José Policiano da
Silva e Mauro Carvalho do Vale. Fica na margem esquerda da BR-116, Rio-Bahia, em
frente à usina da Cooperativa de Leite – LAC.
PRAÇA DA BANDEIRA, bairro

Este bairro é composto das ruas que ficam nas proximidades da antiga praça da
Bandeira que, a partir da lei nº 637, de 29.03.1968, passou a chamar-se praça Zequinha
Reis. Dentre estas destacamos as ruas Benedito Valadares, Gustavo Barbosa Miranda,
Marechal Deodoro, Joaquim Murtinho, Murilo Rodrigues Pinto, Durval Bastos, Honório
Rodrigues Lacerda e Emília Levasser Rocha.

A praça da Bandeira foi construída na década de 1950, no governo do prefeito
Newton Monteiro de Barros e seu nome vem do fato de que ali eram hasteadas bandeiras
em datas cívicas.
Na década de 1960 sobressaiam ali o armazém São José (que deu origem ao
Supermercado Lacerdão), o armazém Centenário (do José de Oliveira Vargas), a padaria
Marino, a farmácia do Mory Baptista e o armazém do Zequita.
QUINTA RESIDÊNCIA, bairro

Nas proximidades do encontro das ruas Alan Kardeck e Antonio Fernandes
Valentim foi instalada a base do Departamento Estadual de Rodagem em Leopoldina, a 5ª
Residência. Pelo grande movimento que provocava, não tardou muito e o lugar passou a
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José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

ser referido como 5ª Residência. No local onde ficava a sede do DER existia um campo
de futebol.
Abrange as ruas Alan Kardeck, N. S. Aparecida, Antonio Fernandes Valentim e
suas transversais.
RAFAEL GORRADO, avenida

(Jardim Bandeirantes) – Liga a rua Otto Lacerda França à rua Sidney Francino de São
José. Seu nome surgiu com a lei nº 1083, de 06.06.75
RAMOS, vila

(Centro) – Ver Etelvina Ramos.
RANULFO MATOLA MIRANDA, rua

(São Luiz) – Começa na BR-116, em frente ao posto fiscal da Polícia Rodoviária Federal,
ao lado do depósito de refrigerantes. Durante um curto período, em razão da lei nº 867,
de 24.01.1973, o nome de Ranulfo Matola Miranda designou a atual rua das Flores. Mas
logo esta lei foi revogada. A lei nº 799, de 27.04.72, alterou “para José Maurício uma
travessa que recebeu o nome de Ranulfo Matola”.
Ranulfo descendia de Antonio Justiniano Matola de Miranda. Foi industrial (olaria e
cerâmica), sitiante, delegado municipal de polícia e vereador. Ranulfo era casado com
Honorina Pacheco Moraes, filha de Pedro Pacheco de Carvalho e Manoela Moraes, que
se instalou no lote 62 da Colônia Constança, em dezembro de 1911.
Ranulfo Matola era pai, dentre outros, de Pedro Matola, também homenageado
com nome de rua da cidade.
RAPHAEL DOMINGUES, rua

(Fátima) – Liga a rua Farmacêutico Durval Bastos à rua Gentil Pacheco de Melo. Seu
nome surgiu com a lei nº 482, de 26.07.1963 que dizia tratar-se de uma via pública, sem
nome, que ligava a estrada de Providência à rua Vinte e Sete de Abril.
Raphael Domingues nasceu 21 de janeiro de 1863 na Vila de Gondar, distrito de
Caminha, Minho, Portugal filho de Domingos José Domingues e Josefa Rosa. Casou-se
com Idalina Gomes, também nome de logradouro. O casal teve 12 filhos, destacando-se
entre eles outro homenageado, o Dr. José Gomes Domingues. Uma de suas filhas, Maria
de Lourdes Gomes Domingues, casada com Geraldo Rosa, é a mãe de Luiz Raphael
Domingues Rosa, diretor do Espaço dos Anjos, do Dr. Maurício Domingues Rosa e das
professoras Ângela Maria e de Maria Beatriz.
Rafael Domingues foi comerciante muito conhecido na cidade. Sua casa de
comércio ficava na praça General Osório, esquina com a rua Plóbio Cortes de Paula.
RAPHAEL IENNACO, rua

(Maria Guimarães França) – Começa na rua Castro Alves e termina na rua Maria Cândida
Fajardo Lamoglia. A lei nº 940, de 17.10.1973, deu nome de rua Raphael Iennaco à via
pública que no bairro dos Pirineus, está denominada no mapa como rua 6, quadra B. A lei
nº 1131, de 12.05.76, diz que fica denominada rua, a via pública situada no local onde
estão construídas as casas populares da COHAB – MG e que no mapa do loteamento
encontra-se identificada como rua C.
Raphael era filho de Lourenço Iennaco e irmão de Vicente Iennaco, ambos
homenageados com nomes em logradouros públicos da cidade. Foi casado com Juraci
Gesualdi, filha de Miguel Gesualdi, também homenageado em logradouro. Era
comerciante e, segundo consta, foi o fundador da Casa Emma.
Ver mais sobre a família, em Lourenço Iennaco.
REDENTOR, bairro
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Este bairro se confunde com o da Ventania. Por vezes é citado com Cristo
Redentor.
Cristo Redentor ou, Redentor, é o nome do morro que fica à esquerda de quem
chega à cidade pela av. Jehu Pinto de Faria.
O bairro abrange, dentre outras, as ruas Laert Araújo Mendonça, José Marazzi e o
final da rua Getomir Pereira Bela.
RENATO MONTEIRO JUNQUEIRA, rua

(São Cristóvão) – Liga a rua Nilo Colono dos Santos à rua Dr. Clóvis Salgado Gama. A
denominação desta rua ocorreu com a lei nº 1.280, de 28.08.78, que informa estar
localizada na margem direita do bairro Bela Vista. No mapa do loteamento encontra-se
identificada como rua 20.
RIBEIRO JUNQUEIRA, rua

(Centro) – Começa na praça General Osório e finda na praça José Pires, no início do
bairro Bela Vista. Antigamente esta rua chamava-se Campo Limpo. Teve seu nome
mudado pela lei nº 50, de 22.02.1949, possivelmente em função da mudança do nome do
distrito que a 27.12.1948 recebeu a denominação de Ribeiro Junqueira. Além disto, na
esquina desta rua, de frente para a praça General Osório, ficava a sede do Banco Ribeiro
Junqueira.
Luiz Eugênio Botelho, em “Leopoldina de Hoje e de Ontem” diz que “na
continuação dessa rua, que segue em direção ao bairro da Linha, vêem-se também
confortáveis prédios levantados com arte e gosto, possuindo jardins em suas entradas”.
O nome Ribeiro Junqueira é uma homenagem à família do Dr. José Monteiro
Ribeiro Junqueira, que presidiu a câmara municipal entre 1897 e 1902 e, a partir daí,
dominou a política local por vários anos.
Dr. Ribeiro Junqueira nasceu na fazenda Niagara, em Leopoldina, no dia 27.08.1871 e
faleceu em 14.05.1946, no Rio de Janeiro (RJ). Era casado com Helena de Andrade
Ribeiro Junqueira. Cursou direito em São Paulo. Colou grau em 1894 e no mesmo ano foi
eleito deputado pelo Sul de Minas e em 1898 reelegeu-se pela Zona da Mata. Elegeu-se
agente executivo de Leopoldina , em 1903. Nesse mesmo ano tornou-se deputado federal
por Minas Gerais, cargo para o qual foi reeleito seguidas vezes. Foi senador, Secretário
de Agricultura do Estado, um dos fundadores do Ginásio Leopodinense, da Casa de
Caridade, da Força e Luz, do Banco Ribeiro Junqueira e da Fábrica de Tecidos.
RICARDO COUTINHO, CAPITÃO, rua

(Jardim Bandeirantes) – Começa na rua Manoel Lacerda Leal e termina num beco que dá
acesso à rua Júlio Carrara. Sua denominação oficial surgiu com a lei 1638, de 22.09.83,
cuja autoria é do vereador Vicente Thomas Schettino.
O capitão Ricardo dos Reis Coutinho nasceu em Leopoldina no dia 03.04.1879. Era
filho de Moisés dos Reis Coutinho e de Josefa Maria de São José. Neto paterno de
Manoel Moisés dos Reis Coutinho e Maria Cândida de Jesus. Neto materno de Joaquim
Pereira Santiago Filho e Francisca Maria de Jesus. Seu bisavô Joaquim Pereira Santiago,
foi proprietário de 250 alqueires no Córrego de São Domingos, no então Curato de Bom
Jesus do Rio Pardo, atual Argirita. Seu avô materno, Joaquim Pereira Santiago Filho, foi
proprietário da fazenda Córrego das Três Barras, também em Argirita.
O capitão Ricardo era casado com Maria Cândida e deixou grande descendência
que, periodicamente se reúne. Foi proprietário da fazenda Campo Alegre e do sítio das
Palmeiras. Muito religioso, ajudou na construção da Catedral e do palácio Episcopal.
Faleceu em sua fazenda no dia 11.03.45.

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RITA DE ASSIS, praça

(Meia Laranja) – A lei nº 1.852, de 18.12.86, dá denominação de praça ao logradouro
público da cidade, ou seja, à praça projetada no Terminal Rodoviário, a ser construído
nesta cidade.
RITA GINA BARBOSA, rua

(Quinta Residência) – Começa na rua Alan Kardeck e termina na rua Coronel João Lau.
ROBERTO VIZANI YUNG, rua

(Bela Vista) – A lei nº 2093, de 09.06.89, dá denominação a esta via pública desta cidade.
No mapa do loteamento do bairro encontra-se identificada como rua 03. Tem seu início na
rua José Aragon Pinheiro e finda na rua João Teixeira de Moura Guimarães.
Roberto chegou à cidade como ator circense. Transformou-se em radialista.
Durante muitos anos apresentou um programa chamado “Rancho Fundo”, na ZYK-5,
Rádio Sociedade Leopoldina, emissora que chegou a dirigir. Foi taxista, presidiu a Liga
Esportiva Leopoldinense e elegeu-se vereador por mais de uma vez. Era geralmente
conhecido por seu nome artístico “Xamego”.
ROLANDO LADEIRA SALGADO, rua

(Bela Vista) – Liga a rua Wilson Berbari à rua João Teixeira de Moura Guimarães.
Esta rua recebeu este nome pela lei nº 885, de 15.05.1973, que diz tratar-se de
uma via pública que no mapa do loteamento do bairro Bela Vista está como rua L.
Rolando foi comerciante (bazar René) e incorporador do primeiro edifício de
apartamentos da cidade (Edifício Bazar René).
ROMUALDO JOAQUIM DE SOUZA, rua

(Fábrica) – Começa na rua Vinte e Sete de Abril. É um dos “becos da fábrica”, como eram
conhecidas estas transversais da rua Vinte e Sete de Abril. A lei nº 1941, de 14.12.87, diz
que passa a denominar-se rua Romualdo Joaquim de Souza a antiga rua José Gama, que
tem o seu início em frente ao nº 117 da rua Vinte e Sete de Abril e termina em um terreno
baldio. Ver José Gama em Antigos Logradouros.
Romualdo foi funcionário da Fábrica e morou numa das casas desta rua.
RONALDO MELÃO MACHADO, escadaria

(Jardim Bandeirantes) – A lei nº 1964, de 10.03.88, dá denominação à escadaria que
serve de ligação entre a rua Fajardo, próximo ao nº 122 e o bairro Jardim Bandeirantes.
ROSÁRIO, bairro e praça

Bairro - O bairro do Rosário compreende as ruas que ficam nas proximidades da igreja de
mesmo nome.
Praça - A praça do Rosário é o local por onde começou a cidade. Da praça saiam três
ruas: a Direita (atual Gabriel Magalhães), a do Rosário (atual Tiradentes) e a Riachuelo (a
que seguia para o Cemitério novo, atual Joaquim Ferreira Brito).

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Nossas Ruas, Nossa Gente
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Francisco de Paula Ferreira de Rezende explica que os limites do patrimônio de
São Sebastião, embora não pudesse precisar, “acreditava ser o Feijão Cru e um pequeno
lacrimal (córrego) que, vindo dos lados do cemitério velho, atravessa a rua do Rosário e,
depois de já estar junto com o corregozinho que passa pela Cadeia (atual Clube
Leopoldina), atravessa a rua Direita e vai entrar no Feijão Cru”. O mesmo autor se refere
à rua do Rosário quando fala do primeiro cemitério da cidade “situado no morro que ficava
para trás da rua do Rosário, na estrada que se estendia para os lados de Laranjal, Campo
Limpo e Vista Alegre”.
O Almanaque de 1887 informa que na rua do Rosário podem ser encontrados o
alferes Eugênio Botelho Falcão, suplente de delegado; o escrivão de órfãos sr. Antonio
Carlos da Costa Carvalho; o juiz de paz, Baldoino Teixeira Lopes Guimarães; os
advogados Francisco de Paula Ramos Horta e Eduardo de Almeida Magalhães; o
solicitador José de Souza Soares, filho e, o Hotel José Lúcio, de José Lúcio Gomes
A Gazeta de Leste, de 11.10.1890 diz que o primeiro quarteirão começa na casa de
negócios de Adrelino Pinheiro de Senna, propriedade de Valério Ribeiro de Rezende, pela
rua Riachuelo até a casa Ferreira Neto e Cia, na esquina do largo do Rosário.
Barroso Júnior diz que “em 1831, eleva-se aí a Casa do Rosário. O Primeiro
Centenário da cidade achou nesse mesmo local a Igreja da mesma devoção, belo reflexo
da devoção do padre José Maria Soleiro e José Ferreira Brito, o mesmo que edificou à
sua custa, o adro da Igreja Matriz. Nela sagrou com grande pompa S. Ex. Revma. Dom
Aristides de Araújo Porto, seu antigo vigário.

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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Como curiosidades sobre o primórdios do bairro do Rosário, anotamos algumas
informações localizadas em documentos antigos. No livro caixa, códice 232, fls 19,
22.01.1873, consta que Antonio Felicianno recebeu 12$000 pela abertura de um curral na
Rua do Rosário, para vasar um fosso e retirar a palha que existia no largo. Neste mesmo
livro, à fls 38, 13.02.1873, está o pagamento a Francisco de Oliveira Ramos pela primeira
prestação da construção da ponte da rua do Rosário, no valor de 975$000.
No livro de Atas da Câmara, nº 6, fls 13, com data de 1878, o vereador Teixeira
Lopes requer mandar fazer calçamento no largo do Rosário, partindo do calçamento
existente na porta da Igreja, com 14 ou 15 palmos de largura. No de nº 7, fls 31 verso,
17.04.1880, Ernesto Vidal Leite Ribeiro, como encarregado do pequeno espólio de sua
avó a fallecida Dona Anna Helena Monteiro de Barros, a quem pertencia o terreno
arborisado e cercado por parede arruinada na Rua do Rozario, requer licença para
edificar no dito terreno. Mais adiante, está a explicação de que este terreno estava sendo
requerido por José Lucio Gomes da Silva, que alegava que a antiga proprietária nunca
cuidou dele e que ele, José Lucio, é o primeiro a requerer o terreno.
O Livro Caixa da Câmara Municipal de Leopoldina, ano 1881, folha 3 trás a
informação de que foi pago a José da Costa Godinho a importância de 10$000, por
concerto de uma valeta no pátio da Casa da Câmara e na torneira da Fonte do Rosário.
RUBEM DUARTE, rua

(Desengano) – Começa na rua Custódio Junqueira.
Segundo a lei nº 647, de 25.07.1968, fica denominada Rubem Duarte a rua sem
nome que parte da rua Dr. Custódio Junqueira e dá acesso aos terrenos da chácara do
Desengano.
Quanto ao homenageado, sabe-se que era comerciante, proprietário da casa
Henriques Felipe & Cia Ltda, que existiu na rua Cotegipe, no local onde está hoje o
shopping Mar Center. Presidiu a Associação Comercial de Leopoldina e foi o grande
responsável pela construção do Edifício da entidade, situado na rua Ribeiro Junqueira, ao
lado da agência dos Correios.

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José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
RUBENS F. RESENDE, vila

(Mina de Ouro) - Foi a lei nº 947, de 17.10.1973, que deu a denominação de vila, na rua
São Pedro, ao correr de casas de propriedade de Rubens F. Resende.
SALVADOR RODRIGUES, rua

(São Cristóvão) – Transversal à rua Nicácio Sales. A lei nº 1.317, de 14.12.78, dá
denominação de rua à via que no mapa do loteamento do mencionado bairro, encontra-se
identificada como rua nº 30.
Salvador era ruralista e residiu na praça Professor Ângelo.
Salvador Rodrigues Y Rodriguez nasceu em El Rozal, Pontevedra, Espanha, filho
de Serafim Rodrigues Gonzalez e Maria Rosa Rodrigues Alvarez. Passou ao Brasil com
sua mãe e os irmãos Rafael e Bernardo Rodrigues Y Rodriguez, além de sua tia Joana
Gomez Rodriguez e Luiza Rodriguez Gonzalez, por volta de 1888. Em Leopoldina casouse com Maria Tereza de Jesus, filha de Germano Rodrigues da Silva e Maria Custódia de
Moraes.
Os irmãos Salvador e Rafael não se dedicaram à lavoura como a maioria dos
imigrantes de então. Salvador era construtor e Rafael um exímio artesão com madeira. As
antigas poltronas do teatro Alencar, bem como outros móveis encontrados em antigas
residências de Leopoldina, foram obra de Rafael Rodrigues Y Rodriguez.
Não sabemos como se deu a aquisição do teatro por Salvador. Documentado
temos apenas que ele preservou para sua família o terreno ao lado, onde vivia sua filha
Maria de Lourdes Rodrigues e Rodriguez até sua morte em 31.07.2002. Segundo lendas
familiares, a oficina do marceneiro Rafael esteve localizada, durante alguns anos, no
térreo do atual sobrado (ao lado do cinema Alencar) onde passou a residir a Maria de
Lourdes e seu marido Gastão Cerqueira Lobo.
Uma informação veio se somar a outras esparsas a respeito do primeiro Teatro de
Leopoldina. No livro "O Rio Antigo - Pitoresco & Musical", de C. Carlos J. Wehrs, à página
177 encontramos uma anotação do diário do autor, em outubro de 1886: "O teatro, o
prédio, eu o sempre olhava com certo receio, porque não acreditava na sua estabilidade.
Era uma imensa casa de pau-a-pique, dividida em galerias e camarotes em torno da
platéia, e, embaixo, constituída de cadeiras e bancos." Resta-nos encontrar outras
referências que esclareçam em que época o prédio original foi demolido para a
construção do edifício que chegou aos nossos dias.
SANTO MENEGHETTI, rua

(Três Cruzes) – Começa na rua Manoel Turíbio Barbosa. A denominação desta rua
ocorreu a partir da lei nº 3139, de 23.04.99.
Santo era irmão de João Meneghite, também homenageado com nome de uma via
pública da cidade.
Santo Meneghetti descendia de Fortunato Meneghetti, casado com Felomena
Bonini. Fortunato, por sua vez, era filho de Sante Meneghetti, nascido em 1848 na Itália e
de Regina Formenton, que teria nascido por volta de 1853, também na Itália. Regina
faleceu em 25.12.1917 e era filha de José Geronymo Morim (Giuseppe Girolamo) e Maria
Formenton. De Sante e Regina são filhos: 1) Felice Meneghetti, nascido em 1873; 2)
Costantine Meneghetti, nascida entre 1875 e 1876 em Campolongo Maggiore/Venezia e
que, em Leopoldina, se casou com Giovanni Battista Gottardo, nascido em 26.10.1872,
em Vigonza/Veneto. Desta Constantine são os filhos: a) Fortunato (Natim) Gottardo
(1906), esposo de Avelina Sangalli, nascida em 17.08.14. Descendentes deste casal
ainda residem na Boa Sorte; b) Maria Zulmira Gottardo, nascida em 13.07.07; c) Pasquina
Gottardo, em 13.04.11; d) João Batista Gottardo, em 06.11.13; e) Archangela Micaella
Gottardo, em 31.03.16. 3) Virginio Meneghetti, nascido em 17.02.1880, em Veneto/Itália,
casado com a italiana de Padova, Teresa Ceoldo, nascida em 25.06.1883 e de quem são
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

os filhos: a) Domingos Meneghetti, de 12.11.1904, em Leopoldina; b) Maria Isolina
Meneghetti, de 1908, que contraiu núpcias com José Antonio Sangalli, de 19.08.1910; c)
Regina Meneghetti, de 18.10.11, casada com José Fofano, de 1909; d) Santo Meneghetti,
de 01.10.19, homenageado com o nome desta rua; e) Armindo Meneghetti, de 1924; f)
Dirceu Meneghetti, de 1928; g) Orlando Meneghetti, de 09.08.29. 4) Ermenegildo
Meneghetti, italiano nascido em 1882, casado com Genoveva Calsavara, de 06.02.1890,
pais de Maria Meneghetti, de 30.10.11; Helena Meneghetti; Fortunata Meneghetti; Ana
Meneghetti; Sante Meneghetti; João Meneghetti, esposo de Maria Nazareth Sodré e pai
de Luiz Otávio, redator da Gazeta de Leopoldina; Felicio Meneghetti; e, Antonio
Meneghetti. De Genoveva sabemos ser filha de Giuseppe Calsavara e Anna
Scantambulo; 5) Eva Meneghetti, nascida em 1887, na Italia, foi casada com o italiano
Felice Montovani. É mãe de Maria Montovani, nascida em 21.01.14; 6) Fortunato
Meneghetti, nascido em Leopoldina em 13.05.1893 foi casado com Felomena Bonini,
família que já mencionamos anteriormente; e, 7) Maria Meneghetti, nascida em
13.05.1893 e casada com o italiano Pietro Gallito, nascido em 1894, em
Montagnana/Padova. Maria e Pietro são os pais de Antonio Santo Gallito, de 21.01.1918 e
de Luzia Gallito, de 03.12.19.
SANTOS, vila

(Centro) – Está na rua das Flores. Originalmente era composta de 7 casas construídas
por Agnello Vitral. Seu nome oficial, homenagem à esposa do construtor das casas, foi
dado pela lei nº 146, de 17.08.1951 cujo texto diz: “Ficam denominadas, na rua das
Flores, respectivamente, vila Vitral, a que confronta com o beco público e o terreno de
Heitor Montes e, vila Santos, a que fica nos fundos da vila Vitral, entre um beco à direita e
a esquerda, terrenos de Antônio Vargas Neto.
Agnello Vitral nasceu em Aventureiro, distrito de Além Paraíba, em 14.12.1894.
Descendia de José Braz Vitral e Elvira de Faria Vitral. Casou-se em 07.07.1915 com
Maria José Santos Vitral, filha de José Dimas dos Santos e Maria Afra de Jesus. Desse
casamento são os filhos: Geraldo, Aurora, Gil, Job, Alfen, Iracema, Adonai, Aurea e René.
Em 1940 Agnello fixou residência em Leopoldina onde atuou no comércio com a sua
“Casa Elite”. Foi um dos fundadores do Racionalismo Cristão em Leopoldina.
SEBASTIÃO ANTUNES FONSECA, avenida

(Caiçara) – Avenida paralela ao leito da BR-116, no lado direito da rodovia, no sentido de
quem vai para o Rio de Janeiro, a partir do posto fiscal da Polícia Rodoviária Federal. A
denominação oficial desta avenida ocorreu com a lei nº 3.171, de 19.08.99. Diz o citado
texto legal que esta via tem seu início no Posto da Polícia Rodoviária Federal , onde se
localizava a balança, indo até a sede da SOLASA, paralela à Rodovia Rio Bahia –116, ao
lado direito de quem vai em direção ao Rio de Janeiro-RJ.
Sebastião Antunes da Fonseca nasceu em Tebas no dia 19 de junho de 1921, filho
de Justiniano Antônio da Fonseca e Olga Antunes. Cursou a escola primária em
Carangola, onde morava sua avó. Retornando a Leopoldina foi aluno do Gymnasio
Leopoldinense na década de 30. Casou-se com Ivone Fajardo com quem teve os filhos
José Luiz, Maria Aparecida, Henoch e Kátia. Além de outras profissões que exerceu
anteriormente, foi escrivão do registro civil de Leopoldina durante 30 anos, tendo
assumido o cartório anteriormente dirigido por Milton Ramos Pinto, também
homenageado em logradouro. Faleceu no dia 17 de agosto de 1996.
SEBASTIÃO APARÍCIO DA VEIGA, rua

(Centro) – Diz a lei nº 471, de 28.03.63, que deu nome a esta via, que ela está situada no
antigo campo do Esporte Clube Ribeiro Junqueira e, que parte da linha férrea indo até a
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rua Providência nesta cidade. Atualmente esta rua tem início na rua Jovens Guilherme,
Celso e Ângelo e finda na rua Gabriel Andrade Junqueira.
Sebastião Aparício, geralmente conhecido por “Tatão”, foi um cidadão que muito se
dedicou ao esporte na cidade e atuou como treinador de diversas equipes.
SEBASTIÃO CAMPOS ALVIM, DOUTOR, largo

(Praça da Bandeira) – Fica no início da rua Sebastião Pereira Bella.
Sobre este largo existe uma certa confusão a ser ainda esclarecida.
O projeto do vereador Elói Rodrigues Neto, que se transformou na lei nº 654, de
31.07.1968, denominou Feijão Cru a praça a ser criada pela administração municipal da
época no bairro Mina de Ouro, entre as ruas Sebastião Pereira Bella, São Pedro, João
Neto e a vila Gilda.
Recentemente este largo recebeu o nome de Dr. Sebastião Campos Alvim, que foi
veterinário e trabalhou na prefeitura durante algum tempo.
SEBASTIÃO FERREIRA LACERDA, rua

(Eldorado) – A lei nº 2435, de 09.09.92, dá denominação de à via pública desta cidade
que tem seu inicio na rua Cel. João Lau e finda na rua F.
Sebastião Lacerda foi motorista de praça ou, taxista, durante muito tempo.
SEBASTIÃO PEREIRA BELLA, rua

(Ventania) - Foi a lei nº 558, de 23.03.1965, que denominou rua Sebastião Pereira da
Bella à via pública que partindo da vila Gilda, vai até o alto da Ventania.
Irmão de Getomir e João Bela já citados, casou-se 28.01.1920 em Leopoldina com
Santina Sellani, filha de Sante Sellani e Ana Bisciaio. Sante nasceu na comune de Nocera
Umbra, provincia de Perugia, região da Umbria, Italia. Ana era natural também da Perugia
mas, da comune de Gualdo Tadino. O casal instalou-se na Colônia Constança, lote 60, a
11.06.1910. Ali nasceu sua filha Santina que, após o casamento com Sebastião Pereira
da Bella, parece ter residido algum tempo em Muriaé, cidade para onde seus pais se
transferiram.
SEBASTIÃO SOARES DE OLIVEIRA, travessa

(Pirineus) – O projeto de lei nº 16/77, de 12.04.77, dá denominação a esta travessa. Diz
ele que o homenageado era geralmente conhecido como “Sebastião Garimpeiro”, técnico
mecânico especialista em radiadores de autos. Trabalhou, durante muitos anos nas
oficinas da empresa Monteiro e Serpa Ltda, antiga agência FORD.
SEBASTIÃO, SÃO, bairro

É um bairro novo que vem surgindo ao lado do antigo leito da estrada de ferro,
depois da Bela Vista, nas proximidades do local geralmente conhecido como Lagoa Preta.
Estão neste bairro as ruas Britos e Paulo Afonso do Valle.
São Sebastião foi militar e, em razão de sua fé, foi perseguido pelo imperador
Diocleciano. Foi preso e executado por volta do ano 300. Seu culto é muito antigo e
bastante popular. É padroeiro de diversas cidade, inclusive da nossa.
Ver, adiante, Tomé Nogueira.
SELMO JUNQUEIRA, rua

(Joaquim Furtado Pinto) – Começa na rua Coronel João Lau.
Selmo era advogado e ruralista na cidade. Filho de Francisco Teodoro Junqueira e
Ana Botelho, faleceu aos 63 anos no dia 04 de agosto de 1888. Era casado com Maria do
Carmo Lima.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
SEMINÁRIO, bairro

Recebeu este nome em função de ter funcionado ali o Seminário Menor Nossa
Senhora Aparecida, criado por D. Delfim Ribeiro Guedes. Hoje este bairro se confunde
com os bairros Arthur Leão, Santo Antonio e Asilo.
SENHOR DOS PASSOS, rua

(Pirineus) – A lei nº 1.498, de 09.04.81, dá denominação de rua Senhor dos Passos à rua
que inicia na rua Prof. Gustavo Monteiro de Castro e termina na praça Mário Malaquias de
Souza, passando pela indústria Magmar.
Ao propor esta denominação para a via o vereador Ely Rodrigues Netto pretendeu
lembrar o espírito cristão do povo leopoldinense. Nesta rua estão sendo instaladas as
estações da Via Sacra.
SERGINHO DO ROCK, rua

(Vale do Sol) – A lei nº 3.384, de 13.12.2001, dá denominação à via pública do município
de Leopoldina que tem seu início na rua Délcio Werneck Morais e finda na rua das
Acácias.
Serginho do Rock é o nome artístico do cantor e compositor leopoldinense Antônio
Sérgio Lima Freire que foi, também, funcionário da câmara municipal. Nascido no dia 26
de outubro de 1940 na chácara de seus avós paternos, que localizava-se na atual rua
Farmacêutico Durval Bastos, era filho de Antônio Bastos Freire e Marília de Lima (Dona
Sinhazinha). Estudou no grupo escolar Ribeiro Junqueira e no antigo colégio Santa
Terezinha. Iniciou o antigo curso ginasial no colégio Santo Antônio de São João del Rey e
depois transferiu-se para o ginásio Leopoldinense. Personalidade voltada às artes, não se
adaptou ao ensino tradicional e seus pais optaram por levá-lo ainda a estudar em
internatos de Petrópolis e do Rio de Janeiro.
Já na adolescência participava de programas da Rádio Leopoldina, tocando violão
e cantando músicas de rock, donde surgiu o apelido. Durante 10 anos foi funcionário da
Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro. Desestimulado com a vida na cidade grande
voltou a Leopoldina e começou a trabalhar como secretário da câmara municipal, cargo
que exerceu durante 22 anos. Cursou ainda o magistério na escola CNEC e iniciou o
curso superior de História na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cataguases.
Foi redator dos jornais Equipe e A Tocha. Criou o grupo Gisassol Maravilhoso e seu
respectivo órgão de imprensa, o Hipnótico. Pioneiro na preocupação ecológica em
Leopoldina, a natureza e seus amigos foram homenageados em suas mais de 80
composições. Foi autor de Mineira Gostosa, instituída como hino oficial de Leopoldina
através da Lei nº 2.783. Faleceu o nosso grande poeta no dia 07 de agosto de 1985.
SERRA VERDE, bairro

É um bairro novo que vem surgindo nas terras da fazenda da Cachoeira, na
estrada para Cataguases, nas proximidades da indústria Inega. Seu acesso se dá pela
antiga estrada para Cataguases, próximo ao bairro do Limoeiro.
SETE DE SETEMBRO, rua

(Centro) – Liga a praça Gama Cerqueira à praça Professor Botelho Reis.

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José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

É uma das ruas mais antigas da cidade. Curiosamente, das primeiras ruas da
cidade é a única que permanece com o nome original. Possivelmente recebeu esta
denominação em 1880, pela comissão formada pela câmara para dar nome aos
logradouros públicos da cidade, à qual nos referimos na introdução deste livro.
O Almanaque de 1885 informa que nela residiam o médico Dr. Carvalho de
Rezende e o advogado Dr. Francisco P. de Lacerda Werneck.
A Gazeta de Leste, de 11.10.1890 diz que o segundo quarteirão partia do largo do
Rosário e rua Tiradentes até a casa de negócio do Pedro Barra, na esquina da Sete de
Setembro. E o quarto, ia da rua Sete de Setembro até o sobrado de Eugênio Botelho (na
atual praça Gama Cerqueira) e Tiradentes até a casa do Tomaz de Almeida Pinho. O
quinto quarteirão partia da casa ao lado do sobrado do Eugênio Botelho, na continuação
da Sete de Setembro e seguia pelas Tabocas até o alto do Sapecado.
O nome da rua homenageia a data maior do nosso país.
SIDNEY FRANCINO DE SÃO JOSÉ, rua

(Bandeirantes) – A denominação oficial desta rua surgiu com a lei nº 1085, de 06.06.75. É
a via pública que parte da atual rua do Contorno e segue em direção a chácara de
Raimundo Francino de São José.
Sidney era ruralista e seu filho, de igual nome, é o proprietário da indústria de
charretes Tupy.
SÍLVIO VITÓI, rua

(Nova Leopoldina) – A lei nº 2.979, de 16.10.97, dá denominação a esta via pública que
tem seu início na rua Dom Gerardo Ferreira Reis e finda na rua Ismail Ávila.
O homenageado descende de família tradicional de Argirita, onde sempre foi muito
atuante. Fazendeiro, elegeu-se vereador. Com a emancipação de Argirita, em 1963, foi
escolhido prefeito, cargo que ocupou por mais de uma vez. Filho caçula dos imigrantes
Emili Vitoi e Anungiata Minicucci, procedentes de Lucca, Toscana, Italia. Nasceu
26.10.1919 em Argirita e era irmão de Fernando, Eliseu, Heitor, Hugo, Anita, Ida, Rosa,
José, João, Carlos e José Alcino Vitoi. Seu irmão João foi casado com Nazar, a D.
Nazinha que ainda reside na rua Presidente Carlos Luz, em frente à rua que vai para os
Pirineus. Silvio casou-se em 1945 com Imar Paixão. Na época era sócio dos irmãos
Carlos Alberto e José Alcino da casa comercial Irmãos Vitoi, em Argirita. Ingressou na vida
pública em 1947, como juiz de paz do então distrito, cargo que ocupou durante 8 anos.
Em 1958 foi eleito vereador em Leopoldina, sendo reeleito em 1962 mas, não assumiu
por conta da emancipação de Argirita. A 30.06.1963 foi eleito o primeiro prefeito de
Argirita. Foi reeleito para os mandados de 1971 a 1973 e 1983 a 1988. Faleceu em
Argirita a 03.08.1995.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
SINDICATO TÊXTIL, rua

(Fábrica) – Começa na rua Vinte e Sete de Abril e termina na praça Professor Ângelo. Era
geralmente conhecida como “Beco do Sindicato”. Seu nome oficial foi dado pela lei nº
476, de 28.05.1963.
Nesta rua fica a sede e o clube dos operários da Fábrica, muito concorrido na
década de 1960.
SOLEIRO, rua

(Cemitério) – Começa na rua Joaquim Ferreira Brito e contorna o morro do cemitério indo
terminar na praça São José. É a rua do antigo matadouro Municipal
É uma homenagem ao padre José Maria Soleiro, vigário do curato e freguesia de
Leopoldina. Foi o terceiro padre da cidade.
O Almanaque de 1887 diz que o Padre Soleiro foi o fundador da igreja do Rosário.
Ver também bairro Santo Antonio.
SYLVIO MARANHA, rua

(Bela Vista) - No mapa do loteamento esta via encontra-se identificada como rua 29. Pela
lei nº 1.281, de 18.08.78, recebeu a denominação atual. O texto legal diz que está
“situada à margem direita do bairro Bela Vista”.
No mapa da prefeitura fica no bairro Esteves e liga a rua Professor Gustavo
Monteiro de Castro à rua Edson Barbosa Rezende.
Sylvio Maranha trabalhou durante muito tempo no DNER.
Ver mais sobre a família em Arthur Maranha.
TANCREDO NEVES, DOUTOR, avenida

(Joaquim Furtado Pinto) – A lei nº 1.736, de 12.06.85, do vereador Benedito Rubens Renó
Guedes, dá denominação de avenida à principal via pública do Conjunto Habitacional Dr.
Joaquim Furtado Pinto, que tem seu início na rua Elias Matos e finda na rua Francisco de
Oliveira.
Tancredo de Almeida Neves nasceu em São João Del Rei (MG), em 04.03.1910 e
faleceu em São Paulo, em 21.04.1985. Foi deputado estadual, diretor do Banco do Brasil,
deputado federal, senador, governador de Minas Gerais, Ministro da Justiça, primeiro
ministro do Brasil (1961/1962). Eleito presidente da república, em 1985, faleceu antes de
tomar posse no cargo. Mas, pela Lei nº 7465, de 21.04.1986, data de seu falecimento , foi
incluído na galeria dos presidentes brasileiros.
TEATRO, travessa

(Centro) – Está na rua Cotegipe, em frente à travessa Pedro II, ao lado do antigo Teatro
Alencar.

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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Vale registrar que o teatro Alencar, que deu origem ao nome da travessa, foi
inaugurado em 20.01.1883. Calcula-se que umas 140 pessoas ocuparam as
arquibancadas no andar superior e ao longo da parte principal na festa de sua
inauguração.
A comissão responsável pela inauguração era composta pelos Drs. Chagas Lobato,
Marciano Guimarães e o capitão Antonio de Santa Cecília, segundo o jornal O
Leopoldinense, de 21.01.1883.
Ver mais em Salvador Rodrigues Y Rodriguez.
TEODOLINO TAVARES DE MEDEIROS, rua

(Esteves) – Liga a rua Nicolau Esteves à rua Eurídice de Castro Esteves. O nome desta
rua surgiu com a lei nº 593, de 28.01.1967.
Teodolino nasceu a 20.12.1925 e faleceu em 09.11.1963. Era ruralista e filho do
vereador, pelo distrito de Campo Limpo, Sebastião Tavares de Medeiros. Casou-se com
Olmira Lacerda de Medeiros e deixou seis filhos.
TEREZA, SANTA, bairro

Pela indicação da lei nº 807, de 09.08.1972, este bairro fica entre os Pirineus e o
Maria Guimarães França. Diz esta lei, que deu nome à rua Castro Alves, que esta via
pública parte da rua General Olímpio Mourão Filho, no bairro Santa Tereza, nesta cidade.
Santa Teresa D`Ávila nasceu na Espanha, em 1515 e morreu em 1582. Tornou-se
carmelita aos 20 anos. Em 1970 o papa Paulo VI concedeu-lhe o título de Doutora da
Igreja.
THEÓFILO VIEIRA DE SOUZA, DOUTOR, rua
(Imperador) – A denominação atual desta via ocorreu com a lei nº 3.189, de 19.10.1999.
No mapa do loteamento encontra-se identificada como rua 11.
Dr. Theófilo era veterinário e trabalhou durante muitos anos em Leopoldina.

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TIRADENTES, rua

Parte baixa da rua Tiradentes

Parte alta da rua Tiradentes

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Ao lado, encontro da rua Tiradentes
com a rua Cotegipe

(Centro) – Liga a Cotegipe à praça do Rosário. É uma das ruas mais antigas da cidade.
Seu primeiro nome foi “Rosário”.
Por um curto período, parte desta rua, entre a Cotegipe e a praça Gama Cerqueira,
recebeu o nome de Dr. Jairo Salgado Gama, de acordo com a lei nº 946, de 17.10.1973.
Mas pela lei nº 1.463, de 11.09.80, voltou a denominar-se “rua Tiradentes”, em toda a sua
extensão original.
Francisco de Paula Ferreira de Rezende se refere à rua do Rosário quando fala do
primeiro cemitério da cidade “situado no morro que ficava para trás da rua do Rosário, na
estrada que se estendia para os lados de Laranjal, Campo Limpo e Vista Alegre”.
Isto quer dizer que já existia a rua que posteriormente recebeu o nome de
Tiradentes, o grande mártir da Inconfidência Mineira.
A Gazeta de Leste, de 11.10.1890 diz que o segundo quarteirão partia do largo do
Rosário e rua Tiradentes até a casa de negócio do Pedro Barra, na esquina da Sete de
Setembro. E o quarto quarteirão compreendia a rua Sete de Setembro até o sobrado de
Eugênio Botelho e Tiradentes até a casa do Tomaz de Almeida Pinho.
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, nasceu em 12.11.1746, em Pombal
(MG) e foi enforcado no dia 21.04.1792, no Rio de Janeiro (RJ).
Órfão de pai e mãe antes dos nove anos de idade, desde cedo começou a sua luta pela
sobrevivência. Foi vendedor ambulante e dentista. Ingressou no regimento de dragões do
estado de Minas Gerais, onde chegou ao posto de alferes. Como militar, exerceu as
missões mais difíceis. Percorreu os caminhos da Zona da Mata, a mando do governo e
em companhia de Pedro Afonso Galvão de São Martinho, na busca de contrabandistas e
de riquezas que existissem por aqui. Revoltado com a cobrança de impostos realizada
pela Metrópole, lidera o movimento conhecido como Inconfidência Mineira que lutava,
também, pelos ideais republicanos de liberdade. Traído o movimento, seus líderes e
adeptos são presos e condenados. Tiradentes é, então, condenado à forca e
esquartejamento, segundo alguns autores, por ser o mais pobre e desprotegido e porque
foi um dos únicos que jamais negou a sua participação no movimento.
TOBIAS FIGUEIRA DA COSTA, beco

(Cemitério) – Diz a lei nº 2269, de 22.11.90, que este é o nome de um beco localizado
nesta cidade, sem saída, que inicia na rua Rafael Gorrado, no bairro Jardim dos
Bandeirantes, situado entre terrenos de Augusto Rossi e Mário Barbosa, vulgo
“Pernambuco”.
Tobias Figueira da Costa era ruralista, filho de José Ferreira da Costa e Maria do
Carmo Figueira, casou-se 21.02.1906 com Mariana Vargas Neto, filha de João Izidoro
Gonçalves Neto e Cristina Vargas Corrêa, sendo pois, descendente dos primeiros
povoadores de Leopoldina. Foram pais de Dário, Adauto, Lucília, Nivaldo e Cristina.
TOMÉ NOGUEIRA, bairro

É um bairro novo que se desenvolve nas proximidades do antigo leito da estrada
de ferro, à direita, depois do bairro São Sebastião. Sua denominação oficial surgiu com a
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

lei nº 2605, de 14.04.94, que a ele se refere como sendo um loteamento no bairro São
Sebastião.
Tomé Nogueira era ruralista e pai do vereador Romero Nogueira.
TRAJANO PIRES DE ALMEIDA, rua

(Jardim Bela Vista) – Foi a lei nº 3.309, de 18.09.2000, que deu denominação a esta a via
pública. No mapa do loteamento ela aparece identificada como rua 04. Tem seu início na
av. dos Expedicionários e finda na rua Anderson Pereira Bela.
Trajano era irmão de Adávio Pires de Almeida e as esposas de ambos também
eram irmãs.
TRANQUILINO CORREA DO BEM, rua

(Três Cruzes) – Começa na praça Antonio Ferreira de Almeida. Seu nome foi oficializado
pela lei nº 3146, de 23.04.99.
Tranquilino era ruralista com propriedade na região das Três Cruzes e foi casado
com Rufina Corrêa. Seu filho Flávio Corrêa da Silva, nascido 13.01.1941, casou-se com
sua parenta Dulce Bernadete Lacerda, filha de Dionízio Lacerda e Baldoína Rodrigues
Ferreira.
TRÊS CRUZES, bairro

É um bairro antigo, localizado na saída para Laranjal. Abrange, dentre outras, as
ruas Ferreira Brito, Manuel Antonio de Almeida, Manoel Turíbio Barbosa, Duque de
Caxias, Vinte e Um de Abril, Tranquilino Corrêa do Bem e Três de Março.
TRÊS DE MARÇO, rua

(Três Cruzes) – Começa na rua Ferreira Brito e termina na Manuel Antonio de Almeida.
TUFIC JORGE, rua

(Pirineus) – Liga a rua São Vicente de Paulo à rua Antonio Custódio.
Tufic era comerciante com casa de móveis na rua Tiradentes e carnavalesco de
animação incomum.
VALE DO SOL, bairro

É um bairro novo que vem surgindo ao lado da BR-116, em frente a indústria de
laticínios LAC (Cooperativa).
Segundo a publicação “Roteiro Turístico de Leopoldina”, no Vale do Sol está o
parque florestal Dr. João Damasceno Portugal, conhecido como “Horto”, criado na
administração do prefeito Osmar Lacerda França, em 1986.
Neste bairro estão as ruas Francisco Schettino, Francisco Siqueira Barbosa, Lydio
Costa Reis e Luiz Capdeville Ribeiro, dentre outras.
VALENTIM, vila

(Centro) – Fica na rua das Flores no terreno onde se localizava a casa da família de Otto
Valentim.
VENTANIA, bairro e praça

Bairro - O bairro Ventania é geralmente conhecido como Alto da Ventania. Surgiu às
margens do antigo leito da Rio-Bahia, desenvolveu-se com a instalação da residência do
DER-MG e transformou-se num bairro bastante populoso. Hoje, conta com boas
construções e pontos de comércio.
Praça - A praça que recebia designação “Ventania” hoje é conhecida como praça João
Bella, criada pela lei nº 750, 01.12.1970.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
VERA GUIMARÃES FRANÇA, rua

(Imperador) – Esta via pública começa na rua Professora Zizinha Resende. Sua
denominação oficial está na lei nº 3182, de 19.10.1999.
Dona Vera era a esposa de Enéas Lacerda França, mãe do Dr. Hélio França.
VICENTA GUILARTE ALONSO, MADRE, rua

(Imperador) – No mapa do loteamento encontra-se identificada como rua 08. Sua
denominação atual surgiu com a lei nº 3.190, de 19.10.1999. Ela começa na rua Agnello
Correa do Bem.
Madre Vicenta trabalhou na portaria do colégio Imaculada Conceição.
VICENTE BASILE, rua

(Jardim Bela Vista) – A lei nº 3.298, de 12.09.2000, dá esta denominação à via pública
que no mapa do loteamento encontra-se identificada como rua 10. Esta rua tem início rua
Aristeu Lacerda de Morais e finda na rua Lourenço Gonçalves Nunes.
Vicente Basile foi proprietário do bar e restaurante Caiçara e da lanchonete que
funcionava ao lado da antiga rodoviária, na praça Félix Martins.
VICENTE DE PAULO, SÃO, rua e travessa,

Rua - (Pirineus) – A lei nº 1167, de 04.03.77, do vereador Ely Rodrigues Netto, dá
denominação de rua São Vicente de Paulo à via pública desta cidade. Posteriormente, a
lei nº 1946, de 04.02.88, veio para dar nova redação ao art. 1º da lei nº 1167, passando a
denominar-se rua São Vicente de Paulo, a via pública desta cidade que inicia na rua
Fernando Novais de Oliveira e vai até à praça Mário Malaquias, no bairro Pirineus.
Nesta rua estão algumas casas que formam o que ficou conhecido como “Vila São
Vicente de Paulo”.
Travessa - (Rosário) - Diz a lei nº 683, de 16.04.1969, que fica denominada travessa São
Vicente de Paulo, a via pública que liga a rua Joaquim Ferreira Brito à nova rua aberta na
Chácara Dona Euzebia. Vale registrar que esta denominação foi revogada pela lei nº 799
e, atualmente, esta via recebe o nome de travessa José Maurício Coutinho.
(Fábrica) – A lei nº 868, de 24.01.1973, diz que “Fica denominada São Vicente de Paulo a
travessa que ligará a rua Vinte e Sete de Abril à rua Jonas Bastos, nesta cidade. Segundo
consta na justificativa do projeto de lei nº 01/77, de 05.04.77, a lei nº 868 foi revogada
pela de nº 894.
São Vicente de Paulo nasceu na França, em 1581. Destacou-se por suas
iniciativas voltadas para a evangelização dos colonos, a reforma do clero, as obras
assistenciais e a luta contra o jansenismo. Instituiu a Congregação da Missão ou dos
Lazaristas e, para enfrentar o problema da miséria, fundou a sociedade das Filhas de
Caridade, popularmente conhecidas como Irmãs Vicentinas.
A Congregação Vicentina dedica-se ao serviço dos abandonados, dos órfãos, dos
velhos, dos inválidos e dos doentes.
São Vicente de Paulo morreu em 27.09.1660.
VICENTE IENNACO, rua

(Eldorado) – A lei nº 2491, de 29.12.92, dá esta denominação à via pública desta cidade
que tem seu início na rua Cel. João Lau e finda na rua F.
Vicente era filho de Lourenço Iennaco e irmão de Raphael Iennaco, ambos
homenageados com nomes em logradouros públicos da cidade. Foi comerciante e
caminhoneiro.
Ver mais sobre a família, em Lourenço Iennaco.
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José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
VILA MIRALDA, bairro

A vila Miralda hoje se tornou um bairro e compõe-se de diversas ruas e outras vias
públicas. Fica entre as avenidas Humberto de Alencar Castelo Branco e Jehu Pinto de
Faria.
Segundo consta começou como uma vila de 28 casas, construídas por Altemiro
Augusto Rodrigues, numa pequena chácara que pertencera à sua tia Maria José do
Nascimento, casada com Antonio Alves de Oliveira.
Seu nome, por informação de familiar, teria sido em homenagem a uma das filhas
de Altemiro (Miralda Rodrigues Almeida).
Altemiro era filho do primeiro casamento do Paulino Augusto Rodrigues com sua
prima, pelo lado materno, Umbelina Cândida Rodrigues, nascida em 11.11.1871 e falecida
em 06.07.1919, filha mais velha de Maria Carolina de Moraes e de Luiz José Gonzaga de
Gouvêa.
Ver Nestor Augusto Rodrigues.
VINTE E SETE DE ABRIL, rua

(Fábrica) – Começa na praça Zequinha Reis e termina na avenida Getúlio Vargas.
É uma homenagem à data da elevação do distrito à vila e cidade, ocorrida a
27.04.1854.
Vale lembrar que a cidade de Leopoldina só passou realmente a existir no dia
20.01.1855, com a sua solene instalação.
VINTE E UM DE ABRIL, rua

(Três Cruzes) – Começa na rua Ferreira Brito.
Não se tem ao certo a que data se pretendeu homenagear com esta rua. Vinte e
um de abril, é a data do enforcamento do Alferes José Joaquim da Silva Xavier, o
Tiradentes, citado em verbete próprio. É, também, a data da fundação de Brasília, capital
federal, (21.04.1960) e, da morte de Tancredo de Almeida Neves, o primeiro presidente
civil após o movimento militar de 1964 (21.04.1986).
VIRGÍLIO AREIA (Virgílio de Souza Nogueira), vila
(Praça da Bandeira) – Foi oficializada pela lei nº 1.273, de 13.06.78, do vereador Ely
Rodrigues Neto. É a denominação da vila que, partindo da rua Marechal Deodoro, vai em
direção à “Chácara Virgílio Areia”.
Segundo o projeto de lei que deu nome a esta via, Virgílio de Souza Nogueira,
geralmente conhecido por Virgílio Areia, descendia de tradicional família de Recreio.
Nasceu em 1873 e faleceu em 1969. Foi casado com Suzana Nogueira de Jesus, de
nacionalidade portuguesa.

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VITRAL, vila

(Centro) – Fica na rua das Flores. Originalmente era composta de 8 casas que foram
construídas por Agnello Vitral. Seu nome oficial foi dado pela lei nº 146, de 17.08.1951
cujo texto diz: “Ficam denominadas, na rua das Flores, respectivamente, vila Vitral, a que
confronta com o beco público e o terreno de Heitor Montes e, vila Santos, também
construída pelo mesmo Agnello, a que fica nos fundos da vila Vitral, entre um beco à
direita e a esquerda, terrenos de Antônio Vargas Neto.
Ver, em vila Santos, dados biográficos de Agnello Vitral.
WALDEMAR TAVARES DE LACERDA, praça

(Pedro Brito Netto) - Esta é a denominação da praça que está entre as ruas Luiz Torres
Barcelos, Monsenhor Guilherme de Oliveira e Loureço Euzébio Augusto, criada pela lei nº
2930, de 20.03.97.
Nascido 28.08.1889, era filho de José Romão Corrêa de Lacerda e Luiza Augusta
Tavares, neto paterno do pioneiro Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda e sua primeira
esposa Ana Severino. Waldemar exerceu a profissão de barbeiro e trabalhou, também, no
DNER. O jornal Novo Movimento de Leopoldina, nº 19, de 04.01.1920, fala da
transferência de bar do Lindolfo Pinheiro e da barbearia do Waldemar Lacerda. Era
casado com Juvenila Lisboa, Dona Iaiá e residia na rua Tiradentes.
WASHINGTON ANDRIES, praça

(Bela Vista) – Criada pela lei nº 1.474, de 10.10.80, está localizada nas proximidades da
capela São Benedito.
Jornalista e redator chefe da Gazeta de Leopoldina, era natural de Recreio e foi,
ainda, comerciante, ex-funcionário da prefeitura e membro de conceituada família da
cidade.
WILSON BERBARI, rua

(Bela Vista) – A lei nº 1.827, de 08.08.86, dá denominação de rua Wilson Berbari à via
pública desta cidade, que no mapa do loteamento do bairro, encontra-se identificada
como rua Q. Esta via tem seu início na rua Rolando Ladeira Salgado e finda na rua
Manoel Monteiro.
Wilson Berbari nasceu no dia 05 de dezembro de 1921 em Leopoldina, filho de
Carmélia Dumas e Elias Berbari, sendo neto paterno de Tecla Pedro Berbari e Isaac
Berbari e neto materno de Joana e Jorge Dumas. Estudou o primário no Colégio das
Irmãs Lintz e o ginasial e comercial no ginásio Leopoldinense, em Leopoldina. Casou-se
com Cacilda Panza, com quem teve o filho Fernando Wilson Panza Berbari. Foi
comerciante, funcionário dos Correios, carnavalesco e torcedor do Esporte Clube Ribeiro
Junqueira. Seus contemporâneos não esquecem o seu célebre grito ao entrar no estádio:
“Ti...ra..o..Ié !.....
WILSON VALENTIM, rua

(Joaquim Furtado Pinto) – Foi através da lei nº 1.767, de 14.11.85, do vereador Darcy Luiz
V. Resende, que esta rua recebeu tal denominação. No mapa do loteamento ela está
identificada como rua F. Tem seu início na avenida Tancredo Neves e finda na rua Padre
José Gomes Domingues.
Wilson José Valentim era filho de Otto Valentim e Alice Rodrigues Valentim,
também nome de rua da cidade. Neto paterno de Antonio Fernandes Valentim que dá
nome a uma via pública no bairro da Quinta Residência. Wilson foi professor e vereador.
Ver Valentim, vila.

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José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni
XAVIER DE SOUZA, rua

(Ventania) – A lei nº 1.277, de 18.08.78, dá denominação de rua Xavier de Souza à via
pública que partindo da rua Nicolau José Laluna, vai dar na caixa d’água próxima à vila
Miralda, e que no mapa do loteamento consta como rua B.
ZEQUINHA REIS, praça

(Praça da Bandeira) - A antiga praça da Bandeira teve seu nome mudado pela lei nº 637,
de 29.03.1968, para praça Zequinha Reis, numa homenagem a José Ribeiro dos Reis,
fazendeiro, agro-pecuarista, industrial, um dos fundadores e diretor da Cia Fiação e
Tecidos Leopoldinense.
Zequinha Reis foi prefeito da cidade de 05.01.1948 a 31.01.1951.
Ver mais em “Praça da Bandeira, bairro”.
ZINHO MORAIS, rua

(Vila Miralda) – A lei nº 1.276, de 18.08.78, que dá denominação de rua a esta via, diz
tratar-se do beco que partindo da rua Jader Barbosa, segue até o terreno do Orfanato. No
mapa da prefeitura, de 2000, esta rua aparece fazendo a ligação das ruas Jader Barbosa
de Castro e Jerônimo Silva.
ZIZINHA REZENDE, PROFESSORA, rua

(Imperador) – Liga a rua Agnello Correa do Bem à rua Renato Monteiro Junqueira. Foi
oficializada pela lei nº 3183, de 19.10.1999.
Ana Monteiro Resende, a Dona Zizinha, lecionava e dirigia, juntamente com suas
irmãs Nair e Maria Aparecida (Cici), o colégio Santa Terezinha, de saudosa memória para
os seus ex-alunos, que funcionava na rua Tiradentes.

O nome impresso na fotografia é da escola anterior ao Colégio Santa Terezinha.

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Antigos Logradouros
Já falamos de uns poucos logradouros do início da cidade, na introdução deste
trabalho. A partir de agora trataremos daqueles e de outros mais, que já se perderam no
tempo.
Antes, devemos registrar que por volta de 1885 a cidade possuía, não contando as
que não estavam de todo preenchidas, 4 praças e 8 ruas, todas calçadas e iluminadas à
querosene, conforme registra o Almanaque daquele ano.
Em 1890, permaneciam as quatro praças (Rosário, Visconde do Rio Branco, Félix
Martins e Professor Ângelo) e já contávamos com dez ruas (Riachuelo, Tiradentes, Sete
Setembro, Primeiro de Março, Cotegipe, Palha, Dr. Vasconcelos, Flores, Boa Vista e João
Gualberto), segundo a Gazeta de Leste, de 11.10.1890, que publica nota do subdelegado
de polícia dividindo a cidade em nove quarteirões, para efeito de segurança.
Por esta nota, tais quarteirões estavam assim distribuídos:
1º - Começa na casa de negócios de Adrelino Pinheiro de Senna, propriedade de Valério
Ribeiro de Rezende, pela rua Riachuelo até a casa Ferreira Neto e Cia, na esquina do
Largo do Rosário.
2º - A partir do largo do Rosário e rua Tiradentes até a casa de negócio do Pedro Barra,
na esquina da 7 de Setembro.
3º - A partir da casa do Olívio Vargas Correia, no começo da rua Primeiro de Março e por
esta até o alto da matriz.
4º - Rua Sete de Setembro até o sobrado de Eugênio Botelho e Tiradentes até a casa do
Tomaz de Almeida Pinho.
5º - Da casa ao lado do sobrado do Eugênio Botelho, continuação da Sete de Setembro,
Tabocas até o alto do Sapecado.
6º - Rua Cotegipe, a partir da casa do Custódio Cruz, até a estação e a rua da Palha.
7º - Largo Cap. Félix Martins até a subida da serra, passando pela chácara do João
Lourenço Ferreira de Lacerda, rua Dr. Vasconcelos até a casa de Francisco Vargas
Correira.
8º - Rua das Flores até a rua da Boa Vista e por esta, atravessa a ponte até o alto da
ventania.
9º - Rua Capitão João Gualberto, Largo Prof. Angelo e rua da Boa Vista até encontrar a
rua das Flores.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
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Como se pode observar, algumas dessas praças e ruas hoje não carregam a
mesma denominação.
E é para que não sejam definitivamente esquecidas, uma vez que fazem parte da
história da cidade, que abrimos este capítulo dedicado aos Antigos Logradouros de
Leopoldina.
São eles:
APRENDIZADO

É o nome pelo qual geralmente se referia à chácara onde funcionava o
“Aprendizado Agrícola”, vinculado ao Ginásio Leopoldinense, localizada nas proximidades
da Quinta Residência. Hoje essas terras estão quase todas urbanizadas. Ali trabalhava o
agrônomo estadual Dr. João Damasceno Portugal, figura muito querida na cidade, que
realizava experiências em agronomia tanto no Aprendizado como na fazenda do Estado,
hoje Epamig, na Lajinha. Antigos moradores contam que a estrada do contorno (RioBahia) cortou ao meio o Aprendizado.

A fazenda do Aprendizado era constituída de parte das terras que pertenceram a
Ezaú de Lacerda Leal, filho de Lourenço José Leal e Ana Catarina Ferreira de Lacerda,
neto paterno de Álvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda, neto materno de José Ferreira Brito e
Mariana Paz de Lacerda, e irmão de João Lourenço Ferreira de Lacerda, que deu nome à
antiga chácara depois bairro João Lourenço. Ezaú descendia, portanto, de duas das
antigas famílias leopoldinenses: os Ferreira Brito e os Pinheiro Corrêa de Lacerda.
ARGIRITA, praça

A praça Argirita é a atual Francisco Pinheiro de Lacerda. Era conhecida, também,
como “rodo” ou, praça do posto V8. Fica entre as ruas Gabriel de Andrade Junqueira,
José Peres, Custódio Junqueira e a avenida Getúlio Vargas.

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Seu nome foi mudado pela lei nº 437, de 25.07.1962 que o alterou para Francisco
Pinheiro Correia de Lacerda. Por esta época estava sendo articulada a emancipação
administrativa do antigo distrito de Leopoldina, efetivada a 30 de dezembro de 1962, com
solene instalação do novo município no dia 01 de março de 1963.
Argirita, ou pedra de prata na língua geral, foi o nome dado ao antigo Curato de
Bom Jesus do Rio Pardo em 1923. Seu povoamento remonta ao início do século XIX,
sendo as primeiras sesmarias das margens do rio Pardo doadas em 1813 a dois
sobrinhos do alféres Joaquim José da Silva Xavier e suas esposas. Felisberto da Silva
Gonçalves, sua esposa Ana Bernarda da Silveira, o irmão de Felisberto chamado
Domingos Gonçalves de Carvalho e a esposa deste, Antonia Rodrigues Chaves,
receberam sesmarias em novembro de 1813. Posteriormente outras famílias vieram
residir nas imediações, incluindo a família de José Paradelas, um dos doadores do
patrimônio do Senhor Bom Jesus. A 6 de abril de 1839 foi criado o distrito no município de
Rio Pomba. Em 1868 foi transferido para Mar de Espanha e logo a seguir passou à
subordinação administrativa de Leopoldina, mantendo-se assim até 1962.
ARRANCA-TOCO

É o local onde está hoje o Estádio Municipal Otacyr Lacerda França. Ali existia um
terreno plano, muito utilizado pela meninada para a prática do futebol. Como o local
possuía um gramado irregular e cheio de pequenos arbustos que deixavam tocos,
recebeu a denominação de Arranca-Toco.
BOA VISTA, rua

(Centro) – Ligava a atual Sebastião Pereira Bela à praça Professor Ângelo.
No início esta rua formava com a rua Manoel Lobato, um caminho para os tropeiros
procedentes dos lados do bairro da Onça ou, que para lá se destinavam.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
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Sabe-se que em 1881 já havia recebido esta denominação e antes de 1950, seu
nome já era João Neto, uma vez que a denominação de Boa Vista aparece em outra via
localizada no bairro do Cemitério.
Parte desta antiga rua Boa Vista, que vai da rua das Flores até o início da
Sebastião Pereira Bella, recebeu o nome de Joaquim Garcia de Oliveira. O trecho que vai
da rua das Flores até a praça Professor Ângelo denomina-se rua João Neto.
A Gazeta de Leste, de 11.10.1890 informa que o oitavo quarteirão era formado pela
rua das Flores até a rua da Boa Vista e por esta, atravessava a ponte até o alto da
ventania.
Segundo o Almanaque de 1885, na rua Boa Vista, na Grama, residia o suplente do
delegado de polícia, Ângelo Lopes dos Reis; o escrivão da coletoria, tenente Aureliano
Lopes de Faria, os negociantes Manoel Pereira Borges, Gonçalves & Cia, Thomaz Pereira
do Amaral Lisboa, Antonio Pedro da Silva Lessa, Francisco Antonio Ribeiro e José Pereira
Dutra e o ferreiro Demétrio.
Encontramos no livro 7 de atas da câmara, fls 77 verso, datado de 07.01.1881,
pedido de Joaquim Lopes Guimarães e diversos moradores do bairro da Grama
reclamando calçamento, aterro e outros melhoramentos na rua Boa Vista. Neste mesmo
livro, às fls. 80verso, em 07.02.1881, trata-se da necessidade de calçar um poço na rua
da Boa Vista. Na fl. 84verso, em 08.02.1881, trata-se da necessidade de calçar a rua da
Boa Vista porque o terreno é muito baixo e com as chuvas fica intransitável. E já que a
câmara não pode fazer o calçamento, deve obrigar os proprietários a calçarem suas
testadas conforme as posturas municipais e a câmara calçará a parte relativa aos
terrenos vagos.
Ainda neste mesmo livro, às fls 91, em 08.03.1881, está o registro de que foi
apresentado orçamento para o calçamento da rua da Boa Vista, contratado em
09.04.1881.
O livro caixa da câmara municipal de Leopoldina, fls 15, 10.08.1881, registra que
foi pago a José da Costa Godinho, como adiantamento conforme contrato que assinou
para levantamento da ponte na Rua da Boa Vista, 400$000. E ao fiscal, pela limpeza do
córrego da Boa Vista e madeiras fornecidas para o matadouro, a importância de 70$000.
Às fls 18, com a data de 24.09.1881, está o pagamento feito a José da Costa Godinho
pela última prestação do contrato da ponte da rua Boa Vista, no valor de 800$000.
BOA VISTA, rua

(Cemitério) – É a atual rua Enéas Lacerda França.
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A lei nº 97, de 18.02.1950, se refere a uma rua Boa Vista, que existia no bairro do
Cemitério. Por esta lei, passa a denominar-se São José a praça formada pela confluência
da rua Fajardo com a rua Boa Vista e estrada antiga de Cataguases. Local que era
conhecido como largo do Cemitério.
Uma outra lei, a de nº 111, de 28 de julho desse mesmo ano, altera a denominação
dessa rua Boa Vista para rua Enéas Lacerda França.
BOMBA, rua

É a atual rua Carlos Rubens Castro Meireles. É a rua que passa pelos fundos do
Colégio Estadual, margeando o Feijão Cru.
Era conhecida como rua da “Bomba” porque ali existiu, quando da abertura da rua,
um poço artesiano que fornecia água para a cidade, antes da captação das águas do rio
Pirapetinga.
BR-120, rodovia

É a estrada asfaltada que liga Leopoldina a Cataguases. Hoje recebe o nome de
estrada Ormeu Junqueira Botelho. Seu trajeto original, de saibro, passava pelo bairro do
Limoeiro.
A abertura dessa nova estrada e o seu asfaltamento foi, durante muitos anos,
promessa de campanha de diversos candidatos a cargos eletivos. Desse fato surgiu, na
ocasião, o seu apelido de “estrada três de outubro”, porque era lembrada somente na
época das eleições, que ocorriam sempre nesse dia.
BURACO, rua

Esta é uma das ruas que possivelmente teve o seu nome fixado pela comissão de
1880. Em 1879 chamava-se rua do Buraco e, em 1890, já é citada como sendo rua das
Flores.

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A lei nº 867, de 24.01.1973, alterou o nome da rua das Flores, para rua Ranulfo
Matola de Miranda mas logo em seguida esta lei foi revogada, permanecendo a
denominação anterior.
No livro nº 6 de atas da câmara, fls. 64verso, 28.04.1879, José Soares da Silva
Pechincha pede autorização para construir no terreno vago anexo à casa de João
Gonçalves Neto e perto da ladeira que vai para a rua denominada Buraco. Mandou-se
que o Fiscal e o Alinhador marcassem o terreno e que o interessado pagasse os direitos .
Às fls. 71verso, desse mesmo livro, em 01.07.1879, é indicada a abertura de uma rua que
saindo da rua do Buraco vá encontrar a rua que sobe para a Matriz, acima da casa de
João Neto, em terreno cedido por Venâncio de Almeida, dando-se a Venâncio outro tanto
terreno e mais 10 palmos, devendo haver na mesma rua uma servidão de caminho até o
córrego.
Por esta última nota conclui-se que a rua do Buraco, em 1879, ligava a rua João
Neto à descida para a rua Joaquim Guedes Machado. A subida, a partir dali, até à Lucas
Augusto, foi construída após 01.07.1879.
CAMINHO DO MEIO

(Catedral) – É a atual rua Santa Filomena. Liga a praça Professor Ângelo à rua Plóbio
Cortes de Paula.
Ao que parece o nome de Caminho do Meio se deve ao fato de esta rua cortar o
morro da Catedral ao meio ou, por ficar a meio caminho da rua da Grama para a Catedral.
CAMPO LIMPO, rua

É a atual rua Ribeiro Junqueira. Foi a lei nº 50, de 22.02.1949, que alterou a sua
denominação para a atual.
O distrito de Campo Limpo foi criado a 12.11.1878, dentro do município de
Leopoldina. A 27 de dezembro de 1948 recebeu a denominação de Ribeiro Junqueira, em
homenagem a esta família, que no ano seguinte passou a denominar também a rua que
levava o nome do distrito.
CATAGUASES, rua

(Rosário) – É a atual rua Dr. Ormeu Junqueira Botelho. Foi a lei nº 684, de 18.04.1969,
que deu a denominação de rua Cataguases à nova rua, sem denominação, que liga a
ladeira Riachuelo à rua Lindolfo Pinheiro de Lacerda.
Remonta ao ano de 1828 a doação para o patrimônio de Santa Rita da Meia
Pataca, instituído Curato em 1832. A 10 de outubro de 1851 foi elevado a distrito,
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subordinado ao município de Leopoldina. No dia 25 de novembro de 1875 foi promulgada
a lei de sua elevação a município, fato só efetivado no dia 08 de setembro de 1877,
quando finalmente Cataguases desvinculou-se de Leopoldina.
CAXIAS, DUQUE, largo

O Almanaque de 1885 informa que o advogado Dr. Aristides Cezar de Almeida
poderia ser encontrado no largo Duque de Caxias.
Na divisão de 1890, à qual nos referimos no início deste capítulo, não há qualquer
menção a este largo e nenhuma outra informação sobre ele apareceu nos documentos
até aqui pesquisados.
CEMITÉRIO, largo

(Cemitério) – É a atual praça São José, situada em frente ao portão principal do
Cemitério.
CONCÓRDIA, largo

No livro de atas da câmara de nº 6, com data de 04.06.1877 está a petição de José
Pereira de Oliveira oferecendo-se a fazer o gradil do largo da Concórdia a quinze mil reis
o metro, com esteios de ferro a cinco mil reis cada um.
No livro de atas de nº 7, fls 22, 10.02.1880, um Dr. Pestana declara que o prédio
em construção no largo da Concórdia, conquanto o construtor exceda o terreno concedido
pela câmara, estreitando em 20 palmos a rua que vai ao córrego e que por isso deveria
ser demolido, seja no entanto conservada a construção de pedra já feita, atendendo à
importância da obra mas pagando o construtor pela concessão deste excesso, mais multa
por ter edificado em parte sem concessão e prévio pagamento dos direitos de construção
assim como a multa em que incorreu sem ter previamente sido alinhado e marcado o
terreno.
CONSTANÇA, colônia

Constança são as terras que ficam nas imediações do trevo na BR-116, que dá
acesso a Tebas. Segundo se sabe ali existiu a fazenda Constança que, posteriormente
emprestou seu nome à Colônia de imigrantes que se criou no município.
Sobre esta Colônia, sabe-se que vinha sendo planejada desde 1909. Relatório da
Diretoria da Agricultura, Terras e Colonização, desse ano, assinado por Guilherme Prates,
informa que “Acha-se situada no districto da cidade de Leopoldina, a quatro kilômetros da

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estação da estrada de ferro. Tem área de 17.437.500,00 metros quadrados, dividida em
60 lotes, com cerca de 25 hectares cada um e um logradoiro público.”
Mas a criação da Colônia ocorreu em 12.04.1910, através do Decreto Estadual nº
2801 e para a sua constituição o Governo adquiriu a fazenda Constança; a fazenda
Sobradinho; a fazenda Boa Sorte, com 122 alqueires, em 02.03.1909, conforme o
Annuario Historico Chorographico de Minas Gerais daquele ano; a fazenda Modelo D.
Antonia Augusta, em 1910; e, as fazendas Palmeiras e Santo Antônio do Onça, em 1911.
Nessas terras, inicialmente, foram demarcados 60 lotes. Com as aquisições
seguintes a colônia passou a contar com 73 lotes. Destes lotes, ao final de 1912, apenas
64 estavam ocupados.
As casas da Colônia tiveram como modelo (planta) as da Colônia Vargem Grande,
uma colônia que já existia, nas proximidades de Belo Horizonte.
A Colônia Constança era dirigida por representante do governo, responsável pela
venda dos lotes, recebimento das prestações e organização da colônia. E consta que o
primeiro deles foi o sr. Fernando Sellani, familiar de Santo Sellani, que ocupou o lote 60, a
partir de 11.06.1910 e que permaneceu no posto até outubro de 1909. Posteriormente foi
nomeado para o cargo Guilherme Prates que, segundo a Gazeta de Leopoldina, de
27.05.1911, permaneceu no posto até 16.05.1911, quando foi transferido para a Colônia
Santa Maria, em Sobral Pinto/Astolfo Dutra. Nessa mesma ocasião, da Santa Maria, veio
o diretor Félix Schmidt, que administrou a Constança por um curto período pois, em
30.06.1911 veio a falecer. Assumiu o cargo, a partir daí, o sr. Climério Duarte Godinho,
que já exercia a função de auxiliar, desde julho de 1909 e que permaneceu até a total
quitação dos financiamentos dos lotes e emancipação da colônia, ocorrida em 03 de
março de 1920. O sr. Climério residiu na sede da Colônia, que funcionava na antiga
fazenda Boa Sorte, hoje de propriedade dos herdeiros de João Bonin, onde funciona a
escola pública que atendia às famílias dos colonos e que se transformou na atual E. M.
Climene Godinho.
CORÉIA, bairro

Era o nome corrente do bairro de Fátima.

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Aparentemente o nome foi dado pelos italianos que ali viveram no início do século
dezenove. Trata-se de antiga dança grega, em italiano chamada Corea, muito comum na
Italia, com bailado infantil muito agitado e cantos, também conhecida como Ballo di San
Vito.
DESCAROÇADORES, rua

(Fábrica) – O nome provém da atividade de retirada dos caroços do algodão para
processamento na fábrica, realizada num galpão de sapé ali existente em tempos antigos.
Conta-se que algumas famílias produtoras de algodão encarregavam suas filhas do
transporte até a fábrica, com isso gerando grande ansiedade por parte dos funcionários
que se deleitavam com a presença feminina.
Ver rua Izauro Bretas.
DESENGANO, avenida

Foto do arquivo do Centro Cultural Espaço dos Anjos nos induz a concluir que esta
avenida é a atual rua Custódio Junqueira. Também, através de foto, constatamos que ela
recebeu, posteriormente, o nome de avenida Santa Isabel, denominação do distrito que
passou a se chamar Abaíba.

Ver, em Antigos Logradouros, Isabel, Santa.
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DIREITA, rua

(Rosário) - Esta rua existiu nos primeiros tempos da cidade. É a atual rua Gabriel
Magalhães.
Sobre ela já nos ocupamos na introdução deste trabalho. Acrescentamos aqui,
mais alguns detalhes.
Pela rua Direita, chegava-se à Grama, por um caminho que, possivelmente, se
transformou na atual rua João Gualberto.
Francisco de Paula Ferreira de Rezende explica que os limites do patrimônio de
São Sebastião, embora não pudesse precisar, “acreditava ser o Feijão Cru e um pequeno
lacrimal (córrego) que, vindo dos lados do cemitério velho, atravessa a rua do Rosário e,
depois de já estar junto com o corregozinho que passa pela Cadeia (atual Clube
Leopoldina), atravessa a rua Direita e vai entrar no Feijão Cru”.
No livro 6 de atas da câmara, às fls 28 verso, 22.03.1878, Custódio Cruz pede a
construção de um pontilhão sobre o córrego da rua Direita. Na folha 52, 07.02.1879, está
o curioso registro da leitura de um ofício de Silverio Antonio Mendes comunicando que
tendo tomado um vomitorio não podia comparecer. Se no dia seguinte o tempo estivesse
bom, compareceria a fim de aceitar o contrato de calçamento da rua Direita que havia
arrematado em hasta pública, assim como o calçamento da porta da igreja do Rosário até
a rua Formosa.
Neste mesmo livro, às fls 76 verso, 25.07.1879, trata-se da adequação da rua que
“da rua direita dirige-se a municipal pelo morro da Matriz, de conformidade com a postura,
por que não tem 30 palmos de largura a dita rua.”
A mudança do nome da rua Direita trouxe para Leopoldina uma referência à vitória
em Aquidabã que deu fim à Guerra do Paraguai. Já em 1880 a mesma rua é denominada
Primeiro de Março em documentos da câmara municipal.
FEIJÃO CRU, praça e travessa

Praça - (Mina de Ouro) – Ficava no início da rua Sebastião Pereira Bella.
A idéia do nome dessa praça foi do então vereador Elói Rodrigues Neto que
desejava dar a uma praça o primeiro nome pelo qual se conheceu o povoado de
Leopoldina. Seu projeto se transformou na lei nº 654, de 31.07.1968 que “denominou
Feijão Cru a praça a ser criada pela atual administração, no bairro Mina de Ouro, entre as
ruas Sebastião Pereira Bela, São Pedro, João Neto e Vila Gilda.”
O local recebe hoje o nome Largo Dr. Sebastião Campos Alvim.

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Travessa - (Mina de Ouro) – É o trecho da atual rua Joaquim Guedes Machado que vai da
esquina da rua José Lintz até encontrar-se com a rua das Flores.
FLORESTA, rua

(Centro) – É a atual rua Francisco de Andrade Bastos.
Nela, em 1925, foi construída a residência do cel. Francisco de Andrade Bastos,
segundo a revista Brasil Progresso de setembro daquele ano.
Ver, em Logradouros Atuais, Francisco de Andrade Bastos.
FORCA, morro

Hoje é conhecido como Pirineus.
Conforme relato de Barroso Júnior ali, quando o arraial se fez vila, ergueu-se uma
forca onde foram executados pelo menos três escravos acusados do assassinato do seu
amo.
Esta história se repete em outros textos que dizem, inclusive, que o carrasco teria
sido um tal Fortunato.
Segundo o relatório da Presidência da província para o ano de 1856, em setembro
daquele ano, no então distrito de São José do Paraíba, o norte americano Michael
Jackson foi assassinado por seus escravos Davi, Américo, Antonio, Francisco, Miguel,
Vicente e Joaquim. Presos e encaminhados para a cadeia pública de Leopoldina, foram
julgados no ano seguinte. Quatro deles, Davi, Américo, Vicente e Joaquim foram
condenados e enforcados no dia 15 de dezembro de 1857. Pelo mesmo relatório este
enforcamento teria sido executado por um outro carrasco que não o citado Fortunato.
O Almanaque de 1885, diz “que em 1832 o reverendo cura Manoel Antonio rezou a
primeira missa numa tosca capelinha, coberta de bicas de palmito e erecta no alto do
morro do antigo cemitério e forca.”
Diz, ainda, o mesmo texto, “que ali se vêm altos comoros de terra mortuários e
tendo-se enforcado lá uns escravos incursos na lei de 10 de junho, sucedeu que a um
cúmplice de menor idade fôsse poupada a pena capital. Conhecemo-lo solto, depois de
cumprida a pena que lhe fora imposta: adoeceu gravemente e na hora da agonia, ergueuse do leito e envolto num lençol, como um fantasma, encaminhou-se para junto da cova
de seus parceiros, onde exalou o último suspiro”.
E completando a história o autor afirma que: “Em verdade a religião não sentia
simpatia por tal vizinhança e pois o templo mudou-se, como a arca, para o meio do morro

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de São Sebastião, entre as casa, ora pertencentes ao Dr. Américo Lobo e a João Neto,
sendo afinal transferido para o alto, onde hoje campea a igreja matriz”.
A Gazeta de Leopoldina, de 22.08.1911, fala da existência de uma caixa d’água no
morro da forca e de uma cerca construída nas Tabocas, por Adão Pereira Rodrigues, que
impedia o trânsito e acesso à mina.
FORMOSA, rua

Conforme nota já transcrita em rua Direita, no livro 6 de atas da câmara, fls 52,
07.02.1879, foi lido um ofício de Silverio Antonio Mendes comunicando que tendo tomado
um vomitorio não podia comparecer. Se no dia seguinte o tempo estivesse bom,
compareceria a fim de aceitar o contrato de calçamento da rua Direita que havia
arrematado em hasta pública, assim como o calçamento da porta da igreja do Rosário até
a rua Formosa.
Nesse mesmo livro, às fls 57, 03.03.1879, é autorizada a reforma da fonte pública
da rua Formosa, sob a direção do Dr. Horta Barbosa. E diz o registro “que fique d’esde já
prohibido.... lavar roupa ou quaes quer outros objectos nas fontes publicas, sob pena de
vinte quatro horas de prizão e cinco mil reis de multa.”
Por estas duas notas conclui-se que esta rua é a que faz a ligação da praça do
Rosário com o bairro Seminário.
Às fls nº 24verso do livro de atas nº 7, com a data de 01.03.1880, o fiscal diz que é
necessário consertar um bueiro na rua Formosa, defronte da pharmacia de Francisco
James e por outra frente com Jannuario Italiano.
GRAMA, rua

Livro de atas nº 7, fls 14, reunião de 07.01.1880. “Uma petição assinada por
Antonio Alves Cordeiro e diversos outros moradores da rua da Gramma reclamando o
calçamento da rua, por se julgarem com direito aos mesmos favores ou concessões feitas
aos habitantes das demais ruas da cidade. Reclamam e pedem as necessárias ordens
para o calçamento de que falam, visto que em princípio do exercício deve existir a maior
parte da quantia votada para obras públicas, acrescentando que nesta rua residem
empregados públicos, negociantes, oficiais e muitas outras pessoas sujeitas ao imposto
municipal”. Foi nomeada uma comissão composta dos doutores Antonio Horta Barbosa e
José de Moura Neves para orçar o calçamento requerido ou “macadâm”, declarando
quanto se poderá gastar com uma ou outra coisa.
Ver mais em Grama, bairro, em Logradouros Atuais.
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HARMONIA, fonte, rua e praça.

O livro nº 6 de atas da câmara, fls 54, em 20.02.1879, informa estar sendo
reparada a fonte da Harmonia. E diz a nota que é necessário “aumentar a caixa d’água de
3 a 4 palmos, colocar um cano de chumbo da caixa até a bica, desmanchar o paredão
que serve de invólucro do cano, rasgar a terra para o lado do paredão na extensão de
144 palmos quadrados.......”
Nesse mesmo livro, às fls 75verso, com a data de 23.07.1879, consta a aprovação
de pedido apresentado em ata anterior concedendo ao italiano Pasquale Zavataro 10
palmos de terreno na frente da casa que ele estava construindo na rua Harmonia, para
que ele fizesse um jardim na frente da casa. Na petição ele havia citado que o terreno
estava destinado a um beco entre a casa do Sr. Juiz e a dele. Na concessão o logradouro
é citado como praça, não rua e é exigido que ele feche o espaço com frandes de ferro ou
madeira, não excedendo a altura de 8 palmos.
No livro nº 7 de atas, folhas 21/22, de 10.02.1880, o fiscal informa que o italiano
Zavataro pediu o terreno para fazer jardim e está edificando no local.
INDUSTRIAL, bairro

Era o nome antigo do atual bairro da Fábrica.

Apesar do nome registrado, há dúvidas sobre a localidade fotografada.
ISABEL, SANTA, avenida

Analisando fotografia existente no arquivo do Centro Cultural Espaço dos Anjos,
onde aparecem as palmeiras existentes na praça Félix Martins, concluímos que esta
avenida é a atual rua Dr. Custódio Junqueira. Ela recebeu, também, o nome de avenida
Desengano.

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Registre-se que em 21 de novembro de 1890 foi criado o distrito de Santa Isabel,
dentro do município de Leopoldina. Seu território provinha do distrito de Conceição da
Boa Vista. A 31 de dezembro de 1943 seu nome foi mudado para Abaíba, que no dizer do
padre A. Lemos Barbosa, em Pequeno Vocabulário Tupi-Português, livraria São José, RJ,
1951, significaria difícil, trabalhoso, confuso ou, numa segunda acepção, futuro esposo ou
namorado.
JOÃO LOURENÇO, bairro

Este bairro não existe mais e não se encontrou maiores referências sobre ele. No
entanto a Gazeta de Leopoldina, de 31.07.1910, informa ter o Dr. Jonas Bastos,
presidente da câmara, mandado colocar três lâmpadas no bairro João Lourenço.
A Gazeta de Leste, de 11.10.1890, diz que o sétimo quarteirão compreendia o largo
capitão Félix Martins até a subida da serra, passando pela chácara do João Lourenço
Ferreira de Lacerda, rua Dr. Vasconcelos até a casa de Francisco Vargas Correia.
O Almanaque de 1885 informa que um dos agrimensores da cidade era o Dr.
Ignacio de Lacerda Werneck, que residia na chácara do João Lourenço.
Segundo antigos moradores, o bairro João Lourenço ficava localizado entre a
Grama e a Fábrica, tendo surgido do desmembramento de terras de João Lourenço
Ferreira de Lacerda, formador da fazenda Floresta, posteriormente adquirida por Jonas
Bastos.
João Lourenço era filho de Lourenço José Leal e Ana Catarina Ferreira de Lacerda,
neto paterno de Álvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda e neto materno de José Ferreira Brito
e Mariana Paz de Lacerda. Portanto, descendia de duas das antigas famílias
leopoldinenses: os Ferreira Brito e os Pinheiro Corrêa de Lacerda.
Casou-se com Inacia Emilia de Souza Werneck, filha de Inacio de Souza Werneck
e Albina Joaquina de Lacerda. O casal teve 10 filhos: Esmeraldina, casada com Emilio
Hirsch; Francisco, casado com Maria Constança de Almeida; Inácio, casado com Delmira
de Souza Werneck; Mariano, nascido em maio de 1856 em Leopoldina; Ana, nascida em
junho de 1857 em Leopoldina; João, nascido em março de 1860 em Leopoldina; Joaquim,
nascido em julho de 1861 em Leopoldina e aí casado a 16.07.1883 com Carlota Candida
Cabral; Manoel, nascido em dezembro de 1862 em Leopoldina; Américo, nascido em
junho de 1864 em Leopoldina; e, Ernestina, nascida em abril de 1870 em Leopoldina.
A propriedade de João Lourenço não era muito extensa. Assim foi descrita no
Registro de Terras de 1856: "N. 43 - João Lourenço Ferreira de Lacerda possue vinte e
dous e meio alqueires de Terras, pouco mais ou menos, que lhe coube por herança de
seu finado Sogro Ignacio de Souza Verneck na fazenda Benevolencia em commum. S.
Lourenço 6 de Abril de 1856. O Vig.º José Mª Solleiro"
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Curiosamente parece que esta não era a mesma propriedade que deu origem à
chácara e depois bairro João Lourenço. Até onde pudemos apurar, parece-nos que a
fazenda Benevolência ficava em território que depois veio a pertencer ao município de
Cataguases quando este foi desmembrado de Leopoldina. Seria nas imediações do
Limoeiro. E os 3 primeiros filhos de João Lourenço listados acima, ao se casarem
declaram ter nascido em Cataguases.
Em 1875 João Lourenço era “negociante de fazendas secas em Leopoldina”.
JOSÉ GAMA, rua

(Fábrica) – Denominada através da nº 1.785, de 07.03.86, teve seu nome alterado para
Romualdo Joaquim de Souza por lei de 14.12.1987, nº 1.941. É o único caso recente de
troca do nome de uma pessoa homenageada pelo de outra, sem que o nome anterior
tenha sido utilizado para designar um novo logradouro.
José Gama Neto nasceu na serra da Onça em 23.07.1903 e faleceu a 15.11.63. Foi
casado com Maria Dolores da Silveira e teve onze filhos. Era ruralista.
Ver rua Romualdo Joaquim de Souza.
LINHA, bairro

Era como geralmente se referia ao bairro que margeava a linha férrea na direção
do atual bairro Bela Vista. Após a retirada dos trilhos da E. F. Leopoldina surgiu o bairro
Bela Vista e o nome “linha” desapareceu.
Vale recordar que em 1871 a Companhia Estrada de Ferro Leopoldina obteve
concessão para a construção de uma linha de bitola de um metro, ligando Porto Novo do
Cunha a Leopoldina. Substituída pela Leopoldina Railway Company Limited, esta
companhia foi a principal responsável pela chegada da maioria dos imigrantes à nossa
região no período imediatamente anterior ao grande fluxo de estrangeiros contratados
para a agricultura. Necessário esclarecer que quase todos os recrutados para a
construção da ferrovia estavam no Brasil há mais de dez anos, seja trabalhando na
Companhia União Indústria ou na Estrada de Ferro Dom Pedro II.
O fluxo de imigrantes para Leopoldina, por conta da Leopoldina Railway Co. Ltd.,
estende-se por alguns anos. O assentamento desta Companhia ficava próximo a Vista
Alegre, às margens do riacho Jacareacanga, onde existiu a Hospedaria de Imigrantes do
Jacareacanga, extinta em 1896. Acredita-se que bem antes disso a Hospedaria já não
mais recebesse imigrantes pois, desde 1889, o ponto de acolhimento principal era a
Hospedaria Horta Barbosa em Juiz de Fora. Aos poucos alguns dos antigos trabalhadores
da ferrovia construíram suas habitações às margens da estrada dando início ao
povoamento que se transformou no atual bairro.
MATRIZ, Alto da

Alto da Matriz é o local onde está a Catedral. Hoje a praça recebe o nome de praça
Dom Silvério.
No livro nº 6 de atas da câmara, na folha 13, em 03.08.1877, o vereador Teixeira
Lopes pede para ser orçado o calçamento do morro da Matriz, a começar na frente da
casa de João Neto e entroncar na frente da casa de Menezes.

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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

No livro caixa da câmara municipal de Leopoldina, ano 1881, na folha 10, com a
data de 09.05.1881, consta ter sido pago ao Dr. João das Chagas Lobato despesas com o
caminho da Matriz, no valor de 58$250. Na folha 29 verso, 23.03.1878, está o pedido para
roçar o morro da Matriz na parte que verte para a Grama, a fim de que se possa extinguir
os formigueiros ali existentes.
É curioso observar que, neste livro, constam várias menções à extinção de
formigueiros em diferentes lugares do município.
Na folha 54verso, do mesmo livro nº 6, com data de 20.02.1879, trata-se do
grammamento do morro da Matriz bem como da abertura de uma estrada de 20 palmos
de largura em roda do mesmo morro, a começar no sobrado do cidadão João Gonçalves
Netto.
MELO VIANNA, praça

(Centro) - É a atual praça Gama Cerqueira que recebeu este novo nome pela lei nº 406,
de 03.10.1961. Por um curto período afixaram nela uma placa indicativa com o nome de
Juiz Gama Cerqueira. Mas, ela sempre foi conhecida como “Praça do Urubu”.
Fernando Pereira de Melo Vianna nasceu a 15 de março de 1878, filho do
português Manoel Fontes Pereira de Melo Viana e de Blandina Augusta de Araújo. Foi
matriculado no Colégio Caraça em 1890 de onde saiu para cursar Direito em Ouro Preto.
Por ocasião da mudança da capital do estado, transferiu-se para Belo Horizonte para
terminar o curso. Exerceu a magistratura, foi professor, senador pelo PSD e Vicepresidente da província de Minas Gerais em 1926.
Ver praça do Urubu, em Antigos Logradouros e, Gama Cerqueira, em Logradouros
Atuais.
MUNICIPAL, rua

A rua Municipal existiu no tempo da visita do Imperador D. Pedro à cidade, em
30.04.1881, segundo o jornal O Leopoldinense de 24.04.1881. É a atual rua Cotegipe
que, também, foi chamada rua das Flores.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

Diz a nota sobre a visita de D. Pedro a Leopoldina, que no trajeto da estação até à
casa da rua Municipal nº 29 e desta às escolas, cadeia e vice-versa, tocaram as 3
bandas (do Prof. Antonio Fernandes Dunga, do Prof. João Affonso Vianna e de Francisco
Casemiro da Costa Filho.
Depois do almoço sua Majestade, acompanhada do deputado geral Antonio Alvares
de Abreu e Silva, dos diretores da Estrada de Ferro e outros, visitou o Colégio N. S. do
Amparo, a cadeia e a Câmara. Da rua Municipal seguiram para a Matriz, onde rezaram e
voltaram à agência da Estrada de Ferro.
No livro caixa, códice 245, fls 2, datado de 23.10.1876, consta o pagamento a
Silverio Antonio Mendes pelo calçamento da rua Municipal, no valor de 1:300$000. No
livro 6 de atas da câmara estão os registros que se seguem: Às fls 5, em 13.03.1877,
Silverio Antonio requer pagamento por conta do calçamento que está fazendo na rua
Municipal. Felisberto Antonio Mendes informa que para concluir o calçamento será
necessário desaterrar um grande barranco desta rua, em frente à casa do Dr. Lintz. Na
folha 9, em 01.05.1877, Custodio Cruz apresentou proposta de autorizar o calçamento da
rua Municipal e seu prolongamento até a Estação da estrada de ferro, mandando romper
o barranco da mesma rua. Na folha nº 10, com a data de 30.07.1877, Antonio de Santa
Cecilia encaminha plano e orçamento para a rampa da rua Municipal, trabalho entregue a
Manoel de Souza Muniz. Na folha nº 52 verso, 07.02.1879, foi lido relatório do fiscal
citando que um terreno na rua Municipal tinha sido concedido a João Teixeira Lopes
Guimarães, aparentemente por Eugênio Botelho Falcão, e tinha cahido em terceiro
comisso, tendo sido pagos os direitos a 13.01.1879 e, portanto, João Teixeira Lopes
Guimarães continuava na posse do terreno. Na mesma rua, mesmo caso em relação a
Roque Evaristo Penha que pagou no dia 23.01.1879. Na fl. 55 verso, 03.03.1879, João
Patrício de Moura e Silva, senhor e possuidor de uma posse na rua Municipal, que
comprou de José Pereira Lopes Guimarães, caiu em comisso não porque se negue a
pagar mas, porque os empregados encarregados da cobrança se negaram a entregar-lhe
o respectivo talão. “Existe maior parte dos esteios depositados na dita pose e toda a
madeira e materiaes prontos para n’ella edificar um grande sobrado de desoito palmos
cada andar, e a mão de obra contractada com o cidadão Francisco Victal de Mendonça
ao passo que um tal Roque Penha a requereo, para o que não foi elle intimado e nem
aumenos consultado a respeito de querer ou não pagar o comisso.”
No livro 6, às fls 76 verso, 25.07.1879, trata-se da adequação da rua que “da rua
direita dirige-se a municipal pelo morro da Matriz, de conformidade com a postura, por
que não tem 30 palmos de largura a dita rua.”
No livro 7 de atas, às fls 43, com a data de 10.06.1880, discute-se sobre mandar alargar a
rua que desce da casa do Dr. Américo e sai na rua Municipal “e assim mais do morro das
piteiras até a casa do Professor Angelo”. Nesse mesmo livro, às fls 70, em 07.12.1880,
está registrada a necessidade de mandar reconstruir a calçada que da plataforma da
Estação da estrada de ferro entronca-se na calçada da rua Municipal, mandando-se
abaular o calçamento para evitar a parada de águas naquele lugar e evitando a
aglomeração do barro vindo da estrada da Grama ali existente.
Ver outras notas na rua Primeiro de Março.
NOVA, rua

(Centro) – É a atual rua Presidente Carlos Luz.
Foi aberta por volta de 1930. Recebeu o nome de rua Thebas mas permaneceu
com o apelido de “rua Nova” até bem pouco tempo.
OPERÁRIOS, rua

(Fábrica) – É a atual rua Costa Montes.
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Seu nome homenageava os trabalhadores da Cia Fiação e Tecidos Leopoldinense,
a Fábrica, que deu origem ao bairro.
ORFANATO

Orfanato é como geralmente se referia às terras que ficam na encosta da pedra do
Cruzeiro.
Segundo Luiz Eugênio Botelho em “Leopoldina de Hoje e de Ontem”, no passado o
local era conhecido como chácara do João França.
A instituição “Orfanato Dona Lenita Junqueira” foi fundada no dia 27 de agosto de
1922, tendo a frente o padre Giulio Fiorentini. Sua inauguração ocorreu somente a 24 de
maio de 1946, 22 anos após a morte de seu idealizador, quando acollheu as duas
primeiras hóspedes. Recebeu inicialmente o nome de Patronato Dona Lenita Junqueira. A
primeira hóspede, nascida em Ponte Nova no ano de 1935, permaneceu na instituição até
janeiro de 1946, quando foi entregue à Irmã Gabriela, da Casa de Caridade
Leopoldinense. A segunda ali permaneceu até 1953, sendo então acolhida em casa de
uma das tradicionais famílias da cidade.
PALHA, rua

(Centro) – Não se tem ao certo onde esteve localizada esta rua. A Gazeta de Leste, de
11.10.1890 diz que o sexto quarteirão compreendia a rua Cotegipe, a partir da casa do
Custódio Cruz (que se supõe tenha existido nas proximidades da esquina da rua
Tiradentes), até a estação e a rua da Palha. A partir desta informação acreditamos que
seja esta a atual rua Ribeiro Junqueira.
PALMEIRAS, rua

(Praça da Bandeira) – É a atual rua Emília Levasseur Rocha.
A mudança do nome de rua das Palmeiras para Professora Emília Levasseur
Rocha ocorre com a lei nº 800, de 27.04.1972.
PASSEIO, largo

(Centro) – Este foi o primeiro nome da praça Professor Botelho Reis. Seu nome foi
alterado, em 1880, para largo Visconde do Rio Branco, por indicação do vereador Teodoro
Carneiro.
PIACATUBA, rua

(Centro) – É a atual rua Cel. Olivier Fajardo. Chamava-se Piedade até que o nome do
distrito mudou para Piacatuba. Recebeu o nome atual, Cel. Olivier Fajardo pela lei nº 414,
de 30.11.1961.
O primeiro nome de nosso mais antigo distrito foi Curato de Nossa Senhora da
Piedade, povoado a partir da década de 30 dos oitocentos. Instituído distrito em 10 de
outubro de 1851, pertencendo ao então criado município de Mar de Espanha, foi
transferido para Leopoldina quando de nossa emancipação política em 1854. A 7 de
setembro de 1923, por conta de lei estadual que vetava o uso de nomes religiosos em
unidades político-administrativas mineiras, recebeu o nome de Piacatuba que, na língua
geral, significa “terra de gente de bom coração”.
PONTE, rua

Luiz Rousseau Botelho, em “Coração de Menino”, p. 100, se refere a esta rua, que
teria existido em 1901. Diz ele: “..... foi ali no largo Professor Ângelo, mesmo na esquina
da rua da Ponte, onde havia a casa comercial de um espanhol”.
Acreditamos que esta rua seja a atual João Neto.
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PRIMEIRO DE MARÇO, rua

(Centro) – Conforme se verá a seguir, compreendia as atuais ruas Gabriel Magalhães e
Lucas Augusto. Anteriormente chamava-se rua Direita. Possivelmente teve seu nome
alterado pela comissão de 1880, da qual falamos na introdução.

Segundo o Almanaque de 1885, nesta rua ficava o hotel Carneiro, o cambista
Pereira Lopes e Cia., o barbeiro José Joaquim da Silva Correa, a farmácia Confiança de
Werneck e Cazimiro, o advogado Dr. Américo Lobo Leite Pereira, o tenente João Antonio
Miranda, o contador João Guilherme Gaede, o juiz municipal Antonio Augusto de Lima e
seus suplentes o tenente Manoel Cândido de Oliveira Lima e o capitão Antonio José Alves
Ramos, o suplente de delegado de polícia capitão José Antonio de Oliveira Martins e o
médico Dr. Otavio Ottoni.
A Gazeta de Leste, de 11.10.1890 diz que o segundo quarteirão começava no largo
do Rosário e rua Tiradentes e ia até a casa de negócio do Pedro Barra, na esquina da
Sete de Setembro. E o terceiro, partia da casa do Olívio Vargas Correia, no começo da
rua Primeiro de Março e por esta chegava até o alto da matriz.
O Leopoldinense de 28.04.1895 informa que em 22.04, pelo decreto nº 7, o sr.
agente executivo abriu um crédito extraordinário para aquisição de um prédio para a
câmara municipal. Este crédito, somado a um anteriormente votado, somava 25.000$000
pela qual se realizou a compra do palacete que pertenceu ao falecido Dr. José Cesário.
No texto do decreto nº 7, após vários considerandos, inclusive um que diz ser
insuportável a câmara estar junto com a cadeia, o art. 1º do decreto diz: fica aberto o
crédito para aquisição do prédio sito à rua Primeiro de Março, pertencente ao Dr. Quirino
Ribeiro Monteiro de Barros e demais condôminos. E o mesmo jornal, na sua edição de
19.05.1895, dá notícia de que a Câmara Municipal já mudou para o palacete do Dr. José
Cesário.
O livro de atas nº 7, fls 55verso, datado de 06.09.1880, Américo Lobo Leite Pereira
alega que foi aberta uma rua que termina na Primeiro de Março junto ao prédio nº 37 e
não se lhe deu a largura necessária, além de a nova rua ser estreitada por um barranco
que desfigura a principal que é a Primeiro de Março. Pede que se mande desmoronar o
barranco. No mesmo livro, fls 80verso, 07.02.1881, o mesmo Américo reclama sobre a
casa que a Câmara do quatriênio passado mandou fazer na rua Municipal, pondo em
perigo o prédio nº. 37 da rua Primeiro de Março. Mais adiante, às fls 88, 07.03.1881, o
requerimento do Dr. Américo é indeferido porque o “supplicante quando comprou a dita
caza de João Teixeira Lopes já existia a escavação da rua Municipal e calçada, e por
essa razão não acha justo o que o supplicante exige da Câmara.”
Neste acto, pelo Vereador Dr. Eduardo, “foi requerido que se insira na acta que votou
contra a construcção do paredão requerido por não poder a Camara actualmente dispor
da quantia preciza para esse serviço. Aprovado.”
No livro caixa da câmara municipal de Leopoldina, às fls 15, com a data de
01.08.1881 registra-se que foi pago a José da Costa Godinho, pelo levantamento da
calçada na rua Primeiro de Março, a importância de 446$760.
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PROVIDÊNCIA, rua

É a atual rua Gabriel de Andrade Junqueira. Seu nome foi alterado pela lei nº 402,
de 25.05.1961.
O distrito de Providência foi criado pela Decreto número 61 de 09.05.1890, em
território do município de Leopoldina. É uma das regiões da cidade que, embora tendo
sido ocupada nos primórdios de nosso povoamento, mais tardiamente teve o arraial
formado. De 1831, data do mais antigo documento que menciona seus antigos
moradores, até os anos setenta daquele século, seus atuais limites eram ocupados por
antigas fazendas. Com o surgimento da ferrovia, em torno de sua estação começaram a
surgir as primeiras construções que deram origem ao distrito.
PURY, fazenda

(Onça) - No livro Machado e Rodrigues dizemos que as terras desta fazenda, segundo
informes verbais e nossas observações, abrangiam a serra dos Puris, principalmente a
vertente cortada pela atual estrada Rio-Bahia, BR-116, no seu trecho entre os quilômetros
771 a 777, no bairro da Onça. Sua sede, um casarão assobradado, foi demolida para a
construção da estrada BR-116, no km 776. Ficava onde está o leito da estrada,
aproximadamente cem metros após a ponte de concreto ali existente, no sentido
Leopoldina-Rio de Janeiro.
Estas terras passaram aos herdeiros de João Rodrigues da Silva e, posteriormente,
boa parte foi transferida para terceiros. Hoje, apenas as partes herdadas por Paulino,
Martiniano, Ana Venância e Antonio Augusto, permanecem nas mãos de familiares.
Segundo consta esta fazenda Puri confrontava com as fazendas da Constança, Boa
Sorte, Onça e Floresta.
RECREIO, praça

(Centro) - É a atual praça João XXIII.
A mudança do nome desta praça ocorreu com a lei nº 483, de 26.07.1963.
A cidade de Recreio nasceu como distrito de Leopoldina a 27.06.1890 e assim
permaneceu até 17 de novembro de 1938, quando foi emancipada. Seu território inicial foi
um desmembramento de partes do distrito de Conceição da Boa Vista, especialmente a
localidade que veio a formar o distrito de São Joaquim, atual Angaturama, a 21 de
novembro do mesmo ano.
O Curato de Conceição da Boa Vista foi elevado a distrito em 10 de outubro de
1851, pertencendo ao então criado município de Mar de Espanha. Com a emancipação
política de Leopoldina, passou a fazer parte de nosso município. Em 1938, foi transferido
para Recreio.
O nome do município é uma referência à fazenda do Recreio, de propriedade dos irmãos
Inácio e Francisco Ferreira Brito, personagens de grande importância na definição do
traçado da ferrovia que corta a cidade.
RIACHUELO, rua

(Rosário) - É a atual rua Joaquim Ferreira Brito, que faz a ligação da praça do Rosário ao
Cemitério. Como se verá adiante, o nome de rua Riachuelo já aparece em anotações da
câmara de 1876. A alteração para Joaquim Ferreira Brito ocorreu com a lei nº 437, de
25.07.1962.
A Gazeta de Leste, de 11.10.1890, diz que o primeiro quarteirão começava na
casa de negócios de Adrelino Pinheiro de Senna, propriedade de Valério Ribeiro de
Rezende, pela rua Riachuelo até a casa Ferreira Neto e Cia, na esquina do largo do
Rosário.
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Barroso Júnior conta que nesta rua, junto ao morro do Cemitério, “havia um rancho
de tropeiros que navegavam por estes sertões.”
O nome dessa rua era uma homenagem aos militares brasileiro que participaram
da batalha naval de Riachuelo, ocorrida em 1825.
O livro caixa, códice 245, fls 37, de 21.10.1876, registra que foi pago “por limpação
do canal da rua do Riachuello,” a importância de 23$000.
No livro nº 06 de atas da câmara consta a anotações que se seguem: Às fls 4verso,
em 12.03.1877, petição do procurador da câmara explicando que o prédio da câmara que
existe na rua do Riachuelo está em ruínas e pedindo autorização para vendê-lo em praça
pública. Na folha 29, 23.03.1878, está registrado o requerimento para pagar os serviços
realizados nos buracos entupidos da rua do Riachuelo, em terreno da câmara.
Finalmente, na folha 62, com a data de 07.04.1879, João Manoel Ferreira Brandão
declara ser-lhe conveniente residir na casa de propriedade da câmara, na rua do
Riachuello, que se acha ocupada gratuitamente por Manoel Ferreira Marques.
No livro 7, às fls 68, datado de 30.11.1880, está o registro que trata da necessidade
de calçamento da rua do Riachuelo, reduzindo-se à pedra miúda as pedras de que se
compõe, estendendo-se o calçamento até o alto do cemitério novo. Em ata de
07.02.1881, fls 82, decidiu-se por apenas consertar a calçada existente na rua do
Riachuelo nos lugares onde faltavam pedras e não fazer o calçamento do morro que leva
ao cemitério.
RIO BRANCO, VISCONDE, largo (praça)

Consta do livro 7 de atas da câmara, às fls 70verso, com data de 07.12.1880 que,
após manifestação de pesar pelo falecimento do Visconde do Rio Branco, o vereador
Teodoro Carneiro indicou que o largo do Passeio d’esta Cidade passe a ter a
denominação Praça do Visconde do Rio Branco.
O Almanaque de 1885 diz que neste
largo encontrava-se o promotor público e advogado Dr. José Maria Vaz Pinto Coelho
Júnior, o solicitador tenente Manoel Cândido de O. Lima e a farmácia Central, do capitão
Antonio José Alves Ramos.
Gazeta de Leopoldina, de 27.03.1910 diz que o cel. Affonso Henrique de
Albuquerque adquiriu a farmácia Central, do Sr. José de Souza Marques e a instalará no
largo Visconde do Rio Branco, junto ao Hotel Antunes.
Gazeta de Leopoldina, de 19.09.1911 fala no jardim do largo Visconde do Rio
Branco, que ainda não foi inaugurado e a ele se refere como sendo o jardim central da
cidade.
Por estas e algumas outras informações, deduz-se que este largo é a atual praça
Professor Botelho Reis.
RODRIGUES, chácara

Era uma chácara que existia no final do bairro da Fátima, onde está a rua Ercília
Guimarães.
SALGADO FILHO, rua

(Praça da Bandeira) – É a atual rua Murilo Rodrigues Pinto.
Salgado Filho foi Ministro da Aeronáutica no governo do presidente Getúlio Vargas.
Era gaúcho e faleceu em acidente aéreo.
SAPECADO, alto

A Gazeta de Leste, de 11.10.1890 diz que o quarto quarteirão compreendia a rua
Sete de Setembro até o sobrado de Eugênio Botelho e Tiradentes até a casa do Tomaz de
Almeida Pinho e o quinto, tinha início na casa ao lado do sobrado do Eugênio Botelho
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(atual praça Gama Cerqueira), na continuação da Sete de Setembro e seguia pelas
Tabocas até o alto do Sapecado.
Dessa informação se conclui que o Sapecado era o morro dos Pirineus, talvez na
sua parte que fica mais para o lado do bairro Esteves. Até porque na face dos Pirineus,
voltada para a rua Presidente Carlos Luz, pelo que se sabe, existiu um cemitério.
Segundo antigos moradores, o lado direito do que passou a ser conhecido como
Pirineus era coberto de urtigas. Uns dizem que daí viria o nome Sapecado. Outros
informam que o local era muito pedregoso e com pouca vegetação rasteira, sendo
constantemente tomado pelo fogo na época da seca.
SAPO, rua

(Quinta Residência) – Era o nome pelo qual se conhecia a atual rua Antonio Fernandes
Valentim.
SOTERO, rua

(Centro) – Luiz Rousseau Botelho, em “Coração de Menino”, p. 101, se refere ao local
como sendo “a estrada do antigo Hotel do Sotero, que passava pelo alto do morro e a rua
do Buraco ficava lá embaixo....”
Ver rua João Gualberto, em Logradouros Atuais.
TABOCAS, bairro e rua

Pela lei nº 98, de 18.02.1950, a antiga rua das Tabocas teve seu nome mudado
para rua Dom Aristides. O bairro, foi rebatizado com o nome de bairro Esteves.
Barroso Júnior informa que o córrego do Feijão Cru circula por quase todo o
povoado. Mais longe dele ficava as Tabocas, com seu casario irregular e de gente pobre.
Tabocas, segundo o Pequeno Vocabulário Tupi-Português, do Padre A. Lemos
Barbosa, significa “taquaras”.
Para os mais antigos, que se lembram das Tacobas, fica a dúvida quanto ao limite
das Tabocas “de cima” e “de baixo” e se de fato existiam a Tabocas e a Taboquinhas.
A Tabocas é um dos bairros mais antigos de Leopoldina. Existem registros que dão
conta de que, desde o início do povoado que deu origem à cidade, já se falava na mina
das Tabocas. A ela, inclusive, se refere o historiador Francisco de Paula Ferreira de
Rezende, que viveu na cidade a partir de 1861.
Notas do Jornal O Leopoldinense, o primeiro jornal da cidade, de 1881, falam da
necessidade de melhorias no local e da urgência do esgotamento do escoadouro da mina
das Tabocas, para facilitar a chegada dos muitos usuários à fonte. Mina que, desde
sempre abastece cântaros, botijas, moringas, latas, garrafões e garrafas de quantos
buscam sua água pura. Mina que permanece ali, bem perto da padaria do Kiko, com a
mesma água límpida e gelada, cumprindo a sua “missão” de matar a sede, encher
garrafas e testemunhar o “dedo de prosa” de cada um de seus visitantes.
A Gazeta de Leste, de 11.10.1890 informa que o quinto quarteirão começava “na
casa ao lado do sobrado do Eugênio Botelho, na continuação da rua Sete de Setembro e
incluía a Tabocas e o morro do Sapecado”.
As prováveis taquaras, que teriam existido no passado, embora não se tenha
encontrado registro escrito sobre elas, sumiram antes mesmo da chegada das atuais
mansões, edifícios e casas que enfeitam todo o vale e suas encostas.
A Gazeta de 22.08.1911 fala na caixa d’água no morro da forca e de uma cerca
construída nas Tabocas, por Adão Pereira Rodrigues, que impedia o trânsito e acesso à
mina.
TERESA, SANTA, bairro

Ver rua Castro Alves, em Logradouro Atuais.
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TEREZINHA, SANTA, rua

(Cemitério) – Atual rua do Contorno.
Foi através da lei nº 602, de 01.03.1967, que esta rua teve o seu nome mudado
para rua do Contorno.
É o único caso de um nome próprio substituído por substantivo comum em
logradouro.
THEBAS, rua

(Centro) – É a atual rua Presidente Carlos Luz. Foi também conhecida por rua
Nova. A lei 394, de 01.03.1961, deu a esta rua o nome de Presidente Carlos Luz.

Segundo Joaquim Ribeiro da Costa, o topônimo tem origem no vocábulo tupi
“teba”, significando forte, desembaraçado, graúdo, importante. No entanto, parece que o
nome é uma homenagem ao desbravador de nome Manoel de Tebas, que vivia no local
antes de 1856.
José Cesar da Silva, em “Memórias de um Tebano”, p. 13, afirma que foram o
senhor Tebas e seus familiares, os primeiros moradores do lugar onde está a sede do
distrito.
Com parte de seu território conhecido como Paróquia de Nossa Senhora das Dores
desde 1854, somente a 30.11.1880, pela lei nº 2675, foi oficializado como Distrito de
Leopoldina. No ano seguinte, a 25.10.1881, foi confirmada eclesiasticamente a criação da
Paróquia de Santo Antônio de Tebas através da lei nº 2848. Em 1882 a lei nº 3113 instituiu
o Distrito Policial em Tebas.
O jornal O Leopoldinense, de 28.08.1881 informa que foi criada a Agência dos
Correios de Tebas, pelo comendador Wilckens de Mattos, diretor geral dos Correios.
No livro de atas da câmara nº 7, fls 82verso, 07.02.1881, a Câmara decidiu mandar
fazer a demarcação do novo distrito dos Thebas, sendo nomeados para a comissão o
vereador Coimbra e os cidadãos Francisco de Vargas Corrêa, tenente coronel Mizael
Antonio da Silva e alferes José Antunes Vieira, de conformidade com a lei nº 2675, de 30
de novembro de 1880. Na folha 94, em 08.04.1881, consta o ofício dos membros da
comissão encarregada de demarcar os limites do novo distrito de Santo Antonio de
Thebas, os quais são os seguintes: Ficão desmembradas do Districto do Rio Pardo e
pertencendo ao novo Destricto de Santo Antonio do Monte Alegre as Fazendas de
Francisco José Barboza de Miranda – Francisco Mestre – Paulino Ramos – Francisco
Xavier Augusto – Fazenda da Concordia – Antonio Alvarez Tavares e a Fazenda do
Batatal, todas por suas devizas; - Ficão desmembradas do Destricto de Nossa Senhora
da Piedade por suas devizas e pertencendo ao novo Destricto as Fazendas de Manoel
Ferreira de Souza – Francisco Antonio Nogueira e Eleuterio Gonçalves de Oliveira, João
Paulino Barboza e Francisco José Barboza – Ficão desmembradas do Destricto da
Leopoldina e pertencendo ao novo Destricto as Fazendas de Antonio de Almeida Ramos
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e de seo genro João Baptista, Joaquim Antonio de Almeida, Francisco José Coimbra,
Candido José de Almeida, Manoel Joaquim Coimbra, Major João Vidal, Fazenda do
Socorro ficando pertencendo ao novo Destricto todos os habitantes existentes dentro dos
limites supra mencionados. Foi aprovado com a declaração de que é Santo Antonio dos
Thebas e não Santo Antonio do Monte Alegre.
THEÓPHILO OTONI, rua

A Gazeta de Leopoldina de 26.01.1912 diz que está terminado o elegante prédio
que a Cia Força e Luz mandou construir à rua Theophilo Otoni. Isto nos leva a crer que
esta rua é atual Lucas Augusto, onde funcionava a sede daquela companhia em
Leopoldina e que hoje se transformou na Usina Cultural da Cia Força e Luz Cataguases
Leopoldina.
O nome desta rua era uma homenagem a Theóphilo Benedito Otoni, nascido
27.11.1807 na vila do Príncipe, atual cidade do Serro, MG. Além de militar , jornalista,
político, tribuno, ensaísta e revolucionário, eis que Teófilo Ottoni se coloca também na
posição de empresário bem sucedido e se entrega aos estudos do potencial econômico e
social do Brasil, incentivado pelo amigo e também visionário Irineu Evangelista de Souza,
o Barão de Mauá. Trabalhou intensamente pela ligação da região da atual cidade de
Teófilo Otoni com o porto de Vitória. Faleceu em 17 de outubro de 1869, de doença
tropical adquirida no Vale do Mucuri. Foi casado com Carlota Amália de Azevedo.
No Almanack do Arrebol de Outubro de 1985, encontramos uma referência a esta
rua com outro nome. Em entrevista ao editor Elias Abrahim Neto, o memorialista Luiz
Rousseau Botelho informa ter cursado o primário no “Colégio Olímpio Corrêa de Paula,
localizado na rua Otávio Otoni, atualmente Lucas Augusto”. No entanto, considerando que
outras fontes citam Theophilo Otoni, acreditamos ter sido esta a denominação original.
TRÊS DE JUNHO, rua

(Centro) – É a parte da atual Professor Joaquim Guedes Machado que vai da praça
Professor Botelho Reis até a esquina da rua José Lintz. Seu nome foi alterado pela lei nº
1028, de 11.06.74.
Três de Junho é a data de fundação do Ginásio Leopoldinense.
URUBU, praça

Oficialmente esta praça chamava-se Melo Vianna. Pela lei nº 406, de 03.10.1961,
recebeu o nome de Dr. Gama Cerqueira.
Segundo Mário de Freitas em “Leopoldina do Meu Tempo”, esta praça está onde
existia o sobrado da família de Antonio Sabino, um antigo coletor federal da cidade. Neste
mesmo sobrado, ainda conforme o citado autor, morou Eugênio Botelho Falcão, que fora
agente do Correio e delegado de polícia.
Por um curto período afixaram nela uma placa indicativa com o nome de Juiz
Gama Cerqueira.
Sua designação atual é uma homenagem ao Dr. Caetano Augusto Gama
Cerqueira, que foi o primeiro juiz de direito da Comarca de Leopoldina.
Mas, independente de sua denominação oficial, esta praça sempre foi conhecida
como “praça do Urubu” e sobre este nome existem várias versões.
Preferimos a explicação dos que informam que o nome “Urubu” se relaciona com a
presença de grande quantidade dessas aves na redondeza, em função de depósito de
lixo e córrego que por ali passava, vindo da mina das Taboquinhas ou, pela existência de
um açougue na referida praça, que abatia animais e despejava os restos nas águas que
vinham da mina das Tabocas. E respaldamos nossa preferência nas informações que se
seguem.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
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No livro 6 de atas da câmara registra, em várias reuniões, discussões a cerca de
contrato para fornecimento de carne verde aos moradores da cidade. E na folha 77 verso,
assembléia de 25.07.1879, há uma anotação bastante esclarecedora. Está ali anotado
que “pelo vereador Dr. Pestana foi indicado que esta Camara providenciando ao
restabelecimento do curral do conselho sem o que tornão-se inexequiveis muitos artigos
das posturas e sem acção o Fiscal, mande orçar o conveniente cerco de tabuões que
fique seguro e duradouro e estabelecimento de baias para tractar digo tracto dos animaes
aprehendidos no mesmo lugar que antes servia abrindo-se um portão no beco entre a
casa da Camara e a de David Madeira & Teixeira.”
Além disto, da leitura desse livro fica-se com a impressão de que o curral do
conselho comunicava-se com um matadouro, porque em outra ata é dito que os animais
apreendidos e não procurados pelos donos, e que deveriam pagar multa pela
“hospedagem”, poderiam ser abatidos. O que torna claro que os animais destinados ao
abate também ficavam no tal curral do conselho.
Destas informações e da certeza de que a câmara localizava-se onde foi
construído o Clube Leopoldina e, considerando o tal beco como sendo a rua que vai dar
na praça do Urubu, estaria aí uma boa explicação sobre a existência de um “açougue” por
ali.
Registre-se, ainda, as diversas citações que são feitas a um córrego vizinho do
prédio da cadeia, que por vezes é citado como sendo da câmara, e que em outra ata
aparece como condutor da “sujeira que vai do matadouro para o córrego.”
Na ata de 01.09.1879 fica a impressão, inclusive, que existiam dois matadouros
porque citam “reparos necessários ao matadouro além do morro do cemitério” para que
ele possa vir a ter o uso a que se destina.
No livro caixa da câmara municipal de Leopoldina, ano 1881, folha 11, com a data
de 20.05.1881, está o pagamento ao tenente José Tavares Pinheiro pelo carreto e
levagem de madeiras para o matadouro público, no valor de 18$000. E neste mesmo
livro, às fls.14, em 07.07.1881, registra-se o pagamento ao fiscal pelo conserto da fonte,
telhas para o matadouro e três livros para a secretaria da câmara, no valor de 64$000.
VASCONCELOS, DOUTOR, rua

A Gazeta de Leste, de 11.10.1890, diz que o sétimo quarteirão estava o largo
capitão Félix Martins até a subida da serra, passando pela chácara do João Lourenço
Ferreira de Lacerda, rua Dr. Vasconcelos até a casa de Francisco Vargas Correia.
No livro 6 de atas da câmara, às fls 58 verso, em 10.03.1879, trata-se do conserto
do caminho do morro entre o hotel das Palmeiras, acima da Estação e a casa do cidadão
Doutor Vasconcellos.
Não se tem ao certo a que personagem se homenageia com a designação desta
rua. No entanto, há uma grande possibilidade de ser uma homenagem ao Dr. Manoel
Teixeira da Fonseca Vasconcelos, provavelmente um vereador em 1877, citado em
algumas assembléias da câmara naquele ano.
Tudo leva a crer que esta rua recebeu este nome após os trabalhos da comissão
formada pela câmara, em 1880, à qual nos referimos na introdução deste livro.

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Nossas Ruas, Nossa Gente
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Fontes e Bibliografia
1. FONTES PRIMÁRIAS
1.1 Registros paroquiais e civis de nascimento, casamento e óbito; inventários e
testamentos; mapas de população; manifestos de vapores e registros de estrangeiros;
localizados em:
ARCHIVI DI STATI, Itália, respectivas províncias
ARQUIVO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
ARQUIVO DO FORUM DE BARBACENA
ARQUIVO DO FORUM DE LEOPOLDINA
ARQUIVO HISTÓRICO MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA
ARQUIVO NACIONAL
ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO
ARQUIVOS PAROQUIAIS, cidades envolvidas
CARTÓRIOS DE REGISTRO CIVIL, cidades envolvidas
CENTRO DE MEMÓRIA DA IGREJA em Juiz de Fora
MUSEU REGIONAL DE SÃO JOÃO DEL REI
1.2 ALISTAMENTOS

ELEITORAIS, ATAS DE ASSEMBLÉIAS LEGISLATIVAS , ATAS DE CONSELHOS
DISTRITAIS, LIVROS DE SEPULTAMENTO, LIVROS DE POSSE, LIVROS DE REGISTRO
DE IMÓVEIS E SEMOVENTES:

ARQUIVO DA CÂMARA MUNICIPAL DE LEOPOLDINA
CARTÓRIOS DE NOTAS, cidades envolvidas
CARTÓRIOS DE REGISTRO DE IMÓVEIS, cidades envolvidas
2. PUBLICAÇÕES
2.1 ALMANAQUES E ANUÁRIOS
ADMINISTRATIVO, MERCANTIL E INDUSTRIAL DO RIO DE JANEIRO. Rio de Janeiro:
s.n., 1844-1889
ARREBOL. Leopoldina, s.n., 1984-1985
EFEMÉRIDES MINEIRAS 1664-1897. Belo Horizonte, 1998.
HISTORICO-CHOROGRAPHICO. Belo Horizonte: s.n., 1909
LEOPOLDINA. Leopoldina, s.n., 1886
MUNICIPAL DE BARBACENA. Barbacena, 1898
PROVÍNCIA DE MINAS GERAIS. Ouro Preto: s.n., 1864-1875
SUL MINEIRO. 1874
2.2 Legislação
BAIA, Jorge Luiz (organ.) Relação de Leis e Resoluções da Câmara Municipal de
Leopoldina
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Nossas Ruas, Nossa Gente
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2.3 PERIÓDICOS
GAZETA DE LEOPOLDINA. Leopoldina.
GAZETA DE LESTE. Leopoldina.
JORNAL DO BRASIL. Rio de Janeiro.
O ARAME. Leopoldina.
O LEOPOLDINENSE. Leopoldina.
O MINAS GERAES. Belo Horizonte.
REVISTA ACAIACA. Leopoldina.
2.4 DEMAIS PUBLICAÇÕES.
Principais obras utilizadas:
ALBUQUERQUE, Pedro Wilson Carrano. Encontro com os Ancestrais. Brasília: s.n.,
1999.
ASSIS, João Paulo Ferreira de. Polis 30 Um resgate da história dos municípios.
Ressaquinha: s.n., 1998-2003).
BARATA, Carlos e CUNHA BUENO. Dicionário das Famílias Brasileiras. São Paulo: 2000
e 2001, CD-ROM.
BARROSO JÚNIOR. Leopoldina e seus primórdios. Rio Branco: Gráfica Império, 1943.
BOTELHO, Luiz Eugênio. Leopoldina de Outrora. Belo Horizonte: s.n., 1963.
BOTELHO, Luiz Rousseau. Coração de Menino. Belo Horizonte: Vega/Novo Espaço,
1984.
BOTELHO, Luiz Rousseau. Moinho de Fubá. Belo Horizonte: Vega, 1981.
BROTERO, Frederico de Barros. Família Monteiro de Barros. São Paulo: s.n., 1951.
CARELLI, Rogério. Efemérides Carangolenses. Viçosa: Folha de Viçosa, 2000.
CASTRO, Celso Falabella de Figueiredo. Os Sertões de Leste - Achegas para a história
da Zona da Mata. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1987.
DELGADO, Alexandre Miranda. Memória Histórica sobre a cidade de Lima Duarte e seu
município. Rio de Janeiro: s.n., 1962.
FERREIRA, Roberto Nogueira. Cem anos-luz: O Imparcial 1896-1996. Brasília: s.n., 1996.
FONSECA, Raimundo da. Genealogia dos Machados e Fonsecas. Valença: Editora
Valença, s.d..
FRANCO, Francisco de Assis Carvalho. Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do
Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1989.
FREITAS, Mário de. Leopoldina do Meu Tempo. Belo Horizonte: Página, 1985.

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Nossas Ruas, Nossa Gente
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GUIMARÃES, Joaquim Custódio. História da Medicina em Leopoldina. Leopoldina: s.n.,
1987.
GUIMARÃES, José. As Três Ilhoas. São Paulo: s.n., 3 volumes, 1990-1998.
LEME, Luiz Gonzada da Silva. Genealogia Paulistana. São Paulo: Duprat & Cia, 1905. 9
volumes.
MATOS, Raimundo José da Cunha. Corografia Histórica da Província de Minas Gerais.
Belo Horizonte: Itatiaia, 1981. 2 volumes.
MENDONÇA, Maria Izabel Simões. Roteiro Turístico de Leopoldina. Leopoldina, 2001.
MERCADANTE, Paulo. Os Sertões do Leste - Estudo de uma região: a mata mineira. Rio
de Janeiro: Zahar, 1973.
MOYA, Salvador. Anuário Genealógico Brasileiro. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1942.
GAYO, Felgueiras. Nobiliário das Famílias de Portugal. Lisboa: s.n., 1941.
PEREIRA, Mauro de Almeida. Os Almeidas, os Brittos e os Netos. Belo Horizonte:
Imprensa Oficial, 1966.
REZENDE, Arthur Vieira de. Genealogia Mineira. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1937.
REZENDE, Francisco de Paula Ferreira de. Minhas Recordações. 2.serie. Belo Horizonte:
Itatiaia, 1988.
RHEINGANTZ, Carlos Grandmasson. Titulares do Império. Rio de Janeiro: Arquivo
Nacional, 1960.
RIBEIRO, Laerte M. Magno. Vinte Gerações de João Ramalho e Bartyra. São Paulo: s.n.,
1989.
SANTA ROSA, Eleonora. Visitas pastorais de Dom Frei José da Santíssima Trindade
(1821-1825). Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998.
SANTIAGO, Sinval. Município de Rio Pomba - Síntese Histórica. Belo Horizonte:
Imprensa Oficial, 1991.
SÃO PAULO. Secretaria de Estado de Cultura. Inventários e Testamentos. São Paulo: A
Divisão, diversos números.
SMITH & VASCONCELOS. Arquivo Nobiliárquico Brasileiro. Lausanne: Impremere la
Concorde, 1918.
SOUSA, Antonio Caetano de. História Genealógica da Casa Real Portuguesa. Coimbra:
Atlântida, 1948.
TRINDADE, Cônego Raimundo. Genealogias da Zona do Carmo. Ponte Nova: Gutenberg,
1943.
TRINDADE, Cônego Raimundo. Velhos Troncos Mineiros. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 1955.
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Nossas Ruas, Nossa Gente
José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni

VILLAS BOAS, Luis Antônio. Genealogia da família Villas Boas. Disponível em:
http://www.genealogiavillasboas.hpg.ig.com.br/index.html Acesso em: junho de 2003
WEHRS, C. Carlos J. O Rio Antigo - Pitoresco & Musical - Memórias e Diário. Rio de
Janeiro: s.n., 1980.

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