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NOVA LEI DE DROGAS PARA A PF 2009 - RESUMÃO

NOVA LEI DE DROGAS PARA A PF 2009 - RESUMÃO

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LEGISLAÇÃO ESPECIAL QUESTÕES POTENCIAIS DE PROVA N.º 1 NOVA LEI DE DROGAS (LEI N.º 11.343, DE 23.08.

2006)

1. Responderá pelo crime de posse ilícita de drogas para consumo pessoal o agente que adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. 2. O crime de posse ilícita de drogas para consumo pessoal possui as seguintes penas restritivas de direitos: I - advertência sobre os efeitos das drogas; II - prestação de serviços à comunidade; III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. 3. Semear, cultivar ou colher plantas para a preparação ou produção de drogas caracteriza crime de tráfico. Contudo, se for para o consumo pessoal do agente e em pequena quantidade, não será tráfico, e sim o crime de §1.º, do art. 28. 4. O juiz deverá levar em consideração os seguintes critérios para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal: a) natureza; b) quantidade; c) local de apreensão; d) desenvolvimento da ação; e) circunstâncias sociais; f) circunstâncias pessoais; g) conduta; h) antecedentes. 5. A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários, entidades educacionais ou assistenciais, hospitais, estabelecimentos congêneres, públicos ou privados sem fins lucrativos, que se ocupem, preferencialmente, da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas. 6. Para garantia do cumprimento das medidas educativas, caso o agente não as cumpra injustificadamente, poderá o juiz submetê-lo, sucessivamente a admoestação verbal e multa. 7. O juiz determinará ao Poder Público que coloque à disposição do infrator, gratuitamente, estabelecimento de saúde, preferencialmente ambulatorial, para tratamento especializado. 8. Qualquer pessoa pode ser sujeito ativo (crime comum). O sujeito passivo é o Estado. O objeto jurídico imediato é a saúde pública. O objeto material é droga ilícita (ex.: maconha). O elemento subjetivo é o dolo, com o fim especial de consumo pessoal. 9. Atenção !!!! O crime não é usar droga ilícita, mas sim adquiri-la, guardá-la, mantê-la em depósito, transportá-la ou trazê-la consigo para consumo pessoal. Assim, não se pune o consumo em si da droga. 10. Não se punem os fatos pretéritos referentes ao consumo da droga ilícita.

Atenção !!!!! O tipo penal do tráfico não exige como elementar a finalidade de lucro ou de obter vantagem econômica. transporta. O crime de tráfico possui o elemento normativo “drogas” e “sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. A retirada do cloreto de etila do rol das drogas ilícitas. Poderá haver o crime de tráfico ainda que não exista o fim lucrativo por parte do agente delitivo. ocorrendo a mesma desde que. porque a figura penal é composta de uma série de núcleos (verbos) do tipo (ex. sendo uma a seqüência da outra. por circunstâncias alheias à vontade do agente. 19. 12. 15. 21. A destruição de drogas far-se-á por incineração. a apreensão da droga (objeto material) é obrigatória. Dentro do mesmo contexto factual. e executada pela autoridade de polícia judiciária competente. Qualquer uma das condutas perfaz o crime. na presença de representante do Ministério Público e da autoridade sanitária competente. A incineração de plantações ilícitas será realizada por meio de autorização judicial. daí a denominação “alternativo”. por equívoco da Administração Pública. conforme o disposto no art. O crime de tráfico é denominado tipo misto alternativo. por exemplo. 18. adquire. Atenção !!! Súmula 145 do STF: “Não há crime quando a preparação do flagrante pela Polícia torna impossível a sua consumação” 20. guardando-se as amostras necessárias à preservação da prova. mas deverá responder por um único crime. A forma tentada na modalidade “importar”. Segundo o STJ.: transportar. teremos um único crime de tráfico ilícito de drogas. O Superior Tribunal de Justiça possui decisão entendendo ser cabível a forma tentada. As glebas cultivadas com plantações ilícitas serão expropriadas. por um erro da . no caso de queimadas. 16. 14. observadas as cautelas necessárias com o meio ambiente. no prazo máximo de 30 (trinta) dias. se o agente executar uma série de condutas. 17. ouvido o Ministério Público. receber. sendo uma seqüência lógica da outra. adquirir. vender.11. guardar). pois todas ocorreram dentro do mesmo contexto. É o caso. 13. guarda e expõe à venda drogas. No crime de posse ilícita de drogas para consumo pessoal. a droga não ultrapasse as fronteiras do território nacional. de acordo com a legislação em vigor. Incorreu o agente em cinco condutas. O juiz precisa valorar quais as substâncias (drogas ilícitas) deverão ser consideradas para efeito de aplicação dos dispositivos penais da Nova Lei de Drogas. É uma característica do tipo penal misto alternativo. o núcleo importar admite a forma tentada. de um traficante que importa. 243 da Constituição Federal. gera abolitio criminis? O atual entendimento do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de não se admitir a abolitio criminis no caso da portaria que. Basta que exista uma dessas condutas descritas nos núcleos para que se configure o delito na sua forma consumada. 22. quando a correspondência contendo droga não chegar ao destinatário por circunstâncias alheias à vontade do remetente.

Note que o crime do art. no crime de posse de drogas ilícitas para consumo pessoal. 31. 33 da Nova Lei de Drogas. numa situação em que uma usuária de cocaína auxilia um senhor com câncer a fazer uso da droga. somente podendo ser aplicado quando a substância entregue ao adolescente for outra diversa das drogas ilícitas consideradas para efeito de aplicação da Lei 11343/2006. O art. o juiz opta por condenar no crime menos grave. foram criadas duas figuras penais que. 27. Exemplo da primeira encontramos na película cinematográfica “Invasões Bárbaras”. a criança ou adolescente. Importantíssimo!!! Com as alterações surgidas com a Nova Lei de Drogas. 26. Não importa exclusivamente na configuração do delito. eventualmente e sem objetivo de lucro. 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente dispõe que é crime vender. 33 da Nova Lei de Drogas? Resposta: aplica-se ao caso o art. o momento consumativo se prolonga no tempo. Algumas condutas classificam-se como permanentes. A Nova Lei de Drogas prevê expressamente a responsabilidade penal de condutas que seriam apenas atos preparatórios para o crime de tráfico. 34 (maquinismos e instrumentos destinados para a fabricação ou produção das drogas) e 35 (associação para o tráfico) da Lei. Indaga-se: no caso de entrega de droga ilícita para um adolescente. Essas condutas estão previstas nos arts. ministrar ou entregar. produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica. 24. como é o caso dos núcleos “guardar” e “ter em depósito”. Nessas duas hipóteses (exceções).Administração. sem justa causa. 33 da Nova Lei de Drogas. ainda que por utilização indevida. Nessas situações. a pessoa de seu relacionamento. 29. 25. convidando amigos para a mesma. instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga”. A dependência da droga Não. na atual Lei de Drogas (11. O crime de tráfico se caracteriza independentemente da ocorrência ou não de dano ao usuário. 28. haverá o crime do art. 243 do ECA é subsidiário em relação ao dispositivo do art. A dependência não determina a figura?determina a classificação do delito típica. 23. Na dúvida. retirou o cloreto de etila momentaneamente do rol das substâncias entorpecentes. levando-os ao consumo da mesma. Poderemos ter um traficante que seja usuário. podendo ser realizada a prisão em flagrante enquanto não cessar a permanência. 243 do ECA ou o crime do art. 30. fornecer. A primeira é a conduta de “induzir. o crime de tráfico absorve o crime de posse de drogas para consumo pessoal. caracterizavam crime de tráfico. A segunda é a conduta de “oferecer droga. ocasião em que oferece para estes drogas ilícitas. É apenas elemento de prova. Porém. na lei anterior (6368/76). . isto é. de qualquer forma. Ocorrendo dentro do mesmo contexto factual. devendo o agente responder pelo crime de tráfico. para juntos a consumirem”. não haverá crime de tráfico. Exemplo da segunda temos no caso de um indivíduo que resolve fazer uma festa em sua casa. não configuram tráfico.343/2006). não podendo ser considerado isolada e exclusivamente.

Ex. 35. isto é. vender etc.32.: pessoa que. Caracteriza o crime não apenas aquela substância que contém o princípio ativo da droga. §3. vedada a conversão em penas restritivas de direitos. É o caso. não caracterizado o tráfico. Salvo a exceção da pequena quantidade para consumo pessoal. 34. havendo a importação de drogas ilícitas. ainda que gratuitamente. já poderá estar caracterizada a modalidade “importar”. se o agente ultrapassou as fronteiras do território nacional. de bons antecedentes. posse. A apreensão da substância em posto de fronteira poderá impedir a caracterização do crime na forma consumada na modalidade adquirir. A pena do crime de tráfico poderá ser reduzida (causa de diminuição ou minorante) de um sexto a dois terços. administração.º). 41. veículo) e permite que. Em face ao princípio da especialidade. a pedido do amigo.: apartamento) ou de qualquer outro bem (ex. exigindo-se a prova cabível para a sua verificação. adquirir.) que tenha matéria-prima. A cessão da droga de Com base na Lei N. Responde por crime de tráfico quem utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade. para juntos a consumirem” constituem crimes autônomos. ou consente que outrem dele se utilize. nesse imóvel aconteça o tráfico de drogas por terceiros. para o tráfico ilícito de drogas. por exemplo. no caso o “insumo” e “produto químico” 37. podendo ser qualquer matéria que seja utilizada na sua produção. não caracteriza mais o crime de tráfico. não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. As figuras do erro de tipo e do erro de proibição são plenamente possíveis nesses crimes. guarda ou vigilância. a pessoa de seu relacionamento. 36.343/2006. desde que o agente seja primário. É óbvio que todas as condutas pressupõem o dolo. ou posse ou detenção de um imóvel (ex. haverá tráfico e não contrabando. quem semeia. Trata-se agora do crime de cessão gratuita para consumo conjunto com pessoa ou pessoas de seu relacionamento (art. A conduta (importar. eventualmente e sem objetivo de lucro. 39. Ex2.: barco.: estrangeiro holandês de férias no Brasil que imagina ser lícito fumar cigarros de cannabis sativa – maconha (erro de proibição). 33. daquele que aluga um imóvel para que terceiros o utilizem para o tráfico ilícito de drogas. As condutas “Induzir. transporta uma encomenda não sabendo que a mesma é droga (erro de tipo). 40. 33. instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga” e “Oferecer droga. 38. Porém.º?um usuário para o outro: caracteriza o crime de tráfico 11. cultiva ou faz a colheita de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas responde pelo crime de tráfico. insumo ou produto químico destinado a produção de drogas também caracteriza crime de tráfico. . que o agente tenha conhecimento de alguma forma que o bem está sendo utilizada por terceiros para o tráfico ilícito de drogas. Haverá crime de tráfico ilícito de drogas no caso do agente que detém a propriedade.

sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. É possível o concurso entre os arts. a conduta criminosa consiste em financiar ou custear o tráfico. 33 e 34 da Lei N. A ausência do animus associativo afasta a incidência do art. portanto. apetrecho ou maquinismo destinado para a fabricação ou produção de drogas. se as condutas forem eminentemente dolosas. Na caracterização do delito de associação para o tráfico. 44. 38). drogas. 33 ou 34 em concurso com o art. dentre outras condutas.º 11. No crime de financiamento do tráfico. 49. A única figura culposa descrita na Nova Lei de Drogas é o crime de prescrever ou ministrar (art. 35 da Nova Lei de Drogas). O informante não deve ter vínculo direto (ânimo associativo) com os traficantes. O crime de associação para o tráfico consiste na reunião de duas ou mais pessoas para o fim de praticar. . não poderá incidir o art. que é delito eminentemente subsidiário. devem ocorrer culposamente. aparelhos. o tráfico. sob pena de ser considerado partícipe do crime de tráfico ( arts. previsto no “caput” do art. No crime de colaboração com o tráfico. 35 da Lei. o agente delitivo deverá responder por crime de tráfico de drogas (art.33. o agente deve colaborar exclusivamente com informações. 33. utilizar. ocorrendo a conduta descrita no art. adquirir. 36. 50.343/2006? Não na mesma situação de fato. na Nova Lei de Drogas. O objeto material é o instrumento. É plenamente possível o concurso de crimes do art. 37) não constitui tráfico ilícito de drogas. Assim.º). O crime de colaboração com o tráfico (art. por exemplo. 43. 34. é responsabilizado num tipo penal autônomo. A doutrina em geral vem entendendo que a contribuição financeira deve ter alguma relevância. sem que delas necessite o paciente. 35 (associação para o tráfico). preparação. 46. já tendo iniciado os atos executórios do crime de tráfico. ou fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. caput e § 1o. O informante. no caso de um grupo de traficantes que formaram uma quadrilha ou bando para exercerem suas atividades. previsto no art. Se. para caracterizar o presente delito. é importante demonstrar que a associação de pessoas continha um ajuste prévio e duradouro. tratando-se de mera co-autoria. e 34 desta Lei 51. 47.42. 45. produção ou transformação de drogas. 33 (tráfico) com o art. Os núcleos “prescrever” ou “ministrar”. instrumento ou qualquer objeto destinado à fabricação. caput e § 1. 52. reiteradamente ou não. responderá por crime de tráfico. Assim. 33. 37. máquinas. deverão responder por dois crimes em concurso material: tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico (arts. previsto no art. Fabricar. por exemplo. 48. 33. culposamente. O parágrafo único estabelece ainda a conduta de associação para a prática do financiamento do tráfico. da mera reunião ocasional de co-autores para a prática de determinado crime de tráfico ilícito de entorpecentes. colaborar transportando a droga. afastando-se.

O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do crime. terá pena reduzida de um terço a dois terços. emprego de arma de fogo. de ensino ou hospitalares. . 55. h) quando o agente financiar ou custear a prática do crime. grave ameaça. poder familiar. As penas previstas nos arts. de serviços de tratamento de dependentes de drogas ou de reinserção social. e) quando o crime tiver sido praticado com violência. por qualquer motivo. de recintos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer natureza. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços nos seguintes casos: a) transnacionalidade. guarda ou vigilância. de sedes de entidades estudantis.53. c) quando a infração for cometida nas dependências ou imediações de estabelecimentos prisionais. recreativas. esportivas. expondo a dano potencial a incolumidade de outrem. ou qualquer processo de intimidação difusa ou coletiva. Constitui crime (art. ou beneficentes. de unidades militares ou policiais ou em transportes públicos. diminuída ou suprimida a capacidade de entendimento e determinação. f) tráfico interestadual (entre Estados da Federação ou entre estes e o Distrito Federal). sociais. 39) conduzir embarcação ou aeronave após o consumo de drogas. no caso de condenação. 54. culturais. de locais de trabalho coletivo. g) quando envolver ou atingir criança ou adolescente ou a quem tenha. b) prevalecendo-se o agente da função pública ou no desempenho de missão de educação.

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