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Litisconsórcio e Intervenção de Terceiro Resumido

Litisconsórcio e Intervenção de Terceiro Resumido

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Breviário
"Para que possamos nos tornar diferentes do que nós somos, devemos ter alguma
Concurso não se faz para nós somos. passar. Porrada na preguiça! consciência do que passar, mas até Isto não implica num crescimento diário, mas A fila anda e a catraca seleciona. É nóis, playboy!!! num 29/12/2010 decrescimento diário. Tire fora o que não for essencial." - B. L.

r

1. LITISCONSÓRCIO
BASE LEGAL CONCEITO CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO
Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recípro
Breviário
"Para que possamos nos tornar diferentes do que nós somos, devemos ter alguma
Concurso não se faz para nós somos. passar. Porrada na preguiça! consciência do que passar, mas até Isto não implica num crescimento diário, mas A fila anda e a catraca seleciona. É nóis, playboy!!! num 29/12/2010 decrescimento diário. Tire fora o que não for essencial." - B. L.

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1. LITISCONSÓRCIO
BASE LEGAL CONCEITO CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO
Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recípro

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  • BASE LEGAL
  • CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO
  • Quanto à indispensabilidade da presença das partes no processo
  • Necessário
  • LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO
  • DINÂMICA DO LITISCONSÓRCIO
  • Atos de Disposição de Direito
  • Revelia
  • Recursos
  • Provas
  • Prazo
  • Prazo de resposta
  • Embargos do executado
  • Litisconsórcio ativo necessário
  • Litisconsórcio necessário. União
  • Ação popular. Prazo. Ente público
  • Repetitivo. Concurso. Levantamento. Fgts
  • Litisconsórcio. Competência
  • Arrematante. Leilão. Litisconsorte necessário
  • Ação discriminatória. Usucapião. Terras devolutas
  • Ação popular. Sociedade. Economia mista
  • Competência. Juizado especial cível
  • Investigação. Paternidade. Citação. “pai registral”
  • Ms. Intervenção. Terceiro. Assistente litisconsorcial
  • Nulidade. Concurso. Litisconsórcio
  • Qo. Litisconsorte. Intimação
  • Iss. Cobrança. Dois municípios
  • Coadjuvantes
  • Excludentes
  • INTERESSE
  • Jurídico
  • Patrimonial
  • CABIMENTO
  • INCOMPATIBILIDADE
  • Jurisdição Voluntária
  • Execução
  • PODERES DO ASSISTENTE
  • Assistência Simples ou Adesiva
  • Assistência Qualificada ou litisconsorcial
  • Tratamento
  • PROCEDIMENTO DA ASSISTÊNCIA
  • Requerimento
  • Impugnação
  • Decisão
  • Agravo
  • RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO
  • Diferença de Assistência
  • Autorização legal
  • Cabimento
  • Limites
  • Recurso. Interposição. Assistente
  • Assistência: Não cabimento em MS
  • Assistência. Amicus curiae. Descabimento
  • Intervenção. União. Causa pendente
  • Resp. Terceiro prejudicado
  • Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante
  • Assistência. Prorrogação. Patente
  • Internet. Assistência. Interesse jurídico
  • 2ª corrente
  • NATUREZA DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO
  • CLASSIFICAÇÃO
  • PROCEDIMENTO
  • Competência
  • Propositura e citação
  • Prazo para contestar
  • Questão prejudicial
  • Julgamento
  • Oferecida em fase recursal
  • Trânsito em julgado
  • TEMAS RELACIONADOS
  • Distinção: assistência
  • Mandado de segurança
  • QUESTÕES
  • Não cabimento em MS
  • Terracap. Oposição. Domínio. Exceção
  • CARACTERÍSTICAS
  • SUSPENSÃO DO PROCESSO
  • QUALIDADE PROCESSUAL DO DENUNCIADO
  • 3ª corrente
  • VEDAÇÃO EXPRESSA
  • Procedimento sumário
  • HIPÓTESES DE CABIMENTO
  • I – Garantia da Evicção
  • Obrigatoriedade
  • II – Garantia da Posse
  • III – Relações de Garantia
  • PROCEDIMENTO DA DENUNCIAÇÃO DA LIDE
  • Momento processual
  • Sentença - Natureza jurídica
  • DL DO ESTADO AO SEU AGENTE
  • + 1ª corrente
  • DENUNCIAÇÃO DA LIDE POR FATO DO PRODUTO OU SERVIÇO
  • 1ª corrente
  • MODELO DE PEÇA
  • Denunciação da lide. Cdc. Descabimento
  • Responsabilidade Civil do Estado e Agente Público
  • Denunciação. Lide. Contestação
  • Responsabilidade civil. Agentes públicos
  • Seguro. Denunciação. Lide. Seguradora. Segurado
  • Denunciação. Lide. Regresso. Contrato. Edição
  • Banco. Denunciação. Lide. Seguradora
  • Denunciação da lide. Sucumbência
  • Prova. Anulação. Intervenção. Terceiros
  • Honorários advocatícios. Obrigação solidária
  • Cobrança. Fiança. Bancária
  • PROCEDIMENTO - SISTEMA DA DUPLA ACEITAÇÃO
  • 1ª Aceitação - Autor
  • 2ª Aceitação - Nomeado
  • LITISCONSÓRCIO ULTERIOR E FACULTATIVO
  • PROCEDIMENTO DO CHAMAMENTO AO PROCESSO
  • DISPOSIÇÕES DO CDC

Breviário

"Para que possamos nos tornar diferentes do que nós somos, devemos ter alguma
Concurso não se faz para nós somos. passar. Porrada na preguiça! consciência do que passar, mas até Isto não implica num crescimento diário, mas A fila anda e a catraca seleciona. É nóis, playboy!!! num 29/12/2010 decrescimento diário. Tire fora o que não for essencial." - B. L.

r

1. LITISCONSÓRCIO
BASE LEGAL CONCEITO CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO
Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recíproco Quanto ao momento de sua formação Inicial ou originário Superveniente ou ulterior Quanto à uniformidade da decisão Unitário Simples ou Comum Quanto à indispensabilidade da presença das partes no processo Necessário Facultativo

TEMAS RELACIONADOS
Não observância do de litisconsórcio passivo necessário Existe de litisconsórcio Necessário Ativo? 1ª corrente 2ª corrente Relação entre Litisconsórcio necessário, facultativo, unitário e simples Litisconsórcio Necessário
Pela natureza da relação jurídica Em razão de lei

STJ considera nula decisão tomada sem litisconsortes necessários em briga judicial de municípios por ICMS Litisconsórcio ativo necessário. Litisconsórcio necessário. União Litisconsórcio passivo necessário. Dissolução. Sociedade de fato. Ação popular. Prazo. Ente público. Repetitivo. Concurso. Levantamento. Fgts. Litisconsórcio. Competência. Arrematante. Leilão. Litisconsorte necessário. Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante. Ação discriminatória. Usucapião. Terras devolutas. Ação popular. Sociedade. Economia mista. Competência. Juizado especial cível. Investigação. Paternidade. Citação. “pai registral”. Recurso repetitivo. Telefonia. Legitimidade. Tarifa básica. Anatel. Ms. Intervenção. Terceiro. Assistente litisconsorcial. Nulidade. Concurso. Litisconsórcio. Qo. Litisconsorte. Intimação. Iss. Cobrança. Dois municípios. Querella nullitatis. Falta. Citação. Litisconsorte passivo necessário.

INTERVENÇÃO DE TERCEIROS
CONCEITO
Parte Terceiro

CLASSIFICAÇÃO
Intervenções Voluntárias ou Espontâneas Intervenções Provocadas ou Forçadas Coadjuvantes Excludentes

Litisconsórcio facultativo

Litisconsórcio ou Intervenção iussu iudicis

LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO
Conseqüências da Decisão Judicial 1ª corrente 2ª corrente

AMICUS CURIAE?

ASSISTÊNCIA
CONCEITO NATUREZA JURÍDICA INTERESSE
Jurídico Patrimonial

DINÂMICA DO LITISCONSÓRCIO
Atos de Disposição de Direito Revelia Recursos Provas Prazo

CABIMENTO INCOMPATIBILIDADE
Mandado de segurança Jurisdição Voluntária 1ª corrente 2ª corrente Execução 1ª corrente 2ª corrente Juizado especial Controle concentrado

TEMAS RELACIONADOS
Prazo de resposta Processo de conhecimento Embargos á execução Prazo em Dobro Regra Exceções Súmula 641 STF Embargos do executado

PODERES DO ASSISTENTE
Assistência Simples ou Adesiva Tratamento
Atuação Subordinada

QUESTÕES JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA

Produção de provas Pagamento de Custas Prática de atos dispositivos pela parte principal Gestor de Negócios

Assistência Qualificada ou litisconsorcial Tratamento
Atos de disposição de Direito Revelia Recursos Provas Prazo Justiça da Decisão

Quanto à extensão do pedido do opoente Oposição total Oposição parcial Quanto ao momento do ajuizamento ou de sua constituibilidade Oposição genuína ou própria ou interventiva Oposição não genuína ou imprópria ou autônoma

PROCEDIMENTO
Competência Propositura e citação Prazo para contestar Reconhecimento do pedido Questão prejudicial Julgamento Oferecida antes da AIJ Oferecida depois de iniciada a AIJ Oferecida em fase recursal Trânsito em julgado
TEMAS RELACIONADOS

PROCEDIMENTO DA ASSISTÊNCIA
Requerimento Impugnação Decisão Agravo

RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO
Diferença de Embargos de Terceiro Diferença de Assistência Autorização legal Cabimento Procedimento ordinário Procedimento sumário Limites

Distinção: assistência Distinção: recurso de terceiro prejudicado Distinção: Embargos de Terceiros Mandado de segurança Desapropriação
QUESTÕES

JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA
Não cabimento em MS Terracap. Oposição. Domínio. Exceção.

JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA
Intervenção de “Amicus Curiae”: Limitação e Data da Remessa dos Autos à Mesa para Julgamento Recurso. Interposição. Assistente. Assistência: Não cabimento em MS Assistência. Amicus curiae. Descabimento Intervenção. União. Causa pendente. Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia Resp. Terceiro prejudicado Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante. Assistência. Prorrogação. Patente. Internet. Assistência. Interesse jurídico.

DENUNCIAÇÃO DA LIDE
CONCEITO NATUREZA JURÍDICA CARACTERÍSTICAS SUSPENSÃO DO PROCESSO QUALIDADE PROCESSUAL DO DENUNCIADO
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente

2. OPOSIÇÃO
CONCEITO PRESSUPOSTOS
Genérico Específico

CONDENAÇÃO DIRETA DO DENUNCIADO VEDAÇÃO EXPRESSA
Procedimento sumário Procedimento sumaríssimo Fato do produto nas relações de consumo

NATUREZA JURÍDICA
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente

HIPÓTESES DE CABIMENTO
I – Garantia da Evicção Denunciação per saltum
1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente

NATUREZA DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO
1ª corrente 2ª corrente

CLASSIFICAÇÃO

Obrigatoriedade
1ª corrente

CHAMAMENTO AO PROCESSO CONCEITO LITISCONSÓRCIO ULTERIOR E FACULTATIVO HIPÓTESES DE CABIMENTO . Intervenção.SISTEMA DA DUPLA ACEITAÇÃO 1ª Aceitação . Obrigação solidária. Lide.Autor Se aceita Se não aceita 2ª Aceitação . Terceiros. Denunciação. Honorários advocatícios. Edição. Fiança. Contestação. Seguradora. Cdc. Sucumbência. Denunciação da lide. Descabimento Responsabilidade Civil do Estado e Agente Público Denunciação. Denunciação. Denunciação. Lide. Contrato. Regresso. Contestação. Lide. Seguradora. 3. NOMEAÇÃO À AUTORIA CONCEITO HIPÓTESES DE CABIMENTO PROCEDIMENTO . Lide. Agentes públicos Seguro. Banco. Bancária. Lide. Responsabilidade civil. Segurado.Nomeado Se aceita Se não aceita 4. Anulação.2ª corrente +3ª corrente II – Garantia da Posse III – Relações de Garantia 1ª corrente (restritiva) 2ª corrente (moderada) 3ª corrente (extensiva) Em face do devedor pelo réu fiador Em face dos outros fiadores pelo réu fiador Em face dos outros devedores solidários pelo réu devedor solidário PROCEDIMENTO DO CHAMAMENTO AO PROCESSO DISPOSIÇÕES DO CDC QUADRO COMPARATIVO (CHAMAMENTO X DENUNCIAÇÃO) PROCEDIMENTO DA DENUNCIAÇÃO DA LIDE TEMAS RELACIONADOS Momento processual Petição inicial Prazo de contestação Reconvenção Sentença . Cobrança. Denunciação.Natureza jurídica 1ª corrente 2ª corrente DENUNCIAÇÃO SUCESSIVA DL DO ESTADO AO SEU AGENTE + 1ª corrente 2ª corrente 3ª corrente DENUNCIAÇÃO DA LIDE POR FATO DO PRODUTO OU SERVIÇO 1ª corrente +2ª corrente MODELO DE PEÇA JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Denunciação da lide. Prova.

Consiste no máximo de efetividade processual com o mínimo de custos Art. a reunião em litisconsórcio. há pluralidade de autores e/ou réus. O litisconsórcio é fundado no princípio da economia processual3 4. evitando a propositura de duas ações separadas e processos separados. de 2004) 4 "É estudar até passar".Dinamarco..quando: Art. 46.velar pela rápida solução do litígio. 103. III . 2 3 Art.entre as causas houver conexão pelo objeto ou pela causa de pedir2. pois a produção de provas será uma só. competindo-lhe: (. Tudo isso traz economia. IV . 125. ou em ambas as posições" . CRFB Art.ocorrer afinidade de questões por um ponto comum de fato ou de direito. a sentença será uma só. no âmbito judicial e administrativo. 46.. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. em conjunto. II . Contatos/Pedidos/Críticas/Sugestões: A7n266dragon@Yahoo. ativa ou passivamente. 5º LXXVIII a todos. em de caso litisconsórcio ativo.Br . Duas ou mais pessoas podem litigar. no mesmo processo 1.entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide. nem sempre será é permitida. É necessário que entre as suas ações haja algum vínculo que se enquadre na regra do art. BASE LEGAL CONCEITO Ou seja: ocorre quando. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. I .os direitos ou as obrigações derivarem do mesmo fundamento de fato ou de direito.) II . quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir. em um processo. Reputam-se conexas duas ou mais ações. Contudo.Com. “A situação caracterizada pela coexistência de duas ou mais pessoas do lado ativo ou do lado passivo da relação processual. 1 Mesmo processo: mesma unidade procedimental. porque com o litisconsórcio ocorre uma verdadeira cumulação de ações. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código. pois nem sempre dois autores podem se unir.

II . com o consentimento do réu é possível alterar o pedido e a causa de pedir. mantendo-se as mesmas partes6.de todos os devedores solidários. pois ocorreu a estabilização subjetiva da demanda: com a citação ocorre a estabilização subjetiva da demanda. que será sucedido pelos adquirentes. É admissível o chamamento ao processo: I . Assim sendo. pois foi formado no curso do processo. 7 Fundamento: O fundamento seria a aplicação do princípio da legalidade. Quando se forma apenas no curso do processo. parcial ou totalmente. 77. se eventualmente for igual. a decisão prolatada é igual para todos os litisconsortes Ocorre quando a decisão prolatada pode ser diferente para cada um dos litisconsortes. em litisconsórcio superveniente. na ação em que o fiador for réu. III . salvo as substituições permitidas em lei. quando para a ação for citado apenas um deles.: sucessão processual (inter vivos): ação reivindicatória movida por A em face de B em que este no curso do processo. sem o consentimento do réu. não estaríamos lutando”. Ocorrendo a morte de qualquer das partes. ainda assim. ou com a demanda sendo oferecida simultaneamente em face de vários réus. “Se não houvesse esperança. Trata-se de intervenção provocada pelo réu.LITISCONSÓRCIO 6/76 CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO Quanto à posição que ocupa Ativo Passivo Misto ou Recíproco Inicial ou originário Quando só ocorre litisconsórcio no pólo ativo Quando só ocorre litisconsórcio no pólo passivo Quando se dá simultaneamente em ambos os pólos Quando se forma desde a instauração do processo5. 6 Estabilização subjetiva da demanda: Independe do consentimento do réu. 9 8 10 Art. Ex. (Autor desconhecido) . necessariamente. o litisconsorte é simples Quanto à uniformidade da decisão Simples ou Comum 5 A regra é o litisconsórcio originário. dando causa à instauração do litisconsórcio passivo. pois feita a citação não se altera mais as partes voluntariamente.do devedor. E. visto que na maioria dos casos em que há processo litisconsorcial este já se apresenta com esta característica desde a propositura da ação. aliena a coisa litigiosa a duas pessoas. 264. Art. até que efetivada a citação. devedores solidários etc. dar-se-á a substituição pelo seu espólio (questões somente patrimoniais) ou pelos seus sucessores (questões não patrimoniais).). por ato de vontade. A alteração do PEDIDO ou da CAUSA DE PEDIR em nenhuma hipótese será permitida após o saneamento do processo.: chamamento ao processo9 10 (espécie de intervenção de terceiro que provoca a entrada de litisconsortes passivos num processo em andamento). do princípio do juiz natural. este deixará de ser ocupado por B. Parágrafo único. com vários autores demandando em conjunto. Sucessão processual (causa mortis) Art. o autor pode modificar pedido. que tem a faculdade (não o dever) de trazer ao processo os coobrigados (fiador. Feita a citação. Concordando A com a alteração no pólo passivo. a decisão pode ser diferente. salvo as substituições permitidas por lei 7 8 . causa de pedir e as partes. Salvo as substituições permitidas por lei: Ex. Basta a possibilidade da diferença. observado o disposto no art. é defeso ao autor modificar o PEDIDO ou a CAUSA DE PEDIR. a dívida comum. 43. mas.dos outros fiadores. até o saneamento. Quanto ao momento de sua formação Superveniente ou ulterior Unitário Ocorre quando obrigatoriamente. 265. além é claro. quando o credor exigir de um ou de alguns deles.

10. mas cuja execução tenha de recair sobre o produto do trabalho da mulher ou os seus bens reservados.: usucapião15 (Necessário em virtude de lei. (.fundadas em dívidas contraídas pelo marido a bem da família. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo11. 15 16 Tal situação ocorre porque o legislador quis inserir na usucapião um juízo demarcatório. seja pela lei 14 (por força de lei). bem como dos confinantes e. observado quanto ao prazo o disposto no inciso IV do art. Ocorre quando.12 Necessário Art. a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nos casos de composse ou de ato por ambos praticados. O cônjuge somente necessitará do CONSENTIMENTO (não poderia ser “participação”. II . que discutem posse. ou seja. III . dos réus em lugar incerto e dos eventuais interessados. 13 Incindível: que não pode ser fracionado 14 Nota: o caput do art. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes. O autor. 942. é necessária para que a prestação jurisdicional cumpra sua finalidade sendo efetiva Ex. 10 não é caso de litisconsórcio. porque a lei não pode exigir litisconsórcio necessário ativo em um pro cesso: 12 11 Art. IV .que tenham por objeto o reconhecimento. “Se não houvesse esperança. a constituição ou a extinção de ônus sobre imóveis de um ou de ambos os cônjuges.. é necessária a PARTICIPAÇÃO (não poderia ser “propositura”) dos cônjuges. que não necessariamente são dependentes Nas ações possessórias.resultantes de fatos que digam respeito a ambos os cônjuges ou de atos praticados por eles. quando. 10.: anulação de contrato com diversas partes (Necessário em virtude da relação jurídica. seja pela natureza da relação jurídica (relação jurídica incindível13 ou indivisível). por edital. (Autor desconhecido) . expondo na petição inicial o fundamento do pedido e juntando planta do imóvel. requererá a citação daquele em cujo nome estiver registrado o imóvel usucapiendo.. o mesmo não se aplica às ações petitórias. não estaríamos lutando”. Há litisconsórcio necessário. cada um poderia ser autor ou réu isoladamente. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica.que versem sobre direitos reais imobiliários. Critica: o CPC aqui confunde os conceitos de litisconsórcio necessário e litisconsórcio unitário. a presença de todos os litisconsortes na relação processual é indispensável. evitando assim futuras controvérsias. sendo caso de autorização e não de litisconsórcio necessário) do outro para PROPOR ações que versem sobre direitos reais imobiliários.LITISCONSÓRCIO 7/76 Quanto à indispensabilidade da presença das partes no processo (Litisconsórcio Necessário Passivo – por força de lei) Art. 47. § 2o Nas ações possessórias. nas quais se discute a propriedade. 232.) § 1o Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para as ações: I . havendo composse. pois a sentença declaratória de usucapião não necessariamente precisaria da citação dos confinantes16) Ex. ou seja. pois o contrato não pode ser ao mesmo tempo válido para uma das partes e nulo para a outra) Facultativo Ocorre quando a presença de todos os litisconsortes em juízo não é indispensável. CPC Art.

com a conseqüente extinção sem resolução de mérito. CC de 2002. 2130 e não de alguém para vir agir como autor.. 47. quanto à propriedade e posse da herança. o direito é avesso a constranger alguém a demandar como autor (o direito de ação é faculdade e não obrigação).. aquela decisão será ineficaz (inutiliter data17)18. sobre ela exercer todos os direitos compatíveis com a indivisão. quando necessária. Se for proferida sentença sem que estivesse integrado ao feito algum dos litisconsortes necessários. será indivisível. 47... que é dada inutilmente. 1. 1. seja facultando ao interessado a obtenção de suprimento judicial da outorga do cônjuge. (. Não vindo o consorte para o feito. 20 Majoritária na doutrina. Art.791 Parágrafo único. O exercício do direito de ação é faculdade e não obrigação. 1. Se há a previsão legal.314 . do CC e art. quando haja denegação sem motivo justo ou ocorra a impossibilidade de obtê-la (art. em processo em que estava ausente algum litisconsórcio necessário.) litisconsórcio necessário (. dentro do prazo que assinar. Parágrafo único. 19 Art.791 parágrafo único .LITISCONSÓRCIO 8/76 TEMAS RELACIONADOS Não observância do de litisconsórcio passivo necessário Se não ocorre a inclusão de todos os litisconsortes necessários ativos na PETIÇÃO INICIAL ou. p. A autorização do marido e a outorga da mulher podem suprir-se judicialmente. II. nem para os sujeitos presentes ao processo. reconhecendo que o autor não teria legitimidade para intentar a ação sozinho. não suprida pelo juiz. sem apreciação do mérito. 5ª. se não ocorrer a citação de todos os litisconsortes necessários passivos. não produzindo efeito nem para os ausentes.1. parágrafo único). Solução: Você “pega” quem deveria ser o litisconsorte ativo necessário e o inclui no pólo 20 passivo da relação processual . A falta. 1ª corrente Não há esse tipo litisconsórcio no direito brasileiro. Parágrafo único. quando um cônjuge a recuse ao outro sem justo motivo. aquele que seria seu litisconsorte ativo deve verificar se a lei o autoriza a 21 22 23 postular sozinho em juízo (1.314. Como regra geral. da autorização ou da outorga. ou gravá-la. a ação pode ser proposta caso contrário não é possível a sua 24 propositura Existe de litisconsórcio Necessário Ativo? 2ª corrente 17 Inutiliter data – expressão de Chiovenda que significa que a sentença proferida. 11 do Código de Processo Civil). 18 Art. Defendida por Humberto Theodoro Júnior e Celso Agrícola Barbi: “A melhor exegese. 21 Art. o direito dos co-herdeiros.). XXXV da CRFB (Inafastabilidade do controle constitucional). mesmo porque. 23 24 Esta 2ª corrente lesa o art. Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação. invalida o processo. e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio. do Código Civil de 191. é a de Celso Barbi. no entanto. que só tolera a citação dos litisconsortes passivos. defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal.314 e 1. sendo assim. a decisão prolatada será ineficaz19.)”(THEODORO JÚNIOR. 11 do CPC ). reivindicá-la de terceiro. O juiz ordenará ao autor que “promova” a citação de todos os litisconsortes necessários. 11. grifos do original) “Se não houvesse esperança. não estaríamos lutando”. o processo será extinto. o juiz.791. embora não se possa ordenar a citação de litisconsorte ativo.. se a parte não quer participar do processo. jurisprudência e é a visão do Alexandre Freitas Câmara. tecnicamente. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo. a própria ordem jurídica fornece a solução para o caso de recusa de adesão de litisconsortes ativos necessários. 125. seja permitindo ao condômino ou co-herdeiro defender sozinho direito comum (arts. (. Por isso mesmo. 22 Art.580. citação é chamamento que se faz ao réu para defender-se em juízo (art. pode-lhe assinar prazo para obter a adesão do co-interessado necessário. (Autor desconhecido) . 2005. Se mesmo assim o processo chega ao final. parágrafo único. arts. ou lhe seja impossível dá-la. ocorre a nulidade do processo.. 623. Até a partilha. e 1. sob pena de declarar extinto o processo.

Art. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes.: ação de demarcação e usucapião. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo25.LITISCONSÓRCIO 9/76 Pela natureza da relação jurídica Relação entre Litisconsórcio necessário. quando. forma o litisconsórcio (intervenção iussu iudicis). Há litisconsórcio necessário. 47 Parágrafo único. na hipótese de litisconsórcio necessário não formado. unitário e simples Litisconsórcio Necessário Art. Litisconsórcio facultativo Entretanto existem exceções na quais o litisconsórcio facultativo pode ser unitário. por questão de obrigatoriedade. fazendo um juízo de conveniência. 25 “Se não houvesse esperança. é simples. SEMPRE será unitário (ex. O juiz ordenará ao autor que promova a citação de todos os litisconsortes necessários. Parte da doutrina (Nelson Nery. 47. (ex. de ofício. Critica: o CPC aqui confunde os conceitos de litisconsórcio necessário e litisconsórcio unitário. é simples. 47. Marinoni) entende que esse também é um caso de intervenção iussu iudicis. em razão de um contrato firmado por todos).: anulação de contrato por diversas partes) Em razão de lei EM REGRA. O art. o juiz. dispõe que. e não mais por um juízo de conveniência. mas é um problema usar nomes de institutos revogados para institutos novos diferentes. existia a previsão de que sempre que houvesse um litisconsórcio facultativo não formado o juiz. concurso de credores contra devedor insolvente). sob pena de declarar extinto o processo. (ex. dentro do prazo que assinar. poderia. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica. (ação indenizatória proposta por diversos autores contra um réu. (Autor desconhecido) . Litisconsórcio ou Intervenção iussu iudicis26 No art. 26 Com base na aula do professor Assumpção. deve intimar o autor para que ele forme o litisconsórcio necessário sob pena de extinção do processo. que não necessariamente são dependentes. Luiz Fux. Crítica: a nomenclatura não tem aptidão para mudar a natureza das coisas. EM REGRA. facultativo.: condomínio e solidariedade). 91 do CPC de 1939. no entanto. § único do atual CPC. não estaríamos lutando”.

Conseqüências da Decisão Judicial 2ª corrente Sendo necessário o litisconsórcio. pois caberá ao juiz. Calmon de Passos entende que ao juiz não é dado proceder de ofício à limitação do litisconsórcio. ou depois. 46. entre outros. serão partes. Parágrafo único. 29 Dinamarco entende que no silêncio da lei o prazo para requerimento da limitação é de 5 dias e que o prazo não é preclusivo. diante do caso concreto. (Cespe/MP-SE 2010) O juiz pode limitar a formação do litisconsórcio facultativo com enfoque na célere solução da lide e na facilitação da defesa do réu. Assertiva correta Conseqüências da decisão do juiz que limita o litisconsórcio multitudinário? Quais os seus efeitos em relação aos litisconsortes que não poderão permanecer naquela relação processual 1ª corrente Desmembramento do processo original em tantos quantos seja necessário (Carreira Alvim). não estaríamos lutando”. podendo ass im o requerimento ser formulado na própria resposta. como a necessidade de se formarem novos autos. Argumentos: atende melhor aos objetivos da reforma do CPC. (Sérgio Bermudes. de se discutir qual seria o juízo competente para os novos processos que se formassem. seja restituído por inteiro ao demandado o prazo de que dispõe para responder à demanda. Havendo requerimento. O pedido de limitação interrompe o prazo para resposta. o que faz com que. Alexandre Freitas Câmara). a qualquer tempo. A limitação poderá ser feita de ofício ou a requerimento da parte28. 28 27 “Se não houvesse esperança. este poderá ser formulado pelo demandado no prazo de resposta29. e não de mera suspensão. todos os litisconsortes terão obrigatoriamente de permanecer no processo. (Autor desconhecido) . fariam com que o processo acabasse por ter seu encerramento ainda mais retardado o que somente se evitaria com a exclusão. em que. e interromperá o prazo para oferecimento desta30. 30 Trata-se de interrupção de prazo. esses. dizer o que é ou não excessivo para o processo em que se formou a coligação de partes (princípio da economia processual) E estabelecer quem permanece no processo e quem dele será excluído. quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa. em decisão fundamentada. formulado o requerimento de limitação. O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes. que recomeça da intimação da decisão27. Não há uma fixação prévia de quantos litisconsortes formam uma multidão. Os inconvenientes do desmembramento do processo. Pura e simples exclusão dos litisconsortes (ou de alguns deles) mantendo-se aberta a possibilidade de ajuizamento de novas de mandas.LITISCONSÓRCIO 10/76 LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO Art. formando-se assim novos processos.

Salvo disposição em contrário. o fato e o fundamento jurídico têm de proporcionar a mesma decisão para todos os sujeitos. 509 do CPC dispõe sobre uma exceção à autonomia do art. não seria aplicável o art. 48. ou seja.se. no entanto. os litisconsortes serão considerados. a) Direito material. a autonomia do art. ou seja. Sugere-se. pois o Direito Brasileiro preferiu adotar o princípio da pessoalidade do recurso ao princípio da realidade. assim. havendo litisconsórcio passivo. mas não evita que os outros litisconsortes pratiquem o ato. A revelia não induz. que se o recurso favorecer. Art. não gera efeito nem pra quem praticou e nem para os demais litisconsórcios. reconhecimento jurídico do pedido e transação (sucumbência recíproca). os atos e as omissões de um não prejudicarão nem beneficiarão os outros. Art. 509. havendo pluralidade de réus. Atos de Disposição de Direito No litisconsórcio simples. 48 do CPC. é ineficaz se não for praticada por todos. 48 do CPC. 48 do CPC será aplicável. Isto significa que é admissível que. que é o que defende o Marinoni numa posição bastante minoritária. Assim. Assim. A doutrina majoritária (STJ. existam decisões que considerem de forma diferente o mesmo fato e/ou fundamento jurídico. o inciso I do art. se o litisconsórcio for simples. Se o Direito Brasileiro adotasse o principio da realidade. Barbosa Moreira. ele poderá renunciar.LITISCONSÓRCIO 11/76 DINÂMICA DO LITISCONSÓRCIO Art. algum deles contestar a ação. ou seja. Já no litisconsórcio unitário. pois esta seria exatamente a matéria que ele alegaria em sua defesa. já que estabelece que o recurso de um dos litisconsortes aproveita aos demais. Essas decisões distintas atingem os litisconsortes de forma diferente. Aplica-se o art. pela literalidade desse artigo. não estaríamos lutando”. que. o art. Um dos principais efeitos da revelia é a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. 48 do CPC. Seria uma incongruência lógica entre duas decisões no mesmo processo. Contudo. 509. Envolve o direito de ação (desistência do processo) e outros direitos processuais. dentro do mesmo processo. b) Direito processual. Recursos “Se não houvesse esperança. contudo. O mesmo ocorre com a desistência. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . Deve-se. Porém. o ato praticado por um só dos litisconsortes é plenamente ineficaz. 320. ou seja. 48. O princípio da pessoalidade absorve a incongruência. Revelia Se o litisconsórcio for unitário. os atos de disposição tanto de direito material como de direito processual são plenamente eficazes perante o litisconsorte que o praticou. mas sim do art. os atos de disposição de direito material somente geram efeitos se praticados por todos os litisconsórcios. 48. Entretanto. pois para que esse artigo seja aplicável deve-se buscar a identidade de matérias defensivas. deve-se atingir a todos. pois a contestação de um beneficiaria os demais. O art. Não se aplica o art. portanto. analisar o caso concreto. ele gerara efeito também para quem não o praticou. Espécies: renúncia. I do CPC é sempre aplicável. o art. esse artigo não deve ser analisado na sua literalidade. Contudo. 320 do CPC dispõe que. gerando efeitos apenas para ele. portanto. entende que o art. no caso do litisconsórcio simples não há a aplicação do art. por exemplo. vigora a autonomia dos atos. 509 se limita ao litisconsórcio unitário. 48 é aplicável. apesar de ser um ato processual. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. Se um dos litisconsortes unitário quiser renunciar seu direito de recorrer. não haverá presunção de veracidade se ao menos um dos réus contestar a ação. No tocante aos outros direitos processuais. (Autor desconhecido) . a alegação na contestação deve favorecer o réu revel. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. Defendem essa ideia. 320. se a contestação trouxer benefício exclusivo ao réu que ofereceu defesa. em suas relações com a parte adversa. a ideia da autonomia é afastada sempre. Dinamarco). como litigantes distintos. se o ato praticado for benéfico.

e. Nesses casos. é convencer o juiz. a função da confissão. 191 do CPC prevê um prazo em dobro para todo ato processual. Ou seja. não basta que haja litisconsórcio. todavia. vigora o princípio da comunhão das provas. não estaríamos lutando”. o prazo recursal será simples. Súmula 641 – Não se conta em dobro o prazo para recorrer. 350. pra todos os recursos subseqüentes o prazo será simples. Pelos precedentes da súmula. os litisconsortes. entretanto.LITISCONSÓRCIO 12/76 Art. Na verdade. ou seja. pois se exige que haja também uma pluralidade de advogados. em grau recursal não haverá mais litisconsórcio. caput do CPC trata da confissão como meio de prova. não é possível fazer carga dos autos a não ser que haja um comum acordo entre os patronos. A confissão judicial faz prova contra o confitente. não prejudicando. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. Art. Provas Na questão probatória. como qualquer outro meio de prova. Sendo assim. (Autor desconhecido) . a prova produzida passa a ser uma prova do processo independentemente de quem a produziu. A Súmula 641 do STF dispõe que havendo apenas um litisconsorte sucumbente. deve-se aplicar o princípio da comunhão das provas. O art. 48 é inaplicável a qualquer litisconsórcio seja ele simples ou unitário. isso ocorrendo. Prazo “Se não houvesse esperança. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. 350. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. percebe-se que se houver mais de um litisconsorte sucumbente com o mesmo patrono o prazo também será simples. assim. de modo geral. a autonomia do art. já que somente este possui interesse recursal. Pode-se concluir ainda que se somente um litisconsorte recorrer. Não há diferença entre os litisconsortes simples e unitários. dispondo que a confissão de um litisconsorte somente vincula a ele (confitente). a confissão de um dos litisconsortes não tem o mesmo poder de persuasão que a confissão feita por um réu único. o Código tem a intenção de dispor que o juiz deve analisar a confissão perante as outras provas produzidas. 191. para falar nos autos. O art. No entanto. para recorrer e.

Começa a correr o prazo: (Redação dada pela Lei nº 8. na pessoa dos seus respectivos advogados.382. de 1993) III quando houver vários réus. da data de juntada aos autos do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido. Distribuída a oposição por dependência. Prazo em Dobro Exceções Súmula 641 STF Súmula 641 .710. 739-A. não estaríamos lutando”. o prazo para cada um deles embargar contase a partir da juntada do respectivo mandado citatório. § 3o Aos embargos do executado não se aplica o disposto no art.382. (Oposição) Art. de 1993) Art. observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts.382. (Redação dada pela Lei nº 8. serão os opostos citados. 191 desta Lei. para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. de 2006). 241. para falar nos autos. Prazo de resposta Embargos á execução Regra Art. 738. Embargos do executado Art.não se conta em dobro o prazo para recorrer. 191. (Autor desconhecido) . Art. para recorrer e. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. Os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias. de 2006). prescrição). A contrario sensu.710. O opoente deduzirá o seu pedido. de 2006). quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores (advogados). contados da data da juntada aos autos do mandado de citação. 57.g. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. § 4o A concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados não suspenderá a execução contra os que não embargaram. quando o respectivo fundamento não disser respeito somente ao embargante (v. (Redação dada pela Lei nº 11. a concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados suspenderá a execução contra os que não embargaram “Se não houvesse esperança. 282 e 283). 738.LITISCONSÓRCIO 13/76 TEMAS RELACIONADOS Processo de conhecimento Art. § 1o Quando houver mais de um executado. salvo tratando-se de cônjuges. de modo geral. quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao embargante.

assim. tendo optado. não estaríamos lutando”. assinale a resposta CORRETA. propôs ação popular para anular o ato lesivo ao meio ambiente. causando. para uso comum. uma única dependência provisória destinada ao desenvolvimento das atividades administrativas da obra (escritório. por demandar apenas contra a empresa que possuía maior patrimônio (empresa “A”). b) A ação popular constitui instrumento processual inadequado para o fim perseguido. e) O Juiz pode dispensar o requisito da pré-constituição exigido da associação autora e processar a ação civil pública. d) O proprietário do imóvel vizinho tem legitimidade para intervir na ação civil pública como litisconsorte ativo. as quais decidiram instalar. por entender que a situação revela interesse social manifesto e relevante.35. com o intuito de facilitar a circulação de pessoas e de materiais. constituída legalmente há menos de um ano. também inconformado com aquela situação. Considerando-se o que consta no enunciado. não obstante fosse o imóvel coberto por vegetação e existisse licença ambiental definindo a área que poderia ser desmatada. c) O juiz deverá ordenar à autora da ação civil pública que promova a citação da empresa “B”. porém. Para executar projeto de edificação de uma fábrica. degradação e dano ambiental. o proprietário do imóvel vizinho. Entretanto. por ser ela litisconsorte passivo necessário. ela ajuizou ação civil pública para exigir a recuperação da área e o ressarcimento dos prejuízos causados. (Autor desconhecido) . “Se não houvesse esperança. em área de preservação permanente.LITISCONSÓRCIO 14/76 QUESTÕES Ministério Público .MG – 2008 . foram contratadas duas empresas especializadas no setor da construção civil (empresa “A” e empresa “B”). a) O Ministério Público não poderá intervir como parte na ação civil pública ajuizada pela associação. as empresas contratadas. Atuará como fiscal da lei. refeitório e banheiros). à margem de um rio ali existente. deliberaram instalar a referida dependência provisória fora daqueles limites. Por sua vez. Chegando o fato ao conhecimento de uma associação cuja finalidade institucional é a proteção do meio ambiente.

imprescindivelmente. constatando que o município de Manaus foi diretamente atingido pelo comando sentencial e que só teve oportunidade de ingressar no processo quando já encerrada toda a fase de instrução e julgamento realizados na primeira instância. Para o relator. no Amazonas. ministro Castro Meira. O objetivo era entender qual o alcance do julgamento. seria outro caso. como foi o caso. há. O entendimento do relator foi seguido pelos demais ministros para dar provimento ao recurso de Manaus. A ministra Eliana Calmon. iniciado por Coari. sob o seu ponto de vista. por não figurarem na qualidade de réus da demanda. o município de Coari apresentou embargos de declaração. Em novembro de 2008. envolve a alegação de que o estado do Amazonas. no valor adicionado do ICMS referente ao município. mas sem efeitos modificativos. afetados pela ordem judicial não pode ser aferida pelo resultado final do julgamento. a anulação dos atos processuais por ausência de citação dos litisconsortes necessários. Assim. valores referentes à saída de petróleo cru e gás liquefeito de petróleo (GLP) retirados da Base Petrolífera de Urucu. diretamente. nesta terça-feira. diante da diminuição do seu percentual de participação no valor do ICMS a ser repassado. (Autor desconhecido) . Em relação a essa decisão. pois foi anterior ao ponto retirado do processo. Interpôs apelação na qualidade de terceiro prejudicado. a necessidade de renovar o juízo de valor feito pelo juiz em tutela antecipada. uma vez que decorre justamente da possibilidade de os litisconsortes influenciarem na formação do convencimento do julgador. ou seja. discordou. acolheu recurso do município manauara contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que determinava alteração do índice do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços (ICMS) a ser repassado para o município de Coari. próxima a votar. “Se não houvesse esperança. No momento em que o STJ afirma que a relação processual contém defeito devido à ausência na lide dos litisconsortes necessários – pois. O recurso especial foi acolhido. a necessidade de citação daqueles que venham a ser. Ele acolhia os embargos. o município de Manaus tentava fazer prevalecer a tese de que deveria ter havido a determinação para a citação de litisconsórcio passivo necessário.LITISCONSÓRCIO 15/76 JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA 11/03/2009 . Para ela. a tutela antecipada foi concedida diante de uma relação processual que estava pronta. O debate judicial. as partes afetadas. se fosse facultativa. não estaríamos lutando”. tipo de recurso com o qual se pretende esclarecer a decisão. determinando seu reinício com a citação dos municípios interessados na qualidade de litisconsortes passivos. concluindo ser nula a decisão proferida sem a citação dos litisconsortes necessários. ou seja. a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acata recurso apresentado pelo município de Coari.15h28 . mas são litisconsortes necessários –. dia 10. e. O TJAM deferiu o pedido. a Turma. até que ponto o processo judicial estava anulado. os demais municípios atingidos diretamente pela alteração dos índices do ICMS. não tem inserido. e declara nula tutela antecipada concedida pela Justiça amazonense envolvendo o repasse dos valores relativos ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). o ministro Castro Meira. o ministro decidiu anular o processo. determinando que a Secretaria de Fazenda estadual elevasse o índice então atribuído ao município de Coari de 2% para quase 7% sobre os 25% do produto de arrecadação de ICMS do estado. A questão chegou ao STJ porque. através da Secretaria de Fazenda. Ao apreciar essa questão. Essa decisão – entende o ministro – poderá ser revista pelo próprio juízo ou impugnada por meio de recurso ao tribunal local pelos novos litisconsortes que ocuparão o polo passivo da demanda. não atingiu a antecipação de tutela concedida sem ouvir a outra parte (inaudita altera pars). o processo deveria ser declarado nulo.DECISÃO STJ considera nula decisão tomada sem litisconsortes necessários em briga judicial de municípios por ICMS Em decisão majoritária. esclareceu que.

Francisco Falcão. julgado em 28/4/2009. Min. Assim. os autos deveriam retornar ao juiz de Direito para que intimasse o autor a promover a citação do litisconsorte. Rel. Rel. Dissolução. Precedentes citados: REsp 64. Há casos em que.LITISCONSÓRCIO 16/76 Segundo a ministra. fora das hipóteses expressamente contempladas em lei. Litisconsórcio passivo necessário. Min.157-RJ. DJ 6/12/1993. (Autor desconhecido) . correto o acórdão recorrido que anulou a sentença proferida pelo juízo de Direito e reconheceu. sob pena de extinção do processo (parágrafo único do citado artigo).726-SP. a possibilidade de dar continuidade a uma tutela concedida antecedentemente sem a presença desses entes. apesar da incindibilidade da situação jurídica ocupada por vários co-titulares. não estaríamos lutando”. Os votos vencidos entendiam que.364-MG. na verdade. REsp 141. AgRg no REsp 1. Sálvio de Figueiredo. Rel. Isso. em razão do litisconsórcio passivo necessário.A Turma entendeu. sem interrupção.172-RJ. no polo passivo. O ministro Humberto Martins. na ação de dissolução de sociedade de fato cumulada com partilha de bens proposta contra o concubino casado. REsp 885. Precedente citado: REsp 331. 47 do CPC). No caso. entende que a nulidade examinada pelo Superior Tribunal em razão dessa falta da presença dos litisconsortes necessários alcança a relação jurídica em sua origem. União . não invalida a questão. teria deixado de cumprir. obrigações cindíveis que a ré. O litisconsórcio ativo necessário restringe o direito constitucional de ação e. ao acompanhar o entendimento divergente. a Turma entendeu desnecessário o litisconsórcio. antes da tutela. deve ser admitido apenas em situações excepcionalíssimas. porém há outros em que o resultado a ser pleiteado no processo deve ser pretendido por todos. “Se não houvesse esperança. porque. em vista da existência de litisconsórcio passivo necessário ditado por lei (art. e REsp 33. destacou que. Min. a depender da relação de direito material estabelecida entre as partes. a seu ver. Essa corrente foi acompanhada. A esposa casada sob o regime de comunhão universal deve figurar no polo passivo. o respeito à garantia da ação de um impede a exigência do litisconsórcio. a relação processual se altera significativamente no momento em que há. entre o banco de desenvolvimento estadual em questão e a União na ação que envolve determinado fundo de incentivos fiscais. de ofício. ficaria vigorando aquela decisão sem a participação do próprio estado. mediante o consenso. seja ouvida a outra parte. Coordenadoria de Editoria e Imprensa Litisconsórcio ativo necessário. podendo até mesmo ser exigido que. antes de sua remessa ao juízo federal. outros entes públicos. julgado em 3/3/2009. sob pena de não poder ser obtido por nenhum: não se podem coagir os demais a entrar em juízo. por maioria. ainda. anulando. DJ 10/5/1999.951-RN. Luis Felipe Salomão.533-ES. Litisconsórcio necessário. a competência da Justiça Federal. inclusive. Pretendia-se a indenização por danos decorrentes de inexecução contratual. diante da ausência desse litisconsorte necessário.088. administradora e mandatária da autora. porque o magistrado pode imediatamente tornar a examinar e dar a mesma tutela. pelos ministros Herman Benjamin e Mauro Campbell Marques. seria favorecer a decisão do juiz liminarmente. DJ 26/4/2005. julgado em 26/10/1999. Sociedade de fato.

Foi contra essa alteração subjetiva nos polos da relação processual que o agravante interpôs o recurso de apelação e. o prazo em dobro para responder à ação. Diante disso. 6º. principalmente quando a condenação é consequência de atos que lesaram o patrimônio público e violaram os princípios norteadores do Direito Administrativo. não havendo falar em preclusão lógica ou temporal em razão de a entidade de Direito Público ter pleiteado. Ainda que eventual condenação ao pagamento de quantia seja revertida ao município. obtendo o deferimento do juízo monocrático. 8/2008-STJ). ao julgar o recurso repetitivo de controvérsia (art. que permite ao ente público pleitear o ingresso no polo ativo da demanda. pois a conduta da municipalidade encontra amparo no § 3º do art. Min. julgado em 24/6/2009. a municipalidade tivesse apresentado contestação . O requerimento para figurar no polo ativo da relação processual foi exercido dentro do prazo para o oferecimento da contestação. (Autor desconhecido) . nos termos do art. e a faculdade estabelecida no art. Concurso. consoante previsto no art. REsp 1. O objeto da ação popular é a anulação de aditamento do contrato em face de supostas irregularidades ocorridas em processo de licitação. 543-c do CPC e Res. Precedente citado: REsp 819. não estaríamos lutando”. realizados os depósitos. efetivamente. Fgts. por ser a única responsável pela administração das contas vinculadas do FGTS. o interesse jurídico da municipalidade é palmar. Rel.110.717/1965.848-RS. no silêncio da lei. que passam a integrar o patrimônio dos fundistas. dois são os requisitos que o dispositivo legal exige para que a pessoa jurídica de Direito Público possa requerer a alteração no polo da lide: que o pleito seja realizado dentro do prazo da contestação e exista interesse público .LITISCONSÓRCIO 17/76 Ação popular. Portanto. julgado em 4/6/2009. AgRg no REsp 973.822RN. 7º. Levantamento. segundo a lei. da CF/1988. a pessoa jurídica de Direito Público chamada na ação poderá contestá-la ou não. a juízo exclusivo do representante legal da entidade. IV. 37. conforme o mencionado artigo da referida lei. Relator entendeu que não há como dar provimento ao recurso da agravante. Dessa forma. Na qualidade de operadora do Fundo. DJ 29/6/2007. Até porque. n. mas requereu seu ingresso na lide na qualidade de litisconsorte. Não há litisconsórcio passivo entre o ex-empregador (o município) e a Caixa Econômica Federal (CEF). mormente quando se está diante de uma garantia constitucional posta à disposição do cidadão para a defesa do patrimônio público. 6º da Lei n. em nenhum momento. ingressou com recurso especial. Ademais. ou poderá encampar o pedido do autor. entre os quais a legalidade. § 3º. o empregador não mais detém a titularidade sobre os valores depositados. Rel. é completamente descabida a afirmação da agravante de que o interesse do município para figurar no polo ativo da ação popular é meramente econômico. da Lei n. Repetitivo. Luiz Fux. mas também a princípios mestres do sistema de Direito Administrativo. não cabe fazer interpretações restritivas. Min. isso não quer dizer que o interesse público não esteja presente em tal situação. 4. A incompatibilidade só teria ocorrido se. a teor da Súmula 82-STJ. equipara-se à ocorrência de culpa recíproca. Prazo. esse pedido do município não quer dizer que ele praticou ato incompatível com a faculdade de requerer o ingresso no polo ativo da relação processual. “Se não houvesse esperança. Assim. Ente público. A Seção. a Turma negou provimento ao agravo. Assim. O Min. reiterou o entendimento de que a declaração de nulidade do contrato de trabalho em razão da ocupação de cargo público sem a necessária aprovação em prévio concurso público. 4. De outro lado. Humberto Martins. gerando para o trabalhador o direito ao levantamento das quantias depositadas na sua conta vinculada ao FGTS. No caso. o município figurou como réu na ação popular. a moralidade e a isonomia. que teriam ocasionado a lesão não só ao patrimônio público. os requisitos legais foram atendidos de forma satisfatória. a lei da ação popular estabeleceu a incompatibilidade entre o requerimento de prazo em dobro para contestar.717/1965. II. posteriormente. desde que isso se afigure útil ao interesse público. uma vez que.905-SP. somente a CEF tem legitimidade para integrar o polo passivo da relação processual. da mesma lei.

DJ 17/10/2005. pois a norma legal do art. parágrafo único.106. se a autora indica haver dois ou mais réus. sob o aspecto formal. Portanto. Leilão. do CPC. 499. por ser o arrematante do bem no praceamento cujo edital foi anulado.273-SP. na qualidade de litisconsorte passivo necessário. possuindo os co-réus domicílios diversos. julgado em 18/8/2009. cuja relação jurídica é atingida de forma reflexiva. a verificação da inviabilidade da configuração do litisconsórcio sob o prisma material. O TRF deu provimento ao recurso reconhecendo a legitimidade dos autores e determinou a nulidade da arrematação devido à ausência de intimação do cônjuge do executado. O recorrente. é certo que. do CPC. alega que a decisão do TJ violou os arts. terceiro prejudicado. Para o Min. Relator. Min. julgado em 8/10/2002. também terceiro prejudicado. Precedentes citados: REsp 117. o acórdão recorrido concedeu a segurança à empresa recorrida. REsp 423. do CPC. que detém interesse processual pela inversão provocada com a concessão da segurança à incorporadora. é cogente. O recorrente sustenta a nulidade absoluta daquela ação que anulou a ação executiva e. pela sua certificação. legitima-se à impugnação recursal (art. necessário. Luiz Fux. DJ 4/2/2002. nos moldes do art. § 4º. do CPC). Arrematante. ressaltando. julgado em 20/10/2009. Recurso. reclama a participação de interessados na controvérsia (arrematante. a Turma conheceu do recurso e lhe deu provimento para decretar a nulidade do processo para que seja integrado à lide o recorrente na qualidade de litisconsorte passivo. sem que fosse chamada nos autos da execução. 47. Rel. Rel. 499.628-SP. encerrando hipótese de competência concorrente. não estaríamos lutando”. também a recorrida pleiteou seu direito com base no prejuízo que sofreu como terceira interessada. REsp 1. vale dizer. se o terceiro não for convocado para o processo.334-RS. o entendimento de que. Assim. “Se não houvesse esperança. visto ser o arrematante do imóvel levado à praça. A ação anulatória de arrematação. na condição de arrematante do imóvel levado a leilão. por consequência. Min.LITISCONSÓRCIO 18/76 Litisconsórcio. sob pena de a sentença ser considerada inutiliter data. que ostentam manifesto interesse jurídico no resultado da demanda cuja finalidade é desconstituir o ato judicial que favorece o ora recorrente. Competência. DJ 9/12/1997. a demanda pode ser ajuizada em qualquer deles. por não ter sido citado como litisconsorte necessário. § 1º. por isso. exequente e executado). 94.509-RJ. deveria ter sido incluído no polo passivo do mandamus na condição de litisconsorte necessário. questionado pelo recorrente com o intuito de. Nancy Andrighi. que alegou haver adquirido o lote de terreno sem que constasse restrição no registro imobiliário. REsp 346. 47 e 267. Isso posto. e REsp 355. IV e VI. por força do nexo de interdependência judicial (art.879-RS. REsp 927. O litisconsórcio é compulsório. (Autor desconhecido) . ficando assentado. portanto. Terceiro prejudicado. o próprio recorrente. quando a eficácia da decisão depender da citação de todos os sujeitos que sofrerão nas suas esferas jurídicas. DJ 15/4/2002. ter por ilegítima uma das partes e provocar a resolução da questão da competência por meio de outras regras processuais. terceiro prejudicado. § 1º. Litisconsorte necessário. por outro lado. seguindo-se o curso regular do processo. da arrematação. conforme a orientação deste Superior Tribunal. porquanto o seu direito sofrerá influência da sentença que nulifica o ato culminante da expropriação judicial. Min. a existência de vícios no edital publicado nos autos da execução que o banco move a quem se atribuiu a propriedade do bem. No caso. não poderia ter deixado de participar do mandamus. Arrematante.061-MT.804-PB. é aquele que sofre um prejuízo na sua relação jurídica em razão da sentença. pois. Despicienda. O arrematante é litisconsórcio necessário na ação de nulidade da arrematação. no caso. o terceiro prejudicado legitimado a recorrer. há litisconsórcio e. na hipótese por ser a adquirente do imóvel antes do leilão. A Turma não conheceu do recurso. do CPC). Precedente citado: REsp 116. Aldir Passarinho Junior. Rel.

devido aos vícios na cadeia dominial e à inexistência do usucapião extraordinário. Nas instâncias ordinárias. é absurda a pretensão de chamar todos os transmitentes à lide. Outrossim.397-SP. Ressaltou. se a falsidade do documento de registro paroquial não tivesse sido comprovado. 4. e REsp 266. 14.122-PR. Devem ser citados. de publicação de matéria na imprensa local que felicitava a governadora pela passagem de seu aniversário. vale dizer. reconheceu-se a inexistência da coisa julgada e a inocorrência da alegada litispendência. visto que é sociedade de economia mista.916/1945). até para que se cumpra o art. o caso seria de continência. 47 do CPC. foram apontados diversos vícios e há comprovação de falsidade de assinatura. vedação essa que vale tanto para a prova da sua existência no mundo dos fatos como para o dies a quo da afirmação possessória. \ Ação popular. REsp 847. observou que é evidente se reconhecida a competência federal para tratar do assunto. Usucapião. Luiz Fux. mantendo a companhia de energia. para integrar o litisconsórcio passivo necessário simples. Ademais. Terras devolutas. Além de que. que. cujo escopo é o de alcançar e convocar. não poderia o estado-membro. julgado em 2/9/2008. de forma direta ou indireta. cuja citação faz-se imprescindível para integrar o litisconsórcio passivo necessário simples. O juiz excluiu o estado do pólo passivo. em nome da recorrente. embora haja o registro. (principalmente o DL estadual n. pois a cadeia dominial retroage ao século XIX. ausentes os requisitos para o usucapião extraordinário previstos na legislação. afastou a multa de 1% sobre o valor da causa. Relator que. Rel. Para o Min. Min. Rejeitou-se. Min. uma vez que a ação discriminatória não é obstada pelo registro das terras em nome do particular nem exige sua previa invalidação. n. daí a via da discriminatória ser adequada. REsp 879. mas todos aqueles que. Relator. Quanto ao usucapião. porque a ação foi extinta sem resolução do mérito. com personalidade própria e patrimônio distinto daquele do estado. Sociedade. ainda. “Se não houvesse esperança. no caso. Economia mista. pretender regular a questão já vedada por norma federal desde 1933. a Turma conheceu parcialmente do recurso e nessa parte deu-lhe provimento. (Autor desconhecido) .LITISCONSÓRCIO 19/76 Ação discriminatória. Cuida-se de ação popular ajuizada contra a companhia energética estadual e contra o estado devido à prática de ato causador de dano ao erário consubstanciado no pagamento. Rel. 1º da Lei n. Por fim. DJ 5/6/2007. na cadeia dominial. além de que foge ao objeto da ação. bem ou mal. 6º c/c o art.219-RJ. em 1945 (lei estadual). não apenas os responsáveis diretos pela lesão. para o âmbito da ação.717/1965. julgado em 12/2/2008. tenham concorrido para o fato. ainda. Destaca o Min. não estaríamos lutando”. para o estado-membro provar que as terras são devolutas. ele tem de infirmar o domínio particular. bem assim os que dele se beneficiaram. Afastou-se a impropriedade do procedimento adotado. os sujeitos elencados no art. a Turma negou provimento ao recurso. Há a necessidade de que venham aos autos todos os legítimos contraditores. a companhia de energia. o que inviabilizaria qualquer discriminação de terras devolutas. pela primeira demandada. Isso posto.999-MA. Precedentes citados: REsp 258. a posse não se presume. Com esse entendimento. a exegese da legislação aplicável à ação popular revela que as pessoas jurídicas de Direito Público. A ação popular reclama cúmulo subjetivo no pólo passivo. Por último. 340-STF). Inclusive o STF já firmou entendimento de que o usucapião de terras públicas é vedado desde o advento do CC/1916 (Súm. o litisconsórcio necessário com todos os antecessores dominiais. DJ 3/4/2006. restaria a discussão acerca de sua natureza jurídica. Herman Benjamin. Consignou também o acórdão recorrido que a natureza das terras foi comprovada a contento. restringem-se àquelas cujos atos sejam objeto da impugnação. considerando que os embargos de declaração opostos tiveram propósito de prequestionamento. Trata-se de ação discriminatória ajuizada em decorrência de extinção de ação anterior por desaparecimento de volumes em incêndio no fórum da comarca.

DJ 24/9/2001. Min. 9. Aldir Passarinho Junior. 543-C do CPC).099/1995 onde a Lei n. Pode ser tudo feito no mesmo processo. Precedentes citados: REsp 911. DJ 3/9/2007. nas demandas relativas à legitimidade da cobrança de tais tarifas. é preciso que integre a lide que poderá ter essa conseqüência. não estaríamos lutando”. Anatel. AgRg no AgRg no CC 87. nos termos da jurisprudência firmada na Súm. o que. 10. DJ 17/10/2005. Rel. na ação de investigação de paternidade movida por menor (representado pela mãe) contra o ora recorrente. 12 da Lei n.292-PB. na condição de concedente.129-RS. o alto grau de complexidade da lide e a prova técnica. 6º. Citação. DJ 3/12/2007. Legitimidade.944-PB.626-RS. Min. Para que alguém seja demovido da sua condição de pai. Eliana Calmon.278-GO. julgado em 14/10/2008. Por fim.099/1995. Paternidade. 9. observou não prosperar a argumentação de que os juizados especiais federais não detêm competência para conhecer de causa em que haja interesse da Fazenda. “Se não houvesse esperança. REsp 1. não se excluindo a viabilidade de que outras pessoas jurídicas possam. ponderou-se em relação à aplicação subsidiária da Lei n.068. representa a existência de lides de maior complexidade probatória. Precedentes citados: CC 73. Para a Min. Dessa forma. Rel. A Seção. a regra é simples e objetiva. Tampouco cabe o litisconsórcio passivo da Anatel. Relatora. mas com a integração do pai registral. diferentemente do que se verifica nos juizados estaduais. Outrossim. citando a doutrina. Recurso repetitivo. “pai registral”. incide a Lei n. movidas entre os usuários e a concessionária de serviços de telefonia. entendendo-se que aquele artigo cuidou tão-somente de autorizar que a União e demais pessoas jurídicas ali mencionadas figurassem no pólo passivo dos juizados federais. A Turma entendeu ser necessária a citação do pai registral para integrar a lide como litisconsórcio necessário passivo.000-RS. temas impugnados pela agravante. julgado em 22/10/2008. da Lei n. CC 49. por si só. II.802-RS.130-ES. 10. Logo. Teori Albino Zavascki.LITISCONSÓRCIO 20/76 Competência. quanto à prova técnica. n. e REsp 979. Juizado especial cível. Precedente citado: REsp 117. reiterou ser legítima a cobrança de tarifa básica pelo uso dos serviços de telefonia (Súm. ser demandadas no juizado especial cível. uma vez que a competência dos juizados federais encontra-se regulada no art. Min. Em agravo regimental interposto contra decisão que reconheceu o conflito e declarou competente o juízo federal do juizado especial cível. pois sua competência define-se em razão do critério absoluto do valor da causa. DJ 1º/9/2008. Não é necessário prévio procedimento judicial de anulação do registro para subseqüentemente proceder à investigação.259/2001. DJ 4/10/2007. ao julgar recurso repetitivo (art. REsp 512. julgado em 8/10/2008. propiciando maior celeridade na solução dos conflitos. pouco importa se a matéria objeto do conflito instaurado seja de grande ou pequena complexidade probatória. 348-STJ. Rel. Trata-se de ação ajuizada com o objetivo de que as pessoas políticas demandadas fornecessem medicamentos de uso continuado para a autora. Investigação. e CC 83. o art. Assim. Telefonia. 10. o citado dispositivo deve ser interpretado de forma lógico-sistemática. em litisconsórcio passivo com a União. Tarifa básica.259/2001 admite expressamente a possibilidade de prova técnica. (Autor desconhecido) . ressaltou que os juizados especiais foram criados com o objetivo de facilitar o acesso à Justiça. n.171-PR. 356-STJ).259/2001 não regula a matéria.

MS 9. § 1º. Intervenção. Nulidade. 50 do CPC).400-ES. que a parte assistida é o ministro da Educação. Terceiro. se concedido. REsp 902. conforme pleiteado. acarretará a inabilitação para o exercício profissional da agravante. enquanto não houver nomeação. julgado em 9/6/2004.948 – que determinou a emissão e registro de diplomas no referido curso – e.097-AL. Min. Rel.431-RS. DJ 10/9/2007. também. Concurso. 214. negou-lhe provimento. No que se refere à nulidade por ausência de citação do órgão municipal de serviços de água e esgoto. A Seção negou provimento ao agravo. Isso porque o candidato aprovado. DJ 26/3/2007. Min. na presente ação mandamental. Note-se que o MS foi impetrado pelo Conselho Federal de Medicina. DJe 1º/9/2008. Rel. “Se não houvesse esperança. não estaríamos lutando”. pois tem a pretensão de ingresso no feito para defender diretamente direito próprio. como assistente. Teori Albino Zavascki. Sendo assim. AgRg no REsp 860. seu comparecimento espontâneo supre a ausência de citação (art. a controvérsia suscitada pelo município é quanto à existência de litisconsórcio necessário de todos os aprovados e do órgão municipal ao qual se destinavam as vagas do certame. Ademais. não se verifica a nulidade apontada e. e AgRg no REsp 809. é detentor de mera expectativa de direitos. (Autor desconhecido) . a Turma conheceu em parte do especial e. AgRg no REsp 919. Ressaltou-se. com esse entendimento. ela esbarra em matéria fática probatória. Assim. Relator. Precedentes citados: AgRg no Ag 782. julgado em 13/4/2010. pois a sentença nos autos da ACP afirma que o concurso destinava-se a preencher os cargos da prefeitura. nessa parte. ainda. Litisconsórcio. não houve nomeação de qualquer candidato aprovado.090-AL. Trata-se de nulidade de concurso para provimento de cargos em prefeitura decretada em ação civil pública (ACP). para anular a Portaria do Ministério da Educação n. Por causa da nulidade. ela não pode prosperar.446-RJ. admitindo-a. REsp 968. Assistente litisconsorcial. Quanto à nulidade por ausência dos aprovados como litisconsortes necessários.924-AL. DJ 5/2/2007.LITISCONSÓRCIO 21/76 Ms. mas explicitou que se justifica a intervenção da agravante como terceiro interessado.469-DF. sua posição se enquadra na hipótese de assistência litisconsorcial (art. segundo o Min. Luiz Fux. do CPC). Trata-se de agravo regimental interposto pela profissional habilitada em optometria contra decisão que a inadmitiu como litisconsorte passiva necessária. No REsp. DJ 20/9/2007. em razão de comprovada fraude no certame. 2. não há comunhão de interesses. Dessa forma.

em vez da ação rescisória prevista no art. Da interpretação do art. Por fim. Benedito Gonçalves. Com esse entendimento. a Seção. prossiga o feito. Intimação. Diante disso. Litisconsorte. Iss. sendo certo que essa situação de antagonismo é própria do litisconsórcio eventual. DJ 1º/8/2005. Min. Min. Min. Assevera que aquela decisão transitada em julgado não atinge o réu que não integrou o polo passivo da ação. 289 do CPC. AR 569-PE. no entanto posiciona-se em sentido diverso. julgada em 11/5/2010. Diante disso. por unanimidade. é viável o ajuizamento conjunto de ações conexas pela causa de pedir com pedidos sucessivos contra réus diversos (litisconsórcio eventual). vê-se que ambas as demandas ostentam causa de pedir comum: a prestação de serviços que desencadearam a obrigação de recolher o ISS.233-SP. o Min. não estaríamos lutando”. 485. quando as sentenças são proferidas sem assinatura ou sem dispositivo. que não possui prazo para sua propositura. Observa.374-GO. que ocorrem. Cobrança. ressalta não desconhecer a existência de respeitável doutrina e jurisprudência que defendem a admissibilidade da ação rescisória na hipótese. nesses casos. porém foi surpreendida com a cobrança. a nulidade por falta de citação deve ser suscitada por meio de ação declaratória denominada querella nullitatis. e AR 771-PA. essas sentenças não se enquadrariam nas hipóteses de admissão da ação rescisória (art. Rel. no curso do pedido de vista dos autos. QO no RMS 30. ainda. do ISS referente à mesma atividade desempenhada. Querella nullitatis. Em vez de ação rescisória. que ainda são consideradas inexistentes. §§ 1º e 2º). para que. motivo pelo qual. Desse modo. desde que atendidos os requisitos genéricos do art. Assim. Relator. daí configurada a conexão a autorizar o litisconsórcio passivo (art. Precedente citado: REsp 639.565-SC. Assim. julgada em 22/9/2010. ou ainda quando prolatadas em processo em que falta citação válida ou quando o litisconsorte necessário não integrou o polo passivo. DJ 30/8/1983. por outro município.853-GO. atinge a eficácia do processo em relação ao réu e a validade dos atos processuais subsequentes. por maioria. 46. decidiu anular todo o julgamento iniciado e determinou que os litisconsortes passivos sejam intimados neste Superior Tribunal. Castro Meira. jungida às características do litisconsórcio eventual. Trata-se de questão de ordem suscitada pelo Min. extinguiu a ação rescisória sem julgamento de mérito. porém não registrados no tribunal de origem. pois não há previsão quanto à inexistência jurídica da própria sentença atingida de vício insanável.LITISCONSÓRCIO 22/76 Qo. III. há que reintegrar ao pólo passivo da demanda o município indevidamente excluído pelo juízo e devolver os autos a ele para que dê continuidade ao feito. Esse vício. A recorrente recolheu o ISS a determinado município. a ação principal tramitou sem que houvesse citação válida de litisconsorte passivo necessário. por afrontar o princípio do contraditório. Trata-se. por exemplo. segundo o Min. ao prosseguir o julgamento. a partir daí. do CPC). do STJ: REsp 62. Relator que este Superior Tribunal. Relator em virtude de. de sentenças tidas como nulas de pleno direito.185-SC. DJ 17/12/2004. ter sido anexada petição para juntada de substabelecimento a qual evidenciou a existência de litisconsortes passivos necessários. 485 do CPC. não há como vislumbrar incompatibilidade dos pedidos formulados em virtude do caráter sucessivo que lhes conferiu a petição inicial: esse escalonamento contorna pretensa falta de harmonia entre os pleitos. REsp 727. que exige a existência de decisão de mérito com trânsito em julgado. Nesse contexto. Rel. Falta. em questão análoga. é cabível a qualquer tempo a ação declaratória de nulidade. (Autor desconhecido) . o que resultou na falta da devida intimação deles para apresentar contrarrazões. No caso dos autos. a recorrente ajuizou ação anulatória de débito tributário em desfavor do segundo município. local em que prestou serviços de engenharia. a Turma. a fim de que possam apresentar suas contrarrazões. decidiu no mesmo sentido e o Supremo Tribunal Federal também entende que a existência da coisa julgada é condição essencial para o cabimento da ação rescisória. DJ 26/02/2007. Citação. Litisconsorte passivo necessário. ausente ou sendo nula a citação. STJ Informativo 448 – 1ª Seção “Se não houvesse esperança. O conflito de interesses instaurado entre os municípios não é empecilho à inclusão de ambos na demanda. Rel. Mauro Campbell Marques. com pedido sucessivo de repetição de indébito contra o primeiro. Dois municípios. Precedentes citados do STF: RE 96. I a IX. 46 do CPC e não haja incompatibilidade absoluta de competência e procedimentos. julgado em 19/3/2009.

Aqui o terceiro ingressa porque quer. O assistente só intervém se quiser. Só nesse caso é que irá intervir. Topologia: Apesar de estar fora do capítulo de intervenção de Terceiros 33 Recurso de terceiro prejudicado . Intervém se ele ficar sabendo da existência da ação. (Autor desconhecido) . é todo aquele que não é parte no processo. não será chamado a intervir. Um motivo leva um terceiro a intervir e de alguma forma ele intervém. Quando o terceiro é chamado a intervir é modalidade de intervenção provocada. ou seja. A regra segundo a qual a assistência é modalidade de intervenção de terceiros voluntária. o réu ou o objeto da demanda. mas é assistência na fase recursal. o assistente não é chamado a intervir. 32 31 “Se não houvesse esperança. Assistência32 33 Oposição (AD EXCLUDENDUM) Ou provocadas ou Coactas – aqui o terceiro ingressa porque é obrigado34 CLASSIFICAÇÃO Intervenções Provocadas ou Forçadas Provocada pelo autor Denunciação da lide Chamamento ao processo Nomeação à autoria Provocada pelo réu Macete: As que começam com vogal são Espontâneas e as que começam com consoante são Provocadas Embargos de terceiro: Há quem entenda que os embargos de terceiro seria mais uma hipótese de intervenção de terceiros. Ou seja. Há assistência voluntária nesse senti do.INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 23/76 CONCEITO É o meio processual através do qual o terceiro. não estaríamos lutando”. isso é recurso de terceiro prejudicado. a forma como ele ingressará é que dará ensejo as modalidades de intervenção de 3 o. 34 Citação: observação: quando há citação.Assistência na fase recursal: sobre o assistente. Na intervenção de terceiro a gente tem a seguinte figura: A e B litigando e um terceiro querendo ingressar no processo. que não é parte no processo. Observação: o tema é altamente polêmica variando de autor par ato administrativo abordagem!!! Parte Terceiro Intervenções Voluntárias ou Espontâneas31 Parte é todo aquele que pede e aquele em face de quem se pede alguma coisa Por exclusão. há sempre intervenção de terceiro forçada. ingressa na relação processual em razão de relação jurídica que envolva o autor. quando ele ingressa recorrendo. o terceiro assistente intervém sem ser chamado para tal.

não estaríamos lutando”. Assistência (art. 77/80) Quando terceiro ingressa no processo para substituir uma das partes Oposição (art. em decorrência de sua legitimidade passiva. 56/61) Nomeação à autoria35 (62/69) Amigo da corte: Há quem entenda que o “amigo da corte” é uma espécie especial (sui generis) de terceiro interveniente. Logo “A” nomeará à autoria “B”. AMICUS CURIAE? Existem hipóteses que mesmo excluindo o outro. sem substituí-la. 35 “Se não houvesse esperança. mas permanecerá no processo em razão de sua legitimidade passiva. se ndo tão somente caseiro (detentor) da outra metade que pertence a “B”. mas ele sé é proprietário de 25m². 70/76) Chamamento ao processo (art. É o que ocorre na hipótese que “A”é demandado como se fosse dono de um terreno de 50m².INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 24/76 Coadjuvantes Excludentes (AD CODIUVANDUM) Quando o terceiro ingressa no processo por ter uma relação jurídica com uma das partes. 499) Denunciação da lide (art. (Autor desconhecido) . sendo considerado pelo STF como “colaborador informal do juízo”. o nomeante à autoria permanece no processo. 50/55) Recurso de terceiro prejudicado (art. por ser dono da outra metade do terreno.

§ 2o O adquirente ou o cessionário poderá. Não há possibilidade de o assistente ingressar no processo. 50. validamente. salvo a assistência. 42.444. ou o cedente. Rel. § 1o O adquirente ou o cessionário não poderá ingressar em juízo. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição. NATUREZA JURÍDICA Sendo espécie de legitimação extraordinária. Parágrafo único.ASSISTÊNCIA 25/76 CONCEITO CPC – livro I . socorrer 38 Vide STJ: MS 10. que não se confunde com o interesse pessoal ou meramente financeiro. ocorrendo a mesma situação em se tratando de “recurso de terceiro prejudicado”. proferida entre as partes originárias. pois não formula pedido e nada se pede em face dele. ajudar. assistindo o alienante ou o cedente. não altera a legitimidade das partes. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. o entendimento plenamente majoritária é o de que a assistência é modalidade de intervenção de terceiros. § 3o A sentença.597/DF. 37 Significa prestar auxílio ou assistência a. sendo mero auxiliar É fundamental a presença de interesse jurídico38. na qual o assistente simples é parte secundária sempre ficando submetido à parte principal 36 Apesar de estar fora do capítulo VI do CPC que trata da intervenção de terceiros. que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. no entanto. (Autor desconhecido) . O assistente não é parte. substituindo o alienante. (Redação dada pela Lei nº 10. Ocorre quando terceiro que tem interesse jurídico na causa ingressa na relação processual com o objetivo de auxiliar uma das partes a obter uma sentença favorável a ela. não estaríamos lutando”.Seção II . a título particular. poderá intervir no processo para assistila. julgado em 27/06/2007. Ministro João Otávio Noronha. estende os seus efeitos ao adquirente ou ao cessionário. mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra. de 2002) Art. Primeira Seção. intervir no processo. 280.Da Assistência37 (arts 50 a 56) Art. DJ 22/10/2007 “Se não houvesse esperança. A alienação da coisa ou do direito litigioso. sem que o consinta a parte contrária. o terceiro. sem que esteja buscando a vitória do assistido Espécie de intervenção de terceiro voluntária e coadjuvante. por ato entre vivos. Art.

será considerada parte. empresa pública ou fundação federal geram o deslocamento da competência para a justiça federal40.as causas em que a União. autarquias.469/97 (assistência atípica). 40 CRFB Art. autarquia. para justificar a sua intervenção no processo. Parágrafo único.469/ 1997. como autoras ou rés. independentemente da demonstração de interesse jurídico39. para fins de deslocamento de competência. Aos juízes federais compete processar e julgar: I . rés. caso seja requerida assistência sem interesse jurídico. exceto as de falência. Assim sendo. hipótese em que. Em regra. ainda que indiretos. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. assistentes ou oponentes. ainda que os reflexos sejam meramente indiretos e de natureza meramente econômica. recorrer. esta deverá ser indeferida de plano pelo juiz. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras. podendo juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria e. INTERESSE Patrimonial 39 Ou seja. nos moldes do art.ASSISTÊNCIA 26/76 Art. nas causas cuja decisão possa ter reflexos. fundações públicas. Nesta. para fins de deslocamento de competência. 50 caput do CPC LEI Nº 9. serão consideradas partes. podendo esclarecer questões de fato e de direito.: interesses de outra natureza não justificam a assistência. não estaríamos lutando”. 109. recorrer. hipótese em que. “Se não houvesse esperança. As pessoas jurídicas de direito público PODERÃO. se for o caso. 5º A União poderá intervir nas causas em que figurarem. Essa regra não se aplica às pessoas jurídicas de direito público. juntar documentos e memoriais reputados úteis ao exame da matéria e. 50 caput: Jurídico Existência de uma relação jurídica entre uma das partes e o terceiro assistente Possibilidade de vir a sentença a influir na referida relação Obs. se for o caso. de natureza econômica. (Autor desconhecido) . basta que a pessoa jurídica de direito público vislumbre a possibilidade de ser atingida pela sentença. independente da demonstração de interesse jurídico. sociedades de economia mista e empresas públicas federais. Art. A lei exige um interesse econômico ou de fato. a lei está admitindo uma assistência sem interesse jurídico. intervir. a assistência não se confunde com a modalidade intervenção sui generis prevista na Lei 9. Destaque-se que a intervenção da União. para esclarecer questões de fato e de direito. uma assistência atípica.

no passivo. 41 “Ninguém tem dúvida de que. mas apenas a realização material do direito do credor. desde que se vislumbre a 2ª corrente possibilidade do assistente simples ser atingido reflexamente pela sentença (Ubiratan de Couto Maurício: Assistência Simples). Ministro Joaquim Barbosa. Lei nº 12. Comentários ao CPC). senão figura que. ingressar no processo em qualquer de suas fases. a presença de todos quantos devam suportar a eficácia da sentença mandamental”. Lumen Juris. ou titular de direito conexo. no processo cautelar e nos procedimentos especiais. sendo que a execução forçada 2ª corrente não se destinaria a uma sentença. Quarta Turma. por natureza. podendo o assistente. no seu caráter manifestamente sumário. 9) “Se não houvesse esperança. Rel. “A assistência é cabível a qualquer tempo. Lei nº 9. de 11 de janeiro de 1973 . em mandado de segurança. CABIMENTO A assistência é admitida no processo de conhecimento (seja ordinário ou sumário). mas o assistente recebe o processo no estado em que se encontra41. podendo reconhecida de plano e sem estrépito. p.099/95 Art. Mandado de segurança42 O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir. informativo do STF 496) e recurso especial (AgRg no REsp 196656/RJ. p. I. Seu cabimento tão-somente em embargos do devedor. tal como a oposição. Humberto Theodoro Júnior). 191). O litisconsórcio não é forma de intervenção de terceiro.Código de Processo Civil. julgado em 18/05/2000. e o recebendo no estado em que se encontra”. Não se admitirá. 16 ed.337 – RJ 1ª corrente Jurisdição Voluntária Pela teoria clássica.ASSISTÊNCIA 27/76 Art. conquanto destituído de eficácia suspensiva do processo. 46 a 49 da Lei nº 5. 2007. 51 do mesmo Código . assim porque não exclui do pólo ativo quem apareça como co-titular do direito subjetivo afirmado. DJ 21/08/2000). pois.Admite sem contestações (por todos: Nelson Nery 1ª corrente Junior. (Autor desconhecido) . Assistentes em sede de recurso extraordinário: Nessa linha. e é ainda de todo incompatível com o chamado "incidente de intervenção". sua especialidade. Tribunal Pleno. em razão da ausência de lide. Não cabe assistência no processo objetivo (controle concentrado de constitucionalidade). excluiu todas as modalidades de intervenção.414/DF (Rel. Lições de direito processual civil. e em qualquer grau de jurisdição.769-QO/RJ.869. Min. no processo de execução. (Alcides Mendonça Lima. In MS 24. perante o padrão ordinário disciplinado pelo Código de Processo Civil.. INCOMPATIBILIDADE Execução Juizado especial Controle concentrado Admite a assistência simples. CEZAR PELUSO. 42 Esse contraditório incidental. A assistência tem lugar em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus da jurisdição. previsto no art. DJ de 21/11/2003. o STF e o STJ admitem o ingresso de assistentes em sede de recurso extraordinário (RE 550. 50 Parágrafo único. a qual. a lei específica. tendente a servir à presteza ideal imposta pela natureza teórica da pretensão nele deduzida. 10. Ministro Barros Monteiro. em cujo seio. não estaríamos lutando”. a princípio estaria afastado o cabimento da assistência. Rel. não se acomoda à celeridade votada à ação de segurança. (Alexandre Freitas Câmara. assistência ou intervenção de terceiros. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. o procedimento do mandado de segurança tem. no processo. 24 Aplicam-se ao mandado de segurança os arts. pois na execução em si não haveria o que auxiliar. Vol. Majoritária . Admitir-se-á o litisconsórcio. respectivamente. concerne à regularidade subjetiva do processo. Vide STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4. repele aplicação de normas desse Estatuto que lhe contrariem regras expressas. não por outra razão.016/2009 art. desde 1974. como porque exige.

Em síntese: aqui. 46 Então. este não poderá ingressar no feito em tal condição. Já o assistente simples não teria legitimidade para ser litisconsorte. por isso que ele ingressa. O assistente simples é titular de uma relação jurídica distinta da discutida em juízo. 48 (Cespe/ DPE Alagoas 2009) Considerando que o locador de um imóvel comercial seja citado para responder a uma ação em que terceira pessoa. casos em que. o locatário praticou uma infração contratual. Aquele que poderia ser assistente simples mais ainda não ingressou. então. provado o seu interesse jurídico no julgamento favorável ao locador. Então. porém. mas não interveio. Ele pode celebrar o contrato. mas o pedido não será julgado procedente porque não há relação jurídica transferiu ao locatário a posse direta. ele não é titular da relação jurídica discutida no processo. possui interesse jurídico que o legitima a intervir na condição de condição de assistente simples da parte ré45 46. Caso o locador. julgue os itens a seguir. Ele poderia ser litisconsorte. quer contratual. porque a relação jurídica que se discute no processo não lhe pertence. Resta. 44 Esse recurso da pessoa que poderia ser assistente é o chamado recurso de terceiro prejudicado. despejo. ou outra parte do feito. 53. essa infração contratual consistente em dar a coisa em sub-locação sem que o locador consinta é motivo suficiente para uma ação de despejo. ele apenas auxilia uma das partes. despejo. Não tem relação jurídica de direto material com a parte contrária. pode recorrer contra a decisão proferida nesse processo44. “Se não houvesse esperança. que poderão intervir no processo como assistentes. Como a posse do locatário é contratual primeiro precisa rescindir o contrato. aquele que teria interesse jurídico para intervir. Então. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. Então. celebra um contrato de sublocação. na verdade ele que a posse direta de volta.se . que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas. de que trata o artigo 499 do CPC. a ação de despejo tem que ser proposta em face do sublocador. até porque se cuida de hipótese de intervenção de terceiros provocada. de acordo com a teoria da asserção é só incluído no pólo passivo quem tem legitimidade. O locatário até sem o consentimento do locador pode fazer sublocação ou contra a vontade dele. 50. Então. cessa a intervenção do assistente. O sublocatário não tem legitimidade para figurar no pólo passivo. por possuir uma relação jurídica com o sublocador.assistente litisconsorcial: o assistente litisconsorcial é titular da relação jurídica de direito material discutida no processo. o terceiro. Em razão dessa dependência a decisão proferida no processo poderá atingir o assistente. a possibilidade de o locatário ingressar no feito como assistente. terminando o processo. há uma relação jurídica principal que é a relação de locação. Nessas demandas. 43 Lei nº 8. não promova a denunciação do locatário à lide.á ciência do pedido aos sublocatários. Então. ele ser reintegrado na posse. pleiteie a posse do bem locado. 45 Nesse exemplo clássico de assistência é obrigatória sua notificação (a lei usa a expressão “dar a ciência”) para intervir como assistente. Se o locador obtiver êxito na ação de despejo que promove contra o locatário/sublocador quem terá que desocupar o imóvel será o sublocatário (terceiro atingido reflexamente pela sentença). se o locador não concorda ou nega expressamente e mesmo assim ele celebra o contrato. dependente da relação jurídica discutida no processo 43. O locador na qualidade de autor vai ajuizar uma ação em face do locatário (réu). Essa ação de despejo é na verdade uma ação de rescisão contratual cumulada com reintegração de posse. o sublocatário. no que tange ao objeto do processo.É o caso do sublocatário. Na verdade o locador conservou a posse indireta. pode recorrer contra a decisão judicial proferida no processo. porém. 59. quando ajuíza a ação de despejo ele quer o bem de volta. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido. 4748 Não recebe o mesmo tratamento que o litisconsorte Distinção . essa rescisão contratual cumulada com reintegração de posse ganhou um nome específico. dizendo-se legítimo possuidor. poderá intervir no processo para assisti-la. desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos. (Autor desconhecido) . não estaríamos lutando”. Contrato travado entre locador e locatário – relação jurídica locatícia. Então. 2º Qualquer que seja o fundamento da ação dar .245/91 Art. o assistente Não defende direito próprio. de direito material entre locador e sublocatário. mas recebe outro nome. Não é possível desocupar o bem sem a rescisão do motivo que faz réu estar no bem. essa ação de despejo na doutrina é implicitamente uma ação de rescisão 47 Art. o assistente simples tem uma relação jurídica dependente daquela discutida no processo. EXEMPLO CLÁSSICO . que é um contrato de locação.ASSISTÊNCIA 28/76 PODERES DO ASSISTENTE Assistência Simples ou Adesiva Art.

Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente. pois mesmo o assistente litisconsorcial não pode impedir a prática de atos pelo assistido.ASSISTÊNCIA 29/76 Se for ASSISTENTE SIMPLES49. Art. Sendo revel o assistido. recorrer. Produção de provas Pode produzir provas. praticar atos que digam respeito à lide das partes. Gestor de Negócios Se o assistido for revel. prestar depoimento pessoal. 53. terminando o processo. exercerá os mesmos poderes e sujeitar-se-á aos mesmos ônus processuais que o assistido. Na verdade é caso de substituição processual. casos em que. Art. contudo tal gestão somente dá-se no âmbito processual. “Se não houvesse esperança. 32. 49 Sendo assistente litisconsorcial aplica-se o art. participar das audiências etc. ajuizar ação declaratória incidental. porém. modificar o pedido ou a causa de pedir. O assistente será “gestor de negócios”. Art. há quem admita a oposição da exceção de incompetência pelo assistente. O assistente atuará como auxiliar da parte principal. (Autor desconhecido) . toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. o assistente será considerado seu gestor de negócios. opor exceção de incompetência. A assistência não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do pedido. não estaríamos lutando”. reconhecer a procedência do pedido. o assistente será condenado nas custas em proporção à atividade que houver exercido no processo. Parágrafo único. transigir sobre o objeto litigioso. 52. 52. reconvir. 54. Se o assistido ficar vencido. requerer diligências. cessa a intervenção do assistente. apresentar razões. 54: Art. Tratamento Pagamento de Custas É condenado nas custas proporcionais Art. Atuação Subordinada Como por exemplo: desistir da ação. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. confessar. não pode. aditar a petição inicial ou a contestação. se o assistido réu não o fez no prazo da resposta – se o assistido for revel. Prática de atos dispositivos pela parte principal Prática de atos dispositivos pela parte principal: o assistente simples não participa de atos dispositivos. desista da ação ou transija sobre direitos controvertidos.

51.: caso do co-proprietário que decide intervir no processo movido pelo outro co-proprietário em face de terceiro. sua impugnação e julgamento do incidente. o disposto no art. O assistente tem relação jurídica de direito material com a parte contrária vinculada com a mesma demanda.  Recebe o mesmo tratamento que o litisconsorte “Se não houvesse esperança. toda vez que a sentença houver de influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente. não auxiliando diretamente uma das partes. Em síntese: aqui. Parágrafo único. o assistente  Defende direito próprio. não estaríamos lutando”. Ex. O assistente ingressa no processo para auxiliar uma das partes e com isso também defender direito próprio. O assistente também é titular da relação jurídica discutida no processo. no que tange ao objeto do processo. 54.  Tem relação jurídica de direto material com a parte contrária. Aplica-se ao assistente litisconsorcial. (Autor desconhecido) . quanto ao pedido de intervenção.ASSISTÊNCIA 30/76 Assistência Qualificada ou litisconsorcial Art.

estes atos seriam desprovidos de eficácia se a eles se opusesse o assistido. reconhecimento jurídico do pedido e transação (sucumbência recíproca). o assistente litisconsorcial passa a ser litisconsórcio facultativo unitário. ou seja. não gera efeito nem pra quem praticou e nem para os demais litisconsórcios. 320. De fato. todavia. Se um dos litisconsortes unitário quiser renunciar seu direito de recorrer. Art. 48 é inaplicável a qualquer litisconsórcio seja ele simples ou unitário51. O mesmo ocorre com a desistência. não prejudicando. 54]. é convencer o juiz. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. mas não evita que os outros litisconsortes pratiquem o ato. 509. ele não assume esta posição. vigora a autonomia dos atos. ele gerara efeito também para quem não o praticou. 509. com a sua admissão ao processo. “Se não houvesse esperança. o Código tem a intenção de dispor que o juiz deve analisar a confissão perante as outras provas produzidas. caput do CPC trata da confissão como meio de prova. mas sim do art. No entanto. ou seja. ou seja. dispondo que a confissão de um litisconsorte somente vincula a ele (confitente). a função da confissão. Art. 509 se limita ao litisconsórcio unitário. 350. mas é como se fosse. A revelia não induz. no caso do litisconsórcio simples não há a aplicação do art. porém. se o ato praticado for benéfico. Revelia Recursos A doutrina majoritária (STJ. algum deles contestar a ação. o ato praticado por um só dos litisconsortes é plenamente ineficaz. praticar os seguintes atos: reconvir. por exemplo. Envolve o direito de ação (desistência do processo) e outros direitos processuais. o art. Ou seja. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . a ideia da autonomia é afastada sempre.se. 48 é aplicável. 350. Direito material Direito processual Atos de disposição de Direito Renúncia. 48. havendo pluralidade de réus. Na verdade. entende que o art. I do CPC é sempre aplicável. Vigora o princípio da comunhão das provas. ele não é (pois não formula pedido e em face dela nada é formulado). no entanto. isso ocorrendo. Assim. Deste modo. a confissão de um dos litisconsortes não tem o mesmo poder de persuasão que a confissão feita por um réu único. renunciar ao direito sobre que se funda a ação ou reconhecer a procedência do pedido. Provas 50 O assistente litisconsorcial é considerado como um verdadeiro litisconsorte [CPC: art. os litisconsortes. 48 do CPC. contudo. pode agir com absoluta independência e autonomia em relação à parte assistida. Barbosa Moreira. Sua atividade não se sujeita à vontade do assistido. e.ASSISTÊNCIA 31/76 Tratamento Para a maioria da doutrina. como qualquer outro meio de prova. Os atos de disposição de direito material somente geram efeitos se praticados por todos os litisconsórcios. apesar de ser um ato processual. Se o litisconsórcio for unitário. deve-se aplicar o princípio da comunhão das provas. ajuizar ação declaratória incidental. No tocante aos outros direitos processuais. Não se aplica o art. 51 O art. que. não estaríamos lutando”. alterar o pedido ou a causa de pedir. a autonomia do art. apenas passa ser tratado desta forma50. Contudo. a prova produzida passa a ser uma prova do processo independentemente de quem a produziu. ou seja. ele poderá renunciar. (Autor desconhecido) . 320. Para Alexandre Freitas Câmara. é ineficaz se não for praticada por todos. A confissão judicial faz prova contra o confitente. Sendo assim. assim. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. gerando efeitos apenas para ele. Dinamarco). desistir da ação. o art. Art. Não pode.

para recorrer e. fora impedido de produzir provas suscetíveis de influir na sentença (ausência de ampla defesa). 191 do CPC prevê um prazo em dobro para todo ato processual. Justiça da Decisão Obs. São os argumentos que firmaram o convencimento do magistrado. de modo geral. 55. para falar nos autos. do art. já que somente este possui interesse recursal. “Se não houvesse esperança. não se valeu. assim.desconhecia a existência de alegações ou de provas. se o assistente litigar em outra demanda contra o autor ou o réu da demanda inicial não poderá mais voltar a discutir os fundamentos da decisão anterior. as razões de decidir. o assistente não ficará vinculado à justiça da decisão. Já para o assistente o que se torna imutável é a justiça da sentença. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. no caso do assistente. discutir a justiça da decisão53. salvo se alegar e provar que: I .: o assistente simples nunca suporta a coisa julgada material porque ele não é titular da relação jurídica de direito material 52 Súmula 641 – Não se conta em dobro o prazo para recorrer. os fundamentos fáticos e jurídicos tornam-se imutáveis e indiscutíveis para o assistente. opera-se justamente o contrário do que ordinariamente ocorre. no entanto. não é absoluta.pelo estado em que recebera o processo. entretanto. este não poderá. não estaríamos lutando”. não basta que haja litisconsórcio.ASSISTÊNCIA 32/76 Art. Importante: o assistente será alcançado tanto pela justiça da decisão (pelo fato de ser assistente) como pelo dispositivo da sentença. o assistente não poderá voltar a discuti-la em outro processo. A eficácia da intervenção está ligada à imutabilidade e indiscutibilidade da justiça da decisão. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. percebe-se que se houver mais de um litisconsorte sucumbente com o mesmo patrono o prazo também será simples. Entretanto. de que o assistido. de modo que poderá tornar a discuti-la em demanda futura. pra todos os recursos subseqüentes o prazo será simples. o prazo recursal será simples. Verifica-se se decisão é justa analisando-se os seus fundamentos. quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. Transitada em julgado a sentença. II . ou seja. (Autor desconhecido) . Interessante observar que. se este impedir que o assistente participe de forma mais contundente. Pode-se concluir ainda que se somente um litisconsorte recorrer. Pelos precedentes da súmula. Dessa forma. omitir alegações e provas que poderiam ser usadas na demanda judicial. Assim. Isso pode ocorrer em razão do momento do ingresso ou em razão da atuação do assistido. Para o assistente a justiça da decisão é imutável e indiscutível. acaba tendo uma atuação menos efetiva do que poderia ter tido. A Súmula 641 do STF dispõe que havendo apenas um litisconsorte sucumbente. uma vez configurada uma das hipóteses dos incisos I e II. Prazo Não há diferença entre os litisconsortes simples e unitários. por culpa ou dolo. Quando um juiz profere uma sentença de mérito apenas o dispositivo é alcançado pela coisa julgada material . b) Quando a postura assumida pelo assistido.qualidade que o torna imutável e indiscutível – vinculando as partes. O assistente desconhece tais provas ou alegações e. Assim. São casos de exceptio male gesti processus: a) Sempre que o assistente não conseguir atuar de forma significativa no convencimento do juiz. por isso. 55. ou pelas declarações e atos do assistido. 191. cumpre esclarecer que. pois se exige que haja também uma pluralidade de advogados52. 53 Mas o que é que significa justiça da decisão? Justiça da decisão nada mais é do que a fundamentação utilizada pelo juiz na sentença. do CPC. Essa eficácia da intervenção. Art. em grau recursal não haverá mais litisconsórcio. em processo posterior. O art. por dolo ou culpa. na causa em que interveio o assistente.

55 Trata-se de prazo impróprio. o juiz decide nos próprios autos54. que falece ao terceiro interesse jurídico que justifique a intervenção). o procedimento não é afetado pelo pedido de assistência.ASSISTÊNCIA 33/76 PROCEDIMENTO DA ASSISTÊNCIA Art. o pedido do assistente “será” deferido. até mesmo no sumário. b) contra a decisão que defere o pedido de assistência cabe. a princípio. processo para assisti-la. autorizará a produção provas. 51. no entanto. dentro (cinco) dias55. o Todo aquele que desejar intervir no processo na condição de terceiro. agravo retido. salvo demonstrada a possibilidade de lesão grave ou de difícil reparação (por todos: Athos Gusmão Carneiro. o juízo deve analisar o interesse jurídico. Admitia-se a assistência porque o pedido de assistência não provoca tumulto na relação processual. sem interlocutória. III . impugnação. porque ou não há impugnação e juiz decide nos próprios autos ou há impugnação e forma-se um apenso que não suspende o processo. 50. a lei admite a assistência em todo e qualquer procedimento. Porque ele dá impressão de que se não houver a impugnação está deferido o pedido de ingresso e não é assim automático. 56 É decisão interlocutória pelo simples fato de não estar nos artigos 267 e 269. determinará o II . Então. que não admitia a intervenção de terceiro (até recente reforma) salvo assistência. Pendendo uma causa entre duas ou mais pessoas. segundo entendimento majoritário. pelo que a sua não observância não gera preclusão. Se qualquer das partes alegar. o juiz: Decisão A decisão do juiz. que falece ao assistente interesse jurídico para intervir a bem do assistido. caso em que seria uma sentença. de prova (se necessária) e. a fim de serem autuadas Havendo impugnação (que deverá se voltar à demonstração de em apenso. 54 “Se não houvesse esperança.determinará. decidirá no prazo de cinco dias Art. o Se houver impugnação. que tiver interesse jurídico assistente deverá requerer sua intervenção por meio de petição em que a sentença seja favorável a uma delas. mesmo que as partes não ofereçam impugnação. (Autor desconhecido) .decidirá. não estaríamos lutando”. dependerá do resultado da decisão: a) contra a decisão que indefere o pedido de assistência cabe agravo de instrumento. de 5 Agravo A modalidade. se revestirá da natureza de decisão interlocutória56 desafiando recurso de agravo. autua em apenso para o juiz decidir. é uma decisão I . SEM SUSPENSÃO do processo. Assim sendo. O ingresso de terceiro com assistente depende da presença de interesse jurídico. suspensão do processo. poderá intervir no demonstrando o interesse jurídico que a justifique. Se desentranhamento da petição e da não houver impugnação. porém. Intervenção de Terceiros). Se o interesse jurídico não estiver presente o juízo deve indeferir o ingresso do terceiro. Requerimento Impugnação A doutrina diz que esse artigo 51 não pode ser interpretado literalmente.autorizará a produção de desentranhamento da petição e da impugnação. A decisão do juiz que admite ou não o ingresso de terceiro. na seqüência. Tumulto no processo: O pedido de assistência não pode provocar tumulto no processo. Não havendo impugnação dentro de 5 (cinco) dias. o incidente. o magistrado.

inventário. poderá requerer Ihe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos. 82 CPC) “Se não houvesse esperança. pelo título de sua aquisição ou pela qualidade em que os possuir. mas o do próprio assistido A assistência em qualquer ato e vai durar o tempo que durar o processo. posto figure no processo. seqüestro. arrecadação. § 1o Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial. Quem. próprios. pretendendo fazê-lo agora com o fim de atacar o provimento judicial que lhe acarreta prejuízo. O Brasil possui um sistema no qual para o terceiro são abertas as mesmas vias recursais que são. partilha. abertas às partes. dispondo do mesmo prazo de que dispõem as partes para tal. arrolamento. podendo o terceiro interpor qualquer dos recursos que às partes é lícito oferecer. 57 Crítica: o Ministério Público na verdade tem legitimidade para recorrer nos processos em que oficiou. O recurso pode ser interposto pela parte vencida. § 2o Equipara-se a terceiro a parte que. sofrer turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial. não podem ser atingidos pela apreensão judicial. como naqueles em que devia oficiar (art.046. CPC Art. enquanto o Recurso de terceiro prejudicado dura enquanto durar esse recurso. como naqueles em que oficiou como fiscal da lei57. mas tão somente a ameaça dela. reservados ou de sua meação. § 2o O Ministério Público tem legitimidade para recorrer assim no processo em que é parte. tendo por objeto a discussão sobre a ilegalidade da constrição judicial * os embargos de terceiro podem ser preventivos. § 1o Os embargos podem ser de terceiro senhor e possuidor. 499. mas não fez antes da decisão. não estaríamos lutando”. ou apenas possuidor. não sendo parte no processo. 1. § 3o Considera-se também terceiro o cônjuge quando defende a posse de bens dotais. cabendo ainda que não haja constrição. depósito. alienação judicial. pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público. (Autor desconhecido) . em casos como o de penhora. Diferença de Embargos de Terceiro O direito material da ação principal é irrelevante. É uma autorização para que o terceiro prejudicado utilize as mesmas formas de impugnação (recursos) que as partes podem utilizar para atacar determinada decisão Terceiro legitimado a recorrer é aquele que poderia ter intervindo no processo. defende bens que. Diferença de Assistência Na assistência não se defende apenas interesse próprio. arresto. ordinariamente.ASSISTÊNCIA 34/76 RECURSO DE TERCEIRO PREJUDICADO Art.

Não tendo ocorrido tal intervenção. 499. Até mesmo o recurso extraordinário. até porque dúvida numa ação judicial é ridículo. pois o terceiro prejudicado tem que primeiro entrar com o embargo de declaração59. nem contradição e omissão. Ex. porque haveria necessidade de ser ratificado numa eventual apelação. § 1o Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial. porque classicamente o recurso do terceiro prejudicado é aquele que tem interesse jurídico indireto. a dúvida já foi expurgada do ordenamento.CONTRADIÇÃO.OBSCURIDADE. uma vez que é terceiro. que tem que mostrar o interesse jurídico que pode ser direto ou indireto.OMISSÃO. Procedimento ordinário É cabível. assim como todas as demais hipóteses de intervenção de terceiro Art. a exi stência de qualquer tipo de prejuízo". o exemplo clássico é do sublocatário. todos os outros são suscetíveis de interposição pelo terceiro prejudicado. menos o agravo retido desde que comprove na própria petição. impedido de intervir através da interposição de Autorização legal recurso. se ele não tem o famoso “OCO” que é: . pois tem que primeiro entrar com os embargos de declaração e aí sim suscitar o recurso extraordinário. por isso ele não pode agravar retido. 59 Ele não está presente no processo. não existindo este.: ação de despejo. que é o pré-questionamento. que debatia uma outra relação jurídica. o prejuízo de uma relação jurídica causado pela decisão recorrida. ninguém entendeu o que o Alfredo Buzaid quis dizer com dúvida. não poderia ele ter intervindo no processo. pouco importa se a relação jurídica é direta ou indireta. ou melhor. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. segundo Alexandre Câmara. mas se ele é titular tudo bem. desde que o terceiro demonstre prejuízo direto pela decisão em face da qual se recorre. . devendo ficar demonstrado o prejuízo jurídico que a decisão acarretou à sua esfera de interesses58. 280. pois se o caro tem dúvida. só que ele vai buscar o recurso para anular tudo. pode o sublocatário consentido intervir no processo como assistente simples do locatário. pois Alexandre Câmara menciona isto. (Autor desconhecido) . não tem o que fazer. porque este recurso tem um problema. . é um recurso de terceiro prejudicado por nulidade porque ele não foi citado. é caso até de ineficácia porque teria que se falar numa posição de litisconsórcio necessário é um caso até de ineficácia. mas tem a seguinte ressalva do professor que se fosse uma relação jurídica a mesma que foi tratada. ou seja. 58 Ele não tem obscuridade. não estaríamos lutando”. uma vez que. por ser ele terceiro juridicamente interessado que sofreu prejuízo com a intervenção. pois ele não tem como ter pré-questionado anteriormente. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. este é o único problema em relação ao recurso extraordinário. ficando. (comprovação de prejuízo) Ele precisa demonstrar interesse jurídico na causa.ASSISTÊNCIA 35/76 Art. “Se não houvesse esperança. salvo a assistência. (Redação dada pela Lei nº 10. então não decidiu.é o Agravo Retido. e ele classifica que pode ser titular da relação jurídica debatida no processo. sua relação jurídica s ofreu um prejuízo em face da decisão recorrida. de 2002) Cabimento Procedimento sumário Limites Qual o único recurso que não pode ser interposto por terceiro prejudicado? .444. porque ele não foi citado. nem ele conseguiu entender 60 Qualquer recurso pode ser interposto por terceiro prejudicado. por conseguinte. nada impede que o sublocatário apele contra a sentença que decretou o despejo. 60 Contudo segundo Fredie Didier Júnior: "não é da essência do conceito do instituto a existência de prejuízo jurídico. vai ter que demonstrar no recurso o seu interesse.

Vencidos. bem como à capacidade de absorver argumentos apresentados e desconhecidos pelo relator. razão pela qual os fundamentos trazidos pelos amici curiae pouco seriam aproveitados. Carlos Britto e Eros Grau. a modalidade de assistência que justificou o ingresso dos ora recorridos como assistentes simples ou litisconsorciais. poderia invocar novos fundamentos. Trata-se de ação rescisória de possessória em que. que solicitaram devolução do prazo recursal. o TJ deferiu o pleito e eles interpuseram embargos infringentes. naquela publicação. mas isso não impediria que o relator. e dificilmente mudariam sua conclusão.11.430/96. com a brevidade das sustentações orais.9. Para a Min. No mais. (ADI-4071) Recurso. a intervenção do amicus curiae. a Turma negou provimento ao REsp da autora. o Tribunal.JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Intervenção de “Amicus Curiae”: Limitação e Data da Remessa dos Autos à Mesa para Julgamento A possibilidade de intervenção do amicus curiae está limitada à data da remessa dos autos à mesa para julgamento. não houve recursos e se certificou. Menezes Direito. muitas vezes. no caso dos autos. não constou o nome dos advogados dos assistentes. observadas as normas da Lei Complementar 70/91. o trânsito em julgado. a partir do julgamento da ADI 2777 QO/SP (j. Além disso. os quais não examinados nos processos subjetivos em que prolatadas as decisões a consubstanciarem os precedentes. Preliminarmente.2008) e do RE 381964/MG (DJE de 26. apesar de o TJ não definir. sob uma perspectiva pluralística. em que a autora ora recorrente (o cônjuge faleceu) questiona a devolução do prazo recursal aos assistentes e a possibilidade de interposição de recurso pelo assistente na ausência de manifestação expressa do assistido.PSDB contra o art. Carlos Britto. Precedentes citados: REsp 59. nesse caso. que proviam o recurso. e REsp 491. após publicado o acórdão que deferiu a apelação. na preliminar. da análise de trecho do acórdão recorrido. hoje. Nancy Andrighi. no mérito. podendo fazê-lo da mesma forma do litisconsorte. nos autos. que já é excepcional.385MT. DJ 4/4/2005. às vésperas do julgamento poderia causar problemas relativamente à quantidade de intervenções. ponderou que a jurisprudência antiga era pacífica no sentido de permitir a interposição pelo assistente e de somente a manifestação expressa do assistido poder obstar a impugnação do assistente. Considerou-se que o relator. com base no disposto no art. Min. inclusive para o efeito de sustentação oral. Min. entretanto. Quanto à possibilidade de recurso interposto apenas pelo assistente. Não há sentido para limitar o direito do assistente de. mesmo já incluído o feito em pauta.12. 54 do CPC. pois o prazo recursal somente se inicia com a intimação válida. ADI 4071 AgR/DF. ao encaminhar o processo para a pauta. retirasse o feito da pauta para apreciá-los. DJ 22/4/1997. Mas. a ação rescisória julgada improcedente pelo TJ. a interposição de recurso pelo assistente. DJ 10/10/2006. conferiria legitimidade às decisões do STF no exercício da jurisdição constitucional. Por fim. na ação possessória. haja vista que o concurso de muitos amici curiae implicaria a fragmentação do tempo disponível. reintegrando os autores na posse. ressaltou-se que a regra processual teria de ter uma limitação. No entanto. Celso de Mello e Gilmar Mendes. Relatora. Observavam. ao fundamento de que precedentes versados a partir de julgamentos de recursos extraordinários não obstaculizariam uma ação cuja causa de pedir é aberta. REsp 585. Presidente. por maioria.937-SP. julgado em 3/3/2009. Assistente. Interposição. que seria necessário racionalizar o procedimento. há um novo posicionamento formando-se neste Superior Tribunal no sentido de não admitir. Daí. Ressaltavam. nos quais foi restabelecida a sentença que negou provimento à possessória. os Ministros Marco Aurélio. ainda. Rel. Ao registrar que. 22. REsp 535. por maioria.291-MG. entendeu-se que permitir a intervenção de terceiros. Com esse entendimento. o qual determina que as sociedades civis de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada passam a contribuir para a seguridade social com base na receita bruta da prestação de serviços. interpor recurso. também por maioria. na rescisória.964-SP. julgando necessário. manteve-se a decisão agravada no sentido do indeferimento da petição inicial.2003). 56 da Lei 9. sob pena de se transformar o amicus curiae em regente do processo. salientavam que essa intervenção. os Ministros Cármen Lúcia. tendo em vista o caráter aberto da causa petendi. já teria firmado sua convicção. haja vista que a norma impugnada tivera sua constitucionalidade expressamente declarada pelo Plenário da Corte no julgamento do RE 377457/PR (DJE de 19. incidindo a regra do art. não houve trânsito em julgado do acórdão em relação aos assistidos. Assim. . desproveu agravo regimental interposto contra decisão que negara seguimento a ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido da Social Democracia Brasileira .2008). em que o pronunciamento do Tribunal poderia levar em conta outros artigos da Constituição Federal. ante a manifesta improcedência da demanda. que.4. Então. no estado em que se encontra o processo.2009.868/99. no silêncio do assistido. Vencidos. em 27. percebe-se que. a hipótese dos autos é de assistência litisconsorcial. o Tribunal passou a admitir a sustentação oral do amicus curiae — editando norma regimental para regulamentar a matéria —. que admitiam a intervenção. Entretanto. Ao firmar essa orientação. rel. porque apresentado após a liberação do processo para a pauta de julgamento. os assistentes ingressaram no feito para defender direito próprio – adquiriram posse atingida pela pretensão da autora. o Tribunal. rejeitou o pedido de intervenção dos amici curiae. 4º da Lei 9.

ASSISTÊNCIA

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Assistência: Não cabimento em MS
(STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4.337 – RJ) PROCESSUAL CIVIL. PETIÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. DELEGAÇÃO DE SERVENTIAS. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. OPOSIÇÃO. NÃO-CABIMENTO. PRECEDENTES DO STF. PEDIDO INDEFERIDO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir, em mandado de segurança, assistência ou intervenção de terceiros, tal como a oposição. Inteligência do art. 196162 da Lei 1.533/51. 2. Hipótese em que o requerente, que não é notário ou oficial de registro, por ser autor de ações populares, defende sua admissibilidade como opoente nos autos de mandado de segurança (REsp 731.761/RJ), em que as partes discutem a titularidade de delegações notariais e de registro. 3. Agravo regimental improvido.

Assistência. Amicus curiae. Descabimento
(STF - SS/3273 - SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA) AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ASSISTÊNCIA. AMICUS CURIAE. DESCABIMENTO. 1. Consolidação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser admissível assistência em mandado de segurança, porquanto o art. 19 da Lei 1.533/51, na redação dada pela Lei 6.071/74, restringiu a intervenção de terceiros no procedimento do writ ao instituto do litisconsórcio. 2. Descabimento de assistência em suspensão de segurança, que é apenas uma medida de contracautela, sob pena de desvirtuamento do arcabouço normativo que disciplina e norteia o instituto da suspensão (Leis 4.348/64, 8.437/92 e 9.494/97). 3. Pedido de participação em suspensão na qualidade de amicus curiae que não foi objeto da decisão ora agravada, além de ser manifestamente incabível. 4. Agravo regimental improvido

Intervenção. União. Causa pendente.
O art. 5º, parágrafo único, da Lei n. 9.469/1997 não cuida de litisconsórcio necessário ou assistência litisconsorcial. Esse dispositivo, ao declinar sua finalidade (a de possibilitar o esclarecimento de fato e de direito, facultando a juntada de memoriais e documentos, ou mesmo recorrer), deixa claro, numa exegese lógica, tratar-se de intervenção simples. Desse modo, a União, nesse caso, recebe o processo no estado em que se encontra (art. 50, parágrafo único, do CPC), daí não se aventar recurso seu de decisões que foram proferidas antes de sua participação. Doutro lado, a assistência simples exige causa pendente (livre de decisão transitada em julgado), pois o assistente tem interesse em que o assistido “vença a demanda”, o que importa admiti-la apenas em processo de conhecimento ou cautelar. Na hipótese em tela, a sentença de liquidação por arbitramento contra a qual se insurge a União há muito teve seu trânsito em julgado. Ausente esse requisito, não poderia a União apelar por falta de sua intervenção regular. Precedentes citados do STF: CR 9.790-EU, DJ 2/8/2002; do STJ: MC 9.275-AM, DJ 23/5/2005, e REsp 586-PR, DJ 18/2/1991. REsp 708.040-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 19/2/2009.

Art. 19 - Aplicam-se ao processo do mandado de segurança os artigos do Código de Processo Civil que regulam o litisconsórcio. (Redação dada pela Lei nº 6.071, de 1974)
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Lei nº 12.016/2009 Aplicam-se ao mandado de segurança os arts. 46 a 49 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil.
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Alterada a redação. Os artigos do CPC se referem ao litisconsórcio

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

ASSISTÊNCIA
Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia

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TSE - Agravos regimentais. Ação cautelar. Assistência simples. Recurso. Interposição. Autonomia. Inexistência. Liminar. Deferimento. Princípio do contraditório. Violação. Ausência. Prevenção. Regras. Inobservância. Nulidade relativa. Prejuízo. Demonstração. Necessidade. Fumus boni juris. Aferição. Mérito. Análise. Impossibilidade. Admitida como assistente no processo principal, pode a parte manejar recurso em ação cautelar, caso o assistido assim o faça. Não configura violação ao princípio do contraditório a concessão de liminar sem a oitiva da parte contrária, a teor do prescrito no art. 804 do CPC. Segundo precedentes desta Corte, a nulidade decorrente da inobservância das regras pertinentes à prevenção é simplesmente relativa, a demandar a demonstração de inequívoco prejuízo. A aferição da existência do fumus boni juris, consubstanciado na plausibilidade do direito alegado, compreende um juízo superficial de valor, o que não se confunde com o julgamento do recurso interposto. Nesse entendimento, o Tribunal negou provimento ao agravo regimental de Robson Gomes da Silva e ao agravo regimental do Ministério Público Eleitoral. Unânime. Agravos Regimentais na Ação Cautelar no 3.334/MG, rel. Min. Marcelo Ribeiro, em 27.10.2009.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

ASSISTÊNCIA
Resp. Terceiro prejudicado

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. - A recorrente, na qualidade de terceiro prejudicado, busca reconhecer, com o REsp, a existência de litisconsórcio necessário, a anular todo processo, enquanto há o questionamento, em mandado de segurança impetrado contra decisão administrativa do Judiciário local, a respeito da atuação de determinado oficialato de cartório em área onde outros já atuam. Sucede que, em momento algum, houve prequestionamento, visto que só no REsp o terceiro impugnou a decisão. Mesmo se tratando de matéria de ordem pública (legitimatio ad causam), conforme a jurisprudência do STJ, seu reconhecimento de ofício dependeria da superação do juízo de admissibilidade, ainda que pelo reconhecimento do prequestionamento de outra matéria trazida no recurso. Por outro lado, não haveria caso de litisconsórcio necessário, pois não há relação jurídica única que imponha uma só solução. Não se está a restringir a competência territorial nem as funções de outro oficial. O Tribunal a quo, em sua autonomia de administrar a Justiça ou as funções extrajudiciais sob sua tutela, pode perfeitamente criar cartórios ou lhes estabelecer novas competências territoriais, sem dependência da concordância dos oficiais que lá antes atuavam. Com esse entendimento, a Turma, ao prosseguir o julgamento, por maioria, negou provimento ao recurso. REsp 784.937-RJ, Rel. originário Min. Luiz Fux, Rel. para acórdão Min. Teori Albino Zavascki, julgado em 3/3/2009.

Recurso. Terceiro prejudicado. Arrematante.
O TRF deu provimento ao recurso reconhecendo a legitimidade dos autores e determinou a nulidade da arrematação devido à ausência de intimação do cônjuge do executado. O recorrente sustenta a nulidade absoluta daquela ação que anulou a ação executiva e, por consequência, da arrematação, por não ter sido citado como litisconsorte necessário, visto ser o arrematante do imóvel levado à praça. Para o Min. Relator, o terceiro prejudicado legitimado a recorrer, cuja relação jurídica é atingida de forma reflexiva, por força do nexo de interdependência judicial (art. 499, § 1º, do CPC), é aquele que sofre um prejuízo na sua relação jurídica em razão da sentença. O litisconsórcio é compulsório, vale dizer, necessário, quando a eficácia da decisão depender da citação de todos os sujeitos que sofrerão nas suas esferas jurídicas, sob pena de a sentença ser considerada inutiliter data, por isso, se o terceiro não for convocado para o processo, legitima-se à impugnação recursal (art. 499, § 1º, do CPC). O arrematante é litisconsórcio necessário na ação de nulidade da arrematação, porquanto o seu direito sofrerá influência da sentença que nulifica o ato culminante da expropriação judicial. A ação anulatória de arrematação, conforme a orientação deste Superior Tribunal, reclama a participação de interessados na controvérsia (arrematante, exequente e executado), que ostentam manifesto interesse jurídico no resultado da demanda cuja finalidade é desconstituir o ato judicial que favorece o ora recorrente, terceiro prejudicado. REsp 927.334-RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 20/10/2009.

Assistência. Prorrogação. Patente. O interesse jurídico que permite a assistência (art. 50 do CPC) surge quando o resultado do processo pode afetar a existência ou inexistência de algum direito ou obrigação daquele que pretende intervir como assistente. Assim, o deferimento da assistência prescinde da efetiva relação jurídica entre o assistente e o assistido. Note-se haver casos em que esse interesse jurídico vem acompanhado de alguma repercussão econômica, mas essa circunstância não terá, necessariamente, o condão de desnaturá-lo. Na hipótese, a recorrida é uma associação de indústrias dedicadas ao fabrico de medicamentos genéricos e
busca auxiliar o INPI a evitar que se prorrogue o prazo de patente (pipeline) da recorrente, laboratório farmacêutico. Com isso, pretende facultar a seus associados a produção do medicamento objeto da patente destinado ao tratamento de trombose arterial. Constatado que a titularidade da patente impõe aos outros a obrigação de não fazer, somente contornada com a concessão de licença pelo titular (art. 42 da Lei n. 9.279/1996), é certo que a associação recorrida detém interesse jurídico a ponto de permitir-lhe a assistência, pois a decisão a ser proferida no processo sem dúvida pode causar prejuízo juridicamente relevante a seus associados. Vê-se não prosperar a alegação de que é meramente econômico o interesse da recorrida, pois o que está em discussão é a prerrogativa da livre produção do medicamento, questão eminentemente jurídica. Precedente citado: AgRg no Ag 428.669-RJ, DJe 30/6/2008. REsp 1.128.789-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 2/2/2010.

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. (lei de Murphy)

nem tão difícil quanto a explicação do manual. Interesse jurídico. STJ Informativo 447 – 2ª turma Nada é tão fácil quanto parece. A recorrente.118-RJ. associação dos provedores de acesso à internet. Mauro Campbell Marques. REsp 1. não há qualquer relação jurídica que una a associação às demais partes da ação. vê-se que não há seu interesse jurídico na hipótese. o que. Min. o que refuta admitir assistência. Assistência. que não se confunde com simples interesse econômico ou institucional. 40/76 O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública (ACP) contra a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e uma companhia telefônica. busca ser admitida como assistente litisconsorcial ao alegar que a sentença a ser proferida na ACP diretamente afetaria a ela e a seus associados. Nos limites do que se discute na ação. por questionar a cobrança duplicada de serviços referentes à conexão de banda larga e aos de provedor de acesso à internet no transporte de dados em alta velocidade.ASSISTÊNCIA Internet. a seu ver. Contudo. julgado em 14/9/2010. Rel. configuraria a venda casada: impõe-se ao usuário contratar também o provedor de acesso à internet para que possa usufruir o referido serviço de transporte de dados. (lei de Murphy) .181.

a oposição tem uma preclusão temporal. pois este continua preservado. não repercutirá no direito material do qual o terceiro é titular. gera efeitos somente dentro do processo. conduzida em apartado e decidida simultaneamente com a ação principal. para excluir tanto o autor como o réu. determinando que a oposição só pode ser interposta até a sentença.com.br Nada é tão fácil quanto parece. A oposição é uma nova ação. O terceiro acredita ter direito no todo ou em parte sobre o bem controvertido no processo. oferecer oposição contra ambos64. em razão da conexão com o pedido mediato. Ausência de prejuízo pelo opoente. mas a oposição abrevia a solução do problema e evita o enfrentamento da coisa julgada formada em outro processo (princípio da economia processual e da celeridade). no todo ou em parte. (lei de Murphy) .OPOSIÇÃO 41/76 Art. a propriedade de um automóvel. Nessa situação hipotética. isto é. Preclusão é um fenômeno endoprocessual. em um processo judicial. CONCEITO Fonte65 Genérico Causa pendente.euvoupassar. a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. Significa que a sentença a ser proferida na causa pendente. No entanto. Intervenção ad excludendume facultativa na qual o opoente. Assim.Julgue os itens subseqüentes. poderá. 56 do CPC dispõe que não é cabível oposição no momento da sentença. Em outras palavras: modalidade de intervenção de terceiro através da qual este tenta excluir tanto o autor como o réu. O juiz ainda não proferiu sentença definindo a quem pertence o veículo. Tal terceiro poderia se manifestar por uma ação autônoma. terceiro em relação à demanda originária. ou seja. A oposição consiste na intervenção de terceiro em processo alheio. 63 (CESPE/OAB-RJ/2007. vai à juízo manifestando pretensão própria de ver reconhecido como seu o direito (ou a coisa) sobre que controvertem autor e réu (os sujeitos do processo em curso). PRESSUPOSTOS Específico A interposição pode se dá no momento da sentença?O art./STF/2008) . caso queira ver reconhecida a propriedade do referido bem. 56.1) Márcia e Tanyra disputam. (CESPE/Analista – Jud. José julga-se o verdadeiro proprietário desse carro. 65 64 Imagem retirada de trabalho do prof. relativos à intervenção de terceiros. José deve oferecer oposição. Mozart Borba in www. isso não significa dizer que o direito de ação inexiste. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Quem pretender. causa em curso ou em tramitação. até ser proferida a sentença63.

sendo julgada sem prejuízo da causa principal.entende que a oposição é sempre uma intervenção de terceiro Demanda autônoma. (lei de Murphy) . pois leva em conta a essência da oposição ignorando NATUREZA JURÍDICA 2ª corrente sua posição no CPC como intervenção de terceiros. o terceiro ingressa em juízo objetivando defender pretensão própria sobre o mesmo objeto litigioso disputado pelas partes no processo. contra ele correrá o processo. negam à oposição a natureza de intervenção de terceiro. o resultado da demanda vincularia a ambos os litisconsortes. Daniel Assumpção. Alexandre Freitas Câmara Esse artigo viabilizaque um dos opostos reconheça o pedido do autor (opoente). sendo ambas julgadas pela mesma sentença. A oposição é uma nova e verdadeira ação66 cuja pretensão do opoente é contrária e diversa a de ambos os litigantes. todavia. NATUREZA DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO 2ª corrente Tal litisconsórcio é comum ou simples. assim. 66. se oferecida após o início é ação autônoma 68. Nada é tão fácil quanto parece. sobrestar no andamento do processo. de que resulta a formação de litisconsórcio passivo necessário entre os sujeitos da ação principal. o resultado pode ser diferente para cada um. 58. 68 (CESPE/Defensor/DPE-SE/2005) . Síntese Trata-se de litisconsórcio:     Passivo Necessário Simples Originário 66 Greco Filho. será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação. 60. fazendo com que o outro oposto vença a demanda. o reconhecimento do pedido por um dos opostos seria absolutamente ineficaz. Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída. Poderá o juiz. se a negar. seguirá a oposição o procedimento ordinário. A oposição. entre outros. reconhecendo a procedência do pedido. Pontes de Miranda e Barbi. Scarpinella Bueno . Argumentos: o juiz não é obrigado a decidir de modo uniforme a demanda em relação a ambos. esse oposto perde a ação. 67 Art. já que. 70 69 Ex. julgue os itens que se seguem. nesse caso. a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição. 3ª corrente Qual a Natureza jurídica do LITISCONSÓRCIO passivo necessário existente entre os sujeitos da ação originária69? 1ª corrente Tal litisconsórcio é unitário.Acerca da intervenção de terceiros. portanto. Argumento: em razão da natureza da relação jurídica. onde se aplica o princípio da independência entre os litisconsortes que só é compatível com o litisconsórcio comum 70Gusmão. Na oposição. Mista (Alexandre Freitas Câmara. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. mas a demanda deve prosseguir normalmente contra o outro oposto. a decisão pode ser de improcedência. Sendo um litisconsorte simples. 59. o processo continuará contra o nomeante. contra o outro prosseguirá o opoente. Isso seria impossível no litisconsórcio unitário. mas.: Art. ao final. considerando-a demanda autônoma. Greco Filho. Oferecida depois de iniciada a audiência. Dinamarco) Se oferecida até o início da AIJ é intervenção de terceiros67. que se o litisconsórcio fosse unitário.OPOSIÇÃO 42/76 1ª corrente Intervenção de terceiros. Art. Conclui-se. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Art. pois leva em conta a posição no CPC. por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias. denominados opostos. oferecida antes da audiência.

Regra Básica: Por ter uma natureza prejudicial a oposição deverá ser conhecida e julgada em primeiro lugar (CPC art.: 56). poderá o juiz recebê-la como ação autônoma que seguirá com o procedimento comum (sumário ou ordinário). É a chamada oposição não genuína ou imprópria. mas este não é o seu elemento identificador. 59 do CPC.: 60 do CPC. conhecendo-se e decidindo-se em primeiro lugar a oposição em razão da sua natureza prejudicial (CPC art. para nesse período tentar sequenciar a oposição.: 61). primeira parte)71. Neste caso enquanto a oposição prosseguirá como uma ação autônoma. É aquela na qual o opoente pretende apenas parte da coisa ou do direito que os opostos disputam na causa pendente (CPC art. É a chamada oposição não genuína ou imprópria (CPC art. porque passará a tramitar como uma ação autônoma. sendo apensada aos autos da ação em curso.: 56). Nada é tão fácil quanto parece. (lei de Murphy) .: 60. É a Oposição genuína ou própria. a fim de proferir o julgamento simultâneo. 61). o juiz após o encerramento da audiência de instrumento e julgamento proferirá a sentença na ação principal. se decorrido o prazo de 90 dias não for possível o julgamento simultâneo. Quanto ao momento do ajuizamento ou de sua constituibilidade Oposição genuína ou própria ou interventiva Oposição não genuína ou imprópria ou autônoma 71 Poderá ainda o juiz.: 61). decidindo a última em primeiro lugar em razão da sua natureza prejudicial (CPC art.OPOSIÇÃO CLASSIFICAÇÃO Quanto à extensão do pedido do opoente Oposição total Oposição parcial 43/76 É aquela na qual o opoente pretende a totalidade da coisa ou do direito que os opostos disputam na causa pendente (CPC art. Nesta hipótese a oposição se descaracterizará porque não haverá o julgamento simultâneo. 60. ele na mesma sentença julgará a causa pendente e a oposição. nem tão difícil quanto a explicação do manual. É importante observar que uma das particularidades da oposição própria é o seu ajuizamento antes da audiência de instrução e julgamento. de conformidade com o disposto na segunda parte do art. Oferecida a oposição depois de iniciada a audiência. receber a oposição e realizar audiên cia de instrução e julgamento que estava em curso e ao encerrá-la deixar de sentenciar por um prazo nunca superior a 90 dias. sendo julgadas na mesma sentença. Entretanto. Uma vez decorrido o prazo de 90 dias se o juiz verificar que já há condi ções processuais para o julgamento simultâneo. a oposição genuína é aquela que é oferecida ou ajuizada antes da audiência e que será distribuída por dependência. o juiz sentenciará a causa pendente e a oposição se descaracterizará. Disciplina Legal: CPC art. porque o que vai identificar a oposição genuína é o julgamento simultâneo. para que as duas ações tramitem simultaneamente ou conjuntamente. Segundo dispõe o art.

Analisando-se essa regra com apoio no principio da autonomia ou da independência dos litisconsortes (CPC art. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. não deixa de ser uma citação pessoal. de 1994) 73 Art. O opoente deduzirá o seu pedido. deste Livro. observando os requisitos exigidos para a propositura da ação (arts. Reconhecimento do pedido Trata-se de sentença parcial de mérito. 57 dispõe que se o oposto for revel na ação principal. a ação declaratória incidente. II . Capítulo IV. serão os opostos citados. não se aplica aqui (quanto ao prazo de resposta) o disposto no art. transigir. contudo se aplica em relação às demais manifestações. Propositura e citação Destaque-se que não é por publicação no D. as ações de garantia e outras que respeitam ao terceiro interveniente. conferida por instrumento público. porquese fosse unitário o reconhecimento do pedido seria considerado pelo juiz um ato processual inexistente ou ineficaz porque os atos ou omissões de cada litisconsórcio unitário não prejudicará e nem beneficiarão os demais. Prazo para contestar Acerca do prazo para contestar. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. diferentemente do prazo sucessivo. verifica-se que a regra do art. pois o réu. (lei de Murphy) . salvo para receber citação inicial. O juiz da causa principal é também competente para a reconvenção. nem tão difícil quanto a explicação do manual.quando o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ação (na ação originária). Seção III.: 48). receber. desistir. para contestar o pedido no prazo comum de 15 (quinze) dias. não se aplicando o art. em razão do princípio da especialidade. para falar nos autos. mas para efeito de recurso o recurso cabível é o de agravo. ou particular assinado pela parte.952. 77 76 Nada é tão fácil quanto parece. a sua citação será pessoal. 109. Art. 191 do CPC74. Art. 191. A parte é considerada revel. Distribuída a oposição por dependência. reconhecer a procedência do pedido. Art. a depender da ação.. em que pese a citação seja na pessoa no advogado. habilita o advogado a praticar todos os atos do processo. uma vez que o processo persiste. 269 inciso II ou V. mas não basta a revelia. que não gera. Prazo comum75 . Prazo comum: Corre ao mesmo tempo para ambas as partes. 38. Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. 282 e 283). Art. 58 é de litisconsórcio passivo simples.. não precisando o advogado de procuração com poderes especiais. no qual primeiroescoa um prazo para depois o outro. mesmo tendo advogado constituído. e sim citação no escritório do advogado. 57. quando se perde o prazo da contestação. (Redação dada pela Lei nº 72 8. este será citado na forma estabelecida no Título V.OPOSIÇÃO 44/76 PROCEDIMENTO Trata-se de competência Funcional. Se o processo principal correr à revelia do réu. para recorrer e. contra o outro prosseguirá o opoente77. (. além de ser revel.quando o réu reconhecer a procedência do pedido (na ação de oposição). Parágrafo único. Prazo próprio: é aquele cuja inobservância gera preclusão. 58. próprio76. 74 75 Entendendo não se aplicável: Alexandre Freitas Câmara e Moniz de Aragão. não deve ter advogado constituído. A doutrina majoritária (Dinamarco. que tem natureza absoluta Competência Art. confessar. Haverá resolução de mérito: V .) para contestar o pedido no prazo comum de 15 dias (apesar de ser caso de litisconsórcio necessário passivo onde haverá diferentes procuradores73). 38 do CPC72. dar quitação e firmar compromisso. Ovídio Batista) entende que. Partindo do pressuposto que foi o autor da ação originária que reconheceu a procedência do pedido na ação de oposição. entendendo ser aplicável: Barbi.O. Bedaque. de 15 dias (princípio da especialidade) O § único do art. a sentença parcial de mérito terá fundamento no art. na pessoa dos seus respectivos advogados. Art. de modo geral. 269. 57. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. diferentemente do impróprio. A procuração geral para o foro.

nem tão difícil quanto a explicação do manual. Entende parte da doutrina que aqui não se trata de espécie de intervenção de terceiro. 59 e depois o art. ou seja. 60. mandando apregoar as partes e os seus respectivos advogados. Art. No dia e hora designados. sobrestar no andamento do processo. que pode ser prorrogado. para que esse prazo? Para aquela oposição chegue ao estágio da ação originaria. Há uma distribuição por dependência ao juízo da ação principal. sendo que o início da audiência tem como marco o pregão81. uma vez que se trata de processos diferentes. Então. todavia.OPOSIÇÃO 45/76 lugar. umacompetência absoluta por caráter funcional. Para se aplicar o artigo 59 o terceiro tem que comparecer na audiência e pedir antes de aberta a audiência a palavra. 81 Nada é tão fácil quanto parece. Se o juiz proferir essa sentença única. Oferecida antes da AIJ Há uma distribuição por dependência ao juízo da ação principal. cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação e a oposição. sendo ambas julgadas pela mesma sentença. ao contrário do prazo dilatório. pois a oposição deve ser julgada antes em razão da prejudicialidade. 61. o juiz passará a adotar um procedimento único. inclusive sendo decididas na mesma sentençaem capítulos distintos. 60. a lei impede que o juiz aumente este prazo. 59.. objetivando desenvolver a oposição para que as duas ações estejam no mesmo momento procedimental. Mas se sabe que 90 dias da ação no procedimento ordinário para chegar na fase de AIJ é um prazo muito curto. 450. 60.é um prazo peremptório. Porque depois de iniciada a AIJ só falta concluir a AIJ e sentenciar. Aplica-se o art. Art. porque a audiência já começou. não pode ser prorrogado. oferecida antes da audiência (AIJ). (lei de Murphy) . sobrestar o andamento da ação principal pelo prazo de 90 dias. Cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação e a oposição. o juiz declarará aberta a audiência.Essa oposição será autuada em apenso (apensada aos autos principais). Mas na pratica isso raramente ira ocorrer porque o que a lei está dizendo é que o procedimento ordinário vai iniciar e chegar na fase de AIJ em 90 dias. Era um prazo considerado razoável em 1973. portanto. A lei ainda admite o julgamento simultâneo. O juiz poderá. Julgamento Oferecida depois de iniciada a AIJ Aplica-se o art. Então. 61 do CPC. Questão prejudicial Art. A oposição. oferecendo oposição. poderá suspender o andamento da ação originária por prazo nunca superior a 90 dias. Oferecida depois de iniciada a audiência78. 78 Se a oposição for oferecida em audiência vai se aplicar o artigo o artigo 60. passando a oposição a ter a natureza de intervenção de terceiro. Poderá o juiz. não havendo reunião dos atos e os procedimentos são autônomos. sendo julgada sem prejuízo da causa principal79. Então. ou seja. ele vai se valer do art. desta conhecerá em primeiro A oposição é uma questão prejudicial a ação originária e assim sendo. aqui. 79 “sem prejuízo da causa principal”: Ao usar essas palavras o legislador que dizer que não haverá suspensão do processo principal para o julgamento da oposição. 80 “90 dias” . porque o prazo é nunca superior a 90 dias. Então. no entanto. Art. a oposição será conhecida em primeiro lugar. De modo que. a fim de julgá-la conjuntamente com a oposição. passando a ter um procedimento único. então o julgamento poderá ser descoordenado. 59. seu julgamento pode afetar o julgamento da ação principal. até esse momento que se declara aberta a audiência de instrução e julgamento vai se aplicar o art. uniforme. É. assim julgará em conjunto com a oposição. É uma ação-oposição. juntamente com a ação principal. não se trata do mesmo complexo procedimental. Assim. por prazo nunca superior a 90 (noventa) dias80. A autuação é autônoma. sendo verdadeira espécie de intervenção de terceiro no processo. o juiz vai poder sentenciar e a oposição será julgada em momento posterior. será apensada aos autos principais e correrá simultaneamente com a ação. o juiz não pode iniciar a audiência. mas hoje é um prazo que as vezes não da nem para citar alguém. seguirá a oposição o procedimento ordinário.

Não cabe mais oposição porque. A oposição e a ação principal podem ser decididas na mesma sentença ou a ação principal pode ser decidida antes da oposição. e tendo como resultado a improcedência. até ser 83 Após a sentença. Sendo assim. mas sim uma ação comum. havendo uma diminuição subjetiva da oposição. Trânsito em julgado 82 proferida a sentença. tendo como resultado a procedência. as duas características da oposição não estarão presentes. o litisconsórcio é passivo necessário. Primeira característica é a distribuição por dependência. os autos são remetidos ao Tribunal para o julgamento do recurso. a ação que o terceiro ajuizar terá que ser dirigida em face dos litigantes da ação originária (litisconsórcio passivo necessário). nenhum efeito restará para a ação principal. 56 82 e não poderá permitir uma revisão indireta daquilo que está sendo decidido em instância recursal. poderá haver o trânsito em julgado de uma antes da outra. suprimindo. a partir desse momento. um grau de jurisdição. Então. oferecer oposição contra ambos. no todo ou em parte. quando o processo originário encontra-se na fase recursal não será possível a distribuição por dependência. havendo recurso. nem tão difícil quanto a explicação do manual. ela não estará de acordo com o art.OPOSIÇÃO 46/76 Oferecida em fase recursal Se o processo original já estiver no Tribunal e a oposição for distribuída no juízo de primeiro grau competente. Pode-se até dizer que. Nada é tão fácil quanto parece. a ação principal perderá o objeto (carência superveniente). que não será vinculada nem mesmo à coisa julgada do primeiro processo. Já se a oposição transitar em julgado antes da ação principal. é também de incompetência. uma vez que tem pedido diverso83. Mesmo não sendo oposição. Art. Então. O tribunal não tem competência para julgar essa ação. Neste caso. depois da sentença e antes da coisa julgada ainda não se sabe que será o vencedor. não se teria mais uma oposição. Se a oposição fosse distribuída por dependência seria levada dir etamente para o Tribunal. não poderia a oposição ser distribuída diretamente no tribunal para não haver supressão de instância. a coisa ou o direito sobre que controvertem autor e réu. Quem pretender. essa certeza só é alcançada com a coisa julgada. (lei de Murphy) . Esta ação tem que ser distribuída no primeiro grau. a oposição se caracteriza como demanda nova e autônoma. Nesse caso. Não é só uma causa de supressão de instância. aqui. como o terceiro vai ajuizar uma ação própria reivindicando o direito ou a coisa para si antes da coisa julgada e depois da sentença ainda não se tem a certeza do vencedor. já que o vencido na ação principal é excluído da oposição. No entanto. O trânsito em julgado dessa ação principal gera efeitos na oposição. Então. 56. a distribuição por dependência não é possível. mesmo que não seja uma oposição. assim. poderá.

poderá requerer lhe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos.071. cabendo ainda que não haja constrição. de 1974) Mandado de segurança Desapropriação Incabível a propositura de oposição em MS84 Incabível a propositura de oposição em processo de desapropriação. 19 . inventário. tendo por objeto a discussão sobre a material da ação já existente (ação principal) ilegalidade da constrição judicial * ainda que exista constrição judicial.046. portanto. significa que a sentença a ser proferida na ação em curso não repercutirá em seu direito material e. alienação judicial.337 – RJ Nada é tão fácil quanto parece. não sendo parte no processo. sofrer turbação ou esbulho na posse de seus benspor ato de apreensão judicial. em casos como o de penhora. arrolamento. Quem.OPOSIÇÃO 47/76 TEMAS RELACIONADOS Distinção: assistência A oposição tem como pressuposto específicoaausência de prejuízo: Significa que a sentença a ser proferida na causa pendente. nem tão difícil quanto a explicação do manual. depósito. uma vez que não haveria a bipolarização da resistência 84 Nesse sentido: STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4. arrecadação. causando-lhe prejuízo jurídico. não lhe causará qualquer prejuízo.Aplicam-se ao processo do mandado de segurança os artigos do Código de Processo Civil que regulam o litisconsórcio.533/ 1951Art. (Redação dada pela Lei nº 6. Se a repercussão ocorrer por via indireta ou reflexa. 1. não repercutirá no direito material do qual o terceiro é titular. é * os embargos de terceiro podem ser cabível oposição. seqüestro. Se o terceiro tem legitimatio de opoente. mas sim de assistente. repercutir no direito material do terceiro. o que por si só afasta qualquer possibilidade de admissibilidade do recurso de terceiro prejudicado. Regra Básica: se a sentença a ser proferida na causa pendente. (lei de Murphy) . preventivos. o caso será de assistência simples. mas se ela ocorrer por via direita o caso será de assistência qualificada ou litisconsorcial. mas tão somente a ameaça dela. partilha. isto significa que a sua legitimatio não é de opoente. Distinção: recurso de terceiro prejudicado Oposição Distinção: Embargos de Terceiros Embargos de 3º O direito material da ação principal é O terceiro precisa discutir o direito irrelevante. arresto. LEI Nº 1. Art.

PETIÇÃO. assinale a resposta CORRETA. REsp 780.MG – 2008 . Inteligência do art. que não é notário ou oficial de registro. em que as partes discutem a titularidade de delegações notariais e de registro. na qualidade de terceiro.374-DF. ficando prejudicado o direito que ele eventualmente possuir sobre a coisa litigiosa. sem a presença do poder público. 56. b) A existência de constrição judicial sobre a coisa que controvertem autor e réu é pressuposto para o oferecimento da oposição. a posse dos particulares sobre o bem público passou a ser em razão da titularidade pela Terracap e não do domínio. assistência ou intervenção de terceiros. DELEGAÇÃO DE SERVENTIAS. este alegado apenas incidentalmente.38. tal como a oposição. Terracap. OPOSIÇÃO. no todo ou em parte. a coisa ou o direito que controvertem autor e réu. defende sua admissibilidade como opoente nos autos de mandado de segurança (REsp 731. Domínio. poderá. Quem pretender. PEDIDO INDEFERIDO. Com a oposição da ora recorrente. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA Não cabimento em MS STJ AgRg na PETIÇÃO Nº 4. e REsp 489. 923 do CPC. REsp 699. DJ 13/6/2005.939-RJ. Min. julgado em 3/9/2009. d) O terceiro que não oferecer oposição em tempo oportuno – antes de proferida sentença – será atingido pelos efeitos da coisa julgada que se formar naquela ação. 2. Nada é tão fácil quanto parece. REsp 863. e) Na ação judicial que estiver correndo à revelia do réu não será cabível a oposição. com base no art.533/51. c) Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido do opoente. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. REsp 146.OPOSIÇÃO QUESTÕES 48/76 Ministério Público . MANDADO DE SEGURANÇA. por ser autor de ações populares. referente a bem disputado entre dois particulares e objeto de ação possessória fundada em contrato de cessão de direitos firmado entre ambos. oferecer oposição contra ambos. a oposição continuará contra o outro. PRECEDENTES DO STF.337 – RJ .367-DF. Oposição. Rel. 19 da Lei 1.928-DF. admitindo a possibilidade da ação de oposição. DJ 18/6/2007. da qual estes serão intimados para apresentar impugnação. a) A oposição será oferecida por meio de requerimento dentro dos próprios autos da ação judicial em que litigam os opostos. Precedentes citados: EREsp 695. DJe 24/11/2008.401-DF. (lei de Murphy) . nem tão difícil quanto a explicação do manual. independente de atos materiais de ocupação. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de não se admitir.761/RJ). 3.PROCESSUAL CIVIL. Agravo regimental improvido.732-DF. 1.” Considerando-se o instituto processual de que trata essa norma legal. Nancy Andrighi. até ser proferida a sentença. O artigo 56 do Código de Processo Civil preceitua: “Art. Exceção. DJ 14/3/2005. A Turma proveu o recurso da Terracap. DJ 18/12/2006. NÃO-CABIMENTO. e como meio de demonstração da sua posse permanente. em mandado de segurança. Hipótese em que o requerente.

Fundamento: evitar o enriquecimento ilícito. já que. 70 a 76 do CPC. mesmo não contestando. O réu revel. excepcionalmente. Aquele que demandar ou contra quem se demandar acerca de coisa ou direito real. § 2º Se for o réu. § 1º Se for o autor.ao alienante.àquele que estiver obrigado. pela lei ou pelo contrato. seria possível a propositura de ação posterior para o recebimento do valor principal pago pelo bem. por sua vez. É uma ação regressiva. É uma ação eventual. na ação em que terceiro reivindica a coisa.ao proprietário ou ao possuidor indireto quando. Nada é tão fácil quanto parece. 87 No CPC de 1939 era denominada de “chamamento a autoria”: 85 CPC/1939 Art. 95. É uma ação regressiva dentro do mesmo processo8687 NATUREZA JURÍDICA É conceituada pela doutrina como sendo uma intervenção-ação. Assim. Não obstante a natureza de intervenção-ação. nesse caso. É uma ação antecipada. o interesse de agir não é exigido. o réu. ou seja. A denunciação da lide é obrigatória 85: Causas de pedir na denunciação da lide: CONCEITO Relação de garantia III . a denunciação da lide consiste em chamar o terceiro (litisdenunciado/denunciado) que tenha um vínculo jurídico de garantia com uma das partes (litisdenunciante/denunciante) para ingressar no processo e. chamar outrem à autoria e assim sucessivamente. já que. na instauração do juizo. guardadas as disposições dos artigos anteriores. Regra geral (gênero) da qual as hipóteses I e II são espécies. CARACTERÍSTICAS STJ: mesmo no caso da evicção. nem tão difícil quanto a explicação do manual. há uma ampliação subjetiva e objetiva do processo. a petição inicial nesse caso é dispensada. cujo domínio foi transferido à parte. se o denunciante não sofrer prejuízo na ação originária a denunciação restará prejudicada. 86 A nova ação que surge dentro do mesmo processo é ação secundum eventum litis regressiva. é uma ação do autor ou do réu contra terceiro (ação secundária). requererá a citação do alienante nos três (3) dias seguintes ao da propositura da ação. por força de obrigação ou direito. ou seja. afim de resguardar-se dos riscos da evicção. está se cobrando um dano eventual e futuro. notificará o alienante. responder pela garantia do negócio jurídico no caso do denunciante ser vencido no processo. em ação regressiva. é verdadeira demanda incidental de garantia que faz participar do processo aquele que pode vir a ser responsabilizado pelo dano discutido. além de participar da lide principal. do credor pignoratício. para assumir a direção da causa e modificar a petição inicial. a fim de que esta possa exercer o direito que da evicção lhe resulta. em casos como o do usufrutuário. o u seja. ele pode denunciar a lide por uma mera petição. o autor ao denunciar a lide pode o fazer como um tópico da petição inicial e o réu pode denunciar a lide através de um tópico da contestação ou de uma mera petição. 70. Garantia da posse II . Garantia da evicção I . a indenizar. pois deve haver prejudicialidade entre a ação principal e a ação secundária.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 49/76 Art. 456 apenas ocasionaria a perda da indenização (perdas e danos). tendo que obedecer às condições da ação e os pressupostos processuais. do locatário. Não é mera comunicação de existência do processo. Na verdade. pois depende da existência de outra ação já existente. (lei de Murphy) . o prejuízo do que perder a demanda. já que parte da ideia de que o denunciante (autor ou réu) tem o direito de cobrar do terceiro os eventuais prejuízos suportados na demanda. pode denunciar a lide. A norma do art. exerça a posse direta da coisa demandada. É uma ação incidental. citado em nome próprio. § 3º O denunciado poderá. poderá chamar à autoria a pessoa de quem houve a coisa ou o direito real. Com base nos arts. inclusive.

SUSPENSÃO DO PROCESSO A Nomeação à autoria88. Art. ficará suspenso o processo.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 50/76 Art. (lei de Murphy) . a Denunciação da lide e o Chamamento ao processo89 suspendem o processo. Nada é tão fácil quanto parece. o juiz. 88 89 Art. Ordenada a citação. mandando observar. 64. o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa. Em ambos os casos. 79. O juiz suspenderá o processo. quanto à citação e aos prazos. o disposto nos arts. ao deferir o pedido. suspenderá o processo e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. 72 e 74.: a assistência não suspende o processo. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Obs. 72.

autores e réu firmaram acordo e puseram fim ao litígio. Corrobora com essa crítica o informativo 384 do STJ93 que dispõe que o acordo entre autor e réu não vincula o denunciado a lide 3ª corrente Entende haver assistência em alguns casos e litisconsórcio noutros (Sanches [assistência simples nos casos do inciso I e III e litisconsórcio no II] Plínio Gonçalves [litisconsórcio nos casos de garantia própria e assistência simples nos de garantia imprópria]). a Turma entendeu que a transação. ao mesmo tempo. comparecendo. pois a formação dele se dá com o processo já existente.046-SP. parte da demanda principal. Princípio da eventualidade: todas as alegações que a parte queira produzir deverão ser trazidas ao processo de uma só vez. tem o litisdenunciado interesse jurídico na vitória do litisdenunciante na demanda principal. ou seja. A denunciação da lide é demanda incidental. ele não pode se opor a atos de disposição de direitos praticados pelo assistido (art. o denunciado. o denunciado. Feita a denunciação pelo autor. Precedentes citados: REsp 898. E não é o que ocorre na prática com o denunciado. Trata-se de ação de indenização em que proprietários de imóvel (autores) buscam cobertura securitária de companhia de seguro (réu) que. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. que era apelante e interpôs embargos de declaração. o réu alegue ausência de responsabilidade do segurado para se eximir quanto ao ressarcimento. não pode ser considerado litisconsorte. pois ele defende em nome próprio o interesse do assistido (autor ou réu). na lide principal. cujo julgamento fica condicionado à sucumbência do litisdenunciante na demanda principal. entre denunciado e denunciante. também. a relação de garantia. EFEITOS. nem tão difícil quanto a explicação do manual. DJ 18/12/2006. especialmente quando existe denunciação à lide. Entende que o litisdenunciado se torna mero assistente do litisdenunciante (Dinamarco [assistência qualificada91]. em não sendo ele autor nem réu. Argumentos: o litisdenunciado não se torna. do qual não fez parte o réu denunciado. julgado em 17/2/2009. dependendo de quem denunciar. RÉU DENUNCIADO. denunciou à lide uma outra companhia de seguro. entre o autor e o réu denunciante não aproveita nem prejudica terceiros. por sua vez. não substitui a sentença de procedência transitada em julgado. Cabe ao litisdenunciado assistir o litisdenunciante. Assim. Há Litisconsórcio entre litisdenunciado e litisdenunciante? Entende correta a dicção do CPC90.762-RS. havia a denunciação à lide da outra seguradora. razão que não causa qualquer óbice para que. 91 Bedaque. comparecendo. a demanda secundária. Moacir Amaral e Fredie Didier . DJ 26/2/2007. automaticamente. 53 do CPC). Dinamarco . na segunda demanda. Luis Felipe Salomão.092-SP. o que faz concluir que. Feita a denunciação pelo autor. REsp 316. O acordo mencionado. em atendimento ao princípio da eventualidade. e REsp 686. 74. 74. com a denunciação da lide. procedendo-se em seguida à citação do réu. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. 4ª corrente 90 Art. em grau de recurso. o que não permite seja considerado assistente litisconsorcial. facultativo e unitário. por isso.DENUNCIAÇÃO DA LIDE QUALIDADE PROCESSUAL DO DENUNCIADO 51/76 Art. a fim de auxiliar este a obter sentença favorável na demanda principal e.entende que o denunciado é um litisconsorte com legitimação extraordinária. AUTOR E RÉU DENUNCIANTE. 2ª corrente Crítica: o assistente possui uma atuação condicionada à vontade do assistido. pois o assistente litisconsorcial é titular do direito e o denunciado não é titular. haja vista ele ser sujeito de relação jurídica diversa da deduzida no processo.o denunciado seria um assistente litisconsorcial. ainda que contraditórias entre si. Critica-se essa posição. podendo assim atuar como assistente simples92. ulterior. Porém. na qualidade de réu da demanda incidental de garantia. (lei de Murphy) . Min. Nada é tão fácil quanto parece. Ocorre que. 93 92 ACORDO. afirmando haver litisconsórcio entre eles (Arruda Alvim). procedendo-se em seguida à citação do réu. 1ª corrente Esse litisconsórcio será ativo ou passivo. Nery Júnior e Alexandre Freitas Câmara). considerados prejudicados pelo Tribunal a quo. contestá-la sob pena de revelia. não se extinguindo. Rel.

95 94 Nada é tão fácil quanto parece. cujo julgamento é condicionado à sucumbência do litisdenunciante na demanda principal. uma vez que o pedido formulado na demanda principal não foi a condenação do litisdenunciado. 439. Lei nº . 88. tendo tal pretensão sido manifestada apenas na denunciação da lide94. recurso especial conhecido e provido. Admitir-se-á o litisconsórcio. CDC Art. da Lei 8. 13. (lei de Murphy) . Procedimento sumário Procedimento sumaríssimo Art. no caso seria extra petita. 280. Resp. 70. por estar sendo proferida fora dos limites do objeto do processo. Tal sentença seria nula. e inadmissível a condenação direta do denunciado a compor os prejuízos reclamados pelo autor. sem apreciação da lide principal. salvo a assistência. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. 10. Parágrafo único. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. VEDAÇÃO EXPRESSA Fato do produto nas relações de consumo Jurisprudência atual do STJ . 13. Na hipótese do art.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 52/76 A Condenação direta do litisdenunciado em favor do adversário do litisdenunciante é possível? CONDENAÇÃO DIRETA DO DENUNCIADO Inadmissível. do CPC.DENUNCIAÇÃO DA LIDE. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. se no caso concreto a denunciação tumultuar o processo e prejudicar a defesa do consumidor ela poderá ser vedada com base no art. Não se admitirá. 88. parágrafo único deste código95. nem tão difícil quanto a explicação do manual. no processo. Entretanto.Entende que o art. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. pois a denunciação da lide é uma demanda incidental de garantia. Na denunciação da lide promovida pelo réu. III. segundo sua participação na causação do evento danoso.078∕90 só é aplicável ao fato do produto. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro.099/95 Art. CONDENAÇÃO EXCLUSIVA DO LITISDENUNCIADO. CDC Art. vedada a denunciação da lide.233 STJ RESP 6793/CE .

o adquirente evicto deverá escolher o alienante imediato ou todos os alienantes. além do reembolso das despesas processuais e honorários advocatícios despendidos. ou seja. Trata da denunciação da lide oferecida por aquele que. Evicção – Evicção é a perda da coisa por decisão judicial ou administrativa que importe em legítimo reconhecimento de que o bem transferido pertencia a outra pessoa distinta do transferidor. ela não foi autorizada pelo ordenamento. 70 é exemplificativo. Marinoni. 456 do novo Código Civil permite ao evicto a denunciação direta de qualquer dos responsáveis pelo vício. 2 – dá a falsa impressão de que apenas o réu pode denunciar a lide.ao alienante. É a consagração definitiva da denunciação sucessiva. ou seja. o adquirente somente pode denunciar alienante imediato. 456: A interpretação do art. o demandado que pretende fazer a denunciação da lide. cujo domínio foi transferido à resulta. ou seja. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 1ª corrente Majoritária. indenização pelos frutos que tenha sido obrigado a restituir. Enunciado 29 do CJF. Uma vez o rol do art. vê questionado seu direito de propriedade sobre um bem que lhe foi transferido por terceiro. o adquirente evicto pode escolher qualquer alienante da cadeia sucessória de alienações. em reconhecendo que a parte (litisdenunciante) não é titular do domínio. pois não haveria relação jurídica de garantia entre litisdenunciante e o litisdenunciado. fazendo-se mister a realização de denunciações da lide sucessivas. regule também a relação entre este e aquele que lhe transferiu a coisa. Inadmissível. Proposta de redação: "ao alienante. Nelson Nery. 98 Críticas à redação (com base em Alexandre Freitas Câmara): 1 – aquele que reivindica a coisa não é terceiro. assim. Alexandre Câmara. e por via de conseqüência. caput dispõe que essa denunciação deve ocorrer como lhe determinarem as leis do processo (remissão expressa às leis processuais). ressarcimento pelos prejuízos que resultam diretamente da perda da coisa. Isso porque o art. ou para a pes soa que alienara o bem para este último (per saltum). E mais: Contudo a cláusula final do art. Neste caso a denunciação da lide poderia ser feita àquele que alienou o bem para demandado. e assim por diante. não sendo admissível a denunciação da lide per saltum. Defende a ideia de denunciação coletiva. O Código Civil consagrou a denunciação per saltum. Para poder exercitar o direito que da evicção lhe I . definindo a existência ou não dos direitos decorrentes da evicção. 456 "quando e como lhe determinarem as leis do processo " remete ao sistema do CPC. direito a reaver o preço pago pela coisa. ou parte. (lei de Murphy) .DENUNCIAÇÃO DA LIDE 53/76 HIPÓTESES DE CABIMENTO CC Art. como a lei processual não prevê esse tipo de denunciação. na ação em que se controverte sobre o domínio de bem que tenha sido por ele transferido a uma das partes" 99 Ex. neste caso. 97 96 Nada é tão fácil quanto parece.. a fim de poder exercer o direito que lhe resulta da evicção.99 Denunciação per saltum 2ª corrente 3ª corrente 4ª corrente “ação que reivindica” – é exemplo não sendo o único caso. É a permissão para que o denunciante demande diretamente em face do último responsável por garantir a permanência do bem em seu patrimônio I – Garantia da Evicção CJF nº 29 – Art.: em demanda reivindicatória de um bem. havendo uma relação jurídica sucessiva que permitiria a denunciação de todos. a fim de que esta possa exercer o direito qualquer dos anteriores. na ação em que terceiro 96 reivindica a coisa. Entende que a denunciação per saltum não é autorizada pela legislação. Muniz de Aragão. mas este também pode denunciar o seu próprio alienante imediato. para que a sentença. Humberto Theodoro Jr. Cabendo a denunciação da lide ao alienante. por sua vez. 456. 456. segundo a doutrina civilista. Aqui o raciocínio é de formação de um litisconsórcio necessário entre todos os alienantes. num processo. O evicto tem. o adquirente notificará do litígio o alienante imediato. d enunciará a lide a quem lhe transmitiu o bem. segundo o qual a denunciação da lide é feita pelo adquirente ao seu alienante imediato e este. indenização pelas despesas do contrato. não poder ser utilizada pelo adquirente. ainda que inexista relação jurídica entre aquele e o terceiro. mas parte da demanda original. quando e como lhe determinarem as leis do que da evicção97 lhe resulta98. neste caso (inexistência de pertinência material entre as pessoas). processo.

apenas a perda da faculdade de oferecer demanda capaz de permitir o exercício do direito de regresso no mesmo processo. Sanches e Alexandre Freitas Câmara). Ou seja: entende que sendo obrigatória a denunciação da lide. Uma norma processual não pode ocasionar a perda de um direito material. é o disposto no art. Se não realizou a denunciação. nem mesmo em demanda autônoma (Marcos Afonso Borges). logo. 70. sofre a perda do direito de garantia e. não haverá perecimento do direito de regresso. como o é a denunciação da lide. (lei de Murphy) . 2ª corrente +3ª corrente STJ: mesmo no caso da evicção. a impossibilidade de ação regressiva. o que só ocorre na hipótese da evicção. Entende que a não denunciação da lide acarreta a perda do direito de regresso apenas no caso do inciso I do art. Fundamento: evitar o enriquecimento ilícito. nem tão difícil quanto a explicação do manual.C. para que ocorra a perda do direito material é indispensável uma norma extraprocessual (material). A norma do art. e não de direito processual. A perda do direito substancial deve decorrer das regras de direito material. 456 do C. ficando ressalvada a via de se propor demanda autônoma em face de terceiro (Greco Filho. 70. o qual poderá ser exercido mediante demanda autônoma. Nada é tão fácil quanto parece. seria possível a propositura de ação posterior para o recebimento do valor principal pago pelo bem. Ocorre contudo que no caso do inciso I do art. o qual não poderá ser exercido. 456 apenas ocasionaria a perda da indenização (perdas e danos). sua não realização pela parte terá como corolário o perecimento do direito de regresso. até mesmo. que determina a perda do direito de regresso em caso de não ser ela realizada. enquanto nas hipóteses previstas nos inciso II e III a conseqüência seria a mera preclusão. 70. portanto. ou seja.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Obrigatoriedade 54/76 1ª corrente Minoritária: Vale a norma do CPC. Argumentos: não faz sentido que se perca o direito material de regresso apenas porque se deixou de provocar um incidente de caráter formal. Nos demais casos do art.

II – Garantia da Posse Garantia da posse direta do imóvel ao possuidor direto pelo possuidor indireto Para ser possuidor direito. Athos Gusmão Carneiro) Entende que também nos casos de garantia imprópria a denunciação da lide é possível (Plínio Gonçalves. nesse caso. Argumentos: os termos do inciso III do art. III – Relações de Garantia Regra geral (gênero) da qual as hipóteses I e II são espécies. o prejuízo do que perder a demanda.: culpa aquiliana. por se tratar de posse e não de propriedade. o que delongaria o processo causando (restritiva) prejuízo ao autor.  A doutrina majoritária. uma vez 1ª corrente que haveria a necessidade de discutir fato novo. e nesse sentido Plínio Gonçalves.2008) Em ação possessória proposta por terceiro. III . no qual o dolo ou a culpa (lato sensu) do servidor seria o fato novo. 37 §6º) 102 Garantia própria: decorre da transmissão de um direito. pela lei ou pelo contrato. pois onde alei não distingue não é lícito ao intérprete distinguir.àquele que estiver obrigado. Responsabilidade esta que decorre de quaisquer outros títulos. Divergência . (lei de Murphy) . aquele terá o direito de ser indenizado por um desses. Garantia imprópria: não é verdadeiramente uma garantia. (Cespe/TRT 5ª REG .ao proprietário ou ao possuidor indireto quando.: é o caso de o Estado denunciar à lide seu servidor. citado o locatário em nome próprio. em que o direito de regresso da parte perante o terceiro decorre da transmissão de direito. do locatário. Ex.qual espécie de garantia? Origem da divergência: o fato de a doutrina reconhecer dois tipos de garantias102. o réu. mas de responsabilidade de ressarcir o dano. embora afirme a melhor doutrina que o dispositivo não impede a denunciação da lide pelo autor ( Alexandre Freitas Câmara e Frederico Marques ). em casos como o do usufrutuário. exerça a posse direta da coisa demandada100. em ação regressiva101. Apenas os casos de garantia própria. por força de obrigação ou direito. 2ª corrente (moderada) Só se houver expressa previsão legal neste sentido (Nelson Nery. 70 são genéricos. Ex. a convenção. Barbosa Moreira. entende que neste caso apenas o réu pode denunciar a lide 101 Seria controverso caso de o Estado poder denunciar à lide seu servidor (CRFB art. Barbi e Alexandre Freitas Câmara. 3ª corrente (extensiva) 100 Críticas à redação: Da a entender que a hipótese é aplicável apenas nos casos em o possuidor direto do bem é réu.: evicção. este poderá denunciar à lide o proprietário-locador. inadimplemento contratual. É o mesmo raciocínio da evicção. Ex. Não sendo possível nos casos de garanti imprópria a denunciação da lide. citado em nome próprio. permitiriam a denunciação da lide (Greco Filho. Nada é tão fácil quanto parece. Dinamarco). Sanches). a indenizar.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 55/76 II . do credor pignoratício. Caso essa posse seja perdida na ação judicial. diferindo. nem tão difícil quanto a explicação do manual. sendo incapazes de permitir ao intérprete fazer qualquer tipo de distinção. a posse deve ter sido transferida pelo possuidor indireto ou pelo proprietário.

A doutrina. ou seja. II . Nada é tão fácil quanto parece. devendo haver apenas um tópico para que esta possa ser desenvolvida. Lembrar que o denunciado não é titular do direito material discutido. de um lado. poderá denunciar a lide. O art. Feita a denunciação pelo réu: I . Contudo. Após esse fato. quando se retirou a obrigatoriedade de defesa até o fim pelo denunciado. defende que esse aditamento não pode alterar a causa de pedir e o pedido da petição inicial originária. E os incisos do art.Denunciado revel. 75 prevêem as possíveis reações do denunciado à lide. Não há a obrigatoriedade de uma petição inicial específica para a denunciação. no entanto. o processo deve prosseguir o seu curso normal. ou comparecer apenas para negar a qualidade que Ihe foi atribuída. Assim. o processo prosseguirá entre o autor. Art. (lei de Murphy) .Denunciado que nega sua qualidade de denunciado à lide. que prevê duas hipóteses de reação do denunciado: 1 . mesmo dentro do prazo de resposta. Este deve realizar a denunciação no prazo preclusivo da resposta. e sendo manifesta a procedência da evicção. poderá o denunciante prosseguir na defesa. o réu. 74. Em tais casos. isto é. que nesse caso será revel. 75. assim.se o denunciado a aceitar e contestar o pedido.se o denunciado for revel. Parágrafo único. de maneira que o denunciado estará obrigatoriamente vinculado ao processo ao ser citado. com a posterior citação do réu. A doutrina processualista aplica o art. e de outro. mesmo não contestando a ação. ressalta que. o aditamento deve se dar dentro dos limites objetivos já traçados pelo denunciante. 456. assim. ao propor a demanda o autor já deve denunciar a lide. ele não poderia deixar de buscar a vitória no processo. o juiz deverá suspender parcialmente o processo (suspensão imprópria). Não atendendo o alienante à denunciação da lide.se o denunciado confessar os fatos alegados pelo autor. ou usar de recursos.DENUNCIAÇÃO DA LIDE PROCEDIMENTO DA DENUNCIAÇÃO DA LIDE 56/76 A denunciação da lide pode ser provocada tanto pelo autor quanto pelo réu. comparecendo. 2 . tal panorama mudou com a redação do § único do art. § único do CC de maneira ampliativa. a denunciação deve ser feita antes da contestação ou no mesmo momento desta. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. O terceiro denunciado estará integrado ao processo. 456 do CC. 74 do CPC trata do procedimento da denunciação da lide feita pelo autor. O momento preclusivo para a denunciação pelo autor é na apresentação da própria petição inicial. O art. como litisconsortes. Ao receber o pedido de denunciação da lide. já que na literalidade ele só seria aplicável para os casos de evicção. o prazo para a denunciação já estará precluso. Art. o denunciante estaria obrigado a prosseguir na defesa do interesse ao final. pode o adquirente deixar de oferecer contestação. procedendo-se em seguida à citação do réu. III . entende-se que é aplicável para todas as hipóteses de denunciação da lide. se a contestação for entregue antes do último dia. cumprirá ao denunciante prosseguir na defesa até final. Ressalta-se que. A denunciação da lide é uma intervenção coativa. o denunciante e o denunciado. 74 do CPC trata o denunciado como litisconsorte do denunciante a ponto de se permitir que o denunciado realize o aditamento da petição inicial. o denunciado. Já o art. Haverá posteriormente a suspensão parcial do processo até que se resolva a denunciação. 75 do CPC trata da denunciação da lide feita pelo réu. O problema está no inciso II. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Feita a denunciação pelo autor. O STJ. o procedimento normal do processo será suspenso até que se resolva a questão da denunciação da lide. ou seja. preocupada com esse fato.

Porém. Argumentos: apesar de normalmente apenas as sentenças de conteúdo condenatório poderem ser executadas. outra para denunciar a lide ou praticar os dois atos em uma só petição. pois o réu tendo contestado. nem tão difícil quanto a explicação do manual. uma para contestar.DENUNCIAÇÃO DA LIDE TEMAS RELACIONADOS 57/76 Art. recurso especial conhecido e provido. contudo. Momento processual Prazo de contestação Segundo Alexandre Freitas Câmara. se o denunciante for o réu. que julgar procedente a ação. sendo. havendo o oferecimento antecipado da contestação. declarará. É uma ampliação subjetiva do processo que gera uma ampliação objetiva da sentença. se já foi oferecida a contestação. e. Optando o demandado por praticar os atos em petições distintas. não fazer. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. pois o art.DPU-2010) Em regra. o denunciado também pode utilizar essa forma diferenciada de resposta Art. título executivo sem que isso afete sua natureza ou contrarie princípios processuais (Alexandre Freitas Câmara). A lei não exige que seja a denunciação da lide requerida no corpo da contestação. 104 103 Nada é tão fácil quanto parece. A citação do denunciado será requerida. Na denunciação da lide promovida pelo réu. valendo como título executivo103. São títulos executivos judiciais: I – a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer. conforme o caso. sem apreciação da lide principal. não há necessidade de que os atos sejam praticados simultaneamente. condenação exclusiva do litisdenunciado. entregar coisa ou pagar quantia. Petição inicial Autor Réu Contudo. segundo o STJ. sendo lícito o réu apresentar duas petições distintas. A denunciação só será julgada se ocorrer a sucumbência do litisdenunciante. Art. A sentença. nada impede que a lei impute a uma sentença meramente declaratória eficácia executiva.). 1ª corrente Sentença Natureza jurídica Condenatória. terá ocorrido preclusão consumativa. Fux etc. a reconvenção cabe ao réu. e inadmissível a condenação direta do denunciado a compor os prejuízos reclamados pelo autor.Denunciação da lide. por assumir a mesma condição processual da parte. 76. 71. ou a responsabilidade por perdas e danos. o direito do evicto. ainda que antes do último dia do prazo que o réu dispõe para apresentar sua resposta. mesmo assim. juntamente com a do réu. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. 76 fala que ela "valerá como título executivo" e o nosso sistema reconhece eficácia de título executivo apenas às sentenças condenatórias104 (majoritária – Barbi. Não sendo possível ao demandado oferecer a denunciação da lide após a contestação Reconvenção (Cespe/UNB . se o denunciante for o autor. (lei de Murphy) . no prazo para contestar. Entende como meramente declaratória. não será mais possível denunciar a lide. o que faz com se considere encerrado o prazo para a prática do ato. 475-N. cumulativamente. 2ª corrente STJ REsp 6793 / CE .

Adota a tese restritiva sobre o art.Entende que o fato de o Estado. essa modalidade de denunciação da lide não é obrigatória. civilmente responsável.C. 927. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 186 e 187). Nada é tão fácil quanto parece. Prevalecendo tal entendimento. a qual decorre do art.105. revelando-se cabível no caso. em razão do art. Art. por ato ilícito (arts. fica obrigado a repará-lo. porém. Adota a tese ampliativa do art.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 58/76 DENUNCIAÇÃO SUCESSIVA São admitidas e em cada uma delas se estabelece também duas demandas. deve ser aceita pelo julgador.O autor não poder ser obrigado a suportar discussão relativa à responsabilidade subjetiva quando sua relação primária com o réu é de responsabilidade objetiva. Haverá obrigação de reparar o dano. o chamamento ao processo. logo a denunciação da lide nesta situação é impossível. Aquele que. o que torna inadequada a denunciação da lide. não exclui a responsabilidade deste perante o lesado. há que se reconhecer a solidariedade entre a pessoa jurídica de direito público e seu agente. Relator Ministro Cunha Peixoto. causar dano a outrem. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. Assim sendo. 927 do C. III do CPC Considerando os mesmos argumentos.071 de 18/08/1980. 105 106 Nesse sentido: STF RE 90. (lei de Murphy) . ter direito de regresso em face de seu agente que tenha causado o dano. Isolada . nada impediria que se formasse um litisconsórcio facultativo entre a pessoa jurídica de direito público e seu servidor (Alexandre Freitas Câmara)106. risco para os direitos de outrem. nos casos especificados em lei. Parágrafo único. caso seja feita. por sua natureza. 37 §6º da CRFB. Majoritária .C. III. 70. 70. independentemente de culpa. + 1ª corrente 2ª corrente DL DO ESTADO AO SEU AGENTE 3ª corrente C.

I. 8. da Lei 8. (lei de Murphy) . Informações extraídas da obra “Comentários aos Verbetes Sumulares do TJRJ” – Juiz Roberto Ayoub CIVIL E PROCESSUAL. nos termos acima.078∕90. prevista no art. No tocante a tais ações. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. Fundamento: A vulnerabilidade do consumidor é reconhecida constitucionalmente de maneira que a denunciação da lide iria de encontro a essa efetiva proteção. 98 do STJ). 13. III). III. É possível que o responsável possa cobrar regressivamente através da denunciação da lide por fato do produto ou serviço? R: O art. 70. Resp.: Destaque-se que no JEC há vedação expressa à possibilidade de intervenção de terceiros nos processos de sua competência. que é o hipossuficiente da relação processual. os interesses do consumidor. do CPC. REsp 439233 / SP . Do contrário. ao mesmo tempo em que se rechaça a denunciação da lide. Precedentes do STJ. Anulação do acórdão estadual. REJEIÇÃO COM BASE NO ART.Data do Julgamento 04/10/2007 108 Nada é tão fácil quanto parece. 70. 88. Súmula nº 92107 do TJ∕RJ – Não sustentam a interpretação literal do art. Uma interpretação equivocada conduz ao equívoco de se afirmar que. VEDAÇÃO RESTRITA A RESPONSABILIDADE DO COMERCIANTE (CDC.078∕90 só é aplicável ao fato do produto. 439. Na hipótese do art. TODAVIA. IV. FATO DO SERVIÇO. ANULAÇÃO DO ACÓRDÃO. conseqüentemente. pois o estabelecimento da lide secundária retardará a prestação jurisdicional e. em qualquer hipótese. 13). O legislador quis através do instituto de natureza híbrida conferir ao consumidor uma maior garantia no recebimento do seu direito.DENUNCIAÇÃO DA LIDE DENUNCIAÇÃO DA LIDE POR FATO DO PRODUTO OU SERVIÇO 59/76 Art. 88 da Lei n. 88. mas ela se aplica somente para o fato do produto ou a este e ao fato do serviço. a denunciação da lide sofre restrições descritas no artigo 13 da lei especial. porque demandaria uma ampliação da demanda e uma demora na prestação jurisdicional. III. III. AFASTAMENTO. DENUNCIAÇÃO À LIDE DA EMPRESA DE SEGURANÇA.Entende que o art. 88. para que a Corte a quo se manifeste sobre o pedido de denunciação à lide. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. situação. Em nenhuma hipótese admite-se a denunciação da lide em sede de relação de consumo. 1ª corrente +2ª corrente Jurisprudência atual do STJ . 14). QUE DEVE SER APRECIADA À LUZ DA LEI PROCESSUAL CIVIL (ART.919. haverá emperramento da prestação jurisdicional. 88. TRAVAMENTO DE PORTA DE AGÊNCIA BANCÁRIA. ” A Súmula em epígrafe refere-se à inadmissibilidade de denunciação da lide nas ações que versam relação de consumo. Obs. ART. DANOS MORAIS. Entretanto. Resp 782. se no caso concreto a denunciação tumultuar o processo e prejudicar a defesa do consumidor ela poderá ser vedada com base no art. Arruda Alvim e Kazuo Watanabe e alguns precedentes mais antigos do STJ. todavia. AUSÊNCIA DE RESTRIÇÃO COM BASE NA RELAÇÃO CONSUMERISTA.Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR QUARTA TURMA . Recurso especial conhecido e parcialmente provido. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos.233108 107 “ Inadmissível. 98-STJ. A vedação à denunciação à lide disposta no art. não alcançando o defeito na prestação de serviços (art. a denunciação da lide nas ações que versem relação de consumo. II. se faz permitir o chamamento ao processo. A doutrina e a jurisprudência destacam a necessidade de se criar um cultura direcionada para a efetividade do processo. SÚMULA N. MULTA. da lei adjetiva civil.078∕90 veda a denunciação da lide. "Embargos de declaração manifestados com notório propósito de prequestionamento não têm caráter protelatório" (Súmula n. 70. HIPÓTESE. 88 DO CDC. parágrafo único deste código. entendendo que a denunciação da lide é vedada em qualquer situação de consumo diante da vulnerabilidade do consumidor.078/1990 restringe-se à responsabilidade do comerciante por fato do produto (art. que não exclui o exame do caso concreto à luz da norma processual geral de cabimento da denunciação. Nelson Nery. 13). V. vedada a denunciação da lide. nem tão difícil quanto a explicação do manual. da Lei 8. da Lei 8.

falta à Autora uma das condições acionárias.) consiste a legitimidade ad causam (legitimidade de parte. o Réu não é titular da relação jurídica de direito material. ed. UNIBANCO SEGUROS. Saraiva. DR. é titular da ação apenas a própria pessoa que se diz titular do direito subjetivo material cuja tutela pleiteia (legit imidade ativa). DA DENUNCIAÇÃO À LIDE: O autor pleiteia a condenação do réu . comerciante. Rio Branco. o que se cogita ad argumentandum. além de ser assistido pela Defensoria Pública.”. Assim. 3º do Código de Processo Civil: “Art. nos autos da Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais c/c Lucros Cessantes que lhe move ______________. brasileiro. por seus procuradores. vem. No caso em tela. 3º . 128. 76 do CPC.21º andar. espera a denunciante então que a denunciação seja acolhida com o fito de declarar a responsabilidade do denunciado na forma do art. com sede nesta cidade. II.00 para danos materiais. com as alterações intr oduzidas pela Lei 7510/86. 147. apresentar sua CONTESTAÇÃO Pelos motivos de fato e fundamentos de direito a seguir aduzidos: I. DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA: Inicialmente. SR. qual seja. Assim. que. Exa.000. vem o réu requerer a citação do denunciado. JUIZ DE DIREITO DA 5ª VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL 60/76 PROCESSO Nº. cumpre salientar que. se por ventura vier a presente ação a ser julgada procedente. indicando para patrocinar a causa a Defensoria Pública através do Defensor Público em exercício perante esse MM.”. os quais serão contados em dobro. DA PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA: Observe V. na oportunidade garantida pelo art.000. “liberação imediata do bilhete de seguro do automóvel atropelador”. Logo. ao pagamento de despesas no valor de R$ 795. no que tange ao pedido de item C. de acordo com o que dispõe a Lei 1060/50. Centro. não possui condições de efetuar pagamento dessa natureza. sem prejuízo da subsistência própria e de sua família. III.. à Av. expedida pelo IFP.DENUNCIAÇÃO DA LIDE MODELO DE PEÇA EXMO. (lei de Murphy) .00 para danos morais e R$ 10. nos termos do art. ou também legitimação para agir) na individualização daquele a quem pertence o interesse de agir e daquele em frente ao qual se formula a pretensão levada ao Judiciário. na forma do art. declarando que não tem condições de arcar com as custas judiciais e honorários advocatícios de qualquer espécie. I da Lei Complementar nº 80/94. pag. requer o deferimento da Gratuidade de Justiça. 158: “(. Dispõe o art. ora denunciante. casado. Em atenção ao Princípio da Eventualidade. o qual se compromete a pagar a quantia de R$ 10.. pelo que suscita desde já essa preliminar. requerendo a extinção do processo sem julgamento do mérito. Juízo. no que concerne à legitimidade passiva. mas tão somente à Companhia Unibanco Seguros Afirma José Frederico Marques em sua obra Manual de Direito Processual Civil.Para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade. no todo ou em parte. Nada é tão fácil quanto parece. que deverá ser intimado pessoalmente. 70 do Código de Processo Civil. para todos os prazos do processo.: XXXXXXXXXXX _____________. podendo ser demandado apenas aquele titular da obrigação correspondente (legitimidade passiva). portador da carteira de identidade nº ___________. inscrito no CPF/MF sob o nº ___________. nem tão difícil quanto a explicação do manual. O Réu possui seguro de automóvel de UNIBANCO SEGUROS. 267 do CPC. ut instrumento de mandato incluso.00 e ainda tratamento futuro que se faça necessário e também danos morais e estéticos conforme se depreende da peça vestibular. vez que não cabe à ele efetuar a liberação pretendida.

com dispêndio de tempo e recursos. 657. que estava sendo conduzido pelo demandado. Vol. Rui Stoco. “A jurisprudência é pacífica no entendimento que não se pode falar em indenização quando o Autor não comprova a existência de dano. teve que ser socorrida por diversas pessoas que presenciaram o fato.00 (setecentos e noventa e cinco reais) para cobrir os gastos havidos quando da ocorrência do acidente. José de Aguiar Dias. Corrêa Vianna – j. situada na Vila da Penha.. (STF. Nada é tão fácil quanto parece.. não tendo condições de fornecer o aludido documento. Ed. conforme restou comprovado. o pedido do autor. (TJSC – 2ª C. 4ª ed. Nunca é demais repetir que a mera alegação da Autora de que nunca teria realizado relações de consumo com a Ré. Wilson Antunes – j. Sustenta que. qual seja. bem como (vi) a liberação imediata do bilhete de seguro do automóvel atropelador. se caso restar comprovado no laudo pericial a existência de aleijão ou deformidade. nem tão difícil quanto a explicação do manual. saraiva. sendo certo que a Autora pretende se ver indenizada de um possível dano que venha a sofrer. não basta para lastrear condenação por danos morais. A remansosa e pacífica jurisprudência dos nossos Tribunais aponta no sentido de que se faz necessário comprovar a existência do dano material. por dever de cautela. 331).00 (quatrocentos reais) correspondente à quantia percebida mensalmente pela demandante (item D). Exa.. caracterizado o terceiro elemento pressuposto da Responsabilidade Civil. Entretanto.. (lei de Murphy) .DENUNCIAÇÃO DA LIDE 61/76 Dessa forma. descabendo assim sua pretensão de auferir indenização à título de danos morais no que tange ao pedido de item A. No que concerne à pretensão de se ver ressarcida de eventuais gastos que venha a efetuar. (ii) das despesas com tratamento médico futuro que porventura se faça necessário. mas. em outras palavras. em 08/10/42. Ed.”. Ed. pág. sendo certo que o mesmo trafegava em alta velocidade e na contra mão da Rua Tejupá. nem improcedente. como o Réu evadiu-se do local do acidente. ISTO É. o que não verificou-se no caso vertente.00 (setecentos e noventa e cinco reais). este se evadiu do local pois haviam várias pessoas na rua no momento do acidente. Válido é o velho. Ainda assim. 09/11/1993 – JTJ – LEX 150/30) – Responsabilidade Civil e sua interpretação jurisprudencial. por si só. eis que é despido de qualquer embasamento legal. em nenhum momento. Apenas a apuração do quantum dos danos é que se pode relegar para execução. no Rec. Da mesma forma deve ser orientado o entendimento de V. Com efeito. no v alor de R$ 795. (TJSP – 13ª C. relator o ministr o Filadelfo Azevedo) – Da Responsabilidade Civil. e de ofício. quando já se pode antever a inadmissibilidade do julgamento do mérito. Note-se portanto que o pedido de indenização por danos materiais não deve prosperar ante a total falta de embasamento legal ou fático. decorrente da redução de sua capacidade laborativa. como ainda dano moral. não estando. 4ª edição. mas é necessária a prova específica desse dano. posto que a demandada não é titular do interesse em conflito. e que ele ao parar o carro essas pessoas começaram a gritar: “Pega! Pega!”. De 16/01/31. de placa nº CGI – 2119. posto que tem o Réu certeza que a preliminar acima suscitada será acolhida por este Juízo. para evitar que o processo caminhe inutilmente. 656. não há que se cogitar a responsabilidade. – Ap – Rel. não chegará a apreciar o mérito. não chegará a declarar a ação procedente. expondo o que se segue: IV. sustenta o Réu. “Não basta a prova genérica do fato qual poderia provir o dano. não fez constar em sua exordial que a quantia foi destinada ao efetivo pagamento das despesas relativas ao atropelamento. onde recebeu a devida assistência médica. no presente momento. Aduz em prol de suas pretensões que na data de 17/06/2000 foi atropelada pelo veículo de propriedade do Réu. V. valendo ressaltar que o mesmo configura-se quando a vítima sofre ofensa corpórea que lhe deixa aleijão ou deformidade permanente. sempre atual brocardo jurídico: ALEGAÇÕES SEM PROVAS SÃO COMO O SINO SEM BADALO. como se vê a seguir: “Sem prova do dano. o que se admite ad argumentandum tantum. ou seja. o DANO. “As perdas e danos devem ser comprovadas no curso da lide. diz-se que o autor é carecedor desta. Ac. ficando cristalinamente claro que a Autora não trouxe aos autos prova de qualquer uma de sua alegações. 04/05/82 – RT 568/167) – Responsabilidade Civil e sua interpretação jurisprudencial. ainda pleiteia a demandante indenização por dano estético em grau máximo. vem esta adentrar no mérito e objetivando rechaçar o pleito indenizatório. pág. vez que o mesmo encontra-se em poderes da empresa de seguros. Saraiva. 86. O entendimento da doutrina e jurisprudência pátrios caminha no sentido de que o dano material para ser contemplado deve ser provado. de acordo com perícia médica a ser realizada na presente ação.00 (quatrocentos reais).. Conforme se verifica no depoimento do réu em sede policial. – Rel. NÃO TÊM A MENOR RESSONÂNCIA. por ser final de jogo do Falmengo e Vasco. Conforme nos ensina a ilustre jurista Ada Pellegrini Grinover em sua obra Teoria Geral do Processo: “Quando faltar uma só que seja das condições da ação. Brasil-Acórdãos. – Ap. FUTURAMENTE. DOS FATOS: O bem da vida buscado pela Autora é a condenação do Réu ao pagamento de (i) todas as despesas apontadas na peça inicial. conforme depreende-se do laudo acostado aos autos pela Autora. (v) danos morais em valor a ser arbitrado por este MM. Rui Stoco. permanecendo internada na UTI por 03 (três) dias. descabe a pretensão formulada exordialmente. p. pág. caso seja o mesmo reconhecido. com consultas e tratamentos médicos (item B).) É dever do juiz a verificação da presença das condições da ação o mais ce do possível no procedimento. DO MÉRITO: Em sede de defesa sustentará o Réu que. Muito embora afirme que resgatou um empréstimo bancário no aludido valor. tal pedido não merece acolhimento. (iii) pensão mensal no valor de R$ 400. tendo sido levada ao hospital.”. em atenção ao Princípio da Eventualidade que aqueles danos podem acarretar à vítima dano patrimonial. (iv) dano estético em grau máximo com base na perícia médica a ser realizada. Ext nº 5618. Juízo.”. (. a Autora faz prova nos autos de que realmente teve que despender o valor de R$ 795.”. no sentido de analisar o pedido de condenação do ora contestante ao pagamento de uma pensão mensal no valor de R$ 400. exercendo embora o poder jurisdicional.) A conseqüência é que o juiz.”. (TJ -MT Ac. Com efeito. (. deverá ser o valor pleiteado reduzido. I. Forense. 3º Supl.

Destarte. tem-se que o mero mal estar. não tendo havido qualquer tipo de má-fé por parte do demandado. no que tange ao pedido de dano moral formulado inicialmente. Não há. deve-se observar os critérios legais e doutrinários. bem como repelindo as tentativas de enriquecimento sem causa. por isso. nem há prova nos autos de seqüelas psicológicas porventura experimentadas pela Autora em razão de alegado abalo em sua honra ou situação financeira. vexame. se devida for a indenização. data maxima vênia. a quantia concedida por esse MM. no caso em tela. etc. leciona o Eminente Desembargador Sérgio Cavalieri Filho. caso tenha existido. que o Judiciário tem por dever velar. com relação ao dano moral pretendido. a pretensão autoral. entendido este como sendo lesão que alguém sofre em seus bens imateriais. a dor. no patrimônio imaterial de vítima. buscando sempre atender os fins sociais aos quais a lei se destina. no caso em tela. etc. não é suficiente para configurar o dano moral ressarcível. qualquer comprovação de dano moral sofrido pela Autora. no caso em tela. a contrariedade. porque ou o dano estético importa em dano material. para efeito de ressarcimento. que lhe cause abalos a direitos personalíssimos. Nesse diapasão. e assim os tribunais têm se posicionado. 2. quais sejam: 1. a vergonha. porque sendo aquele um aspecto deste. nem abalo ao seu estado emocional e psicológico. hipótese esta repugnada pelo direito pátrio. Ressalte-se que. porquan to. 5. Juízo não deve revestir-se de excessividade. a analogia e os costumes. em assim não sendo.a posição social. que afastam.. que a fixação do patamar devido a título de danos morais deve cingir-se de prudência e de comedimento. há de ser relevante e se deve representar. ou esta compreendido no dano moral” (in Programa de Responsabilidade Civil – Sérgio Cavallieri Filho – Malheiros Editores – 2ª edição – pág. a cumulação constituirá bis in iden. que é o de propiciar tão somente a reparação e não o enriquecimento.”. a dignidade. além de fazerem parte da normalidade do nosso dia-a-dia. a honra. como o são o nome. constituem estados de ânimo que fazem parte dos riscos da vida e. Nesse mesmo sentido a conclusão aprovada por unanimidade no IX Encontro dos Tribunais de Alçada do Brasil: “O dano moral e dano estético não se cumulam. os pretórios de todo o país vêm repelindo as pretensões dos que tentam obter indenizações generosas com a benção do Poder Judiciário. que infelizmente ainda influencia alguns poucos magistrados. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo. (lei de Murphy) . irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral. que não tolera. sob pena de. cumpre salientar que não faz a Autora jus a qualquer tipo de indenização. portanto. o desagrado. o enriquecimento sem causa. a indignação. O dano moral. em regra. só deve ser reputado como dano moral a dor. Conquanto alegue a Autora a existência de tal evento. Dessa forma. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. afastando-se a importação do “Punitive Damage” norte-americano.grau de culpa do ofensor. É fato. que pudesse configurar um dano moral ressarcível. tendo em vista as circunstâncias que envolvem o caso vertente. ou reduzem. Dessa forma. sendo certo que o simples desgosto. deve o magistrado fixar o quantum indenizatório tendo por base o que dispõe os artigos 4º e 5º da Lei de Introdução ao Código Civil. a valores de foro íntimo. ensejando ações judiciais em busca de indenizações pelos mais triviais aborrecimentos. constituir-se em odioso lucro sem causa de uma parte em detrimento da outra. admitem a cumulação do dano mat erial e o estético. não são reparáveis. mágoa. os aborrecimentos normais da vida cotidiana. com flagrante prejuízo da segurança das relações jurídicas. 88) Ademais. no trabalho. instituto extremamente repudiado pelo ordenamento jurídico pátrio. 3. sofrimento ou humilhação que. a ponto de romper o equilíbrio psicológico do indivíduo.que a satisfação pecuniária não produza um enriquecimento a custa do empobrecimento alheio. o dever de indenizar. decorrente de falta involuntária. no art.a gravidade. aspecto do dano moral. os pequenos dissabores estão fora da esfera do dano moral. sendo certo que um dos princípios basilares da responsabilidade civil é a prova do dano. 6. não houve exposição da Autora ao opróbio de terceiros. vale dizer. Caso Vossa Excelência entenda que está presente o dever de indenizar. Ora. estaria se admitindo o enriquecimento sem causa da Autora. a boa fama. por completo. nem tão difícil quanto a explicação do manual. o que apenas se admite ad argumentandum tantum.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 62/76 Em tais casos. 4. no trânsito. privacidade. como também em razão do entendimento esposado pela jurisprudência. Ao contrário do que afirma uma pequena parte da doutrina. O entendimento em contrário. Se assim não se entender. além da existência da culpa do agente e o nexo causal entre ação/omissão e o dano. No tocate ao pedido de reparação por danos morais. o dano moral. repita-se uma vez mais. incentivaria a tão falada e propagada INDÚSTRIA DO DANO MORAL. assim como a lei. Assim sendo. pela ação ou omissão de outrem. devendo-se sempre atentar para o fim da lei. a indenização não pode ter qualquer ideal punitivo em face da autora do ato. Mero dissabor. onde se buscam indenizações pelos mais triviais aborrecimentos. entre amigos e até no ambiente familiar. política e econômica do ofendido. natureza e repercussão da ofensa. aborrecimento. por si só. não estando presente. Do contrário. foi de natureza levíssima. ao mínimo. por diversas razões: Nada é tão fácil quanto parece. acabaremos por bana lizar o dano moral. O que não é admissível é a cumulação do dano estético com o moral.a durabilidade do dano. tais situações não são intensas e duradouras. em coerência aos princípios que norteiam a obrigação de indenizar. em forma de prejuízo.comportamento subjetivo do ofensor. não só pelas peculiaridades do caso. causando-lhe aflições. em sua obra Programa de Responsabilidade Civil: “Nessa linha de princípio.. esta deve ser suficiente apenas a restabelecer o status quo ante. vez que não sofreu nenhuma repercussão negativa ao seu patrimônio imaterial. 1538 do Código Civil. eis que não são situações intensas e duradouras. observando os princípios gerais do direito. fugindo à normalidade. a doutrina e a jurisprudência.

Se por acaso a presente ação seja julgada procedente. não se pode falar em caráter punitivo da indenização. o instituto é uma pena civil. documental suplementar e pericial. é princípio geral do Direito Processual Civil aquele segundo o qual a condenação da parte em processo judicial constitui.A. sejam julgados improcedentes os pedidos iniciais. (lei de Murphy) . situação contrária ao ordenamento jurídico interno. Por todos esses motivos. nem tão difícil quanto a explicação do manual. 76 do CPC. Em terceiro lugar. estar-se-ia punindo-a duas vezes pelo mesmo fato. como uma “multa processual”. Pelo exposto. __ de abril de ____. Nada é tão fácil quanto parece. Em quarto lugar. essa doutrina está sendo revista no próprio país de origem. Rio de Janeiro. da Constituição Federal). sob pena de confissão). de preferência com o aval do Poder Judiciário. UNIBA NCO SEGUROS. especialmente oral (testemunhal e depoimentos pessoal da Autora. porque devido aos abusos cometidos por conta de indenizações que prejudicaram a saúde financeira de muitas empresas. o valor recolhido a título de “punitive damage” é destinado ao Estado. e o ordenamento brasileiro proíbe a aplicação de qualquer pena não pr evista na Lei (artigo 5º. requer seja acolhida a denunciação à lide responsabilizando o denunciado. p or si mesma. na forma do art. no mérito. alerta e punição da parte vencida. motivo pelo qual. Termos P. pois concedeu algo além da indenização pleiteada. requer seja acolhida a preliminar levantada pela ora contestante e.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 63/76 Primeiro. Em segundo lugar. N. O instituto da reparação civil significa resti tuição ao estado anterior à ocorrência dos danos causados. XXXIX. Qualquer decisão que fuja a essa definição será extra petita. no direito norte-americano. Protesta-se por todos os meios de prova em direito admitidos. ao arbitrar valor exagerado em condenação imposta à ré. sinalizando para que não se repita a prática ilícita sob pena de nova condenação. e não menos importante.U. porque nos E. Deferimento. e o que se tem visto no Brasil é pura tentativa de enriquecimento ilícito por parte da Aut ora da demanda.

sem julgamento de mérito. Assim. 37. Cdc. DJ 11/6/2001. que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer. se cabível.Alega o recorrente que. ou a quem lhe faça as vezes. a denunciação da lide. caberia ao Município responder objetivamente perante terceiros. 13 e 88 do CDC. Precedentes citados: REsp 660.A Turma negou provimento a recurso extraordinário em que se sustentava ofensa ao art. possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado que preste serviço público. depois de provada a culpa ou o dolo do servidor público. § 6º. Rel. asseverou-se a distinção entre a possibilidade de imputação da responsabilidade civil. pela reparação de danos ocasionados por ato ou por omissão dos seus agentes. DJ 6/12/2004. concluiu-se que o mencionado art. RE 327904/SP. REsp 750. Min. nos casos de dolo ou de culpa. na espécie.8. decisão mantida pelo Tribunal de Justiça local. em prol do servidor estatal. assim. da CF.2006. a recorrente propusera ação de perdas e danos em face de prefeito. julgado em 15/9/2005. No tocante à ação regressiva. não se lhe aplica a vedação contida nos arts. Responsabilidade Civil do Estado e Agente Público . objetivamente. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Esse processo fora declarado extinto. por isso. consagra dupla garantia: uma em favor do particular. não haveria como se extrair do citado dispositivo constitucional a responsabilidade per saltum da pessoa natural do agente. se eventual prejuízo ocorresse por força de agir tipicamente funcional. mas um prestador de serviços.178-RJ. Considerou-se que. § 6º. entendeu-se que. da CF. por não ser o banco um comerciante. abrangeria apenas o ressarcimento ao erário. Aduziu-se que somente as pessoas jurídicas de direito público ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos podem responder. Essa. A Min. 37. o decreto de intervenção em instituição privada seria ato típico da Administração Pública e. e entre o direito concedido ao ente público. Min. No caso. O entendimento deste Superior Tribunal é o de que descabe a denunciação da lide nas ações fulcradas em relação de consumo .DENUNCIAÇÃO DA LIDE JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA 64/76 Denunciação da lide. pelo suposto prejuízo a terceiro. ao argumento de ser cabível o ajuizamento de ação indenizatória diretamente contra o agente público. por ilegitimidade passiva do réu.113-RJ. sem a responsabilização do Estado. Carlos Britto. Cármen Lúcia acompanhou com reservas a fundamentação. de ressarcir-se perante o servidor praticante de ato lesivo a outrem. enquanto estes atuarem como agentes públicos. em sede de ação regressiva. 15. e Ag 364. Em face disso. (RE-327904) Nada é tão fácil quanto parece. pleiteando o ressarcimento de supostos prejuízos financeiros decorrentes de decreto de intervenção editado contra hospital e maternidade de sua propriedade. Fernando Gonçalves. outra. cabendo. Descabimento . à pessoa física do agente estatal. de forma direta e imediata.031-SP. rel. (lei de Murphy) .

Há razão para isto.2006 p. In casu. por eventuais danos causados em decorrência de suas decisões. movido por interesses escusos. a Turma deu provimento ao recurso. A ninguém é lícito interferir neste juízo. Agentes públicos RECURSO ESPECIAL. o hospital ajuizou ação de cobrança contra o réu. Responsabilidade civil. em tese. no exercício de suas funções. mister se faz tecer algumas considerações acerca do instituto da denunciação à lide. Relator entendeu se fazer necessária a interpretação da expressão “prazo para contestar” previsto no mencionado dispositivo. a fim de eximir-se de eventual ação regressiva e de indenização. de maneira que eventual tentativa de aditar a contestação será freada pelo óbice da preclusão consumativa. com o próprio patrimônio. assim entendida a obrigação de o denunciado proteger o denunciante da pretensão do autor da lide principal. 65/76 Na espécie. cumulativamente. objetivando o recebimento de valor referente a tratamento médico-hospitalar cujo custeio foi negado pelo plano de saúde contratado por ele. de representar. ora recorrido.deve estar protegida de alguma forma. (lei de Murphy) . se quiser. é dizer-se. pareceres ou denúncias? Evidentemente. Rel. Aqui o ponto de maior relevância: o Promotor. ademais. Para tanto. Não há. TERCEIRA TURMA. Mas o exercício desta prerrogativa não pode extrapolar as atribuições funcionais previstas em lei. se representa ou não. O recorrido apresentou contestação e dias após. quando o réu adianta a contestação. sem desmerecer as particularidades do modelo pátrio (que. em tese. 138) No próprio julgado o STJ diz assim: VOTO . embora a denunciação tenha sido oferecida antes do transcurso do prazo legal de contestação. sendo suspenso o andamento do feito. INDENIZAÇÃO. ou Procurador da República. agido no uso de suas prerrogativas legais ou constitucionais? A grande maioria dos julgados afasta essa possibilidade. 71 do CPC. julgado em 18. b) o direito de defesa judicial. responder civilmente por seus atos que extrapolem as atribuições legais do cargo. embora com ênfases diversas. 71 do CPC deve levar em consideração esses três objetivos. Em qualquer dos sistemas existentes ao longo da história (germânico. Deve-se considerar. certamente os agentes públicos não devem responder pessoalmente pelos danos causados a terceiros. . Entende-se que o lesado deve cobrar do Estado o ressarcimento. para que se obtenha subsídios necessários à correta interpretação do preceito acima. esta já havia sido apresentada e o juiz já havia determinado a intimação do autor para apresentar réplica.099. Se oferece denúncia temerária ou emulatória. REsp 1. PROCURADORES DA REPÚBLICA.A responsabilidade nestes casos. ao permitir que o denunciado. por exemplo. o agente do Ministério Público estará prevaricando.especialmente dos agentes políticos . Nada é tão fácil quanto parece. Contestação. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Contudo. O Procurador da República tem a prerrogativa de denunciar. romano ou brasileiro). AGENTES PÚBLICOS. ou seja. Min. em que se apurará a existência de má-fé ou abuso de direito na conduta do réu. limites que correspondem à estrita obediência à lei e ao interesse público. Lide. A jurisprudência é ainda mais firme neste sentido quando se trata de magistrados ou membros do Ministério Público. que. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. sem amparo na lei. Diante disso. ele abre mão do restante do prazo legal de apresentação de resposta. a denunciação à lide pode ser apresentada após o oferecimento da contestação e dentro do prazo legal para contestar. o que foi deferido pelo juiz.439-RS. porque lhe garantir a mesma proteção de que gozam aqueles que atuam corretamente. c) o direito de regresso. É a garantia de independência no exercício da função pública. ainda que tenham.06. DJ 19. em tal caso. a necessidade de conferir ao denunciado a oportunidade de pleitear o malogro da demanda originária. propiciar ao denunciante a recomposição dos prejuízos que vier sofrer com a ocasional derrota na demanda principal. Havendo o oferecimento antecipado da contestação. à luz do art. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS. Como seria possível o trabalho de um promotor ou de um juiz constantemente acuado pela possibilidade de responder. . tem autonomia para decidir se denuncia ou não. ofereceu denunciação à lide em desfavor da empresa de plano de saúde. o instituto da denunciação da lide sempre se voltou para três finalidades: a) o dever de defesa judicial em favor do denunciante.2005. julgado em 19/3/2009. Há. deve ser examinada após a instrução processual.08. A questão está em saber se. Primeiramente.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Denunciação. a atuação dos agentes públicos .MINISTRO HUMBERTO GOMES DE BARROS (Relator): A questão a ser resolvida é palpitante: os agentes públicos podem responder pessoalmente pelos danos causados a terceiros. o Min. Massami Uyeda. mitiga o dever de defesa judicial. Agindo nos limites de suas prerrogativas. manifeste-se a favor do autor da demanda). INEXISTÊNCIA DE OBSTÁCULO LEGAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. Essa é a regra geral. EXERCÍCIO DAS ATRIBUIÇÕES. contudo. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. A interpretação do art. (REsp 759272/GO. Rel. LEGITIMIDADE PASSIVA CONDICIONADA À INSTRUÇÃO PROCESSUAL. ele deve assumir a responsabilidade por sua opção.Os membros do Ministério Público podem.

Lide. apenas contra o banco.006-SP. está amparada por expressa disposição legal (arts. ou seja. nem tão difícil quanto a explicação do manual. empenhar-se na defesa.253-DF. 187). Assim. 475 do CC/2002). Min. o que habilita a parte lesada pelo descumprimento do contratado a pleitear sua resolução e a indenização por perdas e danos (art. julgado em 26/2/2008. o juiz vai poder dizer se os réus agiram em conformidade com suas atribuições funcionais ou se atuaram de má-fé. Min. e 53 da Lei n. por lei ou contrato. justificada está a denunciação da lide (art. 70.092 do CC/1916 e art.610/1998). REsp 670. DJ 3/4/2006. Há fundamento novo quando o direito de regresso não deriva. poderia haver um reflexo em uma eventual demanda para cobrança de diferença. ação cominatória combinada com condenatória a fim de transferir o veículo sob pena de multa diária e receber a restituição de parcelas pagas indevidamente. porquanto ele tem interesse direto na condenação. com exclusividade. Rel. caso esta venha a negar o seguro. REsp 97.675-SP. DJ 12/8/2002. I. III. Segurado. A jurisprudência deste Superior Tribunal entende não permitir a denunciação da lide em casos de alegado direito de regresso quando seu reconhecimento requeira a análise de fundamento novo que não conste da lide originária. Não vejo como impedir o prosseguimento da demanda. Rel. Em razão de sua relação com a seguradora. III. Concedida a tutela antecipada. Edição. 29. contrato bilateral e oneroso por natureza. Contrato. não há que se cogitar de fundamento novo.080-ES. 1.253-DF. que os réus carecem de legitimidade para figurar na demanda indenizatória.141. o consumidor faleceu e a seguradora negou-se a honrar a apólice ao argumento de que havia doença preexistente. não conheço do recurso especial. Rel. Frente a isso e ao cenário fático-jurídico ajuntado ao acórdão ora recorrido. com lastro no mencionado artigo do CPC. cuida-se de avença derivada de contrato de edição de obra literária (conhecido dicionário). ao atribuí-la. que é legal. Poderia ainda. Regresso.418-SP. Assim. Na terminologia da Turma. Se assim não fosse. Min. julgado em 1º/10/2009. Há confusão entre a preliminar de ilegitimidade passiva e o mérito da causa. logo se percebe que não há direito de o banco ressarcir-se da seguradora. dado o tumulto que trará à marcha processual. Então. (lei de Murphy) . Só então se poderá falar em legitimidade ou ilegitimidade passiva. o que não é aceito pela jurisprudência e pela doutrina. Trata-se de ação indenizatória em acidente de trânsito em que o Tribunal a quo excluiu a seguradora litisdenunciada da lide. na inadimplência de prestações. em contrariedade ao princípio da instrumentalidade e celeridade do processo. Seguradora. sociedade pertencente ao mesmo grupo econômico do qual faz parte o banco. e REsp 49. por exemplo. Precedentes citados: REsp 191. diferente do DPVAT. é necessária a participação do segurado na lide. Lide.394-PR. desde já. busca o banco recorrente. Porém. julgado em 6/10/2009. REsp 648. Uma vez que o seguro tem natureza contratual. a terceiro. Lide. o espólio propôs. Nada é tão fácil quanto parece. do CPC). João Otávio de Noronha. como aplicação de multa e a cassação da carteira de habilitação. eximir-se de sua responsabilidade sobre o evento danoso. direta e incondicionalmente.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 66/76 Todas estas considerações levam-me a constatar: é impossível dizer. Aldir Passarinho Junior. do CPC) com fins de resguardo do direito de regresso oriundo de eventual sucumbência na ação principal. O dispositivo legal. Denunciação. inclusive perante o órgão de trânsito. DJ 8/8/1994.118-PR. Luis Felipe Salomão. A Turma entendeu que o ajuizamento da ação indenizatória pode ser contra a seguradora e o beneficiário do seguro. da lei ou de contrato celebrado com a denunciante e quando se necessite recorrer a outros elementos para evidenciá-lo. Depois da instrução processual. Denunciação. 70. A seguradora não está obrigada.998-RS. Anoto finalmente que o novo Código Civil consagra a responsabilização civil por abuso de direito (Art. o reconhecimento de sua ilegitimidade passiva e a denunciação à lide da seguradora (art. Ressalta-se que os acidentes acarretam outros efeitos. Seguradora. se a condenação securitária não fosse suficiente. a ser firmado com seguradora. Por último. 9. DJ 4/5/1998. daí não haver razão para a denunciação à lide. pois não há vínculo contratual ou legal entre eles. Esse negócio condicionou-se à adesão do consumidor a contrato de seguro que quitaria o financiamento em caso de óbito. Banco. prestigiou firme tendência doutrinária e jurisprudencial. Nesse contexto. Precedentes citados: REsp 648. sendo o segurado protagonista do acidente e conhecendo a dinâmica dos fatos. Denunciação. haverá uma dificuldade a ser suplantada. REsp 1. a garantir o resultado da demanda. o que torna incabível uma eventual pretensão regressiva. DJ 3/4/2006. e REsp 58. Seguro. o segurado renovará o contrato de forma mais onerosa. o banco busca. O consumidor e o banco firmaram contrato de abertura de crédito com alienação fiduciária a recair sobre o automóvel adquirido. Na verdade. REsp 934. no REsp. a Turma conheceu do recurso e deu provimento a ele para condenar a seguradora litisdenunciada solidariamente com o réu até o limite da cobertura do contrato de seguro. No caso. DJ 29/4/1996. como não há liame jurídico entre o terceiro e a seguradora. embora não possa ser aplicado ao caso concreto. se responsabilizado pelo acidente.

719-SP. a Turma não conheceu do recurso. DJ 29/9/2003.DENUNCIAÇÃO DA LIDE Denunciação da lide. o pedido de denunciação à lide foi indeferido. jamais do recorrente. Durante a fase probatória. 249. REsp 879. descabida é a condenação de honorários em razão da denunciação. DJ 8/4/2002. nem tão difícil quanto a explicação do manual.723-RS. Intervenção. Assim. Luis Felipe Salomão. o ora recorrido não recolheu as custas para a nova perícia. do CPC. O recorrente estava representado nos autos quando ela foi realizada. REsp 120. tendo oportunidade de opor-se a ela e apresentar o termo de seu inconformismo. Com esse entendimento.567-SP. Antônio de Pádua Ribeiro. a Turma negou provimento ao recurso. julgado em 16/3/2010. alega que houve simulação de negócios levados a registro com assinaturas falsas. devendo quem quer que seja acionado suportar os honorários advocatícios fixados inicialmente para o caso de pronto pagamento . mas com a causalidade do processo de execução. 67/76 Não houve resistência da denunciada. § 1º. com ressalvas da Min.084-MS. A resistência à utilização dessa prova poderia vir de um dos litisdenunciados.796-RS. foi produzida perícia na qual se constatou a falsidade das assinaturas apostas nos contratos levados a registro. Anulação. Estes não têm nenhuma relação com a dívida principal decorrente da apólice. a obrigação decorrente da sentença condenatória passa a ser solidária em relação ao segurado e a ela. Sucumbência. a Turma conheceu do recurso e lhe deu provimento para que sejam incluídos no valor da execução os honorários inicialmente fixados para o pronto pagamento. Assim. (lei de Murphy) . Terceiros. Rel. Min. DJ 12/4/2007. Contudo. a qual deve ser imputada a ambos os consortes do processo de conhecimento. e REsp 285. REsp 142. Min. este Superior Tribunal reverteu a decisão interlocutória e determinou que o pedido de denunciação à lide fosse processado. Prova. Min. que aceitou a condição de litisconsorte do réu denunciante. DJ 12/4/1999. O juiz de primeiro grau.923-PR. prosseguindo o processo seu trâmite regular. Obrigação solidária. Nancy Andrighi. que permaneceram inertes e deram ensejo à movimentação da máquina judicial. após contestação. o não pagamento voluntário da condenação por qualquer deles é causa do processo de execução. Dessarte. Nada é tão fácil quanto parece. Trata-se de ação declaratória de nulidade de escritura pública e dos registros realizados na qual o autor. Precedentes citados: REsp 530. julgado em 12/5/2007. Logo. A prova foi realizada com a observância do contraditório e da ampla defesa. A Turma entendeu que a prova produzida anteriormente não deve ser considerada inexistente. Honorários advocatícios. conforme o art. Rel. Assim. ao considerar tardia a intervenção no processo dos litisdenunciados. Rel.744-RO. Porém. segurado e seguradora. ora recorrido. Quando a seguradora assume a condição de litisconsorte junto com o segurado denunciante no processo de conhecimento. então a sentença julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. pois não se desincumbiu o autor de seu ônus processual. Nancy Andrighi. REsp 886. julgado em 4/5/2004. A jurisprudência assente neste Superior Tribunal afirma que a declaração de nulidade dos atos processuais depende de demonstração de existência de prejuízo à parte interessada. Precedente citado: RMS 18. o que não ocorreu no caso. determinou novamente a produção de prova pericial.

inadimplente a cooperativa. para que se obtenha subsídios necessários à correta interpretação do preceito acima. após a citação e contestação do litisdenunciado. REsp 505. conforme previsto no estatuto da instituição e na Lei n. A interpretação do art. cumulativamente.404/1976. Por outro lado. Min. o Min. não houver ainda sido determinada a prática de qualquer outro ato processual. embora a denunciação tenha sido oferecida antes do transcurso do prazo legal de contestação. Nada é tão fácil quanto parece. sem se acercar de todas as cautelas. com amparo nas teorias da aparência e boafé. o que foi deferido pelo juiz. assim entendida a obrigação de o denunciado proteger o denunciante da pretensão do autor da lide principal. sendo nula de pleno direito. vencido. Assim. nem tão difícil quanto a explicação do manual. submetida a questão ao antigo Tribunal Federal de Recursos. Além disso. Havendo o oferecimento antecipado da contestação. posteriormente houve a intervenção da União. Lide. o tribunal a quo baseou-se na interpretação do estatuto do BNCC. o instituto da denunciação da lide sempre se voltou para três finalidades: a) o dever de defesa judicial em favor do denunciante. Luis Felipe Salomão. havia necessidade de autorização formalizada pela diretoria executiva. a necessidade de conferir ao denunciado a oportunidade de pleitear o malogro da demanda originária. julgava procedente o pedido inicial. objetivando o recebimento de valor referente a tratamento médico-hospitalar cujo custeio foi negado pelo plano de saúde contratado por ele. Fiança. ao permitir que o denunciado. Já na Justiça Federal. assinou carta de fiança. Denunciação. O recorrido apresentou contestação e dias após. Argumentou-se que não se poderia contratar uma operação de um milhão de dólares. Sucede que. a denunciação da lide pelo réu só poderá ser oferecida se ainda não tiver escoado o prazo legal da contestação e. (lei de Murphy) . Rel. Diante do exposto. o Min. condutor da tese vencedora. à luz do art. ele extrapolou seus poderes de gestão. A questão está em saber se. o hospital ajuizou ação de cobrança contra o réu. ele admitiu a assistência da União e anulou a sentença por entender cabível a denunciação à lide. as quais foram rechaçadas pelo voto vista do Min. Assim. Para dar essa fiança. e o extinto Banco Nacional de Crédito Cooperativo S/A (BNCC). é dizer-se. Rel. 71 do CPC. Rel. Contestação.DENUNCIAÇÃO DA LIDE 68/76 Cobrança. reconhecendo que. que detinha atribuições indelegáveis e capacidade para deferi-la. pautado na regularidade da aparência. romano ou brasileiro). declarando-se solidariamente responsável pelas obrigações da nota de crédito à exportação concedida à principal pagadora (cooperativa exportadora). a Turma deu provimento ao recurso . por intermédio de seu então presidente. ele abre mão do restante do prazo legal de apresentação de resposta. na garantia fidejussória a terceiro dada pelo então presidente. sem desmerecer as particularidades do modelo pátrio (que.099. a Turma. se quiser. julgado em 19/3/2009. c) o direito de regresso. Para tanto. que. ora recorrido. Fernando Gonçalves. manifeste-se a favor do autor da demanda). Na espécie. ademais. sucessora do BNCC (após sua extinção). O banco recorrente concedeu financiamento à cooperativa. o Min. não conheceu do recurso. o banco credor moveu ação de cobrança contra o banco garante para reaver o crédito concedido ao terceiro. Na contestação. afirmando que houve extrapolação dos poderes do então presidente. principalmente verificar se o signatário da garantia estava investido de poderes para tanto. mitiga o dever de defesa judicial. a denunciação à lide pode ser apresentada após o oferecimento da contestação e dentro do prazo legal para contestar. por maioria. por exemplo. para acórdão Min. Diante disso. Deve-se considerar. Então. sendo suspenso o andamento do feito. esta já havia sido apresentada e o juiz já havia determinado a intimação do autor para apresentar réplica. nomeado pelo presidente da República.439-RS. b) o direito de defesa judicial. embora com ênfases diversas. ofereceu denunciação à lide em desfavor da empresa de plano de saúde. aceitou a fiança assinada pelo presidente de instituição financeira. reconhecia inafastável a tutela do direito do recorrente. 6. 71 do CPC deve levar em consideração esses três objetivos. propiciar ao denunciante a recomposição dos prejuízos que vier sofrer com a ocasional derrota na demanda principal. bem como ajuizou ação declaratória incidental de nulidade de carta de fiança julgada na Justiça comum. condenando a União (sucessora do BNCC) ao pagamento das importâncias reclamadas. originário Min. quando o réu adianta a contestação. mister se faz tecer algumas considerações acerca do instituto da denunciação à lide. de boa-fé. o réu (BNCC) denunciou seu presidente na época dos fatos. Primeiramente. Relator entendeu se fazer necessária a interpretação da expressão “prazo para contestar” previsto no mencionado dispositivo. que. Daí o REsp. In casu. ao prosseguir o julgamento. Fernando Gonçalves concluiu que rever a decisão a quo necessitaria do reexame de provas e fatos. a fim de eximir-se de eventual ação regressiva e de indenização. julgado em 15/4/2010. de maneira que eventual tentativa de aditar a contestação será freada pelo óbice da preclusão consumativa. a fiança não se revestiu das formalidades indispensáveis à legalidade do ato. Bancária. Relator. Em qualquer dos sistemas existentes ao longo da história (germânico. Massami Uyeda. o TRF deu provimento à apelação da União.506RS. REsp 1. ou seja. Dessarte. Fernando Gonçalves.

euvoupassar. quando na verdade é mero detentor. Logo “A” nomeará à autoria “B”. Nessa situação. em decorrê ncia de sua legitimidade passiva.com. que. nela o mero detentor ou aquele que causou o dano em nome de outrem e é demandado indevidamente indica em juízo o proprietário.Suponha que Antônio. (lei de Murphy) . mas ele sé é proprietário de 25m². que tem como objetivo corrigir vício de ilegitimidade passiva do processo. tenha cumprido ordens deste para retirar madeira na fazenda de Celso. Ex.NOMEAÇÃO À AUTORIA 69/76 CONCEITO Arts. Fonte111 109 Existem hipóteses que mesmo excluindo o outro . tenha proposto a ação de reparação de danos materiais contra Antônio. diante disso. mas permanecerá no processo em razão de sua legitimidade passiva.3) . 62 a 69 do CPC É intervenção de terceiro obrigatória. É o que ocorre na hipótese que “A”é demandado como se fosse dono de um terreno de 50m². (CESPE/OAB/2008. o nomeante à autoria permanece no processo. sendo tão somente caseiro (detentor) da outra metade que pertence a “B”. possuidor ou responsável. no prazo para a defesa. é lícito a Antônio: requerer a nomeação à autoria contra Carlos. forçada e excludente109.: caso em que alguém é demandado como possuidor do bem. hipótese em que deverá o demandado nomear à autoria o possuidor ou o proprietário da coisa. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Mozart Borba in www.br Nada é tão fácil quanto parece. privativa do réu. 111 110 Imagem retirada de trabalho do prof. por ser dono da outra metade do terreno. empregado de Carlos. visando transferir-lhe a posição de réu110.

Antes que o dono volte. 69. ele seja esbulhado. pelo princípio da fungibilidade. este deverá nomear à autoria o possuidor ou o proprietário. Suponha-se que o proprietário He um terreno esteja viajando e que. E. Ao voltar. também. dispõe que se o direito material estabelecer uma coobrigação (responsabilidade solidária) entre mandatário e mandante. o juiz. nesse caso. mas deverá nomear à autoria o verdadeiro invasor. seria. 113 Exemplo retirado da obra de Marcus Vinícius Rios Gonçalves – Novo Curso de Direito Processual Civil – Volume 1. nem tão difícil quanto a explicação do manual.NOMEAÇÃO À AUTORIA HIPÓTESES DE CABIMENTO 70/76 Art. ou seja. deverá112 nomear à autoria o proprietário ou o possuidor. sendo-lhe demandada em nome próprio. durante sua ausência. Saraiva. nesse caso. 112 Art. aquele que pratica atos sob ordens ou instruções de terceiro (mandante).nomeando pessoa diversa daquela em cujo nome detém a coisa demandada. p. o invasor afasta--se do imóvel. não haveria ilegitimidade passiva. Formar-se-á um litisconsórcio passivo ulterior. já que. 63. deve-se ter a reparação de danos causados em virtude de uma prática ilícita. Luiz Fux) defende que a conditio sine qua non da nomeação à autoria é a ilegitimidade passiva. Aplica-se também o disposto no artigo antecedente à ação de indenização. para que a nomeação à autoria seja cabível nessa hipótese a relação de direito material não poder ter no mandatário a figura do responsável pelo ressarcimento dos danos. o réu deve ser o mandatário. parte legítima. como objeto da demanda. Flávio Cheim Jorge. deixando ali um seu preposto. A melhor doutrina processualista (Dinamarco. 2009 Nada é tão fácil quanto parece. O réu é parte ilegítima. dependendo do tipo de discussão no caso concreto. Responderá por perdas e danos aquele a quem incumbia a nomeação: I . Nesse caso. intentada pelo proprietário ou pelo titular de um direito sobre a coisa. O réu pode nomear à autoria o mandante. quando lhe competir. ou em cumprimento de instruções de terceiro. 167. pedindo a sua substituição no polo passivo113. 62. Aquele que detiver a coisa em nome alheio. deve receber o pedido de nomeação à autoria como um pedido de chamamento ao processo. Assim. e como réu da demanda figurar o mero detentor. (lei de Murphy) . inclusive. toda vez que o responsável pelos prejuízos alegar que praticou o ato por ordem. Sendo assim. que obedece a ordens e determinações suas. II . o proprietário pode ter a falsa impressão de que o esbulhador é o empregado e ajuizar em face dele eventual ação possessória ou reivindicatória.deixando de nomear à autoria. mero detentor. Se o objeto da demanda for a discussão sobre a posse ou sobre a propriedade de um determinado bem. Art. não será cabível a nomeação à autoria. já que o mandatário.

ele. 267. suspenderá o processo114 e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. o réu que não seja figura legítima para participar do processo tem a obrigação de indicar aquele que deveria estar em seu lugar (sob pena de perdas e danos . Se o nomeado reconhecer a qualidade que Ihe é atribuída. recusando-o. 66119 – uma vez citado da ação. o processo prosseguirá contra o réu originário. Diante da nomeação. 69). por ilegitimidade passiva. O nomeante continua como réu (recebe novo prazo para contestar – 15 dias – art. abrindo as seguintes hipóteses: Se aceita Se não aceita 1ª Aceitação Autor O pólo passiva é alterado e o novo réu deve ser citado. Art. tanto o autor quanto o terceiro deve concordar com a nomeação. Já a doutrina majoritária (Dinamarco. o processo continuará contra o nomeante. nem tão difícil quanto a explicação do manual. seguir para extinção sem resolução do mérito.SISTEMA DA DUPLA ACEITAÇÃO 71/76 Art. Com relação à recusa. 67) e o processo prossegue. Nelson Nery. pois para que ocorra a extromissao de parte. contra ele correrá o processo. Se o terceiro se recusar. provavelmente. ao autor incumbirá promover-lhe a citação. sem resolução de mérito: Vl . sendo assim. Para que a nomeação à autoria seja válida. o autor da ação decide se aceita a mudança no pólo passivo ou se não a aceita. Art. O pólo passivo é mantido. 64. por ilegitimidade passiva118. provavelmente117. o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa.quando não concorrer qualquer das condições da ação. ou quando este negar a qualidade que Ihe é atribuída. será necessária a aceitação do autor da ação e do nomeado. ao deferir o pedido. a doutrina se divide no que diz respeito aos seus efeitos. Ovidio Batista) entende que a recusa de participar no processo ao ser citado viola o princípio da inevitabilidade da jurisdição. a nomeação não terá valor e o processo continuará a correr contra aquele que fez a nomeação.NOMEAÇÃO À AUTORIA PROCEDIMENTO . 115 116 Art. ele deverá ser incluído no pólo passivo como revel. Sendo assim.art. Em ambos os casos. (lei de Murphy) . a legitimidade das partes e o interesse processual. Marinoni) entende que a nomeação à autoria depende da dupla concordância/aceitação. como a possibilidade jurídica. 119 Nada é tão fácil quanto parece. Se um dos dois não a aceita. 118 Art. se a negar. Quando o autor recusar o nomeado. 65115 – se está presente alguma das hipóteses do art. 65. 62 ou 63 (hipóteses de cabimento). o juiz. litispendência etc. nomeia aquele que deveria ser o réu (o integrante da relação jurídica material). Aceitando o nomeado. 117 Provavelmente. abrindo as seguintes hipóteses: Destaque: o nomeado pode recusar a nomeação Se aceita O nomeado substitui o nomeante e apresenta contestação normalmente. como no caso de coisa julgada. 2ª Aceitação Nomeado Se não aceita 114 Suspensão imprópria: somente o procedimento principal é suspenso. assinar-se-á ao nomeante novo prazo para contestar. para a extinção sem resolução do mérito. 66. ficará sem efeito a nomeação. 67. o réu. A doutrina minoritária (Bedaque. porque há possibilidade de o juiz extinguir o processo em razão de outro vício. Art. o nomeado decide livremente se aceita ou não a nomeação. Art. O Nomeante continua a ser réu (e recebe novo prazo para contestar116) e o processo deve. Extingue-se o processo.

já que ele não faria parte da ação secundária. 77 a 80 do CPC Art. Arruda Alvim. que tem a faculdade (não o dever) de trazer ao processo os coobrigados. Dinamarco. 120 CONCEITO É uma denunciação da lide qualificada Palavra chave: Solidariedade (co-obrigação) LITISCONSÓRCIO ULTERIOR E FACULTATIVO Doutrina majoritária (Humberto Theodoro Jr. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores. O credor. Critica-se esse entendimento. 123 Posição minoritária .. parcial ou totalmente. cuja grande especialidade é que ele é formado pela vontade do réu123.CHAMAMENTO AO PROCESSO 72/76 Art. a responsabilidade de cada um.elaborada pelo professor Mozart Couto. como assistentes. 275. em litisconsórcio.Uma parcela da doutrina (Nelson Nery. porque o assistente litisconsorcial tem poderes de litisconsorte.Julgue os itens subseqüentes. II . ( ) O chamamento ao processo consiste na admissibilidade de o réu fazer com que co-devedores solidários passem a integrar o pólo passivo da demanda junto com ele. III . na mesma sentença. dando causa à instauração do litisconsórcio passivo122. de qualquer forma. . Figura Erro! Apenas o documento principal. a fim de que o juiz declare. O art. parcial ou totalmente. Ovídio Batista) entende que com o chamamento ao processo haverá uma ampliação subjetiva e objetiva do processo por meio da criação de uma nova ação. pois eles podem participar. quando para a ação for citado apenas um deles./STF/2008) . Marinoni) entende que no chamamento ao processo ocorre um litisconsórcio ulterior e facultativo. É exatament e a mesma ideia da denunciação da lide. nem tão difícil quanto a explicação do manual. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. só estaria litigando contra o obrigado escolhido. 122 Nada é tão fácil quanto parece. 77.dos outros fiadores. a escolha é do réu. todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto121. nesse caso. Trata-se de intervenção provocada pelo réu. o credor estará litigando contra quem ele não escolheu. pois.do devedor. a dívida comum. CC Art. a dívida comum. 121 120 CESPE/Analista – Jud. 275 do CC dispõe que a escolha do credor é somente contra quem ele vai propor a ação. se o pagamento tiver sido parcial. Assim.de todos os devedores solidários. relativos à intervenção de terceiros. É admissível o chamamento ao processo: I . Serão assistentes litisconsorciais (são titulares dos direitos discutidos). pois os demais coobrigados participarão sim da ação originária. Assim. haveria uma ação originária entre o credor e o obrigado por ele escolhido e uma ação secundária entre o devedor escolhido pelo credor e os demais devedores chamados ao processo. assim. na ação em que o fiador for réu. mesmo que não sejam partes. no mínimo. (lei de Murphy) . mas não contra quem ele vai litigar.

a fim de exigir dele a integralidade do que houver pago124.. parcial ou totalmente. a dívida comum. já que a prática dos negócios fez com que os casos de aplicação da regra fossem raríssimos. o devedor não poderia indicar bens do devedor principal. etc.Carla e Renata eram fiadoras de André em contrato de locação de um apartamento residencial. Em face dos outros devedores solidários pelo réu devedor solidário Cláusula genérica que engloba as demais (CESPE/OAB/2008. torna-se essencial. o chamamento ao processo é o que possibilita no futuro o exercício do direito do beneficio de ordem. Logo. Mas o direito de sub-rogação ao direito do credor persiste para o fiador.)promover o chamamento ao processo de Renata. faça incluir no processo o devedor pr incipal. Considerando a situação hipotética apresentada. Ocorre que o benefício de ordem é exercido no processo executivo. Nada é tão fácil quanto parece. Assim. nem tão difícil quanto a explicação do manual. Como André não pagou os últimos três meses de aluguel. não poderá o fiador alegar o benefício de ordem. só existirá título executivo contra este.. na ação em que o fiador for réu. Em face do devedor pelo réu fiador Benefício de ordem . 73/76 Feito o chamamento. Trata-se de co-fiança. O fiador pode indicar bens do devedor principal antes que o seu próprio patrimônio seja atingido. e freqüentes os casos de incidência da exceção). será impossível ao fiador alegar. o locador ajuizou ação de cobrança contra o locatário e Carla. que o fiador. havendo tal solidariedade apenas quando o garante tiver renunciado ao benefício de ordem. Porém. em regra (em termos teóricos. haja vista que as duas são fiadoras. voltar-se contra o devedor principal. quando para a ação for citado apenas um deles. Voltado ao fiador. Em face dos outros fiadores pelo réu fiador Dos outros fiadores.2) . na execução. cobrar deste. aos sócios.Instituto típico da execução. o fiador poderá. Nos casos em que tal renúncia não tiver ocorrido. com o que este também será condenado. pois entre os co-fiadores existe solidariedade. tem o fiador a faculdade exigir que a execução. é correto afirmar que Carla agirá corretamente se: (. demandado. mesmo não havendo chamado ao processo o devedor principal. em caráter solidário e mediante renúncia ao benefício de ordem. podendo este. (lei de Murphy) . Pois se essa demanda seguir somente contra fiador. o benefício de ordem. 124 O fiador não é. De todos os devedores solidários.CHAMAMENTO AO PROCESSO HIPÓTESES DE CABIMENTO Do devedor. sobre o patrimônio do devedor principal. É uma questão de preferência de responsabilidade patrimonial. Em não sendo feito o chamamento ao processo nesta hipótese. Em não havendo título executivo em que figure o devedor principal. para que o benefício de ordem possa ser alegado. sendo o dispositivo supérfluo. e o devedor disponha de bens capazes de suportar o cumprimento da obrigação. e só será possível sua alegação se já for possível a instauração de execução também em face do devedor principal. assim. primeiramente. já que encontra natural repouso no inciso III do mesmo art. devedor solidário. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. na hipótese de vir pagar a dívida. 77. para se exercer o benefício de ordem é imprescindível que exista um título executivo contra o devedor principal.

valerá como título executivo . Art. procedendo-se em seguida à citação do réu. (lei de Murphy) . condenando os devedores. para exigi-la. § 2o Não se procedendo à citação no prazo marcado. quanto à citação e aos prazos. 74. nem tão difícil quanto a explicação do manual. O juiz suspenderá o processo. 79. a ação prosseguirá unicamente em relação ao denunciante. 80 do CPC dispõe que o título executivo é formado contra o réu e contra o chamado ao processo. assim. o disposto nos arts. ou de cada um dos co-devedores a sua quota. na proporção que Ihes tocar. § 1o . que julgar procedente a ação. ficará suspenso o processo. O art. em favor do que satisfizer a dívida. do devedor principal. o denunciado. assumirá a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. O credor escolhe contra quem quer executar. 79 do CPC). por inteiro. a ideia de condenação solidária é indiscutível. 125 Art. dentro de 10 (dez) dias. Nada é tão fácil quanto parece. b) quando residir em outra comarca.CHAMAMENTO AO PROCESSO PROCEDIMENTO DO CHAMAMENTO AO PROCESSO 74/76 Só pode ser realizado pelo réu. mandando observar. comparecendo. dentro de 30 (trinta) dias. E aplicam-se as regras da denunciação da lide feita pelo réu (art. 72.A citação do alienante. Ordenada a citação. Art. do proprietário. Art. 80. Feita a denunciação pelo autor. ou em lugar incerto. A sentença. do possuidor indireto ou do responsável pela indenização far-se-á: a) quando residir na mesma comarca. 72 e 74125.

Se o réu houver sido declarado falido.a ação pode ser proposta no domicílio do autor.o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. Nesta hipótese. o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador. vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este. Nada é tão fácil quanto parece. nem tão difícil quanto a explicação do manual.CHAMAMENTO AO PROCESSO 75/76 Art. 80 do Código de Processo Civil. DISPOSIÇÕES DO CDC II . vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil. (lei de Murphy) . Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços . o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade. a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do art. 101. em caso afirmativo. sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título. serão observadas as seguintes normas: I . facultando-se.

poderia ser admitido como assistente litisconsorcial.CHAMAMENTO AO PROCESSO 76/76 QUADRO COMPARATIVO (CHAMAMENTO X DENUNCIAÇÃO) Chamamento ao processo Denunciação da lide Exclusivo do réu Facultada ao autor e ao réu Relação jurídica existente entre os chamados e o adversário Inexiste relação jurídica entre denunciado e o adversário daquele que realiza o chamamento do denunciante O chamado poderia ter sido parte na demanda (litisconsórcio O denunciado jamais poderia ter sido parte facultativo do autor) Ressarcimento. como regra. como regra. nem tão difícil quanto a explicação do manual. nos limites da responsabilidade chamado regressiva O chamado poderia. (lei de Murphy) . proporcional à quota-parte do Ressarcimento integral. ser admitido nos autos como O denunciado. como regra. assistente simples Nada é tão fácil quanto parece.

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