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Resolva as questões do simulado sobre conhecimentos pedagógicos

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Resolva as questões do simulado sobre conhecimentos pedagógicos

Extra Tamanho do texto A A A A professora Suzana Fernandes, da Academia do Concurso, elaborou um simulado com questões sobre conhecimentos pedagógicos para quem está de olho nos concursos do Magistério.

1. A Lei de Diretrizes e Bases, Lei nº. 9394/96, em seu art. 3º enfatiza os princípios norteadores do ensino no Brasil. Analise-os: I. Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber. II. Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas. III. Respeito à liberdade e apreço à tolerância. Está(ão) correto(s) apenas o(s) princípio(s): A) I, II B) II C) III D) I, II, III 2. Os temas transversais relacionados nos Parâmetros Curriculares Nacionais, PCN’s, referem-se, EXCETO: A) Questões que interferem na vida dos alunos e com as quais se veem confrontados no seu diaa-dia. B) São um conjunto de temas que aparecem transversalizados nas áreas definidas. C) Constituem novas áreas para trabalhar com os alunos. D) Meio ambiente, saúde e ética são temas transversais. 3. NÃO é uma prática correta do Projeto Pedagógico na escola: A) Ensinar a partir de valores da visão do homem, da sociedade em geral e do conhecimento. B) Reconhecer o referencial teórico e a filosofia da escola. C) Definir metas de avaliação, na intenção de classificar a aprendizagem dos alunos. D) Propor a prática de projetos coletivos na escola. 4. Visando à formação básica do cidadão, a LDB, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, dispõe para o Ensino Fundamental que a escola deverá promover, EXCETO: A) O desenvolvimento da capacidade de aprender, a partir do domínio da leitura, da escrita e do cálculo. B) A preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento superiores. C) O fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca e, que assenta a vida social. D) O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos, habilidades e formação de valores. 5. Sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’s, marque o INCORRETO: A) São elaborados pelo MEC e colocados à disposição das escolas, visando à melhoria da educação, em todo o país. B) É uma proposta governamental que impõe um modelo curricular único. C) Sugere a adequação do currículo escolar à realidade educacional e a peculiaridade da clientela que atende. D) Os temas transversais dos PCN’s tratam da interdisciplinaridade, como proposta de estabelecer comunicações entre as disciplinas escolares. 6. A avaliação do aproveitamento escolar, praticada como atribuição de qualidade aos resultados da aprendizagem dos educandos visa, EXCETO: A) Coletar, analisar e sintetizar as manifestações das condutas dos educandos. B) O aspecto classificatório sob a forma de verificação. C) A reorientação imediata da aprendizagem, caso se mostre com resultados insatisfatórios. D) O encaminhamento dos educandos para passos subsequentes da aprendizagem, caso se considere satisfatório os resultados da avaliação.

D) zero a seis anos e onze meses. precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública. B) AII – BI – CIII. períodos semestrais e ciclos. A. D) em séries anuais. C) 3 (três) anos e 11(onze) meses de idade. grupos não-seriados. habilidades e modo de agir. ou por forma diversa de organização. alternância regular de períodos de estudos. ciclos. normas e atitudes. Abrangem regras. C) em séries anuais. ciclos. II. C. sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. D) AI – BII – CIII. A educação básica poderá organizar-se A) em séries anuais. A Educação Infantil. A importância de trabalhar os conteúdos de ciências naturais nos anos iniciais do ensino fundamental têm grande contribuição na formação e desenvolvimento dos alunos.estão 19 11. ou por forma diversa de organização. B. técnicas. Envolvem fatos e princípios. na competência e em outros critérios.exigindo-se o mínimo de . grupos não seriados. períodos semestrais. E) AIII – BII – CI. B) em séries anuais. II e III estão corretas. períodos semestrais. IV. grupos não seriados. alternância regular de períodos de estudos. Conteúdos atitudinais. A frequência ao Curso de Educação para Jovens e Adultos é _____________.7. em seguida. E) 4 (quatro) anos de idade. ciclos. Preencha as lacunas abaixo e. 8. 10. III. preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas. D) 4 (quatro) anos e 11(onze) meses de idade. A Educação Infantil será oferecida em Creches ou entidades equivalentes para crianças de até A) 1 (um) ano e 11(onze) meses de idade. C) Apenas I. Conteúdos procedimentais. Envolvem a abordagem de valores. E) I. C) zero a três anos e onze meses. A) Apenas I e II estão corretas. B) 2 (anos) anos e 11(onze) meses de idade. E) zero a seis anos. sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. B) Apenas II e III estão corretas. no parágrafo único do artigo 4º diz que a garantia de prioridade compreende I. na competência e em outros critérios. C) AI – BIII – CII. primeira etapa da Educação Básica. Conteúdos conceituais. assinale a alternativa correta. III e IV estão corretas 9. III e IV estão corretas. destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude. períodos semestrais. II. B) zero a quatro anos e onze meses. II. Faça a correspondência dos pressupostos metodológicos e assinale a alternativa correta. na competência e em outros critérios. D) Apenas II. ciclos ou por forma diversa de organização. com base na idade. 12. A) AIII – BI – CII. com base na idade. períodos semestrais. primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias. O Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei 8069/90. I. constitui direito da criança de A) zero a cinco anos e onze meses. E) em séries anuais. com base na idade. III.

E) Recursos materiais por si só. Dentre elas destacamos a concepção da Pedagogia Tradicional que muito contribuiu para o surgimento de outras concepções. Prática pedagógica que se caracteriza pela sobrecarga de informações veiculadas ao aluno. d. no limite imposto pela legislação. . B) Jean Jaques Rousseau. B) 200 dias letivos e 600 horas. sendo a cartilha sequencialmente seguida. E) Adam Smith. As idéias de descobrir. é importante para a aprendizagem consistente. E) 180 dias letivos e 600 horas 14. 3A e 3D. 2C. e. 1D. inventar. Assinale o que for correto frente ao processo de aprendizagem formal. C) 200 dias letivos e 700 horas. independentemente de recursos e mediações. B) 1B. 2. criar. c. Prática pedagógica altamente controlada e dirigida pelo professor. O conhecimento já adquirido pelo aluno não é valorizado. mas não com a formação do indivíduo. 2A. redescobrir. B) As atividades desenvolvidas na escola contribuem com a assimilação do conteúdo. Assinale a alternativa INCORRETA. Os conceitos de Assimilação e Acomodação foram contribuições de qual teórico? A) Jean Piaget. 2D. 3C e 3E. a base do processo de alfabetização A) 1A. 2B e 3D. Pedagogia Tradicional. Construtivismo. 1E. com atividades mecânicas inseridas numa proposta educacional rígida e passível de ser totalmente programada em detalhes. que caracteriza a Pedagogia Tradicional. proposta educacional rígida._________________da carga horária total de____________. A escola de Educação Especial para o Ensino Fundamental deverá cumprir um mínimo de A) 200 dias letivos e 800 horas. C) A mediação realizada pelo professor. D) Karl Marx. 2C. 3A e 3E. processo de aquisição de conhecimento muitas vezes destituído de significação. 17. A) obrigatória / 75% (setenta e cinco por cento) / cada fase B) obrigatória / 60% (sessenta por cento) / cada fase C) facultativa / 75% (setenta e cinco por cento) / cada fase D) facultativa / 75% (setenta e cinco por cento) / todas as fases E) obrigatória / 60% (sessenta por cento) / todas as fases 13. A) Defende que aluno participe e construa seus conhecimentos através de exercícios de memorização. 1. 2B. D) 180 dias letivos e 800 horas. 16. b. Tecnicismo. Algumas concepções pedagógicas norteiam o trabalho realizado nas instituições de ensino. 2C e 3B. A) A rotina de atividades desenvolvidas na escola não interfere o processo de aprendizagem. D) 1C. C) Sigmund Freud. 2B. A educação e a aprendizagem são construídas a todo o momento de maneira formal e informal. 2A. C) 1D. com atividades mecânicas. D) O indivíduo aprenderá de qualquer forma. são capazes de produzir conhecimento 15. 3. Assinale a alternativa que associa corretamente os números do primeiro bloco de palavras à(s) letra(s) do segundo bloco. Prática pedagógica altamente controlada e dirigida pelo professor. E) 1E. a. 1E. sendo que aquilo que se faz é tão importante quanto o motivo e a maneira que se faz.

Até mesmo o direito à liberdade.A. moral. previsto no art. direitos previstos na LDB. esses direitos devem ser exercidos nos limites do Regimento Escolar. Nada é ilimitado: nem os direitos. 11. 6° do ECA. mas também têm o dever de acompanhar a freqüência e o aproveitamento dos seus filhos (ou pupilos). RESUMO E ROTEIRO 1. onde o professor ensina e o aluno aprende. quando se tratar de faltas injustificadas. Ou seja. 18. B) As funções de educar e cuidar devem estar integradas. 7. ao tomar conhecimento de abusos praticados contra a criança e o adolescente? É obrigação do Diretor da Escola tentar resolver o problema com a família. intelectual e social deve ser garantido até os seis anos de idade. O Estatuto criou a figura Proteção integral à Criança e Adolescente. GABARITO: 1. 14. Não. Excepcionalmente até os 21 anos (por exemplo. 17.B.A. 5.B.B. Obrigações da direção: . 16 não é ilimitado.B. Os pais (ou responsáveis) têm o direito de conhecer o processo pedagógico da escola. 3.B) É uma proposta centrada no professor. psicológico. Quem assegura a criança. 6. Crianças e Adolescentes têm todos os seus direitos previstos e assegurados no Estatuto. na medida em que é o Conselho de Escola que irá elaborar o Regimento Escolar. 6º.A. Como deve ser vista a censura no ECA? Deve ser vista como uma questão legal. Exemplo: uma fita de vídeo classificada com imprópria para menores de 18 anos não poderá ser exibida para os alunos com idade inferior à indicada.C. para que haja a promoção do desenvolvimento da criança. Deve-se respeitá-los. 10. 12. a observação e o registro do desenvolvimento da criança é de responsabilidade do profissional do ensino fundamental e não da educação infantil. eles têm tanto direitos quanto deveres individuais e coletivos. I. na escola.D. 3. Os direitos da Criança e Adolescente devem ser assegurados “com absoluta prioridade”.C. 16. 5.C. não se esquecendo de que. 9. E) A reflexão da prática pedagógica do profissional da educação infantil deve ocorrer para o alcance dos objetivos estabelecidos. Referido artigo enumera os aspectos compreendidos por esse direito. nem os deveres. 8.A. de participar da definição das suas propostas educacionais. A participação da comunidade escolar (leia-se pais de alunos) adquire grande importância. D) Evidencia o professor como o defensor do saber e o principal agente de transformação da aprendizagem. maus tratos ou qualquer outra anormalidade.E. que lhe cabe ensinar o conteúdo através de aulas expositivas e com exercícios de memorização. D) As habilidades da criança. mas legal. C) A avaliação deve visar o aprimoramento da ação educativa. 18). 4. art. Nos termos do art. a censura não é ética. 2. C) Caracteriza-se pela construção do conhecimento através da interação entre professor e aluno. 6. Assinale a alternativa INCORRETA. O que fazer. 15. art. art. E) Enfoca um processo tradicional. 17. que tem por finalidade protegê-la e proporcionar uma formação consistente? A) O pleno desenvolvimento da criança nos aspectos físico. Ambos são impostos por lei.C. quando tratar-se de assegurar direitos dos mesmos).C. além de comunicar o Conselho Tutelar. 13. “Criança e Adolescente só têm direitos e não obrigações” (?) (art. D. 2. 7. 18.C. Deve proceder da mesma forma. Adolescente = 12 a 18 anos. 16. mas devem ser exercidos dentro dos limites legais. 4. Criança = 0 a 12 anos incompletos.D.

9. São deveres dos pais ou responsáveis: a) matricular o filho ou pupilo na escola. b) brincar. f) facilitar o acesso à escola (e à documentação) aos responsáveis por Criança e Adolescente (principalmente o Ministério Público). c) comunicar ao Conselho Tutelar os casos de reiteração de faltas injustificadas. policiais e judiciais referentes a Criança e Adolescente. 201. § 5º. b) não permitir que a Criança e Adolescente seja exposta a vexame ou constrangimento (“escola não é extensão do lar”). a questão é bastante polêmica nos dias atuais e não deixa de ser interessante discuti-la. já nos encontramos no século XXI e várias reformas educacionais ocorreram e . e) não divulgar (e não permitir a divulgação) de atos (infracionais) administrativos. haja vista. Em linhas gerais. evasão escolar (esgotados os recursos escolares). d) ser respeitado por seus educadores.a) comunicar ao Conselho Tutelar os casos de suspeita ou confirmação de maus tratos (além de outras providências legais). b). g) sigilo em todos os tipos de processos. h) se autor de ato infracional.. com a criação da A. O PAPEL DO SUPERVISOR ESCOLAR E SUA AÇÃO PEDAGÓGICA NAS SÉRIES INICIAIS Publicado em: 07/09/2010 |Comentário: 1 | Acessos: 5. e) organizar (e participar em) entidades estudantis. desde que no exercício de suas funções. da condição de diretor (art. que o profissional que exerce a função de supervisor em uma instituição de ensino deve estar apto para tal responsabilidade.710 | INTRODUÇÃO O presente artigo que tem por título O papel do supervisor escolar e sua ação pedagógica nas séries iniciais. Contudo. comunicações ao Conselho Tutelar. bem como participar da definição das propostas educacionais. Juiz e Promotor. classificado pelo órgão competente como não recomendado para Crianças e Adolescentes. peça. f) vaga em escola pública próxima de sua residência. E. elevados níveis de repetência (depois de tentar resolver o problema com os pais/responsáveis). É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico. 8. não abdicando. especificamente em 1924. não ser conduzido ou transportado indevidamente. praticar esportes e divertir-se. etc. apelo à Polícia. porém. d) tomar todas as medidas cabíveis quando da ocorrência de atos infracionais: ressarcimento de dano. – Associação Brasileira de Educação – os "técnicos em educação" receberam grandes estímulos na área educacional. traz respostas a um conjunto de questionamentos acerca da atual situação do supervisor. 10. Direitos da Criança e Adolescente: a) opinião e expressão. B. com o desenvolvimento da sociedade a partir do século XX. “queixa” no Distrito Policial. Partindo desse pressuposto. que ao longo do curso de graduação foram indagadas e ampliadas. c) acompanhar seu aproveitamento escolar. c) contestar critérios avaliativos e recorrer a instâncias superiores. g) não permitir a exibição de filme. b) acompanhar sua freqüência.

pois. Portanto. pois com a formação e qualificação este profissional atenderá melhor ao mercado de trabalho. é interessando perceber que as comunidades daquela época já utilizavam pessoal para organizar. ainda. no modo de produção feudal. ora supervisionado e organizando o trabalho dos membros da comunidade. os homens não estavam. nota-se então. na antiguidade tinha a classe dos proprietários e a dos nãoproprietários de terras. "semelhante ao artesanato em que o artesão. p. realizava o trabalho completo. na escola o determinado mestre também realizava por inteiro o trabalho de formação de seus discípulos". principalmente com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Lei – 9. e. fiscalizar e assim. sendo que essa nomenclatura não era utilizada neste contexto histórico. Segundo Saviani (2007. assim fazendo se educavam. entretanto.61 desta lei relatam acerca da importância da formação desse profissional da educação. bem como sua ação no ensino fundamental e a relação entre supervisores e professores das séries iniciais. visto que na época antiga e medieval. 14): Esse tipo de sociedade se caracterizou pelo modo coletivo de produção da existência.assim as dúvidas sobre o papel do supervisor escolar pairam em muitas mentes como um vulcão à beira da erupção. Dessa forma. o objetivo é identificar o papel do supervisor e a sua ação pedagógica nas séries iniciais. a busca de aperfeiçoamento no campo profissional foi constante até mesmo para desenvolver e entender melhor sua prática. a pesquisa metodológica utilizada para alcançar os objetivos almejados neste trabalho tem base bibliográfica. 16). discutir-se-á neste artigo um breve histórico sobre supervisão escolar fazendo uma contextualização desde a colonização até os dias atuais. Mesmo nas comunidades primitivas onde a educação se dava de forma difusa e indiferente estava presente a função supervisora. os homens se apropriavam coletivamente dos meios de vida fornecidos diretamente pela natureza para satisfazer suas necessidades existenciais. Portanto. BREVE HISTÓRICO SOBRE SUPERVISÃO ESCOLAR Retomando ao contexto histórico antes do período colonial. Assim. sozinho. a estrutura escolar era simples e constituída de um único mestre com seus discípulos. 2007. Entretanto. (Saviani. Assim. com o passar dos anos o mesmo fenômeno que caracterizou a sociedade antiga. isto é. persiste na Idade Média.. Sabe-se que algumas reformas na educação foram importantes. divididos em classes e produziam sua existência em comum. que haviam pessoas que exerciam a função de supervisor. enfatizando as transformações sociais e políticas que envolvem o supervisor escolar destacando também o papel deste diante de sua prática pedagógica. asseguravam a regularidade e funcionalidade da "Sociedade". . a ação supervisora ainda não se põe em destaque.394/96 – onde a partir do Art. desde a concepção até o produto final. p. 1. conseqüentemente a educação escolar se destinava aos membros da classe dominante..

advinda de influencias dos movimentos sociais e políticos do século XIX e do desenvolvimento da biologia. Em meados do século passado a pedagogia tradicional começa a perder força no Brasil em virtude do movimento da educação nova. todavia. p. nos anos 50 iniciase a propaganda de novas teorias educacionais originadas dos E. além disso. onde com a criação de leis e decretos na área educacional o supervisor escolar passou a assumir função específica nas instituições de ensino. p. Em suma. Nesse contexto sócio-político educacional é aprovado pelo então Conselho Federal de Educação o Parecer n° 252 de 1969 que reformulou os cursos de Pedagogia. No entanto. tendo como base teórica a concepção cientifica da educação. o desenvolvimento da sociedade brasileira de cunho capitalista e a aceleração do processo de industrialização e urbanização intensificaram as pressões sociais em torno da questão educacional fazendo com que as reformas e políticas educacionais tomassem forma para o melhor desenvolvimento da mesma. ministradas de forma bastante sumária. em diversas áreas afins. A e . que. o movimento da escola nova orienta-se pela tecnização do campo pedagógico voltado para os fatores internos da instituição escolar: organização e administração do sistema de ensino. a saber: administração. inspeção. supervisão e orientação. com a ruptura política do período militar. previu-se também. deveriam garantir uma formação diversificada numa função especifica da ação educativa.Então.692/71. individualizadas por função. 48). realizaram-se novas reformas no ensino. Por meio deste Parecer. o magistério de disciplinas profissionalizantes dos cursos normais. A Supervisão Escolar no Século XX No século XX a educação brasileira passou por vários processos de mudanças. As funções foram denominadas "habilitações". 29) o curso de pedagogia foi então: Organizado na forma de habilitações. buscou-se organizar a educação à nova situação. Foram quatro habilitações centradas nas áreas técnicas.U. no final dos anos 60. os anos se passaram e muitas mudanças ocorreram no âmbito educacional. Contudo. a supervisão foi oficializada com a LDB – Lei de Diretrizes e Base da Educação – de 1971 com a lei 5. Em meio aos conflitos da época. é com o Parecer n° 252/69 que se dar a tentativa mais radical de se profissionalizar a função do supervisor educacional. pretende-se especializar o educador em uma função particular não se preocupando com sua inserção no vasto painel do processo educativo. Deportamo-nos finalmente para o século XX. psicologia e sociologia. 1. Conforme Saviani (2007. segundo Libânio (2007. Assim.1. como habilitação possível de ser cursada concomitantemente com uma dentre aqueles da área técnica. após um núcleo comum centrado nas disciplinas de funcionamentos da educação. Visto que. qualidade do ensino e novas técnicas de ensino obtidas nos recentes desenvolvimentos experimentais.

Filosofia da Educação. 33). nos dias atuais. Desse modo. surge a nomenclatura "supervisor escolar" com a lei 5. (Saviani. (Saviani. . isto é. Na década de 70. a chamada teoria da supervisão. sabe explicitá-la. Contudo. tampouco tem consciência de qual função é essa e. sobre a base de uma fundamentação teórica centrada nos fundamentos da educação com competências para exercer as diferentes atribuições dirigidas pelos sistemas de ensino visando um melhor funcionamento. p. é bom compreender que apesar dos contratempos o supervisor tem desenvolvido sua função de modo a estar contribuindo para o melhor encaminhamento do processo educativo em nível de perspectivas futuras. mais precisamente no curso de pedagogia. É nesse contexto conflituoso do século passado.rotulados com a expressão "tecnicismo educacional". por exemplo. História da Educação ou Didática. seja de modo geral ou particular. com tentativas de dar um cunho empresarial à administração escolar e à sala de aula. quanto à habilitação não era tão relevante. que criou força nos anos 70. 2007. percebe-se que o profissional ocupava o cargo de supervisor escolar. Estadual e Particulares. as habilitações pedagógicas careciam de especificidade tanto em termos teóricos como em termos práticos. Visto que as reformas que aconteceram na educação não foram suficientes para dar suporte técnico/pedagógico em todo o campo socioeconômico e cultural da educação brasileira. entrevistou supervisores da rede Municipal.Numa primeira análise. É fundamental entender que nessa época para trabalhar como supervisor o importante era ter formação em educação. Entretanto Nereide Saviani. . Psicologia da Educação. se o supervisor não se dá conta de que cumpre uma função política. independentemente do tipo de habilitação constante de seus diplomas. 32 a 33) Conforme os questionamentos referidos à função política da supervisão. Ainda de acordo com Saviani: Em termos teóricos porque não dispunham de um corpo próprio de conceitos. um arranjo de conceitos que integravam às áreas básicas como Sociologia da Educação. menos ainda. p. que no final dos anos 70. 2007. sendo. Apesar de que o papel do supervisor educacional perpetue ainda em discussão.692/71 onde se acentua a idéia do gerenciamento dos sistemas escolares e escolas. as lutas por uma educação de qualidade neste século foram importantíssimas. tendo chegado a algumas conclusões: Nem sempre o supervisor se dá conta de que cumpre uma função política. mas não conseguia desenvolver e identificar a função política e social que lhe cabia. Em termos práticos essa falta de especificidade se traduzia na reversibilidade com que os diferentes "profissionais" ocupavam os postos da burocratização educacional. ao defender sua dissertação de Mestrado sobre o tema: "Função técnica e função política do supervisor em educação". é possível dizer que a função política que os supervisores (em sua maioria) desempenham não é a que gostaria de estar desempenhando. logo o compromisso de alguns educadores neste processo focalizava a inserção dos valores éticos e morais da época. o curso de Pedagogia ganha corpo.

que veio oficializar a função do Supervisor escolar na lei. Enfim. p. mas. nos dias atuais alguns agem assim pelo poder que lhe cabe.2. os supervisores estavam condicionados a uma política tradicional do sistema antigo. o cultural. sabe-se que em algumas escolas eram os supervisores que administravam a instituição. o econômico. a democracia se expressa como condição fundamental para que a organização escolar se traduza em um ato coletivo atuante. a sociedade se organiza em prol de uma educação onde as classes menos favorecidas pudessem estar inseridas no processo educativo. o político. a participação democrática constitui uma forma significativa de promover maior aproximação entre os membros da escola reduzindo a desigualdade entre eles. supervisão e orientação educacional para educação básica. o histórico. os teóricos nos direcionam a pensar que as questões concretas que influenciaram a prática escolar não nasceram dentro delas (escola). Entretanto.Então no século XX. 64 – "A formação de profissional de educação para administração. da escola e da atuação de professores no sistema escolar brasileiro. Então. Ao momento de crítica e revisão do processo político brasileiro se somou uma visão crítica da educação. Ainda de acordo com a autora. os processos educativos não são apenas implantados num determinado espaço – a escola está necessariamente envolvida com o contexto que a cerca. porém. planejamento. nesse contexto o supervisor pedagógico esta compreendido num conjunto de elementos que incluem o social. a partir da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB – Lei 4. a volta ao estado de direito foi lenta e progressivamente mostrando um viés novo para a compreensão de antigos problemas. após dez anos surgiu outra reforma na área educacional que foi com a segunda LDB – 5.024/61. 9. Scapin (2008. neste novo cenário um supervisor voltado para as políticas inerentes às novas propostas de ensino estabelecidas pelo Ministério de Educação. alimentam-se da sociedade como um todo. Busca-se então.394/96 que dá respaldo para a função do Supervisor no art. logo. 1. tiveram base filosófica para caminhar. As Transformações Sociais e Políticas e o Desenvolvimento do Papel do Supervisor As transformações no campo educacional se intensificaram em meados do século XX. E a terceira Lei é vigente. 22) justifica que: No período da democratização. se passou a trabalhar com uma política democrática. as Transformações no campo educacional. Assim sendo. visto que. Entretanto. inspeção. Durante muitos anos os supervisores eram vistos como controladores das ações dos professores (esta ação controladora será discutida mais adiante). sendo que no âmbito escolar esta democratização demorou a chegar. Com a nova política do século XX. social e político. o supervisor precisa compreender a estreita relação entre as práticas sociais e a sua prática escolar. será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação .692/71.

Então. com isso o supervisor tende a desenvolver seu papel no âmbito escolar valorizando o conjunto de idéias e valores. No entanto. .. a idéia de supervisão tem origem no período colonial. Portanto. deve-se ressaltar que o supervisor educacional exercia sua função como controlador do processo de produção. da educação." Os aspectos socioeconômicos e políticos influenciaram a ação supervisora por toda a história educacional. p. independentemente de formação especifica em habilitação no curso de Pedagogia. atribuindo-lhe mais responsabilidade para desenvolver suas habilidades e competências. (Ferreira. como ressalta Ferreira (2007. mas no trabalho articulador e orgânico entre a verdadeira qualidade do trabalho pedagógico que se tornará mais verdadeiro em seus compromissos humanizadores. visando competência técnica. Para tanto. quando foi organizado o primeiro sistema educacional brasileiro. (. percebe-se que as transformações sócio-políticas contribuíram para o fortalecimento do papel do supervisor e seu desenvolvimento que é fundamental no processo educacional. Entretanto. quando expressar e servir de pólo-fonte de subsídios para novas políticas e novas formas de gestão na intensidade espaço-temporal de transformações que a "era da globalização" ocasionou.. sistematizando e integrando o trabalho conjunto por meio da interdisciplinaridade. constituiu-se num trabalho escolar que tem o compromisso de garantir a qualidade do ensino. e sua origem traz o viés da administração.à critério da instituição de ensino. a supervisão educacional. para refletir sobre a supervisão educacional. que a designa como gerência para controlar o executado. teórica e humana. haja vista que etimologicamente. o supervisor é o articulador do Projeto Político-Pedagógico da instituição. é necessário compreender os compromissos que deram sustentabilidade em sua trajetória no campo político e administrativo da educação. p. como também questionando acerca da reflexão teórica e prática. já na educação. Não se esgota. garantida nesta formação. Apesar de ter sido reconhecida oficialmente pela LDB de 1971. no saber fazer bem e no saber o que ensinar.). 327): Como prática educativa ou como função. portanto. supervisor significa "visão sobre". Visto que. Sobre as transformações sociais e políticas. da formação humana. as conquista no âmbito educacional vieram contribuir para a reflexão do papel social e político do supervisor. política. passou a ser exercida como função de controle no processo educacional. a base comum nacional. cabe ao mesmo supervisionar de forma prática o processo ensinoaprendizagem. 238). 2007. a sociedade atual vive veiculada ao mundo globalizado onde a velocidade da informação é ingerida de forma imediata. Já nos dias atuais. fiscalizando os recursos que o professor supostamente trabalharia em sala de aula e também fiscal de cadernetas – diários de classe – era mais um supervisor burocrático.

Desse modo. As hipóteses levantadas pelo projeto para construção deste artigo se confirmaram. a função do supervisor era de fiscalizar o trabalho do professor. o supervisor constitui-se em um agente de mudanças. É esta abertura que permite a produção pedagógica. 35): Por definição. sendo que formalmente considera-se o "pedagógico" como um dos processos educativos. A ligação deve ser ao mesmo tempo permanente e irredutível. de idéias ou de sistemas pedagógicos. o pedagogo não pode ser nem um puro e simples prático nem um puro e simples teórico. percebendo-se como um ser capaz de compartilhar no processo pedagógico. porque não pode existir um fosso entre a teoria e a prática. (2002. p.2. oportunizando uma relação de harmonia entre os interlocutores da instituição. Portanto. . O supervisor desenvolvia mais um trabalho burocrático do que articulador do processo educacional. citado por Libânio (2002. metodológicos ao modo de ensinar.30) ressalta a importância da prática pedagógica para educadores e implica vários conceitos empíricos para tal prática. O PAPEL DO SUPERVISOR E A PRÁTICA PEDAGÓGICA Libâneo. Em conseqüência. e nesse processo os planos de aula e diários de classe deveriam esta conforme a posição estrutural do supervisor. p. pensar o ato pedagógico não basta. Conforme aponta a seguir Houssaye. 29. CONSIDERAÇÕES FINAIS O tema amplo. Somente será considerado pedagogo aquele que fará surgir um "mais" na e pela articulação teoria e prática na educação. uma diretriz orientadora da ação educativa. complexo e inesgotável mobiliza-me a continuar estudando e acreditando. percebe-se que é um campo de conhecimento que trata sobre a problemática educacional visualizando sua totalidade e historicidade e. por meio de um olhar diversificado. ao mesmo tempo. Sua prática não deve está dissociada da teoria e nem a teoria da prática. na Supervisão Educacional brasileira. Mas o teórico da educação. Ele está entre os dois. Com base nas pesquisas foi percebido que: No inicio. o prático em si mesmo não é um pedagogo. é mais um utilizador de elementos. Com as transformações sociais e políticas se fortalecendo o supervisor começou a repensar sua ação. facilitador e mediador. pois observou-se que cada vez mais o profissional desta área deve se comprometer com as transformações que a educação vem atravessando.

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