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  • Capítulo 1 – Definições e Unidades
  • 1.1 Sistema Internacional de Unidades
  • 1.2 Carga Eléctrica
  • 1.3 Corrente Eléctrica
  • 1.4 Tensão Eléctrica
  • 1.5 Potência e Energia
  • Capítulo 2 – Leis Experimentais e Circuitos Simples
  • 2.1 Elementos Eléctricos
  • 2.2 Leis de Kirchhoff
  • 2.3 Circuitos com uma só malha
  • 2.4 Circuitos com apenas um par de nós
  • 2.5 Dualidade
  • 2.6 Associações de Elementos
  • 2.7 Transformação Triângulo-Estrela
  • 2.8 Divisor de Tensão e Divisor de Corrente
  • Capítulo 3 – Técnicas Simples de Análise de Circuitos
  • 3.1 Número de Equações Independentes
  • 3.2 Método dos Nós
  • 3.3 Método das Malhas
  • 3.4 Linearidade e Sobreposição
  • Capítulo 4 – Técnicas de Simplificação de Circuitos
  • 4.1 Fonte de Tensão e Fonte de Corrente Reais
  • 4.2 Fontes Equivalentes
  • 4.3 Teoremas de Thévenin e de Norton
  • 4.4 Transferência Máxima de Potência
  • Capítulo 5 – Amplificador Operacional
  • 5.1 Características Ideais do Amplificador Operacional
  • 5.2 Características Reais do Amplificador Operacional
  • 5.3 Circuito Inversor
  • 5.4 Circuito Não Inversor
  • 6.1 Função Escalão Unitário
  • 6.2 Função Impulso Unitário
  • 6.3 Função Rampa Unitária
  • 6.4 Função Exponencial
  • 6.5 Função Sinusoidal
  • Capítulo 7 – Capacidade e Auto-Indução
  • 7.1 Condensador
  • 7.2 Bobina

UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR

DEPARTAMENTO DE ENGª ELECTROMECÂNICA

ANÁLISE DE CIRCUITOS
APONTAMENTOS DAS AULAS TEÓRICAS

J OÃO P AULO DA S ILVA C ATALÃO

FEVEREIRO 2009

Índice
Capítulo 1 Definições e Unidades .................................................1
1.1 Sistema Internacional de Unidades.................................1 1.2 Carga Eléctrica......................................................3 1.3 Corrente Eléctrica...................................................4 1.4 Tensão Eléctrica ....................................................5 1.5 Potência e Energia ..................................................6

Capítulo 2

Leis Experimentais e Circuitos Simples............................7
2.1 Elementos Eléctricos................................................7 2.2 Leis de Kirchhoff..................................................12 2.3 Circuitos com uma só malha ......................................13 2.4 Circuitos com apenas um par de nós..............................14 2.5 Dualidade ..........................................................15 2.6 Associações de Elementos ........................................15 2.7 Transformação Triângulo-Estrela .................................18 2.8 Divisor de Tensão e Divisor de Corrente .........................19

Capítulo 3

Técnicas Simples de Análise de Circuitos ........................21
3.1 Número de Equações Independentes..............................21 3.2 Método dos Nós ...................................................22 3.3 Método das Malhas................................................24 3.4 Linearidade e Sobreposição .......................................25

Capítulo 4

Técnicas de Simplificação de Circuitos...........................28
4.1 Fonte de Tensão e Fonte de Corrente Reais ......................28 4.2 Fontes Equivalentes ...............................................30 4.3 Teoremas de Thévenin e de Norton
..............................

32

4.4 Transferência Máxima de Potência ...............................36

Capítulo 5

Amplificador Operacional ..........................................38
5.1 Características Ideais do Amplificador Operacional .............38 5.2 Características Reais do Amplificador Operacional
.............

39

5.3 Circuito Inversor...................................................43 5.4 Circuito Não Inversor .............................................44

Capítulo 6

Sinais ...................................................................45
6.1 Função Escalão Unitário ..........................................45 6.2 Função Impulso Unitário 6.4 Função Exponencial 6.5 Função Sinusoidal
.........................................

45 47 47

6.3 Função Rampa Unitária ...........................................46
..............................................

................................................

Capítulo 7

Capacidade e Auto-Indução ........................................48
7.1 Condensador
......................................................

48

7.2 Bobina .............................................................51

54 8.......................................1 Circuito RLC ... 56 58 8.........61 ...2 Circuitos Diferenciador e Integrador ...................Capítulo 8 Circuitos de Primeira Ordem ....1 Circuitos RL e RC Simples ............................ Capítulo 9 Circuitos de Segunda Ordem......................................................54 8...........................61 9........3 Resposta Completa de Circuitos RL e RC .................................

• Os símbolos de unidades com nomes de pessoas devem ser escritos com letras maiúsculas. mas o nome da unidade não necessariamente.1 Sistema Internacional de Unidades Unidades Básicas (7) • m (metro) • s (segundo) • A (Ampere) • K (Kelvin) • mol (mole) • cd (candela) distância massa tempo corrente eléctrica temperatura quantidade de matéria intensidade luminosa • kg (quilograma) Unidades Suplementares (2) • rad (radiano) • sr (esterradiano) Algumas Regras • Não se deve usar plural dos nomes (ou dos símbolos).Definições e Unidades Capítulo 1 – Definições e Unidades 1. ângulo plano ângulo sólido 1 .

hs • 1 km2 = 106 m2 • 0.2 m μ m (não se deve usar mais de um prefixo) 1 kMHz 20 μ 20 k (não se deve usar mais de um prefixo) (um prefixo associa-se sempre a uma unidade) (um prefixo associa-se sempre a uma unidade) • 10 m/s2 ou 10 m.s-2. • 20 μ m.m ou Nm 2 . mas não 10 m/s/s • N. e não e não e não e não 0. que o SI veio a substituir. • 1 GHz. • 20 kg. o g (grama).Definições e Unidades Nota • O caso do kg (quilograma) é singular pois é a unidade básica do SI para massa e é múltiplo de uma outra unidade. que foi a unidade básica de massa do sistema CGS. Múltiplos e Submúltiplos • deca (da) = × 10 • hecto (h) = × 102 • quilo (k) = × 103 • mega (M) = × 106 • giga (G) = • tera (T) = • peta (P) = • exa (E) = • zeta (Z) = • yota (Y) = × 109 × 1012 deci (d) = centi (c) = mili (m) = × 10−1 × 10−2 × 10−3 micro ( μ ) = × 10−6 nano (n) = pico (p) = fento (f) = ato (a) = zepto (z) = × 10−9 × 10−12 × 1015 × 1018 × 10−15 × 10−18 × 1021 × 1024 × 10−21 yocto (y) = × 10−24 Alguns Exemplos e Contra-Exemplos • h • mm • • μA TJ h.2 nm.

• Representa a quantidade de electricidade responsável por fenómenos eléctricos.m/s2 • C (Coulomb) = A. 1 C representa a carga combinada de cerca de 6. 3 . q ou q(t) (quando varia no tempo). cientista francês (1736-1806). energia p/ potência p/ tensão ou diferença de potencial p/ resistência eléctrica p/ condutância eléctrica p/ quantidade de energia eléctrica p/ indutância eléctrica p/ capacitância eléctrica • N (Newton) = kg.24 × 1018 electrões.602 × 10−19 C. L (litro) = 1 dm3 = 10-3 m3 • t (tonelada) = 103 kg Unidades derivadas do SI (usadas em Análise de Circuitos) • Hz (Hertz) = s-1 • J (Joule) = N.s / A = J/A2 • F (Farad) = C/V = A3s2 / J 1. • Símbolo: Q (quando não varia no tempo). pelo que.2 Carga Eléctrica • É uma propriedade intrínseca da matéria.Definições e Unidades Unidades usadas no SI sem lhe pertencerem • min (minuto) = 60 s • h (hora) = 60 min = 3600 s • d (dia) 24 h = 86400 s • º (grau) = ( π /180) rad • ´ (minuto) = (1/60)º = ( π /10800) rad • ´´ (segundo) = (1/60)´= ( π /648000) rad • l. carga de um electrão = – 1.m • W (Watt) = J s-1 • V (Volt) = J/C • • Ω (Ohm) = V/A (Mho) = Ω -1 p/ frequência p/ força p/ trabalho.s • H (Henry) = V. • Unidade: C (Coulomb) em homenagem a Charles Coulomb.

cargas diferentes atraem-se. no tempo. da carga eléctrica que passa por um determinado ponto de referência. 1. • Unidade: A (Ampere) em homenagem a André-Marie Ampere.3 Corrente Eléctrica • Taxa de variação. • Símbolo: i(t) • i( t ) = dq dt 1 A = 1 C/s • Tem magnitude e sentido. cargas iguais repelem-se. 3A ⇔ -3A (a seta indica o sentido do fluxo de corrente) • Relação carga . • Carga eléctrica em movimento representa uma corrente eléctrica.Definições e Unidades • Tem magnitude e polaridade (“+” ou “-”). cientista francês (1755-1836).corrente eléctrica: A carga eléctrica transferida entre os instantes t0 e t pode ser expressa como q( t ) − q ( t 0 ) = q t = ∫t i dt 0 0 t t A carga eléctrica total transferida ao longo de todo o tempo é obtida q( t ) = ∫t i dt + q ( t 0 ) 0 t • Alguns tipos de corrente eléctrica: i (t) 0 intensidade constante) t Corrente contínua (corrente que circula sempre no mesmo sentido com uma 4 .

Terminal B • A tensão eléctrica é o trabalho (ou energia) necessário para mover uma carga positiva de 1 C através do elemento. Pode ser positiva ou negativa.Definições e Unidades i (t) 0 t Corrente alternada (corrente de sentido variável) 1.4 Tensão Eléctrica Considere o seguinte elemento: Terminal A A corrente pode entrar ou sair de um elemento por dois caminhos diferentes: de A para B. • Unidade: V (Volt) • Símbolo: V ou v(t) • v( t) = dw dq 1 V = 1 J/C • Tem magnitude e direcção. de B para A. ou a seta. indicam o sentido positivo da diferença de potencial 5 . A + vBA + B - vAB vAB = .vBA os sinais “+” e “-”. de um terminal para o outro.

energia acústica. i1 + v1 + v2 i2 p1 = v1 × i1 potência absorvida p 2 = v 2 × ( −i 2 ) p2 = v 2 × i 2 6 potência absorvida potência fornecida . diz-se que a potência é “fornecida” pelo elemento.5 Potência e Energia i(t) A + v(t) B • Potência: p( t ) = v ( t ) i( t ) ou p = v i • Unidade: W (Watt) em homenagem a James Watt. no tempo. a potência p = v i diz-se como sendo “absorvida” pelo elemento.Definições e Unidades A energia dispendida para fazer a corrente passar pelo elemento pode manifestar-se de várias formas: armazenada para ser usada (baterias). luz (lâmpadas). • A potência mede a taxa de variação. =vi dt dq dt 1 W = 1 J/s Convenção passiva: Se a corrente atravessa o elemento de A para B. • p( t ) = dw dw dq = . se for positiva. calor (resistências). da energia transformada. e o pólo negativo em B. de outro modo. a tensão criada vai ter o pólo positivo em A. 1. neste caso. inventor escocês (17361819).

Fonte de Tensão (ideal) i + vs A tensão nos terminais do elemento (i. em t = 2 s.1 Elementos Eléctricos • Elementos Activos – São elementos que..e. Exemplos: Resistências. fornecem potência para outros elementos do circuito. em t = 1 s. Potência fornecida pela fonte de tensão: p = vs × i – Fonte de tensão constante ou bateria + 6V + ou – 6V – 7 . se vs (t) = 10 t2 V. Exemplos: Fontes de Tensão.Leis Experimentais e Circuitos Simples Capítulo 2 – Leis Experimentais e Circuitos Simples 2. normalmente. seja qual for o fluxo de corrente que passa pelo elemento. da fonte de tensão) é totalmente independente da corrente que passa por ele. Portanto. vs (t) = 40 V. vs (t) = 10 V. Fontes de Corrente. • Elementos Passivos – São elementos que absorvem potência. então.

e. 1 Ω = 1 V/A. Resistência i R + v – Lei de Ohm: v = R i R = Resistência constante de proporcionalidade Unidade: Ω (Ohm) em homenagem a George Simon Ohm. Potência absorvida pela resistência: p = v i = R i 2 = v 2 / R Um curto-circuito corresponde a uma resistência nula – fio ideal. 8 . Se is é constante fonte de corrente contínua. físico alemão (1787-1854). um circuito aberto corresponde a uma resistência infinita.Leis Experimentais e Circuitos Simples 2A 2A + 12 V 12V + – – A bateria está a fornecer 24 W de potência (descarregar) Fonte de Corrente (ideal) A bateria está a absorver 24 W de potência (recarregar) A corrente que atravessa o elemento (i.. a fonte de corrente) is é totalmente independente da diferença de potencial nos seus terminais.

mas nem toda a rede é um circuito. potência absorvida pela resistência: p = v i = G v 2 = i 2 / G A ligação de dois ou mais elementos denomina-se rede. todo o circuito é uma rede. denomina-se circuito eléctrico. Se a rede não contém qualquer elemento activo denomina-se rede passiva. de modo a que a corrente eléctrica possa fluir continuamente.Leis Experimentais e Circuitos Simples Código de cores para as resistências: os valores das resistências disponíveis no mercado são identificados por um conjunto de riscas coloridas obedecendo a uma codificação pré-definida. 9 . Se a rede possui pelo menos um caminho fechado. A rede que possui pelo menos um elemento activo denomina-se rede activa. Portanto. Tolerância Cor Preto Castanho Vermelho Laranja Amarelo Verde Azul Violeta Cinzento Branco 1ª e 2ª Cor 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 3ª Cor (nº de zeros) 0 00 000 0 000 00 000 000 000 0 000 000 00 000 000 000 000 000 3ª cor 2ª cor 1ª cor Cor Prateado Dourado Tolerância 10 % 5% Condutância i R=1/G + v – A condutância é o inverso da resistência: G = 1/R Unidade: (Mho) ou S (Siemens) = Ω -1 A Lei de Ohm fica: i = G v .

v2. Um caminho é um percurso sem repetir o mesmo nó.Leis Experimentais e Circuitos Simples Um nó é um ponto onde dois ou mais elementos se conectam. Assim. Uma malha independente é uma malha que não inclui no seu interior nenhuma outra circulação. A seguinte notação também pode ser usada: + vs vs = α v1 = = – β i1 – γ i2 δ v2 + is = is = – β i1 – γ i2 δ v2 10 . i1 e i2 são tensões e correntes em outra parte do circuito. Uma malha ou circulação é um percurso fechado quando nós vamos de nó em nó. podemos ter: + vs vs = + is = is = α v1 onde v1. Um grafo orientado do circuito consiste num redesenho do circuito com cada ramo substituído por uma linha que contém apenas o sentido da corrente segundo a convenção passiva. Ou seja. R1 1 1 + v R2 R3 – 2 2 Fontes Dependentes Uma fonte dependente fornece uma tensão/corrente de saída que depende de alguma outra variável do circuito. começando e acabando no mesmo nó. Um ramo é um caminho com apenas um elemento. um ramo consiste em um elemento e os dois nós (um em cada terminal).

Leis Experimentais e Circuitos Simples Características Tensão-Corrente Resistência i R i Díodo + v i – i + v – tg θ = 1 / R θ 0 v 0 v O díodo permite efectuar a rectificação da corrente eléctrica. O díodo deixa passar a corrente num dos sentidos e impede a sua passagem em sentido inverso. mas não de uma forma linear. A partir de um dado valor positivo da tensão o díodo começa a conduzir. Fonte de Tensão (ideal) i Fonte de Corrente (ideal) + I0 v + U – i i – I0 0 U v 0 v 11 .

Lei dos Nós (KCL) – Baseada na conservação de cargas. a soma algébrica das tensões seja igual a zero: v1 + v 2 − v 3 = 0 v1 1 3 v3 + – N + – – 2 v2 + Ou seja. no nó a carga é constante: i A + i B = iC + i D iA iB A soma das correntes que entram em um nó é igual à soma das correntes que saem desse mesmo nó Equivalentemente: i A + i B − i C − i D = 0 ou − i A − i B + iC + i D = 0 iC iD (considerando positivas as correntes que entram e negativas as que saem) (vice-versa) Ou seja.Leis Experimentais e Circuitos Simples 2. a Lei dos Nós fica: ∑i n =1 N n =0 Lei das Malhas (KVL) – A conservação da energia requer que por qualquer percurso fechado.2 Leis de Kirchhoff As duas Leis de Kirchhoff são as ferramentas básicas para a análise de circuitos. i. a Lei das Malhas fica: ∑v n =1 n =0 12 . e as suas aplicações simplificam esta análise.. Geralmente faz-se uso dessas leis para encontrar correntes e tensões desconhecidas.e. ou malha. não há acréscimo ou desaparecimento de cargas num nó.

v 2 = 30 V . Pretende-se determinar: tensões v R e 1 v R . a corrente i é a mesma para todos os elementos deste circuito. Pelo que. v R = 60 V . v R = 30 V . obtém-se: − v1 + v R + v 2 + v R = 0 ⇔ − v1 + R 1 i + v 2 + R 2 i = 0 ⇔ i = 1 2 v1 − v 2 R1 + R 2 Se R 1 = 30 Ω . Elementos em Série têm a "mesma" corrente.Leis Experimentais e Circuitos Simples 2. Os valores de v1. 1 2 Potência absorvida pela fonte de 120 V: p = 120 × ( −2) = −240 W (fornece 240 W) Potência absorvida pela fonte de 30 V: p = 30 × 2 = 60 W Potência absorvida pela resistência de 30 Ω : p = v R i = 60 × 2 = 120 W 1 ou p = R 1 i 2 = 30 × 2 2 = 120 W Potência absorvida pela resistência de 15 Ω : p = v R i = 30 × 2 = 60 W 2 ou p = R 2 i 2 = 15 × 22 = 60 W Potência total absorvida pelos 4 elementos do circuito: − 240 + 60 + 120 + 60 = 0 W É importante observar que se a corrente i tivesse sido escolhida com o sentido contrário. corrente que passa por cada elemento. R1 e R2 são conhecidos. Aplicando a Lei das Malhas (considerando o sentido dos ponteiros do relógio como sendo positivo).3 Circuitos com uma só malha Considere o seguinte circuito simples. v2. com uma só malha (1): i v R1 v2 + R1 – + – + R2 v R2 + v1 – (1) – As resistências nos fios são desprezáveis ou estão incluídas nas resistências R1 e R2. 2 Pelas Lei dos Nós. v1 = 120 V . potência absorvida por cada elemento. 13 . e a Lei de Ohm. então: i = 2 A . R 2 = 15 Ω . isso não iria alterar as respostas obtidas: o resultado seria o mesmo.

Aplicando a Lei dos Nós (considerando. i G = 60 A . i G = 30 A . e a Lei de Ohm. G1 e G2 são conhecidos. obtém-se: i1 − i G − i 2 − i G = 0 ⇔ i1 − G1 v − i 2 − G 2 v = 0 ⇔ v = 1 2 i1 − i 2 G1 + G 2 Se G1 = 30 Ω . i 2 = 30 A . então: v = 2 V . tensão nos terminais de cada elemento. i2. i1 = 120 A . G 2 = 15 Ω . com apenas um par de nós (A-B): A i G1 iG2 i2 G2 + v i1 G1 – B Os valores de i1. para o nó A. isso não iria alterar as respostas obtidas: o resultado seria o mesmo.Leis Experimentais e Circuitos Simples 2.4 Circuitos com apenas um par de nós Considere o seguinte circuito simples. 2 Pelas Lei das Malhas. Elementos em Paralelo têm a "mesma" tensão. 1 2 Potência absorvida pela fonte de 120 A: p = 2 × ( −120) = −240 W (fornece 240 W) Potência absorvida pela fonte de 30 A: p = 2 × 30 = 60 W Potência absorvida pela condutância de 30 Ω : p = v i G = 2 × 60 = 120 W 1 ou p = G1 v 2 = 30 × 2 2 = 120 W Potência absorvida pela resistência de 15 Ω : p = v i G = 2 × 30 = 60 W 2 ou p = G 2 v 2 = 15 × 22 = 60 W Potência total absorvida pelos 4 elementos do circuito: − 240 + 60 + 120 + 60 = 0 W É importante observar que se a tensão v tivesse sido escolhida com a polaridade contrária. positivas as correntes que entram e negativas as que saem). Pelo que. Pretende-se determinar: correntes iG e 1 i G . a tensão v é a mesma para todos os elementos deste circuito. 14 . potência absorvida por cada elemento.

a resistência equivalente a um conjunto de resistências em série é dada por: R eq = ∑ R i i =1 I 15 .5 Dualidade O estudo de um circuito simples está sempre ligado a uma dualidade. A dualidade ajuda-nos a melhor compreender e assimilar as técnicas de análise de circuitos. De facto.6 Associações de Elementos Resistências em Série i v1 + R1 – + R2 v2 + v – v3 – R3 + – Aplicando a Lei das Malhas e a Lei de Ohm. R2 e R3) podem ser substituídas no circuito por: R eq = R 1 + R 2 + R 3 De forma geral. Esta propriedade que acompanha permanentemente a análise de circuitos designa-se por dualidade. Lei dos Nós por Lei das Malhas (e vice-versa). se substituirmos correntes por tensões (e vice-versa). as resistências em série (R1. 2. as mesmas conclusões e até os mesmos resultados numéricos. par de nós por malha única (e vice-versa). paralelo por série (e vice-versa). obtemos num e noutro caso as mesmas equações.Leis Experimentais e Circuitos Simples 2. obtém-se: − v + v1 + v 2 + v 3 = 0 ⇔ v = R 1 i + R 2 i + R 3 i ⇔ v = ( R 1 + R 2 + R 3 ) i ⇔ v = R eq i Portanto. resistências por condutâncias (e vice-versa).

por: i + veq R – sendo: v eq = v1 − v 2 + v 3 Resistências em Paralelo + i v R1 i1 R2 i2 R3 i3 – Aplicando a Lei dos Nós e a Lei de Ohm. por exemplo. o seguinte circuito: i v2 v3 + – – + R + v1 – Este circuito pode ser representado. Considere. de maneira equivalente. devendo-se ter em conta a polaridade da tensão. obtém-se: i − i1 − i 2 − i 3 = 0 ⇔ i = ⎛ 1 v v v 1 1 ⎞ 1 ⎟v⇔i= + + ⇔i=⎜ + + v ⎜R R ⎟ R1 R 2 R 3 R3 ⎠ R eq 2 ⎝ 1 16 .Leis Experimentais e Circuitos Simples Fontes de Tensão (ideais) em Série As fontes de tensão em série também podem ser combinadas.

tem-se: R eq = Fontes de Corrente (ideais) em Paralelo As fontes de corrente em paralelo também podem ser combinadas. têm-se: G eq = G1 + G 2 + G 3 De forma geral. por: + ieq v R – sendo: ieq = i1 + i 2 − i3 17 . R2 e R3) podem ser substituídas no circuito por: R eq = 1 1 1 1 + + R1 R 2 R 3 Em termos de condutância. Considere. o seguinte circuito: + i1 v i2 i3 R – Este circuito pode ser representado. por exemplo. devendo-se ter em conta o sentido da corrente.Leis Experimentais e Circuitos Simples Portanto. de maneira equivalente. a resistência equivalente a um conjunto de resistências em paralelo é dada por: R eq = 1 ∑ i =1 I 1 Ri R1 × R 2 R1 + R 2 No caso particular de apenas duas resistências em paralelo. as resistências em paralelo (R1.

e vice-versa. uma ligação em triângulo pode ser substituída por uma ligação em estrela. tem-se que: R A × (R B + R C ) = R1 + R 2 RA + RB + RC R C × (R A + R B ) = R2 + R3 RA + R B + RC R B × (R A + R C ) = R1 + R 3 RA + RB + RC Assim.7 Transformação Triângulo-Estrela Triângulo α γ Estrela α γ RB RA RC R1 R3 ⇔ R2 β β R α−β = R A // (R B + R C ) R β− γ = R C // (R A + R B ) R α−β = R 1 + R 2 R β− γ = R 2 + R 3 R α− γ = R B // (R A + R C ) R α− γ = R 1 + R 3 Para que os dois circuitos sejam equivalentes.Leis Experimentais e Circuitos Simples 2. atendendo a que: RA = R 1R 2 + R 1R 3 + R 2 R 3 R3 R1 = R AR B RA + RB + RC RB = RC = R 1R 2 + R 1R 3 + R 2 R 3 R2 R 1R 2 + R 1R 3 + R 2 R 3 R1 18 R2 = R3 = R ARC RA + R B + RC R BR C RA + RB + RC .

• Transformação Δ − Υ : Qualquer resistência da estrela é igual ao produto das duas resistências adjacentes do triângulo. obtém-se: v 2 = R 2 i A resistência equivalente é dada por: R eq = R 1 + R 2 Logo: i = v R eq ⇒ v2 = R2 v R1 + R 2 R1 v R1 + R 2 De forma semelhante: v1 = Divisor de Corrente + i i v R1 i1 R2 i2 – 19 . dois a dois.Leis Experimentais e Circuitos Simples As relações anteriores podem ser obtidas pelas duas regras seguintes: • Transformação Υ − Δ : Qualquer resistência do triângulo é igual à soma dos produtos. dividido pela soma das três resistências do triângulo. das resistências da estrela.8 Divisor de Tensão e Divisor de Corrente Divisor de Tensão i v1 + R1 – + R2 v2 + v – – Aplicando a Lei de Ohm. dividida pela resistência da estrela que lhe é oposta. 2.

Leis Experimentais e Circuitos Simples

Aplicando a Lei de Ohm, obtém-se: i 2 =

v R2 R1 × R 2 R1 + R 2 G2 i G1 + G 2

A resistência equivalente é dada por: R eq =

R1 × R 2 R1 R + R2 i ⇔ i2 = i Logo: v = R eq i ⇒ i 2 = 1 R2 R1 + R 2

ou

i2 =

De forma semelhante: i1 =

R2 i R1 + R 2

ou

i1 =

G1 i G1 + G 2

20

Técnicas Simples de Análise de Circuitos

Capítulo 3 – Técnicas Simples de Análise de Circuitos
3.1 Número de Equações Independentes
Considere um determinado circuito em que: • N = nº de nós • B = nº de ramos = nº de elementos
Circuito Planar – Se é possível desenhar o diagrama do circuito numa superfície plana

de tal forma que nenhum ramo cruze outro ramo.
Teorema 1

Existem exactamente

(N − 1)

equações independentes extraídas da Lei dos Nós

aplicada em (N − 1) nós do circuito.
Teorema 2

Todas as tensões nos ramos podem ser expressas em termos de apenas (N − 1) tensões
nodais independentes. Teorema 3

Existem exactamente L = (B − N + 1) equações independentes extraídas da Lei das Malhas aplicada em L = (B − N + 1) malhas do circuito. Se o circuito é planar, então

L corresponde ao número de malhas independentes.

21

Técnicas Simples de Análise de Circuitos

Teorema 4

Todas as correntes nos ramos podem ser expressas em termos de apenas
L = (B − N + 1) correntes de malha independentes.

Um circuito pode ser resolvido por um sistema de (N − 1) equações, se usarmos o
Método dos Nós, ou por um sistema de L = (B − N + 1) equações, se usarmos o Método das Malhas. Ou seja, dependendo da topologia do circuito, pode ser mais fácil

resolvê-lo pelo Método dos Nós ou pelo Método das Malhas. Estes métodos são seguidamente descritos em mais pormenor.

3.2 Método dos Nós
Um circuito com N nós terá

(N − 1)

tensões nodais como incógnitas e

(N − 1)

equações. Considere, por exemplo, o seguinte circuito com 3 nós:

3A

–2A

Vamos enumerar os nós e definir 2 tensões nodais como incógnitas: v1 é a tensão entre os nós 1 e 3; v 2 é a tensão entre os nós 2 e 3. Assim, o nó 3 é designado por nó
de referência, o que nos permitirá simplificar a representação das tensões no circuito.
v1

v2

3A

–2A

22

7 v1 − 0.5 A 2 sendo a potência absorvida pela resistência de 2 Ω dada por: v 2 p = 1 = 2 i1 = 12. a tensão entre os nós 3 e 1 é dada por: − v1 .2 v 2 = 3 ⎪ ⎨ ⎪ − 0. Por exemplo.5 W 2 2 23 . temos: ⎧ ⎪ ⎪ ⎨ ⎪ ⎪ ⎩ (v − v 2 ) = 3 v1 + 1 2 5 (v 2 − v1 ) = 2 v2 + 1 5 ou seja: ⎧ 0.2 v = 2 1 2 ⎩ o que dá o seguinte resultado: v1 = 5 V .5 V Agora qualquer corrente ou potência associadas com elementos deste circuito podem ser determinadas.5 V e a tensão entre os nós 1 e 2 é: (v1 − v 2 ) = 2. Aplicando a Lei dos Nós para os nós 1 e 2.2 v + 1. a tensão entre os nós 3 e 2 é dada por: − v 2 . v 2 = 2.Técnicas Simples de Análise de Circuitos A tensão entre os nós 1 e 2 é dada por: (v1 − v 2 ) . a corrente na resistência de 2 Ω é dada por: i= v1 = 2. a tensão entre os nós 2 e 1 é dada por: (v 2 − v1 ) .

o seguinte circuito com 2 malhas independentes: 6Ω 4Ω + 42 V 3Ω – 10 V – + Neste circuito tem-se B = 5 e N = 4 . é dada por: (i 2 − i1 ) . no sentido descendente. Aplicando a Lei das Malhas para as duas malhas independentes deste circuito temos: ⎧ − 42 + 6 i1 + 3 (i1 − i 2 ) = 0 ⎪ ⎨ ⎪ 3 (i − i ) + 4 i − 10 = 0 ⎩ 2 1 2 24 . Vamos definir 2 correntes de malha como incógnitas: i1 é a corrente na malha da esquerda.3 Método das Malhas Um circuito com N nós e B ramos/elementos terá L = (B − N + 1) correntes de malha como incógnitas e L = (B − N + 1) equações. Considere.Técnicas Simples de Análise de Circuitos 3. é dada por: (i1 − i 2 ) . i 2 é a corrente na malha da direita. Pelo que. a corrente na resistência de 3 Ω . 6Ω 4Ω + 42 V i1 3Ω i2 – 10 V – + A corrente na resistência de 3 Ω . por exemplo. L = 2 . no sentido ascendente. a corrente de ramo é a combinação algébrica das correntes de malha que passam nesse ramo. pelo que.

Este princípio aplica-se devido à relação linear entre corrente e tensão.Técnicas Simples de Análise de Circuitos ou seja: ⎧ 9 i1 − 3 i 2 = 42 ⎪ ⎨ ⎪ − 3 i + 7 i = 10 1 2 ⎩ o que dá o seguinte resultado: i1 = 6 A . é dada por: i 3 = (i1 − i 2 ) = 2 A Agora qualquer tensão ou potência associadas com elementos deste circuito podem ser determinadas. 25 . O Princípio da Sobreposição afirma então que a resposta (uma determinada corrente ou tensão) em qualquer elemento de uma rede linear.4 Linearidade e Sobreposição Um circuito linear que contenha duas ou mais fontes independentes pode ser analisado para obter as várias tensões e correntes nos ramos fazendo com que as fontes actuem uma de cada vez e daí sobrepondo os resultados. pode ser obtida pela soma das respostas produzidas por cada fonte actuando isoladamente. no sentido descendente. a tensão na resistência de 3 Ω é dada por: v = 3 i3 = 6 V sendo a potência absorvida pela resistência de 3 Ω dada por: p = 3 i3 = 2 v2 = 12 W 3 3. Por exemplo. contendo mais de uma fonte. i 2 = 4 A e a corrente na resistência de 3 Ω .

temos: ⎧ ⎪ ⎪ ⎨ ⎪ ⎪ ⎩ (v − v 2 ) = i v1 + 1 a 2 5 (v 2 − v 1 ) = i v2 + b 1 5 ou seja: ⎧ 0. por exemplo. • Fontes de corrente que são suprimidas. o mesmo resultado seria obtido se resolvêssemos o problema separadamente com i a = 0 (circuito aberto).7 v1 − 0. não sendo assim linear. são substituídas por curto-circuitos. e finalmente somássemos. enquanto uma única fonte actua. e portanto. a potência é proporcional ao quadrado da corrente ou ao quadrado da tensão. visto que. e depois com i b = 0 (circuito aberto). são substituídas por circuitos abertos.2 v + 1.Técnicas Simples de Análise de Circuitos • Fontes de tensão que são suprimidas. Estas mesmas equações. enquanto uma única fonte actua. o seguinte circuito com 3 nós: v1 5Ω v2 ia 2Ω 1Ω ib Aplicando a Lei dos Nós para os nós 1 e 2.2 v = i ⎩ 1 2 b e a solução destas equações dá-nos as tensões v1 e v 2 . A sobreposição não pode ser directamente aplicada ao cálculo da potência.2 v 2 = i a ⎪ ⎨ ⎪ − 0. Considere. 26 .

7 v1'' − 0.2 v ' + 1. 27 .7 v1' + v1'' − 0.2 v '' + 1.2 v ' + v '' = i 1 1 2 2 b ⎩ ( ) ( ) ( ) ( ) v1 v2 que é o sistema de equações do circuito completo.2 v 2 '' = i a ⎪ ⎨ ⎪ − 0.7 v1' − 0.Técnicas Simples de Análise de Circuitos Para i a = 0 : ' ' ⎧ v1' v1 − v 2 + = 0 ⎪ 5 ⎪ 2 ⎨ ' ' ⎪ v 2' v − v1 + 2 = ib ⎪ 5 ⎩ 1 Para i b = 0 : ( ) ( ) '' '' ⎧ v1'' v1 − v 2 + = ia ⎪ 5 ⎪ 2 ⎨ '' '' ⎪ v 2 '' v − v1 + 2 = 0 ⎪ 5 ⎩ 1 ( ) ( ) ou seja: ⎧ 0.2 v 2 ' + v 2 '' = i a ⎪ ⎨ ⎪ − 0.2 v ' = i 1 2 b ⎩ ou seja: ⎧ 0.2 v ' + v '' + 1.2 v 2 ' = 0 ⎪ ⎨ ⎪ − 0.2 v '' = 0 1 2 ⎩ o que nós dará v1 e v 2 ' ' o que nós dará v1 e v 2 '' '' As tensões v1 e v 2 do circuito completo podem ser obtidas somando-se: v1 = v1 + v1 ' '' e v2 = v2 + v2 ' '' e isto pode ser verificado somando-se as equações anteriores: v1 v2 ⎧ 0.

001 A Se R = 1 Ω R + 1V ⇒ i=1A Se R = 1 m Ω ⇒ i = 1000 A Se R = 1 µ Ω ⇒ i = 1000000 A – Na prática. Na prática. não existe uma fonte que se comporte desta forma. Fonte de Tensão (real) 0. 28 .01 Ω iL + 12 V RL + vL – – considera-se uma resistência em série.Técnicas de Simplificação de Circuitos Capítulo 4 – Técnicas de Simplificação de Circuitos 4. que absorve parte da tensão que vai para a carga RL. somente para correntes ou potências relativamente pequenas é que a fonte se comporta como ideal. embutida.1 Fonte de Tensão e Fonte de Corrente Reais Considere a fonte de tensão ideal de 1 V abaixo indicada: i Se R = 1 k Ω ⇒ i = 0. no mundo físico real.

04 0. i L = 1 vs Ri + RL Uma fonte de corrente ideal também não existe.Técnicas de Simplificação de Circuitos vL 12 V fonte real 6V fonte ideal 0 0. a corrente que vai para a carga RL vai decrescendo à medida que a carga aumenta. a tensão de 12 V divide-se em 6 V para a resistência interna e 6 V para a carga. v L = ainda. quando a carga RL é igual à resistência interna de 0. na prática. 29 .01 0. Na prática. Portanto.03 0.02 0.01 Ω. representa-se uma fonte de tensão real como uma fonte de tensão ideal com uma resistência interna Ri: Ri iL + vs RL + vL – – Fonte de Tensão Carga vL = RL vs Ri + RL vs quando R L = R i 2 pelo que.05 RL Neste exemplo.

2 Fontes Equivalentes Duas fontes são equivalentes se elas produzem correntes e tensões idênticas. e portanto potências idênticas. v L = ' i L is Ri + RL 4.Técnicas de Simplificação de Circuitos Fonte de Corrente (real) iL + is Ri ' RL vL – considera-se uma resistência em paralelo. que absorve parte da corrente que vai para a carga RL. para qualquer carga ligada aos seus terminais. embutida. i L = is ' quando R L = R i 2 ' R R ainda. 30 . fonte ideal iL is is 2 fonte real 0 Ri' 2Ri' 3Ri' 4Ri' 5Ri' RL R iL = ' i is Ri + RL ' pelo que.

v s = R i is Ri Tensão de Circuito Aberto (RL = ∞): Ri + vs + vca is Ri + vca – – – Se forçarmos que seja igual para as duas fontes. a fonte de tensão e a fonte de corrente reais são equivalentes se: R 1 vs = ' i is Ri + RL Ri + R L ' ou R R RL v s = ' i L is Ri + RL Ri + R L ' então: Ri = Ri ' e v s = R i is Por exemplo: 2Ω + 6V é equivalente a: – 3A 2Ω Corrente de Curto-Circuito (RL = 0): Ri icc is Ri icc + vs – Se forçarmos que seja igual para as duas fontes. ou seja.Técnicas de Simplificação de Circuitos Assim. para cargas RL iguais. tem-se: i cc = is = vs . tem-se: v ca = v s = R i is 31 .

3 Teoremas de Thévenin e de Norton Os Teoremas de Thévenin e de Norton permitem realizar uma análise parcial do circuito. a tensão e a potência absorvida por uma simples resistência RL.Técnicas de Simplificação de Circuitos 4. por exemplo. Considere. determinar a corrente. nomeadamente. o seguinte circuito: 3Ω 7Ω + 12 V 6Ω + vL RL – A – B Se transformarmos primeiro a fonte de 12 V com a resistência de 3 Ω em série temos o circuito: 7Ω + 4A 3Ω 6Ω vL RL – A B Agora transformando a fonte de 4 A com a resistência de 2 Ω (3 Ω // 6 Ω) em paralelo temos o circuito: 2Ω 7Ω + 8V + vL RL – A – B 32 . O Teorema de Thévenin diz que é possível substituir tudo menos a resistência RL por um circuito equivalente que contém apenas uma fonte de tensão em série com uma resistência.

A tensão em RL e a potência absorvida são dadas por: vL = RL ×8 9 + RL 2 ⎛ RL ⎞ ⎜ × 8⎟ ⎟ ⎛ 8 ⎞2 v2 ⎜ 9 + R L ⎝ ⎠ =⎜ L = pL = ⎜ 9 + R ⎟ RL ⎟ RL RL L ⎠ ⎝ Se RL = ∞ (circuito aberto). Diz que é possível substituir tudo menos a resistência RL por um circuito equivalente que contém apenas uma fonte de corrente em paralelo com uma resistência. Do ponto de vista da carga RL o circuito Equivalente-Thévenin é equivalente à parte A do circuito original. O Teorema de Norton é semelhante ao Teorema de Thévenin. vL = 8 V. a parte A do circuito original foi substituída por uma fonte de tensão (8 V) em série com uma resistência (9 Ω) – circuito Equivalente-Thévenin. tem-se: iL 8 9 A 9Ω RL A B 33 . na verdade é um corolário deste. Considerando o exemplo anterior.Técnicas de Simplificação de Circuitos O circuito anterior equivale a: 9Ω + 8V + vL RL – A – B ou seja.

consistindo em uma fonte de tensão (vca) em série com uma resistência ( R Th ) – Equivalente de Thévenin. O Equivalente de Norton é dado por: icc RTh em que icc é a corrente de curto-circuito. tem-se que: • Qualquer rede linear acessível através de dois terminais pode ser substituída por um circuito equivalente à rede original. iL = 8/9 A. e R Th é a resistência de Thévenin. Assim. 34 .Técnicas de Simplificação de Circuitos ou seja. a parte A do circuito original foi substituída por uma fonte de corrente (8/9 A) em paralelo com uma resistência (9 Ω) – circuito Equivalente-Norton. • Qualquer rede linear acessível através de dois terminais pode ser substituída por um circuito equivalente à rede original. O Equivalente de Thévenin é dado por: RTh + vca – em que vca é a tensão de circuito aberto. consistindo em uma fonte de corrente (icc) em paralelo com uma resistência ( R Th ) – Equivalente de Norton. e R Th é a resistência de Thévenin. Do ponto de vista da carga RL o circuito Equivalente-Norton é equivalente à parte A do circuito original. A corrente em RL é dada por: iL = 9 8 × 9 + RL 9 Se RL = 0 (curto-circuito).

Técnicas de Simplificação de Circuitos Assim. R Th pode ser calculada considerando: • Uma fonte externa de corrente de 1 A nos terminais da rede: + Rede v 1A – sendo R Th = v 1 • Uma fonte externa de tensão de 1 V nos terminais da rede: i + Rede – 1V sendo R Th = 1 i 35 . neste caso é necessário determinar v ca e i cc i cc . R Th . No caso de redes onde existem fontes independentes e dependentes. o Equivalente de Thévenin e o Equivalente de Norton podem ser obtidos um a partir do outro por transformação da fonte: v ca = R Th i cc A resistência de Thévenin. sendo R Th obtida pela equação anterior. R Th apenas pode v ser calculada através de: R Th = ca . é a resistência equivalente obtida quando todas as fontes são suprimidas (as fontes de tensão são substituídas por curto-circuitos. Pelo que. enquanto que as fontes de corrente são substituídas por circuitos abertos). No caso de redes onde existem apenas fontes dependentes.

Técnicas de Simplificação de Circuitos No caso anterior (apenas fontes dependentes). o Equivalente de Thévenin não tem fonte de tensão ( v ac = 0 ). Ou seja. e o Equivalente de Norton não tem fonte de corrente ( i cc = 0 ). ambos os Equivalentes de Thévenin e de Norton são constituídos apenas por R Th .4 Transferência Máxima de Potência Considere o seguinte circuito: RTh iL + vca + vL RL – – A potência absorvida pela resistência RL é dada por: pL = R L i2 L O valor da resistência RL para o qual a potência absorvida é máxima é determinado através de: ∂ pL ∂ (R L i 2 ) L =0⇔ =0 ∂ RL ∂ RL Sendo i L = ⎡ ∂ ⎢R L ⎢ ⎣ v ca tem-se que: R L + R Th 2 ⎛ v ca ⎞ ⎤ ⎤ ⎡ RL ⎜ ∂⎢ ⎜R +R ⎟ ⎥ ⎟ 2⎥ Th ⎠ ⎥ ⎝ L ⎦ = 0 ⇔ v 2 ⎣ (R L + R Th ) ⎦ = 0 ⇔ ca ∂ RL ∂ RL ⇔ (R L + R Th L ) − 2(R L + R Th )R L 1 RL =0⇔ =0⇔ 4 2 −2 (R L + R Th ) (R L + R Th ) (R L + R Th )3 2 36 . 4.

a transferência máxima de potência ocorre quando R L = R Th A potência máxima é então dada por: p L = R Th i ⇔ p L = R Th 2 L ⎛ ⎞ v ca ⎜ ⎜ R + R ⎟ ⇔ p L = R Th ⎟ Th ⎠ ⎝ Th 2 ⎛ v ca ⎞ R 2 ⎜ ⎟ ⇔ p L = Th v ca 2 ⎜2 R ⎟ 4 R Th Th ⎠ ⎝ 2 ⇔ pL = pL 2 v ca 4 R Th 2 v ca 4 R Th 0 RTh RL 37 .Técnicas de Simplificação de Circuitos ⇔2 RL 1 RL = 1 ⇔ 2 R L = R L + R Th ⇔ 3 = 2 ⇔ 2 R L + R Th (R L + R Th ) (R L + R Th ) ⇔ R L = R Th Pelo que.

i.e.. • Ganho de tensão infinito (A = ∞). i.1 Características Ideais do Amplificador Operacional O Amplificador Operacional (AMPOP) é um circuito integrado activo com ganho elevado. Alimentação (+15V) ii–– – + ii+ + – v CC + v CC io vo Entrada inversora Entrada não inversora v– v+ Alimentação (–15V) v 0 = A v i ⇔ v 0 = A (v + − v − ) . • Tensão de offset nula. em que a tensão de saída é a amplificação da "tensão-diferença" de entrada. • Largura de banda infinita (BW = ∞). • Drift nulo. quando v + = v − ( v i = 0 ) tem-se que v o = 0 . 38 .e. sendo A = v0 o ganho do AMPOP vi O AMPOP ideal tem as seguintes características: • Resistência de entrada infinita (Ri = ∞).. sendo o ganho independente da frequência. • Resistência de saída nula (Ro = 0). i. • Tempo de resposta nulo. o AMPOP responde igualmente para todas as frequências..Amplificador Operacional Capítulo 5 – Amplificador Operacional 5.e. quando v i = c te tem-se que v o = c te . O AMPOP pode ser visto como uma fonte dependente de tensão.

a segunda propriedade faz o curto-circuito como não condutor de corrente. mas esse ganho é efectivamente muito elevado: tipicamente. Obviamente um ganho infinito não é possível. deve notar-se que a tensão de saída é limitada pela tensão de alimentação: não podemos ter uma tensão de saída com uma amplitude maior do que – v CC a + v CC. obtendo-se nesse caso o chamado ganho em malha fechada. em geral. e quanto maior for o ganho mais depressa satura. Tipicamente. enquanto a resistência de saída apresenta valores que vão desde algumas centenas de Ω até apenas alguns Ω. o ganho do amplificador em si. O ganho a que se referiu anteriormente é o chamado ganho em malha aberta. ou como sendo um circuito aberto. • Corrente nos terminais de entrada nula (i – = 0 e i + = 0). Pelo que. i. inferiores a 20 V: tipicamente 15 V. sendo um conceito muito importante na análise de circuitos com AMPOP’s. Os valores de v CC são.e.. entre 10000 e 10000000. em curto-circuito. Ainda. Quando a tensão de saída atinge + v CC ou – v CC ela satura e aí permanece. i.. 5. O valor do ganho pode ser modificado por convenientes ligações exteriores. Contudo. diz-se um curto-circuito virtual. 39 . A primeira propriedade determina que os terminais de entrada estão ao mesmo potencial.2 Características Reais do Amplificador Operacional No AMPOP real nem a resistência de entrada é infinita nem a resistência de saída é nula.e.Amplificador Operacional Destas características ideais podemos deduzir duas propriedades muito importantes: • Tensão diferencial de entrada nula (v – = v +). a resistência de entrada apresenta valores que vão desde alguns M Ω até aos T Ω.

a tensão de entrada tem que ser da ordem dos mV.e. seja A = 105 e a tensão de alimentação ± 15 V . 1. AMPOP saturado positivamente. A + v CC ⇒ v 0 = + v CC . A máxima variação permitida à tensão de entrada.5 mV. é apresentada a característica de transferência de um AMPOP.15 mV 105 Se o ganho fosse 104 . i.. zona de funcionamento linear. o traçado da tensão de saída em função da tensão de entrada: Saturação positiva vo + v CC A = declive da recta (Ganho) − v CC A + v CC A vi – v CC Saturação negativa Zona de funcionamento linear • • • vi < vi > v CC ⇒ v 0 = A v i ⇔ v 0 = A (v + − v − ) . a tensão de entrada já poderia ser 10 vezes superior.e. para se ter um funcionamento linear de um AMPOP. antes de se entrar em saturação. Seguidamente. AMPOP saturado negativamente. A vi < − v CC ⇒ v 0 = − v CC . i. é portanto neste caso dada por: vi = 15 = 0. A 40 . Portanto.Amplificador Operacional Por exemplo..

para cada AMPOP. o produto do ganho pela largura de banda é sensivelmente constante. No AMPOP real a largura de banda (espectro de frequências ao longo do qual o AMPOP funciona com as suas características nominais) é finita. num AMPOP real tem-se que: ⎛ v + v− ⎞ v 0 = A d (v + − v − ) + A c ⎜ + ⎟ ⎝ 2 ⎠ sendo A d o ganho de modo diferencial e A c o ganho de modo comum. O facto da tensão de saída depender de A c é tipicamente indesejável. A razão entre os dois ganhos é denominada de factor de rejeição do modo comum (CMRR – Common Mode Rejection Ratio): CMRR = Ad Ac 41 . não se pode ter num AMPOP real um ganho elevado com uma largura de banda também elevada. Verifica-se no entanto que em geral.Amplificador Operacional O ganho do AMPOP pode traduzir-se numa distorção do sinal à entrada. dando assim ao AMPOP maior flexibilidade. se existir uma componente comum às duas entradas. o valor do ganho poderá ser controlado mediante ligações externas. Na realidade a tensão de saída depende não só da diferença das tensões de entrada. Contudo. pelo que se procura ter A d >> A c de modo a minimizar a influência de A c na tensão de saída. sendo tanto maior essa distorção quanto maior for o ganho. Contudo. Anteriormente foi referido que o AMPOP amplifica a "tensão-diferença" entre as entradas não inversora e inversora. Aliás. estas duas características são naturalmente incompatíveis. de acordo com a equação v 0 = A (v + − v − ) essa componente não aparecia na saída. Assim. Além disso. mas também da semi-soma das tensões de entrada. constituindo um parâmetro característico: factor de mérito (gain bandwidth).

a tensão de entrada. i. Contudo. É costume definir uma grandeza (slew rate) que traduz a velocidade máxima de resposta da saída a sinais de grande variação. A suposição de que nos terminais de entrada do AMPOP não há corrente também não é real. que servem para exemplificar como se pode obter a relação entre a tensão de saída e a tensão de entrada. A esta tensão que aparece sobreposta a qualquer sinal de saída do amplificador dá-se o nome de tensão de desequilíbrio à entrada (input offset voltage). Num AMPOP ideal a tensão de saída segue... pelo que deve ser aplicada uma tensão diferencial à entrada de modo a fazer com que a tensão de saída seja nula. Na prática tal não acontece.e.5 V / μs significa que o AMPOP demora 20 μs a variar 10 V a sua tensão de saída. um slew rate de 0. Esta tensão é variável com a temperatura. na presença de elevados valores de ruído. Nessas condições seria de esperar que a tensão de saída fosse nula.e. taxas de crescimento temporal limitadas. Num AMPOP real há sempre atrasos. sem atraso. Por exemplo. consegue-se que as características de um AMPOP dependam de componentes passivos e não de componentes activos (cujas características são sempre mais difíceis de controlar). Dada a importância das montagens de AMPOP’s com realimentação (feedback). Os valores típicos para esta corrente variam entre 300 e 1500 nA. sendo denominada input offset voltage drift. apresentam-se a seguir algumas montagens. i. Deste modo. 42 . Um caso particular do funcionamento em modo comum é aquele em que os terminais de entrada são curto-circuitados. O efeito do slew rate é distorcer o sinal quando este ultrapassa a capacidade de resposta do AMPOP. o ganho com realimentação é menor do que sem realimentação.Amplificador Operacional Um elevado CMRR é particularmente importante quando se pretende amplificar pequenas diferenças de sinal na presença de um elevado sinal comum.

Amplificador Operacional 5. tem-se: • v – = v + ⇒ v – = 0V • i–=0 ⇒ i1 = i2 Atendendo ao curto-circuito virtual. o ganho é exclusivamente definido por componentes externos (R1 e R2) e não depende do próprio AMPOP. não está saturado) quando: v o < v CC ⇔ − v CC R1 v i < v CC ⇔ v i < R2 R1 / R 2 A realimentação permite então projectar o ganho para o valor desejado. das suas características e componentes internos. muito embora com redução do ganho global. sem saturação.3 Circuito Inversor i1 R1 i2 R2 – vo + vi + – Considerando o AMPOP ideal. tem-se: − v i + R 2 i2 = 0 ⇔ i2 = vi R2 v R 1 i1 + v o = 0 ⇔ i1 = − o R1 Pelo que. i. 43 . O AMPOP funciona na zona linear (i.e. além de permitir uma tensão de entrada vi correspondentemente maior...e. obtém-se: i1 = i 2 ⇔ − vo v R = i ⇔ vo = − 1 vi R2 R1 R 2 Assim.

4 Circuito Não Inversor i3 R3 + – vo + vi i2 i1 R1 – R2 Considerando o AMPOP ideal. obtém-se: ⎛ R2 R + R2 R ⎞ vo = vi ⇔ vo = 1 v i ⇔ v o = ⎜1 + 1 ⎟ v i ⎜ R ⎟ R1 + R 2 R2 2 ⎠ ⎝ O AMPOP funciona na zona linear quando: ⎛ R ⎞ R2 v o < v CC ⇔ ⎜1 + 1 ⎟ v i < v CC ⇔ v i < v CC ⎜ R ⎟ R1 + R 2 2 ⎠ ⎝ 44 . tem-se: v− = R2 vo R1 + R 2 Pelo que.Amplificador Operacional 5. tem-se: • v–=v+ • i–=0 • i+=0 ⇒ i1 = i2 ⇒ v + = vi Atendendo ao divisor de tensão.

t>0 ⎩ 0 v (t) V0 0 t Escalão unitário: u1 ( t ) ⇒ Amplitude = 1 6.Sinais Capítulo 6 – Sinais 6.2 Função Impulso Unitário ⎧ V0 . t < 0 ⎪ v( t) = ⎨ ⎪ V. 0 ≤ t ≤ t1 ⎪ v( t) = ⎨ ⎪ 0. t < 0 e t > t 1 ⎩ 45 .1 Função Escalão Unitário ⎧ 0.

Sinais v (t) V0 0 t1 t Impulso ⇒ t1 → 0 e V0 → ∞ Impulso unitário: u 0 ( t ) ⇒ Área = 1 6. u 1 ( t ) e u 2 ( t ) . t ≥ 0 ⎩ v (t) 0 t Rampa unitária: u 2 ( t ) ⇒ Declive = 1 As funções singulares podem ser expressas em função de u 0 ( t ) . t < 0 ⎪ v( t) = ⎨ ⎪ k t. Ainda.3 Função Rampa Unitária ⎧ 0. de notar que: u0 (t) = d u1 ( t ) dt u1 ( t ) = d u2 (t) dt 46 .

5 Função Sinusoidal v ( t ) = V0 sin( wt + θ) v (t) V0 0 -V0 t 47 . t<0 ⎪ v( t) = ⎨ ⎪ V e −at . t > 0 ⎩ 0 v (t) V0 0 t 6.Sinais 6.4 Função Exponencial ⎧ 0.

cientista britânico (1791-1867) 1 F = 1 C/V C= q v • A ⇒ Área das placas • d ⇒ Distância entre placas • ε ⇒ Permitividade ou constante dieléctrica 1 × 10−9 F / m 36 π dq dv ⇒ a corrente é dada por: i( t ) = C dt dt 48 para o vazio: ε0 = Atendendo a que: q = C v e i( t ) = . + v C ε v – – C= εA d sendo: • C ⇒ Capacitância Unidade: F (Farad) em homenagem a Michael Faraday.1 Condensador i i A d + .Capacidade e Auto-Indução Capítulo 7 – Capacidade e Auto-Indução 7.

obtém-se: − v + v1 + v 2 + v 3 = 0 ⇔ v = 1 C1 ∫t i dt + v1 ( t 0 ) + 0 t 1 C2 ∫t i dt + v 2 ( t 0 ) + 0 t 1 C3 ∫ i dt + v ( t t0 3 t 0 ) considerando: v1 ( t 0 ) + v 2 ( t 0 ) + v 3 ( t 0 ) = v ( t 0 ) . a tensão não pode variar instantaneamente. se a tensão é constante. então tem-se que: W= 1 C v2 2 Condensadores em Série i v1 + C1 v3 – + C2 v2 + v – – C3 + – Aplicando a Lei das Malhas.Capacidade e Auto-Indução Assim. A tensão é dada por: v( t) = 1 C ∫ i dt + v ( t t0 t 0 ) A potência é dada por: p=vi⇔p=Cv dv dt A energia armazenada no condensador é dada por: W = ∫t p dt ⇔ W = C ∫t v 0 0 t t v(t) 1 dv dt ⇔ W = C ∫v ( t ) v dv ⇔ W = C [v 2 ( t ) − v 2 ( t 0 )] 2 dt 0 assumindo que v ( t 0 ) = 0 . Neste caso. a corrente é nula. pois isto exigiria uma corrente infinita. o condensador é um circuito aberto. Por outro lado. tem-se que: 49 .

o condensador equivalente a um conjunto de condensadores em paralelo é dado por: Ceq = ∑ Ci i =1 I 50 . os condensadores em série (C1. C2 e C3) podem ser substituídos no circuito por: Ceq = C1 + C2 + C3 De forma geral. tem-se: Ceq = Condensadores em Paralelo + i v C1 i1 C2 i2 C3 i3 – Aplicando a Lei dos Nós. o condensador equivalente a um conjunto de condensadores em série é dado por: Ceq = 1 ∑ i =1 I 1 Ci C1 × C2 C1 + C2 No caso particular de apenas dois condensadores em série. C2 e C3) podem ser substituídos no circuito por: Ceq = 1 1 1 1 + + C1 C2 C3 De forma geral. obtém-se: i − i1 − i 2 − i 3 = 0 ⇔ i = C1 dv dv dv dv dv + C2 + C3 ⇔ i = (C1 + C2 + C3 ) ⇔ i = Ceq dt dt dt dt dt Portanto. os condensadores em paralelo (C1.Capacidade e Auto-Indução ⎛ 1 1 1 ⎞ t 1 v=⎜ + ⎜ C C + C ⎟ ∫t i dt + v ( t 0 ) ⇔ v = C ⎟ 2 3 ⎠ eq ⎝ 1 0 ∫ i dt + v ( t t0 t 0 ) Portanto.

cientista norte-americano (1797-1878) 1 H = 1 V. A corrente é dada por: i( t ) = 1 L ∫ v dt + i( t t0 t 0 ) 51 .Capacidade e Auto-Indução 7. Por outro lado. pois isto exigiria uma tensão infinita.s / A • μ ⇒ Permeabilidade para o vazio: μ 0 = 4π × 10−7 H / m • N ⇒ Número de espiras • A ⇒ Área seccional • l ⇒ Comprimento A tensão é dada por: v( t) = L di dt Assim. a corrente não pode variar instantaneamente. Neste caso. a bobina é um curto-circuito. se a corrente é constante.2 Bobina i A l N i + v + v L – – μ N2 A L= l sendo: • L ⇒ Indutância Unidade: H (Henry) em homenagem a Joseph Henry. a tensão é nula.

a bobina equivalente a um conjunto de bobinas em série é dada por: Leq = ∑ Li i =1 I 52 . L2 e L3) podem ser substituídas no circuito por: Leq = L1 + L 2 + L3 De forma geral. obtém-se: − v + v1 + v 2 + v 3 = 0 ⇔ v = L1 ⇔ v = L eq di dt di di di di + L2 + L3 ⇔ v = ( L1 + L 2 + L3 ) dt dt dt dt Portanto. as bobinas em série (L1.Capacidade e Auto-Indução A potência é dada por: p=vi⇔p=Li di dt A energia armazenada na bobina é dada por: W = ∫t p dt ⇔ W = L ∫t i 0 0 t t i( t ) di 1 dt ⇔ W = L ∫i ( t ) i di ⇔ W = L [i 2 ( t ) − i 2 ( t 0 )] dt 2 0 assumindo que i( t 0 ) = 0 . então tem-se que: W= 1 2 Li 2 Bobinas em Série i v1 + L1 – + L2 v2 + v – v3 – L3 + – Aplicando a Lei das Malhas.

Capacidade e Auto-Indução Bobinas em Paralelo + i v L1 i1 L2 i2 L3 i3 – Aplicando a Lei dos Nós. a bobina equivalente a um conjunto de bobinas em paralelo é dada por: Leq = 1 ∑ i =1 I 1 Li No caso particular de apenas duas bobinas em paralelo. L2 e L3) podem ser substituídas no circuito por: Leq = 1 1 1 1 + + L1 L 2 L3 De forma geral. obtém-se: − i + i1 + i 2 + i 3 = 0 ⇔ i = 1 L1 ∫t v dt + i1 ( t 0 ) + 0 t 1 L2 ∫t v dt + i2 ( t 0 ) + 0 t 1 L3 ∫ v dt + i ( t t0 3 t 0 ) considerando: i1 ( t 0 ) + i 2 ( t 0 ) + i 3 ( t 0 ) = i( t 0 ) . tem-se: Leq = L1 × L2 L1 + L2 53 . as bobinas em paralelo (L1. tem-se que: ⎛ 1 1 1 ⎞ t 1 + ⎟ ∫t v dt + i( t 0 ) ⇔ v = i=⎜ + ⎜L L L3 ⎟ Leq 2 ⎝ 1 ⎠ 0 ∫ v dt + i( t t0 t 0 ) Portanto.

diz-se que o circuito atinge o estado estacionário. Depois desse período transitório. para o circuito RC) e sem fontes.Circuitos de Primeira Ordem Capítulo 8 – Circuitos de Primeira Ordem 8. A aplicação das Leis de Kirchhoff a um circuito que contenha elementos capazes de armazenar energia resulta em uma equação diferencial. para o circuito RL. obtém-se: vR + vL = 0 ⇔ R i + L di di R =0⇔ + i=0 dt dt L 54 .1 Circuitos RL e RC Simples Quando um circuito é comutado de uma condição para outra ocorre um período de transição. Seguidamente. e no condensador. é analisada a resposta transitória ou resposta natural de circuitos simples RL e RC (com energia armazenada na bobina. Circuito RL Simples i – vR R L + vL + – Aplicando a Lei das Malhas.

obtém-se: i( t ) = I 0 e − R t L ⇔ i( t ) = I 0 e − t τ i (t) I0 0 τ t I 0 = i(0) representa a energia armazenada τ= L é a constante de tempo R A energia total transformada em calor na resistência é dada por: W= 2 1 L I0 2 que corresponde à energia total armazenada na bobina no instante inicial t = 0 . obtém-se: i R + iC = 0 ⇔ dv v v dv +C =0⇔ + =0 R dt dt RC 55 . Circuito RC Simples iR iC + R v C – Aplicando a Lei dos Nós (para o nó superior).Circuitos de Primeira Ordem resolvendo a equação diferencial.

obtém-se: v ( t ) = V0 e − t RC ⇔ v ( t ) = V0 e − t τ v (t) V0 0 τ t V0 = v (0) representa a energia armazenada τ = R C é a constante de tempo A energia total transformada em calor na resistência é dada por: W= 1 2 C V0 2 que corresponde à energia total armazenada no condensador no instante inicial t = 0 . 8.Circuitos de Primeira Ordem resolvendo a equação diferencial.2 Circuitos Diferenciador e Integrador Circuito Diferenciador i2 R C i1 – + + vi + vC – vo – 56 .

obtém-se: i1 = i 2 ⇔ C d vi v dv = − o ⇔ vo = −R C i dt R dt Se R C = 1 tem-se: vo = − d vi dt Deste modo. tem-se: − vi + vC = 0 ⇔ vC = vi v R i2 + v o = 0 ⇔ i2 = − o R Ainda: i1 = C d vC dv ⇔ i1 = C i dt dt Pelo que. a tensão de saída é proporcional à derivada da tensão de entrada. Circuito Integrador C i2 + vC i1 R – – + vi vo + – 57 .Circuitos de Primeira Ordem Considerando o AMPOP ideal. tem-se: • v – = v + ⇒ v – = 0V • i–=0 ⇒ i1 = i2 Atendendo ao curto-circuito virtual.

são consideradas dois tipos de entradas. a tensão de saída é proporcional ao integral da tensão de entrada.3 Resposta Completa de Circuitos RL e RC A resposta completa de um circuito é composta de duas partes: • resposta natural ou resposta transitória. A resposta forçada é a solução particular da equação diferencial que representa o circuito. obtém-se: i1 = i 2 ⇔ vi d vo d vo v 1 = −C ⇔ = − i ⇔ vo = − R dt dt RC RC ∫ t t0 v i dt + v C ( t 0 ) Se R C = 1 e v C ( t 0 ) = 0 tem-se: v o = − ∫t v i dt 0 t Deste modo. tem-se: • v – = v + ⇒ v – = 0V • i–=0 ⇒ i1 = i2 Atendendo ao curto-circuito virtual. Seguidamente. 58 . tem-se: − v i + R i1 = 0 ⇔ i1 = vi R vC + vo = 0 ⇔ vo = −vC Ainda: i2 = C d vC dv ⇔ i 2 = −C o dt dt Pelo que. • resposta forçada ou resposta estacionária. constante e variável.Circuitos de Primeira Ordem Considerando o AMPOP ideal. quando a entrada é nula. A resposta natural é a solução geral da equação diferencial que representa o circuito. 8.

um de dois tipos de circuitos pode ser considerado: • Circuito de primeira ordem com condensador RTh + vca C + v (t) – – Neste caso. Posteriormente. resposta forçada = i cc . − t τ = RC • Circuito de primeira ordem com bobina i icc RTh L Neste caso. resposta natural = (i(0) − icc ) e τ . L τ= R − t 59 . a tensão no condensador é dada por: v ( t ) = v ca + (v (0) − v ca ) e − t τ sendo: resposta completa = v ( t ) .Circuitos de Primeira Ordem Entrada Constante Devem usar-se os Equivalentes de Thévenin e de Norton para simplificar a análise do circuito. a corrente na bobina é dada por: i( t ) = icc + (i(0) − icc ) e − t τ sendo: resposta completa = i( t ) . resposta forçada = v ca . resposta natural = (v (0) − v ca ) e τ .

A resposta forçada é dada por: • • • xf = M . se y( t ) = M sin( wt + θ) 60 .Circuitos de Primeira Ordem Entrada Variável A equação diferencial que descreve um circuito RL ou RC é representada de forma genérica por: d x( t) + a x ( t ) = y( t ) dt A solução genérica é dada por: x = K e− a t + e− a t ∫ ye at dt ⇔ x = x n + x f A resposta natural é sempre dada por: x n = K e − a t . K obtém-se das condições iniciais. se y( t ) = M a eb t xf = . se y( t ) = e b t a+b x f = A sin wt + B cos wt .

61 . Este circuito é descrito por uma equação diferencial de segunda ordem. α > ω0 . que pode ser dada genericamente por: d2 d 2 x ( t ) + 2 α x ( t ) + ω0 x ( t ) = f ( t ) 2 dt dt em que: • • α é o coeficiente de amortecimento ω0 é a frequência de ressonância Usando o operador diferencial: s n = dn . α = ω0 . ou. • Subamortecido. se s1 e s2 são reais e diferentes.Circuitos de Segunda Ordem Capítulo 9 – Circuitos de Segunda Ordem 9. obtém-se a equação característica de um d tn 2 circuito de segunda ordem. dada por: s 2 + 2 α s + ω0 = 0 Esta equação característica tem duas soluções: s1 e s2 . ou. α < ω0 . • Criticamente amortecido. Um circuito de segunda ordem pode ser caracterizado como: • Sobreamortecido. se s1 e s2 são complexos conjugados. Estas soluções são denominadas de frequências naturais do circuito de segunda ordem.1 Circuito RLC Neste capítulo é determinada a resposta completa de um circuito com dois elementos capazes de armazenar de energia (L e C). se s1 e s2 são reais e iguais (pólo duplo). ou.

2 • Subamortecido.Circuitos de Segunda Ordem A resposta completa de um circuito de segunda ordem é a soma da resposta natural com a resposta forçada: x = x n + x f A resposta natural depende das frequências naturais do circuito. s2 = − α ± α2 − ω0 ⇒ x n = A1 e − s t + A 2 e − s t . se f ( t ) = K e − bt (exponencial) 62 . s2 = −α ⇒ x n = (A1 + A 2 t ) e − αt . s1 . se f ( t ) = K cos ωt ou f ( t ) = K sen ωt (sinusoidal) x f = A e − bt . se f ( t ) = K t (rampa) x f = A cos ωt + B sen ωt . A resposta forçada depende da entrada do circuito. 1 2 • Criticamente amortecido. No caso de um circuito: 2 • Sobreamortecido. s1 . sendo dada por: • • • • x f = A . se f ( t ) = K (constante) x f = A + B t . s2 = −α ± j ω0 − α2 = − α ± j ωd ⇒ x n = (A1 cos ωd t + A 2sen ωd t ) e − αt . s1 .

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