Breviário

"Para que possamos nos tornar diferentes do que nós somos, devemos ter alguma
Concurso não se faz para nós somos. passar. Porrada na preguiça! consciência do que passar, mas até Isto não implica num crescimento diário, mas A fila anda e a catraca seleciona. É nóis, playboy!!! num 29/12/2010 decrescimento diário. Tire fora o que não for essencial." - B. L.

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1. LITISCONSÓRCIO
BASE LEGAL CONCEITO CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO
Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recíproco Quanto ao momento de sua formação Inicial ou originário Superveniente ou ulterior Quanto à uniformidade da decisão Unitário Simples ou Comum Quanto à indispensabilidade da presença das partes no processo Necessário Facultativo

TEMAS RELACIONADOS
Não observância do de litisconsórcio passivo necessário Existe de litisconsórcio Necessário Ativo? 1ª corrente 2ª corrente Relação entre Litisconsórcio necessário, facultativo, unitário e simples Litisconsórcio Necessário
Pela natureza da relação jurídica Em razão de lei

STJ considera nula decisão tomada sem litisconsortes necessários em briga judicial de municípios por ICMS Litisconsórcio ativo necessário. Litisconsórcio necessário. União Litisconsórcio passivo necessário. Dissolução. Sociedade de fato. Ação popular. Prazo. Ente público. Repetitivo. Concurso. Levantamento. Fgts. Litisconsórcio. Competência. Arrematante. Leilão. Litisconsorte necessário. Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante. Ação discriminatória. Usucapião. Terras devolutas. Ação popular. Sociedade. Economia mista. Competência. Juizado especial cível. Investigação. Paternidade. Citação. “pai registral”. Recurso repetitivo. Telefonia. Legitimidade. Tarifa básica. Anatel. Ms. Intervenção. Terceiro. Assistente litisconsorcial. Nulidade. Concurso. Litisconsórcio. Qo. Litisconsorte. Intimação. Iss. Cobrança. Dois municípios. Querella nullitatis. Falta. Citação. Litisconsorte passivo necessário.

INTERVENÇÃO DE TERCEIROS
CONCEITO
Parte Terceiro

CLASSIFICAÇÃO
Intervenções Voluntárias ou Espontâneas Intervenções Provocadas ou Forçadas Coadjuvantes Excludentes

Litisconsórcio facultativo

Litisconsórcio ou Intervenção iussu iudicis

LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO
Conseqüências da Decisão Judicial 1ª corrente 2ª corrente

AMICUS CURIAE?

ASSISTÊNCIA
CONCEITO NATUREZA JURÍDICA INTERESSE
Jurídico Patrimonial

DINÂMICA DO LITISCONSÓRCIO
Atos de Disposição de Direito Revelia Recursos Provas Prazo

CABIMENTO INCOMPATIBILIDADE
Mandado de segurança Jurisdição Voluntária 1ª corrente 2ª corrente Execução 1ª corrente 2ª corrente Juizado especial Controle concentrado

TEMAS RELACIONADOS
Prazo de resposta Processo de conhecimento Embargos á execução Prazo em Dobro Regra Exceções Súmula 641 STF Embargos do executado

PODERES DO ASSISTENTE
Assistência Simples ou Adesiva Tratamento
Atuação Subordinada

QUESTÕES JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA

Produção de provas Pagamento de Custas Prática de atos dispositivos pela parte principal Gestor de Negócios

Assistência Qualificada ou litisconsorcial Tratamento
Atos de disposição de Direito Revelia Recursos Provas Prazo Justiça da Decisão

Quanto à extensão do pedido do opoente Oposição total Oposição parcial Quanto ao momento do ajuizamento ou de sua constituibilidade Oposição genuína ou própria ou interventiva Oposição não genuína ou imprópria ou autônoma

PROCEDIMENTO
Competência Propositura e citação Prazo para contestar Reconhecimento do pedido Questão prejudicial Julgamento Oferecida antes da AIJ Oferecida depois de iniciada a AIJ Oferecida em fase recursal Trânsito em julgado
TEMAS RELACIONADOS

PROCEDIMENTO DA ASSISTÊNCIA
Requerimento Impugnação Decisão Agravo

RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO
Diferença de Embargos de Terceiro Diferença de Assistência Autorização legal Cabimento Procedimento ordinário Procedimento sumário Limites

Distinção: assistência Distinção: recurso de terceiro prejudicado Distinção: Embargos de Terceiros Mandado de segurança Desapropriação
QUESTÕES

JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA
Não cabimento em MS Terracap. Oposição. Domínio. Exceção.

JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA
Intervenção de “Amicus Curiae”: Limitação e Data da Remessa dos Autos à Mesa para Julgamento Recurso. Interposição. Assistente. Assistência: Não cabimento em MS Assistência. Amicus curiae. Descabimento Intervenção. União. Causa pendente. Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia Resp. Terceiro prejudicado Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante. Assistência. Prorrogação. Patente. Internet. Assistência. Interesse jurídico.

DENUNCIAÇÃO DA LIDE
CONCEITO NATUREZA JURÍDICA CARACTERÍSTICAS SUSPENSÃO DO PROCESSO QUALIDADE PROCESSUAL DO DENUNCIADO
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente

2. OPOSIÇÃO
CONCEITO PRESSUPOSTOS
Genérico Específico

CONDENAÇÃO DIRETA DO DENUNCIADO VEDAÇÃO EXPRESSA
Procedimento sumário Procedimento sumaríssimo Fato do produto nas relações de consumo

NATUREZA JURÍDICA
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente

HIPÓTESES DE CABIMENTO
I – Garantia da Evicção Denunciação per saltum
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente

NATUREZA DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO
1ª corrente 2ª corrente

CLASSIFICAÇÃO

Obrigatoriedade
1ª corrente

Seguradora. Terceiros. Contestação. Obrigação solidária. Bancária. Contrato. Lide. Fiança. Segurado. Edição. Denunciação. Sucumbência. 3. Lide. Denunciação.2ª corrente +3ª corrente II – Garantia da Posse III – Relações de Garantia 1ª corrente (restritiva) 2ª corrente (moderada) 3ª corrente (extensiva) Em face do devedor pelo réu fiador Em face dos outros fiadores pelo réu fiador Em face dos outros devedores solidários pelo réu devedor solidário PROCEDIMENTO DO CHAMAMENTO AO PROCESSO DISPOSIÇÕES DO CDC QUADRO COMPARATIVO (CHAMAMENTO X DENUNCIAÇÃO) PROCEDIMENTO DA DENUNCIAÇÃO DA LIDE TEMAS RELACIONADOS Momento processual Petição inicial Prazo de contestação Reconvenção Sentença . Responsabilidade civil. Prova. Contestação. Cobrança. Honorários advocatícios. Descabimento Responsabilidade Civil do Estado e Agente Público Denunciação. Cdc.Natureza jurídica 1ª corrente 2ª corrente DENUNCIAÇÃO SUCESSIVA DL DO ESTADO AO SEU AGENTE + 1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente DENUNCIAÇÃO DA LIDE POR FATO DO PRODUTO OU SERVIÇO 1ª corrente +2ª corrente MODELO DE PEÇA JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Denunciação da lide. Banco. Intervenção. Agentes públicos Seguro. NOMEAÇÃO À AUTORIA CONCEITO HIPÓTESES DE CABIMENTO PROCEDIMENTO .Autor Se aceita Se não aceita 2ª Aceitação . Lide. Lide.SISTEMA DA DUPLA ACEITAÇÃO 1ª Aceitação . Denunciação. Seguradora. Regresso. Denunciação. Anulação. Denunciação da lide. Lide. CHAMAMENTO AO PROCESSO CONCEITO LITISCONSÓRCIO ULTERIOR E FACULTATIVO HIPÓTESES DE CABIMENTO .Nomeado Se aceita Se não aceita 4.

Br . 46. IV .. no mesmo processo 1.os direitos ou as obrigações derivarem do mesmo fundamento de fato ou de direito. em conjunto. pois a produção de provas será uma só. há pluralidade de autores e/ou réus. Duas ou mais pessoas podem litigar. III . ou em ambas as posições" . II . 103.entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide.entre as causas houver conexão pelo objeto ou pela causa de pedir2.. nem sempre será é permitida. “A situação caracterizada pela coexistência de duas ou mais pessoas do lado ativo ou do lado passivo da relação processual. porque com o litisconsórcio ocorre uma verdadeira cumulação de ações. 1 Mesmo processo: mesma unidade procedimental. Reputam-se conexas duas ou mais ações. 46.velar pela rápida solução do litígio. de 2004) 4 "É estudar até passar".quando: Art. no âmbito judicial e administrativo. 2 3 Art. Contudo. Tudo isso traz economia.Dinamarco. Contatos/Pedidos/Críticas/Sugestões: A7n266dragon@Yahoo. 5º LXXVIII a todos. 125. competindo-lhe: (. em um processo. BASE LEGAL CONCEITO Ou seja: ocorre quando. Consiste no máximo de efetividade processual com o mínimo de custos Art. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.Com. CRFB Art. I .) II . O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código. em de caso litisconsórcio ativo. a sentença será uma só. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir. ativa ou passivamente. O litisconsórcio é fundado no princípio da economia processual3 4. pois nem sempre dois autores podem se unir. a reunião em litisconsórcio.ocorrer afinidade de questões por um ponto comum de fato ou de direito. É necessário que entre as suas ações haja algum vínculo que se enquadre na regra do art. evitando a propositura de duas ações separadas e processos separados.

do devedor. Ocorrendo a morte de qualquer das partes. com vários autores demandando em conjunto. salvo as substituições permitidas por lei 7 8 .LITISCONSÓRCIO 6/76 CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recíproco Inicial ou originário Quando só ocorre litisconsórcio no pólo ativo Quando só ocorre litisconsórcio no pólo passivo Quando se dá simultaneamente em ambos os pólos Quando se forma desde a instauração do processo5. dando causa à instauração do litisconsórcio passivo. 43. este deixará de ser ocupado por B. Trata-se de intervenção provocada pelo réu. em litisconsórcio superveniente. Sucessão processual (causa mortis) Art. até o saneamento. a decisão prolatada é igual para todos os litisconsortes Ocorre quando a decisão prolatada pode ser diferente para cada um dos litisconsortes. o autor pode modificar pedido. a dívida comum. III . mas. Salvo as substituições permitidas por lei: Ex. que tem a faculdade (não o dever) de trazer ao processo os coobrigados (fiador.de todos os devedores solidários. é defeso ao autor modificar o PEDIDO ou a CAUSA DE PEDIR. (Autor desconhecido) . Quando se forma apenas no curso do processo. Assim sendo. 9 8 10 Art. aliena a coisa litigiosa a duas pessoas. 77. pois feita a citação não se altera mais as partes voluntariamente.). do princípio do juiz natural. Ex. parcial ou totalmente. o litisconsorte é simples Quanto à uniformidade da decisão Simples ou Comum 5 A regra é o litisconsórcio originário. Art. 7 Fundamento: O fundamento seria a aplicação do princípio da legalidade. dar-se-á a substituição pelo seu espólio (questões somente patrimoniais) ou pelos seus sucessores (questões não patrimoniais). ou com a demanda sendo oferecida simultaneamente em face de vários réus. 264. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. com o consentimento do réu é possível alterar o pedido e a causa de pedir. até que efetivada a citação. quando para a ação for citado apenas um deles. 6 Estabilização subjetiva da demanda: Independe do consentimento do réu. Quanto ao momento de sua formação Superveniente ou ulterior Unitário Ocorre quando obrigatoriamente.: chamamento ao processo9 10 (espécie de intervenção de terceiro que provoca a entrada de litisconsortes passivos num processo em andamento). mantendo-se as mesmas partes6. não estaríamos lutando”. por ato de vontade. Feita a citação. que será sucedido pelos adquirentes. além é claro. a decisão pode ser diferente. pois ocorreu a estabilização subjetiva da demanda: com a citação ocorre a estabilização subjetiva da demanda. pois foi formado no curso do processo. ainda assim. Parágrafo único. devedores solidários etc.dos outros fiadores.: sucessão processual (inter vivos): ação reivindicatória movida por A em face de B em que este no curso do processo. Concordando A com a alteração no pólo passivo. A alteração do PEDIDO ou da CAUSA DE PEDIR em nenhuma hipótese será permitida após o saneamento do processo. 265. II . sem o consentimento do réu. causa de pedir e as partes. observado o disposto no art. salvo as substituições permitidas em lei. se eventualmente for igual. na ação em que o fiador for réu. visto que na maioria dos casos em que há processo litisconsorcial este já se apresenta com esta característica desde a propositura da ação. necessariamente. “Se não houvesse esperança. É admissível o chamamento ao processo: I . E. Basta a possibilidade da diferença.

10. bem como dos confinantes e.LITISCONSÓRCIO 7/76 Quanto à indispensabilidade da presença das partes no processo (Litisconsórcio Necessário Passivo – por força de lei) Art. 13 Incindível: que não pode ser fracionado 14 Nota: o caput do art. a presença de todos os litisconsortes na relação processual é indispensável.que tenham por objeto o reconhecimento. evitando assim futuras controvérsias. que discutem posse. por edital. CPC Art. IV .que versem sobre direitos reais imobiliários. observado quanto ao prazo o disposto no inciso IV do art. a constituição ou a extinção de ônus sobre imóveis de um ou de ambos os cônjuges. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica. § 2o Nas ações possessórias. (. não estaríamos lutando”. a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nos casos de composse ou de ato por ambos praticados. 942.: anulação de contrato com diversas partes (Necessário em virtude da relação jurídica. cada um poderia ser autor ou réu isoladamente.fundadas em dívidas contraídas pelo marido a bem da família. Há litisconsórcio necessário. (Autor desconhecido) . seja pela natureza da relação jurídica (relação jurídica incindível13 ou indivisível). o mesmo não se aplica às ações petitórias. havendo composse. pois a sentença declaratória de usucapião não necessariamente precisaria da citação dos confinantes16) Ex. ou seja. dos réus em lugar incerto e dos eventuais interessados. é necessária para que a prestação jurisdicional cumpra sua finalidade sendo efetiva Ex. “Se não houvesse esperança. Critica: o CPC aqui confunde os conceitos de litisconsórcio necessário e litisconsórcio unitário. 47. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes. O autor. Ocorre quando. expondo na petição inicial o fundamento do pedido e juntando planta do imóvel. mas cuja execução tenha de recair sobre o produto do trabalho da mulher ou os seus bens reservados. II . 10. ou seja.. nas quais se discute a propriedade. sendo caso de autorização e não de litisconsórcio necessário) do outro para PROPOR ações que versem sobre direitos reais imobiliários. porque a lei não pode exigir litisconsórcio necessário ativo em um pro cesso: 12 11 Art. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo11..: usucapião15 (Necessário em virtude de lei.resultantes de fatos que digam respeito a ambos os cônjuges ou de atos praticados por eles. que não necessariamente são dependentes Nas ações possessórias. III .) § 1o Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para as ações: I . 232. 10 não é caso de litisconsórcio. é necessária a PARTICIPAÇÃO (não poderia ser “propositura”) dos cônjuges. 15 16 Tal situação ocorre porque o legislador quis inserir na usucapião um juízo demarcatório. O cônjuge somente necessitará do CONSENTIMENTO (não poderia ser “participação”. quando.12 Necessário Art. requererá a citação daquele em cujo nome estiver registrado o imóvel usucapiendo. seja pela lei 14 (por força de lei). pois o contrato não pode ser ao mesmo tempo válido para uma das partes e nulo para a outra) Facultativo Ocorre quando a presença de todos os litisconsortes em juízo não é indispensável.

tecnicamente. do Código Civil de 191. Parágrafo único.1. invalida o processo. não suprida pelo juiz. no entanto. II. sobre ela exercer todos os direitos compatíveis com a indivisão. ocorre a nulidade do processo.314 . Como regra geral. 11. A falta. o direito é avesso a constranger alguém a demandar como autor (o direito de ação é faculdade e não obrigação). Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação. (Autor desconhecido) . 20 Majoritária na doutrina. se a parte não quer participar do processo. defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal. o direito dos co-herdeiros. p. (. o juiz. e 1.791. CC de 2002. dentro do prazo que assinar. seja facultando ao interessado a obtenção de suprimento judicial da outorga do cônjuge. a ação pode ser proposta caso contrário não é possível a sua 24 propositura Existe de litisconsórcio Necessário Ativo? 2ª corrente 17 Inutiliter data – expressão de Chiovenda que significa que a sentença proferida. ou gravá-la.314 e 1. pode-lhe assinar prazo para obter a adesão do co-interessado necessário. é a de Celso Barbi.LITISCONSÓRCIO 8/76 TEMAS RELACIONADOS Não observância do de litisconsórcio passivo necessário Se não ocorre a inclusão de todos os litisconsortes necessários ativos na PETIÇÃO INICIAL ou. embora não se possa ordenar a citação de litisconsorte ativo. Se for proferida sentença sem que estivesse integrado ao feito algum dos litisconsortes necessários. Se mesmo assim o processo chega ao final. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo. 1ª corrente Não há esse tipo litisconsórcio no direito brasileiro. Solução: Você “pega” quem deveria ser o litisconsorte ativo necessário e o inclui no pólo 20 passivo da relação processual .314.. mesmo porque. em processo em que estava ausente algum litisconsórcio necessário. sendo assim. a própria ordem jurídica fornece a solução para o caso de recusa de adesão de litisconsortes ativos necessários. Defendida por Humberto Theodoro Júnior e Celso Agrícola Barbi: “A melhor exegese. parágrafo único).. 2130 e não de alguém para vir agir como autor..) litisconsórcio necessário (. 5ª.)”(THEODORO JÚNIOR. 1.791 Parágrafo único. da autorização ou da outorga. reconhecendo que o autor não teria legitimidade para intentar a ação sozinho. Se há a previsão legal. Não vindo o consorte para o feito. Até a partilha. Por isso mesmo. 1. a decisão prolatada será ineficaz19. e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio. 623. quando necessária. O juiz ordenará ao autor que “promova” a citação de todos os litisconsortes necessários. 19 Art. parágrafo único. quanto à propriedade e posse da herança. 22 Art. O exercício do direito de ação é faculdade e não obrigação. 11 do CPC ). reivindicá-la de terceiro. XXXV da CRFB (Inafastabilidade do controle constitucional).. 23 24 Esta 2ª corrente lesa o art. jurisprudência e é a visão do Alexandre Freitas Câmara. que só tolera a citação dos litisconsortes passivos. aquele que seria seu litisconsorte ativo deve verificar se a lei o autoriza a 21 22 23 postular sozinho em juízo (1.580. se não ocorrer a citação de todos os litisconsortes necessários passivos. 18 Art. 11 do Código de Processo Civil). 47. não estaríamos lutando”. com a conseqüente extinção sem resolução de mérito. do CC e art. Parágrafo único. 1. sob pena de declarar extinto o processo. 2005. citação é chamamento que se faz ao réu para defender-se em juízo (art. grifos do original) “Se não houvesse esperança.791 parágrafo único . não produzindo efeito nem para os ausentes. será indivisível. A autorização do marido e a outorga da mulher podem suprir-se judicialmente.. Art. que é dada inutilmente.. 125. 47. arts. 21 Art. o processo será extinto. seja permitindo ao condômino ou co-herdeiro defender sozinho direito comum (arts.). aquela decisão será ineficaz (inutiliter data17)18. (. ou lhe seja impossível dá-la. quando haja denegação sem motivo justo ou ocorra a impossibilidade de obtê-la (art. sem apreciação do mérito. nem para os sujeitos presentes ao processo. quando um cônjuge a recuse ao outro sem justo motivo.

fazendo um juízo de conveniência. Há litisconsórcio necessário. (ex. Art. (Autor desconhecido) . Critica: o CPC aqui confunde os conceitos de litisconsórcio necessário e litisconsórcio unitário. Parte da doutrina (Nelson Nery.LITISCONSÓRCIO 9/76 Pela natureza da relação jurídica Relação entre Litisconsórcio necessário. mas é um problema usar nomes de institutos revogados para institutos novos diferentes. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes. (ação indenizatória proposta por diversos autores contra um réu. EM REGRA. § único do atual CPC. SEMPRE será unitário (ex. O juiz ordenará ao autor que promova a citação de todos os litisconsortes necessários. é simples. de ofício. unitário e simples Litisconsórcio Necessário Art. Crítica: a nomenclatura não tem aptidão para mudar a natureza das coisas. dentro do prazo que assinar. facultativo.: condomínio e solidariedade). caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo25. e não mais por um juízo de conveniência. Litisconsórcio ou Intervenção iussu iudicis26 No art.: anulação de contrato por diversas partes) Em razão de lei EM REGRA. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica.: ação de demarcação e usucapião. não estaríamos lutando”. quando. deve intimar o autor para que ele forme o litisconsórcio necessário sob pena de extinção do processo. Litisconsórcio facultativo Entretanto existem exceções na quais o litisconsórcio facultativo pode ser unitário. é simples. 47 Parágrafo único. o juiz. 26 Com base na aula do professor Assumpção. poderia. 47. Luiz Fux. existia a previsão de que sempre que houvesse um litisconsórcio facultativo não formado o juiz. no entanto. em razão de um contrato firmado por todos). (ex. que não necessariamente são dependentes. dispõe que. sob pena de declarar extinto o processo. por questão de obrigatoriedade. concurso de credores contra devedor insolvente). 25 “Se não houvesse esperança. na hipótese de litisconsórcio necessário não formado. 91 do CPC de 1939. forma o litisconsórcio (intervenção iussu iudicis). Marinoni) entende que esse também é um caso de intervenção iussu iudicis. O art. 47.

28 27 “Se não houvesse esperança. diante do caso concreto. O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes. Argumentos: atende melhor aos objetivos da reforma do CPC. não estaríamos lutando”. O pedido de limitação interrompe o prazo para resposta. quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa. 29 Dinamarco entende que no silêncio da lei o prazo para requerimento da limitação é de 5 dias e que o prazo não é preclusivo. Havendo requerimento. Calmon de Passos entende que ao juiz não é dado proceder de ofício à limitação do litisconsórcio. todos os litisconsortes terão obrigatoriamente de permanecer no processo. Os inconvenientes do desmembramento do processo. Alexandre Freitas Câmara). (Autor desconhecido) . Pura e simples exclusão dos litisconsortes (ou de alguns deles) mantendo-se aberta a possibilidade de ajuizamento de novas de mandas. podendo ass im o requerimento ser formulado na própria resposta. ou depois. e interromperá o prazo para oferecimento desta30. em que. Não há uma fixação prévia de quantos litisconsortes formam uma multidão. seja restituído por inteiro ao demandado o prazo de que dispõe para responder à demanda. A limitação poderá ser feita de ofício ou a requerimento da parte28. formando-se assim novos processos. em decisão fundamentada. (Cespe/MP-SE 2010) O juiz pode limitar a formação do litisconsórcio facultativo com enfoque na célere solução da lide e na facilitação da defesa do réu. Parágrafo único. dizer o que é ou não excessivo para o processo em que se formou a coligação de partes (princípio da economia processual) E estabelecer quem permanece no processo e quem dele será excluído. 30 Trata-se de interrupção de prazo. serão partes. Conseqüências da Decisão Judicial 2ª corrente Sendo necessário o litisconsórcio. o que faz com que. fariam com que o processo acabasse por ter seu encerramento ainda mais retardado o que somente se evitaria com a exclusão. entre outros. Assertiva correta Conseqüências da decisão do juiz que limita o litisconsórcio multitudinário? Quais os seus efeitos em relação aos litisconsortes que não poderão permanecer naquela relação processual 1ª corrente Desmembramento do processo original em tantos quantos seja necessário (Carreira Alvim). que recomeça da intimação da decisão27. pois caberá ao juiz. formulado o requerimento de limitação. de se discutir qual seria o juízo competente para os novos processos que se formassem. este poderá ser formulado pelo demandado no prazo de resposta29.LITISCONSÓRCIO 10/76 LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO Art. e não de mera suspensão. a qualquer tempo. 46. como a necessidade de se formarem novos autos. esses. (Sérgio Bermudes.

analisar o caso concreto. Barbosa Moreira. Dinamarco). Art. Deve-se. ele poderá renunciar. b) Direito processual. Salvo disposição em contrário. ou seja. Essas decisões distintas atingem os litisconsortes de forma diferente. reconhecimento jurídico do pedido e transação (sucumbência recíproca). os atos de disposição tanto de direito material como de direito processual são plenamente eficazes perante o litisconsorte que o praticou. Seria uma incongruência lógica entre duas decisões no mesmo processo. não gera efeito nem pra quem praticou e nem para os demais litisconsórcios. 48 do CPC. contudo. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. pois esta seria exatamente a matéria que ele alegaria em sua defesa. a) Direito material. Se o Direito Brasileiro adotasse o principio da realidade. portanto. deve-se atingir a todos. O princípio da pessoalidade absorve a incongruência. ou seja. A revelia não induz. Isto significa que é admissível que. não estaríamos lutando”. Atos de Disposição de Direito No litisconsórcio simples. portanto. 48 do CPC. pois o Direito Brasileiro preferiu adotar o princípio da pessoalidade do recurso ao princípio da realidade. ou seja. ele gerara efeito também para quem não o praticou. o ato praticado por um só dos litisconsortes é plenamente ineficaz. que é o que defende o Marinoni numa posição bastante minoritária. se o litisconsórcio for simples.se. assim. a autonomia do art. mas sim do art. no entanto. Recursos “Se não houvesse esperança. pois a contestação de um beneficiaria os demais. Contudo. Porém. Entretanto. se a contestação trouxer benefício exclusivo ao réu que ofereceu defesa. como litigantes distintos. a ideia da autonomia é afastada sempre. Espécies: renúncia. os atos de disposição de direito material somente geram efeitos se praticados por todos os litisconsórcios. Revelia Se o litisconsórcio for unitário. 320. 48. Já no litisconsórcio unitário. dentro do mesmo processo. em suas relações com a parte adversa. não seria aplicável o art. esse artigo não deve ser analisado na sua literalidade. não haverá presunção de veracidade se ao menos um dos réus contestar a ação. 509 se limita ao litisconsórcio unitário. 48. 48 é aplicável. os atos e as omissões de um não prejudicarão nem beneficiarão os outros. é ineficaz se não for praticada por todos. o art. no caso do litisconsórcio simples não há a aplicação do art. O mesmo ocorre com a desistência. apesar de ser um ato processual. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . existam decisões que considerem de forma diferente o mesmo fato e/ou fundamento jurídico. havendo litisconsórcio passivo. mas não evita que os outros litisconsortes pratiquem o ato. algum deles contestar a ação. entende que o art. que. 320. No tocante aos outros direitos processuais. gerando efeitos apenas para ele. que se o recurso favorecer. 48 do CPC. se o ato praticado for benéfico. havendo pluralidade de réus. 509. pela literalidade desse artigo. (Autor desconhecido) . o inciso I do art. vigora a autonomia dos atos. Defendem essa ideia. Um dos principais efeitos da revelia é a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. por exemplo. ou seja. a alegação na contestação deve favorecer o réu revel. os litisconsortes serão considerados. Aplica-se o art. Envolve o direito de ação (desistência do processo) e outros direitos processuais. Se um dos litisconsortes unitário quiser renunciar seu direito de recorrer. Assim. Assim. A doutrina majoritária (STJ. Art. o fato e o fundamento jurídico têm de proporcionar a mesma decisão para todos os sujeitos.LITISCONSÓRCIO 11/76 DINÂMICA DO LITISCONSÓRCIO Art. o art. 48. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. 509. Não se aplica o art. 320 do CPC dispõe que. I do CPC é sempre aplicável. 509 do CPC dispõe sobre uma exceção à autonomia do art. 48 do CPC será aplicável. Sugere-se. Contudo. O art. já que estabelece que o recurso de um dos litisconsortes aproveita aos demais. pois para que esse artigo seja aplicável deve-se buscar a identidade de matérias defensivas.

caput do CPC trata da confissão como meio de prova. percebe-se que se houver mais de um litisconsorte sucumbente com o mesmo patrono o prazo também será simples. não é possível fazer carga dos autos a não ser que haja um comum acordo entre os patronos. não estaríamos lutando”. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. dispondo que a confissão de um litisconsorte somente vincula a ele (confitente). a autonomia do art. 191 do CPC prevê um prazo em dobro para todo ato processual. Ou seja. não prejudicando. a função da confissão. vigora o princípio da comunhão das provas. deve-se aplicar o princípio da comunhão das provas. (Autor desconhecido) . Art. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. a prova produzida passa a ser uma prova do processo independentemente de quem a produziu. já que somente este possui interesse recursal. como qualquer outro meio de prova. Pode-se concluir ainda que se somente um litisconsorte recorrer. A Súmula 641 do STF dispõe que havendo apenas um litisconsorte sucumbente. o Código tem a intenção de dispor que o juiz deve analisar a confissão perante as outras provas produzidas. Provas Na questão probatória. pois se exige que haja também uma pluralidade de advogados. de modo geral. para recorrer e. pra todos os recursos subseqüentes o prazo será simples. a confissão de um dos litisconsortes não tem o mesmo poder de persuasão que a confissão feita por um réu único. não basta que haja litisconsórcio. e. todavia. A confissão judicial faz prova contra o confitente. em grau recursal não haverá mais litisconsórcio. Sendo assim. Pelos precedentes da súmula. O art. 191. Na verdade. 350. é convencer o juiz. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. 48 é inaplicável a qualquer litisconsórcio seja ele simples ou unitário. entretanto. para falar nos autos. os litisconsortes. Prazo “Se não houvesse esperança. 350. Súmula 641 – Não se conta em dobro o prazo para recorrer.LITISCONSÓRCIO 12/76 Art. No entanto. Nesses casos. ou seja. assim. o prazo recursal será simples. Não há diferença entre os litisconsortes simples e unitários. isso ocorrendo. O art.

quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao embargante. Distribuída a oposição por dependência. salvo tratando-se de cônjuges. observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts.não se conta em dobro o prazo para recorrer. contados da data da juntada aos autos do mandado de citação. de 1993) III quando houver vários réus.710. O opoente deduzirá o seu pedido. Embargos do executado Art. § 1o Quando houver mais de um executado. 739-A. Os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias. 282 e 283). Prazo em Dobro Exceções Súmula 641 STF Súmula 641 . da data de juntada aos autos do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido. para recorrer e.382. o prazo para cada um deles embargar contase a partir da juntada do respectivo mandado citatório. prescrição).382. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores (advogados). 57. Começa a correr o prazo: (Redação dada pela Lei nº 8. (Oposição) Art. na pessoa dos seus respectivos advogados. (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. de 2006). 241. Art. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. 191. 738. a concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados suspenderá a execução contra os que não embargaram “Se não houvesse esperança. (Incluído pela Lei nº 11. (Autor desconhecido) . § 3o Aos embargos do executado não se aplica o disposto no art.LITISCONSÓRCIO 13/76 TEMAS RELACIONADOS Processo de conhecimento Art. para falar nos autos.g. de modo geral. de 2006). para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. serão os opostos citados. quando o respectivo fundamento não disser respeito somente ao embargante (v. de 1993) Art. 191 desta Lei.710. de 2006). 738. § 4o A concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados não suspenderá a execução contra os que não embargaram. Prazo de resposta Embargos á execução Regra Art. A contrario sensu.382. não estaríamos lutando”.

Por sua vez. em área de preservação permanente. deliberaram instalar a referida dependência provisória fora daqueles limites. Atuará como fiscal da lei. assinale a resposta CORRETA. ela ajuizou ação civil pública para exigir a recuperação da área e o ressarcimento dos prejuízos causados. (Autor desconhecido) . por entender que a situação revela interesse social manifesto e relevante. com o intuito de facilitar a circulação de pessoas e de materiais. a) O Ministério Público não poderá intervir como parte na ação civil pública ajuizada pela associação. tendo optado. porém. as quais decidiram instalar. foram contratadas duas empresas especializadas no setor da construção civil (empresa “A” e empresa “B”). constituída legalmente há menos de um ano. c) O juiz deverá ordenar à autora da ação civil pública que promova a citação da empresa “B”.MG – 2008 . refeitório e banheiros). por ser ela litisconsorte passivo necessário. assim. as empresas contratadas. para uso comum. não obstante fosse o imóvel coberto por vegetação e existisse licença ambiental definindo a área que poderia ser desmatada.LITISCONSÓRCIO 14/76 QUESTÕES Ministério Público . Entretanto. causando. propôs ação popular para anular o ato lesivo ao meio ambiente. degradação e dano ambiental. Chegando o fato ao conhecimento de uma associação cuja finalidade institucional é a proteção do meio ambiente. uma única dependência provisória destinada ao desenvolvimento das atividades administrativas da obra (escritório. Considerando-se o que consta no enunciado.35. “Se não houvesse esperança. e) O Juiz pode dispensar o requisito da pré-constituição exigido da associação autora e processar a ação civil pública. não estaríamos lutando”. à margem de um rio ali existente. também inconformado com aquela situação. o proprietário do imóvel vizinho. Para executar projeto de edificação de uma fábrica. d) O proprietário do imóvel vizinho tem legitimidade para intervir na ação civil pública como litisconsorte ativo. b) A ação popular constitui instrumento processual inadequado para o fim perseguido. por demandar apenas contra a empresa que possuía maior patrimônio (empresa “A”).

a necessidade de renovar o juízo de valor feito pelo juiz em tutela antecipada. por não figurarem na qualidade de réus da demanda. discordou. O debate judicial. valores referentes à saída de petróleo cru e gás liquefeito de petróleo (GLP) retirados da Base Petrolífera de Urucu. e.15h28 . não atingiu a antecipação de tutela concedida sem ouvir a outra parte (inaudita altera pars). há. O entendimento do relator foi seguido pelos demais ministros para dar provimento ao recurso de Manaus. como foi o caso. Essa decisão – entende o ministro – poderá ser revista pelo próprio juízo ou impugnada por meio de recurso ao tribunal local pelos novos litisconsortes que ocuparão o polo passivo da demanda. afetados pela ordem judicial não pode ser aferida pelo resultado final do julgamento. a anulação dos atos processuais por ausência de citação dos litisconsortes necessários. próxima a votar. os demais municípios atingidos diretamente pela alteração dos índices do ICMS. até que ponto o processo judicial estava anulado. e declara nula tutela antecipada concedida pela Justiça amazonense envolvendo o repasse dos valores relativos ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). tipo de recurso com o qual se pretende esclarecer a decisão. através da Secretaria de Fazenda. ou seja. o município de Coari apresentou embargos de declaração. Ao apreciar essa questão. nesta terça-feira. Assim. ministro Castro Meira. o ministro Castro Meira. iniciado por Coari. a tutela antecipada foi concedida diante de uma relação processual que estava pronta.LITISCONSÓRCIO 15/76 JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA 11/03/2009 . acolheu recurso do município manauara contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que determinava alteração do índice do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços (ICMS) a ser repassado para o município de Coari. no valor adicionado do ICMS referente ao município. a Turma. determinando seu reinício com a citação dos municípios interessados na qualidade de litisconsortes passivos. não tem inserido. se fosse facultativa. a necessidade de citação daqueles que venham a ser. as partes afetadas. envolve a alegação de que o estado do Amazonas. concluindo ser nula a decisão proferida sem a citação dos litisconsortes necessários. diretamente. seria outro caso. o ministro decidiu anular o processo. Em relação a essa decisão. sob o seu ponto de vista. pois foi anterior ao ponto retirado do processo. Interpôs apelação na qualidade de terceiro prejudicado. o município de Manaus tentava fazer prevalecer a tese de que deveria ter havido a determinação para a citação de litisconsórcio passivo necessário. mas são litisconsortes necessários –. Para o relator. determinando que a Secretaria de Fazenda estadual elevasse o índice então atribuído ao município de Coari de 2% para quase 7% sobre os 25% do produto de arrecadação de ICMS do estado. A questão chegou ao STJ porque. diante da diminuição do seu percentual de participação no valor do ICMS a ser repassado. mas sem efeitos modificativos. Para ela.DECISÃO STJ considera nula decisão tomada sem litisconsortes necessários em briga judicial de municípios por ICMS Em decisão majoritária. uma vez que decorre justamente da possibilidade de os litisconsortes influenciarem na formação do convencimento do julgador. a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acata recurso apresentado pelo município de Coari. A ministra Eliana Calmon. ou seja. (Autor desconhecido) . No momento em que o STJ afirma que a relação processual contém defeito devido à ausência na lide dos litisconsortes necessários – pois. o processo deveria ser declarado nulo. não estaríamos lutando”. O recurso especial foi acolhido. O TJAM deferiu o pedido. “Se não houvesse esperança. esclareceu que. Em novembro de 2008. Ele acolhia os embargos. dia 10. O objetivo era entender qual o alcance do julgamento. constatando que o município de Manaus foi diretamente atingido pelo comando sentencial e que só teve oportunidade de ingressar no processo quando já encerrada toda a fase de instrução e julgamento realizados na primeira instância. imprescindivelmente. no Amazonas.

por maioria. Min. em razão do litisconsórcio passivo necessário. apesar da incindibilidade da situação jurídica ocupada por vários co-titulares. Litisconsórcio passivo necessário. ainda. Sociedade de fato. a depender da relação de direito material estabelecida entre as partes. a relação processual se altera significativamente no momento em que há. diante da ausência desse litisconsorte necessário. Há casos em que. sem interrupção. DJ 26/4/2005.364-MG. mediante o consenso. deve ser admitido apenas em situações excepcionalíssimas. de ofício. julgado em 28/4/2009. fora das hipóteses expressamente contempladas em lei. Sálvio de Figueiredo. “Se não houvesse esperança. na ação de dissolução de sociedade de fato cumulada com partilha de bens proposta contra o concubino casado. (Autor desconhecido) . A esposa casada sob o regime de comunhão universal deve figurar no polo passivo. O litisconsórcio ativo necessário restringe o direito constitucional de ação e. REsp 885. inclusive. a seu ver. não invalida a questão. AgRg no REsp 1. julgado em 26/10/1999. ficaria vigorando aquela decisão sem a participação do próprio estado.157-RJ. o respeito à garantia da ação de um impede a exigência do litisconsórcio. em vista da existência de litisconsórcio passivo necessário ditado por lei (art. Luis Felipe Salomão. Essa corrente foi acompanhada. podendo até mesmo ser exigido que. antes de sua remessa ao juízo federal. correto o acórdão recorrido que anulou a sentença proferida pelo juízo de Direito e reconheceu. a competência da Justiça Federal. sob pena de extinção do processo (parágrafo único do citado artigo). antes da tutela. destacou que. Precedentes citados: REsp 64. Precedente citado: REsp 331. Assim. 47 do CPC).A Turma entendeu. entre o banco de desenvolvimento estadual em questão e a União na ação que envolve determinado fundo de incentivos fiscais. julgado em 3/3/2009. União . DJ 10/5/1999. seja ouvida a outra parte. DJ 6/12/1993. teria deixado de cumprir. Coordenadoria de Editoria e Imprensa Litisconsórcio ativo necessário. seria favorecer a decisão do juiz liminarmente. pelos ministros Herman Benjamin e Mauro Campbell Marques. no polo passivo. porque o magistrado pode imediatamente tornar a examinar e dar a mesma tutela. administradora e mandatária da autora. porque. anulando. No caso. Min. ao acompanhar o entendimento divergente. a possibilidade de dar continuidade a uma tutela concedida antecedentemente sem a presença desses entes. Litisconsórcio necessário. outros entes públicos.172-RJ.726-SP. obrigações cindíveis que a ré. Min. e REsp 33. Rel. Rel.951-RN. Dissolução.088. porém há outros em que o resultado a ser pleiteado no processo deve ser pretendido por todos. entende que a nulidade examinada pelo Superior Tribunal em razão dessa falta da presença dos litisconsortes necessários alcança a relação jurídica em sua origem. na verdade. O ministro Humberto Martins.533-ES. REsp 141. a Turma entendeu desnecessário o litisconsórcio. não estaríamos lutando”. Francisco Falcão. Rel. os autos deveriam retornar ao juiz de Direito para que intimasse o autor a promover a citação do litisconsorte.LITISCONSÓRCIO 16/76 Segundo a ministra. Pretendia-se a indenização por danos decorrentes de inexecução contratual. Os votos vencidos entendiam que. sob pena de não poder ser obtido por nenhum: não se podem coagir os demais a entrar em juízo. Isso.

IV. Portanto. equipara-se à ocorrência de culpa recíproca. Prazo. somente a CEF tem legitimidade para integrar o polo passivo da relação processual. a municipalidade tivesse apresentado contestação . da Lei n. Ente público. 6º. por ser a única responsável pela administração das contas vinculadas do FGTS. a lei da ação popular estabeleceu a incompatibilidade entre o requerimento de prazo em dobro para contestar. Assim. Assim. o interesse jurídico da municipalidade é palmar. os requisitos legais foram atendidos de forma satisfatória. 7º. que teriam ocasionado a lesão não só ao patrimônio público. De outro lado. 4. ao julgar o recurso repetitivo de controvérsia (art. consoante previsto no art. ingressou com recurso especial. uma vez que. isso não quer dizer que o interesse público não esteja presente em tal situação. a moralidade e a isonomia. II.110. o empregador não mais detém a titularidade sobre os valores depositados. Min.822RN. Relator entendeu que não há como dar provimento ao recurso da agravante. esse pedido do município não quer dizer que ele praticou ato incompatível com a faculdade de requerer o ingresso no polo ativo da relação processual. segundo a lei. § 3º. não cabe fazer interpretações restritivas. é completamente descabida a afirmação da agravante de que o interesse do município para figurar no polo ativo da ação popular é meramente econômico. A incompatibilidade só teria ocorrido se. que permite ao ente público pleitear o ingresso no polo ativo da demanda. Min. no silêncio da lei. não havendo falar em preclusão lógica ou temporal em razão de a entidade de Direito Público ter pleiteado. principalmente quando a condenação é consequência de atos que lesaram o patrimônio público e violaram os princípios norteadores do Direito Administrativo. Ainda que eventual condenação ao pagamento de quantia seja revertida ao município. (Autor desconhecido) . não estaríamos lutando”. Precedente citado: REsp 819.LITISCONSÓRCIO 17/76 Ação popular. e a faculdade estabelecida no art. Levantamento. o município figurou como réu na ação popular. Luiz Fux.905-SP. Repetitivo. efetivamente. Rel. desde que isso se afigure útil ao interesse público. dois são os requisitos que o dispositivo legal exige para que a pessoa jurídica de Direito Público possa requerer a alteração no polo da lide: que o pleito seja realizado dentro do prazo da contestação e exista interesse público . mas requereu seu ingresso na lide na qualidade de litisconsorte. Diante disso. da mesma lei. 37.717/1965. Na qualidade de operadora do Fundo. julgado em 24/6/2009. A Seção. 4. gerando para o trabalhador o direito ao levantamento das quantias depositadas na sua conta vinculada ao FGTS. reiterou o entendimento de que a declaração de nulidade do contrato de trabalho em razão da ocupação de cargo público sem a necessária aprovação em prévio concurso público. DJ 29/6/2007. “Se não houvesse esperança. julgado em 4/6/2009. a pessoa jurídica de Direito Público chamada na ação poderá contestá-la ou não. mas também a princípios mestres do sistema de Direito Administrativo. conforme o mencionado artigo da referida lei. 8/2008-STJ). REsp 1. a juízo exclusivo do representante legal da entidade. da CF/1988. posteriormente. O requerimento para figurar no polo ativo da relação processual foi exercido dentro do prazo para o oferecimento da contestação. 543-c do CPC e Res. nos termos do art.717/1965. Até porque. Ademais. AgRg no REsp 973. pois a conduta da municipalidade encontra amparo no § 3º do art. O objeto da ação popular é a anulação de aditamento do contrato em face de supostas irregularidades ocorridas em processo de licitação. realizados os depósitos. Rel. entre os quais a legalidade. n. Concurso. O Min. No caso. 6º da Lei n. a teor da Súmula 82-STJ. que passam a integrar o patrimônio dos fundistas. ou poderá encampar o pedido do autor. o prazo em dobro para responder à ação. obtendo o deferimento do juízo monocrático. mormente quando se está diante de uma garantia constitucional posta à disposição do cidadão para a defesa do patrimônio público. Dessa forma. Humberto Martins. Fgts. Foi contra essa alteração subjetiva nos polos da relação processual que o agravante interpôs o recurso de apelação e. em nenhum momento.848-RS. Não há litisconsórcio passivo entre o ex-empregador (o município) e a Caixa Econômica Federal (CEF). a Turma negou provimento ao agravo.

julgado em 8/10/2002. conforme a orientação deste Superior Tribunal. § 4º. legitima-se à impugnação recursal (art.804-PB. quando a eficácia da decisão depender da citação de todos os sujeitos que sofrerão nas suas esferas jurídicas. O recorrente. do CPC). por não ter sido citado como litisconsorte necessário. se a autora indica haver dois ou mais réus. a Turma conheceu do recurso e lhe deu provimento para decretar a nulidade do processo para que seja integrado à lide o recorrente na qualidade de litisconsorte passivo. que alegou haver adquirido o lote de terreno sem que constasse restrição no registro imobiliário. Assim. terceiro prejudicado.334-RS. por consequência. da arrematação. Rel. é cogente. Isso posto. DJ 15/4/2002. Aldir Passarinho Junior. No caso. no caso. há litisconsórcio e. DJ 17/10/2005. (Autor desconhecido) . 499. o próprio recorrente. O arrematante é litisconsórcio necessário na ação de nulidade da arrematação. do CPC). do CPC. portanto. que ostentam manifesto interesse jurídico no resultado da demanda cuja finalidade é desconstituir o ato judicial que favorece o ora recorrente. por isso.LITISCONSÓRCIO 18/76 Litisconsórcio. Rel. Luiz Fux. se o terceiro não for convocado para o processo. Litisconsorte necessário. também a recorrida pleiteou seu direito com base no prejuízo que sofreu como terceira interessada. Precedente citado: REsp 116. A ação anulatória de arrematação. sob pena de a sentença ser considerada inutiliter data. por outro lado. necessário. ficando assentado. ressaltando. o terceiro prejudicado legitimado a recorrer. não poderia ter deixado de participar do mandamus. possuindo os co-réus domicílios diversos.628-SP. que detém interesse processual pela inversão provocada com a concessão da segurança à incorporadora. na hipótese por ser a adquirente do imóvel antes do leilão. por ser o arrematante do bem no praceamento cujo edital foi anulado. DJ 4/2/2002. Para o Min. Rel.273-SP. é aquele que sofre um prejuízo na sua relação jurídica em razão da sentença. pela sua certificação. não estaríamos lutando”.509-RJ. a demanda pode ser ajuizada em qualquer deles. 47 e 267. julgado em 20/10/2009. alega que a decisão do TJ violou os arts. deveria ter sido incluído no polo passivo do mandamus na condição de litisconsorte necessário. Min. Recurso. exequente e executado). sem que fosse chamada nos autos da execução. § 1º. § 1º. ter por ilegítima uma das partes e provocar a resolução da questão da competência por meio de outras regras processuais. Competência.106. cuja relação jurídica é atingida de forma reflexiva. Despicienda. Arrematante. encerrando hipótese de competência concorrente. Relator. sob o aspecto formal. pois a norma legal do art. terceiro prejudicado. Leilão. vale dizer. questionado pelo recorrente com o intuito de. O TRF deu provimento ao recurso reconhecendo a legitimidade dos autores e determinou a nulidade da arrematação devido à ausência de intimação do cônjuge do executado. por força do nexo de interdependência judicial (art. Portanto. o acórdão recorrido concedeu a segurança à empresa recorrida. Min. é certo que. do CPC. a verificação da inviabilidade da configuração do litisconsórcio sob o prisma material. Nancy Andrighi. na qualidade de litisconsorte passivo necessário. e REsp 355. REsp 423. Terceiro prejudicado. REsp 1. parágrafo único. Min. Precedentes citados: REsp 117. também terceiro prejudicado.061-MT. IV e VI. “Se não houvesse esperança. REsp 346. 94. seguindo-se o curso regular do processo. do CPC. 499. O recorrente sustenta a nulidade absoluta daquela ação que anulou a ação executiva e. DJ 9/12/1997. nos moldes do art. a existência de vícios no edital publicado nos autos da execução que o banco move a quem se atribuiu a propriedade do bem. pois. 47. A Turma não conheceu do recurso. na condição de arrematante do imóvel levado a leilão. o entendimento de que. REsp 927. visto ser o arrematante do imóvel levado à praça. porquanto o seu direito sofrerá influência da sentença que nulifica o ato culminante da expropriação judicial. Arrematante. O litisconsórcio é compulsório.879-RS. julgado em 18/8/2009. reclama a participação de interessados na controvérsia (arrematante.

Ressaltou. vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória. para o estado-membro provar que as terras são devolutas. Usucapião. Herman Benjamin. ainda. restaria a discussão acerca de sua natureza jurídica. pretender regular a questão já vedada por norma federal desde 1933. uma vez que a ação discriminatória não é obstada pelo registro das terras em nome do particular nem exige sua previa invalidação. a Turma negou provimento ao recurso. em 1945 (lei estadual). Nas instâncias ordinárias. cuja citação faz-se imprescindível para integrar o litisconsórcio passivo necessário simples. julgado em 12/2/2008. Destaca o Min. vale dizer. Outrossim. Relator. devido aos vícios na cadeia dominial e à inexistência do usucapião extraordinário. Com esse entendimento. Rel. Luiz Fux.397-SP. e REsp 266. de forma direta ou indireta. Precedentes citados: REsp 258. em nome da recorrente. o caso seria de continência. para integrar o litisconsórcio passivo necessário simples. ainda. observou que é evidente se reconhecida a competência federal para tratar do assunto.717/1965.916/1945). Min. “Se não houvesse esperança. com personalidade própria e patrimônio distinto daquele do estado. Ademais. Inclusive o STF já firmou entendimento de que o usucapião de terras públicas é vedado desde o advento do CC/1916 (Súm. não estaríamos lutando”. na cadeia dominial. pois a cadeia dominial retroage ao século XIX. tenham concorrido para o fato. 340-STF). (principalmente o DL estadual n. ele tem de infirmar o domínio particular. é absurda a pretensão de chamar todos os transmitentes à lide. a posse não se presume. afastou a multa de 1% sobre o valor da causa. restringem-se àquelas cujos atos sejam objeto da impugnação. Economia mista. pela primeira demandada. Terras devolutas. Cuida-se de ação popular ajuizada contra a companhia energética estadual e contra o estado devido à prática de ato causador de dano ao erário consubstanciado no pagamento. Rel. Relator que.122-PR. até para que se cumpra o art. a exegese da legislação aplicável à ação popular revela que as pessoas jurídicas de Direito Público. julgado em 2/9/2008. no caso. bem ou mal. (Autor desconhecido) . O juiz excluiu o estado do pólo passivo. mas todos aqueles que. mantendo a companhia de energia. se a falsidade do documento de registro paroquial não tivesse sido comprovado. embora haja o registro. Min. Além de que. A ação popular reclama cúmulo subjetivo no pólo passivo.999-MA. Afastou-se a impropriedade do procedimento adotado. Quanto ao usucapião. Trata-se de ação discriminatória ajuizada em decorrência de extinção de ação anterior por desaparecimento de volumes em incêndio no fórum da comarca. que. para o âmbito da ação. de publicação de matéria na imprensa local que felicitava a governadora pela passagem de seu aniversário. Para o Min. os sujeitos elencados no art. reconheceu-se a inexistência da coisa julgada e a inocorrência da alegada litispendência. 6º c/c o art. REsp 847. REsp 879. Há a necessidade de que venham aos autos todos os legítimos contraditores. bem assim os que dele se beneficiaram. não apenas os responsáveis diretos pela lesão. visto que é sociedade de economia mista. a Turma conheceu parcialmente do recurso e nessa parte deu-lhe provimento. porque a ação foi extinta sem resolução do mérito.219-RJ. n. Consignou também o acórdão recorrido que a natureza das terras foi comprovada a contento. DJ 5/6/2007. cujo escopo é o de alcançar e convocar. 1º da Lei n. 47 do CPC. Sociedade. \ Ação popular. o litisconsórcio necessário com todos os antecessores dominiais. a companhia de energia. Devem ser citados. 14. 4. considerando que os embargos de declaração opostos tiveram propósito de prequestionamento. Por último. Rejeitou-se. além de que foge ao objeto da ação. Isso posto. daí a via da discriminatória ser adequada.LITISCONSÓRCIO 19/76 Ação discriminatória. ausentes os requisitos para o usucapião extraordinário previstos na legislação. não poderia o estado-membro. foram apontados diversos vícios e há comprovação de falsidade de assinatura. o que inviabilizaria qualquer discriminação de terras devolutas. DJ 3/4/2006. Por fim.

944-PB.292-PB. Anatel.099/1995 onde a Lei n. propiciando maior celeridade na solução dos conflitos. ponderou-se em relação à aplicação subsidiária da Lei n. Precedentes citados: REsp 911. Logo.099/1995. temas impugnados pela agravante. 10. DJ 3/9/2007. Legitimidade.171-PR. 356-STJ). julgado em 22/10/2008. Não é necessário prévio procedimento judicial de anulação do registro para subseqüentemente proceder à investigação. 543-C do CPC). nos termos da jurisprudência firmada na Súm. o art. o alto grau de complexidade da lide e a prova técnica. 6º. DJ 24/9/2001. Juizado especial cível. DJ 17/10/2005. Eliana Calmon. REsp 512. CC 49. não estaríamos lutando”.802-RS. (Autor desconhecido) . Para a Min.259/2001 não regula a matéria.130-ES. “Se não houvesse esperança. Precedentes citados: CC 73. julgado em 8/10/2008. ressaltou que os juizados especiais foram criados com o objetivo de facilitar o acesso à Justiça. uma vez que a competência dos juizados federais encontra-se regulada no art. da Lei n. é preciso que integre a lide que poderá ter essa conseqüência. REsp 1. Rel. Min. citando a doutrina. Tampouco cabe o litisconsórcio passivo da Anatel. na condição de concedente. Trata-se de ação ajuizada com o objetivo de que as pessoas políticas demandadas fornecessem medicamentos de uso continuado para a autora. 9.259/2001 admite expressamente a possibilidade de prova técnica. na ação de investigação de paternidade movida por menor (representado pela mãe) contra o ora recorrente. por si só. movidas entre os usuários e a concessionária de serviços de telefonia. em litisconsórcio passivo com a União. Telefonia. nas demandas relativas à legitimidade da cobrança de tais tarifas. Recurso repetitivo. mas com a integração do pai registral. Investigação. Assim. diferentemente do que se verifica nos juizados estaduais. Para que alguém seja demovido da sua condição de pai.068. incide a Lei n. não se excluindo a viabilidade de que outras pessoas jurídicas possam. ser demandadas no juizado especial cível. Teori Albino Zavascki. 12 da Lei n.129-RS. 348-STJ. Min. Por fim.259/2001. Dessa forma. 10. Min. Relatora. Pode ser tudo feito no mesmo processo. “pai registral”. Rel. pois sua competência define-se em razão do critério absoluto do valor da causa. Rel. II. n. o que. A Turma entendeu ser necessária a citação do pai registral para integrar a lide como litisconsórcio necessário passivo. Tarifa básica. Em agravo regimental interposto contra decisão que reconheceu o conflito e declarou competente o juízo federal do juizado especial cível.278-GO. e REsp 979.000-RS. DJ 1º/9/2008. Aldir Passarinho Junior. quanto à prova técnica. AgRg no AgRg no CC 87. Outrossim. reiterou ser legítima a cobrança de tarifa básica pelo uso dos serviços de telefonia (Súm. observou não prosperar a argumentação de que os juizados especiais federais não detêm competência para conhecer de causa em que haja interesse da Fazenda. Paternidade. entendendo-se que aquele artigo cuidou tão-somente de autorizar que a União e demais pessoas jurídicas ali mencionadas figurassem no pólo passivo dos juizados federais.LITISCONSÓRCIO 20/76 Competência. DJ 4/10/2007. pouco importa se a matéria objeto do conflito instaurado seja de grande ou pequena complexidade probatória. Precedente citado: REsp 117. A Seção.626-RS. julgado em 14/10/2008. Citação. e CC 83. a regra é simples e objetiva. 10. o citado dispositivo deve ser interpretado de forma lógico-sistemática. ao julgar recurso repetitivo (art. n. DJ 3/12/2007. representa a existência de lides de maior complexidade probatória. 9.

Dessa forma. A Seção negou provimento ao agravo.446-RJ.LITISCONSÓRCIO 21/76 Ms. REsp 968.924-AL. Nulidade. se concedido. MS 9. enquanto não houver nomeação. Intervenção. Isso porque o candidato aprovado.097-AL. Litisconsórcio. ainda. “Se não houvesse esperança. § 1º. 50 do CPC). Luiz Fux. conforme pleiteado. Min. Trata-se de agravo regimental interposto pela profissional habilitada em optometria contra decisão que a inadmitiu como litisconsorte passiva necessária. No que se refere à nulidade por ausência de citação do órgão municipal de serviços de água e esgoto. REsp 902. Concurso. não estaríamos lutando”. pois a sentença nos autos da ACP afirma que o concurso destinava-se a preencher os cargos da prefeitura. que a parte assistida é o ministro da Educação. Terceiro. Min. para anular a Portaria do Ministério da Educação n.948 – que determinou a emissão e registro de diplomas no referido curso – e. sua posição se enquadra na hipótese de assistência litisconsorcial (art. do CPC). AgRg no REsp 919. como assistente. é detentor de mera expectativa de direitos. pois tem a pretensão de ingresso no feito para defender diretamente direito próprio. mas explicitou que se justifica a intervenção da agravante como terceiro interessado. DJ 5/2/2007. não houve nomeação de qualquer candidato aprovado. Rel. AgRg no REsp 860. Trata-se de nulidade de concurso para provimento de cargos em prefeitura decretada em ação civil pública (ACP). admitindo-a. em razão de comprovada fraude no certame. não se verifica a nulidade apontada e. julgado em 13/4/2010. ela não pode prosperar. nessa parte. No REsp. Sendo assim. Note-se que o MS foi impetrado pelo Conselho Federal de Medicina. negou-lhe provimento. com esse entendimento. Rel. DJ 20/9/2007. DJ 26/3/2007. também. na presente ação mandamental. Assistente litisconsorcial. segundo o Min. não há comunhão de interesses. Assim.431-RS. julgado em 9/6/2004. seu comparecimento espontâneo supre a ausência de citação (art. Ressaltou-se. e AgRg no REsp 809. DJ 10/9/2007. acarretará a inabilitação para o exercício profissional da agravante. Por causa da nulidade. Precedentes citados: AgRg no Ag 782. Teori Albino Zavascki. Relator.469-DF. DJe 1º/9/2008.400-ES. a Turma conheceu em parte do especial e. 2. Quanto à nulidade por ausência dos aprovados como litisconsortes necessários.090-AL. 214. ela esbarra em matéria fática probatória. (Autor desconhecido) . a controvérsia suscitada pelo município é quanto à existência de litisconsórcio necessário de todos os aprovados e do órgão municipal ao qual se destinavam as vagas do certame. Ademais.

de sentenças tidas como nulas de pleno direito. do CPC). com pedido sucessivo de repetição de indébito contra o primeiro. ressalta não desconhecer a existência de respeitável doutrina e jurisprudência que defendem a admissibilidade da ação rescisória na hipótese. Esse vício. por outro município. julgada em 22/9/2010. Da interpretação do art. em questão análoga. Citação. decidiu anular todo o julgamento iniciado e determinou que os litisconsortes passivos sejam intimados neste Superior Tribunal. é cabível a qualquer tempo a ação declaratória de nulidade. daí configurada a conexão a autorizar o litisconsórcio passivo (art. que ocorrem. o que resultou na falta da devida intimação deles para apresentar contrarrazões. Intimação.LITISCONSÓRCIO 22/76 Qo. do STJ: REsp 62. Iss. no curso do pedido de vista dos autos. Mauro Campbell Marques. Observa. I a IX. Nesse contexto. 289 do CPC. Relator que este Superior Tribunal. não há como vislumbrar incompatibilidade dos pedidos formulados em virtude do caráter sucessivo que lhes conferiu a petição inicial: esse escalonamento contorna pretensa falta de harmonia entre os pleitos. 485 do CPC. No caso dos autos. Min. ao prosseguir o julgamento. em vez da ação rescisória prevista no art. ou ainda quando prolatadas em processo em que falta citação válida ou quando o litisconsorte necessário não integrou o polo passivo. vê-se que ambas as demandas ostentam causa de pedir comum: a prestação de serviços que desencadearam a obrigação de recolher o ISS. é viável o ajuizamento conjunto de ações conexas pela causa de pedir com pedidos sucessivos contra réus diversos (litisconsórcio eventual). AR 569-PE. Com esse entendimento. Relator em virtude de. DJ 1º/8/2005. ainda. Assevera que aquela decisão transitada em julgado não atinge o réu que não integrou o polo passivo da ação. Benedito Gonçalves. ter sido anexada petição para juntada de substabelecimento a qual evidenciou a existência de litisconsortes passivos necessários. Falta. quando as sentenças são proferidas sem assinatura ou sem dispositivo. STJ Informativo 448 – 1ª Seção “Se não houvesse esperança. desde que atendidos os requisitos genéricos do art. Assim. Trata-se. 46 do CPC e não haja incompatibilidade absoluta de competência e procedimentos. Dois municípios. Rel. Min.374-GO. não estaríamos lutando”.233-SP. DJ 26/02/2007. 485. Rel. por maioria. julgado em 19/3/2009.853-GO. Assim. jungida às características do litisconsórcio eventual. a nulidade por falta de citação deve ser suscitada por meio de ação declaratória denominada querella nullitatis. por unanimidade. Cobrança. Relator. a fim de que possam apresentar suas contrarrazões. a partir daí. pois não há previsão quanto à inexistência jurídica da própria sentença atingida de vício insanável. Em vez de ação rescisória. QO no RMS 30. A recorrente recolheu o ISS a determinado município. que não possui prazo para sua propositura. motivo pelo qual. (Autor desconhecido) . Litisconsorte passivo necessário. REsp 727. nesses casos. Diante disso. e AR 771-PA. a Seção. que exige a existência de decisão de mérito com trânsito em julgado. Castro Meira. porém não registrados no tribunal de origem. Trata-se de questão de ordem suscitada pelo Min. sendo certo que essa situação de antagonismo é própria do litisconsórcio eventual. julgada em 11/5/2010. §§ 1º e 2º). Rel. do ISS referente à mesma atividade desempenhada. para que. a Turma.565-SC. III. 46. o Min. no entanto posiciona-se em sentido diverso. por exemplo. Min. prossiga o feito. Precedente citado: REsp 639.185-SC. Precedentes citados do STF: RE 96. extinguiu a ação rescisória sem julgamento de mérito. porém foi surpreendida com a cobrança. Desse modo. por afrontar o princípio do contraditório. que ainda são consideradas inexistentes. DJ 30/8/1983. essas sentenças não se enquadrariam nas hipóteses de admissão da ação rescisória (art. O conflito de interesses instaurado entre os municípios não é empecilho à inclusão de ambos na demanda. Por fim. local em que prestou serviços de engenharia. decidiu no mesmo sentido e o Supremo Tribunal Federal também entende que a existência da coisa julgada é condição essencial para o cabimento da ação rescisória. há que reintegrar ao pólo passivo da demanda o município indevidamente excluído pelo juízo e devolver os autos a ele para que dê continuidade ao feito. a ação principal tramitou sem que houvesse citação válida de litisconsorte passivo necessário. Diante disso. Litisconsorte. atinge a eficácia do processo em relação ao réu e a validade dos atos processuais subsequentes. ausente ou sendo nula a citação. Querella nullitatis. DJ 17/12/2004. segundo o Min. a recorrente ajuizou ação anulatória de débito tributário em desfavor do segundo município.

Ou seja. 34 Citação: observação: quando há citação. é todo aquele que não é parte no processo. não será chamado a intervir. (Autor desconhecido) . Intervém se ele ficar sabendo da existência da ação. Na intervenção de terceiro a gente tem a seguinte figura: A e B litigando e um terceiro querendo ingressar no processo. A regra segundo a qual a assistência é modalidade de intervenção de terceiros voluntária. ingressa na relação processual em razão de relação jurídica que envolva o autor. o réu ou o objeto da demanda. Aqui o terceiro ingressa porque quer. ou seja. Um motivo leva um terceiro a intervir e de alguma forma ele intervém. a forma como ele ingressará é que dará ensejo as modalidades de intervenção de 3 o. 32 31 “Se não houvesse esperança. Há assistência voluntária nesse senti do.Assistência na fase recursal: sobre o assistente. que não é parte no processo. isso é recurso de terceiro prejudicado. há sempre intervenção de terceiro forçada. quando ele ingressa recorrendo. Quando o terceiro é chamado a intervir é modalidade de intervenção provocada. Só nesse caso é que irá intervir. o terceiro assistente intervém sem ser chamado para tal. não estaríamos lutando”. Observação: o tema é altamente polêmica variando de autor par ato administrativo abordagem!!! Parte Terceiro Intervenções Voluntárias ou Espontâneas31 Parte é todo aquele que pede e aquele em face de quem se pede alguma coisa Por exclusão. Topologia: Apesar de estar fora do capítulo de intervenção de Terceiros 33 Recurso de terceiro prejudicado .INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 23/76 CONCEITO É o meio processual através do qual o terceiro. O assistente só intervém se quiser. Assistência32 33 Oposição (AD EXCLUDENDUM) Ou provocadas ou Coactas – aqui o terceiro ingressa porque é obrigado34 CLASSIFICAÇÃO Intervenções Provocadas ou Forçadas Provocada pelo autor Denunciação da lide Chamamento ao processo Nomeação à autoria Provocada pelo réu Macete: As que começam com vogal são Espontâneas e as que começam com consoante são Provocadas Embargos de terceiro: Há quem entenda que os embargos de terceiro seria mais uma hipótese de intervenção de terceiros. o assistente não é chamado a intervir. mas é assistência na fase recursal.

se ndo tão somente caseiro (detentor) da outra metade que pertence a “B”. mas ele sé é proprietário de 25m². AMICUS CURIAE? Existem hipóteses que mesmo excluindo o outro. (Autor desconhecido) . 70/76) Chamamento ao processo (art. 35 “Se não houvesse esperança. 77/80) Quando terceiro ingressa no processo para substituir uma das partes Oposição (art.INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 24/76 Coadjuvantes Excludentes (AD CODIUVANDUM) Quando o terceiro ingressa no processo por ter uma relação jurídica com uma das partes. É o que ocorre na hipótese que “A”é demandado como se fosse dono de um terreno de 50m². sem substituí-la. em decorrência de sua legitimidade passiva. 499) Denunciação da lide (art. Logo “A” nomeará à autoria “B”. por ser dono da outra metade do terreno. mas permanecerá no processo em razão de sua legitimidade passiva. Assistência (art. não estaríamos lutando”. sendo considerado pelo STF como “colaborador informal do juízo”. o nomeante à autoria permanece no processo. 50/55) Recurso de terceiro prejudicado (art. 56/61) Nomeação à autoria35 (62/69) Amigo da corte: Há quem entenda que o “amigo da corte” é uma espécie especial (sui generis) de terceiro interveniente.

na qual o assistente simples é parte secundária sempre ficando submetido à parte principal 36 Apesar de estar fora do capítulo VI do CPC que trata da intervenção de terceiros. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. Ministro João Otávio Noronha. socorrer 38 Vide STJ: MS 10. A alienação da coisa ou do direito litigioso. poderá intervir no processo para assistila. salvo a assistência. o terceiro. 50. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição. 280. estende os seus efeitos ao adquirente ou ao cessionário. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. por ato entre vivos. O assistente não é parte. de 2002) Art.444.Seção II . proferida entre as partes originárias. julgado em 27/06/2007. (Redação dada pela Lei nº 10. DJ 22/10/2007 “Se não houvesse esperança. Ocorre quando terceiro que tem interesse jurídico na causa ingressa na relação processual com o objetivo de auxiliar uma das partes a obter uma sentença favorável a ela. § 1o O adquirente ou o cessionário não poderá ingressar em juízo.Da Assistência37 (arts 50 a 56) Art. Não há possibilidade de o assistente ingressar no processo. Rel. § 3o A sentença. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. pois não formula pedido e nada se pede em face dele. que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. Parágrafo único. que não se confunde com o interesse pessoal ou meramente financeiro. sem que o consinta a parte contrária. § 2o O adquirente ou o cessionário poderá. sem que esteja buscando a vitória do assistido Espécie de intervenção de terceiro voluntária e coadjuvante. não altera a legitimidade das partes. assistindo o alienante ou o cedente. validamente. intervir no processo. não estaríamos lutando”. Art. mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra. ajudar. ou o cedente. (Autor desconhecido) . 37 Significa prestar auxílio ou assistência a. sendo mero auxiliar É fundamental a presença de interesse jurídico38. Primeira Seção. ocorrendo a mesma situação em se tratando de “recurso de terceiro prejudicado”. no entanto. a título particular.ASSISTÊNCIA 25/76 CONCEITO CPC – livro I .597/DF. 42. o entendimento plenamente majoritária é o de que a assistência é modalidade de intervenção de terceiros. substituindo o alienante. NATUREZA JURÍDICA Sendo espécie de legitimação extraordinária.

para fins de deslocamento de competência. podendo juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria e. serão consideradas partes. para justificar a sua intervenção no processo. Art. ainda que os reflexos sejam meramente indiretos e de natureza meramente econômica. Nesta. nas causas cuja decisão possa ter reflexos.ASSISTÊNCIA 26/76 Art. ainda que indiretos. 109. A lei exige um interesse econômico ou de fato. uma assistência atípica. “Se não houvesse esperança. de natureza econômica. caso seja requerida assistência sem interesse jurídico. rés. Parágrafo único. para fins de deslocamento de competência. recorrer. Essa regra não se aplica às pessoas jurídicas de direito público. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho.469/97 (assistência atípica).as causas em que a União. como autoras ou rés. autarquias. independentemente da demonstração de interesse jurídico39. Destaque-se que a intervenção da União. hipótese em que. 5º A União poderá intervir nas causas em que figurarem. recorrer. fundações públicas. a lei está admitindo uma assistência sem interesse jurídico. não estaríamos lutando”. hipótese em que. As pessoas jurídicas de direito público PODERÃO. intervir. podendo esclarecer questões de fato e de direito. (Autor desconhecido) . INTERESSE Patrimonial 39 Ou seja. Assim sendo. a assistência não se confunde com a modalidade intervenção sui generis prevista na Lei 9. autarquia.: interesses de outra natureza não justificam a assistência. 40 CRFB Art. independente da demonstração de interesse jurídico. Aos juízes federais compete processar e julgar: I .469/ 1997. será considerada parte. juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria e. Em regra. assistentes ou oponentes. se for o caso. exceto as de falência. empresa pública ou fundação federal geram o deslocamento da competência para a justiça federal40. para esclarecer questões de fato e de direito. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras. se for o caso. 50 caput: Jurídico Existência de uma relação jurídica entre uma das partes e o terceiro assistente Possibilidade de vir a sentença a influir na referida relação Obs. 50 caput do CPC LEI Nº 9. esta deverá ser indeferida de plano pelo juiz. nos moldes do art. basta que a pessoa jurídica de direito público vislumbre a possibilidade de ser atingida pela sentença. sociedades de economia mista e empresas públicas federais.

869. e em qualquer grau de jurisdição.769-QO/RJ. perante o padrão ordinário disciplinado pelo Código de Processo Civil. no processo de execução. 50 Parágrafo único. I. e o recebendo no estado em que se encontra”. mas apenas a realização material do direito do credor. conquanto destituído de eficácia suspensiva do processo. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. Comentários ao CPC). 16 ed. Lei nº 9.. In MS 24. pois. Lições de direito processual civil. Rel. sua especialidade. p. Seu cabimento tão-somente em embargos do devedor. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição. como porque exige. 24 Aplicam-se ao mandado de segurança os arts. (Alexandre Freitas Câmara. podendo o assistente. em cujo seio. Vide STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4. repele aplicação de normas desse Estatuto que lhe contrariem regras expressas.Admite sem contestações (por todos: Nelson Nery 1ª corrente Junior. respectivamente. desde 1974. Quarta Turma. a lei específica. concerne à regularidade subjetiva do processo. no seu caráter manifestamente sumário. podendo reconhecida de plano e sem estrépito. e é ainda de todo incompatível com o chamado "incidente de intervenção". DJ 21/08/2000). 10. previsto no art. ingressar no processo em qualquer de suas fases. (Alcides Mendonça Lima. tal como a oposição. de 11 de janeiro de 1973 . em razão da ausência de lide. p. em mandado de segurança. mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra41. Assistentes em sede de recurso extraordinário: Nessa linha. Mandado de segurança42 O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir. tendente a servir à presteza ideal imposta pela natureza teórica da pretensão nele deduzida. Não cabe assistência no processo objetivo (controle concentrado de constitucionalidade). pois na execução em si não haveria o que auxiliar.ASSISTÊNCIA 27/76 Art. DJ de 21/11/2003. a presença de todos quantos devam suportar a eficácia da sentença mandamental”. Ministro Joaquim Barbosa. no processo cautelar e nos procedimentos especiais. 46 a 49 da Lei nº 5. Majoritária . 42 Esse contraditório incidental. O litisconsórcio não é forma de intervenção de terceiro. excluiu todas as modalidades de intervenção. julgado em 18/05/2000. a qual. Admitir-se-á o litisconsórcio.414/DF (Rel. 191). Humberto Theodoro Júnior). Tribunal Pleno. 2007. assim porque não exclui do pólo ativo quem apareça como co-titular do direito subjetivo afirmado. senão figura que.016/2009 art. “A assistência é cabível a qualquer tempo. não por outra razão. por natureza. 41 “Ninguém tem dúvida de que. não se acomoda à celeridade votada à ação de segurança. CABIMENTO A assistência é admitida no processo de conhecimento (seja ordinário ou sumário). o STF e o STJ admitem o ingresso de assistentes em sede de recurso extraordinário (RE 550. no processo. ou titular de direito conexo. Não se admitirá. sendo que a execução forçada 2ª corrente não se destinaria a uma sentença. INCOMPATIBILIDADE Execução Juizado especial Controle concentrado Admite a assistência simples. no passivo. Vol.Código de Processo Civil. Lumen Juris. 51 do mesmo Código .337 – RJ 1ª corrente Jurisdição Voluntária Pela teoria clássica. informativo do STF 496) e recurso especial (AgRg no REsp 196656/RJ. assistência ou intervenção de terceiros. desde que se vislumbre a 2ª corrente possibilidade do assistente simples ser atingido reflexamente pela sentença (Ubiratan de Couto Maurício: Assistência Simples). Lei nº 12. o procedimento do mandado de segurança tem. 9) “Se não houvesse esperança. a princípio estaria afastado o cabimento da assistência.099/95 Art. CEZAR PELUSO. Rel. (Autor desconhecido) . Ministro Barros Monteiro. não estaríamos lutando”. Min.

provado o seu interesse jurídico no julgamento favorável ao locador. dependente da relação jurídica discutida no processo 43. despejo. celebra um contrato de sublocação. a ação de despejo tem que ser proposta em face do sublocador. Nessas demandas. Ele poderia ser litisconsorte. 43 Lei nº 8. porque a relação jurídica que se discute no processo não lhe pertence. se o locador não concorda ou nega expressamente e mesmo assim ele celebra o contrato. Se o locador obtiver êxito na ação de despejo que promove contra o locatário/sublocador quem terá que desocupar o imóvel será o sublocatário (terceiro atingido reflexamente pela sentença). despejo. O locatário até sem o consentimento do locador pode fazer sublocação ou contra a vontade dele. Essa ação de despejo é na verdade uma ação de rescisão contratual cumulada com reintegração de posse. há uma relação jurídica principal que é a relação de locação. 45 Nesse exemplo clássico de assistência é obrigatória sua notificação (a lei usa a expressão “dar a ciência”) para intervir como assistente. 50. Caso o locador. não promova a denunciação do locatário à lide. Em síntese: aqui. O sublocatário não tem legitimidade para figurar no pólo passivo. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido. o sublocatário.É o caso do sublocatário. terminando o processo. que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. Então. não estaríamos lutando”. desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos. EXEMPLO CLÁSSICO . o terceiro. 44 Esse recurso da pessoa que poderia ser assistente é o chamado recurso de terceiro prejudicado. na verdade ele que a posse direta de volta.assistente litisconsorcial: o assistente litisconsorcial é titular da relação jurídica de direito material discutida no processo. Contrato travado entre locador e locatário – relação jurídica locatícia. então. Então. essa ação de despejo na doutrina é implicitamente uma ação de rescisão 47 Art. cessa a intervenção do assistente. 53. até porque se cuida de hipótese de intervenção de terceiros provocada.á ciência do pedido aos sublocatários.se . O locador na qualidade de autor vai ajuizar uma ação em face do locatário (réu). mas não interveio. por isso que ele ingressa. essa infração contratual consistente em dar a coisa em sub-locação sem que o locador consinta é motivo suficiente para uma ação de despejo. este não poderá ingressar no feito em tal condição. 46 Então. Em razão dessa dependência a decisão proferida no processo poderá atingir o assistente. ele apenas auxilia uma das partes. no que tange ao objeto do processo. Não é possível desocupar o bem sem a rescisão do motivo que faz réu estar no bem. o locatário praticou uma infração contratual. porém. Então. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. ele ser reintegrado na posse. julgue os itens a seguir.245/91 Art. a possibilidade de o locatário ingressar no feito como assistente. dizendo-se legítimo possuidor. quer contratual. ou outra parte do feito. possui interesse jurídico que o legitima a intervir na condição de condição de assistente simples da parte ré45 46. porém. casos em que. 48 (Cespe/ DPE Alagoas 2009) Considerando que o locador de um imóvel comercial seja citado para responder a uma ação em que terceira pessoa. de acordo com a teoria da asserção é só incluído no pólo passivo quem tem legitimidade. Aquele que poderia ser assistente simples mais ainda não ingressou. o assistente simples tem uma relação jurídica dependente daquela discutida no processo. Na verdade o locador conservou a posse indireta. ele não é titular da relação jurídica discutida no processo. pode recorrer contra a decisão proferida nesse processo44. quando ajuíza a ação de despejo ele quer o bem de volta. por possuir uma relação jurídica com o sublocador. O assistente simples é titular de uma relação jurídica distinta da discutida em juízo. aquele que teria interesse jurídico para intervir. Ele pode celebrar o contrato. Resta.ASSISTÊNCIA 28/76 PODERES DO ASSISTENTE Assistência Simples ou Adesiva Art. que é um contrato de locação. “Se não houvesse esperança. Já o assistente simples não teria legitimidade para ser litisconsorte. pleiteie a posse do bem locado. Então. (Autor desconhecido) . poderá intervir no processo para assisti-la. o assistente Não defende direito próprio. Então. Como a posse do locatário é contratual primeiro precisa rescindir o contrato. 4748 Não recebe o mesmo tratamento que o litisconsorte Distinção . Não tem relação jurídica de direto material com a parte contrária. que poderão intervir no processo como assistentes. pode recorrer contra a decisão judicial proferida no processo. de que trata o artigo 499 do CPC. essa rescisão contratual cumulada com reintegração de posse ganhou um nome específico. mas recebe outro nome. 59. Então. mas o pedido não será julgado procedente porque não há relação jurídica transferiu ao locatário a posse direta. de direito material entre locador e sublocatário. 2º Qualquer que seja o fundamento da ação dar .

O assistente será “gestor de negócios”.ASSISTÊNCIA 29/76 Se for ASSISTENTE SIMPLES49. há quem admita a oposição da exceção de incompetência pelo assistente. participar das audiências etc. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido. 32. reconhecer a procedência do pedido. Prática de atos dispositivos pela parte principal Prática de atos dispositivos pela parte principal: o assistente simples não participa de atos dispositivos. 54. o assistente será condenado nas custas em proporção à atividade que houver exercido no processo. Parágrafo único. confessar. recorrer. cessa a intervenção do assistente. prestar depoimento pessoal. ajuizar ação declaratória incidental. requerer diligências. Art. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente. modificar o pedido ou a causa de pedir. não estaríamos lutando”. exercerá os mesmos poderes e sujeitar-se-á aos mesmos ônus processuais que o assistido. o assistente será considerado seu gestor de negócios. 52. apresentar razões. Sendo revel o assistido. 54: Art. Art. 53. desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos. 49 Sendo assistente litisconsorcial aplica-se o art. Se o assistido ficar vencido. praticar atos que digam respeito à lide das partes. toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. opor exceção de incompetência. aditar a petição inicial ou a contestação. Gestor de Negócios Se o assistido for revel. 52. casos em que. O assistente atuará como auxiliar da parte principal. Art. pois mesmo o assistente litisconsorcial não pode impedir a prática de atos pelo assistido. Tratamento Pagamento de Custas É condenado nas custas proporcionais Art. reconvir. Atuação Subordinada Como por exemplo: desistir da ação. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. Na verdade é caso de substituição processual. se o assistido réu não o fez no prazo da resposta – se o assistido for revel. (Autor desconhecido) . Produção de provas Pode produzir provas. transigir sobre o objeto litigioso. contudo tal gestão somente dá-se no âmbito processual. terminando o processo. não pode. “Se não houvesse esperança. porém.

Aplica-se ao assistente litisconsorcial.ASSISTÊNCIA 30/76 Assistência Qualificada ou litisconsorcial Art. toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. (Autor desconhecido) . 51. Parágrafo único.  Tem relação jurídica de direto material com a parte contrária. o disposto no art. o assistente  Defende direito próprio. 54. não estaríamos lutando”. não auxiliando diretamente uma das partes. sua impugnação e julgamento do incidente. O assistente tem relação jurídica de direito material com a parte contrária vinculada com a mesma demanda. O assistente ingressa no processo para auxiliar uma das partes e com isso também defender direito próprio. quanto ao pedido de intervenção. O assistente também é titular da relação jurídica discutida no processo. Ex.: caso do co-proprietário que decide intervir no processo movido pelo outro co-proprietário em face de terceiro. Em síntese: aqui. no que tange ao objeto do processo. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente.  Recebe o mesmo tratamento que o litisconsorte “Se não houvesse esperança.

Provas 50 O assistente litisconsorcial é considerado como um verdadeiro litisconsorte [CPC: art. gerando efeitos apenas para ele. com a sua admissão ao processo. se o ato praticado for benéfico. Dinamarco). entende que o art. Deste modo. ou seja. 48 é inaplicável a qualquer litisconsórcio seja ele simples ou unitário51. (Autor desconhecido) . 54]. ele não assume esta posição. 509 se limita ao litisconsórcio unitário. reconhecimento jurídico do pedido e transação (sucumbência recíproca). 509. No entanto. algum deles contestar a ação. desistir da ação. Não pode. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. 48 é aplicável. mas é como se fosse. Direito material Direito processual Atos de disposição de Direito Renúncia. Se o litisconsórcio for unitário. no caso do litisconsórcio simples não há a aplicação do art. Art.ASSISTÊNCIA 31/76 Tratamento Para a maioria da doutrina. ele não é (pois não formula pedido e em face dela nada é formulado). 320. deve-se aplicar o princípio da comunhão das provas. Sua atividade não se sujeita à vontade do assistido. Se um dos litisconsortes unitário quiser renunciar seu direito de recorrer. Na verdade. o Código tem a intenção de dispor que o juiz deve analisar a confissão perante as outras provas produzidas. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. ou seja. O mesmo ocorre com a desistência. 320. isso ocorrendo. Vigora o princípio da comunhão das provas. ou seja. os litisconsortes. contudo. Contudo. Revelia Recursos A doutrina majoritária (STJ. mas sim do art. por exemplo. porém. 51 O art. é ineficaz se não for praticada por todos. 350. não gera efeito nem pra quem praticou e nem para os demais litisconsórcios. ele gerara efeito também para quem não o praticou. a autonomia do art. Art. Assim. o art. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . Art. Envolve o direito de ação (desistência do processo) e outros direitos processuais. o assistente litisconsorcial passa a ser litisconsórcio facultativo unitário. estes atos seriam desprovidos de eficácia se a eles se opusesse o assistido.se. 350. que. “Se não houvesse esperança. o ato praticado por um só dos litisconsortes é plenamente ineficaz. apenas passa ser tratado desta forma50. 48 do CPC. Sendo assim. apesar de ser um ato processual. pode agir com absoluta independência e autonomia em relação à parte assistida. alterar o pedido ou a causa de pedir. Barbosa Moreira. 48. todavia. caput do CPC trata da confissão como meio de prova. não prejudicando. De fato. como qualquer outro meio de prova. é convencer o juiz. a prova produzida passa a ser uma prova do processo independentemente de quem a produziu. I do CPC é sempre aplicável. ajuizar ação declaratória incidental. A confissão judicial faz prova contra o confitente. a função da confissão. no entanto. a ideia da autonomia é afastada sempre. 509. e. Não se aplica o art. Os atos de disposição de direito material somente geram efeitos se praticados por todos os litisconsórcios. a confissão de um dos litisconsortes não tem o mesmo poder de persuasão que a confissão feita por um réu único. havendo pluralidade de réus. ele poderá renunciar. praticar os seguintes atos: reconvir. A revelia não induz. No tocante aos outros direitos processuais. mas não evita que os outros litisconsortes pratiquem o ato. Ou seja. vigora a autonomia dos atos. Para Alexandre Freitas Câmara. renunciar ao direito sobre que se funda a ação ou reconhecer a procedência do pedido. assim. dispondo que a confissão de um litisconsorte somente vincula a ele (confitente). ou seja. o art. não estaríamos lutando”.

para recorrer e. de modo que poderá tornar a discuti-la em demanda futura. não basta que haja litisconsórcio.pelo estado em que recebera o processo. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. se o assistente litigar em outra demanda contra o autor ou o réu da demanda inicial não poderá mais voltar a discutir os fundamentos da decisão anterior. já que somente este possui interesse recursal. por dolo ou culpa. O assistente desconhece tais provas ou alegações e. as razões de decidir. ou seja. Assim.ASSISTÊNCIA 32/76 Art. Verifica-se se decisão é justa analisando-se os seus fundamentos. Essa eficácia da intervenção. “Se não houvesse esperança. discutir a justiça da decisão53. este não poderá. Transitada em julgado a sentença. Pelos precedentes da súmula. pra todos os recursos subseqüentes o prazo será simples. ou pelas declarações e atos do assistido. opera-se justamente o contrário do que ordinariamente ocorre. fora impedido de produzir provas suscetíveis de influir na sentença (ausência de ampla defesa). A eficácia da intervenção está ligada à imutabilidade e indiscutibilidade da justiça da decisão. em processo posterior. São casos de exceptio male gesti processus: a) Sempre que o assistente não conseguir atuar de forma significativa no convencimento do juiz. no caso do assistente. do CPC.desconhecia a existência de alegações ou de provas. se este impedir que o assistente participe de forma mais contundente. de modo geral. cumpre esclarecer que. (Autor desconhecido) . pois se exige que haja também uma pluralidade de advogados52. entretanto. 53 Mas o que é que significa justiça da decisão? Justiça da decisão nada mais é do que a fundamentação utilizada pelo juiz na sentença. percebe-se que se houver mais de um litisconsorte sucumbente com o mesmo patrono o prazo também será simples. Dessa forma. não estaríamos lutando”. para falar nos autos. uma vez configurada uma das hipóteses dos incisos I e II. o prazo recursal será simples. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar.qualidade que o torna imutável e indiscutível – vinculando as partes. Pode-se concluir ainda que se somente um litisconsorte recorrer. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido.: o assistente simples nunca suporta a coisa julgada material porque ele não é titular da relação jurídica de direito material 52 Súmula 641 – Não se conta em dobro o prazo para recorrer. O art. o assistente não ficará vinculado à justiça da decisão. de que o assistido. Importante: o assistente será alcançado tanto pela justiça da decisão (pelo fato de ser assistente) como pelo dispositivo da sentença. 191. Art. Entretanto. Interessante observar que. b) Quando a postura assumida pelo assistido. em grau recursal não haverá mais litisconsórcio. não é absoluta. do art. os fundamentos fáticos e jurídicos tornam-se imutáveis e indiscutíveis para o assistente. 55. omitir alegações e provas que poderiam ser usadas na demanda judicial. por culpa ou dolo. Justiça da Decisão Obs. II . Isso pode ocorrer em razão do momento do ingresso ou em razão da atuação do assistido. salvo se alegar e provar que: I . não se valeu. Assim. o assistente não poderá voltar a discuti-la em outro processo. Já para o assistente o que se torna imutável é a justiça da sentença. acaba tendo uma atuação menos efetiva do que poderia ter tido. por isso. Quando um juiz profere uma sentença de mérito apenas o dispositivo é alcançado pela coisa julgada material . Prazo Não há diferença entre os litisconsortes simples e unitários. 191 do CPC prevê um prazo em dobro para todo ato processual. assim. na causa em que interveio o assistente. São os argumentos que firmaram o convencimento do magistrado. no entanto. A Súmula 641 do STF dispõe que havendo apenas um litisconsorte sucumbente. Para o assistente a justiça da decisão é imutável e indiscutível. 55.

salvo demonstrada a possibilidade de lesão grave ou de difícil reparação (por todos: Athos Gusmão Carneiro. a lei admite a assistência em todo e qualquer procedimento. Admitia-se a assistência porque o pedido de assistência não provoca tumulto na relação processual. sem interlocutória. o juiz: Decisão A decisão do juiz. na seqüência. b) contra a decisão que defere o pedido de assistência cabe. de prova (se necessária) e. o procedimento não é afetado pelo pedido de assistência. Se o interesse jurídico não estiver presente o juízo deve indeferir o ingresso do terceiro. agravo retido. 54 “Se não houvesse esperança. o Todo aquele que desejar intervir no processo na condição de terceiro. o juízo deve analisar o interesse jurídico. a fim de serem autuadas Havendo impugnação (que deverá se voltar à demonstração de em apenso.autorizará a produção de desentranhamento da petição e da impugnação. o incidente. 55 Trata-se de prazo impróprio. a princípio. mesmo que as partes não ofereçam impugnação. suspensão do processo. que falece ao assistente interesse jurídico para intervir a bem do assistido. Então. impugnação.determinará. poderá intervir no demonstrando o interesse jurídico que a justifique. Não havendo impugnação dentro de 5 (cinco) dias. o magistrado. de 5 Agravo A modalidade. o juiz decide nos próprios autos54. Tumulto no processo: O pedido de assistência não pode provocar tumulto no processo. (Autor desconhecido) . 51. pelo que a sua não observância não gera preclusão. autua em apenso para o juiz decidir. porém. que não admitia a intervenção de terceiro (até recente reforma) salvo assistência. Porque ele dá impressão de que se não houver a impugnação está deferido o pedido de ingresso e não é assim automático. que tiver interesse jurídico assistente deverá requerer sua intervenção por meio de petição em que a sentença seja favorável a uma delas. Se desentranhamento da petição e da não houver impugnação. 56 É decisão interlocutória pelo simples fato de não estar nos artigos 267 e 269. SEM SUSPENSÃO do processo. Assim sendo. determinará o II . autorizará a produção provas. não estaríamos lutando”. caso em que seria uma sentença. O ingresso de terceiro com assistente depende da presença de interesse jurídico. Intervenção de Terceiros). processo para assisti-la.ASSISTÊNCIA 33/76 PROCEDIMENTO DA ASSISTÊNCIA Art. segundo entendimento majoritário. decidirá no prazo de cinco dias Art. 50. porque ou não há impugnação e juiz decide nos próprios autos ou há impugnação e forma-se um apenso que não suspende o processo. Se qualquer das partes alegar. o Se houver impugnação. III . é uma decisão I . que falece ao terceiro interesse jurídico que justifique a intervenção). dependerá do resultado da decisão: a) contra a decisão que indefere o pedido de assistência cabe agravo de instrumento. Requerimento Impugnação A doutrina diz que esse artigo 51 não pode ser interpretado literalmente. no entanto. dentro (cinco) dias55.decidirá. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. A decisão do juiz que admite ou não o ingresso de terceiro. até mesmo no sumário. se revestirá da natureza de decisão interlocutória56 desafiando recurso de agravo. o pedido do assistente “será” deferido.

cabendo ainda que não haja constrição. abertas às partes. reservados ou de sua meação. partilha. 57 Crítica: o Ministério Público na verdade tem legitimidade para recorrer nos processos em que oficiou. ou apenas possuidor. não podem ser atingidos pela apreensão judicial. podendo o terceiro interpor qualquer dos recursos que às partes é lícito oferecer. em casos como o de penhora. tendo por objeto a discussão sobre a ilegalidade da constrição judicial * os embargos de terceiro podem ser preventivos. depósito. poderá requerer Ihe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos. mas tão somente a ameaça dela. Diferença de Assistência Na assistência não se defende apenas interesse próprio. Diferença de Embargos de Terceiro O direito material da ação principal é irrelevante. não sendo parte no processo. não estaríamos lutando”. alienação judicial. pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público.046. § 1o Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial. 1. (Autor desconhecido) . posto figure no processo. 82 CPC) “Se não houvesse esperança. § 1o Os embargos podem ser de terceiro senhor e possuidor. CPC Art. 499. inventário. sofrer turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial. arresto. defende bens que. arrecadação. como naqueles em que devia oficiar (art. O recurso pode ser interposto pela parte vencida. pretendendo fazê-lo agora com o fim de atacar o provimento judicial que lhe acarreta prejuízo.ASSISTÊNCIA 34/76 RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO Art. O Brasil possui um sistema no qual para o terceiro são abertas as mesmas vias recursais que são. É uma autorização para que o terceiro prejudicado utilize as mesmas formas de impugnação (recursos) que as partes podem utilizar para atacar determinada decisão Terceiro legitimado a recorrer é aquele que poderia ter intervindo no processo. § 3o Considera-se também terceiro o cônjuge quando defende a posse de bens dotais. Quem. § 2o Equipara-se a terceiro a parte que. arrolamento. pelo título de sua aquisição ou pela qualidade em que os possuir. dispondo do mesmo prazo de que dispõem as partes para tal. enquanto o Recurso de terceiro prejudicado dura enquanto durar esse recurso. mas o do próprio assistido A assistência em qualquer ato e vai durar o tempo que durar o processo. § 2o O Ministério Público tem legitimidade para recorrer assim no processo em que é parte. ordinariamente. como naqueles em que oficiou como fiscal da lei57. próprios. mas não fez antes da decisão. seqüestro.

a exi stência de qualquer tipo de prejuízo". uma vez que é terceiro. é um recurso de terceiro prejudicado por nulidade porque ele não foi citado.é o Agravo Retido. nada impede que o sublocatário apele contra a sentença que decretou o despejo. mas se ele é titular tudo bem. a dúvida já foi expurgada do ordenamento.OBSCURIDADE. desde que o terceiro demonstre prejuízo direto pela decisão em face da qual se recorre. que tem que mostrar o interesse jurídico que pode ser direto ou indireto. não existindo este. não estaríamos lutando”. Até mesmo o recurso extraordinário. só que ele vai buscar o recurso para anular tudo. 60 Contudo segundo Fredie Didier Júnior: "não é da essência do conceito do instituto a existência de prejuízo jurídico. pois se o caro tem dúvida. 499. segundo Alexandre Câmara. e ele classifica que pode ser titular da relação jurídica debatida no processo.CONTRADIÇÃO. menos o agravo retido desde que comprove na própria petição. se ele não tem o famoso “OCO” que é: . devendo ficar demonstrado o prejuízo jurídico que a decisão acarretou à sua esfera de interesses58. todos os outros são suscetíveis de interposição pelo terceiro prejudicado. . Não tendo ocorrido tal intervenção. (Autor desconhecido) . 58 Ele não tem obscuridade. porque este recurso tem um problema. ou seja. ninguém entendeu o que o Alfredo Buzaid quis dizer com dúvida. “Se não houvesse esperança. salvo a assistência. mas tem a seguinte ressalva do professor que se fosse uma relação jurídica a mesma que foi tratada. porque haveria necessidade de ser ratificado numa eventual apelação.: ação de despejo. nem ele conseguiu entender 60 Qualquer recurso pode ser interposto por terceiro prejudicado.OMISSÃO. 280.444. pois Alexandre Câmara menciona isto.ASSISTÊNCIA 35/76 Art. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. que é o pré-questionamento. este é o único problema em relação ao recurso extraordinário. assim como todas as demais hipóteses de intervenção de terceiro Art. ou melhor. de 2002) Cabimento Procedimento sumário Limites Qual o único recurso que não pode ser interposto por terceiro prejudicado? . pois tem que primeiro entrar com os embargos de declaração e aí sim suscitar o recurso extraordinário. vai ter que demonstrar no recurso o seu interesse. impedido de intervir através da interposição de Autorização legal recurso. por isso ele não pode agravar retido. 59 Ele não está presente no processo. Procedimento ordinário É cabível. é caso até de ineficácia porque teria que se falar numa posição de litisconsórcio necessário é um caso até de ineficácia. que debatia uma outra relação jurídica. (Redação dada pela Lei nº 10. por conseguinte. pode o sublocatário consentido intervir no processo como assistente simples do locatário. pois o terceiro prejudicado tem que primeiro entrar com o embargo de declaração59. sua relação jurídica s ofreu um prejuízo em face da decisão recorrida. então não decidiu. (comprovação de prejuízo) Ele precisa demonstrar interesse jurídico na causa. ficando. § 1o Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial. não poderia ele ter intervindo no processo. porque ele não foi citado. uma vez que. . pouco importa se a relação jurídica é direta ou indireta. até porque dúvida numa ação judicial é ridículo. pois ele não tem como ter pré-questionado anteriormente. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. o exemplo clássico é do sublocatário. o prejuízo de uma relação jurídica causado pela decisão recorrida. porque classicamente o recurso do terceiro prejudicado é aquele que tem interesse jurídico indireto. não tem o que fazer. Ex. por ser ele terceiro juridicamente interessado que sofreu prejuízo com a intervenção. nem contradição e omissão.

DJ 4/4/2005. os quais não examinados nos processos subjetivos em que prolatadas as decisões a consubstanciarem os precedentes. o Tribunal. Preliminarmente.JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Intervenção de “Amicus Curiae”: Limitação e Data da Remessa dos Autos à Mesa para Julgamento A possibilidade de intervenção do amicus curiae está limitada à data da remessa dos autos à mesa para julgamento. podendo fazê-lo da mesma forma do litisconsorte. o Tribunal. bem como à capacidade de absorver argumentos apresentados e desconhecidos pelo relator. no silêncio do assistido.937-SP. com base no disposto no art. haja vista que o concurso de muitos amici curiae implicaria a fragmentação do tempo disponível. ainda. em que a autora ora recorrente (o cônjuge faleceu) questiona a devolução do prazo recursal aos assistentes e a possibilidade de interposição de recurso pelo assistente na ausência de manifestação expressa do assistido. Então. Vencidos. que proviam o recurso. reintegrando os autores na posse. nesse caso. Entretanto. e dificilmente mudariam sua conclusão. REsp 535. julgando necessário. Menezes Direito. REsp 585. em 27.291-MG. da análise de trecho do acórdão recorrido. 54 do CPC. o qual determina que as sociedades civis de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada passam a contribuir para a seguridade social com base na receita bruta da prestação de serviços. mas isso não impediria que o relator. Interposição. porque apresentado após a liberação do processo para a pauta de julgamento. os Ministros Cármen Lúcia. o Tribunal passou a admitir a sustentação oral do amicus curiae — editando norma regimental para regulamentar a matéria —. Min. Por fim. os assistentes ingressaram no feito para defender direito próprio – adquiriram posse atingida pela pretensão da autora. pois o prazo recursal somente se inicia com a intimação válida. que seria necessário racionalizar o procedimento. Rel. retirasse o feito da pauta para apreciá-los. Ao registrar que. 22. 56 da Lei 9. Não há sentido para limitar o direito do assistente de. não houve recursos e se certificou. a interposição de recurso pelo assistente. rejeitou o pedido de intervenção dos amici curiae. ADI 4071 AgR/DF. ao fundamento de que precedentes versados a partir de julgamentos de recursos extraordinários não obstaculizariam uma ação cuja causa de pedir é aberta. Carlos Britto e Eros Grau. poderia invocar novos fundamentos. na rescisória. Presidente. a intervenção do amicus curiae. Além disso. a ação rescisória julgada improcedente pelo TJ. conferiria legitimidade às decisões do STF no exercício da jurisdição constitucional. sob uma perspectiva pluralística. no caso dos autos. que já é excepcional.4. tendo em vista o caráter aberto da causa petendi. Min. a Turma negou provimento ao REsp da autora. Para a Min. nos autos. não constou o nome dos advogados dos assistentes. sob pena de se transformar o amicus curiae em regente do processo. ante a manifesta improcedência da demanda. Considerou-se que o relator. entretanto. ressaltou-se que a regra processual teria de ter uma limitação. DJ 22/4/1997. o trânsito em julgado. observadas as normas da Lei Complementar 70/91. razão pela qual os fundamentos trazidos pelos amici curiae pouco seriam aproveitados. DJ 10/10/2006. por maioria.12. Daí. 4º da Lei 9. incidindo a regra do art. entendeu-se que permitir a intervenção de terceiros. salientavam que essa intervenção. Precedentes citados: REsp 59. Assistente. Com esse entendimento. Assim. Relatora. na preliminar.PSDB contra o art. ao encaminhar o processo para a pauta. também por maioria. por maioria. com a brevidade das sustentações orais. haja vista que a norma impugnada tivera sua constitucionalidade expressamente declarada pelo Plenário da Corte no julgamento do RE 377457/PR (DJE de 19.11. o TJ deferiu o pleito e eles interpuseram embargos infringentes. que admitiam a intervenção. naquela publicação. nos quais foi restabelecida a sentença que negou provimento à possessória. . Observavam. apesar de o TJ não definir. No mais.385MT.2003).964-SP. hoje. há um novo posicionamento formando-se neste Superior Tribunal no sentido de não admitir. interpor recurso. Nancy Andrighi. e REsp 491. após publicado o acórdão que deferiu a apelação. manteve-se a decisão agravada no sentido do indeferimento da petição inicial. em que o pronunciamento do Tribunal poderia levar em conta outros artigos da Constituição Federal. inclusive para o efeito de sustentação oral. Mas. que. a modalidade de assistência que justificou o ingresso dos ora recorridos como assistentes simples ou litisconsorciais. os Ministros Marco Aurélio. Ao firmar essa orientação. Celso de Mello e Gilmar Mendes. percebe-se que. Quanto à possibilidade de recurso interposto apenas pelo assistente. Carlos Britto. às vésperas do julgamento poderia causar problemas relativamente à quantidade de intervenções. (ADI-4071) Recurso. muitas vezes. mesmo já incluído o feito em pauta.868/99. No entanto.2009. no estado em que se encontra o processo. Vencidos. julgado em 3/3/2009.2008). Trata-se de ação rescisória de possessória em que. no mérito. ponderou que a jurisprudência antiga era pacífica no sentido de permitir a interposição pelo assistente e de somente a manifestação expressa do assistido poder obstar a impugnação do assistente.2008) e do RE 381964/MG (DJE de 26. que solicitaram devolução do prazo recursal.9. a partir do julgamento da ADI 2777 QO/SP (j.430/96. rel. desproveu agravo regimental interposto contra decisão que negara seguimento a ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido da Social Democracia Brasileira . Ressaltavam. na ação possessória. a hipótese dos autos é de assistência litisconsorcial. já teria firmado sua convicção. não houve trânsito em julgado do acórdão em relação aos assistidos.

ASSISTÊNCIA

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Assistência: Não cabimento em MS
(STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4.337 – RJ) PROCESSUAL CIVIL. PETIÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. DELEGAÇÃO DE SERVENTIAS. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. OPOSIÇÃO. NÃO-CABIMENTO. PRECEDENTES DO STF. PEDIDO INDEFERIDO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir, em mandado de segurança, assistência ou intervenção de terceiros, tal como a oposição. Inteligência do art. 196162 da Lei 1.533/51. 2. Hipótese em que o requerente, que não é notário ou oficial de registro, por ser autor de ações populares, defende sua admissibilidade como opoente nos autos de mandado de segurança (REsp 731.761/RJ), em que as partes discutem a titularidade de delegações notariais e de registro. 3. Agravo regimental improvido.

Assistência. Amicus curiae. Descabimento
(STF - SS/3273 - SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA) AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ASSISTÊNCIA. AMICUS CURIAE. DESCABIMENTO. 1. Consolidação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser admissível assistência em mandado de segurança, porquanto o art. 19 da Lei 1.533/51, na redação dada pela Lei 6.071/74, restringiu a intervenção de terceiros no procedimento do writ ao instituto do litisconsórcio. 2. Descabimento de assistência em suspensão de segurança, que é apenas uma medida de contracautela, sob pena de desvirtuamento do arcabouço normativo que disciplina e norteia o instituto da suspensão (Leis 4.348/64, 8.437/92 e 9.494/97). 3. Pedido de participação em suspensão na qualidade de amicus curiae que não foi objeto da decisão ora agravada, além de ser manifestamente incabível. 4. Agravo regimental improvido

Intervenção. União. Causa pendente.
O art. 5º, parágrafo único, da Lei n. 9.469/1997 não cuida de litisconsórcio necessário ou assistência litisconsorcial. Esse dispositivo, ao declinar sua finalidade (a de possibilitar o esclarecimento de fato e de direito, facultando a juntada de memoriais e documentos, ou mesmo recorrer), deixa claro, numa exegese lógica, tratar-se de intervenção simples. Desse modo, a União, nesse caso, recebe o processo no estado em que se encontra (art. 50, parágrafo único, do CPC), daí não se aventar recurso seu de decisões que foram proferidas antes de sua participação. Doutro lado, a assistência simples exige causa pendente (livre de decisão transitada em julgado), pois o assistente tem interesse em que o assistido “vença a demanda”, o que importa admiti-la apenas em processo de conhecimento ou cautelar. Na hipótese em tela, a sentença de liquidação por arbitramento contra a qual se insurge a União há muito teve seu trânsito em julgado. Ausente esse requisito, não poderia a União apelar por falta de sua intervenção regular. Precedentes citados do STF: CR 9.790-EU, DJ 2/8/2002; do STJ: MC 9.275-AM, DJ 23/5/2005, e REsp 586-PR, DJ 18/2/1991. REsp 708.040-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 19/2/2009.

Art. 19 - Aplicam-se ao processo do mandado de segurança os artigos do Código de Processo Civil que regulam o litisconsórcio. (Redação dada pela Lei nº 6.071, de 1974)
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Lei nº 12.016/2009 Aplicam-se ao mandado de segurança os arts. 46 a 49 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil.
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Alterada a redação. Os artigos do CPC se referem ao litisconsórcio

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

ASSISTÊNCIA
Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia

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TSE - Agravos regimentais. Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia. Inexistência. Liminar. Deferimento. Princípio do contraditório. Violação. Ausência. Prevenção. Regras. Inobservância. Nulidade relativa. Prejuízo. Demonstração. Necessidade. Fumus boni juris. Aferição. Mérito. Análise. Impossibilidade. Admitida como assistente no processo principal, pode a parte manejar recurso em ação cautelar, caso o assistido assim o faça. Não configura violação ao princípio do contraditório a concessão de liminar sem a oitiva da parte contrária, a teor do prescrito no art. 804 do CPC. Segundo precedentes desta Corte, a nulidade decorrente da inobservância das regras pertinentes à prevenção é simplesmente relativa, a demandar a demonstração de inequívoco prejuízo. A aferição da existência do fumus boni juris, consubstanciado na plausibilidade do direito alegado, compreende um juízo superficial de valor, o que não se confunde com o julgamento do recurso interposto. Nesse entendimento, o Tribunal negou provimento ao agravo regimental de Robson Gomes da Silva e ao agravo regimental do Ministério Público Eleitoral. Unânime. Agravos Regimentais na Ação Cautelar no 3.334/MG, rel. Min. Marcelo Ribeiro, em 27.10.2009.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

ASSISTÊNCIA
Resp. Terceiro prejudicado

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. - A recorrente, na qualidade de terceiro prejudicado, busca reconhecer, com o REsp, a existência de litisconsórcio necessário, a anular todo processo, enquanto há o questionamento, em mandado de segurança impetrado contra decisão administrativa do Judiciário local, a respeito da atuação de determinado oficialato de cartório em área onde outros já atuam. Sucede que, em momento algum, houve prequestionamento, visto que só no REsp o terceiro impugnou a decisão. Mesmo se tratando de matéria de ordem pública (legitimatio ad causam), conforme a jurisprudência do STJ, seu reconhecimento de ofício dependeria da superação do juízo de admissibilidade, ainda que pelo reconhecimento do prequestionamento de outra matéria trazida no recurso. Por outro lado, não haveria caso de litisconsórcio necessário, pois não há relação jurídica única que imponha uma só solução. Não se está a restringir a competência territorial nem as funções de outro oficial. O Tribunal a quo, em sua autonomia de administrar a Justiça ou as funções extrajudiciais sob sua tutela, pode perfeitamente criar cartórios ou lhes estabelecer novas competências territoriais, sem dependência da concordância dos oficiais que lá antes atuavam. Com esse entendimento, a Turma, ao prosseguir o julgamento, por maioria, negou provimento ao recurso. REsp 784.937-RJ, Rel. originário Min. Luiz Fux, Rel. para acórdão Min. Teori Albino Zavascki, julgado em 3/3/2009.

Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante.
O TRF deu provimento ao recurso reconhecendo a legitimidade dos autores e determinou a nulidade da arrematação devido à ausência de intimação do cônjuge do executado. O recorrente sustenta a nulidade absoluta daquela ação que anulou a ação executiva e, por consequência, da arrematação, por não ter sido citado como litisconsorte necessário, visto ser o arrematante do imóvel levado à praça. Para o Min. Relator, o terceiro prejudicado legitimado a recorrer, cuja relação jurídica é atingida de forma reflexiva, por força do nexo de interdependência judicial (art. 499, § 1º, do CPC), é aquele que sofre um prejuízo na sua relação jurídica em razão da sentença. O litisconsórcio é compulsório, vale dizer, necessário, quando a eficácia da decisão depender da citação de todos os sujeitos que sofrerão nas suas esferas jurídicas, sob pena de a sentença ser considerada inutiliter data, por isso, se o terceiro não for convocado para o processo, legitima-se à impugnação recursal (art. 499, § 1º, do CPC). O arrematante é litisconsórcio necessário na ação de nulidade da arrematação, porquanto o seu direito sofrerá influência da sentença que nulifica o ato culminante da expropriação judicial. A ação anulatória de arrematação, conforme a orientação deste Superior Tribunal, reclama a participação de interessados na controvérsia (arrematante, exequente e executado), que ostentam manifesto interesse jurídico no resultado da demanda cuja finalidade é desconstituir o ato judicial que favorece o ora recorrente, terceiro prejudicado. REsp 927.334-RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 20/10/2009.

Assistência. Prorrogação. Patente. O interesse jurídico que permite a assistência (art. 50 do CPC) surge quando o resultado do processo pode afetar a existência ou inexistência de algum direito ou obrigação daquele que pretende intervir como assistente. Assim, o deferimento da assistência prescinde da efetiva relação jurídica entre o assistente e o assistido. Note-se haver casos em que esse interesse jurídico vem acompanhado de alguma repercussão econômica, mas essa circunstância não terá, necessariamente, o condão de desnaturá-lo. Na hipótese, a recorrida é uma associação de indústrias dedicadas ao fabrico de medicamentos genéricos e
busca auxiliar o INPI a evitar que se prorrogue o prazo de patente (pipeline) da recorrente, laboratório farmacêutico. Com isso, pretende facultar a seus associados a produção do medicamento objeto da patente destinado ao tratamento de trombose arterial. Constatado que a titularidade da patente impõe aos outros a obrigação de não fazer, somente contornada com a concessão de licença pelo titular (art. 42 da Lei n. 9.279/1996), é certo que a associação recorrida detém interesse jurídico a ponto de permitir-lhe a assistência, pois a decisão a ser proferida no processo sem dúvida pode causar prejuízo juridicamente relevante a seus associados. Vê-se não prosperar a alegação de que é meramente econômico o interesse da recorrida, pois o que está em discussão é a prerrogativa da livre produção do medicamento, questão eminentemente jurídica. Precedente citado: AgRg no Ag 428.669-RJ, DJe 30/6/2008. REsp 1.128.789-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 2/2/2010.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

ASSISTÊNCIA Internet. Mauro Campbell Marques. não há qualquer relação jurídica que una a associação às demais partes da ação. Rel. Assistência. STJ Informativo 447 – 2ª turma Nada é tão fácil quanto parece. busca ser admitida como assistente litisconsorcial ao alegar que a sentença a ser proferida na ACP diretamente afetaria a ela e a seus associados. vê-se que não há seu interesse jurídico na hipótese. o que refuta admitir assistência. por questionar a cobrança duplicada de serviços referentes à conexão de banda larga e aos de provedor de acesso à internet no transporte de dados em alta velocidade. Nos limites do que se discute na ação. 40/76 O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública (ACP) contra a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e uma companhia telefônica. A recorrente. julgado em 14/9/2010. a seu ver. Contudo. Min. que não se confunde com simples interesse econômico ou institucional. Interesse jurídico.181. associação dos provedores de acesso à internet. REsp 1. (lei de Murphy) . nem tão difícil quanto a explicação do manual. configuraria a venda casada: impõe-se ao usuário contratar também o provedor de acesso à internet para que possa usufruir o referido serviço de transporte de dados. o que.118-RJ.

br Nada é tão fácil quanto parece. mas a oposição abrevia a solução do problema e evita o enfrentamento da coisa julgada formada em outro processo (princípio da economia processual e da celeridade). Intervenção ad excludendume facultativa na qual o opoente. 56.1) Márcia e Tanyra disputam. Mozart Borba in www. José julga-se o verdadeiro proprietário desse carro. 65 64 Imagem retirada de trabalho do prof. CONCEITO Fonte65 Genérico Causa pendente. conduzida em apartado e decidida simultaneamente com a ação principal. Significa que a sentença a ser proferida na causa pendente. caso queira ver reconhecida a propriedade do referido bem. terceiro em relação à demanda originária. em razão da conexão com o pedido mediato. Assim.Julgue os itens subseqüentes. 56 do CPC dispõe que não é cabível oposição no momento da sentença. ou seja.com. Preclusão é um fenômeno endoprocessual. Ausência de prejuízo pelo opoente. Nessa situação hipotética. José deve oferecer oposição. no todo ou em parte. em um processo judicial.OPOSIÇÃO 41/76 Art. relativos à intervenção de terceiros. gera efeitos somente dentro do processo. a propriedade de um automóvel. isto é. a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. causa em curso ou em tramitação./STF/2008) . para excluir tanto o autor como o réu. poderá. pois este continua preservado. nem tão difícil quanto a explicação do manual. isso não significa dizer que o direito de ação inexiste. A oposição consiste na intervenção de terceiro em processo alheio. (CESPE/Analista – Jud. A oposição é uma nova ação. O terceiro acredita ter direito no todo ou em parte sobre o bem controvertido no processo. determinando que a oposição só pode ser interposta até a sentença. até ser proferida a sentença63. vai à juízo manifestando pretensão própria de ver reconhecido como seu o direito (ou a coisa) sobre que controvertem autor e réu (os sujeitos do processo em curso). 63 (CESPE/OAB-RJ/2007.euvoupassar. Em outras palavras: modalidade de intervenção de terceiro através da qual este tenta excluir tanto o autor como o réu. No entanto. (lei de Murphy) . PRESSUPOSTOS Específico A interposição pode se dá no momento da sentença?O art. O juiz ainda não proferiu sentença definindo a quem pertence o veículo. oferecer oposição contra ambos64. Tal terceiro poderia se manifestar por uma ação autônoma. não repercutirá no direito material do qual o terceiro é titular. a oposição tem uma preclusão temporal. Quem pretender.

Art. considerando-a demanda autônoma. Conclui-se. 59. 58. ao final. mas. o resultado pode ser diferente para cada um.OPOSIÇÃO 42/76 1ª corrente Intervenção de terceiros. que se o litisconsórcio fosse unitário. pois leva em conta a essência da oposição ignorando NATUREZA JURÍDICA 2ª corrente sua posição no CPC como intervenção de terceiros. nesse caso. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. contra o outro prosseguirá o opoente. 66. Isso seria impossível no litisconsórcio unitário. Daniel Assumpção. NATUREZA DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO 2ª corrente Tal litisconsórcio é comum ou simples. o terceiro ingressa em juízo objetivando defender pretensão própria sobre o mesmo objeto litigioso disputado pelas partes no processo. Argumento: em razão da natureza da relação jurídica. Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída. se a negar. entre outros.: Art. Na oposição. a decisão pode ser de improcedência. Poderá o juiz. 60. se oferecida após o início é ação autônoma 68. Nada é tão fácil quanto parece. de que resulta a formação de litisconsórcio passivo necessário entre os sujeitos da ação principal. Sendo um litisconsorte simples. oferecida antes da audiência. já que. o processo continuará contra o nomeante. pois leva em conta a posição no CPC. 70 69 Ex. portanto. por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias. seguirá a oposição o procedimento ordinário. sobrestar no andamento do processo. negam à oposição a natureza de intervenção de terceiro. sendo julgada sem prejuízo da causa principal. todavia. Oferecida depois de iniciada a audiência. 68 (CESPE/Defensor/DPE-SE/2005) . Scarpinella Bueno . Alexandre Freitas Câmara Esse artigo viabilizaque um dos opostos reconheça o pedido do autor (opoente). mas a demanda deve prosseguir normalmente contra o outro oposto. julgue os itens que se seguem. denominados opostos. contra ele correrá o processo. esse oposto perde a ação. Síntese Trata-se de litisconsórcio:     Passivo Necessário Simples Originário 66 Greco Filho. reconhecendo a procedência do pedido. Mista (Alexandre Freitas Câmara. será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação.Acerca da intervenção de terceiros. A oposição. 67 Art.entende que a oposição é sempre uma intervenção de terceiro Demanda autônoma. o reconhecimento do pedido por um dos opostos seria absolutamente ineficaz. sendo ambas julgadas pela mesma sentença. a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição. Argumentos: o juiz não é obrigado a decidir de modo uniforme a demanda em relação a ambos. A oposição é uma nova e verdadeira ação66 cuja pretensão do opoente é contrária e diversa a de ambos os litigantes. Art. Dinamarco) Se oferecida até o início da AIJ é intervenção de terceiros67. 3ª corrente Qual a Natureza jurídica do LITISCONSÓRCIO passivo necessário existente entre os sujeitos da ação originária69? 1ª corrente Tal litisconsórcio é unitário. Pontes de Miranda e Barbi. (lei de Murphy) . o resultado da demanda vincularia a ambos os litisconsortes. onde se aplica o princípio da independência entre os litisconsortes que só é compatível com o litisconsórcio comum 70Gusmão. assim. fazendo com que o outro oposto vença a demanda. Greco Filho. nem tão difícil quanto a explicação do manual.

o juiz sentenciará a causa pendente e a oposição se descaracterizará. primeira parte)71. a fim de proferir o julgamento simultâneo. para que as duas ações tramitem simultaneamente ou conjuntamente. É a chamada oposição não genuína ou imprópria (CPC art.: 56). para nesse período tentar sequenciar a oposição. É a chamada oposição não genuína ou imprópria. de conformidade com o disposto na segunda parte do art. nem tão difícil quanto a explicação do manual. a oposição genuína é aquela que é oferecida ou ajuizada antes da audiência e que será distribuída por dependência. porque passará a tramitar como uma ação autônoma. Regra Básica: Por ter uma natureza prejudicial a oposição deverá ser conhecida e julgada em primeiro lugar (CPC art. Nesta hipótese a oposição se descaracterizará porque não haverá o julgamento simultâneo. receber a oposição e realizar audiên cia de instrução e julgamento que estava em curso e ao encerrá-la deixar de sentenciar por um prazo nunca superior a 90 dias. Neste caso enquanto a oposição prosseguirá como uma ação autônoma.: 61). É aquela na qual o opoente pretende apenas parte da coisa ou do direito que os opostos disputam na causa pendente (CPC art. (lei de Murphy) . ele na mesma sentença julgará a causa pendente e a oposição. Uma vez decorrido o prazo de 90 dias se o juiz verificar que já há condi ções processuais para o julgamento simultâneo.: 56). Segundo dispõe o art. Quanto ao momento do ajuizamento ou de sua constituibilidade Oposição genuína ou própria ou interventiva Oposição não genuína ou imprópria ou autônoma 71 Poderá ainda o juiz.: 60. 60. Oferecida a oposição depois de iniciada a audiência. se decorrido o prazo de 90 dias não for possível o julgamento simultâneo.: 60 do CPC.OPOSIÇÃO CLASSIFICAÇÃO Quanto à extensão do pedido do opoente Oposição total Oposição parcial 43/76 É aquela na qual o opoente pretende a totalidade da coisa ou do direito que os opostos disputam na causa pendente (CPC art. É importante observar que uma das particularidades da oposição própria é o seu ajuizamento antes da audiência de instrução e julgamento. É a Oposição genuína ou própria. poderá o juiz recebê-la como ação autônoma que seguirá com o procedimento comum (sumário ou ordinário). mas este não é o seu elemento identificador. Nada é tão fácil quanto parece. sendo apensada aos autos da ação em curso. Entretanto. o juiz após o encerramento da audiência de instrumento e julgamento proferirá a sentença na ação principal. conhecendo-se e decidindo-se em primeiro lugar a oposição em razão da sua natureza prejudicial (CPC art. 61). 59 do CPC. sendo julgadas na mesma sentença. decidindo a última em primeiro lugar em razão da sua natureza prejudicial (CPC art. Disciplina Legal: CPC art.: 61). porque o que vai identificar a oposição genuína é o julgamento simultâneo.

A procuração geral para o foro. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. este será citado na forma estabelecida no Título V. no qual primeiroescoa um prazo para depois o outro. porquese fosse unitário o reconhecimento do pedido seria considerado pelo juiz um ato processual inexistente ou ineficaz porque os atos ou omissões de cada litisconsórcio unitário não prejudicará e nem beneficiarão os demais. habilita o advogado a praticar todos os atos do processo. conferida por instrumento público. mesmo tendo advogado constituído. observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts. ou particular assinado pela parte. Art. reconhecer a procedência do pedido. 58. receber.. não deixa de ser uma citação pessoal.OPOSIÇÃO 44/76 PROCEDIMENTO Trata-se de competência Funcional. (lei de Murphy) . entendendo ser aplicável: Barbi. 269 inciso II ou V. não precisando o advogado de procuração com poderes especiais. 109. desistir. serão os opostos citados. diferentemente do impróprio. Se o processo principal correr à revelia do réu. verifica-se que a regra do art. Art. A parte é considerada revel. 191. contudo se aplica em relação às demais manifestações. não deve ter advogado constituído. na pessoa dos seus respectivos advogados. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido.quando o réu reconhecer a procedência do pedido (na ação de oposição). 74 75 Entendendo não se aplicável: Alexandre Freitas Câmara e Moniz de Aragão. de 1994) 73 Art. O opoente deduzirá o seu pedido. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. 38. a sentença parcial de mérito terá fundamento no art. em razão do princípio da especialidade.quando o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ação (na ação originária). Haverá resolução de mérito: V . nem tão difícil quanto a explicação do manual. Art. Prazo para contestar Acerca do prazo para contestar. Art. Distribuída a oposição por dependência. Reconhecimento do pedido Trata-se de sentença parcial de mérito. 57. mas não basta a revelia. contra o outro prosseguirá o opoente77. Art. para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. Ovídio Batista) entende que. 57 dispõe que se o oposto for revel na ação principal. 77 76 Nada é tão fácil quanto parece. para recorrer e. e sim citação no escritório do advogado. salvo para receber citação inicial. II . Propositura e citação Destaque-se que não é por publicação no D.. uma vez que o processo persiste. Analisando-se essa regra com apoio no principio da autonomia ou da independência dos litisconsortes (CPC art. 38 do CPC72.: 48). além de ser revel. (Redação dada pela Lei nº 72 8. 57. deste Livro. a ação declaratória incidente. mas para efeito de recurso o recurso cabível é o de agravo. as ações de garantia e outras que respeitam ao terceiro interveniente. (. a depender da ação. que tem natureza absoluta Competência Art. A doutrina majoritária (Dinamarco. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. confessar. em que pese a citação seja na pessoa no advogado. Prazo comum75 . O juiz da causa principal é também competente para a reconvenção. que não gera.) para contestar o pedido no prazo comum de 15 dias (apesar de ser caso de litisconsórcio necessário passivo onde haverá diferentes procuradores73). transigir. Prazo próprio: é aquele cuja inobservância gera preclusão. não se aplicando o art. dar quitação e firmar compromisso. próprio76. de modo geral. 269. 282 e 283). não se aplica aqui (quanto ao prazo de resposta) o disposto no art.952. 58 é de litisconsórcio passivo simples. de 15 dias (princípio da especialidade) O § único do art. Prazo comum: Corre ao mesmo tempo para ambas as partes. Parágrafo único. pois o réu. para falar nos autos. Seção III. Capítulo IV. Bedaque.O. quando se perde o prazo da contestação. a sua citação será pessoal. Partindo do pressuposto que foi o autor da ação originária que reconheceu a procedência do pedido na ação de oposição. 191 do CPC74. diferentemente do prazo sucessivo.

De modo que. A oposição. umacompetência absoluta por caráter funcional. Mas se sabe que 90 dias da ação no procedimento ordinário para chegar na fase de AIJ é um prazo muito curto. Há uma distribuição por dependência ao juízo da ação principal. o juiz não pode iniciar a audiência. sendo verdadeira espécie de intervenção de terceiro no processo. Então. porque a audiência já começou. não se trata do mesmo complexo procedimental. no entanto. cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação e a oposição. Aplica-se o art. nem tão difícil quanto a explicação do manual. desta conhecerá em primeiro A oposição é uma questão prejudicial a ação originária e assim sendo. Art. Oferecida antes da AIJ Há uma distribuição por dependência ao juízo da ação principal. Art. No dia e hora designados. sobrestar no andamento do processo. A lei ainda admite o julgamento simultâneo. sobrestar o andamento da ação principal pelo prazo de 90 dias. É. Art. a oposição será conhecida em primeiro lugar. 60. Então. a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição. 61 do CPC. ou seja. A autuação é autônoma. É uma ação-oposição. pois a oposição deve ser julgada antes em razão da prejudicialidade. assim julgará em conjunto com a oposição. 78 Se a oposição for oferecida em audiência vai se aplicar o artigo o artigo 60. Oferecida depois de iniciada a audiência78. ou seja. uma vez que se trata de processos diferentes. Era um prazo considerado razoável em 1973. passando a oposição a ter a natureza de intervenção de terceiro. objetivando desenvolver a oposição para que as duas ações estejam no mesmo momento procedimental. seu julgamento pode afetar o julgamento da ação principal. todavia. Poderá o juiz. juntamente com a ação principal.OPOSIÇÃO 45/76 lugar. oferecida antes da audiência (AIJ). 81 Nada é tão fácil quanto parece. para que esse prazo? Para aquela oposição chegue ao estágio da ação originaria. Porque depois de iniciada a AIJ só falta concluir a AIJ e sentenciar. inclusive sendo decididas na mesma sentençaem capítulos distintos. não havendo reunião dos atos e os procedimentos são autônomos. mas hoje é um prazo que as vezes não da nem para citar alguém. será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação. porque o prazo é nunca superior a 90 dias. Se o juiz proferir essa sentença única. por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias80. mandando apregoar as partes e os seus respectivos advogados. sendo ambas julgadas pela mesma sentença.. sendo que o início da audiência tem como marco o pregão81. 60. O juiz poderá. então o julgamento poderá ser descoordenado. sendo julgada sem prejuízo da causa principal79. o juiz declarará aberta a audiência. o juiz passará a adotar um procedimento único. oferecendo oposição. 80 “90 dias” . 450. poderá suspender o andamento da ação originária por prazo nunca superior a 90 dias. a lei impede que o juiz aumente este prazo. Então. Cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação e a oposição. 79 “sem prejuízo da causa principal”: Ao usar essas palavras o legislador que dizer que não haverá suspensão do processo principal para o julgamento da oposição. não pode ser prorrogado. até esse momento que se declara aberta a audiência de instrução e julgamento vai se aplicar o art. aqui. ele vai se valer do art. Para se aplicar o artigo 59 o terceiro tem que comparecer na audiência e pedir antes de aberta a audiência a palavra. 60. (lei de Murphy) .Essa oposição será autuada em apenso (apensada aos autos principais). que pode ser prorrogado. Assim.é um prazo peremptório. ao contrário do prazo dilatório. 61. 59. Julgamento Oferecida depois de iniciada a AIJ Aplica-se o art. 59. 59 e depois o art. Questão prejudicial Art. uniforme. o juiz vai poder sentenciar e a oposição será julgada em momento posterior. portanto. Mas na pratica isso raramente ira ocorrer porque o que a lei está dizendo é que o procedimento ordinário vai iniciar e chegar na fase de AIJ em 90 dias. seguirá a oposição o procedimento ordinário. passando a ter um procedimento único. Entende parte da doutrina que aqui não se trata de espécie de intervenção de terceiro. Então.

Mesmo não sendo oposição. nem tão difícil quanto a explicação do manual. O trânsito em julgado dessa ação principal gera efeitos na oposição. a distribuição por dependência não é possível. Pode-se até dizer que. a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. o litisconsórcio é passivo necessário. já que o vencido na ação principal é excluído da oposição. não poderia a oposição ser distribuída diretamente no tribunal para não haver supressão de instância. quando o processo originário encontra-se na fase recursal não será possível a distribuição por dependência. Trânsito em julgado 82 proferida a sentença. suprimindo. Então. a oposição se caracteriza como demanda nova e autônoma. a ação que o terceiro ajuizar terá que ser dirigida em face dos litigantes da ação originária (litisconsórcio passivo necessário). Nada é tão fácil quanto parece. e tendo como resultado a improcedência. Então. Já se a oposição transitar em julgado antes da ação principal. Então. ela não estará de acordo com o art. assim. Não é só uma causa de supressão de instância. no todo ou em parte. poderá. Art. até ser 83 Após a sentença. a ação principal perderá o objeto (carência superveniente). poderá haver o trânsito em julgado de uma antes da outra. Se a oposição fosse distribuída por dependência seria levada dir etamente para o Tribunal. essa certeza só é alcançada com a coisa julgada. aqui. oferecer oposição contra ambos. tendo como resultado a procedência. um grau de jurisdição. é também de incompetência. Esta ação tem que ser distribuída no primeiro grau.OPOSIÇÃO 46/76 Oferecida em fase recursal Se o processo original já estiver no Tribunal e a oposição for distribuída no juízo de primeiro grau competente. mesmo que não seja uma oposição. A oposição e a ação principal podem ser decididas na mesma sentença ou a ação principal pode ser decidida antes da oposição. que não será vinculada nem mesmo à coisa julgada do primeiro processo. havendo recurso. Nesse caso. nenhum efeito restará para a ação principal. O tribunal não tem competência para julgar essa ação. depois da sentença e antes da coisa julgada ainda não se sabe que será o vencedor. (lei de Murphy) . Quem pretender. Não cabe mais oposição porque. Neste caso. Sendo assim. as duas características da oposição não estarão presentes. uma vez que tem pedido diverso83. 56 82 e não poderá permitir uma revisão indireta daquilo que está sendo decidido em instância recursal. havendo uma diminuição subjetiva da oposição. 56. como o terceiro vai ajuizar uma ação própria reivindicando o direito ou a coisa para si antes da coisa julgada e depois da sentença ainda não se tem a certeza do vencedor. os autos são remetidos ao Tribunal para o julgamento do recurso. Primeira característica é a distribuição por dependência. No entanto. a partir desse momento. não se teria mais uma oposição. mas sim uma ação comum.

repercutir no direito material do terceiro. significa que a sentença a ser proferida na ação em curso não repercutirá em seu direito material e. Distinção: recurso de terceiro prejudicado Oposição Distinção: Embargos de Terceiros Embargos de 3º O direito material da ação principal é O terceiro precisa discutir o direito irrelevante. o que por si só afasta qualquer possibilidade de admissibilidade do recurso de terceiro prejudicado. o caso será de assistência simples. de 1974) Mandado de segurança Desapropriação Incabível a propositura de oposição em MS84 Incabível a propositura de oposição em processo de desapropriação. arresto. (Redação dada pela Lei nº 6. poderá requerer lhe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos. Se a repercussão ocorrer por via indireta ou reflexa. isto significa que a sua legitimatio não é de opoente.533/ 1951Art. arrecadação. nem tão difícil quanto a explicação do manual. preventivos. Se o terceiro tem legitimatio de opoente. uma vez que não haveria a bipolarização da resistência 84 Nesse sentido: STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4.071. tendo por objeto a discussão sobre a material da ação já existente (ação principal) ilegalidade da constrição judicial * ainda que exista constrição judicial. não lhe causará qualquer prejuízo. cabendo ainda que não haja constrição.337 – RJ Nada é tão fácil quanto parece. Quem.046. não sendo parte no processo. mas sim de assistente. não repercutirá no direito material do qual o terceiro é titular. LEI Nº 1. mas se ela ocorrer por via direita o caso será de assistência qualificada ou litisconsorcial. mas tão somente a ameaça dela. é * os embargos de terceiro podem ser cabível oposição. arrolamento. 19 . sofrer turbação ou esbulho na posse de seus benspor ato de apreensão judicial.OPOSIÇÃO 47/76 TEMAS RELACIONADOS Distinção: assistência A oposição tem como pressuposto específicoaausência de prejuízo: Significa que a sentença a ser proferida na causa pendente. 1. portanto. inventário. depósito. Art. (lei de Murphy) . seqüestro. em casos como o de penhora. partilha. alienação judicial. causando-lhe prejuízo jurídico.Aplicam-se ao processo do mandado de segurança os artigos do Código de Processo Civil que regulam o litisconsórcio. Regra Básica: se a sentença a ser proferida na causa pendente.

DJ 14/3/2005. e REsp 489. Min. Rel. independente de atos materiais de ocupação. oferecer oposição contra ambos. e como meio de demonstração da sua posse permanente.928-DF.337 – RJ . que não é notário ou oficial de registro. assinale a resposta CORRETA. sem a presença do poder público. d) O terceiro que não oferecer oposição em tempo oportuno – antes de proferida sentença – será atingido pelos efeitos da coisa julgada que se formar naquela ação. Nancy Andrighi. Com a oposição da ora recorrente. REsp 780. a coisa ou o direito que controvertem autor e réu. admitindo a possibilidade da ação de oposição.401-DF. DJ 13/6/2005. O artigo 56 do Código de Processo Civil preceitua: “Art. OPOSIÇÃO. DJ 18/6/2007. tal como a oposição. A Turma proveu o recurso da Terracap. 56. este alegado apenas incidentalmente. 3. (lei de Murphy) .OPOSIÇÃO QUESTÕES 48/76 Ministério Público .PROCESSUAL CIVIL. Precedentes citados: EREsp 695. no todo ou em parte. Inteligência do art. Exceção. Oposição. Agravo regimental improvido. Domínio. Terracap. defende sua admissibilidade como opoente nos autos de mandado de segurança (REsp 731. a posse dos particulares sobre o bem público passou a ser em razão da titularidade pela Terracap e não do domínio. em que as partes discutem a titularidade de delegações notariais e de registro. a) A oposição será oferecida por meio de requerimento dentro dos próprios autos da ação judicial em que litigam os opostos. DJ 18/12/2006. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. e) Na ação judicial que estiver correndo à revelia do réu não será cabível a oposição. Hipótese em que o requerente. Nada é tão fácil quanto parece. ficando prejudicado o direito que ele eventualmente possuir sobre a coisa litigiosa. por ser autor de ações populares. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir. REsp 699. julgado em 3/9/2009. DELEGAÇÃO DE SERVENTIAS.367-DF.939-RJ. b) A existência de constrição judicial sobre a coisa que controvertem autor e réu é pressuposto para o oferecimento da oposição. c) Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido do opoente. PEDIDO INDEFERIDO.761/RJ).” Considerando-se o instituto processual de que trata essa norma legal. a oposição continuará contra o outro. 923 do CPC. com base no art. nem tão difícil quanto a explicação do manual. DJe 24/11/2008. Quem pretender. PETIÇÃO.533/51. 1. na qualidade de terceiro.732-DF. JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Não cabimento em MS STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4. NÃO-CABIMENTO. referente a bem disputado entre dois particulares e objeto de ação possessória fundada em contrato de cessão de direitos firmado entre ambos. MANDADO DE SEGURANÇA. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS.MG – 2008 . poderá.38. em mandado de segurança. da qual estes serão intimados para apresentar impugnação. REsp 146. até ser proferida a sentença.374-DF. 19 da Lei 1. PRECEDENTES DO STF. 2. assistência ou intervenção de terceiros. REsp 863.

pela lei ou pelo contrato. o interesse de agir não é exigido. afim de resguardar-se dos riscos da evicção. inclusive. já que parte da ideia de que o denunciante (autor ou réu) tem o direito de cobrar do terceiro os eventuais prejuízos suportados na demanda. já que. É uma ação regressiva. Fundamento: evitar o enriquecimento ilícito. Não obstante a natureza de intervenção-ação.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 49/76 Art. tendo que obedecer às condições da ação e os pressupostos processuais. o u seja. por sua vez. do credor pignoratício. É uma ação antecipada. a denunciação da lide consiste em chamar o terceiro (litisdenunciado/denunciado) que tenha um vínculo jurídico de garantia com uma das partes (litisdenunciante/denunciante) para ingressar no processo e.ao alienante. É uma ação incidental. chamar outrem à autoria e assim sucessivamente. é uma ação do autor ou do réu contra terceiro (ação secundária). nem tão difícil quanto a explicação do manual. Garantia da evicção I . o prejuízo do que perder a demanda. pois depende da existência de outra ação já existente. Garantia da posse II . por força de obrigação ou direito. o autor ao denunciar a lide pode o fazer como um tópico da petição inicial e o réu pode denunciar a lide através de um tópico da contestação ou de uma mera petição. guardadas as disposições dos artigos anteriores. poderá chamar à autoria a pessoa de quem houve a coisa ou o direito real. o réu. excepcionalmente. Assim. na instauração do juizo. exerça a posse direta da coisa demandada. se o denunciante não sofrer prejuízo na ação originária a denunciação restará prejudicada. para assumir a direção da causa e modificar a petição inicial. 95. nesse caso. CARACTERÍSTICAS STJ: mesmo no caso da evicção. Nada é tão fácil quanto parece. requererá a citação do alienante nos três (3) dias seguintes ao da propositura da ação. há uma ampliação subjetiva e objetiva do processo. É uma ação eventual. O réu revel. § 3º O denunciado poderá. cujo domínio foi transferido à parte.ao proprietário ou ao possuidor indireto quando. além de participar da lide principal. na ação em que terceiro reivindica a coisa. seria possível a propositura de ação posterior para o recebimento do valor principal pago pelo bem. citado em nome próprio. ele pode denunciar a lide por uma mera petição. 87 No CPC de 1939 era denominada de “chamamento a autoria”: 85 CPC/1939 Art. está se cobrando um dano eventual e futuro. mesmo não contestando. 86 A nova ação que surge dentro do mesmo processo é ação secundum eventum litis regressiva. 456 apenas ocasionaria a perda da indenização (perdas e danos). em ação regressiva. pois deve haver prejudicialidade entre a ação principal e a ação secundária. Regra geral (gênero) da qual as hipóteses I e II são espécies. ou seja. 70. A norma do art. é verdadeira demanda incidental de garantia que faz participar do processo aquele que pode vir a ser responsabilizado pelo dano discutido. § 2º Se for o réu. notificará o alienante. do locatário. a fim de que esta possa exercer o direito que da evicção lhe resulta. pode denunciar a lide. ou seja. É uma ação regressiva dentro do mesmo processo8687 NATUREZA JURÍDICA É conceituada pela doutrina como sendo uma intervenção-ação. em casos como o do usufrutuário. Aquele que demandar ou contra quem se demandar acerca de coisa ou direito real. 70 a 76 do CPC. Com base nos arts. Na verdade. (lei de Murphy) . Não é mera comunicação de existência do processo. a indenizar. a petição inicial nesse caso é dispensada. já que. responder pela garantia do negócio jurídico no caso do denunciante ser vencido no processo. A denunciação da lide é obrigatória 85: Causas de pedir na denunciação da lide: CONCEITO Relação de garantia III . § 1º Se for o autor.àquele que estiver obrigado.

(lei de Murphy) . o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa. Nada é tão fácil quanto parece. 72 e 74. o juiz.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 50/76 Art. o disposto nos arts. O juiz suspenderá o processo. Obs.: a assistência não suspende o processo. SUSPENSÃO DO PROCESSO A Nomeação à autoria88. quanto à citação e aos prazos. 72. Ordenada a citação. 88 89 Art. Em ambos os casos. mandando observar. suspenderá o processo e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. ao deferir o pedido. nem tão difícil quanto a explicação do manual. ficará suspenso o processo. a Denunciação da lide e o Chamamento ao processo89 suspendem o processo. 64. 79. Art.

AUTOR E RÉU DENUNCIANTE. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. Rel. 2ª corrente Crítica: o assistente possui uma atuação condicionada à vontade do assistido. julgado em 17/2/2009. afirmando haver litisconsórcio entre eles (Arruda Alvim). Princípio da eventualidade: todas as alegações que a parte queira produzir deverão ser trazidas ao processo de uma só vez. tem o litisdenunciado interesse jurídico na vitória do litisdenunciante na demanda principal. pois o assistente litisconsorcial é titular do direito e o denunciado não é titular. RÉU DENUNCIADO. em grau de recurso. Feita a denunciação pelo autor. 74. REsp 316. Luis Felipe Salomão. nem tão difícil quanto a explicação do manual. dependendo de quem denunciar. que era apelante e interpôs embargos de declaração. Ocorre que. entre o autor e o réu denunciante não aproveita nem prejudica terceiros. na segunda demanda. ele não pode se opor a atos de disposição de direitos praticados pelo assistido (art. Dinamarco . não se extinguindo. por sua vez. automaticamente. O acordo mencionado. havia a denunciação à lide da outra seguradora. procedendo-se em seguida à citação do réu. Moacir Amaral e Fredie Didier . Critica-se essa posição. a relação de garantia. do qual não fez parte o réu denunciado. (lei de Murphy) . pois ele defende em nome próprio o interesse do assistido (autor ou réu). Há Litisconsórcio entre litisdenunciado e litisdenunciante? Entende correta a dicção do CPC90. EFEITOS. e REsp 686. Assim. o denunciado. parte da demanda principal. Precedentes citados: REsp 898. Feita a denunciação pelo autor. ainda que contraditórias entre si. por isso. Cabe ao litisdenunciado assistir o litisdenunciante. em atendimento ao princípio da eventualidade. o que não permite seja considerado assistente litisconsorcial. o denunciado. DJ 18/12/2006. comparecendo. a Turma entendeu que a transação. Entende que o litisdenunciado se torna mero assistente do litisdenunciante (Dinamarco [assistência qualificada91]. Porém. contestá-la sob pena de revelia. 53 do CPC). 93 92 ACORDO. 74.entende que o denunciado é um litisconsorte com legitimação extraordinária. ou seja. facultativo e unitário.o denunciado seria um assistente litisconsorcial. a fim de auxiliar este a obter sentença favorável na demanda principal e. na qualidade de réu da demanda incidental de garantia. comparecendo. o réu alegue ausência de responsabilidade do segurado para se eximir quanto ao ressarcimento. E não é o que ocorre na prática com o denunciado. ulterior. autores e réu firmaram acordo e puseram fim ao litígio.DENUNCIAÇÃO DA LIDE QUALIDADE PROCESSUAL DO DENUNCIADO 51/76 Art. cujo julgamento fica condicionado à sucumbência do litisdenunciante na demanda principal. na lide principal. Nery Júnior e Alexandre Freitas Câmara). 1ª corrente Esse litisconsórcio será ativo ou passivo.092-SP.046-SP. procedendo-se em seguida à citação do réu. Argumentos: o litisdenunciado não se torna. também. 91 Bedaque. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. a demanda secundária. haja vista ele ser sujeito de relação jurídica diversa da deduzida no processo. 4ª corrente 90 Art. não substitui a sentença de procedência transitada em julgado. com a denunciação da lide. considerados prejudicados pelo Tribunal a quo. DJ 26/2/2007. Min. ao mesmo tempo. Trata-se de ação de indenização em que proprietários de imóvel (autores) buscam cobertura securitária de companhia de seguro (réu) que.762-RS. razão que não causa qualquer óbice para que. especialmente quando existe denunciação à lide. entre denunciado e denunciante. o que faz concluir que. não pode ser considerado litisconsorte. Nada é tão fácil quanto parece. A denunciação da lide é demanda incidental. Corrobora com essa crítica o informativo 384 do STJ93 que dispõe que o acordo entre autor e réu não vincula o denunciado a lide 3ª corrente Entende haver assistência em alguns casos e litisconsórcio noutros (Sanches [assistência simples nos casos do inciso I e III e litisconsórcio no II] Plínio Gonçalves [litisconsórcio nos casos de garantia própria e assistência simples nos de garantia imprópria]). pois a formação dele se dá com o processo já existente. denunciou à lide uma outra companhia de seguro. em não sendo ele autor nem réu. podendo assim atuar como assistente simples92.

Na denunciação da lide promovida pelo réu. VEDAÇÃO EXPRESSA Fato do produto nas relações de consumo Jurisprudência atual do STJ . 95 94 Nada é tão fácil quanto parece.099/95 Art. se no caso concreto a denunciação tumultuar o processo e prejudicar a defesa do consumidor ela poderá ser vedada com base no art. Resp. sem apreciação da lide principal.DENUNCIAÇÃO DA LIDE. e inadmissível a condenação direta do denunciado a compor os prejuízos reclamados pelo autor. III. cujo julgamento é condicionado à sucumbência do litisdenunciante na demanda principal. tendo tal pretensão sido manifestada apenas na denunciação da lide94. 88. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. 10. no caso seria extra petita. vedada a denunciação da lide. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. 13. da Lei 8. uma vez que o pedido formulado na demanda principal não foi a condenação do litisdenunciado. Na hipótese do art. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. CONDENAÇÃO EXCLUSIVA DO LITISDENUNCIADO. segundo sua participação na causação do evento danoso.Entende que o art. Procedimento sumário Procedimento sumaríssimo Art. no processo. 70. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. do CPC.233 STJ RESP 6793/CE . CDC Art. recurso especial conhecido e provido. Parágrafo único. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. 13.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 52/76 A Condenação direta do litisdenunciado em favor do adversário do litisdenunciante é possível? CONDENAÇÃO DIRETA DO DENUNCIADO Inadmissível.078∕90 só é aplicável ao fato do produto. salvo a assistência. 88. CDC Art. Entretanto. 280. (lei de Murphy) . Não se admitirá. pois a denunciação da lide é uma demanda incidental de garantia. Admitir-se-á o litisconsórcio. 439. Tal sentença seria nula. parágrafo único deste código95. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Lei nº . por estar sendo proferida fora dos limites do objeto do processo.

além do reembolso das despesas processuais e honorários advocatícios despendidos. mas este também pode denunciar o seu próprio alienante imediato. em reconhecendo que a parte (litisdenunciante) não é titular do domínio. fazendo-se mister a realização de denunciações da lide sucessivas. 1ª corrente Majoritária. ou seja. o demandado que pretende fazer a denunciação da lide. segundo o qual a denunciação da lide é feita pelo adquirente ao seu alienante imediato e este. ressarcimento pelos prejuízos que resultam diretamente da perda da coisa. Alexandre Câmara. caput dispõe que essa denunciação deve ocorrer como lhe determinarem as leis do processo (remissão expressa às leis processuais). 456. Proposta de redação: "ao alienante. O evicto tem. indenização pelos frutos que tenha sido obrigado a restituir. d enunciará a lide a quem lhe transmitiu o bem. regule também a relação entre este e aquele que lhe transferiu a coisa. num processo. o adquirente evicto deverá escolher o alienante imediato ou todos os alienantes. Trata da denunciação da lide oferecida por aquele que. havendo uma relação jurídica sucessiva que permitiria a denunciação de todos. ainda que inexista relação jurídica entre aquele e o terceiro. para que a sentença. ou parte. na ação em que terceiro 96 reivindica a coisa. Evicção – Evicção é a perda da coisa por decisão judicial ou administrativa que importe em legítimo reconhecimento de que o bem transferido pertencia a outra pessoa distinta do transferidor. (lei de Murphy) .99 Denunciação per saltum 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente “ação que reivindica” – é exemplo não sendo o único caso. Isso porque o art. 97 96 Nada é tão fácil quanto parece. É a consagração definitiva da denunciação sucessiva.: em demanda reivindicatória de um bem. Cabendo a denunciação da lide ao alienante. Muniz de Aragão. ou para a pes soa que alienara o bem para este último (per saltum). segundo a doutrina civilista. não sendo admissível a denunciação da lide per saltum. e assim por diante. 98 Críticas à redação (com base em Alexandre Freitas Câmara): 1 – aquele que reivindica a coisa não é terceiro. neste caso (inexistência de pertinência material entre as pessoas). o adquirente evicto pode escolher qualquer alienante da cadeia sucessória de alienações. Nelson Nery. assim. a fim de que esta possa exercer o direito qualquer dos anteriores. mas parte da demanda original. por sua vez. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Uma vez o rol do art. não poder ser utilizada pelo adquirente. Entende que a denunciação per saltum não é autorizada pela legislação. 456: A interpretação do art. vê questionado seu direito de propriedade sobre um bem que lhe foi transferido por terceiro. pois não haveria relação jurídica de garantia entre litisdenunciante e o litisdenunciado. definindo a existência ou não dos direitos decorrentes da evicção. Aqui o raciocínio é de formação de um litisconsórcio necessário entre todos os alienantes. 70 é exemplificativo. direito a reaver o preço pago pela coisa. cujo domínio foi transferido à resulta. 456. o adquirente somente pode denunciar alienante imediato. E mais: Contudo a cláusula final do art. Para poder exercitar o direito que da evicção lhe I . e por via de conseqüência. na ação em que se controverte sobre o domínio de bem que tenha sido por ele transferido a uma das partes" 99 Ex. quando e como lhe determinarem as leis do que da evicção97 lhe resulta98. É a permissão para que o denunciante demande diretamente em face do último responsável por garantir a permanência do bem em seu patrimônio I – Garantia da Evicção CJF nº 29 – Art. Neste caso a denunciação da lide poderia ser feita àquele que alienou o bem para demandado. Enunciado 29 do CJF.ao alienante. ela não foi autorizada pelo ordenamento. indenização pelas despesas do contrato. o adquirente notificará do litígio o alienante imediato. processo. a fim de poder exercer o direito que lhe resulta da evicção. ou seja. Marinoni. 456 do novo Código Civil permite ao evicto a denunciação direta de qualquer dos responsáveis pelo vício. 2 – dá a falsa impressão de que apenas o réu pode denunciar a lide. Humberto Theodoro Jr. Defende a ideia de denunciação coletiva. Inadmissível.. 456 "quando e como lhe determinarem as leis do processo " remete ao sistema do CPC. neste caso. O Código Civil consagrou a denunciação per saltum. como a lei processual não prevê esse tipo de denunciação. ou seja.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 53/76 HIPÓTESES DE CABIMENTO CC Art.

DENUNCIAÇÃO DA LIDE Obrigatoriedade 54/76 1ª corrente Minoritária: Vale a norma do CPC. sofre a perda do direito de garantia e. 70. A norma do art. sua não realização pela parte terá como corolário o perecimento do direito de regresso. Nada é tão fácil quanto parece. seria possível a propositura de ação posterior para o recebimento do valor principal pago pelo bem. para que ocorra a perda do direito material é indispensável uma norma extraprocessual (material). o qual poderá ser exercido mediante demanda autônoma. o que só ocorre na hipótese da evicção. Se não realizou a denunciação. não haverá perecimento do direito de regresso. 2ª corrente +3ª corrente STJ: mesmo no caso da evicção. ficando ressalvada a via de se propor demanda autônoma em face de terceiro (Greco Filho. (lei de Murphy) . 70. até mesmo. a impossibilidade de ação regressiva. e não de direito processual. logo. 456 apenas ocasionaria a perda da indenização (perdas e danos). é o disposto no art. enquanto nas hipóteses previstas nos inciso II e III a conseqüência seria a mera preclusão. Sanches e Alexandre Freitas Câmara). A perda do direito substancial deve decorrer das regras de direito material. Entende que a não denunciação da lide acarreta a perda do direito de regresso apenas no caso do inciso I do art. 70. que determina a perda do direito de regresso em caso de não ser ela realizada. Fundamento: evitar o enriquecimento ilícito. Argumentos: não faz sentido que se perca o direito material de regresso apenas porque se deixou de provocar um incidente de caráter formal. ou seja.C. portanto. Uma norma processual não pode ocasionar a perda de um direito material. apenas a perda da faculdade de oferecer demanda capaz de permitir o exercício do direito de regresso no mesmo processo. Ou seja: entende que sendo obrigatória a denunciação da lide. Ocorre contudo que no caso do inciso I do art. Nos demais casos do art. como o é a denunciação da lide. o qual não poderá ser exercido. 456 do C. nem mesmo em demanda autônoma (Marcos Afonso Borges). nem tão difícil quanto a explicação do manual.

uma vez 1ª corrente que haveria a necessidade de discutir fato novo. por força de obrigação ou direito.àquele que estiver obrigado. Ex. Dinamarco). pela lei ou pelo contrato.qual espécie de garantia? Origem da divergência: o fato de a doutrina reconhecer dois tipos de garantias102.  A doutrina majoritária. 2ª corrente (moderada) Só se houver expressa previsão legal neste sentido (Nelson Nery.2008) Em ação possessória proposta por terceiro. 3ª corrente (extensiva) 100 Críticas à redação: Da a entender que a hipótese é aplicável apenas nos casos em o possuidor direto do bem é réu. nesse caso.ao proprietário ou ao possuidor indireto quando. mas de responsabilidade de ressarcir o dano. permitiriam a denunciação da lide (Greco Filho. É o mesmo raciocínio da evicção.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 55/76 II .: é o caso de o Estado denunciar à lide seu servidor. sendo incapazes de permitir ao intérprete fazer qualquer tipo de distinção. Apenas os casos de garantia própria. citado em nome próprio. o que delongaria o processo causando (restritiva) prejuízo ao autor. a indenizar. por se tratar de posse e não de propriedade. Divergência . Ex. Garantia imprópria: não é verdadeiramente uma garantia. diferindo. exerça a posse direta da coisa demandada100. pois onde alei não distingue não é lícito ao intérprete distinguir. citado o locatário em nome próprio. III – Relações de Garantia Regra geral (gênero) da qual as hipóteses I e II são espécies.: culpa aquiliana. Barbi e Alexandre Freitas Câmara. II – Garantia da Posse Garantia da posse direta do imóvel ao possuidor direto pelo possuidor indireto Para ser possuidor direito. em casos como o do usufrutuário. o réu. aquele terá o direito de ser indenizado por um desses. Nada é tão fácil quanto parece. Responsabilidade esta que decorre de quaisquer outros títulos. do locatário. embora afirme a melhor doutrina que o dispositivo não impede a denunciação da lide pelo autor ( Alexandre Freitas Câmara e Frederico Marques ). (Cespe/TRT 5ª REG . Caso essa posse seja perdida na ação judicial. Sanches). inadimplemento contratual. e nesse sentido Plínio Gonçalves. a convenção. do credor pignoratício. Não sendo possível nos casos de garanti imprópria a denunciação da lide. 70 são genéricos. o prejuízo do que perder a demanda. Barbosa Moreira.: evicção. em que o direito de regresso da parte perante o terceiro decorre da transmissão de direito. entende que neste caso apenas o réu pode denunciar a lide 101 Seria controverso caso de o Estado poder denunciar à lide seu servidor (CRFB art. Argumentos: os termos do inciso III do art. (lei de Murphy) . III . em ação regressiva101. Athos Gusmão Carneiro) Entende que também nos casos de garantia imprópria a denunciação da lide é possível (Plínio Gonçalves. a posse deve ter sido transferida pelo possuidor indireto ou pelo proprietário. no qual o dolo ou a culpa (lato sensu) do servidor seria o fato novo. Ex. nem tão difícil quanto a explicação do manual. este poderá denunciar à lide o proprietário-locador. 37 §6º) 102 Garantia própria: decorre da transmissão de um direito.

cumprirá ao denunciante prosseguir na defesa até final.se o denunciado a aceitar e contestar o pedido. assim. 74. quando se retirou a obrigatoriedade de defesa até o fim pelo denunciado. mesmo dentro do prazo de resposta.Denunciado revel. Não atendendo o alienante à denunciação da lide. 2 . o denunciado. 456. pode o adquirente deixar de oferecer contestação. Após esse fato. Parágrafo único. o processo deve prosseguir o seu curso normal. (lei de Murphy) . 74 do CPC trata do procedimento da denunciação da lide feita pelo autor. comparecendo. 75 do CPC trata da denunciação da lide feita pelo réu. o processo prosseguirá entre o autor. de um lado. Art.se o denunciado for revel. devendo haver apenas um tópico para que esta possa ser desenvolvida. A doutrina.DENUNCIAÇÃO DA LIDE PROCEDIMENTO DA DENUNCIAÇÃO DA LIDE 56/76 A denunciação da lide pode ser provocada tanto pelo autor quanto pelo réu. o prazo para a denunciação já estará precluso. Este deve realizar a denunciação no prazo preclusivo da resposta. O problema está no inciso II. entende-se que é aplicável para todas as hipóteses de denunciação da lide. se a contestação for entregue antes do último dia. ao propor a demanda o autor já deve denunciar a lide. A doutrina processualista aplica o art. com a posterior citação do réu. mesmo não contestando a ação. § único do CC de maneira ampliativa. Haverá posteriormente a suspensão parcial do processo até que se resolva a denunciação. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 456 do CC. Assim. ou seja. O momento preclusivo para a denunciação pelo autor é na apresentação da própria petição inicial. e de outro. poderá denunciar a lide. Não há a obrigatoriedade de uma petição inicial específica para a denunciação. O art. ou comparecer apenas para negar a qualidade que Ihe foi atribuída. O art. Ressalta-se que. a denunciação deve ser feita antes da contestação ou no mesmo momento desta. o réu. Feita a denunciação pelo réu: I . defende que esse aditamento não pode alterar a causa de pedir e o pedido da petição inicial originária. o juiz deverá suspender parcialmente o processo (suspensão imprópria). II . poderá o denunciante prosseguir na defesa. III . e sendo manifesta a procedência da evicção. que prevê duas hipóteses de reação do denunciado: 1 . Em tais casos. que nesse caso será revel. preocupada com esse fato. Já o art. 75 prevêem as possíveis reações do denunciado à lide. no entanto. procedendo-se em seguida à citação do réu. Lembrar que o denunciado não é titular do direito material discutido. Contudo. Art. de maneira que o denunciado estará obrigatoriamente vinculado ao processo ao ser citado. o denunciante e o denunciado. o denunciante estaria obrigado a prosseguir na defesa do interesse ao final. Ao receber o pedido de denunciação da lide. ou usar de recursos.Denunciado que nega sua qualidade de denunciado à lide. assim. O terceiro denunciado estará integrado ao processo. isto é. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. ou seja. como litisconsortes. ressalta que. O STJ. já que na literalidade ele só seria aplicável para os casos de evicção. Feita a denunciação pelo autor.se o denunciado confessar os fatos alegados pelo autor. E os incisos do art. 74 do CPC trata o denunciado como litisconsorte do denunciante a ponto de se permitir que o denunciado realize o aditamento da petição inicial. tal panorama mudou com a redação do § único do art. 75. ele não poderia deixar de buscar a vitória no processo. o procedimento normal do processo será suspenso até que se resolva a questão da denunciação da lide. o aditamento deve se dar dentro dos limites objetivos já traçados pelo denunciante. A denunciação da lide é uma intervenção coativa. Nada é tão fácil quanto parece.

não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual.Denunciação da lide. 2ª corrente STJ REsp 6793 / CE . por assumir a mesma condição processual da parte. mesmo assim. não há necessidade de que os atos sejam praticados simultaneamente. terá ocorrido preclusão consumativa. Na denunciação da lide promovida pelo réu. pois o art. 71. Argumentos: apesar de normalmente apenas as sentenças de conteúdo condenatório poderem ser executadas. pois o réu tendo contestado. 76 fala que ela "valerá como título executivo" e o nosso sistema reconhece eficácia de título executivo apenas às sentenças condenatórias104 (majoritária – Barbi. se o denunciante for o réu. o que faz com se considere encerrado o prazo para a prática do ato. a reconvenção cabe ao réu. Entende como meramente declaratória. cumulativamente. condenação exclusiva do litisdenunciado. segundo o STJ. É uma ampliação subjetiva do processo que gera uma ampliação objetiva da sentença. A citação do denunciado será requerida. e inadmissível a condenação direta do denunciado a compor os prejuízos reclamados pelo autor. nada impede que a lei impute a uma sentença meramente declaratória eficácia executiva. 1ª corrente Sentença Natureza jurídica Condenatória. sendo lícito o réu apresentar duas petições distintas. entregar coisa ou pagar quantia. uma para contestar. A denunciação só será julgada se ocorrer a sucumbência do litisdenunciante. ou a responsabilidade por perdas e danos. Porém. valendo como título executivo103. A sentença. Não sendo possível ao demandado oferecer a denunciação da lide após a contestação Reconvenção (Cespe/UNB . 76. que julgar procedente a ação. no prazo para contestar. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 475-N. o direito do evicto. se já foi oferecida a contestação. Momento processual Prazo de contestação Segundo Alexandre Freitas Câmara. juntamente com a do réu. havendo o oferecimento antecipado da contestação.DENUNCIAÇÃO DA LIDE TEMAS RELACIONADOS 57/76 Art. Fux etc. sem apreciação da lide principal. Art. título executivo sem que isso afete sua natureza ou contrarie princípios processuais (Alexandre Freitas Câmara). o denunciado também pode utilizar essa forma diferenciada de resposta Art. 104 103 Nada é tão fácil quanto parece. sendo. São títulos executivos judiciais: I – a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer. (lei de Murphy) . A lei não exige que seja a denunciação da lide requerida no corpo da contestação. Petição inicial Autor Réu Contudo. não será mais possível denunciar a lide. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. recurso especial conhecido e provido.DPU-2010) Em regra. ainda que antes do último dia do prazo que o réu dispõe para apresentar sua resposta. declarará. se o denunciante for o autor. conforme o caso. e. outra para denunciar a lide ou praticar os dois atos em uma só petição. Optando o demandado por praticar os atos em petições distintas. contudo. não fazer.).

caso seja feita. + 1ª corrente 2ª corrente DL DO ESTADO AO SEU AGENTE 3ª corrente C. Majoritária . há que se reconhecer a solidariedade entre a pessoa jurídica de direito público e seu agente. risco para os direitos de outrem. não exclui a responsabilidade deste perante o lesado. a qual decorre do art. nem tão difícil quanto a explicação do manual.C. fica obrigado a repará-lo. III. Parágrafo único.105. (lei de Murphy) . 105 106 Nesse sentido: STF RE 90. o chamamento ao processo. o que torna inadequada a denunciação da lide. independentemente de culpa. essa modalidade de denunciação da lide não é obrigatória. Aquele que. Haverá obrigação de reparar o dano. 70. Nada é tão fácil quanto parece. Assim sendo. Relator Ministro Cunha Peixoto. em razão do art. logo a denunciação da lide nesta situação é impossível. Art.Entende que o fato de o Estado. 70. Adota a tese restritiva sobre o art.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 58/76 DENUNCIAÇÃO SUCESSIVA São admitidas e em cada uma delas se estabelece também duas demandas. causar dano a outrem. nada impediria que se formasse um litisconsórcio facultativo entre a pessoa jurídica de direito público e seu servidor (Alexandre Freitas Câmara)106. Isolada . ter direito de regresso em face de seu agente que tenha causado o dano. 927 do C.O autor não poder ser obrigado a suportar discussão relativa à responsabilidade subjetiva quando sua relação primária com o réu é de responsabilidade objetiva. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. 186 e 187). por ato ilícito (arts.071 de 18/08/1980. deve ser aceita pelo julgador.C. Prevalecendo tal entendimento. 37 §6º da CRFB. Adota a tese ampliativa do art. nos casos especificados em lei. revelando-se cabível no caso. III do CPC Considerando os mesmos argumentos. porém. 927. civilmente responsável. por sua natureza.

ART. REsp 439233 / SP .Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR QUARTA TURMA .078∕90. No tocante a tais ações. A vedação à denunciação à lide disposta no art. para que a Corte a quo se manifeste sobre o pedido de denunciação à lide. 88 da Lei n. todavia. DANOS MORAIS. Do contrário. a denunciação da lide nas ações que versem relação de consumo. não alcançando o defeito na prestação de serviços (art. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. FATO DO SERVIÇO. 70. É possível que o responsável possa cobrar regressivamente através da denunciação da lide por fato do produto ou serviço? R: O art. Obs. pois o estabelecimento da lide secundária retardará a prestação jurisdicional e. 439. Anulação do acórdão estadual. Na hipótese do art. conseqüentemente. 88. que é o hipossuficiente da relação processual. Arruda Alvim e Kazuo Watanabe e alguns precedentes mais antigos do STJ. da Lei 8.078/1990 restringe-se à responsabilidade do comerciante por fato do produto (art. HIPÓTESE. "Embargos de declaração manifestados com notório propósito de prequestionamento não têm caráter protelatório" (Súmula n. do CPC. Precedentes do STJ. 98-STJ. situação.078∕90 veda a denunciação da lide.Entende que o art. I. III. da Lei 8. 88 DO CDC. A doutrina e a jurisprudência destacam a necessidade de se criar um cultura direcionada para a efetividade do processo. Resp. que não exclui o exame do caso concreto à luz da norma processual geral de cabimento da denunciação. Uma interpretação equivocada conduz ao equívoco de se afirmar que. MULTA. Resp 782. mas ela se aplica somente para o fato do produto ou a este e ao fato do serviço. SÚMULA N. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. 14). ao mesmo tempo em que se rechaça a denunciação da lide. 8. TRAVAMENTO DE PORTA DE AGÊNCIA BANCÁRIA. QUE DEVE SER APRECIADA À LUZ DA LEI PROCESSUAL CIVIL (ART. 70. nos termos acima. II. nem tão difícil quanto a explicação do manual. VEDAÇÃO RESTRITA A RESPONSABILIDADE DO COMERCIANTE (CDC. os interesses do consumidor. DENUNCIAÇÃO À LIDE DA EMPRESA DE SEGURANÇA. 13). AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. prevista no art. O legislador quis através do instituto de natureza híbrida conferir ao consumidor uma maior garantia no recebimento do seu direito. Entretanto. Fundamento: A vulnerabilidade do consumidor é reconhecida constitucionalmente de maneira que a denunciação da lide iria de encontro a essa efetiva proteção.919. 98 do STJ). parágrafo único deste código. TODAVIA. 88. da lei adjetiva civil. III.: Destaque-se que no JEC há vedação expressa à possibilidade de intervenção de terceiros nos processos de sua competência. 13. III. Recurso especial conhecido e parcialmente provido. Nelson Nery. 88. vedada a denunciação da lide. V. 70. Em nenhuma hipótese admite-se a denunciação da lide em sede de relação de consumo. AFASTAMENTO. IV.Data do Julgamento 04/10/2007 108 Nada é tão fácil quanto parece. 13). Súmula nº 92107 do TJ∕RJ – Não sustentam a interpretação literal do art. ” A Súmula em epígrafe refere-se à inadmissibilidade de denunciação da lide nas ações que versam relação de consumo. entendendo que a denunciação da lide é vedada em qualquer situação de consumo diante da vulnerabilidade do consumidor. REJEIÇÃO COM BASE NO ART. III). 1ª corrente +2ª corrente Jurisprudência atual do STJ . (lei de Murphy) .233108 107 “ Inadmissível. da Lei 8. porque demandaria uma ampliação da demanda e uma demora na prestação jurisdicional. se no caso concreto a denunciação tumultuar o processo e prejudicar a defesa do consumidor ela poderá ser vedada com base no art. se faz permitir o chamamento ao processo. 88. em qualquer hipótese. AUSÊNCIA DE RESTRIÇÃO COM BASE NA RELAÇÃO CONSUMERISTA.DENUNCIAÇÃO DA LIDE DENUNCIAÇÃO DA LIDE POR FATO DO PRODUTO OU SERVIÇO 59/76 Art.078∕90 só é aplicável ao fato do produto. Informações extraídas da obra “Comentários aos Verbetes Sumulares do TJRJ” – Juiz Roberto Ayoub CIVIL E PROCESSUAL. haverá emperramento da prestação jurisdicional. ANULAÇÃO DO ACÓRDÃO. a denunciação da lide sofre restrições descritas no artigo 13 da lei especial.

brasileiro.: XXXXXXXXXXX _____________. falta à Autora uma das condições acionárias. inscrito no CPF/MF sob o nº ___________. na forma do art. requerendo a extinção do processo sem julgamento do mérito. vem o réu requerer a citação do denunciado.Para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade.) consiste a legitimidade ad causam (legitimidade de parte. se por ventura vier a presente ação a ser julgada procedente.”. No caso em tela. Nada é tão fácil quanto parece. 3º . III. declarando que não tem condições de arcar com as custas judiciais e honorários advocatícios de qualquer espécie. 147. requer o deferimento da Gratuidade de Justiça. ed. sem prejuízo da subsistência própria e de sua família. no todo ou em parte. DA DENUNCIAÇÃO À LIDE: O autor pleiteia a condenação do réu . vez que não cabe à ele efetuar a liberação pretendida.. Juízo.”. II. DR. 76 do CPC. mas tão somente à Companhia Unibanco Seguros Afirma José Frederico Marques em sua obra Manual de Direito Processual Civil. 158: “(. 70 do Código de Processo Civil. O Réu possui seguro de automóvel de UNIBANCO SEGUROS. para todos os prazos do processo. DA PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA: Observe V. Saraiva. 3º do Código de Processo Civil: “Art. comerciante. portador da carteira de identidade nº ___________. 267 do CPC. no que tange ao pedido de item C. Exa. 128. indicando para patrocinar a causa a Defensoria Pública através do Defensor Público em exercício perante esse MM. à Av. com sede nesta cidade.00 para danos materiais. casado. qual seja. Assim. (lei de Murphy) . JUIZ DE DIREITO DA 5ª VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL 60/76 PROCESSO Nº.21º andar.. pag. nos autos da Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais c/c Lucros Cessantes que lhe move ______________. além de ser assistido pela Defensoria Pública. ora denunciante. vem. os quais serão contados em dobro. o que se cogita ad argumentandum. I da Lei Complementar nº 80/94. ao pagamento de despesas no valor de R$ 795. expedida pelo IFP. Rio Branco. apresentar sua CONTESTAÇÃO Pelos motivos de fato e fundamentos de direito a seguir aduzidos: I.000. ou também legitimação para agir) na individualização daquele a quem pertence o interesse de agir e daquele em frente ao qual se formula a pretensão levada ao Judiciário. que. Assim. é titular da ação apenas a própria pessoa que se diz titular do direito subjetivo material cuja tutela pleiteia (legit imidade ativa). ut instrumento de mandato incluso. cumpre salientar que. que deverá ser intimado pessoalmente. o qual se compromete a pagar a quantia de R$ 10. DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA: Inicialmente.DENUNCIAÇÃO DA LIDE MODELO DE PEÇA EXMO. o Réu não é titular da relação jurídica de direito material. espera a denunciante então que a denunciação seja acolhida com o fito de declarar a responsabilidade do denunciado na forma do art. Em atenção ao Princípio da Eventualidade. na oportunidade garantida pelo art.00 e ainda tratamento futuro que se faça necessário e também danos morais e estéticos conforme se depreende da peça vestibular. com as alterações intr oduzidas pela Lei 7510/86.000. no que concerne à legitimidade passiva. “liberação imediata do bilhete de seguro do automóvel atropelador”. nos termos do art.00 para danos morais e R$ 10. por seus procuradores. nem tão difícil quanto a explicação do manual. não possui condições de efetuar pagamento dessa natureza. SR. UNIBANCO SEGUROS. Centro. de acordo com o que dispõe a Lei 1060/50. Logo. Dispõe o art. pelo que suscita desde já essa preliminar. podendo ser demandado apenas aquele titular da obrigação correspondente (legitimidade passiva).

em 08/10/42. tal pedido não merece acolhimento. “Não basta a prova genérica do fato qual poderia provir o dano. (ii) das despesas com tratamento médico futuro que porventura se faça necessário. onde recebeu a devida assistência médica. V. o DANO. (v) danos morais em valor a ser arbitrado por este MM. pág. por ser final de jogo do Falmengo e Vasco. sendo certo que o mesmo trafegava em alta velocidade e na contra mão da Rua Tejupá. não estando. pág. (TJ -MT Ac. como se vê a seguir: “Sem prova do dano. (TJSC – 2ª C. conforme restou comprovado. Da mesma forma deve ser orientado o entendimento de V.00 (setecentos e noventa e cinco reais). bem como (vi) a liberação imediata do bilhete de seguro do automóvel atropelador. se caso restar comprovado no laudo pericial a existência de aleijão ou deformidade. exercendo embora o poder jurisdicional. diz-se que o autor é carecedor desta. decorrente da redução de sua capacidade laborativa. de acordo com perícia médica a ser realizada na presente ação. por si só. Exa. Válido é o velho.. (lei de Murphy) . Ed. Rui Stoco.”. “As perdas e danos devem ser comprovadas no curso da lide. com dispêndio de tempo e recursos. a Autora faz prova nos autos de que realmente teve que despender o valor de R$ 795. 656. FUTURAMENTE. Saraiva. Note-se portanto que o pedido de indenização por danos materiais não deve prosperar ante a total falta de embasamento legal ou fático. mas. 4ª ed. não chegará a apreciar o mérito. sustenta o Réu. caracterizado o terceiro elemento pressuposto da Responsabilidade Civil. Ed. não basta para lastrear condenação por danos morais. deverá ser o valor pleiteado reduzido. expondo o que se segue: IV. não há que se cogitar a responsabilidade. no presente momento. e de ofício. DOS FATOS: O bem da vida buscado pela Autora é a condenação do Réu ao pagamento de (i) todas as despesas apontadas na peça inicial.00 (quatrocentos reais) correspondente à quantia percebida mensalmente pela demandante (item D). como ainda dano moral. o que não verificou-se no caso vertente. p. Ainda assim. pág. NÃO TÊM A MENOR RESSONÂNCIA. Com efeito.) A conseqüência é que o juiz. Conforme nos ensina a ilustre jurista Ada Pellegrini Grinover em sua obra Teoria Geral do Processo: “Quando faltar uma só que seja das condições da ação. – Ap. Forense.. relator o ministr o Filadelfo Azevedo) – Da Responsabilidade Civil. ainda pleiteia a demandante indenização por dano estético em grau máximo. O entendimento da doutrina e jurisprudência pátrios caminha no sentido de que o dano material para ser contemplado deve ser provado.) É dever do juiz a verificação da presença das condições da ação o mais ce do possível no procedimento. sempre atual brocardo jurídico: ALEGAÇÕES SEM PROVAS SÃO COMO O SINO SEM BADALO. (TJSP – 13ª C. 3º Supl. descabendo assim sua pretensão de auferir indenização à título de danos morais no que tange ao pedido de item A. ficando cristalinamente claro que a Autora não trouxe aos autos prova de qualquer uma de sua alegações. o pedido do autor. Aduz em prol de suas pretensões que na data de 17/06/2000 foi atropelada pelo veículo de propriedade do Réu. vem esta adentrar no mérito e objetivando rechaçar o pleito indenizatório. no sentido de analisar o pedido de condenação do ora contestante ao pagamento de uma pensão mensal no valor de R$ 400. e que ele ao parar o carro essas pessoas começaram a gritar: “Pega! Pega!”. Brasil-Acórdãos. no Rec. caso seja o mesmo reconhecido.00 (setecentos e noventa e cinco reais) para cobrir os gastos havidos quando da ocorrência do acidente. permanecendo internada na UTI por 03 (três) dias. valendo ressaltar que o mesmo configura-se quando a vítima sofre ofensa corpórea que lhe deixa aleijão ou deformidade permanente. Conforme se verifica no depoimento do réu em sede policial. DO MÉRITO: Em sede de defesa sustentará o Réu que. Juízo.. sendo certo que a Autora pretende se ver indenizada de um possível dano que venha a sofrer. com consultas e tratamentos médicos (item B). 09/11/1993 – JTJ – LEX 150/30) – Responsabilidade Civil e sua interpretação jurisprudencial. posto que tem o Réu certeza que a preliminar acima suscitada será acolhida por este Juízo. não chegará a declarar a ação procedente. De 16/01/31. como o Réu evadiu-se do local do acidente. para evitar que o processo caminhe inutilmente. I. no v alor de R$ 795. em nenhum momento. A remansosa e pacífica jurisprudência dos nossos Tribunais aponta no sentido de que se faz necessário comprovar a existência do dano material. o que se admite ad argumentandum tantum. 86. 657. Com efeito. ISTO É. 331).. descabe a pretensão formulada exordialmente. situada na Vila da Penha. nem tão difícil quanto a explicação do manual..00 (quatrocentos reais). teve que ser socorrida por diversas pessoas que presenciaram o fato. nem improcedente. Sustenta que. “A jurisprudência é pacífica no entendimento que não se pode falar em indenização quando o Autor não comprova a existência de dano. de placa nº CGI – 2119. Apenas a apuração do quantum dos danos é que se pode relegar para execução. (. não fez constar em sua exordial que a quantia foi destinada ao efetivo pagamento das despesas relativas ao atropelamento. mas é necessária a prova específica desse dano.”.”. 4ª edição. José de Aguiar Dias. não tendo condições de fornecer o aludido documento. – Ap – Rel.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 61/76 Dessa forma. conforme depreende-se do laudo acostado aos autos pela Autora. Nada é tão fácil quanto parece. Ac. eis que é despido de qualquer embasamento legal. Ed. qual seja. 04/05/82 – RT 568/167) – Responsabilidade Civil e sua interpretação jurisprudencial. tendo sido levada ao hospital.”. No que concerne à pretensão de se ver ressarcida de eventuais gastos que venha a efetuar. em atenção ao Princípio da Eventualidade que aqueles danos podem acarretar à vítima dano patrimonial. Vol. posto que a demandada não é titular do interesse em conflito. em outras palavras. Muito embora afirme que resgatou um empréstimo bancário no aludido valor. quando já se pode antever a inadmissibilidade do julgamento do mérito. este se evadiu do local pois haviam várias pessoas na rua no momento do acidente.”. Rui Stoco. que estava sendo conduzido pelo demandado. Wilson Antunes – j. (. por dever de cautela. Entretanto. (iii) pensão mensal no valor de R$ 400. Nunca é demais repetir que a mera alegação da Autora de que nunca teria realizado relações de consumo com a Ré. ou seja. Ext nº 5618. vez que o mesmo encontra-se em poderes da empresa de seguros. Corrêa Vianna – j. saraiva. – Rel. (iv) dano estético em grau máximo com base na perícia médica a ser realizada. (STF.

por completo. Do contrário. não tendo havido qualquer tipo de má-fé por parte do demandado. quais sejam: 1.”. foi de natureza levíssima. que não tolera. ou esta compreendido no dano moral” (in Programa de Responsabilidade Civil – Sérgio Cavallieri Filho – Malheiros Editores – 2ª edição – pág. o dano moral. como o são o nome. sendo certo que um dos princípios basilares da responsabilidade civil é a prova do dano. que afastam.comportamento subjetivo do ofensor. o enriquecimento sem causa. vale dizer. nem tão difícil quanto a explicação do manual. além de fazerem parte da normalidade do nosso dia-a-dia. 3. o dever de indenizar. observando os princípios gerais do direito. caso tenha existido.que a satisfação pecuniária não produza um enriquecimento a custa do empobrecimento alheio. O entendimento em contrário. que é o de propiciar tão somente a reparação e não o enriquecimento.a durabilidade do dano. (lei de Murphy) . incentivaria a tão falada e propagada INDÚSTRIA DO DANO MORAL. em forma de prejuízo. O que não é admissível é a cumulação do dano estético com o moral. vexame. fugindo à normalidade. constituir-se em odioso lucro sem causa de uma parte em detrimento da outra. assim como a lei. nem há prova nos autos de seqüelas psicológicas porventura experimentadas pela Autora em razão de alegado abalo em sua honra ou situação financeira. 6. só deve ser reputado como dano moral a dor. para efeito de ressarcimento. pela ação ou omissão de outrem. Caso Vossa Excelência entenda que está presente o dever de indenizar. o que apenas se admite ad argumentandum tantum. a valores de foro íntimo. a honra. a vergonha. repita-se uma vez mais. O dano moral. Ora. no trabalho. nem abalo ao seu estado emocional e psicológico. buscando sempre atender os fins sociais aos quais a lei se destina. ou reduzem. No tocate ao pedido de reparação por danos morais. bem como repelindo as tentativas de enriquecimento sem causa. que o Judiciário tem por dever velar. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral. Conquanto alegue a Autora a existência de tal evento. portanto. no caso em tela. 5. a pretensão autoral.a posição social. admitem a cumulação do dano mat erial e o estético. aspecto do dano moral. por isso. como também em razão do entendimento esposado pela jurisprudência. cumpre salientar que não faz a Autora jus a qualquer tipo de indenização. não só pelas peculiaridades do caso. no patrimônio imaterial de vítima. no caso em tela. porque ou o dano estético importa em dano material. com relação ao dano moral pretendido. por diversas razões: Nada é tão fácil quanto parece. os pequenos dissabores estão fora da esfera do dano moral. etc. se devida for a indenização. qualquer comprovação de dano moral sofrido pela Autora. sob pena de. 4. Mero dissabor. onde se buscam indenizações pelos mais triviais aborrecimentos. instituto extremamente repudiado pelo ordenamento jurídico pátrio. em assim não sendo. a dor. que infelizmente ainda influencia alguns poucos magistrados. a cumulação constituirá bis in iden. deve o magistrado fixar o quantum indenizatório tendo por base o que dispõe os artigos 4º e 5º da Lei de Introdução ao Código Civil. mágoa. no caso em tela. data maxima vênia. a dignidade. causando-lhe aflições.a gravidade. além da existência da culpa do agente e o nexo causal entre ação/omissão e o dano. tem-se que o mero mal estar. aborrecimento. Destarte. ensejando ações judiciais em busca de indenizações pelos mais triviais aborrecimentos. a quantia concedida por esse MM. no trânsito. a contrariedade. no art. decorrente de falta involuntária. Ressalte-se que. entre amigos e até no ambiente familiar. Nesse mesmo sentido a conclusão aprovada por unanimidade no IX Encontro dos Tribunais de Alçada do Brasil: “O dano moral e dano estético não se cumulam.grau de culpa do ofensor. Dessa forma. e assim os tribunais têm se posicionado. Se assim não se entender. estaria se admitindo o enriquecimento sem causa da Autora. ao mínimo. não são reparáveis. tais situações não são intensas e duradouras. deve-se observar os critérios legais e doutrinários. porquan to. que lhe cause abalos a direitos personalíssimos. sofrimento ou humilhação que. que a fixação do patamar devido a título de danos morais deve cingir-se de prudência e de comedimento. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo. Não há. Nesse diapasão.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 62/76 Em tais casos. Assim sendo. não estando presente. eis que não são situações intensas e duradouras. 1538 do Código Civil. em regra. por si só. afastando-se a importação do “Punitive Damage” norte-americano. em coerência aos princípios que norteiam a obrigação de indenizar. a ponto de romper o equilíbrio psicológico do indivíduo. etc. constituem estados de ânimo que fazem parte dos riscos da vida e. no que tange ao pedido de dano moral formulado inicialmente. tendo em vista as circunstâncias que envolvem o caso vertente. sendo certo que o simples desgosto. há de ser relevante e se deve representar. em sua obra Programa de Responsabilidade Civil: “Nessa linha de princípio. privacidade. o desagrado.. porque sendo aquele um aspecto deste. a analogia e os costumes. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. leciona o Eminente Desembargador Sérgio Cavalieri Filho. política e econômica do ofendido. Dessa forma. natureza e repercussão da ofensa.. É fato. entendido este como sendo lesão que alguém sofre em seus bens imateriais. acabaremos por bana lizar o dano moral. a doutrina e a jurisprudência. a indignação. 88) Ademais. os aborrecimentos normais da vida cotidiana. não é suficiente para configurar o dano moral ressarcível. com flagrante prejuízo da segurança das relações jurídicas. Juízo não deve revestir-se de excessividade. Ao contrário do que afirma uma pequena parte da doutrina. não houve exposição da Autora ao opróbio de terceiros. a indenização não pode ter qualquer ideal punitivo em face da autora do ato. os pretórios de todo o país vêm repelindo as pretensões dos que tentam obter indenizações generosas com a benção do Poder Judiciário. que pudesse configurar um dano moral ressarcível. vez que não sofreu nenhuma repercussão negativa ao seu patrimônio imaterial. esta deve ser suficiente apenas a restabelecer o status quo ante. hipótese esta repugnada pelo direito pátrio. devendo-se sempre atentar para o fim da lei. a boa fama. 2.

documental suplementar e pericial. requer seja acolhida a preliminar levantada pela ora contestante e.A. (lei de Murphy) . como uma “multa processual”. Em segundo lugar. porque nos E. no direito norte-americano.U. sinalizando para que não se repita a prática ilícita sob pena de nova condenação. o valor recolhido a título de “punitive damage” é destinado ao Estado. Qualquer decisão que fuja a essa definição será extra petita. Termos P. Protesta-se por todos os meios de prova em direito admitidos. Em quarto lugar. pois concedeu algo além da indenização pleiteada. o instituto é uma pena civil. da Constituição Federal). especialmente oral (testemunhal e depoimentos pessoal da Autora. p or si mesma. essa doutrina está sendo revista no próprio país de origem. sejam julgados improcedentes os pedidos iniciais. na forma do art. nem tão difícil quanto a explicação do manual. O instituto da reparação civil significa resti tuição ao estado anterior à ocorrência dos danos causados. alerta e punição da parte vencida. porque devido aos abusos cometidos por conta de indenizações que prejudicaram a saúde financeira de muitas empresas. sob pena de confissão). 76 do CPC. e não menos importante. situação contrária ao ordenamento jurídico interno. de preferência com o aval do Poder Judiciário. requer seja acolhida a denunciação à lide responsabilizando o denunciado. Em terceiro lugar. ao arbitrar valor exagerado em condenação imposta à ré. motivo pelo qual.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 63/76 Primeiro. UNIBA NCO SEGUROS. Nada é tão fácil quanto parece. Por todos esses motivos. __ de abril de ____. é princípio geral do Direito Processual Civil aquele segundo o qual a condenação da parte em processo judicial constitui. Pelo exposto. estar-se-ia punindo-a duas vezes pelo mesmo fato. no mérito. Deferimento. XXXIX. e o que se tem visto no Brasil é pura tentativa de enriquecimento ilícito por parte da Aut ora da demanda. Se por acaso a presente ação seja julgada procedente. não se pode falar em caráter punitivo da indenização. Rio de Janeiro. N. e o ordenamento brasileiro proíbe a aplicação de qualquer pena não pr evista na Lei (artigo 5º.

cabendo. 37.2006. depois de provada a culpa ou o dolo do servidor público. 37. asseverou-se a distinção entre a possibilidade de imputação da responsabilidade civil.A Turma negou provimento a recurso extraordinário em que se sustentava ofensa ao art. Min. ou a quem lhe faça as vezes. de ressarcir-se perante o servidor praticante de ato lesivo a outrem. 15. Considerou-se que. Cármen Lúcia acompanhou com reservas a fundamentação. e entre o direito concedido ao ente público. Cdc. a denunciação da lide. Descabimento . O entendimento deste Superior Tribunal é o de que descabe a denunciação da lide nas ações fulcradas em relação de consumo . (RE-327904) Nada é tão fácil quanto parece. pleiteando o ressarcimento de supostos prejuízos financeiros decorrentes de decreto de intervenção editado contra hospital e maternidade de sua propriedade. Carlos Britto. rel.113-RJ. Fernando Gonçalves. da CF.DENUNCIAÇÃO DA LIDE JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA 64/76 Denunciação da lide. nos casos de dolo ou de culpa. por isso. Esse processo fora declarado extinto. RE 327904/SP. objetivamente. sem a responsabilização do Estado. decisão mantida pelo Tribunal de Justiça local. pela reparação de danos ocasionados por ato ou por omissão dos seus agentes. REsp 750. possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado que preste serviço público. da CF. Assim. o decreto de intervenção em instituição privada seria ato típico da Administração Pública e. assim.8. mas um prestador de serviços. enquanto estes atuarem como agentes públicos. 13 e 88 do CDC. de forma direta e imediata. abrangeria apenas o ressarcimento ao erário. e Ag 364. caberia ao Município responder objetivamente perante terceiros. Rel. A Min. entendeu-se que. (lei de Murphy) . em sede de ação regressiva.Alega o recorrente que. Responsabilidade Civil do Estado e Agente Público . Essa. outra. sem julgamento de mérito. consagra dupla garantia: uma em favor do particular. por ilegitimidade passiva do réu. Precedentes citados: REsp 660.031-SP. DJ 6/12/2004. à pessoa física do agente estatal. na espécie. pelo suposto prejuízo a terceiro. em prol do servidor estatal. julgado em 15/9/2005. No tocante à ação regressiva. se cabível. Aduziu-se que somente as pessoas jurídicas de direito público ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos podem responder. Em face disso. que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer. No caso. § 6º. se eventual prejuízo ocorresse por força de agir tipicamente funcional. por não ser o banco um comerciante.178-RJ. concluiu-se que o mencionado art. § 6º. não haveria como se extrair do citado dispositivo constitucional a responsabilidade per saltum da pessoa natural do agente. DJ 11/6/2001. ao argumento de ser cabível o ajuizamento de ação indenizatória diretamente contra o agente público. não se lhe aplica a vedação contida nos arts. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Min. a recorrente propusera ação de perdas e danos em face de prefeito.

(REsp 759272/GO. Rel.especialmente dos agentes políticos . 138) No próprio julgado o STJ diz assim: VOTO . A ninguém é lícito interferir neste juízo. pareceres ou denúncias? Evidentemente. por eventuais danos causados em decorrência de suas decisões. INEXISTÊNCIA DE OBSTÁCULO LEGAL. Primeiramente. b) o direito de defesa judicial.08. sem amparo na lei. por exemplo.06. o que foi deferido pelo juiz. em tal caso. a Turma deu provimento ao recurso. Min. em tese. Em qualquer dos sistemas existentes ao longo da história (germânico. Diante disso. no exercício de suas funções. Nada é tão fácil quanto parece. quando o réu adianta a contestação. se representa ou não. em que se apurará a existência de má-fé ou abuso de direito na conduta do réu. que. Contestação. sendo suspenso o andamento do feito. responder civilmente por seus atos que extrapolem as atribuições legais do cargo. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. RESPONSABILIDADE CIVIL. à luz do art. se quiser. ele deve assumir a responsabilidade por sua opção. Rel.099. o hospital ajuizou ação de cobrança contra o réu. Agindo nos limites de suas prerrogativas.Os membros do Ministério Público podem. A interpretação do art. In casu. cumulativamente. de representar. é dizer-se. tem autonomia para decidir se denuncia ou não. c) o direito de regresso. 71 do CPC. certamente os agentes públicos não devem responder pessoalmente pelos danos causados a terceiros. Se oferece denúncia temerária ou emulatória.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Denunciação. contudo. Mas o exercício desta prerrogativa não pode extrapolar as atribuições funcionais previstas em lei. ora recorrido. AGENTES PÚBLICOS. o instituto da denunciação da lide sempre se voltou para três finalidades: a) o dever de defesa judicial em favor do denunciante. Não há. romano ou brasileiro). a necessidade de conferir ao denunciado a oportunidade de pleitear o malogro da demanda originária. mitiga o dever de defesa judicial. julgado em 18. A jurisprudência é ainda mais firme neste sentido quando se trata de magistrados ou membros do Ministério Público. Deve-se considerar. Relator entendeu se fazer necessária a interpretação da expressão “prazo para contestar” previsto no mencionado dispositivo. em tese. ou Procurador da República. Havendo o oferecimento antecipado da contestação. PROCURADORES DA REPÚBLICA. sem desmerecer as particularidades do modelo pátrio (que. . deve ser examinada após a instrução processual. embora com ênfases diversas. DJ 19. o agente do Ministério Público estará prevaricando. de maneira que eventual tentativa de aditar a contestação será freada pelo óbice da preclusão consumativa. INDENIZAÇÃO. Essa é a regra geral. TERCEIRA TURMA. a atuação dos agentes públicos . 71 do CPC deve levar em consideração esses três objetivos. (lei de Murphy) . a denunciação à lide pode ser apresentada após o oferecimento da contestação e dentro do prazo legal para contestar. É a garantia de independência no exercício da função pública. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. ele abre mão do restante do prazo legal de apresentação de resposta. EXERCÍCIO DAS ATRIBUIÇÕES.A responsabilidade nestes casos. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS. julgado em 19/3/2009. Contudo. com o próprio patrimônio. Massami Uyeda. ou seja. Lide. ao permitir que o denunciado. esta já havia sido apresentada e o juiz já havia determinado a intimação do autor para apresentar réplica. Há. . REsp 1. ademais. A questão está em saber se. agido no uso de suas prerrogativas legais ou constitucionais? A grande maioria dos julgados afasta essa possibilidade. porque lhe garantir a mesma proteção de que gozam aqueles que atuam corretamente. Para tanto.2006 p. O recorrido apresentou contestação e dias após.deve estar protegida de alguma forma.MINISTRO HUMBERTO GOMES DE BARROS (Relator): A questão a ser resolvida é palpitante: os agentes públicos podem responder pessoalmente pelos danos causados a terceiros. Há razão para isto. a fim de eximir-se de eventual ação regressiva e de indenização. movido por interesses escusos. Responsabilidade civil. Como seria possível o trabalho de um promotor ou de um juiz constantemente acuado pela possibilidade de responder. Aqui o ponto de maior relevância: o Promotor. o Min. manifeste-se a favor do autor da demanda). nem tão difícil quanto a explicação do manual.2005. para que se obtenha subsídios necessários à correta interpretação do preceito acima. propiciar ao denunciante a recomposição dos prejuízos que vier sofrer com a ocasional derrota na demanda principal. embora a denunciação tenha sido oferecida antes do transcurso do prazo legal de contestação. O Procurador da República tem a prerrogativa de denunciar. mister se faz tecer algumas considerações acerca do instituto da denunciação à lide. LEGITIMIDADE PASSIVA CONDICIONADA À INSTRUÇÃO PROCESSUAL. objetivando o recebimento de valor referente a tratamento médico-hospitalar cujo custeio foi negado pelo plano de saúde contratado por ele. Entende-se que o lesado deve cobrar do Estado o ressarcimento.439-RS. assim entendida a obrigação de o denunciado proteger o denunciante da pretensão do autor da lide principal. ainda que tenham. 65/76 Na espécie. ofereceu denunciação à lide em desfavor da empresa de plano de saúde. Agentes públicos RECURSO ESPECIAL. limites que correspondem à estrita obediência à lei e ao interesse público.

I. Só então se poderá falar em legitimidade ou ilegitimidade passiva. desde já. poderia haver um reflexo em uma eventual demanda para cobrança de diferença. Seguradora. Seguro. o que não é aceito pela jurisprudência e pela doutrina.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 66/76 Todas estas considerações levam-me a constatar: é impossível dizer. DJ 29/4/1996. a garantir o resultado da demanda. sendo o segurado protagonista do acidente e conhecendo a dinâmica dos fatos. o juiz vai poder dizer se os réus agiram em conformidade com suas atribuições funcionais ou se atuaram de má-fé. Precedentes citados: REsp 648. contrato bilateral e oneroso por natureza. eximir-se de sua responsabilidade sobre o evento danoso. como não há liame jurídico entre o terceiro e a seguradora. pois não há vínculo contratual ou legal entre eles. III.418-SP. DJ 3/4/2006. o que habilita a parte lesada pelo descumprimento do contratado a pleitear sua resolução e a indenização por perdas e danos (art. Em razão de sua relação com a seguradora. prestigiou firme tendência doutrinária e jurisprudencial. A seguradora não está obrigada. 70. Assim. Aldir Passarinho Junior. 9. 1. REsp 648. Banco. DJ 3/4/2006. se responsabilizado pelo acidente. Seguradora. busca o banco recorrente. REsp 1. Denunciação. No caso. REsp 97. Trata-se de ação indenizatória em acidente de trânsito em que o Tribunal a quo excluiu a seguradora litisdenunciada da lide. cuida-se de avença derivada de contrato de edição de obra literária (conhecido dicionário). como aplicação de multa e a cassação da carteira de habilitação. empenhar-se na defesa. Há confusão entre a preliminar de ilegitimidade passiva e o mérito da causa. DJ 8/8/1994. Na verdade. não há que se cogitar de fundamento novo. a Turma conheceu do recurso e deu provimento a ele para condenar a seguradora litisdenunciada solidariamente com o réu até o limite da cobertura do contrato de seguro. 70. Nada é tão fácil quanto parece. Se assim não fosse.394-PR. Rel. Frente a isso e ao cenário fático-jurídico ajuntado ao acórdão ora recorrido. o banco busca. DJ 12/8/2002. Denunciação. Esse negócio condicionou-se à adesão do consumidor a contrato de seguro que quitaria o financiamento em caso de óbito.118-PR. nem tão difícil quanto a explicação do manual. a ser firmado com seguradora. caso esta venha a negar o seguro. Min. do CPC).080-ES. e 53 da Lei n. Denunciação. Anoto finalmente que o novo Código Civil consagra a responsabilização civil por abuso de direito (Art. é necessária a participação do segurado na lide. justificada está a denunciação da lide (art. III. Nesse contexto. Porém.141. não conheço do recurso especial. Segurado. na inadimplência de prestações. Precedentes citados: REsp 191. no REsp. Lide. que é legal. por exemplo. Depois da instrução processual.092 do CC/1916 e art. O consumidor e o banco firmaram contrato de abertura de crédito com alienação fiduciária a recair sobre o automóvel adquirido. a terceiro. e REsp 49. Regresso. Concedida a tutela antecipada. Por último. Rel. Poderia ainda.253-DF. com exclusividade. Lide. julgado em 6/10/2009. da lei ou de contrato celebrado com a denunciante e quando se necessite recorrer a outros elementos para evidenciá-lo. Uma vez que o seguro tem natureza contratual. apenas contra o banco.253-DF. (lei de Murphy) . inclusive perante o órgão de trânsito. REsp 934. João Otávio de Noronha. se a condenação securitária não fosse suficiente. ação cominatória combinada com condenatória a fim de transferir o veículo sob pena de multa diária e receber a restituição de parcelas pagas indevidamente. direta e incondicionalmente. ou seja. Min. 29. está amparada por expressa disposição legal (arts. o espólio propôs.675-SP. Ressalta-se que os acidentes acarretam outros efeitos. em contrariedade ao princípio da instrumentalidade e celeridade do processo. Há fundamento novo quando o direito de regresso não deriva. e REsp 58. ao atribuí-la. DJ 4/5/1998.610/1998). REsp 670. diferente do DPVAT. daí não haver razão para a denunciação à lide.006-SP. Na terminologia da Turma. que os réus carecem de legitimidade para figurar na demanda indenizatória. do CPC) com fins de resguardo do direito de regresso oriundo de eventual sucumbência na ação principal. Rel. A jurisprudência deste Superior Tribunal entende não permitir a denunciação da lide em casos de alegado direito de regresso quando seu reconhecimento requeira a análise de fundamento novo que não conste da lide originária. Min. porquanto ele tem interesse direto na condenação. O dispositivo legal. o segurado renovará o contrato de forma mais onerosa. Assim. Lide. Luis Felipe Salomão.998-RS. A Turma entendeu que o ajuizamento da ação indenizatória pode ser contra a seguradora e o beneficiário do seguro. o consumidor faleceu e a seguradora negou-se a honrar a apólice ao argumento de que havia doença preexistente. com lastro no mencionado artigo do CPC. dado o tumulto que trará à marcha processual. Edição. Então. por lei ou contrato. haverá uma dificuldade a ser suplantada. 187). o que torna incabível uma eventual pretensão regressiva. Contrato. sociedade pertencente ao mesmo grupo econômico do qual faz parte o banco. Não vejo como impedir o prosseguimento da demanda. 475 do CC/2002). julgado em 1º/10/2009. logo se percebe que não há direito de o banco ressarcir-se da seguradora. julgado em 26/2/2008. o reconhecimento de sua ilegitimidade passiva e a denunciação à lide da seguradora (art. embora não possa ser aplicado ao caso concreto.

ao considerar tardia a intervenção no processo dos litisdenunciados. Luis Felipe Salomão. REsp 142. que aceitou a condição de litisconsorte do réu denunciante. Contudo. segurado e seguradora. REsp 886. DJ 12/4/1999.719-SP.084-MS. Dessarte. Min. Precedente citado: RMS 18. A Turma entendeu que a prova produzida anteriormente não deve ser considerada inexistente. julgado em 12/5/2007. (lei de Murphy) . Prova. Com esse entendimento. Assim. Antônio de Pádua Ribeiro. Porém. Durante a fase probatória. Nancy Andrighi. conforme o art. DJ 29/9/2003. Honorários advocatícios. Assim. julgado em 16/3/2010.923-PR. este Superior Tribunal reverteu a decisão interlocutória e determinou que o pedido de denunciação à lide fosse processado.796-RS. a Turma não conheceu do recurso. A prova foi realizada com a observância do contraditório e da ampla defesa. foi produzida perícia na qual se constatou a falsidade das assinaturas apostas nos contratos levados a registro. e REsp 285. do CPC. que permaneceram inertes e deram ensejo à movimentação da máquina judicial. Obrigação solidária. o que não ocorreu no caso. alega que houve simulação de negócios levados a registro com assinaturas falsas. Anulação. § 1º.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Denunciação da lide. Logo. O recorrente estava representado nos autos quando ela foi realizada. o pedido de denunciação à lide foi indeferido. 249. REsp 879. 67/76 Não houve resistência da denunciada. Nada é tão fácil quanto parece. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Trata-se de ação declaratória de nulidade de escritura pública e dos registros realizados na qual o autor. A jurisprudência assente neste Superior Tribunal afirma que a declaração de nulidade dos atos processuais depende de demonstração de existência de prejuízo à parte interessada. Terceiros. determinou novamente a produção de prova pericial. Rel. a qual deve ser imputada a ambos os consortes do processo de conhecimento. Precedentes citados: REsp 530. A resistência à utilização dessa prova poderia vir de um dos litisdenunciados. REsp 120. então a sentença julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial.744-RO. prosseguindo o processo seu trâmite regular. a Turma conheceu do recurso e lhe deu provimento para que sejam incluídos no valor da execução os honorários inicialmente fixados para o pronto pagamento. DJ 12/4/2007. O juiz de primeiro grau. com ressalvas da Min. devendo quem quer que seja acionado suportar os honorários advocatícios fixados inicialmente para o caso de pronto pagamento . a Turma negou provimento ao recurso. Intervenção. julgado em 4/5/2004. jamais do recorrente. Min. DJ 8/4/2002. o ora recorrido não recolheu as custas para a nova perícia. Rel.567-SP. Assim. a obrigação decorrente da sentença condenatória passa a ser solidária em relação ao segurado e a ela.723-RS. Rel. Nancy Andrighi. Sucumbência. o não pagamento voluntário da condenação por qualquer deles é causa do processo de execução. Quando a seguradora assume a condição de litisconsorte junto com o segurado denunciante no processo de conhecimento. após contestação. Estes não têm nenhuma relação com a dívida principal decorrente da apólice. Min. mas com a causalidade do processo de execução. ora recorrido. descabida é a condenação de honorários em razão da denunciação. pois não se desincumbiu o autor de seu ônus processual. tendo oportunidade de opor-se a ela e apresentar o termo de seu inconformismo.

quando o réu adianta a contestação. que detinha atribuições indelegáveis e capacidade para deferi-la. Luis Felipe Salomão. para acórdão Min. O banco recorrente concedeu financiamento à cooperativa. com amparo nas teorias da aparência e boafé. Nada é tão fácil quanto parece. sendo suspenso o andamento do feito. bem como ajuizou ação declaratória incidental de nulidade de carta de fiança julgada na Justiça comum. a fiança não se revestiu das formalidades indispensáveis à legalidade do ato. A questão está em saber se. se quiser. as quais foram rechaçadas pelo voto vista do Min. por maioria. Diante do exposto. manifeste-se a favor do autor da demanda). Denunciação.404/1976. Em qualquer dos sistemas existentes ao longo da história (germânico. o instituto da denunciação da lide sempre se voltou para três finalidades: a) o dever de defesa judicial em favor do denunciante. para que se obtenha subsídios necessários à correta interpretação do preceito acima. que. Assim. objetivando o recebimento de valor referente a tratamento médico-hospitalar cujo custeio foi negado pelo plano de saúde contratado por ele. principalmente verificar se o signatário da garantia estava investido de poderes para tanto. 71 do CPC. Havendo o oferecimento antecipado da contestação. ele extrapolou seus poderes de gestão. o réu (BNCC) denunciou seu presidente na época dos fatos. havia necessidade de autorização formalizada pela diretoria executiva. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. assinou carta de fiança. propiciar ao denunciante a recomposição dos prejuízos que vier sofrer com a ocasional derrota na demanda principal. Fernando Gonçalves. In casu. afirmando que houve extrapolação dos poderes do então presidente. o Min. Na contestação. não conheceu do recurso. Já na Justiça Federal. julgava procedente o pedido inicial. Então. Relator. o Min. 71 do CPC deve levar em consideração esses três objetivos. b) o direito de defesa judicial. assim entendida a obrigação de o denunciado proteger o denunciante da pretensão do autor da lide principal. ele abre mão do restante do prazo legal de apresentação de resposta.099. sem se acercar de todas as cautelas. Daí o REsp. após a citação e contestação do litisdenunciado. romano ou brasileiro). Para tanto. Massami Uyeda. posteriormente houve a intervenção da União. Fernando Gonçalves. por exemplo. o Min. Dessarte. Além disso. inadimplente a cooperativa. Na espécie.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 68/76 Cobrança. e o extinto Banco Nacional de Crédito Cooperativo S/A (BNCC). Rel. reconhecendo que. c) o direito de regresso. Primeiramente. Por outro lado. à luz do art. Assim. a necessidade de conferir ao denunciado a oportunidade de pleitear o malogro da demanda originária. mitiga o dever de defesa judicial. ora recorrido. vencido. a Turma. o banco credor moveu ação de cobrança contra o banco garante para reaver o crédito concedido ao terceiro. a denunciação à lide pode ser apresentada após o oferecimento da contestação e dentro do prazo legal para contestar. a fim de eximir-se de eventual ação regressiva e de indenização. o que foi deferido pelo juiz. Argumentou-se que não se poderia contratar uma operação de um milhão de dólares. que. o TRF deu provimento à apelação da União. submetida a questão ao antigo Tribunal Federal de Recursos. ofereceu denunciação à lide em desfavor da empresa de plano de saúde. embora a denunciação tenha sido oferecida antes do transcurso do prazo legal de contestação. sendo nula de pleno direito. de boa-fé. originário Min. condenando a União (sucessora do BNCC) ao pagamento das importâncias reclamadas. ele admitiu a assistência da União e anulou a sentença por entender cabível a denunciação à lide. embora com ênfases diversas. aceitou a fiança assinada pelo presidente de instituição financeira. Deve-se considerar. sem desmerecer as particularidades do modelo pátrio (que. o hospital ajuizou ação de cobrança contra o réu. julgado em 19/3/2009. nem tão difícil quanto a explicação do manual. mister se faz tecer algumas considerações acerca do instituto da denunciação à lide. condutor da tese vencedora.506RS. Min. sucessora do BNCC (após sua extinção). Sucede que. reconhecia inafastável a tutela do direito do recorrente. O recorrido apresentou contestação e dias após. na garantia fidejussória a terceiro dada pelo então presidente. Rel. Lide. ao prosseguir o julgamento.439-RS. nomeado pelo presidente da República. Bancária. esta já havia sido apresentada e o juiz já havia determinado a intimação do autor para apresentar réplica. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. Rel. 6. REsp 1. Para dar essa fiança. a Turma deu provimento ao recurso . A interpretação do art. pautado na regularidade da aparência. REsp 505. Relator entendeu se fazer necessária a interpretação da expressão “prazo para contestar” previsto no mencionado dispositivo. Fiança. é dizer-se. Contestação. declarando-se solidariamente responsável pelas obrigações da nota de crédito à exportação concedida à principal pagadora (cooperativa exportadora). ou seja. julgado em 15/4/2010. (lei de Murphy) . o tribunal a quo baseou-se na interpretação do estatuto do BNCC. Diante disso. cumulativamente. ademais. por intermédio de seu então presidente. ao permitir que o denunciado. conforme previsto no estatuto da instituição e na Lei n. de maneira que eventual tentativa de aditar a contestação será freada pelo óbice da preclusão consumativa. Fernando Gonçalves concluiu que rever a decisão a quo necessitaria do reexame de provas e fatos.

privativa do réu.3) . nem tão difícil quanto a explicação do manual. o nomeante à autoria permanece no processo. Nessa situação. (CESPE/OAB/2008.br Nada é tão fácil quanto parece. 111 110 Imagem retirada de trabalho do prof. em decorrê ncia de sua legitimidade passiva. Fonte111 109 Existem hipóteses que mesmo excluindo o outro . no prazo para a defesa.Suponha que Antônio. É o que ocorre na hipótese que “A”é demandado como se fosse dono de um terreno de 50m². Mozart Borba in www. que. (lei de Murphy) . sendo tão somente caseiro (detentor) da outra metade que pertence a “B”.: caso em que alguém é demandado como possuidor do bem. visando transferir-lhe a posição de réu110. forçada e excludente109. 62 a 69 do CPC É intervenção de terceiro obrigatória. mas ele sé é proprietário de 25m². que tem como objetivo corrigir vício de ilegitimidade passiva do processo. quando na verdade é mero detentor. por ser dono da outra metade do terreno. diante disso. possuidor ou responsável. empregado de Carlos. tenha proposto a ação de reparação de danos materiais contra Antônio. nela o mero detentor ou aquele que causou o dano em nome de outrem e é demandado indevidamente indica em juízo o proprietário.euvoupassar. mas permanecerá no processo em razão de sua legitimidade passiva. Ex. Logo “A” nomeará à autoria “B”.NOMEAÇÃO À AUTORIA 69/76 CONCEITO Arts.com. hipótese em que deverá o demandado nomear à autoria o possuidor ou o proprietário da coisa. é lícito a Antônio: requerer a nomeação à autoria contra Carlos. tenha cumprido ordens deste para retirar madeira na fazenda de Celso.

112 Art. deve-se ter a reparação de danos causados em virtude de uma prática ilícita. Nesse caso. Assim. e como réu da demanda figurar o mero detentor. ele seja esbulhado. pelo princípio da fungibilidade. 2009 Nada é tão fácil quanto parece. A melhor doutrina processualista (Dinamarco. deixando ali um seu preposto. o juiz.NOMEAÇÃO À AUTORIA HIPÓTESES DE CABIMENTO 70/76 Art. inclusive. Aquele que detiver a coisa em nome alheio. Luiz Fux) defende que a conditio sine qua non da nomeação à autoria é a ilegitimidade passiva. parte legítima. Ao voltar. o réu deve ser o mandatário. este deverá nomear à autoria o possuidor ou o proprietário. 63. não haveria ilegitimidade passiva. mas deverá nomear à autoria o verdadeiro invasor. O réu é parte ilegítima. dependendo do tipo de discussão no caso concreto. dispõe que se o direito material estabelecer uma coobrigação (responsabilidade solidária) entre mandatário e mandante. mero detentor. aquele que pratica atos sob ordens ou instruções de terceiro (mandante). também. toda vez que o responsável pelos prejuízos alegar que praticou o ato por ordem. durante sua ausência. nesse caso. quando lhe competir. para que a nomeação à autoria seja cabível nessa hipótese a relação de direito material não poder ter no mandatário a figura do responsável pelo ressarcimento dos danos. como objeto da demanda. sendo-lhe demandada em nome próprio. já que o mandatário. 62. Aplica-se também o disposto no artigo antecedente à ação de indenização. ou seja. Formar-se-á um litisconsórcio passivo ulterior. Art. não será cabível a nomeação à autoria. 167. O réu pode nomear à autoria o mandante. Sendo assim. 69. intentada pelo proprietário ou pelo titular de um direito sobre a coisa. Suponha-se que o proprietário He um terreno esteja viajando e que. p. Flávio Cheim Jorge. que obedece a ordens e determinações suas. já que. E. II . 113 Exemplo retirado da obra de Marcus Vinícius Rios Gonçalves – Novo Curso de Direito Processual Civil – Volume 1. o invasor afasta--se do imóvel. pedindo a sua substituição no polo passivo113. Antes que o dono volte. seria. deve receber o pedido de nomeação à autoria como um pedido de chamamento ao processo.nomeando pessoa diversa daquela em cujo nome detém a coisa demandada. (lei de Murphy) . deverá112 nomear à autoria o proprietário ou o possuidor. o proprietário pode ter a falsa impressão de que o esbulhador é o empregado e ajuizar em face dele eventual ação possessória ou reivindicatória.deixando de nomear à autoria. Responderá por perdas e danos aquele a quem incumbia a nomeação: I . Se o objeto da demanda for a discussão sobre a posse ou sobre a propriedade de um determinado bem. nem tão difícil quanto a explicação do manual. ou em cumprimento de instruções de terceiro. Saraiva. nesse caso.

Extingue-se o processo. O Nomeante continua a ser réu (e recebe novo prazo para contestar116) e o processo deve. 69). ele. 118 Art. Com relação à recusa. 119 Nada é tão fácil quanto parece. o processo prosseguirá contra o réu originário. 62 ou 63 (hipóteses de cabimento). Para que a nomeação à autoria seja válida. litispendência etc. Em ambos os casos. porque há possibilidade de o juiz extinguir o processo em razão de outro vício.SISTEMA DA DUPLA ACEITAÇÃO 71/76 Art. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 117 Provavelmente. Se o terceiro se recusar. sendo assim. Ovidio Batista) entende que a recusa de participar no processo ao ser citado viola o princípio da inevitabilidade da jurisdição. Art. ele deverá ser incluído no pólo passivo como revel. O pólo passivo é mantido. 67) e o processo prossegue. 65115 – se está presente alguma das hipóteses do art. o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa. 2ª Aceitação Nomeado Se não aceita 114 Suspensão imprópria: somente o procedimento principal é suspenso. tanto o autor quanto o terceiro deve concordar com a nomeação. abrindo as seguintes hipóteses: Se aceita Se não aceita 1ª Aceitação Autor O pólo passiva é alterado e o novo réu deve ser citado. provavelmente117. (lei de Murphy) . recusando-o. ficará sem efeito a nomeação. Art. se a negar. contra ele correrá o processo. sem resolução de mérito: Vl . assinar-se-á ao nomeante novo prazo para contestar. o juiz. 115 116 Art. ao autor incumbirá promover-lhe a citação. como no caso de coisa julgada. ou quando este negar a qualidade que Ihe é atribuída. será necessária a aceitação do autor da ação e do nomeado. O nomeante continua como réu (recebe novo prazo para contestar – 15 dias – art. Sendo assim. provavelmente. Quando o autor recusar o nomeado.NOMEAÇÃO À AUTORIA PROCEDIMENTO . por ilegitimidade passiva. suspenderá o processo114 e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. Art.quando não concorrer qualquer das condições da ação. o processo continuará contra o nomeante. 67. 66. A doutrina minoritária (Bedaque. o réu. nomeia aquele que deveria ser o réu (o integrante da relação jurídica material). a doutrina se divide no que diz respeito aos seus efeitos. pois para que ocorra a extromissao de parte. Diante da nomeação. seguir para extinção sem resolução do mérito. o nomeado decide livremente se aceita ou não a nomeação. o autor da ação decide se aceita a mudança no pólo passivo ou se não a aceita. por ilegitimidade passiva118. 66119 – uma vez citado da ação. a nomeação não terá valor e o processo continuará a correr contra aquele que fez a nomeação. Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída. 267. Art. o réu que não seja figura legítima para participar do processo tem a obrigação de indicar aquele que deveria estar em seu lugar (sob pena de perdas e danos . como a possibilidade jurídica. Já a doutrina majoritária (Dinamarco. abrindo as seguintes hipóteses: Destaque: o nomeado pode recusar a nomeação Se aceita O nomeado substitui o nomeante e apresenta contestação normalmente. 64. Nelson Nery. a legitimidade das partes e o interesse processual. 65. para a extinção sem resolução do mérito. ao deferir o pedido. Aceitando o nomeado.art. Se um dos dois não a aceita. Marinoni) entende que a nomeação à autoria depende da dupla concordância/aceitação.

a responsabilidade de cada um. É admissível o chamamento ao processo: I . haveria uma ação originária entre o credor e o obrigado por ele escolhido e uma ação secundária entre o devedor escolhido pelo credor e os demais devedores chamados ao processo. 77 a 80 do CPC Art. .dos outros fiadores. a fim de que o juiz declare. só estaria litigando contra o obrigado escolhido. 123 Posição minoritária . que tem a faculdade (não o dever) de trazer ao processo os coobrigados. cuja grande especialidade é que ele é formado pela vontade do réu123. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. parcial ou totalmente. Ovídio Batista) entende que com o chamamento ao processo haverá uma ampliação subjetiva e objetiva do processo por meio da criação de uma nova ação. O art. de qualquer forma. Figura Erro! Apenas o documento principal.de todos os devedores solidários. Arruda Alvim.Uma parcela da doutrina (Nelson Nery. todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto121. porque o assistente litisconsorcial tem poderes de litisconsorte. nem tão difícil quanto a explicação do manual. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores. É exatament e a mesma ideia da denunciação da lide. Critica-se esse entendimento. o credor estará litigando contra quem ele não escolheu. II . em litisconsórcio. Assim. Trata-se de intervenção provocada pelo réu. se o pagamento tiver sido parcial. relativos à intervenção de terceiros. Serão assistentes litisconsorciais (são titulares dos direitos discutidos). na mesma sentença. pois os demais coobrigados participarão sim da ação originária.do devedor. mas não contra quem ele vai litigar. 121 120 CESPE/Analista – Jud. quando para a ação for citado apenas um deles. 122 Nada é tão fácil quanto parece. parcial ou totalmente. a escolha é do réu. Dinamarco. ( ) O chamamento ao processo consiste na admissibilidade de o réu fazer com que co-devedores solidários passem a integrar o pólo passivo da demanda junto com ele. Marinoni) entende que no chamamento ao processo ocorre um litisconsórcio ulterior e facultativo. III . no mínimo. nesse caso.CHAMAMENTO AO PROCESSO 72/76 Art. pois eles podem participar. na ação em que o fiador for réu. (lei de Murphy) . assim. Assim. 275. 120 CONCEITO É uma denunciação da lide qualificada Palavra chave: Solidariedade (co-obrigação) LITISCONSÓRCIO ULTERIOR E FACULTATIVO Doutrina majoritária (Humberto Theodoro Jr. 77. mesmo que não sejam partes./STF/2008) .Julgue os itens subseqüentes. dando causa à instauração do litisconsórcio passivo122. já que ele não faria parte da ação secundária. CC Art. a dívida comum. O credor. 275 do CC dispõe que a escolha do credor é somente contra quem ele vai propor a ação.elaborada pelo professor Mozart Couto. como assistentes.. pois. a dívida comum.

Em não sendo feito o chamamento ao processo nesta hipótese. na execução. o fiador poderá. na hipótese de vir pagar a dívida. a dívida comum. será impossível ao fiador alegar. tem o fiador a faculdade exigir que a execução. Em face do devedor pelo réu fiador Benefício de ordem . sendo o dispositivo supérfluo. Como André não pagou os últimos três meses de aluguel.. Considerando a situação hipotética apresentada. com o que este também será condenado. Logo. assim. mesmo não havendo chamado ao processo o devedor principal. o devedor não poderia indicar bens do devedor principal. demandado. Nada é tão fácil quanto parece. sobre o patrimônio do devedor principal. (lei de Murphy) . o chamamento ao processo é o que possibilita no futuro o exercício do direito do beneficio de ordem. para se exercer o benefício de ordem é imprescindível que exista um título executivo contra o devedor principal.)promover o chamamento ao processo de Renata. não poderá o fiador alegar o benefício de ordem. 124 O fiador não é. torna-se essencial. Porém. faça incluir no processo o devedor pr incipal. primeiramente. Em face dos outros devedores solidários pelo réu devedor solidário Cláusula genérica que engloba as demais (CESPE/OAB/2008. que o fiador. e o devedor disponha de bens capazes de suportar o cumprimento da obrigação. o benefício de ordem. Trata-se de co-fiança. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. a fim de exigir dele a integralidade do que houver pago124.2) . e só será possível sua alegação se já for possível a instauração de execução também em face do devedor principal. 77. é correto afirmar que Carla agirá corretamente se: (.CHAMAMENTO AO PROCESSO HIPÓTESES DE CABIMENTO Do devedor. Em face dos outros fiadores pelo réu fiador Dos outros fiadores. quando para a ação for citado apenas um deles.Carla e Renata eram fiadoras de André em contrato de locação de um apartamento residencial. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Voltado ao fiador. etc. só existirá título executivo contra este. Nos casos em que tal renúncia não tiver ocorrido.Instituto típico da execução. Assim. pois entre os co-fiadores existe solidariedade. parcial ou totalmente. De todos os devedores solidários. para que o benefício de ordem possa ser alegado. já que encontra natural repouso no inciso III do mesmo art. em caráter solidário e mediante renúncia ao benefício de ordem.. 73/76 Feito o chamamento. Pois se essa demanda seguir somente contra fiador. em regra (em termos teóricos. O fiador pode indicar bens do devedor principal antes que o seu próprio patrimônio seja atingido. na ação em que o fiador for réu. Ocorre que o benefício de ordem é exercido no processo executivo. aos sócios. Mas o direito de sub-rogação ao direito do credor persiste para o fiador. cobrar deste. e freqüentes os casos de incidência da exceção). voltar-se contra o devedor principal. devedor solidário. o locador ajuizou ação de cobrança contra o locatário e Carla. haja vista que as duas são fiadoras. É uma questão de preferência de responsabilidade patrimonial. podendo este. Em não havendo título executivo em que figure o devedor principal. havendo tal solidariedade apenas quando o garante tiver renunciado ao benefício de ordem. já que a prática dos negócios fez com que os casos de aplicação da regra fossem raríssimos.

do proprietário. dentro de 30 (trinta) dias. 80. procedendo-se em seguida à citação do réu. 72. assim. mandando observar. para exigi-la. ficará suspenso o processo. nem tão difícil quanto a explicação do manual. § 2o Não se procedendo à citação no prazo marcado. 74. ou de cada um dos co-devedores a sua quota. ou em lugar incerto. O juiz suspenderá o processo. § 1o . a ideia de condenação solidária é indiscutível. Art. 125 Art. Art. A sentença. do devedor principal. 72 e 74125. em favor do que satisfizer a dívida.A citação do alienante. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. 79 do CPC). O art. E aplicam-se as regras da denunciação da lide feita pelo réu (art. valerá como título executivo . que julgar procedente a ação. a ação prosseguirá unicamente em relação ao denunciante. dentro de 10 (dez) dias. b) quando residir em outra comarca. quanto à citação e aos prazos. Nada é tão fácil quanto parece. 79. O credor escolhe contra quem quer executar. o denunciado. Feita a denunciação pelo autor. Ordenada a citação. comparecendo.CHAMAMENTO AO PROCESSO PROCEDIMENTO DO CHAMAMENTO AO PROCESSO 74/76 Só pode ser realizado pelo réu. por inteiro. condenando os devedores. do possuidor indireto ou do responsável pela indenização far-se-á: a) quando residir na mesma comarca. 80 do CPC dispõe que o título executivo é formado contra o réu e contra o chamado ao processo. Art. o disposto nos arts. na proporção que Ihes tocar. (lei de Murphy) .

a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do art. vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil. o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços . 101.CHAMAMENTO AO PROCESSO 75/76 Art. Nada é tão fácil quanto parece. facultando-se. Se o réu houver sido declarado falido. Nesta hipótese. serão observadas as seguintes normas: I .o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador. 80 do Código de Processo Civil.a ação pode ser proposta no domicílio do autor. (lei de Murphy) . sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título. nem tão difícil quanto a explicação do manual. vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este. em caso afirmativo. DISPOSIÇÕES DO CDC II .

proporcional à quota-parte do Ressarcimento integral. nem tão difícil quanto a explicação do manual. nos limites da responsabilidade chamado regressiva O chamado poderia. como regra. (lei de Murphy) .CHAMAMENTO AO PROCESSO 76/76 QUADRO COMPARATIVO (CHAMAMENTO X DENUNCIAÇÃO) Chamamento ao processo Denunciação da lide Exclusivo do réu Facultada ao autor e ao réu Relação jurídica existente entre os chamados e o adversário Inexiste relação jurídica entre denunciado e o adversário daquele que realiza o chamamento do denunciante O chamado poderia ter sido parte na demanda (litisconsórcio O denunciado jamais poderia ter sido parte facultativo do autor) Ressarcimento. como regra. como regra. poderia ser admitido como assistente litisconsorcial. ser admitido nos autos como O denunciado. assistente simples Nada é tão fácil quanto parece.