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Gd Fund a Mentos

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  • 1.0) FUNDAMENTOS DA GEOMETRIA DESCRITIVA
  • 1.1) CONSIDERAÇÕES INICIAIS
  • 1.2) CLASSIFICAÇÃO DAS PROJEÇÕES
  • 1.3.1) Projeções da Figura Objetiva num Único Plano: Projeções Cotadas
  • 1.3.2) Projeções da Figura Objetiva em Dois Planos Perpendiculares
  • 1.4) Método da Dupla Projeção Ortogonal
  • 2.0) ESPAÇO PROJETIVO NA GEOMETRIA ESCITIVA
  • 2.1) Diedros de Projeção
  • 2.2.1) Conceito
  • 2.2.2) Convenção de Sinais
  • 2.3.1) Projeções no 1º Diedro
  • 2.3.2) Projeções de Figuras no 2º Diedro
  • 2.3.3) Projeções de Figuras no 3º Diedro
  • 2.3.4) Projeções de Figuras no 4º Diedro
  • 2.4.2.1) Invariância da Projeção Vertical
  • 2.4.3- Clonclusão:
  • 3.0) PROJEÇÕES ORTOGONAIS DE RETAS E SEGMENTOS DE RETAS
  • 3.1) CONSIDERAÇÕES INICIAIS
  • 3.2) Traços de uma Reta: Pontos Notáveis
  • 3.3.1) Retas e Segmentos de Retas Paralelos ao Plano Horizontal de Projeção
  • 3.3.2) Retas e Segmentos de Retas Paralelos ao Plano Vertical de Projeção
  • 3.3.3) Retas e Segmentos de Reta Paralelos aos Dois Planos de Projeção
  • 3.4.1) Perpendicular ao Plano Horizontal de Projeção
  • 3.4.2) Perpendicular ao Plano Vertical de Projeção
  • 3.5.1) Segmento Ortogonal à Linha de Terra
  • 3.5.2) Segmento Oblíquo à Linha de Terra
  • 3.5.3.1.1–VG de Segmentos de Perfil
  • 3.5.3.1.2 – VG de Segmentos de Reta Qualquer
  • 3.5.3.2.1 – Segmentos de Perfil
  • 3.5.3.2.2 – Segmentos de Reta Qualquer
  • 3.6) Divisão de um Segmento numa Razão Dada
  • 3.7.1) Segmentos Concorrentes
  • 3.7.2) Segmentos Paralelos
  • 3.7.3) Segmentos Reversos (ou Revessos)
  • 4.0) PROJEÇÕES ORTOGONAIS DE FIGURAS PLANAS
  • 4.1) Considerações Iniciais
  • 4.2) Posições de um Plano em Relação a um Plano de Projeção
  • 4.3) Traços de um Plano
  • 4.5.1) Figura Paralela a (π)
  • 4.5.2) Figura Paralela a (π’)
  • 4.5.3) Figura Perpendicular a (π) e Oblíqua a (π’)
  • 4.6.2) Figura Perpendicular a (π’) e Oblíqua a (π)
  • 4.7) Figura Perpendicular a (π) e a (π’)
  • 4.8) Figura Oblíqua a (π) e (π’)
  • 5.0) VERDADEIRA GRANDEZA DE FIGURAS PLANAS
  • 5.1) Verdadeira Grandeza (VG) de Figuras em Geral
  • 5.2) Verdadeira Grandeza (VG) de Figuras Planas
  • 5.3.1 – Rotação em Torno de Eixo Vertical
  • 5.3.2 – Rotação em Torno de Eixo de Topo
  • 5.3.3- Rebatimento em Torno do Traço Vertical
  • 5.3.4- Rebatimento em Torno do Traço Horizontal
  • 5.3.5- Mudança de Plano Vertical
  • 5.3.6-Mudança de Plano Horizontal
  • 5.4.1- Rotação em Torno de Eixo Vertical
  • 5.4.2- Rebatimento em Torno do Traço Vertical
  • 5.4.3- Mudança de Plano Vertical
  • 5.5.1- Rotação em Torno de Eixo de Topo
  • 5.5.2- Rebatimento em Torno do Traço Horizontal
  • 5.5.3- Mudança de Plano Horizontal
  • 5.6.1- Figura Pertencente a Plano Paralelo à Linha de Terra
  • 5.6.2- Figuras em Planos Oblíquos à Linha de Terra
  • 6.0) DA GEOMETRIA DESCRITIVA AO DESENHO TÉCNICO
  • 6.1) ESPAÇOS PROJETIVOS NO DESENHO TÉCNICO
  • 6.2) Projeto de Engenharia
  • 6.3 – Escalas e Escalímetros

1

Geometria Descritiva

Fundamentos e Operações Básicas

Paulo Sérgio Brunner Rabello


(
π)
(π’)
(απ’)
(απ)
(α)
α0
µ
ø D
h
h
(V)
V'
v
2















3

GEOMETRIA DESCRITIVA

Fundamentos e Operacionais
Básicas



Paulo Sérgio Brunner Rabello



Professor Adjunto da Universidade do Estado do
Rio de Janeiro
Ex-Professor da Universidade Federal
Fluminense
Livre-Docente em Construção Civil
Especializado em Geometria e Representação
Gráfica



Rio de Janeiro, RJ, 2011

4
APRESENTAÇÃO

Este livro é o resultado de estudos e pesquisas feitas
pelo autor durante os anos que tem ministrado as disciplinas
Geometria Descritiva e Desenho Básico nos cursos de
engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e que
foram consolidadas durante o semestre sabático realizado no
Departamento de Técnicas de Representação da Escola de
Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Ficou claramente confirmado que a Geometria
Descritiva ensinada (?) hoje, naqueles cursos não está
ensejando a percepção espacial dos alunos para os fenômenos
geométricos, bloqueando o entendimento do mecanismo da
dupla projeção ortogonal. Além disso, a exigüidade da carga
horária não permite que o professor consiga chegar à
representação de projeções de figuras tridimensionais e muito
menos às seções planas e respectivas verdadeiras grandezas.
Isto faz com que a disciplina se torne enfadonha,
desinteressante e inútil, porque o aluno não conseguirá fazer a
necessária ligação do método mongeano com as vistas
ortográficas, o que deve ser o objetivo maior para os cursos
básicos de engenharia.
Evidentemente, não é possível ensinar em 60 horas-
aula o que era transmitido em, pelo menos, dois anos do
ensino médio. Por isso, nos propomos a criar uma proposta de
ensino de Geometria Descritiva, alterando a sequência clássica
adotada em livros e apostilas e retirando determinados
tópicos que julgamos desnecessários para os objetivos a serem
atingidos. Como poderá ser visto, alguns assuntos passaram a
ser aplicações da teoria ensinada, tais como representação de
figuras tridimensionais e seções planas. Deste modo,
acreditamos que, entre 45 horas-aula (mínimo admissível) e 60
horas-aula (ideal) a Geometria Descritiva possa ser ensinada e
mostrada como ferramenta indispensável para os profissionais
5
que vão lidar com projetos que carecem de representação
gráfica.


Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2011

Paulo Sérgio Brunner Rabello


6
NOTAÇÕES UTILIZADAS EM PROJEÇÕES ORTOGONAIS

I.0) CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A Geometria Descritiva concebida por Gaspar Monge é a
parte da Matemática que estuda as figuras e as formas geométricas
através de suas projeções ortogonais sobre dois planos
perpendiculares entre si. Tal procedimento caracteriza o chamado
método mongeano ou método da dupla projeção ortogonal.
Considerando como referência o espaço que ocupamos, um
dos planos é chamado plano horizontal de projeção. O outro plano,
naturalmente, é chamado plano vertical de projeção. A reta de
interseção entre os planos de projeção é chamada linha de terra.
As figuras passíveis de expressão gráfica podem ser
representadas, basicamente, através de uma imagem perspectiva
ou de suas projeções ortogonais. A imagem perspectiva, desenho
perspectivo ou simplesmente perspectiva, mostra a figura como é
vista por nossos olhos. As projeções ortogonais compõem o
desenho projetivo de uma figura e mostram como realmente ela é.
O desenho projetivo, ou seja, a representação gráfica das projeções
ortogonais de uma determinada figura é comumente chamada de
épura desta figura.
As figuras geométricas são aquelas que podem ser
caracterizadas por uma equação (algébrica ou transcendente) ou
obedecem a uma lei de formação. Tais figuras são o objeto de
estudo da Geometria Descritiva e são constituídas por pontos, retas,
segmentos de reta, planos, porções planas, curvas, segmentos de
curvas ou porções de superfícies. Um segmento de reta, por
exemplo, pode ser entendido como um deslocamento limitado de
um ponto segundo uma direção ou simplesmente um determinado
trecho de uma reta. Um prisma regular, por outro lado, é uma
figura tridimensional constituída por um número limitado de faces
laterais retangulares adjacentes (porções planas iguais) e por duas
bases poligonais regulares (também porções planas). A esfera é uma
superfície curva fechada que goza da propriedade de ser um lugar
geométrico dos mais importantes, mas pode ser definida como uma
superfície de revolução.
7
A perspectiva de uma figura é de grande ajuda para
entender sua forma, facilitando assim a construção de suas
projeções ortogonais. Nas soluções de vários problemas e mesmo
na explicação de determinados procedimentos da Geometria
Descritiva o uso da perspectiva torna-se uma ferramenta
indispensável. O desenho perspectivo, como já foi dito, é a
representação gráfica de uma figura tal como ela é vista por um
observador posicionado num determinado local.
Tanto na perspectiva como no desenho projetivo, os
elementos geométricos que constituem uma figura devem ser
identificados através de uma notação própria que não dê margens a
dúvidas sobre o que está sendo representado.

2.0) IDENTIFICAÇÃO GERAL DOS PRINCIPAIS ELEMENTOS
GEOMÉTRICOS

2.1.) PONTOS

Os pontos são identificados por letras latinas maiúsculas ou
por algarismos arábicos.

Ex: A, B, C,...M,N,P,Q,... etc ou 1, 2, 3, ... etc

Alguns pontos são especiais e, sempre que possível, devem
ser identificados especificamente. São eles:

2.1.1) H: traço horizontal de retas

2.1.2) V: traço vertical de retas

2.1.3) I: traço de retas no plano bissetor ímpar

2.1.4) P: traço de retas no plano bissetor par

2.2.) RETAS

As retas são identificadas por letras latinas minúsculas.
8

Ex: a, b, c, ... etc

Algumas retas ocupam posições particulares no espaço e,
tal como alguns pontos, devem, sempre que possível, ser
identificadas especificamente. São elas:

2.2.1) h: retas horizontais

2.2.2) f: retas frontais

2.2.3) v: retas verticais

2.2.4) p: retas de perfil

2.2.5) t: retas de topo

2.2.6) i: retas de interseção de dois planos

2.3) PLANOS E SUPERFÍCIES

Os planos e as superfícies em geral são identificadas por
letras gregas minúsculas.

Ex: α, β, γ, δ, ... etc

Alguns planos são especiais e ocupam posições particulares
no espaço e, por isso devem, obrigatoriamente, ser identificados
especificamente. São eles:

2.3.1) π, π
1
, π
2

3
...etc: planos de projeção

2.3.2) β
13
: plano bissetor ímpar
2.3.3) β
24:
: plano bissetor par

2.4) ÂNGULOS

9
Tal como planos e superfícies, os ângulos também são
identificados por letras gregas minúsculas.
Alguns ângulos caracterizam determinadas condições e
sempre que necessário devem ser identificados especificamente.
São eles:

2.4.1) μ: ângulo que uma reta ou um plano faz com o plano
horizontal de projeção

2.4.2) ρ: ângulo que uma reta ou um plano faz com o plano
vertical de projeção

2.5) INTERSEÇÃO DE PLANOS

2.5.1) interseção de planos com planos de projeção

Emprega-se-se a letra grega que identifica o plano seguida
da identificação do plano de projeção.

Ex: απ, βπ
1
, γπ
2
... etc

2.4.2) interseção de dois planos, em geral

A identificação é feita pela reta de interseção dos planos.
Sempre que possível utiliza-se a letra i, minúscula.

3.0) IDENTIFICAÇÃO DE ELEMENTOS GEOMÉTRICOS NO ESPAÇO

Os elementos geométricos no espaço recebem,
respectivamente, as mesmas identificações referenciadas no item
2.0, diferenciadas apenas por serem apresentadas entre parênteses.

3.1) PONTOS

Ex: (A),(B), (C)... (M), (N)... (H), (V), (P), (I)...(1), (2), (3) etc

3.2) RETAS
10

Ex: (a), (b), (c)...(f), (h),(i)...(m), (n), (p),(q), (r ), (s),(t),(v) etc

3.3) PLANOS

3.3.1) Planos de Projeção

Ex: (π), (π
1
), (π
2
), (π
3
) ...etc

3.3.2) Planos em geral)

Ex: (α), (β), (γ) ...etc

3.4) INTERSEÇÃO DE PLANOS

3.4.1) Interseção dos planos de projeção:

Esta reta de interseção é chamada linha de terra e é
representada no espaço por (ππ’).

3.4.2) Interseção de Planos com Planos de Projeção

Ex: (απ), (απ
1
), (βπ
1
), (βπ
2
) ... etc

3.4.3) Interseção de dois Planos em Geral

É Identificada pela reta de interseção.
Sempre que possível, usa-se a letra (i) minúscula.



4.0) IDENTIFICAÇAÕ DAS PROJEÇÕES NO PLANO HORIZONTAL

4.1) Identificação do Plano Horizontal de Projeção no espaço: (π)

11
As projeções de elementos geométricos no plano horizontal
de projeção (π) se identificam tal como no espaço, mas perdem os
parênteses.

4.2) PROJEÇÕES HORIZONTAIS DE PONTOS

Ex: A, B, C...M, N...H, V, P, I...1, 2, 3 ...etc

4.3) PROJEÇÕES HORIZONTAIS DE RETAS E CURVAS

Ex: a, b, c ... m, n, p, q , r, s, t ... etc

4.4) PROJEÇÕES HORIZONTAIS DE PORÇÕES PLANAS

Porções planas não são representáveis em épura.
4.5) INTERSEÇÃO DE PLANOS

4.5.1) Interseção dos Planos de Projeção: ππ’

4.5.2) Interseção de Planos em Geral com o Plano de
Projeção Horizontal (π):

Ex: απ, βπ, γπ ... etc

4.5.3) Interseção de Dois Planos em Geral:

É identificada pela projeção horizontal da reta de
interseção, Se for utilizada a reta (i), a projeção horizontal será i.




5.0) IDENTIFICAÇAÕ DAS PROJEÇÕES NO PLANO VERTICAL

4.1) Identificação do Plano Vertical de Projeção no espaço : (π’)

12
As projeções de elementos geométricos no plano vertical de
projeção (π’) se identificam tal como no plano horizontal, mas
ganham uma tarja do tipo ‘

4.2) PROJEÇÕES VERTICAIS DE PONTOS:

Ex: A’, B’, C’...M’, N’...H’, V’, P’, I’...1’, 2’, 3’ ...etc

4.3) PROJEÇÕES VERTICAIS DE RETAS E CURVAS:

Ex: a’, b’, c’ ... m’, n’, p’, q’ , r’, s’, t’ ... etc

4.4) PROJEÇÕES VERTICAIS DE PORÇÕES PLANAS:

Porções planas não são representáveis em épura.

4.5) INTERSEÇÃO DE PLANOS

4.5.1) Interseção dos Planos de Projeção: ππ’

4.5.2) Interseção de Planos em Geral com o Plano de
Projeção Vertical (π’):

Neste caso, a tarja é colocada somente no plano vertical de
projeção

Ex: απ’, βπ’, γπ ‘... etc

4.5.3) Interseção de Dois Planos em Geral:

É identificada pela projeção vertical da reta de interseção,
Se for utilizada a reta (i), a projeção vertical será i’.
5.0) IDENTIFICAÇÃO DAS NOVAS LINHAS DE TERRA APÓS
MUDANÇAS DE PLANO DE PROJEÇÃO

Após mudanças de planos de projeção, as interseções a
seguir são linhas de terra de novos sistemas criados:
13

5.1) Interseção de Plano Horizontal com Novos Planos
Verticais de Projeção:

5.1.1) No espaço: (ππ
1
’), (ππ
2
’), (ππ
3
’) ... etc

5.1..2) Na épura: ππ
1
’, ππ
2
’, ππ
3
’ ... etc

5.2) Interseção de Plano Vertical com Novos Planos
Horizontais:

5.2.1) No espaço: (π’π
1
), (π’π
2
), (π’π
3
) ... etc

5.2.2) Na épura: π’π
1
, π’π
2
, π’π
3
... etc

5.3) Interseção de novos Planos Horizontais com Novos
Planos Verticais e Vice-Versa:

5.3.1) No espaço: (π
1
π
1
’), (π
2
’ π
1
), (π
2
π
2
’) ... etc

5.3.2) Na épura: π
1
π
1
’, π
2
’ π
1
, π
2
π
2
’ ... etc

6.0) IDENTIFICAÇÃO DAS PROJEÇÕES APÓS MUDANÇAS DE PLANO
DEPROJEÇÃO OU APÓS ROTAÇÕES

Após mudanças de planos de rotação ou de rotações em
torno de um eixo (vertical ou horizontal), os elementos reprojetados
ou rotacionados recebem índices subpostos à respectiva projeção,
da seguinte forma:


6.1) Pontos
P’ ÷ P
1



Ex: (P)
14
P ÷ P
1


6.2) Retas e Curvas

c’ ÷ c
1



Ex: (c)
c ÷ c
1


7.0) IDENTIFICAÇÃO DAS PROJEÇÕES APÓS REBATIMENTOS

Após rebatimentos (rotação em torno de um dos traços do
plano até que esta se superponha a um dos planos de projeção) as
projeções dos elementos das figuras rebatidas, tal como nas
rotações, recebem, na épura, índices subpostos às respectivas
projeções, da seguinte forma:

7.1) Traço Vertical do Plano Rebatido Sobre (π):

απ’ após o rebatimento passa a ser απ
1

7.2) Traço Horizontal do Plano Rebatido sobre (π’):

απ após o rebatimento passa a ser απ
1


7.3) Rebatimento em Torno do Traço Horizontal do Plano:

7.3.1) Pontos
Ex: (P) ÷ P
1

7.3.2) Retas e Curvas

Ex: (c) ÷ c
1
15

7.4) Rebatimento em Torno do Traço Vertical do Plano:

7.4.1) Pontos

Ex: (P) ÷ P
1


7.4.2) Retas e Curvas

Ex: (c) ÷ c
1




16
1.0) FUNDAMENTOS DA GEOMETRIA DESCRITIVA

1.1) CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A idéia de projeção é quase que intuitiva, uma vez que sua
ocorrência se dá em diversos segmentos do nosso cotidiano. Trata-
se de um fenômeno físico que acontece normalmente na natureza
ou que pode ser produzido artificialmente pelo homem.
Vejamos os seguintes exemplos:

1º) Ao incidirem sobre uma placa opaca, os raios solares produzem
sobre a superfície de um piso claro, uma figura escura que
chamamos comumente de sombra. O contorno da sombra nada
mais é que a projeção do contorno da placa na superfície do piso.

2º) As imagens que vemos numa tela de cinema são as projeções
dos fotogramas contidos na fita de celulóide quando sobre eles
incidem os raios luminosos emitidos pela lâmpada do projetor.

O Sol, no primeiro exemplo, e a lâmpada do projetor, no
segundo, são o que chamamos centros projetivos enquanto que os
raios solares e os raios luminosos são chamados raios projetantes.
A placa opaca e os fotogramas da fita são as figuras objetivas ou
objetos.
O contorno da sombra assim como as imagens produzidas na
tela de cinema são figuras projetadas ou projeções nas superfícies
do piso e da tela de cinema, respectivamente.
Quando a superfície de projeção é plana dizemos que é um
plano de projeção.
Em resumo, para que ocorra uma projeção é necessário que
estejam presentes os seguintes elementos:
a) centro projetivo – emissor dos raios projetantes,
identificado como (O);
b) figura objetiva ou objeto – figura a ser projetada,
identificada como (f);
c) plano de projeção – plano onde será formada a figura
projetada, identificado como (π).
17
Os raios projetantes partem do centro projetivo, passam
pelos pontos que definem a figura objetiva e, ao interceptarem o
plano de projeção, produzem a figura projetada ou, de um modo
geral, a projeção do objeto.

1.2) CLASSIFICAÇÃO DAS PROJEÇÕES

Para todos os efeitos, a superfície de projeção será sempre
plana.
As projeções são classificadas em função da distância do
centro projetivo ao plano de projeção e da direção dos raios
projetantes em relação a este plano.
O centro projetivo é próprio e indicado por (O), quando sua
distância ao plano de projeção é mensurável. Nesta situação os
raios projetantes se propagam segundo um feixe de retas, porém
somente aqueles que passam pelos pontos que caracterizam a
figura objetiva são considerados, tal como mostrado na figura 01. A
superfície criada pelos raios projetantes é, tipicamente, uma
superfície cônica. Por isso uma projeção com estas características é
chamada projeção cônica.


Figura 01

A
M
f
(O)
B
(f)
(A)
(B)
(M)
18
Quando a distância do centro projetivo ao plano de
projeção é imensurável, o centro projetivo é impróprio e indicado
por (O

). Neste caso os raios chegam ao plano de projeção segundo
retas paralelas. Tal como no caso anterior, somente os raios que
passam pelos pontos que caracterizam a figura são considerados.

Quando o centro projetivo é impróprio, dependendo da
direção dos raios projetantes em relação ao plano de projeção, ou
seja, se oblíquos ou perpendiculares, as projeções ainda ser
classificadas respectivamente como:

I) projeção oblíqua
II) projeção ortogonal

As figuras 02-a 02-b mostram, respectivamente, exemplos
genéricos de uma projeção oblíqua e de uma projeção ortogonal.



Figura 02-a Figura 02-b


1.3) PROJEÇÕES ORTOGONAIS

f
f
(d)
A
M
A
(A)
M
B
(B)
(f)
((f)
(d)
(π)
(B)
(A)
B
(M)
(M)
19
1.3.1) Projeções da Figura Objetiva num Único Plano: Projeções
Cotadas

Imaginemos que a figura (f) que se quer projetar
ortogonalmente num plano (π), suposto horizontal, seja um
triângulo (ABC), de vértices (A), (B) e (C), tal como mostrado na
figura 03.




Figura 03

Temos então que:

(f) ≡ (ABC)

Nomeamos (π) Plano Horizontal de Projeção, ou, para
simplificar, PHP.
Os raios projetantes partem de um centro projetivo
impróprio (O

)

e incidem perpendicularmente sobre (π). Como,
para definir um triângulo basta conhecer seus vértices, para obter a

(C)
(A)
(B)
(π)
20
projeção de (f) em (π) bastará conhecer as projeções ortogonais de
(A), (B) e (C). Tais projeções serão as interseções dos raios
projetantes que passam, respectivamente, por (A), por (B) e por (C)
com o plano (π), conforme mostrado na figura 04. Os pontos A, B e
C definem a projeção ortogonal de (f) em (π). Como era de se
esperar, os pontos A, B e C são suficientes para definir a projeção
horizontal de (f), o que nos permite escrever:

f ≡ ABC



Figura 04

Chama-se cota de um ponto à distância deste ponto a um
plano horizontal tomado como referência. Logo, as distâncias de (A)
a (π) de (b) a (π) e de (C) a (π) são, respectivamente, as cotas de (A),
de (B) e de (C). Podemos escrever que:


(C)

C
(A)
A
(B)
B
(π)
(O∞)
21
a) cota de (A) = z
(A)
= d {(A), (π)} = d {(A), A}
b) cota de (B) = z
(B)
= d {(B), (π)} = d {(B), B}
c) cota de (C) = z
(C)
= d {(C), (π)} = d {(C), C}

Nestas condições, (f) e f, são figuras correspondentes e f é
dependente exclusiva de (f) e de nenhuma outra mais.
Mas, se por outro aspecto, um determinado ponto (M)
estiver localizado no mesmo raio projetante que passa por (A); se
um ponto (N) estiver no mesmo raio projetante que passa por (B) e
se (P) estiver localizado no mesmo raio projetante que passa por
(C), de tal sorte que:

z
(M)
≠ z
(A)
z
(N)
≠ z
(B)
z
(P)
≠ z
(C)


O triângulo (MNP) será completamente diferente do
triângulo (ABC), tal como mostrado na figura 05. Logo:

(g) ≡ (MNP) ¬ (g) ≠ (f)

22


Figura 05

Ainda na figura 05, observamos, entretanto, que:

M ≡ A
N ≡ B
P ≡ C

Assim sendo, uma figura projetada num único plano de
projeção pode ser a projeção de infinitas figuras do espaço, desde
que os raios projetantes que passam pelos pontos de cada uma
delas interceptem, respectivamente, o plano de projeção num

(C)

C=P=T
(A)
A=M=R
(B)
B=N=S
(S)
(T)
(R)
(N)
(P)
(M)
(π)
23
mesmo ponto. Logo, projetar uma figura num só plano, sem definir
(amarrar) as cotas de cada um de seus pontos ao plano, é um
problema indeterminado. Para resolvê-lo, Fellipe Boüache em 1878
criou o Método das Projeções Cotadas, atribuindo aos elementos
projetados de uma figura objetiva, os valores das cotas de cada
ponto, tal como mostrado nas figuras 06 e 07, a seguir.




Figura 06


(C)

C
(A)
A
(B)
B
a
c
b
(π)
24

Figura 07

1.3.2) Projeções da Figura Objetiva em Dois Planos
Perpendiculares

Imaginemos agora uma situação semelhante à da figura 04,
porém inserindo outro plano de projeção (π’), perpendicular a (π),
como mostra a figura 08.
A reta de interseção de (π) com (π’) é denominada linha de
terra, ou seja:
(ππ’) = (π) ∩ (π’)

Se (π) é o plano horizontal de projeção, (π’) será,
naturalmente, o plano vertical de projeção.
C (c)
A (a)
B (b)
25


Figura 08

Fazendo, agora, incidir raios projetantes de outro centro
projetivo impróprio (O’

) , desta feita perpendicularmente a (π’),
definiremos as projeções ortogonais de (A), de (B) e de (C) sobre
(π’). Os raios projetantes que passam por estes pontos,
interceptarão o plano (π’), definindo, respectivamente, os pontos
A’, B’ e C’ que caracterizam as projeções verticais de (A), de (B) e de
(C), tal como mostrado na figura 09. Logo, podemos escrever:

f’ ≡ A’B’C’
(π)
(π')

(C)

C
(A)
A
(B)
B
(O∞
)
( O'

)
26



Figura 09

Chama-se afastamento de um ponto à distância deste ponto
a um plano vertical tomado como referência. Assim, as distâncias de
(A) a (π’), de (B) a (π’) e de (C) a (π’) são, respectivamente, os
afastamentos de (A), de (B) e de (C) em relação a (π’), ou seja:

a) afastamento de (A) = y
(A)
= d {(A), (π’)} = d {(A), A’}
b) afastamento de (B) = y
(B)
= d { (B), (π’)} = d {(B), B’}
c) afastamento de (C) = y
(C )
= d { (C), (π’) }= d {(C), C’}

Observando a figura 10, podemos perceber também que os
pontos A’, (A) e A são vértices de um retângulo contido num plano
(α) perpendicular a (ππ’):

(π)
(π')

C'
A'
(C)

C
(A)
A
(B)
B
(O∞)
(O'∞)
B'
27


Figura 10

Vejamos porque:

1º) Se (A)A ± (π) e (A)A’ ± (π’) ¬ (Â) = reto

2º) Se (A), A’, A e (α) ¬ (α) · (ππ’) = A
0


Logo, A
0
é o quarto vértice do retângulo.

Podemos então escrever que:
z
(A)

= d {A’, (ππ’)} = d {A’, A
0
} ou z
(A)

= A’A
0

y
(A)
= d {A, (ππ’) } = d {A, A
0
} ou y
(A)
= AA
0

Por conseguinte, teremos:

C'
A'
(C)

C
(A)
A
(B)
B
B'
A0
B
0
C
0

(π’)
(π)
( O’
·
)
( O
·
)
28

z
(B)

= B’B
0
z
(C)
= C’C
0
e
y
(B)
= BB
0
y
(C)
= CC
0

Concluímos, então, que ao projetarmos ortogonalmente um
figura (f) sobre dois planos de projeção (π) e (π’), perpendiculares
entre si, obtemos f e f’, figuras que representam, respectivamente,
a projeção horizontal de (f) sobre (π) e a projeção vertical de (f)
sobre (π’). As figuras f e f’ são correspondentes e mutuamente
dependentes de (f). Isto significa dizer que f e f’ são as projeções de
uma única figura (f) do espaço.

1.4) Método da Dupla Projeção Ortogonal

A finalidade do desenho projetivo é permitir conhecer as
propriedades geométricas e manipular a forma e as dimensões de
uma figura do espaço, seja ela plana ou tridimensional, através de
suas projeções ortogonais, de sorte que tais projeções sejam
representadas graficamente num mesmo plano. Esta é a essência do
método criado por Gaspar Monge.
A primeira parte da tarefa já foi mostrada através das
relações entre cotas e afastamentos. Antes de planificar o sistema,
vejamos como ficou a vista perspectiva das projeções, retirando-se
(f), tal como mostrado na figura 11.

29

Figura 11

Para planificar o sistema objetivando trabalhar num mesmo
plano de desenho, adotemos os seguintes procedimentos:
1º) Tomemos a linha de terra (ππ’) como um eixo de rotação;

2º) Façamos o plano (π) girar em torno de (ππ’) no sentido horário
até que a sua superfície se superponha à superfície de (π’)
formando um mesmo plano, tal como mostrado na figura 12.
(π)
(π')

C'
A'
B

C
A
B
30

Figura 12

Olhando o conjunto de frente para o plano vertical, teremos
a seguinte visão:

(π)
(π')

C'
A'
B
C
B
A
(π)
<
<
<
(A)
(B)
(C)
31

Figura 13

A representação gráfica das projeções de uma figura num
mesmo plano é chamada épura.
Na prática, os contornos que delimitam os semiplanos
resultantes da planificação não são representados, assim como as
letras π e π’ que os representam.
A linha de terra pode ser identificada por dois pequenos
traços, um em cada extremidade, abaixo do segmento que a
representa, por x numa extremidade e y na outra, ou ainda por (ππ’)
numa das extremidades. Adotaremos os dois pequenos traços.

C'
C
A'
A
B'
B
π
π’
32
Os segmentos que unem as projeções de cada ponto da
figura são identificados como linhas de chamada e, obviamente, são
sempre perpendiculares à linha de terra.
As interseções das linhas de chamada com a linha de terra,
definem as abcissas respectivas de cada ponto da figura. A medida
da abcissa de um ponto é feito a partir de um ponto da linha de
terra chamado origem das abcissas, indicado por O
0,
localizado no
canto esquerdo da linha de terra.
A épura representativa das projeções do triângulo (ABC)
terá, por fim, o aspecto mostrado na figura 14.


Figura 14



C'
C
A'
A
B'
B
33

2.0) ESPAÇO PROJETIVO NA GEOMETRIA ESCITIVA

2.1) Diedros de Projeção

A Geometria Descritiva concebida por Gaspar Monge
admite que as projeções das figuras objetivas aconteça da seguinte
forma:
O plano (π) divide o espaço em dois semi-espaços, um acima
dele e outro abaixo. O plano (π’), por seu turno, divide o espaço
também em dois semi-espaços, um anterior a ele e outro posterior.
Como (π) e (π’) são perpendiculares ficam criados, na verdade,
quatro regiões distintas chamadas diedros de projeção, assim
caracterizados.

a) 1º Diedro: limitado pelo plano vertical de projeção (π’) –
semiplano superior (SPVS) e pelo plano horizontal de
projeção (π) – semiplano anterior (SPHA);

b) 2º Diedro: limitado pelo plano vertical de projeção (π’) –
semiplano superior (SPVS) e pelo plano horizontal de
projeção (π) – semiplano posterior (SPHP);

c) 3º Diedro: limitado pelo plano vertical de projeção (π’) –
semiplano inferior (SPVI) e pelo plano horizontal de
projeção (π) – semiplano posterior (SPHP);

d) 4º Diedro: limitado pelo plano vertical de projeção (π’) –
semiplano inferior (SPVI) e pelo plano horizontal de
projeção (π) – semiplano anterior (SPHA);

Como já foi dito, a interseção entre os planos de projeção,
ou seja, a reta comum aos planos (π) e (π’), é chamada linha de
terra.

Na figura 15 são identificados os quatro diedros de
projeção.
34


Figuras 15

Uma figura pode, então, estar situada num dos quatro
diedros ou parte em um e parte em outro (ou outros). Isto significa
dizer que, em cada situação, mudam as posições das projeções em
relação aos planos de projeção. O que não se altera é a posição do
observador que estará sempre de frente para a superfície anterior
do plano (π’), independentemente do diedro (ou dos diedros) em
que esteja localizada a figura objetiva (f).





SEMIPLANO HORIZONTAL
ANTERIOR DE PROJEÇÃO
(SHAP)

SEMIPLANO VERTICAL
SUPERIOR DE PROJEÇÃO
(SVSP)

SEMIPLANO HORIZONTAL
POSTERIOR DE PROJEÇÃO
(SHPP)

SEMIPLANO VERTICAL
INFERIOR DE PROJEÇÃO
(SVIP)


(π)
(π')
35

2.2) COORDENADAS DESCRITIVAS

2.2.1) Conceito

Tradicionalmente, os problemas de Geometria Descritiva
exigem o posicionamento, na épura, dos pontos que caracterizam
uma determinada figura. Para resolver esta questão, foram criadas
as coordenadas descritivas do ponto que nada mais são do que o
ordenamento das grandezas já conhecidas: abcissa, afastamento e
cota. As coordenadas descritivas de um ponto qualquer (P), são
indicadas da seguinte forma:

(P): (x
(P)
; y
(P)
; z
(P)
) ou (P): [x
(P)
; y
(P)
; z
(P)
] , onde

(P): ponto objetivo, isolado ou pertencente a uma figura (f);

x
(P)
: abcissa de (P)

y
(P)
: afastamento de (P)

z
(P)
: cota de (P)

2.2.2) Convenção de Sinais

Inicialmente cabe esclarecer que o conceito de coordenadas
descritivas envolvendo as definições de abcissa, afastamento e cota
de um ponto é imutável para qualquer dos quatro diedros em que
possa se encontrar um ponto (P), do espaço. Cabe então lembrar
que:

I) abcissa é a distância entre a interseção da linha de
chamada de (P) com a linha de terra e um ponto fixo
nela localizado e definido como origem das abcissas;

II) afastamento é a distância de (P) ao plano vertical de
projeção (π’);
36

III) cota é a distância de (P) ao plano horizontal de projeção
(π).

Um ponto pode estar localizado em qualquer dos quatro
diedros. Para sabermos exatamente em qual deles, foram
estabelecidas convenções de sinais para cotas e afastamentos que
permitem localizá-los através de suas coordenadas descritivas.
Assim sendo, foi estabelecido que:

- São positivas as cotas dos pontos localizados acima do plano
vertical de projeção e negativas as cotas dos pontos localizados
abaixo;

- São positivos os afastamentos dos pontos anteriores ao plano
vertical de projeção e negativos os afastamentos dos pontos
posteriores.

Resumindo, teremos:

1º diedro 2º diedro 3ºdiedro 4º diedro
cota + + - -
afastamento + - - +


Os sinais das abcissas, de um modo geral, serão sempre
positivos porque sua origem, O
0
, deverá ser localizada próxima da
extremidade esquerda da linha de terra. Isto quer dizer que são
positivas aquelas situadas à direita da origem das abcissas.

Observação Importante

Salvo quando absolutamente necessário, a indicação das
abcissas nas projeções dos pontos de uma figura é normalmente
dispensável.

37
2.3) PROJEÇÕES DE FIGURAS EM CADA DIEDRO

No exemplo usado para mostrar como funciona o método
da dupla projeção ortogonal, a figura (f) ≡ (ABC) foi localizada no 1º
diedro.
Para analisarmos como funciona o método da dupla
projeção ortogonal nos demais diedros, tomaremos, como exemplo,
o mesmo triângulo (ABC) que foi usado para descrever como
funciona o método no 1º diedro sendo mantidos os valores
absolutos das abcissas, cotas e afastamentos de cada vértice. Os
sinais, entretanto, corresponderão ao diedro em que se encontrar a
figura.

2.3.1) Projeções no 1º Diedro

Observou-se que, quando uma figura está localizada no 1º
diedro, suas projeções são distintas, ou seja, a projeção vertical fica
situada acima da linha de terra e a projeção horizontal, abaixo dela.
Conforme a convenção de sinais estabelecida, tem-se que:

Cotas positivas (+): acima da linha de terra
Afastamentos positivos (+): abaixo da linha de terra

2.3.2) Projeções de Figuras no 2º Diedro

Situando (ABC) no 2º diedro e mantendo, respectivamente,
os mesmos valores absolutos das coordenadas descritivas dos
vértices (A), (B) e (C), o aspecto do conjunto, em perspectiva, é o
mostrado na figura 16.
38



Figura 16

Para planificar o sistema objetivando trabalhar num mesmo
plano de desenho, adotamos procedimentos semelhantes aos
usados anteriormente, ou seja::

1º) Tomemos a linha de terra (ππ’), interseção de (π) com (π’),
como eixo de rotação;
2º) Façamos o plano (π) girar em torno de (ππ’) no sentido horário
até que a sua superfície se superponha à superfície de (π’)
formando um mesmo plano, tal como mostrado na figura 17.

C'
A'
B'
B
A
C

(C)
(B)
(A)
39




Figura 17

Olhando, agora, o conjunto de frente para o plano vertical
de projeção, o aspecto da épura correspondente do triângulo (ABC)
é mostrado na figura 18 e da observação da figura tiramos as
seguintes conclusões:
.

I) As projeções horizontal e vertical são, respectivamente,
congruentes com as obtidas no 1º diedro, embora,
>
(π÷)

C'
A'
B
(π)
C
A
B
B'
A'
C'
>
>
>
40
neste caso, ambas fiquem situadas acima da linha de
terra;

II) Dependendo dos comprimentos das cotas e dos
afastamentos de cada um de seus pontos, as projeções
de figuras situadas no 2º diedro podem ficar
superpostas na épura e isto dificulta ou pode até
impossibilitar o estudo da figura objetiva através de
suas projeções;

Figura 18

2.3.2.1) Invariância da Projeção Horizontal

Pode-se resolver o problema criado por projeções
superpostas, total ou parcialmente, transladando a figura
objetiva, mantendo constante as respectivas cotas até que suas
projeções fiquem distintas. Esta operação manterá a forma da
projeção horizontal inalterada.
Se a figura está inteiramente contida no 2º diedro, pode-se
também eliminar a superposição das projeções trocando os
B'
C'
A'
B
A
C
41
sinais dos afastamentos, tornando-os positivos, ou seja,
transladando figura para o 1º diedro.
De uma forma ou de outra, a projeção horizontal fica
invariante.

2.3.3) Projeções de Figuras no 3º Diedro

Situando, agora, o triângulo (ABC) no 3º diedro, mantendo-
se os mesmos valores absolutos das coordenadas descritivas dos
vértices adotadas nos dois casos anteriores, a perspectiva do
conjunto é mostrada na figura 19



Figura 19


B
A'
C'
(B)
(C)
(A)

B
A
C
42
Utilizando procedimentos semelhantes aos usados
anteriormente, planifica-se o sistema objetivando trabalhar num
mesmo plano de desenho, como mostra a figura 20.


43

Figura 20

C
A
B
B
A'
C'
(B)
(C)
(A)

B
A
C
(π)
(π’)
(π')
>
>
>
>
44
A figura 21 mostra a épura do triângulo (ABC) nas
condições propostas.




Figura 21

Nesta situação, pode-se observar que:
B
A
C
C'
A'
B'
45

I) As projeções horizontal e vertical ficam distintas e
continuam respectivamente congruentes com as dos
casos anteriores;

II) A posição das projeções no 3º diedro são simétricas em
relação à linha de terra, se comparadas às no 1º diedro.

2.3.3.1) Invariância das Projeções

Não há problema de superposição de projeções no terceiro
diedro, mas, se trocarmos os sinais das cotas e dos afastamentos, é
como transportar a figura para o 1º diedro através de duas
translações.
Após estas transformações, verifica-se que ambas as
projeções permanecem invariantes.

2.3.4) Projeções de Figuras no 4º Diedro
.
Mantendo-se, mais uma vez, os mesmos valores absolutos
das mesmas coordenadas dos vértices do triângulo (ABC), mas
situando-o agora no 4º diedro, a perspectiva do conjunto está
mostrada na figura 22.

46

Figura 22

Utilizando procedimentos semelhantes aos usados
anteriormente, planifica-se o sistema objetivando trabalhar num
mesmo plano de desenho, tal como mostrado na figura 23..


C
A
B
(B)
(C)
(A)
B
A'
C'
47


Figura 23

A figura 24 mostra a épura do triângulo (ABC) nas condições
propostas.


C
A
B
B'
B
A'
C'
C' A
<
<
<
<
48


Figura 24

Nesta situação podemos concluir que:

I) As projeções horizontal e vertical são, mais uma vez,
respectivamente, congruentes com as obtidas nos
demais diedros, mas ambas abaixo da linha de terra;

II) As projeções de figuras situadas no 4º diedro, tal como
no 2º, podem ficar superpostas na épura o que, como
foi dito anteriormente, é desaconselhável;

2.4.2.1) Invariância da Projeção Vertical

Pode-se resolver o problema criado por projeções superpostas,
total ou parcialmente, transladando a figura objetiva, mantendo
constantes os respectivos afastamentos até que suas projeções
fiquem distintas. Esta operação manterá a forma da projeção
vertical inalterada.
C'
A'
B'
C
A
B
49
Se a figura está inteiramente contida no 4º diedro, pode-se
também eliminar a superposição das projeções trocando os sinais
das cotas, tornando-as positivas, ou seja, transladando a figura para
o 1º diedro, pois ambas as projeções permanecem invariantes.

2.4.3- Clonclusão:

Mantendo-se fixos os valores absolutos das coordenadas
descritivas dos pontos de uma figura, suas projeções (horizontal e
vertical) serão sempre congruentes quando se alteram os sinais de
todas as cotas e/ou de todos os afastamentos de seus pontos.
Por essa razão, projeções no 2º e no 4º diedro, na prática, são
desprezadas.
As projeções no 1 diedro são as mais usadas no Brasil,
recomendadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas
Técnicas) e foram priorizadas neste trabalho, .





















50





3.0) PROJEÇÕES ORTOGONAIS DE RETAS E SEGMENTOS DE RETAS

3.1) CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Chama-se segmento de reta ao trecho de uma reta genérica
limitado por dois de seus pontos definidos como extremos do
segmento.
Em relação a um plano de projeção, um segmento de reta
pode estar:

I) paralelo
II) perpendicular
III) oblíquo

Para cada uma das posições acima, a respectiva projeção
ortogonal apresentará características específicas, como será visto a
seguir.
Todo segmento de reta está contido obrigatoriamente
numa reta chamada reta suporte do segmento. Logo, todas as
características e propriedades geométricas de uma determinada
reta são aplicáveis aos segmentos nela contidos e vice-versa.
As retas são representadas por letras romanas minúsculas.
Seja então (r) uma reta qualquer e (A) e (B) dois de seus
pontos não coincidentes. Logo (r) é a reta suporte do segmento
(AB), do qual (A) e (B) são os extremos. As projeções de (r) serão,
respectivamente, r’ (vertical) e r (horizontal), tal como mostrado na
figura 25.





51











r'
r
A'
B'
A
B
52
Figura 25




3.1.1) Pertinência de Ponto a Reta

Observando a figura 25, podemos estabelecer a seguinte
afirmação:

Para que um ponto pertença a uma reta dada por suas
projeções, é condição necessária e suficiente que as projeções do
ponto estejam situados, respectivamente, sobre as projeções da
reta.

Em outras palavras: a projeção vertical/horizontal do ponto
estará situada na projeção vertical/horizontal da reta.

3.2) Traços de uma Reta: Pontos Notáveis

Chama-se, de uma forma genérica, traço de uma reta ao
ponto em que uma reta intercepta qualquer plano.
Tradicionalmente, na Geometria Descritiva, traços de uma reta são
os pontos em que a reta intercepta os planos e projeção. Os traços
da reta, assim entendidos, são conhecidos, também como dois dos
pontos notáveis de uma reta.
São entendidos como notáveis, os seguintes pontos de uma
reta:

I) (V): ponto em que a reta intercepta o plano vertical de
projeção.
Assim sendo, (V) tem sempre afastamento nulo.
Logo, no espaço, teremos (A) ≡ A’. A cota de (V) poderá ser
positiva, negativa ou nula (se a reta interceptar a linha de
terra).
O ponto (V) é denominado traço vertical da reta.

53
II) (H): ponto em que a reta intercepta o plano horizontal de
projeção.
Neste ponto, (H) tem sempre cota nula. Logo,
teremos (H) ≡ H. O afastamento de (H) poderá ser positivo,
negativo ou nulo (se a reta interceptar a linha de terra).
O ponto (H) é denominado traço horizontal da reta.
A figura 26 mostra as projeções de uma reta (r), genérica,
bem como a localização das projeções de (V) e (H).


Figura 26
H'
H
r'
r
A'
B'
A
B
V
V'
54

III) (I): ponto da reta em que a cota e o afastamento são iguais
e de mesmo sinal.
Nesta condição, o ponto (I) só pode estar localizado
no 1º ou no 3º diedro. É comum designar (I) como sendo o
ponto da reta que intercepta um plano que passa pela linha
de terra e divide, respectivamente, o 1º e o 3º diedro em
dois diedros iguais. Este plano é chamado bissetor ímpar é
designado (β
13
). Por esta razão, diz-se que (I) é o traço da
reta em (β
13
).

IV) (P); ponto da reta em que a cota e o afastamento são
iguais, mas de sinais contrários.
Assim sendo, o ponto (P) só pode estar localizado no
2º ou no 4º diedro. Por suas características, as projeções
deste ponto são idênticas e se encontram na interseção das
projeções vertical e horizontal da reta.
É comum designar (P) como sendo o ponto da reta
que intercepta um plano que passa pela linha de terra e
divide, respectivamente, o 2º e o 4º diedro em dois diedros
iguais. Este plano é chamado bissetor par e designado (β
24
).
Por esta razão, diz-se que (P) é o traço da reta em (β
24
).

A figura 27 mostra as projeções de uma reta (r), genérica,
bem como a localização das projeções dos seus pontos notáveis,
(H), (V), (I) e (P).
55

Figura 27

Das características de β
13
e β
24
, podemos concluir os planos
bissetores são perpendiculares.

3.3) Retas e Segmentos de Retas Paralelas a Plano de Projeção

Uma reta é paralela a um plano quando todos os seus
pontos são eqüidistantes do plano.
H'
P'
H
r'
r
A'
B'
A
B
P
V
V'
I'
I
56
Seja ( r) uma reta paralela a um plano (π) e que contenha o
segmento (AB).
Ao projetarmos ortogonalmente os pontos (A) e (B) no
plano (π) obtemos os pontos A e B e, consequentemente, a
projeção AB de (AB). Logo a reta r que passa por A e por B é a
projeção da reta ( r) em π (figura 28).
Como as projeções são ortogonais, (A)A e (B)B são paralelos
e perpendiculares a (π). Como (r) é paralela a (π), o polígono que
tem por vértices (A), (B), B e A é um retângulo. Logo, (AB) = AB e
podemos afirmar que:
Quando um segmento de reta é paralelo a um plano, sua
projeção ortogonal neste plano é a verdadeira grandeza (VG) do
segmento

Figura 28




(π)

A
B
(A)
(r)
r
(B)
57
3.3.1) Retas e Segmentos de Retas Paralelos ao Plano Horizontal
de Projeção

Na figura 29-a é mostrado que o segmento (AB) é paralelo a
(π), oblíquo a (π’) e tem como suporte a reta (h). A cota de (A) é
igual à cota de (B) e o quadrilátero de vértices (A), (B), B e A é um
retângulo. Assim sendo, (AB) = AB. Ou seja, o segmento AB é a
verdadeira grandeza (VG) do segmento (AB).
Podemos então dizer que:
Quando um segmento é paralelo ao plano horizontal de
projeção, projeta-se em verdadeira grandeza (VG) neste plano.
A reta (h), paralela ao plano horizontal de projeção e
oblíqua ao plano vertical de projeção é chamada reta horizontal.


(π)
(π')
(V)=V'
B'
V
(B)
B
(A)
A
(r)
r
A'
r'
58
Figura 29-a

A figura 29-b mostra a épura correspondente Verifica-se
que a cota de (A) é igual à cota de (B), ou seja, z
(A)
= z
(B)
. Logo, a
projeção vertical de (AB), A’B’, é paralela à linha de terra.
Uma reta horizontal corta (π’) no traço vertical (V) e não
admite traço horizontal.



Figura 29-b

3.3.2) Retas e Segmentos de Retas Paralelos ao Plano Vertical de
Projeção

Observando agora a figura 30-a, vemos que o segmento
(AB) é paralelo a (π’), oblíquo a (π) e tem como suporte a reta (f). O
afastamento de (A) é igual ao afastamento de (B) e o quadrilátero
de vértices (A), (B), B’ e A’ também é um retângulo. Assim sendo,
(AB) = A’B’. Neste caso, o segmento A’B’ é a verdadeira grandeza
(VG) do segmento (AB).
Podemos então dizer que:
h
V
A'
A
B
B'
V'
h'
59

Quando um segmento é paralelo ao plano vertical de
projeção, projeta-se em verdadeira grandeza (VG) neste plano.
A reta (f), paralela ao plano vertical de projeção e oblíqua ao
plano horizontal de projeção é chamada reta frontal.


Figura 30-a

A figura 30-b mostra a épura correspondente. Verifica-se
que o afastamento de (A) é igual ao afastamento de (B), ou seja, y
(A)

r
A
B
A'
(A)
B'
(B)
(H)=H
H'
(r)
r
(π')
(π)
60
= y
(B)
. Logo, a projeção horizontal de (AB), AB, é paralela à linha de
terra.
Uma reta vertical corta (π) no traço horizontal (H) e não
admite traço vertical.

Figura 30-b

3.3.3) Retas e Segmentos de Reta Paralelos aos Dois Planos de Projeção

Quando o segmento é paralelo a ambos os planos de projeção, é
paralelo, também, à linha de terra. Por isso, as cotas e os afastamentos
de todos os seus pontos são respectivamente iguais. As figuras 31-a e
33-b mostram, respectivamente, a representação espacial e a épura de
um segmento (AB), pertencente a uma reta (r ) nesta condição. Assim
sendo, tanto as projeção vertical de (AB), como a horizontal, estão em
VG. Por isso podemos afirmar que:

V'
A'
A
f'
B'
B
f
V
61
Quando um segmento é paralelo aos dois planos de projeção,
projeta-se em verdadeira grandeza (VG) em ambos os planos.
Uma reta paralela a ambos os planos de projeção é chamada
reta fronto-horizontal ou reta paralela à linha de terra.

Reta desse tipo não corta plano de projeção e por isso não
admite traço vertical e nem traço horizontal.



Figura 31-a

(π)
(π')
A'
r'
B'
A
B
(B)
(A)
r
(r)
62

Figura 31-b



3.4) Reta e Segmento de Reta Perpendicular a Plano de Projeção

Uma reta é perpendicular a um plano quando é perpendicular a
todas as retas desse plano.
Seja ( r) uma reta perpendicular a um plano (π) e que contenha
um segmento (AB).
Ao projetarmos ortogonalmente a reta (r ) no plano (π) somente
um raio projetante passa pela reta e corta o plano num único ponto.
Este ponto concentra as projeções de todos os pontos da reta, inclusive
de (A) e de (B), tal como mostrado na figura 32.
Isto permite afirmar que:

Quando uma reta é perpendicular a um plano, sua projeção
ortogonal, neste plano, se reduz a um único ponto.

A
B'
B
r'
r
A'
63


Figura 32

3.4.1) Perpendicular ao Plano Horizontal de Projeção

Observando a figura 33-a, vemos que o segmento (AB) é
perpendicular a (π) e tem como suporte a reta (v). Logo, o raio
projetante que intercepta (π) e passa por (A) é o mesmo que passa por
(B). Assim sendo, temos A ≡ B. Além disso, por ser perpendicular a (π), a
reta (v) é paralela a (π’) e, por isso, a projeção vertical de (AB) está em
verdadeira grandeza (VG), ou seja AB = (AB).

Podemos então escrever:

Quando um segmento de reta é perpendicular ao plano
horizontal de projeção, sua projeção ortogonal neste plano se reduz a
um ponto e está em verdadeira grandeza (VG) no plano vertical de
projeção.

r=A=B
(B)
(A)
(r)
64

A reta (v), perpendicular ao plano horizontal de projeção é
chamada reta vertical.



Figura 33-a

A figura 33-b mostra a épura correspondente.
H'
A'
(A)
B'
(B)
v'
(v)
A≡B≡v≡H
(π')
(π)
65
Reta vertical não corta o plano (π’) e por isso só admite traço
horizontal (H).






Figura 33-b

3.4.2) Perpendicular ao Plano Vertical de Projeção

Observando a figura 34-a, vemos agora que o segmento (AB) é
perpendicular a (π’) e tem como suporte a reta (t). Logo, o raio
projetante que intercepta (π’) e passa por (A) é o mesmo que passa por
(B). Assim sendo , temos A’ ≡ B’. Além disso, por ser perpendicular a (π’),
a reta (t) é paralela a (π) e, por isso, a projeção vertical de (AB) está em
verdadeira grandeza (VG), ou seja A’B’ = (AB).

Podemos então escrever:
A'
B'
v'
A≡B≡v≡H
H'
66

Quando um segmento de reta é perpendicular ao plano vertical
de projeção, sua projeção ortogonal neste plano se reduz a um ponto e
está em verdadeira grandeza (VG) no plano horizontal de projeção.


A reta (t), perpendicular ao plano vertical de projeção é chamada
reta de topo.



Figura 34-a
(π)
(π')
V
B
(B)
A
(A)
t
(t)
A’≡B’≡t’≡V’
67

A figura 34-b mostra a épura correspondente.
Reta de topo não corta o plano (π) e por isso só admite traço
vertical (V).



Figura 34-b

3.5) Segmento Oblíquo aos Planos de Projeção
Neste caso, duas situações podem ocorrer:

I) O segmento é ortogonal à linha de terra
B
A
t'=A'=B'=V'
t
68
II) O segmento é oblíquo à linha de terra

É importante ressaltar que, quando um segmento é oblíquo aos
dois planos de projeção, suas projeções não estão em verdadeira
grandeza em nenhum dos dois. Para conhecê-la ou trabalhar com ela
torna-se necessário aplicar à épura alguns procedimentos geométricos
que serão vistos mais à frente..
A figura 35 mostra uma reta (r) oblíqua a um plano (π) e que
contém um segmento (AB). Projetando ortogonalmente (A) e (B) no
plano, obtemos suas projeções A e B, que definem a reta r, projeção de
(r) em (π).


Figura 35

(r)
r
(A)
(B)
A
B

69

Para determinar a verdadeira grandeza do segmento (AB) é
imprescindível conhecer as distâncias de (A) e de (B) ao plano (π). Se (π)
é um plano horizontal, estas distâncias serão as respectivas cotas de (A)
e de (B).
Num procedimento expedito, podemos construir graficamente o
trapézio retângulo que tem por vértices (A), (B), B e A. (A)A e (B)B são
grandezas conhecidas, assim como a projeção AB. O lado (AB) do
trapézio é a VG procurada.
Traça-se o segmento AB. Por A traça-se, uma perpendicular a AB
e, a partir de A, marca-se o comprimento (A)A, determinando (A). Por B
traça-se outra perpendicular a AB, no mesmo sentido de (A)A e, a partir
de B, marca-se o comprimento (B)B. Ligando (A) a (B), fica determinada
graficamente a VG de (AB).
A figura 36 mostra o trapézio construído.




Figura 36

3.5.1) Segmento Ortogonal à Linha de Terra

Quando uma reta é ortogonal à linha de terra, tal reta está
contida num plano perpendicular a ela. Observando a figura 37-a,
percebemos que os raios projetantes que passam, respectivamente, por
A
B
(A)
(B)
(r)
r
70
(A) e por (B), definem um plano perpendicular à linha de terra. Logo, a
abcissa de (A) é a mesma de (B), ou seja, x(A) = x(B). Assim sendo, ambas
as projeções de (AB) são perpendiculares à linha de terra e não estão em
verdadeira grandeza porque os quadriláteros formados pelos pontos (A)
e (B) e suas respectivas projeções são trapézios retângulos.
Uma reta que pertence a um plano perpendicular aos dois
planos de projeção pode ser reversa à linha de terra ou concorrente com
ela. Em ambos os casos a reta é chamada reta de perfil.




Figura 37-a

(π)
(π’)
p'
(A)
(B)
(p)
p
A
B
B'
A'
(V) ≡ V’
(H) ≡ H
V ≡ H’
O0
71
A figura 37-b mostra a épura correspondente.



Figura 37-b
A'
B
B'
A
p'
p
O
0
72
As retas de perfil reversas à linha de terra admitem traço
vertical (V) e traço horizontal (H). Numa condição particular, a reta de
perfil pode ser concorrente com a linha de terra e, neste caso, (V) e (H)
serão coincidentes no ponto de concorrência, tal como mostrado na
figura 38.




Figura 38


3.5.2) Segmento Oblíquo à Linha de Terra

(π)
(π’)
p
A
B
A'
(A)
(B)
B'
(p)
p'
(H)≡(V)≡(H’)≡(V’)≡(H)≡(H’)
O0
73
Quando um segmento é oblíquo aos planos de projeção e à linha
de terra, ambas as projeções são oblíquas à linha de terra e não estão
em verdadeira grandeza porque, também neste caso, os quadriláteros
formados pelos pontos (A) e (B) e suas respectivas projeções são
trapézios retângulos, como mostra a figura 39-a.
Uma reta oblíqua à linha de reta é chamada reta qualquer ou
genérica.






Figura 39-a
(r)
r
r'
(A)
(B)
A
B
B'
A'
V
H'
(H)≡H
(v)≡V'
(π')
(π)
74
As figuras 39-b e 39-c são exemplos de épuras de retas genéricas



Figura 39-b


H'
H
r'
r
A'
B'
A
B
V
V'
75

Figura 39-c



3.5.3 - VG de Segmentos Oblíquos aos Planos de Projeção

Como foi dito anteriormente, segmentos oblíquos a um plano
de projeção não se projetam, neste plano, em verdadeira grandeza
(VG), o que só acontece quando o segmento é paralelo ao plano.
Então, para conhecer a VG de um segmento é necessário
que, através de procedimentos geométricos, façamos com que o
segmento em questão fique paralelo ou passe a pertener a um plano
A'
A
B
B'
r'
r
V≡V’≡H≡H’
76
de projeção. Num sistema de dupla projeção ortogonal, estas
operações poderão executadas de duas maneiras:

I) Modificando a posição do segmento
II) Criando um novo plano de projeção

No primeiro caso, o sistema de projeções não se altera.
O segmento é que mudará de posição no espaço para ficar
paralelo ou pertencer a um dos planos de projeção através de uma
operação geométrica chamada rotação. Neste procedimento, o
segmento gira em torno de um eixo perpendicular a um dos planos
de projeção, até que fique paralelo ao outro plano de projeção, onde
se projetará em VG.
No segundo caso, a posição do segmento no espaço não se
altera.
Um novo plano de projeção será criado, paralelo ao
segmento e, obrigatoriamente, perpendicular a um dos planos de
projeção para que sejam mantidas as propriedades geométricas do
método da dupla projeção ortogonal. O plano criado e o plano de
projeção perpendicular a ele, constituem um novo sistema de
projeções em que a VG do segmento é mostrada. Esta operação
descritiva é chamada mudança de plano de projeção.

3.5.3.1- Rotação

Quando executamos a rotação de um ponto em torno de um
eixo perpendicular a um plano, o ponto descreve um arco de círculo
cujo raio é o segmento perpendicular que liga o ponto ao eixo.
Na figura 40 podemos observar que a projeção do eixo (e) no
plano (π) se reduz a um ponto – e – e o arco (c) descrito pelo ponto
(P) se projeta em VG no plano (π), porque o raio da rotação (OP) é
paralelo ao plano.
A distância do ponto (P) ao plano (π), isto é, a cota de (P) não
se altera durante a rotação.
77



Figura 40

3.5.3.1.1–VG de Segmentos de Perfil

Para conhecermos a VG de (AB) utilizaremos, inicialmente,
um eixo (e), vertical, que passa pelo vértice (A). Na verdade, (e) é
uma reta vertical cuja projeção em (π) se reduz ao ponto e. A
projeção vertical de (e) é e’.
(π)
(π')
(e)
e'
e ≡ O
(O)
O' ≡ P'
(P)
P
(P1
)
P'
1
P
1
78
A 41-a mostra, no espaço, o segmento (AB), antes e após a
rotação. Nota-se que o ponto (A) não se alterou porque pertence ao
eixo. (AB) tornou-se paralela a (π’) e, assim, se projeta em VG nesse
plano. Na verdade, após a rotação, (AB) tornou-se um segmento
frontal.


Figura 41-b

As figuras 41-b mostra a épura correspondente, com as
projeções do eixo (e), antes da rotação.
(π)
(π')
B
B'
(e)
e'
(B)
A ≡ A1 ≡ e
A' ≡ A'1
B1
B'1
(B1)
O0
79





Figura 41-b

Na figura 41-c obtivemos a VG de (B) fazendo os seguintes
procedimentos:

1º) traçamos uma semi-reta paralela à linha de terra passando por A
e no sentido que pretendemos efetuar a rotação. Suponhamos para a
direita da épura.

2º) com centro em e ≡ A e raio AB, traçamos um arco de círculo até
cortar a paralela. O ponto de interseção será identificado como B
1.

B
B'
(B)
(A)
A
A'
O0
B'
B
e'
A
A
O
0
80
3º ) como a cota de (B) não se altera durante e pós a rotação, basta
traçar por B’ uma paralela à linha de terra, no mesmo sentido. A linha
de chamada traçada de B
1
ao encontrar esta paralela, identifica o
ponto B’
1
.

4º) como o ponto (A) não se moveu, após a rotação teremos A’≡ A’
1
,
assim como A ≡ A
1
.

O segmento A’
1
B’
1
é a VG do segmento (AB)



Figura 41-c


B'
B
e'
O0
A≡A1≡e
A'≡A'1
B1
B'1
A'
A'1
t
B'≡ B'
1
≡ t'
B≡B
1
A
A
1
O0
81
Procedimento semelhante pode ser utilizado passando o eixo
vertical (e) pelo ponto (B).

Podemos, também, utilizar um eixo de rotação (e)
perpendicular a (π’). Neste caso (e) será uma reta de topo cuja
projeção vertical se reduz ao ponto e’.
A figura 41-e mostra a épura de um segmento de perfil r cuja
VG foi obtida utilizando eixo (e) perpendicular ao plano (π’),
passando pelo ponto (B).
Em resumo, o procedimento foi o seguinte:

1º) Com centro em e’≡ B’ e raio A’B’ traçamos um arco de círculo até
encontrar a paralela á linha de terra traçada por B’, determinando
A’
1
.

2º) Por A traçamos uma paralela à linha de terra que, ao interceptar a
linha de chamada traçada por A’
1
identificará o ponto A
1
.

3º) Neste caso teremos B’≡ B’
1
e B ≡ B
1
e segmento (AB) que é de
perfil, tornou-se o segmento horizontal (A
1
B
1
).

O segmento A
1
B
1
é a VG do segmento (AB).

82

Figura 41-e

Por se tratar da VG de um mesmo segmento, teremos
obrigatoriamente:

A’
1
B’
1
(fig.41-d) = A
1
B
1
(fig.41-c)

3.5.3.1.2 – VG de Segmentos de Reta Qualquer

B'
B
e'
O
0
A≡A
1
≡e
A'≡A'
1
B
1
B'
1
A'
A'
1
e
B'≡ B'
1
≡ e'
B≡B
1
A
A
1
O
0
83
Se um determinado segmento tem como suporte uma reta
qualquer, os procedimentos para determinar sua VG através de uma
rotação em torno de um eixo, são absolutamente os mesmos
adotados para segmentos de perfil, como poderá ser constatado a
seguir.
Suponhamos, então, um segmento (AB), tal como mostrado
na figura 42-a.


Figura 42-a

(π)
(π')
(A)
(B)
A
B
B'
A'
O0
84
Na figura 42-b, criamos um eixo vertical (e) que passa pelo
ponto (A). Ao girarmos o segmento em torno de (e), o ponto (A) não
se mexe porque pertence ao eixo. O ponto (B), ao girar, descreve um
arco de círculo até que (AB) fique paralelo à (π’), definindo o ponto
(B
1
). Nota-se que o arco descrito por (B) em torno de (e) se projeta
em VG em (π) e o segmento AB
1
fica paralelo à linha de terra. Na
verdade, após a rotação, o segmento (AB) se torna frontal.

Figura 42-b

(B)
A
B
B'
e
(e)
B1
e'
(B
1
)
B'
1
A≡ A
1
(A)≡ (A
1
)
O0
(π')
(π)
85
A figura 42-c mostra a épura correspondente, incluindo as
projeções do eixo vertical (e) passando pelo ponto (A).

Figura 42-c

Na figura 42-d obtivemos a VG de (AB) fazendo os seguintes
procedimentos:

1º) traçamos uma semi-reta paralela à linha de terra passando por A
e no sentido que pretendemos efetuar a rotação. Pela condição
mostrada na épura, faremos a rotação no sentido horário.

2º) com centro em e ≡ A e raio AB, traçamos um arco de círculo até
cortar a paralela. O ponto de interseção será identificado como B
1.

(π)
(π')
(A)
(B)
A
B
B'
A'
A'
B'
O
0
O
0
e'
B
A≡e
86
3º ) como a cota de (B) não se altera durante e pós a rotação, basta
traçar por B’ uma paralela à linha de terra, no mesmo sentido. A linha
de chamada traçada de B
1
ao encontrar esta paralela, identifica o
ponto B’
1
.

4º) como o ponto (A) não se moveu, após a rotação teremos A’≡ A’
1
,
assim como A ≡ A
1
.
O segmento A’
1
B’
1
é a VG do segmento (AB)

Figura 42-d

Podemos, também, utilizar um eixo de rotação (e)
perpendicular a (π’). Neste caso (e) será uma reta de topo cuja
projeção vertical se reduz ao ponto e’.
O
0
O
0
A' ≡A'
1
A ≡ A
1
≡ e
A'
A'
1
A
1
A
B' ≡ B'
1
≡ t'
B ≡ B
1

e'
t
B'
B
B'
1

B
1

87
A figura 42-e mostra a épura de um segmento de reta
qualquer cuja VG foi obtida utilizando eixo (e) perpendicular ao
plano (π’), passando pelo ponto (B).

Em resumo, o procedimento foi o seguinte:

1º) Com centro em e’≡ B’ e raio A’B’ traçamos um arco de círculo até
encontrar a paralela á linha de terra traçada por B’, determinando
A’
1
.

2º) Por A traçamos uma paralela à linha de terra que, ao interceptar a
linha de chamada traçada por A’
1
identificará o ponto A
1
.

3º) Neste caso teremos B’≡ B’
1
e B ≡ B
1
e segmento (AB) que é de
perfil, tornou-se o segmento horizontal (A
1
B
1
).

O segmento A
1
B
1
é a VG do segmento (AB).

88

Figura 42-e

Por se tratar da VG de um mesmo segmento, teremos
obrigatoriamente:

A’
1
B’
1
(fig.42-d) = A
1
B
1
(fig.42-e)
3.5.3.2 – Mudança de Plano de Projeção

O método conhecido como tal, consiste em criar um novo
sistema de projeções que contenha um dos planos de projeção do
sistema original e outro, obrigatoriamente, perpendicular ao plano
mantido. A aplicação direta deste método é possível, desde que o
O
0
O
0
A' ≡ A'
1
A ≡ A
1
≡ e
A'
A'
1
A
1
A
B' ≡ B'
1
≡ e'
B ≡ B
1

e'
B'
B
B'
1

B
1

e
89
novo plano de projeção seja paralelo ao plano da figura ou contenha
a figura.
Se for mantido o plano horizontal de projeção (π) – incluindo
a projeção horizontal do segmento – o novo plano será,
obrigatoriamente, um plano de vertical. Neste caso diremos que foi
feita uma mudança de plano vertical.
Se for mantido o plano vertical de projeção (π’) – incluindo a
projeção vertical do segmento – o novo plano de projeção será,
obrigatoriamente, um plano de topo. Neste caso diremos que foi
feita uma mudança de plano horizontal.
Em ambos os caso, a linha de terra do novo sistema será a
interseção do plano de projeção mantido e o plano de projeção
criado.

3.5.3.2.1 – Segmentos de Perfil

Na figura 43-a é mostrado um segmento de perfil (AB), bem
como um plano (π’
1
) perpendicular a (π) e paralelo a (AB). Observe-se
que o trapézio (A)(B)BA é, portanto, também paralelo ao plano (π’
1
).
Os planos (π) e (π’
1
) constituem um novo sistema projetivo,
onde (ππ’
1
) é a linha de terra deste novo sistema. Isto significa dizer
que estamos fazendo uma mudança de plano vertical, trocando (π’)
por (π’
1
).
Projetando o segmento (AB) nesse novo sistema, verificamos
que:

a) as projeções horizontais não se alteram porque o plano
(π) foi mantido;
b) as cotas de (A) e de (B) , após a mudança do plano
vertical, são as iguais às respectivas cotas no sistema
original.

Outra constatação importante é que a distância de (π’
1
) à
(AB) é absolutamente arbitrária, pois qualquer que seja tal distância,
as projeções ortogonais de (A) e de (B) nesse plano são invariantes.
90
Logo, a distância entre a nova linha de terra e a projeção horizontal
de (AB) também é arbitrária.
O segmento A
1
B
1
é a VG do segmento (AB).


Figura 43-a

A figura 43-b mostra como é obtida a épura respectiva.
Inicialmente traçamos a linha de terra do novo sistema,
paralela a AB. A distância entre elas é arbitrária, podendo até ser
nula, isto é, ambas podem ser coincidentes.
As projeções horizontais permanecem as mesmas, ou seja:

A ≡ A
1
e B ≡ B
1

(π)
(π')
B
B'
(B)
(A)
A
A'
O0
(ππ’1)
(π'1)
B'1
A'1
91
Em seguida, são traçadas novas linhas de chamada, a partir
de A e B, perpendiculares à nova linha de terra (ou a linha de terra do
novo sistema).
Como o plano horizontal de projeção (π) é o mesmo em
ambos os sistemas, as cotas de (A) e de (B) não se alteram. Logo, as
cotas de (A) e de (B) são marcadas a partir da nova linha de terra,
sobre as linhas de chamadas do novo sistema traçadas
anteriormente, determinando as projeções de (A) e (B), isto é, A’
1
e
B’
1
.
O segmento A’
1
B’
1
é a VG do segmento (AB).



Figura 43-b
A'
A ≡ A
1
A ≡ B
1
B'
1
A'
1
B'
92
Se for mais conveniente fazer uma mudança de plano
horizontal, o novo plano de projeção será (π
1
), o que implica em dizer
que, no novo sistema, o plano vertical de projeção não se altera. A
nova linha de terra é agora (π
1
π’).
A visão espacial mostrada na figura 44-a é semelhante à que
é mostrada na figura 43-a. O novo plano de projeção muda de nome,
e a linha de terra muda de posição.
Projetando o segmento (AB) nesse novo sistema, verificamos
que:

a) as projeções verticais não se alteram porque o plano (π’)
foi mantido;
b) os afastamentos de (A) e de (B) , após a mudança do
plano horizontal são as iguais aos respectivos
afastamentos no sistema original.

Outra constatação importante é que a distância de (π
1
) à (AB)
é absolutamente arbitrária, pois qualquer que seja tal distância, as
projeções ortogonais de (A) e de (B) nesse plano são invariantes.
Logo, a distância entre a nova linha de terra e a projeção vertical de
(AB) também é arbitrária.
O segmento A’
1
B’
1
é a VG do segmento (AB).
93


Figura 44-a

A figura 44-b mostra como é obtida a épura respectiva.
Inicialmente traçamos a linha de terra do novo sistema, agora
paralela a A’B’. A distância entre elas é arbitrária, podendo até ser
nula, isto é, ambas serem coincidentes.
As projeções verticais permanecem as mesmas, ou seja:

A’ ≡ A’
1
e B’ ≡ B’
1

(π)
(π')
B
B'
(B)
(A)
A
A'
O0
(π1)
B1
A1
(π1π’)
94
Em seguida, são traçadas novas linhas de chamada, a partir
de A’ e B’, perpendiculares à nova linha de terra (ou a linha de terra
do novo sistema).
Como o plano vertical de projeção (π’) é o mesmo em ambos
os sistemas, os afastamentos de (A) e de (B) não se alteram. Logo, os
afastamentosde (A) e de (B) são marcadas a partir da nova linha de
terra, sobre as linhas de chamadas do novo sistema traçadas
anteriormente, determinando as projeções de (A) e (B), isto é, A
1
e
B
1
.
O segmento A
1
B’
1
é a VG do segmento (AB).

95


Figura 44-b

Por se tratar da VG de um mesmo segmento, teremos
obrigatoriamente:

A’
1
B’
1
(fig.43-b) = A
1
B
1
(fig.44-b)

A
A
B1
A1
A'≡A'1
B'≡B'1
96
3.5.3.2.2 – Segmentos de Reta Qualquer

Na figura 45-a é mostrado um segmento de reta qualquer
(AB), bem como um plano (π’
1
) perpendicular a (π) e paralelo a (AB).
Observe-se que o trapézio (A)(B)BA é, portanto, também paralelo ao
plano (π’
1
).
Os planos (π) e (π’
1
) constituem um novo sistema projetivo,
onde (ππ’
1
) é a linha de terra deste novo sistema. Isto significa dizer
que estamos fazendo, também uma mudança de plano vertical,
trocando (π’) por (π’
1
).
Projetando o segmento (AB) nesse novo sistema, verificamos
que:

a) as projeções horizontais não se alteram porque o plano
(π) foi mantido;
b) as cotas de (A) e de (B) , após a mudança do plano
vertical, são as iguais às respectivas cotas no sistema
original.

Outra constatação importante é que a distância de (π’
1
) à
(AB) é absolutamente arbitrária, pois qualquer que seja tal distância,
as projeções ortogonais de (A) e de (B) nesse plano são invariantes.
Logo, a distância entre a nova linha de terra e a projeção horizontal
de (AB) também é arbitrária.
O segmento A
1
B
1
é a VG do segmento (AB).

97

Figura 45-a

A figura 45-b mostra como é obtida a épura respectiva.
Inicialmente traçamos a linha de terra do novo sistema,
paralela a AB. A distância entre elas é arbitrária, podendo até ser
nula, isto é, ficam coincidentes.
As projeções horizontais permanecem as mesmas, ou seja:

A ≡ A
1
e B ≡ B
1

(A)
(B)
A'
B'
B≡B1
A≡A1
B’1
A’1
(ππ’1)
(π')
(π)
(π’1)
(ππ’)
98
Em seguida, são traçadas novas linhas de chamada, a partir
de A e B, perpendiculares à nova linha de terra (ou a linha de terra do
novo sistema).
Como o plano horizontal de projeção (π) é o mesmo em
ambos os sistemas, as cotas de (A) e de (B) não se alteram. Logo,
estas cotas são marcadas a partir da nova linha de terra, sobre as
linhas de chamadas do novo sistema traçadas anteriormente,
determinando as novas projeções verticaisde (A) e (B), isto é, A’
1
e
B’
1
.
O segmento A’
1
B’
1
é a VG do segmento (AB).



Figura 45-b
(A)
(B)
A'
B'
B≡B1
A≡A1
B’1
A’1
(ππ’1)
(π')
(π)
(π’1)
(ππ’)
B'
A'
A≡A1
B≡B1
B’1
A’1
O0
99
Se for mais conveniente fazer uma mudança de plano
horizontal, o novo plano de projeção será (π
1
), o que implica em dizer
que, no novo sistema, o plano vertical de projeção não se altera. A
nova linha de terra é agora (π
1
π’).
A figura 46-a mostra as projeções de um segmento (AB) de
reta qualquer e o novo plano de projeção, agora contendo o
segmento objetivo e, por isso, contendo a projeção vertical A’B’ do
segmento.

Projetando o segmento (AB) nesse novo sistema, verificamos
que:
a) as projeções verticais não se alteram porque o plano (π’)
foi mantido;
b) os afastamentos de (A) e de (B) , após a mudança do
plano horizontal são as iguais aos respectivos
afastamentos no sistema original.

O segmento A
1
B
1
é a VG do segmento (AB).

100

Figura 46-a

A figura 46-b mostra como é obtida a épura respectiva.
Inicialmente traçamos a linha de terra do novo sistema, desta
feita, contendo a projeção vertical do segmento.
As projeções verticais permanecem as mesmas, ou seja:

A’ ≡ A’
1
e B’ ≡ B’
1

( π)
A'≡ A'
1
B'≡ B'
1
( π
1
)
( π
1
π’)
( ππ’)
A'≡ A’
1
B'≡ B'
1
B
A
A
1
B
1
O0
( A ) ≡ A
1
( B )
≡ B
1
101
Em seguida, são traçadas novas linhas de chamada, a partir
de A’ e B’, perpendiculares à nova linha de terra (ou a linha de terra
do novo sistema).
Como o plano vertical de projeção (π) é o mesmo em ambos
os sistemas, os afastamentos de (A) e de (B) não se alteram. Logo,
estes afastamentos são marcados a partir da nova linha de terra,
sobre as linhas de chamadas traçadas anteriormente, determinando
as novas projeções horizontais de (A) e (B), isto é, A
1
e B
1
.
O segmento A
1
B
1
é a VG do segmento (AB).

Figura 46-b

(π')
(π)
(A)
(B)
A'≡ A'
1
B'≡ B'
1
A
1
B
1

1
)

1
π’)
(ππ’)
A'≡A’
1
B'≡B'
1
B
A
A
1
B
1
O
0
102
Por se tratar da VG de um mesmo segmento, teremos
obrigatoriamente:

A’
1
B’
1
(fig.45-b) = A
1
B
1
(fig.46-b)

3.6) Divisão de um Segmento numa Razão Dada

Suponhamos que um segmento (AB) seja dividido em duas
partes por um ponto (M) de tal maneira que (MA) / (MB) = k. A figura
47 mostra o segmento (AB), o ponto (M) e (AB) e suas projeções
num plano (π). Por (A) traçamos uma paralela a (π) até encontrar o
raio projetante que passa por (B), determinando ali o ponto (P) e o
ponto (N) sobre o raio projetante que passa por (M).
Pelo teorema de Tales podemos escrever que (MA) / (MB) =
NA / NP. Ocorre que N ≡ M e P ≡ B. Podemos então entender que
(MA) / (MB) = MA / MB. Logo, teremos k = MA / MB. Assim sendo,
podemos escrever:
Quando um ponto divide um segmento numa dada razão, a
projeção do ponto num plano divide a projeção do segmento neste
plano na mesma razão.
103


Figura 47

A figura 48 mostra a épura de um segmento (AB) dividido por
um ponto (M) numa razão k. Pelo que vimos, teremos M’A’ / M’B’ =
MA / MB = k. Convém observar também que M
0
A
0
/ M
0
B
0
= k

A
B=P
(B)
(A)
(r)
r
(P)
(M)
(N)
M=N
104

Figura 48

3.7) Posições Relativas entre Retas e Segmentos de Retas

Dois segmentos, assim como as respectivas retas suportes,
podem ser, um em relação ao outro:

I) concorrentes (oblíquos ou perpendiculares)
II) reversos (ou revessos)
III) paralelos






r'
A'
B'
A
r
B
5
1
4
2
3
3
2
1
3
5
x
z
5
4
3
2
1
y
M'
M
Ex: K=MA/MB=2/3
O0
A0 B0 M0
105
3.7.1) Segmentos Concorrentes

Dois segmentos são concorrentes quando possuem um ponto
comum. Ao projetarmos ortogonalmente dois segmentos
concorrentes sobre um plano, a projeção do ponto comum aos dois
coincidirá com o ponto comum de suas projeções no plano, como se
pode ver na figura 49.

Figura 49

Em épura, dois segmentos são concorrentes quando o ponto
comum às projeções de mesmo nome estão numa mesma linha de
chamada. Se um segmento (AB) concorre com um segmento (CD)
num ponto (O), O’ e O estão na mesma linha de chamada, como
mostra a figura 50.
(π)

(O)
O
(r)
r
(s)
s
(A)
(B)
C
D
(C)
(D)
106


Figura 50

Observando a figura 51, podemos afirmar que trata-se da
épura de dois segmentos concorrentes. Ocorre, neste caso, que as
projeções horizontais das retas jazidas dos segmentos são
coincidentes. A condição de concorrência é dada pelas projeções
verticais.
(π)

(O)
O
(r)
r
(s)
s
(A)
(B)
C
D
(C)
(D)
107


Figura 51

Dois segmentos são perpendiculares quando o ângulo que
fazem é reto. Um ângulo reto só se projeta reto, se um dos lados for
paralelo ao plano de projeção, como mostra a figura 52. No caso, a
reta (h) é horizontal. Logo, o lado do ângulo reto representado pelo
segmento (CD) se projeta em VG no plano horizontal de projeção..
B'
A'
r'
r=s
C'
D'
s'
C
D
O'
O
A
B
108

Figura 52

3.7.2) Segmentos Paralelos

Dois segmentos são paralelos quando têm a mesma direção.
Diz-se também que duas retas são paralelas quando concorrem num
ponto impróprio.
Os segmentos (AB) e (CD) são paralelos e ambos são
projetados ortogonalmente num plano (π), obtendo-se
respectivamente, os segmentos AB e CD, tal como mostrado na
figura 53. Observemos que os planos dos trapézios formados pelos
segmentos e suas respectivas projeções são paralelos e
perpendiculares a (π). Logo, suas interseções com (π) são retas
também paralelas e que contém, respectivamente, AB e CD.
B'
O'
D'
O
C
C'
A
B
D
r
r'
h'
h
A'
109


Figura 53

Assim podemos escrever:

Quando dois ou mais segmentos são paralelos, suas
projeções ortogonais num plano são, também, paralelas.

Assim sendo, se dois segmentos, (AB) e (CD) são paralelos, as
projeções de mesmo nome serão também paralelas, como mostra a
figura 54.

A
B
(B)
(A)
(r)
r
C
D
s
(C)
(D)
(s)
(X)
(Y)
110

Figura 54


Observando a figura 55 podemos afirmar que trata-se da
épura de dois segmentos paralelos. Ocorre, agora, que as projeções
horizontais das retas jazidas dos segmentos são coincidentes. A
condição de paralelismo é dada pelas projeções verticais.

B'
A'
r'
s'
s
D'
C'
A
r
B
111


Figura 55

3.7.3) Segmentos Reversos (ou Revessos)

Dois segmentos são revessos quando não possuem ponto
comum. Diz-se, também, que duas retas são reversas quando não
possuem ponto comum, nem próprio e nem impróprio.
Se os segmentos (AB) e (CD) são reversos, os pontos de
concorrência das projeções de mesmo nome não estão na mesma
linha de chamada, como mostra a figura 56.

B'
A'
r'
s'
r=s
D'
D
C'
C
A
B
112

Figura 56











B'
A'
r'
r
D'
A
B
D
C
C'
s'
s
113


4.0) PROJEÇÕES ORTOGONAIS DE FIGURAS PLANAS

4.1) Considerações Iniciais

Uma figura é plana quando a totalidade dos seus pontos
pertencem a um único plano, isto é, são todos coplanares. Retas,
segmentos de retas, círculos, arcos de círculos, polígonos regulares
são exemplos de figuras planas. É importante lembrar que uma figura
plana define o plano ao qual pertence.

4.2) Posições de um Plano em Relação a um Plano de Projeção

Suponhamos um plano denominado (π) que será utilizado
como plano de projeção
Em relação a (π), um outro plano pode ser:

I) paralelo
II) perpendicular
III) oblíquo

4.3) Traços de um Plano

De um modo geral, chama-se traço de um plano sobre outro,
à reta de interseção destes planos. No âmbito da Geometria
Descritiva, o traço de um plano é a reta de interseção do plano com
um plano de projeção.
A notação adotada para o traço de um plano deve conter a
letra grega minúscula que identifica o plano seguida da letra que
identifica o plano de projeção interceptado. Assim, o traço de um
plano (α), por exemplo, num plano projeção (π), suposto horizontal,
será identificado no espaço como (απ).
Nesta condição, (απ) é uma reta de (α) de cota nula. Sua
projeção no plano (π) será portanto απ.
114
Se o plano é paralelo ao plano de projeção, evidentemente
não haverá indicação do traço.
As figuras 57-a a 57-c mostram como ficam no espaço os
planos conforme sua posição em relação a um plano de projeção.



Figura 57-a

(π)
(α)
115

Figura 57-b


Figura 57-c


(π)
(α)
(απ)

(π)
(α)
(απ)
116
Assim sendo, pode-se concluir imediatamente que:

I) Se (α) for um plano paralelo a um plano de projeção, todas
as figuras que lhe pertencem se projetarão em verdadeira
grandeza no plano (π) (fig. 58-a);


Figura 58-a

II) Se (α) for um plano perpendicular a um plano de projeção,
todas as figuras que lhe pertencem se projetarão no plano
(π) segundo um segmento sobre o traço (απ) (fig. 58-b);

(π)
(α)
(A)
(C)
(B)
A
C
B
(ABC) = ABC
117


Figura 58-b


III) Se (α) for um plano oblíquo a um plano de projeção,
qualquer figura que lhe pertença a (α), deverá ter suas
projeções localizadas obrigatoriamente sobre, pelo menos,
três pontos (ou duas retas) desse plano (fig. 58-c).

Como se observa na figura, as retas (r), (s) e (t) pertencem ao
plano (α) porque são suportes dos lados do triângulo (ABC) que, por
hipótese, está contido nesse plano. Os vértices (A) e (B) e suas
respectivas projeções ortogonais A e B em (π) pertencem a um plano

(π)
(α)
(απ)
(B)
(C)
(A)
C
A
B
118
cujas interseções com (α) e (π) são, respectivamente, (r) e r. O ponto
comum aos três planos é a interseção de (r), r e (απ).
Tal raciocínio pode ser estendido aos outros dois lados (AC) e
(BC) com relação às retas (s) e (t)
Ocorre, porém, que as interseções destas com (π) são,
respectivamente, seus traços neste plano verificando-se, também,
que tais pontos estão localizados sobre (απ).
No caso da reta ser paralela ao traço do plano, a condição de
pertinência da reta ao plano será garantida se ela for concorrente
com outra reta do mesmo plano.
Assim, podemos afirmar que:

Quando uma reta pertencente a um plano é projetada sobre
um plano de projeção o traço da reta estará localizado no traço do
plano.



Figura 58-c

(π)
(α)
(απ)
(A)
(B)
(C)
(r)
(t)
(s)
B
r
A
C
s
t
119
4.5) Projeções de Figuras Planas

4.5.1) Figura Paralela a (π)

Nesta situação, todos os pontos da figura (f) têm cotas iguais,
ou seja, (f) ≡ f.

Sendo (f) paralela a (π), o plano que a contém é
perpendicular a (π’). Logo, f’, projeção vertical de (f), se reduzirá a um
segmento de reta que conterá as projeções verticais de todos os seus
pontos. Assim, para uma figura plana (f) caracterizada pelos pontos
(A), (B)...(N), teremos:

I) z
(A)
= z
(B)
=... = z
(N)


II) A’B’...C’ ≡ f’

Nestas condições, diz-se que a figura pertence a um plano
horizontal ou, mais apropriadamente, plano de nível).
Por suas características específicas, pode-se concluir que um
plano de nível só admite retas cujos pontos possuam cotas iguais, ou
seja:

I) retas horizontais
II) retas fronto-horizontais
III) retas de topo

A figura 59-a mostra, no espaço, um plano de nível (α), bem
como as retas (h), horizontal, (r), fronto-horizontal e (t), de topo e do
ponto (M) de interseção dessas retas. As respectivas projeções são
também mostradas.
120


Figura 59-a

Em resumo, podemos então dizer que:

Qualquer figura (plana) paralela ao plano horizontal de
projeção pertence a um plano de nível, observando-se que:
I) a projeção horizontal da figura está em verdaeira
grandeza (VG).
II) a projeção vertical da figura se reduz a um
segmento contido no traço vertical do plano.


h
(h)
(M)
M
(t)
t
(r)
r
h'
≡ r' ≡ (απ) ≡ απ
t'
≡ M'
(π')
(π)
(α)
121
A figura 59-b mostra a representação espacial de um
triângulo (ABC) pertencente a um plano de nível (α).



Figura 59-b


A figura 59-c mostra a épura correspondente´onde a
projeção horizontal de (ABC), ou seja, A’B’C’ está em verdadeira
grandeza (VG).
(A)
(B)
B'
A'
A
B
C'
(C)
C
(απ') ≡απ’
(π’)
(π)
(α)
122


Figura 59-c

4.5.2) Figura Paralela a (π’)

Nesta situação, todos os pontos da figura (f) têm
afastamentos iguais, ou seja, (f) ≡ f’.
Fazendo raciocínio análogo ao do caso anterior, podemos
escrever:

I) y
(A)
= y
(B)
=... = y
(N)


II) AB...C ≡ f

( π)
( π)
( α)
(A)
(B)
B'
A'
A
B
C'
(C)
C
B'
B
C'
A'
A
C
απ'
(απ'
)


α π
'

123
Nestas condições, diz-se que a figura pertence a um plano
frontal (ou plano de frente).
Por suas características específicas, pode-se concluir que um
plano frontal só admite retas cujos pontos possuam afastamentos
iguais, ou seja:

I) retas frontais
II) retas fronto-horizontais
III) retas verticais

A figura 60-a mostra, no espaço, um plano frotal (α), bem
como as retas (f), frontal, (r), fronto-horizontal e (v), vertical e do
ponto (M) de interseção dessas retas. As respectivas projeções são
também mostradas.
124


Figura 60-a

Em resumo, podemos então dizer que:

Qualquer figura (plana) paralela ao plano vertical de
projeção pertence a um plano frontal, observando-se que:

I) a projeção vertical da figura está em verdaeira
grandeza (VG).
(f)
f'
(M)
M'
r'
(r)
v'
(v)
f
≡ h ≡ (απ) ≡ απ
M
≡ v
(π')
(π)
(α)
125
II) a projeção vertical da figura se reduz a um
segmento contido no traço horizontal do plano.

A figura 60-b mostra a representação espacial de um
triângulo (ABC) pertencente a um plano frontal (α).

Figura 60-b
A figura 60-c mostra a épura correspondente, onde a
projeção vertical de (ABC), ou seja, ABC, está em verdadeira grandeza
(VG).

(π)
(π')
(α)
A
(A)
A'
C
B
C'
(C)
B'
(B)
B'
B
A C
A'
C'
απ
(απ)

απ
126


Figura 60-c

4.5.3) Figura Perpendicular a (π) e Oblíqua a (π’)

Quando uma figura (f) é perpendicular a (π), sua projeção
horizontal – f – se reduz a um segmento composto pelas projeções
horizontais de seus pontos. A projeção vertical de (f) é uma outra
figura, f’, definida pelas projeções verticais de seus pontos e não
representa a VG de (f) porque o plano ao qual pertence é oblíquo em
relação a (π’).
A
(A)
A'
C
B
C'
(C)
B'
(B)
B'
B
A
C
A'
C'
απ
(απ)

απ
127
Nestas condições, diz-se que a figura pertence a um plano
vertical.

Por suas características específicas, pode-se concluir que um
plano vertical só admite os seguintes tipos de reta
I) retas verticais
II) retas horizontais
III) retas quaisquer (ou genéricas)

A figura 61-a mostra, no espaço, um plano vertical (α), bem
como as retas (v), vertical, (h), horizontal e (q), qualquer e do ponto
(M) de interseção dessas retas. As respectivas projeções são também
mostradas.



Figura 61-a
(r)
r'
(h)
h'
(M)
(v)
M'
v'
h
≡ r ≡ (απ) ≡ απ
M
≡ v
(π')
(π)
(α)
(απ')
α0
128
A figura 61-b mostra, no esáço, as projeções de um triângulo
(ABC) pertencente a um plano vertical (α).


Figura 61-b

A figura 61-c mostra a épura correspondente. Como se vê, a
projeção horizontal ABC pertence a (απ).
Como um plano vertical é perpendicular ao plano horizontal
de projeção (π), seu traço em (π’), ou seja, (απ’) é uma reta vertical
de afastamento nulo.
O ponto α
0
, na linha de terra, é a interseção entre (α), (π) e
(π’).
( α)
A
C
B
(A)
(C)
(B)
B'
A'
C'
(απ) ≡ απ
(απ') ≡ απ
'
( π )
( π
')
(ππ’)
B'
C'
A"
B
A
C
(απ)
(απ')
129
A épura de uma figura pertencente a um plano vertical não
permite, de um modo geral, saber se o triângulo (ABC) é equilátero,
isósceles ou escaleno.


Figura 61-c


α
0
(α)
A
C
B
(A)
(C)
(B)
B'
A'
C'
(απ) ≡ απ
(απ') ≡ απ
'
(π)
(π')
(ππ’)
α
0
B'
C'
A"
B
A
C
(απ)
(απ')
130
4.6.2) Figura Perpendicular a (π’) e Oblíqua a (π)

Quando uma figura (f) é perpendicular a (π’), sua projeção
vertical – f – se reduz a um segmento composto pelas projeções
verticais de seus pontos. A projeção horizontal de (f) é uma outra
figura, f’, definida pelas projeções horizontais de seus pontos e não
representa a VG de (f) porque o plano ao qual pertence é oblíquo em
relação a (π’).
Nestas condições, diz-se que a figura pertence a um plano de
topo.
Por suas características específicas, pode-se concluir que um
plano de topo só admite os seguintes tipos de reta
I) retas de topo
II) retas frontais
III) retas quaisquer (ou genéricas)

A figura 62-a mostra, no espaço, um plano de topo (α), bem
como as retas (t), de topo, (f), frontal e (q), qualquer e do ponto (M)
de interseção dessas retas. As respectivas projeções são também
mostradas.
131


Figura 62-a

A figura 62-b mostra a representação espacial as projeções
de um triângulo (ABC) pertencente a um plano de topo (α).



(r)
r'
(h)
h'
(M)
(v)
M'
v'
h
≡ r ≡ (απ) ≡ απ
M
≡ v
(π')
(π)
(α)
(απ')
α0
132

Figura 62-b

A figura 62-c mostra a épura de um triângulo (ABC)
pertencente a um plano vertical (α). Logo, a projeção vertical A’B’C
‘pertence a (απ’).
Como um plano de topo é perpendicular ao plano vertical de
projeção (π’), seu traço em (π), ou seja, (απ) é uma reta de topo de
cota nula.
O ponto α
0
, na linha de terra, é a interseção entre (α), (π) e
(π’).

α0
(απ')
(α)
C'
B'
A'
(C)
(B)
(A)
B
A
C
(απ)
(ππ’)
α0
A'
απ'
B'
B
A
C
C'
απ
133

Figura 62-c




α
0
( α π ' )
C'
B'
A'
(C)
(B)
(A)
B
A
C
(απ)
(ππ’)
α
0
A'
απ'
B'
B
A
C
C'
απ
134
4.7) Figura Perpendicular a (π) e a (π’)

Sendo perpendicular aos dois planos de projeção, (π) e (π’), o
plano que contém a figura (f) é perpendicular, também, à linha de
terra. Nesta posição, tanto a projeção horizontal, como a projeção
vertical, serão reduzidas a segmentos de reta. Obviamente, nenhuma
das duas projeções mostra a verdadeira grandeza da figura.
Uma figura assim posicionada pertence ao chamado plano
de perfil.

Por suas características específicas, pode-se concluir que um
plano de perfil só admite os seguintes tipos de reta
I) retas de perfil
II) retas verticais
III) retas de topo

A figura 63-a mostra, no espaço, um plano de perfil (α), bem
como as retas (p), de perfil, (v), vertical e (t), de topo e do ponto (M)
de interseção dessas retas. As respectivas projeções são também
mostradas.

135



Figura 63-a

Os traços de um plano de perfil pertencem a uma mesma
reta perpendicular à linha de terra porque todos os pontos isolados
ou que pertencem a reta ou figuras planas que lhe pertencem têm a
mesma abcissa.
Assim, para uma figura plana (f), caracterizada pelos pontos
(A),(B)...(N), teremos:.
I) A’B’...N’ ≡ f’

II) AB...N ≡ f
(p)
(M)
(t)
(v)
p
≡ t ≡ (απ) ≡ απ
p'
≡ v' ≡ (απ') ≡ απ'
M
≡ v
M'
≡ t'
(α)
(π')
(π)
α0
O0
136
A figura 63-b mostra a representação espacial de um
triângulo (ABC) pertencente a um plano de perfil.


Figura 63-b

A figura 63-c mostra a épura correspondente.
Tal como ocorre com figuras em plano verticais e de topo,a
épura de uma figura pertencente a um plano de topo não permite,
de um modo geral, saber se o triângulo (ABC) é equilátero, isósceles
ou escaleno.

(απ')
(A)
(B)
(απ)
A
B
B'
A'
C
(C)
C'
(ππ’)
B'
A'
C'
A
B
C
απ'
απ
α0
α0
137




Figura 63-c
(απ')
(A)
(B)
(απ)
A
B
B'
A'
C
(C)
C'
(ππ’)
B'
A'
C'
A
B
C
απ'
απ
α
0
α
0
138
4.8) Figura Oblíqua a (π) e (π’)

Se uma figura (f) é oblíqua aos dois planos de projeção, ou
seja, oblíqua simultaneamente a (π) e a (π’), suas projeções são figuras
distintas, da mesma natureza da figura objetiva e não representam
sua verdadeira grandeza. Neste caso, o plano que contém a figura
pode estar nas seguintes posições:

I) passa pela linha de terra
II) paralelo à linha de terra
III) oblíquo à linha de terra

Em cada uma destas situações, devem ser considerados os
seguintes aspectos:

I) Plano que Passa pela Linha de Terra

Os traços de um plano que passa pela linha de terra
coincidem com a própria linha de terra. Logo, todas as retas
que pertencem a um plano nesta posição interceptam a linha
de terra fazendo (V) ≡ (H).
Todos os pontos deste plano têm cota e afastamento
obedecendo a uma razão constante. Assim, se (M), (N) e (P)
pertencem a um plano que passa pela linha de terra, teremos
obrigatoriamente:

y(M) / z(M) = y(N) / z(N) = y(P) / z(P) = k

k é a constante que caracteriza o plano.
Por suas características específicas, pode-se concluir que um
plano que passa pela linha de terra só admite tipos de reta cujos
respectivos traços se interceptem na linha de terra, ou seja:

I) retas de perfil
II) retas quaiquer
III) retas fronto-horizontais (*)

139
(*) As retas fronto-horizontais, assim como suas projeções, são
paralelas à linha de terra e, por isso, considera-se que interceptam
(ππ’) num ponto impróprio.
A figura 64-a mostra um plano (α) que passa pela
linha de terra, bem como as retas (q), qualquer, (r), fronto-
horizontal e (p), de perfil e um ponto cujas projeções
caracterizam o plano pela razão k. As respectivas projeções
também são mostradas.



Figura 64-a

(ππ’)≡(απ)≡απ≡απ’
(π')
(π)
(α)
(M)
(p)
M
M'
p'
p
q'
q
(q)
r'
(r)
r
140
A figura 64-b mostra a representação espacial de um
triângulo (ABC) pertencente a um plano (α) que passa pela
linha de terra.



Figura 64-b

A figura 64-c representa a épura do triângulo (ABC),
mostrando, também, as retas (r) e (s), suportes, respectivamente, dos
lados (AB) e (AC). Como (ABC) pertence a um plano que passa pela
linha de terra, os prolongamentos de suas projeções se interceptam
nesta linha.

(C)
(A)
(B)
C
C'
A
A'
B
B'
B
B
A'
A
C'
C
r'
r
s
s'
(απ') ≡(απ)
απ ≡απ’
(α)
(π')
(π)
141


Figura 64-c


II) Plano Paralelo á Linha de Terra ou Plano em
Rampa.

Para que um plano seja paralelo a uma reta, basta que apenas
uma reta do plano seja paralela àquela reta. Ao considerarmos, por
exemplo que o traço horizontal de um plano é uma reta horizontal de
cota nula, se este traço for paralelo à linha de terra, o traço, na verdade
é uma reta fronto-horizontal de cota nula. Como todas as retas fronto
horizontais de um plano devem ser obrigatoriamente paralelas,
conclui-se que o traço vertical do plano, será uma fronto-horizontal de
afastamento nulo.
(C)
(A)
(B)
C
C'
A
A'
B
B'
B
B
A'
A
C'
C
r'
r
s
s'
(απ') ≡(απ)
απ ≡απ’
(α)
(π')
(π)
142
Logo,os traços de um plano paralelo à linha de terra (ou em
rampa) são paralelos à linha de terra. Assim, no caso de um plano (α),
teremos:
(απ’) // (απ) // (ππ’)
Por suas características específicas, pode-se concluir que um
plano paralelo à linha de terra só admite os seguintes tipos de reta:

I) retas de perfil
II) retas quaisquer
III) retas fronto-horizontais (*)

(*) As retas fronto-horizontais, assim como suas projeções, são
paralelas à linha de terra e, por isso, considera-se que interceptam
(ππ’) num ponto impróprio.

A figura 65-a mostra um plano (α) que passa pela linha de
terra, bem como as retas (p), perfil, (q), qualquer e (r), fronto-
horizontal e um ponto (M) cuja razão k, entre suas projeções, neste
caso, não carcteriza o plano. As respectivas projeções são também
mostradas.
143


Figura 65-a

A figura 65-b mostra a representação espacial de um
triângulo (ABC) petencente a um plano em rampa (α).

(M)
M
(p)
r'
r
(r)
p'
p
(q)
q'
q
M'
(π’)
(π)
(α)
(απ')
(απ)
144

Figura 65-b


Na figura 65-c é mostrada a épura do triângulo (ABC) que,
por si só, é insuficiente para saber se o plano que o contém é, de
fato, um plano paralelo à linha de terra ou um plano qualquer
Vejamos como fazer.
A reta (r) é suporte do lado (AB).
Traçando-se um segmento de reta paralelo à linha de terra
passando por B’, construímos s’, projeção vertical de uma reta (s)
(A)
(B)
A
B
A'
B'
(C)
C'
C
(απ')
(απ)
(α)
(π')
(π)
145
paralela a (π). Prolongando r’ até interceptar s’, determina-se o
ponto M’.
A projeção horizontal de (M), interseção de (r) com (s), ou
seja, M, é encontrada na linha de chamada traçada de M’ até
encontrar o prolongamento de r, prolongamento da projeção
horizontal de (r).
Quando unimos M a B, obtemos a pojeção horizontal de (s) e
verificamos que trata-se de uma reta também paralela à linha de
terra, ou seja, a reta (s) é uma fronto-horizontal do plano (α), o que
comprova que este plano é do tipo rampa ou paralelo à linha de
terra.
A determinação dos traços do plano, quando necessário, é
feita construindo os traços de uma só reta do plano, já que tais traços
são paralelos à linha de terra. Neste caso obtivemos os traços da
própria reta (r).
É importante observar que o triângulo (AMB), também
pertencente ao plano (α), tem o lado (MB) em verdadeira grandeza,
mas o triângulo, como figura plana, não se projeta em verdadeira
grandeza, nem em (π) e nem em (π’).



146

Figura 65-c






(A)
(B)
A
B
A'
(C)
C'
C
A'
A
B'
B
C'
C
M'
s'
r'
M
s
r
H'
V
H
V'
απ'
απ
147
III) Plano Oblíquo à Linha de Terra

Um plano oblíquo aos dois planos de projeção e à linha de
terra é chamado plano qualquer ou plano genérico..
Por suas características específicas, pode-se concluir que um
plano qualquer só admite tipos de reta que não sejam
perpendiculares a planos de projeção (verticais e de topo) ou retas
paralelas a ambos (fronto-horizontais). Assim sendo, um plano
qualquer admite:

I) retas quaisquer
II) retas horizontais
III) retas frontais
IV) retas de perfil

Os traços de um plano qualquer são oblíquos à linha de terra.

A figura 66-a mostra um plano qualquer (α), bem como as
retas (q), qualquer, (h), horizontal, (f), frontal e (p), perfil e um ponto
(M) de interseção entre elas. As respectivas projeções são também
mostradas.
148


Figura 66-a
A figura 66-b mostra a representação no espaço de um
triângulo (ABC) pertencente a um plano qualquer.
(q)
q'
q
(h)
h
h'
(f)
f'
f
(p)
p
p
p'
(απ)
(απ')
(π')
(π)
(α)
α0
149




Figura 66-b

Na figura 66-c está representada a épura do triângulo (ABC).





(C)
(A)
(B)
C
C'
A
A'
B
B'
B'
B
A'
A
C'
C
r
r'
s
s'
α0
α0
(απ')
(απ)
απ'
απ
(α)
(π’)
(π)
150


Figura 66-c
(C)
(A)
(B)
C
C'
A
A'
B
B'
B'
B
A'
A
C'
C
r
r'
s
s'
α
0
α
0
(απ')
(απ)
απ'
απ
(α)
(π’)
(π)
151

A simples observação das características das respectivas projeções de
seus lados permite-nos afirmar que a figura objetiva é um triângulo
cujo plano ao qual pertence é um plano qualquer. Para tanto, basta
observar que as retas-suporte de (AB), de (BC) e de (AC) são
oblíquoas à linha de terra, ou seja, uma figura pertencente a um
plano qualquer (ou genérico), não se projeta em verdadeira
grandeza, nem em (π) e nem em (π’).
Nestas condições é impossível afirmar, pela simples
observação de suas projeções, se o triângulo (ABC) é retângulo,
isósceles, equilátrero ou escaleno.
A determinação dos traços do plano, quando necessário, é
feita construindo os traços de duas retas do plano. Neste caso
obtivemos os traços da reta (r), suporte do lado (AB) e da reta (s),
suporte do lado (AC).





















152
5.0) VERDADEIRA GRANDEZA DE FIGURAS PLANAS

5.1) Verdadeira Grandeza (VG) de Figuras em Geral

Conhecer e manipular a verdadeira grandeza (VG) dos
elementos geométricos que constituem uma figura dada por suas
projeções ortogonais é uma das finalidades da Geometria Descritiva.
Se a figura é plana, ou seja, se todos os seus pontos são
coplanares, basta que, através de procedimentos geométricos
(alguns já vistos anteriormente), façamos com que a figura fique
paralela ou passe a pertencer a um plano de projeção. Assim
procedendo, será possível conhecer sua verdadeira grandeza (VG).
Se a figura é espacial, ou seja, se ocupa um espaço
tridimensional, os procedimentos da Geometria Descritiva só
permitem visualizar a verdadeira grandeza das porções planas da
figura ou dos elementos geométricos suficientes para defini-la.
Entende-se como tais as arestas e polígonos das bases e faces de
poliedros em geral, raios dos círculos das bases e geratrizes de cones
e cilindros, raios e círculos notáveis de esferas, eixos de cônicas de
revolução, etc.

5.2) Verdadeira Grandeza (VG) de Figuras Planas

É importante ressaltar que:

Se uma figura plana é paralela a um plano de projeção,
sua projeção ortogonal neste plano está em verdadeira grandeza
(VG).

Caso contrário, de modo semelhante ao que foi visto para os
segmentos de reta, três situações podem ocorrer:

I) O plano da figura é perpendicular aos dois planos de
projeção;
II) O plano da figura é perpendicular a um dos planos de
projeção e oblíquo ao outro;
153
III) O plano da figura é oblíquo aos dois planos de
projeção.

Nos dois primeiros casos podemos adotar diretamente os
procedimentos seguintes, já utilizados para determinar a VG de
segmentos:

I) Utilizar o método das Rotações, criando um eixo
pertencente ao plano da figura e fazer com que a
figura gire em torno deste eixo até que seu plano
fique paralelo ou passe a pertencer a um dos planos
de projeção. Se a figura for perpendicular a um dos
planos de projeção, o eixo de rotação também o será.

II) Proceder a uma Mudança de Plano de Projeção
construindo um novo sistema de projeções
ortogonais através da criação de um terceiro plano
de projeção, paralelo ao plano da figura e
perpendicular ao outro.

Como alternativas, podemos adotar, também, os seguintes
procedimentos, principalmente quando o plano da figura é oblíquo aos
dois planos de projeção:

III) Se for possível identificar o plano da figura através
dos seus traços, existe um procedimento que, na
verdade, é um caso particular do método das
rotações. Neste caso, o eixo de rotação será um dos
traços do plano da figura que, após o giro, coincide
com o plano de projeção cujo traço foi adotado como
eixo. Este método é chamado Rebatimento.

IV) Pode-se ainda utilizar a Rotação em torno de um eixo
pertencente ao plano da figura e paralelo a um dos
planos de projeção. Para se obter a VG da figura ou
trabalhar com algum de seus elementos, bastará
154
girar a figura em torno desse eixo até que seu plano
fique paralelo ao plano de projeção, como será visto
mais adiante.

5.3 – VG de Figuras em Planos de Perfil

5.3.1 – Rotação em Torno de Eixo Vertical

A figura 67-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC)
pertencente a um plano de perfil (α) e um eixo (e), vertical passado
pelo vértice (A), em torno qual a figura vai girar até ficar paralela ao
plano (π’).


Figura 67-a
(A)
(B)
B
B'
A'
C
(C)
C'
(ππ’)
(e)
e'
A≡e
(α)
(π)
(π')
O0
155
A figura 67-b mostra a épura correspondente e a VG do
triângulo (ABC) obtida da seguinte maneira:

I) Como (e) passa por (A), teremos:
(A) ≡ (A
1
) → A’ ≡ A’
1
, A ≡ A
1


II) Por A ≡ A
1
traçamos uma paralela à linha de terra;
III) Com centro em A≡A
1
≡ e e raios iguais a AB e a AC, traçamos
arcos de círculo até cortarem a paralela traçada,
determinando os pontos B
1
e C
1
;
IV) As semi-retas A
1
B
1
e A
1
C
1
) pertencem ao lugar geométrico
das projeções de horizontais de todos os pontos de (ABC)
após o giro. Marcam-se então os vértices C
1
e B
1
;
V) Como numa rotação de eixo vertical, durante o giro as cotas
não se alteram, por B
1
e C
1
levantamos linhas de chamada;
VI) Semi-retas paralelas traçadas de B’ e C’ determinarão nestas
linhas de chamadas os pontos B’
1
e C’
1
.

O triângulo (A
1
B
1
C
1
) é a VG do triângulo (ABC).
156

Figura 67-b

5.3.2 – Rotação em Torno de Eixo de Topo

A figura 68-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC)
pertencente a um plano de perfil (α) e um eixo (e), de topo passado
pelo vértice (B), em torno qual a figura vai girar até ficar paralela ao
plano (π).
B'
C'
B
C
e'
B1 C1
C'1
B’1
A' ≡ A'1
A ≡ A1 ≡ e
157

Figura 68-a

A figura 68-b mostra a épura correspondente e a VG do
triângulo (ABC) obtida da seguinte maneira:

I) Como (e) passa por (B), teremos:
(B) ≡ (B
1
) → B’ ≡ B’
1
, B ≡ A
1


II) Por B’ ≡ B’
1
≡ e’ traçamos uma paralela à linha de terra;
III) Com centro em A’ ≡ A’
1
≡ e’ e raios iguais a A’B’ e A’C’,
traçamos arcos de círculo até cortarem a paralela
traçada, determinando os ponto B’
1
e C’
1
;
(A)
(B)
B
A'
C
(C)
C'
(ππ’)
A
(α)
(π)
(π')
O0
(e)
e
B’≡ e’
158
IV) As semi-retas A’
1
B’
1
e A’
1
C’
1
pertencem ao lugar
geométrico das projeções verticais de todos os pontos de
(ABC) após o giro. Marcam-se então os vértices C’
1
e B’
1
;
V) Como numa rotação de eixo de topo, durante o giro os
afastamentos não se alteram, por B’
1
e C’
1
descemos
linhas de chamada;
VI) Semi-retas paralelas traçadas de B e C determinarão
nestas linhas de chamadas os pontos B
1
e C
1
.

O triângulo (A’
1
B’
1
C’
1
) é a VG do triângulo (ABC).
159


Figura 68-b

5.3.3- Rebatimento em Torno do Traço Vertical

A figura 69-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC)
pertencente a um plano de perfil (α) e um eixo (e), coincidente com o
traço vertical do plano, em torno qual a figura vai girar até pertencer
ao plano (π’).
C'
C
e
A'
A
B ≡ B1
C1
A1
C’1
A’1
B’≡ B’1 ≡ e’
160

Figura 69-a

A figura 69-b mostra a épura correspondente.
Como o eixo é (απ’), as rotações de A, B e C, respectivas
projeções horizontais dos pontos (A), (B) e (C), se farão em torno de
α
0
gerando arcos de círculo que, ao cortar a linha de terra
determinarão a nova posição de (απ) coincidente com a linha de
terra sobre a qual estarão A
1
, B
1
e C
1
. Após a rotação, a superfície de
(α) coincidirá com a de (π’), os afastamentos ficarão nulos e as cotas
não serão alteraradas.
Assim, traçamos novas linhas de chamadas por A
1
, B
1
e C
1
,
perpendiculares à linha de terra. Por A’, B’ e C’ traçamos paralelas à
(A)
(B)
A
B
B'
A'
C
(C)
C'
(ππ’)
A
B
C
(α0) ≡ e
(απ') ≡ (e) ≡e'
(απ)
O0
(α)
απ’≡e’
α0 ≡ e
A1
B1 C1
A'1
B'1
C'1
C'
B'
A'
O0
161
linha de terra até encontrar as linhas de terra, determinando A’
1
, B’
1

e C’
1
.
O triângulo (A’
1
B’
1
C’
1
) é a VG do triângulo (ABC).

Figura 69-b
(A)
(B)
A
B
B'
A'
C
(C)
C'
(ππ’)
A
B
C

0
) ≡ e
(απ') ≡ (e) ≡e'
(απ)
O
0
(α)
απ’≡e’
α
0
≡ e
A
1
B
1
C
1
A'
1
B'
1
C'
1
C'
B'
A'
O
0
162

5.3.4- Rebatimento em Torno do Traço Horizontal

A figura70-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC)
pertencente a um plano de perfil (α) e um eixo (e), coincidente com o
traço horizontal do plano, em torno qual a figura vai girar até
pertencer ao plano (π).


Figura 70-a

A figura 70-b mostra a épura correspondente.
(A)
(B)
A
B
B'
A'
C
(C)
C'
A
B
C
(α0) ≡ e'
(απ) ≡ (e) ≡e
(απ')
O0
(α)
απ≡e
α0 ≡ e'
A1
B1
A'1 B'1
C'
B'
A'
O0
απ'
(π')
(π)
C’1
C1
163
Como o eixo é (απ), as rotações de A’, B’ e C’, respectivas
projeções verticais dos pontos (A), (B) e (C) se farão, também, em
torno de α
0
gerando arcos de círculo que, ao cortar a linha de terra
determinarão a nova posição de (απ’) coincidente com a linha de
terra sobre a qual estarão A’
1
, B’
1
e C’
1
. Após a rotação, a superfície
de (α) coincidiu com a de (π), as cotas ficaram nulos e os
afastamentos não se alteraram.
Assim, traçamos novas linhas de chamadas por A’
1
, B’
1
e C’
1
,
perpendiculares à linha de terra. Por A, B e C traçamos paralelas à
linha de terra até encontrar as linhas de terra, determinando A
1
, B
1
e
C
1
.
O triângulo (A
1
B
1
C
1
) é a VG do triângulo (ABC).

164



Figura 70-b



5.3.5- Mudança de Plano Vertical

A figura 71-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC)
pertencente a um plano de perfil (α) e um plano vertical de projeções
(A)
(B)
A
B
B'
A'
C
(C)
C'
A
B
C
(α0) ≡ e'
(απ) ≡ (e) ≡e
(απ')
O0
(α)
απ≡e
α0 ≡ e'
A1
B1
A'1 B'1
C'
B'
A'
O0
απ'
(π')
(π)
C’1
C1
165
(π’
1
), paralelo a (ABC) e, obviamente, perpendicular a (π) e a (π’).
Como vamos fazer uma mudança de plano vertical, o novo sistema
de projeções será constituído pelo plano horizontal (π), que não se
altera, e (π’
1
), plano vertical desse novo sistema, cuja linha e terra é
(ππ’
1
).
Cabe lembrar, mais uma vez, que:

A distância entre o plano da figura e o novo plano de
projeção é inteiramente arbitrária, podendo inclusive ser nula, ou
seja, podem ser coincidentes.

166

Figura 71-a

A figura 71-b mostra a épura correspondente.
Inicialmente, traçamos a linha de terra do novo sistema,
paralela à ABC.
Como o plano horizontal de projeção é o mesmo para os dois
sistemas, teremos:

A ≡ A
1
, B ≡ B
1
e C ≡ C
1
(ππ’)
B'
A'
C'
A
B
C
(A)
(C)
(B)
A'
B'
C'
(π)
(π')
(A1)
(B1)
(C1)
A’1
C’1
A ≡ A1
B ≡ B1
C ≡ C1
(ππ’1)
(α)
(π’1)
167
Então, por A
1
, B
1
e C
1
traçamos novas linhas de chamada
perpendiculares à nova linha de terra.
Como numa mudança de plano de plano vertical as cotas no
novo sistema são iguais as do sistema primitivo, basta transferir as
respectivas cotas do sistema original para o novo, ou seja:

z (A)

= z (A
1
)
z (B) = z (B
1
)
z (C) = z (C
1
)



Figura 71-b
B'
A'
C'
A ≡ A1
B ≡ B1
C ≡ C1
A’1
B’1
C’1
168
5.3.6-Mudança de Plano Horizontal

A visão espacial mostrada na figura 72-a é bem semelhante e
valem aqui as mesmas observações. Agora, o plano vertical de
projeção (π’) é mantido e (π
1
) é o plano horizontal de projeção do
novo sistema, cuja linha de terra (π
1
π’).

Figura 72-a

A figura 72-b mostra a épura correspondente.
(A)
(B)
A
B
C
(C)
A1
B1
C1
A' ≡ A'1
B' ≡ B'1
C' ≡ C'1
(π)
(π')
(α)
(π1π’)
(π1)
O0
169
Inicialmente, traçamos a linha de terra do novo sistema,
paralela à A’B’C’.
Como o plano vertical de projeção é o mesmo para os dois
sistemas, teremos:

A’ ≡ A’
1
, B’ ≡ B’
1
e C’ ≡ C’
1
Então, por A’
1
, B’
1
e C’
1
traçamos novas linhas de chamada
perpendiculares à nova linha de terra.
Como numa mudança de plano de plano horizontal os
afastamentos no novo sistema são iguais aos do sistema primitivo,
basta transferir os respectivos afastamentos do sistema original para
o novo, ou seja:

y (A)

= y (A
1
)
y (B) = y (B
1
)
y (C) = y (C
1
)
170


Figura 72-b


5.4 – VG de Figuras em Planos Verticais

5.4.1- Rotação em Torno de Eixo Vertical

A figura 73-a mostra a épura de um triângulo (ABC)
pertencente a um plano vertical (α), as projeções do eixo de topo (e),
usado como eixo de rotação e a VG do triângulo.

A
B
C
A' ≡ A'1
B' ≡ B'1
C' ≡ C'1
A1
B1
C1
171

Figura 73-a

Para obtenção da épura correspondente, mostrada na figura
73-b, os procedimentos geométricos foram absolutamente
semelhantes aos utilizados para figuras no plano de perfil, vistos em
5.3.3.
(π)
(π')
απ
απ'
(απ)
(απ')
(α)
C
C'
B
B'
A’≡A’1
A’
B1
C1
B'1
C'1
C'1
B'
C
B
(C)
(B)
(A)
A ≡ e
(e)
e'
α0
α0
A ≡ A1 ≡ e
e'
O0
O0
172


Figura 73-b




(π)
(π')
απ
απ'
(απ)
(απ')
(α)
C
C'
B
B'
A’≡A’1
A’
B1
C
1
B'1
C'1
C'1
B'
C
B
(C)
(B)
(A)
A ≡ e
(e)
e'
α0
α0
A ≡ A1 ≡ e
e'
O0
O0
173
5.4.2- Rebatimento em Torno do Traço Vertical

A figura 74-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC)
pertencente a um plano vertical (α) e um eixo (e), coincidente com o
traço vertical do plano, em torno qual a figura vai girar até pertencer
ao plano (π’).



Figura 74-a
απ
(απ)
(α)
A
C
C'
B
B'
A’
A
B1 C1
B'1
C'1
C'
B'
C B
απ’≡e’
(C)
(B)
(A)
A1
A’1 A’
(π)
(π’)
α0 ≡ e
α0 ≡ e
(απ’) ≡ (e) ≡ e’
O0
O0
174
A figura 74-b mostra a épura correspondente.
Como o eixo é (απ’), as rotações de A, B e C, respectivas
projeções horizontais dos pontos (A), (B) e (C), se farão em torno de
α
0
gerando arcos de círculo que, ao cortar a linha de terra
determinarão a nova posição de (απ) coincidente com a linha de
terra sobre a qual estarão A
1
, B
1
e C
1
. Após a rotação, a superfície de
(α) coincidirá com a de (π’), os afastamentos ficarão nulos e as cotas
não serão alteraradas.
Assim, traçamos novas linhas de chamadas por A
1
, B
1
e C
1
,
perpendiculares à linha de terra. Por A’, B’ e C’ traçamos paralelas à
linha de terra até encontrar as linhas de terra, determinando A’
1
, B’
1

e C’
1
.
O triângulo (A’
1
B’
1
C’
1
) é a VG do triângulo (ABC).

175

Figura 74-b


5.4.3- Mudança de Plano Vertical.

A figura 75-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC)
pertencente a um plano vertical (α) e um plano vertical de projeções
(π’
1
), paralelo a (ABC) e, obviamente, perpendicular a (π) e a (π’).
Como vamos fazer uma mudança de plano vertical, o novo sistema
de projeções será constituído pelo plano horizontal (π), que não se
απ
(απ)
(α)
A
C
C'
B
B'
A’
A
B1 C1
B'1
C'1
C'
B'
C B
απ’≡e’
(C)
(B)
(A)
A1
A’1 A’
(π)
(π’)
α0 ≡ e
α0 ≡ e
(απ’) ≡ (e) ≡ e’
O0
O0
176
altera, e (π’
1
), plano vertical desse novo sistema, cuja linha e terra é
(ππ’
1
).
Neste caso, vale lembrar, também, que:

A distância entre o plano da figura e o novo plano de
projeção é inteiramente arbitrária, podendo inclusive ser nula, ou
seja, podem ser coincidentes.

177

Figura 75-a

A figura 75-b mostra a épura correspondente.
Inicialmente, traçamos a linha de terra do novo sistema,
paralela à ABC.
Como o plano horizontal de projeção é o mesmo para os dois
sistemas, teremos:
(π)
(π')
(ππ’)
(ππ’1)
(π’1)
(απ')
(απ)
(A)
(B)
(C)
A
B
C
A'
C'
B'
(α)
O0
O0
B'
A'
C'
A'1
B'1
C'1
B ≡ B1
A ≡ A1
C ≡ C1
178

A ≡ A
1
, B ≡ B
1
e C ≡ C
1
Então, por A
1
, B
1
e C
1
traçamos novas linhas de chamada
perpendiculares à nova linha de terra.
Como numa mudança de plano de plano vertical as cotas no
novo sistema são iguais as do sistema primitivo, basta transferir as
respectivas cotas do sistema original para o novo, ou seja:

z (A)

= z (A
1
)
z (B) = z (B
1
)
z (C) = z (C
1
)


179


Figura 75-b








(π)
(π')
(ππ’)
(ππ’1)
(π’1)
(απ')
(απ)
(A)
(B)
(C)
A
B
C
A'
C'
B'
(α)
O0
O0
B'
A'
C'
A'1
B'1
C'1
B ≡ B1
A ≡ A1
C ≡ C1
180
5.5 – VG de Figuras em Planos de Topo

5.5.1- Rotação em Torno de Eixo de Topo

A figura 76-a mostra a representação espacial de um
triângulo (ABC) pertencente a um plano de topo (α), as projeções do
eixo de topo (e), usado como eixo de rotação.



Figura 76-a

(π)
(π')
(A)
(B)
(C)
C
B
A
A'
B'
(e)
e
C’≡ e’
(απ)
(απ')
(α)
(ππ')
O0
α0
A'
A
B'
B
C' ≡ C'1 ≡ e’
C ≡ C1
B1
A1
A'1
B'1
O0
181
Para construir a épura correspondente, mostrada na figura
76-b, os procedimentos geométricos foram absolutamente
semelhantes aos utilizados para figuras no plano de perfil, vistos em
5.3.2


Figura 76-b



(π)
(π')
(A)
(B)
(C)
C
B
A
A'
B'
(e)
e
C’≡ e’
(απ)
(απ')
(α)
(ππ')
O
0
α
0
A'
A
B'
B
C'



C'
1
≡ e’
C ≡ C
1

B
1
A
1
A'
1
B'
1
O
0
e
182
5.5.2- Rebatimento em Torno do Traço Horizontal

A figura77-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC)
pertencente a um plano de topo (α) e um eixo (e), coincidente com o
traço horizontal do plano, em torno qual a figura vai girar até
pertencer ao plano (π).



Figura 77-a

(π)
(π')
(A)
(B)
(C)
C
B
A
A'
B'
C’
(απ) ≡ (e)
(απ')
(α)
O0
α0 ≡ e
B'
B
C' ≡ C'1 ≡ e’
C ≡ C1
B1
A1
A'1
B'1
O0
e
183
A figura 77-b mostra a épura correspondente.
Como o eixo é (απ), as rotações de A’, B’ e C’, respectivas
projeções verticais dos pontos (A), (B) e (C) se farão, também, em
torno de α
0
gerando arcos de círculo que, ao cortar a linha de terra
determinarão a nova posição de (απ’) coincidente com a linha de
terra sobre a qual estarão A’
1
, B’
1
e C’
1
. Após a rotação, a superfície
de (α) coincidirá com a de (π), as cotas ficarão nulas e os
afastamentos não serão alterarados.
Assim, traçamos novas linhas de chamadas por A’
1
, B’
1
e C’
1
,
perpendiculares à linha de terra. Por A, B e C traçamos paralelas à
linha de terra até encontrar as linhas de terra, determinando A
1
, B
1
e
C
1
.
O triângulo A
1
B
1
C
1
é a VG do triângulo (ABC).

184

Figura 77-b


5.5.3- Mudança de Plano Horizontal

A visão espacial mostrada na figura 78-a mostra um triângulo
(ABC) pertencente a um plano de topo (α). Agora, o plano vertical de
projeção (π’) é mantido e (π
1
) é o plano horizontal de projeção do
novo sistema, cuja linha de terra é (π
1
π’).

(π)
(π')
(A)
(B)
(C)
C
B
A
A'
B'
C’
(απ) ≡ (e)
(απ')
(α)
O
0
α
0


e
B'
B
C
B
1
A
1
A'
1 B'
1
O
0
απ ≡ e
απ'
α
0
C'
C
C'
1
C1
A'
A
185


Figura 78-a


A figura 78-b mostra a épura correspondente.
Inicialmente, traçamos a linha de terra do novo sistema,
paralela à A’B’C’.
Como o plano vertical de projeção é o mesmo para os dois
sistemas, teremos:
(π)
(π')
(A)
(B)
(C)
C
B
A
A'
B'
C’
(απ)
(απ')
(α)
O0
α0 ≡ e
B'
B
C
B1
A1
A'1 B'1
O0
απ ≡ e
α0
C'
C'1
C1
A'
A
(π1π’)
(π1)
186

A’ ≡ A’
1
, B’ ≡ B’
1
e C’ ≡ C’
1
Então, por A’
1
, B’
1
e C’
1
traçamos novas linhas de chamada
perpendiculares à nova linha de terra.
Como numa mudança de plano de plano horizontal os
afastamentos no novo sistema são iguais aos do sistema primitivo,
basta transferir os respectivos afastamentos do sistema original para
o novo, ou seja:

y (A)

= y (A
1
)
y (B) = y (B
1
)
y (C) = y (C
1
)

187

Figura 78-b

5.6- VG de Figuras em Planos Oblíquos à Linha de Terra

Face à peculiaridade de serem perpendiculares a um dos (ou
aos dois) planos de projeção, os planos horizontais (ou de nível),
frontais (ou de frente), de perfil, verticais e de topo são classificados
como planos projetantes porque concentram em, pelo menos, num
de seus traços (ou nos dois), as projeções de todas as figuras que lhes
pertençam. Por este motivo, a verdadeira grandeza de quaisquer
(π)
(π')
(A)
(B)
(C)
C
B
A
A'
B'
C’
(απ)
(απ')
(α)
O0
α0
B'≡
B
C
B1
A1
A'1
B'1
O0
απ
α0
C' ≡C'1
C1
A' ≡
A
(π1π’)
(π1)
188
destas figuras, de qualquer um deles, pode ser obtida imediatamente
através de rotações, rebatimentos ou mudanças de planos de
projeção.
Quando uma figura pertence a um plano oblíquo aos dois
planos de projeção, as rotações em torno de eixos perpendiculares a
um deles não pode ser feita. A rotação da figura, neste caso, deverá
ser feita em torno de um eixo paralelo a um dos planos de projeção,
até que o plano que contém a figura fique paralelo ao plano de
projeção escolhido.
Se os traços do plano que contém a figura forem facilmente
determináveis, no caso do plano qualquer, o ponto comum dos
traços estiver nos limites da épura, o método dos rebatimentos
poderá ser utilizado, embora envolva várias operações geométricas
e, portanto, muitas linhas de construção.
Outra possibilidade é fazer duas mudanças de plano de
projeção sucessivas, sendo a primeira, através de um novo plano de
projeção perpendicular ao plano da figura. Assim, nesse novo
sistema, a figura pertencerá a um plano que será tratado como
vertical ou de topo. Uma segunda mudança de plano resolverá o
problema.
Nas vistas ortográficas utilizadas no Desenho Técnico, as
figuras que representam os elementos de peças, máquinas,
equipamentos e elementos construtivos são identificadas por suas
dimensões e não por coordenadas descritivas. Logo, a linha de terra é
dispensada. O método dos rebatimentos e o das mudanças de plano
de projeção exigem a existência de linha de terra. No caso de
rebatimentos, sem conhecer os traços do plano, a aplicação do
método é impossível. No caso de mudança de plano de projeção, sua
construção como elemento geométrico auxiliar é simples e facilita a
obtenção das VG das figuras.
Assim sendo, no caso de figuras contidas em planos oblíquos
aos planos de projeção, a determinação das suas reais dimensões
(VG) será limitada à mudanças de planos de projeção. Como foi dito
acima, nestes casos são necessárias duas mudanças de plano. Se a
primeira mudança for de plano horizontal de projeção, na segunda
mudança, o plano da figura será tratado como um plano vertical, que
189
possibilitará obter a VG da figura conforme procedimentos já
estudados. Se a primeira mudança for de plano vertical, na segunda
mudança, o plano da figura será tratado como um plano de topo e a
VG da figura também será obtida por procedimentos já estudados.

5.6.1- Figura Pertencente a Plano Paralelo à Linha de Terra

A figura 80-a mostra a vista em perspectiva de um triângulo
(ABC) pertencente a um plano (α) paralelo à linha de terra, bem
como um plano (π
1
), perpendicular a (α) e a (π’), que será o plano
horizontal de projeções de um novo sistema. Observa-se que, neste
novo sistema, o plano (α) passa a ser um plano vertical, pois fica
perpendicular a (π
1
).
Na segunda mudança, fazemos o plano (α) coincidir com (π’
2
), plano
vertical do segundo sistema que nos dará a VG do triângulo (ABC).
190


Figura 80-a


(π)
(π')
A'1
B'1
C'1

(C)
(B)
(A)
A'
A
C'
C
B'
B
O0
(απ)
(απ')
(π1)
(P1)
(ππ’)
ππ’
απ'
απ
π1π’
A
A1≡A2
A'2
B
B1≡ B2
B'2
C
C1
C'2
O0
P'
P1
P
(π1π'2)
π1 π'2
(π1π’)
A'≡A'1
B'≡B'1
C'≡C'1
≡C2
191


192

A épura correspondente é mostrada na figura 80-b.
A VG do triângulo (ABC) é o triângulo A’
1
B’
1
C’
1
e foi obtido
segundo os seguintes procedimentos:

I) Cria-se um plano perpendicular a (α). Este plano, no
sistema de projeções original, é caracterizado como
um plano de perfil e será o plano horizontal de um
novo sistema em que (π’) será mantido como plano
vertical. Este novo plano horizontal será chamado

1
) e a nova linha de terra, (π
1
π’);

II) Projeta-se (ABC) no novo sistema. A projeção vertical,
A’B’C’ é mantida e teremos:

A’≡ A’
1

B’≡ B’
1

C’≡ C’
1


III) A projeção horizontal é obtida transferindo-se os
afastamentos de (A), (B) e (C) para o novo sistema, a
partir da nova linha de terra, obtendo os pontos A
1
,
B
1
e C
1
;

IV) Como neste sistema (ABC) ficou perpendicular a (π
1
),
A
1
, B
1
e C
1
serão obrigatoriamente colineares;

V) Cria-se, agora, um novo plano de projeção, desta vez
coincidente com a reta suporte de A
1
, B
1
e C
1
. Este
plano será o plano vertical deste segundo sistema,
em que a linha de reta é a reta suporte construída;

VI) Projeta-se (A
1
,B
1
C
1
) neste segundo sistema. A
projeção horizontal A
1
, B
1
C
1
é mantida e teremos:

A
1
≡ A
2

193
B
1
≡ B
2

C
1
≡ B
2


VII) A projeção vertical é obtida transferindo-se as cotas
de (A
1
, B
1
C
1
) para este segundo sistema, obtendo-se
os pontos A’
2
, B’
2
e C’
2


O triângulo A’
2
B’
2
C’
2
é a VG do triângulo (ABC).



Figura 80-b

5.6.2- Figuras em Planos Oblíquos à Linha de Terra
(π)
(π')
A1
B1
C1

(C)
(B)
(A)
A'
A
C'
C
B'
B
O0
(απ)
(απ')
(π1)
(P1)
(ππ’)
ππ’
απ'
απ
π1π’
A1 B1 C1
A
A1≡A2
A'2
B
B1≡ B2
B'2
C
C1
C'2
O0
P'
P1
P
(π1π'2)
π1 π'2
(π1π’)
A'≡A'1
B'≡B'1
C'≡C'1
≡C2
194

A figura 81-a mostra a vista em perspectiva de um triângulo
(ABC) pertencente a um plano qualquer (α) oblíquo a (π) e a (π’), bem
como um plano (π’
1
), perpendicular a (α) e a (π), que será o plano
vertical de projeção de um novo sistema. Observa-se que, neste novo
sistema, o plano (α) passa a ser um plano de topo, pois fica
perpendicular a (π’
1
).
Na segunda mudança, fazemos o plano (α) coincidir com (π
2
), plano
horizontal do segundo sistema que nos dará a VG do triângulo (ABC).

195


Figura 81-a

A épura correspondente é mostrada na figura 81-b.
A VG do triângulo (ABC) é o triângulo A
1
B
1
C
1
e foi obtido
segundo os seguintes procedimentos:

(π)
(π')
(A)
(B)
(C)
C
A
A'
C'
B'
B
C'1
B'1
A'1
(π'1)
(α)

(ππ')

(ππ'1)
(π'1π2)
O0
(α0)
(απ)
(απ')
απ'
απ
O0
A≡A1
B≡B1
C≡C1
A'
B'
C'
A'1≡A'2
B'1≡B'2
C'1≡C'2
C2
B2
A2
196
I) Cria-se um novo plano de projeção perpendicular a
(α). Se vamos fixar as projeções horizontais do
sistema original, este novo plano será (π’
1
), plano
vertical do novo sistema. Sua interseção com (π) será
perpendicular às retas horizontais de (α) – inclusive
(απ) – e representada por (ππ’
1
), linha de terra,
desse novo sistema;

II) Projeta-se (ABC) no novo sistema. A projeção
horizontal, ABC é mantida e teremos:

A≡ A
1

B≡ B
1

C≡ C
1


III) As projeções verticais são obtidas transferindo-se as
cotas de (A), (B) e (C) para o novo sistema, a partir da
nova linha de terra, obtendo os pontos A’
1
, B’
1
e C’
1
;

IV) Como neste sistema (ABC) ficou perpendicular a (π’
1
),
A’
1
, B’
1
e C’
1
serão obrigatoriamente colineares;

V) Cria-se, agora, um novo plano de projeção, desta vez
coincidente com a reta suporte de A’
1
, B’
1
e C’
1
. Este
plano será o plano horizontal deste segundo sistema,
em que a linha de reta é a reta suporte construída;

VI) Projeta-se (A
1
,B
1
C
1
) neste segundo sistema. A
projeção vertical A’
1
, B’
1
C’
1
é mantida e teremos:

A’
1
≡ A’
2

B’
1
≡ B’
2

C’
1
≡ B’
2


197
VII) A projeção vertical é obtida transferindo-se os
afastamentos de (A
1
, B
1
C
1
) para este segundo
sistema, obtendo-se os pontos A
2
, B
2
e C
2


O triângulo A
2
B
2
C
2
é a VG do triângulo (ABC).



Figura 82-a



(π)
(π')
(A)
(B)
(C)
C
A
A'
C'
B'
B
C1
B1
A1
(π1)
(α)

(ππ')

(π1π’)
(π1π'2)
O0
(α0)
(απ)
(απ')
απ'
απ
O0
A≡A1
B≡B1
C≡C1
A'
B'
C'
A'1≡A'2
B'1≡B'2
C'1≡C'2
C2
B2
A2
198
6.0) DA GEOMETRIA DESCRITIVA AO DESENHO TÉCNICO

6.1) ESPAÇOS PROJETIVOS NO DESENHO TÉCNICO

Vimos que, mantidas constantes as coordenadas descritivas
dos pontos de uma figura objetiva, suas projeções horizontal e
vertical, permanecem respectivamente congruentes
independentemente do diedro em que estejam situadas.
Pode-se observar, também, que ao se transladar uma figura
no espaço, mantendo-se fixos os afastamentos ou as cotas de todos
os seus pontos, as respectivas projeções também não se alteram.
Logo, uma figura do espaço poderá sempre ser
“transportada” para o 1º diedro onde a visualização de suas
projeções é mais simples de ser entendida.
Por outro lado, uma figura objetiva pode ser definida pelas
dimensões dos elementos geométricas que a constituem. Se a
supomos no 1º diedro, as coordenadas descritivas de seus pontos
não serão necessárias. Para tanto, basta que a figura objetiva (ou
objeto) seja convenientemente posicionada em relação aos planos de
projeção de tal sorte que suas dimensões sejam claramente
identificadas através de suas projeções.
Não havendo necessidade de abcissas, afastamentos e cotas,
não há necessidade, também, da linha de terra. Isto significa dizer
que:

As projeções horizontal e vertical de uma figura podem ser
construídas conhecendo-se apenas as dimensões dos seus
elementos geométricos essenciais.

Este é o princípio que rege as chamadas vistas ortográficas
utilizadas no Desenho Técnico, onde a projeção vertical é chamada
vista frontal e a projeção horizontal, vista superior.

6.2) Projeto de Engenharia

199
Entende-se como Projeto de Engenharia o conjunto de
documentos técnicos que possibilitam implantar edificações,
instalações prediais elétricas, hidráulicas e sanitárias; estradas e
ferrovias, pontes, túneis e viadutos; redes de transmissão e
distribuição de energia elétrica; fábricas em geral; indústrias de
transformação; adutoras, barragens, usinas hidrelétricas, nucleares e
termoelétricas; máquinas, equipamentos, instrumentos, sistemas de
informação, sempre na busca de novas tecnologias sustentáveis e
economicamente viáveis que visem, fundamentalmente, o bem estar
e a qualidade de vida da população para a qual é direcionado.
Um Projeto de Engenharia compreende, de um modo geral,
estudo de viabilidade técnica e econômica, projeto básico,
orçamento de investimento, planejamento executivo, memórias de
cálculo, especificações técnicas de materiais e serviços e, sobretudo,
desenhos de projeto.
Os desenhos de projeto, simplesmente chamados projetos,
são representações gráficas que, obedecendo a critérios e normas
específicas, constituem o Desenho Técnico, linguagem gráfica
utilizada nos projetos de engenharia em geral..
As representações gráficas em Desenho Técnico usam
projeções ortográficas que, na verdade, são as projeções ortogonais
daquilo que se quer construir. Ou seja, a Geometria Descritiva é a
base em que se fundamenta o Desenho Técnico. Os princípios
geométricos já vistos anteriormente, nestes e em quaisquer outros
casos, são absolutamente os mesmos.
Ora, se um desenho de projeto é, na verdade, a
representação gráfica das projeções ortogonais daquilo que se quer
construir, tais projeções devem, sempre, na medida do possível,
mostrar sua verdadeira grandeza.
Na Geometria Descritiva, as medidas de um objeto, seja ele
uma edificação, uma obra de arte, um elemento construtivo, um
veículo, uma peça de máquina, um simples sólido geométrico ou
outros de qualquer natureza, as coordenadas descritivas que o
posicionam no espaço, em última análise, definem suas dimensões,
No Desenho Técnico, as coordenadas descritivas são substituídas
pela cotagem dos elementos geométricos que caracterizam o objeto.
200
A cotagem, portanto, nada mais é do que a indicação das diversas
dimensões – distâncias, comprimentos, larguras, alturas e raios –
que possibilitam construir o objeto.

6.3 – Escalas e Escalímetros

Na Geometria Descritiva, costuma-se usar o centímetro ou o
milímetro como unidade de grandeza das coordenadas descritivas.
No Desenho Técnico,,no Brasil, é usado o sistema métrico para
dimensionar o objeto de um projeto de engenharia ou arquitetura.
Para reproduzi-los graficamente aos limites das dimensões
padronizadas (tamanhos A0, A1, A2, A3, A4, etc) ou outras,
recorremos ao uso das escalas, gráficas ou numéricas. A escala de um
desenho de projeto é a relação matemática entre as dimensões que
“cabem” no desenho e as dimensões reais do objeto que será
representado.
Suponhamos então uma casa que vai ocupar um espaço de 8
m de largura por 15 m de comprimento, num terreno que mede 12 m
x 30 m. Este é um caso simples, mas típico, em que precisamos usar
uma escala de redução para representar esta área ocupada num
desenho que mostre o tamanho do terreno, onde estará localizado a
casa, desenho este que é chamado planta de situação.
Se, por acaso, por alguma razão técnica, econômica ou legal,
esta planta tenha que ser mostrada numa folha tamanho A4 (210
mm x 297 mm), precisamos escolher a escala adequada.
À maior dimensão corresponderá a maior dimensão da folha.
Deixando uma folga de cerca de 75 mm para cada lado da menor
dimensão da folha, sobram 147 mm – podemos arredondar para 150
mm – para traçar a divisa lateral do terreno que mede 30 m,
correspondentes a 30.000 mm. Dividindo 30.000 por 150,
encontramos 200. Isto quer dizer que a precisamos representar um
comprimento de 30.000 mm num segmento de apenas 150 mm, ou
seja, cada milímetro do segmento representa 200 mm de divisa. O
que fizemos foi adotar um fator de redução de 1/200. Este fator é o
que chamamos escala, neste caso, de redução.
201
Esta escala de redução será aplicada às demais dimensões a
serem representadas. Assim, no desenho, as testadas do terreno
medirão:
12 m = 12000 mm / 200 = 120 mm
As fachadas frontal, laterais e de fundos da casa serão
representadas da seguinte forma:
Fachadas Frontal e de Fundos: 8 m = 8.000 mm / 200 = 40
mm
Fachadas Laterais: 15 m = 15.000 mm / 200 =75 mm
Para “amarrar” a casa ao terreno, deveremos indicar, pelo
menos, a distância da fachada frontal à testada de frente do terreno
e a distância de uma das fachadas laterais à divisa correspondente,
usando o mesmo artifício.
Como vimos, na escala 1/200, cada milímetro representado
equivale a 200 mm (ou 2 m) da dimensão real.
Dependendo das dimensões do que ser quer representar
graficamente e das limitações da folha de desenho, a escala a ser
utilizada poderá variar conforme a necessidade.
Assim sendo, poderemos ter escalas de redução tipo
1/20,1/50, 1/100, 1/500, etc. Se vamos trabalhar, por exemplo, com
uma escala 1/50, cada milímetro representado equivalerá a 50 mm
(ou 0,5 cm) da dimensão real. Ou ainda: cada 2 cm equivalem a 1 m,
que é a unidade padrão de medida das dimensões reais do que se
quer representar. Podemos, então, criar uma régua, graduada em
que cada metro da dimensão real corresponderá a um espaço de 20
mm de comprimento, dividido em 10 partes iguais, cada uma
correspondendo a 10 mm (ou 1 cm) da dimensão real. Esta régua,
graduada desta forma, permitirá executar todo o desenho na escala
1/50 de modo direto, sem necessidade de operações aritméticas
adicionais.
O uso do escalímetro facilita este trabalho, pois trata-se de
uma régua de seção triangular em que cada face mostra escalas
diversas já devidamente graduadas que nos permite trabalhar
diretamente com a escala escolhida. No total, são 6 escalas, duas por
face, assim distribuídas:
1/20 e 1/25, 1/50 e 1/75 e 1/100 e 1/125.
202
Se a representação gráfica exigir ser maior que as reais
dimensões do objeto real, são usadas escalas de aumento cujos
princípios são os mesmo já vistos, apenas contrários. Os mecanismos
de relógios são representados em escalas de aumento.
Se a representação gráfica for construída com as mesmas
dimensões do objeto real, então estaremos usando uma escala
natural.



203
BIBLIOGRAFIA


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Fundamentais e Poliedros, Ao Livro Técnico, Rio de Janeiro, 5ª ed.,
1961;
- Rodrigues, Álvaro José – Geometria Descritiva/Projetividades e
Superfícies, Ao Livro Técnico, Rio de Janeiro, 3ª Ed., 1960
- Rangel, Alcyr Pinheiro - Dicionário de Matemática, texto
datilografado pelo próprio autor;
- Bustamante, Léa Santos - Transformações Projetivas / Sistemas
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Belas Artes da UFRJ, 1981;
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Vol.I,II e II, Ao Livro Técnico, Rio de Janeiro, 2ª ed., 1971;
- Rabello, Paulo Sérgio Brunner – Geometria Descritiva Básica,
Edição do Autor – www.ime.uerj.br, Rio de Janeiro, 2008;
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Sólidos Geométricos, Edição do Autor – www.ime.uerj.br, Rio de
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Hill Book Company, Inc, Nova York, 2ª ed., 1957;
- Di Pietro, Donato - Geometria Descriptiva, Libreria y Editorial
Alsina, Buenos Aires, 2ª ed., 1957;

2

GEOMETRIA DESCRITIVA
Fundamentos e Operacionais Básicas

Paulo Sérgio Brunner Rabello

Professor Adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Ex-Professor da Universidade Federal Fluminense Livre-Docente em Construção Civil Especializado em Geometria e Representação Gráfica

Rio de Janeiro, RJ, 2011
3

APRESENTAÇÃO

Este livro é o resultado de estudos e pesquisas feitas pelo autor durante os anos que tem ministrado as disciplinas Geometria Descritiva e Desenho Básico nos cursos de engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e que foram consolidadas durante o semestre sabático realizado no Departamento de Técnicas de Representação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ficou claramente confirmado que a Geometria Descritiva ensinada (?) hoje, naqueles cursos não está ensejando a percepção espacial dos alunos para os fenômenos geométricos, bloqueando o entendimento do mecanismo da dupla projeção ortogonal. Além disso, a exigüidade da carga horária não permite que o professor consiga chegar à representação de projeções de figuras tridimensionais e muito menos às seções planas e respectivas verdadeiras grandezas. Isto faz com que a disciplina se torne enfadonha, desinteressante e inútil, porque o aluno não conseguirá fazer a necessária ligação do método mongeano com as vistas ortográficas, o que deve ser o objetivo maior para os cursos básicos de engenharia. Evidentemente, não é possível ensinar em 60 horasaula o que era transmitido em, pelo menos, dois anos do ensino médio. Por isso, nos propomos a criar uma proposta de ensino de Geometria Descritiva, alterando a sequência clássica adotada em livros e apostilas e retirando determinados tópicos que julgamos desnecessários para os objetivos a serem atingidos. Como poderá ser visto, alguns assuntos passaram a ser aplicações da teoria ensinada, tais como representação de figuras tridimensionais e seções planas. Deste modo, acreditamos que, entre 45 horas-aula (mínimo admissível) e 60 horas-aula (ideal) a Geometria Descritiva possa ser ensinada e mostrada como ferramenta indispensável para os profissionais 4

Rio de Janeiro.que vão lidar com projetos que carecem de representação gráfica. 30 de setembro de 2011 Paulo Sérgio Brunner Rabello 5 .

porções planas. mas pode ser definida como uma superfície de revolução. um dos planos é chamado plano horizontal de projeção. pode ser entendido como um deslocamento limitado de um ponto segundo uma direção ou simplesmente um determinado trecho de uma reta. por outro lado. O desenho projetivo. é chamado plano vertical de projeção. naturalmente. A reta de interseção entre os planos de projeção é chamada linha de terra. Considerando como referência o espaço que ocupamos. 6 . através de uma imagem perspectiva ou de suas projeções ortogonais. Tais figuras são o objeto de estudo da Geometria Descritiva e são constituídas por pontos.NOTAÇÕES UTILIZADAS EM PROJEÇÕES ORTOGONAIS I. As figuras passíveis de expressão gráfica podem ser representadas. a representação gráfica das projeções ortogonais de uma determinada figura é comumente chamada de épura desta figura. curvas. desenho perspectivo ou simplesmente perspectiva. Um prisma regular. retas. A imagem perspectiva. Tal procedimento caracteriza o chamado método mongeano ou método da dupla projeção ortogonal. por exemplo.0) CONSIDERAÇÕES INICIAIS A Geometria Descritiva concebida por Gaspar Monge é a parte da Matemática que estuda as figuras e as formas geométricas através de suas projeções ortogonais sobre dois planos perpendiculares entre si. A esfera é uma superfície curva fechada que goza da propriedade de ser um lugar geométrico dos mais importantes. O outro plano. planos. segmentos de curvas ou porções de superfícies. Um segmento de reta. ou seja. As figuras geométricas são aquelas que podem ser caracterizadas por uma equação (algébrica ou transcendente) ou obedecem a uma lei de formação. basicamente. mostra a figura como é vista por nossos olhos. é uma figura tridimensional constituída por um número limitado de faces laterais retangulares adjacentes (porções planas iguais) e por duas bases poligonais regulares (também porções planas). segmentos de reta. As projeções ortogonais compõem o desenho projetivo de uma figura e mostram como realmente ela é.

1.P. . 7 . Ex: A. 3.1. é a representação gráfica de uma figura tal como ela é vista por um observador posicionado num determinado local..1. Tanto na perspectiva como no desenho projetivo. como já foi dito.2.1) H: traço horizontal de retas 2.A perspectiva de uma figura é de grande ajuda para entender sua forma..) RETAS As retas são identificadas por letras latinas minúsculas.0) IDENTIFICAÇÃO GERAL DOS PRINCIPAIS ELEMENTOS GEOMÉTRICOS 2. O desenho perspectivo. Nas soluções de vários problemas e mesmo na explicação de determinados procedimentos da Geometria Descritiva o uso da perspectiva torna-se uma ferramenta indispensável.) PONTOS Os pontos são identificados por letras latinas maiúsculas ou por algarismos arábicos.2) V: traço vertical de retas 2. B. facilitando assim a construção de suas projeções ortogonais.Q...1.M.4) P: traço de retas no plano bissetor par 2. São eles: 2.N.. 2. os elementos geométricos que constituem uma figura devem ser identificados através de uma notação própria que não dê margens a dúvidas sobre o que está sendo representado. 2. devem ser identificados especificamente.1. etc Alguns pontos são especiais e.3) I: traço de retas no plano bissetor ímpar 2.. C... sempre que possível. etc ou 1.

tal como alguns pontos.3) β24: : plano bissetor par 2.3.1) π.2) β13: plano bissetor ímpar 2.2.2. ..1) h: retas horizontais 2.3.2.3) PLANOS E SUPERFÍCIES Os planos e as superfícies em geral são identificadas por letras gregas minúsculas. ser identificados especificamente.2. devem.etc: planos de projeção 2. γ.5) t: retas de topo 2. São elas: 2. β. por isso devem.4) p: retas de perfil 2.4) ÂNGULOS 8 . .π3 .3) v: retas verticais 2.. ser identificadas especificamente. c. sempre que possível...2. π1. b. Ex: α.2.. etc Algumas retas ocupam posições particulares no espaço e.6) i: retas de interseção de dois planos 2.3. δ. π2 . etc Alguns planos são especiais e ocupam posições particulares no espaço e.Ex: a..2) f: retas frontais 2. São eles: 2. obrigatoriamente.

Sempre que possível utiliza-se a letra i.0. (2).(1)... βπ1.2) ρ: ângulo que uma reta ou um plano faz com o plano vertical de projeção 2.. (H). São eles: 2.5) INTERSEÇÃO DE PLANOS 2. (N).4. em geral A identificação é feita pela reta de interseção dos planos. (M).1) PONTOS Ex: (A).2) interseção de dois planos. as mesmas identificações referenciadas no item 2..5. (I). (V). (P).. Ex: απ...1) interseção de planos com planos de projeção Emprega-se-se a letra grega que identifica o plano seguida da identificação do plano de projeção. γπ2. diferenciadas apenas por serem apresentadas entre parênteses. 3. Alguns ângulos caracterizam determinadas condições e sempre que necessário devem ser identificados especificamente. etc 2. (C).2) RETAS 9 . (3) etc 3.1) μ: ângulo que uma reta ou um plano faz com o plano horizontal de projeção 2.0) IDENTIFICAÇÃO DE ELEMENTOS GEOMÉTRICOS NO ESPAÇO Os elementos geométricos no espaço recebem.. minúscula. respectivamente. os ângulos também são identificados por letras gregas minúsculas. 3.Tal como planos e superfícies.4.(B).4.

etc 3..(q).(t).4. (c)...Ex: (a).0) IDENTIFICAÇAÕ DAS PROJEÇÕES NO PLANO HORIZONTAL 4..1) Interseção dos planos de projeção: Esta reta de interseção é chamada linha de terra e é representada no espaço por (ππ’).etc 3.3. (s). (βπ2) .4.. (απ1). 3.. (βπ1). usa-se a letra (i) minúscula. 4.3.1) Identificação do Plano Horizontal de Projeção no espaço: (π) 10 ..1) Planos de Projeção Ex: (π). (r ).2) Interseção de Planos com Planos de Projeção Ex: (απ).. (γ) .4.4) INTERSEÇÃO DE PLANOS 3. (π1).. etc 3. (n).3) PLANOS 3.3) Interseção de dois Planos em Geral É Identificada pela reta de interseção.(f).(m). Sempre que possível. (π2).2) Planos em geral) Ex: (α). (b).(i). (π3) . (β).(v) etc 3. (h).. (p).

5. 3 .. c .M.As projeções de elementos geométricos no plano horizontal de projeção (π) se identificam tal como no espaço.5. γπ ..5) INTERSEÇÃO DE PLANOS 4.1) Identificação do Plano Vertical de Projeção no espaço : (π’) 11 .4) PROJEÇÕES HORIZONTAIS DE PORÇÕES PLANAS Porções planas não são representáveis em épura. m. P. t . βπ. V. 4.. 4...1.5. b.1) Interseção dos Planos de Projeção: ππ’ 4..H. etc 4.. q . etc 4. B.. mas perdem os parênteses. 2.2) PROJEÇÕES HORIZONTAIS DE PONTOS Ex: A.etc 4. N. n. C.. Se for utilizada a reta (i). 5.. r.. s. p.3) PROJEÇÕES HORIZONTAIS DE RETAS E CURVAS Ex: a. a projeção horizontal será i..2) Interseção de Planos em Geral com o Plano de Projeção Horizontal (π): Ex: απ.3) Interseção de Dois Planos em Geral: É identificada pela projeção horizontal da reta de interseção..0) IDENTIFICAÇAÕ DAS PROJEÇÕES NO PLANO VERTICAL 4. I..

etc 4. 5. p’. P’. 4.M’. B’. t’ ..3) Interseção de Dois Planos em Geral: É identificada pela projeção vertical da reta de interseção..2) Interseção de Planos em Geral com o Plano de Projeção Vertical (π’): Neste caso. m’.5. C’.1) Interseção dos Planos de Projeção: ππ’ 4.5) INTERSEÇÃO DE PLANOS 4.. V’.4) PROJEÇÕES VERTICAIS DE PORÇÕES PLANAS: Porções planas não são representáveis em épura... a tarja é colocada somente no plano vertical de projeção Ex: απ’.1’.5.0) IDENTIFICAÇÃO DAS NOVAS LINHAS DE TERRA APÓS MUDANÇAS DE PLANO DE PROJEÇÃO Após mudanças de planos de projeção.. s’.. as interseções a seguir são linhas de terra de novos sistemas criados: 12 . a projeção vertical será i’..... I’.H’. N’. 2’.etc 4. q’ . βπ’. etc 4. 3’ .2) PROJEÇÕES VERTICAIS DE PONTOS: Ex: A’. c’ ..3) PROJEÇÕES VERTICAIS DE RETAS E CURVAS: Ex: a’.5. mas ganham uma tarja do tipo ‘ 4. n’. r’.As projeções de elementos geométricos no plano vertical de projeção (π’) se identificam tal como no plano horizontal. γπ ‘. b’. Se for utilizada a reta (i)...

5.1) Interseção de Plano Horizontal com Novos Planos Verticais de Projeção: 5.1.1) No espaço: (ππ1’), (ππ2’), (ππ3’) ... etc 5.1..2) Na épura: ππ1’, ππ2’, ππ3’ ... etc 5.2) Interseção de Plano Vertical com Novos Planos Horizontais: 5.2.1) No espaço: (π’π1), (π’π2), (π’π3) ... etc 5.2.2) Na épura: π’π1, π’π2, π’π3 ... etc 5.3) Interseção de novos Planos Horizontais com Novos Planos Verticais e Vice-Versa: 5.3.1) No espaço: (π1 π1’), (π2’ π1), (π2 π2’) ... etc 5.3.2) Na épura: π1 π1’, π2’ π1, π2 π2’ ... etc 6.0) IDENTIFICAÇÃO DAS PROJEÇÕES APÓS MUDANÇAS DE PLANO DEPROJEÇÃO OU APÓS ROTAÇÕES Após mudanças de planos de rotação ou de rotações em torno de um eixo (vertical ou horizontal), os elementos reprojetados ou rotacionados recebem índices subpostos à respectiva projeção, da seguinte forma:

6.1) Pontos P’  P1’

Ex: (P)

13

P  P1

6.2) Retas e Curvas c’  c1’

Ex: (c) c  c1

7.0) IDENTIFICAÇÃO DAS PROJEÇÕES APÓS REBATIMENTOS Após rebatimentos (rotação em torno de um dos traços do plano até que esta se superponha a um dos planos de projeção) as projeções dos elementos das figuras rebatidas, tal como nas rotações, recebem, na épura, índices subpostos às respectivas projeções, da seguinte forma: 7.1) Traço Vertical do Plano Rebatido Sobre (π): απ’ após o rebatimento passa a ser απ1 7.2) Traço Horizontal do Plano Rebatido sobre (π’): απ após o rebatimento passa a ser απ1’ 7.3) Rebatimento em Torno do Traço Horizontal do Plano: 7.3.1) Pontos Ex: (P)  P1 7.3.2) Retas e Curvas Ex: (c)  c1

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7.4) Rebatimento em Torno do Traço Vertical do Plano: 7.4.1) Pontos Ex: (P)  P1’ 7.4.2) Retas e Curvas Ex: (c)  c1’

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1.0) FUNDAMENTOS DA GEOMETRIA DESCRITIVA 1.1) CONSIDERAÇÕES INICIAIS A idéia de projeção é quase que intuitiva, uma vez que sua ocorrência se dá em diversos segmentos do nosso cotidiano. Tratase de um fenômeno físico que acontece normalmente na natureza ou que pode ser produzido artificialmente pelo homem. Vejamos os seguintes exemplos: 1º) Ao incidirem sobre uma placa opaca, os raios solares produzem sobre a superfície de um piso claro, uma figura escura que chamamos comumente de sombra. O contorno da sombra nada mais é que a projeção do contorno da placa na superfície do piso. 2º) As imagens que vemos numa tela de cinema são as projeções dos fotogramas contidos na fita de celulóide quando sobre eles incidem os raios luminosos emitidos pela lâmpada do projetor. O Sol, no primeiro exemplo, e a lâmpada do projetor, no segundo, são o que chamamos centros projetivos enquanto que os raios solares e os raios luminosos são chamados raios projetantes. A placa opaca e os fotogramas da fita são as figuras objetivas ou objetos. O contorno da sombra assim como as imagens produzidas na tela de cinema são figuras projetadas ou projeções nas superfícies do piso e da tela de cinema, respectivamente. Quando a superfície de projeção é plana dizemos que é um plano de projeção. Em resumo, para que ocorra uma projeção é necessário que estejam presentes os seguintes elementos: a) centro projetivo – emissor dos raios projetantes, identificado como (O); b) figura objetiva ou objeto – figura a ser projetada, identificada como (f); c) plano de projeção – plano onde será formada a figura projetada, identificado como (π).

16

As projeções são classificadas em função da distância do centro projetivo ao plano de projeção e da direção dos raios projetantes em relação a este plano. produzem a figura projetada ou. a superfície de projeção será sempre plana. A superfície criada pelos raios projetantes é. ao interceptarem o plano de projeção.2) CLASSIFICAÇÃO DAS PROJEÇÕES Para todos os efeitos. 1. tipicamente. O centro projetivo é próprio e indicado por (O). uma superfície cônica. tal como mostrado na figura 01. (O) (M) (f) (B) (A) M A B f Figura 01 17 . Nesta situação os raios projetantes se propagam segundo um feixe de retas.Os raios projetantes partem do centro projetivo. Por isso uma projeção com estas características é chamada projeção cônica. quando sua distância ao plano de projeção é mensurável. a projeção do objeto. de um modo geral. porém somente aqueles que passam pelos pontos que caracterizam a figura objetiva são considerados. passam pelos pontos que definem a figura objetiva e.

(M) (M) ((f) (B) (d) (A) (B) (f) (A) (d) M M f A B f A B (π) Figura 02-a Figura 02-b 1. se oblíquos ou perpendiculares. Tal como no caso anterior. exemplos genéricos de uma projeção oblíqua e de uma projeção ortogonal. o centro projetivo é impróprio e indicado por (O∞). ou seja. Quando o centro projetivo é impróprio.Quando a distância do centro projetivo ao plano de projeção é imensurável. as projeções ainda ser classificadas respectivamente como: I) II) projeção oblíqua projeção ortogonal As figuras 02-a 02-b mostram. dependendo da direção dos raios projetantes em relação ao plano de projeção.3) PROJEÇÕES ORTOGONAIS 18 . respectivamente. Neste caso os raios chegam ao plano de projeção segundo retas paralelas. somente os raios que passam pelos pontos que caracterizam a figura são considerados.

suposto horizontal. ou. Os raios projetantes partem de um centro projetivo impróprio (O∞) e incidem perpendicularmente sobre (π). Como. seja um triângulo (ABC). PHP. para definir um triângulo basta conhecer seus vértices.1. para obter a 19 . para simplificar. (A) (B) (C) (π) Figura 03 Temos então que: (f) ≡ (ABC) Nomeamos (π) Plano Horizontal de Projeção. de vértices (A).1) Projeções da Figura Objetiva num Único Plano: Projeções Cotadas Imaginemos que a figura (f) que se quer projetar ortogonalmente num plano (π). tal como mostrado na figura 03.3. (B) e (C).

as distâncias de (A) a (π) de (b) a (π) e de (C) a (π) são. o que nos permite escrever: f ≡ ABC (O∞) (A) (B) (C) B A (π) C Figura 04 Chama-se cota de um ponto à distância deste ponto a um plano horizontal tomado como referência. Logo. B e C são suficientes para definir a projeção horizontal de (f). por (A). por (B) e por (C) com o plano (π). conforme mostrado na figura 04. de (B) e de (C). B e C definem a projeção ortogonal de (f) em (π). respectivamente. Podemos escrever que: 20 . as cotas de (A).projeção de (f) em (π) bastará conhecer as projeções ortogonais de (A). (B) e (C). os pontos A. Como era de se esperar. Os pontos A. Tais projeções serão as interseções dos raios projetantes que passam. respectivamente.

tal como mostrado na figura 05. Logo: (g) ≡ (MNP)  (g) ≠ (f) 21 . se por outro aspecto. (f) e f. de tal sorte que: z (M) ≠ z (A) z (N) ≠ z (B) z (P) ≠ z (C) O triângulo (MNP) será completamente diferente do triângulo (ABC). um determinado ponto (M) estiver localizado no mesmo raio projetante que passa por (A).a) cota de (A) = z (A) = d {(A). Mas. (π)} = d {(A). B} c) cota de (C) = z (C) = d {(C). são figuras correspondentes e f é dependente exclusiva de (f) e de nenhuma outra mais. se um ponto (N) estiver no mesmo raio projetante que passa por (B) e se (P) estiver localizado no mesmo raio projetante que passa por (C). A} b) cota de (B) = z (B) = d {(B). C} Nestas condições. (π)} = d {(B). (π)} = d {(C).

desde que os raios projetantes que passam pelos pontos de cada uma delas interceptem. observamos. o plano de projeção num 22 .(N) (M) (P) (T) (R) (A) (S) (B) B=N=S (C) A=M=R (π) C=P=T Figura 05 Ainda na figura 05. uma figura projetada num único plano de projeção pode ser a projeção de infinitas figuras do espaço. que: M≡A N≡B P≡C Assim sendo. entretanto. respectivamente.

a seguir.mesmo ponto. atribuindo aos elementos projetados de uma figura objetiva. os valores das cotas de cada ponto. Fellipe Boüache em 1878 criou o Método das Projeções Cotadas. Para resolvê-lo. (A) (B) a b (C) B A c (π) C Figura 06 23 . é um problema indeterminado. tal como mostrado nas figuras 06 e 07. Logo. sem definir (amarrar) as cotas de cada um de seus pontos ao plano. projetar uma figura num só plano.

(π’) será. naturalmente.A (a) C (c) B (b) Figura 07 1. 24 . porém inserindo outro plano de projeção (π’). ou seja: (ππ’) = (π) ∩ (π’) Se (π) é o plano horizontal de projeção.2) Projeções Perpendiculares da Figura Objetiva em Dois Planos Imaginemos agora uma situação semelhante à da figura 04. A reta de interseção de (π) com (π’) é denominada linha de terra. o plano vertical de projeção. como mostra a figura 08. perpendicular a (π).3.

podemos escrever: f’ ≡ A’B’C’ 25 . interceptarão o plano (π’). os pontos A’. tal como mostrado na figura 09. definindo. incidir raios projetantes de outro centro projetivo impróprio (O’∞) . Os raios projetantes que passam por estes pontos.(O∞) (π') (A) ( O ' ∞) (B) (C) B A C (π) Figura 08 Fazendo. B’ e C’ que caracterizam as projeções verticais de (A). agora. de (B) e de (C) sobre (π’). Logo. desta feita perpendicularmente a (π’). definiremos as projeções ortogonais de (A). respectivamente. de (B) e de (C).

de (B) e de (C) em relação a (π’). B’} c) afastamento de (C) = y (C ) = d { (C). (π’) }= d {(C). os afastamentos de (A). podemos perceber também que os pontos A’. ou seja: a) afastamento de (A) = y (A) = d {(A).(O∞) (π') A' (A) (O'∞) B' (B) C' B (C) A C (π) Figura 09 Chama-se afastamento de um ponto à distância deste ponto a um plano vertical tomado como referência. (π’)} = d {(A). (π’)} = d {(B). as distâncias de (A) a (π’). Assim. A’} b) afastamento de (B) = y (B) = d { (B). de (B) a (π’) e de (C) a (π’) são. respectivamente. (A) e A são vértices de um retângulo contido num plano (α) perpendicular a (ππ’): 26 . C’} Observando a figura 10.

(ππ’)} = d {A’. A0 é o quarto vértice do retângulo. A0 } ou z (A) = A’A0 y (A) = d {A. A  (α)  (α)  (ππ’) = A0 Logo. teremos: 27 . A’. Podemos então escrever que: z (A) = d {A’. A0 } ou y (A) = AA0 Por conseguinte.( O ) (π’) A' (A) ( O’  ) B' (B) C' A0 C0 B0 (C) B A C (π) Figura 10 Vejamos porque: 1º) Se (A)A  (π) e (A)A’  (π’)  (Â) = reto 2º) Se (A). (ππ’) } = d {A.

de sorte que tais projeções sejam representadas graficamente num mesmo plano. a projeção horizontal de (f) sobre (π) e a projeção vertical de (f) sobre (π’). retirando-se (f). As figuras f e f’ são correspondentes e mutuamente dependentes de (f). seja ela plana ou tridimensional. obtemos f e f’. 1.4) Método da Dupla Projeção Ortogonal A finalidade do desenho projetivo é permitir conhecer as propriedades geométricas e manipular a forma e as dimensões de uma figura do espaço. Antes de planificar o sistema. perpendiculares entre si. Esta é a essência do método criado por Gaspar Monge. Isto significa dizer que f e f’ são as projeções de uma única figura (f) do espaço. A primeira parte da tarefa já foi mostrada através das relações entre cotas e afastamentos. através de suas projeções ortogonais.z (B) = B’B0 e y (B) = BB0 z(C) = C’C0 y(C) = CC0 Concluímos. que ao projetarmos ortogonalmente um figura (f) sobre dois planos de projeção (π) e (π’). figuras que representam. 28 . tal como mostrado na figura 11. vejamos como ficou a vista perspectiva das projeções. então. respectivamente.

adotemos os seguintes procedimentos: 1º) Tomemos a linha de terra (ππ’) como um eixo de rotação. 29 . tal como mostrado na figura 12. 2º) Façamos o plano (π) girar em torno de (ππ’) no sentido horário até que a sua superfície se superponha à superfície de (π’) formando um mesmo plano.(π') A' B C' B A C (π) Figura 11 Para planificar o sistema objetivando trabalhar num mesmo plano de desenho.

A' (π') B C' (B) (A) B (π)  (C) C  A  (π) Figura 12 Olhando o conjunto de frente para o plano vertical. teremos a seguinte visão: 30 .

assim como as letras π e π’ que os representam. Na prática. abaixo do segmento que a representa. os contornos que delimitam os semiplanos resultantes da planificação não são representados.A' π’ C' B' B π C A Figura 13 A representação gráfica das projeções de uma figura num mesmo plano é chamada épura. 31 . um em cada extremidade. A linha de terra pode ser identificada por dois pequenos traços. Adotaremos os dois pequenos traços. ou ainda por (ππ’) numa das extremidades. por x numa extremidade e y na outra.

por fim. As interseções das linhas de chamada com a linha de terra. o aspecto mostrado na figura 14. A' C' B' B C A Figura 14 32 . obviamente. A medida da abcissa de um ponto é feito a partir de um ponto da linha de terra chamado origem das abcissas. definem as abcissas respectivas de cada ponto da figura.Os segmentos que unem as projeções de cada ponto da figura são identificados como linhas de chamada e. são sempre perpendiculares à linha de terra. localizado no canto esquerdo da linha de terra. A épura representativa das projeções do triângulo (ABC) terá. indicado por O0.

por seu turno. Como já foi dito. Como (π) e (π’) são perpendiculares ficam criados. d) 4º Diedro: limitado pelo plano vertical de projeção (π’) – semiplano inferior (SPVI) e pelo plano horizontal de projeção (π) – semiplano anterior (SPHA). Na figura 15 são identificados os quatro diedros de projeção. na verdade. c) 3º Diedro: limitado pelo plano vertical de projeção (π’) – semiplano inferior (SPVI) e pelo plano horizontal de projeção (π) – semiplano posterior (SPHP). O plano (π’). a) 1º Diedro: limitado pelo plano vertical de projeção (π’) – semiplano superior (SPVS) e pelo plano horizontal de projeção (π) – semiplano anterior (SPHA). ou seja. é chamada linha de terra.0) ESPAÇO PROJETIVO NA GEOMETRIA ESCITIVA 2. um anterior a ele e outro posterior. um acima dele e outro abaixo.1) Diedros de Projeção A Geometria Descritiva concebida por Gaspar Monge admite que as projeções das figuras objetivas aconteça da seguinte forma: O plano (π) divide o espaço em dois semi-espaços. divide o espaço também em dois semi-espaços. quatro regiões distintas chamadas diedros de projeção. a reta comum aos planos (π) e (π’).2. a interseção entre os planos de projeção. b) 2º Diedro: limitado pelo plano vertical de projeção (π’) – semiplano superior (SPVS) e pelo plano horizontal de projeção (π) – semiplano posterior (SPHP). assim caracterizados. 33 .

34 . independentemente do diedro (ou dos diedros) em que esteja localizada a figura objetiva (f). estar situada num dos quatro diedros ou parte em um e parte em outro (ou outros). em cada situação. Isto significa dizer que. então. mudam as posições das projeções em relação aos planos de projeção. O que não se altera é a posição do observador que estará sempre de frente para a superfície anterior do plano (π’).(π') SEMIPLANO VERTICAL SUPERIOR DE PROJEÇÃO (SVSP) ( π) SEMIPLANO HORIZONTAL POSTERIOR DE PROJEÇÃO (SHPP) SEMIPLANO HORIZONTAL ANTERIOR DE PROJEÇÃO (SHAP) SEMIPLANO VERTICAL INFERIOR DE PROJEÇÃO (SVIP) Figuras 15 Uma figura pode.

Cabe então lembrar que: I) abcissa é a distância entre a interseção da linha de chamada de (P) com a linha de terra e um ponto fixo nela localizado e definido como origem das abcissas.2. os problemas de Geometria Descritiva exigem o posicionamento. x(P) : abcissa de (P) y(P) : afastamento de (P) z(P) : cota de (P) 2. isolado ou pertencente a uma figura (f). na épura. são indicadas da seguinte forma: (P): (x(P) .2) COORDENADAS DESCRITIVAS 2. afastamento e cota de um ponto é imutável para qualquer dos quatro diedros em que possa se encontrar um ponto (P).2. dos pontos que caracterizam uma determinada figura. onde (P): ponto objetivo. II) afastamento é a distância de (P) ao plano vertical de projeção (π’). As coordenadas descritivas de um ponto qualquer (P). z(P)] . do espaço. Para resolver esta questão.2) Convenção de Sinais Inicialmente cabe esclarecer que o conceito de coordenadas descritivas envolvendo as definições de abcissa. y(P) . 35 . y(P) .1) Conceito Tradicionalmente. afastamento e cota. z(P) ) ou (P): [x(P) . foram criadas as coordenadas descritivas do ponto que nada mais são do que o ordenamento das grandezas já conhecidas: abcissa.2.

 São positivos os afastamentos dos pontos anteriores ao plano vertical de projeção e negativos os afastamentos dos pontos posteriores. teremos: 1º diedro + + 2º diedro + 3ºdiedro 4º diedro + cota afastamento Os sinais das abcissas. Observação Importante Salvo quando absolutamente necessário. Assim sendo. Isto quer dizer que são positivas aquelas situadas à direita da origem das abcissas. 36 . foi estabelecido que:  São positivas as cotas dos pontos localizados acima do plano vertical de projeção e negativas as cotas dos pontos localizados abaixo. O0. serão sempre positivos porque sua origem. Resumindo.III) cota é a distância de (P) ao plano horizontal de projeção (π). deverá ser localizada próxima da extremidade esquerda da linha de terra. Para sabermos exatamente em qual deles. foram estabelecidas convenções de sinais para cotas e afastamentos que permitem localizá-los através de suas coordenadas descritivas. Um ponto pode estar localizado em qualquer dos quatro diedros. a indicação das abcissas nas projeções dos pontos de uma figura é normalmente dispensável. de um modo geral.

Para analisarmos como funciona o método da dupla projeção ortogonal nos demais diedros.3. os mesmos valores absolutos das coordenadas descritivas dos vértices (A). tomaremos. tem-se que: Cotas positivas (+): acima da linha de terra Afastamentos positivos (+): abaixo da linha de terra 2. a projeção vertical fica situada acima da linha de terra e a projeção horizontal. ou seja. o mesmo triângulo (ABC) que foi usado para descrever como funciona o método no 1º diedro sendo mantidos os valores absolutos das abcissas.2) Projeções de Figuras no 2º Diedro Situando (ABC) no 2º diedro e mantendo. como exemplo.2. quando uma figura está localizada no 1º diedro. Conforme a convenção de sinais estabelecida. a figura (f) ≡ (ABC) foi localizada no 1º diedro. suas projeções são distintas. 37 . corresponderão ao diedro em que se encontrar a figura. cotas e afastamentos de cada vértice.3) PROJEÇÕES DE FIGURAS EM CADA DIEDRO No exemplo usado para mostrar como funciona o método da dupla projeção ortogonal.3. é o mostrado na figura 16. abaixo dela. 2. respectivamente. em perspectiva. entretanto.1) Projeções no 1º Diedro Observou-se que. Os sinais. o aspecto do conjunto. (B) e (C).

como eixo de rotação. tal como mostrado na figura 17. 38 . interseção de (π) com (π’). adotamos procedimentos semelhantes aos usados anteriormente. ou seja:: 1º) Tomemos a linha de terra (ππ’). 2º) Façamos o plano (π) girar em torno de (ππ’) no sentido horário até que a sua superfície se superponha à superfície de (π’) formando um mesmo plano.(A) A' (B) B' (C) C' B A C Figura 16 Para planificar o sistema objetivando trabalhar num mesmo plano de desenho.

respectivamente. agora. o conjunto de frente para o plano vertical de projeção. embora. congruentes com as obtidas no 1º diedro.(π ' ) > A' A'  C' > > B B' C' B A C (π ) Figura 17 Olhando. I) As projeções horizontal e vertical são. o aspecto da épura correspondente do triângulo (ABC) é mostrado na figura 18 e da observação da figura tiramos as seguintes conclusões: . 39 .

A A' C C' B' B Figura 18 2. total ou parcialmente.1) Invariância da Projeção Horizontal Pode-se resolver o problema criado por projeções superpostas.neste caso. ambas fiquem situadas acima da linha de terra. as projeções de figuras situadas no 2º diedro podem ficar superpostas na épura e isto dificulta ou pode até impossibilitar o estudo da figura objetiva através de suas projeções. Esta operação manterá a forma da projeção horizontal inalterada. mantendo constante as respectivas cotas até que suas projeções fiquem distintas. II) Dependendo dos comprimentos das cotas e dos afastamentos de cada um de seus pontos. transladando a figura objetiva. Se a figura está inteiramente contida no 2º diedro.3.2. pode-se também eliminar a superposição das projeções trocando os 40 .

sinais dos afastamentos. o triângulo (ABC) no 3º diedro. agora. 2. tornando-os positivos. mantendose os mesmos valores absolutos das coordenadas descritivas dos vértices adotadas nos dois casos anteriores. a perspectiva do conjunto é mostrada na figura 19 B A C B (B) (C) C' (A) A' Figura 19 41 . transladando figura para o 1º diedro. ou seja.3) Projeções de Figuras no 3º Diedro Situando.3. De uma forma ou de outra. a projeção horizontal fica invariante.

como mostra a figura 20.Utilizando procedimentos semelhantes aos usados anteriormente. 42 . planifica-se o sistema objetivando trabalhar num mesmo plano de desenho.

(π ') > A > C > >B (π ’) A C B B (B) (C) C' (A) A' (π ) Figura 20 43 .

pode-se observar que: 44 .A figura 21 mostra a épura do triângulo (ABC) nas condições propostas. A C B B' C' A' Figura 21 Nesta situação.

4) Projeções de Figuras no 4º Diedro .I) As projeções horizontal e vertical ficam distintas e continuam respectivamente congruentes com as dos casos anteriores. é como transportar a figura para o 1º diedro através de duas translações. 2. se comparadas às no 1º diedro. 45 . A posição das projeções no 3º diedro são simétricas em relação à linha de terra. II) 2. Após estas transformações.3. mas situando-o agora no 4º diedro.1) Invariância das Projeções Não há problema de superposição de projeções no terceiro diedro. se trocarmos os sinais das cotas e dos afastamentos. a perspectiva do conjunto está mostrada na figura 22. mais uma vez.3. mas. Mantendo-se.3. verifica-se que ambas as projeções permanecem invariantes. os mesmos valores absolutos das mesmas coordenadas dos vértices do triângulo (ABC).

. planifica-se o sistema objetivando trabalhar num mesmo plano de desenho. 46 .B A B (B) C C' (C) A' (A) Figura 22 Utilizando procedimentos semelhantes aos usados anteriormente. tal como mostrado na figura 23.

B A B'< B C C' A' C' < < A < Figura 23 A figura 24 mostra a épura do triângulo (ABC) nas condições propostas. 47 .

mantendo constantes os respectivos afastamentos até que suas projeções fiquem distintas. mais uma vez. mas ambas abaixo da linha de terra. congruentes com as obtidas nos demais diedros.2. tal como no 2º.1) Invariância da Projeção Vertical Pode-se resolver o problema criado por projeções superpostas.4. respectivamente. transladando a figura objetiva. II) 2. 48 . As projeções de figuras situadas no 4º diedro. como foi dito anteriormente. total ou parcialmente. é desaconselhável.B B' C' C A' A Figura 24 Nesta situação podemos concluir que: I) As projeções horizontal e vertical são. podem ficar superpostas na épura o que. Esta operação manterá a forma da projeção vertical inalterada.

As projeções no 1 diedro são as mais usadas no Brasil. suas projeções (horizontal e vertical) serão sempre congruentes quando se alteram os sinais de todas as cotas e/ou de todos os afastamentos de seus pontos. 2. tornando-as positivas. projeções no 2º e no 4º diedro. pois ambas as projeções permanecem invariantes. pode-se também eliminar a superposição das projeções trocando os sinais das cotas. ou seja. Por essa razão. recomendadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e foram priorizadas neste trabalho. são desprezadas.Clonclusão: Mantendo-se fixos os valores absolutos das coordenadas descritivas dos pontos de uma figura. . transladando a figura para o 1º diedro.3.4.Se a figura está inteiramente contida no 4º diedro. 49 . na prática.

r’ (vertical) e r (horizontal). tal como mostrado na figura 25. como será visto a seguir. Todo segmento de reta está contido obrigatoriamente numa reta chamada reta suporte do segmento.0) PROJEÇÕES ORTOGONAIS DE RETAS E SEGMENTOS DE RETAS 3. Logo. Em relação a um plano de projeção. Seja então (r) uma reta qualquer e (A) e (B) dois de seus pontos não coincidentes. respectivamente. todas as características e propriedades geométricas de uma determinada reta são aplicáveis aos segmentos nela contidos e vice-versa.3. As retas são representadas por letras romanas minúsculas. 50 . a respectiva projeção ortogonal apresentará características específicas. do qual (A) e (B) são os extremos.1) CONSIDERAÇÕES INICIAIS Chama-se segmento de reta ao trecho de uma reta genérica limitado por dois de seus pontos definidos como extremos do segmento. As projeções de (r) serão. um segmento de reta pode estar: I) II) III) paralelo perpendicular oblíquo Para cada uma das posições acima. Logo (r) é a reta suporte do segmento (AB).

r r' B' B A' A 51 .

teremos (A) ≡ A’. são conhecidos. A cota de (V) poderá ser positiva.2) Traços de uma Reta: Pontos Notáveis Chama-se. Tradicionalmente. sobre as projeções da reta. é condição necessária e suficiente que as projeções do ponto estejam situados. podemos estabelecer a seguinte afirmação: Para que um ponto pertença a uma reta dada por suas projeções. Logo. no espaço. negativa ou nula (se a reta interceptar a linha de terra). Em outras palavras: a projeção vertical/horizontal do ponto estará situada na projeção vertical/horizontal da reta. de uma forma genérica. na Geometria Descritiva. assim entendidos.1) Pertinência de Ponto a Reta Observando a figura 25. (V) tem sempre afastamento nulo. traço de uma reta ao ponto em que uma reta intercepta qualquer plano. 3. respectivamente. O ponto (V) é denominado traço vertical da reta. Assim sendo.1. São entendidos como notáveis. 52 . os seguintes pontos de uma reta: I) (V): ponto em que a reta intercepta o plano vertical de projeção. também como dois dos pontos notáveis de uma reta. Os traços da reta.Figura 25 3. traços de uma reta são os pontos em que a reta intercepta os planos e projeção.

teremos (H) ≡ H. Logo. r r' B' V' B A' H' V A H Figura 26 53 . O afastamento de (H) poderá ser positivo. (H) tem sempre cota nula.II) (H): ponto em que a reta intercepta o plano horizontal de projeção. negativo ou nulo (se a reta interceptar a linha de terra). Neste ponto. genérica. A figura 26 mostra as projeções de uma reta (r). bem como a localização das projeções de (V) e (H). O ponto (H) é denominado traço horizontal da reta.

o 1º e o 3º diedro em dois diedros iguais. Este plano é chamado bissetor ímpar é designado (β13). A figura 27 mostra as projeções de uma reta (r). genérica. Este plano é chamado bissetor par e designado (β24). Por esta razão. bem como a localização das projeções dos seus pontos notáveis. Por esta razão. Por suas características. diz-se que (P) é o traço da reta em (β24). o 2º e o 4º diedro em dois diedros iguais. as projeções deste ponto são idênticas e se encontram na interseção das projeções vertical e horizontal da reta. ponto da reta em que a cota e o afastamento são iguais. (V). Nesta condição. mas de sinais contrários. o ponto (I) só pode estar localizado no 1º ou no 3º diedro. (H). IV) (P).III) (I): ponto da reta em que a cota e o afastamento são iguais e de mesmo sinal. diz-se que (I) é o traço da reta em (β13). Assim sendo. É comum designar (P) como sendo o ponto da reta que intercepta um plano que passa pela linha de terra e divide. 54 . o ponto (P) só pode estar localizado no 2º ou no 4º diedro. respectivamente. É comum designar (I) como sendo o ponto da reta que intercepta um plano que passa pela linha de terra e divide. (I) e (P). respectivamente.

3) Retas e Segmentos de Retas Paralelas a Plano de Projeção Uma reta é paralela a um plano quando todos os seus pontos são eqüidistantes do plano. podemos concluir os planos bissetores são perpendiculares. 3.r P' B' I' A' H' V P V' B r' I A H Figura 27 Das características de β13 e β24. 55 .

Como (r) é paralela a (π). sua projeção ortogonal neste plano é a verdadeira grandeza (VG) do segmento (r) (B) (A) r B A (π) Figura 28 56 . Logo a reta r que passa por A e por B é a projeção da reta ( r) em π (figura 28).Seja ( r) uma reta paralela a um plano (π) e que contenha o segmento (AB). consequentemente. (A)A e (B)B são paralelos e perpendiculares a (π). Logo. (B). Como as projeções são ortogonais. B e A é um retângulo. a projeção AB de (AB). o polígono que tem por vértices (A). Ao projetarmos ortogonalmente os pontos (A) e (B) no plano (π) obtemos os pontos A e B e. (AB) = AB e podemos afirmar que: Quando um segmento de reta é paralelo a um plano.

A cota de (A) é igual à cota de (B) e o quadrilátero de vértices (A). Ou seja. o segmento AB é a verdadeira grandeza (VG) do segmento (AB).1) Retas e Segmentos de Retas Paralelos ao Plano Horizontal de Projeção Na figura 29-a é mostrado que o segmento (AB) é paralelo a (π). Podemos então dizer que: Quando um segmento é paralelo ao plano horizontal de projeção. oblíquo a (π’) e tem como suporte a reta (h). A reta (h). projeta-se em verdadeira grandeza (VG) neste plano. r' (π') B' A' (V)=V' (A) (B) (r) V A B r (π) 57 . B e A é um retângulo.3. paralela ao plano horizontal de projeção e oblíqua ao plano vertical de projeção é chamada reta horizontal. Assim sendo.3. (AB) = AB. (B).

vemos que o segmento (AB) é paralelo a (π’). Assim sendo. Logo. Uma reta horizontal corta (π’) no traço vertical (V) e não admite traço horizontal. V' A' B' h' V A B h Figura 29-b 3.Figura 29-a A figura 29-b mostra a épura correspondente Verifica-se que a cota de (A) é igual à cota de (B). Neste caso. (AB) = A’B’. oblíquo a (π) e tem como suporte a reta (f).3. O afastamento de (A) é igual ao afastamento de (B) e o quadrilátero de vértices (A). o segmento A’B’ é a verdadeira grandeza (VG) do segmento (AB). ou seja.2) Retas e Segmentos de Retas Paralelos ao Plano Vertical de Projeção Observando agora a figura 30-a. é paralela à linha de terra. B’ e A’ também é um retângulo. A’B’. a projeção vertical de (AB). (B). Podemos então dizer que: 58 . z(A) = z(B).

projeta-se em verdadeira grandeza (VG) neste plano. y(A) 59 . A reta (f). ou seja. r (r) B' (B) (π') A' r (A) H' B A (H)=H (π) Figura 30-a A figura 30-b mostra a épura correspondente.Quando um segmento é paralelo ao plano vertical de projeção. Verifica-se que o afastamento de (A) é igual ao afastamento de (B). paralela ao plano vertical de projeção e oblíqua ao plano horizontal de projeção é chamada reta frontal.

= y(B). AB.3. respectivamente. Uma reta vertical corta (π) no traço horizontal (H) e não admite traço vertical. à linha de terra. tanto as projeção vertical de (AB). a projeção horizontal de (AB).3) Retas e Segmentos de Reta Paralelos aos Dois Planos de Projeção Quando o segmento é paralelo a ambos os planos de projeção. a representação espacial e a épura de um segmento (AB). Logo. Assim sendo. estão em VG. As figuras 31-a e 33-b mostram. também. as cotas e os afastamentos de todos os seus pontos são respectivamente iguais. Por isso. pertencente a uma reta (r ) nesta condição. Por isso podemos afirmar que: 60 . é paralela à linha de terra. f' B' A' V' f V A B Figura 30-b 3. é paralelo. como a horizontal.

Quando um segmento é paralelo aos dois planos de projeção. projeta-se em verdadeira grandeza (VG) em ambos os planos. Reta desse tipo não corta plano de projeção e por isso não admite traço vertical e nem traço horizontal. r' (π') B' (r) (B) A' (A) r B A (π) Figura 31-a 61 . Uma reta paralela a ambos os planos de projeção é chamada reta fronto-horizontal ou reta paralela à linha de terra.

Isto permite afirmar que: Quando uma reta é perpendicular a um plano. tal como mostrado na figura 32. Ao projetarmos ortogonalmente a reta (r ) no plano (π) somente um raio projetante passa pela reta e corta o plano num único ponto. neste plano. sua projeção ortogonal.4) Reta e Segmento de Reta Perpendicular a Plano de Projeção Uma reta é perpendicular a um plano quando é perpendicular a todas as retas desse plano.A' B' r' r A B Figura 31-b 3. se reduz a um único ponto. Seja ( r) uma reta perpendicular a um plano (π) e que contenha um segmento (AB). Este ponto concentra as projeções de todos os pontos da reta. 62 . inclusive de (A) e de (B).

sua projeção ortogonal neste plano se reduz a um ponto e está em verdadeira grandeza (VG) no plano vertical de projeção.4. o raio projetante que intercepta (π) e passa por (A) é o mesmo que passa por (B).(r) (A) (B) r=A=B Figura 32 3. 63 . a projeção vertical de (AB) está em verdadeira grandeza (VG). por isso. vemos que o segmento (AB) é perpendicular a (π) e tem como suporte a reta (v). Logo. Assim sendo. por ser perpendicular a (π). Além disso. ou seja AB = (AB). a reta (v) é paralela a (π’) e. Podemos então escrever: Quando um segmento de reta é perpendicular ao plano horizontal de projeção. temos A ≡ B.1) Perpendicular ao Plano Horizontal de Projeção Observando a figura 33-a.

A reta (v). v' (v) A' (π') (A) B' H' (B) A≡B≡v≡H (π) Figura 33-a A figura 33-b mostra a épura correspondente. 64 . perpendicular ao plano horizontal de projeção é chamada reta vertical.

4.2) Perpendicular ao Plano Vertical de Projeção Observando a figura 34-a. ou seja A’B’ = (AB). por isso. temos A’ ≡ B’. v' A' B' H' A≡B≡v≡H Figura 33-b 3. a reta (t) é paralela a (π) e. por ser perpendicular a (π’). Logo. Podemos então escrever: 65 . vemos agora que o segmento (AB) é perpendicular a (π’) e tem como suporte a reta (t). Assim sendo . a projeção vertical de (AB) está em verdadeira grandeza (VG). o raio projetante que intercepta (π’) e passa por (A) é o mesmo que passa por (B). Além disso.Reta vertical não corta o plano (π’) e por isso só admite traço horizontal (H).

perpendicular ao plano vertical de projeção é chamada reta de topo.Quando um segmento de reta é perpendicular ao plano vertical de projeção. sua projeção ortogonal neste plano se reduz a um ponto e está em verdadeira grandeza (VG) no plano horizontal de projeção. A reta (t). (π') A’≡B’≡t’≡V’ (A) (B) (t) V A (π) B t Figura 34-a 66 .

A figura 34-b mostra a épura correspondente.5) Segmento Oblíquo aos Planos de Projeção Neste caso. duas situações podem ocorrer: I) O segmento é ortogonal à linha de terra 67 . Reta de topo não corta o plano (π) e por isso só admite traço vertical (V). t'=A'=B'=V' A B t Figura 34-b 3.

A figura 35 mostra uma reta (r) oblíqua a um plano (π) e que contém um segmento (AB). quando um segmento é oblíquo aos dois planos de projeção. Para conhecê-la ou trabalhar com ela torna-se necessário aplicar à épura alguns procedimentos geométricos que serão vistos mais à frente.. suas projeções não estão em verdadeira grandeza em nenhum dos dois. que definem a reta r. (r) (B) r (A) B A Figura 35 68 .II) O segmento é oblíquo à linha de terra É importante ressaltar que. Projetando ortogonalmente (A) e (B) no plano. obtemos suas projeções A e B. projeção de (r) em (π).

Se (π) é um plano horizontal. Ligando (A) a (B). uma perpendicular a AB e. assim como a projeção AB. Num procedimento expedito. percebemos que os raios projetantes que passam. por 69 . marca-se o comprimento (B)B. Observando a figura 37-a. tal reta está contida num plano perpendicular a ela. podemos construir graficamente o trapézio retângulo que tem por vértices (A).1) Segmento Ortogonal à Linha de Terra Quando uma reta é ortogonal à linha de terra. Por B traça-se outra perpendicular a AB. (r) (B) (A) A B r Figura 36 3. estas distâncias serão as respectivas cotas de (A) e de (B). (A)A e (B)B são grandezas conhecidas.5. a partir de B. marca-se o comprimento (A)A. no mesmo sentido de (A)A e. (B). Traça-se o segmento AB. determinando (A). a partir de A. Por A traça-se. A figura 36 mostra o trapézio construído. O lado (AB) do trapézio é a VG procurada. fica determinada graficamente a VG de (AB).Para determinar a verdadeira grandeza do segmento (AB) é imprescindível conhecer as distâncias de (A) e de (B) ao plano (π). respectivamente. B e A.

(A) e por (B). Em ambos os casos a reta é chamada reta de perfil. Logo. Assim sendo. (p) p' (π’) (V) ≡ V’ A' (A) B' V O0≡ H’ A (B) (π) B (H) ≡ H p Figura 37-a 70 . Uma reta que pertence a um plano perpendicular aos dois planos de projeção pode ser reversa à linha de terra ou concorrente com ela. definem um plano perpendicular à linha de terra. x(A) = x(B). ou seja. ambas as projeções de (AB) são perpendiculares à linha de terra e não estão em verdadeira grandeza porque os quadriláteros formados pelos pontos (A) e (B) e suas respectivas projeções são trapézios retângulos. a abcissa de (A) é a mesma de (B).

A figura 37-b mostra a épura correspondente. p' A' B' O0 A B p Figura 37-b 71 .

2) Segmento Oblíquo à Linha de Terra 72 .5.As retas de perfil reversas à linha de terra admitem traço vertical (V) e traço horizontal (H). neste caso. a reta de perfil pode ser concorrente com a linha de terra e. p' (π’) B' (p) (B) A' (A) (H)≡(V)≡(H’)≡(V’)≡(H)≡(H’) O0 A (π) B p Figura 38 3. tal como mostrado na figura 38. (V) e (H) serão coincidentes no ponto de concorrência. Numa condição particular.

r' ( π') (v)≡V' A' (A) B' H' V (B) A B (H)≡H r (π) (r) Figura 39-a 73 . também neste caso. como mostra a figura 39-a. ambas as projeções são oblíquas à linha de terra e não estão em verdadeira grandeza porque.Quando um segmento é oblíquo aos planos de projeção e à linha de terra. os quadriláteros formados pelos pontos (A) e (B) e suas respectivas projeções são trapézios retângulos. Uma reta oblíqua à linha de reta é chamada reta qualquer ou genérica.

As figuras 39-b e 39-c são exemplos de épuras de retas genéricas r r' B' V' B A' H' V A H Figura 39-b 74 .

em verdadeira grandeza (VG). através de procedimentos geométricos.VG de Segmentos Oblíquos aos Planos de Projeção Como foi dito anteriormente. para conhecer a VG de um segmento é necessário que. segmentos oblíquos a um plano de projeção não se projetam. façamos com que o segmento em questão fique paralelo ou passe a pertener a um plano 75 . Então.3 . o que só acontece quando o segmento é paralelo ao plano. neste plano.5.r' B A' V≡V’≡H≡H’ B' r A Figura 39-c 3.

Rotação Quando executamos a rotação de um ponto em torno de um eixo perpendicular a um plano. No segundo caso. a cota de (P) não se altera durante a rotação. a posição do segmento no espaço não se altera. O segmento é que mudará de posição no espaço para ficar paralelo ou pertencer a um dos planos de projeção através de uma operação geométrica chamada rotação. A distância do ponto (P) ao plano (π).1. o ponto descreve um arco de círculo cujo raio é o segmento perpendicular que liga o ponto ao eixo.de projeção. porque o raio da rotação (OP) é paralelo ao plano. obrigatoriamente. Na figura 40 podemos observar que a projeção do eixo (e) no plano (π) se reduz a um ponto – e – e o arco (c) descrito pelo ponto (P) se projeta em VG no plano (π). constituem um novo sistema de projeções em que a VG do segmento é mostrada. onde se projetará em VG. O plano criado e o plano de projeção perpendicular a ele. Um novo plano de projeção será criado. 3. Esta operação descritiva é chamada mudança de plano de projeção. estas operações poderão executadas de duas maneiras: I) II) Modificando a posição do segmento Criando um novo plano de projeção No primeiro caso. perpendicular a um dos planos de projeção para que sejam mantidas as propriedades geométricas do método da dupla projeção ortogonal. Neste procedimento. até que fique paralelo ao outro plano de projeção. isto é. paralelo ao segmento e. o sistema de projeções não se altera.5. Num sistema de dupla projeção ortogonal.3. o segmento gira em torno de um eixo perpendicular a um dos planos de projeção. 76 .

(e) é uma reta vertical cuja projeção em (π) se reduz ao ponto e. inicialmente. Na verdade. 77 .1. A projeção vertical de (e) é e’.5. vertical.3. que passa pelo vértice (A).1–VG de Segmentos de Perfil Para conhecermos a VG de (AB) utilizaremos. um eixo (e).e' (π') (e) P' 1 O' ≡ P' (P1) (O) P1 (P) e≡O P (π) Figura 40 3.

antes da rotação.A 41-a mostra. se projeta em VG nesse plano. antes e após a rotação. e' (e) (π') A' ≡ A'1 B'1 (B1) B' B1 O0 A ≡ A1 ≡ e (B) B (π) Figura 41-b As figuras 41-b mostra a épura correspondente. após a rotação. 78 . Nota-se que o ponto (A) não se alterou porque pertence ao eixo. no espaço. (AB) tornou-se um segmento frontal. com as projeções do eixo (e). assim. (AB) tornou-se paralela a (π’) e. Na verdade. o segmento (AB).

traçamos um arco de círculo até cortar a paralela. 2º) com centro em e ≡ A e raio AB. O ponto de interseção será identificado como B1.e' A B' O0 A B Figura 41-b Na figura 41-c obtivemos a VG de (B) fazendo os seguintes procedimentos: 1º) traçamos uma semi-reta paralela à linha de terra passando por A e no sentido que pretendemos efetuar a rotação. Suponhamos para a direita da épura. 79 .

identifica o ponto B’1. assim como A ≡ A1. basta traçar por B’ uma paralela à linha de terra. A linha de chamada traçada de B1 ao encontrar esta paralela. 4º) como o ponto (A) não se moveu. O segmento A’1B’1 é a VG do segmento (AB) e' A'≡A'1 B' O0 B'1 A≡A1≡e B1 B Figura 41-c 80 . após a rotação teremos A’≡ A’1 .3º ) como a cota de (B) não se altera durante e pós a rotação. no mesmo sentido.

também. tornou-se o segmento horizontal (A1B1). ao interceptar a linha de chamada traçada por A’1 identificará o ponto A1. utilizar um eixo de rotação (e) perpendicular a (π’). 81 . A figura 41-e mostra a épura de um segmento de perfil r cuja VG foi obtida utilizando eixo (e) perpendicular ao plano (π’). o procedimento foi o seguinte: 1º) Com centro em e’≡ B’ e raio A’B’ traçamos um arco de círculo até encontrar a paralela á linha de terra traçada por B’. 3º) Neste caso teremos B’≡ B’1 e B ≡ B1 e segmento (AB) que é de perfil. determinando A’1. O segmento A1B1 é a VG do segmento (AB). Neste caso (e) será uma reta de topo cuja projeção vertical se reduz ao ponto e’.Procedimento semelhante pode ser utilizado passando o eixo vertical (e) pelo ponto (B). 2º) Por A traçamos uma paralela à linha de terra que. passando pelo ponto (B). Podemos. Em resumo.

1. teremos obrigatoriamente: A’1B’1 (fig.3.A' B'≡ B'1 ≡ e' O0 A A'1 A1 B≡B1 e Figura 41-e Por se tratar da VG de um mesmo segmento.41-c) 3.2 – VG de Segmentos de Reta Qualquer 82 .41-d) = A1B1 (fig.5.

(π') A' (A) B' A O0 (B) B (π) Figura 42-a 83 . tal como mostrado na figura 42-a. então. Suponhamos. são absolutamente os mesmos adotados para segmentos de perfil. os procedimentos para determinar sua VG através de uma rotação em torno de um eixo.Se um determinado segmento tem como suporte uma reta qualquer. como poderá ser constatado a seguir. um segmento (AB).

o segmento (AB) se torna frontal. ao girar. Ao girarmos o segmento em torno de (e).Na figura 42-b. após a rotação. definindo o ponto (B1). criamos um eixo vertical (e) que passa pelo ponto (A). O ponto (B). e' (e) (π') A≡ A1 (A)≡ (A1) B' B'1 O0 e A (B) B (B1) B1 (π) Figura 42-b 84 . o ponto (A) não se mexe porque pertence ao eixo. Na verdade. descreve um arco de círculo até que (AB) fique paralelo à (π’). Nota-se que o arco descrito por (B) em torno de (e) se projeta em VG em (π) e o segmento AB1 fica paralelo à linha de terra.

2º) com centro em e ≡ A e raio AB. O ponto de interseção será identificado como B1. faremos a rotação no sentido horário. e' A' O0 B' A≡e B Figura 42-c Na figura 42-d obtivemos a VG de (AB) fazendo os seguintes procedimentos: 1º) traçamos uma semi-reta paralela à linha de terra passando por A e no sentido que pretendemos efetuar a rotação. traçamos um arco de círculo até cortar a paralela. Pela condição mostrada na épura.A figura 42-c mostra a épura correspondente. incluindo as projeções do eixo vertical (e) passando pelo ponto (A). 85 .

também. 4º) como o ponto (A) não se moveu. no mesmo sentido.3º ) como a cota de (B) não se altera durante e pós a rotação. 86 . identifica o ponto B’1. utilizar um eixo de rotação (e) perpendicular a (π’). O segmento A’1B’1 é a VG do segmento (AB) e' A' ≡A'1 B'1 O0 B' A O0 A ≡ A1 ≡ e B1 A B Figura 42-d Podemos. basta traçar por B’ uma paralela à linha de terra. Neste caso (e) será uma reta de topo cuja projeção vertical se reduz ao ponto e’. após a rotação teremos A’≡ A’1 . A linha de chamada traçada de B1 ao encontrar esta paralela. assim como A ≡ A1.

O segmento A1B1 é a VG do segmento (AB). o procedimento foi o seguinte: 1º) Com centro em e’≡ B’ e raio A’B’ traçamos um arco de círculo até encontrar a paralela á linha de terra traçada por B’. Em resumo. passando pelo ponto (B). 2º) Por A traçamos uma paralela à linha de terra que. 87 . ao interceptar a linha de chamada traçada por A’1 identificará o ponto A1.A figura 42-e mostra a épura de um segmento de reta qualquer cuja VG foi obtida utilizando eixo (e) perpendicular ao plano (π’). tornou-se o segmento horizontal (A1B1). determinando A’1. 3º) Neste caso teremos B’≡ B’1 e B ≡ B1 e segmento (AB) que é de perfil.

desde que o 88 . teremos obrigatoriamente: A’1B’1 (fig.3. consiste em criar um novo sistema de projeções que contenha um dos planos de projeção do sistema original e outro.A' A '1 O0 B ' ≡ B '1 ≡ e ' A1 A B ≡ B1 e Figura 42-e Por se tratar da VG de um mesmo segmento.5.2 – Mudança de Plano de Projeção O método conhecido como tal. perpendicular ao plano mantido.42-d) = A1B1 (fig. A aplicação direta deste método é possível. obrigatoriamente.42-e) 3.

1 – Segmentos de Perfil Na figura 43-a é mostrado um segmento de perfil (AB). obrigatoriamente. um plano de vertical. Outra constatação importante é que a distância de (π’1) à (AB) é absolutamente arbitrária. Os planos (π) e (π’1) constituem um novo sistema projetivo. a linha de terra do novo sistema será a interseção do plano de projeção mantido e o plano de projeção criado.5. as projeções ortogonais de (A) e de (B) nesse plano são invariantes. Se for mantido o plano horizontal de projeção (π) – incluindo a projeção horizontal do segmento – o novo plano será. Neste caso diremos que foi feita uma mudança de plano vertical. Em ambos os caso. Se for mantido o plano vertical de projeção (π’) – incluindo a projeção vertical do segmento – o novo plano de projeção será.2. um plano de topo. Isto significa dizer que estamos fazendo uma mudança de plano vertical. Neste caso diremos que foi feita uma mudança de plano horizontal. Observe-se que o trapézio (A)(B)BA é. portanto. onde (ππ’1) é a linha de terra deste novo sistema. verificamos que: a) as projeções horizontais não se alteram porque o plano (π) foi mantido. também paralelo ao plano (π’1). após a mudança do plano vertical.3. Projetando o segmento (AB) nesse novo sistema. trocando (π’) por (π’1). são as iguais às respectivas cotas no sistema original. 89 . b) as cotas de (A) e de (B) . pois qualquer que seja tal distância. 3.novo plano de projeção seja paralelo ao plano da figura ou contenha a figura. bem como um plano (π’1) perpendicular a (π) e paralelo a (AB). obrigatoriamente.

isto é. a distância entre a nova linha de terra e a projeção horizontal de (AB) também é arbitrária.Logo. podendo até ser nula. O segmento A1B1 é a VG do segmento (AB). As projeções horizontais permanecem as mesmas. A distância entre elas é arbitrária. paralela a AB. ambas podem ser coincidentes. (π') A' (A) A'1 (π'1) B' B'1 O0 A (B) B (ππ’1) (π) Figura 43-a A figura 43-b mostra como é obtida a épura respectiva. Inicialmente traçamos a linha de terra do novo sistema. ou seja: A ≡ A 1 e B ≡ B1 90 .

as cotas de (A) e de (B) são marcadas a partir da nova linha de terra. sobre as linhas de chamadas do novo sistema traçadas anteriormente. perpendiculares à nova linha de terra (ou a linha de terra do novo sistema). determinando as projeções de (A) e (B). são traçadas novas linhas de chamada. isto é. a partir de A e B.Em seguida. Como o plano horizontal de projeção (π) é o mesmo em ambos os sistemas. A' B' A ≡ A1 A'1 A ≡ B1 B'1 Figura 43-b 91 . as cotas de (A) e de (B) não se alteram. A’1 e B’1. O segmento A’1B’1 é a VG do segmento (AB). Logo.

Projetando o segmento (AB) nesse novo sistema. o novo plano de projeção será (π1). no novo sistema. Logo. as projeções ortogonais de (A) e de (B) nesse plano são invariantes. Outra constatação importante é que a distância de (π1) à (AB) é absolutamente arbitrária. O segmento A’1B’1 é a VG do segmento (AB). a distância entre a nova linha de terra e a projeção vertical de (AB) também é arbitrária. O novo plano de projeção muda de nome. A nova linha de terra é agora (π1π’).Se for mais conveniente fazer uma mudança de plano horizontal. o que implica em dizer que. após a mudança do plano horizontal são as iguais aos respectivos afastamentos no sistema original. 92 . b) os afastamentos de (A) e de (B) . o plano vertical de projeção não se altera. verificamos que: a) as projeções verticais não se alteram porque o plano (π’) foi mantido. A visão espacial mostrada na figura 44-a é semelhante à que é mostrada na figura 43-a. pois qualquer que seja tal distância. e a linha de terra muda de posição.

ou seja: A’ ≡ A’1 e B’ ≡ B’1 93 . ambas serem coincidentes. isto é. As projeções verticais permanecem as mesmas. agora paralela a A’B’. podendo até ser nula. Inicialmente traçamos a linha de terra do novo sistema. A distância entre elas é arbitrária.(π1π’) (π') A' (A) A1 (π1) B' B1 O0 A (B) B (π) Figura 44-a A figura 44-b mostra como é obtida a épura respectiva.

os afastamentosde (A) e de (B) são marcadas a partir da nova linha de terra. isto é. 94 . a partir de A’ e B’. determinando as projeções de (A) e (B). os afastamentos de (A) e de (B) não se alteram. são traçadas novas linhas de chamada. Como o plano vertical de projeção (π’) é o mesmo em ambos os sistemas. sobre as linhas de chamadas do novo sistema traçadas anteriormente. perpendiculares à nova linha de terra (ou a linha de terra do novo sistema). O segmento A1B’1 é a VG do segmento (AB). A1 e B1.Em seguida. Logo.

43-b) = A1B1 (fig.44-b) 95 . teremos obrigatoriamente: A’1B’1 (fig.A'≡A'1 A1 B'≡B'1 B1 A A Figura 44-b Por se tratar da VG de um mesmo segmento.

5. Os planos (π) e (π’1) constituem um novo sistema projetivo. O segmento A1B1 é a VG do segmento (AB). Logo. 96 . também uma mudança de plano vertical. as projeções ortogonais de (A) e de (B) nesse plano são invariantes. verificamos que: a) as projeções horizontais não se alteram porque o plano (π) foi mantido. Isto significa dizer que estamos fazendo. também paralelo ao plano (π’1). portanto.3. trocando (π’) por (π’1).3. onde (ππ’1) é a linha de terra deste novo sistema.2. b) as cotas de (A) e de (B) . são as iguais às respectivas cotas no sistema original. bem como um plano (π’1) perpendicular a (π) e paralelo a (AB). pois qualquer que seja tal distância. a distância entre a nova linha de terra e a projeção horizontal de (AB) também é arbitrária. Projetando o segmento (AB) nesse novo sistema. Observe-se que o trapézio (A)(B)BA é. após a mudança do plano vertical. Outra constatação importante é que a distância de (π’1) à (AB) é absolutamente arbitrária.2 – Segmentos de Reta Qualquer Na figura 45-a é mostrado um segmento de reta qualquer (AB).

(π') A’1 A' (A) (π’1) B' B’1 (ππ’) A≡A1 (B) (π) B≡B1 (ππ’1) Figura 45-a A figura 45-b mostra como é obtida a épura respectiva. ficam coincidentes. Inicialmente traçamos a linha de terra do novo sistema. As projeções horizontais permanecem as mesmas. paralela a AB. podendo até ser nula. A distância entre elas é arbitrária. ou seja: A ≡ A 1 e B ≡ B1 97 . isto é.

isto é. A’1 e B’1. a partir de A e B. O segmento A’1B’1 é a VG do segmento (AB). estas cotas são marcadas a partir da nova linha de terra. A' B' O0 A≡A1 B≡B1 B’1 A’1 Figura 45-b 98 . as cotas de (A) e de (B) não se alteram. sobre as linhas de chamadas do novo sistema traçadas anteriormente. Como o plano horizontal de projeção (π) é o mesmo em ambos os sistemas. Logo. determinando as novas projeções verticaisde (A) e (B).Em seguida. perpendiculares à nova linha de terra (ou a linha de terra do novo sistema). são traçadas novas linhas de chamada.

por isso. agora contendo o segmento objetivo e. O segmento A1B1 é a VG do segmento (AB). o novo plano de projeção será (π1). A nova linha de terra é agora (π1π’). A figura 46-a mostra as projeções de um segmento (AB) de reta qualquer e o novo plano de projeção. verificamos que: a) as projeções verticais não se alteram porque o plano (π’) foi mantido. contendo a projeção vertical A’B’ do segmento. o plano vertical de projeção não se altera. no novo sistema.Se for mais conveniente fazer uma mudança de plano horizontal. b) os afastamentos de (A) e de (B) . após a mudança do plano horizontal são as iguais aos respectivos afastamentos no sistema original. 99 . Projetando o segmento (AB) nesse novo sistema. o que implica em dizer que.

Inicialmente traçamos a linha de terra do novo sistema. desta feita. ou seja: A’ ≡ A’1 e B’ ≡ B’1 100 . As projeções verticais permanecem as mesmas. contendo a projeção vertical do segmento.( π 1π ’) A '≡ A '1 (A )≡ A1 O B '≡ B '1 (B )≡ ( π 1) B1 ( π π ’) (π) Figura 46-a A figura 46-b mostra como é obtida a épura respectiva.

Logo. determinando as novas projeções horizontais de (A) e (B). Como o plano vertical de projeção (π) é o mesmo em ambos os sistemas. os afastamentos de (A) e de (B) não se alteram. sobre as linhas de chamadas traçadas anteriormente.Em seguida. são traçadas novas linhas de chamada. isto é. perpendiculares à nova linha de terra (ou a linha de terra do novo sistema). O segmento A1B1 é a VG do segmento (AB). estes afastamentos são marcados a partir da nova linha de terra. A1 e B1. a partir de A’ e B’. A1 A'≡A’1 B1 B'≡B'1 O0 B A Figura 46-b 101 .

podemos escrever: Quando um ponto divide um segmento numa dada razão. Podemos então entender que (MA) / (MB) = MA / MB.Por se tratar da VG de um mesmo segmento. teremos obrigatoriamente: A’1B’1 (fig. o ponto (M)  (AB) e suas projeções num plano (π). determinando ali o ponto (P) e o ponto (N) sobre o raio projetante que passa por (M). Por (A) traçamos uma paralela a (π) até encontrar o raio projetante que passa por (B).45-b) = A1B1 (fig.46-b) 3. A figura 47 mostra o segmento (AB). teremos k = MA / MB. Ocorre que N ≡ M e P ≡ B. a projeção do ponto num plano divide a projeção do segmento neste plano na mesma razão. 102 . Pelo teorema de Tales podemos escrever que (MA) / (MB) = NA / NP. Assim sendo.6) Divisão de um Segmento numa Razão Dada Suponhamos que um segmento (AB) seja dividido em duas partes por um ponto (M) de tal maneira que (MA) / (MB) = k. Logo.

teremos M’A’ / M’B’ = MA / MB = k. Pelo que vimos.(r) (B) (M) (P) (N) r (A) B=P M=N A Figura 47 A figura 48 mostra a épura de um segmento (AB) dividido por um ponto (M) numa razão k. Convém observar também que M0A0 / M0B0 = k 103 .

7) Posições Relativas entre Retas e Segmentos de Retas Dois segmentos.x 1 2 3 4 r' 5 M' B' A' O0 A0 M0 5 3 4 B0 r Ex: K=MA/MB=2/3 1 y A 2 M 1 2 B 3 3 5 z Figura 48 3. podem ser. um em relação ao outro: I) II) III) concorrentes (oblíquos ou perpendiculares) reversos (ou revessos) paralelos 104 . assim como as respectivas retas suportes.

como mostra a figura 50. Ao projetarmos ortogonalmente dois segmentos concorrentes sobre um plano. O’ e O estão na mesma linha de chamada. 105 . a projeção do ponto comum aos dois coincidirá com o ponto comum de suas projeções no plano.7. como se pode ver na figura 49. Se um segmento (AB) concorre com um segmento (CD) num ponto (O). dois segmentos são concorrentes quando o ponto comum às projeções de mesmo nome estão numa mesma linha de chamada.1) Segmentos Concorrentes Dois segmentos são concorrentes quando possuem um ponto comum. (r) (A) (D) (s) (O) r (C) O C (B) s D (π) Figura 49 Em épura.3.

106 .(r) (A) (D) (s) (O) r (C) O C (B) s D (π) Figura 50 Observando a figura 51. que as projeções horizontais das retas jazidas dos segmentos são coincidentes. neste caso. A condição de concorrência é dada pelas projeções verticais. Ocorre. podemos afirmar que trata-se da épura de dois segmentos concorrentes.

Logo. o lado do ângulo reto representado pelo segmento (CD) se projeta em VG no plano horizontal de projeção. Um ângulo reto só se projeta reto.r' C' O' B' A' D' s' D C O B r=s A Figura 51 Dois segmentos são perpendiculares quando o ângulo que fazem é reto.. 107 . se um dos lados for paralelo ao plano de projeção. a reta (h) é horizontal. como mostra a figura 52. No caso.

Os segmentos (AB) e (CD) são paralelos e ambos são projetados ortogonalmente num plano (π). os segmentos AB e CD. 108 . AB e CD.2) Segmentos Paralelos Dois segmentos são paralelos quando têm a mesma direção. respectivamente. Logo.r' A' O' C' C D' h' B' B O r A D h Figura 52 3. Observemos que os planos dos trapézios formados pelos segmentos e suas respectivas projeções são paralelos e perpendiculares a (π). tal como mostrado na figura 53.7. obtendo-se respectivamente. suas interseções com (π) são retas também paralelas e que contém. Diz-se também que duas retas são paralelas quando concorrem num ponto impróprio.

(AB) e (CD) são paralelos. 109 . Assim sendo. as projeções de mesmo nome serão também paralelas. suas projeções ortogonais num plano são. como mostra a figura 54. também. paralelas.(r) (B) (s) (D) (X) r (Y) s (A) B D (C) A C Figura 53 Assim podemos escrever: Quando dois ou mais segmentos são paralelos. se dois segmentos.

r' B' D' s' A' C' s r B A Figura 54 Observando a figura 55 podemos afirmar que trata-se da épura de dois segmentos paralelos. agora. Ocorre. 110 . que as projeções horizontais das retas jazidas dos segmentos são coincidentes. A condição de paralelismo é dada pelas projeções verticais.

também. que duas retas são reversas quando não possuem ponto comum.3) Segmentos Reversos (ou Revessos) Dois segmentos são revessos quando não possuem ponto comum.7. 111 . como mostra a figura 56. Se os segmentos (AB) e (CD) são reversos. os pontos de concorrência das projeções de mesmo nome não estão na mesma linha de chamada. nem próprio e nem impróprio. Diz-se.r' B' D' s' A' C' r=s D B A C Figura 55 3.

C' B' r' A' D' s' C B A Figura 56 r D s 112 .

4.0) PROJEÇÕES ORTOGONAIS DE FIGURAS PLANAS 4.1) Considerações Iniciais Uma figura é plana quando a totalidade dos seus pontos pertencem a um único plano, isto é, são todos coplanares. Retas, segmentos de retas, círculos, arcos de círculos, polígonos regulares são exemplos de figuras planas. É importante lembrar que uma figura plana define o plano ao qual pertence. 4.2) Posições de um Plano em Relação a um Plano de Projeção Suponhamos um plano denominado (π) que será utilizado como plano de projeção Em relação a (π), um outro plano pode ser: I) II) III) paralelo perpendicular oblíquo

4.3) Traços de um Plano De um modo geral, chama-se traço de um plano sobre outro, à reta de interseção destes planos. No âmbito da Geometria Descritiva, o traço de um plano é a reta de interseção do plano com um plano de projeção. A notação adotada para o traço de um plano deve conter a letra grega minúscula que identifica o plano seguida da letra que identifica o plano de projeção interceptado. Assim, o traço de um plano (α), por exemplo, num plano projeção (π), suposto horizontal, será identificado no espaço como (απ). Nesta condição, (απ) é uma reta de (α) de cota nula. Sua projeção no plano (π) será portanto απ.

113

Se o plano é paralelo ao plano de projeção, evidentemente não haverá indicação do traço. As figuras 57-a a 57-c mostram como ficam no espaço os planos conforme sua posição em relação a um plano de projeção.

(α)

(π)

Figura 57-a

114

(α)

(απ)

(π)

Figura 57-b

(απ) (α)

(π)

Figura 57-c

115

Assim sendo, pode-se concluir imediatamente que: I) Se (α) for um plano paralelo a um plano de projeção, todas as figuras que lhe pertencem se projetarão em verdadeira grandeza no plano (π) (fig. 58-a);

(B) (ABC) = ABC (A) (C) (α) B A C (π )

Figura 58-a II) Se (α) for um plano perpendicular a um plano de projeção, todas as figuras que lhe pertencem se projetarão no plano (π) segundo um segmento sobre o traço (απ) (fig. 58-b);

116

qualquer figura que lhe pertença a (α). 58-c). as retas (r). deverá ter suas projeções localizadas obrigatoriamente sobre. está contido nesse plano.(A) (B) (απ) (α) B (C) A C (π) Figura 58-b III) Se (α) for um plano oblíquo a um plano de projeção. (s) e (t) pertencem ao plano (α) porque são suportes dos lados do triângulo (ABC) que. três pontos (ou duas retas) desse plano (fig. Como se observa na figura. Os vértices (A) e (B) e suas respectivas projeções ortogonais A e B em (π) pertencem a um plano 117 . por hipótese. pelo menos.

r e (απ). Tal raciocínio pode ser estendido aos outros dois lados (AC) e (BC) com relação às retas (s) e (t) Ocorre. (r) (s) (t) (A) (B) t s (απ) (α) A (C) r C B (π) Figura 58-c 118 . a condição de pertinência da reta ao plano será garantida se ela for concorrente com outra reta do mesmo plano. porém. O ponto comum aos três planos é a interseção de (r). também. No caso da reta ser paralela ao traço do plano. que tais pontos estão localizados sobre (απ). podemos afirmar que: Quando uma reta pertencente a um plano é projetada sobre um plano de projeção o traço da reta estará localizado no traço do plano. Assim. seus traços neste plano verificando-se. respectivamente. (r) e r.cujas interseções com (α) e (π) são. respectivamente. que as interseções destas com (π) são.

.5) Projeções de Figuras Planas 4. Assim. Logo.. plano de nível). Por suas características específicas. ou seja. um plano de nível (α). bem como as retas (h).. diz-se que a figura pertence a um plano horizontal ou. horizontal. (f) ≡ f.1) Figura Paralela a (π) Nesta situação. pode-se concluir que um plano de nível só admite retas cujos pontos possuam cotas iguais..C’ ≡ f’ Nestas condições. f’.5. fronto-horizontal e (t). (r). para uma figura plana (f) caracterizada pelos pontos (A). de topo e do ponto (M) de interseção dessas retas.4. todos os pontos da figura (f) têm cotas iguais. ou seja: I) II) III) retas horizontais retas fronto-horizontais retas de topo A figura 59-a mostra. (B). o plano que a contém é perpendicular a (π’). As respectivas projeções são também mostradas.. mais apropriadamente. no espaço.(N). teremos: I) II) z(A) = z(B) =. projeção vertical de (f).. = z(N) A’B’. 119 . Sendo (f) paralela a (π). se reduzirá a um segmento de reta que conterá as projeções verticais de todos os seus pontos.

observando-se que: I) a projeção horizontal da figura está em verdaeira grandeza (VG).h' ≡ r' ≡ (απ) ≡ απ (r) (π') t' ≡ M' (M) r (h) (α) h M (t) (π) t Figura 59-a Em resumo. II) a projeção vertical da figura se reduz a um segmento contido no traço vertical do plano. 120 . podemos então dizer que: Qualquer figura (plana) paralela ao plano horizontal de projeção pertence a um plano de nível.

A figura 59-b mostra a representação espacial de um triângulo (ABC) pertencente a um plano de nível (α). 121 . A’B’C’ está em verdadeira grandeza (VG). ou seja. (π’) C' A' (A) B' (απ') ≡απ’ (B) (α) (C) B A C (π) Figura 59-b A figura 59-c mostra a épura correspondente´onde a projeção horizontal de (ABC).

A' C' B' απ ' A B C Figura 59-c 4. ou seja. todos os pontos da figura (f) têm afastamentos iguais. = y(N) AB. Fazendo raciocínio análogo ao do caso anterior.2) Figura Paralela a (π’) Nesta situação. (f) ≡ f’.C ≡ f 122 . podemos escrever: I) II) y(A) = y(B) =..5....

(r). vertical e do ponto (M) de interseção dessas retas. Por suas características específicas. frontal.Nestas condições. pode-se concluir que um plano frontal só admite retas cujos pontos possuam afastamentos iguais. As respectivas projeções são também mostradas. 123 . um plano frotal (α). fronto-horizontal e (v). ou seja: I) II) III) retas frontais retas fronto-horizontais retas verticais A figura 60-a mostra. diz-se que a figura pertence a um plano frontal (ou plano de frente). bem como as retas (f). no espaço.

observando-se que: I) a projeção vertical da figura está em verdaeira grandeza (VG). 124 .v' f' (v) (f) r' (α) (π') (r) M' (M) f≡ h ≡ (απ) ≡ απ M≡ v (π) Figura 60-a Em resumo. podemos então dizer que: Qualquer figura (plana) paralela ao plano vertical de projeção pertence a um plano frontal.

125 . onde a projeção vertical de (ABC). A' (α) (A) B' (π') (B) (απ) C' B (C) C A ≡ απ (π) Figura 60-b A figura 60-c mostra a épura correspondente. ABC. ou seja. A figura 60-b mostra a representação espacial de um triângulo (ABC) pertencente a um plano frontal (α).II) a projeção vertical da figura se reduz a um segmento contido no traço horizontal do plano. está em verdadeira grandeza (VG).

definida pelas projeções verticais de seus pontos e não representa a VG de (f) porque o plano ao qual pertence é oblíquo em relação a (π’). B 126 .A' B' C' απ C A Figura 60-c 4.5. f’.3) Figura Perpendicular a (π) e Oblíqua a (π’) Quando uma figura (f) é perpendicular a (π). sua projeção horizontal – f – se reduz a um segmento composto pelas projeções horizontais de seus pontos. A projeção vertical de (f) é uma outra figura.

bem como as retas (v). pode-se concluir que um plano vertical só admite os seguintes tipos de reta I) retas verticais II) retas horizontais III) retas quaisquer (ou genéricas) A figura 61-a mostra. no espaço. Por suas características específicas. As respectivas projeções são também mostradas. diz-se que a figura pertence a um plano vertical. vertical. um plano vertical (α). horizontal e (q).Nestas condições. (h). qualquer e do ponto (M) de interseção dessas retas. v' r' (r) (απ') (v) h' (π') M' (M) (α) (h) α0 M≡ h≡ r ≡ (απ) ≡ απ v (π) Figura 61-a 127 .

na linha de terra. no esáço. 128 . (απ’) é uma reta vertical de afastamento nulo. as projeções de um triângulo (ABC) pertencente a um plano vertical (α).A figura 61-b mostra. Como se vê. é a interseção entre (α). (απ') ≡ απ' A' (π (α) ') B' (A) (B) C' (C) A C B (απ) ≡ απ (ππ’) (π ) Figura 61-b A figura 61-c mostra a épura correspondente. seu traço em (π’). a projeção horizontal ABC pertence a (απ). (π) e (π’). O ponto α0. Como um plano vertical é perpendicular ao plano horizontal de projeção (π). ou seja.

(απ') A" B' α0 C' A C B (απ) Figura 61-c 129 .A épura de uma figura pertencente a um plano vertical não permite. isósceles ou escaleno. de um modo geral. saber se o triângulo (ABC) é equilátero.

sua projeção vertical – f – se reduz a um segmento composto pelas projeções verticais de seus pontos.4. As respectivas projeções são também mostradas.2) Figura Perpendicular a (π’) e Oblíqua a (π) Quando uma figura (f) é perpendicular a (π’).6. f’. qualquer e do ponto (M) de interseção dessas retas. de topo. A projeção horizontal de (f) é uma outra figura. no espaço. um plano de topo (α). Nestas condições. diz-se que a figura pertence a um plano de topo. bem como as retas (t). Por suas características específicas. 130 . pode-se concluir que um plano de topo só admite os seguintes tipos de reta I) retas de topo II) retas frontais III) retas quaisquer (ou genéricas) A figura 62-a mostra. frontal e (q). definida pelas projeções horizontais de seus pontos e não representa a VG de (f) porque o plano ao qual pertence é oblíquo em relação a (π’). (f).

v' r' (r) (απ') (v) h' (π') M' (M) (α) (h) α0 M≡ h≡ r ≡ (απ) ≡ απ v (π) Figura 62-a A figura 62-b mostra a representação espacial as projeções de um triângulo (ABC) pertencente a um plano de topo (α). 131 .

é a interseção entre (α). 132 . ou seja.(απ') A' (A) B' (α) C' (B) (C) C A α0 (ππ’) B (απ) Figura 62-b A figura 62-c mostra a épura de um triângulo (ABC) pertencente a um plano vertical (α). (π) e (π’). Como um plano de topo é perpendicular ao plano vertical de projeção (π’). Logo. a projeção vertical A’B’C ‘pertence a (απ’). O ponto α0. seu traço em (π). (απ) é uma reta de topo de cota nula. na linha de terra.

απ' A' B' C' α0 C A B απ Figura 62-c 133 .

134 . Uma figura assim posicionada pertence ao chamado plano de perfil. As respectivas projeções são também mostradas. de perfil.4. de topo e do ponto (M) de interseção dessas retas. Nesta posição. (v). um plano de perfil (α). tanto a projeção horizontal. no espaço.7) Figura Perpendicular a (π) e a (π’) Sendo perpendicular aos dois planos de projeção. pode-se concluir que um plano de perfil só admite os seguintes tipos de reta I) retas de perfil II) retas verticais III) retas de topo A figura 63-a mostra. vertical e (t). Obviamente. Por suas características específicas. (π) e (π’). nenhuma das duas projeções mostra a verdadeira grandeza da figura. como a projeção vertical. serão reduzidas a segmentos de reta. também. à linha de terra. o plano que contém a figura (f) é perpendicular. bem como as retas (p).

..(B)..(N)..N’ ≡ f’ II) AB. caracterizada pelos pontos (A).. teremos:. para uma figura plana (f). I) A’B’.N ≡ f 135 .(p) p' ≡ v' ≡ (απ') ≡ απ' (v) (π') M' ≡ t' (α) (M) α0 O0 M≡ (t) v (π) p≡ t ≡ (απ) ≡ απ Figura 63-a Os traços de um plano de perfil pertencem a uma mesma reta perpendicular à linha de terra porque todos os pontos isolados ou que pertencem a reta ou figuras planas que lhe pertencem têm a mesma abcissa. Assim..

136 . de um modo geral.A figura 63-b mostra a representação espacial de um triângulo (ABC) pertencente a um plano de perfil.a épura de uma figura pertencente a um plano de topo não permite. saber se o triângulo (ABC) é equilátero. Tal como ocorre com figuras em plano verticais e de topo. isósceles ou escaleno. (απ') C' A' (A) B' (C) α0 (B) A (ππ’) B C (απ) Figura 63-b A figura 63-c mostra a épura correspondente.

απ' C' A' B' α0 A B C απ) απ Figura 63-c 137 .

4.8) Figura Oblíqua a (π) e (π’) Se uma figura (f) é oblíqua aos dois planos de projeção, ou seja, oblíqua simultaneamente a (π) e a (π’), suas projeções são figuras distintas, da mesma natureza da figura objetiva e não representam sua verdadeira grandeza. Neste caso, o plano que contém a figura pode estar nas seguintes posições: I) II) III) passa pela linha de terra paralelo à linha de terra oblíquo à linha de terra

Em cada uma destas situações, devem ser considerados os seguintes aspectos: I) Plano que Passa pela Linha de Terra

Os traços de um plano que passa pela linha de terra coincidem com a própria linha de terra. Logo, todas as retas que pertencem a um plano nesta posição interceptam a linha de terra fazendo (V) ≡ (H). Todos os pontos deste plano têm cota e afastamento obedecendo a uma razão constante. Assim, se (M), (N) e (P) pertencem a um plano que passa pela linha de terra, teremos obrigatoriamente: y(M) / z(M) = y(N) / z(N) = y(P) / z(P) = k k é a constante que caracteriza o plano. Por suas características específicas, pode-se concluir que um plano que passa pela linha de terra só admite tipos de reta cujos respectivos traços se interceptem na linha de terra, ou seja: I) II) III) retas de perfil retas quaiquer retas fronto-horizontais (*)

138

(*) As retas fronto-horizontais, assim como suas projeções, são paralelas à linha de terra e, por isso, considera-se que interceptam (ππ’) num ponto impróprio. A figura 64-a mostra um plano (α) que passa pela linha de terra, bem como as retas (q), qualquer, (r), frontohorizontal e (p), de perfil e um ponto cujas projeções caracterizam o plano pela razão k. As respectivas projeções também são mostradas.
p' q' r' (p) (q)

(α) (π')
M'

(r)

(M)

(ππ’)≡(απ)≡απ≡απ’
r

M

q

(π)

p

Figura 64-a

139

A figura 64-b mostra a representação espacial de um triângulo (ABC) pertencente a um plano (α) que passa pela linha de terra.

(π') (α)
B' (A) (B) s

A'

απ ≡α

C' (C)

B

(απ') ≡(απ)
C A

(π)
s'

Figura 64-b A figura 64-c representa a épura do triângulo (ABC), mostrando, também, as retas (r) e (s), suportes, respectivamente, dos lados (AB) e (AC). Como (ABC) pertence a um plano que passa pela linha de terra, os prolongamentos de suas projeções se interceptam nesta linha.

140

r' A'

B

s C'

απ ≡απ’

C B

(π)
s' r A

Figura 64-c

II)

Plano Paralelo á Linha de Terra ou Plano em Rampa.

Para que um plano seja paralelo a uma reta, basta que apenas uma reta do plano seja paralela àquela reta. Ao considerarmos, por exemplo que o traço horizontal de um plano é uma reta horizontal de cota nula, se este traço for paralelo à linha de terra, o traço, na verdade é uma reta fronto-horizontal de cota nula. Como todas as retas fronto horizontais de um plano devem ser obrigatoriamente paralelas, conclui-se que o traço vertical do plano, será uma fronto-horizontal de afastamento nulo.

141

são paralelas à linha de terra e. entre suas projeções. pode-se concluir que um plano paralelo à linha de terra só admite os seguintes tipos de reta: I) II) III) retas de perfil retas quaisquer retas fronto-horizontais (*) (*) As retas fronto-horizontais. por isso. perfil. A figura 65-a mostra um plano (α) que passa pela linha de terra. 142 . considera-se que interceptam (ππ’) num ponto impróprio. não carcteriza o plano. no caso de um plano (α). teremos: (απ’) // (απ) // (ππ’) Por suas características específicas. assim como suas projeções. bem como as retas (p). Assim. qualquer e (r).os traços de um plano paralelo à linha de terra (ou em rampa) são paralelos à linha de terra. As respectivas projeções são também mostradas. frontohorizontal e um ponto (M) cuja razão k. neste caso.Logo. (q).

p' (p) (π’) (απ') (q) q' (α) r' (r) M' (M) r (απ) q M (π) p Figura 65-a A figura 65-b mostra a representação espacial de um triângulo (ABC) petencente a um plano em rampa (α). 143 .

um plano paralelo à linha de terra ou um plano qualquer Vejamos como fazer. A reta (r) é suporte do lado (AB). construímos s’. projeção vertical de uma reta (s) 144 .(π') (απ') (α) A' (A) C' B' (B) (C) A B C (απ) (π) Figura 65-b Na figura 65-c é mostrada a épura do triângulo (ABC) que. de fato. por si só. é insuficiente para saber se o plano que o contém é. Traçando-se um segmento de reta paralelo à linha de terra passando por B’.

é feita construindo os traços de uma só reta do plano. 145 . ou seja. interseção de (r) com (s). Quando unimos M a B. quando necessário. o que comprova que este plano é do tipo rampa ou paralelo à linha de terra. É importante observar que o triângulo (AMB). é encontrada na linha de chamada traçada de M’ até encontrar o prolongamento de r. Neste caso obtivemos os traços da própria reta (r). não se projeta em verdadeira grandeza. nem em (π) e nem em (π’). Prolongando r’ até interceptar s’. A projeção horizontal de (M). como figura plana. ou seja. A determinação dos traços do plano. já que tais traços são paralelos à linha de terra. tem o lado (MB) em verdadeira grandeza. determina-se o ponto M’. também pertencente ao plano (α).paralela a (π). obtemos a pojeção horizontal de (s) e verificamos que trata-se de uma reta também paralela à linha de terra. M. mas o triângulo. prolongamento da projeção horizontal de (r). a reta (s) é uma fronto-horizontal do plano (α).

r' V' A' απ' C' M' B' s' r H' V A C M B s απ H Figura 65-c 146 .

(h). pode-se concluir que um plano qualquer só admite tipos de reta que não sejam perpendiculares a planos de projeção (verticais e de topo) ou retas paralelas a ambos (fronto-horizontais). perfil e um ponto (M) de interseção entre elas. um plano qualquer admite: I) II) III) IV) retas quaisquer retas horizontais retas frontais retas de perfil Os traços de um plano qualquer são oblíquos à linha de terra. 147 . As respectivas projeções são também mostradas. qualquer. frontal e (p). bem como as retas (q). horizontal. Assim sendo..III) Plano Oblíquo à Linha de Terra Um plano oblíquo aos dois planos de projeção e à linha de terra é chamado plano qualquer ou plano genérico. (f). Por suas características específicas. A figura 66-a mostra um plano qualquer (α).

148 .p' (p) (απ') f' (f) p (π') (α) f q' (h) h α0 (απ) q h' (q) p (π) Figura 66-a A figura 66-b mostra a representação no espaço de um triângulo (ABC) pertencente a um plano qualquer.

149 .(απ') (α) (π’) A' (A) (B) B' C' A (C) B α0 C (απ) (π) Figura 66-b Na figura 66-c está representada a épura do triângulo (ABC).

s' απ' A' B' r' C' s α0 A C (απ) B r απ Figura 66-c 150 .

A simples observação das características das respectivas projeções de seus lados permite-nos afirmar que a figura objetiva é um triângulo cujo plano ao qual pertence é um plano qualquer. Para tanto, basta observar que as retas-suporte de (AB), de (BC) e de (AC) são oblíquoas à linha de terra, ou seja, uma figura pertencente a um plano qualquer (ou genérico), não se projeta em verdadeira grandeza, nem em (π) e nem em (π’). Nestas condições é impossível afirmar, pela simples observação de suas projeções, se o triângulo (ABC) é retângulo, isósceles, equilátrero ou escaleno. A determinação dos traços do plano, quando necessário, é feita construindo os traços de duas retas do plano. Neste caso obtivemos os traços da reta (r), suporte do lado (AB) e da reta (s), suporte do lado (AC).

151

5.0) VERDADEIRA GRANDEZA DE FIGURAS PLANAS 5.1) Verdadeira Grandeza (VG) de Figuras em Geral Conhecer e manipular a verdadeira grandeza (VG) dos elementos geométricos que constituem uma figura dada por suas projeções ortogonais é uma das finalidades da Geometria Descritiva. Se a figura é plana, ou seja, se todos os seus pontos são coplanares, basta que, através de procedimentos geométricos (alguns já vistos anteriormente), façamos com que a figura fique paralela ou passe a pertencer a um plano de projeção. Assim procedendo, será possível conhecer sua verdadeira grandeza (VG). Se a figura é espacial, ou seja, se ocupa um espaço tridimensional, os procedimentos da Geometria Descritiva só permitem visualizar a verdadeira grandeza das porções planas da figura ou dos elementos geométricos suficientes para defini-la. Entende-se como tais as arestas e polígonos das bases e faces de poliedros em geral, raios dos círculos das bases e geratrizes de cones e cilindros, raios e círculos notáveis de esferas, eixos de cônicas de revolução, etc. 5.2) Verdadeira Grandeza (VG) de Figuras Planas É importante ressaltar que: Se uma figura plana é paralela a um plano de projeção, sua projeção ortogonal neste plano está em verdadeira grandeza (VG). Caso contrário, de modo semelhante ao que foi visto para os segmentos de reta, três situações podem ocorrer: I) II) O plano da figura é perpendicular aos dois planos de projeção; O plano da figura é perpendicular a um dos planos de projeção e oblíquo ao outro;

152

III)

O plano da figura é oblíquo aos dois planos de projeção.

Nos dois primeiros casos podemos adotar diretamente os procedimentos seguintes, já utilizados para determinar a VG de segmentos: I) Utilizar o método das Rotações, criando um eixo pertencente ao plano da figura e fazer com que a figura gire em torno deste eixo até que seu plano fique paralelo ou passe a pertencer a um dos planos de projeção. Se a figura for perpendicular a um dos planos de projeção, o eixo de rotação também o será. Proceder a uma Mudança de Plano de Projeção construindo um novo sistema de projeções ortogonais através da criação de um terceiro plano de projeção, paralelo ao plano da figura e perpendicular ao outro.

II)

Como alternativas, podemos adotar, também, os seguintes procedimentos, principalmente quando o plano da figura é oblíquo aos dois planos de projeção: III) Se for possível identificar o plano da figura através dos seus traços, existe um procedimento que, na verdade, é um caso particular do método das rotações. Neste caso, o eixo de rotação será um dos traços do plano da figura que, após o giro, coincide com o plano de projeção cujo traço foi adotado como eixo. Este método é chamado Rebatimento. Pode-se ainda utilizar a Rotação em torno de um eixo pertencente ao plano da figura e paralelo a um dos planos de projeção. Para se obter a VG da figura ou trabalhar com algum de seus elementos, bastará

IV)

153

girar a figura em torno desse eixo até que seu plano fique paralelo ao plano de projeção, como será visto mais adiante. 5.3 – VG de Figuras em Planos de Perfil 5.3.1 – Rotação em Torno de Eixo Vertical A figura 67-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC) pertencente a um plano de perfil (α) e um eixo (e), vertical passado pelo vértice (A), em torno qual a figura vai girar até ficar paralela ao plano (π’).
e' (e)

C'

(π')
A' (A) B'

(C)

(α)

O0

(B)

A≡e

(ππ’)
B C

(π)

Figura 67-a

154

por B1 e C1 levantamos linhas de chamada. Marcam-se então os vértices C1 e B1.A figura 67-b mostra a épura correspondente e a VG do triângulo (ABC) obtida da seguinte maneira: I) Como (e) passa por (A). II) III) IV) V) VI) O triângulo (A1B1C1) é a VG do triângulo (ABC). durante o giro as cotas não se alteram. 155 . traçamos arcos de círculo até cortarem a paralela traçada. A ≡ A1 Por A ≡ A1 traçamos uma paralela à linha de terra. determinando os pontos B1 e C1. Como numa rotação de eixo vertical. As semi-retas A1B1 e A1C1) pertencem ao lugar geométrico das projeções de horizontais de todos os pontos de (ABC) após o giro. teremos: (A) ≡ (A1) → A’ ≡ A’1. Semi-retas paralelas traçadas de B’ e C’ determinarão nestas linhas de chamadas os pontos B’1 e C’1. Com centro em A≡A1≡ e e raios iguais a AB e a AC.

de topo passado pelo vértice (B). em torno qual a figura vai girar até ficar paralela ao plano (π).2 – Rotação em Torno de Eixo de Topo A figura 68-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC) pertencente a um plano de perfil (α) e um eixo (e).e' C' C'1 A' ≡ A'1 B' B’1 A ≡ A1 ≡ e B1 C1 B C Figura 67-b 5.3. 156 .

Com centro em A’ ≡ A’1≡ e’ e raios iguais a A’B’ e A’C’. determinando os ponto B’1 e C’1.C' (π') A' (A) (C) (α) B’≡ e’ O0 (B) A (ππ’) B C (e) (π) e Figura 68-a A figura 68-b mostra a épura correspondente e a VG do triângulo (ABC) obtida da seguinte maneira: I) Como (e) passa por (B). teremos: (B) ≡ (B1) → B’ ≡ B’1. B ≡ A1 Por B’ ≡ B’1≡ e’ traçamos uma paralela à linha de terra. II) III) 157 . traçamos arcos de círculo até cortarem a paralela traçada.

Semi-retas paralelas traçadas de B e C determinarão nestas linhas de chamadas os pontos B1 e C1. Marcam-se então os vértices C’1 e B’1. Como numa rotação de eixo de topo. durante o giro os afastamentos não se alteram. O triângulo (A’1B’1C’1) é a VG do triângulo (ABC). 158 .IV) V) VI) As semi-retas A’1B’1 e A’1C’1 pertencem ao lugar geométrico das projeções verticais de todos os pontos de (ABC) após o giro. por B’1 e C’1 descemos linhas de chamada.

159 . em torno qual a figura vai girar até pertencer ao plano (π’). coincidente com o traço vertical do plano.C' A' B’≡ B’1 ≡ e’ A’1 C’1 A A1 B ≡ B1 C C1 e Figura 68-b 5.3.3.Rebatimento em Torno do Traço Vertical A figura 69-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC) pertencente a um plano de perfil (α) e um eixo (e).

Após a rotação. B1 e C1. Assim. (B) e (C). a superfície de (α) coincidirá com a de (π’). Como o eixo é (απ’). traçamos novas linhas de chamadas por A 1. B’ e C’ traçamos paralelas à 160 . ao cortar a linha de terra determinarão a nova posição de (απ) coincidente com a linha de terra sobre a qual estarão A1. os afastamentos ficarão nulos e as cotas não serão alteraradas. perpendiculares à linha de terra. se farão em torno de α0 gerando arcos de círculo que. B e C. Por A’.(απ') ≡ (e) ≡e' C' A' (A) (C) (α) B' (α0) ≡ e O0 A (B) (ππ’) B C (απ) Figura 69-a A figura 69-b mostra a épura correspondente. respectivas projeções horizontais dos pontos (A). B1 e C1. as rotações de A.

O triângulo (A’1B’1 C’1) é a VG do triângulo (ABC). determinando A’1. B’1 e C’1.linha de terra até encontrar as linhas de terra. απ’≡e’ C' C'1 A' A'1 B' B'1 O0 α0 ≡ e A1 A B1 C1 B C Figura 69-b 161 .

5.Rebatimento em Torno do Traço Horizontal A figura70-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC) pertencente a um plano de perfil (α) e um eixo (e). (απ') C' (π') A' (A) (C) (α) B' (α0) ≡ e' O0 A B C (B) (π) (απ) ≡ (e) ≡e Figura 70-a A figura 70-b mostra a épura correspondente.3. coincidente com o traço horizontal do plano. em torno qual a figura vai girar até pertencer ao plano (π). 162 .4.

a superfície de (α) coincidiu com a de (π). as rotações de A’.Como o eixo é (απ). B’1 e C’1. traçamos novas linhas de chamadas por A’1. respectivas projeções verticais dos pontos (A). em torno de α0 gerando arcos de círculo que. determinando A 1. 163 . B’ e C’. (B) e (C) se farão. ao cortar a linha de terra determinarão a nova posição de (απ’) coincidente com a linha de terra sobre a qual estarão A’1. perpendiculares à linha de terra. O triângulo (A1B1 C1) é a VG do triângulo (ABC). as cotas ficaram nulos e os afastamentos não se alteraram. também. Após a rotação. Por A. Assim. B’1 e C’1. B e C traçamos paralelas à linha de terra até encontrar as linhas de terra. B1 e C 1.

απ' C' A' B' O0 α0 ≡ e' B'1 A'1 C’1 A A1 B C B1 C1 e) ≡e απ≡e Figura 70-b 5.Mudança de Plano Vertical A figura 71-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC) pertencente a um plano de perfil (α) e um plano vertical de projeções 164 .3.5.

que: A distância entre o plano da figura e o novo plano de projeção é inteiramente arbitrária. obviamente. Como vamos fazer uma mudança de plano vertical. podem ser coincidentes. Cabe lembrar. perpendicular a (π) e a (π’). ou seja. e (π’1). paralelo a (ABC) e. 165 . plano vertical desse novo sistema. podendo inclusive ser nula. cuja linha e terra é (ππ’1). mais uma vez.(π’1). que não se altera. o novo sistema de projeções será constituído pelo plano horizontal (π).

Como o plano horizontal de projeção é o mesmo para os dois sistemas. Inicialmente. paralela à ABC. teremos: A ≡ A 1.C’1 C' (π') A' A’1 (A1) (A) (C) (C1) (π’1) B' (B1) (B) (ππ’) A ≡ A1 B ≡ B1 C ≡ C1 (π) (α) (ππ’1) Figura 71-a A figura 71-b mostra a épura correspondente. traçamos a linha de terra do novo sistema. B ≡ B 1 e C ≡ C 1 166 .

basta transferir as respectivas cotas do sistema original para o novo. ou seja: z (A) = z (A1) z (B) = z (B1) z (C) = z (C1) C' A' B' C ≡ C1 C’1 A ≡ A1 B ≡ B1 A’1 B’1 Figura 71-b 167 .Então. por A1. B1 e C1 traçamos novas linhas de chamada perpendiculares à nova linha de terra. Como numa mudança de plano de plano vertical as cotas no novo sistema são iguais as do sistema primitivo.

(π1π’) A' ≡ A'1 C1 A1 B' ≡ B'1 (A) (C) (π1) C' ≡ C'1 B1 (π') O0 A (B) (α) B C (π) Figura 72-a A figura 72-b mostra a épura correspondente.5. o plano vertical de projeção (π’) é mantido e (π1) é o plano horizontal de projeção do novo sistema. Agora.6-Mudança de Plano Horizontal A visão espacial mostrada na figura 72-a é bem semelhante e valem aqui as mesmas observações. 168 .3. cuja linha de terra (π1π’).

basta transferir os respectivos afastamentos do sistema original para o novo. Como o plano vertical de projeção é o mesmo para os dois sistemas. ou seja: y (A) = y (A1) y (B) = y (B1) y (C) = y (C1) 169 . por A’1. teremos: A’ ≡ A’1. Como numa mudança de plano de plano horizontal os afastamentos no novo sistema são iguais aos do sistema primitivo. paralela à A’B’C’. B’ ≡ B’ 1 e C’ ≡ C’1 Então.Inicialmente. traçamos a linha de terra do novo sistema. B’1 e C’1 traçamos novas linhas de chamada perpendiculares à nova linha de terra.

4 – VG de Figuras em Planos Verticais 5.4.C' ≡ C'1 C1 A' ≡ A'1 A1 B' ≡ B'1 B1 A B C Figura 72-b 5.Rotação em Torno de Eixo Vertical A figura 73-a mostra a épura de um triângulo (ABC) pertencente a um plano vertical (α). 170 . usado como eixo de rotação e a VG do triângulo. as projeções do eixo de topo (e).1.

171 . vistos em 5. mostrada na figura 73-b.3. os procedimentos geométricos foram absolutamente semelhantes aos utilizados para figuras no plano de perfil.(απ') e' (e) C'1 (C) (π') B' (α) B (B) A’ (A) α0 A≡e O0 O0 C B (απ) (π) Figura 73-a Para obtenção da épura correspondente.3.

απ' C'1 e' C' B'1 B' A’≡A’1 O0 α0 A ≡ A1 ≡ e B1 (απ) C1 C B απ Figura 73-b 172 .

Rebatimento em Torno do Traço Vertical A figura 74-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC) pertencente a um plano vertical (α) e um eixo (e). em torno qual a figura vai girar até pertencer ao plano (π’).4.5.2. coincidente com o traço vertical do plano. (απ’) ≡ (e) ≡ e’ C' (C) (π’) B' (α) B'1 (B) A’ (A) α0 ≡ e A O0 O0 B1 C B (απ) (π) Figura 74-a 173 .

a superfície de (α) coincidirá com a de (π’). os afastamentos ficarão nulos e as cotas não serão alteraradas. determinando A’1. se farão em torno de α0 gerando arcos de círculo que. Após a rotação. Por A’. perpendiculares à linha de terra. (B) e (C).A figura 74-b mostra a épura correspondente. Como o eixo é (απ’). traçamos novas linhas de chamadas por A1. B e C. as rotações de A. B’ e C’ traçamos paralelas à linha de terra até encontrar as linhas de terra. 174 . Assim. B’1 e C’1. ao cortar a linha de terra determinarão a nova posição de (απ) coincidente com a linha de terra sobre a qual estarão A1. B1 e C1. respectivas projeções horizontais dos pontos (A). B1 e C1. O triângulo (A’1B’1 C’1) é a VG do triângulo (ABC).

obviamente. Como vamos fazer uma mudança de plano vertical. paralelo a (ABC) e.απ’≡e’ C'1 C' B'1 B' A’1 O0 A’ α0 ≡ e B1 C1 A1 A (απ) C B απ Figura 74-b 5. que não se 175 . perpendicular a (π) e a (π’).Mudança de Plano Vertical. A figura 75-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC) pertencente a um plano vertical (α) e um plano vertical de projeções (π’1).4. o novo sistema de projeções será constituído pelo plano horizontal (π).3.

que: A distância entre o plano da figura e o novo plano de projeção é inteiramente arbitrária. vale lembrar. Neste caso. plano vertical desse novo sistema. e (π’1). também. podendo inclusive ser nula. ou seja. 176 . cuja linha e terra é (ππ’1). podem ser coincidentes.altera.

Inicialmente. traçamos a linha de terra do novo sistema. teremos: 177 . Como o plano horizontal de projeção é o mesmo para os dois sistemas. paralela à ABC.(απ') A' (π') (A) (π’1) C' (C) (α) B' O0 C A B (π) (απ) (ππ’1) (B) (ππ’) Figura 75-a A figura 75-b mostra a épura correspondente.

por A1. Como numa mudança de plano de plano vertical as cotas no novo sistema são iguais as do sistema primitivo. B ≡ B 1 e C ≡ C 1 Então.A ≡ A 1. ou seja: z (A) = z (A1) z (B) = z (B1) z (C) = z (C1) 178 . basta transferir as respectivas cotas do sistema original para o novo. B1 e C1 traçamos novas linhas de chamada perpendiculares à nova linha de terra.

A' C' B' O0 C ≡ C1 A ≡ A1 C'1 B ≡ B1 A'1 B'1 Figura 75-b 179 .

Rotação em Torno de Eixo de Topo A figura 76-a mostra a representação espacial de um triângulo (ABC) pertencente a um plano de topo (α).1.5.5 – VG de Figuras em Planos de Topo 5.5. (απ') A' (π') (A) B' (α) C’≡ e’ α0 C O0 (C) (B) A (ππ') B (e) (απ) e (π) Figura 76-a 180 . as projeções do eixo de topo (e). usado como eixo de rotação.

os procedimentos geométricos foram absolutamente semelhantes aos utilizados para figuras no plano de perfil.Para construir a épura correspondente.2 A' B' A'1 O0 B'1 C' ≡ C'1 ≡ e’ C ≡ C1 A1 A B1 e Figura 76-b B 181 . mostrada na figura 76-b. vistos em 5.3.

5. coincidente com o traço horizontal do plano.Rebatimento em Torno do Traço Horizontal A figura77-a mostra a visão espacial de um triângulo (ABC) pertencente a um plano de topo (α) e um eixo (e).5.2. (απ') (π') A' (A) B' (α) C’ (C) α0 ≡ e C O0 (B) A B (απ) ≡ (e) (π) Figura 77-a 182 . em torno qual a figura vai girar até pertencer ao plano (π).

O triângulo A1B1 C1 é a VG do triângulo (ABC). (B) e (C) se farão. em torno de α0 gerando arcos de círculo que. 183 . as cotas ficarão nulas e os afastamentos não serão alterarados. Por A. B’1 e C’1. B1 e C 1. Assim. B’1 e C’1. também. B’ e C’. perpendiculares à linha de terra. Após a rotação.A figura 77-b mostra a épura correspondente. Como o eixo é (απ). traçamos novas linhas de chamadas por A’1. as rotações de A’. determinando A 1. B e C traçamos paralelas à linha de terra até encontrar as linhas de terra. ao cortar a linha de terra determinarão a nova posição de (απ’) coincidente com a linha de terra sobre a qual estarão A’1. respectivas projeções verticais dos pontos (A). a superfície de (α) coincidirá com a de (π).

Agora. cuja linha de terra é (π1π’).Mudança de Plano Horizontal A visão espacial mostrada na figura 78-a mostra um triângulo (ABC) pertencente a um plano de topo (α).5.απ' A' B' O0 A'1 C B'1 C'1 α0 C' C1 C A1 A B1 B απ ≡ e Figura 77-b 5. o plano vertical de projeção (π’) é mantido e (π1) é o plano horizontal de projeção do novo sistema. 184 .3.

teremos: 185 . traçamos a linha de terra do novo sistema. Inicialmente. Como o plano vertical de projeção é o mesmo para os dois sistemas. paralela à A’B’C’.(απ') A' (π') (π1) (A) B' (α) C’ (C) α0 ≡ e C O0 (B) A B (π1π’) (απ) (π) Figura 78-a A figura 78-b mostra a épura correspondente.

B’1 e C’1 traçamos novas linhas de chamada perpendiculares à nova linha de terra.A’ ≡ A’1. B’ ≡ B’ 1 e C’ ≡ C’1 Então. por A’1. basta transferir os respectivos afastamentos do sistema original para o novo. ou seja: y (A) = y (A1) y (B) = y (B1) y (C) = y (C1) 186 . Como numa mudança de plano de plano horizontal os afastamentos no novo sistema são iguais aos do sistema primitivo.

VG de Figuras em Planos Oblíquos à Linha de Terra Face à peculiaridade de serem perpendiculares a um dos (ou aos dois) planos de projeção.A1 B1 A' ≡ A'1 C1 B'≡ B'1 O0 α0 C' ≡ C'1 C A B απ Figura 78-b 5. frontais (ou de frente). pelo menos. os planos horizontais (ou de nível). verticais e de topo são classificados como planos projetantes porque concentram em. num de seus traços (ou nos dois). a verdadeira grandeza de quaisquer 187 . de perfil.6. Por este motivo. as projeções de todas as figuras que lhes pertençam.

Assim sendo. A rotação da figura. a linha de terra é dispensada. Assim. equipamentos e elementos construtivos são identificadas por suas dimensões e não por coordenadas descritivas. a determinação das suas reais dimensões (VG) será limitada à mudanças de planos de projeção. No caso de mudança de plano de projeção. Outra possibilidade é fazer duas mudanças de plano de projeção sucessivas. sua construção como elemento geométrico auxiliar é simples e facilita a obtenção das VG das figuras. nesse novo sistema. sem conhecer os traços do plano. Uma segunda mudança de plano resolverá o problema. as rotações em torno de eixos perpendiculares a um deles não pode ser feita. deverá ser feita em torno de um eixo paralelo a um dos planos de projeção. Como foi dito acima. No caso de rebatimentos. através de um novo plano de projeção perpendicular ao plano da figura.destas figuras. o ponto comum dos traços estiver nos limites da épura. que 188 . Quando uma figura pertence a um plano oblíquo aos dois planos de projeção. máquinas. Nas vistas ortográficas utilizadas no Desenho Técnico. portanto. na segunda mudança. O método dos rebatimentos e o das mudanças de plano de projeção exigem a existência de linha de terra. o método dos rebatimentos poderá ser utilizado. muitas linhas de construção. de qualquer um deles. Se a primeira mudança for de plano horizontal de projeção. a aplicação do método é impossível. sendo a primeira. neste caso. pode ser obtida imediatamente através de rotações. até que o plano que contém a figura fique paralelo ao plano de projeção escolhido. a figura pertencerá a um plano que será tratado como vertical ou de topo. rebatimentos ou mudanças de planos de projeção. embora envolva várias operações geométricas e. no caso do plano qualquer. Logo. Se os traços do plano que contém a figura forem facilmente determináveis. as figuras que representam os elementos de peças. o plano da figura será tratado como um plano vertical. no caso de figuras contidas em planos oblíquos aos planos de projeção. nestes casos são necessárias duas mudanças de plano.

o plano da figura será tratado como um plano de topo e a VG da figura também será obtida por procedimentos já estudados.Figura Pertencente a Plano Paralelo à Linha de Terra A figura 80-a mostra a vista em perspectiva de um triângulo (ABC) pertencente a um plano (α) paralelo à linha de terra. neste novo sistema.6. plano vertical do segundo sistema que nos dará a VG do triângulo (ABC). 189 . fazemos o plano (α) coincidir com (π’2). Observa-se que. que será o plano horizontal de projeções de um novo sistema.1. o plano (α) passa a ser um plano vertical. perpendicular a (α) e a (π’). pois fica perpendicular a (π1). bem como um plano (π1).possibilitará obter a VG da figura conforme procedimentos já estudados. 5. Se a primeira mudança for de plano vertical. na segunda mudança. Na segunda mudança.

(π1π’) (π1π'2) απ' A'1 (π') A' (A) B'1 (απ') B' (B) C' A (C) O0 (π1) ππ’ O0 C'1 (P1) (ππ’) B C απ (π) (απ) Figura 80-a 190 .

191 .

Projeta-se (A1. B1 e C1 serão obrigatoriamente colineares. desta vez coincidente com a reta suporte de A1. agora. Este plano será o plano vertical deste segundo sistema.B1 C1) neste segundo sistema. B1 C1 é mantida e teremos: A1≡ A2 II) IV) V) VI) 192 . A projeção horizontal A1. a partir da nova linha de terra. (B) e (C) para o novo sistema. um novo plano de projeção. A1. Cria-se. Este novo plano horizontal será chamado (π1) e a nova linha de terra. em que a linha de reta é a reta suporte construída. A VG do triângulo (ABC) é o triângulo A’1B’1C’1 e foi obtido segundo os seguintes procedimentos: I) Cria-se um plano perpendicular a (α). no sistema de projeções original. (π1π’). A projeção vertical. Este plano. A’B’C’ é mantida e teremos: A’≡ A’1 B’≡ B’1 C’≡ C’1 III) A projeção horizontal é obtida transferindo-se os afastamentos de (A). B1 e C1. obtendo os pontos A 1. é caracterizado como um plano de perfil e será o plano horizontal de um novo sistema em que (π’) será mantido como plano vertical. Projeta-se (ABC) no novo sistema. Como neste sistema (ABC) ficou perpendicular a (π1).A épura correspondente é mostrada na figura 80-b. B1 e C1.

obtendo-se os pontos A’2.2. B’2 e C’2 O triângulo A’2 B’2 C’2 é a VG do triângulo (ABC).B1≡ B2 C1≡ B2 VII) A projeção vertical é obtida transferindo-se as cotas de (A1. B1 C1) para este segundo sistema.Figuras em Planos Oblíquos à Linha de Terra A B C 193 . B'2 απ' π1 π'2 π1π’ A'2 A'≡A'1 (π1) B'≡B'1 A1≡A2 B1≡ B2 C'≡C'1 O0 C'2 ππ’ C1≡C2 P' P1 A B P1) C απ P Figura 80-b 1 1 1 5.6.

194 . bem como um plano (π’1).A figura 81-a mostra a vista em perspectiva de um triângulo (ABC) pertencente a um plano qualquer (α) oblíquo a (π) e a (π’). fazemos o plano (α) coincidir com (π2). neste novo sistema. plano horizontal do segundo sistema que nos dará a VG do triângulo (ABC). que será o plano vertical de projeção de um novo sistema. o plano (α) passa a ser um plano de topo. perpendicular a (α) e a (π). pois fica perpendicular a (π’1). Observa-se que. Na segunda mudança.

(π'1π2) (απ') (α) (π') A' (A) (π'1) A'1 O B' C' (C) C (α0) (ππ'1) (B) A B O0 B'1 C'1 (απ) (ππ') (π) Figura 81-a A épura correspondente é mostrada na figura 81-b. A VG do triângulo (ABC) é o triângulo A1B1C1 e foi obtido segundo os seguintes procedimentos: 195 .

B1 C1) neste segundo sistema. (B) e (C) para o novo sistema. em que a linha de reta é a reta suporte construída. B’1 e C’1. desta vez coincidente com a reta suporte de A’1. Se vamos fixar as projeções horizontais do sistema original. Sua interseção com (π) será perpendicular às retas horizontais de (α) – inclusive (απ) – e representada por (ππ’1). B’1 e C’1 serão obrigatoriamente colineares. um novo plano de projeção. B’1 C’1 é mantida e teremos: A’1≡ A’2 B’1≡ B’2 C’1≡ B’2 IV) V) VI) 196 . Projeta-se (ABC) no novo sistema. A projeção vertical A’1. A’1. obtendo os pontos A’1. plano vertical do novo sistema. Como neste sistema (ABC) ficou perpendicular a (π’1).I) Cria-se um novo plano de projeção perpendicular a (α). ABC é mantida e teremos: A≡ A1 B≡ B1 C≡ C1 II) III) As projeções verticais são obtidas transferindo-se as cotas de (A). Este plano será o plano horizontal deste segundo sistema. este novo plano será (π’1). A projeção horizontal. Projeta-se (A1. linha de terra. Cria-se. desse novo sistema. a partir da nova linha de terra. B’1 e C’1. agora.

obtendo-se os pontos A2. B1 C1) para este segundo sistema.VII) A projeção vertical é obtida transferindo-se os afastamentos de (A1. B2 e C2 O triângulo A2 B2 C2 é a VG do triângulo (ABC). απ' A' C' O0 B' A≡A1 B≡B1 C≡C1 B'1≡B'2 C'1≡C'2 απ A2 C2 A'1≡A'2 B2 Figura 82-a 197 .

1) ESPAÇOS PROJETIVOS NO DESENHO TÉCNICO Vimos que. uma figura objetiva pode ser definida pelas dimensões dos elementos geométricas que a constituem. as coordenadas descritivas de seus pontos não serão necessárias. Não havendo necessidade de abcissas. que ao se transladar uma figura no espaço. suas projeções horizontal e vertical.0) DA GEOMETRIA DESCRITIVA AO DESENHO TÉCNICO 6. Isto significa dizer que: As projeções horizontal e vertical de uma figura podem ser construídas conhecendo-se apenas as dimensões dos seus elementos geométricos essenciais. 6. Logo.6. também. mantidas constantes as coordenadas descritivas dos pontos de uma figura objetiva. Por outro lado. uma figura do espaço poderá sempre ser “transportada” para o 1º diedro onde a visualização de suas projeções é mais simples de ser entendida. não há necessidade.2) Projeto de Engenharia 198 . basta que a figura objetiva (ou objeto) seja convenientemente posicionada em relação aos planos de projeção de tal sorte que suas dimensões sejam claramente identificadas através de suas projeções. Este é o princípio que rege as chamadas vistas ortográficas utilizadas no Desenho Técnico. onde a projeção vertical é chamada vista frontal e a projeção horizontal. também. as respectivas projeções também não se alteram. vista superior. mantendo-se fixos os afastamentos ou as cotas de todos os seus pontos. da linha de terra. Se a supomos no 1º diedro. afastamentos e cotas. Pode-se observar. Para tanto. permanecem respectivamente congruentes independentemente do diedro em que estejam situadas.

um veículo. linguagem gráfica utilizada nos projetos de engenharia em geral. Um Projeto de Engenharia compreende. memórias de cálculo. as coordenadas descritivas que o posicionam no espaço. Na Geometria Descritiva. especificações técnicas de materiais e serviços e. na medida do possível. Ora. de um modo geral. nestes e em quaisquer outros casos. as medidas de um objeto. equipamentos. obedecendo a critérios e normas específicas. instrumentos. desenhos de projeto. uma peça de máquina. Ou seja. simplesmente chamados projetos. tais projeções devem. o bem estar e a qualidade de vida da população para a qual é direcionado. constituem o Desenho Técnico.Entende-se como Projeto de Engenharia o conjunto de documentos técnicos que possibilitam implantar edificações. sempre. fábricas em geral. são absolutamente os mesmos. hidráulicas e sanitárias. definem suas dimensões. na verdade. 199 . a representação gráfica das projeções ortogonais daquilo que se quer construir. a Geometria Descritiva é a base em que se fundamenta o Desenho Técnico. pontes. na verdade. usinas hidrelétricas. mostrar sua verdadeira grandeza. orçamento de investimento. nucleares e termoelétricas. No Desenho Técnico. em última análise. indústrias de transformação. Os desenhos de projeto. uma obra de arte. estudo de viabilidade técnica e econômica. se um desenho de projeto é. projeto básico. barragens. sempre na busca de novas tecnologias sustentáveis e economicamente viáveis que visem. planejamento executivo. Os princípios geométricos já vistos anteriormente. as coordenadas descritivas são substituídas pela cotagem dos elementos geométricos que caracterizam o objeto. túneis e viadutos. As representações gráficas em Desenho Técnico usam projeções ortográficas que. instalações prediais elétricas. um simples sólido geométrico ou outros de qualquer natureza. um elemento construtivo. são as projeções ortogonais daquilo que se quer construir. fundamentalmente. redes de transmissão e distribuição de energia elétrica.. adutoras. seja ele uma edificação. sistemas de informação. são representações gráficas que. sobretudo. estradas e ferrovias. máquinas.

Este é um caso simples. esta planta tenha que ser mostrada numa folha tamanho A4 (210 mm x 297 mm). Deixando uma folga de cerca de 75 mm para cada lado da menor dimensão da folha.3 – Escalas e Escalímetros Na Geometria Descritiva. Suponhamos então uma casa que vai ocupar um espaço de 8 m de largura por 15 m de comprimento. portanto.no Brasil. econômica ou legal. larguras.. correspondentes a 30. cada milímetro do segmento representa 200 mm de divisa. 200 . costuma-se usar o centímetro ou o milímetro como unidade de grandeza das coordenadas descritivas. Este fator é o que chamamos escala. recorremos ao uso das escalas. Dividindo 30. nada mais é do que a indicação das diversas dimensões – distâncias. mas típico. 6. etc) ou outras. Se.A cotagem. sobram 147 mm – podemos arredondar para 150 mm – para traçar a divisa lateral do terreno que mede 30 m. À maior dimensão corresponderá a maior dimensão da folha. desenho este que é chamado planta de situação. gráficas ou numéricas. A3. Isto quer dizer que a precisamos representar um comprimento de 30. A4. Para reproduzi-los graficamente aos limites das dimensões padronizadas (tamanhos A0.000 mm num segmento de apenas 150 mm. precisamos escolher a escala adequada. é usado o sistema métrico para dimensionar o objeto de um projeto de engenharia ou arquitetura. ou seja. num terreno que mede 12 m x 30 m. de redução.000 mm. por alguma razão técnica. A escala de um desenho de projeto é a relação matemática entre as dimensões que “cabem” no desenho e as dimensões reais do objeto que será representado. alturas e raios – que possibilitam construir o objeto. encontramos 200. onde estará localizado a casa. No Desenho Técnico.000 por 150. por acaso. O que fizemos foi adotar um fator de redução de 1/200. neste caso. A2. A1. comprimentos. em que precisamos usar uma escala de redução para representar esta área ocupada num desenho que mostre o tamanho do terreno.

permitirá executar todo o desenho na escala 1/50 de modo direto. criar uma régua. as testadas do terreno medirão: 12 m = 12000 mm / 200 = 120 mm As fachadas frontal.Esta escala de redução será aplicada às demais dimensões a serem representadas. No total. 1/500. 1/100. cada uma correspondendo a 10 mm (ou 1 cm) da dimensão real. 201 . então. pois trata-se de uma régua de seção triangular em que cada face mostra escalas diversas já devidamente graduadas que nos permite trabalhar diretamente com a escala escolhida.1/50. Como vimos. Se vamos trabalhar. são 6 escalas.000 mm / 200 = 40 mm Fachadas Laterais: 15 m = 15. deveremos indicar. Podemos. Assim sendo. na escala 1/200. com uma escala 1/50. sem necessidade de operações aritméticas adicionais.5 cm) da dimensão real. duas por face. etc. cada milímetro representado equivalerá a 50 mm (ou 0. que é a unidade padrão de medida das dimensões reais do que se quer representar. O uso do escalímetro facilita este trabalho. assim distribuídas: 1/20 e 1/25.000 mm / 200 =75 mm Para “amarrar” a casa ao terreno. Dependendo das dimensões do que ser quer representar graficamente e das limitações da folha de desenho. 1/50 e 1/75 e 1/100 e 1/125. Esta régua. graduada desta forma. Assim. a distância da fachada frontal à testada de frente do terreno e a distância de uma das fachadas laterais à divisa correspondente. cada milímetro representado equivale a 200 mm (ou 2 m) da dimensão real. Ou ainda: cada 2 cm equivalem a 1 m. por exemplo. poderemos ter escalas de redução tipo 1/20. dividido em 10 partes iguais. laterais e de fundos da casa serão representadas da seguinte forma: Fachadas Frontal e de Fundos: 8 m = 8. a escala a ser utilizada poderá variar conforme a necessidade. usando o mesmo artifício. pelo menos. graduada em que cada metro da dimensão real corresponderá a um espaço de 20 mm de comprimento. no desenho.

são usadas escalas de aumento cujos princípios são os mesmo já vistos. Se a representação gráfica for construída com as mesmas dimensões do objeto real.Se a representação gráfica exigir ser maior que as reais dimensões do objeto real. apenas contrários. então estaremos usando uma escala natural. Os mecanismos de relógios são representados em escalas de aumento. 202 .

2ª ed. Masson et Cie. Leighton . Alcyr Pinheiro . 1957. 14ª ed. Paris.  Bustamante. Ao Livro Técnico.  Di Pietro. 203 . A. F. Moscou.. Inc.  Rabello. Ao Livro Técnico... Libreria y Editorial Alsina.  Roubaudi. Nova York. Léa Santos . Álvaro José .Geometria Descriptiva.) .ime.II e II. Editorial Mir. 1971. A.uerj. 1957...ime. Virgilio Athayde . 2ª ed.  Rabello. 2ª ed. McGraw Hill Book Company. Rio de Janeiro. Paulo Sérgio Brunner – Geometria Descritiva Básica.BIBLIOGRAFIA  Rodrigues.Briguiet & Cia. 2ª ed.uerj. 1961. 1955.  Javary.. Tese de concurso para Professor Titular da Escola de Belas Artes da UFRJ. Delagrave. Moscou... Ao Livro Técnico.br. 3ª Ed. Paris. 1980.  Pinheiro. Higer School PublishingHouse.Curso de Geometria Descriptiva. 1968. 1960  Rangel.  Rodrigues.Dicionário de Matemática. Buenos Aires. Rio de Janeiro. C.Elementos de Geometria Descritiva.Descriptive Geometry. .I. B. 2008.br. Edição do Autor – www. Rio de Janeiro. 2ª ed.T. 1948.Technical Descriptive Geometry.. Rio de Janeiro. Edição do Autor – www. Paulo Ségio Brunner – Geometria Descritiva Aplicada aos Sólidos Geométricos. 2009  Chaput. Rio de Janeiro. 1ª e 2ª parte.I..  Gordon. Donato . Librairie Ch. 1981..Traité de Géométrie Descriptive.Traité de Géométrie Descriptive. Rio de Janeiro. 5ª ed. .C..  Chahly. Vol. 7ª ed.Noções de Geometria Descritiva. Frère Ignace (F. Oguiyevski .Transformações Projetivas / Sistemas Projetivos.Geometria Descritiva / Operações Fundamentais e Poliedros. Álvaro José – Geometria Descritiva/Projetividades e Superfícies. 1901.  Wellman. 9ª ed. texto datilografado pelo próprio autor.

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