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Contestação - Reclamação Trabalhista

Contestação - Reclamação Trabalhista

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DO TRABALHO DA MM. 49 ª VARA DO TRABALHO DE SÃO PAULO - CAPITAL.

Processo nº 0001111-222-00.2011.0.00.0000

EMPRESA X, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o n° 00.000.000/0001-00, com sede à Avenida Vitoria Regia, n° 1 – Orquidea – São Paulo/SP – CEP 12345-678, por sua advogada e bastante procuradora que a esta subscreve, com escritório à Rua das Rosas, nº 2 - Cravo São Paulo/SP (mandato anexo), onde receberá intimações, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência apresentar a presente

CONTESTAÇÃO À RECLAMAÇÃO TRABALHISTA

Que lhe move o Sr. Y, já qualificado nos autos, pelos motivos de fato e de direito abaixo dispostos:

DOS FATOS

O ambiente nunca foi insalubre como alega o reclamante. tendo. por mês. Inclusive o mesmo contou com assistência do Ministério do Trabalho no ato da homologação da sua rescisão de contrato de trabalho. o que não é verdade. breaklight.02. para exercer a função de “Instalador de Som”. O funcionário pediu demissão de seu cargo em 11. em outros dias. inclusive. A última remuneração recebida foi de R$ 804. o efetivo pagamento das verbas rescisórias acima especificadas”. pois tinha interesse em sair imediatamente da empresa. Os cálculos foram feitos nos ditames da lei. O reclamante pediu o desligamento da empresa por vontade própria. nesse ato. fato que pode ser comprovado pelos depoimentos de testemunhas. mp3 player. às 14:00h.. tais como DVD player. Os valores foram apurados e devidamente pagos. sendo comprovado. Durante a vigência do contrato de trabalho. como consta na rescisão de trabalho juntado aos autos. A reclamada acatou o pedido do funcionário. mas foi obrigado a assinar um pedido de demissão. assistência ao trabalhador. PEDIDO DE DEMISSÃO – PAGAMENTO EFETUADO EM RESCISÃO HOMOLOGADA – RECLAMANTE ASSISTIDO O reclamante aduz que foi demitido injustamente. Portanto. de segunda a sexta. O próprio TRCT deixa isto bem claro no campo 60: “Foi prestada gratuitamente. 477. mas os intervalos eram sempre acima de 60 minutos. das 9:00 às 18:00.42 (oitocentos e quatro reais e quarenta e dois centavos). parágrafo 1º. nos termos do art. escrito um documento a próprio punho (anexo à presente). O estabelecimento da reclamada é uma loja de venda e instalação de acessórios para veículos.2011. Às vezes acontecia do funcionário almoçar em horário diferente. da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. com o argumento de que já tinha outro emprego em vista. com uma hora de intervalo.Os fatos aventados na inicial não são verdadeiros. a empregadora fornece vale alimentação e vale transporte. com o qual o funcionário concordou. Além do salário mensal.03. às vezes ao meio dia. aos sábados das 9:00 às 14:00. bem como pelos cartões de ponto. o mesmo foi . O reclamante foi admitido aos serviços da reclamada em 03. foi assinado um termo de compensação de jornada.2008. Foi estipulado o horário de trabalho. o funcionário dá plena e total quitação das verbas ali dispostas. o funcionário sempre fez horário de almoço. nada que dê ensejo ao percebimento de adicional de insalubridade. avisou que não cumpriria aviso prévio. A legislação é bastante clara: com a homologação por Sindicato ou pelo MTE. engate. Para tanto.

tanto que fora homologada pelo órgão competente. conhecedor nato de toda a Convenção Coletiva da categoria. Confira-se a Súmula 330 do TST que trata do assunto: TST Enunciado nº 330 . seus reflexos em outras parcelas. DJ 18.Res. multa rescisória à base de 40% sobre o FGTS depositado.2001 . 108/2001. com Assistência de Entidade Sindical de Sua Categoria. Seguro-desemprego. bem como a multa prevista no artigo 477 da CLT. ao Empregador . I . tendo reconhecido naquele ato seu pedido de demissão.Res.alertado acerca da quitação que daria às verbas lá elencadas.Res. conseqüentemente. ainda que estas constem desse recibo. (Revisão do Enunciado nº 41 . totalmente indevido o pleito acerca do pagamento de Aviso Prévio. bem como o pagamento de todas as outras verbas ali descritas.2003 Quitação Passada pelo Empregado. que estava ali para atuar de modo a garantir a preservação de todos os direitos do trabalhador.Nova Redação .RA nº 4/1994.11. 22/1993.Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato de trabalho.1993 Explicitação . 20 e 21.A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e. com assistência de entidade sindical de sua categoria. posto que nada mais cristalino que a rescisão de contrato homologada no Sindicato da categoria (no caso: Sindicato dos Comerciários de São Paulo) por uma pessoa com conhecimentos técnicos do assunto. 477 da CLT. com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do art. 121/2003.12. II . ao empregador. salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas. DJ 18-02-1994 .04.Mantida .Eficácia A quitação passada pelo empregado.TST) Isto posto. DJ 21. tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo. A alegação de que o reclamante foi demitido injustamente e obrigado a pedir demissão é absurda. DAS HORAS EXTRAS . a quitação é válida em relação ao período expressamente consignado no recibo de quitação. DJ 19. posto que a rescisão fora paga corretamente e na data exigida pela lei.

30h 22.30h 8.65 809.09 5h 25. para um fácil entendimento e apuração dos reflexos: Período de 06/2010 a 07/2011 Referência 06/2010 07/2010 08/2010 09/2010 10/2010 11/2010 12/2010 Média 2010 01/2011 02/2011 03/2011 04/2011 05/2011 Salário 492.23 1h 5. Eventuais horas extras sempre foram quitadas como exigem as normas trabalhistas.93 793.00 738.00 Horas Extras 4.00 738.33h 53.30h 35.07 804.44h 8.42 . das 9:00 às 14:00.64 750.00 738. A jornada de trabalho do reclamante e de toda a empresa era de segunda a sexta.42 804.64 2.00 738.42 804. Ademais.42 804.18 804.90 840.42 812. Os próprios holerites juntados pelo reclamante comprovam que as mesmas foram devidamente quitadas.42 804.00 622.15 1.19 763.60 *** 10.60 738.00 738.65 *** *** Total 514.93 11.34h 12. com uma hora e quinze minutos de intervalo. Alega que a jornada fixa ultrapassava as 44 horas semanais previstas na lei.48 2.03h 55.00 738. Isso pode facilmente ser notado através da leitura dos contracheques anexos.15 749. a jornada extra pretendida pelo reclamante também deveria ter sido provada pelo mesmo e não o foi.42 804. Tal fato não é verdade e será prontamente afastado com prova testemunhal e documental.71 R$ 25.Argüi o reclamante que fazia horas extras constantes e que as mesmas não foram pagas pela reclamada.45 1. e. aos sábados. Segue tabela apontando as horas extras praticadas. das 9:00 às 18:00.

40 Aviso Prévio = R$ 7.35 = R$ 9. Salário/2011 = R$ 7. Salário/2010 = R$ 25. Às vezes acontecia do funcionário almoçar em horário diferente.96 804. por acaso. o funcionário sempre fez horário de almoço. Atestando o alegado. apresentamos todos os cartões de ponto dos meses trabalhados.25 26. AUSÊNCIA DE INTERVALOS Mais uma vez cabe esclarecer: durante a vigência do contrato de trabalho. o que nunca ocorreu.06/2011 07/2011 Média 2011 Rescisão 804. Ora. também foram quitados na data devida.48 = R$ 33. como já aduzido.05 Total de Reflexos a serem pagos: R$ 82. e não foi provado pelo mesmo. O reclamante pretende receber indenização em virtude de supressão do intervalo. saldo a pagar. às 14:00h.42 670.08 Reflexos deste período: Somatória R$ 227.05 Férias 2010 + 1/3 = R$ 25.48 / 13 meses = R$ 18. tal atitude correu por sua conta e risco.25 *** *** R$ 7.05 + R$ 2.88 Como se pode notar da análise dos recibos anexos. o mesmo não fazia tal intervalo.05 (média) 18.45 13º. Não restando. Os pagamentos dos reflexos apurados em razão das horas extras. em outros dias.93 Férias 2011 + 1/3 = R$ 7. em conformidade com os controles de jornada. .42 670. às vezes ao meio dia. Se. mas os intervalos eram sempre acima de 75 minutos.96 13º. todas as horas extras praticadas foram efetivamente pagas na data correta. bem como pelos cartões de ponto. fato que pode ser comprovado pelos depoimentos de testemunhas. nem existia muito movimento de clientes de modo a ensejar a supressão de intervalo. portanto.45 + R$ 8.

além de ser totalmente contra as orientações do representante da reclamada. Alega que a pena de confissão não tem somente o condão de tornar os fatos incontroversos. ACÓRDÃO 00994. se este não foi objeto de qualquer comprovação. A pena de revelia e confissão não induz necessariamente ao automático julgamento de procedência do pedido. não faz presumir-se verdadeira a alegação. Não há a necessária presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo autor na inicial. na peça inicial. data vênia. mais uma vez inexiste qualquer prova quanto ao alegado trabalho em sobre-jornada. foge ao bom sendo e beira a má-fé. O movimento da mesma não é tão intenso a ponto do funcionário não ter tempo de almoçar! Esta afirmação é absurda. excluiídas da condenação tais verbas. a falta de contestação da reclamada. A reclamada é uma empresa de comércio e instalação de acessórios para veículos e funciona de segunda a sexta-feira das 9:00 às 18:30. não afastando a necessidade de provar os elementos constitutivos do direito. e aos sábados das 9:00 às 14:00. quando há falta de documentos necessários à sua instrução. Assim. É uma loja de comercio varejista de pequeno porte.025/96-3 RO . afirma que seu horário de trabalho previsto pelo dissídio é de 4 horas diárias. entretanto não junta aos autos os dissídios que constituiriam a base e o fundamento de seu direito. Entrementes o Reclamante ter se desincumbido do ônus o qual lhe cabia no decurso da instrução processual. Dá-se provimento para absolver a ré do pagamento de horas extras e reflexos. A reclamante. devem ser. Do entendimento jurisprudencial : DAS HORAS EXTRAS: Busca a reclamada reverter a condenação ao pagamento das horas extras informadas na inicial. Portanto. Com razão.

ACÓRDÃO 00854. SALÁRIO PAGO POR FORA Aduz o reclamante que recebia salário por fora. Mais uma vez. tal informação é facilmente obtida: basta o reclamante dirigir-se a uma agência da Caixa Econômica Federal e solicitar um extrato analítico. da CLT a prova das alegações incumbe à parte que as fizer. a prova da prestação da jornada extraordinária. falta com a verdade o reclamante. A teor do art. ACÓRDÃO 01417. salvo quando o empregador está obrigado a manter registros horários.EMENTA: ÔNUS DA PROVA.ao réu. Insuficiência de prova para o convencimento no sentido de que efetivamente tenha havido prestação de labor extraordinário em fins-de-semana. em seu art. 333. 818.ao autor. por se tratar de fato constitutivo do direito pleiteado (art. II. quanto à existência de fato impeditivo. o CPC. modificativo ou extintivo do direito do autor. O trabalho extraordinário é fato constitutivo e. quanto ao fato constitutivo do seu direito.011/95-5 RO EMENTA: HORAS EXTRAS. 818 da CLT e 333. Porém. portanto. o extrato atualizado demonstrando que todos os depósitos foram efetivados conforme determina a legislação. Apesar de genérico o conceito de ônus da prova no processo trabalhista. ônus do reclamante prová-lo. . amplia este conceito quando dispõe que : O ônus da prova incumbe: I. a reclamada traz aos autos. subsidiariamente aplicável ao direito do trabalho. Contudo.010/95-5 RO DO FGTS O reclamante atribui à reclamada o ônus de comprovar o total recolhimento FGTS. Incumbe à parte autora. TRABALHO AOS FINAIS-DE-SEMANA. inciso I do CPC). Fato constitutivo é o fato capaz de produzir o direito que a parte pleiteia.

tudo o que o funcionário recebia constava de seu contracheque. tampouco diferenças a seu favor.MAI/98. também merece ser afastada. a reclamada já afirmou que fará o pagamento das verbas incontroversas em primeira audiência.88 Férias/2011 + 1/3: R$ 722. A multa prevista no artigo 467 da C. não compete à reclamada a prova do valor pago ao reclamente. assumindo as verbas a seguir: Reflexos de horas extras: R$ 82. o próprio Código de Processo Civil.º 19 .L. O reclamante não comprovou pagamento a menor.36 Aviso Prévio com reflexos: R$ 812.00 (um mil.L. Não há prova alguma de que o salário do autor era de R$ 1. duzentos e noventa reais). Este era quem deveria ter buscado tal informação e não o fez. Em momento algum foi combinado pagamento por fora. inciso I. A reclamada provou através de recibos as demais verbas tidas por si como quitadas. Ao contrário do que argumentado na exordial. em seu artigo 333.65 . 10)Belmiro Pedro Welter-Promotor de Justiça no RS MULTA DOS ARTIGOS 467 DA C. dita que o ônus da prova incumbe ao autor. Aliás. cabe ao reclamante provar os fatos constitutivos do seu direito. direito material).T. isentar o autor do ônus da prova. pág. que também é instrumento ético e leito carroçável ao direito material.Ora. Consoante exaustivamente abordado nesta contestação. o que não ocorreu. Não conseguiu provar. porque de fato tal pagamento nunca existiu.T. (Publicada no Jornal Síntese n.290. Não pode o processo. quanto ao fato constitutivo do seu direito"(rectius. Dos entendimentos Doutrinários: "O processo é meio pelo qual se busca o bem da vida.

Requer desde já.L.Saldo de Salários: R$ 187. Requer-se ainda que as futuras publicações saiam em nome da patrona da reclamada. efetuando o pagamento do montante incontroverso. juntada de novos documentos. Nestes termos. perícias e demais que se julgarem necessárias. São Paulo.73 Assim. São Paulo.62 13º.77 Diferenças de FGTS + 40%: R$ 947. sendo o reclamante obrigado ao pagamento das custas processuais e demais cominações legais. que receberá as notificações na Rua. DOS REQUERIMENTOS Diante do acima exposto. DSR. oitiva de testemunhas.T.098. ___________________________ Nome OAB/SP . 477): R$ 804. aviso prévio e verbas rescisórias. caso alguma verba venha a ser deferida à reclamante. Protesta provar o alegado por todos os meios de provas admitidas em direito. nº–.42 Total das verbas incontroversas: R$ 4. ser desconsiderada. deve a referida multa prevista no artigo 467 da C. CEP. 07 de Dezembro de 2011. na forma da lei. deve a presente reclamatória ser julgada procedente em parte. Salário/2011: R$ 541.03 Multa por atraso (art. Pede deferimento. horas extras. mormente salários. a compensação de todos os valores pagos e comprovados nos autos.

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