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Sist Flocul Em Manta de Lodo

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SISTEMA FLOCULADOR DE MANTA DE LODO EM AÇO INOXIDÁVEL PARA O TRATAMENTO DE ÁGUA DE ABASTECIMENTO

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Tarso Luís Cavazzana (1) Tsunao Matsumoto (2)

Resumo No atual contexto das Estações de Tratamento de Água de Abastecimento - ETAs -, e tendo em vista o grande desenvolvimento dos sistemas construtivos modulares, a importância de estudos relacionados a protótipos de tratamento que possibilitem o uso do sistema construtivo ganha importância fundamental, à medida que se poderá industrializar sua construção, tornando a execução mais rápida e racionalizada. Assim, sob a óptica de um produto comercializável, propõe-se a construção de um Sistema Floculador de Manta de Lodo (SFML), do tipo apresentado por CAVAZZANA & MATSUMOTO (2003), em maior escala, com suas características de grande produção de água por espaço ocupado. Testes em escala Piloto apontaram possibilidades de aumento das carreiras de filtração, vida útil dos filtros, diminuição da água de lavagem e menor impacto ambiental do lodo descartado. Esses atributos demonstram adequabilidade do SFML a ser executado em sistema construtivo do tipo modular em aço inoxidável austenítico, visto as características inertes, de resistência, e de não liberação de toxinas, quando em contato com água. Palavras-chave: tratamento de água, sistemas construtivos modulares, aço inoxidável, impacto ambiental, praticidade.

Abstract In the current context of the Water Treatment Plant, and in view of the great development of the modular constructive systems, the importance of related studies about treatment prototypes that have possible to use these constructive system gains fundamental importance, to as if will get to manufacturing its construction, becoming the execution quickly and rational. Thus, in a regard of a be able commercial product, it is the construction of a Sludge Blanket Flocculator System (SFML) purposes, like the type presented for CAVAZZANA & MATSUMOTO (2003), in large scale, with its characteristics of more quantity of water production for small space. Pilot scale test had directioned possibilities of increase of the filtration runs, useful life of the filters, reduction of the washing water and smaller environment impact of the sludge discharged. These attributes demonstrate suitable of the SFML to be executed in a modular type construction system with austenitic stainless steel, due to inert, resistance, and not toxin release characteristics, when in water contact. Key-words: water treatment, modular constructive systems, stainless steel, environmental impact, easiness.
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VII SEMINÁRIO BRASILEIRO DO AÇO INOXIDÁVEL, 23 a 25 de novembro de 2004, São Paulo/SP. Engenheiro Civil, mestrando em Recursos Hídricos e Tecnologias Ambientais – FEIS UNESP. (2) Engenheiro Civil, Mestre e Doutor em Hidráulica e Saneamento – EESC – USP “As informações e opiniões contidas neste trabalho são de exclusiva responsabilidade dos autores”.
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E. esses Sistemas possuem as fases mistura rápida. como descrito por DI BERNARDO (1993). decantação e filtração. Globalmente.1UT). Tradicionalmente. competitividade segurança e flexibilidade descrevem bem as características inerentes aos produtos capazes de obter sucesso em sua comercialização. floculação.INTRODUÇÃO Conforto. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Há atualmente uma gama de variedade de Sistemas de Tratamento de Água. por ser um material adequado à aplicação no Tratamento de Água de Abastecimento. que deve apresentar da melhor forma possível características que possibilitem a sua real aplicação. Esse material vem de encontro às exigências de aplicações em contato com água. a busca por maior produtividade dentre os mais variados mercados de produtos tem proporcionado grandes desafios a serem vencidos. a produção de Água para Abastecimento depende de todo um Sistema de Tratamento de Água. em aço inoxidável. regidas basicamente por gradientes de velocidade. durabilidade. em aço inoxidável. Por fim. pretende-se construir um protótipo. praticidade. Ver equação (01) abaixo: . reciclagem. desde os de Filtração Direta. nesse momento a ser tratado como um produto. economia. e também. OBJETIVO Demonstrar as potencialidades de aplicação do SFML nos moldes de um sistema construtivo modular compacto. Para comprovar esses indícios. apresentando indícios de aplicação prática em função dos resultados obtidos (água decantada em torno de 5UT e filtrada menor que 0. até os por Membrana. numa escala maior que a piloto existente. como não poderia ser diferente. sendo cada um deles indicado conforme características físico-químicas e de qualidade final da água que se deseja obter. por não desprender toxinas. O SFML vem sendo estudado no Laboratório de Saneamento da UNESP/Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira. em um Piloto. pretende-se testá-lo junto à Represa do Ipê em Ilha Solteira/SP. em função de ser inerte à corrosão devido ao metal de sacrifício (cromo) nele contido. desde 1996.

assim. corroborados pela PORTARIA 1469 do MINISTÉRIO DA SAÚDE (2000). Além das exigências normativas. as partículas húmicas. são partículas coloidais de grande superfície específica e podem direcionar seus íons metálicos. nos quais foram demonstrados bons resultados de remoção de fitoplâncton. mostrou.s). porém não igualmente procedeu-se a remoção de cianobactérias. -3 • μ: viscosidade dinâmica da água (10 kg/m. apresentados nos Artigos 12 § 2 e 13 da referida Portaria. Os colóides dispersos em água com pH entre 5 e 10 apresentam carga elétrica negativa. e GUILHERME (2001). 1992). responsáveis pela cor. porém com carga elétrica diferente. em função da manta de lodo formada. tornando-se eletricamente carregadas . paralelamente à remoção de turbidez. podendo-se. 2001). a importância do monitoramento sistemático da qualidade da água filtrada para atingir metas de turbidez e de controle do processo de desinfecção por cloração. TANGERINO et al (1998). recomendando uso de carvão ativado ou melhoria no processo de filtração para remoção destes microrganismos. A turbidez . no qual expõe que grupos coliformes não são indicadores adequados para presença de patogênicos na água de abastecimento. deve-se também observar outros aspectos. por exemplo. devido à adsorção de íons eletronegativos formando um campo elétrico denominado Potencial Zeta. possibilidades de aumento da taxa de aplicação (vazão). os destacados nos estudos realizados por FERREIRA et al (2003). remover cor paralelamente à turbidez. 3 • V: Volume (m ). o qual deve ser anulado para que haja a desestabilização das partículas e conseqüente remoção das propriedades físicas (cor e turbidez). • P: potência introduzida no sistema (W). Para tanto. além de conferir gosto e odor prejudiciais à água. ou alternativos.uma característica física -. de características neurotóxicas. tornam-se eletricamente desequilibradas. quase sempre negativas. Observase. é o apresentado por BASTOS et al (2003). em geral representada pelos grãos de argila.G= P μ× V (1) onde: -1 • G: gradiente de velocidade (s ). demonstraram a aplicabilidade de diversos tipos de coagulantes na remoção de cor e turbidez num Sistema Decanto Floculador de Manta de Lodo Associado à . (VIANNA. destacando as exigências quanto ao controle da filtração e desinfecção para remoção de patógenos (vírus e protozoários). Um fator que motiva o estudo da remoção de turbidez. já que sua lise ocasiona liberação de cianotoxinas.freqüentemente negativas -. da mesma forma. assim como o meio que as circunda. utiliza-se coagulantes tradicionais como o sulfato de alumínio. então. em especial os polieletrólitos catiônicos (GUILHERME. em seus estudos com o Floculador de Manta de Lodo. GUILHERME & MATSUMOTO (2000).

associadas a diferentes coagulantes catiônicos e diferentes situações de turbidez inicial. à medida que se conhece o comportamento do parâmetro principal para os ajustes de dosagem (gradiente de velocidades). CAVAZZANA & MATSUMOTO (2003). mostram que a construção do sistema do tipo PMC automatizado em escala ampliada para estudos de comprovação e ajustes torna-se essencial para efetivar sua utilização prática. Por fim. como aumento do volume do prolongador . bem como a dinâmica de funcionamento do Sistema de Tratamento de Água – como os momentos de descarga da manta de lodo. um melhor desempenho dos polieletrólitos catiônicos. comprovando. . demonstraram as potencialidades do SFML em permitir aumento de produção de água com pequenas modificações. além de preservar boas características de resistência mecânica (ARTINOX. no caso. CAVAZZANA & MATSUMOTO (2004). O aço inox (aço carbono incrementado com 11% ou mais de cromo) austenítico apresenta características de boa aplicabilidade e de isenção de eliminação de toxinas quando em contato com água. sendo assim considerado adequado à construção do Sistema de Tratamento proposto. SECKLER et al (2003) apresentou trabalhos experimentais de baixo custo relativo às soluções obtidas.Decantador de Alta Taxa.entre o floculador de manta e o decantador. que permitiram a diminuição da presença de algas na ETA Alto da Bela Vista/SP. comprovando a importância de estudos experimentais anteriores à aplicação prática de novas tecnologias. ver Figura 01. com o intuito de somar as características do SFML. CAVAZZANA & MATSUMOTO (2003). utilizaram as indicações dos trabalhos citados anteriormente e analisaram o comportamento do SFML à taxas de aplicação maiores que as até então testadas. E. 2004). lavagem do filtro e reinício do ciclo de operações. teve-se a necessidade de escolha de um material adequado para construção do SFML no Tratamento de Água de Abastecimento.

meio e fim tornou-se possível o cálculo dos gradientes médios para cada taxa de aplicação. 10 m /s. m/s . s/m. foram levantados os parâmetros hidráulicos gradientes de velocidade -. MATERIAIS E MÉTODOS Para realização dos Jar-Tests. E. m . 3 • Q: vazão de ensaio. no piloto. 2 • A: área da seção em que se quer determinar o gradiente. -6 2 • ν: viscosidade cinemática da água. (2) Assim. chegando-se à equação (2): (L f × k r ) × g × Q 2 G= ν×A×V onde: 2 • g: gravidade. considerando-se o gradiente do meio igual à soma dos gradientes inicial e final dividido por três. a partir da equação (1). substituindo-se a potência (P). kr: coeficiente de resistividade. • Lf: espessura do meio filtrante. levando-se em consideração o coeficiente de resistividade apresentado por DI BERNARDO (1993) e o exposto por VIANNA (1992) quanto à relação de espaçamento e altura de encontro de jatos sucessivos. discretizando-se o Módulo Experimental em início. tem-se que o gradiente para Jar-Test (Gmédio) é uma ponderação dos gradientes pelas respectivas alturas.Caixa de nível Constante Decantador Laminar Turbidímetro On line Dosador de coagulante Medidor de vazão Mistura rápida Tubo de limpeza Prolongador filtro Floculador Manta de Lodo Difusor areia Água filtrada Amostra B Tanque de preparo de água bruta Descarga de lodo Turbidímetro On line Figura 01: Esquema do Módulo Experimental. conforme a equação (3): . (CAVAZZANA & MATSUMOTO (2003)). m. m /s.

o gradiente médio para o floculador. -1 • Gmédio. m. nas taxas de 160. comparou-se os resultados do Módulo com os resultados do Jar-Test e também com os obtidos por MATSUMOTO & GUILHERME (2000) (taxa de 120m3/m2/dia). (3) Os tempos de detenção de cada etapa foram obtidos conforme seus volumes e a taxa de aplicação no filtro (vazão). com turbidez de 10. 30 e 100 UT.m. no módulo da Figura 01. m. Por fim. foram feitos ensaios como segue: • JAR-TEST Realizados em um aparelho apropriado – Figura 02 -. possibilitando determinar o melhor polieletrólito. para testes no Sistema Experimental. 200 e 240m3/m2/dia. • hp+d a altura do prolongador mais decantador. 200 e 240 m3/m2/dia equivalentes no filtro.G × h'+G ×h+G ×h i meio f p+d G médio = h'+h + h p+d onde: • h: altura do floculador menos h’. • h’ altura de encontro do jato de entrada com as paredes do floculador. para três diferentes polieletrólitos. Em seguida. com a finalidade de avaliação da eficiência do Sistema para as taxas de 160. Figura 02: Aparelhos utilizados nos ensaios de Jar-Test • TESTE NO MÓDULO FLOCULADOR DE MANTA DE LODO Esses testes eram realizados em correlação com as dosagens obtidas em Jar-Test. .turbidez. s . para cada par taxa .

5 mg/L) para menor turbidez ao final do teste.3 14. Em seguida à Tabela IV estão os resultados dos ensaios de bancada para os polieletrólitos A e C na turbidez de 30UT e taxa de 200 m3/m2/dia.5 27. Isso fica mais evidente observando as curvas das Figuras 03 e 04 para os respectivos polímeros. E. Taxa de filtração Gmédio (s-1) 160m3/m2/dia 33 200m3/m2/dia 41 240m3/m2/dia 50 TABELA II: Tempos de detenção no Sistema Floculador de Manta de Lodo. dessa forma. *A mistura rápida possui gradiente 600 s-1. A Tabela III tem os resultados obtidos nos Jar-Tests para turbidez inicial de 30 UT. TABELA I: Gradientes médios no Floculador de Manta de Lodo.0 14.dia) 160 160 160 200 200 200 240 240 240 Turbidez de Polieletrólito ensaio (UT) 30 30 30 30 30 30 30 30 30 A B C A B C A B C Melhor dosagem (mg/L) 50. pois.0 15.6 X X X As vazões de solução do polímero a ser testado estão indicadas na Tabela IV. turbidez inicial de 30 UT .5 12.5 s Floculador 6. 200m3/m2/dia 6s 5 min. considerandose como aceitável turbidez de 2UT na saída do decantador.0 10. possui água decantada com turbidez superior à aceitável (2 UT). 10 min. o polímero C para teste no Sistema Experimental. TABELA III: Indicação do Jar-Test para teste no piloto.5 30. tem-se a maior eficiência de C em relação à A.5 min.0 12.8 1. indicando.5 Turbidez da Polieletrólito água a ser decantada testado (UT) 2.3 1. 15 min. apesar deste possuir melhor dosagem (10mg/L) menor que a de C (27.0 14.5 2. 240m3/m2/dia 5s 4 min.0 27. Decantador 20 min. Taxa 3 (m /m2.0 15.RESULTADOS As Tabelas I e II mostram os gradientes e tempos de detenção usados nos JarTests.9 14. Taxa de filtração 160m3/m2/dia Mistura rápida* 7.0 15. como segue: .

) 15 20 Dosagem de 5 mg/l Dosagem de 7.0 0.0 5.48 0.5 30.T0 = 30 UT 25.5 45.0 Vazão (ml/s) 0. .5mg/l Dosagem de 17.taxa de 200 .0 27.0 10.5 mg/l 15 20 Figura 03: Resultados do polímero A em Jar-Test.0 22.0 30.0 7.26 0.415).5 40.0 20. DISCUSSÕES Analisando os resultados de dois testes semelhantes obtidos no SFML a partir dos ensaios de Jar-Test para o polímero C (d=1.40 0.dia) 160 160 160 200 200 200 240 240 240 Turbidez de ensaio (UT) 10 30 100 10 30 100 10 30 100 Polieletrólito Melhor dosagem (mg/L) 17.0 3.0 9.5 15.0 2.0 1.5 mg/l Dosagem de 20 mg/l Dosagem de 37. Polieletrólito C .0 Turbidez (UT) 15.0 0 5 10 Tempo (min.58 0.17 0.taxa de 200 e T0 = 10 UT 10.79 C C C C C C C C C Polieletrólito A .44 0.5 mg/l Dosagem de 12.5 mg/l Dosagem de 30 mg/l Dosagem de 45 mg/l Turbidez (UT) Figura 04: Resultados do polímero C em Jar-Test.52 0.20 0.TABELA IV: Vazão de solução de polieletrólito para os ensaios no Sistema.0 0.0 mg/l Dosagem de 10 mg/l Dosagem de 15 mg/l Dosagem de 17. Taxa (m3/m2.0 4.0 8.0 5.0 0 5 10 Tempo (min.0 27.) Dosagem de 5.0 6. conforme apresentados nas Figuras 05 e 06.

00 0. após 5h de ensaio. 3 2 Manta . prejudicando os resultados.1UT.Polieletrólito C . Outro fator foi a formação bolhas na entrada do floculador. durante todo o ensaio. conforme as observações feitas em um ensaio de 24 h .T0 = 30 UT no SFML 25 Turbidez (UT) 20 15 10 5 0 0 1 2 3 4 5 Tempo (h) Decantador Filtro Figura 05: Resultados do Módulo .T0 = 30 UT no SFML Altura da manta (m) 2.00 0 1 2 Tempo (h) 3 4 5 Figura 06: Resultados da manta no Módulo .taxa de 200 .Figuras 09 e 10. pois a manta trabalhou.Polímero C. 3 2 Observou-se neste teste. melhores resultados após o início da formação de uma manta com espessura maior que 0.taxa de 200 . resolveu-se colocar um tubo de purga antecedendo a entrada do floculador.50 0. Já o filtro satisfez o esperado. taxa de 200m /m /dia e 30 UT.50m. Tal fator vem sendo estudado de forma a minimizar tais efeitos. .Polímero C.50 1. na interface floculador-decantador. Por fim.Figuras 07 e 08 -. taxa de 200m /m /dia e 30UT. as quais impediam a formação de manta. A introdução do tubo melhorou os valores do teste anterior .00 1. Os resultados finais talvez foram influenciados pela ocorrência de curto-circuito. com o objetivo de eliminar as bolhas de ar formadas no sistema de alimentação. com água filtrada com turbidez menor que 0.

00 10.taxa de 240 .24h .00 10.2 2.00 Altura da manta (m) 5.T0 = 30 UT no SFML .00 15.00 0.50 0.taxa de 240 . Polieletrólito C .00 Tempo (h) 20. com a purga.50 1.24h .T0 = 30 UT no SFML .00 25.2 Turbidez (UT) 8 6 4 2 0 0 5 10 15 Tempo (h) 20 25 30 Decantador Filtro Figura 09: Resultados do teste 2 de 24 h à taxa de 240 e 30UT.00 30. .00 0. Manta .00 Figura 10: Resultados da manta no teste 2 à taxa de 240 e 30UT.taxa de 240 .00 1.00 Figura 08: Resultados da manta no teste 1 à taxa de 240 e 30UT.50 1.00 30.24h .50 2.00 0.00 15. sem a purga.00 25.00 1.T0 = 30 UT no SFML .00 Tempo (h) 20.24h . Manta . com a purga.Polieletrólito C .50 0.1 30 25 20 15 10 5 0 0 5 10 15 Tempo (h) 20 25 30 Turbidez (UT) Decantador Filtro Figura 07: Resultados do teste 1 de 24 h à taxa de 240 e 30UT.00 5.T0 = 30 UT no SFML . sem a purga.taxa de 240 .00 0.1 Altura da manta (m) 2.

uma vez que se conhece a dinâmica de operação do sistema – como momentos de descarga da manta e de aumento de dosagem de coagulante em função da turbidez remanescente no decantador. • Possibilidade de automação do Sistema. pretende-se construir o SFML em aço inoxidável austenítico.50m. Todas essas características criaram a expectativa de se construir uma ETA. pode-se dizer estar diante de um Sistema de Tratamento de Água para Abastecimento que garante: • Maior produção de água para um mesmo espaço ocupado. pois com a aplicação de uma taxa de filtração na ordem de 240m3/m2/dia em ensaio de 24h. em escala maior que a até então existente.CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS FUTURAS Os resultados alcançados com o Jar-Test e o Módulo Floculador de Manta de Lodo foram bastante próximos no que se refere a dosagem. • Aplicabilidade do sistema em águas com grande variabilidade de turbidez – em função da formação da manta. Pode-se dizer. resistência e saúde sejam cumpridas. a qual demonstrou ser mais eficiente na remoção da turbidez quando atingia 0. • Menor umidade do lodo formado – redução do impacto ambiental e do volume de transporte do lodo. para que as vertentes de durabilidade. Isso porque o aço escolhido é inerte e não libera toxinas quando em contato com água. que o aumento da taxa de aplicação no conjunto experimental foi positivo e bem sucedido.1UT. Uma outra observação é quanto à manta de lodo. em Ilha Solteira. também. AGRADECIMENTOS À FAPESP pela concessão de bolsas de Iniciação Científica e de Mestrado. um produto de características adequadas às exigências de comercialização. assim. E assim. nos moldes do SFML tipo PMC (Protótipo Modular Compacto) automatizado. garantindo. bem como pelo auxílio à pesquisa. • Consumo reduzido de coagulante. uma vez que a unidade foi inicialmente projetada para uma taxa de 120m3/m2/dia. e testá-lo na Represa do Ipê. obteve-se água decantada com turbidez sempre abaixo de 5 UT e água filtrada abaixo de 0. E. . em um contexto geral. além de garantir boa resistência mecânica e industrialização da execução na forma modular. mas a turbidez remanescente para água decantada foi melhor no ensaio de Jar-Test. provavelmente em função da ocorrência de bolhas.

Porto Alegre. T. Anais em CD-ROM. MATSUMOTO. T.In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL.L. Dissertação de Mestrado a ser defendida junto ao Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira/UNESP. BENTÔNICO.1 ed. [2] DI BERNARDO.L.. 22 a 26 de agosto de 2004. R. X.Métodos e técnicas de tratamento de água . Lima.F. (2004) . T.C. FERNANDES. NASCIMENTO. XXII. e dá outras providências.N. Anais em CD-ROM.Remoção de Compostos Orgânicos Causadores de Gosto e Odor em Águas de Abastecimento: Aplicação de Carvão Ativado em Pó . S. T.. M. E.Otimização do Controle de Qualidade da Água Tratada e Distribuída para Consumo Humano – Implementando A Portaria 1469/2000. C. LAGE.Proposta de Cálculo de Gradiente de Velocidade para Sistemas Modulares de ETAs Compactas . C. .S. Anais em CD-ROM. [9] MATSUMOTO. Joinville.. [12] ARTINOX (2004) – Escolhendo os Melhores Produtos em Aço Inoxidável – Disponível em: <http://www.F. G. PÁDUA. V. & GUILHERME.In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL. R. 2004. SC. M.In: CONGRESO INTERAMERICANO DE INGENIERÍA SANITÁRIA Y AMBIENTAL (AIDIS). [11] CAVAZZANA.. (2003) .com.2 vol.Relação entre Turbidez e Contagem do Fitoplâncton na Avaliação da Qualidade da Água para Consumo Humano .Portaria nº1469 de 29 de dezembro. 498 p.artinox.. XXII. Estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. [10] SECKLER. (2000) – Comportamento do Decanto-Floculador de Manta de Lodo e Decantador de Alta Taxa no Tratamento de Água de Abastecimento Utilizando Sulfato de Alumínio e Diferentes Polieletrólitos .Floculador de manta de lodo associado a decantador laminar em tratamento de água . XXVI. (Trabalho aceito para apresentação). XXVII. SC. (2003) . T. & DALL'AGLIO SOBRINHO. L. F.R. In: Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental. Porto Rico.br/pro_aco. A. L. Rio de Janeiro. XXII. [3] VIANNA. Brasil. MENDES.In: CONGRESO INTERAMERICANO DE INGENIERIA SANITARIA Y AMBIENTAL. MATSUMOTO. M. Joinville.. XXII.Avaliação e Aplicação dos Resultados de JarTest no Módulo Decanto Floculador de Alta Taxa . T. SC. A. (2001) – Comportamento do Decanto-Floculador de Manta de Lodo e Decantador de Alta Taxa no Tratamento de Água de Abastecimento Utilizando Sulfato de Alumínio e Diferentes Polieletrólitos – Comunicação Pessoal. L. (2003) .Hidráulica Aplicada às estações de Tratamento de Água . Anais em CD-ROM. Peru. [5] BASTOS.In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL.In: CONGRESO INTERAMERICANO DE INGENIERÍA SANITÁRIA Y AMBIENTAL (AIDIS).. (1998) .L.(2003) . ABES. C.. Joinville. XXIX.F.. (1992) . K. Anais em CD-ROM.. [4] GUILHERME.P. (1993) . [7] FERREIRA. & MATSUMOTO.htm> Acesso em: 19 out.F. Belo Horizonte – MG. SC. E..A. [8] TANGERINO. [6] MINISTÉRIO DA SAÚDE (2000) . 01 a 05 de novembro de 1998. Joinville. MOTA. (Trabalho aceito para apresentação). C.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] CAVAZZANA.

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