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Povos Indígenas e Porto Alegre

Povos Indígenas e Porto Alegre

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Material didático sobre povos indígenas destinado à rede escolar de Porto Alegre-RS.
Dados históricos, arqueológicos e sugestões de atividades lúdico-pedagógicas.
Material didático sobre povos indígenas destinado à rede escolar de Porto Alegre-RS.
Dados históricos, arqueológicos e sugestões de atividades lúdico-pedagógicas.

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Categories:Types, Research
Published by: Fabricio Vicroski on Apr 19, 2012
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PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE

SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA Coordenação da Memória Cultural

POVOS INDÍGENAS E PORTO ALEGRE

Porto Alegre se caracteriza pela diversidade social e cultural de seus habitantes, muitos com suas origens em terras distantes:

europeus (portugueses,
espanhóis, alemães, italianos, poloneses) e asiáticos, que aqui chegaram como colonizadores, e também africanos, que para cá foram trazidos como escravos.
Fragmentos de antigos recipientes indígenas – Acervo: Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

Mas, muito antes da chegada desses estrangeiros, as terras brasileiras eram ocupadas por inúmeros grupos nativos, organizados em aldeias ou famílias, com culturas adaptadas aos diferentes ambientes de um imenso território, ainda sem fronteiras.

Fragmentos de antigos recipientes indígenas – Acervo: Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

Fragmentos de antigos recipientes indígenas – Acervo: Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

Pesquisas arqueológicas recentes, realizadas em diferentes pontos do subsolo na região onde se localiza Porto Alegre, identificaram uma sucessão de vestígios de ocupação humana de até nove mil anos atrás. Esses vestígios estão relacionados a grupos indígenas com organização social, língua e culturas próprias:
• Minuano (do Pampa) • Kaingang (do Planalto) • Guarani (da Amazônia)

A maioria desses grupos indígenas geralmente se estabelecia em pontos onde pudessem obter, com facilidade, água e alimentos (animais e vegetais), buscando margens de rios ou lagos, vales, áreas de matas ou encostas de morros. Os primeiros grupos praticavam a

caça e a pesca e coletavam alimentos diretamente da natureza; produziam artefatos de trabalho e defesa – machados, raspadores, furadores, lanças, arcos e flechas - usando pedras, lascadas ou polidas, assim como madeira ou ossos de animais.

Os Guarani, de cultura amazônica, introduziram a agricultura e plantavam seus alimentos em clareiras abertas na mata. Ali, queimavam a vegetação existente e cultivavam milho, mandioca, feijão, abóbora, amendoim, batata e tabaco.

Viviam em aldeias compostas por casas grandes que abrigavam várias pessoas de uma mesma família.

Cozinhavam a carne em espetos de madeira no fogo feito no chão e usavam porongos para beber mate, costumes que foram incorporados pelos gaúchos.

Usavam barro para fazer panelas e potes de cerâmica, utilizados para preparar alimentos e bebidas. Essas vasilhas, com diferentes formas, tamanhos e decorações, também eram utilizadas em rituais religiosos.

Principais etapas de fabricação de peças em argila e exemplos de vasilhames produzidos pelos Guarani.
Foto e desenho: Fabricio Vicroski

Pesquisas históricas registram que, em 1752, quando da chegada dos açorianos a Porto Alegre, os diferentes grupos nativos que antes ocupavam a região não estavam mais aqui presentes. No entanto, registra-se a vinda para a Aldeia dos Anjos (Gravataí) de 2500 índios trazidos das Missões pelos portugueses após a Guerra Guaranítica, em 1756. Esses indígenas, pouco a pouco, foram dispersando-se ou miscigenando-se com as novas populações de imigrantes que chegavam a Porto Alegre.

Índios Guarani

Apesar da falta de informação por grande parte da população sobre os povos nativos, a pesquisa histórica e arqueológica registra significativa presença indígena na região hoje ocupada por Porto Alegre, mesmo antes da chegada dos estrangeiros.

Atualmente, habitam a região de Porto Alegre grupos de Guarani e de Kaigang.

Para sua sobrevivência, produzem e comercializam artesanato de fibras vegetais e pequenas esculturas de madeira e podem ser encontrados no Centro Histórico e, nos finais de semana, no Brique da Redenção.
Índio Kaigang

POVOS INDÍGENAS E PORTO ALEGRE
SUGESTÕES DE ATIVIDADES LÚDICO-PEDAGÓGICAS:
1- Colheita da mandioca
O professor escolhe um aluno para ser o "pegador", quando outro aluno for pego, vira mandioca e deve ficar agachado. Para ser salvo deve ser "colhido" por um colega que ainda não foi pego, que puxa-o pela mão. O professor deve substituir sucessivamente o pegador.

2 - Brincadeira da roda
As crianças são dispostas em círculo, uma delas deve ficar no centro, seu objetivo é tentar sair da roda, quando conseguir todos os colegas devem correr atrás para tentar pegá-la. Em seguida, a criança do centro deve ser substituída até que todos tenham entrado na roda.

3 - Jogo de palavras cruzadas
Fazer uma cruzadinha com nomes de ruas, rios, bairros e praças de Porto Alegre de origem indígena. (Ex. Guaíba, Camaquã, Guarujá, Humaitá, Ipanema, Itu, Sabará, Nonoai, Ipiranga, Ibicuí, Itapuã, Itapema).

4 - Nomes indígenas
Pedir para as crianças procurarem, em mapas e guias, ruas de Porto Alegre, ou do bairro onde elas moram, que possuem nomes de origem indígena.

5 - Artesanato
Propor aos alunos que façam colares, pulseiras e demais adornos utilizando sementes ou grãos.

6 - Pintura corporal
Com a orientação do professor, as crianças fazem pinturas no rosto como as dos indígenas.

7 - Oficina cerâmica
Com a utilização de massa de modelar, os alunos reproduzem as formas dos recipientes cerâmicos utilizando a técnica indígena de sobreposição de roletes. (Ex. Fazer uma bolinha com a massa de modelar, colocá-la sobre a mesa e achatá-la levemente com a palma da mão formando um pequeno disco, em seguida fazer cerca de quatro ou cinco roletes (“minhoquinhas”) com aproximadamente 20cm a 30cm de comprimento, as crianças devem sobrepor um rolete de cada vez sobre o disco de forma circular, dando forma ao recipiente, ao final deve-se alisar o recipiente com a ponta dos dedos deixando-o uniforme. A superfície pode permanecer lisa ou também pode ser decorada produzindo-se pequenas marcas com a ponta das unhas ou utilizando um lápis.

Visite o Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo.
Lá estão preservadas peças arqueológicas que contribuem para explicar melhor a história dos povos indígenas.

19 de abril

DIA DO ÍNDIO

POVOS INDÍGENAS E PORTO ALEGRE é um material didático destinado à rede de escolas do município. Pesquisa e apoio técnico: arqueólogos José Otávio Catafesto de Souza, Fabrício Vicroski e Fernanda Tocheto. Apresentação: equipe da Coordenação da Memória Cultural/Secretaria Municipal da Cultura.

POVOS INDÍGENAS E PORTO ALEGRE
- referências bibliográficas: 1. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 2. LOPES DA SILVA, Aracy; GRUPIONI, Luís Donisete Benzi. A temática indígena na escola: Novos subsídios para professores de 1º e 2º graus. Brasília, MEC/MARI/UNESCO, 1995. 3. LUCIANO, Gersem dos Santos. O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade; LACED/Museu Nacional, 2006. 4. SOUZA, José Otávio Catafesto de. Grupos Originários e seus descendentes indígenas atuais em Porto Alegre. Porto Alegre: Coordenação da Memória Cultural – Prefeitura Municipal de Porto Alegre. 5. NOELLI, Francisco S. Noelli et alli. O mapa arqueológico e a revisão historiográfica a respeito das ocupações indígenas pré-históricas no município de Porto Alegre, RS. In Revista de História Regional 2(1) 209-221, 1997. - imagens não creditadas: www.google.com.br

Artefato em pedra lascada – Foto: Fabricio Vicroski

19/04/2012

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