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Tipos de Resistências

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Published by: Robin Seixas on Apr 27, 2012
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Tipos de Resistências

Em função da tecnologia subjacente à sua construção e das aplicações visadas, as resistências podem ser agrupadas em três classes principais: (i) resistências discretas, utilizadas para construir circuitos com componentes discretos em placas de circuito impresso ou de montagem; (ii) resistências híbridas, utilizadas na construção de circuitos híbridos discreto-integrados; (iii) resistências integradas, neste caso com dimensões micrométricas e utilizadas na realização de circuitos integrados em tecnologia de silício. Este livro limita-se a estudar os grupos de resistências discretas e híbridas, deixando a cargo da disciplina Electrónica dos Sistemas Integrados a apresentação das múltiplas alternativas em matéria de resistências integradas. Para além da tecnologia subjacente à sua construção, é comum classificar as resistências discretas em fixas, ajustáveis e variáveis. O valor nominal de uma resistência fixa é pré-estabelecido durante o processo de fabricação da mesma, ao passo que aquele relativo às resistências ajustáveis e variáveis pode ser alterado pelo utilizador. A distinção entre resistência ajustável e variável é mínima. Esta depende essencialmente da aplicação a que se destinam: as resistências ajustáveis são normalmente inacessíveis ao utilizador comum e são utilizadas no ajuste fino do desempenho dos circuitos, que em regra é feito imediatamente após a sua produção, ao passo que, pelo contrário, as resistências variáveis destinam-se a ser acessíveis ao utilizador comum e são usadas, por exemplo, no controlo do volume de som de um rádio, do brilho ou do contraste de um aparelho de televisão, etc. Apesar da sua enorme variedade, as resistências discretas mais utilizadas na prática são as seguintes: (i) as de carvão, na realidade de pasta de aglomerados de grafite; (ii) as de película ou camada fina de material metálico ou de carvão; (iii) as de fio metálico bobinado. Para além das diferenças tecnológicas de construção, é comum utilizarem-se adjectivos como: resistências de montagem superficial (resistências de pequenas dimensões para montagem superficial sobre a placa de circuito impresso), redes ou agregados de resistências (encapsuladas em invólucros semelhantes aos dos circuitos integrados), resistências de potência, etc.

3.3.1 Resistências de Carvão
As resistências de carvão são construídas a partir de uma massa homogénea de grafite misturada com um elemento aglutinador. A massa é prensada com o formato desejado, encapsulada num invólucro isolante de material plástico e ligada ao exterior através de um material bom condutor. Na Figura 3.8 ilustram-se alguns detalhes relativos à construção deste tipo de resistências.

.a). ½ W. As resistências de fio bobinado são comercializadas em gamas de valores nominais inferiores a 100 k.7  e 22 M. sendo o conjunto protegido do exterior através de uma tinta isolante. 1 W e 2 W.b). ¼ W.b). maior ou menor. vitrificadas ou cimentadas.9 Aspectos tecnológicos da construção de uma resistência de película ou camada fina 3. o material resistivo é depositado sob a forma de uma camada contínua que une os respectivos terminais de acesso (Figura 3. óxido de estanho.2 Resistências de Película ou Camada Fina As resistências de película fina são construídas a partir da deposição de uma finíssima camada de carvão ou metal resistivo (níquel-crómio. as resistências bobinadas podem ser esmaltadas. em geral um material vítreo ou cerâmico. tipicamente inferiores a 10 k.3 Resistências Bobinadas As resistências bobinadas são construídas a partir do enrolamento de um fio metálico resistivo em torno de um núcleo cilíndrico de material isolante (Figura 3. 3. As resistências de película fina existem numa gama de valores nominais e de máxima potência dissipável muito variada.Figura 3.3. cobre e manganésio. As resistências de carvão existem numa gama muito variada de valores.a).9.10. de grafite utilizada no aglomerado (mais grafite é igual a menor resistência).8 Aspectos tecnológicos da construção de uma resistência de carvão O valor nominal de uma resistência de carvão é uma função das dimensões físicas e da percentagem.10. No que respeita ao isolamento. O material resistivo mais utilizado é o constantan. Figura 3. a composição e a espessura da camada determinam o valor nominal da resistência eléctrica implementada. as extremidades do fio bobinado são ligadas a braçadeiras que permitem a ligação e a fixação da resistência ao circuito. etc. Em alguns casos. 1 W. O corpo da resistência é constituído por um material isolante. sendo em geral o conjunto protegido mecanicamente do exterior por um invólucro de material cerâmico selado com silicone (Figura 3. que consiste basicamente numa liga metálica de níquel.3. ½ W. e para diversos valores da potência máxima dissipável. as resistências de filme fino de carvão existem para os valores estandardizados de 1/10 W. 3/2 W e 2 W. Por exemplo. designadamente no intervalo compreendido entre 2. Existem resistências bobinadas cujas dimensões vão desde alguns milímetros até vários centímetros. Em qualquer dos casos. cobrindo no entanto uma gama de máxima potência dissipável razoavelmente elevada (tipicamente até uma a duas dezenas de watt). tipicamente ¼ W. Nas resistências de menor valor absoluto. 2/3 W.9.) sobre um corpo cilíndrico de material isolante. 1/3 W. ao passo que nas de maior valor se adopta a solução de construir uma espiral de filme em torno do corpo cilíndrico (Figura 3.

a dimensão deste tipo de resistências é relativamente reduzida (da ordem do milímetro). com escala linear ou logarítmica. no caso das resistências de filme espesso. o controlo do brilho ou contraste de um monitor TV. quartzo. Em face das aplicações a que se destinam. Existem também resistências de filme espesso encapsuladas em suportes semelhantes aos utilizados para os circuitos integrados. safira. o esquema de ligações e um croqui do mecanismo de controlo utilizado.3.4 Resistências Híbridas de Filme Espesso e de Filme Fino As resistências de filme espesso e de filme fino são utilizadas na realização de circuitos híbridos discreto-integrados. multivoltas ou de volta única. em adaptação da designação em língua inglesa. o nitrato de tântalo e o dióxido de estanho no caso das de filme fino. etc.11 Algumas resistências fixas actualmente existentes no mercado 3. Os materiais resistivos mais utilizados são os compostos de ruténio.Figura 3. disponibilizando neste caso um conjunto variado de resistências independentes ou com terminais comuns. . magnesia. Na base da Figura 3.10 Aspectos tecnológicos da construção de uma resistência de fio bobinado 3. Existem resistências com controlo por tubo rotativo. etc.3.). etc. também designadas por reóstatos. As resistências deste tipo são construídas por deposição de uma fita de material resistivo sobre um substrato isolante (alumina. são utilizadas em aplicações nas quais se exige a afinação ou a variação continuada do valor nominal de uma resistência. fitas cuja espessura é da ordem das dezenas de m na tecnologia de filme espesso e inferior ao m (até algumas dezenas de angstrom) no caso das tecnologias de filme fino.12 representa-se o símbolo. Exemplos da aplicação de resistências variáveis são o controlo do volume de som de um rádio. Na Figura 3.5 Resistências Ajustáveis e Variáveis As resistências ajustáveis e variáveis. e rénio. potenciómetros ou. irídio. vidro. Figura 3. simples ou em tandem.12 encontrará algumas das soluções actualmente comercializadas. intermédia entre aquelas características dos componentes discretos e integrados.11 ilustra-se um conjunto variado de resistências fixas actualmente existentes no mercado. manípulo ou ranhura. o ajuste do período de oscilação em circuitos temporizadores. de carvão ou de metal. trimmers. encapsuladas ou desprotegidas. Na Figura 3. e o níquel crómio.

a máxima potência dissipável e o coeficiente de temperatura. pode conduzir a desempenhos bastante diferentes daqueles previstos no projecto. seja aos terminais de acesso.3.Figura 3. A não consideração de algumas destas características. (vii) à linearidade. seguindo-selhes. seja ao corpo. (iv) à tensão máxima aos terminais. deve ser acompanhada de precauções técnicas. as de película fina metálica. em particular a tolerância. (vi) à gama de frequências recomendada.12 Algumas resistências variáveis e ajustáveis actualmente disponíveis 3. (ii) à potência máxima dissipável. de carvão e as aglomeradas). e sabemos que essa oposição à corrente elétrica pode ser calculada da seguinte forma: .6 Características Técnicas das Resistências A selecção e utilização de resistências em circuitos nos quais a precisão é um dos factores decisivos do desempenho. por ordem. fora da qual se tornam significativas as capacidades e as indutâncias parasitas associadas. (iii) ao coeficiente de temperatura. quanto: (i) à tolerância do valor nominal e à sua estabilidade em função das condições de armazenamento e de funcionamento (por exemplo. É dito resistência elétrica a oposição que um determinado condutor oferece à passagem de corrente elétrica de intensidade i através dele. (v) ao ruído de fundo. as resistências mais estáveis são as de fio bobinado.

Nos metais a resistência aumenta com o aumento da temperatura. com boa aproximação.Onde U é a diferença de potencial aplicada no condutor. que corrente e resistência elétrica são grandezas inversamente proporcionais e. contudo nem sempre ocorre dessa forma. a resistência de um condutor pode variar. a área da seção reta do fio e a temperatura do fio. Dentre esses fatores podemos citar o material do qual ele é feito. Existem alguns fatores que influenciam na determinação do valor da resistência elétrica de um fio condutor de eletricidade. . temos que quanto maior for o valor de R maior será a oposição que o condutor apresentará à passagem de corrente elétrica. a temperatura pode fazer com que o valor da resistência sofra grandes variações. i a corrente elétrica e a unidade de medida de R no Sistema Internacional de Unidades (SI) é o ohm (Ω). De acordo com a Lei de Ohm. Sim. acontece o contrário: a resistência diminui com o aumento de temperatura. já em outros materiais como o carbono e o telúrio. a temperatura t. através da equação descrita acima. Experiências mostram que a resistência de um condutor. sabemos que um condutor é dito condutor ôhmico quando a resistência dele se mantém constante independentemente do valor da diferença de potencial que é aplicada sobre ele. em homenagem ao físico alemão George Simon Ohm. ou seja. através da seguinte relação matemática: R = Ro(1 + αΔt) Onde α é um coeficiente que depende do material que constitui o condutor. dessa maneira. É possível de se perceber. pode ser calculada. por exemplo.

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