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AIDS Agravo

AIDS Agravo

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Agravo de notificação compulsória, descrição, caracteristicas clinicas e epidemiológica...
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Epidemiologia e vigilância Epidemiológica

DOCENTES  Viviane de Menezes  Valéria de Menezes
 BACABAL  2010

DISCENTES: 
 André Câmara  Albeci Segundo  Luis Gustavo  Ageu Barbosa

CID 10: B20 – B24, Z21 AGRAVO DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA

DESCRIÇÃO
 representa um dos maiores Aids é uma doença emergente, que
problemas de saúde da atualidade em virtude de seu caráter pandêmico e gravidade. Os infectados pelo HIV evoluem para grave disfunção do sistema imunológico, à medida que vão sendo destruídos os linfócitos T CD4+ que é marcador dessa imunodeficiência, sendo utilizada tanto na avaliação do tratamento e prognóstico quanto em uma das definições de caso de aids, com fim epidemiológico. A transmissão vertical, vem sendo reduzida com a instituição do tratamento/quimioprofilaxia da gestante/parturiente e criança exposta.

Sinonímia 
Sida, aids, doença causada pelo HIV, síndrome da imunodeficiência adquirida.

Infecção pelo HIV e aids Características clínicas e epidemiológicas Agentes etiológicos
HIV-1 e HIV-2, genoma RNA, da família Lentiviridae. Enzima transcriptase reversa, responsável pela transcrição do RNA viral para uma cópia DNA. Inativados por agentes físicos e químicos (calor; hipoclorito de sódio, glutaraldeído). Em condições experimentais controladas, as partículas virais intracelulares parecem sobreviver no meio externo por até um dia, enquanto que partículas virais livres podem sobreviver por 15 dias em temp. ambiente, ou até 11 dias a 37ºC.

 retrovírus com

RESERVATÓRIO


 O HOMEM

Modo de transmissão e transmissibilidade
O HIV pode ser sangue (via parenteral e vertical), esperma, secreção vaginal (via sexual) e leite materno (via vertical). O indivíduo infectado pode transmitir o HIV durante todas as fases da infecção, proporcional à viremia, principalmente na infecção aguda e doença avançada. Os processos infecciosos e inflamatórios favorecem a transmissão do HIV. Sendo primeiro, a presença das doenças sexualmente transmissíveis – DST. As que cursam com úlcera – como a sífilis, o herpes genital e o cancro mole – estão associadas com o aumento no risco de infecção pelo HIV cerca de 8 a 18 vezes mais.

 transmitido pelo

 desprotegidas, durante o Tipo de prática sexual – relações sexuais

Fatores de risco associados aos mecanismos de transmissão do HIV

período menstrual ou que ocasionam sangramento, e sexo anal (receptivo e/ou insertivo). Utilização de sangue ou seus derivados, não testados ou tratados inadequadamente; e recepção de órgãos ou sêmen de doadores não triados e testados – essas práticas, em descumprimento às normas de triagem, acondicionamento e controle de qualidade, estão hoje praticamente banidas no Brasil. Reutilização de seringas e agulhas – o compartilhamento de agulhas e seringas entre os usuários de drogas injetáveis. Transmissão ocasionada por acidente com material biológico, sem a proteção individual (EPI) – durante a manipulação com instrumentos perfuro cortantes contaminados com sangue e secreções de pacientes portadores do HIV, por profissionais da área da saúde. Estima-se que o risco médio de contrair o HIV após uma exposição percutânea ao sangue contaminado seja de 0,3%.

 Nas exposição de mucosas, de aproximadamente 0,1%.

Fatores de risco associados aos mecanismos de transmissão do HIV

Os fatores de risco identificados como favorecedores desse tipo de contaminação são: Profundidade e extensão do ferimento, presença de sangue visível no instrumento que produziu o ferimento, procedimento que envolve agulha instalada diretamente na veia ou artéria de indivíduo infectado e, finalmente, o paciente, fonte da infecção, apresentar evidências de imunodeficiência avançada (sinais clínicos da doença, carga viral elevada, CD4 baixo).

Transmissão vertical  filho de mulher portadora do Transmissão vertical – o concepto

HIV pode adquirir esse vírus durante a gestação, trabalho de parto e parto, pelo contato com o sangue e/ou a secreção vaginal, e pelo leite materno (pós-parto). Estudos mostra que: 65% ocorre durante o trabalho de parto e no parto propriamente dito. 35% restantes ocorrem intra-útero, principalmente nas últimas semanas de gestação. O aleitamento materno representa risco adicional de transmissão, que se renova a cada exposição (mamada), de 7% a 22%.

Período de incubação

O tempo entre a exposição ao HIV e o aparecimento dos sintomas na fase aguda é de cinco a 30 dias. O período de latência clínica, após a infecção aguda e até o desenvolvimento da imunodeficiência é longo. Não há consenso sobre o conceito desse período em aids.

Susceptibilidade e vulnerabilidade

 vista dos vários modos de A susceptibilidade é geral, em
transmissão e transmissibilidade. Vulnerabilidade, para os não infectados, significa ter pouco ou nenhum controle sobre o risco de adquirir o HIV ou outra DST; e para os infectados ou afetados pela doença, ter pouco ou nenhum acesso a cuidados e suportes apropriados.

Risco de alta vulnerabilidade:

Ocorrência frequente de comportamento de risco e alta vulnerabilidade: • presidiários • usuários de drogas injetáveis • profissionais do sexo • caminhoneiros • garimpeiros

Risco e vulnerabilidade variável


Ocorrência frequente de comportamento de risco e vulnerabilidade variável, segundo o grupo considerado: • homo/bissexuais masculinos (homens que fazem sexo com homens – HSH)

Grupo considerado, mas alta vulnerabilidade

Ocorrência variável de comportamento de risco segundo o grupo considerado, mas alta vulnerabilidade: • crianças e adolescentes • mulheres • índios • segmentos populacionais de baixa renda • efetivos militares e conscritos das Forças Armadas

Aspectos clínicos e laboratoriais Diagnóstico pós exposição

A doença pode ou não ter expressão clínica logo após a infecção, sendo importante que o profissional saiba conduzir a investigação laboratorial após a suspeita de risco de infecção pelo HIV. Sorologia anti-HIV se torne positiva é de seis a 12 semanas após a aquisição do vírus, com período médio de aprox. dois meses.

Janela imunológica ou biológica

É o tempo, compreendido entre a aquisição da infecção e a detecção da soroconversão. Os testes utilizados apresentam, geralmente, níveis de até 95% de soroconversão nos primeiros seis meses após a transmissão. Soroconversão – é a positivação da sorologia para o HIV. Acontece quando o sistema imunológico produz anticorpos em quantidades detectadas pelos testes sorológicos.

Manifestações clínicas  doença conhecida como Infecção aguda – esta fase da

síndrome da infecção retroviral aguda ou infecção primária, manifestando-se clinicamente em cerca de 50% a 90% dos pacientes. O diagnóstico desta fase é pouco realizado, em vista do baixo índice de suspeição, sendo, em sua maioria, retrospectivo. A infecção aguda caracteriza-se tanto por viremia elevada quanto por resposta imune intensa e rápida queda na contagem de linfócitos T CD4+ de caráter transitório.

Manifestações clínicas  sintomas de infecção viral  Os pacientes podem apresentar

como febre, adenopatia, faringite, mialgia, artralgia, eritematoso; ulcerações mucocutâneas, envolvendo mucosa oral, esôfago e genitália; hiporexia, adinamia, cefaléia, fotofobia, hepatoesplenomegalia, perda de peso, náuseas e vômitos.  Alguns podem ainda apresentar candidíase oral, neuropatia periférica, meningoencefalite asséptica.  Os sintomas duram, em média, 14 dias, sendo o quadro clínico autolimitado.

Fases 
Fase assintomática – a infecção precoce pelo HIV, também conhecida como fase assintomática, pode durar de alguns meses a alguns anos e seus sintomas clínicos são mínimos ou inexistentes. Os exames sorológicos para o HIV são reagentes e a contagem de linfócitos T CD4+ pode estar estável ou em declínio.

Fase sintomática inicial – nessa fase, o portador da infecção pelo HIV pode apresentar sinais e sintomas inespecíficos de intensidade variável, além de processos oportuníssimos de menor gravidade, que por definição não são definidores de aids, conhecidos como ARC– complexo relacionado à aids. São indicativos de ARC: candidíase oral; testes de hipersensibilidade tardia negativos e a presença de mais de um dos seguintes sinais e sintomas, com duração superior a 1 mês, sem causa identificada: linfadenopatia generalizada, diarreia, febre, astenia sudorese noturna e perda de peso superior a 10%.

Fases 

Aids/doenças oportunistas

 – uma vez agravada a Aids/doenças oportunísticas

imunodepressão, o portador da infecção pelo HIV apresenta infecções oportunísticas (IO) causadas por microrganismos não considerados usualmente patogênicos, ou seja, incapazes de desencadear a doença em pessoas com sistema imune normal. podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos, protozoários e certas neoplasias.

Tratamento 
A abordagem clínico-terapêutica do HIV tem se tornado cada vez mais complexa, em virtude da velocidade do conhecimento acerca deste agente. O tratamento objetiva prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida, pela redução da carga viral e reconstituição do sistema imunológico, e é garantido pelo Sistema Único de Saúde, por meio de ampla rede de serviços.

Vigilância epidemiológica Objetivos

O componente do Programa tem como propósito acompanhar a tendência temporal e espacial da doença, infecções e comportamentos de risco, visando orientar suas ações.

Vigilância epidemiológica

 basear em informações A VE da aids, além de se

fornecidas pela notificação de casos (Sinan) e óbitos (SIM), possui dois sistemas particulares: Sistema de Controle de Exames Laboratoriais (Sicel). Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom).

Fonte: adaptado do Curso Básico de Vigilância Epidemiológica em HIV e Aids.

Definição de caso com fins epidemiológicos
Entende-se por caso o indivíduo que se enquadra nas definições adotadas pelo Ministério da Saúde: Infecção avançada pelo HIV com repercussão no sistema imunitário, com ou sem ocorrência de sinais e sintomas causados pelo próprio HIV ou consequentes a doenças oportunistas (infecções e neoplasias).

 de aids

Definição de caso de aids em adultos (13 anos ou mais) – CID 10: B24


Notas explicativas: • testes de triagem para detecção de anticorpos antiHIV – várias gerações de ensaio por imunoabsorbância ligado à enzima (Enzyme Linked Immunosorbent Assay, Elisa), ensaio imunoenzimático (Enzyme Immuno Assay, EIA), ensaio imunoenzimático com micropartículas (Microparticle Enzyme Immuno Assay, Meia) e ensaio imunoenzimático com quimioluminiscência;

MEDIDAS A SEREM ADOTADAS


Assistência médica ao paciente – o atendimento, além de contar com as equipes do Programa Saúde da Família, está amparado por ampla rede que inclui diversas modalidades assistenciais, a saber: hospitaldia (HD), atendimento domiciliar terapêutico (ADT), serviços de assistência especializada (SAE) e hospital convencional (HC).

Notificação 
Notifica-se como caso confirmado de aids aquele que atende aos critérios definidos anteriormente. A notificação é feita pelo preenchimento e envio da Ficha de Investigação Epidemiológica de Caso de Aids, adulto ou criança, disponível no Sinan, que deve ser preenchida pelo médico ou outro profissional de saúde capacitado para tal, no exercício de sua função. A Portaria n° 2.325/GM, de 8 de dezembro de 2003, regulamenta a notificação de doenças compulsórias em todo o país, inclusive da aids.

Roteiro da investigação epidemiológica

chama-se a atenção para o  Identificação do paciente –

correto preenchimento de todos os campos da Ficha de Investigação do Sinan, da maior importância para o alcance dos objetivos da vigilância epidemiológica da aids.  Coleta de dados clínicos e epidemiológicos – por se tratar de doença sexualmente transmissível, que carrega grande estigma social e cuja investigação demanda a coleta de dados comportamentais, é vital a garantia do sigilo das informações, principalmente quando se tratar de indivíduos facilmente identificáveis em seu meio social.

Medidas de controle e prevenção


Prevenção da transmissão sexual Como o maior número de indivíduos com HIV+/aids no país apresenta, como principal via de transmissão, a sexual, o PN-DST/Aids tem priorizado ações que enfatizam como principal estratégia de prevenção o uso do preservativo masculino e feminino nas relações sexuais.

Prevenção da transmissão sanguínea


Injeções e instrumentos perfurocortantes – recomendações específicas devem ser seguidas quando da realização de procedimentos que envolvam a manipulação de material como: todo material perfurocortante (agulhas, scalp, lâminas de bisturi, vidrarias, entre outros), mesmo que estéril, deve ser desprezado em recipientes com tampa e resistentes à perfuração;

Transfusão de sangue e hemoderivados


Todo doador deve ser cuidadosamente triado, sendo afastados os que apresentem risco de infecção pelo HIV; e todo sangue aceito para ser transfundido deverá ser obrigatoriamente testado para a detecção de anticorpos antiHIV.

Ações de educação em saúde


As ações de educação em saúde para a prevenção do HIV/aids são orientadas a partir de avaliação das tendências e características da epidemia, em cada local, e das condições econômicas, sociais e culturais dos grupos mais afetados.

Frequência segundo Ano do Óbito (Res): Maranhão
Período de 1999 a 2008 Ano do Óbito TOTAL


Frequência 1.581

1999
2000 2001 2002 2003 2004

69
92 121 130 160 146

2005
2006 2007 2008

206
178 242 237

Casos de aids identificados no Maranhão Frequência segundo Ano Notificação
Período: 2000-2009 Ano Notificação
TOTAL 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008

Freqüência
3.525 196 197 390 411 476 406 489 438 407

2009

115

óbitos 

Frequência de AIDS Município(Res): 210120 Bacabal
Período: 1999-2009 Ano Diagnóstico TOTAL 1999 2000 2001


Freqüência 127 9 10 8

2002
2003

15
11

2004
2005 2006 2007 2008 2009

6
10 16 12 21 9

BACABAL Relatório Estatístico - Sexo x Idade Período: 01/01/2000 à 16/11/2010

ANOS

Q -M

POS(M)

Q–F

POS(F)

TOTAL

T POS

< 1 A 99

4.679

113

13.429

85

18.108

198

Resultados positivos: Masculinos 2,42 % Feminino 0,63 % Total Exame realizado HIV 1,09 %
Fonte Sistema CTA de Bacabal

BACABAL Relatório Estatístico Sexo x Idade Período: 01/01 à 16/11/2010

ANOS

Q -M

POS(M)

Q–F

POS(F)

TOTAL

T POS

< 1 A 99

169

15

606

3

775

18

Resultados positivos: Masculinos 8,88 % Feminino 0,50 % Total Exame realizado HIV 2,32 %
Fonte Sistema CTA de Bacabal

Bibliografia


Ministério da Saúde. Normas técnicas para prevenção da transmissão do HIV nos serviços de saúde. Brasília: MS; 1989. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico 1993;5(2):6-9. Edição: Guia de Vigilância Epidemiológica MINISTÉRIO DA SAÚDE – PROGRAMA DST/AIDS Secretaria de Vigilância em Saúde Série A. Normas e Manuais Técnicos Tiragem: 6.ª edição – 2007 – Secretaria Municipal de Saúde de Bacabal CTA – Centro de Testagem Anônima de Bacabal

Muito obrigado

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