Resolva as questões do simulado sobre conhecimentos pedagógicos

Extra Tamanho do texto A A A A professora Suzana Fernandes, da Academia do Concurso, elaborou um simulado com questões sobre conhecimentos pedagógicos para quem está de olho nos concursos do Magistério.

1. A Lei de Diretrizes e Bases, Lei nº. 9394/96, em seu art. 3º enfatiza os princípios norteadores do ensino no Brasil. Analise-os: I. Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber. II. Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas. III. Respeito à liberdade e apreço à tolerância. Está(ão) correto(s) apenas o(s) princípio(s): A) I, II B) II C) III D) I, II, III 2. Os temas transversais relacionados nos Parâmetros Curriculares Nacionais, PCN’s, referem-se, EXCETO: A) Questões que interferem na vida dos alunos e com as quais se veem confrontados no seu diaa-dia. B) São um conjunto de temas que aparecem transversalizados nas áreas definidas. C) Constituem novas áreas para trabalhar com os alunos. D) Meio ambiente, saúde e ética são temas transversais. 3. NÃO é uma prática correta do Projeto Pedagógico na escola: A) Ensinar a partir de valores da visão do homem, da sociedade em geral e do conhecimento. B) Reconhecer o referencial teórico e a filosofia da escola. C) Definir metas de avaliação, na intenção de classificar a aprendizagem dos alunos. D) Propor a prática de projetos coletivos na escola. 4. Visando à formação básica do cidadão, a LDB, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, dispõe para o Ensino Fundamental que a escola deverá promover, EXCETO: A) O desenvolvimento da capacidade de aprender, a partir do domínio da leitura, da escrita e do cálculo. B) A preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento superiores. C) O fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca e, que assenta a vida social. D) O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos, habilidades e formação de valores. 5. Sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’s, marque o INCORRETO: A) São elaborados pelo MEC e colocados à disposição das escolas, visando à melhoria da educação, em todo o país. B) É uma proposta governamental que impõe um modelo curricular único. C) Sugere a adequação do currículo escolar à realidade educacional e a peculiaridade da clientela que atende. D) Os temas transversais dos PCN’s tratam da interdisciplinaridade, como proposta de estabelecer comunicações entre as disciplinas escolares. 6. A avaliação do aproveitamento escolar, praticada como atribuição de qualidade aos resultados da aprendizagem dos educandos visa, EXCETO: A) Coletar, analisar e sintetizar as manifestações das condutas dos educandos. B) O aspecto classificatório sob a forma de verificação. C) A reorientação imediata da aprendizagem, caso se mostre com resultados insatisfatórios. D) O encaminhamento dos educandos para passos subsequentes da aprendizagem, caso se considere satisfatório os resultados da avaliação.

com base na idade. E) 4 (quatro) anos de idade. ciclos. com base na idade. A frequência ao Curso de Educação para Jovens e Adultos é _____________. II. Preencha as lacunas abaixo e. constitui direito da criança de A) zero a cinco anos e onze meses. assinale a alternativa correta. B) Apenas II e III estão corretas. C) AI – BIII – CII. III. períodos semestrais. destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude. Faça a correspondência dos pressupostos metodológicos e assinale a alternativa correta. B. alternância regular de períodos de estudos. C) Apenas I. Conteúdos procedimentais. com base na idade. no parágrafo único do artigo 4º diz que a garantia de prioridade compreende I. D) zero a seis anos e onze meses. ou por forma diversa de organização. preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas. ciclos. A educação básica poderá organizar-se A) em séries anuais. III e IV estão corretas. C) 3 (três) anos e 11(onze) meses de idade. I. períodos semestrais. C) zero a três anos e onze meses. III. C) em séries anuais. habilidades e modo de agir. Conteúdos conceituais. 12. B) em séries anuais. normas e atitudes. na competência e em outros critérios. A Educação Infantil será oferecida em Creches ou entidades equivalentes para crianças de até A) 1 (um) ano e 11(onze) meses de idade. A Educação Infantil. A) AIII – BI – CII. D) Apenas II. B) zero a quatro anos e onze meses. Abrangem regras. IV. 10. períodos semestrais. D) 4 (quatro) anos e 11(onze) meses de idade. E) zero a seis anos. em seguida. sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. ciclos. sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. períodos semestrais e ciclos. B) AII – BI – CIII. ou por forma diversa de organização. A. técnicas. na competência e em outros critérios. II. Envolvem fatos e princípios. C. B) 2 (anos) anos e 11(onze) meses de idade. 8. II.exigindo-se o mínimo de . E) em séries anuais. períodos semestrais. grupos não seriados. D) em séries anuais. D) AI – BII – CIII. II e III estão corretas. Conteúdos atitudinais. grupos não seriados. grupos não-seriados. ciclos ou por forma diversa de organização. E) AIII – BII – CI. A) Apenas I e II estão corretas. primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias. O Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei 8069/90. E) I.estão 19 11. na competência e em outros critérios. Envolvem a abordagem de valores. A importância de trabalhar os conteúdos de ciências naturais nos anos iniciais do ensino fundamental têm grande contribuição na formação e desenvolvimento dos alunos. precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública. primeira etapa da Educação Básica. alternância regular de períodos de estudos. III e IV estão corretas 9.7.

2C. 2B e 3D. Dentre elas destacamos a concepção da Pedagogia Tradicional que muito contribuiu para o surgimento de outras concepções. B) 1B. A) obrigatória / 75% (setenta e cinco por cento) / cada fase B) obrigatória / 60% (sessenta por cento) / cada fase C) facultativa / 75% (setenta e cinco por cento) / cada fase D) facultativa / 75% (setenta e cinco por cento) / todas as fases E) obrigatória / 60% (sessenta por cento) / todas as fases 13. 2C. 2C e 3B. A) Defende que aluno participe e construa seus conhecimentos através de exercícios de memorização. 16. no limite imposto pela legislação. processo de aquisição de conhecimento muitas vezes destituído de significação. 3A e 3E. sendo a cartilha sequencialmente seguida. 2D. independentemente de recursos e mediações. D) 1C. D) O indivíduo aprenderá de qualquer forma. redescobrir. 3. com atividades mecânicas inseridas numa proposta educacional rígida e passível de ser totalmente programada em detalhes. As idéias de descobrir. b. 2B. c. 1D. que caracteriza a Pedagogia Tradicional. 3C e 3E. Prática pedagógica altamente controlada e dirigida pelo professor. 17. E) 1E. mas não com a formação do indivíduo. . com atividades mecânicas. E) Recursos materiais por si só. 1E. 2A. B) As atividades desenvolvidas na escola contribuem com a assimilação do conteúdo. inventar. Algumas concepções pedagógicas norteiam o trabalho realizado nas instituições de ensino. Assinale a alternativa que associa corretamente os números do primeiro bloco de palavras à(s) letra(s) do segundo bloco. são capazes de produzir conhecimento 15. E) Adam Smith. Assinale o que for correto frente ao processo de aprendizagem formal. 2B. B) 200 dias letivos e 600 horas. e. Assinale a alternativa INCORRETA. Os conceitos de Assimilação e Acomodação foram contribuições de qual teórico? A) Jean Piaget._________________da carga horária total de____________. B) Jean Jaques Rousseau. C) 200 dias letivos e 700 horas. O conhecimento já adquirido pelo aluno não é valorizado. criar. Construtivismo. D) Karl Marx. Prática pedagógica que se caracteriza pela sobrecarga de informações veiculadas ao aluno. a base do processo de alfabetização A) 1A. Tecnicismo. C) Sigmund Freud. 2. 1E. C) 1D. C) A mediação realizada pelo professor. 3A e 3D. A) A rotina de atividades desenvolvidas na escola não interfere o processo de aprendizagem. é importante para a aprendizagem consistente. d. a. 1. sendo que aquilo que se faz é tão importante quanto o motivo e a maneira que se faz. Prática pedagógica altamente controlada e dirigida pelo professor. proposta educacional rígida. Pedagogia Tradicional. E) 180 dias letivos e 600 horas 14. A educação e a aprendizagem são construídas a todo o momento de maneira formal e informal. D) 180 dias letivos e 800 horas. 2A. A escola de Educação Especial para o Ensino Fundamental deverá cumprir um mínimo de A) 200 dias letivos e 800 horas.

Nada é ilimitado: nem os direitos. 5. 13. nem os deveres. art. 2.D. 6° do ECA. mas devem ser exercidos dentro dos limites legais. 7. que tem por finalidade protegê-la e proporcionar uma formação consistente? A) O pleno desenvolvimento da criança nos aspectos físico.A. para que haja a promoção do desenvolvimento da criança. mas também têm o dever de acompanhar a freqüência e o aproveitamento dos seus filhos (ou pupilos). 4. B) As funções de educar e cuidar devem estar integradas. O que fazer. 8.C. Adolescente = 12 a 18 anos. Nos termos do art. intelectual e social deve ser garantido até os seis anos de idade. 17. 5. 18. GABARITO: 1. art. C) Caracteriza-se pela construção do conhecimento através da interação entre professor e aluno. quando se tratar de faltas injustificadas.C.C. Quem assegura a criança. Exemplo: uma fita de vídeo classificada com imprópria para menores de 18 anos não poderá ser exibida para os alunos com idade inferior à indicada. de participar da definição das suas propostas educacionais. a observação e o registro do desenvolvimento da criança é de responsabilidade do profissional do ensino fundamental e não da educação infantil. não se esquecendo de que. RESUMO E ROTEIRO 1. 16 não é ilimitado. O Estatuto criou a figura Proteção integral à Criança e Adolescente. Os direitos da Criança e Adolescente devem ser assegurados “com absoluta prioridade”.B. 7. psicológico. D) Evidencia o professor como o defensor do saber e o principal agente de transformação da aprendizagem. na medida em que é o Conselho de Escola que irá elaborar o Regimento Escolar. Assinale a alternativa INCORRETA. onde o professor ensina e o aluno aprende. 17. Referido artigo enumera os aspectos compreendidos por esse direito. 14. 11. 3. Deve proceder da mesma forma. 18. 12. 4. além de comunicar o Conselho Tutelar.B.C. ao tomar conhecimento de abusos praticados contra a criança e o adolescente? É obrigação do Diretor da Escola tentar resolver o problema com a família. Não.A. I. a censura não é ética. Criança = 0 a 12 anos incompletos. Os pais (ou responsáveis) têm o direito de conhecer o processo pedagógico da escola. Ou seja. eles têm tanto direitos quanto deveres individuais e coletivos. 16. 6. D. 15. 16. Excepcionalmente até os 21 anos (por exemplo.E. moral. C) A avaliação deve visar o aprimoramento da ação educativa. Crianças e Adolescentes têm todos os seus direitos previstos e assegurados no Estatuto. que lhe cabe ensinar o conteúdo através de aulas expositivas e com exercícios de memorização. 9. Como deve ser vista a censura no ECA? Deve ser vista como uma questão legal. 2. E) Enfoca um processo tradicional.B. mas legal.A. quando tratar-se de assegurar direitos dos mesmos). previsto no art. esses direitos devem ser exercidos nos limites do Regimento Escolar. “Criança e Adolescente só têm direitos e não obrigações” (?) (art. Obrigações da direção: . E) A reflexão da prática pedagógica do profissional da educação infantil deve ocorrer para o alcance dos objetivos estabelecidos.A. Até mesmo o direito à liberdade. 10. D) As habilidades da criança.B.C.C.B) É uma proposta centrada no professor. 3. 6º. Deve-se respeitá-los.D. maus tratos ou qualquer outra anormalidade. Ambos são impostos por lei. na escola. 18). 6. art. A participação da comunidade escolar (leia-se pais de alunos) adquire grande importância. direitos previstos na LDB.

Partindo desse pressuposto. d) tomar todas as medidas cabíveis quando da ocorrência de atos infracionais: ressarcimento de dano. § 5º. a questão é bastante polêmica nos dias atuais e não deixa de ser interessante discuti-la. etc. 201. f) facilitar o acesso à escola (e à documentação) aos responsáveis por Criança e Adolescente (principalmente o Ministério Público). Em linhas gerais. policiais e judiciais referentes a Criança e Adolescente. evasão escolar (esgotados os recursos escolares). b).a) comunicar ao Conselho Tutelar os casos de suspeita ou confirmação de maus tratos (além de outras providências legais). São deveres dos pais ou responsáveis: a) matricular o filho ou pupilo na escola. bem como participar da definição das propostas educacionais.. da condição de diretor (art. – Associação Brasileira de Educação – os "técnicos em educação" receberam grandes estímulos na área educacional. E. b) não permitir que a Criança e Adolescente seja exposta a vexame ou constrangimento (“escola não é extensão do lar”). comunicações ao Conselho Tutelar. que o profissional que exerce a função de supervisor em uma instituição de ensino deve estar apto para tal responsabilidade. “queixa” no Distrito Policial. haja vista. c) comunicar ao Conselho Tutelar os casos de reiteração de faltas injustificadas. e) não divulgar (e não permitir a divulgação) de atos (infracionais) administrativos. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico. desde que no exercício de suas funções. h) se autor de ato infracional. elevados níveis de repetência (depois de tentar resolver o problema com os pais/responsáveis). d) ser respeitado por seus educadores. especificamente em 1924. c) contestar critérios avaliativos e recorrer a instâncias superiores. g) não permitir a exibição de filme. peça. com a criação da A. já nos encontramos no século XXI e várias reformas educacionais ocorreram e . praticar esportes e divertir-se. não ser conduzido ou transportado indevidamente. Contudo. não abdicando. c) acompanhar seu aproveitamento escolar. Direitos da Criança e Adolescente: a) opinião e expressão. e) organizar (e participar em) entidades estudantis. 10. 9. b) brincar.710 | INTRODUÇÃO O presente artigo que tem por título O papel do supervisor escolar e sua ação pedagógica nas séries iniciais. O PAPEL DO SUPERVISOR ESCOLAR E SUA AÇÃO PEDAGÓGICA NAS SÉRIES INICIAIS Publicado em: 07/09/2010 |Comentário: 1 | Acessos: 5. classificado pelo órgão competente como não recomendado para Crianças e Adolescentes. g) sigilo em todos os tipos de processos. traz respostas a um conjunto de questionamentos acerca da atual situação do supervisor. f) vaga em escola pública próxima de sua residência. 8. porém. que ao longo do curso de graduação foram indagadas e ampliadas. Juiz e Promotor. b) acompanhar sua freqüência. B. com o desenvolvimento da sociedade a partir do século XX. apelo à Polícia.

na escola o determinado mestre também realizava por inteiro o trabalho de formação de seus discípulos". sendo que essa nomenclatura não era utilizada neste contexto histórico. asseguravam a regularidade e funcionalidade da "Sociedade". a busca de aperfeiçoamento no campo profissional foi constante até mesmo para desenvolver e entender melhor sua prática. a estrutura escolar era simples e constituída de um único mestre com seus discípulos. BREVE HISTÓRICO SOBRE SUPERVISÃO ESCOLAR Retomando ao contexto histórico antes do período colonial. (Saviani. Portanto. enfatizando as transformações sociais e políticas que envolvem o supervisor escolar destacando também o papel deste diante de sua prática pedagógica. sozinho. persiste na Idade Média. p. fiscalizar e assim. e. pois com a formação e qualificação este profissional atenderá melhor ao mercado de trabalho. é interessando perceber que as comunidades daquela época já utilizavam pessoal para organizar.assim as dúvidas sobre o papel do supervisor escolar pairam em muitas mentes como um vulcão à beira da erupção. na antiguidade tinha a classe dos proprietários e a dos nãoproprietários de terras. Assim. Assim. Segundo Saviani (2007. desde a concepção até o produto final. discutir-se-á neste artigo um breve histórico sobre supervisão escolar fazendo uma contextualização desde a colonização até os dias atuais. 16). Portanto. Sabe-se que algumas reformas na educação foram importantes. visto que na época antiga e medieval. a pesquisa metodológica utilizada para alcançar os objetivos almejados neste trabalho tem base bibliográfica. ora supervisionado e organizando o trabalho dos membros da comunidade. 14): Esse tipo de sociedade se caracterizou pelo modo coletivo de produção da existência.394/96 – onde a partir do Art. ainda.61 desta lei relatam acerca da importância da formação desse profissional da educação. a ação supervisora ainda não se põe em destaque. . divididos em classes e produziam sua existência em comum.. os homens se apropriavam coletivamente dos meios de vida fornecidos diretamente pela natureza para satisfazer suas necessidades existenciais. 1. Mesmo nas comunidades primitivas onde a educação se dava de forma difusa e indiferente estava presente a função supervisora. pois. no modo de produção feudal. os homens não estavam. Lei – 9. p.. assim fazendo se educavam. conseqüentemente a educação escolar se destinava aos membros da classe dominante. realizava o trabalho completo. entretanto. 2007. nota-se então. "semelhante ao artesanato em que o artesão. o objetivo é identificar o papel do supervisor e a sua ação pedagógica nas séries iniciais. com o passar dos anos o mesmo fenômeno que caracterizou a sociedade antiga. isto é. Entretanto. Dessa forma. bem como sua ação no ensino fundamental e a relação entre supervisores e professores das séries iniciais. que haviam pessoas que exerciam a função de supervisor. principalmente com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

todavia.Então. A Supervisão Escolar no Século XX No século XX a educação brasileira passou por vários processos de mudanças. 48).1. Em meio aos conflitos da época. os anos se passaram e muitas mudanças ocorreram no âmbito educacional. buscou-se organizar a educação à nova situação. A e . onde com a criação de leis e decretos na área educacional o supervisor escolar passou a assumir função específica nas instituições de ensino. Por meio deste Parecer. Deportamo-nos finalmente para o século XX. Em meados do século passado a pedagogia tradicional começa a perder força no Brasil em virtude do movimento da educação nova. além disso. As funções foram denominadas "habilitações". deveriam garantir uma formação diversificada numa função especifica da ação educativa. como habilitação possível de ser cursada concomitantemente com uma dentre aqueles da área técnica.692/71. o movimento da escola nova orienta-se pela tecnização do campo pedagógico voltado para os fatores internos da instituição escolar: organização e administração do sistema de ensino. previu-se também.U. com a ruptura política do período militar. individualizadas por função. nos anos 50 iniciase a propaganda de novas teorias educacionais originadas dos E. a supervisão foi oficializada com a LDB – Lei de Diretrizes e Base da Educação – de 1971 com a lei 5. em diversas áreas afins. Assim. a saber: administração. No entanto. inspeção. advinda de influencias dos movimentos sociais e políticos do século XIX e do desenvolvimento da biologia. psicologia e sociologia. 29) o curso de pedagogia foi então: Organizado na forma de habilitações. ministradas de forma bastante sumária. pretende-se especializar o educador em uma função particular não se preocupando com sua inserção no vasto painel do processo educativo. Visto que. após um núcleo comum centrado nas disciplinas de funcionamentos da educação. supervisão e orientação. Nesse contexto sócio-político educacional é aprovado pelo então Conselho Federal de Educação o Parecer n° 252 de 1969 que reformulou os cursos de Pedagogia. Em suma. Conforme Saviani (2007. p. no final dos anos 60. o desenvolvimento da sociedade brasileira de cunho capitalista e a aceleração do processo de industrialização e urbanização intensificaram as pressões sociais em torno da questão educacional fazendo com que as reformas e políticas educacionais tomassem forma para o melhor desenvolvimento da mesma. é com o Parecer n° 252/69 que se dar a tentativa mais radical de se profissionalizar a função do supervisor educacional. realizaram-se novas reformas no ensino. qualidade do ensino e novas técnicas de ensino obtidas nos recentes desenvolvimentos experimentais. Foram quatro habilitações centradas nas áreas técnicas. tendo como base teórica a concepção cientifica da educação. p. segundo Libânio (2007. que. o magistério de disciplinas profissionalizantes dos cursos normais. 1. Contudo.

33). se o supervisor não se dá conta de que cumpre uma função política. (Saviani. Contudo. Na década de 70. é bom compreender que apesar dos contratempos o supervisor tem desenvolvido sua função de modo a estar contribuindo para o melhor encaminhamento do processo educativo em nível de perspectivas futuras. isto é. Estadual e Particulares. quanto à habilitação não era tão relevante. 2007.Numa primeira análise. mas não conseguia desenvolver e identificar a função política e social que lhe cabia. entrevistou supervisores da rede Municipal. (Saviani. . as habilitações pedagógicas careciam de especificidade tanto em termos teóricos como em termos práticos. Desse modo. 32 a 33) Conforme os questionamentos referidos à função política da supervisão.rotulados com a expressão "tecnicismo educacional". É fundamental entender que nessa época para trabalhar como supervisor o importante era ter formação em educação. que criou força nos anos 70. mais precisamente no curso de pedagogia. É nesse contexto conflituoso do século passado. tendo chegado a algumas conclusões: Nem sempre o supervisor se dá conta de que cumpre uma função política. Ainda de acordo com Saviani: Em termos teóricos porque não dispunham de um corpo próprio de conceitos. um arranjo de conceitos que integravam às áreas básicas como Sociologia da Educação. seja de modo geral ou particular. com tentativas de dar um cunho empresarial à administração escolar e à sala de aula. as lutas por uma educação de qualidade neste século foram importantíssimas. por exemplo. História da Educação ou Didática. nos dias atuais. Apesar de que o papel do supervisor educacional perpetue ainda em discussão.692/71 onde se acentua a idéia do gerenciamento dos sistemas escolares e escolas. Entretanto Nereide Saviani. é possível dizer que a função política que os supervisores (em sua maioria) desempenham não é a que gostaria de estar desempenhando. sendo. a chamada teoria da supervisão. surge a nomenclatura "supervisor escolar" com a lei 5. sabe explicitá-la. o curso de Pedagogia ganha corpo. Em termos práticos essa falta de especificidade se traduzia na reversibilidade com que os diferentes "profissionais" ocupavam os postos da burocratização educacional. . logo o compromisso de alguns educadores neste processo focalizava a inserção dos valores éticos e morais da época. percebe-se que o profissional ocupava o cargo de supervisor escolar. 2007. que no final dos anos 70. menos ainda. independentemente do tipo de habilitação constante de seus diplomas. ao defender sua dissertação de Mestrado sobre o tema: "Função técnica e função política do supervisor em educação". Visto que as reformas que aconteceram na educação não foram suficientes para dar suporte técnico/pedagógico em todo o campo socioeconômico e cultural da educação brasileira. Psicologia da Educação. tampouco tem consciência de qual função é essa e. sobre a base de uma fundamentação teórica centrada nos fundamentos da educação com competências para exercer as diferentes atribuições dirigidas pelos sistemas de ensino visando um melhor funcionamento. p. p. Filosofia da Educação.

Scapin (2008. Então. 22) justifica que: No período da democratização. Entretanto. social e político. a participação democrática constitui uma forma significativa de promover maior aproximação entre os membros da escola reduzindo a desigualdade entre eles. a partir da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB – Lei 4.024/61. Busca-se então.2. a democracia se expressa como condição fundamental para que a organização escolar se traduza em um ato coletivo atuante. o histórico.Então no século XX. planejamento. Assim sendo. nos dias atuais alguns agem assim pelo poder que lhe cabe. após dez anos surgiu outra reforma na área educacional que foi com a segunda LDB – 5. os processos educativos não são apenas implantados num determinado espaço – a escola está necessariamente envolvida com o contexto que a cerca. Com a nova política do século XX. 1. p. E a terceira Lei é vigente. Durante muitos anos os supervisores eram vistos como controladores das ações dos professores (esta ação controladora será discutida mais adiante).394/96 que dá respaldo para a função do Supervisor no art. o político. se passou a trabalhar com uma política democrática. as Transformações no campo educacional. o cultural. sendo que no âmbito escolar esta democratização demorou a chegar. que veio oficializar a função do Supervisor escolar na lei. tiveram base filosófica para caminhar. logo. supervisão e orientação educacional para educação básica. mas. o supervisor precisa compreender a estreita relação entre as práticas sociais e a sua prática escolar. inspeção. nesse contexto o supervisor pedagógico esta compreendido num conjunto de elementos que incluem o social. a sociedade se organiza em prol de uma educação onde as classes menos favorecidas pudessem estar inseridas no processo educativo. Ao momento de crítica e revisão do processo político brasileiro se somou uma visão crítica da educação. visto que. alimentam-se da sociedade como um todo. 64 – "A formação de profissional de educação para administração. Ainda de acordo com a autora. 9. porém. neste novo cenário um supervisor voltado para as políticas inerentes às novas propostas de ensino estabelecidas pelo Ministério de Educação. da escola e da atuação de professores no sistema escolar brasileiro. os supervisores estavam condicionados a uma política tradicional do sistema antigo. Enfim. Entretanto. será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação . As Transformações Sociais e Políticas e o Desenvolvimento do Papel do Supervisor As transformações no campo educacional se intensificaram em meados do século XX. os teóricos nos direcionam a pensar que as questões concretas que influenciaram a prática escolar não nasceram dentro delas (escola). a volta ao estado de direito foi lenta e progressivamente mostrando um viés novo para a compreensão de antigos problemas. sabe-se que em algumas escolas eram os supervisores que administravam a instituição. o econômico.692/71.

independentemente de formação especifica em habilitação no curso de Pedagogia. Apesar de ter sido reconhecida oficialmente pela LDB de 1971. é necessário compreender os compromissos que deram sustentabilidade em sua trajetória no campo político e administrativo da educação. que a designa como gerência para controlar o executado. cabe ao mesmo supervisionar de forma prática o processo ensinoaprendizagem. as conquista no âmbito educacional vieram contribuir para a reflexão do papel social e político do supervisor. deve-se ressaltar que o supervisor educacional exercia sua função como controlador do processo de produção. a supervisão educacional. Não se esgota. quando expressar e servir de pólo-fonte de subsídios para novas políticas e novas formas de gestão na intensidade espaço-temporal de transformações que a "era da globalização" ocasionou. passou a ser exercida como função de controle no processo educacional. mas no trabalho articulador e orgânico entre a verdadeira qualidade do trabalho pedagógico que se tornará mais verdadeiro em seus compromissos humanizadores.). Portanto. para refletir sobre a supervisão educacional. 238). (Ferreira. sistematizando e integrando o trabalho conjunto por meio da interdisciplinaridade. o supervisor é o articulador do Projeto Político-Pedagógico da instituição. da educação. a idéia de supervisão tem origem no período colonial. como ressalta Ferreira (2007. a sociedade atual vive veiculada ao mundo globalizado onde a velocidade da informação é ingerida de forma imediata. Entretanto. 2007. Visto que. Já nos dias atuais. . quando foi organizado o primeiro sistema educacional brasileiro. (. constituiu-se num trabalho escolar que tem o compromisso de garantir a qualidade do ensino. percebe-se que as transformações sócio-políticas contribuíram para o fortalecimento do papel do supervisor e seu desenvolvimento que é fundamental no processo educacional. política. teórica e humana. visando competência técnica. haja vista que etimologicamente. 327): Como prática educativa ou como função. com isso o supervisor tende a desenvolver seu papel no âmbito escolar valorizando o conjunto de idéias e valores. no saber fazer bem e no saber o que ensinar. já na educação. da formação humana. e sua origem traz o viés da administração. atribuindo-lhe mais responsabilidade para desenvolver suas habilidades e competências.à critério da instituição de ensino. p. Sobre as transformações sociais e políticas." Os aspectos socioeconômicos e políticos influenciaram a ação supervisora por toda a história educacional. Então. como também questionando acerca da reflexão teórica e prática. supervisor significa "visão sobre". p. fiscalizando os recursos que o professor supostamente trabalharia em sala de aula e também fiscal de cadernetas – diários de classe – era mais um supervisor burocrático. a base comum nacional. Para tanto. garantida nesta formação... portanto. No entanto.

o supervisor constitui-se em um agente de mudanças. Somente será considerado pedagogo aquele que fará surgir um "mais" na e pela articulação teoria e prática na educação. É esta abertura que permite a produção pedagógica. As hipóteses levantadas pelo projeto para construção deste artigo se confirmaram. CONSIDERAÇÕES FINAIS O tema amplo. Sua prática não deve está dissociada da teoria e nem a teoria da prática. na Supervisão Educacional brasileira. A ligação deve ser ao mesmo tempo permanente e irredutível. porque não pode existir um fosso entre a teoria e a prática. é mais um utilizador de elementos. 35): Por definição. Mas o teórico da educação. pensar o ato pedagógico não basta. Conforme aponta a seguir Houssaye. percebendo-se como um ser capaz de compartilhar no processo pedagógico. de idéias ou de sistemas pedagógicos. sendo que formalmente considera-se o "pedagógico" como um dos processos educativos.2.30) ressalta a importância da prática pedagógica para educadores e implica vários conceitos empíricos para tal prática. Em conseqüência. e nesse processo os planos de aula e diários de classe deveriam esta conforme a posição estrutural do supervisor. pois observou-se que cada vez mais o profissional desta área deve se comprometer com as transformações que a educação vem atravessando. O supervisor desenvolvia mais um trabalho burocrático do que articulador do processo educacional. Com base nas pesquisas foi percebido que: No inicio. Ele está entre os dois. oportunizando uma relação de harmonia entre os interlocutores da instituição. o pedagogo não pode ser nem um puro e simples prático nem um puro e simples teórico. metodológicos ao modo de ensinar. ao mesmo tempo. Desse modo. Com as transformações sociais e políticas se fortalecendo o supervisor começou a repensar sua ação. uma diretriz orientadora da ação educativa. o prático em si mesmo não é um pedagogo. percebe-se que é um campo de conhecimento que trata sobre a problemática educacional visualizando sua totalidade e historicidade e. a função do supervisor era de fiscalizar o trabalho do professor. citado por Libânio (2002. complexo e inesgotável mobiliza-me a continuar estudando e acreditando. . por meio de um olhar diversificado. (2002. facilitador e mediador. p. 29. p. O PAPEL DO SUPERVISOR E A PRÁTICA PEDAGÓGICA Libâneo. Portanto.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful