Breviário

"Para que possamos nos tornar diferentes do que nós somos, devemos ter alguma
Concurso não se faz para nós somos. passar. Porrada na preguiça! consciência do que passar, mas até Isto não implica num crescimento diário, mas A fila anda e a catraca seleciona. É nóis, playboy!!! num 29/12/2010 decrescimento diário. Tire fora o que não for essencial." - B. L.

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1. LITISCONSÓRCIO
BASE LEGAL CONCEITO CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO
Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recíproco Quanto ao momento de sua formação Inicial ou originário Superveniente ou ulterior Quanto à uniformidade da decisão Unitário Simples ou Comum Quanto à indispensabilidade da presença das partes no processo Necessário Facultativo

TEMAS RELACIONADOS
Não observância do de litisconsórcio passivo necessário Existe de litisconsórcio Necessário Ativo? 1ª corrente 2ª corrente Relação entre Litisconsórcio necessário, facultativo, unitário e simples Litisconsórcio Necessário
Pela natureza da relação jurídica Em razão de lei

STJ considera nula decisão tomada sem litisconsortes necessários em briga judicial de municípios por ICMS Litisconsórcio ativo necessário. Litisconsórcio necessário. União Litisconsórcio passivo necessário. Dissolução. Sociedade de fato. Ação popular. Prazo. Ente público. Repetitivo. Concurso. Levantamento. Fgts. Litisconsórcio. Competência. Arrematante. Leilão. Litisconsorte necessário. Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante. Ação discriminatória. Usucapião. Terras devolutas. Ação popular. Sociedade. Economia mista. Competência. Juizado especial cível. Investigação. Paternidade. Citação. “pai registral”. Recurso repetitivo. Telefonia. Legitimidade. Tarifa básica. Anatel. Ms. Intervenção. Terceiro. Assistente litisconsorcial. Nulidade. Concurso. Litisconsórcio. Qo. Litisconsorte. Intimação. Iss. Cobrança. Dois municípios. Querella nullitatis. Falta. Citação. Litisconsorte passivo necessário.

INTERVENÇÃO DE TERCEIROS
CONCEITO
Parte Terceiro

CLASSIFICAÇÃO
Intervenções Voluntárias ou Espontâneas Intervenções Provocadas ou Forçadas Coadjuvantes Excludentes

Litisconsórcio facultativo

Litisconsórcio ou Intervenção iussu iudicis

LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO
Conseqüências da Decisão Judicial 1ª corrente 2ª corrente

AMICUS CURIAE?

ASSISTÊNCIA
CONCEITO NATUREZA JURÍDICA INTERESSE
Jurídico Patrimonial

DINÂMICA DO LITISCONSÓRCIO
Atos de Disposição de Direito Revelia Recursos Provas Prazo

CABIMENTO INCOMPATIBILIDADE
Mandado de segurança Jurisdição Voluntária 1ª corrente 2ª corrente Execução 1ª corrente 2ª corrente Juizado especial Controle concentrado

TEMAS RELACIONADOS
Prazo de resposta Processo de conhecimento Embargos á execução Prazo em Dobro Regra Exceções Súmula 641 STF Embargos do executado

PODERES DO ASSISTENTE
Assistência Simples ou Adesiva Tratamento
Atuação Subordinada

QUESTÕES JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA

Produção de provas Pagamento de Custas Prática de atos dispositivos pela parte principal Gestor de Negócios

Assistência Qualificada ou litisconsorcial Tratamento
Atos de disposição de Direito Revelia Recursos Provas Prazo Justiça da Decisão

Quanto à extensão do pedido do opoente Oposição total Oposição parcial Quanto ao momento do ajuizamento ou de sua constituibilidade Oposição genuína ou própria ou interventiva Oposição não genuína ou imprópria ou autônoma

PROCEDIMENTO
Competência Propositura e citação Prazo para contestar Reconhecimento do pedido Questão prejudicial Julgamento Oferecida antes da AIJ Oferecida depois de iniciada a AIJ Oferecida em fase recursal Trânsito em julgado
TEMAS RELACIONADOS

PROCEDIMENTO DA ASSISTÊNCIA
Requerimento Impugnação Decisão Agravo

RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO
Diferença de Embargos de Terceiro Diferença de Assistência Autorização legal Cabimento Procedimento ordinário Procedimento sumário Limites

Distinção: assistência Distinção: recurso de terceiro prejudicado Distinção: Embargos de Terceiros Mandado de segurança Desapropriação
QUESTÕES

JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA
Não cabimento em MS Terracap. Oposição. Domínio. Exceção.

JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA
Intervenção de “Amicus Curiae”: Limitação e Data da Remessa dos Autos à Mesa para Julgamento Recurso. Interposição. Assistente. Assistência: Não cabimento em MS Assistência. Amicus curiae. Descabimento Intervenção. União. Causa pendente. Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia Resp. Terceiro prejudicado Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante. Assistência. Prorrogação. Patente. Internet. Assistência. Interesse jurídico.

DENUNCIAÇÃO DA LIDE
CONCEITO NATUREZA JURÍDICA CARACTERÍSTICAS SUSPENSÃO DO PROCESSO QUALIDADE PROCESSUAL DO DENUNCIADO
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente

2. OPOSIÇÃO
CONCEITO PRESSUPOSTOS
Genérico Específico

CONDENAÇÃO DIRETA DO DENUNCIADO VEDAÇÃO EXPRESSA
Procedimento sumário Procedimento sumaríssimo Fato do produto nas relações de consumo

NATUREZA JURÍDICA
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente

HIPÓTESES DE CABIMENTO
I – Garantia da Evicção Denunciação per saltum
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente

NATUREZA DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO
1ª corrente 2ª corrente

CLASSIFICAÇÃO

Obrigatoriedade
1ª corrente

Contestação. Anulação. CHAMAMENTO AO PROCESSO CONCEITO LITISCONSÓRCIO ULTERIOR E FACULTATIVO HIPÓTESES DE CABIMENTO . Terceiros. Intervenção. Lide. Lide. Denunciação. Responsabilidade civil. Segurado. Seguradora. Denunciação. Denunciação. Contrato. Edição. Regresso.SISTEMA DA DUPLA ACEITAÇÃO 1ª Aceitação .Natureza jurídica 1ª corrente 2ª corrente DENUNCIAÇÃO SUCESSIVA DL DO ESTADO AO SEU AGENTE + 1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente DENUNCIAÇÃO DA LIDE POR FATO DO PRODUTO OU SERVIÇO 1ª corrente +2ª corrente MODELO DE PEÇA JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Denunciação da lide. 3. Lide. Agentes públicos Seguro. Prova. Cobrança. Lide. Lide. Contestação.Nomeado Se aceita Se não aceita 4. Bancária. Denunciação. Banco. Descabimento Responsabilidade Civil do Estado e Agente Público Denunciação. Fiança. Denunciação da lide. Seguradora.2ª corrente +3ª corrente II – Garantia da Posse III – Relações de Garantia 1ª corrente (restritiva) 2ª corrente (moderada) 3ª corrente (extensiva) Em face do devedor pelo réu fiador Em face dos outros fiadores pelo réu fiador Em face dos outros devedores solidários pelo réu devedor solidário PROCEDIMENTO DO CHAMAMENTO AO PROCESSO DISPOSIÇÕES DO CDC QUADRO COMPARATIVO (CHAMAMENTO X DENUNCIAÇÃO) PROCEDIMENTO DA DENUNCIAÇÃO DA LIDE TEMAS RELACIONADOS Momento processual Petição inicial Prazo de contestação Reconvenção Sentença . Cdc. Sucumbência. Honorários advocatícios. NOMEAÇÃO À AUTORIA CONCEITO HIPÓTESES DE CABIMENTO PROCEDIMENTO . Obrigação solidária.Autor Se aceita Se não aceita 2ª Aceitação .

pois nem sempre dois autores podem se unir. Duas ou mais pessoas podem litigar. II . 103.. BASE LEGAL CONCEITO Ou seja: ocorre quando.quando: Art. 5º LXXVIII a todos. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código.. O litisconsórcio é fundado no princípio da economia processual3 4. Contatos/Pedidos/Críticas/Sugestões: A7n266dragon@Yahoo. 46. ou em ambas as posições" .Dinamarco.ocorrer afinidade de questões por um ponto comum de fato ou de direito. há pluralidade de autores e/ou réus. CRFB Art. em de caso litisconsórcio ativo.velar pela rápida solução do litígio.Com. a sentença será uma só. 125. de 2004) 4 "É estudar até passar". III . “A situação caracterizada pela coexistência de duas ou mais pessoas do lado ativo ou do lado passivo da relação processual. a reunião em litisconsórcio. ativa ou passivamente. quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir. evitando a propositura de duas ações separadas e processos separados. 46. no mesmo processo 1.entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide. em um processo. no âmbito judicial e administrativo. 1 Mesmo processo: mesma unidade procedimental. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. Consiste no máximo de efetividade processual com o mínimo de custos Art. competindo-lhe: (.) II . Reputam-se conexas duas ou mais ações. nem sempre será é permitida. pois a produção de provas será uma só. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. Tudo isso traz economia.Br . 2 3 Art. I .os direitos ou as obrigações derivarem do mesmo fundamento de fato ou de direito. porque com o litisconsórcio ocorre uma verdadeira cumulação de ações.entre as causas houver conexão pelo objeto ou pela causa de pedir2. Contudo. em conjunto. É necessário que entre as suas ações haja algum vínculo que se enquadre na regra do art. IV .

com o consentimento do réu é possível alterar o pedido e a causa de pedir.: chamamento ao processo9 10 (espécie de intervenção de terceiro que provoca a entrada de litisconsortes passivos num processo em andamento). pois foi formado no curso do processo. quando para a ação for citado apenas um deles. Quando se forma apenas no curso do processo. ou com a demanda sendo oferecida simultaneamente em face de vários réus. Sucessão processual (causa mortis) Art. este deixará de ser ocupado por B. 6 Estabilização subjetiva da demanda: Independe do consentimento do réu.). Ex. a dívida comum. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. Salvo as substituições permitidas por lei: Ex. a decisão pode ser diferente. pois feita a citação não se altera mais as partes voluntariamente.: sucessão processual (inter vivos): ação reivindicatória movida por A em face de B em que este no curso do processo. do princípio do juiz natural. não estaríamos lutando”. que será sucedido pelos adquirentes. aliena a coisa litigiosa a duas pessoas. III . 9 8 10 Art. devedores solidários etc. além é claro. 43. É admissível o chamamento ao processo: I . pois ocorreu a estabilização subjetiva da demanda: com a citação ocorre a estabilização subjetiva da demanda. 264. causa de pedir e as partes. com vários autores demandando em conjunto. Art. salvo as substituições permitidas em lei. 7 Fundamento: O fundamento seria a aplicação do princípio da legalidade. parcial ou totalmente. dando causa à instauração do litisconsórcio passivo. necessariamente. na ação em que o fiador for réu. ainda assim. Basta a possibilidade da diferença.dos outros fiadores. se eventualmente for igual. mantendo-se as mesmas partes6. A alteração do PEDIDO ou da CAUSA DE PEDIR em nenhuma hipótese será permitida após o saneamento do processo. o litisconsorte é simples Quanto à uniformidade da decisão Simples ou Comum 5 A regra é o litisconsórcio originário. 77. a decisão prolatada é igual para todos os litisconsortes Ocorre quando a decisão prolatada pode ser diferente para cada um dos litisconsortes. por ato de vontade. até o saneamento. salvo as substituições permitidas por lei 7 8 . até que efetivada a citação. o autor pode modificar pedido. (Autor desconhecido) . mas. Assim sendo. Quanto ao momento de sua formação Superveniente ou ulterior Unitário Ocorre quando obrigatoriamente. “Se não houvesse esperança. sem o consentimento do réu. 265. dar-se-á a substituição pelo seu espólio (questões somente patrimoniais) ou pelos seus sucessores (questões não patrimoniais).de todos os devedores solidários. observado o disposto no art. Feita a citação. que tem a faculdade (não o dever) de trazer ao processo os coobrigados (fiador. E. Ocorrendo a morte de qualquer das partes. Concordando A com a alteração no pólo passivo. II . Trata-se de intervenção provocada pelo réu.do devedor.LITISCONSÓRCIO 6/76 CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recíproco Inicial ou originário Quando só ocorre litisconsórcio no pólo ativo Quando só ocorre litisconsórcio no pólo passivo Quando se dá simultaneamente em ambos os pólos Quando se forma desde a instauração do processo5. Parágrafo único. visto que na maioria dos casos em que há processo litisconsorcial este já se apresenta com esta característica desde a propositura da ação. em litisconsórcio superveniente. é defeso ao autor modificar o PEDIDO ou a CAUSA DE PEDIR.

O cônjuge somente necessitará do CONSENTIMENTO (não poderia ser “participação”. ou seja. dos réus em lugar incerto e dos eventuais interessados. III . 13 Incindível: que não pode ser fracionado 14 Nota: o caput do art.que versem sobre direitos reais imobiliários. seja pela natureza da relação jurídica (relação jurídica incindível13 ou indivisível). II . não estaríamos lutando”. evitando assim futuras controvérsias. observado quanto ao prazo o disposto no inciso IV do art.resultantes de fatos que digam respeito a ambos os cônjuges ou de atos praticados por eles.: usucapião15 (Necessário em virtude de lei. § 2o Nas ações possessórias. requererá a citação daquele em cujo nome estiver registrado o imóvel usucapiendo. porque a lei não pode exigir litisconsórcio necessário ativo em um pro cesso: 12 11 Art. quando.: anulação de contrato com diversas partes (Necessário em virtude da relação jurídica.que tenham por objeto o reconhecimento. 10. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes. pois a sentença declaratória de usucapião não necessariamente precisaria da citação dos confinantes16) Ex. a presença de todos os litisconsortes na relação processual é indispensável. 10 não é caso de litisconsórcio. Há litisconsórcio necessário. 942. a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nos casos de composse ou de ato por ambos praticados. seja pela lei 14 (por força de lei). 10. cada um poderia ser autor ou réu isoladamente. Critica: o CPC aqui confunde os conceitos de litisconsórcio necessário e litisconsórcio unitário. (. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo11. sendo caso de autorização e não de litisconsórcio necessário) do outro para PROPOR ações que versem sobre direitos reais imobiliários.LITISCONSÓRCIO 7/76 Quanto à indispensabilidade da presença das partes no processo (Litisconsórcio Necessário Passivo – por força de lei) Art. que discutem posse. que não necessariamente são dependentes Nas ações possessórias. é necessária para que a prestação jurisdicional cumpra sua finalidade sendo efetiva Ex. 47. expondo na petição inicial o fundamento do pedido e juntando planta do imóvel. a constituição ou a extinção de ônus sobre imóveis de um ou de ambos os cônjuges. 15 16 Tal situação ocorre porque o legislador quis inserir na usucapião um juízo demarcatório.) § 1o Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para as ações: I . O autor.12 Necessário Art. (Autor desconhecido) . CPC Art. “Se não houvesse esperança. 232. mas cuja execução tenha de recair sobre o produto do trabalho da mulher ou os seus bens reservados. o mesmo não se aplica às ações petitórias.fundadas em dívidas contraídas pelo marido a bem da família. havendo composse. IV . ou seja. pois o contrato não pode ser ao mesmo tempo válido para uma das partes e nulo para a outra) Facultativo Ocorre quando a presença de todos os litisconsortes em juízo não é indispensável. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica.. por edital. nas quais se discute a propriedade. é necessária a PARTICIPAÇÃO (não poderia ser “propositura”) dos cônjuges.. bem como dos confinantes e. Ocorre quando.

ou gravá-la. 20 Majoritária na doutrina. Como regra geral.... sob pena de declarar extinto o processo. seja facultando ao interessado a obtenção de suprimento judicial da outorga do cônjuge. CC de 2002. II. 125. o direito dos co-herdeiros. A autorização do marido e a outorga da mulher podem suprir-se judicialmente. 47. grifos do original) “Se não houvesse esperança. 5ª. aquela decisão será ineficaz (inutiliter data17)18. O juiz ordenará ao autor que “promova” a citação de todos os litisconsortes necessários. quando um cônjuge a recuse ao outro sem justo motivo. (. a decisão prolatada será ineficaz19. 18 Art. 11 do Código de Processo Civil). (Autor desconhecido) .). quanto à propriedade e posse da herança. quando haja denegação sem motivo justo ou ocorra a impossibilidade de obtê-la (art. 623. o processo será extinto. 11. 22 Art. do CC e art. que só tolera a citação dos litisconsortes passivos. em processo em que estava ausente algum litisconsórcio necessário. 1. e 1. não suprida pelo juiz. reconhecendo que o autor não teria legitimidade para intentar a ação sozinho. não produzindo efeito nem para os ausentes. ocorre a nulidade do processo. 47. Não vindo o consorte para o feito. XXXV da CRFB (Inafastabilidade do controle constitucional). sem apreciação do mérito.314. 11 do CPC ). Até a partilha. pode-lhe assinar prazo para obter a adesão do co-interessado necessário. a própria ordem jurídica fornece a solução para o caso de recusa de adesão de litisconsortes ativos necessários. 2005. com a conseqüente extinção sem resolução de mérito. Se mesmo assim o processo chega ao final. Art. 21 Art. nem para os sujeitos presentes ao processo. p. 19 Art. (. mesmo porque. 1. e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio. invalida o processo. do Código Civil de 191.791 Parágrafo único. quando necessária. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo. Solução: Você “pega” quem deveria ser o litisconsorte ativo necessário e o inclui no pólo 20 passivo da relação processual . reivindicá-la de terceiro. parágrafo único. Parágrafo único.1. dentro do prazo que assinar. se não ocorrer a citação de todos os litisconsortes necessários passivos. o direito é avesso a constranger alguém a demandar como autor (o direito de ação é faculdade e não obrigação). da autorização ou da outorga. seja permitindo ao condômino ou co-herdeiro defender sozinho direito comum (arts. se a parte não quer participar do processo.314 .LITISCONSÓRCIO 8/76 TEMAS RELACIONADOS Não observância do de litisconsórcio passivo necessário Se não ocorre a inclusão de todos os litisconsortes necessários ativos na PETIÇÃO INICIAL ou. ou lhe seja impossível dá-la. não estaríamos lutando”. Parágrafo único.580. jurisprudência e é a visão do Alexandre Freitas Câmara. parágrafo único). O exercício do direito de ação é faculdade e não obrigação. defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal.. 2130 e não de alguém para vir agir como autor. 23 24 Esta 2ª corrente lesa o art. tecnicamente.)”(THEODORO JÚNIOR. a ação pode ser proposta caso contrário não é possível a sua 24 propositura Existe de litisconsórcio Necessário Ativo? 2ª corrente 17 Inutiliter data – expressão de Chiovenda que significa que a sentença proferida. A falta. arts. 1. é a de Celso Barbi. Se há a previsão legal.791 parágrafo único . 1ª corrente Não há esse tipo litisconsórcio no direito brasileiro. sobre ela exercer todos os direitos compatíveis com a indivisão. embora não se possa ordenar a citação de litisconsorte ativo. será indivisível. Se for proferida sentença sem que estivesse integrado ao feito algum dos litisconsortes necessários.. Defendida por Humberto Theodoro Júnior e Celso Agrícola Barbi: “A melhor exegese.. no entanto. aquele que seria seu litisconsorte ativo deve verificar se a lei o autoriza a 21 22 23 postular sozinho em juízo (1. que é dada inutilmente. Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação. sendo assim. citação é chamamento que se faz ao réu para defender-se em juízo (art. Por isso mesmo.314 e 1.791.) litisconsórcio necessário (. o juiz.

26 Com base na aula do professor Assumpção. em razão de um contrato firmado por todos). fazendo um juízo de conveniência. sob pena de declarar extinto o processo. na hipótese de litisconsórcio necessário não formado. O art. Há litisconsórcio necessário. 47. deve intimar o autor para que ele forme o litisconsórcio necessário sob pena de extinção do processo. Crítica: a nomenclatura não tem aptidão para mudar a natureza das coisas. no entanto. de ofício. (ação indenizatória proposta por diversos autores contra um réu. 47. 25 “Se não houvesse esperança. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica. dispõe que. é simples. Marinoni) entende que esse também é um caso de intervenção iussu iudicis. § único do atual CPC. quando. mas é um problema usar nomes de institutos revogados para institutos novos diferentes. 91 do CPC de 1939. 47 Parágrafo único. O juiz ordenará ao autor que promova a citação de todos os litisconsortes necessários. concurso de credores contra devedor insolvente). e não mais por um juízo de conveniência. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo25.LITISCONSÓRCIO 9/76 Pela natureza da relação jurídica Relação entre Litisconsórcio necessário. EM REGRA. não estaríamos lutando”. Litisconsórcio ou Intervenção iussu iudicis26 No art. (ex. é simples. forma o litisconsórcio (intervenção iussu iudicis). Critica: o CPC aqui confunde os conceitos de litisconsórcio necessário e litisconsórcio unitário. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes. SEMPRE será unitário (ex. o juiz. por questão de obrigatoriedade. unitário e simples Litisconsórcio Necessário Art.: ação de demarcação e usucapião. existia a previsão de que sempre que houvesse um litisconsórcio facultativo não formado o juiz. Luiz Fux. Parte da doutrina (Nelson Nery. (ex.: condomínio e solidariedade). Litisconsórcio facultativo Entretanto existem exceções na quais o litisconsórcio facultativo pode ser unitário. que não necessariamente são dependentes. poderia.: anulação de contrato por diversas partes) Em razão de lei EM REGRA. Art. facultativo. dentro do prazo que assinar. (Autor desconhecido) .

e não de mera suspensão. (Autor desconhecido) . fariam com que o processo acabasse por ter seu encerramento ainda mais retardado o que somente se evitaria com a exclusão.LITISCONSÓRCIO 10/76 LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO Art. não estaríamos lutando”. Os inconvenientes do desmembramento do processo. Parágrafo único. Pura e simples exclusão dos litisconsortes (ou de alguns deles) mantendo-se aberta a possibilidade de ajuizamento de novas de mandas. Não há uma fixação prévia de quantos litisconsortes formam uma multidão. O pedido de limitação interrompe o prazo para resposta. pois caberá ao juiz. 30 Trata-se de interrupção de prazo. Alexandre Freitas Câmara). A limitação poderá ser feita de ofício ou a requerimento da parte28. em que. Assertiva correta Conseqüências da decisão do juiz que limita o litisconsórcio multitudinário? Quais os seus efeitos em relação aos litisconsortes que não poderão permanecer naquela relação processual 1ª corrente Desmembramento do processo original em tantos quantos seja necessário (Carreira Alvim). Argumentos: atende melhor aos objetivos da reforma do CPC. Havendo requerimento. 28 27 “Se não houvesse esperança. dizer o que é ou não excessivo para o processo em que se formou a coligação de partes (princípio da economia processual) E estabelecer quem permanece no processo e quem dele será excluído. que recomeça da intimação da decisão27. e interromperá o prazo para oferecimento desta30. 29 Dinamarco entende que no silêncio da lei o prazo para requerimento da limitação é de 5 dias e que o prazo não é preclusivo. como a necessidade de se formarem novos autos. o que faz com que. (Cespe/MP-SE 2010) O juiz pode limitar a formação do litisconsórcio facultativo com enfoque na célere solução da lide e na facilitação da defesa do réu. entre outros. de se discutir qual seria o juízo competente para os novos processos que se formassem. podendo ass im o requerimento ser formulado na própria resposta. em decisão fundamentada. O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes. formando-se assim novos processos. (Sérgio Bermudes. este poderá ser formulado pelo demandado no prazo de resposta29. Conseqüências da Decisão Judicial 2ª corrente Sendo necessário o litisconsórcio. 46. esses. formulado o requerimento de limitação. serão partes. Calmon de Passos entende que ao juiz não é dado proceder de ofício à limitação do litisconsórcio. quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa. todos os litisconsortes terão obrigatoriamente de permanecer no processo. diante do caso concreto. a qualquer tempo. seja restituído por inteiro ao demandado o prazo de que dispõe para responder à demanda. ou depois.

LITISCONSÓRCIO 11/76 DINÂMICA DO LITISCONSÓRCIO Art. esse artigo não deve ser analisado na sua literalidade. Contudo. é ineficaz se não for praticada por todos. 509. portanto. 48. Dinamarco). pois para que esse artigo seja aplicável deve-se buscar a identidade de matérias defensivas. mas sim do art. Já no litisconsórcio unitário. que. O mesmo ocorre com a desistência. Salvo disposição em contrário. se o ato praticado for benéfico. existam decisões que considerem de forma diferente o mesmo fato e/ou fundamento jurídico. Aplica-se o art. em suas relações com a parte adversa. os litisconsortes serão considerados. mas não evita que os outros litisconsortes pratiquem o ato. os atos e as omissões de um não prejudicarão nem beneficiarão os outros. Art. que se o recurso favorecer. Envolve o direito de ação (desistência do processo) e outros direitos processuais. havendo pluralidade de réus. pois a contestação de um beneficiaria os demais. se o litisconsórcio for simples. 48. 320. b) Direito processual. O art. ou seja. Atos de Disposição de Direito No litisconsórcio simples. os atos de disposição tanto de direito material como de direito processual são plenamente eficazes perante o litisconsorte que o praticou. 509 se limita ao litisconsórcio unitário. Contudo. vigora a autonomia dos atos. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . que é o que defende o Marinoni numa posição bastante minoritária. Não se aplica o art. pois o Direito Brasileiro preferiu adotar o princípio da pessoalidade do recurso ao princípio da realidade. não estaríamos lutando”. algum deles contestar a ação. gerando efeitos apenas para ele. como litigantes distintos. contudo. havendo litisconsórcio passivo. A revelia não induz. Barbosa Moreira. Defendem essa ideia. apesar de ser um ato processual. ele gerara efeito também para quem não o praticou. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. o ato praticado por um só dos litisconsortes é plenamente ineficaz. já que estabelece que o recurso de um dos litisconsortes aproveita aos demais. pela literalidade desse artigo. Entretanto.se. Se o Direito Brasileiro adotasse o principio da realidade. Essas decisões distintas atingem os litisconsortes de forma diferente. a ideia da autonomia é afastada sempre. Recursos “Se não houvesse esperança. os atos de disposição de direito material somente geram efeitos se praticados por todos os litisconsórcios. 48 é aplicável. no entanto. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. 48. I do CPC é sempre aplicável. No tocante aos outros direitos processuais. 509. Porém. 48 do CPC. ele poderá renunciar. não gera efeito nem pra quem praticou e nem para os demais litisconsórcios. Revelia Se o litisconsórcio for unitário. Assim. a alegação na contestação deve favorecer o réu revel. (Autor desconhecido) . Seria uma incongruência lógica entre duas decisões no mesmo processo. não haverá presunção de veracidade se ao menos um dos réus contestar a ação. Sugere-se. o art. Isto significa que é admissível que. reconhecimento jurídico do pedido e transação (sucumbência recíproca). analisar o caso concreto. pois esta seria exatamente a matéria que ele alegaria em sua defesa. 48 do CPC será aplicável. o fato e o fundamento jurídico têm de proporcionar a mesma decisão para todos os sujeitos. assim. Art. Deve-se. 48 do CPC. A doutrina majoritária (STJ. entende que o art. a) Direito material. a autonomia do art. ou seja. Assim. no caso do litisconsórcio simples não há a aplicação do art. não seria aplicável o art. ou seja. deve-se atingir a todos. Um dos principais efeitos da revelia é a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. portanto. Espécies: renúncia. 320. O princípio da pessoalidade absorve a incongruência. se a contestação trouxer benefício exclusivo ao réu que ofereceu defesa. o art. ou seja. o inciso I do art. 48 do CPC. Se um dos litisconsortes unitário quiser renunciar seu direito de recorrer. dentro do mesmo processo. por exemplo. 320 do CPC dispõe que. 509 do CPC dispõe sobre uma exceção à autonomia do art.

Prazo “Se não houvesse esperança. 191. Pelos precedentes da súmula. deve-se aplicar o princípio da comunhão das provas. Nesses casos. os litisconsortes. para falar nos autos. não prejudicando. a função da confissão. Sendo assim. O art. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. a prova produzida passa a ser uma prova do processo independentemente de quem a produziu. caput do CPC trata da confissão como meio de prova. A confissão judicial faz prova contra o confitente. é convencer o juiz. em grau recursal não haverá mais litisconsórcio. vigora o princípio da comunhão das provas. pra todos os recursos subseqüentes o prazo será simples. entretanto. o Código tem a intenção de dispor que o juiz deve analisar a confissão perante as outras provas produzidas. A Súmula 641 do STF dispõe que havendo apenas um litisconsorte sucumbente. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. isso ocorrendo. Pode-se concluir ainda que se somente um litisconsorte recorrer. não estaríamos lutando”. 48 é inaplicável a qualquer litisconsórcio seja ele simples ou unitário. como qualquer outro meio de prova. pois se exige que haja também uma pluralidade de advogados. a autonomia do art. o prazo recursal será simples. assim. e. O art. (Autor desconhecido) . não basta que haja litisconsórcio. Art. percebe-se que se houver mais de um litisconsorte sucumbente com o mesmo patrono o prazo também será simples. já que somente este possui interesse recursal. não é possível fazer carga dos autos a não ser que haja um comum acordo entre os patronos. 350. Súmula 641 – Não se conta em dobro o prazo para recorrer. ou seja. 191 do CPC prevê um prazo em dobro para todo ato processual. de modo geral. No entanto. para recorrer e.LITISCONSÓRCIO 12/76 Art. 350. a confissão de um dos litisconsortes não tem o mesmo poder de persuasão que a confissão feita por um réu único. Na verdade. Não há diferença entre os litisconsortes simples e unitários. todavia. Ou seja. Provas Na questão probatória. dispondo que a confissão de um litisconsorte somente vincula a ele (confitente).

quando o respectivo fundamento não disser respeito somente ao embargante (v. observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts. o prazo para cada um deles embargar contase a partir da juntada do respectivo mandado citatório. 57. de 2006). quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao embargante. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar.710. de modo geral. (Oposição) Art. § 1o Quando houver mais de um executado.g. (Redação dada pela Lei nº 8. de 2006). Prazo em Dobro Exceções Súmula 641 STF Súmula 641 . a concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados suspenderá a execução contra os que não embargaram “Se não houvesse esperança. para recorrer e. A contrario sensu.382. na pessoa dos seus respectivos advogados. (Autor desconhecido) . Distribuída a oposição por dependência.não se conta em dobro o prazo para recorrer. (Redação dada pela Lei nº 11. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores (advogados). serão os opostos citados.382. Os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias. 738.382. 191 desta Lei. contados da data da juntada aos autos do mandado de citação. prescrição). Art. de 1993) Art. § 3o Aos embargos do executado não se aplica o disposto no art. O opoente deduzirá o seu pedido. 241. § 4o A concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados não suspenderá a execução contra os que não embargaram. Prazo de resposta Embargos á execução Regra Art. de 2006). 738. salvo tratando-se de cônjuges. (Incluído pela Lei nº 11. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido.710. de 1993) III quando houver vários réus. Começa a correr o prazo: (Redação dada pela Lei nº 8. 282 e 283).LITISCONSÓRCIO 13/76 TEMAS RELACIONADOS Processo de conhecimento Art. para falar nos autos. 191. da data de juntada aos autos do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido. não estaríamos lutando”. 739-A. (Incluído pela Lei nº 11. para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. Embargos do executado Art.

c) O juiz deverá ordenar à autora da ação civil pública que promova a citação da empresa “B”. não estaríamos lutando”. foram contratadas duas empresas especializadas no setor da construção civil (empresa “A” e empresa “B”). com o intuito de facilitar a circulação de pessoas e de materiais. assim. e) O Juiz pode dispensar o requisito da pré-constituição exigido da associação autora e processar a ação civil pública. assinale a resposta CORRETA. Considerando-se o que consta no enunciado. para uso comum. (Autor desconhecido) .LITISCONSÓRCIO 14/76 QUESTÕES Ministério Público . por demandar apenas contra a empresa que possuía maior patrimônio (empresa “A”). d) O proprietário do imóvel vizinho tem legitimidade para intervir na ação civil pública como litisconsorte ativo. as quais decidiram instalar. não obstante fosse o imóvel coberto por vegetação e existisse licença ambiental definindo a área que poderia ser desmatada. também inconformado com aquela situação. a) O Ministério Público não poderá intervir como parte na ação civil pública ajuizada pela associação. Atuará como fiscal da lei.35. porém. refeitório e banheiros). “Se não houvesse esperança. em área de preservação permanente. o proprietário do imóvel vizinho. constituída legalmente há menos de um ano. Por sua vez. degradação e dano ambiental. uma única dependência provisória destinada ao desenvolvimento das atividades administrativas da obra (escritório. Entretanto. Chegando o fato ao conhecimento de uma associação cuja finalidade institucional é a proteção do meio ambiente. por ser ela litisconsorte passivo necessário. b) A ação popular constitui instrumento processual inadequado para o fim perseguido. por entender que a situação revela interesse social manifesto e relevante. ela ajuizou ação civil pública para exigir a recuperação da área e o ressarcimento dos prejuízos causados. as empresas contratadas. deliberaram instalar a referida dependência provisória fora daqueles limites. à margem de um rio ali existente.MG – 2008 . tendo optado. causando. Para executar projeto de edificação de uma fábrica. propôs ação popular para anular o ato lesivo ao meio ambiente.

tipo de recurso com o qual se pretende esclarecer a decisão. até que ponto o processo judicial estava anulado.DECISÃO STJ considera nula decisão tomada sem litisconsortes necessários em briga judicial de municípios por ICMS Em decisão majoritária. o processo deveria ser declarado nulo. mas sem efeitos modificativos. a necessidade de renovar o juízo de valor feito pelo juiz em tutela antecipada. O debate judicial. sob o seu ponto de vista. envolve a alegação de que o estado do Amazonas. a tutela antecipada foi concedida diante de uma relação processual que estava pronta. diante da diminuição do seu percentual de participação no valor do ICMS a ser repassado. dia 10. há. não atingiu a antecipação de tutela concedida sem ouvir a outra parte (inaudita altera pars). O TJAM deferiu o pedido. mas são litisconsortes necessários –. Para ela. no Amazonas. no valor adicionado do ICMS referente ao município. valores referentes à saída de petróleo cru e gás liquefeito de petróleo (GLP) retirados da Base Petrolífera de Urucu. (Autor desconhecido) .15h28 . esclareceu que. O recurso especial foi acolhido. concluindo ser nula a decisão proferida sem a citação dos litisconsortes necessários. O objetivo era entender qual o alcance do julgamento. nesta terça-feira. Ele acolhia os embargos. Para o relator. diretamente. pois foi anterior ao ponto retirado do processo. constatando que o município de Manaus foi diretamente atingido pelo comando sentencial e que só teve oportunidade de ingressar no processo quando já encerrada toda a fase de instrução e julgamento realizados na primeira instância. por não figurarem na qualidade de réus da demanda. e. a Turma. determinando seu reinício com a citação dos municípios interessados na qualidade de litisconsortes passivos. uma vez que decorre justamente da possibilidade de os litisconsortes influenciarem na formação do convencimento do julgador. imprescindivelmente. afetados pela ordem judicial não pode ser aferida pelo resultado final do julgamento. e declara nula tutela antecipada concedida pela Justiça amazonense envolvendo o repasse dos valores relativos ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). ou seja. através da Secretaria de Fazenda. A questão chegou ao STJ porque. Ao apreciar essa questão. A ministra Eliana Calmon. ou seja. discordou. O entendimento do relator foi seguido pelos demais ministros para dar provimento ao recurso de Manaus. determinando que a Secretaria de Fazenda estadual elevasse o índice então atribuído ao município de Coari de 2% para quase 7% sobre os 25% do produto de arrecadação de ICMS do estado.LITISCONSÓRCIO 15/76 JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA 11/03/2009 . Em relação a essa decisão. iniciado por Coari. Interpôs apelação na qualidade de terceiro prejudicado. Essa decisão – entende o ministro – poderá ser revista pelo próprio juízo ou impugnada por meio de recurso ao tribunal local pelos novos litisconsortes que ocuparão o polo passivo da demanda. a necessidade de citação daqueles que venham a ser. não estaríamos lutando”. o ministro decidiu anular o processo. Assim. as partes afetadas. o município de Coari apresentou embargos de declaração. a anulação dos atos processuais por ausência de citação dos litisconsortes necessários. acolheu recurso do município manauara contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que determinava alteração do índice do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços (ICMS) a ser repassado para o município de Coari. Em novembro de 2008. ministro Castro Meira. como foi o caso. o ministro Castro Meira. seria outro caso. os demais municípios atingidos diretamente pela alteração dos índices do ICMS. “Se não houvesse esperança. No momento em que o STJ afirma que a relação processual contém defeito devido à ausência na lide dos litisconsortes necessários – pois. se fosse facultativa. o município de Manaus tentava fazer prevalecer a tese de que deveria ter havido a determinação para a citação de litisconsórcio passivo necessário. a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acata recurso apresentado pelo município de Coari. próxima a votar. não tem inserido.

sob pena de não poder ser obtido por nenhum: não se podem coagir os demais a entrar em juízo. teria deixado de cumprir. a relação processual se altera significativamente no momento em que há. em vista da existência de litisconsórcio passivo necessário ditado por lei (art. inclusive. Dissolução. julgado em 26/10/1999. antes de sua remessa ao juízo federal. (Autor desconhecido) . Min. REsp 885. os autos deveriam retornar ao juiz de Direito para que intimasse o autor a promover a citação do litisconsorte. não invalida a questão. no polo passivo. Sálvio de Figueiredo. Precedente citado: REsp 331. Isso. anulando. Pretendia-se a indenização por danos decorrentes de inexecução contratual. Precedentes citados: REsp 64. fora das hipóteses expressamente contempladas em lei. entende que a nulidade examinada pelo Superior Tribunal em razão dessa falta da presença dos litisconsortes necessários alcança a relação jurídica em sua origem.726-SP. em razão do litisconsórcio passivo necessário. DJ 6/12/1993. Os votos vencidos entendiam que. a Turma entendeu desnecessário o litisconsórcio.A Turma entendeu. O ministro Humberto Martins. REsp 141. DJ 10/5/1999. não estaríamos lutando”. Min. ao acompanhar o entendimento divergente. a competência da Justiça Federal.157-RJ. obrigações cindíveis que a ré. por maioria. 47 do CPC). correto o acórdão recorrido que anulou a sentença proferida pelo juízo de Direito e reconheceu. Essa corrente foi acompanhada. antes da tutela. seja ouvida a outra parte. União . Coordenadoria de Editoria e Imprensa Litisconsórcio ativo necessário.364-MG. A esposa casada sob o regime de comunhão universal deve figurar no polo passivo. podendo até mesmo ser exigido que. na verdade. O litisconsórcio ativo necessário restringe o direito constitucional de ação e. Francisco Falcão. Há casos em que. deve ser admitido apenas em situações excepcionalíssimas. ficaria vigorando aquela decisão sem a participação do próprio estado. sob pena de extinção do processo (parágrafo único do citado artigo). Rel. ainda. diante da ausência desse litisconsorte necessário. julgado em 28/4/2009. destacou que. Rel. julgado em 3/3/2009. Sociedade de fato. e REsp 33. No caso. administradora e mandatária da autora. na ação de dissolução de sociedade de fato cumulada com partilha de bens proposta contra o concubino casado. Litisconsórcio necessário.951-RN. Min. “Se não houvesse esperança. Rel. porém há outros em que o resultado a ser pleiteado no processo deve ser pretendido por todos. apesar da incindibilidade da situação jurídica ocupada por vários co-titulares. de ofício. porque. Litisconsórcio passivo necessário. pelos ministros Herman Benjamin e Mauro Campbell Marques.533-ES. DJ 26/4/2005. a depender da relação de direito material estabelecida entre as partes. outros entes públicos. mediante o consenso. a seu ver.088. entre o banco de desenvolvimento estadual em questão e a União na ação que envolve determinado fundo de incentivos fiscais.172-RJ. o respeito à garantia da ação de um impede a exigência do litisconsórcio. seria favorecer a decisão do juiz liminarmente. AgRg no REsp 1. a possibilidade de dar continuidade a uma tutela concedida antecedentemente sem a presença desses entes. sem interrupção. Luis Felipe Salomão. Assim.LITISCONSÓRCIO 16/76 Segundo a ministra. porque o magistrado pode imediatamente tornar a examinar e dar a mesma tutela.

Fgts. somente a CEF tem legitimidade para integrar o polo passivo da relação processual. a Turma negou provimento ao agravo. 7º. desde que isso se afigure útil ao interesse público. 8/2008-STJ). mormente quando se está diante de uma garantia constitucional posta à disposição do cidadão para a defesa do patrimônio público. No caso. consoante previsto no art. mas também a princípios mestres do sistema de Direito Administrativo. Dessa forma. uma vez que. II. De outro lado. a municipalidade tivesse apresentado contestação . Rel. o prazo em dobro para responder à ação.717/1965. da mesma lei. é completamente descabida a afirmação da agravante de que o interesse do município para figurar no polo ativo da ação popular é meramente econômico. obtendo o deferimento do juízo monocrático. segundo a lei. no silêncio da lei. posteriormente. A Seção. em nenhum momento. Rel. IV. dois são os requisitos que o dispositivo legal exige para que a pessoa jurídica de Direito Público possa requerer a alteração no polo da lide: que o pleito seja realizado dentro do prazo da contestação e exista interesse público . O Min. a moralidade e a isonomia. por ser a única responsável pela administração das contas vinculadas do FGTS. mas requereu seu ingresso na lide na qualidade de litisconsorte. Humberto Martins. Portanto. principalmente quando a condenação é consequência de atos que lesaram o patrimônio público e violaram os princípios norteadores do Direito Administrativo.LITISCONSÓRCIO 17/76 Ação popular. efetivamente. (Autor desconhecido) . conforme o mencionado artigo da referida lei. Foi contra essa alteração subjetiva nos polos da relação processual que o agravante interpôs o recurso de apelação e. 4. Min. O objeto da ação popular é a anulação de aditamento do contrato em face de supostas irregularidades ocorridas em processo de licitação. 6º. Na qualidade de operadora do Fundo. 543-c do CPC e Res. o empregador não mais detém a titularidade sobre os valores depositados. isso não quer dizer que o interesse público não esteja presente em tal situação. nos termos do art. julgado em 4/6/2009. a teor da Súmula 82-STJ. Min. DJ 29/6/2007. ingressou com recurso especial. ao julgar o recurso repetitivo de controvérsia (art. os requisitos legais foram atendidos de forma satisfatória. AgRg no REsp 973. “Se não houvesse esperança. esse pedido do município não quer dizer que ele praticou ato incompatível com a faculdade de requerer o ingresso no polo ativo da relação processual.905-SP. a pessoa jurídica de Direito Público chamada na ação poderá contestá-la ou não. A incompatibilidade só teria ocorrido se. o interesse jurídico da municipalidade é palmar. entre os quais a legalidade. REsp 1. Repetitivo. Luiz Fux.717/1965. Concurso. Diante disso. que passam a integrar o patrimônio dos fundistas. pois a conduta da municipalidade encontra amparo no § 3º do art. realizados os depósitos. gerando para o trabalhador o direito ao levantamento das quantias depositadas na sua conta vinculada ao FGTS. 6º da Lei n. Precedente citado: REsp 819. Prazo. Levantamento. ou poderá encampar o pedido do autor. e a faculdade estabelecida no art. n. 4. Ademais. Ente público. 37.110. Não há litisconsórcio passivo entre o ex-empregador (o município) e a Caixa Econômica Federal (CEF). que permite ao ente público pleitear o ingresso no polo ativo da demanda. Assim. da Lei n. não havendo falar em preclusão lógica ou temporal em razão de a entidade de Direito Público ter pleiteado. Relator entendeu que não há como dar provimento ao recurso da agravante. Ainda que eventual condenação ao pagamento de quantia seja revertida ao município. não cabe fazer interpretações restritivas. equipara-se à ocorrência de culpa recíproca. Assim. O requerimento para figurar no polo ativo da relação processual foi exercido dentro do prazo para o oferecimento da contestação. § 3º. não estaríamos lutando”. que teriam ocasionado a lesão não só ao patrimônio público. reiterou o entendimento de que a declaração de nulidade do contrato de trabalho em razão da ocupação de cargo público sem a necessária aprovação em prévio concurso público. a juízo exclusivo do representante legal da entidade. Até porque. da CF/1988. julgado em 24/6/2009. o município figurou como réu na ação popular.848-RS.822RN. a lei da ação popular estabeleceu a incompatibilidade entre o requerimento de prazo em dobro para contestar.

§ 4º. Rel. alega que a decisão do TJ violou os arts. 499. Min. terceiro prejudicado. por força do nexo de interdependência judicial (art. do CPC. Portanto. não estaríamos lutando”. sem que fosse chamada nos autos da execução. julgado em 18/8/2009. REsp 346. se a autora indica haver dois ou mais réus. a verificação da inviabilidade da configuração do litisconsórcio sob o prisma material. No caso. pois a norma legal do art. na qualidade de litisconsorte passivo necessário. Terceiro prejudicado. Relator. julgado em 8/10/2002. Min. não poderia ter deixado de participar do mandamus.061-MT. na condição de arrematante do imóvel levado a leilão. Min. DJ 17/10/2005. reclama a participação de interessados na controvérsia (arrematante.106. Luiz Fux. é aquele que sofre um prejuízo na sua relação jurídica em razão da sentença. DJ 9/12/1997. (Autor desconhecido) . pois. seguindo-se o curso regular do processo. REsp 423. IV e VI.273-SP. Recurso. ficando assentado. REsp 1. da arrematação. o acórdão recorrido concedeu a segurança à empresa recorrida. A ação anulatória de arrematação.879-RS. O recorrente sustenta a nulidade absoluta daquela ação que anulou a ação executiva e. § 1º.334-RS. do CPC. conforme a orientação deste Superior Tribunal. parágrafo único. por não ter sido citado como litisconsorte necessário.628-SP.804-PB. Litisconsorte necessário. § 1º. o terceiro prejudicado legitimado a recorrer. Isso posto. Precedente citado: REsp 116. a existência de vícios no edital publicado nos autos da execução que o banco move a quem se atribuiu a propriedade do bem. porquanto o seu direito sofrerá influência da sentença que nulifica o ato culminante da expropriação judicial. no caso. por consequência. ressaltando. O litisconsórcio é compulsório. Precedentes citados: REsp 117. Nancy Andrighi. terceiro prejudicado. na hipótese por ser a adquirente do imóvel antes do leilão. do CPC. exequente e executado). 94. Arrematante. legitima-se à impugnação recursal (art. 47. visto ser o arrematante do imóvel levado à praça. portanto. Assim. Rel. do CPC). Para o Min. por isso. a Turma conheceu do recurso e lhe deu provimento para decretar a nulidade do processo para que seja integrado à lide o recorrente na qualidade de litisconsorte passivo. questionado pelo recorrente com o intuito de. a demanda pode ser ajuizada em qualquer deles. também a recorrida pleiteou seu direito com base no prejuízo que sofreu como terceira interessada. deveria ter sido incluído no polo passivo do mandamus na condição de litisconsorte necessário. REsp 927. DJ 4/2/2002. vale dizer. sob pena de a sentença ser considerada inutiliter data. que alegou haver adquirido o lote de terreno sem que constasse restrição no registro imobiliário. quando a eficácia da decisão depender da citação de todos os sujeitos que sofrerão nas suas esferas jurídicas. O recorrente. por ser o arrematante do bem no praceamento cujo edital foi anulado. pela sua certificação. Despicienda. do CPC). é cogente. o próprio recorrente. 499. Arrematante. e REsp 355. O arrematante é litisconsórcio necessário na ação de nulidade da arrematação. “Se não houvesse esperança. que detém interesse processual pela inversão provocada com a concessão da segurança à incorporadora. Rel. se o terceiro não for convocado para o processo. Aldir Passarinho Junior. o entendimento de que. ter por ilegítima uma das partes e provocar a resolução da questão da competência por meio de outras regras processuais.509-RJ. que ostentam manifesto interesse jurídico no resultado da demanda cuja finalidade é desconstituir o ato judicial que favorece o ora recorrente. possuindo os co-réus domicílios diversos. A Turma não conheceu do recurso.LITISCONSÓRCIO 18/76 Litisconsórcio. por outro lado. Competência. cuja relação jurídica é atingida de forma reflexiva. sob o aspecto formal. Leilão. 47 e 267. nos moldes do art. necessário. encerrando hipótese de competência concorrente. DJ 15/4/2002. também terceiro prejudicado. é certo que. há litisconsórcio e. O TRF deu provimento ao recurso reconhecendo a legitimidade dos autores e determinou a nulidade da arrematação devido à ausência de intimação do cônjuge do executado. julgado em 20/10/2009.

14.219-RJ. julgado em 12/2/2008. ainda. afastou a multa de 1% sobre o valor da causa. daí a via da discriminatória ser adequada. porque a ação foi extinta sem resolução do mérito. mantendo a companhia de energia. Economia mista. Consignou também o acórdão recorrido que a natureza das terras foi comprovada a contento. 6º c/c o art.999-MA. Afastou-se a impropriedade do procedimento adotado. 47 do CPC. Relator. considerando que os embargos de declaração opostos tiveram propósito de prequestionamento. com personalidade própria e patrimônio distinto daquele do estado. até para que se cumpra o art. Quanto ao usucapião. visto que é sociedade de economia mista. Com esse entendimento. bem assim os que dele se beneficiaram. Por fim. na cadeia dominial. a posse não se presume. 1º da Lei n. Inclusive o STF já firmou entendimento de que o usucapião de terras públicas é vedado desde o advento do CC/1916 (Súm. DJ 5/6/2007.LITISCONSÓRCIO 19/76 Ação discriminatória. Sociedade. reconheceu-se a inexistência da coisa julgada e a inocorrência da alegada litispendência.717/1965. o litisconsórcio necessário com todos os antecessores dominiais. Outrossim. Ademais. Destaca o Min. cujo escopo é o de alcançar e convocar. \ Ação popular. além de que foge ao objeto da ação. REsp 847. Luiz Fux. não apenas os responsáveis diretos pela lesão.916/1945). observou que é evidente se reconhecida a competência federal para tratar do assunto. pela primeira demandada. DJ 3/4/2006. a Turma conheceu parcialmente do recurso e nessa parte deu-lhe provimento. devido aos vícios na cadeia dominial e à inexistência do usucapião extraordinário. uma vez que a ação discriminatória não é obstada pelo registro das terras em nome do particular nem exige sua previa invalidação. em nome da recorrente. Rel. tenham concorrido para o fato. Precedentes citados: REsp 258. O juiz excluiu o estado do pólo passivo. 340-STF). julgado em 2/9/2008. restringem-se àquelas cujos atos sejam objeto da impugnação. (principalmente o DL estadual n. a exegese da legislação aplicável à ação popular revela que as pessoas jurídicas de Direito Público. embora haja o registro. a companhia de energia. “Se não houvesse esperança. não poderia o estado-membro. bem ou mal.397-SP. Cuida-se de ação popular ajuizada contra a companhia energética estadual e contra o estado devido à prática de ato causador de dano ao erário consubstanciado no pagamento. Além de que. para o âmbito da ação. Nas instâncias ordinárias. cuja citação faz-se imprescindível para integrar o litisconsórcio passivo necessário simples. de publicação de matéria na imprensa local que felicitava a governadora pela passagem de seu aniversário. o caso seria de continência. Terras devolutas. ele tem de infirmar o domínio particular. n. REsp 879. Por último. A ação popular reclama cúmulo subjetivo no pólo passivo. no caso. (Autor desconhecido) . ainda. que. não estaríamos lutando”. o que inviabilizaria qualquer discriminação de terras devolutas. para integrar o litisconsórcio passivo necessário simples. restaria a discussão acerca de sua natureza jurídica. para o estado-membro provar que as terras são devolutas.122-PR. pretender regular a questão já vedada por norma federal desde 1933. Relator que. Usucapião. vale dizer. Isso posto. de forma direta ou indireta. Herman Benjamin. Devem ser citados. 4. Rel. Rejeitou-se. Min. é absurda a pretensão de chamar todos os transmitentes à lide. pois a cadeia dominial retroage ao século XIX. Trata-se de ação discriminatória ajuizada em decorrência de extinção de ação anterior por desaparecimento de volumes em incêndio no fórum da comarca. Para o Min. ausentes os requisitos para o usucapião extraordinário previstos na legislação. foram apontados diversos vícios e há comprovação de falsidade de assinatura. Min. vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória. Há a necessidade de que venham aos autos todos os legítimos contraditores. os sujeitos elencados no art. Ressaltou. em 1945 (lei estadual). e REsp 266. mas todos aqueles que. a Turma negou provimento ao recurso. se a falsidade do documento de registro paroquial não tivesse sido comprovado.

uma vez que a competência dos juizados federais encontra-se regulada no art. DJ 3/9/2007. nos termos da jurisprudência firmada na Súm. por si só. Citação.129-RS. AgRg no AgRg no CC 87. REsp 512. e REsp 979. “Se não houvesse esperança. Rel.130-ES. DJ 24/9/2001. Pode ser tudo feito no mesmo processo.802-RS. na condição de concedente. ponderou-se em relação à aplicação subsidiária da Lei n. DJ 17/10/2005. Para que alguém seja demovido da sua condição de pai. 6º. Aldir Passarinho Junior. reiterou ser legítima a cobrança de tarifa básica pelo uso dos serviços de telefonia (Súm.626-RS. 9. n. DJ 4/10/2007.278-GO. Precedente citado: REsp 117. temas impugnados pela agravante. mas com a integração do pai registral. é preciso que integre a lide que poderá ter essa conseqüência.259/2001 admite expressamente a possibilidade de prova técnica. Trata-se de ação ajuizada com o objetivo de que as pessoas políticas demandadas fornecessem medicamentos de uso continuado para a autora. Anatel. 12 da Lei n.000-RS. citando a doutrina. Por fim. DJ 1º/9/2008. Rel. julgado em 8/10/2008.LITISCONSÓRCIO 20/76 Competência. 9. Tarifa básica. julgado em 22/10/2008. 10. diferentemente do que se verifica nos juizados estaduais. Outrossim. movidas entre os usuários e a concessionária de serviços de telefonia. observou não prosperar a argumentação de que os juizados especiais federais não detêm competência para conhecer de causa em que haja interesse da Fazenda. ressaltou que os juizados especiais foram criados com o objetivo de facilitar o acesso à Justiça. Precedentes citados: REsp 911. a regra é simples e objetiva. incide a Lei n. Investigação. Dessa forma. o alto grau de complexidade da lide e a prova técnica. representa a existência de lides de maior complexidade probatória. e CC 83. Para a Min. Em agravo regimental interposto contra decisão que reconheceu o conflito e declarou competente o juízo federal do juizado especial cível. Min. propiciando maior celeridade na solução dos conflitos. “pai registral”. o que.171-PR. o art. julgado em 14/10/2008. Tampouco cabe o litisconsórcio passivo da Anatel. DJ 3/12/2007. pouco importa se a matéria objeto do conflito instaurado seja de grande ou pequena complexidade probatória. Recurso repetitivo. 10. Não é necessário prévio procedimento judicial de anulação do registro para subseqüentemente proceder à investigação. quanto à prova técnica. Legitimidade. o citado dispositivo deve ser interpretado de forma lógico-sistemática. Precedentes citados: CC 73.068. nas demandas relativas à legitimidade da cobrança de tais tarifas. ser demandadas no juizado especial cível. não estaríamos lutando”. Telefonia. Rel.259/2001. Assim. 348-STJ. A Turma entendeu ser necessária a citação do pai registral para integrar a lide como litisconsórcio necessário passivo. da Lei n. Relatora. A Seção. em litisconsórcio passivo com a União.099/1995. 10. (Autor desconhecido) . Paternidade.944-PB. CC 49. Juizado especial cível.259/2001 não regula a matéria. Min. não se excluindo a viabilidade de que outras pessoas jurídicas possam. 543-C do CPC). Eliana Calmon. Teori Albino Zavascki. pois sua competência define-se em razão do critério absoluto do valor da causa. 356-STJ). REsp 1.292-PB. II. n. na ação de investigação de paternidade movida por menor (representado pela mãe) contra o ora recorrente.099/1995 onde a Lei n. Min. Logo. ao julgar recurso repetitivo (art. entendendo-se que aquele artigo cuidou tão-somente de autorizar que a União e demais pessoas jurídicas ali mencionadas figurassem no pólo passivo dos juizados federais.

também. Note-se que o MS foi impetrado pelo Conselho Federal de Medicina. para anular a Portaria do Ministério da Educação n. DJe 1º/9/2008. Ademais. DJ 20/9/2007. No que se refere à nulidade por ausência de citação do órgão municipal de serviços de água e esgoto. DJ 26/3/2007. não estaríamos lutando”. Nulidade. ela não pode prosperar. Assistente litisconsorcial. pois a sentença nos autos da ACP afirma que o concurso destinava-se a preencher os cargos da prefeitura. é detentor de mera expectativa de direitos. “Se não houvesse esperança. Rel. mas explicitou que se justifica a intervenção da agravante como terceiro interessado. Trata-se de nulidade de concurso para provimento de cargos em prefeitura decretada em ação civil pública (ACP).446-RJ. Sendo assim. e AgRg no REsp 809. conforme pleiteado.LITISCONSÓRCIO 21/76 Ms. que a parte assistida é o ministro da Educação. na presente ação mandamental. ela esbarra em matéria fática probatória. Dessa forma. Litisconsórcio. Luiz Fux. seu comparecimento espontâneo supre a ausência de citação (art.431-RS. DJ 5/2/2007. Min. com esse entendimento. do CPC). AgRg no REsp 860. segundo o Min. enquanto não houver nomeação. Assim. Rel. 2. Isso porque o candidato aprovado. Ressaltou-se. Por causa da nulidade.469-DF.400-ES. acarretará a inabilitação para o exercício profissional da agravante. REsp 902. julgado em 9/6/2004. julgado em 13/4/2010. ainda. Intervenção. Precedentes citados: AgRg no Ag 782. Relator. a controvérsia suscitada pelo município é quanto à existência de litisconsórcio necessário de todos os aprovados e do órgão municipal ao qual se destinavam as vagas do certame. se concedido. AgRg no REsp 919.948 – que determinou a emissão e registro de diplomas no referido curso – e. REsp 968. a Turma conheceu em parte do especial e. nessa parte. negou-lhe provimento. DJ 10/9/2007. Concurso. § 1º. 50 do CPC).090-AL. A Seção negou provimento ao agravo. sua posição se enquadra na hipótese de assistência litisconsorcial (art. Quanto à nulidade por ausência dos aprovados como litisconsortes necessários. MS 9. Terceiro. não houve nomeação de qualquer candidato aprovado.097-AL. em razão de comprovada fraude no certame. como assistente.924-AL. Teori Albino Zavascki. não se verifica a nulidade apontada e. pois tem a pretensão de ingresso no feito para defender diretamente direito próprio. admitindo-a. (Autor desconhecido) . 214. Trata-se de agravo regimental interposto pela profissional habilitada em optometria contra decisão que a inadmitiu como litisconsorte passiva necessária. não há comunhão de interesses. Min. No REsp.

O conflito de interesses instaurado entre os municípios não é empecilho à inclusão de ambos na demanda. ausente ou sendo nula a citação. Por fim.374-GO. essas sentenças não se enquadrariam nas hipóteses de admissão da ação rescisória (art. a Seção. por outro município. não estaríamos lutando”. extinguiu a ação rescisória sem julgamento de mérito. ter sido anexada petição para juntada de substabelecimento a qual evidenciou a existência de litisconsortes passivos necessários. que ocorrem. prossiga o feito. para que. ainda. Assim. Da interpretação do art. decidiu anular todo o julgamento iniciado e determinou que os litisconsortes passivos sejam intimados neste Superior Tribunal. por unanimidade. Rel. DJ 1º/8/2005. no curso do pedido de vista dos autos. I a IX. Litisconsorte. em vez da ação rescisória prevista no art. e AR 771-PA. Com esse entendimento. Falta. DJ 26/02/2007. quando as sentenças são proferidas sem assinatura ou sem dispositivo. Relator que este Superior Tribunal. do STJ: REsp 62. Precedentes citados do STF: RE 96. Nesse contexto. 46 do CPC e não haja incompatibilidade absoluta de competência e procedimentos. por afrontar o princípio do contraditório. §§ 1º e 2º). 485 do CPC. Querella nullitatis. que ainda são consideradas inexistentes. A recorrente recolheu o ISS a determinado município. QO no RMS 30. daí configurada a conexão a autorizar o litisconsórcio passivo (art. decidiu no mesmo sentido e o Supremo Tribunal Federal também entende que a existência da coisa julgada é condição essencial para o cabimento da ação rescisória. Benedito Gonçalves.565-SC. julgada em 22/9/2010. Esse vício. a fim de que possam apresentar suas contrarrazões. Citação. local em que prestou serviços de engenharia. AR 569-PE. que não possui prazo para sua propositura. Assim. REsp 727. por maioria. no entanto posiciona-se em sentido diverso. é cabível a qualquer tempo a ação declaratória de nulidade. motivo pelo qual. Em vez de ação rescisória.853-GO. a nulidade por falta de citação deve ser suscitada por meio de ação declaratória denominada querella nullitatis. Trata-se. ressalta não desconhecer a existência de respeitável doutrina e jurisprudência que defendem a admissibilidade da ação rescisória na hipótese. vê-se que ambas as demandas ostentam causa de pedir comum: a prestação de serviços que desencadearam a obrigação de recolher o ISS. ou ainda quando prolatadas em processo em que falta citação válida ou quando o litisconsorte necessário não integrou o polo passivo. Desse modo. a partir daí. em questão análoga. que exige a existência de decisão de mérito com trânsito em julgado. DJ 17/12/2004. a ação principal tramitou sem que houvesse citação válida de litisconsorte passivo necessário. o que resultou na falta da devida intimação deles para apresentar contrarrazões. III. Precedente citado: REsp 639. Diante disso. a Turma. Iss. Min. 485. STJ Informativo 448 – 1ª Seção “Se não houvesse esperança. Cobrança. do CPC). 289 do CPC. Min. o Min. do ISS referente à mesma atividade desempenhada. porém foi surpreendida com a cobrança.185-SC. ao prosseguir o julgamento. de sentenças tidas como nulas de pleno direito. Rel. segundo o Min. Observa. não há como vislumbrar incompatibilidade dos pedidos formulados em virtude do caráter sucessivo que lhes conferiu a petição inicial: esse escalonamento contorna pretensa falta de harmonia entre os pleitos. Mauro Campbell Marques. desde que atendidos os requisitos genéricos do art. pois não há previsão quanto à inexistência jurídica da própria sentença atingida de vício insanável. Litisconsorte passivo necessário. jungida às características do litisconsórcio eventual. julgada em 11/5/2010. por exemplo. Dois municípios. Diante disso. Relator. julgado em 19/3/2009. DJ 30/8/1983. há que reintegrar ao pólo passivo da demanda o município indevidamente excluído pelo juízo e devolver os autos a ele para que dê continuidade ao feito.LITISCONSÓRCIO 22/76 Qo. No caso dos autos. 46. Relator em virtude de. é viável o ajuizamento conjunto de ações conexas pela causa de pedir com pedidos sucessivos contra réus diversos (litisconsórcio eventual). a recorrente ajuizou ação anulatória de débito tributário em desfavor do segundo município. (Autor desconhecido) .233-SP. Rel. Intimação. atinge a eficácia do processo em relação ao réu e a validade dos atos processuais subsequentes. nesses casos. Trata-se de questão de ordem suscitada pelo Min. com pedido sucessivo de repetição de indébito contra o primeiro. Assevera que aquela decisão transitada em julgado não atinge o réu que não integrou o polo passivo da ação. Min. sendo certo que essa situação de antagonismo é própria do litisconsórcio eventual. porém não registrados no tribunal de origem. Castro Meira.

34 Citação: observação: quando há citação. isso é recurso de terceiro prejudicado.Assistência na fase recursal: sobre o assistente. que não é parte no processo. 32 31 “Se não houvesse esperança. quando ele ingressa recorrendo. Quando o terceiro é chamado a intervir é modalidade de intervenção provocada. o assistente não é chamado a intervir. Topologia: Apesar de estar fora do capítulo de intervenção de Terceiros 33 Recurso de terceiro prejudicado . Só nesse caso é que irá intervir. ingressa na relação processual em razão de relação jurídica que envolva o autor. mas é assistência na fase recursal. (Autor desconhecido) . Um motivo leva um terceiro a intervir e de alguma forma ele intervém.INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 23/76 CONCEITO É o meio processual através do qual o terceiro. ou seja. Ou seja. A regra segundo a qual a assistência é modalidade de intervenção de terceiros voluntária. o réu ou o objeto da demanda. não estaríamos lutando”. Há assistência voluntária nesse senti do. é todo aquele que não é parte no processo. o terceiro assistente intervém sem ser chamado para tal. Intervém se ele ficar sabendo da existência da ação. Observação: o tema é altamente polêmica variando de autor par ato administrativo abordagem!!! Parte Terceiro Intervenções Voluntárias ou Espontâneas31 Parte é todo aquele que pede e aquele em face de quem se pede alguma coisa Por exclusão. Aqui o terceiro ingressa porque quer. O assistente só intervém se quiser. a forma como ele ingressará é que dará ensejo as modalidades de intervenção de 3 o. Assistência32 33 Oposição (AD EXCLUDENDUM) Ou provocadas ou Coactas – aqui o terceiro ingressa porque é obrigado34 CLASSIFICAÇÃO Intervenções Provocadas ou Forçadas Provocada pelo autor Denunciação da lide Chamamento ao processo Nomeação à autoria Provocada pelo réu Macete: As que começam com vogal são Espontâneas e as que começam com consoante são Provocadas Embargos de terceiro: Há quem entenda que os embargos de terceiro seria mais uma hipótese de intervenção de terceiros. Na intervenção de terceiro a gente tem a seguinte figura: A e B litigando e um terceiro querendo ingressar no processo. há sempre intervenção de terceiro forçada. não será chamado a intervir.

em decorrência de sua legitimidade passiva. É o que ocorre na hipótese que “A”é demandado como se fosse dono de um terreno de 50m². se ndo tão somente caseiro (detentor) da outra metade que pertence a “B”. não estaríamos lutando”. mas ele sé é proprietário de 25m². por ser dono da outra metade do terreno. 50/55) Recurso de terceiro prejudicado (art. Assistência (art. 499) Denunciação da lide (art. 70/76) Chamamento ao processo (art. 56/61) Nomeação à autoria35 (62/69) Amigo da corte: Há quem entenda que o “amigo da corte” é uma espécie especial (sui generis) de terceiro interveniente. Logo “A” nomeará à autoria “B”. 77/80) Quando terceiro ingressa no processo para substituir uma das partes Oposição (art. mas permanecerá no processo em razão de sua legitimidade passiva. (Autor desconhecido) . AMICUS CURIAE? Existem hipóteses que mesmo excluindo o outro. o nomeante à autoria permanece no processo.INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 24/76 Coadjuvantes Excludentes (AD CODIUVANDUM) Quando o terceiro ingressa no processo por ter uma relação jurídica com uma das partes. sendo considerado pelo STF como “colaborador informal do juízo”. 35 “Se não houvesse esperança. sem substituí-la.

Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. poderá intervir no processo para assistila. Ocorre quando terceiro que tem interesse jurídico na causa ingressa na relação processual com o objetivo de auxiliar uma das partes a obter uma sentença favorável a ela.444. (Autor desconhecido) . não estaríamos lutando”. Primeira Seção. validamente. ajudar. Ministro João Otávio Noronha. que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. de 2002) Art. A alienação da coisa ou do direito litigioso. (Redação dada pela Lei nº 10. não altera a legitimidade das partes. 280.Seção II . por ato entre vivos. pois não formula pedido e nada se pede em face dele. § 2o O adquirente ou o cessionário poderá. sem que o consinta a parte contrária. intervir no processo. ou o cedente. a título particular. § 1o O adquirente ou o cessionário não poderá ingressar em juízo. proferida entre as partes originárias. mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra. o terceiro. socorrer 38 Vide STJ: MS 10. na qual o assistente simples é parte secundária sempre ficando submetido à parte principal 36 Apesar de estar fora do capítulo VI do CPC que trata da intervenção de terceiros.597/DF. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. que não se confunde com o interesse pessoal ou meramente financeiro. sendo mero auxiliar É fundamental a presença de interesse jurídico38. salvo a assistência. sem que esteja buscando a vitória do assistido Espécie de intervenção de terceiro voluntária e coadjuvante. substituindo o alienante. assistindo o alienante ou o cedente. 37 Significa prestar auxílio ou assistência a. 42. no entanto. Não há possibilidade de o assistente ingressar no processo. estende os seus efeitos ao adquirente ou ao cessionário. ocorrendo a mesma situação em se tratando de “recurso de terceiro prejudicado”.Da Assistência37 (arts 50 a 56) Art. Parágrafo único. § 3o A sentença. o entendimento plenamente majoritária é o de que a assistência é modalidade de intervenção de terceiros. Rel. Art. NATUREZA JURÍDICA Sendo espécie de legitimação extraordinária. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição. O assistente não é parte. 50. DJ 22/10/2007 “Se não houvesse esperança.ASSISTÊNCIA 25/76 CONCEITO CPC – livro I . julgado em 27/06/2007.

“Se não houvesse esperança. rés. Aos juízes federais compete processar e julgar: I .469/ 1997. hipótese em que. nas causas cuja decisão possa ter reflexos. 50 caput do CPC LEI Nº 9. Parágrafo único. Essa regra não se aplica às pessoas jurídicas de direito público. exceto as de falência. sociedades de economia mista e empresas públicas federais. ainda que indiretos. recorrer. hipótese em que. As pessoas jurídicas de direito público PODERÃO. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras. assistentes ou oponentes. podendo juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria e. a lei está admitindo uma assistência sem interesse jurídico. ainda que os reflexos sejam meramente indiretos e de natureza meramente econômica. para justificar a sua intervenção no processo. intervir. uma assistência atípica. 50 caput: Jurídico Existência de uma relação jurídica entre uma das partes e o terceiro assistente Possibilidade de vir a sentença a influir na referida relação Obs. podendo esclarecer questões de fato e de direito. se for o caso. se for o caso. fundações públicas. juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria e. empresa pública ou fundação federal geram o deslocamento da competência para a justiça federal40. 5º A União poderá intervir nas causas em que figurarem. para fins de deslocamento de competência. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. Destaque-se que a intervenção da União. não estaríamos lutando”. independente da demonstração de interesse jurídico. INTERESSE Patrimonial 39 Ou seja. independentemente da demonstração de interesse jurídico39. recorrer.as causas em que a União. 109. basta que a pessoa jurídica de direito público vislumbre a possibilidade de ser atingida pela sentença.: interesses de outra natureza não justificam a assistência. A lei exige um interesse econômico ou de fato. (Autor desconhecido) . Em regra. nos moldes do art.469/97 (assistência atípica). autarquia. será considerada parte. serão consideradas partes.ASSISTÊNCIA 26/76 Art. para fins de deslocamento de competência. Nesta. esta deverá ser indeferida de plano pelo juiz. a assistência não se confunde com a modalidade intervenção sui generis prevista na Lei 9. de natureza econômica. como autoras ou rés. 40 CRFB Art. Assim sendo. Art. para esclarecer questões de fato e de direito. caso seja requerida assistência sem interesse jurídico. autarquias.

o procedimento do mandado de segurança tem. In MS 24. Lições de direito processual civil. o STF e o STJ admitem o ingresso de assistentes em sede de recurso extraordinário (RE 550. Assistentes em sede de recurso extraordinário: Nessa linha. a princípio estaria afastado o cabimento da assistência.099/95 Art. 191). CABIMENTO A assistência é admitida no processo de conhecimento (seja ordinário ou sumário). e é ainda de todo incompatível com o chamado "incidente de intervenção". assistência ou intervenção de terceiros. Vide STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4. informativo do STF 496) e recurso especial (AgRg no REsp 196656/RJ. Min.ASSISTÊNCIA 27/76 Art. não por outra razão. p. 46 a 49 da Lei nº 5. 41 “Ninguém tem dúvida de que. no seu caráter manifestamente sumário. Não se admitirá. podendo o assistente. Rel. DJ 21/08/2000). respectivamente. senão figura que. Vol. e o recebendo no estado em que se encontra”. previsto no art. a presença de todos quantos devam suportar a eficácia da sentença mandamental”. desde que se vislumbre a 2ª corrente possibilidade do assistente simples ser atingido reflexamente pela sentença (Ubiratan de Couto Maurício: Assistência Simples). (Autor desconhecido) . ou titular de direito conexo. assim porque não exclui do pólo ativo quem apareça como co-titular do direito subjetivo afirmado. tal como a oposição. no passivo. ingressar no processo em qualquer de suas fases. Majoritária . conquanto destituído de eficácia suspensiva do processo. desde 1974. 2007. julgado em 18/05/2000. Não cabe assistência no processo objetivo (controle concentrado de constitucionalidade).Código de Processo Civil. 24 Aplicam-se ao mandado de segurança os arts. sendo que a execução forçada 2ª corrente não se destinaria a uma sentença. no processo de execução. sua especialidade.016/2009 art. p.337 – RJ 1ª corrente Jurisdição Voluntária Pela teoria clássica. Ministro Barros Monteiro. não estaríamos lutando”. Lumen Juris. Seu cabimento tão-somente em embargos do devedor. 51 do mesmo Código . I. como porque exige. Ministro Joaquim Barbosa. Quarta Turma. em cujo seio. 10. 16 ed. em razão da ausência de lide. (Alcides Mendonça Lima. não se acomoda à celeridade votada à ação de segurança. 42 Esse contraditório incidental. no processo. por natureza. no processo cautelar e nos procedimentos especiais. de 11 de janeiro de 1973 . “A assistência é cabível a qualquer tempo. O litisconsórcio não é forma de intervenção de terceiro. mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra41. em mandado de segurança. Rel. INCOMPATIBILIDADE Execução Juizado especial Controle concentrado Admite a assistência simples. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição. Mandado de segurança42 O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir. a lei específica.869. (Alexandre Freitas Câmara. CEZAR PELUSO. perante o padrão ordinário disciplinado pelo Código de Processo Civil. Lei nº 12.Admite sem contestações (por todos: Nelson Nery 1ª corrente Junior. repele aplicação de normas desse Estatuto que lhe contrariem regras expressas. pois. DJ de 21/11/2003. mas apenas a realização material do direito do credor. a qual. tendente a servir à presteza ideal imposta pela natureza teórica da pretensão nele deduzida. Humberto Theodoro Júnior). Comentários ao CPC). Lei nº 9. 9) “Se não houvesse esperança. e em qualquer grau de jurisdição. Admitir-se-á o litisconsórcio.769-QO/RJ. podendo reconhecida de plano e sem estrépito. pois na execução em si não haveria o que auxiliar. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. 50 Parágrafo único. Tribunal Pleno.414/DF (Rel. excluiu todas as modalidades de intervenção. concerne à regularidade subjetiva do processo..

EXEMPLO CLÁSSICO . porque a relação jurídica que se discute no processo não lhe pertence. pode recorrer contra a decisão judicial proferida no processo. Essa ação de despejo é na verdade uma ação de rescisão contratual cumulada com reintegração de posse. 46 Então. Resta. essa ação de despejo na doutrina é implicitamente uma ação de rescisão 47 Art. despejo. O sublocatário não tem legitimidade para figurar no pólo passivo. então. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. O assistente simples é titular de uma relação jurídica distinta da discutida em juízo. pode recorrer contra a decisão proferida nesse processo44. 53. pleiteie a posse do bem locado. a possibilidade de o locatário ingressar no feito como assistente. Em síntese: aqui. 50. Não tem relação jurídica de direto material com a parte contrária. poderá intervir no processo para assisti-la. mas o pedido não será julgado procedente porque não há relação jurídica transferiu ao locatário a posse direta. 2º Qualquer que seja o fundamento da ação dar . o sublocatário. casos em que. porém.assistente litisconsorcial: o assistente litisconsorcial é titular da relação jurídica de direito material discutida no processo. Então. aquele que teria interesse jurídico para intervir.245/91 Art. Aquele que poderia ser assistente simples mais ainda não ingressou. Ele poderia ser litisconsorte. Então. 43 Lei nº 8. julgue os itens a seguir.se . 44 Esse recurso da pessoa que poderia ser assistente é o chamado recurso de terceiro prejudicado. ele apenas auxilia uma das partes. a ação de despejo tem que ser proposta em face do sublocador. mas recebe outro nome. “Se não houvesse esperança. Na verdade o locador conservou a posse indireta. desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos.á ciência do pedido aos sublocatários. que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. o terceiro. que é um contrato de locação. Ele pode celebrar o contrato. não estaríamos lutando”. quer contratual. ele não é titular da relação jurídica discutida no processo. Não é possível desocupar o bem sem a rescisão do motivo que faz réu estar no bem. O locatário até sem o consentimento do locador pode fazer sublocação ou contra a vontade dele. Em razão dessa dependência a decisão proferida no processo poderá atingir o assistente. essa infração contratual consistente em dar a coisa em sub-locação sem que o locador consinta é motivo suficiente para uma ação de despejo. de direito material entre locador e sublocatário. Contrato travado entre locador e locatário – relação jurídica locatícia. 45 Nesse exemplo clássico de assistência é obrigatória sua notificação (a lei usa a expressão “dar a ciência”) para intervir como assistente. (Autor desconhecido) . celebra um contrato de sublocação. essa rescisão contratual cumulada com reintegração de posse ganhou um nome específico. 4748 Não recebe o mesmo tratamento que o litisconsorte Distinção . o assistente Não defende direito próprio. mas não interveio. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido. Então. O locador na qualidade de autor vai ajuizar uma ação em face do locatário (réu). por isso que ele ingressa. na verdade ele que a posse direta de volta. Caso o locador. cessa a intervenção do assistente. Se o locador obtiver êxito na ação de despejo que promove contra o locatário/sublocador quem terá que desocupar o imóvel será o sublocatário (terceiro atingido reflexamente pela sentença).ASSISTÊNCIA 28/76 PODERES DO ASSISTENTE Assistência Simples ou Adesiva Art. possui interesse jurídico que o legitima a intervir na condição de condição de assistente simples da parte ré45 46. dependente da relação jurídica discutida no processo 43. ou outra parte do feito. Já o assistente simples não teria legitimidade para ser litisconsorte. despejo. 59. não promova a denunciação do locatário à lide. no que tange ao objeto do processo. terminando o processo. porém. o locatário praticou uma infração contratual. Então. por possuir uma relação jurídica com o sublocador. que poderão intervir no processo como assistentes. o assistente simples tem uma relação jurídica dependente daquela discutida no processo. Como a posse do locatário é contratual primeiro precisa rescindir o contrato. este não poderá ingressar no feito em tal condição. de que trata o artigo 499 do CPC. ele ser reintegrado na posse. Nessas demandas. 48 (Cespe/ DPE Alagoas 2009) Considerando que o locador de um imóvel comercial seja citado para responder a uma ação em que terceira pessoa. dizendo-se legítimo possuidor. Então. há uma relação jurídica principal que é a relação de locação. de acordo com a teoria da asserção é só incluído no pólo passivo quem tem legitimidade. quando ajuíza a ação de despejo ele quer o bem de volta. Então. se o locador não concorda ou nega expressamente e mesmo assim ele celebra o contrato. provado o seu interesse jurídico no julgamento favorável ao locador.É o caso do sublocatário. até porque se cuida de hipótese de intervenção de terceiros provocada.

Na verdade é caso de substituição processual. confessar. reconhecer a procedência do pedido. participar das audiências etc. “Se não houvesse esperança.ASSISTÊNCIA 29/76 Se for ASSISTENTE SIMPLES49. Tratamento Pagamento de Custas É condenado nas custas proporcionais Art. se o assistido réu não o fez no prazo da resposta – se o assistido for revel. (Autor desconhecido) . Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente. o assistente será considerado seu gestor de negócios. Art. exercerá os mesmos poderes e sujeitar-se-á aos mesmos ônus processuais que o assistido. casos em que. Prática de atos dispositivos pela parte principal Prática de atos dispositivos pela parte principal: o assistente simples não participa de atos dispositivos. 52. ajuizar ação declaratória incidental. Sendo revel o assistido. porém. O assistente atuará como auxiliar da parte principal. Parágrafo único. Art. O assistente será “gestor de negócios”. Produção de provas Pode produzir provas. não estaríamos lutando”. aditar a petição inicial ou a contestação. requerer diligências. modificar o pedido ou a causa de pedir. reconvir. cessa a intervenção do assistente. desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos. praticar atos que digam respeito à lide das partes. prestar depoimento pessoal. há quem admita a oposição da exceção de incompetência pelo assistente. 53. 49 Sendo assistente litisconsorcial aplica-se o art. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido. Se o assistido ficar vencido. 32. Atuação Subordinada Como por exemplo: desistir da ação. Art. apresentar razões. recorrer. Gestor de Negócios Se o assistido for revel. o assistente será condenado nas custas em proporção à atividade que houver exercido no processo. toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. transigir sobre o objeto litigioso. 52. não pode. contudo tal gestão somente dá-se no âmbito processual. terminando o processo. 54. opor exceção de incompetência. 54: Art. pois mesmo o assistente litisconsorcial não pode impedir a prática de atos pelo assistido.

o assistente  Defende direito próprio.  Tem relação jurídica de direto material com a parte contrária. Em síntese: aqui. o disposto no art. 51. Ex. no que tange ao objeto do processo. (Autor desconhecido) . toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. O assistente tem relação jurídica de direito material com a parte contrária vinculada com a mesma demanda.  Recebe o mesmo tratamento que o litisconsorte “Se não houvesse esperança. Aplica-se ao assistente litisconsorcial. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente.: caso do co-proprietário que decide intervir no processo movido pelo outro co-proprietário em face de terceiro. quanto ao pedido de intervenção. Parágrafo único. não estaríamos lutando”. sua impugnação e julgamento do incidente. não auxiliando diretamente uma das partes.ASSISTÊNCIA 30/76 Assistência Qualificada ou litisconsorcial Art. O assistente ingressa no processo para auxiliar uma das partes e com isso também defender direito próprio. 54. O assistente também é titular da relação jurídica discutida no processo.

Art. 51 O art. Assim. mas é como se fosse. 509 se limita ao litisconsórcio unitário. No tocante aos outros direitos processuais. Barbosa Moreira. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. Provas 50 O assistente litisconsorcial é considerado como um verdadeiro litisconsorte [CPC: art. dispondo que a confissão de um litisconsorte somente vincula a ele (confitente). ele não é (pois não formula pedido e em face dela nada é formulado). o Código tem a intenção de dispor que o juiz deve analisar a confissão perante as outras provas produzidas. que. praticar os seguintes atos: reconvir. Revelia Recursos A doutrina majoritária (STJ. no entanto. ou seja. 350. 509. no caso do litisconsórcio simples não há a aplicação do art. a ideia da autonomia é afastada sempre. 48 é aplicável. 320. reconhecimento jurídico do pedido e transação (sucumbência recíproca). é convencer o juiz. se o ato praticado for benéfico.ASSISTÊNCIA 31/76 Tratamento Para a maioria da doutrina. entende que o art. A confissão judicial faz prova contra o confitente. 350. ele gerara efeito também para quem não o praticou. a confissão de um dos litisconsortes não tem o mesmo poder de persuasão que a confissão feita por um réu único. Os atos de disposição de direito material somente geram efeitos se praticados por todos os litisconsórcios. e. De fato. o assistente litisconsorcial passa a ser litisconsórcio facultativo unitário. gerando efeitos apenas para ele. é ineficaz se não for praticada por todos. não gera efeito nem pra quem praticou e nem para os demais litisconsórcios. estes atos seriam desprovidos de eficácia se a eles se opusesse o assistido. Sua atividade não se sujeita à vontade do assistido. os litisconsortes. apenas passa ser tratado desta forma50. ajuizar ação declaratória incidental. Art. I do CPC é sempre aplicável. Deste modo. 509. ele não assume esta posição. Envolve o direito de ação (desistência do processo) e outros direitos processuais. com a sua admissão ao processo. apesar de ser um ato processual. a função da confissão. o ato praticado por um só dos litisconsortes é plenamente ineficaz. (Autor desconhecido) . Art. Na verdade. 48 do CPC. isso ocorrendo. caput do CPC trata da confissão como meio de prova. alterar o pedido ou a causa de pedir. contudo. não estaríamos lutando”. a autonomia do art. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. Direito material Direito processual Atos de disposição de Direito Renúncia. 54]. Não pode. Se um dos litisconsortes unitário quiser renunciar seu direito de recorrer. desistir da ação. ou seja. porém. renunciar ao direito sobre que se funda a ação ou reconhecer a procedência do pedido. o art. ele poderá renunciar. Não se aplica o art. algum deles contestar a ação. a prova produzida passa a ser uma prova do processo independentemente de quem a produziu. Contudo. vigora a autonomia dos atos. 320. o art. Vigora o princípio da comunhão das provas. Dinamarco). mas não evita que os outros litisconsortes pratiquem o ato. No entanto. Se o litisconsórcio for unitário. todavia. ou seja.se. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . pode agir com absoluta independência e autonomia em relação à parte assistida. ou seja. Sendo assim. 48 é inaplicável a qualquer litisconsórcio seja ele simples ou unitário51. por exemplo. não prejudicando. Para Alexandre Freitas Câmara. deve-se aplicar o princípio da comunhão das provas. “Se não houvesse esperança. havendo pluralidade de réus. como qualquer outro meio de prova. O mesmo ocorre com a desistência. 48. A revelia não induz. mas sim do art. assim. Ou seja.

Quando um juiz profere uma sentença de mérito apenas o dispositivo é alcançado pela coisa julgada material . o assistente não ficará vinculado à justiça da decisão. omitir alegações e provas que poderiam ser usadas na demanda judicial. pois se exige que haja também uma pluralidade de advogados52. em grau recursal não haverá mais litisconsórcio. (Autor desconhecido) . opera-se justamente o contrário do que ordinariamente ocorre. de modo geral. 55. 55. do CPC. ou pelas declarações e atos do assistido. não se valeu. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. para falar nos autos. Pelos precedentes da súmula. no caso do assistente. II . 191 do CPC prevê um prazo em dobro para todo ato processual. de que o assistido.pelo estado em que recebera o processo. discutir a justiça da decisão53. Art. acaba tendo uma atuação menos efetiva do que poderia ter tido. não basta que haja litisconsórcio. 53 Mas o que é que significa justiça da decisão? Justiça da decisão nada mais é do que a fundamentação utilizada pelo juiz na sentença. O assistente desconhece tais provas ou alegações e. percebe-se que se houver mais de um litisconsorte sucumbente com o mesmo patrono o prazo também será simples. na causa em que interveio o assistente. Já para o assistente o que se torna imutável é a justiça da sentença. Importante: o assistente será alcançado tanto pela justiça da decisão (pelo fato de ser assistente) como pelo dispositivo da sentença. não estaríamos lutando”. A eficácia da intervenção está ligada à imutabilidade e indiscutibilidade da justiça da decisão. O art. Interessante observar que. já que somente este possui interesse recursal. Prazo Não há diferença entre os litisconsortes simples e unitários. por dolo ou culpa. Isso pode ocorrer em razão do momento do ingresso ou em razão da atuação do assistido. o assistente não poderá voltar a discuti-la em outro processo. Verifica-se se decisão é justa analisando-se os seus fundamentos.ASSISTÊNCIA 32/76 Art. Dessa forma. Transitada em julgado a sentença. do art. este não poderá. fora impedido de produzir provas suscetíveis de influir na sentença (ausência de ampla defesa). o prazo recursal será simples. Essa eficácia da intervenção. Assim.desconhecia a existência de alegações ou de provas. Entretanto. Pode-se concluir ainda que se somente um litisconsorte recorrer. em processo posterior. por isso. se este impedir que o assistente participe de forma mais contundente. se o assistente litigar em outra demanda contra o autor ou o réu da demanda inicial não poderá mais voltar a discutir os fundamentos da decisão anterior. para recorrer e. b) Quando a postura assumida pelo assistido. salvo se alegar e provar que: I . uma vez configurada uma das hipóteses dos incisos I e II. cumpre esclarecer que. 191. pra todos os recursos subseqüentes o prazo será simples. ou seja. por culpa ou dolo. Assim. “Se não houvesse esperança. os fundamentos fáticos e jurídicos tornam-se imutáveis e indiscutíveis para o assistente. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. São os argumentos que firmaram o convencimento do magistrado. A Súmula 641 do STF dispõe que havendo apenas um litisconsorte sucumbente. as razões de decidir.: o assistente simples nunca suporta a coisa julgada material porque ele não é titular da relação jurídica de direito material 52 Súmula 641 – Não se conta em dobro o prazo para recorrer. Justiça da Decisão Obs. assim. não é absoluta. no entanto. entretanto. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. Para o assistente a justiça da decisão é imutável e indiscutível. de modo que poderá tornar a discuti-la em demanda futura.qualidade que o torna imutável e indiscutível – vinculando as partes. São casos de exceptio male gesti processus: a) Sempre que o assistente não conseguir atuar de forma significativa no convencimento do juiz.

decidirá no prazo de cinco dias Art. poderá intervir no demonstrando o interesse jurídico que a justifique. Intervenção de Terceiros). 55 Trata-se de prazo impróprio. autua em apenso para o juiz decidir. o juiz decide nos próprios autos54. de prova (se necessária) e. Se desentranhamento da petição e da não houver impugnação. o juiz: Decisão A decisão do juiz. que não admitia a intervenção de terceiro (até recente reforma) salvo assistência. salvo demonstrada a possibilidade de lesão grave ou de difícil reparação (por todos: Athos Gusmão Carneiro. porque ou não há impugnação e juiz decide nos próprios autos ou há impugnação e forma-se um apenso que não suspende o processo. que falece ao assistente interesse jurídico para intervir a bem do assistido. é uma decisão I . a fim de serem autuadas Havendo impugnação (que deverá se voltar à demonstração de em apenso.ASSISTÊNCIA 33/76 PROCEDIMENTO DA ASSISTÊNCIA Art. processo para assisti-la. determinará o II .autorizará a produção de desentranhamento da petição e da impugnação. sem interlocutória. III . Não havendo impugnação dentro de 5 (cinco) dias. até mesmo no sumário. a lei admite a assistência em todo e qualquer procedimento. dentro (cinco) dias55. b) contra a decisão que defere o pedido de assistência cabe. agravo retido. se revestirá da natureza de decisão interlocutória56 desafiando recurso de agravo. Admitia-se a assistência porque o pedido de assistência não provoca tumulto na relação processual. caso em que seria uma sentença. autorizará a produção provas. o Se houver impugnação. mesmo que as partes não ofereçam impugnação. Se qualquer das partes alegar. impugnação. não estaríamos lutando”. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. 56 É decisão interlocutória pelo simples fato de não estar nos artigos 267 e 269. Porque ele dá impressão de que se não houver a impugnação está deferido o pedido de ingresso e não é assim automático. A decisão do juiz que admite ou não o ingresso de terceiro. 51. Assim sendo. Se o interesse jurídico não estiver presente o juízo deve indeferir o ingresso do terceiro. O ingresso de terceiro com assistente depende da presença de interesse jurídico. Então. o juízo deve analisar o interesse jurídico. 54 “Se não houvesse esperança.decidirá. suspensão do processo. o magistrado. porém. o pedido do assistente “será” deferido. o procedimento não é afetado pelo pedido de assistência. que tiver interesse jurídico assistente deverá requerer sua intervenção por meio de petição em que a sentença seja favorável a uma delas. no entanto. Requerimento Impugnação A doutrina diz que esse artigo 51 não pode ser interpretado literalmente. (Autor desconhecido) . SEM SUSPENSÃO do processo. o Todo aquele que desejar intervir no processo na condição de terceiro. pelo que a sua não observância não gera preclusão. segundo entendimento majoritário. na seqüência.determinará. de 5 Agravo A modalidade. Tumulto no processo: O pedido de assistência não pode provocar tumulto no processo. que falece ao terceiro interesse jurídico que justifique a intervenção). a princípio. o incidente. dependerá do resultado da decisão: a) contra a decisão que indefere o pedido de assistência cabe agravo de instrumento. 50.

poderá requerer Ihe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos.ASSISTÊNCIA 34/76 RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO Art. arrecadação. mas não fez antes da decisão. § 3o Considera-se também terceiro o cônjuge quando defende a posse de bens dotais. não podem ser atingidos pela apreensão judicial. O recurso pode ser interposto pela parte vencida. enquanto o Recurso de terceiro prejudicado dura enquanto durar esse recurso. § 1o Os embargos podem ser de terceiro senhor e possuidor. cabendo ainda que não haja constrição. em casos como o de penhora. § 2o Equipara-se a terceiro a parte que. reservados ou de sua meação.046. ou apenas possuidor. defende bens que. 1. mas tão somente a ameaça dela. (Autor desconhecido) . 82 CPC) “Se não houvesse esperança. como naqueles em que oficiou como fiscal da lei57. O Brasil possui um sistema no qual para o terceiro são abertas as mesmas vias recursais que são. ordinariamente. como naqueles em que devia oficiar (art. tendo por objeto a discussão sobre a ilegalidade da constrição judicial * os embargos de terceiro podem ser preventivos. depósito. Diferença de Assistência Na assistência não se defende apenas interesse próprio. sofrer turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial. 499. É uma autorização para que o terceiro prejudicado utilize as mesmas formas de impugnação (recursos) que as partes podem utilizar para atacar determinada decisão Terceiro legitimado a recorrer é aquele que poderia ter intervindo no processo. arresto. Diferença de Embargos de Terceiro O direito material da ação principal é irrelevante. não estaríamos lutando”. § 1o Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial. próprios. mas o do próprio assistido A assistência em qualquer ato e vai durar o tempo que durar o processo. posto figure no processo. § 2o O Ministério Público tem legitimidade para recorrer assim no processo em que é parte. 57 Crítica: o Ministério Público na verdade tem legitimidade para recorrer nos processos em que oficiou. inventário. podendo o terceiro interpor qualquer dos recursos que às partes é lícito oferecer. pretendendo fazê-lo agora com o fim de atacar o provimento judicial que lhe acarreta prejuízo. pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público. Quem. partilha. dispondo do mesmo prazo de que dispõem as partes para tal. pelo título de sua aquisição ou pela qualidade em que os possuir. abertas às partes. CPC Art. não sendo parte no processo. alienação judicial. arrolamento. seqüestro.

vai ter que demonstrar no recurso o seu interesse. pois tem que primeiro entrar com os embargos de declaração e aí sim suscitar o recurso extraordinário. não existindo este. 499. e ele classifica que pode ser titular da relação jurídica debatida no processo. Até mesmo o recurso extraordinário. porque ele não foi citado. que é o pré-questionamento. o exemplo clássico é do sublocatário. a exi stência de qualquer tipo de prejuízo". assim como todas as demais hipóteses de intervenção de terceiro Art. (Redação dada pela Lei nº 10. uma vez que é terceiro. pouco importa se a relação jurídica é direta ou indireta. Ex.CONTRADIÇÃO. “Se não houvesse esperança. se ele não tem o famoso “OCO” que é: . uma vez que. não poderia ele ter intervindo no processo. mas se ele é titular tudo bem. devendo ficar demonstrado o prejuízo jurídico que a decisão acarretou à sua esfera de interesses58. nem ele conseguiu entender 60 Qualquer recurso pode ser interposto por terceiro prejudicado. segundo Alexandre Câmara. pois ele não tem como ter pré-questionado anteriormente.OBSCURIDADE. Procedimento ordinário É cabível. por isso ele não pode agravar retido. . porque haveria necessidade de ser ratificado numa eventual apelação. por ser ele terceiro juridicamente interessado que sofreu prejuízo com a intervenção. § 1o Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial. que tem que mostrar o interesse jurídico que pode ser direto ou indireto. é caso até de ineficácia porque teria que se falar numa posição de litisconsórcio necessário é um caso até de ineficácia. 58 Ele não tem obscuridade. impedido de intervir através da interposição de Autorização legal recurso. de 2002) Cabimento Procedimento sumário Limites Qual o único recurso que não pode ser interposto por terceiro prejudicado? . que debatia uma outra relação jurídica. o prejuízo de uma relação jurídica causado pela decisão recorrida. só que ele vai buscar o recurso para anular tudo. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. desde que o terceiro demonstre prejuízo direto pela decisão em face da qual se recorre. por conseguinte.444. pois o terceiro prejudicado tem que primeiro entrar com o embargo de declaração59. sua relação jurídica s ofreu um prejuízo em face da decisão recorrida. porque classicamente o recurso do terceiro prejudicado é aquele que tem interesse jurídico indireto. ou melhor. (comprovação de prejuízo) Ele precisa demonstrar interesse jurídico na causa. menos o agravo retido desde que comprove na própria petição. nada impede que o sublocatário apele contra a sentença que decretou o despejo.é o Agravo Retido. todos os outros são suscetíveis de interposição pelo terceiro prejudicado. (Autor desconhecido) . pois Alexandre Câmara menciona isto. pois se o caro tem dúvida. não tem o que fazer. 60 Contudo segundo Fredie Didier Júnior: "não é da essência do conceito do instituto a existência de prejuízo jurídico.: ação de despejo. ou seja. é um recurso de terceiro prejudicado por nulidade porque ele não foi citado. mas tem a seguinte ressalva do professor que se fosse uma relação jurídica a mesma que foi tratada.OMISSÃO. Não tendo ocorrido tal intervenção. até porque dúvida numa ação judicial é ridículo. salvo a assistência. . 59 Ele não está presente no processo. a dúvida já foi expurgada do ordenamento. nem contradição e omissão. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. então não decidiu.ASSISTÊNCIA 35/76 Art. ninguém entendeu o que o Alfredo Buzaid quis dizer com dúvida. ficando. este é o único problema em relação ao recurso extraordinário. pode o sublocatário consentido intervir no processo como assistente simples do locatário. não estaríamos lutando”. porque este recurso tem um problema. 280.

da análise de trecho do acórdão recorrido. Precedentes citados: REsp 59. julgando necessário. DJ 4/4/2005. bem como à capacidade de absorver argumentos apresentados e desconhecidos pelo relator. Não há sentido para limitar o direito do assistente de. os quais não examinados nos processos subjetivos em que prolatadas as decisões a consubstanciarem os precedentes. Mas. inclusive para o efeito de sustentação oral. a ação rescisória julgada improcedente pelo TJ. o Tribunal.385MT. ADI 4071 AgR/DF. Min.868/99. 54 do CPC. que proviam o recurso. Quanto à possibilidade de recurso interposto apenas pelo assistente. não houve trânsito em julgado do acórdão em relação aos assistidos. nesse caso. Com esse entendimento. no silêncio do assistido. no estado em que se encontra o processo.12. Relatora.PSDB contra o art. em 27. que.2008) e do RE 381964/MG (DJE de 26. e REsp 491. já teria firmado sua convicção. Presidente. e dificilmente mudariam sua conclusão. o TJ deferiu o pleito e eles interpuseram embargos infringentes. em que o pronunciamento do Tribunal poderia levar em conta outros artigos da Constituição Federal. também por maioria. Ao firmar essa orientação. Min. manteve-se a decisão agravada no sentido do indeferimento da petição inicial.291-MG.JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Intervenção de “Amicus Curiae”: Limitação e Data da Remessa dos Autos à Mesa para Julgamento A possibilidade de intervenção do amicus curiae está limitada à data da remessa dos autos à mesa para julgamento. a modalidade de assistência que justificou o ingresso dos ora recorridos como assistentes simples ou litisconsorciais. por maioria. o trânsito em julgado. podendo fazê-lo da mesma forma do litisconsorte. ressaltou-se que a regra processual teria de ter uma limitação. Carlos Britto e Eros Grau. Além disso. ainda. mas isso não impediria que o relator. na preliminar. Vencidos.2003). não constou o nome dos advogados dos assistentes. apesar de o TJ não definir. Assistente. no caso dos autos. Ao registrar que. observadas as normas da Lei Complementar 70/91. entendeu-se que permitir a intervenção de terceiros. após publicado o acórdão que deferiu a apelação. 22. rel. que já é excepcional. a partir do julgamento da ADI 2777 QO/SP (j. desproveu agravo regimental interposto contra decisão que negara seguimento a ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido da Social Democracia Brasileira . percebe-se que. interpor recurso. porque apresentado após a liberação do processo para a pauta de julgamento. os assistentes ingressaram no feito para defender direito próprio – adquiriram posse atingida pela pretensão da autora.430/96. REsp 535.2008). Preliminarmente. pois o prazo recursal somente se inicia com a intimação válida. salientavam que essa intervenção. 4º da Lei 9. DJ 22/4/1997. retirasse o feito da pauta para apreciá-los. Menezes Direito. No mais. que admitiam a intervenção. a Turma negou provimento ao REsp da autora. o Tribunal passou a admitir a sustentação oral do amicus curiae — editando norma regimental para regulamentar a matéria —. Vencidos. não houve recursos e se certificou.9. na rescisória. 56 da Lei 9. sob uma perspectiva pluralística. nos autos. Por fim. que seria necessário racionalizar o procedimento. DJ 10/10/2006. Entretanto. incidindo a regra do art. às vésperas do julgamento poderia causar problemas relativamente à quantidade de intervenções.964-SP. entretanto. na ação possessória. o Tribunal. . Assim. com a brevidade das sustentações orais. Trata-se de ação rescisória de possessória em que. Ressaltavam. hoje. ponderou que a jurisprudência antiga era pacífica no sentido de permitir a interposição pelo assistente e de somente a manifestação expressa do assistido poder obstar a impugnação do assistente. julgado em 3/3/2009. haja vista que a norma impugnada tivera sua constitucionalidade expressamente declarada pelo Plenário da Corte no julgamento do RE 377457/PR (DJE de 19.11. Considerou-se que o relator. os Ministros Cármen Lúcia. No entanto. (ADI-4071) Recurso. conferiria legitimidade às decisões do STF no exercício da jurisdição constitucional. Interposição. Observavam. Daí. Então. Rel. mesmo já incluído o feito em pauta. que solicitaram devolução do prazo recursal. Nancy Andrighi. Para a Min. tendo em vista o caráter aberto da causa petendi. nos quais foi restabelecida a sentença que negou provimento à possessória. ante a manifesta improcedência da demanda. Celso de Mello e Gilmar Mendes.937-SP. REsp 585. por maioria.2009. a interposição de recurso pelo assistente. haja vista que o concurso de muitos amici curiae implicaria a fragmentação do tempo disponível. a hipótese dos autos é de assistência litisconsorcial. com base no disposto no art.4. naquela publicação. rejeitou o pedido de intervenção dos amici curiae. razão pela qual os fundamentos trazidos pelos amici curiae pouco seriam aproveitados. poderia invocar novos fundamentos. há um novo posicionamento formando-se neste Superior Tribunal no sentido de não admitir. no mérito. o qual determina que as sociedades civis de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada passam a contribuir para a seguridade social com base na receita bruta da prestação de serviços. em que a autora ora recorrente (o cônjuge faleceu) questiona a devolução do prazo recursal aos assistentes e a possibilidade de interposição de recurso pelo assistente na ausência de manifestação expressa do assistido. sob pena de se transformar o amicus curiae em regente do processo. a intervenção do amicus curiae. os Ministros Marco Aurélio. reintegrando os autores na posse. Carlos Britto. muitas vezes. ao fundamento de que precedentes versados a partir de julgamentos de recursos extraordinários não obstaculizariam uma ação cuja causa de pedir é aberta. ao encaminhar o processo para a pauta.

ASSISTÊNCIA

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Assistência: Não cabimento em MS
(STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4.337 – RJ) PROCESSUAL CIVIL. PETIÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. DELEGAÇÃO DE SERVENTIAS. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. OPOSIÇÃO. NÃO-CABIMENTO. PRECEDENTES DO STF. PEDIDO INDEFERIDO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir, em mandado de segurança, assistência ou intervenção de terceiros, tal como a oposição. Inteligência do art. 196162 da Lei 1.533/51. 2. Hipótese em que o requerente, que não é notário ou oficial de registro, por ser autor de ações populares, defende sua admissibilidade como opoente nos autos de mandado de segurança (REsp 731.761/RJ), em que as partes discutem a titularidade de delegações notariais e de registro. 3. Agravo regimental improvido.

Assistência. Amicus curiae. Descabimento
(STF - SS/3273 - SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA) AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ASSISTÊNCIA. AMICUS CURIAE. DESCABIMENTO. 1. Consolidação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser admissível assistência em mandado de segurança, porquanto o art. 19 da Lei 1.533/51, na redação dada pela Lei 6.071/74, restringiu a intervenção de terceiros no procedimento do writ ao instituto do litisconsórcio. 2. Descabimento de assistência em suspensão de segurança, que é apenas uma medida de contracautela, sob pena de desvirtuamento do arcabouço normativo que disciplina e norteia o instituto da suspensão (Leis 4.348/64, 8.437/92 e 9.494/97). 3. Pedido de participação em suspensão na qualidade de amicus curiae que não foi objeto da decisão ora agravada, além de ser manifestamente incabível. 4. Agravo regimental improvido

Intervenção. União. Causa pendente.
O art. 5º, parágrafo único, da Lei n. 9.469/1997 não cuida de litisconsórcio necessário ou assistência litisconsorcial. Esse dispositivo, ao declinar sua finalidade (a de possibilitar o esclarecimento de fato e de direito, facultando a juntada de memoriais e documentos, ou mesmo recorrer), deixa claro, numa exegese lógica, tratar-se de intervenção simples. Desse modo, a União, nesse caso, recebe o processo no estado em que se encontra (art. 50, parágrafo único, do CPC), daí não se aventar recurso seu de decisões que foram proferidas antes de sua participação. Doutro lado, a assistência simples exige causa pendente (livre de decisão transitada em julgado), pois o assistente tem interesse em que o assistido “vença a demanda”, o que importa admiti-la apenas em processo de conhecimento ou cautelar. Na hipótese em tela, a sentença de liquidação por arbitramento contra a qual se insurge a União há muito teve seu trânsito em julgado. Ausente esse requisito, não poderia a União apelar por falta de sua intervenção regular. Precedentes citados do STF: CR 9.790-EU, DJ 2/8/2002; do STJ: MC 9.275-AM, DJ 23/5/2005, e REsp 586-PR, DJ 18/2/1991. REsp 708.040-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 19/2/2009.

Art. 19 - Aplicam-se ao processo do mandado de segurança os artigos do Código de Processo Civil que regulam o litisconsórcio. (Redação dada pela Lei nº 6.071, de 1974)
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Lei nº 12.016/2009 Aplicam-se ao mandado de segurança os arts. 46 a 49 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil.
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Alterada a redação. Os artigos do CPC se referem ao litisconsórcio

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

ASSISTÊNCIA
Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia

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TSE - Agravos regimentais. Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia. Inexistência. Liminar. Deferimento. Princípio do contraditório. Violação. Ausência. Prevenção. Regras. Inobservância. Nulidade relativa. Prejuízo. Demonstração. Necessidade. Fumus boni juris. Aferição. Mérito. Análise. Impossibilidade. Admitida como assistente no processo principal, pode a parte manejar recurso em ação cautelar, caso o assistido assim o faça. Não configura violação ao princípio do contraditório a concessão de liminar sem a oitiva da parte contrária, a teor do prescrito no art. 804 do CPC. Segundo precedentes desta Corte, a nulidade decorrente da inobservância das regras pertinentes à prevenção é simplesmente relativa, a demandar a demonstração de inequívoco prejuízo. A aferição da existência do fumus boni juris, consubstanciado na plausibilidade do direito alegado, compreende um juízo superficial de valor, o que não se confunde com o julgamento do recurso interposto. Nesse entendimento, o Tribunal negou provimento ao agravo regimental de Robson Gomes da Silva e ao agravo regimental do Ministério Público Eleitoral. Unânime. Agravos Regimentais na Ação Cautelar no 3.334/MG, rel. Min. Marcelo Ribeiro, em 27.10.2009.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

ASSISTÊNCIA
Resp. Terceiro prejudicado

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. - A recorrente, na qualidade de terceiro prejudicado, busca reconhecer, com o REsp, a existência de litisconsórcio necessário, a anular todo processo, enquanto há o questionamento, em mandado de segurança impetrado contra decisão administrativa do Judiciário local, a respeito da atuação de determinado oficialato de cartório em área onde outros já atuam. Sucede que, em momento algum, houve prequestionamento, visto que só no REsp o terceiro impugnou a decisão. Mesmo se tratando de matéria de ordem pública (legitimatio ad causam), conforme a jurisprudência do STJ, seu reconhecimento de ofício dependeria da superação do juízo de admissibilidade, ainda que pelo reconhecimento do prequestionamento de outra matéria trazida no recurso. Por outro lado, não haveria caso de litisconsórcio necessário, pois não há relação jurídica única que imponha uma só solução. Não se está a restringir a competência territorial nem as funções de outro oficial. O Tribunal a quo, em sua autonomia de administrar a Justiça ou as funções extrajudiciais sob sua tutela, pode perfeitamente criar cartórios ou lhes estabelecer novas competências territoriais, sem dependência da concordância dos oficiais que lá antes atuavam. Com esse entendimento, a Turma, ao prosseguir o julgamento, por maioria, negou provimento ao recurso. REsp 784.937-RJ, Rel. originário Min. Luiz Fux, Rel. para acórdão Min. Teori Albino Zavascki, julgado em 3/3/2009.

Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante.
O TRF deu provimento ao recurso reconhecendo a legitimidade dos autores e determinou a nulidade da arrematação devido à ausência de intimação do cônjuge do executado. O recorrente sustenta a nulidade absoluta daquela ação que anulou a ação executiva e, por consequência, da arrematação, por não ter sido citado como litisconsorte necessário, visto ser o arrematante do imóvel levado à praça. Para o Min. Relator, o terceiro prejudicado legitimado a recorrer, cuja relação jurídica é atingida de forma reflexiva, por força do nexo de interdependência judicial (art. 499, § 1º, do CPC), é aquele que sofre um prejuízo na sua relação jurídica em razão da sentença. O litisconsórcio é compulsório, vale dizer, necessário, quando a eficácia da decisão depender da citação de todos os sujeitos que sofrerão nas suas esferas jurídicas, sob pena de a sentença ser considerada inutiliter data, por isso, se o terceiro não for convocado para o processo, legitima-se à impugnação recursal (art. 499, § 1º, do CPC). O arrematante é litisconsórcio necessário na ação de nulidade da arrematação, porquanto o seu direito sofrerá influência da sentença que nulifica o ato culminante da expropriação judicial. A ação anulatória de arrematação, conforme a orientação deste Superior Tribunal, reclama a participação de interessados na controvérsia (arrematante, exequente e executado), que ostentam manifesto interesse jurídico no resultado da demanda cuja finalidade é desconstituir o ato judicial que favorece o ora recorrente, terceiro prejudicado. REsp 927.334-RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 20/10/2009.

Assistência. Prorrogação. Patente. O interesse jurídico que permite a assistência (art. 50 do CPC) surge quando o resultado do processo pode afetar a existência ou inexistência de algum direito ou obrigação daquele que pretende intervir como assistente. Assim, o deferimento da assistência prescinde da efetiva relação jurídica entre o assistente e o assistido. Note-se haver casos em que esse interesse jurídico vem acompanhado de alguma repercussão econômica, mas essa circunstância não terá, necessariamente, o condão de desnaturá-lo. Na hipótese, a recorrida é uma associação de indústrias dedicadas ao fabrico de medicamentos genéricos e
busca auxiliar o INPI a evitar que se prorrogue o prazo de patente (pipeline) da recorrente, laboratório farmacêutico. Com isso, pretende facultar a seus associados a produção do medicamento objeto da patente destinado ao tratamento de trombose arterial. Constatado que a titularidade da patente impõe aos outros a obrigação de não fazer, somente contornada com a concessão de licença pelo titular (art. 42 da Lei n. 9.279/1996), é certo que a associação recorrida detém interesse jurídico a ponto de permitir-lhe a assistência, pois a decisão a ser proferida no processo sem dúvida pode causar prejuízo juridicamente relevante a seus associados. Vê-se não prosperar a alegação de que é meramente econômico o interesse da recorrida, pois o que está em discussão é a prerrogativa da livre produção do medicamento, questão eminentemente jurídica. Precedente citado: AgRg no Ag 428.669-RJ, DJe 30/6/2008. REsp 1.128.789-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 2/2/2010.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

configuraria a venda casada: impõe-se ao usuário contratar também o provedor de acesso à internet para que possa usufruir o referido serviço de transporte de dados.118-RJ. A recorrente. (lei de Murphy) . busca ser admitida como assistente litisconsorcial ao alegar que a sentença a ser proferida na ACP diretamente afetaria a ela e a seus associados. Nos limites do que se discute na ação. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Interesse jurídico. a seu ver. associação dos provedores de acesso à internet. o que refuta admitir assistência. REsp 1. vê-se que não há seu interesse jurídico na hipótese. Mauro Campbell Marques. Assistência. Rel. que não se confunde com simples interesse econômico ou institucional. julgado em 14/9/2010.ASSISTÊNCIA Internet. por questionar a cobrança duplicada de serviços referentes à conexão de banda larga e aos de provedor de acesso à internet no transporte de dados em alta velocidade. Contudo. não há qualquer relação jurídica que una a associação às demais partes da ação. o que. STJ Informativo 447 – 2ª turma Nada é tão fácil quanto parece.181. Min. 40/76 O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública (ACP) contra a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e uma companhia telefônica.

Assim. O juiz ainda não proferiu sentença definindo a quem pertence o veículo. a propriedade de um automóvel. conduzida em apartado e decidida simultaneamente com a ação principal. relativos à intervenção de terceiros. até ser proferida a sentença63. A oposição é uma nova ação. Intervenção ad excludendume facultativa na qual o opoente. (lei de Murphy) . gera efeitos somente dentro do processo. determinando que a oposição só pode ser interposta até a sentença. Em outras palavras: modalidade de intervenção de terceiro através da qual este tenta excluir tanto o autor como o réu. PRESSUPOSTOS Específico A interposição pode se dá no momento da sentença?O art. isto é. Mozart Borba in www. O terceiro acredita ter direito no todo ou em parte sobre o bem controvertido no processo. poderá. Significa que a sentença a ser proferida na causa pendente.br Nada é tão fácil quanto parece. mas a oposição abrevia a solução do problema e evita o enfrentamento da coisa julgada formada em outro processo (princípio da economia processual e da celeridade). para excluir tanto o autor como o réu. causa em curso ou em tramitação.Julgue os itens subseqüentes. terceiro em relação à demanda originária. no todo ou em parte.com. pois este continua preservado. Preclusão é um fenômeno endoprocessual. em um processo judicial. Ausência de prejuízo pelo opoente. José deve oferecer oposição. 56. No entanto. CONCEITO Fonte65 Genérico Causa pendente. a oposição tem uma preclusão temporal.euvoupassar. Quem pretender. 63 (CESPE/OAB-RJ/2007. Tal terceiro poderia se manifestar por uma ação autônoma. nem tão difícil quanto a explicação do manual.OPOSIÇÃO 41/76 Art./STF/2008) . não repercutirá no direito material do qual o terceiro é titular. isso não significa dizer que o direito de ação inexiste. a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. vai à juízo manifestando pretensão própria de ver reconhecido como seu o direito (ou a coisa) sobre que controvertem autor e réu (os sujeitos do processo em curso). Nessa situação hipotética. oferecer oposição contra ambos64. (CESPE/Analista – Jud. caso queira ver reconhecida a propriedade do referido bem.1) Márcia e Tanyra disputam. 65 64 Imagem retirada de trabalho do prof. José julga-se o verdadeiro proprietário desse carro. ou seja. A oposição consiste na intervenção de terceiro em processo alheio. 56 do CPC dispõe que não é cabível oposição no momento da sentença. em razão da conexão com o pedido mediato.

sendo ambas julgadas pela mesma sentença. 58. NATUREZA DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO 2ª corrente Tal litisconsórcio é comum ou simples. Pontes de Miranda e Barbi. negam à oposição a natureza de intervenção de terceiro. (lei de Murphy) . todavia. fazendo com que o outro oposto vença a demanda. 3ª corrente Qual a Natureza jurídica do LITISCONSÓRCIO passivo necessário existente entre os sujeitos da ação originária69? 1ª corrente Tal litisconsórcio é unitário. seguirá a oposição o procedimento ordinário. considerando-a demanda autônoma. o reconhecimento do pedido por um dos opostos seria absolutamente ineficaz. contra ele correrá o processo. por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias. 60.OPOSIÇÃO 42/76 1ª corrente Intervenção de terceiros. Scarpinella Bueno . mas. pois leva em conta a posição no CPC. onde se aplica o princípio da independência entre os litisconsortes que só é compatível com o litisconsórcio comum 70Gusmão. Argumentos: o juiz não é obrigado a decidir de modo uniforme a demanda em relação a ambos. Art. Nada é tão fácil quanto parece. Sendo um litisconsorte simples. reconhecendo a procedência do pedido. Greco Filho. Art. o resultado da demanda vincularia a ambos os litisconsortes. Na oposição. pois leva em conta a essência da oposição ignorando NATUREZA JURÍDICA 2ª corrente sua posição no CPC como intervenção de terceiros. A oposição é uma nova e verdadeira ação66 cuja pretensão do opoente é contrária e diversa a de ambos os litigantes. 67 Art. 59. Dinamarco) Se oferecida até o início da AIJ é intervenção de terceiros67. Oferecida depois de iniciada a audiência. já que. de que resulta a formação de litisconsórcio passivo necessário entre os sujeitos da ação principal. Mista (Alexandre Freitas Câmara. Poderá o juiz. julgue os itens que se seguem. 66. será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação.: Art. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Conclui-se. 70 69 Ex. o processo continuará contra o nomeante. Argumento: em razão da natureza da relação jurídica. sendo julgada sem prejuízo da causa principal.Acerca da intervenção de terceiros. Daniel Assumpção. o resultado pode ser diferente para cada um. contra o outro prosseguirá o opoente. a decisão pode ser de improcedência. Síntese Trata-se de litisconsórcio:     Passivo Necessário Simples Originário 66 Greco Filho. Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída.entende que a oposição é sempre uma intervenção de terceiro Demanda autônoma. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. denominados opostos. entre outros. se a negar. A oposição. 68 (CESPE/Defensor/DPE-SE/2005) . que se o litisconsórcio fosse unitário. o terceiro ingressa em juízo objetivando defender pretensão própria sobre o mesmo objeto litigioso disputado pelas partes no processo. ao final. se oferecida após o início é ação autônoma 68. Alexandre Freitas Câmara Esse artigo viabilizaque um dos opostos reconheça o pedido do autor (opoente). oferecida antes da audiência. Isso seria impossível no litisconsórcio unitário. portanto. a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição. mas a demanda deve prosseguir normalmente contra o outro oposto. nesse caso. esse oposto perde a ação. sobrestar no andamento do processo. assim.

Oferecida a oposição depois de iniciada a audiência. para nesse período tentar sequenciar a oposição. de conformidade com o disposto na segunda parte do art. 60. sendo julgadas na mesma sentença.: 61). ele na mesma sentença julgará a causa pendente e a oposição. 59 do CPC. se decorrido o prazo de 90 dias não for possível o julgamento simultâneo. sendo apensada aos autos da ação em curso. Nesta hipótese a oposição se descaracterizará porque não haverá o julgamento simultâneo. É a chamada oposição não genuína ou imprópria (CPC art. Entretanto. a oposição genuína é aquela que é oferecida ou ajuizada antes da audiência e que será distribuída por dependência. É aquela na qual o opoente pretende apenas parte da coisa ou do direito que os opostos disputam na causa pendente (CPC art. Neste caso enquanto a oposição prosseguirá como uma ação autônoma.: 60.: 60 do CPC. porque passará a tramitar como uma ação autônoma.: 56). Disciplina Legal: CPC art. nem tão difícil quanto a explicação do manual. conhecendo-se e decidindo-se em primeiro lugar a oposição em razão da sua natureza prejudicial (CPC art. É a chamada oposição não genuína ou imprópria. 61). porque o que vai identificar a oposição genuína é o julgamento simultâneo. receber a oposição e realizar audiên cia de instrução e julgamento que estava em curso e ao encerrá-la deixar de sentenciar por um prazo nunca superior a 90 dias. É a Oposição genuína ou própria. Segundo dispõe o art. (lei de Murphy) . É importante observar que uma das particularidades da oposição própria é o seu ajuizamento antes da audiência de instrução e julgamento. para que as duas ações tramitem simultaneamente ou conjuntamente. mas este não é o seu elemento identificador. decidindo a última em primeiro lugar em razão da sua natureza prejudicial (CPC art.: 56). Nada é tão fácil quanto parece. poderá o juiz recebê-la como ação autônoma que seguirá com o procedimento comum (sumário ou ordinário). primeira parte)71.: 61). Regra Básica: Por ter uma natureza prejudicial a oposição deverá ser conhecida e julgada em primeiro lugar (CPC art. o juiz sentenciará a causa pendente e a oposição se descaracterizará.OPOSIÇÃO CLASSIFICAÇÃO Quanto à extensão do pedido do opoente Oposição total Oposição parcial 43/76 É aquela na qual o opoente pretende a totalidade da coisa ou do direito que os opostos disputam na causa pendente (CPC art. o juiz após o encerramento da audiência de instrumento e julgamento proferirá a sentença na ação principal. Quanto ao momento do ajuizamento ou de sua constituibilidade Oposição genuína ou própria ou interventiva Oposição não genuína ou imprópria ou autônoma 71 Poderá ainda o juiz. Uma vez decorrido o prazo de 90 dias se o juiz verificar que já há condi ções processuais para o julgamento simultâneo. a fim de proferir o julgamento simultâneo.

uma vez que o processo persiste. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. a depender da ação. 38. para falar nos autos. mas para efeito de recurso o recurso cabível é o de agravo. Analisando-se essa regra com apoio no principio da autonomia ou da independência dos litisconsortes (CPC art. 191. as ações de garantia e outras que respeitam ao terceiro interveniente.. 74 75 Entendendo não se aplicável: Alexandre Freitas Câmara e Moniz de Aragão. receber. quando se perde o prazo da contestação. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. (Redação dada pela Lei nº 72 8. para recorrer e. Prazo comum: Corre ao mesmo tempo para ambas as partes. Ovídio Batista) entende que. de 1994) 73 Art. O juiz da causa principal é também competente para a reconvenção. não deve ter advogado constituído. Art. 77 76 Nada é tão fácil quanto parece.OPOSIÇÃO 44/76 PROCEDIMENTO Trata-se de competência Funcional. dar quitação e firmar compromisso.: 48). ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. Art.. a sua citação será pessoal. Se o processo principal correr à revelia do réu. A procuração geral para o foro. Capítulo IV. Seção III. 109. de 15 dias (princípio da especialidade) O § único do art. para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. 38 do CPC72. Art. na pessoa dos seus respectivos advogados. Art. observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts. este será citado na forma estabelecida no Título V. em razão do princípio da especialidade. diferentemente do prazo sucessivo. O opoente deduzirá o seu pedido. de modo geral. não se aplicando o art. próprio76. não se aplica aqui (quanto ao prazo de resposta) o disposto no art. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido.) para contestar o pedido no prazo comum de 15 dias (apesar de ser caso de litisconsórcio necessário passivo onde haverá diferentes procuradores73). reconhecer a procedência do pedido. Reconhecimento do pedido Trata-se de sentença parcial de mérito. que tem natureza absoluta Competência Art. Prazo próprio: é aquele cuja inobservância gera preclusão. (lei de Murphy) . 57. serão os opostos citados. e sim citação no escritório do advogado. entendendo ser aplicável: Barbi.quando o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ação (na ação originária). mas não basta a revelia. Haverá resolução de mérito: V . II . no qual primeiroescoa um prazo para depois o outro.O. pois o réu. A doutrina majoritária (Dinamarco. que não gera. Prazo para contestar Acerca do prazo para contestar. 282 e 283). nem tão difícil quanto a explicação do manual. 269 inciso II ou V. (. ou particular assinado pela parte. confessar. além de ser revel. não deixa de ser uma citação pessoal. habilita o advogado a praticar todos os atos do processo. Partindo do pressuposto que foi o autor da ação originária que reconheceu a procedência do pedido na ação de oposição. contudo se aplica em relação às demais manifestações. 58. Distribuída a oposição por dependência. A parte é considerada revel. desistir. salvo para receber citação inicial. a ação declaratória incidente. diferentemente do impróprio. a sentença parcial de mérito terá fundamento no art. Parágrafo único. verifica-se que a regra do art. 191 do CPC74. porquese fosse unitário o reconhecimento do pedido seria considerado pelo juiz um ato processual inexistente ou ineficaz porque os atos ou omissões de cada litisconsórcio unitário não prejudicará e nem beneficiarão os demais.952. 269. deste Livro. contra o outro prosseguirá o opoente77. conferida por instrumento público. mesmo tendo advogado constituído. Bedaque. Art. não precisando o advogado de procuração com poderes especiais. 58 é de litisconsórcio passivo simples. Prazo comum75 . em que pese a citação seja na pessoa no advogado. Propositura e citação Destaque-se que não é por publicação no D. transigir. 57. 57 dispõe que se o oposto for revel na ação principal.quando o réu reconhecer a procedência do pedido (na ação de oposição).

(lei de Murphy) . o juiz não pode iniciar a audiência. todavia. De modo que. Cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação e a oposição. Então. passando a ter um procedimento único. porque o prazo é nunca superior a 90 dias. oferecendo oposição. 450. para que esse prazo? Para aquela oposição chegue ao estágio da ação originaria. não havendo reunião dos atos e os procedimentos são autônomos. passando a oposição a ter a natureza de intervenção de terceiro. no entanto. Então. Poderá o juiz. No dia e hora designados. Entende parte da doutrina que aqui não se trata de espécie de intervenção de terceiro. juntamente com a ação principal. A autuação é autônoma.OPOSIÇÃO 45/76 lugar. será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação. Então. mas hoje é um prazo que as vezes não da nem para citar alguém. Oferecida depois de iniciada a audiência78. a oposição será conhecida em primeiro lugar. não pode ser prorrogado. 60. seu julgamento pode afetar o julgamento da ação principal. seguirá a oposição o procedimento ordinário. sobrestar no andamento do processo. assim julgará em conjunto com a oposição. Se o juiz proferir essa sentença única. É uma ação-oposição. mandando apregoar as partes e os seus respectivos advogados. uniforme. 60. Mas se sabe que 90 dias da ação no procedimento ordinário para chegar na fase de AIJ é um prazo muito curto. 60. porque a audiência já começou. 61. sendo ambas julgadas pela mesma sentença. objetivando desenvolver a oposição para que as duas ações estejam no mesmo momento procedimental. A lei ainda admite o julgamento simultâneo. oferecida antes da audiência (AIJ). A oposição. então o julgamento poderá ser descoordenado. portanto. sendo julgada sem prejuízo da causa principal79. sendo verdadeira espécie de intervenção de terceiro no processo. que pode ser prorrogado. Aplica-se o art. 81 Nada é tão fácil quanto parece. cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação e a oposição.é um prazo peremptório. até esse momento que se declara aberta a audiência de instrução e julgamento vai se aplicar o art. Há uma distribuição por dependência ao juízo da ação principal. 59 e depois o art. Assim. O juiz poderá. Julgamento Oferecida depois de iniciada a AIJ Aplica-se o art. Era um prazo considerado razoável em 1973. sobrestar o andamento da ação principal pelo prazo de 90 dias. uma vez que se trata de processos diferentes. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 80 “90 dias” . o juiz declarará aberta a audiência. inclusive sendo decididas na mesma sentençaem capítulos distintos. 79 “sem prejuízo da causa principal”: Ao usar essas palavras o legislador que dizer que não haverá suspensão do processo principal para o julgamento da oposição. o juiz vai poder sentenciar e a oposição será julgada em momento posterior. aqui. poderá suspender o andamento da ação originária por prazo nunca superior a 90 dias.. a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição. Mas na pratica isso raramente ira ocorrer porque o que a lei está dizendo é que o procedimento ordinário vai iniciar e chegar na fase de AIJ em 90 dias. pois a oposição deve ser julgada antes em razão da prejudicialidade. É. por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias80. 78 Se a oposição for oferecida em audiência vai se aplicar o artigo o artigo 60. 61 do CPC. Oferecida antes da AIJ Há uma distribuição por dependência ao juízo da ação principal. sendo que o início da audiência tem como marco o pregão81. Art. Art. desta conhecerá em primeiro A oposição é uma questão prejudicial a ação originária e assim sendo. ele vai se valer do art. ou seja. ao contrário do prazo dilatório. ou seja. Questão prejudicial Art.Essa oposição será autuada em apenso (apensada aos autos principais). Para se aplicar o artigo 59 o terceiro tem que comparecer na audiência e pedir antes de aberta a audiência a palavra. Art. Porque depois de iniciada a AIJ só falta concluir a AIJ e sentenciar. o juiz passará a adotar um procedimento único. Então. 59. umacompetência absoluta por caráter funcional. não se trata do mesmo complexo procedimental. a lei impede que o juiz aumente este prazo. 59.

a oposição se caracteriza como demanda nova e autônoma. O trânsito em julgado dessa ação principal gera efeitos na oposição. a distribuição por dependência não é possível. depois da sentença e antes da coisa julgada ainda não se sabe que será o vencedor. Se a oposição fosse distribuída por dependência seria levada dir etamente para o Tribunal. Primeira característica é a distribuição por dependência. Esta ação tem que ser distribuída no primeiro grau. mesmo que não seja uma oposição. A oposição e a ação principal podem ser decididas na mesma sentença ou a ação principal pode ser decidida antes da oposição. Então. a partir desse momento. Nesse caso. O tribunal não tem competência para julgar essa ação. um grau de jurisdição. já que o vencido na ação principal é excluído da oposição. havendo recurso. essa certeza só é alcançada com a coisa julgada. tendo como resultado a procedência. Neste caso. Mesmo não sendo oposição. Já se a oposição transitar em julgado antes da ação principal. que não será vinculada nem mesmo à coisa julgada do primeiro processo. os autos são remetidos ao Tribunal para o julgamento do recurso. Nada é tão fácil quanto parece. como o terceiro vai ajuizar uma ação própria reivindicando o direito ou a coisa para si antes da coisa julgada e depois da sentença ainda não se tem a certeza do vencedor. Trânsito em julgado 82 proferida a sentença. no todo ou em parte. poderá. as duas características da oposição não estarão presentes.OPOSIÇÃO 46/76 Oferecida em fase recursal Se o processo original já estiver no Tribunal e a oposição for distribuída no juízo de primeiro grau competente. e tendo como resultado a improcedência. havendo uma diminuição subjetiva da oposição. ela não estará de acordo com o art. Não é só uma causa de supressão de instância. aqui. não se teria mais uma oposição. Então. a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. o litisconsórcio é passivo necessário. Sendo assim. é também de incompetência. 56. nem tão difícil quanto a explicação do manual. não poderia a oposição ser distribuída diretamente no tribunal para não haver supressão de instância. Quem pretender. Pode-se até dizer que. suprimindo. No entanto. Não cabe mais oposição porque. até ser 83 Após a sentença. Então. poderá haver o trânsito em julgado de uma antes da outra. oferecer oposição contra ambos. uma vez que tem pedido diverso83. a ação que o terceiro ajuizar terá que ser dirigida em face dos litigantes da ação originária (litisconsórcio passivo necessário). 56 82 e não poderá permitir uma revisão indireta daquilo que está sendo decidido em instância recursal. Art. quando o processo originário encontra-se na fase recursal não será possível a distribuição por dependência. mas sim uma ação comum. (lei de Murphy) . assim. a ação principal perderá o objeto (carência superveniente). nenhum efeito restará para a ação principal.

Art. preventivos. nem tão difícil quanto a explicação do manual. inventário. o caso será de assistência simples. depósito. seqüestro. mas se ela ocorrer por via direita o caso será de assistência qualificada ou litisconsorcial. cabendo ainda que não haja constrição.533/ 1951Art. sofrer turbação ou esbulho na posse de seus benspor ato de apreensão judicial. Se o terceiro tem legitimatio de opoente. em casos como o de penhora. Distinção: recurso de terceiro prejudicado Oposição Distinção: Embargos de Terceiros Embargos de 3º O direito material da ação principal é O terceiro precisa discutir o direito irrelevante. arresto. alienação judicial. mas tão somente a ameaça dela. o que por si só afasta qualquer possibilidade de admissibilidade do recurso de terceiro prejudicado. portanto.046. LEI Nº 1.071. não lhe causará qualquer prejuízo. 19 . de 1974) Mandado de segurança Desapropriação Incabível a propositura de oposição em MS84 Incabível a propositura de oposição em processo de desapropriação. arrecadação.Aplicam-se ao processo do mandado de segurança os artigos do Código de Processo Civil que regulam o litisconsórcio. Se a repercussão ocorrer por via indireta ou reflexa. repercutir no direito material do terceiro. causando-lhe prejuízo jurídico. 1. não repercutirá no direito material do qual o terceiro é titular. é * os embargos de terceiro podem ser cabível oposição. uma vez que não haveria a bipolarização da resistência 84 Nesse sentido: STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4.OPOSIÇÃO 47/76 TEMAS RELACIONADOS Distinção: assistência A oposição tem como pressuposto específicoaausência de prejuízo: Significa que a sentença a ser proferida na causa pendente. arrolamento. Regra Básica: se a sentença a ser proferida na causa pendente. (Redação dada pela Lei nº 6. isto significa que a sua legitimatio não é de opoente. Quem. mas sim de assistente. (lei de Murphy) . significa que a sentença a ser proferida na ação em curso não repercutirá em seu direito material e. partilha. não sendo parte no processo. tendo por objeto a discussão sobre a material da ação já existente (ação principal) ilegalidade da constrição judicial * ainda que exista constrição judicial. poderá requerer lhe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos.337 – RJ Nada é tão fácil quanto parece.

d) O terceiro que não oferecer oposição em tempo oportuno – antes de proferida sentença – será atingido pelos efeitos da coisa julgada que se formar naquela ação. Rel. poderá.OPOSIÇÃO QUESTÕES 48/76 Ministério Público . referente a bem disputado entre dois particulares e objeto de ação possessória fundada em contrato de cessão de direitos firmado entre ambos. a) A oposição será oferecida por meio de requerimento dentro dos próprios autos da ação judicial em que litigam os opostos.38.401-DF. b) A existência de constrição judicial sobre a coisa que controvertem autor e réu é pressuposto para o oferecimento da oposição. a posse dos particulares sobre o bem público passou a ser em razão da titularidade pela Terracap e não do domínio. DJ 18/6/2007. ficando prejudicado o direito que ele eventualmente possuir sobre a coisa litigiosa. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir. DJe 24/11/2008.928-DF. em que as partes discutem a titularidade de delegações notariais e de registro. NÃO-CABIMENTO. oferecer oposição contra ambos. A Turma proveu o recurso da Terracap.939-RJ. Com a oposição da ora recorrente. na qualidade de terceiro. PETIÇÃO.MG – 2008 . REsp 146. DJ 18/12/2006. em mandado de segurança.” Considerando-se o instituto processual de que trata essa norma legal. (lei de Murphy) . O artigo 56 do Código de Processo Civil preceitua: “Art. a coisa ou o direito que controvertem autor e réu. Exceção. REsp 780. Quem pretender. independente de atos materiais de ocupação. PRECEDENTES DO STF. Terracap. e REsp 489. Hipótese em que o requerente. OPOSIÇÃO. Nada é tão fácil quanto parece. c) Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido do opoente. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. sem a presença do poder público. Inteligência do art. DELEGAÇÃO DE SERVENTIAS. defende sua admissibilidade como opoente nos autos de mandado de segurança (REsp 731. Nancy Andrighi. tal como a oposição. REsp 863. Domínio. nem tão difícil quanto a explicação do manual. assistência ou intervenção de terceiros. assinale a resposta CORRETA. no todo ou em parte. da qual estes serão intimados para apresentar impugnação. JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Não cabimento em MS STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4.374-DF. PEDIDO INDEFERIDO. e como meio de demonstração da sua posse permanente. Precedentes citados: EREsp 695. 3. MANDADO DE SEGURANÇA. 1. 923 do CPC. com base no art. este alegado apenas incidentalmente.PROCESSUAL CIVIL. até ser proferida a sentença. 56. Oposição. Min. REsp 699. 2.732-DF. DJ 14/3/2005.367-DF. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS.761/RJ).533/51. a oposição continuará contra o outro. admitindo a possibilidade da ação de oposição. julgado em 3/9/2009. 19 da Lei 1. DJ 13/6/2005. que não é notário ou oficial de registro. Agravo regimental improvido. por ser autor de ações populares.337 – RJ . e) Na ação judicial que estiver correndo à revelia do réu não será cabível a oposição.

o réu. chamar outrem à autoria e assim sucessivamente. CARACTERÍSTICAS STJ: mesmo no caso da evicção. Nada é tão fácil quanto parece.àquele que estiver obrigado. mesmo não contestando. pois deve haver prejudicialidade entre a ação principal e a ação secundária. 86 A nova ação que surge dentro do mesmo processo é ação secundum eventum litis regressiva. já que. por sua vez. o prejuízo do que perder a demanda. há uma ampliação subjetiva e objetiva do processo. cujo domínio foi transferido à parte. É uma ação regressiva. o u seja. Na verdade. responder pela garantia do negócio jurídico no caso do denunciante ser vencido no processo.ao alienante. está se cobrando um dano eventual e futuro. a indenizar. Regra geral (gênero) da qual as hipóteses I e II são espécies. Não obstante a natureza de intervenção-ação. inclusive. É uma ação regressiva dentro do mesmo processo8687 NATUREZA JURÍDICA É conceituada pela doutrina como sendo uma intervenção-ação. além de participar da lide principal. o interesse de agir não é exigido. Aquele que demandar ou contra quem se demandar acerca de coisa ou direito real. pois depende da existência de outra ação já existente. do credor pignoratício. do locatário. (lei de Murphy) . 456 apenas ocasionaria a perda da indenização (perdas e danos). para assumir a direção da causa e modificar a petição inicial. exerça a posse direta da coisa demandada. pode denunciar a lide. a fim de que esta possa exercer o direito que da evicção lhe resulta.ao proprietário ou ao possuidor indireto quando. É uma ação antecipada. se o denunciante não sofrer prejuízo na ação originária a denunciação restará prejudicada. em casos como o do usufrutuário. § 2º Se for o réu. na instauração do juizo. já que parte da ideia de que o denunciante (autor ou réu) tem o direito de cobrar do terceiro os eventuais prejuízos suportados na demanda. excepcionalmente. Garantia da posse II . Não é mera comunicação de existência do processo. a petição inicial nesse caso é dispensada. o autor ao denunciar a lide pode o fazer como um tópico da petição inicial e o réu pode denunciar a lide através de um tópico da contestação ou de uma mera petição. § 1º Se for o autor. O réu revel. pela lei ou pelo contrato. nesse caso. ou seja. 70. por força de obrigação ou direito. notificará o alienante. já que. poderá chamar à autoria a pessoa de quem houve a coisa ou o direito real. afim de resguardar-se dos riscos da evicção. § 3º O denunciado poderá. é uma ação do autor ou do réu contra terceiro (ação secundária).DENUNCIAÇÃO DA LIDE 49/76 Art. tendo que obedecer às condições da ação e os pressupostos processuais. Com base nos arts. A norma do art. guardadas as disposições dos artigos anteriores. seria possível a propositura de ação posterior para o recebimento do valor principal pago pelo bem. é verdadeira demanda incidental de garantia que faz participar do processo aquele que pode vir a ser responsabilizado pelo dano discutido. ou seja. 70 a 76 do CPC. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Fundamento: evitar o enriquecimento ilícito. 95. 87 No CPC de 1939 era denominada de “chamamento a autoria”: 85 CPC/1939 Art. citado em nome próprio. A denunciação da lide é obrigatória 85: Causas de pedir na denunciação da lide: CONCEITO Relação de garantia III . requererá a citação do alienante nos três (3) dias seguintes ao da propositura da ação. É uma ação eventual. Garantia da evicção I . a denunciação da lide consiste em chamar o terceiro (litisdenunciado/denunciado) que tenha um vínculo jurídico de garantia com uma das partes (litisdenunciante/denunciante) para ingressar no processo e. ele pode denunciar a lide por uma mera petição. em ação regressiva. na ação em que terceiro reivindica a coisa. É uma ação incidental. Assim.

88 89 Art. 64. o disposto nos arts. ficará suspenso o processo. ao deferir o pedido. suspenderá o processo e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. Art. mandando observar. o juiz.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 50/76 Art. Nada é tão fácil quanto parece. (lei de Murphy) . quanto à citação e aos prazos. 72 e 74. 72. o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa. Em ambos os casos. O juiz suspenderá o processo. Ordenada a citação.: a assistência não suspende o processo. Obs. SUSPENSÃO DO PROCESSO A Nomeação à autoria88. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 79. a Denunciação da lide e o Chamamento ao processo89 suspendem o processo.

dependendo de quem denunciar. Min. o réu alegue ausência de responsabilidade do segurado para se eximir quanto ao ressarcimento. Corrobora com essa crítica o informativo 384 do STJ93 que dispõe que o acordo entre autor e réu não vincula o denunciado a lide 3ª corrente Entende haver assistência em alguns casos e litisconsórcio noutros (Sanches [assistência simples nos casos do inciso I e III e litisconsórcio no II] Plínio Gonçalves [litisconsórcio nos casos de garantia própria e assistência simples nos de garantia imprópria]). cujo julgamento fica condicionado à sucumbência do litisdenunciante na demanda principal. Dinamarco . do qual não fez parte o réu denunciado. em grau de recurso. Princípio da eventualidade: todas as alegações que a parte queira produzir deverão ser trazidas ao processo de uma só vez.o denunciado seria um assistente litisconsorcial. Nada é tão fácil quanto parece. na segunda demanda. facultativo e unitário. A denunciação da lide é demanda incidental. DJ 26/2/2007. considerados prejudicados pelo Tribunal a quo. 74. não pode ser considerado litisconsorte. E não é o que ocorre na prática com o denunciado. em atendimento ao princípio da eventualidade. afirmando haver litisconsórcio entre eles (Arruda Alvim). assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. procedendo-se em seguida à citação do réu. tem o litisdenunciado interesse jurídico na vitória do litisdenunciante na demanda principal. pois a formação dele se dá com o processo já existente. denunciou à lide uma outra companhia de seguro. o que faz concluir que. ainda que contraditórias entre si. razão que não causa qualquer óbice para que. Feita a denunciação pelo autor. 1ª corrente Esse litisconsórcio será ativo ou passivo. AUTOR E RÉU DENUNCIANTE. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. na qualidade de réu da demanda incidental de garantia. Entende que o litisdenunciado se torna mero assistente do litisdenunciante (Dinamarco [assistência qualificada91]. Argumentos: o litisdenunciado não se torna. não se extinguindo. e REsp 686. Assim. Feita a denunciação pelo autor. a Turma entendeu que a transação.092-SP. Rel.DENUNCIAÇÃO DA LIDE QUALIDADE PROCESSUAL DO DENUNCIADO 51/76 Art. o denunciado. o denunciado. havia a denunciação à lide da outra seguradora. parte da demanda principal. a demanda secundária. RÉU DENUNCIADO. Nery Júnior e Alexandre Freitas Câmara). entre o autor e o réu denunciante não aproveita nem prejudica terceiros. comparecendo. Moacir Amaral e Fredie Didier . EFEITOS. por isso. comparecendo. especialmente quando existe denunciação à lide. que era apelante e interpôs embargos de declaração. 53 do CPC). o que não permite seja considerado assistente litisconsorcial. a fim de auxiliar este a obter sentença favorável na demanda principal e. 2ª corrente Crítica: o assistente possui uma atuação condicionada à vontade do assistido. Cabe ao litisdenunciado assistir o litisdenunciante. pois o assistente litisconsorcial é titular do direito e o denunciado não é titular. 74. nem tão difícil quanto a explicação do manual. autores e réu firmaram acordo e puseram fim ao litígio. julgado em 17/2/2009. haja vista ele ser sujeito de relação jurídica diversa da deduzida no processo. por sua vez. contestá-la sob pena de revelia. Ocorre que. 4ª corrente 90 Art. também.046-SP. ao mesmo tempo. Precedentes citados: REsp 898. pois ele defende em nome próprio o interesse do assistido (autor ou réu). Há Litisconsórcio entre litisdenunciado e litisdenunciante? Entende correta a dicção do CPC90. podendo assim atuar como assistente simples92. procedendo-se em seguida à citação do réu. 91 Bedaque. ou seja. automaticamente. DJ 18/12/2006. a relação de garantia. Porém.762-RS.entende que o denunciado é um litisconsorte com legitimação extraordinária. Trata-se de ação de indenização em que proprietários de imóvel (autores) buscam cobertura securitária de companhia de seguro (réu) que. com a denunciação da lide. ulterior. não substitui a sentença de procedência transitada em julgado. Luis Felipe Salomão. em não sendo ele autor nem réu. Critica-se essa posição. entre denunciado e denunciante. O acordo mencionado. REsp 316. (lei de Murphy) . na lide principal. ele não pode se opor a atos de disposição de direitos praticados pelo assistido (art. 93 92 ACORDO.

o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. vedada a denunciação da lide. Admitir-se-á o litisconsórcio. 13.233 STJ RESP 6793/CE . cujo julgamento é condicionado à sucumbência do litisdenunciante na demanda principal.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 52/76 A Condenação direta do litisdenunciado em favor do adversário do litisdenunciante é possível? CONDENAÇÃO DIRETA DO DENUNCIADO Inadmissível. III. e inadmissível a condenação direta do denunciado a compor os prejuízos reclamados pelo autor. se no caso concreto a denunciação tumultuar o processo e prejudicar a defesa do consumidor ela poderá ser vedada com base no art. VEDAÇÃO EXPRESSA Fato do produto nas relações de consumo Jurisprudência atual do STJ . Entretanto.078∕90 só é aplicável ao fato do produto. (lei de Murphy) . CONDENAÇÃO EXCLUSIVA DO LITISDENUNCIADO. CDC Art. Na denunciação da lide promovida pelo réu. CDC Art. do CPC. segundo sua participação na causação do evento danoso. da Lei 8. 70. pois a denunciação da lide é uma demanda incidental de garantia. 95 94 Nada é tão fácil quanto parece. sem apreciação da lide principal. Na hipótese do art. 439. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. Não se admitirá. nem tão difícil quanto a explicação do manual. uma vez que o pedido formulado na demanda principal não foi a condenação do litisdenunciado. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos.Entende que o art. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. recurso especial conhecido e provido.099/95 Art. 280. tendo tal pretensão sido manifestada apenas na denunciação da lide94. Resp. Procedimento sumário Procedimento sumaríssimo Art. 88. no processo. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. Lei nº . 88. no caso seria extra petita. 13. Parágrafo único.DENUNCIAÇÃO DA LIDE. parágrafo único deste código95. por estar sendo proferida fora dos limites do objeto do processo. Tal sentença seria nula. salvo a assistência. 10.

mas parte da demanda original. e assim por diante. Enunciado 29 do CJF. 97 96 Nada é tão fácil quanto parece. processo. Cabendo a denunciação da lide ao alienante. pois não haveria relação jurídica de garantia entre litisdenunciante e o litisdenunciado. 456: A interpretação do art. ou para a pes soa que alienara o bem para este último (per saltum). indenização pelas despesas do contrato. 456. não sendo admissível a denunciação da lide per saltum. o adquirente somente pode denunciar alienante imediato. cujo domínio foi transferido à resulta. o demandado que pretende fazer a denunciação da lide. É a permissão para que o denunciante demande diretamente em face do último responsável por garantir a permanência do bem em seu patrimônio I – Garantia da Evicção CJF nº 29 – Art.99 Denunciação per saltum 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente “ação que reivindica” – é exemplo não sendo o único caso. ou seja. ela não foi autorizada pelo ordenamento. o adquirente evicto deverá escolher o alienante imediato ou todos os alienantes. Alexandre Câmara. 456 "quando e como lhe determinarem as leis do processo " remete ao sistema do CPC. indenização pelos frutos que tenha sido obrigado a restituir. Inadmissível. num processo. Para poder exercitar o direito que da evicção lhe I . assim. o adquirente evicto pode escolher qualquer alienante da cadeia sucessória de alienações. Entende que a denunciação per saltum não é autorizada pela legislação. Humberto Theodoro Jr. Defende a ideia de denunciação coletiva. para que a sentença. não poder ser utilizada pelo adquirente. definindo a existência ou não dos direitos decorrentes da evicção. Isso porque o art. fazendo-se mister a realização de denunciações da lide sucessivas. É a consagração definitiva da denunciação sucessiva. regule também a relação entre este e aquele que lhe transferiu a coisa. d enunciará a lide a quem lhe transmitiu o bem. quando e como lhe determinarem as leis do que da evicção97 lhe resulta98. Aqui o raciocínio é de formação de um litisconsórcio necessário entre todos os alienantes. Uma vez o rol do art. 70 é exemplificativo. 456 do novo Código Civil permite ao evicto a denunciação direta de qualquer dos responsáveis pelo vício. 456. em reconhecendo que a parte (litisdenunciante) não é titular do domínio. 2 – dá a falsa impressão de que apenas o réu pode denunciar a lide. segundo a doutrina civilista. caput dispõe que essa denunciação deve ocorrer como lhe determinarem as leis do processo (remissão expressa às leis processuais). Proposta de redação: "ao alienante.. por sua vez.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 53/76 HIPÓTESES DE CABIMENTO CC Art. Marinoni. como a lei processual não prevê esse tipo de denunciação. (lei de Murphy) . nem tão difícil quanto a explicação do manual. O evicto tem. 98 Críticas à redação (com base em Alexandre Freitas Câmara): 1 – aquele que reivindica a coisa não é terceiro. ainda que inexista relação jurídica entre aquele e o terceiro. ou parte. a fim de poder exercer o direito que lhe resulta da evicção. Muniz de Aragão. na ação em que terceiro 96 reivindica a coisa. Evicção – Evicção é a perda da coisa por decisão judicial ou administrativa que importe em legítimo reconhecimento de que o bem transferido pertencia a outra pessoa distinta do transferidor. 1ª corrente Majoritária. o adquirente notificará do litígio o alienante imediato. mas este também pode denunciar o seu próprio alienante imediato. Nelson Nery. na ação em que se controverte sobre o domínio de bem que tenha sido por ele transferido a uma das partes" 99 Ex. neste caso. E mais: Contudo a cláusula final do art. ou seja. neste caso (inexistência de pertinência material entre as pessoas). Neste caso a denunciação da lide poderia ser feita àquele que alienou o bem para demandado. ressarcimento pelos prejuízos que resultam diretamente da perda da coisa. a fim de que esta possa exercer o direito qualquer dos anteriores. e por via de conseqüência. Trata da denunciação da lide oferecida por aquele que. além do reembolso das despesas processuais e honorários advocatícios despendidos. ou seja. segundo o qual a denunciação da lide é feita pelo adquirente ao seu alienante imediato e este. O Código Civil consagrou a denunciação per saltum. direito a reaver o preço pago pela coisa.ao alienante. havendo uma relação jurídica sucessiva que permitiria a denunciação de todos.: em demanda reivindicatória de um bem. vê questionado seu direito de propriedade sobre um bem que lhe foi transferido por terceiro.

Fundamento: evitar o enriquecimento ilícito. Ocorre contudo que no caso do inciso I do art. o qual poderá ser exercido mediante demanda autônoma. para que ocorra a perda do direito material é indispensável uma norma extraprocessual (material). A norma do art. 70. nem tão difícil quanto a explicação do manual. e não de direito processual. até mesmo. 70. é o disposto no art. A perda do direito substancial deve decorrer das regras de direito material. 456 do C. logo. Se não realizou a denunciação. ou seja. apenas a perda da faculdade de oferecer demanda capaz de permitir o exercício do direito de regresso no mesmo processo. o qual não poderá ser exercido.C. 70. (lei de Murphy) . Nos demais casos do art. Entende que a não denunciação da lide acarreta a perda do direito de regresso apenas no caso do inciso I do art. 2ª corrente +3ª corrente STJ: mesmo no caso da evicção. enquanto nas hipóteses previstas nos inciso II e III a conseqüência seria a mera preclusão. sofre a perda do direito de garantia e. que determina a perda do direito de regresso em caso de não ser ela realizada. 456 apenas ocasionaria a perda da indenização (perdas e danos). como o é a denunciação da lide. Uma norma processual não pode ocasionar a perda de um direito material. o que só ocorre na hipótese da evicção. portanto. sua não realização pela parte terá como corolário o perecimento do direito de regresso. nem mesmo em demanda autônoma (Marcos Afonso Borges). a impossibilidade de ação regressiva. Sanches e Alexandre Freitas Câmara). não haverá perecimento do direito de regresso. Argumentos: não faz sentido que se perca o direito material de regresso apenas porque se deixou de provocar um incidente de caráter formal. ficando ressalvada a via de se propor demanda autônoma em face de terceiro (Greco Filho. Ou seja: entende que sendo obrigatória a denunciação da lide. seria possível a propositura de ação posterior para o recebimento do valor principal pago pelo bem. Nada é tão fácil quanto parece.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Obrigatoriedade 54/76 1ª corrente Minoritária: Vale a norma do CPC.

o prejuízo do que perder a demanda. Caso essa posse seja perdida na ação judicial.qual espécie de garantia? Origem da divergência: o fato de a doutrina reconhecer dois tipos de garantias102. a convenção. embora afirme a melhor doutrina que o dispositivo não impede a denunciação da lide pelo autor ( Alexandre Freitas Câmara e Frederico Marques ). Não sendo possível nos casos de garanti imprópria a denunciação da lide. (Cespe/TRT 5ª REG . II – Garantia da Posse Garantia da posse direta do imóvel ao possuidor direto pelo possuidor indireto Para ser possuidor direito. Ex. Barbi e Alexandre Freitas Câmara. citado em nome próprio. Garantia imprópria: não é verdadeiramente uma garantia. o que delongaria o processo causando (restritiva) prejuízo ao autor. Nada é tão fácil quanto parece. Athos Gusmão Carneiro) Entende que também nos casos de garantia imprópria a denunciação da lide é possível (Plínio Gonçalves. aquele terá o direito de ser indenizado por um desses. Divergência . 37 §6º) 102 Garantia própria: decorre da transmissão de um direito.: é o caso de o Estado denunciar à lide seu servidor. mas de responsabilidade de ressarcir o dano. Dinamarco). 3ª corrente (extensiva) 100 Críticas à redação: Da a entender que a hipótese é aplicável apenas nos casos em o possuidor direto do bem é réu. III – Relações de Garantia Regra geral (gênero) da qual as hipóteses I e II são espécies. Sanches). entende que neste caso apenas o réu pode denunciar a lide 101 Seria controverso caso de o Estado poder denunciar à lide seu servidor (CRFB art. exerça a posse direta da coisa demandada100. em ação regressiva101. 2ª corrente (moderada) Só se houver expressa previsão legal neste sentido (Nelson Nery. do credor pignoratício.  A doutrina majoritária. Ex. (lei de Murphy) . o réu. Barbosa Moreira. por força de obrigação ou direito. citado o locatário em nome próprio. em que o direito de regresso da parte perante o terceiro decorre da transmissão de direito. Responsabilidade esta que decorre de quaisquer outros títulos. a indenizar. inadimplemento contratual. este poderá denunciar à lide o proprietário-locador. Argumentos: os termos do inciso III do art.2008) Em ação possessória proposta por terceiro.: evicção. por se tratar de posse e não de propriedade. Apenas os casos de garantia própria.ao proprietário ou ao possuidor indireto quando. no qual o dolo ou a culpa (lato sensu) do servidor seria o fato novo. sendo incapazes de permitir ao intérprete fazer qualquer tipo de distinção. do locatário. e nesse sentido Plínio Gonçalves. permitiriam a denunciação da lide (Greco Filho. pois onde alei não distingue não é lícito ao intérprete distinguir. Ex. diferindo.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 55/76 II .àquele que estiver obrigado. III . 70 são genéricos. É o mesmo raciocínio da evicção. em casos como o do usufrutuário. nem tão difícil quanto a explicação do manual. uma vez 1ª corrente que haveria a necessidade de discutir fato novo. pela lei ou pelo contrato. nesse caso.: culpa aquiliana. a posse deve ter sido transferida pelo possuidor indireto ou pelo proprietário.

no entanto. Não atendendo o alienante à denunciação da lide.se o denunciado a aceitar e contestar o pedido. ao propor a demanda o autor já deve denunciar a lide.Denunciado revel. ou seja. O momento preclusivo para a denunciação pelo autor é na apresentação da própria petição inicial. poderá denunciar a lide. a denunciação deve ser feita antes da contestação ou no mesmo momento desta. ou seja. que prevê duas hipóteses de reação do denunciado: 1 . 74 do CPC trata o denunciado como litisconsorte do denunciante a ponto de se permitir que o denunciado realize o aditamento da petição inicial. O problema está no inciso II. mesmo não contestando a ação. se a contestação for entregue antes do último dia. o denunciado. 2 .se o denunciado for revel. entende-se que é aplicável para todas as hipóteses de denunciação da lide. O terceiro denunciado estará integrado ao processo. ou comparecer apenas para negar a qualidade que Ihe foi atribuída. Assim. que nesse caso será revel. (lei de Murphy) . 75. tal panorama mudou com a redação do § único do art. Este deve realizar a denunciação no prazo preclusivo da resposta. preocupada com esse fato. § único do CC de maneira ampliativa. Já o art. 75 do CPC trata da denunciação da lide feita pelo réu. Nada é tão fácil quanto parece. Em tais casos. 75 prevêem as possíveis reações do denunciado à lide. cumprirá ao denunciante prosseguir na defesa até final. comparecendo. assim.Denunciado que nega sua qualidade de denunciado à lide. o aditamento deve se dar dentro dos limites objetivos já traçados pelo denunciante. ou usar de recursos. Contudo. devendo haver apenas um tópico para que esta possa ser desenvolvida. Parágrafo único. procedendo-se em seguida à citação do réu. com a posterior citação do réu. o réu. Art. e de outro. o juiz deverá suspender parcialmente o processo (suspensão imprópria). Art. Ao receber o pedido de denunciação da lide. de maneira que o denunciado estará obrigatoriamente vinculado ao processo ao ser citado. o prazo para a denunciação já estará precluso. E os incisos do art. 456. O art. A doutrina processualista aplica o art. o procedimento normal do processo será suspenso até que se resolva a questão da denunciação da lide. pode o adquirente deixar de oferecer contestação. Ressalta-se que. ressalta que. 74. mesmo dentro do prazo de resposta. o denunciante e o denunciado. III . o processo deve prosseguir o seu curso normal. poderá o denunciante prosseguir na defesa.DENUNCIAÇÃO DA LIDE PROCEDIMENTO DA DENUNCIAÇÃO DA LIDE 56/76 A denunciação da lide pode ser provocada tanto pelo autor quanto pelo réu. isto é. O STJ. Após esse fato. como litisconsortes. quando se retirou a obrigatoriedade de defesa até o fim pelo denunciado. II . de um lado. o denunciante estaria obrigado a prosseguir na defesa do interesse ao final. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. defende que esse aditamento não pode alterar a causa de pedir e o pedido da petição inicial originária. Feita a denunciação pelo réu: I . 74 do CPC trata do procedimento da denunciação da lide feita pelo autor. Haverá posteriormente a suspensão parcial do processo até que se resolva a denunciação.se o denunciado confessar os fatos alegados pelo autor. o processo prosseguirá entre o autor. O art. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Não há a obrigatoriedade de uma petição inicial específica para a denunciação. ele não poderia deixar de buscar a vitória no processo. já que na literalidade ele só seria aplicável para os casos de evicção. Feita a denunciação pelo autor. Lembrar que o denunciado não é titular do direito material discutido. assim. e sendo manifesta a procedência da evicção. 456 do CC. A doutrina. A denunciação da lide é uma intervenção coativa.

Fux etc. São títulos executivos judiciais: I – a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer. conforme o caso. e inadmissível a condenação direta do denunciado a compor os prejuízos reclamados pelo autor. declarará. contudo. pois o art. o que faz com se considere encerrado o prazo para a prática do ato. A citação do denunciado será requerida. A denunciação só será julgada se ocorrer a sucumbência do litisdenunciante. recurso especial conhecido e provido.). Porém. o direito do evicto. 475-N. 76. não fazer. e. 71. 76 fala que ela "valerá como título executivo" e o nosso sistema reconhece eficácia de título executivo apenas às sentenças condenatórias104 (majoritária – Barbi. Petição inicial Autor Réu Contudo. não há necessidade de que os atos sejam praticados simultaneamente. condenação exclusiva do litisdenunciado. pois o réu tendo contestado. Argumentos: apesar de normalmente apenas as sentenças de conteúdo condenatório poderem ser executadas. que julgar procedente a ação. segundo o STJ. 2ª corrente STJ REsp 6793 / CE . sem apreciação da lide principal. valendo como título executivo103. Na denunciação da lide promovida pelo réu. ainda que antes do último dia do prazo que o réu dispõe para apresentar sua resposta. 1ª corrente Sentença Natureza jurídica Condenatória. outra para denunciar a lide ou praticar os dois atos em uma só petição. nem tão difícil quanto a explicação do manual. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. juntamente com a do réu. sendo. por assumir a mesma condição processual da parte. não será mais possível denunciar a lide. uma para contestar. (lei de Murphy) .DENUNCIAÇÃO DA LIDE TEMAS RELACIONADOS 57/76 Art. terá ocorrido preclusão consumativa.Denunciação da lide. Entende como meramente declaratória. Momento processual Prazo de contestação Segundo Alexandre Freitas Câmara. no prazo para contestar. Não sendo possível ao demandado oferecer a denunciação da lide após a contestação Reconvenção (Cespe/UNB . se já foi oferecida a contestação. mesmo assim. cumulativamente. A lei não exige que seja a denunciação da lide requerida no corpo da contestação. Art. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. se o denunciante for o autor. título executivo sem que isso afete sua natureza ou contrarie princípios processuais (Alexandre Freitas Câmara). havendo o oferecimento antecipado da contestação. entregar coisa ou pagar quantia. o denunciado também pode utilizar essa forma diferenciada de resposta Art.DPU-2010) Em regra. A sentença. se o denunciante for o réu. ou a responsabilidade por perdas e danos. Optando o demandado por praticar os atos em petições distintas. a reconvenção cabe ao réu. É uma ampliação subjetiva do processo que gera uma ampliação objetiva da sentença. 104 103 Nada é tão fácil quanto parece. nada impede que a lei impute a uma sentença meramente declaratória eficácia executiva. sendo lícito o réu apresentar duas petições distintas.

o chamamento ao processo. logo a denunciação da lide nesta situação é impossível. por sua natureza. Aquele que. ter direito de regresso em face de seu agente que tenha causado o dano. Relator Ministro Cunha Peixoto.O autor não poder ser obrigado a suportar discussão relativa à responsabilidade subjetiva quando sua relação primária com o réu é de responsabilidade objetiva. Majoritária .071 de 18/08/1980. não exclui a responsabilidade deste perante o lesado. fica obrigado a repará-lo. 70. Adota a tese ampliativa do art. risco para os direitos de outrem. nada impediria que se formasse um litisconsórcio facultativo entre a pessoa jurídica de direito público e seu servidor (Alexandre Freitas Câmara)106. 186 e 187). + 1ª corrente 2ª corrente DL DO ESTADO AO SEU AGENTE 3ª corrente C. independentemente de culpa. 927. revelando-se cabível no caso. essa modalidade de denunciação da lide não é obrigatória. caso seja feita. 37 §6º da CRFB. por ato ilícito (arts.C. civilmente responsável. porém. Prevalecendo tal entendimento. 70. nos casos especificados em lei. (lei de Murphy) .C. em razão do art. III. Haverá obrigação de reparar o dano. Nada é tão fácil quanto parece. deve ser aceita pelo julgador. Art.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 58/76 DENUNCIAÇÃO SUCESSIVA São admitidas e em cada uma delas se estabelece também duas demandas. há que se reconhecer a solidariedade entre a pessoa jurídica de direito público e seu agente. 927 do C. 105 106 Nesse sentido: STF RE 90. III do CPC Considerando os mesmos argumentos. Adota a tese restritiva sobre o art. a qual decorre do art. causar dano a outrem. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. o que torna inadequada a denunciação da lide. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Isolada .Entende que o fato de o Estado. Assim sendo.105. Parágrafo único.

Resp 782. 88. 1ª corrente +2ª corrente Jurisprudência atual do STJ . 88 da Lei n. 13). Arruda Alvim e Kazuo Watanabe e alguns precedentes mais antigos do STJ. conseqüentemente. se no caso concreto a denunciação tumultuar o processo e prejudicar a defesa do consumidor ela poderá ser vedada com base no art. pois o estabelecimento da lide secundária retardará a prestação jurisdicional e. IV. para que a Corte a quo se manifeste sobre o pedido de denunciação à lide.Entende que o art. DANOS MORAIS.078∕90. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO.Data do Julgamento 04/10/2007 108 Nada é tão fácil quanto parece. 88. É possível que o responsável possa cobrar regressivamente através da denunciação da lide por fato do produto ou serviço? R: O art. TRAVAMENTO DE PORTA DE AGÊNCIA BANCÁRIA. Do contrário. Precedentes do STJ. os interesses do consumidor. Recurso especial conhecido e parcialmente provido.Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR QUARTA TURMA . QUE DEVE SER APRECIADA À LUZ DA LEI PROCESSUAL CIVIL (ART. REJEIÇÃO COM BASE NO ART. da Lei 8. "Embargos de declaração manifestados com notório propósito de prequestionamento não têm caráter protelatório" (Súmula n. 70. Súmula nº 92107 do TJ∕RJ – Não sustentam a interpretação literal do art. A doutrina e a jurisprudência destacam a necessidade de se criar um cultura direcionada para a efetividade do processo. III.919. 88 DO CDC. a denunciação da lide nas ações que versem relação de consumo. 13. A vedação à denunciação à lide disposta no art. 14). III. REsp 439233 / SP . ” A Súmula em epígrafe refere-se à inadmissibilidade de denunciação da lide nas ações que versam relação de consumo.: Destaque-se que no JEC há vedação expressa à possibilidade de intervenção de terceiros nos processos de sua competência. TODAVIA. nem tão difícil quanto a explicação do manual.233108 107 “ Inadmissível. Entretanto. AUSÊNCIA DE RESTRIÇÃO COM BASE NA RELAÇÃO CONSUMERISTA. todavia.DENUNCIAÇÃO DA LIDE DENUNCIAÇÃO DA LIDE POR FATO DO PRODUTO OU SERVIÇO 59/76 Art. Uma interpretação equivocada conduz ao equívoco de se afirmar que. do CPC. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos.078∕90 só é aplicável ao fato do produto. (lei de Murphy) . DENUNCIAÇÃO À LIDE DA EMPRESA DE SEGURANÇA. 98 do STJ). que é o hipossuficiente da relação processual. VEDAÇÃO RESTRITA A RESPONSABILIDADE DO COMERCIANTE (CDC.078∕90 veda a denunciação da lide. III. 88. nos termos acima. 70. Na hipótese do art. vedada a denunciação da lide. No tocante a tais ações. Fundamento: A vulnerabilidade do consumidor é reconhecida constitucionalmente de maneira que a denunciação da lide iria de encontro a essa efetiva proteção. Nelson Nery. V. I. ao mesmo tempo em que se rechaça a denunciação da lide. da Lei 8. da lei adjetiva civil. 8. da Lei 8. não alcançando o defeito na prestação de serviços (art. Informações extraídas da obra “Comentários aos Verbetes Sumulares do TJRJ” – Juiz Roberto Ayoub CIVIL E PROCESSUAL. se faz permitir o chamamento ao processo. parágrafo único deste código. Obs. entendendo que a denunciação da lide é vedada em qualquer situação de consumo diante da vulnerabilidade do consumidor. 13). 439. 88. AFASTAMENTO. Resp. mas ela se aplica somente para o fato do produto ou a este e ao fato do serviço. Em nenhuma hipótese admite-se a denunciação da lide em sede de relação de consumo. porque demandaria uma ampliação da demanda e uma demora na prestação jurisdicional. a denunciação da lide sofre restrições descritas no artigo 13 da lei especial. 70. FATO DO SERVIÇO. Anulação do acórdão estadual. HIPÓTESE. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. 98-STJ.078/1990 restringe-se à responsabilidade do comerciante por fato do produto (art. ART. prevista no art. situação. haverá emperramento da prestação jurisdicional. MULTA. O legislador quis através do instituto de natureza híbrida conferir ao consumidor uma maior garantia no recebimento do seu direito. III). que não exclui o exame do caso concreto à luz da norma processual geral de cabimento da denunciação. ANULAÇÃO DO ACÓRDÃO. em qualquer hipótese. SÚMULA N. II.

O Réu possui seguro de automóvel de UNIBANCO SEGUROS. “liberação imediata do bilhete de seguro do automóvel atropelador”.00 e ainda tratamento futuro que se faça necessário e também danos morais e estéticos conforme se depreende da peça vestibular. inscrito no CPF/MF sob o nº ___________. expedida pelo IFP.”. nos autos da Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais c/c Lucros Cessantes que lhe move ______________. 147. Juízo. Logo. Em atenção ao Princípio da Eventualidade. não possui condições de efetuar pagamento dessa natureza. no que concerne à legitimidade passiva. o qual se compromete a pagar a quantia de R$ 10. por seus procuradores. vem. que. Assim. que deverá ser intimado pessoalmente.21º andar. além de ser assistido pela Defensoria Pública. ed. espera a denunciante então que a denunciação seja acolhida com o fito de declarar a responsabilidade do denunciado na forma do art. à Av. é titular da ação apenas a própria pessoa que se diz titular do direito subjetivo material cuja tutela pleiteia (legit imidade ativa). 3º do Código de Processo Civil: “Art.”. JUIZ DE DIREITO DA 5ª VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL 60/76 PROCESSO Nº. ora denunciante. o Réu não é titular da relação jurídica de direito material. nem tão difícil quanto a explicação do manual.000. I da Lei Complementar nº 80/94..00 para danos morais e R$ 10. requer o deferimento da Gratuidade de Justiça. indicando para patrocinar a causa a Defensoria Pública através do Defensor Público em exercício perante esse MM. II. Saraiva. vez que não cabe à ele efetuar a liberação pretendida.. podendo ser demandado apenas aquele titular da obrigação correspondente (legitimidade passiva). se por ventura vier a presente ação a ser julgada procedente.00 para danos materiais. casado. apresentar sua CONTESTAÇÃO Pelos motivos de fato e fundamentos de direito a seguir aduzidos: I. ao pagamento de despesas no valor de R$ 795. 76 do CPC. pag. pelo que suscita desde já essa preliminar. na oportunidade garantida pelo art. com as alterações intr oduzidas pela Lei 7510/86. 128. UNIBANCO SEGUROS. os quais serão contados em dobro. com sede nesta cidade. falta à Autora uma das condições acionárias. o que se cogita ad argumentandum.000. no todo ou em parte. qual seja. de acordo com o que dispõe a Lei 1060/50. 158: “(. Nada é tão fácil quanto parece. 3º . DR. DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA: Inicialmente. mas tão somente à Companhia Unibanco Seguros Afirma José Frederico Marques em sua obra Manual de Direito Processual Civil. para todos os prazos do processo.Para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade. Centro. declarando que não tem condições de arcar com as custas judiciais e honorários advocatícios de qualquer espécie. sem prejuízo da subsistência própria e de sua família.) consiste a legitimidade ad causam (legitimidade de parte. 70 do Código de Processo Civil. cumpre salientar que. requerendo a extinção do processo sem julgamento do mérito. DA PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA: Observe V. portador da carteira de identidade nº ___________. nos termos do art. vem o réu requerer a citação do denunciado. Assim. (lei de Murphy) . Dispõe o art.DENUNCIAÇÃO DA LIDE MODELO DE PEÇA EXMO. na forma do art.: XXXXXXXXXXX _____________. Rio Branco. comerciante. Exa. III. SR. no que tange ao pedido de item C. DA DENUNCIAÇÃO À LIDE: O autor pleiteia a condenação do réu . brasileiro. No caso em tela. 267 do CPC. ut instrumento de mandato incluso. ou também legitimação para agir) na individualização daquele a quem pertence o interesse de agir e daquele em frente ao qual se formula a pretensão levada ao Judiciário.

sempre atual brocardo jurídico: ALEGAÇÕES SEM PROVAS SÃO COMO O SINO SEM BADALO. Corrêa Vianna – j. não chegará a apreciar o mérito. Válido é o velho. bem como (vi) a liberação imediata do bilhete de seguro do automóvel atropelador. de placa nº CGI – 2119. “A jurisprudência é pacífica no entendimento que não se pode falar em indenização quando o Autor não comprova a existência de dano. decorrente da redução de sua capacidade laborativa.) A conseqüência é que o juiz. qual seja. de acordo com perícia médica a ser realizada na presente ação.. o que se admite ad argumentandum tantum. o pedido do autor. sendo certo que a Autora pretende se ver indenizada de um possível dano que venha a sofrer. 09/11/1993 – JTJ – LEX 150/30) – Responsabilidade Civil e sua interpretação jurisprudencial. (lei de Murphy) . relator o ministr o Filadelfo Azevedo) – Da Responsabilidade Civil.”. pág. 331). 657. Brasil-Acórdãos. Nunca é demais repetir que a mera alegação da Autora de que nunca teria realizado relações de consumo com a Ré. deverá ser o valor pleiteado reduzido. 3º Supl. por ser final de jogo do Falmengo e Vasco. mas. José de Aguiar Dias. (ii) das despesas com tratamento médico futuro que porventura se faça necessário. 4ª edição. no presente momento. “Não basta a prova genérica do fato qual poderia provir o dano. Ainda assim. ficando cristalinamente claro que a Autora não trouxe aos autos prova de qualquer uma de sua alegações. quando já se pode antever a inadmissibilidade do julgamento do mérito. que estava sendo conduzido pelo demandado. sendo certo que o mesmo trafegava em alta velocidade e na contra mão da Rua Tejupá. conforme restou comprovado. em 08/10/42. ISTO É. Com efeito. Ext nº 5618. A remansosa e pacífica jurisprudência dos nossos Tribunais aponta no sentido de que se faz necessário comprovar a existência do dano material. o DANO. (iii) pensão mensal no valor de R$ 400. (iv) dano estético em grau máximo com base na perícia médica a ser realizada. permanecendo internada na UTI por 03 (três) dias. Rui Stoco. situada na Vila da Penha. posto que a demandada não é titular do interesse em conflito. como ainda dano moral. caracterizado o terceiro elemento pressuposto da Responsabilidade Civil.”. Ed. Sustenta que. vez que o mesmo encontra-se em poderes da empresa de seguros. não fez constar em sua exordial que a quantia foi destinada ao efetivo pagamento das despesas relativas ao atropelamento. (TJSC – 2ª C. DOS FATOS: O bem da vida buscado pela Autora é a condenação do Réu ao pagamento de (i) todas as despesas apontadas na peça inicial. por dever de cautela. exercendo embora o poder jurisdicional.00 (setecentos e noventa e cinco reais). nem improcedente. – Ap – Rel.”. Forense. Ed. “As perdas e danos devem ser comprovadas no curso da lide. em nenhum momento. no sentido de analisar o pedido de condenação do ora contestante ao pagamento de uma pensão mensal no valor de R$ 400. com dispêndio de tempo e recursos. vem esta adentrar no mérito e objetivando rechaçar o pleito indenizatório. Nada é tão fácil quanto parece. pág. o que não verificou-se no caso vertente.. Ac. 656. posto que tem o Réu certeza que a preliminar acima suscitada será acolhida por este Juízo. nem tão difícil quanto a explicação do manual. por si só. (. teve que ser socorrida por diversas pessoas que presenciaram o fato. onde recebeu a devida assistência médica. não há que se cogitar a responsabilidade. (v) danos morais em valor a ser arbitrado por este MM. FUTURAMENTE. Da mesma forma deve ser orientado o entendimento de V. (.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 61/76 Dessa forma. O entendimento da doutrina e jurisprudência pátrios caminha no sentido de que o dano material para ser contemplado deve ser provado. (STF. Ed. mas é necessária a prova específica desse dano. não chegará a declarar a ação procedente.. Saraiva. como se vê a seguir: “Sem prova do dano. em atenção ao Princípio da Eventualidade que aqueles danos podem acarretar à vítima dano patrimonial. ainda pleiteia a demandante indenização por dano estético em grau máximo. no Rec. descabendo assim sua pretensão de auferir indenização à título de danos morais no que tange ao pedido de item A. Apenas a apuração do quantum dos danos é que se pode relegar para execução. eis que é despido de qualquer embasamento legal.”. conforme depreende-se do laudo acostado aos autos pela Autora. De 16/01/31. Note-se portanto que o pedido de indenização por danos materiais não deve prosperar ante a total falta de embasamento legal ou fático. e de ofício. NÃO TÊM A MENOR RESSONÂNCIA. Conforme nos ensina a ilustre jurista Ada Pellegrini Grinover em sua obra Teoria Geral do Processo: “Quando faltar uma só que seja das condições da ação. Conforme se verifica no depoimento do réu em sede policial. não estando.) É dever do juiz a verificação da presença das condições da ação o mais ce do possível no procedimento. pág. 04/05/82 – RT 568/167) – Responsabilidade Civil e sua interpretação jurisprudencial. Com efeito. – Ap.00 (quatrocentos reais). ou seja. para evitar que o processo caminhe inutilmente. valendo ressaltar que o mesmo configura-se quando a vítima sofre ofensa corpórea que lhe deixa aleijão ou deformidade permanente. tal pedido não merece acolhimento. com consultas e tratamentos médicos (item B). a Autora faz prova nos autos de que realmente teve que despender o valor de R$ 795. 86. Entretanto.. (TJSP – 13ª C. tendo sido levada ao hospital. descabe a pretensão formulada exordialmente. Vol. saraiva. no v alor de R$ 795. 4ª ed. diz-se que o autor é carecedor desta. expondo o que se segue: IV. Juízo. Exa. (TJ -MT Ac. DO MÉRITO: Em sede de defesa sustentará o Réu que. – Rel. e que ele ao parar o carro essas pessoas começaram a gritar: “Pega! Pega!”. se caso restar comprovado no laudo pericial a existência de aleijão ou deformidade. caso seja o mesmo reconhecido. I. Wilson Antunes – j. Rui Stoco. p. não basta para lastrear condenação por danos morais.00 (quatrocentos reais) correspondente à quantia percebida mensalmente pela demandante (item D). este se evadiu do local pois haviam várias pessoas na rua no momento do acidente. Aduz em prol de suas pretensões que na data de 17/06/2000 foi atropelada pelo veículo de propriedade do Réu. Muito embora afirme que resgatou um empréstimo bancário no aludido valor. não tendo condições de fornecer o aludido documento. em outras palavras..00 (setecentos e noventa e cinco reais) para cobrir os gastos havidos quando da ocorrência do acidente. No que concerne à pretensão de se ver ressarcida de eventuais gastos que venha a efetuar. sustenta o Réu.”. V. como o Réu evadiu-se do local do acidente.

Dessa forma.a gravidade. leciona o Eminente Desembargador Sérgio Cavalieri Filho. nem há prova nos autos de seqüelas psicológicas porventura experimentadas pela Autora em razão de alegado abalo em sua honra ou situação financeira. a vergonha. Se assim não se entender. não houve exposição da Autora ao opróbio de terceiros. porquan to. a contrariedade. e assim os tribunais têm se posicionado. sendo certo que o simples desgosto. Mero dissabor. sofrimento ou humilhação que. os aborrecimentos normais da vida cotidiana. que afastam. 2. que lhe cause abalos a direitos personalíssimos. o desagrado. ou esta compreendido no dano moral” (in Programa de Responsabilidade Civil – Sérgio Cavallieri Filho – Malheiros Editores – 2ª edição – pág. 1538 do Código Civil. etc. a ponto de romper o equilíbrio psicológico do indivíduo.. Ora. Ressalte-se que. bem como repelindo as tentativas de enriquecimento sem causa. Ao contrário do que afirma uma pequena parte da doutrina. a honra. privacidade. 3. além da existência da culpa do agente e o nexo causal entre ação/omissão e o dano. no trabalho. 4. em forma de prejuízo. fugindo à normalidade. acabaremos por bana lizar o dano moral. decorrente de falta involuntária.comportamento subjetivo do ofensor. em regra. que o Judiciário tem por dever velar.”. há de ser relevante e se deve representar. afastando-se a importação do “Punitive Damage” norte-americano. No tocate ao pedido de reparação por danos morais. ao mínimo. 88) Ademais.a posição social. porque sendo aquele um aspecto deste. com flagrante prejuízo da segurança das relações jurídicas. foi de natureza levíssima. aspecto do dano moral. tais situações não são intensas e duradouras. mágoa. caso tenha existido. deve-se observar os critérios legais e doutrinários. a indenização não pode ter qualquer ideal punitivo em face da autora do ato. a indignação. a analogia e os costumes. Destarte. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo. o dano moral. aborrecimento. em assim não sendo. O dano moral. Não há. que infelizmente ainda influencia alguns poucos magistrados. Dessa forma. O entendimento em contrário. os pretórios de todo o país vêm repelindo as pretensões dos que tentam obter indenizações generosas com a benção do Poder Judiciário. que é o de propiciar tão somente a reparação e não o enriquecimento. Juízo não deve revestir-se de excessividade. a cumulação constituirá bis in iden. a pretensão autoral.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 62/76 Em tais casos. incentivaria a tão falada e propagada INDÚSTRIA DO DANO MORAL. admitem a cumulação do dano mat erial e o estético. instituto extremamente repudiado pelo ordenamento jurídico pátrio. o que apenas se admite ad argumentandum tantum. política e econômica do ofendido. devendo-se sempre atentar para o fim da lei. se devida for a indenização. vexame. tendo em vista as circunstâncias que envolvem o caso vertente. porque ou o dano estético importa em dano material. constituem estados de ânimo que fazem parte dos riscos da vida e. no que tange ao pedido de dano moral formulado inicialmente. quais sejam: 1. sendo certo que um dos princípios basilares da responsabilidade civil é a prova do dano. entre amigos e até no ambiente familiar. pela ação ou omissão de outrem. O que não é admissível é a cumulação do dano estético com o moral. no caso em tela. nem tão difícil quanto a explicação do manual. como também em razão do entendimento esposado pela jurisprudência. que não tolera. com relação ao dano moral pretendido. não são reparáveis. causando-lhe aflições. (lei de Murphy) . buscando sempre atender os fins sociais aos quais a lei se destina. a boa fama. a doutrina e a jurisprudência. cumpre salientar que não faz a Autora jus a qualquer tipo de indenização. em coerência aos princípios que norteiam a obrigação de indenizar. vale dizer.grau de culpa do ofensor. a quantia concedida por esse MM. a dor. como o são o nome. no art. qualquer comprovação de dano moral sofrido pela Autora. por diversas razões: Nada é tão fácil quanto parece. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. para efeito de ressarcimento. Nesse mesmo sentido a conclusão aprovada por unanimidade no IX Encontro dos Tribunais de Alçada do Brasil: “O dano moral e dano estético não se cumulam.. no caso em tela. ou reduzem. ensejando ações judiciais em busca de indenizações pelos mais triviais aborrecimentos. portanto. 5. natureza e repercussão da ofensa. vez que não sofreu nenhuma repercussão negativa ao seu patrimônio imaterial. Do contrário. a dignidade. no caso em tela. por isso. não só pelas peculiaridades do caso. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral. não tendo havido qualquer tipo de má-fé por parte do demandado. estaria se admitindo o enriquecimento sem causa da Autora. os pequenos dissabores estão fora da esfera do dano moral. observando os princípios gerais do direito. no trânsito. por si só. que pudesse configurar um dano moral ressarcível. nem abalo ao seu estado emocional e psicológico. É fato. por completo. no patrimônio imaterial de vítima. que a fixação do patamar devido a título de danos morais deve cingir-se de prudência e de comedimento. Assim sendo.que a satisfação pecuniária não produza um enriquecimento a custa do empobrecimento alheio. etc. em sua obra Programa de Responsabilidade Civil: “Nessa linha de princípio. repita-se uma vez mais. entendido este como sendo lesão que alguém sofre em seus bens imateriais. sob pena de. o dever de indenizar. esta deve ser suficiente apenas a restabelecer o status quo ante. não estando presente. além de fazerem parte da normalidade do nosso dia-a-dia. assim como a lei. constituir-se em odioso lucro sem causa de uma parte em detrimento da outra. Nesse diapasão. data maxima vênia. tem-se que o mero mal estar. deve o magistrado fixar o quantum indenizatório tendo por base o que dispõe os artigos 4º e 5º da Lei de Introdução ao Código Civil. o enriquecimento sem causa. hipótese esta repugnada pelo direito pátrio.a durabilidade do dano. só deve ser reputado como dano moral a dor. a valores de foro íntimo. Conquanto alegue a Autora a existência de tal evento. onde se buscam indenizações pelos mais triviais aborrecimentos. eis que não são situações intensas e duradouras. 6. Caso Vossa Excelência entenda que está presente o dever de indenizar. não é suficiente para configurar o dano moral ressarcível.

A. UNIBA NCO SEGUROS. na forma do art. __ de abril de ____. Pelo exposto. Se por acaso a presente ação seja julgada procedente. Em terceiro lugar. e não menos importante. requer seja acolhida a preliminar levantada pela ora contestante e. ao arbitrar valor exagerado em condenação imposta à ré. Termos P. porque nos E. como uma “multa processual”. e o ordenamento brasileiro proíbe a aplicação de qualquer pena não pr evista na Lei (artigo 5º. da Constituição Federal). sob pena de confissão). e o que se tem visto no Brasil é pura tentativa de enriquecimento ilícito por parte da Aut ora da demanda. o instituto é uma pena civil. Nada é tão fácil quanto parece. Deferimento. N. Por todos esses motivos. porque devido aos abusos cometidos por conta de indenizações que prejudicaram a saúde financeira de muitas empresas. não se pode falar em caráter punitivo da indenização.U. de preferência com o aval do Poder Judiciário. O instituto da reparação civil significa resti tuição ao estado anterior à ocorrência dos danos causados. estar-se-ia punindo-a duas vezes pelo mesmo fato. Protesta-se por todos os meios de prova em direito admitidos. documental suplementar e pericial. é princípio geral do Direito Processual Civil aquele segundo o qual a condenação da parte em processo judicial constitui.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 63/76 Primeiro. essa doutrina está sendo revista no próprio país de origem. sejam julgados improcedentes os pedidos iniciais. (lei de Murphy) . motivo pelo qual. o valor recolhido a título de “punitive damage” é destinado ao Estado. XXXIX. p or si mesma. no mérito. especialmente oral (testemunhal e depoimentos pessoal da Autora. 76 do CPC. alerta e punição da parte vencida. sinalizando para que não se repita a prática ilícita sob pena de nova condenação. situação contrária ao ordenamento jurídico interno. no direito norte-americano. Rio de Janeiro. Qualquer decisão que fuja a essa definição será extra petita. pois concedeu algo além da indenização pleiteada. requer seja acolhida a denunciação à lide responsabilizando o denunciado. Em quarto lugar. Em segundo lugar. nem tão difícil quanto a explicação do manual.

se cabível. de forma direta e imediata. A Min. a recorrente propusera ação de perdas e danos em face de prefeito. DJ 11/6/2001. abrangeria apenas o ressarcimento ao erário. Cdc. concluiu-se que o mencionado art. Assim. Responsabilidade Civil do Estado e Agente Público . não se lhe aplica a vedação contida nos arts. julgado em 15/9/2005. a denunciação da lide. decisão mantida pelo Tribunal de Justiça local.DENUNCIAÇÃO DA LIDE JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA 64/76 Denunciação da lide. REsp 750. entendeu-se que. caberia ao Município responder objetivamente perante terceiros. Esse processo fora declarado extinto. consagra dupla garantia: uma em favor do particular. ou a quem lhe faça as vezes. (lei de Murphy) . Cármen Lúcia acompanhou com reservas a fundamentação. 15. enquanto estes atuarem como agentes públicos. No caso. depois de provada a culpa ou o dolo do servidor público. à pessoa física do agente estatal.031-SP. Carlos Britto. outra. na espécie. por isso. de ressarcir-se perante o servidor praticante de ato lesivo a outrem. da CF. RE 327904/SP.178-RJ. Min. assim.A Turma negou provimento a recurso extraordinário em que se sustentava ofensa ao art. se eventual prejuízo ocorresse por força de agir tipicamente funcional. Rel. rel. Descabimento . por não ser o banco um comerciante. cabendo. em sede de ação regressiva. o decreto de intervenção em instituição privada seria ato típico da Administração Pública e. ao argumento de ser cabível o ajuizamento de ação indenizatória diretamente contra o agente público. sem a responsabilização do Estado. Aduziu-se que somente as pessoas jurídicas de direito público ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos podem responder. sem julgamento de mérito. Min. possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado que preste serviço público. 13 e 88 do CDC. da CF. nos casos de dolo ou de culpa.8. asseverou-se a distinção entre a possibilidade de imputação da responsabilidade civil. não haveria como se extrair do citado dispositivo constitucional a responsabilidade per saltum da pessoa natural do agente. por ilegitimidade passiva do réu.113-RJ. No tocante à ação regressiva. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Fernando Gonçalves. Essa. que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer.2006. pelo suposto prejuízo a terceiro. pleiteando o ressarcimento de supostos prejuízos financeiros decorrentes de decreto de intervenção editado contra hospital e maternidade de sua propriedade. pela reparação de danos ocasionados por ato ou por omissão dos seus agentes. 37. em prol do servidor estatal. § 6º. Considerou-se que. e Ag 364. 37.Alega o recorrente que. Precedentes citados: REsp 660. objetivamente. DJ 6/12/2004. (RE-327904) Nada é tão fácil quanto parece. § 6º. mas um prestador de serviços. e entre o direito concedido ao ente público. Em face disso. O entendimento deste Superior Tribunal é o de que descabe a denunciação da lide nas ações fulcradas em relação de consumo .

de representar. ora recorrido.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Denunciação. É a garantia de independência no exercício da função pública. sendo suspenso o andamento do feito. a fim de eximir-se de eventual ação regressiva e de indenização. Entende-se que o lesado deve cobrar do Estado o ressarcimento. c) o direito de regresso. em tal caso. agido no uso de suas prerrogativas legais ou constitucionais? A grande maioria dos julgados afasta essa possibilidade. O recorrido apresentou contestação e dias após. movido por interesses escusos. em tese. à luz do art. ou Procurador da República. ainda que tenham. ao permitir que o denunciado. esta já havia sido apresentada e o juiz já havia determinado a intimação do autor para apresentar réplica. tem autonomia para decidir se denuncia ou não. se representa ou não. A questão está em saber se. o instituto da denunciação da lide sempre se voltou para três finalidades: a) o dever de defesa judicial em favor do denunciante. Agentes públicos RECURSO ESPECIAL. por eventuais danos causados em decorrência de suas decisões.Os membros do Ministério Público podem. INEXISTÊNCIA DE OBSTÁCULO LEGAL. 71 do CPC. a denunciação à lide pode ser apresentada após o oferecimento da contestação e dentro do prazo legal para contestar. responder civilmente por seus atos que extrapolem as atribuições legais do cargo. Massami Uyeda. a atuação dos agentes públicos . Primeiramente. nem tão difícil quanto a explicação do manual. embora com ênfases diversas. O Procurador da República tem a prerrogativa de denunciar. Essa é a regra geral. o que foi deferido pelo juiz. com o próprio patrimônio. Em qualquer dos sistemas existentes ao longo da história (germânico. INDENIZAÇÃO. romano ou brasileiro). o agente do Ministério Público estará prevaricando. (lei de Murphy) . Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS. REsp 1.MINISTRO HUMBERTO GOMES DE BARROS (Relator): A questão a ser resolvida é palpitante: os agentes públicos podem responder pessoalmente pelos danos causados a terceiros. certamente os agentes públicos não devem responder pessoalmente pelos danos causados a terceiros. Há razão para isto. EXERCÍCIO DAS ATRIBUIÇÕES. a Turma deu provimento ao recurso. Responsabilidade civil. ofereceu denunciação à lide em desfavor da empresa de plano de saúde. Deve-se considerar. AGENTES PÚBLICOS. Havendo o oferecimento antecipado da contestação. por exemplo. Contudo. quando o réu adianta a contestação. Diante disso. Há. embora a denunciação tenha sido oferecida antes do transcurso do prazo legal de contestação. Rel. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. Mas o exercício desta prerrogativa não pode extrapolar as atribuições funcionais previstas em lei. é dizer-se. Aqui o ponto de maior relevância: o Promotor. Se oferece denúncia temerária ou emulatória. a necessidade de conferir ao denunciado a oportunidade de pleitear o malogro da demanda originária. que. propiciar ao denunciante a recomposição dos prejuízos que vier sofrer com a ocasional derrota na demanda principal. . de maneira que eventual tentativa de aditar a contestação será freada pelo óbice da preclusão consumativa. Lide. pareceres ou denúncias? Evidentemente. se quiser.439-RS. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. 138) No próprio julgado o STJ diz assim: VOTO . TERCEIRA TURMA. . Rel.099. Min.2006 p.especialmente dos agentes políticos . mitiga o dever de defesa judicial.A responsabilidade nestes casos. DJ 19.06. sem desmerecer as particularidades do modelo pátrio (que. porque lhe garantir a mesma proteção de que gozam aqueles que atuam corretamente. assim entendida a obrigação de o denunciado proteger o denunciante da pretensão do autor da lide principal. em tese. Não há. LEGITIMIDADE PASSIVA CONDICIONADA À INSTRUÇÃO PROCESSUAL. julgado em 19/3/2009.08. Contestação.2005. contudo. julgado em 18. limites que correspondem à estrita obediência à lei e ao interesse público. 71 do CPC deve levar em consideração esses três objetivos. sem amparo na lei. Como seria possível o trabalho de um promotor ou de um juiz constantemente acuado pela possibilidade de responder. ademais. cumulativamente. (REsp 759272/GO. mister se faz tecer algumas considerações acerca do instituto da denunciação à lide. no exercício de suas funções. para que se obtenha subsídios necessários à correta interpretação do preceito acima. A interpretação do art. o hospital ajuizou ação de cobrança contra o réu. Nada é tão fácil quanto parece. o Min. manifeste-se a favor do autor da demanda). b) o direito de defesa judicial. RESPONSABILIDADE CIVIL. ou seja. Relator entendeu se fazer necessária a interpretação da expressão “prazo para contestar” previsto no mencionado dispositivo. ele abre mão do restante do prazo legal de apresentação de resposta. A jurisprudência é ainda mais firme neste sentido quando se trata de magistrados ou membros do Ministério Público. em que se apurará a existência de má-fé ou abuso de direito na conduta do réu. 65/76 Na espécie. objetivando o recebimento de valor referente a tratamento médico-hospitalar cujo custeio foi negado pelo plano de saúde contratado por ele. In casu. A ninguém é lícito interferir neste juízo. ele deve assumir a responsabilidade por sua opção. deve ser examinada após a instrução processual. Agindo nos limites de suas prerrogativas. PROCURADORES DA REPÚBLICA. Para tanto.deve estar protegida de alguma forma.

Segurado. A seguradora não está obrigada.253-DF. logo se percebe que não há direito de o banco ressarcir-se da seguradora. Por último. o reconhecimento de sua ilegitimidade passiva e a denunciação à lide da seguradora (art. João Otávio de Noronha.253-DF. O consumidor e o banco firmaram contrato de abertura de crédito com alienação fiduciária a recair sobre o automóvel adquirido. Lide. Precedentes citados: REsp 191. o espólio propôs. dado o tumulto que trará à marcha processual. (lei de Murphy) . daí não haver razão para a denunciação à lide. pois não há vínculo contratual ou legal entre eles. I. sociedade pertencente ao mesmo grupo econômico do qual faz parte o banco. julgado em 1º/10/2009. como não há liame jurídico entre o terceiro e a seguradora. não há que se cogitar de fundamento novo. Há fundamento novo quando o direito de regresso não deriva. no REsp. Regresso. do CPC) com fins de resguardo do direito de regresso oriundo de eventual sucumbência na ação principal. Há confusão entre a preliminar de ilegitimidade passiva e o mérito da causa. Não vejo como impedir o prosseguimento da demanda. por exemplo. Min. por lei ou contrato. DJ 12/8/2002. apenas contra o banco. ao atribuí-la. 475 do CC/2002). Só então se poderá falar em legitimidade ou ilegitimidade passiva. é necessária a participação do segurado na lide. julgado em 6/10/2009. Rel. Ressalta-se que os acidentes acarretam outros efeitos. na inadimplência de prestações. a terceiro. diferente do DPVAT. Então.998-RS. com lastro no mencionado artigo do CPC.394-PR. da lei ou de contrato celebrado com a denunciante e quando se necessite recorrer a outros elementos para evidenciá-lo. A jurisprudência deste Superior Tribunal entende não permitir a denunciação da lide em casos de alegado direito de regresso quando seu reconhecimento requeira a análise de fundamento novo que não conste da lide originária. 187). contrato bilateral e oneroso por natureza. e REsp 49.610/1998). a ser firmado com seguradora. o que não é aceito pela jurisprudência e pela doutrina. Denunciação.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 66/76 Todas estas considerações levam-me a constatar: é impossível dizer. III. Contrato. Nesse contexto. A Turma entendeu que o ajuizamento da ação indenizatória pode ser contra a seguradora e o beneficiário do seguro. Nada é tão fácil quanto parece. e REsp 58. o banco busca. Precedentes citados: REsp 648. Depois da instrução processual. 29. 70. Concedida a tutela antecipada. haverá uma dificuldade a ser suplantada. REsp 1. nem tão difícil quanto a explicação do manual. desde já. DJ 8/8/1994. Na terminologia da Turma. está amparada por expressa disposição legal (arts. DJ 29/4/1996. se responsabilizado pelo acidente.675-SP. ação cominatória combinada com condenatória a fim de transferir o veículo sob pena de multa diária e receber a restituição de parcelas pagas indevidamente. como aplicação de multa e a cassação da carteira de habilitação. busca o banco recorrente. Min. 70. DJ 4/5/1998. DJ 3/4/2006. prestigiou firme tendência doutrinária e jurisprudencial.141. Assim. III.006-SP. Denunciação. o que torna incabível uma eventual pretensão regressiva. a garantir o resultado da demanda.418-SP. Seguradora. Lide. direta e incondicionalmente. Denunciação. em contrariedade ao princípio da instrumentalidade e celeridade do processo. caso esta venha a negar o seguro. sendo o segurado protagonista do acidente e conhecendo a dinâmica dos fatos. Edição. o segurado renovará o contrato de forma mais onerosa. Trata-se de ação indenizatória em acidente de trânsito em que o Tribunal a quo excluiu a seguradora litisdenunciada da lide. com exclusividade. cuida-se de avença derivada de contrato de edição de obra literária (conhecido dicionário). REsp 648. Seguradora. 9. que os réus carecem de legitimidade para figurar na demanda indenizatória. Rel. o consumidor faleceu e a seguradora negou-se a honrar a apólice ao argumento de que havia doença preexistente. Luis Felipe Salomão. porquanto ele tem interesse direto na condenação. Poderia ainda. O dispositivo legal. Frente a isso e ao cenário fático-jurídico ajuntado ao acórdão ora recorrido.080-ES. REsp 670.092 do CC/1916 e art. Aldir Passarinho Junior. empenhar-se na defesa. Se assim não fosse. No caso. Anoto finalmente que o novo Código Civil consagra a responsabilização civil por abuso de direito (Art.118-PR. DJ 3/4/2006. Na verdade. ou seja. e 53 da Lei n. Seguro. se a condenação securitária não fosse suficiente. do CPC). o juiz vai poder dizer se os réus agiram em conformidade com suas atribuições funcionais ou se atuaram de má-fé. 1. não conheço do recurso especial. justificada está a denunciação da lide (art. REsp 97. eximir-se de sua responsabilidade sobre o evento danoso. Em razão de sua relação com a seguradora. Assim. Banco. julgado em 26/2/2008. o que habilita a parte lesada pelo descumprimento do contratado a pleitear sua resolução e a indenização por perdas e danos (art. poderia haver um reflexo em uma eventual demanda para cobrança de diferença. Uma vez que o seguro tem natureza contratual. Lide. embora não possa ser aplicado ao caso concreto. Min. a Turma conheceu do recurso e deu provimento a ele para condenar a seguradora litisdenunciada solidariamente com o réu até o limite da cobertura do contrato de seguro. Rel. inclusive perante o órgão de trânsito. REsp 934. Porém. Esse negócio condicionou-se à adesão do consumidor a contrato de seguro que quitaria o financiamento em caso de óbito. que é legal.

A prova foi realizada com a observância do contraditório e da ampla defesa. REsp 142. a qual deve ser imputada a ambos os consortes do processo de conhecimento. devendo quem quer que seja acionado suportar os honorários advocatícios fixados inicialmente para o caso de pronto pagamento .567-SP. Porém.723-RS. Estes não têm nenhuma relação com a dívida principal decorrente da apólice. O juiz de primeiro grau. Nancy Andrighi. Min. (lei de Murphy) . nem tão difícil quanto a explicação do manual. Terceiros. Trata-se de ação declaratória de nulidade de escritura pública e dos registros realizados na qual o autor. Precedente citado: RMS 18. Contudo. mas com a causalidade do processo de execução. DJ 29/9/2003. Intervenção. Assim. DJ 12/4/2007. Luis Felipe Salomão. Precedentes citados: REsp 530. jamais do recorrente. o ora recorrido não recolheu as custas para a nova perícia. o que não ocorreu no caso. descabida é a condenação de honorários em razão da denunciação. Rel. e REsp 285. Assim.923-PR.084-MS. Min. conforme o art.719-SP. a Turma conheceu do recurso e lhe deu provimento para que sejam incluídos no valor da execução os honorários inicialmente fixados para o pronto pagamento. este Superior Tribunal reverteu a decisão interlocutória e determinou que o pedido de denunciação à lide fosse processado. Sucumbência. Assim. A jurisprudência assente neste Superior Tribunal afirma que a declaração de nulidade dos atos processuais depende de demonstração de existência de prejuízo à parte interessada. julgado em 4/5/2004. A Turma entendeu que a prova produzida anteriormente não deve ser considerada inexistente. após contestação. o pedido de denunciação à lide foi indeferido. REsp 879. Com esse entendimento. Rel. DJ 8/4/2002. que aceitou a condição de litisconsorte do réu denunciante. O recorrente estava representado nos autos quando ela foi realizada. § 1º. REsp 886. Min. Honorários advocatícios. Antônio de Pádua Ribeiro.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Denunciação da lide. Logo. Obrigação solidária. ora recorrido. Nancy Andrighi. A resistência à utilização dessa prova poderia vir de um dos litisdenunciados. que permaneceram inertes e deram ensejo à movimentação da máquina judicial.796-RS. Quando a seguradora assume a condição de litisconsorte junto com o segurado denunciante no processo de conhecimento. REsp 120. com ressalvas da Min. pois não se desincumbiu o autor de seu ônus processual. determinou novamente a produção de prova pericial. foi produzida perícia na qual se constatou a falsidade das assinaturas apostas nos contratos levados a registro. do CPC. então a sentença julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. o não pagamento voluntário da condenação por qualquer deles é causa do processo de execução. Prova. Nada é tão fácil quanto parece.744-RO. 249. a obrigação decorrente da sentença condenatória passa a ser solidária em relação ao segurado e a ela. Durante a fase probatória. segurado e seguradora. 67/76 Não houve resistência da denunciada. a Turma não conheceu do recurso. prosseguindo o processo seu trâmite regular. alega que houve simulação de negócios levados a registro com assinaturas falsas. a Turma negou provimento ao recurso. julgado em 16/3/2010. tendo oportunidade de opor-se a ela e apresentar o termo de seu inconformismo. Dessarte. DJ 12/4/1999. Rel. julgado em 12/5/2007. Anulação. ao considerar tardia a intervenção no processo dos litisdenunciados.

Min. Denunciação. embora com ênfases diversas. por maioria. aceitou a fiança assinada pelo presidente de instituição financeira. conforme previsto no estatuto da instituição e na Lei n. ofereceu denunciação à lide em desfavor da empresa de plano de saúde. Argumentou-se que não se poderia contratar uma operação de um milhão de dólares. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. é dizer-se. a necessidade de conferir ao denunciado a oportunidade de pleitear o malogro da demanda originária. a fim de eximir-se de eventual ação regressiva e de indenização. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Na espécie. Diante do exposto. Dessarte. a Turma deu provimento ao recurso . Luis Felipe Salomão. A interpretação do art. Rel. Fernando Gonçalves.506RS. para acórdão Min. o TRF deu provimento à apelação da União. o instituto da denunciação da lide sempre se voltou para três finalidades: a) o dever de defesa judicial em favor do denunciante.404/1976. O banco recorrente concedeu financiamento à cooperativa. (lei de Murphy) . por intermédio de seu então presidente. por exemplo. que. se quiser. inadimplente a cooperativa. Daí o REsp. sendo nula de pleno direito. quando o réu adianta a contestação. na garantia fidejussória a terceiro dada pelo então presidente. Já na Justiça Federal. ao permitir que o denunciado. ademais. de boa-fé. objetivando o recebimento de valor referente a tratamento médico-hospitalar cujo custeio foi negado pelo plano de saúde contratado por ele.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 68/76 Cobrança. 71 do CPC. Fernando Gonçalves concluiu que rever a decisão a quo necessitaria do reexame de provas e fatos. com amparo nas teorias da aparência e boafé. Então. propiciar ao denunciante a recomposição dos prejuízos que vier sofrer com a ocasional derrota na demanda principal. após a citação e contestação do litisdenunciado. vencido. Bancária. Fiança. Deve-se considerar. originário Min.099. e o extinto Banco Nacional de Crédito Cooperativo S/A (BNCC). sucessora do BNCC (após sua extinção). o tribunal a quo baseou-se na interpretação do estatuto do BNCC. romano ou brasileiro). Fernando Gonçalves. pautado na regularidade da aparência. para que se obtenha subsídios necessários à correta interpretação do preceito acima. o banco credor moveu ação de cobrança contra o banco garante para reaver o crédito concedido ao terceiro. o Min. c) o direito de regresso. Havendo o oferecimento antecipado da contestação. sem desmerecer as particularidades do modelo pátrio (que. de maneira que eventual tentativa de aditar a contestação será freada pelo óbice da preclusão consumativa. Relator entendeu se fazer necessária a interpretação da expressão “prazo para contestar” previsto no mencionado dispositivo. condenando a União (sucessora do BNCC) ao pagamento das importâncias reclamadas. O recorrido apresentou contestação e dias após. reconhecendo que. esta já havia sido apresentada e o juiz já havia determinado a intimação do autor para apresentar réplica. a Turma. ele abre mão do restante do prazo legal de apresentação de resposta. ora recorrido. Diante disso. Rel. Rel. sendo suspenso o andamento do feito. Para tanto. o Min. à luz do art. sem se acercar de todas as cautelas. bem como ajuizou ação declaratória incidental de nulidade de carta de fiança julgada na Justiça comum. reconhecia inafastável a tutela do direito do recorrente. 71 do CPC deve levar em consideração esses três objetivos. In casu. condutor da tese vencedora. assim entendida a obrigação de o denunciado proteger o denunciante da pretensão do autor da lide principal. julgado em 19/3/2009. que detinha atribuições indelegáveis e capacidade para deferi-la. Contestação. o que foi deferido pelo juiz. julgado em 15/4/2010. o réu (BNCC) denunciou seu presidente na época dos fatos. REsp 505. o Min.439-RS. a fiança não se revestiu das formalidades indispensáveis à legalidade do ato. Para dar essa fiança. ele extrapolou seus poderes de gestão. submetida a questão ao antigo Tribunal Federal de Recursos. cumulativamente. Além disso. julgava procedente o pedido inicial. Relator. A questão está em saber se. embora a denunciação tenha sido oferecida antes do transcurso do prazo legal de contestação. Em qualquer dos sistemas existentes ao longo da história (germânico. Nada é tão fácil quanto parece. REsp 1. ao prosseguir o julgamento. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. ou seja. Por outro lado. ele admitiu a assistência da União e anulou a sentença por entender cabível a denunciação à lide. a denunciação à lide pode ser apresentada após o oferecimento da contestação e dentro do prazo legal para contestar. b) o direito de defesa judicial. afirmando que houve extrapolação dos poderes do então presidente. Sucede que. as quais foram rechaçadas pelo voto vista do Min. que. 6. assinou carta de fiança. Assim. mitiga o dever de defesa judicial. o hospital ajuizou ação de cobrança contra o réu. nomeado pelo presidente da República. Massami Uyeda. manifeste-se a favor do autor da demanda). principalmente verificar se o signatário da garantia estava investido de poderes para tanto. mister se faz tecer algumas considerações acerca do instituto da denunciação à lide. posteriormente houve a intervenção da União. Na contestação. havia necessidade de autorização formalizada pela diretoria executiva. não conheceu do recurso. Assim. Primeiramente. Lide. declarando-se solidariamente responsável pelas obrigações da nota de crédito à exportação concedida à principal pagadora (cooperativa exportadora).

diante disso. É o que ocorre na hipótese que “A”é demandado como se fosse dono de um terreno de 50m². no prazo para a defesa.br Nada é tão fácil quanto parece. tenha proposto a ação de reparação de danos materiais contra Antônio. quando na verdade é mero detentor. em decorrê ncia de sua legitimidade passiva. por ser dono da outra metade do terreno. nem tão difícil quanto a explicação do manual. empregado de Carlos.com.euvoupassar. Mozart Borba in www. sendo tão somente caseiro (detentor) da outra metade que pertence a “B”. visando transferir-lhe a posição de réu110.Suponha que Antônio. forçada e excludente109. (CESPE/OAB/2008. 111 110 Imagem retirada de trabalho do prof. é lícito a Antônio: requerer a nomeação à autoria contra Carlos. Fonte111 109 Existem hipóteses que mesmo excluindo o outro .3) . Logo “A” nomeará à autoria “B”. Ex. 62 a 69 do CPC É intervenção de terceiro obrigatória. mas permanecerá no processo em razão de sua legitimidade passiva. nela o mero detentor ou aquele que causou o dano em nome de outrem e é demandado indevidamente indica em juízo o proprietário. que. o nomeante à autoria permanece no processo. mas ele sé é proprietário de 25m². privativa do réu.: caso em que alguém é demandado como possuidor do bem.NOMEAÇÃO À AUTORIA 69/76 CONCEITO Arts. possuidor ou responsável. hipótese em que deverá o demandado nomear à autoria o possuidor ou o proprietário da coisa. Nessa situação. que tem como objetivo corrigir vício de ilegitimidade passiva do processo. (lei de Murphy) . tenha cumprido ordens deste para retirar madeira na fazenda de Celso.

deixando de nomear à autoria. Assim. aquele que pratica atos sob ordens ou instruções de terceiro (mandante). Aplica-se também o disposto no artigo antecedente à ação de indenização. E. nesse caso. quando lhe competir. como objeto da demanda. nem tão difícil quanto a explicação do manual. durante sua ausência. Luiz Fux) defende que a conditio sine qua non da nomeação à autoria é a ilegitimidade passiva. já que. nesse caso. não será cabível a nomeação à autoria. já que o mandatário. Art. 62. e como réu da demanda figurar o mero detentor. o invasor afasta--se do imóvel. A melhor doutrina processualista (Dinamarco. O réu pode nomear à autoria o mandante.NOMEAÇÃO À AUTORIA HIPÓTESES DE CABIMENTO 70/76 Art. Flávio Cheim Jorge. deverá112 nomear à autoria o proprietário ou o possuidor. O réu é parte ilegítima. inclusive. ou seja. este deverá nomear à autoria o possuidor ou o proprietário. dependendo do tipo de discussão no caso concreto. para que a nomeação à autoria seja cabível nessa hipótese a relação de direito material não poder ter no mandatário a figura do responsável pelo ressarcimento dos danos. pelo princípio da fungibilidade. Aquele que detiver a coisa em nome alheio. 112 Art. dispõe que se o direito material estabelecer uma coobrigação (responsabilidade solidária) entre mandatário e mandante. não haveria ilegitimidade passiva. que obedece a ordens e determinações suas. pedindo a sua substituição no polo passivo113. ou em cumprimento de instruções de terceiro. também. 113 Exemplo retirado da obra de Marcus Vinícius Rios Gonçalves – Novo Curso de Direito Processual Civil – Volume 1. Se o objeto da demanda for a discussão sobre a posse ou sobre a propriedade de um determinado bem. seria. intentada pelo proprietário ou pelo titular de um direito sobre a coisa.nomeando pessoa diversa daquela em cujo nome detém a coisa demandada. deve-se ter a reparação de danos causados em virtude de uma prática ilícita. sendo-lhe demandada em nome próprio. 167. (lei de Murphy) . 63. 2009 Nada é tão fácil quanto parece. o réu deve ser o mandatário. Nesse caso. Formar-se-á um litisconsórcio passivo ulterior. toda vez que o responsável pelos prejuízos alegar que praticou o ato por ordem. Suponha-se que o proprietário He um terreno esteja viajando e que. parte legítima. p. mas deverá nomear à autoria o verdadeiro invasor. o juiz. Responderá por perdas e danos aquele a quem incumbia a nomeação: I . mero detentor. deve receber o pedido de nomeação à autoria como um pedido de chamamento ao processo. o proprietário pode ter a falsa impressão de que o esbulhador é o empregado e ajuizar em face dele eventual ação possessória ou reivindicatória. deixando ali um seu preposto. Saraiva. Ao voltar. Sendo assim. II . ele seja esbulhado. 69. Antes que o dono volte.

quando não concorrer qualquer das condições da ação. como no caso de coisa julgada. o processo continuará contra o nomeante. 66119 – uma vez citado da ação. Marinoni) entende que a nomeação à autoria depende da dupla concordância/aceitação. o réu. Art. tanto o autor quanto o terceiro deve concordar com a nomeação. 118 Art. ao deferir o pedido. 62 ou 63 (hipóteses de cabimento). nomeia aquele que deveria ser o réu (o integrante da relação jurídica material). por ilegitimidade passiva. 2ª Aceitação Nomeado Se não aceita 114 Suspensão imprópria: somente o procedimento principal é suspenso. contra ele correrá o processo. ele deverá ser incluído no pólo passivo como revel. recusando-o. a legitimidade das partes e o interesse processual. 267. se a negar. provavelmente117.SISTEMA DA DUPLA ACEITAÇÃO 71/76 Art. abrindo as seguintes hipóteses: Destaque: o nomeado pode recusar a nomeação Se aceita O nomeado substitui o nomeante e apresenta contestação normalmente. Art. o nomeado decide livremente se aceita ou não a nomeação. Sendo assim. abrindo as seguintes hipóteses: Se aceita Se não aceita 1ª Aceitação Autor O pólo passiva é alterado e o novo réu deve ser citado. o autor da ação decide se aceita a mudança no pólo passivo ou se não a aceita. O nomeante continua como réu (recebe novo prazo para contestar – 15 dias – art. Se o terceiro se recusar. a doutrina se divide no que diz respeito aos seus efeitos. será necessária a aceitação do autor da ação e do nomeado. Art. 119 Nada é tão fácil quanto parece. A doutrina minoritária (Bedaque. 65115 – se está presente alguma das hipóteses do art. porque há possibilidade de o juiz extinguir o processo em razão de outro vício. seguir para extinção sem resolução do mérito. o réu que não seja figura legítima para participar do processo tem a obrigação de indicar aquele que deveria estar em seu lugar (sob pena de perdas e danos . O pólo passivo é mantido. para a extinção sem resolução do mérito. Diante da nomeação. ficará sem efeito a nomeação. 66. Se um dos dois não a aceita. Com relação à recusa. 117 Provavelmente. Ovidio Batista) entende que a recusa de participar no processo ao ser citado viola o princípio da inevitabilidade da jurisdição. o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa. o processo prosseguirá contra o réu originário. pois para que ocorra a extromissao de parte. 69). o juiz. como a possibilidade jurídica. 67. Já a doutrina majoritária (Dinamarco. ou quando este negar a qualidade que Ihe é atribuída. Nelson Nery. (lei de Murphy) . ele. sendo assim. a nomeação não terá valor e o processo continuará a correr contra aquele que fez a nomeação. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Para que a nomeação à autoria seja válida. suspenderá o processo114 e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. O Nomeante continua a ser réu (e recebe novo prazo para contestar116) e o processo deve.NOMEAÇÃO À AUTORIA PROCEDIMENTO . assinar-se-á ao nomeante novo prazo para contestar. 65. Aceitando o nomeado. 115 116 Art. Em ambos os casos. litispendência etc. 67) e o processo prossegue. Art. 64. por ilegitimidade passiva118. Extingue-se o processo.art. sem resolução de mérito: Vl . ao autor incumbirá promover-lhe a citação. Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída. provavelmente. Quando o autor recusar o nomeado.

77 a 80 do CPC Art. pois. 123 Posição minoritária . quando o credor exigir de um ou de alguns deles.Uma parcela da doutrina (Nelson Nery. cuja grande especialidade é que ele é formado pela vontade do réu123. 120 CONCEITO É uma denunciação da lide qualificada Palavra chave: Solidariedade (co-obrigação) LITISCONSÓRCIO ULTERIOR E FACULTATIVO Doutrina majoritária (Humberto Theodoro Jr. de qualquer forma. todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto121. Trata-se de intervenção provocada pelo réu. quando para a ação for citado apenas um deles. só estaria litigando contra o obrigado escolhido. É admissível o chamamento ao processo: I . haveria uma ação originária entre o credor e o obrigado por ele escolhido e uma ação secundária entre o devedor escolhido pelo credor e os demais devedores chamados ao processo. porque o assistente litisconsorcial tem poderes de litisconsorte. no mínimo. Arruda Alvim. 121 120 CESPE/Analista – Jud. Dinamarco. Assim. a fim de que o juiz declare. 275. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 122 Nada é tão fácil quanto parece. parcial ou totalmente. (lei de Murphy) . O art. que tem a faculdade (não o dever) de trazer ao processo os coobrigados. nesse caso. assim. em litisconsórcio.CHAMAMENTO AO PROCESSO 72/76 Art. a responsabilidade de cada um.do devedor. já que ele não faria parte da ação secundária. a dívida comum. CC Art. parcial ou totalmente.dos outros fiadores. na ação em que o fiador for réu. 275 do CC dispõe que a escolha do credor é somente contra quem ele vai propor a ação. III . O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores. 77. pois eles podem participar.de todos os devedores solidários. Marinoni) entende que no chamamento ao processo ocorre um litisconsórcio ulterior e facultativo. a dívida comum. ( ) O chamamento ao processo consiste na admissibilidade de o réu fazer com que co-devedores solidários passem a integrar o pólo passivo da demanda junto com ele. Assim. Figura Erro! Apenas o documento principal. se o pagamento tiver sido parcial./STF/2008) . relativos à intervenção de terceiros. Serão assistentes litisconsorciais (são titulares dos direitos discutidos). mas não contra quem ele vai litigar. Ovídio Batista) entende que com o chamamento ao processo haverá uma ampliação subjetiva e objetiva do processo por meio da criação de uma nova ação. II . na mesma sentença. Critica-se esse entendimento. É exatament e a mesma ideia da denunciação da lide. o credor estará litigando contra quem ele não escolheu. O credor. . dando causa à instauração do litisconsórcio passivo122..Julgue os itens subseqüentes. a escolha é do réu. mesmo que não sejam partes. pois os demais coobrigados participarão sim da ação originária. como assistentes.elaborada pelo professor Mozart Couto.

parcial ou totalmente. 77. na ação em que o fiador for réu. havendo tal solidariedade apenas quando o garante tiver renunciado ao benefício de ordem. e freqüentes os casos de incidência da exceção).Carla e Renata eram fiadoras de André em contrato de locação de um apartamento residencial. Como André não pagou os últimos três meses de aluguel.CHAMAMENTO AO PROCESSO HIPÓTESES DE CABIMENTO Do devedor. em caráter solidário e mediante renúncia ao benefício de ordem. haja vista que as duas são fiadoras. já que a prática dos negócios fez com que os casos de aplicação da regra fossem raríssimos.. podendo este. tem o fiador a faculdade exigir que a execução. Considerando a situação hipotética apresentada. o locador ajuizou ação de cobrança contra o locatário e Carla. para se exercer o benefício de ordem é imprescindível que exista um título executivo contra o devedor principal.Instituto típico da execução. Nada é tão fácil quanto parece.2) . pois entre os co-fiadores existe solidariedade. O fiador pode indicar bens do devedor principal antes que o seu próprio patrimônio seja atingido. o chamamento ao processo é o que possibilita no futuro o exercício do direito do beneficio de ordem. quando para a ação for citado apenas um deles.)promover o chamamento ao processo de Renata. e o devedor disponha de bens capazes de suportar o cumprimento da obrigação. o fiador poderá. Em face dos outros fiadores pelo réu fiador Dos outros fiadores. a dívida comum. nem tão difícil quanto a explicação do manual. o devedor não poderia indicar bens do devedor principal. cobrar deste. devedor solidário. Trata-se de co-fiança. o benefício de ordem. mesmo não havendo chamado ao processo o devedor principal. De todos os devedores solidários. a fim de exigir dele a integralidade do que houver pago124. não poderá o fiador alegar o benefício de ordem. assim. Logo. Porém. faça incluir no processo o devedor pr incipal. só existirá título executivo contra este. Voltado ao fiador. Mas o direito de sub-rogação ao direito do credor persiste para o fiador. Em não sendo feito o chamamento ao processo nesta hipótese. Assim. demandado. Pois se essa demanda seguir somente contra fiador. sendo o dispositivo supérfluo. É uma questão de preferência de responsabilidade patrimonial. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. voltar-se contra o devedor principal. Ocorre que o benefício de ordem é exercido no processo executivo. será impossível ao fiador alegar. na execução. 73/76 Feito o chamamento. é correto afirmar que Carla agirá corretamente se: (. Em face do devedor pelo réu fiador Benefício de ordem . já que encontra natural repouso no inciso III do mesmo art. que o fiador. torna-se essencial. 124 O fiador não é.. sobre o patrimônio do devedor principal. aos sócios. para que o benefício de ordem possa ser alegado. (lei de Murphy) . Em não havendo título executivo em que figure o devedor principal. primeiramente. com o que este também será condenado. na hipótese de vir pagar a dívida. e só será possível sua alegação se já for possível a instauração de execução também em face do devedor principal. Em face dos outros devedores solidários pelo réu devedor solidário Cláusula genérica que engloba as demais (CESPE/OAB/2008. Nos casos em que tal renúncia não tiver ocorrido. etc. em regra (em termos teóricos.

74. mandando observar. 125 Art. 79. nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy) . ficará suspenso o processo. O credor escolhe contra quem quer executar. quanto à citação e aos prazos. em favor do que satisfizer a dívida. b) quando residir em outra comarca. Ordenada a citação. o disposto nos arts. comparecendo. condenando os devedores. 80.CHAMAMENTO AO PROCESSO PROCEDIMENTO DO CHAMAMENTO AO PROCESSO 74/76 Só pode ser realizado pelo réu. a ação prosseguirá unicamente em relação ao denunciante. procedendo-se em seguida à citação do réu. que julgar procedente a ação. 72 e 74125. por inteiro. 79 do CPC). § 2o Não se procedendo à citação no prazo marcado. assim. § 1o . 72. O art. a ideia de condenação solidária é indiscutível. ou de cada um dos co-devedores a sua quota. Art. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. A sentença. o denunciado. E aplicam-se as regras da denunciação da lide feita pelo réu (art. dentro de 30 (trinta) dias. dentro de 10 (dez) dias. do possuidor indireto ou do responsável pela indenização far-se-á: a) quando residir na mesma comarca. Art. para exigi-la. Nada é tão fácil quanto parece. valerá como título executivo . ou em lugar incerto. na proporção que Ihes tocar. Feita a denunciação pelo autor. O juiz suspenderá o processo. Art. do proprietário.A citação do alienante. do devedor principal. 80 do CPC dispõe que o título executivo é formado contra o réu e contra o chamado ao processo.

Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços . vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este. 101. a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do art. o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade.CHAMAMENTO AO PROCESSO 75/76 Art. (lei de Murphy) . em caso afirmativo. facultando-se. o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador.a ação pode ser proposta no domicílio do autor. DISPOSIÇÕES DO CDC II . Nada é tão fácil quanto parece. Se o réu houver sido declarado falido. serão observadas as seguintes normas: I . 80 do Código de Processo Civil.o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. Nesta hipótese. vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil. nem tão difícil quanto a explicação do manual. sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título.

poderia ser admitido como assistente litisconsorcial. ser admitido nos autos como O denunciado. como regra. (lei de Murphy) . como regra.CHAMAMENTO AO PROCESSO 76/76 QUADRO COMPARATIVO (CHAMAMENTO X DENUNCIAÇÃO) Chamamento ao processo Denunciação da lide Exclusivo do réu Facultada ao autor e ao réu Relação jurídica existente entre os chamados e o adversário Inexiste relação jurídica entre denunciado e o adversário daquele que realiza o chamamento do denunciante O chamado poderia ter sido parte na demanda (litisconsórcio O denunciado jamais poderia ter sido parte facultativo do autor) Ressarcimento. como regra. assistente simples Nada é tão fácil quanto parece. proporcional à quota-parte do Ressarcimento integral. nem tão difícil quanto a explicação do manual. nos limites da responsabilidade chamado regressiva O chamado poderia.

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