PROJETO 6

Leitura e Produção de Texto
Carlos Alberto Ferreira Brandão

PROJETO 6

Leitura e Produção de Texto
Carlos Alberto Ferreira Brandão

Presidência da República Federativa do Brasil Ministério da Educação Secretaria de Educação a Distância

Ministro da Educação Fernando Haddad Presidente Geral da CAPES Jorge Almeida Guimarães Diretor de Educação a Distância da CAPES João Carlos Teatini de Souza Clímaco Governador do Estado de Minas Gerais Antônio Augusto Junho Anastasia Vice-Governador do Estado de Minas Gerais Alberto Pinto Coelho Júnior Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Nárcio Rodrigues Reitor da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes João dos Reis Canela Vice-Reitora da Unimontes Maria Ivete Soares de Almeida Pró-Reitora de Ensino Anete Marília Pereira Diretor do Centro de Educação a Distância Jânio Marques Dias Coordenador Administrativo Fernando Guilherme Veloso Queiroz Coordenadora de Projetos CEAD Unimontes Maria Ângela Lopes Dumont de Macedo Coordenadora Pedagógica Zilmar Santos Cardoso

Coordenadora TICs Unimontes Patrícia Takaki Nves Curso Básico de Português e Interpretação de Texto TICs/Unimontes Elaboração Carlos Alberto Ferreira Brandão Projeto Gráfico Design Editorial CEAD/Unimontes Supervisão Wendell Brito Mineiro Diagramação Andréia Santos Dias Clésio Robert Almeida Caldeira Hugo Daniel Duarte Silva Marcos Aurélio de Almeida e Maia Sanzio Mendonça Henriques Tatiane Fernandes Pinheiro Vinícius Antônio Alencar Batista Designer Instrucional Emília Murta Moraes Revisão Arlete Ribeiro Nepomuceno Aurinete Barbosa Tiago Carla Roselma Athayde Moraes Luci Kikuchi Veloso Ubiratan da Silva Meireles

Apresentação
Mensagem Inicial
Prezado(a) Acadêmico(a), É com muita satisfação que apresentamos a você o nosso material didático do curso de nivelamento de que participará! Estamos todos orgulhosos por você ter confiado em nosso projeto e, mais ainda, por ter tido a iniciativa de buscar, de forma autônoma e comprometida, não só o seu aprendizado, como também a sua própria capacitação. Participar de um curso a distância requer mais do que simplesmente realizar as atividades solicitadas pelos professores e tutores. É preciso uma postura que estabeleça um diálogo entre tecnologia e aprendizagem, pois estão em jogo novas habilidades e competências que estes cursos podem lhe proporcionar. Nessa medida, estamos preparando para você diversos cursos que visam a repassar conteúdos, em geral próprios do ensino médio, muito importantes para o seu sucesso acadêmico e profissional, independentemente de sua área de conhecimento. O projeto conta com uma equipe de professores que acompanharão todos os cursos de nivelamento que podem ser acessados sempre que necessário. Então, não hesite em fazer suas críticas, sugestões e comentários em geral! Saiba que a sua opinião é muito importante para nós, pois visamos a uma melhoria contínua. Além de contribuir com o seu aprendizado, esperamos que você reconheça nas Tecnologias de Informação e Comunicação (doravante, TIC) as possibilidades de “aprender a aprender” e que esta experiência seja a primeira de muitas outras em que você estará aliando tecnologia e construção do conhecimento! Aproveite! Coordenação Geral da Proposta Institucional: “Uso e Disseminação das TIC no Ensino Superior Presencial da Unimontes” e Colaboradores do Projeto 6

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ou seja. pois o projeto “Oferecimento de Cursos de Nivelamento para os Cursos de Graduação Presenciais da Unimontes” pretende oferecer cursos de nivelamento de forma irrestrita a toda a comunidade acadêmica.Apresentação da Proposta Institucional O crescente uso das TIC na educação tem favorecido sobremaneira o acesso à educação a milhares de pessoas ao redor do mundo. tem conquistado cada vez mais docentes da educação presencial de todas as áreas. Artes Teatro. terão a oportunidade de elaborarem materiais didáticos de qualidade e de usufruírem da prerrogativa de oferecer até 20% de suas cargas horárias na modalidade a distância . A efetividade de seus propósitos e a diversidade de suas soluções têm contribuído com a credibilidade e o reconhecimento destes recursos por toda a comunidade acadêmica. característico dessa modalidade de educação. Um dos projetos. a educação presencial tem se apropriado das TIC em constante evolução. Por conseguinte. intitulado “Inserção das TIC como recurso didático nos cursos de graduação da Unimontes: Artes Visuais. desenvolvem a competência destes futuros profissionais de conceber ações pragmáticas em direção ao bem-estar social. Geografia. Estas disciplinas. uma vez que o crescente grau de inovação. Matemática. Tal demanda se faz necessária tendo em vista as formações por vezes heterogêneas dos alunos recém-chegados do 5 . Odontologia e Sistemas de Informação”. Além desses sete cursos de graduação presenciais. consiste na definição de que até oito disciplinas de cada um dos sete cursos de graduação diretamente envolvidos para serem contempladas pelas atividades e pelos recursos deste projeto. Essa Proposta Institucional da Unimontes. para que de fato seja promovido o “Uso e Disseminação das TIC no Ensino Superior Presencial da Unimontes”. além de inovadora e desafiadora. Artes Música. Os sete projetos que integram essa Proposta se com- plementam e se inter-relacionam para que o objetivo do Edital 15 CAPES/DED/2010 seja cumprido. Ações dessa natureza desenvolvem nos acadêmicos a habilidade de manusear os recursos tecnológicos existentes em favor de sua formação e atualização. serão atendidos os acadêmicos de todos os demais cursos superiores da Unimontes de todos os campi. Nessa medida. almeja formar novas gerações comprometidas com o aperfeiçoamento e a sistematização do uso de novas TIC no ensino superior do país. Esse fato é especialmente constatado no contexto da UAB/Unimontes. e seus docentes. Isso será possível.

6 . os cursos de nivelamento abordarão conteúdos do ensino médio. além de favorecer a institucionalização de atitudes pragmáticas por todos aqueles que podem contribuir para uma sociedade ainda mais justa. Essa iniciativa é de grande importância para o sucesso dos estudantes nas disciplinas ao longo de sua vida acadêmica e profissional. O impacto e os resultados esperados dessas ações são determinantes para a criação de uma cultura acadêmica de autonomia sobre o autoaprendizado. de certa forma. bem como no desenvolvimento de habilidades e competências deles. como já vimos. Matemática. desenvolvida e tecnológica. é. discentes e tutores. embora inédita na graduação presencial da Unimontes. de forma irrestrita . Nesse contexto. na busca pela construção do conhecimento. As áreas prioritárias são: Língua Portuguesa. O projeto 6 conta com uma equipe própria de professores que irão acompanharão toda a dinâmica prevista para o oferecimento dos cursos. Nesse projeto. Os professores e tutores envolvidos na produção dos materiais e na execução desses cursos a distância serão todos capacitados metodológica e tecnologicamente. embora a abordagem própria do ensino superior esteja presente nos materiais didáticos. Profa. A avaliação de todo o processo. todos os alunos também serão devidamente capacitados para utilizar ambiente virtual de aprendizagem da Unimontes/Virtualmontes e demais TIC disponíveis. serão contemplados acadêmicos de todos os cursos superiores presenciais da Unimontes.ensino médio. Vale ressaltar que novas áreas também poderão ser atendidas conforme as pesquisas por novas demandas forem identificando. Patrícia Takaki Neves Coordenação Geral da Proposta Institucional Apresentação do Projeto 6 Você participará de um curso de nivelamento oferecido no âmbito do Projeto 6. intitulado “Oferecimento de Cursos de Nivelamento para os Cursos de Graduação Presenciais da Unimontes”. Esta dinâmica de oferecer cursos de nivelamento. Língua Estrangeira. comum em várias instituições de ensino superior no Brasil e no mundo. em geral. incluindo seus docentes. democrática. incluindo todos os campi. Assim. os conteúdos previstos nestes cursos de nivelamento impactam diretamente na efetividade da aprendizagem de alunos de todas as áreas do conhecimento. Informática e Filosofia. Da mesma forma.

Por fim. ao trabalhar com conteúdos básicos indispensáveis para o seu bom desempenho durante toda a sua trajetória acadêmica. Desse modo. permitirá controlar melhor as ações e conduzir o projeto em direção à consecução de seus objetivos. esperamos que o projeto contribua com a sua aprendizagem.também realizada por estes professores. alinhado com a Proposta Institucional. Coordenação Geral da Proposta Institucional e Colaboradores do Projeto 6 7 . o projeto de oferecimento de cursos de nivelamento. criando oportunidades para que a comunidade acadêmica esteja inserida no contexto das TIC na educação. está fazendo a sua parte para melhorar ainda mais a qualidade da educação superior oferecida pela Unimontes.

Mídias integradas: possibilita que os estudantes desenvolvam atividades empregando diferentes mídias: vídeos. filmes. ambiente AVEA e outras. Glossário: indica a definição de um termo. Atenção: indica pontos de maior relevância no texto. palavra ou expressão utilizada no texto. Saiba mais: oferece novas informações que enriquecem o assunto ou “curiosidades” e notícias recentes relacionadas ao tema estudado. Atividades de aprendizagem: apresenta atividades em diferentes níveis de aprendizagem para que o estudante possa realizá-las e conferir o seu domínio do tema estudado. jornais. 8 .Indicação de ícones Os ícones são elementos gráficos utilizados para ampliar as formas de linguagem e facilitar a organização e a leitura hipertextual.

.....................2 Como funciona o cinema 3D .. 19 2...................1 O poema....................................... 34 6..................Definindo Textos Informativos como a Notícia................. 27 4............................................ 13 1.. 33 Aula 6 ............................................ a Entrevista e a Reportagem....... 44 Currículo do professor conteudista ....................1 Identificando o texto narrativo ....1 O poder da argumentação ............................................................................. 13 1......................................................... 28 Aula 5 ......... 30 Resumo ..................2 Apresentação de texto argumentativo: opinião..........................................................2 Acompanhando o desenvolvimento do gênero textual ......... 38 7.......Apresentação de Textos para Leitura .......................................23 3............................................... 19 2....... 16 1.............. 11 Aula 1 .....................................Produção de Textos: O Texto Argumentativo Oral e Escrito .....1 A opinião nos textos ............. 41 Aula 8 ..........................................................O Processo Narrativo ........................................2 Narrativas que nos orientam ............ 27 4.... 17 Resumo .................... 22 Aula 3 ................................................ 40 Resumo .............................................. 25 Aula 4 ........................ 36 Resumo ........... 45 9 ........................................................ 30 5......................Produção de Textos: O Texto Argumentativo Escrito: a Opinião Sobre o Tema...................................1 Conjugar o verbo haver ................Leitura de Textos Informativos .......... 34 6...............3 Memória em backup...........3 Denotação e Conotação............................................................... 18 Aula 2 .................................................................Sumário Palavra do professor conteudista ...................... 37 Aula 7 ....................... 38 7... a Entrevista e a Reportagem: definição de gêneros ..................Leitura e Análise de Textos Narrativos e Ficcionais – O Poema ............................................................. 42 Resumo ..............................................................................................2 O texto ficcional ....................................................................... 10 Projeto instrucional..................................................... 42 8..... 43 Referências ................. 23 3.............................................................................................2 Técnicas para coordenação de debate .....1 O dia que almocei com Marilyn............................................Leitura e Análise de Textos Narrativos e Ficcionais ...................1 A Notícia.............. 21 Resumo ..........1 O conhecimento de mundo na leitura ......................................... 20 2.......................................

Os estudos são voltados para a assimilação dos níveis de linguagem coloquial e culto em comunicação. Dessa forma. fáceis e associados ao cotidiano tendem a facilitar a compreensão e a assimilação de construções textuais. a descrição. preparando-se para as exigências do mercado de trabalho em seus níveis de linguagem. bem como as produções e a interpretações textuais. 10 . a dissertação. O prazer da leitura será despertado com a prática da interpretação de textos segundo as técnicas de aprendizagens de leitura e produção de textos. textos relativamente práticos.Palavra do professor conteudista Prezados acadêmicos. vocês terão como aprimorar a construção de textos e redações. Assim. praticando a narrativa.

Produção de textos orais e escritos. Processos de articulação de ideias. bem como da literatura brasileira e outras. Texto descritivo. Identificar marcas linguísticas e gráficas de conexão textual em um texto argumentativo. tipos de leitura. linguagens e efeitos de sentido. Ementa: Leitura como processo produtivo cultural. Linguagem e interação. Específicos • • • • • • • Identificar marcas explícitas de intertextualidade com outros textos. Despertar o interesse do acadêmico em leitura de textos jornalísticos e ficcionais de modo a se situar no enredo textual de forma livre. dramático. Examinar os níveis interpretativo. analítico. Denotação e conotação. estabelecendo um parâmetro entre teoria e análise através de leituras de textos. compreensivo e crítico presentes na linguagem. Persuadir o aluno à prática de leitura incessante de temas e assuntos do cotidiano. textos e fatores de textualidade.Projeto instrucional Os conteúdos são aportados com base na ementa do curso. Reconhecer e usar mecanismos de coesão verbal em um texto ou sequência de relato. social. narrativo e dissertativo. Departamento de Letras da Unimontes. Recriar textos narrativos em textos de gêneros diversos. disponibilizado pelo PPP do CCH. Tipologia do texto. político. textos científicos. observando influências causadas em nossas cultura e sociedade. discursos. textos literários e não literários. 11 . Estudo comparativo e produção de diferentes tipos de textos: textos poéticos. Objetivos Geral Reconhecer e usar estratégias de enunciação na compreensão e na produção de textos.

pág. nº 8. Textos interativos. ano I. CARGA HORÁRIA 4h 4h Analisar a importância da 3. rede on-line. Textos interativos. Portanto. Textos interativos. CDs. CDs. CDs. Leitura de textos informativos OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM Verificar o nível de coeficiência e atenção aplicada à prática de leitura Analisar a importância da notícia como mensagem comunicativa MATERIAIS Textos interativos. Apresentação de textos para leitura 2. O processo narrativo Analisar a importância do texto e sua forma narrativa 4h 4h 12 . rede on-line. Leitura e análise de textos narrativos e narrativa ficcional em obras da ficcionais literatura brasileira 4. é bom realizar as leituras adequadamente. AULA 1. rede on-line. Para principiarmos a nossa interação com os textos e suas construções é necessário tomar conhecimento acerca de alguns termos específicos direcionados à construção de expressões de modo a enriquecer o vocabulário de vocês para a prática textual que se deve aplicar. rede on-line. CDs. 2006.Ainda complementados com aporte teóricos em Revista Língua Portuguesa.

CDs. 4h Textos interativos. 8. Leitura e análise Analisar a importância da de textos narrativos e narrativa ficcional em poemas ficcionais – o poema modernistas na literatura brasileira. percebendo as diferentes formas de construção textual 6. 4h Analisar a importância do argu. rede on-line. Definindo textos informativos como a Notícia. rede on-line. rede on-line. Produção de texto: o texto argumentativo escrito: a opinião sobre o tema. Produção de texAnalisar a importância da argutos: o texto argumen.mentação em discursos orais e tativo oral e escrito escritos 7. mento como opinião válida para CDs. CDs. a construção de como mensagem Conhecer o diferencial dos gêneros textuais como comunicação Textos interativos. rede on-line.Textos interativos. CDs.5. a Entrevista e a Reportagem Textos interativos. 4h 2h 13 .

Portanto. Mas. falar palavras do vocabulário e fazer uso adequado da língua. assim. p. Aula 1 1. de Ângela Kleiman. também significativas. se tomar como auxílio um texto de Miguel de Cervantes Saavedra. chamadas constituintes da frase”. entendê-los. da mesma forma. sabendo pronunciar português. devido ao conhecimento acerca da história já narrada em outras épocas. unidades discretas. aspectos cognitivos da leitura. em sua narrativa Novelas Exemplares (1983). o conhecimento de mundo. O elemento narrado ou descrito num texto ficcional tende a caracterizar a estrutura facilitada de uma linguagem mais precisa e óbvia de modo a atingir os mais diferentes tipos de leitores. Há de se estabelecer a compreensão de que o conhecimento linguístico é parte integrante do conhecimento prévio. A descrição contida numa narrativa particulariza ou qualifica um objeto. não os compreendemos totalmente e ficamos. Ao depararmos com textos com outra linguagem. possibilitando facilitar sua conclusão. o textual. dando margem à interpretação e compreensão do texto. já compreendemos de cara a sua linguagem facilitada. são agrupadas em unidades ou fatias maiores. o conhecimento adquirido ao longo de sua vida. 18) chama “aquela atividade pela qual as palavras. encontramos mais facilidade para realizarmos sua compreensão. constato que a compreensão de um texto é um processo que se caracteriza pela utilização de conhecimento prévio: o leitor utiliza na leitura o que ele já sabe. é necessário o conhecimento prévio para agilizarmos a tradução ou compreensão do texto a ser analisado. que o leitor consegue construir o sentido do texto. como o conhecimento linguístico. ou trocando em miúdos.Apresentação de Textos para Leitura Objetivos Verificar o nível de coeficiência e atenção aplicada à prática de leitura De posse de um texto como o dos Três Porquinhos. certamente o leitor se sentirá preso à linguagem e não haverá ordem da compreensão. É mediante a interação de diversos níveis de conhecimento. A leitura é o processo interativo para sua compreensão total ou parcial do texto.1 O conhecimento de mundo na leitura Fazendo um aporte no livro Texto e Leitor. sem decifrá-los. Conhecer a linguagem possibilita falar como nativos. o que Kleiman (1997. Assim. não estabelecendo o processamento do texto. O seu enredo nos aponta para uma certificação daquilo que ocorrerá com os animaizinhos. 1997. 14 . distintas.

Ou seja. Tanto o conhecimento linguístico quanto o conhecimento textual formam parte do conhecimento prévio e ambos devem ser utilizados na leitura. expondo seu discurso. O conhecimento parcial acerca das coisas em geral nos permite tomar uma referência desde já para situarmos num plano de interação e conhecimento adiantado sobre as coisas e suas sequências e consequências. se vamos realizar alguma tarefa.] na descrição. imaginando qual seria o motivo ou simplesmente imaginar que faltou água na torneira. Faça.Os textos têm sua classificação segundo o autor e o leitor. então. Desta forma.. como é chamado.. Ao dizer. Podemos passar deste momento para outro adiante. Portanto. o autor tenciona apresentar uma atitude. assimilação.. pois o vidro estava vazio. que temos na memória sobre assuntos. avaliação. O esesquema: conhecimento quema é gerado por uma orgaparcial. eventos típicos de de um fato a ponto de fazer o leinossa cultura. A leitura possibilita isso. Quanto mais conhecimento de mundo o leitor tiver. tentando antecipar uma Glossário conclusão acerca dos fatos. [. nização mental e racional acerca situações. sua prática adequada e consistente de leituras de diversos tipos de textos. mais fácil será sua compreensão. 15 . comprometendo-se em troca a contar algo que valha a pena ser contado. Outros conhecimentos relativos ao texto são importantes para o conhecimento de mundo do leitor. tor criar possíveis respostas.] a narração é o momento do discurso em que o autor pede a palavra por um tempo. Para Kleiman (1997. O autor se propõe a deixar uma margem para interpretação e o leitor se adequa para essa compreensão. 19). é verdade que já percebemos qual a sequência natural da tarefa planejada. [. percebemos que se trata de um vasilhame utilizado para colocar água para beber. Ao que parece. o esquema. estruturado. Visualizando o vidro vazio. Para a melhor compreensão textual deve-se agir de forma que possibilite várias respostas diante de um mesmo ato.. O convite está lançado e aguardo sua participação e desenvolvimento acerca da leitura e compreensão dos textos. importantes para sua compreensão. ele não tomou água. estaremos. imaginamos logo a sua conclusão. percebemos que alguém deixou de enchê-lo por algum motivo. então. uma sensação específica a fim de que o leitor a possa recriar. p. é a capacidade que temos de interagir com as respostas prévias acerca das coisas e objetos e realizações. disposto a escutar o autor para depois aceitar ou rejeitar.

Dessa forma. banners. seu estado e administração local. gênero dramático (tragédia. especificando sua classe ou espécie. Aplique sua compreensão textual num pequeno texto. crônica. uma sensação específica a fim de que o leitor a possa recriar”. gerada num certo tempo e espaço. égloga. farsa). conto. folders. Alguns gêneros se classificavam em: gênero ensaístico (ensaio. avaliação. 2000). fábula). cabendo a ele tomar sua decisão de adquirir ou não o produto di- 16 . novela. Ao passar em frente a algumas lojas comerciais. que ganhou reconhecimento como gênero somente no século XIX.. canção. como num conjunto de regras (SAMUEL.. drama. soneto. [. comprometendo-se em troca a contar algo que valha a pena ser contado. idílio. recebemos textos informativos todos os dias. Diariamente visualizamos as mais variadas informações oriundas dos mais diversos meios de comunicação. O gênero literário textual está presente em nosso meio. Dessa forma. Aliado a isso. é necessária a atenção pela comunicação que se estabelece entre locutor e interlocutor na tentativa de nos conquistar pela linguagem. deparamos com os letreiros que as identificam. máxima.] na descrição. p. você está convidado a utilizar sua imaginação para realizar a produção textual com base nas citações de Kleiman (1997). placas e faixas que se reproduzem aos montes na tentativa de transmitir alguma informação preciosa. O texto referencial ou informativo tende a convencer o leitor da importância de determinado produto ou ação. numa propaganda sobre determinado produto o leitor estará assegurado sobre as características do produto. Sua mensagem é direta e real. memó- rias). 19) “a narração é o momento do discurso em que o autor pede a palavra por um tempo. assumindo o papel da argumentação convincente. como romance.Saiba mais Este texto apresenta as formas descritivas de como proceder para a compreensão textual. Para isso.2 Acompanhando o desenvolvimento do gênero textual Toda obra literária se origina de uma determinada época e uma cultura. para realizar sua narrativa. O estudo dos gêneros literários se enriqueceu. ode. panfletos. 1. apólogo. Até mais! Atividades de aprendizagem Para Kleiman (1997. romance. balada. rondó). Qual o conhecimento de mundo sugerido? Iniciar lendo histórias sobre acontecimentos em sua cidade e região. Assim. auto. também recebemos informações de cartazes. gênero lírico (elegia. Ao leitor cabe aplicar sua interpretação para o discurso estabelecido. comédia. servindo de meios para se chegar à compreensão total da obra. gênero narrativo (epopéia. especificamente para o cliente. oratória. de tema livre. o autor tenciona apresentar uma atitude.

lá! Aproveitem a língua que tem e usem-na à vontade. chamado aqui de denotação. É como percebemos nas propagandas de: sabão em pó. Isso é o significante ou plano de expressão. Em escola. perfumes. então. úteis para o nosso conhecimento. O canal é a linguagem oral estabelecida. Para Fiorin (2003. pois trazem informações ora precisas.vulgado. Percebemos uma palavra e logo a identificamos pelo seu valor. como o significante se desperta no plano de conteúdo: denotação/ significado. É significante. num contexto a polissemia pode fi- 17 . os alunos do curso. para o veículo. ouvimos os sons das letras que formam a palavra. sabonetes de luxo. o canal e o referente. sapatos. para o lar. A mensagem é todo o texto aplicado. cabe agora a vocês praticarem a linguagem para estabelecimento da comunicação. O emissor é o instrutor. receptor ou como interpretamos certo significante. a polissemia. assim. O receptor.” O texto informativo padrão tem como característica a aplicação das funções da linguagem: o emissor. Vamos. 1. Estamos lidando diariamente com os textos informativos. utensílios para o corpo. por trás de si. 173). O conceito de escola é o significado ou o plano de conteúdo. “todo texto tem. Associamos. O código é a língua portuguesa que permite compreender a mensagem. isoladamente. roupas. Vejamos. o código. o receptor. tem sua mensagem divulgada para conhecimento da população. É marcante a relação entre o plaGlossário no de expressão e o plano de conteplano de expressão: conotação/ údo. Pág. a dupla função significante e significado. Portanto. caracterizando. ou denotação e conotação. São fáceis de encontrar e vão ajudá-los na preparação das atividades. Sabemos que uma mesma palavra pode assumir várias funções. um produtor que procura seduzir o seu leitor (ou leitores). por exemplo. Porém. Da mesma forma uma notícia veiculada. que é quando um significante remete a vários significados. a mensagem. como fica essa distribuição numa mensagem proferida pelo instrutor aos alunos do curso: • Leiam os livros indicados para a disciplina Leitura e Produção de Textos.3 Denotação e Conotação A representação de uma palavra passa por sua significação e expressão. usando para tanto vários recursos de natureza lógica e linguística. Percebemos que as características evidentes para um texto informativo são aquelas que indicam sobre a natureza do produto ou da notícia. O referente é o assunto da mensagem. assim.

Portanto. Eis.car neutralizada. 18 . Vamos lá! Animem-se e busquem outras formas de reproduzirem as palavras com significações variadas. A significação e encaixe no texto. funcionando com apenas um único significado. • acompanhar o desenvolvimento do gênero textual. do parágrafo e assim por diante. então. mais adequadas ao conceito de significado e significante. expressão “lavar a égua” tem um sentido denotativo e significa: “dar um banho no animal”. palavras em busca de melhor argumenta Fiorin (2003. ao inserir unidades no contexto da frase. • a identificar e delimitar denotação e conotação para o consciente uso das palavras. você aprendeu: • a estabelecer a importância do conhecimento de mundo na prática da leitura. a palavra perde o seu valor polissêmico. ao Atividades de acrescentar outro conteúdo a essa aprendizagem mesma expressão. 174). do período. Resumo Nesta aula. Saiba mais “A esses valores sobrepostos este texto apresenta as formas essenciais de como construir um ao signo constituem aquilo que bom texto empregando novas denominamos de sentido conotaestratégias através das palavras. como compreender identificando-as como denotativas a significação e os valores das paou conotativas. definido pelo contexto como significado contextual. passa a conotar relacionar frases que se tornam “dar-se bem”. ”lograr êxito”. p. Dicas – Utilizar as conteúdo constitui a conotação”. Inserida no contexto. tivo e esse acréscimo de um novo por seus valores conotativo e denotativo. lavras para sua perfeita utilização na produção textual.

As demais são formas irregulares.Leitura de Textos Informativos Aula 2 Objetivos Analisar a importância da notícia como mensagem comunicativa 2. sem conjugação completa. a identificação do seu sen- 19 . Eufonia: (som agradável). um dos dois verbos da língua terminados em –aver. de fato. etc. vós reouvestes. ele há. A eufonia (som agradável) é imporGlossário tante na preservação de palavras. em vez de Houve muitos elogios à ilustre atriz. cacofônicas. substituindo-o por “ter”. sofre concorrência do verbo “ter”. eles reaveram. tu hás. ocorrer. estranha aos ouvidos atuais: eu houve. que tem conjugação distinta. mas objeto direto. flexionando-o para concordar com aquilo que acham que é seu sujeito. Já no pretérito perfeito do indicativo. nós reouvemos. não seguem o radical hav: eu hei. ele reaveu. do “haver” o relegaram nas conjugações compostas. impessoal e muitas pessoas o usam como pessoal. “Haver”. vós houvestes. Razão pela qual sua conjugação talvez seja menos conhecida. eles reouveram. O outro é “precaver”. Assim. acontecer e tempo. Nessa conjugação. Essas formas “esquisitas”. acontecer. houveram) é a mais usada. a 3ª pessoa (houve. a conjugação é toda irregular e. Cacofonia: (som desagradável). nesse caso. do latim habere. não se considerando derivações. vós haveis. O uso do verbo “haver” com o sentido de existir. Nesse caso. já que sofre. tu houveste.1 Conjugar o verbo haver O verbo “haver”. nesse pretérito. simultaneamente fraco e forte. Irregular no presente do indicativo. A maioria faz algo como: eu reavi. e com ideia de tempo. muitos escrevem Houveram muitos elogios à ilustre atriz. o que o faz ficar sempre na 3ª pessoa do singular. que há três séculos vem tomando-lhe espaço. Com ideia de tempo. ele houve. “Haver” é usado como verbo auxiliar e com o sentido de existir. razão pela qual o verbo não vai para o plural. eles houveram. é irregular. isto é. sem sujeito. atualmente. É também. porque é. impessoal. “haver” se refere ao passado e não pode pluralizar. ele reouve. é seu objeto direto. Já a cacofonia (som desagradável) é fator de exclusão. é seu derivado reaver: eu reouve. é defectivo. Pior do que o “haver”. só a 1ª e a 2ª pessoas do plural mantêm a letra v: nós havemos. tu reouveste. mas que. nós houvemos. eles hão. Como auxiliar. ocorrer. na conjugação. possivelmente seja o que traga a maior complicação. alterações no presente e no pretérito perfeito do indicativo. pouco usada. Muitos elogios aí não é sujeito de haver.

etc. Fazer uso do verbo ria de conseguir um dia!. ele reouve. É essa 3D para assistir a filmes dessa natureza. As duas imagens. Porém. Os óculos são de policarbono e São 1015 metros quadrados. diferença que nos dá capacidade de enxergar distâncias e profundiSaiba mais dade. Elas funcionam como o filtro do projetor: selecionam as ondas de luz que são refletidas pela tela prateada. Haveo verbo. havia partido.tido temporal é fácil: basta substituí-lo pelo verbo “fazer”. ocorrer. reouveste. possível que esse uso do “haver” é que venha mantendo seu status de auxiliar. Assim: Ela partiu há 30 dias! Ou Ela partiu faz 30 dias! Ou ainda: Naquela época já havia 30 dias que ela tinha partido! Ou Naquela época já fazia 30 dias que Saiba mais ela tinha partido! este texto trabalha as formas auxiliares do verbo “haver”. etc. acontecer e tempo. reouvestes.2 Como funciona o cinema 3D O truque do cinema 3D é colocar dois filmes quase iguais para rodar (cada um para um olho). E não utilizar: eu reavi. ele reaveu. que também não se pluraliza com essa acepção. parecidas com aquelas fotossensíveis (acinzentadas). Cada uma só deixa passar um tipo de luz e 2. ao chegarem ao cérebro. É 20 . impessoal e irregular. É o deslocamento produzido a maior tela 3D do mundo fica em entre a imagem do olho esquerdo Sidney. “haver” vem perdendo prestígio como auxiliar. De lá pra cá. 2. zadas. ano I. 2006. nº 8. são reunidas. hei sido.42 e o direito que nos faz ver em 3D. na Austrália e mede 29. Usar sempre “haver”. eles reaveram. A linguagem familiar quase não o usa. Houvera “haver” com o sentido de existir. reouveram. o equivalente a um campo de possuem lentes linearmente polarifutebol soçaite. aprendizagem seja em que tempo for: hei de venidentificar as frases que se tornam mais especiais e substituir cer!. Fonte: Revista Língua Portuguesa. explorado na frase a seguir: Nesta de amá-la um dia! Nesse tipo de fracasa existe alimento para todos. 58. o órgão cria a ilusão de que a cena adequada na tela tem alguma profundidade. pág. Desse jeito. no pretérito. Também é defectivo. Esse efeito só acontece porque Atenção cada olho gera uma imagem em é necessário o uso dos óculos 2D ligeiramente diferente. m de altura e 35. se volitiva não cabe o verbo “ter”. Hoje. há um caso em que o auxiliar “haver” é imbatível: nas formas verbais que Atividades de expressam forte desejo ou vontade.1 A preferência do presente Até o século XVIII.73 m de largura. haverei de conquistá-la!. como seu derivado reaver: reouve. muitos usavam o auxiliar “haver”: hei amado. Sempre manter as palavras em suas formas adotadas para a linguagem atual. reouvemos. poucos o preferem a “ter” e só o usam para dar mais elegância à frase.1. Rio de Janeiro: Segmento. usado como verbo auxiliar e com o sentido de existir.

será possível fazer download do conteúdo do cérebro humano para um computador. 35 mm. Os dois filmes correm pelo mesmo projetor. São Paulo: Globo. 2. 21 . Atividades de aprendizagem procure assistir a filmes e exibições que contenham o sistema 3D. de acordo com as previsões do diretor de futurologia da operadora de telecomunicações British Telecom. Fonte: Revista Galileu. quase dez vezes o tamanho do usado nas produções comuns.atrair para si. usa duas lâmpadas de 15000 watts Mídias integradas (um projetor comum usa lâmpaos estudantes devem consultar das entre 2000 e 4000 watts). aplicada tensão de polarização . 2005. Viajem? Pearson jura que não. não se preocuas informações são importantes para nossa orientação pe. Relacione estima o futurólogo – os computaequipamentos e utensílios dores já poderão sentir emoções. Cada faixa é direcionada a um olho na velocidade de 24 frames por segundo. São Paulo: Globo. Por volta de 2080. São filmes com duas películas de 70 mm cada. A tecnologia permite que o frame fique imóvel quando transmitido. Ele argumenta que é só olhar a velocidade com que a tecnologia está avançando hoje. O projetor 3D pesa mais de uma tonelada. A sites e documentos voltados para luz é tão potente que. que é 35 vezes mais poderoso que o anterior. tecnologia 3D. págs. É o que existe de maior e mais resistente no mercado. 2009. Aliás. polarizadas – diferença de potencial elétrico estabelecida entre dois eletrodos. É utilizados na representação de mídias para exibição de filmes.3 Memória em backup Amnésia não deve ser um problema em 2050. película – filme. projetor – aparelho utilizado para projetar imagens na tela. se o equipadivulgar informações acerca da mento estivesse instalado na Lua. concentrar. ter um custo acessível a todas as camadas sociais. Uma parte das imagens projetadas na vertical e a outra. Fonte: Revista Galileu. E cita como exemplo o novo PlayStation 3. evitando cenas tremidas ou borradas. nº 218. na sociedade. na horizontal. inclusive. calcula Ian Pearson. essa tecnologia deverá. Já na metade do século. Muito antes disso – em 2020. 52-53. a morte também não. Cada lente permite a passagem de apenas uma direção de ondas de luz. 20. mais prudente se preocupar com seu gêmeo eletrônico à solta. nº 168. foco de uma das faixas do filme.Glossário 3D – terceira dimensão. demonstrado pelo fabricante Sony. Se o seu medo é ter de jogar Atividades de suas ideias e sentimentos em uma aprendizagem caixa fria de bytes. pág. seria possível observá-la aqui da Terra.

• informações sobre a memória em backup. fotossensíveis (acinzentadas). • a importância de conhecer a tecnologia 3D. • informações de que. sinal de evolução na comunicação no mundo. • que os óculos 3D são de policarbono com lentes polarizadas. em 2020. você aprendeu: • o emprego correto do verbo haver e suas formas irregulares utilizadas diariamente. 22 . os computadores já poderão sentir emoções.Resumo Nesta aula.

. O garçom colocou o ketchup uma vez que 23 .1 O dia que almocei com Marilyn Lembro-me do primeiro encontro com Marilyn em Hollywood. Uma vez que se perguntamos é porque não sabemos e. Eu atravessava o pátio rumo à comissary da Fox. eu andava curioso. “Quando acabarmos de comer. eram memórias do futuro. casos amorosos com Kennedy. Richard Burton estava apaixonado por Lis Taylor. dizia-me Marilyn. se não sabemos. depressões. sabe quem sou? . na época. esplêndido. todavia esta me parece imoral.Sei. disposto a comer um hadock com ervas. andando sozinho. quando ela me agarrou e o cheiro de Chanel nº 5 me envolveu. e estou falando do passado. Querendo mostrar elegância. Aula 3 3. mulher de Richard Burton. convenhamos) e tenho os olhos direitos.Você me conhece. “O cruzeiro não tem estrelas”. estas. Audrey não pestanejou. ao lado de Audrey Hepburn e foi um vexame. não obtemos resposta. Com o molho vermelho no colo. era uma elegância só. “Você tem os olhos de Roberto Drummond”. enquanto sou de estatura média (média? Baixa. Percebi que se referia a Aldous Ruxley.. Sybil Burton. carregava uma bandeira do Atlético.. como vamos responder a nós mesmos? Anos mais tarde eu leria os livros deste escritor mineiro. a imprensa vivia cheia de fofocas sobre atrasos nas filmagens. Porém. mostrou-se uma fair lady. Corria que seria mandada embora da Fox. .Leitura e Análise de Textos Narrativos e Ficcionais Objetivos Analisar a importância da narrativa ficcional em obras da literatura brasileira o americano não come sem ketchup (os manuais de redação aconselham a forma abrasileirada catchupe. Quem seria este Drummond? Indaguei a mim mesmo. devo ser parecido com alguém.” O que são roupas? O que me importa é a nossa conversação.. porque o Zanuc e o Skouras a detestavam.. quer almoçar comigo. escrevendo roteiros. assim como eu! Eu tinha certeza de que era engano. Eles estavam hiperdown. como todo mundo em Hollywood.. Ruxley passou uma temporada em Hollywood. vamos ao departamento de vestuário e nos trocamos. fanático. a respeito de Marilyn que vinha tendo problemas com o estúdio. tenho te visto pelo estúdio. mas inteligente. mas entrei na comissary.. Drummond era uma criança a soltar pipas e a jogar bolinhas de gude pelas ruas de Belo Horizonte. 1961 ou 1962. vai ver. lembra-me “chupar o gato”). ela acrescentou. porém naquela altura. os dois estavam filmando Cleópatra. tinha degustado um. Era célebre por odiar a professora de geografia que o obrigava a dizer o nome das estrelas do Cruzeiro do Sul.. walking around. enganou-se. “Seus olhos são lindos”. Aldous”. o inglês autor de “Admirável Mundo Novo” e “Ponto e Contraponto”... rebatia o menino.. porque chegavam ao estúdio as notícias de Roma. No entanto. adoro pessoas sozinhas. Sempre que nos indagamos. No dia anterior. Ela vestia Givenchy. tentei devolver o ketchup (ou catchupe) ao garçom e derramei no vestido de Audrey.. Por onde ia. porém era um homem alto e meio vesgo. Podemos almoçar juntos? “Eu tinha o compromisso com uma inglesa sem graça.

A prisão sempre me impressiona pelos anos em que ali estive. É do meu lóbulo temporal mediano que age por conta própria. Minha vontade era lamber o molho. Refiro-me a Santo Agostinho.Marilyn pediu salada verde. Há um interessante artigo a respeito neste mesmo jornal. Belo Horizonte. lembrando o que gostaria de ter vivido e não minha realidade prosaica. se vocês considerarem que minhas estórias hollywoodianas (escolhi Hollywood por causa do Oscar que vai ser na segunda feira) são falsas. Vocês podem pesquisar informações via internet. a quem devo uma frase sobre Osvaldo França Júnior. a libertação. produz. nem de adulteração proposital dos fatos. Mídias integradas algumas das personagens citadas no texto tiveram suas histórias registradas em mídias. pág. como hoje. Escrever com Prazer. Minha fuga foi longamente planejada e quando pretendia escrever um livro. 24 . Era sensual até para mastigar. Promiscuidade: agregado sem ordem. expressão de uma profundidade agostiniana exemplar. Na minha vida nem cheguei perto da diáfana Patrícia Pillar! Ignácio de Loyola Brandão. Vesgo: estrábico. O neurologista Daniel Shacter. Glossário Alcatraz: prisão americana onde a fuga era considerada impossível. 21 mar. Papillon escreveu minha história. é capaz de produzir falsas memórias. ver alguns filmes ou ler jornais e revistas que contam sobre seus trabalhos. confuso. Papillon deve ter sido induzido ao erro por culpa do lóbulo temporal mediano que. Belo Horizonte: Dimensão. Porque existe entre os marginais um código de ética que reza: “O tempo de sua pena é seu”. Vejam a CPI das precatórias. 73-75. de modo que os eixos visuais se situam. não é culpa minha. Apanhava as folhas com as mãos. “O homem de Alcatraz”. enquanto o batom vermelho ia se manchando com o molho rosado. Vivíamos os anos 60. Alcatraz não existia mais. nem distinção. mastigando-as lentamente. o feminismo não acionava advogados. a deliciosa promiscuidade. é que revi o filme com Burt Lancaster. quando olhar para uma mulher pode nos conduzir à prisão de Alcatraz. do dia 18 de fevereiro. para se sair com bela figura. porém eu poderia ser acusado de assédio sexual. segundo pesquisas recentes. Marilyn? Pois sim. É mais do que provável que ele tenha sido traído pelo cérebro. Texto extraído de Ronald Claver. na seção “Ciência e Tecnologia”. 1999. Portanto. trabalha buscando descobrir de que modo o nosso cérebro produz falsas memórias. Desculpem-me. Fonte: O Tempo. foi constatado. 1997. limpar aqueles lábios. Não se trata aqui de traição da memória. tão freqüentes. misturado. ainda que naquela época tal coisa não existisse. mudando o ambiente para a Ilha do Diabo. de Harvard. regou com molho thousand islands. Que produz. desvio ocular para dentro ou para fora.

a fábula. construa o relato de um provável encontro seu com alguma personalidade famosa. as fadas. Informe como a personalidade se encontrava. se é uma pessoa culta. O texto ficcional é a obra do criador diante de sua criatura. 2000). a fábula. o conto. manias ou segredos. Tendo sido iniciado em narrativas religiosas. possibilitando inúmeras formas de interpretabilidade. inteligente ou apenas uma aberração da natureza. para a manutenção do conhecimento e para facilitar seu convívio na sociedade. fortalecem o leitor a cada dia com palavras que estimulam sua leitura e instigam a descoberta do enredo. o conto. O tempo e o espaço são mínimos e conta com poucos personagens. ato ou efeito de fingir. A obra ficcional se torna atraente. insuportável. a novela. fina. míticas.2 O texto ficcional Ficção. são textos ficcionais trabalhados para atingir em cheio o leitor. 25 . seus cabelos. Fingindo. agregou seres do folclore. surgindo o fantástico na literatura. é o mesmo que imaginário. coisa imaginária. 3. 2000). Dessa forma. o romance. fantasia. sua vestimenta. Fictício. Saiba mais Roberto Drummond se tornou um dos maiores e mais importantes escritores de Minas Gerais. como os dragões. Acrescente detalhes. Uns que são histórias de amor e outros totalmente desprovidos de história amorosa (SAMUEL. simulado (Dicionário Aurélio. pois se aperfeiçoa constantemente. com o clímax da história. com tensão máxima e descrições mínimas. apreciador de estórias criadas para o seu desenvolvimento intelectual. criação.Atenção a interação social é importante para o desenvolvimento do ser humano. os duendes. Alguns exploram ações e outros mais descritivos. O romance está ainda em evolução. Atividades de aprendizagem assim. o autor cria sua narrativa a ponto de torná-la convincente para que o leitor deguste suas palavras. a epopéia. as bruxas. O conto leva o leitor ao desfecho. O romance.

como o conto e o romance. objetos. a Lua. o hotel. Coração aos pulos. Carlos Herculano Lopes. • a observar e delimitar temas específicos para se construir o objeto de estudo. temas vastos e ricos para um conto recheado de pureza e significação. a fim de prender a atenção do leitor e não desviá-lo do centro energético da narração (SAMUEL. o homem acendeu um cigarro e a mulher tomou o resto da bebida acariciando-lhe a barba e olhando-o nos olhos que. coisas. o Sol. é claro. Fonte: Carlos Herculano Lopes. reinava o silêncio. a não ser o chiar do vento ou o distante ruído dos carros. • os elementos e procedimentos para elaboração de um romance e de um conto. abriram as janelas do apartamento. São Paulo: Record. você aprendeu: • a importância e as etapas para realização de uma produção ficcional. Façam opção por temas relevantes a aspectos do cotidiano.2. enfim. a padaria. e se amaram. o médico. Como sugestão: a lanchonete. obedecendo. o dia. pois estes tendem a facilitar o surgimento de novas ideias. tudo se apresenta na justa medida.1 Ideias ficcionais – conto: O ciclo Depois que terminaram. a proposta a ser considerada agora é a construção de um conto para enriquecimento de suas produções textuais. As descrições. a secretária. as reflexões do narrador. desejos e ideias. não se moviam. atuando dentro de uma medida temporal e espacial determinada. O romance tem como personagens homens. a noite. 2001. o padeiro. detalhes da narrativa. a benzedeira. o ciclo se tornou eterno. Os personagens ficcionais são expostos perante a realidade ficcional e enfrentam a dúvida e a perplexidade diante dos conflitos e das situações em que se encontram. Atividades de aprendizagem 3. animais. sentiram uma leve brisa penetrando em seus corpos e viram que no céu a lua estava bonita e calma.Qualquer assunto pode se tornar um conto. a suas regras de economia na narrativa e de objetividade. 2000). a casinha de campo. fatos. • as diferentes formas de caracterizar a narrativa ficcional. e as palavras não eram necessárias porque naqueles breves instantes em que se conheceram. 26 . os diálogos. Entre eles. Resumo Nesta aula. negros e brilhantes. o vaqueiro.

que diante dos fatos pode assumir duas posturas como: narrador-personagem. com verbos no presente. O texto narrativo apresenta fatos sequenciais. cheiros. independente: seu objetivo é menos comAtividades de aprendizagem preender o livro do que compreproduzir uma narrativa com ender a si mesmo através do livro característica descritiva a partir (COMPAGNON. O contador da história é chamado de narrador. gestos. sensações táteis. Apresenta quatro elementos essenciais: personagens principais. a do conteúdo apresentado. ou narrador-observador. além de adjetivos e locuções que indicam cores. espaço e tempo.O Processo Narrativo Aula 4 Objetivos Analisar a importância do texto e sua forma narrativa 4. Por isso.1. Assim. numa narrativa curta em seus diálogos. O texto narrativo descritivo caracteriza física e psicologicamente o personagem. o romance. sequência dos fatos. sons. servindo de base ou pilar para a sustentação de outros textos. empregando verbos e pronomes na 1ª pessoa. Emprega verbos e pronomes na 3ª pessoa. quando apenas observa o desenrolar das ações. formas.1 O texto narrativo em fábula A fábula é um gênero narrativo que transmite um ensinamento por meio de história. com o objetivo de dar ao leitor uma imagem mais detalhada através de imagens. relacionando causa e efeito. que é uma sentença de caráter popular a um 27 . quando participa dos fatos. esse mesmo texto narrativo se torna cada vez mais forte e resistente ao tempo. tempo e espaço. O leitor é livre. reproduzindo um provérbio. renovados e faz acrescentar à sua narrativa mecanismos que despertam o leitor para assuntos diversos. seres e lugares. tenha o tema livre para sua narrativa tende a ser mais informelhor inspiração. ao reinterpretar os outros gêneros. palavras. As personagens são sempre animais. no pretérito imperfeito do indicativo e verbos de estado. gostos.1 Identificando o texto narrativo O texto narrativo apresenta fatos vividos pelas personagens em determinado lugar e tempo. assim que os surgem no meio da dela. Por sua vez. Segundo Samuel (2000). mal e conquistadora para atingir seu objetivo. A moral da história é uma frase que aparece no final do texto e sintetiza a ideia principal do texto. Num texto narrativo acrescentamos um trecho descritivo. maior. com o propósito de auxiliar o leitor nas identificações de lugar. 2010). torna-os vivos. 4.

4. o rato da cidade convidou-o para que vivesse com ele para desfrutar das maravilhas da cidade. Numa receita culinária. queijos e outras delícias. este mesmo texto nos faz uma breve narração descritiva a partir da indicação da sequência a ser estabelecida para se chegar ao ponto essencial do produto que se pretende fazer.prefiro comer trigo e ervas no campo a comer carnes e queijo na cidade e não ter paz. Ao chegarem à cidade. Fonte: Fábulas de Esopo. com linguagem mais informal ou coloquial. tiveram que fugir do gato. Ao ver a pobreza do rato do campo. produza uma fábula. De origem que remonta a tradição oral. ervas e outros alimentos da roça. narrava) em treagora. cartas e outras formas de comunicação. informativo. Os verbos são empregados no Atividades de tempo pretérito perfeito e imperfeito aprendizagem do indicativo (narrou. recebemos diversas informações. e de forma reduzida. 28 . Enquanto esteve no campo. Ainda assim. Fábulas de Esopo – o rato do campo e o rato da cidade Era uma vez um rato da cidade que foi visitar o seu amigo rato que morava no campo. vendo todo o perigo da cidade. o rato da cidade comeu apenas trigo. Moral da história: Mais vale a paz de espírito do que todas as riquezas. receitas culinárias. que favorecem o surgimento de outras fontes narrativas. sua linguagem é bastante culta e formal. com suas presente do indicativo (narrei) quancaracterísticas. MW Editora e Ilustrações. por exemplo. no do conteúdo apresentado. Quando voltaram para a cozinha. a partir chos direcionados ao narrador e. bilhetes. disse então ao rato da cidade: ..grupo social. portanto. Isso chegou o cozinheiro. como: “Mais vale um pássaro na mão que dois voando”. Na cozinha encontraram carnes. e os dois ratos tiveram que fugir às pressas pela fresta do armário.2 Narrativas que nos orientam Ao nos depararmos com as receitas médicas. O texto é. livre para que se sintam mais inspirados. O rato do campo.. bulas de remédios. O tema fica do indicar fala das personagens. Algumas fábulas modernas adquiriram uma intenção humorística. s/d. caros alunos. foram logo entrando na casa onde o rato morava. recebemos também narrativas de fontes diversas e abrangências amplas.

Desta vez. de modo a do do refogado e espalhe a mistura assimilar a compreensão do tema sobre o disco de pizza pincelado com estudado no item três. Que venha o azeite restante.2. à percepção dessas formas construtivas. Escorra o excesso de líquinarrativo descritivo. Aqueça metade do azeite numa frigideira grande e reAtividades de fogue o frango por alguns minutos. • o emprego de termos ajustados à leveza na construção do texto narrativo descritivo. 2007. o passo a passo para sua construção. mais uma proposta pimenta malagueta (se for usá-la) e a ser aplicada. sobre culinária de sua região. Resumo Nesta aula. 29 .Contudo. • narrativas que nos orientam. cado por cima (se for usá-lo). esse passo a passo favorece a compreensão do texto construído e permite criar o objeto de arte. Então. Distribua coentro pia mais exótica receita. Pizzas assadas e fritas. na sua forma mais real possível. Fonte: Mini cozinha. com sal e pimenta e leve para assar. • o texto narrativo em fábulas.1 Receita de Pizza de frango com pimentão Ingredientes: 3 Colheres de sopa de azeite de oliva – 250 g de peito de frango picado – 1 pimentão vermelho picado – 1 xícara de chá de cebolinha verde picada – 3 cogumelos shiitake picados – ½ pimenta malagueta picada (opcional) – 1 disco de pizza – 3 colheres de sopa de coentro fresco picado (opcional) – sal e pimenta-do-reino. 4. • elementos e procedimentos para elaboração de um texto. Vamos. declaro ser de grande facilidade construir um texto narrativo. os cogumelos. Modo de fazer: Preaqueça o forno. • a importância e as etapas para realização de um texto narrativo. aprendizagem Junte a cebolinha. São Paulo: Melhoramentos. a caros alunos. Assim. então. vocês devem construir um texto mexa bem. • o texto informativo narrativo nas receitas de culinária. você aprendeu sobre: • o texto narrativo descritivo e suas características estruturais. polvilhe vamos lá! Mãos à obra.

sen- 30 . sexteto ou sextilha: seis versos. Carlos Alberto F. quarta ou quarteto: quatro versos. quintilha: cinco versos. Brandão Fonte: BRANDÃO. não obedecendo a uma padronização. A. você poderá construir seu poema de forma livre.1. Este. Cada linha do poema representa um verso. A utilização de elementos fundamentais para se construir uma poesia possibilita ao homem encontrar maneiras diversas de agradar às pessoas com o encanto merecido. a rima.Leitura e Análise de Textos Aula Narrativos e Ficcionais – O Poema 5 Objetivos Analisar a importância da narrativa ficcional em poemas modernistas na literatura brasileira. oitava: oito versos. Na cultura da língua portuguesa. o que facilita a compreensão do poema. que podem ser agrupados em uma ou mais estrofes. Cada estrofe tem variados versos. nona: nove versos. terceto: três versos. sétima ou septilha: sete versos. Geralmente se constroem as poesias a partir do emprego dos versos. busca a consciência máxima para explorá-la. a paronomásia (aproxima as palavras quanto à semelhança na forma ou no som) e paralelismo (repetição de palavras ou frases de mesmo sentido). Os versos agrupados formam a estrofe. há a construção do soneto. uma rima deve ser empregada para sua melhor combinação e ritmo. Também pode aparecer no meio dos versos.1 O poema A poesia que encanta é a mesma que adormece a criança e o adulto. F. Assim. criando efeitos de som e de imagens. empregando ou não os recursos sonoros adequados à sua interpretabilidade. percebendo as diferentes formas de construção textual. Observe o número de versos em cada estrofe: dístico: dois versos. assonância (repete o mesmo fonema vocálico). formando. décima: dez versos. o ritmo. um poema distribuído em quatro estrofes. a 5. combinando entre si a melodia. Cada verso apresenta sua musicalidade. como a aliteração (repete o mesmo fonema consonantal). assim. 2011. Texto próprio.1 O poema e sua forma moderna A construção de um poema passa pela distribuição de termos técnicos e específicos para se chegar a uma narrativa que exprime a representação do prazer através da escrita. por sua vez. Suas rimas aparecem sempre ao final dos versos. a melodia. 5. A cada verso que se faz. C. Algumas figuras de linguagem são empregadas com o propósito de tornar o poema mais fascinante.

Os versos com mesma sílaba são versos regulares. As vogais átonas são agrupadas numa única sílaba e sua contagem se dá até a última sílaba do verso. o ritmo. 5. A métrica é estabelecida pela medida dos versos em sílabas poéticas. sem métrica específica. Estes são chamados a chave do poema. as produções são variadas e mexem com o imaginário popular a fim de estabelecer a comunicação e a leitura através dos poemas. as metonímias (substituição de uma palavra por outra). sentidos. explorar a musicalidade. imagens.1. justamente por combinar o fechamento do poema em concordância com as rimas anteriores. Atualmente. Desletrados: quem não é versado em letras. São chamadas sílabas poéticas. música agradável. Insônia: privação do sono.do as duas primeiras em forma de quartetos e. Sou poeta doido Pintando no céu Um Sol amarelo. as antíteses (palavras de sentidos opostos) e os paradoxos (fusão de sentidos das coisas). dificuldade para dormir. Como características básicas. além de metáforas. Dessa forma. O autor emprega. A partir do século XX foi criado o verso livre. Rota: caminho. os poetas se tornaram mais à vontade para criar seus poemas. o autor dá margem para uma nova compreensão do poema a partir de linguagem figurada. e utilizar-se de recursos sonoros para aumentar a percepção e proximidade do leitor com o texto poema. Também suas construções são modificadoras.2 Textos colhidos como poemas Olhe para mim Colher palavras no galho da noite Ou melodias no vento São ofícios da arte que invento. de tamanhos variados e surpreendentes. e com certo sentido musical. Assim. rumo. Epopeias: poema longo sobre assunto grandioso e heróico. a ponto de estabelecer novos significados às palavras utilizadas. Glossário Melodia: sucessão rítmica de sons simples. chamadas escansão. Uma chuva prateada Ou uma noite sem estrelas. que é o emprego de linguagem diferente daquela que originalmente se empregaria. 31 . o poema deve ser construído em versos. Barrancas: margens de um rio. a intervalos diferentes. as duas últimas em tercetos. analfabeto. estabelecer o predomínio da função poética com rimas no final ou até mesmo no meio dos versos. usar figuras de linguagem para causar sons. agrupados em estrofes.

É um povo que se dilui em saudades. Ao construir um poema. Pág. Viajando: Sete Portos. Atividades de aprendizagem produzir um texto poético com frases que representem a harmonia entre o jogo de palavras e a combinação de termos. Dorme embalando tantos segredos e lendas. 11. de lua ou escura. As palavras dos desletrados. brilhando e rebrilhando. Pág. sem diferença: estes textos apresentam formas poéticas modernas despreocupadas de estilo e ritmo. Insônia. João Naves de. Não me pegues pra Cristo Que eu posso ser mais que isso. Deixa parte plantada nas barrancas seculares. Águas chegadas e águas roladas. Porque. Saiba mais RIO Rota das rotas de quem busca seu destino E tromba nos sonhos sem entender o que se teve. Divinópolis: Aquários. logo desisto. Dos mendigos Ou dos homens Que passam apressados Sou a voz dos silenciados. nem insisto. Fonte: TEIXEIRA. 2003. devem-se empregar as palavras suavemente para facilitar a compreensão e paixão do leitor pela poesia. sou caos. 48. sem fim. Ninguém num dia de São Nunca.Sou cantor dos sábios. é corpo. Colhendo histórias para escrever epopéias. 2009. mesmo indo nas águas majestosas. Penso. Flávio. Se te importas nem sou. São Francisco: Santo Antônio. Se é noite. É sangue. Ao mesmo tempo sou abandono. Do sol que nasce. é alma que escorre. Fonte: MELO. 32 . Um espelho de vida que mostra todo o céu.

os elementos e procedimentos para elaboração de um poema. você aprendeu sobre: • a importância e as etapas para realização de um poema. • empregar termos ajustados à leveza na construção do poema. 33 . o passo a passo para sua construção. • as vantagens e desvantagens da produção de textos narrativos.Resumo Nesta aula. • a definição.

causando impacto por suas funções fáticas e expressivas. Na sequência. acredito em. em alta voz e convicto acerca do assunto em questão. Utilize verbos no presente e expressões conteúdo. Dentre eles. com linguagem culta ou coloquial. a produção de um texto argumentativo oral com a finalidade de persuadir o interlocutor. tem característica persuasiva. Ainda apresenta marcas de oralidade. Cada jovem expõe seu ponto de vista sobre determinado trabalho. e a conclusão. pode levá-lo a cargos de gerência pretendida. por sua vez. Este é o principal debatedor e argumenta com o propósito de convencer aos seus amigos. Caracteriza. a minha opinião deve. apresentando o autor propostas para se tornar convicto em 1ª pessoa ou sendo impessoal.Produção de Textos: O Texto Argumentativo Oral e Escrito Objetivos Analisar a importância da argumentação em discursos orais e escritos Aula 6 6. O argumento convincente pode trazer até você o emprego que pretende. O texto argumentativo escrito. Estas se utilizam de ou a aceitar. conforimportantes para a sociedade. língua portuguesa. As pessoas que possuem o dom da argumenGlossário tação são marcadas pela capaciargumentos: raciocínio pelo qual dade de formular ideias rápidas se tira uma consequência ou conclusão. assim. Mantenha o padrão culto da me sejam os seus interlocutores. diante de assuntos que são na 3ª pessoa do singular. Sua linguagem deve ser Saiba mais assegurar o padrão culto da língua Você tem argumento convincente? Este texto apresenta portuguesa. Formule trutura básica. podendo tornar-se um executivo de alta companhia. a minha segurança está em. com ideias convincentes. como “tenho o propósito de. um se manifesta com mais astúcia.1 O poder da argumentação Um pequeno grupo de amigos reunidos para uma comemoração comenta sobre os mais diversos assuntos da atualidade. que deve ser a confirmação da ideia principal. O texto argumentativo oral é apresentado através da mídia televisiva. Apresente Também deve apresentar uma esmarcas de oralidade. convencer. Persuadir: levar a crer e convictas. sou mais a ideia central” e outras. com introdução ao ideias rápidas e convictas. 34 . sendo menos ou mais formal. com tendência a defender um ponto de vista com o emprego de argumentos. O texto argumentativo oral objetiva defender um ponto de vista sobre um assunto. induzir. assunto. expõe suas ideias com argumentos e opõe-se às ideias dos interlocutores. expressões que marcam pela imponência de opiniões. o desenvolvimento do que marcam pelas opiniões. verbos no tempo presente e adota Astúcia: habilidade em enganar.

Você. C. certamente. F. 1º parágrafo: O escudo de um clube é um signo essencial para a sua identificação no esporte. 2011. Atividades de aprendizagem o argumentativo oral apresentado através da mídia televisiva causa impacto no telespectador. 35 . Fonte: BRANDÃO. Descreva que mensagem o convence a ponto de adquirir tal produto ou repassá-la adiante satisfatoriamente. a torcida se contenta em aparecer no telão e exibir o escudo para as câmeras. A. Conclusão 6º parágrafo: No estádio. Texto próprio.1 Texto argumentativo escrito: escudo de time QUADRO 1 Texto Argumentativo Escrito: Escudo de Time Introdução Desenvolvimento 2º e 3º parágrafos: Os escudos são como a identidade dos clubes e permitem a identificação de torcedores consigo. Chega a perder o interesse pela partida.Para a construção de projetos de natureza científica requisitados pelas universidades para acesso a programas de pós-graduação. 4º e 5º parágrafos: torcedores apresentam os escudos nas camisas para exaltar seu fanatismo. deve-se construir um projeto que tenha estrutura baseada em texto argumentativo escrito.1. beijando-os e se enrolando nas bandeiras. 6. já foi surpreendido com alguma mensagem televisiva.

Cabe também avaliar se a platéia pode ou não participar das discussões. extraído de camisa. deve cumprimentar o público prestigiante. Ao moderador cabe usar de sua capacidade para realizar a abertura e o fechamento. 6. o mediador deve conceder um minuto para breve comentário de cada um dos convidados. Deve alertar o convidado sobre os argumentos apresentados. Algumas discussões podem ficar ríspidas. O moderador ou mediador do debate pode tentar melhorar a qualidade das discussões com lisura e imparcialidade para assegurar a participação dos convidados. por sua vez. Apresentação do assunto deve ser de imediato ao início dos trabalhos. é o moderador quem cede a palavra. Justificar sua realização. C. este deve. apresentando as razões do debate.2 Técnicas para coordenação de debate O moderador de um debate deve ter conhecimento amplo acerca das técnicas estabelecidas para ser coordenador. indagações e ênfase. ou se ainda ficou alguma dúvida. Ao encerramento. o direito de réplica e tréplica. importância e atualidade e comentar posições divergentes no evento. estimulando o debatedor com expressões motivantes. Por último. Arquivo pessoal. F.FIGURA 1: Escudo do Esportivo Futebol Clube Fonte: BRANDÃO. Primeiramente. 36 . perguntando se ficou claro. não pode se esquecer de se despedir do público. discuti-las ou submetê-las à aprovação da platéia: o tempo total. ou pela ordem de inscrição. Se a platéia tiver participação. fazer uma síntese dos debatedores. se tornar agitadas. Apresentar as regras do debate. o tempo do debatedor. Para melhor atuação como moderador. 2011. fugir do controle. se estão repetidos e agradecer a participação do debatedor. colocando a platéia na reta das discussões. bem como a organização do evento. A. participar do processo de discussão.

defende um ponto de vista com argumentos. ao moderador cabe avaliar se a platéia pode ou não participar das discussões. apresentando suas razões. expõe suas ideias com argumentos e opõe-se às ideias dos interlocutores. • o texto argumentativo escrito tem característica persuasiva. veículos. Que Devem-se fazer as inscrições do seja sobre o turismo na região. as regras do debate devem ser apresentadas discutidas ou submetidas à aprovação da plateia. a apresentação do assunto deve ser no início dos trabalhos. na 3ª pessoa. Escolha um tão de ordem à opinião da platéia. 37 . o tempo total. público e anotar os principais arguprodutos agropecuários. a realização. com expressões motivantes. eletrônicos ou outras fontes à sua escolha. o moderador deve participar da discussão. ao moderador de um debate cabe usar de sua capacidade para realizar a abertura e o fechamento. fazer o fechamento do debate. aviação mentos apresentados para com eles civil. réplica ou tréplica. respeitado o direito de com base no conteúdo da aula. Atividades de aprendizagem • • • • • • • • • Resumo Nesta aula. Linguagem culta. em 1ª pessoa ou impessoal. o moderador deve ter conhecimento amplo acerca das técnicas estabelecidas para coordenar um debate. • tem que constar a introdução. o tempo do debatedor. o direito de réplica e tréplica também. tema sugestivo e atraente. você aprendeu que: • o texto argumentativo oral objetiva defender um ponto de vista sobre um assunto.Verificar a questão de ordem do debate. importância e atualidade devem ser justificadas. se o tempo está dentro do escreva um texto argumentativo planejado. desenvolvimento e conclusão para elaboração de um texto argumentativo escrito. deve-se alertar o convidado sobre seus argumentos e agradecer sua participação. submeter a quesOriente-se pelas dicas contidas no resumo do conteúdo. bem como a organização do evento. indagações e ênfase.

Desmagnetizadas: não imantadas. quando expressam suas opiniões. franqueado. O abridor. que. cidades ou outras fontes. que a teriam apresentado à firma Remington. Mas a máquina de escrever não é uma invenção tão antiga quanto o advento do computador pessoal a fez parecer. Guardo comigo uma Olivetti Lettera 32. acessível. ruas. o primeiro abridor de latas inventado parecia uma cruza de baioneta com foice e data da segunda metade do século XIX. Meus filhos olham para ela como se tivesse sido retirada do acervo do homem de Neanderthal. capazes de modificar a visão do ser humano sobre o mundo. 7. Tenho pela máquina de escrever – um invento. Glossário engenhoso: que tem habilidade. O cantor e compositor Zeca Baleiro tece opiniões acerca de invenções de outrora. Algumas pesquisas refletem opiniões acerca de constatações reais de algum problema social evidente. ou agregar as duas funções em sua estrutura. Daí por diante a história é imaginável. julgamentos pessoais. Índices na educação. Isso porque precisei de um. na saúde. Segundo relatos. servem como verdades absolutas. franceses e até um brasileiro. é criação do americano William Lyman. deixá-lo mais persuasivo. Aula 7 Invenções divinas e invenções do diabo O século passou rápido demais. o padre paraibano Francisco João de Azevedo. Tão rápido que nem nos demos conta de quão geniais foram alguns inventos e descobertas. assim como o abridor. mas as tentativas. que preciosa invenção. estavam mais próximas de um piano que de uma máquina de escrever. destreza. Escrevo isso depois de quedar-me boquiaberto diante da engenhosidade de um (já aos olhos primitivos) abridor de latas. patenteada em 1870. Sua primeira patente data do século XVIII e foi concedida ao inventor Henry Mill. Um século depois o invento de Mill foi aperfeiçoado. Que simples. Patente: aberto.Produção de Textos: O Texto Argumentativo Escrito: a Opinião Sobre o Tema Objetivos Analisar a importância do argumento como opinião válida para a construção de textos como mensagem. fabricante de armas. sobretudo quando má.1 A opinião nos textos Um texto é fundamentado quando reúne opiniões acerca de variados argumentos. no trabalho. tal como se conhece hoje. segundo consta. conta a lenda. ultrapassado – um carinho de jornalista aposentado. Um texto argumentativo pode apresentar dados objetivos e opiniões. assim. Acompanhe o texto! 38 . possibilitando. Famigeradas: de muita fama. com a qual escrevi algumas de minhas primeiras letras de canções. que inteligente. que hoje em dia caíram no desuso. Sua autoria passa a ser disputada por inventores americanos. nas moradias. teve sua patente roubada por três inventores americanos.

90. Fonte: ISTOÉ. Zeca Baleiro. cansado. jan/2010. a sua paciência. certamente criadas por algum demônio persa com a finalidade de testar a santa paciência dos cristãos. acessórios de moda e o diabo a quatro. me pergunto. Nunca se viu tantos produtos a replicar modelos antigos – desde carros até geladeiras. como por exemplo. parecem apetrechos medievais. Não deixe de visitar objetos antigos e similares modernos. algumas das quais mencionei acima. 39 . etiquetas de bagagem de mão.. chaves de hotel magnéticas. sem justificar a que veio. uma certa “febre vintage” assola a humanidade. Isso me leva a deduzir que é engenhoso então o coisa-ruim em seus inventos. eternamente dividida entre o ímpeto com que avança para o futuro e a saudade vã com que olha para o passado. roupas. já que a função do pires seria enquadrar a xícara?.. Citarei então alguma de minha (não) predileção. que antes. com sono e dois degraus acima da normalidade. que fatalmente estarão desmagnetizadas quando você voltar às duas da manhã. Assim como as invenções fantásticas. há outras que são verdadeiras invenções do diabo. bem antes do embarque você já terá deixado cair distraído enquanto toma um café.. Essa expressão “invenção do diabo” faz presumir que algumas coisas criadas nos atormentam. pág. Coluna Última Palavra. Assim. Nº 2095. mas a lista pode ser aumentada: pires com o buraco da xícara fora do centro – para quê. Saiba mais a evolução tecnológica está modificando seus hábitos? Acompanhe esse progresso e se situe. Curioso é que. no mesmo ritmo em que as engenhocas evoluem freneticamente.A correria tecnológica transformou muito rapidamente em obsoletos objetos relativamente modernos – basta ver a primeira geração de celulares. o ventilador.. móveis. suas modificações. tamanho o inferno que causam em nossas vidas. instrumentos musicais. talher e peixe (uma inutilidade completa) e as famigeradas janelas persianas. Atividades de aprendizagem assim como há invenções fantásticas. sem deixar clara sua razão de existir. A expressão “invenção do diabo” faz presumir que o diabo vive a criar coisas para atormentar-nos. pobres mortais. aquelas de enrolar. Talvez isso possa ser explicado por uma série de nostalgia atávica da raça humana. Monitores compactos parecem fogões à lenha. relate num pequeno texto argumentativo que objeto tira o seu sono. há outras que são verdadeiras invenções do diabo. Assim é também com as máquinas fotográficas anteriores ao advento das digitais. o computador. a moto e outros.

Os trabalhos já duram dois meses. Juiz de Fora. no Distrito Industrial.2 Apresentação de texto argumentativo: opinião Acompanhe o texto extraído do Jornal Hoje em Dia. Segundo ele. Outra cidade-polo do Estado. 27. “Poderia haver mais hidrantes”. Dos seis que ficam na Região Central do município.06. a falta de equipamentos ainda não comprometeu o atendimento da corporação. Pelo menos 17 são considerados essenciais. O Corpo de Bombeiros propõe a instalação de mais quatro hidrantes nas proximidades do Centro de Internação do Menor – pois existe a possibilidade de acontecer uma rebelião e o hidrante 40 . obstrução de sujeira e furto de peças. sobre a implantação de hidrantes nas principais cidades do Estado. existem 22 hidrantes na área central. construído pelos jornalistas Daniel Antunes. construções antigas. A cidade tem 63 hidrantes. Atualmente. na Zona da Mata. A precariedade dos equipamentos e a necessidade de instalar mais hidrantes no município foram tema de uma reunião entre representantes do corpo de Bombeiros e do Serviço autônomo de Água e Esgoto (Saae). “Conseguimos reverter a falta de hidrantes com dois ou mais caminhões no atendimento”. Montes Claros tem 12 hidrantes inoperantes. Nas cidades históricas e Minas Gerais apenas cinco (Diamantina. próximo a empresas de grande porte. apenas um está em condições de uso. Dados apontam que foram atendidas mais 17000 ocorrências de incêndios. Cidades-polo reivindicam mais equipamentos contra incêndio Em governador Valadares menos da metade dos 32 hidrantes espalhados pelas ruas e avenidas da principal cidade do Vale do Rio Doce funciona. Ouro Preto. depósitos e circulação de pessoas. cerca de 200 bairros e conta com 63 hidrantes. Ricardo Beghini e Girleno Alencar. diz. conforme relatório feito pelo Corpo de Bombeiros. como queimadas em vegetação e lotes vagos. Itabira. Sabará e São João Del Rei) possuem unidades do Corpo de Bombeiros. Juiz de Fora tem 516 mil habitantes.7. segundo o tenente Wan Jonhson Araújo Maia. comandante do Grupo de Prevenção. com grande concentração de edifícios. Já no Norte de Minas. que dispõe de caminhões capazes de armazenar até 10 mil litros de água. devido a possíveis causas de incêndio nestas regiões. A Prefeitura de Governador Valadares informa que 17 equipamentos foram recuperados. segundo levantamento do Corpo de Bombeiros.2011. Afirmam que muitos hidrantes estão inoperantes devido a vandalismos. estudos do Corpo de Bombeiros apontam a necessidade de pelo menos mais 54 hidrantes. Cinco deles estão na Avenida Lincoln Antônio dos Santos. Coluna Minas. pois seriam localizados em pontos críticos do Centro. admitiu o tenente bombeiro George Sant’Ana. o que dificulta a ação do Corpo de Bombeiros. sob o título Hidrantes em xeque.

27. no Bairro Canelas.mais próximo fica a três quilômetros.2011. • a delimitar um tema de pesquisa e o objeto de estudo fundamentando opiniões. e na Avenida José Correa Machado. Resumo Nesta aula. assim. sua opinião. descrevendo. 41 . seu argumento. os elementos e procedimentos para elaboração de um texto argumentativo com opiniões diretas. Identifique os pontos críticos e as consequências prováveis. do Mercado Municipal. você aprendeu: • sobre a produção de argumentos para se produzir opiniões a respeito de determinado assunto. • a definição. 8. Vamos lá! É só começar. onde existem muitas faculdades e o Ibituruna Center. Ricardo Beghini e Girleno Alencar Fonte: Jornal Hoje em Dia. Coluna Minas. Pág. Atividades de aprendizagem apresente sugestão sobre ocorrência que pode causar transtorno à população em sua cidade. • como se utilizar de situações do cotidiano para assumir sua postura crítica argumentativa. Daniel Antunes.06. do Montes Claros Shopping Center.

em veículo de comunicação. o lugar. Falar pausadamente para inserir um ritmo na conversa. Glossário onde. quando. levando ao leitor mais informações.Definindo Textos Informativos como a Notícia. clara. objetiva e precisa. que é o corpo do texto e as respostas. Em sua estrutura consta título. colocando um título para destacar o fato da notícia. a linguagem referencial. Ela nos informa sobre um determinado fato que acaba de acontecer. informações de pessoas. Identificação de entrevistado e entrevistador. a Entrevista e a Reportagem: definição de gêneros Sabemos todos que os meios de comunicação são. visando a deixá-lo mais à vontade. Não tem uma estrutura fixa. o tempo. como ocorreu e por quê. Mídia: com o padrão culto da língua. do meio cultural. linguagem impessoal. função da linguagem em que predomina a informação. O mecanismo da notícia passa pela oportunidade em divulgá-la de imediato ao ocorrido. encontradas no lead para as perguntas: o quê. de acordo Lead: é o corpo do texto. opiniões. religioso ou político. Deve consreferencial: que constitui tar também o título e predominar referência. Torna-se simples por sua essência e forma e visa a atingir a todos. Linguagem culta com variações conforme entrevistado. entrevistas. ou representação na mídia.1 A Notícia. a Entrevista e a Reportagem Objetivos Conhecer o diferencial dos gêneros textuais como comunicação Aula 8 8. diversificados. O emprego de verbos no presente é essencial. atualmente. Numa entrevista coletam-se opiniões de pessoas sobre um determinado assunto que está em evidência. as pessoas envolvidas. resumos de textos. como artistas e famosos. O meio investigativo se abre para muitas análises através do meio comunicativo. científico. como e por quê. numa narrativa que aponta para o fato. entrevista e reportagem. 42 . A reportagem amplia os horizontes da notícia. É necessária a estrutura da notícia. Estabelecer e proporcionar ao leitor uma boa leitura é dever de pessoas altamente experientes no papel de transcrever os acontecimentos em tempo real e fazer chegar ao leitor em tempo hábil para sua busca incessante de informações. subtítulo e uma introdução brevíssima com informações sobre o entrevistado e o assunto. também. quem. o que permite acrescentar depoimentos. Amplia o fato acrescentando opiniões e versões sobre o tema. proporcionando muitas maneiras de se produzir um texto voltado para as classificações de notícia. Divulga.

A reportagem costuma aprofundar mais sobre fatos de interesse público com opiniões e versões diferentes. 43 . Atividades de aprendizagem elaborar um texto que produza informações reais. Predomina a demonstrar imparcialidade? A função referencial da linguagem. o tempo. conforme o padrão culto da língua portuguesa. notícia deve ser livre. o lugar. uma reportagem ou uma entrevista. para a entrevista e para a reportagem. • a linha de comunicação clara. • a delimitação de um título e subtítulo para a notícia. dinâmica. • a estrutura da notícia como corpo do texto e as respostas encontradas no lead para: o quê. direta e objetiva. • a função referencial da linguagem. Observar a linha de comunicação do veículo de forma impessoal. na entrevista e na reportagem.Com linha de comunicação clara. por fotos e meios de citações. de acordo com o padrão culto da língua. • coletar opiniões de pessoas sobre um determinado assunto que está em evidência. onde. como: • os gêneros na notícia. com opiniões e versões diferentes. impessoal. quem. o fato. jetiva. como ocorreu e por quê. Há uma ligação entre o fato cenSaiba mais tral e fatos extras através de fotos o jornal de sua cidade costuma e meios de citações. • o apontamento para as pessoas envolvidas. • a ligação entre o fato central e fatos extras. • o aprofundamento sobre fatos de interesse público. • procedimentos fundamentais para concretizar uma boa matéria. quando. Resumo Houve nesta aula. O repórter pode comentar sobre determinado assunto demonstrando sua interpretação e deixando a impessoalidade. direta e oblocal. conforme o padrão culto da língua. abordagem acerca da produção textual a fim de verificar a presença de elementos essenciais. dinâmica de acordo com o padrão culto da língua. Pode ser uma notícia. como e por quê.

Ingedore V. Umberto. Lisboa: Signos 44. Ronald. São Paulo: Ática. 1996. 1999. Jean-Paul. KOCH. Coração aos pulos. Ingedore V. O Demônio da Teoria. Pág. BRONCKART. Escrever com prazer. Divinópolis: Aquários. Comunicação em prosa moderna. 1996. KOCH. 2000. Carlos Herculano. Rogel. 1995. Viajando: Sete Portos. 5ª ed. São Francisco: Santo Antônio. 1984. 11. COSTA VAL. MELO. 2003. 1999. Atividade de Linguagem. 1993. José Luiz. 3º ed. TEIXEIRA. Elementos de linguística para o texto literário. 1999. Org. Othon Moacir. Ângela. textos e discursos. Coesão Textual. Redação e Textualidade. SAVIOLI. 44 . 2000. Manual de Teoria Literária. GARCIA. et al TRAVAGLIA. João Naves de. KLEIMAN. LOPES. 9º ed. Argumentação e linguagem. Campinas: Pontes. 1997. O rumor da língua. São Paulo: Martins Fontes. Luiz Carlos.Referências BARTHES. Rio de Janeiro: FGV. São Paulo: Contexto. 2010. 2009. CLAVER. 13ª ed. A Coerência Textual. Texto e Leitor. São Paulo: Ática. São Paulo: Ática. José Luiz. Belo Horizonte: Dimensão. Francisco Platão e FIORIN. São Paulo: Contexto. KOCH. Petrópolis: Vozes. Mª das Graças. Ingedore V. 48. Pág. Dominique. 1997. Lector in fabula. COMPAGNON. São Paulo: Record. Ingedore V. SAMUEL. 1986. KOCH. São Paulo: Cortez. São Paulo: Martins Fontes. MAINGUENEAU. Ninguém num dia de São Nunca. São Paulo: Perspectiva. São Paulo: EDUC-PUC. Flávio. 2003. Linguagem e ideologia. Belo Horizonte: UFMG. Para entender o texto: Leitura e Redação. A interação pela linguagem. Roland. ECO. 2001. FIORIN. A.

Professor de Educação Superior.Currículo do professor conteudista Carlos Alberto Ferreira Brandão. Atuante com Literatura Brasileira. lotado no CCH. Departamento de Letras. Teoria Literária. Língua Portuguesa e Produção Textual. 45 .

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