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Correio da Umbanda

Edição 13 - J a n e ir o de 2 0 0 7

Artig o - Au tor / R em eten te / I n stitu iç ã o.................................................................................... P á g

U m b an da T em H istó ria, M as Até Q u an do? – M arc o B oein g / AS S E M A ................................... 0 2


O s E x u s – L u iz G om es D ias / T en da E sp í rita C ab oc l o T u p i ..................................................... 0 4
M ediu n idade - E x traí do do C u rso de desen vol vim en to da T en da E sp í rita C ab oc l o T u p i.......... 0 6

L u x o n a U m b an da? N ec essidades ou V aidade? – S an dro da C osta M attos / AP E U ............... 1 1


E n sin am en tos do C ab oc l o U b atu b a – Am e todas as c riaç õ es de D eu s - AP E U ....................... 1 2
P rec e a O x ossi – AP E U ............................................................................................................ 1 2

E n tidade Artif ic ial – V ovó B en ta / m en sag em da l ista da C h ou p an a do C ab oc l o P ery ............ 1 3


C h ac ras – G ab riel C af u re / G E C P A .......................................................................................... 1 6
O C an didato I n tel ec tu al - m en sag em da l ista da C h ou p an a do C ab oc l o P ery .......................... 2 0

Au to-ob sessã o - m en sag em da l ista da C h ou p an a do C ab oc l o P ery ....................................... 2 2


O rix á R eg en te do An o... – S é rg io K u n io K aw an am i / G E C P A .................................................. 2 6
A L ei da Atraç ã o – L au ro T revisan - E n viado p or Al ex an dre M oró s ......................................... 2 8

I AP f isc al iz a p rá tic a de c u l tos rel ig iosos n a S erra do M ar –


E n viado p or S an dro da c osta M attos / AP E U ............................................................................ 2 9
P reservar a N atu rez a, N ossa M aior O b rig aç ã o - P au l o C . L . V ic en te / T E S E ........................... 3 0

O s E x u s e N ossos C arm as! - m en sag em da l ista da C h ou p an a do C ab oc l o P ery ................. 3 1


As V el as e P on tos R isc ados n o P ej i – L u iz G om es D ias / T en da E sp í rita C ab oc l o T u p i .......... 3 2
U m a G ran de M en sag em ... – R ob erto S h in y ash ik i .................................................................... 3 3

E m B u sc a da E sp iritu al idade – M aria L u z ia N asc im en to / T em p l o A C am in h o


da P az de P ai C ip rian o.............................................................................................................. 3 4
A E sp iritu al idade p el o C am in h o do O rien te – L eon ardo B of f .................................................... 3 4

A V on tade de D eu s – E n viado p or S an dra A . G on ç al ves / C en tro de


U m b an da P ai J oã o de An g ol a .................................................................................................. 3 5
A R el aç ã o en tre o E sp iritism o e a U m b an da - D ou g l as C am il l o e E l eon ora K ira ...................... 3 6

U m Al erta – M arc o B oein g / AS S E M A....................................................................................... 3 9


AP E U 2 6 an os de F é e P rá tic a C aritativa - S an dro da C osta M attos/ AP E U ........................... 4 0
R oteiro de V iag em ao R io de J an eiro - M arc o B oein g / AS S E M A............................................. 4 1

I n stitu iç õ es q u e c on trib u í ram c om m aterial p ara esta ediç ã o.................................................... 4 3


E x p edien te ................................................................................................................................ 4 6
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 2

Umbanda Tem História, Mas Até Quando?


F u i ao R io de J an eiro, e en tre ou tros p asseios e visitas, ten tá vam os n os en c on trar c om D .
Z il m é ia, f il h a e h erdeira de Z é l io de M oraes, en q u an to ag u ardá vam os u m c on tato, resol vem os ir
visitar a c asa de Z é l io n o b airro de N eves, l oc al on de f oram f eitos os p rim eiros trab al h os de U m -
b an da q u e se tem n otic ia ( p el o m en os of ic ial m en te) .

T í n h am os ap en as a in dic aç ã o de seu en dereç o R u a F l orian o P eix oto, n u m ero 3 0 .

C h eg an do à ru a tivem os a su rp resa de q u e a n u m eraç ã o h avia sido m u dada, m as em


n ossa c ab eç a seria ate f á c il de ac h ar p ois m u ita g en te al i deveria c on h ec er a tal c asa. L edo en -
g an o, su b im os e desc em os a ru a varias vez es, p erg u n tam os a m u ita g en te n ovos e vel h os e n in -
g u é m sab ia n os diz er, c oisa q u e n os deix ou de c erta f orm a f ru strados, p ois p en sá vam os q u e p e-
l o q u e l á ac on tec ia al g u é m l em b raria.

J á está vam os p ara desistir q u an do dep ois de u m tel ef on em a q u e rec eb em os a p ró p ria D .


Z il m é ia n o deu a in dic aç ã o de q u e o n ú m ero n ovo era “ oitoc en tos e p ou c o” . V ol tam os a an dar
p el a ru a e l og o eu avistei a c asa, a rec on h ec i p or c au sa de u m a f oto q u e vi tem p os atrá s. J á n a
c h eg ada n otam os o total ab an don o, se n ã o f osse p el o c arro n o p á tio p oderí am os ate ac h ar q u e
estava ab an don ada. D esc em os e b atem os n o p ortã o, q u em n os aten deu f oi u m a n eta da irm ã
de Z é l io q u e é q u em m ora n a c asa h oj e em dia, e de c ara j á deix ou b em c l aro q u e n ã o estava a
von tade c om a n ossa visita. Q u an do ex p l ic am os a el a q u e q u erí am os tirar u m as f otos, p ois al i
era u m l oc al im p ortan te p ara a h istó ria da U m b an da, el a deix ou c l aro q u e n ã o g ostava de U m -
b an da, e q u e “ g raç as a D eu s el a n ã o tin h a m u ito c on tato c om aq u el a p arte da f am í l ia, p ois era
c ató l ic a e j á h avia ac ab ado c om tu do daq u el a é p oc a” .

F ru strados, revol tados, e até p osso diz er tristes saí m os dal i...

E p ara c om p l etar n ossa tristez a sou b em os tam b é m q u e a T en da N ossa S en h ora da P ie-


dade, está sem sede, u m a vez q u e teve de en treg ar o im ó vel , e h oj e só real iz a u m a sessã o p or
m ê s n a C ab an a do P ai An ton io, n a B oc a do M ato em C ac h oeira do M ac ac u .

R el atei tu do isto ac im a, p ara p oder esc rever o q u e vou esc rever...

N ó s U m b an distas n os arvoram os em f al ar q u e devem os n os def en der dos “ ou tros” , c ria-


m os m ovim en tos, c riam os “ esc ol as” , p assam os a b rig ar en tre n ó s m esm os p ara p rovarm os q u e
som os “ m ais” U m b an distas q u e os ou tros, m as esq u ec em os de c oisas im p ortan tes, c om o p re-
servar e dif u n dir n ossa h istó ria.

I n dep en den te da E sc ol a q u e seg u im os, ou da n ossa c ren ç a em rel aç ã o ao su rg im en to da


U m b an da, tem os de ser rac ion ais e en ten der q u e o “ an u n c io of ic ial ” , o M arc o da U m b an da é o
dia 1 5 de N ovem b ro de 1 9 0 8 , p or m eio de Z é l io de M oraes e do C ab oc l o das 7 E n c ru z il h adas.

M e c h oc a estar en tre U m b an distas, p essoas esc l arec idas e ao f al arm os de D . Z il m é ia,


al g u é m ol h ar a p erg u n tar: “ Q u em é D . Z il m é ia? ”

D ep ois q u e c om eç am os a f al ar sob re n ossa in dig n aç ã o, c om eç aram a ap arec er al g u n s


g ru p os q u e seg u n do el es “ j á tin h am p roj etos em an dam en to” . Q u e p roj etos sã o estes? P or q u e a
c om u n idade U m b an dista n ã o estava sen do in f orm ada p ara p oder de al g u m a f orm a aj u dar? O u
será q u e el es q u erem f az er tu do soz in h os p ara dep ois p oderem en c h er a b oc a e diz er “ f u i eu
q u em f ez ” ?
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Umbanda Tem História, Mas Até Quando? (continuação)


T eve g en te q u e c h eg ou ate a l ig ar p ara a f am í l ia p ara diz er q u e tin h a g en te m ex en do n is-
to, c om o se el es tivessem ex c l u sividade.

M as estou esc reven do n ã o p ara c ritic ar, p ois n em é p rec iso, os atos f al am p or si.

E sc revo p ara c on c l am ar os verdadeiros U M B AN D I S T AS , aq u el es q u e am am esta rel ig iã o


e n ã o a tem c om o u m m eio de g an h ar a vida, vam os f az er al g u m a c oisa p ara sal var a n ossa h is-
tó ria.

T en h o u m a sim p l es su g estã o, c l aro q u e tu do dep en de da ac eitaç ã o da F am í l ia de D . Z il -


m é ia: q u e tal l an ç arm os u m a c am p an h a n ac ion al de arrec adaç ã o, on de as c asas en tre seu s f i-
l h os e c on su l en tes arrec adariam R $ 1 , 0 0 de c ada p essoa, dep ositarí am os n u m a p ou p an ç a ab er-
ta em n om e da T en da N .S ra. da P iedade, e assim em p ou q u í ssim o tem p o ten h o a c ertez a terí a-
m os o su f ic ien te p ara adq u irir a c asa de N eves e assim a T en da p oderia f az er l á su a sede, ou
sej a vol taria as orig en s, ten h o c ertez a q u e Z é l io e o C ab oc l o das 7 E n c ru z il h adas f ic ariam m u ito
f el iz es...

E tam b é m p oderí am os reu n ir todo o m aterial q u e está esp al h ado p or ai ( ví deos, á u dios,
f otos, rep ortag en s, etc ) e c riar u m p eq u en o M u seu , l á m esm o n a c asa de N eves, assim c om c er-
tez a darí am os op ortu n idades e q u em q u iser c on h ec er m ais sob re a n ossa h istó ria. É c l aro q u e
p ara isto ac on tec er p rec isarem os da b oa von tade das p essoas q u e tem estes m ateriais...

L em b rem -se, só vai ter u m f u tu ro aq u el e q u e c on h ec e e p reserva seu p assado, ou voc ê s


ac h am q u e u m a á rvore p ode ser sep arada de su as raí z es?

Marco Boeing
A s s ociaç ã o E s p irit u al is t a Mens ageiros d e A ru and a
C u rit ib a-P R
marco@ics.curitiba.org.br
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O sE x ú s
An tes de tu do, g ostaria de esc l arec er q u e m in h a in ten ç ã o, n ã o é in f l u en c iar n in g u é m a
p en sar da m esm a f orm a q u e eu e sim esc l arec er al g u n s p on tos ob sc u ros q u e ain da p airam so-
b re estes trab al h adores in c an sá veis, in j u stiç ados, in c om p reen didos e m u itas vez es até c on f u n di-
dos c om en tidades do m al , diab os, en f im , p arte deste c on c eito deve-se à visã o detu rp ada q u e as
p essoas tem ao dep arar-se c om u m a im ag em destas q u e sã o ven didas n as c asas de artig os re-
l ig iosos e tam b é m p el a ig n orâ n c ia dos m esm os em n ã o p roc u rar os devidos esc l arec im en tos a
resp eito destas en tidades m aravil h osas e de g ran de val ia p ara as c asas de U m b an da.

An tes de c om eç arm os a dissertar sob res val orosos e h u m il des trab al h adores esp iritu ais,
tem os q u e ten tar desc ob rir a orig em da etim ol og ia do n om e E X Ú .

N a á f ric a, em c u l tos n ativos, o E X Ú , en tã o orix á m en sag eiro, era l ig ado ao el em en to f og o,


o q u e p ara as dou trin as j u daic o-c ristã s era e é a f erram en ta do diab o p ara f az er arder à s al m as
p ec adoras n o in f ern o, sen do assem el h ado p or isto a L ú c if er.

Ac redita-se tam b é m q u e p or su as rep resen taç õ es q u e sig n if ic ava a en erg ia, a rep rodu -
ç ã o, o n asc er do n ovo e a c on tin u idade os viaj an tes q u e p or aq u el e c on tin en te p assavam vin c u -
l aram os E X Ú S as divin dades da p erdiç ã o sex u al e da org ia.

I sto p osto, ex p l ic a p arte das f orm as b iz arras q u e c riaram p ara n ossos q u eridos e val oro-
sos E X Ú S e P O M B AS -G I R A, af in al q u em n u n c a viu u m a im ag em de P O M B A-G I R A c om o u m
m u l h erã o sem p re traj an do u m a c al c in h a p rovoc an te e u m f arto e b on ito seio à m ostra, e os
E X Ú S c om c h if res, rab os, p é s de b ode, p é s de b oi en tre ou tras f orm as g rotesc as e esta im ag em
f oi erron eam en te ab sorvida e dif u n dida p or al g u n s u m b an distas, p rin c ip al m en te p or aq u el es q u e
tiveram l ig aç õ es a c u l tos af ric an istas.

E x istem tam b é m aq u el es q u e ten tem ex p l ic ar essas f orm as g rotesc as c om o sen do estas


im ag en s o sim p l es ref l ex o do in terior h u m an o.

O u tro p on to a ser esc l arec ido é q u e n a dou trin a u m b an dista n ã o ex iste em h ip ó tese al g u -
m a, m atan ç a de an im ais, trab al h os de am arraç ã o, trab al h os p ara traz er a p essoa “ X ” em tan tos
dias de vol ta e n em c ob ran ç a p or trab al h os, n ã o ex iste b arg an h a n a esp iritu al idade su p erior! E -
x iste n a in f erior, se tiver disp osto a p ag ar o p reç o q u e p ag u e, m as dep ois n ã o dig a q u e f oi em
u m a c asa de U m b an da q u e f ez esse tip o de c oisa, q u e n ã o é .

N ã o ex iste essa estó ria de q u e E x u tan to f az o m al q u an to f az o b em e q u e dep en de de


q u em p ede, an al isem c om ig o, c om o el es p oderiam ser c on siderados g u ardiõ es se real m en te
f ossem vu l n erá veis, se n ã o f ossem de ex trem a c on f ian ç a?

E x istem sim al g u n s vâ n dal os do al é m c on h ec idos tam b é m c om o K iu m b as, E g u n s Assedi-


adores e O b sessores, q u e se f az em p assar p or E X Ú S p ara ap roveitar-se de m é diu n s desaten -
tos, c orru p tos, desp rep arados, trap ac eiros e in vig il an tes, p ara tirarem p roveito da situ aç ã o e al i-
m en tar-se das en erg ias do m esm o, e esta f u sã o de vâ n dal os do al é m e m é diu n s desl eix ados dá
orig em a m an if estaç õ es g rotesc as e ridí c u l as, p ortan to a vig il â n c ia é sem p re n ec essá ria e in dis-
p en sá vel .

É c om u m verm os n os trab al h os dos E X Ú S m u ita b eb edeira, f al aç ã o de b esteira, x in g a-


m en tos e c oisas do g ê n ero, vig iem os, p ois os E x u s sã o b on dosos, c on f iá veis, disc ip l in ados e
disc ip l in adores, vig orosos, de p erson al idade f orte e m u ito, m as m u ito resp eitadores.

O s E X Ú S sã o en tidades de l u z q u e c on h ec em c om o n in g u é m os c am in h os e tril h as do
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O s E x ú s ( c ontinuaç ã o)
astral in f erior, c on h ec em p rof u n dam en te c ertas reg iõ es do su b m u n do astral e sã o tem idos p or
su a rig idez e disc ip l in a, sã o el es q u e se revestem de c orag em e p artem p ara o c om b ate c om os
ag en tes ex traf í sic os, p atroc in adores e ex p l oradores das trevas h u m an as q u e se esc on dem aos
ol h os dos h om en s, m as q u e n ã o esc ap am aos ol h os destes val orosos e aten tos trab al h adores,
el es op eram em c l im as p esadí ssim os e sã o c raq u es em dissol ver p esadas en erg ias em an adas
p el os seres h ab itan tes deste p l an eta.

P ara q u e este trab al h o sej a f eito de f orm a c oesa e ef ic ien te el es m an té m u m a estru tu ra


de trab al h o org an iz ada os E X Ú S q u e tam b é m p odem ser c h am ados de “ p ol í c ia do al é m ” , e real -
m en te sã o, se dividem em trê s g ran des f al an g es: C em ité rio, E n c ru z il h adas e E stradas q u e p os-
su em as seg u in tes c arac terí stic as:

O s E X U S do C em ité rio sã o os m ais sé rios e f ec h ados u m a de su as p rin c ip ais m issõ es é


trab al h ar em g ran des ob rig aç õ es, trab al h os e desc arreg o, em n ossa c asa tem os c om o c h ef e
dessa f al an g e o E x u T atá C aveira, g ran de m estre e p rotetor de n ossa c asa.

O s E X Ú S das E n c ru z il h adas n ã o sã o tã o f ec h ados c om o os do C em ité rio, p oré m m an té m


u m a p ostu ra de ordem e disc ip l in a, g ostam de dar c on su l tas e aj u dam em g ran des ob rig aç õ es e
desc arreg o, em n ossa c asa tem os c om o c h ef e dessa f al an g e o E x u V el u do.

O s E X Ú S das estradas, estes sim sã o m ais b ran dos e b rin c al h õ es, p oré m , sem p re c om
m u ito resp eito, sã o os q u e m ais atu am c om o c on su l en tes, n esta l in h a en q u adram -se vá rios esp í -
ritos, desde os E X Ú S de estrada p rop riam en te dita, c om o tam b é m a f al an g e de seu Z é P el in tra,
os C ig an os e os B aian os en tre ou tros, em n ossa c asa tem os c om o c h ef e dessa f al an g e o C ig a-
n o das Al m as.

É eviden te q u e em c ada l in h a de atu aç ã o dos E X Ú S ex istem tam b é m as P O M B AS -G I R A


q u e c om p õ em a al a f em in in a dessa l in h ag em .

E stes trab al h adores in c an sá veis sã o sin ô n im os de dedic aç ã o, am or e c aridade, p ois m es-


m o ap ó s al c an ç ar u m g rau de evol u ç ã o m u ito el evado e n ã o p rec isarem m ais desem p en h ar es-
tas f u n ç õ es q u e sã o as m ais á rdu as da seara esp iritu al , el es p ref erem ac u m u l ar f u n ç õ es, ou se-
j a, ab raç am n ovas m issõ es p or m é ritos de su a evol u ç ã o, m as n ã o deix am a m issã o de n os p ro-
teg er, def en der e n os orien tar.

E sp ero q u e estas p ou c as m as sin c eras p al avras p ossam ab rir os ol h os e os c oraç õ es dos


irm ã os q u e ain da ac reditam n aq u el as f orm as b iz arras, e q u e p ossam os en x erg á -l os de ou tra f or-
m a, e tam b é m p ossam os dar val or aos serviç os p or el es p restados a n ó s, sem seq u er c ob rar-
n os q u e os ol h em os c om ou tros ol h os, os ol h os da verdade, os ol h os da raz ã o e q u e p ossam os
resp eitá -l os c om o real m en te sã o, sem ter m edo ou rec eio, af in al n ã o p odem os tem er a q u em es-
tá sem p re p ron to a n os def en der e n os aj u dar, sem p re ob servan do é c l aro a l ei do m erec im en to
af in al n ã o ex iste n in g u é m m ais j u sto do q u e os E X Ú S .

S al ve os E X Ú S e P O M B AS -G I R A.
L u iz G om es D ias
F on tes: w w w .c ab oc l op ery .c om .b r
w w w .u m b an da.am ovoc e.n et/ j orn al T en da E sp í rita do C ab oc l o T u p i
w w w .j orn al deu m b an dasag rada.c om .b r C am p o G ran de - M S
L ivro T am b ores de An g ol a, au tor R ob son P in h eiro
E tam b é m u m p arc eiro E sp iritu al n ã o iden tif ic ado. l u iz c om z esem assen to@ h otm ail .c om
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Mediunidade
Conceito

A m ediu n idade é a c ap ac idade q u e todos n ó s tem os, em m aior ou m en or g rau e dif eren -
tes tip os de servirm os de veí c u l o de c om u n ic aç ã o en tre o p l an o f í sic o e o p l an o esp iritu al .

A m ediu n idade p oder f ic ar l aten te du ran te toda a vida e n ã o c au sar m aiores p rob l em as,
ou p ode “ ex p l odir” , c au san do tran storn os n a saú de, n a vida sen tim en tal e n a vida p rof ission al .

E x istem dois g ê n eros de m ediu n idade: de ef eitos f í sic os e de ef eitos in tel ec tu ais.

A p rim eira é aq u el a q u e p rodu z m an if estaç õ es m ateriais, tais c om o b aru l h os, desl oc a-


m en tos de ob j etos, m aterial iz aç õ es. A seg u n da p rodu z m an if estaç õ es in tel ig en tes, c om o a p al a-
vra, a esc rita, a in sp iraç ã o.

P r incip a is S intom a s d a M ed iu nid a d e

a. S in tom a c l á ssic o
su or ex c essivo n as m ã os e ax il as, p rin c ip al m en te n as m ã os. O s p é s tam b é m p odem f ic ar g el a-
dos; as m aç ã s do rosto m u ito verm el h as e q u en tes; as orel h as ardem ;

b . D ep ressã o p sí q u ic a
a p essoa f ic a total m en te in stá vel , p assan do de u m a g ran de al eg ria p ara u m a p rof u n da tristez a
sem m otivo ap aren te. F ic a m el an c ó l ic a e sen te p rof u n da sol idã o, c om o se o m u n do todo estives-
se vol tado c on tra el a. É f ac il m en te irritá vel e, n essa f ase, el a vai f erir c om p al avras e g estos a-
q u el es de q u em m ais g osta;

c . Al teraç õ es n o son o
son o p rof u n do ou in sô n ia. A in sô n ia é p rovoc ada p el a ac el eraç ã o n o c é reb ro devido à vib raç ã o.
O s p en sam en tos voam de u m assu n to p ara ou tro, in c on trol á veis, e, a p essoa n ã o c on seg u e dor-
m ir. O son o p rof u n do é devido à p erda de ec top l asm a, de f orç a vital . O c orre o en f raq u ec im en to
g eral do org an ism o e as vib raç õ es da p essoa sã o redu z idas;

d. P erda de eq u il í b rio e sen saç ã o de desm aio


A p erda de eq u il í b rio é u m a sen saç ã o m u ito rá p ida. A p essoa p en sa q u e vai c air e ten ta se se-
g u rar em al g u m a c oisa, m as a sen saç ã o term in a an tes q u e el a c on sig a f az er q u al q u er g esto. É
ex trem am en te desag radá vel . A sen saç ã o de desm aio n orm al m en te oc orre q u an do a vib raç ã o
ab an don a a p essoa b ru sc am en te, f ic a p á l ida e tem q u e sen tar p ara n ã o c air. À s vez es oc orre
sen saç ã o de vô m ito ou de diarré ia. U m c op o de á g u a c om b astan te aç ú c ar e resp iraç ã o p el a n a-
rin a direita n orm al m en te b astam p ara c on torn ar essa situ aç ã o;

e. T aq u ic ardia
C om u m em al g u m as p essoas. H á u m a sú b ita al teraç ã o n o ritm o dos b atim en tos c ardí ac os, f ru to
da ac el eraç ã o p rovoc ada p el a vib raç ã o atu an do;

f . M edos e f ob ias
A p essoa f ic a c om m edo de sair soz in h a, de se al im en tar, de tom ar q u al q u er m edic am en to, p ois
ac redita q u e tu do l h e f ará m al . À s vez es tem m edo de dorm ir soz in h a ou c om l u z ap ag ada. É
m u ito c om u m , tam b é m total in seg u ran ç a em tu do o q u e vai f az er e ex ec u tar.
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 7

Mediunidade ( c ontinuaç ã o)
T odos os sin tom as ac im a desc ritos ten dem a desap arec er c om a p rep araç ã o esp iritu al e
o desen vol vim en to m ediú n ic o, m as o tem p o n ec essá rio ao desen vol vim en to dep en derá m u ito do
g rau de m ediu n idade, do in teresse e da p rep araç ã o esp iritu al de c ada m é diu m .

T ip os d e M ed iu nid a d e

A m ediu n idade se ap resen ta em asp ec tos m u ito c om p l ex os, sen do os m ais c om u n s:

M ediu n idade n atu ral


O esp í rito j á adq u iriu su as f ac u l dades m aiores, é sen h or de u m a sen sib il idade ap u rada p orq u e j á
está em u m estado de evol u ç ã o m aior, q u e l h e p erm ite atu ar em p l an os su p eriores;

M ediu n idade p rob ató ria


É dada ao m é diu m u m a c on diç ã o p sic o-eté ric o-astral q u e l h e p erm ite servir de in stru m en to p ara
o Astral S u p erior e su as m an if estaç õ es. E ste tip o de m ediu n idade ex iste devido à s dí vidas c á r-
m ic as adq u iridas n o p assado e, trab al h an do o desen vol vim en to, o ser p ode q u itar seu s dé b itos;

E s s a s d iv is õ es s u b d iv id em -s e em :

C on sc ien te
A en tidade q u e q u er se c om u n ic ar, se ap rox im a do m é diu m e tel ep atic am en te tran sm ite o c on te-
ú do q u e q u er an u n c iar. N ã o ten do c on tato p erisp iritu al , o m é diu m rec eb e as idé ias e c om su as
p al avras e o p ró p rio m odo de ser, tran sm ite-as ao c on su l en te. E sse f en ô m en o n ã o deve ser c on -
f u n dido c om o p roc esso in tu itivo, q u e se m an if esta c om in sp iraç ã o m om en tâ n ea. A m ediu n idade
c on sc ien te m u itas vez es é c on f u n dida c om o m istif ic aç ã o, p orq u e u sa u m a c om u n ic aç ã o on de o
m é diu m em p reg a p al avras p ró p rias ou term os q u e c on stan tem en te u sa de f orm a sistem á tic a.

S em i-in c on sc ien te
E x iste en tre o m é diu m e a en tidade q u e q u er se c om u n ic ar u m in disp en sá vel tom vib rató rio ou
af in idade f l u í dic a e, o c on tato se dá en tre a en tidade e o c orp o astral do m é diu m , q u e p or in ter-
m é dio deste ag e sob re o c orp o f í sic o. I sso ac on tec e sem q u e h aj a o af astam en to do esp í rito do
m é diu m , ou sem q u e el e p erc a a c on sc iê n c ia do q u e se p assa a su a vol ta.

I n c on sc ien te
O esp í rito do m é diu m se af asta tem p orariam en te do c orp o f í sic o, f ic an do ao l ado aj u dan do ou
c u m p rin do taref as n o p l an o astral , en q u an to a en tidade u til iz a-se deste c orp o p ara trab al h ar e se
desen vol ver. A en tidade é l ivre p ara tran sm itir su as idé ias e p en sam en tos sem a n ec essidade de
u sar a p arte in tel ec tu al do m é diu m .

P er is p í r ito

P ara os esp í ritas, as p essoas estã o divididas em c orp o, p erisp í rito e al m a.

O p erisp í rito é u m vé u f l u í dic o q u e en vol ve o esp í rito e o l ig a ao c orp o du ran te o tem p o da


en c arn aç ã o. É in sep ará vel do esp í rito e é tan to m al l u m in oso q u an to m ais f or o adian tam en to
m oral do esp í rito a q u e reveste. É in visí vel p ara n ó s n o estado n orm al ; en tretan to, p ode se torn ar
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 8

Mediunidade ( c ontinuaç ã o)
visí vel c om o n o c aso das m aterial iz aç õ es e das ap ariç õ es.

O c orp o é o in stru m en to c om o q u al o esp í rito atu a n o m u n do terren o.

P or c on seg u in te, ag ora q u e estam os en c arn ados p ossu í m os o esp í rito, o p erisp í rito e o
c orp o f í sic o; q u an do estiverm os desen c arn ados p ossu irem os o esp í rito e o p erisp í rito.

O p erisp í rito é o rec ep tor das sen saç õ es e o tran sm issor del as ao esp í rito. As sen saç õ es
f í sic as sã o rec eb idas p el o p erisp í rito atravé s do sistem a n ervoso de q u e é dotado n osso c orp o.
As sen saç õ es esp iritu ais rec eb em -se diretam en te p el o p erisp í rito q u e se irradia atravé s de n os-
so c orp o e o c on torn a c om o u m a n é voa.

F or m a s d e M a nif es ta ç ã o d a M ed iu nid a d e

E x istem m ais de c em f orm as de m an if estaç ã o de m ediu n idade, sen do as m ais c om u n s:

Intuição É um tip o d e m e d iunid a d e ond e o m é d ium r e c e b e e m s e u


p e ns a m e nto, s ob a f or m a d e um a s ug e s tão, m e ns a g e ns p r o-
v ind a s d e um e s p í r ito. A intuição ne m s e m p r e d e v e s e r s e g ui-
d a , a não s e r q ue o m é d ium c ons ig a id e ntif ic a r a e ntid a d e
q ue o e s tá intuind o. E s s a id e ntif ic a ção e l e a p r e nd e r á a f a z e r
no s e u d e s e nv ol v im e nto, v is to q ue c a d a e ntid a d e p r od uz um a
s intonia d if e r e nte no or g a nis m o;

Inc or p or a ção É a m e d iunid a d e e m q ue o m é d ium s intoniz a a v ib r a ção d a


e ntid a d e e e s s a v ib r a ção tom a c onta d e tod o o s e u c or p o. A
s intonia é m e nta l e p od e p r od uz ir um a inc or p or a ção p a r c ia l
ou inte g r a l.

A ud iê nc ia O m é d ium ouv e um a v oz c l a r a e ní tid a nos s e us ouv id os e


d e s s a f or m a r e c e b e a s m e ns a g e ns . N a a ud ição, d e v e m os te r
o m e s m oc uid a d oq ue te m os na intuição, no q ue d iz r e s p e ito
à id e ntif ic a ção d e q ue m e s tá d a nd o a m e ns a g e m .

T r a ns p or te É a c a p a c id a d e d e v is ita r e s p ir itua l m e nte outr os l ug a r e s , e n-


q ua nto o c or p o f í s ic o p e r m a ne c e r e p ous a nd o tr a nq ü il a m e nte ,
o e s p í r ito s e d e s l ig a d o c or p o e v a i p a r a o e s p a ço.

D e s d ob r a m e nto É um tr a ns p or te e m q ue o e s p í r ito d o m é d ium f ic a v is í v e l à


outr a p e s s oa . O c or p o f í s ic o f ic a r e p ous a nd o, o e s p í r ito d o
m é d ium s e tr a ns p or ta a outr o a m b ie nte e , ne s s e a m b ie nte ,
tor na -s e v is í v e l.
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Mediunidade ( c ontinuaç ã o)

V id ê nc ia É o tip o d e m e d iunid a d e q ue p e r m ite à q ue l e q ue a p os s ui d e -


s e nv ol v id a , v e r a s e ntid a d e s , a s ir r a d ia çõ e s .
E s ta s p od e m s e r d e tr ê s tip os : d ir e ta , intuitiv a e f oc a l iz a d a .

D ir e ta O m é d ium p od e r v e r a s e ntid a d e s d e q ua tr o m a ne ir a s d if e -
r e nte s .

P r oj e ção O m é d ium v ê a p e na s um f a c h o d e l uz ,
um a c ol or a ção q ue d e p e nd e d a v ib r a ção
a tua nte . N ão v ê f or m a h um a na , ne m
id e ntif ic a a e ntid a d e ;

P a r c ia l O m é d ium p e r c e b e um a f or m a h um a na a o
l a d o d e q ue m e s tá tr a b a l h a nd o e s p ir itua l -
m e nte , m a s a ind a não d á um a p e r f e ita
id e ntif ic a ção. V ê s om e nte o c ontor no, a
f or m a ;

A c a v a l a m e nto O m é d ium v ê a e ntid a d e p or c im a d os


om b r os d e outr o m é d ium . J á p e r c e b e s e é
m a s c ul ina ou f e m inina , s e é c a b oc l o ou
p r e to-v e l h o ou outr o f a l a ng e ir o q ua l q ue r ,
s e os c a b e l os s ão l ong os ou c ur tos , e tc .

E nc a m is a m e nto O m é d ium v ê a e ntid a d e tod a , p e r f e ita .


Is s o a c onte c e na inc or p or a ção inte g r a l ,
q ua nd oa e ntid a d e tom a c onta d o c or p o
d e um outr om é d ium ;

Intuitiv a O m é d ium v ê a p e na s c om a m e nte . E l e s e c onc e ntr a e r e c e b e


a im a g e m m e nta l , p or intuição.

F oc a l iz a d a O m é d ium util iz a a l g um ob j e to p a r a a v id ê nc ia , c om o um c o-
p o d ’ á g ua ou um c r is ta l . A s im a g e ns a p a r e c e m no ob j e to d e
v id ê nc ia .

C l a r iv id ê nc ia É o tip o d e m e d iunid a d e q ue p e r m ite v e r f a tos q ue oc or r e r a m


no p a s s a d o e q ue oc or r e r ão no f utur o. O s c l a r iv id e nte s p o-
d e m v e r os c or p os a s tr a l e m e nta l d e outr a s p e s s oa s , tom a r
c onh e c im e nto d a v id a e m outr os p l a nos e s p ir itua is .
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 1 0

Mediunidade ( c ontinuaç ã o)

P s ic og r a f ia É o tip o d e m e d iunid a d e m uito c om um , p od e nd o s e r intuitiv a ,


s e m im e c â nic a ou m e c â nic a . É a c a p a c id a d e d e r e c e b e r c om u-
nic a çõ e s a tr a v é s d a e s c r ita .

Intuitiv a O m é d ium r e c e b e a s m e ns a g e ns na m e nte e a s p a s s a p a r a o


p a p e l . É p ur a intuição.

S e m im e c â nic a O m é d ium à m e d id a q ue v a i e s c r e v e nd o, v a i ta m b é m tom a n-


d o c onh e c im e nto d o q ue e s c r e v e . O e s p í r ito a tua , s im ul ta ne a -
m e nte , na m e nte e na m ão d o m é d ium .

M e c â nic a O e s p í r ito a tua s om e nte na m ão d o m é d ium , q ue e s c r e v e s e m


tom a r c onh e c im e nto d a m e ns a g e m r e c e b id a .
Q ua nd o a o inv é s d e e s c r e v e r , o e s p í r ito util iz a a m ão d o m é -
d ium p a r a p inta r , e s s e tip o d e m e d iunid a d e é c h a m a d o d e
p s ic op ic tog r a f ia .

Enviado por Celso Tirloni


Ex t raí do do M ó du lo I I do Cu rso de D esenvolvim ent o do TU TC
Tem plo de U m b anda Tia Conc eiç ã o - S ã o P au lo/ S P
c elsot irloni@ perf orm anc eg lob al. c om . b r
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 1 1

L ux o na Umbanda? N ec essidade ou V aidade?


V am os ref l etir sob re: " n ec essidade x vaidade x h u m il dade" .

N ã o está ac on tec en do u m ex ag ero de vaidade n a U m b an da ( n ã o da rel ig iã o, m as dos a-


dep tos) ?

V ou dar u m ex em p l o: q u an do o m é diu m tem u m a E n tidade ou ou tra q u e u sa u m ap etre-


c h o de trab al h o ( u m c h ap é u , u m l en ç o, u m a b en g al a ou m esm o ou tro el em en to) , n ota-se q u e a
n ec essidade desse m aterial é do G u ia, ou sej a, aq u el e E sp í rito u sa o c h ap é u , o l en ç o etc . p ara
real iz ar seu trab al h o, den tro do seu f u n dam en to.

M as, q u an do T O D AS as E n tidades q u e trab al h am c om o m esm o m é diu m , ou todas do


m esm o terreiro ( m esm o em m é diu n s dif eren tes) p rec isam se p aram en tar, n ã o seria m ais c oisa
do( s) m é diu m ( n s) , n a m aioria das vez es sem i-c on sc ien te( s) , do q u e do( s) esp í rito( s) atu an te( s) ?

N a in tern et, revistas e j orn ais, p odem os ver c om f ac il idade, f otos on de o m esm o m é diu m
( ou todos do terreiro) , q u an do in c orp orado( s) ap resen ta( m ) -se da seg u in te f orm a: o b aian o está
vestido de c an g ac eiro, c om f al an g eiros de seu Z é P el in tra ( n ã o c on c ordo c om o term o
“ m al an dro” ) u sa tern o, b en g al a e c h ap é u , o b oiadeiro p arec e u m c ap ataz ou u m c oron el f az en -
deiro, o c ab oc l o se veste im itan do u m í n dio ( j á q u e o de m odo g eral os artig os en c on trados, c o-
m o c oc ares, n ã o sã o g en u in am en te in dí g en as) , o og u m veste rou p a de sol dado rom an o e tem
u m a l in da esp ada c ravej ada de b ril h an tes, o erê traj a rou p as in f an tis ( m ac ac ã oz in h o, vestidin h o
c ol orido etc ) , o C ig an o c om vestes c arac terí stic as do p ovo ( q u an to m ais c ol orido, m el h or) , o E x u
u sa c ap a, triden te e c artol a, etc .

O
q u e voc ê s ac h am ? S erá q u e ex istem m esm o m é diu n s ou c asas on de T O D AS as E n ti-
dades atu an tes p rec isam se p aram en tar?

S eria c oin c idê n c ia q u e esses E sp í ritos ten h am esc ol h ido, todos ao m esm o tem p o, esse
m é diu m ou essa c asa, p ara se p aram en tar?

I sso n ã o seria c on trá rio ao p rin c ip al l em a da U m b an da - “ H U M I L D AD E e S I M P L I C I D AD E ”


- tã o en sin ado p el os n ossos sá b ios P retos-V el h os?

A rou p a b ran c a ( sí m b ol o de ig u al dade) , aos p ou c os estaria deix an do de ser a F AR D A dos


sol dados do ex é rc ito do P ai O x al á , j á q u e até em dias de g iras c om u n s estã o u san do rou p as c a-
da vez m ais esp l en dorosas?

S erá q u e f esta de E n tidade ou O rix á p rec isa m esm o desse l u x o todo, deix an do à s vez es
u m l oc al sag rado c om o u m tem p l o u m b an dista, m ais p arec ido c om u m a al a de esc ol a de sam b a,
on de todo m u n do f ic a " f an tasiado" ?

O u será q u e os G u ias é q u e sã o ( ou estã o f ic an do) c ada vez m ais vaidosos ( o q u e n ã o


ac redito) ?

I rm ã os-de-f é , f il h os da n ossa am ada U m b an da: ap esar do resp eito à s dif eren ç as, c er-
tas q u estõ es p oderiam e deveriam ser m el h or estu dadas ou revistas p el os seg u idores do M estre

O x al á , af in al de c on tas, a U m b an da veio p ara dar esp aç o a todos os f il h os do P ai C el esti-


al , p rin c ip al m en te aos sim p l es e h u m il des ( en c arn ados e desen c arn ados) , m u itas vez es n ã o a-
c eitos em ou tros seg m en tos rel ig iosos.
C om toda essa p araf ern á l ia u til iz ada atu al m en te, on de os m ais n ec essitados se en c aix a-
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 1 2

L ux o na Umbanda? N ec essidade ou V aidade? ( c ontinuaç ã o)


rã o, j á q u e m u itos n ã o p odem c om p rar u m a “ rou p a de E x u ” , q u e c u sta m ais do q u e m u itos g a-
n h am p or m ê s?

L em b rem os q u e o b ril h o q u e devem os m ostrar n ã o é n o l u x o da vestim en ta, ou sej a, o


l ado ex tern o, p ois tu do isso é il u só rio, j á q u e rou p a n ã o tem f orç a esp iritu al . O q u e real m en te im -
p orta é a essê n c ia divin a q u e ex iste em c ada u m de n ó s, f il h os de D eu s. E sse b ril h o, q u e b rota
n o â m ag o do ser é q u e deve ser m ostrado e m el h or ain da, doado, a todos aq u el es q u e n ec essi-
tam . I sso sim ag rada o P ai, os O rix á s e seu s F al an g eiros de L u z .

Texto de Sandro da Costa Mattos, 19/01/2007

Ensinamentos do Caboclo Ubatuba - A me T odas as cr iaç õ es de D eus

“ Aten ç ã o m eu s f il h os! H á m u ito ven h o avisan do sob re a n ec essidade de se am ar a M ã e-


T erra. O ser h u m an o, l evado p el o eg oí sm o e ex trem o in teresse m aterial , esq u ec e q u e é p rec iso
am ar todas as c riaç õ es de T u p ã ( D eu s) . P eç o p ara q u e ten h am c arin h o p ara c om todos os an i-
m ais, n ossos irm ã os in f eriores. An tes de sair de c asa, p on h am as m ã os del ic adam en te sob re
u m a f ol h a ou u m a f l or, p ois os veg etais p ossu em a essê n c ia divin a. L em b rem q u e, p or m ais q u e
o h om em p ossa c on stru ir u m a p l an ta artif ic ial , el a n u n c a terá essa en erg ia q u e dá a vida. V ivam
em h arm on ia c om a c riaç ã o do P ai” .

Mensag em transm i ti da p el o Cab oc l o U b atu b a, na sede da A P E U em 05 /01/2007.

P rec e a O x óssi

Ó P ai O x ó ssi, D ivin o S en h or da n atu rez a,


S ervidor ativo, p l en o, in c an sá vel e tern o, q u e tu do p rovê ,
S ois o c aç ador de al m as, doador p eren e, S en h or ab sol u to das f l orestas.
S ó V ó s ten des o p oder da sob revivê n c ia, vivê n c ia e f ratern a p roteç ã o,
O x ó ssi, am ig o e p ai, V ossa resp iraç ã o é o ox ig ê n io p ara o n osso viver.
P erdoai-n os q u an do devastam os V ossos c el eiros de vida, c u j o al en to n os l em b ra da n ec essida-
de de am arm os n ossos sem el h an tes e os seres irrac ion ais, q u e sã o p arte de V ossa g ran dez a.
P ai am an tí ssim o, esp eran ç a de toda a h u m an idade.
A c ada resp iraç ã o su sp iram os ag radec idos
p el a c ertez a q u e estais j u n tos a n ó s.
O k ê -arô O x ó ssi! Q u e assim sej a!

F on te: J orn al U m b an da B ran c a - ediç ã o n º 2 1 - J an eiro/ 2 0 0 7

T ex tos en viado p or Sandro da Costa Mattos


A ssoc i aç ã o de P esq u i sas E sp i ri tu ai s U b atu b a - Sã o P au l o/SP
sc m -b i o@ b ol .c om .b r
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 1 3

E ntidade Artif ic ial


- S al ve seu g u ardiã o. Q u e as b ê n ç ã os de O x al á estej am c on tig o!
- S al ve todos vó s, trab al h adores da L u z . Q u e assim sej a, p ara todos n ó s.
- Al g u m a taref a ex tra n esta n oite, al é m das q u e j á tem os ag en dado?
- I n f el iz m en te sim , m eu b om irm ã o. Ap rision am os u m artif ic ial ( * ) e q u e p el a c on sistê n c ia
do m esm o, ac h o q u e dará u m p ou c o de trab al h o p ara a eq u ip e desf az ê -l o.
- Ac reditem os n a f orç a do b em e n o am p aro q u e tem os da L u z . C om c ertez a, den tro da
L ei f arem os o q u e f or p erm itido.
E ste diá l og o se dava n o p ortã o de en trada de u m a ten da u m b an dista, n a c h eg ada das
c aravan as de trab al h adores de Aru an da, q u e vin h am au x il iar á s eq u ip es esp iritu ais q u e j á se en -
c on travam n o l oc al e q u e p ratic am en te residiam n o p l an o astral daq u el a c asa de c aridade, ver-
dadeiro p ron to soc orro en tre os dois m u n dos, o f í sic o e o esp iritu al .
A ordem j á se f az ia p or p arte das eq u ip es esp iritu ais, on de c ada u m sab ia su a f u n ç ã o e
su a p ostu ra den tro daq u el e verdadeiro h osp ital de al m as, q u e m esm o sim p l es e p eq u en o n o
m u n do m aterial , f az ia-se g ran de e f u n c ion al n o p l an o eté ric o.
N eg ro T iã o, era q u em c om an dava a c aravan a q u e c h eg ava. Assim se desig n ava q u an do
p rec isava se ap resen tar aos f il h os do terreiro, m as p oderia ser c h am ado de D r. F u l an o de T al ,
ou M estre .... H oj e trab al h ava n as b an das da U m b an da, n a vib rató ria dos p retos vel h os e q u em
o via c ac h im b an do, de p é s desc al ç os, c al ç a arreg aç ada e rou p as su rradas, j am ais p oderia dedu -
z ir q u e este m esm o " n eg ro vel h o" j á h avia p assado p or tan tas en c arn aç õ es c om o b en z edor, al -
q u im ista, m é dic o, c ien tista e p rof essor. C am in h ada q u e dava a esse esp í rito a c ap ac idade de se
f az er p eq u en o dian te dos p eq u en os, p ois ap ren dera n ã o só a c u rar e en sin ar, m as sob retu do a
l iç ã o m ais dif í c il e de m aior val or dian te da vida, a vivê n c ia da h u m il dade.
E n tran do em u m a sal a on de vá rios esp í ritos ag u ardavam su a p resen ç a em c om p l eto si-
l ê n c io e em p rec e, N eg ro T iã o sau dou a todos de m an eira f ratern a e dial og ou c om el es:
- M eu s irm ã os, sei da an siedade de c ada u m p el o f ato de estarem estag ian do n u m ap ren -
diz ado n ovo. P ara a m aioria, é a p rim eira vez q u e p artic ip am de u m trab al h o de U m b an da, de-
p ois de desen c arn ados. P assaram p el as esc ol as do p l an o q u e vos ac ol h e, e ag ora p rec isam a-
tu ar n a p rá tic a, p ois a S eara é g ran de, o trab al h o é im en so, o tem p o c u rto e os trab al h adores
sã o p ou c os.
D ep ois de distrib u ir as taref as dos n ovatos j u n to a ou tros trab al h adores m ais ex p erien tes,
N eg o T iã o c h am ou u m a m oç a q u e f az ia p arte daq u el e g ru p o e q u e se p erm itia c h orar de f el ic i-
dade, p ois q u an do en c arn ada f ora trab al h adora daq u el a c asa e q u e p el a b on dade divin a, h oj e
p odia retorn ar e c on tin u ar su a taref a, em b ora em c orp o esp iritu al .
- F il h a, g ostaria q u e voc ê p u desse m e ac om p an h ar, an tes de in ic iar as taref as, V am os até
a sal a on de estã o reu n idos os trab al h adores en c arn ados, ou sej a os m é diu n s.
F á tim a n ã o c on tin h a a em oç ã o p el o reen c on tro. O l h ou p ara c ada rosto, rec on h ec en do a
m aioria c om o vel h os c om p an h eiros q u e tan to a au x il iaram em seu s m om en tos derradeiros n a
c arn e. O c h eiro da def u m aç ã o q u e estava sen do p assada n o am b ien te trou x e-l h e de vol ta ao
p resen te:
-F il h a, c om p reen do su a em oç ã o, m as al erto p ara q u e ag ora f irm e seu p en sam en to n u m a
vib raç ã o m ais al ta p ara q u e p ossa reeq u il ib rar-se.
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 1 4

E ntidade Artif ic ial ( c ontinuaç ã o)


C ol oc an do su a m ã o sob re o f ron tal de F á tim a, o p reto vel h o il u m in ou -l h e o c h á c ra, ab rin -
do-l h e assim a visã o do am b ien te eté ric o.
- O b serva ac im a da c ab eç a de c ada m é diu m , c om o as c ores irradiadas se dif eren c iam , à
m edida em q u e el es se l ig am à seu s p rotetores e g u ias atravé s da p rec e e dos p on tos c an tados.
E ra m ag n í f ic a a tran sf orm aç ã o q u e oc orria n a en erg ia de c ada m é diu m da c orren te. E m
al g u n s, on de era visí vel a en treg a, c riava-se u m a au ra tã o g ran de e b ril h an te q u e se m istu rava
c om a de seu p rotetor, f u n din do-se n u m c l arã o resp l an desc en te.
- F il h a, vej a c om o a m en te, al iada aos sen tim en tos tran sf orm am as en erg ias. I sso é m ag i-
a, isso é a f orç a do am or em m ovim en to. Q u an do J esu s f al ou " vó s sois deu ses" , ref eria-se o a-
m ado M estre, a essa c ap ac idade de q u e todos os esp í ritos h u m an os sã o c ap az es, a da tran s-
m u taç ã o q u e os torn a c ap az es de verdadeiros m il ag res den tro da c riaç ã o.
- O b serva p oré m , q u e em al g u n s, p ou c o ou n ada ex iste de l u m in osidade ac im a de seu s
c oron á rios, dem on stran do q u e su as m en tes estã o ap rision adas em p en sam en tos den sos e p reo-
c u p aç õ es f ora do am b ien te. V ej a q u e b ail am ac im a de su as c ab eç as al g u m as f orm as esc u rec i-
das q u e j á p arec em ter vida p ró p ria, p ois b rig am en tre si c om o se disp u tassem u m l u g ar só seu .
S ã o as f orm as p en sam en to, c riadas e adu b adas p el o p ró p rio m é diu m e q u e, n em a def u m aç ã o
ou a en erg ia do l oc al desf ez , p ois só o p ró p rio c riador del as é q u e tem o p oder de destru í -l as,
m u dan do su a f orm a de p en sar e c on seq u en tem en te su a vib raç ã o.
Ao ou vir e ver tu do aq u il o, F á tim a vol tou a l em b ran ç a das tan tas vez es, q u an do en c arn a-
da, al i n aq u el a m esm a c orren te, em q u e viera ao trab al h o ap en as p ara c u m p rir ob rig aç ã o p ois
seu s p en sam en tos viaj avam em b u sc a dos p rob l em as q u e deix ara em c asa e su a von tade era
de estar f ora dal i. L em b rou das tan tas vez es em q u e se m ag oava c om al g u n s irm ã os da c orren -
te, p or desen ten dim en tos c orriq u eiros ou p or c on trariedades de idé ias. I m ag in an do q u e c or h avi-
a ex al ado de su a au ra n aq u el es m om en tos, en verg on h ou -se.
O s aten dim en tos j á h aviam in ic iado e todos os estag iá rios q u e al i estavam de ou vidos e
ol h os b em ab ertos, desl u m b ravam -se c om a g ran diosidade do trab al h o real iz ado n aq u el a tem -
p l o. F á tim a esp ec ial m en te, n ã o c ab ia em si de f el ic idade e l og o f oi ac h an do o q u e f az er, p ois tra-
b al h o era o n ã o f al tava p or al i.
Ao f in al , ob servan do os p retos vel h os q u e até en tã o h aviam atu ado j u n to a seu s m é diu n s,
aten den do u m n ú m ero l im itado de en c arn ados, m as u m sem n ú m ero de desen c arn ados e q u e
ag ora, j u n to a toda eq u ip e c om p osta de ou tros f al an g eiros, ef etu avam a l im p ez a en erg é tic a dos
m é diu n s e do am b ien te, n u m m ovim en to in ten so de en erg ias, l em b rou -se daq u el e q u e atu ara
c om o p reto vel h o atravé s de seu ap arel h o, q u an do en c arn ada.
- N eg o T iã o, p osso l h e f az er u m a p erg u n ta?
- C l aro q u e p ode f il h a.
- O n de está m eu p reto vel h o? E l e ain da trab al h a n esta c asa? E u n em seq u er sab ia o seu
n om e, p ois l og o q u e o deix ei trab al h ar c om ig o, veio a doen ç a e desen c arn ei.
N eg ro T iã o, sorrin do m as c om os ol h os b an h ados de l á g rim as, en vol veu -a em seu s b ra-
ç os e sem u m a p al avra seq u er, h avia resp on dido o seu q u estion am en to. Am b os ag ora ab raç a-
dos, c h oravam e de seu s c oraç õ es irradiavam todo am or q u e sen tiam u m p el o ou tro, c om o esp í -
ritos q u e viaj avam p el o tem p o a tan to tem p o. U m c l arã o de l u z se f ez n o am b ien te e en q u an to a
c orren te real iz ava u m a p rec e c an tada, ag radec en do à p roteç ã o esp iritu al da n oite, a en erg ia g e-
rada p el o reen c on tro ag ia c om o u m b á l sam o sob re todos, dan do-l h es a sen saç ã o de p az in des-
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 1 5

E ntidade Artif ic ial ( c ontinuaç ã o)


c rití vel .
F á tim a, ap ó s a su rp resa, aj oel h ou -se ao p é s do p reto vel h o e b eij an do-l h e as m ã os p ediu
p erdã o p el o seu desc aso c om a m ediu n idade, assu m ida de m an eira rel ap sa e tardiam en te, des-
p ertan do som en te q u an do a dor b ateu f orte n o seu c orp o f í sic o. P el a su a ren itê n c ia em ac eitá -l o,
p or ap resen tar-se c om o u m p reto vel h o e n ã o c om o u m " m en tor de l u z " . Ag radec eu en tern ec ida
p or m ais esta op ortu n idade q u e o esp í rito am ig o estava l h e c on c eden do de p oder estar al i, j u n to
del e, rein ic ian do su a c am in h ada. O q u an to ain da teria q u e ap ren der c om aq u el e " m estre" am a-
do!
E n q u an to a c orren te p u x ava o p on to c an tado de I an san e o am b ien te n ovam en te se il u m i-
n ava de m an eira ex p l en dorosa, p el os raios q u e desc iam das m ã os daq u el a en tidade q u e rodop i-
ava seu ap arel h o, l im p an do o am b ien te em seu s p orõ es, u m a en tidade g ig an te e de f orm as an i-
m al esc as f oi traz ida até a p orta da ten da, p el os E x u s q u e trab al h avam n a g u arn iç ã o da m esm a.
S ob os ol h ares adm irados dos estag iá rios, I an sã l an ç ava raios direc ion ados aq u el a m on -
tru osidade q u e som en te se c on torc ia, p ou c o se ressen tin do. Ap ó s isol ar n ovam en te aq u el a f or-
m a den tro de u m c am p o de f orç a en erg é tic o, e a desin c orp oraç ã o da en tidade, N eg ro T iã o irra-
dian do o dirig en te, c om u n ic ou a c orren te q u e h avia al i u m " artif ic ial " g rotesc o c riado p el a en erg ia
de disc ó rdia q u e vin h a rein an do en tre os m é diu n s n os ú l tim os tem p os e q u e n ã o p oderia ser
desf eito p el a esp iritu al idade, o q u e só p oderia se ef etu ar p el os seu s p ró p rios c riadores.
O rien tou -os en tã o a ex erc erem a f orç a m en tal , q u e atu an te n a m até ria astral m ol dá vel ,
p ode c on stru ir ou destru ir. O rien tan do c ada u m a b u sc ar den tro de si o m el h or dos sen tim en tos,
p ediu q u e tran sm u tassem aq u el e m on stro e q u e em seu l u g ar c riassem p el a m esm a f orç a m en -
tal , u m an j o de l on g as asas b ran c as, p ara q u e dal i em dian te f osse esse artif ic ial b en é f ic o a f ic ar
de g u ardiã o daq u el e tem p l o.
E assim se f ez . D e m an eira m á g ic a, p el a c on du ç ã o verb al do dirig en te u san do a en erg ia
viol eta, a c orren te desf ez p or su a von tade, aq u el a f orm a p en sam en to q u e h aviam c riado c om
ressen tim en tos e m á g oas. E stavam en verg on h ados dian te da esp iritu al idade p el o f ato de p erc e-
b erem q u e j u stam en te el es q u e estavam al i c om o p arc eiros da l u z , p ara aj u dar a esp iritu al idade,
h aviam c riado tran storn os ao b om desen vol vim en to do trab al h o c om a el ab oraç ã o de sen tim en -
tos m esq u in h os, os q u ais j á deveriam ter ven c ido.
D e vol ta aos seu s m u n dos, os estag iá rios tin h am m u ito o q u e disc u tir a resp eito da f ab u -
l osa au l a p rá tic a de c aridade da q u al tin h am p artic ip ado. H avia tan to a rep en sar e c ada u m , em
c ada ex em p l o vivido l á den tro do tem p l o de u m b an da, en c on trou den tro de si al g o a m u dar.
M as todos c on c ordavam n u m p on to: - S em som b ra de dú vida, n ã o h á op ortu n idade ou
esc ol a m el h or do q u e a vivê n c ia n o c orp o f í sic o.
* artif ic ial : p en sam en to-f orm a c riado in dividu al ou c ol etivam en te atravé s dos im p u l sos dos
p en sam en tos de en c arn ado ou desen c arn ado, m ol dada n a essê n c ia el em en tal astral e q u e,
q u an do al im en tada in ten sam en te du ran te al g u m tem p o, c ria vida e p ode ser c on f u n dida c om u -
m a en tidade esp iritu al .
V ovó B en ta

M en sag em divu l g ada n a l ista da C h ou p an a do C ab oc l o P ery - P orto Al eg re - R S


h ttp : //w w w .c h ou p anadoc ab oc l op ery .b l og sp ot.c om /

E n viado p or Adrian a H ern an des


C en tro E sp iritu al ista C ab oc l o P ery R io de J an eiro - R J
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 1 6

C h ac ras
T odo o ser h u m an o p ossu i c en tros vitais, c on h ec idos c om o n om e de “ C H AC R AS ” ( q u e
sig n if ic am rodas de l u z , em sâ n sc rito) . S ã o C en tros en erg é tic os de M até ria su til l oc al iz ados em
n osso D u p l o-E té ric o resp on sá veis p or rec eb er e tran sm itir en erg ia p ara n osso c orp o f í sic o tra-
z en do o eq u il í b rio, el es sã o os p on tos de c on ex ã o p el os q u ais a en erg ia f l u i de u m c orp o a ou tro.
O s f l u x os en erg é tic os c riam vó rtic es ou redem oin h os, ap roveitan do essa en trada p ara atraves-
sarem o p erisp í rito e o du p l o eté ric o e p assarem p ara o org an ism o f í sic o.

A c om u n ic aç ã o en tre os c h ac ras ac on tec e atravé s de c on du tos c on h ec idos c om o


" m eridian os" , p or on de f l u i a en erg ia vital al terada p or el es. O tam an h o dos c h ac ras dep en de do
desen vol vim en to esp iritu al e das vib raç õ es q u e em itim os. N as p essoas m ais desen vol vidas esp i-
ritu al m en te, el es sã o am p l os, b ril h an tes e tran sl ú c idos, p oden do atin g ir U m raio de até 2 5 c m ,
p erm itin do a c an al iz aç ã o de u m a q u an tidade m aior de en erg ia vital e o desen vol vim en to das f a-
c u l dades p sí q u ic as do h om em .

O m ovim en to g irató rio dos c h ac ras se dá devido ao c h oq u e das en erg ias eté ric as su tis
q u e vê m do p l an o su p erior c om as f orç as eté ric as p rim arias, ag ressivas e vig orosas q u e p artem
da T erra c arreg adas de im p u rez as p ró p ias do m u n do an im al in stin tivo. E sse f en ô m en o é p arec i-
do c om o c h oq u e das c orren tes de ar f rio q u e desc em de n u ven s c arreg adas de á g u a e as c or-
ren tes de ar q u en te q u e sob em da c rosta terrestre f orm an do os c on h ec idos F u rac õ es.

O s c h ac ras em item diversas c ores p roven ien tes da ab sorç ã o do f l u ido vital q u e os irrig ae
se dec om p õ e em c ores, essas c ores p oden do ir das m ais b el as e c in til an tes as m ais f eias e su -
j as, dep en den do do estado em q u e a p essoa se en c on tra, p orem sem p re h á u m a ton al idade p re-
dom in an te sob re os dem ais q u e revel a o tip o vib rató rio ou en erg ia ú til q u e ativa esse ou aq u el e
sistem a do c orp o f í sic o.

E n tre os c en tros de f orç a do p erisp í rito e os c h ac ras do du p l o-eté ric o ex iste u m a esp é c ie
de f il tro q u e im p ede a ab ertu ra p rec oc e da c om u n ic aç ã o en tre os p l an os esp iritu al e f í sic o. E vi-
tan do u m a sé rie de p rob l em as q u e vã o desde n ã o p erm itir q u e n ossas ex p eriê n c ias p assadas
arm az en adas em n ossa m em ó ria esp iritu al c h eg u em à n ossa c on sc iê n c ia f í sic a, n ã o p erm itir
q u e u m a en tidade esp iritu al in trodu z a f orç as p ara as q u ais o in dividu o c om u m n ã o estaria p ara
en f ren tar ou q u e ex c edessem su a c ap ac idade de c on trol e, n ã o p erm itir u m estado de ob sessã o
p or q u al q u er esp í rito q u e desej e se ap ossar del e.

E sse f il tro p ode ser l esion ado ou rom p ido, al g o m u ito g rave em c ertos c asos. A l esã o p o-
de se orig in ar de vá rias situ aç õ es, c om o u m a em oç ã o viol en ta ou de c ará ter m al é f ic o q u e p rovo-
q u e u m a esp é c ie de ex p l osã o n o c orp o esp iritu al , u m su sto en orm e, u m ac esso de raiva ou ira,
u m a sessã o de desen vol vim en to q u e ab ra p ortas q u e a n atu rez a p reten dia m an ter f ec h adas ou
o u so de drog as, b eb idas e f u m o. E m b ora ex istam ou tros c en tros de f orç a m en ores e em desen -
vol vim en to n as c riatu ras, sã o sete os n ú m eros de c h ac ras m ais im p ortan tes do du p l o eté ric o:
c oron á rio, f ron tal , l arí n g eo, c ardí ac o, p l ex o S ol ar, esp l ê n ic o e B á sic o.

Ch a cr a Cor oná r io ( o centr o d a cons ciê ncia )

L oc al iz ado n o top o da c ab eç a é o p rin c ip al c h ac ra, el e rep resen ta a u n iã o c om o divin o, é


o c en tro da c on sc iê n c ia esp iritu al , el e n os l ig a c om o p l an o esp iritu al e é atravé s del e q u e n ó s
c ap tam os essas en erg ias esp iritu ais.
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 1 7

C h ac ras ( c ontinuaç ã o)
S u a h ip eratividade resu l ta em u m au m en to da atividade m en tal , o q u e g era u m desg aste
rá p ido, em b ora o in dividu o ap resen te u m a c erta f ac il idade p ara atividades p sí q u ic as.

Q u an do ap resen ta u m a H ip oatividade o h om em n ã o ab sorve a en erg ia vital m í n im a p ara


a m an u ten ç ã o da vida m en tal do ser p rovoc an do dif ic u l dade p ara real iz ar el ab oraç õ es m en tais,
atividades p sí q u ic as e dif ic u l dade de c on c en traç ã o, n orm al m en te ob serva-se tam b é m u m a ten -
dê n c ia p ara o son o desc on trol ado.

S u a V ib raç ã o de c or atu an te é o b ran c o varian do ao D ou rado e está l ig ado a V ib raç ã o de


O x al á .

Ch a cr a F r onta l ( o centr o d a v is ã o inter ior )

L oc al iz ado en tre os ol h os, é o c h ac ra dos sen tidos, do rac ioc í n io e da visã o. P or isso di-
z em q u e el e é resp on sá vel direto p el o f u n c ion am en to dos c en tros su p eriores in tel ec tivos, b em
c om o do S istem a N ervoso C en tral . É tam b é m resp on sá vel p el a vidê n c ia e a in tu iç ã o n o c am p o
da m ediu n idade.

S u a H ip eratividade g era o deseq u il ib ro, p ois el e ac ab a p or “ rou b ar” en erg ia vital do c h a-


c ra c oron á rio e do c h ac ra c ardí ac o, g eran do u m a h ip eratividade m en tal e l og o e esg otam en to,
p rodu z in do ap atia e p osteriorm en te estresse. S u a H ip oatividade g era u m a c erta dif ic u l dade de
ap ren diz ado e u m ol h ar detu rp ado sob re a vida e a m oral , b em c om o a f al ta de b om sen so.

S u a V ib raç ã o de c or atu an te é o am arel o p oden do variar ao Az u l e esta l ig ado a vib raç ã o


das S en h oras ( Y em an j á , O x u m , Y an sã , N an ã ) .

Ch a cr a L a r í ng eo ( o centr o d e com u nica ç ã o)

L oc al iz ado n a G arg an ta, rel ac ion a-se c om ex p ressã o tran sp essoal e o c h am ado E u su p e-
rior, c om u n ic aç ã o esp iritu al e c om a vida. A f u n ç ã o desse c h ac ra tran sc en de a sim p l es atu aç ã o
da voz h u m an a e en g l ob a todos os asp ec tos de rel ac ion am en to c om a m en sag em da vida. C o-
m u n ic ar-se é rel ac ion ar-se.

S u a H ip eratividade g era a c riatividade, en erg ia n a p al avra, m ag n etism o verb al . S u a h ip o-


atividade g era dif ic u l dade de c om u n ic aç ã o c om o m u n do e c om as p essoas em g eral . E n ten de-
m os essa c om u n ic aç ã o c om o c om p reen sã o da vida, c ap ac idade de in teraç ã o c om o m u n do,
c om as idé ias e c om os seres. E m tais p essoas a voz deix a de ser c l ara.

S u a V ib raç ã o de c or é o V erm el h o p oden do V ariar p ara o az u l viol eta e esta l ig ado a vi-
b raç ã o de Y ori.

Ch a cr a Ca r d í a co

L oc al iz ado n o c en tro do p eito, está l ig ado c om o E n tu siasm o p el a vida, af etividade, au to-


am or. E l e p erm ite o f l u x o das in f orm aç õ es sen tim en tais e em otivas.
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 1 8

C h ac ras ( c ontinuaç ã o)
S u a h ip eratividade p ode g erar val ores ex c essivos e sen tim en tos af l orados. E x trem am en te
sen sí veis, sem l im ites p ara m ostrar seu s sen tim en tos, dec ep c ion am -se c on stan tem en te. M u itas
vez es tem u m a p rof u n da in tu iç ã o das c oisas b el as ou desen vol vem u m a esp é c ie de sex to sen ti-
do, q u e l h es f ac il ita c om p reen der o m u n do e o m eio em q u e vive, p orem , c arec em de sen so de
l im ites em su a m an eira de ag ir. E n treg am -se ao sen tim en tal ism o ex ag erado, q u e, sem o u so da
raz ã o, dec ai.

S u a H ip oatividade g era p essoas sec as, m u ito rac ion ais ou sem p erc ep ç ã o da h arm on ia e
das b el ez as da vida.

S u a V ib raç ã o de c or é o V erde p oden do variar ao Am arel o-az u l ado e esta l ig ado a vib ra-
ç ã o de X an g o.

P l ex o S ol a r ( o ch a cr a u m b il ica l )

L oc al iz ado p ró x im o ao U m b ig o está l ig ado à assim il aç ã o em oc ion al , sen sib il idade, sen sa-
ç õ es de p raz er, de p aix ã o p el a vida e p el os el em en tos m ateriais. É o c en tro da von tade, do E g o,
é esp ec ial iz ado n a ex p ressã o ou n o dom í n io dos in stin tos e das em oç õ es p assion ais. Atravé s
del es o ser ex p ressa su as c u l p as e seu s m edos, dec orren tes de etap as m al -vividas n o p assado.

S u a H ip eratividade g era u m c on g estion am en to das em oç õ es q u e desc em vib ratoriam en te


do c orp o astral , p rodu z in do desc on trol e em oc ion al , al em do ex ag ero dos in stin tos e em oç õ es.
R aiva, ressen tim en to, m á g oa, c iú m es e irritab il idade, al iados a ag ressividade.

S u a H ip oatividade g era p essoas ap á tic as, n ã o se ap aix on am P or n ada n a vida, n ã o tem


p ersp ec tivas, ob j etivos n em m etas a atin g ir. O s p roc essos de m el an c ol ia, tristez a e dep ressã o.

S u a V ib raç ã o de c or é o Al aran j ado p oden do variar ao Am arel o-averm el h ado está l ig ado
a V ib raç ã o de O g u m .

Ch a cr a E s p l ê nico

L oc al iz ado n a reg iã o c orresp on den te ao b aç o, é resp on sá vel el a vital iz aç ã o do du p l o-


eté ric o e p or seu sistem a de distrib u iç ã o en erg é tic a, o esp l ê n ic o ab sorve en erg ias do S ol , n u trin -
do e revital iz an do o sistem a san g u í n eo, atravé s da irrig aç ã o de su as c é l u l as.

Q u an do está desreg u l ado de su as f u n ç õ es el e ab sorve q u al q u er tip o de en erg ia do am b i-


en te, sem im p ortar a q u al idade del as. É p rec iso m u ita c au tel a, p ois o c h ac ra em desarm on ia
c ostu m a af etar p rof u n dam en te o c ic l o vital q u e irrig a o du p l o-eté ric o. D esse m odo, ac ab a torn an -
do-se arm az en ador de en erg ias m ais den sas, à s vez es, p erig osas ou dan in h as p ara a saú de do
in dividu o e da c om u n idade q u e o c erc a.

S u a vib raç ã o de c or é o Az u l p oden do variar ao verm el h o-viol eta, está l ig ado a V ib raç ã o
de O x ossi.
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 1 9

C h ac ras ( c ontinuaç ã o)
Ch a cr a B á s ico

L oc al iz ado n a b ase da c ol u n a verteb ral , el e é resp on sá vel p el o asp ec to de sol idez q u e


iden tif ic am os n os diversos f atores q u e p erm eiam a vida n o c orp o f í sic o. É esse c en tro vital q u e
p ossib il ita a ral aç ã o c om o m u n do das f orm as, da ap arê n c ia, resp on de p el a f ac il idade de se rel a-
c ion ar b em c om as l eis do m u n do f í sic o e da vida soc ial . S ob su a atu aç ã o o ser h u m an o ap ren -
de a c on viver c om os el em en tos m ais p rim á rios da vida, desen vol ven do as von tades e reg u l an -
do-as.

S u a H ip eratividade g era u m c om p ortam en to viol en to, c au sado p el a atu aç ã o das en erg ias
p rim arias ou devido à in seg u ran ç a p essoal , l ig am -se aos asp ec tos m ã os m ateriais da vida, ex -
travasam sen su al idade e sex u al idade.

S u a V ib raç ã o de c or é o V iol eta p oden do variar ao verm el h o-az u l ado, está l ig ado a V ib ra-
ç ã o de Y orim a.

H a r m oniz a nd o. . .

Q u an do os c h ac ras estã o em eq u il í b rio, desf ru tam os de ó tim a saú de f í sic a e p sí q u ic a, c a-


so c on trá rio, f ic am os vu l n erá veis aos distú rb ios e à s doen ç as. Ao estarm os sau dá veis, n ossos
c h ac ras g iram c om ritm o e sin c ron ia, p oré m , c om o org an ism o doen te, el es f ic am ac el erados ou
l en tos dem ais, rodan do c om dif ic u l dade e p rovoc an do p erda de en erg ia vital .

A saú de está n o eq u il í b rio, q u e p ode ser c on seg u ido atravé s de u m a dieta sau dá vel , ric a
em verdu ras, l eg u m es e f ru tas, de ex erc í c ios f í sic os m oderados e ac om p an h ados p or u m m é di-
c o, do resp eito à s h oras de desc an so e de p rá tic as rel ig iosas, m editativas e rel ax an tes. E n f im ,
tu do aq u il o q u e p rop ic ie a h arm on ia in terior.

O p asse, a p rec e, a irradiaç ã o e a á g u a f l u idif ic ada servem c om o ap oio p ara a rec u p era-
ç ã o, m as n ã o sã o a b ase real p ara o eq u il í b rio, al in h am en to ou h arm on iz aç ã o dos c h ac ras e
c en tros de f orç a. D evem os l em b rar q u e c h ac ra b l oq u eado n ã o é c au sa, m as c on seq ü ê n c ia. A
c au sa do deseq u il í b rio sã o n ossos p en sam en tos, sen tim en tos, em oç õ es, p al avras, desej os e
aç õ es de b aix o teor vib rató rio, c om o p essim ism o, m á g oa, ran c or, in vej a, eg oí sm o, org u l h o, vin -
g an ç a, ó dio e ví c ios.

F on tes:
w w w .u m b an darac ion al .c om .b r
I P P B – I n stitu to de P esq u isas P roj ec iol ó g ic as e B ioen erg é tic as
L ivro “ Al é m da M até ria” R ob son P in h eiro/ J osep h G l eb er editora “ C asa do E sp í ritos”

T ex to de G ab riel C af u re
E x traí do do I n f orm ativo do G E C P A de dez em b ro de 2 0 0 6
G ru p o E sp iritu al ista C ab oc l o P en a Az u l
C u ritib a - P R
c af u re@ g m ail .c om
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 20

O C andidato I ntel ec tual


C on ta-se q u e J esu s, dep ois de in f ru tí f eros en ten dim en tos c om dou tores da L ei, em J eru -
sal é m , ac erc a dos serviç os da B oa-N ova, f oi p roc u rado p or u m c an didato ao n ovo R ein o, q u e se
c arac teriz ava p el a p rof u n da c ap ac idade in tel ec tu al .

R ec eb eu -o o M estre, c ordial m en te, e, em seg u ida à s in terp el aç õ es do f u tu ro ap ren diz ,


p assou a ex p l ic ar os ob j etivos do em p reen dim en to. O E van g el h o seria a l u z das n aç õ es e c on -
sol idar-se-ia à c u sta da ren ú n c ia e do devotam en to dos disc í p u l os. E n sin aria aos h om en s a retri-
b u iç ã o do m al c om o b em , o p erdã o in f in ito c om a in f in ita esp eran ç a. A P atern idade C el este res-
p l an dec eria p ara todos. J u deu s e g en tios c on verter-se-iam em irm ã os, f il h os do m esm o P ai.

O c an didato in tel ig en te, f ix an do n o S en h or os ol h os arg u c iosos, in dag ou :


- A q u e esc ol a f il osó f ic a ob edec erem os?
- As esc ol as do C é u – resp on deu , c om p l ac en te, o D ivin o Am ig o.

E ou tras p erg u n tas c h overam , im p rovisadas.


- Q u em n os p residirá à org an iz aç ã o?
- N osso P ai C el estial .

- E m q u e b ases ac eitarem os a dom in aç ã o p ol í tic a dos rom an os?


- N as do resp eito e do au x í l io m ú tu os.

- N a h ip ó tese de serm os p erseg u idos p el o S in é drio, em n ossas atividades, c om o p roc eder?


- D esc u l p arem os a ig n orâ n c ia, q u an tas vez es f or p rec iso.

- Q u al o direito q u e c om p etirá aos adep tos da R evel aç ã o N ova?


- O direito de servir sem ex ig ê n c ias.

O rap az arreg al ou os ol h os af l itos e p rosseg u iu in dag an do:


- E m q u e c on sistirá , desse m odo, o sal á rio dos disc í p u l os?
- N a al eg ria de p ratic ar a b on dade.

- E starem os arreg im en tados n u m g ran de p artido?


- S erem os, em todos os l u g ares, u m a assem b l é ia de trab al h adores aten tos à V on tade D ivin a.

- O p rog ram a?
- P erm an ec erá n os en sin am en tos n ovos de am or, trab al h o, esp eran ç a, c on c ó rdia e p erdã o.

- O n de a voz im ediata de c om an do?


- N a c on sc iê n c ia.

- E os c of res m an ten edores do m ovim en to?


- S itu ar-se-ã o em n ossa c ap ac idade de p rodu z ir o b em .

- C om q u em c on tarem os, de im ediato?


- Ac im a de tu do c om o p ai e, n a estrada c om u m , c om as n ossas p ró p rias f orç as.

- Q u em reterá a m el h or p osiç ã o n o m in isté rio?


- Aq u el e q u e m ais servir.

O c an didato c oç ou a c ab eç a, f ran c am en te desorien tado, e c on tin u ou , f in da a p au sa:


- Q u e ob j etivo f u n dam en tal será o n osso?
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 21

O C andidato I ntel ec tual ( c ontinuaç ã o)


R esp on deu J esu s, sem se irritar:
- O m u n do reg en erado, en ob rec ido e f el iz .

- Q u an to tem p o g astarem os?


- O tem p o n ec essá rio.

- D e q u an tos c om p an h eiros seg u ros disp om os p ara in í c io da ob ra?


- D os q u e p u derem c om p reen der-n os e q u iserem aj u dar-n os.

- M as, n ã o terem os rec u rsos de c on stran g er os seg u idores à c ol ab oraç ã o ativa?


- N o R ein o D ivin o n ã o h á viol ê n c ia.

- Q u an tos f il ó sof os, sac erdotes e p ol í tic os n os ac om p an h arã o?


- E m n osso ap ostol ado, a c on diç ã o tran sitó ria n ã o in teressa e a q u al idade p erm an ec e ac im a do
n ú m ero.

- A m issã o ab ran g erá q u an tos p aí ses?


- T odas as n aç õ es.

- F ará dif eren ç a en tre sen h ores e esc ravos?


- T odos os h om en s sã o f il h os de D eu s.

- E m q u e sí tio se l evan tam as c on stru ç õ es de c om eç o? Aq u i em J eru sal é m ?


- N o c oraç ã o dos ap ren diz es.

- O s l ivros de ap on tam en to estã o p ron tos?


- S im .

- Q u ais sã o?
- N ossas vidas...

O tal en toso adven tí c io c on tin u ou a in dag ar, m as J esu s sil en c iou , sorriden te e c al m o.
Ap ó s l on g a sé rie de in terrog ativas sem resp osta, o af oito rap az in q u iriu , an sioso:
- S en h or, p or q u e n ã o esc l arec es?

O C risto af ag ou -l h e os om b ros in q u ietos e af irm ou :


- B u sc a-m e q u an do estiveres disp osto a c oop erar.

E , assim diz en do, ab an don ou J eru sal é m n a direç ã o da G al il é ia, on de p roc u rou os p esc a-
dores rú stic os e h u m il des q u e, real m en te, n ada sab iam da c u l tu ra g reg a ou do direito R om an o,
m an ten do-se, c on tu do, p erf eitam en te p ron tos a trab al h ar c om al eg ria e a servir p or am or, sem
p erg u n tar.”
I rm ã o X , C on tos e Ap ó l og os, 4 . ed., p .1 5 -1 8

M e n sage m d iv ul gad a n a l ista d a C h oup an a d o C abocl o P e ry - P orto A l e gre - R S


h ttp : / / w w w .ch oup an ad ocabocl op e ry .bl ogsp ot.com/

E n v iad a p or L e n i W in ck S av isck i
T e mp l o d e U mban d a V oz e s d e A ruan d a
E re ch im - R S
e ume sma@st.com.br
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 22

Auto-obsessã o
Se p ensam entos dessem el h antes nã o si ntoni z am , o i ndi v í du o q u e em i ti r sem p re b ons p ensa-
m entos af astará toda a i nf eri ori dade e p ertu rb aç ã o. P reoc u p ado em ser ú ti l , esq u ec erá seu s p ro-
b l em as e será m ai s f el i z . Madre Terez a de Cal c u tá nã o dev i a senti r té di o, desâ ni m o, ou ang ú sti a
exi stenc i al . Su as energ i as eram dedi c adas aos sof redores.

A ob s es s ã o é s em p r e p r od u to d e u m a a u to-ob s es s ã o.
O d es eq u il í b r io tem iní cio na m ente d o ind iv í d u o enca r na d o.

P or H el oí s a P ir es / B ol etim d a A s s ocia ç ã o M é d ico E s p í r ita d o B r a s il

O p rof essor, j orn al ista, f il ó sof o, p oeta, c on h ec edor da dou trin a esp í rita, H erc u l an o P ires,
esc reveu o " p eq u en o g ran de" l ivro, O b sessã o, P asse e D ou tri naç ã o. B aseado em su a ex p eriê n -
c ia de m ais de q u aren ta an os n o trab al h o de desob sessã o, H erc u l an o ex p l ic a c om o resol ver os
p rob l em as das in f l u ê n c ias de esp í ritos in f eriores. C om m u ita au toridade, o p rof essor p ode f al ar
sob re o assu n to, p ois su a vida f oi u m ex em p l o de c ap ac idade e su p eraç ã o das dif ic u l dades. V i-
veu a dou trin a, n ã o ap en as a teoriz ou . C al m o, al eg re, h u m il de; h om em c u l to, dou tor em F il osof i-
a, j orn al ista resp eitado e esc ritor p rem iado, en f ren tou p rob l em as c om m u ita tran q ü il idade.

F oi el eito vá rias vez es p residen te do S in dic ato dos J orn al istas P rof ission ais de S ã o P au l o;
diretor da c adeira de f il osof ia da F ac u l dade de F il osof ia de Araraq u ara. Au tor de 8 1 ob ras de va-
l or rec on h ec ido. D esen vol veu g ran de ex p eriê n c ia n o sen tido de au x il iar os q u e, n esse dif í c il p l a-
n eta T erra, se p erdem n o c ip oal das p ró p rias an g ú stias ou reb el dia, q u e en tram em l am en tá vel
estado de esq u iz of ren ia tem p orá ria, do q u al n ã o c on seg u em sair sem o au x í l io ex tern o.

O p rof essor real iz ava sessõ es c h am adas de desob sessã o, on de m en tes en c arn adas e-
ram au x il iadas. N os ú l tim os q u in z e an os de su a ex istê n c ia, H erc u l an o, c om o au x í l io do dou tor
An ton io J oã o T adesc o-M arc h ese, n eu rol og ista e do dou tor L aé rc io S au din i, real iz avam as ses-
sõ es n as q u ais m u itos ob sedados en c on traram a c u ra.

N os c asos de desaj u ste, o in diví du o, ex p el in do de si m esm o p en sam en tos de dep ressã o,


l ig a-se a m en tes en c arn adas ou desen c arn adas, q u e au m en tam su as som b ras in teriores; a esse
f en ô m en o c on ven c ion am os, os esp í ritas, c h am ar de ob sessã o.

O b s es s ã o

O b sessã o, c om o diz Al l an K ardec , o c odif ic ador da D ou trin a E sp í rita, é " o dom í n io q u e os


esp í ritos in f eriores ex erc em sob re determ in adas p essoas" .

A ob sessã o é sem p re p rodu to de u m a au to-ob sessã o. O deseq u il í b rio tem in í c io n a m en te


do in diví du o en c arn ado. T el ep atic am en te, p or q u estã o de sin ton ia vib rató ria, en tra em c on tato
c om ou tros in diví du os q u e vib ram n o m esm o teor e o p roc esso se in ic ia. N ã o h á m isté rio, h á a-
p en as l ig aç ã o m en te a m en te, c om u n ic aç ã o. O in diví du o estab el ec e l aç os c om p en sam en tos
desf avorá veis, en tra em on das desag radá veis e c ol h e os f ru tos de seu p ró p rio deseq u il í b rio.

T odos n ó s, en c arn ados, em m om en tos de desâ n im o, de f al ta de " oraç ã o e vig il â n c ia" , n o-


tam os q u e vam os n os en redan do em u m a teia de aran h a, q u e f az os p rob l em as p arec erem in so-
l ú veis. É a h ora do b asta, da reaç ã o in terior, do u so da von tade p ara sair de u m estado desf avo-
rá vel e en trar n u m eq u il í b rio m aior c om a h arm on ia u n iversal ; sin ton iz ar m el h or su a on da m en tal ,
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 23

Auto-obsessã o ( c ontinuaç ã o)
m u dar o teor vib rató rio.

S om os os c on stru tores do n osso destin o. T em os sem p re o direito de op tar p el o q u e n os


c on vé m ; in diví du os f ortes en f ren tam os p rob l em as q u e su rg em e, devido à f orç a in terior, sin ton i-
z am c om ou tros in diví du os en c arn ados ou n ã o, q u e vib ram p ositivam en te; l u tam , ven c em e se
torn am c ada vez m ais eq u il ib rados.

I n diví du os f rá g eis, desl iz am a todos os in stan tes p el os dif í c eis c am in h os do p essim ism o e
en tram em desaj u stes q u e p odem c au sar até doen ç as f í sic as. P en sam en tos de ó dio, revol ta,
p essim ism o sã o tó x ic os q u e en ven en am o c orp o e desaj u stam a m en te. O M estre de N az aré n o
c on vida ao p erdã o e à f é em D eu s; disse " O l h ai os l í rios do c am p o, q u e n ã o tec em n em f iam e
n em S al om ã o se vestiu c om o el es em toda a su a g l ó ria" . N ã o f ez u m c on vite à p reg u iç a, m as à
seren idade. C en tel h as divin as, f om os c riados p or D eu s p ara u m p rog resso in f in ito. O u , c om o
disse J esu s: " sois deu ses, sois l u z es..." .

O n osso l ivre-arb í trio p erm ite esc ol h erm os c am in h os m ais rá p idos p ara a evol u ç ã o, ou
l ab irin tos dol orosos dos deseq u il í b rios. M as n osso destin o, den tro do determ in ism o das l eis de
D eu s, é a an g el itu de.

Ca u s a s d a s ob s es s õ es

A c au sa p rim eira é a n ossa in c ap ac idade p ara u til iz ar a n ossa f orç a in terior e resol ver os
p rob l em as q u e ap arec em .

As en c arn aç õ es p assadas devem ser l evadas em c on ta. O dou tor I an S teven son , em seu
l ivro V i nte Casos Su g esti v os de R eenc arnaç ã o, ex p l ic a c om o o in diví du o traz n o in c on sc ien te o
arq u ivo do p assado, q u e à s vez es af l ora n o p resen te. O s c on teú dos su b l im in ares af l oram n a
c on sc iê n c ia su p ral im in ar. D esaf etos do p assado ap roveitam os n ossos m om en tos de desc u ido,
a q u eb ra de def esa p sic ol ó g ic a e n os af etam até on de o p erm itim os.

Cu r a d a ob s es s ã o

É n ec essá rio se m an ter den tro de u m eq u il í b rio p sí q u ic o g erado p or b on s p en sam en tos.

O Mestre de N az aré ex p l ic a n a h istó ria O E sp í ri to Mal c om o se l ivrar dos ob sessores. O


in diví du o p rec isa p ovoar a su a c asa m en tal c om b on s p en sam en tos; n ec essita en ten der a f in al i-
dade da ex istê n c ia, o sen tido da vida.

" V ivem os" , diz H erc u l an o, " p ara desen vol ver as p oten c ial idades p sí q u ic as de q u e som os
dotados. N ossa ex istê n c ia tem p or f im a tran sc edê n c ia, a su p eraç ã o de n ossa c on diç ã o h u m a-
n a" .

S artre, o g ran de f il ó sof o m aterial ista, diz q u e o S er deve assim il ar as aq u isiç õ es dos q u e
an tec ederam e deix ar o p rodu to de su as ex p eriê n c ias p ara os q u e vierem dep ois. E m b ora dig a
q u e o h om em é " u m a p aix ã o in ú til " rec on h ec e a n ec essidade da tran sc edê n c ia.

K eerk g ard c on ta a h istó ria do h om em e do c ac h orro q u e estã o n a p orta de u m b ar. O c a-


Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 24

Auto-obsessã o ( c ontinuaç ã o)
c h orro vive ap en as; c om e, satisf az as n ec essidades b iol ó g ic as da esp é c ie. O h om em só E x iste
q u an do c resc e esp iritu al m en te, rac ioc in a, é u m el em en to in du tor ao p rog resso. M u itos ap en as
vivem , raros E x istem .

O
destin o do h om em n ã o é ser esc ravo dos ví c ios, das sedu ç õ es da c arn e, da m até ria. É
c am in h ar ereto, n a vertic al , em b u sc a de m u n dos m el h ores. É f az er da terra u m m u n do de J u sti-
ç a e de Am or.

O
m u n do é l in do. H á u m a m ú sic a su ave, q u e só os m ais sen sí veis c on seg u em c ap tar,
q u e em b al a n ossos c oraç õ es, q u e é p rodu to da h arm on ia u n iversal . D eu s n os c riou p ara a f el ic i-
dade e al eg ria. D iz A G ê nese, de Al l an K ardec : " S e o h om em ag isse sem p re de ac ordo c om a l ei
de D eu s seria f el iz sob re a terra e evitaria p ara si m esm o os m al es m ais am arg os" . É o h om em
q u e, c on trarian do as l eis de Am or, c ria p rob l em as: f om e, desem p reg o, g u erras, doen ç as. Aos
p ou c os el e vai se satu rar do m al m oral e p roc u rar rem é dio n o b em .

O m u n do ap resen ta p rob l em as q u e n ã o n os ag radam ; vam os resol vê -l os. S e n osso p ró -


p rio in terior n os p arec e dep rim en te, vam os m odif ic á -l o. P ossu í m os f orç as in c rí veis, é n ec essá rio
u til iz á -l as.

S ab em os h oj e, atravé s das ex p eriê n c ias do c asal P au l V ase, n a F ran ç a, q u e o p en sa-


m en to divide g otas d’ á g u a, ac en de l â m p adas, in ten sif ic a o c resc im en to de p l an tas. C om a f orç a
de n osso p en sam en to, p odem os n os m odif ic ar p ara m el h or e m odif ic ar o m u n do em n ossa vol ta.
C ertez a de ven c er n os dará vitó ria. G h an di, ig u al m en te f rá g il , c on seg u iu m u dar a f ac e de seu s
p aí s.

A s d im ens õ es d a v id a

N o sé c u l o X X é f á c il ser esp í rita; nã o p r a tica r a d ou tr ina , m a s entend ê -l a . A m até ria se


dissol veu em en erg ia; ex p eriê n c ias p rovam q u e, c om o dissera P l atã o, " O m u n do sen sí vel é il u -
só rio" . A G ê nese de Al l an K ardec disse, h á m ais de c em an os, q u e m até ria é ap en as c on den sa-
ç ã o de en erg ia.

O s f í sic os atu ais sã o m etaf í sic os. F al am em b u rac os n eg ros e em el é tron s p ositivos q u e
viriam de u m su b m u n do. A m en te do h om em se ab re p ara ou tras dim en sõ es, ou tras f orm as de
ex istê n c ia. O g ran de E in stein f al a sob re a rel atividade. P op p er c on f irm a q u e tu do é ef ê m ero e
rel ativo. U m m u n do n ovo su rg e, os p rec on c eitos c ien tí f ic os ou rel ig iosos n ã o tem m ais raz ã o de
ser.

O c orp o b iop l á sm ic o dos ru ssos c on f irm a q u e o K á dos eg í p c ios é o p erisp í rito da dou tri-
n a esp í rita.

U m a n ova c om p reen sã o do u n iverso, u m a n ova ordem de val ores su rg iu . A ex istê n c ia de


dois m u n dos, o m aterial e o esp iritu al , é u m a real idade. O h om em c resc e p ara a c on sc ien tiz aç ã o
de q u e é u m a p eq u en a p eç a, im p ortan te q u an do in serida n a g ran de en g ren ag em u n iversal . M as,
assim c om o u m p araf u so soz in h o n ã o tem g ran de u til idade, sen do in disp en sá vel ao f u n c ion a-
m en to de u m a m á q u in a, o in diví du o é ú til q u an do se in teg ra n a H arm on ia U n iversal . S oz inh os
s om os p ontinh os f r á g eis p er d id os nu m u niv er s o l u m inos o. A nos s a f or ç a es tá na u niã o
d e nos s a s m entes , p a r a a cons tr u ç ã o d e u m m u nd o m el h or .
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 25

Auto-obsessã o ( c ontinuaç ã o)
N essa n ova dim en sã o, c on vé m ou vir H erc u l an o: " R ef orm u l e o c on c eito de si m esm o. V oc ê n ã o
é u m p ob rez in h o ab an don ado n o m u n do. T ire da m en te a idé ia de p ec ado e de c astig o. O q u e
c h am am p ec ado é o erro, q u e p ode e deve ser c orrig ido. C orrij a-se" . A idé ia de p ec ado e o c om -
p l ex o de c u l p a arrasam o in diví du o.

T r a ta m ento m é d ico

H erc u l an o l em b ra q u e " D eve h aver u m a orien taç ã o m é dic a, ten do ou n ã o o p rof ission al
c on h ec im en to da dou trin a esp í rita" .

O m é dic o esp í rita c on tará c om as arm as m aiores da c om p reen sã o da reen c arn aç ã o e do


in terc â m b io en tre en c arn ados e desen c arn ados; isso f ac il itará su a taref a.

Al é m do tratam en to m é dic o, o ob sedado rec orrerá à s c asas esp í ritas on de, atravé s de
p asses de sessõ es de desob sessã o, c on seg u irá f ortif ic ar su a von tade e esc l arec er n ã o só su a
m en te c om o as dem ais en vol vidas n o p roc esso p ara a su a l ib ertaç ã o.

R ec orren do aos esp ec ial istas do c am p o da m até ria e ao au x í l io dos q u e tratam dos p ro-
b l em as do esp í rito, o in diví du o c on seg u irá m odif ic ar o seu m odo de vida e org an iz ar ao redor de
si " a c ou raç a da f é e da c aridade" ac on sel h ada p el o ap ó stol o P au l o.

S e p en sam en tos dessem el h an tes n ã o sin ton iz am , o in diví du o q u e em itir sem p re b on s


p en sam en tos af astará toda a in f erioridade e p ertu rb aç ã o. P reoc u p ado em ser ú til , esq u ec erá
seu s p rob l em as e será m ais f el iz . M adre T erez a de C al c u tá n ã o devia sen tir té dio, desâ n im o, ou
an g ú stia ex isten c ial . S u as en erg ias eram dedic adas aos sof redores.

É h ora de c resc er. D evem os n os l em b rar q u e n en h u m j u l g o resiste a u m a von tade f irm e.


" S ó f ic a ob sedado aq u el e q u e, c on sc ien te ou in c on sc ien tem en te o desej ar. É u m a esp é c ie de
au to-p u n iç ã o" . " A c u ra da ob sessã o é u m a au toc u ra..." , diz H erc u l an o P ires.

F on te: h ttp : / / w w w .rc esp iritism o.c om .b r/ ob sessao-au toc u ra.h tm

M en sag em divu l g ada n a l ista da


C h ou p an a do C ab oc l o P ery - P orto Al eg re - R S
h ttp : //w w w .c h ou p anadoc ab oc l op ery .b l og sp ot.c om /

E n viado p or N orb erto P eix oto


C h ou p an a do C ab oc l o P ery
P orto Al eg re - R S
n orp e@ p ortow eb .c om .b r
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 26

O rix á R eg ente do Ano . . .


T odo in í c io de an o é a m esm a c oisa. À m eia-n oite, g eral m en te do h orá rio de verã o
em B rasí l ia, n o dia 3 1 de dez em b ro, m u itos trab al h os n a p raia, ten das de U m b an da f az en do g ira
à b eira do m ar, p essoas p u l an do sete on das, j og an do f l ores p ara I em an j á , sol tan do b arq u in h os
c om of eren das. T u do m u ito b on ito.

A dem on straç ã o da f é do b rasil eiro p u l an do on das e j og an do rosas, c om en do l en til h a e


u vas. I sso é b on ito. M as c om o am an h ec er do dia p rim eiro do an o n ovo, m u ita su j eira, g arra-
f as esp al h adas, b arq u in h os q u e vol taram do m ar, p edaç os de f l ores e f ru tas n a p raia. I sso
n ã o é b on ito. `

O s diversos terreiros c om ten das im p rovisadas n a areia f az en do su as g iras, c an tan do


p on tos, o som dos atab aq u es ec oan do e se m istu ran do c om o som das on das e da b risa do
m ar, dem on stran do o am or à rel ig iã o, dan do p asses, m ostran do a c ara da U m b an da. I sso é
b on ito.

M as c ada ten da im p rovisada ten tan do m ostrar q u e tem p oder, q u e as en tidades


sã o as m el h ores, c om as m el h ores c ap as, rou p as, adorn os; c om f aix as sim il ares à q u el as
de “ Al u g a- se c asa n a p raia, tratar aq u i” n a f ren te, c om a visí vel p erc ep ç ã o de q u e c ada
m é diu m está n a g ira p en san do q u e p oderia estar f estej an do a c h eg ada do n ovo an o,
tom an do u m esp u m an te. I sso n ã o é b on ito.

Ain da n o dia p rim eiro, ou até an tes, al g u n s p rog ram as de tel evisã o se an tec ip am o
c on vidam os p ais e m ã es de san to m ais “ f am osos? ! ” p ara en trevistas. P erg u n tam sob re
o B rasil , sob re a p ol í tic a, ec on om ia, f u teb ol , S il vio S an tos, F au stã o, L om b ardi. E n tã o a tal
m ã e n ã o sei o q u e de I em an j a O g u n -té resp on de tu do j og an do b ú z ios.

E n tã o c h eg a a p erg u n ta q u e n u n c a é esq u ec ida. Q u em será o O rix á reg en te do


an o? Q u em ? O h dú vida c ru el ! Q u em será ? Q u al del es f oi esc ol h ido p or O l oru m p ara b rin c ar
c om seu s “ b on eq u in h os” ( n ó s) ?

É u m a f eb re. U m b an distas c on su l tan do c an dom b l ec istas, astró l og os en tram n o m eio p a-


ra ten tar “ aj u dar” . E n tã o al g u n s diz em ser E x u ( p orq u e o an o term in a c om 7 ) . O u tros diz
ser X an g ô ( p orq u e 2 0 0 7 será reg ido p or J ú p iter) . O u tros diz em I an sã , ou tros O g u m , ou -
tros O b al u aiê , ou tros O x ossi, ou tros O x ag u iã e assim p or dian te. N o f in al , c ada u m f al a u m a
c oisa dif eren te.

As l istas de U m b an da f ic am rec h eadas c om ex p l ic aç õ es f u n dam en tadas. C ada u m


def en den do su a teoria de q u e o O rix á el eito é o q u e f oi an u n c iado p or el e m esm o.

Af in al , q u em seria real m en te o O rix á reg en te do an o de 2 0 0 7 ?

An tes de resp on der essa p erg u n ta vou ex p l ic ar m in h as p rem issas. N ã o j og o b ú z ios, n ã o


sei n ada sob re os astros, p l an etas, estrel as, etc ., al é m dos en sin am en tos adq u iridos du ran te as
au l as de g eog raf ia n o c ol é g io. P oré m ac redito n o l ivre e arb í trio, n a l ei das af in idades, n a
f orç a dos O rix á s, n a in terf erê n c ia en erg é tic a, n as L eis de K irc h of f e À m p é re, n os en u n c iados de
T esl a, n a f í sic a m odern a ( da q u al sou ap en as u m adm irador e n ã o c on h ec edor) , n a l ei da
c au sa e ef eito ( ou c arm a, ou 3 ª L ei de N ew ton ) , n a reen c arn aç ã o. N ã o ac redito n as c oin -
c idê n c ias, n em n o destin o.
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 27

O rix á R eg ente do Ano . . . ( c ontinuaç ã o)


E n tã o l á vai a resp osta q u e todos q u erem sab er.

O O rix á reg en te desse an o é : V O C Ê .

I sso m esm o. E u sou o reg en te do m eu an o, assim c om o voc ê será o reg en te do seu


an o. É u m a c on c l u sã o sim p l es. V ou ex p l ic ar.

C om o n ã o ex iste destin o ( o destin o som os n ó s q u em esc revem os diariam en te) , de-


verem os tom ar dec isõ es ( l ivre arb í trio) , en f ren tar as c on seq ü ê n c ias dos atos q u e p ratic am os
du ran te n ossa vida ( ef eito) .

C ertam en te a T erra estará en vol ta, c om o sem p re esteve de m u itas en erg ias e tal -
vez u m a se sob ressaia m ais du ran te 2 0 0 7 . M as isso dep en derá das n ossas atitu des
( c au sa) . S erem os in f l u en c iados ou n ã o p or essas en erg ias se q u iserm os ( af in idade en er-
g é tic a) .

Ac redito q u e todos os O rix á s estarã o ( e sem p re estiveram ) p resen tes em todos os


an os. Ac redito q u e o an o será de O g u m p ara aq u el es q u e f orem à l u ta, tiverem c ora-
g em , b u sc arem seu s ideais. O an o será de X an g ô p ara aq u el es q u e ag irem de m an eira c oe-
ren te, b aseados n a l ei de D eu s. P or I em an j á , p or O x ossi, p or E x u , dep en den do de c ada
u m . C ada u m de n ó s esc ol h erá q u al o O rix á reg en te de 2 0 0 7 .

E u esc ol h i q u e serei reg ido p or todos os O rix á s.

Q u ero ag radar todos os O rix á s, rec eb er o ax é de c ada u m del es e viver c om o el es


g ostariam q u e eu vivesse. S im p l esm en te esc ol h i q u e esse an o serei ( c on tin u arei) f el iz ,
p artil h an do m om en tos ag radá veis c om m in h a f am í l ia, c om m eu s am ig os ( a f am í l ia esc ol h ida) .

P artil h an do os m om en tos de dif ic u l dades c om todos tam b é m . E sc ol h i q u e n o dia 3 1 de


dez em b ro de 2 0 0 7 eu n ã o terei n en h u m p l an o, p ois terei ex ec u tados todos du ran te 2 0 0 7 .

E sc ol h i viver, ag ir, c on h ec er, c om p artil h ar, c on f ratern iz ar, val oriz ar, am ar.

E V oc ê ? J á esc ol h eu q u al será o O rix á reg en te de 2 0 0 7 ?

Am p l ex os e ó tim o 2 0 0 7 p ara todos.

T ex to de S é rg io K u n io K aw an am i
E x traí do do I n f orm ativo do G E C P A de j an eiro de 2 0 0 6

G ru p o E sp iritu al ista C ab oc l o P en a Az u l
C u ritib a - P R

serg io.k aw an am i@ g m ail .c om


Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 28

A L ei da Atraç ã o
“ H á u m a lei m ent al q u e é assim c om u nic ada” : o sem elh ant e at rai o sem elh ant e, ou em ou t ras
palavras, o ig u al at rai o ig u al. I st o q u er diz er q u e o pensam ent o at rai a realidade do seu c ont eú do.
A part ir dest a verdade, voc ê est ará se dando c ont a de q u e pensam ent os de f rac asso at raem
o f rac asso, pensam ent os de su c esso at raem o su c esso, pensam ent os de am or at raem o am or, pen-
sam ent os de c iú m e at raem o c ont eú do do c iú m e, pensam ent os de aleg ria at raem a aleg ria, pensa-
m ent os de t rist ez a at raem a t rist ez a, assim por diant e. O pensam ent o é u m a realidade m ent al q u e
at rai a realidade f í sic a.
J á h á m ilh ares de anos, o prof et a D avid, pai do sá b io S alom ã o, af irm ava: “ ab y ssu s ab y ssu m
invoc at ” , ou sej a, o ab ism o at rai o ab ism o.
O s seu s pensam ent os, port ant o f az em a su a vida. A su a vida é a m at erializ aç ã o, ou a ex pres-
sã o dos seu s pensam ent os sem eados na m ent e h oj e. V oc ê , pois, est á det erm inando ag ora o q u e
será m ais t arde.
Todo ef eit o t em a su a c au sa, c om o ensinava o g rande sá b io J esu s Crist o: " Toda á rvore b oa
dá b ons f ru t os, t oda á rvore m á dá m au s f ru t os. " É a lei da nat u rez a c oinc idindo c om a lei da m ent e:
c ada u m c olh e o q u e sem eia.
N ã o ex ist e ac aso, m á sort e, az ar: é a som a dos seu s pensam ent os diá rios q u e leva voc ê a
esses resu lt ados.
O m elh or t im e nu nc a perde o c am peonat o. P ode sof rer alg u m revé s, q u e som ent e c ont rib u irá
para aprim orar m ais ainda a t é c nic a, m as ning u é m lh e t irará das m ã os o resu lt ado f inal alm ej ado.
U m dia veio visit ar-m e u m senh or, b ast ant e desanim ado. D iz ia-m e, por m ais q u e desej asse
prog redir, nã o c onseg u ia. D u as vez es j á f rac assara e as c oisas nã o davam c ert o para ele.
- É u m a c oisa q u e eu nã o ent endo - se q u eix ava ele. - Tem u m su j eit o pert inh o de m inh a c asa
q u e b ot ou u m a loj inh a q u alq u er e ag ora est á lá em c im a. É u m espert alh ã o, u m aproveit ador. N ã o
sei c om o é q u e ele prog ride e eu nã o. Eu j á est ou c om m edo de f rac assar m ais u m a vez no m eu ne-
g ó c io.
- V oc ê vai m al pelo poder de su a m ent e - disse-lh e eu .
O h om em se espant ou , e aí m esm o é q u e nã o ent endeu m ais nada.
S im ples. Q u ais eram os pensam ent os dom inant es nele?
P ensam ent os de f rac asso, de m edo e de invej a do viz inh o. Esses pensam ent os, t ã o f ort e-
m ent e em oc ionaliz ados e repet idos, est avam se t ornando realidade.
L em b re-se: pensam ent os de f rac asso at raem f rac asso, pensam ent os de m edo at raem o re-
su lt ado c orrespondent e, pensam ent os de invej a prej u dic am o invej oso. Era o poder da m ent e at u an-
do c om perf eiç ã o nele. O s pensam ent os posit ivos q u e esse senh or t inh a eram t ot alm ent e envolvidos
pela avalanc h e de pensam ent os neg at ivos. O resu lt ado nã o poderia ser dif erent e. S h ak espeare es-
c reveu nu m a t rag é dia H am let , at o I I , c ena 2 , u m a f rase espont aneam ent e prof u nda: " O b em e o m al
nã o ex ist em , o pensam ent o é q u e os c ria. "

Ex t raí do do livro “ O poder inf init o de su a m ent e” de L au ro Trevisan.

Enviado por: A lex andre M oró s


Cent ro de U m b anda Cab oc lo A rru da
Cu rit ib a - P R
alex arrob @ h ot m ail. c om
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 29

I AP f isc al iz a p rá tic a de c ul tos rel ig iosos na S erra do Mar


F isc ais do I n stitu to Am b ien tal do P aran á ( I AP ) ap reen deram , n a ú l tim a q u in ta-f eira ( 3 0 ) ,
c erc a de trê s m etros c ú b ic os de veg etaç ã o n ativa ex traí da p ara c u l tos rel ig iosos de u m b an da e
c an dom b l é , n a S erra do M ar. O m aterial , su f ic ien te p ara en c h er u m c am in h ã o, f oi retirado das
p rox im idades do R io do C orvo, n a divisa en tre os m u n ic í p ios de Q u atro B arras e M orretes. Q u a-
tro p essoas f oram detidas em f l ag ran te p or c rim e am b ien tal . A op eraç ã o, c riada p ara f isc al iz ar e
orien tar a real iz aç ã o de c u l tos rel ig iosos p rosseg u e até dom in g o ( 0 3 ) .

E n tre as esp é c ies ap reen didas en c on travam -se b rom é l ias e p au s-d´ á g u a, veg etaç ã o tí p i-
c a da reg iã o. D e ac ordo c om o p residen te do I AP , R asc a R odrig u es, o m aterial seria u til iz ado
p ara dec oraç ã o de c u l tos e tam b é m seria c om erc ial iz ado. “ T rata-se de ex traç ã o de veg etaç ã o
n ativa den tro de u m a U n idade de C on servaç ã o e, n esses c asos, a m u l ta p ode c h eg ar a R $ 4
m il ” , disse.

V el as – A in ic iativa de f isc al iz ar a p rá tic a dos c u l tos su rg iu q u an do o I n stitu to detec tou a


p resen ç a de diversos tip os de l ix o n a Á rea de E sp ec ial I n teresse T u rí stic o ( AE I T ) do M aru m b i.
U m diag n ó stic o ap on tou a real iz aç ã o de c u l tos c om o p rin c ip al g erador de resí du os c om o c estos
de vim e, l ou ç as, al im en tos, an im ais m ortos e restos de vel a. N o f in al de ab ril , op eraç ã o sim il ar
f oi real iz ada n a S erra do M ar e rec ol h eu u m a ton el ada de resí du os p roven ien tes de c u l tos rel ig i-
osos p ratic ados n os rios de M orretes.

O I AP en viou of í c io à s trê s p rin c ip ais org an iz aç õ es q u e rep resen tam os p ratic an tes das
rel ig iõ es de orig em af ric an a ( C on f ederaç ã o de U m b an da Al p h a O m eg a do P aran á , F ederaç ã o
P aran aen se de U m b an da e C an dom b l é e S u p erior Ó rg ã o I n tern ac ion al de U m b an da e dos C u l -
tos Af ro) , c om u n ic an do a ex ig ê n c ia de l ic en c iam en to p ara real iz aç ã o dos c u l tos den tro da AE I T .

D e ac ordo c om o p residen te do I AP , a em issã o de l ic en c iam en tos p ara p rá tic a de c u l tos


den tro da U n idade de C on servaç ã o f oi su sp en sa p or tem p o in determ in ado, até q u e todos os re-
sí du os da p rá tic a sej am retirados do m eio am b ien te. “ O m aterial rec ol h ido está sen do arm az en a-
do em sac os p l á stic os p ara ser l evado ao aterro san itá rio m ais p ró x im o” , c om p l etou R asc a.

Al im en taç ã o – R asc a ain da destac ou q u e estes resí du os, al é m de deg radar as m arg en s
dos rios, p rovoc am al teraç ã o n os h ab itat dos an im ais q u e vivem n a AE I T . C om o ex em p l o, el e
c ita m u dan ç as n a al im en taç ã o de m am í f eros de p eq u en o p orte, c om o tatu e g am b á , q u e u sam a
c arn e u til iz ada n os c u l tos c om o al im en to.

“ Ap ó s terem sido advertidos, a c on tin u idade dos c u l tos em Á reas de P reservaç ã o P erm a-
n en te ( AP P ) l eva a san ç õ es p revistas em l ei p or u so in devido – c om p ol u iç ã o – das AP P s” , disse
o c h ef e do E sc ritó rio R eg ion al do I AP de C u ritib a ( E R C B A) , J oã o C arl os D ian a. D e ac ordo c om
el e, C u ritib a é u m a das c ap itais c om m aior n ú m ero de c en tros dessas rel ig iõ es do p aí s. E l e ex -
p l ic a q u e f oi diag n ostic ado q u e g ran de p arte dos c u l tos tem sido real iz ada p or p essoas de S an ta
C atarin a, on de a p rá tic a em Á reas de P reservaç ã o tam b é m é p roib ida.

T ex to en viado p or S an dro da C osta M attos


Assoc iaç ã o de P esq u isas E sp iritu ais U b atu b a
S ã o P au l o/ S P
sc m -b io@ b ol .c om .b r
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 30

P reserv ar a N aturez a, N ossa Maior O brig aç ã o


N o f in al de 2 0 0 6 eu , a N el m a e al g u n s am ig os do T .E .S .E . ( J osian e, R osen il da e R ivail )
p erc orrem os a E strada da G rac iosa.

É u m a estrada sec u l ar, situ ada a 3 7 k m de C u ritib a, seg u in do a B R 1 1 6 sen tido S ã o P au -


l o. Q u em tem a op ortu n idade de p erc orrê -l a, m esm o q u e n ã o ac redite em en erg iz aç ã o, ao f in al
terá “ as b aterias rec arreg adas” . É tan ta b el ez a, q u e n ã o h á c om o n ã o se sen tir b em ao resp irar o
ar p u ro e ao vê -l a c ob erta de f l ores.

A E strada da G rac iosa, teve su a c on stru ç ã o in ic iada n o g overn o do P residen te da p roví n -


c ia Z ac arias de G oes e V asc on c el os, n ã o se sab en do ex atam en te q u an do f oram c on c l u í das su -
as ob ras. Ac redita-se q u e ten h a sido p or vol ta de 1 8 7 3 .

E sta estrada é h oj e u m l oc al de l az er, c om c h u rrasq u eiras, san itá rios, q u iosq u es p ara
ven da de p rodu tos tí p ic os, m iran tes, o an tig o traç ado da estrada c h am ado C am in h o dos J esu í -
tas e a p on te de f erro sob re o rio M ã e C atira, u m l oc al ag radá vel p ara b an h os.

P reservar a n atu rez a é ob rig aç ã o de todos n ó s. O b rig aç ã o m aior ain da de n ó s, q u e ac re-


ditam os e viven c iam os a en erg ia q u e del a em an a, n os T erreiros on de p ratic am os n ossa f é .

Q u an do p assam os p el a ú l tim a, m aior e m ais b on ita c ac h oeira, on de a g en te sen te n a p el e


a vib raç ã o “ do rein o” , o q u e vim os f oi u m a im ag em m u ito triste. E stava tu do im u n do, c h eiran do
m al , c om restos de of eren das em dec om p osiç ã o, j u n tam en te c om al g u idares, p l á stic os, p ratos
de p ap el ã o e ou tros detritos q u e c ertam en te n ã o deveriam estar al i.

N ã o é p ossí vel q u e os O rix á s aos q u ais f oram en c am in h adas aq u el as of eren das, f iq u em


f el iz es c om aq u el e c en á rio. F aç am os n ossas of eren das, c om am or, c om f é , c om resp eito, sem
destru ir e sem deix ar n ossas m arc as de desl eix o e destru iç ã o. N a p ior das h ip ó teses, se p or a-
c aso n ã o h ou ver al tern ativa, tem os q u e vol tar n o dia seg u in te e l im p ar a su j eira.

O l h an do p ara aq u il o n ã o h á arg u m en tos de def esa, p ara reb ater aq u el es q u e n os c riti-


c am .
N ó s q u e sen tim os as en erg ias q u e atu am n estes “ sí tios” , tem os a ob rig aç ã o de z el ar p el a
su a p reservaç ã o.

P aul o C . L . V ice n te
T e mp l o E sp iritual ista S ol e E sp e ran ç a
C uritiba - P R
p aul ocl v ice n te @gmail .com
h t t p : // w w w . m o r r e t e s . p r . g o v . b r / h tm l/ t u r is m o / g r a c io s a . h tm
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 31

O s E x ú s e N ossos C armas !
Ex ist e no A st ral espí rit os q u e z elam pelos nossos c arm as. Est es G u ias sã o responsá veis por
m inist rar a j u st iç a ( ordem / org aniz aç ã o divina) em nosso planet inh a az u l. Eles dec idem q u al a porç ã o
de c arm a ( posit ivo ou neg at ivo) q u e c ada indiví du o deve rec eb er du rant e a ex ist ê nc ia na Terra.
Todos os espí rit os reenc arnant es, m esm o sem o sab erem , q u e sã o a m aioria, passam por
u m a valiaç ã o ant es e depois de c ada vida enc arnada. D u rant e t odo o perí odo de enc arnaç ã o, t em os
ao nosso lado, u m g u ardiã o q u e a ac om panh a reg ist rando t odas as nossas m anif est aç õ es e at os,
c onh ec ido na U m b anda c om o Ex u . Est e anj o é u m pou c o inc om preendido ainda, pois nã o nos adu la
e aplic a a L ei D ivina, dent ro daq u ilo q u e prec isam os ex periê nc iar para evolu ir. I st o pode sig nif ic ar u m
sof rim ent o t ransit ó rio, j u st o, ret if ic at ivo, c om o por ex em plo u m c apat az assassino q u e deg olava de-
saf et os c om f ac ã o em ou t ra vida enc arnar c om t alidom ida - c om os b raç os peq u enos. O s Ex u s at u -
am j u nt o aos O rix á s - ent idades c onh ec idas t b c om o S enh ores do Carm a - q u e c onsu lt am est es re-
g ist ros, ant es de t om ar dec isõ es sob re as nossas vidas at u ais e vindou ras, part indo do pressu post o
q u e a sem eadu ra é livre e a c olh eit a ob rig at ó ria.
S ã o os S enh ores do Carm a q u e dec idem q u em deve enc arnar, q u ando e onde. Considere-
m os q u e ist o é u m a dá diva divina, m esm o nos c asos de c orpos f í sic os def eit u osos. Ex ist e u m a f ila
enorm e de espera para enc arnaç ã o e o pesado invó lu c ro c arnal é ab enç oado ex au st or - m at a b or-
rã o - de nossos desm andos pret é rit os. O s Ex u s aplic am e ex ec u t am est as dec isõ es. A s dec isõ es do
S enh ores do Carm a q u e sã o aplic adas e ex ec u t adas por Ex u s G u ardiã o de c ada u m de nó s sã o
sem pre b aseadas em t rê s im port ant es pont os:
1 - O nosso " P lano D ivino" asc ensional, direit o c ó sm ic o de ac ordo c om as im u t á veis L eis U ni-
versais provindas de O lu ru m - D eu s ù nic o. Eles nos proporc ionam u m a vida para q u e possam os t er
as oport u nidades nec essá rias para at ing irm os a nossa V it ó ria I nt erna, m esm o q u e levem os u m a
" et ernidade" enc arnando. . . O Cosm o nã o t em pressa. . .
2 - Eles nos proporc ionam oport u nidades para q u e possam os reparar nossos erros. O nosso
c arm a neg at ivo q u e prec isa ser c onsu m ido/ t ransm u t ado, para q u e possam os evolu ir ru m o à lu z do
O rix á s. Eles nos posic ionam na vida, ( em f am í lias, t rab alh os, c idades, raç as, t ipo de c orpo f í sic o,
et c . ) de f orm a q u e possam os resg at ar nossos erros de vidas ant eriores. P rec isam os reenc ont rar e
reparar o q u e f iz em os de errado ao pró x im o e à nat u rez a e em proveit o pró prio. Est a energ ia
de q u alif ic aç ã o neg at iva prec isará ser redim ida por nó s em posit iva, eis q u e vib ra em nossos c orpos
ast rais em f orm a de nú c leos reverb erant es. P rec isam os servir ao pró x im o para despert ar o am or in-
c ondic ional e " f ec h ar" est es nú c leos - vó rt ic es energ é t ic os q u e vib ra em nó s e reperc u t e em nossos
psiq u ism os. . . O t rab alh o no t erreiro de U m b anda oport u niz a a posit ivaç ã o dest as energ ias. . . .
3 - Eles nos ac om panh am du rant e nossas vidas e podem au m ent ar as oport u nidades ou as
b arreiras, as f ac ilidades ou dif ic u ldades, o q u e dependerá de nossas dec isõ es ou sem eadu ras pes-
soais oport u niz ando c onseq u ê nc ia e m erec im ent o de c ada at o. O s O rix á s ou S enh ores do Carm a
nos avaliam a c ada seis m eses, poré m , som os f ort em ent e avaliados na U m b anda a c ada c ic lo de 7
anos: A o 7 , 1 4 , 2 1 . . . e ai por diant e, at é q u ando c h eg arm os a viver no invó lu c ro c arnal. . . . .
L aroiê Ex u ! S aravá t odos O rix á s !

M ensag em divu lg ada na list a da


Ch ou pana do Cab oc lo P ery - P ort o A leg re - R S
http://www.choupanadocaboclopery.blogspot.com/

Enviado por N orb ert o P eix ot o


Ch ou pana do Cab oc lo P ery
P ort o A leg re - R S
norpe@ port ow eb . c om . b r
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 32

As V el as e P ontos R isc ados no P ej i

M u itas p essoas tem a c u riosidade, m as l h es f al tam c orag em p ara p erg u n tar o q u ê sig n if ic a
as vel as e p on tos risc ados n o p ej i n o c om eç o do trab al h o, seg u e en tã o u m a b reve ex p l ic aç ã o
p ara este ritu al .

As vel as q u e sã o ac en didas em c im a do p ej i rep resen tam O x al á ( c en tro) , a direita a vel a


c orresp on den te a c or da irradiaç ã o do m ê s, n a ex trem a direita a vel a c orresp on den te a c or das
en tidades q u e trab al h arã o n o dia ( p ara p retos-vel h os m arrom e p ara c ab oc l os verde) e n a ou tra
ex trem idade sem p re u m a vel a verm el h a, c orresp on den te ao orix á c h ef e de n ossa c asa de ora-
ç ã o.

N o c h ã o, ao c en tro é risc ado u m a estrel a e n o c en tro desta estrel a é f irm ada u m a vel a
b ran c a rep resen tan do O x al á , a esq u erda da estrel a é risc ado o p on to do c h ef e esp iritu al do ter-
reiro, on de c ol oc am os n ossas vel as de an j o da g u arda, a direita da estrel a é risc ado o p on to da
en tidade q u e c om an dará os trab al h os on de o m esm o f irm a as vel as q u e j u l g ar n ec essá rias e
c on ven ien tes.

E x iste ain da a p edra on de sã o f irm adas as vel as q u e rep resen tam os orix á s e f orç as da
U m b an da.

Q u em sã o estes orix á s, su as c ores? q u al m ê s q u e este orix á irradia?

Mês O r ix á C o r
J a n e ir o O x o s s i V e rd e Ag ora q u e j á sab em os u m p ou c o m ais sob re o
q u ê e o p orq u ê destes ritu ais f ic a m ais f á c il c om p reen -
F e v e r e ir o O g u m V e r m e lh o der a im p ortâ n c ia do sil ê n c io e c on c en traç ã o de todos
M a rç o O x o s s i V e rd e n o m om en to em q u e esta se f az en do este ritu al .
A b r il O g u m V e r m e lh o P ara q u e os trab al h os sej am sem p re m aravil h o-
M a io P r e t o s -V e l h o s M a rro m sos é n ec essá rio q u e c ada u m de n ó s c ol ab orem os
J u n h o X a n g ô R o x o u m p ou c o, p ois soz in h o n in g u é m , c on seg u e n ada, ao
p asso q u e se c am in h arm os j u n tos, n os aj u dan do sem -
J u lh o Ie m a n já A z u l
p re, c om toda c ertez a c h eg arem os l on g e e isso aj u da-
A g o s to Ie m a n já A z u l rá m u itas al m as q u e n ec essitam de n ó s e n ossos tra-
S e te m b ro X a n g ô R o x o b al h os serã o sem p re.
O u tu b ro O x o s s i V e rd e
N o v e m b ro P r e t o s -V e l h o s M a rro m
D e z e m b ro Ie m a n já A z u l

L u iz G om es D ias

T en da E sp í rita do C ab oc l o T u p i
C am p o G ran de - M S

l u iz c om z esem assen to@ h otm ail .c om


Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 3 3

Uma Grande Mensagem ...

" V o c ê já r e p a r o u q u e t e m g e n t e q u e q u e r t e r n o t a 1 0 e m t o d a s a s á r e a s d a v id a ? S a b e
q u a l o r e s u lta d o d is s o ? U m a e s ta fa o u , p io r a in d a , o p s iq u ia tr a !

P r o c u r e s e m p r e a p r im o r a r s u a s a ç õ e s , m a s n ã o g a s te s u a e n e r g ia q u e r e n d o m o s tr a r q u e
é m a r a v ilh o s o e s e n s a c io n a l to d o o te m p o .

C e r ta m e n te v o c ê é m u ito m a is s e n s a c io n a l q u a n d o s e p e r m ite s e r s im p le s m e n te v o c ê .
S e m q u e r e r im p r e s s io n a r n in g u é m , m u ito m e n o s q u e r e n d o m o s tr a r o q u e n ã o é ...

C o m to d o o c a r in h o d o m e u c o r a ç ã o , d ig o a v o c ê : d a m e s m a m a n e ir a q u e é im p o r ta n te
tir a r d e s u a s c o s ta s o p e s o d e s e r a lg o q u e v o c ê n ã o é , ta m b é m é fu n d a m e n ta l tir a r e s s e p e s o
d o s o m b r o s d e q u e m e s tá a s e u la d o .

S u a m u lh e r n ã o p r e c is a p o s s u ir to d a s a s v ir tu d e s , e s im g o s ta r d e d iv id ir a v id a c o m v o c ê .

S e u filh o n ã o p r e c is a s e r u m g ê n io , e s im s e r c u r io s o p o r a p r e n d e r .

S e u s a m ig o s n ã o p r e c is a m p a r e c e r d is p o n ív e is o te m p o to d o , e s im s e r s o lid á r io s q u a n d o
v o c ê r e a lm e n te p r e c is a d o a p o io d e le s .

É m u ito fá c il e n tr a r n e s s e m u n d o d e fa n ta s ia e s e a u to -e n g a n a r . O fa to é q u e m e s m o a
p e s s o a m a is b e m -s u c e d id a q u e v o c ê e n c o n tr a r n a v id a a in d a e s ta rá e m p ro c e s s o d e c r e s c im e n -
to . A in d a e s tá a q u i c o m a g e n te , n e s te p la n e ta , p a ra a p re n d e r a s e r u m a p e s s o a m e lh o r . N ã o
u m a p e s s o a p e r fe ita , m a s u m a p e s s o a m a is h u m a n a . M a is c o m p r e e n s iv a c o n s ig o m e s m a e c o m
o s o u tro s . O u s e ja , u m a p e s s o a m a is s im p le s e e m p a z ..."

P o r : R o b e r to S h in y a s h ik i.

Enviado por Marco Boeing

A ssociaç ã o Espirit u alist a Mensageiros de A ru anda


C u rit ib a-P R

m a rc o @ ic s .c u r itib a .o r g .b r
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 3 4

E m B u sc a da E sp i ri t u al i dade

Ir m ã o s ! S a r a v á fr a te rn o !

E s tiv e le n d o o liv r o d e L e o n a r d o B o ff " E m b u s c a d a E s p ir itu a lid a d e " ,o n d e e le a b o r d a o te -


m a fo c a n d o a im p o r tâ n c ia d e to d a s a s R e lig iõ e s c r is tã s q u e c o n d u z e m o h o m e m a b u s c a d a e s -
p ir itu a lid a d e .

E n c o n tr e i e s s e c a p ítu lo q u e c o m p a r tilh o c o m v o c ê s . A c h e i b a s ta n te in te r e s s a n te , a té p o r -
q u e é r a r o v e r m o s u m te ó lo g o fa la n d o a r e s p e ito d a e n e r g ia E x u .

M a r ia L u z ia N a s c im e n to
M é d iu m d o T e m p lo A C a m in h o d a P a z
C a n tin h o d e P a i C ip r ia n o –R J / P E
m a r ia lu z ia 2 0 0 2 @ y a h o o .c o m .b r

L iv r o : E m b u s c a d a E s p ir itu a lid a d e
A u to r: L e o n a rd o B o ff

C a p ítu lo 8 -A E s p ir itu a lid a d e p e lo C a m in h o d o O r ie n te

“. . . s e r i a t a m b é m i n t e r e s s a n t í s s i m o i d e n t i f i c a r a e x p e r i ê n c i a e s p i r i t u a l q u e a t u a p o r t r á s
d a s r e l i g i õ e s a f r o -b r a s i l e i r a s , c o m a p a r t i c i p a ç ã o d e m i l h õ e s e m i l h õ e s d e p e s s o a s d e n o s s o p a -
ís .

É u m a e x p e r iê n c ia p r o fu n d a m e n te e c o ló g ic a , a o re d o r d a re a lid a d e d o a x é , q u e c o rre s -
p o n d e m a is o u m e n o s a o q u e é S h i p a ra o s o r ie n ta is o u E s p ír ito S a n to p a ra a tra d iç ã o ju d a ic o -
c r is tã : u m a e n e r g ia c ó s m ic a q u e p e n e tra to d o o u n iv e r s o e im p r e g n a to d a a re a lid a d e , c o n c e n -
tra n d o -s e n o e u h u m a n o , fu n d a m e n ta lm e n te m a is n a m u lh e r d o q u e n o h o m e m , e fa z e n d o c o m
q u e to d a re a lid a d e s e ja ir r a d ia n t e e v iv a .

O
e x u n ã o é o d e m ô n io q u e d e v e m o s e x p u ls a r , m a s o p o r ta d o r p o r e x c e lê n c ia d o a x é , d a
e n e r g ia u n iv e r s a l.

O a x é a tu a d e n tr o d e n ó s , c o m o fo r ç a d e ir r a d ia ç ã o , c o m o a b e r tu r a p a r a c a p ta r m a is e -
n e r g i a s e c o l o c a -l a s a s e r v i ç o d o s d e m a i s .

S e r ia d e s e já v e l, lo g o , p e r c o r r e r e s s e c a m in h o , p a r a f a z e r ju s t iç a a m ilh õ e s d e n e g r o s e
p r o fe s s o s d a s r e lig iõ e s a fr o .

M a s te r e m o s q u e d e ix a r e s s a in te n ç ã o p a r a o u tr o m o m e n to ...”
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 3 5

A V o nt ade de D eu s

A v o n ta d e d e D E U S .

O lh a c o m o fu n c io n a a v o n ta d e d e D e u s e m n o s s a v id a !!!

C e rta v e z , u m h o m e m p e d iu a D e u s u m a flo r e u m a b o r b o le ta .

E n tr e ta n to , D e u s lh e d e u u m c a c to s e u m a la g a r ta .

O h o m e m fic o u m u ito tr is te e n ã o e n te n d e u o p o r q u ê d e s e u p e d id o te r v in d o e r r a d o , m a s
n ã o q u e s tio n o u .

P a s s a d o a lg u m te m p o , o h o m e m fo i v e r ific a r o p e d id o q u e d e ix a r a e s q u e c id o .

P a r a s u a s u r p r e s a , d o e s p in h o s o c a c to s h a v ia n a s c id o a m a is b e la d a s flo r e s e a h o r r ív e l
l a g a r t a t r a n s f o r m a r a -s e e m u m a b e l í s s i m a b o r b o l e t a .

D e u s s e m p re a g e c e rto .

O S e u c a m in h o é o m e lh o r , m e s m o q u e a o s n o s s o s o lh o s p a r e ç a e s ta r d a n d o tu d o e r r a -
d o .

S e v o c ê p e d iu u m a c o is a à D e u s e r e c e b e u o u tr a , c o n fie .

T e n h a a c e r te z a d e q u e E le s e m p r e d á o q u e p r e c is a , n o m o m e n to c e r to .

N e m s e m p r e o q u e v o c ê d e s e ja , é o q u e v o c ê p r e c is a .

C o m o E le n u n c a e r r a n a e n tr e g a d e s e u s p e d id o s , s ig a e m fre n te s e m m u r m u r a r o u d u v i-
d a r.

O e s p in h o d e h o je . . .

S e r á a flo r d e a m a n h ã !

Enviado por
S andra A pare c ida G onç al ve s

C e nt ro de U m b anda P ai J oã o de A ng ol a
S ã o P au l o-S P

sandra@tendai.com.br
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 3 6

A R el aç ã o E nt re o E sp i ri t i smo e a Umb anda


M u ito s u m b a n d is ta s tr a b a lh a m ta m b é m e m c e n tr o s e s p ír ita s . R e la to s d e s s e s m é d iu n s
c o n f i r m a m q u e u m a e n t i d a d e d e Umbanda n ã o s e m a n i f e s t a e m u m C e n t r o E s p í r i t a .
P o r é m o q u e o c o r r e a tu a lm e n te é u m a r e la ç ã o d e r e c e io e n tr e a s d u a s v e r te n te s . O s u m -
b a n d is ta s q u e tr a b a lh a m e m C e n tr o s E s p ír ita s , n ã o in fo r m a m q u e s ã o U m b a n d is ta s e m u ito s a -
c a b a m n ã o p a r t i c i p a n d o d e C e n t r o s E s p í r i t a s p o r t e m e r e m s e r t a c h a d o s d e “i n f e r i o r e s ” .
A le itu ra d o s liv r o s d e K ardec é c a d a v e z m a is r e c o m e n d a d a n o s c e n t r o s d e Umbanda,
a s s im c o m o a m a n ife s ta ç ã o d e pret os-velh os é c a d a v e z m a is c o m u m n o s c e n tr o s e s p ír ita s . É
u m fe n ô m e n o q u e e s tá p a r tin d o d a p r ó p r ia e s p ir itu a lid a d e . N ã o s ã o o s u m b a n d is ta s q u e e s tã o
in v a d in d o o s c e n tro s e s p ír ita s , n e m s ã o o s e s p ír ita s q u e e s tã o in v a d in d o o s te r r e ir o s .
O c a n d o m b l é n ã o s e g u e K ardec, p o r o u t r a s r a z õ e s . U m a d e l a s é q u e e l e s n ã o t r a b a l h a m
c o m m a n i f e s t a ç õ e s d e egu ns ( e s p í r i t o s q u e j á e n c a r n a r a m ) , o u t r a r a z ã o é q u e o c a n d o m b l é é
p a g ã o , n ã o c u ltu a J e s u s , e o E s p ir itis m o é e s s e n c ia lm e n te c r is tã o .
O E s p i r i t i s m o f o i u m t e r m o c r i a d o p o r K ardec p a r a d i s t i n g u i r o s e s p i r i t u a l i s t a s q u e c r ê e m
n a e x is tê n c ia e m a n ife s ta ç ã o d e e s p ír ito s d a q u e le s e s p ir itu a lis ta s q u e n ã o c r ê e m ; p o d e m o s c o n -
f e r i r n o l i v r o “O q u e é o E s p i r i t i s m o ” :
“( ...) A palavra espirit u alist a, desde mu it o t empo, t em u ma signif icaç ã o b em def inida; é a
A cademia q u e no-la dá : ESPIRITUALISTA é aq u ele ou aq u ela cu j a dou t rina é opost a ao mat eri-
alismo. T odas as religiõ es, necessariament e, est ã o b aseadas no Es p i r i t u a l i s m o . Q u em crê h a-
ver em nó s ou t ra coisa alé m da mat é ria, é e s p i r i t u a l i s t a , o q u e nã o implica na crenç a nos Es p í -
r i t o s e nas su as manif est aç õ es. C omo vó s o dist ingu irí eis daq u ele q u e o crê ? P recisar-se- ia,
pois, empregar u ma perí f rase e diz er: é u m espirit u alist a q u e crê , ou nã o crê , nos Es p í r i t o s . P a-
ra as coisas novas, é preciso palavras novas, se se q u er evit ar eq u í vocos” . – ( K a r d e c , A. O q u e
é o Es p i r i t i s m o ) .
M a s e o s r itu a is ? O q u e a D o u t r in a E s p í r it a p e n s a a r e s p e it o ? V e ja m o s o q u e o s E s p í r it o s
re s p o n d e m a K a rd e c :
Pe r g u n t a 6 5 3 : A adoraç ã o t em necessidade de manif est aç õ es ex t eriores?
R e s p o s t a: A v e r d a d e i r a a d o r a ç ã o é a d o c o r a ç ã o . E m t o d a s a s v o s s a s a ç õ e s , i m a g i n a i
s e m p r e q u e o S e n h o r e s t á c o n v o s c o . – ( K ARD EC , A. O Li v r o d o s Es p í r i t o s ) .
Pe r g u n ta 6 5 3 : A adoraç ã o ex t erior é ú t il?
R e s p o s t a: S im , s e n ã o fo r u m a fa rs a , u m a v ã s im u la ç ã o . É s e m p r e ú til d a r u m b o m e -
x e m p lo ; m a s a q u e le s q u e o fa z e m d e fo r m a fin g id a o u p o r a m o r p r ó p r io e c u ja c o n d u t a d e s m e n -
te a p ie d a d e q u e a p a re n ta m d ã o u m e x e m p lo a n te s m a u d o q u e b o m e fa z e m m a is m a l d o q u e
p e n s a m . –(K ARD EC , A. O Li v r o d o s Es p í r i t o s ).
Pe r g u n ta 6 5 4 : D e u s d á p re fe r ê n c ia a o s q u e O a d o r a m d e s s e o u d a q u e le m o d o ?
R e s p o s t a: D e u s p re fe re o s q u e O a d o r a m v e r d a d e ir a m e n te c o m o c o ra ç ã o , c o m s in c e r i-
d a d e , fa z e n d o o b e m e e v ita n d o o m a l, à q u e le s q u e a c r e d ita m h o n r á -l o p o r c e r im ô n ia s q u e n ã o
o s to rn a m m e lh o r e s p a r a c o m s e u s s e m e l h a n t e s . – ( K ARD EC , A. O Li v r o d o s Es p ír ito s ).
A l é m d a c o d i f i c a ç ã o p o d e m o s o b s e r v a r Bez erra de Menez es t r a b a l h a n d o e m c o n ju n t o
c o m e s p í r i t o s d e Umbanda n o l i v r o : “D ramas da ob sessã o” :
a) N o A lé m ex ist em regras de t rab alh o admiravelment e est ab elecidas, eq u ivalent es a leis,
mediant e as q u ais os t rab alh adores do Bem poderã o t omar as providê ncias q u e a su a responsa-
b ilidade, ou compet ê ncia, ent enderem devidas e necessá rias. G eralment e aplicam-nas, as provi-
dê ncias, Espí rit os invest idos de au t oridade, espé cie de ch ef es de D epart ament o ou de secç ã o,
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 3 7

A R el aç ã o E nt re o E sp i ri t i smo e a Umb anda ( c o nt i nu aç ã o )


t al como os ent endem os h omens, sem q u e para t ant o sej am necessá rios ent endiment os pré vios
com ou t ras au t oridades su periores, ou sej a, o regime da b u rocracia, de q u e os h omens t ant o a-
b u sam nas su as indecisõ es, e o q u al é desconh ecido no Espaç o. D e ou t ro modo, encont rando-
se os ref eridos serviç os do I nvisí vel sob a j u rispru dê ncia da f rat ernidade u niversal, q u aisq u er
servidores est arã o em condiç õ es de resolver os prob lemas q u e se apresent am no seu rot eiro,
desde q u e para t ant o invest idos se encont rem daq u ela au t oridade q u e, no A lé m, ab solu t ament e
nã o é o cargo q u e conf ere, mas o eq u ilí b rio consciencial e moral de q u e disponh am.
T endo a meu cargo u m desses set ores de serviç o q u e, pela magnanimidade do S enh or e
Mest re, me f ora conf iado como est í mu lo e b endit o ensej o para os lab ores de q u e me adviria o
progresso pessoal, do q u al t ant o carece o meu Espí rit o, nã o vacilei nas medidas a t omar, visan-
do a evit ar novo caso de su icí dio naq u ela f amí lia, desgraç a q u e, at ravé s do impressionant e rela-
t ó rio do meu j ovem assist ent e, pressent i iminent e no ref erido domicí lio... P orq u ant o, alé m dos
inimigos ob sessores, somb rios e odiosos desde q u at ro sé cu los, ex ist ia ainda a permanê ncia dos
dois su icidas cit ados, cu j a pressã o magné t ica inf erior, corrosiva, por si só seria passí vel de con-
t á gio ment al nos demais af ins, levando-os, sem mesmo disso se aperceb erem, a imit ar-lh es o
gest o.
b ) — “ Pe r s e v e r a i , t u e Pe r i , por af ast ardes do cená rio f amiliar de L eonel o ch ef e dos ob -
sessores em primeiro lu gar — pois cert o est ava eu de q u e a ob sessã o colet iva, ex ercendo aç ã o
mú lt ipla, dispõ e sempre de u m orient ador, q u e será o mais int eligent e ou cru el dent re os ob ses-
sores, com ascendê ncia irresist í vel sob re os demais. — D e f e n d e -o , a p r i s i o n a n d o - o a t é n o v a s
i n s t r u ç õ e s , no recint o dest e mesmo C ent ro, cu j a amb iê ncia respeit á vel, legit imament e apropria-
da para o caso, se ach a em condiç õ es de h ospedá -lo.”
Em segu ida, indiq u ei providê ncias para a remoç ã o de L eonel e su a f ilh a do amb ient e do-
mé st ico para regiõ es condiz ent es com su as af inidades, a b em da t ranq ü ilidade dos demais
memb ros da f amí lia e, ou t rossim, visando à recu peraç ã o de amb os para o est ado conscient e do
Espí rit o desencarnado.
P ront if icou -se o meu assist ent e ao mandat o espinh oso e part iu acompanh ado do amigo
P eri. T ais operosidades, no ent ant o, sã o melindrosas e de dif í cil realiz aç ã o, para os Espí rit os de-
las incu mb idos, t al a cat eq u ese aos malf eit ores t errenos por missioná rios cu j as armas serã o a-
penas a f é na vit ó ria do Bem e a cert ez a do au x í lio celest e, e cu j as insí gnias serã o a lemb ranç a
do sacrif í cio, na C ru z , do C ordeiro de D eu s.
c) G eralment e, a c a ç a a o b s e s s o r e s mu i t revosos é levada a ef eit o p o r e n t i d a d e s e s p i -
r itu a is p o u c o e v o lv id a s , c o n q u a n to já r e g e n e r a d a s p e la d o r d o s r e m o r s o s e p e la e x p e r iê n -
c i a d o s r e s g a t e s , ansiosas pela ob t enç ã o de aç õ es merit ó rias com q u e adornem a pró pria
consciê ncia, ainda t arj ada pela repercu ssã o dos demé rit os passados. Ef e t u a m -n a , p o r é m , i n -
v a r ia v e lm e n te , s o b d ir e ç ã o d e e n t id a d e s in s t r u to r a s m a is e le v a d a s , s u b o r d in a d a s to d a s a
l e i s r í g i d a s , i n v a r i á v e i s , a s q u a i s s e r ã o i r r e s t r i t a m e n t e o b s e r v a d a s . Essas leis sã o, como
b em se perceb erá , as normas divinas do A mor, da F rat ernidade e da C aridade, q u e ob rigarã o os
ob reiros em aç ã o à s mais pat é t icas e desvanecedoras at it u des de renú ncia e ab negaç ã o, a f im
de q u e nã o deix em j amais de aplicá -las, sej am q u ais f orem as circu nst â ncias. M u i t o s d e s s e s
o p e r a d o r e s p o s s u e m m é t o d o p r ó p r io d e a g ir e o s in s t r u to r e s r e s p o n s á v e is p e lo t r a b a lh o
d e i x a m -n o s à v o n t a d e d e n t r o d o c r i t é r i o d a s l e i s v i g e n t e s , t al como a eq u ipe de prof essores
q u e ensinassem let ras, ciê ncias, et c., mant endo cada u m o seu pró prio mé t odo, emb ora ob ser-
vando t odas as leis da pedagogia ou do crit é rio part icu lar de cada mat é ria.
d) P eri era especializ ado em t aref as t ais e possu í a mé t odos part icu lares, os q u ais aplicava
com ef iciê ncia, sempre q u e necessá rio. T raz ia à s su as ordens peq u eno pelot ã o de au x iliares,
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 3 8

A R el aç ã o E nt re o E sp i ri t i smo e a Umb anda ( c o nt i nu aç ã o )


q u e, ob edecendo-lh e f ielment e, t ais os milicianos ao seu general, j u nt o dele desempenh avam
concu rso valioso de prot eç ã o ao pró x imo, enq u ant o, assim agindo em def esa dos mais f racos,
reparavam desliz es graves de u m passado reencarnat ó rio remot o, como ex plicamos para t rá s.
( P ER EI R A , Y . A . D ramas da O b sessã o) .
Ea i n d a o E s p í r i t o H u m b e r t o d e C a m p o s , n o l i v r o : “B r a s i l C o r a ç ã o d o M u n d o , P á t r i a d o
E v a n g e lh o ” , p s ic o g r a fa d o p o r C h ic o X a v ie r :
“( . . . ) N ã o é r a r o v e rm o s c a b o c lo s , q u e e n g r o la m a g ra m á tic a n a s s u a s c o n fo r ta d o ra s d o u -
tr in a ç õ e s , m a s q u e c o n h e c e m o s e g re d o m ís tic o d e c o n s o la r a s a lm a s , a liv ia n d o o s a flito s e o s
in fe liz e s , o u e n tã o , m é d iu n s d a m a is o b s c u ra c o n d iç ã o s o c ia l, e n a s m a is h u m ild e s p r o fis s õ e s , a
s e c o n s titu ír e m in s tr u m e n to s a d m ir á v e is n a s m ã o p ie d o s a s d o s m e n s a g e ir o s d o S e n h o r ...”
X A V I ER , F .C . Brasil, C oraç ã o do Mu ndo, P á t ria do Evangelh o

C o nc l u s ã o

C o n f o r m e e l u c i d a d o p o r K ardec: “ ( ...) U ma vez q u e, por t oda part e q u e h aj a h omens, h á


almas ou Espí rit os, q u e as manif est aç õ es sã o de t odos os t empos, e q u e o relat o se encont ra
em t odas as religiõ es, sem ex ceç õ es. P ode-se, pois, ser cat ó lico, grego ou romano, prot est ant e,
j u deu ou mu ç u lmano, e crer nas manif est aç õ es dos Espí rit os, e por conseq ü ê ncia, ser Espí rit a; a
prova é q u e o Espirit ismo t em adept os em t odas as seit as.” – ( K A R D EC , A . O q u e é o Espirit is-
mo, p. 1 8 9 ) .
E c o m p r o v a d o q u e a Umbanda c r ê n a m a n i f e s t a ç ã o d e Espí rit os, e n t ã o s e u s a d e p t o s s ó
p o d e m s e r c l a s s i f i c a d o s c o m o Espí rit as. D e s t a m a n e i r a , o s f e n ô m e n o s o c o r r i d o s n a Umbanda
d e v e m s e r e s tu d a d o s p e lo E s p ir itis m o d e m a n e ir a s é r ia e liv r e d e p r e c o n c e ito s .

* * *
T e r m i n a m o s e s t e e s t u d o c o m a m e n s a g e m d e i x a d a p e l o e s p í r i t o H u mb ert o de C ampos,
n o l i v r o : “Brasil C oraç ã o do Mu ndo, P á t ria do Evangelh o” , p s i c o g r a f a d o p o r C h ico X avier, o n d e
f i c a c l a r o o a p e l o d a Espirit u alidade Maior e m p r o l d a f r a t e r n i d a d e , h u m i l d a d e e d o a m o r :
“ ( ...) É dent ro dessa serenidade, sob a lu z da h u mildade e do amor, q u e os espirit ist as do
Brasil devem reu nir-se, a caminh o da vit ó ria plena de I smael em t odos os coraç õ es...” –
( X A V I ER , F . C . Brasil, C oraç ã o do Mu ndo, P á t ria do Evangelh o) .

T e x t o d e D ou glas C amillo e Eleonora K ira

Referências Bibliográficas
O L iv r o d o s E s p ír ito s – A lla n K a r d e c
O q u e é o E s p it it is m o – A lla n K a r d e c
D ra m a s d a O b s e s s ã o –Y v o n n e A . P e r e ir a , p e lo E s p í r it o B e z e r r a d e M e n e z e s
B r a s il, C o r a ç ã o d o M u n d o , P á t r ia d o E v a n g e lh o – C h ic o X a v ie r , p e lo E s p ír ito H u m b e r to d e C a m p o s .

E n v ia d o p o r M a r ia L u z ia N a s c im e n to
M é d iu m d o T e m p lo A C a m in h o d a P a z
C a n tin h o d e P a i C ip r ia n o –R J / P E
m a r ia lu z ia 2 0 0 2 @ y a h o o .c o m .b r
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Um A l ert a

S o u u m a p e s s o a m u ito c u r io s a , a d o r o v is ita r c e n tr o s e te r r e ir o s , m a s n ã o v o u lá p a r a s e r
r e v e r e n c ia d o c o m o d ir ig e n te , n a v e r d a d e n a m a io r ia d a s v e z e s p a s s o d e s p e r c e b id o .
S o u ta m b é m u m e s tu d io s o d a U m b a n d a , s e m p re q u e o u ç o fa la r d e a lg o q u e n ã o c o n h e ç o
v o u à p ro c u ra d a re s p o s ta , te n to d e to d a s a s fo rm a c o n s e g u ir e s ta in fo r m a ç ã o , e p o r s e r u m e s -
tu d io s o o u d ir ia u m c u r io s o , c r ie i o h á b ito d e o b s e r v a r, m a s n ã o o b s e rv a r n o in tu ito d e s a ir d e -
p o is fa la n d o , e s im p a ra c o n h e c e r, a p re n d e r s o b re fo rm a s e r itu a is u m b a n d is ta s d iv e r s o s , m a s
te m u m a c o is a q u e te n h o v is to m u ita s v e z e s e te m m e in c o m o d a d o m u ito :
P o r q u e e x is te ta n ta s u b m is s ã o d e n tr o d o s te r r e ir o s ?
P o r q u e e n t i d a d e s d i t a s “d e L u z ” , q u a s e e s c r a v i z a m m é d i u n s ?
P o r q u e m u i t o s m é d i u n s s ã o h u m i l h a d o s e / o u a m e a ç a d o s p o r “e n t i d a d e s ” m u i t a s v e z e s
p u b lic a m e n te ?
E u te n h o u m a te o r ia : S ã o o s m é d iu n s , g e r a lm e n te d ir ig e n te s d e c a s a s , q u e fa z e m d e s u -
a s e n t i d a d e s “r e i s o u r a i n h a s ” .
E u p e r g u n to : q u a l a n e c e s s id a d e d e u m E x u d ito g u a r d iã o te r tr ê s c a m b o n o s , u m p a r a s e -
g u r a r s e u c o p o d e W i s k y ( i m p o r t a d o d i g a -s e d e p a s s a g e m ) , o u t r o p a r a s e g u r a r o p a n o o n d e e l e
lim p a a m ã o e a b o c a e o u tr o p a r a s e g u r a r s e u c in z e ir o ?
T e n h o c e r te z a d e u m a c o is a e u m a d ú v id a s o b r e o u tr a :
A c e r te z a é q u e is to é v a id a d e d o m é d iu m , a d u v id a é s e e le r e a lm e n te e s ta r ia v ib r a d o p o r
u m v e r d a d e ir o G u a r d iã o o u p o r u m K iu m b a z o m b e te ir o ?
V i m u i t a s v e z e s , P r e t o -v e l h o s , e n t i d a d e s q u e r e p r e s e n t a m a H u m i l d a d e e a s a b e d o r i a d a
U m b a n d a , e x ig in d o d e s d e a m a r c a d o fu m o p a r a s e u c a c h im b o a té o tip o d e v in h o e s u a p r o c e -
d ê n c ia .
Q u e r o fa z e r u m a le r ta ( q u e m s o u e u p a r a te r e s ta p r e te n s ã o , m a s m e s m o a s s im v o u a d i-
a n te ) p a r a m é d iu n s e d ir ig e n te s .
A o s mé di u ns : T o m e m c u id a d o s c o m a v a id a d e e a s o b e rb a , s e m p re q u e tiv e r a
“i n t u i ç ã o ” o u q u e a l g u m a e n t i d a d e “p e d i r ” a l g o d e m a te r ia l, p e n s e , r e flita s e is to n ã o é c o is a s u a ,
s e n ã o é v o c ê q u e q u e r is to . C u id e p a r a q u e to d a s a s “e n t i d a d e s ” q u e tr a b a lh a m c o m v o c ê s e -
ja m e d u c a d a s e r e s p e it e m a to d o s , p o is n e n h u m a e n tid a d e d e v e v ir a u m te r r e ir o d e m o n s tra n d o
a r r o g â n c ia e d e s r e s p e ito , s e is to a c o n te c e a lg o e s ta e r r a d o . O u tr a c o is a , n ã o e x is te e n tid a d e
m a i s o u m e n o s “f o r t e ” q u e a o u tr a , e x is te s im e n tid a d e s c o m m a is e x p e r iê n c ia , e m é d iu n s m a is
fir m e s , fo r m a s d ife r e n te s d e a tu a ç ã o , m e s m o e m e n tid a d e s d e u m a m e s m a fa la n g e .
A o s D i r i g e nt e s : L e m b r e m q u e s ã o v o c ê s o s r e s p o n s á v e i s p o r t u d o q u e o c o r r e n u m a c a -
s a , f i q u e m a t e n t o s a “s e u s f i l h o s ” d e c o r r e n t e p a r a a j u d á -l o s a c o r r i g i r c e r t o s d e s l i z e s , t r a t e m a
to d o s c o m ig u a ld a d e , n u m te r r e ir o n ã o p o d e h a v e r tr a ta m e n to d ife r e n c ia d o e n tr e o s m é d iu n s .
E o m a is im p o r ta n te , v o c ê s s ã o e x e m p lo s d e n tr o d e s u a s c a s a s , e n tã o p r o c u r e m s e r e -
x e m p l o s p o s i t i v o s , e n ã o p r a t i q u e m o d i t a d o d o “f a ç a o q u e e u d i g o , n ã o f a ç a o q u e e u f a ç o " , a o
c o n tr a r io d ê e m o b o m e x e m p lo p a r a q u e to d o s fa ç a m o q u e v o c ê fa z ...
M arc o B oe ing
A s s oc iaç ã o Es pirit u al is t a M e ns ag e iros de A ru anda - C u rit ib a-P R
marco@ics.cu ritiba.org .br
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 4 0

A P E U2 6 A no s de F é e P rá t i c a C ari t at i v a

D ia 2 0 d e ja n e ir o d e 2 0 0 7 f o i u m a d a t a e s p e c ia l p a r a t o d o s n ó s d a A P E U . C o m e m o r a m o s
n e s s a d a ta o 2 6 º a n o d e fu n d a ç ã o d a in s titu iç ã o e h o m e n a g e a m o s S e n h o r O x ó s s i e s e u s fa la n -
g e ir o s .

C o m m u ita a le g r ia , r e c e b e m o s a v is ita d e P a i S a n d r o d a O b a lu a ê ( T e m p lo d e U m b a n d a
P e n a A z u l e C a b o c lo S e r r a V e r d e ) , d a n o s s a ir m ã S h e y la , a F a d a d o P o d c a s t S a r a v á U m b a n d a
e d e P a i C íc e ro (C e n tr o E s p ír ita U n iã o d o s O r ix á s ) . P e s s o a s m u ito s s im p le s e g r a n d e s b a ta lh a -
d o re s d a U m b a n d a .

A c a s a e s ta v a lin d a . O c h e ir o d e fo lh a s e flo r e s p e r fu m a v a o a m b ie n te , m is tu r a d o a o o d o r
c a r a c te r ís tic o d o d e fu m a d o r .

O s tra b a lh o s in ic ia r a m , e P a i S ilv io , e m s u a p a le s tr a , fe z u m b r e v e r e la to d a h is tó r ia d a
A P E U , fa la n d o ta m b é m s o b r e o O r ix á h o m e n a g e a d o . F o r a m e n tr e g u e s o s Im a lê s ( d ís tic o r e p r e -
s e n ta tiv o r e c e b id o p e lo s m é d iu n s q u e c o m p le ta r a m 7 a n o s d e A P E U ) , p a r a a s ir m ã s : J a n a in a ,
A r ia n e e D a n ie la .

Q u a n d o o M e n to r d a c a s a , C a b o c lo U b a tu b a , c h e g o u e m te rra , to d o s o s v is ite n te s fo ra m
p o r e le a b r a ç a d o s e c o n v id a d o s a p a r tic ip a r d a e n g ir a . F o m o s a v is a d o s p e lo c a b o c lo q u e d e v e rí-
a m o s fir m a r a m e n te e p e n s a r p o s itiv a m e n te , p o is a C a s a d e S e u G ir a s s o l, q u e d e v e r ia e s ta r
p r e s e n te , e s ta r ia a c a m in h o , p o ré m c o m a lg u n s p r o b le m a s , m a s q u e , s e to d o s u n id o s , p e n s á s -
s e m o s p o s itiv a m e n te , e le s c h e g a r ia m e m te m p o . P a ra n o s s a fe lic id a d e , P a i D e rm e v a l c h e g o u
c o m to d o s o s filh o s d o T e m p lo d e U m b a n d a B ra n c a d o C a b o c lo G ir a s s o l, c o n fir m a n d o o o c o r r i-
d o , a in d a q u a n d o o C a b o c lo U b a tu b a e s ta v a in c o r p o r a d o .

D u r a n te o e v e n to , n o s s o m e n to r c o r o o u a ir m ã C ín tia , in c o r p o r a d a c o m s u a fa la n g e ir a d e
Ia n s ã , tr a z e n d o m u ita e n e r g ia a to d o s .

O s c a b o c lo s d e O x ó s s i fo r a m c h a m a d o s e to d o s , fo r m a n d o u m a fo r ç a ú n ic a , tr a b a lh a r a m
e m p r o l d a q u e le s q u e b u s c a v a m a lív io p a r a s u a s d o r e s fís ic a s , p s íq u ic a s e e s p ir itu a is . F r u ta s
fo r a m flu id ific a d a s e d is tr ib u íd a s n o fin a l.

F in a lm e n t e , c o m o o c o r r e e m t o d o s o s f e s t e jo s n a A P E U , f o i r e a liz a d a a C o r r e n t e R e lu -
z e n te , n o m o m e n to e m q u e P a i S ilv io p r o fe r iu a P r e c e a O x ó s s i e to d o s o r a r a m a o O r ix á d a s M a -
ta s .

R e a lm e n te , fo i u m a d a ta e s p e c ia l !!!

S a r a v á O x ó s s i!

P a ra b é n s A P E U !

S a n d ro d a C o s ta M a tto s
A s s o c ia ç ã o d e P e s q u is a s E s p ir itu a is U b a tu b a
S ã o P a u lo /S P
s c m -b i o @ b o l.c o m .b r
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 4 1

R o t ei ro de V i agem
E m n o s s a s fé r ia s d e fin a l d e a n o , e u , F á tim a e C a r o l, fo m o s p a r a o R io d e J a n e ir o . A lé m
d e p a s s e a r , a p r o v e ita r a s fé r ia s , tín h a m o s a in te n ç ã o d e c o n h e c e r p e s s o a lm e n te a lg u n s a m ig o s
“v i r t u a i s ” , b e m c o m o v i s i t a r a l g u m a s c a s a s .

X ang ô M e ni no ( A r ar u ama)

A p r im e ir a q u e v is ita m o s fo i n a c id a d e d e A r a r u a m a , o T e r r e ir o X a n g ô M e n in o , c a s a d a
q u a l fa z p a rte n o s s a a m ig a e ir m ã R e g in a ( D e n d e m ) . U m a c a s a a c o lh e d o r a e b e m m o n ta d a , D i-
r ig id a p o r D . Z u le ic a , d ir ig e n te d e d ic a d a e q u e a m a s u a r e lig iã o , o n d e a g e n te v ê o c u id a d o c o m
q u e s ã o fe ita s a s c o is a s . N e s te d ia e s ta v a s e n d o r e a liz a d o u m r itu a l fe c h a d o , e x c lu s iv o d o s m é -
d iu n s d a c a s a , m a s r e c e b e m o s o c o n v ite p a r a a s s is tir m o s . F o i u m a b o n ita c e r im ô n ia , o n d e fo r a m
lo u v a d o s to d o s o s O r ix á s e fe ita s à s o fe r e n d a s p a r a u m b o m a n o , e n o fin a l fo m o s a g r a c ia d o s
c o m a p re s e n ç a d o s Ê r e s d a c a s a , q u e v ie r a m tr a z e r s u a a le g r ia a to d o s o s p r e s e n te s . A g r a d e -
c e m o s a a c o lh id a p o r p a r te d a D . Z u le ic a , d e J o h n s o n , d e D e is e , D e n is e , e n fim d e to d o s o s m é -
d iu n s d a q u e la c a s a q u e p r e s ta u m g r a n d e s e r v iç o a U m b a n d a , e o n d e e la é p r a tic a d a c o m m u ita
d e d ic a ç ã o , e u m a g r a d e c im e n to e s p e c ia l a R e g in a ( D e n d e m ) , m a is q u e u m a a m ig a , u m a ir m ã .

G E S V – G r u p o E s p i r i t u al i s t a S e r v i do r e s da V e r dade

N o R io d e J a n e ir o , n o B a ir r o d a P a v u n a , fo m o v is ita r u m a c a s a d e U m b a n d a , o n d e e la é
p r a tic a d a e m s u a m a is p u r a e s s ê n c ia , u m a c a s a a c o lh e d o r a , d e g e n te s im p le s e d e m u ita fé .
D e s d e o p r im e ir o m o m e n to fic a m o s m u ito a v o n ta d e , p o is e s tá v a m o s n o s s e n tin d o e m c a s a .
N e s te te r r e ir o m ilita m o s a m ig o s , C a r lo s , S a n d ra , R e g ia n e e D a n ie l. A c a s a e d ir ig id a p o r D .
N a n c i, u m a m u lh e r q u e p u d e m o s n o ta r te m p e la u m b a n d a u m p ro fu n d o r e s p e ito e m u ita d e d ic a -
ç ã o . E m o c i o n a m o s -n o s c o m a a c o lh id a , c o m a s p a la v r a s d a R e g ia n e , e c o m o c a r in h o q u e fo -
m o s tra ta d o s , q u is e r a e u q u e u m d ia to d a s a s c a s a s d e U m b a n d a s e g u is s e m o e x e m p lo d o
G E S V .

C o nh e c e ndo mai s A l g u ns A mi g o s

A in d a n o R io d e J a n e ir o , c o n h e c e m o s o R o n a ld o ( M e s tr e A z u l) , u m a p e s s o a q u e a p e s a r
d e ir r a d ia r u m a lu z m u ito fo rte , te m n a s u a h u m ild a d e e n o s e u c a rá te r s u a g ra n d e fo rç a . U m
U m b a n d is ta d e c o rp o e a lm a . C o n h e c e m o s ta m b é m S e lm a e J a q u e , s u a m u lh e r e s u a filh a , d u -
a s p e s s o a s m a r a v ilh o s a s , e n fim u m a g ra n d e fa m ília .

D o na Z i l mé i a

F o i ju n t o c o m R o n a ld o e R e g in a q u e p a r t im o s p a r a o e n c o n t r o m a is e m o c io n a n t e q u e t i-
v e m o s n o R io d e J a n e ir o . N o s á b a d o d ia 0 6 /0 1 s a ím o s c e d o d e C o p a c a b a n a , p a r a N ite r ó i, o n d e
te n ta r ía m o s u m e n c o n tr o c o m D . Z ilm é ia , filh a e h e r d e ir a d o s tr a b a lh o s e s p ir itu a is d e Z é lio d e
M o ra e s .
C h e g a m o s a N ite ró i p o r v o lta d o m e io d ia e re s o lv e m o s a lm o ç a r n u m s h o p p in g q u e e x is te
a o la d o d a e s ta ç ã o d a s b a rc a s , d e o n d e lig a m o s p a ra a c a s a d e D . Z ilm é ia . Q u e m n o s a te n d e u
fo i s e u g e n r o “C a r l ã o ” , p e s s o a m u ito a m á v e l. Q u a n d o d is s e m o s a e le d e n o s s a in te n ç ã o e le
p ro n ta m e n te n o s a te n d e u . S ó p e d iu u m te m p o , p o is e s ta v a d e s a íd a e n o s d is s e q u e d a li a m a is
o u m e n o s u m a h o r a lig a r ia p a ra n o s p a s s a r o e n d e re ç o e o h o r á r io q u e D . Z ilm é ia n o s a te n d e r ia .
N e m p r e c is o d iz e r q u e a e x p e c ta tiv a e r a e n o r m e . E n q u a n to e s p e r á v a m o s , r e s o lv e m o s ir
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 4 2

R o t ei ro de V i agem ( c o nt i nu aç ã o )
c o n h e c e r a c a s a o n d e Z é lio m o r a v a e o n d e e le in ic io u s u a c a m in h a d a . N ã o s a b ía m o s a o c e r to
o n d e e r a , tín h a m o s u m a v a g a id é ia d o e n d e r e ç o , m a s n u m a s e r ie in c r ív e l d e c o in c id ê n c ia s ( m a s
e u n ã o a c r e d ito e m c o in c id ê n c ia s ) , a c h a m o s a c a s a .
C o n fe s s o q u e fo i u m m o m e n to e s p e c ia l, n ã o s e i d iz e r o q u e s e n ti a o e s ta r a li. E m a lg u n s
m o m e n to s p a r e c ia q u e lo g o ia v e r a lg u é m s a in d o p e la p o rta e d iz e r q u e o s tr a b a lh o s ir ia m s e in i-
c ia r. S ó fiq u e i u m p o u c o tr is te e m v e r q u e a c a s a e s ta e m p é s s im a s c o n d iç õ e s e q u e a s p e s s o a s
q u e lá m o ra m , n ã o s e p re o c u p a m e m m a n te r v iv a a h is tó r ia d a U m b a n d a , a té p o r q u e n ã o s ã o
U m b a n d is ta s .
R e c e b e m o s e n tã o o te le fo n e m a v in d o d a c a s a d e D . Z ilm é ia , n o s p a s s a r a m o e n d e r e ç o e
l á f o m o s n ó s . F o m o s m u i t o b e m r e c e b i d o s p e l o “C a r l ã o ” , e n a s a l a l á e s t a v a e l a , D . Z i l m é i a .
A p r in c ip io e s tá v a m o s u m t a n t o s e m je it o , n ã o s a b ía m o s m u ito b e m o q u e fa la r , m a s e la
c o m s e u je it o s im p le s , a q u e le je it o d e a v ó f o i n o s d e ix a n d o b e m à v o n ta d e . L o g o e s tá v a m o s n o s
s e n tin d o e m c a s a , fic a m o s p o r d u a s h o r a s e m e ia c o n v e rs a n d o c o m e la . F a la m o s s o b r e fa m ília ,
s o b re u m b a n d a , s e n ta m o s n o c h ã o , e la c a n to u p a ra n ó s p o n to s d e o r ig e m d a T e n d a N .S ra . d a
P ie d a d e , n o s c o n to u h is tó r ia s . E n fim , fo i u m a ta r d e in e s q u e c ív e l. E s p e ro te r a o p o r tu n id a d e d e
v o lta r lá m a is a lg u m a s v e z e s , n e m q u e s e ja a p e n a s p a r a e s ta r a o s e u la d o , o u v i -l a c a n ta r e c o n -
ta r h is tó r ia s , s e n tir s u a fo r ç a e s u a h u m ild a d e .
N e s te e n c o n tr o tiv e a c e r te z a d e u m a c o is a q u e e u fa lo h á m u ito te m p o :

“A U M B A N D A É M U IT O S IM P L E S ,
O
P R O B L E M A É Q U E E S T A S IM P L IC ID A D E IN C O M O D A A A L G U M A S P E S S O A S
Q U E A C A B A M IN V E N T A N D O A L G O M A IS , P A R A P O D E R E M S E D IZ E R M E L H O R Q U E O S O U T R O S ”.

M arc o B oe ing
A s s oc iaç ã o Es pirit u al is t a M e ns ag e iros de A ru anda - C u rit ib a-P R
marco@ics.cu ritiba.org .br
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A sso c i aç ã o E sp i ri t u al i st a Mensagei ro s de A ru anda


Fundado em 5 de dezembro de 2003
R ua M arc í l i o D i as , 4 33 - B ai rro A l t o - C uri t i ba-P R
D i ri g ent es : M arc o B oei ng e Fá t i ma B oei ng
marco@ics.curitiba.org.br
O s trabal h os sã o re al iz ad os aos sá bad os, a p artir d as 1 6 h oras
P rogramaç ã o h abitual : p asse s n a L in h a d e C abocl os,
ate n d ime n to n a L in h a p re tos-v e l h os
ate n d ime n to d a L in h a d e E x ú s
d e acord o com cal e n d á rio:
ch amad as n as l in h as d e X an gô , O gum, Y e man j á , I an sã e O x um
ch amad as n as l in h a aux il iare s: B oiad e iros, M arin h e iros, C igan os e B aian os

Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba


T emp l o de Umb anda B ranc a do C ab o c l o Ub at u b a
Fundado em 1 7 de j anei ro de 1 9 8 1
R ua R omil d o F in oz z i, 1 3 7
J ard im C atarin a ( Z on a L e ste ) – S ã o P aul o/ S P - C E P 0 3 9 1 0 -0 4 0
D i ri g ent e es p i ri t ual : S i l v i o F. C os t a M at t os
E mail p ara con tato: scm-bio@bol .com.br

C en tro Espiritual ista C abocl o Pery


Fundado em 23 de s et embro de 1 9 9 8
R ua 21 , Q uadra 30, L ot e 1 0
L ot eament o M arav i s t a - I t ai p u - N i t eró i -R J
h ttp : / / w w w .cabocl op e ry .com.br
D i ri g ent e: M ã e I as s an A y p orê P ery
con tato@cabocl op e ry .com.br

G rupo Espiritual ista C abocl o Pen a Az ul


Fundado em 02 de out ubro de 2005
R ua M aj or P edro de A breu Fi nk ens i ep er, 1 8 4 0 N ov o M undo C uri t i ba - P R
h ttp : / / w w w .ge cp a.brav e h ost.com/ n e w s.h tml
D i ri g ent e: S erg i o K uni o K aw anami
ge cp a@googl e group s.com
T rabal h os t odos os s á bados a p art i r das 1 7 : 00 h r

T.U.T.C. – Te m p l o d e Um b a n d a Ti a Co n c e i ç ã o
Rua Camé, 810 – M o o c a
S ã o P aul o / S P
DDirigente
H é gina A ignez P ereira
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 4 4

Centro de Umbanda Caboclo Arruda


R u a B a n d e i r a n t e s Di a s C o r t e s , 1 6 6 J a r d im S o c ia l -C u r it ib a -P R

Di r i g e n t e : E d w a r d J a m e s H a r r i s o n ( J i m m y )
edwardj amesharri son@ yahoo.com.br

U m band a E so té r ic a. O s tr abal h o s sã o r eal iz ad o s à s q uintas-f eir as, a p ar tir d as 20 h o r as.

P rimeira q u inta-f eira: L inh a au x il iar S eg u nda q u inta-f eira: L inh a de P retos-v el h os
T erc eira q u inta-f eira: L inh a do O riente Q u arta q u inta-f eira: L inh a de C ab oc l os
P aral el amente as g iras sã o real iz adas sessõ es de ap ometria

Centro de Umbanda P ai J oã o da Ang ola


F u n d a d o e m 1 9 9 0
Rua C ac h ineses, 0 3 - I taq uer a
C E P : 0 8 290 -3 20 - S ã o P aul o / S P

Ritual d a C asa: U m band a B r anc a


O s tr abal h o s sã o r eal iz ad o s ao s sá bad o s a p ar tir d as 1 8 h 0 0 , send o o ú l tim o
sá bad o d e c ad a m ê s d estinad o ao s tr abal h o s c o m a f al ang e d a esq uer d a.

Di r i g e n t e : F a t i m a F . d e O . R o d r i g u e s
E mai l para contato: sandra@tendai.com.br

Choupana do Caboclo Pery


Fundada em 13 de maio de 2006
Rua Antunes Ribas, 297 - B air r o J ar d im I tú - P o r to Al eg r e - RS
C asinh a d e m ad eir a, az ul , j anel as br anc as, c o m c o q ueir o na f r ente.
http://www.choupanadocaboclopery.blogspot.com/
C ontato: sarav a@ portoweb.com.br ( 5 1 ) 9 9 1 8 1 8 2 7

Di r i g e n t e E s p i r i t u a l : N o r b e r t o P e ix o t o
Horários e dias de atendimento
S áb ados: c aridade p ú b l ic a – p asses e c onsu l tas- , sessõ es q u inz enais
1 5 : 3 0 h - p al estra u niv ersal ista 1 6 : 0 0 h - ab ertu ra sessã o de c aridade
1 7 : 3 0 h - enc erramento

S eg u ndas-f eiras: c orrente de c u ra e desob sessã o do sr. P ena B ranc a


ap ometria e oriente, atendimento semanal , somente c om marc aç ã o nas c onsu l tas p or E ntidade

T em plo de U m banda V oz es de A ruanda


F u n d a d o e m 2 0 0 3 -R e g ê n c ia d e X a n g ô
Rua G abr iel A. G o m es, 22
B air r o F r inap e - C E P 99. 70 0 -0 0 0 - E r ec h im - RS

Di r i g e n t e : L e n i W i n c k S a v i s c k i
E mai l para contato: eumesma@ st.com.br
S essõ es à s sex tas-f ei ras à s 1 9 :3 0 h
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 4 5

T em plo a Cam i nho da Paz - Cant i nho de Pai Ci pri ano


F u n d a d o e m 2 0 d e ja n e ir o d e 2 0 0 1
Rua P o m p il h o d e Al buq uer q ue, nº 23 6
B air r o E nc antad o - Rio d e J aneir o - RJ
http://www.cami nhodapaz .com.br

Di r i g e n t e : A r m a n d o C a r v a l h o F e r n a n d e s
E mai l para contato: pai ci pri ano@ uol.com.br
S essõ es as terç as e q u intas as 2 0 : 0 0 e aos sáb ados as 1 8 : 0 0
P ara v er detal h es entre no site e c l iq u e no l ink c al endários

T enda E s pí ri t a do Caboclo T upi


F u n d a d a e m 0 1 d e j a n e ir o d e 1 9 8 8
Rua J o sé F er r eir a d a C o sta, 0 2 – B air r o S anta C ar m é l ia
C E P 79. 1 1 5 -0 0 0 - B air r o S anta C ar m é l ia - C am p o G r and e – M S
E mai l para contato
tectupi @ yahoo.com.br
M a r c o s C h a s t e l Du t r a d o s S a n t o s - P r e s i d e n t e
C a r l o s A l b e r t o Du t r a d o s S a n t o s - Di r i g e n t e E s p i r i t u a l
L u i z G o m e s Di a s - 1 º S e c r e t á r i o
P rog ramaç ã o dos T rab al h os: 4 ª f eira das 1 9 : 3 0 h s à s 2 2 : 0 0 h s
S áb ado das 1 5 : 3 0 h s à s 1 9 : 0 0 h s

T em plo E s pi ri t uali s t a S ol e E s peranç a


F u n d a d o e m 1 7 d e ja n e ir o d e 1 9 8 0
http://soleesperanca.z 6 .com.br
Di r i g e n t e s : M a g a l i O k a z a k i e M a s s a t a k e O k a z a k i ( E d u a r d o )
rev ema1 @ terra.com.br
O s trab al h os sã o real iz ados aos sáb ados
P rog ramaç ã o h ab itu al : P asses na l inh a C ab oc l os e c onsu l tas na l inh a P retos-V el h os.
S eg u ndo a nec essidade é f eita c h amada esp ec ial na L inh a do O riente.
M ensal mente, no sáb ado mais p ró x imo da l u a c h eia, g ira na L inh a da Q u imb anda.
Correio da Umbanda - E diç ã o 1 3 - J aneiro de 2 0 0 7 PÁGINA 4 6

Expediente
N o m e: Co r r e i o d a U mb an d a
P erio d ic id a d e: M e n s al . P r i me i r a e d i ç ã o : 01/ 01/ 2 006
M o nta gem d a s ed iç õ es : F á t i ma, G ab r i e l , K ar e n , M ar c o , N e l ma e P aul o

F o rm a to :
-e le tr ô n ic o ( P D F -p ar a s e r l i d o c o m F o x i t P D F Re ad e r o u A d o b e A c r o b at Re ad e r )
-n ã o h av e r á i mp r e s s ã o e m p ap e l
-c ad a l e i t o r p o d e r á i mp r i mi r s uas e d i ç õ e s d e ac o r d o
c o m a s ua n e c e s s i d ad e e c o n v e n i ê n c i a

C o ntrib u iç õ es :
- j á d e v e m e s t ar d i g i t ad as , p r e f e r e n c i al me n t e , n o f o r mat o d o w o rd (.d o c )
- d e v e m c o n t e r n o me d o aut o r
- d e v e m c o n t e r n o me d o ag r up ame n t o o u i n s t i t ui ç ã o a q ue p e r t e n c e
- d e v e m c o n t e r n o me , e n d e r e ç o , p á g i n a n a i n t e r n e t ( s e e x i s t e n t e )
d o T e mp l o o n d e o ag r up ame n t o at ua
- ao e x t r ai r i n f o r maç õ e s d e o ut r as p ub l i c aç õ e s o u s i t e s n a i n t e r n e t
d e v e m s e r me n c i o n ad as s uas f o n t e s , c o mo r e f e r ê n c i as b i b l i o g r á f i c as
- d e v e m s e r e n v i ad as p ar a c o r r e i o d aumb an d a@ g mai l . c o m

F o rm a d e d iv u l ga ç ã o :
- e n v i o d e e mai l a c o n t at o n o s ag r up ame n t o s , p ar a r e p as s e p o s t e r i o r
- d o w n l o ad a p ar t i r d e s i t e s l i g ad o s a U mb an d a, o n d e f o r p e r mi t i d a h o s p e d ag e m

F a z p a rte d o p ro p ó s ito d o C o rreio d a U m b a nd a :


- Co mp ar t i l h ar i n f o r maç õ e s s o b r e a U mb an d a
- Co mp ar t i l h ar v i v ê n c i as n a U mb an d a
- U s ar d e b o m s e n s o ao ar g ume n t ar e e x p o r e n t e n d i me n t o e o p i n i ã o
- Q ue c ad a ar t i g o a s e r d i v ul g ad o d e v a r e f l e t i r a o p i n i ã o d e c ad a aut o r ,
e n ã o r e p r e s e n t ar a o p i n i ã o d e ag r up ame n t o , t e mp l o o u i n s t i t ui ç ã o
- Q ue a p ar t i r d as i n f o r maç õ e s d i v ul g ad as o s l e i t o r e s p o s s am r e f l e t i r , t i r ar s uas
c o n c l us õ e s e f i l t r an d o aq ui l o q ue ac h ar e m ad e q uad o , p o s s am e n r i q ue c e r s e u
c o n h e c i me n t o
- E s t i mul ar a c o n c ó r d i a e a un i ã o , a c o n v e r g ê n c i a g r ad ual e p ac í f i c a
e o r e s p e i t o a d i v e r s i d ad e
- A p r o x i mar a c o mun i d ad e U mb an d i s t a. P ar a i s s o , ao f i n al d e c ad a e d i ç ã o , s e r á
d i v ul g ad o n o me , ag r up ame n t o e t e mp l o o u i n s t i t ui ç ã o a q ue p e r t e n c e , at ua o u
at o u c ad a aut o r d o s ar t i g o s d i v ul g ad o s .

N Ã O F A Z P A R T E DO P R O P Ó S I T O d o C o rreio d a U m b a nd a :
- p r o mo ç ã o p e s s o al , d e ag r up ame n t o , d e T e mp l o o u I n s t i t ui ç ã o
- d i v ul g aç ã o d e i n f o r maç õ e s q ue n ã o d i g am r e s p e i t o a U mb an d a
- c o d i f i c aç ã o , un i f o r mi z aç ã o o u i mp o s i ç ã o d e p r á t i c as , r i t o s o u
e l e me n t o s d o ut r i n á r i o s
- i mp o s i ç ã o d e e n t e n d i me n t o o u o p i n i ã o
- d i v ul g aç ã o p o l í t i c a
- c e s s ã o d e e s p aç o d e d i v ul g aç ã o at r av és d e p at r o c í n i o

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