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Ato administrativo - resumo

Ato administrativo - resumo

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Estudo do Ato Administrativo “Ofício é ofício... ...ofício disso, ofício daquilo” ;) Considerações introdutórias Ato e fato jurídico Fato, evento material ou conduta humana, voluntária ou não.

 Basta que a ordem jurídica lhe  atribua efeitos para qualificar­se como fato jurídico. Ato; declaração, enunciado, pronúncia prescritiva Atos vinculados Predeterminado legalmente. Não dispõe de margem de liberdade. Atos da administração e atos administrativos a) Não são atos administrativos (embora realizados pela administração pública). 1­ atos regidos pelo direito privado. 2­ atos materiais. 3­ Atos políticos ou de governo. b) São atos administrativos (embora não realizados pela administração pública). Por ex: Atos relativos à vida funcional dos servidores do legislativo e judiciário. Portanto, a noção de ato administrativo não deve depender da noção de administração pública,  por   que   nem   todo   ato   da   administração   é   ato   administrativo   e   nem   todo   ato   administrativo  provém da administração pública. Ato administrativo, conceito: Em sentido amplo: Declaração do Estado, ou de quem lhe faça as vezes, no exercício de prerrogativas públicas,  manifestada   mediante   providências   jurídicas   complementares   da   lei   e   a   título   de   lhe   dar  cumprimento, sujeitas a controle de legitimidade por órgão jurisdicional. Em sentido estrito: É necessário incluir­se os conceitos de concreção e unilateralidade. Declaração unilateral do Estado, ou de quem lhe faça as vezes, no exercício de prerrogativas  públicas, manifestada mediante comandos concretos complementares da lei (ou, excepcionalmente,  da própria constituição, mas aí de modo completamente vinculado) expedidos a título de lhe dar  cumprimento e sujeitos a controle de legitimidade por órgão jurisdicional. Requisitos do ato administrativo Costuma­se usar a expressão elementos do ato administrativo para indicar os requisitos do ato  administrativo.   Poder­se­ia   relacionar   os   elementos   como:   sujeito,   forma,   objeto,   motivo   e  finalidade. Entretanto, atribuir a todos o nome de elementos seria incorrer em impropriedade  visto que elemento é aquilo que constitui o ato, e dentre os citados acima, há os que são  externos a ele. Classificação simplificada; Sujeito: é o autor do ato; Forma: é o revestimento externo do ato, sua exteriorização; Objeto: é a disposição jurídica expressada pelo ato, o que ele estabelece; Motivo: é a situação objetiva que autoriza ou exige a prática do ato; Finalidade: é o bem jurídico que o ato deve atender; Vontade: é a disposição anímica de produzir o ato. Sistematização Celso Antônio
Elementos ­ Conteúdo ­ Forma ­ Pressupostos de existência ­ Objeto ­ Pertinência ­ Pressupostos de validade ­ Pressuposto subjetivo (sujeito) ­ Pressupostos objetivos  ­motivo ­requisitos procedimentais ­ Pressuposto teleológico (finalidade) ­ Pressuposto lógico (causa) ­ Pressuposto formalístico (formalização)

Pressupostos­

 Em suma.1 Pressupostos de existência 2.   aquilo   que   decide.2. Sem objeto. se da omissão da administração resultar dano jurídico ao administrado.a Objeto: É aquilo sobre que o ato dispõe.a   Pressuposto   subjetivo  (sujeito):   Sujeito   é   o   produtor   do   ato.1. competência. 2. Se decorrido o prazo para a resposta.  consistindo   no   alcance   dos   objetivos   por   ele   comportados. expondo­se às sanções administrativas pertinentes.   certifica.1. Não se deve confundir  forma com formalização. ­   Requisitos   procedimentais:  Requisitos   procedimentais   são   os   que   devem. e a existência ou não de óbices à sua atuação no caso concreto. 2. preceder a um determinado ato.2.  não pode surgir ato jurídico algum. ­   que   o   juiz   assine   prazo   para   que   a   administração   se   manifeste. Assim: Causa é a relação de adequação entre os pressupostos do ato e o seu objeto. Na verdade o silêncio não  é um ato jurídico.2. em sua essência. Pressupostos do ato 2. O motivo pode ou não  ser previsto em lei.d Pressuposto lógico  (causa): Antes de tudo.   Para   cada   finalidade   que   a  administração pretende alcançar existe um ato definido em lei.   se   o   Estado   se   omite   em  respondê­lo viola o Direito. que é um modo específico de apresentação da forma.   Deve­se   avaliar   sua  capacidade. Tal omissão é um  “fato jurídico” e. . não pode ser ato administrativo. O silêncio no ato administrativo. 2. Atributos dos atos administrativos a) Presunção de legitimidade: é a qualidade que reveste tais atos de presumirem­se verdadeiros  e conformes ao Direito.2 Pressupostos de validade 2. seu meio de exteriorização.c   Pressuposto   teleológico  (finalidade):   É   o   bem   jurídico   objetivado   pelo   ato. tal omissão  pode   ensejar   responsabilidade   em   indenizar   (solidária   entre   o   Estado   e   o   servidor  responsável). 1. não confundir causa com motivo.  independemente de sua concordância. Motivo é o  pressuposto de fato. por isso.e Pressuposto formalístico  (formalização): É a específica maneira pela qual o ato deverá  ser externado.   é   o  resultado   previsto   legalmente   como   o   correspondente   à   tipologia   do   ato   administrativo. 2.   por   imposição  normativa.2. material ou juridicamente possível. é o próprio ato. Causa é a relação entre ele e o conteúdo do ato em vista da finalidade  que a lei lhe assinou como própria. A formalização é um  pressuposto formalístico de que trataremos em breve. Diz­se isso porque não  existe ato sem extroversão.b Pertinência à função administrativa:  Se o ato não for imputável ao Estado.a   Conteúdo:  É   aquilo   que   o   ato   dispõe.   sob   cominação   de   multa  diária. não há ato  administrativo. 2.   enuncia. Além disso.b Forma: É o revestimento exterior do ato. Conseqüências:  Em   relação   ao   direito   de   petição   do   administrado. 2.Análise individual 1. no caso específico. 2.2. b)   Imperatividade:  é   a   qualidade   pela   qual   os   atos   administrativos   se   impõem   a   terceiros. Decorre do chamado poder extroverso. É o vínculo de  pertinência entre o motivo e o conteúdo do ato.   opina   ou  modifica na ordem jurídica.Elementos do ato administrativo 1. o administrado poderá demandar:  ­ que o juiz supra a ausência de manifestação. Ocorre quando a administração não se pronuncia quando deve fazê­lo. um fato jurídico administrativo.b Pressupostos objetivos ­ Motivo: É o pressuposto de fato que autoriza ou exige a prática do ato. evidentemente.

Atos   de   administração   verificadora:  visam   apurar   ou   documentar   uma   situação   de   fato   ou   de  direito. c) Quanto aos destinatários do ato Atos   individuais:  os   que   têm   por   destinatário   sujeito   ou   sujeitos   especificamente  determinados. Atos complexos: resultam da conjugação de vontades de órgãos diferentes. Atos restritivos: diminuem a esfera de ação. em um procedimento contraditório. h) Quanto à situação de terceiros Atos internos: produzem seus efeitos somente no interior da administração.. g) Quanto aos resultados sobre a esfera jurídica dos interessados. porque colhidos  em razão de se incluírem numa situação determinada ou em uma classe de pessoas.. uma utilidade pública. Atos simples: produzidos pela declaração jurídica de um único órgão. Atos ampliativos: aumentam a esfera de ação jurídica do destinatário. Habeas corpus. preventivo ou repressivo. Atos de controle: discutem a eficácia dos atos da administração ativa mediante da conveniência  ou legalidade deles. pois através dela apenas se constitui uma  dada obrigação. Atos puros: os que correspondem a simples manifestações de conhecimento.   elucidar. Atos gerais:  têm por destinatário uma categoria de sujeitos inespecificados. Atos   de   administração   consultiva:  visam   informar. certas  situações.   sugerir   providências  administrativas a serem estabelecidas nos atos de administração ativa. preventivo ou repressivo.   no   exercício   da   função  administrativa. produzir. Atos de administração contenciosa:  visam a julgar. A exigibilidade é o atributo pelo qual o Estado impele à obediência. Não se confunde com a simples imperatividade. e) Quanto à função da vontade administrativa Atos   negociais   ou   negócios   jurídicos:  os   em   que   a   vontade   administrativa   é   preordenada   à  obtenção de um resultado jurídico. Atos declaratórios: os que afirmam a preexistência de uma situação de fato ou de direito. Atos abstratos: prevêem reiteradas e infindas aplicações. Não tem força de coisa julgada. Atos vinculados: os que a administração pratica sem margem alguma para se decidir. Atos externos: produzem efeitos sobre terceiros. Atos bilaterais: formados por um acordo de vontades. d)   Executoriedade:  é   a   qualidade   pela   qual   o   Poder   Público   pode   compelir   materialmente   o  administrado. f) Quanto aos efeitos Atos constitutivos: fazem nascer uma situação jurídica.c)   Exigibilidade:  é   a   qualidade   em   virtude   da   qual   o   Estado.   a   observância   das   obrigações   que  impôs. b) Quanto à estrutura do ato Atos concretos: esgotam­se numa única aplicação. produzindo­a ou extinguindo­a. Imperatividade Exigibilidade Executoriedade institui obrigação Institui obrigação Institui obrigação Exige seu cumprimento Exige seu cumprimento Coage materialmente Defesas contra a executoriedade:  Mandado de segurança. i) Quanto à composição da vontade produtora do ato. . j) Quanto à formação do ato: Atos unilaterais: os que são formados pela declaração jurídica de apenas uma das partes. d) Quanto ao grau de liberdade da Administração em sua prática Atos   praticados   no   exercício   de   competência   discricionária:  os   que   a   administração   pratica  dispondo de certa margem de liberdade para se decidir.   pode   exigir   de   terceiros   o   cumprimento. Classificação dos atos administrativos a) Quanto à natureza da atividade Atos de administração ativa: visam criar.

Como formas de manifestação de outros atos a)   decreto:  é   a   fórmula   pela   qual   o   chefe   do   executivo   expede   atos   de   sua   competẽncia  privativa.   Além   disso.l) Quanto à natureza das situações jurídicas que criam Atos­regra: criam situações gerais. faculta a alguém a  inclusão em estabelecimento governamental para o gozo de um serviço público. m) Quanto à posição jurídica da administração (em desuso) Atos de império: praticados no gozo de prerrogativas de autoridade.   ao   expedi­los. e)   aviso:  utilizado   no   tempo   do   império. a fim de  lhe dar eficácia. Atos discricionários – definição – É a margem de liberdade conferida pela lei ao administrador   a fim de que este cumpra o dever de integrar com sua vontade ou juízo a norma jurídica. diante   do caso concreto. f)   licença:  é   o   ato   vinculado. j)   ofício:  fórmula   pela   qual   os   agentes   administrativos   se   comunicam   oficialmente. ou defere a utilização especial de um bem público. de  qualquer escalão. g)   homologação:  é   o   ato   vinculado   pelo   qual   a   administração   concorda   com   ato   jurídico   já  praticado.   pelo   qual   a   administração   faculta   a   alguém   o  exercício   de   uma   atividade. uma vez verificada a consonância dele com os requsitos legais condicionadores de  sua válida emissão. ainda que adstrita à lei reguladora da expedição deles. Procedimento (ou processo) administrativo É uma sucessão itinerária e encadeada de atos administrativos tendendo todos a um resultado  final conclusivo. segundo critérios subjetivos próprios. Não há ato propriamente discricionário. abstratas e impessoais. tendo. Atos   discricionários  são   os   que   a   administração   pratica   com   certa   margem   de   liberdade   de  avaliação   ou   decisão   segundo   critérios   de   conveniência   e   oportunidade   formulados   por   ela  mesma.   unilateral.   a   administração. Atos subjetivos: criam situações particulares.   de   tal   modo   que   estes   últimos   não   podem  validamente   ser   expedidos   sem   antes   completar­se   a   fase   precedente. c) alvará: fórmula para expedição de autorizações e licenças. como regra.   pelos   ministros   de   Estado. concretas e pessoais. c) permissão: é o ato unilateral pelo qual a pessoa faculta precariamente a alguém a prestação  de um serviço público. Nos   procedimentos   administrativos   os   atos   previstos   como   anteriores   são   condições  indispensáveis   à   produção   dos   subseqüentes.   o   vício  . vinculadamente. f)   circular:  fórmula   pela   qual   autoridades   superiores   transmitem   ordens   uniformes   a  funcionários subordinados. Atos­condição:  os   que   alguém   pratica   incluindo­se   debaixo   de   condições   criadas   pelos   atos­ regra. g) ordem de serviço: transmitem determinações aos subordinados. Atos de gestão: praticados sem o uso de poderes comandantes. Atos vinculados são aqueles em que. mas apenas discricionariedade por ocasião da prática   de determinados atos. dirigem­se aos seus subordinados. a fim de dar satisfação aos objetivos   consagrados no sistema legal.   não   interfere   com   interpretação  subjetiva alguma. d) autorização:  é o ato unilateral pelo qual a administração. d) instrução: fórmula para normas gerais de orientação interna.  discricionariamente. b) concessão: é a designação genérica de fórmula pela qual são expedidos atos ampliativos da  esfera jurídica de alguém. por existir prévia e objetiva tipificação legal do único e  possível comportamento da administração em face de situação igualmente prevista em termos de  objetividade   absoluta. caráter precário.   São   as  “cartas” oficiais. b) portaria:  é a fórmula pela qual autoridades de nível inferior ao chefe do executivo. faculta o  exercício de atividade material. h) resolução: fórmula pela qual se exprimem as deliberações dos órgãos colegiais. Vinculação e discricionariedade.   para   prescrever  orientações aos órgãos subordinados. i) parecer: manifestação opinativa sobre o que lhe é submetido.   uma   vez   demonstrado   pelo   interessado   o   preenchimento   dos  requisitos legais exigidos.   faculta  a  prática de ato jurídico ou manifesta sua concordãncia com ato jurídico já praticado. Atos administrativos “in specie” Em função do conteúdo a) admissão: é o ato unilateral pelo qual a administração. discricionariamente. e)  aprovação:  é  o  ato   unilateral   pelo   qual   a  administração.

d Caducidade:  retirada porque sobreveio norma jurídica que tornou inadminssível a situação  dantes permitida pelo Direito e outorgada pelo ato precedente. 3. Efeitos da invalidação: eficácia ex tunc. Cumprimento de seus efeitos: 1. 3.   na   medida   que   haja   entre   ambos   um  relacionamento lógico incindível.a esgotamento do conteúdo jurídico 1.c   Cassação:  retirada   porque   o   destinatário   do   ato   descumpriu   condições   que   deveriam  permanecer atendidas a fim de poder continuar desfrutando da situação jurídica. Com efeito. com fundamento em competência diversa da  que gerou o ato anterior. São anuláveis a) Os que a lei assim os declare. respeitando­se os efeitos  precedentes. Revogação do ato administrativo Revogação   é   a   extinção   de   um   ato   administrativo   ou   de   seus   efeitos   por   outro   ato  administrativo. Efeitos da revogação: eficácia ex nunc. nela  se compreende. 2.b execução material 1. 3. 3. Atos que integram o procedimento administrativo a) atos propulsivos: deflagram o procedimento. e) atos de comunicação: dão conhecimento a terceiros dos atos que lhes devem ser noticiados. Coisa julgada administrativa Ela abrange a irrevogabilidade do ato. 4. 3. uma irretratabilidade que impede o questionamento do  ato na esfera judicial.jurídico   de   um   ato   anterior   contamina   o   posterior. Mera retirada. Nulos a) Os atos que assim a lei os declare.   em   última   instância. b) Os atos em que é racionalmente impossível a convalidação. c) atos decisórios: decidem.a Revogação: retirada por razões de conveniência e oportunidade. mas cujos efeitos são contrapostos aos daquele.c implemento de condição resolutiva ou termo final.   de   modo  contencioso. mas sua significação é mais extensa. Extinção do ato administrativo Um ato eficaz extingue­se por: 1. Um ato ineficaz extingue­se por: 1. Recusa. Atos inexistentes. Desaparecimento do sujeito ou objeto da relação jurídica. além da irrevogabilidade. Toda   vez   que   a   administração   decidir   um   dado   assunto. nulos e anuláveis 1. b) os que podem ser repraticados sem vício. efetuada por razões de conveniência e oportunidade. 2. ocorrerá a chamada “coisa julgada administrativa”.e Contraposição:  retirada porque foi emitido ato. 3. 2. . 3. Inexistentes São aqueles que assistem no campo do impossível jurídico. Convalidação: É o suprimento da invalidade de uma ato com efeitos retroativos. b) atos instrutórios ou ordinatórios: preparam as condições de decisão. Renúncia. Retirada do ato. d)   atos   controladores:  são   os   que   confirmam   ou   infirmam   a   legitimidade   dos   atos   do  procedimento ou a oportunidade da decisão final. Invalidade dos atos administrativos Atos administrativos praticados em desconformidade com as prescrições jurídicas são inválidos.b Invalidação: retirada porque o ato fora praticado em desconformidade com a ordem jurídica. Ao contrário da mera irrevogabilidade que não proíbe à administração  impugnar em juízo um ato que considere ilegal e não mais possa rever na própria esfera.

c) Eliminação dos sesus efeitos.Regime jurídico dos atos inexistentes. No que se parecem: a) Persistência dos efeitos com relação à terceiros de boa­fé. c) É cabível direito de resistência. d) Uma vez proclamado o vício em que incorreram.   O   vício   do   ato   nulo   pode   ser   pronunciado   de   ofício   pelo   juiz. b) Jamais podem ser convalidados.   ou   a  pedido do ministério público. b) À resistência que os administradores lhes oponham. em nenhuma hipótese são ressalvados efeitos  pretéritos que hajam produzido Atos nulos e anuláveis. nulos e anuláveis Atos inexistentes. No que se distiguem: a) Possibilidade de convalidação: Só os anuláveis podem ser convalidados. . a) São imprescritíveis. b)   Argüição   do   vício   que   possuem:   O   vício   do   ato   anulável   só   pode   ser   conhecido   se   o  interessado   o   argüir.

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