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Resumo Tecnico Censo Educacao Superior 2010

Resumo Tecnico Censo Educacao Superior 2010

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RESUMO TÉCNICO CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR DE 2010

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA EXECUTIVA INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP)

CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 2010 RESUMO TÉCNICO

Coordenação-Geral de Controle de Qualidade e de Tratamento da Informação Coordenação-Geral do Censo da Educação Superior Equipe Técnica Responsável Carlos Eduardo Moreno Sampaio Christyne Carvalho da Silva Clodoaldo de Oliveira Lemes Edna Alessandra Pereira Gustavo Henrique Moraes Heloísa Helena Medeiros da Fonseca Isabella Moura Trevisol Jorge Roberto Pereira Duarte Jorge Rondelli da Costa José Bonifácio de Araújo Junior Laura Bernardes da Silva Liliane Lúcia Nunes de Aranha Oliveira Maria das Dores Pereira Rosa Maria das Graças Moreira Costa Marlei Afonso de Almeida Maruska Pereira de Almeida Palu Silveira Abe Pedro Gonçalves Costa Rachel Pereira Rabelo Renan Carlos Dourado Simone Poch Vieira Palma Willians Kaizer dos Santos Maciel Revisão Aline Ferreira de Souza e Roshni Mariana de Mateus Projeto Gráfico Marcos Alfredo Hartwich Diagramação Érika Janaína de Oliveira Saraiva Tiragem 500 exemplares

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira Censo da educação superior: 2010 – resumo técnico. – Brasília : Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2012. 85 p. ; tab. ISBN: 978-85-7863-018-8 1. Educação superior. 2. Estatísticas. I. Título. CDU 378.221

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA DIRETORIA DE ESTATÍSTICAS EDUCACIONAIS CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 2010 RESUMO TÉCNICO Brasília-DF | 2012 .

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............3 Alunos ...................1 Características Educacionais da População de 18 a 24 anos ................................... 59 ANEXO – TABELAS COMPLEMENTARES ............2 Docentes ..........2.................................................................. 7 APRESENTAÇÃO ............................................4....................................................................... 35 2... 13 INTRODUÇÃO ......2 Matrículas..................................1 PRINCIPAIS CONCEITOS ............................1 IES e Cursos ...................................................2..................SUMÁRIO LISTAS DE ILUSTRAÇÕES ....................... 35 2........................................ Ingressos e Concluintes ......................................................................................................1 INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR (IES) .......................................... 25 2 PANORAMA DA EDUCAÇÃO SUPERIOR ..4...............4...................................... 21 1.......... 52 2........................................ 63 .............................................................................................................................. 52 2............................................. 29 2......3 DOCENTES ............................................................................................................................................................................................................................................................................. 17 1 METODOLOGIA ......................................4 PERFIL DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO ANO DE 2010 ........ 29 2..................... 47 2................................................................................................................ 54 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................................................................. 53 2...........................................2 ALUNOS .............................. 38 2.................................

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......................................................................................................................................... 33 Tabela 5 – Número de Instituições de Educação Superior conforme o Número de Cursos de Graduação por Elas Oferecidos – Brasil – 2010 .............................................. 34 ................................ 30 Tabela 2 – Razão entre o Número de Matrículas de Graduação e o Total de IES..................................................................................................... 34 Tabela 7 – Distribuição do Número de Matrículas por Área Geral de Conhecimento – Brasil – 2010 ................................................................................................................................................................................................................. segundo Faixas de Quantidade de Matrícula – Brasil – 2010 ............................... 31 Tabela 3 – Evolução do Número de Instituições de Educação Superior por Organização Acadêmica – Brasil – 2001-2010 ....................................LISTAS DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Evolução do Número de Instituições de Educação Superior por Categoria Administrativa – Brasil – 2001-2010 .......................................................................................... 32 Tabela 4 – Evolução da Participação Percentual de Matrículas de Graduação por Organização Acadêmica – Brasil – 2001-2010 ...................................... 33 Tabela 6 – Número de IES que Oferecem Cursos de uma Única Área Geral de Conhecimento – Brasil – 2010 ............... e Distribuição do Número de Instituições por Categoria Administrativa.

............................................................................................................... 30 Gráfico 2 – Evolução do Número de Matrículas de Graduação por Modalidade de Ensino e do Número de Matrículas a Distância Públicas e Privadas – Brasil – 2001-2010.54 Listas de Ilustrações LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Evolução do Número de Instituições de Educação Superior Públicas e Privadas – Brasil – 2001-2010 ....................................................................................................................................................... 39 Tabela 12 – Evolução do Número de Ingressos (Todas as Formas) por Categoria Administrativa – Brasil – 2001-2010 ........................................................................................................................... 41 Tabela 14 – Evolução do Número de Concluintes por Categoria Administrativa – Brasil – 2001-2010 ............................................... 42 ....... para Alguns Subgrupos Populacionais – Brasil – 2001.......................... 2006 e 2010 ................... 40 Tabela 13 – Total de Ingressos por Processo Seletivo e Ingressos por meio do Enem nos Cursos Presenciais........................................................................................43 Tabela 16 – Medidas de Posição para Idade de Matrículas.................................................................................................................................................................. 49 Tabela 18 – Evolução das Titulações Docentes por Organização Acadêmica – Brasil e Regiões – 2001................................................ 38 Tabela 10 – Evolução do Número de Matrículas por Categoria Administrativa – Brasil – 2001-2010 ............................................................................................................................................... por Categoria Administrativa das IES – Brasil e Regiões – 2010 .............. 45 Tabela 17 – Evolução da Participação Percentual da Titulação Docente por Categoria Administrativa (Pública e Privada) – Brasil e Regiões – 2001-2010 ............................................................................................. 51 Tabela 19 – Atuação do Docente por Categoria Administrativa (Pública e Privada) – Brasil – 2010 .................... 39 Tabela 11 – Distribuição e Participação Percentual de Matrículas em Cursos de Graduação Presenciais por Região Geográfica – Brasil – 2001 e 2010 . Ingressos e Concluintes de Graduação....... 36 Tabela 9 – Número Médio de Anos de Estudo para a Faixa Etária de 18 a 24 anos................................................ 42 Tabela 15 – Evolução do Número de Matrículas por Grau Acadêmico – Brasil – 2001-2010 .......................8 Tabela 8 – Evolução das Taxas de Escolarização Bruta e Líquida na Educação Superior – Brasil e Regiões – 2001-2009 ............................................ segundo Modalidade de Ensino – Brasil – 2010 ......... 2005 e 2009...........

.................................................................................................. em razão da Integração com o Cadastro e-MEC .........................9 Gráfico 3 – Distribuição do Número de Matrículas de Graduação por Grau Acadêmico e Modalidade de Ensino – Brasil – 2010 ......... em Ordem Alfabética ...52 Gráfico 11 – Distribuição do Tipo de Reserva de Vagas – Ingressos por Processo Seletivo das IES Públicas – Graduação Presencial – Brasil – 2010 .................................................................................................................................... 23 Quadro 2 – Variáveis de Pesquisa Alteradas por Conteúdo nos Censos 2009 e 2010............ 53 Quadro 6 – Perfil do Aluno de Graduação por Modalidade de Ensino – Brasil – 2010 ....................................................................................... 44 Gráfico 5 – Evolução do Número de Matrículas em Cursos Superiores de Tecnologia por Modalidade de Ensino – Brasil – 2001-2010 .. 24 Quadro 4 – Definições das Principais Estatísticas do Censo 2010............................................ em razão do Recadastramento Realizado pelo Cadastro e-MEC ............................................ 47 Gráfico 8 – Evolução da Participação Percentual de Concluintes em Cursos de Graduação (Presencial e a Distância) por Sexo – Brasil – 2001-2010 ..... 43 Gráfico 4 – Evolução do Número de Matrículas em Cursos Superiores de Tecnologia por Categoria Administrativa (Pública e Privada) – Brasil – 2001-2010 ............................................................................. 46 Gráfico 7 – Evolução da Participação Percentual de Matrículas em Cursos de Graduação (Presencial e a Distância) por Sexo – Brasil – 2001-2010.............. 48 Gráfico 10 – Evolução da Participação Percentual dos Diferentes Tipos de Regime de Trabalho dos Docentes por Categoria Administrativa (Pública e Privada) – Brasil – 2002-2010............ 25 Quadro 5 – Perfil da Função Docente por Categoria Administrativa – Brasil – 2010............................................... 24 Quadro 3 – Variáveis e Categorizações de Pesquisa de Infraestrutura Consideradas para o Censo 2010 ........ 56 ..................................... 44 Gráfico 6 – Evolução da Participação de Matrículas dos Cursos Presenciais por Turno e Categoria Administrativa – Brasil – 2000-2010 ..................................... 56 Listas de Ilustrações LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Variáveis e Categorizações de Pesquisa Alteradas por Formato nos Censos 2009 e 2010................ 47 Gráfico 9 – Evolução do Número de Funções Docentes por Titulação – Brasil – 2001-2010 ..............................................................

........ 56 Listas de Ilustrações LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Número Médio de Anos de Estudo para a Faixa Etária de 18 a 24 anos para as Localidades Rural e Urbana – Brasil e Regiões – 2001 e 2009 ........................... 76 Tabela I – Evolução do Número de Funções Docentes em Exercício por Organização Acadêmica............................ segundo Categoria Administrativa – Brasil e Regiões – 2001-2010 ............. 73 Tabela G – Evolução do Número de Matrículas por Organização Acadêmica........................................................................................... segundo Categoria Administrativa – Brasil – 2001-2010 ............ segundo Categoria Administrativa – Brasil – 2000-2010 .......... segundo Grau Acadêmico – Brasil – 2001-2010 .... 69 Tabela E – Evolução do Número de Concluintes por Modalidade de Ensino e Categoria Administrativa..................... Ingressos por Processo Seletivo e Concluintes por Turno........... por Modalidade de Ensino e Categoria Administrativa....................... 37 LISTA DE TABELAS COMPLEMENTARES Tabela A – Estatísticas Básicas de Graduação (Presencial e a Distância) e Pós-Graduação por Categoria Administrativa – Brasil – 2010 ................... segundo a Modalidade de Ensino e Faixas de Quantidade de Matrícula – Brasil e Regiões – 2010 .........................10 Quadro 7 – Perfil do Aluno de Graduação segundo a Área de Conhecimento do Curso – Brasil – 2010 ................ segundo Categoria Administrativa e Regime de Trabalho – Brasil – 2001-2010............................................................... 74 Tabela H – Evolução do Número de Funções Docentes em Exercício.................. 65 Tabela C – Evolução do Número de Matrículas por Modalidade de Ensino e Categoria Administrativa.................. 81 ................................................................ 71 Tabela F – Evolução do Número de Matrículas............ 64 Tabela B – Distribuição do Número de IES por Categoria Administrativa................. segundo Grau Acadêmico – Brasil – 2001-2010 . segundo Grau Acadêmico – Brasil – 2001-2010 ............................. 67 Tabela D – Evolução do Número de Ingressos mediante Processo Seletivo............. por Titulação.........

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Conforme previsto pelo Decreto nº 6. ainda.APRESENTAÇÃO O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). de 4 de abril de 2008 (Brasil. No intuito de promover a acessibilidade e a transparência das estatísticas. O presente Resumo Técnico tem por finalidade apresentar sinteticamente os principais resultados do Censo da Educação Superior com referência ao ano de 2010. sem a pretensão de ser conclusivo. cursos de graduação e sequenciais de formação específica e alunos e docentes vinculados a esses cursos. realiza anualmente o Censo da Educação Superior. e destaca. O objetivo do Censo é retratar a educação superior brasileira. o Inep disponibiliza. por meio de gráficos e tabelas. administração pública. algumas tendências observadas ao longo dos últimos dez anos. por meio da Diretoria de Estatísticas Educacionais (Deed). os quais . disponibilizando informações para a sociedade em geral. cuja operacionalização se dá por meio de acesso on-line ao sistema eletrônico de informações (Censup). 2008) todas as IES devem prestar informações ao Censo. o qual coleta informações sobre Instituições de Educação Superior (IES). incluindo gestores.425. além de organismos internacionais. pesquisadores. os resultados do Censo 2010 no formato de Microdados.

a Sinopse Estatística.14 são dados primários que preservam o sigilo da identificação de alunos e docentes e permitem o manuseio das informações por meio de softwares de tratamento estatístico. com os principais dados coletados. em que são apresentadas análises dos resultados obtidos por meio de séries históricas e delineamento do perfil da educação superior no ano de 2010.br>. que é o documento que detalha os conceitos e as técnicas empregados nas pesquisas. Este documento está dividido em: Introdução. que disponibiliza tabelas agregadas a partir das variáveis mais demandadas pelos usuários. Panorama da Educação Superior.inep. em que são abordadas as principais mudanças metodológicas na coleta das variáveis. e. com um breve histórico e contextualização da coleta e dos resultados do Censo. Metodologia. finalmente. Por meio desse conjunto de documentos de divulgação. Esses materiais encontram-se no Portal do Inep: <www.gov. o Inep firma o compromisso social de publicização dos dados coletados. Tabelas Complementares. nos indicadores e nos conceitos do Censo. e a Metodologia do Censo. subsidiando a formulação de políticas públicas que nortearão os rumos da educação superior brasileira. Apresentação .

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Os Decretos nº 6. a Constituição da República Federativa do Brasil. Desde então. 21. de 20 de dezembro de 1996. de 4 de abril de 2008. 9º da Lei nº 9. No diagnóstico e . a coleta dos dados atendia aos propósitos de conhecimento e divulgação da realidade da educação superior do País. o monitoramento e a avaliação de políticas públicas. Já no final da década de 1950. O Censo funciona como importante instrumento de obtenção de dados para a geração de informações que norteiam a formulação. o Inep tem aprimorado o sistema de coleta do Censo.425. Coube então ao Inep.317. dispôs sobre a necessidade de a União organizar e manter os serviços oficiais de estatística – essa disposição foi reforçada pelo art. sendo o último o que dispôs sobre a obrigatoriedade de preenchimento do Censo da Educação Superior por todas as Instituições de Educação Superior (IES). e nº 6. de 20 de dezembro de 2007. a finalidade de organizar e manter o sistema de informações e estatísticas educacionais.448. com periodicidade e sistematização bem delineadas. seja para garantir maior acessibilidade e segurança na transmissão dos dados. transformado em autarquia federal pela Lei nº 9.394. em seu art. além das demais políticas públicas. As informações coletadas no Censo subsidiam o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).17 Introdução INTRODUÇÃO E m 1988. de 14 de março de 1997. ratificaram tais atribuições. como também para conferir maior exatidão e confiabilidade às informações obtidas.

tiveram papel de destaque como fonte de dados na formulação dos Subsídios para a Elaboração do Plano Nacional de Educação. Já para acompanhamento e avaliação do Plano Nacional de Educação (PNE) de 2001 a 2010 (Lei nº 10.035/2010. Inep. etc. Em termos legais. a obrigatoriedade da informação do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) para todos os indivíduos possui papel determinante para o alcance desse objetivo. de 9 de janeiro de 2001). cuja finalidade é permitir a interoperabilidade dos programas da educação superior. que dispõe sobre o PNE para o decênio 2011-2020. Também no ano de 2009. 2004a) e de avaliação da política traçada de 2001 a 2008 (Brasil. o que permitiu a redução do prazo de divulgação das informações das variáveis da educação superior. 1997c. Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). 2009). constituem marco para o último ano de vigência da Lei nº 10. A coleta individualizada. 1997e). serão necessários novos aperfeiçoamentos na coleta de dados. Os resultados apresentados neste Resumo Técnico. 1997b. permitirá. Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). no futuro. encaminhado ao Congresso Nacional em 15 de dezembro de 2010. os conceitos e os indicadores empregados para a realização da coleta e a divulgação de dados serão temas da próxima seção. Introdução . Nesse sentido. uma mudança significativa ocorreu no preenchimento das informações de aluno que passou a ser individualizado.172. O Censo está em contínuo processo de aperfeiçoamento para atender às complexas demandas da educação superior. 1997d. foi incorporada ao Censo a coleta individualizada de docentes. como: Programa Universidade para Todos (ProUni). 1997a. Além disso. segundo as regiões geográficas (Brasil. A principal novidade do Censo 2010 foi sua integração ao Cadastro e-MEC. colaboraram na elaboração dos documentos de monitoramento das metas definidas (Brasil. com destaque para as estatísticas de 2010. especialmente sobre as informações cadastrais de alunos e cursos. Sistema de Seleção Unificada (Sisu). para que esse objetivo seja alcançado. de 12 de dezembro de 2007. Inep. o acompanhamento da trajetória discente por meio de estudos longitudinais. o documento disponibiliza informações importantes para a análise do Projeto de Lei nº 8. Inep. Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). No entanto. Universidade Aberta do Brasil (UAB). A metodologia. além de já conferir maior exatidão e confiabilidade aos dados. Em 2009. o Cadastro e-MEC tornou-se o cadastro único de IES e de cursos por meio da Portaria Normativa nº 40. e não mais a partir de agregados estatísticos.172/2001.18 planejamento das políticas educacionais.

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A republicação da Portaria Normativa nº 40/2007. foi necessária a reformulação da metodologia de coleta de algumas variáveis de pesquisa do Censo em seu formato ou em seu conteúdo. as estatísticas ora divulgadas adotam os conceitos do Cadastro e-MEC. foram modificadas as seguintes variáveis do Censo 2009: a) natureza jurídica da mantenedora e b) unidade de funcionamento. em seu art. cadastro gerenciado e disponibilizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). de acordo com a Portaria nº 1.314 IES que preencheram o Censo em 2009.572 realizaram o recadastramento até 3 de fevereiro de 2011. Das 2. foram migradas as informações cadastrais do SiedSup e. o Ca- dastro e-MEC como base de dados oficial e única das informações relativas às instituições e aos cursos da educação superior. posteriormente. estabeleceu. 61-A. foram pautadas pelo Cadastro e-MEC e são apresentadas a seguir: i. em 29 de dezembro de 2010. As alterações relacionadas ao cadastro de IES e cursos no Censo 2010. referentes ao Censo 2009. Para 2010.885/2002. 1. Para a integração do Censo 2010 ao Cadastro e-MEC. Para instituir o cadastro único e-MEC. Para a unidade de informação IES. .1 METODOLOGIA O Censo da Educação Superior até 2009 era realizado com base no Sistema Integrado de Informações da Educação Superior (SiedSup). aberto período de recadastramento para todas as Instituições de Educação Superior (IES).

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A “natureza jurídica da mantenedora” foi suprimida em 2010 pelo Cadastro, sendo mantida apenas a variável “categoria administrativa” da IES. Também a variável “unidade de funcionamento”, presente no Censo 2009, foi integralmente substituída e alterada pelo conceito de “local de oferta”, de acordo com as disposições da Portaria Normativa nº 40/2007. ii. Para a unidade de informação de curso, é necessário atenção nas estatísticas produzidas para grau acadêmico. Até 2009, o atributo grau acadêmico dos cursos de graduação, no Censo, previa a possibilidade de que um único curso fosse declarado concomitantemente “Bacharelado e Licenciatura”. Em 2010, atendendo ao Parecer CP/CNE nº 09/2001, o recadastramento passou a admitir uma única classificação em relação ao grau acadêmico do curso: “Bacharelado”, “Licenciatura” ou “Tecnológico”. Diante disso, os cursos que possuíam o grau acadêmico de “Bacharelado e Licenciatura” foram cadastrados pelas IES em uma das seguintes situações: a) dois cursos, sendo um de licenciatura e outro de bacharelado; b) dois cursos, sendo um de licenciatura, outro de bacharelado e uma Área Básica de Curso (ABC); c) apenas um curso de bacharelado; ou d) apenas um curso de licenciatura. Os alunos que até 2009 estavam vinculados aos cursos declarados como “Bacharelado e Licenciatura” poderão aparecer, em 2010, associados a um ou dois cursos, além da ABC. São relacionadas, no Quadro 1, as variáveis de cadastro alteradas por formato nos Censos de 2009 e de 2010, em razão da integração com o Cadastro e-MEC, e suas respectivas categorizações. O quadro foi disposto de modo a alinhar as categorizações que são coincidentes nominal e conceitualmente nas referidas coletas.
Metodologia

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Quadro 1 – Variáveis e Categorizações de Pesquisa Alteradas por Formato nos Censos 2009 e 2010, em razão da Integração com o Cadastro e-MEC
Unidade de Informação Variável de Pesquisa Categorização da Variável de Pesquisa no Censo 2009 Pessoa Jurídica de Direito Privado com fins lucrativos – sociedade civil Pessoa Jurídica de Direito Privado com fins lucrativos – associação de utilidade pública Pessoa Jurídica de Direito Privado com fins lucrativos – sociedade mercantil ou comercial Pessoa Jurídica de Direito Privado sem fins lucrativos – associação de utilidade pública IES Natureza jurídica Pessoa Jurídica de Direito Privado sem fins lucrativos – fundação da mantenedora Pessoa Jurídica de Direito Privado sem fins lucrativos – sociedade Pessoa Jurídica de Direito Público – federal Pessoa Jurídica de Direito Público – estadual Pessoa Jurídica de Direito Público – municipal Privada – particular em sentido estrito Privada – comunitária Privada – confessional Pública federal Pública estadual Pública municipal – Categorização da Variável de Pesquisa no Censo 2010
Metodologia

IES

Categoria administrativa

Pública federal Pública estadual Pública municipal Privada com fins lucrativos Privada sem fins lucrativos

Campus/unidade no município na sede Campus/unidade em município distinto do da sede – exclusivamente administrativo Campus/unidade em município distinto do da sede – acadêmico Campus/unidade em município distinto do da sede – acadêmico e administrativo Polo de apoio presencial Núcleo de Educação a Distância (Nead) Unidade administrativa/ reitoria Unidade acadêmica Polo Universidade Aberta do Brasil (UAB) Polo Bacharelado Licenciatura Tecnológico  

IES

Unidade de funcionamento

IES

Local de oferta

Curso

Bacharelado Licenciatura Grau acadêmico Tecnológico Bacharelado e Licenciatura

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O conjunto de informações de IES e cursos do Cadastro e-MEC não sofreu alterações apenas de formato, como mostrado no Quadro 1. As variáveis de pesquisa modificadas em relação ao seu conteúdo são listadas no Quadro 2.
Metodologia

Quadro 2 – Variáveis de Pesquisa Alteradas por Conteúdo nos Censos 2009 e 2010, em razão do Recadastramento Realizado pelo Cadastro e-MEC

Unidade de Informação IES

Variável de Pesquisa Categoria administrativa Organização acadêmica Nome do curso Código OCDE Grau acadêmico Data de início de funcionamento do curso Data de início de funcionamento do curso no polo

Curso

O Censo 2010 não coletou informações de infraestrutura como instalações e condições de acessibilidade, já que constavam no e-MEC (Quadro 3).

Quadro 3 – Variáveis e Categorizações de Pesquisa de Infraestrutura Consideradas para o Censo 2010

Variável de Pesquisa

Categorização da Variável de Pesquisa Restaurante universitário Área de lazer/espaço livre Biblioteca Cantina/cozinha/lanchonete Espaço cultural Espaço de conveniência Espaço de educação esportiva Espaço do docente e tutor Espaço do funcionário Espaço multimeios Espaço para atividade administrativa Espaço para aula prática Espaço para coordenação Laboratório de informática Outras instalações Sala de aula Sala de estudos (individual/grupo) Nenhuma instalação Rampas e vias acessíveis Mobiliário acessível Sanitário acessível Elevador acessível Sinalização visual, tátil e sonora

Instalações

Condições de acessibilidade

25
No bojo das modificações operadas em razão da integração com o e-MEC, dados de bibliotecas passaram para a unidade de informação IES. Anteriormente, cabia às IES responder informações censitárias dessas instalações e interligá-las com os locais de oferta previamente carregados do Cadastro.
Metodologia

A informação de vínculo do aluno (matrícula, concluinte e ingresso) por turno do curso voltou a ser coletada no Censo 2010. Em 2009, a informação de turno restringiu-se ao número de vagas oferecidas no curso.

O Inep promoveu um treinamento para os pesquisadores institucionais responsáveis pela declaração exata e fidedigna das informações prestadas ao Censo, e para os técnicos de tecnologia da informação. O evento ocorreu em Brasília/DF, entre os dias 7 e 25 de fevereiro de 2011, sendo que foram convidadas todas as IES constantes do Cadastro e-MEC, das quais 826 estiveram presentes. Na ocasião, foram apresentadas as principais mudanças da coleta e o sistema eletrônico de coleta de dados do Censo (Censup).

Também foram disponibilizados manuais de preenchimento, perguntas frequentes, glossário e navegação guiada na página eletrônica do Censo: <www. censosuperior.inep.gov.br>. Esses recursos, amparados pelo atendimento telefônico e por e-mail no Instituto, superaram os desafios que a integração exigiu dos agentes envolvidos: secretarias do MEC, Inep e IES.

1.1 PRINCIPAIS CONCEITOS

O Quadro 4 apresenta as definições das variáveis e das estatísticas abordadas neste documento.

Quadro 4 – Definições das Principais Estatísticas do Censo 2010, em Ordem Alfabética
(Continua)

Estatísticas

Definições Indivíduo dotado de dados cadastrais e dados variáveis referentes ao vínculo com um curso superior, entre os quais se destaca a situação de vínculo no curso: cursando, matrícula trancada, desvinculado do curso, transferido para outro curso na mesma IES, formado ou falecido. Um mesmo aluno pode possuir mais de um vínculo a curso superior, em uma ou mais IES. Somatório de vínculos de aluno a um curso igual a formado.

Aluno

Concluintes

Instituições de educação superior com categoria administrativa igual a privada com fins lucrativos ou privada sem fins lucrativos. Somatório de vínculos de aluno a um curso superior que possui ano de ingresso igual ao ano de referência do Censo. A atuação dos docentes em uma IES pode ser uma ou mais das seguintes apresentadas: ensino. Atributo do vínculo de trabalho do docente à IES. quanto à data de referência do Censo: 31 de dezembro de 2010. Número de participantes em processo seletivo de curso no ano de referência do Censo. ou seja. mês e ano de nascimento. Cálculo produzido a partir dos dados cadastrais de alunos e docentes relativos a dia. É considerado docente o indivíduo que esteve na IES por pelo menos 16 dias no ano de referência do Censo. que pode ser igual a tempo integral com dedicação exclusiva. a depender da quantidade de IES a que esteja vinculado. Atributo de país de nascimento presente nos dados cadastrais de aluno e docente. pesquisa.26 Quadro 4 – Definições das Principais Estatísticas do Censo 2010. planejamento e avaliação. Somatório de vínculos de aluno a um curso superior igual a cursando e formado. Somatório de vínculos de aluno a curso igual a trancado. Vínculo que um docente possui com uma IES. Instituições de educação superior com categoria administrativa igual a pública federal. extensão. 2010. tempo integral sem dedicação exclusiva. criados em cada uma das IES em que o indivíduo atua. em Ordem Alfabética (Conclusão) Metodologia Estatísticas Definições Indivíduo dotado de dados cadastrais e dados variáveis correspondentes ao vínculo criado em cada IES que atua. Docente Função docente Idade IES privadas IES públicas Ingressos Inscritos Matrículas (ou matrículas ativas) Matrículas não ativas Nacionalidade Regime de trabalho . tempo parcial e horista. pública estadual ou pública municipal. Informação presente nos dados variáveis do docente. Um mesmo docente pode ter mais de uma função docente.

documento presente na página eletrônica do Censo: <www.inep. o número de concluintes passou a ser caracterizado apenas pelo vínculo do aluno formado. Isso se deu porque o conceito de provável formando gerou diferentes interpretações e por ser uma informação desnecessária quando consideramos o mês de dezembro como referência para a informação do ano letivo completo.br>.censosuperior. Em 2010. Metodologia Outras definições usadas na coleta 2010 podem ser encontradas no Glossário.gov. consequentemente. o número de concluintes correspondia à soma dos tipos de vínculo do aluno em provável formando e formado.27 Em 2009. o provável formando foi excluído da coleta e. .

.

são apresentados os resultados sobre a evolução do número de IES ao longo do período de 2001 a 2010.1 INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR (IES) Nesta subseção.391. . Além disso. pode-se observar a evolução do número de IES por categoria administrativa. considerando-se categoria administrativa e organização acadêmica. em 2010. A partir da Tabela 1. O total de instituições passa de 1.378. para 2. apresenta-se o total de IES levando em conta o número de cursos por elas oferecidos e a distribuição das áreas gerais de conhecimento dos cursos conforme a participação de matrículas. em 2001.2 PANORAMA DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 2.

442 1. O Gráfico 1 ilustra a evolução dessas instituições desagregadas nas categorias pública e privada.100 % 86.1 10. 4.859 2004 2.1 89.637 2003 1. ao longo do período.3% de instituições privadas.9 88.3 4.1 4.7 10.5 89.5 3.6 3.9 11.5 4.652 1.9 3.934 2.6 4.1 2.8 3. Gráfico 1 – Evolução do Número de Instituições de Educação Superior Públicas e Privadas – Brasil – 2001-2010 Fonte: MEC/Inep . Em 2010.022 2.0 Panorama da Educação Superior Ano Total 2001 1.789 1.281 2008 2.1 11.8 88.30 Tabela 1 – Evolução do Número de Instituições de Educação Superior por Categoria Administrativa – Brasil – 2001-2010 Pública Total 183 195 207 224 231 248 249 236 245 278 % 13.8 4.5 4.3 89. 4.1 88.0% municipais.252 2009 2.7 3.1 89.032 2.2 11.5 Municipal 53 57 59 62 59 60 61 61 67 71 % 3.378 Privada 1.208 1.1 4.9 10.5 3.7 2.9 10.7 3.4 88. os totais apresentados mostram-se relativamente constantes durante a série histórica. esses totais representam: 88.5 10.6 4.2 Estadual 63 65 65 75 75 83 82 82 84 108 % 4.2% federais e 3.165 2006 2.6 3.7 2.5 4.5% estaduais.6 2.2 3.0 3.7 2.016 2.013 2005 2.391 2002 1.5 3.270 2007 2.314 2010 2.9 89.7 Federal 67 73 83 87 97 105 106 93 94 99 % 4.069 2.6 4.3 Fonte: MEC/Inep No que se refere à participação percentual das instituições por categoria administrativa.5 4.6 11.

da categoria privada. Panorama da Educação Superior Tabela 2 – Razão entre o Número de Matrículas de Graduação e o Total de IES.1 9.378 instituições. uma delas.2% são faculdades.001 a 2. prevalece.3% são centros universitários e 1. 5. as taxas de variação registradas em relação ao ano anterior representam aumento de 5.3 Total 2.911.000 De 3.8% para os centros universitários.8 Faixas de Matrícula Até 1.000 De 5. ciência e tecnologia (IFs) e centros federais de educação tecnológica (Cefets).001 a 5.9 1. majoritariamente.001 a 10.565.000 De 2.683. 1 Os resultados de matrícula serão apresentados a seguir.31 Para melhor caracterização das IES. Quanto à organização acadêmica das instituições de educação superior.001 a 7.000 Mais de 10. e Distribuição do Número de Instituições por Categoria Administrativa.2 tal como ilustrado pela Tabela 3.2 2.0% são universidades. 8.468 344 167 144 60 50 144 112 41 21 18 16 10 60 14 14 11 12 9 2 37 54 14 5 2 5 7 21 44 13 5 4 2 1 2 1. 85.481. 3.458.000 1.0% para as faculdades. Em 2010.7% para os IFs e Cefets. com percentuais relativamente constantes para as demais categorias. ao longo de todo o período.2% para as universidades e decréscimo de 0. 2. comparativamente às IES privadas. .256. a Tabela 2 apresenta a razão entre o número de matrículas de graduação1 e o total de instituições por categoria administrativa. não foi incluída no cálculo por oferecer somente cursos sequenciais. Ainda acerca dessas instituições.4 5.099 Fonte: MEC/Inep Nota: Das 2.000 De 7. das 2.378 IES registradas no Censo 2010.6% são institutos federais de educação. Pode-se observar que as categorias federal e estadual concentram maior número de matrículas numa mesma instituição. segundo Faixas de Quantidade de Matrícula – Brasil – 2010 Categoria Administrativa Matrículas/IES e Faixas de Matrícula Total Razão Matrículas e IES 2.356 303 146 126 44 40 84 5.000 De 1.001 a 3.377 Pública Total 278 Federal 99 Estadual 108 Municipal 71 Privada 2. na subseção Alunos. a participação de faculdades.

As faculdades incluem institutos e organizações equiparadas. as instituições de educação superior.165 2.4 8.5 5.2 5. São requisitos de atendimento por essas instituições: I – um quinto do corpo docente em regime de tempo integral.9 85. III – um terço do corpo docente em regime de tempo integral (Lei nº 9. para os diversos setores da economia.378 Universidades 156 162 163 169 176 178 183 183 186 190 % 11.892.0 8. pluricurriculares e multicampi.859 2. de 24 de maio de 2006).143 1. Os centros federais de educação tecnológica (Cefets) têm por finalidade formar e qualificar profissionais no âmbito da educação profissional e tecnológica. As universidades são instituições pluricurriculares de formação dos quadros profissionais de nível superior. são classificadas como: I – faculdades.576 1.391 1.5 1.5 5. especialmente de abrangência local e regional.966 2.5 1. Os institutos federais de educação. bem como realizar pesquisa aplicada e promover o desenvolvimento tecnológico de novos processos.8 84. de 1º de outubro de 2004). de 9 de maio de 2006.2 IFs e Cefets 26 31 39 34 33 33 33 34 35 37 % 1. A Tabela 4 informa que. e V – centros federais de educação tecnológica.3 5. oferecendo mecanismos para a educação continuada (Decreto nº 5. os Cefets equiparam-se aos centros universitários. com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado (Decreto nº 5.9 1. equiparam-se às universidades federais para efeitos regulatórios (Lei nº 11.7 4. No âmbito da educação superior.394. institutos ou escolas superiores.5 1.842 1. IV – institutos federais de educação.5 84.5 85.940 1. com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado. de 12 de dezembro de 2007.0 85.945 1.7 4. nos diferentes níveis e modalidades de ensino.2 9.025 % 82.9 8.0 Centros Universitários 66 77 81 107 114 119 120 124 127 126 % 4.367 1.252 2.6 85.6 Panorama da Educação Superior Fonte: MEC/Inep Nota: Foram consideradas em faculdades: faculdades.1 8.32 Tabela 3 – Evolução do Número de Instituições de Educação Superior por Organização Acadêmica – Brasil – 2001-2010 Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total 1.270 2. faculdades integradas. pela qualificação do seu corpo docente e pelas condições de trabalho acadêmico oferecidas à comunidade escolar.3 Faculdades 1. pelo menos.314 2.637 1. Os centros universitários são instituições de ensino superior pluricurriculares que se caracterizam pela excelência do ensino oferecido.2 83. ciência e tecnologia (IFs) são instituições de educação superior. produtos e serviços. nos termos do Decreto n° 5. ciência e tecnologia.4 1. de 29 de dezembro de 2008). de extensão e de domínio e cultivo do saber humano.224. II – um terço do corpo docente.0 8.8 8. e II – um terço do corpo docente.1 7.4 5. III – universidades. Conforme a Portaria Normativa nº 40.1 85.3 5.911 1.8 8. especializados na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino.786.281 2. básica e profissional. de pesquisa.703 1.3 5. em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade.1 1. para efeitos regulatórios. a despeito da diminuição da participação percentual das matrículas em universidades e correspondente aumento em faculdades e centros universitários ao longo do período 2 Segundo a Portaria Normativa nº 40.013 2. de 20 de dezembro de 1996). .3 84. que se caracterizam por: I – produção intelectual institucionalizada mediante o estudo sistemático de temas e problemas mais relevantes tanto do ponto de vista científico e cultural quanto regional e nacional. pelo menos. com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos com as suas práticas pedagógicas.773.5 1. faculdades de tecnologia. A concentração das matrículas em um número reduzido de instituições consiste em uma importante característica das IES no Brasil.7 1. de acordo com sua organização acadêmica.9 2. II – centros universitários.

Tabela 4 – Evolução da Participação Percentual de Matrículas de Graduação por Organização Acadêmica – Brasil – 2001-2010 Ano/Categoria Administrativa 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Universidades (%) 64.3%) no ano de 2010.4% para os IFs e Cefets.2 55. faculdades de tecnologia.2 IFs e Cefets (%) 0.0 8. .8 27.4 Panorama da Educação Superior Fonte: MEC/Inep Nota: Foram consideradas em faculdades: faculdades.2% das IES são faculdades (2. institutos ou escolas superiores. a participação no atendimento de matrículas corresponde a: 31.1 12. pode-se dizer que as IES. Esses resultados revelam que.377 1.6 0.1 29.3 28.4 13.33 de 2001 a 2010. não foi incluída no cálculo por oferecer somente cursos sequenciais.1% para os centros universitários e 1.0 13. a maior parte das matrículas continua concentrada nas universidades (54. da categoria privada. uma delas.025 instituições).1 1. Tabela 5 – Número de Instituições de Educação Superior conforme o Número de Cursos de Graduação por Elas Oferecidos – Brasil – 2010 Número de Cursos Total Menos que 10 10 I--.2 13.4 27.100 100 ou mais Quantidade de IES 2. Para as demais formas de organização acadêmica.0 30.9 15. são.50 50 I--.6 24.1 58.3 Centros Universitários (%) 11.8 14.9 Fonte: MEC/Inep Nota: Das 2. apesar de o número de matrículas estar concentrado nas universidades.0 3. de pequeno porte.378 IES registradas no Censo 2010.1 54.5 54. Considerando-se que 85.9 0.7 1. no Brasil.9 57. faculdades integradas. as faculdades correspondem ao maior número de instituições da educação superior.4 13.20 20 I--. Vale destacar que a proposta de diversificação do sistema superior de ensino consistiu em uma das metas do PNE 2001-2010.7 0.8 56.7 0.4 13.3 12.4 30.6 0.3 56.744 310 191 88 44 % 100 73.8 1.3 55.8 0.1 Faculdades (%) 23. A Tabela 5 busca caracterizar as instituições por número de cursos de graduação oferecidos.6 62.9 30. 13.2% para as faculdades.7 0.6 14. em sua grande maioria.0 31.

771 têm um ou dois cursos.3 2.2 . Tabela 7 – Distribuição do Número de Matrículas por Área Geral de Conhecimento – Brasil – 2010 Área Geral do Conhecimento Total Ciências sociais.0 9. negócios e direito Educação Saúde e bem estar social Engenharia. Pode-se observar que as áreas de “Ciências sociais. produção e construção Ciências.744 instituições com menos de 10 cursos.3 2. % 100. assim.2 14. A Tabela 6 apresenta a quantidade de IES segundo a área geral de conhecimento de concentração de seus cursos. negócios e direito” e “Educação” estão presentes na maior parte das instituições cujos cursos são especificamente de uma área.5 2. as áreas de “Ciências sociais. Das 1. Tabela 6 – Número de IES que Oferecem Cursos de uma Única Área Geral de Conhecimento – Brasil – 2010 Área Geral do Conhecimento Total Ciências sociais. negócios e direito” e “Educação” representam mais de 60% de todas as matrículas de graduação. negócios e direito Educação Saúde e bem estar social Engenharia. apresentado na Tabela 7.34 Percebe-se.9 6. A estatística sobre o número de IES cuja totalidade de matrículas corresponde a uma única área geral do conhecimento identifica 800 instituições. matemática e computação Agricultura e veterinária Serviços Fonte: MEC/Inep Panorama da Educação Superior Quantidade de IES 800 394 175 72 52 50 44 9 4 Considerando a distribuição do número de matrículas por área geral de conhecimento. matemática e computação Humanidades e artes Agricultura e veterinária Serviços Fonte: MEC/Inep Nota: Não foram consideradas as matrículas nos cursos de Área Básica de Curso. produção e construção Humanidades e artes Ciências.5 21.0 41. uma hegemonia das IES de pequeno porte. o que parece apontar que essas pequenas IES são polarizadas em torno de um curso ou de uma área do conhecimento.

A taxa de escolarização bruta passou de 15. o provimento da oferta de educação superior para. pode-se verificar. ingressos e concluintes. 2004b). por sua vez. esse provimento corresponde a 17. para o final da década. Incluindo-se no cálculo da taxa de escolarização líquida o percentual da população da faixa etária de 18 a 24 anos graduada e que está fora da escola. Panorama da Educação Superior 2. revela-se desafiador. identifica o percentual da população matriculada em determinado nível de ensino na faixa etária teoricamente adequada em relação à população na faixa etária teoricamente adequada ao mesmo nível de ensino (Brasil. que define a elevação da taxa bruta para 50% e da líquida para 33% da população de 18 a 24 anos.035 relativo ao PNE 2011-2020. . com o intuito de contextualizar esses resultados.35 2. por meio das taxas de escolarização bruta e líquida3 relativas ao período de 2001 a 2009.2% no ano de 2009. Além disso.2 ALUNOS Esta subseção apresenta os principais resultados do Censo 2010 relacionados a alunos e a evolução dos dados ao longo da série histórica iniciada em 2001. o salto projetado pela Meta 12 do Projeto de Lei nº 8. significativa expansão do atendimento na educação superior. pelo menos.2. 3 Taxa de escolarização bruta consiste em um indicador que permite comparar o total de matrículas de determinado nível de ensino com a população na faixa etária teoricamente adequada a esse nível. O indicador taxa de escolarização líquida. 30% da população de 18 a 24 anos. a partir de informações sobre matrículas.7% e a líquida de 8.1% para 26. bem como sexo dos alunos. matrículas por modalidade de ensino.4% em 2009.9% em 2001 para 14. foram também consideradas informações populacionais produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PNE aprovado em 2001 estabelecia. Inep. organização acadêmica e turno do curso.1 Características Educacionais da População de 18 a 24 anos De acordo com a Tabela 8. Apesar do avanço observado.

5 27. Escolaridade média é tomada como sinônimo do número médio de anos de estudo.3 12.2 12.0 17.6 29. A Figura 1 informa também sobre uma diminuição da desigualdade no que se refere à escolaridade média entre as regiões e as localidades urbana e rural.6 18.0 13.6 13. AC.4 anos de estudo para essa faixa etária.2 14.2 9.9 11.7 6. RR.7 15.6 19.9 33. Em 2009.9 5.7 11.6 16. a variável anos de estudo corresponde ao período estabelecido em função da série e do nível ou grau mais elevado alcançado pela pessoa.3 16.0 19.8 10.6 24.5 10.6 16.6 17.8 6.7 23.1 5.4 8.6 10. exclusive a população rural de RO.8 29.1 9.0 12.0 28.8 23.9 16.7 12.5 11.7 13.9 15.9 12.3 15.8 15.9 14.8 21.3 25.8 18.1 6.2 22.2 25.2 Fonte: IBGE/Pnad.7 28.1 13.9 12.6 anos de estudo no período de 2001 a 2009.1 7. .1 11. PA e AP.4 30. 2010).7 8.2 21.3 15.3 22.1 10.3 17. a população de 18 a 24 anos passou a frequentar o ensino médio.8 31. a escolaridade média4 da população de 18 a 24 anos apresentou um incremento de 1.7 16.7 19. 2002 e 2003.3 21.4 16.9 9.6 11. Tal como definido pelo IBGE.6 18. Os resultados ora apresentados indicam que.9 5. elaborado por MEC/Inep Nota: Para os anos 2001.7 9.0 7.7 30.6 23.7 26.2 17.1 16.4 5.9 18.3 14.8 15.1 7.6 7. em média.0 23.7 14.8 13.3 19.3 26.7 9.5 12. regionalmente.9 27.5 26.0 14.4 Centro-Oeste 18.1 5.3 9.9 11. AM.7 5.8 26.1 32. o Brasil atingia uma média de 9. considerando a última série concluída com aprovação (IBGE.9 22.8 32.36 Tabela 8 – Evolução das Taxas de Escolarização Bruta e Líquida na Educação Superior – Brasil e Regiões – 2001-2009 Educação Superior (18 a 24 anos) Brasil/ Regiões Escolarização Bruta Escolarização Líquida Panorama da Educação Superior 4 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Brasil Nordeste Norte Sudeste Sul 15. Também de acordo com os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)/IBGE.2 14.0 9. essa realidade ainda não havia sido alcançada pelo Norte e Nordeste (Figura 1).1 16.0 21.

respectivamente Sudeste e Nordeste.6 anos de estudo.3 anos de estudo (Figura 1).37 Panorama da Educação Superior Figura 1 – Número Médio de Anos de Estudo para a Faixa Etária de 18 a 24 anos para as Localidades Rural e Urbana – Brasil e Regiões – 2001 e 2009 Fonte: IBGE/Pnad. são ainda significativos os desafios a serem enfrentados. elaborado por MEC/Inep Para a faixa etária em questão. a diferença entre o número médio de anos de estudo desses jovens. Sul e Centro-Oeste mantiveram uma escolaridade média superior à média nacional ao longo de todo o período. . Por outro lado. considerando as regiões que mantiveram melhor e pior desempenho. que tinham 8. enquanto os da localidade rural. Este último número mostrava-se ainda inferior ao dos residentes na localidade urbana em 2001.5 para 1. com 7. diminuiu de 2.5 anos. Em 2009. as Regiões Sudeste.8 anos de estudo. No que se refere à histórica desigualdade entre as localidades urbana e rural. apesar dos avanços observados no período de 2001 a 2009. os jovens residentes na localidade urbana contavam com a média de 9.

379.035/2010 projeta a elevação da escolaridade da população dessa mesma faixa etária para o mínimo de 12 anos de estudo.8 2009 9. atende a 74. As categorias federal e estadual apresentam crescimento no número de matrículas de 2001 a 2010 da ordem de 85. os jovens brancos possuíam 10.5 e 8.2.4 8. bem como o objetivo de igualar a escolaridade média entre negros e não negros. Tabela 9 – Número Médio de Anos de Estudo para a Faixa Etária de 18 a 24 anos. nesse mesmo período. tais resultados apontam para certa estabilização da participação desse setor. superou ligeiramente o desempenho da Região Sudeste – respectivamente. da região de menor escolaridade do País e dos 25% mais pobres. ou seja.5 anos a menos. que.2% das matrículas.9 anos de estudo. vale destacar que a Região Sul se manteve com a maior escolaridade ao longo desses anos. comparativamente. A Tabela 9 apresenta um quadro resumido dos resultados relativos à escolaridade para alguns subgrupos populacionais.4 6.2 Matrículas. Ingressos e Concluintes De acordo com o Censo. para Alguns Subgrupos Populacionais – Brasil – 2001. 2.4 7.7 anos de estudo (Tabela 9). 8.2 7.38 Especificamente em relação aos jovens residentes na localidade rural.4 5. . elaborado por MEC/Inep Nota: Para calcular o 1º quarto de renda. considerando-se as populações do campo. em 2010. em 2009.5 8.6 8.5 8.1 6. foi utilizada a variável v4720.7%. Por outro lado.8 7.8 8. com faixa etária de 18 a 24 anos. 8. A Meta 8 do Projeto de Lei nº 8.9 2005 8. contando em 2009 com a média de 8.7 10. 1.2 9.3 6. A elevação da escolaridade média da população de 18 a 24 anos é acompanhada por uma tendência geral de aproximação da escolaridade da população negra da respectiva faixa etária em relação aos jovens brancos.4 anos de estudo (Figura 1). Apesar do caráter preponderantemente privado da expansão ao longo desse período. Também merece destaque o incremento no desempenho da Região Centro-Oeste que.4 Panorama da Educação Superior Fonte: Pnad/IBGE.0 9. Em 2009. rendimento mensal de todas as fontes para pessoas de 10 anos ou mais de idade. esse total representa mais que o dobro das matrículas de 2001.299 matrículas em cursos de graduação. respectivamente (Tabela 10). 2005 e 2009 Subgrupos/Ano 1º quarto da distribuição de renda Campo Região Nordeste Negros (pretos e pardos) Brancos Média Nacional 2001 7. em 2010 o Brasil contava com 6.2 anos de estudos e os jovens negros tinham.9% e 66. o setor público assiste a uma significativa expansão.

083 136.852 5.2 9. (2) Fonte: Censo Demográfico 2010/IBGE.6 3.2 3.0 3.120 495.064 4.177 1.2 Panorama da Educação Superior Fonte: MEC/Inep Em relação à categoria estadual.4 14.8 27.530 % 2.643.970 4.349 460.954.3 25.610 601.7 Estadual 360.298 % 31.1 30.523.598 583.760.263 103. .176.459 118.5 9.021 6.009.174 1.566.2 72. elaborado por MEC/Inep.6 11.8 % População1 100 7.529 2.4 74.759 3.0 2.978 489.632.0 1.651 141.798 4.627 3.7 5. 6 Optou-se por não incluir os cursos a distância na desagregação por região geográfica.9 69.327 607.7 19.994 144.4 27.5 2. vale esclarecer que o aumento discrepante observado no ano de 2008.4 12.8 8.977 1. de 18 de agosto de 2009.1 71.1 14.588 % de Matrículas 100 8.434.3 42.094 698.6 Privada Privada 2. Pode-se inferir que a Região Nordeste mantém a maior distância entre o percentual de matrículas e o populacional.529 514.001 % 68.251.8 Federal 504. para a presente análise.1 3.358 2.808.335.112 % 11.315 141.3 10.223.656.1 28.036.2 4.085.1 14. predominantemente.4 Fonte: MEC/Inep Notas: (1) Fonte: Pnad 2001/IBGE.017 5.4 % População2 100 7.027 3.449.359 143.914.927 465.240 1.147 5.7 74.8 11.452 126.175 566.250.7 2.6 15.246.5 A Tabela 11 mostra a distribuição de matrículas em cursos de graduação na modalidade de ensino presencial por região geográfica nos anos 2001 e 2010.3 10.2 12.936.584 1.754 260.8 14.397 938.089 710. elaborado por MEC/Inep.094 3. somente é possível considerar a localização dos polos de apoio presencial.8 43.797 543.8 29.5 48.883. Nordeste e Centro-Oeste aumentou de 2001 para 2010.430. a participação percentual no número de matrículas das Regiões Norte.5 12.091.4 Municipal 79.321.9 2.113 3.864 1.214.537 437.180 641.6 25.4 74.7 16.4 11.365 1.2 70.030. seguido de queda em 2009. em contrapartida ao decréscimo da participação das Regiões Sudeste e Sul.250 104.656 % 16.892 1. deve-se.379.6 Conforme apresentado.0 12.9 28.204 601.705 595.552.6 25.157 4.3 74.4 26.319 839.933 4.6 15.231 893.3 6.567.726 502.487 3.161 352.344 4.826 550.7 51.520.953 1.299 Total 944.650 2.4 15 Número de Matrículas 5. a Universidade do Tocantins foi descredenciada para a oferta de cursos superiores na modalidade a distância. Tabela 11 – Distribuição e Participação Percentual de Matrículas em Cursos de Graduação Presenciais por Região Geográfica – Brasil – 2001 e 2010 2001 Brasil/Regiões Brasil Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul Número de Matrículas 3.6 73.0 13. 5 Conforme Portaria nº 44.563 132.255.7 25.633 592. a um caso particular de descredenciamento de cursos a distância.317 1.39 Tabela 10 – Evolução do Número de Matrículas por Categoria Administrativa – Brasil – 2001-2010 Pública Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total 3.9 12.1 19.704 1.0 14. visto que.736.052.130 2010 % de Matrículas 100 9.

Esse percentual corresponde a 36.474 422. estaduais.9 1.889 166.2 6.9 10.314 2. 244. proporcionalmente.229 Pública Total 251. acompanhada por expressivo crescimento da participação de instituições públicas.5 77.3 80.082 2.5 23.1 23.229 alunos em cursos de graduação. Em relação às categorias administrativas.341 35.3 8.210 43.2% de ingressos nas instituições federais.2 7.5 Privada Privada 792. a utilização do exame pelas instituições federais e privadas é mais próxima.3 20.706.9%.6 2.0 12.1 9.5 8. O total mencionado representa 15.798.1 77.0 10.0 20.4% no Sudeste.9 22.636 176.2% dos alunos que ingressaram por processo seletivo nas federais.701 148. verifica-se um aumento de 19.7 19. Nesse período. respectivamente. Já para as IES privadas.065. seguidas das federais.3 9. ocorre em maior proporção por outras formas de ingresso (isto é.40 Os recentes avanços no sentido de maior democratização do acesso à educação superior podem ser mais bem dimensionados a partir dos resultados de ingressos.324 36. Tabela 12 – Evolução do Número de Ingressos (Todas as Formas) por Categoria Administrativa – Brasil – 2001-2010 Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total 1. portanto.2 Panorama da Educação Superior 149. as instituições privadas contam com 78.884 % 24.229.232 193.590.425 1.9% dos ingressos por processo seletivo.5%).1 8.214 128.241 2. em 2010 entraram 2.7 2.281.351 47.2% dos ingressos de graduação.431.805.843 153. do total de 1. com 13.017 10.063 1.206 177.442.965. a queda apresentada.5 78. Na Região Norte.070 325.047 133. Somente no Centro- .526 46.405 364. com 6.212 44.885 1.138.336.3 13. no mesmo período. Especificamente no ano de 2010. De 2009 para 2010.8 2.5%.9 76.950 12. o fizeram por meio do Enem.664 1.073 47.2% em relação a 2001. Reitera-se que os totais apresentados nos anos 2008 e 2009 para a categoria estadual são explicados pelas razões já reportadas sobre os resultados de matrícula.642.920 1.7 1.7 79.178 538. a maior elevação do número de ingressos (140.647 362.320 475.393 165.9 81.5 2.4 2. 44.0 79.359 % 12.2% e 11.8 Federal 125.685 148.899 2.722. 12.646.253 32.112 % 2.4 9.9 79.660 143.689 45.2 9. o que corresponde a um aumento de 109.102 1. com 1.1 20.413 % 9. na Região Sul.212 ingressos por processo seletivo em cursos superiores de graduação presencial. notadamente da categoria federal.5 6.183 253. A predominância de ingressos nos cursos de graduação das instituições privadas é.345 % 75.767 1.0 9.097. em seus processos seletivos.182.5 Municipal 26.362 entraram por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em instituições que o utilizaram.4% dos ingressos por processo seletivo (Tabela 13).259 1. total ou parcialmente.217 368.414 1.182.4 282.596.5 21.323 153.554.9 Estadual 99.1 18.069 1.642 302.823 1. a categoria federal apresenta.308 1.1 Fonte: MEC/Inep Segundo dados do Censo 2010.5 2.394 416.9% no Nordeste e 32. que não inclui processo seletivo). vale destacar que.919 211.3 9. representando. seguida da categoria privada (115.5%.2 1.425 141.4%). e municipais.762 1.239 334.043. De acordo com a Tabela 12.893 1.

927 0.750 13.4 153.8% maior que o registrado em 2001.007 18.4 24.6 161.839 concluintes.872 19. vale destacar que a metodologia adotada no ano de 2009 para coleta da situação de vínculo do aluno incluía.7 231. Tabela 13 – Total de Ingressos por Processo Seletivo e Ingressos por meio do Enem nos Cursos Presenciais. ainda que em pequena proporção.710 3.711 25.956 10.7 27.035 3.852 23.506 31. Considerando a ampliação do acesso às instituições públicas nos anos . é responsável por 80. em 2010.0 5. além da categoria formado.136 77.039 15. os resultados apresentados sugerem que o Enem contribui consideravelmente na organização dos processos seletivos realizados por instituições privadas. Esse total é 145.901 18 0.385 187 0.0 14.4 81. o ano de 2010 apresenta 973.7 113.454 1.8 299.5 Em relação aos resultados sobre concluintes (Tabela 14).364 1. a categoria privada apresenta.468 652 2.713 12.944 1.1 58.632 19.117 43.508 0.0 49. recomenda-se ressalva na inclusão do ano de 2009 para a interpretação dos resultados sobre concluintes para a série histórica apresentada.349 0.590. A coleta de dados feita dessa forma superestimou.628 44.617 26.4%).631 30.115 36.212 244. a maior proporção de ingressos pela via do Enem (22. sendo seguida pela categoria federal (13. Além da expressiva participação do exame para ingresso nas instituições federais da maioria das regiões brasileiras.3%).6 Privada 1.216 25.885 29.253 22.9 11.304 102.4 34.950 58.186 2. por Categoria Administrativa das IES – Brasil e Regiões – 2010 Brasil/Regiões Ingressos (por Processo Seletivo) Total Brasil Enem % Total Centro-Oeste Enem % Total Nordeste Enem % Total Norte Enem % Total Sudeste Enem % Total Sul Enem % Fonte: MEC/Inep Panorama da Educação Superior Total 1.0 Federal 251.059 79.002 11.928 15.2 Estadual 130.708 13.9 669.3 178.136 12. Considerando que.8 Municipal 27.138 10.181.919 32.035 2. a de provável formando.9 25. esta categoria deixou de existir.415 46 0.2 73.0 9.650 161.41 Oeste.372 80 0.120 18. representando o resultado mais expressivo comparativamente aos demais anos da série.746 3.4 3.4 1.4% dos concluintes.4 42.338 554 10. os resultados correspondentes.528 11.3 807. Destaque para a evolução ascendente da participação da categoria privada que. em 2010.362 15. comparativamente. De acordo com a Tabela 14.6 2.970 7.5 97.

4 3.571 75.634 93. Tabela 14 – Evolução do Número de Concluintes por Categoria Administrativa – Brasil – 2001-2010 Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total 396.42 mais recentes.242 80.945 % 13.813 173.237 14.5 315.0 27.510 99.087 67.6 55.5 32.231 197.443 21.631 24.626 84.7 9.049 10. Gráfico 2 – Evolução do Número de Matrículas de Graduação por Modalidade de Ensino e do Número de Matrículas a Distância Públicas e Privadas – Brasil – 2001-2010 Fonte: MEC/Inep .839 Pública % Estadual 16.8 84.355 67.9 Fonte: MEC/Inep O Gráfico 2 ilustra a expansão das matrículas considerando as modalidades de ensino: presencial e a distância.747 152.1 1. das quais 80.0 22.4 10.1 68.1 3.452 9.5% são oferecidas pelo setor privado.7 7.7 32.179 matrículas).045 15. e as linhas de evolução das matrículas a distância para os setores público e privado associam-se ao eixo secundário.633 786.5 424.847 20.1 3.4 64. Neste ano.122 % 3.402 74.795 72.5 752.4 Panorama da Educação Superior Total 132.320 78.813 91.1 11.318 18.727 12.933 206.054 85. 14.681 11.6 81.4 Municipal 12.1 567.228 633.571 72.040 195.6 25.597 % 33.453 77.860 16.012 22.972 532.141 209.877 190.0 526.4 9.3 359.372 66.7 88.386 959.1 3.689 195. Pode-se observar uma significativa expansão das matrículas a distância no período de 2005 a 2009.7 93.366 25.197 973.787 11.4 589.6 Federal 65.461 90.899 19.8 15.522 9.1 3.0 674.152 85. As colunas representativas da evolução do número das matrículas presenciais e a distância reportam ao eixo principal.131 15.382 23.159 67.008 203.530 Privada Privada % 263.9 25.3 3. com ritmo ligeiramente inferior em 2010.3 97.9 13.7 3.4 12.363 730.611 870.119 467.484 762.1 86.5 33.6% das matrículas correspondem à modalidade a distância (930.3 72.6 19.9 12.4 783.5 21.0 2.269 92. é de se esperar uma correspondente elevação do percentual de concluintes dessas instituições nos próximos anos.

.883.954.226.406 3.653 .979 2.. . Ao considerar a modalidade de ensino na distribuição do número de matrículas por grau acadêmico.605 361..936.570 2.844 de grau tecnológico..600...575 885.348 114.832 3.626 3.885 344. Os percentuais representativos desses dados são apresentados no Gráfico 3.989 69.797 81.765 em cursos superiores de tecnologia (CST)..191..748 de licenciatura e 545. o que implica algumas ponderações na análise da evolução do número de matrículas nos cursos de licenciatura ou de bacharelado.808.. 15.147 5..113 3.717 Bacharelado e Licenciatura Tecnológico Licenciatura 279.852 5. .933 4.036.788.679 781.. observa-se que.984 Panorama da Educação Superior Fonte: MEC/Inep Nota: A categoria “Não Aplicável” corresponde à Área Básica de Curso.354..939 3. ..073 1. Não Aplicável .172.344 4.036..599 970..567.551 4. .651 680.916 237..062. ..853 2.544 matrículas de bacharelado.017 5.021 6. 268.. 928.778 333. .724 2.750 1. Conforme descrito na seção Metodologia..822 539.356 306.958.331 1.43 A Tabela 15 indica os resultados do número de matrículas por grau acadêmico no período de 2001 a 2010.901 414.627 3. A educação a distância. em 2010.701 650 7.095 3. soma 426..023.407 2. Pode-se observar uma elevação significativa da proporção de matrículas nos cursos tecnológicos.465 332.193 2..609 Não Informado 1.384 928.867.. os cursos presenciais atingem os totais de 3. 648.582 1.066 325.173 de bacharelado e 235.3% ao longo do período.495 3. .250. que passaram de 2. .3% para 12. .520.772. deixa de existir a caracterização “Bacharelado e Licenciatura”.379.159..223.001.024 214.666 789. em 2010. Gráfico 3 – Distribuição do Número de Matrículas de Graduação por Grau Acadêmico e Modalidade de Ensino – Brasil – 2010 Fonte: MEC/Inep Nota: A categoria “Não Aplicável” corresponde à Área Básica de Curso. por sua vez.770 158..701 2..570 356.340. deve-se ressaltar que.241 matrículas de licenciatura.299 Bacharelado 2.763 1.093 345.798 4. Tabela 15 – Evolução do Número de Matrículas por Grau Acadêmico – Brasil – 2001-2010 Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total 3.028 .419.

609 matrículas – aumento de mais de dez vezes no período (Gráfico 4). Do total de 63. principalmente pela iniciativa privada. em 2010.44 O Censo 2010 confirma a trajetória de expansão da matrícula nos cursos tecnológicos. Panorama da Educação Superior Gráfico 4 – Evolução do Número de Matrículas em Cursos Superiores de Tecnologia por Categoria Administrativa (Pública e Privada) – Brasil – 2001-2010 Fonte: MEC/Inep O Gráfico 5 ilustra a tendência de crescimento observada para as matrículas dos CST presenciais e a distância ao longo do período.481 matrículas em cursos tecnológicos das Ifes no ano de 2010. que em 2001 era de 69. O crescimento dos CST aponta no sentido dos investimentos na educação profissional e tecnológica de nível superior. um total de 781. 47. Gráfico 5 – Evolução do Número de Matrículas em Cursos Superiores de Tecnologia por Modalidade de Ensino – Brasil – 2001-2010 Fonte: MEC/Inep .439 estão nos IFs.797 e atingiu. mas também pela expansão dos IFs. O número de matrículas nas Instituições Federais de Educação Superior (Ifes) em CST aumentou 481% de 2001 para 2010.

no caso das instituições municipais. verificase que. sem considerar a categoria administrativa –.5% em 2010. ingressantes e concluintes nos cursos presenciais e a distância para o ano de 2010.45 A Tabela 16 apresenta as medidas de posição dos matriculados. nos cursos presenciais. Ingressos e Concluintes de Graduação. corroborando a tese de que a opção pela modalidade a distância representa uma oportunidade de acesso à educação superior para aqueles que não tiveram a oportunidade de ingressar na idade esperada. considerando o atendimento oferecido por categoria administrativa para os anos de 2000 a 2010.120 930. Em relação à participação percentual das categorias administrativas. a idade mais frequente (moda) é 29 anos e a idade média é 33 anos. 3º quartil (Tabela 16). segundo Modalidade de Ensino – Brasil – 2010 Medidas de Posição da Idade dos Alunos Modalidade de Ensino Presencial a Distância Presencial a Distância Presencial a Distância 1° Quartil 21 26 19 25 23 29 Mediana 24 32 22 31 25 35 3° Quartil 29 40 28 38 31 43 Média 26 33 25 32 28 36 Moda 21 29 19 28 23 31 Número Observações 5. os 25% mais velhos dos matriculados possuem mais de 40 anos. Além disso.901 380. Em relação aos concluintes. As informações relativas à matrícula confirmam a presença de indivíduos com idade mais avançada nos cursos a distância e maior variabilidade em termos da faixa etária atendida.801. a média de idade é 25 anos e a metade dos indivíduos possui até 22 anos (mediana). observa-se que. Nos cursos a distância. metade dos indivíduos possui até 32 anos (mediana).449. a idade mais frequente (moda) é 19 anos. Observa-se aumento progressivo na participação dos cursos noturnos – no total. Tomando-se as informações sobre ingressos. o ingresso é mais tardio: em média aos 32 anos. Tabela 16 – Medidas de Posição para Idade de Matrículas. Nos cursos a distância. sendo 28 anos a idade mais frequente (moda) e até 31 anos a idade da metade dos indivíduos (mediana). os resultados mostram-se análogos. cujas matrículas presenciais passam de 56. assim como a hipótese de que atende a um grupo etário mais amplo.328 829.286 144.1% em 2000 para 63.179 1. Essa modalidade de ensino pode também representar uma alternativa diante de necessidades diversas daqueles que já se encontram no mercado de trabalho. o atendimento noturno foi predominante .553 Panorama da Educação Superior Matrículas Ingressos Concluintes Fonte: MEC/Inep O Gráfico 6 apresenta os resultados sobre a participação percentual das matrículas presenciais por turno.

a participação é de 60. diferentemente. atingindo em 2010 o correspondente a 72. Para as instituições federais.9%.46 ao longo de todo o período. .241 matrículas. entre os concluintes. por sua vez. entre 2005 e 2006 as matrículas presenciais noturnas iniciam a recuperação de sua participação. entretanto. o cálculo de turno diurno equivale à soma dos seguintes turnos: matutino. predomina o atendimento diurno. do total de 6.379. portanto.0% são femininas e. 57. representa 28. As instituições estaduais. em 2010. elas vêm aumentando proporcionalmente o atendimento noturno que. apresentam o atendimento mais equilibrado por turno. essa participação mostra-se ainda superior considerando-se os concluintes (Gráfico 8).4% das matrículas presenciais.902. em relação às instituições privadas. Panorama da Educação Superior Gráfico 6 – Evolução da Participação de Matrículas dos Cursos Presenciais por Turno e Categoria Administrativa – Brasil – 2000 e 2010 Fonte: MEC/Inep Nota: Para o ano de 2010. 54. na categoria privada que as matrículas presenciais noturnas apresentam elevação mais expressiva. Em 2010. sendo que. vale destacar que também no caso dessas instituições.2% das matrículas presenciais municipais são noturnas.8% de seu atendimento e totalizando 2. É. No que se refere ao atendimento por sexo. o Gráfico 7 ilustra que as matrículas contaram com participação majoritariamente feminina ao longo do período de 2001 a 2010.299 matrículas. o atendimento noturno tem aumentado progressivamente desde o início do período. Finalmente. vespertino e integral. 76. em 2010.2% de suas matrículas são diurnas. Em 2010.

são apresentados os principais resultados relacionados a docentes. .3 DOCENTES A seguir.47 Panorama da Educação Superior Gráfico 7 – Evolução da Participação Percentual de Matrículas em Cursos de Graduação (Presencial e a Distância) por Sexo – Brasil – 2001-2010 Fonte: MEC/Inep Gráfico 8 – Evolução da Participação Percentual de Concluintes em Cursos de Graduação (Presencial e a Distância) por Sexo – Brasil – 2001-2010 Fonte: MEC/Inep 2. considerando-se titulação e regime de trabalho. Os dados de 2010 são observados à luz da tendência registrada ao longo da década para as categorias pública e privada.

em 2010. para 49.9%. as funções docentes com doutorado passam de 35. 7 A categoria “até especialização” corresponde ao somatório das funções docentes cujas titulações foram declaradas como: sem graduação.9%. observase uma participação relativamente estável – de 26.9%. graduação e pós-graduação strictu sensu. correspondentes a 366.078 docentes ou 345. estão o aumento de 54.9%. pode-se verificar que a maior elevação se dá em relação ao título de doutorado (123. seguida de crescimento na titulação de mestrado (99.9% das funções docentes com apenas graduação.2006 . Percentualmente.335 funções docentes. comparativamente a 2009. Entre os componentes desta última categoria.1%).48 O Censo 2010 registrou 315. para 28.2010 Fonte: MEC/Inep A partir da Tabela 17. em 2010. para o mestrado. encontram-se em exercício 300. Panorama da Educação Superior Gráfico 9 – Evolução do Número de Funções Docentes por Titulação – Brasil – 2001. pode-se verificar a elevação progressiva da titulação das funções docentes nas IES públicas e privadas de 2001 a 2010.2%).0% no ano de 2010. Especificamente em relação à categoria pública. Desses totais.0% na titulação de especialistas e o decréscimo de 42. ambos aumentaram 1. . O Gráfico 9 ilustra a elevação da titulação do total de funções docentes de 2001 para 2010. em 2001. em 2001. as quais representam vínculo institucional.6%) e da categoria “até especialização”7 (23.535 docentes.882 funções docentes. Essa elevação é traduzida pelo aumento do percentual de funções docentes com doutorado e mestrado e correspondente redução da participação da titulação “até especialização”.

5 41.7 37.9 31. as instituições das Regiões Sudeste e Sul.4% das funções docentes.1 15.1% em 2001 para 15.8 38.7 42.3 49. Já o doutorado passou de 12.5 47.9 21.9 26.9 47.9 13.5 60.2 31.4 21.1 37.0 37.9 9.1 52.0 65.9 30.9 52. o correspondente percentual de participação passa de 37.1 10.2 36.5 48.9 55.3 28.4 30. em 2001. em que a participação de “até especialistas” totaliza 36.1 40. representando 41. para o grupo com “até especialização”.3 41.5 Brasil Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul Fonte: MEC/Inep 2001 2006 2010 2001 2006 2010 2001 2006 2010 2001 2006 2010 2001 2006 2010 2001 2006 2010 .1% nas IES públicas.7 15.5 18.1 23.5 7. importa observar a participação majoritária do mestrado.6 10.9 28.4 15.6 41. A “até especialização” predominava em 2001 (52.8 29.4 40. Ainda no Norte.8 25.7 30.8 45.1 39.1 27.1 51.7 5. nas IES públicas e privadas.6 8.5 51.0 36. comparativamente às demais regiões.7 28.2 22.2 19.9 50. que passa de 35.8 45.5% das funções docentes em 2010. apresentam as maiores participações de funções docentes com doutorado.2%.4 37.1 12.6 34. em 2010.6 12. esse percentual ainda se mostra bastante reduzido comparativamente ao verificado nas públicas.1 12.2 29.4% em 2010.5 57. em 2010.1 32.2 29.8 32.8 27.0 14.9 35.4 21.2 32. Em relação às regiões geográficas. para 21.9 42.1 29.1 63.9% das funções docentes em instituição privadas são “até especialistas”. os resultados apresentados pelo Norte traduzem o cenário de menor titulação docente.9 35.1 29.2 34. em 2001.9 39.9 37.1 7.1 41. Apesar da elevação das funções docentes com doutorado nas instituições privadas.2010 Pública Brasil/Regiões Ano Até Especialização (%) 37.8 35. para 43.3 36.0 36.0 36.9 25.5%) e apresentou uma queda de mais de 10% ao longo da década. 55.3 21.0 43.2 Privada Panorama da Educação Superior Até Mestrado Doutorado Mestrado Doutorado Especialização (%) (%) (%) (%) (%) 26.2 5. Sobre a categoria privada.2 48.1 14.3%.8 31.8% e a de mestres 36.1%.1 35.4 7.0 54.8 50. A participação do número de doutores em relação ao total de funções docentes nas IES públicas é mais que três vezes a observada nas IES privadas. Por outro lado.1 39.6 41.8 28.1 57.4 13.7 54.49 e.2 7.2 47. Tabela 17 – Evolução da Participação Percentual da Titulação Docente por Categoria Administrativa (Pública e Privada) – Brasil e Regiões – 2001-2006 .6 37.4 64.5 59.

Panorama da Educação Superior 8 Esta conclusão é possível tão somente de maneira aproximada. que define a elevação da qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores. Os centros universitários. A meta especifica a elevação da titulação do corpo docente em efetivo exercício. 35% doutores. verifica-se predominância de mestres no Sul. do total. diferentemente. predominam docentes categorizados como “até especialistas”. o cumprimento da meta tende a estar condicionado preponderantemente ao desempenho da categoria privada. a despeito das disparidades regionais. enquanto nas do Norte. segundo a organização acadêmica das instituições.035/2010. verifica-se a predominância de doutores nas universidades do Sudeste. enquanto nas demais regiões a participação mais expressiva é a de “até especialistas”. Centro-Oeste e Nordeste. o mestrado apresenta a maior participação percentual em termos de titulação docente. em relação aos IFs e Cefets. os resultados ora apresentados sugerem8 que. também revelam um cenário bastante heterogêneo. Quanto às faculdades.50 Tendo em vista o alcance da Meta 13 do Projeto de Lei nº 8. os percentuais projetados são presentemente atendidos pelo conjunto de instituições públicas. Nordeste e Centro-Oeste. . Sudeste. Apesar da tendência geral de elevação da titulação docente ao longo da década. Especificamente em relação ao ano de 2010. por sua vez. predomina o mestrado. Dessa forma. os correspondentes resultados por região. apresentam desempenho bastante variável conforme a região: no Sul e Sudeste. como se pode observar a partir da Tabela 18. sendo. no caso. para o mínimo de 75% de mestres e doutores. e no Norte e Nordeste. somente no Sul há predominância de mestres. os percentuais de mestres e de docentes com título de “até especialista” são equivalentes. Finalmente. no Centro-Oeste. exclusivamente na Região Norte. Isso porque os resultados apresentados informam sobre a evolução da titulação das funções docentes em geral. o percentual mais elevado é o de “até especialistas”. Sul.

916 12.419 7.930 2.946 343 544 812 392 1.483 2001 3.130 5.256 2010 4.670 15.489 3.042 664 1.123 1.932 4.770 7.402 7.245 1.783 2.683 16.590 – 278 599 628 587 718 133 100 214 9.346 55. 2006 e 2010 Centros Universitários Doutorado 37.073 7.692 3.446 10.594 Brasil 2006 52.078 2001 11.300 19.722 2.846 14.722 3.435 Até Especialização Mestrado Doutorado Mestrado Doutorado Até Especialização Até Especialização 1.915 65 214 319 193 769 1.212 – 12 72 109 233 780 82 66 243 Doutorado 218 533 1.419 11.473 1.209 5.165 Fonte: MEC/Inep Panorama da Educação Superior 51 .050 8.192 8.165 241 6.549 2.570 23.874 2001 23.003 18.026 49.456 16.564 8.789 2001 4.617 1.416 1.125 225 1.406 1.275 22.406 417 6.955 13.019 1.236 1.435 452 243 45 4.171 23.872 78.636 12.836 2010 44.456 57.996 6.932 2010 17.502 4.069 1.177 4.165 1.431 7.477 2.255 3.331 4.561 679 1.281 39.598 8.948 2.790 14.238 52.797 10.168 148 276 423 3.616 29.394 9.834 39.368 15.488 5.541 9.540 16.089 22.Tabela 18 – Evolução das Titulações Docentes por Organização Acadêmica – Brasil e Regiões – 2001.554 Nordeste 2006 10.428 2.684 2010 9.265 1.184 6.004 3.369 112 164 579 Faculdades IFs e Cefets Mestrado 564 1.694 813 7.179 998 227 899 441 115 12.108 2.006 1.076 41.614 Centro-Oeste 2006 4.089 28.283 2010 8.225 60.868 679 284 43 3.832 12.929 291 564 658 834 764 126 471 233 41 1.705 Sul 2006 10.911 5.790 2.843 4.280 53.666 24.189 2001 13.256 10.281 1.685 15 52 156 12 170 434 Universidades Brasil/Regiões Ano Até Especialização Mestrado 2001 56.443 8.614 22.925 37 189 385 122 628 1.065 – 126 380 293 615 1.669 3.670 4.953 422 1.681 2010 3.769 5.940 4.211 11.300 3.195 2.089 Sudeste 2006 23.632 Norte 2006 2.757 15.438 14.113 8.958 4.424 905 2.

5% estaduais. em 2002. Residualmente. 4.8%. Nesse sentido.4. o Censo inova na direção da caracterização desses indivíduos a partir do cruzamento de variáveis de curso e IES.2% federais e 3. 2.0% dos regimes de trabalho são em tempo integral e 28.0%.1 IES e Cursos Em 2010. delineando o perfil da educação superior brasileira no ano de 2010. sobretudo de 2008 para 2010. Registra-se.3% são privadas. há 2. predominantemente. prevalecem os horistas. o percentual de horistas é de 6. Panorama da Educação Superior Gráfico 10 – Evolução da Participação Percentual dos Diferentes Tipos de Regime de Trabalho dos Docentes por Categoria Administrativa (Pública e Privada) – Brasil – 2002-2010 Fonte: MEC/Inep 2. a categoria pública apresenta. O regime de tempo parcial. também. por sua vez. que as maiores concentrações de matrícula .4 PERFIL DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO ANO DE 2010 Esta seção tem como objetivo resumir os resultados apresentados para IES e cursos. No ano de 2010. Na categoria privada.8%. em 2010. em 2002. para 48. passa de 18.52 Conforme o Gráfico 10. docentes e alunos. Como segunda edição da coleta individualizada de aluno e docente. para 12. em 2010. em 2010.5%. regime de trabalho de tempo integral. Os regimes integral e parcial aumentam seus percentuais de participação.378 IES.0% municipais. 4. pode-se observar que são crescentes os percentuais relativos a tempo integral ao longo do período.0% em tempo parcial. 24. ainda que esses tenham diminuído de 55.9%.2% em 2010. das quais 88. que passam a representar 80.

Por outro lado. em 2010. sendo que.2% das IES). Nas IES privadas. Por outro lado. observando-se a organização acadêmica.0%). a partir de crescente elevação desde 2001. de acordo com o Quadro 5. no ano de 2010. a maior parte das matrículas continua concentrada nas universidades (54. . Finalmente. os resultados de titulação docente.2% de contratos em período integral.2 Docentes Destaca-se a elevação progressiva da titulação das funções docentes ao longo do período de 2001 a 2010.4. o “típico” docente é mais jovem. Panorama da Educação Superior 2.3%). a categoria privada conta. Em termos de regime de trabalho. a titulação mais expressiva na categoria pública é o doutorado (49. O percentual de doutores em relação ao total de funções docentes nas instituições privadas é bastante inferior ao verificado nas instituições públicas. Além disso. apesar do aumento da participação percentual dos regimes integral e parcial de 2001 a 2010. o correspondente a 80. predominam as faculdades (85. diferentemente. ainda.1%). revelaram um cenário bastante heterogêneo. foi considerada a moda: medida de posição que identifica o atributo com maior frequência na distribuição dos aspectos selecionados. possui 45 anos de idade. com 33 anos. o “típico” docente vinculado às IES públicas é do sexo masculino. possui título de mestrado e atua como horista.9%) e na categoria privada. o mestrado (43. predominam docentes do sexo masculino nas instituições privadas. predominantemente com horistas (48. no que se refere ao número de IES por organização acadêmica. ainda em 2010. Além disso. Quadro 5 – Perfil da Função Docente por Categoria Administrativa – Brasil – 2010 Atributo Sexo Idade Escolarização/Titulação Regime de Trabalho Categoria Pública Masculino 45 Doutorado Tempo Integral Privada Masculino 33 Mestrado Horista Fonte: MEC/Inep Nota: Para a construção do perfil da função docente. Assim como nas públicas. segundo a região geográfica. que as instituições de pequeno porte tendem a se polarizar em torno de um curso ou de uma área do conhecimento. Verifica-se.53 por instituição estão nas categorias federal e estadual. título de doutor e atua em regime de trabalho em tempo integral. a categoria pública alcança.

907 38. A atuação em atividades de extensão. apesar da significativa expansão do atendimento na educação superior entre 2001 e 2009. .054 24. o ano de 2010 apresenta participação preponderante da categoria privada. O Brasil atinge.373 208. em 2010. a taxa de escolarização líquida da população de 18 a 24 anos corresponde a 14. quais sejam: 214. a maior elevação do percentual de ingressos no período. por categoria administrativa.4% 0. em relação ao total de funções docentes em exercício.54 Considerando a atuação do docente. Entre os concluintes.4.204 (%) 2. concomitantemente a um crescimento expressivo do setor público por meio das categorias federal e estadual. notadamente. Também na direção de maior democratização do acesso à educação superior. pela via privada. pós-graduação e pesquisa é maior nas IES públicas.812 37 52.2% 0. Ao longo do período.9% Fonte: MEC/Inep Notas: (1) Os percentuais foram calculados.3 Alunos Conforme dados produzidos pelo IBGE.0% 39. Essa expansão se dá. nas públicas. 2.0% 0. É preciso reiterar que o mesmo docente pode atuar em mais de uma atividade (como também em mais de uma categoria administrativa).6% 23. proporcionalmente.221 1.7% Pública Total de Funções Docentes 3.446 30.9% 11.101 (%)1 2. a Tabela 19 apresenta os resultados do Censo 2010 para as categorias pública e privada.2% 0. Panorama da Educação Superior Tabela 19 – Atuação do Docente por Categoria Administrativa (Pública e Privada) – Brasil – 2010 Categoria Administrativa Atuação Docente Privada Total de Funções Docentes Graduação a Distância2 Extensão Gestão Graduação Presencial Pós-graduação a Distância Pós-graduação Presencial Sequencial Pesquisa 5. registra-se que a categoria federal apresentou. Ao se comparar as participações percentuais de cada atividade desempenhada na IES.538 78 7.063 29.0% 3.539 121.4%. o total de 6.2% 22.8% 93.852 238 28.844 25. os docentes estão envolvidos em mais atividades do que nas instituições privadas.379.299 matrículas em cursos de graduação.9% 17.0% 18.4% 13.789 para a pública. mais que o dobro das registradas em 2001.546 para a categoria privada e 130. esse atendimento avançou no sentido de diminuir as disparidades entre as regiões geográficas.9% 97. (2) Não são coletadas informações relativas à tutoria. verifica-se que.

que passaram de 2. diferença em relação ao grau acadêmico.6% das matrículas. O Quadro 7 apresenta maior detalhamento do perfil discente a partir de informações sobre as áreas gerais de conhecimento dos cursos. exceto grau acadêmico e turno.3% no período em questão. Em relação ao grau acadêmico. finalmente. No caso das áreas de Ciências. Para os demais atributos. Saúde e bem estar social e Serviços. Ciências sociais. Pode-se verificar predominância feminina nas áreas de Educação. 29 28 31 Fonte: MEC/Inep Nota: Para construção do perfil do aluno.. com predomínio de indivíduos mais velhos nestes últimos. Como efeito da significativa expansão das matrículas presenciais noturnas e da participação majoritariamente feminina no total de matrículas. o Quadro 6 reapresenta dados que demonstram perfis distintos entre os alunos dos cursos presenciais e a distância. com predomínio do bacharelado nos cursos presenciais e da licenciatura nos cursos a distância. é atendido no período noturno. quando alcança o percentual de 14. com ligeira desaceleração em 2010. foi considerada a moda: medida de posição que identifica o atributo com maior frequência na distribuição dos aspectos selecionados. os perfis revelam-se similares. deve-se destacar o aumento na proporção de matrículas nos CST. Engenharia. o “típico” aluno da educação superior é do sexo feminino. o perfil característico quanto ao sexo é masculino. Humanidades e artes. negócios e direito.55 No que se refere à modalidade de ensino. . No quesito idade. produção e construção e Agricultura e veterinária. Panorama da Educação Superior Quadro 6 – Perfil do Aluno de Graduação por Modalidade de Ensino – Brasil – 2010 Atributo Sexo Categoria Administrativa Grau Acadêmico Turno Idade (matrícula) Idade (ingresso) Idade (concluinte) Modalidade de Ensino Presencial Feminino Privada Bacharelado Noturno 21 19 23 A Distância Feminino Privada Licenciatura ..3% para 12. matemática e computação. Verifica-se. a educação a distância observa significativa expansão no período de 2005 a 2009. quando matriculado em um curso presencial. vinculado a uma instituição privada e.

6% social/ renda familiar e 3% restantes para outros programas. matemática Educação produção e e bem estar Serviços e artes negócios e e construção veterinária social direito computação Feminino Feminino Feminino Masculino Masculino Masculino Feminino Feminino Privada Presencial Privada Presencial Privada Presencial Privada Presencial Pública Presencial Privada Privada Panorama da Educação Superior Atributos Sexo Categoria Privada Administrativa Modalidade Presencial de Ensino Grau Licenciatura Acadêmico Noturno Turno2 Idade 21 (matrícula) Idade 19 (ingresso) Idade 23 (concluinte) Presencial Presencial Bacharelado Bacharelado Noturno 21 19 22 Noturno 21 19 23 Bacharelado Bacharelado Bacharelado Bacharelado Tecnológico Noturno 21 19 22 Noturno 20 19 23 Integral 21 18 23 Integral 21 19 23 Noturno 20 19 22 Fonte: MEC/Inep Notas: (1) Para construção do perfil do aluno. no ano de 2010 são registrados 51. esse total representa um incremento de 41. Ainda em relação ao perfil do aluno.494 ingressos em IES públicas por meio de programa de reserva de vagas. Engenharia. foi considerada a moda: medida de posição que identifica o atributo com maior frequência na distribuição dos aspectos selecionados. O Gráfico 11 apresenta os percentuais correspondentes aos diferentes tipos de programas de reserva de vagas coletados em 2010: 64% procedente do ensino público. (2) Para os cursos presenciais. 27% étnico. Agricultura Saúde e Humanidades sociais.9% em relação ao ano anterior (2009). Gráfico 11 – Distribuição do Tipo de Reserva de Vagas – Ingressos por Processo Seletivo das IES Públicas – Graduação Presencial – Brasil – 2010 Fonte: MEC/Inep Nota: O aluno pode ingressar por mais de um tipo de reserva de vagas. considerando-se o universo de ingressos por processo seletivo na graduação presencial. .56 Quadro 7 – Perfil do Aluno1 de Graduação segundo a Área de Conhecimento do Curso – Brasil – 2010 Área Geral do Conhecimento Ciências Ciências.

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ANEXO TABELAS COMPLEMENTARES .

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65 Anexo Tabelas Complementares .

Anexo Tabelas Complementares 66 .

67 Anexo Tabelas Complementares .

Anexo Tabelas Complementares 68 .

69 Anexo Tabelas Complementares .

Anexo Tabelas Complementares 70 .

71 Anexo Tabelas Complementares .

Anexo Tabelas Complementares 72 .

73 Anexo Tabelas Complementares .

Anexo Tabelas Complementares 74 .

75 Anexo Tabelas Complementares .

Anexo Tabelas Complementares 76 .

77 Anexo Tabelas Complementares .

Anexo Tabelas Complementares 78 .

79 Anexo Tabelas Complementares .

Anexo Tabelas Complementares 80 .

81 Anexo Tabelas Complementares .

Anexo Tabelas Complementares 82 .

83 Anexo Tabelas Complementares .

Anexo Tabelas Complementares 84 .

85 Anexo Tabelas Complementares .

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