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Processo de Produção do sabão

Processo de Produção do sabão

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Publicado porSamara Carvalho
Especialmente para a turma do Politec de Química 03
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Published by: Samara Carvalho on Apr 28, 2012
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PROCESSO DE PRODUÇÃO DO SABÃO

Disciplina: Processos Orgânicos Profa.: Samara Carvalho

HISTÓRIA
 Ao

ferverem o sebo de cabra com cinzas de madeira, as tribos germânicas, contemporâneas de César, realizaram a mesma reação química que o processo moderno de fabricação de sabão: a hidrólise de glicerídios.

HISTÓRIA
É

provável que os primeiros povos devem ter notado que a água, quando colocada em recipientes já usados para cozinhar carne, e por isso com cinzas (o que seria comum, uma vez que a confecção dos alimentos decorria ao ar livre), transformava-se no mesmo tipo de substância espumante.

HISTÓRIA
 As

primeiras evidências registradas na história da produção de um material parecido com o sabão, datam de 2800 a.C. escavações na antiga Babilônia foram encontradas inscrições, junto a cilindros de barro, que revelaram que os habitantes já ferviam gordura de animais juntamente com cinzas.

 Em

HISTÓRIA

No entanto, tais produtos teriam sido

utilizados como pomadas para ferimentos ou para auxiliar a produção de penteados artísticos, uma vez que as suas propriedades de limpeza ainda não tinham sido descobertas.
 Mas

de acordo com uma antiga lenda romana, o sabão tem a sua origem no Monte Sapo, onde eram realizados sacrifícios de animais em pilhas crematórias.

HISTÓRIA
 Quando

chovia, a água arrastava uma mistura de sebo animal derretido com cinzas, para o barro das margens do Rio Tibre, onde as mulheres lavavam as suas roupas. franceses e os alemães foram os primeiros a utilizar o sabão com finalidade de limpeza.

 Os

HISTÓRIA
A

técnica de produção desenvolvida foi passada posteriormente aos romanos, entre os quais adquiriu notoriedade. produto era obtido em um processo rudimentar por fervura de sebo caprino com cinza de faia, processo este que conferia-lhe um aspecto ruim.

 Este

HISTÓRIA
 Somente

no século IX, será vendido, como produto de consumo na França, onde também surge, nesta época, mais especificadamente na cidade de Marselha, o primeiro sabão industrializado.

SABÃO
 Sabão

serve principalmente, para livrar-nos da incômoda sujeira, que é composta na maioria das vezes por óleos ou gorduras, acompanhadas ou não por microrganismos ou outras substâncias apolares ou poucos polares como pó, restos de alimento, etc.

AFINAL, O QUE É O SABÃO?
 Tanto

sabões como detergentes pertencem a um mesmo grupo de substâncias químicas os tensoativos.

AFINAL, O QUE É O SABÃO?
 Durante

muitos anos, acreditava-se que existisse uma “pele flexível” na superfície dos líquidos. entender o que são tensoativos, é preciso compreender primeiramente outros conceitos, como miscibilidade, tensão superficial e tensão interfacial.

 Para

AFINAL, O QUE É O SABÃO?
 Miscibilidade:

Para que dois líquidos sejam miscíveis entre si, é necessário que ambos se situem dentro da mesma faixa de polaridade. Daí entende-se que dois líquidos de polaridades diferentes são imiscíveis.

AFINAL, O QUE É O SABÃO?
 Tensão

interfacial: Entende-se por tensão interfacial a força que impede a miscibilidade de dois líquidos, ou de um sistema líquido-sólido. 

AFINAL, O QUE É O SABÃO?
 Tensão

superficial: Num líquido, uma molécula é circundada em todas as direções, por outras moléculas. A energia potencial de interação é a mesma em todas as direções. Mas a molécula que se encontra na superfície do líquido em equilíbrio com seu vapor é atraída de um lado pelas moléculas do líquido e do outro pelas moléculas da fase gasosa.

AFINAL, O QUE É O SABÃO?
 Como

o número de moléculas em interação na fase líquida é maior que na fase gasosa, a atração para o líquido é maior que para fase gasosa.  A força na superfície deste líquido, que o obriga a formar a menor superfície é denominada tensão superficial.

AFINAL, O QUE É O SABÃO?
 Tensoativos

são substâncias que, mesmo em pequenas concentrações, reduzem de forma considerável a tensão superficial da água ou a tensão interfacial de dois líquidos não miscíveis entre si devido a realização de interações intermoleculares entre as moléculas do líquido e as do tensoativo.

AFINAL, O QUE É O SABÃO?
 Os

produtos tensoativos possuem estrutura anfifílica na mesma molécula. Isto significa que se apresentam constituídos por grupos hidrófilos (possuem afinidade por água) e grupos hidrófobos (possuem aversão a água).

AFINAL, O QUE É O SABÃO?
 Moléculas

tensoativas tendem a adsorver a superfície de óleos, promovendo o emulsionamento. A cabeça hidrofílica permanece na fase aquosa, enquanto a cauda hidrofóbica penetra facilmente na fase oleosa, formando o que usualmente chamamos de micela.

AFINAL O QUE É O SABÃO?
Estrutura da micela

Estrutura da parede

AFINAL O QUE É O SABÃO?
 Possivelmente

a aplicação industrial mais importante para os tensoativos é a formação de emulsões. Uma emulsão é a dispersão de um líquido em outro líquido, originalmente imiscíveis.

AFINAL O QUE É O SABÃO?
 Os

tensoativos são conhecidos e classificados em quatro categorias: aniônicos, catiônicos, não-iônicos e anfóteros.

AFINAL O QUE É O SABÃO?
 Tensoativos

Aniônicos: Os tensoativos aniônicos possuem, como grupo hidrófilo, um radical com carga negativa.  Todos os sabões (sais de ácidos graxos) são tensoativos aniônicos.

AFINAL O QUE É O SABÃO?
 Tensoativos

Catiônicos: Os tensoativos catiônicos se identificam por possuírem carga positiva. Sais de aminas graxas (ou sais amoniacais) foram primeiramente desenvolvidos como tensoativos catiônicos.

AFINAL O QUE É O SABÃO?
 Tensoativos

não-iônicos: Tensoativos não-iônicos diferem de ambos aniônicos e catiônicos, visto que a sua molécula não possui carga e não se ioniza em contato com a água. grupo hidrofílico é composto de alguma outra substância hidrossolúvel (por exemplo, cadeia polimérica hidrossolúvel).

O

AFINAL O QUE É O SABÃO?

ESTRUTURA DO SABÃO
 Como

veremos, o sabão é uma substância obtida pela reação de gorduras ou óleos com hidróxido de sódio ou de potássio. produto desta reação é um sal (reação de um ácido com uma base). Sabe-se que os sais são substâncias que possuem, pelo menos, uma ligação com caráter tipicamente iônico.

O

ESTRUTURA DO SABÃO
 As

ligações iônicas são caracterizadas quando os elementos ligantes apresentam acentuada diferença de eletronegatividade, o que dá origem a uma forte polarização, já que se forma um dipolo elétrico. forma dizemos que os sabões, por serem sais, apresentam pelo menos um ponto de forte polarização em sua molécula.

 Desta

REAÇÃO DE SAPONIFICAÇÃO
 Atualmente,

o sabão é obtido de gorduras (de boi, de porco, de carneiro, etc) ou de óleos (de algodão, de vários tipo de palmeiras, etc.). basicamente a interação (ou  reação química) que ocorre entre um  ácido graxo existente em óleos ou  gorduras com uma base forte com aquecimento.

É

REAÇÃO DE SAPONIFICAÇÃO

O uso de KOH no lugar de NaOH permite obter sabões potássicos

REAÇÃO DE SAPONIFICAÇÃO
A

equação abaixo representa genericamente a hidrólise alcalina de um óleo ou de uma gordura:

Reação de saponificação

REAÇÃO DE SAPONIFICAÇÃO

Estrutura do sabão

REAÇÃO DE SAPONIFICAÇÃO
 Os

detergentes sintéticos atuam da mesma maneira que os sabões, porém diferem deles na estrutura da molécula. Sabões são sais de ácido carboxílico de cadeia longa, e detergentes sintéticos, na grande maioria, são sais de ácidos sulfônicos de cadeia longa.

REAÇÃO DE SAPONIFICAÇÃO

ESTRUTURA DO SABÃO
 Uma

molécula de sabão tem uma extremidade polar e uma parte não polar. extremidade polar é solúvel em água: hidrófila - que tem afinidade por água. parte apolar é insolúvel em água, e denomina-se hidrófoba, solúvel em solventes apolares.

A

A

COMO O SABÃO LIMPA?

COMO O SABÃO LIMPA?

COMO O SABÃO LIMPA?

REAÇÃO DE PRODUÇÃO DO SABÃO
O

ácido graxo poderá ser neutralizado por: NaOH ou Na2CO3, dando R — COONa (sabões de sódio, em geral mais duros);
KOH

ou K2CO3, dando R — COOK (sabões de potássio, mais moles e usados por exemplo, em cremes de barbear);

REAÇÃO DE PRODUÇÃO DO SABÃO
Hidróxidos

de etanolamina, como, por exemplo, (OH-CH2CH2)3NHOH, dando R — COONH(CH2CH2-OH)3 (sabões de amônio, que são em geral líquidos usados, por exemplo, em xampus).

PRODUÇÃO INDUSTRIAL DO SABÃO

O processo de obtenção industrial do sabão é muito simples. Primeiramente coloca-se soda, gordura e água na caldeira com temperatura em torno de 150ºC, deixando-as reagir por algum tempo (± 30 minutos). Após adiciona-se cloreto de sódio - que auxilia na separação da solução em duas fases. Na fase superior encontrase o sabão e na inferior, glicerina, impurezas e possível excesso de soda.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL DO SABÃO
Nesta etapa realiza-se uma eliminação da fase inferior e, a fim de garantir a saponificação da gordura pela soda, adiciona-se água e hidróxido de sódio à fase superior, repetindo esta operação quantas vezes seja necessário. Após terminado o processo pode-se colocar aditivos que irão melhorar algumas propriedades do produto final.

ESQUEMA SIMPLIFICADO DE UM PROCESSO DE PRODUÇÃO DE SABÃO

Fluxograma da produção do sabão

A GLICERINA
 A 

glicerina (ou glicerol) é um subproduto da fabricação do sabão. é adicionada aos cremes de beleza e sabonetes, pois é um bom umectante, isto é, mantém a umidade da pele. produtos alimentícios ela também é adicionada com a finalidade de manter a umidade do produto e aparece no rótulo com o código

 Ela

 Em

A GLICERINA
 Outra

utilidade da glicerina é na fabrica de explosivos como o explosivo conhecido como nitroglicerina.

Ação umectante da glicerina

Reação de produção da nitroglicerina

FABRICAÇÃO DA GLICERINA
 Na

recuperação da glicerina das usinas de sabão, a energia necessária referese ao consumo de calor envolvido nas operações unitárias de evaporação e de destilação. divisão, em etapas, dos processos para a glicerina natural ou sintética é: Evaporação (a múltiplo efeito) para concentração; Purificação por decantação;

A

FABRICAÇÃO DA GLICERINA
Destilação a vácuo e a vapor de água; Condensação parcial; Alvejamento (clarificação); Filtração ou purificação por troca iônica.
O

elevado teor de sal comum na glicerina da lixívia de sabão requer freqüentes paradas dos evaporadores para remoção do sal cristalizado. A fase aquosa é injetada no evaporador a triplo efeito, conforme está no

O

cru, decantado, contém aproximadamente 78% de glicerol, 0,2% de ácidos graxos totais e 22% de água. cru é destilado a vácuo a 204°C.

 Este

 Adiciona-se

uma pequena porção de soda cáustica ao afluente do destilador para saponificarem-se as impurezas gordurosas e reduzirem-se as possibilidades de destilação simultânea com a do glicerol.

A

glicerina destilada é condensada em três estágios, em temperaturas decrescentes. primeiro estágio dá a glicerina mais pura de todas, usualmente a 99%de glicerol, atendendo às especificações de quimicamente pura. glicerinas de qualidade inferior são coletadas no segundo e terceiro condensadores. A purificação final da glicerina é realizada no alvejamento a carvão

O

 As

ADITIVOS COMUNS ENCONTRADOS EM SABÕES
A

maioria dos produtos de limpeza possui aditivos que melhoram sua eficácia ou reduzem seu custo. aditivo mais comum encontrado em qualquer sabão são os aromatizantes, mesmo que este seja imperceptível, é utilizado para disfarçar o odor característico do sabão.

O

ADITIVOS COMUNS ENCONTRADOS EM SABÕES
 Agentes

quelantes, como os fosfatos, aparecem praticamente em todas as fórmulas de produtos de limpeza. compostos retiram íons de metais que estão presentes na água e que podem reduzir a ação do sabão como os íons cálcio e magnésio, componentes que tornam a água dura e prejudicam a ação dos tensoativos aniônicos (sabões).

 Estes

 Produtos

muito utilizados como aditivos para eliminar odores desagradáveis e como anti-sépticos são os bórax (tetraborato de sódio hidratado - Na2B4O7.H2O) e o óxido de zinco (ZnO). boratos como o perborato de sódio são utilizados como alvejantes. A ação alvejante é causada pela formação do oxigênio ativo, que o perborato libera em soluções alcalinas ou em presença de ativadores.

 Outros

Reação do perborato de sódio

CURIOSIDADE: AS CORES
 As

experiências de Isaac Newton demonstraram que as cores são parte da luz branca (do sol). do prisma é possível decompor a luz branca nas cores do arco-íris e com uma lente e um outro prisma é possível recompô-las em luz branca. gotículas de água presentes no ar funcionam como pequenos prismas.

 Através

 As

CURIOSIDADE: OLHO HUMANO
 De

todas as ondas do Espectro Eletromagnético, o olho humano enxerga apenas uma parte minúscula, que vai de 400 a 700 nanômetros (bilionésima parte do metro). O azul violeta se encontra na região dos 400 nm a 500 nm, o verde fica entre 500 nm a 600 nm e o vermelho, de 600 nm a 700 nm.

 Os

bilhões de fótons que entram no olho são focados na sua retina, que age como uma espécie de filme fotográfico. retina, milhares de células em formato de cone são excitadas quando atingidas pelos fótons, e isso faz com que uma rede de neurônios dispare energia para o seu cérebro, que interpreta a informação como cor e luz. três tipos de células cone no

 Na

 Existem

 Um

tipo dessas células as torna mais excitadas por fótons de cor avermelhada, outro por fótons de cor esverdeada e outros de cor azulada. combinação de comprimentos de ondas diferentes, ao mesmo tempo, excitará grupos diferentes de células, criando misturas de cor. Quanto todas as células são excitadas juntas, percebemos a cor branca e, se nenhuma célula é excitada, veremos a cor preta.

 Uma

 Em

determinados produtos, principalmente sabões em pó para máquinas de lavar roupa, são encontrados clarificantes ópticos que são corantes que absorvem luz ultravioleta (de 3-5% da luz solar), emitindo luz fluorescente azul. da luz azul, a cor amarela é eliminada pelas cores complementares que se formarão, já que a cor resulta , para o olho humano, do somatório das luzes fluorescentes refletidas.

 Através

 Outro

artifício utilizado para retirar manchas é a utilização de enzimas. As enzimas são proteínas que catalisam reações específicas, auxiliando assim a eliminação de substâncias indesejáveis que causam as manchas (gorduras, corantes orgânicos, etc.) Em geral utilizam-se enzimas chamadas porteases de serina.

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