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Contabilidade analítica em empresas de Const

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  • Apresentação
  • Parte I – A Contabilidade Analítica
  • 1 Âmbito e Objectivos da Contabilidade Analítica e de Gestão
  • 1.1 Introdução
  • 1.2 Características da Contabilidade Analítica
  • Conceitos Fundamentais da Contabilidade Analítica
  • 2.1 Noção de Custo e a sua Hierarquia
  • 2.2 Tratamento das informações contabilísticas para controlo
  • 2.2.1 Classificação por natureza
  • 2.2.2 Classificação por centros de responsabilidade
  • 2.2.2 Custos directos e indirectos
  • 2.2.3 Custos reais e básicos
  • 2.2.4 Custos fixos e variáveis
  • 3. Os Componentes do custo de produção
  • 3.1 Regimes de fabrico
  • 3.3 Mão-de-obra
  • 3.4 Gastos gerais de fabrico
  • 3.5 Gastos não Industriais
  • 4. Métodos de Custeio
  • 4.1 O Método directo ou de custos específicos
  • 4.2 O Método indirecto ou de custos por processos
  • 4.3 Método misto
  • 5. Centros de Gastos
  • 6. Sistemas de Custeio
  • - Custos totais reais;
  • 6.1 Custos totais reais
  • 6.2 Custos totais básicos
  • 6.3 Custos variáveis básicos
  • 6.4 Custeio racional
  • 6.5 Custeio directo
  • 7. Sistemas de Contas
  • 7.1 Monista radical
  • 7.2 Sistema único Diviso
  • 7.3 Sistema duplo Contabilístico
  • 7.4 Sistema duplo Misto
  • 8. Bibliografia
  • Parte II – O Sector da Construção Civil
  • 1 Introdução
  • 2 Considerações Gerais
  • 3 Aspectos contabilísticos, no POC e nas Normas Internacionais
  • 3.1 Valorimetria das existências de acordo com o POC
  • 3.2 Métodos de Apuramento dos Resultados
  • 3.3 Normas Internacionais / NCRF
  • 3.4 Exemplo de aplicação 1
  • 3.5 Implicações Fiscais em IRC
  • 3.6 Exemplo de aplicação 2
  • 3.7 Comparação – POC / IAS / NCRF 19 / IRC
  • Bibliografia
  • Parte III - Implementação de Sistemas ERP
  • Implementação de sistemas ERP
  • 4 Bibliografia
  • Introdução
  • O Sistema ERP Livesolutions (módulo Analítica)
  • 2.1 Conceitos técnicos e funcionalidades
  • Proposta de Plano Contas Analítico
  • 3.1 Considerações Gerais
  • 3.2 Plano Analítico - Sintético
  • Exercício Prático
  • 4.1 Considerações Gerais
  • 4.2 A conta 91 - Existências
  • 4.3 A conta 92 – Centros de Custos de Estrutura e Un. Negócio
  • A conta 92 – Centros de Custos de Estrutura e de Un. Negócio, é debitada e
  • 4.4 A conta 98 – Obras
  • 4.5 A Conta 96 – Diferenças de Incorporação
  • 4.6 Fecho do Mês – Apuramento dos Resultados Analíticos
  • 4.7 Mapa de Produção
  • Conclusão
  • Anexos

INSTITUTO DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO DO PORTO

CONTABILIDADE ANALÍTICA EM EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL
Sérgio Daniel da Cunha Marques

Setembro 2009

INSTITUTO DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO DO PORTO

CONTABILIDADE ANALÍTICA EM EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL
Aluno: Sérgio Daniel da Cunha Marques Professor Orientador: Mestre Luís Abrantes

Setembro 2009

Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil

Cumprimento Legal

Este trabalho destina-se à conclusão do curso bietápico de Licenciatura em Contabilidade e Administração – Ramo Auditoria, ministrado pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, em cumprimento do disposto na Portaria nº 1160/2001, de 03 de Outubro, publicado no Diário da Republica nº 230 – I Série B, de 03 de Outubro de 2001.

Setembro 2009 O aluno, Sérgio Daniel da Cunha Marques

.........................................3 5...........Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Índice Apresentação ..........2 4.....2 Custos directos e indirectos ................. 4........... 8 Parte I – A Contabilidade Analítica........................... 10 Conceitos Fundamentais da Contabilidade Analítica ..........................1 2..................................................................................................................2................................2 2 2............4 3..................................2 3......................................................................... 25 Método Misto ........................................................ Os Componentes do Custo de Produção ........... 9 1 1................................................. 9 Introdução ........................................................... 11 Tratamento das informações Contabilísticas para Controlo .............. 18 As Matérias . 11 Noção de Custo e a sua Hierarquia .... 20 A Mão-de-obra ............................... 15 2..................... 20 Os Gastos gerais de fabrico.......................... 14 2.....................................................2.................. 24 O Método directo ou de Custos Específicos ............................................................................... 14 2......... 22 Os Gastos não Industriais .........................................1 1...1 4.............................................................3 Custos reais e básicos ..............3 3..............2........................................4 Custos fixos e variáveis .............................5 4............................................ 26 Centros de Gastos ................................................... 18 Regimes de Fabrico .......................................................................................................1 3............. 16 3................... 26 ...................2...............2 Classificação por centros de responsabilidade ......................................................................................................................................................................................................... 15 2.. 9 Características da Contabilidade Analítica .............................................. 14 2..........................1 Classificação por natureza . 24 O Método Indirecto ou de Custos por Processos ..................................................................2... 23 Métodos de Custeio ........................................2 Âmbito e Objectivos da Contabilidade Analítica e de Gestão ......................... 3..............................................................................

.................................. 27 Custos Totais reais .....4 6........ 60 ........................................................................................4 3................................................................................................. 31 Sistema Duplo Misto ........................2 3............... 40 Normas Internacionais / NCRF................................................. 41 Exemplo de aplicação 1 ............................................................................................................................................................................................................ 30 Monista Radical ..................1 6...........................2 7.......................................................................... 33 Parte II – O Sector da Construção Civil .....................................1 7.......................................... Sistemas de Custeio .................................. 31 Sistema Duplo Contabilístico ........Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 6.....3 7...................................... 28 Sistemas de Contas ... 31 Bibliografia ......................................... 43 Implicações Fiscais em IRC.......................................................................................................4 8.................................5 7..................................................... 27 Custos Totais básicos ............... 54 Comparação – POC / IAS / NCRF 19 / IRC............................................................................................................. 37 Valorimetria das Existências de acordo com o POC .....3 6..................3 3............................. 37 Métodos de Apuramento dos Resultados.................................................................. 35 Considerações Gerais ................................................................6 3...................... 28 Custeio Directo .........................................................7 4 Introdução .................. 6.............................. no POC e nas Normas Internacionais .................. 35 Aspectos Contabilísticos...................... 28 Custeio Racional ..............................................................1 3................................................................................................................................................................................... 30 Sistema Único Diviso ....................2 6.......................................... 58 Bibliografia ................................................. 7............. 28 Custos Variáveis básicos .... 49 Exemplo de aplicação 2 ..... 35 1 2 3 3..........................................................................5 3...

.......3 4............. 74 A conta 91 ................ 72 Plano Analítico ..................................................................................................... 77 A conta 98 – Obras ....................Implementação de Sistemas ERP ................. 63 Bibliografia ..5 4.......................................................................................... 78 A Conta 96 – Diferenças de Incorporação .......................... 68 O Sistema ERP Livesolutions (módulo Analítica) ...Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil PARTE III ................................................................................................................................1 4................................... Negócio .......................... 97 ................................................................... 74 Considerações Gerais .....................2 4........Sintético .................................................... 87 Mapa de Produção ........................................................... 76 A conta 92 – Centros de Custos de Estrutura e Un.......................................Metodologia de Custeio a aplicar em Empresas de Construção Civil68 1 2 2............................................ 82 Fecho do Mês – Apuramento dos Resultados Analíticos ........ 68 Proposta de Plano Contas Analítico .........Existências ...........................................................4 4. 61 Implementação de sistemas ERP .................................................... 73 Exercício Prático..............................2 4 4................................................................................... 61 Soluções de Software para o Sector da Construção Civil ...................................................................................................1 3. 61 1 2 3 4 Introdução .........................6 4......................................................... 72 Considerações Gerais ............... 67 PARTE IV ......................................................................................................1 3 3...........7 Introdução ................................... 68 Conceitos técnicos e funcionalidades .............................................

... 102 Conclusão .............. 99 Bibliografia .....................................................................................................................................................Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 5 6 Preços de Transferência ................................................................................................................................. 103 Anexos .............................................................................. 105 .........................................................

Aspiro também com este trabalho. O âmbito de estudo do trabalho é consequência da actividade profissional exercida. e uma quarta parte mais prática. nomeadamente em empresas do sector da Construção Civil. o sector da Construção Civil e a implementação de sistemas ERP. Pretende-se assim aliar os conhecimentos académicos e profissionais adquiridos com a formulação teórico-prática de uma metodologia de custeio a implementar em empresas que operam no Sector da Construção Civil. definir uma metodologia de custeio para ser adaptado a um sistema Informático. para além do objectivo exposto no primeiro parágrafo. O trabalho divide-se em quatro partes. segunda e terceira parte são de natureza teórica acerca da Contabilidade Analítica. respectivamente. relacionada com a implementação de Sistemas de Informação. 8 . A primeira.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Apresentação A elaboração desta dissertação tem por objectivo a conclusão do Curso Bietápico de Licenciatura em Contabilidade Administração – Ramo Auditoria.

Os grandes progressos na contabilidade de custos ocorreram na altura da Revolução Industrial em Inglaterra. em 19801. • Louis Mézières.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Parte I – A Contabilidade Analítica 1 Âmbito e Objectivos da Contabilidade Analítica e de Gestão 1. até meados do século XVIII. obra ou encomenda. • M. Foram várias as obras sobre o tema dos quais se destacam alguns autores de diferentes épocas. que escreveu o livro «Traité Général et Sommaire de la Comptabilité Cornmerciale». destacada personagem na promoção do sistema de custeio. onde discute a depreciação e manutenção dos edifícios e instalações. (Paris. entre outros aspectos. Assiste-se a um elevado interesse na valorimetria de certos elementos. de referir: • Charles Babbage.1 Introdução Ao longo dos séculos. Godard. 9 . 1827). Professor de Matemática na Universidade de Cambridge. a necessidade crescente na satisfação de informações de carácter financeiro tem sido provocada pela evolução operada no desenvolvimento da própria sociedade. cuja informação está vocacionada para a tomada de decisões. publicou seis artigos no «Engineering Magazine». que escreveu o livro «On tne Economy of Machinery and Manufacturers» em que focou problemas de tempos de trabalho e de cálculo de custos. • Alexander Hamilton Church. sobre a repartição dos gastos gerais de fabrico. Inglês. publicou o livro «Industrial and Manufacturing Accounts» que trouxe contributos importantes para o moderno sistema de custeio por tarefa. não constituindo a prioridade aquela contabilidade financeira que se concentra nos aspectos normativos.

Utiliza as informações da Contabilidade Geral e dos documentos que lhe servem de base. Deve ser organizada para pôr em relevo as responsabilidades. António C. de certos contratos de exportação em que o cliente discute previamente os preços propostos de cada encomenda. Pode acontecer que as respectivas informações possam ser comunicadas a terceiros. O controlo de gestão das diversas áreas de responsabilidade é feito pelo controlo periódico das realizações e das previsões a fim de determinar os desvios anormais a exigirem medidas de correcção atempadas... por reclassificações ou por estudos técnico . É indispensável que a informação seja orientada para o futuro e para a acção.” 1 A grande diversidade de soluções possíveis para organizar esta contabilidade opõe-se à rigidez e uniformidade da Contabilidade Geral.2 Características da Contabilidade Analítica “A Contabilidade analítica está organizada em função das necessidades específicas de cada empresa e não está sujeita a constrangimentos de forma.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 1. Contabilidade de Gestão 2008..contabilísticos. estatísticos. por exemplo. A Contabilidade de Gestão deve estar actualizada e fornecer as informações em tempo oportuno. Pág.52. 1 CAIADO. 10 .. como é o caso. designadamente no apoio ao planeamento operacional. A Contabilidade de Gestão é destinada a servir todos os responsáveis da empresa qualquer que seja a sua posição hierárquica.

Água. temos: Direcção fabril. Amortizações.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 2 Conceitos Fundamentais da Contabilidade Analítica 2. 11 . Pág. Este não é mais do que o somatório de três grandezas ou factores: • Matérias-primas. De referir que a mão-de-obra indirecta (remunerações do pessoal fabril que apoia a estrutura industrial) faz parte dos Gastos gerais de fabrico. Gabinetes técnicos. Custo Industrial: é o denominado custo à saída da fábrica. Como exemplos de GGF.1 Noção de Custo e a sua Hierarquia “Custo é qualquer recurso sacrificado ou decidido para atingir um objectivo específico. António C. Contabilidade de Gestão 2008. Etc. Mão-de-obra indirecta. • Gastos gerais de fabrico. Electricidade.. Materiais diversos. • Mão-de-obra directa. Seguro de incêndio." 2 Custo Primo ou Directo: é igual à soma das matérias-primas e da mão-de-obra directa.74. 2 CAIADO.

77 Adaptado de CAIADO. António C.77. Contabilidade de Gestão 2008. A este custo também se dá o nome de preço de venda mínimo. 3 Figura 1 – Hierarquização dos custos (adaptado)4 3 4 CAIADO. António C.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Custo Complexivo: obtêm-se através da adição ao custo industrial dos custos não fabris ou «gastos gerais» da empresa (custo de venda. Pág. 12 . Pág. Custo económico . Contabilidade de Gestão 2008. ou seja. o preço abaixo doqual a empresa tem prejuízo.. ou seja a quota-parte da remuneração do capital investido na empresa pelos sócios e do prémio de risco decorrente da actividade onde a empresa actua.técnico ou preço de venda normal: resulta da soma entre o custo complexivo com os gastos figurativos. de administração e financeiros).

o lucro puro obtém-se subtraindo ao preço de venda o custo económico .técnico. 13 . Por último.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil A diferença entre o preço de venda do produto e o seu custo industrial é o lucro bruto. por sua vez o lucro líquido resulta da diferença entre o preço de venda e o custo complexivo.

Contabilidade de Gestão 2008. os quais são transferidos para as contas da classe 8 relativas a resultados operacionais. NOTA: Esta classificação torna-se inevitavelmente útil para a Gestão quando cruzada com o Plano de Centros de Custos. na elaboração de mapas.81.2.2.. Pág. António C. “A decomposição da empresa em centros de responsabilidade conduz a pôr em prática um organograma de gestão que sistematiza as repartições ao longo da cadeia hierárquica. nomeadamente mapas por funções. 14 .2 Classificação por centros de responsabilidade Um centro de responsabilidade é uma unidade orgânica descentralizada dotada de objectivos específicos e de um conjunto de meios materiais e humanos que permitem ao responsável do centro realizar o seu programa de actividade com a maior autonomia possível.2 Tratamento das informações contabilísticas para controlo 2.” 5 5 CAIADO.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 2.1 Classificação por natureza O POC reservou as classes 6 – Custos e perdas e 7 – Proveitos e ganhos para a classificação dos resultados. 2. resultados financeiros e resultados extraordinários. O modelo desempenhado no projecto da CNC alterou alguns dos elementos indicados.

aos quais é sempre possível conhecer o seu destino. como veremos no Capítulo IV.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil NOTA: De referir que para o Sector da Construção Civil. Pag. Contabilidade Analítica. Como não podem ser imputados directamente aos respectivos produtos é necessária a sua repartição para que possam ser imputados. desconhecendo-se. amortização dos equipamentos fabris.3 Custos reais e básicos CAIANO. 2. o modo de imputação de consideráveis Gastos e Réditos.2. etc…). quer funcional ou final. “são custos comuns a diversos objectos” 6. São geralmente considerados custos indirectos. são todos aqueles custos que são afectados de um modo directo e imediato na fabricação de outros produtos.Vítor Domingos Seabra. FRANCO. em relação aos produtos.Carlos Alberto Pereira. etc…) e os encargos gerais de fabrico (rendas.74. Os custos indirectos. 1992.2. mas sim por vários produtos ou serviços. 6 15 . amortização dos edifícios fabris. vai ao encontro da discriminação no Plano de Centros de Custo de centros de responsabilidade. são todos aqueles custos originados não por este ou aquele produto ou serviço. ou seja. por outro lado. os custos de aprovisionamento (renda. no momento da sua efectuação o seu destino funcional ou final. São exemplos de custos directos a matériaprima e a mão-de-obra directa. iluminação. 2. 5ª Edição.2 Custos directos e indirectos Os custos directos são todos aqueles custos especificamente originados por um determinado produto ou serviço.

são praticamente impossíveis de calcular com rigor absoluto (veja-se o caso de determinados gastos anuais que são repartidos pelos meses de laboração. correspondem aos produtos comprados ou produzidos e aos serviços prestados com um certo grau de aproximação. Os transportes das vendas. segundo estimativa elaborada no início do ano. produtos e serviços prestados”. devido a diversas causas. “são custos teóricos.77. ou predeterminados.). 2. Podemos afirmar que os gastos reais (gastos determinados «posteriori»). Pag. por parte das empresas. Os custos básicos. Contabilidade Analítica 5ª Edição 1992 . progressivos ou degressivos.4 Custos fixos e variáveis Os gastos variáveis são os que podem estar relacionados directamente com as variações no volume da produção ou venda (certos gastos tendem a crescer ou diminuir. temos: Matérias-primas. Electricidade consumida pelas máquinas. na valorização das suas existências revela-se um precioso auxiliar do controlo de gestão na medida em que permite a comparação entre os custos pré-estabelecidos e os custos reais do período. tais como o subsídio de férias. Estes podem ser proporcionais. 7 A utilização dos custos básicos. consoante as mudanças havidas nos níveis de actividade).2. CAIANO. possibilitando a análise de desvios. consoante a sua variabilidade com o volume de produção. a avaliação da eficiência de cada departamento e isolar os resultados da gestão. 7 16 . FRANCO. definidos «a priori» para valorização interna de matérias.Vítor Domingos Seabra. etc.Carlos Alberto Pereira.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Os gastos reais ou históricos. 13º mês. Como exemplos de gastos variáveis.

17 . tendem a variar com o tempo e não com os níveis de actividade. as rendas e os seguros. por isso a denominação de gastos fixos. Os exemplos mais característicos são as amortizações.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Os gastos fixos.

18 . Os Componentes do custo de produção 3. há empresas que fabricam sempre o mesmo e único produto – fabricação uniforme – e empresas que fabricam diversos produtos – fabricação múltipla. Transformação das matérias-primas em produtos acabados. As operações fabris necessárias podem suceder-se rapidamente – fabricação contínua ou ininterrupta – ou aparecerem separadas por curtos intervalos de tempo – fabricação por fases. b) Fabricação de produtos diferentes do ponto de vista da qualidade. Por outro lado. c) Fabricação por fases. Venda de produtos acabados. esta última pode ainda ser conjunta (a partir da mesma matéria-prima obtém-se obrigatoriamente dois ou mais produtos) e disjunta (os produtos são diferentes em operações de transformação diferentes). A transformação das matérias-primas pode exigir apenas uma operação – fabricação simples – ou exigir um número maior ou menor de operações distintas – fabricação complexa. Os regimes de fabrico que mais frequentemente surgem resultam da combinação daqueles regimes ou sejam: a) Fabricação contínua de um só produto.1 Regimes de fabrico O ciclo de fabrico característico das empresas industriais abrange as seguintes fases: Compra de matérias e serviços.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 3.

19 . e) Fabricação em série.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil d) Fabricação por tarefas (ou encomenda). uma vez que possibilita a individualização de determinados gastos em tarefas perfeitamente distinguíveis. NOTA: O regime que melhor se enquadra no sector da construção civil é o regime de fabricação por tarefas (ou encomenda).

feriados não obrigatórios. seguro de acidentes de trabalho.3 Mão-de-obra O gasto da mão-de-obra abrange não só o montante das remunerações processadas ao trabalhador (ordenados. NOTA: Para o presente trabalho. prémios e incentivos. enquanto as últimas são denominadas de matérias-subsidiárias (fazem parte dos gastos gerais de fabrico). 3.…).Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 3. consideram-se que as matérias-primas são valorizadas ao Custo médio ponderado e é utilizado o sistema de inventário permanente. obrigam as empresas a dispor de uma gestão de «stocks» adequada. o seu controlo em armazém. De facto os procedimentos quanto a aquisição e recepção das matérias. horas extraordinárias. e quanto aos critérios de imputação. são indispensáveis para um efectivo controlo. mas também o valor dos encargos sociais suportados pela entidade patronal.2 Matérias Podemos definir matérias como sendo todos os bens que a empresa adquire com o objectivo de os transformar noutros produtos ou servirem de apoio a essa transformação. quer obrigatórios (taxa social única.…) quer facultativos (refeições. As primeiras constituem as matérias-primas. As matérias ocupam um peso importante na estrutura de sustos. o que aliado ao volume de capitais que envolvem. 20 . salários. e o sistema de inventário utilizado (permanente ou intermitente). este é efectuado através das denominadas Guias de Saída (de armazém) que contêm a informação da tarefa respectiva (por exemplo a Obra nº X). assistência médica…). creches.

durante o dia. diz respeito à aplicação das horas de trabalho. Organizar o cadastro de todo o pessoal da empresa. pelo que tem interesse a sua individualização para o apuramento do custo. pelo que é habitual a utilização de uma taxa de 21 . Processar os descontos obrigatórios e fazer a sua entrega nas entidades respectivas. Fazer o registo das presenças e dos tempos de trabalho aplicados. ou na produção de várias obras. É fundamental a existência de um Departamento de pessoal ou de Recursos Humanos nas empresas com uma certa dimensão. tem interesse a separação da mão-de-obra directa – gastos com o pessoal fabril directo – da mão-de-obra indirecta – gastos com o pessoal que apoia a laboração (chefias. o trabalhador aplique as horas apenas na produção de uma obra. pessoal dos gabinetes de preparação de trabalho e técnico. muito importante do ponto de vista da contabilidade Interna. Promover a formação e aperfeiçoamento do pessoal. Há quem distinga os gastos fabris com pessoal em salários directos e salários indirectos. As suas funções são: Fazer o recrutamento do pessoal. Pode acontecer que. - NOTA: Um tipo de controlo.…). A periodização dos encargos sociais é uma tarefa complexa.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil NOTA: Na determinação do custo da produção das empresas de mão-de-obra intensiva. Calcular as remunerações e fazer os pagamentos. A sua imputação a valores reais não se apresenta prática. como é o caso da construção civil.

Isto suscita o problema dos coeficientes de imputação dos Gastos gerais de fabrico. Salientam-se as seguintes: Nº de horas de trabalho directas. Horas de trabalho das máquinas. os quais não são considerados no sistema de custeio da produção por diversas razões. trata-se de gastos comuns a toda a produção da fábrica pelo que existem dificuldades na sua repartição. Nº de unidades fabricadas. mão-de-obra indirecta e outros custos de produção indirectos. de interesse para a gestão no processo de tomada de decisão. De um modo geral.tema desenvolvido no Capitulo IV.4 Gastos gerais de fabrico Os gastos da área fabril que não respeitam às matérias-primas e à mão-de-obra directa. são englobados nos Gastos gerais de fabrico. Atendendo à heterogeneidade das rubricas que integram os Gastos gerais de fabrico e ao carácter indirecto da sua grande maioria. Quantidade das matérias-primas consumidas. Diversas bases de repartição podem ser utilizadas. venda e distribuição. a distinção entre gastos gerais de fabrico e gastos de administração geral é. Custo das matérias-primas consumidas.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil imputação estimada com base nos encargos sociais e no montante das remunerações (as denominadas quotas teóricas) . Os gastos de administração geral incluem os gastos de «marketing». 22 . Tem sido habitual subdividir os Gastos gerais de fabrico em materiais indirectos. bem como os gastos administrativos. Por outro lado. torna-se difícil definir critérios para a sua repartição pelos produtos ou serviços prestados. por seu turno. 3.

Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil

-

Custo primo ou directo.

Na hipótese de se optar por uma base única, há que escolher qual a que varia proporcionalmente com os gastos que se pretendem repartir, tarefa que não é nada fácil na prática. Para obviar às dificuldades de repartição por base única, utilizam-se bases de repartição por certos grupos dos gastos gerais de fabrico – imputação de base múltipla. Por exemplo, a mão-de-obra indirecta é repartida em função do custo da mão-de-obra directa, as matérias subsidiárias e diversos repartidas em função do valor do imobilizado, etc. As técnicas a utilizar na repartição ou imputação dos Gastos gerais de fabrico pela produção têm a ver com as características particulares de cada empresa no que respeita ao sistema de custeio definido, aos procedimentos administrativos e informáticos e à estrutura dos mapas para gestão.

A taxa de Gastos gerais de fabrico pode ser definida como o rácio, a percentagem ou o montante em euros por unidade que se obtém dividindo o total dos Gastos gerais de fabrico por um segmento de um negócio, por uma medida de actividade ou nível de volume, como sejam as horas de mão-de-obra directa.

3.5 Gastos não Industriais As estruturas de carácter comercial, administrativa e financeira, cujos gastos não são objecto de imputação ao custo dos produtos, conforme dispõe o Plano oficial da Contabilidade, deverão estar devidamente individualizadas para um viável preenchimento da demonstração de resultados por funções.

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Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil

4. Métodos de Custeio

4.1 O Método directo ou de custos específicos O método directo aplica-se nas empresas de produção diversificada, descontínua, em cujo processo de fabrico, cada um dos produtos ou lote de produtos é perfeitamente distinguível dos restantes, de modo que é possível imputar directamente a cada um deles os respectivos custos. Este método é também denominado de custos por ordens de produção. Uma outra designação é o método por tarefa. Faz-se o custeio por lotes de fabrico, por obra, encomenda, etc. O sistema permite: Determinar os custos referentes a cada encomenda e /ou tarefa e compará-los com o respectivo valor de venda (controlo dos resultados); Ajustar os orçamentos a apresentar no futuro, tendo em consideração os valores recolhidos do passado; Controlar a eficiência dos departamentos da empresa mediante a comparação dos custos que serviram de base ao orçamento elaborado (apresentado ao cliente) e os custos efectivamente suportados pela fabricação. Como inconvenientes deste sistema, salienta-se: A verificação e comparação das encomendas acarreta custos administrativos com algum significado, os quais são minimizados com a informatização; Determinados factores de carácter conjuntural (greves, rupturas de aprovisionamento, avaria de máquinas, etc.) que condicionam a utilização dos elementos para orçamentos futuros.

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Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil

NOTA: Os custos da obra encomendada, são apurados por «ordens de produção», «ordens de fabrico», etc. Estas podem ser determinadas por pedidos de clientes ou por outro departamento da empresa. A essa «ordem de produção» é atribuído um número bem determinado e é preparada uma «ficha de Obra», divisionária da conta Obras, em que são imputados todos os custos respeitantes a essa ordem (matérias aplicadas, mão-de-obra directa utilizada e quota-parte dos gastos gerais de fabrico). O custeio directo implica necessariamente os seguintes procedimentos essenciais: As «ordens de produção»; Registo de encomendas; Registo de requisições; Registo de notas de saída, conforme requisições; Registo do nº de horas nas respectivas Obras;

A classificação de Obras pode ser a seguinte: Encomendas principais: relativas às produções principais destinadas à venda ou ao armazém; Encomendas patrimoniais: respeitam os trabalhos para Imobilizado; Encomendas internas: produção realizada para reabastecer diversos departamentos, em vez de se adquirir no mercado.

4.2 O Método indirecto ou de custos por processos Nas empresas em que a produção se desenrola de forma contínua ou ininterrupta ou por séries de produtos homogéneos, não é economicamente viável a individualização

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calculado indirecta e periodicamente e sempre referido aos custos de produção que intervêm no processo. são repartidos pelos centros principais. nas fases seguintes. e . as quais podem constituir matérias da fase seguinte. têm um regime de produção contínua. por conseguinte. que numa primeira fase são aqui depositados e numa segunda fase. Para o primeiro caso. as matérias e os custos com a sua transformação (mão-de-obra directa + Gastos gerais de fabrico) são acumulados mensalmente nas fases de produção em que interessa apurar os custos dos produtos. 5. São classificados em centros de gastos auxiliares e ou comuns e principais. Centros de Gastos Os denominados Centros de gastos ou de custos têm como finalidade dividir em pequenos grupos com certas afinidades os gastos de transformação. o método directo. Neste método. até certa fase do processo de fabrico. Apuradas as quantidades fabricadas e o custo da produção em curso de fabrico (inicial e final). individualizam os custos de fabricação. pelo que o custo industrial dos produtos fabricados é feito de acordo com o método indirecto ou de custos por processos. 4. segundo determinados critérios. e para o segundo. dizem respeito aos Gastos gerais de fabrico. de difícil imputação. determina-se o custo médio das unidades acabadas em cada fase. 26 . utiliza-se o método indirecto. Os centros de gastos auxiliares e ou comuns.3 Método misto Este método aplica-se naquelas empresas que. O custo de cada produto é.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil dos produtos durante as fases de fabrico.

Custos variáveis reais. 27 .Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil NOTA: A repartição secundário dos gastos. 6. pode não ser economicamente viável. Custos totais básicos. Custos variáveis básicos. já introduzimos os conceitos de custos reais e básicos e também de custos fixos e variáveis.1 Custos totais reais Neste sistema de custeio. Qr: quantidades reais Cr: Custo real Cb: Custo básico 6. os custos dos produtos são calculados com base nos custos realmente apurados pela contabilidade no período. Portanto. o custo do produto há-de englobar o custo real das matériasprimas transformadas (Qr *Cr) e os gastos de transformação reais. concretamente os gastos comuns e ou auxiliares. Podemos combinar os conceitos referidos do seguinte modo: Custos totais reais. daí que se utilizem determinados critérios definidos «a priori». quer de natureza fixa quer de natureza variável. Vamos então desenvolver os sistemas de apuramento de custos que resultam da combinação dos conceitos referidos. Sistemas de Custeio No capítulo Capitulo I ponto 2. Iremos abordar este aspecto no Capítulo IV.

4 Custeio racional “O método de imputação racional dos gastos fixos é o método de cálculo dos gastos de produção que tem por objectivo eliminar. em consequência da metodologia utilizada. centros de gastos e fabricação). após o seu apuramento pela Contabilidade Geral.3 Custos variáveis básicos Aqui apenas se consideram os gastos variáveis para o cálculo dos produtos fabricados. 6. Continuam a existir desvios. etc. que poderão originar os denominados desvios. há que dar-lhe o mesmo tratamento que foi dado aos gastos não industriais no sistema anterior. embora se possa obter o Custeio directo.275. obras. encomendas. quer dos centros de gastos quer dos produtos”. NOTA: No presente trabalho. 8 6. a sua não repartição. pelo que é necessário definir os correspondentes gastos básicos (compras.2 Custos totais básicos Os valores aqui processados na Contabilidade interna. Contabilidade de Gestão 2008. 6.5 Custeio directo O custeio directo é o método que consiste em não considerar qualquer repartição dos gastos comuns ou indirectos pelos produtos. 8 CAIADO. Pág. ou melhor isolar. ou seja. o sistema de custos a utilizar será o dos Custos totais. os efeitos de uma variação de actividade sobre os gastos. 28 . são a valores básicos (Qr*Cb) e. no momento em que se conhecerem os valores reais da Contabilidade geral. António C. faz-se a comparação entre eles. Quanto aos gastos fixos da fábrica. Capítulo IV.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 6.

Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 29 .

Para que neste sistema não se perca informação quanto à natureza dos custos já que as contas saldam. e as contas de custos imputadas à produção são creditadas pelas imputações. As contas de primeiro grau saldam.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 7.9 – imputação de F. Trata-se de um sistema bastante complexo. sendo mais difícil a elaboração da Demonstração dos resultados por Natureza. segundo bibliografia existente. Sistemas de Contas O Plano Oficial da Contabilidade (POC) não define uma listagem de contas a utilizar nem a sua articulação com a contabilidade geral. As contas de custos de produção podem funcionar na classe 3. razão pela qual não temos conhecimento que tenha uso significativo. o Duplo misto. quer para a implementação do sistema de Inventário permanente. As formas de articulação resumem-se. mas as dferentes subcontas mantêm o seu saldo. 30 . • Sistemas Dualistas: o Duplo contabilístico. as imputações devem ser feitas através de subcontas terminadas em 9 (ex:62. quer para a obtenção da Demonstração dos Resultados por funções.S.E.).1 Monista radical Trata-se dum sistema em que as contabilidades interna e externa estão integradas. assim como o inventário permanente. designados de: • Sistemas Monistas: o Monista (ou único) indiviso ou monista radical. o Monista (ou único) diviso. a poucos tipos. 7.

2 Sistema único Diviso Assenta na autonomia.3 Sistema duplo Contabilístico Neste sistema a contabilidade externa é independente da contabilidade interna. Assim. de produção. bem como as contas de stocks iniciais. 7. Assim. A coordenação e controlo entre os dois sistemas de informação (o de contabilidade geral e o de contabilidade analítica) são feitos através das chamadas “contas reflectidas”. Todas as operações relacionadas com custos e proveitos. este sistema assenta no controlo de stocks em quantidades. embora haja coordenação entre as contabilidades. em estatísticas diversas de consumos. 7. a contabilidade analítica se limite a registar valores globais que vão permitir o apuramento dos resultados analíticos. da contabilidade interna. todos os factores que são enviados à fábrica são aí debitados.4 Sistema duplo Misto Neste sistema a determinação dos custos faz-se fora das contas. na sede e na contabilidade da fábrica é creditada a sede. de modo a que no final do período contabilístico. São criadas duas contabilidades: uma “na Fábrica” e outra”na Sede”. em mapas auxiliares de repartição e imputação de custos. A contabilidade interna é feita ao nível da “Divisão Fábrica”. ainda que parcial. registadas na contabilidade geral. tem inscrição na contabilidade analítica através das contas reflectidas que tem saldo com sinal contrário ao da contabilidade geral. 31 .Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 7. através de mapas de suporte.

é pouco usual o recurso às contas reflectidas. etc…) conforme os objectivos pretendidos. pois a informação quer da contabilidade geral quer da contabilidade analítica.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil NOTA: Dada a existência de softwares que integram quase todas as funções da empresa. 32 . hoje em dia. gastos gerais de fabrico. como irei demonstrar no Capítulo IV. além dos custos de materiais. O sistema que irei utilizar no Capítulo IV tem semelhanças com Monista radical. mas mais simplificado. encontra-se integrada em bases de dados que nos permitem extrair informação contabilística ou numa óptica da contabilidade geral (custos por naturezas) ou numa óptica analítica (custos por obras. custos de mão-de-obra.

FOSTER. Plano Oficial da Contabilidade. HORNGREN. BHIMAI. BORGES. 11. Alnoor. Dissertação para Mestrado em Gestão. 10. George e DATAR. Lisboa. Prentice – Hall Int. Maryanne.ºs.. Carlos Caiano e Franco. Thomson / South – Western College Publishing.Pires. António C.. Rogério. Vitor. A Managerial Emphasis. 2007. 2000. HORNGREN.s 44/99 e 35 /2205... Charles T. Srikant M. Englewood.. aprovado pelos Decretos-Lei n. HANSEN. 238/91.. Srikant M. George e Datar. Srikant M. Contributo para a definição de um Plano Sectorial de Contabilidade. Bibliografia CAIADO.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 8. HORNGREN. 2002. E MOWEN. António. Charles Foster. Ed. 410/89. e alterado pelos Decretos-Lei n.. Prentice – Hall Inc. Cost Accounting. Charles T. 2005. As Novas demonstrações Financeiras de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade. 2.. FOSTER. 33 .ªed.ª ed. 7. Don R. 1994. RODRIGUES..ª ed. Cost Management – Accounting and Control. George e DATAR. Áreas Editora. 4ª edição 2008. Cost Accounting – A Managerial Emphasis. José Miguel e RODRIGUES.. Prentice – Hall Inc.ª ed. CAIADO.. António C. Contabilidade Analítica e de Gestão. Áreas Editora. Contabilidade Analítica. José Azevedo.ª ed. Lisboa. PEREIRA. 4. 2003.. M. Cliffs.Pires. 1986. Rodrigues. Management and Cost Accounting.

Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil CAIANO. FRANCO.Vítor Domingos Seabra. 34 . Contabilidade Analítica. 5ª Edição.Carlos Alberto Pereira. 1992.

As empresas do sector da construção têm um peso muito significativo nas economias. 2 Considerações Gerais De acordo com a nova CAE rev3. No nosso país é considerado o motor e gerador de emprego.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Parte II – O Sector da Construção Civil 1 Introdução Este Capítulo tem como objectivo proceder ao enquadramento contabilístico e fiscal e realçar a importância de uma contabilidade analítica para um mais adequado apuramento dos resultados de cada exercício. ampliação. Nos termos legais a actividade de construção e obras públicas é uma actividade regulada sendo o Instituto da Construção e do Imobiliário (INCI). O regime jurídico que regula a actividade da construção é o constante do DL nº 12/2004. Transportes e Comunicações a entidade que regula o acesso e a permanência da actividade da construção. Compete-lhe colaborar na produção de legislação e proceder à sua aplicação e fiscalização. as empresa do sector da construção agrupamse na Secção F das divisões 41 – Promoção imobiliária. 42 – Engenharia Civil e 43 – Actividades especializadas de construção.inci. O conceito de Obra define-se como sendo todo o trabalho de construção. de 9 de Janeiro. antigo IMOPPI. reabilitação. bem como qualquer outro trabalho que envolva um processo construtivo. restauro e demolição de bens imóveis. reconstrução. alteração. reparação. conservação.pt. site www. dependente do Ministério das Obras Públicas. limpeza. 35 .

Capacidade Técnica e Capacidade Económico-Financeira.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil O exercício de construção civil não é livre. Exige-se às empresas a posse de um documento: alvará de construção ou título de registo a conceder pelo INCI. 36 . Para a obtenção do alvará exige-se às empresas 3 requisitos: Idoneidade Comercial. não basta querer para se ser construtor.

excepto de pronto pagamento. salvo se tiverem carácter financeiro. + Os descontos comerciais. corresponde à soma dos seguintes elementos: Valor da factura deduzido de descontos e bonificações concedidos no momento de aquisição. sendo que as deduções e bonificações devem deduzir-se ao preço de aquisição. O custo de aquisição compreende o preço de compra. no POC e nas Normas Internacionais 3. inspecções e conservação. como transportes.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 3 Aspectos contabilísticos. Destes factos decorre a necessidade de se proceder à escolha de critérios de valorização das entradas e critérios de valorização de saídas. impostos sempre que não sejam repercutíveis a terceiros. Quanto à valorização das entradas. nos termos do ponto 5. fretes e comissões a cargo do comprador. Ou seja. A problemática da movimentação das existências implica o registo de movimentos de entradas (compra ou produção) e movimentos de saídas (para venda ou consumo). depósito e guarda em transito.3 do POC as existências são valorizadas ao custo de aquisição ou ao custo de produção. acrescido dos gastos de compras.1 Valorimetria das existências de acordo com o POC Os critérios sobre a valorimetria das existências são tratados no Capítulo 5 do POC. seguros. - - 37 . + Gastos adicionais até os bens entrarem em armazém. ou seja os gastos directos e indirectos suportados para colocar o bem no seu estado actual e no local de armazenagem.

armazenamento e conservação. a energia e as amortizações do equipamento produtivo. - São de excluir ao preço de aquisição: Os juros das compras a crédito. Despesas de carácter extraordinário resultantes de deteriorações de mercadorias. • • Despesas de armazenagem por greve nos portos. Despesas de administração. + Custos directamente imputáveis aos bens produzidos ou aqueles em que os consumos são identificados e medidos mediante observação directa. tais como a mão-de-obra. • • O custo de produção é definido como a soma dos seguintes elementos: Preço de aquisição consumíveis.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil + Os bens adquiridos em moeda estrangeira valorizam-se ao câmbio da data da aquisição. + das matérias-primas e outras matérias - - 38 .

custo específico. o LIFO (proibido pelas IAS) e os custos padrões (se aplicado de acordo com princípios e técnicas contabilísticas adequadas).administração e direcção da produção.17. . Relativamente às saídas os métodos propostos são. o FIFO. Custos de ineficiência resultante da existência de capacidade não utilizada. respeitante às actividades de carácter plurianual.3.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil - Custos indirectamente imputáveis aos produtos. refere o POC no seu ponto 5. . designadamente a actividade de construção civil e obras públicas. • • • Conflitos laborais. etc. . tais como: custos de supervisão. Gastos financeiros.controlo de qualidade. alternativamente. de armazenamento geral. de comercialização e distribuição • • Quanto à valorimetria dos produtos e trabalhos em curso. São de excluir do custo de produção os seguintes custos: De administração e direcção. na medida em que tais custos correspondam ao período de fabricação. os já conhecidos. Consumo excessivo de factores produtivos.limpeza. 39 . mediante a manutenção dos respectivos custos até ao acabamento. o preço médio ponderado. que no final de exercício podem ser valorizadas de acordo com o método da percentagem de acabamento ou. conservação e manutenção.

que se aplica aos contratos de construção que satisfaçam cumulativamente as seguintes características: a) Respeitarem à construção de uma obra ou de um conjunto de obras que constituam um projecto único. nos termos definidos. em 19 de Dezembro de 1991. • Método da percentagem de acabamento. limitando-se a informar que os referidos produtos e trabalhos em curso podem ser avaliados pelos seguintes métodos: • Método da manutenção/ acumulação de custos. A directriz respeita ainda aos contratos de prestação de serviços que estiverem directamente relacionados com um contrato de construção. Foi nesse sentido que a Comissão de Normalização Contabilistica. 40 . b) As datas de inicio e de conclusão da respectiva obra situarem-se em períodos contabilísticos diferentes. balanceando-se os proveitos respectivos com os custos incorridos inerentes. edifícios e peças complexas de equipamento. No método do contrato completado o resultado da obra só é calculado quando estiver concluída ou substancialmente concluída.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 3. A determinação dos resultados nos contratos de construção poderá ser efectuada pelo método da percentagem de acabamento ou pelo método do contrato completado. emitiu a directriz Contabilística nº 3 aprovada pelo seu Conselho geral.2 Métodos de Apuramento dos Resultados O POC é pouco claro no que respeita à valorimetria dos produtos e trabalhos em curso das actividades de carácter plurianual. tais como a construção de pontes. barragens. No método da percentagem de acabamento os resultados são apurados à medida que a obra se vai executando e em função do seu grau de acabamento. navios.

que: O método de percentagem de acabamento não deve ser aplicado se não houver possibilidade de estabelecer estimativas fiáveis. Importa ainda referir. os custos que faltarem para a sua conclusão devem ser estimados e considerados como acréscimos de custos. Devem constituir-se provisões para as perdas previsíveis decorrentes da realização do contrato. - 3. a contabilização de contratos de construção encontra-se regulada na NIC/IAS nº 11. independentemente do método adoptado. de acordo com a directriz.3 Normas Internacionais / NCRF De acordo com as normas do IASB. um contrato de 41 . b) As quantias recebidas e a receber relativamente aos contratos de construção em curso. Deverão ainda constituir-se provisões para contingências que surjam durante o período de garantia da obra.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil O grau de acabamento é obtido a partir da relação entre os custos incorridos até à data do apuramento de resultados e a soma com os custos estimados para completar a obra. Se a obra estiver substancialmente concluída. Deve ser divulgado na nota 48 do Anexo ao Balanço e às Demonstrações dos resultados (ABDR) o seguinte: a) Os custos e os proveitos dos contratos de construção em curso que já tiverem contribuído para a determinação de resultados. no termo de cada período contabilístico. Conforme o nº 3 da mesma.

o método alternativo do IASB e o método do contrato completado. 42 . um contrato de construção pode ser negociado para a construção de um activo único tal como uma ponte. Julho – Agosto 2005). etc… Não existe qualquer diferença. uma barragem. Por outro lado. A principal diferença reside na aplicação do método do contrato completado que não é preconizado pelo IASB No próximo ponto 3. um oleoduto.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil construção é “um contrato especificamente negociado para a construção de uma activo ou de uma combinação de activos…” e “um contrato de preço fixado é um contrato de construção em que o contador concorda com um preço fixado com uma taxa fixada por unidade de output” e “ um contrato de “cost plus” é um contrato de construção em que o contratador é reembolsado por custos permitidos ou de uma outra forma definidos mais uma percentagem destes custos ou por uma remuneração fixada”. que nos fará entender melhor o que foi referido acima. um edifício.4. um navio ou um túnel. uma estrada. pelo menos não foi detectada. entre as IAS 11 e a NCRF 19 Não existem diferenças substanciais entre o preconizado pela Directriz Contabilística nº3 e o IASB. apresento um caso (adaptado da Revista Técnica Contable. utilizando o método de percentagem de acabamento.

2002 Jan. 2004 Dez. 2003 Dez. 2004 Dez. 2001 Jan. 2001 Jan. 2004 Dez.4 Exemplo de aplicação 1 Dados: Milhares € Início das Obras Conclusão das Obras Preço estabelecido Custo total estimado Projecto 1 Projecto 2 Projecto 3 Projecto 4 Projecto 5 Jan. 2005 80 70 90 40 90 40 50 60 20 50 As percentagens de acabamento para cada um dos projectos são as seguintes: Milhares € Ano 05 Projecto 1 Projecto 2 Projecto 3 Projecto 4 Projecto 5 Resolução: Ano 01 40% 10% Ano 02 40% 20% 30% Ano 03 20% 30% 40% 30% 40% Ano 04 40% 30% 70% 30% 30% Milhares € Custos Projecto 1 Projecto 2 Projecto 3 Projecto 4 Projecto 5 Total Custos Proveitos Projecto 1 Projecto 2 Projecto 3 Projecto 4 Projecto 5 Total Proveitos Método da percentagem de acabamento Custos Ano 01 Ano 02 Ano 03 Ano 04 16 (40%40) 5 (10%50) 16 (40%40) 10 (20%50) 18 (30%60) 8 (20%40) 15 (30%50) 24 (40%60) 6 (30%20) 20 (40%50) 20 (40%50) 18 (30%60) 14 (70%20) 15 (30%50) Ano 05 Total 40 50 60 20 15 (30%50) 50 220 Total 80 70 90 40 21 Ano 01 32 (40%80) 7 (10%70) 73 Proveitos Ano 02 Ano 03 32 (40%80) 14 (20%70) 27 (30%90) 16 (20%80) 21 (30%70) 36 (40%90) 12 (30%40) 36 (40%90) 44 67 Ano 04 26 (40%70) 27 (30%90) 28 (70%40) 27 (30%90) 15 Ano 05 27 (30%90) 90 370 39 73 121 110 27 43 . 2003 Jan. 2003 Dez.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 3.

Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Total 18 Resultado 29 48 43 12 150 Milhares € Custos Projecto 1 Projecto 2 Projecto 3 Projecto 4 Projecto 5 Total Custos Proveitos Projecto 1 Projecto 2 Projecto 3 Projecto 4 Projecto 5 Total Proveitos Ano 01 16 (40%40) 5 (10%50) Método Alternativo do IASB Custos Ano 02 Ano 03 Ano 04 16 (40%40) 10 (20%50) 18 (30%60) 8 (20%40) 15 (30%50) 24 (40%60) 6 (30%20) 20 (40%50) 20 (40%50) 18 (30%60) 14 (70%20) 15 (30%50) Ano 05 Total 40 50 60 20 15 (30%50) 50 220 Total 80 70 90 40 90 370 150 21 Ano 01 73 Proveitos Ano 02 Ano 03 80 44 67 Ano 04 70 90 40 15 Ano 05 90 (21) Total 80 Resultado (44) 7 - 200 13 90 75 De acordo com o nº 32. os proveitos só são reconhecidos se é provável recuperar os custos incorridos. 44 . da IAS 11.

já que mostram o balanceamento exercício a exercício entre custos e 45 . iniciais Exist. sendo durante o decorrer da mesma suspensos todos os custos e proveitos. A aplicação dum ou outro método atrás referido não é indiferente. o resultado é apurado no final da obra.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Milhares € Custos Projecto 1 Projecto 2 Projecto 3 Projecto 4 Projecto 5 Total Custos Proveitos Projecto 1 Projecto 2 Projecto 3 Projecto 4 Projecto 5 Total Proveitos Total Total Proveitos Método do Contrato completado Custos Ano 01 Ano 02 Ano 03 Ano 04 16 (40%40) 5 (10%50) 16 (40%40) 10 (20%50) 18 (30%60) 8 (20%40) 15 (30%50) 24 (40%60) 6 (30%20) 20 (40%50) 20 (40%50) 18 (30%60) 14 (70%20) 15 (30%50) Ano 05 Total 40 50 60 20 15 (30%50) 50 220 Total 80 70 90 40 90 370 150 370 220 0 150 21 Ano 01 73 Proveitos Ano 02 Ano 03 80 44 67 Ano 04 70 90 40 15 Ano 05 90 (21) 21 21 21 (0-21-21) 80 Resultado (44) 7 44 21 65 44 (0-44-44) 80 73 65 98 33 40 (80-73+33) - 200 13 200 67 98 15 (83) 50 (200-67-83) 90 75 90 15 15 (15) 60 (90-15-15) Total Custos Exist. Finais Variação Existências Cálculo: Ef-Ei de Total Neste método. Numa primeira aproximação verifica-se que a comparação entre o método da percentagem de acabamento com o método do contrato completado. no primeiro os resultados são mais uniformes.

Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil proveitos. No método do contrato completado os resultados são apurados no final da obra. 46 .

Se procedermos à comparação entre o método da percentagem de acabamento e o método alternativo do IASB para os casos em que a valorização dos custos e proveitos não é fiável (recorde-se que os proveitos só são contabilizados se for provável recuperar os custos do exercício incorridos). No método da percentagem de acabamento os resultados são mais estáveis o que não acontece no método do contrato completado.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Resultado Resultado pelo Método da percentagem de acabamento Resultado pelo Método do Contrato Completado Ano 01 Ano 02 Ano 03 Ano 04 Ano 05 18 18 29 29 48 40 8 43 50 (7) 12 60 (48) Milhares € Total 150 150 - Diferença Portanto. as empresas com sérias dificuldades em proceder a estimativas fiáveis e manipuláveis. os proveitos obtidos em cada exercício. independentemente das obras que foram acabadas ou não. Apesar das vantagens do método da percentagem de acabamento. o que decorre da lógica de reconhecimento dos custos e proveitos em cada exercício. proporcionam melhor informação para os utentes das demonstrações financeiras. teremos: Resultado Resultado pelo Método da percentagem de acabamento Resultado pelo Método alternativo do IASB Ano 01 Ano 02 Ano 03 Ano 04 18 (21) 39 29 (44) 73 48 7 41 43 133 (90) Milhares € Ano 05 Total 12 150 75 (63) 150 - Diferença Verifica-se que no método alternativo do IASB os resultados serão baixos ou muito baixos no inicio dos exercícios em que há projectos a iniciar para serem elevados no fim da conclusão das obras (projectos). deverão escolher o método que melhor se adeqúe aos seus interesses particulares de registo e valorização para efeitos contabilísticos. 47 . no 1º Método (percentagem de acabamento).

Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Procedendo à comparação entre o método alternativo do IASB e o método do contrato completado. teremos: Resultado Resultado pelo Método alternativo do IASB Resultado pelo Método do Contrato Completado Ano 01 Ano 02 Ano 03 Ano 04 Ano 05 (21) (21) (44) (44) 7 40 (33) 133 50 83 75 60 15 Milhares € Total 150 150 - Diferença 48 .

os resultados são apurados quando a obra estiver concluída.5 Implicações Fiscais em IRC Nesta matéria. no critério de encerramento da obra. No critério de encerramento da obra o resultado do exercício é apurado quando a obra estiver concluída. que se considera como tal nas circunstâncias acima referidas. nos termos do artº. Se forem apurados resultados em relação a obras em que ainda não tenham sido suportados os custos totais para o seu acabamento. todavia. o método do contrato completado conduz à obtenção de resultados mais uniformes. Como vimos. 3. diferir proveitos correspondentes aos custos estimados a suportar (conforme nº5. artº19º Do CIRC). a determinação dos resultados fiscais. faz-se de acordo com os preceituados no Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) e demais legislação e ainda de acordo com as orientações da Direcção Geral dos Impostos.ºs 17º.19º e 26º do IRC e ainda a Circular nº 5/90 de 17/01/1990.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil O método alternativo origina resultados negativos no inicio das obras (decorrente do facto da dificuldade na recuperação dos proveitos). - 49 . 19º. o que se considera. tenha lugar a recepção provisória nos termos da legislação respectiva. obtendo-se no final das mesmas resultados substancialmente superiores aos obtidos pelo método do contrato completado. Nos casos de obras públicas em regime de empreitada.18º. nomeadamente os art. já que balanceia custos e proveitos. pode-se considerar como receita antecipada ou seja. quando: Esteja fixado o preço no contrato ou sendo conhecido o preço de venda o grau de acabamento seja igual ou superior a 50%.

sendo o remanescente (se houver) considerado 50 . para fazer face aos custos a suportar durante o período de garantia. Obras públicas ou privadas efectuadas em regime de empreitada: 1) Quando se verifiquem facturações parciais do preço estabelecido e ainda que não tenha carácter sucessivo. resultados mais uniformes.19º. poderá considerar-se como receita antecipada (proveitos diferidos) uma quantia correspondente a 5% dos valores considerados como proveitos relativamente àquelas obras (nº 10. Nas obras públicas ou privadas em regime de empreitada. obtendo-se portanto. Circular 5/90). 2. e 2) As obras efectuadas tenham atingido o grau de acabamento correspondente aos montantes facturados. são apurados à medida que a obra vai sendo executada. Assim: 1. Nas obras efectuadas por conta própria vendidas fraccionadamente: 1) À medida em que forem sendo concluídas e entregues aos adquirentes. os resultados da obra. nas: 1. As receitas antecipadas (proveitos diferidos) deverão ser considerados como proveitos do exercício em que foram suportados os custos decorrentes da garantia. Dado que na interpretação da lei se suscitaram dúvidas a circular 5/90 (cuja leitura se recomenda) veio proceder a esclarecimentos mais consentâneos do ponto de vista fiscal designadamente em matéria de empreitadas. O critério do grau de acabamento é obrigatório (artº. 2.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil No critério do grau de acabamento (ou percentagem de acabamento). 2) Mesmo que não sejam conhecidos os custos totais das mesmas obras. nº2 do CIRC). e os resultados apurados ao longo da duração da mesma.

19. procede-se da seguinte forma: Nas empreitadas por percentagem. b). No que respeita aos trabalhos adicionais. Circular 5/90). deverá proceder-se ao recalculo do grau de acabamento e da percentagem de facturação (nº3. a determinação dos resultados far-se-á com base nos valores facturados. de que resultam novos contratos. nº4 do CIRC). Nas restantes empreitadas e havendo trabalhos adicionais. Circular 5/90). e nos custos dos trabalhos executados que foram tomadas em consideração para determinação dos valores facturados (nº1. Assim. eventualmente corrigido pelo valor dos trabalhos adicionais (nº2. Nas restantes empreitadas. b). circular 5/90). O grau de facturação (percentagem) é dado pela relação entre os montantes totais facturados. 3 situações podem verificar-se ( nº1. No respeita ao apuramento de resultados das empreitadas. excluindo a revisão de preços. Circular 5/90). a) e 10. Circular 5/90). a determinação dos resultados far-se-á. de empreitadas por percentagem aplica-se a percentagem de acabamento desde que os trabalhos adicionais fizerem ultrapassar a obra o período de 12 meses (nº3. O grau de acabamento é dado pela relação entre o total dos custos já incorporados na obra e a soma desses custos com os custos estimados para completar a execução da mesma (artº. (podendo deduzir-se os 5%). a). para o apuramento de resultados das restantes empreitadas. Circular 5/90): - - 51 . e o preço estabelecido para o total da obra. tendo em consideração o grau de acabamento e o grau de facturação. b).Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil como proveito do exercício em que se verificar a recepção definitiva da obra (nº 11.

Como é óbvio não haverá obras em curso a transitar em balanço. ii. deduzida da facturação já considerada como proveitos em exercícios anteriores. ii. deduzidos dos já considerados em exercícios anteriores. para garantias.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 1. Os custos serão a totalidade dos incorridos. Os proveitos do exercício correspondem ao produto do grau de acabamento pela facturação efectuada (obviamente reduzida dos 5%). Os custos do exercício serão todos os incorridos até ao exercício em análise deduzidos dos já considerados em exercícios anteriores. Transita em balanço em “obras em curso” o montante de custos correspondente à diferença entre o grau de acabamento e a percentagem da facturação. ii. O grau de acabamento é igual ao grau de facturação: i. O grau de acabamento é superior à percentagem de facturação: i. 52 . deduzidos dos proveitos já registados em anos anteriores. Os proveitos do exercício. 3. deduzidos dos custos de exercícios anteriores. 2. a contabilizar como proveitos diferidos). Os custos do exercício serão os correspondentes à percentagem da facturação. Os proveitos do exercício correspondem à totalidade da facturação (podendo deduzir-se 5%) abatida da já considerada em resultados de exercícios anteriores. O grau de acabamento é inferior à percentagem da facturação: i. correspondem à facturação efectuada (podendo deduzir-se os 5%. iii.

Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 53 .

deduzidos do valor estimado de 5% para recorrer a custos com garantias.000 • Grau de acabamento 40.000 € - = 47% 40. Proveitos: • 47% * 100.000 € 25.000 € Custos Incorporados Até 31-12-2005 Até 31-12-2006 Até 31-12-2007 Resolução em €: Ano 2005 • % de facturação 55. adaptado de vários autores Jorge Silva e Neto Silva: Dados: Início da Obra Duração prevista Preço estabelecido Custo total estimado Janeiro de 2005 3 anos 100.000 + 45.000 € 86.000 € 60.000 € Facturação Custos estimados p/ completar a obra 55.000 54 .000 € 45.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 3.000 € 60.6 Exemplo de aplicação 2 Exemplo da aplicação da Circular 5/90.000 € 80.000 = 47.000 40.000 € 100.000 Neste caso os proveitos são os correspondentes ao grau de acabamento.000 = 55% 100.

000 = 4.5% 60.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil • 5% *47.000 = 70.000 = 60% 100.650 Transitam como proveitos diferidos: • (55.000 + 25.000 • • • • 55 .000*60% = 51.000) + 2.000 Neste caso os proveitos a considerar serão os relacionados com a percentagem de facturação.350 Ano 2006 • % de facturação 60.000 Custos do exercício = 11.000 Custos Incorridos = 60.000 = (2.000 • Grau de acabamento 60.000 Custos já incorridos = 40.350) 44.000 – 47. Custos: 85.650 Resultado da Obra no ano 2005: • 44.650-40.000 Custos totais no fim do exercício = 51. que não tenham sido considerados em anos anteriores.350 = 10.

350 € 3.000 € 1.000 € 21.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil A transitar c/obras em curso = 9.350 € 9.000 Proveitos: Valor facturado Proveitos considerados em anos anteriores • A deduzir Proveito diferido 5% * 60.000 € 12.350 € 60.350 € 20.350 € 11.650 € 15.000 € 1.000 € 44.000 • Proveito do exercício Proveitos Custos • Resultado 2006 Ou de outro modo. mais correcto: Proveitos Variação da Produção • Soma Custos incorridos • Resultado 2006 12.350 € 56 .350 € 12.

000 € 3.000*5% Proveitos Total da facturação Proveitos Já considerados: • Ano 2005 • Ano 2006 A deduzir • Proveitos Diferidos Proveitos do exercício Resultado • Proveitos • Variação da produção Custos Incorridos Resultado em 2007 40.000 € 5.000 € 44.000 € 43.350 € 57.00€ que serão considerados nos exercícios em que forem suportados os custos com garantias.000.000 € Transitam para anos seguintes como Proveitos Diferidos 5.650 € 12.000 € 26. sendo o remanescente considerado como proveito do exercício em que se verificar a recepção definitiva da obra.000 € 100.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Ano 2007: • Facturação • Custos Incorridos • Proveito diferido 100.000 € 38.000 € (9.000 € 38. 57 .000 € 5.000 €) 29.000 € 26.

de Método da % de acabamento.reconhecimento proveitos diferidos.reconhecimento de acréscimos de proveitos (proveitos não facturados). Alternativamente. Provisões para perdas previsíveis são admitidas. Alternativamente. de Método da % de acabamento. Os proveitos são sempre reconhecidos com base na % de acabamento a) % de acabamento > % de facturação: -Reconhecimento de obras em curso. b) % de acabamento < % de facturação: . b) % de acabamento < % de facturação: . d) % de acabamento < % de facturação: . Os proveitos são sempre reconhecidos com base na % de acabamento c) % de acabamento > % de facturação: . quando estabelecido o preço de venda e a % de acabamento seja >= 95% Método da % de acabamento. Custos Financeiros são excluídos do custo de produção Custos Financeiros excluídos do custo produção são de Provisões para perdas previsíveis são admitidas. Provisões para perdas previsíveis são admitidas. Método de valorimetria e reconhecimento de proveitos: • Exclusivamente o método da percentagem de acabamento se for possível estabelecer estimativas fiáveis. O reconhecimento dos proveitos é feito com base na % da facturação. os custos são imediatamente reconhecidos na Demonstração dos resultados • • • O Método do contrato completado ou de encerramento da obra. 58 . Os proveitos são sempre reconhecidos com base na % de acabamento a) % de acabamento > % de facturação: . da de As datas de inicio e conclusão das obras situam-se em períodos contabilísticos diferentes.reconhecimento proveitos diferidos. não dedutíveis para efeitos fiscais. Método de valorimetria e reconhecimento de proveitos: • Método percentagem acabamento. desde que haja estimativas fiáveis. Método de valorimetria e reconhecimento de proveitos: • Método da percentagem de acabamento. utilizase o método do contrato completado.reconhecimento de acréscimos de proveitos (proveitos não facturados).7 Comparação – POC / IAS / NCRF 19 / IRC IAS 11/NCRF 19 Aplica-se aos construção contratos de Directriz Contabilística nº3 (POC) Aplica-se aos contratos de construção As datas de inicio e conclusão das obras situam-se em períodos contabilísticos diferentes.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 3.reconhecimento de proveitos diferidos Custos financeiros podem ser incluídos no custo de produção (IAS 23). Artº 19 – Circular 5/90 Aplica-se às obras públicas e privadas e obras próprias vendidas fraccionadamente Obras cujo ciclo de produção ou tempo de construção seja superior a 1 ano.

Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Provisões para admitidas. reconheçam-se acréscimos de custos Custos estimados para acabar a obra. garantias são Provisões para garantias são admitidas. Aplica-se nas obras públicas e privadas em regime de empreitada. verifica-se que a principal diferença entre as NIC e o POC. reconheçam-se proveitos diferidos. em síntese. Admitidos. pelo valor que falta (obras próprias vendidas em fracções). 59 . reconheçam-se acréscimos de custos Concluindo. . garantias são Provisões para admitidas. Admitidos. Custos estimados para acabar a obra. Não são dedutíveis. reside que naquelas não é aplicável o método do contrato completado e de que no POC não são considerados os custos financeiros imputáveis à obra.Admitidos. Custos estimados para acabar a obra. Todavia considera-se que 5% dos proveitos são diferidos para este efeito.

1975.. 1986. F. PEREIRA. Gonçalves. CAIADO. SILVA. Jorge Manuel Teixeira. DATAR SRIKANT. HORNEGREN. POLY J. Contabilidade Analítica de Exploração. FRANCO.. 60 . Clássica Editora. 5ª parte do trabalho relativo ao trabalho de fecho de contas do exercício de 2007 de Dezembro /1999 – Revisto em Fevereiro de 2008. 1975. eighth edition. 1987. VICTOR SEABRA. CHARLES T. Rei dos Livros. Edição Autores.ª Edição. V. Cost Accounting. 6. Contabilidade Industrial. A managerial Emphasis. Prentice Hall.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 4 Bibliografia SILVA. 1994. FOSTER GEORGE. Contabilidade Analítica. Lisboa. CARLOS CAIANO. António Rodrigues. RAPIN A. um Instrumento para a gestão. New Jersey.. PIRES. Contabilidade Analítica. NETO. ANTÓNIO C. Livraria Sá da Costa.

Para aumentar as expectativas relativas ao futuro do ERP. tornando-se um processo complexo e de alto risco para as organizações. os projectos ERP são considerados caros. A implementação dos sistemas ERP revelou-se mais do que um projecto de tecnologia.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Parte III . não pode ser considerado um software estático. deixando um grande universo para ser explorado em etapas posteriores à implementação. deve-se considerar que este sistema. demorados e complexos. frustrando as expectativas dos contratantes.Implementação de Sistemas ERP 1 Introdução A partir da segunda metade dos anos 90. que visavam obter vantagens competitivas por meio de redução de custo e diferenciação de produtos com a utilização destes sistemas. Segundo Bergamaschi e Reinhard (2000). por estar tão intimamente ligado às operações centrais das empresas. a implementação dos sistemas integrados de gestão empresarial (Enterprise Resource Planning – ERP) aparece como um dos principais focos de investimento relacionados à utilização de tecnologia de informação nas empresas. envolvendo mudanças estruturais e comportamentais. Além dos aspectos inerentes à evolução dos modelos de negócios praticados pelas organizações. encontram-se muitos exemplos das dificuldades deste tipo de projecto e de implementações que não atingiram os objectivos esperados. 2 Soluções de Software para o Sector da Construção Civil 61 . Na literatura especializada sobre ERP. os sistemas ERP são implementados segundo um enfoque de redução de riscos.

Listagens. Orçamento de venda. • Aos stocks • Aos clientes O custo das obras é discriminado pelas componentes de: • Materiais. Por exemplo. Este módulo está ligado: • À contabilidade. o módulo de custeio de obras para as empresas que trabalham com obras.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Existem várias empresas de software que propõem soluções específicas para a área da construção. 3. é uma ferramenta poderosa que permite aos gestores de orçamentos e de custeio de obras. 4. preparar os orçamentos de venda e de custo. contabilidade e fechos. o módulo: Orçamentação – Custos de obra – Facturação e custos de medição. Este módulo inclui 4 vertentes a saber: 1. Custeio de obras. de custo e autos de medição. • Mão-de-obra. 2. Facturação. 62 . acompanhar a execução e controlo dos trabalhos por fases. Destes refiro pela sua importância. • Subcontratos. Estas empresas dispõem de módulos apropriados que disponibilizam às empresas. Este módulo tem por finalidade determinar o custo por obra enquanto está em curso e gerir os valores por grupos de obras depois da conclusão até à facturação.

as instalações. a utilização do sistema Monista ou duplo contabilístico e o pano de contas proposto. implementação e utilização. durante e depois do projecto de implementação. como por exemplo. pelo facto de envolver mudanças organizacionais e alterações nas relações entre os indivíduos e departamentos das organizações. a implementação de um sistema integrado tem de ter em conta certas escolhas. 3 Implementação de sistemas ERP Segundo Souza e Zwicker (2000). Vamos agora citar quais os cinco passos mais importantes para implementar um ERP com sucesso: • Clarificar os objectivos que se pretende atingir e alinhar face à missão da empresa.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil • Diversos. Ainda segundo os mesmos autores. a implementação é a segunda etapa do ciclo de vida dos sistemas ERP. escolha do sistema de custeio (Total ou variável). Portanto. É óbvio que numa empresa que trabalha por encomenda o apuramento dos custos será pelo método directo. composto por decisão e selecção. a implementação é uma das etapas mais críticas. tipo de produtos a fabricar. o que de igual forma se aplicará no apuramento dos custos de obras. designadamente o organigrama. se directo ou indirecto. há que ter em conta a realidade da empresa. • Atribuir claras responsabilidades antes. custos a utilizar (reais ou básicos) e finalmente definir o sistema de apuramento do custo da produção. 63 . quais as contas de custo.

as PME´s aparecem. ou seja. • A escolha do software é fundamental: A escolha de mau software ou software que não tenha apoio suficiente é um dos erros mais comuns quando se entra num projecto deste tipo. aqui. como uma excelente oportunidade de negócio. é considerado como um dos graves erros a evitar cometer. 64 . • A administração tem de estar envolvida: o não envolvimento da empresa ao mais alto nível da sua organização.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil • Alocar os recursos necessários criando alternativas de suporte à continuidade do negócio. definitivamente. • Escolher um parceiro de confiança. da própria administração. A base para o sucesso da implementação de um sistema ERP está definida nos seguintes termos: • Envolvimento da empresa na implementação de um ERP: Quais os erros mais comuns na implementação de um ERP? Como garantir que o processo de implementação de um ERP corra bem? As empresa estão preparadas para acolher um sistema de gestão empresarial? Os entendidos acreditam que todas as tipologias de empresas. E. Por exemplo. Estabelecer um road map de implementação caso não seja possível implementar tudo o que está no âmbito ao mesmo tempo. desafiar algumas pessoas para assumirem funções de colegas em regime rotativo. estão habilitadas a acolher um sistema de gestão empresarial. • Definir objectivos e âmbitos geríveis de acordo com os recursos alocados. desde que com uma dimensão mínima.

pois implementar este software 65 . a realidade da empresa e a melhor ou pior gestão das expectativas e interesses das partes envolvidas é a causa mais frequente para existirem problemas na implementação. considerando uma equipa competente. por norma. pois trata-se de um projecto que requer ainda algum investimento. num planeamento adequado. nomeadamente a nível de recursos humanos. quando os aspectos indicados na questão abaixo são descurados. Existe também o caso de algumas empresas não conseguirem mudar os seus métodos caseiros e tradicionais de trabalho. com especial foco em alguns aspectos.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Uma implementação a este nível necessita sempre de formação conveniente e de consultadoria à medida da empresa. Normalmente. Adicionalmente. Poderão aparecer receios em alguns departamentos da empresa. definindo marcos intermédios que permitam alinhar os objectivos com a organização. mantendo expectativas realistas. • Recursos humanos ditam sucesso da implementação: É verdade que a implementação de um ERP poderá ter alguns perros em todo o processo ou até em fases posteriores. tendo uma visão e objectivos claros e considerando uma equipa dedicada. Para uma verdadeira integração deve ser dada especial atenção à comunicação e gestão da mudança. existindo comprometimento. especialmente quando se verifica pouco envolvimento por parte de utilizadores chave. • Há que gerir expectativas: Requerem-se implementações rápidas e com a utilização de processos já estipulados no ERP. nomeadamente no envolvimento do utilizador. é nesta fase posterior que surgem algumas dificuldades. numa definição clara de necessidades. visto que muita intervenção humana desaparece e obrigatoriamente tem que existir por parte da direcção uma informação muito esclarecedora a todos os trabalhadores. Todavia. os problemas começam a surgir. no apoio da direcção.

mas também do próprio cliente. 66 . mas muitas vezes as próprias organizações não estão abertas a actualização. • Comprar uma solução e não um software: As empresas muitas vezes compram software em vez de soluções para o seu negócio. que deve conhecer e saber transmitir quais os seus processos e operações de gestão. O sucesso da implementação depende grandemente da empresa que vai fazer a implementação. do conhecimento que tem da organização do seu cliente. A consultoria pode representar financeiramente uma fatia importante de um projecto. È importante as empresas ouvirem as queixas dos gestores. mas é um factor de grande importância. resistindo a mudança dos processos e das operações.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil numa empresa significa geralmente mudar metodologias de trablalho já instituídas há muito tempo. Isto porque com alguma frequência as empresas tentam poupar na parcela da consultoria. uma vez que daí pode depender a boa utilização do software e assim o sucesso da solução.

pp. www.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 4 Bibliografia DR. 1 Nº 1. Vol. www. Vida Económica.vidaeconomica. 46-63. ANTÓNIO RODRIGUES NETO. 2004. Journal of Information Systems and Technology management. JORGE MANUEL TEIXEIRA DA SILVA e DR. 67 .com. Susana Marvão. 5ª parte do trabalho relativo ao trabalho de fecho de contas do exercício de 2007 de Dezembro /1999 – Revisto em Fevereiro de 2008.pt.scribd.

consegue-se discriminar em qualquer momento a origem do gasto ou proveito subjacente ao valor apresentado nos centros de gastos. Este capítulo vai ser composto pela explicação técnica do funcionamento do sistema ERP Livesolutions. Pretende-se desenvolver os temas do fecho do mês e da distribuição dos gastos de Estrutura e de Unidade de Negócio.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil PARTE IV . Refiro-me à definição de conta origem. por uma proposta de um Plano Contas Analítico.Metodologia de Custeio a aplicar em Empresas de Construção Civil 1 Introdução Neste capítulo pretende-se aliar um método de custeio a aplicar em empresas de construção Civil com as funcionalidades de um sistema informático.000.1 Conceitos técnicos e funcionalidades Vamos começar por definir um conceito chave na repartição dos gastos. no qual se pretende abranger diversos temas e onde se destacam os diferentes mapas para a tomada de decisões. que está estritamente ligada a um centro de gasto.00 €. relativamente à parte analítica. e um exercício prático. Figura nº1 68 . Exemplificado temos: Lançamento de uma factura de fornecedor no valor de 1. 2 O Sistema ERP Livesolutions (módulo Analítica) 2. em que imputamos directamente à obra nº 90913007 um subcontrato. ou seja.

Existências. Se de Estrutura (EST) ou Indirectos (conta 92): • Sem afectação (SA). As contas que começam por 3 . • Subunidade de Negócio (SUN). composta por diversas filtragens. COM. 6 . APR.. só a conta de gastos 6211Subcontratos é que tem o estatuto de conta origem. • Departamental (ADM. Como se pode verificar no Anexo. LOG.Gastos e 7 .Proveitos estão configuradas para afectarem custos. Se Produtivos ou Directos (conta 98): 69 . é a funcionalidade das listagens. TOP). ou seja. • Unidade de Negócio (UN). são sempre reflectidas num centro de gasto. Quadro nº1.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Como se pode verificar neste lançamento. o Plano de Centros de Gastos proposto tem a particularidade de ser complementado com campos obrigatórios com a seguinte informação. DAF. DQS. Uma opção extremamente útil para a leitura de dados.

Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil • Subunidade de Negócio (SUN). UN – Unidade de Negócio.C – Tipo de Conta (R. Legenda dos quadros apresentados: T.Classificação. e de Movimento (M). integradoras (I).I. Os centros de Gastos podem ainda ser do tipo Razão (R).M). SUN – Subunidade de Negócio. DEP – Departamento. • • • • • 70 . Class. .

71 . DEP SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 UNA SUNA1 SUNA2 SUNA1 SUNA2 Verifica-se uma quebra na organização do Plano de Centros de Gastos. de Desgaste Rápido UNA .01.Gastos Diversos UNA .50 92.01.UN. abdicando-se da leitura usual de um balancete. de Desgaste Rápido SUNA2 .01.09.95 96.01.02 92.01.01.01.09.51.01.Formação SUNA1 .Fer.Fer.01. para tirar partido das listagens.Gastos Diversos SUNA1 .Ordenados SUNA1 .01. consegue-se saber a qualquer momento.01 96.09.03.03 92.02 96.09.02.Inactividade SUNA1 .09.09.01. e Utens.95 92.Ordenados Obra nº1 Obra nº3 T.01 92.01 92. quadro nº1 – Plano analítico proposto detalhado).01.Comunicações SUNA2 .01.01.Inactividade SUNA2 .Ordenados SUNA2 .Gastos Diversos SUNA2 .09.03.09.01 92.02 92.Tractor BB-11-24 UNA .01.Fer.01.09.09.01.09.01 92.01.02.Inactividade UNA . Do quadro exposto. UNA UNA UNA UNA UNA UNA UNA SUB. e Utens.01.Formação UNA .03 9820090001 9820090001 Descrição UNA .03.09.01.Formação SUNA2 .03.09.09.02 92.50 92.01.02.02.51.03.09.09.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Estas funcionalidades permitem agregar informação dispersa pelo Plano Analítico (Ver anexo.01.02. UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN.95 92.Comunicações UNA .Comunicações SUNA1 . tanto os custos indirectos de Unidade de Negócio A (UNA) e respectivas Subunidades (SUNA). de Desgaste Rápido SUNA1 . Concluindo.Viatura AA-11-55 UNA . os campos adicionais dos centros dos gastos tornam flexível o Plano Analítico.01.01.09. e Utens.01.03 92. Por exemplo: Quadro nº1 – Listagem UNA Conta 92. que começam pela conta 98 – Obras.50 92.03 92.01. como os custos directos. M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M M Class.01.C.02 92.

Pressupostos: I. consoante a organização de uma empresa. II. Não existem Prestações Recíprocas. 72 .Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 3 Proposta de Plano Contas Analítico 3. porque as dificuldades e os gastos administrativos consequentes podem não se justificar em face dos resultados obtidos. não imputam mãode-obra.1 Considerações Gerais Nos pontos seguintes apresento uma proposta de um Plano de Contas Analítico. Os centros de custo denominados de departamentais. ponto 5. Estes pressupostos têm em conta que na prática pode não ser economicamente viável medir contribuições de cada centro auxiliar a favor de outros centros. De referir que a estrutura seguida poderá ser mais reduzida ou mais alargada. A explicação das diferentes rubricas do Plano Analítico irá ser abarcada no ponto 4 do capítulo presente. Abordarei esses temas no presente capítulo IV.

01.09.2 Plano Analítico . de um modo geral. Administrativo e Financeiro ADF . Admito que tenha sido um exagero propor um plano tão extenso.Gastos Comuns SUNB1 .02.01.Logística EPI .1.08 92.Máquinas e Viaturas APR . até são mais descriminados.Administração ADM .02 92.Unidade de Negócio C Diferenças de Incorporação Diferenças de Incorporação MO Difer.Dep.06 92.51 92.02 97 98 Descrição MAT -Existências (Inventário Permanente) MAT .09 92.51 92.51 92.09.Aprovisionamento TOP .03 92.Máquinas e Viaturas SUNA1 .Máquinas e Viaturas COM .02.01 92.09.C.01.07 92.01 92.51 92.01 92.Unidade de Negócio A UNA . do presente trabalho.01 92.07.Máquinas e Viaturas DQS -Dep.09.02 92.03 96 96.Custos Financeiros ADF .09.51 92.Departamento Comercial COM .02 92. de Incorp. de Negócio UNA .02.01 96.09.Sintético Quadro nº 2: Plano Analítico Conta 91 91.02.51 92.05 92.Subunidade B1 SUNB2 .Contas Reflectidas Obras T. de Máquinas e Viaturas Apuramento dos Resultados de Analíticos . e foi uma maneira de transmitir essa realidade.Armazém… Centros de Custo de Estrutura e Un.Subunidade B2 UNC .03 92.Máquinas e Viaturas ADF .03. Optou-se por transferir o plano mais desenvolvido para o final deste trabalho por uma questão de estética na apresentação.01.01. exposto no Anexo.09.Gastos Comuns UNA.Materiais MAT .Materiais . quadro nº 1.09.Unidade de Negócio B UNB.02 92.Equipamento de protecção individual Un.09. da Qualidade e Segurança DQS . Negócio ADM . uma vez que é um quadro muito extenso.Armazém A MAT .Máquinas e Viaturas LOG . mas na prática os planos analíticos.01 91.Subunidade A1 SUNA2 .03 92.02 92 92. R I I I R I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I R I R R R O quadro nº 2 apresentado é um resumo do Plano Analítico desenvolvido.04 92. 73 .09.Subunidade A2 UNB .1.05 92.1 91.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 3.01.06.Topografia TOP .04.

A esta empresa foi atribuída por parte da EDP e da REN a concessão durante 3 anos destas actividades no distrito do Porto. Faz também vários trabalhos para outras entidades. A empresa ABC. é especializada em infra-estruturas de electricidade.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 4 Exercício Prático 4. • e Electricidade REN.A. que são: • Electricidade EDP. em que a área de Negócio exclusiva é a electricidade. Adaptando esta unidades e subunidades ao plano proposto no ponto 3 temos: Figura nº2 74 . • Particulares. S. O seu organigrama está organizado em 3 áreas de Negócio. nomeadamente infraestruturas eléctricas de loteamentos e consultadoria para poupança de energia.1 Considerações Gerais Enunciado Parte 1: Nesta fase vamos começar por apresentar um organigrama de uma empresa de construção Civil.

75 . S. Considera-se que o período desenvolvido diz respeito a Janeiro do ano 2009.A. as diferentes rubricas do plano Analítico proposto. iniciou a sua actividade a 1 de Janeiro do referido ano. e que a empresa ABC.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Estão assim reunidas as condições para explicar e exemplificar. nos pontos seguintes.

2 A conta 91 . C. B.1.Armazém A .1. A conta origem respectiva é a conta 32 – Mercadorias. DEP Débito Crédito 80.000 13.000 40.000. é debitada pelas entradas e creditada pelas saídas.MAT – Existências.000 40.Materiais .Materiais MAT .1 91.1. As existências Iniciais têm o valor de 50.Armazém… Obras Obra nº1 Obra nº2 Obra nº3 Obra nº4 Obra nº5 T. R I I M M M I R M M M M M Class.01. 76 .Saídas do Período MAT .Existências Iniciais MAT .00 € Resultado proposto Parte 2: Quadro nº3 – Imputação de Existências € Conta 91 91.C.000 C SA 40.UN.000 SA 50.03 91.000 80.000.00 €.Armazém A .1.Armazém A MAT . A conta 98 – Obras é debitada pela conta origem 61 – Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias consumidas.000 4.000 B SA 30.01. SUB. UN.000 D 40. D.000 6.000 10. Foram imputados materiais às obras no valor de 40.01 91.02 91.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 4.Entradas do Período MAT .00 €.Armazém A .01.Existências Enunciado Parte 2: A.02 98 9820090001 9820090002 9820090003 9820090004 9820090005 Descrição MAT -Existências (Inventário Permanente) MAT . Efectuaram-se compras em Janeiro no valor de 30.000 40. Considera-se que esta empresa utiliza o sistema de inventário permanente na valorimetria das suas existências com base no preço de custo médio ponderado.000.000 7.1.000 80.000 UN UN UN UN UN SUNA1 SUNC SUNA2 SUNB1 SUNB2 D D D D D A conta 91.01 91.

100 44.01 96.Logística EPI .000 4.850 39000 5850 A conta 92 – Centros de Custos de Estrutura e de Un.350 1.Unidade de Negócio A UNA .460 5.01 92.Gastos Comuns SUNA1 .Custos e 7 .Unidade de Negócio B UNB. de protecção individual Un.280 2.03 92.03 96 96.09.00 € Resolução proposta Parte 3: Quadro nº 4 – Imputação de Custos Indirectos € Conta 92 92.550 14.Departamento Comercial DQS -Dep.09.Subunidade A2 UNB .Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 4. Negócio ADM .100 4. Negócio.02 92.860 2.09.01 92. Administrativo e Financeiro COM .000 1.Unidade de Negócio C Diferenças de Incorporarão Diferenças de Incorporação MO Difer. Negócio Enunciado Parte 3: E. o processamento dos salários (com conta origem que começa por 64).02 92.08 92. de Incorp.06 92. Normalmente são estas as rubricas que têm maior peso numa organização.01. Negócio apresentam o valor total 84.09.01. Os gastos dos Centros de Custo de Estrutura e Un.3 A conta 92 – Centros de Custos de Estrutura e Un.02. de Negócio UNA . de destacar os Fornecimentos e serviços Externos (com conta origem que começa por 62). SUB. começadas por 3 .09.03 92.100 2. DEP Débito Crédito 40.050 2.250 2. R I I I I I I I I I I I I I I I I I I R I R UN.Existências.Proveitos.05 92.02 92.01. A natureza dos custos é vasta.160 2.09.UN.700 6. é debitada e creditada pelas diferentes contas origens que existem no Plano Oficial da Contabilidade.440.02 Descrição Centros de Custo de Estrutura e Un.09.09.01.Equip. 77 . Class. de Máquinas e Viaturas T.01 92.400 1.Administração ADF .01 92. e as amortizações (com conta origem que começa por 66).Subunidade B2 UNC .02.C.Subunidade B1 SUNB2 .09.888 7.Subunidade A1 SUNA2 . da Qualidade e Segurança APR .Aprovisionamento TOP .04 92.400 2.Topografia LOG .07 92. 6 .500 3.Gastos Comuns SUNB1 .Dep.150 1.03 92.02 92.09 92.

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Nas rubricas “ordenados” do Plano Analítico (ver Anexo quadro nº2) são debitados os gastos com o pessoal através do processamento de salários. Torna-se imprescindível imputar a esta rubrica outros custos afectos ao pessoal, como por exemplo os seguros de acidentes de trabalho, o Subsídio de Férias, as Féria e Subsídio de Natal, tendo em atenção a periodização dos gastos, nomeadamente através de uma imputação por duodécimos. As amortizações são imputadas nos centros de custos das Máquinas e Viaturas quando a esse imobilizado digam respeito. As restantes amortizações poderão ser lançadas nos centros de custos denominados de “gastos gerais” ou ainda na rubrica “Ferramentas e Utensílios de Desgaste Rápido”, conforme os casos (ver Anexo quadro nº2). Poder-se ia eventualmente criar uma rubrica de “Amortizações”, nas diferentes quebras dos centros de custos 92 – Custos de Estrutura e de Un. Negócio, mas com a funcionalidade das listagens conseguimos rapidamente descortinar essa informação. As amortizações são lançadas todos os meses, utilizando-se o critério duodecimal, e admitindo que a vida útil do imobilizado é igual ao número de anos fiscalmente aceite.

4.4 A conta 98 – Obras Enunciado parte 4: F. O valor imputado às obras atingiu o valor de 225.000,00 € a débito e o valor de 358.000,00 € a crédito. Considera-se que os valores debitados são referentes a subcontratos e os valores creditados referentes à Facturação. Resolução Parte 4: Quadro nº 5 – Imputação Directa às Obras

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Conta 98 9820090001 9820090002 9820090003 9820090004 9820090005 Descrição Obras Obra nº1 Obra nº2 Obra nº3 Obra nº4 Obra nº5 T.C. R M M M M M Class. UN UN UN UN UN UN. SUB.UN. SUNA1 SUNC SUNA2 SUNB1 SUNB2 DEP Débito Crédito 225.000 358.000 50.000 82.000 40.000 62.000 30.000 65.000 60.000 85.000 45.000 64.000 F F F F F

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As contas 98 - Obras podem estar configuradas com modelos de obra. Por exemplo, vamos detalhar a Obra nº1: Quadro nº 6 – Modelo de Obra
9820090001 9820090001.01 9820090001.01.01 9820090001.01.02 9820090001.01.03 9820090001.01.04 9820090001.01.05 9820090001.02 9820090001.02.01 9820090001.02.02 9820090001.02.03 9820090001.03 9820090001.03.01 9820090001.04 9820090001.04.01 9820090001.04.02 9820090001.04.03 9820090001.04.04 9820090001.04.05 9820090001.04.06 9820090001.04.07 9820090001.04.08 I I M M M M M I M M M I M I M M M M M M M M Obra nº1 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS LN AÉREA Abertura de Faixa de LN AT Abertura de Cova Colocação de Cadeias de Amarração Montagem de Condutores Montagem de Descarregadores de Sobre tensão PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS LN SUBTERRÂNEA Lançamento de Terno de Cabo em vala aberta Subida de Terno a poste Execução de Caixas Terminais TRABALHOS EM TENSÃO Cruzamentos de condutor sobre LNA MT FORNECIMENTOS DE MATERIAIS Apoios de Betão Cabo Condutor AL/Aço 160 Isoladores U100BS Caixas Terminais Termorretrácteis Ferragens de Subida a poste Armações EVDAN3 Caixas terminais OPGW Ensaios e Fusões OPGW

Tudo depende da informação que se pretende extrair de uma obra. O Utópico seria descriminar a Obra pelas tarefas incorporadas nos autos de medição. Os autos de medições são efectuados em função do trabalho realizado durante um determinado período de tempo. Os empreiteiros fazem autos de medição referentes a uma determinada obra e os subempreiteiros fazem o mesmo de acordo com a sua especialidade. Por exemplo, um subempreiteiro de electricidade tem uma obra adjudicada com as seguintes quantidades: 5.000 m tubo, 20.000 m de cabo e 3x2.5200 tomadas etc. Durante o mês de Janeiro aplicou numa obra 1.000 m tubo e 5.000 m cabo, então é feito um auto de medição com as quantidades utilizadas e com os preços acordados, que será apresentado à fiscalização da obra e caso seja aprovado é efectuada a factura de acordo com esse auto.

80

Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil No final da obra o total da soma dos autos de medição será igual à quantidade inicial prevista no orçamento. 81 .

000 7. Resolução Parte 5: Quadro nº 7 – Cálculo do Valor Hora € Conta Descrição T.02.Ordenados 96.08.04 UNB .200.000 2. Às diferentes Obras enunciadas vai ser imputada mão-de-obra com base numa quota teórica em 60% das remunerações.Ordenados 92.04.000 1. mão-de-obra directa no montante de 40.000 Valores Hora Imputação Indirecta Indirecta Indirecta Indirecta Indirecta Indirecta Indirecta Indirecta 3.000 1.01 ADF .000 400 2.000 2.03.500 1.000 1. Ao mês de Janeiro são atribuídas 168 horas de trabalho.01 UNA . Imputaram-se às obras.00 Directa 2.01.000 100 100 1.05.00 Directa 7. e a um dia de trabalho correspondem 8horas.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 4.297.06. Enunciado Parte 5: G.03 SUNA2 .00 Directa 8.500 500 3.Ordenados 96.Ordenados 96.01.07.Ordenados 92.Ordenados 92.01 LOG .000 500 1.500 2.01 COM .240.Ordenados 82 .00 €.01.800.01 ADM .000 8. À Unidade de Negócio UNC – Electricidade REN e respectiva SUNC – Alta tensão vai ser atribuída uma inactividade de 30 horas.00 Directa G G G G G G G G G G G G 92. M M M M M M M M M M M M Valor Ilíquido 4.000 500 500 3.01 EPI .Ordenados 92.3.200.01.01.000 1.000 5.02 SUNA1 . H.5 A Conta 96 – Diferenças de Incorporação Já se tratou deste tema no Capítulo I ponto 3. As máquinas e viaturas vão ser imputadas com base em custos históricos.01 TOP .400 Encargos 2.01 DQS .Ordenados 92.C.000 500 500 100 1.000 400 400 2.Ordenados 92. Pressupõe-se que não existe inactividade nas outras Unidades de Negócio.Ordenados 92. Vamos então complementar a parte teórica com a prática.500 600 Total 6.Ordenados 96.000 2.500 4.01 APR .

500 5.500 6.00 Directa 41.01.440 G G G 18.000 35.Ordenados 96.05 SUNB1 .Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 96. 83 .000 5.00 Directa 8.000.Ordenados 96.000 A coluna Valores Hora é calculada com base na quota teórica de 60% aplicada à coluna Valor Ilíquido.000 2.Ordenados Total M M M 3.500 7.500 2.01.600 2.600.00 Directa 6.000 4.400 54.000 5.400.01.06 SUNB2 .07 UNC .

600 8.800 7.143 41.03 96.Ordenados TOP .Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Com base nos valores apresentados no quadro nº 7 vamos imputar às Obras a respectiva a mão-de-obra.000 500 500 3.09.01.01 96.000 1. Negócio ADM .Ordenados DQS .00 €.Ordenados COM .Ordenados UNC .04.01 92.01.02 96.95 Descrição Obras Obra nº1 Obra nº2 Obra nº3 Obra nº4 Obra nº5 Centros de Custo de Estrutura e Un.143.000 1.000 5.297 11. SUNA1 SUNC SUNA2 SUNB1 SUNB2 DEP Débito Crédito 40. na conta respectiva de ordenados (96).143 G G G G G M M M M M M M M M M M M M M M M EST EST EST EST EST EST EST EST UN UN UN UN UN UN UN UN ADM DAF COM DQS APR TOP LOG EPI UNA SUNA1 SUNA2 UNB SUNB1 SUNB2 SUNC SUNC 3.04 96.01.07.Ordenados UNB .01 92.000 6.03.03. no mesmo montante.06 96.Ordenados SUNB2 .07 92.08.05.240 5.C.000 2.200 5.500 500 3. 84 .500 8.02.00€.500 7.01.000 1.440.01 96.000 7.500 6.01.Ordenados SUNA2 .Ordenados ADF .400 G G G G G G G G G G G G G G G G Os débitos de mão-de-obra imputados às Obras (98) originam um crédito. no montante de 2.Ordenados APR . que diz respeito à inactividade inserida nas fichas de ponto e que poderão eventualmente ser imputadas de forma indirecta.01 92.000 2. SUB.Ordenados SUNA1 .01 92.UN.06.257 8.000 7.200 8.05 96.01.Ordenados EPI .01 92.Ordenados LOG . como se pode verificar no quadro apresentado. Neste momento já temos o valor da diferença de incorporação referente à mão-de-obra imputada.01.Ordenados SUNB1 .340 55. UN UN UN UN UN UN.Ordenados UNC . R M M M M M Class.Inactividade MO T.Ordenados UNA . Quadro nº 8 – Imputação de Mão-de-Obra € Conta 98 9820090001 9820090002 9820090003 9820090004 9820090005 92 92.01 92.01 92. De realçar o valor de Inactividade apurado da UNC no valor de 1.440 6.000 8.200 2.01.

02.02. são imputadas com os mesmos princípios da mão-deobra.Máquinas e Viaturas LOG .02.10 96.02.Compressor Z LOG .71 0.02.86 1.09 96.43 2.Retroescavadora E LOG . que a gestão deve ponderar acerca do custo benefício destes procedimentos.08 96.Retroescavadora W LOG . mais uma vez recordo.14 5.13 96.02.Autobetoneira J LOG .Cilindro L LOG .Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Quadro nº 9: Valor Hora das Máquinas e Viaturas € Conta 96. para que esse “indicador” seja analisado.500 700 500 300 200 400 200 600 100 50 5.02.71 5.02 96.43 4.966 Inactividade H H H H H H H H H H H H H H 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 113 42 155 As máquinas e viaturas.14 1.800 840 600 101 360 240 480 240 720 7 18 6. por isso optei por criar um departamento de logística.Martelo Demolidor G LOG .02. I M M M M M M M M M M M M M M Valores Reais 200 300 800 1.60 2. um vez que existem máquinas e viaturas afectas à estrutura da empresa sem que se faça ficha de utilização. só os últimos 2 equipamentos é que vão dar origem a inactividades.14 Descrição LOG .07 96.850 Horas 168 168 168 168 168 168 168 168 168 168 168 168 10 50 Valor hora 1.02.11 96.36 Imputações 240 360 960 1. No exemplo apresentado.04 96.03 96.02.Tractor BB-11-23 LOG . nomeadamente sublinho a forma directa e indirecta a que este imobilizado pode ser imputado.Tractor BB-11-22 LOG .71 10.Tractor BB-11-22 LOG .01 96. Na prática pode existir muita inactividade.29 0.Guincho Modelo O LOG .00 3.02.57 0.C.06 96.02. 85 .Cilindro T LOG .02.Guincho Modelo Y LOG .02.Moto Serra D LOG .05 96. Contudo.Compressor Q Total T.02 96.43 2.12 96.

298 1.Guincho Modelo Y LOG . Quadro nº 10 – Imputação das Máquinas e Viaturas € Conta 96.02 96.02. A diferença de incorporação atingiu o valor de 1.05 96.Tractor BB-11-22 LOG . DEP LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG Débito Crédito 6.005 7.Compressor Z LOG .03 96.Martelo Demolidor G LOG .966 347 896 3.02.02. SUB. EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST UN UN UN UN UN SUNA1 SUNC SUNA2 SUNB1 SUNB2 UN.500 1.00 € 86 .Autobetoneira J LOG .Máquinas e Viaturas LOG .02.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Com base nos valores apresentados no quadro nº 9 vamos imputar às Obras os respectivos valores hora das máquinas e viaturas.00 €.Tractor BB-11-22 LOG .Moto Serra D LOG .Tractor BB-11-23 LOG .02.95 98 9820090001 9820090002 9820090003 9820090004 9820090005 Descrição LOG .02.04 96.Cilindro L LOG .13 96. M M M M M M M M M M M M M M M R M M M M M Class.C. como se pode verificar.02.02.02.02.07.210 1.01 96.10 96.UN.02.08 96.800 700 840 500 600 101 300 360 200 240 400 480 200 240 600 720 100 120 50 60 155 6.06 96.07 96.215 H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H Quadro nº 11 Neste exemplo a inactividade apurada foi de 155.Guincho Modelo O LOG .02.02 96.Cilindro T LOG .121 200 240 300 360 800 960 1.271.12 96.14 92.Inactividade MV Obras Obra nº1 Obra nº2 Obra nº3 Obra nº4 Obra nº5 T.09 96.02.Retroescavadora W LOG .Compressor Q LOG .11 96.Retroescavadora E LOG .02.

J. Centros de Custos de Estrutura e Un.6 Fecho do Mês – Apuramento dos Resultados Analíticos Enunciado Parte 6: I. Apuramento dos Custos de Estrutura e de Unidade de Negócio. Resolução Parte 6: Figura nº 3 Contabilidade Geral: Custos e Proveitos por Natureza Contabilidade Analítica: Contabilidade Analítica: Armazéns.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 4. Centros de Custo Obra. Apuramento das Diferenças de Incorporação. Imputação de gastos através de Fichas de Ponto e de Fichas de Utilização (Mão-de-obra e Máquinas e Viaturas) Contabilidade Analítica: Apuramento de Diferenças de Incorporação Apuramento dos Resultados Analíticos 87 . Negócio.

Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Contabilidade Analítica: Resultados por Funções Figura nº 4 88 .

SALDO = Diferenças de Incorporação Distribuição (repartição Secundária): Resultados de Estrutura.Apuramento dos Resultados Analíticos .Custos de Estrutura e Un.Custos Indirectos Estrutura e Un.Negocio Valores Reais de Mão de Obra e Equipamento 1.Custos Indirectos Estrutura e Un.MAT .Equipamentos a custos históricos 4.Diferenças de Incorporação 97 .Negocio 96.Contas Reflectidas 4. todos os departamentos? Resultados Unidades de Negócio? Resultados das Diferenças de Incorporação? Fecho do Mês: 89 .Obras 92 .Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Classe 3 Stock Inicial Saídas do Periodo Classe 7 Proveitos do Exercício Classe 6 Custos do Exercício Entradas do Periodo 91 .Mão de Obra a quotas teóricas 2. Negócio Gastos Indirectos Não Indústriais Gastos Indirectos Estrutura Gastos Indirectos Un.Equipamentos a custos históricos 4.Mão de Obra a quotas teóricas 2.Existências 98 . de Negócio Stock Inicial Entradas do Periodo Saídas do Periodo Gastos Directos Proveitos do Exercício Stocks Consumidos 1.

09 Un.Máquinas e Viaturas 92.09.51 UNA.51 ADM .51 COM .250 2.550 15.07 LOG . quadro nº2.Unidade de Negócio A 92.02 SUNA1 .400 1. da Qualidade e Segurança 92.Unidade de Negócio C 96 Diferenças de Incorporação 96.Dep.01.700 6.09. SUB.09.Subunidade B2 92.09. de Máquinas e Viaturas T.51 TOP . Class.860 2.04 DQS -Dep.01 Diferenças de Incorporação MO 96.Máquinas e Viaturas 92.09.02 SUNB1 .06.01 UNA .121 O Apuramento dos Resultados Analíticos Detalhado é apresentado no Anexo.02.Departamento Comercial 92.01 UNB.01.888 7.1. UN.01 MAT .500 3.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Analisemos os quadros seguintes: Quadro nº 12.Unidade de Negócio B 92.000 4.02. de protecção individual 92.100 4.Materiais .850 48.02 UNB .Topografia 92.09.Subunidade A2 92.400 200 1.09.600 200 2.01.01.02 MAT .04.Máquinas e Viaturas 92.Logistica 92.02. R I I I R I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I R I R DEP Débito Crédito 40.Custos Financeiros 92.03 UNC . 90 .243 44. Administrativo e Financeiro 92.08 EPI .03.850 39.350 250 1.Máquinas e Viaturas 92.1 MAT .561 41.100 3.09.01.01 ADM .603 5.Armazém… 92 Centros de Custo de Estrutura e Un.280 180 2.150 1.205 2.01 UNA .Materiais 91. Negócio 92.000 5.Máquinas e Viaturas 92. Negócio € Conta Descrição 91 MAT -Existências (Inventário Permanente) 91.05 APR .06 TOP .01.Subunidade A1 92.Administração 92. de Incorp.1.03 SUNA2 .02 ADF .Resultados de Estrutura e de Un.09.C.Equip.Subunidade B1 92.51 DQS .02 Difer.03 COM .51 ADF . de Negócio 92.03 SUNB2 .09.Armazém A 91.UN.160 360 2.Máquinas e Viaturas 92.Gastos Comuns 92.000 1.07.440 7.Gastos Comuns 92.05 ADF .02.Aprovisionamento 92.

263 48.888 3.000 D 60.000 40.215 H M M M M Quadro nº 14: Resumo € Conta Descrição T.547 82.555 64.210 65.798 85.711 45.000 F 7. R R Débito 80.000 40.200 G 347 H 53.40.000 G 3.000 D 30.000 D 40.000 62000 F 7.888 44.000 85000 F 6.000 71.000 F 11.561 358.000 D 50.000 F 5.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Quadro nº 13 – Obras Detalhadas € 98 Obras 9820090001 Obra nº1 Facturação Materiais Subcontratos Mão-de-Obra Máquinas e Viaturas 9820090002 Obra nº2 Facturação Materiais Subcontratos Mão-de-Obra Máquinas e Viaturas 9820090003 Obra nº3 Facturação Materiais Subcontratos Mão-de-Obra Máquinas e Viaturas 9820090004 Obra nº4 Facturação Materiais Subcontratos Mão-de-Obra Máquinas e Viaturas 9820090005 Obra nº5 Facturação Materiais Subcontratos Mão-de-Obra Máquinas e Viaturas R M UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNC SUNC SUNC SUNC SUNC SUNC SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNB2 312.000 82000 F 10.000 F 8.000 D 45.850 R 312.C.000 Balanço 40.210 H 74.153 62.263 358. Negócio 96 Diferenças de Incorporação 98 Obras Total 91 .000 F 8.560 Demonstração dos Resultados 91 MAT -Existências (Inventário Permanente) 92 Custos de Estrutura e Un.000 .298 H 58.500 G 1.000 64000 F 4.340 G 1.000 Crédito 40.000 65000 F 13.737 8.257 G 896 H 54.

798 -2.340 -1.193 -10. respectivamente. de Negócio e de Estrutura é a seguinte: 92 .000 -8.285 -40. de Negócio Un.150 -3.000 -2.250 -3.000 -30. acerca dos critérios de Distribuição (repartição secundária).298 -74.004 -5.410 -5.100 -1.000 64. O ponto de situação é o seguinte: Quadro nº 15 – Resultados por Funções € Gastos Estrutura Facturação CUSTOS DIRECTOS Mercadorias Subcontratos Mão-de-obra Máquinas e Viaturas TOTAL CUSTOS INDIRECTOS SubUn.200 -347 -71.000 -40.285 -25.860 200 -13.700 -1.987 -6.160 -25.000 -225.000 -50.210 -1.000 -10.000 -5.297 -6.583 400 6.000 -40.000 440 1.A.000 -2.000 -11.000 -7. de Negócio SUBTOTAL Estrutura TOTAL DESVIOS SubUn.243 -3.000 -60.215 -58.547 -2. A proposta de distribuição dos diferentes custos de Un.153 -3.000 -3.271 3.000 -8.5.150 -2.257 -896 -53.888 2.500 -1.271 -24.966 -312.271 1.500 500 -4.560 Já se abordou o tema da distribuição no Capitulo I ponto 3.555 -1.000 65.014 1. S.000 -7.160 -2.4 e 3.711 8.263 -10.285 800 200 1.243 400 100 240 840 9.243 -6.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Estamos em condições de proceder à distribuição dos custos de Un.193 -5. O quadro nº 15 apresenta uma visão geral da situação das diferentes actividades da empresa ABC.000 85.000 -40. de Negócio Estrutura TOTAL RESULTADO TOTAL Electricidade EDP (UNA) Baixa Tensão Média Tensão (SUNA1) (SUNA2) 82.210 -54.700 Ren (UNC) Particulares(UNB) Alta Tensão Loteamentos Gestão de (SUNC) (SUNB1) Energia (SUNB2) 62.000 -45.250 -3.410 -25. de Negócio e de Estrutura.100 Total 358. de Negócio SUBTOTAL Un.200 16.

Uma vez que neste exercício a cada Obra corresponde uma única Subunidade de Negócio só se pode falar em repartição das Unidades de Negócio. 93 .Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil • Numa primeira fase. Negócio e respectivas Subunidades. com excepção da UNC que também tem uma ligação do tipo um para um (UNC – SUNC). distribuir proporcionalmente. os custos da Un. segundo a base de repartição do Custo Primo ou Directo.

identificar os Gastos Industriais e não Industriais. cujos saldos vão ser reflectidos na conta 97 – Apuramentos dos Resultados Analíticos – Contas Reflectidas e na conta 98 – Obras. é SA (Sem afectação): o Administração. A base de repartição é apurada segundo um critério negociado entre as distintas Un. de N Os gastos dos Centros de Estrutura vão ser distribuídos segundo a negociação 94 . Negócio e 96 – Diferenças de Incorporação. cuja classificação segundo os quadros apresentados. decidir quais os departamentos a distribuir. conforme figura nº4. ou seja. note-se. Os valores reflectidos nas contas 97 (Apuramento dos Resultados Analíticos contas reflectidas) por contrapartida das contas 98 (Obras). foram apurados segundo os dados de classificação introduzidos no Plano Analítico. Recordo que as classificações SA (sem afectação). Os gastos não industriais são constituídos pelos seguintes departamentos.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil • Numa segunda fase. EST (Estrutura). o Comercial. o Administrativo e Financeiro. e Subunidades de Negócio seguinte: o SUNA1: 25% o SUNA2: 25% o SUNB1: 15% o SUNB2: 15% o SUNC: 20% O fecho do mês diz respeito à distribuição dos resultados analíticos das contas 92 – Centros de Custos de Estrutura e de Un. UN (Unidade de Negócio) e SUN (Sun.

as contas classificadas com a sigla SA (sem afectação) não contam para a distribuição dos gastos indirectos. Considera-se que as diferenças de incorporação (conta 96) não são distribuídas. fazem parte do procedimento de distribuição. Por exemplo.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Negócio). 95 . em quanto que todas as outras sim.

000 -50.000 -5.820 -3.00% Ren (UNC) Alta Tensão (SUNC) 100.000 -30.506 100 4.000 -60.547 -2. de Negócio SUBN.000 -11.229 -1.000 -40.148 200 1.780 -3.297 -6.703 -13.00% 25.90% 43.700 -931 -931 -2.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Quadro 16: Repartição dos custos de Estrutura e de Un.000 -1.000 -8.00% 56.000 -10.229 -2.410 -15.00% 100.00% 15.000 -40.726 4.000 64.555 -1.243 -3.285 4.243 -2. de Negócio SUBTOTAL TOTAL Estrutura TOTAL DESVIOS SubUn.229 -3.00% 20.970 -1.200 -347 -71. Negócio UN.000 -40.603 -25.780 A distribuição dos Resultados Analíticos detalhada é apresentada no Anexo.000 -2. quadro nº3.876 4. de Negócio Estrutura Electricidade EDP (UNA) Baixa Tensão Média Tensão (SUNA1) (SUNA2) 100.153 -3.00% 44.257 -896 -53. de Negócio SUBTOTAL Un.530 -1.000 -3.189 500 1.483 Ren (UNC) Alta Tensão (SUNC) 62.726 1.193 -10.410 -5.689 Total 358.535 -4.193 -5.10% 25.150 -2.348 800 5.700 -1.298 -74. 96 .631 -2.00% 56.210 -54.100 -1.430 -1.000 -8.100 -1.215 -58.210 -1.849 2.340 -1.243 Particulares(UNB) Loteamento Gestão de s (SUNB1) Energia (SUNB2) 85.00% 15.509 10.000 -7.271 -12.703 -13.263 -10.000 6.00% Particulares(UNB) Loteamentos Gestão de Energia (SUNB1) (SUNB2) 100.560 -13.283 200 5.780 -13.000 -6.000 -225.303 400 3.150 -1.876 5.00% € Gastos Não Industriais Facturação CUSTOS DIRECTOS Mercadorias Subcontratos Mão-de-obra Máquinas e Viaturas TOTAL CUSTOS INDIRECTOS SubUn. de Negócio Estrutura RESULTADO FINAL Electricidade EDP (UNA) Baixa Tensão Média Tensão (SUNA1) (SUNA2) 82.798 -2.000 -7.831 3.606 240 6.966 -312.820 -1. de Negócio SUBTOTAL Un.00% 100.000 -45.000 65.271 8.500 -1.849 440 1.301 3.430 -2.

150 € 2. podemos construir um panorama conforme apresenta o quadro nº 17.67% 5.500 7.000 0.820 € 1.76% 49. que atinge o valor de 6.000 € 76.000 57.000/210.62% 60. sabemos que a obra está concluída em 50% (105.000 5.506 € 18. e que a margem sobre a produção efectiva é de 7.506 23.298 1.73% 1. Comparando esta percentagem com a orçamentada.90% 1.73% 1.95% 210.14% 1.64% 5.000 6.00% 210.150 2.726 € 1.14% 130.14% 1.000 € 19.500 7.24% 0 0.00% 74.00% 6.000 61.820 € 1.62% 24.000 80.000 57.726 € 1.34% Ano %Prd 85.000 5.000 € 100.76% 2.500 € 1.000 € 19. de Negócio Loteamentos.71% 60.696 € 5.202 € 28. Por exemplo sabemos que já se gastou de mão-de-obra o valor de 7.14% 13.13% 37.000 € 80.200 € 17.298 1. Quadro nº 17: Mapa de produção € FACTURAÇÂO Obra em Curso PRODUÇÃO Materiais Subcontratos Mão de Obra Máquinas e Viaturas Outras Custos Custos Directos MARGEM BRUTA SubUnidade Un.798 71.42% 11.000 € 1.14%.00 € em Janeiro de 2009.300 € 2.00% 74.00% 6.298 1.00% 20.14% 7.67% 30.000 19.24% 30.95% 0 0. 97 .95% 20.42% 24.000 € 80.19%. Do exposto.19% 1.14% 7.500 7.76% 2.000 € 23. sabemos que o orçamentado está a ser ultrapassado em 0.13% Acumulado %Prd Orçamentado %Prd 85.00% 74.000 € 100.24% 2.798 € 71.05% 1. Este raciocínio aplica-se a todas as outras rubricas. de Negócio Particulares e respectiva SubUn.820 1.798 € 71.150 € 2.05% 4. Conseguimos assim comparar como vão as margens num dado momento da Obra.7 Mapa de Produção Conjugando os dados obtidos através dos resultados analíticos com o orçamento da obra.95% 20.000 5.500.696 € 5.000 57.33% 2. Estes dados dizem respeito à Obra nº 4 (9820090004) da Un.71% Este mapa é crucial para saber o estado da obra.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 4.00% 6.000 100.000 € 100.24% 161.71% 16.05% 1.05% 0.506 € 18.202 28.202 € 28.726 1.00% 105.71% 60. e segundo a rubrica “Produção”.05% 1.24% 0 0.90% 7.95%.24% 30.42% 24.000 € 100.64% 3.05% 105.00% 0.000*100).Negócio Estrutura Custos Indirectos MARGEM LIQUIDA Mês %Prd 85.64% 5.000 7.800 € 5.05% 105.73% 4.696 5.

de Negócio. Concluindo. conhecemos o estado das Obras e o seu resultado. 98 .Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil O quadro nº17 – Mapa de produção. após o fecho mensal dos custos. que implica uma distribuição. ou mesmo Subunidade. pode ser construído através dos dados introduzidos numa Obra ou ainda pelos dados de um conjunto de obras. por exemplo da mesma Un.

afectar recursos entre as divisões de forma eficiente e atingir os objectivos da organização.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 5 Preços de Transferência Não sendo um objectivo deste trabalho a problemática dos preços de transferência. pela sua natureza. o mecanismo dos preços de transferência é tratado como o objectivo de um processo de negociação e de resolução de conflitos cuja finalidade é dupla porque está em causa. pode levantar algumas dificuldades. De destacar o grau de aceitação pela gestão de topo da eventualidade de recorrer à subcontratação parcial ou total. vejo-me forçado a aborda-la no sentido de arranjar uma solução viável para aquelas actividades internas consideradas de auxiliares. “Existem diversas posições relativamente ao problema dos preços de transferência. Numa análise organizacional/estrutural. A descentralização necessária nas grandes empresas. Para a abordagem estratégica (com um argumento económico). Nas organizações que têm uma preferência por indicadores simples. o sistema de preços de transferência não é considerado como um dispositivo técnico racional necessariamente legítimo nas ligações que dominam a organização. também é responsável pela existência de comércio no interior das organizações. a adopção de transferências internas pode não ter outro objectivo senão o de tornar possíveis as avaliações onde existe uma grande complementaridade entre entidades internas. a partilha da performance económica global da organização. a política de transferências permite: avaliar a vantagem que constitui não recorrer à subcontratação. melhorar o funcionamento de um serviço já existente. 99 . por um lado. é mais um jogo de negociação entre as partes que. Não sendo um indicador muito “visível” das arbitragens. motivar uma fábrica a reduzir os seus custos. repartir o resultado global entre divisões que concorrem para ele. a afectação interna dos recursos e. por outro lado.

vamos utilizar como exemplo o departamento de topografia.º 225.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Os centros de responsabilidade não são um fim em si mesmos. através da negociação entre as unidades “cliente” e “fornecedora” as organizações procuram uma diminuição dos custos. mas um meio que permite. Nos modelos tradicional dos preços de transferência têm particular destaque os preços de transferência baseados nos custos.2000 9 100 . A maioria das organizações utiliza o dispositivo das transferências internas para atingir conjuntamente os seguintes objectivos: uma afectação óptima dos recursos e uma avaliação do desempenho dos centros de responsabilidade e dos seus responsáveis. é apenas a utilização dos recursos que está em causa e então as empresas esperam que uma descentralização interna melhore a eficácia e eficiência na afectação dos recursos. e em segundo lugar. COELHO. em primeiro lugar. Os preços de transferência – Revista de Contabilidade e Comércio n. isto é. LVII. os objectivos de cada centro e responsabilizar os dirigentes desses centros. definir os objectivos locais. Se existe liberdade de comprar e de vender em qualquer mercado. isto é. Não existindo liberdade de transaccionar em qualquer mercado (exterior ou interior da empresa). Vol. os preços internos desempenham um papel determinante na obtenção e utilização dos recursos. motivar os responsáveis a implementarem a estratégia e a constituir uma base de remunerações e de avaliação do capital humano.” 9 Partindo para a prática. JUL. e identificar os procedimentos necessários para a obtenção de dados que deverão ser analisados para a tomada de decisões. Maria Hélder Martins. no preço de mercado ou nos preços negociados.

I M M M M M I M R M Class.UN. 101 . EST EST EST EST EST EST UN. consegue-se fazer uma avaliação do desempenho desta secção. Note-se que com a distribuição dos gastos indirectos. no mês de Janeiro de 2009 em 4.01 92.00 €.Comunicações TOP .350.A. de Desgaste Rápido TOP .Viatura AA-11-55 Facturação Interna Obras Obra nº1 T.Topografia TOP .Formação TOP .50 92.Máquinas e Viaturas TOP .C.00 € na mesma data.51 92.06. e Utens.06.000 Crédito 2000 Do exposto sabemos que foi facturada à obra nº 1 serviços prestados pelo departamento de Topografia. consideremos que foi imputada às Obras o valor de 2. Pressupondo que esta empresa adopta a política dos preços de transferência.06.03 92. baseada nos preços negociados.Ordenados TOP .06 92.350 3.000 200 600 300 250 250 2000 UN SUNA1 2.01 92.51. ou seja. Reunindo os dados acumulados dos diferentes meses em diferentes anos. em termos monetários. foi avaliado.06. Analisemos o seguinte quadro nº 18: Quadro nº 18: Preços de transferência € Conta 92.Fer. SUB.99 98 9820090001 Descrição TOP .06.06. S.000. Considera-se que a actividade deste departamento neste mês rondou os 40%. DEP TOP TOP TOP TOP TOP TOP Débito 4. e que este departamento neste mês não conseguiu cobrir os gastos do mês.06.Gastos Diversos TOP .340. o montante de 2.04 92.00 € (4.02 92. Face aos resultados à que analisar o sucedido.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil O departamento de Topografia da empresa ABC. segundo os dados introduzidos no exercício do Capítulo presente. tendo sempre em atenção as condicionantes dos preços de transferência.350 – 2000).06. o valor a ser distribuído vai ser o valor apurado do departamento. mas tendo em atenção os preços de mercado.

º 225.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 6 Bibliografia COELHO.2000 102 . Maria Hélder Martins. Os preços de transferência – Revista de Contabilidade e Comércio n. JUL. Vol. LVII.

existe um elevado desconhecimento relativamente à contabilidade analítica. De facto. os problemas e vantagens inerentes a esse processo. e as empresas ainda são geridas de uma forma rudimentar. que mais têm recorrido a novas soluções informáticas. quero destacar o consenso interno e externo (a equipa da empresa Livesolutions. no sentido de se obter informação fiável. As capacidades e formação dos recursos humanos é na maior parte das vezes deficitária e pretende-se garantir.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Conclusão Este trabalho teve como propósito caracterizar a actividade de empresas de construção civil. A metodologia de custeio proposta assentou na construção de um plano analítico em que se destacam as divisões por Unidades de Negócio e respectivas Subunidades. que controlem os meios à sua disposição. caracterizadas pela escassez de recursos. S. O mercado é cada vez mais concorrencial e a tendência é de investir em tecnologia. uma vez que absorve uma parte das insuficiências das organizações. e sem que seja condição necessária um conhecimento especializado por parte do “cliente”. a que se chegou na 103 . e os seus clientes respectivamente). São as pequenas e médias empresas (PME´s). na problemática das diferenças de incorporação e na distribuição dos custos. abrangendo conceitos e normativos e conceber uma metodologia de trabalho no que respeita à recolha de informação da contabilidade analítica. Finalizando. bastando aplicar os procedimentos propostos pelos diferentes distribuidores de software de gestão. é possível hoje em dia expor ao utilizador uma série de informação complexa. nomeadamente através de um ou vários elementos responsáveis. Com o desenvolvimento da informática. Outro aspecto que quis ressalvar foi a questão da implementação de softwares de gestão.A.

104 . Embora haja excepções. o método é muito semelhante nas diferentes empresas em que este procedimento é implementado.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil particularidade da distribuição dos gastos indirectos.

02 92.04.Existências Iniciais MAT .1 91.1.03 92.03 92.04. DEP SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST ADM ADM ADM ADM ADM DAF DAF DAF DAF DAF DAF DAF DAF COM COM COM COM COM COM DQS DQS DQS DQS DQS DQS APR APR APR APR APR TOP TOP TOP TOP 105 . da Qualidade e Segurança DQS .Comunicações COM .01.Armazém A MAT .C.02 91.04 92.04.Ordenados ADM .01.Formação ADM .50 92.03 92.05.02 92.02.Comunicações DQS .01 92.51 92.Materiais .Saídas do Período MAT .51.Custo líquido de Financiamento ADF .Custos Financeiros ADF .01 91.03.01 92.01 92.Armazém A .01.Formação TOP .04 Descrição MAT -Existências (Inventário Permanente) MAT .Armazém A .1.51.Formação ADF .Material de escritório ADF .Formação APR .06.05.02 92.04. SUB.Ordenados TOP .03 92.Entradas do Período MAT .1.Fer.Gastos Diversos COM .01 92.01.07.01 92.Fer.Materiais MAT . de Desgaste Rápido APR .03 91.Topografia TOP .50 92.Outros Custos Financeiros ADF .06.03. UN.51 92.Viatura AA-11-44 DQS -Dep.Viatura AA-11-33 COM .Gastos Diversos ADF .Gastos Diversos TOP . Administrativo e Financeiro ADF .02.06.UN.Máquinas e Viaturas COM .05 92.02.06 92.Máquinas e Viaturas ADF .51. de Desgaste Rápido DQS .02.02.Ordenados APR .01 92.03.Viatura AA-11-44 APR .04 92.01.03 92.51.04.04 92.Comunicações TOP .02 92.Ordenados DQS .07.Fer.Armazém… Centros de Custo de Estrutura e Un.01 91.02 92. Negócio ADM .04.Formação DQS . de Desgaste Rápido T.03.Comunicações ADM .02 91.Formação COM .06.05.02.05.Prospecção COM .Dep.50 92.04.Gastos Diversos ADM .Armazém A .05 92.02 92.50 92.Comunicações ADF .51 92.01 92.03.03 91.51 92. e Utens.01 92.02.Ordenados COM .1.01.04 92.02 92 92.02.01 92.05.03.Viatura AA-11-22 ADF .02.Departamento Comercial COM .Comunicações APR .1.05.50 92.05.Gastos Diversos DQS .01 92.03. e Utens. e Utens. R I I M M M I R I M M M M I M I M M M M I M M M I M I M M M M M I M I M M M M M I M I M M M M M I M M M M Class.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Anexos Quadro nº 1 -Plano Analítico desenvolvido Conta 91 91.01.Ordenados ADF .02 92.Máquinas e Viaturas ADM .02.01 92.01 92.Administração ADM .Aprovisionamento APR .Máquinas e Viaturas DQS .04 92.03 92.

03.02.50 92.Subunidade B1 SUNB1 .01.03.03.09.03.09.95 92.01.Inactividade SUNB1 .09.95 92.Comunicações UNB .Trator BB-11-24 UNA .Gastos Diversos Un.Máquinas e Viaturas TOP .Gastos Diversos SUNB2 .01.Gastos Diversos LOG . e Utens.02 92.Ordenados EPI .01.03.03 92. e Utens.02.09.02 92.01.09.02 92.50 92.Gastos Diversos UNC .01.03.09.01.09.09.51 92.Fer.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 92.02 92.09.01. e Utens.02.09.09.Comunicações SUNB1 .01.04 92.Unidade de Negócio C UNC .09.01 92.02.01 92.09.Comunicações LOG .09.Inactividade SUNA1 .Unidade de Negócio A UNA .95 92.Equip.01 92.01.01.01.02 92. e Utens. de Desgaste Rápido SUNA1 .03.Gastos Diversos SUNB1 .02. de Negócio UNA .02.01.09.95 92.03 92.09.Fer.03 92.01 92.03.Comunicações EPI .07.03.02.Comunicações UNC .03 92.01.Fer.02 92.01.07.95 92. de Desgaste Rápido UNB .Gastos Diversos SUNA2 .01.03 92.01.03.01 92.01 92.Gastos Comuns UNB . e Utens.09.03.09.09.Inactividade EPI .Ordenados LOG .07.Máquinas e Viaturas UNA .95 92.01 92.09.01.09. e Utens.Formação SUNA1 .07 92.01.07.01 92.02 92.09.95 92.08.09.03.Inactividade SUNA2 .08.02 92.02.02. e Utens.02.02.03 92.01. e Utens.Inactividade UNC .02.95 TOP .01.02.Comunicações SUNA1 .50 92. de Desgaste Rápido EPI .09.50 92.01.01.Viatura AA-11-55 LOG .08. de Desgaste Rápido UNC .09.09.01.08.Gastos Diversos UNA.02 92.Formação SUNB2 .50 92.Comunicações SUNB2 .01.01 92.09.02.02 92.09.Formação SUNA2 .Viatura AA-11-55 UNA .02.Gastos Comuns UNA .02 92. de Desgaste Rápido SUNA2 .09.Gastos Diversos SUNA1 .Logistica LOG .03 92.06.01 92.01.02.09 92.Formação LOG .Subunidade B2 SUNB2 .01.09.02.06.03 92.02 92. de Desgaste Rápido SUNB2 .02.04 92.09.Inactividade M I M I M M M M M M I M M M M M I I I M M M M I M M M I M M M M M I M M M M M I I M M M M M I M M M M M I M M M M M I M M M M M EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST TOP TOP LOG LOG LOG LOG LOG LOG EPI EPI EPI EPI EPI UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UNA UNA UNA UNA UNA UNA UNA SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UNB UNB UNB UNB UNB SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNC SUNC SUNC SUNC SUNC 106 .Comunicações UNA .Fer.03 92.50 92.Formação EPI .Fer.09.50 92.07.06.01 92.03 92.09.09.01.08.09.Subunidade A2 SUNA2 .09.Fer.09. de Desgaste Rápido SUNB1 .09.Inactividade SUNB2 .09.Comunicações SUNA2 .01 92.96 92. e Utens.02.02.09.03 92.01.01 92.02.09.51 92.01.09.07.51.02 92.02.02. de protecção individual EPI .Fer.03.51.Inactividade UNB .01.Subunidade A1 SUNA1 .02.09.Formação UNA .02.02.09.50 92.09.Fer.09.Formação SUNB1 . de Desgaste Rápido UNA .Formação UNB .Gastos Diversos TOP .Gastos Diversos UNB .02.08 92.09.Fer.Formação UNC .51.03. de Desgaste Rápido LOG .01.03.01.Unidade de Negócio B UNB.03 92.01.01.50 92.01 92.

02.01.01.06 96.05 96.06 96.04 96.02.08 96.01.05 96.02 96.Contas Reflec.02.02. dos Res.Ordenados SUNB2 .02.02.Ordenados SUNA2 . de Máquinas e Viaturas Tractor BB-11-22 Retroescavadora W Autobetoneira J Cilindro T Guincho Modelo Y Compressor Z Moto Serra D Martelo Demolidor G Tractor BB-11-22 Tractor BB-11-23 Guincho Modelo O Cilindro L Retroescavadora E Compressor Q Apur.01. Resultados de Estrutura Resultados Unidade de Negócio Obras Obra nº1 Obra nº2 Obra nº3 Obra nº4 Obra nº5 R I M M M M M M R M M M M M M M M M M M M M M R I I R M M M M M UN UN UN UN UN UN UN EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST UN UN UN UN UN UN UNA SUNA1 SUNA2 UNB SUNB1 SUNB2 SUNC LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG SUNA1 SUNC SUNA2 SUNB1 SUNB2 107 .02 98 9820090001 9820090001 9820090001 9820090001 9820090001 Diferenças de Incorporação Diferenças de Incorporação MO UNA .02.Ordenados UNB .01.03 96.01 96.01 96.01.02.01 97.01 96.03 96.Ordenados SUNA1 .14 97 97.10 96.11 96.02.07 96.07 96.Ordenados SUNB1 .02.Ordenados Difer.Ordenados UNC .01.09 96.12 96. de Anaíticos .04 96.02 96.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 96 96.02.02 96.02. de Incorp.02.13 96.02.

Negócio 92.02 ADM .Formação 92.01 ADF .Viatura AA-11-33 92.500 200 300 200 200 200 1.03.03 APR .Dep.01.01 ADM . Class. de Desgaste Rápido 92.05.000 500 500 4.06.01 MAT .Armazém A .888 7.51 TOP .04 DQS .03.02 COM .02.04.01 ADF .01 DQS .Máquinas e Viaturas 92.02.Custos Financeiros 92.01 LOG .1.04.Máquinas e Viaturas 92. SUB.05.02 ADF .51 ADM .04 DQS -Dep.04.03 DQS .Formação 92.06.50 ADF .01.Comunicações 92.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Quadro nº 2 – Exercício ponto nº 4.04.06.Comunicações 92. e Utens.Formação 92.600 1.Gastos Diversos 92.Armazém… 92 Centros de Custo de Estrutura e Un.03.04 APR .Viatura AA-11-44 92.51.01 COM .02.03 ADF .03 ADM .02.02 MAT .51.01 COM .51 ADF .280 1.04.205 500 108 .Departamento Comercial 92.04 COM .Fer.Ordenados T.02.000 200 400 200 200 2.Material de escritório 92.Administração 92.50 ADM .03.05. de Desgaste Rápido 92.Máquinas e Viaturas 92.Formação 91.51.04.UN.Viatura AA-11-55 92.05 ADF .Gastos Diversos 92.01 ADF .50 COM .01.51.1.000 200 600 300 250 250 1.Armazém A . DEP Débito Crédito SA SA SA 40.Formação 92.Custo líquido de Financiamento 92.400 2.01 ADM .03 COM .Ordenados 92.02 TOP .51.02 DQS .02.Outros Custos Financeiros 92.Viatura AA-11-44 92.02.06.Máquinas e Viaturas 92.03 COM .04 ADF .350 3.01 APR .Saídas do Período 91.Gastos Diversos 92.Gastos Diversos 92.Existências Iniciais 91.01 MAT .02 ADF .03.Comunicações 92.03 MAT .Materiais 91.Comunicações 92.01 DQS .100 6.01.05.02 ADF .1 MAT .Logistica 92. da Qualidade e Segurança 92.Ordenados 92.Viatura AA-11-22 92.05.01.01 TOP .Ordenados 92.Fer.Gastos Diversos 92.02 APR .Ordenados 92.06.Formação 92.50 TOP .51 DQS .02 MAT .000 600 200 300 180 180 2.02.Fer.Comunicações 92.04.06.3 Conta Descrição 91 MAT -Existências (Inventário Permanente) 91.04 TOP . e Utens.01 ADM . Administrativo e Financeiro 92.01 TOP .000 500 600 SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST ADM ADM ADM ADM ADM DAF DAF DAF DAF DAF DAF DAF DAF COM COM COM COM COM COM DQS DQS DQS DQS DQS DQS APR APR APR APR APR TOP TOP TOP TOP TOP TOP LOG 4.05 APR .Topografia 92.400 1.02.07.C.05.05.Armazém A . R I I M M M I R I M M M M I M I M M M M I M M M I M I M M M M M I M I M M M M M I M I M M M M M I M M M M M I M I M UN.07.1.03.51 COM .01. de Desgaste Rápido 92. e Utens.07.Gastos Diversos 92.Comunicações 91.000 300 300 1.Ordenados 92.02.06 TOP .Prospecção 92.50 DQS .Armazém A 91.Materiais .07 LOG .01.06.50 APR .Máquinas e Viaturas 92.Entradas do Período 91.03.1.03 TOP .Ordenados 92.1.Aprovisionamento 92.

Subunidade A1 SUNA1 .02.02 92.Fer. de Desgaste Rápido EPI .95 92.95 92.07. de Desgaste Rápido SUNB1 .09.03 92.01.Inactividade SUNA1 .51 92.Inactividade EPI .01 92.150 700 600 850 UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UNA UNA UNA UNA UNA UNA UNA SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UNB UNB UNB UNB UNB SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNC SUNC SUNC SUNC SUNC 1.09.Formação SUNB2 .Fer.Unidade de Negócio B UNB.09.02.01.600 400 15.09.08 92.01.03.09.03 92.03 92.02 92.000 400 600 1.09.01.09.09.02 92.01 92.95 92.96 92. e Utens.50 92.Inactividade SUNB1 .04 92.Comunicações UNC .03 92.01.02.50 92.243 400 800 900 1.09.01.01.000 8.Subunidade B1 SUNB1 .01 96.Gastos Diversos UNB .03.02.02.95 92.603 5.09. de Desgaste Rápido UNA .Inactividade SUNB2 . de Desgaste Rápido SUNB2 .01.03.02.550 500 50 1. de Desgaste Rápido UNB .01 92.01.01.01.01.09.Gastos Diversos Un.09.Ordenados M M M M M I M M M M M I I I M M M M I M M M I M M M M M I M M M M M I I M M M M M I M M M M M I M M M M M I M M M M M R I M M EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST LOG LOG LOG LOG LOG EPI EPI EPI EPI EPI 50 300 200 155 2.03.02.Fer. de Desgaste Rápido SUNA1 .02 92.Comunicações SUNA2 .01 92.Gastos Diversos SUNA1 .09.000 1.07.02 92.09. e Utens.50 92.03.Subunidade A2 SUNA2 .Unidade de Negócio A UNA .02.01.02.03.01 92.01.02. e Utens.02.09.Gastos Diversos LOG .01 92.95 92.02.01.09.01. e Utens.02.Comunicações SUNB2 .02 92.Comunicações UNA .01.09.50 92.95 92.02.02 92.03.09.Inactividade UNC .02 92.03 92.51.02.Gastos Comuns UNA .01.Gastos Diversos SUNB1 .50 92.01. de protecção individual EPI .02.000 UN UN UNA SUNA1 109 .08.09.250 1.01.09.07.04 92.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 92.02. de Negócio UNA .09.01.01.03 92.Gastos Diversos SUNA2 .02 92.02 LOG .09.02 92.09.50 92.09.01.09.Máquinas e Viaturas UNA .Gastos Diversos UNA.08.Fer. de Desgaste Rápido LOG .Formação SUNA2 .02.09.01.09.09.01 92.Inactividade Diferenças de Incorporação Diferenças de Incorporação MO UNA .03.09.09.03.09.Gastos Diversos UNC .Comunicações EPI .07. e Utens.Equip.Fer. e Utens.03 92.01.01. e Utens.Gastos Diversos SUNB2 .01 92.01. de Desgaste Rápido UNC .Ordenados SUNA1 .95 92. e Utens.50 92.03 92.09.09.09.09.03.51.Formação SUNA1 .Comunicações UNB .09 92.500 800 950 2.03.02.000 3.Inactividade SUNA2 .Fer.Gastos Comuns UNB .09.Fer.850 39.700 400 800 500 6.08.08.01 96.01.03 92.50 92.02.09.Formação SUNB1 .01.01 92.01 92.01 92.01.09.02.Ordenados EPI .01.Comunicações SUNA1 .09.Fer.500 3.Subunidade B2 SUNB2 .02.02 92.Trator BB-11-24 UNA .01.09.09.03 92.02.03.01.09.01 92.02 92.Unidade de Negócio C UNC .Formação UNC .03 92.09.03 92.07. de Desgaste Rápido SUNA2 .Comunicações SUNB1 .02.01.09.160 100 500 500 700 360 160 200 2.Inactividade UNB .01.03.02 92.95 96 96.01.860 2.09.02.Fer.03. e Utens.Comunicações LOG .08.Formação UNB .02.Viatura AA-11-55 UNA .Formação UNA .Formação EPI .02.01.143 44.Formação LOG .09.100 300 300 500 3.03.09.

02.02.Ordenados Difer.02.02.01.07 96.500 7.06 96.10 96.Ordenados SUNB1 .04 96.09 96.000 5. de Máquinas e Viaturas Tractor BB-11-22 Retroescavadora W Autobetoneira J Cilindro T Guincho Modelo Y Compressor Z Moto Serra D Martelo Demolidor G Tractor BB-11-22 Tractor BB-11-23 Guincho Modelo O Cilindro L Retroescavadora E Compressor Q M M M M R M M M M M M M M M M M M M M UN UN UN UN UN EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST SUNA2 UNB SUNB1 SUNB2 SUNC LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG 7.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 96.14 SUNA2 .000 2.01.000 5.05 96.02 96.850 200 300 800 1.Ordenados UNB .13 96.02.02.08 96. de Incorp.02.500 700 500 300 200 400 200 600 100 50 110 .02.02 96.02.02.06 96.11 96.01.01.01.01 96.02.12 96.04 96.05 96.07 96.03 96.02.02.500 6.Ordenados UNC .Ordenados SUNB2 .02.03 96.

02.05 ADF . SUB.Formação 92.000 200 400 200 200 2.01.01 ADM .Ordenados 92.Viatura AA-11-44 92.51.Gastos Diversos 92.03.01.Máquinas e Viaturas 92.01.51.02. de Desgaste Rápido 92.Dep.02 ADF .05 APR . e Utens.03.02 ADF .03.04.Comunicações 92.51 COM .04.Armazém… 92 Centros de Custo de Estrutura e Un.Comunicações 92.02.02 ADF .1.Formação 92.04.04.Máquinas e Viaturas 92.04 DQS -Dep.Viatura AA-11-33 92.1. e Utens.Comunicações 92.888 7.Máquinas e Viaturas 92.07.05.06.03 DQS .04.Custo líquido de Financiamento 92.01 DQS .02 MAT .Ordenados 92.Viatura AA-11-44 92.06.50 COM .05.02.02.03.Exercício ponto nº 4.05.Gastos Diversos 92.Fer. Class.06.51 DQS .05.Logistica 92.000 600 200 300 180 180 2.03 TOP .03.Materiais 91.06.04.03.51 ADF .350 3.1.01 MAT .Formação 92.06.1.Fer.Comunicações 92.Armazém A 91.04 COM .02 MAT .51. negócio 92.02.Ordenados 92.Armazém A .000 300 300 1.50 APR .04 TOP .04 ADF .Administração 92.Material de escritório 92.02 ADM .Formação 92.6 Conta Descrição 91 MAT -Existências (Inventário Permanente) 91. R I I M M M I R I M M M M I M I M M M M I M M M I M I M M M M M I M I M M M M M I M I M M M M M I M M M M M I M I M UN. Administrativo e Financeiro 92.01 ADF .Comunicações 92.Fer.Máquinas e Viaturas 92.Materiais .01.01 ADF .Comunicações 91.50 ADM .06.02.01 COM .205 500 111 .07.Ordenados 92.01 APR . de Desgaste Rápido 92.51.Viatura AA-11-55 92.06 TOP .Departamento Comercial 92.C.Prospecção 92.01 MAT .000 500 600 SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA SA EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST ADM ADM ADM ADM ADM DAF DAF DAF DAF DAF DAF DAF DAF COM COM COM COM COM COM DQS DQS DQS DQS DQS DQS APR APR APR APR APR TOP TOP TOP TOP TOP TOP LOG 4.Entradas do Período 91.05.03.03 APR .600 1.02.400 1. DEP Débito Crédito SA SA SA 40.02.Outros Custos Financeiros 92.02.100 6.1.Viatura AA-11-22 92.01 TOP . e Utens.03 ADM .03 COM .Ordenados 92.01.06.05. de Desgaste Rápido 92.000 200 600 300 250 250 1.01.400 2.02 DQS .01 ADM .Gastos Diversos 92.50 TOP .07 LOG .Aprovisionamento 92.01 ADM .51.01 LOG .01 COM .Armazém A .Ordenados T.Gastos Diversos 92.Armazém A .04.UN.50 DQS .Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Quadro nº 3 .51 TOP .Saídas do Período 91.Formação 92.Gastos Diversos 92.Custos Financeiros 92.01 TOP .Gastos Diversos 92.51 ADM .03 MAT .01 ADF .000 500 500 4.280 1.04 APR .Máquinas e Viaturas 92.01.03 ADF .04 DQS .01 DQS .02 TOP .Ordenados 92.02 APR .500 200 300 200 200 200 1.1 MAT .05.03 COM .02 COM .Existências Iniciais 91.Topografia 92. da Qualidade e Segurança 92.50 ADF .Formação 91.07.

Formação SUNA1 .95 92.150 700 600 850 UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UNA UNA UNA UNA UNA UNA UNA SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UNB UNB UNB UNB UNB SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNC SUNC SUNC SUNC SUNC 1.01.100 300 300 500 3.02.09.02.03 92.51 92.03 92. de Desgaste Rápido SUNA1 .01.07.02.02.09.03 92.Gastos Comuns UNB .Formação SUNB2 .02.500 3.09.500 800 950 2.Formação UNC .01 92.09.95 92.Subunidade A1 SUNA1 .01.01 92.02.000 1.03. de protecção individual EPI .09 92.Fer.Inactividade SUNB2 .09.02 92.09. de Desgaste Rápido SUNB2 .95 92.09.143 44.09.01.Fer.01.09.02 LOG . de Desgaste Rápido UNB .01.Inactividade SUNB1 .09.Gastos Comuns UNA .Fer.01.09.03 92.09.09.09.603 5.01 92.Subunidade B1 SUNB1 .Máquinas e Viaturas UNA .08 92.03.01 92.50 92.01.000 UN UN UNA SUNA1 48561 41440 3200 8800 112 .02 92.Inactividade EPI .03 92.09.000 8.03.09.50 92.09.03.03.09.02 92. de Desgaste Rápido LOG .09.01.08.09.850 39.Gastos Diversos Un.08.01 96.01.04 92.Gastos Diversos SUNB1 .01 96.02 92.01 92.02.01.09.Gastos Diversos UNA.243 400 800 900 1.07.03.02.09.51.95 92.Formação LOG .95 92.03.02.01.Fer. de Desgaste Rápido SUNA2 .Formação SUNB1 . de Desgaste Rápido UNC .01.03 92.Gastos Diversos SUNA1 .Fer.Unidade de Negócio C UNC .Inactividade Diferenças de Incorporação Diferenças de Incorporação MO UNA .Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 92.09.Inactividade SUNA2 .04 92.50 92.03 92.02 92.Comunicações SUNB1 .Ordenados M M M M M I M M M M M I I I M M M M I M M M I M M M M M I M M M M M I I M M M M M I M M M M M I M M M M M I M M M M M R I M M EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST LOG LOG LOG LOG LOG EPI EPI EPI EPI EPI 50 300 200 155 2.96 92.Subunidade B2 SUNB2 .09.02.01. e Utens.02.Comunicações SUNB2 .000 400 600 1.Inactividade UNB .03 92.01.01.03.Gastos Diversos UNC .01.08.09.01. e Utens.160 100 500 500 700 360 160 200 2.09. e Utens.02.01.01 92.03 92.09. e Utens.Gastos Diversos SUNA2 .02.01.09.01.01.51.02.Inactividade UNC .02 92.50 92.09.09.09.09.02.550 500 50 1.09.07.01.860 2. e Utens.08.01.01 92.Ordenados EPI .09.03.09. de Desgaste Rápido EPI .Comunicações SUNA2 .03.09.02 92.Equip.02 92.Fer.02. de Desgaste Rápido UNA .02.01 92.01 92.Comunicações LOG .Viatura AA-11-55 UNA . de Desgaste Rápido SUNB1 .01.03 92.50 92.Comunicações EPI .50 92.02. de Negócio UNA .02 92.Fer.02.Unidade de Negócio A UNA .50 92.Fer.02.09. e Utens.01.09.07.Gastos Diversos LOG .09.Fer.Formação SUNA2 .95 92. e Utens.700 400 800 500 6.01.02.02.Comunicações UNB .03.Subunidade A2 SUNA2 .Formação EPI .02 92.09.000 3.Formação UNA .02 92.03 92.01.Comunicações UNA .Trator BB-11-24 UNA .03.02.Comunicações UNC .01 92.09.09.02.03.01.02. e Utens. e Utens.01.600 400 15.Formação UNB .01.01 92.01.03.09.03 92.50 92.Inactividade SUNA1 .01.02.02.01.95 92.Unidade de Negócio B UNB.Ordenados SUNA1 .01 92.Gastos Diversos UNB .09.Gastos Diversos SUNB2 .09.01.01.09.95 96 96.250 1.Comunicações SUNA1 .01.02 92.09.07.08.03.02 92.

603 358.12 96.Ordenados UNC .000 82.243 59.02.229 58.000 113 . Resultados de Estrutura Resultados Unidade de Negócio Obras Obra nº1 Obra nº2 Obra nº3 Obra nº4 Obra nº5 Obras Obra nº1 Facturação Materiais Subcontratos Mão-de-Obra Máquinas e Viaturas Resultados de Estrutura Resultados Unidade de Negócio Obra nº2 Facturação Materiais Subcontratos Mão-de-Obra Máquinas e Viaturas Resultados de Estrutura Resultados Unidade de Negócio Obra nº3 Facturação Materiais Subcontratos Mão-de-Obra Máquinas e Viaturas Resultados de Estrutura Resultados Unidade de Negócio Obra nº4 Facturação Materiais Subcontratos Mão-de-Obra Máquinas e Viaturas Resultados de Estrutura Resultados Unidade de Negócio Obra nº5 M M M M R M M M M M M M M M M M M M M R M M R M M M M M R M UN UN UN UN UN EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST EST SUNA2 UNB SUNB1 SUNB2 SUNC LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG LOG 7.210 2.717 13.06 96.03 96.Ordenados SUNB1 .Ordenados Difer.07 96.02.01.07 96.200 347 2.05 96.13 96.01.652 10.02. de Anaíticos .876 3.000 5.10 96.02.02 96.04 96.01. de Incorp.02.08 96.726 3.000 62000 M 65.03 96.02.257 896 2.04 96.000 3.02.09 96.000 8.000 5.01 96.02.631 80.876 2.500 7.697 7.000 85000 M 64.Contas Reflec.298 1.811 11.Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil 96.02.000 5.505 15.06 96.14 97 97.01 97.000 82000 M 62.Ordenados UNB .371 77.000 60.970 62.02 98 9820090001 9820090001 9820090001 9820090001 9820090001 98 9820090001 9820090002 9820090003 9820090004 9820090005 SUNA2 .850 200 300 800 1.Ordenados SUNB2 .05 96.000 40.494 6.500 1.02.500 700 500 300 200 400 200 600 100 50 7200 2240 5600 8000 6400 7121 240 360 960 1800 840 600 101 360 240 480 240 720 120 60 EST UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN UN SUNA1 SUNC SUNA2 SUNB1 SUNB2 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNA1 SUNC SUNC SUNC SUNC SUNC SUNC SUNC SUNC SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNA2 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB1 SUNB2 339.02.02.02.000 30.02 96.500 6.02.000 50.000 65000 M 85. dos Res.000 7. de Máquinas e Viaturas Tractor BB-11-22 Retroescavadora W Autobetoneira J Cilindro T Guincho Modelo Y Compressor Z Moto Serra D Martelo Demolidor G Tractor BB-11-22 Tractor BB-11-23 Guincho Modelo O Cilindro L Retroescavadora E Compressor Q Apur.301 3.000 11.01.000 2.11 96.01.

Contabilidade Analítica em empresas de Construção Civil Facturação Materiais Subcontratos Mão-de-Obra Máquinas e Viaturas Resultados de Estrutura Resultados Unidade de Negócio UN UN UN UN UN UN UN SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNB2 SUNB2 64000 4.726 2.000 45.215 1.340 1.530 114 .000 8.

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