VELHO CHICO

UM DEPOIMENTO CONSCIENTE

João Carlos Figueiredo Ambientalista Indigenista

TERRA: PLANETA ÁGUA

DISTRIBUIÇÃO DAS ÁGUAS DO PLANETA OCEANOS CALOTAS POLARES E GELEIRAS ÁGUA SUBTERRÂNEA ÁGUA DOCE DE LAGOS ÁGUA SALGADA DE LAGOS UMIDADE DO SOLO ÁGUAS DOS RIOS VAPOR DÁGUA NA ATMOSFERA BRASIL (% DA ÁGUA DOCE DO MUNDO)

% 97,50% 2,0800% 0,2900% 0,0090% 0,0080% 0,0050% 0,0009% 0,0009% 12,00%

ÁGUA UM RECURSO ESCASSO

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA
ONU, 22 DE MARÇO DE 1.992

“A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.”

“A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.”

“Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.”

“O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.”

“A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo dos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.”

“A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.”

“A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.”

“A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.”

“A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.”

“O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.”

CONTEXTO GEOGRÁFICO

CONTEXTO GEOGRÁFICO

CONTEXTO GEOGRÁFICO

A BACIA DO SÃO FRANCISCO

ÁREA MUNICÍPIOS AFLUENTES EXTENSÃO POPULAÇÃO VAZÃO MÉDIA NA FOZ HIDRELÉTRICAS PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

638.576 km² 509 160 rios 2.700 km 16.144.032 habitantes 2.700 m³/segundo 9 Usinas (1) 10.356 MW (*)

(*) 17% da capacidade instalada no país e 98% do Nordeste

(1) Há outros dois projetos de hidrelétricas em vista: em Pedra Branca, próximo a Cabrobó, que teria a capacidade de gerar 300 MW, e o do Pão de Açúcar, próximo ao município alagoano de Piranhas, para gerar 240 MW.

ABASTECIMENTO DE ÁGUA E TRATAMENTO DE ESGOTO
ESTADO DA FEDERAÇÃO Minas Gerais Goiás Distrito Federal Bahia Pernambuco Alagoas Sergipe BRASIL Abastecimento Esgotamento de água (% Sanitário população) (% população) 94,3 80,1 92,4 81,9 83,1 80,2 94,4 89,2 84,2 40,1 89,7 37,9 34,9 11,0 21,9 52,5 Esgoto tratado (%) 5,8 10,3 45,9 39,8 14,9 3,1 19,5 20,7

DIVISÃO GEOGRÁFICA

REGIÕES GEOGRÁFICAS

Sub-bacia

População Urbana (habitantes) 6.461.510 2.814.511 1.375.230 901.713 11.552.964

População Rural (habitantes) 269.230 2.302.782 1.080.538 938.518 4.591.068

População Total (habitantes) 6.730.740 5.117.293 2.455.768 1.840.231 16.144.032

Área (km²)

Extensão (km)

Urbanização (%)

Alto Médio Submédio Baixo TOTAL

100.076 402.531 110.446 25.523 638.576

702 1.230 440 214 2.586

96,00% 55,00% 56,00% 49,00% 77,00%

CAUSAS FÍSICAS DA DEVASTAÇÃO CAUSAS FÍSICAS DA DEVASTAÇÃO

DESTRUIÇÃO DE DESTRUIÇÃO DE MATAS CILIARES MATAS CILIARES

CAUSAS FÍSICAS CAUSAS FÍSICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO

DESTRUIÇÃO DE DESTRUIÇÃO DE MATAS CILIARES MATAS CILIARES

DESABAMENTO DESABAMENTO DE BARRANCOS DE BARRANCOS

CAUSAS FÍSICAS CAUSAS FÍSICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO

DESTRUIÇÃO DE DESTRUIÇÃO DE MATAS CILIARES MATAS CILIARES

DESABAMENTO DESABAMENTO DE BARRANCOS DE BARRANCOS

ASSOREAMENTO ASSOREAMENTO DO LEITO DO LEITO

CAUSAS FÍSICAS CAUSAS FÍSICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO

DESTRUIÇÃO DE DESTRUIÇÃO DE MATAS CILIARES MATAS CILIARES

DESABAMENTO DESABAMENTO DE BARRANCOS DE BARRANCOS

ASSOREAMENTO ASSOREAMENTO DO LEITO DO LEITO

CAUSAS FÍSICAS CAUSAS FÍSICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO

ALARGAMENTO ALARGAMENTO DAS MARGENS DAS MARGENS

DESTRUIÇÃO DE DESTRUIÇÃO DE MATAS CILIARES MATAS CILIARES

DESABAMENTO DESABAMENTO DE BARRANCOS DE BARRANCOS

ASSOREAMENTO ASSOREAMENTO DO LEITO DO LEITO

CAUSAS FÍSICAS CAUSAS FÍSICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO
REDUÇÃO DA REDUÇÃO DA PROFUNDIDADE PROFUNDIDADE

ALARGAMENTO ALARGAMENTO DAS MARGENS DAS MARGENS

DESTRUIÇÃO DE DESTRUIÇÃO DE MATAS CILIARES MATAS CILIARES

DESABAMENTO DESABAMENTO DE BARRANCOS DE BARRANCOS

ASSOREAMENTO ASSOREAMENTO DO LEITO DO LEITO

CAUSAS FÍSICAS CAUSAS FÍSICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO
REDUÇÃO DA REDUÇÃO DA PROFUNDIDADE PROFUNDIDADE

ALARGAMENTO ALARGAMENTO DAS MARGENS DAS MARGENS

AUMENTO DA AUMENTO DA EVAPORAÇÃO EVAPORAÇÃO

DESTRUIÇÃO DE DESTRUIÇÃO DE MATAS CILIARES MATAS CILIARES

DESABAMENTO DESABAMENTO DE BARRANCOS DE BARRANCOS

ASSOREAMENTO ASSOREAMENTO DO LEITO DO LEITO

CAUSAS FÍSICAS CAUSAS FÍSICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO
REDUÇÃO DA REDUÇÃO DA PROFUNDIDADE PROFUNDIDADE

ALARGAMENTO ALARGAMENTO DAS MARGENS DAS MARGENS

AUMENTO DA AUMENTO DA EVAPORAÇÃO EVAPORAÇÃO

REDUÇÃO REDUÇÃO DA VAZÃO DO RIO DA VAZÃO DO RIO

CAUSAS QUIMICAS DA DEVASTAÇÃO CAUSAS QUIMICAS DA DEVASTAÇÃO

DESPEJO DE DESPEJO DE ESGOTOS URBANOS ESGOTOS URBANOS

CAUSAS QUÍMICAS CAUSAS QUÍMICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO

DESPEJO DE DESPEJO DE ESGOTOS URBANOS ESGOTOS URBANOS

DESPEJO DE DESPEJO DE RESÍDUOS QUÍMICOS RESÍDUOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS INDUSTRIAIS

CAUSAS QUÍMICAS CAUSAS QUÍMICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO

DESPEJO DE DESPEJO DE ESGOTOS URBANOS ESGOTOS URBANOS

DESPEJO DE DESPEJO DE RESÍDUOS QUÍMICOS RESÍDUOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS INDUSTRIAIS

ESCOAMENTO DE ESCOAMENTO DE AGROTÓXICOS AGROTÓXICOS DAS LAVOURAS DAS LAVOURAS

CAUSAS QUÍMICAS CAUSAS QUÍMICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO

DESPEJO DE DESPEJO DE ESGOTOS URBANOS ESGOTOS URBANOS

DESPEJO DE DESPEJO DE RESÍDUOS QUÍMICOS RESÍDUOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS INDUSTRIAIS

ESCOAMENTO DE ESCOAMENTO DE AGROTÓXICOS AGROTÓXICOS DAS LAVOURAS DAS LAVOURAS

CAUSAS QUÍMICAS CAUSAS QUÍMICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO

OUTRAS FONTES OUTRAS FONTES DE LIXO HUMANO DE LIXO HUMANO

DESPEJO DE DESPEJO DE ESGOTOS URBANOS ESGOTOS URBANOS

DESPEJO DE DESPEJO DE RESÍDUOS QUÍMICOS RESÍDUOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS INDUSTRIAIS

ESCOAMENTO DE ESCOAMENTO DE AGROTÓXICOS AGROTÓXICOS DAS LAVOURAS DAS LAVOURAS

CAUSAS QUÍMICAS CAUSAS QUÍMICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO
CONTAMINAÇÃO CONTAMINAÇÃO DOS RIOS E DOS RIOS E NASCENTES NASCENTES

OUTRAS FONTES OUTRAS FONTES DE LIXO HUMANO DE LIXO HUMANO

DESPEJO DE DESPEJO DE ESGOTOS URBANOS ESGOTOS URBANOS

DESPEJO DE DESPEJO DE RESÍDUOS QUÍMICOS RESÍDUOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS INDUSTRIAIS

ESCOAMENTO DE ESCOAMENTO DE AGROTÓXICOS AGROTÓXICOS DAS LAVOURAS DAS LAVOURAS

CAUSAS QUÍMICAS CAUSAS QUÍMICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO
CONTAMINAÇÃO CONTAMINAÇÃO DOS RIOS E DOS RIOS E NASCENTES NASCENTES MORTANDADE MORTANDADE DE PEIXES DE PEIXES

OUTRAS FONTES OUTRAS FONTES DE LIXO HUMANO DE LIXO HUMANO

DESPEJO DE DESPEJO DE ESGOTOS URBANOS ESGOTOS URBANOS

DESPEJO DE DESPEJO DE RESÍDUOS QUÍMICOS RESÍDUOS QUÍMICOS INDUSTRIAIS INDUSTRIAIS

ESCOAMENTO DE ESCOAMENTO DE AGROTÓXICOS AGROTÓXICOS DAS LAVOURAS DAS LAVOURAS

CAUSAS QUÍMICAS CAUSAS QUÍMICAS DA DEVASTAÇÃO DA DEVASTAÇÃO
CONTAMINAÇÃO CONTAMINAÇÃO DOS RIOS E DOS RIOS E NASCENTES NASCENTES MORTANDADE MORTANDADE DE PEIXES DE PEIXES

OUTRAS FONTES OUTRAS FONTES DE LIXO HUMANO DE LIXO HUMANO

DESAPARECIMENTO E DESAPARECIMENTO E SUBSTITUIÇÃO DE SUBSTITUIÇÃO DE ESPÉCIES NATIVAS ESPÉCIES NATIVAS

IMPACTO AMBIENTAL DE HIDRELÉTRICAS

INTERRUPÇÃO DO CICLO DE PIRACEMA PARALIZAÇÃO DA CORRENTE FLUVIAL SEDIMENTAÇÃO DE PARTÍCULAS E NUTRIENTES REDUÇÃO DA TEMPERATURA DA ÁGUA ALTERAÇÃO DO Ph DA ÁGUA AUMENTO DA TRANSPARÊNCIA DA ÁGUA EXTINÇÃO DE PEIXES DE CORRENTEZA ALTERAÇÃO DO CICLO DE ENCHENTES E VAZANTES DESAPARECIMENTO DE LAGOAS DE REPRODUÇÃO REDUÇÃO DA REPRODUÇÃO DE ALEVINOS

BARRAGEM DE SOBRADINHO NA BAHIA

TRÊS MARIAS

TRÊS MARIAS

ABAETÉ

Observem a cor das águas
DEPOIS DE TRÊS MARIAS

CACHOEIRA GRANDE

OUTRAS SITUAÇÕES DE RISCO SOCIAL OU AMBIENTAL
MINERAÇÃO CAÇA ILEGAL PESCA PREDATÓRIA CONSTRUÇÃO DE PCH IRRIGAÇÃO IRREGULAR CONFLITOS FUNDIÁRIOS CARVOARIAS CLANDESTINAS MORTE DE PEQUENOS AFLUENTES DESRESPEITO AO PERÍODO DE DEFESO PREDOMINÂNCIA DE MONOCULTURAS

BENJAMIN GUIMARÃES

PIRAPORA

RIO DAS VELHAS

BENJAMIN GUIMARÃES

VOTORANTIM METAIS EM TRÊS MARIAS

A Votorantim Metais começou a operar em 1969 e por 14 anos lançou seus rejeitos minerários diretamente no rio São Francisco. Somente em 1983 foi construída uma barragem de contenção de rejeitos, na barranca do rio na cidade de Três Marias. Os metais pesados, através da infiltração, continuaram a se acumular no leito do rio. Hoje existe no fundo do rio um metro e meio de lama tóxica. Quando as comportas da barragem de Três Marias são abertas essa lama é revolvida contaminando ainda mais a água e os peixes.

LAGOA DE EFLUENTES INDUSTRIAIS

VOTORANTIM METAIS EM TRÊS MARIAS

VELHO CHICO
CAÇA ILEGAL

LOBO GUARÁ

VELHO CHICO
ESGOTOS URBANOS

VELHO CHICO
CARVOARIAS CLANDESTINAS

TRÊS MARIAS, MG

VELHO CHICO
COMBATE À PESCA PREDATÓRIA

PESCA ARTESANAL COM TARRAFA

CLUBE DE PESCA ESPORTIVA EM PONTO CHIC

VELHO CHICO
POLUIÇÃO URBANA

DORESÓPOLIS

DESTRUIÇÃO DE MATAS CILIARES

DEGRADAÇÃO DE BARRANCOS

PIRAPORA

ASSOREAMENTO
PEDRAS DE MARIA DA CRUZ

FORMAÇÃO DE ILHAS

VARGEM BONITA

PECUÁRIA E AGROTÓXICOS IGUATAMA

HISTÓRIAS DO GARIMPO

ENTULHOS DO DESMATAMENTO

DESTRUIÇÃO DAS MATAS CILIARES

DESTRUIÇÃO DAS MATAS CILIARES

IRRIGAÇÃO

SERRA DA CANASTRA

A Nascente Histórica

VARGEM BONITA

AS PONTES DO VELHO CHICO

PRÁ NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS BELAS PAISAGENS DO VELHO CHICO

IGREJAS DO VELHO CHICO

IGUATAMA

SÃO FRANCISCO

ITACARAMBI

SÃO ROMÃO

PIRAPORA

BARRA DO GUAICUÍ

SÃO ROMÃO

IBIAÍ

ECONOMIA NAS PEQUENAS CIDADES

SÃO ROMÃO

SÃO FRANCISCO

AS BELEZAS QUE AINDA NÃO SE PERDERAM...

TEMAS PARA REFLEXÃO

ECO 92 E A REUNIÃO RIO + 20 DESMATAMENTO ZERO SUSTENTABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL “DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL” REVISÃO DO CÓDIGO FLORESTAL RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS A QUESTÃO INDÍGENA E A PEC 215 “EXPANSÃO DAS FRONTEIRAS AGRÍCOLAS” ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE ATIVIDADES DE ELEVADO IMPACTO AMBIENTAL

CONSCIENTIZAR PARA PRESERVAR
A TERRA NÃO É UMA HERANÇA DE NOSSOS PAIS, MAS UM EMPRÉSTIMO DE NOSSOS FILHOS!
expedicaovelhochico.com meuvelhochico.com

jotafig@hotmail.com

JOÃO CARLOS FIGUEIREDO

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