Breviário

"Para que possamos nos tornar diferentes do que nós somos, devemos ter alguma
Concurso não se faz para nós somos. passar. Porrada na preguiça! consciência do que passar, mas até Isto não implica num crescimento diário, mas A fila anda e a catraca seleciona. É nóis, playboy!!! num 29/12/2010 decrescimento diário. Tire fora o que não for essencial." - B. L.

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1. LITISCONSÓRCIO
BASE LEGAL CONCEITO CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO
Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recíproco Quanto ao momento de sua formação Inicial ou originário Superveniente ou ulterior Quanto à uniformidade da decisão Unitário Simples ou Comum Quanto à indispensabilidade da presença das partes no processo Necessário Facultativo

TEMAS RELACIONADOS
Não observância do de litisconsórcio passivo necessário Existe de litisconsórcio Necessário Ativo? 1ª corrente 2ª corrente Relação entre Litisconsórcio necessário, facultativo, unitário e simples Litisconsórcio Necessário
Pela natureza da relação jurídica Em razão de lei

STJ considera nula decisão tomada sem litisconsortes necessários em briga judicial de municípios por ICMS Litisconsórcio ativo necessário. Litisconsórcio necessário. União Litisconsórcio passivo necessário. Dissolução. Sociedade de fato. Ação popular. Prazo. Ente público. Repetitivo. Concurso. Levantamento. Fgts. Litisconsórcio. Competência. Arrematante. Leilão. Litisconsorte necessário. Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante. Ação discriminatória. Usucapião. Terras devolutas. Ação popular. Sociedade. Economia mista. Competência. Juizado especial cível. Investigação. Paternidade. Citação. “pai registral”. Recurso repetitivo. Telefonia. Legitimidade. Tarifa básica. Anatel. Ms. Intervenção. Terceiro. Assistente litisconsorcial. Nulidade. Concurso. Litisconsórcio. Qo. Litisconsorte. Intimação. Iss. Cobrança. Dois municípios. Querella nullitatis. Falta. Citação. Litisconsorte passivo necessário.

INTERVENÇÃO DE TERCEIROS
CONCEITO
Parte Terceiro

CLASSIFICAÇÃO
Intervenções Voluntárias ou Espontâneas Intervenções Provocadas ou Forçadas Coadjuvantes Excludentes

Litisconsórcio facultativo

Litisconsórcio ou Intervenção iussu iudicis

LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO
Conseqüências da Decisão Judicial 1ª corrente 2ª corrente

AMICUS CURIAE?

ASSISTÊNCIA
CONCEITO NATUREZA JURÍDICA INTERESSE
Jurídico Patrimonial

DINÂMICA DO LITISCONSÓRCIO
Atos de Disposição de Direito Revelia Recursos Provas Prazo

CABIMENTO INCOMPATIBILIDADE
Mandado de segurança Jurisdição Voluntária 1ª corrente 2ª corrente Execução 1ª corrente 2ª corrente Juizado especial Controle concentrado

TEMAS RELACIONADOS
Prazo de resposta Processo de conhecimento Embargos á execução Prazo em Dobro Regra Exceções Súmula 641 STF Embargos do executado

PODERES DO ASSISTENTE
Assistência Simples ou Adesiva Tratamento
Atuação Subordinada

QUESTÕES JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA

Produção de provas Pagamento de Custas Prática de atos dispositivos pela parte principal Gestor de Negócios

Assistência Qualificada ou litisconsorcial Tratamento
Atos de disposição de Direito Revelia Recursos Provas Prazo Justiça da Decisão

Quanto à extensão do pedido do opoente Oposição total Oposição parcial Quanto ao momento do ajuizamento ou de sua constituibilidade Oposição genuína ou própria ou interventiva Oposição não genuína ou imprópria ou autônoma

PROCEDIMENTO
Competência Propositura e citação Prazo para contestar Reconhecimento do pedido Questão prejudicial Julgamento Oferecida antes da AIJ Oferecida depois de iniciada a AIJ Oferecida em fase recursal Trânsito em julgado
TEMAS RELACIONADOS

PROCEDIMENTO DA ASSISTÊNCIA
Requerimento Impugnação Decisão Agravo

RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO
Diferença de Embargos de Terceiro Diferença de Assistência Autorização legal Cabimento Procedimento ordinário Procedimento sumário Limites

Distinção: assistência Distinção: recurso de terceiro prejudicado Distinção: Embargos de Terceiros Mandado de segurança Desapropriação
QUESTÕES

JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA
Não cabimento em MS Terracap. Oposição. Domínio. Exceção.

JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA
Intervenção de “Amicus Curiae”: Limitação e Data da Remessa dos Autos à Mesa para Julgamento Recurso. Interposição. Assistente. Assistência: Não cabimento em MS Assistência. Amicus curiae. Descabimento Intervenção. União. Causa pendente. Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia Resp. Terceiro prejudicado Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante. Assistência. Prorrogação. Patente. Internet. Assistência. Interesse jurídico.

DENUNCIAÇÃO DA LIDE
CONCEITO NATUREZA JURÍDICA CARACTERÍSTICAS SUSPENSÃO DO PROCESSO QUALIDADE PROCESSUAL DO DENUNCIADO
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente

2. OPOSIÇÃO
CONCEITO PRESSUPOSTOS
Genérico Específico

CONDENAÇÃO DIRETA DO DENUNCIADO VEDAÇÃO EXPRESSA
Procedimento sumário Procedimento sumaríssimo Fato do produto nas relações de consumo

NATUREZA JURÍDICA
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente

HIPÓTESES DE CABIMENTO
I – Garantia da Evicção Denunciação per saltum
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente

NATUREZA DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO
1ª corrente 2ª corrente

CLASSIFICAÇÃO

Obrigatoriedade
1ª corrente

Seguradora. Terceiros. Prova. Fiança. Honorários advocatícios. Obrigação solidária. Cdc. Denunciação.SISTEMA DA DUPLA ACEITAÇÃO 1ª Aceitação . Agentes públicos Seguro. Descabimento Responsabilidade Civil do Estado e Agente Público Denunciação. Regresso. CHAMAMENTO AO PROCESSO CONCEITO LITISCONSÓRCIO ULTERIOR E FACULTATIVO HIPÓTESES DE CABIMENTO .Autor Se aceita Se não aceita 2ª Aceitação . Responsabilidade civil. Denunciação da lide. Banco. Cobrança.2ª corrente +3ª corrente II – Garantia da Posse III – Relações de Garantia 1ª corrente (restritiva) 2ª corrente (moderada) 3ª corrente (extensiva) Em face do devedor pelo réu fiador Em face dos outros fiadores pelo réu fiador Em face dos outros devedores solidários pelo réu devedor solidário PROCEDIMENTO DO CHAMAMENTO AO PROCESSO DISPOSIÇÕES DO CDC QUADRO COMPARATIVO (CHAMAMENTO X DENUNCIAÇÃO) PROCEDIMENTO DA DENUNCIAÇÃO DA LIDE TEMAS RELACIONADOS Momento processual Petição inicial Prazo de contestação Reconvenção Sentença . NOMEAÇÃO À AUTORIA CONCEITO HIPÓTESES DE CABIMENTO PROCEDIMENTO . Lide. Contestação. Segurado. Denunciação. Edição.Nomeado Se aceita Se não aceita 4. Sucumbência. Denunciação. Anulação. Lide. Lide. Intervenção. Denunciação. Lide.Natureza jurídica 1ª corrente 2ª corrente DENUNCIAÇÃO SUCESSIVA DL DO ESTADO AO SEU AGENTE + 1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente DENUNCIAÇÃO DA LIDE POR FATO DO PRODUTO OU SERVIÇO 1ª corrente +2ª corrente MODELO DE PEÇA JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Denunciação da lide. Bancária. Seguradora. Lide. Contestação. 3. Contrato.

É necessário que entre as suas ações haja algum vínculo que se enquadre na regra do art. “A situação caracterizada pela coexistência de duas ou mais pessoas do lado ativo ou do lado passivo da relação processual.Com. de 2004) 4 "É estudar até passar". CRFB Art. 5º LXXVIII a todos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. em conjunto. O litisconsórcio é fundado no princípio da economia processual3 4. II .ocorrer afinidade de questões por um ponto comum de fato ou de direito. em um processo.) II .entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide.quando: Art.Dinamarco. 46. 103. Contatos/Pedidos/Críticas/Sugestões: A7n266dragon@Yahoo. competindo-lhe: (. I . no âmbito judicial e administrativo. pois a produção de provas será uma só. há pluralidade de autores e/ou réus. ou em ambas as posições" . porque com o litisconsórcio ocorre uma verdadeira cumulação de ações. nem sempre será é permitida. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. a sentença será uma só. 46. Consiste no máximo de efetividade processual com o mínimo de custos Art.velar pela rápida solução do litígio. III . pois nem sempre dois autores podem se unir.. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código. Reputam-se conexas duas ou mais ações. Tudo isso traz economia. BASE LEGAL CONCEITO Ou seja: ocorre quando. 1 Mesmo processo: mesma unidade procedimental.. IV . Contudo. 2 3 Art. evitando a propositura de duas ações separadas e processos separados. 125. quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir.Br .entre as causas houver conexão pelo objeto ou pela causa de pedir2. no mesmo processo 1. em de caso litisconsórcio ativo.os direitos ou as obrigações derivarem do mesmo fundamento de fato ou de direito. ativa ou passivamente. Duas ou mais pessoas podem litigar. a reunião em litisconsórcio.

sem o consentimento do réu. salvo as substituições permitidas em lei. 7 Fundamento: O fundamento seria a aplicação do princípio da legalidade. mas. ou com a demanda sendo oferecida simultaneamente em face de vários réus. este deixará de ser ocupado por B. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. Quanto ao momento de sua formação Superveniente ou ulterior Unitário Ocorre quando obrigatoriamente. o litisconsorte é simples Quanto à uniformidade da decisão Simples ou Comum 5 A regra é o litisconsórcio originário. ainda assim. se eventualmente for igual. visto que na maioria dos casos em que há processo litisconsorcial este já se apresenta com esta característica desde a propositura da ação.dos outros fiadores. por ato de vontade. mantendo-se as mesmas partes6. Art. “Se não houvesse esperança. Feita a citação. a decisão pode ser diferente. 43. até o saneamento. dar-se-á a substituição pelo seu espólio (questões somente patrimoniais) ou pelos seus sucessores (questões não patrimoniais). em litisconsórcio superveniente. até que efetivada a citação. Basta a possibilidade da diferença. III . Parágrafo único. Concordando A com a alteração no pólo passivo. Sucessão processual (causa mortis) Art. a decisão prolatada é igual para todos os litisconsortes Ocorre quando a decisão prolatada pode ser diferente para cada um dos litisconsortes. Trata-se de intervenção provocada pelo réu. devedores solidários etc. dando causa à instauração do litisconsórcio passivo. é defeso ao autor modificar o PEDIDO ou a CAUSA DE PEDIR. 6 Estabilização subjetiva da demanda: Independe do consentimento do réu. parcial ou totalmente. que tem a faculdade (não o dever) de trazer ao processo os coobrigados (fiador. Ocorrendo a morte de qualquer das partes. a dívida comum.: chamamento ao processo9 10 (espécie de intervenção de terceiro que provoca a entrada de litisconsortes passivos num processo em andamento).: sucessão processual (inter vivos): ação reivindicatória movida por A em face de B em que este no curso do processo. com vários autores demandando em conjunto. (Autor desconhecido) . Salvo as substituições permitidas por lei: Ex. causa de pedir e as partes. que será sucedido pelos adquirentes. do princípio do juiz natural. necessariamente. II .LITISCONSÓRCIO 6/76 CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recíproco Inicial ou originário Quando só ocorre litisconsórcio no pólo ativo Quando só ocorre litisconsórcio no pólo passivo Quando se dá simultaneamente em ambos os pólos Quando se forma desde a instauração do processo5. observado o disposto no art. quando para a ação for citado apenas um deles. não estaríamos lutando”. 265. além é claro. salvo as substituições permitidas por lei 7 8 . o autor pode modificar pedido. É admissível o chamamento ao processo: I .do devedor. Assim sendo. A alteração do PEDIDO ou da CAUSA DE PEDIR em nenhuma hipótese será permitida após o saneamento do processo. Quando se forma apenas no curso do processo. 77. pois foi formado no curso do processo. Ex. E.). na ação em que o fiador for réu. 264. pois feita a citação não se altera mais as partes voluntariamente. pois ocorreu a estabilização subjetiva da demanda: com a citação ocorre a estabilização subjetiva da demanda.de todos os devedores solidários. aliena a coisa litigiosa a duas pessoas. 9 8 10 Art. com o consentimento do réu é possível alterar o pedido e a causa de pedir.

) § 1o Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para as ações: I . é necessária para que a prestação jurisdicional cumpra sua finalidade sendo efetiva Ex. CPC Art. a constituição ou a extinção de ônus sobre imóveis de um ou de ambos os cônjuges. 10. cada um poderia ser autor ou réu isoladamente. a presença de todos os litisconsortes na relação processual é indispensável.. O autor. 10 não é caso de litisconsórcio.que tenham por objeto o reconhecimento. § 2o Nas ações possessórias. requererá a citação daquele em cujo nome estiver registrado o imóvel usucapiendo. por edital. “Se não houvesse esperança. seja pela lei 14 (por força de lei). é necessária a PARTICIPAÇÃO (não poderia ser “propositura”) dos cônjuges. Há litisconsórcio necessário. 47. bem como dos confinantes e. mas cuja execução tenha de recair sobre o produto do trabalho da mulher ou os seus bens reservados. que não necessariamente são dependentes Nas ações possessórias. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo11. porque a lei não pode exigir litisconsórcio necessário ativo em um pro cesso: 12 11 Art. a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nos casos de composse ou de ato por ambos praticados. ou seja. pois o contrato não pode ser ao mesmo tempo válido para uma das partes e nulo para a outra) Facultativo Ocorre quando a presença de todos os litisconsortes em juízo não é indispensável. O cônjuge somente necessitará do CONSENTIMENTO (não poderia ser “participação”. dos réus em lugar incerto e dos eventuais interessados. ou seja..LITISCONSÓRCIO 7/76 Quanto à indispensabilidade da presença das partes no processo (Litisconsórcio Necessário Passivo – por força de lei) Art. Critica: o CPC aqui confunde os conceitos de litisconsórcio necessário e litisconsórcio unitário. 10. seja pela natureza da relação jurídica (relação jurídica incindível13 ou indivisível). quando. (Autor desconhecido) . nas quais se discute a propriedade. Ocorre quando. sendo caso de autorização e não de litisconsórcio necessário) do outro para PROPOR ações que versem sobre direitos reais imobiliários. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica.12 Necessário Art. expondo na petição inicial o fundamento do pedido e juntando planta do imóvel. 15 16 Tal situação ocorre porque o legislador quis inserir na usucapião um juízo demarcatório. III . o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes.: anulação de contrato com diversas partes (Necessário em virtude da relação jurídica.resultantes de fatos que digam respeito a ambos os cônjuges ou de atos praticados por eles. que discutem posse. 232.que versem sobre direitos reais imobiliários. o mesmo não se aplica às ações petitórias. evitando assim futuras controvérsias. 13 Incindível: que não pode ser fracionado 14 Nota: o caput do art. havendo composse.: usucapião15 (Necessário em virtude de lei. IV . observado quanto ao prazo o disposto no inciso IV do art.fundadas em dívidas contraídas pelo marido a bem da família. pois a sentença declaratória de usucapião não necessariamente precisaria da citação dos confinantes16) Ex. II . não estaríamos lutando”. (. 942.

314. Parágrafo único..314 . ou gravá-la. o processo será extinto. 23 24 Esta 2ª corrente lesa o art. Até a partilha. sendo assim.791. seja facultando ao interessado a obtenção de suprimento judicial da outorga do cônjuge. O exercício do direito de ação é faculdade e não obrigação. 1. 1. se não ocorrer a citação de todos os litisconsortes necessários passivos. defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal. XXXV da CRFB (Inafastabilidade do controle constitucional). do CC e art. Se for proferida sentença sem que estivesse integrado ao feito algum dos litisconsortes necessários. que é dada inutilmente.791 Parágrafo único. 623. 22 Art. CC de 2002. arts.)”(THEODORO JÚNIOR. 125. será indivisível.. A autorização do marido e a outorga da mulher podem suprir-se judicialmente. o direito é avesso a constranger alguém a demandar como autor (o direito de ação é faculdade e não obrigação). quando haja denegação sem motivo justo ou ocorra a impossibilidade de obtê-la (art. não suprida pelo juiz. (Autor desconhecido) . 18 Art.LITISCONSÓRCIO 8/76 TEMAS RELACIONADOS Não observância do de litisconsórcio passivo necessário Se não ocorre a inclusão de todos os litisconsortes necessários ativos na PETIÇÃO INICIAL ou. quando necessária. que só tolera a citação dos litisconsortes passivos. 47. Se há a previsão legal.580. dentro do prazo que assinar. 11.. reivindicá-la de terceiro. quando um cônjuge a recuse ao outro sem justo motivo. a própria ordem jurídica fornece a solução para o caso de recusa de adesão de litisconsortes ativos necessários. II. com a conseqüente extinção sem resolução de mérito. e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio. não produzindo efeito nem para os ausentes. 5ª. do Código Civil de 191. sem apreciação do mérito. seja permitindo ao condômino ou co-herdeiro defender sozinho direito comum (arts. 47. reconhecendo que o autor não teria legitimidade para intentar a ação sozinho. Defendida por Humberto Theodoro Júnior e Celso Agrícola Barbi: “A melhor exegese. Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação.1. Solução: Você “pega” quem deveria ser o litisconsorte ativo necessário e o inclui no pólo 20 passivo da relação processual .). Como regra geral. 2130 e não de alguém para vir agir como autor. Se mesmo assim o processo chega ao final. ou lhe seja impossível dá-la. 1. pode-lhe assinar prazo para obter a adesão do co-interessado necessário. quanto à propriedade e posse da herança. citação é chamamento que se faz ao réu para defender-se em juízo (art. ocorre a nulidade do processo. Não vindo o consorte para o feito. Art. A falta.791 parágrafo único . Por isso mesmo.314 e 1. (. Parágrafo único. 1ª corrente Não há esse tipo litisconsórcio no direito brasileiro. o direito dos co-herdeiros. 11 do Código de Processo Civil).. se a parte não quer participar do processo. no entanto. aquela decisão será ineficaz (inutiliter data17)18. parágrafo único). a decisão prolatada será ineficaz19. sob pena de declarar extinto o processo. tecnicamente. 21 Art. da autorização ou da outorga. 20 Majoritária na doutrina. p. a ação pode ser proposta caso contrário não é possível a sua 24 propositura Existe de litisconsórcio Necessário Ativo? 2ª corrente 17 Inutiliter data – expressão de Chiovenda que significa que a sentença proferida. (. 11 do CPC ). caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo. invalida o processo...) litisconsórcio necessário (. sobre ela exercer todos os direitos compatíveis com a indivisão. em processo em que estava ausente algum litisconsórcio necessário. mesmo porque. jurisprudência e é a visão do Alexandre Freitas Câmara. e 1. grifos do original) “Se não houvesse esperança. aquele que seria seu litisconsorte ativo deve verificar se a lei o autoriza a 21 22 23 postular sozinho em juízo (1. O juiz ordenará ao autor que “promova” a citação de todos os litisconsortes necessários. 2005. o juiz. parágrafo único. nem para os sujeitos presentes ao processo. 19 Art. embora não se possa ordenar a citação de litisconsorte ativo. não estaríamos lutando”. é a de Celso Barbi.

Art. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica. mas é um problema usar nomes de institutos revogados para institutos novos diferentes. 25 “Se não houvesse esperança.LITISCONSÓRCIO 9/76 Pela natureza da relação jurídica Relação entre Litisconsórcio necessário. (Autor desconhecido) . em razão de um contrato firmado por todos). no entanto. e não mais por um juízo de conveniência.: condomínio e solidariedade). Litisconsórcio facultativo Entretanto existem exceções na quais o litisconsórcio facultativo pode ser unitário. facultativo. na hipótese de litisconsórcio necessário não formado. SEMPRE será unitário (ex. § único do atual CPC. quando. Critica: o CPC aqui confunde os conceitos de litisconsórcio necessário e litisconsórcio unitário. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo25. concurso de credores contra devedor insolvente). O art. O juiz ordenará ao autor que promova a citação de todos os litisconsortes necessários. 47 Parágrafo único.: anulação de contrato por diversas partes) Em razão de lei EM REGRA. é simples. 47. não estaríamos lutando”. 47. unitário e simples Litisconsórcio Necessário Art. deve intimar o autor para que ele forme o litisconsórcio necessário sob pena de extinção do processo. de ofício. (ação indenizatória proposta por diversos autores contra um réu. é simples. Crítica: a nomenclatura não tem aptidão para mudar a natureza das coisas. por questão de obrigatoriedade. sob pena de declarar extinto o processo. poderia. fazendo um juízo de conveniência. Luiz Fux. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes. (ex. que não necessariamente são dependentes. Marinoni) entende que esse também é um caso de intervenção iussu iudicis. o juiz. (ex. EM REGRA. 26 Com base na aula do professor Assumpção. Litisconsórcio ou Intervenção iussu iudicis26 No art. existia a previsão de que sempre que houvesse um litisconsórcio facultativo não formado o juiz. dispõe que. Há litisconsórcio necessário. forma o litisconsórcio (intervenção iussu iudicis). dentro do prazo que assinar. Parte da doutrina (Nelson Nery.: ação de demarcação e usucapião. 91 do CPC de 1939.

que recomeça da intimação da decisão27. Argumentos: atende melhor aos objetivos da reforma do CPC. todos os litisconsortes terão obrigatoriamente de permanecer no processo. Calmon de Passos entende que ao juiz não é dado proceder de ofício à limitação do litisconsórcio. ou depois. 29 Dinamarco entende que no silêncio da lei o prazo para requerimento da limitação é de 5 dias e que o prazo não é preclusivo. a qualquer tempo. Parágrafo único. e não de mera suspensão. diante do caso concreto. Pura e simples exclusão dos litisconsortes (ou de alguns deles) mantendo-se aberta a possibilidade de ajuizamento de novas de mandas. O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes. (Autor desconhecido) . (Cespe/MP-SE 2010) O juiz pode limitar a formação do litisconsórcio facultativo com enfoque na célere solução da lide e na facilitação da defesa do réu. como a necessidade de se formarem novos autos. entre outros. Alexandre Freitas Câmara). de se discutir qual seria o juízo competente para os novos processos que se formassem. esses. O pedido de limitação interrompe o prazo para resposta. e interromperá o prazo para oferecimento desta30. formando-se assim novos processos. não estaríamos lutando”. podendo ass im o requerimento ser formulado na própria resposta. quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa. (Sérgio Bermudes. 28 27 “Se não houvesse esperança. Havendo requerimento. Assertiva correta Conseqüências da decisão do juiz que limita o litisconsórcio multitudinário? Quais os seus efeitos em relação aos litisconsortes que não poderão permanecer naquela relação processual 1ª corrente Desmembramento do processo original em tantos quantos seja necessário (Carreira Alvim). Conseqüências da Decisão Judicial 2ª corrente Sendo necessário o litisconsórcio. seja restituído por inteiro ao demandado o prazo de que dispõe para responder à demanda. fariam com que o processo acabasse por ter seu encerramento ainda mais retardado o que somente se evitaria com a exclusão. A limitação poderá ser feita de ofício ou a requerimento da parte28. em que. Não há uma fixação prévia de quantos litisconsortes formam uma multidão. 30 Trata-se de interrupção de prazo. este poderá ser formulado pelo demandado no prazo de resposta29. Os inconvenientes do desmembramento do processo. serão partes. em decisão fundamentada.LITISCONSÓRCIO 10/76 LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO Art. pois caberá ao juiz. formulado o requerimento de limitação. 46. dizer o que é ou não excessivo para o processo em que se formou a coligação de partes (princípio da economia processual) E estabelecer quem permanece no processo e quem dele será excluído. o que faz com que.

Recursos “Se não houvesse esperança. o fato e o fundamento jurídico têm de proporcionar a mesma decisão para todos os sujeitos. Atos de Disposição de Direito No litisconsórcio simples. Isto significa que é admissível que. é ineficaz se não for praticada por todos. (Autor desconhecido) . reconhecimento jurídico do pedido e transação (sucumbência recíproca). mas sim do art. existam decisões que considerem de forma diferente o mesmo fato e/ou fundamento jurídico. Espécies: renúncia. esse artigo não deve ser analisado na sua literalidade. Aplica-se o art. pois para que esse artigo seja aplicável deve-se buscar a identidade de matérias defensivas. O princípio da pessoalidade absorve a incongruência. 48 do CPC será aplicável. Assim. no entanto. 48 é aplicável. os atos de disposição tanto de direito material como de direito processual são plenamente eficazes perante o litisconsorte que o praticou. A doutrina majoritária (STJ. o art. 320. Revelia Se o litisconsórcio for unitário. Já no litisconsórcio unitário. 48 do CPC. Contudo. Seria uma incongruência lógica entre duas decisões no mesmo processo. pois o Direito Brasileiro preferiu adotar o princípio da pessoalidade do recurso ao princípio da realidade. algum deles contestar a ação. portanto. se o litisconsórcio for simples. se o ato praticado for benéfico. 509. a alegação na contestação deve favorecer o réu revel. contudo. A revelia não induz. como litigantes distintos. 320. assim. não haverá presunção de veracidade se ao menos um dos réus contestar a ação. Essas decisões distintas atingem os litisconsortes de forma diferente. entende que o art. 48. ele poderá renunciar. havendo litisconsórcio passivo. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. 509 do CPC dispõe sobre uma exceção à autonomia do art. ou seja. pois esta seria exatamente a matéria que ele alegaria em sua defesa. I do CPC é sempre aplicável. por exemplo. Não se aplica o art. o inciso I do art. os atos e as omissões de um não prejudicarão nem beneficiarão os outros. O mesmo ocorre com a desistência. Sugere-se. ou seja. 48. Barbosa Moreira. os atos de disposição de direito material somente geram efeitos se praticados por todos os litisconsórcios. o ato praticado por um só dos litisconsortes é plenamente ineficaz. havendo pluralidade de réus. 509 se limita ao litisconsórcio unitário.se. 320 do CPC dispõe que. se a contestação trouxer benefício exclusivo ao réu que ofereceu defesa. mas não evita que os outros litisconsortes pratiquem o ato. pela literalidade desse artigo. a ideia da autonomia é afastada sempre. não seria aplicável o art. que. 48. Porém. os litisconsortes serão considerados. Art. em suas relações com a parte adversa. Um dos principais efeitos da revelia é a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. vigora a autonomia dos atos. 48 do CPC. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . que se o recurso favorecer. Dinamarco). Entretanto. não gera efeito nem pra quem praticou e nem para os demais litisconsórcios. que é o que defende o Marinoni numa posição bastante minoritária.LITISCONSÓRCIO 11/76 DINÂMICA DO LITISCONSÓRCIO Art. Contudo. pois a contestação de um beneficiaria os demais. no caso do litisconsórcio simples não há a aplicação do art. gerando efeitos apenas para ele. Se o Direito Brasileiro adotasse o principio da realidade. analisar o caso concreto. não estaríamos lutando”. já que estabelece que o recurso de um dos litisconsortes aproveita aos demais. dentro do mesmo processo. Assim. Deve-se. Defendem essa ideia. a autonomia do art. Art. 48 do CPC. a) Direito material. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. ou seja. apesar de ser um ato processual. ou seja. ele gerara efeito também para quem não o praticou. o art. portanto. deve-se atingir a todos. Envolve o direito de ação (desistência do processo) e outros direitos processuais. O art. Se um dos litisconsortes unitário quiser renunciar seu direito de recorrer. 509. No tocante aos outros direitos processuais. Salvo disposição em contrário. b) Direito processual.

de modo geral. para falar nos autos. O art. para recorrer e. não prejudicando. entretanto. Pode-se concluir ainda que se somente um litisconsorte recorrer. Súmula 641 – Não se conta em dobro o prazo para recorrer. Ou seja. dispondo que a confissão de um litisconsorte somente vincula a ele (confitente). os litisconsortes. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. é convencer o juiz. pois se exige que haja também uma pluralidade de advogados. Nesses casos. vigora o princípio da comunhão das provas. como qualquer outro meio de prova. não é possível fazer carga dos autos a não ser que haja um comum acordo entre os patronos. já que somente este possui interesse recursal. em grau recursal não haverá mais litisconsórcio. não basta que haja litisconsórcio. 48 é inaplicável a qualquer litisconsórcio seja ele simples ou unitário. não estaríamos lutando”. o Código tem a intenção de dispor que o juiz deve analisar a confissão perante as outras provas produzidas. Pelos precedentes da súmula.LITISCONSÓRCIO 12/76 Art. pra todos os recursos subseqüentes o prazo será simples. deve-se aplicar o princípio da comunhão das provas. A confissão judicial faz prova contra o confitente. Sendo assim. a prova produzida passa a ser uma prova do processo independentemente de quem a produziu. a função da confissão. o prazo recursal será simples. 350. O art. A Súmula 641 do STF dispõe que havendo apenas um litisconsorte sucumbente. 350. 191. percebe-se que se houver mais de um litisconsorte sucumbente com o mesmo patrono o prazo também será simples. a confissão de um dos litisconsortes não tem o mesmo poder de persuasão que a confissão feita por um réu único. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. todavia. Art. Provas Na questão probatória. Prazo “Se não houvesse esperança. Não há diferença entre os litisconsortes simples e unitários. Na verdade. 191 do CPC prevê um prazo em dobro para todo ato processual. e. No entanto. (Autor desconhecido) . a autonomia do art. ou seja. isso ocorrendo. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. assim. caput do CPC trata da confissão como meio de prova.

quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. (Redação dada pela Lei nº 8. 241. não estaríamos lutando”. prescrição). para recorrer e. a concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados suspenderá a execução contra os que não embargaram “Se não houvesse esperança. de 2006). de 2006). na pessoa dos seus respectivos advogados. de 1993) Art.710. 282 e 283).382.LITISCONSÓRCIO 13/76 TEMAS RELACIONADOS Processo de conhecimento Art. (Oposição) Art. 191 desta Lei. § 1o Quando houver mais de um executado. Prazo de resposta Embargos á execução Regra Art. observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts. serão os opostos citados. de 2006). § 4o A concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados não suspenderá a execução contra os que não embargaram. Embargos do executado Art. O opoente deduzirá o seu pedido. o prazo para cada um deles embargar contase a partir da juntada do respectivo mandado citatório. 739-A. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. de 1993) III quando houver vários réus. contados da data da juntada aos autos do mandado de citação.g. (Redação dada pela Lei nº 11.382. § 3o Aos embargos do executado não se aplica o disposto no art. Distribuída a oposição por dependência. da data de juntada aos autos do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido. (Incluído pela Lei nº 11. (Autor desconhecido) . 738. Começa a correr o prazo: (Redação dada pela Lei nº 8. Prazo em Dobro Exceções Súmula 641 STF Súmula 641 .382. de modo geral. (Incluído pela Lei nº 11. Os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias. salvo tratando-se de cônjuges. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores (advogados). Art. quando o respectivo fundamento não disser respeito somente ao embargante (v. 191. quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao embargante. para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. 738.710. para falar nos autos. A contrario sensu. 57.não se conta em dobro o prazo para recorrer.

d) O proprietário do imóvel vizinho tem legitimidade para intervir na ação civil pública como litisconsorte ativo. ela ajuizou ação civil pública para exigir a recuperação da área e o ressarcimento dos prejuízos causados. à margem de um rio ali existente. as empresas contratadas. degradação e dano ambiental. em área de preservação permanente.MG – 2008 . as quais decidiram instalar. por ser ela litisconsorte passivo necessário. Chegando o fato ao conhecimento de uma associação cuja finalidade institucional é a proteção do meio ambiente. b) A ação popular constitui instrumento processual inadequado para o fim perseguido. causando. “Se não houvesse esperança. Considerando-se o que consta no enunciado. porém. foram contratadas duas empresas especializadas no setor da construção civil (empresa “A” e empresa “B”). Para executar projeto de edificação de uma fábrica. a) O Ministério Público não poderá intervir como parte na ação civil pública ajuizada pela associação. por entender que a situação revela interesse social manifesto e relevante. assinale a resposta CORRETA. por demandar apenas contra a empresa que possuía maior patrimônio (empresa “A”). também inconformado com aquela situação. c) O juiz deverá ordenar à autora da ação civil pública que promova a citação da empresa “B”. refeitório e banheiros). propôs ação popular para anular o ato lesivo ao meio ambiente. uma única dependência provisória destinada ao desenvolvimento das atividades administrativas da obra (escritório. tendo optado. Por sua vez. não estaríamos lutando”. o proprietário do imóvel vizinho. e) O Juiz pode dispensar o requisito da pré-constituição exigido da associação autora e processar a ação civil pública. Entretanto. não obstante fosse o imóvel coberto por vegetação e existisse licença ambiental definindo a área que poderia ser desmatada.LITISCONSÓRCIO 14/76 QUESTÕES Ministério Público .35. Atuará como fiscal da lei. (Autor desconhecido) . para uso comum. com o intuito de facilitar a circulação de pessoas e de materiais. constituída legalmente há menos de um ano. deliberaram instalar a referida dependência provisória fora daqueles limites. assim.

discordou. nesta terça-feira.LITISCONSÓRCIO 15/76 JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA 11/03/2009 . seria outro caso. ou seja. Ao apreciar essa questão. esclareceu que. Em relação a essa decisão. não estaríamos lutando”. não tem inserido. A questão chegou ao STJ porque. pois foi anterior ao ponto retirado do processo. e. o município de Coari apresentou embargos de declaração. O debate judicial. se fosse facultativa. Interpôs apelação na qualidade de terceiro prejudicado. o ministro decidiu anular o processo. até que ponto o processo judicial estava anulado. imprescindivelmente. envolve a alegação de que o estado do Amazonas. O TJAM deferiu o pedido. concluindo ser nula a decisão proferida sem a citação dos litisconsortes necessários. afetados pela ordem judicial não pode ser aferida pelo resultado final do julgamento. uma vez que decorre justamente da possibilidade de os litisconsortes influenciarem na formação do convencimento do julgador. a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acata recurso apresentado pelo município de Coari. o processo deveria ser declarado nulo. a Turma. determinando que a Secretaria de Fazenda estadual elevasse o índice então atribuído ao município de Coari de 2% para quase 7% sobre os 25% do produto de arrecadação de ICMS do estado. ou seja. acolheu recurso do município manauara contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que determinava alteração do índice do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços (ICMS) a ser repassado para o município de Coari. e declara nula tutela antecipada concedida pela Justiça amazonense envolvendo o repasse dos valores relativos ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).DECISÃO STJ considera nula decisão tomada sem litisconsortes necessários em briga judicial de municípios por ICMS Em decisão majoritária. No momento em que o STJ afirma que a relação processual contém defeito devido à ausência na lide dos litisconsortes necessários – pois. Ele acolhia os embargos. “Se não houvesse esperança. Essa decisão – entende o ministro – poderá ser revista pelo próprio juízo ou impugnada por meio de recurso ao tribunal local pelos novos litisconsortes que ocuparão o polo passivo da demanda. Em novembro de 2008. há. O recurso especial foi acolhido. no valor adicionado do ICMS referente ao município. a necessidade de renovar o juízo de valor feito pelo juiz em tutela antecipada. Para ela. sob o seu ponto de vista. próxima a votar. Assim. determinando seu reinício com a citação dos municípios interessados na qualidade de litisconsortes passivos. por não figurarem na qualidade de réus da demanda.15h28 . o ministro Castro Meira. constatando que o município de Manaus foi diretamente atingido pelo comando sentencial e que só teve oportunidade de ingressar no processo quando já encerrada toda a fase de instrução e julgamento realizados na primeira instância. ministro Castro Meira. A ministra Eliana Calmon. (Autor desconhecido) . O entendimento do relator foi seguido pelos demais ministros para dar provimento ao recurso de Manaus. a tutela antecipada foi concedida diante de uma relação processual que estava pronta. valores referentes à saída de petróleo cru e gás liquefeito de petróleo (GLP) retirados da Base Petrolífera de Urucu. diretamente. no Amazonas. tipo de recurso com o qual se pretende esclarecer a decisão. os demais municípios atingidos diretamente pela alteração dos índices do ICMS. iniciado por Coari. não atingiu a antecipação de tutela concedida sem ouvir a outra parte (inaudita altera pars). como foi o caso. a necessidade de citação daqueles que venham a ser. o município de Manaus tentava fazer prevalecer a tese de que deveria ter havido a determinação para a citação de litisconsórcio passivo necessário. O objetivo era entender qual o alcance do julgamento. dia 10. as partes afetadas. mas sem efeitos modificativos. através da Secretaria de Fazenda. Para o relator. diante da diminuição do seu percentual de participação no valor do ICMS a ser repassado. a anulação dos atos processuais por ausência de citação dos litisconsortes necessários. mas são litisconsortes necessários –.

sem interrupção. inclusive. o respeito à garantia da ação de um impede a exigência do litisconsórcio. REsp 141. obrigações cindíveis que a ré. Litisconsórcio necessário. Coordenadoria de Editoria e Imprensa Litisconsórcio ativo necessário. Rel.LITISCONSÓRCIO 16/76 Segundo a ministra. Dissolução. seja ouvida a outra parte. 47 do CPC). os autos deveriam retornar ao juiz de Direito para que intimasse o autor a promover a citação do litisconsorte. Isso. porém há outros em que o resultado a ser pleiteado no processo deve ser pretendido por todos. julgado em 3/3/2009. Rel. Sociedade de fato. de ofício. A esposa casada sob o regime de comunhão universal deve figurar no polo passivo. e REsp 33. ao acompanhar o entendimento divergente. AgRg no REsp 1. pelos ministros Herman Benjamin e Mauro Campbell Marques. entre o banco de desenvolvimento estadual em questão e a União na ação que envolve determinado fundo de incentivos fiscais. sob pena de não poder ser obtido por nenhum: não se podem coagir os demais a entrar em juízo. mediante o consenso. DJ 26/4/2005. Há casos em que.157-RJ. em razão do litisconsórcio passivo necessário. Min. não invalida a questão. anulando. entende que a nulidade examinada pelo Superior Tribunal em razão dessa falta da presença dos litisconsortes necessários alcança a relação jurídica em sua origem. a Turma entendeu desnecessário o litisconsórcio. Precedentes citados: REsp 64. sob pena de extinção do processo (parágrafo único do citado artigo). destacou que. Rel. O litisconsórcio ativo necessário restringe o direito constitucional de ação e. por maioria. julgado em 28/4/2009. a relação processual se altera significativamente no momento em que há. a depender da relação de direito material estabelecida entre as partes. (Autor desconhecido) . Luis Felipe Salomão. na verdade. Pretendia-se a indenização por danos decorrentes de inexecução contratual.364-MG. teria deixado de cumprir. a possibilidade de dar continuidade a uma tutela concedida antecedentemente sem a presença desses entes. porque o magistrado pode imediatamente tornar a examinar e dar a mesma tutela. fora das hipóteses expressamente contempladas em lei. “Se não houvesse esperança.088. podendo até mesmo ser exigido que. Essa corrente foi acompanhada. REsp 885. a seu ver. Assim. julgado em 26/10/1999. antes da tutela. correto o acórdão recorrido que anulou a sentença proferida pelo juízo de Direito e reconheceu. na ação de dissolução de sociedade de fato cumulada com partilha de bens proposta contra o concubino casado. diante da ausência desse litisconsorte necessário.726-SP. No caso. União . Os votos vencidos entendiam que. administradora e mandatária da autora. DJ 6/12/1993. Francisco Falcão. a competência da Justiça Federal. ficaria vigorando aquela decisão sem a participação do próprio estado. deve ser admitido apenas em situações excepcionalíssimas. apesar da incindibilidade da situação jurídica ocupada por vários co-titulares. Litisconsórcio passivo necessário. O ministro Humberto Martins. no polo passivo.A Turma entendeu. seria favorecer a decisão do juiz liminarmente. Precedente citado: REsp 331.533-ES. Sálvio de Figueiredo. ainda. Min. porque. não estaríamos lutando”. DJ 10/5/1999. em vista da existência de litisconsórcio passivo necessário ditado por lei (art.951-RN.172-RJ. outros entes públicos. antes de sua remessa ao juízo federal. Min.

equipara-se à ocorrência de culpa recíproca.717/1965. é completamente descabida a afirmação da agravante de que o interesse do município para figurar no polo ativo da ação popular é meramente econômico. da CF/1988. Assim. da mesma lei. ou poderá encampar o pedido do autor. 37. entre os quais a legalidade. O requerimento para figurar no polo ativo da relação processual foi exercido dentro do prazo para o oferecimento da contestação. reiterou o entendimento de que a declaração de nulidade do contrato de trabalho em razão da ocupação de cargo público sem a necessária aprovação em prévio concurso público. a pessoa jurídica de Direito Público chamada na ação poderá contestá-la ou não.848-RS. 6º da Lei n. esse pedido do município não quer dizer que ele praticou ato incompatível com a faculdade de requerer o ingresso no polo ativo da relação processual. os requisitos legais foram atendidos de forma satisfatória. em nenhum momento. Min. II. julgado em 4/6/2009. DJ 29/6/2007. da Lei n. Concurso. 6º. não cabe fazer interpretações restritivas. efetivamente. isso não quer dizer que o interesse público não esteja presente em tal situação. não havendo falar em preclusão lógica ou temporal em razão de a entidade de Direito Público ter pleiteado. pois a conduta da municipalidade encontra amparo no § 3º do art. Assim. a municipalidade tivesse apresentado contestação . principalmente quando a condenação é consequência de atos que lesaram o patrimônio público e violaram os princípios norteadores do Direito Administrativo. segundo a lei. e a faculdade estabelecida no art. De outro lado. Levantamento. a moralidade e a isonomia. Ainda que eventual condenação ao pagamento de quantia seja revertida ao município. Ademais. a lei da ação popular estabeleceu a incompatibilidade entre o requerimento de prazo em dobro para contestar. O Min. Luiz Fux. Humberto Martins. desde que isso se afigure útil ao interesse público. AgRg no REsp 973. No caso. A incompatibilidade só teria ocorrido se. “Se não houvesse esperança. Precedente citado: REsp 819. n. somente a CEF tem legitimidade para integrar o polo passivo da relação processual. (Autor desconhecido) . no silêncio da lei. a Turma negou provimento ao agravo. que teriam ocasionado a lesão não só ao patrimônio público. por ser a única responsável pela administração das contas vinculadas do FGTS.110. Dessa forma. dois são os requisitos que o dispositivo legal exige para que a pessoa jurídica de Direito Público possa requerer a alteração no polo da lide: que o pleito seja realizado dentro do prazo da contestação e exista interesse público . que passam a integrar o patrimônio dos fundistas. consoante previsto no art. realizados os depósitos. o município figurou como réu na ação popular. REsp 1. Diante disso. mas também a princípios mestres do sistema de Direito Administrativo. 4. 543-c do CPC e Res. mas requereu seu ingresso na lide na qualidade de litisconsorte. ao julgar o recurso repetitivo de controvérsia (art. 7º. § 3º. Foi contra essa alteração subjetiva nos polos da relação processual que o agravante interpôs o recurso de apelação e. o prazo em dobro para responder à ação. O objeto da ação popular é a anulação de aditamento do contrato em face de supostas irregularidades ocorridas em processo de licitação. a juízo exclusivo do representante legal da entidade. gerando para o trabalhador o direito ao levantamento das quantias depositadas na sua conta vinculada ao FGTS. Até porque. Fgts. Ente público. o interesse jurídico da municipalidade é palmar.717/1965. julgado em 24/6/2009. mormente quando se está diante de uma garantia constitucional posta à disposição do cidadão para a defesa do patrimônio público. não estaríamos lutando”. posteriormente. uma vez que. Não há litisconsórcio passivo entre o ex-empregador (o município) e a Caixa Econômica Federal (CEF). Repetitivo. Prazo. que permite ao ente público pleitear o ingresso no polo ativo da demanda.905-SP. 8/2008-STJ). obtendo o deferimento do juízo monocrático. Na qualidade de operadora do Fundo. o empregador não mais detém a titularidade sobre os valores depositados.822RN. conforme o mencionado artigo da referida lei. ingressou com recurso especial. Relator entendeu que não há como dar provimento ao recurso da agravante. Rel. Rel. Portanto. IV. a teor da Súmula 82-STJ. 4.LITISCONSÓRCIO 17/76 Ação popular. Min. nos termos do art. A Seção.

804-PB. pois.061-MT. Rel. REsp 927. se o terceiro não for convocado para o processo. do CPC. Despicienda. vale dizer. O litisconsórcio é compulsório. REsp 423. o entendimento de que. § 1º. Arrematante. na condição de arrematante do imóvel levado a leilão. deveria ter sido incluído no polo passivo do mandamus na condição de litisconsorte necessário. na hipótese por ser a adquirente do imóvel antes do leilão. no caso.273-SP. possuindo os co-réus domicílios diversos. na qualidade de litisconsorte passivo necessário. REsp 346. O recorrente. que alegou haver adquirido o lote de terreno sem que constasse restrição no registro imobiliário. Rel. Terceiro prejudicado. quando a eficácia da decisão depender da citação de todos os sujeitos que sofrerão nas suas esferas jurídicas. legitima-se à impugnação recursal (art. reclama a participação de interessados na controvérsia (arrematante. há litisconsórcio e. que ostentam manifesto interesse jurídico no resultado da demanda cuja finalidade é desconstituir o ato judicial que favorece o ora recorrente. não poderia ter deixado de participar do mandamus. Relator. necessário. a Turma conheceu do recurso e lhe deu provimento para decretar a nulidade do processo para que seja integrado à lide o recorrente na qualidade de litisconsorte passivo. terceiro prejudicado.628-SP. Isso posto. porquanto o seu direito sofrerá influência da sentença que nulifica o ato culminante da expropriação judicial. Precedente citado: REsp 116. não estaríamos lutando”. “Se não houvesse esperança. Litisconsorte necessário. IV e VI. REsp 1.879-RS. Min. 47 e 267. Rel. DJ 4/2/2002. o acórdão recorrido concedeu a segurança à empresa recorrida. 47. ter por ilegítima uma das partes e provocar a resolução da questão da competência por meio de outras regras processuais. Precedentes citados: REsp 117. é cogente. § 1º. Assim. O recorrente sustenta a nulidade absoluta daquela ação que anulou a ação executiva e. Para o Min. por outro lado. Competência. Min. julgado em 8/10/2002. A Turma não conheceu do recurso. da arrematação. O TRF deu provimento ao recurso reconhecendo a legitimidade dos autores e determinou a nulidade da arrematação devido à ausência de intimação do cônjuge do executado. sob pena de a sentença ser considerada inutiliter data. também a recorrida pleiteou seu direito com base no prejuízo que sofreu como terceira interessada. sob o aspecto formal. 499. julgado em 20/10/2009. também terceiro prejudicado. a existência de vícios no edital publicado nos autos da execução que o banco move a quem se atribuiu a propriedade do bem. Min. por força do nexo de interdependência judicial (art. Nancy Andrighi. Leilão.LITISCONSÓRCIO 18/76 Litisconsórcio. visto ser o arrematante do imóvel levado à praça. sem que fosse chamada nos autos da execução. o próprio recorrente. A ação anulatória de arrematação. por isso. pela sua certificação. Portanto. do CPC. DJ 15/4/2002.334-RS. ficando assentado. encerrando hipótese de competência concorrente. seguindo-se o curso regular do processo. é aquele que sofre um prejuízo na sua relação jurídica em razão da sentença. se a autora indica haver dois ou mais réus. conforme a orientação deste Superior Tribunal. cuja relação jurídica é atingida de forma reflexiva. alega que a decisão do TJ violou os arts. e REsp 355. No caso.509-RJ. Arrematante. julgado em 18/8/2009. a demanda pode ser ajuizada em qualquer deles. Aldir Passarinho Junior. § 4º. por não ter sido citado como litisconsorte necessário. DJ 9/12/1997. pois a norma legal do art. o terceiro prejudicado legitimado a recorrer. que detém interesse processual pela inversão provocada com a concessão da segurança à incorporadora. 499. exequente e executado). por ser o arrematante do bem no praceamento cujo edital foi anulado. do CPC. do CPC). O arrematante é litisconsórcio necessário na ação de nulidade da arrematação. questionado pelo recorrente com o intuito de. 94. portanto. Recurso. (Autor desconhecido) . a verificação da inviabilidade da configuração do litisconsórcio sob o prisma material. terceiro prejudicado. do CPC). DJ 17/10/2005. parágrafo único. por consequência. nos moldes do art. é certo que. ressaltando. Luiz Fux.106.

a Turma negou provimento ao recurso.397-SP. cujo escopo é o de alcançar e convocar. no caso. Rel. Rejeitou-se. ainda. de publicação de matéria na imprensa local que felicitava a governadora pela passagem de seu aniversário. na cadeia dominial. Nas instâncias ordinárias. o que inviabilizaria qualquer discriminação de terras devolutas. O juiz excluiu o estado do pólo passivo. REsp 847. mas todos aqueles que. “Se não houvesse esperança. para o âmbito da ação. 6º c/c o art. Afastou-se a impropriedade do procedimento adotado. Há a necessidade de que venham aos autos todos os legítimos contraditores. o litisconsórcio necessário com todos os antecessores dominiais. ainda. Trata-se de ação discriminatória ajuizada em decorrência de extinção de ação anterior por desaparecimento de volumes em incêndio no fórum da comarca. que. a Turma conheceu parcialmente do recurso e nessa parte deu-lhe provimento. com personalidade própria e patrimônio distinto daquele do estado. A ação popular reclama cúmulo subjetivo no pólo passivo. Quanto ao usucapião. DJ 5/6/2007. Min. Precedentes citados: REsp 258. visto que é sociedade de economia mista. Relator. considerando que os embargos de declaração opostos tiveram propósito de prequestionamento. embora haja o registro. vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória. Luiz Fux. em nome da recorrente. Usucapião. 14. Sociedade. não apenas os responsáveis diretos pela lesão. o caso seria de continência.916/1945). Min. Além de que. a exegese da legislação aplicável à ação popular revela que as pessoas jurídicas de Direito Público. não poderia o estado-membro. restringem-se àquelas cujos atos sejam objeto da impugnação. além de que foge ao objeto da ação. Por último. a posse não se presume. cuja citação faz-se imprescindível para integrar o litisconsórcio passivo necessário simples. Inclusive o STF já firmou entendimento de que o usucapião de terras públicas é vedado desde o advento do CC/1916 (Súm. Outrossim. Por fim. os sujeitos elencados no art. Economia mista.122-PR. Rel.LITISCONSÓRCIO 19/76 Ação discriminatória. Para o Min. bem ou mal. 47 do CPC. a companhia de energia. (Autor desconhecido) . 340-STF). ele tem de infirmar o domínio particular. bem assim os que dele se beneficiaram. Consignou também o acórdão recorrido que a natureza das terras foi comprovada a contento.999-MA. REsp 879. 1º da Lei n. tenham concorrido para o fato. até para que se cumpra o art. Devem ser citados. ausentes os requisitos para o usucapião extraordinário previstos na legislação. observou que é evidente se reconhecida a competência federal para tratar do assunto. restaria a discussão acerca de sua natureza jurídica. julgado em 2/9/2008. DJ 3/4/2006. se a falsidade do documento de registro paroquial não tivesse sido comprovado. (principalmente o DL estadual n. Com esse entendimento. de forma direta ou indireta. foram apontados diversos vícios e há comprovação de falsidade de assinatura. daí a via da discriminatória ser adequada. pois a cadeia dominial retroage ao século XIX. Destaca o Min. pela primeira demandada. não estaríamos lutando”. Relator que. vale dizer. uma vez que a ação discriminatória não é obstada pelo registro das terras em nome do particular nem exige sua previa invalidação. afastou a multa de 1% sobre o valor da causa. é absurda a pretensão de chamar todos os transmitentes à lide. e REsp 266. pretender regular a questão já vedada por norma federal desde 1933. Cuida-se de ação popular ajuizada contra a companhia energética estadual e contra o estado devido à prática de ato causador de dano ao erário consubstanciado no pagamento. mantendo a companhia de energia. n. devido aos vícios na cadeia dominial e à inexistência do usucapião extraordinário. \ Ação popular. julgado em 12/2/2008. Isso posto. para o estado-membro provar que as terras são devolutas. Ademais. 4.717/1965. Ressaltou. Terras devolutas. em 1945 (lei estadual). Herman Benjamin.219-RJ. porque a ação foi extinta sem resolução do mérito. para integrar o litisconsórcio passivo necessário simples. reconheceu-se a inexistência da coisa julgada e a inocorrência da alegada litispendência.

e REsp 979. uma vez que a competência dos juizados federais encontra-se regulada no art. na condição de concedente. a regra é simples e objetiva. nas demandas relativas à legitimidade da cobrança de tais tarifas. Telefonia. II. Min. Legitimidade.626-RS. Assim. Citação. Rel. julgado em 8/10/2008. citando a doutrina. 12 da Lei n. pois sua competência define-se em razão do critério absoluto do valor da causa. Por fim. Rel. 348-STJ. Min. (Autor desconhecido) . 6º. CC 49. Juizado especial cível.171-PR. Recurso repetitivo. propiciando maior celeridade na solução dos conflitos. o alto grau de complexidade da lide e a prova técnica. Anatel. Não é necessário prévio procedimento judicial de anulação do registro para subseqüentemente proceder à investigação. é preciso que integre a lide que poderá ter essa conseqüência. “pai registral”. 543-C do CPC). Tampouco cabe o litisconsórcio passivo da Anatel. DJ 24/9/2001. Teori Albino Zavascki. Logo. Precedente citado: REsp 117.099/1995. Aldir Passarinho Junior. n. A Seção. 9. Investigação. julgado em 22/10/2008. da Lei n. 356-STJ). 9.000-RS. mas com a integração do pai registral. DJ 3/12/2007. A Turma entendeu ser necessária a citação do pai registral para integrar a lide como litisconsórcio necessário passivo. Min. Relatora.278-GO.802-RS. o que.130-ES.292-PB. na ação de investigação de paternidade movida por menor (representado pela mãe) contra o ora recorrente. observou não prosperar a argumentação de que os juizados especiais federais não detêm competência para conhecer de causa em que haja interesse da Fazenda. Eliana Calmon. DJ 3/9/2007. Em agravo regimental interposto contra decisão que reconheceu o conflito e declarou competente o juízo federal do juizado especial cível. Dessa forma. em litisconsórcio passivo com a União.LITISCONSÓRCIO 20/76 Competência. pouco importa se a matéria objeto do conflito instaurado seja de grande ou pequena complexidade probatória.944-PB.259/2001 não regula a matéria. 10. reiterou ser legítima a cobrança de tarifa básica pelo uso dos serviços de telefonia (Súm. não se excluindo a viabilidade de que outras pessoas jurídicas possam.068.129-RS. Rel. Para a Min. entendendo-se que aquele artigo cuidou tão-somente de autorizar que a União e demais pessoas jurídicas ali mencionadas figurassem no pólo passivo dos juizados federais. AgRg no AgRg no CC 87. Precedentes citados: CC 73. Paternidade. e CC 83. representa a existência de lides de maior complexidade probatória. DJ 4/10/2007. ser demandadas no juizado especial cível. ao julgar recurso repetitivo (art. REsp 512. Outrossim. Precedentes citados: REsp 911. temas impugnados pela agravante. diferentemente do que se verifica nos juizados estaduais. Trata-se de ação ajuizada com o objetivo de que as pessoas políticas demandadas fornecessem medicamentos de uso continuado para a autora. DJ 17/10/2005. “Se não houvesse esperança. REsp 1. n. por si só. julgado em 14/10/2008. incide a Lei n. movidas entre os usuários e a concessionária de serviços de telefonia.259/2001 admite expressamente a possibilidade de prova técnica. o citado dispositivo deve ser interpretado de forma lógico-sistemática. 10. quanto à prova técnica. Tarifa básica. nos termos da jurisprudência firmada na Súm. ressaltou que os juizados especiais foram criados com o objetivo de facilitar o acesso à Justiça. Para que alguém seja demovido da sua condição de pai. Pode ser tudo feito no mesmo processo.099/1995 onde a Lei n. DJ 1º/9/2008. não estaríamos lutando”.259/2001. ponderou-se em relação à aplicação subsidiária da Lei n. 10. o art.

e AgRg no REsp 809. julgado em 9/6/2004. como assistente. não há comunhão de interesses.097-AL. não se verifica a nulidade apontada e. Teori Albino Zavascki. Luiz Fux. No REsp. é detentor de mera expectativa de direitos. Isso porque o candidato aprovado. Min. Ademais. Assistente litisconsorcial. Nulidade.400-ES. 50 do CPC). DJ 10/9/2007. Concurso. Quanto à nulidade por ausência dos aprovados como litisconsortes necessários. acarretará a inabilitação para o exercício profissional da agravante. ela não pode prosperar. admitindo-a. a controvérsia suscitada pelo município é quanto à existência de litisconsórcio necessário de todos os aprovados e do órgão municipal ao qual se destinavam as vagas do certame. Por causa da nulidade. AgRg no REsp 860. nessa parte. (Autor desconhecido) . 2. pois a sentença nos autos da ACP afirma que o concurso destinava-se a preencher os cargos da prefeitura. Assim. MS 9. REsp 902.948 – que determinou a emissão e registro de diplomas no referido curso – e. Precedentes citados: AgRg no Ag 782. seu comparecimento espontâneo supre a ausência de citação (art. sua posição se enquadra na hipótese de assistência litisconsorcial (art. A Seção negou provimento ao agravo.431-RS. No que se refere à nulidade por ausência de citação do órgão municipal de serviços de água e esgoto. para anular a Portaria do Ministério da Educação n. Rel. Trata-se de nulidade de concurso para provimento de cargos em prefeitura decretada em ação civil pública (ACP). Note-se que o MS foi impetrado pelo Conselho Federal de Medicina. Relator. pois tem a pretensão de ingresso no feito para defender diretamente direito próprio. também. do CPC). na presente ação mandamental. negou-lhe provimento. com esse entendimento. DJ 26/3/2007. ela esbarra em matéria fática probatória. Litisconsórcio. DJe 1º/9/2008.446-RJ. DJ 20/9/2007. a Turma conheceu em parte do especial e. Ressaltou-se. que a parte assistida é o ministro da Educação.924-AL. Rel. não houve nomeação de qualquer candidato aprovado. § 1º. Terceiro. 214. “Se não houvesse esperança. mas explicitou que se justifica a intervenção da agravante como terceiro interessado. Sendo assim. em razão de comprovada fraude no certame.LITISCONSÓRCIO 21/76 Ms.469-DF. julgado em 13/4/2010. Dessa forma. não estaríamos lutando”. segundo o Min. AgRg no REsp 919. Intervenção. REsp 968. DJ 5/2/2007.090-AL. conforme pleiteado. enquanto não houver nomeação. Min. se concedido. ainda. Trata-se de agravo regimental interposto pela profissional habilitada em optometria contra decisão que a inadmitiu como litisconsorte passiva necessária.

por outro município. essas sentenças não se enquadrariam nas hipóteses de admissão da ação rescisória (art. a nulidade por falta de citação deve ser suscitada por meio de ação declaratória denominada querella nullitatis. julgado em 19/3/2009. Da interpretação do art. do STJ: REsp 62. 46 do CPC e não haja incompatibilidade absoluta de competência e procedimentos. ainda. Citação. porém não registrados no tribunal de origem. não há como vislumbrar incompatibilidade dos pedidos formulados em virtude do caráter sucessivo que lhes conferiu a petição inicial: esse escalonamento contorna pretensa falta de harmonia entre os pleitos. Litisconsorte. Min. Benedito Gonçalves. julgada em 22/9/2010. é viável o ajuizamento conjunto de ações conexas pela causa de pedir com pedidos sucessivos contra réus diversos (litisconsórcio eventual). no entanto posiciona-se em sentido diverso. por afrontar o princípio do contraditório. segundo o Min. em vez da ação rescisória prevista no art. é cabível a qualquer tempo a ação declaratória de nulidade. por maioria. atinge a eficácia do processo em relação ao réu e a validade dos atos processuais subsequentes.LITISCONSÓRCIO 22/76 Qo. Dois municípios. o Min. de sentenças tidas como nulas de pleno direito. Litisconsorte passivo necessário. Precedente citado: REsp 639. 46. que exige a existência de decisão de mérito com trânsito em julgado. há que reintegrar ao pólo passivo da demanda o município indevidamente excluído pelo juízo e devolver os autos a ele para que dê continuidade ao feito. a Seção. Rel. e AR 771-PA.185-SC. Trata-se.853-GO. Mauro Campbell Marques. prossiga o feito. QO no RMS 30. porém foi surpreendida com a cobrança. AR 569-PE. Intimação. do ISS referente à mesma atividade desempenhada. não estaríamos lutando”. No caso dos autos. sendo certo que essa situação de antagonismo é própria do litisconsórcio eventual. Esse vício. O conflito de interesses instaurado entre os municípios não é empecilho à inclusão de ambos na demanda. Por fim. 289 do CPC. no curso do pedido de vista dos autos. o que resultou na falta da devida intimação deles para apresentar contrarrazões. Assim. a recorrente ajuizou ação anulatória de débito tributário em desfavor do segundo município. a partir daí. ausente ou sendo nula a citação. DJ 30/8/1983. Cobrança. Relator. que não possui prazo para sua propositura. por unanimidade. daí configurada a conexão a autorizar o litisconsórcio passivo (art. vê-se que ambas as demandas ostentam causa de pedir comum: a prestação de serviços que desencadearam a obrigação de recolher o ISS. desde que atendidos os requisitos genéricos do art. 485 do CPC. Assim. Em vez de ação rescisória. STJ Informativo 448 – 1ª Seção “Se não houvesse esperança. §§ 1º e 2º). Relator em virtude de. Assevera que aquela decisão transitada em julgado não atinge o réu que não integrou o polo passivo da ação. Rel. com pedido sucessivo de repetição de indébito contra o primeiro. local em que prestou serviços de engenharia. Castro Meira. pois não há previsão quanto à inexistência jurídica da própria sentença atingida de vício insanável. ou ainda quando prolatadas em processo em que falta citação válida ou quando o litisconsorte necessário não integrou o polo passivo. (Autor desconhecido) . DJ 1º/8/2005. que ocorrem. a fim de que possam apresentar suas contrarrazões.565-SC. Diante disso. jungida às características do litisconsórcio eventual. DJ 26/02/2007. 485. do CPC). que ainda são consideradas inexistentes. Querella nullitatis. nesses casos. decidiu no mesmo sentido e o Supremo Tribunal Federal também entende que a existência da coisa julgada é condição essencial para o cabimento da ação rescisória. Iss. por exemplo. decidiu anular todo o julgamento iniciado e determinou que os litisconsortes passivos sejam intimados neste Superior Tribunal. julgada em 11/5/2010. Nesse contexto. motivo pelo qual. DJ 17/12/2004. extinguiu a ação rescisória sem julgamento de mérito. Trata-se de questão de ordem suscitada pelo Min. Min. Observa. para que. Precedentes citados do STF: RE 96.374-GO. Com esse entendimento. A recorrente recolheu o ISS a determinado município. em questão análoga. a Turma. III. Falta. ter sido anexada petição para juntada de substabelecimento a qual evidenciou a existência de litisconsortes passivos necessários. Min. Relator que este Superior Tribunal. Desse modo. Diante disso. I a IX. REsp 727. quando as sentenças são proferidas sem assinatura ou sem dispositivo. a ação principal tramitou sem que houvesse citação válida de litisconsorte passivo necessário. ao prosseguir o julgamento. Rel. ressalta não desconhecer a existência de respeitável doutrina e jurisprudência que defendem a admissibilidade da ação rescisória na hipótese.233-SP.

Quando o terceiro é chamado a intervir é modalidade de intervenção provocada. Assistência32 33 Oposição (AD EXCLUDENDUM) Ou provocadas ou Coactas – aqui o terceiro ingressa porque é obrigado34 CLASSIFICAÇÃO Intervenções Provocadas ou Forçadas Provocada pelo autor Denunciação da lide Chamamento ao processo Nomeação à autoria Provocada pelo réu Macete: As que começam com vogal são Espontâneas e as que começam com consoante são Provocadas Embargos de terceiro: Há quem entenda que os embargos de terceiro seria mais uma hipótese de intervenção de terceiros. A regra segundo a qual a assistência é modalidade de intervenção de terceiros voluntária. 32 31 “Se não houvesse esperança. a forma como ele ingressará é que dará ensejo as modalidades de intervenção de 3 o. (Autor desconhecido) . Só nesse caso é que irá intervir. O assistente só intervém se quiser. Um motivo leva um terceiro a intervir e de alguma forma ele intervém. ingressa na relação processual em razão de relação jurídica que envolva o autor. Aqui o terceiro ingressa porque quer. há sempre intervenção de terceiro forçada.Assistência na fase recursal: sobre o assistente. Observação: o tema é altamente polêmica variando de autor par ato administrativo abordagem!!! Parte Terceiro Intervenções Voluntárias ou Espontâneas31 Parte é todo aquele que pede e aquele em face de quem se pede alguma coisa Por exclusão. o terceiro assistente intervém sem ser chamado para tal.INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 23/76 CONCEITO É o meio processual através do qual o terceiro. mas é assistência na fase recursal. Há assistência voluntária nesse senti do. não será chamado a intervir. Ou seja. ou seja. o assistente não é chamado a intervir. o réu ou o objeto da demanda. Topologia: Apesar de estar fora do capítulo de intervenção de Terceiros 33 Recurso de terceiro prejudicado . quando ele ingressa recorrendo. isso é recurso de terceiro prejudicado. não estaríamos lutando”. Intervém se ele ficar sabendo da existência da ação. 34 Citação: observação: quando há citação. é todo aquele que não é parte no processo. Na intervenção de terceiro a gente tem a seguinte figura: A e B litigando e um terceiro querendo ingressar no processo. que não é parte no processo.

sem substituí-la. 77/80) Quando terceiro ingressa no processo para substituir uma das partes Oposição (art. por ser dono da outra metade do terreno.INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 24/76 Coadjuvantes Excludentes (AD CODIUVANDUM) Quando o terceiro ingressa no processo por ter uma relação jurídica com uma das partes. em decorrência de sua legitimidade passiva. (Autor desconhecido) . Logo “A” nomeará à autoria “B”. 56/61) Nomeação à autoria35 (62/69) Amigo da corte: Há quem entenda que o “amigo da corte” é uma espécie especial (sui generis) de terceiro interveniente. sendo considerado pelo STF como “colaborador informal do juízo”. 35 “Se não houvesse esperança. mas ele sé é proprietário de 25m². AMICUS CURIAE? Existem hipóteses que mesmo excluindo o outro. É o que ocorre na hipótese que “A”é demandado como se fosse dono de um terreno de 50m². não estaríamos lutando”. 50/55) Recurso de terceiro prejudicado (art. 499) Denunciação da lide (art. se ndo tão somente caseiro (detentor) da outra metade que pertence a “B”. mas permanecerá no processo em razão de sua legitimidade passiva. 70/76) Chamamento ao processo (art. Assistência (art. o nomeante à autoria permanece no processo.

de 2002) Art. (Redação dada pela Lei nº 10. Primeira Seção. DJ 22/10/2007 “Se não houvesse esperança. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição.444. poderá intervir no processo para assistila.Da Assistência37 (arts 50 a 56) Art. o terceiro. estende os seus efeitos ao adquirente ou ao cessionário. § 2o O adquirente ou o cessionário poderá.Seção II . 280. sem que o consinta a parte contrária. § 1o O adquirente ou o cessionário não poderá ingressar em juízo.ASSISTÊNCIA 25/76 CONCEITO CPC – livro I . julgado em 27/06/2007.597/DF. Não há possibilidade de o assistente ingressar no processo. não altera a legitimidade das partes. pois não formula pedido e nada se pede em face dele. Art. ocorrendo a mesma situação em se tratando de “recurso de terceiro prejudicado”. Rel. sem que esteja buscando a vitória do assistido Espécie de intervenção de terceiro voluntária e coadjuvante. validamente. (Autor desconhecido) . o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. não estaríamos lutando”. NATUREZA JURÍDICA Sendo espécie de legitimação extraordinária. ajudar. que não se confunde com o interesse pessoal ou meramente financeiro. 37 Significa prestar auxílio ou assistência a. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. o entendimento plenamente majoritária é o de que a assistência é modalidade de intervenção de terceiros. por ato entre vivos. socorrer 38 Vide STJ: MS 10. mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra. Ministro João Otávio Noronha. substituindo o alienante. ou o cedente. Ocorre quando terceiro que tem interesse jurídico na causa ingressa na relação processual com o objetivo de auxiliar uma das partes a obter uma sentença favorável a ela. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. sendo mero auxiliar É fundamental a presença de interesse jurídico38. A alienação da coisa ou do direito litigioso. intervir no processo. que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. no entanto. na qual o assistente simples é parte secundária sempre ficando submetido à parte principal 36 Apesar de estar fora do capítulo VI do CPC que trata da intervenção de terceiros. assistindo o alienante ou o cedente. § 3o A sentença. O assistente não é parte. a título particular. 42. proferida entre as partes originárias. salvo a assistência. 50. Parágrafo único.

a lei está admitindo uma assistência sem interesse jurídico. 5º A União poderá intervir nas causas em que figurarem.: interesses de outra natureza não justificam a assistência. 109. a assistência não se confunde com a modalidade intervenção sui generis prevista na Lei 9.469/97 (assistência atípica). se for o caso. 40 CRFB Art. fundações públicas. serão consideradas partes. ainda que indiretos. A lei exige um interesse econômico ou de fato. para justificar a sua intervenção no processo. esta deverá ser indeferida de plano pelo juiz. independente da demonstração de interesse jurídico. para fins de deslocamento de competência. para fins de deslocamento de competência. ainda que os reflexos sejam meramente indiretos e de natureza meramente econômica. podendo esclarecer questões de fato e de direito. basta que a pessoa jurídica de direito público vislumbre a possibilidade de ser atingida pela sentença. assistentes ou oponentes. (Autor desconhecido) . sociedades de economia mista e empresas públicas federais. de natureza econômica. uma assistência atípica. hipótese em que. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras. nas causas cuja decisão possa ter reflexos. podendo juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria e. 50 caput: Jurídico Existência de uma relação jurídica entre uma das partes e o terceiro assistente Possibilidade de vir a sentença a influir na referida relação Obs.as causas em que a União. como autoras ou rés. empresa pública ou fundação federal geram o deslocamento da competência para a justiça federal40. As pessoas jurídicas de direito público PODERÃO. Assim sendo. INTERESSE Patrimonial 39 Ou seja. 50 caput do CPC LEI Nº 9. autarquia. Em regra. caso seja requerida assistência sem interesse jurídico. Essa regra não se aplica às pessoas jurídicas de direito público. juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria e. rés.ASSISTÊNCIA 26/76 Art. não estaríamos lutando”. hipótese em que. independentemente da demonstração de interesse jurídico39. se for o caso. intervir. Destaque-se que a intervenção da União. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. recorrer. será considerada parte. Nesta. Aos juízes federais compete processar e julgar: I .469/ 1997. autarquias. Parágrafo único. Art. recorrer. exceto as de falência. para esclarecer questões de fato e de direito. nos moldes do art. “Se não houvesse esperança.

191). como porque exige. tendente a servir à presteza ideal imposta pela natureza teórica da pretensão nele deduzida. em razão da ausência de lide. no passivo. (Alcides Mendonça Lima. Lei nº 12. 16 ed. repele aplicação de normas desse Estatuto que lhe contrariem regras expressas. ingressar no processo em qualquer de suas fases. a lei específica. perante o padrão ordinário disciplinado pelo Código de Processo Civil.016/2009 art. 24 Aplicam-se ao mandado de segurança os arts.869. no processo de execução. Lumen Juris. a princípio estaria afastado o cabimento da assistência. 42 Esse contraditório incidental.ASSISTÊNCIA 27/76 Art. em cujo seio. Rel. sua especialidade. sendo que a execução forçada 2ª corrente não se destinaria a uma sentença. Comentários ao CPC). a qual. pois. não se acomoda à celeridade votada à ação de segurança. In MS 24. Ministro Joaquim Barbosa. “A assistência é cabível a qualquer tempo. 46 a 49 da Lei nº 5. assim porque não exclui do pólo ativo quem apareça como co-titular do direito subjetivo afirmado. Não cabe assistência no processo objetivo (controle concentrado de constitucionalidade).. excluiu todas as modalidades de intervenção. 41 “Ninguém tem dúvida de que. a presença de todos quantos devam suportar a eficácia da sentença mandamental”. INCOMPATIBILIDADE Execução Juizado especial Controle concentrado Admite a assistência simples. Rel.099/95 Art. desde que se vislumbre a 2ª corrente possibilidade do assistente simples ser atingido reflexamente pela sentença (Ubiratan de Couto Maurício: Assistência Simples). Vol.414/DF (Rel. DJ 21/08/2000). não por outra razão. Seu cabimento tão-somente em embargos do devedor. senão figura que. e o recebendo no estado em que se encontra”. DJ de 21/11/2003. Min. não estaríamos lutando”. e em qualquer grau de jurisdição. informativo do STF 496) e recurso especial (AgRg no REsp 196656/RJ. pois na execução em si não haveria o que auxiliar. de 11 de janeiro de 1973 . mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra41. Humberto Theodoro Júnior).337 – RJ 1ª corrente Jurisdição Voluntária Pela teoria clássica. Ministro Barros Monteiro. 50 Parágrafo único. (Autor desconhecido) . Não se admitirá. Tribunal Pleno. podendo reconhecida de plano e sem estrépito. o STF e o STJ admitem o ingresso de assistentes em sede de recurso extraordinário (RE 550. CEZAR PELUSO. Assistentes em sede de recurso extraordinário: Nessa linha. p. Mandado de segurança42 O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir. no processo. tal como a oposição. e é ainda de todo incompatível com o chamado "incidente de intervenção". A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição. previsto no art. Admitir-se-á o litisconsórcio. no seu caráter manifestamente sumário. 2007. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. I.Código de Processo Civil. em mandado de segurança. julgado em 18/05/2000. 10. O litisconsórcio não é forma de intervenção de terceiro. assistência ou intervenção de terceiros. CABIMENTO A assistência é admitida no processo de conhecimento (seja ordinário ou sumário). mas apenas a realização material do direito do credor. (Alexandre Freitas Câmara. no processo cautelar e nos procedimentos especiais. 51 do mesmo Código . respectivamente. Vide STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4. concerne à regularidade subjetiva do processo. por natureza. desde 1974.Admite sem contestações (por todos: Nelson Nery 1ª corrente Junior. 9) “Se não houvesse esperança. Lições de direito processual civil. conquanto destituído de eficácia suspensiva do processo. o procedimento do mandado de segurança tem. podendo o assistente. p.769-QO/RJ. Majoritária . Quarta Turma. Lei nº 9. ou titular de direito conexo.

Não é possível desocupar o bem sem a rescisão do motivo que faz réu estar no bem. que poderão intervir no processo como assistentes. provado o seu interesse jurídico no julgamento favorável ao locador.á ciência do pedido aos sublocatários. o terceiro. terminando o processo. porém. Como a posse do locatário é contratual primeiro precisa rescindir o contrato. o locatário praticou uma infração contratual. Caso o locador. Essa ação de despejo é na verdade uma ação de rescisão contratual cumulada com reintegração de posse. Nessas demandas. desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos. ou outra parte do feito. essa infração contratual consistente em dar a coisa em sub-locação sem que o locador consinta é motivo suficiente para uma ação de despejo.É o caso do sublocatário. Então. essa ação de despejo na doutrina é implicitamente uma ação de rescisão 47 Art. há uma relação jurídica principal que é a relação de locação. Em síntese: aqui. porque a relação jurídica que se discute no processo não lhe pertence. a ação de despejo tem que ser proposta em face do sublocador. 48 (Cespe/ DPE Alagoas 2009) Considerando que o locador de um imóvel comercial seja citado para responder a uma ação em que terceira pessoa. O sublocatário não tem legitimidade para figurar no pólo passivo. que é um contrato de locação. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. despejo. o sublocatário. por isso que ele ingressa. O assistente simples é titular de uma relação jurídica distinta da discutida em juízo. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido. 46 Então. aquele que teria interesse jurídico para intervir. Então. ele apenas auxilia uma das partes. Então. 2º Qualquer que seja o fundamento da ação dar . essa rescisão contratual cumulada com reintegração de posse ganhou um nome específico. se o locador não concorda ou nega expressamente e mesmo assim ele celebra o contrato. quer contratual. de acordo com a teoria da asserção é só incluído no pólo passivo quem tem legitimidade. pode recorrer contra a decisão proferida nesse processo44. (Autor desconhecido) .assistente litisconsorcial: o assistente litisconsorcial é titular da relação jurídica de direito material discutida no processo. este não poderá ingressar no feito em tal condição. Se o locador obtiver êxito na ação de despejo que promove contra o locatário/sublocador quem terá que desocupar o imóvel será o sublocatário (terceiro atingido reflexamente pela sentença).245/91 Art. não promova a denunciação do locatário à lide. possui interesse jurídico que o legitima a intervir na condição de condição de assistente simples da parte ré45 46. Não tem relação jurídica de direto material com a parte contrária. por possuir uma relação jurídica com o sublocador. ele ser reintegrado na posse. então. Aquele que poderia ser assistente simples mais ainda não ingressou. mas recebe outro nome. quando ajuíza a ação de despejo ele quer o bem de volta. o assistente Não defende direito próprio. Ele pode celebrar o contrato. O locador na qualidade de autor vai ajuizar uma ação em face do locatário (réu). 43 Lei nº 8. a possibilidade de o locatário ingressar no feito como assistente. dependente da relação jurídica discutida no processo 43. Já o assistente simples não teria legitimidade para ser litisconsorte. pleiteie a posse do bem locado. não estaríamos lutando”. 4748 Não recebe o mesmo tratamento que o litisconsorte Distinção . Então. Contrato travado entre locador e locatário – relação jurídica locatícia. mas o pedido não será julgado procedente porque não há relação jurídica transferiu ao locatário a posse direta. pode recorrer contra a decisão judicial proferida no processo. julgue os itens a seguir. Então. que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. poderá intervir no processo para assisti-la. dizendo-se legítimo possuidor. no que tange ao objeto do processo. até porque se cuida de hipótese de intervenção de terceiros provocada. Resta. ele não é titular da relação jurídica discutida no processo. mas não interveio. 44 Esse recurso da pessoa que poderia ser assistente é o chamado recurso de terceiro prejudicado. O locatário até sem o consentimento do locador pode fazer sublocação ou contra a vontade dele. Então.ASSISTÊNCIA 28/76 PODERES DO ASSISTENTE Assistência Simples ou Adesiva Art. cessa a intervenção do assistente. o assistente simples tem uma relação jurídica dependente daquela discutida no processo. 59. de direito material entre locador e sublocatário. Ele poderia ser litisconsorte. 45 Nesse exemplo clássico de assistência é obrigatória sua notificação (a lei usa a expressão “dar a ciência”) para intervir como assistente. Em razão dessa dependência a decisão proferida no processo poderá atingir o assistente. 50. Na verdade o locador conservou a posse indireta. “Se não houvesse esperança.se . na verdade ele que a posse direta de volta. EXEMPLO CLÁSSICO . 53. casos em que. despejo. porém. celebra um contrato de sublocação. de que trata o artigo 499 do CPC.

52. prestar depoimento pessoal. 54. participar das audiências etc. reconhecer a procedência do pedido. transigir sobre o objeto litigioso. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido. aditar a petição inicial ou a contestação. pois mesmo o assistente litisconsorcial não pode impedir a prática de atos pelo assistido. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente. opor exceção de incompetência. há quem admita a oposição da exceção de incompetência pelo assistente. Prática de atos dispositivos pela parte principal Prática de atos dispositivos pela parte principal: o assistente simples não participa de atos dispositivos. Art. Parágrafo único. reconvir. desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos. modificar o pedido ou a causa de pedir. o assistente será considerado seu gestor de negócios. exercerá os mesmos poderes e sujeitar-se-á aos mesmos ônus processuais que o assistido. confessar. Tratamento Pagamento de Custas É condenado nas custas proporcionais Art. Na verdade é caso de substituição processual. 53.ASSISTÊNCIA 29/76 Se for ASSISTENTE SIMPLES49. o assistente será condenado nas custas em proporção à atividade que houver exercido no processo. 32. “Se não houvesse esperança. porém. Se o assistido ficar vencido. não estaríamos lutando”. Produção de provas Pode produzir provas. O assistente atuará como auxiliar da parte principal. (Autor desconhecido) . Sendo revel o assistido. toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. casos em que. requerer diligências. se o assistido réu não o fez no prazo da resposta – se o assistido for revel. não pode. cessa a intervenção do assistente. praticar atos que digam respeito à lide das partes. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. Art. 54: Art. apresentar razões. 49 Sendo assistente litisconsorcial aplica-se o art. Art. ajuizar ação declaratória incidental. 52. O assistente será “gestor de negócios”. Gestor de Negócios Se o assistido for revel. recorrer. terminando o processo. contudo tal gestão somente dá-se no âmbito processual. Atuação Subordinada Como por exemplo: desistir da ação.

ASSISTÊNCIA 30/76 Assistência Qualificada ou litisconsorcial Art. não estaríamos lutando”. 54. o assistente  Defende direito próprio. toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. O assistente também é titular da relação jurídica discutida no processo. Ex. quanto ao pedido de intervenção. 51. no que tange ao objeto do processo. Aplica-se ao assistente litisconsorcial. não auxiliando diretamente uma das partes. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente. O assistente tem relação jurídica de direito material com a parte contrária vinculada com a mesma demanda. (Autor desconhecido) . Em síntese: aqui. sua impugnação e julgamento do incidente.  Recebe o mesmo tratamento que o litisconsorte “Se não houvesse esperança. o disposto no art. O assistente ingressa no processo para auxiliar uma das partes e com isso também defender direito próprio. Parágrafo único.  Tem relação jurídica de direto material com a parte contrária.: caso do co-proprietário que decide intervir no processo movido pelo outro co-proprietário em face de terceiro.

com a sua admissão ao processo. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. mas não evita que os outros litisconsortes pratiquem o ato. isso ocorrendo. Deste modo. Barbosa Moreira. 51 O art. ou seja. Sendo assim. vigora a autonomia dos atos. 320. não prejudicando. Sua atividade não se sujeita à vontade do assistido. Revelia Recursos A doutrina majoritária (STJ. I do CPC é sempre aplicável. alterar o pedido ou a causa de pedir. 509. ou seja. a função da confissão. ou seja. no entanto. apesar de ser um ato processual. contudo. 320. algum deles contestar a ação. ajuizar ação declaratória incidental. todavia. A revelia não induz. (Autor desconhecido) . Não pode. a prova produzida passa a ser uma prova do processo independentemente de quem a produziu. se o ato praticado for benéfico. é ineficaz se não for praticada por todos. não gera efeito nem pra quem praticou e nem para os demais litisconsórcios. mas é como se fosse. ele não assume esta posição. a autonomia do art. Provas 50 O assistente litisconsorcial é considerado como um verdadeiro litisconsorte [CPC: art. caput do CPC trata da confissão como meio de prova. 48 do CPC. o art. como qualquer outro meio de prova. No entanto.ASSISTÊNCIA 31/76 Tratamento Para a maioria da doutrina. gerando efeitos apenas para ele. Direito material Direito processual Atos de disposição de Direito Renúncia. Se um dos litisconsortes unitário quiser renunciar seu direito de recorrer. Para Alexandre Freitas Câmara. Art. a confissão de um dos litisconsortes não tem o mesmo poder de persuasão que a confissão feita por um réu único. dispondo que a confissão de um litisconsorte somente vincula a ele (confitente). a ideia da autonomia é afastada sempre. estes atos seriam desprovidos de eficácia se a eles se opusesse o assistido. Ou seja. Na verdade. praticar os seguintes atos: reconvir. Dinamarco). que. e. Se o litisconsórcio for unitário. ele poderá renunciar. 509 se limita ao litisconsórcio unitário. é convencer o juiz. o art. 48 é aplicável. No tocante aos outros direitos processuais. ele gerara efeito também para quem não o praticou. Envolve o direito de ação (desistência do processo) e outros direitos processuais. reconhecimento jurídico do pedido e transação (sucumbência recíproca).se. no caso do litisconsórcio simples não há a aplicação do art. A confissão judicial faz prova contra o confitente. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . desistir da ação. Art. Contudo. Vigora o princípio da comunhão das provas. havendo pluralidade de réus. assim. ele não é (pois não formula pedido e em face dela nada é formulado). não estaríamos lutando”. ou seja. 54]. renunciar ao direito sobre que se funda a ação ou reconhecer a procedência do pedido. porém. 509. o Código tem a intenção de dispor que o juiz deve analisar a confissão perante as outras provas produzidas. “Se não houvesse esperança. apenas passa ser tratado desta forma50. deve-se aplicar o princípio da comunhão das provas. Assim. por exemplo. pode agir com absoluta independência e autonomia em relação à parte assistida. 48. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. Art. mas sim do art. entende que o art. O mesmo ocorre com a desistência. De fato. Não se aplica o art. 350. os litisconsortes. 48 é inaplicável a qualquer litisconsórcio seja ele simples ou unitário51. 350. o assistente litisconsorcial passa a ser litisconsórcio facultativo unitário. o ato praticado por um só dos litisconsortes é plenamente ineficaz. Os atos de disposição de direito material somente geram efeitos se praticados por todos os litisconsórcios.

os fundamentos fáticos e jurídicos tornam-se imutáveis e indiscutíveis para o assistente. O assistente desconhece tais provas ou alegações e. pois se exige que haja também uma pluralidade de advogados52. o assistente não poderá voltar a discuti-la em outro processo. do art. Verifica-se se decisão é justa analisando-se os seus fundamentos. Pode-se concluir ainda que se somente um litisconsorte recorrer. Dessa forma. 53 Mas o que é que significa justiça da decisão? Justiça da decisão nada mais é do que a fundamentação utilizada pelo juiz na sentença. por isso. Assim. uma vez configurada uma das hipóteses dos incisos I e II. para recorrer e. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. de modo geral. já que somente este possui interesse recursal. Importante: o assistente será alcançado tanto pela justiça da decisão (pelo fato de ser assistente) como pelo dispositivo da sentença. 191 do CPC prevê um prazo em dobro para todo ato processual. Justiça da Decisão Obs. Para o assistente a justiça da decisão é imutável e indiscutível. ou seja. 55. para falar nos autos.pelo estado em que recebera o processo. assim. (Autor desconhecido) . 55. por dolo ou culpa. no caso do assistente. o prazo recursal será simples. salvo se alegar e provar que: I . São os argumentos que firmaram o convencimento do magistrado.ASSISTÊNCIA 32/76 Art. Já para o assistente o que se torna imutável é a justiça da sentença. as razões de decidir.desconhecia a existência de alegações ou de provas.qualidade que o torna imutável e indiscutível – vinculando as partes. A Súmula 641 do STF dispõe que havendo apenas um litisconsorte sucumbente. ou pelas declarações e atos do assistido. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. Art. de que o assistido. Quando um juiz profere uma sentença de mérito apenas o dispositivo é alcançado pela coisa julgada material . opera-se justamente o contrário do que ordinariamente ocorre. “Se não houvesse esperança. cumpre esclarecer que. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. Transitada em julgado a sentença. discutir a justiça da decisão53. São casos de exceptio male gesti processus: a) Sempre que o assistente não conseguir atuar de forma significativa no convencimento do juiz. fora impedido de produzir provas suscetíveis de influir na sentença (ausência de ampla defesa). este não poderá. não se valeu. Prazo Não há diferença entre os litisconsortes simples e unitários. acaba tendo uma atuação menos efetiva do que poderia ter tido. 191. do CPC. em grau recursal não haverá mais litisconsórcio. não estaríamos lutando”. Essa eficácia da intervenção. não basta que haja litisconsórcio. o assistente não ficará vinculado à justiça da decisão. de modo que poderá tornar a discuti-la em demanda futura. II . O art.: o assistente simples nunca suporta a coisa julgada material porque ele não é titular da relação jurídica de direito material 52 Súmula 641 – Não se conta em dobro o prazo para recorrer. Pelos precedentes da súmula. não é absoluta. percebe-se que se houver mais de um litisconsorte sucumbente com o mesmo patrono o prazo também será simples. por culpa ou dolo. A eficácia da intervenção está ligada à imutabilidade e indiscutibilidade da justiça da decisão. em processo posterior. entretanto. no entanto. Assim. se o assistente litigar em outra demanda contra o autor ou o réu da demanda inicial não poderá mais voltar a discutir os fundamentos da decisão anterior. pra todos os recursos subseqüentes o prazo será simples. se este impedir que o assistente participe de forma mais contundente. omitir alegações e provas que poderiam ser usadas na demanda judicial. na causa em que interveio o assistente. b) Quando a postura assumida pelo assistido. Entretanto. Isso pode ocorrer em razão do momento do ingresso ou em razão da atuação do assistido. Interessante observar que.

salvo demonstrada a possibilidade de lesão grave ou de difícil reparação (por todos: Athos Gusmão Carneiro. o pedido do assistente “será” deferido. não estaríamos lutando”. Porque ele dá impressão de que se não houver a impugnação está deferido o pedido de ingresso e não é assim automático. Se o interesse jurídico não estiver presente o juízo deve indeferir o ingresso do terceiro. SEM SUSPENSÃO do processo. Admitia-se a assistência porque o pedido de assistência não provoca tumulto na relação processual. Não havendo impugnação dentro de 5 (cinco) dias.determinará. sem interlocutória. A decisão do juiz que admite ou não o ingresso de terceiro. que tiver interesse jurídico assistente deverá requerer sua intervenção por meio de petição em que a sentença seja favorável a uma delas. Intervenção de Terceiros). 56 É decisão interlocutória pelo simples fato de não estar nos artigos 267 e 269. (Autor desconhecido) . poderá intervir no demonstrando o interesse jurídico que a justifique. que falece ao terceiro interesse jurídico que justifique a intervenção). porém. 51. decidirá no prazo de cinco dias Art. b) contra a decisão que defere o pedido de assistência cabe. a fim de serem autuadas Havendo impugnação (que deverá se voltar à demonstração de em apenso. que falece ao assistente interesse jurídico para intervir a bem do assistido. autorizará a produção provas. até mesmo no sumário. Assim sendo. O ingresso de terceiro com assistente depende da presença de interesse jurídico. é uma decisão I . o incidente. o Todo aquele que desejar intervir no processo na condição de terceiro. a princípio. o Se houver impugnação. suspensão do processo. 50. 55 Trata-se de prazo impróprio. III . agravo retido. que não admitia a intervenção de terceiro (até recente reforma) salvo assistência. o procedimento não é afetado pelo pedido de assistência. de 5 Agravo A modalidade. porque ou não há impugnação e juiz decide nos próprios autos ou há impugnação e forma-se um apenso que não suspende o processo. processo para assisti-la. no entanto. segundo entendimento majoritário. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. de prova (se necessária) e. autua em apenso para o juiz decidir. o juiz decide nos próprios autos54.decidirá. determinará o II . Requerimento Impugnação A doutrina diz que esse artigo 51 não pode ser interpretado literalmente.autorizará a produção de desentranhamento da petição e da impugnação. caso em que seria uma sentença. a lei admite a assistência em todo e qualquer procedimento. Tumulto no processo: O pedido de assistência não pode provocar tumulto no processo. Então. Se desentranhamento da petição e da não houver impugnação. pelo que a sua não observância não gera preclusão. na seqüência. 54 “Se não houvesse esperança. dependerá do resultado da decisão: a) contra a decisão que indefere o pedido de assistência cabe agravo de instrumento. o juiz: Decisão A decisão do juiz.ASSISTÊNCIA 33/76 PROCEDIMENTO DA ASSISTÊNCIA Art. impugnação. o juízo deve analisar o interesse jurídico. se revestirá da natureza de decisão interlocutória56 desafiando recurso de agravo. mesmo que as partes não ofereçam impugnação. o magistrado. Se qualquer das partes alegar. dentro (cinco) dias55.

O Brasil possui um sistema no qual para o terceiro são abertas as mesmas vias recursais que são. mas tão somente a ameaça dela.ASSISTÊNCIA 34/76 RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO Art. não sendo parte no processo. poderá requerer Ihe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos. sofrer turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial. inventário. em casos como o de penhora. O recurso pode ser interposto pela parte vencida. defende bens que. ordinariamente. (Autor desconhecido) . depósito. enquanto o Recurso de terceiro prejudicado dura enquanto durar esse recurso. Diferença de Assistência Na assistência não se defende apenas interesse próprio. como naqueles em que devia oficiar (art. tendo por objeto a discussão sobre a ilegalidade da constrição judicial * os embargos de terceiro podem ser preventivos. arresto. reservados ou de sua meação. pretendendo fazê-lo agora com o fim de atacar o provimento judicial que lhe acarreta prejuízo. § 1o Os embargos podem ser de terceiro senhor e possuidor. como naqueles em que oficiou como fiscal da lei57. próprios. arrecadação. § 2o O Ministério Público tem legitimidade para recorrer assim no processo em que é parte. não estaríamos lutando”. alienação judicial. 1. partilha. mas o do próprio assistido A assistência em qualquer ato e vai durar o tempo que durar o processo. mas não fez antes da decisão. 57 Crítica: o Ministério Público na verdade tem legitimidade para recorrer nos processos em que oficiou. dispondo do mesmo prazo de que dispõem as partes para tal.046. É uma autorização para que o terceiro prejudicado utilize as mesmas formas de impugnação (recursos) que as partes podem utilizar para atacar determinada decisão Terceiro legitimado a recorrer é aquele que poderia ter intervindo no processo. cabendo ainda que não haja constrição. § 2o Equipara-se a terceiro a parte que. pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público. Diferença de Embargos de Terceiro O direito material da ação principal é irrelevante. Quem. não podem ser atingidos pela apreensão judicial. posto figure no processo. § 3o Considera-se também terceiro o cônjuge quando defende a posse de bens dotais. CPC Art. seqüestro. pelo título de sua aquisição ou pela qualidade em que os possuir. 499. abertas às partes. arrolamento. podendo o terceiro interpor qualquer dos recursos que às partes é lícito oferecer. 82 CPC) “Se não houvesse esperança. ou apenas possuidor. § 1o Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial.

280. . ficando. o exemplo clássico é do sublocatário.: ação de despejo. por ser ele terceiro juridicamente interessado que sofreu prejuízo com a intervenção. a dúvida já foi expurgada do ordenamento. é um recurso de terceiro prejudicado por nulidade porque ele não foi citado. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. menos o agravo retido desde que comprove na própria petição. mas tem a seguinte ressalva do professor que se fosse uma relação jurídica a mesma que foi tratada. que tem que mostrar o interesse jurídico que pode ser direto ou indireto. não estaríamos lutando”. ninguém entendeu o que o Alfredo Buzaid quis dizer com dúvida. 58 Ele não tem obscuridade. até porque dúvida numa ação judicial é ridículo. uma vez que é terceiro. pouco importa se a relação jurídica é direta ou indireta. Até mesmo o recurso extraordinário. e ele classifica que pode ser titular da relação jurídica debatida no processo. 499. desde que o terceiro demonstre prejuízo direto pela decisão em face da qual se recorre. porque ele não foi citado. nem ele conseguiu entender 60 Qualquer recurso pode ser interposto por terceiro prejudicado. pois Alexandre Câmara menciona isto. é caso até de ineficácia porque teria que se falar numa posição de litisconsórcio necessário é um caso até de ineficácia. ou melhor. por isso ele não pode agravar retido. impedido de intervir através da interposição de Autorização legal recurso. Procedimento ordinário É cabível. nada impede que o sublocatário apele contra a sentença que decretou o despejo. mas se ele é titular tudo bem.444. não tem o que fazer. a exi stência de qualquer tipo de prejuízo". 59 Ele não está presente no processo. pois tem que primeiro entrar com os embargos de declaração e aí sim suscitar o recurso extraordinário. não existindo este. o prejuízo de uma relação jurídica causado pela decisão recorrida. se ele não tem o famoso “OCO” que é: . segundo Alexandre Câmara. de 2002) Cabimento Procedimento sumário Limites Qual o único recurso que não pode ser interposto por terceiro prejudicado? . “Se não houvesse esperança. Não tendo ocorrido tal intervenção.ASSISTÊNCIA 35/76 Art. pois ele não tem como ter pré-questionado anteriormente. § 1o Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial. ou seja. assim como todas as demais hipóteses de intervenção de terceiro Art. não poderia ele ter intervindo no processo. Ex. nem contradição e omissão. que é o pré-questionamento. . uma vez que. porque classicamente o recurso do terceiro prejudicado é aquele que tem interesse jurídico indireto. por conseguinte. porque este recurso tem um problema. sua relação jurídica s ofreu um prejuízo em face da decisão recorrida. 60 Contudo segundo Fredie Didier Júnior: "não é da essência do conceito do instituto a existência de prejuízo jurídico. que debatia uma outra relação jurídica.OMISSÃO. salvo a assistência. todos os outros são suscetíveis de interposição pelo terceiro prejudicado. (Autor desconhecido) . pois se o caro tem dúvida. pois o terceiro prejudicado tem que primeiro entrar com o embargo de declaração59.CONTRADIÇÃO.OBSCURIDADE. pode o sublocatário consentido intervir no processo como assistente simples do locatário. este é o único problema em relação ao recurso extraordinário. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. porque haveria necessidade de ser ratificado numa eventual apelação. (comprovação de prejuízo) Ele precisa demonstrar interesse jurídico na causa. vai ter que demonstrar no recurso o seu interesse. (Redação dada pela Lei nº 10. só que ele vai buscar o recurso para anular tudo. então não decidiu. devendo ficar demonstrado o prejuízo jurídico que a decisão acarretou à sua esfera de interesses58.é o Agravo Retido.

Observavam. Trata-se de ação rescisória de possessória em que. mesmo já incluído o feito em pauta. que já é excepcional. não houve trânsito em julgado do acórdão em relação aos assistidos. julgado em 3/3/2009. DJ 4/4/2005. a ação rescisória julgada improcedente pelo TJ. REsp 535.2009. que. a interposição de recurso pelo assistente. Assistente. Carlos Britto e Eros Grau. haja vista que o concurso de muitos amici curiae implicaria a fragmentação do tempo disponível. a partir do julgamento da ADI 2777 QO/SP (j. DJ 10/10/2006. em que a autora ora recorrente (o cônjuge faleceu) questiona a devolução do prazo recursal aos assistentes e a possibilidade de interposição de recurso pelo assistente na ausência de manifestação expressa do assistido. muitas vezes.964-SP. Carlos Britto. nesse caso. ao fundamento de que precedentes versados a partir de julgamentos de recursos extraordinários não obstaculizariam uma ação cuja causa de pedir é aberta. Com esse entendimento. ADI 4071 AgR/DF. Entretanto. os Ministros Cármen Lúcia. Nancy Andrighi. sob uma perspectiva pluralística. e dificilmente mudariam sua conclusão. percebe-se que. o qual determina que as sociedades civis de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada passam a contribuir para a seguridade social com base na receita bruta da prestação de serviços. Menezes Direito.JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Intervenção de “Amicus Curiae”: Limitação e Data da Remessa dos Autos à Mesa para Julgamento A possibilidade de intervenção do amicus curiae está limitada à data da remessa dos autos à mesa para julgamento. interpor recurso. Ao firmar essa orientação. Por fim. No mais. o Tribunal. a modalidade de assistência que justificou o ingresso dos ora recorridos como assistentes simples ou litisconsorciais. 56 da Lei 9. rejeitou o pedido de intervenção dos amici curiae. Para a Min. o TJ deferiu o pleito e eles interpuseram embargos infringentes. bem como à capacidade de absorver argumentos apresentados e desconhecidos pelo relator. ponderou que a jurisprudência antiga era pacífica no sentido de permitir a interposição pelo assistente e de somente a manifestação expressa do assistido poder obstar a impugnação do assistente. Não há sentido para limitar o direito do assistente de. que solicitaram devolução do prazo recursal. Relatora. porque apresentado após a liberação do processo para a pauta de julgamento. DJ 22/4/1997. observadas as normas da Lei Complementar 70/91. já teria firmado sua convicção. ao encaminhar o processo para a pauta. hoje. 22. No entanto. retirasse o feito da pauta para apreciá-los. poderia invocar novos fundamentos. que proviam o recurso. Vencidos. o trânsito em julgado. em que o pronunciamento do Tribunal poderia levar em conta outros artigos da Constituição Federal. Considerou-se que o relator. no silêncio do assistido.385MT.4. que seria necessário racionalizar o procedimento. Mas.2008) e do RE 381964/MG (DJE de 26.11.868/99. Celso de Mello e Gilmar Mendes. Min. conferiria legitimidade às decisões do STF no exercício da jurisdição constitucional. em 27. os quais não examinados nos processos subjetivos em que prolatadas as decisões a consubstanciarem os precedentes. por maioria. mas isso não impediria que o relator.937-SP. salientavam que essa intervenção. Assim. Quanto à possibilidade de recurso interposto apenas pelo assistente. manteve-se a decisão agravada no sentido do indeferimento da petição inicial. REsp 585. haja vista que a norma impugnada tivera sua constitucionalidade expressamente declarada pelo Plenário da Corte no julgamento do RE 377457/PR (DJE de 19. da análise de trecho do acórdão recorrido.430/96.2008). ressaltou-se que a regra processual teria de ter uma limitação. Interposição. os Ministros Marco Aurélio.9. o Tribunal. na rescisória. ante a manifesta improcedência da demanda. também por maioria. por maioria. e REsp 491. 4º da Lei 9. rel. Min. inclusive para o efeito de sustentação oral. na preliminar.PSDB contra o art. Rel. Daí. 54 do CPC. a hipótese dos autos é de assistência litisconsorcial. os assistentes ingressaram no feito para defender direito próprio – adquiriram posse atingida pela pretensão da autora. na ação possessória. o Tribunal passou a admitir a sustentação oral do amicus curiae — editando norma regimental para regulamentar a matéria —. nos quais foi restabelecida a sentença que negou provimento à possessória. pois o prazo recursal somente se inicia com a intimação válida. julgando necessário.12. Então.2003). Preliminarmente. não constou o nome dos advogados dos assistentes. . ainda. com a brevidade das sustentações orais. entendeu-se que permitir a intervenção de terceiros. às vésperas do julgamento poderia causar problemas relativamente à quantidade de intervenções. Ao registrar que. que admitiam a intervenção. no mérito. (ADI-4071) Recurso.291-MG. há um novo posicionamento formando-se neste Superior Tribunal no sentido de não admitir. após publicado o acórdão que deferiu a apelação. apesar de o TJ não definir. tendo em vista o caráter aberto da causa petendi. entretanto. com base no disposto no art. Precedentes citados: REsp 59. incidindo a regra do art. no caso dos autos. sob pena de se transformar o amicus curiae em regente do processo. Vencidos. Presidente. razão pela qual os fundamentos trazidos pelos amici curiae pouco seriam aproveitados. a intervenção do amicus curiae. nos autos. podendo fazê-lo da mesma forma do litisconsorte. a Turma negou provimento ao REsp da autora. Além disso. Ressaltavam. desproveu agravo regimental interposto contra decisão que negara seguimento a ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido da Social Democracia Brasileira . naquela publicação. no estado em que se encontra o processo. reintegrando os autores na posse. não houve recursos e se certificou.

ASSISTÊNCIA

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Assistência: Não cabimento em MS
(STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4.337 – RJ) PROCESSUAL CIVIL. PETIÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. DELEGAÇÃO DE SERVENTIAS. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. OPOSIÇÃO. NÃO-CABIMENTO. PRECEDENTES DO STF. PEDIDO INDEFERIDO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir, em mandado de segurança, assistência ou intervenção de terceiros, tal como a oposição. Inteligência do art. 196162 da Lei 1.533/51. 2. Hipótese em que o requerente, que não é notário ou oficial de registro, por ser autor de ações populares, defende sua admissibilidade como opoente nos autos de mandado de segurança (REsp 731.761/RJ), em que as partes discutem a titularidade de delegações notariais e de registro. 3. Agravo regimental improvido.

Assistência. Amicus curiae. Descabimento
(STF - SS/3273 - SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA) AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ASSISTÊNCIA. AMICUS CURIAE. DESCABIMENTO. 1. Consolidação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser admissível assistência em mandado de segurança, porquanto o art. 19 da Lei 1.533/51, na redação dada pela Lei 6.071/74, restringiu a intervenção de terceiros no procedimento do writ ao instituto do litisconsórcio. 2. Descabimento de assistência em suspensão de segurança, que é apenas uma medida de contracautela, sob pena de desvirtuamento do arcabouço normativo que disciplina e norteia o instituto da suspensão (Leis 4.348/64, 8.437/92 e 9.494/97). 3. Pedido de participação em suspensão na qualidade de amicus curiae que não foi objeto da decisão ora agravada, além de ser manifestamente incabível. 4. Agravo regimental improvido

Intervenção. União. Causa pendente.
O art. 5º, parágrafo único, da Lei n. 9.469/1997 não cuida de litisconsórcio necessário ou assistência litisconsorcial. Esse dispositivo, ao declinar sua finalidade (a de possibilitar o esclarecimento de fato e de direito, facultando a juntada de memoriais e documentos, ou mesmo recorrer), deixa claro, numa exegese lógica, tratar-se de intervenção simples. Desse modo, a União, nesse caso, recebe o processo no estado em que se encontra (art. 50, parágrafo único, do CPC), daí não se aventar recurso seu de decisões que foram proferidas antes de sua participação. Doutro lado, a assistência simples exige causa pendente (livre de decisão transitada em julgado), pois o assistente tem interesse em que o assistido “vença a demanda”, o que importa admiti-la apenas em processo de conhecimento ou cautelar. Na hipótese em tela, a sentença de liquidação por arbitramento contra a qual se insurge a União há muito teve seu trânsito em julgado. Ausente esse requisito, não poderia a União apelar por falta de sua intervenção regular. Precedentes citados do STF: CR 9.790-EU, DJ 2/8/2002; do STJ: MC 9.275-AM, DJ 23/5/2005, e REsp 586-PR, DJ 18/2/1991. REsp 708.040-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 19/2/2009.

Art. 19 - Aplicam-se ao processo do mandado de segurança os artigos do Código de Processo Civil que regulam o litisconsórcio. (Redação dada pela Lei nº 6.071, de 1974)
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Lei nº 12.016/2009 Aplicam-se ao mandado de segurança os arts. 46 a 49 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil.
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Alterada a redação. Os artigos do CPC se referem ao litisconsórcio

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

ASSISTÊNCIA
Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia

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TSE - Agravos regimentais. Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia. Inexistência. Liminar. Deferimento. Princípio do contraditório. Violação. Ausência. Prevenção. Regras. Inobservância. Nulidade relativa. Prejuízo. Demonstração. Necessidade. Fumus boni juris. Aferição. Mérito. Análise. Impossibilidade. Admitida como assistente no processo principal, pode a parte manejar recurso em ação cautelar, caso o assistido assim o faça. Não configura violação ao princípio do contraditório a concessão de liminar sem a oitiva da parte contrária, a teor do prescrito no art. 804 do CPC. Segundo precedentes desta Corte, a nulidade decorrente da inobservância das regras pertinentes à prevenção é simplesmente relativa, a demandar a demonstração de inequívoco prejuízo. A aferição da existência do fumus boni juris, consubstanciado na plausibilidade do direito alegado, compreende um juízo superficial de valor, o que não se confunde com o julgamento do recurso interposto. Nesse entendimento, o Tribunal negou provimento ao agravo regimental de Robson Gomes da Silva e ao agravo regimental do Ministério Público Eleitoral. Unânime. Agravos Regimentais na Ação Cautelar no 3.334/MG, rel. Min. Marcelo Ribeiro, em 27.10.2009.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

ASSISTÊNCIA
Resp. Terceiro prejudicado

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. - A recorrente, na qualidade de terceiro prejudicado, busca reconhecer, com o REsp, a existência de litisconsórcio necessário, a anular todo processo, enquanto há o questionamento, em mandado de segurança impetrado contra decisão administrativa do Judiciário local, a respeito da atuação de determinado oficialato de cartório em área onde outros já atuam. Sucede que, em momento algum, houve prequestionamento, visto que só no REsp o terceiro impugnou a decisão. Mesmo se tratando de matéria de ordem pública (legitimatio ad causam), conforme a jurisprudência do STJ, seu reconhecimento de ofício dependeria da superação do juízo de admissibilidade, ainda que pelo reconhecimento do prequestionamento de outra matéria trazida no recurso. Por outro lado, não haveria caso de litisconsórcio necessário, pois não há relação jurídica única que imponha uma só solução. Não se está a restringir a competência territorial nem as funções de outro oficial. O Tribunal a quo, em sua autonomia de administrar a Justiça ou as funções extrajudiciais sob sua tutela, pode perfeitamente criar cartórios ou lhes estabelecer novas competências territoriais, sem dependência da concordância dos oficiais que lá antes atuavam. Com esse entendimento, a Turma, ao prosseguir o julgamento, por maioria, negou provimento ao recurso. REsp 784.937-RJ, Rel. originário Min. Luiz Fux, Rel. para acórdão Min. Teori Albino Zavascki, julgado em 3/3/2009.

Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante.
O TRF deu provimento ao recurso reconhecendo a legitimidade dos autores e determinou a nulidade da arrematação devido à ausência de intimação do cônjuge do executado. O recorrente sustenta a nulidade absoluta daquela ação que anulou a ação executiva e, por consequência, da arrematação, por não ter sido citado como litisconsorte necessário, visto ser o arrematante do imóvel levado à praça. Para o Min. Relator, o terceiro prejudicado legitimado a recorrer, cuja relação jurídica é atingida de forma reflexiva, por força do nexo de interdependência judicial (art. 499, § 1º, do CPC), é aquele que sofre um prejuízo na sua relação jurídica em razão da sentença. O litisconsórcio é compulsório, vale dizer, necessário, quando a eficácia da decisão depender da citação de todos os sujeitos que sofrerão nas suas esferas jurídicas, sob pena de a sentença ser considerada inutiliter data, por isso, se o terceiro não for convocado para o processo, legitima-se à impugnação recursal (art. 499, § 1º, do CPC). O arrematante é litisconsórcio necessário na ação de nulidade da arrematação, porquanto o seu direito sofrerá influência da sentença que nulifica o ato culminante da expropriação judicial. A ação anulatória de arrematação, conforme a orientação deste Superior Tribunal, reclama a participação de interessados na controvérsia (arrematante, exequente e executado), que ostentam manifesto interesse jurídico no resultado da demanda cuja finalidade é desconstituir o ato judicial que favorece o ora recorrente, terceiro prejudicado. REsp 927.334-RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 20/10/2009.

Assistência. Prorrogação. Patente. O interesse jurídico que permite a assistência (art. 50 do CPC) surge quando o resultado do processo pode afetar a existência ou inexistência de algum direito ou obrigação daquele que pretende intervir como assistente. Assim, o deferimento da assistência prescinde da efetiva relação jurídica entre o assistente e o assistido. Note-se haver casos em que esse interesse jurídico vem acompanhado de alguma repercussão econômica, mas essa circunstância não terá, necessariamente, o condão de desnaturá-lo. Na hipótese, a recorrida é uma associação de indústrias dedicadas ao fabrico de medicamentos genéricos e
busca auxiliar o INPI a evitar que se prorrogue o prazo de patente (pipeline) da recorrente, laboratório farmacêutico. Com isso, pretende facultar a seus associados a produção do medicamento objeto da patente destinado ao tratamento de trombose arterial. Constatado que a titularidade da patente impõe aos outros a obrigação de não fazer, somente contornada com a concessão de licença pelo titular (art. 42 da Lei n. 9.279/1996), é certo que a associação recorrida detém interesse jurídico a ponto de permitir-lhe a assistência, pois a decisão a ser proferida no processo sem dúvida pode causar prejuízo juridicamente relevante a seus associados. Vê-se não prosperar a alegação de que é meramente econômico o interesse da recorrida, pois o que está em discussão é a prerrogativa da livre produção do medicamento, questão eminentemente jurídica. Precedente citado: AgRg no Ag 428.669-RJ, DJe 30/6/2008. REsp 1.128.789-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 2/2/2010.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

o que. a seu ver. Interesse jurídico. (lei de Murphy) . nem tão difícil quanto a explicação do manual. Rel. configuraria a venda casada: impõe-se ao usuário contratar também o provedor de acesso à internet para que possa usufruir o referido serviço de transporte de dados.181. Min. vê-se que não há seu interesse jurídico na hipótese. que não se confunde com simples interesse econômico ou institucional. 40/76 O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública (ACP) contra a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e uma companhia telefônica. Assistência.118-RJ. A recorrente. Contudo. busca ser admitida como assistente litisconsorcial ao alegar que a sentença a ser proferida na ACP diretamente afetaria a ela e a seus associados. Mauro Campbell Marques. Nos limites do que se discute na ação. o que refuta admitir assistência. REsp 1. julgado em 14/9/2010. associação dos provedores de acesso à internet. STJ Informativo 447 – 2ª turma Nada é tão fácil quanto parece. não há qualquer relação jurídica que una a associação às demais partes da ação.ASSISTÊNCIA Internet. por questionar a cobrança duplicada de serviços referentes à conexão de banda larga e aos de provedor de acesso à internet no transporte de dados em alta velocidade.

isto é. para excluir tanto o autor como o réu. em razão da conexão com o pedido mediato. A oposição consiste na intervenção de terceiro em processo alheio. no todo ou em parte. determinando que a oposição só pode ser interposta até a sentença. a oposição tem uma preclusão temporal./STF/2008) .1) Márcia e Tanyra disputam.OPOSIÇÃO 41/76 Art. No entanto. 65 64 Imagem retirada de trabalho do prof. caso queira ver reconhecida a propriedade do referido bem. 56. A oposição é uma nova ação. José deve oferecer oposição. não repercutirá no direito material do qual o terceiro é titular.com. oferecer oposição contra ambos64. Quem pretender. Nessa situação hipotética. Em outras palavras: modalidade de intervenção de terceiro através da qual este tenta excluir tanto o autor como o réu. 63 (CESPE/OAB-RJ/2007. poderá. terceiro em relação à demanda originária.Julgue os itens subseqüentes. Tal terceiro poderia se manifestar por uma ação autônoma.br Nada é tão fácil quanto parece. mas a oposição abrevia a solução do problema e evita o enfrentamento da coisa julgada formada em outro processo (princípio da economia processual e da celeridade). O juiz ainda não proferiu sentença definindo a quem pertence o veículo. (CESPE/Analista – Jud. CONCEITO Fonte65 Genérico Causa pendente. gera efeitos somente dentro do processo. a propriedade de um automóvel. ou seja. a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. O terceiro acredita ter direito no todo ou em parte sobre o bem controvertido no processo. até ser proferida a sentença63. Intervenção ad excludendume facultativa na qual o opoente. pois este continua preservado.euvoupassar. José julga-se o verdadeiro proprietário desse carro. 56 do CPC dispõe que não é cabível oposição no momento da sentença. nem tão difícil quanto a explicação do manual. em um processo judicial. vai à juízo manifestando pretensão própria de ver reconhecido como seu o direito (ou a coisa) sobre que controvertem autor e réu (os sujeitos do processo em curso). Preclusão é um fenômeno endoprocessual. (lei de Murphy) . Significa que a sentença a ser proferida na causa pendente. relativos à intervenção de terceiros. Ausência de prejuízo pelo opoente. Mozart Borba in www. causa em curso ou em tramitação. PRESSUPOSTOS Específico A interposição pode se dá no momento da sentença?O art. Assim. isso não significa dizer que o direito de ação inexiste. conduzida em apartado e decidida simultaneamente com a ação principal.

esse oposto perde a ação. assim.entende que a oposição é sempre uma intervenção de terceiro Demanda autônoma. denominados opostos. o reconhecimento do pedido por um dos opostos seria absolutamente ineficaz. contra o outro prosseguirá o opoente. Oferecida depois de iniciada a audiência. Síntese Trata-se de litisconsórcio:     Passivo Necessário Simples Originário 66 Greco Filho. NATUREZA DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO 2ª corrente Tal litisconsórcio é comum ou simples.OPOSIÇÃO 42/76 1ª corrente Intervenção de terceiros. nesse caso. oferecida antes da audiência. sendo julgada sem prejuízo da causa principal. mas. contra ele correrá o processo. ao final. considerando-a demanda autônoma. 58. Pontes de Miranda e Barbi. 3ª corrente Qual a Natureza jurídica do LITISCONSÓRCIO passivo necessário existente entre os sujeitos da ação originária69? 1ª corrente Tal litisconsórcio é unitário. Poderá o juiz. o resultado pode ser diferente para cada um. 66. Daniel Assumpção. 70 69 Ex. Argumento: em razão da natureza da relação jurídica. que se o litisconsórcio fosse unitário. Art. o terceiro ingressa em juízo objetivando defender pretensão própria sobre o mesmo objeto litigioso disputado pelas partes no processo. Na oposição. reconhecendo a procedência do pedido. Alexandre Freitas Câmara Esse artigo viabilizaque um dos opostos reconheça o pedido do autor (opoente). pois leva em conta a posição no CPC. se oferecida após o início é ação autônoma 68. A oposição é uma nova e verdadeira ação66 cuja pretensão do opoente é contrária e diversa a de ambos os litigantes. Conclui-se. nem tão difícil quanto a explicação do manual.Acerca da intervenção de terceiros. Art. Mista (Alexandre Freitas Câmara. o processo continuará contra o nomeante. seguirá a oposição o procedimento ordinário. será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação. o resultado da demanda vincularia a ambos os litisconsortes. 60. Scarpinella Bueno . 68 (CESPE/Defensor/DPE-SE/2005) . por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias. Nada é tão fácil quanto parece. 59. portanto. a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição. Isso seria impossível no litisconsórcio unitário. todavia. onde se aplica o princípio da independência entre os litisconsortes que só é compatível com o litisconsórcio comum 70Gusmão. já que. A oposição. sobrestar no andamento do processo. mas a demanda deve prosseguir normalmente contra o outro oposto. se a negar. 67 Art. Sendo um litisconsorte simples. Greco Filho. a decisão pode ser de improcedência. pois leva em conta a essência da oposição ignorando NATUREZA JURÍDICA 2ª corrente sua posição no CPC como intervenção de terceiros. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. de que resulta a formação de litisconsórcio passivo necessário entre os sujeitos da ação principal. negam à oposição a natureza de intervenção de terceiro. Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída. (lei de Murphy) . fazendo com que o outro oposto vença a demanda. sendo ambas julgadas pela mesma sentença.: Art. entre outros. Argumentos: o juiz não é obrigado a decidir de modo uniforme a demanda em relação a ambos. Dinamarco) Se oferecida até o início da AIJ é intervenção de terceiros67. julgue os itens que se seguem.

porque o que vai identificar a oposição genuína é o julgamento simultâneo. Regra Básica: Por ter uma natureza prejudicial a oposição deverá ser conhecida e julgada em primeiro lugar (CPC art.: 60. É aquela na qual o opoente pretende apenas parte da coisa ou do direito que os opostos disputam na causa pendente (CPC art. Disciplina Legal: CPC art. 61). para que as duas ações tramitem simultaneamente ou conjuntamente. É importante observar que uma das particularidades da oposição própria é o seu ajuizamento antes da audiência de instrução e julgamento. sendo apensada aos autos da ação em curso. primeira parte)71. Uma vez decorrido o prazo de 90 dias se o juiz verificar que já há condi ções processuais para o julgamento simultâneo.: 61). a fim de proferir o julgamento simultâneo. (lei de Murphy) . se decorrido o prazo de 90 dias não for possível o julgamento simultâneo. É a chamada oposição não genuína ou imprópria (CPC art. mas este não é o seu elemento identificador. poderá o juiz recebê-la como ação autônoma que seguirá com o procedimento comum (sumário ou ordinário). Nesta hipótese a oposição se descaracterizará porque não haverá o julgamento simultâneo. a oposição genuína é aquela que é oferecida ou ajuizada antes da audiência e que será distribuída por dependência. de conformidade com o disposto na segunda parte do art. 59 do CPC.: 56). Oferecida a oposição depois de iniciada a audiência. para nesse período tentar sequenciar a oposição. Nada é tão fácil quanto parece. receber a oposição e realizar audiên cia de instrução e julgamento que estava em curso e ao encerrá-la deixar de sentenciar por um prazo nunca superior a 90 dias. É a Oposição genuína ou própria. nem tão difícil quanto a explicação do manual. É a chamada oposição não genuína ou imprópria.: 56).: 60 do CPC. decidindo a última em primeiro lugar em razão da sua natureza prejudicial (CPC art. Segundo dispõe o art. o juiz sentenciará a causa pendente e a oposição se descaracterizará. Neste caso enquanto a oposição prosseguirá como uma ação autônoma. Quanto ao momento do ajuizamento ou de sua constituibilidade Oposição genuína ou própria ou interventiva Oposição não genuína ou imprópria ou autônoma 71 Poderá ainda o juiz. ele na mesma sentença julgará a causa pendente e a oposição. sendo julgadas na mesma sentença. porque passará a tramitar como uma ação autônoma. 60.OPOSIÇÃO CLASSIFICAÇÃO Quanto à extensão do pedido do opoente Oposição total Oposição parcial 43/76 É aquela na qual o opoente pretende a totalidade da coisa ou do direito que os opostos disputam na causa pendente (CPC art.: 61). conhecendo-se e decidindo-se em primeiro lugar a oposição em razão da sua natureza prejudicial (CPC art. o juiz após o encerramento da audiência de instrumento e julgamento proferirá a sentença na ação principal. Entretanto.

Prazo para contestar Acerca do prazo para contestar. no qual primeiroescoa um prazo para depois o outro. nem tão difícil quanto a explicação do manual.O. entendendo ser aplicável: Barbi. Propositura e citação Destaque-se que não é por publicação no D. a depender da ação. quando se perde o prazo da contestação. 57 dispõe que se o oposto for revel na ação principal. que tem natureza absoluta Competência Art.. Parágrafo único. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. a ação declaratória incidente. Art. 269. confessar. pois o réu. salvo para receber citação inicial. A doutrina majoritária (Dinamarco. 38 do CPC72. diferentemente do prazo sucessivo. Bedaque. não se aplicando o art. transigir.952. a sua citação será pessoal. (. II . reconhecer a procedência do pedido. O juiz da causa principal é também competente para a reconvenção. 77 76 Nada é tão fácil quanto parece. mas para efeito de recurso o recurso cabível é o de agravo. Capítulo IV. Prazo comum: Corre ao mesmo tempo para ambas as partes. receber. em que pese a citação seja na pessoa no advogado.) para contestar o pedido no prazo comum de 15 dias (apesar de ser caso de litisconsórcio necessário passivo onde haverá diferentes procuradores73). Seção III. para recorrer e. Se o processo principal correr à revelia do réu. 38. este será citado na forma estabelecida no Título V. mesmo tendo advogado constituído. para falar nos autos.: 48). 58. Art. Art. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. Reconhecimento do pedido Trata-se de sentença parcial de mérito. Analisando-se essa regra com apoio no principio da autonomia ou da independência dos litisconsortes (CPC art. não deixa de ser uma citação pessoal. desistir. conferida por instrumento público. 191 do CPC74.quando o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ação (na ação originária). Art.OPOSIÇÃO 44/76 PROCEDIMENTO Trata-se de competência Funcional. e sim citação no escritório do advogado. A procuração geral para o foro. de modo geral. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts. Distribuída a oposição por dependência. próprio76. que não gera. Art.. dar quitação e firmar compromisso. porquese fosse unitário o reconhecimento do pedido seria considerado pelo juiz um ato processual inexistente ou ineficaz porque os atos ou omissões de cada litisconsórcio unitário não prejudicará e nem beneficiarão os demais. de 1994) 73 Art. 57. ou particular assinado pela parte. contra o outro prosseguirá o opoente77. mas não basta a revelia. diferentemente do impróprio. as ações de garantia e outras que respeitam ao terceiro interveniente. além de ser revel. O opoente deduzirá o seu pedido. 191. não precisando o advogado de procuração com poderes especiais. habilita o advogado a praticar todos os atos do processo. contudo se aplica em relação às demais manifestações. 58 é de litisconsórcio passivo simples. 269 inciso II ou V. para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. Prazo comum75 . 109. Partindo do pressuposto que foi o autor da ação originária que reconheceu a procedência do pedido na ação de oposição. (Redação dada pela Lei nº 72 8. de 15 dias (princípio da especialidade) O § único do art. Prazo próprio: é aquele cuja inobservância gera preclusão. (lei de Murphy) . verifica-se que a regra do art. a sentença parcial de mérito terá fundamento no art. Haverá resolução de mérito: V . serão os opostos citados. A parte é considerada revel. 74 75 Entendendo não se aplicável: Alexandre Freitas Câmara e Moniz de Aragão. não se aplica aqui (quanto ao prazo de resposta) o disposto no art. uma vez que o processo persiste. Ovídio Batista) entende que. 57. deste Livro.quando o réu reconhecer a procedência do pedido (na ação de oposição). 282 e 283). não deve ter advogado constituído. na pessoa dos seus respectivos advogados. em razão do princípio da especialidade.

Entende parte da doutrina que aqui não se trata de espécie de intervenção de terceiro. que pode ser prorrogado. pois a oposição deve ser julgada antes em razão da prejudicialidade. uma vez que se trata de processos diferentes. objetivando desenvolver a oposição para que as duas ações estejam no mesmo momento procedimental. Art. 60. Então. Então. 61 do CPC. oferecendo oposição. sendo verdadeira espécie de intervenção de terceiro no processo. 61. 450. Para se aplicar o artigo 59 o terceiro tem que comparecer na audiência e pedir antes de aberta a audiência a palavra. Questão prejudicial Art. ou seja. O juiz poderá. inclusive sendo decididas na mesma sentençaem capítulos distintos. 60. mandando apregoar as partes e os seus respectivos advogados. passando a oposição a ter a natureza de intervenção de terceiro. Mas na pratica isso raramente ira ocorrer porque o que a lei está dizendo é que o procedimento ordinário vai iniciar e chegar na fase de AIJ em 90 dias. Art. 59 e depois o art. 60. Há uma distribuição por dependência ao juízo da ação principal. Oferecida depois de iniciada a audiência78.. É. no entanto. Porque depois de iniciada a AIJ só falta concluir a AIJ e sentenciar. Aplica-se o art. então o julgamento poderá ser descoordenado. Cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação e a oposição. sendo ambas julgadas pela mesma sentença. 79 “sem prejuízo da causa principal”: Ao usar essas palavras o legislador que dizer que não haverá suspensão do processo principal para o julgamento da oposição. 59. oferecida antes da audiência (AIJ). o juiz não pode iniciar a audiência. uniforme. aqui. para que esse prazo? Para aquela oposição chegue ao estágio da ação originaria. sobrestar o andamento da ação principal pelo prazo de 90 dias.é um prazo peremptório. umacompetência absoluta por caráter funcional. seu julgamento pode afetar o julgamento da ação principal. todavia. mas hoje é um prazo que as vezes não da nem para citar alguém. Assim. A autuação é autônoma. (lei de Murphy) . porque o prazo é nunca superior a 90 dias. o juiz declarará aberta a audiência. juntamente com a ação principal. a oposição será conhecida em primeiro lugar. a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição. No dia e hora designados. sendo julgada sem prejuízo da causa principal79. Julgamento Oferecida depois de iniciada a AIJ Aplica-se o art. 81 Nada é tão fácil quanto parece. 78 Se a oposição for oferecida em audiência vai se aplicar o artigo o artigo 60. poderá suspender o andamento da ação originária por prazo nunca superior a 90 dias. 80 “90 dias” . não se trata do mesmo complexo procedimental. Oferecida antes da AIJ Há uma distribuição por dependência ao juízo da ação principal. ele vai se valer do art. ou seja. ao contrário do prazo dilatório. É uma ação-oposição. Art. Se o juiz proferir essa sentença única. o juiz vai poder sentenciar e a oposição será julgada em momento posterior. não havendo reunião dos atos e os procedimentos são autônomos. seguirá a oposição o procedimento ordinário. não pode ser prorrogado. nem tão difícil quanto a explicação do manual. por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias80. A oposição. De modo que. assim julgará em conjunto com a oposição. cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação e a oposição. portanto. 59. será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação. porque a audiência já começou. A lei ainda admite o julgamento simultâneo. até esse momento que se declara aberta a audiência de instrução e julgamento vai se aplicar o art.OPOSIÇÃO 45/76 lugar.Essa oposição será autuada em apenso (apensada aos autos principais). desta conhecerá em primeiro A oposição é uma questão prejudicial a ação originária e assim sendo. sendo que o início da audiência tem como marco o pregão81. a lei impede que o juiz aumente este prazo. passando a ter um procedimento único. Mas se sabe que 90 dias da ação no procedimento ordinário para chegar na fase de AIJ é um prazo muito curto. Era um prazo considerado razoável em 1973. o juiz passará a adotar um procedimento único. sobrestar no andamento do processo. Poderá o juiz. Então. Então.

Art. poderá. nem tão difícil quanto a explicação do manual. tendo como resultado a procedência. Então. que não será vinculada nem mesmo à coisa julgada do primeiro processo. a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. Se a oposição fosse distribuída por dependência seria levada dir etamente para o Tribunal. é também de incompetência. No entanto. até ser 83 Após a sentença. Neste caso. A oposição e a ação principal podem ser decididas na mesma sentença ou a ação principal pode ser decidida antes da oposição. Primeira característica é a distribuição por dependência. Não é só uma causa de supressão de instância. os autos são remetidos ao Tribunal para o julgamento do recurso. ela não estará de acordo com o art. Mesmo não sendo oposição. Esta ação tem que ser distribuída no primeiro grau. no todo ou em parte. a partir desse momento. Então. oferecer oposição contra ambos.OPOSIÇÃO 46/76 Oferecida em fase recursal Se o processo original já estiver no Tribunal e a oposição for distribuída no juízo de primeiro grau competente. a distribuição por dependência não é possível. Trânsito em julgado 82 proferida a sentença. aqui. a ação que o terceiro ajuizar terá que ser dirigida em face dos litigantes da ação originária (litisconsórcio passivo necessário). Quem pretender. mas sim uma ação comum. quando o processo originário encontra-se na fase recursal não será possível a distribuição por dependência. a oposição se caracteriza como demanda nova e autônoma. o litisconsórcio é passivo necessário. suprimindo. Nada é tão fácil quanto parece. essa certeza só é alcançada com a coisa julgada. havendo recurso. Não cabe mais oposição porque. já que o vencido na ação principal é excluído da oposição. Então. havendo uma diminuição subjetiva da oposição. mesmo que não seja uma oposição. as duas características da oposição não estarão presentes. 56 82 e não poderá permitir uma revisão indireta daquilo que está sendo decidido em instância recursal. Já se a oposição transitar em julgado antes da ação principal. (lei de Murphy) . assim. poderá haver o trânsito em julgado de uma antes da outra. a ação principal perderá o objeto (carência superveniente). não poderia a oposição ser distribuída diretamente no tribunal para não haver supressão de instância. Nesse caso. nenhum efeito restará para a ação principal. e tendo como resultado a improcedência. O tribunal não tem competência para julgar essa ação. O trânsito em julgado dessa ação principal gera efeitos na oposição. Pode-se até dizer que. um grau de jurisdição. depois da sentença e antes da coisa julgada ainda não se sabe que será o vencedor. 56. uma vez que tem pedido diverso83. como o terceiro vai ajuizar uma ação própria reivindicando o direito ou a coisa para si antes da coisa julgada e depois da sentença ainda não se tem a certeza do vencedor. não se teria mais uma oposição. Sendo assim.

o caso será de assistência simples. nem tão difícil quanto a explicação do manual. mas se ela ocorrer por via direita o caso será de assistência qualificada ou litisconsorcial. arrecadação. uma vez que não haveria a bipolarização da resistência 84 Nesse sentido: STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4. causando-lhe prejuízo jurídico. mas sim de assistente. repercutir no direito material do terceiro. Distinção: recurso de terceiro prejudicado Oposição Distinção: Embargos de Terceiros Embargos de 3º O direito material da ação principal é O terceiro precisa discutir o direito irrelevante. Quem. Se a repercussão ocorrer por via indireta ou reflexa. alienação judicial. seqüestro. arresto. é * os embargos de terceiro podem ser cabível oposição. (Redação dada pela Lei nº 6. tendo por objeto a discussão sobre a material da ação já existente (ação principal) ilegalidade da constrição judicial * ainda que exista constrição judicial. em casos como o de penhora. 19 . Regra Básica: se a sentença a ser proferida na causa pendente. partilha. cabendo ainda que não haja constrição. não lhe causará qualquer prejuízo. mas tão somente a ameaça dela. Art. depósito. preventivos. Se o terceiro tem legitimatio de opoente. portanto.Aplicam-se ao processo do mandado de segurança os artigos do Código de Processo Civil que regulam o litisconsórcio.071. o que por si só afasta qualquer possibilidade de admissibilidade do recurso de terceiro prejudicado.OPOSIÇÃO 47/76 TEMAS RELACIONADOS Distinção: assistência A oposição tem como pressuposto específicoaausência de prejuízo: Significa que a sentença a ser proferida na causa pendente. significa que a sentença a ser proferida na ação em curso não repercutirá em seu direito material e. 1. (lei de Murphy) . de 1974) Mandado de segurança Desapropriação Incabível a propositura de oposição em MS84 Incabível a propositura de oposição em processo de desapropriação. isto significa que a sua legitimatio não é de opoente. não repercutirá no direito material do qual o terceiro é titular.046. arrolamento. não sendo parte no processo. poderá requerer lhe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos.337 – RJ Nada é tão fácil quanto parece. inventário. LEI Nº 1. sofrer turbação ou esbulho na posse de seus benspor ato de apreensão judicial.533/ 1951Art.

em que as partes discutem a titularidade de delegações notariais e de registro. a oposição continuará contra o outro. PETIÇÃO. Terracap. REsp 863. este alegado apenas incidentalmente. Inteligência do art. b) A existência de constrição judicial sobre a coisa que controvertem autor e réu é pressuposto para o oferecimento da oposição.533/51. d) O terceiro que não oferecer oposição em tempo oportuno – antes de proferida sentença – será atingido pelos efeitos da coisa julgada que se formar naquela ação. DJ 18/6/2007.OPOSIÇÃO QUESTÕES 48/76 Ministério Público .” Considerando-se o instituto processual de que trata essa norma legal. 2. e) Na ação judicial que estiver correndo à revelia do réu não será cabível a oposição. sem a presença do poder público. 56. a posse dos particulares sobre o bem público passou a ser em razão da titularidade pela Terracap e não do domínio.367-DF. defende sua admissibilidade como opoente nos autos de mandado de segurança (REsp 731. Com a oposição da ora recorrente. REsp 780. 19 da Lei 1. nem tão difícil quanto a explicação do manual. poderá. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. e REsp 489. Hipótese em que o requerente. tal como a oposição. MANDADO DE SEGURANÇA. PEDIDO INDEFERIDO.MG – 2008 .PROCESSUAL CIVIL. Oposição. em mandado de segurança. Exceção.401-DF. 3. Domínio. O artigo 56 do Código de Processo Civil preceitua: “Art. e como meio de demonstração da sua posse permanente.38. Precedentes citados: EREsp 695. Quem pretender. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. por ser autor de ações populares. c) Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido do opoente. REsp 146. JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Não cabimento em MS STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4. ficando prejudicado o direito que ele eventualmente possuir sobre a coisa litigiosa. da qual estes serão intimados para apresentar impugnação. no todo ou em parte. até ser proferida a sentença. Min.732-DF. com base no art. julgado em 3/9/2009. referente a bem disputado entre dois particulares e objeto de ação possessória fundada em contrato de cessão de direitos firmado entre ambos. DELEGAÇÃO DE SERVENTIAS. admitindo a possibilidade da ação de oposição. DJ 18/12/2006. na qualidade de terceiro. a) A oposição será oferecida por meio de requerimento dentro dos próprios autos da ação judicial em que litigam os opostos. assinale a resposta CORRETA. DJ 13/6/2005. 923 do CPC.374-DF.939-RJ. Nada é tão fácil quanto parece.928-DF. (lei de Murphy) . O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir. oferecer oposição contra ambos. OPOSIÇÃO. Rel. Nancy Andrighi. 1. PRECEDENTES DO STF. Agravo regimental improvido. A Turma proveu o recurso da Terracap.337 – RJ . independente de atos materiais de ocupação. NÃO-CABIMENTO. DJe 24/11/2008. a coisa ou o direito que controvertem autor e réu. REsp 699.761/RJ). assistência ou intervenção de terceiros. que não é notário ou oficial de registro. DJ 14/3/2005.

Assim. em ação regressiva. a denunciação da lide consiste em chamar o terceiro (litisdenunciado/denunciado) que tenha um vínculo jurídico de garantia com uma das partes (litisdenunciante/denunciante) para ingressar no processo e. 70. guardadas as disposições dos artigos anteriores. 87 No CPC de 1939 era denominada de “chamamento a autoria”: 85 CPC/1939 Art. Garantia da posse II . Não obstante a natureza de intervenção-ação. há uma ampliação subjetiva e objetiva do processo. CARACTERÍSTICAS STJ: mesmo no caso da evicção. 70 a 76 do CPC. tendo que obedecer às condições da ação e os pressupostos processuais. é uma ação do autor ou do réu contra terceiro (ação secundária). A norma do art. ou seja.ao alienante. a fim de que esta possa exercer o direito que da evicção lhe resulta. chamar outrem à autoria e assim sucessivamente.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 49/76 Art. o u seja. a petição inicial nesse caso é dispensada.àquele que estiver obrigado. pois deve haver prejudicialidade entre a ação principal e a ação secundária. é verdadeira demanda incidental de garantia que faz participar do processo aquele que pode vir a ser responsabilizado pelo dano discutido. É uma ação incidental. o prejuízo do que perder a demanda. o réu. do credor pignoratício. Fundamento: evitar o enriquecimento ilícito. pode denunciar a lide. notificará o alienante. ou seja. 456 apenas ocasionaria a perda da indenização (perdas e danos). pela lei ou pelo contrato. ele pode denunciar a lide por uma mera petição. já que. exerça a posse direta da coisa demandada. Regra geral (gênero) da qual as hipóteses I e II são espécies. É uma ação antecipada. por sua vez. É uma ação regressiva. mesmo não contestando. Na verdade. além de participar da lide principal. Não é mera comunicação de existência do processo. o interesse de agir não é exigido. por força de obrigação ou direito. para assumir a direção da causa e modificar a petição inicial. § 1º Se for o autor. afim de resguardar-se dos riscos da evicção. já que. citado em nome próprio. em casos como o do usufrutuário. na instauração do juizo.ao proprietário ou ao possuidor indireto quando. Garantia da evicção I . inclusive. está se cobrando um dano eventual e futuro. A denunciação da lide é obrigatória 85: Causas de pedir na denunciação da lide: CONCEITO Relação de garantia III . do locatário. 86 A nova ação que surge dentro do mesmo processo é ação secundum eventum litis regressiva. cujo domínio foi transferido à parte. na ação em que terceiro reivindica a coisa. responder pela garantia do negócio jurídico no caso do denunciante ser vencido no processo. a indenizar. seria possível a propositura de ação posterior para o recebimento do valor principal pago pelo bem. se o denunciante não sofrer prejuízo na ação originária a denunciação restará prejudicada. excepcionalmente. É uma ação regressiva dentro do mesmo processo8687 NATUREZA JURÍDICA É conceituada pela doutrina como sendo uma intervenção-ação. pois depende da existência de outra ação já existente. requererá a citação do alienante nos três (3) dias seguintes ao da propositura da ação. Aquele que demandar ou contra quem se demandar acerca de coisa ou direito real. 95. nesse caso. Com base nos arts. (lei de Murphy) . Nada é tão fácil quanto parece. § 2º Se for o réu. já que parte da ideia de que o denunciante (autor ou réu) tem o direito de cobrar do terceiro os eventuais prejuízos suportados na demanda. O réu revel. § 3º O denunciado poderá. É uma ação eventual. o autor ao denunciar a lide pode o fazer como um tópico da petição inicial e o réu pode denunciar a lide através de um tópico da contestação ou de uma mera petição. nem tão difícil quanto a explicação do manual. poderá chamar à autoria a pessoa de quem houve a coisa ou o direito real.

SUSPENSÃO DO PROCESSO A Nomeação à autoria88. Em ambos os casos.: a assistência não suspende o processo. o juiz.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 50/76 Art. a Denunciação da lide e o Chamamento ao processo89 suspendem o processo. 64. ao deferir o pedido. Ordenada a citação. (lei de Murphy) . ficará suspenso o processo. o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa. mandando observar. O juiz suspenderá o processo. o disposto nos arts. 79. quanto à citação e aos prazos. Art. 72. 72 e 74. Obs. 88 89 Art. suspenderá o processo e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. Nada é tão fácil quanto parece. nem tão difícil quanto a explicação do manual.

na qualidade de réu da demanda incidental de garantia. a Turma entendeu que a transação. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. 1ª corrente Esse litisconsórcio será ativo ou passivo. EFEITOS. o réu alegue ausência de responsabilidade do segurado para se eximir quanto ao ressarcimento. com a denunciação da lide. pois o assistente litisconsorcial é titular do direito e o denunciado não é titular. do qual não fez parte o réu denunciado. autores e réu firmaram acordo e puseram fim ao litígio. Luis Felipe Salomão. 2ª corrente Crítica: o assistente possui uma atuação condicionada à vontade do assistido. comparecendo. O acordo mencionado. ainda que contraditórias entre si. REsp 316. Rel. podendo assim atuar como assistente simples92. em atendimento ao princípio da eventualidade. (lei de Murphy) . por isso. Feita a denunciação pelo autor. cujo julgamento fica condicionado à sucumbência do litisdenunciante na demanda principal. Nada é tão fácil quanto parece. E não é o que ocorre na prática com o denunciado. considerados prejudicados pelo Tribunal a quo. afirmando haver litisconsórcio entre eles (Arruda Alvim). denunciou à lide uma outra companhia de seguro. facultativo e unitário. a fim de auxiliar este a obter sentença favorável na demanda principal e. Há Litisconsórcio entre litisdenunciado e litisdenunciante? Entende correta a dicção do CPC90. nem tão difícil quanto a explicação do manual. haja vista ele ser sujeito de relação jurídica diversa da deduzida no processo. ulterior. por sua vez. DJ 26/2/2007. 91 Bedaque. Cabe ao litisdenunciado assistir o litisdenunciante. Nery Júnior e Alexandre Freitas Câmara). 53 do CPC). contestá-la sob pena de revelia. entre o autor e o réu denunciante não aproveita nem prejudica terceiros. Precedentes citados: REsp 898. pois ele defende em nome próprio o interesse do assistido (autor ou réu). e REsp 686. 74. não se extinguindo. Princípio da eventualidade: todas as alegações que a parte queira produzir deverão ser trazidas ao processo de uma só vez. RÉU DENUNCIADO. em grau de recurso. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. A denunciação da lide é demanda incidental. procedendo-se em seguida à citação do réu. razão que não causa qualquer óbice para que. procedendo-se em seguida à citação do réu. Entende que o litisdenunciado se torna mero assistente do litisdenunciante (Dinamarco [assistência qualificada91]. o denunciado. o que não permite seja considerado assistente litisconsorcial. Dinamarco .o denunciado seria um assistente litisconsorcial. tem o litisdenunciado interesse jurídico na vitória do litisdenunciante na demanda principal. dependendo de quem denunciar. na lide principal. o denunciado. parte da demanda principal. entre denunciado e denunciante. não substitui a sentença de procedência transitada em julgado. ele não pode se opor a atos de disposição de direitos praticados pelo assistido (art. 74. Ocorre que. DJ 18/12/2006. na segunda demanda. comparecendo. Porém. que era apelante e interpôs embargos de declaração. Moacir Amaral e Fredie Didier . automaticamente. Trata-se de ação de indenização em que proprietários de imóvel (autores) buscam cobertura securitária de companhia de seguro (réu) que. o que faz concluir que.762-RS. 93 92 ACORDO.046-SP. também. Argumentos: o litisdenunciado não se torna.092-SP. não pode ser considerado litisconsorte.DENUNCIAÇÃO DA LIDE QUALIDADE PROCESSUAL DO DENUNCIADO 51/76 Art. Critica-se essa posição. 4ª corrente 90 Art. Corrobora com essa crítica o informativo 384 do STJ93 que dispõe que o acordo entre autor e réu não vincula o denunciado a lide 3ª corrente Entende haver assistência em alguns casos e litisconsórcio noutros (Sanches [assistência simples nos casos do inciso I e III e litisconsórcio no II] Plínio Gonçalves [litisconsórcio nos casos de garantia própria e assistência simples nos de garantia imprópria]). em não sendo ele autor nem réu. ao mesmo tempo. Assim. a relação de garantia. a demanda secundária. ou seja. AUTOR E RÉU DENUNCIANTE. havia a denunciação à lide da outra seguradora. especialmente quando existe denunciação à lide. Feita a denunciação pelo autor. pois a formação dele se dá com o processo já existente. julgado em 17/2/2009. Min.entende que o denunciado é um litisconsorte com legitimação extraordinária.

pois a denunciação da lide é uma demanda incidental de garantia.078∕90 só é aplicável ao fato do produto. Resp. cujo julgamento é condicionado à sucumbência do litisdenunciante na demanda principal. (lei de Murphy) . CONDENAÇÃO EXCLUSIVA DO LITISDENUNCIADO. Na hipótese do art. 88. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. Entretanto. III. Não se admitirá. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. por estar sendo proferida fora dos limites do objeto do processo. se no caso concreto a denunciação tumultuar o processo e prejudicar a defesa do consumidor ela poderá ser vedada com base no art. Na denunciação da lide promovida pelo réu. parágrafo único deste código95. da Lei 8. 10. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. Admitir-se-á o litisconsórcio.DENUNCIAÇÃO DA LIDE. salvo a assistência. sem apreciação da lide principal. VEDAÇÃO EXPRESSA Fato do produto nas relações de consumo Jurisprudência atual do STJ . Procedimento sumário Procedimento sumaríssimo Art. 13. Tal sentença seria nula. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo.099/95 Art. 13. 95 94 Nada é tão fácil quanto parece. recurso especial conhecido e provido. no caso seria extra petita. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. segundo sua participação na causação do evento danoso. 70. Lei nº . uma vez que o pedido formulado na demanda principal não foi a condenação do litisdenunciado. vedada a denunciação da lide. do CPC.233 STJ RESP 6793/CE . tendo tal pretensão sido manifestada apenas na denunciação da lide94.Entende que o art. 88. 280. CDC Art. no processo. Parágrafo único. e inadmissível a condenação direta do denunciado a compor os prejuízos reclamados pelo autor. 439. nem tão difícil quanto a explicação do manual.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 52/76 A Condenação direta do litisdenunciado em favor do adversário do litisdenunciante é possível? CONDENAÇÃO DIRETA DO DENUNCIADO Inadmissível. CDC Art.

assim. d enunciará a lide a quem lhe transmitiu o bem. a fim de que esta possa exercer o direito qualquer dos anteriores. ou seja. e assim por diante. vê questionado seu direito de propriedade sobre um bem que lhe foi transferido por terceiro. Evicção – Evicção é a perda da coisa por decisão judicial ou administrativa que importe em legítimo reconhecimento de que o bem transferido pertencia a outra pessoa distinta do transferidor. neste caso (inexistência de pertinência material entre as pessoas). Neste caso a denunciação da lide poderia ser feita àquele que alienou o bem para demandado. O Código Civil consagrou a denunciação per saltum. Uma vez o rol do art. Alexandre Câmara. Nelson Nery. 98 Críticas à redação (com base em Alexandre Freitas Câmara): 1 – aquele que reivindica a coisa não é terceiro. regule também a relação entre este e aquele que lhe transferiu a coisa. Trata da denunciação da lide oferecida por aquele que.ao alienante. processo. É a consagração definitiva da denunciação sucessiva. 456 do novo Código Civil permite ao evicto a denunciação direta de qualquer dos responsáveis pelo vício. o adquirente somente pode denunciar alienante imediato. o adquirente evicto deverá escolher o alienante imediato ou todos os alienantes. Proposta de redação: "ao alienante. neste caso. mas parte da demanda original. Aqui o raciocínio é de formação de um litisconsórcio necessário entre todos os alienantes. mas este também pode denunciar o seu próprio alienante imediato. 70 é exemplificativo. ainda que inexista relação jurídica entre aquele e o terceiro. É a permissão para que o denunciante demande diretamente em face do último responsável por garantir a permanência do bem em seu patrimônio I – Garantia da Evicção CJF nº 29 – Art. para que a sentença. (lei de Murphy) . e por via de conseqüência. caput dispõe que essa denunciação deve ocorrer como lhe determinarem as leis do processo (remissão expressa às leis processuais). como a lei processual não prevê esse tipo de denunciação. ou para a pes soa que alienara o bem para este último (per saltum). 456: A interpretação do art. Inadmissível. ela não foi autorizada pelo ordenamento. num processo. ressarcimento pelos prejuízos que resultam diretamente da perda da coisa. segundo a doutrina civilista. em reconhecendo que a parte (litisdenunciante) não é titular do domínio. ou seja. O evicto tem. Para poder exercitar o direito que da evicção lhe I . Isso porque o art. Entende que a denunciação per saltum não é autorizada pela legislação. 97 96 Nada é tão fácil quanto parece. além do reembolso das despesas processuais e honorários advocatícios despendidos.. por sua vez. ou seja. 1ª corrente Majoritária. Marinoni. Humberto Theodoro Jr. segundo o qual a denunciação da lide é feita pelo adquirente ao seu alienante imediato e este. direito a reaver o preço pago pela coisa. 456. não sendo admissível a denunciação da lide per saltum. Muniz de Aragão. Cabendo a denunciação da lide ao alienante. 2 – dá a falsa impressão de que apenas o réu pode denunciar a lide. a fim de poder exercer o direito que lhe resulta da evicção. pois não haveria relação jurídica de garantia entre litisdenunciante e o litisdenunciado. indenização pelos frutos que tenha sido obrigado a restituir. indenização pelas despesas do contrato. 456. o demandado que pretende fazer a denunciação da lide. quando e como lhe determinarem as leis do que da evicção97 lhe resulta98. E mais: Contudo a cláusula final do art.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 53/76 HIPÓTESES DE CABIMENTO CC Art. Defende a ideia de denunciação coletiva. ou parte. não poder ser utilizada pelo adquirente. cujo domínio foi transferido à resulta. 456 "quando e como lhe determinarem as leis do processo " remete ao sistema do CPC. o adquirente evicto pode escolher qualquer alienante da cadeia sucessória de alienações. o adquirente notificará do litígio o alienante imediato.99 Denunciação per saltum 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente “ação que reivindica” – é exemplo não sendo o único caso. Enunciado 29 do CJF. havendo uma relação jurídica sucessiva que permitiria a denunciação de todos. na ação em que terceiro 96 reivindica a coisa. na ação em que se controverte sobre o domínio de bem que tenha sido por ele transferido a uma das partes" 99 Ex. nem tão difícil quanto a explicação do manual. definindo a existência ou não dos direitos decorrentes da evicção. fazendo-se mister a realização de denunciações da lide sucessivas.: em demanda reivindicatória de um bem.

sofre a perda do direito de garantia e. Nada é tão fácil quanto parece. como o é a denunciação da lide.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Obrigatoriedade 54/76 1ª corrente Minoritária: Vale a norma do CPC. o qual poderá ser exercido mediante demanda autônoma. Sanches e Alexandre Freitas Câmara). ficando ressalvada a via de se propor demanda autônoma em face de terceiro (Greco Filho. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 2ª corrente +3ª corrente STJ: mesmo no caso da evicção. apenas a perda da faculdade de oferecer demanda capaz de permitir o exercício do direito de regresso no mesmo processo. (lei de Murphy) . o qual não poderá ser exercido. A perda do direito substancial deve decorrer das regras de direito material. para que ocorra a perda do direito material é indispensável uma norma extraprocessual (material). Ou seja: entende que sendo obrigatória a denunciação da lide. seria possível a propositura de ação posterior para o recebimento do valor principal pago pelo bem. a impossibilidade de ação regressiva. o que só ocorre na hipótese da evicção. sua não realização pela parte terá como corolário o perecimento do direito de regresso. 70. logo. Fundamento: evitar o enriquecimento ilícito.C. Ocorre contudo que no caso do inciso I do art. ou seja. não haverá perecimento do direito de regresso. Se não realizou a denunciação. 70. Entende que a não denunciação da lide acarreta a perda do direito de regresso apenas no caso do inciso I do art. que determina a perda do direito de regresso em caso de não ser ela realizada. até mesmo. e não de direito processual. 456 apenas ocasionaria a perda da indenização (perdas e danos). portanto. nem mesmo em demanda autônoma (Marcos Afonso Borges). Argumentos: não faz sentido que se perca o direito material de regresso apenas porque se deixou de provocar um incidente de caráter formal. enquanto nas hipóteses previstas nos inciso II e III a conseqüência seria a mera preclusão. Uma norma processual não pode ocasionar a perda de um direito material. A norma do art. 70. Nos demais casos do art. é o disposto no art. 456 do C.

: evicção. do locatário. Caso essa posse seja perdida na ação judicial.: culpa aquiliana. Sanches). Dinamarco). exerça a posse direta da coisa demandada100. 2ª corrente (moderada) Só se houver expressa previsão legal neste sentido (Nelson Nery. este poderá denunciar à lide o proprietário-locador. Barbi e Alexandre Freitas Câmara. do credor pignoratício. Garantia imprópria: não é verdadeiramente uma garantia. uma vez 1ª corrente que haveria a necessidade de discutir fato novo. Ex. Divergência . diferindo.àquele que estiver obrigado. 70 são genéricos. citado o locatário em nome próprio. o que delongaria o processo causando (restritiva) prejuízo ao autor. pois onde alei não distingue não é lícito ao intérprete distinguir. o réu.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 55/76 II . 3ª corrente (extensiva) 100 Críticas à redação: Da a entender que a hipótese é aplicável apenas nos casos em o possuidor direto do bem é réu. Responsabilidade esta que decorre de quaisquer outros títulos. e nesse sentido Plínio Gonçalves. nesse caso. III . no qual o dolo ou a culpa (lato sensu) do servidor seria o fato novo. (lei de Murphy) . É o mesmo raciocínio da evicção.ao proprietário ou ao possuidor indireto quando. mas de responsabilidade de ressarcir o dano. a posse deve ter sido transferida pelo possuidor indireto ou pelo proprietário. sendo incapazes de permitir ao intérprete fazer qualquer tipo de distinção. III – Relações de Garantia Regra geral (gênero) da qual as hipóteses I e II são espécies. inadimplemento contratual. o prejuízo do que perder a demanda. nem tão difícil quanto a explicação do manual. pela lei ou pelo contrato. Ex. em ação regressiva101. a convenção. entende que neste caso apenas o réu pode denunciar a lide 101 Seria controverso caso de o Estado poder denunciar à lide seu servidor (CRFB art. por força de obrigação ou direito. embora afirme a melhor doutrina que o dispositivo não impede a denunciação da lide pelo autor ( Alexandre Freitas Câmara e Frederico Marques ). Argumentos: os termos do inciso III do art. permitiriam a denunciação da lide (Greco Filho. Ex. 37 §6º) 102 Garantia própria: decorre da transmissão de um direito. Athos Gusmão Carneiro) Entende que também nos casos de garantia imprópria a denunciação da lide é possível (Plínio Gonçalves. a indenizar. Apenas os casos de garantia própria. Barbosa Moreira. aquele terá o direito de ser indenizado por um desses. (Cespe/TRT 5ª REG . em que o direito de regresso da parte perante o terceiro decorre da transmissão de direito.2008) Em ação possessória proposta por terceiro.: é o caso de o Estado denunciar à lide seu servidor. Nada é tão fácil quanto parece. em casos como o do usufrutuário.  A doutrina majoritária. Não sendo possível nos casos de garanti imprópria a denunciação da lide. por se tratar de posse e não de propriedade. citado em nome próprio. II – Garantia da Posse Garantia da posse direta do imóvel ao possuidor direto pelo possuidor indireto Para ser possuidor direito.qual espécie de garantia? Origem da divergência: o fato de a doutrina reconhecer dois tipos de garantias102.

Denunciado que nega sua qualidade de denunciado à lide. Ressalta-se que. 456. o aditamento deve se dar dentro dos limites objetivos já traçados pelo denunciante. o prazo para a denunciação já estará precluso. O momento preclusivo para a denunciação pelo autor é na apresentação da própria petição inicial. tal panorama mudou com a redação do § único do art. devendo haver apenas um tópico para que esta possa ser desenvolvida. 2 . (lei de Murphy) . o réu. mesmo dentro do prazo de resposta. Art.Denunciado revel. preocupada com esse fato. A doutrina processualista aplica o art. quando se retirou a obrigatoriedade de defesa até o fim pelo denunciado. Feita a denunciação pelo réu: I . já que na literalidade ele só seria aplicável para os casos de evicção. Feita a denunciação pelo autor. ou usar de recursos.DENUNCIAÇÃO DA LIDE PROCEDIMENTO DA DENUNCIAÇÃO DA LIDE 56/76 A denunciação da lide pode ser provocada tanto pelo autor quanto pelo réu. O problema está no inciso II. O terceiro denunciado estará integrado ao processo. assim. e de outro. O art. Assim. comparecendo. o denunciante e o denunciado. II . procedendo-se em seguida à citação do réu. a denunciação deve ser feita antes da contestação ou no mesmo momento desta. O art. pode o adquirente deixar de oferecer contestação. Nada é tão fácil quanto parece. A doutrina. ou seja. ao propor a demanda o autor já deve denunciar a lide. Haverá posteriormente a suspensão parcial do processo até que se resolva a denunciação. como litisconsortes. ressalta que. se a contestação for entregue antes do último dia. o procedimento normal do processo será suspenso até que se resolva a questão da denunciação da lide. O STJ. isto é. ele não poderia deixar de buscar a vitória no processo. Parágrafo único. Após esse fato. 74 do CPC trata o denunciado como litisconsorte do denunciante a ponto de se permitir que o denunciado realize o aditamento da petição inicial. Já o art. o denunciado. Não há a obrigatoriedade de uma petição inicial específica para a denunciação. e sendo manifesta a procedência da evicção. cumprirá ao denunciante prosseguir na defesa até final. 75. Em tais casos. 456 do CC. mesmo não contestando a ação. assim. Art. poderá denunciar a lide. de maneira que o denunciado estará obrigatoriamente vinculado ao processo ao ser citado. no entanto. Este deve realizar a denunciação no prazo preclusivo da resposta. com a posterior citação do réu. o processo prosseguirá entre o autor. III . nem tão difícil quanto a explicação do manual. 75 do CPC trata da denunciação da lide feita pelo réu. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. 74.se o denunciado for revel. § único do CC de maneira ampliativa. 74 do CPC trata do procedimento da denunciação da lide feita pelo autor. o processo deve prosseguir o seu curso normal.se o denunciado a aceitar e contestar o pedido. ou comparecer apenas para negar a qualidade que Ihe foi atribuída. E os incisos do art. o denunciante estaria obrigado a prosseguir na defesa do interesse ao final. 75 prevêem as possíveis reações do denunciado à lide. defende que esse aditamento não pode alterar a causa de pedir e o pedido da petição inicial originária. ou seja. de um lado. Contudo. entende-se que é aplicável para todas as hipóteses de denunciação da lide. Não atendendo o alienante à denunciação da lide. que prevê duas hipóteses de reação do denunciado: 1 . poderá o denunciante prosseguir na defesa.se o denunciado confessar os fatos alegados pelo autor. Ao receber o pedido de denunciação da lide. Lembrar que o denunciado não é titular do direito material discutido. que nesse caso será revel. o juiz deverá suspender parcialmente o processo (suspensão imprópria). A denunciação da lide é uma intervenção coativa.

segundo o STJ. entregar coisa ou pagar quantia. nada impede que a lei impute a uma sentença meramente declaratória eficácia executiva. 104 103 Nada é tão fácil quanto parece. se o denunciante for o réu. 1ª corrente Sentença Natureza jurídica Condenatória. não fazer. cumulativamente. condenação exclusiva do litisdenunciado. juntamente com a do réu. Momento processual Prazo de contestação Segundo Alexandre Freitas Câmara. o que faz com se considere encerrado o prazo para a prática do ato. por assumir a mesma condição processual da parte. 2ª corrente STJ REsp 6793 / CE .DENUNCIAÇÃO DA LIDE TEMAS RELACIONADOS 57/76 Art. e. Não sendo possível ao demandado oferecer a denunciação da lide após a contestação Reconvenção (Cespe/UNB . nem tão difícil quanto a explicação do manual. sendo. A lei não exige que seja a denunciação da lide requerida no corpo da contestação. ainda que antes do último dia do prazo que o réu dispõe para apresentar sua resposta. recurso especial conhecido e provido. Art. o direito do evicto. valendo como título executivo103. e inadmissível a condenação direta do denunciado a compor os prejuízos reclamados pelo autor. não será mais possível denunciar a lide. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. o denunciado também pode utilizar essa forma diferenciada de resposta Art. no prazo para contestar. se o denunciante for o autor. 76 fala que ela "valerá como título executivo" e o nosso sistema reconhece eficácia de título executivo apenas às sentenças condenatórias104 (majoritária – Barbi. se já foi oferecida a contestação. sem apreciação da lide principal. pois o réu tendo contestado. 475-N. pois o art. uma para contestar. São títulos executivos judiciais: I – a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer. terá ocorrido preclusão consumativa. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. Entende como meramente declaratória. não há necessidade de que os atos sejam praticados simultaneamente. A denunciação só será julgada se ocorrer a sucumbência do litisdenunciante. A citação do denunciado será requerida. mesmo assim. título executivo sem que isso afete sua natureza ou contrarie princípios processuais (Alexandre Freitas Câmara). contudo. 76. que julgar procedente a ação. A sentença. Argumentos: apesar de normalmente apenas as sentenças de conteúdo condenatório poderem ser executadas. ou a responsabilidade por perdas e danos. declarará. sendo lícito o réu apresentar duas petições distintas.DPU-2010) Em regra. a reconvenção cabe ao réu. É uma ampliação subjetiva do processo que gera uma ampliação objetiva da sentença. outra para denunciar a lide ou praticar os dois atos em uma só petição. Optando o demandado por praticar os atos em petições distintas. Na denunciação da lide promovida pelo réu. (lei de Murphy) . Porém. havendo o oferecimento antecipado da contestação.). 71. conforme o caso.Denunciação da lide. Petição inicial Autor Réu Contudo. Fux etc.

C. nos casos especificados em lei. Adota a tese restritiva sobre o art.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 58/76 DENUNCIAÇÃO SUCESSIVA São admitidas e em cada uma delas se estabelece também duas demandas.C. Majoritária . caso seja feita. Aquele que. a qual decorre do art. Nada é tão fácil quanto parece. Art. Isolada . (lei de Murphy) .105. Parágrafo único. não exclui a responsabilidade deste perante o lesado. 186 e 187). por ato ilícito (arts. III. Adota a tese ampliativa do art. 70. há que se reconhecer a solidariedade entre a pessoa jurídica de direito público e seu agente. 927. porém. por sua natureza. III do CPC Considerando os mesmos argumentos. logo a denunciação da lide nesta situação é impossível. essa modalidade de denunciação da lide não é obrigatória.Entende que o fato de o Estado. independentemente de culpa.071 de 18/08/1980.O autor não poder ser obrigado a suportar discussão relativa à responsabilidade subjetiva quando sua relação primária com o réu é de responsabilidade objetiva. em razão do art. Haverá obrigação de reparar o dano. civilmente responsável. causar dano a outrem. Relator Ministro Cunha Peixoto. Assim sendo. nem tão difícil quanto a explicação do manual. revelando-se cabível no caso. ter direito de regresso em face de seu agente que tenha causado o dano. o que torna inadequada a denunciação da lide. risco para os direitos de outrem. deve ser aceita pelo julgador. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. 927 do C. 37 §6º da CRFB. + 1ª corrente 2ª corrente DL DO ESTADO AO SEU AGENTE 3ª corrente C. o chamamento ao processo. nada impediria que se formasse um litisconsórcio facultativo entre a pessoa jurídica de direito público e seu servidor (Alexandre Freitas Câmara)106. 70. 105 106 Nesse sentido: STF RE 90. fica obrigado a repará-lo. Prevalecendo tal entendimento.

A vedação à denunciação à lide disposta no art. 70. Entretanto. 88 da Lei n.: Destaque-se que no JEC há vedação expressa à possibilidade de intervenção de terceiros nos processos de sua competência. REJEIÇÃO COM BASE NO ART. III). a denunciação da lide sofre restrições descritas no artigo 13 da lei especial. 88. III. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. Resp. III. da lei adjetiva civil. Do contrário. Súmula nº 92107 do TJ∕RJ – Não sustentam a interpretação literal do art. A doutrina e a jurisprudência destacam a necessidade de se criar um cultura direcionada para a efetividade do processo. nem tão difícil quanto a explicação do manual. É possível que o responsável possa cobrar regressivamente através da denunciação da lide por fato do produto ou serviço? R: O art. mas ela se aplica somente para o fato do produto ou a este e ao fato do serviço.Data do Julgamento 04/10/2007 108 Nada é tão fácil quanto parece. 8.078/1990 restringe-se à responsabilidade do comerciante por fato do produto (art.919. Anulação do acórdão estadual. parágrafo único deste código. Precedentes do STJ. 13). Obs. em qualquer hipótese.Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR QUARTA TURMA . 439. da Lei 8.Entende que o art. para que a Corte a quo se manifeste sobre o pedido de denunciação à lide. 88 DO CDC. 1ª corrente +2ª corrente Jurisprudência atual do STJ . pois o estabelecimento da lide secundária retardará a prestação jurisdicional e. Resp 782. I. se faz permitir o chamamento ao processo. nos termos acima. a denunciação da lide nas ações que versem relação de consumo. não alcançando o defeito na prestação de serviços (art.233108 107 “ Inadmissível. 88. Fundamento: A vulnerabilidade do consumidor é reconhecida constitucionalmente de maneira que a denunciação da lide iria de encontro a essa efetiva proteção. 88. MULTA. do CPC. "Embargos de declaração manifestados com notório propósito de prequestionamento não têm caráter protelatório" (Súmula n. os interesses do consumidor. Nelson Nery. AUSÊNCIA DE RESTRIÇÃO COM BASE NA RELAÇÃO CONSUMERISTA. Uma interpretação equivocada conduz ao equívoco de se afirmar que. O legislador quis através do instituto de natureza híbrida conferir ao consumidor uma maior garantia no recebimento do seu direito. 13). No tocante a tais ações. haverá emperramento da prestação jurisdicional. Na hipótese do art. 13. AFASTAMENTO. Arruda Alvim e Kazuo Watanabe e alguns precedentes mais antigos do STJ. QUE DEVE SER APRECIADA À LUZ DA LEI PROCESSUAL CIVIL (ART. 98-STJ. todavia. III. Informações extraídas da obra “Comentários aos Verbetes Sumulares do TJRJ” – Juiz Roberto Ayoub CIVIL E PROCESSUAL. 14). que não exclui o exame do caso concreto à luz da norma processual geral de cabimento da denunciação. ao mesmo tempo em que se rechaça a denunciação da lide. situação. que é o hipossuficiente da relação processual. DANOS MORAIS. 98 do STJ).DENUNCIAÇÃO DA LIDE DENUNCIAÇÃO DA LIDE POR FATO DO PRODUTO OU SERVIÇO 59/76 Art. DENUNCIAÇÃO À LIDE DA EMPRESA DE SEGURANÇA. prevista no art. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. da Lei 8.078∕90 só é aplicável ao fato do produto. V. IV. REsp 439233 / SP . ” A Súmula em epígrafe refere-se à inadmissibilidade de denunciação da lide nas ações que versam relação de consumo.078∕90.078∕90 veda a denunciação da lide. VEDAÇÃO RESTRITA A RESPONSABILIDADE DO COMERCIANTE (CDC. entendendo que a denunciação da lide é vedada em qualquer situação de consumo diante da vulnerabilidade do consumidor. 70. ART. 70. se no caso concreto a denunciação tumultuar o processo e prejudicar a defesa do consumidor ela poderá ser vedada com base no art. conseqüentemente. HIPÓTESE. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. TRAVAMENTO DE PORTA DE AGÊNCIA BANCÁRIA. porque demandaria uma ampliação da demanda e uma demora na prestação jurisdicional. FATO DO SERVIÇO. (lei de Murphy) . SÚMULA N. Recurso especial conhecido e parcialmente provido. vedada a denunciação da lide. TODAVIA. Em nenhuma hipótese admite-se a denunciação da lide em sede de relação de consumo. ANULAÇÃO DO ACÓRDÃO. II. da Lei 8. 88.

I da Lei Complementar nº 80/94. no todo ou em parte. 147. Juízo.) consiste a legitimidade ad causam (legitimidade de parte.: XXXXXXXXXXX _____________. SR. UNIBANCO SEGUROS. ed.”. ut instrumento de mandato incluso. ora denunciante. 128.00 e ainda tratamento futuro que se faça necessário e também danos morais e estéticos conforme se depreende da peça vestibular. além de ser assistido pela Defensoria Pública. ou também legitimação para agir) na individualização daquele a quem pertence o interesse de agir e daquele em frente ao qual se formula a pretensão levada ao Judiciário. casado.00 para danos morais e R$ 10. se por ventura vier a presente ação a ser julgada procedente.DENUNCIAÇÃO DA LIDE MODELO DE PEÇA EXMO. nem tão difícil quanto a explicação do manual. nos autos da Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais c/c Lucros Cessantes que lhe move ______________. os quais serão contados em dobro. não possui condições de efetuar pagamento dessa natureza. indicando para patrocinar a causa a Defensoria Pública através do Defensor Público em exercício perante esse MM. Em atenção ao Princípio da Eventualidade.. DR. que. nos termos do art.”.. II. à Av. pelo que suscita desde já essa preliminar.21º andar. comerciante. na oportunidade garantida pelo art. No caso em tela. requer o deferimento da Gratuidade de Justiça. o que se cogita ad argumentandum. expedida pelo IFP. O Réu possui seguro de automóvel de UNIBANCO SEGUROS. falta à Autora uma das condições acionárias. podendo ser demandado apenas aquele titular da obrigação correspondente (legitimidade passiva). Assim.00 para danos materiais. DA DENUNCIAÇÃO À LIDE: O autor pleiteia a condenação do réu . vez que não cabe à ele efetuar a liberação pretendida. pag. vem. Nada é tão fácil quanto parece.000. mas tão somente à Companhia Unibanco Seguros Afirma José Frederico Marques em sua obra Manual de Direito Processual Civil. Logo. JUIZ DE DIREITO DA 5ª VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL 60/76 PROCESSO Nº. Dispõe o art. 267 do CPC. por seus procuradores. “liberação imediata do bilhete de seguro do automóvel atropelador”. vem o réu requerer a citação do denunciado. DA PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA: Observe V.Para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade. III. com as alterações intr oduzidas pela Lei 7510/86. apresentar sua CONTESTAÇÃO Pelos motivos de fato e fundamentos de direito a seguir aduzidos: I. cumpre salientar que. inscrito no CPF/MF sob o nº ___________. Rio Branco. DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA: Inicialmente. qual seja. (lei de Murphy) . espera a denunciante então que a denunciação seja acolhida com o fito de declarar a responsabilidade do denunciado na forma do art. o Réu não é titular da relação jurídica de direito material. brasileiro. 3º do Código de Processo Civil: “Art. no que tange ao pedido de item C. na forma do art. com sede nesta cidade. 70 do Código de Processo Civil. Assim. portador da carteira de identidade nº ___________. é titular da ação apenas a própria pessoa que se diz titular do direito subjetivo material cuja tutela pleiteia (legit imidade ativa). Saraiva.000. o qual se compromete a pagar a quantia de R$ 10. Exa. 76 do CPC. 3º . ao pagamento de despesas no valor de R$ 795. Centro. de acordo com o que dispõe a Lei 1060/50. para todos os prazos do processo. sem prejuízo da subsistência própria e de sua família. que deverá ser intimado pessoalmente. declarando que não tem condições de arcar com as custas judiciais e honorários advocatícios de qualquer espécie. 158: “(. requerendo a extinção do processo sem julgamento do mérito. no que concerne à legitimidade passiva.

Muito embora afirme que resgatou um empréstimo bancário no aludido valor. para evitar que o processo caminhe inutilmente. a Autora faz prova nos autos de que realmente teve que despender o valor de R$ 795. sendo certo que a Autora pretende se ver indenizada de um possível dano que venha a sofrer. “As perdas e danos devem ser comprovadas no curso da lide. Brasil-Acórdãos. não chegará a declarar a ação procedente. 3º Supl. Conforme nos ensina a ilustre jurista Ada Pellegrini Grinover em sua obra Teoria Geral do Processo: “Quando faltar uma só que seja das condições da ação. 09/11/1993 – JTJ – LEX 150/30) – Responsabilidade Civil e sua interpretação jurisprudencial. como ainda dano moral. relator o ministr o Filadelfo Azevedo) – Da Responsabilidade Civil. não tendo condições de fornecer o aludido documento. de placa nº CGI – 2119. (iii) pensão mensal no valor de R$ 400. Saraiva. de acordo com perícia médica a ser realizada na presente ação. Com efeito. ficando cristalinamente claro que a Autora não trouxe aos autos prova de qualquer uma de sua alegações. saraiva.00 (quatrocentos reais) correspondente à quantia percebida mensalmente pela demandante (item D). No que concerne à pretensão de se ver ressarcida de eventuais gastos que venha a efetuar. Exa. se caso restar comprovado no laudo pericial a existência de aleijão ou deformidade. diz-se que o autor é carecedor desta. Da mesma forma deve ser orientado o entendimento de V. pág. Ed. Apenas a apuração do quantum dos danos é que se pode relegar para execução. Com efeito. o que se admite ad argumentandum tantum. “A jurisprudência é pacífica no entendimento que não se pode falar em indenização quando o Autor não comprova a existência de dano. (TJSP – 13ª C. Corrêa Vianna – j. conforme restou comprovado.. não fez constar em sua exordial que a quantia foi destinada ao efetivo pagamento das despesas relativas ao atropelamento. por dever de cautela. – Ap – Rel. (. vez que o mesmo encontra-se em poderes da empresa de seguros. eis que é despido de qualquer embasamento legal. situada na Vila da Penha. (iv) dano estético em grau máximo com base na perícia médica a ser realizada. em outras palavras. permanecendo internada na UTI por 03 (três) dias. bem como (vi) a liberação imediata do bilhete de seguro do automóvel atropelador. vem esta adentrar no mérito e objetivando rechaçar o pleito indenizatório. e que ele ao parar o carro essas pessoas começaram a gritar: “Pega! Pega!”. quando já se pode antever a inadmissibilidade do julgamento do mérito. (TJ -MT Ac. com consultas e tratamentos médicos (item B). I. posto que tem o Réu certeza que a preliminar acima suscitada será acolhida por este Juízo. no presente momento. o que não verificou-se no caso vertente. (. Sustenta que. Entretanto. Ext nº 5618. conforme depreende-se do laudo acostado aos autos pela Autora. José de Aguiar Dias. (lei de Murphy) . V. – Ap. FUTURAMENTE. por si só.”. Juízo.”. com dispêndio de tempo e recursos.. sempre atual brocardo jurídico: ALEGAÇÕES SEM PROVAS SÃO COMO O SINO SEM BADALO. ou seja. Ac. pág. Nada é tão fácil quanto parece. deverá ser o valor pleiteado reduzido. Ed. (STF. 4ª edição. no Rec.”. no v alor de R$ 795. tendo sido levada ao hospital. em 08/10/42. em atenção ao Princípio da Eventualidade que aqueles danos podem acarretar à vítima dano patrimonial. DO MÉRITO: Em sede de defesa sustentará o Réu que. este se evadiu do local pois haviam várias pessoas na rua no momento do acidente.”. mas é necessária a prova específica desse dano. Rui Stoco. Aduz em prol de suas pretensões que na data de 17/06/2000 foi atropelada pelo veículo de propriedade do Réu. qual seja.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 61/76 Dessa forma. Forense. Note-se portanto que o pedido de indenização por danos materiais não deve prosperar ante a total falta de embasamento legal ou fático. nem tão difícil quanto a explicação do manual. no sentido de analisar o pedido de condenação do ora contestante ao pagamento de uma pensão mensal no valor de R$ 400. caso seja o mesmo reconhecido.) É dever do juiz a verificação da presença das condições da ação o mais ce do possível no procedimento. Conforme se verifica no depoimento do réu em sede policial. (TJSC – 2ª C. nem improcedente. Nunca é demais repetir que a mera alegação da Autora de que nunca teria realizado relações de consumo com a Ré.. p. 657. sustenta o Réu. o DANO. sendo certo que o mesmo trafegava em alta velocidade e na contra mão da Rua Tejupá. Vol. Ed. A remansosa e pacífica jurisprudência dos nossos Tribunais aponta no sentido de que se faz necessário comprovar a existência do dano material. – Rel.. (v) danos morais em valor a ser arbitrado por este MM. onde recebeu a devida assistência médica. tal pedido não merece acolhimento. mas.00 (setecentos e noventa e cinco reais). e de ofício. por ser final de jogo do Falmengo e Vasco. 86. 656. expondo o que se segue: IV. descabe a pretensão formulada exordialmente.00 (setecentos e noventa e cinco reais) para cobrir os gastos havidos quando da ocorrência do acidente. descabendo assim sua pretensão de auferir indenização à título de danos morais no que tange ao pedido de item A. como se vê a seguir: “Sem prova do dano. Wilson Antunes – j. NÃO TÊM A MENOR RESSONÂNCIA. exercendo embora o poder jurisdicional. como o Réu evadiu-se do local do acidente. teve que ser socorrida por diversas pessoas que presenciaram o fato. Rui Stoco. decorrente da redução de sua capacidade laborativa. 04/05/82 – RT 568/167) – Responsabilidade Civil e sua interpretação jurisprudencial. não há que se cogitar a responsabilidade. pág.. o pedido do autor. 331).”. (ii) das despesas com tratamento médico futuro que porventura se faça necessário. caracterizado o terceiro elemento pressuposto da Responsabilidade Civil. não basta para lastrear condenação por danos morais. ISTO É. valendo ressaltar que o mesmo configura-se quando a vítima sofre ofensa corpórea que lhe deixa aleijão ou deformidade permanente. ainda pleiteia a demandante indenização por dano estético em grau máximo. 4ª ed. não estando. “Não basta a prova genérica do fato qual poderia provir o dano. em nenhum momento.00 (quatrocentos reais). não chegará a apreciar o mérito. DOS FATOS: O bem da vida buscado pela Autora é a condenação do Réu ao pagamento de (i) todas as despesas apontadas na peça inicial. que estava sendo conduzido pelo demandado. Ainda assim. posto que a demandada não é titular do interesse em conflito.) A conseqüência é que o juiz. O entendimento da doutrina e jurisprudência pátrios caminha no sentido de que o dano material para ser contemplado deve ser provado. Válido é o velho. De 16/01/31.

portanto. Dessa forma. a ponto de romper o equilíbrio psicológico do indivíduo. bem como repelindo as tentativas de enriquecimento sem causa. foi de natureza levíssima. a pretensão autoral. aborrecimento. a valores de foro íntimo. qualquer comprovação de dano moral sofrido pela Autora. os pequenos dissabores estão fora da esfera do dano moral. natureza e repercussão da ofensa.que a satisfação pecuniária não produza um enriquecimento a custa do empobrecimento alheio. sendo certo que um dos princípios basilares da responsabilidade civil é a prova do dano. a contrariedade. No tocate ao pedido de reparação por danos morais. data maxima vênia. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo. Ressalte-se que. instituto extremamente repudiado pelo ordenamento jurídico pátrio. ensejando ações judiciais em busca de indenizações pelos mais triviais aborrecimentos. como também em razão do entendimento esposado pela jurisprudência. onde se buscam indenizações pelos mais triviais aborrecimentos.grau de culpa do ofensor. nem tão difícil quanto a explicação do manual. tem-se que o mero mal estar. decorrente de falta involuntária. no que tange ao pedido de dano moral formulado inicialmente. no patrimônio imaterial de vítima. etc. e assim os tribunais têm se posicionado. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral. 1538 do Código Civil. que não tolera. a dor. 2. o desagrado. sofrimento ou humilhação que. no caso em tela. no trabalho. O que não é admissível é a cumulação do dano estético com o moral. (lei de Murphy) . que pudesse configurar um dano moral ressarcível. vez que não sofreu nenhuma repercussão negativa ao seu patrimônio imaterial. buscando sempre atender os fins sociais aos quais a lei se destina. em regra. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. a indignação. 6. há de ser relevante e se deve representar. porque ou o dano estético importa em dano material. 5.a posição social. Ao contrário do que afirma uma pequena parte da doutrina. que lhe cause abalos a direitos personalíssimos. no trânsito. O dano moral. causando-lhe aflições. Não há. não houve exposição da Autora ao opróbio de terceiros. assim como a lei. não tendo havido qualquer tipo de má-fé por parte do demandado.a gravidade. constituir-se em odioso lucro sem causa de uma parte em detrimento da outra. em sua obra Programa de Responsabilidade Civil: “Nessa linha de princípio. além da existência da culpa do agente e o nexo causal entre ação/omissão e o dano. como o são o nome. hipótese esta repugnada pelo direito pátrio. em forma de prejuízo. que é o de propiciar tão somente a reparação e não o enriquecimento. É fato. política e econômica do ofendido. 4. deve-se observar os critérios legais e doutrinários. Nesse mesmo sentido a conclusão aprovada por unanimidade no IX Encontro dos Tribunais de Alçada do Brasil: “O dano moral e dano estético não se cumulam. não só pelas peculiaridades do caso. Juízo não deve revestir-se de excessividade. Assim sendo. caso tenha existido. em assim não sendo. com relação ao dano moral pretendido.. a dignidade. incentivaria a tão falada e propagada INDÚSTRIA DO DANO MORAL. privacidade. etc. por isso. por diversas razões: Nada é tão fácil quanto parece. Conquanto alegue a Autora a existência de tal evento. fugindo à normalidade. a quantia concedida por esse MM. no caso em tela. estaria se admitindo o enriquecimento sem causa da Autora. Ora. deve o magistrado fixar o quantum indenizatório tendo por base o que dispõe os artigos 4º e 5º da Lei de Introdução ao Código Civil. o dever de indenizar. não estando presente. ou esta compreendido no dano moral” (in Programa de Responsabilidade Civil – Sérgio Cavallieri Filho – Malheiros Editores – 2ª edição – pág. no art. quais sejam: 1. a vergonha. no caso em tela. com flagrante prejuízo da segurança das relações jurídicas. ou reduzem. para efeito de ressarcimento. Caso Vossa Excelência entenda que está presente o dever de indenizar. se devida for a indenização. além de fazerem parte da normalidade do nosso dia-a-dia. pela ação ou omissão de outrem. observando os princípios gerais do direito. devendo-se sempre atentar para o fim da lei. afastando-se a importação do “Punitive Damage” norte-americano. Do contrário. a cumulação constituirá bis in iden. o enriquecimento sem causa. tendo em vista as circunstâncias que envolvem o caso vertente. o dano moral. O entendimento em contrário. não são reparáveis. Destarte. ao mínimo. o que apenas se admite ad argumentandum tantum. Se assim não se entender. entendido este como sendo lesão que alguém sofre em seus bens imateriais. que a fixação do patamar devido a título de danos morais deve cingir-se de prudência e de comedimento. acabaremos por bana lizar o dano moral. sob pena de. entre amigos e até no ambiente familiar. os pretórios de todo o país vêm repelindo as pretensões dos que tentam obter indenizações generosas com a benção do Poder Judiciário. não é suficiente para configurar o dano moral ressarcível. tais situações não são intensas e duradouras. vale dizer. por si só. repita-se uma vez mais. sendo certo que o simples desgosto. admitem a cumulação do dano mat erial e o estético. a analogia e os costumes. por completo. mágoa. que o Judiciário tem por dever velar. porquan to. os aborrecimentos normais da vida cotidiana. a honra. cumpre salientar que não faz a Autora jus a qualquer tipo de indenização. constituem estados de ânimo que fazem parte dos riscos da vida e.comportamento subjetivo do ofensor. vexame. Mero dissabor. 88) Ademais. que afastam. eis que não são situações intensas e duradouras. só deve ser reputado como dano moral a dor. Dessa forma. nem abalo ao seu estado emocional e psicológico. em coerência aos princípios que norteiam a obrigação de indenizar. leciona o Eminente Desembargador Sérgio Cavalieri Filho.. a boa fama. porque sendo aquele um aspecto deste. 3. a indenização não pode ter qualquer ideal punitivo em face da autora do ato. nem há prova nos autos de seqüelas psicológicas porventura experimentadas pela Autora em razão de alegado abalo em sua honra ou situação financeira.a durabilidade do dano.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 62/76 Em tais casos. que infelizmente ainda influencia alguns poucos magistrados. aspecto do dano moral. a doutrina e a jurisprudência.”. Nesse diapasão. esta deve ser suficiente apenas a restabelecer o status quo ante.

Rio de Janeiro. 76 do CPC. e não menos importante. da Constituição Federal). de preferência com o aval do Poder Judiciário. alerta e punição da parte vencida.U. ao arbitrar valor exagerado em condenação imposta à ré. __ de abril de ____. como uma “multa processual”. é princípio geral do Direito Processual Civil aquele segundo o qual a condenação da parte em processo judicial constitui. Pelo exposto. Termos P. requer seja acolhida a preliminar levantada pela ora contestante e. requer seja acolhida a denunciação à lide responsabilizando o denunciado. estar-se-ia punindo-a duas vezes pelo mesmo fato. no mérito. O instituto da reparação civil significa resti tuição ao estado anterior à ocorrência dos danos causados. Por todos esses motivos. XXXIX. sob pena de confissão).DENUNCIAÇÃO DA LIDE 63/76 Primeiro. Se por acaso a presente ação seja julgada procedente.A. documental suplementar e pericial. Nada é tão fácil quanto parece. Deferimento. e o que se tem visto no Brasil é pura tentativa de enriquecimento ilícito por parte da Aut ora da demanda. situação contrária ao ordenamento jurídico interno. porque nos E. sejam julgados improcedentes os pedidos iniciais. na forma do art. N. (lei de Murphy) . Protesta-se por todos os meios de prova em direito admitidos. e o ordenamento brasileiro proíbe a aplicação de qualquer pena não pr evista na Lei (artigo 5º. no direito norte-americano. nem tão difícil quanto a explicação do manual. UNIBA NCO SEGUROS. essa doutrina está sendo revista no próprio país de origem. pois concedeu algo além da indenização pleiteada. não se pode falar em caráter punitivo da indenização. Em terceiro lugar. sinalizando para que não se repita a prática ilícita sob pena de nova condenação. motivo pelo qual. Qualquer decisão que fuja a essa definição será extra petita. o instituto é uma pena civil. o valor recolhido a título de “punitive damage” é destinado ao Estado. Em segundo lugar. porque devido aos abusos cometidos por conta de indenizações que prejudicaram a saúde financeira de muitas empresas. especialmente oral (testemunhal e depoimentos pessoal da Autora. Em quarto lugar. p or si mesma.

enquanto estes atuarem como agentes públicos. DJ 6/12/2004. por isso. nem tão difícil quanto a explicação do manual. § 6º. depois de provada a culpa ou o dolo do servidor público. mas um prestador de serviços. ou a quem lhe faça as vezes. Responsabilidade Civil do Estado e Agente Público . objetivamente. o decreto de intervenção em instituição privada seria ato típico da Administração Pública e. sem julgamento de mérito. concluiu-se que o mencionado art. não haveria como se extrair do citado dispositivo constitucional a responsabilidade per saltum da pessoa natural do agente. (RE-327904) Nada é tão fácil quanto parece.Alega o recorrente que. No tocante à ação regressiva. julgado em 15/9/2005. outra. asseverou-se a distinção entre a possibilidade de imputação da responsabilidade civil. por ilegitimidade passiva do réu. Assim. cabendo. RE 327904/SP. a recorrente propusera ação de perdas e danos em face de prefeito. entendeu-se que. na espécie. não se lhe aplica a vedação contida nos arts. REsp 750. consagra dupla garantia: uma em favor do particular. caberia ao Município responder objetivamente perante terceiros. 15. que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer. Carlos Britto. em prol do servidor estatal. em sede de ação regressiva. Rel.2006. Cdc. e Ag 364. Esse processo fora declarado extinto.031-SP. 13 e 88 do CDC.178-RJ. de forma direta e imediata. possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado que preste serviço público. Min. de ressarcir-se perante o servidor praticante de ato lesivo a outrem. à pessoa física do agente estatal. se eventual prejuízo ocorresse por força de agir tipicamente funcional. por não ser o banco um comerciante. Precedentes citados: REsp 660. pelo suposto prejuízo a terceiro. Fernando Gonçalves. sem a responsabilização do Estado. nos casos de dolo ou de culpa. Descabimento . (lei de Murphy) . e entre o direito concedido ao ente público. Em face disso. pleiteando o ressarcimento de supostos prejuízos financeiros decorrentes de decreto de intervenção editado contra hospital e maternidade de sua propriedade. Min. 37. abrangeria apenas o ressarcimento ao erário. da CF. a denunciação da lide. Aduziu-se que somente as pessoas jurídicas de direito público ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos podem responder. decisão mantida pelo Tribunal de Justiça local.A Turma negou provimento a recurso extraordinário em que se sustentava ofensa ao art. se cabível. Considerou-se que. A Min. ao argumento de ser cabível o ajuizamento de ação indenizatória diretamente contra o agente público. § 6º. 37. Cármen Lúcia acompanhou com reservas a fundamentação.DENUNCIAÇÃO DA LIDE JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA 64/76 Denunciação da lide. Essa.113-RJ. O entendimento deste Superior Tribunal é o de que descabe a denunciação da lide nas ações fulcradas em relação de consumo . No caso. da CF. rel. DJ 11/6/2001.8. pela reparação de danos ocasionados por ato ou por omissão dos seus agentes. assim.

Contudo. Se oferece denúncia temerária ou emulatória. Nada é tão fácil quanto parece. Há. Há razão para isto. Agentes públicos RECURSO ESPECIAL. ele deve assumir a responsabilidade por sua opção. esta já havia sido apresentada e o juiz já havia determinado a intimação do autor para apresentar réplica. ou seja. o hospital ajuizou ação de cobrança contra o réu. por exemplo. propiciar ao denunciante a recomposição dos prejuízos que vier sofrer com a ocasional derrota na demanda principal. 71 do CPC. se quiser. a fim de eximir-se de eventual ação regressiva e de indenização. Mas o exercício desta prerrogativa não pode extrapolar as atribuições funcionais previstas em lei.especialmente dos agentes políticos .A responsabilidade nestes casos. ora recorrido. em tese. Agindo nos limites de suas prerrogativas. certamente os agentes públicos não devem responder pessoalmente pelos danos causados a terceiros. Relator entendeu se fazer necessária a interpretação da expressão “prazo para contestar” previsto no mencionado dispositivo. o que foi deferido pelo juiz. romano ou brasileiro). TERCEIRA TURMA. Lide. o instituto da denunciação da lide sempre se voltou para três finalidades: a) o dever de defesa judicial em favor do denunciante. mister se faz tecer algumas considerações acerca do instituto da denunciação à lide. RESPONSABILIDADE CIVIL. Entende-se que o lesado deve cobrar do Estado o ressarcimento. . julgado em 18. ofereceu denunciação à lide em desfavor da empresa de plano de saúde. a necessidade de conferir ao denunciado a oportunidade de pleitear o malogro da demanda originária. ainda que tenham. pareceres ou denúncias? Evidentemente.2006 p. EXERCÍCIO DAS ATRIBUIÇÕES. Massami Uyeda. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. INDENIZAÇÃO. Rel. 138) No próprio julgado o STJ diz assim: VOTO . se representa ou não. Diante disso. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. In casu. 71 do CPC deve levar em consideração esses três objetivos. c) o direito de regresso. movido por interesses escusos. Primeiramente. A questão está em saber se.deve estar protegida de alguma forma. embora com ênfases diversas. agido no uso de suas prerrogativas legais ou constitucionais? A grande maioria dos julgados afasta essa possibilidade. Contestação. ao permitir que o denunciado. 65/76 Na espécie. PROCURADORES DA REPÚBLICA. em tese. à luz do art.MINISTRO HUMBERTO GOMES DE BARROS (Relator): A questão a ser resolvida é palpitante: os agentes públicos podem responder pessoalmente pelos danos causados a terceiros. Min. quando o réu adianta a contestação. no exercício de suas funções.439-RS. embora a denunciação tenha sido oferecida antes do transcurso do prazo legal de contestação. ele abre mão do restante do prazo legal de apresentação de resposta.08. contudo. Aqui o ponto de maior relevância: o Promotor. o Min. AGENTES PÚBLICOS. que. o agente do Ministério Público estará prevaricando. A interpretação do art. sendo suspenso o andamento do feito. REsp 1. em que se apurará a existência de má-fé ou abuso de direito na conduta do réu. de representar. ademais. LEGITIMIDADE PASSIVA CONDICIONADA À INSTRUÇÃO PROCESSUAL. sem amparo na lei. a Turma deu provimento ao recurso. em tal caso. de maneira que eventual tentativa de aditar a contestação será freada pelo óbice da preclusão consumativa. (lei de Murphy) . deve ser examinada após a instrução processual. porque lhe garantir a mesma proteção de que gozam aqueles que atuam corretamente. limites que correspondem à estrita obediência à lei e ao interesse público. nem tão difícil quanto a explicação do manual. A ninguém é lícito interferir neste juízo. Responsabilidade civil.Os membros do Ministério Público podem. por eventuais danos causados em decorrência de suas decisões. responder civilmente por seus atos que extrapolem as atribuições legais do cargo. O recorrido apresentou contestação e dias após. Deve-se considerar. para que se obtenha subsídios necessários à correta interpretação do preceito acima. a denunciação à lide pode ser apresentada após o oferecimento da contestação e dentro do prazo legal para contestar. Havendo o oferecimento antecipado da contestação. DJ 19. assim entendida a obrigação de o denunciado proteger o denunciante da pretensão do autor da lide principal. É a garantia de independência no exercício da função pública. (REsp 759272/GO. b) o direito de defesa judicial. objetivando o recebimento de valor referente a tratamento médico-hospitalar cujo custeio foi negado pelo plano de saúde contratado por ele. Em qualquer dos sistemas existentes ao longo da história (germânico. . Rel. ou Procurador da República.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Denunciação. é dizer-se. sem desmerecer as particularidades do modelo pátrio (que. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS. A jurisprudência é ainda mais firme neste sentido quando se trata de magistrados ou membros do Ministério Público. cumulativamente. a atuação dos agentes públicos . Não há. O Procurador da República tem a prerrogativa de denunciar. manifeste-se a favor do autor da demanda). INEXISTÊNCIA DE OBSTÁCULO LEGAL.06. Como seria possível o trabalho de um promotor ou de um juiz constantemente acuado pela possibilidade de responder. mitiga o dever de defesa judicial. julgado em 19/3/2009. Essa é a regra geral.099.2005. com o próprio patrimônio. tem autonomia para decidir se denuncia ou não. Para tanto.

do CPC) com fins de resguardo do direito de regresso oriundo de eventual sucumbência na ação principal. DJ 3/4/2006. a ser firmado com seguradora. REsp 648. Há fundamento novo quando o direito de regresso não deriva. Lide. REsp 670. por exemplo.080-ES. a Turma conheceu do recurso e deu provimento a ele para condenar a seguradora litisdenunciada solidariamente com o réu até o limite da cobertura do contrato de seguro. 29. o consumidor faleceu e a seguradora negou-se a honrar a apólice ao argumento de que havia doença preexistente. ao atribuí-la. com exclusividade. III. Nesse contexto. Denunciação. Nada é tão fácil quanto parece. diferente do DPVAT.141. Segurado. empenhar-se na defesa. Luis Felipe Salomão. no REsp. como aplicação de multa e a cassação da carteira de habilitação. que é legal. Aldir Passarinho Junior. o banco busca. ação cominatória combinada com condenatória a fim de transferir o veículo sob pena de multa diária e receber a restituição de parcelas pagas indevidamente. O consumidor e o banco firmaram contrato de abertura de crédito com alienação fiduciária a recair sobre o automóvel adquirido.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 66/76 Todas estas considerações levam-me a constatar: é impossível dizer. 475 do CC/2002). o que habilita a parte lesada pelo descumprimento do contratado a pleitear sua resolução e a indenização por perdas e danos (art. Anoto finalmente que o novo Código Civil consagra a responsabilização civil por abuso de direito (Art. DJ 8/8/1994. Assim. inclusive perante o órgão de trânsito. direta e incondicionalmente.118-PR.418-SP. que os réus carecem de legitimidade para figurar na demanda indenizatória. apenas contra o banco. em contrariedade ao princípio da instrumentalidade e celeridade do processo. e REsp 58. DJ 3/4/2006. Trata-se de ação indenizatória em acidente de trânsito em que o Tribunal a quo excluiu a seguradora litisdenunciada da lide. o reconhecimento de sua ilegitimidade passiva e a denunciação à lide da seguradora (art. Lide. como não há liame jurídico entre o terceiro e a seguradora. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 187). Seguradora. haverá uma dificuldade a ser suplantada. 70. Banco. Rel. não há que se cogitar de fundamento novo. está amparada por expressa disposição legal (arts.998-RS. Na verdade. 9. A seguradora não está obrigada. poderia haver um reflexo em uma eventual demanda para cobrança de diferença. o espólio propôs. o juiz vai poder dizer se os réus agiram em conformidade com suas atribuições funcionais ou se atuaram de má-fé. João Otávio de Noronha. 70.006-SP. se responsabilizado pelo acidente. embora não possa ser aplicado ao caso concreto. é necessária a participação do segurado na lide. busca o banco recorrente. DJ 12/8/2002. julgado em 1º/10/2009. e 53 da Lei n. logo se percebe que não há direito de o banco ressarcir-se da seguradora. Precedentes citados: REsp 191. daí não haver razão para a denunciação à lide. Depois da instrução processual. REsp 97. (lei de Murphy) . o que não é aceito pela jurisprudência e pela doutrina. do CPC). Edição. dado o tumulto que trará à marcha processual. Regresso. na inadimplência de prestações.610/1998).092 do CC/1916 e art. Não vejo como impedir o prosseguimento da demanda. No caso. sociedade pertencente ao mesmo grupo econômico do qual faz parte o banco. Então. Seguradora. pois não há vínculo contratual ou legal entre eles. Min. Precedentes citados: REsp 648. com lastro no mencionado artigo do CPC. contrato bilateral e oneroso por natureza. sendo o segurado protagonista do acidente e conhecendo a dinâmica dos fatos. REsp 1. ou seja. DJ 29/4/1996. Rel. 1.394-PR. Rel. Ressalta-se que os acidentes acarretam outros efeitos. por lei ou contrato. REsp 934. se a condenação securitária não fosse suficiente. Por último. julgado em 6/10/2009. Em razão de sua relação com a seguradora. a terceiro.253-DF. o que torna incabível uma eventual pretensão regressiva. III. O dispositivo legal. I. Denunciação. não conheço do recurso especial. Seguro. Se assim não fosse.675-SP. Contrato. Na terminologia da Turma. porquanto ele tem interesse direto na condenação. Min. justificada está a denunciação da lide (art. A jurisprudência deste Superior Tribunal entende não permitir a denunciação da lide em casos de alegado direito de regresso quando seu reconhecimento requeira a análise de fundamento novo que não conste da lide originária. Min. A Turma entendeu que o ajuizamento da ação indenizatória pode ser contra a seguradora e o beneficiário do seguro. DJ 4/5/1998. Concedida a tutela antecipada. a garantir o resultado da demanda. Uma vez que o seguro tem natureza contratual. eximir-se de sua responsabilidade sobre o evento danoso. desde já. Esse negócio condicionou-se à adesão do consumidor a contrato de seguro que quitaria o financiamento em caso de óbito. Frente a isso e ao cenário fático-jurídico ajuntado ao acórdão ora recorrido. Só então se poderá falar em legitimidade ou ilegitimidade passiva. Lide. Há confusão entre a preliminar de ilegitimidade passiva e o mérito da causa. da lei ou de contrato celebrado com a denunciante e quando se necessite recorrer a outros elementos para evidenciá-lo. julgado em 26/2/2008. Denunciação. prestigiou firme tendência doutrinária e jurisprudencial.253-DF. Porém. Poderia ainda. Assim. o segurado renovará o contrato de forma mais onerosa. e REsp 49. cuida-se de avença derivada de contrato de edição de obra literária (conhecido dicionário). caso esta venha a negar o seguro.

julgado em 4/5/2004. alega que houve simulação de negócios levados a registro com assinaturas falsas. Min.567-SP. a Turma conheceu do recurso e lhe deu provimento para que sejam incluídos no valor da execução os honorários inicialmente fixados para o pronto pagamento. prosseguindo o processo seu trâmite regular. o ora recorrido não recolheu as custas para a nova perícia. (lei de Murphy) . determinou novamente a produção de prova pericial. a Turma não conheceu do recurso. conforme o art.084-MS.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Denunciação da lide. a obrigação decorrente da sentença condenatória passa a ser solidária em relação ao segurado e a ela. Min. DJ 8/4/2002. com ressalvas da Min. 67/76 Não houve resistência da denunciada. DJ 29/9/2003. Rel. do CPC. O recorrente estava representado nos autos quando ela foi realizada. Rel. Nada é tão fácil quanto parece. Dessarte. Assim. § 1º. Prova. Terceiros. após contestação. Precedentes citados: REsp 530. a qual deve ser imputada a ambos os consortes do processo de conhecimento. Logo. Estes não têm nenhuma relação com a dívida principal decorrente da apólice. Precedente citado: RMS 18. este Superior Tribunal reverteu a decisão interlocutória e determinou que o pedido de denunciação à lide fosse processado. Luis Felipe Salomão. o não pagamento voluntário da condenação por qualquer deles é causa do processo de execução. 249. Assim. Sucumbência. A Turma entendeu que a prova produzida anteriormente não deve ser considerada inexistente. Honorários advocatícios. descabida é a condenação de honorários em razão da denunciação. DJ 12/4/1999. REsp 142. Assim. julgado em 16/3/2010. Nancy Andrighi. que permaneceram inertes e deram ensejo à movimentação da máquina judicial.744-RO. Trata-se de ação declaratória de nulidade de escritura pública e dos registros realizados na qual o autor.923-PR. o pedido de denunciação à lide foi indeferido. segurado e seguradora.796-RS. julgado em 12/5/2007. tendo oportunidade de opor-se a ela e apresentar o termo de seu inconformismo. A jurisprudência assente neste Superior Tribunal afirma que a declaração de nulidade dos atos processuais depende de demonstração de existência de prejuízo à parte interessada. mas com a causalidade do processo de execução. ao considerar tardia a intervenção no processo dos litisdenunciados.723-RS. Intervenção. a Turma negou provimento ao recurso. Rel. O juiz de primeiro grau. REsp 120. nem tão difícil quanto a explicação do manual. que aceitou a condição de litisconsorte do réu denunciante. Contudo. Quando a seguradora assume a condição de litisconsorte junto com o segurado denunciante no processo de conhecimento. REsp 886. A prova foi realizada com a observância do contraditório e da ampla defesa. A resistência à utilização dessa prova poderia vir de um dos litisdenunciados. DJ 12/4/2007. pois não se desincumbiu o autor de seu ônus processual.719-SP. Anulação. foi produzida perícia na qual se constatou a falsidade das assinaturas apostas nos contratos levados a registro. Durante a fase probatória. devendo quem quer que seja acionado suportar os honorários advocatícios fixados inicialmente para o caso de pronto pagamento . ora recorrido. Obrigação solidária. Min. Porém. REsp 879. então a sentença julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. Antônio de Pádua Ribeiro. Nancy Andrighi. o que não ocorreu no caso. Com esse entendimento. jamais do recorrente. e REsp 285.

não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. o Min. inadimplente a cooperativa. afirmando que houve extrapolação dos poderes do então presidente. Deve-se considerar. O banco recorrente concedeu financiamento à cooperativa. esta já havia sido apresentada e o juiz já havia determinado a intimação do autor para apresentar réplica. principalmente verificar se o signatário da garantia estava investido de poderes para tanto. Min. posteriormente houve a intervenção da União. condutor da tese vencedora. ele abre mão do restante do prazo legal de apresentação de resposta. é dizer-se. REsp 1. Fernando Gonçalves. à luz do art. o instituto da denunciação da lide sempre se voltou para três finalidades: a) o dever de defesa judicial em favor do denunciante. julgado em 19/3/2009. bem como ajuizou ação declaratória incidental de nulidade de carta de fiança julgada na Justiça comum. cumulativamente. julgava procedente o pedido inicial. Diante disso. pautado na regularidade da aparência. Relator. mister se faz tecer algumas considerações acerca do instituto da denunciação à lide. submetida a questão ao antigo Tribunal Federal de Recursos. condenando a União (sucessora do BNCC) ao pagamento das importâncias reclamadas. Luis Felipe Salomão. vencido. b) o direito de defesa judicial. Fernando Gonçalves. manifeste-se a favor do autor da demanda). Sucede que. Daí o REsp. propiciar ao denunciante a recomposição dos prejuízos que vier sofrer com a ocasional derrota na demanda principal. conforme previsto no estatuto da instituição e na Lei n. a denunciação à lide pode ser apresentada após o oferecimento da contestação e dentro do prazo legal para contestar. o TRF deu provimento à apelação da União. Para tanto. ele admitiu a assistência da União e anulou a sentença por entender cabível a denunciação à lide. Por outro lado. assim entendida a obrigação de o denunciado proteger o denunciante da pretensão do autor da lide principal. ofereceu denunciação à lide em desfavor da empresa de plano de saúde. Bancária. Nada é tão fácil quanto parece. de maneira que eventual tentativa de aditar a contestação será freada pelo óbice da preclusão consumativa. 6.506RS. a Turma deu provimento ao recurso . a fiança não se revestiu das formalidades indispensáveis à legalidade do ato. o réu (BNCC) denunciou seu presidente na época dos fatos. ora recorrido. (lei de Murphy) . julgado em 15/4/2010. sendo suspenso o andamento do feito. Denunciação. ou seja. Na espécie. as quais foram rechaçadas pelo voto vista do Min. Rel. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. por maioria. ele extrapolou seus poderes de gestão. para acórdão Min. para que se obtenha subsídios necessários à correta interpretação do preceito acima. sendo nula de pleno direito. e o extinto Banco Nacional de Crédito Cooperativo S/A (BNCC). reconhecendo que.099. Fiança. sem se acercar de todas as cautelas. declarando-se solidariamente responsável pelas obrigações da nota de crédito à exportação concedida à principal pagadora (cooperativa exportadora). que detinha atribuições indelegáveis e capacidade para deferi-la. Massami Uyeda. reconhecia inafastável a tutela do direito do recorrente. o Min. ao prosseguir o julgamento. c) o direito de regresso. se quiser. Na contestação. ademais.404/1976. Já na Justiça Federal. Em qualquer dos sistemas existentes ao longo da história (germânico. havia necessidade de autorização formalizada pela diretoria executiva. Diante do exposto. quando o réu adianta a contestação. Assim.439-RS. o que foi deferido pelo juiz. sem desmerecer as particularidades do modelo pátrio (que. Rel. que. o Min. mitiga o dever de defesa judicial. a necessidade de conferir ao denunciado a oportunidade de pleitear o malogro da demanda originária. Lide. Relator entendeu se fazer necessária a interpretação da expressão “prazo para contestar” previsto no mencionado dispositivo. embora a denunciação tenha sido oferecida antes do transcurso do prazo legal de contestação. assinou carta de fiança. o hospital ajuizou ação de cobrança contra o réu. não conheceu do recurso. ao permitir que o denunciado. Além disso. Argumentou-se que não se poderia contratar uma operação de um milhão de dólares. com amparo nas teorias da aparência e boafé. In casu. nomeado pelo presidente da República. o tribunal a quo baseou-se na interpretação do estatuto do BNCC. Então. o banco credor moveu ação de cobrança contra o banco garante para reaver o crédito concedido ao terceiro. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Assim. de boa-fé. REsp 505. que. Primeiramente. Para dar essa fiança. na garantia fidejussória a terceiro dada pelo então presidente. Dessarte. 71 do CPC deve levar em consideração esses três objetivos. A questão está em saber se. originário Min. após a citação e contestação do litisdenunciado. A interpretação do art. O recorrido apresentou contestação e dias após. Contestação. a fim de eximir-se de eventual ação regressiva e de indenização. Rel. Havendo o oferecimento antecipado da contestação. a Turma. por exemplo. objetivando o recebimento de valor referente a tratamento médico-hospitalar cujo custeio foi negado pelo plano de saúde contratado por ele. 71 do CPC. aceitou a fiança assinada pelo presidente de instituição financeira. Fernando Gonçalves concluiu que rever a decisão a quo necessitaria do reexame de provas e fatos. romano ou brasileiro).DENUNCIAÇÃO DA LIDE 68/76 Cobrança. embora com ênfases diversas. por intermédio de seu então presidente. sucessora do BNCC (após sua extinção).

Suponha que Antônio. que. visando transferir-lhe a posição de réu110. Nessa situação.3) . Mozart Borba in www. é lícito a Antônio: requerer a nomeação à autoria contra Carlos. Fonte111 109 Existem hipóteses que mesmo excluindo o outro . diante disso. quando na verdade é mero detentor. sendo tão somente caseiro (detentor) da outra metade que pertence a “B”. hipótese em que deverá o demandado nomear à autoria o possuidor ou o proprietário da coisa.euvoupassar.: caso em que alguém é demandado como possuidor do bem. (lei de Murphy) . possuidor ou responsável.NOMEAÇÃO À AUTORIA 69/76 CONCEITO Arts. Logo “A” nomeará à autoria “B”. privativa do réu. por ser dono da outra metade do terreno. o nomeante à autoria permanece no processo. forçada e excludente109. 111 110 Imagem retirada de trabalho do prof.com. Ex. (CESPE/OAB/2008. no prazo para a defesa. tenha cumprido ordens deste para retirar madeira na fazenda de Celso.br Nada é tão fácil quanto parece. nela o mero detentor ou aquele que causou o dano em nome de outrem e é demandado indevidamente indica em juízo o proprietário. mas permanecerá no processo em razão de sua legitimidade passiva. mas ele sé é proprietário de 25m². tenha proposto a ação de reparação de danos materiais contra Antônio. que tem como objetivo corrigir vício de ilegitimidade passiva do processo. 62 a 69 do CPC É intervenção de terceiro obrigatória. nem tão difícil quanto a explicação do manual. É o que ocorre na hipótese que “A”é demandado como se fosse dono de um terreno de 50m². em decorrê ncia de sua legitimidade passiva. empregado de Carlos.

este deverá nomear à autoria o possuidor ou o proprietário. deixando ali um seu preposto. Antes que o dono volte. quando lhe competir. não haveria ilegitimidade passiva. Aplica-se também o disposto no artigo antecedente à ação de indenização. 113 Exemplo retirado da obra de Marcus Vinícius Rios Gonçalves – Novo Curso de Direito Processual Civil – Volume 1. Luiz Fux) defende que a conditio sine qua non da nomeação à autoria é a ilegitimidade passiva. como objeto da demanda.NOMEAÇÃO À AUTORIA HIPÓTESES DE CABIMENTO 70/76 Art. nem tão difícil quanto a explicação do manual. deverá112 nomear à autoria o proprietário ou o possuidor. deve receber o pedido de nomeação à autoria como um pedido de chamamento ao processo. já que. 62. mero detentor. 69. que obedece a ordens e determinações suas. sendo-lhe demandada em nome próprio. também. Nesse caso. 63. Assim. O réu pode nomear à autoria o mandante. II . já que o mandatário. dispõe que se o direito material estabelecer uma coobrigação (responsabilidade solidária) entre mandatário e mandante.deixando de nomear à autoria. E. o proprietário pode ter a falsa impressão de que o esbulhador é o empregado e ajuizar em face dele eventual ação possessória ou reivindicatória. 112 Art. p. Suponha-se que o proprietário He um terreno esteja viajando e que. pedindo a sua substituição no polo passivo113. o juiz. (lei de Murphy) . parte legítima. 167. 2009 Nada é tão fácil quanto parece. Saraiva. Se o objeto da demanda for a discussão sobre a posse ou sobre a propriedade de um determinado bem. para que a nomeação à autoria seja cabível nessa hipótese a relação de direito material não poder ter no mandatário a figura do responsável pelo ressarcimento dos danos. ele seja esbulhado. nesse caso. pelo princípio da fungibilidade. e como réu da demanda figurar o mero detentor. deve-se ter a reparação de danos causados em virtude de uma prática ilícita. toda vez que o responsável pelos prejuízos alegar que praticou o ato por ordem. Formar-se-á um litisconsórcio passivo ulterior. ou em cumprimento de instruções de terceiro. mas deverá nomear à autoria o verdadeiro invasor. durante sua ausência. Sendo assim. intentada pelo proprietário ou pelo titular de um direito sobre a coisa. o invasor afasta--se do imóvel. Flávio Cheim Jorge. O réu é parte ilegítima. ou seja.nomeando pessoa diversa daquela em cujo nome detém a coisa demandada. Ao voltar. inclusive. Responderá por perdas e danos aquele a quem incumbia a nomeação: I . seria. aquele que pratica atos sob ordens ou instruções de terceiro (mandante). o réu deve ser o mandatário. Aquele que detiver a coisa em nome alheio. não será cabível a nomeação à autoria. dependendo do tipo de discussão no caso concreto. A melhor doutrina processualista (Dinamarco. Art. nesse caso.

119 Nada é tão fácil quanto parece. como no caso de coisa julgada. 67. 65115 – se está presente alguma das hipóteses do art. abrindo as seguintes hipóteses: Se aceita Se não aceita 1ª Aceitação Autor O pólo passiva é alterado e o novo réu deve ser citado. O Nomeante continua a ser réu (e recebe novo prazo para contestar116) e o processo deve. nomeia aquele que deveria ser o réu (o integrante da relação jurídica material). Quando o autor recusar o nomeado. O nomeante continua como réu (recebe novo prazo para contestar – 15 dias – art. sendo assim. sem resolução de mérito: Vl . (lei de Murphy) . ficará sem efeito a nomeação. pois para que ocorra a extromissao de parte. Para que a nomeação à autoria seja válida. assinar-se-á ao nomeante novo prazo para contestar. o processo prosseguirá contra o réu originário.NOMEAÇÃO À AUTORIA PROCEDIMENTO . ele deverá ser incluído no pólo passivo como revel. A doutrina minoritária (Bedaque. Em ambos os casos. 62 ou 63 (hipóteses de cabimento). porque há possibilidade de o juiz extinguir o processo em razão de outro vício. o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa. Ovidio Batista) entende que a recusa de participar no processo ao ser citado viola o princípio da inevitabilidade da jurisdição.art. 67) e o processo prossegue. o nomeado decide livremente se aceita ou não a nomeação. o processo continuará contra o nomeante. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Se um dos dois não a aceita. 115 116 Art. ele. Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída. o juiz.quando não concorrer qualquer das condições da ação. Art. 267. ao autor incumbirá promover-lhe a citação. por ilegitimidade passiva118. litispendência etc. para a extinção sem resolução do mérito. 117 Provavelmente. O pólo passivo é mantido. Se o terceiro se recusar. Art. a doutrina se divide no que diz respeito aos seus efeitos. 64. será necessária a aceitação do autor da ação e do nomeado. contra ele correrá o processo. como a possibilidade jurídica. 2ª Aceitação Nomeado Se não aceita 114 Suspensão imprópria: somente o procedimento principal é suspenso. Sendo assim. Diante da nomeação. Art. tanto o autor quanto o terceiro deve concordar com a nomeação. o réu que não seja figura legítima para participar do processo tem a obrigação de indicar aquele que deveria estar em seu lugar (sob pena de perdas e danos . abrindo as seguintes hipóteses: Destaque: o nomeado pode recusar a nomeação Se aceita O nomeado substitui o nomeante e apresenta contestação normalmente. ao deferir o pedido. provavelmente. se a negar. 69). Já a doutrina majoritária (Dinamarco. recusando-o. Aceitando o nomeado. provavelmente117. a legitimidade das partes e o interesse processual. 66119 – uma vez citado da ação. Extingue-se o processo. Marinoni) entende que a nomeação à autoria depende da dupla concordância/aceitação.SISTEMA DA DUPLA ACEITAÇÃO 71/76 Art. o autor da ação decide se aceita a mudança no pólo passivo ou se não a aceita. o réu. 65. seguir para extinção sem resolução do mérito. a nomeação não terá valor e o processo continuará a correr contra aquele que fez a nomeação. Art. 66. Nelson Nery. por ilegitimidade passiva. suspenderá o processo114 e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. 118 Art. Com relação à recusa. ou quando este negar a qualidade que Ihe é atribuída.

O art. quando o credor exigir de um ou de alguns deles.dos outros fiadores./STF/2008) . . nem tão difícil quanto a explicação do manual. já que ele não faria parte da ação secundária. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores. 121 120 CESPE/Analista – Jud. todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto121. na mesma sentença. no mínimo. Dinamarco. só estaria litigando contra o obrigado escolhido.Julgue os itens subseqüentes. Assim.elaborada pelo professor Mozart Couto. Assim. parcial ou totalmente.CHAMAMENTO AO PROCESSO 72/76 Art. em litisconsórcio. a dívida comum. (lei de Murphy) . Figura Erro! Apenas o documento principal. Arruda Alvim. 122 Nada é tão fácil quanto parece. nesse caso. Marinoni) entende que no chamamento ao processo ocorre um litisconsórcio ulterior e facultativo. pois.de todos os devedores solidários. Ovídio Batista) entende que com o chamamento ao processo haverá uma ampliação subjetiva e objetiva do processo por meio da criação de uma nova ação. pois os demais coobrigados participarão sim da ação originária. 123 Posição minoritária . que tem a faculdade (não o dever) de trazer ao processo os coobrigados. 77. assim. dando causa à instauração do litisconsórcio passivo122.Uma parcela da doutrina (Nelson Nery. 275 do CC dispõe que a escolha do credor é somente contra quem ele vai propor a ação. a dívida comum. mas não contra quem ele vai litigar. haveria uma ação originária entre o credor e o obrigado por ele escolhido e uma ação secundária entre o devedor escolhido pelo credor e os demais devedores chamados ao processo. se o pagamento tiver sido parcial. pois eles podem participar.. como assistentes. quando para a ação for citado apenas um deles. CC Art. a fim de que o juiz declare. Critica-se esse entendimento.do devedor. porque o assistente litisconsorcial tem poderes de litisconsorte. parcial ou totalmente. É exatament e a mesma ideia da denunciação da lide. a escolha é do réu. 77 a 80 do CPC Art. 120 CONCEITO É uma denunciação da lide qualificada Palavra chave: Solidariedade (co-obrigação) LITISCONSÓRCIO ULTERIOR E FACULTATIVO Doutrina majoritária (Humberto Theodoro Jr. mesmo que não sejam partes. 275. II . ( ) O chamamento ao processo consiste na admissibilidade de o réu fazer com que co-devedores solidários passem a integrar o pólo passivo da demanda junto com ele. a responsabilidade de cada um. Trata-se de intervenção provocada pelo réu. O credor. de qualquer forma. III . É admissível o chamamento ao processo: I . na ação em que o fiador for réu. o credor estará litigando contra quem ele não escolheu. Serão assistentes litisconsorciais (são titulares dos direitos discutidos). cuja grande especialidade é que ele é formado pela vontade do réu123. relativos à intervenção de terceiros.

Porém. torna-se essencial. devedor solidário. assim. em caráter solidário e mediante renúncia ao benefício de ordem. Mas o direito de sub-rogação ao direito do credor persiste para o fiador. (lei de Murphy) . o locador ajuizou ação de cobrança contra o locatário e Carla. aos sócios. o devedor não poderia indicar bens do devedor principal. com o que este também será condenado.. Nada é tão fácil quanto parece. Em não sendo feito o chamamento ao processo nesta hipótese. cobrar deste. na ação em que o fiador for réu. Em face dos outros fiadores pelo réu fiador Dos outros fiadores. o chamamento ao processo é o que possibilita no futuro o exercício do direito do beneficio de ordem. Em face do devedor pelo réu fiador Benefício de ordem . e o devedor disponha de bens capazes de suportar o cumprimento da obrigação.CHAMAMENTO AO PROCESSO HIPÓTESES DE CABIMENTO Do devedor.Instituto típico da execução. e freqüentes os casos de incidência da exceção). Assim.. primeiramente. não poderá o fiador alegar o benefício de ordem. Considerando a situação hipotética apresentada. já que a prática dos negócios fez com que os casos de aplicação da regra fossem raríssimos. etc. Pois se essa demanda seguir somente contra fiador. na execução. Como André não pagou os últimos três meses de aluguel. voltar-se contra o devedor principal. Ocorre que o benefício de ordem é exercido no processo executivo. tem o fiador a faculdade exigir que a execução. De todos os devedores solidários. mesmo não havendo chamado ao processo o devedor principal. É uma questão de preferência de responsabilidade patrimonial. Logo. sendo o dispositivo supérfluo. sobre o patrimônio do devedor principal. pois entre os co-fiadores existe solidariedade. já que encontra natural repouso no inciso III do mesmo art. a dívida comum. parcial ou totalmente. Voltado ao fiador. que o fiador. Em face dos outros devedores solidários pelo réu devedor solidário Cláusula genérica que engloba as demais (CESPE/OAB/2008. será impossível ao fiador alegar. o benefício de ordem. Trata-se de co-fiança. faça incluir no processo o devedor pr incipal. para que o benefício de ordem possa ser alegado. o fiador poderá. e só será possível sua alegação se já for possível a instauração de execução também em face do devedor principal. demandado. 77.Carla e Renata eram fiadoras de André em contrato de locação de um apartamento residencial. podendo este. 124 O fiador não é. é correto afirmar que Carla agirá corretamente se: (. para se exercer o benefício de ordem é imprescindível que exista um título executivo contra o devedor principal. Nos casos em que tal renúncia não tiver ocorrido. Em não havendo título executivo em que figure o devedor principal. nem tão difícil quanto a explicação do manual. quando para a ação for citado apenas um deles. na hipótese de vir pagar a dívida. a fim de exigir dele a integralidade do que houver pago124.2) . quando o credor exigir de um ou de alguns deles.)promover o chamamento ao processo de Renata. O fiador pode indicar bens do devedor principal antes que o seu próprio patrimônio seja atingido. haja vista que as duas são fiadoras. havendo tal solidariedade apenas quando o garante tiver renunciado ao benefício de ordem. 73/76 Feito o chamamento. só existirá título executivo contra este. em regra (em termos teóricos.

Ordenada a citação. 74. do devedor principal. 80 do CPC dispõe que o título executivo é formado contra o réu e contra o chamado ao processo. O art. a ação prosseguirá unicamente em relação ao denunciante. assim. mandando observar.A citação do alienante. dentro de 10 (dez) dias. O juiz suspenderá o processo. em favor do que satisfizer a dívida.CHAMAMENTO AO PROCESSO PROCEDIMENTO DO CHAMAMENTO AO PROCESSO 74/76 Só pode ser realizado pelo réu. A sentença. ou de cada um dos co-devedores a sua quota. Art. do possuidor indireto ou do responsável pela indenização far-se-á: a) quando residir na mesma comarca. comparecendo. a ideia de condenação solidária é indiscutível. procedendo-se em seguida à citação do réu. E aplicam-se as regras da denunciação da lide feita pelo réu (art. do proprietário. b) quando residir em outra comarca. § 1o . 72. Art. na proporção que Ihes tocar. 79 do CPC). que julgar procedente a ação. o denunciado. condenando os devedores. nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy) . 79. por inteiro. 125 Art. valerá como título executivo . Feita a denunciação pelo autor. 80. ou em lugar incerto. § 2o Não se procedendo à citação no prazo marcado. 72 e 74125. ficará suspenso o processo. quanto à citação e aos prazos. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. O credor escolhe contra quem quer executar. Nada é tão fácil quanto parece. Art. para exigi-la. dentro de 30 (trinta) dias. o disposto nos arts.

CHAMAMENTO AO PROCESSO 75/76 Art. Se o réu houver sido declarado falido. o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador. sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título. vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços . 80 do Código de Processo Civil. nem tão difícil quanto a explicação do manual.o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. Nesta hipótese. (lei de Murphy) . em caso afirmativo. facultando-se. a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do art. vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este.a ação pode ser proposta no domicílio do autor. DISPOSIÇÕES DO CDC II . o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade. serão observadas as seguintes normas: I . Nada é tão fácil quanto parece. 101.

(lei de Murphy) . assistente simples Nada é tão fácil quanto parece. proporcional à quota-parte do Ressarcimento integral. nos limites da responsabilidade chamado regressiva O chamado poderia. poderia ser admitido como assistente litisconsorcial. como regra. ser admitido nos autos como O denunciado. como regra. como regra. nem tão difícil quanto a explicação do manual.CHAMAMENTO AO PROCESSO 76/76 QUADRO COMPARATIVO (CHAMAMENTO X DENUNCIAÇÃO) Chamamento ao processo Denunciação da lide Exclusivo do réu Facultada ao autor e ao réu Relação jurídica existente entre os chamados e o adversário Inexiste relação jurídica entre denunciado e o adversário daquele que realiza o chamamento do denunciante O chamado poderia ter sido parte na demanda (litisconsórcio O denunciado jamais poderia ter sido parte facultativo do autor) Ressarcimento.

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