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contabilidade-societaria-1-2010

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  • 1. A EMPRESA NO NOVO CÓDIGO CIVIL
  • 1.1 INTRODUÇÃO
  • 1.2 CONCEITO DE EMPRESA E DE EMPRESÁRIO
  • 1.3 CLASSIFICAÇÃO DE EMPRESAS
  • 1.4 INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO
  • 2. SOCIEDADE LIMITADA
  • 2.1 CARACTERÍSTICAS
  • 2.3 O CONTRATO SOCIAL
  • 2.4 RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS
  • 2.5 QUOTAS DE CAPITAL SOCIAL
  • 2.7 DELIBERAÇÃO DOS SÓCIOS
  • 3. SOCIEDADE POR AÇÕES
  • 3.1 CARACTERÍSTICAS
  • 3.2 ESPÉCIES DE COMPANHIAS
  • 3.3 AÇÕES DO CAPITAL SOCIAL
  • 3.4 ÓRGÃOS SOCIAIS
  • 4. PLANO DE CONTAS
  • 4.1 CONCEITO E CARACTERÍSTICAS
  • 4.2 COMPOSIÇÃO
  • 5. OPERAÇÕES COM MERCADORIAS - COMPRAS
  • 5.1 COMPOSIÇÃO DOS ESTOQUES
  • 5.2 INVENTÁRIO
  • 5.3 LIVRO DE REGISTRO DE INVENTÁRIO
  • 5.4 CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES
  • 5.5 SISTEMAS DE CONTROLE DE ESTOQUES
  • 5.6 CRITÉRIOS DE CUSTEIO DOS ESTOQUES
  • 5.7 PRINCIPAIS OPERAÇÕES COM ESTOQUES DE MERCADORIAS NO COMÉRCIO
  • 6. OPERAÇÕES COM MERCADORIAS - VENDAS
  • 6.1 REGIME DE COMPETÊNCIA DE EXERCÍCIOS
  • 6.2 VENDAS DE MERCADORIAS
  • 7. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
  • 7.1 O BALANÇO PATRIMONIAL
  • 7.2 A DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO
  • 7.3 A DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
  • 8.1 CONCEITO
  • 8.2 CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS DO ATIVO IMOBILIZADO
  • 8.3 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
  • 8.4 TAXAS DE DEPRECIAÇÃO
  • 8.5 BAIXA DOS BENS DO IMOBILIZADO
  • 9. TÓPICOS ESPECIAIS DE CONTABILIDADE
  • 9.1 PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA
  • 9.2 DISPONIBILIDADES
  • 9.3 CONCILIAÇÃO BANCÁRIA
  • 9.4 CONTAS DE COMPENSAÇÃO
  • 9.5. RESERVAS E PROVISÕES
  • 9.6 OPERAÇÕES FINANCEIRAS
  • 10. REFERÊNCIAS

APOSTILA

CONTABILIDADE SOCIETÁRIA I
Atualizada de acordo com as Normas Internacionais

PROFESSOR: CARLOS ANTÔNIO MACIEL MENESES

SALVADOR Julho de 2010

SUMÁRIO
1 1.1 1.2 1.3 1.4 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 3 3.1 3.2 3.3 3.4 4 4.1 4.2 5 5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 5.6 5.7 6 6.1 6.2 7 7.1 7.2 7.3 8 8.1 8.2 8.3 8.4 8.5 9 9.1 9.2 9.3 9.4 9.5 9.6 10 A EMPRESA NO NOVO CÓDIGO CIVIL ................... .................. ................... ................... .... 03 INTRODUÇÃO .................... ................... ................... .................. ................... ................... .... 03 CONCEITO DE EMPRESA E DE EMPRESÁRIO ........ .................. ................... ................... .... 03 CLASSIFICAÇÃO DE EMPRESAS ......... ................... .................. ................... ................... .... 04 INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO.............. ................... .................. ................... ................... .... 07 SOCIEDADE LIMITADA ..... ................... ................... .................. ................... ................... .... 08 CARACTERÍSTICAS........... ................... ................... .................. ................... ................... .... 08 AS NOVAS REGRAS DO NOVO CÓDIGO CIVIL........ .................. ................... ................... .... 09 O CONTRATO SOCIAL ...... ................... ................... .................. ................... ................... .... 09 RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS ..... ................... .................. ................... ................... .... 10 QUOTAS DE CAPITAL SOCIAL.............. ................... .................. ................... ................... .... 10 CONSELHO FISCAL........... ................... ................... .................. ................... ................... .... 11 DELIBERAÇÃO DOS SÓCIOS ............... ................... .................. ................... ................... .... 11 SOCIEDADE POR AÇÕES. ................... ................... .................. ................... ................... .... 13 CARACTERÍSTICAS........... ................... ................... .................. ................... ................... .... 13 ESPÉCIES DE COMPANHIAS................ ................... .................. ................... ................... .... 13 AÇÕES DO CAPITAL SOCIAL................ ................... .................. ................... ................... .... 14 ÓRGÃOS SOCIAIS ............. ................... ................... .................. ................... ................... .... 14 PLANO DE CONTAS.......... ................... ................... .................. ................... ................... .... 16 CONCEITO E CARACTERÍSTICAS ........ ................... .................. ................... ................... .... 16 COMPOSIÇÃO ................... ................... ................... .................. ................... ................... .... 16 OPERAÇÕES COM MERCADORIAS - COMPRAS .... .................. ................... ................... .... 21 COMPOSIÇÃO DOS ESTOQUES .......... ................... .................. ................... ................... .... 21 INVENTÁRIO ...................... ................... ................... .................. ................... ................... .... 21 LIVRO DE REGISTRO DE INVENTÁRIO ................... .................. ................... ................... .... 22 CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES .............. .................. ................... ................... .... 22 SISTEMAS DE CONTROLE DE ESTOQUES ............. .................. ................... ................... .... 22 CRITÉRIOS DE CUSTEIO DOS ESTOQUES ............. .................. ................... ................... .... 23 PRINCIPAIS OPERAÇÕES COM ESTOQUES DE MERCADORIAS NO COMÉRCIO ........... .... 25 OPERAÇÕES COM MERCADORIAS – VENDAS ...... .................. ................... ................... .... 28 REGIME DE COMPETÊNCIA DE EXERCÍCIOS ......... .................. ................... ................... .... 28 VENDAS DE MERCADORIAS ................ ................... .................. ................... ................... .... 28 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS.......... ................... .................. ................... ................... .... 33 O BALANÇO PATRIMONIAL .................. ................... .................. ................... ................... .... 34 A DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO ............... ................... ................... .... 45 A DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS ................ ................... .... 50 OPERAÇÕES COM IMOBILIZADO ........ ................... .................. ................... ................... .... 53 CONCEITO ......................... ................... ................... .................. ................... ................... .... 53 CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS DO ATIVO IMOBILIZADO... ................... ................... .... 53 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO .................. ................... .................. ................... ................... .... 53 TAXAS DE DEPRECIAÇÃO ................... ................... .................. ................... ................... .... 54 BAIXA DOS BENS DO IMOBILIZADO .... ................... .................. ................... ................... .... 55 TÓPICOS ESPECIAIS DE CONTABILIDADE............. .................. ................... ................... .... 56 PROVISÃO PARA CRÉDITO DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA.......... ................... ................... .... 56 DISPONIBILIDADES........... ................... ................... .................. ................... ................... .... 57 CONCILIAÇÃO BANCÁRIA ................... ................... .................. ................... ................... .... 60 CONTAS DE COMPENSAÇÃO............... ................... .................. ................... ................... .... 62 RESERVAS E PROVISÕES ................... ................... .................. ................... ................... .... 64 OPERAÇÕES FINANCEIRAS ................. ................... .................. ................... ................... .... 65 REFERÊNCIAS .................. ................... ................... .................. ................... ................... .... 71

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1. A EMPRESA NO NOVO CÓDIGO CIVIL
1.1 INTRODUÇÃO O Novo Código Civil – NCC, aprovado pela Lei n.º 10.406, de 10 de janeiro de 2002, é a Lei federal que disciplina todas as relações jurídicas de natureza civil. Sua vigência se deu a partir de 11 de janeiro de 2003. Revogou a Lei n.º 3.071, de 01 de janeiro de 1916 (Código Civil) e a parte I da Lei n.º 556, de 25 de junho de 1850 (Código Comercial). O Direito de empresa constante da Parte Especial, Livro II do NCC, substituiu as normas que estavam contidas na parte I do antigo Código Comercial (Lei n.º 556, de 25/06/1850), revogado pelo art. 2.045 do NCC, reunindo também as normas de direito societário que se encontravam esparsas em diversas legislações complementares ao Código Comercial. O direito de empresa está disciplinado nos arts. 966 ao 1.195 do NCC. 1.2 CONCEITO DE EMPRESA E DE EMPRESÁRIO Empresa é a unidade econômica organizada que, combinando capital e trabalho, produz ou comercializa bens ou presta serviços, com a finalidade de lucro. Adquire personalidade jurídica pela inscrição de seus atos constitutivos no órgão de registro próprio, adquirindo, dessa forma, capacidade jurídica para assumir direitos e obrigações. O NCC trata as organizações empresariais como Sociedades Empresárias e Sociedades Simples. O NCC define Empresário em seu art. 966: “Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa”. Diante dessa nova conceituação de empresário, interpreta-se que um profissional liberal como, por exemplo, um contador, estabelecido como escritório para exercer profissionalmente a atividade econômica de prestação de serviços contábeis e de consultoria, mesmo com o concurso de auxiliares e colaboradores, não é empresário. Por conseqüência, seu escritório não é considerado empresa. O mesmo raciocínio aplica-se para o exercício das profissões de médico, engenheiro, advogado, tradutor, pintor, escultor, escritor, economista, etc. A ressalva do parágrafo único do art. 966 possibilita que essas atividades sejam consideradas empresárias nos casos em que o exercício da profissão constitua elementos de empresa, porém gera polêmicas e interpretações diversas, no que se refere ao que seja elemento de empresa. Considerando que, para exercer uma atividade econômica com objetivo de lucro, a empresa necessita reunir os seguintes elementos:

a. O capital, representado por dinheiro ou bens tangíveis (mercadorias, máquinas,
equipamentos, etc);

b. O trabalho, com ou sem vínculo empregatício; c. O estabelecimento ou local onde se realizam as operações relativas à prática de sua
atividade econômica de produção e circulação de bens e serviços; e

d. O objetivo ou o tipo de atividade econômica que terá que ser exercida para atingir o lucro,
que é o fim para o qual se organiza uma empresa.

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consideradas como sociedades empresárias por utilizarem elementos de empresa na prestação de serviços. literária ou artística.º 8. porém se utilizarem elementos de empresa na prestação de serviços. Ex. sociedades por ações. 981 a 1. Ex. portanto. possam ser registradas nas Juntas Comerciais. Era a antiga sociedade civil. Lei n. Antes da vigência do NCC as sociedades eram classificadas em Sociedades Civis e Sociedades Comerciais. os sócios respondem com seus bens particulares pelo saldo da dívida que restar após a liquidação dos bens da sociedade. entretanto. Esse conceito de empresário do NCC é mais abrangente que o antigo conceito de comerciante do Código Comercial. As Sociedades Simples adquirem personalidade jurídica quando registram seus atos constitutivos no Registro Civil das Pessoas Jurídicas. a Lei das sociedades por ações. As atividades de prestação de serviços não eram regidas pelo Código Comercial. Nesses casos.: sociedade limitada. 1.3. comércio e prestação de serviços. consideradas como sociedades empresárias. serão consideradas sociedades empresárias. 4 . ou seja. ou seja. de natureza científica.Considerando que a melhor forma para executar em larga escala a prestação de serviços de natureza intelectual é organizar-se em forma de empresa. a fim de permitir que as sociedades simples. nem o seu estabelecimento como comercial. conseqüentemente os estabelecimentos utilizados para a prestação de seus serviços são considerados empresas.3. inclusive os de profissão intelectual. literária ou artística. 1. mas pelo antigo Código Civil que não considerava o prestador de serviço como comerciante. os sócios respondem com seus bens particulares nos casos em que os bens da sociedade não sejam suficientes para atender à execução civil ou fiscal.1 Classificação quanto ao objeto Sociedades Simples: são as sociedades que exercem atividade econômica de prestação de serviços em geral. Se as sociedades simples utilizarem elementos de empresa na prestação de serviços. A Legislação de Registro Público Mercantil. as normas sobre sociedades em geral passam a estar contidas no Direito de Empresa (arts. Responsabilidade Ilimitada: a responsabilidade de cada sócio é subsidiária. exercidos sem a existência de elementos de empresa.934/94. com exceção das sociedades por ações que continuam regidas por Lei especial. que só considerava como mercantil as atividades econômicas de produção (indústria) e de circulação de bens (comércio). Adquirem personalidade jurídica quando registram seus atos constitutivos no Registro Público de Empresas Mercantis (Juntas Comerciais). Sociedades Empresárias: são as sociedades que exercem atividade econômica própria de empresário. empresa individual. tendo em vista a existência dos elementos constitutivos de empresas. a produção e circulação de bens ou de serviços.: sociedade em nome coletivo. todos os sócios respondem solidariamente pela integralização do capital social.141). antigas sociedades civis. os profissionais liberais são considerados empresários e. seja ela de natureza científica. Com a entrada em vigor do NCC.3 CLASSIFICAÇÃO DE EMPRESAS 1.2 Classificação quanto à responsabilidade dos sócios Responsabilidade Limitada: a responsabilidade de cada sócio é limitada ao valor de suas quotas de capital. terá que ser alterada para se adaptar ao NCC. terão que registrar seus atos constitutivos no Registro Público de Empresas Mercantis (Juntas Comerciais). O atual conceito de empresário abrange todas as atividades de indústria. exceto os serviços considerados como de profissão intelectual.

É equiparada a pessoa jurídica para fins da Legislação do Imposto de Renda.3. conforme dispõe o art. os Estados. turismo.3. cujo sócio majoritário será sempre a União. 1. Empresas Industriais: são aquelas que se dedicam à transformação da matéria-prima em produtos acabados e a sua comercialização. bem como a sua gerência a administração. se a responsabilidade dos sócios será limitada ou subsidiária (ilimitada). financeiros. está confiada ao poder público municipal. Empresas de economia mista: são sociedades por ações de participação pública e privada. Empresas prestadoras de serviços: são aquelas que se dedicam à prestação de serviços diversos dentre os quais pode mos citar: transportes. que se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de atividade econômica e a partilha. sociedade em comandita por ações e sociedade de capital e indústria.3. entre si. 5 . o Distrito Federal e os Municípios. hotelaria.5 Classificação quanto à origem dos capitais Empresas Privadas: são as empresas cujo capital social que as constitui é de origem privada ou particular. 1. estadual. as Sociedades Simples (antigas sociedades civis) podem prever. 150 do regulamento do Imposto de Renda – RIR/99. por conveniência. com o objetivo de lucro. segurança ou interesse social. Executam serviços de utilidade pública.3. Ex. Sociedade: empresa formada por mais de um sócio pessoa física e/ou jurídica. que detêm a maioria das ações e o controle administrativo. conseqüentemente assim será a sua administração e gerência. Executam serviços públicos. dos resultados. 1. Obs. mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. 1.: de acordo no o NCC.Responsabilidade mista: a composição societária admite sócios com responsabilidade ilimitada e sócios com responsabilidade limitada. cabendo ao governo prover as verbas necessárias para o seu funcionamento. distrital ou federal. saúde.: sociedade em comandita simples. Empresas Públicas: são empresa que exploram um ramo de atividade que.6 Classificação quanto à forma jurídica Sociedade Limitada: é o tipo de sociedade cuja responsabilidade de cada sócio é restrita ou limitada ao valor de suas quotas.4 Classificação quanto aos ramos de atividades Empresas Comerciais: são aquelas que se dedicam à atividade de compra e venda de mercadorias. comunicação. em seu contrato social. etc. com o objetivo de lucro.3 Classificação quanto ao número de proprietários Firma Individual: empresa constituída por apenas um sócio.

não possui capacidade jurídica para adquirir direitos e assumir obrigações. que exigia o mínimo de sete acionistas para constituir uma sociedade por ações. de proveito comum e sem finalidade lucrativa.º 6. não adquirem personalidade jurídica. entretanto. a capacidade tributária passiva independe de estar a pessoa jurídica regularmente constituída. Ex. não sujeita à falência. Atualmente. não é possível separar o patrimônio da sociedade do patrimônio particular dos sócios. como as sociedades por ações podem ser constituídas com pelo menos dois acionistas. a Sociedade em Comandita por ações não tem mais nenhuma utilidade. do CTN). com forma e natureza jurídica próprias. portanto. 126. obrigando-se cada sócio ou acionista somente pelo preço de emissão das ações que subscrever ou adquirir. comercial ou civil. mas apenas firma. A firma ou nome empresarial deve obrigatoriamente ser formado pelo nome dos sócios que a integram.: Maciel & Cia Ltda. é uma sociedade de fato e não de direito. com poderes de administração. recorria-se à sociedade em comandita por ações. são as sociedades cujo capital dividese em ações. III. A capacidade tributária passiva independe: I – da capacidade civil das pessoas naturais. e os sócios comanditários. 126. II – de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou limitação do exercício de atividades civis. comerciais ou profissionais. A responsabilidade dos sócios é ilimitada e todos respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações assumidas pela sociedade em comum. que podem ser pessoas físicas ou jurídicas que. Só pode ser composta por pessoas físicas. 1. só podem provar a existência da sociedade por escrito. Se o número acionistas fosse inferior a sete. Sociedade Cooperativa: é um tipo especial de sociedade que poderá ser constituída mesmo sem capital. • Sociedade em comum – conforme mencionado anteriormente. tratadas no NCC como sociedades em comum.Sociedade Anônima: também conhecida como companhia. São consideradas sociedades de fato e não de direito. estão legalmente proibidas de participar da administração. ou da administração direta de seus bens ou negócios.: Sociedade em comum e Sociedade em Conta de Participação. Ex. apenas investem capital na sociedade e têm responsabilidade limitada ao valor de sua quota de capital social.627/40). Seus sócios.404/76).7 Outros tipos de classificação Sociedades não personificadas: são as sociedades que não possuem seus atos constitutivos registrados nos órgãos próprios (Registro Civil de Pessoas Jurídicas ou Registro Público de Empresas Mercantis). 6 . A responsabilidade dos sócios é ilimitada. cujas pessoas se obrigam a contribuir com bens e serviços para o exercício de uma atividade econômica. bastando que configure uma unidade econômica ou profissional (art. “Art. É uma sociedade de pessoas. Será sempre uma sociedade simples. com responsabilidade solidária e ilimitada em face das obrigações sociais. ou ainda por um deles.° 2. nas relações entre si ou com terceiros. que representam e administram a sociedade. Sociedade em nome coletivo: é uma típica sociedade de pessoas que possui como objetivo a realização de determinada atividade econômica. e se caracteriza por não poder adotar denominação social em seu nome empresarial. São regidas pela Lei das Sociedades por ações (Lei n.3. Sociedade em Comandita Simples: tipo de sociedade em que existem dois tipos de sócios: os sócios comanditados. de natureza civil. Como não está personificada juridicamente. Por não ser uma pessoa jurídica. ou por apenas alguns deles. Sociedade em Comandita por Ações: tipo de sociedade que só foi utilizado durante a vigência da antiga Lei das Sociedades por Ações (Decreto-lei n. Para fins fiscais.

Sociedade Cooperativa. tornado-se sociedades de direito. pessoa jurídica. c. 1. na forma prevista em seu contrato de participação. antes do início de suas atividades. a sede da empresa O empresário que instituir sucursal. A constituição da sociedade em conta de participação independe de qualquer formalidade e pode provar-se por todos os meios admitidos em direito. Sociedades Personificadas: são as sociedades que possuem seus atos constitutivos registrados nos órgãos próprios. Ex. O sócio participante obriga-se exclusivamente perante o sócio ostensivo.III – de estar a pessoa jurídica regularmente constituída. com a respectiva assinatura. Sociedade em Comandita Simples. nacionalidade. em lugar sujeito à jurisdição de outra Junta Comercial. o objeto. bastando que configure uma unidade econômica ou profissional. Sociedade em Nome Coletivo. domicílio. Somente o sócio ostensivo obriga-se perante terceiros. A inscrição do empresário será feita mediante requerimento com as seguintes informações: a. 7 . 969 do NCC). filial ou agência. se casado. com a prova da inscrição originária da empresa matriz (art. e e. Sociedade Anônima. participando os demais dos resultados correspondentes. d. Sociedade Limitada. dotada de patrimônio próprio distinto do patrimônio de seus sócios. estado civil e. o regime de bens. A atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo. b. O contrato social produz efeitos somente entre os sócios e sua eventual inscrição em qualquer registro não confere personalidade jurídica à sociedade. o capital. em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade. a firma.: Sociedades Simples. Será representada ativa e passivamente por seus administradores. estará obrigado a inscrevê-la nessa. com capacidade de adquirir direitos e assumir obrigações. Sociedade em Comandita por Ações. • Sociedade em Conta de Participação – tipo societário em que há a existência de dois tipos de sócio: o ostensivo e o participante.4 INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis (Juntas Comerciais) da respectiva sede. o seu nome.

8 . o sócio A poderia decidir. inclusive nomear os sócios gerentes.708/19). Dentre as novas regras. entre outros assuntos. etc. No novo sistema do NCC. A sociedade limitada tem sido. Era regida pelo Decreto n. o titular de. b. nas sociedades por ações. 1. No regime anterior ao NCC. do aumento ou redução do capital. Com a vigência do NCC passou a denominar-se apenas de Sociedade Limitada e a ser regida pelas normas dos arts. com o seu objetivo social e o mercado onde vai atuar. alteração da denominação social. Diante dessas novas regras. o que não acontece nas sociedades institucionais. tornando-as muito parecidas com as Sociedades por Ações. A observância dessas cláusulas visa evitar problemas futuros entre sócios e em relação a terceiros. comprometendo a tomada de decisão de forma rápida e eficiente. a modificação do contrato social precisa de. mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. a possibilidade de limitar a responsabilidade de cada sócio ao total do capital e pelo fato de ser uma sociedade contratual. de 10 de janeiro de 1919.708. exigência de unanimidade para a aprovação. desde que observadas as cláusulas básicas exigidas em lei. médias e até grandes empresas. o sócio A precisará de votos de pelo menos um dos sócios para esse tipo de decisão. Na sociedade contratual. 51% das quotas do capital social. pelo menos. de termo de posse de administradores e conselheiros fiscais. 2. devido a sua relativa simplicidade. Tomando como exemplo uma sociedade formada por três sócios. SOCIEDADE LIMITADA 2. como por exemplo. ou seja. I). a forma societária mais adotada pelas pequenas. c. De acordo com as novas regras impostas pelo NCC. para admissão de novo sócio. de atas de assembléia. os sócios têm plena liberdade de contratar as demais cláusulas. os encarregados de gerir os negócios da sociedade. nas sociedades com mais de 10 sócios. em que o sócio A é titular de 60% das quotas e os sócios B e C são detentores. 75% (3/4) do capital social (art. sobre todas as alterações.076. nota-se o aumento da burocracia na gestão societária dessas empresas.2 AS NOVAS REGRAS DO NCC As novas regras estabelecidas pelo NCC desfazem a simplicidade de constituição e a liberdade de contratação das demais cláusulas das Sociedades Limitadas. 1. necessidade de novos livros societários.º 3. exigência de assembléia de sócios das sociedades com mais de 10 sócios. No regime anterior (Decreto 3. pelo menos. pois suas cláusulas devem ser cuidadosamente estudadas e escolhidas. inclusive sobre a repartição dos lucros. além de exigir que o seu contrato social seja elaborado por profissional competente. tinha os votos necessários para proceder a qualquer modificação no contrato social. d. podemos citar: a.1 CARACTERÍSTICAS É o tipo de sociedade cuja responsabilidade de cada sócio é restrita ou limitada ao valor de suas quotas. cada um. de forma que sejam compatíveis com as pessoas que estão associando-se. O capital social é dividido em Quotas. como titular de 60% das quotas de capital social. para a tomada de vários tipos de decisões.052 a 1087 do NCC. atualmente designados como administradores. e o seu contrato social estava subordinado às disposições dos arts. tais como o de registro de presença de sócios na assembléia. 300 a 302 do Código Comercial. mudança de sede. ao longo dos tempos.2. a aprovação das contas da administração deve ser feita em assembléia de sócios. de quotas correspondentes a 20% do capital social.

subsidiariamente. pode ser citado o nome de um deles acrescido da expressão & Cia Ltda. 9 . §1º Tratando-se de sócio nomeado administrador no contrato. e o modo de realizá-la. 1. adaptem seus contratos às novas regras. mencionará: I – nome. por meio de cláusula expressa no contrato social. para que as sociedades. a firma social. com a finalidade de dotar as sociedades limitadas de instrumentos hábeis para desenvolver sua atividade econômica. Dentre as cláusulas básicas podemos citar: “Art. o nome com o qual a sociedade se apresenta no mercado. 2. IV – a quota de cada sócio no capital social. se pessoas naturais. sendo recomendável que seja incluída uma cláusula nesse sentido. em relação à sociedade. além de cláusulas estipuladas pelas partes. De acordo com o NCC. e firma ou denominação. §3º A renúncia de administrador torna-se eficaz. mediante requerimento apresentado nos dez dias seguintes ao da ocorrência. VI – as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade. Geralmente se utiliza o nome do sócio administrador na firma social. Se houver vários sócios. escolhendo a regência supletiva pela Lei das SAs. indicadas no Art. quando a sociedade é composta por vários sócios. no mínimo. de forma supletiva. nacionalidade. III – capital da sociedade. No exemplo. Deve conter o nome de um ou mais sócios. profissão e residência dos sócios. do titular. sua destituição somente se opera pela aprovação de titulares de quotas correspondentes. se for o caso. O contrato social é composto pelas cláusulas básicas. não houver recondução. fixado no contrato ou em ato separado. O exercício do cargo de administrador cessa pela destituição. suscetíveis de avaliação pecuniária. poderá ser: Maciel & Cia Ltda. estado civil. ou pelo término do prazo se. até 11/01/2004. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito.053 do NCC.” O contrato deve indicar. expresso em moeda corrente. objeto.063. 1. 1. ou seja. pelas normas das sociedades simples. ou não. isto é. e. salvo disposição contratual diversa. pelas obrigações sociais. em qualquer tempo.” Foi estabelecido o prazo de um ano a partir da vigência do NCC (11/01/2003). seguida da expressão abreviada Ltda. VII – a participação de cada sócio nos lucros e nas perdas. Por exemplo: Maciel e Meneses Ltda. a dois terços do capital social. antigos sócios-gerentes. 997. particular ou público. somente poderá ser destituído pelo voto dos sócios que representem 2/3 do capital social (art. desde o momento em que esta toma conhecimento da comunicação escrita do renunciante.063. nos casos omissos. 997. após a averbação e publicação. se jurídicas.3 O CONTRATO SOCIAL De acordo com o art. cuja contribuição consista em serviços. as sociedades limitadas serão regidas. em relação a terceiros. podendo compreender qualquer espécie de bens. sede e prazo da sociedade. II – denominação. nacionalidade e sede dos sócios. simples ou empresárias. que. § 1º): “Art. e outras cláusulas livremente contratadas. §2º A cessação do exercício do cargo de administrador deve ser averbada no registro competente. VIII – se os sócios respondem.Outra modificação relevante é a que trata da nomeação e destituição de administradores da sociedade limitada. V – as prestações a que se obriga o sócio. O mesmo artigo prevê a regência supletiva da sociedade limitada pela Lei das sociedades por ações. o sócio que for nomeado administrador. e seus poderes e atribuições. também.

principalmente nos casos de execuções trabalhistas e previdenciárias.055 do NCC. todos os sócios respondem pelo total desse capital. independentemente de ouvir os demais. ou de forma desigual. ou seja. haver a transferência de quotas para não sócios. na execução fiscal. mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social”. respondendo os sócios pela exata estimação dos valores conferidos ao capital.052. 156). também. Comércio de Calçados Dupé Ltda. Como regra geral. os administradores e os sócios que dão nome à firma serão considerados solidários e ilimitadamente responsáveis. que vem sendo adotada pela jurisprudência. subscrevendo alguns sócios mais quotas que outros. responderão solidária e ilimitadamente. porém. por expressa disposição constitucional (art. Trata-se da desconsideração da personalidade jurídica da empresa. Na Sociedade Limitada. informar o objetivo da sociedade. uma vez integralizado o capital social.Se a denominação social for um nome fantasia. 2. 1. 1. o sócio pode ceder suas quotas. a partir da averbação do respectivo instrumento. a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas.º 3. violação do contrato ou da Lei. Por exemplo. O NCC modifica essa regra da seguinte forma: “Art. A garantia de limitação da responsabilidade ao valor da quota de capital de cada sócio separa efetivamente o patrimônio da sociedade do patrimônio particular dos sócios. Portanto. desde que não haja oposição de titulares de mais de 1/4 do capital social (25%). se os bens da sociedade não forem suficientes para o pagamento integral do débito tributário. contados da data do registro da sociedade ou do aumento de capital. pelo prazo de cinco anos. porém enquanto não for totalmente integralizado o capital social. 2. A cessão de quotas de capital social somente terá efeito jurídico. os administradores ou os sócios que derem nome à firma não respondem pessoalmente pelas obrigações contraídas em nome da sociedade. Pode. logo. A integralização do capital com bens imóveis é isenta do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles Relativos (ITBI) inter vivos. As quotas podem ser subscritas igualmente pelos sócios. quanto à sociedade. Essa proteção do patrimônio dos sócios pode parecer injusta do ponto de vista dos credores. sempre que possível. os sócios administradores e os que derem nome à firma respondem com seus bens particulares até o saldo do débito tributário que superar o valor dos bens da empresa. total ou parcialmente. Se a expressão limita for omitida. cada sócio responde exclusivamente até o valor de suas quotas de capital. pessoas estranhas à sociedade. 2º limitava a responsabilidade dos sócios ao total do capital social. a outro sócio. Exemplificando. conforme dispõe o art. Para efeito de transferência de quotas e não havendo disposição em contrário no contrato social. todos possuem a mesma quantidade de quotas. O capital poderá ser integralizado em bens móveis ou imóveis. a Sociedade Limitada era regida pelo Decreto n.708. que fica a salvo de cobrança de terceiros. nos casos de atos praticados com desvio de poder.4 RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS Conforme comentado anteriormente. 10 . deve. credores da sociedade. de competência municipal.5 QUOTAS DE CAPITAL SOCIAL O capital da Sociedade Limitada é dividido em quotas representativas da participação dos sócios. mas representa o preço do risco que envolve toda atividade econômica. que em seu art. de 10 de janeiro de 1919. os casos de não pagamentos de tributos devidos são contrários à lei. assinado pelos sócios concordantes. Não é permitida a participação de sócio cuja contribuição social consista apenas em prestação de serviços.

peita ou suborno. além dos inelegíveis enumerados no § 1º do art. os membros da administração da sociedade ou de outra por ela controlada. exigem algumas formalidades previstas em lei. durante o período de liquidação da sociedade.2. eleitos em assembléia anual dos sócios.011 do NCC. não é conveniente nem recomendável. Não podem fazer parte do conselho fiscal. aos membros do conselho fiscal incumbem. além das pessoas impedidas por lei especial. ou por crime falimentar. V – convocar a assembléia dos sócios se a diretoria retardar por mais de trinta dias a sua convocação anual. de prevaricação. § 1º. III – exarar no mesmo livro e apresentar à assembléia anual dos sócios parecer sobre os negócios e as operações sociais do exercício em que servirem. as deliberações que devem ser tomadas em assembléia de sócios.6 CONSELHO FISCAL A nomeação. o acesso a cargos públicos. Caso o contrato social preveja a instalação do conselho fiscal. 2. nas pequenas e médias empresas. sugerindo providências úteis à sociedade. do ponto de vista econômico. tomando por base o balanço patrimonial e o de resultado econômico. contra as relações de consumo. as obrigações assumidas pela sociedade e outras deliberações que não exigem maiores formalidades. 1. peculato. Além de outras atribuições determinadas em lei ou no contrato social.069 do NCC: “Art. No entanto. as deliberações de determinadas matérias de maior relevância para a sociedade e de repercussão nos direitos dos sócios e de terceiros. os atos a que se refere este artigo. IV – denunciar os erros.7 DELIBERAÇÃO DOS SÓCIOS Os sócios das pequenas e médias empresas normalmente estão presentes nas principais atividades quotidianas.071 do NCC: “Art. Nessas condições. ele será composto por três ou mais membros e respectivos suplentes. sócios ou não. dentre as quais o controle da movimentação financeira.069. as obrigações assumidas e a situação financeira. o cônjuge ou parentes até terceiro grau dos administradores. os empregados de quaisquer delas. enquanto perdurarem os efeitos da condenação”. fraudes ou crimes que descobrirem. ainda que temporariamente. 1.011. tendo em vista as disposições especiais reguladoras da liquidação. ou sempre que ocorram motivos graves e urgentes. a fé pública ou a propriedade. os deveres seguintes: I – examinar. por escrito. VI – praticar. a fim de preservar. os sócios convivem com o quotidiano da sociedade e acompanham seus negócios. concussão. além de outras matérias indicadas na lei ou no contrato: 11 .071. ou contra a economia popular. Não podem ser administradores. instalação e funcionamento do conselho fiscal na limitada só se justificam nas sociedades com número significativo de sócios que não participam da administração ou estão afastados do dia-a-dia da empresa. As atribuições do conselho fiscal estão elencadas no art. contra o sistema financeiro nacional. contra as normas de defesa da concorrência. 1. pelo menos trimestralmente. II – lavrar no livro de atas e pareceres do conselho fiscal o resultado dos exames referidos no inciso I deste artigo. os livros e papéis da sociedade e o estado do caixa e da carteira. 1. a instalação do conselho fiscal. residentes e domiciliados no país. 1. devendo os administradores ou os liquidantes prestar-lhes as informações solicitadas. Dependem da deliberação dos sócios. os condenados a pena que vede. 1. “Art. Em geral. Essas matérias estão enumeradas no art. individual ou conjuntamente.

em seu contrato social. fusão. que as deliberações sobre as matérias nele indicadas poderão ser aprovadas em reunião de sócios. cisão. para ter validade legal. VI – a incorporação. para dissolver a sociedade com prazo determinado. para designar administrador não sócio. para dissolver sociedade contratada por prazo indeterminado.o modo de sua remuneração. regularmente convocada e instalada. Aprovação com 3/4 ou 75%: a. para destituir administrador sócio designado em ato separado do contrato social. VIII – o pedido de concordata. dessa forma.I – a aprovação das contas da administração. para aprovar incorporação. atendido o quorum deliberativo previsto na lei para cada tipo de deliberação. quando não estabelecida no contrato. Nos casos de empresas com até dez sócios. Mais da metade do capital social ou 51% a. a assembléia ou reunião dos sócios poderá ser substituída por documento que exponha de forma detalhada todas as deliberações e que seja assinado pela totalidade dos sócios. se o capital social não estiver ainda totalmente integralizado. b. para designar administrador em ato separado do contrato social. se o capital social estiver totalmente integralizado. II – a designação dos administradores. A Lei exige quorum especial para as seguintes deliberações: Aprovação por unanimidade: a. V – a modificação do contrato social. b. deve ser prevista no contrato social sendo de suma importância para as pequenas e médias empresas. a fusão e a dissolução da sociedade. pois simplifica a aprovação das contas e evita custos desnecessários de convocação e publicação na imprensa oficial e jornal de grande circulação. para alteração do contrato social. para designar administrador não sócio. Aprovação com 2/3 ou 67%: a. VII – a nomeação e destituição dos liquidantes e o julgamento das suas contas. d. e. c. As sociedades com no máximo dez sócios podem prever. 12 . ou a cessação do estado de liquidação. a não ser que o contrato social tenha previsto quorum diverso. quando feita em ato separado. IV . b. a realização de assembléia. para destituir administrador sócio nomeado no contrato social. Essa substituição. c. As deliberações acima elencadas só podem ser aprovadas em assembléia. dispensando-se. para destituir administrador não sócio. III – a destituição dos administradores. para expulsar sócio minoritário se permitido no contrato social. dissolução da sociedade ou levantamento da liquidação.

Dentre as principais características podemos citar: a.1 CARACTERÍSTICAS A sociedade anônima ou companhia é o tipo de sociedade em que o capital é dividido em ações. depois de registrados na comissão de Valores Mobiliários (CVM). 13 . h. ou seja. acompanhada das expressões companhia ou sociedades por ações por extenso ou abreviadamente (Cia ou S/A) sendo que a expressão companhia só poderá figurar no início ou no meio do nome empresarial.). se não forem bem administrados. desde que não impeçam sua negociação nem sujeitem o acionista ao arbítrio dos órgãos de administração ou dos acionistas controladores. não poderá ser impedido o ingresso de seus sucessores no quadro da sociedade. as contas da diretoria. falecendo o titular da ação. seu órgão deliberativo máximo é a Assembléia Geral que tem poder para aprovar e reformar os estatutos sociais. como por exemplo: telecomunicações. Uma das vantagens das companhias de capital aberto é a opção de captar recursos financeiros mediante a emissão e colocação no mercado acionário. c. as sociedades por ações são uma sociedade de capital e não de pessoas. Companhia de Capital Aberto: É aquela em que os valores mobiliários de sua emissão (ações. razão pela qual nenhum acionista pode impedir a entrada de outro na companhia. a cada ano.3. podem ser negociadas na bolsa de valores ou no mercado de balcão. d. SOCIEDADE POR AÇÕES 3. etc. aprovar. instituições financeiras. etc. partes beneficiárias. seu capital social é dividido em ações. diferenciando-se uma da outra pela negociação ou não de suas ações na bolsa de valores ou no mercado de balcão.º 6. seus fiscais (conselhos fiscais). b.2 ESPÉCIES DE COMPANHIAS Existem dois tipos de companhias: as de capital aberto e as de capital fechado. i. a Lei n. debêntures. etc.NCC.404/76. com juros muito altos e capazes de inviabilizar a atividade dos tomadores de empréstimos. que são títulos representativos de participação societária no capital da companhia. Exemplo: Companhia Brasileira de Distribuição. obrigando-se cada sócio ou acionista somente pelo preço de emissão das ações que subscrever ou adquirir. Seus valores mobiliários não são negociáveis em bolsas de valores. o titular da ação é chamado de acionista. eleger seus dirigentes (conselho de administração e diretoria). f. as ações são livremente negociáveis. e. 3. dos valores mobiliários. mesmo que seu objeto seja civil. É regida por Lei especial. energia elétrica. a responsabilidade do acionista vai até o preço de emissão das ações que subscrever ou adquirir. a companhia é sempre empresarial. a sociedade será designada por denominação. Companhia de Capital Fechado: É aquela em que seu estatuto pode estabelecer limites à livre circulação das ações representativas de seu capital social. sem precisar recorrer ao crédito bancário. e nos casos omissos deverá ser aplicada as disposições do Novo Código Civil . prestação de serviços gerais. g.

podendo. Por esse motivo. a Diretoria e o Conselho Fiscal. dos principais critérios utilizados na avaliação dos elementos patrimoniais e da composição dos valores mais relevantes constantes dessas Demonstrações. o Registro de Transferência de Ações. 3. São classificadas quanto à forma e quanto à espécie. 14 . nominativas escriturais. sendo considerada como amortização. Quanto à espécie. perdeu o seu significado.º 8. torna-se obrigatória a auditoria independentes de suas Demonstrações Contábeis e da divulgação. como ela tem um nome e endereço conhecido. são quatro os principais órgãos da companhia: a Assembléia Geral. no que diz respeito à própria companhia. que detém a custódia dessas ações.3 AÇÕES DO CAPITAL SOCIAL As ações são a menor parcela em que é dividido o capital social de uma companhia.º 10. como chamá-la de sociedade anônima. Entre os privilégios podemos citar a prioridade na distribuição de dividendos ou no reembolso do capital. preferenciais e ações de fruição.Para que a companhia possa recorrer ao mercado acionário em busca de recursos financeiros. a expressão sociedade anônima. Ações Preferenciais: são aquelas para as quais o estatuto outorga determinados privilégios em relação às ordinárias. a emissão dessas ações está limitada a 50% do total das ações emitidas. a título de antecipação. eram classificadas em: nominativas registradas. a distribuição aos acionistas. Quanto à forma. resultantes da amortização de ações ordinárias ou preferenciais. Ações Nominativas Registradas: são representadas por certificado e transferidas mediante registro no livro próprio da sociedade emissora. porque não restou nenhuma possibilidade de anonimato do acionista com a extinção das ações endossáveis e ao portador. Com a vigência da Lei n. de quantias pagas a título de reembolso de capital. restando somente as nominativas registradas e as nominativas escriturais. ainda utilizada no NCC e também nos jornais de grande circulação. ou seja. as ações são classificadas em: ações ordinárias. Segundo. o Conselho de Administração.404/76. O número de ações preferenciais sem direito a voto ou com restrição desse direito estava limitado a 2/3 do total das ações. as demais permitiam o anonimato dos seus possuidores. Não são emitidos certificados e sua transferência opera-se por meio de lançamento da operação nos registros próprios da instituição financeira depositária. Ações de Fruição: são aquelas emitidas em substituição às ações de outras espécies. em nome do titular.303/2001. o estatuto poderá livremente prevê outros órgãos de assessoria ou de execução. Com exceção das ações nominativas. Ações Ordinárias: são aquelas de emissão obrigatória em todas as companhias e que conferem a seus titulares o direito de voto pleno ou restrito. Além desses órgãos. também não há. A auditoria independente confere maior credibilidade e transparências dos relatórios contábeis divulgados aos usuários externos. Primeiro. a rigor. Ações Nominativas Escriturais: são aquelas mantidas em conta de depósito em instituição financeira. Somente as companhias de capital fechado poderão ter mais de uma classe de ações ordinárias.4 ÓRGÃOS SOCIAIS De acordo com a Lei n. A partir da vigência da Lei n. através de notas explicativas. em contrapartida. daí o surgimento da denominação de sociedade anônima.º 6. endossáveis e ao portador.021/90 foram extintas as ações endossáveis e ao portador. 3. deixar de conferir-lhes o direito a voto ou restringi-lo.

4. pela Assembléia Geral. nas sociedades de economia mista e nas sociedades de capital autorizado. três conselheiros.4. que não deve ser superior a três anos.3 Diretoria É o órgão executivo das deliberações da Assembléia Geral e do Conselho de Administração e de representação legal da companhia. ou na falta deste. Quem elege e destitui seus membros a qualquer tempo é a Assembléia Geral. o relatório da administração e os demonstrativos contábeis apresentados à Assembléia Geral devem vir acompanhados do parecer do Conselho Fiscal. cônjuge ou parente até terceiro grau de administrador da empresa. É de existência obrigatória. A Lei exige a realização de uma Assembléia Geral Ordinária (AGO) nos quatro meses imediatamente seguintes ao encerramento do exercício social. 3. 15 .4 Conselho Fiscal É um órgão colegiado destinado à fiscalização da administração da companhia. no mínimo. É um colegiado de caráter deliberativo ao qual a Lei atribui parcela da competência da Assembléia Geral. eleger os administradores e fiscais. bem como o modo de sua substituição. Sua função é proteger os interesse da empresa e de todos os seus acionistas. a Lei assegura-lhes o direito de manifestar-se sobre as matérias constantes da pauta. se for o caso. Seu caráter é exclusivamente deliberativo. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos. Nesse caso. Não poderá ser fiscal: quem seja membro de órgão de administração. a duração do mandato. no mínimo. Qualquer outro tema só poderá ser discutido e votado em Assembléia Geral Extraordinária (AGE). O estatuto deve prever o número mínimo e máximo de diretores. Deve ser composto por. em seguida ao encerramento da AGO.4. porém. Compete ao estatuto fixar o número de conselheiros e o tempo de duração do mandato de seus integrantes. a criação desse órgão é obrigatória. que não deve ser inferir a dois. discutir e votar as Demonstrações Financeiras. acionistas ou não. o Conselho Fiscal deverá ser composto de. empregado da companhia ou de sociedade por ela controlada ou do mesmo grupo. Mesmo para os acionistas sem direito a voto.1 Assembléia Geral É o órgão máximo da companhia e dela participam todos os acionistas com direito a voto. Nas sociedades de capital aberto. examinar. Pode e deve ser assessorado por contabilista registrado no CRC do local de sua atuação. tendo competência restrita aos seguintes temas: tomar as contas dos administradores. Os diretores não precisam ser acionistas e são eleitos pelo Conselho de Administração. O Conselho de Administração delibera sempre por maioria de votos e só pode ser conselheiro quem for acionista. especialmente convocada e que tem poderes para tratar de qualquer assunto referente aos interesses da companhia. é um órgão cuja criação é facultativa. 3. devendo o estatuto dispor sobre o seu funcionamento. Poderá ser realizada no mesmo dia. que não poderá ser superior a três anos. três e no máximo cinco membros. com a finalidade de agilizar a tomada de decisões de interesse da companhia. e a atribuição de poderes de cada diretor.4.3. Se a Assembléia Geral deliberar sobre o seu funcionamento. 3.2 Conselho de Administração Em regra. de funcionamento facultativo.

deverá constar as contas que serão movimentadas pela contabilidade em decorrência das operações da empresa. ainda.para as contas de passivo exigível. participações). facilitando a realização dos lançamentos contábeis por meios mecânicos ou eletrônicos. Poderemos atribuir a seguinte codificação: 1 . o detalhamento de cada subgrupo. Portanto. pequena. abrangendo as contas patrimoniais e de resultado.para as contas dedutivas do resultado do exercício (custos. média ou grande). O elenco de todas as contas é indispensável para o registro de todos os fatos contábeis. Essa codificação facilita a identificação do grupo patrimonial a que pertence cada conta. A configuração do plano de contas depende do ramo de atividade da empresa e de seu porte (micro. 2 .para as contas de patrimônio líquido 4 . em algumas situações.para as contas de receita e deduções de receitas 5 . embora não movimentadas no momento. O plano de contas confere uma padronização das contas a serem utilizadas para o registro dos fatos contábeis. 3 .4. as contas que. com código de até quatro dígitos.para as contas de ativo.: Duplicatas a receber ou clientes. com nomenclaturas diferentes. despesas. um mesmo fato contábil ou uma mesma operação. provisão para créditos incobráveis ou provisão para devedores duvidosos. tendo em vista existência de diversas nomenclaturas para uma mesma conta. Na formulação do plano de contas.1 CONCEITO E CARACTERÍSTICAS É o agrupamento ordenado de todas as contas que serão utilizadas pela contabilidade de determinada empresa. registrem. PLANO DE CONTAS 4. ou. 4. 16 . com o decorrer do tempo e com o aumento da complexidade das transações da empresa. A seguir encontra-se uma sugestão de plano de contas de uma empresa do ramo industrial. terão grande perspectiva de serem utilizadas no futuro. um plano de contas evidenciando um único título de conta para determinada operação evita que diversas pessoas ligadas ao setor contábil. o mesmo deverá sofrer algumas alterações no sentido de aperfeiçoá-lo. Nenhum plano de contas é perfeito. etc. Ex.2 COMPOSIÇÃO O plano de contas é enumerado ou codificado de forma racional. dependendo da necessidade de cada organização. Os números subseqüentes indicarão os grupos e subgrupos a que pertencem cada conta. evitando a utilização de nomenclaturas diferentes para um mesmo evento. e.

2.6 1.7 1.1 1.5 1.1.4.2 1.1.2 1.2.4 1.2.11 1.2.2.2.1.1.3.5.2.2.6 1.2.4 1.2.1 1.3.4 1.5.3.1.4.1 1.1 1.2.3 1.4.2 1.2.2.4 CONTAS ATIVO Circulante Disponível Caixa Banco conta movimento Aplicações de liquidez imediata Créditos Duplicatas a receber (-) Duplicatas descontadas (-) Provisão para Créditos incobráveis Títulos a receber Contas a receber Estoques Estoques de matéria-prima Estoques de produtos em elaboração Estoques de produtos acabados Estoques de material de consumo Pagamentos antecipados Prêmios de seguros a vencer Assinaturas de revistas Tributos a recuperar IPI a recuperar ICMS a recuperar PIS a recuperar COFINS a recuperar Não Circulante Realizável a longo prazo Duplicatas a receber (-) Duplicatas descontadas (-) Provisão para Créditos incobráveis (-) Ajuste a valor presente Empréstimos a coligadas e controladas Empréstimo a Sócios e Acionistas Investimentos Participações em outras sociedades Imóveis de renda Imóveis para futura utilização Imobilizado Terreno Edifícios Instalações Máquinas e equipamentos Móveis e utensílios Veículos Computadores e periféricos Benfeitorias em propriedade de terceiros Imobilizado em andamento (-) Depreciação acumulada (-) Amortização Acumulada Intangível Marcas e Patentes Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Direitos autorais (-) Amortização Acumulada 17 .5 1.3 1.10 1.1.2 1.1 1.3 1.2.1 1.1.4 1.1.2.1 1.3.2 1.2.2.3 1.9 1.1.2.2.5.1 1.3 1.2 1.4 1.1.1.3.2.8 1.1.2.1.1.1.1.1.1.3.1.2.2 1.2.3.1.1.1.3.2.2.3 1.1.2 1.2 1.1.3 1.2 1.3.5 1.5 1.1.2.2.1.CÓDIGO 1 1.1.3.2.3.5.2.3.2.4.1.2.3.2.2.4 1.3 1.4 1.4.1.3 1.3.2.2.4.1.2.2 1.1 1.2 1.1 1.3 1.1.1 1.1.3.1 1.

1.1.2.2.1.4.CÓDIGO 2 2.1.12 2.1.4.1.2.6 2.4 2.8 2.5 CONTAS PASSIVO Circulante Exigível a curto prazo Fornecedores ICMS a recolher IPI a recolher PIS a recolher COFINS a recolher IRRF a recolher INSS a recolher Provisão para IR Provisão para CSLL Contas a pagar Títulos a pagar Empréstimos bancários Não Circulante Exigível a longo prazo Financiamentos Títulos a pagar Debêntures a pagar Resultados não realizados (-) Ajuste a valor presente CÓDIGO 3 3.5 3.2 3.2.1.1 2.1.1.4.1.1.4 2.7 2.1 2.1.1.11 2.1.2 2.1.4.1.2.6 3.6 CONTAS PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Capital subscrito ou integralizado (-) Capital a subscrever ou integralizar Reservas de Capital Ágio na emissão de ações Alienação de partes beneficiárias Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de Lucros Reserva Legal Reserva Estatutária Reserva para Contingências Reserva de lucros a realizar Reserva de retenção de lucros Reserva de incentivos fiscais Reserva especial de dividendo obrigatório não distrib. (-) Prejuízos Acumulados (-) Ações em Tesouraria 18 .2 3.1.1 3.1.4.1.2.5 3.1.7 3.3 3.1 2.1.2 2.4 3.1.3 2.2 3.1.1 3.1 2.1.1.1.1.4.1 2.1.3 3.5 2.1.4 3.10 2.2.1.1.4.9 2.2 2.2.2 3.1.3 2.1 3.1 3.

2 5.2.6 5.3.1 4.1 5.1 5.2.2 5.1.2 5.2.4 4.5 4.1.1.4 CONTAS CUSTOS E DESPESAS (-) Custo dos Produtos Vendidos Matéria-prima Matéria-prima X Matéria-prima Y Mão-de-obra Salários Gratificações Horas extras Encargos de FGTS Encargos de INSS Férias e encargos Décimo terceiro e encargos Custo Indireto de Fabricação Material secundário Aluguéis de fábrica Seguros de fábrica Energia elétrica Manutenção Mão-de-obra indireta (-) Despesas Operacionais Vendas Salários Comissões Encargos de FGTS Encargos de INSS Férias e encargos Décimo terceiro e encargos Propaganda e publicidade Provisão para créditos incobráveis Depreciação Administrativas Salários Honorários da diretoria Aluguéis Encargos de FGTS 19 .2 4.1 4.2.5 5.9 5.2 5.1.3.2.1.3.6 5.2.2.2.1.3 5.2 4.4.3 4.5 5.1.2 4.1.2.4 5.2.2.6 5.7 4.1.2.1 5.2.7 5.2.2 5.1.2.2.1.1.CÓDIGO 4 4.3.3 4.1.1.3 5.7 5.1.3.2.1.4 5.1 4.1.2.2.3.2.1 5.1 5.1.1.2.1.2 4.1.1.1 5.3 5.6 4.1.4 5.3.1 5.2 5.1.2.1.1 CONTAS RECEITAS Receita Bruta de vendas Vendas Serviços (-) Deduções da receita bruta Vendas canceladas Descontos e abatimentos incondicionais IPI ICMS ISS PIS COFINS Receitas Financeiras Receitas de juros Descontos obtidos Receitas não-operacionais Ganhos de capital permanente CÓDIGO 5 5.1.3 5.2.2.2.2.3 5.8 5.1.1.1.2.2.2.4 4.2 5.1 5.1.1.5 5.2.2.1 4.2.2 5.3.2.

3.3.3 5.3.2.2.1 5.2.4 5.2.2.4.2.2.4.5 Encargos de INSS Férias e encargos Décimo terceiro e encargos Depreciação Seguros Serviços Profissionais Financeiras Juros pagos ou incorridos Descontos concedidos Correção monetária pré-fixada (-) Despesas não-operacionais Perda de capital permanente (-) Participações e Contribuições Debêntures Empregados Administradores Partes Beneficiárias Doações e Contribuições para fundo de previdência 20 .5.6 5.2 5.7 5.2.5 5.2 5.10 5.2.2.4.8 5.2.2.1 5.2.1 5.3 5.4.2.3 5.9 5.3.2.3 5.2.4 5.4.

Os estoques englobam todos os bens produzidos. Compra (CIF) Cost. podemos citar: Empresas Industriais: matérias-primas. Um item deve ser registrado no subgrupo estoques de uma entidade quando ocorrer a transferência jurídica de sua propriedade. 5. Itens adquiridos pela entidade que ainda se encontram em trânsito na data do encerramento das demonstrações contábeis. Compra (FOB) Free on board – expressão inglesa que significa livre a bordo. a exemplo dos bens recebidos para conserto. demonstração. no sentido restrito. Dessa forma. consignação. Insurance. nos quais se incluem as mercadorias para revenda. as mercadorias adquiridas e os materiais de consumo. materiais auxiliares e materiais de consumo. Dessa forma os critérios para avaliar os estoques são de extrema importância para a formação do resultado do exercício. consiste no processo de verificação da existência física dos estoques na entidade. das contas a pagar. Dessa forma.1 COMPOSIÇÃO DOS ESTOQUES Os estoques representam valores expressivos na composição do ativo das entidades. inventário inclui também a verificação da existência física dos bens que fazem parte do ativo imobilizado da entidade. in loco. Dentre os itens que fazem parte dos estoques das entidades. etc. a verificação e a contagem física do bem. O valor pago pelo comprador inclui o valor das mercadorias mais os gastos com frete e seguro. Em suma. o frete e o seguro serão de responsabilidade do vendedor.5. c. etc. OPERAÇÕES COM MERCADORIAS . and Freight – expressão inglesa que significa custo. produtos em elaboração. embora estejam em poder de terceiros. Itens de propriedade da entidade que integram fisicamente seus estoques. que deverá entregar a mercadoria no local indicado pelo comprador. Resumidamente. os estoques representam bens à disposição da entidade. são de propriedade de terceiros. beneficiamento. b. os estoques de matérias-primas. produtos acabados e materiais auxiliares. os gastos referentes ao seguro e ao frete serão de responsabilidade do comprador. De uma forma geral. seja para vendas (mercadorias e produtos acabados). nas instalações do fornecedor.COMPRAS 5. etc. excetuando-se aqueles que. 21 . como por exemplo. armazenagem. desde que os mesmos tenham sido adquiridos sob condições de compra FOB (Free on board). beneficiamento. ponto de embarque. caracterizam o inventário. os produtos industrializados. No sentido amplo. bens remetidos para conserto. seja para transformação (matérias-primas ou materiais em processo). das contas a receber. os bens utilizados na produção. embora estejam fisicamente na empresa. Empresas de Serviços: basicamente material de consumo e material de reposição. consignação. seja para consumo (material de escritório). particularmente naquelas cujo objeto social seja a comercialização ou produção de bens para venda. se a empresa fornecê-los juntamente com os serviços. demonstração. independentemente de sua posse ou controle. O valor pago pelo comprador inclui somente o valor da mercadoria.2 INVENTÁRIO O inventário. Empresas Comerciais: mercadorias e material de consumo. os estoques serão compostos por: a. Itens de propriedade da entidade. seguro e frete. armazenagem.

conforme dispõe os arts. serão avaliados pelo custo de aquisição ou produção. oportunidade em que serão apurados os resultados? 1. Exemplo: Estoque a valor de custo Estoque a valor de mercado Ajuste dos estoques a valor de mercado Registro contábil: D – Despesa com provisão para ajuste a valor de mercado C – Provisão para ajuste a valor de mercado 5. Dessa forma. As empresas que optaram pelo lucro real trimestral estão obrigadas a registrar no livro de registro de inventário os estoques existentes ao final de cada trimestre. os produtos manufaturados. produtos em fabricação e bens em almoxarifado.00 (1. nos casos de mercadorias.4 CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES Os bens pertencentes aos estoques deverão ser avaliados de acordo com os procedimentos estabelecidos pela Lei das Sociedades por Ações. quando são elaboradas as demonstrações contábeis. ou pelo cartório de registro de títulos e documentos ou de registro civil das pessoas jurídicas. no caso de empresas mercantis.400. terão que fazer esse registro somente por ocasião do encerramento do exercício. quando este for inferior”. deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado. os estoques deverão ser ajustados por meio de uma provisão para representarem o valor que provavelmente será recuperado.00 14. Esse livro destina-se a listar as mercadorias.00 1. 5. ou seja. ou seja. assim como matérias-primas. o valor despendido para adquiri-lo. O Livro de Registro de Inventário ou as fichas que o substituírem deverão ser autenticados pelas juntas comerciais ou repartições encarregadas do registro do comércio. já as empresas que optaram pelo real anual. o controle será permanente a cada entrada e saída de mercadoria. o critério de avaliação dos estoques é o custo histórico. constante da nota fiscal de compra. matérias-primas e materiais auxiliares para revenda e o custo de produção para os produtos em elaboração e produtos acabados.200. no caso de sociedades civis.400.00 15.3 LIVRO DE REGISTRO DE INVENTÁRIO As pessoas jurídicas tributadas pelo regime de tributação do lucro real estão obrigadas a escriturar o Livro de Registro de Inventário.00) 22 . os produtos em fabricação e os bens em almoxarifado existentes na data de encerramento do exercício social. que dispõe em seu inciso II do artigo 183: “Os direitos que tiverem por objetos mercadorias e produtos do comércio da companhia. em observância ao princípio contábil do conservadorismo ou prudência.5 SISTEMAS DE CONTROLE DE ESTOQUES Os sistemas de controles de estoques dizem respeito à forma como a movimentação dos estoques vai ser controlada.5.600.400. com pagamento mensal por estimativa. 260 e 261 do RIR/99. Na hipótese do valor de mercado ser inferior ao valor de custo. ou será feito somente no final do exercício ou do mês. as matérias-primas. As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido e as optantes pelo SIMPLES também estão obrigadas a registrar no livro de registro de inventário os estoques existentes em 31 de dezembro de cada ano calendário.

500 – 22. Esse sistema é essencial para empresas que movimentem valores relevantes em estoques. Atualmente as médias e grandes empresas utilizam sistemas informatizados que já registram a baixa da mercadoria em estoque no momento da venda a terceiros.2 Inventário Periódico Consiste em registrar todas as compras efetuadas durante o período numa conta cumulativa de compras e apurar o inventário somente no final de cada período.500 CMV = 105.1 Inventário Permanente Consiste em manter controle contínuo das entradas e saídas de mercadorias. Geralmente esse tipo de inventário é adotado quando se torna inviável a utilização do inventário permanente. O Custo da mercadoria vendida é obtido através da fórmula: CMV = EI + Compras + Fretes – Devoluções de Compras – EF. O custo de aquisição é formado pelo valor da mercadoria. a qualquer momento. 5. utilizando-se do sistema de controle periódico.500. consideremos que a empresa Mercearia São José possuísse saldo inicial de estoques no valor de R$ 23.000. em quantidade e valores.00 e durante o período realizou compras de mercadorias no valor de R$ 104. CMV (Custo das Mercadorias Vendidas) EI (Estoque Inicial) EF (Estoque Final) Exemplificando. seja pela variedade de mercadorias transacionadas. torna-se necessário destacar quais são os componentes do custo de aquisição. levando em consideração o porte da empresa. Os dois sistemas de controle de estoques conhecidos são: inventário permanente e inventário periódico. despesas aduaneiras.5. os custos para colocá-la no estabelecimento da empresa inclui os fretes e seguros sobre compras.00.5.6 CRITÉRIOS DE CUSTEIO DOS ESTOQUES Antes de nos referirmos aos critérios de custeio dos estoques. avaliado ao preço de custo. seu ramo de atividade e suas necessidades gerenciais.500. O Custo das Mercadorias Vendidas será calculado da seguinte forma: CMV = EI + Compras – EF CMV = 23. 5.000 Para apurar o custo das mercadorias vendidas e dos estoques existentes na empresa no final do período ou por ocasião do encerramento do exercício. 5. e os impostos não-recuperáveis são aqueles que não poderão ser cobrados nas operações subseqüentes como o imposto sobre importação.Cabe à administração da empresa decidir qual sistema de controle irá adotar. 23 . os custos incorridos para colocá-la no estabelecimento da empresa e os impostos não-recuperáveis.00 (valor líquido do ICMS) e no final do período apurou um estoque final de R$ 22. O valor da mercadoria é aquele constante do documento fiscal.000 + 104. de maneira que. custos com despachantes e imposto sobre operações financeiras (IOF). além de sua comprovada utilidade gerencial. necessita-se obrigatoriamente do levantamento físico do estoque no final de cada período de apuração. seja pelo fato da empresa não dispor de tecnologia para essa finalidade. se disponha da posição atualizada dos estoques e dos custos das mercadorias vendidas.

3 Média Ponderada Móvel É o critério de custeio mais utilizado no Brasil e consiste em avaliar os estoques pelo custo médio de aquisição apurado a cada entrada de mercadoria. Possui a vantagem de não necessitar do controle de custos por lotes de compras. 5. ponderado pelas quantidades adicionadas e pelas anteriormente existentes. cada entrada com custo unitário de aquisição diferente do custo médio anterior. é pouco utilizado no Brasil.1 Critério de custeio PEPS (FIFO) Consiste em atribuir às quantidades vendidas o custo das compras efetuadas em primeiro lugar e dessa forma obter o custo das mercadorias vendidas. primeiro a entrar. 5. Esse critério é aceito pela legislação fiscal. primeiro a sair.6. como por exemplo. Os critérios de custeio de estoques mais freqüentemente empregados são: • • • • PEPS – Primeiro a Entrar.6. Esse critério não é aceito pela legislação fiscal. implica no ajuste do custo médio. à medida que ocorrem as vendas. A mercadoria ou produto é baixado no estoque pelo seu preço de custo específico. ou seja. é necessário proceder a um controle por lotes de compra. 24 . por apresentar um custo das mercadorias vendidas menor que o apurado através da média ponderada móvel. Esse critério de custeio subavalia o custo das mercadorias vendidas e conseqüentemente sobreavalia o lucro bruto ou resultado da conta mercadorias. o que significa dizer que a ordem de saída das mercadorias (vendas) é a mesma das entradas (compras). Da mesma forma que na utilização do critério de custeio PEPS. atribuindo como custo das mercadorias vendidas o valor da última mercadoria que deu entrada nos estoques.6. primeiro a sair. tratores. Nesse critério.4 Custo Específico ou identificado É o critério de custeio no qual a empresa controla o custo específico de cada item comprado ou vendido. Esse critério estabelece ordem de saída contrária à do PEPS. deve-se definir qual o preço unitário do produto ou mercadoria que deverá ser atribuído aos estoques na data do encerramento do período ou do exercício social.2 Critério de custeio UEPS (LIFO) Consiste em atribuir às quantidades vendidas o custo das compras efetuadas em último lugar e dessa forma obter o custo das mercadorias vendidas. sendo o mais adequado apenas para mercadorias ou produtos de preço elevado e de pouca rotação. uma vez que os produtos ou mercadorias foram adquiridos em datas distintas a preços também distintos.6. ou seja. porém. Dessa forma. último a entrar. é necessário proceder a um controle por lotes de compra. Primeiro a Sair UEPS – Último a Entrar. Para que seja possível adotar esse procedimento.Uma vez conhecidos os componentes do custo de aquisição. justamente porque sobreavalia o custo das mercadorias vendidas e subavalia o lucro bruto ou resultado da conta mercadorias. automóveis etc. dá-se baixa das primeiras compras. Primeiro a Sair Custo Médio Ponderado Custo Específico 5. 5.

ou seja. escolhemos o ramo comercial para discorrermos sobre as principais operações que envolvem os estoques. 25 . tendo em vista que praticamente não existem estoques nas empresas de serviços e na empresas industriais o custo dos produtos vendidos envolver outros itens como matéria-prima.833/03. caso o saldo seja devedor ou credor. PIS e COFINS.400 120. Observação: Salientamos que o procedimento de substituição tributária e o registro do PIS e COFINS não cumulativos não serão objeto de nosso estudo. deverão obedecer aos sistemas de controle de estoques e ao critério de custeio adotado pela empresa. as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real estão sujeitas ao PIS e COFINS não cumulativos.000. O frete poderá ser tributado pelo ICMS.5. Dessa forma.7. deverão ser excluídos do custo de aquisição e registrados como impostos a recuperar ou numa conta corrente de IPI e ICMS. Os fatos contábeis relacionados aos estoques de mercadorias.7 PRINCIPAIS OPERAÇÕES COM ESTOQUES DE MERCADORIAS NO COMÉRCIO São inúmeras as operações que envolvem estoques de mercadorias. visando o controle dessas operações bem como a elaboração das Demonstrações Contábeis.00 (120. Os impostos recuperáveis. as quais devem ser registradas contabilmente em contas apropriadas. ICMS. devendo ser aplicado o mesmo tratamento relativo às compras. 5. que ainda não são do domínio dos estudantes da disciplina de contabilidade introdutória. fazendo a confrontação dos mesmos. o fornecedor já tivesse destacado na nota fiscal e recolhido seu ICMS normal. respectivamente. tornando-se o ICMS um imposto não recuperável.7. ao serem escriturados. Com o advento das Leis n. materiais auxiliares.00. O registro contábil da compra será realizado da seguinte forma: D – Estoque de mercadorias D – Conta corrente de ICMS C – Fornecedores 99. com ICMS de R$ 20. conforme comentado anteriormente. 5. deverá ser contabilizado como impostos a recuperar. os custos incorridos para colocá-la no estabelecimento da empresa compradora e os impostos não-recuperáveis. de mercadorias por uma empresa não sujeita ao PIS e COFINS não cumulativos. pois serão tratados nas disciplinas de Contabilidade Tributária. Para fins didáticos. no final do período de apuração seu saldo é transferido para o ativo circulante ou passivo circulante. Essa conta corrente possui a peculiaridade de ser uma conta transitória.2 Frete sobre compras de mercadorias Os fretes sobre compras representam os valores despendidos relativos ao transportes das mercadorias adquiridas para revenda. mão-de-obra e gastos gerais de fabricação. no valor de R$ 120.600 20.400. que geram créditos tributários nas compras de mercadorias.º 10. a empresa adquirente poderá recuperar o IPI. Registra os impostos a recuperar e a recolher.1 Compras de Mercadorias O custo de aquisição é formado pelo valor da mercadoria. intermunicipal e de comunicações).637/2002 e 10. ou seja. ou seja. bem como o relativo à substituição tributária. o ICMS representaria um custo para a empresa adquirente. Exemplo: suponhamos uma compra de 100 unidades.000 x 17%) destacado na nota fiscal. Direito Tributário e Contabilidade Avançada.000 Caso a operação estivesse sujeita à substituição tributária do ICMS. a prazo. a exemplo do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e do ICMS (Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e prestação de serviços de transporte interestadual. O respectivo montante integra o custo das mercadorias e será incorporado às unidades adquiridas.

000.000 3.200 5. Geralmente decorrem do pagamento antecipado do título ou em função do cumprimento de prazo estipulado pelo fornecedor.00 com aproveitamento de desconto financeiro de R$ 3.4 Devoluções de compras As devoluções de compras geralmente ocorrem quando o adquirente se vê prejudicado ao receber certa mercadoria cujo tipo. preço ou qualquer outro fator esteja em desacordo com o seu pedido ou com a nota fiscal. no vencimento.200 x 12%). tomará como base de valor os dados constantes da nota fiscal que gerou a entrada da mercadoria na empresa. no valor de R$ 1. não sujeita ao PIS e CONFINS não cumulativos.000. já constando da nota fiscal. A devolução de compras deve ser registrada na ficha de estoques como retificação das compras (entradas) e não como saídas. por se tratar de cliente especial ou outro motivo qualquer.200. em que o comprador terá um desconto se efetuar o pagamento da duplicata até a data do vencimento. com ICMS de 12%. devolva metade das mercadorias adquiridas a prazo.00 (60. e b) solicitar um abatimento ao vendedor.000 49. Exemplo: Suponha-se que uma empresa.00: D – Duplicatas a pagar C – Caixa ou bancos C – Descontos Financeiros obtidos 12. Exemplo: registro contábil do pagamento.7.Exemplo: supondo que na compra realizada no item anterior.00 (1.200. 5.800 10.7. o registro contábil será realizado da seguinte forma: D – Estoques – Fretes sobre compras D – Conta corrente de ICMS C – Fretes a pagar 1.7. normalmente o desconto comercial já vem deduzido no preço de venda.000. de uma duplicata no valor de R$ 12.00.5 Descontos financeiros obtidos São descontos que estão condicionados ao cumprimento de determinada condição pelo comprador e sua obtenção ocorre posteriormente à operação de compra das mercadorias. ao devolver as mercadorias adquiridas.200 26 . são considerados como deduções que são concedidas sobre o preço da operação comercial em virtude da quantidade negociada. a empresa tenha incorrido em despesas com fretes. Em virtude dessa ocorrência.00. É considerado como incondicional porque não depende de nenhuma condição exigida do comprador.000 60. Nesse caso o custo das mercadorias não sofrerá alterações e a empresa obterá uma receita financeira denominada de descontos financeiros obtidos.000 9. os registros contábeis serão realizados da seguinte forma: D – Fornecedores C – Estoques – Devoluções de compra C – Conta corrente de ICMS 5. total ou parcialmente.000 x 17%).3 Descontos incondicionais recebidos sobre compras Também conhecido como descontos comerciais. A empresa compradora. no valor R$ 60. no valor de R$ 144. o comprador poderá adotar uma das seguintes medidas: a) devolver as mercadorias adquiridas. qualidade. Na prática. não sendo evidenciado na nota fiscal. com ICMS de R$ 10.056 144 1. para pagamento a prazo.

Esses adiantamentos devem ser classificados no ativo circulante caso a entrega seja até o término do exercício seguinte e representa um direito da entidade perante os fornecedores. pois o fato gerador do mesmo é a saída da mercadoria. Em se tratando de empresas comerciais.7. com a condição de efetuarse um adiantamento no momento do pedido no valor de R$ 50. Exemplo: suponhamos que determinada empresa comercial adquira mercadorias para revenda no valor e R$ 120.5.000.000.6 Adiantamento a fornecedores São antecipações de recursos financeiros efetuados a fornecedores para aquisição de mercadorias para revenda. É importante destacar que nos casos de adiantamento a fornecedores.00. geralmente as entregas se dão no curto prazo.000 50. o registro contábil será o seguinte: D – Estoques – Compras D – Conta corrente de ICMS C – Adiantamento a fornecedores C – Fornecedores 99.000 70. cuja entrega seja no curto ou longo prazo. supondo que a empresa não esteja sujeita ao PIS e COFINS não cumulativos.600 20.000 Quando do recebimento da mercadoria.00 em dinheiro e o pagamento do saldo restante da compra será efetuado após 90 dias do recebimento da mercadoria.400 50. cuja entrega será efetuada dentro de 60 dias. não ocorre a tributação do ICMS.000 27 . Registro do adiantamento: D – Adiantamento a fornecedores C – Caixa ou bancos 50.

O documento que comprova uma operação de venda de mercadoria é a nota fiscal de venda. desenvolvem atividades com o objetivo de lucro. possua um estoque inicial de 500 unidades ao preço unitário de R$ 500.637/02 e 10.000.VENDAS 6. não sujeita ao PIS e COFINS não cumulativos. acrescenta ao custo dessas mercadorias. PIS no valor de R$ 780.65%).000 120. os registros contábeis referentes a essa transação são os seguintes: Registro da Venda D – Clientes C – Receita de vendas 120. apuração do lucro real). registro de saída de mercadorias.2. de 100 unidades pelo preço unitário de R$ 1. registro de apuração do ICMS. não importando se tenham sido pagas ou não. respectivamente. com ICMS destacado na nota fiscal de R$ 20. As empresas comerciais.00 (0. ou seja. No valor do preço de venda das mercadorias estão embutidos os tributos indiretos como: ICMS. sendo destacado o ICMS.1 Tributos incidentes sobre vendas As receitas de vendas de mercadorias ou serviços compreendem o produto da transferência de propriedade dos bens que constam dos estoques da empresa para terceiros e o preço dos serviços por ela prestados. pois a grande maioria das empresas comerciais não opta por esse regime de tributação. através das Leis n. 6. que não serão objeto do nosso estudo no momento. foco de nossos estudos. As receitas do exercício são aquelas efetivamente ganhas no período.400. não importando se tenham sido recebidas ou não.00 e realize uma venda de mercadorias. por apresentarem uma estrutura de custos mais complexa. não serão abordados no presente conteúdo restrito à Contabilidade Introdutória. as receitas e as despesas são consideradas em função de seu fato gerador e não em função de seu recebimento ou pagamento. OPERAÇÕES COM MERCADORIAS . Os conceitos tributários expostos também são aplicáveis às empresas industriais que.00 (3%) e Custo das Mercadorias Vendidas no valor de R$ 50. a prazo.00.00. Caso seja adotado o sistema de controle de estoques do inventário permanente.200. No valor do preço dos serviços está embutido o ISS. registro de inventário.6.833/03. As despesas do exercício são aquelas efetivamente incorridas no período. Dentre as principais obrigações acessórias a serem cumpridas pelas empresas comerciais nas operações de venda de mercadorias podemos citar: escrituração dos livros contábeis obrigatórios (diário e razão) e escrituração dos livros fiscais (registro de entrada de mercadorias.000 28 .2 VENDAS DE MERCADORIAS 6. até chegar ao consumidor final que é quem assume a carga tributária. o PIS e a COFINS também passaram a ser tributos recuperáveis e não cumulativos. portanto. COFINS no valor de R$ 3. Supondo que uma empresa. que é um imposto recuperável ou não cumulativo. o valor pago na transação de compra será recuperado na transação de revenda. O regime de competência se diferencia do regime de caixa pelo fato desse último considerar como receitas e despesas do período as que foram efetivamente recebidas ou pagas.º 10. que exige uma séria de obrigações acessórias.00 (17%). nos casos de empresas tributadas pelo lucro real. ao adquirir uma mercadoria para revenda.600.1 REGIME DE COMPETÊNCIA DE EXERCÍCIOS De acordo com o regime de competência de exercícios. Atualmente. o valor dos tributos indiretos citados anteriormente e a margem de lucro. registro de apuração do ISS. PIS e COFINS.

000 50. deve-se verificar o tratamento fiscal do ICMS sobre o frete.2. e sim no final do período.220 (50. do custo das mercadorias e dos impostos incidentes sobre vendas.00. percentual esse que representa a margem bruta que irá remunerar as demais despesas e o capital investido pelos sócios.220.200.000) 45. objetivando utilizá-lo como diferencial mercadológico. pois fornecem a informação do resultado da empresa antes da inclusão das demais receitas e despesas.400 20. ele será considerado uma despesa para vender as mercadorias da empresa. com ICMS de 17%.400 780 780 3.000 Registro dos tributos incidentes sobre vendas D – ICMS sobre vendas C – Conta Corrente de ICMS D – PIS sobre vendas C – PIS a recolher D – COFINS sobre vendas C – COFINS a recolher 20. conforme demonstrado abaixo: Receita Operacional Bruta (-) Tributos incidentes sobre vendas (-) Descontos. Nesse caso.780) 0 95.600 3. fornecendo informações gerenciais para tomada de decisões. O lucro bruto da empresa acima referida. que evidencia a diferença entre a receita líquida de vendas e o custo das mercadorias vendidas.00 representa cerca de 37. O Regulamento do ICMS do Estada da Bahia e a Lei Complementar n. por subavaliar o lucro. Nesse caso seria utilizada a fórmula: CMV = EI + Compra – EF para apuração do Custo das Mercadorias Vendidas.Registro do Custo das Mercadorias D – Custo das Mercadorias Vendidas C – Estoques 50. a baixa dos estoques não ocorreria neste momento.7% da receita operacional bruta. chegaremos ao conceito de Resultado da Conta Mercadorias (RCM) ou lucro bruto.2 Frete sobre vendas Quando o valor do frete for devido ou pago pela empresa vendedora. tendo em vista que a legislação fiscal não admite a adoção do critério de custeio UEPS. o registro contábil será o seguinte: 29 . 6. dependendo da legislação de cada estado da federação.000 (24. Suponhamos que a empresa vendedora tenha pago frete à vista no valor de R$ 1. Devoluções Receita Operacional Líquida (-) Custo das Mercadorias Vendidas Lucro Bruto (RCM) 120. ou seja. a empresa poderia optar pelo critério PEPS ou pelo Custo Médio Ponderado.220 O conhecimento do resultado bruto ou lucro bruto é de grande importância para as empresas comerciais que trabalham com compra e vendas de mercadorias. Quanto ao critério de custeio dos estoques. Esse percentual poderá ser comparado com o índice de lucro bruto das empresas do setor. Abatimentos. Partindo para a análise dos efeitos dos lançamentos contábeis referentes ao registro das vendas. no valor de R$ 45.600 Se a empresa adotar o sistema de controle de estoques do inventário periódico.º 87/96 estabelece a alíquota interna de 17% para as operações de circulação de mercadorias e de serviços de transportes. já comentado na parte relativa a compras de mercadorias. se ele é tributado ou diferido.

adotando o sistema de controle de estoques do inventário permanente.600 30 . em devolução. 50% das vendas a prazo efetuadas de acordo com os exemplos apresentados anteriormente. são caracterizadas como vendas a prazo.2. tendo em vista que as sociedades administradoras de cartões somente efetuam o pagamento ao comerciante. divergência no pedido. demora na entrega.000 114.600 3. Supondo que a venda do exemplo anterior (pág. especificação técnica. 02). O registro contábil será realizado da seguinte forma: Registro da Venda D – Cartão de crédito a receber D – Comissões sobre cartão de crédito C – Receita de vendas Registro do Custo das Mercadorias D – Custo das Mercadorias Vendidas C – Estoques 50.2. e que a administradora do cartão de crédito cobre uma taxa de 5% de comissão sobre o valor da venda.000 Registro dos tributos incidentes sobre vendas D – ICMS sobre vendas C – Conta Corrente de ICMS D – PIS sobre vendas C – PIS a recolher D – COFINS sobre vendas C – COFINS a recolher 6.000 6. em geral. As vendas por meio de cartões de crédito têm se tornado a modalidade mais utilizada como forma de pagamento.4 Devoluções de vendas A empresa pode receber em devolução as mercadorias anteriormente vendidas por vários motivos. por qualquer motivo. após 20 dias da entrega das autorizações de pagamentos. tenha sido realizada por meio de cartão de crédito no sistema de controle de estoque do inventário permanente. não sujeita ao PIS e COFINS não cumulativos e sujeita ao ICMS de 17%.400 20.000 50.3 Vendas com cartão de crédito 996 204 1.200 As vendas de mercadorias ou serviços efetuadas por meio de cartões de crédito. por uma empresa não sujeita ao PIS e COFINS não cumulativos. o registro na ficha de estoque deve ser realizado como retificação das vendas (saídas) e não como entradas. Suponhamos que a empresa. as vendas através de cheques. muitas vezes. O registro da devolução da venda será realizado com base nos valores da venda anteriormente efetuada e o retorno ao estoque deve ser feito pelo custo unitário atribuído a essas mercadorias quando de sua baixa por ocasião da venda. com ICMS de 17%. etc. dentre os quais vale destacar: problemas de qualidade. O registro contábil da devolução de venda é realizado da seguinte forma: 20.D – Despesas com Fretes D – Conta corrente de ICMS C – Caixa 6.400 780 780 3. receba. substituindo. Dessa forma.000 120.

000 Registro do estorno dos tributos incidentes sobre vendas D – Conta Corrente de ICMS C – ICMS sobre vendas 10.000 60. pelo fato do comprador ser considerado um cliente especial. etc.2. decorrente de uma venda a prazo. para compensar as falhas apontadas. etc.000 6.800 Os abatimentos são uma concessão da empresa vendedora ao cliente que se vê prejudicado quando a mercadoria adquirida esteja em desacordo com o pedido ou com a nota fiscal.000 25. em função da mercadoria ter apresentado defeitos de qualidade.000. pelo tempo de relacionamento do cliente com a empresa vendedora. São concedidos após a venda. identificados após a entrega. Tais descontos não devem ser confundidos com os abatimentos. Os abatimentos possuem a finalidade evitar as devoluções de vendas. em função de vários motivos.00. os descontos comerciais são contratados no ato da venda.2.200 D – PIS a recolher C – PIS sobre vendas D – COFINS a recolher C – COFINS sobre vendas 6. Caso haja necessidade e interesse da empresa de registrar os descontos comerciais.6 Descontos comerciais (incondicionais) concedidos Os descontos comerciais são concedidos pelo vendedor ao comprador. sendo a operação de venda registrada pelo valor líquido. o registro contábil será da seguinte forma: 31 . Enquanto os abatimentos são concedidos após a venda. Suponhamos que uma empresa concedeu ao cliente um abatimento no valor de R$ 2. qualidade. ou solicitar um abatimento.000 60.5 Abatimentos sobre vendas 390 390 1.800 1. no ato da compra. especificação. O registro contábil do abatimento sobre vendas é realizado da seguinte forma: D – Abatimento sobre vendas C – Clientes 2.Registro da devolução da venda D – Devolução de vendas C – Clientes Registro da reincorporação aos estoques D – Estoques C – Custo das Mercadorias 25. total ou parcialmente. no que se refere a preço.000 2. dentre os quais podemos citar: pela grande quantidade comprada. o procedimento será idêntico ao caso das devoluções e abatimentos. com a abertura de uma conta específica de descontos comerciais concedidos (para o vendedor) e descontos comerciais obtidos (para o comprador). tendo em vista que o cliente prejudicado poderá devolver as mercadorias. decorrente de uma venda a prazo.200 10. O procedimento mais comum é o não-registro dos descontos comerciais.00 ao cliente. tanto na contabilidade do comprador quanto do vendedor. Supondo que a empresa concedeu um desconto comercial no valor de R$ 500.

São consideradas despesas de vendas.2.024 19.200 800 20.9 Adiantamento de clientes É o recebimento antecipado decorrente de uma operação de venda em que a empresa vendedora ainda não entregou a mercadoria ou prestou o serviço ao cliente. a receita deverá ser reconhecida. pelo princípio contábil da competência.D – Descontos comerciais concedidos C – Clientes 6. O registro contábil é o seguinte: D – Banco D – Descontos financeiros concedidos C – Clientes 6. Suponhamos que um cliente efetua o pagamento do título na data de vencimento.8 Bonificações concedidas São as mercadorias dadas aos clientes.024 5. no valor de R$ 20. 6. Admitamos que o valor de custo dessas mercadorias seja no montante de R$ 6. O registro contábil é o seguinte: D – Despesas com bonificações concedidas C – Estoques – Bonificações C – Conta corrente de ICMS 6. numa venda realizada. Supondo que. debitando-se a conta de Adiantamento de Clientes e creditando-se a receita.000 1.000. O valor recebido a título de adiantamento será registrado no ativo circulante (caixa ou banco) e a contrapartida será no passivo circulante (Adiantamento de Clientes). sem ônus. no valor de R$ 800. em função do volume de compras do cliente. geralmente em decorrência de promoção especial ou pelo atendimento de metas fixadas pela empresa. Posteriormente. deverá ser emitida uma nota fiscal no valor de custo das mercadorias dadas em bonificação. Essa operação configura uma obrigação da empresa no que se refere à entrega futura da mercadoria ou prestação do serviço. mas poderá também ser concedido em função do pagamento dentro do prazo estipulado.00. equivalente a dez itens de mercadorias. no sistema de controle de estoques do inventário permanente.2. à medida que as mercadorias forem sendo entregues ou os serviços prestados.00. cuja concessão é posterior à operação de venda das mercadorias. aproveitando o desconto financeiro estabelecido no contrato. em função do volume de vendas. Nesse caso.2.000 32 . a empresa conceda uma bonificação ao cliente.7 Descontos financeiros concedidos 500 500 São os descontos que decorrem de uma condição. Normalmente decorrem do recebimento antecipado do título de crédito proveniente da operação. com ICMS de 17%.024.00.

dois exercícios. pois esta última é mais completa e já contém a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.000. amortização e exaustão. efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia.404/76. A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados poderá ser incluída na Demonstração das Mutações do Patrimônio Liquido. ou possam vir a ter. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Conforme o Art. se publicada pela companhia. b) Os investimentos em outras sociedades. A Demonstração do Valor Adicionado só será publicada pelas companhias abertas. Com relação à Demonstração dos Fluxos de Caixa. atualizada pela Lei n. g) As opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício. as seguintes Demonstrações Contábeis.000. as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo. III. não será obrigada à sua elaboração e publicação. 6. Essas notas explicativas deverão indicar: a) Os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais. c) O aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações. e) A taxa de juros. h) Os ajustes de exercícios anteriores. IV. que serão obrigatoriamente auditadas por auditores independentes registrados nessa Comissão. e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo. espécies e classes das ações do capital social. se companhia aberta As Demonstrações Contábeis serão sempre publicadas com a indicação dos valores correspondentes a. que deverão evidenciar com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I.404/76. de constituição de provisões para encargos ou riscos. 176 da Lei das Sociedades por Ações. Serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou Demonstrações Contábeis necessários para o esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício. para fins de comparabilidade da evolução do patrimônio de um exercício para outro. especialmente estoques. II. quando relevantes. Balanço Patrimonial Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Demonstração do Resultado do Exercício Demonstração dos Fluxos de Caixa Demonstração do Valor Adicionado. 33 .º 6.638/2007.00 (dois milhões de reais). 176 da Lei n. As companhias de capital aberto são obrigadas a publicarem as Demonstrações Contábeis discriminadas no Art. no mínimo. V. Esses relatórios contábeis deverão ser assinados pelos administradores e por contabilista legalmente habilitado. devendo observar as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM. a companhia de capital fechado. com base na escrituração mercantil. Lei n. serão elaboradas.º 11. f) O número. ao fim de cada exercício. d) Os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo.7. i) Os eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício que tenham. com patrimônio líquido inferior a R$ 2. dos cálculos de depreciação. as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes.

º: “aplicam-se às sociedades de grande porte.As sociedades limitadas não estavam obrigadas a publicarem suas Demonstrações Contábeis. Dessa forma.000.000.1 O BALANÇO PATRIMONIAL O Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil estática. 3. No ativo as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de liquidez. Os subgrupos das contas do ativo serão classificados da seguinte forma: Ativo Circulante Disponibilidades Direitos realizáveis Pagamentos antecipados Ativo não circulante Realizável a longo prazo Investimentos Imobilizado Intangível 34 .000. Para fins dos objetivos propostos pela disciplina de contabilidade societária I. 178 da lei n. 7.941/2009 em seu § 1º estabelece: § 1º No ativo. em seu Art. ativo total superior a R$ 240. ainda que não constituídas sob a forma de sociedades por ações.638/2007. além das sociedades por ações de capital aberto. a situação patrimonial e financeira da empresa num determinado momento. que tem por finalidade evidenciar. que eram elaboradas meramente para finalidades internas e para atendimento da Legislação fiscal. investimentos.º 6.º 11. com a nova redação da Lei n. A partir da vigência da Lei n. as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de liquidez dos elementos nelas registrados. serão abordadas apenas as três primeiras Demonstrações Contábeis. para fins exclusivos da legislação societária. mas pode ser elaborado gerencialmente no momento que a empresa dele necessitar. no exercício social anterior.00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$ 300. Ativo circulante Ativo não circulante. ou seja.1.1 O Ativo O art. subdividido em realizável a longo prazo.000. as disposições da Lei n. Geralmente é elaborado no final do exercício social juntamente com outras demonstrações contábeis/financeiras.404/76.º 6. imobilizado e intangível.000. as sociedades por ações de capital fechado com patrimônio líquido superior a R$ 2.” São consideradas sociedades de grande porte.000.404/76. com a finalidade de avaliar a gestão.00 (trezentos milhões de reais). de acordo com o prazo em que o bem ou direito se converterá em dinheiro. nos seguintes grupos: I.º 11. O ativo compreende os recursos da empresa capazes de gerar fluxos futuros de caixa e são representados por bens e direitos. 7. a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver. primeiro deverá ser classificado o bem de maior liquidez e assim sucessivamente.00 (dois milhões de reais) e as sociedades de grande porte deverão publicar os relatórios contábeis citados anteriormente. de forma quantitativa e qualitativa. II. sobre escrituração e elaboração de Demonstrações Contábeis e a obrigatoriedade de auditoria independente por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários.

Essa Norma. Despesas do Exercício Seguinte: são classificados nesse grupo os valores referentes a pagamento antecipados que deverão ser apropriados como despesas no decurso do exercício social atual e o seguinte. assim como os derivados de vendas.º 6. acionistas ou participantes no lucro da companhia. Resumidamente. adiantamento de viagens. trata da nova estrutura para o ativo no Balanço Patrimonial. seguros pagos antecipadamente e aluguéis pagos antecipadamente.º 6. 35 . representam dinheiro em mãos e aqueles depositados em bancos. os recursos disponíveis na data da elaboração das Demonstrações Contábeis. cuja contraprestação de serviço ainda não foi realizada. diretores. emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Já a Norma Brasileira de Contabilidade (NBC) T-3 classifica os estoques em subgrupo separado. nos itens 66 a 68. Também se classificam nesse subgrupo os estoques de mercadorias para revenda. estoques. produtos em elaboração e produtos acabados. etc. Resumidamente. Direitos Realizáveis (créditos): nesse subgrupo são classificados os direitos de créditos oriundos de receitas de vendas a prazo. além das despesas do exercício seguinte. matérias-primas.1. adiantamentos a fornecedores.: clientes. provisão para crédito de liquidação duvidosa. bancos. impostos a recuperar. adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (art. Ex. 178 da Lei das Sociedades por ações. 7. que tecnicamente seriam melhor denominadas de pagamentos antecipados.: caixa.1. 7.1 O Ativo Circulante O art. 243). aluguéis a receber. tendo em vista que só se transformarão em despesas em função do tempo decorrido.: assinaturas pagas antecipadamente. Disponibilidades: nesse subgrupo são classificados o dinheiro em caixa.2 O Ativo Não circulante Realizável a longo prazo O art. Referem-se a aplicações de recursos em despesas que deverão constituir um direito da entidade.O Pronunciamento Técnico CPC 26. duplicatas a receber. 179 da Lei n. ou decorrentes de outras transações que geram valores a receber. Ex. Ex. que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia. ou seja. 179 da Lei n. com o objetivo de destacá-lo por representar valores significativos do ativo circulante nas empresas comerciais e industriais. de mercadorias e serviços a clientes. os direitos realizáveis no curso do exercício social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. trata da apresentação das Demonstrações Contábeis. os depósitos bancários à vista.1. as aplicações financeiras de liquidez imediata e os numerários em trânsito.1. em consonância com os padrões internacionais de contabilidade e com o art. duplicatas descontadas. engloba todas as despesas não incorridas contratadas junto a terceiros. contas a receber. pelo regime de competência. Sinteticamente podemos afirmar que serão classificados no ativo circulante o dinheiro em caixa e os bens e direitos que serão transformados em dinheiro durante o ciclo operacional da empresa. aplicações de liquidez imediata e numerário em trânsito.404/76 estabelece em seu inciso II os componentes do ativo realizável a longo prazo: II – No ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte.404/76 estabelece em seu inciso I os componentes do ativo circulante: I – no ativo circulante: as disponibilidades.

179 da Lei n. Com relação ao fator tempo. Investimentos O art. toras. postes. São classificados no subgrupo investimentos as participações societárias a título de ações ou quotas. A forma de utilização ou o destino do bem é o elemento essencial para a sua classificação contábil.A classificação no longo prazo. móveis ou imóveis. participações em outras empresas.404/76 estabelece em seu inciso III: III – em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza não classificáveis no ativo circulante. adiantamento a diretores. o imobilizado representa os recursos aplicados na exploração do objeto social e na manutenção das atividades da companhia. desde que o ato de conceder empréstimos não seja objeto de exploração da companhia. e os direitos de qualquer natureza não classificáveis no ativo circulante. etc. os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte. Com relação à condição do devedor.º 6. devem ser classificados no realizável a longo prazo. empréstimos compulsórios. Imobilizado O art. adiantamento a controladas.: participações em controladas. laranja. Ex. Seus produtos como o café. empréstimos a controladas. ainda que o prazo para pagamento do empréstimo ou adiantamento seja fixado no curto prazo. As culturas permanentes. etc. participações em incentivos fiscais. possuem as seguintes características: • • • têm prazo de maturação e produção superior a um ano. tenha prazo de maturação e produção superior a pelo menos dois anos. etc. produz mais de uma vez em sua vida útil econômica. acionista. depósitos judiciais. a diretor. devem ser classificadas no ativo imobilizado. As culturas permanentes. 179 da Lei n. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou empresa. é irrelevante o prazo de realização quando se tratar de empréstimos ou adiantamentos. realizável a longo prazo. por serem verdadeiras máquinas a produzir os produtos a serem vendidos pela entidade.º 6. ou seja. com o objetivo de permanência em outras sociedades. em dinheiro. maçã. Os direitos classificados no ativo imobilizado têm por objeto bens corpóreos. imóveis de renda. obras de arte. Ex. contabilmente falando.: contas a receber a longo prazo. inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios.404/76 estabelece em seu inciso IV: IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade. empréstimos a sócios. 36 . tais como os adiantamentos a fornecedores de bens destinados ao ativo imobilizado. conforme o texto legal obedece a dois fatores determinantes: o tempo e a condição do devedor. riscos e controle desses bens. figurarão nos estoques. ou ainda que produza uma única vez. imobilizado ou intangível. A distinção entre os direitos que tenham por objeto bens destinados a manter a atividade da companhia e os direitos exercidos com essa finalidade serve para justificar a inclusão de determinados direitos de crédito no imobilizado. bananas. sendo considerados no realizável a longo prazo. coligada ou controlada.

animais de tração. 179 da Lei n. dividido em capital social. que serão classificados no imobilizado. reservas de capital. fundo de comércio. o patrimônio líquido. Na prática esse tratamento torna-se inviável devido ao grande volume de transações que ocorrem nas entidades. o passivo e o patrimônio líquido. Com as mudanças introduzidas pela Lei n. Nesse subgrupo eram classificadas as despesas pré-operacionais. amortização e exaustão. Ex. a realidade evidencia a existência de três grandes grupos patrimoniais: o ativo.Ex.: terrenos em uso.941/2009 revogou o inciso V do art. Passivo não circulante. Intangível O art.º 11. O lado direito do Balanço Patrimonial é representado pelas origens de recursos de terceiros. etc. 7. e Patrimônio líquido.º 11. veículos. inclusive o fundo de comércio adquirido. Com a extinção desse subgrupo.º 6. ou seja. máquinas e equipamentos. direitos autorais. o ativo e o passivo. para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem tão-somente uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional. embora no texto legal o passivo englobe inclusive o patrimônio líquido. tendo em vista que este último não pode ser considerado como capital de terceiros. dos bens imateriais. direito de exploração de processo industrial (patentes).2 O Passivo O art.: marcas.404/76 estabelece em seu § 2º: “§ 2º No passivo.404/76 que tratava do subgrupo Diferido. e pelas origens de recursos próprios. as contas serão classificadas nos seguintes grupos: I. 179 da Lei n. Passivo Circulante Passivo não circulante 37 . o passivo exigível. A extinção desse subgrupo se justifica pelo fato de não ser contemplado pelas Normais Internacionais de Contabilidade. No passivo. reservas de lucros. 178 da Lei n.638/2007. considera-se apenas a divisão em curto e longo prazo para atender a esse dispositivo da Lei. II. florestas formadas e respectivas contas de depreciação.404/76 estabelece em seu inciso VI: VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade. Passivo circulante. II. Já os gastos com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos passam a ser registrado no intangível. prédios (imóveis de uso). O passivo exigível é subdivido nos seguintes grupos: I. equipamentos de informática. Embora a Lei trate o patrimônio dividido em dois grandes grupos. efetivamente. ficam definitivamente separados os bens materiais. III.1. que serão classificados no intangível. móveis e utensílios. animais de reprodução. ajustes de avaliação patrimonial. as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturação serão registrados como despesas do período. instalações. Dessa forma. as contas serão dispostas em ordem crescente de exigibilidade dos elementos nelas registrados.º 6. ações em tesouraria e prejuízos acumulados. quanto menor o prazo de vencimento da obrigação. gastos com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. A lei n. mais no início do passivo ela deve ser classificada. gastos com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e os gastos de reestruturação que contribuirão.º 6.

se tiverem vencimento em prazo maior. que devem ser registradas por meio de provisões. contas a pagar. mas que tenham vencimento em prazo superior ao ciclo operacional ou após o exercício seguinte. em consonância com os padrões internacionais de contabilidade e com o art.1. provisão para décimo terceiro e encargos sociais. adiantamento de clientes. 181 da Lei n. 38 . Exemplos: fornecedores. o que ultrapassar o ciclo operacional ou o exercício seguinte será classificado no passivo não circulante. 180 da Lei n. salários a pagar.1. etc. O passivo é estruturado da seguinte forma: Passivo Circulante Obrigações operacionais de curto prazo Provisões Empréstimos de curto prazo Passivo Não-circulante Exigível a longo prazo Resultados não realizados 7.2. diminuídas dos custos e despesas a elas correspondentes. desde que o risco seja conhecido ou calculável. 7.º 6.1 Passivo Exigível O art. assim entendidas as receitas de exercícios futuros. que tratava do subgrupo resultados de exercícios futuros. 180 da Lei das Sociedades por ações. A classificação das obrigações no passivo circulante obedecerá aos mesmos critérios do ativo circulante no que se refere a prazo de vencimento. provisão para férias e encargos sociais. Essa Norma. trata da apresentação das Demonstrações Contábeis. referem-se aos mesmos itens classificados no passivo circulante.1. quando se vencerem no exercício seguinte. provisão para imposto de Renda diferido. provisão para imposto de renda. financiamentos a pagar. serão classificadas no passivo circulante. nos itens 69 a 76. inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo não circulante. etc. A Lei n.º 11. financiamentos a pagar. emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis...º 6.3 – Passivo não circulante Nesse subgrupo do passivo exigível são classificadas as obrigações da companhia cujo vencimento ocorra após o término do exercício seguinte.O Pronunciamento Técnico CPC 26. prêmio de seguros a pagar.2 – Passivo Circulante Nesse subgrupo do passivo exigível são classificadas as obrigações da entidade cujo prazo de vencimento ocorra até o término do exercício seguinte.941/2009 revogou o art.2. provisão para contribuição social sobre o lucro líquido. debêntures a pagar. Exemplos: fornecedores.404/76 estabelece: “as obrigações da companhia. e no passivo não circulante. resultados não realizados. ou seja. ou seja. energia elétrica a pagar.” 7. No passivo circulante devem ser registradas tanto as obrigações formalizadas quanto as não formalizadas.2. trata da estrutura do passivo no Balanço Patrimonial. dividendos a pagar. com base em valores estimados.404/76.

que se configuram como a menor parcela do capital social. As contas que compõem o patrimônio líquido não obedecem a um critério de classificação. tendo em vista a sua condição de não exigível.Nesse subgrupo eram classificadas as receitas recebidas antecipadamente. denominadas de ações ou quotas.3 O Patrimônio Líquido De uma forma simplista. incorporação e construção de imóveis. 7. O capital social será dividido em partes. a parcela ainda não integralizada. De acordo com o § 1º do Art. Exemplos: aluguéis recebidos antecipadamente (não reembolsáveis). pode ser conceituado como a diferença entre o ativo e o passivo exigível. a extinção das reservas de reavaliação. A Lei n. são utilizadas para aumento de capital. 7. em outras palavras. Com a eliminação desse subgrupo do passivo.1. de alienação de partes beneficiárias e de bônus de subscrição. Dessa forma. na maioria das vezes. passam a ser registradas no passivo não circulante na conta de resultados não realizados. dentre as mais importantes. corresponde ao capital aplicado pelos sócios. Reservas de Lucros. Conforme dispõe a Lei das Sociedades por Ações.2 Reservas de capital São acréscimos ao patrimônio líquido que. Geralmente eram registrados nesse subgrupo os contratos de longo prazo. o patrimônio líquido ou passivo não exigível. As receitas de exercícios futuros correspondiam a um acréscimo no ativo da companhia que ocorre antes de a companhia cumprir sua obrigação contratual. as receitas recebidas antecipadamente e as despesas a elas correspondentes. ações em tesouraria e prejuízos acumulados. Reservas de Capital.1. p. sendo substituída pelos ajustes de avaliação patrimonial e a extinção da conta lucros acumulados.3. 22) o patrimônio líquido é composto pelos recursos aplicados pelos proprietários e pelos resultados gerados pelas atividades. ajustes de avaliação patrimonial.3. por dedução. já deduzidas as despesas a elas correspondentes.1 Capital Social Representa o investimento inicial dos sócios (acionistas ou quotistas) bem como a parte do lucro ou reservas incorporadas ao capital. 7.1. São originadas de contribuições dos acionistas que ultrapassarem o valor nominal das ações. A conta capital social discriminará o montante subscrito ou integralizado e. Segundo Perez Júnior e Begalli (2002. que normalmente corresponde à entrega da coisa vendida. as contas do patrimônio líquido são dispostas na seguinte ordem: Capital Social. restando apenas a conta de prejuízos acumulados. especialmente transações referentes a atividades de compra e venda. 182 da Lei das SAs. às apropriações dos resultados e aos resultados acumulados.638/2007 promoveu algumas mudanças na composição do patrimônio líquido. são reservas de capital: 39 . Vale salientar que essas reservas não são originadas do resultado do exercício. Só poderão ser utilizadas para absorver prejuízos e para incorporação ao capital social. todo resultado positivo (lucros) deve ser totalmente distribuído. ou à prestação do serviço contratado.º 11.

Segundo alguns autores.de 2007) (Revogado pela Lei nº 11. b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição. enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência.5 Prejuízos acumulados Representa a soma dos resultados negativos acumulados pela entidade ao longo de sua existência.1.3. como poderão ser destinadas à formação da Reservas de incentivos fiscais. respectivamente.de 2007).941/2009. Os itens “c” e “d” correspondiam.638. serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial.º 11. .3.1. São classificadas da seguinte forma: • • • • • • Reserva legal Reservas estatutárias Reserva para contingências Reservas de incentivos fiscais Reservas de retenção de lucros Reservas de lucros a realizar. que é uma reserva de lucro. Por esse motivo. ao prêmio recebido na emissão de debêntures e às doações e subvenções para investimentos. As doações e subvenções para investimentos poderão ser consideradas receitas e registradas resultado do exercício.de 2007).638. 7.4 Reservas de lucros São as apropriações de lucros da empresa e possuem o objetivo de fortalecer e manter a integridade do capital social. c) (revogada). esse procedimento contrariava o Princípio Contábil do registro pelo valor original e o da Prudência.3. 40 .1. em decorrência da sua avaliação a preço de mercado.de 2007) (Revogado pela Lei nº 11. cedendo lugar aos ajustes de avaliação patrimonial.638. (Redação dada pela Lei nº 11.638. A existência de resultados negativos (prejuízos) acumulados ocorre quando o montante desse valor superar as reservas de capital e de lucros. que deixam de ser reservas de capital e passam a ser contabilizadas diretamente no resultado como receitas. Portanto. e d) (revogada). as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e do passivo. em consonância com as práticas contábeis internacionais. (Redação dada pela Lei nº 11. a reserva de reavaliação foi extinta com a entrada em vigor da Lei n.3 Ajustes de avaliação patrimonial A reserva de reavaliação consistia em nova avaliação de itens do ativo permanente pelo seu valor de mercado e ocorria normalmente quando o item estava registrado por um valor defasado em relação ao seu real valor de mercado.a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social. 7. 7. inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias.638/2007 e 11.

que serão ajustados ao seu valor presente. do passivo e do patrimônio líquido.1. A exaustão representa a perda de valor. reduzindo o valor dos itens patrimoniais a que se referem. encargos e os riscos classificados no passivo não circulante. sendo os demais ajustados quando também houver efeito relevante. Tais provisões são contabilizadas a débito de uma conta de despesa e a crédito de uma conta de provisão que identifique a natureza da perda estimada. do uso e da obsolescência. Dentre as principais contas retificadoras. No patrimônio líquido • • • Capital a integralizar Prejuízos acumulados Ações em tesouraria 41 . exaustão e amortização têm a finalidade de ajustar os valores desses bens e direitos do ativo permanente em função de sua vida útil e da perda da capacidade de geração de fluxos de caixa para a entidade. sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. podemos fazer a seguinte relação: Bens e Direitos Tangíveis Intangíveis Ajustes Depreciação Amortização Desvalorização em função de Uso. No ativo não circulante • • • • depreciação acumulada exaustão acumulada amortização acumulada ajuste a valor presente As contas de depreciação. ação da natureza ou obsolescência Exploração quantitativa ou temporária Exploração quantitativa ou temporária Recursos Minerais ou Florestais Exaustão De acordo com o inciso VIII do art. decorrente da exploração. A amortização representa a perda de valor do capital aplicado na aquisição de direitos de propriedade industrial (patentes) ou comercial (marcas) e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada. Após essa breve descrição. podemos citar as seguintes: No ativo circulante • • • • provisão para créditos incobráveis (provisão para devedores duvidosos) duplicatas descontadas provisão para desvalorização provisão para perdas As provisões retificadoras do ativo circulante possuem o objetivo de ajustar esses itens ao seu valor provável de realização. Existem contas retificadoras do ativo. ou cujo objeto sejam bens intangíveis de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado. 184 trata das obrigações. dos direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais.4 As Contas Retificadoras As contas retificadoras aparecem na estrutura do Balanço Patrimonial com os saldos negativos.7. 183 da Lei das Sociedades por ações. os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente. A depreciação representa a perda da eficiência funcional dos bens tangíveis sujeitos a desgastes ou perda de utilidade em função da ação da natureza. Já o inciso III do art.

1. transportado para o livro razão e um novo Balancete de Verificação será elaborado. a situação patrimonial. Os prejuízos acumulados representam uma redução do patrimônio líquido em função da ocorrência de resultados negativos das operações da empresa em determinados períodos.Encerrar as contas de resultado 4ª etapa . 7. atualização dos estoques e direitos pelo critério do custo ou mercado. férias e décimo terceiro. o resultado das operações e as mudanças na posição financeira da empresa de determinado período de apuração. ajuste a valor presente de direitos e obrigações de longo prazo.O capital a integralizar representa a parcela ainda não integralizada ou subscrita pelos sócios ou acionistas. de complementação e de correção. as provisões de salários e encargos. Considerando que a escrituração contábil das operações realizadas pela entidade obedece às disposições legais.5. o mais corretamente possível. determinação dos ganhos de equivalência patrimonial. efetuar lançamentos de ajustes. muitas vezes. reservas de capital e reservas de lucros.Elaborar o Balancete de verificação do último mês com base no livro razão 2ª etapa . 7. 7.Elaborar as Demonstrações Contábeis e as Notas Explicativas.5 Como se elabora o Balanço Patrimonial Para se elaborar o Balanço Patrimonial. Devem ser destacadas como redutora da conta de patrimônio líquido que registrarem a origem de recursos aplicados em sua aquisição. as apropriações de seguros e demais pagamentos antecipados.1. Dentre os diversos ajustes a serem realizados. com a finalidade de devolução de capital a certos sócios ou retirada temporária de circulação. reconhecimento de receitas antecipadas pelo regime de competência. Identifica se os lançamentos foram registrados corretamente com as suas respectivas contrapartidas. que superem a existência de lucros acumulados. aos Princípios Fundamentais de Contabilidade e às Normas Brasileiras de Contabilidade. correção monetária e juros de contratos ativos e passivos. podemos citar: o cálculo das depreciações. As ações em tesouraria representam as ações emitidas pela própria empresa e por ela readquiridas. denominado de Balancete de Verificação após os ajustes ou Balancete Ajustado. a fim de que todas as contas indiquem os valores corretos.5. é necessário seguir as seguintes etapas: 1ª etapa . a posição financeira. porém não identifica se a conta utilizada foi a correta. 42 . conversão e atualização cambial.1. O total dos saldos devedores tem que ser igual ao dos saldos credores. com objetivo específico de especulação. Para atingir esse objetivo é necessário. etc. as Demonstrações Contábeis obtidas com base nessa escrituração devem refletir. o que for menor.Elaborar os ajustes das contas 3ª etapa .1 Elaboração do Balancete de verificação do último mês com base no livro razão A elaboração do Balancete de Verificação do último mês é o ponto de partida para Elaborar as Demonstrações Contábeis e consiste na verificação da exatidão matemática dos saldos das contas patrimoniais e de resultado. determinação do valor provável de realização dos valores a receber e dos estoques.2 Elaboração dos ajustes das contas Esta etapa se constitui no trabalho técnico-contábil mais importante para a elaboração do Balanço Patrimonial. amortizações e exaustões. Os lançamentos de ajustes deverão ser escriturados no livro diário.

A apuração do resultado é o procedimento utilizado para confrontar receitas. custos e perdas.1. sendo inclusive obrigatório. é elaborado outro Balancete de Verificação (Balancete após a apuração do resultado) e. por seu respectivo saldo e credita-se a conta de Apuração de Resultado do Exercício.4 Elaboração das Demonstrações Contábeis e das Notas Explicativas Após o encerramento das contas de resultado. considerada o elo de ligação entre a Demonstração de Resultado do Exercício e o Balanço Patrimonial.1. ao término de cada exercício social. Normas estatutárias. debita-se cada conta de resultado. 3. Na hipótese de se apurar lucro em determinado período. 2. muito embora seja considerada uma retenção de lucros (quando positivo). O lançamento contábil da distribuição do lucro será da seguinte forma: Debita-se a conta de lucros ou prejuízos acumulados. por seu respectivo saldo.7. Credita-se as contas de reservas e/ou do passivo circulante (Dividendos propostos. recebe um tratamento especial. e participações nos lucros. aos proprietários (sócios e acionistas). são elaborados os seguintes relatórios contábeis básicos. pertencente ao grupo do Patrimônio Líquido. provisão para imposto de renda. em seguida. e Demonstração do Valor Adicionado 43 . ou seja. que representar lucro ou prejuízo líquido do exercício será transferido para a conta de lucros ou prejuízos acumulados (resultados acumulados). pela constituição da reserva legal. com saldo devedor. após a transferência para a conta de lucros ou prejuízos acumulados. sem prejuízo dos dividendos normais. pela constituição de reservas especiais. Essa etapa é desdobrada em duas partes: a apuração do resultado do exercício e a distribuição do resultado. A apuração do resultado é realizada da seguinte forma: 1. A conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados é tão importante para a contabilidade que. ganhos. lucros a distribuir ou outra denominação). com saldo credor. apuração e distribuição do resultado do exercício. com o objetivo de verificar o resultado das operações da entidade (lucro ou prejuízo). Demonstração do Fluxo de Caixa. que seja elaborada a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. seus saldos são sempre encerrados no final do período para a apuração do resultado do exercício.5. encerrando-as. debita-se a conta de Apuração do Resultado do Exercício e credita-se as contas do passivo de: provisão para contribuição social sobre o lucro. 7. despesas. debita-se a conta Apuração do Resultado do Exercício e credita-se cada conta de resultado. acompanhados das notas explicativas: • • • • • Balanço Patrimonial Demonstração de Resultado do Exercício Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados ou a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. O ponto de partida para o encerramento das contas de resultado é o Balancete Ajustado. O saldo da conta de Apuração do Resulta do Exercício.5. o mesmo será distribuído por meio de lançamentos contábeis de forma a tender: • • • Normas legais.3 Encerramento das contas de resultado As contas de resultado são contas periódicas. Proposta de distribuição do lucro pela administração.

000 Patrimônio Líquido 80.000 Estrutura do Balanço Patrimonial depois das alterações da Lei n.000 Reservas de Lucros 140.000 150.º 6.000 Realizável a Longo Prazo Empréstimos a Coligadas 50.000 350.000 Patrimônio Líquido 180.000 60.000 10.000 150.000 420.000 50.000 650.Estrutura do Balanço Patrimonial antes das alterações da Lei n.000 30.000 40.000 280.000 200.000 400.000 Total 790.000 Não Circulante 40.000 Total 790.000 90.404/76 ATIVO Circulante Caixa Duplicatas a receber Estoques BALANÇO PATRIMONIAL Casa das Lingeries Ltda 31/12/98 31/12/99 PASSIVO Circulante Fornecedores Salários a Pagar Impostos a Pagar Dividendos a Pagar 31/12/98 31/12/99 40.000 50.000 830.000 14.000 60.000 220.000 Exigível a Longo Prazo 50.000 580.000 300.000 50.000 340.000 830.000 Permanente Investimentos Imobilizado Diferido 60.000 580.000 420.000 40.000 350.000 Exigível a Longo Prazo Financiamentos Resultado de Exercícios Futuros 100.000 10.000 Total 790.000 830.000 30.000 340.000 10.000 Não Circulante Realizável a Longo Prazo Investimentos Imobilizado Intangível 50.000 6.000 650.000 40.000 50.000 60.000 220.000 790.000 400.000 340.000 14.000 830.000 80.000 10.000 300.000 210.000 50.000 Capital Social Reservas de Lucros 100.º 6.000 150.000 390.000 220.000 280.000 340.000 Total 44 .000 60.000 220.000 6.000 Capital 10. 31/12/98 31/12/99 PASSIVO Circulante Fornecedores Salários a Pagar Impostos a Pagar Dividendos a Pagar 31/12/98 31/12/99 40.000 390.000 160.000 90.000 60.000 200.404/76 ATIVO Circulante Disponibilidade Duplicatas a Receber Estoques BALANÇO PATRIMONIAL Casas das Lingeries Ltda.000 10.000 150.

III. As sociedades por Ações e as sociedades de grande porte estão obrigadas a publicarem suas Demonstrações Contábeis. a receita bruta das vendas e serviços. Como o exercício social é um lapso de tempo muito grande para avaliar a gestão. quando se tratar de sociedades por ações.2 A DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO 7. cuja finalidade é informar os principais critérios de avaliação utilizados pela empresa. em contraposição ao Balanço Patrimonial. mensalmente. as despesas gerais e administrativas e outras despesas operacionais. A determinação do resultado do exercício observará o princípio contábil da competência. ao pagamento mensal de suas despesas operacionais. entre outros relatórios contábeis.2. 7. o resultado operacional. conforme disposições da Lei das Sociedades por Ações.7. de observância obrigatória pelo profissional da contabilidade no exercício da profissão. que evidencia a posição financeira e patrimonial num determinado momento. 7. as deduções das vendas. II. ou seja.404/76. com vistas ao atendimento da legislação fiscal na apuração dos tributos a serem recolhidos mensalmente.2.NBC T 3. Segundo o art. a contabilidade da empresa elabora. que é uma demonstração estática. deduzidas das receitas.º 6. o resultado antes das participações. 187 da Lei das Sociedades por Ações. custos e perdas incorridas no exercício. além de outras informações relevantes. trata do conceito. que é o retorno dos investimentos dos sócios ou acionistas (lucro ou prejuízo). corrigindo os possíveis desvios em relação ao planejado pela administração.1 Aspectos introdutórios Ao final de cada exercício social. a Demonstração de Resultado é o relatório que evidencia o retorno do capital investido. independentemente de recebimento ou pagamento. a Demonstração de Resultado do Exercício. que evidencia um grande indicador global de eficiência. as despesas financeiras.2 Conceito e Objetivo A Demonstração de Resultado do Exercício destina-se a evidenciar a formação do resultado mediante o confronto das receitas e ganhos com as despesas. as entidades apuram o resultado de suas operações num espaço de tempo menor. tendo em vista que evidencia a situação econômica de um determinado período. os abatimentos e os impostos. 45 . estrutura e nomenclatura das Demonstrações Contábeis. Como o objetivo principal das entidades empresárias é o lucro. Norma Técnica . a receita líquida das vendas e serviços. o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto. a Demonstração de Resultado do Exercício discriminará: I. É considerada uma demonstração dinâmica. Lei n.3 Estrutura A Norma Brasileira de Contabilidade. servindo como base de comparação com o retorno de outros investimentos. É apresentada na posição vertical. bem como a composição dos valores mais significativos do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultado.2. discriminando seus componentes de forma ordenada de tal forma que fiquem evidenciados: o lucro bruto. o resultado antes do imposto de renda e da contribuição social. as despesas com as vendas. conteúdo. juntamente com as notas explicativas. bem como para fins gerenciais. no que se refere ao acompanhamento da situação econômica da entidade. o lucro líquido do exercício e o lucro por ação. em que as receitas e despesas são reconhecidas no momento da ocorrência do fato gerador.

e de forma ordenada: • • • • • • • • • • • • as receitas decorrentes da exploração das atividades fins. as devoluções e os abatimentos sobre vendas.IV. o lucro ou prejuízo operacional. 279 do Regulamento do Imposto de Renda de 1999. com pequenas diferenças. V.000 46 . deduzindo-o posteriormente para se chegar ao valor da receita bruta. os tributos. para atender à legislação fiscal e a legislação societária convencionou-se denominar de faturamento bruto o valor da receita bruta incluindo o IPI. empregados. conforme discriminado abaixo: Faturamento Bruto (-) IPI sobre o faturamento Receita Bruta 14. a norma societária não trata da contribuição social sobre o lucro líquido. embora esteja implícita. pois. os descontos incondicionais. comprovadas por notas fiscais de vendas de mercadorias. mesmo na forma de instrumentos financeiros. VII. entre as quais podemos citar: • • • as deduções das vendas estão melhor explicitadas na norma profissional. Já o art. norma técnica. VI.4 Receita Bruta de Vendas Demonstra o valor das receitas decorrentes das atividades normais da empresa.000 (2. NBC T 3 – Conceito. financeiras e outras e as receitas financeiras. Diante dessa controvérsia. as devoluções e os cancelamentos. em 1976. incluindo o valor dos tributos. Estrutura e Nomenclatura das Demonstrações Contábeis. o resultado bruto do período. os ganhos e perdas operacionais. com vendas. as receitas e despesas e os ganhos e perdas não decorrentes das atividades fins. a receita líquida não é mencionada na norma profissional. Nota-se muita semelhança entre as duas estruturas da Demonstração de Resultado do Exercício apresentadas pela Legislação societária e pela legislação profissional. produtos ou prestação de serviços. as participações de debêntures. não existia tal tributo. a Demonstração de Resultado do Exercício evidenciará. 7. quando de sua edição. De acordo com o Art. Dessa forma. De acordo com o disposto nas Normas Brasileiras de Contabilidade. os custos dos produtos ou mercadorias vendidos e dos serviços prestados. a exemplo do IPI. as outras receitas e as outras despesas. as provisões para impostos e contribuições sobre o resultado. e as contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados. as participações no resultado. não se incluem na receita bruta de vendas os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador. o resultado operacional. o resultado antes das participações e dos impostos. as despesas administrativas. deverão ser registrados em contas devedoras específicas. que serão classificadas como deduções das vendas. os impostos incidentes sobre as operações. Conteúdo. o resultado do exercício antes do imposto de renda e a provisão para o imposto. 187 da Lei das Sociedades por Ações deixa subentendido que os impostos não cumulativos integram a receita bruta. no mínimo.2. o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. administradores e partes beneficiárias. o resultado líquido do período. As vendas devem ser registradas pelo valor bruto. que não se caracterizem como despesas.000) 12. os abatimentos.

o PIS. Nas empresas comerciais o método de apuração do custo das mercadorias vendidas é mais simples. São concedidos após a venda. a colocação e distribuição dos produtos. sob a justificativa de que as mesmas não são essenciais ao desenvolvimento das atividades operacionais da empresa.2. etc. produto fora de especificação. depreciação dos bens localizados na área de vendas. frete sobre vendas. Os tributos incidentes sobre vendas são as deduções que guardam proporcionalidade com o preço de venda das mercadorias ou produtos e dos serviços prestados. São concedidos no ato da venda e.5 Deduções da Receita Bruta As deduções da receita bruta são representadas pelos tributos incidentes sobre vendas. confrontando as receitas e despesas financeiras da entidade. E finalmente as devoluções são as deduções da receita que correspondem ao desfazimento da transação de vendas por motivos diversos. comissões e encargos sociais com o pessoal da área de vendas. as despesas financeiras deduzidas das receitas financeiras. perdas com créditos incobráveis (devedores duvidosos). energia elétrica. guardam proporcionalidade com o preço de venda. qualidade. Os descontos incondicionais concedidos são as deduções da receita que representam uma concessão da empresa vendedora à empresa compradora em termos de redução do preço em função da quantidade adquirida pelo cliente. sabemos que as empresas precisam de capital de terceiros para financiar as suas operações e esse capital é oneroso. etc. As despesas com vendas ou comerciais representam os gastos com a promoção. Já que o grupo se refere às despesas operacionais. Alguns teóricos da contabilidade não consideram as despesas financeiras como operacionais. propaganda e publicidade. os abatimentos e as devoluções de vendas. 7. por se tratar de um cliente especial. os descontos incondicionais.2. Embora a intenção fosse apurar o resultado financeiro. 187 da Lei das Sociedades por Ações. Já no caso das empresas industriais. Os abatimentos concedidos são deduções da receita representada por redução do preço em função de alguma avaria na mercadoria. as despesas operacionais são: as despesas com vendas (comerciais). ou seja. pois envolve gastos com matéria-prima. o ISS. 47 . mão-de-obra e demais gastos indiretos de fabricação.2. dentre os quais podemos citar: avarias. Dessa forma. mercadorias ou serviços e para administrar a empresa. não vemos nenhum entrave para que as despesas financeiras sejam consideradas como operacionais. Dentre os tributos incidentes sobre vendas podemos citar: o ICMS. marketing. De acordo com o inciso III do art. produtos ou serviços vendidos é o gasto incorrido pela empresa para colocá-los à disposição do cliente no ponto de venda. bastando se reportar aos documentos fiscais de entradas e os demais gastos relativos a fretes e seguros. outros a consideram como operacionais.6 Custo das Vendas O custo das mercadorias. 7. Sem querer polemizar a discussão teórico-doutrinária. a COFINS. a determinação do custo do produto vendido é mais complexa. tais como: salários. as despesas gerais e administrativas e outras despesas operacionais. aluguel da área de vendas. preço acima do acordado entre as partes. é remunerado com juros. Está diretamente relacionado aos estoques da companhia por representar os valores baixados dos estoques em função das vendas realizadas no período. sendo necessário um sistema contabilidade de custos para apurar com maior exatidão os custos dos produtos bem como para fins de controle. mercadorias ou serviços da entidade. na maioria das vezes. etc. telefone. não parece lógico figurar uma receita. seguros. bem como os demais gastos da área de vendas.7 Despesas Operacionais As despesas operacionais são aquelas incorridas com a finalidade de vender os produtos.7. O ponto negativo do texto da Lei Societária é a disposição da receita financeira confrontada com as despesas financeiras no grupo das despesas operacionais. melhor seria criar um grupo com essa denominação. o IPI.

os rendimentos de aplicações financeiras. aluguel. As despesas não-operacionais são basicamente as perdas de capital decorrentes da alienação de bens do ativo permanente por valor inferior ao valor líquido contábil. quais sejam. material de escritório. as variações monetárias passivas.2. telefone.2. empregados. Da mesma forma que as receitas. tem o papel de demonstrar a geração da riqueza e sua distribuição entre os agentes geradores dessa riqueza. as variações monetárias ativas. energia elétrica e seguros da área administrativa. Dentre esses gastos podemos citar: honorários da administração.10 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Imposto de Renda Embora tratados como despesas. A participação do governo na distribuição do resultado das empresas justifica-se pela disponibilidade da infra-estrutura para exploração da atividade econômica. decorrentes. com a finalidade obtenção de recursos adicionais. despesas com amortização de ágio ou receita com amortização de deságio de investimentos.2. 7. salários e encargos sociais do pessoal administrativo. correspondem à distribuição do resultado do empreendimento ao setor governamental em forma de tributos sobre o lucro. ou seja. dividendos recebidos de investimentos avaliados pelo método do custo. basicamente. Dentre os tipos de participações nos resultados podemos citar: participações de debêntures. essencialmente. etc. Dentre as despesas financeiras podemos citar: os juros pagos.2. 7. 7. empregados. 48 . As despesas financeiras estão indiretamente ligadas ao objeto social da entidade. diretoria e conselho de administração. por exemplo: resultado de equivalência patrimonial. que passou a ser obrigatória pelas Sociedades por Ações de capital aberto e grandes corporações. descontos financeiros concedidos.As despesas gerais e administrativas representam os gastos pagos ou incorridos para a gestão da empresa e basicamente se referem às atividades gerais que beneficiam todas as fases da exploração do negócio da entidade. credores. São exemplos de receitas financeiras: os juros recebidos.11 Participações Correspondem às parcelas do lucro distribuídas a alguns favorecidos nos termos do estatuto da companhia. 7. a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica correspondem. as despesas não-operacionais não são oriundas da exploração do objeto social da entidade. sociedade e governo.9 Receitas e Despesas Não-Operacionais As receitas não-operacionais são basicamente os ganhos de capital decorrentes da alienação de bens do ativo permanente por valor superior ao seu valor líquido contábil (valor deduzido da depreciação). Se aplicam essencialmente às sociedades por ações. etc. à participação do governo nos resultados da entidade. As receitas financeiras também estão indiretamente ligadas ao objeto social da entidade e são decorrentes das aplicações de recursos excedentes ou ociosos. de participações societárias permanentes em outras sociedades como. depreciação dos bens localizados na área administrativa. descontos financeiros obtidos. A Demonstração do Valor Adicionado. etc.8 Outras Receitas e Despesas Operacionais São classificadas como outras receitas e despesas operacionais os resultados provenientes de atividades acessórias da empresa. sendo incorridas quando da necessidade de recursos financeiros para a consecução de suas atividades operacionais. investidores. as tarifas bancárias diversa. São rendimentos oriundos de atividades que não fazem parte do objeto social da entidade.

administradores, partes beneficiárias e contribuições para fundos de assistência e previdência de empregados.
Companhia Maciel DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO
Exercício findo em 31/12

Faturamento Bruto (-) IPI sobre o faturamento Receita Bruta de vendas (-) Deduções da Receita bruta Tributos sobre vendas Devoluções de vendas Descontos incondicionais Abatimentos Receita Líquida de vendas (-) Custo das Mercadorias Vendidas Resultado Operacional Bruto (-) Despesas Operacionais Despesas Administrativas Despesas Comerciais Despesas Financeiras (+) Receitas Financeiras (+) Outras receitas operacionais (-) Outras despesas operacionais Resultado Operacional Líquido (+) Receitas Não-operacionais (-) Despesas Não-operacionais Resultado antes da Contribuição Social e Imposto de Renda (-) Contribuição Social (-) Imposto de Renda Resultado antes das participações (-) Participações Debêntures Empregados Administradores Partes beneficiárias Contribuição para fundos de previd. e assist. dos empregados Resultado Líquido do Exercício Resultado líquido por ação

Ano 1

Ano 2

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7.3 A DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS 7.3.1 Aspectos Introdutórios O Balanço Patrimonial é publicado com os valores relativos a dois exercícios, sendo que o saldo final da conta Lucros ou prejuízos acumulados do exercício imediatamente anterior (que corresponde ao saldo inicial do exercício seguinte), normalmente apresenta valores diferentes em relação ao saldo final do período subseqüente. A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados visa explicar os motivos dessa variação de um período para outro, conforme exemplo abaixo: Patrimônio Líquido Capital Social Ano 1 Ano 2

300.000 340.000 60.000

Resultados Acumulados 50.000 7.3.2 Conceito e Objetivos

A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados é um relatório contábil destinado a evidenciar, num determinado período, as mutações ocorridas nos resultados acumulados da entidade. Dessa forma, evidencia o lucro apurado no exercício e sua destinação para constituição de reservas, compensações de prejuízos, incorporação ao capital ou distribuição aos acionistas em forma de dividendos. Revela, também, os eventos que interferiram no saldo inicial da conta lucros ou prejuízos acumulados, os ajustes de exercícios anteriores e as reversões de reservas. È considerada a Demonstração que faz o elo de ligação entre o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado do Exercício. 7.3.3 Estrutura A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados deve ser estruturada observando-se o que disciplina o art. 186 da Lei n.º 6.404/76: “Art. 186. A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados discriminará: I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial; II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; III – as transferências para as reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo no fim do período. § 1º - Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes. § 2º - A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido se elaborada e publicada pela companhia.

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7.3.3.1 Ajustes de Exercícios Anteriores Conforme o disposto no § 1º do art. 186 da Lei das Sociedades por Ações, os ajustes de exercícios anteriores correspondem a mudança de critério contábil ou erro imputável a determinado exercício anterior. A mudança de critério contábil refere-se à utilização de critério alternativo de avaliação diferente do ano anterior. É desaconselhável a mudança de critério de avaliação ou mensuração dos elementos patrimoniais de um exercício para outro, em função da Convenção Contábil da Consistência ou Uniformidade, para que não fique prejudicada a comparabilidade das informações contábeis. Se a mudança resultar em melhoria no aspecto qualitativo das informações contábeis, poderá ser implementada, desde que seus efeitos sejam mensurados no resultado do exercício imediatamente anterior para fins de manutenção da comparabilidade, e desde que constem das notas explicativas às Demonstrações Contábeis. Como exemplo de mudança de critério contábil podemos citar: mudança de critério de custeio de estoques (PEPS para média ponderada), mudança de critério de avaliação de investimentos (Equivalência patrimonial para custo), etc. Os efeitos negativos ou positivos das mudanças de critério contábil serão registrados diretamente na conta lucros ou prejuízos acumulados. Os erros atribuíveis a exercícios anteriores geralmente são os decorrentes de escrituração, os quais não possam ser incluídos no exercício presente. Geralmente são erros de cálculo, omissão de lançamentos, erros de avaliação de estoques, complementação de lançamentos, etc. Salvo casos excepcionais, todo erro identificado após devidamente concluído os procedimentos necessários à apuração do resultado do exercício e estando as Demonstrações Contábeis devidamente elaboradas e publicadas, deverá ser ajustado no exercício em que for constatado, a débito ou a crédito da conta lucros ou prejuízos acumulados. Exemplo: Suponhamos que no mês de agosto de 2010 se constatou que uma receita de aluguéis, no valor de R$ 6.500,00, referente ao mês de novembro de 2009, foi contabilizada a crédito da conta clientes, quando o correto seria a crédito da conta de Aluguéis ativos ou receita de aluguéis. O erro, além de provocar a diminuição do resultado do exercício de 2009, resultou na redução indevida no saldo da conta representativa de direitos a receber de clientes. O ajuste deverá ser realizado no mês de agosto de 2010, mediante o seguinte lançamento: D – Clientes C – Resultados Acumulados 6.500,00 6.500,00.

Nos casos em que o erro implicar na falta de recolhimento de qualquer tributo relativo a anos anteriores, a empresa deverá proceder ao recolhimento espontâneo com os acréscimos legais devidos, efetuando os ajustes diretamente na conta de lucros ou prejuízos acumulados. 7.3.3.2 Reversões de Reservas As reversões de reservas consistem no procedimento de reverter para os resultados acumulados os valores das reservas não utilizadas no período, através de um lançamento a débito da conta de reservas e a crédito da conta de resultados acumulados. 7.3.3.3 Destinações do Resultado do Exercício As destinações do resultado do exercício são baseadas na Lei societária, que determina que as Demonstrações Financeiras devem registrar a destinação dos lucros segundo a proposta da dos órgãos da administração, sujeito à aprovação pela Assembléia Geral. As destinações do resultado podem ser realizadas através de transferência para reservas, pagamentos de

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o mesmo só prevalecerá se superar o valor dos lucros acumulados. caso a entidade apure lucro no exercício. Em caso de prejuízo no exercício.dividendos e incorporação ao capital social. das reservas de lucro e das reservas de capital. COMPANHIA MACIEL DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS Exercício findos em 31/12 Ano 1 Saldo Inicial (+/-) Ajustes de Exercícios anteriores (=) Saldo Inicial Ajustado (+/-) Lucro ou prejuízo Líquido do Exercício (+) Reversões de Reservas (=) Saldo à disposição da entidade (-) Destinação do Resultado Transferência para reservas Reserva Legal Reserva Estatutária Reserva para Contingências Outras Reservas Dividendos a distribuir Incorporação ao Capital Social (=) Saldo Final Dividendo por ação do capital social Ano 2 52 .

como já foi comentado.2 CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS DO ATIVO IMOBILIZADO Conforme comentado anteriormente. deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação. o frete e o seguro relativos a transporte. respeitando o princípio contábil do custo histórico como base de valor. foi criado o subgrupo intangível para registrar os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade. móveis e utensílios.3 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO O subgrupo imobilizado do ativo não circulante. imóveis.638/2007. reservas petrolíferas. Após a vigência dessa lei. é composto pelos direitos que tenham por objeto bens destinados à manutenção das atividades da companhia ou que sejam exercidos com essa finalidade. Dessa forma.8. amortização ou exaustão. mão-de-obra e custos gerais. o ativo imobilizado é composto de bens materiais: • • • Sujeitos à depreciação: máquinas e equipamentos. inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios. Sujeitos a exaustão: recursos naturais e florestais (minas. florestas. 179 da Lei das Sociedades por Ações. etc. a título de depreciação. O imobilizado pode estar constituído de bens com a seguinte natureza: Bens comprados de terceiros: serão avaliados pelo preço de compra mais os impostos não recuperáveis. obras de arte. Assim como os demais ativos. Bens produzidos ou construídos: serão avaliados pelos custos incorridos na produção ou construção. antiguidades. Não sujeitos à depreciação: terrenos. O critério de avaliação está descrito no inciso V do art.º 11.1 CONCEITO De acordo com o disposto no art.) 8. veículos. 8.638/2007. Bens recebidos por integralização de capital: pelo valor de mercado por meio de laudo de avaliação. no imobilizado eram registrados bens tangíveis e intangíveis. amortização ou exaustão”. 183. no imobilizado só serão registrados bens tangíveis. riscos e controle desses bens. o imobilizado deverá ser avaliado por seu custo de aquisição mais todos os gastos necessários para a colocação do bem em condições de uso. Bens recebidos por doação: serão avaliados pelo valor de mercado obtido por meio de laudo de avaliação. etc. Antes da vigência da Lei n. gastos com escritura e com instalações e montagem. inclusive o fundo de comércio adquirido. instalações. ajustado pelas contas que registrem a perda de utilidade ou redução da eficiência funcional do bem ou direito. ou exercidos com essa finalidade. com a nova redação dada pela Lei n. “V – Os direitos classificados no imobilizado. OPERAÇÕES COM ATIVO IMOBILIZADO 8. pelo custo de aquisição. com as alterações na Lei das Sociedades por ações. 53 . que são os materiais. o ativo imobilizado é o conjunto de direitos que tenham por objeto bens destinados à manutenção das atividades operacionais da empresa.º 11.

logo.º 11. a partir das Leis n. quando os bens são adquiridos usados. Como exemplo podemos citar: se a empresa adquire uma máquina com sete anos de uso. não há necessidade de ajustálo ao valor de mercado. são as seguintes: BENS Móveis e utensílios Software Equipamentos de informática Tratores Prédios em uso Veículos Instalações Máquinas e equipamentos TAXA ANUAL 10% 20% 20% 25% 4% 20% 10% 10% VIDA ÚTIL 10 anos 5 anos 5 anos 4 anos 25 anos 5 anos 10 anos 10 anos 8. metade será 5 anos. 8. o custo histórico corrigido. que foi extinto a partir de 01/01/1996.33% Deve ser utilizado o maior prazo de vida útil que é de 5 anos.4 TAXAS DE DEPRECIAÇÃO A taxa anual de depreciação é fixada pela Secretaria da Receita Federal (SRF) atual Receita Federal do Brasil (RFB). Com a adoção das Normas Internacionais de contabilidade pelo Brasil. não será explorado o teste de recuperabilidade de ativos. as empresas devem fazer o teste de recuperabilidade de ativos. no Brasil. equivalente a taxa anual de 20%.Como o imobilizado não se destina à negociação ou venda.1 Bens adquiridos usados O art. 54 .638/2007 e 11. 130 do RIR/99 determina que. a taxa de depreciação a ser utilizada é obtida da seguinte forma: a) Vida útil do bem novo = 10 anos. equivalente a 33. equivalente a 20% b) Restante da vida útil do bem = 3 anos. Durante muitos anos foi adotado. admissível para o bem adquirido novo. Esse teste visa impedir que um ativo esteja contabilizado por um valor superior àquele possível de ser recuperado por uso ou venda a terceiros. Conforme a Instrução Normativa da SRF n.º 9. o prazo de vida útil admissível para fins de depreciação é o maior entre os seguintes: a) Metade da vida útil. as principais taxas anuais de depreciação e vida útil do bem. b) Restante da vida útil do bem. quando este for menor. em observância ao princípio ou convenção contábil do conservadorismo. com a vigência da Lei n.941/2009.º 130/99. em função da vida útil do bem. s Para fins dos objetivos da disciplina Contabilidade Societária I.4.249/95.

Essa reposição poderá ocorrer ao final da vida útil do bem.000.000 Na hipótese acima. bancos ou contas a receber pelo valor da alienação e credita-se a conta de receita de venda de ativo imobilizado.00 à vista. houve um ganho não-operacional na alienação do imobilizado no valor de R$ 5. parcial ou totalmente depreciado.5 BAIXA DOS BENS DO IMOBILIZADO Em situações não muito comuns. é vendido por R$ 35. deve ser registrada da seguinte forma: a) Debita-se a conta caixa. o valor da depreciação acumulada referente a esse bem.000 40. Registre esse fato contábil.000. ou antes. poderemos saber se houve uma perda ou um ganho não operacional. Da comparação entre o valor de alienação e do valor contábil líquido. 55 .00. Exemplo: um veículo comprado por R$ 70. transferindo para a conta de custo desse ativo. A venda ou alienação de um bem do imobilizado. D – Caixa C – Venda de imobilizado D – Custo contábil do imobilizado vendido C – Veículos D – Depreciação Acumulada – Veículo C – Custo contábil do imobilizado vendido 35.000 70.000 70.000. b) Apura-se o valor contábil do bem vendido. As contas de vendas do ativo imobilizado e custo do imobilizado vendido fazem parte do grupo ganhos e perdas na alienação do imobilizado.8.000 40. a empresa pode desfazer-se de alguns itens do seu imobilizado.00 e depreciado no valor de R$ 40.000. com a finalidade de reposição desses itens.00 até certo momento de sua vida útil.000 35.

Essa provisão é constituída para atender ao Princípio Contábil do Conservadorismo ou Prudência bem como para avaliar o direito pelo seu valor provável de realização.9.600. TÓPICOS ESPECIAIS DE CONTABILIDADE 9.000 x 3% = R$ 1. a empresa deve registrar como perdas do exercício o valor que ultrapassar a provisão. ao final de cada exercício. ou seja. em face da nova estimativa para o ano seguinte.00 no final exercício social de 2009 e que a média de perdas da empresa nos últimos três anos foi equivalente a 3% do saldo das duplicatas a receber no final de cada ano. 9. nos casos de empresas em início de atividade ou com menos de 3 anos de existência. levando em consideração que parte da provisão do ano anterior.800.1 Cálculo e registro da Provisão O valor dessa provisão é obtido mediante a aplicação de um percentual sobre os direitos existentes no final do exercício.000. no valor de R$ 200. Ao contrário das contas de depreciação. Caso o valor da provisão tenha sido insuficiente para cobrir as perdas com devedores insolváveis.00 1. no exercício seguinte.00) = Complemento da Provisão para 2010 = R$ 1.1.00 56 . em função do não-recebimento de seus direitos decorrentes de vendas a prazo.00 (-) saldo não utilizado da provisão do ano de 2009 = (R$ 200. o percentual aplicado pelas empresas do setor.600. Estas contas são normalmente denominadas de clientes ou duplicatas a receber. o saldo anterior não utilizado para cobertura de prejuízos com clientes deverá ser revertido para o resultado do exercício.00 O registro contábil da provisão para crédito de liquidação duvidosa será realizado da seguinte forma: D – Despesas com Crédito de liquidação duvidosa C – Provisão para crédito de liquidação duvidosa 1. amortização e exaustão. Qual será o valor da provisão para crédito de liquidação duvidosa para o ano de 2010. produtos e de serviços. geralmente originados de vendas a prazo. constituindo-se nova provisão. a provisão para crédito de liquidação duvidosa não é cumulativa. ou complementado. Por questões de simplicidade. As contas que devem servir de base para o cálculo da provisão para crédito de liquidação duvidosa são aquelas que registram direitos provenientes de vendas a prazo de mercadorias. levando em consideração eventuais prejuízos com o não-recebimento de créditos da entidade.600. Exemplo: Suponhamos que a empresa Cia dos Tecidos possua um saldo de duplicatas a receber no valor de R$ 60. A base de cálculo da provisão poderá ser o total das vendas a prazo durante o ano (mais recomendável) ou o saldo das duplicatas a receber no final do exercício. O percentual a ser aplicado para o cálculo desta provisão deve ser resultante de estudos realizados pela empresa com base em perdas efetivas ocorridas em exercícios anteriores. quando são elaboradas as Demonstrações Contábeis.1 PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA Consiste em estimar um valor que será provisionado no final de cada exercício social para cobrir. a maioria das empresas utiliza como base de cálculo da provisão o saldo das duplicatas a receber no final do exercício. Poderá ser utilizado como parâmetro o valor da média aritmética das perdas efetivas ocorridas nos três últimos anos ou.00. perdas decorrentes do não-recebimento de direitos da empresa. não foi utilizado? Cálculo da estimativa da provisão para 2010 = 60.

00 (1. não sendo recomendável figurarem na conta caixa. com a vigência da Lei n. A baixa desse crédito incobrável será realizada da seguinte forma: D – Provisão para créditos de liquidação duvidosa C – Duplicatas a receber 9.00 Caso a recuperação do crédito ocorra dentro do próprio exercício contábil da baixa. São os recursos da entidade utilizados para honrar seus compromissos imediatos relativos às suas atividades operacionais.00) A partir de 01/01/1997. 9.00 se tornou incobrável. Ainda de acordo com o exemplo anterior. 57 . Os cheques a receber e os vales a receber devem ser classificados em contas a receber e adiantamentos. Nesse caso. no valor de R$ 180. Após diversas tentativas de cobrança.1 Caixa O caixa representa o numerário à disposição da empresa e os cheques em mãos. o registro contábil da recuperação do crédito (receita) será da seguinte forma: D – Caixa C – Recuperação de créditos baixados 180.Após o registro da provisão.00 180.430/96 a provisão para créditos de liquidação duvidosa passou a ser indedutível para fins de apuração da base de cálculo do Imposto de Renda das pessoas jurídicas tributadas pelo Lucro Real.00 180. posteriormente. a empresa resolve baixá-lo.00 180. a conta duplicatas a receber deverá figurar no Balanço Patrimonial da seguinte forma: Duplicatas a receber (-) Provisão para crédito de liquidação duvidosa 60.1. É importante notar que a baixa de créditos incobráveis não poderá ser em conta de despesa. os depósitos bancários e as aplicações de liquidez imediata.º 9.2 Baixa de Créditos incobráveis A baixa de créditos incobráveis é realizada mediante um lançamento a débito da conta de provisão para créditos incobráveis e a crédito da conta de duplicatas a receber ou clientes. 9.3 Recuperação de créditos anteriormente baixados Podem ocorrer situações em que a empresa promove a baixa de algum crédito. suponhamos que um título pertencente a um determinado cliente. considerado incobrável e. o cliente paga a dívida. ainda não depositados. respectivamente. em virtude da não localização do mesmo em seu endereço.800.000. tendo em vista que a mesma já foi apropriada quando da constituição provisão.1. 9. podese creditar a conta provisão para devedores duvidosos.2.2 DISPONIBILIDADES As disponibilidades representam os ativo de maior liquidez e são representadas por dinheiro em caixa.

das atividades que estejam associadas com os pagamentos daquelas que estejam ligadas aos recebimentos. não devem ter a seu alcance as disponibilidades. seja com ou sem fins lucrativos. por seu turno. pois. De forma geral. as instituições financeiras exigem algum tipo de relacionamento para a concessão de crédito. com uma divisão de trabalho que permita a descoberta automática de erros e que previna a ocorrência de desvios de dinheiro. Separação. os rendimentos são menores. As empresas recorrem a esse tipo de aplicação com o objetivo de obterem ganhos adicionais em função do excesso de recursos financeiros em conta bancária em certos períodos. decorrentes de transferência da conta caixa. recebimentos de vendas em dinheiro ou em cheques ou rendimentos de aplicações financeiras dentre outras fontes. Separação do trabalho de manuseio de disponibilidades da função de registro.2.2. Em função do prazo curto de aplicação. Funcionários que fazem recebimentos ou pagamentos não devem ter acesso aos registros e aqueles encarregados dos registros. tendo em vista que os recursos são escassos e as necessidades são crescentes. Exigência para que todos os recebimentos em dinheiro sejam depositados diariamente na conta bancária da empresa. Um bom sistema de controle interno de disponibilidades é de fundamental importância para qualquer entidade. Um sistema de controle do disponível possui os seguintes objetivos: • • Proteção das disponibilidades Exatidão dos registros contábeis Esses objetivos são facilmente atingidos quando é possível segregar a função de custódia dos elementos do ativo da função dos registros das operações. quem controla o caixa não pode ter acesso aos registros contábeis e vice-versa. Com esse nível de controle (segregação de funções e supervisão). se possível.2. e Exigência para que todos os pagamentos sejam feitos em cheque nominativos.3 Aplicações Financeiras de liquidez imediata Representam as aplicações em títulos cujo prazo de resgate é de curtíssimo prazo. comparativamente aos demais tipos de aplicações. ou seja. precisam de uma atenção especial para não ficar à mercê da cobiça alheia. • • • • 58 . por representarem valores monetários á disposição da entidade e por ser um meio de satisfação das necessidades humanas. 9. 9. só ocorreriam irregularidades quando houvesse conspiração de pessoas. ou seja.9.4 Controle interno das disponibilidades As disponibilidades. um sistema básico de controle interno de disponibilidades incluiria os seguintes aspectos: • Estabelecimento de uma rotina de trabalho definida para o registro das operações de caixa e bancos. A existência de conta bancária em nome da empresa é essencial nos dias de hoje. podem ser resgatados a qualquer momento. O controle se torna mais efetivo quando o trabalho de registro é dividido de tal forma que permita a verificação por outro profissional.2 Depósitos Bancários à vista São os depósitos efetuados na conta bancária da empresa.

3 Restabelecimento do fundo fixo Sempre que o valor do fundo esteja quase totalmente utilizado. todos os recebimentos devem ser depositados diariamente na conta bancária da empresa e todos os pagamentos devem ser feitos em cheque nominativo.00 230. 9. tendo em vista a periodicidade fixada pela empresa.5.º xxxx para constituição do fundo inicial de nosso caixa. Fixado o valor e a periodicidade de cobertura do fundo fixo de caixa.5. a quantia é retirada da conta bancária mediante a emissão de cheque. cujos comprovantes são devidamente arquivados. R$ 430. etc. ou seja.00 e supondo que foram realizados pagamentos de despesas no montante total de R$ 430. Diante da necessidade de pagamentos das pequenas despesas como as de condução.00 Histórico: pela emissão e recebimento do cheque n.9. telegramas. 9.5.00 Histórico: pela emissão e recebimento do cheque n. de acordo com a política de controle interno adotada pela empresa. Toda e qualquer despesa paga com o recurso do caixa tem que estar suportada por documentos.1 Constituição do fundo fixo Para constituir esse fundo é necessário estipular o valor e a periodicidade de reposição. constituindo o fundo inicial.00 é chegado o momento de sua recomposição.5 Fundo fixo de caixa Como norma geral de controle. cujos pagamentos seguem discriminados com base nos comprovantes anexos. que é registrado no livro diário da seguinte forma: D – Caixa (fundo fixo) C – Bancos 500. que geralmente não ultrapassa 15 dias. material de escritório.2.º xxx1 para recomposição do fundo fixo de caixa.00 500. Essa quantia de dinheiro é conhecida como fundo fixo de caixa.2. que é constituída com base nas despesas diárias da empresa no que se refere às pequenas despesas. torna-se necessária a sua recomposição.2. O fundo deve ser recomposto mediante a emissão de um cheque no valor das despesas realizadas.2.00 430.2 Utilização do fundo fixo O fundo é utilizado para pagamentos das pequenas despesas através do caixa. Nenhum registro contábil é realizado por ocasião de tais pagamentos.00 140. O lançamento deve ser o seguinte: D – Diversos C – Bancos Despesas com correio Material de escritório Despesas de condução 60. gorjetas. Levando em consideração que o fundo foi constituído com o valor de R$ 500.00. 59 . existe a necessidade de que seja disponibilizada em caixa. 9. uma quantia razoavelmente pequena de dinheiro para fazer frente a essas pequenas despesas recorrentes.

60 . de cobrança de juros e taxas bancárias por serviços prestados. é um procedimento obrigatório que deve ser realizado por ocasião da apuração dos resultados da entidade. por exemplo. não representa uma inobservância a tal princípio. um débito na conta bancos representa um fato negativo. esse saldo permanente deve sempre corresponder ao dinheiro em espécie existente em qualquer tempo. A principal causa das divergências entre o saldo bancário e o saldo contábil é a defasagem entre as datas de escrituração da empresa e do banco. Os débitos ou créditos efetuados pelo banco na conta corrente da empresa podem ser decorrentes de recebimentos de duplicatas que estavam em cobrança no banco. uma redução na conta bancária do cliente. Quando o movimento bancário da empresa for expressivo. sejam eles mensais. em que as transações devem ser registradas no momento de sua ocorrência. Tendo em vista que o caixa não tem seu saldo alterado pelos pagamentos realizados e tampouco pela recomposição do fundo em dinheiro. É necessário ressaltar que o conceito de débito e crédito da contabilidade financeira é totalmente diferente da contabilidade bancária. b) o banco poderá efetuar lançamentos a débito ou a crédito na conta corrente da empresa. semestrais ou anuais. do fornecimento de talões de cheques. trimestrais. Segundo Ribeiro (2005). ou seja. já para a contabilidade bancária. Finalmente. pois está sendo observado um outro princípio contábil. A vantagem da utilização do fundo fixo de caixa reside nos seguintes aspectos: • • Diversos pagamentos sendo coberto por um único cheque Utilização de apenas uma partida de diário para registrar diversas despesas. cujos comprovantes estão no caixa. um acréscimo na conta bancos. deve-se ter o cuidado de contabilizar as despesas. ou seja. sendo que outros lançamentos só ocorrerão quando da necessidade de redimensionamento do fundo fixo. contabilizando essa operação como redutora da conta bancos. sem a devida comunicação ou comunicá-la com atraso. tendo em vista que dificilmente o saldo constante do razonete da conta bancos coincidirá com o saldo constante do extrato da conta corrente da empresa. mais o valor dos comprovantes dos pagamentos efetuados. o da materialidade ou relevância. sendo que o fornecedor poderá descontar esse cheque alguns dias depois. O acompanhamento diário dos registros contábeis e bancários permitirá o monitoramento. como por exemplo: a) a empresa poderá realizar um pagamento a fornecedor por meio de cheque. de cobrança de CPMF.É importante notar que as contas de despesas são debitadas em contrapartida da conta bancos somente por ocasião de sua recomposição e não quando os desembolsos de caixa foram efetivamente realizados. Essa defasagem ocorre em função de determinadas situações quotidianas. pois visa identificar possíveis divergências entre o saldo constante da escrituração contábil com aquele informado pela instituição bancária. um débito para contabilidade financeira representa um fato positivo. a fim de evitar que as referidas despesas sejam excluídas da apuração do resultado do exercício. mas diante da irrelevância dos valores envolvidos. É importante observar que a conta caixa só é debitada quando o fundo é constituído. é recomendável que as conciliações sejam realizadas diariamente. 9.3 CONCILIAÇÃO BANCÁRIA Representa o confronto entre o movimento registrado no razonete da conta bancos e o contido no extrato bancário. a identificação e correção das divergências entre esses saldos (o contábil e o bancário). quando houver necessidade de aumento ou diminuição do fundo. recompondo seu respectivo fundo. etc. Esse procedimento é uma exceção ao princípio da oportunidade.

É necessário definir qual critério de conciliação deverá ser adotado. lançamentos indevidos na conta da empresa referente a outro correntista. decorrentes de contrato de serviços com a empresa correntista. aplicações financeiras. A empresa normalmente credita a conta bancos pelos: • • cheques emitidos despesas bancárias referentes à cobrança de títulos e descontos de duplicatas. sendo necessário o controle individualizado. a conta é considerada conciliada quando o saldo do razão é ajustado até coincidir com o saldo do extrato bancário. No banco. 9. proceder à conciliação dos valores. os erros poderão se referir a: omissões de lançamentos. é desdobrada em subcontas individualizadas.Não é só a defasagem entre as datas de escrituração da empresa e do banco que causam divergências entre o saldo contábil e o saldo bancário. Erros nos registros contábeis da empresa ou nos registros bancários poderão contribuir para a existência dessas divergências. referente a outro estabelecimento bancário. Definido o critério de conciliação e de posse da ficha razão da conta banco e do extrato bancário. Aos bancos são atribuídas várias tarefas. duplicidade de lançamentos. empréstimos obtidos de bancos. • • 61 . abertas em cada estabelecimento bancário. 9. lançamentos indevidos numa conta bancária. a empresa necessita dispor do extrato bancário atualizado para que possa compará-lo com o saldo da conta bancos no livro razão e dessa forma. Na empresa. a conta é considerada conciliada quando o saldo bancário é ajustado até coincidir com o saldo do livro razão. que correspondem ao lançamentos que não foram marcados tanto na ficha razão quanto no extrato bancário. etc. a empresa poderá obter facilmente o extrato bancário pela rede mundial de computadores (Internet). o responsável pela conciliação deverá adotar os seguintes procedimentos: • conferir os lançamentos do extrato bancário e da ficha razão da conta bancos. avisos de cobranças efetuadas pelo banco em nome da empresa.3. proceder à conciliação. A empresa normalmente debita a contas bancos pelos: • • • depósitos em dinheiro ou em cheques. a conciliação bancária pode ser efetuada de duas formas: partindo-se do saldo do livro razão e chegando-se ao valor do saldo bancário ou partindo-se do saldo bancário para se chegar ao valor do saldo do livro razão. relacionar as divergências. no segundo caso.1 Controle dos saldos bancários Para realizar o procedimento de conciliação. os erros poderão se referir a: duplicidade de lançamentos. omissões de lançamentos. se a empresa a possuir em outros estabelecimentos. etc.3.2 A técnica de Conciliação Bancária Segundo Ribeiro (2005). No primeiro caso. desconto de duplicatas. valores lançados a maior ou a menor. marcando os lançamentos coincidentes (não esquecer que os débitos no razão correspondem aos créditos no extrato bancário). dentre elas a cobrança de títulos referentes a contas a receber da empresa. A conta coletiva bancos conta movimento ou simplesmente bancos. Com a difusão das transações via meio eletrônico. lançamentos a maior ou a menor. etc.

Remessa de duplicatas para cobrança simples: ocorre quando a empresa encaminha ao banco lotes de duplicatas de sua emissão para cobrança. constituem um sistema próprio de contas destinado ao registro dos atos administrativos relevantes (RIBEIRO. porém de propriedade de terceiros. contudo. Contratação de seguros: ocorre quando a empresa contrata com uma companhia seguradora a cobertura de riscos contra incêndio.Para proceder à conciliação dos valores devemos identificar os débitos e créditos constantes do razão não considerados no extrato bem como os débitos e créditos constantes no extrato não considerados no razão. Produtos semi-acabados encaminhados para industrialização (beneficiamento) em outros estabelecimentos: o registro desse evento por meio de contas de compensação permite o controle das remessas bem como dos retornos dos produtos na contabilidade da empresa. 9. Mercadorias recebidas em consignação: o registro desse evento por meio de contas de compensação permite a comprovação.3 – A escrituração das contas de compensação será obrigatória nos casos que se obrigue especificamente. 2.4. • • • • 9.1 – As contas de compensação constituem sistema próprio. roubo. não o faça.2 – Nas contas de compensação registrar-se-ão os atos relevantes cujos efeitos possam se traduzir em modificações no patrimônio da entidade. abaixo reproduzida: “NBC .º 612. nos registros contábeis.4 CONTAS DE COMPENSAÇÃO 9. que se obriga pagar o aluguel caso o devedor (afiançado pela empresa) não faça.2 Obrigatoriedade de contabilização A obrigatoriedade de contabilização dos atos administrativos relevantes está disciplinado na Norma Brasileira de Contabilidade – NBC T 2. pois seu impacto se dará no futuro. sem. 2005). provocar modificações no patrimônio da entidade no momento de sua ocorrência. etc.5 – aprovada pela Resolução CFC N. roubos.T 2 – Da escrituração contábil NBC – T 2.. 62 .5. É um ato relevante que deve ser contabilizado para configurar que os respectivos títulos representativos de direito foram transferidos ao banco para cobrança. que se compromete a pagar uma dívida caso o devedor (avalizado pela empresa). que também põe em risco o patrimônio da empresa.5.4.5. 2. etc. de parte dos estoques de posse da empresa.5 – Das contas de compensação 2. Dentre esses fatos podemos citar: • • Aval de títulos: ato que coloca em risco o patrimônio da empresa. Trata-se de ato relevante que revela a preocupação da empresa com o ressarcimento de possíveis perdas por sinistro. Os atos administrativos relevantes são aqueles que ocorrem no ambiente empresarial. também denominadas de contas extrapatrimoniais. Fianças em favor de terceiros: atos comuns nos contratos de locação de imóveis.1 Conceito e aplicações As contas de compensação. de 17 de dezembro de 1985.

Sua finalidade essencial é de controle. Lei n. Embora a Lei societária determine que as contas de compensação sejam apresentadas no Balanço Patrimonial. através das notas explicativas”.000 200.000 C – Endosso para cobrança de duplicatas 12. porém dispõe que os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo. não faz referência as contas de compensação.4. 9.º 6. sejam indicadas na apresentação do Balanço Patrimonial.4. • Baixa da responsabilidade D – Concessão de fiança 30. as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes.3.404/76.000 C – Fiança em favor de terceiros 30.000 Histórico: baixa da responsabilidade por fiança concedida à empresa Comercial Lima Ltda.1 Contratos • Contratação de seguros 200.000 D – Contrato de seguros C – Seguros Contratados Histórico: pela baixa do contrato de seguro contra incêndio firmado com a Cia de Seguros Aliança.000 Histórico: fiança prestada à empresa Comercial Lima Ltda. 9. de seguro contra incêndio. é recomendável que as mesmas não sejam apresentadas juntamente com as contas patrimoniais.3. tendo em vista o vencimento do contrato de locação. tendo em vista o seu vencimento nesta data. com a Cia de seguro Aliança.2 Riscos e Ônus Patrimoniais • Fianças em favor de terceiros D – Fianças em favor de terceiros 30. conforme apólice n.3 Valores em poder de terceiros • Remessa de duplicatas para cobrança simples D – Duplicatas em cobrança bancária 12.3 Casos práticos 9.000 C – Concessão de fiança 30.4.4.000 200.000 D – Seguro contratados C – Contratos de seguros Histórico: pela contratação. • Baixa pelo vencimento do contrato 200. conforme apólice 11111.000 63 . em contrato de locação pelo período de 01/10/2008 a 30/09/2009. 9.3.º 11111 com vigência no período de 01/10/2008 a 30/09/2009.A Lei das Sociedades por Ações. devido ao seu caráter de contas extrapatrimoniais e por fazer parte de um sistema próprio de contas.

positivo. em virtude de novas avaliações com base em laudos emitidos por.2. A reavaliação consiste em nova avaliação de itens do ativo permanente pelo seu valor de mercado e ocorre normalmente quando o item está registrado por um valor defasado em relação ao seu real valor de mercado. De outra maneira. 9. de borderô de duplicatas para cobrança simples no Banco do Brasil S/A • Baixa pelo recebimento das duplicatas D – Endosso para cobrança de duplicatas 12.5. São reservas de capital: • • ágio na emissão de ações alienação de partes beneficiárias 9. reembolso ou compra de ações. e as reservas depois da apuração do resultado. evidentemente. podemos afirmar que as reservas são constituídas com a própria distribuição de resultados.5. ao passo que as provisões são constituídas tendo em vista a onerar o resultado das empresas. quando este é.1 Reservas de Capital São acréscimos ao patrimônio líquido que. basicamente. Vale salientar que essas reservas não são originadas do resultado do exercício.2 Reservas de Reavaliação São as contrapartidas de aumentos de valor atribuídos a elementos do ativo permanente. Um critério bastante simples e pragmático de distinguir uma da outra é aquele segundo o qual as provisões são constituídas antes da apuração do resultado.5. RESERVAS E PROVISÕES 9. na maioria das vezes.000 C – Duplicatas em cobrança bancária 12. conforme aviso bancário.5. 9.000 Histórico: Pelo recebimento de todas as duplicatas constantes do borderô de 05/05/2009. não importando que seja negativo ou positivo.5. três peritos. Só poderão ser utilizadas para: absorver prejuízos incorporação ao capital social resgate de partes beneficiárias resgate.2 Os principais tipos de Reservas 9. conforme determinação da Lei das Sociedades por ações. em 05/05/2009.Histórico: pela remessa. 64 .1 Diferenças entre Reservas e Provisões As reservas são comumente confundidas com as provisões.2. de contribuições dos acionistas que ultrapassarem o valor nominal das ações e de doações. são utilizadas para aumento de capital. São originadas. no mínimo.

Para efeito de imposto de renda.5.5. as provisões são constituídas antes da apuração do resultado e possuem a finalidade de reconhecimento de despesas e custos pelo regime de competência.3 Reservas de Lucros São as apropriações de lucros da empresa que possuem o objetivo de fortalecer e manter a integridade do capital. 9.Segundo alguns autores. As operações financeiras são classificadas em duas categorias: a) Investimentos (operações financeiras ativas). a reserva de reavaliação foi extinta. 9. com a entrada em vigor da Lei n. de 28 de dezembro de 2007. e b) Empréstimos (operações financeiras passivas). que alterou a Lei das Sociedades por Ações.º 11. São calculadas com base em estimativas. São classificadas da seguinte forma: • • • • • • Reserva Legal Reservas Estatutárias Reserva para Contingências Reservas de incentivos fiscais Reservas de retenção de lucros Reservas de Lucros a Realizar. as operações financeiras são realizadas pelas empresas com o objetivo de gerar recursos financeiros (dinheiro). Dentre as provisões mais conhecidas no âmbito contábil podemos citar: Provisão pra crédito de liquidação duvidosa. a provisão para contingência deduzida como despesa ou custo no resultado do período não é considerada como despesa dedutível. esse procedimento contraria o Princípio Contábil do registro pelo valor original e o da Prudência.2. Lei n.3 Os principais tipos de Provisões Conforme comentado anteriormente. Só poderão ser utilizadas para compensação de prejuízo e incorporação ao capital social. enquanto que nas reservas para contingências o fato gerador ainda não ocorreu. Nas provisões para contingências o fato gerador já ocorreu e existe grande perspectiva de desembolso por parte da empresa. 9.638. O adequado tratamento e movimentação dessas reservas (formação e reversão) é de suma importância devido à sua influência para fins de cálculo do dividendo obrigatório. 65 . Provisão para férias mais encargos sociais Provisão para décimo terceiro salário mais encargos sociais Provisão para o imposto de renda da pessoa jurídica Provisão para a contribuição social sobre o lucro líquido Provisão para ajustes a valor de mercado Provisão para perdas em investimentos permanentes Provisão para contingências (ações trabalhistas) As provisões para contingências não devem ser confundidas com reservas para contingências. Grande parte dessas transações é realizada com os estabelecimentos bancários.º 6.6 OPERAÇÕES FINANCEIRAS Segundo Ribeiro (2005).404/76. Por esse motivo.

1. Representam as aplicações de recursos financeiros feitas por poucos dias.1 Aplicações de Liquidez Imediata São aplicações de curtíssimo prazo.00 referente aos rendimentos. na Banco da Amazônia S/A. apenas as mais comuns. o Imposto de Renda (IR) e outros. podem ser investidos com a finalidade de obtenção de rendimentos.000. subgrupo das disponibilidades. a empresa poderá aplicá-los na compra de títulos de créditos ou de valores mobiliários no mercado financeiro ou no mercado de capitais. sendo R$ 10. Dependendo do volume de recursos disponíveis. A principal característica desse tipo de investimento é oferecer a possibilidade de resgate a qualquer momento.9. não trataremos de todas no presente estudo.00 referentes ao imposto de renda.000 66 . Exemplo: Suponhamos que em 02 de novembro de 2009 a Companhia Introdutória aplicou a importância de R$ 10.200.00. O Banco da Amazônia descontou a importância de R$ 40.000. conforme o interesse da empresa. etc.000 200 10.6. garantidos pelo governo. normalmente. Contabilização da aplicação: D – Aplicações de Liquidez Imediata C – Bancos conta movimento Contabilização do resgate: D – Bancos conta movimento C – Diversos Aplicações de Liquidez Imediata Receitas Financeiras 10. em títulos públicos. Esses encargos podem variar conforme a legislação tributária. 9. figuram no Balanço Patrimonial no ativo circulante. São aplicações financeiras realizadas. No dia 14 de novembro a companhia resgatou R$ 10. e sobre seus rendimentos incidem encargos financeiros para a empresa.6. Dentre as diversas modalidades de aplicações financeiras podemos citar: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) Fundos de liquidez imediata Fundos de investimentos de renda fixa ou variável Certificados de depósitos bancários (CDB) Recibos de depósitos bancários (RDB) Depósitos a prazo fixo Títulos e letras do tesouro nacional ou dos estados Letras de câmbio Debêntures Aplicações em ouro Depósitos em cadernetas de poupança Aplicações em títulos representativos do capital de outras sociedades. enquanto não forem utilizados para atender a compromissos já assumidos pela empresa ou para adquirir novos ativos. utilizadas para evitar que as sobras de recursos em bancos permaneçam sem movimentação. Diante da diversidade de aplicações financeiras.1 Investimentos Os excessos de recursos financeiros que temporariamente permanecem compondo o saldo da conta caixa ou bancos. as quais.000 10. garantindo rendimentos adicionais às empresas. onde mantém conta corrente.200 10.00 correspondentes ao capital investido e R$ 200.00. sendo os mais comuns o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). a curto prazo. por serem transformadas em dinheiro a qualquer momento.

certa quantidade de dinheiro.00 na Banco do Brasil S/A em 24 de setembro de 2009. O banco cobrou R$ 940. Contabilização do empréstimo: D – Diversos C – Banco conta empréstimo ou promissórias a pagar Banco conta movimento Variações monetárias passivas a vencer Juros passivos a vencer Contabilização do pagamento: D – Banco conta empréstimo ou promissórias a pagar C – Banco conta movimento D – Variações monetárias passivas C – Variações monetárias passivas a vencer D – Juros passivos C – juros passivos a vencer 9.000 940 940 60 60 6. Existem vários tipos de empréstimos.6.2. O pagamento gradativo de um empréstimo é conhecido como amortização da dívida. sendo contabilizados no momento da concessão do empréstimo. durante determinado tempo.2 Empréstimo com correção monetária pós-fixada Nessa modalidade de empréstimo.1 Empréstimo com correção monetária pré-fixada Nessa modalidade de empréstimo. comprometendo-se a devolver o capital emprestado acrescido de juros e correção monetária de uma só vez na data estipulada ou em parcelas mensais. liberando para a empresa a importância líquida de R$ 5. com vencimento em 23 de outubro de 2009. diferindo um dos outros quanto à forma. 9. Exemplo: a Companhia Introdutória efetuou um empréstimo no valor de R$ 6. prazo de pagamento.00 de juros. com ou sem acréscimo de juros e correção monetária.000 5.000 6.000 940 60 40 40 67 .00 de correção monetária e R$ 60.6. Normalmente é emitida uma nota promissória pelo devedor que assume a obrigação de pagamento.00.2 Empréstimos É o ato de ceder a alguma pessoa física ou jurídica. A empresa emitiu uma nota promissória no valor total da dívida. pois haverá a incidência de juros. que será restituída posteriormente ao concedente do empréstimo.000. cálculos dos juros e da correção monetária pré-fixada ou pós-fixada. tanto os juros quanto a correção monetária só serão conhecidos quando do pagamento da dívida.Contabilização do imposto de renda: D – IRRF a recuperar C – Bancos conta movimento 9. tanto os juros quanto a correção monetária já são conhecidos. a concessão de empréstimo é uma transação onerosa.000.2. etc.6. Em sua essência. 6.

6.6.. porém a propriedade desses títulos continua sendo da empresa. que garantem ao vendedor (comerciante ou prestador de serviços) o direito de recebimento de seus clientes. atualizado pela taxa do dia.1 Cobrança Simples de Duplicatas A cobrança simples de duplicatas consiste na remessa de títulos. data do vencimento do empréstimo. As duplicatas são títulos de crédito decorrentes de operações mercantis. Nesse tipo de operação.400 68 . além da fatura. para que sejam cobrados dos respectivos devedores. 9. pelo recebimento das importâncias referentes aos títulos: o banco comunica que os títulos foram quitados: a) baixa da responsabilidade por meio de lançamento no sistema de compensação.000. ao venderem mercadorias. D – Diversos C – Banco conta empréstimo ou promissórias a pagar Variações monetárias passivas Juros passivos D – Bancos conta empréstimo ou promissórias a pagar C – Bancos conta movimento 9. Dessa forma a empresa liquidou a dívida no valor total de R$ 52. as empresas efetuam transações nos estabelecimentos bancários.a.000 50.3.400 2.00 referentes à correção monetária do período mais R$ 400. produtos ou prestarem serviços a prazo. com correção monetária pós-fixada mais juros de 12% a. as empresas relacionam esses títulos em um documento conhecido como borderô.00 em 01 de setembro de 2009. Para remetê-los ao banco. sendo as mais comuns a cobrança simples de duplicatas e descontos de duplicatas. b) registro das despesas (comissões) cobradas pelo banco com a cobrança dos títulos 2.000. industriais ou prestadoras de serviços. também calculados no vencimento. do valor das vendas ou dos serviços a eles prestados.000 Contabilização do pagamento: em 10 de novembro de 2009. sobre o valor do empréstimo. emitirão duplicatas as quais receberão o aceite (assinatura) dos clientes. b) baixa dos direitos por meio de débito na conta Bancos conta movimento pelo recebimento das importâncias referentes aos títulos e crédito na conta duplicatas a receber ou clientes para baixa dos respectivos direitos. o banco cobrou R$ 2.000 400 52. Contabilização do empréstimo: D – Banco conta movimento C – Banco conta empréstimo ou promissórias a pagar 50.400. A operação de cobrança se resume nas seguintes fases: 1.Exemplo: a Companhia Introdutória efetuou um empréstimo no Banco do Brasil S/A no valor de R$ 50.00 de juros.3 Operações com Duplicatas As empresas comerciais.00. aos estabelecimentos bancários que prestam serviços à empresa.400 52. Com esses títulos. para pagamento no dia 10 de novembro de 2009. 2. a empresa transfere a posse dos títulos ao banco. pela remessa dos títulos ao banco: a) registro da operação por meio das contas de compensação.

Exemplo: Remessa de duplicatas com quitação normal A Companhia Introdutória remeteu um lote de duplicatas ao Banco do Brasil S/A para cobrança simples. n.000 1. 69 . no valor total de R$ 380.000.00. o único procedimento contábil será dar baixa no sistema de compensação.00.º 52.000 1.º 733. que não foram quitadas no vencimento.00 referentes à duplicata de seu aceite. conforme borderô no valor total de R$ 1.000 D – Títulos em cobrança C – Endossos para cobrança • Registro das despesas D – Despesas bancárias C – Bancos conta movimento 50 50 Contabilização pelo recebimento dos títulos: • Baixa da responsabilidade no sistema de compensação 1. tendo sido encaminhada através do borderô n. Exemplo: Duplicatas sem quitação na data do vencimento Após o vencimento das duplicatas que se encontravam no estabelecimento bancário para cobrança. de 02 de agosto de 2009.000 D – Endossos para cobrança C – Títulos em cobrança • Baixa dos direitos D – Bancos conta movimento C – Duplicatas a receber ou clientes 1.000 1. o banco devolve cinco delas. O Banco do Brasil cobrou R$ 50.000 Exemplo: Duplicatas com quitação na empresa O cliente José Pereira resolveu pagar na empresa a importância de R$ 520. Contabilização pela remessa dos títulos ao banco: • Lançamento de compensação 1.00 de comissões e taxas. Contabilização pelo recebimento do título: • Baixa do direito 520 520 D – Caixa C – Duplicatas a receber • Baixa da responsabilidade no sistema de compensação 520 520 D – Endossos para cobrança C – Títulos em cobrança Obs.: a empresa deverá comunicar ao banco o recebimento do crédito e solicitar a devolução do respectivo título. a qual se encontrava em cobrança no Banco do Brasil. Nesse caso.

00. que é determinado em função do número de dias que faltam para que os títulos sejam liquidados. O banco cobra juros no valor de R$ 150. sendo reembolsado mediante débito na conta corrente da empresa e comunicando o fato. a empresa transfere ao banco o direito de recebimento dos títulos. a empresa poderá descontá-la no estabelecimento bancário. conforme relação (borderô). ou seja.3.00.Baixa da responsabilidade no sistema de compensação D – Endossos para cobrança C – Títulos em cobrança 9. Essa transação configura-se como uma antecipação dos recebimentos. dez duplicatas de sua emissão. com cobrança de juros pelo banco em função do prazo de antecipação.2 Descontos de Duplicatas O desconto de duplicatas consiste na transferência dos títulos ao banco. Contabilização pela remessa dos títulos ao banco: D – Diversos C – Duplicatas descontadas Bancos conta movimento Juros passivos a vencer Despesas bancárias 380 380 1. no Banco do Brasil S/A.000 1. o Banco do Brasil devolve o título à empresa. recebendo o montante líquido dos descontos. no valor nominal de R$ 1.00. Contabilização do reembolso: D – Duplicatas descontadas C – Bancos conta movimento 100 100 70 . Na operação de desconto.000.00 e comissões e taxas no valor de R$ 30. A empresa endossante é responsável e coobrigada pela liquidação dos títulos descontados.6. com vencimentos futuros. o banco desconta na conta da empresa o valor referente ao título. caso o devedor não quite a dívida.000 D – Duplicatas descontadas C – Duplicatas a receber • Apropriação dos juros D – Juros passivos C – Juros passivos a vencer 150 150 Exemplo: Duplicatas descontadas não quitadas no vencimento Após o vencimento de uma duplicata no valor de R$ 100. De posse das duplicatas de sua emissão. mediante endosso ao portador. Exemplo: Remessa de duplicatas descontadas com quitação normal A Companhia Introdutória desconta.000 820 150 30 Contabilização pela quitação das duplicatas: • Baixa dos direitos 1.

São Paulo: Atlas. 2008. 2002. Ana Cristina de. FERNANDES. 2009. 2009.º 3. COELHO. GOMES. MARION. Láudio Camargo. José Luiz dos. São Paulo: Atlas.941/2009 e Pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis. histórica e gerencial. SANTOS. 1998. São Paulo: Atlas.º 488/2005. 71 . Teoria da Contabilidade: abordagem contextual.ºs 11. Lei n. São Paulo: Atlas. José Mário Matsumura. Contabilidade empresarial. 2004. 2010. José Carlos. José Hernandez.º 11. Contabilidade societária. José Carlos.638/2007. 2005. de 26 de março de 1999. José Luiz dos. FARIA. Equipe Atlas. Introdução à teoria da contabilidade para o nível de graduação. 1999. Contabilidade Básica. Marcelo Cavalcanti. São Paulo: Atlas. ALMEIDA. SANTOS. São Paulo: Atlas.638/2007 e 11. São Paulo: Atlas. 15. 10 ed. 3 ed. RUSSO.º 449/2008. 2009.638/2007. Hugo Rocha. São Paulo: Atlas. Osni Moura. Atualizada pela Lei n. 2007.10. São Paulo: Atlas.638. Salvador: EGBA. Sérgio de. Inaldo da Paixão Santos. Medida Provisória n. 2004. São Paulo: Atlas.º 11. São Paulo: Atlas. EQUIPE DE PROFESSORES DA FEA/ USP. MARION. Glaucos Antônio. Paulo. Introdução à contabilidade: breves apontamentos de aula aplicáveis aos programas de concursos públicos.º 11. ed. ed. ed. ed. FIPECAFI. 2010. ed. São Paulo: Atlas.941/2009 e pronunciamentos do CPC. 2. MARION. Mudanças contábeis na lei societária: Lei n. Atualizado conforme Lei n. ed. Paulo. LINS.º 565/2008. 11. Nelson de. 2010. Elaboração das demonstrações contábeis.000. Elaborado conforme as Leis n. Contabilidade Introdutória. Atualizado pela deliberação CVM n. Com alterações da lei n. REFERÊNCIAS ARAÚJO. 11. 5 ed. de 28 de dezembro de 2007. São Paulo: Atlas. SCHMIDT. José Carlos. 3. SCHMIDT. BRAGA. Contabilidade Intermediária. RIBEIRO. São Paulo: Saraiva. Manual de contabilidade societária. Direito de empresa no novo código civil. 2010 IUDÍCIBUS. BEGALLI. Manual prático de constituição de empresas. Francisco. 2. FABRETTI. Luciane Alves. Cláudio Ulysses Ferreira. Medida Provisória n. Luiz dos Santos. PEREZ JÚNIOR.º 11. Aplicável a todas as sociedades de acordo com as normas internacionais e do CPC.º 449/2008 e Deliberação CVM n.º 11. Regulamento do imposto de renda e proventos de qualquer natureza: decreto n.638/2007. OLIVEIRA. Manual de práticas contábeis: aspectos societários e tributários.

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