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Direito Eleitoral - TSE

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Professor Will – profwill@pop.com.

br Direito Eleitoral 07/06/2011

Fixamente
Constituição Federal: Art. 1º/ 12 a 17/ 92 a 102/118 a 121 Código Eleitoral lei 4737/65 Art. 1º ao 81 Crimes eleitorais art. 297 a 313 Lei 9.504/97 Art. 1º ao 16 e do 56 ao 62 Lei dos partidos políticos – 9.069/95 Art. 1º ao 7º e do 16 ao 22 Lei da Reforma Eleitoral – 1.234/2009 Toda a lei Resolução 21.538/03 Art. 1º ao 47 e do art. 58 ao 68 Inelegibilidade LC 64/90 atualizada pela LC 135/2010 – ficha limpa  TV justiça, Brasil Eleitor, tudo sobre direito do Eleitor;  1 vez por semana as sessões plenárias do TSE transmitidas as sextas – feiras 12:30; └segunda feira – a tarde / sábado 1 hora da manhã  6 às 7  segunda a sexta: prova final TV justiça.  Internet  aulas de constitucional do João Trindade e Administrativo da Fernanda Marinela.  Site ILB, direito eleitoral, curso online – grátis. Conceito de Direito Eleitoral  Para Tales Tácito o direito eleitoral é o ramo do direito constitucional mais dinâmico porque além de atender interesses políticos da comunidade é o responsável pelo mecanismo que garante a sobrevivência da democracia.  Para Dijalma Pinto o direito eleitoral é ramo do direito público que disciplina a criação dos partidos políticos, o ingresso do cidadão no corpo eleitoral, o registro das candidaturas, a propaganda eleitoral, o processo eletivo e a investidura no mandato.

Finalidade do direito eleitoral: iluminar os caminhos obscuros da democracia. Dar esperança ao povo que é detentor do poder. Art. 1º, CF – povo em sentido lato sensu. Origens da Justiça eleitoral: 1º escopo se deu na Inglaterra 1896 por Disráe.  No Brasil foi criada pelo decreto 21.076/1932. Na era Getúlio Vargas. Nesse período as eleições eram coordenadas pelo poder legislativo. Voto de paróquia: influência da Igreja Católica, que coordenava o processo eleitoral.  Somente na CF de 1934 que a justiça passou a ser órgão do poder judiciário. Existindo o STE (primeiro nome do TSE até 1943). Se consolidou como cúpula, em primeiro de junho de 1965, do poder judiciário em matéria eleitoral. Objetivo: disciplinar a escolha feita pelo povo, dos ocupantes dos cargos eletivos. Interpretação: buscar sempre o interesse público. CF/88 e Direito eleitoral – ligação originária. CF/88 regulamentou os direitos políticos do art. 14 ao 16. A CF: - Dispôs sobre os partidos políticos no art. 17; - Manteve a justiça eleitoral como órgão do poder judiciário da União no art. 92, V e 118 ao 122. - Regulamentou a eleição para presidente e vice presidente da república art. 76 a 83; - Art. 2, 4 e 5 ADCT – regulamentou mandato, plebiscito e referendo. - Cria e estabelece o direito do povo requerer estas formas. Art. 62, §2º iniciativa popular. Institutos regulatórios I. Exercício da soberania popular: sufrágio universal (voto direto, secreto, universal e periódico). Sendo aplicado por meio de plebiscito e referendo.

Plebiscito  lei 9.799/98, regulamenta no art. 2º. Referendo  lei 9.799/98, regulamente do art. 2º, §2º. Plebiscito: é uma consulta formulada ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância constitucional, administrativa e legislativa. Ultimo plebiscito: 07/09/1993  monarquia e república;  A CF determina que para criação de membro federativo deve haver plebiscito e lei complementar com a nova administração (legislativo/administrativo/judiciário – 3 méritos).

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Natureza jurídica é de lei ordinária; Art. 49, CF – somente o congresso Nacional pode convocar plebiscito e autorizar referendo.

Referendo: convocado posteriormente a ato legislativo ou administrativo cumprindo ao povo a ratificação ou a rejeição. Ultimo referendo: 23/10/2005 – estatuto do desarmamento (2 méritos – legislativo e administrativo). Iniciativa popular: apresentação a Câmara dos Deputados de projeto de lei que seja subscrito no percentual de 1% do eleitorado nacional divido em 5 estados, com pelo menos 0,3% em cada um deles.  O percentual da iniciativa popular conforma a Doutrina: 5% do eleitorado nacional.  Pode ser por lei complementar ou ordinária;  Natureza jurídica da iniciativa popular: de lei, seja ela ordinária ou complementar.  A base de calculo da iniciativa popular é de 0,5%. Fontes do Direito Eleitoral Primária Próprias: que disciplinam o ordenamento eleitoral Subsidiárias/ impróprias  serão aplicadas apenas na omissão da norma. Primária: é a CF; art. 22, I – compete privativamente a União legislar sobre direito eleitoral. Própria: i. Código eleitoral – lei 4.737/65 – é uma lei ordinária, mas a organização e a competência da justiça eleitoral foram recepcionadas na forma de lei complementar. ii. Lei das eleições – lei 9.504/97, atualizada pelas leis 10.408/02; 11.300/06; 11.313/06, todo esse conjunto atualiza diretamente o direito eleitoral. iii. Lei dos partidos políticos – lei 9.096/95 atualizada pela 9.259/97. iv. Lei da anistia de multa – lei 9.996/2000 v. Lei complementar de inelegibilidade – LC 64/09 atualizada pela LC 135/2010 (ficha limpa).  Rol taxativo das fontes próprias do Direito eleitoral, irão discipliná-lo. Subsidiarias ou impróprias:  Só em caso de omissão da norma I. II. Código de Processo penal; Código de Processo Civil;

III. IV. V. VI. VII. VIII.

Código Civil: disposição da capacidade civil; Código Penal: at. 297, a utilização de documento falso; Código Tributário Nacional Direito Financeiro; Estatutos dos partidos políticos; Resoluções do TSE └ Não são fontes próprias, possuem dupla natureza jurídica.

Resoluções do TSE possuem dupla natureza jurídica 1. Atos normativos primários: ela vai criar uma nova norma para regulamentar uma nova situação. Ex: uso de equipamentos eletrônicos proibidos. RS 23.196  Proibição de crianças acompanhando os pais para votação. Poder ser objeto de ADI. Pode o STF considerar inconstitucional. 2. Atos normativos secundários: é aquela resolução que apenas interpreta uma norma já existente. Não pode ser objeto de ADI, porque vai tratar pura e exclusivamente de interpretação de uma norma que já existe. O STF não pode declarar a inconstitucionalidade. Os crimes eleitorais têm estatus de crime comum, em se tratando de foro privilegiado (ou não).  O STF reconhece que as resoluções do TSE tem estatus de lei ordinária. ADI 696/DF – Sidney Sandes ou no RE 197697 de relatoria do Ministro Mauricio Correia. O TSE tem dupla natureza legislativa (normativa), por meio de sumulas e resoluções com estatus de lei ordinária. Consultar o TSE só possui natureza administrativa (atividade extrajudicial do TSE) ADI 1805/DF – Neri da Silveira. o Consultas: partidos, candidatos, resposta de dúvidas, atividade extrajudicial da justiça eleitoral, não tem valor normativo. Apenas natureza administrativa. o Resolução tem natureza judicial.

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Formas de interpretação do Direito eleitoral 1. Jurisprudência; 2. Doutrina (majoritária); 3. Súmulas do TSE.  Forma de auto integração do Direito Eleitoral que são acessórias, visa eliminar lacunas no Âmbito da legislação eleitoral.

Auto integração 1) Analogia (fato parecido, julgamento igual);

2) Costumes (também rege as normas de auto integração do Direito eleitoral). 3) Princípios informativos: são as regras universais do direito eleitoral. a) Principio lógico: o processo eleitoral tem que ter uma estrutura lógica (ter início, meio e fim). Inicia-se com a resolução do TSE. b) Principio jurídico: processo eleitoral vai submeter-se ao ordenamento jurídico. c) Principio econômico: o processo eleitoral visa buscar a máxima eficácia dos processos utilizados e o mínimo de recursos possíveis. d) Principio político: visa alcançar os interesses da coletividade. Competência Eleitoral 1) 2) 3) 4) 5) Alistamento eleitoral; Votação; Apuração; Diplomação; Julgamento dos recursos.

Próxima aula: - antinomia da lei eleitoral; - Critérios de elegibilidade. - Sistemas eleitorais; -Teoria geral dos órgãos da justiça eleitoral. Professor Will – profwill@pop.com.br Direito Eleitoral 14/06/2011

Teoria da antinomia da lei eleitoral
1. Critério cronológico – “Lex posterior” 2. Critério da especialidade – “Lex especiais” 3. Critério hierárquico – “Lex superior” Conceito: é a posição definitiva perante a interpretação das duas regras parcialmente ou totalmente contraditórias. Será analisado por essa ordem: 1. Cronológico: entre duas normas incompatíveis prevalece à posterior. Ex: Conflito entre o Código Eleitoral 1965 e a lei 9504 vai prevalecer a lei e não o código porque ela é posterior. A lei posterior é que será aplicada.  Sempre entre leis de uma mesma hierarquia.

2. Especialidade: havendo divergência entre norma geral e especial prevalecerá a norma especial. Ex: Confronte entre a lei dos partidos políticos e o CE é a lei que prevalece, por ser especial. Le especifica prevalece sobre a geral. 3. Hierárquico: entre duas normas incompatíveis entre si prevalece a norma superior entre as duas. Divergência entre CE e dispositivo constitucional, aplica-se a CF.  Se tiver jurisprudência e resolução do TSE aplica-se a mais recente.

Ordem hierárquica: CF Código eleitoral e as leis que o atualizam Jurisprudência. Os direitos fundamentais no Direito Eleitoral 1. Inalienáveis não será possível a sua transferência. O voto biométrico veio efetivar (garantir) esse direito. 2. Imprescritíveis: não podem ser extintos. 3. Irrenunciáveis: não podem renunciar um direito que você tem da sua liberdade de escolha. Resolução 23515  no dia da eleição só os serviços essenciais poderão funcionar até o termino da eleição. 4. Invioláveis: não poderão ser desrespeitados. 5. Universais: todo individuo tem o direito a cidadania, porém tem que ter capacidade civil (16 anos). Direitos Constitucionais fundamentais no direito eleitoral  Vida;  Liberdade;  Igualdade.

- Principio da anualidade (art. 16, CF)
- A lei que altera o processo eleitoral: Processo eleitoral  são etapas para que seja definitivamente homologado o exercício da soberania popular direta. Se inicia no dia 5 de março do ano da eleição. 1) O TSE vai expedir uma resolução regulamentando aquela eleição (regras para o processo eleitoral) em 5 de março. 2) Aplicação do principio da desincompatibilização os chefes do executivo que estiverem empossado em mandato de reeleição, poderão

concorrer a cargo público eletivo, porém terão que renunciar ao cargo ocupado e concorrer para cargos no legislativo.  Se reeleito no âmbito do executivo não pode concorrer a nenhum outro cargo do executivo. Chefia do poder executivo  até seis meses antes. 3) Alistamento eleitoral/ transferência de domicilio eleitoral (até 150 dias antes das eleições). Transito eleitoral: no dia 15 de julho a 15 de agosto do ano da eleição, é possível pedir a transferência para votar em localidade em que se encontre no dia da eleição (voto em transito). 4) Convenção dos partidos políticos – 10 a 30 de junho no ano da eleição. - serve para que o partido escolha os seus candidatos. 5) Registro das candidaturas - do dia 1 a 5 de julho no ano da eleição até às 19:00 horas. - Exceção: 48 horas a mais para as coligações em forma de exceção. 6) A partir de 06 de julho começa a propaganda eleitoral (na imprensa escrita).  Propaganda em televisão e rádio começa a partir de 15 de agosto até a sextafeira antes da eleição. 7) Prestação de contas 06 de agosto e 06 de setembro (segundo turno) - Para verificar se o valor registrado na candidatura foi gasto. 8) Julgar os recursos referentes ao registros das candidaturas até 20 de setembro. - Porque dali a duas semanas serão as eleições. 9) Primeiro domingo do mês de outubro terá eleição. Na quinta feira após o primeiro turno começa a propaganda eleitoral para o segundo turno que vai ate a ante véspera. 10) Ultimo domingo de outubro segundo turno 11) Terceira prestação de contas 06 de novembro - O registro da candidatura pode ser feita pelo candidato, partido político ou coligação, os ultimo perante procuração. 12) Diplomação dos eleitos Prazo: até 19 de dezembro, porque a partir do dia 20 é recesso forense. A justiça eleitoral pode não diplomar, por abuso na prestação de contas (fraude).

13) Ação de impugnação de mandado eletivo (AIME) Prazo: 15 dias (do funcionamento das atividades, começa a contar do dia primeiro de fevereiro). A lei que altere o processo eleitoral entre em vigor na data de sua publicação não se aplicando a eleição antes de um ano da data de sua vigência.  A lei da ficha limpa consiste que o candidato tenha uma reputação ilibada.  O STF entende que a lei da ficha limpa altera o processo eleitoral (questões políticas). Temas para redação:  Principio da anualidade ou antinomia eleitoral;  Principio democrático e o voto biométrico. Democracia - No Brasil democracia semi-direta. Conceito: governo do povo, surgiu na Grécia. Princípios fundamentais da democracia: liberdade e igualdade. Princípios republicanos Princípios Monárquicos - Temporalidade (ocupante de cargo - Vitaliciedade (só vai ter alteração público terá mandato); com a morte); - Eletivo (eleito); - Hereditário (pai para filho); - Responsabilidade. - Irresponsabilidade Democracia semi-direta:  Eleições direta (regra);  Eleições indiretas (faltando dois anos para o termino do mandado – o poder legislativo elege). São eleitos:  Poder Executivo: Presidente da República e vice; Governador e vice; prefeitos.  Poder legislativo: Deputados (Estadual; distrital e Federal). Senador; vereadores.

Critérios de elegibilidade
1. Nacionalidade brasileira: para natos e naturalizados. Obrigatoriamente nato: para presidente e vice, os demais poderão ser naturalizados.

2. Idade mínima (data da posse): 18 anos para vereadores; 21 anos para deputados; prefeitos e juízes de paz; 20 anos para governados; 35 anos para presidente e senadores  Não tem a idade máxima para cargo eletivo;

3. Gozo dos direitos políticos Positivo: detentor da capacidade eleitoral ativa (votar) e passiva (ser votado); Negativo: detentor da capacidade eleitoral ativa (votar), mas não da passiva (ser votado).  Preso pode votar, desde que haja logística no sistema prisional.  O condenado por uma contravenção penal (9.099), pena que não ultrapassa 3 anos de detenção, é uma condenação e tem os mesmos efeitos das demais. Seja condenado por qualquer crime você pode votar normalmente, seus direitos políticos são suspensos. O STF diz que não pode ser privado do seu direito, exercendo o gozo político negativo (pode votar, mas não pode ser votado).  Estrangeiro em nenhuma hipótese pode concorrer a cargo público eletivo (português equiparado não é estrangeiro, podendo votar, basta fazer o alistamento eleitoral, gozando de todos os benefícios dos natos). 4. Filiação partidária O cargo é do partido, não é do candidato A, B ou C. Partido político  pessoa jurídica de direito privado, tem que ter representação nacional e registro no TSE. E somente o TSE pode Caçar (termo usado exclusivamente aqui) o registro do partido. Tem que ter registros regionais no âmbito do TSE. Lei de partido político  regras de filiação.  Para ser eleito tem que ser filiado no mínimo uma ano antes do pleito. Exceções: 1) Magistrados e Ministério Público não podem ter vinculo partidário, exceção: os que ingressaram antes da EC/45 de 2004 poderão filiar-se a partidos políticos até seis meses antes da eleição. Se eleito e ocupou cargo eletivo, tentando uma nova reeleição e não conseguir ser reeleito, voltou ao cargo público, não poderá se filiar/candidatar novamente, direito de igualdade entre os membros (já que os que adentraram depois de 2004 não podem).

2) Militar

O militar se quiser concorrer pode, poderá filiar-se ao partido da homologação da convenção (30 de junho até 5 de junho) até o ultimo dia do registro da candidatura. Principio da Fidelidade partidária Para se filiar a um partido você deve se desligar do outro. Se sair de um partir obrigatoriamente terá a perda do mandato, cada estatuto estabelece sua forma de perda (com uma semana para outra filiação ou um dia útil, depende do estatuto do partido). 5. Domicilio eleitoral Sempre que possível o domicilio eleitoral tem que ser o mesmo do domicilio civil. Domicilio eleitoral de no mínimo um ano antes da candidatura. 6. No mínimo alfabetizado Ter o mínimo de discernimento durante aquele tempo.

Sistemas eleitorais
1. Majoritário O poder será respaldado pela maioria. Será aplicado a cargos do poder executivo e excepcionalmente ao senado.  Natureza jurídica do sistema majoritário é bifásica: necessariamente terá a escolha do titular e do substituto legal. Sistema majoritário absoluto:  Presidente da República e Vice;  Governador e vice;  Prefeitos e vice – em cidades com mais de 200 mil eleitores;  Precisam necessariamente da maioria dos votos válidos em primeiro turno se não tiver, os 2 mais votados vão para o segundo turno, precisando neste de quorum de maioria simples.  Prefeitos em municípios com menos de 200 mil eleitores  Senadores (2 suplentes)  Para estes basta o quorum de maioria simples, não haverá segundo turno. 2. Sistema Proporcional  Principio da proporcionalidade populacional: maior o numero de cidadão maior o numero de representantes. Aplicado para deputados e vereadores.

Implica a existência do QE = Votos válidos nº de vagas QP = votos do partido QE QE = quoeficiente eleitoral QP = quoeficiente partidário Art. 106, CF QE = despreze a fração quando for igual ou inferior a meio, se for superior arredonda para o próximo numero inteiro. QP= (ART. 107, CF) em qualquer hipótese despreza a fração Sufrágio ≠ Voto Sufrágio: direito estabelecido em lei. Voto: é o exercício da realização desse direito.

Órgãos da Justiça Eleitoral
(parte mais importante) Características: TSE – cúpula da justiça eleitora, tem jurisdição em todo território nacional. Tem sede na Capital da República Federativa do Brasil: Brasília. TRE (órgão de jurisdição)  Criação por meio de iniciativa o TSE. Juízes eleitorais (órgãos singulares da justiça eleitoral); Juntas eleitorais (órgãos colegiados da primeira instância).  Ambos contemplam a primeira instância. TRE = 2º instância TSE = instancia superior (STF aboliu a nomenclatura terceira instância)  A justiça eleitoral (direito eleitoral) Os órgãos da Justiça eleitoral são sui generis (são formados por outros órgãos do poder judiciário). Os tribunais eleitorais não se dividem em câmara ou turmas, por ausência de precisão constitucional.

Nos órgãos da Justiça Eleitora aplica-se o principio da temporalidade: ausência de vitaliciedade, nenhum membro é vitalício no cargo. Por essa razão os advogados que lá trabalham podem exercer a profissão. Princípio da periodicidade na Justiça eleitoral os membros terão mandatos de 2 anos sendo facultado mais um biênio (máximo 4 anos). A contagem do mandato será ininterrupta (mesmo em licença ou férias). Professor Will – profwill@pop.com.br Direito Eleitoral 21/06/2011 Funções típicas e atípicas da justiça eleitoral Função típica: 1. Legislar: sumulas e resoluções do TSE. Funções atípicas da justiça eleitoral (fora da competência originária): 1. Administrativa: se subdivide internamente nas suas secretarias (comunicação, controle interno, recursos humanos).  A justiça eleitoral vai conduzir o processo eleitoral. 2. Poder de policia: o magistrado, a autoridade, compete a ele manter a ordem.  A justiça eleitoral terá competência da manutenção da ordem nas sessões e coibir os abusos praticados durante o processo eleitoral. 3. Fiscalização: de propaganda eleitoral.  A justiça eleitoral ficará responsável pela tomada de contas de candidatos e partidos. 4. Responder as Consultas: caráter meramente administrativo, não tem efeito jurisdicional. Desta forma é função atípica.  A justiça eleitoral responderá as consultas formuladas pelos legitimados no caráter extrajudicial.

Competências
Composição do TSE - Art. 119, CF TSE é a cúpula da justiça eleitoral (é ele quem bate o martelo em DE). Art. 121, §3º, CF - Tem a sua sede em Brasília, e a sua jurisdição em todo território nacional. A jurisdição dar-se-á por meios dos TRE’s. TSE é a instância superior no direito eleitoral (não usa-se mais 3º instância). Composição:  Será composto de no mínimo 7 membros; Aplicando-se o principio da diversidade (diversidade da composição do tribunal).

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- O número poderá ser alterado. Art. 121, CF – estabelece que o número de ministros poderá ser alterado por meio de lei complementar, sendo que essa lei é de iniciativa privativa do TSE. Princípio da diversidade – caracterização: 3 juízes ministros do STF; 2 juízes ministros do STJ; 2 juízes advogados indicados pelo STF e nomeados pelo presidente da Republica. O STF não faz parte da justiça comum nem especial é o guardião da Constituição Federal e a cúpula da justiça Nacional. O STJ é a cúpula da justiça comum. Art. 133, CF – advogados (função essencial a justiça).

Obs. Na composição do TSE não existe o chamado quinto constitucional. No superior tribunal de justiça (STJ) tem a figura do 1/3 membros do TRF, OAB, Ministério público estadual/ federal e DF e territórios. Tem que ser sabatinado pelo Senado. TST 27 ministros 1/5 constitucional 1/5  MPT e OAB Tem que ser sabatinado pelo Senado. STM  os civis tem que ser sabadinado pelo Senado. Obs. O único tribunal que não passa pela Sabatina do senado (seus ministros). Mandato de 2 anos, prorrogados por um biênio. O advogado do TSE pode advogar normalmente. Por essa razão os advogados também não são sabatinados. Podendo advogar por causa da não aplicação da vitaliciedade. Não podendo advogar na justiça eleitoral. Só podendo advogar depois de três anos (quarentena) que sair da justiça eleitoral. O escritório pode, mas não é de bom alvitre.

Composição do TSE
   3 juízes ministros do STF; 2 juízes ministros do STJ; 2 juízes advogados indicados pelo STF e nomeados pelo presidente da Republica.  Todas as nomenclaturas começam com juízes: porque é o cargo que ele vai ocupar na justiça eleitoral.  Ministros, advogados é a função pública dele, significa dizer que eles acumularão funções.  Como regra, terá a escolha necessariamente de 7 titulares e 7 substitutos. O STF vai escolher 3 titulares e 3 substitutos. A escolha no STF e STJ será por meio de eleição por escrutínio secreto (votação secreta). Para eleição

no TSE pode concorrer qualquer ministro, desde que não ocupe cargo de direção no STF ou STJ, ou não possua outro impedimento (vinculo de parentesco, ter acabado o mandato de 4 anos, não pode ser eleito de novo, tem que esperar pelo menos 2 anos para depois ser eleito de novo). A eleição vai ocorrer conforme os regimentos internos: STF art. 7º Regimento interno STJ art. 10º regimento interno Só podem concorrer às vagas do TSE aqueles ministros que não possuam nenhum impedimento e esses não ocupem cargo de direção. - Quando surgir vaga, 20 dias antes da vacância o presidente do TSE comunicará ao STF ou ao STJ a existência da vaga. No caso dos advogados a CF diz que serão escolhidos 2 dentre 6 advogados. Estabelecendo requisitos para esses advogados: 1. Ter notável saber jurídico; 2. Idoneidade moral; 3. Experiência (no mínimo 10 anos de atividade profissional/ militância(não é efetivo exercício, porque a OAB não é órgão da administração é entidade classista)). - Serão indicados pelo STF, com colaboração da OAB que remete duas lista sêxtupla, e logicamente esta é uma lista sêxtupla para cada vaga, sendo então duas listas sêxtuplas. - Chegou à lista o STF tem a incumbência de elaborar uma lista sêxtupla, através de votação, que será encaminhada ao presidente, que indicara e nomeara os dois ministros (já que não tem sabatina). - Esses advogados poderão advogar – Resolução 21461/2003 e também na ADI 1127 STF. - É vedado ao advogado ocupar cargo público eletivo e cargo ad nutum (livre nomeação e exoneração). - Cada titular será escolhido seu substituto, escolhidos da mesma forma observados os mesmo critérios dos titulares. Posse dos ministros: A posse dos titulares ocorrerá em sessão solene no TSE. E os substitutos tomarão posse perante o presidente do TSE. Prazo para posse: 30 dias podendo ser prorrogado por mais 60 dias, mediante motivo justificado. Ritual: 1º todos os ministros empossados irão utilizar a beca completa (bata toda preta com sinto na cintura e cordão vermelho); 2º entram em procissão todos os ministros. No plenário tem do lado direito presidente da república ao lado presidente do STJ, do lado esquerdo o presidente do STF ao lado procurador Geral da República. NO plenário a direita vice presidente do TSE 1º ministro do STJ e 1º advogado. No plenário a esquerda....

Parentes - A legislação proíbe parentes em linha reta e colateral até o quarto grau e cônjuges não poderão compor a corte ao mesmo tempo, salvo aquele que tiver sido escolhido por ultimo. - Parentes por afinidade: 1º Grau sogro, sogra, madrasta, padrasto e anteados 2º grau: cunhados Parente concursado pode trabalhar no tribunal, só não pode estar subordinado ao ministro. Parente de ministro concorrendo a eleição, da convenção do partido até apuração o ministro fica afastado do tribunal, tendo que observar a circunscrição. Obs. Não poderão compor simultaneamente o tribunal parentes em linha reta e em linha colateral até o quarto grau, afins e cônjuge, salvo aquele que tiver sido escolhido por ultimo. Obs2. Parentes em linha reta e colateral até o terceiro grau incluindo cônjuge e afins uma vez concursados poderão exercer atividades laborativas no tribunal porém não poderão estar subordinados ao respectivo parente. Obs3. Se um parente de um ministro em linha reta e colateral até o segundo grau incluindo cônjuge e afins estiverem concorrendo às eleições o ministro parente ficará afastado das funções eleitorais da convenção do partido até a apuração da eleições, conforme a resolução 2958/2000. Recondução: se houver antes do termino do primeiro biênio a manifestação do membro pela recondução esta será anotada no termo da investidura inicial e nesse caso não haverá nova posse. Mas se houver interrupção do exercício do mandato obrigatoriamente haverá nova posse. Nesses assuntos o quorum para inicio da sessão será a totalidade dos membros e o quorum para deliberação é maioria absoluta RE 68419, relator Antônio Villas boas: a) Interpretação do Código eleitoral É interpretado com resolução, ato normativo secundário. b) Cassação de registro de partido político Todo partido deve ser registrado no TSE, e só o TSE pode cassar o registro. c) Anulação das eleições d) A perda do diploma eleitoral Sistema recursal Art. 121, CF – diz que como regra as decisões do TSE são irrecorríveis, salvo as decisões que contrariarem a Constituição Federal e também as decisões denegatórias de Habeas Corpus ou Mandado de segurança. As decisões que

contrariarem a Constituição Federal serão impugnadas por meio de Recurso Extraordinário (RE) e as denegatórios por meio de Recurso ordinário (RO). Cargos de direção no TSE: a) Presidente b) Vice presidente c) Corregedor Geral Eleitoral   Todos os cargos serão eleitos, sendo que presidente e vice serão eleitos dentre os ministros do STF que integram a corte. O Corregedor geral será eleito dentre os ministros do STJ que integram a corte.

Composição dos TRE(s)
 Jurisdição do TRE  2º instância.  Sede na capital do respectivo estado;  Jurisdição no respectivo estado;  TRE em cada estado e 1 TRE o DF. - O TRE DF é o único no Brasil que é responsável pelas eleições no exterior. - Mediante proposta do TSE é possível ter um TRE na capital do território. Composição dos TRE – art. 120, CF  Terá no mínimo 7 membros (obrigatório), no máximo 9 membros, que é previsto no art. 13 do CE, e para aumentar este máximo deverá ser mediante proposta do TSE e por meio de Lei complementar.  Os ministros serão escolhidos mediante eleição e pelo voto secreto: o 2 juízes desembargadores do TJ do respectivo estado; o 2 juízes de direito do TJ do respectivo estado; o 1 juiz federal do TRF correspondente; o 2 juízes advogados indicados pelo TJ e nomeados pelo presidente da república. Juízes é o cargo que ele ocupa, desembargador, juiz de direito e federal são as funções que ele ocupam. Sendo que esses acumulam funções. E os advogados da mesma forma poderão advogar. Existem 5 TRF no Brasil 1ª região sede em Brasília (+13 estados e DF); 2º Região RJ/ ES 3 º região sede em São Paulo e contempla mato grosso do sul 4ª região sede em RS e Paraná e santa Catarina; 4º região PE/AL/RN/SE/PB/CE Nas sede dos TRF os juízes federais escolhidos para integrar o TRE serão os desembargadores nas demais localidades serão juízes de primeira instancia.

Vagas – TJ – Presidente do TRE comunicará ao Presidente do TJ 20 dias antes da vacância o provimento da vaga. TRF –presidente do TRE comunicará ao presidente TRF 15 dias antes o provimento da vaga. Cargos de direção Presidente do TRE Vice presidente do TRE Corregedor Regional do TRE  Todos eles serão eleitos. Presidente e vice de TRE serão eleitos dentre os desembargadores do TJ que integram a corte (como são 2 um será presidente e outro vice). O art. 26 CE não foi recepcionado pela CF.  O regimento interno de cada TRE vai dizer quem será o corregedor. Em 99% dos TRE o vice-presidente acumula a função de corregedor e os outros quatros TRE é o juiz federal.  A escolha da lista será igual a do TSE.  Mandato de 2 anos permitida a continuidade no biênio seguinte. Juízes Eleitorais São órgão da justiça eleitoral São juízes do TJ do estado que serão designados pelo TRE para presidir as zonas eleitorais. Os juízes eleitorais serão os titulares das zonas eleitorais (delimitação de atuação da justiça eleitoral). Funcionarão como órgão singular de 1º instância da justiça eleitoral. O juízes eleitorais poderão presidir um junta eleitoral, a junta será um órgão colegiado de 1º instância. - Sessão é uma unidade dentro da zona eleitoral.  Quem preside a comarca eleitoral é o mais antigo: o Critérios de antiguidade:  Data da posse;  Data da nomeação.  Idade Obs.(importante). Se houver na comarca mais de uma vara o juiz eleitoral será escolhido de acordo com a lei de organização judiciária do respectivo estado que na maioria das vezes observará o critério de antiguidade que reportará àquele que possuir mais tempo na carreira, valendo-se dos seguintes requisitos: a) Data da posse; b) Data da nomeação; c) Idade. - As garantias do juiz eleitoral são apenas: inamovibilidade e irredutibilidade de subsídios (não existe vitaliciedade).

- Se o juiz tiver amigo ou interesse na causa ele se torna suspeito. Mandado de juiz 2 anos facultado mais um biênio.  Suspeição de juiz pode ser argüida por qualquer interessado.  Quem vai julgar é o TRE da decisão caberá recurso ao TSE. Juntas eleitorais Órgãos colegiados de primeira instância da justiça eleitoral. Composição: Juiz eleitoral – preside a banca 2 ou 4 cidadãos de notória idoneidade. Não é formado necessariamente de 4 membros, já que são 2 ou 4. Membros serão nomeados para compor a junta eleitoral 60 dias antes do pleito (porque são órgão temporários da justiça eleitoral).  Até 10 dias antes da nomeação os nomes indicados serão publicados no diário oficial (diário de justiça). Porque qualquer partido bem como qualquer candidato, bem como o Ministério público eleitoral terão o prazo de 3 dias para impugnar os nomes, a contar da publicação. - 99% dos prazos do direito eleitoral são 3 dias.  O TRE vai julgar as impugnações.  O presidente do TRE nomeará os membros das juntas eleitorais e também designara as sedes das juntas eleitorais. Ministério Público eleitoral NÃO é órgão da justiça eleitoral. Art. 127, CF Ministério Público da União  instituição permanente e essencial a jurisdição do estado.... Integrado por quatro ramos: MPF MPT MPM MPDFT MPEST MP junto aos tribunais de contas O MP eleitoral só é previsto na LC 75/93 ler art. 72 a 80 A LC estabelece que o MPF vai exerce as funções eleitorais perante a instância superior e perante a 2º instância da justiça eleitoral. A primeira instancia será oriunda do MP dos estados e do MPDFT eles irão exercer as funções eleitorais em 1º instância da justiça eleitoral. 

MPF PGR Subprocurador Proc. Regional da Rep. Procurador da rep. MP estados Procurador geral de justiça Procurador de justiça Promotor de justiça Promotor adjunto MPDFT Procurador geral de justiça Procurador de justiça Promotor de justiça Promotor adjunto Ministério público eleitoral  O PGR quando estiver exercendo função eleitoral ele será o procurador geral eleitoral, vai atuar exclusivamente perante o TSE. O substituto será o vice procurador geral eleitoral, que será escolhido pelo procurador geral (não é necessariamente o vice procurador geral). Quando o vice-procurador geral não puder substituir será chamado os subprocuradores e até procuradores gerais, mas nunca procuradores regionais. Como regra quem substituirá o PGE será o vice PGE caso o vice PGE esteja impossibilitado poderá ser substituído por um subprocurador geral da republica ou por procurador da república.  No âmbito dos TRE os procuradores regionais da república quando estiverem exercendo função eleitoral serão chamados de procuradores regionais eleitorais e atuarão perante os TRE.  Os promotores adjuntos ou de justiças quando estiverem exercendo função eleitoral serão promotores eleitorais e vão atuar perante juízes e juntas eleitorais.

Professor Will – profwill@pop.com.br Direito Eleitoral 28/06/2011

Competências do TSE
Competências jurisdicionais: dizer o direito, relativas ao julgamento dos processos no âmbito da justiça eleitoral. Competências administrativas: relação ao funcionamento do tribunal (organizar secretarias, conceder férias).

Competências jurisdicionais
art. 22 do CE Realizar o registro dos diretórios nacionais dos partidos políticos (e é somente com o registro no TSE que o partido tem assegurado a exclusividade do seu numero, da sua cor, denominação e da sua sigla).  Somente o TSE pode cassar o registro de um partido político. O TSE é o único órgão responsável pelas eleições presidências. Tudo que envolver presidente e vice presidente será competência do TSE, originariamente só meche com estes, os demais só chegará ao TSE em sede de recurso.  Registro da candidatura Presidente da Republica e Vice presidente da república. Diplomar presidente e vice presidente da república. Conflitos de competência entre tribunais regionais eleitorais (TRE). Que poderão ser positivos (se declaram competentes) e negativos (quando se declaram incompetentes). 

A imparcialidade da autoridade que está atuando no caso (não pode ter vinculo de parentesco com a parte, nem afinidades ou conflitos). Suspeição (amizade ou inimizade com as partes, afinidades). Competência do TSE julgar todas as ações de suspeição e impedimentos do PGE.  Julgar ações de suspeição e impedimento do Procurador Geral Eleitoral. Vai ficar responsável por julgar o instituto da reclamação.  Reclamação sobre a contabilidade de partidos políticos (diretório nacional) e também as reclamações que envolverem os próprios membros do tribunal (ministros do TSE). Reclamação é instituto processual do qual permite a apreciação de determinado dispositivo, decisão, judicial.

 Ação rescisória art. 485, CPC Ação rescisória será aplicada quando tiver vícios na instrução processual, o magistrado se baseou em provas falsas para proferir a decisão, quando ocorrer prevaricação do magistrado, incompetência do mesmo. Visando anular uma decisão em matéria civil que teve vícios na sua instrução. Prazo da ação rescisória é de apenas 120 dias contados da publicação da decisão (no direito eleitoral), prazo corrido. - Enquanto estiver tramitando a ação rescisória a autoridade permanecerá exercendo o pleno gozo do mandato (entendimento do TSE). O TSE Só julgará ação rescisória quando for ação de sua competência originária e daquelas oriundas do TRE. A lei diz que a autoridade terá o mandato suspenso. Competência que está no CE está em desuso, não se aplica (crimes eleitorais). O TSE não vai julgar nenhum crime eleitoral O crime eleitoral só pode ser praticado durante o processo eleitoral. O crime eleitoral terá como base o CP e o CPP. Os crimes eleitorais são crimes de ação penal pública incondicionada (o ministério público é obrigatório a denunciar). O TSE determinou que o crime eleitoral terá a mesma base (estatus) de crime comum, dessa forma as altas autoridades responderão pelo crime eleitoral no mesmo foro do crime comum. Os crimes eleitorais terão estatus de lei ordinária. Art. 11 da lei 6091/74 – trata do transporte de eleitores no dia da eleição. Classificação doutrinária dos crimes eleitorais: - Crime eleitoral é um crime próprio, formal, comum, unisubsistente e unisubjetivo. Os crimes eleitorais estão classificados em três categorias: - Puros: é aquele que existe exclusivamente na orbita eleitoral. Ex: boca de urna. - Acidental: são aqueles previstos em outras leis (normas) que se incluem no processo eleitoral. Ex: falsificação de titulo eleitor (expressa no CP como falsificação documento público) - Conexão intersubjetiva: é aquele que decorre da existência de duas ou mais infrações praticadas ao mesmo tempo por várias pessoas reunidas. Ex: prometer aposentadorias em troca de votos, durante o comício. No registro da candidatura o candidato terá que registrar todas as promessas eleitorais, podendo o MPE entrar com uma representação contra o candidato que não cumprir as promessas (ex: mobilização para entrar contra o Agnelo). Princípios básicos dos crimes eleitorais: - Legalidade; - A aplicação da lei penal mais favorável; - A humanidade das sanções (exclusivo na orbita do direito eleitoral); - Da individualização da pena. *todos são estudados no art. 5º da CF. 

Humanidade das sanções significa que a pena deve obedecer ao critério de prevalecencia do regime democrático (preserva o estado democrático). Penas dos crimes eleitorais: - Restritiva de liberdade (privativa de liberdade); - Restritiva de direitos; - Multa (que é a mais comum no Direito eleitoral). * Em matéria de crime eleitoral irá aplicar subsidiariamente o CPP e a lei 9.999/95 (juizados especiais), 10.259/01 (juizados especiais federais) e a lei 11.313/06 (instrumento de aplicação da normatização dos crimes eleitorais). Presidente da republica: Crime comum responde ao STF. Crime de responsabilidade do presidente no senado. Crime eleitoral funciona como crime comum, então responde no STF. Governador: Crime comum STJ Crime de responsabilidade: na assembléia legislativa do respectivo estado Crime eleitoral do STJ Deputados Federais e senadores: Crime comum: STF Crime de responsabilidade: na sua própria casa legislativa; Crime eleitoral: STF Ministros do TSE: Crime comum: STF Crime eleitoral: STF Vereador: Crime comum: juiz de direito (TJ) Crime eleitoral: juiz eleitoral Deputado estadual: Crime comum: TJ do estado Crime de responsabilidade: assembléia do estado Crime eleitoral: é uma exceção a regra, que no caso do Deputado estadual quem terá a legitimidade para julgar será o TRE do respectivo estado e o Distrital no TRE DF. Juiz eleitoral e promotor eleitoral: Crime comum: TJ Crime eleitoral: responde pelo TRE do respectivo estado.

Procurado Geral eleitoral: Crime eleitoral: STF Procurador regional eleitoral: Crime eleitoral: STJ Prefeito: Crime comum: TJ Crime eleitoral TRE Ministro do STF Crime eleitoral: STF Ministro de estado Crime eleitoral: STF  Pedidos de desaforamento Desaforamento: é o deslocamento de foro (quando da impossibilidade real de um instrumento ser realizado naquela localidade).    Recursos oriundos dos TRE Impugnação da apuração das eleições As ações referentes aos recursos de prestação de contas dos candidatos a presidente e vice presidente da república. A ação de impugnação de mandado eletivo envolvendo presidente e vice-presidente da republica Ações por abuso de poder econômico envolvendo presidente e vice-presidente da república

Recursos referentes a propaganda eleitoral envolvendo presidente e vice-presidente da república Principalmente do direito de resposta.  Tudo que envolve o TSE está sempre ligado ao presidente e vicepresidente da república. O TSE pode aplicar penalidades (multas no Lula).

Competências Administrativas
Art. 23 do CE  Toda competência administrativa refere-se ao funcionamento do tribunal.  Elaborar o seu regimento interno; - Autonomia para organizar suas secretárias internas; - Autonomia para corregedoria geral eleitoral; - Autonomia pra prover cargos; - Conceder as férias dos seus membros (tem férias duplas); Os ministros terão direito a férias coletivas, todos os tribunais em janeiro e julho de 02 a 31. Em ano eleitoral os ministros não tiram férias em julho e ficam de credito. Terminou o período eleitoral eles gozam estas férias. - Decidirá as férias também dos membros do TRE, que não terão férias coletivas, somente de 30 dias.  O TSE vai fixar data das eleições suplementares Fora da regra originária do 1º domingo de outubro. Para presidente e vice, quando houver vacância nos dois primeiros anos.  Aprovar as zonas eleitorais e a criação de novas zonas eleitorais. Criação de novo zona é competência do TRE. O TSE só é competente para aprovar os novos TRE, e as suas zonas.  Fixar as diárias do corregedor geral eleitoral e do corregedor regional eleitoral.  Responder as consultas formuladas pelos diretórios nacionais bem como as formuladas pelas autoridades da União. Natureza administrativa.  Requisitar força federal - No caso de ameaça do processo eleitoral.  Requisitar servidores Das mais diversas áreas para que possam atuar com a prestação de seus serviços perante a justiça eleitoral.      Expedir súmulas e resoluções; Enviar ao presidente da república a lista contendo os nomes dos advogados para compor a corte; Propor ao congresso nacional a criação de novo TRE na capital do território e novo ente federativo (estado). Propor ao poder CN o aumento no numero de membros no tribunal. Autorizar a contagem dos votos pelas mesas receptoras

Quando o sistema eletrônico não estiver funcionando.  Publicar a revista de jurisprudência do tribunal Que no instrumento das competências originarias está falando em boletim.

Competências do Procurador Geral Eleitoral
Art. 24 CE O MP sempre vai ter assento assegurado nas sessões dos tribunais. O PGE sentar-se a direito do presidente do tribunal.  Participar das sessões do TSE; - Terá direito a voz, mas nunca terá direito a voto. - Não será obrigado a fazer uso da palavra durante as sessões. - antes de proclamado qualquer resultado (decisão) o presidente do tribunal pergunta ao PGE se ele está de acordo, se ele não tem nenhuma objeção. Ele sempre será ouvido antes de proclamadas as decisões dentro da justiça eleitoral.  promover a ação civil pública Oficiar perante todos os recursos do tribunal. Obrigatoriamente ele terá que proferir parecer (se manifestar) sobre todos os recursos. É fiscal da lei.  Pode requisitar diligências Ao departamento de policia federal. - Quem atua nos TRE são os procuradores regionais. Vai dar as instruções aos procuradores regionais eleitorais para atuarem nos TRE’s. Corregedor geral eleitoral é o ministro do STJ. O corregedor pode sair em diligência, tendo que fixar a diária. Quem acompanha o corregedor obrigatoriamente e o PGR nas atividades externas dos tribunais. Acompanhar o corregedor geral eleitoral nas diligências e inspeções jurisdicionais.  O PGE defenderá toda a jurisdição do TSE O TSE tem sua jurisdição, que é todo território nacional.  

Competências dos TRE
Art. 29 CE Competências jurisidicionais   Realizar o registro dos diretórios regionais dos partidos políticos; Registro das candidaturas de governador, deputado estadual, deputado federal, deputado distrital e senador. Diploma os eleitos, governadores, deputados e senadores;

Vai julgar suspeição e impedimento do procurador regional eleitoral. Julgar conflito de competência envolvendo os juízes eleitorais daquele respectivo estado. Crimes eleitorais dos: juízes eleitorais, promotores eleitorais, deputados estaduais /distritais e prefeitos.

 Os habeas corpus e mandados de segurança em matéria eleitoral. Referente a governadores, deputados e senadores.  As reclamações referentes aos partidos (prestação de contas) em âmbito regional, dos diretórios regionais. Pedidos de desaforamento dos processos não decididos por juiz eleitoral no prazo de 30 dias. O TRE vai julgar os recursos dos juízes e das juntas eleitorais.

 Tudo que envolver governadores, deputados e senadores é TRE. Competências administrativas Art. 31 e 32 CE  Vai elaborar regimento - Vai organizar suas secretárias; - Corregedoria regional eleitoral; - Vai prover os cargos por intermédio do TSE; - Vai definir (Conceder) as licenças dos seus membros (TRE); Conforme o CE é competência para licenças para os seus membros.  Fixar data das eleições suplementares para governadores, deputados e senadores.  Vai criar as novas zonas eleitorais O TRE cria novas zonas e o TSE aprova. O TRE vai constituir as juntas eleitorais (órgãos temporários); O TRE indicará ao TSE as zonas ou sessões eleitorais que deve ser feita a contagem de votos por mesa receptora. O TSE é que vai designar.  Apurar os resultados parciais das eleições para presidente e vice presidente da república e apurar os resultados finais de governadores, deputados e senadores.  O TRE vai encaminhar ao TSE num prazo de 10 dias após a diplomação as cópias dos documentos comprobatórios.  

   

Os TRE responderão consultas dos diretórios regionais dos partidos e formuladas pelas autoridades em âmbito estadual. O TRE pode também requisitar tanto força policial e força federal, esta última por intermédio do TSE. Autorizar a requisição dos servidores; Pode aplicar a pena de advertência e a pena de suspensão ao juiz eleitoral pelo prazo de até 30 dias (porque se for superior a 30 dias quem vai aplicar é o corregedor).

Competência dos Juízes eleitorais
Art. 32 e 34 do CE Competências jurisdicionais Julgar o crime eleitoral praticado por vereadores; Julgar habeas corpus e mandado de segurança em matéria eleitoral; Expedir o título eleitoral bem como conceder a transferência de domicilio eleitoral.  Vai dirigir os procedimentos (todos os trabalhos) em matéria eleitoral, tais como alistamento e exclusão de eleitores.  Vai dividir a zona eleitoral em sessões eleitorais Responsável pela operacionalização daquela zona eleitoral.  Determinar a organização em ordem alfabética da relação dos eleitores de cada sessão bem como dos candidatos que concorrem ao pleito.  Registros de candidatura de prefeitos e vereadores.  Cassar o registro de prefeito e vereador.  Cuidado: registro de candidatura de prefeito e vereador é o juiz eleitoral, mas diplomar é a junta eleitoral. É a junta porque elas são órgãos colegiados.  Designar os locais de votação até 60 dias antes das eleições.  Nomear os membros da mesa receptora 60 dias antes das eleições.  O juiz eleitoral vai instruir os membros da mesa receptora sobre os procedimentos de votação.  Emitir certificado de justificativa de voto.  Até o meio dia do dia seguinte da eleição terá que informar o numero total de votantes da sua respectiva zona eleitoral (no processo eleitoral). Composição da mesa receptora: verificar Competências das Juntas eleitorais Art. 39 e 41  Diplomar os prefeitos e vereadores;  Expedir os boletins de apuração das eleições;  Apurar no prazo de 10 dias as eleições realizadas nas zonas eleitorais;   

Resolver sobre as impugnações de prefeitos e vereadores.

Professor Will – profwill@pop.com.br Direito Eleitoral 05/07/2011

Voto
É expressão máxima da democracia semi-direta. É o exercício do sufrágio universal. O voto terá algumas características básicas que deverão ser observadas: Direto: É você cidadão é quem vai exercer de forma direta a condição do voto. O voto é um direito personalíssimo. 1. Personalíssimo 2. Será exercido nas eleições direto como regra,. A regra, a exceção: em caso de vacância do poder executivo terá 3. Obrigatoriedade do comparecimento O voto não é obrigatório, o que é obrigatório é o seu comparecimento. O comparecimento será facultativo: a. Aos enfermos; b. Os maiores de 70 anos; c. Os analfabetos; d. Os maiores de 16 anos e menores de 18 anos;  Mesmo tendo feito o alistamento eleitoral, este não é obrigado a comparecer. e. O preso, não condenado em virtude da logística da atividade no complexo prisional. O preso não condenado pode votar (mas para ele votar é necessário uma logística para possibilitar o voto. O deficiente é obrigado a comparecer, na qualidade de eleitor. Resolução 21.920/2004 TSE O deficiente é obrigado a comparecer, porém poderá requere ao juiz eleitoral uma certidão de quitação eleitoral com prazo de validade indeterminado, para cumprir suas obrigações eleitorais, dando-se por satisfeita as obrigações. 4. Liberdade de escolha Você vai votar em quem você quiser. O povo escolhe quem ele quer. É uma liberdade individual de cada cidadão e ninguém pode interferir nessa tua escolha. Se no dia da eleição alguém durante o procedimento de eleição tentar te coibir ou te aliciar a votar em outro configura crime eleitoral.

5. Periódico O voto será de quatro em quatro anos. Exceção: senado, mandato de 8 anos, porém ainda sim a eleição ocorre de 4 em 4 anos, por causa do revezamento de 1/3 e 2/3. 6. Sigiloso Não é permitido pela lei 12.034/09 (reforma eleitoral) votar portando celular ou filmadora. 7. Igualitário O voto tem igual valor. Procedimento de justificação da ausência  Dirigido ao juiz eleitoral. Porque é juiz eleitoral quem autoriza o seu alistamento eleitoral, vai emitir seu titulo, por essa razão tudo ligado a transferência, justificação é ligada ao juiz eleitoral.  Você vai justificar a sua ausência no local onde você se encontrar. Prazo: Se estiver no território nacional: prazo de 60 dias para justificar a sua ausência, contadas da data da eleição. Cada turno é uma eleição. Significa dizer que se foi justificado no 1º turno, pode justificar no 2º. Pode justificar a vida inteira, não tem limite de justificativa. Brasileiros no exterior: só pode votar nas eleições presidenciais (só para presidente da república). Terá que fazer requerimento para poder votar. Tendo que fazer o requerimento 150 dias antes das eleições, realizará na embaixada brasileiro do país onde ele se encontrar (só tem em capital), se não estiver na capital, podendo se dirigir ao consulado brasileiro na cidade onde ele se encontrar e fazer o requerimento. Será dirigido ao Ministério das relações exteriores e este remete o requerimento para o TREDFT que é responsável pelas eleições no exterior. A eleição ocorrerá na mesma data, e no horário de Brasília. O TREDFT elegeu alguns países onde se tem uma maior concentração de brasileiros, onde terá a votação. Não é em todos os países. Se no exterior o Brasileiro não comparecer no dia da eleição (Se fez o requerimento terá que cumprir a obrigação). O brasileiro no exterior terá o prazo de 30 dias depois que retornar ao Brasil para justificar (se ele pedir para votar no exterior ou não ele é obrigado a ir a justiça eleitoral se justificar). Se não votar, não comparecer, não justificar, não pagar a multa por três vezes seguidas (consecutivas), depois de seis meses sua inscrição será cancelada. (contados da ultima eleição) Restrições CE art. 7, §1º: I. Você pode se inscrever em concurso, o que você não pode é ser investido em cargo público.

II.

III. IV. V. VI.

VII.

“correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição”; se encontrar-se na restrição no segundo mês ele não irá receber o pagamento. Restrito a participar em processos licitatórios; Hoje a restrição é somente ao banco do Brasil e caixa econômica federal, o BNDS também entraria. Obter passaporte ou carteira de identidade; Renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo. (inclusive em instituição de ensino particular, pois estas são fiscalizadas pelo governo). Nem tão pouco colar grau. Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda. Quitação militar? - Posse em concurso; - Registro de empresa na junta comercial.

Resolução 23.215/2010 TSE Essa resolução traz a novidade do voto em transito. Se no dia da eleição você estiver fora do domicilio eleitoral você poderá votar no lugar em que se encontrar, somente nas eleições presidências. Terá que fazer um requerimento pedindo a transferência temporária do seu domicilio eleitoral para o lugar que você se encontrar no dia da eleição. O prazo é do dia 15 de julho a 15 de agosto no ano da eleição. Documentos necessários: identidade e titulo de eleitor acompanhados com suas respectivas cópias fazendo o requerimento na sua própria zona eleitoral. Dessa forma voto em transito só se aplica nas eleições eleitorais. Se perder o prazo não pode se valer do voto em transito. É uma transferência temporária, passou a eleição seu domicilio volta ao local de origem. O pedido é válido para o primeiro e segundo turno. Não te limita a votar na sua sessão eleitoral, caso você não viaje mais ou esteja no lugar apenas no primeiro turno, no segundo poderá votar normalmente na sua sessão. A única diferença é que vai ser habilitada a sua inscrição em outra sessão eleitoral temporariamente (o pedido de voto em transito vale para o ano e não para eleição). Não há possibilidade de fazer o requerimento para 1º e 2º turno, porque não se sabe se haverá segundo turno, se houver você poderá votar no local do voto em transito ou na sua sessão originária, se você estiver em outra cidade que não a do voto em transito, nem a sua sessão original terá que justificar. Alistamento eleitoral: é a qualificação do eleitor. Está previsto entre os art. 42 e 51 CE. No entanto o que regulamenta atualmente é a resolução 21.538/2003 (muito importante). Conceito de alistamento: qualificação do eleitor. Qualificação: identificar quem é você. Será realizada no domicilio civil do eleitor.

Se tiver mais de um domicilio você pode escolher qualquer um deles para se alistar. Para o alistamento eleitoral são necessários documentos (na verdade um documento):  A sua identidade RG ou certidão de nascimento ou certidão de casamento. - Com um desses documentos o eleitor é identificado. No caso de homens além desse documento é necessário apresentar a certidão de quitação militar. Se for 16 anos não é obrigatória. Depois não é necessário apresentar a quitação militar, quando se alistar com 16 anos, já que o documento só é exigido para se alistar. Certidão de idade = certidão de emancipação (que não se aplica mais), dispositivo que está em desuso, a FCC diz que dentre os documentos obrigatório é a certidão de idade, não foi revogado. O requerimento do alistamento será dirigido ao Juiz eleitoral. O alistamento é obrigatório para os maiores de 18 e menos de 70 anos. Se a pessoa completar 19 anos e procurar a justiça eleitoral no prazo de até 151 dias antes da eleição ele será isento do pagamento de multa. A pessoa tem 15 anos, mas no dia do 1º turno ele completará 16, ela pode se alistar. Ainda que ele se aliste e complete 16 anos ele não é obrigado a comparecer (facultativo). O alistamento é proibido para:  Estrangeiro (português equiparado, não é estrangeiro, pode se alistar);  Conscrito (está prestando serviço militar obrigatório). Militar de carreira terá que fazer concurso, para ser investido terá que estar com os documentos em dias. O Analfabeto é facultado o alistamento. O ex-analfabeto ele deve (obrigado) se alistar, mas nesse caso ele fica isento de pagar a multa. O alistamento pode ser feito quando?  Em ano não eleitoral o alistamento pode ser feito a qualquer tempo;  Em ano eleitoral (Art. 91 da lei 9.504/97) (resolução art. 23 RS 21.538/2003 150 dias) o prazo máximo para requerimento é 150 dias antes da eleição, prazo válido tanto para requerimento quanto para transferência.  O empregado que trabalha em uma empresa, terá o direito de se ausentar de sue trabalho por até dois dias para o alistamento eleitoral (Art. 48 CE).  Têm no Brasil algumas pessoas que moram aqui e não sabem expressar a língua portuguesa, se o estrangeiro não sabe expressar a língua nacional ele não pode se alistar como eleitor, só pelo fato se ser estrangeiro ele não pode se alistar, ainda que ele seja estrangeiro e

queira adquirir a nacionalidade brasileira um dos requisitos é saber a língua nacional. (Art. 5 CE). Ex: índios que não sabem falar a língua portuguesa não pode se alistar.  O cego pode votar, será feito em braile (art. 49 CE), o cego alfabetizado vai se alistar em braile. Se o cego se alistou ele é obrigado a comparecer, porém, pode pegar a certidão de quitação por prazo indeterminado, porque é deficiente.  O requerimento de alistamento eleitoral é dirigido ao juiz, opções: o Deferimento: alistamento eleitoral está tudo certo, sendo que os delgados de partido poderão contestar (impugnar) o alistamento. O delegado de partido terá o prazo de dez dias para recorrer. o Indeferimento: O eleitor poderá recorrer do indeferimento no prazo de 5 dias. Os recursos serão decididos pelo TRE que terá o prazo de 5 dias para decidir sobre o recurso. O eleitor é que vai escolher o local em que ele vai votar. A assinatura tem que ser feita na presença do servidor eleitoral. A data da emissão do titulo é a mesma data do requerimento. A transferência do domicilio eleitoral Requisitos: 1. Em ano não eleitoral pode requerer a transferência a qualquer tempo. 2. Em ano eleitoral só até 150 dias antes do pleito. 3. Se esta requerendo a transferência terá um período de carência, no mínimo um ano da ultima transferência ou do alistamento. 4. Residência mínima de três meses no novo domicilio; Documento que comprove, ex: conta de água. De não tiver o documento ela declara, sob pena de responder criminalmente por declaração falsa (delegado de partido pode impugnar sem problema nenhum). Declaração do eleitor. 5. Estar em dia com a justiça eleitoral.  Carência mínima de um ano e residência mínima de três meses não se aplicam a servidores removidos.

2º via do titulo de eleitor Requerimento dirigido ao juiz eleitoral e sempre que possível ao requerer a 2º via você vai apresentar a 1º via. Prazos de requerimento da 2º via:  Se estiver na própria zona eleitoral, prazo de 10 dias antes do pleito;  Se estiver fora do domicilio eleitoral o requerimento será dirigido ao juiz da localidade onde você se encontrar, nessa condição o prazo é de 60 dias antes do pleito.

O CE diz que a 2º via só pode ser pedida quando estive em dias com a justiça eleitoral. A 2º via será expedida automaticamente, sendo que a entrega poderá ser feita até a véspera da eleição. Cancelamento da inscrição de eleitor: 1. Morte (falecimento); 2. Quando o individuo não souber expressar a língua nacional (não tem condição para inscrição, se ocorrer uma falha e houver a inscrição); 3. Você não votar, não justificar, não pagar multa por três vezes consecutivas decorridos seis meses cancela. 4. Suspensão ou perda dos direitos políticos; 5. A pluralidade ou duplicidade de inscrições eleitorais (duas ou mais inscrições eleitorais). 6. Quando o eleitor simplesmente estiver alistado em local que não corresponde a um dos seus domicílios. Obs. Os cartórios deverão informar até o décimo quinto (15) dia de cada mês o relatório dos óbitos à justiça eleitoral. Obs. Cessou a restrição a pessoa pode fazer a reabilitação. A numeração do titulo de eleitor pode ser reaproveitado. Resolução 21538, dados do titulo de eleitor Quantos algarismos têm o titulo de eleitor? Tem 12 algarismos, e dos 12: 8 seqüenciados 2 correspondentes a unidade da federação e 2 correspondentes ao digito. Art. 12 da RS 21.538 – código dos TRE (importante saber). TREDFT: 20 Exterior: ZZ ou 28 A cor do titulo é verde e preto. O peso do titulo: 120 miligramas; Símbolo expresso no titulo: armas do estado; Dimensão do titulo: 9 e meio por 6. Dados constantes no titulo: o 1º campo: nome do eleitor completo; o 2º campo: data de nascimento; o 3º campo: numero de inscrição; o 4º campo: zona; o 5º campo: seção eleitoral; o 6º campo: a unidade da federação; o 7º campo: a data de emissão; o 8º campo: assinatura do juiz eleitoral o E no verso a assinatura do eleitor.  O titulo é emitido em papel moeda, e só tem validade com a marca d’água. Dada de emissão: a data do requerimento.     

Titulo dilacerado deve pedir a 2º via (qualquer mancha que dificulte a identificação do eleitor). Resolução 21.538 – O batimento Batimento é o cruzamento de informações. Cruzamento de informações consiste em expurgar do sistema eleitoral as duplicidades e pluralidade de inscrições. Se tiver duas inscrições iguais duplicidade: qual será cancelada? Sempre a mais recente, como regra a mais recente foi objeto de inscrição fraudulenta. Gêmeos no ato da inscrição deve informar que são gêmeos. Se houver uma pluralidade a regra: vai cancelar sempre a ultima. No caso de duplicidade quem vai ficar responsável pela decisão do cancelamento é o juiz eleitoral. No caso de pluralidade (várias) se envolver inscrições de varias zonas eleitorais, várias inscrições, quem ficará responsável é o corregedor Geral. Se a pluralidade for local quem vai ficar responsável é o corregedor regional. Batimento: é o cruzamento de informações com o objetivo de expurgar as duplicidades e pluralidade de inscrições. Ocorrerá duplicidade quando existirem duas inscrições eleitorais, do mesmo titular. Ocorrerá a pluralidade quando tiver mais de duas inscrições do mesmo titular perante a justiça eleitoral. O batimento será realizado pelo TSE em âmbito nacional. Como regra serão consideradas não liberadas as inscrições mais recentes, salvo no caso de gêmeos desde que devidamente identificados. Documentos necessários emitidos pelo sistema do batimento: 1. Relação dos eleitores agrupados (são aqueles envolvidos em duplicidade ou pluralidade); 2. Comunicação dirigida ao juiz eleitoral e a notificação do eleitor (o eleitor só será notificado quando a inscrição for não liberada). Em caso de duplicidade o juiz eleitoral da inscrição mais recente decidirá sobre a irregularidade. Em caso de pluralidade as inscrições realizadas em circunscrições diferentes serão decidas pelo corregedor geral eleitoral, já as inscrições realizadas na mesma circunscrição serão decidas pelo corregedor regional eleitoral. Procedimento:  Condição de pluralidade ou duplicidade o juiz sempre publicará o edital no prazo de 3 dias, informando sobre o cancelamento, notificando o eleitor, o eleitor terá o prazo de 20 dias para que possa se apresentar a autoridade as devidas justificativas.

Resolução 21.538 – revisão do eleitorado Revisão do eleitorado  quando for configurada alguma fraude, atitude suspeita durante o processo eleitoral. 1. numero de eleitores desproporcional aos números do IBGE; 2. Número de pessoas entre 10 e 15 anos de idade que não corresponde aos dados estatísticos do IBGE. 3. Número muito grande de eleitores acima de 65 anos de idade. Havendo suspeita de qualquer dos dados em numero de eleitores o TRE vai apurar a possível fraude, comunica ao TSE e este vai autorizar a revisão do eleitoral. Como regra não pode acontecer em ano eleitoral. Se por decisão do TSE ocorrer ai poderá ocorrer em ano eleitoral. Revisão do eleitorado: ocorrerá quando houver denuncia fundamentada de fraude no alistamento de uma zona ou município. Procedimento: O TRE realiza a correição e provada a fraude comunica ao TSE a revisão do eleitorado. O TSE determinará a revisão do eleitorado de oficio nos seguintes casos: 1. Quando o total do numero de transferências no ano em curso seja superior a 10% ao ano anterior. 2. Quando o eleitorado for superior ao dobro da população entre 10 e 15 anos de idade mais aqueles com idade superior a 70 anos, daquele determinado município. 3. Quando o eleitorado for superior a 65% da população projetada pelo IBGE para aquele ano. Obs1. Não será realizado revisão do eleitorado em ano eleitoral, salvo por decisão do TSE. Obs2. A revisão do eleitorado deverá ser presidida pelo juiz eleitoral da zona submetida à revisão. Obs3. O juiz eleitoral dará inicio aos procedimentos no prazo máximo de 30 dias contados da aprovação da revisão. Obs4. O TSE por meio do corregedor regional eleitoral inspecionará o procedimento de revisão do eleitorado. Obs5. A secretaria de informática apresentará anualmente até o mês de outubro a presidência do TSE o estudo comparativo da evolução do eleitorado.

Professor Will – profwill@pop.com.br Direito Eleitoral 12/07/2011

Partidos Políticos
Lei 9096/95  Partidos políticos. Partidos político  pessoa jurídica de direito privado. Os partidos políticos possuem autonomias administrativa: Para estabelecer suas próprias regras por meio do seu estatuto, na forma do seu estatuto. Deverá ter registro nos moldes da lei civil – em cartório. Estatuto deverá ter:  Hierarquia  Estrutura  Regras de filiação/desligamento  Convenção  Penalidades  Regras para desfiliação do partido sem a perda do mandato. O Partido também terá autonomia financeira. Ele contará com recursos oriundos da União, mas precisamente do fundo partidário. Recursos financeiros (autonomia financeira): O partido político tem autonomia para aplicar esse dinheiro aonde bem entender. i. Do fundo partidário, a lei estabelece limites:  5% da distribuição será igualitária;  95% será divido conforme a proporcionalidade partidária. Quanto maior o partido, maior o valor recebido. Esse restante obedece a proporcionalidade partidária. ii. Doações  A pessoa física poderá doar 10% do seu rendimento anual, mas esse valor não poderá ultrapassar 50 mil reais.  Pessoas jurídicas 2% do faturamento liquido da empresa anual. Exceto: entidades desportivas não podem fazer doação para partido, é proibido por lei. iii.   Contribuições dos filiados Dividas trabalhistas é de responsabilidade objetiva do partido político. No máximo 50% dos recursos do fundo partidário serão utilizados como forma de pagamento da folha de pessoal que trabalhar durante a campanha.

 Regra CF: é livre a criação, fusão e extinção do partido político.  Todo partido político tem que ter representação nacional. Representação Nacional Se confirma com o quantitativo de votos válidos obtidos na ultima eleição para câmara dos deputados. 1% dos votos válidos – distribuídos em 9 estados com pelo menos 0,1% em cada um dele na ultima eleição para câmara dos deputados. Registro no TSE Somente com registro no TSE que estará assegurado a exclusividade na sigla, na cor, numero e denominação. Todo partido como tem registro no TSE, apenas o TSE tem competência para cassar registro do partido. Todo partido a sede tem que ser em Brasília. Nos estados vão ter diretórios estaduais (regionais). Aos partidos é vedado características paramilitar. Estrangeiro jamais pode estar filiado a partido político. Propaganda de partido político  Propaganda institucional (da justiça eleitoral, que visa informar o eleitor).  Propaganda eleitoral (que visa angariar votos)  Propaganda partidária (o partido terá direito à 2 minutos por semestre). Sendo vedada a propaganda partidária no segundo semestre no ano eleitoral. Filiação Prazo para filiação como regra 1 ano; Duas exceções: Magistrados Membros do MP podem filiar-se em até 6 meses. Militares Lista de filiados na 2º semana do mês de abril e outubro de cada ano os partidos deverão enviar a justiça eleitoral a relação de todos os filiados. O desligamento do partido político deverá ser comunicado por escrito e será dirigido ao órgão de direção (municipal, estadual ou distrital) do partido político e terá que comunicar ao juiz eleitoral da zona onde ele mantém a sua inscrição como eleitor. Art. 8º da lei dos partidos políticos  trata exatamente do requerimento de registro de partido político. O requerimento tem que ser subscrito pelos fundadores em no mínimo um terço dos estados.

Para criação do partido obrigatoriamente deverá constar no registro os fundadores e essa representação do partido deverá contar em no mino um terço dos estados. Documentos importantes (para o registro do partido):  Cópia autenticada da ata de reunião da fundação do partido;  Exemplares do diário oficial que publicou o programa e o estatuto do partido;  A relação dos fundadores com toda a sua identificação (nome completo, local de nascimento, estado civil, titulo de eleitor). Partido político necessariamente deverá prestar contas 12.304/09  regras sobre prestação de contas - Anualmente o partido deve apresentar a justiça eleitoral o balança contábil, até o dia 30 de abril do ano seguinte. O balanço contábil anual do partido do ano de 2011 tem que ser apresentado até o dia 30 de abril de 2012. Órgão nacional terá que apresentar balanço no TSE, órgão de direção regional no TRE e órgão municipais perante os juízes eleitorais. - Prestação de contas de candidatos é diferente de balanço contábil anual. No ano eleitoral tem prestação de contas constantes, porque em ano eleitoral se vacilar pode ter a impugnação do mandato eletivo por abuso de poder econômico. Em ano eleitoral o partido terá que encaminhar balancetes mensais quatro meses antes e dois meses depois das eleições. Abuso de poder econômico e fraude na eleição a justiça eleitoral não perdoa, irá perder o mandato. Deve conter nos relatórios:  Obrigatoriamente tem que ter os valores e para onde vai os recursos do fundo partidário.  A origem e os valores das contribuições e doações (são instrumentos regulatórios importantes)  Despesas eleitorais;  Discriminação detalhada de despesas e receitas; Os recursos do fundo partidário são formados pelas multas aplicadas pela justiça eleitoral. Elas variam pela natureza da infração. A gestão do fundo partidário é feito pela justiça eleitoral. Recursos financeiros destinados por lei. As doações para partido político só pode ser feito por meio de transferência (eletrônico) ou por meio de cheque nominal e cruzado.

Aplicação do fundo partidário: Na manutenção das sedes e serviços o limite máximo é de 20%. O fundo partidário também será aplicado para propaganda política. Já existe jurisprudência ampliando para 50% o investimento de valores em sede e serviços. Necessariamente os partidos escolherão os candidatos na convenção do partido que é realizado entre os dias 10 e 30 de junho no ano da eleição. Registros dos candidatos os Partidos terão até 05 de junho – 19h As coligações até 7 de julho de 19h O candidato terá também terá até o dia 7 de julho para fazer o registro, terá 48 após o dia 5 de julho. Lei 90504/97 Documentação necessária para os registros da candidatura: 1) A cópia da ata da convenção do partido autenticada (essa cópia deve ser autenticada – já caiu em desuso, porque a própria justiça eleitoral autentica). 2) Autorização por escrito do candidato, de que ele vai concorrer as eleições. 3) Prova de filiação partidária; 4) Declaração de bens 5) Cópia do titulo de eleitor 6) Certidão de quitação eleitoral (não pode ser comprovante das ultimas duas eleições); 7) Certidão criminal (inovação pela lei da ficha limpa); 8) Duas fotos ¾ (uma instruída pelo documento e a outra será escaneada e enviada ao sistema da justiça eleitoral. 9) Declaração de alfabetização; 10) Os candidatos as eleições majoritárias deverão no registro da candidatura apresentar as propostas de campanha para que sejam devidamente homologadas, nas eleições proporcionais é facultativo, somente nas majoritárias é que será obrigatória. Nas eleições majoritárias cada partido ou coligação só vai registrar um candidato. Nas eleições proporcionais cada partido poderá registrar aos cargos do poder legislativo até 150% do número de lugares a preencher. Cada coligação registrará independentemente do número de partidos integrantes até o dobro de lugares a preencher. A lei 9504 estabelece que nas eleições proporcionais (deputados, senadores e vereadores) para substituição de candidato poderá ocorrer até 60 dias antes das eleições. Nas eleições majoritárias a substituição do candidato pode ser até a véspera da eleição.

A lei 9504 estabelece que se antes do segundo turno houver morte ou qualquer situação de desistência será eleito o segundo colocado assumindo. Se for para o 2º turno, no meio da campanha eleitoral um deles morre, o terceiro colocado é chamado. Se ocorrer empate na votação em 2º turno será eleito o mais idoso entre os dois. Como regra o plebiscito ocorrera no primeiro domingo do mês de outubro e o referendo no ultimo domingo no mês de outubro. As datas poderão ser alteradas por decisão do TSE (maioria absoluta).

Procedimentos na eleição
Integrantes na mesa receptora de votos - composição da mesa receptora de votos: Será composta por um presidente, 1º e 2º mesários dois secretários e um suplente. A mesa receptora de votos sempre será nomeada pelo juiz eleitoral, até 60 dias antes das eleições. Quem será nomeado membro de mesa receptora (preferências):  Portadores de diploma de mesa superior  Professores  Serventuários da justiça Quem não pode ser nomeado membro da mesa receptora:  Parente de candidato até o segundo grau em linha reta e colateral incluindo cônjuges e afins e o candidato (o primo de um candidato pode ser membro da mesa receptora, tio pode, cunhado não pode, sogra não pode).  Quem exerça qualquer cargo de direção no partido (cargo de chefia);  Autoridades policiais, cargos comissionados no poder legislativo e executivo. A nomeação será realizada em audiência pública, comunicada com 5 dias de antecedência para que todos os interessados possam estar presentes (interessados são os partidos, que poderão constituir delegados de partido). Cada partido poderá constituir até 3 delegados perante o juiz eleitoral , até 4 delegados perante o TRE e até 5 delegados perante o TSE. Ministério Público eleitoral, delegados de partidos, candidatos e eleitores poderão impugnar os nomes publicados para a mesa receptora. O prazo para impugnação será de 5 dias contados da nomeação. O juiz eleitoral terá 48 horas para decidir se impugna ou não. Para recorrer da decisão do juiz o recurso para o TRE será de 3 dias.

Sistema de votação eletrônico Começou no ano de 2000. Ela não isentou a votação anula, por meio de cédulas, se a urna eletrônica estiver com algum defeito a regra é substituir por outra urna eletrônica, se essa outra der defeito ai sim usará a urna manual. Nos municípios cada sessão eleitoral terá no máximo 300 eleitores e no máximo 400 eleitores nas capitais e no mínimo 50 eleitores em qualquer lugar. Se o nome não estiver na folha da sua sessão, você terá que justificar, não poderá votar. O material será entregue 72 horas antes do pleito, os lugares de votação serão isolados 72 horas antes da votação. Locais de votação Os locais serão designados pelo juiz eleitoral até 60 dias antes do pleito. Estabelecimentos particulares, são obrigados a liberar o estabelecimento para utilização da justiça eleitoral é um serviço público relevante (não recebe nada por isso). Os partidos poderão impugnar os locais de votação  por poder ocorrer algum beneficio de candidato A, B ou C. O Ministério público também poderá impugnar. O prazo como regra é 3 dias. Os membros da mesa devem chegar as 7h da manhã. Deu 7h30 o presidente não chegou o primeiro mesário assume. Se os mesários não aparecerem, vai ser convocado qualquer cidadão da fila. Podem recusar, depois serão convocados pelo juiz eleitoral para prestar esclarecimentos e irão pagar multa.  Se a votação for encerrada antes das 17h00 é motivo de nulidade dos votos daquela sessão. Tem que ficar até o final, é obrigatório, não tem como.

 Quem tem preferência para votar? 1. Juízes eleitorais, servidores da justiça eleitoral, promotores eleitorais (menos o ministério público), policiais em serviço. 2. Gestante, a partir do momento em que a mulher descobre que esta grávida e tem o comprovante da gravidez ela tem preferência a votar. 3. Deficiente: não importa a modalidade. Pessoas com modalidade reduzida também te preferência. 4. Lactante (vai comprovar por meio da certidão de nascimento do bebe e do documento da mãe), a OMS recomenda 6 meses de amamentação, porém a própria OMS prevê que o período ideal são os 12 primeiros meses, então até os 12 primeiros meses a mãe tem preferência. 5. O idoso – a partir de 60 anos.

6. A preferência é sempre de quem chegou primeiro. A ordem de chegada é que vai dar preferência para a votação. Ordem de aparecimento na urna: primeiro os cargos proporcionais, depois os majoritários. Eleições municipais: 1. Vereador; 2. Prefeito. Eleições federais: 1. Deputado federal; 2. Deputado estadual; 3. Senador e suplentes (a foto não pode ser inferior a 10% da imagem principal); 4. Governador; 5. Presidente da República. Votação nula e anulável Boletim de urna é o relatório da urna, os atos que aconteceram na urna, será impresso em quantas vias forem necessárias. Uma das vias do boletim de urna tem que estar pregada na porta. Dados do boletim de urna: 1. Numero de votantes; 2. Votação individual (não é a identificação do eleitor, é a votação individual por candidato); 3. É o voto de legenda; 4. Votos brancos e nulos 5. A soma geral de todos os votos A votação estará conclusa quando todas as sessões forem encerradas e forem enviadas ao TRE para apuração parcial. Votação anulável  1. Quando houver extravio de documento essencial; 2. Quando for negado ou restrição do direito de fiscalizar; 3. Quando alguém votar com identidade falsa no lugar de outro eleitor. Está preterindo a condição reputada essencial, logicamente estará em condição de anulável. Votação nula  1. Mesa receptora não nomeada 2. Folha de votação falsa; 3. Ser realizada em local e horário fora do estipulado; 4. Ser encerrada antes do horário 5. Quebrar formalidade do sigilo

Regra para manutenção da ordem: quando o tema é manutenção da ordem quem mantém o poder de policia é a autoridade eleitoral. No âmbito do TSE é o presidente do TSE, no âmbito do TER é o presidente do TER, no âmbito municipal o juiz eleitoral, e no âmbito da sessão eleitoral o presidente da sessão. Inelegibilidade É a perda do direito de ser votado. Modalidades de inelegibilidade: 1. Constitucionais (Absoluta): art. 14, §4º, CF a. São inelegíveis os inalistáveis (estrangeiros e conscritos) e os analfabetos. 2. Relativa: são aquelas regulamenta na lei complementar 64/90, foi atualizada pela lei complementar 135/2010 (ficha limpa): Inelegibilidade relativa envolve vinculo parentesco. Parentes em linha reta e colateral até o segundo grau, afins, cônjuge, união estável não poderão concorrer a cargo público eletivo na mesma circunscrição. Circunscrição do Presidente da República: País Deputado, senador, Governador: estado Prefeito, vereador: município. O primo, sobrinho pode concorrer. A tia pode, o cunhado não, a avó também não. Desincompatibilizar: é você desligar do cargo para fugir da inelegibilidade. Desincompatibilização definitiva: vai renunciar ao cargo ou será exonerado da função. Desincompatibilização temporária: vai licenciar do cargo para participar do cargo eleitoral. Em que situação conta o prazo de seis meses: para presidente da república, governador, prefeito. A autoridade policial são seis meses para vereador e 4 meses para prefeito. Diretor de banco estadual: seis meses para vereador e quatro meses para prefeito. Defensor público: seis meses para vereador e quatro meses para prefeito. Membros do MP: seis meses para vereador e quatro meses para prefeito. Desincompatibilização de 4 meses: para o presidente da OAB, tanto para concorrer para vereador como para prefeito. Desincompatibilização de 3 meses: para servidores, cargos em comissão, diretor de escola pública. Conselheiro tutelar 3 meses para vereador e quatro meses para prefeito.

Funcionário do banco do Brasil – 3 meses para vereador e quatro meses para prefeito. Esse prazo para desincompatibilização começa a contar da data do primeiro turno das eleições. Se for concorrer a cargo público eletivo terá que ter a prova da desincompatibilização.

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