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SIGNIFICADOS

“Windmills of your mind” – Henry Mancini


Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.

Pouco é menos da metade.

Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.

Lágrima é um sumo que sai dos olhos,


quando se espreme o coração.

Amizade é quando você não faz questão de você


e se empresta para os outros.

Vergonha é um pano preto


que você quer para se cobrir naquela hora.
Solidão é uma ilha com saudade de barco.

Abandono é quando o barco parte e você fica.

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança


para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização,


seu pensamento reapresenta um capítulo.

Ausência é uma falta que fica ali presente.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.


Interesse é um ponto de exclamação ou
de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa


quando precisa mandar algum recado.

Emoção é um tango que ainda não foi feito.

Desejo é uma boca com sede.

Paixão é quando apesar da palavra “perigo”

o desejo vai e entra.


Excitação é quando os beijos estão desatinados
pra sair da sua boca depressa.
Angústia é um nó muito apertado
bem no meio do sossego.

Ansiedade é quando sempre faltam


cinco minutos para o que quer que seja.

Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda


não aconteceu, sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer,


mas acha que devia querer outra coisa.

Agonia é quando o maestro de você


se perde completamente.
Sucesso é quando você faz o que sempre fez,
só que todo mundo percebe.

Sorte é quando a competência


encontra com a oportunidade.

Ousadia é quando a coragem diz para o coração:


“Vá!” e ele vai mesmo.

Lealdade é uma qualidade dos cachorros,


que nem todo ser humano consegue ter.

Decepção é quando você risca em algo


ou em alguém um xis preto ou vermelho.
Indiferença é quando os minutos não se interessam
por nada especialmente.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e para.

Desilusão é quando anoitece em você,


contra a vontade do dia.

Desatino é um desataque de prudência.

Alegria é um bloco de Carnaval


que não liga se não é Fevereiro.
Razão é quando o cuidado aproveita
que a emoção está dormindo

e assume o mandato.
Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Pressentimento é quando passa em você um trailer


de um filme que pode ser que nem exista.

Intuição é quando seu coração


dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente,


mas, geralmente, não podia.

Raiva é quando o cachorro que mora em você


mostra os dentes.

Perdão é quando o Natal acontece em Maio, por exemplo.

Renúncia é um não que não queria ser.

Vaidade é ter um espelho onisciente,


onipotente e onipresente.
Amigos são anjos que nos levantam
quando nossas asas estão machucadas.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Sorriso é a manifestação dos lábios


quando os olhos encontram
o que o coração procura.

Desculpa é uma palavra que pretende ser um beijo.

Beijo é um procedimento inteligentemente desenvolvido


para a interrupção mútua da fala
quando as palavras tornam-se desnecessárias.
Amor é quando a paixão
não tem outro compromisso marcado.
Não.
Amor é um exagero... também não.
É um cuidar de... Uma batelada de carinho?
Um exame, um dilúvio, um mundaréu,
uma insanidade, um destempero,
um despropósito, um descontrole,
uma necessidade, um desapego?

Talvez, senão tivesse sentido....


Talvez porque não houvesse explicação,
esse negócio de amor não sei definir.