Breviário

"Para que possamos nos tornar diferentes do que nós somos, devemos ter alguma
Concurso não se faz para nós somos. passar. Porrada na preguiça! consciência do que passar, mas até Isto não implica num crescimento diário, mas A fila anda e a catraca seleciona. É nóis, playboy!!! num 29/12/2010 decrescimento diário. Tire fora o que não for essencial." - B. L.

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1. LITISCONSÓRCIO
BASE LEGAL CONCEITO CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO
Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recíproco Quanto ao momento de sua formação Inicial ou originário Superveniente ou ulterior Quanto à uniformidade da decisão Unitário Simples ou Comum Quanto à indispensabilidade da presença das partes no processo Necessário Facultativo

TEMAS RELACIONADOS
Não observância do de litisconsórcio passivo necessário Existe de litisconsórcio Necessário Ativo? 1ª corrente 2ª corrente Relação entre Litisconsórcio necessário, facultativo, unitário e simples Litisconsórcio Necessário
Pela natureza da relação jurídica Em razão de lei

STJ considera nula decisão tomada sem litisconsortes necessários em briga judicial de municípios por ICMS Litisconsórcio ativo necessário. Litisconsórcio necessário. União Litisconsórcio passivo necessário. Dissolução. Sociedade de fato. Ação popular. Prazo. Ente público. Repetitivo. Concurso. Levantamento. Fgts. Litisconsórcio. Competência. Arrematante. Leilão. Litisconsorte necessário. Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante. Ação discriminatória. Usucapião. Terras devolutas. Ação popular. Sociedade. Economia mista. Competência. Juizado especial cível. Investigação. Paternidade. Citação. “pai registral”. Recurso repetitivo. Telefonia. Legitimidade. Tarifa básica. Anatel. Ms. Intervenção. Terceiro. Assistente litisconsorcial. Nulidade. Concurso. Litisconsórcio. Qo. Litisconsorte. Intimação. Iss. Cobrança. Dois municípios. Querella nullitatis. Falta. Citação. Litisconsorte passivo necessário.

INTERVENÇÃO DE TERCEIROS
CONCEITO
Parte Terceiro

CLASSIFICAÇÃO
Intervenções Voluntárias ou Espontâneas Intervenções Provocadas ou Forçadas Coadjuvantes Excludentes

Litisconsórcio facultativo

Litisconsórcio ou Intervenção iussu iudicis

LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO
Conseqüências da Decisão Judicial 1ª corrente 2ª corrente

AMICUS CURIAE?

ASSISTÊNCIA
CONCEITO NATUREZA JURÍDICA INTERESSE
Jurídico Patrimonial

DINÂMICA DO LITISCONSÓRCIO
Atos de Disposição de Direito Revelia Recursos Provas Prazo

CABIMENTO INCOMPATIBILIDADE
Mandado de segurança Jurisdição Voluntária 1ª corrente 2ª corrente Execução 1ª corrente 2ª corrente Juizado especial Controle concentrado

TEMAS RELACIONADOS
Prazo de resposta Processo de conhecimento Embargos á execução Prazo em Dobro Regra Exceções Súmula 641 STF Embargos do executado

PODERES DO ASSISTENTE
Assistência Simples ou Adesiva Tratamento
Atuação Subordinada

QUESTÕES JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA

Produção de provas Pagamento de Custas Prática de atos dispositivos pela parte principal Gestor de Negócios

Assistência Qualificada ou litisconsorcial Tratamento
Atos de disposição de Direito Revelia Recursos Provas Prazo Justiça da Decisão

Quanto à extensão do pedido do opoente Oposição total Oposição parcial Quanto ao momento do ajuizamento ou de sua constituibilidade Oposição genuína ou própria ou interventiva Oposição não genuína ou imprópria ou autônoma

PROCEDIMENTO
Competência Propositura e citação Prazo para contestar Reconhecimento do pedido Questão prejudicial Julgamento Oferecida antes da AIJ Oferecida depois de iniciada a AIJ Oferecida em fase recursal Trânsito em julgado
TEMAS RELACIONADOS

PROCEDIMENTO DA ASSISTÊNCIA
Requerimento Impugnação Decisão Agravo

RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO
Diferença de Embargos de Terceiro Diferença de Assistência Autorização legal Cabimento Procedimento ordinário Procedimento sumário Limites

Distinção: assistência Distinção: recurso de terceiro prejudicado Distinção: Embargos de Terceiros Mandado de segurança Desapropriação
QUESTÕES

JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA
Não cabimento em MS Terracap. Oposição. Domínio. Exceção.

JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA
Intervenção de “Amicus Curiae”: Limitação e Data da Remessa dos Autos à Mesa para Julgamento Recurso. Interposição. Assistente. Assistência: Não cabimento em MS Assistência. Amicus curiae. Descabimento Intervenção. União. Causa pendente. Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia Resp. Terceiro prejudicado Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante. Assistência. Prorrogação. Patente. Internet. Assistência. Interesse jurídico.

DENUNCIAÇÃO DA LIDE
CONCEITO NATUREZA JURÍDICA CARACTERÍSTICAS SUSPENSÃO DO PROCESSO QUALIDADE PROCESSUAL DO DENUNCIADO
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente

2. OPOSIÇÃO
CONCEITO PRESSUPOSTOS
Genérico Específico

CONDENAÇÃO DIRETA DO DENUNCIADO VEDAÇÃO EXPRESSA
Procedimento sumário Procedimento sumaríssimo Fato do produto nas relações de consumo

NATUREZA JURÍDICA
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente

HIPÓTESES DE CABIMENTO
I – Garantia da Evicção Denunciação per saltum
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente

NATUREZA DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO
1ª corrente 2ª corrente

CLASSIFICAÇÃO

Obrigatoriedade
1ª corrente

Agentes públicos Seguro. Seguradora. Terceiros. Honorários advocatícios. Descabimento Responsabilidade Civil do Estado e Agente Público Denunciação. Lide. Contestação. Seguradora.Natureza jurídica 1ª corrente 2ª corrente DENUNCIAÇÃO SUCESSIVA DL DO ESTADO AO SEU AGENTE + 1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente DENUNCIAÇÃO DA LIDE POR FATO DO PRODUTO OU SERVIÇO 1ª corrente +2ª corrente MODELO DE PEÇA JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Denunciação da lide. Responsabilidade civil.SISTEMA DA DUPLA ACEITAÇÃO 1ª Aceitação . Anulação. NOMEAÇÃO À AUTORIA CONCEITO HIPÓTESES DE CABIMENTO PROCEDIMENTO . Lide. Banco. Denunciação.Nomeado Se aceita Se não aceita 4.Autor Se aceita Se não aceita 2ª Aceitação . Denunciação. Segurado. Regresso. Contestação. Denunciação. Denunciação da lide. Intervenção.2ª corrente +3ª corrente II – Garantia da Posse III – Relações de Garantia 1ª corrente (restritiva) 2ª corrente (moderada) 3ª corrente (extensiva) Em face do devedor pelo réu fiador Em face dos outros fiadores pelo réu fiador Em face dos outros devedores solidários pelo réu devedor solidário PROCEDIMENTO DO CHAMAMENTO AO PROCESSO DISPOSIÇÕES DO CDC QUADRO COMPARATIVO (CHAMAMENTO X DENUNCIAÇÃO) PROCEDIMENTO DA DENUNCIAÇÃO DA LIDE TEMAS RELACIONADOS Momento processual Petição inicial Prazo de contestação Reconvenção Sentença . 3. Fiança. Contrato. CHAMAMENTO AO PROCESSO CONCEITO LITISCONSÓRCIO ULTERIOR E FACULTATIVO HIPÓTESES DE CABIMENTO . Denunciação. Obrigação solidária. Cobrança. Lide. Cdc. Lide. Prova. Edição. Bancária. Lide. Sucumbência.

O litisconsórcio é fundado no princípio da economia processual3 4. II . É necessário que entre as suas ações haja algum vínculo que se enquadre na regra do art. a reunião em litisconsórcio. 2 3 Art. em de caso litisconsórcio ativo. porque com o litisconsórcio ocorre uma verdadeira cumulação de ações.ocorrer afinidade de questões por um ponto comum de fato ou de direito. I . no mesmo processo 1. CRFB Art.Com.Dinamarco. a sentença será uma só. de 2004) 4 "É estudar até passar". no âmbito judicial e administrativo. 125.velar pela rápida solução do litígio. pois a produção de provas será uma só. Consiste no máximo de efetividade processual com o mínimo de custos Art.quando: Art. evitando a propositura de duas ações separadas e processos separados. em um processo.entre as causas houver conexão pelo objeto ou pela causa de pedir2. quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir.) II . 5º LXXVIII a todos. Contatos/Pedidos/Críticas/Sugestões: A7n266dragon@Yahoo.Br . IV . 46. 1 Mesmo processo: mesma unidade procedimental. BASE LEGAL CONCEITO Ou seja: ocorre quando. em conjunto.entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. ativa ou passivamente. nem sempre será é permitida. 46. 103. III . pois nem sempre dois autores podem se unir. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código..os direitos ou as obrigações derivarem do mesmo fundamento de fato ou de direito.. ou em ambas as posições" . “A situação caracterizada pela coexistência de duas ou mais pessoas do lado ativo ou do lado passivo da relação processual. Tudo isso traz economia. há pluralidade de autores e/ou réus. Reputam-se conexas duas ou mais ações. competindo-lhe: (. Duas ou mais pessoas podem litigar. Contudo. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.

pois ocorreu a estabilização subjetiva da demanda: com a citação ocorre a estabilização subjetiva da demanda. Trata-se de intervenção provocada pelo réu. salvo as substituições permitidas em lei. Quando se forma apenas no curso do processo. 264. pois feita a citação não se altera mais as partes voluntariamente. a decisão prolatada é igual para todos os litisconsortes Ocorre quando a decisão prolatada pode ser diferente para cada um dos litisconsortes. em litisconsórcio superveniente. não estaríamos lutando”. (Autor desconhecido) . que tem a faculdade (não o dever) de trazer ao processo os coobrigados (fiador. 43. E. visto que na maioria dos casos em que há processo litisconsorcial este já se apresenta com esta característica desde a propositura da ação. É admissível o chamamento ao processo: I .LITISCONSÓRCIO 6/76 CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recíproco Inicial ou originário Quando só ocorre litisconsórcio no pólo ativo Quando só ocorre litisconsórcio no pólo passivo Quando se dá simultaneamente em ambos os pólos Quando se forma desde a instauração do processo5. aliena a coisa litigiosa a duas pessoas.: sucessão processual (inter vivos): ação reivindicatória movida por A em face de B em que este no curso do processo. necessariamente. Salvo as substituições permitidas por lei: Ex. Concordando A com a alteração no pólo passivo. até o saneamento. a decisão pode ser diferente. ou com a demanda sendo oferecida simultaneamente em face de vários réus. “Se não houvesse esperança. Feita a citação. pois foi formado no curso do processo.de todos os devedores solidários. Ocorrendo a morte de qualquer das partes. com o consentimento do réu é possível alterar o pedido e a causa de pedir. observado o disposto no art. Art. além é claro. que será sucedido pelos adquirentes. parcial ou totalmente. quando para a ação for citado apenas um deles. dando causa à instauração do litisconsórcio passivo. II .). este deixará de ser ocupado por B. mantendo-se as mesmas partes6. o litisconsorte é simples Quanto à uniformidade da decisão Simples ou Comum 5 A regra é o litisconsórcio originário. Quanto ao momento de sua formação Superveniente ou ulterior Unitário Ocorre quando obrigatoriamente. Sucessão processual (causa mortis) Art. ainda assim. com vários autores demandando em conjunto. 9 8 10 Art. devedores solidários etc. até que efetivada a citação. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. causa de pedir e as partes. III . mas. o autor pode modificar pedido.: chamamento ao processo9 10 (espécie de intervenção de terceiro que provoca a entrada de litisconsortes passivos num processo em andamento). Assim sendo. Parágrafo único. a dívida comum.do devedor. 77. do princípio do juiz natural. se eventualmente for igual. Ex. 7 Fundamento: O fundamento seria a aplicação do princípio da legalidade. 265. salvo as substituições permitidas por lei 7 8 . 6 Estabilização subjetiva da demanda: Independe do consentimento do réu.dos outros fiadores. sem o consentimento do réu. A alteração do PEDIDO ou da CAUSA DE PEDIR em nenhuma hipótese será permitida após o saneamento do processo. é defeso ao autor modificar o PEDIDO ou a CAUSA DE PEDIR. Basta a possibilidade da diferença. por ato de vontade. na ação em que o fiador for réu. dar-se-á a substituição pelo seu espólio (questões somente patrimoniais) ou pelos seus sucessores (questões não patrimoniais).

caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo11. CPC Art. ou seja. dos réus em lugar incerto e dos eventuais interessados. é necessária para que a prestação jurisdicional cumpra sua finalidade sendo efetiva Ex. a presença de todos os litisconsortes na relação processual é indispensável. IV . requererá a citação daquele em cujo nome estiver registrado o imóvel usucapiendo. é necessária a PARTICIPAÇÃO (não poderia ser “propositura”) dos cônjuges. II . O cônjuge somente necessitará do CONSENTIMENTO (não poderia ser “participação”. não estaríamos lutando”. sendo caso de autorização e não de litisconsórcio necessário) do outro para PROPOR ações que versem sobre direitos reais imobiliários. 10 não é caso de litisconsórcio. 232. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes. mas cuja execução tenha de recair sobre o produto do trabalho da mulher ou os seus bens reservados. pois a sentença declaratória de usucapião não necessariamente precisaria da citação dos confinantes16) Ex.que tenham por objeto o reconhecimento. a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nos casos de composse ou de ato por ambos praticados.. ou seja. O autor. bem como dos confinantes e. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica.. expondo na petição inicial o fundamento do pedido e juntando planta do imóvel. cada um poderia ser autor ou réu isoladamente. 942. Ocorre quando.que versem sobre direitos reais imobiliários. pois o contrato não pode ser ao mesmo tempo válido para uma das partes e nulo para a outra) Facultativo Ocorre quando a presença de todos os litisconsortes em juízo não é indispensável. observado quanto ao prazo o disposto no inciso IV do art. (.: anulação de contrato com diversas partes (Necessário em virtude da relação jurídica. evitando assim futuras controvérsias. a constituição ou a extinção de ônus sobre imóveis de um ou de ambos os cônjuges.LITISCONSÓRCIO 7/76 Quanto à indispensabilidade da presença das partes no processo (Litisconsórcio Necessário Passivo – por força de lei) Art. “Se não houvesse esperança. quando.fundadas em dívidas contraídas pelo marido a bem da família. 13 Incindível: que não pode ser fracionado 14 Nota: o caput do art. Há litisconsórcio necessário.: usucapião15 (Necessário em virtude de lei. 10.12 Necessário Art. Critica: o CPC aqui confunde os conceitos de litisconsórcio necessário e litisconsórcio unitário. § 2o Nas ações possessórias. por edital. porque a lei não pode exigir litisconsórcio necessário ativo em um pro cesso: 12 11 Art. seja pela natureza da relação jurídica (relação jurídica incindível13 ou indivisível). havendo composse. o mesmo não se aplica às ações petitórias. 47. seja pela lei 14 (por força de lei). que não necessariamente são dependentes Nas ações possessórias. 10.) § 1o Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para as ações: I . nas quais se discute a propriedade. (Autor desconhecido) . III .resultantes de fatos que digam respeito a ambos os cônjuges ou de atos praticados por eles. 15 16 Tal situação ocorre porque o legislador quis inserir na usucapião um juízo demarcatório. que discutem posse.

o direito é avesso a constranger alguém a demandar como autor (o direito de ação é faculdade e não obrigação). a decisão prolatada será ineficaz19. Como regra geral. que é dada inutilmente. Parágrafo único. em processo em que estava ausente algum litisconsórcio necessário.. XXXV da CRFB (Inafastabilidade do controle constitucional). II. sob pena de declarar extinto o processo. jurisprudência e é a visão do Alexandre Freitas Câmara.1. seja facultando ao interessado a obtenção de suprimento judicial da outorga do cônjuge.LITISCONSÓRCIO 8/76 TEMAS RELACIONADOS Não observância do de litisconsórcio passivo necessário Se não ocorre a inclusão de todos os litisconsortes necessários ativos na PETIÇÃO INICIAL ou.)”(THEODORO JÚNIOR.314 . citação é chamamento que se faz ao réu para defender-se em juízo (art. tecnicamente. parágrafo único. CC de 2002. ou gravá-la. defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal. e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio. Se mesmo assim o processo chega ao final. O juiz ordenará ao autor que “promova” a citação de todos os litisconsortes necessários. seja permitindo ao condômino ou co-herdeiro defender sozinho direito comum (arts. grifos do original) “Se não houvesse esperança. (. quando haja denegação sem motivo justo ou ocorra a impossibilidade de obtê-la (art. da autorização ou da outorga. 125. Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação. Se for proferida sentença sem que estivesse integrado ao feito algum dos litisconsortes necessários. 11 do Código de Processo Civil). a própria ordem jurídica fornece a solução para o caso de recusa de adesão de litisconsortes ativos necessários. o juiz. é a de Celso Barbi.. arts. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo. será indivisível. 20 Majoritária na doutrina. Parágrafo único. reconhecendo que o autor não teria legitimidade para intentar a ação sozinho.). do Código Civil de 191. ocorre a nulidade do processo. Não vindo o consorte para o feito. dentro do prazo que assinar. reivindicá-la de terceiro. com a conseqüente extinção sem resolução de mérito. 47. Art. A falta.) litisconsórcio necessário (. sem apreciação do mérito. Até a partilha.791 Parágrafo único. quanto à propriedade e posse da herança. O exercício do direito de ação é faculdade e não obrigação. o direito dos co-herdeiros. a ação pode ser proposta caso contrário não é possível a sua 24 propositura Existe de litisconsórcio Necessário Ativo? 2ª corrente 17 Inutiliter data – expressão de Chiovenda que significa que a sentença proferida. se não ocorrer a citação de todos os litisconsortes necessários passivos. 22 Art. ou lhe seja impossível dá-la. sobre ela exercer todos os direitos compatíveis com a indivisão. Defendida por Humberto Theodoro Júnior e Celso Agrícola Barbi: “A melhor exegese. 1. sendo assim..791. 21 Art. não produzindo efeito nem para os ausentes. pode-lhe assinar prazo para obter a adesão do co-interessado necessário. quando necessária. 19 Art.314. mesmo porque. (Autor desconhecido) . 11. Se há a previsão legal. 1. 5ª. quando um cônjuge a recuse ao outro sem justo motivo. Por isso mesmo. 2130 e não de alguém para vir agir como autor. invalida o processo. do CC e art. não suprida pelo juiz. A autorização do marido e a outorga da mulher podem suprir-se judicialmente.791 parágrafo único ..580. que só tolera a citação dos litisconsortes passivos. 47. Solução: Você “pega” quem deveria ser o litisconsorte ativo necessário e o inclui no pólo 20 passivo da relação processual . p. (. no entanto. e 1. embora não se possa ordenar a citação de litisconsorte ativo. parágrafo único). 1ª corrente Não há esse tipo litisconsórcio no direito brasileiro.314 e 1. 623. aquela decisão será ineficaz (inutiliter data17)18. 1.. 23 24 Esta 2ª corrente lesa o art. se a parte não quer participar do processo. o processo será extinto. aquele que seria seu litisconsorte ativo deve verificar se a lei o autoriza a 21 22 23 postular sozinho em juízo (1. nem para os sujeitos presentes ao processo. 18 Art. não estaríamos lutando”. 11 do CPC ). 2005..

Litisconsórcio ou Intervenção iussu iudicis26 No art. 47. na hipótese de litisconsórcio necessário não formado.: anulação de contrato por diversas partes) Em razão de lei EM REGRA. existia a previsão de que sempre que houvesse um litisconsórcio facultativo não formado o juiz. dispõe que. mas é um problema usar nomes de institutos revogados para institutos novos diferentes. o juiz. O art. 47.: condomínio e solidariedade). Art. facultativo. (ex. no entanto. forma o litisconsórcio (intervenção iussu iudicis). (Autor desconhecido) . Parte da doutrina (Nelson Nery. concurso de credores contra devedor insolvente). Litisconsórcio facultativo Entretanto existem exceções na quais o litisconsórcio facultativo pode ser unitário. poderia.: ação de demarcação e usucapião. deve intimar o autor para que ele forme o litisconsórcio necessário sob pena de extinção do processo. Crítica: a nomenclatura não tem aptidão para mudar a natureza das coisas. sob pena de declarar extinto o processo. O juiz ordenará ao autor que promova a citação de todos os litisconsortes necessários. em razão de um contrato firmado por todos). Marinoni) entende que esse também é um caso de intervenção iussu iudicis. 26 Com base na aula do professor Assumpção. de ofício. 47 Parágrafo único. 91 do CPC de 1939. § único do atual CPC. 25 “Se não houvesse esperança. fazendo um juízo de conveniência. SEMPRE será unitário (ex. EM REGRA. por questão de obrigatoriedade.LITISCONSÓRCIO 9/76 Pela natureza da relação jurídica Relação entre Litisconsórcio necessário. Há litisconsórcio necessário. unitário e simples Litisconsórcio Necessário Art. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes. que não necessariamente são dependentes. (ação indenizatória proposta por diversos autores contra um réu. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo25. quando. Critica: o CPC aqui confunde os conceitos de litisconsórcio necessário e litisconsórcio unitário. é simples. dentro do prazo que assinar. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica. Luiz Fux. (ex. e não mais por um juízo de conveniência. é simples. não estaríamos lutando”.

Argumentos: atende melhor aos objetivos da reforma do CPC. A limitação poderá ser feita de ofício ou a requerimento da parte28. podendo ass im o requerimento ser formulado na própria resposta. serão partes. que recomeça da intimação da decisão27. todos os litisconsortes terão obrigatoriamente de permanecer no processo. esses. de se discutir qual seria o juízo competente para os novos processos que se formassem. Conseqüências da Decisão Judicial 2ª corrente Sendo necessário o litisconsórcio. 30 Trata-se de interrupção de prazo. Parágrafo único. e interromperá o prazo para oferecimento desta30. Assertiva correta Conseqüências da decisão do juiz que limita o litisconsórcio multitudinário? Quais os seus efeitos em relação aos litisconsortes que não poderão permanecer naquela relação processual 1ª corrente Desmembramento do processo original em tantos quantos seja necessário (Carreira Alvim). o que faz com que. O pedido de limitação interrompe o prazo para resposta. formando-se assim novos processos. em decisão fundamentada. Pura e simples exclusão dos litisconsortes (ou de alguns deles) mantendo-se aberta a possibilidade de ajuizamento de novas de mandas. Os inconvenientes do desmembramento do processo. 28 27 “Se não houvesse esperança. O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes. Calmon de Passos entende que ao juiz não é dado proceder de ofício à limitação do litisconsórcio. e não de mera suspensão. a qualquer tempo. não estaríamos lutando”. Alexandre Freitas Câmara). dizer o que é ou não excessivo para o processo em que se formou a coligação de partes (princípio da economia processual) E estabelecer quem permanece no processo e quem dele será excluído. (Cespe/MP-SE 2010) O juiz pode limitar a formação do litisconsórcio facultativo com enfoque na célere solução da lide e na facilitação da defesa do réu. fariam com que o processo acabasse por ter seu encerramento ainda mais retardado o que somente se evitaria com a exclusão. quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa. entre outros. (Sérgio Bermudes. como a necessidade de se formarem novos autos.LITISCONSÓRCIO 10/76 LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO Art. pois caberá ao juiz. diante do caso concreto. (Autor desconhecido) . este poderá ser formulado pelo demandado no prazo de resposta29. Não há uma fixação prévia de quantos litisconsortes formam uma multidão. seja restituído por inteiro ao demandado o prazo de que dispõe para responder à demanda. Havendo requerimento. ou depois. em que. 46. formulado o requerimento de limitação. 29 Dinamarco entende que no silêncio da lei o prazo para requerimento da limitação é de 5 dias e que o prazo não é preclusivo.

a autonomia do art. vigora a autonomia dos atos. pois para que esse artigo seja aplicável deve-se buscar a identidade de matérias defensivas. b) Direito processual. 320. apesar de ser um ato processual. que é o que defende o Marinoni numa posição bastante minoritária. existam decisões que considerem de forma diferente o mesmo fato e/ou fundamento jurídico. Isto significa que é admissível que. no caso do litisconsórcio simples não há a aplicação do art. no entanto. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. Não se aplica o art. (Autor desconhecido) . o inciso I do art. Deve-se. Aplica-se o art. Porém. o fato e o fundamento jurídico têm de proporcionar a mesma decisão para todos os sujeitos. 48 é aplicável. Revelia Se o litisconsórcio for unitário. 48. Já no litisconsórcio unitário. deve-se atingir a todos. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . Se o Direito Brasileiro adotasse o principio da realidade. mas não evita que os outros litisconsortes pratiquem o ato. os atos de disposição de direito material somente geram efeitos se praticados por todos os litisconsórcios. No tocante aos outros direitos processuais. reconhecimento jurídico do pedido e transação (sucumbência recíproca). é ineficaz se não for praticada por todos. 509. Envolve o direito de ação (desistência do processo) e outros direitos processuais. 48. como litigantes distintos. Dinamarco).se. Sugere-se. a ideia da autonomia é afastada sempre. se o litisconsórcio for simples. pois o Direito Brasileiro preferiu adotar o princípio da pessoalidade do recurso ao princípio da realidade. ou seja. não estaríamos lutando”. Assim. Art. se a contestação trouxer benefício exclusivo ao réu que ofereceu defesa. assim. pela literalidade desse artigo. portanto. Um dos principais efeitos da revelia é a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. a) Direito material. os litisconsortes serão considerados. 509 do CPC dispõe sobre uma exceção à autonomia do art. havendo litisconsórcio passivo. 320. 48 do CPC. ou seja. 48. A doutrina majoritária (STJ. a alegação na contestação deve favorecer o réu revel. em suas relações com a parte adversa. não haverá presunção de veracidade se ao menos um dos réus contestar a ação. pois esta seria exatamente a matéria que ele alegaria em sua defesa. Barbosa Moreira. ele gerara efeito também para quem não o praticou. O princípio da pessoalidade absorve a incongruência. não gera efeito nem pra quem praticou e nem para os demais litisconsórcios. A revelia não induz. 48 do CPC será aplicável. dentro do mesmo processo. não seria aplicável o art. esse artigo não deve ser analisado na sua literalidade. contudo. Entretanto. O art.LITISCONSÓRCIO 11/76 DINÂMICA DO LITISCONSÓRCIO Art. 48 do CPC. mas sim do art. os atos de disposição tanto de direito material como de direito processual são plenamente eficazes perante o litisconsorte que o praticou. Defendem essa ideia. Espécies: renúncia. Contudo. 320 do CPC dispõe que. o art. Atos de Disposição de Direito No litisconsórcio simples. Essas decisões distintas atingem os litisconsortes de forma diferente. o art. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. analisar o caso concreto. Salvo disposição em contrário. que se o recurso favorecer. O mesmo ocorre com a desistência. portanto. Assim. 509 se limita ao litisconsórcio unitário. ou seja. 48 do CPC. ele poderá renunciar. por exemplo. Se um dos litisconsortes unitário quiser renunciar seu direito de recorrer. entende que o art. Art. que. já que estabelece que o recurso de um dos litisconsortes aproveita aos demais. ou seja. os atos e as omissões de um não prejudicarão nem beneficiarão os outros. Contudo. gerando efeitos apenas para ele. se o ato praticado for benéfico. I do CPC é sempre aplicável. pois a contestação de um beneficiaria os demais. Seria uma incongruência lógica entre duas decisões no mesmo processo. 509. Recursos “Se não houvesse esperança. havendo pluralidade de réus. o ato praticado por um só dos litisconsortes é plenamente ineficaz. algum deles contestar a ação.

não prejudicando. A confissão judicial faz prova contra o confitente. o Código tem a intenção de dispor que o juiz deve analisar a confissão perante as outras provas produzidas. a autonomia do art. 48 é inaplicável a qualquer litisconsórcio seja ele simples ou unitário. Súmula 641 – Não se conta em dobro o prazo para recorrer. 191. vigora o princípio da comunhão das provas. Pelos precedentes da súmula. No entanto. Não há diferença entre os litisconsortes simples e unitários. para falar nos autos. ou seja. em grau recursal não haverá mais litisconsórcio. Prazo “Se não houvesse esperança. assim. a função da confissão. 350. Provas Na questão probatória. como qualquer outro meio de prova. o prazo recursal será simples. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. é convencer o juiz. já que somente este possui interesse recursal. A Súmula 641 do STF dispõe que havendo apenas um litisconsorte sucumbente. todavia. Pode-se concluir ainda que se somente um litisconsorte recorrer. Art. não estaríamos lutando”. e. pois se exige que haja também uma pluralidade de advogados. isso ocorrendo. caput do CPC trata da confissão como meio de prova. Ou seja. Sendo assim. não é possível fazer carga dos autos a não ser que haja um comum acordo entre os patronos. os litisconsortes. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. entretanto. de modo geral. Na verdade. dispondo que a confissão de um litisconsorte somente vincula a ele (confitente). 350. pra todos os recursos subseqüentes o prazo será simples. a prova produzida passa a ser uma prova do processo independentemente de quem a produziu. deve-se aplicar o princípio da comunhão das provas. O art. Nesses casos. para recorrer e. percebe-se que se houver mais de um litisconsorte sucumbente com o mesmo patrono o prazo também será simples. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar.LITISCONSÓRCIO 12/76 Art. não basta que haja litisconsórcio. (Autor desconhecido) . 191 do CPC prevê um prazo em dobro para todo ato processual. a confissão de um dos litisconsortes não tem o mesmo poder de persuasão que a confissão feita por um réu único. O art.

para recorrer e.382. § 1o Quando houver mais de um executado. § 4o A concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados não suspenderá a execução contra os que não embargaram. 282 e 283).382. na pessoa dos seus respectivos advogados. 191 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 11. O opoente deduzirá o seu pedido. de 1993) III quando houver vários réus. de 2006). (Oposição) Art. não estaríamos lutando”. quando o respectivo fundamento não disser respeito somente ao embargante (v. contados da data da juntada aos autos do mandado de citação. (Redação dada pela Lei nº 11. § 3o Aos embargos do executado não se aplica o disposto no art.não se conta em dobro o prazo para recorrer. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido.710. Distribuída a oposição por dependência. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. A contrario sensu. salvo tratando-se de cônjuges.710. Embargos do executado Art. prescrição). de 2006). Prazo de resposta Embargos á execução Regra Art.LITISCONSÓRCIO 13/76 TEMAS RELACIONADOS Processo de conhecimento Art. Os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias. Art. (Autor desconhecido) . serão os opostos citados. 191.382. 739-A. a concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados suspenderá a execução contra os que não embargaram “Se não houvesse esperança. (Incluído pela Lei nº 11. de 1993) Art. 738. da data de juntada aos autos do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido. (Redação dada pela Lei nº 8. 241. Começa a correr o prazo: (Redação dada pela Lei nº 8. o prazo para cada um deles embargar contase a partir da juntada do respectivo mandado citatório. 738. de modo geral. para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. de 2006). Prazo em Dobro Exceções Súmula 641 STF Súmula 641 . Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores (advogados). quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao embargante. para falar nos autos. 57. observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts.g.

MG – 2008 . assinale a resposta CORRETA. foram contratadas duas empresas especializadas no setor da construção civil (empresa “A” e empresa “B”). não obstante fosse o imóvel coberto por vegetação e existisse licença ambiental definindo a área que poderia ser desmatada. b) A ação popular constitui instrumento processual inadequado para o fim perseguido. propôs ação popular para anular o ato lesivo ao meio ambiente. constituída legalmente há menos de um ano. e) O Juiz pode dispensar o requisito da pré-constituição exigido da associação autora e processar a ação civil pública. degradação e dano ambiental. deliberaram instalar a referida dependência provisória fora daqueles limites. Por sua vez. d) O proprietário do imóvel vizinho tem legitimidade para intervir na ação civil pública como litisconsorte ativo. uma única dependência provisória destinada ao desenvolvimento das atividades administrativas da obra (escritório. não estaríamos lutando”. refeitório e banheiros). por entender que a situação revela interesse social manifesto e relevante. causando. (Autor desconhecido) . para uso comum. as empresas contratadas. por demandar apenas contra a empresa que possuía maior patrimônio (empresa “A”).35. assim.LITISCONSÓRCIO 14/76 QUESTÕES Ministério Público . com o intuito de facilitar a circulação de pessoas e de materiais. a) O Ministério Público não poderá intervir como parte na ação civil pública ajuizada pela associação. Para executar projeto de edificação de uma fábrica. em área de preservação permanente. à margem de um rio ali existente. as quais decidiram instalar. Chegando o fato ao conhecimento de uma associação cuja finalidade institucional é a proteção do meio ambiente. c) O juiz deverá ordenar à autora da ação civil pública que promova a citação da empresa “B”. por ser ela litisconsorte passivo necessário. “Se não houvesse esperança. porém. Considerando-se o que consta no enunciado. Entretanto. tendo optado. também inconformado com aquela situação. o proprietário do imóvel vizinho. Atuará como fiscal da lei. ela ajuizou ação civil pública para exigir a recuperação da área e o ressarcimento dos prejuízos causados.

LITISCONSÓRCIO 15/76 JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA 11/03/2009 . o processo deveria ser declarado nulo. constatando que o município de Manaus foi diretamente atingido pelo comando sentencial e que só teve oportunidade de ingressar no processo quando já encerrada toda a fase de instrução e julgamento realizados na primeira instância. Em novembro de 2008. O objetivo era entender qual o alcance do julgamento. mas sem efeitos modificativos. uma vez que decorre justamente da possibilidade de os litisconsortes influenciarem na formação do convencimento do julgador. envolve a alegação de que o estado do Amazonas. Em relação a essa decisão. o município de Coari apresentou embargos de declaração. Ao apreciar essa questão. Essa decisão – entende o ministro – poderá ser revista pelo próprio juízo ou impugnada por meio de recurso ao tribunal local pelos novos litisconsortes que ocuparão o polo passivo da demanda. ministro Castro Meira. a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acata recurso apresentado pelo município de Coari. tipo de recurso com o qual se pretende esclarecer a decisão. imprescindivelmente. nesta terça-feira. diretamente. a tutela antecipada foi concedida diante de uma relação processual que estava pronta.15h28 . O entendimento do relator foi seguido pelos demais ministros para dar provimento ao recurso de Manaus. diante da diminuição do seu percentual de participação no valor do ICMS a ser repassado. até que ponto o processo judicial estava anulado. determinando que a Secretaria de Fazenda estadual elevasse o índice então atribuído ao município de Coari de 2% para quase 7% sobre os 25% do produto de arrecadação de ICMS do estado. o ministro decidiu anular o processo. (Autor desconhecido) . iniciado por Coari. acolheu recurso do município manauara contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que determinava alteração do índice do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços (ICMS) a ser repassado para o município de Coari. O debate judicial. “Se não houvesse esperança. concluindo ser nula a decisão proferida sem a citação dos litisconsortes necessários. no valor adicionado do ICMS referente ao município. através da Secretaria de Fazenda. Para ela. o ministro Castro Meira. no Amazonas. Para o relator. a anulação dos atos processuais por ausência de citação dos litisconsortes necessários. dia 10.DECISÃO STJ considera nula decisão tomada sem litisconsortes necessários em briga judicial de municípios por ICMS Em decisão majoritária. o município de Manaus tentava fazer prevalecer a tese de que deveria ter havido a determinação para a citação de litisconsórcio passivo necessário. Assim. e declara nula tutela antecipada concedida pela Justiça amazonense envolvendo o repasse dos valores relativos ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). os demais municípios atingidos diretamente pela alteração dos índices do ICMS. se fosse facultativa. Ele acolhia os embargos. por não figurarem na qualidade de réus da demanda. afetados pela ordem judicial não pode ser aferida pelo resultado final do julgamento. sob o seu ponto de vista. O recurso especial foi acolhido. Interpôs apelação na qualidade de terceiro prejudicado. ou seja. A ministra Eliana Calmon. não estaríamos lutando”. valores referentes à saída de petróleo cru e gás liquefeito de petróleo (GLP) retirados da Base Petrolífera de Urucu. seria outro caso. não atingiu a antecipação de tutela concedida sem ouvir a outra parte (inaudita altera pars). O TJAM deferiu o pedido. próxima a votar. a necessidade de renovar o juízo de valor feito pelo juiz em tutela antecipada. esclareceu que. as partes afetadas. e. A questão chegou ao STJ porque. mas são litisconsortes necessários –. não tem inserido. há. a Turma. como foi o caso. determinando seu reinício com a citação dos municípios interessados na qualidade de litisconsortes passivos. a necessidade de citação daqueles que venham a ser. No momento em que o STJ afirma que a relação processual contém defeito devido à ausência na lide dos litisconsortes necessários – pois. ou seja. discordou. pois foi anterior ao ponto retirado do processo.

Rel. REsp 141. obrigações cindíveis que a ré. no polo passivo. Luis Felipe Salomão.LITISCONSÓRCIO 16/76 Segundo a ministra. seria favorecer a decisão do juiz liminarmente. sob pena de não poder ser obtido por nenhum: não se podem coagir os demais a entrar em juízo. Sálvio de Figueiredo. Há casos em que. em razão do litisconsórcio passivo necessário. não estaríamos lutando”. na ação de dissolução de sociedade de fato cumulada com partilha de bens proposta contra o concubino casado. a competência da Justiça Federal. os autos deveriam retornar ao juiz de Direito para que intimasse o autor a promover a citação do litisconsorte. Precedente citado: REsp 331. Coordenadoria de Editoria e Imprensa Litisconsórcio ativo necessário. Isso. Dissolução. Litisconsórcio necessário.951-RN. Min.172-RJ. “Se não houvesse esperança. o respeito à garantia da ação de um impede a exigência do litisconsórcio. julgado em 28/4/2009. teria deixado de cumprir. a Turma entendeu desnecessário o litisconsórcio. anulando. porém há outros em que o resultado a ser pleiteado no processo deve ser pretendido por todos. não invalida a questão. (Autor desconhecido) . 47 do CPC). Sociedade de fato. a seu ver. antes de sua remessa ao juízo federal.157-RJ. julgado em 26/10/1999. entre o banco de desenvolvimento estadual em questão e a União na ação que envolve determinado fundo de incentivos fiscais. mediante o consenso. administradora e mandatária da autora. DJ 6/12/1993.533-ES. seja ouvida a outra parte. REsp 885. entende que a nulidade examinada pelo Superior Tribunal em razão dessa falta da presença dos litisconsortes necessários alcança a relação jurídica em sua origem. O litisconsórcio ativo necessário restringe o direito constitucional de ação e. podendo até mesmo ser exigido que. outros entes públicos. Min. Essa corrente foi acompanhada. No caso. pelos ministros Herman Benjamin e Mauro Campbell Marques. de ofício. apesar da incindibilidade da situação jurídica ocupada por vários co-titulares. sob pena de extinção do processo (parágrafo único do citado artigo). a depender da relação de direito material estabelecida entre as partes. porque. destacou que. a relação processual se altera significativamente no momento em que há. fora das hipóteses expressamente contempladas em lei. inclusive. deve ser admitido apenas em situações excepcionalíssimas. Precedentes citados: REsp 64. AgRg no REsp 1.A Turma entendeu. União . sem interrupção.364-MG.726-SP. ficaria vigorando aquela decisão sem a participação do próprio estado. ainda. julgado em 3/3/2009. Pretendia-se a indenização por danos decorrentes de inexecução contratual. a possibilidade de dar continuidade a uma tutela concedida antecedentemente sem a presença desses entes. correto o acórdão recorrido que anulou a sentença proferida pelo juízo de Direito e reconheceu. Os votos vencidos entendiam que. porque o magistrado pode imediatamente tornar a examinar e dar a mesma tutela.088. por maioria. DJ 26/4/2005. DJ 10/5/1999. Francisco Falcão. Assim. em vista da existência de litisconsórcio passivo necessário ditado por lei (art. antes da tutela. O ministro Humberto Martins. na verdade. ao acompanhar o entendimento divergente. A esposa casada sob o regime de comunhão universal deve figurar no polo passivo. diante da ausência desse litisconsorte necessário. Rel. Min. Rel. e REsp 33. Litisconsórcio passivo necessário.

Ademais. De outro lado. a municipalidade tivesse apresentado contestação . em nenhum momento. Assim. Assim. Ente público. o prazo em dobro para responder à ação.822RN. Dessa forma. Luiz Fux. IV. a lei da ação popular estabeleceu a incompatibilidade entre o requerimento de prazo em dobro para contestar. Prazo. os requisitos legais foram atendidos de forma satisfatória. é completamente descabida a afirmação da agravante de que o interesse do município para figurar no polo ativo da ação popular é meramente econômico. conforme o mencionado artigo da referida lei. realizados os depósitos. Humberto Martins. o interesse jurídico da municipalidade é palmar.848-RS. No caso. não havendo falar em preclusão lógica ou temporal em razão de a entidade de Direito Público ter pleiteado. Min.LITISCONSÓRCIO 17/76 Ação popular.110. a Turma negou provimento ao agravo. Concurso. somente a CEF tem legitimidade para integrar o polo passivo da relação processual. da mesma lei. a moralidade e a isonomia. dois são os requisitos que o dispositivo legal exige para que a pessoa jurídica de Direito Público possa requerer a alteração no polo da lide: que o pleito seja realizado dentro do prazo da contestação e exista interesse público . entre os quais a legalidade. Diante disso. Levantamento. O objeto da ação popular é a anulação de aditamento do contrato em face de supostas irregularidades ocorridas em processo de licitação. Foi contra essa alteração subjetiva nos polos da relação processual que o agravante interpôs o recurso de apelação e. Rel. Ainda que eventual condenação ao pagamento de quantia seja revertida ao município. A incompatibilidade só teria ocorrido se. Na qualidade de operadora do Fundo. mas requereu seu ingresso na lide na qualidade de litisconsorte. não estaríamos lutando”. ao julgar o recurso repetitivo de controvérsia (art.717/1965. a juízo exclusivo do representante legal da entidade. 4. isso não quer dizer que o interesse público não esteja presente em tal situação. julgado em 4/6/2009. Portanto. II. equipara-se à ocorrência de culpa recíproca. REsp 1. por ser a única responsável pela administração das contas vinculadas do FGTS. não cabe fazer interpretações restritivas. Até porque. da CF/1988. esse pedido do município não quer dizer que ele praticou ato incompatível com a faculdade de requerer o ingresso no polo ativo da relação processual. mas também a princípios mestres do sistema de Direito Administrativo. nos termos do art. Rel. Fgts. Repetitivo. AgRg no REsp 973. Relator entendeu que não há como dar provimento ao recurso da agravante. que passam a integrar o patrimônio dos fundistas. (Autor desconhecido) . posteriormente. mormente quando se está diante de uma garantia constitucional posta à disposição do cidadão para a defesa do patrimônio público.717/1965. a teor da Súmula 82-STJ. § 3º. desde que isso se afigure útil ao interesse público. uma vez que. o município figurou como réu na ação popular. da Lei n. o empregador não mais detém a titularidade sobre os valores depositados. 6º da Lei n. no silêncio da lei. Não há litisconsórcio passivo entre o ex-empregador (o município) e a Caixa Econômica Federal (CEF). e a faculdade estabelecida no art. reiterou o entendimento de que a declaração de nulidade do contrato de trabalho em razão da ocupação de cargo público sem a necessária aprovação em prévio concurso público. que teriam ocasionado a lesão não só ao patrimônio público. pois a conduta da municipalidade encontra amparo no § 3º do art. que permite ao ente público pleitear o ingresso no polo ativo da demanda. efetivamente. 37. consoante previsto no art. ingressou com recurso especial. DJ 29/6/2007. 7º. 4. A Seção. O requerimento para figurar no polo ativo da relação processual foi exercido dentro do prazo para o oferecimento da contestação. O Min.905-SP. ou poderá encampar o pedido do autor. principalmente quando a condenação é consequência de atos que lesaram o patrimônio público e violaram os princípios norteadores do Direito Administrativo. obtendo o deferimento do juízo monocrático. gerando para o trabalhador o direito ao levantamento das quantias depositadas na sua conta vinculada ao FGTS. julgado em 24/6/2009. a pessoa jurídica de Direito Público chamada na ação poderá contestá-la ou não. Precedente citado: REsp 819. Min. 6º. n. segundo a lei. 8/2008-STJ). 543-c do CPC e Res. “Se não houvesse esperança.

terceiro prejudicado. seguindo-se o curso regular do processo. que detém interesse processual pela inversão provocada com a concessão da segurança à incorporadora. por consequência. que ostentam manifesto interesse jurídico no resultado da demanda cuja finalidade é desconstituir o ato judicial que favorece o ora recorrente. porquanto o seu direito sofrerá influência da sentença que nulifica o ato culminante da expropriação judicial. por não ter sido citado como litisconsorte necessário. Despicienda.879-RS. Relator. § 4º. a existência de vícios no edital publicado nos autos da execução que o banco move a quem se atribuiu a propriedade do bem. ficando assentado. também terceiro prejudicado. portanto. nos moldes do art. Min. exequente e executado). o entendimento de que. do CPC). Terceiro prejudicado. “Se não houvesse esperança. que alegou haver adquirido o lote de terreno sem que constasse restrição no registro imobiliário. por ser o arrematante do bem no praceamento cujo edital foi anulado. se o terceiro não for convocado para o processo. Competência. a Turma conheceu do recurso e lhe deu provimento para decretar a nulidade do processo para que seja integrado à lide o recorrente na qualidade de litisconsorte passivo. pois. o terceiro prejudicado legitimado a recorrer. reclama a participação de interessados na controvérsia (arrematante. é cogente. parágrafo único. a demanda pode ser ajuizada em qualquer deles. por força do nexo de interdependência judicial (art. Min. visto ser o arrematante do imóvel levado à praça. DJ 4/2/2002.061-MT. alega que a decisão do TJ violou os arts. REsp 346. do CPC. DJ 9/12/1997.106. IV e VI. na qualidade de litisconsorte passivo necessário. possuindo os co-réus domicílios diversos. pois a norma legal do art. conforme a orientação deste Superior Tribunal. é aquele que sofre um prejuízo na sua relação jurídica em razão da sentença. por isso. O recorrente sustenta a nulidade absoluta daquela ação que anulou a ação executiva e. do CPC). também a recorrida pleiteou seu direito com base no prejuízo que sofreu como terceira interessada. na condição de arrematante do imóvel levado a leilão. Leilão. sem que fosse chamada nos autos da execução. Arrematante. A Turma não conheceu do recurso. Para o Min. Rel. Precedentes citados: REsp 117. Portanto.334-RS. deveria ter sido incluído no polo passivo do mandamus na condição de litisconsorte necessário. Luiz Fux. A ação anulatória de arrematação. necessário. Assim. o próprio recorrente. Isso posto.804-PB. quando a eficácia da decisão depender da citação de todos os sujeitos que sofrerão nas suas esferas jurídicas. ter por ilegítima uma das partes e provocar a resolução da questão da competência por meio de outras regras processuais. O litisconsórcio é compulsório. Min. sob pena de a sentença ser considerada inutiliter data. cuja relação jurídica é atingida de forma reflexiva.509-RJ. Aldir Passarinho Junior. O recorrente. Rel. encerrando hipótese de competência concorrente. não estaríamos lutando”. julgado em 18/8/2009. Rel. Nancy Andrighi. REsp 423. a verificação da inviabilidade da configuração do litisconsórcio sob o prisma material. DJ 15/4/2002. por outro lado. Recurso. Litisconsorte necessário. (Autor desconhecido) . se a autora indica haver dois ou mais réus. é certo que. DJ 17/10/2005. O TRF deu provimento ao recurso reconhecendo a legitimidade dos autores e determinou a nulidade da arrematação devido à ausência de intimação do cônjuge do executado. no caso.628-SP. O arrematante é litisconsórcio necessário na ação de nulidade da arrematação. terceiro prejudicado. 94. julgado em 8/10/2002. e REsp 355. § 1º.273-SP. não poderia ter deixado de participar do mandamus. REsp 1. há litisconsórcio e. julgado em 20/10/2009. ressaltando. pela sua certificação. Precedente citado: REsp 116. questionado pelo recorrente com o intuito de. vale dizer. 499. sob o aspecto formal. § 1º. do CPC. REsp 927. 499.LITISCONSÓRCIO 18/76 Litisconsórcio. 47 e 267. 47. na hipótese por ser a adquirente do imóvel antes do leilão. No caso. da arrematação. legitima-se à impugnação recursal (art. Arrematante. o acórdão recorrido concedeu a segurança à empresa recorrida. do CPC.

a posse não se presume. 47 do CPC. 4. embora haja o registro. de publicação de matéria na imprensa local que felicitava a governadora pela passagem de seu aniversário. Precedentes citados: REsp 258. 14. para o âmbito da ação. porque a ação foi extinta sem resolução do mérito. DJ 3/4/2006. Outrossim. Afastou-se a impropriedade do procedimento adotado. em nome da recorrente. 1º da Lei n. Rejeitou-se. observou que é evidente se reconhecida a competência federal para tratar do assunto. pois a cadeia dominial retroage ao século XIX. Trata-se de ação discriminatória ajuizada em decorrência de extinção de ação anterior por desaparecimento de volumes em incêndio no fórum da comarca. a companhia de energia. em 1945 (lei estadual). O juiz excluiu o estado do pólo passivo. Relator. A ação popular reclama cúmulo subjetivo no pólo passivo. Min. se a falsidade do documento de registro paroquial não tivesse sido comprovado. Luiz Fux. a exegese da legislação aplicável à ação popular revela que as pessoas jurídicas de Direito Público. Rel. (Autor desconhecido) .122-PR. a Turma conheceu parcialmente do recurso e nessa parte deu-lhe provimento. considerando que os embargos de declaração opostos tiveram propósito de prequestionamento. foram apontados diversos vícios e há comprovação de falsidade de assinatura.999-MA. REsp 879. ainda. Ressaltou. julgado em 2/9/2008. ele tem de infirmar o domínio particular. Devem ser citados. não apenas os responsáveis diretos pela lesão. REsp 847. não poderia o estado-membro. reconheceu-se a inexistência da coisa julgada e a inocorrência da alegada litispendência. Destaca o Min. o litisconsórcio necessário com todos os antecessores dominiais. mantendo a companhia de energia. Usucapião. de forma direta ou indireta. com personalidade própria e patrimônio distinto daquele do estado. para o estado-membro provar que as terras são devolutas. na cadeia dominial. Ademais. (principalmente o DL estadual n. 340-STF). Nas instâncias ordinárias. Terras devolutas. daí a via da discriminatória ser adequada. Além de que. Min. visto que é sociedade de economia mista. até para que se cumpra o art. afastou a multa de 1% sobre o valor da causa. o que inviabilizaria qualquer discriminação de terras devolutas. 6º c/c o art. “Se não houvesse esperança. ainda. Consignou também o acórdão recorrido que a natureza das terras foi comprovada a contento. restaria a discussão acerca de sua natureza jurídica.LITISCONSÓRCIO 19/76 Ação discriminatória. uma vez que a ação discriminatória não é obstada pelo registro das terras em nome do particular nem exige sua previa invalidação. e REsp 266. que. \ Ação popular. Há a necessidade de que venham aos autos todos os legítimos contraditores. Por fim.397-SP. ausentes os requisitos para o usucapião extraordinário previstos na legislação. Quanto ao usucapião. bem assim os que dele se beneficiaram. restringem-se àquelas cujos atos sejam objeto da impugnação. cuja citação faz-se imprescindível para integrar o litisconsórcio passivo necessário simples. julgado em 12/2/2008. Relator que. Inclusive o STF já firmou entendimento de que o usucapião de terras públicas é vedado desde o advento do CC/1916 (Súm. Com esse entendimento. além de que foge ao objeto da ação. pretender regular a questão já vedada por norma federal desde 1933.717/1965. cujo escopo é o de alcançar e convocar. n. Sociedade. no caso. tenham concorrido para o fato. Herman Benjamin.219-RJ. Por último. para integrar o litisconsórcio passivo necessário simples. bem ou mal. Economia mista. os sujeitos elencados no art. DJ 5/6/2007.916/1945). Para o Min. Cuida-se de ação popular ajuizada contra a companhia energética estadual e contra o estado devido à prática de ato causador de dano ao erário consubstanciado no pagamento. devido aos vícios na cadeia dominial e à inexistência do usucapião extraordinário. o caso seria de continência. é absurda a pretensão de chamar todos os transmitentes à lide. Rel. a Turma negou provimento ao recurso. Isso posto. vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória. mas todos aqueles que. não estaríamos lutando”. pela primeira demandada. vale dizer.

10. Investigação. observou não prosperar a argumentação de que os juizados especiais federais não detêm competência para conhecer de causa em que haja interesse da Fazenda. e REsp 979.259/2001 não regula a matéria. Pode ser tudo feito no mesmo processo. Rel. “pai registral”.099/1995 onde a Lei n. A Seção. citando a doutrina. em litisconsórcio passivo com a União. Precedentes citados: REsp 911. julgado em 14/10/2008. (Autor desconhecido) .278-GO. 9. 12 da Lei n. da Lei n. ao julgar recurso repetitivo (art. DJ 3/9/2007. ponderou-se em relação à aplicação subsidiária da Lei n. DJ 3/12/2007. Precedentes citados: CC 73.129-RS.259/2001.944-PB.259/2001 admite expressamente a possibilidade de prova técnica. o citado dispositivo deve ser interpretado de forma lógico-sistemática.292-PB. Por fim. por si só. o art. 356-STJ). pouco importa se a matéria objeto do conflito instaurado seja de grande ou pequena complexidade probatória. incide a Lei n. 348-STJ. o alto grau de complexidade da lide e a prova técnica. Tampouco cabe o litisconsórcio passivo da Anatel. propiciando maior celeridade na solução dos conflitos. Min. Citação. diferentemente do que se verifica nos juizados estaduais.000-RS. é preciso que integre a lide que poderá ter essa conseqüência. uma vez que a competência dos juizados federais encontra-se regulada no art. Recurso repetitivo. Rel. Tarifa básica. Para a Min. AgRg no AgRg no CC 87. nas demandas relativas à legitimidade da cobrança de tais tarifas. julgado em 22/10/2008. representa a existência de lides de maior complexidade probatória. 10.626-RS. Para que alguém seja demovido da sua condição de pai. julgado em 8/10/2008. REsp 1. mas com a integração do pai registral. ser demandadas no juizado especial cível. pois sua competência define-se em razão do critério absoluto do valor da causa. DJ 17/10/2005. não se excluindo a viabilidade de que outras pessoas jurídicas possam. II. temas impugnados pela agravante. Min.068. nos termos da jurisprudência firmada na Súm. Logo. DJ 1º/9/2008. CC 49. n. Anatel. REsp 512. 6º. Dessa forma. Precedente citado: REsp 117.171-PR.802-RS. na ação de investigação de paternidade movida por menor (representado pela mãe) contra o ora recorrente. Relatora. Assim. 543-C do CPC). na condição de concedente.099/1995. Rel. entendendo-se que aquele artigo cuidou tão-somente de autorizar que a União e demais pessoas jurídicas ali mencionadas figurassem no pólo passivo dos juizados federais. movidas entre os usuários e a concessionária de serviços de telefonia. Paternidade. “Se não houvesse esperança. ressaltou que os juizados especiais foram criados com o objetivo de facilitar o acesso à Justiça. Em agravo regimental interposto contra decisão que reconheceu o conflito e declarou competente o juízo federal do juizado especial cível. Juizado especial cível. Min. a regra é simples e objetiva. quanto à prova técnica. 10. Não é necessário prévio procedimento judicial de anulação do registro para subseqüentemente proceder à investigação. Eliana Calmon. reiterou ser legítima a cobrança de tarifa básica pelo uso dos serviços de telefonia (Súm. n. Outrossim. Telefonia. 9. Legitimidade.130-ES. A Turma entendeu ser necessária a citação do pai registral para integrar a lide como litisconsórcio necessário passivo. DJ 4/10/2007. Aldir Passarinho Junior. DJ 24/9/2001. e CC 83. não estaríamos lutando”. o que.LITISCONSÓRCIO 20/76 Competência. Trata-se de ação ajuizada com o objetivo de que as pessoas políticas demandadas fornecessem medicamentos de uso continuado para a autora. Teori Albino Zavascki.

A Seção negou provimento ao agravo. julgado em 13/4/2010. na presente ação mandamental. é detentor de mera expectativa de direitos. DJ 26/3/2007. Assim. pois tem a pretensão de ingresso no feito para defender diretamente direito próprio. § 1º. Rel. 214. não há comunhão de interesses. se concedido. DJ 5/2/2007. como assistente. Min. nessa parte. DJe 1º/9/2008. Terceiro. Ressaltou-se. DJ 10/9/2007. Isso porque o candidato aprovado.LITISCONSÓRCIO 21/76 Ms.469-DF. pois a sentença nos autos da ACP afirma que o concurso destinava-se a preencher os cargos da prefeitura. enquanto não houver nomeação. (Autor desconhecido) . Intervenção. “Se não houvesse esperança.431-RS. acarretará a inabilitação para o exercício profissional da agravante. AgRg no REsp 919. No REsp. com esse entendimento. admitindo-a. Por causa da nulidade. para anular a Portaria do Ministério da Educação n. mas explicitou que se justifica a intervenção da agravante como terceiro interessado. ela não pode prosperar. Luiz Fux. AgRg no REsp 860.948 – que determinou a emissão e registro de diplomas no referido curso – e. Assistente litisconsorcial. No que se refere à nulidade por ausência de citação do órgão municipal de serviços de água e esgoto. segundo o Min. sua posição se enquadra na hipótese de assistência litisconsorcial (art. Nulidade. Dessa forma. a Turma conheceu em parte do especial e. Precedentes citados: AgRg no Ag 782. Concurso. não houve nomeação de qualquer candidato aprovado. a controvérsia suscitada pelo município é quanto à existência de litisconsórcio necessário de todos os aprovados e do órgão municipal ao qual se destinavam as vagas do certame. 2. que a parte assistida é o ministro da Educação. 50 do CPC). Quanto à nulidade por ausência dos aprovados como litisconsortes necessários. Sendo assim.400-ES. conforme pleiteado. Ademais. Note-se que o MS foi impetrado pelo Conselho Federal de Medicina.097-AL. ainda. e AgRg no REsp 809. Min. REsp 902. Rel.090-AL. Teori Albino Zavascki. julgado em 9/6/2004. em razão de comprovada fraude no certame. não se verifica a nulidade apontada e. do CPC). Trata-se de agravo regimental interposto pela profissional habilitada em optometria contra decisão que a inadmitiu como litisconsorte passiva necessária.924-AL. também. Trata-se de nulidade de concurso para provimento de cargos em prefeitura decretada em ação civil pública (ACP). não estaríamos lutando”. seu comparecimento espontâneo supre a ausência de citação (art. DJ 20/9/2007. ela esbarra em matéria fática probatória. Litisconsórcio. negou-lhe provimento. Relator.446-RJ. MS 9. REsp 968.

Assim. Assevera que aquela decisão transitada em julgado não atinge o réu que não integrou o polo passivo da ação. Precedentes citados do STF: RE 96. em vez da ação rescisória prevista no art. decidiu no mesmo sentido e o Supremo Tribunal Federal também entende que a existência da coisa julgada é condição essencial para o cabimento da ação rescisória. ao prosseguir o julgamento. é viável o ajuizamento conjunto de ações conexas pela causa de pedir com pedidos sucessivos contra réus diversos (litisconsórcio eventual). Diante disso. 46 do CPC e não haja incompatibilidade absoluta de competência e procedimentos. que ocorrem. Mauro Campbell Marques. por exemplo. Diante disso. ter sido anexada petição para juntada de substabelecimento a qual evidenciou a existência de litisconsortes passivos necessários. a partir daí. a fim de que possam apresentar suas contrarrazões. é cabível a qualquer tempo a ação declaratória de nulidade. Com esse entendimento. a nulidade por falta de citação deve ser suscitada por meio de ação declaratória denominada querella nullitatis. do CPC). julgado em 19/3/2009.185-SC. Da interpretação do art. atinge a eficácia do processo em relação ao réu e a validade dos atos processuais subsequentes. No caso dos autos. Min. por maioria. julgada em 22/9/2010. Por fim. de sentenças tidas como nulas de pleno direito. A recorrente recolheu o ISS a determinado município. Cobrança. o Min. no entanto posiciona-se em sentido diverso. DJ 1º/8/2005. (Autor desconhecido) . porém foi surpreendida com a cobrança. Min. local em que prestou serviços de engenharia.565-SC.374-GO. Rel. Relator em virtude de. AR 569-PE. ainda. para que. Falta. no curso do pedido de vista dos autos. Assim. Castro Meira. a Seção. julgada em 11/5/2010. a ação principal tramitou sem que houvesse citação válida de litisconsorte passivo necessário. daí configurada a conexão a autorizar o litisconsórcio passivo (art. DJ 26/02/2007. o que resultou na falta da devida intimação deles para apresentar contrarrazões. Observa. Relator que este Superior Tribunal. essas sentenças não se enquadrariam nas hipóteses de admissão da ação rescisória (art. STJ Informativo 448 – 1ª Seção “Se não houvesse esperança. REsp 727. DJ 30/8/1983. Rel. jungida às características do litisconsórcio eventual. e AR 771-PA. a recorrente ajuizou ação anulatória de débito tributário em desfavor do segundo município. Esse vício. I a IX. segundo o Min. 485 do CPC. extinguiu a ação rescisória sem julgamento de mérito. Min. Litisconsorte. que não possui prazo para sua propositura. Nesse contexto. III. ausente ou sendo nula a citação. que exige a existência de decisão de mérito com trânsito em julgado. por afrontar o princípio do contraditório. Querella nullitatis. em questão análoga. porém não registrados no tribunal de origem.853-GO. do ISS referente à mesma atividade desempenhada. por unanimidade. vê-se que ambas as demandas ostentam causa de pedir comum: a prestação de serviços que desencadearam a obrigação de recolher o ISS. 485. Citação. desde que atendidos os requisitos genéricos do art. não estaríamos lutando”. Trata-se. Desse modo. por outro município. 46. a Turma. Em vez de ação rescisória. Precedente citado: REsp 639.LITISCONSÓRCIO 22/76 Qo. Rel. do STJ: REsp 62. nesses casos. 289 do CPC. pois não há previsão quanto à inexistência jurídica da própria sentença atingida de vício insanável. quando as sentenças são proferidas sem assinatura ou sem dispositivo. não há como vislumbrar incompatibilidade dos pedidos formulados em virtude do caráter sucessivo que lhes conferiu a petição inicial: esse escalonamento contorna pretensa falta de harmonia entre os pleitos. motivo pelo qual. ou ainda quando prolatadas em processo em que falta citação válida ou quando o litisconsorte necessário não integrou o polo passivo. Intimação. Iss. Relator. O conflito de interesses instaurado entre os municípios não é empecilho à inclusão de ambos na demanda. que ainda são consideradas inexistentes. sendo certo que essa situação de antagonismo é própria do litisconsórcio eventual. DJ 17/12/2004. ressalta não desconhecer a existência de respeitável doutrina e jurisprudência que defendem a admissibilidade da ação rescisória na hipótese. QO no RMS 30. Benedito Gonçalves. Litisconsorte passivo necessário.233-SP. prossiga o feito. Trata-se de questão de ordem suscitada pelo Min. decidiu anular todo o julgamento iniciado e determinou que os litisconsortes passivos sejam intimados neste Superior Tribunal. §§ 1º e 2º). há que reintegrar ao pólo passivo da demanda o município indevidamente excluído pelo juízo e devolver os autos a ele para que dê continuidade ao feito. com pedido sucessivo de repetição de indébito contra o primeiro. Dois municípios.

a forma como ele ingressará é que dará ensejo as modalidades de intervenção de 3 o. ingressa na relação processual em razão de relação jurídica que envolva o autor. 34 Citação: observação: quando há citação. Ou seja. Topologia: Apesar de estar fora do capítulo de intervenção de Terceiros 33 Recurso de terceiro prejudicado . 32 31 “Se não houvesse esperança. O assistente só intervém se quiser. o réu ou o objeto da demanda. não será chamado a intervir. Só nesse caso é que irá intervir. o terceiro assistente intervém sem ser chamado para tal. Aqui o terceiro ingressa porque quer.INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 23/76 CONCEITO É o meio processual através do qual o terceiro. Quando o terceiro é chamado a intervir é modalidade de intervenção provocada. há sempre intervenção de terceiro forçada. quando ele ingressa recorrendo. mas é assistência na fase recursal. isso é recurso de terceiro prejudicado. Na intervenção de terceiro a gente tem a seguinte figura: A e B litigando e um terceiro querendo ingressar no processo. não estaríamos lutando”. é todo aquele que não é parte no processo. ou seja. (Autor desconhecido) . que não é parte no processo. Observação: o tema é altamente polêmica variando de autor par ato administrativo abordagem!!! Parte Terceiro Intervenções Voluntárias ou Espontâneas31 Parte é todo aquele que pede e aquele em face de quem se pede alguma coisa Por exclusão. Há assistência voluntária nesse senti do. Intervém se ele ficar sabendo da existência da ação.Assistência na fase recursal: sobre o assistente. Assistência32 33 Oposição (AD EXCLUDENDUM) Ou provocadas ou Coactas – aqui o terceiro ingressa porque é obrigado34 CLASSIFICAÇÃO Intervenções Provocadas ou Forçadas Provocada pelo autor Denunciação da lide Chamamento ao processo Nomeação à autoria Provocada pelo réu Macete: As que começam com vogal são Espontâneas e as que começam com consoante são Provocadas Embargos de terceiro: Há quem entenda que os embargos de terceiro seria mais uma hipótese de intervenção de terceiros. A regra segundo a qual a assistência é modalidade de intervenção de terceiros voluntária. o assistente não é chamado a intervir. Um motivo leva um terceiro a intervir e de alguma forma ele intervém.

mas ele sé é proprietário de 25m². 499) Denunciação da lide (art. 70/76) Chamamento ao processo (art. Assistência (art. Logo “A” nomeará à autoria “B”. AMICUS CURIAE? Existem hipóteses que mesmo excluindo o outro. sem substituí-la. 35 “Se não houvesse esperança. sendo considerado pelo STF como “colaborador informal do juízo”. se ndo tão somente caseiro (detentor) da outra metade que pertence a “B”.INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 24/76 Coadjuvantes Excludentes (AD CODIUVANDUM) Quando o terceiro ingressa no processo por ter uma relação jurídica com uma das partes. (Autor desconhecido) . não estaríamos lutando”. o nomeante à autoria permanece no processo. em decorrência de sua legitimidade passiva. 77/80) Quando terceiro ingressa no processo para substituir uma das partes Oposição (art. mas permanecerá no processo em razão de sua legitimidade passiva. É o que ocorre na hipótese que “A”é demandado como se fosse dono de um terreno de 50m². 56/61) Nomeação à autoria35 (62/69) Amigo da corte: Há quem entenda que o “amigo da corte” é uma espécie especial (sui generis) de terceiro interveniente. 50/55) Recurso de terceiro prejudicado (art. por ser dono da outra metade do terreno.

Ocorre quando terceiro que tem interesse jurídico na causa ingressa na relação processual com o objetivo de auxiliar uma das partes a obter uma sentença favorável a ela. não estaríamos lutando”. salvo a assistência. por ato entre vivos. § 2o O adquirente ou o cessionário poderá. o terceiro. não altera a legitimidade das partes.Seção II . 280. sem que esteja buscando a vitória do assistido Espécie de intervenção de terceiro voluntária e coadjuvante. ajudar.597/DF. (Autor desconhecido) . poderá intervir no processo para assistila. Parágrafo único. § 1o O adquirente ou o cessionário não poderá ingressar em juízo. intervir no processo. julgado em 27/06/2007. NATUREZA JURÍDICA Sendo espécie de legitimação extraordinária. validamente. sem que o consinta a parte contrária. O assistente não é parte. ocorrendo a mesma situação em se tratando de “recurso de terceiro prejudicado”. 37 Significa prestar auxílio ou assistência a. Rel. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. proferida entre as partes originárias. no entanto. o entendimento plenamente majoritária é o de que a assistência é modalidade de intervenção de terceiros. A alienação da coisa ou do direito litigioso. § 3o A sentença. de 2002) Art. (Redação dada pela Lei nº 10. assistindo o alienante ou o cedente. ou o cedente. 42. 50. Não há possibilidade de o assistente ingressar no processo. a título particular. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. que não se confunde com o interesse pessoal ou meramente financeiro.ASSISTÊNCIA 25/76 CONCEITO CPC – livro I . Primeira Seção. que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. estende os seus efeitos ao adquirente ou ao cessionário. na qual o assistente simples é parte secundária sempre ficando submetido à parte principal 36 Apesar de estar fora do capítulo VI do CPC que trata da intervenção de terceiros. socorrer 38 Vide STJ: MS 10.Da Assistência37 (arts 50 a 56) Art. Ministro João Otávio Noronha. Art. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. substituindo o alienante. mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra. DJ 22/10/2007 “Se não houvesse esperança. pois não formula pedido e nada se pede em face dele.444. sendo mero auxiliar É fundamental a presença de interesse jurídico38.

não estaríamos lutando”. para esclarecer questões de fato e de direito. 50 caput: Jurídico Existência de uma relação jurídica entre uma das partes e o terceiro assistente Possibilidade de vir a sentença a influir na referida relação Obs. INTERESSE Patrimonial 39 Ou seja. nos moldes do art. recorrer. ainda que os reflexos sejam meramente indiretos e de natureza meramente econômica. Essa regra não se aplica às pessoas jurídicas de direito público. recorrer. exceto as de falência. se for o caso.: interesses de outra natureza não justificam a assistência. uma assistência atípica.as causas em que a União. nas causas cuja decisão possa ter reflexos. independente da demonstração de interesse jurídico. Assim sendo. hipótese em que. podendo juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria e. para fins de deslocamento de competência. Em regra. hipótese em que. caso seja requerida assistência sem interesse jurídico. basta que a pessoa jurídica de direito público vislumbre a possibilidade de ser atingida pela sentença. Art. 50 caput do CPC LEI Nº 9. se for o caso. para fins de deslocamento de competência. As pessoas jurídicas de direito público PODERÃO. independentemente da demonstração de interesse jurídico39. a assistência não se confunde com a modalidade intervenção sui generis prevista na Lei 9. assistentes ou oponentes. Nesta. para justificar a sua intervenção no processo. juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria e. esta deverá ser indeferida de plano pelo juiz. A lei exige um interesse econômico ou de fato.469/97 (assistência atípica). “Se não houvesse esperança. de natureza econômica. sociedades de economia mista e empresas públicas federais.ASSISTÊNCIA 26/76 Art. fundações públicas. ainda que indiretos. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. autarquia. Destaque-se que a intervenção da União. como autoras ou rés. rés. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras. serão consideradas partes. a lei está admitindo uma assistência sem interesse jurídico. será considerada parte. Aos juízes federais compete processar e julgar: I . (Autor desconhecido) .469/ 1997. empresa pública ou fundação federal geram o deslocamento da competência para a justiça federal40. Parágrafo único. 109. autarquias. intervir. 5º A União poderá intervir nas causas em que figurarem. podendo esclarecer questões de fato e de direito. 40 CRFB Art.

pois. 46 a 49 da Lei nº 5. previsto no art. em mandado de segurança.. podendo o assistente. e o recebendo no estado em que se encontra”. 191). podendo reconhecida de plano e sem estrépito. Humberto Theodoro Júnior). Seu cabimento tão-somente em embargos do devedor. tendente a servir à presteza ideal imposta pela natureza teórica da pretensão nele deduzida. ou titular de direito conexo. 24 Aplicam-se ao mandado de segurança os arts.Admite sem contestações (por todos: Nelson Nery 1ª corrente Junior. Admitir-se-á o litisconsórcio. CABIMENTO A assistência é admitida no processo de conhecimento (seja ordinário ou sumário). Vide STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4. de 11 de janeiro de 1973 . como porque exige. 16 ed. repele aplicação de normas desse Estatuto que lhe contrariem regras expressas.ASSISTÊNCIA 27/76 Art. a lei específica. julgado em 18/05/2000. (Alcides Mendonça Lima. respectivamente. no seu caráter manifestamente sumário. mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra41. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição. no processo. Lei nº 9. Comentários ao CPC). o procedimento do mandado de segurança tem. no passivo. DJ 21/08/2000). CEZAR PELUSO. Mandado de segurança42 O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir. (Alexandre Freitas Câmara.769-QO/RJ. concerne à regularidade subjetiva do processo. e em qualquer grau de jurisdição. 9) “Se não houvesse esperança. desde que se vislumbre a 2ª corrente possibilidade do assistente simples ser atingido reflexamente pela sentença (Ubiratan de Couto Maurício: Assistência Simples).099/95 Art.414/DF (Rel. perante o padrão ordinário disciplinado pelo Código de Processo Civil. 51 do mesmo Código . a princípio estaria afastado o cabimento da assistência. Min. “A assistência é cabível a qualquer tempo.016/2009 art. sendo que a execução forçada 2ª corrente não se destinaria a uma sentença. INCOMPATIBILIDADE Execução Juizado especial Controle concentrado Admite a assistência simples. no processo de execução. 2007. não se acomoda à celeridade votada à ação de segurança. pois na execução em si não haveria o que auxiliar. Majoritária . Lições de direito processual civil. tal como a oposição. assim porque não exclui do pólo ativo quem apareça como co-titular do direito subjetivo afirmado. Lei nº 12. 10. ingressar no processo em qualquer de suas fases. conquanto destituído de eficácia suspensiva do processo. a qual. assistência ou intervenção de terceiros. em razão da ausência de lide.869. por natureza. e é ainda de todo incompatível com o chamado "incidente de intervenção". não estaríamos lutando”. informativo do STF 496) e recurso especial (AgRg no REsp 196656/RJ. Lumen Juris. a presença de todos quantos devam suportar a eficácia da sentença mandamental”. senão figura que. sua especialidade. não por outra razão. o STF e o STJ admitem o ingresso de assistentes em sede de recurso extraordinário (RE 550.Código de Processo Civil. In MS 24. Vol. p. mas apenas a realização material do direito do credor. I. no processo cautelar e nos procedimentos especiais. 41 “Ninguém tem dúvida de que. Não se admitirá. Rel. 50 Parágrafo único. Assistentes em sede de recurso extraordinário: Nessa linha. desde 1974. Não cabe assistência no processo objetivo (controle concentrado de constitucionalidade). DJ de 21/11/2003. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. em cujo seio. Ministro Joaquim Barbosa. O litisconsórcio não é forma de intervenção de terceiro. Quarta Turma. p. Tribunal Pleno. excluiu todas as modalidades de intervenção.337 – RJ 1ª corrente Jurisdição Voluntária Pela teoria clássica. Rel. 42 Esse contraditório incidental. (Autor desconhecido) . Ministro Barros Monteiro.

Não é possível desocupar o bem sem a rescisão do motivo que faz réu estar no bem. Aquele que poderia ser assistente simples mais ainda não ingressou. que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. despejo. Na verdade o locador conservou a posse indireta. celebra um contrato de sublocação.É o caso do sublocatário. Já o assistente simples não teria legitimidade para ser litisconsorte. quer contratual. Como a posse do locatário é contratual primeiro precisa rescindir o contrato. Então. há uma relação jurídica principal que é a relação de locação. Caso o locador. pode recorrer contra a decisão proferida nesse processo44. porém. porque a relação jurídica que se discute no processo não lhe pertence. dizendo-se legítimo possuidor. por possuir uma relação jurídica com o sublocador. Em síntese: aqui. cessa a intervenção do assistente. 53. ele ser reintegrado na posse. Então. o assistente simples tem uma relação jurídica dependente daquela discutida no processo. que é um contrato de locação. a possibilidade de o locatário ingressar no feito como assistente. 46 Então. se o locador não concorda ou nega expressamente e mesmo assim ele celebra o contrato. pleiteie a posse do bem locado. 45 Nesse exemplo clássico de assistência é obrigatória sua notificação (a lei usa a expressão “dar a ciência”) para intervir como assistente. mas recebe outro nome. no que tange ao objeto do processo. mas o pedido não será julgado procedente porque não há relação jurídica transferiu ao locatário a posse direta. Essa ação de despejo é na verdade uma ação de rescisão contratual cumulada com reintegração de posse. essa ação de despejo na doutrina é implicitamente uma ação de rescisão 47 Art. casos em que. despejo. “Se não houvesse esperança. de que trata o artigo 499 do CPC. de direito material entre locador e sublocatário. Então. O assistente simples é titular de uma relação jurídica distinta da discutida em juízo. o sublocatário. 4748 Não recebe o mesmo tratamento que o litisconsorte Distinção . 44 Esse recurso da pessoa que poderia ser assistente é o chamado recurso de terceiro prejudicado. desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos. aquele que teria interesse jurídico para intervir. poderá intervir no processo para assisti-la. Nessas demandas. O locador na qualidade de autor vai ajuizar uma ação em face do locatário (réu). julgue os itens a seguir. o assistente Não defende direito próprio. essa infração contratual consistente em dar a coisa em sub-locação sem que o locador consinta é motivo suficiente para uma ação de despejo. 2º Qualquer que seja o fundamento da ação dar . a ação de despejo tem que ser proposta em face do sublocador. O sublocatário não tem legitimidade para figurar no pólo passivo. por isso que ele ingressa.á ciência do pedido aos sublocatários. então. terminando o processo. não promova a denunciação do locatário à lide. possui interesse jurídico que o legitima a intervir na condição de condição de assistente simples da parte ré45 46. até porque se cuida de hipótese de intervenção de terceiros provocada. 48 (Cespe/ DPE Alagoas 2009) Considerando que o locador de um imóvel comercial seja citado para responder a uma ação em que terceira pessoa. Ele poderia ser litisconsorte. mas não interveio.se . pode recorrer contra a decisão judicial proferida no processo. ele apenas auxilia uma das partes.assistente litisconsorcial: o assistente litisconsorcial é titular da relação jurídica de direito material discutida no processo. Se o locador obtiver êxito na ação de despejo que promove contra o locatário/sublocador quem terá que desocupar o imóvel será o sublocatário (terceiro atingido reflexamente pela sentença). (Autor desconhecido) . na verdade ele que a posse direta de volta. Então. porém. este não poderá ingressar no feito em tal condição. Então. Em razão dessa dependência a decisão proferida no processo poderá atingir o assistente. o locatário praticou uma infração contratual. provado o seu interesse jurídico no julgamento favorável ao locador. 59. O locatário até sem o consentimento do locador pode fazer sublocação ou contra a vontade dele.245/91 Art. quando ajuíza a ação de despejo ele quer o bem de volta. Resta. 50. dependente da relação jurídica discutida no processo 43. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. Não tem relação jurídica de direto material com a parte contrária. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido. que poderão intervir no processo como assistentes. Contrato travado entre locador e locatário – relação jurídica locatícia. não estaríamos lutando”.ASSISTÊNCIA 28/76 PODERES DO ASSISTENTE Assistência Simples ou Adesiva Art. EXEMPLO CLÁSSICO . 43 Lei nº 8. Ele pode celebrar o contrato. de acordo com a teoria da asserção é só incluído no pólo passivo quem tem legitimidade. ou outra parte do feito. ele não é titular da relação jurídica discutida no processo. essa rescisão contratual cumulada com reintegração de posse ganhou um nome específico. o terceiro. Então.

renunciar ao direito sobre que se funda a ação. 52. confessar. O assistente será “gestor de negócios”. praticar atos que digam respeito à lide das partes. terminando o processo. reconvir. cessa a intervenção do assistente. não pode. Art. requerer diligências. aditar a petição inicial ou a contestação. Art. 52. prestar depoimento pessoal. há quem admita a oposição da exceção de incompetência pelo assistente. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente. ajuizar ação declaratória incidental. porém. Art. pois mesmo o assistente litisconsorcial não pode impedir a prática de atos pelo assistido. contudo tal gestão somente dá-se no âmbito processual.ASSISTÊNCIA 29/76 Se for ASSISTENTE SIMPLES49. casos em que. 49 Sendo assistente litisconsorcial aplica-se o art. desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos. “Se não houvesse esperança. 32. toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. (Autor desconhecido) . o assistente será considerado seu gestor de negócios. 54. modificar o pedido ou a causa de pedir. se o assistido réu não o fez no prazo da resposta – se o assistido for revel. 54: Art. exercerá os mesmos poderes e sujeitar-se-á aos mesmos ônus processuais que o assistido. Prática de atos dispositivos pela parte principal Prática de atos dispositivos pela parte principal: o assistente simples não participa de atos dispositivos. Se o assistido ficar vencido. 53. Na verdade é caso de substituição processual. não estaríamos lutando”. recorrer. Atuação Subordinada Como por exemplo: desistir da ação. transigir sobre o objeto litigioso. participar das audiências etc. Parágrafo único. apresentar razões. opor exceção de incompetência. reconhecer a procedência do pedido. Tratamento Pagamento de Custas É condenado nas custas proporcionais Art. Gestor de Negócios Se o assistido for revel. o assistente será condenado nas custas em proporção à atividade que houver exercido no processo. Produção de provas Pode produzir provas. O assistente atuará como auxiliar da parte principal. Sendo revel o assistido.

51. não estaríamos lutando”. quanto ao pedido de intervenção. não auxiliando diretamente uma das partes. 54.  Recebe o mesmo tratamento que o litisconsorte “Se não houvesse esperança. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente. (Autor desconhecido) . Aplica-se ao assistente litisconsorcial. sua impugnação e julgamento do incidente. Ex. O assistente também é titular da relação jurídica discutida no processo.  Tem relação jurídica de direto material com a parte contrária. O assistente ingressa no processo para auxiliar uma das partes e com isso também defender direito próprio. O assistente tem relação jurídica de direito material com a parte contrária vinculada com a mesma demanda. toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. Parágrafo único. o disposto no art. Em síntese: aqui. o assistente  Defende direito próprio.ASSISTÊNCIA 30/76 Assistência Qualificada ou litisconsorcial Art.: caso do co-proprietário que decide intervir no processo movido pelo outro co-proprietário em face de terceiro. no que tange ao objeto do processo.

vigora a autonomia dos atos. 509. ou seja. Contudo. Art. Ou seja. o assistente litisconsorcial passa a ser litisconsórcio facultativo unitário. todavia. não gera efeito nem pra quem praticou e nem para os demais litisconsórcios. 350. Provas 50 O assistente litisconsorcial é considerado como um verdadeiro litisconsorte [CPC: art. dispondo que a confissão de um litisconsorte somente vincula a ele (confitente). pode agir com absoluta independência e autonomia em relação à parte assistida. 48 é aplicável. “Se não houvesse esperança. Não se aplica o art. ele gerara efeito também para quem não o praticou. alterar o pedido ou a causa de pedir. A confissão judicial faz prova contra o confitente. entende que o art. desistir da ação. Sendo assim. o Código tem a intenção de dispor que o juiz deve analisar a confissão perante as outras provas produzidas. que. caput do CPC trata da confissão como meio de prova. Se um dos litisconsortes unitário quiser renunciar seu direito de recorrer. Art. ou seja.ASSISTÊNCIA 31/76 Tratamento Para a maioria da doutrina. praticar os seguintes atos: reconvir. Vigora o princípio da comunhão das provas. 320. Não pode. mas é como se fosse. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. a autonomia do art. a função da confissão. estes atos seriam desprovidos de eficácia se a eles se opusesse o assistido. Deste modo. se o ato praticado for benéfico. O mesmo ocorre com a desistência. como qualquer outro meio de prova. no entanto. Direito material Direito processual Atos de disposição de Direito Renúncia. isso ocorrendo. Barbosa Moreira. No entanto. Se o litisconsórcio for unitário. Os atos de disposição de direito material somente geram efeitos se praticados por todos os litisconsórcios. é convencer o juiz. é ineficaz se não for praticada por todos. renunciar ao direito sobre que se funda a ação ou reconhecer a procedência do pedido. 509 se limita ao litisconsórcio unitário. apesar de ser um ato processual. ou seja. algum deles contestar a ação. 54]. ele não é (pois não formula pedido e em face dela nada é formulado). ele poderá renunciar. 509. o art. ajuizar ação declaratória incidental. 48 do CPC. Para Alexandre Freitas Câmara. mas não evita que os outros litisconsortes pratiquem o ato. Revelia Recursos A doutrina majoritária (STJ. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . porém. com a sua admissão ao processo. I do CPC é sempre aplicável. 320. a prova produzida passa a ser uma prova do processo independentemente de quem a produziu. Envolve o direito de ação (desistência do processo) e outros direitos processuais. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. contudo. Art. apenas passa ser tratado desta forma50. ele não assume esta posição. os litisconsortes. não prejudicando. Na verdade. De fato. por exemplo. Dinamarco). ou seja. A revelia não induz. deve-se aplicar o princípio da comunhão das provas. gerando efeitos apenas para ele. a confissão de um dos litisconsortes não tem o mesmo poder de persuasão que a confissão feita por um réu único. assim. havendo pluralidade de réus. Assim.se. (Autor desconhecido) . mas sim do art. o art. 48 é inaplicável a qualquer litisconsórcio seja ele simples ou unitário51. No tocante aos outros direitos processuais. o ato praticado por um só dos litisconsortes é plenamente ineficaz. reconhecimento jurídico do pedido e transação (sucumbência recíproca). no caso do litisconsórcio simples não há a aplicação do art. 51 O art. 350. não estaríamos lutando”. 48. a ideia da autonomia é afastada sempre. e. Sua atividade não se sujeita à vontade do assistido.

os fundamentos fáticos e jurídicos tornam-se imutáveis e indiscutíveis para o assistente. Interessante observar que. uma vez configurada uma das hipóteses dos incisos I e II. não se valeu. entretanto. não é absoluta.ASSISTÊNCIA 32/76 Art. Assim. se o assistente litigar em outra demanda contra o autor ou o réu da demanda inicial não poderá mais voltar a discutir os fundamentos da decisão anterior. 191. Já para o assistente o que se torna imutável é a justiça da sentença. percebe-se que se houver mais de um litisconsorte sucumbente com o mesmo patrono o prazo também será simples. por culpa ou dolo. o prazo recursal será simples. II . do art.: o assistente simples nunca suporta a coisa julgada material porque ele não é titular da relação jurídica de direito material 52 Súmula 641 – Não se conta em dobro o prazo para recorrer. pois se exige que haja também uma pluralidade de advogados52. de modo que poderá tornar a discuti-la em demanda futura. “Se não houvesse esperança. (Autor desconhecido) . Verifica-se se decisão é justa analisando-se os seus fundamentos. acaba tendo uma atuação menos efetiva do que poderia ter tido. no caso do assistente. para falar nos autos. 55. Para o assistente a justiça da decisão é imutável e indiscutível. 53 Mas o que é que significa justiça da decisão? Justiça da decisão nada mais é do que a fundamentação utilizada pelo juiz na sentença. já que somente este possui interesse recursal. Art. Assim. O art. não estaríamos lutando”. de que o assistido. Transitada em julgado a sentença. A eficácia da intervenção está ligada à imutabilidade e indiscutibilidade da justiça da decisão. Essa eficácia da intervenção. Dessa forma. Entretanto. Justiça da Decisão Obs. em processo posterior. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. este não poderá. assim. discutir a justiça da decisão53.pelo estado em que recebera o processo. não basta que haja litisconsórcio. São os argumentos que firmaram o convencimento do magistrado. O assistente desconhece tais provas ou alegações e. 191 do CPC prevê um prazo em dobro para todo ato processual. na causa em que interveio o assistente.desconhecia a existência de alegações ou de provas. do CPC. o assistente não poderá voltar a discuti-la em outro processo. 55. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. por dolo ou culpa. de modo geral.qualidade que o torna imutável e indiscutível – vinculando as partes. opera-se justamente o contrário do que ordinariamente ocorre. no entanto. em grau recursal não haverá mais litisconsórcio. Pelos precedentes da súmula. Importante: o assistente será alcançado tanto pela justiça da decisão (pelo fato de ser assistente) como pelo dispositivo da sentença. o assistente não ficará vinculado à justiça da decisão. ou seja. Prazo Não há diferença entre os litisconsortes simples e unitários. Quando um juiz profere uma sentença de mérito apenas o dispositivo é alcançado pela coisa julgada material . as razões de decidir. por isso. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. b) Quando a postura assumida pelo assistido. Pode-se concluir ainda que se somente um litisconsorte recorrer. A Súmula 641 do STF dispõe que havendo apenas um litisconsorte sucumbente. para recorrer e. cumpre esclarecer que. fora impedido de produzir provas suscetíveis de influir na sentença (ausência de ampla defesa). se este impedir que o assistente participe de forma mais contundente. São casos de exceptio male gesti processus: a) Sempre que o assistente não conseguir atuar de forma significativa no convencimento do juiz. Isso pode ocorrer em razão do momento do ingresso ou em razão da atuação do assistido. ou pelas declarações e atos do assistido. salvo se alegar e provar que: I . pra todos os recursos subseqüentes o prazo será simples. omitir alegações e provas que poderiam ser usadas na demanda judicial.

segundo entendimento majoritário. dependerá do resultado da decisão: a) contra a decisão que indefere o pedido de assistência cabe agravo de instrumento. o magistrado. III . o Todo aquele que desejar intervir no processo na condição de terceiro. o incidente. Tumulto no processo: O pedido de assistência não pode provocar tumulto no processo. 51. 56 É decisão interlocutória pelo simples fato de não estar nos artigos 267 e 269. o juízo deve analisar o interesse jurídico. caso em que seria uma sentença. o juiz: Decisão A decisão do juiz. poderá intervir no demonstrando o interesse jurídico que a justifique. até mesmo no sumário. o procedimento não é afetado pelo pedido de assistência. no entanto. O ingresso de terceiro com assistente depende da presença de interesse jurídico.decidirá. dentro (cinco) dias55. porque ou não há impugnação e juiz decide nos próprios autos ou há impugnação e forma-se um apenso que não suspende o processo. não estaríamos lutando”. Admitia-se a assistência porque o pedido de assistência não provoca tumulto na relação processual. determinará o II . 50. 54 “Se não houvesse esperança. decidirá no prazo de cinco dias Art. SEM SUSPENSÃO do processo. o pedido do assistente “será” deferido. sem interlocutória. que falece ao terceiro interesse jurídico que justifique a intervenção). a lei admite a assistência em todo e qualquer procedimento.determinará. impugnação. é uma decisão I . o Se houver impugnação.autorizará a produção de desentranhamento da petição e da impugnação. Se qualquer das partes alegar. que não admitia a intervenção de terceiro (até recente reforma) salvo assistência. na seqüência. autorizará a produção provas. pelo que a sua não observância não gera preclusão. autua em apenso para o juiz decidir. Porque ele dá impressão de que se não houver a impugnação está deferido o pedido de ingresso e não é assim automático. de 5 Agravo A modalidade. Intervenção de Terceiros).ASSISTÊNCIA 33/76 PROCEDIMENTO DA ASSISTÊNCIA Art. mesmo que as partes não ofereçam impugnação. porém. de prova (se necessária) e. Então. Assim sendo. o juiz decide nos próprios autos54. que tiver interesse jurídico assistente deverá requerer sua intervenção por meio de petição em que a sentença seja favorável a uma delas. b) contra a decisão que defere o pedido de assistência cabe. Se o interesse jurídico não estiver presente o juízo deve indeferir o ingresso do terceiro. A decisão do juiz que admite ou não o ingresso de terceiro. salvo demonstrada a possibilidade de lesão grave ou de difícil reparação (por todos: Athos Gusmão Carneiro. suspensão do processo. Requerimento Impugnação A doutrina diz que esse artigo 51 não pode ser interpretado literalmente. Não havendo impugnação dentro de 5 (cinco) dias. se revestirá da natureza de decisão interlocutória56 desafiando recurso de agravo. agravo retido. Se desentranhamento da petição e da não houver impugnação. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. a fim de serem autuadas Havendo impugnação (que deverá se voltar à demonstração de em apenso. processo para assisti-la. que falece ao assistente interesse jurídico para intervir a bem do assistido. (Autor desconhecido) . 55 Trata-se de prazo impróprio. a princípio.

1. sofrer turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial. pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público. Diferença de Embargos de Terceiro O direito material da ação principal é irrelevante. depósito. reservados ou de sua meação. mas não fez antes da decisão. 82 CPC) “Se não houvesse esperança. tendo por objeto a discussão sobre a ilegalidade da constrição judicial * os embargos de terceiro podem ser preventivos. próprios. partilha. como naqueles em que oficiou como fiscal da lei57. 499. CPC Art. arrolamento. § 1o Os embargos podem ser de terceiro senhor e possuidor. cabendo ainda que não haja constrição. pretendendo fazê-lo agora com o fim de atacar o provimento judicial que lhe acarreta prejuízo. enquanto o Recurso de terceiro prejudicado dura enquanto durar esse recurso. em casos como o de penhora. § 1o Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial. O recurso pode ser interposto pela parte vencida. arrecadação.046. inventário. posto figure no processo. dispondo do mesmo prazo de que dispõem as partes para tal. não podem ser atingidos pela apreensão judicial. § 2o O Ministério Público tem legitimidade para recorrer assim no processo em que é parte. poderá requerer Ihe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos. defende bens que. seqüestro.ASSISTÊNCIA 34/76 RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO Art. É uma autorização para que o terceiro prejudicado utilize as mesmas formas de impugnação (recursos) que as partes podem utilizar para atacar determinada decisão Terceiro legitimado a recorrer é aquele que poderia ter intervindo no processo. mas o do próprio assistido A assistência em qualquer ato e vai durar o tempo que durar o processo. não estaríamos lutando”. arresto. § 2o Equipara-se a terceiro a parte que. Diferença de Assistência Na assistência não se defende apenas interesse próprio. não sendo parte no processo. O Brasil possui um sistema no qual para o terceiro são abertas as mesmas vias recursais que são. (Autor desconhecido) . § 3o Considera-se também terceiro o cônjuge quando defende a posse de bens dotais. ou apenas possuidor. pelo título de sua aquisição ou pela qualidade em que os possuir. abertas às partes. como naqueles em que devia oficiar (art. mas tão somente a ameaça dela. podendo o terceiro interpor qualquer dos recursos que às partes é lícito oferecer. Quem. alienação judicial. ordinariamente. 57 Crítica: o Ministério Público na verdade tem legitimidade para recorrer nos processos em que oficiou.

mas tem a seguinte ressalva do professor que se fosse uma relação jurídica a mesma que foi tratada. vai ter que demonstrar no recurso o seu interesse. sua relação jurídica s ofreu um prejuízo em face da decisão recorrida. porque classicamente o recurso do terceiro prejudicado é aquele que tem interesse jurídico indireto. a dúvida já foi expurgada do ordenamento. assim como todas as demais hipóteses de intervenção de terceiro Art. o prejuízo de uma relação jurídica causado pela decisão recorrida. pode o sublocatário consentido intervir no processo como assistente simples do locatário. porque este recurso tem um problema. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. e ele classifica que pode ser titular da relação jurídica debatida no processo. este é o único problema em relação ao recurso extraordinário. porque haveria necessidade de ser ratificado numa eventual apelação. nem ele conseguiu entender 60 Qualquer recurso pode ser interposto por terceiro prejudicado. se ele não tem o famoso “OCO” que é: . só que ele vai buscar o recurso para anular tudo. a exi stência de qualquer tipo de prejuízo". “Se não houvesse esperança. por isso ele não pode agravar retido. Até mesmo o recurso extraordinário. salvo a assistência. pouco importa se a relação jurídica é direta ou indireta.ASSISTÊNCIA 35/76 Art. menos o agravo retido desde que comprove na própria petição. (comprovação de prejuízo) Ele precisa demonstrar interesse jurídico na causa.OBSCURIDADE. que tem que mostrar o interesse jurídico que pode ser direto ou indireto.é o Agravo Retido. não tem o que fazer. pois Alexandre Câmara menciona isto. nada impede que o sublocatário apele contra a sentença que decretou o despejo. 58 Ele não tem obscuridade. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. 60 Contudo segundo Fredie Didier Júnior: "não é da essência do conceito do instituto a existência de prejuízo jurídico. é um recurso de terceiro prejudicado por nulidade porque ele não foi citado. 499. . não poderia ele ter intervindo no processo. pois ele não tem como ter pré-questionado anteriormente. é caso até de ineficácia porque teria que se falar numa posição de litisconsórcio necessário é um caso até de ineficácia. . pois se o caro tem dúvida. por conseguinte.: ação de despejo. pois o terceiro prejudicado tem que primeiro entrar com o embargo de declaração59. devendo ficar demonstrado o prejuízo jurídico que a decisão acarretou à sua esfera de interesses58. impedido de intervir através da interposição de Autorização legal recurso.OMISSÃO. uma vez que. 280. não estaríamos lutando”. então não decidiu. por ser ele terceiro juridicamente interessado que sofreu prejuízo com a intervenção. pois tem que primeiro entrar com os embargos de declaração e aí sim suscitar o recurso extraordinário. todos os outros são suscetíveis de interposição pelo terceiro prejudicado. não existindo este. mas se ele é titular tudo bem. ninguém entendeu o que o Alfredo Buzaid quis dizer com dúvida. (Autor desconhecido) . ficando. que debatia uma outra relação jurídica.CONTRADIÇÃO. § 1o Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial. que é o pré-questionamento. ou melhor. Ex. nem contradição e omissão. de 2002) Cabimento Procedimento sumário Limites Qual o único recurso que não pode ser interposto por terceiro prejudicado? . porque ele não foi citado. uma vez que é terceiro. Não tendo ocorrido tal intervenção. desde que o terceiro demonstre prejuízo direto pela decisão em face da qual se recorre. segundo Alexandre Câmara. Procedimento ordinário É cabível. 59 Ele não está presente no processo. (Redação dada pela Lei nº 10. o exemplo clássico é do sublocatário. ou seja.444. até porque dúvida numa ação judicial é ridículo.

que. que proviam o recurso. ante a manifesta improcedência da demanda. naquela publicação. a hipótese dos autos é de assistência litisconsorcial. 22. Presidente. em que a autora ora recorrente (o cônjuge faleceu) questiona a devolução do prazo recursal aos assistentes e a possibilidade de interposição de recurso pelo assistente na ausência de manifestação expressa do assistido. (ADI-4071) Recurso.291-MG. Rel. também por maioria. Nancy Andrighi. entendeu-se que permitir a intervenção de terceiros.937-SP. .JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Intervenção de “Amicus Curiae”: Limitação e Data da Remessa dos Autos à Mesa para Julgamento A possibilidade de intervenção do amicus curiae está limitada à data da remessa dos autos à mesa para julgamento. desproveu agravo regimental interposto contra decisão que negara seguimento a ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido da Social Democracia Brasileira . não constou o nome dos advogados dos assistentes. Com esse entendimento. ADI 4071 AgR/DF. por maioria. julgado em 3/3/2009.4. Celso de Mello e Gilmar Mendes. 56 da Lei 9. Ao registrar que.385MT. hoje. Trata-se de ação rescisória de possessória em que. tendo em vista o caráter aberto da causa petendi. bem como à capacidade de absorver argumentos apresentados e desconhecidos pelo relator. Quanto à possibilidade de recurso interposto apenas pelo assistente.2008).2008) e do RE 381964/MG (DJE de 26. a modalidade de assistência que justificou o ingresso dos ora recorridos como assistentes simples ou litisconsorciais. em que o pronunciamento do Tribunal poderia levar em conta outros artigos da Constituição Federal. nos quais foi restabelecida a sentença que negou provimento à possessória. nesse caso. os Ministros Cármen Lúcia. ao fundamento de que precedentes versados a partir de julgamentos de recursos extraordinários não obstaculizariam uma ação cuja causa de pedir é aberta. salientavam que essa intervenção. haja vista que o concurso de muitos amici curiae implicaria a fragmentação do tempo disponível. na preliminar. Precedentes citados: REsp 59. incidindo a regra do art. o Tribunal. rejeitou o pedido de intervenção dos amici curiae. haja vista que a norma impugnada tivera sua constitucionalidade expressamente declarada pelo Plenário da Corte no julgamento do RE 377457/PR (DJE de 19. há um novo posicionamento formando-se neste Superior Tribunal no sentido de não admitir. que solicitaram devolução do prazo recursal. a interposição de recurso pelo assistente. no estado em que se encontra o processo. o trânsito em julgado. Para a Min. julgando necessário. podendo fazê-lo da mesma forma do litisconsorte. a intervenção do amicus curiae. que admitiam a intervenção. já teria firmado sua convicção. sob pena de se transformar o amicus curiae em regente do processo. a Turma negou provimento ao REsp da autora.9. Ao firmar essa orientação. o qual determina que as sociedades civis de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada passam a contribuir para a seguridade social com base na receita bruta da prestação de serviços. Observavam. Interposição. ponderou que a jurisprudência antiga era pacífica no sentido de permitir a interposição pelo assistente e de somente a manifestação expressa do assistido poder obstar a impugnação do assistente. reintegrando os autores na posse. os Ministros Marco Aurélio. após publicado o acórdão que deferiu a apelação.430/96. não houve trânsito em julgado do acórdão em relação aos assistidos. Preliminarmente. manteve-se a decisão agravada no sentido do indeferimento da petição inicial.2009. com a brevidade das sustentações orais. com base no disposto no art. Carlos Britto e Eros Grau. entretanto. ao encaminhar o processo para a pauta. Min. o TJ deferiu o pleito e eles interpuseram embargos infringentes. No entanto.PSDB contra o art. no mérito. Assistente. No mais. REsp 535. porque apresentado após a liberação do processo para a pauta de julgamento. Mas. às vésperas do julgamento poderia causar problemas relativamente à quantidade de intervenções.964-SP. percebe-se que. Ressaltavam. Além disso. no silêncio do assistido. pois o prazo recursal somente se inicia com a intimação válida. Daí.12. DJ 10/10/2006. o Tribunal.868/99. Por fim. ressaltou-se que a regra processual teria de ter uma limitação. e dificilmente mudariam sua conclusão. a ação rescisória julgada improcedente pelo TJ. 54 do CPC. poderia invocar novos fundamentos. observadas as normas da Lei Complementar 70/91. Menezes Direito. Considerou-se que o relator. no caso dos autos. mas isso não impediria que o relator. não houve recursos e se certificou. e REsp 491.11. Vencidos. da análise de trecho do acórdão recorrido. inclusive para o efeito de sustentação oral. DJ 22/4/1997. a partir do julgamento da ADI 2777 QO/SP (j. na ação possessória. Assim. apesar de o TJ não definir. Carlos Britto. Entretanto. na rescisória. REsp 585. retirasse o feito da pauta para apreciá-los. 4º da Lei 9. muitas vezes. ainda. mesmo já incluído o feito em pauta. sob uma perspectiva pluralística. os assistentes ingressaram no feito para defender direito próprio – adquiriram posse atingida pela pretensão da autora. Relatora. o Tribunal passou a admitir a sustentação oral do amicus curiae — editando norma regimental para regulamentar a matéria —. Não há sentido para limitar o direito do assistente de. conferiria legitimidade às decisões do STF no exercício da jurisdição constitucional. rel.2003). os quais não examinados nos processos subjetivos em que prolatadas as decisões a consubstanciarem os precedentes. que já é excepcional. Então. em 27. Vencidos. nos autos. DJ 4/4/2005. Min. interpor recurso. por maioria. que seria necessário racionalizar o procedimento. razão pela qual os fundamentos trazidos pelos amici curiae pouco seriam aproveitados.

ASSISTÊNCIA

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Assistência: Não cabimento em MS
(STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4.337 – RJ) PROCESSUAL CIVIL. PETIÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. DELEGAÇÃO DE SERVENTIAS. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. OPOSIÇÃO. NÃO-CABIMENTO. PRECEDENTES DO STF. PEDIDO INDEFERIDO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir, em mandado de segurança, assistência ou intervenção de terceiros, tal como a oposição. Inteligência do art. 196162 da Lei 1.533/51. 2. Hipótese em que o requerente, que não é notário ou oficial de registro, por ser autor de ações populares, defende sua admissibilidade como opoente nos autos de mandado de segurança (REsp 731.761/RJ), em que as partes discutem a titularidade de delegações notariais e de registro. 3. Agravo regimental improvido.

Assistência. Amicus curiae. Descabimento
(STF - SS/3273 - SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA) AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ASSISTÊNCIA. AMICUS CURIAE. DESCABIMENTO. 1. Consolidação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser admissível assistência em mandado de segurança, porquanto o art. 19 da Lei 1.533/51, na redação dada pela Lei 6.071/74, restringiu a intervenção de terceiros no procedimento do writ ao instituto do litisconsórcio. 2. Descabimento de assistência em suspensão de segurança, que é apenas uma medida de contracautela, sob pena de desvirtuamento do arcabouço normativo que disciplina e norteia o instituto da suspensão (Leis 4.348/64, 8.437/92 e 9.494/97). 3. Pedido de participação em suspensão na qualidade de amicus curiae que não foi objeto da decisão ora agravada, além de ser manifestamente incabível. 4. Agravo regimental improvido

Intervenção. União. Causa pendente.
O art. 5º, parágrafo único, da Lei n. 9.469/1997 não cuida de litisconsórcio necessário ou assistência litisconsorcial. Esse dispositivo, ao declinar sua finalidade (a de possibilitar o esclarecimento de fato e de direito, facultando a juntada de memoriais e documentos, ou mesmo recorrer), deixa claro, numa exegese lógica, tratar-se de intervenção simples. Desse modo, a União, nesse caso, recebe o processo no estado em que se encontra (art. 50, parágrafo único, do CPC), daí não se aventar recurso seu de decisões que foram proferidas antes de sua participação. Doutro lado, a assistência simples exige causa pendente (livre de decisão transitada em julgado), pois o assistente tem interesse em que o assistido “vença a demanda”, o que importa admiti-la apenas em processo de conhecimento ou cautelar. Na hipótese em tela, a sentença de liquidação por arbitramento contra a qual se insurge a União há muito teve seu trânsito em julgado. Ausente esse requisito, não poderia a União apelar por falta de sua intervenção regular. Precedentes citados do STF: CR 9.790-EU, DJ 2/8/2002; do STJ: MC 9.275-AM, DJ 23/5/2005, e REsp 586-PR, DJ 18/2/1991. REsp 708.040-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 19/2/2009.

Art. 19 - Aplicam-se ao processo do mandado de segurança os artigos do Código de Processo Civil que regulam o litisconsórcio. (Redação dada pela Lei nº 6.071, de 1974)
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Lei nº 12.016/2009 Aplicam-se ao mandado de segurança os arts. 46 a 49 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil.
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Alterada a redação. Os artigos do CPC se referem ao litisconsórcio

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

ASSISTÊNCIA
Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia

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TSE - Agravos regimentais. Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia. Inexistência. Liminar. Deferimento. Princípio do contraditório. Violação. Ausência. Prevenção. Regras. Inobservância. Nulidade relativa. Prejuízo. Demonstração. Necessidade. Fumus boni juris. Aferição. Mérito. Análise. Impossibilidade. Admitida como assistente no processo principal, pode a parte manejar recurso em ação cautelar, caso o assistido assim o faça. Não configura violação ao princípio do contraditório a concessão de liminar sem a oitiva da parte contrária, a teor do prescrito no art. 804 do CPC. Segundo precedentes desta Corte, a nulidade decorrente da inobservância das regras pertinentes à prevenção é simplesmente relativa, a demandar a demonstração de inequívoco prejuízo. A aferição da existência do fumus boni juris, consubstanciado na plausibilidade do direito alegado, compreende um juízo superficial de valor, o que não se confunde com o julgamento do recurso interposto. Nesse entendimento, o Tribunal negou provimento ao agravo regimental de Robson Gomes da Silva e ao agravo regimental do Ministério Público Eleitoral. Unânime. Agravos Regimentais na Ação Cautelar no 3.334/MG, rel. Min. Marcelo Ribeiro, em 27.10.2009.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

ASSISTÊNCIA
Resp. Terceiro prejudicado

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. - A recorrente, na qualidade de terceiro prejudicado, busca reconhecer, com o REsp, a existência de litisconsórcio necessário, a anular todo processo, enquanto há o questionamento, em mandado de segurança impetrado contra decisão administrativa do Judiciário local, a respeito da atuação de determinado oficialato de cartório em área onde outros já atuam. Sucede que, em momento algum, houve prequestionamento, visto que só no REsp o terceiro impugnou a decisão. Mesmo se tratando de matéria de ordem pública (legitimatio ad causam), conforme a jurisprudência do STJ, seu reconhecimento de ofício dependeria da superação do juízo de admissibilidade, ainda que pelo reconhecimento do prequestionamento de outra matéria trazida no recurso. Por outro lado, não haveria caso de litisconsórcio necessário, pois não há relação jurídica única que imponha uma só solução. Não se está a restringir a competência territorial nem as funções de outro oficial. O Tribunal a quo, em sua autonomia de administrar a Justiça ou as funções extrajudiciais sob sua tutela, pode perfeitamente criar cartórios ou lhes estabelecer novas competências territoriais, sem dependência da concordância dos oficiais que lá antes atuavam. Com esse entendimento, a Turma, ao prosseguir o julgamento, por maioria, negou provimento ao recurso. REsp 784.937-RJ, Rel. originário Min. Luiz Fux, Rel. para acórdão Min. Teori Albino Zavascki, julgado em 3/3/2009.

Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante.
O TRF deu provimento ao recurso reconhecendo a legitimidade dos autores e determinou a nulidade da arrematação devido à ausência de intimação do cônjuge do executado. O recorrente sustenta a nulidade absoluta daquela ação que anulou a ação executiva e, por consequência, da arrematação, por não ter sido citado como litisconsorte necessário, visto ser o arrematante do imóvel levado à praça. Para o Min. Relator, o terceiro prejudicado legitimado a recorrer, cuja relação jurídica é atingida de forma reflexiva, por força do nexo de interdependência judicial (art. 499, § 1º, do CPC), é aquele que sofre um prejuízo na sua relação jurídica em razão da sentença. O litisconsórcio é compulsório, vale dizer, necessário, quando a eficácia da decisão depender da citação de todos os sujeitos que sofrerão nas suas esferas jurídicas, sob pena de a sentença ser considerada inutiliter data, por isso, se o terceiro não for convocado para o processo, legitima-se à impugnação recursal (art. 499, § 1º, do CPC). O arrematante é litisconsórcio necessário na ação de nulidade da arrematação, porquanto o seu direito sofrerá influência da sentença que nulifica o ato culminante da expropriação judicial. A ação anulatória de arrematação, conforme a orientação deste Superior Tribunal, reclama a participação de interessados na controvérsia (arrematante, exequente e executado), que ostentam manifesto interesse jurídico no resultado da demanda cuja finalidade é desconstituir o ato judicial que favorece o ora recorrente, terceiro prejudicado. REsp 927.334-RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 20/10/2009.

Assistência. Prorrogação. Patente. O interesse jurídico que permite a assistência (art. 50 do CPC) surge quando o resultado do processo pode afetar a existência ou inexistência de algum direito ou obrigação daquele que pretende intervir como assistente. Assim, o deferimento da assistência prescinde da efetiva relação jurídica entre o assistente e o assistido. Note-se haver casos em que esse interesse jurídico vem acompanhado de alguma repercussão econômica, mas essa circunstância não terá, necessariamente, o condão de desnaturá-lo. Na hipótese, a recorrida é uma associação de indústrias dedicadas ao fabrico de medicamentos genéricos e
busca auxiliar o INPI a evitar que se prorrogue o prazo de patente (pipeline) da recorrente, laboratório farmacêutico. Com isso, pretende facultar a seus associados a produção do medicamento objeto da patente destinado ao tratamento de trombose arterial. Constatado que a titularidade da patente impõe aos outros a obrigação de não fazer, somente contornada com a concessão de licença pelo titular (art. 42 da Lei n. 9.279/1996), é certo que a associação recorrida detém interesse jurídico a ponto de permitir-lhe a assistência, pois a decisão a ser proferida no processo sem dúvida pode causar prejuízo juridicamente relevante a seus associados. Vê-se não prosperar a alegação de que é meramente econômico o interesse da recorrida, pois o que está em discussão é a prerrogativa da livre produção do medicamento, questão eminentemente jurídica. Precedente citado: AgRg no Ag 428.669-RJ, DJe 30/6/2008. REsp 1.128.789-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 2/2/2010.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

o que refuta admitir assistência. julgado em 14/9/2010. Min. Interesse jurídico. REsp 1. 40/76 O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública (ACP) contra a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e uma companhia telefônica. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Contudo. por questionar a cobrança duplicada de serviços referentes à conexão de banda larga e aos de provedor de acesso à internet no transporte de dados em alta velocidade. STJ Informativo 447 – 2ª turma Nada é tão fácil quanto parece. associação dos provedores de acesso à internet. busca ser admitida como assistente litisconsorcial ao alegar que a sentença a ser proferida na ACP diretamente afetaria a ela e a seus associados. Nos limites do que se discute na ação. Mauro Campbell Marques. vê-se que não há seu interesse jurídico na hipótese. Assistência.ASSISTÊNCIA Internet. A recorrente.181. Rel. que não se confunde com simples interesse econômico ou institucional. (lei de Murphy) . a seu ver. configuraria a venda casada: impõe-se ao usuário contratar também o provedor de acesso à internet para que possa usufruir o referido serviço de transporte de dados. o que.118-RJ. não há qualquer relação jurídica que una a associação às demais partes da ação.

conduzida em apartado e decidida simultaneamente com a ação principal. José julga-se o verdadeiro proprietário desse carro. (CESPE/Analista – Jud. a oposição tem uma preclusão temporal. Quem pretender. O juiz ainda não proferiu sentença definindo a quem pertence o veículo. 65 64 Imagem retirada de trabalho do prof. PRESSUPOSTOS Específico A interposição pode se dá no momento da sentença?O art.Julgue os itens subseqüentes. 63 (CESPE/OAB-RJ/2007. A oposição é uma nova ação. terceiro em relação à demanda originária. determinando que a oposição só pode ser interposta até a sentença. nem tão difícil quanto a explicação do manual. vai à juízo manifestando pretensão própria de ver reconhecido como seu o direito (ou a coisa) sobre que controvertem autor e réu (os sujeitos do processo em curso). ou seja.1) Márcia e Tanyra disputam.br Nada é tão fácil quanto parece. não repercutirá no direito material do qual o terceiro é titular./STF/2008) . No entanto. isto é. em razão da conexão com o pedido mediato. (lei de Murphy) . mas a oposição abrevia a solução do problema e evita o enfrentamento da coisa julgada formada em outro processo (princípio da economia processual e da celeridade). gera efeitos somente dentro do processo. no todo ou em parte.OPOSIÇÃO 41/76 Art. Em outras palavras: modalidade de intervenção de terceiro através da qual este tenta excluir tanto o autor como o réu. a propriedade de um automóvel. Assim. em um processo judicial. Significa que a sentença a ser proferida na causa pendente.euvoupassar. Preclusão é um fenômeno endoprocessual. caso queira ver reconhecida a propriedade do referido bem. CONCEITO Fonte65 Genérico Causa pendente. pois este continua preservado. Mozart Borba in www. Ausência de prejuízo pelo opoente. A oposição consiste na intervenção de terceiro em processo alheio. O terceiro acredita ter direito no todo ou em parte sobre o bem controvertido no processo. a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. poderá. Tal terceiro poderia se manifestar por uma ação autônoma. Intervenção ad excludendume facultativa na qual o opoente. oferecer oposição contra ambos64. até ser proferida a sentença63. Nessa situação hipotética.com. 56 do CPC dispõe que não é cabível oposição no momento da sentença. para excluir tanto o autor como o réu. isso não significa dizer que o direito de ação inexiste. relativos à intervenção de terceiros. José deve oferecer oposição. causa em curso ou em tramitação. 56.

Oferecida depois de iniciada a audiência. portanto. sendo ambas julgadas pela mesma sentença. A oposição. a decisão pode ser de improcedência. mas a demanda deve prosseguir normalmente contra o outro oposto. oferecida antes da audiência.entende que a oposição é sempre uma intervenção de terceiro Demanda autônoma. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. Greco Filho. 66. o reconhecimento do pedido por um dos opostos seria absolutamente ineficaz. já que.Acerca da intervenção de terceiros. (lei de Murphy) . Alexandre Freitas Câmara Esse artigo viabilizaque um dos opostos reconheça o pedido do autor (opoente). Conclui-se. se a negar. negam à oposição a natureza de intervenção de terceiro. A oposição é uma nova e verdadeira ação66 cuja pretensão do opoente é contrária e diversa a de ambos os litigantes. contra o outro prosseguirá o opoente. 3ª corrente Qual a Natureza jurídica do LITISCONSÓRCIO passivo necessário existente entre os sujeitos da ação originária69? 1ª corrente Tal litisconsórcio é unitário. Sendo um litisconsorte simples. onde se aplica o princípio da independência entre os litisconsortes que só é compatível com o litisconsórcio comum 70Gusmão. o resultado pode ser diferente para cada um. Isso seria impossível no litisconsórcio unitário. 67 Art. mas. Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída. 70 69 Ex. pois leva em conta a essência da oposição ignorando NATUREZA JURÍDICA 2ª corrente sua posição no CPC como intervenção de terceiros. ao final. esse oposto perde a ação.: Art. 60. Dinamarco) Se oferecida até o início da AIJ é intervenção de terceiros67. Mista (Alexandre Freitas Câmara. pois leva em conta a posição no CPC. a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição. denominados opostos. por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias. Nada é tão fácil quanto parece. fazendo com que o outro oposto vença a demanda. 59. Síntese Trata-se de litisconsórcio:     Passivo Necessário Simples Originário 66 Greco Filho. 58. NATUREZA DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO 2ª corrente Tal litisconsórcio é comum ou simples. Argumentos: o juiz não é obrigado a decidir de modo uniforme a demanda em relação a ambos. assim. considerando-a demanda autônoma. o resultado da demanda vincularia a ambos os litisconsortes. Poderá o juiz. será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação. contra ele correrá o processo. sobrestar no andamento do processo. Scarpinella Bueno . Art. Argumento: em razão da natureza da relação jurídica. Art. seguirá a oposição o procedimento ordinário. sendo julgada sem prejuízo da causa principal.OPOSIÇÃO 42/76 1ª corrente Intervenção de terceiros. o processo continuará contra o nomeante. Daniel Assumpção. o terceiro ingressa em juízo objetivando defender pretensão própria sobre o mesmo objeto litigioso disputado pelas partes no processo. entre outros. Pontes de Miranda e Barbi. nem tão difícil quanto a explicação do manual. de que resulta a formação de litisconsórcio passivo necessário entre os sujeitos da ação principal. que se o litisconsórcio fosse unitário. se oferecida após o início é ação autônoma 68. todavia. nesse caso. reconhecendo a procedência do pedido. julgue os itens que se seguem. 68 (CESPE/Defensor/DPE-SE/2005) . Na oposição.

60. decidindo a última em primeiro lugar em razão da sua natureza prejudicial (CPC art. porque o que vai identificar a oposição genuína é o julgamento simultâneo. 59 do CPC. o juiz sentenciará a causa pendente e a oposição se descaracterizará. sendo julgadas na mesma sentença. mas este não é o seu elemento identificador. Nesta hipótese a oposição se descaracterizará porque não haverá o julgamento simultâneo.: 56). se decorrido o prazo de 90 dias não for possível o julgamento simultâneo. o juiz após o encerramento da audiência de instrumento e julgamento proferirá a sentença na ação principal. porque passará a tramitar como uma ação autônoma. É importante observar que uma das particularidades da oposição própria é o seu ajuizamento antes da audiência de instrução e julgamento.: 56). É a chamada oposição não genuína ou imprópria. a fim de proferir o julgamento simultâneo. Uma vez decorrido o prazo de 90 dias se o juiz verificar que já há condi ções processuais para o julgamento simultâneo. (lei de Murphy) .: 61). 61). conhecendo-se e decidindo-se em primeiro lugar a oposição em razão da sua natureza prejudicial (CPC art.: 61).: 60 do CPC. de conformidade com o disposto na segunda parte do art. É a Oposição genuína ou própria. Entretanto. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Neste caso enquanto a oposição prosseguirá como uma ação autônoma. para que as duas ações tramitem simultaneamente ou conjuntamente. receber a oposição e realizar audiên cia de instrução e julgamento que estava em curso e ao encerrá-la deixar de sentenciar por um prazo nunca superior a 90 dias. É a chamada oposição não genuína ou imprópria (CPC art. ele na mesma sentença julgará a causa pendente e a oposição. a oposição genuína é aquela que é oferecida ou ajuizada antes da audiência e que será distribuída por dependência. Nada é tão fácil quanto parece. Oferecida a oposição depois de iniciada a audiência. primeira parte)71. Quanto ao momento do ajuizamento ou de sua constituibilidade Oposição genuína ou própria ou interventiva Oposição não genuína ou imprópria ou autônoma 71 Poderá ainda o juiz. sendo apensada aos autos da ação em curso.OPOSIÇÃO CLASSIFICAÇÃO Quanto à extensão do pedido do opoente Oposição total Oposição parcial 43/76 É aquela na qual o opoente pretende a totalidade da coisa ou do direito que os opostos disputam na causa pendente (CPC art. poderá o juiz recebê-la como ação autônoma que seguirá com o procedimento comum (sumário ou ordinário). Segundo dispõe o art. Disciplina Legal: CPC art. É aquela na qual o opoente pretende apenas parte da coisa ou do direito que os opostos disputam na causa pendente (CPC art. para nesse período tentar sequenciar a oposição. Regra Básica: Por ter uma natureza prejudicial a oposição deverá ser conhecida e julgada em primeiro lugar (CPC art.: 60.

de 15 dias (princípio da especialidade) O § único do art. não se aplica aqui (quanto ao prazo de resposta) o disposto no art. 109.) para contestar o pedido no prazo comum de 15 dias (apesar de ser caso de litisconsórcio necessário passivo onde haverá diferentes procuradores73).quando o réu reconhecer a procedência do pedido (na ação de oposição). a ação declaratória incidente. habilita o advogado a praticar todos os atos do processo. não se aplicando o art. conferida por instrumento público. dar quitação e firmar compromisso.OPOSIÇÃO 44/76 PROCEDIMENTO Trata-se de competência Funcional. que não gera. 57. mas não basta a revelia. além de ser revel.quando o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ação (na ação originária). não deve ter advogado constituído. Prazo próprio: é aquele cuja inobservância gera preclusão. 269. Prazo comum75 . 191. deste Livro. porquese fosse unitário o reconhecimento do pedido seria considerado pelo juiz um ato processual inexistente ou ineficaz porque os atos ou omissões de cada litisconsórcio unitário não prejudicará e nem beneficiarão os demais. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Haverá resolução de mérito: V . ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. próprio76. transigir. Seção III. não precisando o advogado de procuração com poderes especiais. 58. A parte é considerada revel.952. (. receber. as ações de garantia e outras que respeitam ao terceiro interveniente. Partindo do pressuposto que foi o autor da ação originária que reconheceu a procedência do pedido na ação de oposição. 282 e 283). para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. A doutrina majoritária (Dinamarco. salvo para receber citação inicial. contudo se aplica em relação às demais manifestações. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. Art. para falar nos autos. confessar. (Redação dada pela Lei nº 72 8. quando se perde o prazo da contestação. Distribuída a oposição por dependência. 38. 74 75 Entendendo não se aplicável: Alexandre Freitas Câmara e Moniz de Aragão. a sua citação será pessoal.: 48). a depender da ação.O. Prazo comum: Corre ao mesmo tempo para ambas as partes. desistir. Capítulo IV. no qual primeiroescoa um prazo para depois o outro. Parágrafo único. 58 é de litisconsórcio passivo simples.. este será citado na forma estabelecida no Título V. para recorrer e. de 1994) 73 Art. de modo geral. (lei de Murphy) . em que pese a citação seja na pessoa no advogado. Se o processo principal correr à revelia do réu. verifica-se que a regra do art. uma vez que o processo persiste. 191 do CPC74. em razão do princípio da especialidade. 77 76 Nada é tão fácil quanto parece. Analisando-se essa regra com apoio no principio da autonomia ou da independência dos litisconsortes (CPC art. 269 inciso II ou V. 38 do CPC72. diferentemente do impróprio. que tem natureza absoluta Competência Art.. 57 dispõe que se o oposto for revel na ação principal. serão os opostos citados. O juiz da causa principal é também competente para a reconvenção. Reconhecimento do pedido Trata-se de sentença parcial de mérito. pois o réu. contra o outro prosseguirá o opoente77. reconhecer a procedência do pedido. ou particular assinado pela parte. O opoente deduzirá o seu pedido. entendendo ser aplicável: Barbi. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts. Propositura e citação Destaque-se que não é por publicação no D. Art. na pessoa dos seus respectivos advogados. II . 57. Prazo para contestar Acerca do prazo para contestar. A procuração geral para o foro. não deixa de ser uma citação pessoal. Art. mas para efeito de recurso o recurso cabível é o de agravo. Ovídio Batista) entende que. Bedaque. Art. mesmo tendo advogado constituído. Art. diferentemente do prazo sucessivo. a sentença parcial de mérito terá fundamento no art. e sim citação no escritório do advogado.

o juiz passará a adotar um procedimento único. Assim. não havendo reunião dos atos e os procedimentos são autônomos. Mas se sabe que 90 dias da ação no procedimento ordinário para chegar na fase de AIJ é um prazo muito curto. a oposição será conhecida em primeiro lugar. juntamente com a ação principal. Oferecida depois de iniciada a audiência78. o juiz não pode iniciar a audiência. 60. sendo que o início da audiência tem como marco o pregão81. passando a oposição a ter a natureza de intervenção de terceiro. cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação e a oposição. nem tão difícil quanto a explicação do manual. não se trata do mesmo complexo procedimental. desta conhecerá em primeiro A oposição é uma questão prejudicial a ação originária e assim sendo. mandando apregoar as partes e os seus respectivos advogados. uma vez que se trata de processos diferentes. 59 e depois o art. Mas na pratica isso raramente ira ocorrer porque o que a lei está dizendo é que o procedimento ordinário vai iniciar e chegar na fase de AIJ em 90 dias. então o julgamento poderá ser descoordenado. Então. Então. será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação. porque a audiência já começou.é um prazo peremptório. 79 “sem prejuízo da causa principal”: Ao usar essas palavras o legislador que dizer que não haverá suspensão do processo principal para o julgamento da oposição. assim julgará em conjunto com a oposição. 80 “90 dias” . No dia e hora designados. 61 do CPC. até esse momento que se declara aberta a audiência de instrução e julgamento vai se aplicar o art. Art. aqui. no entanto. 78 Se a oposição for oferecida em audiência vai se aplicar o artigo o artigo 60. 450. seu julgamento pode afetar o julgamento da ação principal. sendo ambas julgadas pela mesma sentença. o juiz declarará aberta a audiência. A oposição. A lei ainda admite o julgamento simultâneo. Julgamento Oferecida depois de iniciada a AIJ Aplica-se o art. sendo verdadeira espécie de intervenção de terceiro no processo. passando a ter um procedimento único. sobrestar o andamento da ação principal pelo prazo de 90 dias. Oferecida antes da AIJ Há uma distribuição por dependência ao juízo da ação principal. Aplica-se o art. Entende parte da doutrina que aqui não se trata de espécie de intervenção de terceiro. oferecendo oposição. 61. Para se aplicar o artigo 59 o terceiro tem que comparecer na audiência e pedir antes de aberta a audiência a palavra. ou seja. objetivando desenvolver a oposição para que as duas ações estejam no mesmo momento procedimental. ele vai se valer do art. seguirá a oposição o procedimento ordinário. para que esse prazo? Para aquela oposição chegue ao estágio da ação originaria. Cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação e a oposição. 60. Então. O juiz poderá. por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias80. poderá suspender o andamento da ação originária por prazo nunca superior a 90 dias. (lei de Murphy) . De modo que.OPOSIÇÃO 45/76 lugar.. que pode ser prorrogado. Questão prejudicial Art. ao contrário do prazo dilatório. A autuação é autônoma. oferecida antes da audiência (AIJ). ou seja. inclusive sendo decididas na mesma sentençaem capítulos distintos. É uma ação-oposição. 81 Nada é tão fácil quanto parece. a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição. Poderá o juiz. Então. a lei impede que o juiz aumente este prazo. uniforme. É. o juiz vai poder sentenciar e a oposição será julgada em momento posterior. sendo julgada sem prejuízo da causa principal79. portanto. Art. todavia. 60. Há uma distribuição por dependência ao juízo da ação principal. Porque depois de iniciada a AIJ só falta concluir a AIJ e sentenciar. 59. mas hoje é um prazo que as vezes não da nem para citar alguém. Se o juiz proferir essa sentença única. umacompetência absoluta por caráter funcional. Era um prazo considerado razoável em 1973. pois a oposição deve ser julgada antes em razão da prejudicialidade. porque o prazo é nunca superior a 90 dias. não pode ser prorrogado. Art. 59.Essa oposição será autuada em apenso (apensada aos autos principais). sobrestar no andamento do processo.

OPOSIÇÃO 46/76 Oferecida em fase recursal Se o processo original já estiver no Tribunal e a oposição for distribuída no juízo de primeiro grau competente. a ação que o terceiro ajuizar terá que ser dirigida em face dos litigantes da ação originária (litisconsórcio passivo necessário). Já se a oposição transitar em julgado antes da ação principal. Primeira característica é a distribuição por dependência. quando o processo originário encontra-se na fase recursal não será possível a distribuição por dependência. assim. a ação principal perderá o objeto (carência superveniente). havendo recurso. Quem pretender. Nada é tão fácil quanto parece. O trânsito em julgado dessa ação principal gera efeitos na oposição. mas sim uma ação comum. havendo uma diminuição subjetiva da oposição. (lei de Murphy) . é também de incompetência. no todo ou em parte. Se a oposição fosse distribuída por dependência seria levada dir etamente para o Tribunal. Esta ação tem que ser distribuída no primeiro grau. a oposição se caracteriza como demanda nova e autônoma. depois da sentença e antes da coisa julgada ainda não se sabe que será o vencedor. mesmo que não seja uma oposição. Mesmo não sendo oposição. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 56. a distribuição por dependência não é possível. No entanto. não se teria mais uma oposição. O tribunal não tem competência para julgar essa ação. Então. poderá haver o trânsito em julgado de uma antes da outra. os autos são remetidos ao Tribunal para o julgamento do recurso. suprimindo. nenhum efeito restará para a ação principal. já que o vencido na ação principal é excluído da oposição. Art. 56 82 e não poderá permitir uma revisão indireta daquilo que está sendo decidido em instância recursal. como o terceiro vai ajuizar uma ação própria reivindicando o direito ou a coisa para si antes da coisa julgada e depois da sentença ainda não se tem a certeza do vencedor. Neste caso. um grau de jurisdição. não poderia a oposição ser distribuída diretamente no tribunal para não haver supressão de instância. o litisconsórcio é passivo necessário. aqui. que não será vinculada nem mesmo à coisa julgada do primeiro processo. e tendo como resultado a improcedência. Não é só uma causa de supressão de instância. tendo como resultado a procedência. Não cabe mais oposição porque. poderá. Pode-se até dizer que. Nesse caso. essa certeza só é alcançada com a coisa julgada. A oposição e a ação principal podem ser decididas na mesma sentença ou a ação principal pode ser decidida antes da oposição. ela não estará de acordo com o art. oferecer oposição contra ambos. a partir desse momento. até ser 83 Após a sentença. as duas características da oposição não estarão presentes. uma vez que tem pedido diverso83. Trânsito em julgado 82 proferida a sentença. Sendo assim. a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. Então. Então.

não lhe causará qualquer prejuízo. seqüestro. LEI Nº 1.046. sofrer turbação ou esbulho na posse de seus benspor ato de apreensão judicial. é * os embargos de terceiro podem ser cabível oposição. de 1974) Mandado de segurança Desapropriação Incabível a propositura de oposição em MS84 Incabível a propositura de oposição em processo de desapropriação.Aplicam-se ao processo do mandado de segurança os artigos do Código de Processo Civil que regulam o litisconsórcio. partilha. arresto. inventário. mas se ela ocorrer por via direita o caso será de assistência qualificada ou litisconsorcial. Art. portanto.337 – RJ Nada é tão fácil quanto parece. mas sim de assistente.OPOSIÇÃO 47/76 TEMAS RELACIONADOS Distinção: assistência A oposição tem como pressuposto específicoaausência de prejuízo: Significa que a sentença a ser proferida na causa pendente. não sendo parte no processo. arrolamento. não repercutirá no direito material do qual o terceiro é titular. Distinção: recurso de terceiro prejudicado Oposição Distinção: Embargos de Terceiros Embargos de 3º O direito material da ação principal é O terceiro precisa discutir o direito irrelevante. depósito. o que por si só afasta qualquer possibilidade de admissibilidade do recurso de terceiro prejudicado.533/ 1951Art. poderá requerer lhe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos. cabendo ainda que não haja constrição. isto significa que a sua legitimatio não é de opoente. em casos como o de penhora. nem tão difícil quanto a explicação do manual. arrecadação. Quem. 1. (Redação dada pela Lei nº 6. o caso será de assistência simples. Se a repercussão ocorrer por via indireta ou reflexa. (lei de Murphy) .071. 19 . Regra Básica: se a sentença a ser proferida na causa pendente. alienação judicial. preventivos. significa que a sentença a ser proferida na ação em curso não repercutirá em seu direito material e. causando-lhe prejuízo jurídico. mas tão somente a ameaça dela. repercutir no direito material do terceiro. tendo por objeto a discussão sobre a material da ação já existente (ação principal) ilegalidade da constrição judicial * ainda que exista constrição judicial. Se o terceiro tem legitimatio de opoente. uma vez que não haveria a bipolarização da resistência 84 Nesse sentido: STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4.

732-DF. 1. DJ 14/3/2005. REsp 699.401-DF.939-RJ. Com a oposição da ora recorrente. em mandado de segurança. REsp 780. MANDADO DE SEGURANÇA. Agravo regimental improvido. e como meio de demonstração da sua posse permanente.374-DF. a) A oposição será oferecida por meio de requerimento dentro dos próprios autos da ação judicial em que litigam os opostos. Hipótese em que o requerente.761/RJ). A Turma proveu o recurso da Terracap. julgado em 3/9/2009. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.337 – RJ . Nancy Andrighi. no todo ou em parte. a coisa ou o direito que controvertem autor e réu. com base no art. DJ 18/12/2006.38. 2. nem tão difícil quanto a explicação do manual. que não é notário ou oficial de registro. JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Não cabimento em MS STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4. Oposição. da qual estes serão intimados para apresentar impugnação.MG – 2008 . Terracap. referente a bem disputado entre dois particulares e objeto de ação possessória fundada em contrato de cessão de direitos firmado entre ambos. Precedentes citados: EREsp 695. em que as partes discutem a titularidade de delegações notariais e de registro. REsp 863. PRECEDENTES DO STF. tal como a oposição. por ser autor de ações populares. NÃO-CABIMENTO. este alegado apenas incidentalmente. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. defende sua admissibilidade como opoente nos autos de mandado de segurança (REsp 731.928-DF. assistência ou intervenção de terceiros.OPOSIÇÃO QUESTÕES 48/76 Ministério Público . poderá. c) Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido do opoente. Nada é tão fácil quanto parece. DJe 24/11/2008. (lei de Murphy) . independente de atos materiais de ocupação.PROCESSUAL CIVIL. oferecer oposição contra ambos. 19 da Lei 1. PEDIDO INDEFERIDO. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir. b) A existência de constrição judicial sobre a coisa que controvertem autor e réu é pressuposto para o oferecimento da oposição.533/51. assinale a resposta CORRETA. Inteligência do art. admitindo a possibilidade da ação de oposição. e) Na ação judicial que estiver correndo à revelia do réu não será cabível a oposição. REsp 146. Quem pretender. na qualidade de terceiro. e REsp 489. ficando prejudicado o direito que ele eventualmente possuir sobre a coisa litigiosa. Domínio. Min. sem a presença do poder público. até ser proferida a sentença. a oposição continuará contra o outro. DJ 13/6/2005.367-DF. 923 do CPC. Rel. Exceção.” Considerando-se o instituto processual de que trata essa norma legal. DELEGAÇÃO DE SERVENTIAS. 3. PETIÇÃO. a posse dos particulares sobre o bem público passou a ser em razão da titularidade pela Terracap e não do domínio. 56. d) O terceiro que não oferecer oposição em tempo oportuno – antes de proferida sentença – será atingido pelos efeitos da coisa julgada que se formar naquela ação. OPOSIÇÃO. DJ 18/6/2007. O artigo 56 do Código de Processo Civil preceitua: “Art.

àquele que estiver obrigado. 87 No CPC de 1939 era denominada de “chamamento a autoria”: 85 CPC/1939 Art. está se cobrando um dano eventual e futuro. § 1º Se for o autor. pois deve haver prejudicialidade entre a ação principal e a ação secundária. CARACTERÍSTICAS STJ: mesmo no caso da evicção. seria possível a propositura de ação posterior para o recebimento do valor principal pago pelo bem. 95. É uma ação eventual. na instauração do juizo. É uma ação antecipada. mesmo não contestando. para assumir a direção da causa e modificar a petição inicial. se o denunciante não sofrer prejuízo na ação originária a denunciação restará prejudicada. Nada é tão fácil quanto parece. é verdadeira demanda incidental de garantia que faz participar do processo aquele que pode vir a ser responsabilizado pelo dano discutido. ou seja. do locatário. É uma ação regressiva dentro do mesmo processo8687 NATUREZA JURÍDICA É conceituada pela doutrina como sendo uma intervenção-ação. do credor pignoratício. excepcionalmente. na ação em que terceiro reivindica a coisa. o réu.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 49/76 Art. já que. 456 apenas ocasionaria a perda da indenização (perdas e danos). já que. chamar outrem à autoria e assim sucessivamente. Assim. já que parte da ideia de que o denunciante (autor ou réu) tem o direito de cobrar do terceiro os eventuais prejuízos suportados na demanda. é uma ação do autor ou do réu contra terceiro (ação secundária). 70. a petição inicial nesse caso é dispensada. o prejuízo do que perder a demanda. É uma ação incidental. inclusive. Na verdade. afim de resguardar-se dos riscos da evicção. nem tão difícil quanto a explicação do manual. além de participar da lide principal. (lei de Murphy) . pode denunciar a lide. a denunciação da lide consiste em chamar o terceiro (litisdenunciado/denunciado) que tenha um vínculo jurídico de garantia com uma das partes (litisdenunciante/denunciante) para ingressar no processo e.ao proprietário ou ao possuidor indireto quando. 86 A nova ação que surge dentro do mesmo processo é ação secundum eventum litis regressiva.ao alienante. A norma do art. o u seja. Fundamento: evitar o enriquecimento ilícito. há uma ampliação subjetiva e objetiva do processo. notificará o alienante. citado em nome próprio. Garantia da posse II . ele pode denunciar a lide por uma mera petição. a indenizar. em ação regressiva. por força de obrigação ou direito. em casos como o do usufrutuário. a fim de que esta possa exercer o direito que da evicção lhe resulta. O réu revel. Regra geral (gênero) da qual as hipóteses I e II são espécies. Aquele que demandar ou contra quem se demandar acerca de coisa ou direito real. requererá a citação do alienante nos três (3) dias seguintes ao da propositura da ação. tendo que obedecer às condições da ação e os pressupostos processuais. exerça a posse direta da coisa demandada. ou seja. responder pela garantia do negócio jurídico no caso do denunciante ser vencido no processo. pois depende da existência de outra ação já existente. Não é mera comunicação de existência do processo. por sua vez. Garantia da evicção I . Com base nos arts. § 3º O denunciado poderá. o interesse de agir não é exigido. 70 a 76 do CPC. pela lei ou pelo contrato. É uma ação regressiva. cujo domínio foi transferido à parte. nesse caso. Não obstante a natureza de intervenção-ação. guardadas as disposições dos artigos anteriores. A denunciação da lide é obrigatória 85: Causas de pedir na denunciação da lide: CONCEITO Relação de garantia III . o autor ao denunciar a lide pode o fazer como um tópico da petição inicial e o réu pode denunciar a lide através de um tópico da contestação ou de uma mera petição. poderá chamar à autoria a pessoa de quem houve a coisa ou o direito real. § 2º Se for o réu.

72. 79. mandando observar. 88 89 Art. o juiz. Ordenada a citação. Nada é tão fácil quanto parece. 72 e 74. (lei de Murphy) .: a assistência não suspende o processo. nem tão difícil quanto a explicação do manual. o disposto nos arts. o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa. SUSPENSÃO DO PROCESSO A Nomeação à autoria88. quanto à citação e aos prazos.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 50/76 Art. suspenderá o processo e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. 64. Obs. Art. O juiz suspenderá o processo. Em ambos os casos. ao deferir o pedido. a Denunciação da lide e o Chamamento ao processo89 suspendem o processo. ficará suspenso o processo.

74.762-RS. AUTOR E RÉU DENUNCIANTE. Precedentes citados: REsp 898. Rel.o denunciado seria um assistente litisconsorcial. Argumentos: o litisdenunciado não se torna. O acordo mencionado. Luis Felipe Salomão. Moacir Amaral e Fredie Didier . 91 Bedaque. pois ele defende em nome próprio o interesse do assistido (autor ou réu). o que faz concluir que. Nery Júnior e Alexandre Freitas Câmara). especialmente quando existe denunciação à lide. Dinamarco . Assim. dependendo de quem denunciar. na segunda demanda. a relação de garantia. na lide principal. Ocorre que. Porém. Feita a denunciação pelo autor. razão que não causa qualquer óbice para que. considerados prejudicados pelo Tribunal a quo. com a denunciação da lide. Critica-se essa posição. contestá-la sob pena de revelia. Princípio da eventualidade: todas as alegações que a parte queira produzir deverão ser trazidas ao processo de uma só vez. parte da demanda principal. entre denunciado e denunciante. nem tão difícil quanto a explicação do manual. a Turma entendeu que a transação. automaticamente. haja vista ele ser sujeito de relação jurídica diversa da deduzida no processo. em grau de recurso. e REsp 686. entre o autor e o réu denunciante não aproveita nem prejudica terceiros. tem o litisdenunciado interesse jurídico na vitória do litisdenunciante na demanda principal. o denunciado. pois a formação dele se dá com o processo já existente. ulterior. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. E não é o que ocorre na prática com o denunciado. por isso.092-SP. também. o que não permite seja considerado assistente litisconsorcial. ao mesmo tempo. DJ 18/12/2006. procedendo-se em seguida à citação do réu. 74. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. havia a denunciação à lide da outra seguradora. pois o assistente litisconsorcial é titular do direito e o denunciado não é titular. Feita a denunciação pelo autor. do qual não fez parte o réu denunciado. DJ 26/2/2007. em atendimento ao princípio da eventualidade. ainda que contraditórias entre si. o réu alegue ausência de responsabilidade do segurado para se eximir quanto ao ressarcimento. 4ª corrente 90 Art. comparecendo. 93 92 ACORDO. cujo julgamento fica condicionado à sucumbência do litisdenunciante na demanda principal. afirmando haver litisconsórcio entre eles (Arruda Alvim). não pode ser considerado litisconsorte. podendo assim atuar como assistente simples92. Min. ou seja. comparecendo. 53 do CPC). não se extinguindo. Há Litisconsórcio entre litisdenunciado e litisdenunciante? Entende correta a dicção do CPC90. denunciou à lide uma outra companhia de seguro.046-SP. ele não pode se opor a atos de disposição de direitos praticados pelo assistido (art.entende que o denunciado é um litisconsorte com legitimação extraordinária. Trata-se de ação de indenização em que proprietários de imóvel (autores) buscam cobertura securitária de companhia de seguro (réu) que. na qualidade de réu da demanda incidental de garantia. RÉU DENUNCIADO. Cabe ao litisdenunciado assistir o litisdenunciante. o denunciado. 1ª corrente Esse litisconsórcio será ativo ou passivo. A denunciação da lide é demanda incidental. por sua vez. a demanda secundária. em não sendo ele autor nem réu. REsp 316. que era apelante e interpôs embargos de declaração. facultativo e unitário. Entende que o litisdenunciado se torna mero assistente do litisdenunciante (Dinamarco [assistência qualificada91]. autores e réu firmaram acordo e puseram fim ao litígio.DENUNCIAÇÃO DA LIDE QUALIDADE PROCESSUAL DO DENUNCIADO 51/76 Art. julgado em 17/2/2009. não substitui a sentença de procedência transitada em julgado. a fim de auxiliar este a obter sentença favorável na demanda principal e. EFEITOS. Corrobora com essa crítica o informativo 384 do STJ93 que dispõe que o acordo entre autor e réu não vincula o denunciado a lide 3ª corrente Entende haver assistência em alguns casos e litisconsórcio noutros (Sanches [assistência simples nos casos do inciso I e III e litisconsórcio no II] Plínio Gonçalves [litisconsórcio nos casos de garantia própria e assistência simples nos de garantia imprópria]). (lei de Murphy) . Nada é tão fácil quanto parece. 2ª corrente Crítica: o assistente possui uma atuação condicionada à vontade do assistido. procedendo-se em seguida à citação do réu.

233 STJ RESP 6793/CE . recurso especial conhecido e provido. CDC Art. e inadmissível a condenação direta do denunciado a compor os prejuízos reclamados pelo autor. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. cujo julgamento é condicionado à sucumbência do litisdenunciante na demanda principal.099/95 Art. sem apreciação da lide principal. Tal sentença seria nula. 13. Parágrafo único. nem tão difícil quanto a explicação do manual. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. da Lei 8. Admitir-se-á o litisconsórcio. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. (lei de Murphy) . se no caso concreto a denunciação tumultuar o processo e prejudicar a defesa do consumidor ela poderá ser vedada com base no art. Procedimento sumário Procedimento sumaríssimo Art. 70. salvo a assistência. Na denunciação da lide promovida pelo réu. no caso seria extra petita. Na hipótese do art. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. 10. 280. Resp.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 52/76 A Condenação direta do litisdenunciado em favor do adversário do litisdenunciante é possível? CONDENAÇÃO DIRETA DO DENUNCIADO Inadmissível. vedada a denunciação da lide. 95 94 Nada é tão fácil quanto parece.Entende que o art. do CPC. por estar sendo proferida fora dos limites do objeto do processo. no processo. 88. CONDENAÇÃO EXCLUSIVA DO LITISDENUNCIADO. Não se admitirá. Entretanto. tendo tal pretensão sido manifestada apenas na denunciação da lide94. uma vez que o pedido formulado na demanda principal não foi a condenação do litisdenunciado. VEDAÇÃO EXPRESSA Fato do produto nas relações de consumo Jurisprudência atual do STJ . segundo sua participação na causação do evento danoso. III. CDC Art. 13. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. parágrafo único deste código95.DENUNCIAÇÃO DA LIDE.078∕90 só é aplicável ao fato do produto. pois a denunciação da lide é uma demanda incidental de garantia. 88. Lei nº . 439. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência.

2 – dá a falsa impressão de que apenas o réu pode denunciar a lide. ainda que inexista relação jurídica entre aquele e o terceiro. como a lei processual não prevê esse tipo de denunciação. 70 é exemplificativo. 456 "quando e como lhe determinarem as leis do processo " remete ao sistema do CPC. e assim por diante. definindo a existência ou não dos direitos decorrentes da evicção. Neste caso a denunciação da lide poderia ser feita àquele que alienou o bem para demandado. e por via de conseqüência. caput dispõe que essa denunciação deve ocorrer como lhe determinarem as leis do processo (remissão expressa às leis processuais). ou parte. Alexandre Câmara. Nelson Nery. 97 96 Nada é tão fácil quanto parece. mas este também pode denunciar o seu próprio alienante imediato. Marinoni. pois não haveria relação jurídica de garantia entre litisdenunciante e o litisdenunciado. para que a sentença. assim. O Código Civil consagrou a denunciação per saltum.: em demanda reivindicatória de um bem. (lei de Murphy) . 456. O evicto tem. o demandado que pretende fazer a denunciação da lide. 456. por sua vez. 456: A interpretação do art. Entende que a denunciação per saltum não é autorizada pela legislação. Evicção – Evicção é a perda da coisa por decisão judicial ou administrativa que importe em legítimo reconhecimento de que o bem transferido pertencia a outra pessoa distinta do transferidor. É a permissão para que o denunciante demande diretamente em face do último responsável por garantir a permanência do bem em seu patrimônio I – Garantia da Evicção CJF nº 29 – Art. Isso porque o art. o adquirente evicto pode escolher qualquer alienante da cadeia sucessória de alienações. a fim de que esta possa exercer o direito qualquer dos anteriores. direito a reaver o preço pago pela coisa. mas parte da demanda original.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 53/76 HIPÓTESES DE CABIMENTO CC Art. num processo. não poder ser utilizada pelo adquirente. Inadmissível. o adquirente evicto deverá escolher o alienante imediato ou todos os alienantes. nem tão difícil quanto a explicação do manual. a fim de poder exercer o direito que lhe resulta da evicção. Muniz de Aragão. 98 Críticas à redação (com base em Alexandre Freitas Câmara): 1 – aquele que reivindica a coisa não é terceiro. indenização pelas despesas do contrato. ela não foi autorizada pelo ordenamento. o adquirente somente pode denunciar alienante imediato. ou seja. E mais: Contudo a cláusula final do art. 456 do novo Código Civil permite ao evicto a denunciação direta de qualquer dos responsáveis pelo vício. em reconhecendo que a parte (litisdenunciante) não é titular do domínio. havendo uma relação jurídica sucessiva que permitiria a denunciação de todos. Uma vez o rol do art. ou para a pes soa que alienara o bem para este último (per saltum). fazendo-se mister a realização de denunciações da lide sucessivas. Enunciado 29 do CJF. na ação em que terceiro 96 reivindica a coisa.99 Denunciação per saltum 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente “ação que reivindica” – é exemplo não sendo o único caso. segundo a doutrina civilista. na ação em que se controverte sobre o domínio de bem que tenha sido por ele transferido a uma das partes" 99 Ex. regule também a relação entre este e aquele que lhe transferiu a coisa. indenização pelos frutos que tenha sido obrigado a restituir. cujo domínio foi transferido à resulta. É a consagração definitiva da denunciação sucessiva. quando e como lhe determinarem as leis do que da evicção97 lhe resulta98. não sendo admissível a denunciação da lide per saltum. 1ª corrente Majoritária.. Humberto Theodoro Jr. segundo o qual a denunciação da lide é feita pelo adquirente ao seu alienante imediato e este. Cabendo a denunciação da lide ao alienante. ou seja. Para poder exercitar o direito que da evicção lhe I . neste caso (inexistência de pertinência material entre as pessoas). o adquirente notificará do litígio o alienante imediato. além do reembolso das despesas processuais e honorários advocatícios despendidos. Trata da denunciação da lide oferecida por aquele que.ao alienante. d enunciará a lide a quem lhe transmitiu o bem. vê questionado seu direito de propriedade sobre um bem que lhe foi transferido por terceiro. Aqui o raciocínio é de formação de um litisconsórcio necessário entre todos os alienantes. neste caso. ressarcimento pelos prejuízos que resultam diretamente da perda da coisa. Proposta de redação: "ao alienante. processo. ou seja. Defende a ideia de denunciação coletiva.

Nada é tão fácil quanto parece. Ocorre contudo que no caso do inciso I do art. a impossibilidade de ação regressiva. 70. 456 do C. o qual poderá ser exercido mediante demanda autônoma. que determina a perda do direito de regresso em caso de não ser ela realizada. como o é a denunciação da lide. Ou seja: entende que sendo obrigatória a denunciação da lide. Entende que a não denunciação da lide acarreta a perda do direito de regresso apenas no caso do inciso I do art. portanto. Fundamento: evitar o enriquecimento ilícito. é o disposto no art. Sanches e Alexandre Freitas Câmara). 70. até mesmo. Uma norma processual não pode ocasionar a perda de um direito material. 456 apenas ocasionaria a perda da indenização (perdas e danos). sua não realização pela parte terá como corolário o perecimento do direito de regresso. (lei de Murphy) .C. Se não realizou a denunciação. A norma do art. seria possível a propositura de ação posterior para o recebimento do valor principal pago pelo bem. para que ocorra a perda do direito material é indispensável uma norma extraprocessual (material). sofre a perda do direito de garantia e. nem mesmo em demanda autônoma (Marcos Afonso Borges).DENUNCIAÇÃO DA LIDE Obrigatoriedade 54/76 1ª corrente Minoritária: Vale a norma do CPC. logo. nem tão difícil quanto a explicação do manual. o que só ocorre na hipótese da evicção. apenas a perda da faculdade de oferecer demanda capaz de permitir o exercício do direito de regresso no mesmo processo. A perda do direito substancial deve decorrer das regras de direito material. enquanto nas hipóteses previstas nos inciso II e III a conseqüência seria a mera preclusão. Argumentos: não faz sentido que se perca o direito material de regresso apenas porque se deixou de provocar um incidente de caráter formal. 2ª corrente +3ª corrente STJ: mesmo no caso da evicção. ou seja. Nos demais casos do art. e não de direito processual. não haverá perecimento do direito de regresso. ficando ressalvada a via de se propor demanda autônoma em face de terceiro (Greco Filho. o qual não poderá ser exercido. 70.

por se tratar de posse e não de propriedade. Apenas os casos de garantia própria. Divergência . Sanches).: evicção. embora afirme a melhor doutrina que o dispositivo não impede a denunciação da lide pelo autor ( Alexandre Freitas Câmara e Frederico Marques ). a indenizar. entende que neste caso apenas o réu pode denunciar a lide 101 Seria controverso caso de o Estado poder denunciar à lide seu servidor (CRFB art.2008) Em ação possessória proposta por terceiro. este poderá denunciar à lide o proprietário-locador. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Garantia imprópria: não é verdadeiramente uma garantia.: culpa aquiliana. Não sendo possível nos casos de garanti imprópria a denunciação da lide. 37 §6º) 102 Garantia própria: decorre da transmissão de um direito.ao proprietário ou ao possuidor indireto quando.àquele que estiver obrigado.qual espécie de garantia? Origem da divergência: o fato de a doutrina reconhecer dois tipos de garantias102. II – Garantia da Posse Garantia da posse direta do imóvel ao possuidor direto pelo possuidor indireto Para ser possuidor direito. inadimplemento contratual. Nada é tão fácil quanto parece. pela lei ou pelo contrato. diferindo. do locatário. É o mesmo raciocínio da evicção. III – Relações de Garantia Regra geral (gênero) da qual as hipóteses I e II são espécies. (Cespe/TRT 5ª REG . no qual o dolo ou a culpa (lato sensu) do servidor seria o fato novo. pois onde alei não distingue não é lícito ao intérprete distinguir. Caso essa posse seja perdida na ação judicial. Barbi e Alexandre Freitas Câmara. a convenção. Barbosa Moreira. Athos Gusmão Carneiro) Entende que também nos casos de garantia imprópria a denunciação da lide é possível (Plínio Gonçalves. uma vez 1ª corrente que haveria a necessidade de discutir fato novo. Argumentos: os termos do inciso III do art. a posse deve ter sido transferida pelo possuidor indireto ou pelo proprietário. permitiriam a denunciação da lide (Greco Filho. o réu. 2ª corrente (moderada) Só se houver expressa previsão legal neste sentido (Nelson Nery. em que o direito de regresso da parte perante o terceiro decorre da transmissão de direito. Ex.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 55/76 II . o prejuízo do que perder a demanda. citado o locatário em nome próprio. Ex. em casos como o do usufrutuário. exerça a posse direta da coisa demandada100. 3ª corrente (extensiva) 100 Críticas à redação: Da a entender que a hipótese é aplicável apenas nos casos em o possuidor direto do bem é réu. (lei de Murphy) . sendo incapazes de permitir ao intérprete fazer qualquer tipo de distinção. em ação regressiva101. citado em nome próprio. 70 são genéricos. Responsabilidade esta que decorre de quaisquer outros títulos. e nesse sentido Plínio Gonçalves. aquele terá o direito de ser indenizado por um desses. por força de obrigação ou direito. Dinamarco).  A doutrina majoritária. do credor pignoratício.: é o caso de o Estado denunciar à lide seu servidor. nesse caso. mas de responsabilidade de ressarcir o dano. o que delongaria o processo causando (restritiva) prejuízo ao autor. III . Ex.

o denunciante e o denunciado. e sendo manifesta a procedência da evicção.se o denunciado confessar os fatos alegados pelo autor. ou seja. o aditamento deve se dar dentro dos limites objetivos já traçados pelo denunciante. o processo deve prosseguir o seu curso normal. Após esse fato. O problema está no inciso II. O art. Este deve realizar a denunciação no prazo preclusivo da resposta. A doutrina processualista aplica o art. 75 do CPC trata da denunciação da lide feita pelo réu. devendo haver apenas um tópico para que esta possa ser desenvolvida. ao propor a demanda o autor já deve denunciar a lide. 75 prevêem as possíveis reações do denunciado à lide. como litisconsortes. Art. Lembrar que o denunciado não é titular do direito material discutido. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 2 . entende-se que é aplicável para todas as hipóteses de denunciação da lide. 74 do CPC trata do procedimento da denunciação da lide feita pelo autor. O art. procedendo-se em seguida à citação do réu. Assim. E os incisos do art. § único do CC de maneira ampliativa.se o denunciado for revel. 456. a denunciação deve ser feita antes da contestação ou no mesmo momento desta. o réu. o prazo para a denunciação já estará precluso. O terceiro denunciado estará integrado ao processo.se o denunciado a aceitar e contestar o pedido. já que na literalidade ele só seria aplicável para os casos de evicção. e de outro. O momento preclusivo para a denunciação pelo autor é na apresentação da própria petição inicial. Não atendendo o alienante à denunciação da lide. III . pode o adquirente deixar de oferecer contestação. 74. o juiz deverá suspender parcialmente o processo (suspensão imprópria). A denunciação da lide é uma intervenção coativa. Contudo. que nesse caso será revel. Feita a denunciação pelo réu: I . preocupada com esse fato. 456 do CC. comparecendo. ou usar de recursos. que prevê duas hipóteses de reação do denunciado: 1 . (lei de Murphy) .Denunciado que nega sua qualidade de denunciado à lide. Ressalta-se que. II .DENUNCIAÇÃO DA LIDE PROCEDIMENTO DA DENUNCIAÇÃO DA LIDE 56/76 A denunciação da lide pode ser provocada tanto pelo autor quanto pelo réu. 75. 74 do CPC trata o denunciado como litisconsorte do denunciante a ponto de se permitir que o denunciado realize o aditamento da petição inicial. poderá o denunciante prosseguir na defesa. A doutrina. assim. O STJ. Haverá posteriormente a suspensão parcial do processo até que se resolva a denunciação. defende que esse aditamento não pode alterar a causa de pedir e o pedido da petição inicial originária. o denunciante estaria obrigado a prosseguir na defesa do interesse ao final. ele não poderia deixar de buscar a vitória no processo. isto é. Ao receber o pedido de denunciação da lide. o denunciado. assim. mesmo dentro do prazo de resposta. de um lado. Feita a denunciação pelo autor. ou seja. Nada é tão fácil quanto parece. ou comparecer apenas para negar a qualidade que Ihe foi atribuída. de maneira que o denunciado estará obrigatoriamente vinculado ao processo ao ser citado. o procedimento normal do processo será suspenso até que se resolva a questão da denunciação da lide. Não há a obrigatoriedade de uma petição inicial específica para a denunciação. poderá denunciar a lide. Já o art. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. cumprirá ao denunciante prosseguir na defesa até final. com a posterior citação do réu. se a contestação for entregue antes do último dia. tal panorama mudou com a redação do § único do art. o processo prosseguirá entre o autor. no entanto. mesmo não contestando a ação. Em tais casos. quando se retirou a obrigatoriedade de defesa até o fim pelo denunciado. ressalta que. Parágrafo único.Denunciado revel. Art.

título executivo sem que isso afete sua natureza ou contrarie princípios processuais (Alexandre Freitas Câmara). Momento processual Prazo de contestação Segundo Alexandre Freitas Câmara. entregar coisa ou pagar quantia. o direito do evicto. 1ª corrente Sentença Natureza jurídica Condenatória. pois o réu tendo contestado. nem tão difícil quanto a explicação do manual. A lei não exige que seja a denunciação da lide requerida no corpo da contestação. declarará. se o denunciante for o autor. nada impede que a lei impute a uma sentença meramente declaratória eficácia executiva. Argumentos: apesar de normalmente apenas as sentenças de conteúdo condenatório poderem ser executadas. o que faz com se considere encerrado o prazo para a prática do ato. A denunciação só será julgada se ocorrer a sucumbência do litisdenunciante. o denunciado também pode utilizar essa forma diferenciada de resposta Art. valendo como título executivo103. ainda que antes do último dia do prazo que o réu dispõe para apresentar sua resposta. Fux etc. A sentença. recurso especial conhecido e provido. e. e inadmissível a condenação direta do denunciado a compor os prejuízos reclamados pelo autor. (lei de Murphy) . Entende como meramente declaratória. mesmo assim. havendo o oferecimento antecipado da contestação. 76. conforme o caso. a reconvenção cabe ao réu.DPU-2010) Em regra. não será mais possível denunciar a lide. por assumir a mesma condição processual da parte. contudo. ou a responsabilidade por perdas e danos. outra para denunciar a lide ou praticar os dois atos em uma só petição. que julgar procedente a ação. cumulativamente. A citação do denunciado será requerida. condenação exclusiva do litisdenunciado.).Denunciação da lide. Optando o demandado por praticar os atos em petições distintas. se já foi oferecida a contestação. 2ª corrente STJ REsp 6793 / CE . uma para contestar. 104 103 Nada é tão fácil quanto parece.DENUNCIAÇÃO DA LIDE TEMAS RELACIONADOS 57/76 Art. 71. não fazer. 475-N. São títulos executivos judiciais: I – a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer. não há necessidade de que os atos sejam praticados simultaneamente. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. se o denunciante for o réu. Não sendo possível ao demandado oferecer a denunciação da lide após a contestação Reconvenção (Cespe/UNB . Porém. Na denunciação da lide promovida pelo réu. juntamente com a do réu. Petição inicial Autor Réu Contudo. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. sem apreciação da lide principal. Art. pois o art. É uma ampliação subjetiva do processo que gera uma ampliação objetiva da sentença. sendo. no prazo para contestar. terá ocorrido preclusão consumativa. segundo o STJ. sendo lícito o réu apresentar duas petições distintas. 76 fala que ela "valerá como título executivo" e o nosso sistema reconhece eficácia de título executivo apenas às sentenças condenatórias104 (majoritária – Barbi.

essa modalidade de denunciação da lide não é obrigatória. em razão do art. Parágrafo único. Nada é tão fácil quanto parece. 927 do C. 70. caso seja feita. fica obrigado a repará-lo. o que torna inadequada a denunciação da lide. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. 70. + 1ª corrente 2ª corrente DL DO ESTADO AO SEU AGENTE 3ª corrente C.C. nada impediria que se formasse um litisconsórcio facultativo entre a pessoa jurídica de direito público e seu servidor (Alexandre Freitas Câmara)106.071 de 18/08/1980. ter direito de regresso em face de seu agente que tenha causado o dano. nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy) . Relator Ministro Cunha Peixoto. Art. Haverá obrigação de reparar o dano. Isolada . independentemente de culpa. por ato ilícito (arts. civilmente responsável. Aquele que. 37 §6º da CRFB. a qual decorre do art. Adota a tese ampliativa do art. deve ser aceita pelo julgador. causar dano a outrem. III. por sua natureza. Majoritária .Entende que o fato de o Estado. há que se reconhecer a solidariedade entre a pessoa jurídica de direito público e seu agente. 927. o chamamento ao processo. Assim sendo. Adota a tese restritiva sobre o art.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 58/76 DENUNCIAÇÃO SUCESSIVA São admitidas e em cada uma delas se estabelece também duas demandas.C. Prevalecendo tal entendimento. risco para os direitos de outrem.105. III do CPC Considerando os mesmos argumentos. 186 e 187).O autor não poder ser obrigado a suportar discussão relativa à responsabilidade subjetiva quando sua relação primária com o réu é de responsabilidade objetiva. 105 106 Nesse sentido: STF RE 90. não exclui a responsabilidade deste perante o lesado. porém. nos casos especificados em lei. logo a denunciação da lide nesta situação é impossível. revelando-se cabível no caso.

III. 13). 98-STJ. TRAVAMENTO DE PORTA DE AGÊNCIA BANCÁRIA. ” A Súmula em epígrafe refere-se à inadmissibilidade de denunciação da lide nas ações que versam relação de consumo. todavia.233108 107 “ Inadmissível. REJEIÇÃO COM BASE NO ART. TODAVIA. nem tão difícil quanto a explicação do manual. os interesses do consumidor. do CPC. IV.078∕90 só é aplicável ao fato do produto.: Destaque-se que no JEC há vedação expressa à possibilidade de intervenção de terceiros nos processos de sua competência. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. No tocante a tais ações. a denunciação da lide sofre restrições descritas no artigo 13 da lei especial. prevista no art. (lei de Murphy) . se no caso concreto a denunciação tumultuar o processo e prejudicar a defesa do consumidor ela poderá ser vedada com base no art. DENUNCIAÇÃO À LIDE DA EMPRESA DE SEGURANÇA. 1ª corrente +2ª corrente Jurisprudência atual do STJ . 8. em qualquer hipótese. A doutrina e a jurisprudência destacam a necessidade de se criar um cultura direcionada para a efetividade do processo. V. I. da lei adjetiva civil. A vedação à denunciação à lide disposta no art. mas ela se aplica somente para o fato do produto ou a este e ao fato do serviço. porque demandaria uma ampliação da demanda e uma demora na prestação jurisdicional. 88 da Lei n. entendendo que a denunciação da lide é vedada em qualquer situação de consumo diante da vulnerabilidade do consumidor. Súmula nº 92107 do TJ∕RJ – Não sustentam a interpretação literal do art. 70. da Lei 8. para que a Corte a quo se manifeste sobre o pedido de denunciação à lide.078∕90 veda a denunciação da lide. Obs. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. Anulação do acórdão estadual.078/1990 restringe-se à responsabilidade do comerciante por fato do produto (art. ao mesmo tempo em que se rechaça a denunciação da lide. 439. HIPÓTESE. parágrafo único deste código. 88. DANOS MORAIS.919. 88. nos termos acima. 14). da Lei 8. 70. Na hipótese do art.Entende que o art. Arruda Alvim e Kazuo Watanabe e alguns precedentes mais antigos do STJ. O legislador quis através do instituto de natureza híbrida conferir ao consumidor uma maior garantia no recebimento do seu direito. conseqüentemente. II.DENUNCIAÇÃO DA LIDE DENUNCIAÇÃO DA LIDE POR FATO DO PRODUTO OU SERVIÇO 59/76 Art. AFASTAMENTO. Resp 782. 13. Fundamento: A vulnerabilidade do consumidor é reconhecida constitucionalmente de maneira que a denunciação da lide iria de encontro a essa efetiva proteção. REsp 439233 / SP . AUSÊNCIA DE RESTRIÇÃO COM BASE NA RELAÇÃO CONSUMERISTA. Informações extraídas da obra “Comentários aos Verbetes Sumulares do TJRJ” – Juiz Roberto Ayoub CIVIL E PROCESSUAL. pois o estabelecimento da lide secundária retardará a prestação jurisdicional e. haverá emperramento da prestação jurisdicional. da Lei 8. QUE DEVE SER APRECIADA À LUZ DA LEI PROCESSUAL CIVIL (ART. 88 DO CDC. III. III). É possível que o responsável possa cobrar regressivamente através da denunciação da lide por fato do produto ou serviço? R: O art. Uma interpretação equivocada conduz ao equívoco de se afirmar que. Nelson Nery.Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR QUARTA TURMA .Data do Julgamento 04/10/2007 108 Nada é tão fácil quanto parece. 13). 70. Do contrário. vedada a denunciação da lide. que não exclui o exame do caso concreto à luz da norma processual geral de cabimento da denunciação.078∕90. Recurso especial conhecido e parcialmente provido. SÚMULA N. ART. a denunciação da lide nas ações que versem relação de consumo. situação. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. ANULAÇÃO DO ACÓRDÃO. VEDAÇÃO RESTRITA A RESPONSABILIDADE DO COMERCIANTE (CDC. que é o hipossuficiente da relação processual. Em nenhuma hipótese admite-se a denunciação da lide em sede de relação de consumo. se faz permitir o chamamento ao processo. MULTA. Resp. 88. Entretanto. 88. FATO DO SERVIÇO. 98 do STJ). III. não alcançando o defeito na prestação de serviços (art. Precedentes do STJ. "Embargos de declaração manifestados com notório propósito de prequestionamento não têm caráter protelatório" (Súmula n.

comerciante. os quais serão contados em dobro. qual seja. Assim. DR. 128. 76 do CPC. para todos os prazos do processo. Juízo.000. apresentar sua CONTESTAÇÃO Pelos motivos de fato e fundamentos de direito a seguir aduzidos: I. Nada é tão fácil quanto parece. espera a denunciante então que a denunciação seja acolhida com o fito de declarar a responsabilidade do denunciado na forma do art. ut instrumento de mandato incluso. DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA: Inicialmente. portador da carteira de identidade nº ___________.”. podendo ser demandado apenas aquele titular da obrigação correspondente (legitimidade passiva).”. III. Exa. pag.. brasileiro.) consiste a legitimidade ad causam (legitimidade de parte. à Av. (lei de Murphy) .000. indicando para patrocinar a causa a Defensoria Pública através do Defensor Público em exercício perante esse MM. nos autos da Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais c/c Lucros Cessantes que lhe move ______________. 147. falta à Autora uma das condições acionárias. JUIZ DE DIREITO DA 5ª VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL 60/76 PROCESSO Nº. no que concerne à legitimidade passiva. é titular da ação apenas a própria pessoa que se diz titular do direito subjetivo material cuja tutela pleiteia (legit imidade ativa). nos termos do art. II. além de ser assistido pela Defensoria Pública. vez que não cabe à ele efetuar a liberação pretendida. no todo ou em parte. o Réu não é titular da relação jurídica de direito material. Em atenção ao Princípio da Eventualidade. ed.. pelo que suscita desde já essa preliminar. ao pagamento de despesas no valor de R$ 795. o qual se compromete a pagar a quantia de R$ 10.00 e ainda tratamento futuro que se faça necessário e também danos morais e estéticos conforme se depreende da peça vestibular.00 para danos materiais. 70 do Código de Processo Civil. nem tão difícil quanto a explicação do manual. SR. ora denunciante. No caso em tela. no que tange ao pedido de item C. requer o deferimento da Gratuidade de Justiça. na oportunidade garantida pelo art. inscrito no CPF/MF sob o nº ___________. Dispõe o art. vem o réu requerer a citação do denunciado. que. expedida pelo IFP. com as alterações intr oduzidas pela Lei 7510/86.00 para danos morais e R$ 10.Para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade. 267 do CPC. requerendo a extinção do processo sem julgamento do mérito. mas tão somente à Companhia Unibanco Seguros Afirma José Frederico Marques em sua obra Manual de Direito Processual Civil. casado.DENUNCIAÇÃO DA LIDE MODELO DE PEÇA EXMO. sem prejuízo da subsistência própria e de sua família. O Réu possui seguro de automóvel de UNIBANCO SEGUROS. Logo. que deverá ser intimado pessoalmente. se por ventura vier a presente ação a ser julgada procedente. 158: “(. DA PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA: Observe V. por seus procuradores. “liberação imediata do bilhete de seguro do automóvel atropelador”. 3º do Código de Processo Civil: “Art. Assim. Centro.21º andar. 3º . não possui condições de efetuar pagamento dessa natureza. com sede nesta cidade. UNIBANCO SEGUROS. de acordo com o que dispõe a Lei 1060/50.: XXXXXXXXXXX _____________. na forma do art. cumpre salientar que. DA DENUNCIAÇÃO À LIDE: O autor pleiteia a condenação do réu . I da Lei Complementar nº 80/94. declarando que não tem condições de arcar com as custas judiciais e honorários advocatícios de qualquer espécie. Saraiva. Rio Branco. vem. ou também legitimação para agir) na individualização daquele a quem pertence o interesse de agir e daquele em frente ao qual se formula a pretensão levada ao Judiciário. o que se cogita ad argumentandum.

Ext nº 5618. 04/05/82 – RT 568/167) – Responsabilidade Civil e sua interpretação jurisprudencial.. exercendo embora o poder jurisdicional. posto que a demandada não é titular do interesse em conflito. o que não verificou-se no caso vertente. a Autora faz prova nos autos de que realmente teve que despender o valor de R$ 795.. NÃO TÊM A MENOR RESSONÂNCIA. Aduz em prol de suas pretensões que na data de 17/06/2000 foi atropelada pelo veículo de propriedade do Réu. em 08/10/42. Ainda assim. O entendimento da doutrina e jurisprudência pátrios caminha no sentido de que o dano material para ser contemplado deve ser provado. (TJSC – 2ª C. (TJSP – 13ª C. se caso restar comprovado no laudo pericial a existência de aleijão ou deformidade.”.00 (setecentos e noventa e cinco reais). Ed. – Ap – Rel. ISTO É. no v alor de R$ 795. Muito embora afirme que resgatou um empréstimo bancário no aludido valor. Ac. 4ª edição. como o Réu evadiu-se do local do acidente.00 (quatrocentos reais). bem como (vi) a liberação imediata do bilhete de seguro do automóvel atropelador. I. De 16/01/31. 657. Forense. ficando cristalinamente claro que a Autora não trouxe aos autos prova de qualquer uma de sua alegações. como se vê a seguir: “Sem prova do dano. Wilson Antunes – j. no sentido de analisar o pedido de condenação do ora contestante ao pagamento de uma pensão mensal no valor de R$ 400.”. pág.. descabendo assim sua pretensão de auferir indenização à título de danos morais no que tange ao pedido de item A. sendo certo que a Autora pretende se ver indenizada de um possível dano que venha a sofrer. DOS FATOS: O bem da vida buscado pela Autora é a condenação do Réu ao pagamento de (i) todas as despesas apontadas na peça inicial. descabe a pretensão formulada exordialmente. (.) É dever do juiz a verificação da presença das condições da ação o mais ce do possível no procedimento. pág. com consultas e tratamentos médicos (item B). Com efeito.”. DO MÉRITO: Em sede de defesa sustentará o Réu que. quando já se pode antever a inadmissibilidade do julgamento do mérito. (STF. 09/11/1993 – JTJ – LEX 150/30) – Responsabilidade Civil e sua interpretação jurisprudencial. por ser final de jogo do Falmengo e Vasco. Note-se portanto que o pedido de indenização por danos materiais não deve prosperar ante a total falta de embasamento legal ou fático. José de Aguiar Dias.) A conseqüência é que o juiz. Saraiva. (. Conforme se verifica no depoimento do réu em sede policial. valendo ressaltar que o mesmo configura-se quando a vítima sofre ofensa corpórea que lhe deixa aleijão ou deformidade permanente. (ii) das despesas com tratamento médico futuro que porventura se faça necessário.00 (quatrocentos reais) correspondente à quantia percebida mensalmente pela demandante (item D).”. de placa nº CGI – 2119. sustenta o Réu. mas é necessária a prova específica desse dano. em atenção ao Princípio da Eventualidade que aqueles danos podem acarretar à vítima dano patrimonial. “As perdas e danos devem ser comprovadas no curso da lide. – Rel. p. sendo certo que o mesmo trafegava em alta velocidade e na contra mão da Rua Tejupá. nem tão difícil quanto a explicação do manual. permanecendo internada na UTI por 03 (três) dias. qual seja. como ainda dano moral. Apenas a apuração do quantum dos danos é que se pode relegar para execução. V. no presente momento. Ed. A remansosa e pacífica jurisprudência dos nossos Tribunais aponta no sentido de que se faz necessário comprovar a existência do dano material. “Não basta a prova genérica do fato qual poderia provir o dano. Nunca é demais repetir que a mera alegação da Autora de que nunca teria realizado relações de consumo com a Ré. não fez constar em sua exordial que a quantia foi destinada ao efetivo pagamento das despesas relativas ao atropelamento. relator o ministr o Filadelfo Azevedo) – Da Responsabilidade Civil. pág. Sustenta que. expondo o que se segue: IV. – Ap. não há que se cogitar a responsabilidade. Juízo. 86. Conforme nos ensina a ilustre jurista Ada Pellegrini Grinover em sua obra Teoria Geral do Processo: “Quando faltar uma só que seja das condições da ação. (iv) dano estético em grau máximo com base na perícia médica a ser realizada. Corrêa Vianna – j. (iii) pensão mensal no valor de R$ 400. em outras palavras. deverá ser o valor pleiteado reduzido. 3º Supl. Vol. Válido é o velho. mas. 331). este se evadiu do local pois haviam várias pessoas na rua no momento do acidente. vez que o mesmo encontra-se em poderes da empresa de seguros. teve que ser socorrida por diversas pessoas que presenciaram o fato. saraiva. onde recebeu a devida assistência médica. que estava sendo conduzido pelo demandado. eis que é despido de qualquer embasamento legal. ainda pleiteia a demandante indenização por dano estético em grau máximo. (v) danos morais em valor a ser arbitrado por este MM. Exa. (TJ -MT Ac. com dispêndio de tempo e recursos. Entretanto.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 61/76 Dessa forma.. 656. não chegará a apreciar o mérito. caracterizado o terceiro elemento pressuposto da Responsabilidade Civil. o que se admite ad argumentandum tantum. por dever de cautela. “A jurisprudência é pacífica no entendimento que não se pode falar em indenização quando o Autor não comprova a existência de dano. não chegará a declarar a ação procedente. vem esta adentrar no mérito e objetivando rechaçar o pleito indenizatório. diz-se que o autor é carecedor desta. não basta para lastrear condenação por danos morais. Rui Stoco. caso seja o mesmo reconhecido. para evitar que o processo caminhe inutilmente.”. Com efeito. não estando. por si só. 4ª ed.. Rui Stoco. não tendo condições de fornecer o aludido documento. nem improcedente. decorrente da redução de sua capacidade laborativa. tendo sido levada ao hospital. No que concerne à pretensão de se ver ressarcida de eventuais gastos que venha a efetuar.00 (setecentos e noventa e cinco reais) para cobrir os gastos havidos quando da ocorrência do acidente. tal pedido não merece acolhimento. conforme depreende-se do laudo acostado aos autos pela Autora. (lei de Murphy) . em nenhum momento. posto que tem o Réu certeza que a preliminar acima suscitada será acolhida por este Juízo. de acordo com perícia médica a ser realizada na presente ação. FUTURAMENTE. Ed. o pedido do autor. ou seja. e que ele ao parar o carro essas pessoas começaram a gritar: “Pega! Pega!”. sempre atual brocardo jurídico: ALEGAÇÕES SEM PROVAS SÃO COMO O SINO SEM BADALO. Brasil-Acórdãos. Nada é tão fácil quanto parece. o DANO. e de ofício. conforme restou comprovado. situada na Vila da Penha. no Rec. Da mesma forma deve ser orientado o entendimento de V.

em regra. nem há prova nos autos de seqüelas psicológicas porventura experimentadas pela Autora em razão de alegado abalo em sua honra ou situação financeira. o desagrado. esta deve ser suficiente apenas a restabelecer o status quo ante. Destarte. no art. 3. para efeito de ressarcimento.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 62/76 Em tais casos. 4. no caso em tela. que o Judiciário tem por dever velar. os pequenos dissabores estão fora da esfera do dano moral. o dever de indenizar. a valores de foro íntimo. se devida for a indenização. não são reparáveis. incentivaria a tão falada e propagada INDÚSTRIA DO DANO MORAL. o que apenas se admite ad argumentandum tantum. constituem estados de ânimo que fazem parte dos riscos da vida e. data maxima vênia. a cumulação constituirá bis in iden. a quantia concedida por esse MM. sofrimento ou humilhação que. admitem a cumulação do dano mat erial e o estético. bem como repelindo as tentativas de enriquecimento sem causa. política e econômica do ofendido. tais situações não são intensas e duradouras. vez que não sofreu nenhuma repercussão negativa ao seu patrimônio imaterial. por diversas razões: Nada é tão fácil quanto parece. É fato. por isso. Dessa forma. Juízo não deve revestir-se de excessividade. sendo certo que o simples desgosto. não só pelas peculiaridades do caso. buscando sempre atender os fins sociais aos quais a lei se destina. vexame. 6. ao mínimo. que é o de propiciar tão somente a reparação e não o enriquecimento. fugindo à normalidade.a durabilidade do dano. 88) Ademais. que lhe cause abalos a direitos personalíssimos. no caso em tela. 1538 do Código Civil. no trabalho.”. caso tenha existido.que a satisfação pecuniária não produza um enriquecimento a custa do empobrecimento alheio. a ponto de romper o equilíbrio psicológico do indivíduo. 5. no patrimônio imaterial de vítima. em sua obra Programa de Responsabilidade Civil: “Nessa linha de princípio. decorrente de falta involuntária.a posição social. onde se buscam indenizações pelos mais triviais aborrecimentos. a doutrina e a jurisprudência. ou reduzem. Nesse mesmo sentido a conclusão aprovada por unanimidade no IX Encontro dos Tribunais de Alçada do Brasil: “O dano moral e dano estético não se cumulam. só deve ser reputado como dano moral a dor. foi de natureza levíssima. aspecto do dano moral. instituto extremamente repudiado pelo ordenamento jurídico pátrio. Mero dissabor. com flagrante prejuízo da segurança das relações jurídicas. O dano moral. nem tão difícil quanto a explicação do manual. os aborrecimentos normais da vida cotidiana. por completo. porque sendo aquele um aspecto deste. o dano moral. cumpre salientar que não faz a Autora jus a qualquer tipo de indenização. a boa fama. No tocate ao pedido de reparação por danos morais. como o são o nome. não tendo havido qualquer tipo de má-fé por parte do demandado. por si só. tem-se que o mero mal estar. a pretensão autoral. entre amigos e até no ambiente familiar. a analogia e os costumes. O entendimento em contrário. com relação ao dano moral pretendido. Nesse diapasão. deve-se observar os critérios legais e doutrinários. assim como a lei. no que tange ao pedido de dano moral formulado inicialmente. eis que não são situações intensas e duradouras. devendo-se sempre atentar para o fim da lei. pela ação ou omissão de outrem. Ao contrário do que afirma uma pequena parte da doutrina. a vergonha. que a fixação do patamar devido a título de danos morais deve cingir-se de prudência e de comedimento. que afastam. que não tolera. vale dizer.a gravidade. nem abalo ao seu estado emocional e psicológico. Ressalte-se que. estaria se admitindo o enriquecimento sem causa da Autora. 2. o enriquecimento sem causa. O que não é admissível é a cumulação do dano estético com o moral. não estando presente. Caso Vossa Excelência entenda que está presente o dever de indenizar. não houve exposição da Autora ao opróbio de terceiros. Assim sendo. sendo certo que um dos princípios basilares da responsabilidade civil é a prova do dano. porque ou o dano estético importa em dano material. acabaremos por bana lizar o dano moral. qualquer comprovação de dano moral sofrido pela Autora. deve o magistrado fixar o quantum indenizatório tendo por base o que dispõe os artigos 4º e 5º da Lei de Introdução ao Código Civil. os pretórios de todo o país vêm repelindo as pretensões dos que tentam obter indenizações generosas com a benção do Poder Judiciário. Conquanto alegue a Autora a existência de tal evento. afastando-se a importação do “Punitive Damage” norte-americano. quais sejam: 1. privacidade. aborrecimento. etc. natureza e repercussão da ofensa. mágoa. em coerência aos princípios que norteiam a obrigação de indenizar. em assim não sendo. no caso em tela. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo. a indenização não pode ter qualquer ideal punitivo em face da autora do ato.grau de culpa do ofensor. hipótese esta repugnada pelo direito pátrio. a dor. Não há. ensejando ações judiciais em busca de indenizações pelos mais triviais aborrecimentos.. a contrariedade. etc. porquan to. Ora. além de fazerem parte da normalidade do nosso dia-a-dia. em forma de prejuízo. a indignação. que pudesse configurar um dano moral ressarcível. ou esta compreendido no dano moral” (in Programa de Responsabilidade Civil – Sérgio Cavallieri Filho – Malheiros Editores – 2ª edição – pág. a dignidade. entendido este como sendo lesão que alguém sofre em seus bens imateriais. como também em razão do entendimento esposado pela jurisprudência. constituir-se em odioso lucro sem causa de uma parte em detrimento da outra. repita-se uma vez mais. e assim os tribunais têm se posicionado. causando-lhe aflições. Do contrário. tendo em vista as circunstâncias que envolvem o caso vertente. leciona o Eminente Desembargador Sérgio Cavalieri Filho. observando os princípios gerais do direito. há de ser relevante e se deve representar. não é suficiente para configurar o dano moral ressarcível. angústia e desequilíbrio em seu bem estar.. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral. a honra. além da existência da culpa do agente e o nexo causal entre ação/omissão e o dano. no trânsito. sob pena de. (lei de Murphy) . Se assim não se entender. Dessa forma. portanto. que infelizmente ainda influencia alguns poucos magistrados.comportamento subjetivo do ofensor.

o valor recolhido a título de “punitive damage” é destinado ao Estado. Se por acaso a presente ação seja julgada procedente. XXXIX. Pelo exposto. como uma “multa processual”. Termos P. Em quarto lugar. de preferência com o aval do Poder Judiciário. requer seja acolhida a preliminar levantada pela ora contestante e. Deferimento. O instituto da reparação civil significa resti tuição ao estado anterior à ocorrência dos danos causados. e o que se tem visto no Brasil é pura tentativa de enriquecimento ilícito por parte da Aut ora da demanda. UNIBA NCO SEGUROS. alerta e punição da parte vencida. situação contrária ao ordenamento jurídico interno. requer seja acolhida a denunciação à lide responsabilizando o denunciado. o instituto é uma pena civil. Qualquer decisão que fuja a essa definição será extra petita. nem tão difícil quanto a explicação do manual. especialmente oral (testemunhal e depoimentos pessoal da Autora. Em segundo lugar. porque devido aos abusos cometidos por conta de indenizações que prejudicaram a saúde financeira de muitas empresas. Protesta-se por todos os meios de prova em direito admitidos. estar-se-ia punindo-a duas vezes pelo mesmo fato. __ de abril de ____.A. é princípio geral do Direito Processual Civil aquele segundo o qual a condenação da parte em processo judicial constitui. sob pena de confissão). na forma do art.U. essa doutrina está sendo revista no próprio país de origem. motivo pelo qual. porque nos E. no direito norte-americano. e o ordenamento brasileiro proíbe a aplicação de qualquer pena não pr evista na Lei (artigo 5º. sejam julgados improcedentes os pedidos iniciais. pois concedeu algo além da indenização pleiteada. não se pode falar em caráter punitivo da indenização. Rio de Janeiro. Por todos esses motivos. sinalizando para que não se repita a prática ilícita sob pena de nova condenação. (lei de Murphy) . documental suplementar e pericial. p or si mesma. e não menos importante. N. Em terceiro lugar. da Constituição Federal). 76 do CPC.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 63/76 Primeiro. Nada é tão fácil quanto parece. no mérito. ao arbitrar valor exagerado em condenação imposta à ré.

pela reparação de danos ocasionados por ato ou por omissão dos seus agentes. de forma direta e imediata.113-RJ. não se lhe aplica a vedação contida nos arts. Esse processo fora declarado extinto. 15. objetivamente. Fernando Gonçalves. pleiteando o ressarcimento de supostos prejuízos financeiros decorrentes de decreto de intervenção editado contra hospital e maternidade de sua propriedade. DJ 11/6/2001. Assim. pelo suposto prejuízo a terceiro. Descabimento . enquanto estes atuarem como agentes públicos. depois de provada a culpa ou o dolo do servidor público. de ressarcir-se perante o servidor praticante de ato lesivo a outrem.031-SP. por isso. por ilegitimidade passiva do réu. 37. Min. No tocante à ação regressiva. Essa. ao argumento de ser cabível o ajuizamento de ação indenizatória diretamente contra o agente público. Rel. O entendimento deste Superior Tribunal é o de que descabe a denunciação da lide nas ações fulcradas em relação de consumo . Cármen Lúcia acompanhou com reservas a fundamentação. Responsabilidade Civil do Estado e Agente Público . da CF.8. não haveria como se extrair do citado dispositivo constitucional a responsabilidade per saltum da pessoa natural do agente. rel. caberia ao Município responder objetivamente perante terceiros. concluiu-se que o mencionado art.Alega o recorrente que. assim. mas um prestador de serviços. 13 e 88 do CDC. abrangeria apenas o ressarcimento ao erário. nos casos de dolo ou de culpa. DJ 6/12/2004. No caso. nem tão difícil quanto a explicação do manual. A Min. decisão mantida pelo Tribunal de Justiça local. 37. RE 327904/SP. Aduziu-se que somente as pessoas jurídicas de direito público ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos podem responder.DENUNCIAÇÃO DA LIDE JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA 64/76 Denunciação da lide. entendeu-se que. (lei de Murphy) . possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado que preste serviço público. Min. sem a responsabilização do Estado. Cdc. ou a quem lhe faça as vezes. o decreto de intervenção em instituição privada seria ato típico da Administração Pública e. Em face disso. cabendo. da CF.A Turma negou provimento a recurso extraordinário em que se sustentava ofensa ao art. § 6º. e entre o direito concedido ao ente público. se cabível.178-RJ. a recorrente propusera ação de perdas e danos em face de prefeito. por não ser o banco um comerciante. (RE-327904) Nada é tão fácil quanto parece. em prol do servidor estatal. se eventual prejuízo ocorresse por força de agir tipicamente funcional. outra. REsp 750. na espécie. e Ag 364.2006. em sede de ação regressiva. julgado em 15/9/2005. Considerou-se que. a denunciação da lide. Precedentes citados: REsp 660. à pessoa física do agente estatal. Carlos Britto. asseverou-se a distinção entre a possibilidade de imputação da responsabilidade civil. que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer. consagra dupla garantia: uma em favor do particular. sem julgamento de mérito. § 6º.

a fim de eximir-se de eventual ação regressiva e de indenização. Como seria possível o trabalho de um promotor ou de um juiz constantemente acuado pela possibilidade de responder. embora com ênfases diversas. para que se obtenha subsídios necessários à correta interpretação do preceito acima. Rel. sem desmerecer as particularidades do modelo pátrio (que. cumulativamente. PROCURADORES DA REPÚBLICA. . (REsp 759272/GO. A questão está em saber se. Responsabilidade civil. 71 do CPC. É a garantia de independência no exercício da função pública. quando o réu adianta a contestação. a Turma deu provimento ao recurso. objetivando o recebimento de valor referente a tratamento médico-hospitalar cujo custeio foi negado pelo plano de saúde contratado por ele. O recorrido apresentou contestação e dias após. é dizer-se. Não há. em tese. c) o direito de regresso. b) o direito de defesa judicial. RESPONSABILIDADE CIVIL.deve estar protegida de alguma forma. limites que correspondem à estrita obediência à lei e ao interesse público. por eventuais danos causados em decorrência de suas decisões. se quiser. EXERCÍCIO DAS ATRIBUIÇÕES. à luz do art. Primeiramente. a necessidade de conferir ao denunciado a oportunidade de pleitear o malogro da demanda originária. embora a denunciação tenha sido oferecida antes do transcurso do prazo legal de contestação. o Min. no exercício de suas funções. Havendo o oferecimento antecipado da contestação. Rel. de maneira que eventual tentativa de aditar a contestação será freada pelo óbice da preclusão consumativa. ao permitir que o denunciado. Contestação.08. julgado em 19/3/2009. sem amparo na lei. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e.439-RS. Massami Uyeda. a atuação dos agentes públicos . Há razão para isto. agido no uso de suas prerrogativas legais ou constitucionais? A grande maioria dos julgados afasta essa possibilidade. propiciar ao denunciante a recomposição dos prejuízos que vier sofrer com a ocasional derrota na demanda principal. ainda que tenham. Há. pareceres ou denúncias? Evidentemente. em tal caso.2005. Aqui o ponto de maior relevância: o Promotor. Contudo. ou seja. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS. movido por interesses escusos. Diante disso. esta já havia sido apresentada e o juiz já havia determinado a intimação do autor para apresentar réplica. Relator entendeu se fazer necessária a interpretação da expressão “prazo para contestar” previsto no mencionado dispositivo. A interpretação do art. em tese. 65/76 Na espécie. ademais.099. AGENTES PÚBLICOS. ofereceu denunciação à lide em desfavor da empresa de plano de saúde. O Procurador da República tem a prerrogativa de denunciar. A jurisprudência é ainda mais firme neste sentido quando se trata de magistrados ou membros do Ministério Público. Min. tem autonomia para decidir se denuncia ou não. contudo. ele abre mão do restante do prazo legal de apresentação de resposta. que. 71 do CPC deve levar em consideração esses três objetivos. o instituto da denunciação da lide sempre se voltou para três finalidades: a) o dever de defesa judicial em favor do denunciante. In casu. mister se faz tecer algumas considerações acerca do instituto da denunciação à lide.especialmente dos agentes políticos . julgado em 18. Agindo nos limites de suas prerrogativas. o que foi deferido pelo juiz. .2006 p. ora recorrido. porque lhe garantir a mesma proteção de que gozam aqueles que atuam corretamente. a denunciação à lide pode ser apresentada após o oferecimento da contestação e dentro do prazo legal para contestar. INDENIZAÇÃO.Os membros do Ministério Público podem. LEGITIMIDADE PASSIVA CONDICIONADA À INSTRUÇÃO PROCESSUAL.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Denunciação. INEXISTÊNCIA DE OBSTÁCULO LEGAL. Agentes públicos RECURSO ESPECIAL.A responsabilidade nestes casos. certamente os agentes públicos não devem responder pessoalmente pelos danos causados a terceiros. DJ 19. REsp 1. responder civilmente por seus atos que extrapolem as atribuições legais do cargo. Lide. se representa ou não. assim entendida a obrigação de o denunciado proteger o denunciante da pretensão do autor da lide principal. Deve-se considerar. Essa é a regra geral. 138) No próprio julgado o STJ diz assim: VOTO . mitiga o dever de defesa judicial. Se oferece denúncia temerária ou emulatória. em que se apurará a existência de má-fé ou abuso de direito na conduta do réu. Mas o exercício desta prerrogativa não pode extrapolar as atribuições funcionais previstas em lei. Para tanto. por exemplo. de representar. deve ser examinada após a instrução processual. ele deve assumir a responsabilidade por sua opção. ou Procurador da República. manifeste-se a favor do autor da demanda). nem tão difícil quanto a explicação do manual. A ninguém é lícito interferir neste juízo. sendo suspenso o andamento do feito. o agente do Ministério Público estará prevaricando. Em qualquer dos sistemas existentes ao longo da história (germânico. TERCEIRA TURMA. com o próprio patrimônio. Entende-se que o lesado deve cobrar do Estado o ressarcimento.06.MINISTRO HUMBERTO GOMES DE BARROS (Relator): A questão a ser resolvida é palpitante: os agentes públicos podem responder pessoalmente pelos danos causados a terceiros. Nada é tão fácil quanto parece. romano ou brasileiro). não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. (lei de Murphy) . o hospital ajuizou ação de cobrança contra o réu.

418-SP. haverá uma dificuldade a ser suplantada. justificada está a denunciação da lide (art. DJ 3/4/2006.253-DF. ao atribuí-la. Luis Felipe Salomão.006-SP. o espólio propôs. A Turma entendeu que o ajuizamento da ação indenizatória pode ser contra a seguradora e o beneficiário do seguro. Trata-se de ação indenizatória em acidente de trânsito em que o Tribunal a quo excluiu a seguradora litisdenunciada da lide. sociedade pertencente ao mesmo grupo econômico do qual faz parte o banco. está amparada por expressa disposição legal (arts. Anoto finalmente que o novo Código Civil consagra a responsabilização civil por abuso de direito (Art. como aplicação de multa e a cassação da carteira de habilitação. Em razão de sua relação com a seguradora. o juiz vai poder dizer se os réus agiram em conformidade com suas atribuições funcionais ou se atuaram de má-fé. e REsp 49. na inadimplência de prestações. pois não há vínculo contratual ou legal entre eles. 70. ação cominatória combinada com condenatória a fim de transferir o veículo sob pena de multa diária e receber a restituição de parcelas pagas indevidamente. Há confusão entre a preliminar de ilegitimidade passiva e o mérito da causa. III. se responsabilizado pelo acidente. João Otávio de Noronha. A seguradora não está obrigada. julgado em 6/10/2009. no REsp. desde já. Porém. I. Denunciação. que os réus carecem de legitimidade para figurar na demanda indenizatória. Nesse contexto. Regresso. Seguradora. diferente do DPVAT. Nada é tão fácil quanto parece. a Turma conheceu do recurso e deu provimento a ele para condenar a seguradora litisdenunciada solidariamente com o réu até o limite da cobertura do contrato de seguro. 187). o que habilita a parte lesada pelo descumprimento do contratado a pleitear sua resolução e a indenização por perdas e danos (art. é necessária a participação do segurado na lide.253-DF. Lide. empenhar-se na defesa. REsp 934. eximir-se de sua responsabilidade sobre o evento danoso. Precedentes citados: REsp 648. (lei de Murphy) . Rel.675-SP. busca o banco recorrente. Na terminologia da Turma. Seguro. Seguradora. o segurado renovará o contrato de forma mais onerosa. Então. Rel.092 do CC/1916 e art. Assim. a garantir o resultado da demanda. logo se percebe que não há direito de o banco ressarcir-se da seguradora. Min. inclusive perante o órgão de trânsito. Rel. REsp 97. caso esta venha a negar o seguro. 29. REsp 1. 9. que é legal. Por último. do CPC). 70. Uma vez que o seguro tem natureza contratual. o consumidor faleceu e a seguradora negou-se a honrar a apólice ao argumento de que havia doença preexistente. Esse negócio condicionou-se à adesão do consumidor a contrato de seguro que quitaria o financiamento em caso de óbito. Precedentes citados: REsp 191. contrato bilateral e oneroso por natureza. Segurado. direta e incondicionalmente. Há fundamento novo quando o direito de regresso não deriva. o reconhecimento de sua ilegitimidade passiva e a denunciação à lide da seguradora (art. Assim. julgado em 1º/10/2009. Banco.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 66/76 Todas estas considerações levam-me a constatar: é impossível dizer. o banco busca.118-PR. Denunciação. sendo o segurado protagonista do acidente e conhecendo a dinâmica dos fatos.141. DJ 8/8/1994. DJ 3/4/2006. Min. O dispositivo legal. julgado em 26/2/2008. daí não haver razão para a denunciação à lide. da lei ou de contrato celebrado com a denunciante e quando se necessite recorrer a outros elementos para evidenciá-lo. REsp 670. por lei ou contrato. não há que se cogitar de fundamento novo. DJ 4/5/1998. cuida-se de avença derivada de contrato de edição de obra literária (conhecido dicionário). ou seja. poderia haver um reflexo em uma eventual demanda para cobrança de diferença. como não há liame jurídico entre o terceiro e a seguradora. A jurisprudência deste Superior Tribunal entende não permitir a denunciação da lide em casos de alegado direito de regresso quando seu reconhecimento requeira a análise de fundamento novo que não conste da lide originária. e 53 da Lei n. Ressalta-se que os acidentes acarretam outros efeitos. Frente a isso e ao cenário fático-jurídico ajuntado ao acórdão ora recorrido. Lide. Poderia ainda. o que torna incabível uma eventual pretensão regressiva. a terceiro. apenas contra o banco. REsp 648. do CPC) com fins de resguardo do direito de regresso oriundo de eventual sucumbência na ação principal. e REsp 58. Na verdade. não conheço do recurso especial. o que não é aceito pela jurisprudência e pela doutrina. em contrariedade ao princípio da instrumentalidade e celeridade do processo. Só então se poderá falar em legitimidade ou ilegitimidade passiva. embora não possa ser aplicado ao caso concreto. Depois da instrução processual. DJ 12/8/2002. 475 do CC/2002). nem tão difícil quanto a explicação do manual. a ser firmado com seguradora. com exclusividade.080-ES. por exemplo. O consumidor e o banco firmaram contrato de abertura de crédito com alienação fiduciária a recair sobre o automóvel adquirido. com lastro no mencionado artigo do CPC. 1.394-PR. Contrato. Min. dado o tumulto que trará à marcha processual. Lide. Denunciação. prestigiou firme tendência doutrinária e jurisprudencial. Edição. Não vejo como impedir o prosseguimento da demanda. Concedida a tutela antecipada.610/1998). Aldir Passarinho Junior. No caso. III. Se assim não fosse.998-RS. porquanto ele tem interesse direto na condenação. DJ 29/4/1996. se a condenação securitária não fosse suficiente.

a Turma não conheceu do recurso. Rel. foi produzida perícia na qual se constatou a falsidade das assinaturas apostas nos contratos levados a registro. Min. julgado em 4/5/2004. Assim. REsp 886. (lei de Murphy) . DJ 12/4/2007. jamais do recorrente. 67/76 Não houve resistência da denunciada. ora recorrido. REsp 142. descabida é a condenação de honorários em razão da denunciação. e REsp 285. Nancy Andrighi. determinou novamente a produção de prova pericial. Precedente citado: RMS 18. Dessarte.719-SP. O juiz de primeiro grau. REsp 879. Com esse entendimento. o pedido de denunciação à lide foi indeferido. a Turma conheceu do recurso e lhe deu provimento para que sejam incluídos no valor da execução os honorários inicialmente fixados para o pronto pagamento. segurado e seguradora. Anulação. devendo quem quer que seja acionado suportar os honorários advocatícios fixados inicialmente para o caso de pronto pagamento . A resistência à utilização dessa prova poderia vir de um dos litisdenunciados. Honorários advocatícios. a obrigação decorrente da sentença condenatória passa a ser solidária em relação ao segurado e a ela.084-MS. que permaneceram inertes e deram ensejo à movimentação da máquina judicial.567-SP. Assim. Precedentes citados: REsp 530. a qual deve ser imputada a ambos os consortes do processo de conhecimento. Nada é tão fácil quanto parece. Trata-se de ação declaratória de nulidade de escritura pública e dos registros realizados na qual o autor. o ora recorrido não recolheu as custas para a nova perícia. que aceitou a condição de litisconsorte do réu denunciante. o que não ocorreu no caso. Obrigação solidária. prosseguindo o processo seu trâmite regular.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Denunciação da lide. mas com a causalidade do processo de execução.923-PR. conforme o art.744-RO. Min.723-RS. Logo. Terceiros. do CPC. então a sentença julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. o não pagamento voluntário da condenação por qualquer deles é causa do processo de execução. Prova. O recorrente estava representado nos autos quando ela foi realizada. a Turma negou provimento ao recurso. Estes não têm nenhuma relação com a dívida principal decorrente da apólice. A jurisprudência assente neste Superior Tribunal afirma que a declaração de nulidade dos atos processuais depende de demonstração de existência de prejuízo à parte interessada. Sucumbência. Intervenção. DJ 29/9/2003. 249. nem tão difícil quanto a explicação do manual. REsp 120. Min. Antônio de Pádua Ribeiro. pois não se desincumbiu o autor de seu ônus processual. julgado em 16/3/2010. Luis Felipe Salomão. Quando a seguradora assume a condição de litisconsorte junto com o segurado denunciante no processo de conhecimento. ao considerar tardia a intervenção no processo dos litisdenunciados. Assim. tendo oportunidade de opor-se a ela e apresentar o termo de seu inconformismo. DJ 8/4/2002. alega que houve simulação de negócios levados a registro com assinaturas falsas. julgado em 12/5/2007. A Turma entendeu que a prova produzida anteriormente não deve ser considerada inexistente. DJ 12/4/1999. A prova foi realizada com a observância do contraditório e da ampla defesa. Rel. após contestação. Rel. Contudo. Nancy Andrighi. Porém. este Superior Tribunal reverteu a decisão interlocutória e determinou que o pedido de denunciação à lide fosse processado. § 1º. Durante a fase probatória.796-RS. com ressalvas da Min.

ao permitir que o denunciado. Na espécie. reconhecendo que. REsp 1. inadimplente a cooperativa. bem como ajuizou ação declaratória incidental de nulidade de carta de fiança julgada na Justiça comum. In casu. O recorrido apresentou contestação e dias após. à luz do art. principalmente verificar se o signatário da garantia estava investido de poderes para tanto. propiciar ao denunciante a recomposição dos prejuízos que vier sofrer com a ocasional derrota na demanda principal. Bancária. o que foi deferido pelo juiz. Lide. o Min. ele abre mão do restante do prazo legal de apresentação de resposta. embora com ênfases diversas. Fernando Gonçalves. Rel. para que se obtenha subsídios necessários à correta interpretação do preceito acima. Assim. por maioria. Fernando Gonçalves concluiu que rever a decisão a quo necessitaria do reexame de provas e fatos. Denunciação. REsp 505. de boa-fé. Rel. submetida a questão ao antigo Tribunal Federal de Recursos. sucessora do BNCC (após sua extinção). reconhecia inafastável a tutela do direito do recorrente. condenando a União (sucessora do BNCC) ao pagamento das importâncias reclamadas. a fiança não se revestiu das formalidades indispensáveis à legalidade do ato. Por outro lado. esta já havia sido apresentada e o juiz já havia determinado a intimação do autor para apresentar réplica. 71 do CPC deve levar em consideração esses três objetivos. Relator entendeu se fazer necessária a interpretação da expressão “prazo para contestar” previsto no mencionado dispositivo. manifeste-se a favor do autor da demanda). Então. havia necessidade de autorização formalizada pela diretoria executiva. O banco recorrente concedeu financiamento à cooperativa. sem desmerecer as particularidades do modelo pátrio (que. aceitou a fiança assinada pelo presidente de instituição financeira. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. Assim. o Min. Em qualquer dos sistemas existentes ao longo da história (germânico. nomeado pelo presidente da República.404/1976. ofereceu denunciação à lide em desfavor da empresa de plano de saúde. se quiser. c) o direito de regresso. por exemplo. e o extinto Banco Nacional de Crédito Cooperativo S/A (BNCC). ele admitiu a assistência da União e anulou a sentença por entender cabível a denunciação à lide. Relator. Nada é tão fácil quanto parece. julgado em 15/4/2010.099. ademais.506RS. Diante disso. o tribunal a quo baseou-se na interpretação do estatuto do BNCC. pautado na regularidade da aparência. b) o direito de defesa judicial. o Min. com amparo nas teorias da aparência e boafé. Luis Felipe Salomão. o instituto da denunciação da lide sempre se voltou para três finalidades: a) o dever de defesa judicial em favor do denunciante. Sucede que. ora recorrido. Dessarte.439-RS. Min. que detinha atribuições indelegáveis e capacidade para deferi-la. sendo suspenso o andamento do feito. Primeiramente. o TRF deu provimento à apelação da União. cumulativamente. ou seja. originário Min. assinou carta de fiança. Daí o REsp. Massami Uyeda. declarando-se solidariamente responsável pelas obrigações da nota de crédito à exportação concedida à principal pagadora (cooperativa exportadora). o hospital ajuizou ação de cobrança contra o réu. sem se acercar de todas as cautelas. afirmando que houve extrapolação dos poderes do então presidente. as quais foram rechaçadas pelo voto vista do Min. Argumentou-se que não se poderia contratar uma operação de um milhão de dólares. julgava procedente o pedido inicial. ele extrapolou seus poderes de gestão. Contestação. mitiga o dever de defesa judicial. (lei de Murphy) . Deve-se considerar. quando o réu adianta a contestação. Diante do exposto. ao prosseguir o julgamento. o réu (BNCC) denunciou seu presidente na época dos fatos. julgado em 19/3/2009. a Turma deu provimento ao recurso . Havendo o oferecimento antecipado da contestação. conforme previsto no estatuto da instituição e na Lei n. Na contestação. Além disso. o banco credor moveu ação de cobrança contra o banco garante para reaver o crédito concedido ao terceiro. nem tão difícil quanto a explicação do manual. a necessidade de conferir ao denunciado a oportunidade de pleitear o malogro da demanda originária. Fiança. objetivando o recebimento de valor referente a tratamento médico-hospitalar cujo custeio foi negado pelo plano de saúde contratado por ele. de maneira que eventual tentativa de aditar a contestação será freada pelo óbice da preclusão consumativa. Já na Justiça Federal. condutor da tese vencedora.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 68/76 Cobrança. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. A questão está em saber se. posteriormente houve a intervenção da União. é dizer-se. embora a denunciação tenha sido oferecida antes do transcurso do prazo legal de contestação. Para tanto. após a citação e contestação do litisdenunciado. romano ou brasileiro). vencido. não conheceu do recurso. a fim de eximir-se de eventual ação regressiva e de indenização. 6. para acórdão Min. por intermédio de seu então presidente. a denunciação à lide pode ser apresentada após o oferecimento da contestação e dentro do prazo legal para contestar. mister se faz tecer algumas considerações acerca do instituto da denunciação à lide. que. Para dar essa fiança. Rel. Fernando Gonçalves. 71 do CPC. na garantia fidejussória a terceiro dada pelo então presidente. a Turma. que. A interpretação do art. assim entendida a obrigação de o denunciado proteger o denunciante da pretensão do autor da lide principal. sendo nula de pleno direito.

Fonte111 109 Existem hipóteses que mesmo excluindo o outro . 111 110 Imagem retirada de trabalho do prof. Ex.br Nada é tão fácil quanto parece. empregado de Carlos. visando transferir-lhe a posição de réu110. quando na verdade é mero detentor. é lícito a Antônio: requerer a nomeação à autoria contra Carlos.NOMEAÇÃO À AUTORIA 69/76 CONCEITO Arts. hipótese em que deverá o demandado nomear à autoria o possuidor ou o proprietário da coisa. nem tão difícil quanto a explicação do manual.: caso em que alguém é demandado como possuidor do bem. 62 a 69 do CPC É intervenção de terceiro obrigatória. nela o mero detentor ou aquele que causou o dano em nome de outrem e é demandado indevidamente indica em juízo o proprietário. o nomeante à autoria permanece no processo. forçada e excludente109. privativa do réu. possuidor ou responsável. (CESPE/OAB/2008. sendo tão somente caseiro (detentor) da outra metade que pertence a “B”. por ser dono da outra metade do terreno.euvoupassar.com. que tem como objetivo corrigir vício de ilegitimidade passiva do processo. tenha proposto a ação de reparação de danos materiais contra Antônio. mas ele sé é proprietário de 25m². que. Mozart Borba in www.3) . tenha cumprido ordens deste para retirar madeira na fazenda de Celso. em decorrê ncia de sua legitimidade passiva. É o que ocorre na hipótese que “A”é demandado como se fosse dono de um terreno de 50m². Nessa situação. Logo “A” nomeará à autoria “B”. mas permanecerá no processo em razão de sua legitimidade passiva.Suponha que Antônio. no prazo para a defesa. (lei de Murphy) . diante disso.

já que o mandatário. Suponha-se que o proprietário He um terreno esteja viajando e que.nomeando pessoa diversa daquela em cujo nome detém a coisa demandada. que obedece a ordens e determinações suas. Aquele que detiver a coisa em nome alheio. pedindo a sua substituição no polo passivo113. já que. 2009 Nada é tão fácil quanto parece. também. Aplica-se também o disposto no artigo antecedente à ação de indenização. Responderá por perdas e danos aquele a quem incumbia a nomeação: I . A melhor doutrina processualista (Dinamarco. Formar-se-á um litisconsórcio passivo ulterior. Flávio Cheim Jorge. E. não será cabível a nomeação à autoria. dispõe que se o direito material estabelecer uma coobrigação (responsabilidade solidária) entre mandatário e mandante. 113 Exemplo retirado da obra de Marcus Vinícius Rios Gonçalves – Novo Curso de Direito Processual Civil – Volume 1. 62. toda vez que o responsável pelos prejuízos alegar que praticou o ato por ordem. Sendo assim. nesse caso. intentada pelo proprietário ou pelo titular de um direito sobre a coisa. Nesse caso. seria. 112 Art. inclusive. durante sua ausência. pelo princípio da fungibilidade. Saraiva. sendo-lhe demandada em nome próprio. deve-se ter a reparação de danos causados em virtude de uma prática ilícita. ele seja esbulhado. o juiz. parte legítima. mas deverá nomear à autoria o verdadeiro invasor. Ao voltar. e como réu da demanda figurar o mero detentor. deverá112 nomear à autoria o proprietário ou o possuidor. mero detentor. o proprietário pode ter a falsa impressão de que o esbulhador é o empregado e ajuizar em face dele eventual ação possessória ou reivindicatória. II . dependendo do tipo de discussão no caso concreto. o invasor afasta--se do imóvel. deixando ali um seu preposto. como objeto da demanda. deve receber o pedido de nomeação à autoria como um pedido de chamamento ao processo. ou em cumprimento de instruções de terceiro. não haveria ilegitimidade passiva.deixando de nomear à autoria. Antes que o dono volte. Assim. p.NOMEAÇÃO À AUTORIA HIPÓTESES DE CABIMENTO 70/76 Art. este deverá nomear à autoria o possuidor ou o proprietário. nem tão difícil quanto a explicação do manual. quando lhe competir. nesse caso. Luiz Fux) defende que a conditio sine qua non da nomeação à autoria é a ilegitimidade passiva. ou seja. o réu deve ser o mandatário. (lei de Murphy) . 167. Se o objeto da demanda for a discussão sobre a posse ou sobre a propriedade de um determinado bem. 63. para que a nomeação à autoria seja cabível nessa hipótese a relação de direito material não poder ter no mandatário a figura do responsável pelo ressarcimento dos danos. Art. O réu pode nomear à autoria o mandante. O réu é parte ilegítima. aquele que pratica atos sob ordens ou instruções de terceiro (mandante). 69.

Quando o autor recusar o nomeado. litispendência etc. Sendo assim. Se um dos dois não a aceita. Se o terceiro se recusar. suspenderá o processo114 e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Em ambos os casos. 115 116 Art. 119 Nada é tão fácil quanto parece.NOMEAÇÃO À AUTORIA PROCEDIMENTO . 66. a doutrina se divide no que diz respeito aos seus efeitos. abrindo as seguintes hipóteses: Destaque: o nomeado pode recusar a nomeação Se aceita O nomeado substitui o nomeante e apresenta contestação normalmente. 2ª Aceitação Nomeado Se não aceita 114 Suspensão imprópria: somente o procedimento principal é suspenso. o autor da ação decide se aceita a mudança no pólo passivo ou se não a aceita. 67. por ilegitimidade passiva. Extingue-se o processo. Para que a nomeação à autoria seja válida. A doutrina minoritária (Bedaque. a nomeação não terá valor e o processo continuará a correr contra aquele que fez a nomeação. assinar-se-á ao nomeante novo prazo para contestar. 64. para a extinção sem resolução do mérito. como no caso de coisa julgada.art. seguir para extinção sem resolução do mérito. 62 ou 63 (hipóteses de cabimento). Art. o juiz. nomeia aquele que deveria ser o réu (o integrante da relação jurídica material). Art. 69). porque há possibilidade de o juiz extinguir o processo em razão de outro vício. O Nomeante continua a ser réu (e recebe novo prazo para contestar116) e o processo deve. Nelson Nery. contra ele correrá o processo. Art. ficará sem efeito a nomeação. provavelmente117. tanto o autor quanto o terceiro deve concordar com a nomeação. provavelmente. o nomeado decide livremente se aceita ou não a nomeação. o processo prosseguirá contra o réu originário. Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída. O nomeante continua como réu (recebe novo prazo para contestar – 15 dias – art. o réu. o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa. Já a doutrina majoritária (Dinamarco.SISTEMA DA DUPLA ACEITAÇÃO 71/76 Art. abrindo as seguintes hipóteses: Se aceita Se não aceita 1ª Aceitação Autor O pólo passiva é alterado e o novo réu deve ser citado. Com relação à recusa. (lei de Murphy) . 65115 – se está presente alguma das hipóteses do art. Diante da nomeação.quando não concorrer qualquer das condições da ação. sem resolução de mérito: Vl . Marinoni) entende que a nomeação à autoria depende da dupla concordância/aceitação. O pólo passivo é mantido. será necessária a aceitação do autor da ação e do nomeado. o réu que não seja figura legítima para participar do processo tem a obrigação de indicar aquele que deveria estar em seu lugar (sob pena de perdas e danos . 67) e o processo prossegue. ou quando este negar a qualidade que Ihe é atribuída. Art. 117 Provavelmente. Ovidio Batista) entende que a recusa de participar no processo ao ser citado viola o princípio da inevitabilidade da jurisdição. 118 Art. se a negar. 66119 – uma vez citado da ação. recusando-o. a legitimidade das partes e o interesse processual. Aceitando o nomeado. como a possibilidade jurídica. ao autor incumbirá promover-lhe a citação. sendo assim. 267. ao deferir o pedido. ele deverá ser incluído no pólo passivo como revel. ele. o processo continuará contra o nomeante. pois para que ocorra a extromissao de parte. 65. por ilegitimidade passiva118.

parcial ou totalmente. Dinamarco. como assistentes. pois eles podem participar. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. na ação em que o fiador for réu.do devedor. nem tão difícil quanto a explicação do manual. cuja grande especialidade é que ele é formado pela vontade do réu123. porque o assistente litisconsorcial tem poderes de litisconsorte. CC Art. O credor. em litisconsórcio. se o pagamento tiver sido parcial. quando para a ação for citado apenas um deles.. mesmo que não sejam partes. Marinoni) entende que no chamamento ao processo ocorre um litisconsórcio ulterior e facultativo. 275 do CC dispõe que a escolha do credor é somente contra quem ele vai propor a ação. a responsabilidade de cada um. o credor estará litigando contra quem ele não escolheu. Ovídio Batista) entende que com o chamamento ao processo haverá uma ampliação subjetiva e objetiva do processo por meio da criação de uma nova ação.elaborada pelo professor Mozart Couto. 77. ( ) O chamamento ao processo consiste na admissibilidade de o réu fazer com que co-devedores solidários passem a integrar o pólo passivo da demanda junto com ele. É admissível o chamamento ao processo: I . Critica-se esse entendimento. O art. É exatament e a mesma ideia da denunciação da lide. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores. todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto121.Julgue os itens subseqüentes.Uma parcela da doutrina (Nelson Nery. 77 a 80 do CPC Art. dando causa à instauração do litisconsórcio passivo122. pois. de qualquer forma./STF/2008) . no mínimo. pois os demais coobrigados participarão sim da ação originária. Arruda Alvim.de todos os devedores solidários. a dívida comum. que tem a faculdade (não o dever) de trazer ao processo os coobrigados. . parcial ou totalmente. 121 120 CESPE/Analista – Jud. mas não contra quem ele vai litigar. Serão assistentes litisconsorciais (são titulares dos direitos discutidos). a fim de que o juiz declare. 122 Nada é tão fácil quanto parece. nesse caso. 123 Posição minoritária . 275. haveria uma ação originária entre o credor e o obrigado por ele escolhido e uma ação secundária entre o devedor escolhido pelo credor e os demais devedores chamados ao processo.dos outros fiadores. assim. Figura Erro! Apenas o documento principal.CHAMAMENTO AO PROCESSO 72/76 Art. a escolha é do réu. (lei de Murphy) . já que ele não faria parte da ação secundária. só estaria litigando contra o obrigado escolhido. Assim. II . 120 CONCEITO É uma denunciação da lide qualificada Palavra chave: Solidariedade (co-obrigação) LITISCONSÓRCIO ULTERIOR E FACULTATIVO Doutrina majoritária (Humberto Theodoro Jr. III . relativos à intervenção de terceiros. Assim. a dívida comum. Trata-se de intervenção provocada pelo réu. na mesma sentença.

Em face dos outros fiadores pelo réu fiador Dos outros fiadores. parcial ou totalmente. tem o fiador a faculdade exigir que a execução. nem tão difícil quanto a explicação do manual.Carla e Renata eram fiadoras de André em contrato de locação de um apartamento residencial. assim. sobre o patrimônio do devedor principal. demandado. Porém. faça incluir no processo o devedor pr incipal. Em face do devedor pelo réu fiador Benefício de ordem . na ação em que o fiador for réu. já que encontra natural repouso no inciso III do mesmo art. só existirá título executivo contra este..)promover o chamamento ao processo de Renata. quando para a ação for citado apenas um deles. Nos casos em que tal renúncia não tiver ocorrido. 73/76 Feito o chamamento.2) .. Voltado ao fiador. o devedor não poderia indicar bens do devedor principal. Como André não pagou os últimos três meses de aluguel. em caráter solidário e mediante renúncia ao benefício de ordem. cobrar deste. primeiramente. não poderá o fiador alegar o benefício de ordem. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. 77. Considerando a situação hipotética apresentada. sendo o dispositivo supérfluo. Logo. devedor solidário.Instituto típico da execução. Ocorre que o benefício de ordem é exercido no processo executivo. e o devedor disponha de bens capazes de suportar o cumprimento da obrigação. voltar-se contra o devedor principal. pois entre os co-fiadores existe solidariedade. Assim. podendo este. a dívida comum. Trata-se de co-fiança. o benefício de ordem. 124 O fiador não é. Nada é tão fácil quanto parece. será impossível ao fiador alegar. na execução. havendo tal solidariedade apenas quando o garante tiver renunciado ao benefício de ordem. na hipótese de vir pagar a dívida. para que o benefício de ordem possa ser alegado. o locador ajuizou ação de cobrança contra o locatário e Carla. e freqüentes os casos de incidência da exceção). Em não sendo feito o chamamento ao processo nesta hipótese. (lei de Murphy) . o fiador poderá. haja vista que as duas são fiadoras. com o que este também será condenado. torna-se essencial. De todos os devedores solidários. aos sócios. Em face dos outros devedores solidários pelo réu devedor solidário Cláusula genérica que engloba as demais (CESPE/OAB/2008. para se exercer o benefício de ordem é imprescindível que exista um título executivo contra o devedor principal. é correto afirmar que Carla agirá corretamente se: (. já que a prática dos negócios fez com que os casos de aplicação da regra fossem raríssimos. a fim de exigir dele a integralidade do que houver pago124. etc.CHAMAMENTO AO PROCESSO HIPÓTESES DE CABIMENTO Do devedor. que o fiador. Mas o direito de sub-rogação ao direito do credor persiste para o fiador. É uma questão de preferência de responsabilidade patrimonial. Em não havendo título executivo em que figure o devedor principal. O fiador pode indicar bens do devedor principal antes que o seu próprio patrimônio seja atingido. mesmo não havendo chamado ao processo o devedor principal. o chamamento ao processo é o que possibilita no futuro o exercício do direito do beneficio de ordem. em regra (em termos teóricos. Pois se essa demanda seguir somente contra fiador. e só será possível sua alegação se já for possível a instauração de execução também em face do devedor principal.

comparecendo. Feita a denunciação pelo autor. A sentença. 80. O credor escolhe contra quem quer executar. do possuidor indireto ou do responsável pela indenização far-se-á: a) quando residir na mesma comarca. condenando os devedores. em favor do que satisfizer a dívida. Art. procedendo-se em seguida à citação do réu. Ordenada a citação. Art. valerá como título executivo . O juiz suspenderá o processo. E aplicam-se as regras da denunciação da lide feita pelo réu (art. dentro de 30 (trinta) dias. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. assim. mandando observar. o disposto nos arts. o denunciado. do proprietário. quanto à citação e aos prazos. por inteiro.CHAMAMENTO AO PROCESSO PROCEDIMENTO DO CHAMAMENTO AO PROCESSO 74/76 Só pode ser realizado pelo réu. nem tão difícil quanto a explicação do manual. b) quando residir em outra comarca. 80 do CPC dispõe que o título executivo é formado contra o réu e contra o chamado ao processo.A citação do alienante. 72 e 74125. § 1o . Nada é tão fácil quanto parece. que julgar procedente a ação. ficará suspenso o processo. § 2o Não se procedendo à citação no prazo marcado. a ação prosseguirá unicamente em relação ao denunciante. 79. Art. 125 Art. para exigi-la. ou em lugar incerto. O art. a ideia de condenação solidária é indiscutível. na proporção que Ihes tocar. 72. 74. do devedor principal. 79 do CPC). (lei de Murphy) . ou de cada um dos co-devedores a sua quota. dentro de 10 (dez) dias.

serão observadas as seguintes normas: I . a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do art.o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil. o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade. 101. o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador.CHAMAMENTO AO PROCESSO 75/76 Art. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços . Nesta hipótese. Nada é tão fácil quanto parece. Se o réu houver sido declarado falido.a ação pode ser proposta no domicílio do autor. nem tão difícil quanto a explicação do manual. facultando-se. (lei de Murphy) . vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este. sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título. 80 do Código de Processo Civil. DISPOSIÇÕES DO CDC II . em caso afirmativo.

nos limites da responsabilidade chamado regressiva O chamado poderia.CHAMAMENTO AO PROCESSO 76/76 QUADRO COMPARATIVO (CHAMAMENTO X DENUNCIAÇÃO) Chamamento ao processo Denunciação da lide Exclusivo do réu Facultada ao autor e ao réu Relação jurídica existente entre os chamados e o adversário Inexiste relação jurídica entre denunciado e o adversário daquele que realiza o chamamento do denunciante O chamado poderia ter sido parte na demanda (litisconsórcio O denunciado jamais poderia ter sido parte facultativo do autor) Ressarcimento. como regra. como regra. (lei de Murphy) . assistente simples Nada é tão fácil quanto parece. nem tão difícil quanto a explicação do manual. como regra. proporcional à quota-parte do Ressarcimento integral. ser admitido nos autos como O denunciado. poderia ser admitido como assistente litisconsorcial.

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