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Irredutibilidade Salarial

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A IRREDUTIBILIDADE DO SALÁRIO E A ISONOMIA SALARIAL 1.

0 INTRODUÇÃO O Principio da Irredutibilidade do salário nos contratos trabalhistas tem como objetivo gerar segurança e estabilidade financeira ao trabalhador. O salário, muitas vezes, é a única fonte de renda do empregado, sendo este o seu único meio de subsistência, sua única fonte de riqueza. Isto posto, o legislador buscou estabelecer amplas defesas, por meio de normas imperativas, a fim de assegurar o seu pagamento […] de forma inalterável, irredutível, integral e intangível, no modo, na época, no prazo e no lugar devido. Ademais, estando o empregador em uma posição hierárquica superior ao trabalhador, e este encontra-se diretamente vinculada a esta, faz-se necessário que o proletário tenha seu salário, bem como seus direitos protegidos contra qualquer abuso praticado pelo empregador. Segundo professor CATHARINO, “a necessidade de proteger o efetivo recebimento do salário assenta no seu caráter alimentar. Justifica-se, sem maiores esforços, deva a lei coibir qualquer ato ou fato capaz de reduzir, ainda mais, a capacidade econômica de quem, em virtude de sua peculiar condição, depende exclusivamente do que recebe como contraprestação ao trabalho que executa. CATHARINO, José Martins, Tratado Jurídico do Salário Desta forma, tendo em vista os grandes abusos e irregularidades praticados pelos empregadores, bem como a crescente diversidade de novas situações empregatícias as quais rogam por regulamentação, o Direito do Trabalho já oferece ampla defesa a esse bem tão importante que é o salário do trabalhador, quais sejam; garantia do valor do salário, garantias contra mudanças contratuais e normativas que provoquem a redução do salário, garantias contra práticas que prejudiquem seu efetivo montante, enfim, garantias contra interesses contrapostos de credores diversos, sejam do empregador, sejam do próprio empregado. Muitos são os dispositivos que visam garantir a proteção ao salário do trabalhador, por exemplo, na constituição encontra-se tutelado pelo artigo 7, inciso X, o qual prevê expressamente sua proteção. Também por meio do 7, inciso VI da Constituição Federal, o legislador veda qualquer possibilidade do salário dos empregados serem reduzidos pós criação de seu contrato trabalhista, trata-se de uma interpretação direta do principio da “Pacta Sunt Servanda” em tal modalidade de contrato, devendo-se respeitar o que foi contratado. A redução do salário empregatício também é vedada mesmo que seja oriunda da vontade do próprio trabalhador, trata-se de um direito irrenunciável, não podendo este ser modificado, senão em seu benefício. A única hipótese lícita aceita pelo legislador, conforme regulamentado pela CLT, artigo 503, é quando a situação financeira de uma empresa encontra-se debilitada, sofrendo grande prejuízo econômico. Acrescentando-se ao fato de que tal acordo, deve ser feito mediante acordo coletivo junto ao sindicato dos empregados. O mestre Arnaldo Sussekind diz que: “É proibida a redução direta ou indireta do salário,sendo que a primeira ocorre quando se diminui a quantia paga ao empregado, e a segunda ocorre quando são diminuídos os serviços do empregado,principalmente quando o salário é por produção”. Assim sendo, o legislador coíbe a alteração salarial direta, ou seja, aquelas realizadas conforme sua vontade, incidentes no salário, vetando também a

a redução geral dos salários dos empregados da empresa. 4º. emprego e condições de trabalho a contingências rápidas ou contínuas o sistema econômico. 3. Artigo 7. salvo quando este resultar de adiantamentos. CLT: É lícita. não podendo o empregador reduzir seu salario tendo em vista tal mudança de cargo.” Artigo 462. Cássio Mesquita Barros Junior. a modificação ou redução de direitos mediante a participação. ou seja. ser superior a 25% (vinte e cinco por cento). no artigo 7º. proporcionalmente aos salários de cada um. haja vista que nem sempre as reduções salariais são oriundas de má-fé ou ilicitude.º inciso VI. além de outros que visem à melhoria de sua condição social.Cessados os efeitos decorrentes do motivo de força maior. a ideia de flexibilidade do Direito do Trabalho tem-se apresentado como uma excelente solução para a questão salarial dos empregados. não só preocupado em regular tais situações abusivas. a própria empresa. não podendo. “Irredutibilidade do salário. em caso de força maior ou prejuízos devidamente comprovados. do sindicato profissional.” Como se vê nos artigos constitucionais supracitados. na medida em que permite. formalizada em convenção ou acordo coletivo de trabalho. A Constituição Federal adotou a flexibilização negociada do Direito do Trabalho. . CLT : “Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado. em muitos casos são necessários acordos para que o ambiente de trabalho. incisos VI. o salário mínimo da região. respeitado. Parágrafo único . continue sendo economicamente favorável a ambos os lados. é garantido o restabelecimento dos salários reduzidos.redução indireta relativa a qualquer alteração na função do empregado. Artigo 503. na negociação coletiva. de dispositivos de lei ou de contrato coletivo”. lançou-se de normas e dispositivos que visam valorizar e fortalecer os laços entre empregadores e empregados. sendo assim diz: “flexibilidade do Direito do Trabalho consiste nas medidas ou procedimentos de natureza jurídica que têm a finalidade social e econômica de conferir às empresas a possibilidade de ajustar a sua produção. de forma que busque uma solução justa e benéfica entre estes. em qualquer caso. Contudo. o legislador justrabalhista. nas hipóteses dos parágrafos 1°. 2º. mostrando-se benéfica a ambas partes. XIII e XIV a flexibilização de direitos através de negociação coletiva. entretanto. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. fala na flexibilidade do Direito do Trabalho como forma de amenizar as tensões entre os contratante e contratado trabalhista. Constituição Federal : “ São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.

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