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Lei Orgânica da Polícia Civil de Minas Gerais

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Norma:LEI 5406 1969 Data: 16/12/1969 Ementa

Origem: LEGISLATIVO

CONTEM A LEI ORGANICA DA POLICIA CIVIL DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Relevância LEGISLAÇÃO BÁSICA Fonte PUBLICAÇÃO - MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 17/12/1969 PÁG. 5 COL. 1 MICROFILME 178 REPUBLICAÇÃO - MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 18/12/1969 PÁG. 5 COL. 1 MICROFILME 178 RETIFICAÇÃO - MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 08/01/1970 PÁG. 5 COL. 1 MICROFILME 178

Vide DECRETO 12503 1970 / ART. 3 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 11/03/1970 PÁG. 5 COL. 3 ALTERAÇÃO ART. 127; ANEXO I

DECRETO 12608 1970 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 30/04/1970 PÁG. 4 COL. 4 REGULAMENTAÇÃO ART. 8; 221

DECRETO 12686 1970 / ART. 1 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 22/05/1970 PÁG. 8 COL. 3 REGULAMENTAÇÃO ART. 128

DECRETO 13026 1970 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 29/09/1970 PÁG. 5 COL. 5 LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART. 8; 221

DECRETO 13026 1970 / ART. 3 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 29/09/1970 PÁG. 5 COL. 5 ALTERAÇÃO ART. 213 INCISO II

DECRETO 13441 1971 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 27/02/1971 PÁG. 5 COL. 1 REGULAMENTAÇÃO PARCIAL

DECRETO 13524 1971 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 12/03/1971 PÁG. 8 COL. 3

MOVIMENTAÇÃO DE PESSOAL ANEXO I E II

DECRETO 13973 1971 / ART. 2 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 22/10/1971 PÁG. 5 COL. 4 REGULAMENTAÇÃO ART. 59; 127

DECRETO 14100 1971 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 30/11/1971 PÁG. 5 COL. 1 REGULAMENTAÇÃO ART. 8; 206

LEI 5853 1971 / ART. 1 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 17/12/1971 PÁG. 5 COL. 1 ALTERAÇÃO ART. 82

DECRETO 14365 1972 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 09/03/1972 PÁG. 5 COL. 4 REGULAMENTAÇÃO ART. 8; 206; 213

LEI 5980 1972 / ART. 1 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 12/09/1972 PÁG. 5 COL. 1 ALTERAÇÃO ART. 80 INCISO VIII; 82; 87; PARÁGRAFO ÚNICO; 113 E 114 99 PARÁGRAFO ÚNICO; 112

LEI 6226 1973 / ART. 4 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 08/12/1973 PÁG. 9 COL. 2 ALTERAÇÃO ANEXO II

3 COL.15/10/1975 PÁG. 1 ACRÉSCIMO ART.15/08/1979 PÁG. 6 COL. 1 ALTERAÇÃO ANEXO II LEI 6640 1975 / ART. 1 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 4 COL. 7 COL.LEI 6499 1974 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO .20/12/1980 PÁG.28/12/1978 PÁG. 128 DECRETO 21101 1980 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 5 REVIGORAÇÃO ART. 12 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 3 REGULAMENTAÇÃO ART.05/12/1974 PÁG. 6 COL. 82 PARÁGRAFOS 1 E 2 DECRETO 19271 1978 / ART.13/09/1980 PÁG. 4 . 4 COL.29/06/1978 PÁG. 128 DECRETO 20002 1979 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 123 DECRETO 19680 1978 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 2 REGULAMENTAÇÃO ART. 2 REGULAMENTAÇÃO ART. 128 DECRETO 20829 1980 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 5 COL.

127 INCISO I PARÁGRAFO ÚNICO. 113 DECRETO 27297 1987 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 6 COL.06/05/1989 PÁG. 8 ITEM I LEI COMPLEMENTAR 23 1991 / ART. 7 .01/06/1989 PÁG.24/04/1981 PÁG. 1 LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART. 3 COL.29/08/1987 PÁG. 127 INCISO III ALÍNEA J LEI 8181 1982 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 1 ALTERAÇÃO ART. 1 LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART. 128 LEI 7922 1981 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 8 LEI 9769 1989 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 1 COL. 8 INCISO III DECRETO 29486 1989 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 127 INCISO III ALÍNEA J DECRETO 32927 1991 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO .01/05/1982 PÁG. 1 ALTERAÇÃO DE DENOMINAÇÃO ART. 2 ALTERAÇÃO DE DENOMINAÇÃO ART.LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART. 2 COL. 3 COL. 1 ALTERAÇÃO ART. 3 COL.04/10/1991 PÁG.

1 ALTERAÇÃO ART. 4 COL.MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO .27/12/1991 PÁG. 2 REGULAMENTAÇÃO TOTAL DECRETO 43279 2003 / ART. 1 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 2 LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART. 103 LEI 11180 1993 / ART. 1 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 1 LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART.11/08/1993 PÁG. 33 COL. 3 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 127 INCISO I EMENDA À CONSTITUIÇÃO 52 2001 / ART. 1 REVOGAÇÃO ART. 1 COL. 81 LEI DELEGADA 45 2000 / ART.27/07/2000 PÁG.29/12/2001 PÁG. 4 LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART.23/04/2003 PÁG. 19 DECRETO 43279 2003 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 20 COL. 1 COL. 4 COL.30/01/2003 PÁG. 2 LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART. 45 COL. 78 LEI DELEGADA 101 2003 / ART.23/04/2003 PÁG. 1 MINAS GERAIS DIÁRIO DO LEGISLATIVO . 17 . 56 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO .

26/09/2003 PÁG. 1 LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART.11/08/2004 PÁG. 10 DECRETO 43661 2003 / ART. 1 LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART. 22 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 3 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO .22/11/2003 PÁG.12/08/2004 PÁG. 8 DECRETO 43852 2004 / ART.12/08/2004 PÁG.09/01/2004 PÁG. 4 COL. 3 COL.DECRETO 43613 2003 / ART. 20 INCISO VII DECRETO 43852 2004 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 1 COL. 20 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 1 LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART. 1 LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART. 2 COL. 3 COL. 1 LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART. 206 PARÁGRAFO 1 . 4 COL. 3 COL.12/08/2004 PÁG. 104 LEI 15301 2004 / ART. 10 DECRETO 43852 2004 / ART. 13 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 2 LEGISLAÇÃO RELEVANTE LEI COMPLEMENTAR 74 2004 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 51 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 1 ALTERAÇÃO ART.

11 PARÁGRAFO ÚNICO DECRETO 44172 2005 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 217 .26/07/2005 PÁG. 1 COL. 2 COL.13/12/2005 PÁG.LEI COMPLEMENTAR 84 2005 / ART. 42 MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO . 1 LEGISLAÇÃO RELEVANTE ART. 1 ACRÉSCIMO ART.

QUADRO DE PESSOAL. POLICIA CIVIL.LEI ORGANICA. MOTORISTA. DIRETOR DE ENSINO POLICIAL. QUADRO DE PESSOAL. ALTERAÇÃO. REGIME DE TRABALHO. INCLUSÃO. EQUIPARAÇÃO. PRISÃO ADMINISTRATIVA. QUADRO DE PESSOAL. RADIO OPERADOR. POLICIA JUDICIARIA. DELEGADO DE POLICIA. CRIAÇÃO. SUPERINTENDENTE DE POLICIAMENTO CIVIL. SUBINSPETOR DE DETETIVES. ASSESSOR DE SECRETARIO DE ESTADO. CARGO PUBLICO. VENCIMENTOS. REMUNERAÇÃO. SUBORDINAÇÃO. DELEGADO REGIONAL DE POLICIA. CHEFE DE SEÇÃO. CARGO PUBLICO. PENALIDADE. PRISÃO ESPECIAL. CORREGEDOR GERAL DE POLICIA. CHEFE DE CARTORIO. POLICIA CIVIL. FISCAL DE TURMA DE TRANSITO. CARCEREIRO. DEFINIÇÃO. AUTORIDADE POLICIAL. (SSPMG). CODIGO. REMOÇÃO. POLICIA CIVIL. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA. ACESSO. CARATER PROVISORIO. INFRAÇÃO. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. ATIVIDADE POLICIAL. MANUTENÇÃO. QUADRO DE PESSOAL. FERIAS. SEGURANÇA PUBLICA. POLICIA CIVIL. CARGO PUBLICO. SERVIÇO. POLICIA CIVIL. POLICIA CIVIL. SUBSTITUIÇÃO. OBJETIVO. . CRIAÇÃO. INSPETOR GERAL. IDENTIFICAÇÃO. DIRETOR DE ESTABELECIMENTO DE ENSINO MEDIO. ESPECIFICAÇÃO. COMPETENCIA. SERIE DE CLASSE. CHEFE DE SERVIÇO. CARGO EM COMISSÃO. JURISDIÇÃO. PENSÃO ESPECIAL. (SSPMG). NORMAS. INSPETOR DE TRANSITO. RADIO OPERADOR. ATIVIDADE POLICIAL. SUSPENSÃO. EXERCICIO. PROMOÇÃO. ORDEM. COMPOSIÇÃO. INGRESSO. EXECUTIVO. REGULAMENTO DISCIPLINAR. DECLARAÇÃO DE BENS. ORGÃOS. CRITERIOS. ORGANIZAÇÃO. POLICIA CIVIL. COMPETENCIA. POLICIA CIVIL. CHEFE DE DISTRITO DE TRANSITO. POLICIAMENTO. COMPOSIÇÃO. VIGILANCIA. FOTOGRAFO. SUBINSPETOR DE POLICIAMENTO DA GUARDA CIVIL. TEMPO DE SERVIÇO. SECRETARIO DE ESTABELECIMENTO DE ENSINO MEDIO. POLICIA CIVIL. SERVIÇO. GOVERNADOR. SIMBOLO. FOTOGRAFO. TRANSITO. CHEFE DE DEPARTAMENTO. CARGO PUBLICO. INSPETOR DE DIVISÃO DE POLICIAMENTO DA GUARDA CIVIL. COMPETENCIA. QUADRO DE PESSOAL. CRITERIOS. APOSENTADORIA. ASSISTENCIA MEDICO HOSPITALAR. PORTE DE ARMA. OBJETIVO. CONTAGEM. INFORMAÇÕES. SUPERINTENDENTE DE TECNICA POLICIAL. CARGO PUBLICO. COMPETENCIA. ANEXO. QUADRO DE PESSOAL. MOTORISTA. DISPOSITIVOS. COMPETENCIA. IMPEDIMENTO. CARGO PUBLICO. DEPARTAMENTO. DIREITO DE PETIÇÃO. SUBSTITUIÇÃO. ASSISTENCIA MEDICO HOSPITALAR. POLICIA CIVIL. GUARDA CIVIL. INSPETOR DE POLICIAMENTO DA GUARDA CIVIL. POLICIA CIVIL. TRANSFERENCIA. SEGURANÇA. INCOMPATIBILIDADE. ATIVIDADE POLICIAL. ATIVIDADE POLICIAL. DIVISÃO TERRITORIAL. DEFINIÇÃO. POLICIA CIVIL. INSPETOR DE DETETIVES. LICENÇA. QUADRO GERAL.

Art. QUADRO DE PESSOAL. INCLUSÃO. III . II . IV . 4º . AUTORIZAÇÃO.A Polícia Civil do Estado de Minas Gerais compõe-se dos órgãos policiais civis da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Catálogo POLICIA CIVIL. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA.proteção à vida e aos bens. no território do Estado. 2º . em seu nome.Esta Lei dispõe sobre a organização da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais e sobre o regime jurídico de seu pessoal. 3º .A Polícia Civil do Estado de Minas Gerais é subordinada à autoridade do Governador do Estado e organizada de acordo com os princípios da hierarquia e da disciplina. Art. Texto Atualizado Contém a Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais. Estrutura Básica e Competências TÍTULO I Objetivo Art. sanciono a seguinte lei: LIVRO I Disposições Preliminares Art. 1º . EXECUTIVO.Observadas as normas específicas e a competência da União. civis e militares. CREDITO SUPLEMENTAR.apuração das infrações penais. ABERTURA. (SSPMG). em assuntos de Segurança Interna. LIVRO II Objetivo. PESSOAL. O Povo do Estado de Minas Gerais. decretou e eu. a Polícia Civil tem por objetivo. TÍTULO II . EXECUTIVO. exercício da polícia judiciária e cooperação com as autoridades judiciárias. por seus representantes.preservação da ordem e da moralidade pública. o exercício das funções de: I .preservação das instituições político-jurídicas.QUADRO GERAL.

solicitará sua .Assessoria de Planejamento e Controle. IV . 5º . II .Superintendência de Polícia Judiciária e Correições. na medida da conveniência e interesse dos serviços policiais civis e visando à sua maior eficácia. do art. atribuição e subordinação.extinguir cargos e alterar-lhes a denominação e atribuições.Conselho Superior de Polícia Civil.São Órgãos Superiores da Polícia civil: I .Superintendência de Técnica Policial. III . Parágrafo único . à técnica policial e às impugnações de nomes de cidadãos indicados para cargos policiais. II .O Conselho Superior da Polícia Civil poderá se subdividir. por decreto. entre eles os referentes ao regime disciplinar. II .instituir novos órgãos. III . 5º. IV. fixará a estrutura e as atribuições dos órgãos a que se referem os artigos 6º e 7º.Estrutura Básica Art. bem como definirá aqueles compreendidos no item III. o Poder Executivo. II .Órgãos de Assessoramento.Academia de Polícia Civil de Minas Gerais. para isso podendo: I . IV .Superintendência de Policiamento Civil do Estado. em órgãos específicos.Órgãos Superiores da Polícia. mediante mensagem à Assembléia Legislativa. 6º . III .extinguir órgãos ou modificar-lhes a denominação.Conselho Estadual de Trânsito. Art.Quando não houver cargos de direção e chefia em número e nível correspondentes aos órgãos da Secretaria de Estado da Segurança Pública.alterar a localização geográfica de órgãos. Art.Gabinete do Secretário.Observado o disposto nesta Lei. o Poder Executivo. III . Art.Órgãos de Apoio.A Secretaria de Estado da Segurança Pública tem a seguinte estrutura básica: I . conforme regulamento. 7º . Parágrafo único . 8º .Os Órgãos de Assessoramento são: I .

IV .examinar ou elaborar atos normativos pertinentes ao serviço policial civil do Estado. a que competirá. VI .julgar.opinar sobre a organização ou reorganização dos serviços policiais civis. exceto demissão.planejar o desenvolvimento dos serviços de Segurança e Ordem Pública no âmbito da Secretaria. verificação e apuração de delitos.criação. de relações públicas e de orientação juridico-legal. impor penalidades.examinar ou elaborar estudos sobre a alteração das normas relativas ao regime jurídico do pessoal da Polícia Civil. III . podendo. por delegação do Secretário. ainda. o Secretário será assessorado pelo Conselho Superior da Polícia Civil. por delegação do Secretário ou solicitação do órgão de correição administrativa da Polícia Civil.No exercício da supervisão dos órgãos da Secretaria de Estado da Segurança Pública. SEÇÃO II Conselho Superior da Polícia Civil Art. de coordenação político-administrativa. a impugnação apresentada contra nomeação de delegados e subdelegados de polícia municipais e respectivos .opinar sobre localização de unidades da Polícia Civil e propor planos de lotação ou remanejamento de delegados de polícia. II . TÍTULO III Competências CAPÍTULO I Órgãos de Assessoramento SEÇÃO I Gabinete do Secretário Art.O Gabinete é o Órgão de assistência direta ao Secretário em matéria de representação social e política. 10 . além do mais que lhe for designado em decreto: I . IX . por delegação. VIII . e conhecer de recursos contra decisão sua. 9º . as faltas cometidas por servidor policial civil. VII . para efeito de promoção.estudar e propor inovações nos recursos técnicos e materiais aplicáveis à prevenção. V .julgar.compatibilizar os critérios legais ou regimentais e elaborar a classificação dos servidores da Polícia Civil.

13 . em todo o território do Estado. quando exonerado.os dirigentes dos Órgãos Superiores da Polícia Civil. fixa normas gerais e especiais para a polícia judiciária a administrativa e realiza levantamento das estatísticas policiais. não houver preenchido os requisitos legais para a aposentadoria. Parágrafo único. para os assuntos designados ao Estado pela legislação federal sobre trânsito. (Parágrafo acrescentado pelo art. com a função de Coordenador do Conselho.examinar e opinar sobre assuntos relacionados com o provimento e vacância dos cargos indicados no item anterior.) SEÇÃO III Conselho Estadual do Trânsito Art. 42 da Lei Complementar nº 84. X . III .O Conselho Superior da Polícia Civil é presidido pelo Secretário de Estado da Segurança Pública e são seus membros: I . Poderá ter assento no Conselho Superior da Polícia Civil. CAPÍTULO II Órgãos Superiores da Polícia Civil SEÇÃO I Superintendência de Polícia Judiciária e Correições Art. de interesse da Secretaria. II .um Delegado. competindo-lhe a execução de serviços de organização racional de trabalho. na Administração Estadual. de 25/7/2005. 11 . a fiscalização dos trabalhos da Polícia Civil e demais repartições subordinadas à Secretaria de Estado da Segurança Pública. SEÇÃO IV Assessoria de Planejamento e Controle Art. o Delegado-Geral de Polícia que tiver exercido o cargo de Chefe da Polícia Civil e que.A Superintendência de Polícia Judiciária e Correições exerce. criminais e conexas. coordenação e controle financeiro. a critério do Governador do Estado.A Assessoria de Planejamento e Controle é o órgão de planejamento administrativo da Secretaria. até a data de sua aposentadoria. designado Delegado-Assistente do Secretário.o dirigente da Assessoria do Planejamento e Controle. .suplentes. 12 . 14 . orçamento e orientação. Art.O Conselho Estadual do Trânsito é o órgão normativo.

bem como promover cursos. concursos. 19 .A Superintendência de Polícia Judiciária e Correições é dirigida pelo Corregedor Geral de Polícia.) CAPÍTULO I . predominantemente. a que incumba.O regulamento disporá sobre as atribuições do Secretário de Estado de Segurança Pública. por Decreto. apurar as infrações penais e sua autoria. 18 . contabilidade. SEÇÃO III Superintendência de Técnica Policial Art. SEÇÃO II Superintendência do Policiamento Civil Art. SEÇÃO IV Academia de Polícia Civil de Minas Gerais Art.A Superintendência de Técnica Policial exerce a supervisão. 16 . e exames de seleção para o provimento de cargos de natureza estritamente policial civil. incluindo as atribuições especiais enumeradas nos Capítulos deste Título. TÍTULO IV Atribuições Art. pessoal. 15 . (Vide art. 3º da Lei Delegada nº 101.Os Órgãos de Apoio se incumbem de atividades de administração de material. patrimônio. obedecida a legislação específica. no Estado. finanças e serviços gerais e são estruturados. inclusive as Delegacias Regionais de Polícia. CAPÍTULO III Órgãos de Apoio Art. bem como realiza pesquisas científicas destinadas ao seu aprimoramento. em base departamental.A Academia de Polícia Civil de Minas Gerais tem por finalidade ministrar cursos técnico-profissionais e de grau médio e superior aos servidores policiais. bem como presidir os atos processuais nos termos da legislação específica. de 29/1/2003. 17 . dos titulares de cargos de direção e chefia da Secretaria de Estado da Segurança Pública e dos agentes policiais civis. das atividades de Polícia Civil relacionadas com as perícias técnicas.A Superintendência do Policiamento Civil é representada pelo conjunto de órgãos da Secretaria com atividades específicas de policiamento. identificação e medicina legal.Parágrafo único .

20 . IX . a título precário. XI .praticar atos de Polícia Judiciária e Administrativa e deferi essa incumbência a qualquer delegado.expedir ordens e instruções de serviços às autoridades policiais e repartições da Secretaria da Segurança Pública. caso em que lhe cabe representar ao Secretário. sobre crimes e contravenções da competência de outra delegacia. inclusive de chefias. VII . e.ampliar a competência e jurisdição de qualquer delegado de polícia de carreira ou delegado especial para os casos de Polícia Judiciária. IV . II .decidir conflitos de jurisdição e competência entre autoridades que lhe sejam direta ou indiretamente subordinadas. em caráter . III . (Vide art. bem como quaisquer inquéritos para fins de correição. exceto quanto aos componentes do Conselho Superior de Polícia e dirigentes superiores dos demais órgãos de assessoramento e de apoio. mediante aprovação do Secretário.ordenar a suspensão preventiva dos servidores da Secretaria de Estado da Segurança Pública.São atribuições do Corregedor Geral de Polícia: I . X . XIII . cuja expedição não esteja claramente disciplinada em leis e regulamentos. 51 da Lei nº 15301. por ordem do Secretário.determinar o cancelamento das notas.avocar. na forma de leis e regulamentos. sem prejuízo da competência estatutária dos demais chefes.avocar atribuições dos órgãos da Superintendência e a jurisdição de qualquer delegado. V .dirigir a Superintendência de Polícia Judiciária e Correições de modo que assegure a realização de seus objetivos. inclusive as de ordem administrativa. XII . e atendendo à peculiaridade de cada caso. VI . as retificações de nome e a feitura de qualquer documento nos órgãos da Secretaria.) VIII .Corregedor Geral de Polícia Art.determinar a instauração de processos administrativos através das Comissões Permanentes Processantes ou designar os componentes das comissões especiais. quando necessário. nos termos regulamentares.atribuir a qualquer delegado a instauração de inquéritos e processos. em serviço de correição e sempre que constatar irregularidades de natureza grave. a competência de qualquer chefe de órgão da Secretaria de Estado da Segurança Pública. penas disciplinares a qualquer ocupante de cargo ou função de natureza estritamente policial e demais servidores da Secretaria.determinar as correições gerais e parciais e a inspeção das repartições da Secretaria. de 10/8/2004. podendo assumir o exercício da respectiva chefia.impor.

CAPÍTULO II Superintendente de Policiamento Civil Art. bem como deles exigir. periodicamente. VI propor ao Secretário as medidas que julgar convenientes ao . imediata e diretamente. qualquer autoridade policial ou servidor da Secretaria.incumbir qualquer autoridade policial do Estado das diligências necessárias à apuração de infrações.resolver. comunicando as primeiras ao Corregedor Geral de Polícia. 21 .inspecionar. em nome do Secretário da Segurança Pública. do delegado municipal. quando necessário e atendendo às circunstâncias peculiares a cada caso. em razão de sua função corregedora.São atribuições do Superintendente de Policiamento Civil: I . em ordem de precedência. XVI . sendo-lhes reconhecida a condição de Subcorregedores. Art.propor ao Secretário a movimentação dos escrivães e escreventes e.convocar. XIV . independente de requisição. XV . necessariamente. para abranger municípios vizinhos. IV .opinar. 22 .excepcional. a competência de qualquer chefe de órgão que lhe for subordinado. visando a ajustá-los a critérios unificados de orientação e ação policial civil. sobre despacho de autoridade policial que indeferir o pedido de abertura de inquérito. o Corregedor Geral de Polícia indicará seus substitutos automáticos. de forma a assegurar a continuidade de ação policial. sem prejuízo da competência do Corregedor Geral de Polícia. os órgãos policiais subordinados. a quem de direito. quaisquer informações julgadas necessárias. para casos de correição. XVII . de inquéritos e processos cuja instauração determinar. conforme se dispuser em regulamento. sobre os atos normativos a serem submetidos ao Secretário. a remoção de qualquer autoridade e demais servidores da Secretaria.avocar. II .avocar inquérito a cargo de qualquer autoridade policial que lhe for subordinada. mandando lavrar termo em que se consignem anotações sobre irregularidades porventura encontradas ou elogios cabíveis. III . V . sobre o encaminhamento.decidir. ampliando inclusive a sua competência e jurisdição mediante aprovação do Secretário. podendo assumir o exercício da respectiva chefia a título precário e submetendo imediatamente seu ato à consideração e aprovação do Secretário.Dentre os chefes dos órgãos integrantes da Superintendência de Polícia Judiciária e Correições. em grau de recurso.

propor ao Secretário as medidas aperfeiçoamento dos serviços técnico-policiais.promover a movimentação dos ocupantes das carreiras técnico-policiais entre os órgãos subordinados e as delegacias regionais de polícia. V .promover a distribuição do pessoal do Corpo de Detetives e propor ao Secretário a movimentação dos Delegados de Polícia. podendo assumir o exercício da respectiva chefia. CAPÍTULO IV Delegado de Polícia Art. o Delegado de Polícia dispõe dos serviços técnico-científicos da Polícia Civil e dos servidores policiais a ele subordinados. as funções que lhe forem determinadas. os serviços de técnica policial a cargo dos órgãos II . submetendo imediatamente seu ato à consideração e aprovação do Secretário. pena disciplinar de suspensão a qualquer ocupante de cargo subordinado à Superintendência.impor. sem prejuízo da competência estatutária dos demais chefes. o auxílio de elementos dos diversos órgãos policiais. tendo em vista a necessidade do serviço. pena disciplinar de suspensão a qualquer ocupante de cargo subordinado à Superintendência. a competência de qualquer chefe de órgão que lhe for subordinado. inclusive a chefia. III . de acordo com a necessidade do serviço. podendo requisitar.praticar atos de polícia judiciária e administrativa e exercer. além das funções de direção. em qualquer parte do Estado.aperfeiçoamento dos serviços policiais. IX . 25 . nos termos regulamentares. CAPÍTULO III Superintendência de Técnica Policial Art. a título precário. Art. orientação.Ao Delegado de Polícia.superintender subordinados. quando necessário. que julgar convenientes ao IV .impor. nos termos regulamentares.São atribuições do Superintendente de Técnica Policial: I . VII . VIII . coordenação e controle das atividades atinentes aos serviços policiais afetos à . por ordem do Secretário. 23 . sem prejuízo da competência estatutária dos demais chefes. inclusive chefias. quando necessário e atendendo às circunstâncias peculiares a cada caso. 24 .Para o desempenho de suas funções.O Delegado de Polícia é a autoridade responsável pela direção e o regular funcionamento da unidade policial em que tenha exercício.avocar. 26 . Art.

avocar. a correições gerais e parciais nas delegacias subordinadas.zelar pelo entrosamento indispensável à atuação integrada de todos os órgãos da segurança interna.unidade policial de sua jurisdição. a seu critério. quando for o caso. periodicamente ou sempre que necessário.assumir. CAPÍTULO V Delegado Regional de Polícia Art. no exercício da função de delegado especial. do Regulamento aprovado pelo Decreto número 11.636.São subordinados ao Delegado Regional de Polícia. quando conveniente. quando conveniente. IV .proceder. Parágrafo único . observado o disposto no artigo 655 e seus parágrafos. 28 . compete: I . a quem de direito. exercer vigilância constante sobre os que possam atentar contra o bem-comum e zelar pelo aprimoramento dos métodos e processos policiais. V .determinar a captura de infratores. inquéritos presididos por autoridades que lhes forem subordinadas. III . submetendo imediatamente o seu ato à consideração e aprovação do Secretário da Segurança Pública. IV .dirigir. funcional e hierarquicamente os delegados municipais e subdelegados e delegados de polícia de carreira que tenham exercício no território de jurisdição da respectiva Delegacia Regional.A subordinação do oficial da Polícia Militar. VI . as medidas necessárias à sua efetivação.praticar atos tendentes à realização do bem-estar geral e à garantia das liberdades públicas.autorizar e fiscalizar o funcionamento de casas de jogos e de diversões públicas. requisitando.cumprir e fazer cumprir ordens emanadas de seus superiores hierárquicos e das autoridades judiciárias. de acordo com as instruções da autoridade corregedora. Art. direta. no âmbito de sua jurisdição.avocar. será apenas funcional.supervisionar e fiscalizar o policiamento executado pelos órgãos da Polícia Civil. 27 .Compete ao Delegado Regional de Polícia. II . V . coordenar e controlar atividades pertinentes aos serviços executados por servidores policiais em sua região. a direção de qualquer Delegacia da Região. inquéritos presididos por quaisquer autoridades policiais que lhe forem subordinadas. orientar. além das atribuições comuns ao delegado de Polícia: I . III . nos termos da legislação em vigor. II . de .

Art. 31 . terão organização própria e direção administrativa centralizada.Os Órgãos Superiores de Polícia Civil e os Órgãos de Assessoramento devem permanecer liberados de rotinas de execução e das tarefas de mera formalização de atos administrativos para que possam concentrar-se nas atividades de planejamento. local ou regionalmente. quer quanto ao concurso de ações.A execução das atividades de administração específica de Polícia Civil será preponderantemente descentralizada. Art. no cumprimento de suas missões específicas. independentemente de requisição.Os Órgãos de Apoio. comum a todos os órgãos. e da exclusiva responsabilidade do respectivo órgão. ficarão subordinados. 30 .Em situação de emergência. a Polícia de Informações e Segurança e o Policiamento e Fiscalização de Trânsito. mutuamente. supervisão.Os policiais de todos os Órgãos se apoiarão. a natureza das funções e a procedência das ações. 32 . Art. critérios e princípios que os serviços responsáveis pela execução sejam obrigados a respeitar. Art. 33 . além de outros que decorram de análises objetivas.Os integrantes de qualquer órgão policial civil. Art. respondendo pelos abusos de autoridade que cometer. de Ordem e Vigilância. o Policiamento Civil.29 de janeiro de 1969. coordenação e controle e no estabelecimento de normas. quer quanto à tronca de informações de interesse para os respectivos serviços. Parágrafo único .São princípios gerais para a coordenação dos serviços policiais.Os serviços incumbidos do exercício de atividade de administração específica colocam-se sob orientação normativa e supervisão técnica do competente Órgão Superior de Polícia Civil. para execução de atos indispensáveis ao serviço. o responsável por serviço ou ação policial poderá solicitar e deverá receber ajuda de policiais de qualquer órgão. Art. 29 . funcional e disciplinarmente.A estrutura dos serviços dos Órgãos Superiores de Polícia Civil será estabelecida segundo as normas estatuídas nesta lei. sem prejuízo de sua eventual subordinação a outro organismo. Art. ao Delegado . LIVRO III Normas para a organização interna da Polícia Civil TÍTULO I Serviços Policiais Civis em geral Art. para o atendimento dos objetivos correspondentes às atividades de administração específica. em função de estrutura administrativa. postos à disposição das Delegacias de Polícia. relacionadas com a Polícia Judiciária. 35 . 36 . 34 .

41 . 40 . Art.ação de presença nos recintos ou locais de possíveis ocorrências policiais.cumprimento de mandados judiciais de prisão.os registros e atestados policiais e demais atos previstos no Código de Processo Penal ou em leis especiais.a instauração e realização de inquéritos e processos de sua competência. para as providências necessárias.a triagem e a custódia de suspeitos de infrações penais.A Polícia Judiciária compreende: I . CAPÍTULO I POLÍCIA JUDICIÁRIA Art. sob orientação e coordenação das autoridades superiores. V .as diligências policiais e os atos de investigação de infrações penais (crimes e contravenções) e de identificação de seus autores e co-autores.A execução da Polícia Judiciária cabe. precipuamente. Art. os órgãos que a servem deverão atuar integrada e harmonicamente em regime de colaboração permanente e recíproca.No desempenho de suas atribuições. aos Delegados de Polícia. III .Considera-se unidade policial a área de jurisdição do Delegado de Polícia com os respectivos prédios. II .lavratura de auto de prisão em flagrante. no campo da aplicação da lei penal e processual.A Polícia Judiciária tem a seu cargo.Compete à Polícia Judiciária praticar todos os atos administrativos e policiais necessários ao desempenho de suas atribuições.Na unidade policial. para o seu pronto atendimento. VII . busca. informando uns aos outros as diligências ou operações a se realizarem e evitando ações isoladas que prejudiquem a eficiência do serviço. § 1º . VI . enquanto durar a relação. além dos registros e fiscalização de natureza regulamentar. comparecerão ao local de crime e praticarão as . 37 . nos limites de suas jurisdições. as investigações criminais e o auxílio à Justiça. IV . a apuração das infrações penais. Parágrafo único . Parágrafo único . em todo o Estado. apreensão e demais ordens de Justiça.de Polícia respectivo. 39 . Art. 38 . equipamentos e serviços da Polícia Civil nela integrados ou postos à sua disposição.Os atos da Polícia Judiciária serão fiscalizados direta ou indiretamente pelo Corregedor Geral de Polícia. Art. os delegados de polícia e seus auxiliares far-se-ão presentes nos recintos ou locais de possíveis ocorrências policiais.

tomada de providências imediatas nos casos de acidentes e outras ocorrências.desenvolvimento de programa de educação junto ao público em geral.a manutenção dos pontos de controle e patrulha do trânsito.a coleta de dados para a organização do serviço e o mapeamento de informações relativas às principais causas dos acidentes.Ao Delegado de Polícia. administrar a Delegacia. bem como requisitar. quando for o caso. § 2º .a vistoria nos veículos. para a verificação das condições mínimas de segurança a serem satisfeitas. V . nos termos da legislação específica. solucionar ocorrências policiais de sua alçada.verificação e autuação de infrações e apresentação do infrator à autoridade policial competente. pessoal necessário às diligências policiais na esfera de suas atribuições. mediante convênio com autoridades federais e municipais. bem como cooperar com as . valendo-se. II . receber reclamações. CAPÍTULO II POLICIAMENTO E FISCALIZAÇÃO DE TRÂNSITO Art.As atividades do policiamento e fiscalização do trânsito serão exercidas por integrantes de todos os órgãos policiais. III .O policiamento e fiscalização de trânsito têm como fins dirigir e disciplinar atividades regulares pelo Código Nacional de Trânsito. 43 . VII . CAPÍTULO III POLICIAMENTO CIVIL DE ORDEM E VIGILÂNCIA Art. § 1º . Art. § 2º .a implantação da sinalização luminosa e estatigráfica. além de outras previstas em leis e regulamentos: I .São missões do policiamento e fiscalização de trânsito. como autoridade responsável pela direção e regular funcionamento da unidade policial.As missões referidas no artigo serão realizadas segundo a competência fixada na legislação pertinente e. para tanto. 42 . incumbe atender as partes. VI . ao Comandante do Destacamento Policial da localidade. realizando os inquéritos e processos de sua alçada.O policiamento civil de ordem e vigilância tem por finalidade preservar a ordem pública e prevenir a prática de atos delituosos. IV . especialmente condutores de veículos e escolares. quando for o caso. no Estado. dos serviços técnico-científicos e das perícias médico-legais previstas em lei e regulamento. 44 .diligências necessárias à apuração das infrações penais e à identificação de seus autores.

São missões da polícia de informações e segurança. 47 . diligências e demais medidas que o caso reclamar serão por eles praticados na qualidade de agentes da autoridade de polícia judiciária competente e segundo normas por ela estabelecidas. d) a prestação de socorros de urgência e emergência. nos limites de sua competência. 45 . bem como as da polícia preventiva e judiciária. b) a atuação em locais ou áreas específicas.São missões de policiamento civil de ordem e vigilância: a) a vigilância nas vias e logradouros públicos. além de outras previstas em lei ou regulamento: I .A partir do momento em que executantes de qualquer policiamento de ordem e vigilância tomarem conhecimento de uma ocorrência que exija providência de caráter repressivo. das Forças Armadas e demais órgãos policiais deste e de outros Estados. Art. deve ser planejado em estreita ligação com o delegado de polícia responsável pela área correspondente. no sentido da preservação da ordem pública e segurança interna. CAPÍTULO IV POLÍCIA DE INFORMAÇÕES E SEGURANÇA Art. os atos. 50 . referentes à ordem política e social.manter entrosamento e estreita colaboração com as autoridades federais. Art. Parágrafo único . Art. observado o planejamento relativo às missões gerais atribuídas aos órgãos policiais.A polícia de informações e segurança tem por finalidade exercer as atividades de informações e contra-informações que interessem à segurança e administração do Estado.autoridades competentes nas atividades de repressão criminal no Estado. pessoas detidas e o que for apreendido em razão de ocorrência policial deverão ser de pronto. 49 . c) a atuação repressiva. onde se presume ser possível a perturbação da ordem. .Sob pena de responsabilidade. nos limites da competência do Estado.Compete à polícia de informações e segurança praticar todos os atos administrativos e policiais necessários ao cumprimento de sua missão. urbanos e rurais. modalidade que é de prestação de serviço policial. até posterior atendimento pelos órgãos adequados. Art. 46 .O policiamento civil de ordem e vigilância. Art.cooperar na execução das medidas tendentes a assegurar a incolumidade física dos membros do governo e altas personalidades em visita ao Estado. em caso de perturbação da ordem pública. 48 . II . apresentados diretamente à autoridade referida neste artigo. do Serviço Nacional de Informações.

Delegacias Especializadas e a função de Delegado Assistente do Secretário.Na medida das possibilidades orçamentárias do Estado o Governo adotará providências no sentido de substituir as autoridades de que trata este artigo por .As atividades da polícia de informações e segurança serão exercidas por integrantes de todos os órgãos policiais. que forem postos à sua disposição. 53 . Art. 55 . de plantão da Superintendência de Policiamento do Estado. a delegacia de polícia do município passa a ser de 1ª Classe. 52 . de acordo com as diretrizes traçadas pelo Secretário de Estado da Segurança Pública.III .manter xadrezes destinados ao recolhimento de pessoas presas ou detidas por crimes da competência da polícia de informações e segurança. Regionais de Polícia e a Chefia do Serviço de Polícia Interestadual. Art. também. JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA Art.A competência funcional dos Delegados Gerais. e a Chefia do Serviço das Delegacias Municipais e a Diretoria do Ginásio Técnico Oficial. de 25 de abril de 1947. basicamente. Departamentos integrantes dos órgãos policiais.A direção das Superintendências. só poderão ser exercidas por Delegados Gerais. § 1º . e se constituem. só poderão ser exercidas por Delegados de Polícia da Classe Especial.organizar e manter serviços de fichários e arquivos sobre antecedentes políticos e sociais de nacionais e estrangeiros. Diretoria de Ensino Policial. devendo o seu provimento recair em delegado de polícia de carreira. serão dirigidas por delegados de polícia de carreira. 51 . o Estado dividir-se-á em Regiões. Municípios e Distritos. Regionais.As Delegacias de Município e Subdelegacias de Distrito serão providas de acordo com o que dispõe o Decreto-Lei nº 2.As Delegacias de Comarca. ser subdividida em Distritos Policiais.105. artigo 1º do referido Decreto-Lei. Academia de Polícia. Art. por delegado de polícia de carreira.As Regiões Policiais serão fixadas em portaria do Secretário de Estado da Segurança Pública. no Departamento de Ordem Política e Social. TÍTULO II DIVISÃO TERRITORIAL. 54 .Criada uma comarca. ficando dispensada a exigência constante da letra "e". abrangerá todo o território estadual.As Delegacias de Distrito da Capital.Quando os serviços policiais o exigirem. Distritos da Capital e Especializadas. com exceção do Departamento de Medicina Legal. IV . § 2º . Comarcas. Casa de Detenção "Antônio Dutra Ladeira". § 4º .Para a administração dos serviços policiais civis. § 1º . através de ato do Secretário da Segurança Pública. Art. das Delegacias Especializadas e da Delegacia de Plantão da Superintendência de Policiamento do Estado. § 3º . a área da sede do município poderá. Parágrafo único .

do Regulamento aprovado pelo Decreto nº 11. com as respectivas composições por séries de classes. que lhe foram conferidos por esta. mediante convênio. f) Pesquisador-Datiloscopista. 58 . no âmbito do município da sede. com as respectivas modificações. § 2º .Para os efeitos desta lei. constantes dos anexos da presente Lei Orgânica. de 29 de janeiro de 1969. § 3º . da reserva ou reformados. passam a integrar. os Anexos da Lei 3.636. Parágrafo único . TÍTULO III SERVIÇOS EM CONVÊNIO E AUXILIARES Art. . em suas faltas e impedimentos. onde couberem. 59 . no exercício de suas atribuições. Art.214. de natureza estritamente policial.Poderão ser designados Delegados Especiais os Delegados de Carreira aposentados e os Oficiais da Polícia Militar.delegados de carreira. LIVRO IV ESTRUTURA DAS SÉRIES DE CLASSES POLICIAIS CIVIS Art. 57 . d) Perito Criminal.Os cargos da Polícia Civil do Estado.Os delegados e subdelegados mencionados neste artigo ficam subordinados aos Delegados de Polícia das respectivas comarcas sendo os primeiros substitutos destes. Art. c) Perito Criminal Especialista. e) Perito de Trânsito. g) Escrivão de Polícia.A designação de Oficiais da Polícia Militar atenderá ao disposto no artigo 655 e seus parágrafos.O Estado poderá exercer os serviços policiais de competência da União. 56 .Os elementos policiais civis em serviço nas sedes municipais e nos distritos são subordinados aos respectivos delegados e subdelegados. consideram-se cargos de natureza estritamente policial os de: a) Delegado de Polícia. de 16 de outubro de 1964. da ativa. b) Médico-Legista.

O Médico-Legista é o servidor policial que tem a seu cargo os exames macroscópicos. n) Auxiliar de Necropsia. os cargos de chefia ou direção em unidades subordinadas aos Órgãos Superiores da Polícia Civil. consequentemente.Enquanto lotados na Secretaria de Estado da Segurança Pública e com seus ocupantes no efetivo exercício de Serviços de natureza estritamente policial. 61 . para determinação da "causa-mortis" ou da natureza de lesões e a conseqüente .Ao Delegado de Polícia incumbe. na Secretaria de Estado da Segurança Pública. de vigilância e administrativa na unidade respectiva. o) Vigilante Policial de Presídio. Motorista e RádioOperadores serão equiparados aos relacionados no artigo. além do exercício de funções na administração policial. Parágrafo único .Enquanto não se fixar a estrutura e as atribuições dos cargos de Polícia Civil do Estado e. 60 . consideram-se de natureza policial. em cadáveres e em vivos. nos termos desta lei e regulamentos. i) Detetive. para os efeitos do artigo e demais desta lei. perceberá as vantagens do cargo efetivo que ocupa. 62 . a direção e a execução de serviços de polícia judiciária. a natureza dos cargos de direção ou chefia. l) Fiscal de Trânsito.O ocupante de cargo de natureza estritamente policial. j) Guarda Civil. cargos das séries de classes de Fotógrafo. p) Carcereiro. Art. desde que habilitados em concursos específicos ministrados pela Academia de Polícia. segundo opção a qualquer tempo. incidentes. para todos os efeitos. que exerça cargo de chefia ou direção de igual natureza. Parágrafo único . sobre o valor do vencimento do cargo em comissão ou sobre o vencimento do cargo efetivo. bem como aos Órgãos de Apoio e Assessoramento. CAPÍTULO II MÉDICO-LEGISTA Art.h) Escrevente de Polícia. microscópicos e de laboratório. m) Identificador. TÍTULO ÚNICO CAPÍTULO I DELEGADO DE POLÍCIA Art.

O Perito de Trânsito é o servidor policial que tem a seu cargo trabalhos técnicos.O Pesquisador-Datiloscopista é o servidor policial que tem a seu cargo a classificação. que consistem em realizar exames periciais destinados a apurar causas e responsabilidades em acidentes de trânsito. apurar evidências ou colher indícios em locais de crimes ou acidentes. ou em laboratórios. Art. à data da publicação desta lei. Parágrafo único . nas classes e níveis correspondentes da série de classes de Pesquisador-Datiloscopista.O Perito Criminal Especialista é o servidor policial que tem a seu cargo a realização de exames e análises relacionados com a física. e de perícias grafotécnicas. CAPÍTULO VII ESCRIVÃO DE POLÍCIA Art. CAPÍTULO III PERITO CRIMINAL ESPECIALISTA Art.Os atuais ocupantes dos cargos de Perito Criminal que. 66 .214. visando a fornecer os elementos esclarecedores para a instrução de inquéritos policiais e processos criminais. 67 . quando . e que.O Perito Criminal é o servidor policial que tem a seu cargo o trabalho especializado de investigação e pesquisa policial.elaboração de laudos periciais. 64 . anteriormente à Lei 3.214. pesquisa e arquivamento de fichas datiloscópicas. CAPÍTULO V PERITO DE TRÂNSITO Art. exerciam os cargos de Datiloscopista. que consiste em examinar peças. 65 . 68 . de 16 de outubro de 1964. CAPÍTULO VI PESQUISADOR-DATILOSCOPISTA Art. química e biologia legais. bem como prestar auxílio de sua especialidade às perícias criminais. 63 . serão enquadrados.O Escrivão de Polícia é o servidor policial que tem a seu cargo o trabalho de elaboração dos inquéritos policiais e processos sumários e. aplicados à criminalística. inclusive em documentos vazados em idiomas estrangeiros. há mais de seis meses. se encontrar prestando serviços de pesquisa datiloscópicas no Departamento de Identificação.aplica-se a regra do artigo ao Perito Criminal nomeado posteriormente à Lei 3. CAPÍTULO IV PERITO CRIMINAL Art. por ato do Executivo.

CAPÍTULO X GUARDA-CIVIL Art. execução de tarefas administrativas. definidos nesta lei. 72 . Art. a fim de manter a normalização do tráfego e verificar o cumprimento das leis e dos regulamentos de trânsito. Guarda-Civil Músico de Classe Especial. 70 .O Escrevente de Polícia é o servidor policial que tem a seu cargo trabalhos que consistem em executar tarefas auxiliares. a homens e a mulheres. nos termos da legislação específica.Ao Fiscal de Trânsito incumbe. CAPÍTULO VIII guarda e conservação das ESCREVENTE DE POLÍCIA Art. instalações e pertences das Delegacias.Além da série de classes referida no artigo anterior. a série de classes de Guarda-civil compreenderá cargos reservados. CAPÍTULO XII .Detetive é o servidor policial que tem a seu cargo a investigação e coleta de elementos para elaboração de inquéritos e processos sumários. CAPÍTULO IX DETETIVE Art. Guarda-Civil Músico II. 69 .Ao Guarda civil incumbe o exercício de atividade de policiamento civil de ordem e vigilância. em número proporcional às necessidades do serviço. Guarda-Civil Músico III. sob a orientação do Escrivão de Polícia. haverá na guardacivil mais a seguinte. administrativas. fiscalizar a movimentação de veículos. com as respectivas classes ascendentes: Guarda-Civil Músico I. escolta de presos e investigação sobre paradeiros de pessoas desaparecidas. cumprimento de mandados. CAPÍTULO XI FISCAL DE TRÂNSITO Art. policiamento preventivo especializado. de elaboração e preparação de inquéritos.Mediante especificação em regulamento.necessário. 71 . 73 . para atender às peculiaridades do policiamento geral e do policiamento feminino. Parágrafo único .

78 . guarda de valores e pertences de detentos.O Carcereiro é o servidor policial de classe singular que tem a seu cargo o recolhimento. 75 . no serviço médicolegal. escrituração dos livros de registros das carceragens e cuidados com a limpeza das celas e adjacências. os cargos vagos em decorrência da classificação de que trata este artigo. tem a seu cargo trabalho que consiste em auxiliar nas exumações. de 28/12/2001. sob orientação imediata do médico. CAPÍTULO XV CARCEREIRO Art. 74 . serão classificados. onde couber.) LIVRO V Estatuto do Servidor Policial TÍTULO I . tem a seu cargo trabalho de vigilância. operação e dissecação. disciplina e movimentação de detentos. CAPÍTULO XIV VIGILANTE DE PRESÍDIO Art. suturas e pesagens de cadáveres. prestando serviços em estabelecimentos penais subordinados à Secretaria de Estado da Segurança Pública. por ato Executivo. da Lei 3.214.Serão automaticamente suprimidos. recomposição. movimentação.214. 77 .Os atuais Vigias que integram a série de classes previstas no Anexo da Lei 3. (Vide art. disciplina e vigilância de presos nas cadeias públicas. de 16 de outubro de 1964. 1º da Emenda à Constituição nº 52. no anexo II. em Serviço de Vigilância policial. da do de Parágrafo único .O Auxiliar de Necropsia é o servidor policial que. inclusive de cadáveres. 76 . nas classes e níveis correspondentes da série de classes de Vigilante Presídio. CAPÍTULO XIII AUXILIAR DE NECRÓPSIA Art. lotados na Secretaria de Estado Segurança Pública. e em cuidar de limpeza e desinfeção dos locais e instrumentos de trabalho.IDENTIFICADOR Art. II.O Identificador é o servidor policial que tem a seu cargo trabalho que consiste em tomar as impressões digitais para fins de identificação civil e criminal. Art. reclusos e dementes.O Vigilante de Presídio é o servidor policial que.

III . 79 . apuradas em exame psicológico realizado pela Academia de Polícia. Art.satisfazer aos demais requisitos previstos em regulamentos ou em edital de concurso. Art.Todo candidato a cargo de natureza estritamente policial terá de ser previamente aprovado em curso ministrado pela Academia de Polícia Civil de Minas Gerais.ter atendido a outras prescrições legais para determinados cargos. e XI .gozar de boa saúde física e psíquica. comprovada em inspeção médica.O candidato aprovado no concurso. equivalente a 50% (cinquenta por cento) do valor correspondente à remuneração atribuída à inicial da .possuir inteligência. mediante prévia autorização do Governador do Estado.ter sido habilitado. para os policiais que trabalham uniformizados e detetives. V . (Inciso com redação dada pelo art.) IX .A inspeção médica de que trata o item VI deste artigo será realizada pelo órgão designado pela Academia de Polícia Civil. aptidões específicas e personalidade adequada ao exercício profissional. 1º da Lei nº 5980. será matriculado.ser brasileiro.ter no mínimo um metro e sessenta e cinco de altura.ter procedimento irrepreensível. em concurso público de provas ou de provas e títulos realizado pela Academia de Polícia Civil de Minas Gerais. 81 . no curso próprio da Academia e. II .Ingresso na Polícia Civil CAPÍTULO I Aspirante Art. IV . X .São requisitos para matrícula em curso da Academia de Polícia Civil de Minas Gerais: I . VI . Parágrafo único . designado Aspirante.estar no gozo dos direitos políticos. VIII . VII .estar quite com as obrigações militares e eleitorais. até o limite das vagas existentes na inicial de série de classes.ter no mínimo dezoito anos e no máximo trinta e dois. durante toda a realização do curso. descalço. 80 . fará jus a uma bolsa de estudo. previamente. ressalvadas as modalidades previstas nos artigos 112 e 114 desta lei. de 11/9/1972.

de 14/10/1975. Art. na forma do § 1º. por motivo de acidente em serviço. o Aspirante poderá ser sumariamente dispensado. as aulas do curso. Parágrafo único . sendo dividido em duas fases: (Caput com redação dada pelo art. 1º da Lei nº 5980.) § 2º . em regime de tempo integral. para o provimento do cargo inicial da carreira para a qual se tenha candidatado e que se realizará no prazo de trinta dias. § 1º . observando-se a carga-horária mínima de 720(setecentos e vinte) horas-aula. b) fase de treinamento em que o Aspirante. c) tenha sido considerado infreqüente ao serviço e às aulas ou tenha sido reprovado no curso ou concurso. de 10/8/1993. prestará serviços às Delegacias e Departamentos. desde que possa recuperar a instrução perdida. (Parágrafo acrescentado pelo art. de forma intensiva.) Art. . atribuindo-se nas atividades de classe um mínimo de 480(quatrocentos e oitenta) horas-aula.O curso reduzido. comportará atividades de classe e estágio profissionalizante. a fim de adquirir os ensinamentos práticos relacionados com as funções do cargo para o qual se tenha candidatado.) Art. de 14/10/1975.O Aspirante que for considerado infreqüente a mais de vinte e cinco por cento das aulas dadas. 1º da Lei nº 11180.) a) fase de formação. em que o aspirante freqüentará.Em qualquer época.série de classes para a qual se tenha candidatado. 1º da Lei nº 6640. aguardará o início de outro curso. por conveniência da Polícia Civil. 83 . independentemente de ter sofrido punição disciplinar.Constitui motivo para dispensa obrigatória e imediata do Aspirante a verificação das seguintes ocorrências: a) tenha praticado duas transgressões disciplinares classificadas como faltas graves. a duração dos cursos poderá ser reduzida até 3(três) meses.Ao término das fases enumeradas no artigo anterior. b) haja sido constatada incapacidade moral ou física ou profissional. 85 . o Aspirante será automaticamente inscrito ao concurso. de 11/9/1972. Art. 1º da Lei nº 6640. 82 . sem prejuízo da freqüência às aulas do curso. (Artigo com redação dada pelo art.O curso de Aspirante terá a duração de 6(seis) meses. 84 .A critério do Secretário de Estado da Segurança Pública. (Parágrafo acrescentado pelo art. poderá fazer o concurso. caso contrário.

CAPÍTULO II CONCURSO Art. 91 . de 11/9/1972. § 2º .Para atender ao disposto no artigo. e) o que já houver cumprido sentença por crime aviltante ou tiver sido expulso de outro organismo policial e tenha omitido tais ocorrências no Boletim de Informações. Art. far-se-á mediante concurso de provas realizado pela Academia de Polícia.Só o funcionário portador do certificado de conclusão do respectivo curso. seleção e treinamento de pessoal somente serão executados após audiência do Instituto de Administração Pública.A nomeação obedecerá à ordem de classificação dos candidatos habilitados em concurso. poderá ser nomeado para direção ou chefia de unidade subordinada aos Órgãos Superiores da Polícia Civil. mantido com esse fim pela Academia de Polícia. Art. Art. § 1º . a serem ocupados por delegados de polícia de carreira. dentre os Aspirantes habilitados nos respectivos cursos. o recrutamento e a seleção de pessoal no âmbito da Secretaria de Estado da Segurança Pública.Os programas de recrutamento.) Art. 87 . 88 . para pessoas estranhas aos quadros de funcionalismo público. 90 .O ensino. 86 . será expedido pela Academia de Polícia Civil de Minas Gerais o certificado de habilitação.A primeira investidura em cargo da Polícia Civil. o treinamento. CAPÍTULO III NOMEAÇÃO Art. sob pena de responsabilidade dos seus chefes.d) haja se envolvido. antes do ingresso na Academia ou durante o curso. do Livro III. ficando vedada a criação ou manutenção de quaisquer cursos por órgãos da mesma Secretaria. obedecerá ao disposto no Título II.A modalidade de provimento de que trata o artigo tem preferência sobre as outras mencionadas nesta lei. é privativo da Academia de Polícia Civil de Minas Gerais. da Secretaria de Estado de Administração.A nomeação para cargos de chefia. 1º da Lei nº 5980. reservar-se-ão 50%(cinqüenta por cento) das vagas existentes na classe inicial de qualquer das séries de classes mencionadas no artigo 59 desta lei.Realizado o concurso. ressalvadas as disposições contidas nos artigos 112 e 114 desta lei. Parágrafo único . 89 . (Artigo com redação dada pelo art. desta Lei . em fato que o comprometa moral ou profissionalmente. passando o aprovado a aguardar a competente nomeação.

§ 2º .No interesse do serviço. Art. em casos justificados.No caso de remoção ou promoção. 94 – O Aspirante a cargo de natureza estritamente policial. o exercício terá início dentro do prazo de quinze dias. houver atendido às condições especiais prescritas em outras leis e regulamentos para determinados cargos. os de ocupantes da final da série de classe de Fiscais de Trânsito. e para o de Fiscal de Turma de Trânsito. § 3º . 93 – Só poderá ser empossado em cargo com atribuições e responsabilidades de natureza estritamente policial. quem. obedecido o requisito do artigo 90. os ocupantes da final da série de classe de Escrivães. para o de Chefe de Distrito. os Chefes de Cartórios. o policial deverá entrar em exercício no prazo de dois dias. ao ser nomeado. os Chefes de Distrito de Trânsito. para os cargos de Inspetor Geral de Trânsito e Inspetor Auxiliar de Trânsito. 95 – O exercício de nomeado para cargo de natureza estritamente policial terá início imediatamente à posse. os excedentes poderão ser providos por ocupantes da classe imediatamente inferior. para os de Inspetor-Detetive. CAPÍTULO IV POSSE Art. os Subinspectores de Detetives. Parágrafo único . a administração policial conceder-lhe prazo não superior a trinta dias para o ato. § 1º . para o cargo de Inspetor Geral do Serviço do Corpo de Escrivães e Escreventes. 92 . para o de Inspetor de Divisão de Policiamento para o cargo de Inspetor de Policiamento. os ocupantes da final da série de classes de Detetive. no entanto. os Subinspetores de Policiamento. e para o de Subinspetor de Policiamento os ocupantes da final da série de classes de Guarda Civil.Quando a remoção ou promoção não importar em mudança de município. 96 – Os servidores da Polícia Civil não poderão exercer funções diferentes .Orgânica. e para o de Chefe de Cartório. o Secretário de Estado da Segurança Pública poderá determinar que o servidor assuma de imediato o exercício do cargo.Quando os cargos de Chefia de que trata este artigo forem em número superior aos da classe final da respectiva carreira. Art. para o cargo de Inspetor Geral da Guarda Civil.Só poderão ser nomeados para o cargo de Inspetor Geral do Corpo de Detetives os Inspetores-Detetives. além do cumprimento das exigências previstas no artigo 80 desta lei e seu parágrafo único. CAPÍTULO V EXERCÍCIO Art. os Fiscais de Turma de Trânsito. contados da data da publicação oficial do respectivo ato. os Inspetores de Divisão de Policiamento. deverá tomar posse imediatamente. Art. e para o de Subinspetor de Detetives. podendo.

II – no Gabinete do Governador do Estado e do Secretário de Estado da Segurança Pública. nos casos de que trata este artigo. quando nomeado pelo Governo da União. assiduidade. VI – na Presidência da Comissão de Controle de Veículos Oficiais. 99 – O Policial aprovado e diplomado no concurso será submetido a estágio probatório de um ano. por qualquer motivo. Parágrafo único – Não se compreende na proibição deste artigo o exercício: I – em cargo de direção da Polícia Federal. e . Art. d.daquelas para as quais foram nomeados. c. durante o qual serão apurados os seguintes requisitos: (Caput com redação dada pelo art. disciplina. CAPÍTULO VI ESTÁGIO PROBATÓRIO Art. do serviço de natureza estritamente policial. IV – na Chefia da Polícia Rodoviária Estadual. pontualidade.) a. 97 – Perderá as vantagens inerentes ao cargo o servidor policial que se afastar. de 11/9/1972. idoneidade moral. VII – em funções correlatas nas Corregedorias da Secretaria de Estado de Administração. b. Art. § 2º . III – as funções de direção ou chefia em qualquer órgão policial da Secretaria de Estado da Segurança Pública. será automática e o funcionário que autorizar pagamento com a inobservância da respectiva determinação ficará obrigado a repor ao Estado a importância indevidamente paga. 98 – A freqüência aos cursos da Academia de Polícia Civil de Minas Gerais é considerada como de efetivo exercício. § 1º . V – no Serviço Nacional de Informações. 1º da Lei nº 5980.A determinação deste artigo não atinge os servidores mencionados nos itens II a VII do artigo 96 e os que servirem em qualquer setor técnico ou científico da administração policial. para fins de aposentadoria e gratificação por tempo de serviço.A supressão das vantagens.

. 102 – A promoção dos servidores ocupantes dos cargos de natureza estritamente policial obedecerá às normas especiais. Art. 1º da Lei nº 5980. TÍTULO II PROMOÇÃO Art. subsidiariamente. Art. de 8/1/2004. 101 – A estabilidade do servidor que houver satisfeito os requisitos do estágio. em qualquer caso. de 26/12/1991. sobre as normas gerais baixadas para os demais cargos do funcionalismo público civil do Estado e estas somente serão aplicadas. 105 – Não poderá ser promovido por merecimento o candidato que: I – estiver em exercício fora da Secretaria da Segurança Pública. 103 – As promoções de que trata o artigo anterior serão realizadas. ou os referidos no parágrafo único do artigo 96.e. 104 – As promoções obedecerão a critérios de antigüidade.) Art. Parágrafo único . quando não se conflitarem com aquelas. devendo ocorrer anualmente. nos meses de junho a dezembro. possa ser feita antes de findo o período de estágio. nos meses de junho e dezembro. (Parágrafo com redação dada pelo art. anualmente. a serem baixadas em regulamento pelo Secretário de Estado da Segurança Pública. 7º da Lei Complementar nº 23.) Art. de 11/9/1972.A apuração dos requisitos compete ao órgão a que se subordina o policial e deverá processar-se de modo a que a exoneração do servidor que não ossatisfizer." Art. com aprovação do Governador do Estado. (Artigo com redação dada pelo art.) Dispositivo revogado: "Art. eficiência. 100 – O servidor sujeito a estágio probatório não poderá ser nomeado para cargo de provimento em comissão ou designação para exercício de função gratificada. merecimento. por proposta do Conselho Superior da Polícia Civil. não dependerá de qualquer novo ato. 103 .(Revogado pelo art. 4º da Lei Complementar nº 74. ato de bravura e tempo de serviço. salvo em serviço de caráter estritamente policial. Parágrafo único – As normas especiais de que trata este artigo prevalecerão.

§ 1º . serão promovidos à classe imediatamente superior. § 2º .Compreende-se por ato de bravura a prática de ação meritória excepcional. em conseqüência de lesões recebidas no exercício da função. são exigências para o . nos doze meses anteriores à publicação da lista de promoção. Parágrafo único – A lista referida neste artigo. na Academia de Polícia Civil. 106 – As vagas para promoção por antigüidade serão deduzidas ao número necessário à promoção. 109 – Serão promovidos por merecimento os Delegados de Polícia escolhidos pelo Chefe do Poder Executivo. para o cargo inicial de qualquer das séries de classes mencionadas no artigo 59. Art. Art. em que um ou mais policiais civis. que fica assegurada. assumiram o risco de expor sua própria vida ou saúde no estrito cumprimento do dever funcional ou cívico. 110 – A classificação para promoção nas demais carreiras policiais civis será processada pelo Conselho Superior de Polícia Civil. desde que não haja. CAPÍTULO III ACESSO Art. mais dois. 111 – Os policiais invalidados ou mortos. independentemente de vaga. respeitada a habilitação profissional.A promoção por ato de bravura implicará a freqüência de curso próprio. com as atribuições que lhes forem determinadas em regulamento. Art. Art. Parágrafo único . conterá tantos nomes quantas forem as vagas. podendo ser reduzido à metade e até dispensado.II – estiver afastado para tratar de interesses particulares. III – tiver sofrido pena disciplinar de suspensão por mais de dez dias. entre os que figurarem em lista organizada pelo Conselho Superior da Polícia Civil. disposta em ordem alfabética. 108 – Para a promoção por merecimento. do servidor policial civil que pratique ato de bravura. ou quando o número de vagas a serem preenchidas for superior ao número de candidatos com interstício completo. em circunstâncias adversas. é requisito necessário a apresentação de certificado de conclusão do curso para esse fim mantido pela Academia de Polícia Civil de Minas Gerais. na classe. candidato com interstício completo. Art. mediante prova de seleção ou aprovação em curso de treinamento para esse fim instituído. 107 – O interstício mínimo para a promoção é de dois anos.Além das condições fixadas neste artigo. 112 – Acesso é a elevação do servidor. que contará com tantas Comissões de Promoções quantas necessárias. Art. uma vez que o funcionário promovido permaneça na função. cujo cargo integre classe singular ou série de classes de natureza policial.

a serem realizados em órgão oficial do Estado.A transferência somente poderá dar-se para o cargo inicial de qualquer das séries de classes referidas no artigo 59 desta lei. § 4º .No caso de não se candidatarem funcionários em número suficiente para o provimento das vagas destinadas à transferência. § 3º .) Art.Para atender ao disposto no artigo. (Artigo com redação dada pelo art. as restantes delas. 115 – Os integrantes dos órgãos policiais só poderão ser removidos. 1º da Lei nº 5980. psicológico e de capacidade física. poderão. realizados pela Academia de Polícia Civil de Minas Gerais. de 11/9/1972. (Parágrafo com redação dada pelo art. 9º da Lei nº 8181. reservar-se-ão 25%(vinte e cinco por cento) das vagas existentes na classe inicial de qualquer das séries de classes mencionadas no artigo 59 desta lei. § 5º . indicado pela Academia de Polícia Civil de Minas Gerais. a serem realizados por órgão oficial do Estado. § 2º . o limite mínimo de 30% (trinta por cento). de 30/4/1982. 113 . das vagas existentes na classe inicial de qualquer das séries de classes mencionadas no artigo 59 desta Lei. mediante concurso de provas realizado pela Academia de Polícia Civil de Minas Gerais. (Artigo com redação dada pelo art. ser providas por candidatos estranhos ao serviço público estadual. por indicação da Academia de Polícia Civil de Minas Gerais. psicológico e de capacidade física.acesso novos exames médico. § 1º .) TÍTULO V REMOÇÃO Art. respeitada a habilitação profissional. 114 . são exigências para a transferência novos exames médico. II – por permuta. mediante curso de treinamento e prova de seleção. 1º da Lei nº 5980.Para o acesso será observado como reserva de cargos.) TÍTULO IV TRANSFERÊNCIA Art.Ao curso de transferência poderão candidatar-se funcionários públicos da administração estadual direta.Além das condições fixadas no artigo. .Transferência é a movimentação de funcionários. de 11/9/1972. de um município para outro: I – a pedido.

120 – A aposentadoria do servidor policial. quando. 118 – O ocupante de cargo de natureza estritamente policial será aposentado: I – por invalidez. contando tempo de serviço público em geral para aposentadoria. tiver pelo menos dez anos de serviço dedicados exclusivamente às atividades policiais. Art.III – com o seu consentimento. por invalidez. em regime de estágio probatório. e b. CAPÍTULO VI APOSENTADORIA Art. aos setenta anos de idade. poderá ser removido por interesse do serviço. TÍTULO VII FÉRIAS E LICENÇAS Art. 116 – Nas hipóteses dos itens IV e V do artigo anterior os Delegados de Polícia só poderão ser removidos mediante prévia sindicância regular e justificativa das providências. Art. em virtude de medida geral. após trinta e cinco anos de serviço. após consulta prévia. por escrito. assegurando-se-lhes plena defesa no caso de lhe serem argüidas irregularidades. 117 – O servidor policial. Art. será extensiva aos proventos dos inativos na mesma proporção. e III – voluntariamente. e depois de ouvido o Conselho Superior da Polícia Civil. II – qualquer alteração de vencimento e vantagens dos servidores policiais em atividade. dar-se-á mediante prévia inspeção médica. procedida com observância das normas próprias. quando ocorrer a invalidez. II – compulsoriamente. IV – no interesse do serviço policial e por V – conveniência da disciplina. Art. 119 – Os proventos da aposentadoria serão: I – iguais ao vencimento e demais vantagens pecuniárias incorporadas àquele para esse efeito: a. 121 – As férias e licenças para os servidores policiais civis processar-se-ão . após trinta e cinco anos de serviço.

Art. que se caracteriza: I – pela prestação de serviço em condições adversas de segurança. (Vide art. 124 – Os ocupantes de cargos de natureza estritamente policial. dele.) II – adicionais por tempo de serviço. . 1º da Lei Delegada nº 45. 123 – A licença para tratamento de saúde ao servidor policial civil será concedida pelas chefias dos órgãos policiais a que pertença o servidor. 125 – A contraprestação pecuniária pelo exercício de cargo de natureza estritamente policial civil é a remuneração. inclusive nos dias de dispensa do trabalho. que poderão ser iniciadas. sujeito a plantões noturnos e a chamados a qualquer hora e dia. Art. mencionados no artigo 59 e os de cargos de chefia ou direção assim considerados nos termos do artigo 60. 127 – O ocupante de cargo de natureza estritamente policial somente poderá auferir as seguintes vantagens: I – adicional pelo regime de trabalho policial civil. Art. de 26/7/2000. a autoridade competente poderá suspender a concessão ou determinar a interrupção do gozo de férias. TÍTULO VIII REGIME DO TRABALHO POLICIAL Art. 122 – Quando razões de interesse público o exigirem. 126 – Vencimento é a retribuição pecuniária correspondente ao valor fixado em lei para o nível ou símbolo do cargo exercido. II – pela realização de diligências policiais em qualquer região do Estado ou fora TÍTULO IX REMUNERAÇÃO Art. mediante prévia inspeção médica procedida na conformidade de instruções a serem baixadas pelo Secretário da Segurança Pública. III – gratificação a título de: a) magistério em curso de treinamento ou outro curso regularmente instituído na Academia de Polícia Civil de Minas Gerais. com risco de vida. cumprimento de horários normais e irregulares. Art. cessados os motivos que determinaram a suspensão ou interrupção.na forma de legislação comum ao funcionalismo público civil do Estado. sujeitam-se ao expediente normal das repartições públicas estaduais e ao regime do trabalho policial civil. que se compõe do vencimento e das vantagens previstas nesta lei.

130 – Os proventos dos servidores aposentados em cargos de natureza estritamente policial não poderão exceder à remuneração percebida por servidor em atividade. de natureza estritamente policial. aquela decorrente da opção prevista no artigo 36. nos termos da legislação própria.b) trabalho técnico-científico. em geral. esta quando fixada em lei. obedecido estritamente o princípio da hierarquia estabelecido nesta lei. igualitária ou diferencialmente incidente sobre o vencimento atribuído ao cargo de natureza estritamente policial. Art. Art. g) exercício de cargo de chefia ou direção. além de outras instituídas em lei. inclusive de chefia. j) gratificação de tempo integral. e) diárias. § 3º. 3. TÍTULO X SUBSTITUIÇÃO Art. Parágrafo único – Salvo no caso da incorporação prevista no artigo. 129 – Estende-se como gratificação a título de exercício de cargo de chefia ou direção. . i) gratificação de gabinete.) Parágrafo único – Com exceção dos adicionais por tempo de serviço das gratificações a título de ajuda de custo e a título de exercício de cargo de chefia. são mantidas as gratificações de tempo integral para os servidores que atualmente as percebem em cargos. permitindo-se a incorporação das gratificações atualmente existentes. (Vide art. f) participação em órgão de deliberação coletiva. as demais vantagens pecuniárias serão concedidas nos termos do regulamento.) (Vide art. c) participação em banca examinadora de concurso. de 16 de outubro de 1964. d) ajuda de custo. h) gratificação por risco de contágio. ocupante de igual cargo e com o mesmo tempo de serviço com que se aposentou o inativo. 131 – A substituição de chefia dos órgãos policiais civis será feita com observância das normas baixadas para o funcionalismo público estadual.214. não decorrente das atribuições normais do cargo. 8º da Lei nº 7922. de 31/5/1989. em base de percentagem. 128 – O adicional pelo regime de trabalho policial civil será fixado por decreto. da Lei n. 5º da Lei nº 9769. de 23/4/1981. Art.

Art. normas regulamentares vigentes. 132 – Ao policial civil será assegurada assistência médico-hospitalar. 136 – A incompatibilidade dos integrantes dos órgãos policiais.TÍTULO XI ASSISTÊNCIA MÉDICO-HOSPITALAR Art. em partes iguais. Parágrafo único – A pensão especial de que trata o artigo caberá. IMPEDIMENTOS E SUSPENSÕES Art. é incompatível com o de qualquer outro cargo. bem como ao suplemento dos princípios gerais do direito. até vinte e um anos de idade e será sempre reajustada nas mesmas bases do reajustamento que for concedido à remuneração do cargo equivalente. na forma regulamentar. em qualquer caso. 134 – À família do servidor policial que falecer em conseqüência de acidente no desempenho de suas funções ou de ato por ele praticado no estrito cumprimento do dever. e aos filhos solteiros ou sem rendimentos próprios. TÍTULO XIII PENSÃO ESPECIAL Art. válidos. a inexistência de prejuízo para o serviço. Art. 137 – O exercício de qualquer cargo policial é incompatível com o de . verificada. emprego ou atividade profissional remunerada. por impedimento de parentesco e motivos de suspeição. 135 – O exercício do cargo policial. 133 – A prisão do policial civil obedecerá às prescrições da legislação sobre prisão especial. a incompatibilidade obedecerá à aplicação analógica da lei processual penal. enquanto perdurar a viuvez. à viúva. é assegurada uma pensão especial que não poderá ser inferior ao vencimento e demais vantagens que percebia à época do evento. Parágrafo único – Só é admissível a acumulação com um cargo de magistério ou atividade da mesma natureza. no regime especial de trabalho. será disciplinada em regulamento. TÍTULO XIV INCOMPATIBILIDADES. TÍTULO XII PRISÃO ESPECIAL Art. Parágrafo único – Enquanto não for baixado o regulamento de que trata este artigo.

o vereador à Câmara Municipal e seu respectivo suplente. TÍTULO XV DECLARAÇÃO DE BENS Art. desde que o faça dentro das normas de urbanidade e em termos. 139 – Desde que tenham ocorrido modificações que importem no aumento ou diminuição do patrimônio do declarante. § 1º . móveis. semoventes. IV – o direito de pedir reconsideração decai no prazo de vinte dias. 138 – A quem for nomeado para qualquer cargo de natureza policial será exigida. títulos. e deverá ser decidido no prazo .Não poderá ser nomeado delegado de polícia.vereador ou funcionário municipal. se casado for. assim como os do seu cônjuge. não poderá candidatar-se a cargo eletivo de vereador qualquer ocupante de cargo de natureza estritamente policial. 141 – É permitido ao servidor policial requerer ou representar. contados da publicação do ato ou do conhecimento do fato. Art. III – nenhum pedido de reconsideração poderá ser renovado. ações e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais. salvo prévia renúncia. ou. observadas as seguintes regras: I – nenhuma solicitação. Parágrafo único – No caso de aposentadoria ou exoneração a pedido. obrigatoriamente. TÍTULO XVI DIREITO DE PETIÇÃO Art. e b) encaminhada. Parágrafo único – A declaração será registrada na Superintendência de Polícia Judiciária e Correições. declaração de bens e valores que possua. será a declaração renovada pelo menos de dois em dois anos. jóias.Salvo afastamento legal. aquisição ou permuta de bens. será exigido. nova declaração de bens. dinheiro. § 2º . senão por intermédio imediatamente subordinado o servidor. pedir reconsideração e recorrer de decisões. da autoridade a que estiver II – o pedido de reconsideração só será cabível quando contiver novos argumentos e será sempre dirigido à autoridade que tiver expedido o ato ou proferido a decisão. qualquer que seja sua forma. poderá ser: a) dirigida à autoridade incompetente para decidi-la. 140 – A declaração compreende imóveis. em qualquer caso. Art. previamente. alienação.

máximo de trinta dias. da prática de transgressão disciplinar. Parágrafo único – Os prazos de recursos e demais normas disciplinares do direito de pleitear obedecerão à regulamentação própria. pela via hierárquica respectiva. regulamentos e normas de serviços. os dispositivos atinentes ao funcionalismo público em geral. 144 – Além de outros a serem enumerados em regulamentação. 143 – A disciplina policial fundamenta-se na subordinação hierárquica e funcional. VIII – atendimento ao público em geral dentro das normas de urbanidade e sem preferência. Art. Art. VII – espírito de camaradagem e de cooperação. 142 – As disposições constantes deste título aplicam-se a todos os servidores no exercício de funções de natureza policial. no cumprimento das leis. 145 – A hierarquia no serviço policial é fixada do seguinte modo: I – Secretário de Estado da Segurança Pública. sucessivamente. VI – observância das condições e normas necessárias para a boa execução das atividades policiais. TÍTULO XVII REGIME DISCIPLINAR Art. II – obediência aos superiores. subsidiariamente. mesmo quando de folga o servidor policial. V – só caberá recurso quando houver pedido de reconsideração desatendido ou não decidido no prazo legal. . IV – cooperação e respeito às autoridades de corporações policiais diversas e de outros poderes ou Secretarias de Estado. VI – o recurso será dirigido à autoridade a que estiver imediatamente subordinada a que tenha expedido o ato ou proferido decisão e. aplicando-se. na escala ascendente. V – apuração ou comunicação à autoridade competente. às demais autoridades. III – respeito às leis vigentes e às normas éticas. são princípios básicos da disciplina policial: I – subordinação hierárquica. Art. e VII – nenhum recurso poderá ser dirigido mais de uma vez à mesma autoridade.

prevalecerá a do cargo ou classe anterior e assim. observar-se-á o seguinte: I – em igualdade de cargo de chefia ou de classe. III – Chefe de Departamentos Policiais e unidades equiparadas. Art. de idade. na escala descendente de níveis de vencimentos. os das normas comuns a todos os funcionários e os que vierem a ser consignados em nova regulamentação. o escalonamento da série de classes correspondentes. Parágrafo único – Para desempate no grau de hierarquia. sucessivamente. IV – fomentar discussões ou antagonismo entre os integrantes das diferentes carreiras ou corporações policiais. Parágrafo único – Quando a ordem parecer obscura ou de difícil entendimento. Inspetores Gerais e Chefes de Serviços Policiais. 148 – Além de outras proibições vigentes ou que constarão de regulamento. os constantes dos regulamentos vigentes especiais. 147 – São deveres do servidor policial. Art. II – exercer outras ocupações. II – quando a antigüidade de cargo ou classe for a mesma. quando não sejam manifestamente ilegais. 146 – As ordens superiores devem ser prontamente executadas. é considerado superior aquele que contar com mais antigüidade num ou noutro. compete ao agente solicitar os esclarecimentos necessários. salvo se licenciado para tratar de interesses particulares. a qualquer pretexto. . cabendo a responsabilidade a quem as determinar. além dos que lhe cabem pelo cargo. por fim. III – recusar-se a aceitar encargos ao cargo ou função para os quais for designado. Peritos Criminais Especialistas. VII – cargos das demais classes policiais.II – Dirigentes dos Órgãos Superiores da Polícia Civil. é vedado ao servidor policial: I – participar de atividades político-partidárias. em detrimento do exercício normal e imparcial de suas funções específicas. no ato de recebê-la. observado em ordem descendente. respondendo o agente pelos excessos que cometer. IV – Delegados de Polícia. Art. observadas as suas atribuições. V – Médicos-Legistas. segundo o mesmo critério consignado no item anterior. VI – Ocupantes das demais chefias policiais. até o maior tempo de serviço na classe e.

sobre fatos que interessem à atuação policial. além de outras enumeradas nos regulamentos dos órgãos policiais e das aplicáveis aos servidores públicos em geral: I – concorrer para a divulgação. especialmente em casos de iminente perturbação da ordem pública. V – transferir encargos que lhe competirem ou a seus subordinados. II – indispor subordinados contra os seus superiores.V – aceitar presentes ou donativos por motivo de cumprimento de missão policial. de fatos ocorridos na repartição. reclamações. . de modo a prejudicar o andamento das investigações ou outros trabalhos policiais. de modo a comprometer o bom nome da instituição. VII – quebrar sigilo de assuntos policiais. VI – faltar com a verdade. de qualquer forma. IV – manter relações de amizade com pessoas de notórios e desabonadores antecedentes criminais ou apresentar-se publicamente com elas. televisionada. escrita. VIII – deixar de comunicar à autoridade competente. salvo se por motivo de serviço. através de veículos de divulgação. a pessoa estranha aos quadros da repartição. suscetíveis de provocar escândalo e desprestígio à organização policial. frustrar o cumprimento de ordens legais da autoridade competente. retardar ou. IX – apresentar. por má-fé ou malícia. CAPÍTULO I TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES Art. queixas ou X – dificultar. no exercício de suas funções. 150 – São transgressões disciplinares. informações de que tenha conhecimento. partes. VII – utilizar-se do anonimato. as autoridades constituídas ou criticar os atos da administração. será considerada transgressão disciplinar. ainda que constitua infração penal. maliciosa ou tendenciosamente. ressalvadas as exceções legais. através da imprensa falada. VI – censurar. III – deixar de pagar dívidas legítimas ou assumir compromissos superiores às suas possibilidades financeiras. Art. XI – permutar serviço sem expressa permissão da autoridade competente. 149 – Toda ação ou omissão contrária às disposições e aos deveres do servidor policial. ressalvado o trabalho de cunho doutrinário e que tenha sentido de colaboração e cooperação com esta.

ainda que não classificados como reservados. em decorrência da função ou para o seu exercício. XV – fazer uso indevido de arma ou equipamento que lhe haja sido confiado para o serviço. bem como usar de violência desnecessária no exercício das funções policiais. XXVII – em razão do serviço ou fora dele. da condição de policial. na ocasião. bem como criticá-las. vexames ou a constrangimentos não autorizados em lei. XVI – submeter a maus-tratos.XII – abandonar o serviço para qual tenha sido designado. ou dar oportunidade que se divulguem. XXVI – indicar ou insinuar nomes de advogados para assistir pessoa que figura em inquérito policial ou qualquer outro procedimento. XXI – publicar. documentos oficiais. XXIV – negligenciar a guarda de objetos e valores que. que se danifiquem ou extraviem. XVIII – omitir-se no zelo da integridade física ou moral de preso sob sua guarda. preso sob sua guarda ou custódia. XXVIII – ordenar ou executar medida privativa da liberdade individual. bem como inserir neles anotações indevidas. lugares incompatíveis com o decoro da função policial. XXIII – prevalecer-se. lhe tenham sido confiados. mesmo que este não esteja. XX – dirigir-se ou referir-se a superior hierárquico e autoridades públicas de modo desrespeitoso. bem como no que toca às demais obrigações deles decorrentes. no exercício de suas funções. ferir-se ou produzir lesões em terceiros. desrespeitar ou maltratar superior hierárquico. incompletos ou que possam induzir a erro. XIX – desrespeitar ou procrastinar o cumprimento de decisão ou ordem judicial ou da autoridade policial corregedora. XIV – freqüentar. XXII – negligenciar no cumprimento de prazos para conclusão de inquéritos policiais e processos disciplinares. exceto em razão de serviço. XVII – permitir que presos conservem em seu poder instrumentos com que possam causar danos nas dependências em que estejam recolhidos. XXV – lançar em livros e registros oficiais dados intencionalmente errôneos. sem ordem expressa da autoridade competente. sem as . XIII – atribuir-se qualidade ou posição de hierarquia policial diversas das que efetivamente lhe correspondem. possibilitando. abusivamente. assim.

ou à classe a que pertence. tendo em vista o fato. SEÇÃO I CLASSIFICAÇÃO Art. bem assim de prestar-lhe diretamente as informações solicitadas e julgadas necessárias. II – ofensiva à dignidade policial ou profissional. XXXIII – entregar-se à prática de vícios ou atos atentatórios à moral e aos bons costumes. XXXIV – cobrar carceragem. em: I – leves. intencionalmente. suas condições e os antecedentes pessoais do transgressor. com antecedência.formalidades legais ou com abuso de poder. em serviço ou fora dele. e XXXV – deixar de atender imediatamente à convocação de autoridade policial corregedora. salvo por motivo justo. ou por negligência. custas. 151 – As transgressões disciplinares classificam-se.Só se torna necessária e eficaz a aplicação da pena quando dela advém benefício ao punido. . total ou parcial. XXIX – provocar a paralisação. § 2º . as missões de que for incumbido. à autoridade a que estiver subordinado. a impossibilidade do comparecimento.Será sempre classificada como grave a transgressão que for: I – de natureza infamante e desonrosa. emolumentos ou qualquer outra despesa que não tenham apoio em lei. e III – graves. segundo a intensidade de dolo ou do grau da culpa. Art. pelo fortalecimento da disciplina e da justiça. II – médias. 152 – A classificação a que se refere o artigo anterior será feita pela autoridade competente para impor a penalidade. do serviço policial ou dela participar. XXXI – faltar ou chegar atrasado ao serviço ou deixar de participar. pela sua reeducação. § 1º . XXX – não desempenhar a contento. XXXII – apresentar-se embriagado ou sob ação de entorpecente.

e V – contrária aos preceitos da hierarquia e de respeito à autoridade. em caso de perigo. VI – ter sido de somenos importância a participação do indiciado na transgressão disciplinar. da ordem ou do sossego público. III – ter sido cometida a transgressão na prática de ação meritória. . VII – aceitável ignorância ou errônea compreensão das disposições legais e administrativas. e VI – uso imperativo de meios violentos a fim de compelir o subordinado a cumprir rigorosamente o seu dever. necessidade urgente. II – relevância de serviços prestados. § 2º . IV – decorrente da prática de ação ou omissão deliberada. III – falta de prática de serviço. V – ter sido cometida a transgressão em legítima defesa própria ou de outrem.III – atentatória às instituições ou à ordem legal. SEÇÃO II CAUSAS E CIRCUNSTÂNCIAS QUE INFLUEM NO JULGAMENTO Art. prejudicial ao serviço policial. no interesse do serviço. de outrem ou de seus respectivos direitos. plenamente comprovada. IV – ter sido cometida a transgressão em obediência a ordem superior. humanidade e probidade. manutenção da ordem e da disciplina.São causas justificativas: I – ignorância. 153 – Influem no julgamento das transgressões as causas justificativas e as circunstâncias atenuantes e agravantes.São circunstâncias atenuantes: I – bom comportamento anterior. II – motivo de força maior plenamente comprovado e justificado. § 1º . quando não atente contra os sentimentos normais de patriotismo. V – ter sido cometida a transgressão para evitar mal maior. IV – ter sido cometida a transgressão em defesa própria. calamidade pública.

.São circunstâncias agravantes. IX – impedir ou dificultar. de modo a facilitar a sua apuração. X – ter sido cometida a falta em presença de subordinados. for reconhecida qualquer causa justificativa. CAPÍTULO II PENALIDADES Art. XI – ter sido praticada a transgressão com premeditação e. pratique a transgressão ou dela participe. § 3º . II – suspensão. VI – abuso de autoridade ou poder. § 4º . no julgamento da transgressão. V – prática da transgressão durante a execução do serviço policial ou em prejuízo deste. III – multa. III – a prática simultânea ou a conexão de duas ou mais transgressões.VIII – ter o transgressor procurado diminuir as conseqüências das faltas. XII – ter sido praticada a transgressão em lugar público. a apuração de falta. subordinado ou não. antes da pena. IV – concurso de dois ou mais agentes na prática de transgressão. 154 – São penas disciplinares: I – repreensão. II – mau comportamento anterior. e IX – ter o transgressor confessado espontaneamente a falta perante a autoridade sindicante. reparando o dano.Não haverá punição quando. VIII – coação. VII – uso indevido de meios de coerção e intimidação. de qualquer maneira. instigação ou determinação para que outro policial. quando não constituírem ou qualificarem outra transgressão disciplinar: I – reincidência específica ou genérica.

V – demissão a bem do serviço público. as faltas de cumprimento de deveres são punidas com a pena de suspensão.A pena de demissão por ineficiência no serviço só será aplicada quando verificada a impossibilidade de readaptação. Art. V – ausência do serviço. § 2º . § 2º . 157 – A pena de multa será aplicada na forma e nos casos expressamente previstos em lei ou regulamentos. interpoladamente. nos casos de: I – abandono de cargo.O servidor policial suspenso perderá todas as vantagens e direitos decorrentes do exercício do cargo. nesse caso.IV – demissão.Considerar-se-á abandono de cargo o não-comparecimento do servidor ao serviço.A autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa penalidade em multa. 158 – Será aplicada a pena de demissão. sem causa justificável. II – procedimento irregular de natureza grave. por mais de trinta dias consecutivos. que não excederá de noventa dias. Art. Parágrafo único – A aplicação das penas administrativas não se sujeita à seqüência estabelecida neste artigo. e VI – exercício de qualquer atividade remunerada. corresponderá às faltas de cumprimento de deveres e às transgressões consideradas de natureza leve. estando o servidor licenciado para tratamento de saúde. Parágrafo único – Havendo dolo ou má-fé. Art. sendo o servidor. será aplicada no caso da falta grave ou de reincidência. segundo cada caso. 155 – A pena de repreensão será aplicada por escrito e. em princípio. obrigado a permanecer em serviço. IV – aplicação indevida de dinheiros públicos. durante um ano. Art. III – ineficiência no serviço. mas é autônoma. na base de cinqüenta por cento por dia de vencimento ou remuneração. e VI – cassação de aposentadoria ou disponibilidade. e consideradas a natureza e a gravidade de infração e os danos que dela provierem para o serviço público. § 1º . § 1º . 156 – A pena de suspensão. por mais de quarenta e cinco dias. .

em serviço ou em decorrência deste. 160 – Será aplicada a pena de cassação de aposentadoria ou disponibilidade se ficar provado que o servidor policial inativo: I – praticou. XI – for contumaz na prática de transgressões disciplinares. a administração pública e a Fazenda Estadual. dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de interesse ou os tenham na repartição do servidor. desde que o faça dolosamente e com prejuízo para o Estado ou particulares. IX – praticar qualquer crime que. XIII – incitar greves ou a elas aderir. ou previstos nas leis relativas à segurança e à defesa nacional. direta ou indiretamente. ao vício de jogos proibidos. comissões. de modo a incompatibilizar o servidor para o exercício da função policial. sem prejuízo da responsabilidade civil e do procedimento criminal. ou estejam sujeitos à sua fiscalização.Art. com dolo. declaração falsa em matéria de abono familiar ou de outro qualquer benefício. II – praticar crime contra a boa ordem. VII – receber ou solicitar propinas. VI – lesar os cofres públicos ou dilapidar o patrimônio do Estado. presentes ou vantagens de qualquer espécie. Art. quando em atividade. ou praticar atos de sabotagem contra o regime ou o serviço público. seja considerado infamante. à embriaguez habitual. XII – praticar a usura em qualquer de suas formas. pela sua natureza e configuração. X – exercer advocacia administrativa. salvo em legítima defesa. III – revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo. . II – aceitou ilegalmente cargo ou função pública. IV – praticar insubordinação grave. V – praticar. que no caso couber. em razão de cumprimento de missão policial. bem como ao uso de substâncias entorpecentes que determine dependência física ou psíquica. falta grave e que é cominada nesta lei a pena de demissão ou de demissão a bem do serviço público. VIII – pedir. e XIV – apresentar. 159 – Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao servidor policial que: I – for dado à incontinência pública e escandalosa. por empréstimo. ofensas físicas contra funcionários ou particulares.

Parágrafo único .São competentes para a aplicação das medidas de que trata o parágrafo anterior: I – o Secretário de Estado da Segurança Pública. em qualquer caso. e VII – os demais Delegados de Polícia de Carreira. quanto à . § 2º. e II – o Órgão Disciplinar da Polícia Civil e o Corregedor Geral de Polícia. e IV – praticou. até a de suspensão por noventa dias. até a de suspensão por trinta dias.A prisão administrativa e a suspensão preventiva não poderão exceder de noventa dias. Diretor da Casa de Detenção "Antônio Dutra Ladeira" e Chefes de Departamentos. 161 – Para a aplicação das penalidades previstas no artigo 154. V – os Superintendentes. § 1º . até a de suspensão por cinco dias. a prisão administrativa e a suspensão preventiva. sem prévia autorização do Presidente da República. VI e VII deste artigo é limitada ao pessoal que lhes é diretamente subordinado. CAPÍTULO III COMPETÊNCIA PARA IMPOSIÇÃO DE PENALIDADES Art. como medidas acessórias. são competentes: I – o Governador do Estado. II – o Secretário da Segurança Pública. VI – os Delegados Gerais de Polícia. 162 – No curso do processo administrativo disciplinar poderão ser aplicadas. até a de suspensão por sessenta dias. quando convocado para o exercício efetivo de funções policiais. nos termos de lei e regulamentos. IV – o Corregedor Geral de Polícia. CAPÍTULO IV PRISÃO ADMINISTRATIVA E SUSPENSÃO PREVENTIVA Art.A competência das autoridades referidas nos itens V. quaisquer transgressões puníveis com demissão a bem do serviço público. Diretor da Academia de Polícia. nos termos legais e regulamentares. Delegados de Polícia de Classe Especial e Delegados Regionais de Polícia. até a de suspensão por dez dias. III – o órgão disciplinar de Polícia Civil.III – aceitou representação de Estado estrangeiro. até a de suspensão por trinta dias. quanto à prisão administrativa e à suspensão preventiva.

salvo se. e. 150. Art. Art. inclusive. CAPÍTULO V PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO SEÇÃO I INSTAURAÇÃO DO PROCESSO Art. Parágrafo único – Entende-se por verdade sabida o conhecimento pessoal e direto da falta por parte da autoridade competente para aplicar a pena. as autoridades enumeradas no mesmo artigo. a fim de apurar ação ou omissão de servidor policial civil puníveis disciplinarmente. 164 – O procedimento administrativo para apuração das transgressões disciplinares dos servidores da Polícia Civil compreende os seguintes feitos: I – sindicância administrativa. for conveniente instaurar-se sindicância ou processo. pelas circunstâncias da falta. Parágrafo único – O processo será precedido de sindicância. Art. 173 e seguintes. procederá às seguintes diligências: . SEÇÃO II SINDICÂNCIA Art. 170 – A Comissão ou o funcionário incumbido da sindicância. por sua natureza. até o item IV. de condição hierárquica nunca inferior à do indiciado. 165 – Instaura-se processo administrativo ou sindicância. 169 – A sindicância meio sumário e. 161. ou à Comissão Processante Permanente a que se refere o art. Art. até o número VII. e II – processo administrativo. quando não houver elementos suficientes para se concluir pela existência da falta ou de sua autoria. Art. 166 – Será obrigatório o processo administrativo quando a falta disciplinar. poder-se-á aplicar a pena pela verdade sabida. será cometida a funcionário ou a comissão de funcionários. dando-lhe início imediato. o quanto possível sigiloso. 167 – Nos casos do art. 168 – São competentes para determinar a instauração do processo administrativo as autoridade enumeradas no art. 163 – A aplicação do disposto neste capítulo se fará sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. Art. possa determinar a pena de demissão.suspensão preventiva. para determinar a instauração de sindicâncias. de verificação.

do denunciante ou indiciado. destinadas a realizar os processos administrativos. e II – colherá as demais provas que houver. responsabilidade administrativa a que caiba pena de suspensão. e terão valor de sindicância administrativa. o acusado. bem como o subordinado deste. SEÇÃO III COMISSÕES PROCESSANTES PERMANENTES Art.O disposto neste artigo não impede a designação de Comissões Especiais pelo Secretário. Art. somente por expressa determinação da autoridade que as designar. parente. a critério da autoridade superior. ficando. 176 . 174 – As Comissões Processantes Permanentes serão constituídas de três servidores estáveis da Polícia Civil. concluindo pela procedência ou não. e. em conseqüência e automaticamente. . devendo a sua presidência recair em Delegado de Polícia de Carreira. à autoridade competente. Art. Art. nem fazer parte da Comissão Processante Permanente. § 2º .Os membros das Comissões Processantes Permanentes. 173 – Na Superintendência de Polícia Judiciária e Correições haverá Comissões Processantes Permanentes.Os membros das Comissões Processantes Permanentes. Art. comunicar. 175 – Não poderá ser encarregado de proceder a sindicância. 171 – Poderão. Corregedor Geral ou órgão disciplinar da Polícia Civil. § 1º . Art. da argüição feita contra o servidor. desde logo. 172 – A critério da autoridade que o designar.I – ouvirá testemunhas para esclarecimento dos fatos referidos na portaria ou despacho de designação. Parágrafo único – Nas comissões não permanentes. também compostas de três membros. dispensado do serviço da repartição. ficando dispensados de outros serviços da repartição durante todo o prazo da designação. Parágrafo único – Haverá tantas Comissões Processantes Permanentes quantas forem julgadas necessárias. serão designados pelo Secretário de Estado da Segurança Pública. o funcionário incumbido de proceder à sindicância poderá dedicar todo o seu tempo àquele encargo. Parágrafo único – Ao funcionário designado incumbirá. consangüíneo ou afim. ser consideradas como meio sumário de verificação de falta disciplinar. durante a realização dos trabalho. de acordo com este artigo. até o terceiro grau inclusive. o impedimento que houver. também. em linha reta ou colateral. bem como os respectivos secretários. sempre que possível. as provas colhidas contra o servidor policial civil em inquérito policial instaurado contra o mesmo e das quais resultem. mesmo como secretário desta. dedicarão todo o seu tempo aos trabalhos pertinentes aos processos administrativos e às sindicâncias de que forem encarregados.

poderão seus integrantes ser afastados do exercício dos cargos, durante a realização do processo. Art. 177 – As Comissões Processantes Permanentes e Especiais terão jurisdição em todo o Estado, para o bom desempenho de seus trabalhos. CAPÍTULO VI ATOS E TERMOS PROCESSUAIS Art. 178 – O processo administrativo terá a forma prevista neste capítulo, iniciando-se no prazo de oito dias, contados da data do ato que determinou sua instauração. Art. 179 – É assegurado ao funcionário o direito de ampla defesa, podendo, pessoalmente ou por procurador, acompanhar todos os atos processuais, indicar e inquirir testemunhas, requerer juntada de documentos, vista dos autos em mãos da Comissão, e o mais que julgar necessário, observadas as normas processuais estabelecidas nesta lei. § 1º - Entende-se por direito de ampla defesa a oportunidade que se confere ao acusado de praticar todos os atos previstos no artigo anterior, na fase instrutória do processo. § 2º - A autoridade processante não será obrigada a suprir "ex-officio" a omissão do acusado na fase de que trata o parágrafo anterior. Art. 180 – Na portaria que der início ao processo, o Presidente da Comissão ordenará a citação do acusado para se ver processar, até julgamento final, e nomeará um dos membros da Comissão para secretariar os trabalhos. § 1º - A citação do acusado será feita em mandado próprio e será instruída com a cópia da portaria inicial. § 2º - Se for desconhecido o paradeiro do acusado ou este se ocultar para evitar a citação, esta será feita com o prazo de dez dias, mediante edital publicado por cinco vezes seguidas no órgão oficial, findo o qual prosseguir-se-á no processo à sua revelia. § 3º - Será considerado revel o funcionário que, citado ou intimado para os atos processuais, deixar de comparecer ou de se fazer representar. Art. 181 – Feita a citação, terá prosseguimento o processo, em sua fase de instrução, designando o Presidente dia e hora para o interrogatório do acusado e a inquirição de testemunhas, devendo este ser notificado a apresentar, caso queira, rol de testemunhas até o máximo de dez, no prazo de cinco dias. Parágrafo único – Poderá o acusado, respeitado o limite previsto neste artigo, durante a fase instrutória, substituir as testemunhas ou indicar outras no lugar das que não comparecerem. Art. 182 – Proceder-se-á à tomada de depoimentos das testemunhas arroladas

pela Comissão e, a seguir, os das testemunhas indicadas pelo acusado. § 1º - Na audiência das testemunhas será dada a palavra ao defensor do acusado ou a este, para reperguntar às testemunhas. § 2º - Se o acusado ou seu defensor não comparecer, será designado o fato no respectivo termo. § 3º - O Presidente poderá indeferir as perguntas que não tiverem conexão com a falta, consignando-se no termo as que forem indeferidas. § 4º - Ocorrendo a necessidade do testemunho de servidores públicos ou militares, as respectivas solicitações deverão ser feitas a seus chefes ou comandantes imediatos. Art. 183 – Durante a fase instrutória de processo, poderá o Presidente da Comissão ordenar toda e qualquer diligência que se lhe afigure conveniente, facultando-se ao acusado, nos termos do artigo 182, requerer o que for necessário à sua defesa, desde que não constitua recurso protelatório, prejudicial ao andamento normal dos trabalhos ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos em apuração. Parágrafo único – O Presidente, entendendo descabida a pretensão do acusado, recusará a diligência em despacho fundamentado. Art. 184 – É permitido à Comissão tomar conhecimento, na fase instrutória, de argüições novas que surgirem contra o acusado, caso em que este terá o direito de produzir contra elas as provas que tiver. Art. 185 – Encerrada a fase instrutória, em que serão praticados os atos concernentes à prova, o acusado não mais poderá requerer diligências no processo e, dentro de quarenta e oito horas, deverá ser citado para apresentar, por escrito, as razões finais de sua defesa. Parágrafo único – Terá o acusado o prazo de dez dias para apresentação da defesa a que se refere este artigo. Neste prazo lhe será dada vista dos autos em presença do secretário ou de qualquer dos membros da Comissão, no lugar do processo. Art. 186 – No caso de revelia do acusado ou ainda de perda de prazo para apresentação de defesa, o Presidente nomeará um funcionário, sempre que possível bacharel em Direito, para produzi-la, na forma do artigo 185 e seu parágrafo único. § 1º - Neste relatório, a Comissão apreciará, em relação a cada acusado, separadamente, as faltas administrativas e irregularidades que lhe forem atribuídas, as provas colhidas no processo, e as razões da defesa, propondo, então, a absolvição ou a punição, indicando, neste caso, a pena que couber. § 2º - Deverá também a Comissão, em seu relatório, sugerir quaisquer outras providências que lhe parecerem de interesse do serviço público. Art. 187 - Findo o prazo para a defesa e juntadas aos autos as peças que a contiverem, a Comissão, no prazo de dez dias, apreciará a prova e a defesa

produzidas, representando o seu relatório. Art. 188 – O processo administrativo deverá ser concluído no prazo de sessenta dias, a contar da citação do acusado. § 1º - Poderá a autoridade que determinou a instauração do processo prorrogarlhe o prazo até mais sessenta dias, por despacho, em representação circunstanciada que lhe fizer o Presidente da Comissão. § 2º - O Secretário de Estado da Segurança Pública, em casos especiais e mediante representação do Presidente da Comissão, poderá autorizar nova e última prorrogação do prazo, por tempo não excedente ao do parágrafo anterior. Art. 189 – Ultimado o processo e, recebendo os autos conclusos, a autoridade que houver determinado a sua instauração deverá proferir julgamento no prazo de trinta dias, prorrogaveis por igual período. Parágrafo único – Se o processo não for julgado no prazo indicado neste artigo, o acusado, caso esteja suspenso preventivamente, reassumirá automaticamente o cargo ou função e aguardará em exercício o julgamento, salvo nos casos de prisão administrativa que ainda perdure e abandono de cargo ou função. Art. 190 – Quando escaparem à sua alçada as penalidades e providências que lhe parecerem cabíveis, a autoridade que determinou a instauração do processo administrativo deverá propô-las, justificadamente, dentro do prazo marcado para julgamento, à autoridade competente. Art. 191 – As decisões serão sempre publicadas no órgão oficial, dentro do prazo de oito dias. Art. 192 – O processo administrativo não poderá ser sobrestado para o fim de aguardar a decisão de ação penal ou civil. Art. 193 – Não será declarada a nulidade de nenhum ato processual que não houver influído na apuração de verdade substancial ou, diretamente, na decisão do processo ou da sindicância, e os atos que forem declarados nulos não afetarão o processo em seu todo, mas tão somente a diligência que contenham. CAPÍTULO VII PROCESSO POR ABANDONO DE CARGO OU FUNÇÃO Art. 194 – No caso de abandono de cargo ou função, instaurado o processo e feita a citação, na forma dos artigos 168 e 180, comparecendo o acusado e tomadas as suas declarações, terá ele o prazo de cinco dias para oferecer defesa ou requerer a produção da prova que tiver, que só pode versar sobre força maior ou coação ilegal. § 1º - Observar-se-á, então, no que couber, o disposto nos artigos 182 e seguintes. § 2º - No caso de revelia, será designado pelo Presidente um funcionário para

200 – Ao processo de revisão será apensado o processo administrativo ou sua cópia. observando-se o disposto na parte final deste artigo e. serão indeferidos "in limine". o disposto nos artigos 182 e seguintes. § 3º . ou. marcando o Presidente o prazo de cinco dias para que o requerente junte as provas que tiver. pelo cônjuge.Será impedido de funcionar na revisão quem houver integrado a comissão de processo administrativo.O Presidente designará um funcionário para secretariar a Comissão. 201 – Concluída a instrução do processo. . 199 – A revisão será processada por Comissão Processante Permanente. Art. não autoriza a agravação da pena. 197 – A revisão poderá ser pedida pelo próprio punido. ou indique as que pretenda produzir. ou procurador legalmente habilitado. para apresentação de alegações. perante o secretário da comissão. CAPÍTULO VIII REVISÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO Art. ou. e depoimento.Os pedidos que não se fundarem nos casos enumerados no artigo e que não vierem documentados de provas. ascendente. 196 – A revisão. se descobrirem novas provas da inocência do punido ou de circunstâncias que autorizem pena mais branda. § 1º .O pedido será sempre dirigido à autoridade que aplicou a pena ou que a tiver confirmado em grau de recurso. Art. pelo prazo de dez dias. salvo se fundado em novas provas. será aberta vista ao requerente. Art. no que couber. no caso de morte do punido. Art. mediante recurso do punido. que poderá verificar-se a qualquer tempo. Art. quando: I – a decisão for contrária a textos expressos de lei ou à evidência dos autos. descendente ou irmão. § 2º . II – a decisão se fundar em comprovadamente falsos ou errados. 195 – Dar-se-á revisão dos processos findos.Não será admissível a reiteração do pedido. 198 – Não constitui fundamento para revisão a simples alegação de injustiça da penalidade. exames ou documentos III – após a decisão. por Comissão Especial. Art.servir de defensor. a juízo do Secretário de Estado da Segurança Pública. § 2º . § 1º .

lotação. definição de competência. II .para uso da entidade. será realizada gradualmente. 204 – Julgada procedente a revisão. a Administração determinará a redução ou cancelamento da pena. atualmente executados pelo Departamento do Pronto Socorro. de 22 de janeiro de 1968. será o processo encaminhado.Por força desta lei e à medida em que sejam expedidos os atos a que o parágrafo anterior se refere. LIVRO VI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. 207 . § 2º . unidade específica de assistência médico-hospitalar e odontológica para os servidores ocupantes de cargos estritamente policial.celebrar convênios para a participação de municípios como instituidores ou mantenedores da entidade. benfeitorias. o Poder Executivo expedirá progressivamente os atos de reorganização. considerar-se-ão revogadas as disposições legais que com aqueles atos forem colidentes ou incompatíveis. no que couber. 208 . para esse fim podendo: I . reestruturação. Art. revisão de funcionamento e quantos outros se façam necessários ao processo da Reforma Administrativa. Art. que se inicia com a presente lei. 203 – Será de trinta dias o prazo para esse julgamento. 202 – Decorrido esse prazo. sem prejuízo das diligências que a autoridade entenda necessárias ao melhor esclarecimento do processo. concluir obras de construção de hospital e doar terrenos. bem como para os lotados nos órgãos de apoio e assessoramento. o assessoramento necessário à preparação e execução dos atos exigidos pela reforma administrativa determinada por este artigo e nos termos da Lei nº 5.Art. destinada à realização dos serviços de medicina de urgência. 206 – A Reforma Administrativa da Secretaria de Estado da Segurança Pública. até que seja implantado o sistema de assistência MédicoHospitalar da Administração Pública Estadual. móveis e veículos .036.ETRA . § 1º . Art. com a orientação seletiva para problemas existentes em órgãos e atividades afins. com autonomia administrativa e financeira. à autoridade competente para julgamento. equipamentos hospitalares. para os efeitos do artigo. 205 – Ao processo de revisão aplicam-se as regras cominadas no art.O Poder Executivo adotará medidas para a organização de entidade. § 3º .mediante ajuste. com o relatório fundamentado da Comissão e dentro do prazo de quinze dias. Art. ainda que sem alegações. 178 e seguintes.Fica mantido o Departamento Médico da Polícia Civil.Observadas as disposições constitucionais e as desta lei. Art. edificações.O Secretário de Estado da Segurança Pública atribuirá à Fundação Escritório Técnico de Racionalização Administrativa .

de 16 de outubro de 1964. símbolo C-6.214. normas reguladoras do regime jurídico dos servidores civis do Poder Executivo aplicam-se.Os Anexos I e II. para atendimento da estrutura da Secretaria de Estado da Segurança Pública: I .no Anexo III. c) três cargos de Inspetor Geral da Guarda-Civil. subsidiariamente..214.Ficam criados.comprometer-se a subvencionar a entidade com recursos financeiros. 212 .atualmente ocupados ou utilizados pelo Departamento de Pronto Socorro. 210 . g) dez cargos de Inspetor de Detetives. h) seis cargos de Inspetor de Divisão de Policiamento da Guarda-Civil.. de 16 de outubro de 1964. III. f) sessenta e dois cargos de Chefe de Cartório. símbolo C-7. 211 .214. símbolo C-6. 209 . d) um cargo de Inspetor Auxiliar de Trânsito.no Anexo III. Art.Até que se cumpram as determinações desta lei no sentido da reforma estrutural da Secretaria de Estado da Segurança Pública e observadas as alterações que estabelece. até o valor total das dotações consignadas ao Departamento de Pronto Socorro no orçamento para o exercício de 1970 e nos limites fixados em orçamentos para os exercícios anteriores. ficam dispensados da exigência estabelecida pelo art.c. Art. contêm a estrutura e a nova composição de classes do Serviço de Segurança Pública e. Art. símbolo C-6. que fazem parte integrante desta lei.b. Art.Para efeito de nomeação para cargo de igual hierarquia.Quando não contrárias às disposições desta lei. símbolo C-8. mediante especificação em decreto. b) quatorze cargos de Chefe de Serviço. e) vinte e oito cargos de Chefe de Seção. 213 . em virtude deles. símbolo C-6. Art. II . . 90 desta lei os atuais ocupantes de cargos de chefia ou direção de unidade ao nível de imediata subordinação aos Órgãos Superiores da Polícia Civil. dois cargos de Assessor de Secretário de Estado. III . ficam alterados os Anexos I e II da Lei nº 3. símbolo C-8. de 16 de outubro de 1964. aos ocupantes de cargos de natureza estritamente policial. a) quatro cargos de Chefe de Departamento e um de Diretor de Ensino Policial símbolo C-11. da Lei nº 3. III. prevalecerá a atual estrutura orgânica e correspondentes atribuições. da Lei nº 3.

enquanto as exercer. como de natureza estritamente policial. a quem exerça missões policiais especiais e temporárias.Para os efeitos dos artigos 60. Art.As autoridades policiais e os ocupantes de cargo de natureza estritamente policial. fica o Poder Executivo autorizado a estruturar em decreto. 214 . Art. 118 e 119. terão direito ao porte de armas de defesa. 20 (vinte) 100 (cem)e 60 (sessenta) cargos. o cidadão designado receberá a remuneração atribuída ao mencionado cargo. símbolo C-4. vedado o seu uso indevido ou o do equipamento que lhes haja sido confiado para o serviço. o Governador do Estado constituirá . 215 . falta ou impedimento de seu ocupante efetivo. o cargo de Carcereiro será exercido por cidadão designado pelo Delegado de Polícia da respectiva jurisdição. Art. n) quarenta cargos de Subinspetor de Policiamento da Guarda-Civil. símbolo C-6. símbolo C-5. lotados na Secretaria de Estado da Segurança Pública. j) trinta cargos de Inspetor de Policiamento da Guarda-Civil. respectivamente. são acrescidas de. 219 . 218 .Identificação policial que atribua prerrogativas da Polícia Civil somente poderá ser concedida a quem. m) trinta cargos de Subinspetor de Detetives. 217 . Motorista e Rádio Operador. mediante condições a serem estabelecidas em decreto. Art. o sistema de Segurança e Ordem Pública da Administração Estadual. 220 . exerça cargo de natureza estritamente policial e.Durante o exercício eventual e temporário do cargo de Carcereiro.i) dois cargos de Chefe de Distrito de Trânsito. símbolo C-5. estabelecendo as atribuições e o funcionamento coordenado dos organismos componentes.Será fixado em decreto o valor da remuneração de aulas na Academia de Polícia Civil de Minas Gerais. permanentemente. l) um cargo de Diretor de Estabelecimento de Ensino Médio. Art. o) vinte e cinco cargos de Fiscal de Turma de Trânsito. Parágrafo único . Art. símbolo C4. o tempo de serviço exercido anteriormente a esta lei por ocupante de cargo daquela natureza em qualquer cargo de direção ou chefia dos órgãos policiais. Parágrafo único .As classes iniciais das séries de classes de Fotógrafo. símbolo C-4. Art. no exercício de suas atribuições. a juízo do secretário de Estado de Segurança Pública e sob sua responsabilidade. será computado.Objetivando a integração e a harmonia dos diversos órgãos de segurança pública. p) um cargo de Secretário de Estabelecimento de Ensino Médio.Para efeito deste artigo. símbolo C-5. 216 .Em caso de vacância. do Quadro Geral do Estado.

Inspetor de Guarda Civil 008 7. Art. anular total ou parcialmente dotações do orçamento em vigor. C-4 C-6 Guarda Civil de Classe Especial VII Guarda Civil III VIII Denominação Guarda Civil I Guarda Civil II Nível ou Símbolo de Vencimento VI VII 001 C-5 C-8 VII IX X XI . que a cumpram e façam cumprir. fica o Poder Executivo autorizado a suplementar dotações orçamentárias. em Belo Horizonte. Detetive II 012 7. Inspetor de Policiamento 007 7. 002 7. tão inteiramente como nela se contém. entrando esta lei em vigor na data de sua publicação.214 ANEXO I (ART.Revogam-se as disposições em contrário.uma comissão especial que se incumbirá da elaboração da minuta do respectivo decreto de estruturação. 003 7. 004 Subinspetor de Policiamento (ex005 Fiscais de Turma de Guarda Civil) 7. Mando portanto.Para ocorrer às despesas da presente lei. aos 16 de dezembro de 1969. Detetive III 013 7. a todas as autoridades. 7. para tanto. Inspetor de Divisão de 006 Policiamento (ex-Chefe de Divisão de Guarda Civil) 7. Dada no Palácio da Liberdade.Governador do Estado TABELAS DA LEI 3. 212) Código 7. Detetive de Classe Especial 014 7. Art. a quem o conhecimento e execução desta lei pertencer. Israel Pinheiro da Silva . 221 . podendo. 222 . Detetive I 011 7.

Delegado Regional de Polícia 045 7. Guarda Civil Músico III 7. Escrivão de Polícia I 031 7. Escrivão de Polícia II 032 7.Inspetor de Detetives (ex015 Subinspetores) 7. C-6 C-5 C-8 VI VII VIII IX X XI C-6 C-8 XVII XVIII XIX XXI XXII C-10 C-13 C-13 C-13 C-11 VI VII VIII . Diretor Geral da Academia de 046 Polícia 7. Delegado de Polícia de Classe 043 Especial 7. Guarda Civil Músico II 052 7. Delegado de Polícia I 040 7. Inspetor Geral do Corpo de 036 Escrivães e Escreventes (ex-Chefe do Serviço do Corpo de Escrivães e Escreventes) 7. Delegado Geral de Polícia 044 7. Corregedor Geral de Polícia 047 7. Escrivão de Polícia III 033 7. Delegado de Polícia III 042 7. Inspetor Geral do Corpo de 017 Detetives (ex-Chefe do Serviço do Corpo de Investigadores) 7. Subinspetor de Detetives 016 7. Superintendente do Policiamento 048 Civil (ex-Superintendente de Policiamento do Estado) 7. Diretor de Ensino Policial 049 7. Escrivão de Polícia de Classe 034 Especial 7. Guarda Civil Músico I 051 7. Escrevente de Polícia I 021 7. Delegado de Polícia II 041 7. Chefe de Cartório 035 7. Escrevente de Polícia II 022 7.

IX VI VII VIII IX IX X XI XII C-4 C-6 C-8 C-7 V VI VII IX X XI XII XVII XVIII XIX XVII XVIII . Perito Criminal Especialista III 223 7. Inspetor Auxiliar de Trânsito 136 7. Perito Criminal III 213 7. Perito de Trânsito de Classe 114 Especial 7. Perito Criminal de Classe 214 Especial 7. Perito de Trânsito III 113 7. Identificador III 203 7. Identificador II 202 7. Perito de Trânsito II 112 7. Médico Legista II 232 7. Fiscal de Trânsito III 103 7.053 Guarda Civil Músico de Classe 054 Especial 7. Fiscal de Trânsito II 102 7. Perito Criminal II 212 7. Chefe de Distrito de Trânsito 127 7. Inspetor Geral do Corpo de 128 Fiscais de Trânsito 7. Fiscal de Trânsito I 101 7. Perito Criminal Especialista II 222 7. Identificador I 201 7. Médico Legista I 231 7. Fiscal de Turma de Trânsito 126 7. Perito de Trânsito I 111 7. Fiscal de Trânsito de Classe 104 Especial 7. Perito Criminal Especialista I 221 7. Perito Criminal I 211 7.

Diretor de Casa de Detenção 327 NOTA: . 001 7. 7. Médico Legista III Auxiliar de Necropsia I Auxiliar de Necropsia II Auxiliar de Necropsia III XIX VI VII VIII C-13 IX X XI XII IV IV V VI C-11 Superintendente de Técnica 245 Policial 7. Pesquisador-Datiloscopista I 251 7. Pesquisador-Datiloscopista II 252 7. Pesquisador-Datiloscopista III 253 7.214/64. não incluídos no presente Anexo por não serem de natureza estritamente policial. 212) Código DENOMINAÇÃO NOVA Nova Nível de da E () DENOMINAÇÃO ComposiçãoVencimento Classe ATUAL das Classes 7. Carcereiro 312 7. Vigilante de Presídio II 322 7.Os cargos do Anexo I da Lei nº 3.456 855 435 154 VI VII VIII IX Civil de Especial) . 002 7. ANEXO II (ART. 241 7. 233 7.7. 003 7. Vigilante de Presídio III 323 7. na parte do "Serviço de Segurança Pública". 004 Guarda Civil (Guarda Civil I) Guarda Civil (Guarda Civil II) Guarda Civil (Guarda Civil III) (Guarda Classe I II III 1. continuam a figurar naquele Anexo com os respectivos códigos. Pesquisador-Datiloscopista de 254 Classe Especial 7. 242 243 7. Vigilante de Presídio I 321 7.

021 7.(Guarda Civil de Classe Especial) 7. 7. 141 105 XVII XVIII 7. 7. 36 XXII 20 VI . 042 7. 011 7. Detetive (Investigador I) Detetive (Investigador II) Detetive (Investigador III) I II III 620 361 181 94 VIII IX X XI Detetive de Classe Especial (Investigador de Classe Especial) Escrevente de Polícia I (Escrevente de Polícia I) Escrevente de Polícia II (Escrevente de Polícia II) Escrivão de Polícia I (Escrivão de Polícia I) Escrivão de Polícia II (Escrivão de Polícia II) Escrivão de Polícia III (Escrivão de Polícia III) Escrivão de Polícia de Classe Especial (Escrivão de Polícia Auxiliar) Delegado de Polícia I (Delegado de Polícia I) Delegado de Polícia II (delegado de Polícia II) Delegado de Polícia III (Delegado de Polícia III) Delegado de Polícia de Classe Especial (Delegado de Polícia de Classe Especial) Delegado Geral de Polícia (Delegado de Polícia Auxiliar) Guarda Civil 7. 130 VI 022 70 VII 7. 012 013 014 7. 032 7. 141 105 VIII IX 85 X 034 110 XI 040 041 7. 033 7. 044 7. 031 7. 043 85 XIX 74 XXI 7.

7. 27 12 6 88 52 26 V VI VII IX X XI Perito Criminal II (Perito Criminal II) Perito Criminal III .051 7. Músico I (Guarda Civil Músico I) Guarda Civil Músico II (Guarda Civil Músico II) Guarda Civil Músico III (Guarda Civil Músico III) Guarda Civil Músico de Classe Especial (Guarda Civil Músico de Classe Especial) Fiscal de Trânsito I (Fiscal de Trânsito I) Fiscal de Trânsito II (Fiscal de Trânsito II) Fiscal de Trânsito III (Fiscal de Trânsito III) Fiscal de Trânsito de Classe Especial (ExFiscal de Trânsito de Classe Especial) Perito de Trânsito I (Perito de Trânsito I) Perito de Trânsito II (Perito de Trânsito II) Perito de Trânsito III (Perito de Trânsito III) Perito de Trânsito de Classe Especial (Inexistente) Identificador (Identificador I) Identificador (Identificador II) Identificador (Identificador III) Perito Criminal (Perito Criminal I) I II III I 17 VII 13 VIII 054 10 IX 7. 7. 30 18 9 IX X XI 114 3 XII 7. 103 7. 052 7. 7. 113 7. 7. 101 7. 102 7. 111 7. 053 7. 104 742 431 214 VI VII VIII 83 IX 7. 201 202 203 211 212 7. 112 7.

1 VII 251 20 IX 7. 2 XIX 231 232 233 Médico Legista (Médico Legista I) 45 11 3 8 XVII XVIII XIX V Médico Legista II (Médico Legista II) Médico Legista III (Médico Legista III) Auxiliar de Necropsia I(Auxiliar de Necropsia I) Auxiliar de Necropsia II(auxiliar de Necropsia II) Auxiliar de Necropsia III (Auxiliar de Necropsia III) PesquisadorDatiloscopista (Inexistente) PesquisadorDatiloscopista (Inexistente) PesquisadorDatiloscopista (Inexistente) I 242 3 VI 7. 311 7. 10 II 6 III 4 X XI 254 PesquisadorDatiloscopista de Classe Especial (Inexistente) Carcereiro (carcereiro) Vigilante de Presídio I (Inexistente) XII 7. 321 285 24 I IV . 221 7. 243 7. 223 7. 241 7. 7. 252 7. (Perito Criminal III) Perito Criminal de Classe Especial (Perito Criminal de Classe Especial) Perito Criminal Especialista I (Perito Criminal Especialista) Perito Especialista (Inexistente) Perito Especialista (Inexistente) Criminal II Criminal III I 8 XII 7.213 214 7. 253 7. 7. 7 XVII 222 3 XVIII 7. 7.

801 do seu Anexo II (Auxiliar de Serviço). 4º da Lei nº 6226.214/64. foram computados no Código 1. de 7/12/1973. 323 Vigilante de Presídio II (Inexistente) Vigilante Presídio (Inexistente) de III 12 4 V VI NOTA: .311). de 4/12/1974. .7.) ------------------------------------------------------------------------------Data da última atualização: 01/08/2005. 322 7. (Vide art. na Lei nº 3.) (Vide Lei nº 6499. No presente Anexo foi mantido o atual número de Cargos de Carcereiro.Os Carcereiros (Código de Classe 7.

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