Breviário

"Para que possamos nos tornar diferentes do que nós somos, devemos ter alguma
Concurso não se faz para nós somos. passar. Porrada na preguiça! consciência do que passar, mas até Isto não implica num crescimento diário, mas A fila anda e a catraca seleciona. É nóis, playboy!!! num 29/12/2010 decrescimento diário. Tire fora o que não for essencial." - B. L.

r

1. LITISCONSÓRCIO
BASE LEGAL CONCEITO CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO
Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recíproco Quanto ao momento de sua formação Inicial ou originário Superveniente ou ulterior Quanto à uniformidade da decisão Unitário Simples ou Comum Quanto à indispensabilidade da presença das partes no processo Necessário Facultativo

TEMAS RELACIONADOS
Não observância do de litisconsórcio passivo necessário Existe de litisconsórcio Necessário Ativo? 1ª corrente 2ª corrente Relação entre Litisconsórcio necessário, facultativo, unitário e simples Litisconsórcio Necessário
Pela natureza da relação jurídica Em razão de lei

STJ considera nula decisão tomada sem litisconsortes necessários em briga judicial de municípios por ICMS Litisconsórcio ativo necessário. Litisconsórcio necessário. União Litisconsórcio passivo necessário. Dissolução. Sociedade de fato. Ação popular. Prazo. Ente público. Repetitivo. Concurso. Levantamento. Fgts. Litisconsórcio. Competência. Arrematante. Leilão. Litisconsorte necessário. Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante. Ação discriminatória. Usucapião. Terras devolutas. Ação popular. Sociedade. Economia mista. Competência. Juizado especial cível. Investigação. Paternidade. Citação. “pai registral”. Recurso repetitivo. Telefonia. Legitimidade. Tarifa básica. Anatel. Ms. Intervenção. Terceiro. Assistente litisconsorcial. Nulidade. Concurso. Litisconsórcio. Qo. Litisconsorte. Intimação. Iss. Cobrança. Dois municípios. Querella nullitatis. Falta. Citação. Litisconsorte passivo necessário.

INTERVENÇÃO DE TERCEIROS
CONCEITO
Parte Terceiro

CLASSIFICAÇÃO
Intervenções Voluntárias ou Espontâneas Intervenções Provocadas ou Forçadas Coadjuvantes Excludentes

Litisconsórcio facultativo

Litisconsórcio ou Intervenção iussu iudicis

LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO
Conseqüências da Decisão Judicial 1ª corrente 2ª corrente

AMICUS CURIAE?

ASSISTÊNCIA
CONCEITO NATUREZA JURÍDICA INTERESSE
Jurídico Patrimonial

DINÂMICA DO LITISCONSÓRCIO
Atos de Disposição de Direito Revelia Recursos Provas Prazo

CABIMENTO INCOMPATIBILIDADE
Mandado de segurança Jurisdição Voluntária 1ª corrente 2ª corrente Execução 1ª corrente 2ª corrente Juizado especial Controle concentrado

TEMAS RELACIONADOS
Prazo de resposta Processo de conhecimento Embargos á execução Prazo em Dobro Regra Exceções Súmula 641 STF Embargos do executado

PODERES DO ASSISTENTE
Assistência Simples ou Adesiva Tratamento
Atuação Subordinada

QUESTÕES JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA

Produção de provas Pagamento de Custas Prática de atos dispositivos pela parte principal Gestor de Negócios

Assistência Qualificada ou litisconsorcial Tratamento
Atos de disposição de Direito Revelia Recursos Provas Prazo Justiça da Decisão

Quanto à extensão do pedido do opoente Oposição total Oposição parcial Quanto ao momento do ajuizamento ou de sua constituibilidade Oposição genuína ou própria ou interventiva Oposição não genuína ou imprópria ou autônoma

PROCEDIMENTO
Competência Propositura e citação Prazo para contestar Reconhecimento do pedido Questão prejudicial Julgamento Oferecida antes da AIJ Oferecida depois de iniciada a AIJ Oferecida em fase recursal Trânsito em julgado
TEMAS RELACIONADOS

PROCEDIMENTO DA ASSISTÊNCIA
Requerimento Impugnação Decisão Agravo

RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO
Diferença de Embargos de Terceiro Diferença de Assistência Autorização legal Cabimento Procedimento ordinário Procedimento sumário Limites

Distinção: assistência Distinção: recurso de terceiro prejudicado Distinção: Embargos de Terceiros Mandado de segurança Desapropriação
QUESTÕES

JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA
Não cabimento em MS Terracap. Oposição. Domínio. Exceção.

JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA
Intervenção de “Amicus Curiae”: Limitação e Data da Remessa dos Autos à Mesa para Julgamento Recurso. Interposição. Assistente. Assistência: Não cabimento em MS Assistência. Amicus curiae. Descabimento Intervenção. União. Causa pendente. Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia Resp. Terceiro prejudicado Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante. Assistência. Prorrogação. Patente. Internet. Assistência. Interesse jurídico.

DENUNCIAÇÃO DA LIDE
CONCEITO NATUREZA JURÍDICA CARACTERÍSTICAS SUSPENSÃO DO PROCESSO QUALIDADE PROCESSUAL DO DENUNCIADO
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente

2. OPOSIÇÃO
CONCEITO PRESSUPOSTOS
Genérico Específico

CONDENAÇÃO DIRETA DO DENUNCIADO VEDAÇÃO EXPRESSA
Procedimento sumário Procedimento sumaríssimo Fato do produto nas relações de consumo

NATUREZA JURÍDICA
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente

HIPÓTESES DE CABIMENTO
I – Garantia da Evicção Denunciação per saltum
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente

NATUREZA DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO
1ª corrente 2ª corrente

CLASSIFICAÇÃO

Obrigatoriedade
1ª corrente

Denunciação. Lide. Cobrança. Prova. Cdc. NOMEAÇÃO À AUTORIA CONCEITO HIPÓTESES DE CABIMENTO PROCEDIMENTO . Contestação. Sucumbência. Obrigação solidária. 3.Natureza jurídica 1ª corrente 2ª corrente DENUNCIAÇÃO SUCESSIVA DL DO ESTADO AO SEU AGENTE + 1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente DENUNCIAÇÃO DA LIDE POR FATO DO PRODUTO OU SERVIÇO 1ª corrente +2ª corrente MODELO DE PEÇA JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Denunciação da lide. Denunciação da lide. Lide. Lide. Denunciação.2ª corrente +3ª corrente II – Garantia da Posse III – Relações de Garantia 1ª corrente (restritiva) 2ª corrente (moderada) 3ª corrente (extensiva) Em face do devedor pelo réu fiador Em face dos outros fiadores pelo réu fiador Em face dos outros devedores solidários pelo réu devedor solidário PROCEDIMENTO DO CHAMAMENTO AO PROCESSO DISPOSIÇÕES DO CDC QUADRO COMPARATIVO (CHAMAMENTO X DENUNCIAÇÃO) PROCEDIMENTO DA DENUNCIAÇÃO DA LIDE TEMAS RELACIONADOS Momento processual Petição inicial Prazo de contestação Reconvenção Sentença . Contestação. Banco. Intervenção. Segurado. Lide. Regresso.Autor Se aceita Se não aceita 2ª Aceitação .Nomeado Se aceita Se não aceita 4. CHAMAMENTO AO PROCESSO CONCEITO LITISCONSÓRCIO ULTERIOR E FACULTATIVO HIPÓTESES DE CABIMENTO .SISTEMA DA DUPLA ACEITAÇÃO 1ª Aceitação . Bancária. Anulação. Terceiros. Descabimento Responsabilidade Civil do Estado e Agente Público Denunciação. Fiança. Agentes públicos Seguro. Denunciação. Denunciação. Seguradora. Edição. Honorários advocatícios. Contrato. Seguradora. Responsabilidade civil. Lide.

em de caso litisconsórcio ativo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir. no mesmo processo 1. pois nem sempre dois autores podem se unir. evitando a propositura de duas ações separadas e processos separados.entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide.entre as causas houver conexão pelo objeto ou pela causa de pedir2. É necessário que entre as suas ações haja algum vínculo que se enquadre na regra do art.) II . Duas ou mais pessoas podem litigar.velar pela rápida solução do litígio. CRFB Art. há pluralidade de autores e/ou réus. Consiste no máximo de efetividade processual com o mínimo de custos Art. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código. em conjunto.os direitos ou as obrigações derivarem do mesmo fundamento de fato ou de direito. Tudo isso traz economia. BASE LEGAL CONCEITO Ou seja: ocorre quando. Reputam-se conexas duas ou mais ações. 5º LXXVIII a todos. III . 46. II .Dinamarco. nem sempre será é permitida.ocorrer afinidade de questões por um ponto comum de fato ou de direito..Br . I . a sentença será uma só.Com.. ativa ou passivamente. a reunião em litisconsórcio.quando: Art. 125. porque com o litisconsórcio ocorre uma verdadeira cumulação de ações. O litisconsórcio é fundado no princípio da economia processual3 4. pois a produção de provas será uma só. “A situação caracterizada pela coexistência de duas ou mais pessoas do lado ativo ou do lado passivo da relação processual. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. Contatos/Pedidos/Críticas/Sugestões: A7n266dragon@Yahoo. IV . de 2004) 4 "É estudar até passar". em um processo. competindo-lhe: (. no âmbito judicial e administrativo. 103. 2 3 Art. 46. Contudo. 1 Mesmo processo: mesma unidade procedimental. ou em ambas as posições" .

Ex. Trata-se de intervenção provocada pelo réu. com vários autores demandando em conjunto. que tem a faculdade (não o dever) de trazer ao processo os coobrigados (fiador. pois foi formado no curso do processo. com o consentimento do réu é possível alterar o pedido e a causa de pedir.: sucessão processual (inter vivos): ação reivindicatória movida por A em face de B em que este no curso do processo. necessariamente. a dívida comum.de todos os devedores solidários. causa de pedir e as partes. sem o consentimento do réu. A alteração do PEDIDO ou da CAUSA DE PEDIR em nenhuma hipótese será permitida após o saneamento do processo. este deixará de ser ocupado por B. É admissível o chamamento ao processo: I . 43. III . mantendo-se as mesmas partes6. visto que na maioria dos casos em que há processo litisconsorcial este já se apresenta com esta característica desde a propositura da ação. em litisconsórcio superveniente. (Autor desconhecido) . por ato de vontade. Basta a possibilidade da diferença. Ocorrendo a morte de qualquer das partes. até o saneamento. Concordando A com a alteração no pólo passivo. aliena a coisa litigiosa a duas pessoas. 6 Estabilização subjetiva da demanda: Independe do consentimento do réu. 9 8 10 Art. E. Feita a citação. Quanto ao momento de sua formação Superveniente ou ulterior Unitário Ocorre quando obrigatoriamente. 264. a decisão prolatada é igual para todos os litisconsortes Ocorre quando a decisão prolatada pode ser diferente para cada um dos litisconsortes. dando causa à instauração do litisconsórcio passivo. parcial ou totalmente. Sucessão processual (causa mortis) Art. Art. observado o disposto no art. pois ocorreu a estabilização subjetiva da demanda: com a citação ocorre a estabilização subjetiva da demanda.: chamamento ao processo9 10 (espécie de intervenção de terceiro que provoca a entrada de litisconsortes passivos num processo em andamento). salvo as substituições permitidas por lei 7 8 . na ação em que o fiador for réu. Quando se forma apenas no curso do processo.LITISCONSÓRCIO 6/76 CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recíproco Inicial ou originário Quando só ocorre litisconsórcio no pólo ativo Quando só ocorre litisconsórcio no pólo passivo Quando se dá simultaneamente em ambos os pólos Quando se forma desde a instauração do processo5. além é claro. do princípio do juiz natural. não estaríamos lutando”. Assim sendo.do devedor. mas. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. o litisconsorte é simples Quanto à uniformidade da decisão Simples ou Comum 5 A regra é o litisconsórcio originário. até que efetivada a citação. II .dos outros fiadores. a decisão pode ser diferente. devedores solidários etc. o autor pode modificar pedido. que será sucedido pelos adquirentes.). ou com a demanda sendo oferecida simultaneamente em face de vários réus. Parágrafo único. pois feita a citação não se altera mais as partes voluntariamente. ainda assim. 7 Fundamento: O fundamento seria a aplicação do princípio da legalidade. “Se não houvesse esperança. dar-se-á a substituição pelo seu espólio (questões somente patrimoniais) ou pelos seus sucessores (questões não patrimoniais). é defeso ao autor modificar o PEDIDO ou a CAUSA DE PEDIR. Salvo as substituições permitidas por lei: Ex. quando para a ação for citado apenas um deles. 265. se eventualmente for igual. salvo as substituições permitidas em lei. 77.

(Autor desconhecido) .: anulação de contrato com diversas partes (Necessário em virtude da relação jurídica. O autor. observado quanto ao prazo o disposto no inciso IV do art. é necessária a PARTICIPAÇÃO (não poderia ser “propositura”) dos cônjuges. seja pela lei 14 (por força de lei). CPC Art. por edital. 10 não é caso de litisconsórcio. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica. O cônjuge somente necessitará do CONSENTIMENTO (não poderia ser “participação”. dos réus em lugar incerto e dos eventuais interessados. que não necessariamente são dependentes Nas ações possessórias. Há litisconsórcio necessário. Critica: o CPC aqui confunde os conceitos de litisconsórcio necessário e litisconsórcio unitário. IV . o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes. não estaríamos lutando”. 10. 10. bem como dos confinantes e. a constituição ou a extinção de ônus sobre imóveis de um ou de ambos os cônjuges. havendo composse. 13 Incindível: que não pode ser fracionado 14 Nota: o caput do art. mas cuja execução tenha de recair sobre o produto do trabalho da mulher ou os seus bens reservados. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo11. a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nos casos de composse ou de ato por ambos praticados.) § 1o Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para as ações: I .que versem sobre direitos reais imobiliários. é necessária para que a prestação jurisdicional cumpra sua finalidade sendo efetiva Ex. pois o contrato não pode ser ao mesmo tempo válido para uma das partes e nulo para a outra) Facultativo Ocorre quando a presença de todos os litisconsortes em juízo não é indispensável. (. requererá a citação daquele em cujo nome estiver registrado o imóvel usucapiendo.. cada um poderia ser autor ou réu isoladamente. ou seja. 232. quando. porque a lei não pode exigir litisconsórcio necessário ativo em um pro cesso: 12 11 Art. 47. que discutem posse. II . sendo caso de autorização e não de litisconsórcio necessário) do outro para PROPOR ações que versem sobre direitos reais imobiliários. seja pela natureza da relação jurídica (relação jurídica incindível13 ou indivisível). nas quais se discute a propriedade. o mesmo não se aplica às ações petitórias. 15 16 Tal situação ocorre porque o legislador quis inserir na usucapião um juízo demarcatório..fundadas em dívidas contraídas pelo marido a bem da família. § 2o Nas ações possessórias. evitando assim futuras controvérsias.que tenham por objeto o reconhecimento. Ocorre quando. ou seja. “Se não houvesse esperança. a presença de todos os litisconsortes na relação processual é indispensável.12 Necessário Art.LITISCONSÓRCIO 7/76 Quanto à indispensabilidade da presença das partes no processo (Litisconsórcio Necessário Passivo – por força de lei) Art.: usucapião15 (Necessário em virtude de lei. expondo na petição inicial o fundamento do pedido e juntando planta do imóvel. III . pois a sentença declaratória de usucapião não necessariamente precisaria da citação dos confinantes16) Ex.resultantes de fatos que digam respeito a ambos os cônjuges ou de atos praticados por eles. 942.

quando haja denegação sem motivo justo ou ocorra a impossibilidade de obtê-la (art. dentro do prazo que assinar. reconhecendo que o autor não teria legitimidade para intentar a ação sozinho.. Se mesmo assim o processo chega ao final.. 1ª corrente Não há esse tipo litisconsórcio no direito brasileiro. XXXV da CRFB (Inafastabilidade do controle constitucional). Como regra geral. 11 do CPC ). O exercício do direito de ação é faculdade e não obrigação.314. com a conseqüente extinção sem resolução de mérito. o juiz. 23 24 Esta 2ª corrente lesa o art. ou gravá-la. pode-lhe assinar prazo para obter a adesão do co-interessado necessário. quando um cônjuge a recuse ao outro sem justo motivo. Se há a previsão legal. Até a partilha.)”(THEODORO JÚNIOR. aquele que seria seu litisconsorte ativo deve verificar se a lei o autoriza a 21 22 23 postular sozinho em juízo (1. seja facultando ao interessado a obtenção de suprimento judicial da outorga do cônjuge. citação é chamamento que se faz ao réu para defender-se em juízo (art. tecnicamente. 20 Majoritária na doutrina. p. a ação pode ser proposta caso contrário não é possível a sua 24 propositura Existe de litisconsórcio Necessário Ativo? 2ª corrente 17 Inutiliter data – expressão de Chiovenda que significa que a sentença proferida. 47. 2130 e não de alguém para vir agir como autor. sob pena de declarar extinto o processo. sem apreciação do mérito.580.314 e 1. do CC e art. Se for proferida sentença sem que estivesse integrado ao feito algum dos litisconsortes necessários. 18 Art. Solução: Você “pega” quem deveria ser o litisconsorte ativo necessário e o inclui no pólo 20 passivo da relação processual . Parágrafo único. o processo será extinto. jurisprudência e é a visão do Alexandre Freitas Câmara. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo. II. e 1.791 parágrafo único . ou lhe seja impossível dá-la.. 22 Art. 21 Art.LITISCONSÓRCIO 8/76 TEMAS RELACIONADOS Não observância do de litisconsórcio passivo necessário Se não ocorre a inclusão de todos os litisconsortes necessários ativos na PETIÇÃO INICIAL ou. 11 do Código de Processo Civil). Não vindo o consorte para o feito. nem para os sujeitos presentes ao processo. a própria ordem jurídica fornece a solução para o caso de recusa de adesão de litisconsortes ativos necessários. grifos do original) “Se não houvesse esperança. CC de 2002. que só tolera a citação dos litisconsortes passivos. 47.). arts. 1. quanto à propriedade e posse da herança. O juiz ordenará ao autor que “promova” a citação de todos os litisconsortes necessários. aquela decisão será ineficaz (inutiliter data17)18. (..314 . Art. A falta. Por isso mesmo. se a parte não quer participar do processo. é a de Celso Barbi. 2005. no entanto. (.) litisconsórcio necessário (. seja permitindo ao condômino ou co-herdeiro defender sozinho direito comum (arts. embora não se possa ordenar a citação de litisconsorte ativo. (Autor desconhecido) . não suprida pelo juiz. invalida o processo. da autorização ou da outorga. 1. ocorre a nulidade do processo. não estaríamos lutando”. do Código Civil de 191. parágrafo único).. reivindicá-la de terceiro. a decisão prolatada será ineficaz19. quando necessária. em processo em que estava ausente algum litisconsórcio necessário. que é dada inutilmente. 1. Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação.791.1. 11. se não ocorrer a citação de todos os litisconsortes necessários passivos. 19 Art. 5ª. parágrafo único. será indivisível. e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio. 125. sendo assim. não produzindo efeito nem para os ausentes.791 Parágrafo único. sobre ela exercer todos os direitos compatíveis com a indivisão.. defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal. 623. Defendida por Humberto Theodoro Júnior e Celso Agrícola Barbi: “A melhor exegese. o direito é avesso a constranger alguém a demandar como autor (o direito de ação é faculdade e não obrigação). Parágrafo único. o direito dos co-herdeiros. mesmo porque. A autorização do marido e a outorga da mulher podem suprir-se judicialmente.

forma o litisconsórcio (intervenção iussu iudicis). Crítica: a nomenclatura não tem aptidão para mudar a natureza das coisas. existia a previsão de que sempre que houvesse um litisconsórcio facultativo não formado o juiz. no entanto. Critica: o CPC aqui confunde os conceitos de litisconsórcio necessário e litisconsórcio unitário. (ex. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica. o juiz. (ação indenizatória proposta por diversos autores contra um réu. dispõe que. por questão de obrigatoriedade. concurso de credores contra devedor insolvente). Marinoni) entende que esse também é um caso de intervenção iussu iudicis. Parte da doutrina (Nelson Nery. facultativo. (Autor desconhecido) .: anulação de contrato por diversas partes) Em razão de lei EM REGRA. fazendo um juízo de conveniência. unitário e simples Litisconsórcio Necessário Art. não estaríamos lutando”. O juiz ordenará ao autor que promova a citação de todos os litisconsortes necessários. que não necessariamente são dependentes. quando.LITISCONSÓRCIO 9/76 Pela natureza da relação jurídica Relação entre Litisconsórcio necessário. é simples. (ex. Litisconsórcio facultativo Entretanto existem exceções na quais o litisconsórcio facultativo pode ser unitário. SEMPRE será unitário (ex. EM REGRA. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes.: ação de demarcação e usucapião. Art. em razão de um contrato firmado por todos). e não mais por um juízo de conveniência. mas é um problema usar nomes de institutos revogados para institutos novos diferentes. 91 do CPC de 1939.: condomínio e solidariedade). 25 “Se não houvesse esperança. na hipótese de litisconsórcio necessário não formado. Há litisconsórcio necessário. Luiz Fux. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo25. 26 Com base na aula do professor Assumpção. é simples. deve intimar o autor para que ele forme o litisconsórcio necessário sob pena de extinção do processo. Litisconsórcio ou Intervenção iussu iudicis26 No art. de ofício. 47 Parágrafo único. 47. 47. poderia. dentro do prazo que assinar. § único do atual CPC. sob pena de declarar extinto o processo. O art.

esses. Conseqüências da Decisão Judicial 2ª corrente Sendo necessário o litisconsórcio. dizer o que é ou não excessivo para o processo em que se formou a coligação de partes (princípio da economia processual) E estabelecer quem permanece no processo e quem dele será excluído. 30 Trata-se de interrupção de prazo. e não de mera suspensão. fariam com que o processo acabasse por ter seu encerramento ainda mais retardado o que somente se evitaria com a exclusão. Havendo requerimento.LITISCONSÓRCIO 10/76 LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO Art. formulado o requerimento de limitação. Pura e simples exclusão dos litisconsortes (ou de alguns deles) mantendo-se aberta a possibilidade de ajuizamento de novas de mandas. (Cespe/MP-SE 2010) O juiz pode limitar a formação do litisconsórcio facultativo com enfoque na célere solução da lide e na facilitação da defesa do réu. todos os litisconsortes terão obrigatoriamente de permanecer no processo. entre outros. (Autor desconhecido) . pois caberá ao juiz. de se discutir qual seria o juízo competente para os novos processos que se formassem. ou depois. que recomeça da intimação da decisão27. e interromperá o prazo para oferecimento desta30. Parágrafo único. em que. 28 27 “Se não houvesse esperança. formando-se assim novos processos. em decisão fundamentada. A limitação poderá ser feita de ofício ou a requerimento da parte28. o que faz com que. a qualquer tempo. este poderá ser formulado pelo demandado no prazo de resposta29. Calmon de Passos entende que ao juiz não é dado proceder de ofício à limitação do litisconsórcio. 29 Dinamarco entende que no silêncio da lei o prazo para requerimento da limitação é de 5 dias e que o prazo não é preclusivo. não estaríamos lutando”. Assertiva correta Conseqüências da decisão do juiz que limita o litisconsórcio multitudinário? Quais os seus efeitos em relação aos litisconsortes que não poderão permanecer naquela relação processual 1ª corrente Desmembramento do processo original em tantos quantos seja necessário (Carreira Alvim). 46. como a necessidade de se formarem novos autos. Os inconvenientes do desmembramento do processo. seja restituído por inteiro ao demandado o prazo de que dispõe para responder à demanda. Alexandre Freitas Câmara). O pedido de limitação interrompe o prazo para resposta. Argumentos: atende melhor aos objetivos da reforma do CPC. O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes. serão partes. quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa. diante do caso concreto. Não há uma fixação prévia de quantos litisconsortes formam uma multidão. podendo ass im o requerimento ser formulado na própria resposta. (Sérgio Bermudes.

a ideia da autonomia é afastada sempre. Assim. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. portanto. mas não evita que os outros litisconsortes pratiquem o ato. 48 do CPC. 509. Espécies: renúncia. 509. o fato e o fundamento jurídico têm de proporcionar a mesma decisão para todos os sujeitos. Aplica-se o art. Art. Se o Direito Brasileiro adotasse o principio da realidade. o art. não gera efeito nem pra quem praticou e nem para os demais litisconsórcios. O art. Barbosa Moreira. se o ato praticado for benéfico. ele poderá renunciar. Contudo. Não se aplica o art. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . pela literalidade desse artigo. não estaríamos lutando”. deve-se atingir a todos. como litigantes distintos. vigora a autonomia dos atos. b) Direito processual. Seria uma incongruência lógica entre duas decisões no mesmo processo. 48. A revelia não induz. algum deles contestar a ação. O mesmo ocorre com a desistência. 48 do CPC. 48 do CPC. Isto significa que é admissível que. havendo litisconsórcio passivo. Recursos “Se não houvesse esperança. os atos de disposição tanto de direito material como de direito processual são plenamente eficazes perante o litisconsorte que o praticou. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. portanto. Já no litisconsórcio unitário. a) Direito material. Entretanto. 48 do CPC será aplicável. mas sim do art. por exemplo. 320. 48. não haverá presunção de veracidade se ao menos um dos réus contestar a ação. 509 do CPC dispõe sobre uma exceção à autonomia do art. os atos e as omissões de um não prejudicarão nem beneficiarão os outros. apesar de ser um ato processual. 509 se limita ao litisconsórcio unitário. (Autor desconhecido) .LITISCONSÓRCIO 11/76 DINÂMICA DO LITISCONSÓRCIO Art. Revelia Se o litisconsórcio for unitário. ou seja. Um dos principais efeitos da revelia é a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. Art. a alegação na contestação deve favorecer o réu revel. 320 do CPC dispõe que. Dinamarco). contudo. 48. o ato praticado por um só dos litisconsortes é plenamente ineficaz. que se o recurso favorecer. assim. ou seja. Atos de Disposição de Direito No litisconsórcio simples. Deve-se. já que estabelece que o recurso de um dos litisconsortes aproveita aos demais. esse artigo não deve ser analisado na sua literalidade. ou seja. Essas decisões distintas atingem os litisconsortes de forma diferente. No tocante aos outros direitos processuais. que. se a contestação trouxer benefício exclusivo ao réu que ofereceu defesa. não seria aplicável o art. Contudo. pois o Direito Brasileiro preferiu adotar o princípio da pessoalidade do recurso ao princípio da realidade. no entanto. ou seja. Se um dos litisconsortes unitário quiser renunciar seu direito de recorrer. 320. O princípio da pessoalidade absorve a incongruência. existam decisões que considerem de forma diferente o mesmo fato e/ou fundamento jurídico. pois para que esse artigo seja aplicável deve-se buscar a identidade de matérias defensivas. em suas relações com a parte adversa. analisar o caso concreto. A doutrina majoritária (STJ. Envolve o direito de ação (desistência do processo) e outros direitos processuais. 48 é aplicável. os atos de disposição de direito material somente geram efeitos se praticados por todos os litisconsórcios. I do CPC é sempre aplicável. que é o que defende o Marinoni numa posição bastante minoritária.se. entende que o art. se o litisconsórcio for simples. Defendem essa ideia. ele gerara efeito também para quem não o praticou. Salvo disposição em contrário. Sugere-se. havendo pluralidade de réus. a autonomia do art. é ineficaz se não for praticada por todos. pois esta seria exatamente a matéria que ele alegaria em sua defesa. pois a contestação de um beneficiaria os demais. dentro do mesmo processo. Porém. reconhecimento jurídico do pedido e transação (sucumbência recíproca). os litisconsortes serão considerados. Assim. o inciso I do art. o art. no caso do litisconsórcio simples não há a aplicação do art. gerando efeitos apenas para ele.

a autonomia do art. a prova produzida passa a ser uma prova do processo independentemente de quem a produziu. e. em grau recursal não haverá mais litisconsórcio. Pelos precedentes da súmula. pois se exige que haja também uma pluralidade de advogados. Pode-se concluir ainda que se somente um litisconsorte recorrer. a confissão de um dos litisconsortes não tem o mesmo poder de persuasão que a confissão feita por um réu único. como qualquer outro meio de prova. entretanto. dispondo que a confissão de um litisconsorte somente vincula a ele (confitente). já que somente este possui interesse recursal. é convencer o juiz. o Código tem a intenção de dispor que o juiz deve analisar a confissão perante as outras provas produzidas. Prazo “Se não houvesse esperança. percebe-se que se houver mais de um litisconsorte sucumbente com o mesmo patrono o prazo também será simples. Ou seja. Na verdade. os litisconsortes. de modo geral. deve-se aplicar o princípio da comunhão das provas. isso ocorrendo. Art. No entanto. caput do CPC trata da confissão como meio de prova. O art. não é possível fazer carga dos autos a não ser que haja um comum acordo entre os patronos. Nesses casos. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. Súmula 641 – Não se conta em dobro o prazo para recorrer. para recorrer e. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. 191 do CPC prevê um prazo em dobro para todo ato processual. ou seja. pra todos os recursos subseqüentes o prazo será simples. todavia. assim. 191. Não há diferença entre os litisconsortes simples e unitários.LITISCONSÓRCIO 12/76 Art. (Autor desconhecido) . 350. não basta que haja litisconsórcio. a função da confissão. 48 é inaplicável a qualquer litisconsórcio seja ele simples ou unitário. vigora o princípio da comunhão das provas. 350. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. Provas Na questão probatória. o prazo recursal será simples. A Súmula 641 do STF dispõe que havendo apenas um litisconsorte sucumbente. Sendo assim. A confissão judicial faz prova contra o confitente. não estaríamos lutando”. não prejudicando. O art. para falar nos autos.

382. de 2006). observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts. O opoente deduzirá o seu pedido.382. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. Os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias. Prazo de resposta Embargos á execução Regra Art. Embargos do executado Art. salvo tratando-se de cônjuges. 738. de 1993) Art. 191 desta Lei. para falar nos autos. serão os opostos citados. quando o respectivo fundamento não disser respeito somente ao embargante (v. Começa a correr o prazo: (Redação dada pela Lei nº 8. 241. o prazo para cada um deles embargar contase a partir da juntada do respectivo mandado citatório. § 4o A concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados não suspenderá a execução contra os que não embargaram. para recorrer e. contados da data da juntada aos autos do mandado de citação. (Redação dada pela Lei nº 8.LITISCONSÓRCIO 13/76 TEMAS RELACIONADOS Processo de conhecimento Art. de 1993) III quando houver vários réus.não se conta em dobro o prazo para recorrer. prescrição).710. (Incluído pela Lei nº 11.382. a concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados suspenderá a execução contra os que não embargaram “Se não houvesse esperança. § 1o Quando houver mais de um executado. (Redação dada pela Lei nº 11. 57. 739-A. Distribuída a oposição por dependência.710. A contrario sensu. Art. (Incluído pela Lei nº 11. 191. (Autor desconhecido) . Prazo em Dobro Exceções Súmula 641 STF Súmula 641 . de 2006).g. 282 e 283). para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. de 2006). de modo geral. § 3o Aos embargos do executado não se aplica o disposto no art. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores (advogados). não estaríamos lutando”. da data de juntada aos autos do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido. (Oposição) Art. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. na pessoa dos seus respectivos advogados. quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao embargante. 738.

LITISCONSÓRCIO 14/76 QUESTÕES Ministério Público . b) A ação popular constitui instrumento processual inadequado para o fim perseguido. uma única dependência provisória destinada ao desenvolvimento das atividades administrativas da obra (escritório. porém. “Se não houvesse esperança. a) O Ministério Público não poderá intervir como parte na ação civil pública ajuizada pela associação. (Autor desconhecido) . Entretanto.35. em área de preservação permanente. constituída legalmente há menos de um ano. propôs ação popular para anular o ato lesivo ao meio ambiente. Chegando o fato ao conhecimento de uma associação cuja finalidade institucional é a proteção do meio ambiente. refeitório e banheiros). causando. deliberaram instalar a referida dependência provisória fora daqueles limites. à margem de um rio ali existente. e) O Juiz pode dispensar o requisito da pré-constituição exigido da associação autora e processar a ação civil pública. as quais decidiram instalar. por entender que a situação revela interesse social manifesto e relevante. com o intuito de facilitar a circulação de pessoas e de materiais. foram contratadas duas empresas especializadas no setor da construção civil (empresa “A” e empresa “B”). degradação e dano ambiental. d) O proprietário do imóvel vizinho tem legitimidade para intervir na ação civil pública como litisconsorte ativo. as empresas contratadas. não estaríamos lutando”. por ser ela litisconsorte passivo necessário. não obstante fosse o imóvel coberto por vegetação e existisse licença ambiental definindo a área que poderia ser desmatada. tendo optado. c) O juiz deverá ordenar à autora da ação civil pública que promova a citação da empresa “B”. Para executar projeto de edificação de uma fábrica. Por sua vez.MG – 2008 . por demandar apenas contra a empresa que possuía maior patrimônio (empresa “A”). também inconformado com aquela situação. assinale a resposta CORRETA. o proprietário do imóvel vizinho. assim. Considerando-se o que consta no enunciado. ela ajuizou ação civil pública para exigir a recuperação da área e o ressarcimento dos prejuízos causados. para uso comum. Atuará como fiscal da lei.

a necessidade de renovar o juízo de valor feito pelo juiz em tutela antecipada. o ministro Castro Meira.15h28 . seria outro caso. o município de Manaus tentava fazer prevalecer a tese de que deveria ter havido a determinação para a citação de litisconsórcio passivo necessário. discordou. através da Secretaria de Fazenda. o processo deveria ser declarado nulo. Para o relator. dia 10. se fosse facultativa. ministro Castro Meira. imprescindivelmente. Ao apreciar essa questão. Em novembro de 2008. iniciado por Coari. próxima a votar. No momento em que o STJ afirma que a relação processual contém defeito devido à ausência na lide dos litisconsortes necessários – pois. até que ponto o processo judicial estava anulado.DECISÃO STJ considera nula decisão tomada sem litisconsortes necessários em briga judicial de municípios por ICMS Em decisão majoritária. sob o seu ponto de vista. Assim. A ministra Eliana Calmon. Ele acolhia os embargos. A questão chegou ao STJ porque. não atingiu a antecipação de tutela concedida sem ouvir a outra parte (inaudita altera pars). tipo de recurso com o qual se pretende esclarecer a decisão. afetados pela ordem judicial não pode ser aferida pelo resultado final do julgamento. O entendimento do relator foi seguido pelos demais ministros para dar provimento ao recurso de Manaus. a Turma. concluindo ser nula a decisão proferida sem a citação dos litisconsortes necessários. O recurso especial foi acolhido. a anulação dos atos processuais por ausência de citação dos litisconsortes necessários. O debate judicial. e. os demais municípios atingidos diretamente pela alteração dos índices do ICMS. Para ela. esclareceu que. há. a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acata recurso apresentado pelo município de Coari. a tutela antecipada foi concedida diante de uma relação processual que estava pronta. ou seja. Em relação a essa decisão. O objetivo era entender qual o alcance do julgamento. acolheu recurso do município manauara contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que determinava alteração do índice do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços (ICMS) a ser repassado para o município de Coari. como foi o caso. mas são litisconsortes necessários –. o ministro decidiu anular o processo. a necessidade de citação daqueles que venham a ser. determinando seu reinício com a citação dos municípios interessados na qualidade de litisconsortes passivos. Essa decisão – entende o ministro – poderá ser revista pelo próprio juízo ou impugnada por meio de recurso ao tribunal local pelos novos litisconsortes que ocuparão o polo passivo da demanda. diante da diminuição do seu percentual de participação no valor do ICMS a ser repassado. constatando que o município de Manaus foi diretamente atingido pelo comando sentencial e que só teve oportunidade de ingressar no processo quando já encerrada toda a fase de instrução e julgamento realizados na primeira instância. no Amazonas. as partes afetadas. mas sem efeitos modificativos. uma vez que decorre justamente da possibilidade de os litisconsortes influenciarem na formação do convencimento do julgador. “Se não houvesse esperança. (Autor desconhecido) . no valor adicionado do ICMS referente ao município. pois foi anterior ao ponto retirado do processo. não estaríamos lutando”. o município de Coari apresentou embargos de declaração. O TJAM deferiu o pedido. e declara nula tutela antecipada concedida pela Justiça amazonense envolvendo o repasse dos valores relativos ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). por não figurarem na qualidade de réus da demanda. nesta terça-feira. determinando que a Secretaria de Fazenda estadual elevasse o índice então atribuído ao município de Coari de 2% para quase 7% sobre os 25% do produto de arrecadação de ICMS do estado. envolve a alegação de que o estado do Amazonas. Interpôs apelação na qualidade de terceiro prejudicado. valores referentes à saída de petróleo cru e gás liquefeito de petróleo (GLP) retirados da Base Petrolífera de Urucu. não tem inserido. diretamente.LITISCONSÓRCIO 15/76 JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA 11/03/2009 . ou seja.

a possibilidade de dar continuidade a uma tutela concedida antecedentemente sem a presença desses entes. ainda.157-RJ. Francisco Falcão. destacou que. a depender da relação de direito material estabelecida entre as partes. Precedentes citados: REsp 64. entre o banco de desenvolvimento estadual em questão e a União na ação que envolve determinado fundo de incentivos fiscais. porém há outros em que o resultado a ser pleiteado no processo deve ser pretendido por todos. julgado em 3/3/2009. na verdade. porque. a seu ver. 47 do CPC). seria favorecer a decisão do juiz liminarmente. não invalida a questão. Litisconsórcio passivo necessário. seja ouvida a outra parte. DJ 26/4/2005. a competência da Justiça Federal. Min. em razão do litisconsórcio passivo necessário. anulando. deve ser admitido apenas em situações excepcionalíssimas. Sálvio de Figueiredo.951-RN. ficaria vigorando aquela decisão sem a participação do próprio estado. O ministro Humberto Martins. União . os autos deveriam retornar ao juiz de Direito para que intimasse o autor a promover a citação do litisconsorte. não estaríamos lutando”. obrigações cindíveis que a ré. Os votos vencidos entendiam que.364-MG. a relação processual se altera significativamente no momento em que há. mediante o consenso. teria deixado de cumprir. podendo até mesmo ser exigido que. “Se não houvesse esperança. Rel. inclusive. sem interrupção. O litisconsórcio ativo necessário restringe o direito constitucional de ação e. porque o magistrado pode imediatamente tornar a examinar e dar a mesma tutela. Sociedade de fato. Dissolução. Rel.726-SP. entende que a nulidade examinada pelo Superior Tribunal em razão dessa falta da presença dos litisconsortes necessários alcança a relação jurídica em sua origem. DJ 10/5/1999. a Turma entendeu desnecessário o litisconsórcio. julgado em 26/10/1999.LITISCONSÓRCIO 16/76 Segundo a ministra. Min. Rel. antes de sua remessa ao juízo federal. na ação de dissolução de sociedade de fato cumulada com partilha de bens proposta contra o concubino casado. Litisconsórcio necessário. e REsp 33. julgado em 28/4/2009. apesar da incindibilidade da situação jurídica ocupada por vários co-titulares.533-ES. REsp 885. (Autor desconhecido) . Min. de ofício. AgRg no REsp 1. o respeito à garantia da ação de um impede a exigência do litisconsórcio. no polo passivo.172-RJ. antes da tutela. Há casos em que. ao acompanhar o entendimento divergente. correto o acórdão recorrido que anulou a sentença proferida pelo juízo de Direito e reconheceu. diante da ausência desse litisconsorte necessário. REsp 141. Isso. sob pena de não poder ser obtido por nenhum: não se podem coagir os demais a entrar em juízo. Precedente citado: REsp 331. Luis Felipe Salomão. Assim.A Turma entendeu.088. Coordenadoria de Editoria e Imprensa Litisconsórcio ativo necessário. administradora e mandatária da autora. Pretendia-se a indenização por danos decorrentes de inexecução contratual. A esposa casada sob o regime de comunhão universal deve figurar no polo passivo. por maioria. em vista da existência de litisconsórcio passivo necessário ditado por lei (art. outros entes públicos. DJ 6/12/1993. pelos ministros Herman Benjamin e Mauro Campbell Marques. No caso. Essa corrente foi acompanhada. fora das hipóteses expressamente contempladas em lei. sob pena de extinção do processo (parágrafo único do citado artigo).

Levantamento. em nenhum momento.905-SP. a pessoa jurídica de Direito Público chamada na ação poderá contestá-la ou não. A Seção. efetivamente. por ser a única responsável pela administração das contas vinculadas do FGTS. A incompatibilidade só teria ocorrido se. Concurso. a lei da ação popular estabeleceu a incompatibilidade entre o requerimento de prazo em dobro para contestar. a municipalidade tivesse apresentado contestação . Assim. dois são os requisitos que o dispositivo legal exige para que a pessoa jurídica de Direito Público possa requerer a alteração no polo da lide: que o pleito seja realizado dentro do prazo da contestação e exista interesse público . O Min.LITISCONSÓRCIO 17/76 Ação popular. nos termos do art. Dessa forma.717/1965.110. 6º. Foi contra essa alteração subjetiva nos polos da relação processual que o agravante interpôs o recurso de apelação e. O objeto da ação popular é a anulação de aditamento do contrato em face de supostas irregularidades ocorridas em processo de licitação. ao julgar o recurso repetitivo de controvérsia (art.848-RS. mormente quando se está diante de uma garantia constitucional posta à disposição do cidadão para a defesa do patrimônio público. Ainda que eventual condenação ao pagamento de quantia seja revertida ao município. 37. 4. No caso. o empregador não mais detém a titularidade sobre os valores depositados. principalmente quando a condenação é consequência de atos que lesaram o patrimônio público e violaram os princípios norteadores do Direito Administrativo.822RN. posteriormente. ingressou com recurso especial. a teor da Súmula 82-STJ. Luiz Fux. Portanto. equipara-se à ocorrência de culpa recíproca. a juízo exclusivo do representante legal da entidade.717/1965. entre os quais a legalidade. segundo a lei. a Turma negou provimento ao agravo. Precedente citado: REsp 819. da mesma lei. § 3º. 8/2008-STJ). obtendo o deferimento do juízo monocrático. ou poderá encampar o pedido do autor. 6º da Lei n. Assim. Até porque. 4. De outro lado. conforme o mencionado artigo da referida lei. mas requereu seu ingresso na lide na qualidade de litisconsorte. (Autor desconhecido) . não havendo falar em preclusão lógica ou temporal em razão de a entidade de Direito Público ter pleiteado. Na qualidade de operadora do Fundo. julgado em 24/6/2009. no silêncio da lei. Diante disso. Fgts. que teriam ocasionado a lesão não só ao patrimônio público. Relator entendeu que não há como dar provimento ao recurso da agravante. Rel. o interesse jurídico da municipalidade é palmar. não estaríamos lutando”. pois a conduta da municipalidade encontra amparo no § 3º do art. n. realizados os depósitos. o município figurou como réu na ação popular. da Lei n. que permite ao ente público pleitear o ingresso no polo ativo da demanda. o prazo em dobro para responder à ação. Min. não cabe fazer interpretações restritivas. a moralidade e a isonomia. julgado em 4/6/2009. Repetitivo. é completamente descabida a afirmação da agravante de que o interesse do município para figurar no polo ativo da ação popular é meramente econômico. Rel. que passam a integrar o patrimônio dos fundistas. e a faculdade estabelecida no art. “Se não houvesse esperança. II. Não há litisconsórcio passivo entre o ex-empregador (o município) e a Caixa Econômica Federal (CEF). esse pedido do município não quer dizer que ele praticou ato incompatível com a faculdade de requerer o ingresso no polo ativo da relação processual. mas também a princípios mestres do sistema de Direito Administrativo. os requisitos legais foram atendidos de forma satisfatória. Min. uma vez que. REsp 1. da CF/1988. Ademais. consoante previsto no art. AgRg no REsp 973. desde que isso se afigure útil ao interesse público. DJ 29/6/2007. 543-c do CPC e Res. gerando para o trabalhador o direito ao levantamento das quantias depositadas na sua conta vinculada ao FGTS. somente a CEF tem legitimidade para integrar o polo passivo da relação processual. 7º. reiterou o entendimento de que a declaração de nulidade do contrato de trabalho em razão da ocupação de cargo público sem a necessária aprovação em prévio concurso público. Ente público. IV. Humberto Martins. O requerimento para figurar no polo ativo da relação processual foi exercido dentro do prazo para o oferecimento da contestação. isso não quer dizer que o interesse público não esteja presente em tal situação. Prazo.

804-PB. a Turma conheceu do recurso e lhe deu provimento para decretar a nulidade do processo para que seja integrado à lide o recorrente na qualidade de litisconsorte passivo. não estaríamos lutando”. Min. 47 e 267. Para o Min. O recorrente sustenta a nulidade absoluta daquela ação que anulou a ação executiva e. exequente e executado). O TRF deu provimento ao recurso reconhecendo a legitimidade dos autores e determinou a nulidade da arrematação devido à ausência de intimação do cônjuge do executado. IV e VI. 499. na hipótese por ser a adquirente do imóvel antes do leilão. A Turma não conheceu do recurso. Min. que ostentam manifesto interesse jurídico no resultado da demanda cuja finalidade é desconstituir o ato judicial que favorece o ora recorrente. Rel. é cogente.061-MT. é aquele que sofre um prejuízo na sua relação jurídica em razão da sentença. portanto. REsp 1. O recorrente.106. visto ser o arrematante do imóvel levado à praça. ressaltando. a verificação da inviabilidade da configuração do litisconsórcio sob o prisma material. não poderia ter deixado de participar do mandamus. DJ 15/4/2002. necessário. Despicienda. 499. o próprio recorrente. § 1º. é certo que. sob o aspecto formal. Aldir Passarinho Junior. DJ 4/2/2002. por consequência. O arrematante é litisconsórcio necessário na ação de nulidade da arrematação. Arrematante. seguindo-se o curso regular do processo. 47. O litisconsórcio é compulsório. por ser o arrematante do bem no praceamento cujo edital foi anulado. o acórdão recorrido concedeu a segurança à empresa recorrida. Recurso. se a autora indica haver dois ou mais réus. do CPC). Portanto. Isso posto. Arrematante. (Autor desconhecido) . reclama a participação de interessados na controvérsia (arrematante. por outro lado. terceiro prejudicado. questionado pelo recorrente com o intuito de. deveria ter sido incluído no polo passivo do mandamus na condição de litisconsorte necessário. No caso.LITISCONSÓRCIO 18/76 Litisconsórcio. parágrafo único. do CPC. vale dizer. a existência de vícios no edital publicado nos autos da execução que o banco move a quem se atribuiu a propriedade do bem. Relator. do CPC. se o terceiro não for convocado para o processo. A ação anulatória de arrematação. sem que fosse chamada nos autos da execução. 94. julgado em 8/10/2002. Leilão.509-RJ. que detém interesse processual pela inversão provocada com a concessão da segurança à incorporadora. Precedentes citados: REsp 117.334-RS. porquanto o seu direito sofrerá influência da sentença que nulifica o ato culminante da expropriação judicial. na condição de arrematante do imóvel levado a leilão. REsp 927. terceiro prejudicado. julgado em 18/8/2009. § 1º.879-RS. legitima-se à impugnação recursal (art. e REsp 355. ficando assentado. também a recorrida pleiteou seu direito com base no prejuízo que sofreu como terceira interessada. por não ter sido citado como litisconsorte necessário. Precedente citado: REsp 116. § 4º. nos moldes do art. “Se não houvesse esperança. Terceiro prejudicado. alega que a decisão do TJ violou os arts. quando a eficácia da decisão depender da citação de todos os sujeitos que sofrerão nas suas esferas jurídicas. a demanda pode ser ajuizada em qualquer deles. possuindo os co-réus domicílios diversos. julgado em 20/10/2009. conforme a orientação deste Superior Tribunal. Rel. o entendimento de que. Rel. pois. pela sua certificação. REsp 346. na qualidade de litisconsorte passivo necessário. DJ 9/12/1997. há litisconsórcio e. no caso. cuja relação jurídica é atingida de forma reflexiva. ter por ilegítima uma das partes e provocar a resolução da questão da competência por meio de outras regras processuais. Assim. o terceiro prejudicado legitimado a recorrer. sob pena de a sentença ser considerada inutiliter data. Competência. Litisconsorte necessário. Luiz Fux.628-SP. por isso. do CPC. da arrematação. DJ 17/10/2005. Min. do CPC). REsp 423. por força do nexo de interdependência judicial (art. que alegou haver adquirido o lote de terreno sem que constasse restrição no registro imobiliário. também terceiro prejudicado. encerrando hipótese de competência concorrente. pois a norma legal do art. Nancy Andrighi.273-SP.

“Se não houvesse esperança. cuja citação faz-se imprescindível para integrar o litisconsórcio passivo necessário simples. \ Ação popular. o caso seria de continência. não poderia o estado-membro. reconheceu-se a inexistência da coisa julgada e a inocorrência da alegada litispendência. Quanto ao usucapião. Além de que. 340-STF). Min. restaria a discussão acerca de sua natureza jurídica. cujo escopo é o de alcançar e convocar. ausentes os requisitos para o usucapião extraordinário previstos na legislação. Afastou-se a impropriedade do procedimento adotado. considerando que os embargos de declaração opostos tiveram propósito de prequestionamento. Precedentes citados: REsp 258. Terras devolutas. para o âmbito da ação. julgado em 12/2/2008. REsp 847. Para o Min. porque a ação foi extinta sem resolução do mérito. 4. Rel. (principalmente o DL estadual n. visto que é sociedade de economia mista. Min. 14. tenham concorrido para o fato. com personalidade própria e patrimônio distinto daquele do estado. Ressaltou. é absurda a pretensão de chamar todos os transmitentes à lide. Por último. vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória. não apenas os responsáveis diretos pela lesão. Cuida-se de ação popular ajuizada contra a companhia energética estadual e contra o estado devido à prática de ato causador de dano ao erário consubstanciado no pagamento. pretender regular a questão já vedada por norma federal desde 1933. para o estado-membro provar que as terras são devolutas. o litisconsórcio necessário com todos os antecessores dominiais. REsp 879. ele tem de infirmar o domínio particular. Luiz Fux. (Autor desconhecido) . a companhia de energia. Herman Benjamin. de publicação de matéria na imprensa local que felicitava a governadora pela passagem de seu aniversário.916/1945). a Turma negou provimento ao recurso. Sociedade. Economia mista. pela primeira demandada. Por fim. a Turma conheceu parcialmente do recurso e nessa parte deu-lhe provimento. bem ou mal. Inclusive o STF já firmou entendimento de que o usucapião de terras públicas é vedado desde o advento do CC/1916 (Súm. a posse não se presume. uma vez que a ação discriminatória não é obstada pelo registro das terras em nome do particular nem exige sua previa invalidação. DJ 3/4/2006. daí a via da discriminatória ser adequada. e REsp 266. foram apontados diversos vícios e há comprovação de falsidade de assinatura. Devem ser citados. não estaríamos lutando”. os sujeitos elencados no art. Com esse entendimento. que. O juiz excluiu o estado do pólo passivo. até para que se cumpra o art. para integrar o litisconsórcio passivo necessário simples. de forma direta ou indireta.999-MA. Relator. Isso posto.219-RJ. Consignou também o acórdão recorrido que a natureza das terras foi comprovada a contento. devido aos vícios na cadeia dominial e à inexistência do usucapião extraordinário. Há a necessidade de que venham aos autos todos os legítimos contraditores.LITISCONSÓRCIO 19/76 Ação discriminatória. julgado em 2/9/2008. embora haja o registro.397-SP. A ação popular reclama cúmulo subjetivo no pólo passivo. restringem-se àquelas cujos atos sejam objeto da impugnação. em 1945 (lei estadual). 47 do CPC. se a falsidade do documento de registro paroquial não tivesse sido comprovado. 1º da Lei n. 6º c/c o art. mantendo a companhia de energia. além de que foge ao objeto da ação.122-PR. vale dizer. pois a cadeia dominial retroage ao século XIX. Rel. Destaca o Min. observou que é evidente se reconhecida a competência federal para tratar do assunto. Nas instâncias ordinárias. Outrossim. Ademais. DJ 5/6/2007. Trata-se de ação discriminatória ajuizada em decorrência de extinção de ação anterior por desaparecimento de volumes em incêndio no fórum da comarca. Relator que. na cadeia dominial. afastou a multa de 1% sobre o valor da causa. bem assim os que dele se beneficiaram. Rejeitou-se. ainda. ainda. em nome da recorrente.717/1965. o que inviabilizaria qualquer discriminação de terras devolutas. mas todos aqueles que. n. Usucapião. no caso. a exegese da legislação aplicável à ação popular revela que as pessoas jurídicas de Direito Público.

068. Rel. o alto grau de complexidade da lide e a prova técnica. pouco importa se a matéria objeto do conflito instaurado seja de grande ou pequena complexidade probatória. 348-STJ. julgado em 14/10/2008. pois sua competência define-se em razão do critério absoluto do valor da causa. Para a Min. Juizado especial cível. Min. Dessa forma. julgado em 22/10/2008.099/1995. Citação. Precedentes citados: CC 73. Outrossim.626-RS. na ação de investigação de paternidade movida por menor (representado pela mãe) contra o ora recorrente. incide a Lei n. Precedentes citados: REsp 911. Não é necessário prévio procedimento judicial de anulação do registro para subseqüentemente proceder à investigação.129-RS. propiciando maior celeridade na solução dos conflitos. representa a existência de lides de maior complexidade probatória. 10.171-PR. Paternidade. movidas entre os usuários e a concessionária de serviços de telefonia. Investigação. Tampouco cabe o litisconsórcio passivo da Anatel. 6º. o citado dispositivo deve ser interpretado de forma lógico-sistemática. REsp 512. 12 da Lei n. entendendo-se que aquele artigo cuidou tão-somente de autorizar que a União e demais pessoas jurídicas ali mencionadas figurassem no pólo passivo dos juizados federais.259/2001 admite expressamente a possibilidade de prova técnica. Por fim. A Seção.944-PB. Rel. (Autor desconhecido) . em litisconsórcio passivo com a União.802-RS. n. Teori Albino Zavascki. CC 49. citando a doutrina.LITISCONSÓRCIO 20/76 Competência. Aldir Passarinho Junior. 356-STJ).292-PB. DJ 1º/9/2008.130-ES. julgado em 8/10/2008. por si só. não estaríamos lutando”. reiterou ser legítima a cobrança de tarifa básica pelo uso dos serviços de telefonia (Súm. Min. uma vez que a competência dos juizados federais encontra-se regulada no art. não se excluindo a viabilidade de que outras pessoas jurídicas possam. temas impugnados pela agravante. Assim. ressaltou que os juizados especiais foram criados com o objetivo de facilitar o acesso à Justiça. Anatel. Legitimidade. n. mas com a integração do pai registral. observou não prosperar a argumentação de que os juizados especiais federais não detêm competência para conhecer de causa em que haja interesse da Fazenda. e CC 83. “Se não houvesse esperança.000-RS. Em agravo regimental interposto contra decisão que reconheceu o conflito e declarou competente o juízo federal do juizado especial cível. 10. ao julgar recurso repetitivo (art. REsp 1. Tarifa básica. 543-C do CPC). ponderou-se em relação à aplicação subsidiária da Lei n. e REsp 979. DJ 17/10/2005. DJ 3/12/2007. da Lei n.259/2001 não regula a matéria. Recurso repetitivo. o art. AgRg no AgRg no CC 87. II. DJ 24/9/2001. DJ 3/9/2007. nos termos da jurisprudência firmada na Súm.099/1995 onde a Lei n. quanto à prova técnica. é preciso que integre a lide que poderá ter essa conseqüência.278-GO. 10. Trata-se de ação ajuizada com o objetivo de que as pessoas políticas demandadas fornecessem medicamentos de uso continuado para a autora. Min. “pai registral”. a regra é simples e objetiva. Rel. Logo. Eliana Calmon. A Turma entendeu ser necessária a citação do pai registral para integrar a lide como litisconsórcio necessário passivo. DJ 4/10/2007. ser demandadas no juizado especial cível. 9. Precedente citado: REsp 117. Pode ser tudo feito no mesmo processo. o que. Telefonia. Para que alguém seja demovido da sua condição de pai. diferentemente do que se verifica nos juizados estaduais. Relatora. nas demandas relativas à legitimidade da cobrança de tais tarifas. na condição de concedente.259/2001. 9.

Rel.400-ES. Note-se que o MS foi impetrado pelo Conselho Federal de Medicina. AgRg no REsp 919. julgado em 9/6/2004. 50 do CPC). Dessa forma. REsp 902. Min. Litisconsórcio. DJ 20/9/2007. Por causa da nulidade.924-AL. Concurso. não se verifica a nulidade apontada e. Luiz Fux. DJ 5/2/2007. AgRg no REsp 860.431-RS. Ademais. DJe 1º/9/2008. enquanto não houver nomeação. Sendo assim. MS 9. que a parte assistida é o ministro da Educação. Rel. conforme pleiteado. a controvérsia suscitada pelo município é quanto à existência de litisconsórcio necessário de todos os aprovados e do órgão municipal ao qual se destinavam as vagas do certame. acarretará a inabilitação para o exercício profissional da agravante. e AgRg no REsp 809. mas explicitou que se justifica a intervenção da agravante como terceiro interessado. pois a sentença nos autos da ACP afirma que o concurso destinava-se a preencher os cargos da prefeitura.090-AL. do CPC). No REsp. ela esbarra em matéria fática probatória. se concedido. Assistente litisconsorcial. julgado em 13/4/2010. nessa parte.LITISCONSÓRCIO 21/76 Ms. 2. como assistente. Nulidade. Relator. DJ 26/3/2007.097-AL. 214. é detentor de mera expectativa de direitos. a Turma conheceu em parte do especial e. negou-lhe provimento. na presente ação mandamental. não houve nomeação de qualquer candidato aprovado. ela não pode prosperar. segundo o Min. (Autor desconhecido) . Intervenção. No que se refere à nulidade por ausência de citação do órgão municipal de serviços de água e esgoto. § 1º.446-RJ. Precedentes citados: AgRg no Ag 782. admitindo-a. não há comunhão de interesses. Isso porque o candidato aprovado. ainda. seu comparecimento espontâneo supre a ausência de citação (art. sua posição se enquadra na hipótese de assistência litisconsorcial (art. “Se não houvesse esperança. A Seção negou provimento ao agravo. em razão de comprovada fraude no certame. Trata-se de nulidade de concurso para provimento de cargos em prefeitura decretada em ação civil pública (ACP).469-DF. para anular a Portaria do Ministério da Educação n. pois tem a pretensão de ingresso no feito para defender diretamente direito próprio. com esse entendimento. Teori Albino Zavascki. não estaríamos lutando”. Trata-se de agravo regimental interposto pela profissional habilitada em optometria contra decisão que a inadmitiu como litisconsorte passiva necessária. DJ 10/9/2007. Min. Assim. REsp 968. Ressaltou-se. Quanto à nulidade por ausência dos aprovados como litisconsortes necessários.948 – que determinou a emissão e registro de diplomas no referido curso – e. também. Terceiro.

Assevera que aquela decisão transitada em julgado não atinge o réu que não integrou o polo passivo da ação. DJ 26/02/2007. Min.853-GO. em vez da ação rescisória prevista no art. é cabível a qualquer tempo a ação declaratória de nulidade. no curso do pedido de vista dos autos. Benedito Gonçalves. que ocorrem. nesses casos. ao prosseguir o julgamento. daí configurada a conexão a autorizar o litisconsórcio passivo (art. a recorrente ajuizou ação anulatória de débito tributário em desfavor do segundo município. o Min. AR 569-PE. vê-se que ambas as demandas ostentam causa de pedir comum: a prestação de serviços que desencadearam a obrigação de recolher o ISS. Desse modo. Relator. ressalta não desconhecer a existência de respeitável doutrina e jurisprudência que defendem a admissibilidade da ação rescisória na hipótese. no entanto posiciona-se em sentido diverso. Precedentes citados do STF: RE 96. Com esse entendimento. Rel. 485 do CPC. do CPC). Relator que este Superior Tribunal. REsp 727. que ainda são consideradas inexistentes. não estaríamos lutando”. O conflito de interesses instaurado entre os municípios não é empecilho à inclusão de ambos na demanda. prossiga o feito. do STJ: REsp 62. para que. Cobrança. porém foi surpreendida com a cobrança. a ação principal tramitou sem que houvesse citação válida de litisconsorte passivo necessário. Falta. extinguiu a ação rescisória sem julgamento de mérito. (Autor desconhecido) . Rel. Observa. não há como vislumbrar incompatibilidade dos pedidos formulados em virtude do caráter sucessivo que lhes conferiu a petição inicial: esse escalonamento contorna pretensa falta de harmonia entre os pleitos. a fim de que possam apresentar suas contrarrazões. por afrontar o princípio do contraditório. Mauro Campbell Marques. Assim.374-GO. A recorrente recolheu o ISS a determinado município. Iss. decidiu anular todo o julgamento iniciado e determinou que os litisconsortes passivos sejam intimados neste Superior Tribunal. ter sido anexada petição para juntada de substabelecimento a qual evidenciou a existência de litisconsortes passivos necessários. a nulidade por falta de citação deve ser suscitada por meio de ação declaratória denominada querella nullitatis. 46 do CPC e não haja incompatibilidade absoluta de competência e procedimentos. STJ Informativo 448 – 1ª Seção “Se não houvesse esperança. com pedido sucessivo de repetição de indébito contra o primeiro. Intimação. 485. Em vez de ação rescisória. e AR 771-PA. porém não registrados no tribunal de origem.LITISCONSÓRCIO 22/76 Qo. pois não há previsão quanto à inexistência jurídica da própria sentença atingida de vício insanável. atinge a eficácia do processo em relação ao réu e a validade dos atos processuais subsequentes. por exemplo. 46. há que reintegrar ao pólo passivo da demanda o município indevidamente excluído pelo juízo e devolver os autos a ele para que dê continuidade ao feito. julgada em 11/5/2010. ausente ou sendo nula a citação. Da interpretação do art. Diante disso. ou ainda quando prolatadas em processo em que falta citação válida ou quando o litisconsorte necessário não integrou o polo passivo. Min. do ISS referente à mesma atividade desempenhada. Por fim. por outro município. III. Min. Querella nullitatis. que exige a existência de decisão de mérito com trânsito em julgado. a Turma. em questão análoga. Precedente citado: REsp 639. jungida às características do litisconsórcio eventual. Castro Meira. essas sentenças não se enquadrariam nas hipóteses de admissão da ação rescisória (art. a partir daí. quando as sentenças são proferidas sem assinatura ou sem dispositivo. decidiu no mesmo sentido e o Supremo Tribunal Federal também entende que a existência da coisa julgada é condição essencial para o cabimento da ação rescisória. o que resultou na falta da devida intimação deles para apresentar contrarrazões. DJ 1º/8/2005. Rel.565-SC. QO no RMS 30. local em que prestou serviços de engenharia. Esse vício. §§ 1º e 2º). de sentenças tidas como nulas de pleno direito. Relator em virtude de. Trata-se de questão de ordem suscitada pelo Min. por maioria. DJ 17/12/2004. segundo o Min. Nesse contexto. desde que atendidos os requisitos genéricos do art. No caso dos autos. DJ 30/8/1983. Litisconsorte passivo necessário. Assim. é viável o ajuizamento conjunto de ações conexas pela causa de pedir com pedidos sucessivos contra réus diversos (litisconsórcio eventual). sendo certo que essa situação de antagonismo é própria do litisconsórcio eventual. por unanimidade. Litisconsorte. julgado em 19/3/2009. Citação. Trata-se. Dois municípios. ainda. I a IX. julgada em 22/9/2010. 289 do CPC. a Seção. Diante disso. que não possui prazo para sua propositura.185-SC.233-SP. motivo pelo qual.

quando ele ingressa recorrendo. o terceiro assistente intervém sem ser chamado para tal. que não é parte no processo. A regra segundo a qual a assistência é modalidade de intervenção de terceiros voluntária. O assistente só intervém se quiser. mas é assistência na fase recursal. Ou seja. Intervém se ele ficar sabendo da existência da ação. (Autor desconhecido) . Quando o terceiro é chamado a intervir é modalidade de intervenção provocada. Assistência32 33 Oposição (AD EXCLUDENDUM) Ou provocadas ou Coactas – aqui o terceiro ingressa porque é obrigado34 CLASSIFICAÇÃO Intervenções Provocadas ou Forçadas Provocada pelo autor Denunciação da lide Chamamento ao processo Nomeação à autoria Provocada pelo réu Macete: As que começam com vogal são Espontâneas e as que começam com consoante são Provocadas Embargos de terceiro: Há quem entenda que os embargos de terceiro seria mais uma hipótese de intervenção de terceiros. há sempre intervenção de terceiro forçada. Na intervenção de terceiro a gente tem a seguinte figura: A e B litigando e um terceiro querendo ingressar no processo.INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 23/76 CONCEITO É o meio processual através do qual o terceiro. o assistente não é chamado a intervir. não será chamado a intervir. ou seja. Aqui o terceiro ingressa porque quer. não estaríamos lutando”. Há assistência voluntária nesse senti do. a forma como ele ingressará é que dará ensejo as modalidades de intervenção de 3 o. 34 Citação: observação: quando há citação. Um motivo leva um terceiro a intervir e de alguma forma ele intervém. é todo aquele que não é parte no processo. o réu ou o objeto da demanda. 32 31 “Se não houvesse esperança. ingressa na relação processual em razão de relação jurídica que envolva o autor. isso é recurso de terceiro prejudicado. Topologia: Apesar de estar fora do capítulo de intervenção de Terceiros 33 Recurso de terceiro prejudicado . Observação: o tema é altamente polêmica variando de autor par ato administrativo abordagem!!! Parte Terceiro Intervenções Voluntárias ou Espontâneas31 Parte é todo aquele que pede e aquele em face de quem se pede alguma coisa Por exclusão.Assistência na fase recursal: sobre o assistente. Só nesse caso é que irá intervir.

AMICUS CURIAE? Existem hipóteses que mesmo excluindo o outro. mas permanecerá no processo em razão de sua legitimidade passiva. em decorrência de sua legitimidade passiva. 35 “Se não houvesse esperança. (Autor desconhecido) . 77/80) Quando terceiro ingressa no processo para substituir uma das partes Oposição (art. 70/76) Chamamento ao processo (art. 50/55) Recurso de terceiro prejudicado (art. Logo “A” nomeará à autoria “B”. não estaríamos lutando”. sendo considerado pelo STF como “colaborador informal do juízo”. 499) Denunciação da lide (art. mas ele sé é proprietário de 25m². 56/61) Nomeação à autoria35 (62/69) Amigo da corte: Há quem entenda que o “amigo da corte” é uma espécie especial (sui generis) de terceiro interveniente. Assistência (art.INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 24/76 Coadjuvantes Excludentes (AD CODIUVANDUM) Quando o terceiro ingressa no processo por ter uma relação jurídica com uma das partes. sem substituí-la. É o que ocorre na hipótese que “A”é demandado como se fosse dono de um terreno de 50m². se ndo tão somente caseiro (detentor) da outra metade que pertence a “B”. o nomeante à autoria permanece no processo. por ser dono da outra metade do terreno.

§ 3o A sentença. não altera a legitimidade das partes. sem que o consinta a parte contrária.Seção II . socorrer 38 Vide STJ: MS 10. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. 280. por ato entre vivos. que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. 42. 50. Ocorre quando terceiro que tem interesse jurídico na causa ingressa na relação processual com o objetivo de auxiliar uma das partes a obter uma sentença favorável a ela. assistindo o alienante ou o cedente. § 2o O adquirente ou o cessionário poderá. salvo a assistência. substituindo o alienante. poderá intervir no processo para assistila. pois não formula pedido e nada se pede em face dele. ajudar. a título particular. mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. ou o cedente. estende os seus efeitos ao adquirente ou ao cessionário. Art. no entanto. não estaríamos lutando”. Não há possibilidade de o assistente ingressar no processo. Parágrafo único. ocorrendo a mesma situação em se tratando de “recurso de terceiro prejudicado”. o terceiro. intervir no processo. (Redação dada pela Lei nº 10. Rel. o entendimento plenamente majoritária é o de que a assistência é modalidade de intervenção de terceiros.Da Assistência37 (arts 50 a 56) Art. validamente.444. 37 Significa prestar auxílio ou assistência a. NATUREZA JURÍDICA Sendo espécie de legitimação extraordinária. sendo mero auxiliar É fundamental a presença de interesse jurídico38. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. DJ 22/10/2007 “Se não houvesse esperança. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição. A alienação da coisa ou do direito litigioso.597/DF. sem que esteja buscando a vitória do assistido Espécie de intervenção de terceiro voluntária e coadjuvante. julgado em 27/06/2007. O assistente não é parte.ASSISTÊNCIA 25/76 CONCEITO CPC – livro I . de 2002) Art. § 1o O adquirente ou o cessionário não poderá ingressar em juízo. (Autor desconhecido) . Ministro João Otávio Noronha. proferida entre as partes originárias. na qual o assistente simples é parte secundária sempre ficando submetido à parte principal 36 Apesar de estar fora do capítulo VI do CPC que trata da intervenção de terceiros. que não se confunde com o interesse pessoal ou meramente financeiro. Primeira Seção.

será considerada parte.: interesses de outra natureza não justificam a assistência. podendo juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria e. Destaque-se que a intervenção da União. juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria e. não estaríamos lutando”. independentemente da demonstração de interesse jurídico39. Aos juízes federais compete processar e julgar: I . as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. para fins de deslocamento de competência. nos moldes do art.as causas em que a União. exceto as de falência. esta deverá ser indeferida de plano pelo juiz. hipótese em que. Art. nas causas cuja decisão possa ter reflexos. Essa regra não se aplica às pessoas jurídicas de direito público. para fins de deslocamento de competência. se for o caso. sociedades de economia mista e empresas públicas federais. 50 caput: Jurídico Existência de uma relação jurídica entre uma das partes e o terceiro assistente Possibilidade de vir a sentença a influir na referida relação Obs. 109. Assim sendo. assistentes ou oponentes. ainda que os reflexos sejam meramente indiretos e de natureza meramente econômica. As pessoas jurídicas de direito público PODERÃO. recorrer. recorrer. INTERESSE Patrimonial 39 Ou seja. a lei está admitindo uma assistência sem interesse jurídico.ASSISTÊNCIA 26/76 Art. a assistência não se confunde com a modalidade intervenção sui generis prevista na Lei 9. caso seja requerida assistência sem interesse jurídico. serão consideradas partes. 40 CRFB Art. se for o caso. intervir. empresa pública ou fundação federal geram o deslocamento da competência para a justiça federal40. A lei exige um interesse econômico ou de fato. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras.469/97 (assistência atípica). hipótese em que. 5º A União poderá intervir nas causas em que figurarem. 50 caput do CPC LEI Nº 9. ainda que indiretos. Em regra. “Se não houvesse esperança. para justificar a sua intervenção no processo. para esclarecer questões de fato e de direito. como autoras ou rés. rés. autarquias. de natureza econômica. Nesta.469/ 1997. Parágrafo único. uma assistência atípica. basta que a pessoa jurídica de direito público vislumbre a possibilidade de ser atingida pela sentença. fundações públicas. podendo esclarecer questões de fato e de direito. autarquia. (Autor desconhecido) . independente da demonstração de interesse jurídico.

(Alcides Mendonça Lima. repele aplicação de normas desse Estatuto que lhe contrariem regras expressas. senão figura que. Tribunal Pleno. 191). 10. Seu cabimento tão-somente em embargos do devedor. p. I. Admitir-se-á o litisconsórcio. a lei específica. previsto no art. assistência ou intervenção de terceiros. 2007. como porque exige. Não se admitirá. desde que se vislumbre a 2ª corrente possibilidade do assistente simples ser atingido reflexamente pela sentença (Ubiratan de Couto Maurício: Assistência Simples).Admite sem contestações (por todos: Nelson Nery 1ª corrente Junior. Rel. não estaríamos lutando”.ASSISTÊNCIA 27/76 Art. e o recebendo no estado em que se encontra”. por natureza. Vide STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4. em razão da ausência de lide. a qual. 46 a 49 da Lei nº 5. Assistentes em sede de recurso extraordinário: Nessa linha. não por outra razão. conquanto destituído de eficácia suspensiva do processo. não se acomoda à celeridade votada à ação de segurança. excluiu todas as modalidades de intervenção. Majoritária . (Autor desconhecido) .414/DF (Rel. no seu caráter manifestamente sumário. Lei nº 12. 16 ed. desde 1974. concerne à regularidade subjetiva do processo.016/2009 art. Mandado de segurança42 O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir. tendente a servir à presteza ideal imposta pela natureza teórica da pretensão nele deduzida. podendo reconhecida de plano e sem estrépito.Código de Processo Civil. em cujo seio. Ministro Barros Monteiro.869. Min. mas apenas a realização material do direito do credor. 51 do mesmo Código . 41 “Ninguém tem dúvida de que. 24 Aplicam-se ao mandado de segurança os arts. DJ 21/08/2000). Ministro Joaquim Barbosa. perante o padrão ordinário disciplinado pelo Código de Processo Civil. no processo. DJ de 21/11/2003. CEZAR PELUSO. (Alexandre Freitas Câmara. Vol. a presença de todos quantos devam suportar a eficácia da sentença mandamental”. ou titular de direito conexo. de 11 de janeiro de 1973 . Humberto Theodoro Júnior). pois. assim porque não exclui do pólo ativo quem apareça como co-titular do direito subjetivo afirmado. 42 Esse contraditório incidental. tal como a oposição. a princípio estaria afastado o cabimento da assistência. o procedimento do mandado de segurança tem. Lei nº 9. Não cabe assistência no processo objetivo (controle concentrado de constitucionalidade). Lumen Juris. INCOMPATIBILIDADE Execução Juizado especial Controle concentrado Admite a assistência simples.099/95 Art. mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra41. no processo de execução. julgado em 18/05/2000. no processo cautelar e nos procedimentos especiais.. pois na execução em si não haveria o que auxiliar. In MS 24. sua especialidade. CABIMENTO A assistência é admitida no processo de conhecimento (seja ordinário ou sumário). Comentários ao CPC). respectivamente. 9) “Se não houvesse esperança. informativo do STF 496) e recurso especial (AgRg no REsp 196656/RJ. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição. e em qualquer grau de jurisdição. Lições de direito processual civil. p. ingressar no processo em qualquer de suas fases.337 – RJ 1ª corrente Jurisdição Voluntária Pela teoria clássica. o STF e o STJ admitem o ingresso de assistentes em sede de recurso extraordinário (RE 550. Rel. O litisconsórcio não é forma de intervenção de terceiro. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. e é ainda de todo incompatível com o chamado "incidente de intervenção". sendo que a execução forçada 2ª corrente não se destinaria a uma sentença. podendo o assistente.769-QO/RJ. 50 Parágrafo único. no passivo. “A assistência é cabível a qualquer tempo. em mandado de segurança. Quarta Turma.

a ação de despejo tem que ser proposta em face do sublocador. dizendo-se legítimo possuidor. há uma relação jurídica principal que é a relação de locação. Caso o locador. o assistente Não defende direito próprio. Nessas demandas. o terceiro. Como a posse do locatário é contratual primeiro precisa rescindir o contrato.se . por possuir uma relação jurídica com o sublocador. essa ação de despejo na doutrina é implicitamente uma ação de rescisão 47 Art. 43 Lei nº 8. que é um contrato de locação. Essa ação de despejo é na verdade uma ação de rescisão contratual cumulada com reintegração de posse. o sublocatário. O locatário até sem o consentimento do locador pode fazer sublocação ou contra a vontade dele. mas o pedido não será julgado procedente porque não há relação jurídica transferiu ao locatário a posse direta. O assistente simples é titular de uma relação jurídica distinta da discutida em juízo. que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. Então. Em síntese: aqui. celebra um contrato de sublocação. Ele poderia ser litisconsorte. terminando o processo. “Se não houvesse esperança. casos em que. Se o locador obtiver êxito na ação de despejo que promove contra o locatário/sublocador quem terá que desocupar o imóvel será o sublocatário (terceiro atingido reflexamente pela sentença). pode recorrer contra a decisão judicial proferida no processo. EXEMPLO CLÁSSICO . 2º Qualquer que seja o fundamento da ação dar . não promova a denunciação do locatário à lide. essa infração contratual consistente em dar a coisa em sub-locação sem que o locador consinta é motivo suficiente para uma ação de despejo. o locatário praticou uma infração contratual. (Autor desconhecido) . de que trata o artigo 499 do CPC. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido.á ciência do pedido aos sublocatários. mas não interveio. quando ajuíza a ação de despejo ele quer o bem de volta. despejo. aquele que teria interesse jurídico para intervir. ele apenas auxilia uma das partes. na verdade ele que a posse direta de volta. Então.ASSISTÊNCIA 28/76 PODERES DO ASSISTENTE Assistência Simples ou Adesiva Art. 44 Esse recurso da pessoa que poderia ser assistente é o chamado recurso de terceiro prejudicado. pode recorrer contra a decisão proferida nesse processo44. ele ser reintegrado na posse. Não tem relação jurídica de direto material com a parte contrária. ou outra parte do feito. por isso que ele ingressa. que poderão intervir no processo como assistentes. Então. 4748 Não recebe o mesmo tratamento que o litisconsorte Distinção . Então. de acordo com a teoria da asserção é só incluído no pólo passivo quem tem legitimidade. O locador na qualidade de autor vai ajuizar uma ação em face do locatário (réu). Já o assistente simples não teria legitimidade para ser litisconsorte. no que tange ao objeto do processo. Resta. Então. porém. mas recebe outro nome. provado o seu interesse jurídico no julgamento favorável ao locador. ele não é titular da relação jurídica discutida no processo. 59. julgue os itens a seguir. Em razão dessa dependência a decisão proferida no processo poderá atingir o assistente. porém. Na verdade o locador conservou a posse indireta. 45 Nesse exemplo clássico de assistência é obrigatória sua notificação (a lei usa a expressão “dar a ciência”) para intervir como assistente. então. 46 Então. este não poderá ingressar no feito em tal condição. essa rescisão contratual cumulada com reintegração de posse ganhou um nome específico. se o locador não concorda ou nega expressamente e mesmo assim ele celebra o contrato. porque a relação jurídica que se discute no processo não lhe pertence. a possibilidade de o locatário ingressar no feito como assistente. não estaríamos lutando”. desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos. Contrato travado entre locador e locatário – relação jurídica locatícia. Ele pode celebrar o contrato. Aquele que poderia ser assistente simples mais ainda não ingressou.assistente litisconsorcial: o assistente litisconsorcial é titular da relação jurídica de direito material discutida no processo. pleiteie a posse do bem locado. cessa a intervenção do assistente. 48 (Cespe/ DPE Alagoas 2009) Considerando que o locador de um imóvel comercial seja citado para responder a uma ação em que terceira pessoa. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. O sublocatário não tem legitimidade para figurar no pólo passivo. poderá intervir no processo para assisti-la. dependente da relação jurídica discutida no processo 43.É o caso do sublocatário. 50. até porque se cuida de hipótese de intervenção de terceiros provocada. 53. o assistente simples tem uma relação jurídica dependente daquela discutida no processo. possui interesse jurídico que o legitima a intervir na condição de condição de assistente simples da parte ré45 46. Não é possível desocupar o bem sem a rescisão do motivo que faz réu estar no bem. despejo. quer contratual. Então. de direito material entre locador e sublocatário.245/91 Art.

prestar depoimento pessoal. o assistente será considerado seu gestor de negócios. Art. Produção de provas Pode produzir provas. aditar a petição inicial ou a contestação. “Se não houvesse esperança. apresentar razões. terminando o processo. participar das audiências etc. Prática de atos dispositivos pela parte principal Prática de atos dispositivos pela parte principal: o assistente simples não participa de atos dispositivos. contudo tal gestão somente dá-se no âmbito processual. opor exceção de incompetência. Art. cessa a intervenção do assistente. recorrer. transigir sobre o objeto litigioso. Art. Tratamento Pagamento de Custas É condenado nas custas proporcionais Art. o assistente será condenado nas custas em proporção à atividade que houver exercido no processo.ASSISTÊNCIA 29/76 Se for ASSISTENTE SIMPLES49. desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos. O assistente será “gestor de negócios”. exercerá os mesmos poderes e sujeitar-se-á aos mesmos ônus processuais que o assistido. pois mesmo o assistente litisconsorcial não pode impedir a prática de atos pelo assistido. 52. requerer diligências. 52. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. 53. há quem admita a oposição da exceção de incompetência pelo assistente. 49 Sendo assistente litisconsorcial aplica-se o art. Se o assistido ficar vencido. não pode. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido. (Autor desconhecido) . porém. reconvir. Parágrafo único. confessar. 32. não estaríamos lutando”. reconhecer a procedência do pedido. Gestor de Negócios Se o assistido for revel. Atuação Subordinada Como por exemplo: desistir da ação. ajuizar ação declaratória incidental. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente. Sendo revel o assistido. toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. O assistente atuará como auxiliar da parte principal. casos em que. praticar atos que digam respeito à lide das partes. 54. Na verdade é caso de substituição processual. se o assistido réu não o fez no prazo da resposta – se o assistido for revel. modificar o pedido ou a causa de pedir. 54: Art.

O assistente ingressa no processo para auxiliar uma das partes e com isso também defender direito próprio. O assistente também é titular da relação jurídica discutida no processo. quanto ao pedido de intervenção. toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. Ex.  Tem relação jurídica de direto material com a parte contrária. (Autor desconhecido) .: caso do co-proprietário que decide intervir no processo movido pelo outro co-proprietário em face de terceiro. o assistente  Defende direito próprio. no que tange ao objeto do processo. o disposto no art. O assistente tem relação jurídica de direito material com a parte contrária vinculada com a mesma demanda. sua impugnação e julgamento do incidente. 51. não estaríamos lutando”. Em síntese: aqui.ASSISTÊNCIA 30/76 Assistência Qualificada ou litisconsorcial Art. 54. Parágrafo único. não auxiliando diretamente uma das partes.  Recebe o mesmo tratamento que o litisconsorte “Se não houvesse esperança. Aplica-se ao assistente litisconsorcial. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente.

deve-se aplicar o princípio da comunhão das provas. ele poderá renunciar. Direito material Direito processual Atos de disposição de Direito Renúncia. mas sim do art. gerando efeitos apenas para ele. Deste modo. porém. não prejudicando. o art. 54]. que. 320. Art. ele não assume esta posição. a ideia da autonomia é afastada sempre. Se o litisconsórcio for unitário. Se um dos litisconsortes unitário quiser renunciar seu direito de recorrer. não gera efeito nem pra quem praticou e nem para os demais litisconsórcios. a autonomia do art. assim. Não se aplica o art. 48 é inaplicável a qualquer litisconsórcio seja ele simples ou unitário51. reconhecimento jurídico do pedido e transação (sucumbência recíproca). mas é como se fosse. Dinamarco). entende que o art. No tocante aos outros direitos processuais. Assim. no entanto. I do CPC é sempre aplicável. o assistente litisconsorcial passa a ser litisconsórcio facultativo unitário. 350. 509. “Se não houvesse esperança. é ineficaz se não for praticada por todos. 48 do CPC. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. Sua atividade não se sujeita à vontade do assistido. os litisconsortes. algum deles contestar a ação. dispondo que a confissão de um litisconsorte somente vincula a ele (confitente). mas não evita que os outros litisconsortes pratiquem o ato. 320. 509 se limita ao litisconsórcio unitário. Art. No entanto. 509. A confissão judicial faz prova contra o confitente. com a sua admissão ao processo. por exemplo. Barbosa Moreira. desistir da ação. a confissão de um dos litisconsortes não tem o mesmo poder de persuasão que a confissão feita por um réu único. e. 48 é aplicável. renunciar ao direito sobre que se funda a ação ou reconhecer a procedência do pedido. ou seja. como qualquer outro meio de prova. se o ato praticado for benéfico. o Código tem a intenção de dispor que o juiz deve analisar a confissão perante as outras provas produzidas. ou seja. 350. contudo. Os atos de disposição de direito material somente geram efeitos se praticados por todos os litisconsórcios. ele gerara efeito também para quem não o praticou. Na verdade. Não pode. no caso do litisconsórcio simples não há a aplicação do art. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. A revelia não induz. o art. Provas 50 O assistente litisconsorcial é considerado como um verdadeiro litisconsorte [CPC: art. 48. a função da confissão. apesar de ser um ato processual. alterar o pedido ou a causa de pedir. estes atos seriam desprovidos de eficácia se a eles se opusesse o assistido. Vigora o princípio da comunhão das provas. vigora a autonomia dos atos. isso ocorrendo. ajuizar ação declaratória incidental. pode agir com absoluta independência e autonomia em relação à parte assistida. a prova produzida passa a ser uma prova do processo independentemente de quem a produziu.ASSISTÊNCIA 31/76 Tratamento Para a maioria da doutrina. Ou seja. ou seja. ou seja. não estaríamos lutando”. (Autor desconhecido) . 51 O art. Sendo assim. havendo pluralidade de réus. é convencer o juiz. o ato praticado por um só dos litisconsortes é plenamente ineficaz. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . Art. Para Alexandre Freitas Câmara. O mesmo ocorre com a desistência. praticar os seguintes atos: reconvir. ele não é (pois não formula pedido e em face dela nada é formulado). Envolve o direito de ação (desistência do processo) e outros direitos processuais. apenas passa ser tratado desta forma50.se. todavia. Revelia Recursos A doutrina majoritária (STJ. caput do CPC trata da confissão como meio de prova. Contudo. De fato.

fora impedido de produzir provas suscetíveis de influir na sentença (ausência de ampla defesa).: o assistente simples nunca suporta a coisa julgada material porque ele não é titular da relação jurídica de direito material 52 Súmula 641 – Não se conta em dobro o prazo para recorrer. II . entretanto. Transitada em julgado a sentença. o assistente não ficará vinculado à justiça da decisão. Isso pode ocorrer em razão do momento do ingresso ou em razão da atuação do assistido. Já para o assistente o que se torna imutável é a justiça da sentença.ASSISTÊNCIA 32/76 Art. A eficácia da intervenção está ligada à imutabilidade e indiscutibilidade da justiça da decisão. O art. não estaríamos lutando”. cumpre esclarecer que. Art. por isso. em processo posterior. por dolo ou culpa. em grau recursal não haverá mais litisconsórcio. se o assistente litigar em outra demanda contra o autor ou o réu da demanda inicial não poderá mais voltar a discutir os fundamentos da decisão anterior. omitir alegações e provas que poderiam ser usadas na demanda judicial. de modo geral. Interessante observar que. São casos de exceptio male gesti processus: a) Sempre que o assistente não conseguir atuar de forma significativa no convencimento do juiz. Assim. (Autor desconhecido) .pelo estado em que recebera o processo. este não poderá. Verifica-se se decisão é justa analisando-se os seus fundamentos. Justiça da Decisão Obs. acaba tendo uma atuação menos efetiva do que poderia ter tido. discutir a justiça da decisão53. o prazo recursal será simples. Importante: o assistente será alcançado tanto pela justiça da decisão (pelo fato de ser assistente) como pelo dispositivo da sentença. Dessa forma. pra todos os recursos subseqüentes o prazo será simples. percebe-se que se houver mais de um litisconsorte sucumbente com o mesmo patrono o prazo também será simples. para falar nos autos. São os argumentos que firmaram o convencimento do magistrado. ou pelas declarações e atos do assistido. de modo que poderá tornar a discuti-la em demanda futura. se este impedir que o assistente participe de forma mais contundente. b) Quando a postura assumida pelo assistido. de que o assistido. 53 Mas o que é que significa justiça da decisão? Justiça da decisão nada mais é do que a fundamentação utilizada pelo juiz na sentença. 55. já que somente este possui interesse recursal. por culpa ou dolo. na causa em que interveio o assistente. para recorrer e. uma vez configurada uma das hipóteses dos incisos I e II. do CPC. Essa eficácia da intervenção. no entanto. não é absoluta. Entretanto. assim. Assim. salvo se alegar e provar que: I . Quando um juiz profere uma sentença de mérito apenas o dispositivo é alcançado pela coisa julgada material . as razões de decidir. “Se não houvesse esperança.desconhecia a existência de alegações ou de provas. os fundamentos fáticos e jurídicos tornam-se imutáveis e indiscutíveis para o assistente. Pelos precedentes da súmula.qualidade que o torna imutável e indiscutível – vinculando as partes. do art. não basta que haja litisconsórcio. ou seja. O assistente desconhece tais provas ou alegações e. o assistente não poderá voltar a discuti-la em outro processo. Pode-se concluir ainda que se somente um litisconsorte recorrer. 55. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. 191 do CPC prevê um prazo em dobro para todo ato processual. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. 191. no caso do assistente. pois se exige que haja também uma pluralidade de advogados52. não se valeu. opera-se justamente o contrário do que ordinariamente ocorre. Para o assistente a justiça da decisão é imutável e indiscutível. A Súmula 641 do STF dispõe que havendo apenas um litisconsorte sucumbente. Prazo Não há diferença entre os litisconsortes simples e unitários.

Porque ele dá impressão de que se não houver a impugnação está deferido o pedido de ingresso e não é assim automático. o incidente. Admitia-se a assistência porque o pedido de assistência não provoca tumulto na relação processual. Se qualquer das partes alegar. autorizará a produção provas. 56 É decisão interlocutória pelo simples fato de não estar nos artigos 267 e 269. 50. caso em que seria uma sentença. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. o Todo aquele que desejar intervir no processo na condição de terceiro. 54 “Se não houvesse esperança. Requerimento Impugnação A doutrina diz que esse artigo 51 não pode ser interpretado literalmente. Então. Se o interesse jurídico não estiver presente o juízo deve indeferir o ingresso do terceiro. III . o Se houver impugnação. agravo retido. A decisão do juiz que admite ou não o ingresso de terceiro. a princípio. decidirá no prazo de cinco dias Art. segundo entendimento majoritário.autorizará a produção de desentranhamento da petição e da impugnação. Tumulto no processo: O pedido de assistência não pode provocar tumulto no processo. processo para assisti-la. dependerá do resultado da decisão: a) contra a decisão que indefere o pedido de assistência cabe agravo de instrumento. a lei admite a assistência em todo e qualquer procedimento. pelo que a sua não observância não gera preclusão. é uma decisão I . a fim de serem autuadas Havendo impugnação (que deverá se voltar à demonstração de em apenso. sem interlocutória. no entanto. o procedimento não é afetado pelo pedido de assistência. salvo demonstrada a possibilidade de lesão grave ou de difícil reparação (por todos: Athos Gusmão Carneiro. que tiver interesse jurídico assistente deverá requerer sua intervenção por meio de petição em que a sentença seja favorável a uma delas. SEM SUSPENSÃO do processo. (Autor desconhecido) . poderá intervir no demonstrando o interesse jurídico que a justifique. porém. 51. porque ou não há impugnação e juiz decide nos próprios autos ou há impugnação e forma-se um apenso que não suspende o processo. autua em apenso para o juiz decidir. Assim sendo. o juiz decide nos próprios autos54. de prova (se necessária) e.ASSISTÊNCIA 33/76 PROCEDIMENTO DA ASSISTÊNCIA Art.decidirá. o pedido do assistente “será” deferido. suspensão do processo. o magistrado. que falece ao assistente interesse jurídico para intervir a bem do assistido. 55 Trata-se de prazo impróprio. impugnação.determinará. O ingresso de terceiro com assistente depende da presença de interesse jurídico. b) contra a decisão que defere o pedido de assistência cabe. o juiz: Decisão A decisão do juiz. de 5 Agravo A modalidade. não estaríamos lutando”. na seqüência. o juízo deve analisar o interesse jurídico. mesmo que as partes não ofereçam impugnação. que não admitia a intervenção de terceiro (até recente reforma) salvo assistência. Não havendo impugnação dentro de 5 (cinco) dias. até mesmo no sumário. determinará o II . se revestirá da natureza de decisão interlocutória56 desafiando recurso de agravo. Intervenção de Terceiros). dentro (cinco) dias55. Se desentranhamento da petição e da não houver impugnação. que falece ao terceiro interesse jurídico que justifique a intervenção).

poderá requerer Ihe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos. defende bens que. não estaríamos lutando”. dispondo do mesmo prazo de que dispõem as partes para tal. § 3o Considera-se também terceiro o cônjuge quando defende a posse de bens dotais. pelo título de sua aquisição ou pela qualidade em que os possuir. podendo o terceiro interpor qualquer dos recursos que às partes é lícito oferecer. em casos como o de penhora. CPC Art. ordinariamente. § 2o Equipara-se a terceiro a parte que. mas não fez antes da decisão.046. partilha. sofrer turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial. tendo por objeto a discussão sobre a ilegalidade da constrição judicial * os embargos de terceiro podem ser preventivos. mas o do próprio assistido A assistência em qualquer ato e vai durar o tempo que durar o processo. abertas às partes. ou apenas possuidor. reservados ou de sua meação. não sendo parte no processo. alienação judicial. 57 Crítica: o Ministério Público na verdade tem legitimidade para recorrer nos processos em que oficiou. como naqueles em que oficiou como fiscal da lei57. Diferença de Embargos de Terceiro O direito material da ação principal é irrelevante. § 2o O Ministério Público tem legitimidade para recorrer assim no processo em que é parte. 82 CPC) “Se não houvesse esperança. pretendendo fazê-lo agora com o fim de atacar o provimento judicial que lhe acarreta prejuízo. não podem ser atingidos pela apreensão judicial. Diferença de Assistência Na assistência não se defende apenas interesse próprio.ASSISTÊNCIA 34/76 RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO Art. § 1o Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial. arrolamento. O recurso pode ser interposto pela parte vencida. próprios. inventário. arresto. seqüestro. O Brasil possui um sistema no qual para o terceiro são abertas as mesmas vias recursais que são. Quem. depósito. como naqueles em que devia oficiar (art. mas tão somente a ameaça dela. cabendo ainda que não haja constrição. 499. (Autor desconhecido) . enquanto o Recurso de terceiro prejudicado dura enquanto durar esse recurso. posto figure no processo. É uma autorização para que o terceiro prejudicado utilize as mesmas formas de impugnação (recursos) que as partes podem utilizar para atacar determinada decisão Terceiro legitimado a recorrer é aquele que poderia ter intervindo no processo. § 1o Os embargos podem ser de terceiro senhor e possuidor. pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público. arrecadação. 1.

salvo a assistência. nem ele conseguiu entender 60 Qualquer recurso pode ser interposto por terceiro prejudicado. a dúvida já foi expurgada do ordenamento. ficando. pouco importa se a relação jurídica é direta ou indireta. (Redação dada pela Lei nº 10. ou seja.CONTRADIÇÃO. porque este recurso tem um problema. . pois se o caro tem dúvida.444. este é o único problema em relação ao recurso extraordinário.OBSCURIDADE. segundo Alexandre Câmara. pois ele não tem como ter pré-questionado anteriormente. nada impede que o sublocatário apele contra a sentença que decretou o despejo. (Autor desconhecido) . só que ele vai buscar o recurso para anular tudo. 280. que tem que mostrar o interesse jurídico que pode ser direto ou indireto. ou melhor. pois o terceiro prejudicado tem que primeiro entrar com o embargo de declaração59. não existindo este. uma vez que é terceiro. uma vez que. mas se ele é titular tudo bem. “Se não houvesse esperança. pois Alexandre Câmara menciona isto. por ser ele terceiro juridicamente interessado que sofreu prejuízo com a intervenção. ninguém entendeu o que o Alfredo Buzaid quis dizer com dúvida. (comprovação de prejuízo) Ele precisa demonstrar interesse jurídico na causa.é o Agravo Retido. porque classicamente o recurso do terceiro prejudicado é aquele que tem interesse jurídico indireto. até porque dúvida numa ação judicial é ridículo. 499. todos os outros são suscetíveis de interposição pelo terceiro prejudicado.OMISSÃO. a exi stência de qualquer tipo de prejuízo". pode o sublocatário consentido intervir no processo como assistente simples do locatário. 58 Ele não tem obscuridade. o prejuízo de uma relação jurídica causado pela decisão recorrida. não poderia ele ter intervindo no processo. é caso até de ineficácia porque teria que se falar numa posição de litisconsórcio necessário é um caso até de ineficácia. impedido de intervir através da interposição de Autorização legal recurso. 60 Contudo segundo Fredie Didier Júnior: "não é da essência do conceito do instituto a existência de prejuízo jurídico. nem contradição e omissão. 59 Ele não está presente no processo. devendo ficar demonstrado o prejuízo jurídico que a decisão acarretou à sua esfera de interesses58. se ele não tem o famoso “OCO” que é: . não tem o que fazer.ASSISTÊNCIA 35/76 Art. que debatia uma outra relação jurídica. Procedimento ordinário É cabível. e ele classifica que pode ser titular da relação jurídica debatida no processo. vai ter que demonstrar no recurso o seu interesse. Não tendo ocorrido tal intervenção. por isso ele não pode agravar retido. de 2002) Cabimento Procedimento sumário Limites Qual o único recurso que não pode ser interposto por terceiro prejudicado? . que é o pré-questionamento. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. por conseguinte. porque ele não foi citado. desde que o terceiro demonstre prejuízo direto pela decisão em face da qual se recorre. não estaríamos lutando”.: ação de despejo. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. § 1o Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial. é um recurso de terceiro prejudicado por nulidade porque ele não foi citado. o exemplo clássico é do sublocatário. porque haveria necessidade de ser ratificado numa eventual apelação. sua relação jurídica s ofreu um prejuízo em face da decisão recorrida. então não decidiu. mas tem a seguinte ressalva do professor que se fosse uma relação jurídica a mesma que foi tratada. . pois tem que primeiro entrar com os embargos de declaração e aí sim suscitar o recurso extraordinário. menos o agravo retido desde que comprove na própria petição. assim como todas as demais hipóteses de intervenção de terceiro Art. Até mesmo o recurso extraordinário. Ex.

Vencidos. podendo fazê-lo da mesma forma do litisconsorte.937-SP. 54 do CPC. na ação possessória. Com esse entendimento. na rescisória. julgado em 3/3/2009. já teria firmado sua convicção. conferiria legitimidade às decisões do STF no exercício da jurisdição constitucional. observadas as normas da Lei Complementar 70/91. REsp 535. ponderou que a jurisprudência antiga era pacífica no sentido de permitir a interposição pelo assistente e de somente a manifestação expressa do assistido poder obstar a impugnação do assistente. Então. (ADI-4071) Recurso. retirasse o feito da pauta para apreciá-los. rejeitou o pedido de intervenção dos amici curiae. pois o prazo recursal somente se inicia com a intimação válida. Nancy Andrighi. salientavam que essa intervenção. e dificilmente mudariam sua conclusão. que admitiam a intervenção. Interposição. Daí. o TJ deferiu o pleito e eles interpuseram embargos infringentes. ao encaminhar o processo para a pauta. tendo em vista o caráter aberto da causa petendi. No entanto. Ressaltavam. Preliminarmente. o Tribunal passou a admitir a sustentação oral do amicus curiae — editando norma regimental para regulamentar a matéria —. bem como à capacidade de absorver argumentos apresentados e desconhecidos pelo relator. Min. incidindo a regra do art. sob uma perspectiva pluralística. há um novo posicionamento formando-se neste Superior Tribunal no sentido de não admitir. Observavam. Para a Min. Ao registrar que. Quanto à possibilidade de recurso interposto apenas pelo assistente. que. Menezes Direito. Presidente. por maioria.11. não constou o nome dos advogados dos assistentes. 4º da Lei 9. mas isso não impediria que o relator. ainda. na preliminar.PSDB contra o art. haja vista que a norma impugnada tivera sua constitucionalidade expressamente declarada pelo Plenário da Corte no julgamento do RE 377457/PR (DJE de 19.430/96. Celso de Mello e Gilmar Mendes. DJ 4/4/2005. não houve recursos e se certificou.2008). o trânsito em julgado. e REsp 491. . reintegrando os autores na posse. DJ 10/10/2006. a ação rescisória julgada improcedente pelo TJ. a hipótese dos autos é de assistência litisconsorcial. Precedentes citados: REsp 59. REsp 585. Min. Entretanto. entendeu-se que permitir a intervenção de terceiros. 22. não houve trânsito em julgado do acórdão em relação aos assistidos. Carlos Britto e Eros Grau. os Ministros Cármen Lúcia. da análise de trecho do acórdão recorrido. às vésperas do julgamento poderia causar problemas relativamente à quantidade de intervenções. desproveu agravo regimental interposto contra decisão que negara seguimento a ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido da Social Democracia Brasileira .JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Intervenção de “Amicus Curiae”: Limitação e Data da Remessa dos Autos à Mesa para Julgamento A possibilidade de intervenção do amicus curiae está limitada à data da remessa dos autos à mesa para julgamento.2008) e do RE 381964/MG (DJE de 26. que proviam o recurso. que solicitaram devolução do prazo recursal. Vencidos. ressaltou-se que a regra processual teria de ter uma limitação. nos quais foi restabelecida a sentença que negou provimento à possessória. no caso dos autos. hoje. Considerou-se que o relator. mesmo já incluído o feito em pauta. a Turma negou provimento ao REsp da autora. a partir do julgamento da ADI 2777 QO/SP (j. Além disso. Trata-se de ação rescisória de possessória em que. nos autos. Mas. Assim. inclusive para o efeito de sustentação oral. os assistentes ingressaram no feito para defender direito próprio – adquiriram posse atingida pela pretensão da autora. o Tribunal. julgando necessário. o qual determina que as sociedades civis de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada passam a contribuir para a seguridade social com base na receita bruta da prestação de serviços. Ao firmar essa orientação. 56 da Lei 9. rel. ao fundamento de que precedentes versados a partir de julgamentos de recursos extraordinários não obstaculizariam uma ação cuja causa de pedir é aberta. interpor recurso. a modalidade de assistência que justificou o ingresso dos ora recorridos como assistentes simples ou litisconsorciais. que seria necessário racionalizar o procedimento. o Tribunal. Carlos Britto. Relatora. que já é excepcional.385MT. entretanto. em que o pronunciamento do Tribunal poderia levar em conta outros artigos da Constituição Federal. razão pela qual os fundamentos trazidos pelos amici curiae pouco seriam aproveitados. com a brevidade das sustentações orais. apesar de o TJ não definir. porque apresentado após a liberação do processo para a pauta de julgamento. ante a manifesta improcedência da demanda. com base no disposto no art. em 27. no silêncio do assistido. manteve-se a decisão agravada no sentido do indeferimento da petição inicial. os quais não examinados nos processos subjetivos em que prolatadas as decisões a consubstanciarem os precedentes. naquela publicação. Por fim. nesse caso. Rel. Não há sentido para limitar o direito do assistente de. Assistente.2003). muitas vezes. a intervenção do amicus curiae. em que a autora ora recorrente (o cônjuge faleceu) questiona a devolução do prazo recursal aos assistentes e a possibilidade de interposição de recurso pelo assistente na ausência de manifestação expressa do assistido.4. também por maioria. DJ 22/4/1997. por maioria.868/99. haja vista que o concurso de muitos amici curiae implicaria a fragmentação do tempo disponível. após publicado o acórdão que deferiu a apelação. No mais. percebe-se que. no mérito. a interposição de recurso pelo assistente. sob pena de se transformar o amicus curiae em regente do processo.964-SP.2009.9. poderia invocar novos fundamentos.291-MG. ADI 4071 AgR/DF.12. no estado em que se encontra o processo. os Ministros Marco Aurélio.

ASSISTÊNCIA

37/76

Assistência: Não cabimento em MS
(STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4.337 – RJ) PROCESSUAL CIVIL. PETIÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. DELEGAÇÃO DE SERVENTIAS. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. OPOSIÇÃO. NÃO-CABIMENTO. PRECEDENTES DO STF. PEDIDO INDEFERIDO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir, em mandado de segurança, assistência ou intervenção de terceiros, tal como a oposição. Inteligência do art. 196162 da Lei 1.533/51. 2. Hipótese em que o requerente, que não é notário ou oficial de registro, por ser autor de ações populares, defende sua admissibilidade como opoente nos autos de mandado de segurança (REsp 731.761/RJ), em que as partes discutem a titularidade de delegações notariais e de registro. 3. Agravo regimental improvido.

Assistência. Amicus curiae. Descabimento
(STF - SS/3273 - SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA) AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ASSISTÊNCIA. AMICUS CURIAE. DESCABIMENTO. 1. Consolidação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser admissível assistência em mandado de segurança, porquanto o art. 19 da Lei 1.533/51, na redação dada pela Lei 6.071/74, restringiu a intervenção de terceiros no procedimento do writ ao instituto do litisconsórcio. 2. Descabimento de assistência em suspensão de segurança, que é apenas uma medida de contracautela, sob pena de desvirtuamento do arcabouço normativo que disciplina e norteia o instituto da suspensão (Leis 4.348/64, 8.437/92 e 9.494/97). 3. Pedido de participação em suspensão na qualidade de amicus curiae que não foi objeto da decisão ora agravada, além de ser manifestamente incabível. 4. Agravo regimental improvido

Intervenção. União. Causa pendente.
O art. 5º, parágrafo único, da Lei n. 9.469/1997 não cuida de litisconsórcio necessário ou assistência litisconsorcial. Esse dispositivo, ao declinar sua finalidade (a de possibilitar o esclarecimento de fato e de direito, facultando a juntada de memoriais e documentos, ou mesmo recorrer), deixa claro, numa exegese lógica, tratar-se de intervenção simples. Desse modo, a União, nesse caso, recebe o processo no estado em que se encontra (art. 50, parágrafo único, do CPC), daí não se aventar recurso seu de decisões que foram proferidas antes de sua participação. Doutro lado, a assistência simples exige causa pendente (livre de decisão transitada em julgado), pois o assistente tem interesse em que o assistido “vença a demanda”, o que importa admiti-la apenas em processo de conhecimento ou cautelar. Na hipótese em tela, a sentença de liquidação por arbitramento contra a qual se insurge a União há muito teve seu trânsito em julgado. Ausente esse requisito, não poderia a União apelar por falta de sua intervenção regular. Precedentes citados do STF: CR 9.790-EU, DJ 2/8/2002; do STJ: MC 9.275-AM, DJ 23/5/2005, e REsp 586-PR, DJ 18/2/1991. REsp 708.040-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 19/2/2009.

Art. 19 - Aplicam-se ao processo do mandado de segurança os artigos do Código de Processo Civil que regulam o litisconsórcio. (Redação dada pela Lei nº 6.071, de 1974)
61

Lei nº 12.016/2009 Aplicam-se ao mandado de segurança os arts. 46 a 49 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil.
62

Alterada a redação. Os artigos do CPC se referem ao litisconsórcio

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

ASSISTÊNCIA
Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia

38/76

TSE - Agravos regimentais. Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia. Inexistência. Liminar. Deferimento. Princípio do contraditório. Violação. Ausência. Prevenção. Regras. Inobservância. Nulidade relativa. Prejuízo. Demonstração. Necessidade. Fumus boni juris. Aferição. Mérito. Análise. Impossibilidade. Admitida como assistente no processo principal, pode a parte manejar recurso em ação cautelar, caso o assistido assim o faça. Não configura violação ao princípio do contraditório a concessão de liminar sem a oitiva da parte contrária, a teor do prescrito no art. 804 do CPC. Segundo precedentes desta Corte, a nulidade decorrente da inobservância das regras pertinentes à prevenção é simplesmente relativa, a demandar a demonstração de inequívoco prejuízo. A aferição da existência do fumus boni juris, consubstanciado na plausibilidade do direito alegado, compreende um juízo superficial de valor, o que não se confunde com o julgamento do recurso interposto. Nesse entendimento, o Tribunal negou provimento ao agravo regimental de Robson Gomes da Silva e ao agravo regimental do Ministério Público Eleitoral. Unânime. Agravos Regimentais na Ação Cautelar no 3.334/MG, rel. Min. Marcelo Ribeiro, em 27.10.2009.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

ASSISTÊNCIA
Resp. Terceiro prejudicado

39/76

. - A recorrente, na qualidade de terceiro prejudicado, busca reconhecer, com o REsp, a existência de litisconsórcio necessário, a anular todo processo, enquanto há o questionamento, em mandado de segurança impetrado contra decisão administrativa do Judiciário local, a respeito da atuação de determinado oficialato de cartório em área onde outros já atuam. Sucede que, em momento algum, houve prequestionamento, visto que só no REsp o terceiro impugnou a decisão. Mesmo se tratando de matéria de ordem pública (legitimatio ad causam), conforme a jurisprudência do STJ, seu reconhecimento de ofício dependeria da superação do juízo de admissibilidade, ainda que pelo reconhecimento do prequestionamento de outra matéria trazida no recurso. Por outro lado, não haveria caso de litisconsórcio necessário, pois não há relação jurídica única que imponha uma só solução. Não se está a restringir a competência territorial nem as funções de outro oficial. O Tribunal a quo, em sua autonomia de administrar a Justiça ou as funções extrajudiciais sob sua tutela, pode perfeitamente criar cartórios ou lhes estabelecer novas competências territoriais, sem dependência da concordância dos oficiais que lá antes atuavam. Com esse entendimento, a Turma, ao prosseguir o julgamento, por maioria, negou provimento ao recurso. REsp 784.937-RJ, Rel. originário Min. Luiz Fux, Rel. para acórdão Min. Teori Albino Zavascki, julgado em 3/3/2009.

Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante.
O TRF deu provimento ao recurso reconhecendo a legitimidade dos autores e determinou a nulidade da arrematação devido à ausência de intimação do cônjuge do executado. O recorrente sustenta a nulidade absoluta daquela ação que anulou a ação executiva e, por consequência, da arrematação, por não ter sido citado como litisconsorte necessário, visto ser o arrematante do imóvel levado à praça. Para o Min. Relator, o terceiro prejudicado legitimado a recorrer, cuja relação jurídica é atingida de forma reflexiva, por força do nexo de interdependência judicial (art. 499, § 1º, do CPC), é aquele que sofre um prejuízo na sua relação jurídica em razão da sentença. O litisconsórcio é compulsório, vale dizer, necessário, quando a eficácia da decisão depender da citação de todos os sujeitos que sofrerão nas suas esferas jurídicas, sob pena de a sentença ser considerada inutiliter data, por isso, se o terceiro não for convocado para o processo, legitima-se à impugnação recursal (art. 499, § 1º, do CPC). O arrematante é litisconsórcio necessário na ação de nulidade da arrematação, porquanto o seu direito sofrerá influência da sentença que nulifica o ato culminante da expropriação judicial. A ação anulatória de arrematação, conforme a orientação deste Superior Tribunal, reclama a participação de interessados na controvérsia (arrematante, exequente e executado), que ostentam manifesto interesse jurídico no resultado da demanda cuja finalidade é desconstituir o ato judicial que favorece o ora recorrente, terceiro prejudicado. REsp 927.334-RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 20/10/2009.

Assistência. Prorrogação. Patente. O interesse jurídico que permite a assistência (art. 50 do CPC) surge quando o resultado do processo pode afetar a existência ou inexistência de algum direito ou obrigação daquele que pretende intervir como assistente. Assim, o deferimento da assistência prescinde da efetiva relação jurídica entre o assistente e o assistido. Note-se haver casos em que esse interesse jurídico vem acompanhado de alguma repercussão econômica, mas essa circunstância não terá, necessariamente, o condão de desnaturá-lo. Na hipótese, a recorrida é uma associação de indústrias dedicadas ao fabrico de medicamentos genéricos e
busca auxiliar o INPI a evitar que se prorrogue o prazo de patente (pipeline) da recorrente, laboratório farmacêutico. Com isso, pretende facultar a seus associados a produção do medicamento objeto da patente destinado ao tratamento de trombose arterial. Constatado que a titularidade da patente impõe aos outros a obrigação de não fazer, somente contornada com a concessão de licença pelo titular (art. 42 da Lei n. 9.279/1996), é certo que a associação recorrida detém interesse jurídico a ponto de permitir-lhe a assistência, pois a decisão a ser proferida no processo sem dúvida pode causar prejuízo juridicamente relevante a seus associados. Vê-se não prosperar a alegação de que é meramente econômico o interesse da recorrida, pois o que está em discussão é a prerrogativa da livre produção do medicamento, questão eminentemente jurídica. Precedente citado: AgRg no Ag 428.669-RJ, DJe 30/6/2008. REsp 1.128.789-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 2/2/2010.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

Assistência. STJ Informativo 447 – 2ª turma Nada é tão fácil quanto parece. associação dos provedores de acesso à internet. configuraria a venda casada: impõe-se ao usuário contratar também o provedor de acesso à internet para que possa usufruir o referido serviço de transporte de dados. julgado em 14/9/2010. Mauro Campbell Marques. (lei de Murphy) .ASSISTÊNCIA Internet. Contudo.118-RJ. Rel. A recorrente. nem tão difícil quanto a explicação do manual. REsp 1. Interesse jurídico. o que. que não se confunde com simples interesse econômico ou institucional. Nos limites do que se discute na ação. o que refuta admitir assistência. não há qualquer relação jurídica que una a associação às demais partes da ação. Min. busca ser admitida como assistente litisconsorcial ao alegar que a sentença a ser proferida na ACP diretamente afetaria a ela e a seus associados. vê-se que não há seu interesse jurídico na hipótese. a seu ver. por questionar a cobrança duplicada de serviços referentes à conexão de banda larga e aos de provedor de acesso à internet no transporte de dados em alta velocidade.181. 40/76 O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública (ACP) contra a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e uma companhia telefônica.

OPOSIÇÃO 41/76 Art. para excluir tanto o autor como o réu. Ausência de prejuízo pelo opoente. 65 64 Imagem retirada de trabalho do prof. Preclusão é um fenômeno endoprocessual. Mozart Borba in www.br Nada é tão fácil quanto parece. José julga-se o verdadeiro proprietário desse carro. O juiz ainda não proferiu sentença definindo a quem pertence o veículo. nem tão difícil quanto a explicação do manual. CONCEITO Fonte65 Genérico Causa pendente. oferecer oposição contra ambos64. em razão da conexão com o pedido mediato. (lei de Murphy) . conduzida em apartado e decidida simultaneamente com a ação principal. determinando que a oposição só pode ser interposta até a sentença. no todo ou em parte. No entanto. José deve oferecer oposição. Quem pretender. Assim. 63 (CESPE/OAB-RJ/2007. não repercutirá no direito material do qual o terceiro é titular. vai à juízo manifestando pretensão própria de ver reconhecido como seu o direito (ou a coisa) sobre que controvertem autor e réu (os sujeitos do processo em curso). pois este continua preservado. terceiro em relação à demanda originária./STF/2008) . Intervenção ad excludendume facultativa na qual o opoente. gera efeitos somente dentro do processo. Nessa situação hipotética. a oposição tem uma preclusão temporal. (CESPE/Analista – Jud. Significa que a sentença a ser proferida na causa pendente. A oposição consiste na intervenção de terceiro em processo alheio. relativos à intervenção de terceiros. ou seja. A oposição é uma nova ação. a propriedade de um automóvel.euvoupassar. 56 do CPC dispõe que não é cabível oposição no momento da sentença. caso queira ver reconhecida a propriedade do referido bem. isto é. a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. 56.com. causa em curso ou em tramitação. poderá. em um processo judicial. Em outras palavras: modalidade de intervenção de terceiro através da qual este tenta excluir tanto o autor como o réu. até ser proferida a sentença63.1) Márcia e Tanyra disputam. mas a oposição abrevia a solução do problema e evita o enfrentamento da coisa julgada formada em outro processo (princípio da economia processual e da celeridade). PRESSUPOSTOS Específico A interposição pode se dá no momento da sentença?O art. O terceiro acredita ter direito no todo ou em parte sobre o bem controvertido no processo. Tal terceiro poderia se manifestar por uma ação autônoma. isso não significa dizer que o direito de ação inexiste.Julgue os itens subseqüentes.

pois leva em conta a essência da oposição ignorando NATUREZA JURÍDICA 2ª corrente sua posição no CPC como intervenção de terceiros. Alexandre Freitas Câmara Esse artigo viabilizaque um dos opostos reconheça o pedido do autor (opoente). oferecida antes da audiência. se a negar. portanto. considerando-a demanda autônoma. fazendo com que o outro oposto vença a demanda. pois leva em conta a posição no CPC.entende que a oposição é sempre uma intervenção de terceiro Demanda autônoma. por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias. Síntese Trata-se de litisconsórcio:     Passivo Necessário Simples Originário 66 Greco Filho. Pontes de Miranda e Barbi. que se o litisconsórcio fosse unitário. 60. Scarpinella Bueno .Acerca da intervenção de terceiros. mas a demanda deve prosseguir normalmente contra o outro oposto. 70 69 Ex. o reconhecimento do pedido por um dos opostos seria absolutamente ineficaz. Mista (Alexandre Freitas Câmara. nesse caso. ao final. Argumentos: o juiz não é obrigado a decidir de modo uniforme a demanda em relação a ambos. 66.: Art. A oposição é uma nova e verdadeira ação66 cuja pretensão do opoente é contrária e diversa a de ambos os litigantes. se oferecida após o início é ação autônoma 68. 59. Art. Oferecida depois de iniciada a audiência. Na oposição. 68 (CESPE/Defensor/DPE-SE/2005) . sobrestar no andamento do processo. 67 Art. Daniel Assumpção. entre outros. onde se aplica o princípio da independência entre os litisconsortes que só é compatível com o litisconsórcio comum 70Gusmão. assim. contra ele correrá o processo. sendo julgada sem prejuízo da causa principal. o terceiro ingressa em juízo objetivando defender pretensão própria sobre o mesmo objeto litigioso disputado pelas partes no processo. denominados opostos. Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída. esse oposto perde a ação. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. Conclui-se. o processo continuará contra o nomeante. Dinamarco) Se oferecida até o início da AIJ é intervenção de terceiros67. mas. todavia.OPOSIÇÃO 42/76 1ª corrente Intervenção de terceiros. será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação. reconhecendo a procedência do pedido. Poderá o juiz. julgue os itens que se seguem. seguirá a oposição o procedimento ordinário. Isso seria impossível no litisconsórcio unitário. NATUREZA DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO 2ª corrente Tal litisconsórcio é comum ou simples. Nada é tão fácil quanto parece. contra o outro prosseguirá o opoente. negam à oposição a natureza de intervenção de terceiro. já que. Greco Filho. a decisão pode ser de improcedência. Sendo um litisconsorte simples. Art. de que resulta a formação de litisconsórcio passivo necessário entre os sujeitos da ação principal. sendo ambas julgadas pela mesma sentença. o resultado da demanda vincularia a ambos os litisconsortes. 58. Argumento: em razão da natureza da relação jurídica. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 3ª corrente Qual a Natureza jurídica do LITISCONSÓRCIO passivo necessário existente entre os sujeitos da ação originária69? 1ª corrente Tal litisconsórcio é unitário. (lei de Murphy) . a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição. o resultado pode ser diferente para cada um. A oposição.

Nada é tão fácil quanto parece. É a Oposição genuína ou própria.: 61). Oferecida a oposição depois de iniciada a audiência. primeira parte)71. para nesse período tentar sequenciar a oposição. Uma vez decorrido o prazo de 90 dias se o juiz verificar que já há condi ções processuais para o julgamento simultâneo. É a chamada oposição não genuína ou imprópria (CPC art. É a chamada oposição não genuína ou imprópria. a oposição genuína é aquela que é oferecida ou ajuizada antes da audiência e que será distribuída por dependência. ele na mesma sentença julgará a causa pendente e a oposição. receber a oposição e realizar audiên cia de instrução e julgamento que estava em curso e ao encerrá-la deixar de sentenciar por um prazo nunca superior a 90 dias. Segundo dispõe o art. sendo apensada aos autos da ação em curso. para que as duas ações tramitem simultaneamente ou conjuntamente. porque o que vai identificar a oposição genuína é o julgamento simultâneo. porque passará a tramitar como uma ação autônoma. Regra Básica: Por ter uma natureza prejudicial a oposição deverá ser conhecida e julgada em primeiro lugar (CPC art. 61). o juiz após o encerramento da audiência de instrumento e julgamento proferirá a sentença na ação principal.: 61). de conformidade com o disposto na segunda parte do art. decidindo a última em primeiro lugar em razão da sua natureza prejudicial (CPC art. Neste caso enquanto a oposição prosseguirá como uma ação autônoma. sendo julgadas na mesma sentença.: 56). se decorrido o prazo de 90 dias não for possível o julgamento simultâneo. a fim de proferir o julgamento simultâneo. (lei de Murphy) .OPOSIÇÃO CLASSIFICAÇÃO Quanto à extensão do pedido do opoente Oposição total Oposição parcial 43/76 É aquela na qual o opoente pretende a totalidade da coisa ou do direito que os opostos disputam na causa pendente (CPC art. Entretanto. conhecendo-se e decidindo-se em primeiro lugar a oposição em razão da sua natureza prejudicial (CPC art. mas este não é o seu elemento identificador. É importante observar que uma das particularidades da oposição própria é o seu ajuizamento antes da audiência de instrução e julgamento.: 60. 60. poderá o juiz recebê-la como ação autônoma que seguirá com o procedimento comum (sumário ou ordinário). Quanto ao momento do ajuizamento ou de sua constituibilidade Oposição genuína ou própria ou interventiva Oposição não genuína ou imprópria ou autônoma 71 Poderá ainda o juiz. É aquela na qual o opoente pretende apenas parte da coisa ou do direito que os opostos disputam na causa pendente (CPC art. 59 do CPC. Nesta hipótese a oposição se descaracterizará porque não haverá o julgamento simultâneo.: 56). o juiz sentenciará a causa pendente e a oposição se descaracterizará. Disciplina Legal: CPC art. nem tão difícil quanto a explicação do manual.: 60 do CPC.

Prazo próprio: é aquele cuja inobservância gera preclusão.. para recorrer e. desistir. 269 inciso II ou V. (. A doutrina majoritária (Dinamarco. Seção III. não se aplicando o art. Art. não deve ter advogado constituído. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. uma vez que o processo persiste.. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Prazo comum75 .: 48). este será citado na forma estabelecida no Título V. a sentença parcial de mérito terá fundamento no art. Parágrafo único. 269. a sua citação será pessoal. 57. conferida por instrumento público. transigir. não se aplica aqui (quanto ao prazo de resposta) o disposto no art. (Redação dada pela Lei nº 72 8. Propositura e citação Destaque-se que não é por publicação no D. deste Livro. ou particular assinado pela parte. Analisando-se essa regra com apoio no principio da autonomia ou da independência dos litisconsortes (CPC art. A procuração geral para o foro. 191. Reconhecimento do pedido Trata-se de sentença parcial de mérito. O opoente deduzirá o seu pedido.O. para falar nos autos. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. não deixa de ser uma citação pessoal. 109. serão os opostos citados. em que pese a citação seja na pessoa no advogado. II . em razão do princípio da especialidade.quando o réu reconhecer a procedência do pedido (na ação de oposição). diferentemente do impróprio. as ações de garantia e outras que respeitam ao terceiro interveniente. de 1994) 73 Art. 191 do CPC74.952. 77 76 Nada é tão fácil quanto parece. mesmo tendo advogado constituído. e sim citação no escritório do advogado. Partindo do pressuposto que foi o autor da ação originária que reconheceu a procedência do pedido na ação de oposição. de modo geral. 74 75 Entendendo não se aplicável: Alexandre Freitas Câmara e Moniz de Aragão. não precisando o advogado de procuração com poderes especiais. verifica-se que a regra do art. confessar. mas para efeito de recurso o recurso cabível é o de agravo. Se o processo principal correr à revelia do réu. pois o réu. Art. porquese fosse unitário o reconhecimento do pedido seria considerado pelo juiz um ato processual inexistente ou ineficaz porque os atos ou omissões de cada litisconsórcio unitário não prejudicará e nem beneficiarão os demais. a ação declaratória incidente. 58. Haverá resolução de mérito: V . Ovídio Batista) entende que. quando se perde o prazo da contestação.quando o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ação (na ação originária). contra o outro prosseguirá o opoente77. diferentemente do prazo sucessivo.OPOSIÇÃO 44/76 PROCEDIMENTO Trata-se de competência Funcional. O juiz da causa principal é também competente para a reconvenção. 57. que tem natureza absoluta Competência Art. Art. Bedaque. (lei de Murphy) . Distribuída a oposição por dependência. reconhecer a procedência do pedido. Capítulo IV. para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. de 15 dias (princípio da especialidade) O § único do art. a depender da ação. 58 é de litisconsórcio passivo simples. entendendo ser aplicável: Barbi. além de ser revel. Prazo para contestar Acerca do prazo para contestar. que não gera. mas não basta a revelia. 38 do CPC72. na pessoa dos seus respectivos advogados. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. salvo para receber citação inicial. no qual primeiroescoa um prazo para depois o outro.) para contestar o pedido no prazo comum de 15 dias (apesar de ser caso de litisconsórcio necessário passivo onde haverá diferentes procuradores73). habilita o advogado a praticar todos os atos do processo. contudo se aplica em relação às demais manifestações. receber. Art. 282 e 283). dar quitação e firmar compromisso. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. 57 dispõe que se o oposto for revel na ação principal. Art. observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts. A parte é considerada revel. próprio76. Prazo comum: Corre ao mesmo tempo para ambas as partes. 38.

Porque depois de iniciada a AIJ só falta concluir a AIJ e sentenciar. 60. poderá suspender o andamento da ação originária por prazo nunca superior a 90 dias. ou seja. porque o prazo é nunca superior a 90 dias. Então. mas hoje é um prazo que as vezes não da nem para citar alguém. Cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação e a oposição. a lei impede que o juiz aumente este prazo. Oferecida depois de iniciada a audiência78. O juiz poderá. uma vez que se trata de processos diferentes. A autuação é autônoma. É. portanto. nem tão difícil quanto a explicação do manual. seguirá a oposição o procedimento ordinário. Mas na pratica isso raramente ira ocorrer porque o que a lei está dizendo é que o procedimento ordinário vai iniciar e chegar na fase de AIJ em 90 dias. Art. É uma ação-oposição. oferecida antes da audiência (AIJ). não se trata do mesmo complexo procedimental. Assim. 59 e depois o art. sobrestar o andamento da ação principal pelo prazo de 90 dias. aqui. No dia e hora designados. o juiz passará a adotar um procedimento único. A oposição. então o julgamento poderá ser descoordenado. para que esse prazo? Para aquela oposição chegue ao estágio da ação originaria. Oferecida antes da AIJ Há uma distribuição por dependência ao juízo da ação principal. Mas se sabe que 90 dias da ação no procedimento ordinário para chegar na fase de AIJ é um prazo muito curto. Então. Aplica-se o art. será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação. passando a oposição a ter a natureza de intervenção de terceiro. 79 “sem prejuízo da causa principal”: Ao usar essas palavras o legislador que dizer que não haverá suspensão do processo principal para o julgamento da oposição. Era um prazo considerado razoável em 1973. assim julgará em conjunto com a oposição. 61.é um prazo peremptório. passando a ter um procedimento único. não pode ser prorrogado. desta conhecerá em primeiro A oposição é uma questão prejudicial a ação originária e assim sendo. Então. por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias80. Art. pois a oposição deve ser julgada antes em razão da prejudicialidade. 450. inclusive sendo decididas na mesma sentençaem capítulos distintos. (lei de Murphy) . sendo verdadeira espécie de intervenção de terceiro no processo. a oposição será conhecida em primeiro lugar. todavia. 60. umacompetência absoluta por caráter funcional. seu julgamento pode afetar o julgamento da ação principal. De modo que. sendo julgada sem prejuízo da causa principal79. Então. sendo ambas julgadas pela mesma sentença. a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição. até esse momento que se declara aberta a audiência de instrução e julgamento vai se aplicar o art. Entende parte da doutrina que aqui não se trata de espécie de intervenção de terceiro. 60. no entanto. mandando apregoar as partes e os seus respectivos advogados. juntamente com a ação principal. Para se aplicar o artigo 59 o terceiro tem que comparecer na audiência e pedir antes de aberta a audiência a palavra. ao contrário do prazo dilatório. cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação e a oposição. ele vai se valer do art. o juiz não pode iniciar a audiência. Se o juiz proferir essa sentença única. Há uma distribuição por dependência ao juízo da ação principal. o juiz vai poder sentenciar e a oposição será julgada em momento posterior. 59. sendo que o início da audiência tem como marco o pregão81. sobrestar no andamento do processo. Art. objetivando desenvolver a oposição para que as duas ações estejam no mesmo momento procedimental. 61 do CPC. 81 Nada é tão fácil quanto parece. porque a audiência já começou. Julgamento Oferecida depois de iniciada a AIJ Aplica-se o art. ou seja. que pode ser prorrogado. Questão prejudicial Art. o juiz declarará aberta a audiência. oferecendo oposição. 80 “90 dias” . não havendo reunião dos atos e os procedimentos são autônomos.. A lei ainda admite o julgamento simultâneo. Poderá o juiz. 78 Se a oposição for oferecida em audiência vai se aplicar o artigo o artigo 60. uniforme.OPOSIÇÃO 45/76 lugar.Essa oposição será autuada em apenso (apensada aos autos principais). 59.

No entanto. Então. 56 82 e não poderá permitir uma revisão indireta daquilo que está sendo decidido em instância recursal. os autos são remetidos ao Tribunal para o julgamento do recurso. que não será vinculada nem mesmo à coisa julgada do primeiro processo. Então. havendo uma diminuição subjetiva da oposição. O tribunal não tem competência para julgar essa ação. como o terceiro vai ajuizar uma ação própria reivindicando o direito ou a coisa para si antes da coisa julgada e depois da sentença ainda não se tem a certeza do vencedor. Art. a distribuição por dependência não é possível. suprimindo. havendo recurso. poderá haver o trânsito em julgado de uma antes da outra. Quem pretender. A oposição e a ação principal podem ser decididas na mesma sentença ou a ação principal pode ser decidida antes da oposição. Não é só uma causa de supressão de instância. poderá. a partir desse momento. Não cabe mais oposição porque. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Sendo assim. oferecer oposição contra ambos. ela não estará de acordo com o art. quando o processo originário encontra-se na fase recursal não será possível a distribuição por dependência. a oposição se caracteriza como demanda nova e autônoma. Esta ação tem que ser distribuída no primeiro grau. (lei de Murphy) . Trânsito em julgado 82 proferida a sentença. a ação principal perderá o objeto (carência superveniente). a ação que o terceiro ajuizar terá que ser dirigida em face dos litigantes da ação originária (litisconsórcio passivo necessário).OPOSIÇÃO 46/76 Oferecida em fase recursal Se o processo original já estiver no Tribunal e a oposição for distribuída no juízo de primeiro grau competente. um grau de jurisdição. Primeira característica é a distribuição por dependência. 56. O trânsito em julgado dessa ação principal gera efeitos na oposição. até ser 83 Após a sentença. nenhum efeito restará para a ação principal. Neste caso. Se a oposição fosse distribuída por dependência seria levada dir etamente para o Tribunal. Mesmo não sendo oposição. é também de incompetência. Nada é tão fácil quanto parece. não se teria mais uma oposição. já que o vencido na ação principal é excluído da oposição. mas sim uma ação comum. Já se a oposição transitar em julgado antes da ação principal. e tendo como resultado a improcedência. tendo como resultado a procedência. uma vez que tem pedido diverso83. essa certeza só é alcançada com a coisa julgada. mesmo que não seja uma oposição. Nesse caso. assim. não poderia a oposição ser distribuída diretamente no tribunal para não haver supressão de instância. o litisconsórcio é passivo necessário. Então. as duas características da oposição não estarão presentes. a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. aqui. Pode-se até dizer que. depois da sentença e antes da coisa julgada ainda não se sabe que será o vencedor. no todo ou em parte.

OPOSIÇÃO 47/76 TEMAS RELACIONADOS Distinção: assistência A oposição tem como pressuposto específicoaausência de prejuízo: Significa que a sentença a ser proferida na causa pendente. arrolamento. causando-lhe prejuízo jurídico. (lei de Murphy) . arresto. Quem. Distinção: recurso de terceiro prejudicado Oposição Distinção: Embargos de Terceiros Embargos de 3º O direito material da ação principal é O terceiro precisa discutir o direito irrelevante. inventário. Se a repercussão ocorrer por via indireta ou reflexa. uma vez que não haveria a bipolarização da resistência 84 Nesse sentido: STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4. mas tão somente a ameaça dela. Art. preventivos. em casos como o de penhora. não sendo parte no processo.046. o que por si só afasta qualquer possibilidade de admissibilidade do recurso de terceiro prejudicado. significa que a sentença a ser proferida na ação em curso não repercutirá em seu direito material e.Aplicam-se ao processo do mandado de segurança os artigos do Código de Processo Civil que regulam o litisconsórcio. Se o terceiro tem legitimatio de opoente. mas sim de assistente. seqüestro. o caso será de assistência simples. depósito. (Redação dada pela Lei nº 6.533/ 1951Art.337 – RJ Nada é tão fácil quanto parece. não repercutirá no direito material do qual o terceiro é titular. de 1974) Mandado de segurança Desapropriação Incabível a propositura de oposição em MS84 Incabível a propositura de oposição em processo de desapropriação. é * os embargos de terceiro podem ser cabível oposição. partilha. alienação judicial. 19 . não lhe causará qualquer prejuízo. sofrer turbação ou esbulho na posse de seus benspor ato de apreensão judicial. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 1. poderá requerer lhe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos. portanto. LEI Nº 1.071. Regra Básica: se a sentença a ser proferida na causa pendente. mas se ela ocorrer por via direita o caso será de assistência qualificada ou litisconsorcial. arrecadação. repercutir no direito material do terceiro. tendo por objeto a discussão sobre a material da ação já existente (ação principal) ilegalidade da constrição judicial * ainda que exista constrição judicial. cabendo ainda que não haja constrição. isto significa que a sua legitimatio não é de opoente.

Com a oposição da ora recorrente. e) Na ação judicial que estiver correndo à revelia do réu não será cabível a oposição. que não é notário ou oficial de registro. Domínio. assinale a resposta CORRETA. DJ 18/6/2007. OPOSIÇÃO. c) Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido do opoente. 923 do CPC. d) O terceiro que não oferecer oposição em tempo oportuno – antes de proferida sentença – será atingido pelos efeitos da coisa julgada que se formar naquela ação. PRECEDENTES DO STF. em mandado de segurança. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir. nem tão difícil quanto a explicação do manual. em que as partes discutem a titularidade de delegações notariais e de registro.732-DF. Precedentes citados: EREsp 695. independente de atos materiais de ocupação. a oposição continuará contra o outro.38. a) A oposição será oferecida por meio de requerimento dentro dos próprios autos da ação judicial em que litigam os opostos. NÃO-CABIMENTO. a posse dos particulares sobre o bem público passou a ser em razão da titularidade pela Terracap e não do domínio. Exceção. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. PEDIDO INDEFERIDO. e REsp 489.OPOSIÇÃO QUESTÕES 48/76 Ministério Público . REsp 863. e como meio de demonstração da sua posse permanente. Inteligência do art. tal como a oposição. DJ 13/6/2005. Hipótese em que o requerente. MANDADO DE SEGURANÇA. PETIÇÃO.761/RJ). poderá. 19 da Lei 1. até ser proferida a sentença. Nancy Andrighi.337 – RJ .367-DF. com base no art. DJ 14/3/2005. A Turma proveu o recurso da Terracap. Rel. Agravo regimental improvido.928-DF. (lei de Murphy) . b) A existência de constrição judicial sobre a coisa que controvertem autor e réu é pressuposto para o oferecimento da oposição. ficando prejudicado o direito que ele eventualmente possuir sobre a coisa litigiosa. no todo ou em parte. Min.374-DF.PROCESSUAL CIVIL. REsp 699. JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Não cabimento em MS STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4.533/51. 3.939-RJ. assistência ou intervenção de terceiros. O artigo 56 do Código de Processo Civil preceitua: “Art.MG – 2008 . sem a presença do poder público. por ser autor de ações populares. DJ 18/12/2006. REsp 146. defende sua admissibilidade como opoente nos autos de mandado de segurança (REsp 731. este alegado apenas incidentalmente. Nada é tão fácil quanto parece. Terracap. a coisa ou o direito que controvertem autor e réu. julgado em 3/9/2009. REsp 780. da qual estes serão intimados para apresentar impugnação. 56. DJe 24/11/2008. oferecer oposição contra ambos. Quem pretender. 1.401-DF. na qualidade de terceiro. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. DELEGAÇÃO DE SERVENTIAS. Oposição. referente a bem disputado entre dois particulares e objeto de ação possessória fundada em contrato de cessão de direitos firmado entre ambos. 2. admitindo a possibilidade da ação de oposição.” Considerando-se o instituto processual de que trata essa norma legal.

se o denunciante não sofrer prejuízo na ação originária a denunciação restará prejudicada. o réu. por sua vez. do locatário. É uma ação incidental. § 1º Se for o autor. pela lei ou pelo contrato. 70 a 76 do CPC. notificará o alienante. a indenizar. O réu revel. Garantia da evicção I .ao proprietário ou ao possuidor indireto quando. Não é mera comunicação de existência do processo. Na verdade. além de participar da lide principal. exerça a posse direta da coisa demandada. 456 apenas ocasionaria a perda da indenização (perdas e danos). 95. o prejuízo do que perder a demanda. É uma ação eventual. já que. É uma ação regressiva. Não obstante a natureza de intervenção-ação. 70. Com base nos arts.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 49/76 Art. Garantia da posse II . na instauração do juizo. Fundamento: evitar o enriquecimento ilícito. o u seja. nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy) .ao alienante. está se cobrando um dano eventual e futuro. seria possível a propositura de ação posterior para o recebimento do valor principal pago pelo bem. guardadas as disposições dos artigos anteriores. é verdadeira demanda incidental de garantia que faz participar do processo aquele que pode vir a ser responsabilizado pelo dano discutido. 86 A nova ação que surge dentro do mesmo processo é ação secundum eventum litis regressiva. por força de obrigação ou direito. a fim de que esta possa exercer o direito que da evicção lhe resulta. do credor pignoratício. tendo que obedecer às condições da ação e os pressupostos processuais. inclusive. ou seja. § 2º Se for o réu. chamar outrem à autoria e assim sucessivamente. para assumir a direção da causa e modificar a petição inicial. CARACTERÍSTICAS STJ: mesmo no caso da evicção. É uma ação antecipada. É uma ação regressiva dentro do mesmo processo8687 NATUREZA JURÍDICA É conceituada pela doutrina como sendo uma intervenção-ação. pode denunciar a lide. mesmo não contestando. poderá chamar à autoria a pessoa de quem houve a coisa ou o direito real. pois deve haver prejudicialidade entre a ação principal e a ação secundária. na ação em que terceiro reivindica a coisa. A denunciação da lide é obrigatória 85: Causas de pedir na denunciação da lide: CONCEITO Relação de garantia III . responder pela garantia do negócio jurídico no caso do denunciante ser vencido no processo. afim de resguardar-se dos riscos da evicção. requererá a citação do alienante nos três (3) dias seguintes ao da propositura da ação. é uma ação do autor ou do réu contra terceiro (ação secundária). nesse caso. Aquele que demandar ou contra quem se demandar acerca de coisa ou direito real. Assim. 87 No CPC de 1939 era denominada de “chamamento a autoria”: 85 CPC/1939 Art. já que. ou seja. a denunciação da lide consiste em chamar o terceiro (litisdenunciado/denunciado) que tenha um vínculo jurídico de garantia com uma das partes (litisdenunciante/denunciante) para ingressar no processo e. Nada é tão fácil quanto parece.àquele que estiver obrigado. há uma ampliação subjetiva e objetiva do processo. A norma do art. em casos como o do usufrutuário. excepcionalmente. já que parte da ideia de que o denunciante (autor ou réu) tem o direito de cobrar do terceiro os eventuais prejuízos suportados na demanda. em ação regressiva. cujo domínio foi transferido à parte. § 3º O denunciado poderá. citado em nome próprio. Regra geral (gênero) da qual as hipóteses I e II são espécies. a petição inicial nesse caso é dispensada. ele pode denunciar a lide por uma mera petição. o autor ao denunciar a lide pode o fazer como um tópico da petição inicial e o réu pode denunciar a lide através de um tópico da contestação ou de uma mera petição. pois depende da existência de outra ação já existente. o interesse de agir não é exigido.

o disposto nos arts. O juiz suspenderá o processo. nem tão difícil quanto a explicação do manual. o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa. SUSPENSÃO DO PROCESSO A Nomeação à autoria88. Obs.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 50/76 Art. (lei de Murphy) . mandando observar. Art. o juiz. suspenderá o processo e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. 72. Nada é tão fácil quanto parece. 72 e 74.: a assistência não suspende o processo. a Denunciação da lide e o Chamamento ao processo89 suspendem o processo. quanto à citação e aos prazos. Ordenada a citação. ao deferir o pedido. 88 89 Art. 79. ficará suspenso o processo. 64. Em ambos os casos.

na lide principal. REsp 316. parte da demanda principal. Critica-se essa posição. denunciou à lide uma outra companhia de seguro.o denunciado seria um assistente litisconsorcial. a demanda secundária. dependendo de quem denunciar. razão que não causa qualquer óbice para que. na segunda demanda. 93 92 ACORDO. E não é o que ocorre na prática com o denunciado. que era apelante e interpôs embargos de declaração. facultativo e unitário. o que faz concluir que. pois a formação dele se dá com o processo já existente. AUTOR E RÉU DENUNCIANTE. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial.DENUNCIAÇÃO DA LIDE QUALIDADE PROCESSUAL DO DENUNCIADO 51/76 Art. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. ulterior. ele não pode se opor a atos de disposição de direitos praticados pelo assistido (art. A denunciação da lide é demanda incidental. o denunciado. e REsp 686. pois ele defende em nome próprio o interesse do assistido (autor ou réu). a relação de garantia. Min. Há Litisconsórcio entre litisdenunciado e litisdenunciante? Entende correta a dicção do CPC90. o que não permite seja considerado assistente litisconsorcial. com a denunciação da lide. 4ª corrente 90 Art. Nada é tão fácil quanto parece. em atendimento ao princípio da eventualidade. Feita a denunciação pelo autor.092-SP. tem o litisdenunciado interesse jurídico na vitória do litisdenunciante na demanda principal.046-SP. não substitui a sentença de procedência transitada em julgado. contestá-la sob pena de revelia. julgado em 17/2/2009. DJ 26/2/2007. Feita a denunciação pelo autor. o denunciado. a Turma entendeu que a transação. automaticamente. não pode ser considerado litisconsorte. Cabe ao litisdenunciado assistir o litisdenunciante. O acordo mencionado. em não sendo ele autor nem réu. 91 Bedaque. Princípio da eventualidade: todas as alegações que a parte queira produzir deverão ser trazidas ao processo de uma só vez. não se extinguindo. por isso. Entende que o litisdenunciado se torna mero assistente do litisdenunciante (Dinamarco [assistência qualificada91]. Corrobora com essa crítica o informativo 384 do STJ93 que dispõe que o acordo entre autor e réu não vincula o denunciado a lide 3ª corrente Entende haver assistência em alguns casos e litisconsórcio noutros (Sanches [assistência simples nos casos do inciso I e III e litisconsórcio no II] Plínio Gonçalves [litisconsórcio nos casos de garantia própria e assistência simples nos de garantia imprópria]). EFEITOS. comparecendo. 1ª corrente Esse litisconsórcio será ativo ou passivo. DJ 18/12/2006. Porém. Ocorre que. procedendo-se em seguida à citação do réu. 2ª corrente Crítica: o assistente possui uma atuação condicionada à vontade do assistido. considerados prejudicados pelo Tribunal a quo. por sua vez. haja vista ele ser sujeito de relação jurídica diversa da deduzida no processo. afirmando haver litisconsórcio entre eles (Arruda Alvim). ou seja. do qual não fez parte o réu denunciado.entende que o denunciado é um litisconsorte com legitimação extraordinária. entre denunciado e denunciante. na qualidade de réu da demanda incidental de garantia. em grau de recurso. autores e réu firmaram acordo e puseram fim ao litígio. pois o assistente litisconsorcial é titular do direito e o denunciado não é titular. Luis Felipe Salomão. Dinamarco . também. (lei de Murphy) . Precedentes citados: REsp 898.762-RS. Nery Júnior e Alexandre Freitas Câmara). Assim. Argumentos: o litisdenunciado não se torna. 53 do CPC). RÉU DENUNCIADO. ainda que contraditórias entre si. comparecendo. ao mesmo tempo. 74. Rel. procedendo-se em seguida à citação do réu. Trata-se de ação de indenização em que proprietários de imóvel (autores) buscam cobertura securitária de companhia de seguro (réu) que. havia a denunciação à lide da outra seguradora. podendo assim atuar como assistente simples92. entre o autor e o réu denunciante não aproveita nem prejudica terceiros. o réu alegue ausência de responsabilidade do segurado para se eximir quanto ao ressarcimento. especialmente quando existe denunciação à lide. a fim de auxiliar este a obter sentença favorável na demanda principal e. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Moacir Amaral e Fredie Didier . 74. cujo julgamento fica condicionado à sucumbência do litisdenunciante na demanda principal.

88. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. Entretanto. 280. do CPC. 95 94 Nada é tão fácil quanto parece.099/95 Art.233 STJ RESP 6793/CE . 10. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 52/76 A Condenação direta do litisdenunciado em favor do adversário do litisdenunciante é possível? CONDENAÇÃO DIRETA DO DENUNCIADO Inadmissível. sem apreciação da lide principal. 439. cujo julgamento é condicionado à sucumbência do litisdenunciante na demanda principal. tendo tal pretensão sido manifestada apenas na denunciação da lide94.Entende que o art.DENUNCIAÇÃO DA LIDE. segundo sua participação na causação do evento danoso. Admitir-se-á o litisconsórcio. recurso especial conhecido e provido. Não se admitirá. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. vedada a denunciação da lide. no processo. se no caso concreto a denunciação tumultuar o processo e prejudicar a defesa do consumidor ela poderá ser vedada com base no art. Resp. III. VEDAÇÃO EXPRESSA Fato do produto nas relações de consumo Jurisprudência atual do STJ . Parágrafo único. parágrafo único deste código95. salvo a assistência. no caso seria extra petita. CDC Art. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. CDC Art. 70. 88. (lei de Murphy) . Lei nº . da Lei 8. 13. nem tão difícil quanto a explicação do manual. CONDENAÇÃO EXCLUSIVA DO LITISDENUNCIADO. por estar sendo proferida fora dos limites do objeto do processo. uma vez que o pedido formulado na demanda principal não foi a condenação do litisdenunciado. pois a denunciação da lide é uma demanda incidental de garantia.078∕90 só é aplicável ao fato do produto. Procedimento sumário Procedimento sumaríssimo Art. e inadmissível a condenação direta do denunciado a compor os prejuízos reclamados pelo autor. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. Tal sentença seria nula. Na hipótese do art. Na denunciação da lide promovida pelo réu. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. 13.

indenização pelos frutos que tenha sido obrigado a restituir. Isso porque o art. 2 – dá a falsa impressão de que apenas o réu pode denunciar a lide. na ação em que se controverte sobre o domínio de bem que tenha sido por ele transferido a uma das partes" 99 Ex. ou parte. Marinoni. d enunciará a lide a quem lhe transmitiu o bem. ou seja. 456. Alexandre Câmara. segundo a doutrina civilista.: em demanda reivindicatória de um bem. Cabendo a denunciação da lide ao alienante.99 Denunciação per saltum 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente “ação que reivindica” – é exemplo não sendo o único caso. 97 96 Nada é tão fácil quanto parece. ou seja. É a permissão para que o denunciante demande diretamente em face do último responsável por garantir a permanência do bem em seu patrimônio I – Garantia da Evicção CJF nº 29 – Art.. num processo. É a consagração definitiva da denunciação sucessiva. ela não foi autorizada pelo ordenamento. definindo a existência ou não dos direitos decorrentes da evicção. Trata da denunciação da lide oferecida por aquele que. a fim de poder exercer o direito que lhe resulta da evicção. Inadmissível. 70 é exemplificativo. neste caso. vê questionado seu direito de propriedade sobre um bem que lhe foi transferido por terceiro. o adquirente notificará do litígio o alienante imediato. mas parte da demanda original. o adquirente evicto deverá escolher o alienante imediato ou todos os alienantes. Proposta de redação: "ao alienante. Humberto Theodoro Jr. (lei de Murphy) . indenização pelas despesas do contrato. 1ª corrente Majoritária. a fim de que esta possa exercer o direito qualquer dos anteriores. E mais: Contudo a cláusula final do art. nem tão difícil quanto a explicação do manual. mas este também pode denunciar o seu próprio alienante imediato. O Código Civil consagrou a denunciação per saltum. Enunciado 29 do CJF. Aqui o raciocínio é de formação de um litisconsórcio necessário entre todos os alienantes. Para poder exercitar o direito que da evicção lhe I . na ação em que terceiro 96 reivindica a coisa. Entende que a denunciação per saltum não é autorizada pela legislação. pois não haveria relação jurídica de garantia entre litisdenunciante e o litisdenunciado. 456 do novo Código Civil permite ao evicto a denunciação direta de qualquer dos responsáveis pelo vício. quando e como lhe determinarem as leis do que da evicção97 lhe resulta98. Nelson Nery. ressarcimento pelos prejuízos que resultam diretamente da perda da coisa. ou seja. neste caso (inexistência de pertinência material entre as pessoas).DENUNCIAÇÃO DA LIDE 53/76 HIPÓTESES DE CABIMENTO CC Art. ou para a pes soa que alienara o bem para este último (per saltum). em reconhecendo que a parte (litisdenunciante) não é titular do domínio. 456: A interpretação do art. processo. para que a sentença. além do reembolso das despesas processuais e honorários advocatícios despendidos. Evicção – Evicção é a perda da coisa por decisão judicial ou administrativa que importe em legítimo reconhecimento de que o bem transferido pertencia a outra pessoa distinta do transferidor. o adquirente somente pode denunciar alienante imediato. regule também a relação entre este e aquele que lhe transferiu a coisa. o adquirente evicto pode escolher qualquer alienante da cadeia sucessória de alienações. havendo uma relação jurídica sucessiva que permitiria a denunciação de todos. O evicto tem.ao alienante. e assim por diante. e por via de conseqüência. como a lei processual não prevê esse tipo de denunciação. 98 Críticas à redação (com base em Alexandre Freitas Câmara): 1 – aquele que reivindica a coisa não é terceiro. não sendo admissível a denunciação da lide per saltum. Uma vez o rol do art. cujo domínio foi transferido à resulta. direito a reaver o preço pago pela coisa. não poder ser utilizada pelo adquirente. Defende a ideia de denunciação coletiva. ainda que inexista relação jurídica entre aquele e o terceiro. o demandado que pretende fazer a denunciação da lide. caput dispõe que essa denunciação deve ocorrer como lhe determinarem as leis do processo (remissão expressa às leis processuais). por sua vez. assim. Muniz de Aragão. fazendo-se mister a realização de denunciações da lide sucessivas. segundo o qual a denunciação da lide é feita pelo adquirente ao seu alienante imediato e este. 456 "quando e como lhe determinarem as leis do processo " remete ao sistema do CPC. Neste caso a denunciação da lide poderia ser feita àquele que alienou o bem para demandado. 456.

o qual não poderá ser exercido. Nada é tão fácil quanto parece. é o disposto no art.C. como o é a denunciação da lide. o que só ocorre na hipótese da evicção. ou seja. Ou seja: entende que sendo obrigatória a denunciação da lide. Ocorre contudo que no caso do inciso I do art. enquanto nas hipóteses previstas nos inciso II e III a conseqüência seria a mera preclusão. nem tão difícil quanto a explicação do manual. sofre a perda do direito de garantia e. portanto. sua não realização pela parte terá como corolário o perecimento do direito de regresso. (lei de Murphy) . não haverá perecimento do direito de regresso. Uma norma processual não pode ocasionar a perda de um direito material. apenas a perda da faculdade de oferecer demanda capaz de permitir o exercício do direito de regresso no mesmo processo. o qual poderá ser exercido mediante demanda autônoma. nem mesmo em demanda autônoma (Marcos Afonso Borges). Entende que a não denunciação da lide acarreta a perda do direito de regresso apenas no caso do inciso I do art. a impossibilidade de ação regressiva. 70. 456 do C. Se não realizou a denunciação. A norma do art. Fundamento: evitar o enriquecimento ilícito. 456 apenas ocasionaria a perda da indenização (perdas e danos). logo. 2ª corrente +3ª corrente STJ: mesmo no caso da evicção. que determina a perda do direito de regresso em caso de não ser ela realizada. Sanches e Alexandre Freitas Câmara). até mesmo. seria possível a propositura de ação posterior para o recebimento do valor principal pago pelo bem. ficando ressalvada a via de se propor demanda autônoma em face de terceiro (Greco Filho. 70. A perda do direito substancial deve decorrer das regras de direito material.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Obrigatoriedade 54/76 1ª corrente Minoritária: Vale a norma do CPC. para que ocorra a perda do direito material é indispensável uma norma extraprocessual (material). Argumentos: não faz sentido que se perca o direito material de regresso apenas porque se deixou de provocar um incidente de caráter formal. e não de direito processual. Nos demais casos do art. 70.

Responsabilidade esta que decorre de quaisquer outros títulos. II – Garantia da Posse Garantia da posse direta do imóvel ao possuidor direto pelo possuidor indireto Para ser possuidor direito.  A doutrina majoritária. este poderá denunciar à lide o proprietário-locador. pela lei ou pelo contrato. Divergência . do credor pignoratício. Apenas os casos de garantia própria. a posse deve ter sido transferida pelo possuidor indireto ou pelo proprietário. permitiriam a denunciação da lide (Greco Filho. É o mesmo raciocínio da evicção. e nesse sentido Plínio Gonçalves.2008) Em ação possessória proposta por terceiro. Ex. a indenizar. uma vez 1ª corrente que haveria a necessidade de discutir fato novo. por força de obrigação ou direito. Barbosa Moreira. inadimplemento contratual. pois onde alei não distingue não é lícito ao intérprete distinguir. embora afirme a melhor doutrina que o dispositivo não impede a denunciação da lide pelo autor ( Alexandre Freitas Câmara e Frederico Marques ). exerça a posse direta da coisa demandada100. (Cespe/TRT 5ª REG . por se tratar de posse e não de propriedade.àquele que estiver obrigado. em casos como o do usufrutuário. diferindo. nesse caso. III . nem tão difícil quanto a explicação do manual.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 55/76 II . aquele terá o direito de ser indenizado por um desses. a convenção. Nada é tão fácil quanto parece.qual espécie de garantia? Origem da divergência: o fato de a doutrina reconhecer dois tipos de garantias102. Não sendo possível nos casos de garanti imprópria a denunciação da lide. III – Relações de Garantia Regra geral (gênero) da qual as hipóteses I e II são espécies. no qual o dolo ou a culpa (lato sensu) do servidor seria o fato novo. em que o direito de regresso da parte perante o terceiro decorre da transmissão de direito. 3ª corrente (extensiva) 100 Críticas à redação: Da a entender que a hipótese é aplicável apenas nos casos em o possuidor direto do bem é réu. entende que neste caso apenas o réu pode denunciar a lide 101 Seria controverso caso de o Estado poder denunciar à lide seu servidor (CRFB art. mas de responsabilidade de ressarcir o dano. Barbi e Alexandre Freitas Câmara. Argumentos: os termos do inciso III do art. 70 são genéricos.: evicção. 37 §6º) 102 Garantia própria: decorre da transmissão de um direito. Ex. Sanches).: culpa aquiliana.: é o caso de o Estado denunciar à lide seu servidor. Dinamarco). o réu. (lei de Murphy) . o prejuízo do que perder a demanda. do locatário. sendo incapazes de permitir ao intérprete fazer qualquer tipo de distinção. o que delongaria o processo causando (restritiva) prejuízo ao autor. Caso essa posse seja perdida na ação judicial. Athos Gusmão Carneiro) Entende que também nos casos de garantia imprópria a denunciação da lide é possível (Plínio Gonçalves. citado o locatário em nome próprio. 2ª corrente (moderada) Só se houver expressa previsão legal neste sentido (Nelson Nery.ao proprietário ou ao possuidor indireto quando. Garantia imprópria: não é verdadeiramente uma garantia. em ação regressiva101. Ex. citado em nome próprio.

Lembrar que o denunciado não é titular do direito material discutido. 75 prevêem as possíveis reações do denunciado à lide. mesmo dentro do prazo de resposta. nem tão difícil quanto a explicação do manual. o procedimento normal do processo será suspenso até que se resolva a questão da denunciação da lide. ressalta que. poderá o denunciante prosseguir na defesa. o denunciante e o denunciado. e sendo manifesta a procedência da evicção. II . O STJ. III . Nada é tão fácil quanto parece. como litisconsortes. com a posterior citação do réu.Denunciado que nega sua qualidade de denunciado à lide. 74 do CPC trata do procedimento da denunciação da lide feita pelo autor. 456 do CC. A denunciação da lide é uma intervenção coativa. Contudo. ao propor a demanda o autor já deve denunciar a lide. o aditamento deve se dar dentro dos limites objetivos já traçados pelo denunciante. a denunciação deve ser feita antes da contestação ou no mesmo momento desta. Feita a denunciação pelo réu: I . o prazo para a denunciação já estará precluso. 75 do CPC trata da denunciação da lide feita pelo réu. Este deve realizar a denunciação no prazo preclusivo da resposta. cumprirá ao denunciante prosseguir na defesa até final. e de outro. de um lado.DENUNCIAÇÃO DA LIDE PROCEDIMENTO DA DENUNCIAÇÃO DA LIDE 56/76 A denunciação da lide pode ser provocada tanto pelo autor quanto pelo réu. Após esse fato. de maneira que o denunciado estará obrigatoriamente vinculado ao processo ao ser citado. Art. entende-se que é aplicável para todas as hipóteses de denunciação da lide. o denunciado. assim. O art. que prevê duas hipóteses de reação do denunciado: 1 . Não atendendo o alienante à denunciação da lide. o processo deve prosseguir o seu curso normal. 74. A doutrina processualista aplica o art.se o denunciado for revel. devendo haver apenas um tópico para que esta possa ser desenvolvida. Não há a obrigatoriedade de uma petição inicial específica para a denunciação. Já o art. o processo prosseguirá entre o autor. Ressalta-se que. ou seja. procedendo-se em seguida à citação do réu. ou usar de recursos. § único do CC de maneira ampliativa. comparecendo. pode o adquirente deixar de oferecer contestação. tal panorama mudou com a redação do § único do art. 2 . preocupada com esse fato. O terceiro denunciado estará integrado ao processo. ou seja. Parágrafo único. 75. que nesse caso será revel. Art. A doutrina. Ao receber o pedido de denunciação da lide. o juiz deverá suspender parcialmente o processo (suspensão imprópria). se a contestação for entregue antes do último dia. Assim.se o denunciado confessar os fatos alegados pelo autor. (lei de Murphy) . Em tais casos. no entanto. assim. O momento preclusivo para a denunciação pelo autor é na apresentação da própria petição inicial. Feita a denunciação pelo autor. ele não poderia deixar de buscar a vitória no processo. o réu.se o denunciado a aceitar e contestar o pedido. 74 do CPC trata o denunciado como litisconsorte do denunciante a ponto de se permitir que o denunciado realize o aditamento da petição inicial. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. defende que esse aditamento não pode alterar a causa de pedir e o pedido da petição inicial originária. O art. quando se retirou a obrigatoriedade de defesa até o fim pelo denunciado. Haverá posteriormente a suspensão parcial do processo até que se resolva a denunciação. já que na literalidade ele só seria aplicável para os casos de evicção.Denunciado revel. mesmo não contestando a ação. 456. o denunciante estaria obrigado a prosseguir na defesa do interesse ao final. O problema está no inciso II. E os incisos do art. isto é. poderá denunciar a lide. ou comparecer apenas para negar a qualidade que Ihe foi atribuída.

não há necessidade de que os atos sejam praticados simultaneamente. 104 103 Nada é tão fácil quanto parece. É uma ampliação subjetiva do processo que gera uma ampliação objetiva da sentença. por assumir a mesma condição processual da parte. 71. A sentença. entregar coisa ou pagar quantia. recurso especial conhecido e provido. A citação do denunciado será requerida. declarará. conforme o caso. 2ª corrente STJ REsp 6793 / CE . se o denunciante for o réu. o denunciado também pode utilizar essa forma diferenciada de resposta Art. mesmo assim. sendo lícito o réu apresentar duas petições distintas. nem tão difícil quanto a explicação do manual.DENUNCIAÇÃO DA LIDE TEMAS RELACIONADOS 57/76 Art. A denunciação só será julgada se ocorrer a sucumbência do litisdenunciante. ainda que antes do último dia do prazo que o réu dispõe para apresentar sua resposta. não será mais possível denunciar a lide. sem apreciação da lide principal. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. o direito do evicto. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. Fux etc. (lei de Murphy) . Art. 1ª corrente Sentença Natureza jurídica Condenatória. segundo o STJ. e. condenação exclusiva do litisdenunciado. não fazer. e inadmissível a condenação direta do denunciado a compor os prejuízos reclamados pelo autor. Porém. 76 fala que ela "valerá como título executivo" e o nosso sistema reconhece eficácia de título executivo apenas às sentenças condenatórias104 (majoritária – Barbi. contudo. se já foi oferecida a contestação. cumulativamente. A lei não exige que seja a denunciação da lide requerida no corpo da contestação. terá ocorrido preclusão consumativa. havendo o oferecimento antecipado da contestação. ou a responsabilidade por perdas e danos.Denunciação da lide. uma para contestar. se o denunciante for o autor. Optando o demandado por praticar os atos em petições distintas. Não sendo possível ao demandado oferecer a denunciação da lide após a contestação Reconvenção (Cespe/UNB . 76. Argumentos: apesar de normalmente apenas as sentenças de conteúdo condenatório poderem ser executadas.). pois o art. título executivo sem que isso afete sua natureza ou contrarie princípios processuais (Alexandre Freitas Câmara). que julgar procedente a ação. nada impede que a lei impute a uma sentença meramente declaratória eficácia executiva. outra para denunciar a lide ou praticar os dois atos em uma só petição. sendo. a reconvenção cabe ao réu. juntamente com a do réu. Na denunciação da lide promovida pelo réu. Momento processual Prazo de contestação Segundo Alexandre Freitas Câmara. 475-N. o que faz com se considere encerrado o prazo para a prática do ato. São títulos executivos judiciais: I – a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer. Entende como meramente declaratória. valendo como título executivo103. no prazo para contestar. pois o réu tendo contestado.DPU-2010) Em regra. Petição inicial Autor Réu Contudo.

37 §6º da CRFB. III do CPC Considerando os mesmos argumentos.O autor não poder ser obrigado a suportar discussão relativa à responsabilidade subjetiva quando sua relação primária com o réu é de responsabilidade objetiva. III. nada impediria que se formasse um litisconsórcio facultativo entre a pessoa jurídica de direito público e seu servidor (Alexandre Freitas Câmara)106. Adota a tese restritiva sobre o art. em razão do art. caso seja feita. há que se reconhecer a solidariedade entre a pessoa jurídica de direito público e seu agente. Isolada .C. essa modalidade de denunciação da lide não é obrigatória. Assim sendo. risco para os direitos de outrem.105. Majoritária . 105 106 Nesse sentido: STF RE 90. deve ser aceita pelo julgador. nos casos especificados em lei. Adota a tese ampliativa do art. por ato ilícito (arts. Relator Ministro Cunha Peixoto. Parágrafo único.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 58/76 DENUNCIAÇÃO SUCESSIVA São admitidas e em cada uma delas se estabelece também duas demandas. 927. Haverá obrigação de reparar o dano. 70. civilmente responsável. logo a denunciação da lide nesta situação é impossível. não exclui a responsabilidade deste perante o lesado. porém. o que torna inadequada a denunciação da lide. causar dano a outrem. 70. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. a qual decorre do art. Art. independentemente de culpa. 927 do C.Entende que o fato de o Estado. o chamamento ao processo. ter direito de regresso em face de seu agente que tenha causado o dano. fica obrigado a repará-lo. revelando-se cabível no caso. + 1ª corrente 2ª corrente DL DO ESTADO AO SEU AGENTE 3ª corrente C. nem tão difícil quanto a explicação do manual. por sua natureza. 186 e 187).071 de 18/08/1980. Prevalecendo tal entendimento. Aquele que.C. Nada é tão fácil quanto parece. (lei de Murphy) .

nem tão difícil quanto a explicação do manual. Súmula nº 92107 do TJ∕RJ – Não sustentam a interpretação literal do art. Nelson Nery. vedada a denunciação da lide. VEDAÇÃO RESTRITA A RESPONSABILIDADE DO COMERCIANTE (CDC. Precedentes do STJ. não alcançando o defeito na prestação de serviços (art.233108 107 “ Inadmissível. se faz permitir o chamamento ao processo. todavia. 88. HIPÓTESE.919. os interesses do consumidor. 88 da Lei n. parágrafo único deste código. Arruda Alvim e Kazuo Watanabe e alguns precedentes mais antigos do STJ. da Lei 8. 88. MULTA. 88. 98-STJ. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo.078/1990 restringe-se à responsabilidade do comerciante por fato do produto (art. a denunciação da lide sofre restrições descritas no artigo 13 da lei especial. prevista no art. 439. pois o estabelecimento da lide secundária retardará a prestação jurisdicional e. REJEIÇÃO COM BASE NO ART. 88. ART. 14). para que a Corte a quo se manifeste sobre o pedido de denunciação à lide.Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR QUARTA TURMA . III. da lei adjetiva civil. da Lei 8. No tocante a tais ações. 70. que não exclui o exame do caso concreto à luz da norma processual geral de cabimento da denunciação. 70. O legislador quis através do instituto de natureza híbrida conferir ao consumidor uma maior garantia no recebimento do seu direito.Data do Julgamento 04/10/2007 108 Nada é tão fácil quanto parece. 70. Resp. 13). A vedação à denunciação à lide disposta no art. 88 DO CDC.078∕90. se no caso concreto a denunciação tumultuar o processo e prejudicar a defesa do consumidor ela poderá ser vedada com base no art. entendendo que a denunciação da lide é vedada em qualquer situação de consumo diante da vulnerabilidade do consumidor. Do contrário. V. ANULAÇÃO DO ACÓRDÃO. I. nos termos acima. QUE DEVE SER APRECIADA À LUZ DA LEI PROCESSUAL CIVIL (ART. Entretanto. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. Recurso especial conhecido e parcialmente provido. A doutrina e a jurisprudência destacam a necessidade de se criar um cultura direcionada para a efetividade do processo. Resp 782. AUSÊNCIA DE RESTRIÇÃO COM BASE NA RELAÇÃO CONSUMERISTA. AFASTAMENTO. haverá emperramento da prestação jurisdicional. SÚMULA N. II. III).: Destaque-se que no JEC há vedação expressa à possibilidade de intervenção de terceiros nos processos de sua competência. (lei de Murphy) . Uma interpretação equivocada conduz ao equívoco de se afirmar que. REsp 439233 / SP . Fundamento: A vulnerabilidade do consumidor é reconhecida constitucionalmente de maneira que a denunciação da lide iria de encontro a essa efetiva proteção. 1ª corrente +2ª corrente Jurisprudência atual do STJ . DENUNCIAÇÃO À LIDE DA EMPRESA DE SEGURANÇA. "Embargos de declaração manifestados com notório propósito de prequestionamento não têm caráter protelatório" (Súmula n. 98 do STJ). Na hipótese do art. É possível que o responsável possa cobrar regressivamente através da denunciação da lide por fato do produto ou serviço? R: O art. conseqüentemente. em qualquer hipótese. da Lei 8. III. situação. TODAVIA. do CPC. ” A Súmula em epígrafe refere-se à inadmissibilidade de denunciação da lide nas ações que versam relação de consumo.078∕90 veda a denunciação da lide. mas ela se aplica somente para o fato do produto ou a este e ao fato do serviço.Entende que o art. DANOS MORAIS. 13). a denunciação da lide nas ações que versem relação de consumo. porque demandaria uma ampliação da demanda e uma demora na prestação jurisdicional. 8. Anulação do acórdão estadual. FATO DO SERVIÇO. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos.DENUNCIAÇÃO DA LIDE DENUNCIAÇÃO DA LIDE POR FATO DO PRODUTO OU SERVIÇO 59/76 Art. Em nenhuma hipótese admite-se a denunciação da lide em sede de relação de consumo. Obs. Informações extraídas da obra “Comentários aos Verbetes Sumulares do TJRJ” – Juiz Roberto Ayoub CIVIL E PROCESSUAL.078∕90 só é aplicável ao fato do produto. que é o hipossuficiente da relação processual. 13. ao mesmo tempo em que se rechaça a denunciação da lide. III. TRAVAMENTO DE PORTA DE AGÊNCIA BANCÁRIA. IV.

portador da carteira de identidade nº ___________. casado. brasileiro. ut instrumento de mandato incluso. Logo. DA PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA: Observe V. que. 3º . 158: “(. mas tão somente à Companhia Unibanco Seguros Afirma José Frederico Marques em sua obra Manual de Direito Processual Civil.00 e ainda tratamento futuro que se faça necessário e também danos morais e estéticos conforme se depreende da peça vestibular. SR. “liberação imediata do bilhete de seguro do automóvel atropelador”. vem. III. requerendo a extinção do processo sem julgamento do mérito. qual seja. sem prejuízo da subsistência própria e de sua família. Em atenção ao Princípio da Eventualidade. Saraiva. indicando para patrocinar a causa a Defensoria Pública através do Defensor Público em exercício perante esse MM. (lei de Murphy) . além de ser assistido pela Defensoria Pública.: XXXXXXXXXXX _____________.. para todos os prazos do processo.21º andar. no que concerne à legitimidade passiva.”. 128. o qual se compromete a pagar a quantia de R$ 10.DENUNCIAÇÃO DA LIDE MODELO DE PEÇA EXMO.”. com as alterações intr oduzidas pela Lei 7510/86. Centro. expedida pelo IFP. requer o deferimento da Gratuidade de Justiça. Juízo. 70 do Código de Processo Civil.. Rio Branco. vez que não cabe à ele efetuar a liberação pretendida. que deverá ser intimado pessoalmente.) consiste a legitimidade ad causam (legitimidade de parte. inscrito no CPF/MF sob o nº ___________. pag. na forma do art. apresentar sua CONTESTAÇÃO Pelos motivos de fato e fundamentos de direito a seguir aduzidos: I. o Réu não é titular da relação jurídica de direito material. 147. na oportunidade garantida pelo art. é titular da ação apenas a própria pessoa que se diz titular do direito subjetivo material cuja tutela pleiteia (legit imidade ativa). se por ventura vier a presente ação a ser julgada procedente. II. os quais serão contados em dobro. nos autos da Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais c/c Lucros Cessantes que lhe move ______________. Exa. nem tão difícil quanto a explicação do manual. nos termos do art. DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA: Inicialmente. ou também legitimação para agir) na individualização daquele a quem pertence o interesse de agir e daquele em frente ao qual se formula a pretensão levada ao Judiciário.000. declarando que não tem condições de arcar com as custas judiciais e honorários advocatícios de qualquer espécie. ed. espera a denunciante então que a denunciação seja acolhida com o fito de declarar a responsabilidade do denunciado na forma do art. pelo que suscita desde já essa preliminar.00 para danos morais e R$ 10. Nada é tão fácil quanto parece. UNIBANCO SEGUROS. O Réu possui seguro de automóvel de UNIBANCO SEGUROS. comerciante. 76 do CPC. à Av. cumpre salientar que. No caso em tela. vem o réu requerer a citação do denunciado. 267 do CPC. o que se cogita ad argumentandum. no todo ou em parte. falta à Autora uma das condições acionárias. DA DENUNCIAÇÃO À LIDE: O autor pleiteia a condenação do réu . de acordo com o que dispõe a Lei 1060/50.000. por seus procuradores. JUIZ DE DIREITO DA 5ª VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL 60/76 PROCESSO Nº. podendo ser demandado apenas aquele titular da obrigação correspondente (legitimidade passiva). Assim. I da Lei Complementar nº 80/94. não possui condições de efetuar pagamento dessa natureza. Assim. DR. ao pagamento de despesas no valor de R$ 795. Dispõe o art.Para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade. ora denunciante. com sede nesta cidade.00 para danos materiais. no que tange ao pedido de item C. 3º do Código de Processo Civil: “Art.

657. Exa. expondo o que se segue: IV. Ainda assim. vez que o mesmo encontra-se em poderes da empresa de seguros. Ed. sendo certo que o mesmo trafegava em alta velocidade e na contra mão da Rua Tejupá. sendo certo que a Autora pretende se ver indenizada de um possível dano que venha a sofrer.00 (setecentos e noventa e cinco reais). Válido é o velho. (STF. No que concerne à pretensão de se ver ressarcida de eventuais gastos que venha a efetuar. pág. 3º Supl. posto que tem o Réu certeza que a preliminar acima suscitada será acolhida por este Juízo. caso seja o mesmo reconhecido. por si só. valendo ressaltar que o mesmo configura-se quando a vítima sofre ofensa corpórea que lhe deixa aleijão ou deformidade permanente.”. relator o ministr o Filadelfo Azevedo) – Da Responsabilidade Civil. por dever de cautela. Conforme nos ensina a ilustre jurista Ada Pellegrini Grinover em sua obra Teoria Geral do Processo: “Quando faltar uma só que seja das condições da ação. no v alor de R$ 795. caracterizado o terceiro elemento pressuposto da Responsabilidade Civil. NÃO TÊM A MENOR RESSONÂNCIA. sustenta o Réu. ficando cristalinamente claro que a Autora não trouxe aos autos prova de qualquer uma de sua alegações.. Saraiva. (lei de Murphy) . e que ele ao parar o carro essas pessoas começaram a gritar: “Pega! Pega!”.”. em 08/10/42. não estando. de placa nº CGI – 2119.00 (quatrocentos reais). se caso restar comprovado no laudo pericial a existência de aleijão ou deformidade. quando já se pode antever a inadmissibilidade do julgamento do mérito.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 61/76 Dessa forma. diz-se que o autor é carecedor desta. no sentido de analisar o pedido de condenação do ora contestante ao pagamento de uma pensão mensal no valor de R$ 400. DOS FATOS: O bem da vida buscado pela Autora é a condenação do Réu ao pagamento de (i) todas as despesas apontadas na peça inicial. pág. saraiva. (TJSP – 13ª C. não tendo condições de fornecer o aludido documento. Juízo. Conforme se verifica no depoimento do réu em sede policial. Muito embora afirme que resgatou um empréstimo bancário no aludido valor. onde recebeu a devida assistência médica. (v) danos morais em valor a ser arbitrado por este MM. “A jurisprudência é pacífica no entendimento que não se pode falar em indenização quando o Autor não comprova a existência de dano. ainda pleiteia a demandante indenização por dano estético em grau máximo. o pedido do autor. – Ap – Rel. sempre atual brocardo jurídico: ALEGAÇÕES SEM PROVAS SÃO COMO O SINO SEM BADALO. 4ª edição.00 (setecentos e noventa e cinco reais) para cobrir os gastos havidos quando da ocorrência do acidente. nem improcedente. como o Réu evadiu-se do local do acidente.”. (TJSC – 2ª C. Nunca é demais repetir que a mera alegação da Autora de que nunca teria realizado relações de consumo com a Ré.) A conseqüência é que o juiz. A remansosa e pacífica jurisprudência dos nossos Tribunais aponta no sentido de que se faz necessário comprovar a existência do dano material. exercendo embora o poder jurisdicional. a Autora faz prova nos autos de que realmente teve que despender o valor de R$ 795. – Rel. por ser final de jogo do Falmengo e Vasco. (iii) pensão mensal no valor de R$ 400. Ext nº 5618. 86. 331). para evitar que o processo caminhe inutilmente. FUTURAMENTE. pág. o DANO.. José de Aguiar Dias. posto que a demandada não é titular do interesse em conflito. teve que ser socorrida por diversas pessoas que presenciaram o fato. de acordo com perícia médica a ser realizada na presente ação. (ii) das despesas com tratamento médico futuro que porventura se faça necessário.00 (quatrocentos reais) correspondente à quantia percebida mensalmente pela demandante (item D). vem esta adentrar no mérito e objetivando rechaçar o pleito indenizatório. Vol. tal pedido não merece acolhimento. mas. qual seja. DO MÉRITO: Em sede de defesa sustentará o Réu que. Rui Stoco. p. Note-se portanto que o pedido de indenização por danos materiais não deve prosperar ante a total falta de embasamento legal ou fático. Rui Stoco. Brasil-Acórdãos. Entretanto. deverá ser o valor pleiteado reduzido. tendo sido levada ao hospital. (. Com efeito. conforme restou comprovado.”. conforme depreende-se do laudo acostado aos autos pela Autora. Forense. 656. situada na Vila da Penha. e de ofício. (iv) dano estético em grau máximo com base na perícia médica a ser realizada. Com efeito. I. 09/11/1993 – JTJ – LEX 150/30) – Responsabilidade Civil e sua interpretação jurisprudencial. 4ª ed.. não chegará a apreciar o mérito. em outras palavras. eis que é despido de qualquer embasamento legal. mas é necessária a prova específica desse dano. não há que se cogitar a responsabilidade. ou seja. Ed. “As perdas e danos devem ser comprovadas no curso da lide. não basta para lastrear condenação por danos morais. em nenhum momento. com consultas e tratamentos médicos (item B).”. como se vê a seguir: “Sem prova do dano. decorrente da redução de sua capacidade laborativa. em atenção ao Princípio da Eventualidade que aqueles danos podem acarretar à vítima dano patrimonial. Apenas a apuração do quantum dos danos é que se pode relegar para execução. não chegará a declarar a ação procedente. bem como (vi) a liberação imediata do bilhete de seguro do automóvel atropelador. Wilson Antunes – j. descabendo assim sua pretensão de auferir indenização à título de danos morais no que tange ao pedido de item A. ISTO É. o que não verificou-se no caso vertente. Da mesma forma deve ser orientado o entendimento de V. 04/05/82 – RT 568/167) – Responsabilidade Civil e sua interpretação jurisprudencial. não fez constar em sua exordial que a quantia foi destinada ao efetivo pagamento das despesas relativas ao atropelamento.. Ac. Nada é tão fácil quanto parece. (. este se evadiu do local pois haviam várias pessoas na rua no momento do acidente. V. descabe a pretensão formulada exordialmente. (TJ -MT Ac. no presente momento.. O entendimento da doutrina e jurisprudência pátrios caminha no sentido de que o dano material para ser contemplado deve ser provado.) É dever do juiz a verificação da presença das condições da ação o mais ce do possível no procedimento. no Rec. o que se admite ad argumentandum tantum. com dispêndio de tempo e recursos. que estava sendo conduzido pelo demandado. nem tão difícil quanto a explicação do manual. “Não basta a prova genérica do fato qual poderia provir o dano. permanecendo internada na UTI por 03 (três) dias. Sustenta que. como ainda dano moral. De 16/01/31. Aduz em prol de suas pretensões que na data de 17/06/2000 foi atropelada pelo veículo de propriedade do Réu. Ed. – Ap. Corrêa Vianna – j.

causando-lhe aflições. no que tange ao pedido de dano moral formulado inicialmente. não tendo havido qualquer tipo de má-fé por parte do demandado. mágoa. nem há prova nos autos de seqüelas psicológicas porventura experimentadas pela Autora em razão de alegado abalo em sua honra ou situação financeira. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral. como o são o nome. 88) Ademais. ou esta compreendido no dano moral” (in Programa de Responsabilidade Civil – Sérgio Cavallieri Filho – Malheiros Editores – 2ª edição – pág. além de fazerem parte da normalidade do nosso dia-a-dia. porque sendo aquele um aspecto deste. 2. deve-se observar os critérios legais e doutrinários. a indenização não pode ter qualquer ideal punitivo em face da autora do ato. que a fixação do patamar devido a título de danos morais deve cingir-se de prudência e de comedimento. o enriquecimento sem causa. Mero dissabor. no caso em tela. leciona o Eminente Desembargador Sérgio Cavalieri Filho. Dessa forma. a indignação. Caso Vossa Excelência entenda que está presente o dever de indenizar. 1538 do Código Civil. etc. o desagrado. Ora. O entendimento em contrário. no trabalho. no patrimônio imaterial de vítima. decorrente de falta involuntária. sofrimento ou humilhação que. não só pelas peculiaridades do caso. Destarte. a analogia e os costumes. por diversas razões: Nada é tão fácil quanto parece. privacidade. Do contrário. sendo certo que o simples desgosto.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 62/76 Em tais casos. esta deve ser suficiente apenas a restabelecer o status quo ante. por completo. aspecto do dano moral. se devida for a indenização. e assim os tribunais têm se posicionado. deve o magistrado fixar o quantum indenizatório tendo por base o que dispõe os artigos 4º e 5º da Lei de Introdução ao Código Civil. no caso em tela. tendo em vista as circunstâncias que envolvem o caso vertente... o que apenas se admite ad argumentandum tantum. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. no art. os aborrecimentos normais da vida cotidiana. 5. por si só. os pequenos dissabores estão fora da esfera do dano moral. vale dizer. Assim sendo. data maxima vênia. que infelizmente ainda influencia alguns poucos magistrados. por isso. a honra. ensejando ações judiciais em busca de indenizações pelos mais triviais aborrecimentos. que lhe cause abalos a direitos personalíssimos. etc. Nesse mesmo sentido a conclusão aprovada por unanimidade no IX Encontro dos Tribunais de Alçada do Brasil: “O dano moral e dano estético não se cumulam. a quantia concedida por esse MM. acabaremos por bana lizar o dano moral. vexame. buscando sempre atender os fins sociais aos quais a lei se destina. natureza e repercussão da ofensa. assim como a lei. nem abalo ao seu estado emocional e psicológico. em assim não sendo. no caso em tela. constituem estados de ânimo que fazem parte dos riscos da vida e. Não há. tem-se que o mero mal estar. 4. que não tolera. para efeito de ressarcimento. como também em razão do entendimento esposado pela jurisprudência. sob pena de. hipótese esta repugnada pelo direito pátrio. a dor. só deve ser reputado como dano moral a dor.comportamento subjetivo do ofensor.a durabilidade do dano. vez que não sofreu nenhuma repercussão negativa ao seu patrimônio imaterial. a cumulação constituirá bis in iden. fugindo à normalidade. a ponto de romper o equilíbrio psicológico do indivíduo. com relação ao dano moral pretendido. Ressalte-se que. que é o de propiciar tão somente a reparação e não o enriquecimento. 6.grau de culpa do ofensor. No tocate ao pedido de reparação por danos morais. entendido este como sendo lesão que alguém sofre em seus bens imateriais. não houve exposição da Autora ao opróbio de terceiros. o dever de indenizar. os pretórios de todo o país vêm repelindo as pretensões dos que tentam obter indenizações generosas com a benção do Poder Judiciário. a contrariedade. constituir-se em odioso lucro sem causa de uma parte em detrimento da outra. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo. não estando presente.a gravidade. quais sejam: 1. admitem a cumulação do dano mat erial e o estético. que o Judiciário tem por dever velar. Juízo não deve revestir-se de excessividade. em coerência aos princípios que norteiam a obrigação de indenizar. devendo-se sempre atentar para o fim da lei. há de ser relevante e se deve representar. em sua obra Programa de Responsabilidade Civil: “Nessa linha de princípio. o dano moral.”. ou reduzem. a vergonha. que afastam. O que não é admissível é a cumulação do dano estético com o moral. Dessa forma. em regra. porque ou o dano estético importa em dano material. eis que não são situações intensas e duradouras. portanto. além da existência da culpa do agente e o nexo causal entre ação/omissão e o dano. a valores de foro íntimo. política e econômica do ofendido. incentivaria a tão falada e propagada INDÚSTRIA DO DANO MORAL. em forma de prejuízo. O dano moral. (lei de Murphy) . caso tenha existido. a boa fama. pela ação ou omissão de outrem. ao mínimo. que pudesse configurar um dano moral ressarcível. 3. com flagrante prejuízo da segurança das relações jurídicas. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Nesse diapasão. aborrecimento. bem como repelindo as tentativas de enriquecimento sem causa.que a satisfação pecuniária não produza um enriquecimento a custa do empobrecimento alheio. não é suficiente para configurar o dano moral ressarcível. a dignidade. tais situações não são intensas e duradouras. foi de natureza levíssima. a pretensão autoral. qualquer comprovação de dano moral sofrido pela Autora. não são reparáveis.a posição social. Se assim não se entender. repita-se uma vez mais. sendo certo que um dos princípios basilares da responsabilidade civil é a prova do dano. afastando-se a importação do “Punitive Damage” norte-americano. onde se buscam indenizações pelos mais triviais aborrecimentos. cumpre salientar que não faz a Autora jus a qualquer tipo de indenização. É fato. instituto extremamente repudiado pelo ordenamento jurídico pátrio. porquan to. no trânsito. Conquanto alegue a Autora a existência de tal evento. entre amigos e até no ambiente familiar. observando os princípios gerais do direito. a doutrina e a jurisprudência. estaria se admitindo o enriquecimento sem causa da Autora. Ao contrário do que afirma uma pequena parte da doutrina.

de preferência com o aval do Poder Judiciário. Protesta-se por todos os meios de prova em direito admitidos. sejam julgados improcedentes os pedidos iniciais. Pelo exposto. no mérito. porque devido aos abusos cometidos por conta de indenizações que prejudicaram a saúde financeira de muitas empresas. Qualquer decisão que fuja a essa definição será extra petita. como uma “multa processual”. pois concedeu algo além da indenização pleiteada. e o que se tem visto no Brasil é pura tentativa de enriquecimento ilícito por parte da Aut ora da demanda. Em quarto lugar. Se por acaso a presente ação seja julgada procedente. Por todos esses motivos.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 63/76 Primeiro. é princípio geral do Direito Processual Civil aquele segundo o qual a condenação da parte em processo judicial constitui. requer seja acolhida a preliminar levantada pela ora contestante e. motivo pelo qual. o instituto é uma pena civil. situação contrária ao ordenamento jurídico interno. e o ordenamento brasileiro proíbe a aplicação de qualquer pena não pr evista na Lei (artigo 5º. Nada é tão fácil quanto parece. e não menos importante. na forma do art. não se pode falar em caráter punitivo da indenização.A. Em terceiro lugar. no direito norte-americano. estar-se-ia punindo-a duas vezes pelo mesmo fato. nem tão difícil quanto a explicação do manual. sinalizando para que não se repita a prática ilícita sob pena de nova condenação. ao arbitrar valor exagerado em condenação imposta à ré. o valor recolhido a título de “punitive damage” é destinado ao Estado. especialmente oral (testemunhal e depoimentos pessoal da Autora. Deferimento. alerta e punição da parte vencida. (lei de Murphy) . documental suplementar e pericial. da Constituição Federal). __ de abril de ____. XXXIX. essa doutrina está sendo revista no próprio país de origem. 76 do CPC.U. p or si mesma. Termos P. porque nos E. N. UNIBA NCO SEGUROS. Em segundo lugar. sob pena de confissão). requer seja acolhida a denunciação à lide responsabilizando o denunciado. Rio de Janeiro. O instituto da reparação civil significa resti tuição ao estado anterior à ocorrência dos danos causados.

Essa. ou a quem lhe faça as vezes. cabendo. 13 e 88 do CDC. em sede de ação regressiva. o decreto de intervenção em instituição privada seria ato típico da Administração Pública e. Cdc. de ressarcir-se perante o servidor praticante de ato lesivo a outrem. (RE-327904) Nada é tão fácil quanto parece. depois de provada a culpa ou o dolo do servidor público. da CF. pela reparação de danos ocasionados por ato ou por omissão dos seus agentes. Precedentes citados: REsp 660. em prol do servidor estatal. e entre o direito concedido ao ente público. nos casos de dolo ou de culpa. Responsabilidade Civil do Estado e Agente Público . DJ 6/12/2004. No tocante à ação regressiva. mas um prestador de serviços.178-RJ. § 6º. sem julgamento de mérito. objetivamente. Em face disso. e Ag 364. A Min. Rel. nem tão difícil quanto a explicação do manual. a denunciação da lide. Fernando Gonçalves. por isso. 37. asseverou-se a distinção entre a possibilidade de imputação da responsabilidade civil. de forma direta e imediata.Alega o recorrente que.113-RJ.8. pleiteando o ressarcimento de supostos prejuízos financeiros decorrentes de decreto de intervenção editado contra hospital e maternidade de sua propriedade. possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado que preste serviço público. O entendimento deste Superior Tribunal é o de que descabe a denunciação da lide nas ações fulcradas em relação de consumo . pelo suposto prejuízo a terceiro.DENUNCIAÇÃO DA LIDE JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA 64/76 Denunciação da lide.2006. 15. julgado em 15/9/2005. RE 327904/SP. assim. consagra dupla garantia: uma em favor do particular. DJ 11/6/2001. abrangeria apenas o ressarcimento ao erário. Aduziu-se que somente as pessoas jurídicas de direito público ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos podem responder. enquanto estes atuarem como agentes públicos. Cármen Lúcia acompanhou com reservas a fundamentação. sem a responsabilização do Estado. Esse processo fora declarado extinto.A Turma negou provimento a recurso extraordinário em que se sustentava ofensa ao art. outra. da CF. por ilegitimidade passiva do réu. caberia ao Município responder objetivamente perante terceiros. não se lhe aplica a vedação contida nos arts. se cabível. à pessoa física do agente estatal. decisão mantida pelo Tribunal de Justiça local. No caso.031-SP. Min. Descabimento . não haveria como se extrair do citado dispositivo constitucional a responsabilidade per saltum da pessoa natural do agente. Considerou-se que. § 6º. entendeu-se que. concluiu-se que o mencionado art. (lei de Murphy) . se eventual prejuízo ocorresse por força de agir tipicamente funcional. por não ser o banco um comerciante. Min. que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer. REsp 750. rel. Carlos Britto. 37. a recorrente propusera ação de perdas e danos em face de prefeito. ao argumento de ser cabível o ajuizamento de ação indenizatória diretamente contra o agente público. na espécie. Assim.

Diante disso. Há.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Denunciação. ofereceu denunciação à lide em desfavor da empresa de plano de saúde. em tal caso. se quiser. em que se apurará a existência de má-fé ou abuso de direito na conduta do réu.439-RS. RESPONSABILIDADE CIVIL. é dizer-se. REsp 1. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. a denunciação à lide pode ser apresentada após o oferecimento da contestação e dentro do prazo legal para contestar. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual.099. Como seria possível o trabalho de um promotor ou de um juiz constantemente acuado pela possibilidade de responder. LEGITIMIDADE PASSIVA CONDICIONADA À INSTRUÇÃO PROCESSUAL. em tese. o agente do Ministério Público estará prevaricando. EXERCÍCIO DAS ATRIBUIÇÕES. limites que correspondem à estrita obediência à lei e ao interesse público. a atuação dos agentes públicos . julgado em 18. Deve-se considerar. Em qualquer dos sistemas existentes ao longo da história (germânico. ele abre mão do restante do prazo legal de apresentação de resposta. por exemplo. A questão está em saber se. embora com ênfases diversas. c) o direito de regresso. 138) No próprio julgado o STJ diz assim: VOTO . Massami Uyeda. cumulativamente. Primeiramente. A jurisprudência é ainda mais firme neste sentido quando se trata de magistrados ou membros do Ministério Público. a fim de eximir-se de eventual ação regressiva e de indenização. O Procurador da República tem a prerrogativa de denunciar. por eventuais danos causados em decorrência de suas decisões. ou seja. deve ser examinada após a instrução processual. romano ou brasileiro). Havendo o oferecimento antecipado da contestação. Lide. In casu. Contudo. Agentes públicos RECURSO ESPECIAL. sem amparo na lei. Relator entendeu se fazer necessária a interpretação da expressão “prazo para contestar” previsto no mencionado dispositivo. Rel. com o próprio patrimônio. embora a denunciação tenha sido oferecida antes do transcurso do prazo legal de contestação. Mas o exercício desta prerrogativa não pode extrapolar as atribuições funcionais previstas em lei. INEXISTÊNCIA DE OBSTÁCULO LEGAL.08. que. Essa é a regra geral. . INDENIZAÇÃO. agido no uso de suas prerrogativas legais ou constitucionais? A grande maioria dos julgados afasta essa possibilidade. Contestação.06. ademais. sendo suspenso o andamento do feito. Min. a Turma deu provimento ao recurso. Nada é tão fácil quanto parece. responder civilmente por seus atos que extrapolem as atribuições legais do cargo. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS.2005. contudo. ainda que tenham. . propiciar ao denunciante a recomposição dos prejuízos que vier sofrer com a ocasional derrota na demanda principal. Não há. O recorrido apresentou contestação e dias após.2006 p. assim entendida a obrigação de o denunciado proteger o denunciante da pretensão do autor da lide principal. esta já havia sido apresentada e o juiz já havia determinado a intimação do autor para apresentar réplica. Rel. 71 do CPC deve levar em consideração esses três objetivos. porque lhe garantir a mesma proteção de que gozam aqueles que atuam corretamente. nem tão difícil quanto a explicação do manual. de representar. mister se faz tecer algumas considerações acerca do instituto da denunciação à lide. movido por interesses escusos. ora recorrido. objetivando o recebimento de valor referente a tratamento médico-hospitalar cujo custeio foi negado pelo plano de saúde contratado por ele. no exercício de suas funções. A interpretação do art. sem desmerecer as particularidades do modelo pátrio (que. 65/76 Na espécie. para que se obtenha subsídios necessários à correta interpretação do preceito acima. PROCURADORES DA REPÚBLICA. É a garantia de independência no exercício da função pública. julgado em 19/3/2009.deve estar protegida de alguma forma. se representa ou não. ao permitir que o denunciado. de maneira que eventual tentativa de aditar a contestação será freada pelo óbice da preclusão consumativa. em tese. TERCEIRA TURMA. pareceres ou denúncias? Evidentemente.Os membros do Ministério Público podem. manifeste-se a favor do autor da demanda). o instituto da denunciação da lide sempre se voltou para três finalidades: a) o dever de defesa judicial em favor do denunciante. à luz do art. ou Procurador da República. (lei de Murphy) . A ninguém é lícito interferir neste juízo. Agindo nos limites de suas prerrogativas. mitiga o dever de defesa judicial. Responsabilidade civil. o que foi deferido pelo juiz. tem autonomia para decidir se denuncia ou não.MINISTRO HUMBERTO GOMES DE BARROS (Relator): A questão a ser resolvida é palpitante: os agentes públicos podem responder pessoalmente pelos danos causados a terceiros. Aqui o ponto de maior relevância: o Promotor. Há razão para isto. a necessidade de conferir ao denunciado a oportunidade de pleitear o malogro da demanda originária. (REsp 759272/GO. 71 do CPC.A responsabilidade nestes casos. quando o réu adianta a contestação. DJ 19. Para tanto.especialmente dos agentes políticos . Se oferece denúncia temerária ou emulatória. certamente os agentes públicos não devem responder pessoalmente pelos danos causados a terceiros. b) o direito de defesa judicial. ele deve assumir a responsabilidade por sua opção. AGENTES PÚBLICOS. o hospital ajuizou ação de cobrança contra o réu. o Min. Entende-se que o lesado deve cobrar do Estado o ressarcimento.

Depois da instrução processual. ação cominatória combinada com condenatória a fim de transferir o veículo sob pena de multa diária e receber a restituição de parcelas pagas indevidamente.080-ES. No caso. o que torna incabível uma eventual pretensão regressiva. Não vejo como impedir o prosseguimento da demanda. 70. com exclusividade. Em razão de sua relação com a seguradora. haverá uma dificuldade a ser suplantada. desde já. Então. logo se percebe que não há direito de o banco ressarcir-se da seguradora. REsp 97. (lei de Murphy) . porquanto ele tem interesse direto na condenação. empenhar-se na defesa. do CPC). Min. Esse negócio condicionou-se à adesão do consumidor a contrato de seguro que quitaria o financiamento em caso de óbito. III. inclusive perante o órgão de trânsito. do CPC) com fins de resguardo do direito de regresso oriundo de eventual sucumbência na ação principal. dado o tumulto que trará à marcha processual.394-PR. Só então se poderá falar em legitimidade ou ilegitimidade passiva. com lastro no mencionado artigo do CPC. 475 do CC/2002). A seguradora não está obrigada. busca o banco recorrente. e REsp 49. o espólio propôs. O dispositivo legal. 70. da lei ou de contrato celebrado com a denunciante e quando se necessite recorrer a outros elementos para evidenciá-lo. o reconhecimento de sua ilegitimidade passiva e a denunciação à lide da seguradora (art. ao atribuí-la. poderia haver um reflexo em uma eventual demanda para cobrança de diferença. Seguradora. Lide. está amparada por expressa disposição legal (arts. Min.675-SP. julgado em 1º/10/2009. a Turma conheceu do recurso e deu provimento a ele para condenar a seguradora litisdenunciada solidariamente com o réu até o limite da cobertura do contrato de seguro. DJ 12/8/2002. como não há liame jurídico entre o terceiro e a seguradora. Banco. Frente a isso e ao cenário fático-jurídico ajuntado ao acórdão ora recorrido. REsp 1. Seguro. Nada é tão fácil quanto parece. e REsp 58. DJ 3/4/2006.253-DF. João Otávio de Noronha. a garantir o resultado da demanda. Na terminologia da Turma. Rel. Rel. na inadimplência de prestações. o que habilita a parte lesada pelo descumprimento do contratado a pleitear sua resolução e a indenização por perdas e danos (art.141. sendo o segurado protagonista do acidente e conhecendo a dinâmica dos fatos. III. como aplicação de multa e a cassação da carteira de habilitação. Nesse contexto.418-SP. Uma vez que o seguro tem natureza contratual.610/1998). A Turma entendeu que o ajuizamento da ação indenizatória pode ser contra a seguradora e o beneficiário do seguro. caso esta venha a negar o seguro. REsp 934. cuida-se de avença derivada de contrato de edição de obra literária (conhecido dicionário). Rel. o juiz vai poder dizer se os réus agiram em conformidade com suas atribuições funcionais ou se atuaram de má-fé. e 53 da Lei n. daí não haver razão para a denunciação à lide. DJ 4/5/1998. julgado em 6/10/2009. se a condenação securitária não fosse suficiente.006-SP. em contrariedade ao princípio da instrumentalidade e celeridade do processo. DJ 8/8/1994. Segurado. diferente do DPVAT. justificada está a denunciação da lide (art. Assim. Trata-se de ação indenizatória em acidente de trânsito em que o Tribunal a quo excluiu a seguradora litisdenunciada da lide. Há confusão entre a preliminar de ilegitimidade passiva e o mérito da causa. o que não é aceito pela jurisprudência e pela doutrina. DJ 29/4/1996. Denunciação. eximir-se de sua responsabilidade sobre o evento danoso. REsp 648. embora não possa ser aplicado ao caso concreto. Denunciação. não conheço do recurso especial. a terceiro. Anoto finalmente que o novo Código Civil consagra a responsabilização civil por abuso de direito (Art. ou seja. Há fundamento novo quando o direito de regresso não deriva. nem tão difícil quanto a explicação do manual.253-DF. Por último. O consumidor e o banco firmaram contrato de abertura de crédito com alienação fiduciária a recair sobre o automóvel adquirido. por exemplo. a ser firmado com seguradora. julgado em 26/2/2008. Se assim não fosse. A jurisprudência deste Superior Tribunal entende não permitir a denunciação da lide em casos de alegado direito de regresso quando seu reconhecimento requeira a análise de fundamento novo que não conste da lide originária.092 do CC/1916 e art. que os réus carecem de legitimidade para figurar na demanda indenizatória. Concedida a tutela antecipada. Denunciação. Precedentes citados: REsp 648. o banco busca. prestigiou firme tendência doutrinária e jurisprudencial. direta e incondicionalmente. se responsabilizado pelo acidente. por lei ou contrato. não há que se cogitar de fundamento novo. I. REsp 670. pois não há vínculo contratual ou legal entre eles. Seguradora. Min. 29. Assim.998-RS. o segurado renovará o contrato de forma mais onerosa. o consumidor faleceu e a seguradora negou-se a honrar a apólice ao argumento de que havia doença preexistente. DJ 3/4/2006. Precedentes citados: REsp 191. que é legal.118-PR. apenas contra o banco. Na verdade. Poderia ainda. é necessária a participação do segurado na lide. 9. Luis Felipe Salomão. Lide. Contrato. 1.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 66/76 Todas estas considerações levam-me a constatar: é impossível dizer. Aldir Passarinho Junior. Edição. Porém. sociedade pertencente ao mesmo grupo econômico do qual faz parte o banco. Lide. Regresso. 187). Ressalta-se que os acidentes acarretam outros efeitos. no REsp. contrato bilateral e oneroso por natureza.

Intervenção. § 1º. que aceitou a condição de litisconsorte do réu denunciante. julgado em 16/3/2010.719-SP. a qual deve ser imputada a ambos os consortes do processo de conhecimento. DJ 12/4/1999. Prova. do CPC.723-RS. O juiz de primeiro grau. Logo. Trata-se de ação declaratória de nulidade de escritura pública e dos registros realizados na qual o autor. DJ 8/4/2002. Rel. determinou novamente a produção de prova pericial. e REsp 285. Luis Felipe Salomão. a Turma conheceu do recurso e lhe deu provimento para que sejam incluídos no valor da execução os honorários inicialmente fixados para o pronto pagamento. segurado e seguradora. DJ 29/9/2003. Precedentes citados: REsp 530.796-RS. ora recorrido. REsp 142. o que não ocorreu no caso. Assim. A resistência à utilização dessa prova poderia vir de um dos litisdenunciados. REsp 120. Contudo. Min. A prova foi realizada com a observância do contraditório e da ampla defesa. prosseguindo o processo seu trâmite regular. Min. este Superior Tribunal reverteu a decisão interlocutória e determinou que o pedido de denunciação à lide fosse processado. Quando a seguradora assume a condição de litisconsorte junto com o segurado denunciante no processo de conhecimento. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Rel. Terceiros. A Turma entendeu que a prova produzida anteriormente não deve ser considerada inexistente. foi produzida perícia na qual se constatou a falsidade das assinaturas apostas nos contratos levados a registro. REsp 886. Porém. Nada é tão fácil quanto parece. então a sentença julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. DJ 12/4/2007. Nancy Andrighi. julgado em 4/5/2004. mas com a causalidade do processo de execução. conforme o art. a Turma não conheceu do recurso. pois não se desincumbiu o autor de seu ônus processual. Min. que permaneceram inertes e deram ensejo à movimentação da máquina judicial. devendo quem quer que seja acionado suportar os honorários advocatícios fixados inicialmente para o caso de pronto pagamento . REsp 879. tendo oportunidade de opor-se a ela e apresentar o termo de seu inconformismo. Rel. jamais do recorrente. Obrigação solidária. após contestação. 67/76 Não houve resistência da denunciada. alega que houve simulação de negócios levados a registro com assinaturas falsas.084-MS. 249. Assim. O recorrente estava representado nos autos quando ela foi realizada. Sucumbência. o não pagamento voluntário da condenação por qualquer deles é causa do processo de execução. Antônio de Pádua Ribeiro. Dessarte. o ora recorrido não recolheu as custas para a nova perícia. A jurisprudência assente neste Superior Tribunal afirma que a declaração de nulidade dos atos processuais depende de demonstração de existência de prejuízo à parte interessada.567-SP. ao considerar tardia a intervenção no processo dos litisdenunciados. Honorários advocatícios.744-RO. Precedente citado: RMS 18. Estes não têm nenhuma relação com a dívida principal decorrente da apólice. julgado em 12/5/2007. descabida é a condenação de honorários em razão da denunciação. a Turma negou provimento ao recurso. com ressalvas da Min. Nancy Andrighi. Anulação. (lei de Murphy) .DENUNCIAÇÃO DA LIDE Denunciação da lide.923-PR. o pedido de denunciação à lide foi indeferido. Durante a fase probatória. a obrigação decorrente da sentença condenatória passa a ser solidária em relação ao segurado e a ela. Com esse entendimento. Assim.

Além disso. Daí o REsp. Primeiramente. posteriormente houve a intervenção da União. julgado em 19/3/2009. o banco credor moveu ação de cobrança contra o banco garante para reaver o crédito concedido ao terceiro. sendo suspenso o andamento do feito. declarando-se solidariamente responsável pelas obrigações da nota de crédito à exportação concedida à principal pagadora (cooperativa exportadora). 71 do CPC. Diante disso. ele extrapolou seus poderes de gestão. Argumentou-se que não se poderia contratar uma operação de um milhão de dólares. bem como ajuizou ação declaratória incidental de nulidade de carta de fiança julgada na Justiça comum. vencido.506RS. por exemplo. nem tão difícil quanto a explicação do manual.439-RS. sendo nula de pleno direito. condutor da tese vencedora. havia necessidade de autorização formalizada pela diretoria executiva. ou seja. embora a denunciação tenha sido oferecida antes do transcurso do prazo legal de contestação. se quiser. afirmando que houve extrapolação dos poderes do então presidente. assinou carta de fiança. Fiança. originário Min. ao prosseguir o julgamento. as quais foram rechaçadas pelo voto vista do Min. sem se acercar de todas as cautelas. o Min. julgava procedente o pedido inicial. mitiga o dever de defesa judicial. Nada é tão fácil quanto parece. quando o réu adianta a contestação. a fim de eximir-se de eventual ação regressiva e de indenização. Então. a Turma deu provimento ao recurso . submetida a questão ao antigo Tribunal Federal de Recursos. Bancária. reconhecia inafastável a tutela do direito do recorrente. esta já havia sido apresentada e o juiz já havia determinado a intimação do autor para apresentar réplica. romano ou brasileiro). ele admitiu a assistência da União e anulou a sentença por entender cabível a denunciação à lide. A interpretação do art. julgado em 15/4/2010. Em qualquer dos sistemas existentes ao longo da história (germânico. a Turma. (lei de Murphy) . O recorrido apresentou contestação e dias após. propiciar ao denunciante a recomposição dos prejuízos que vier sofrer com a ocasional derrota na demanda principal. a denunciação à lide pode ser apresentada após o oferecimento da contestação e dentro do prazo legal para contestar. que detinha atribuições indelegáveis e capacidade para deferi-la. após a citação e contestação do litisdenunciado. que. Para dar essa fiança. Fernando Gonçalves concluiu que rever a decisão a quo necessitaria do reexame de provas e fatos. o Min. nomeado pelo presidente da República. inadimplente a cooperativa. A questão está em saber se. Na contestação. reconhecendo que. de maneira que eventual tentativa de aditar a contestação será freada pelo óbice da preclusão consumativa. o réu (BNCC) denunciou seu presidente na época dos fatos. pautado na regularidade da aparência. a fiança não se revestiu das formalidades indispensáveis à legalidade do ato. embora com ênfases diversas. o hospital ajuizou ação de cobrança contra o réu. Já na Justiça Federal.404/1976. cumulativamente.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 68/76 Cobrança. Na espécie. Relator entendeu se fazer necessária a interpretação da expressão “prazo para contestar” previsto no mencionado dispositivo. Rel. a necessidade de conferir ao denunciado a oportunidade de pleitear o malogro da demanda originária. Diante do exposto. mister se faz tecer algumas considerações acerca do instituto da denunciação à lide. 6. ademais. não conheceu do recurso. Contestação. REsp 505. sem desmerecer as particularidades do modelo pátrio (que. Dessarte. Deve-se considerar. ofereceu denunciação à lide em desfavor da empresa de plano de saúde. Assim. objetivando o recebimento de valor referente a tratamento médico-hospitalar cujo custeio foi negado pelo plano de saúde contratado por ele. por intermédio de seu então presidente. O banco recorrente concedeu financiamento à cooperativa. de boa-fé. à luz do art. com amparo nas teorias da aparência e boafé. b) o direito de defesa judicial. Assim. por maioria. Lide. sucessora do BNCC (após sua extinção). Para tanto. Fernando Gonçalves. o instituto da denunciação da lide sempre se voltou para três finalidades: a) o dever de defesa judicial em favor do denunciante. para acórdão Min. que. Por outro lado. na garantia fidejussória a terceiro dada pelo então presidente. Rel. Massami Uyeda. Luis Felipe Salomão. Sucede que. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. e o extinto Banco Nacional de Crédito Cooperativo S/A (BNCC). ora recorrido. o tribunal a quo baseou-se na interpretação do estatuto do BNCC. 71 do CPC deve levar em consideração esses três objetivos. In casu. condenando a União (sucessora do BNCC) ao pagamento das importâncias reclamadas. o que foi deferido pelo juiz. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. manifeste-se a favor do autor da demanda). Denunciação. ele abre mão do restante do prazo legal de apresentação de resposta. Relator. Min. c) o direito de regresso.099. é dizer-se. conforme previsto no estatuto da instituição e na Lei n. assim entendida a obrigação de o denunciado proteger o denunciante da pretensão do autor da lide principal. REsp 1. ao permitir que o denunciado. Havendo o oferecimento antecipado da contestação. o TRF deu provimento à apelação da União. aceitou a fiança assinada pelo presidente de instituição financeira. para que se obtenha subsídios necessários à correta interpretação do preceito acima. Rel. Fernando Gonçalves. o Min. principalmente verificar se o signatário da garantia estava investido de poderes para tanto.

Fonte111 109 Existem hipóteses que mesmo excluindo o outro . o nomeante à autoria permanece no processo. Nessa situação.3) . que tem como objetivo corrigir vício de ilegitimidade passiva do processo. 111 110 Imagem retirada de trabalho do prof. Mozart Borba in www.: caso em que alguém é demandado como possuidor do bem.br Nada é tão fácil quanto parece. (CESPE/OAB/2008. possuidor ou responsável. em decorrê ncia de sua legitimidade passiva. tenha cumprido ordens deste para retirar madeira na fazenda de Celso. nem tão difícil quanto a explicação do manual. tenha proposto a ação de reparação de danos materiais contra Antônio. é lícito a Antônio: requerer a nomeação à autoria contra Carlos. visando transferir-lhe a posição de réu110.Suponha que Antônio. 62 a 69 do CPC É intervenção de terceiro obrigatória.NOMEAÇÃO À AUTORIA 69/76 CONCEITO Arts. hipótese em que deverá o demandado nomear à autoria o possuidor ou o proprietário da coisa.com. Logo “A” nomeará à autoria “B”. É o que ocorre na hipótese que “A”é demandado como se fosse dono de um terreno de 50m². que. mas ele sé é proprietário de 25m². Ex. no prazo para a defesa. sendo tão somente caseiro (detentor) da outra metade que pertence a “B”. por ser dono da outra metade do terreno. privativa do réu. mas permanecerá no processo em razão de sua legitimidade passiva. diante disso.euvoupassar. empregado de Carlos. (lei de Murphy) . nela o mero detentor ou aquele que causou o dano em nome de outrem e é demandado indevidamente indica em juízo o proprietário. quando na verdade é mero detentor. forçada e excludente109.

inclusive. o proprietário pode ter a falsa impressão de que o esbulhador é o empregado e ajuizar em face dele eventual ação possessória ou reivindicatória. deixando ali um seu preposto. Saraiva. o invasor afasta--se do imóvel. nem tão difícil quanto a explicação do manual. deve receber o pedido de nomeação à autoria como um pedido de chamamento ao processo. também. o juiz. Ao voltar. dependendo do tipo de discussão no caso concreto. ele seja esbulhado. A melhor doutrina processualista (Dinamarco. Antes que o dono volte. intentada pelo proprietário ou pelo titular de um direito sobre a coisa. Luiz Fux) defende que a conditio sine qua non da nomeação à autoria é a ilegitimidade passiva. não haveria ilegitimidade passiva. 69. Aplica-se também o disposto no artigo antecedente à ação de indenização. 112 Art. toda vez que o responsável pelos prejuízos alegar que praticou o ato por ordem. Assim. Art. 62. Sendo assim. Flávio Cheim Jorge. II . deverá112 nomear à autoria o proprietário ou o possuidor. o réu deve ser o mandatário. mas deverá nomear à autoria o verdadeiro invasor.nomeando pessoa diversa daquela em cujo nome detém a coisa demandada. ou seja. p. aquele que pratica atos sob ordens ou instruções de terceiro (mandante). parte legítima. Formar-se-á um litisconsórcio passivo ulterior. nesse caso. já que o mandatário. pedindo a sua substituição no polo passivo113. nesse caso. Suponha-se que o proprietário He um terreno esteja viajando e que. O réu pode nomear à autoria o mandante. já que. mero detentor. sendo-lhe demandada em nome próprio.NOMEAÇÃO À AUTORIA HIPÓTESES DE CABIMENTO 70/76 Art. Nesse caso. E. seria. Responderá por perdas e danos aquele a quem incumbia a nomeação: I .deixando de nomear à autoria. e como réu da demanda figurar o mero detentor. O réu é parte ilegítima. 2009 Nada é tão fácil quanto parece. como objeto da demanda. Se o objeto da demanda for a discussão sobre a posse ou sobre a propriedade de um determinado bem. quando lhe competir. não será cabível a nomeação à autoria. ou em cumprimento de instruções de terceiro. dispõe que se o direito material estabelecer uma coobrigação (responsabilidade solidária) entre mandatário e mandante. que obedece a ordens e determinações suas. pelo princípio da fungibilidade. 167. 113 Exemplo retirado da obra de Marcus Vinícius Rios Gonçalves – Novo Curso de Direito Processual Civil – Volume 1. Aquele que detiver a coisa em nome alheio. 63. para que a nomeação à autoria seja cabível nessa hipótese a relação de direito material não poder ter no mandatário a figura do responsável pelo ressarcimento dos danos. este deverá nomear à autoria o possuidor ou o proprietário. (lei de Murphy) . durante sua ausência. deve-se ter a reparação de danos causados em virtude de uma prática ilícita.

115 116 Art. Se um dos dois não a aceita. assinar-se-á ao nomeante novo prazo para contestar. Diante da nomeação. 65. litispendência etc. Nelson Nery. abrindo as seguintes hipóteses: Destaque: o nomeado pode recusar a nomeação Se aceita O nomeado substitui o nomeante e apresenta contestação normalmente. sendo assim. o processo continuará contra o nomeante. Art. Aceitando o nomeado. seguir para extinção sem resolução do mérito. provavelmente117. Ovidio Batista) entende que a recusa de participar no processo ao ser citado viola o princípio da inevitabilidade da jurisdição. ou quando este negar a qualidade que Ihe é atribuída. ao autor incumbirá promover-lhe a citação. Art. contra ele correrá o processo. para a extinção sem resolução do mérito. 119 Nada é tão fácil quanto parece. 65115 – se está presente alguma das hipóteses do art. O pólo passivo é mantido. O Nomeante continua a ser réu (e recebe novo prazo para contestar116) e o processo deve. a doutrina se divide no que diz respeito aos seus efeitos. Em ambos os casos. nem tão difícil quanto a explicação do manual. como no caso de coisa julgada.NOMEAÇÃO À AUTORIA PROCEDIMENTO . 67. sem resolução de mérito: Vl . 118 Art. ficará sem efeito a nomeação. será necessária a aceitação do autor da ação e do nomeado. Art. abrindo as seguintes hipóteses: Se aceita Se não aceita 1ª Aceitação Autor O pólo passiva é alterado e o novo réu deve ser citado. 267. o réu. ao deferir o pedido. o autor da ação decide se aceita a mudança no pólo passivo ou se não a aceita. o nomeado decide livremente se aceita ou não a nomeação. Sendo assim.SISTEMA DA DUPLA ACEITAÇÃO 71/76 Art. 66. tanto o autor quanto o terceiro deve concordar com a nomeação. O nomeante continua como réu (recebe novo prazo para contestar – 15 dias – art. o processo prosseguirá contra o réu originário. a legitimidade das partes e o interesse processual. por ilegitimidade passiva118. pois para que ocorra a extromissao de parte. A doutrina minoritária (Bedaque. Já a doutrina majoritária (Dinamarco. 66119 – uma vez citado da ação. suspenderá o processo114 e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. Com relação à recusa. o réu que não seja figura legítima para participar do processo tem a obrigação de indicar aquele que deveria estar em seu lugar (sob pena de perdas e danos . 69). Para que a nomeação à autoria seja válida. 64. por ilegitimidade passiva. ele. provavelmente. Quando o autor recusar o nomeado. como a possibilidade jurídica. 67) e o processo prossegue. Marinoni) entende que a nomeação à autoria depende da dupla concordância/aceitação. nomeia aquele que deveria ser o réu (o integrante da relação jurídica material). Extingue-se o processo. a nomeação não terá valor e o processo continuará a correr contra aquele que fez a nomeação. se a negar. o juiz. 117 Provavelmente. Art. 2ª Aceitação Nomeado Se não aceita 114 Suspensão imprópria: somente o procedimento principal é suspenso. Se o terceiro se recusar. ele deverá ser incluído no pólo passivo como revel. o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa. 62 ou 63 (hipóteses de cabimento).quando não concorrer qualquer das condições da ação. (lei de Murphy) .art. recusando-o. Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída. porque há possibilidade de o juiz extinguir o processo em razão de outro vício.

dos outros fiadores. 121 120 CESPE/Analista – Jud./STF/2008) . que tem a faculdade (não o dever) de trazer ao processo os coobrigados. 77 a 80 do CPC Art. ( ) O chamamento ao processo consiste na admissibilidade de o réu fazer com que co-devedores solidários passem a integrar o pólo passivo da demanda junto com ele. todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto121. parcial ou totalmente. parcial ou totalmente. . II . haveria uma ação originária entre o credor e o obrigado por ele escolhido e uma ação secundária entre o devedor escolhido pelo credor e os demais devedores chamados ao processo. em litisconsórcio. pois. só estaria litigando contra o obrigado escolhido. Assim. Ovídio Batista) entende que com o chamamento ao processo haverá uma ampliação subjetiva e objetiva do processo por meio da criação de uma nova ação. Critica-se esse entendimento. III . nem tão difícil quanto a explicação do manual. 275 do CC dispõe que a escolha do credor é somente contra quem ele vai propor a ação. de qualquer forma.Uma parcela da doutrina (Nelson Nery. pois os demais coobrigados participarão sim da ação originária. Figura Erro! Apenas o documento principal. quando para a ação for citado apenas um deles. o credor estará litigando contra quem ele não escolheu. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. (lei de Murphy) . Dinamarco.elaborada pelo professor Mozart Couto. pois eles podem participar. a dívida comum.Julgue os itens subseqüentes. Arruda Alvim. 120 CONCEITO É uma denunciação da lide qualificada Palavra chave: Solidariedade (co-obrigação) LITISCONSÓRCIO ULTERIOR E FACULTATIVO Doutrina majoritária (Humberto Theodoro Jr.. 275. 122 Nada é tão fácil quanto parece. como assistentes. se o pagamento tiver sido parcial. É admissível o chamamento ao processo: I . já que ele não faria parte da ação secundária. a escolha é do réu. O art. mas não contra quem ele vai litigar. Trata-se de intervenção provocada pelo réu.CHAMAMENTO AO PROCESSO 72/76 Art. assim. CC Art. na mesma sentença. a dívida comum. mesmo que não sejam partes.do devedor.de todos os devedores solidários. É exatament e a mesma ideia da denunciação da lide. porque o assistente litisconsorcial tem poderes de litisconsorte. relativos à intervenção de terceiros. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores. a fim de que o juiz declare. dando causa à instauração do litisconsórcio passivo122. no mínimo. 123 Posição minoritária . Serão assistentes litisconsorciais (são titulares dos direitos discutidos). O credor. a responsabilidade de cada um. na ação em que o fiador for réu. Marinoni) entende que no chamamento ao processo ocorre um litisconsórcio ulterior e facultativo. cuja grande especialidade é que ele é formado pela vontade do réu123. nesse caso. 77. Assim.

será impossível ao fiador alegar. é correto afirmar que Carla agirá corretamente se: (. o fiador poderá. De todos os devedores solidários. aos sócios. quando para a ação for citado apenas um deles. Como André não pagou os últimos três meses de aluguel. assim. (lei de Murphy) . para que o benefício de ordem possa ser alegado. demandado. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Assim. Em não sendo feito o chamamento ao processo nesta hipótese. Nada é tão fácil quanto parece. parcial ou totalmente. Considerando a situação hipotética apresentada. a dívida comum. tem o fiador a faculdade exigir que a execução. cobrar deste. sendo o dispositivo supérfluo. em regra (em termos teóricos. 73/76 Feito o chamamento. e freqüentes os casos de incidência da exceção). o devedor não poderia indicar bens do devedor principal. sobre o patrimônio do devedor principal.CHAMAMENTO AO PROCESSO HIPÓTESES DE CABIMENTO Do devedor. faça incluir no processo o devedor pr incipal. que o fiador. havendo tal solidariedade apenas quando o garante tiver renunciado ao benefício de ordem. a fim de exigir dele a integralidade do que houver pago124. Ocorre que o benefício de ordem é exercido no processo executivo. torna-se essencial. na ação em que o fiador for réu. etc. Logo. o locador ajuizou ação de cobrança contra o locatário e Carla. só existirá título executivo contra este..)promover o chamamento ao processo de Renata. Porém. mesmo não havendo chamado ao processo o devedor principal. o chamamento ao processo é o que possibilita no futuro o exercício do direito do beneficio de ordem. Mas o direito de sub-rogação ao direito do credor persiste para o fiador.2) . 77. já que a prática dos negócios fez com que os casos de aplicação da regra fossem raríssimos. Pois se essa demanda seguir somente contra fiador. o benefício de ordem. Em face do devedor pelo réu fiador Benefício de ordem . não poderá o fiador alegar o benefício de ordem. Em face dos outros fiadores pelo réu fiador Dos outros fiadores. 124 O fiador não é. voltar-se contra o devedor principal. e o devedor disponha de bens capazes de suportar o cumprimento da obrigação. em caráter solidário e mediante renúncia ao benefício de ordem. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. já que encontra natural repouso no inciso III do mesmo art. pois entre os co-fiadores existe solidariedade. Voltado ao fiador. O fiador pode indicar bens do devedor principal antes que o seu próprio patrimônio seja atingido.Carla e Renata eram fiadoras de André em contrato de locação de um apartamento residencial. na execução. na hipótese de vir pagar a dívida. Em não havendo título executivo em que figure o devedor principal.Instituto típico da execução. haja vista que as duas são fiadoras.. Nos casos em que tal renúncia não tiver ocorrido. Trata-se de co-fiança. e só será possível sua alegação se já for possível a instauração de execução também em face do devedor principal. primeiramente. Em face dos outros devedores solidários pelo réu devedor solidário Cláusula genérica que engloba as demais (CESPE/OAB/2008. É uma questão de preferência de responsabilidade patrimonial. devedor solidário. podendo este. com o que este também será condenado. para se exercer o benefício de ordem é imprescindível que exista um título executivo contra o devedor principal.

assim. que julgar procedente a ação. Art. nem tão difícil quanto a explicação do manual. § 1o . condenando os devedores. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. a ideia de condenação solidária é indiscutível. ou em lugar incerto. 79. quanto à citação e aos prazos. Art. 125 Art. § 2o Não se procedendo à citação no prazo marcado. A sentença. 79 do CPC).CHAMAMENTO AO PROCESSO PROCEDIMENTO DO CHAMAMENTO AO PROCESSO 74/76 Só pode ser realizado pelo réu. (lei de Murphy) . Nada é tão fácil quanto parece. Art. 72 e 74125. para exigi-la. O art. 80 do CPC dispõe que o título executivo é formado contra o réu e contra o chamado ao processo. E aplicam-se as regras da denunciação da lide feita pelo réu (art. por inteiro. procedendo-se em seguida à citação do réu. 72. ou de cada um dos co-devedores a sua quota. do possuidor indireto ou do responsável pela indenização far-se-á: a) quando residir na mesma comarca. do proprietário. O credor escolhe contra quem quer executar. ficará suspenso o processo. 74. dentro de 30 (trinta) dias. o denunciado. do devedor principal. Ordenada a citação. na proporção que Ihes tocar.A citação do alienante. em favor do que satisfizer a dívida. o disposto nos arts. valerá como título executivo . comparecendo. 80. a ação prosseguirá unicamente em relação ao denunciante. mandando observar. O juiz suspenderá o processo. dentro de 10 (dez) dias. Feita a denunciação pelo autor. b) quando residir em outra comarca.

em caso afirmativo. serão observadas as seguintes normas: I .o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este. Nesta hipótese. a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do art. Se o réu houver sido declarado falido. 101. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços .CHAMAMENTO AO PROCESSO 75/76 Art. o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador. nem tão difícil quanto a explicação do manual. facultando-se. sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título.a ação pode ser proposta no domicílio do autor. o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade. vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil. Nada é tão fácil quanto parece. DISPOSIÇÕES DO CDC II . (lei de Murphy) . 80 do Código de Processo Civil.

nem tão difícil quanto a explicação do manual. poderia ser admitido como assistente litisconsorcial. ser admitido nos autos como O denunciado. como regra. como regra.CHAMAMENTO AO PROCESSO 76/76 QUADRO COMPARATIVO (CHAMAMENTO X DENUNCIAÇÃO) Chamamento ao processo Denunciação da lide Exclusivo do réu Facultada ao autor e ao réu Relação jurídica existente entre os chamados e o adversário Inexiste relação jurídica entre denunciado e o adversário daquele que realiza o chamamento do denunciante O chamado poderia ter sido parte na demanda (litisconsórcio O denunciado jamais poderia ter sido parte facultativo do autor) Ressarcimento. nos limites da responsabilidade chamado regressiva O chamado poderia. assistente simples Nada é tão fácil quanto parece. como regra. (lei de Murphy) . proporcional à quota-parte do Ressarcimento integral.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful