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NOVOS ATORES E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

NOVOS ATORES E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

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Novos atores
Relações

Internacionais

e

Lídia M. Vianna Possas

José Blanes Sala

(Org.)

Adriana Capuano de Oliveira -

Anatoly S. Kapko -André Scamtimburgo - Célia Tolentino -

DurvaldeNoronhaGoyos-EiitiSato-ElsonMenegazzo-FernandoFiamengui-JaninaOnuki-JeffersonAparecidoDias-

José Blanes Sala - Luís Antônio Francisco de Sousa - Luís Antonio Paulino - Marcelo Fernandes de Oliveira - Marcos

Cordeiro Pires - Marina Gusmão de Mendonça - Mirian C. Lourenção Simonetti - Odair da Cruz Paiva - Rita de Cássia

Biason-RosângeladeLimaVieira-ShiguenoliMiyamoto-ThiagoLima-TulloVigevani -YogeshTyagi

Amâncio Jorge de Oliveira -

CULTURA

ACADÊMICA

E d i t o r a

MARÍLIA
2010

NOVOS ATORES E
RELAÇÕES INTERNACIONAIS

LÍ D I A M. VI A N N A P O S S A S
JOSÉ BLANES SALA
(ORG.)

CONSELHO EDITORIAL

Mariângela Spotti Lopes Fujita (Presidente)
Adrián Oscar Dongo Montoya
Arlenice Almeida da Silva
Célia Maria Giacheti
Cláudia Regina Mosca Giroto
José Blanes Sala
Marcelo Fernandes de Oliveira
Maria Rosângela de Oliveira
Mariângela Braga Norte
Neusa Maria Dal Ri
Rosane Michelli de Castro

Ficha catalográfica

Serviço de Biblioteca e Documentação – Unesp - campus de Marília

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS

Diretora:

Profa. Dra. Mariângela Spotti Lopes Fujita

V ice-Diretor

Dr. Heraldo Lorena Guida

Copyright© 2010 Conselho Editorial

COLABORADORES

Luís Antônio Paulino
Marcelo Fernandes de Oliveira
Rosângela de Lima Vieira
Luís Antônio Francisco de Sousa
Rodrigo Alves Correia

N945 Novos atores e relações internacionais / Lídia M. Vianna
Possas, José Blanes Sala (orgs.) ; [colaboradores: Luís
Antônio Paulino ... et al.]. – São Paulo : Cultura
Acadêmica ; Marília : Oficina Universitária, 2010.
441 p.
Inclui bibliografia

ISBN 978-85-7983-065-5

1. Relações internacionais. 2. Brasil – Relações
exteriores. 3. BRICs – Relações econômicas exteriores.
4. Migração. I. Possas, Lídia Maria Vianna. II. Blanes Sala,
José. III. Paulino, Luís Antônio.

CDD 327

SUMÁRIO

Apresentação

Lídia M. Vianna Possas...............................................................i

PARTE I

DANÇANDO COM OS GIGANTES: O BRASIL E O BRICS

Apresentação

Luís Antonio Paulino...................................................................3

A ordem política mundial e os novos protagonistas nas relações
internacionais

Durval de Noronha Goyos............................................................9

A cooperação Brasil – Rússia no século XXI: balanço
e perspectivas

Anatoly S. Kapko..........................................................................19

Os BRICS e a economia mundial
Luís Antonio Paulino...................................................................29

A inserção de Brasil e China no processo de
globalização - 1980-2002
Marcos Cordeiro Pires..................................................................41

Dilemas e perspectivas da África do Sul contemporânea
Marina Gusmão de Mendonça....................................................87

O Desafio da Globalização: A Perspectiva Indiana
Yogesh Tyagi................................................................................113

PARTE II

FLUXOS MIGRATÓRIOS E INDIVIDUALIDADES: NOVOS ATORES

E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Apresentação

José Blanes Sala...........................................................................133

As migrações internacionais e as políticas dos estados: uma
questão de segurança (desde quando?)
Adriana Capuano de Oliveira......................................................137

Distantes mas influentes?Participação e representatividade
política dos migrantes internacionais e seus descendentes
Elson Menegazzo.........................................................................153

Migrações internacionais pós segunda guerra mundial: dinâmica
econômica, exclusão social e incorporação
Odair da Cruz Paiva...................................................................179

PARTE III

ATORES SUBNACIONAIS

Apresentação

Marcelo Fernandes de Oliveira....................................................203

Problemas para a atividade internacional das unidades
subnacionais: estados e municípios brasileiros
Tullo Vigevani..............................................................................207

Cooperação técnica internacional e financiamento externo:
aportes teóricos

Marcelo Fernandes de Oliveira....................................................229

Aspectos constitucionais dos atores subnacionais nas relações
internacionais

Jefferson Aparecido Dias..............................................................243

PARTE IV

OFICINAS

Apresentação

Rosângela de Lima Vieira............................................................257

A propósito de atores: um possível papel do cinema para as RI
Célia Tolentino.............................................................................261

Globalização, ambiente e agricultura

Mirian Claudia Lourenção Simonetti; André Scamtimburgo;
Fernando Fiamengui...................................................................267

A corrupção como uma nova ameaça à segurança regional
Rita de Cássia Biason..................................................................293

A agenda de política externa dos EUA para a América Latina:
um exame a partir da política comercial
Thiago Lima.................................................................................307

PARTE V

FÓRUM: AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS COMO ÁREA

DE CONHECIMENTO

Apresentação

Luís Antônio Francisco de Sousa.................................................331

Relações Internacionais como área do conhecimento e sua
consolidação nas instituições de ensino e pesquisa
Eiiti Sato.......................................................................................335

As relações internacionais como área de conhecimento
Shiguenoli Miyamoto...................................................................383

A produção da pós-graduação em RI no Brasil: breve avaliação
Janina Onuki; Amâncio Jorge de Oliveira...................................399

Referências Bibliográficas.................................................................413

Sobre os autores...............................................................................441

PREFÁCIO i

A “Semana de Relações Internacionais” promovida
anualmente pelos Conselhos dos Cursos de Relações Internacionais
da Unesp de Marília e Franca é um evento de natureza acadêmico
- cientifico que vem se consolidando desde 2003 como um espaço
de debate, de troca de experiências, de pesquisas e principalmente
de reflexões sobre temáticas inéditas que provocadas por
conjunturas em mudança colocam para a área de relações
internacionais questões e problematizações, confirmando sua
relevância e projeção nacional e internacional.

Em 2007 a proposta temática debruçou-se sobre a ação dos
NOVOS ATORES e as relações internacionais, tendo como sede
do evento, a cidade de Marília.1

Para tanto o espaço de reflexão
concentrou-se em compreender os novos dilemas e atores societais
frente às transformações politico-culturais, bem como os ajustes
nas políticas econômicas neoliberais de processos históricos
específicos de (re) democratização, tendo em vista as
transformações observadas a partir da década de 1980. Para tanto
o desafio proposto foi de analisar como se processou a construção
democrática e os desdobramentos diante da presença de novos
protagonistas sociais, de organizações e movimentos sociais bem
com o instituições da sociedade pós industrial, no contexto de

APRESENTAÇÃO

1

Trata-se de uma promoção do Conselho de Curso de RI da Unesp/Marília e contou para sua
realização com o apoio das agências de fomento (FAPESP, CAPES, Fundunesp), da Pro
Reitoria de Pós Graduação e do Programa de Pós Graduação Santiago Dantas

iiLIDIA M. VIANNA POSSAS & JOSÉ BLANES SALA (ORG.)

consolidação e institucionalização de uma cultura política
democrática que obrigatoriamente abriu espaços para formas de
ação, de articulação frente os aparelhos políticos burocráticos,
colocando frente a frente o Estado e a sociedade civil exigindo
ainda uma maior inserção no cenário global.

Reconhecemos que ao longo das últimas décadas houve
significativa aproximação das relações entre os diversos países
do mundo que levaram a rever hierarquizações de poder, a
questionar hegemonias e rediscutir categorias de análises capazes
de captar processos sutis de inserção social e política, de
mobilização e organização frente à globalização evidenciando,
por sua vez uma enorme diversidade.

O Estado e as sociedades civis nacionais ao intensificarem
as relações possibilitaram vislumbrar novas representações que
foram captadas de forma concreta e material ao mesmo tempo
que permitiram condições de aproximação entre os povos mesmo
diante das diferenças. Neste sentido o mundo, as distintas
sociedades e culturas (re)descobriram a possibilidade de diálogos
engendrando articulações políticas jamais pensadas nas relações
internacionais que ao mesmo tempo se tornaram complexas diante
da constatação da pluralidade, de um cenário múltiplo de posições,
de ritmos desconexos de tempo e de polifonia dos sujeitos.

Novas questões e temas afloram obrigando as agendas
políticas a discutir o meio ambiente, o (des)respeito aos direitos
humanos, os fluxos migratórios, o terrorismo, o narcotráfico, o
crime organizado internacional e as questões de gênero diante
dos movimentos feministas cada vez mais adensados no cenário
político. A partir do cotidiano os “cidadãos comuns” e as práticas
locais ganharam visibilidade confrontando-se de forma simultânea
com procedimentos globais.

Nas palavras de Alain Touraine (2007)

Uma nova cultura se coloca marcada pela priorização não mais
da conquista do mundo – típica da época da dominação
masculina – exigindo alquimias múltiplas, que superem as
assimetrias e formas de dominação que caracterizaram a
modernização européia.

PREFÁCIO iii

Os Estados e seus respectivos governos bem como
organismos supranacionais, diante do descrédito que hoje pesa
sobre a política e sobre as formas tradicionais de ação e de
utopias buscam um novo espaço de atuação no mundo.

Vivenciando, portanto um processo de mudança, os novos
atores procuram inserir-se no “jogo”, conhecendo as regras e
inclusive propondo alternativas que viabilizem a sua inclusão.

É nesse sentido que surgem com importante papel nas
relações internacionais contemporâneas figuras não só como as
empresas transnacionais, governos de entidades subnacionais,como
também de organizações não-governamentais e principalmente
“grupos” de comunidades locais representando os mais variados
segmentos da “sociedade civil”.

Para tanto a V Semana, através de “seminários cientificos”,
trouxe para o centro do debate o papel dos Novos Atores
evidenciando as possibilidades e as múltiplas formas de inserção
diante do acesso de países até então de economia periférica ao
grande mercado que passaram a exigir novas “ alquimias” conforme
nos evidencia o tema Dançando com os Gigantes: Brasil e o BRICs;
e ainda compreendendo a necessidade de rever os pactos políticos
na consolidação de uma Democracia na América Latina e a
insurgência de práticas de populismos(s). Nas “mesas redondas”
discutiu-se a presença de Os Fluxos Imigratórios e Os Atores
Subnacionais visando ampliar e rever perspectivas de análise
desses fenômenos no cenário internacional.

Paralelamente ao debate da temática proposta, um dos
pontos de grande relevância desta semana foi o “Fórum de
Debates” visando discutir, aprofundar e consolidar questões que
se colocam na contemporaneidade, associando questões teóricas
que fundamentam a área de conhecimento das relações
internacionais, vislumbrando as condições de Ensino da disciplina
e os objetos de Pesquisas nos Programas de Pós Graduação .

Ainda para atender à diversidade de objetos e interesses os
“mini –cursos” vieram fundamentar e evidenciar as interfaces

iv

LIDIA M. VIANNA POSSAS & JOSÉ BLANES SALA (ORG.)

possíveis entre os campos do conhecimento cientifico e a área
de relações internacionais .

Deste modo, as reflexões realizadas durante o evento foram
traduzidas em artigos e trabalhos que compõem as distintas partes
desse livro garantindo uma maior proximidade entre as políticas,
sejam econômicas e estratégicas, revendo a unipolaridade,
categoria em que o poder da maior potência do planeta enfrenta
adversidades que leva os organismos internacionais à busca de
novas formulas de convívio no cenário internacional.

Diante da pluralidade cultural do mundo que se torna visível
e impactante em um tempo virtual o multilateralismo se
apresenta como forma necessária de ampliação da democracia e
de diminuição das desigualdades, revendo conceitos e categorias
e aprofundando o debate frente aos paradigmas que estruturam
os sistemas explicativos e que norteiam o cenário internacional.

O Brasil cada vez mais (re) direciona sua política externa
com posições mediadas por outros contornos e defendendo uma
agenda sobre o desenvolvimento que englobe a luta contra a
pobreza, o respeito ao meio ambiente, aos direitos humanos e às
diferenças entre os povos do planeta.

Pensar em alternativas, rever conceitos, valores e práticas sociais
são segundo o diplomata e cientista político Sergio Paulo Rouanet,
uma forma de retomar a “Crise dos Universais” dos paradigmas
existentes e nos possibilita reincorporar a intelectualidade brasileira
na reelaboração de um projeto estratégico nacional.

Como intelectuais, professores e alunos fazem parte de
uma Comunidade acadêmica respeitável na sociedade brasileira.
O nosso compromisso é colaborar com o capital intelectual
acumulado, as reflexões compartilhadas, as observações realizadas
como frutos das pesquisas que estimulam novas práticas sociais e
ampliam e reivindicam a justiça e a inclusão social revendo a
nossa cultura política vislumbrando a democracia.

O resultado desse trabalho aponta para a compreensão e a
revisão de construções históricas tradicionais, principalmente no

PREFÁCIO v

que tange aos países periféricos que diante de certos vícios
analíticos conformavam situações de miséria, de rivalidades quase
que congênitas e de difícil superação. As perspectivas ainda são
indefinidas, principalmente se pensarmos na trajetória política
republicana e contemporânea quanto à governabilidade, a
representação política e principalmente a integração econômica
sul americana.

Eventos acadêmicos como este – Semana de Relações
Internacionais da Unesp – devem ser espaços de diversidade
intelectual pelas distintas abordagens e temas de vanguarda, de
encontro reflexivo profícuo que estimulem o debate sobre a
produção científica existente de modo a projetar perspectivas e
contribuições originais para as Relações Internacionais, não
somente enquanto a definição de Ações de Política Externa, mas
de criação de novos instrumentos que levem a garantir participação
real de todos os indivíduos, independente de classe, sexo, etnia
ou raça. Uma Utopia?Não, apenas a expressão efetiva de maior
representatividade e de inserção democrática no planeta.

Lidia M. V. Possas2

2

Lidia M. V. Possas é professora de Relações Internacionais, com ênfase em História do
Brasil República e América Latina nos cursos de Relações Internacionais e Ciências Sociais
na Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista – UNESP/Marília.

viLIDIA M. VIANNA POSSAS & JOSÉ BLANES SALA (ORG.)

PARTE I 1

PARTE I
DANÇANDO COM OS GIGANTES:
O BRASIL E O BRICS

2

LIDIA M. VIANNA POSSAS & JOSÉ BLANES SALA (ORG.)

PARTE I 3

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