MÉTODO DÁDER

MANUAL DE SEGUIMENTO FARMACOTERAPÊUTICO
Versão em português (europeu)

AGRADECIMENTOS

Ao Paco Martinez-Romero que foi a primeira pessoa que deu forma a esta ideia. À Marta Parras pela sua dedicação aos doentes Dader e à Marta B. Onate pelo seu desenho dos diagramas de fluxo.

A todos os outros membros do “Grupo de Investigación en Atención Farmacéutica (CTS-131) de la Universidad de Granada” e associados, pelo seu esforço incondicional que permitiu a preparação deste manual e pelo seu entusiasmo.

Tradução:

Joana Amaral (Farmacêutica)
Revisão Técnica:

Henrique Santos* Paula Iglésias* Fernando Fernández-llimós** * Grupo de Investigação em Cuidados Farmacêuticos da Universidade Lusófona (GICUF-ULHT). ** Grupo de Investigación en Atención Farmacéutica (CTS-131). Universidad de Granada (GIAF-UGR).

Traduzido do original em espanhol: Método Dáder. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico (versão em português europeu) GICUF-ULHT 01/2005 (3ª edição)

Método Dáder. Guia de Seguimento Farmacoterapêutico Machuca, M. Fernández-Llimós, F. Faus, M.J. GIAF-UGR, 2003
© dos textos: dos autores © da edição: Grupo de Investigación en Atención Farmacéutica (CTS-131). Universidad de Granada. ISBN (versão original): 84-600-9866-4
Tradução, 2004

Indíce

Introdução_____________________________________________________________ 2 1. Oferta do Serviço ______________________________________________________ 6 2. Primeira Entrevista ___________________________________________________ 10 2.1. Fase de Preocupações e Problemas de Saúde do doente ____________________________ 11 2. 2. Medicamentos que o doente utiliza _____________________________________________ 12 2.3. Fase de Revisão_____________________________________________________________ 13 3. Estado de Situação ___________________________________________________ 17 4. Fase de Estudo_______________________________________________________ 20 4.1. Problemas de Saúde _________________________________________________________ 20 4.2. Medicamentos ______________________________________________________________ 22 5. Fase de Avaliação ____________________________________________________ 26 6. Fase de Intervenção __________________________________________________ 31 7. Resultado das Intervenções ____________________________________________ 35 8. Novo Estado de Situação _______________________________________________ 36 9. Visitas sucessivas ____________________________________________________ 36 Bibliografia ___________________________________________________________ 37 Anexo 1 (História Farmacoterapêutica)______________________________________ 38 Anexo 2 (Estado de Situação) _____________________________________________ 43 Anexo 3 (Folha de Intervenção) ___________________________________________ 44

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Método Dáder. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico

Introdução
O Seguimento Farmacoterapêutico (SFT) requer um método de trabalho rigoroso por múltiplas razões. Apesar de ser uma actividade clínica e portanto sujeita à decisão livre e responsável de um profissional, esta intervenção deve ser realizada com o máximo de informação possível; ou seja, desejar que algo tão pouco previsível, como a resposta do doente e o benefício de uma acção no próprio, ocorra com a maior probabilidade de êxito. Os profissionais de saúde necessitam de protocolos, de normas de actuação, consensos etc., para sistematizar a parte do seu trabalho que pode realizar-se deste modo. O SFT como qualquer outra actividade de saúde necessita de procedimentos de trabalho protocolados e validados através da experiência, para ser realizado com a máxima eficiência e permitir avaliar o processo e sobretudo os resultados. O documento do “Consenso en Atención Farmacêutica”1, tutelado pelo “Ministerio de Sanidad y Consumo” define Seguimento Farmacoterapêutico personalizado como uma prática profissional em que o Farmacêutico se responsabiliza pelas necessidades do doente relacionadas com os medicamentos. Esta prática realiza-se mediante a detecção, prevenção e resolução de problemas relacionados com medicamentos (PRM). Este serviço implica um compromisso, que deve ser feito de forma continuada, sistematizada e documentada, em colaboração com o doente e os restantes profissionais de saúde, com o objectivo de alcançar resultados concretos que melhorem a qualidade de vida do doente. O Método Dáder de SFT foi desenhado pelo “Grupo de Investigación en Atención Farmacéutica de la Universidad de Granada”, no ano de 1999, e actualmente está a ser utilizado em diversos países por centenas de Farmacêuticos Comunitários em milhares de doentes. O Método Dáder baseia-se na obtenção da História Farmacoterapêutica do doente, isto é, nos problemas de saúde que este apresenta, nos medicamentos que utiliza e na avaliação do seu Estado de Situação numa determinada data, de forma a identificar e resolver os possíveis problemas relacionados com medicamentos (PRM) que o doente apresenta. Após esta identificação realizam-se as intervenções farmacêuticas necessárias para resolver os PRM e posteriormente avaliam-se os resultados obtidos. O conceito de Problemas Relacionados com Medicamentos (PRM) vem enunciado no Segundo Consenso de Granada2 como problemas de saúde, entendidos como resultados clínicos negativos, devidos à farmacoterapia que, provocados por diversas causas, conduzem ao

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Método Dáder. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico

Entende-se por Problema de Saúde (PS) a seguinte definição adoptada pela WONCA5. PRM 6 O doente tem um problema de saúde por uma insegurança quantitativa de um medicamento. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . doença mal controlada ou efeito não desejado4. A Intervenção Farmacêutica (IF) define-se como a acção do Farmacêutico que visa melhorar o resultado clínico dos medicamentos. “qualquer queixa. PRM 2 O doente tem um problema de saúde por utilizar um medicamento que não necessita. possa afectar ou afecte a capacidade funcional do doente”. 3 Método Dáder. o PRM é uma variável de resultado3 clínico. como se apresenta na tabela seguinte: Classificação de Problemas Relacionados com Medicamentos (PRM) Segundo o Consenso de Granada Necessidade: PRM 1 O doente tem um problema de saúde por não utilizar a medicação que necessita. observação ou facto que o doente e/ou o médico percepcionam como um desvio à normalidade e que afectou. Os PRM referidos são de três tipos relacionados com a necessidade do medicamento por parte do doente. Esta intervenção enquadra-se dentro de um plano de actuação acordado previamente com o doente. que por sua vez se agrupam em três supra categorias. uma falha da farmacoterapia que conduz ao aparecimento de um problema de saúde. Segurança: PRM 5 O doente tem um problema de saúde por uma insegurança não quantitativa de um medicamento. O Segundo Consenso de Granada estabelece uma classificação de PRM em seis categorias. Sendo assim.não alcance do objectivo terapêutico ou ao aparecimento de efeitos não desejados. PRM 4 O doente tem um problema de saúde por uma inefectividade quantitativa da medicação. mediante a alteração da utilização dos mesmos. com a sua efectividade ou com a sua segurança. Efectividade: PRM 3 O doente tem um problema de saúde por uma inefectividade não quantitativa da medicação.

e a partir do qual vão resultar as correspondentes Intervenções Farmacêuticas. Primeira Entrevista 3. Novo Estado de Situação 9. Resultado da Intervenção 8. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . O Plano de Seguimento é o programa de visitas acordado entre o doente e o Farmacêutico para assegurar que os medicamentos que o doente toma são apenas aqueles que ele necessita e que continuam a ser os mais efectivos e seguros possível. para resolver os PRM detectados por este. Fase de Estudo 5. Estado de Situação 4.O Plano de Actuação é o conjunto de intervenções que o doente e o Farmacêutico acordam realizar. O procedimento do SFT contém as seguintes fases: 1. em que cada Farmacêutico. O Método Dáder de SFT tem um procedimento concreto em que se elabora um Estado de Situação objectivo do doente. em conjunto com o doente e o seu Médico. Oferta do Serviço 2. Entrevistas sucessivas 4 Método Dáder. Fase de Avaliação 6. Fase de Intervenção 7. decide a acção a tomar em função dos seus conhecimentos e das condições particulares de cada caso.

Manual de Seguimento Farmacoterapêutico .Diagrama 1. Fluxograma de Processo do Método Dáder de Seguimento Farmacoterapêutico Motivo da consulta Oferta do seviço o Doente aceita o SFT? Não Saída do serviço Sim Primeira entrevista Programação da Entrevista Estado de situação Fase de Estudo Visitas sucessivas Fase de Avaliação Plano de Seguimento Suspeitas de PRM Não Existem PRM? Sim Plano de Actuação Fase de Intervenção Não Intervenção Aceite Sim PS não resolvido Novo Estado de Situação PS resolvido PS não resolvido PS resolvido 5 Método Dáder.

De qualquer modo o Farmacêutico poderá oferecer o serviço a qualquer doente. Como exemplo. sempre que considere necessário. como por exemplo a pressão arterial. • • Dispensa de medicamentos. Consulta sobre algum problema de saúde. a determinação da glicémia ou qualquer outro serviço que a Farmácia possa oferecer. não se poderá afirmar que existe algum PRM até que seja efectuada a fase de avaliação do Estado de Situação e que se constate a existência do resultado clínico negativo revelado pelo PRM. Medição de algum parâmetro fisiológico do doente. O momento mais adequado para oferecer o serviço ocorre quando o Farmacêutico suspeita que possam existir problemas relacionados com os medicamentos. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . • A pedido do próprio doente. ou solicitando alguma informação sobre a sua saúde. Nesta fase o Farmacêutico informa o doente sobre a existência do serviço de SFT na Farmácia e deve apresentá-lo da seguinte forma: 6 Método Dáder. Estes são actos profissionais nos quais não há “transacção de medicamentos”. Consulta sobre algum medicamento.1. Oferta do Serviço O início do processo ocorre quando o doente se dirige à Farmácia por diversos motivos. • • • • Queixa do doente durante o acto de dispensa sobre algum medicamento prescrito. Contudo. tais como: • Consulta ao Farmacêutico sobre as suas necessidades relacionadas com a medicação ou com problemas de saúde. apresentam-se os seguintes motivos de consulta: • Medição de um parâmetro fisiológico ou bioquímico na Farmácia do qual resulte um valor desviado do normal. Consulta sobre algum parâmetro bioquímico.

Fazer ofertas triunfalistas.• • O objectivo é conseguir a máxima efectividade dos medicamentos que toma. Se a data marcada para a visita demorar algum tempo. 7 Método Dáder. análises clínicas) que tenha em casa. O Farmacêutico não substitui as funções de outro profissional de saúde. ao qual se recorrerá sempre que exista algum aspecto susceptível de ser melhorado através da farmacoterapia. pode telefonar-se ao doente para relembrá-lo. que possam decepcioná-lo no futuro. o doente deve trazer: • Um saco com todos os medicamentos que tem em sua casa. Se o doente aceitar. uma vez que irá trabalhar em equipa. Deve evitar-se em especial: • • Centrar a oferta nos aspectos negativos dos medicamentos e nos problemas de saúde. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . • Sensibilizar o doente com a ideia de co-responsabilidade e colaboração. programa-se uma visita na Farmácia. para que se possa obter informação objectiva relativa aos seus problemas de saúde. que permita conversar durante um período de tempo suficiente (aproximadamente quinze minutos). com especial atenção para os que está a tomar nesse momento. nem alterar posologias que tenham sido prescritas pelo médico. Para esta visita. sobre os seus problemas de saúde e os seus medicamentos. sem interrupções. pelo que o doente participará na tomada de decisões relativas à sua medicação. a uma hora cómoda para ambos. já que não é aconselhável criar falsas expectativas ou excessivamente idealistas. denominada Primeira Entrevista. • Todos os documentos referentes à sua saúde (relatórios médicos. não vai iniciar ou suspender nenhum tratamento.

.NOTAS EXPLICATIVAS: Embora o SFT permita abordar qualquer doente que tome medicamentos. “vamos trabalhar juntos para conseguir os objectivos a que nos propusemos”.6 8 Método Dáder.. A própria palavra Seguimento faz referência a uma cooperação entre ambos ao longo do tempo. No entanto. como a lealdade. aconselha-se começar com doentes que não tomem muitos medicamentos . que não sejam difíceis em termos de comportamento ou manifestem dificuldades de comunicação. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . sinceridade. quando houver um melhor domínio de todo o processo. Estes doentes poderão ser abordados no futuro. interesse mútuo. que não sofram de doenças psiquiátricas. baseada nas características de qualquer outra relação entre pessoas que se mantenha duradoira. direitos e obrigações e cuja preservação só terá sentido se estas virtudes permanecerem. o doente deve manter sempre um papel activo e ser protagonista da maior parte das decisões e portanto deve ter consciência de que.

Diagrama 2. Fluxograma da Oferta do Serviço Motivo da Consulta OFERTA DO SERVIÇO o Doente aceita o SFT? Não Saída do serviço Sim Programação e requisitos da Primeira Entrevista PRIMEIRA ENTREVISTA 9 Método Dáder. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico .

Fase de Revisão Na Primeira Entrevista. Contudo. uma vez que teria de procurar persistentemente onde anotar cada dado revelado. uma vez que dificulta a comunicação com o doente. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . Recomenda-se que se evite fazer a entrevista numa secretária típica de escritório. • Mostrar interesse na informação que o doente expõe. Para tal. toda a informação veiculada pelo doente deve ser documentada e registada. ou desviar a atenção para outro processo ou para o pessoal da Farmácia. depois da Primeira Entrevista. o Farmacêutico desviaria a sua atenção do essencial da entrevista para se focar no preenchimento do Formulário. • A relação pessoal entre o Farmacêutico e o doente deve ter as mesmas características que as de uma boa equipa de trabalho. utiliza-se o modelo da HISTÓRIA FARMACOTERAPÊUTICA do DOENTE (Anexo I). A Primeira Entrevista está estruturada em três partes claramente diferenciadas: 1. sendo conveniente que se processe numa mesa redonda. não se recomenda utilizar este modelo para realizar a Primeira Entrevista. para evitar estar em frente um do outro. Medicamentos que o doente utiliza 3. O mais aconselhável é escrever todos os dados num papel branco. 10 Método Dáder.2. Este deve sentir. durante a entrevista. e logo que possível transcrevê-los para o Formulário da História Farmacoterapêutica. como telefonemas. evitando qualquer interrupção no desenrolar da mesma. Primeira Entrevista Aspectos prévios a ter em conta: • Cuidar do ambiente que rodeia esta visita. Este procedimento pode servir para o Farmacêutico fazer a sua auto-avaliação. facilitando assim a proximidade e eliminando as barreiras. O Formulário da História Farmacoterapêutica preenche-se uma só vez. Fase de Preocupações e Problemas de Saúde 2. no que respeita à forma de realização da entrevista. no final da entrevista. cuja maneira de se expressar dificilmente se cingirá ao modelo desenhado. que tem um profissional em quem pode confiar no que respeita à sua saúde. que limitam a confiança necessária à comunicação. Desta forma.

mais do que julgá-lo. Conjunto de cinco dígitos que corresponde ao número de inscrição da Farmácia no Infarmed.. Se em qualquer momento for necessário comunicar com o seu médico. que permita ao doente expor estes problemas na sua própria linguagem. Queria agora que me dissesse o que é que mais o/a preocupa sobre a sua saúde. Pode começar-se desta forma: “ Agora vamos falar. se concordar. apresenta um sistema de numeração constituído por três partes que para o caso de Portugal é o seguinte: 1. Conjunto de dois dígitos que correspondem ao código do país (35). Quero recordar-lhe que o que vamos comentar ficará entre nós e a restante equipa da Farmácia. Fase de Preocupações e Problemas de Saúde do doente O objectivo desta fase é conseguir que o doente refira os problemas de saúde que o preocupam mais. sem o interromper. Deve transmitir-se confiança. a levá-la à consulta. 4. que podem dar a sensação ao doente de desinteresse ou de superioridade. A História Farmacoterapêutica do doente. tentando entender o doente. 2. dos aspectos que mais o preocupam sobre a sua saúde. Para atingir este objectivo. se achar conveniente. • Não esquecer que a postura corporal do Farmacêutico é uma forma de linguagem não verbal muito importante. na sua folha de rosto. para melhorar qualquer aspecto da sua medicação. sem intervir nem emitir opiniões ainda que sejam solicitadas. tornará esta fase mais eficaz. • Deixar o doente falar. para que não me esqueça de nada. Código identificativo do doente na Farmácia constituído por cinco dígitos.e serve de pasta para todos os documentos que se vão arquivando sobre o doente. A entrevista só deve ser reconduzida se o doente se desviar do objectivo desta e divague de modo excessivo. Conjunto de dois dígitos que corresponde a 00./Sra. começa-se com uma pergunta aberta. vou tomando notas das coisas que me vai dizer. É muito importante identificar os problemas de saúde que mais preocupam o doente já que vão 11 Método Dáder. 2. Devem evitar-se inclinações do corpo para trás. 3. prestando muita atenção.” Nesta fase é muito importante: • Escutar. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . Se me permite.1. faremos uma informação e será o/a Sr.

. Alguma dificuldade na utilização? Aspecto relacionado com a forma farmacêutica (dificuldade em engolir. É útil para estabelecer relações causais entre problemas e medicamentos.. como os exprime e os interioriza na sua vida diária e a influência do seu meio poderão ajudar o Farmacêutico a delinear um plano de actuação para resolver os PRM.) • • Até quando? Durante quanto tempo deve tomar o medicamento. • Algum problema? Se relaciona a toma do medicamento com algum efeito indesejável. tendo cada uma delas um objectivo definido: • • • • • Está a tomá-lo? Se o toma o medicamento actualmente. mau sabor. pois a forma como o faz. Pode iniciar-se com uma frase indicativa. Para quê? Para que é que o doente acha que está a tomar o medicamento. Desde quando? Há quanto tempo é que o doente toma o medicamento. 2. que permita ao doente expressar-se livremente.). como os toma. por uma pergunta aberta. agora vamos falar sobre os medicamentos que traz e vai contar-me se está a tomálos.. a alguma hora determinada. 2. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico .” Pretende-se realizar dez perguntas para cada medicamento que o doente toma. Medicamentos que o doente utiliza O objectivo que se pretende atingir nesta fase é obter informação sobre o grau de conhecimento que o doente possui acerca dos medicamentos que toma e do grau de cumprimento da terapêutica. Está melhor? Se o doente acha o medicamento efectivo. Ainda que exista solução médica para resolver esses problemas..condicionar em grande medida a intervenção do Farmacêutico. 12 Método Dáder. • • Quanto? Posologia do medicamento Como? Modo de tomar o medicamento ao longo do dia (com ou sem alimentos.. dentro do possível. medo da injecção. Esta fase também deve começar.. se lhe causam grande preocupação. como a que se segue: “Bem. o doente não deve evitar falar deles. se está melhor ou se nota algo de estranho. para quê. o que aumentará a sua confiança. Quem o receitou? Quem foi que prescreveu ou aconselhou a toma do medicamento.

Descobrir novos medicamentos e novos problemas de saúde não mencionados antes. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . unhas) Braços e Músculos Coração Pulmão Aparelho Digestivo Rim (urina) Fígado Orgãos genitais Pernas Pés Músculo esquelético (gota. Cabelo Cabeça Ouvidos. tendinite) Pele (secura. evitando as interrupções. erupções) Psicológico (depressão. epilepsia) 13 Método Dáder. uma vez que na primeira parte era mais importante estabelecer uma relação afectiva. Olhos. 2. Fase de Revisão Neste momento pode dizer-se ao doente que a entrevista já terminou e que se vai fazer uma revisão para verificar se toda a informação obtida está correcta. o Farmacêutico anotará. se o doente conhece e cumpre adequadamente cada medicamento. Dar a entender ao doente que se ouviu tudo com interesse. Garganta Boca (úlceras. Aprofundar alguns aspectos já mencionados na primeira fase da entrevista e sobre os quais falta completar alguma informação. provavelmente porque não preocupavam tanto o doente.3. A fase de revisão faz-se seguindo uma ordem que começa na cabeça e termina nos pés. 2. Nariz. dores de costas. 3.No final. Esta fase tem os seguintes objectivos: 1. secura) Pescoço Mãos (dedos.

quando tiver estudado o seu caso. ácido úrico.?” Quando se chega a alguma parte onde é preciso aprofundar a informação que foi mencionada numa fase anterior. e que não foram mencionados anteriormente. telefono-lhe daqui a alguns dias. morada e telefone. Estou certo que vai valer a pena trabalharmos juntos”.. • Hábitos de vida do doente.. Toda esta informação regista-se na História Farmacoterapêutica normalizada do doente. Neste momento termina verdadeiramente a Primeira Entrevista com o doente e é conveniente transmitir-lhe uma mensagem sincera e de esperança: “A entrevista já terminou. como o consumo de tabaco. data de nascimento.. 14 Método Dáder. uma vez que se pretende melhorar a informação obtida. Se concordar. Finaliza-se a entrevista com o registo dos dados demográficos do doente. Como é essa dor de cabeça? Passa-lhe ao fim de quanto tempo?” Também se anotam outros dados. outras drogas. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . pressão arterial. tais como: • Parâmetros Fisiológicos que podem não estar controlados. como o colesterol.Esta fase é feita com perguntas fechadas.. etc. Se o doente segue alguma dieta especial ou toma algum complexo vitamínico que possa não considerar como medicamento. etc. Pode começar-se com frases deste tipo: “Usa algum medicamento para a cabeça. pode utilizar-se uma frase como a seguinte: “Disse-me que lhe doía a cabeça com frequência. álcool. algum champô especial. nome dos médicos que o assistem. vacinas. chá e outras bebidas e exercício físico..

Medicamentos que o doente utiliza Há uma dupla finalidade para o facto do doente trazer todos os medicamentos à entrevista (incluindo os que não toma e os outros que tem em casa). a sensação de cumplicidade e objectivos comuns. para ter bem presente todos os aspectos que o doente transmitiu. causou algum problema. o mais complicado é manter a capacidade de prestar atenção numa dupla vertente. Esta informação poderá ser útil no futuro. É importante guardar o papel original onde se anotou os dados da Primeira Entrevista. quer seja uma falta de segurança ou de efectividade. poderemos obtê-la. o Farmacêutico poderá encontrar a resposta à dúvida inicial que levou o doente à primeira visita. se tivermos que escolher o mais importante é. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . já que qualquer informação que o doente dê pode ajudar a conhecer melhor o seu ambiente social e a sua cultura. assim como escrever e simultaneamente comunicar com o doente. é melhor aprender com a experiência. ou seja. Com este procedimento. Por um lado. sem dúvida. podemos averiguar se algum medicamento que o doente tenha tomado.NOTAS EXPLICATIVAS: Fase de Preocupações e Problemas de Saúde do doente Nos primeiros doentes deve actuar-se com prudência. como a ordem de prioridades das preocupações do doente e que pode revelar informação sobre aspectos da sua personalidade e cultura. especialmente se não dominamos as técnicas de entrevista clínica pois em caso de dúvida. 15 Método Dáder. É conveniente anotar toda a informação que falta. pois pode conter informação que inicialmente pareça irrelevante e mais tarde se torne importante ou inclusivamente informação sem significado aparente. quer através de um telefonema. tais como antibióticos pelo facto de necessitarem de prescrição médica ou outros medicamentos que possam estar fora do prazo de validade. Por outro lado. comunicar com o doente. Neste processo. Ainda que tudo isto se consiga com a prática. Se verificarmos que existe alguma informação que nos esquecemos de registar. em tempos. anotar dados e perceber atitudes e sensações. De um modo geral: Recomenda-se registar o mais rápido possível toda a informação. podendo ou não esperar-se até ao final da fase de estudo para comprovar se há mais algum dado que seja necessário obter. que poderão ser úteis a qualquer momento. o que irá ser crucial na altura de resolver os problemas relacionados com a sua medicação. estabelecer vínculos afectivos e transmitirlhe mediante uma comunicação não verbal. reduzir o armazenamento de medicamentos em casa que não devem existir. quer nas visitas seguintes.

Diagrama 3. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . Fluxograma da Primeira Entrevista Encontro farmacêutico-Doente Preocupações do doente Problemas de Saúde que preocupam mais o doente Atitude Conhecimento Meio Social Saco com os medicamentos Cumprimento Conhecimento Fase de revisão Descobrir novos problemas de sáude Revisão da cabeça aos pés Dados demográficos Hábitos de vida HISTÓRIA FARMACOTERAPÊUTICA PRIMEIRO ESTADO DE SITUAÇÃO 16 Método Dáder.

da esquerda para a direita: 1. O corpo central do documento tem quatro zonas. Problemas de Saúde 2. Também é o documento que se utiliza para apresentar casos em sessões clínicas7. o sexo. que podem influenciar a sua avaliação. Se houver algum outro aspecto a realçar pode utilizar-se o espaço “Observações” situado na zona inferior do documento. por exemplo. Intervenção Farmacêutica As colunas preenchem-se da seguinte forma: 1. O corpo central do documento é o Estado de Situação propriamente dito. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . Estado de Situação O Estado de Situação (ES) de um doente. Medicamentos 3. Dela constam os aspectos e características próprias do doente que individualizam o Estado de Situação como a idade. Representa a “fotografia” do doente em relação a estes aspectos. define-se como a relação entre os seus problemas de saúde e os medicamentos que toma. os medicamentos que o tratam situam-se na mesma linha à direita. as alergias a medicamentos e o Índice de Massa Corporal (IMC). O primeiro ES resulta da obtenção dos dados da Primeira Entrevista e portanto as datas coincidem. Avaliação 4.3. A parte superior do documento é a que se denomina propriamente “Fotografia do Doente”. numa data determinada (Anexo II). Problemas de Saúde • • Problema de saúde Data do início 17 Método Dáder. de forma que. no qual se apresentam os problemas de saúde face aos medicamentos que os tratam. para um doente com diagnóstico de hipertensão.

• Grau de controlo do PS: escreve-se “S” (de SIM) se o problema está controlado e “N” (de Não) se não está. o Estado de Situação do doente é o documento mais importante para 18 Método Dáder. segundo o Plano de Actuação previsto. E (Efectividade) e S (Segurança) onde se anota S(Sim) ou N(Não). • • Posologia Grau de conhecimento e cumprimento (Bem. É constituída pelas seguintes colunas: • • N (Necessidade). aquando da apresentação do caso em sessões clínicas ainda que se possa utilizar o nome das especialidades farmacêuticas na documentação interna. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . Se existe alguma unidade de medida quantitativa para reflectir o controlo do PS. A partir deste momento. É conveniente colocar os problemas de saúde que possam estar relacionados entre si. Regular ou Mal) 3. Avaliação Utiliza-se para anotar as suspeitas de Problemas Relacionados com os Medicamentos (PRM) que possam existir. Medicamentos • • Data de início Medicamentos que tratam os PS. 4. pode anotar-se esse valor. Intervenção Farmacêutica Anotam-se as datas das intervenções. em vez do nome das especialidades farmacêuticas. como é o caso dos valores de hipertensão arterial ou de glicémia pode utilizar-se o quadro “Parâmetros” que aparece na zona inferior do ES. Regular. Recomenda-se registá-los como princípios activos. • A preocupação que o problema causa ao doente (Pouco. o mais perto possível uns dos outros (em linhas adjacentes). Coluna para anotar o PRM suspeito Este aspecto será explicado detalhadamente na fase de avaliação. Bastante) 2. já que pode existir uma relação entre eles e também irá ajudar a perceber possíveis estratégias terapêuticas delineadas pelo médico. para assim as ordenar por prioridades. Se necessitar de efectuar mais registos.

NOTAS EXPLICATIVAS: Depois de realizar a Fase de Estudo. é conveniente realizar outra fase de estudo. 19 Método Dáder. a partir daqui. pode ser aconselhável reescrever o Estado de Situação.estudar a sua evolução. O aparecimento e desaparecimento de problemas de saúde e medicamentos poderá dar lugar a um Estado de Situação muito diferente. mediante cada variação. É um documento absolutamente dinâmico. Como tal. o Doente é uma sucessão de Estados de Situação. que vai evoluindo a par com as alterações da saúde do doente. Pode dizer-se que. embora a maior parte da informação possa já ter sido recolhida previamente. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . para entender melhor o que se passa com o doente.

mas não as doenças. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . em primeiro lugar. estabelecem-se relações entre eles e com outros problemas de saúde relacionados. ao estudá-las em certos aspectos entenderá o porquê e a finalidade de cada medicamento. Problemas de Saúde Para analisar os problemas de saúde relacionados é importante ter em conta que: • É conveniente começar por estudar os problemas de saúde do doente. todos os medicamentos. assim como a sua utilidade e as suas limitações no controlo do problema. e como tal. 4. Também é útil. por outro. • O Farmacêutico é um profissional que conhece os medicamentos. ou seja. especialmente os que estão diagnosticados pelo médico.1. relacionar os problemas de saúde diagnosticados. Para o Farmacêutico. estudar cada problema de saúde com os medicamentos que o tratam e assim sucessivamente. por um lado. para posteriormente anotar os restantes. Desta forma. não estudar. Fase de Estudo O objectivo da Fase de Estudo é obter informação necessária acerca dos problemas de saúde e medicamentos evidenciados no Estado de Situação. todos os problemas de saúde e. para assim entender como actuam os medicamentos que intervêm e prever o que poderá ocorrer com outros que o doente tome ou 20 Método Dáder.4. mas sim. para avaliação posterior. • Mecanismos fisiológicos de aparecimento da doença. com as características que adiante se destacam. os aspectos mais interessantes de cada doença serão basicamente: • Sinais e sintomas a controlar ou parâmetros de controlo normalizados que podem imediatamente fomentar uma suspeita relativamente a uma falta de efectividade do tratamento. De seguida iremos analisar as duas partes diferenciadas do Estado de Situação: • • Os Problemas de Saúde Os Medicamentos Metodologicamente é aconselhável realizar um estudo horizontal.

podem provocar descidas súbitas e perigosas de valores. retinopatias e neuropatias. Aprofundar o conhecimento dos problemas de saúde do doente ajudará nas intervenções. Também não será igual um valor correcto de colesterol num e noutro doente. não é o mesmo que alguém que tenha sofrido um episódio cardiovascular.inclusivamente relacioná-los com outros problemas de saúde que possam surgir devidos aos medicamentos. intervenções enérgicas sobre variáveis relativas como estas. Nesta doença existem variáveis de ponto final. No entanto. Há que distinguir perfeitamente as diferentes entidades clínicas que representam os diferentes problemas de saúde e conhecer se o problema tem um valor relativo ou absoluto. com o qual se trabalhará tanto em prevenção primária como evitando e controlando problemas subsequentes. O conhecimento dos problemas de saúde como um todo será útil para percepcionar a gravidade do doente e a evolução dos seus problemas. Os valores de glicémia controlados levarão ao atraso do aparecimento das variáveis de ponto final e os valores elevados precipitarão o seu aparecimento. para sabermos se estamos a actuar sobre uma variável de ponto final (end-point). Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . cerebral ou de outro tipo. ou se é uma variável intermédia (surrogate). Um caso de um hipertenso sem riscos adicionais. devendo obterse não só os valores baixos mas também valores estáveis ao longo do tempo. como as complicações cardiovasculares. num contexto de evolução a longo prazo. e dos valores de hemoglobina glicosilada em períodos trimestrais. as hipoglicémias. nefropatias. Por isso. para assim entender como realizar prevenção e educação para a saúde e por outro lado. Estas são variáveis terminais para o doente e previnem-se através do controlo dos valores de glicémia correctos no dia a dia. Um exemplo claro pode ser o da diabetes. tem que se ponderar e relativizar estas intervenções. tanto em relação à prioridade como em relação à sua dinâmica. 21 Método Dáder. que requererá uma intervenção mais imediata. • Causas e consequências do problema de saúde do Doente. na qual os aspectos preventivos assumirão maior importância e haverá que considerar outras circunstâncias. que podem pôr em perigo a saúde do doente de forma muito rápida e grave. conhecer quais são os seus riscos. Uma hiperlipidémia no primeiro doente não terá a mesma gravidade que no segundo. como consequência de uma hipertensão.

e que apesar de produzirem determinado efeito haja falta de informação publicada sobre o mesmo. 4. Contra-indicações. Precauções. embora estes devido ao tempo escasso de utilização não estejam ainda descritos na literatura.2. Intervalo de utilização. 22 Método Dáder. Farmacocinética.Em suma. Interacções. já que podem apresentar os mesmos problemas que os fármacos anteriores. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . os aspectos mais importantes a ter em conta são os seguintes: • • • • • • • • • Indicações autorizadas. No que respeita aos medicamentos. quando se trata de medicamentos novos de um grupo. Outro exemplo é o caso de medicamentos mais antigos que não apresentem aparentemente problemas de segurança. que o doente possa apresentar. entendendo os problemas de saúde do doente melhora-se o conhecimento da evolução do mesmo. Ao examinar o mais possível a origem do problema de saúde e as suas consequências e estabelecendo relações com outros. Medicamentos Para a análise dos medicamentos é importante ter em conta que: • É necessário realizar um estudo eficaz dos medicamentos que o doente toma para que a intervenção tenha as maiores garantias de utilidade para a sua saúde. Interferências analíticas. Posologia. Acção farmacológica e mecanismo de acção. melhorar-se-á a intervenção de forma a resolver os possíveis problemas relacionados com os medicamentos. a não ser os efeitos do seu grupo. • O estudo dos medicamentos deve efectuar-se partindo das características gerais do seu grupo terapêutico analisando posteriormente as particularidades do princípio activo. Este aspecto é importante.

Conhecendo o mecanismo de acção do medicamento. Também pode explicar a forma como se manifesta uma possível insegurança do medicamento. ou justificar uma intervenção em que se preserva o medicamento porque a insegurança manifestada é explicável pelo seu mecanismo de acção habitual. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . dentro do seu intervalo habitual de uso. Cipolle8 enunciou que são os doentes e não os medicamentos que têm doses. Também pode explicar em forma de reacção química. há que ter em conta os indícios reais de efectividade e segurança que este apresente.• Problemas de segurança Indicações autorizadas: representam o uso aprovado do medicamento e explicam o porquê do seu aparecimento no Estado de Situação. o balanço entre a efectividade desejada e a insegurança previsível evitável. semi-vida de eliminação. tanto os desejados como os não desejados. no doente. Também podem explicar os efeitos obtidos. Mecanismo de acção: indica a forma como o medicamento combate a doença. A “janela terapêutica” é o intervalo de utilização aplicado ao doente individual. Permite ao Farmacêutico perceber o que ocorre quando um medicamento é efectivo.): dá informação que permite reconhecer quando se deve medir parâmetros clínicos de efectividade e segurança e avaliar a possibilidade de interacções ou interferências analíticas mas também sinergismos de acção e duração do efeito dos medicamentos. desejados ou não. Intervalo de utilização: vem referido na literatura como aquele onde se produz a efectividade do medicamento. o intervalo entre a dose mínima efectiva e a dose máxima segura habitual. Interacções: é importante conhecê-las e poder explicá-las através do mecanismo de acção dos medicamentos. uma vez que podem resultar de sinergismos de acção. o que pode ser a chave para ajudar o Farmacêutico a encontrar a melhor intervenção possível. 23 Método Dáder. uma determinada quantidade de medicamento. procurando sempre o benefício do doente tanto a curto como a longo prazo. e o que deveria ocorrer e não ocorre quando este é inefectivo. Ajudam a interpretar a forma como o médico aborda o tratamento da doença. Assim. e que por vezes é muito distinta da margem habitual de utilização do medicamento. para assim entender como aparecem e se manifestam. Os intervalos de utilização descritos na literatura devem apenas servir como orientação. Farmacocinética (Tmax.. se têm significado clínico e inclusivamente se devem ser pesquisadas.. sendo mais importante conhecer o que se passa com o doente. pode ultrapassar a dose máxima segura em determinados doentes e noutros ser efectiva ou mesmo nunca chegar a sê-lo. Desta forma. entende-se os efeitos deste no organismo. ou seja.

por vezes não é o que se passa na realidade. concluindo-se que o risco de utilização do medicamento supera o benefício do mesmo. há que diferenciar claramente as contra-indicações dos efeitos secundários e de outros problemas de insegurança. 24 Método Dáder. Permitem estabelecer relação entre os problemas de saúde: os que se tratam com medicamentos e os que aparecem como consequência da utilização dos mesmos. pois surge como consequência do mecanismo de acção. Um caso típico é a elevação dos valores das transaminases induzido pelas estatinas.Interferências analíticas: determinam a importância clínica de cada caso. Em todo o caso. aparecem problemas de segurança que podem ser imputáveis a vários medicamentos que o doente toma. indicando se o valor é biológico. É interessante ter este aspecto em conta: mesmo que se pense logicamente que se deveria imputá-lo apenas a um medicamento concreto. É lógico que um medicamento (estatina) que actua na síntese do colesterol a nível hepático possa elevar as enzimas que indicam que o fígado está funcional. embora nunca se possa assegurar nada até que o PRM desapareça como consequência da intervenção efectuada. Uma elevação discreta das transaminases pode indicar que o medicamento está a actuar e em conjunto com o valor de colesterol comprovará a sua efectividade e não um problema de segurança. e há que prever todas as possibilidades. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico . Conhecer os problemas de saúde e os medicamentos em profundidade ajudará a resolver muitas dúvidas. Problemas de segurança: englobam todos os efeitos não desejados do medicamento. se o efeito é consequência do mecanismo de acção do medicamento. É importante diferenciar. ou patológico o que poderá ter a ver com a evolução da doença. ou se pelo contrário não se encontra relação causa-efeito. Contra-indicações: são situações nas quais não se deve usar o medicamento. para aumentar as possibilidades de actuação sobre eles. Com frequência. Deve analisar-se no contexto do mecanismo de acção do medicamento ou de alguma situação de risco.

Fluxograma da Fase de Estudo ESTADO DE SITUAÇÃO Estudo e Análise da Informação do Estado de Situação Estudo do Problema de Saúde Estudo dos medicamentos que tratam o PS Características do PS Indicadores de Efectividade Estratégias Farmacológicas Sinais Sintomas Parâmetros Quantificáveis Indicações autorizadas Mecanismo de acção Posologia Intervalo de utilização Dados farmacocinéticos Interacções Interferências analíticas Precauções Contra-indicações Problemas de segurança Variáveis a controlar do PS Indicadores de Efectividade e Segurança Fim da primeira Linha do Estado de Situação Sim Mais PS ou medicamentos Não FASE DE AVALIAÇÃO 25 Método Dáder.Diagrama 4. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico .

Ou seja. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 26 . o Farmacêutico deve ter a capacidade de escolher. Uma vez efectuada a visão de conjunto. para o conjunto de medicamentos e não isoladamente. a pergunta deve efectuar-se isoladamente para cada um deles. Efectividade e Segurança9. utiliza-se a classificação do Segundo Consenso de Granada sobre Problemas Relacionados com Medicamentos2. cada uma delas. qual das características deve prevalecer sobre a outra. começa-se a trabalhar cada linha do Estado de Situação. Nesta fase é conveniente ter em conta que: • É primordial ter uma visão de conjunto. • É importante anotar tudo o que se pensa que esteja relacionado. No entanto.: • • • O doente necessita do(s) medicamentos(s)? O(s) medicamento(s) é/são efectivo(s)? O medicamento é seguro? No caso de estratégias terapêuticas. com perguntas que contestam as três propriedades fundamentais da Farmacoterapia: Necessidade. mas é aconselhável ter em conta todos os aspectos para depois delinear a melhor sequência de intervenções no plano de actuação. que corresponde a uma estratégia farmacoterapêutica para um determinado problema de saúde. quer as perguntas sobre necessidade quer as de efectividade devem ser efectuadas. não poderá relacionar-se com um medicamento concreto mas sim com toda a estratégia terapêutica conjunta. num determinado momento. Para descrever as suspeitas de PRM que o doente possa experimentar. efectuando uma revisão externa sucinta do Estado de Situação do doente. no caso dos problemas de segurança. descrita Método Dáder. para assim poder interiorizar de que tipo de doente se trata e estabelecer prioridades no balanço efectividade/segurança. Fase de Avaliação O objectivo desta fase é estabelecer as suspeitas de PRM que o doente possa apresentar. na altura de estabelecer um plano de actuação. É evidente que nem tudo o que foi anotado é efectuado. que são próprios de cada medicamento.5. Se por um lado não se questiona a necessidade de um medicamento que se relacione e está autorizado para tratar um determinado problema de saúde por outro lado uma falta de efectividade.

sem ter havido consulta médica. então. Não são PRM2 aquelas situações em que: • A intervenção do médico passa por simplificar a estratégia terapêutica de abordagem do problema de saúde. Por norma. • Automedicação com fármacos de prescrição. visto não existir problema de saúde que justifique o seu uso. o problema de saúde tratado com o medicamento desaparecer. Para cada medicamento ou medicamentos. já que na sua origem está uma insegurança de outro medicamento. como por exemplo. redução de politerapias antihipertensivas ou analgésicas (caso frequente) já que em ambos os casos existirá um problema de saúde e uma estratégia consciente de tratamento farmacológico. O doente necessita do(s) medicamentos(s)? Sempre que exista uma prescrição consciente por parte do médico. Desta forma os PRM2 surgem como consequência de: • Utilização de medicamentos sem que exista problema de saúde que o justifique. Se a resposta for NÃO. Como exemplo. • Uso de medicamentos prescritos pelo médico para um problema de saúde diagnosticado e que não são efectivos para tratar esse problema. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 27 . pois todo o medicamento não necessário é potencialmente inseguro. de cada linha.anteriormente. Método Dáder. do Estado de Situação efectuam-se as seguintes perguntas: 5.1. e exista um problema de saúde que o justifique. nesse caso. poderá concluir-se que o medicamento prescrito pelo médico não era necessário. tomar um hipnótico prescrito por um familiar para regular o sono. o qual por si só é inseguro para o doente. ter-se-á uma suspeita de PRM2 de um ou de cada um dos medicamentos da estratégia terapêutica. Se em consequência de uma intervenção. como por exemplo. em princípio não se poderá considerar um medicamento ou uma estratégia terapêutica como não necessária. como o uso de analgésicos sem que exista dor. temos a utilização de antitússicos para acalmar a tosse originada por um tratamento com antihipertensores inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA). não se efectuam as restantes perguntas já que não faz sentido avaliar a efectividade de um medicamento Não Necessário.

é importante reunir a maior quantidade possível de dados sobre efectividade. nos quais o problema de falta de efectividade pode dever-se a um problema de quantidade de medicamento em algum momento da evolução do doente. considera-se um PRM quantitativo para os medicamentos que se podem utilizar em quantidades mais elevadas. mesmo que a bibliografia descreva que se pode Método Dáder. 5. Isto ocorre quando o problema não tem relação com o mecanismo de acção do medicamento. É importante distinguir se realmente o problema de segurança é quantitativo ou não no doente. • Os problemas de segurança quantitativos. em que o efeito indesejado não depende da quantidade do medicamento. nem sempre é assim. Como tal. PRM5. O(s) medicamento(s) é/são efectivo(s)? Uma resposta negativa a esta pergunta origina uma suspeita de problemas de efectividade. já que cada um pode ter características particulares de segurança. independentemente da dose utilizada ter um valor habitual para este medicamento. obtêm-se: • Os problemas de segurança não quantitativos.2. já que é muito frequente encontrar medicamentos que apesar de. fenómenos de tolerância. é a estratégia terapêutica. O medicamento é seguro? A pergunta efectua-se para cada medicamento da estratégia de uma forma individual. tais como: • • Não quantitativos. Se a pergunta de Segurança tiver resposta negativa. por exemplo. 5. segundo a bibliografia. PRM4. ou naqueles casos em que o medicamento não chegou a ser efectivo mas manifestou-se inseguro. PRM3 Quantitativos. No caso dos medicamentos inefectivos e inseguros. uma vez que para aquele doente foi ultrapassada a sua dose máxima segura. esse facto não produzirá uma resposta do doente.Também não é um PRM1 a situação contrária: • A adição de um novo medicamento a uma terapêutica previamente instituída. interacções com outros medicamentos. poderem ser incrementados. segundo a bibliografia. PRM6. dose baixa. se o efeito indesejado depende da quantidade do medicamento tomado. uma vez que o problema de saúde já existia e estava a ser tratado. pelo contrário. Em princípio e se não houver informação adicional. para se determinar se é a quantidade de medicamento que falha ou. Contudo.3. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 28 . etc.

Um medicamento que não tenha sido efectivo e que simultaneamente seja inseguro. Esta fase culmina com a elaboração de uma lista de suspeitas de PRM. primeiro é necessário averiguar se este não é originado pelo uso de outro medicamento. após as primeiras intervenções. é este o caminho necessário percorrer para assegurar a resolução de um problema. muitas vezes. Depois.aumentar a quantidade de medicamento. e que após intervenções que não alcancem o objectivo pretendido. Nesta lista pode imputar-se frequentemente um mesmo PRM a vários medicamentos. Este facto não se deve considerar como uma falha do Farmacêutico que realizou a intervenção pois. para abordar um problema de saúde como tal. uma vez eliminada essa possibilidade. Ou seja. Há algo essencial a ter em conta nesta fase: os PRM nunca se classificam pela estratégia resultante ou pela sua solução. uma vez que com a dose mínima efectiva já é inseguro e portanto um aumento de quantidade iria ainda comprometer mais a segurança no doente. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 29 . 5. o problema da inefectividade nunca será quantitativo. ou o seu contrário. Este é o caso de certos problemas de saúde. surgem como problemas de saúde não tratados. a última pergunta será: • Existe porventura algum problema de saúde sem tratar? O que levaria aos PRM1. não será aconselhável para utilização futura neste doente. Existe algum problema de saúde que não esteja a ser tratado? Uma vez analisados todos os medicamentos que o doente toma. Este facto é similar ao primum non nocere dos médicos. isto é. que se imputam de forma distinta à utilização de diversos medicamentos. Método Dáder. Os PRM1 por vezes adquirem maior importância do que a que possuem no início. que no início estão relacionados com o uso de determinado medicamento. mas sim pelo efeito que a falha da farmacoterapia tem na saúde do doente. isto é.4. primeiro causar o menor dano possível. já poderá encarar-se o problema de uma maneira mais clara. de problemas de saúde a melhorar. o que obriga o Farmacêutico a estabelecer uma sequência de probabilidades com base na sua experiência e formação clínica.

Fluxograma da Fase de Avaliação O doente necessita do(s) medicamento(s) ? Não PRM 2 Sim PRM 3 Não O(s) medicamento(s) é/são efectivo(s)? Não Sim É um problema quantitativo? PRM 4 Sim O medicamento é seguro? Não É um problema quantitativo? Não PRM 5 Sim Sim PRM 6 Sim Mais medicamentos? Não Ex iste algum PS que não está a ser tratado? Sim PRM 1 Não Fim da Avaliação Suspeitas de PRM Método Dáder. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 30 .Diagrama 5.

No início do processo de intervenção é muito importante ter em conta: • Que problemas preocupam mais o doente e quais são as prioridades que se colocam ao profissional de saúde. Método Dáder. Eliminar circunstâncias graves mas pouco prováveis. com a do Farmacêutico. Há que ter em conta diversos aspectos. Por isso. que é quem detectou os possíveis problemas e tem uma visão mais objectiva. Todas estas opções podem ser válidas ou não segundo a situação.6. • Tentar resolver primeiro aqueles problemas que preocupam mais o doente. É necessário conciliar as preocupações do doente. Prevalência da segurança face à efectividade. deve-se “negociar” com o doente o caminho mais adequado a seguir de forma a oferecer-lhe uma estratégia mais lógica de resolução. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 31 . Efectividade a longo prazo. para chegar a acordos lógicos sobre o caminho a seguir. e portanto a escolha de uma delas dependerá da situação concreta: • • • • • • • Casos em que a efectividade prevaleça sobre a segurança. Começar pelo mais fácil para ganhar confiança. Fase de Intervenção O objectivo desta fase é elaborar um plano de actuação de acordo com o doente e desencadear as intervenções necessárias para resolver os PRM que este possa estar sofrendo. No caso de ambas as estratégias serem inicialmente contraditórias. Segurança a longo prazo. Começar pelo mais rápido para ganhar tempo. é essencial esclarecer o doente relatando os possíveis desvios encontrados e expor com sinceridade a opinião profissional mostrando uma estratégia coerente de resolução dos PRM. que é quem sofre com os problemas e tem uma visão mais pessoal da situação. que dependendo das circunstâncias particulares terão menor ou maior importância.

acertar à primeira na solução do problema não deve ser prioritário. Estratégias arriscadas pela urgência. Estratégias conservadoras assegurando o terreno conquistado. Contudo. Por isso. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 32 . Em todo o caso. a comunicação é crucial e cada um dos implicados deve entender perfeitamente o objectivo da mesma em cada momento. ou se trata de um problema de saúde que necessite diagnóstico médico. A intervenção pode ser de duas formas: 1. com o intuito de obter o maior êxito possível. A intervenção Farmacêutico–Doente realizar-se-á de uma forma verbal ou escrita.Médico: se a estratégia delineada pelo médico não atinge os efeitos esperados.• • • • • Executar soluções fáceis pouco arriscadas. Começar por aquelas que não necessitam da intervenção do médico. Pode então começar a preencher-se a folha de Intervenção Farmacêutica (anexo III). conforme decisão do Farmacêutico. Farmacêutico – Doente . conhecida e assumida pelo Doente. que deve conter os seguintes itens10: Método Dáder. Nesta fase. a intervenção Farmacêutico– Doente-Médico realizar-se-á com uma comunicação escrita. a estratégia a seguir deve ser acordada. que entenderá este processo como o caminho necessário a percorrer para resolver os seus problemas. Farmacêutico – Doente: se o PRM se deve a causas derivadas do uso do medicamento por parte do Doente. Às vezes é melhor avançar pouco a pouco resolvendo primeiro situações de maior gravidade. Começar por aquelas que vão derivar para especialistas. 2.

Método Dáder. Uma vez combinada a intervenção com o doente elabora-se a informação escrita que será apresentada e entregue. com uma cópia para ele e outra para levar à consulta médica. sem utilizar palavras que levem a pensar que o Farmacêutico possa fazer diagnóstico ou prognóstico de algum problema de saúde. Deve referir-se dados dos problema de saúde que possuem parâmetros quantitativos. Apresentação do Doente: referindo todos os dados do doente (problemas de saúde e medicamentos) imprescindíveis para abordar o problema. c.a. uma vez estudados todos eles. Despedida: realçando o papel de decisão do médico e a importância da intervenção bem como oferecendo colaboração para o seu êxito. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 33 . b. d. Motivo da Comunicação: causa pela qual se remete ao médico. sinais e sintomas que o doente apresente. Juízo Farmacêutico: relação possível do problema com os medicamentos.

Diagrama 6. Fluxograma da Fase de Intervenção Suspeitas de PRM Não Existem PRM? Plano de Seguimento Sim Plano de Actuação Fase de Intervenção Acordo com o doente Intervenção F-D Intervenção F-D-M Sim Aceita Intervenção Não PS resolvido PS não resolvido Novo Estado de Situação Método Dáder. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 34 .

Uma vez obtido o resultado da intervenção pode acabar-se de completar a folha de intervenção (anexo III). até o problema de saúde desaparecer ou ficar controlado após a intervenção.7. O resultado da Intervenção dará lugar a um novo Estado de Situação do Doente. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 35 . Não se pode afirmar que existe um PRM. quando o doente (no caso de intervenções Farmacêutico Doente) ou o médico (no caso de intervenções Farmacêutico-Doente-Médico) modificam o uso do medicamento para tratar o problema em consequência da intervenção efectuada pelo Farmacêutico. problema de saúde não resolvido Considera-se uma intervenção aceite. problema de saúde resolvido Intervenção não aceite. O problema de saúde está resolvido quando em consequência da intervenção do Farmacêutico desaparece o motivo da mesma. Os resultados das intervenções podem ser: • • • • Intervenção aceite. Método Dáder. problema de saúde resolvido Intervenção aceite. Resultado das Intervenções O objectivo desta fase é determinar o resultado da Intervenção Farmacêutica para a resolução do problema de saúde estabelecido. problema de saúde não resolvido Intervenção não aceite.

• A partir daqui. onde se deve ter em conta os novos aspectos que podem ocorrer pelo que há que voltar a rever os medicamentos. relativas aos problemas de saúde e medicamentos. Visitas sucessivas Os objectivos desta fase são: • • • Continuar a resolver os PRM pendentes segundo o plano de actuação acordado. o Estado de Situação aparentemente não muda. iniciar-se-á uma nova fase de estudo. Obter informação para poder documentar os novos Estados de Situação e melhorar a fase de estudo. com as alterações que existem. Cumprir o plano de seguimento para prevenir o aparecimento de novos PRM. 9. embora se tenha que controlar a medicação para verificar novamente se é necessário uma nova intervenção. estudar os novos e aprofundar os problemas de saúde segundo as novas circunstâncias. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 36 .8. Novo Estado de Situação O objectivo desta fase é recolher as alterações existentes desde a intervenção. Método Dáder. Para esta fase é importante considerar o seguinte: • No caso do médico ter optado por seguir a mesma estratégia.

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Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 38 .Anexo 1 (História Farmacoterapêutica) HISTÓRIA FARMACOTERAPÊUTICA Doente no: 35 - / / NOME: DATA: Método Dáder.

até quando? 9.PRIMEIRA VISITA Doente no: 3 5 / / PROBLEMAS / PREOCUPAÇÕES DE SAÚDE Controlado 1. 7. 2.M CONHECE: B. está melhor? 5. para quê? 4.M Início 1. 3. 8. quem o receitou? 3. 4. 6. SACO COM MEDICAMENTOS Medicamento 1: CUMPRE: B. desde quando? 6. quanto? 7. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 39 .R. 5. como? 8. 10. está a tomá-lo? 2. 9. dificuldade na utilização? 10.R.algum problema? Método Dáder.

M 1.R.M CONHECE: B. dificuldade na utilização? 10. dificuldade na utilização? 10. como? 8. para quê? 4. desde quando? Medicamento 9: 6. dificuldade na utilização? 10. desde quando? 6.M 1. está a tomá-lo? 2. está a tomá-lo? 2. dificuldade na utilização? 10.R.R. para quê? 4. até quando? 9. quanto? 7. quem o receitou? 3. até quando? 9. até quando? 9.R.algum problema? Método Dáder. está melhor? 5. desde quando? Medicamento 3: 6.R.R. desde quando? Medicamento 6: 6. desde quando? Medicamento 4: 6. quem o receitou? 3. desde quando? Medicamento 7: 6. dificuldade na utilização? 10.M CONHECE: B.Medicamento 2: CUMPRE: B. como? 8. dificuldade na utilização? 10.M 1. como? 8.algum problema? CUMPRE: B. quanto? 7.algum problema? CUMPRE: B. para quê? 4. como? 8.algum problema? CUMPRE: B.algum problema? CUMPRE: B. quem o receitou? 3. para quê? 4. quem o receitou? 3. para quê? 4. dificuldade na utilização? 10.R. está a tomá-lo? 2. até quando? 9.R.M 1.M 1. para quê? 4. desde quando? Medicamento 8: 6. como? 8.M 1.M CONHECE: B. está melhor? 5. está melhor? 5. dificuldade na utilização? 10.R.algum problema? CUMPRE: B.R.R.R. quanto? 7.R. está a tomá-lo? 2. como? 8. até quando? 9. para quê? 4. até quando? 9. está melhor? 5.M CONHECE: B. está a tomá-lo? 2. quanto? 7. quanto? 7. quem o receitou? 3. até quando? 9.M 1.R. quem o receitou? 3. está a tomá-lo? 2.algum problema? CUMPRE: B.M 1. quanto? 7. quem o receitou? 3.R.M CONHECE: B. para quê? 4. até quando? 9.M CONHECE: B. quanto? 7. como? 8. está melhor? 5.M CONHECE: B. quem o receitou? 3. está melhor? 5. está a tomá-lo? 2. está melhor? 5. está a tomá-lo? 2. está melhor? 5. quanto? 7. desde quando? Medicamento 5: 6.M CONHECE: B. como? 8.algum problema? CUMPRE: B. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 40 .R.

está melhor? 5.R. melhorou? 10.algum problema? 1. está a tomá-lo? 2. quanto? 7. como? 8.M 1.M CONHECE: B. como? 8. melhorou? 10. até quando? 9. até quando? 9. quanto? 7. está a tomá-lo? 3.algum problema? Método Dáder.M CONHECE: B.algum problema? 1.M 1. está a tomá-lo? 3. está a tomá-lo? 2.algum problema? Medicamento 2: 1. melhorou? 10.R. está a tomá-lo? 2. dificuldade na utilização? 10. para quê? Medicamento 4: 4.R. desde quando? Medicamento 12: 6. para quê? 4. quanto? 7. dificuldade na utilização? 10. está a tomá-lo? 3. dificuldade na utilização? 10. está a tomá-lo? 3. está a tomá-lo? 3. melhorou? 10. quem o receitou? 3.Medicamento 10: CUMPRE: B. para quê? 4. para quê? 4.M CONHECE: B. está melhor? 5. Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 41 . como? 8. está melhor? 5. para quê? 4.R.algum problema? CUMPRE: B.R. melhorou? 10.algum problema? 1. até quando? 9.M 1.algum problema? Medicação anterior Medicamento 1: 1. desde quando? Medicamento 11: 6. para quê? Medicamento 3: 4. quem o receitou? 3. quem o receitou? 3. desde quando? B= Bem R = Regular M= Mal 6. para quê? 4.algum problema? CUMPRE: B. para quê? Medicamento 5: 4.R.

SITUAÇÕES FISIOLÓGICAS (e data): .. unhas. seca): .FÍGADO: . OUVIDOS.MÚSCULOS ESQUELÉTICOS (gota. GARGANTA: . glicose. PA.IMC: . dieta......PELE (seca.BRAÇOS E MÚSCULOS: .RINS (urina): ..PESCOÇO: .. NARIZ.. tendinite.REVISÃO .CABELO: .VITAMINAS E SAIS MINERAIS: ..APARELHO GENITAL: ...CORAÇÃO: ..CABEÇA: .OBSERVAÇÕES: OUTROS DADOS DO DOENTE Telefone:__________________________________________________________________________ Morada: __________________________________________________________________________ Profissão: ____________________________________ Data de nascimento:___________________ Médico de família: __________________________________________________________________ Médicos especialistas: ________________________________________________________________ Cuidador:__________________________________________________________________________ MINUTOS: _______________________________ Assinatura do Farmacêutico: _________________ Método Dáder.PULMÃO: .ALERGIAS A MEDICAMENTOS E/OU RAM: . dor nas costas.ALCOOL: .OLHOS.OUTROS HÁBITOS ANORMAIS (actividade física. unhas): .): . Manual de Seguimento Farmacoterapêutico 42 .): .PÉS (dedos.): .BOCA (ferida. colesterol..): .NEUROLÓGICO (epilepsia..CIGARROS: .): .PARÂMETROS: (temperatura.CHÁS: .OUTRAS DROGAS: ..APARELHO DIGESTIVO: .VACINAS: ...): .CAFÉ: .): .PERNAS: .PSICOLÓGICO (depressão.MÃOS (dedos. erupções.

Anexo 2 (Estado de Situação) ESTADO DE SITUAÇÃO Doente: SEXO: IDADE: IMC: ALERGIAS: DATA: ESTADO DE SITUAÇÃO PROBLEMAS DE SAÚDE AVALIAÇÃO I.) Posol. Cu/Co N E S Suspeita de PRM Problemas de Saúde Início OBSERVAÇÕES: DATA PARÂMETROS Grupo de Investigação em Atenção Farmacêutica.F (Data) MEDICAMENTOS Controlado Preocupa Início Medicamento (p. Universidade de Granada 43 .a.

Anexo 3 (Folha de Intervenção) INTERVENÇÃO FARMACÊUTICA Doente no : 3 5 1 _ _ Data de Início:____/___/_____ PRM tipo: PRM: 2 3 4 5 6 Risco de PRM: Medicamento(s): Problema de Saúde: DESCRIÇÃO DO PRM (Começar com Necessidade . Nenhuma das anteriores (Descrever) QUE SE PRETENDE FAZER PARA RESOLVER O PRM: VIA DE COMUNICAÇÃO: 1.ou não -. Incumprimento 3. 3. 2. Saúde Resolvido P. RESULTADO: Oral farmacêutico – Doente Escrita farmacêutico – Doente Oral farmacêutico – Doente – médico Escrita farmacêutico – Doente – médico Intervenção Aceite Intervenção Não aceite O QUE ACONTECEU? P. Saúde não Resolvido Nº MEDICAMENTOS QUE ESTAVA A TOMAR (na data da intervenção):____________ Nº VISITAS ANTERIORES À RESOLUÇÃO: _________ Data fim da intervenção: ______________________ Grupo de Investigação em Atenção Farmacêutica. CAUSA: 1. Interacção 2. Universidade de Granada . 4. Duplicidade 4. Inefectividade ou Insegurança).