Índice ACOMPANHAMENTO DE CRIANÇAS Técnicas de Animação Vivemos numa sociedade que continua a transformar-se com uma profundidade e a um ritmo

nunca visto, graças a acções realizadas por vários agentes (sociais, económicos, políticos, culturais…). Os empregos são cada vez mais absorventes, visto que existe uma maior competitividade, bem como um alargamento da carga horária, o que origina uma redução do tempo passado em família e, por consequência, um afastamento das crianças do seio familiar desde uma idade muito precoce. As crianças da actualidade nascem em hospitais (instituição). Ainda na idade latente, vão para o infantário (instituição), na infância continuam a frequentar o infantário e o ensino básico (instituições). Podemos concluir que, na sociedade actual, as crianças tem uma vivência em permanente afastamento de laços e afectos e, desde muito cedo, passam por sistemas agressivos de grande competitividade, tendo que provar que são detentoras de diversas competências, pois, socialmente, são-lhe impostas exigências. Neste contexto torna-se premente não só encarar a educação como algo mais que um meio de proporcionar/transmitir conhecimentos, mas também e acima de tudo como um meio de ligação do indivíduo à comunidade, um meio para comunicar, para promover a expressividade, a criatividade e a confiança. A concepção de educação limitada no tempo está condenada, pois na realidade o ser humano está em constante aprendizagem, tal como é referido por Lopes (2008) ao parafrasear Cardeira: ninguém é suficientemente culto que não tenha nada para aprender, por outro lado, ninguém é tão ignorante que não tenha nada para ensinar.

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Na actual sociedade, onde a educação deve ser permanente e comunitária, o processo educativo rejeita o modelo de escola/armazém, valorizando a partilha de saberes entre os diferentes contextos de aprendizagem, assim como a interacção com o meio envolvente. Deve existir uma íntima relação entre o plano educativo e o plano social, uma vez que e educação é condicionada e condiciona a sociedade. É nesta interacção entre sociedade e educação que o acto de animar deve assumir um papel de participação/acção, o que vai também ao encontro do defendido por Ander-Egg (2000), que afirma que a educação permanente, para construir uma acção válida, deve ser complementada por acções de animação. Ser animador é ser Educador e há que estar consciente desta acção educativa. Há que querer ajudar no crescimento de uma pessoa de uma maneira criativa. Animação Breve História da Animação A animação Sócio Cultural, evidencia-se na Europa em meados dos anos 60 do século XX e, em particular em Portugal, a partir da segunda metade dos anos 70. Tentativa de resposta à anomia social e às desigualdades de oportunidades sociais, consequência das transformações sociais da época. A Animação contempla duas vertentes: a Sócio cultural e a Sócio educativa, embora não existam grandes diferenças de conceitos e metodologias, porque “cultura” também é “educação”. A animação Sócio cultural é uma modalidade de intervenção no âmbito da educação social e pessoal, e assenta principalmente numa pedagogia participativa, procurando estimular os sujeitos a desenvolver as suas capacidades e competências, visando o seu bem-estar e o desenvolvimento integral. É um método de intervenção natural porque

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respeita sempre todo o contexto envolvente, incutindo a integração, comunicação e participação do indivíduo, incutindo a autonomia necessária à construção do seu futuro, adaptando-o à sociedade em que está inserido, desenvolvendo competências, capacidades e autoestima, que indubitavelmente levarão à mudança e à transformação social. Todas as acções de animação têm uma intenção educativa, direccionada para a necessidade do desenvolvimento pessoal e social do indivíduo. Este é o centro de tudo, é a sua participação, socialização e auto-estima que estão a ser incentivadas, pretendendo-se acima de tudo elevar o indivíduo ou a criança. Todas as pessoas podem ser potenciais destinatários de acções da animação, mas estas também pode ser dirigidas a alguns grupos específicos, como é o caso das crianças, dos idosos ou pessoas com necessidades especiais, tendo em conta o facto de poderem ser desenvolvidas nas mais variadíssimas formas, modalidades ou infra-estruturas. Animar é:  Motivar para uma acção/actividade  Dar ânimo, dar vida      Aceitar uma iniciativa Respeitar o projecto individual definido por cada um Ajudar a pessoa a afirmar-se Apoiar não substituir Dar movimento a uma situação onde reina a imobilidade, o aborrecimento “ A Animação Sociocultural é um conjunto de práticas sociais que têm como finalidade estimular a iniciativa, bem como a participação das comunidades no processo do seu próprio desenvolvimento e na dinâmica global da vida sociopolítica em que estão integrados”. Para José Herrerias (2002), referido em Lopes (2008): “ A Animação
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sociocultural é uma metodologia para desenvolver a educação. Metodologia essa que assenta nas palavras que a descrevem: animar, potenciar, desenvolver a sociocultura como meio de optimizar o potencial das pessoas”, “ (…) a Animação sociocultural não é manipulação, é um trabalho directo com as pessoas a partir da acção e não de discursos em abstracto. Animação é acção, é vida…

Animação na Infância Nunca houve melhor tempo para ser crianças como agora, pois as crianças têm oportunidades, direitos e uma posição como nunca tiveram na comunidade. Em contrapartida, ser-se criança actualmente, pode trazer mais pressões e decisões que nunca. O facto dos pais trabalharem e o acesso a maior variedade de informação através dos mass-media e da internet obrigam muitas crianças a amadurecem mais rapidamente. Brincar, assim como as oportunidades de lazer têm um papel fundamental no desenvolvimento deste processo. É muito importante proporcionar à criança oportunidades de vida que lhes permita proceder à exploração de si, dos outros e dos contextos em que se incluem, para progressivamente procederem à descentração de si, de tal forma que estejam aptos para se situarem como seres únicos no meio dos outros. Poder-se-á dizer que o brincar é um meio que permite fomentar o desenvolvimento da criança e dos sujeitos em geral. A participação dos pais nas brincadeiras dos filhos também é fundamental, sempre que solicitados para tal. É claro que podem também tomar a iniciativa, no entanto, não devem exagerar e por exemplo, fazerem eles a actividade quando a criança só pediu uma pequena colaboração. Toda a criança tem direito a brincar. Ela deve escolher aquilo que lhe dá mais prazer. Cada criança tem os seus gostos próprios e que

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devem ser respeitados. Normalmente, há uma tendência dos adultos em imporem as suas regras às crianças, não lhes dando oportunidade de escolha. As actividades de animação são, assim de extrema importância para a criança, estimulando o seu desenvolvimento quer físico, quer emocional. O brincar, em todos os aspectos, contribui para o desenvolvimento integral das crianças, tornando-as felizes e alegres, sensações que as acompanham durante todas as etapas da vida. Através das actividades de animação desenvolvem a criatividade o que lhes permite resolver os seus problemas, exploram o mundo físico, preparando-se para no futuro serem adultos competentes, responsáveis, sociáveis e tolerantes, contribuindo assim para a solidariedade com os outros como pedras essenciais na construção de um mundo mais feliz e justo para todos. É neste contexto que a animação infantil deve desempenhar um papel primordial. Segundo Lopes (2008) o desenvolvimento da Animação infantil surgiu com o Portugal democrático, ganhando expressão como forma de Animação socioeducativa. Teve como objectivo central complementar as funções atribuídas tradicionalmente à escola, pela via da Educação Não Formal. A acção da Animação na Infância foi traduzida na execução de actividades de carácter lúdico, destinadas a crianças entre os 8 e os 13 anos de idade, as quais se podem desenvolver independentemente ou em articulação com a Educação Formal. Num primeiro momento (anos 70), a Animação Infantil era encarada como um conjunto de actividades que aconteciam no espaço exterior á escola – Educação Não Formal. Estas actividades consistiam em colónias de férias, passeios e visitas de estudo, permitindo às crianças visitarem e conhecerem lugares e regiões diferentes dos seus locais de residência. Deste tipo de actividades resultavam a partilha e a interacção das crianças entre si e com os seus monitores, criando-se assim uma dimensão intergeracional.

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meios e âmbitos nem sempre reconhecidos como especificamente educativos. mas sobretudo que o faça em condições que lhe permitam o seu desenvolvimento pessoal e em grupo. musical. como também um conjunto de actividades que se podem desenvolver independentemente ou em articulação com a escola (Educação Informal e Educação Não Formal). Actualidade Actividades escolares:  Interdisciplinaridade. jogo dramático e jogo Educação Não Formal Formadora: Liliana Brandão 6/55 . Educação Formal Formal + Não com a as ou em escolas variadas que se podem dramática.  Visitas de estudo. exteriores (Clubes). Desta forma.  Actividades extracurriculares Anos 70 Actividades escola:  Colónias de férias. a Animação Infantil é vista não só como um conjunto de actividades escolares (Educação Formal).  Passeios. a escola não é o único agente educativo. Estas últimas actividades consistem na realização de acções de expressão simbólico. pois.  Biblioteca. também se educa a partir de muitas outras instituições. à Actividades desenvolver independentemente articulação recorrendo técnicas: Expressão dramática Expressão plástica. Jogo dramático. Actualmente. plástica. Expressão musical.Em concordância com esta opinião está Jaume Trilla (1998) quando refere que a Animação Infantil tem como primeiro objectivo permitir à criança que possa brincar.

alegria na participação num clima de confiança).Importa salientar que é na interacção desta variedade de técnicas que a Animação Socioeducativa pode contribuir para o sucesso da educação formal.  A actividade (geradora de dinâmica. Qualquer acção a levar a cabo no domínio da Animação Infantil deve obedecer a princípios que contemplem:  A criatividade (envolvimento em áreas expressivas. motivação e envolvência para o estudo de matérias consideradas pouco atractivas pois.  Dar espaço à imaginação. 7/55 Formadora: Liliana Brandão .  Dar espaço à criatividade. participação. apesar de a maior parte das actividades desenvolvidas serem de carácter educativo possuindo um leque de acções muito distintas. pois é nesta pluralidade/diversidade que encontra espaços de acção.  Promover a sociabilização.  A participação (todos são actores protagonistas de papéis principais). fruto de uma interacção resultante da acção).  Estimular a participação efectiva e real.  A liberdade (fruto de acções sem constrangimento e repressões na procura permanente da liberdade). Em suma.  A componente lúdica (prazer na acção. a animação sociocultural nesta faixa etária deve assumir um carácter lúdico. são óptimos recursos e técnicas de incentivo.  A socialização (envolvência com os outros). tendo como objectivos principais:  Dar prazer/satisfação à criança. que considerem formas inovadoras e processos de aprendizagem estimulando a improvisação e a espontaneidade). Jaume Trilla (1998) é da opinião que seria um erro pensar que a Animação Sociocultural no meio Infantil tenta dar resposta unicamente ao reconhecimento alargado do tempo livre Infantil com o espaço educativo.

 Valorizar a educação nos seus três âmbitos (Formal. O animador é também um membro do grupo. que facilita e dá continuidade à aplicação dos processos de animação. fora do quadro escolar. corajoso. actividades com finalidades educativas (recreativas. podemos dizer que é o que estimula espiritualmente. Estas actividades têm como objectivo uma educação global e permanente. tomando-as de qualidade e enquadrando-as em função das necessidades e aspirações de todos. como também fomentar o enriquecimento das actividades. socialmente… O Animador tem como função promover e desenvolver. vivências ou experiências e tomar posições activas sobre o meio em que se realiza a animação. culturais ou desportivas). Este tem que ser capaz de estimular a participação activa de todos levando-os a adquirirem um maior dinamismo e desenvolvimento possível. O seu trabalho técnico apoia-se na relação pessoal com os destinatários. de modo a que o conjunto de indivíduos envolvidos possa beneficiar da criatividade de cada um. Fomentar a dimensão intergeracional. e tem como função não só procurar a autonomia do mesmo. Não Formal e Informal). Papel do animador e os diferentes tipos de animação O animador sócio – cultural é o agente que põe em funcionamento. Perfil do Animador Formadora: Liliana Brandão 8/55 . O animador é um ser animado. Animador é aquele que assume a responsabilidade de coordenar as tarefas e actividades de um grupo. esperançado e que possui animação e esta revela-se pela sua vivacidade e entusiasmo. Resumindo. podem dirigir-se a grupos específicos ou serem abertas a toda a comunidade. o seu papel no seio do grupo é o de facilitar nele os processos de coesão.

improvisar. Simpatia: Sentido de humor. estimular as forças colectivas. Líder Democrático: grupos ou comunidades. Corajoso: Enfrentar os desafios. inventar. Paz de Espírito: Harmonia. Humilde: Não é detentor de todo o saber. evoluir. Exemplar: Ético de se comportar na sociedade. O seu estilo deve basear-se na cooperação e na igualdade. planificação. razão e afecto. Profissional Dialogante: clareza nos propósitos. Sensato: Lidar com as perdas e erros. afectivo. Negociador: Empatia relacional. social. Conhecer os sujeitos e a sua realidade. Prudente: Evitar atitudes precipitadas. Problematizador: Ter sentido crítico e reflexivo. Equilíbrio pessoal: intelectual. Mediador e catalisador: Deve ter a capacidade de intervir. Confiante: Firmeza e entusiasmo. Criar e descobrir valores nos sujeitos. Flexível: Adaptarse a qualquer situação. Auto – consciente. despertador de consciências. Estimulador do grupo que conduza à sua autonomia e maturidade. Alegre: Alegria de viver contagiante. Realista: Exequibilidade. em que o animador e os membros do grupo decidem em conjunto o que pretendem Formadora: Liliana Brandão 9/55 . potencialidades e iniciador de processos sociais Formação Adequada: Deve dominar as técnicas necessárias a todas as fases que compõem o projecto: diagnóstico. Interactivo. saber diagnósticar as situações Perante os Sujeitos Promover a participação activa cívica e democrática de pessoas e grupos rumo ao desenvolvimento pessoal e das comunidades. Facilitador: Mobilizador e optimizador de recursos. Atento: Bom observador da realidade. Solidário: Compartilhar e valor pelo ser humano. antecipar. Interventor social e cultural: Agente de Perante o Trabalho Persistente: Não deve recuar ao primeiro problema.Pessoa Simplicidade: livre de preconceitos. Dignidade. tomar iniciativa. execução e avaliação.

Formadora: Liliana Brandão 10/55 .Designar quem realiza as tarefas e as actividades. Paciente e compreensivo. Saber trabalhar em equipa. Tornar o grupo: lúcido. Estar próximo das pessoas e integra-las.Desempenhar papéis diferenciados. Filosofia: Reconhecer a responsabilidade de estar ao serviço dos outros. desenvolvimento inicial Inter – relação entre saber. Gerir colectivamente os conflitos.Ágil: Habilidade para executar alguma actividade com rapidez e destreza. Impulsionar à criatividade e à curiosidade Levar o grupo à autoaprendizagem.Actuar como catalisador que desencadeia e anima processos. criativo. grupais. comunitárias e institucionais. tolerante. aberto. . empreender. individuais. Imparcial: Boa capacidade de abstracção. crítico. . familiares. Perspectiva comunitária. sociais. objectivo. Abertura: Inovação e criatividade. Ser tolerante com as formas de pensar sentir e agir.Saber gerir os recursos humanos e materiais necessários e geri-los de acordo com as necessidades. Respeitar o grupo. Crente e motivado: Trabalhar em projectos que se acredita. Cumpridor e Empenhado. saberser e saber-estar. Dinâmico: Sempre em movimento e com variedade na intervenções. Função de relações públicas dentro e fora do grupo. Sociável. No seu dia-a-dia deve: . Conscientizar o grupo de seu valor e potencialidades. Formação ao longo da vida. Capacidade de organizar e gerir. Responsável. . Ter ordem e método. activo.

Atitude construtiva – ser positivo.  comentários positivos. Competências para planificar e preparar os jogos /actividades com antecedência. a ele compete criar movimento. que o animador deve ter em conta:    O saber-saber O saber ser O saber-fazer .    Capacidade de organização do espaço.O saber-saber. O animador deve ser activo. É ele quem assume a responsabilidade de promover a vida do grupo ou da criança. etc. refere-se aos conhecimentos que deve possuir para desempenhar convenientemente a sua tarefa. actividades. tem que intervir.para motivar as crianças. comunicador. colocar-se no lugar delas. influenciar. existem três áreas de competências fundamentais. um animador. deverá uma formação adequada. respeitar. vida.Proporcionar momentos de alegria. Empatia . Além disso. optimista e ter espírito de adaptação. Deve também ter:   Entusiasmo . alegre.Ter a capacidade de se modificar conforme as situações que lhe vão aparecendo. . demonstrar seriedade.. Formadora: Liliana Brandão 11/55 . despertar. O animador trabalha em e para o grupo. ser bom comunicador. Para que desempenhe eficazmente as suas funções. sem exercer qualquer tipo de obrigação ou criar um sentimento de obrigatoriedade. destemido. Uma grande variedade de actividades/jogos.para compreender as crianças. imaginar. A figura do animador desempenha um papel central no método da animação. apresentar propostas e sugestões. conforme a área específica do seu desempenho. entusiasta. acarinhar.

O saber-fazer. diante das mais diferentes situações. saber ser e saber estar. o animador tem também ele mesmo várias áreas de intervenção. Tendo a responsabilidade em conta e que o crescimento a do destinatário. animador que abarca as suas actividades ao extra-escolar. Em suma. o sentido crítico da vida e de tudo o que a envolve. o conhecimento. O animador é muitas vezes o confidente. Através das suas atitudes. que pode e deve partilhar e. a responsabilidade. torna-se em alguém muito próximo (isto é Formadora: Liliana Brandão 12/55 . está presente na animação/acção social. podemos dizer que o animador é o pilar central de toda a actividade da animação. Para que o animador possa desempenhar da melhor maneira as funções que lhes estão determinadas devem ter em conta os conhecimentos que possui. ligado à acção cultural. animação socioeducativa/sociocultural abrange várias áreas de intervenção. logo a sua definição vai ser também muito vaga. ou seja.. O animador é o indivíduo que deve promover da melhor forma o bem-estar. o amigo. dinamizando deste modo as vidas dos “animados”. por fim o animador que tem como objectivos as causas sociais. Ao animador. ter em atenção os métodos que irá utilizar para atingir os seus objectivos através das actividades predefinidas. É reagir de forma assertiva e com uma postura exemplar às situações difíceis. e com o decorrer do tempo. pelas nossas características próprias. está ligado à actividade de formação. a autonomia. o conselheiro. Seguindo este fio condutor. .O saber-ser. o animador promove a liberdade. aos temos o animador e que se dedica o essencialmente acontecimentos actividades culturais. uma vez que é ele quem assume a responsabilidade de promover a vida do grupo. compete dar tempo e espaço para que a vida desabroche nos animados. a qual é sempre o reflexo do seu ser e do seu saber. reporta-se à metodologia que usa para dar vida ao grupo que anima. claro. é constituído pela identidade pessoal.

Podemos assim dizer que o Animador não faz “Para”. Este. vencer medos e inibições. especialmente quando se trata de pessoas mais carentes ou com alguma limitação física ou psicológica). Perfil do Animador Sociocultural Infantil Em Portugal. Podemos. para poder desempenhar este papel de disponibilidade e presença. Como referido em Lopes (2008) “ (…) Que se projecte um sistema educativo de acordo com os quatro pilares da educação criados e defendidos pela UNESCO no séc. atenção e afecto. interagir.mais notório. os animadores distribuem-se por uma tipologia muito diversificada e o seu perfil é difícil de definir. sociabilizar. dependendo dos vários âmbitos de intervenção de cada Animador (teatro. mas sim “Com”. visto tratar-se de uma figura abrangente e ambígua. É preciso o animador estar disponível e propor actividades adaptadas ao gosto e desejos dos participantes. que lhe é exigida. Cultural e Educativo.” O trabalho do animador sociocultural visa a animação dos tempos livres – ATL – e não a ocupação dos tempos livres – OTL. XX que preconizam para o séc. o Sabre Fazer e o Aprender a viver juntos (…) Queremos uma animação (…) que valorize o Ser pessoa e que o Ser seja sempre mais importante que o ter (…). XXI o Ser. É necessário que o animador tenha muita estabilidade afectiva e emocional. o que fazemos? É preciso apoiar e facilitar essa opção. Formadora: Liliana Brandão 13/55 . na animação a criança enquanto ser único e distinto é também muito importante. cinema. de forma a estimular as pessoas para o SER e não para o TER. Deste modo. deve centrar-se não no produto mas sim no processo. Se houver uma única que goste muito de fazer uma determinada coisa. actividades interculturais. afirmar que um animador é um Educador Social que trabalha nos campos: Social. música. …). existem diferentes perfis de Animadores Socioculturais. que passa pela envolvência no sentido de levar as pessoas a: participar. no entanto. Embora o trabalho de grupo seja muito importante.

em contexto institucional ou na comunidade. . com vista a melhorar o seu desenvolvimento integral.Planear. lúdico.Elaborar relatórios de actividades desenvolvidas. Os seus objectivos devem estar direccionados para o desenvolvimento integral da personalidade. . em que utiliza como meios para a sua actuação suportes de índole recreativo e cultural voltados. situações de risco e áreas de intervenção sob as quais actuar. projectos de intervenção sócio-educativa.Diagnosticar e analisar. da capacidade expressiva e da vivência colectiva da criança. O referido documento manifesta. relativas ao grupo alvo e ao seu meio envolvente. que nos processos de aprendizagem e de formação dos Animadores Infantis se deve ter presente a especificidade deste escalão etário. Principais actividades do Animador As actividades principais a desempenhar por este técnico são: . Considerava-se que esta formação deveria incidir no apelo constante à criatividade. Nesta faixa etária o animador deve ter uma formação voltada para o âmbito socioeducativo. em equipas técnicas multidisciplinares. fundamentalmente. . desportivo. Compete ao animador motivar as crianças: Formadora: Liliana Brandão 14/55 . tendo em conta o serviço em que está integrado e as necessidades do grupo e dos indivíduos. ainda. à imaginação e à capacidade expressiva dos animadores.Lopes (2008) refere que em 1979 – Ano Internacional da Criança – a Revista “Intervenção nº9” demonstra preocupações constantes sobre o rumo a dar à preparação de Animadores para intervirem junto da Infância. cultural. promover e avaliar actividades de carácter educativo. para o estímulo da criatividade.Planear e implementar em conjunto com a equipa técnica multidisciplinar. organizar. social. turístico e recreativo.

social e motor. nos aspectos intelectual.  Quebrar hábitos errados das crianças. ajudando-as a melhorar a sua confiança e valorização. Normalmente o que faz uma criança se não brincar? Até aos 6 anos. propondo actividades adaptadas aos desejos delas. Actividades de animação A primeira questão que devemos formular.  Percebendo que a recusa de uma criança revela muitas vezes medo ou insegurança. é acerca do porquê das actividades nos programas de animação. favorecer os contactos humanos e. favorecendo o dinamismo. Do que se trata é de tentar alternativas contra a passividade e o individualismo. que será tanto mais rica quanto mais qualificadas forem as condições oferecidas pelo ambiente e pelos adultos que a cercam. Criando condições que orientem a sua vontade para a participação nas actividades propostas. na medida do possível. Formadora: Liliana Brandão 15/55 . ajudando-as a vencer os medos ou inseguranças.  Estabelecer um clima de confiança. emocional. a criança viverá uma das mais complexas fases do desenvolvimento humano. as suas capacidades e o seu entusiasmo para realizar tarefas de interesse comum. Para isso.  Conhecendo-as muito bem. planeadas para desenvolver as linguagens e as emoções e estabelecer os pilares para o pensamento autónomo.  Utilizando um vocabulário adaptado e apresentando os seus projectos e explorando os seus conteúdos e objectivos. espicaçar para que as crianças “aumentem” o seu esforço. uma criança necessita de ser estimulada através de um quotidiano rico e diversificado de situações de aprendizagem. às necessidades de desenvolvimento assim como aos objectivos por ele delineados.

Formadora: Liliana Brandão 16/55 .A animação apresenta actividades diversificadas que podem servir como complemento para a educação e desenvolvimento de uma criança. que defende. e isso pode ser um ponto a seu favor. ou grupos específicos. É evidente. Nunca nos devemos contentar apenas com o que adquirimos anteriormente. todas as pessoas atravessam oito momentos. que cada indivíduo molda a sua vida de acordo com as suas experiências. sempre que necessário. de acordo com as marcas e os conhecimentos que adquiriram ao longo da vida. E as crianças também são assim. pode não o ser para outra. que ao trabalhar com crianças ou com idosos. idade. familiar e social. jardim. continuadamente. mas também com outras crianças)  Constituir um ponto de partida para depois empreender tarefas de maior amplitude  Criar espaços e lugares para a participação intergeracional. Como tal. Para o mesmo problema. for fazendo a actualização dos seus conhecimentos. que levam a que o indivíduo. com a fase dos porquês e sempre a quererem saber tudo… Todo o desenvolvimento psicológico ocorre sempre num contexto sociocultural. o que nos leva a perceber que nos desenvolvemos em conjunto com o contexto onde nos encontramos inseridos e que o que pode ser importante para uma dada cultura. é importante saber e constatar que temos necessidade de adquirir novos conhecimentos. Para este autor. Para tal. podem ser adaptadas a todas as faixas etárias. escola. ou seja. consecutivamente. vá acumulando experiências. Erikson baseia-se na teoria psicossocial do desenvolvimento. os adultos ou as crianças reagem de maneira diferente. a animação deve ser intergeracional e não sectária. a maior parte das dinâmicas que se utilizam na animação de crianças ou idosos. adaptando os exercícios. se o indivíduo. temos que ter em consideração o seu grau de autonomia. etc. é fundamental:  Criar lugares e ocasiões de encontro (creche.

corporal. quer seja mental. está-se a conhecer a si mesma. a auto-estima. adaptando-se às condições que o mundo lhe oferece e aprendendo a Formadora: Liliana Brandão 17/55 . física ou afectiva. compreende o papel dos adultos. aprende a comportar-se e a sentir-se como eles. O acto de brincar pode incorporar valores morais e culturais. como crianças e. Animação Lúdica A criança precisa ter tempo e espaço para brincar. escrita). para começar) o animador tem primeiro que avaliar as condições físicas e psicológicas dos animados e perceber as suas capacidades e motivações. Ao propor qualquer actividade. a cooperação. integrando-se nele. É importante proporcionar um ambiente rico para a brincadeira e estimular a actividade lúdica no ambiente familiar e escolar.A animação pode actuar em todos os campos. os desejos e os problemas vividos por cada membro do grupo. A animação deve centrar-se sempre. É dessa forma que ela se estrutura e conhece a realidade. entre outros aspectos que ajudam a moldar as suas vidas. É através da actividade lúdica que a criança se prepara para a vida. criatividade e à aquisição dum sentido crítico. incitando a uma melhor participação e inserção na comunidade ou no grupo. futuramente. gestual. fantasia. lembrando que rico não quer dizer ter brinquedos caros. Ela descobre. em que as actividades podem promover a auto-imagem. É a brincar que aprende o que mais ninguém lhe pode ensinar. (o que é preciso ter em conta. mas fazer com que elas explorem as diferentes linguagens que a brincadeira possibilita (musical. ninguém pode ficar de fora ou estamos a contrariar precisamente aquilo que serve de base à animação. já que o lúdico conduz à imaginação. como adultos. Além de estar a conhecer o mundo. sobre as necessidades. fazendo com que desenvolvam a sua criatividade e imaginação. assimilando a cultura do meio em que vive.

enriquecem e estimulam o desenvolvimento da criança. Estes elementos são os brinquedos. De facto. ossos. Para que servem os brinquedos? O primeiro objectivo dos brinquedos é conseguir que a criança jogue. Formadora: Liliana Brandão 18/55 . -Objectos e materiais variados destinados a ser usados como objectos lúdicos. caixas. Estes elementos podem ser: -Materiais de natureza tais como a água. Materiais lúdicos e brinquedos Às vezes. os adultos julgam que no geral. maiores são as probabilidades de interacção. -Criações artesanais ou industriais especialmente desenhados e confeccionados para um fim. trapos. de maneira a que esta não perca a imaginação e não a impeça de se expressar. pedras.competir. se divirta. a terra. entre muitos outros exemplos. Entre outros aspectos. entre outros. entre outros. folhas. -Objectos quotidianos que se transformam automaticamente em brinquedos com a ajuda da imaginação e criatividade da criança: um desses exemplos pode ser o facto de uma vassoura se converter num cavalo. cordéis. Nem todos os brinquedos cumprem os seus objectivos nem apresentam as mesmas possibilidades lúdicas e educativas. existe uma relação entre o jogo e o material que se vai usar. tais como cortiças. no jogo utilizam-se alguns elementos que o completam. cooperar com os seus semelhantes: a conviver como um ser social. é fazer com que o brinquedo seja visto pela criança como um objecto de jogo. barro. quanto menos estruturado e complexo é um brinquedo. O brinquedo faz com que a criança se entretenha.

Jogos como damas e xadrez foram introduzidos em Espanha pela civilização árabe e da Idade Média chegaram-nos os cavalos e cavaleiros feitos de argila. Este sistema predomina desde a Antiguidade até à Idade Média. bonecas de trapo e esferas de papiro. -O segundo período de fabricação artesanal e manufactura. Espanha é um dos países pioneiros na indústria de brinquedos com uma larga tradição de indústrias concentradas em Alicante e Valência. e oferece a cada idade o elemento que mais se ajusta aos interesses e capacidades das pessoas. É na metade do séc. em Roma. etc. XIII. a metade das quais são pequenas empresas com menos de Formadora: Liliana Brandão 19/55 . também surgem bonecas de madeira e posteriormente de porcelana. aparecem brinquedos de lata e em muitos casos com mecanismos incorporados que deram lugar aos autómatos. XX quando se generaliza o acesso aos brinquedos por parte das crianças nas sociedades industrializadas. jogos de pratos de barro e mármores. Os brinquedos acompanham não só as crianças e adolescentes. encontram-se pequenas figuras de pedra ou de barro. bonecas de marfim e jogos de mesa. comportando uma fabricação industrial de grande escala. -Existiu um período em que o brinquedo era fabricado em casa e manualmente. Mais à frente. chamados agora. no Egipto. os brinquedos tecnológicos. como também os adultos. Aparecem soldados de ligação do séc. são os brinquedos que são elaborados para vender. a partir de materiais quotidianos.A evolução dos brinquedos através do tempo Os brinquedos estão directamente ligados ao universo infantil. na Grécia. -Com a fabricação industrial dos brinquedos. Assim. incorpora-se um terceiro período e o actual. cavalos e bonecas de cartão. na cultura Persa. estão presentes desde os tempos remotos através da sua estética e dos valores da sociedade.

também segundo os aspectos da personalidade que desenvolvem. bijutaria. entre outros. classificamse algumas delas: Segundo a idade A maioria dos catálogos de brinquedos baseia a sua classificação na idade de quem o usa. outras segundo o seu valor educativo. maquilhagem ou até mesmo os jogos de disfarce. diz que a prática melhora qualquer habilidade de maneira a que haja uma forma estupenda de dominar o próprio corpo. outras que se apoiam na etapa evolutiva. outras baseadas no tipo de jogo que proporcionam. Este âmbito pode dividir-se em motricidade global Formadora: Liliana Brandão 20/55 . . exercitada através dos jogos.Motricidade ou de desenvolvimento da mesma A experiência. os jogos de pinturas. O acesso generalizado aos brinquedos traduz-se no desenvolvimento da fabricação industrial.dez trabalhadores. a idade mínima de referência a que o seu produto se destina. equilíbrio. coordenação. . Classificação dos brinquedos Existem várias formas de classificar os brinquedos. Existem classificações concentradas no brinquedo. criações de moda. Todos os fabricantes são obrigados a indicar de forma visível em etiquetas.Sensorial ou de desenvolvimento da criatividade Este tipo de brinquedos facilita o conhecimento e domínio do próprio corpo e ajuda a criança desde a primeira infância a entrar em contacto com o que a rodeia a partir da estimulação dos sentidos. cognitiva social ou emocional. motricidade. Jogos tais como: moldar plasticina. favorecendo o descobrimento e o prazer de novas sensações. com a seguinte frase: “Brinquedo recomendado a partir de… anos” Segundo o âmbito de desenvolvimento que fomentam A variável em que se baseia esta classificação é: sensorial. Em seguida. ganhando destreza.

fantoches. global: bolas. construções. no domínio da linguagem. como puzzles. cordas. cozinhas. Brinquedos de construção. etc. favorecendo o intercâmbio de ideias. Desenvolvimento afectivo e emocional O jogo é uma actividade que deve proporcionar prazer. ajuda a criança a relacionarse com os outros e a comunicar. permitem representar e Formadora: Liliana Brandão 21/55 . veículos. Formam parte desta tipologia todos os brinquedos que colaboram com jogo simbólico: bonecas e bonecos. entre outros. etc. jogos de cartas.Os disfarces e as representações em miniaturas de elementos do mundo real (carros. garagens. Cognitivos ou de desenvolvimento da inteligência Estes brinquedos ajudam no desenvolvimento intelectual. lojas. na lógica. permita à criança que se expresse livremente e a descarregar tensões. hospitais. etc. Assim como os brinquedos de coser. entre patins. disfarces. de mesa entre outros. -Motricidade malabares. bicicletas. jogos de linguagem. recortar. também os jogos desportivos. triciclos. A participação de mais do que um jogador. materiais ou experiências. no respeito pelos outros e na aceitação de regras. são alguns exemplos de jogos relacionados com a cognição e de desenvolvimento da inteligência. Relação social ou de desenvolvimento da sociabilidade São brinquedos que favorecem as relações entre as pessoas. tecer e tricotar ou vestir os vestidos às bonecas.(coordenação de movimentos de todo o corpo) e motricidade fina (exercitação precisa das mãos e dedos). outros. jogos de perguntas e respostas. associações. conceitos que integram todos os aspectos básicos das relações interpessoais. montar e desmontar. alegria e satisfação. escolas. dominós.. cozinhas…). na atenção. no raciocínio. Também os brinquedos que requerem acordos entre diferentes jogadores ajudam na assimilação de normas sociais. -Motricidade fina e habilidade manual: yo-yos. miniaturas. garantido um equilíbrio emocional e afectivo são: .

Normalmente levam a cabo esta construção a partir da imitação dos modelos que têm por perto (a mãe. evitando todos aqueles que transmitam valores não recomendáveis para a sua formação. o/a educador/a e também através da televisão). O Jogo Sexista Podem-se afirmar que não existem brinquedos sexistas. atitudes de respeito para com os outros. experimentando diferentes papéis que ajudam a configurar a própria personalidade. não aquilo que lhes é dito que está bem ou não. É dever dos adultos facilitar às crianças brinquedos que transmitam. as bonecas ou as figuras de acção. sendo que Formadora: Liliana Brandão 22/55 . e assim. reproduzir e representar as actividades de desenvolvimento dos adultos que as rodeiam. Os desafios que lhes propõem jogos como quebra-cabeças. Por outro lado. vão construindo a sua identidade de acordo com a cultura que lhes é transmitida. e portanto. deve-se ter em conta que as crianças jogam e reproduzem aquilo que vêm. O brinquedo como transmissor de valores Os brinquedos são representações em miniatura do mundo real. que é a base da auto-estima. ou as que são pouco respeitosas. promovem a expressão e manifestação de sentimentos. As mensagens sexistas e violentas. . desejos. que brindam as crianças com a possibilidade de imitar. o pai. No entanto. através da sua forma e do jogo que compõem. medos e emoções.imaginar diversas situações do mundo adulto. as crianças gostam de se colocar sobre aprovação. à educação das crianças. favorecem a experimentação do êxito pessoal e social. jogos de habilidade ou de mesa. podem ser representadas através de objectos que estão destinados ao jogo. as amizades.Outro tipo de jogos como os de peluche.

a criança desenvolver-se-á sem ideias de sexismo. se elas assim o desejarem. onde a igualdade de direitos e oportunidades seja ensinada e estimulada. os meninos podem brincar com bonecas e as meninas com carros. Porque não permitir que os meninos ensaiem e exercitem atitudes como a sensibilidade. e deixar a dualidade tradicional «isto é das meninas e isto dos meninos». O importante é oferecer-lhes padrões e modelos novos de relação entre géneros. ao dizer que as bonecas são para as meninas e os bonecos para os meninos. de romper barreiras. o novo. assumem as suas vivências nas suas próprias casas. experimentar e comprovar vivencialmente o quão atractivas podem resultar estas novas actividades. nem tão pouco proibir. ou seja. Porquê fomentar que as capacidades como a audácia. a valentia e a iniciativa. Seria convincente fomentar o desejo nos pequenos.o adulto é que pode converter o brinquedo em algo sexista. o que interessa é considerar espontâneo e inato algo que é aprendido. Os jogos sexistas não existem: é a forma como se usam e o papel que o adulto lhes atribui convertendo-os em sexistas. de parte. interiorizam a valorização que estes ensinamentos adquirem na sua sociedade. se não lhe for dito que isso é das meninas ou vice-versa. nem forçar nada a ninguém. Do mesmo modo. são estimulados nos jogos dirigidos a rapazes? Eles são também património das meninas. educado e cultural. Se aprenderem isso naturalmente. através de jogos considerados tradicionalmente de meninas? Não se trata de impor nada. assim como a curiosidade pelo desconhecido. nas escolas. o sentido da estética ou mesmo a ternura. As crianças imitam vias de conduta através dos adultos. É igualmente importante que os brinquedos sejam jogados por ambos os géneros. Os brinquedos e os jogos violentos Existem argumentos científicos que defendem a ideia de que o Formadora: Liliana Brandão 23/55 . nas ruas e reproduzem-nas fielmente. de facto.

Assim. Não há dúvida que as brincadeiras violentas servem de meio para uma conduta violenta. ou até mesmo o próprio dedo numa pistola. para que as mesmas o depreendam dessa forma. Existem peritos que recomendam oferecer às crianças. que os próprios pais compram. Com recurso a este tipo de jogo. jogos que tenham modelos pacíficos de brincadeira saudável. Por outro lado. é certo. É indiscutível que todas as crianças têm uma carga de agressividade que é necessária exteriorizar e canalizar. A grande quantidade de brinquedos elaborados pela nossa sociedade Formadora: Liliana Brandão 24/55 . Também é de referir que é preferível a criança criar as suas armas com objectos quotidianos. proporcionando uma eficaz válvula de escape a essa energia interior. são influenciáveis na sua conduta. servindo para se libertar da agressividade natural. inventa-as convertendo por exemplo.jogo e o brinquedo canalizam a violência e a agressividade. Existem muitas maneiras de faze-lo sem que isso implique participar num jogo violento. que podem alimentar caprichos e curiosidades maliciosas (o fruto proibido). Apesar destes argumentos. O consumo sustentável Nem sempre os melhores brinquedos são adquiridos em lojas. por exemplo. Também temos que tomar consciência que muitas das imagens violentas a que as crianças assistem também se devem ao faço dos jogos de consola. que quando uma criança não tem armas para jogar. o cabo de uma vassoura numa espada. e tentar evitar as proibições severas. que brincar com armas que mesmo sendo de brincar. é importante evitar por parte dos adultos uma rejeição radical pelo brinquedo. e que por vezes nem sabem o que nele contém. corre-se o risco de que esta seja a única estratégia que a criança tem para resolver conflitos em situações reais. é conveniente reflectir sobre os brinquedos que suscitam estes jogos.

são requeridos pelas crianças e comprados pelos adultos. O consumo solidário As condições de trabalho que existe nalguns dos países onde se fabricam muitos brinquedos. É exagerada a obtenção de brinquedos em grande quantidade como Formadora: Liliana Brandão 25/55 . brinquedos que alimentam e exercitam valores não desejados. provoca nas crianças uma manipulação que em muitos casos. Os brinquedos e a publicidade O bombardeamento publicitário que liga o mundo infantil e familiar através dos meios de comunicação de massas. brinquedos não adequados à sua idade. Assim. levam alguns consumidores responsáveis a preocuparem-se pela forma como estes são fabricados. oferecendo-os a quem lhe dê utilidade. -Reutilizar os brinquedos dando a familiares e amigos. mantendo assim uma atitude solidária. o desejo de se ter aquilo que se anuncia. brinquedos delicados que restringem a acção. -Reduzir o consumo de brinquedos desnecessários.de consumo supõe um impacto meio-ambiental importante. para que possam ser feitos outros novos através de material já usado. É necessário transmitir aos pais das crianças hábitos de consumo sustentável em pró de uma consciência de respeito em torno dele mesmo. e uma grande parte desses materiais é feito de plástico. brinquedos de funcionamento complicado. os brinquedos que só servem para observar. por vezes não corresponde às necessidades que de facto a criança pode ter. segundo a regra dos três R’s: -Reciclar os brinquedos. O excesso de brinquedos provoca a indiferença da criança.

de forma de levá-la a interessar-se pela participação nas actividades de animação propostas pelo animador. questionando-as para que elas próprias procurem soluções para os problemas que surjam. e juntos possam avaliar que existem muitos outros jogos que normalmente não aparecem nas televisões ou revistas. enriquece e estimula a imaginação das crianças. O sujeito motivado está disposto a dispensar esforços para alcançar os seus objectivos. convém espaçar a oferta de brinquedos durante o ano todo. As novas perspectivas sintetizam uma série de princípios psicopedagógicos comuns a todas as tarefas de ensino-aprendizagem e Formadora: Liliana Brandão 26/55 . despertando ideias. Dar-se-ão também conta de que a publicidade pode ser enganosa. Além disso. e no Natal. O brincar com alguém reforça os laços afectivos. Motivar será o processo de incentivar. brincar com elas. é necessário que pais e professores se unam e se informem. Tão pouco é conveniente comprar todos os brinquedos que as crianças pedem sem selecciona-los. O Papel dos Adultos O adulto pode (e deve) estimular a imaginação das crianças. Por isso. Um adulto. A importância da motivação no desenvolvimento de actividades A motivação é o processo que se desenvolve no interior do indivíduo e que o impulsiona a agir mental e fisicamente. está-lhe a fazer uma demonstração do seu amor. desencadeador de impulsos internos da criança. A participação do adulto na brincadeira eleva o nível de interesse. procurando estimular as crianças e servir de modelo. ajuda-as a crescer. ao brincar com uma criança.ocorre em festas de aniversário. e que são muito úteis.

Estimular as atitudes positivas. de Estes princípios básicos são um esforço de conciliação entre as várias teorias. funcionando também como estratégias de motivação: • • Estabelecer a ideia de conjunto da tarefa a aprender. Fomentar a participação das crianças. Nos primeiros momentos da aprendizagem orientar as crianças. Avaliar as aprendizagens das crianças e a eficácia do desempenho do educador/animador. Tomada de decisões. Criar um clima afectivo conducente à aprendizagem. a fim de permitir que se responsabilizem pela sua própria aprendizagem. Orientar a atenção das crianças para os elementos novos da tarefa a aprender. • • • • Criar condições que desenvolvam a capacidade de transferência de conhecimentos e habilidades para novas situações. TÉCNICAS E ACTIVIDADES • • • Critérios Para a Selecção das Técnicas SEGUNDO OS OBJECTIVOS Existem técnicas para: • • • • • Promover a participação. SEGUNDO A MATURIDADE DO GRUPO Formadora: Liliana Brandão 27/55 . Dar feedback desenvolvendo nas crianças a capacidade de se auto-avaliarem. Facilitar a compreensão vivencial de uma situação. Desenvolver a criatividade. mas retirar progressivamente essa orientação. Relacionar os conhecimentos e as habilidades a adquirir com os já adquiridos.chamam a atenção para a existência de diferentes tipos aprendizagem consoante a natureza da tarefa a aprender.

Estes processos incluem normas. os grupos desenvolvem vários processos dinâmicos que os separam de um conjunto aleatório de indivíduos. O campo da dinâmica de grupo preocupa-se Formadora: Liliana Brandão 28/55 . que não é só um conjunto de pessoas. será necessário utilizar técnicas que exijam menor atenção e implicação pessoal. mas sim estas e os seus objectivos. A dinâmica de grupos estuda o funcionamento do grupo. um grupo são duas ou mais pessoas que estão mutuamente conectadas por relacionamentos sociais.Quanto menos maturidade tiver o grupo. Em psicologia e sociologia. papéis sociais. relações. Por interagirem e se influenciarem mutuamente. desenvolvimento. Personalidade Qualidades Humanas Criatividade Adaptação ao grupo Técnicas de animação de grupos Segundo estudos. Nas crianças isto é ainda mais notório. os interessses. SEGUNDO AS CARACTERISTICAS DOS MEMBROS DO GRUPO Sexo Idade Interesses Necessidades SEGUNDO A CAPACIDADE DO ANIMADOR As técnicas exigem conhecimento teórico e experiência. As dinâmicas de grupo são uma ferramenta de estudo de grupos e também um termo geral para processos de grupo. influência social e efeitos sobre o comportamento. o comportamento do indivíduo é diferente quando está sozinho e quando está acompanhado. etc. necessidade de pertencer. SEGUNDO O TAMANHO DO GRUPO Existem actividades mais adequadas para grupos pequenos e outras para grupos maiores. as finalidades.

dos indivíduos entre si. como as escolas. não só por o dizermos. mas podemos adquiri-la através da vivência e da convivência. o que acontece quando respeitamos todas as normas e regras desse grupo. Todas as pessoas pertencem a grupos. a coexistência é a estrutura das relações humanas. mas sim se a globalidade dos membros desse grupo nos reconhecer como um dos seus.fundamentalmente com o comportamento de pequenos grupos e um conjunto de outros indivíduos. Grupo de pertença: Pertence-se a um grupo. e também do grupo com outros grupos. O Homem é um ser social. Formadora: Liliana Brandão 29/55 . que depende dos demais e que está feito para os demais. Membros e grupos são indissociáveis e não existem dois grupos iguais. Disto temos muito pouca consciência. A maioria das nossas actividades são realizadas em grupo. e estes são usados para nos definirmos. OS Grupos podem ser classificados como sendo de REFERÊNCIA E DE PERTENÇA. A dinâmica de grupos pretende criar um clima de relações verdadeiramente humanas do indivíduo com o grupo e vice-versa. instituições sociais e até o trabalho. por vezes a integração não acontece de forma perfeita. que acontecem onde existe mais de uma pessoa. clubes. As pessoas passam a maior parte do tempo em grupo. Ser membro de um grupo é uma relação de influência recíproca entre um indivíduo e o grupo. nascemos e vivemos em pequenos grupos mas a educação e a socialização normalmente ocorre em grupos maiores. Devemos ter sempre presente que somos um SER para os demais. um SER em relação. mas poucas vezes paramos para observar o que está a acontecer num grupo e reconhecer qual é o nosso comportamento grupal. exigindo uma grande interdependência. No entanto. devido a problemas de relacionamento. desaprovam quem desrespeite as suas regras e desenvolvem sistemas de hierarquização. reconhecem quem pertence ou não ao grupo. têm o seu estilo próprio de comunicação. Os membros de um grupo têm objectivos comuns.

“Eu uso este estilo porque o tipo dos Morangos também usa”. etc. por isso estas actividades para além da dinamização têm que apostar na comunicação. Técnicas de sensibilização e integração grupal Destinada a todas as pessoas que se integram como novos membros na vida de um grupo. utilizando áudio-visuais. Estas são instrumentos de ajuda para conseguir o que nos propomos. “Aquele grupo é uma referência para mim. Dinamizar uma comunidade exige um grande esforço criativo por parte do animador. Formadora: Liliana Brandão 30/55 . Estas técnicas permitem a integração no seio do grupo. que têm objectivos comuns e em que todos interactuam para alcançar esses objectivos. de acordo com os objectivos que se pretendam alcançar. mas não existem técnicas infalíveis que resolvam todos os problemas. Técnicas de animação Existem diferentes técnicas que permitem animar os grupos. mas este influencia as suas atitudes. ansiedade e insegurança. teatro. posters. colagens. assim como sensibilizam os membros para os valores de cada membro. O clima afectivo-social que se cria nas primeiras sessões é fundamental e definitivo na futura marcha do grupo.Grupo de referência: O sujeito não pertence ao grupo. porém esse algo nem sempre aparece claro nas nossas actuações. necessitando da ajuda dos demais. Técnicas grupais de dinamização e comunicação Todos nós nos movemos motivadas por algo. música. Sem comunicação não é possível fazer qualquer avanço. quero ser como eles…” Em suma um grupo é um conjunto de indivíduos que partilham os mesmos valores. Na primeira vez há sempre nervosismo.

desprender-nos do individualismo que tem minado as relações humanas. Técnicas grupais para o desenvolvimento da criatividade A criatividade exige abertura à novidade. da participação dos membros. sendo por isso necessário. que tipo de dificuldades surgiram e como é que se resolveram. Podem avaliarse os conhecimentos apreendidos e também o clima social na vida interna do grupo.Técnicas grupais de participação/cooperação Implica maturidade nas relações humanas no grupo. Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) O que é o PDI? É um instrumento que visa os serviços prestados ao cliente. ou seja. das atitudes e dos interesses demonstrados em todas as actividades que se executaram. para que sejam capazes de colaborar em assuntos comuns mesmo que as opiniões sejam diferentes. avaliar o clima social do grupo. confidencialidade e privacidade. respeitando o seu projecto de vida. Técnicas grupais de avaliação de aprendizagens e da vida intra-grupal A avaliação do grupo. É o papel desta técnicas desenvolver a criatividade e a imaginação. hábitos. Deve-se lutar contra o conformismo. A avaliação da vida do grupo e de cada um dos seus membros. No Formadora: Liliana Brandão 31/55 . O temor do ridículo. a insegurança pessoal. O animador deve ser uma pessoa criativa. gostos. inibe muitas vezes. a passividade e a comodidade. buscando novas alternativas para o grupo. imaginativa e capaz de improvisar. da sua integração. é o melhor termómetro para indicar como temos caminhado. Participar com os demais é sempre uma renúncia à opinião pessoal em favor do bem do grupo. que promovam a sua autonomia e qualidade de vida.

 A idade de quem o vai usar. uma dramatização. a realização de uma pintura. na medida em que este é um ser único e individual. pelo que se deve ter em conta: • A idade do grupo a quem se destina. Objectivos Conhecer o utente e definir áreas de intervenção a desenvolver de acordo com as suas necessidades e vivências. Material – Para a realização de qualquer actividade é necessário material para a executar. Esta poderá ser a leitura de uma história. Actividade – É a estratégia escolhida para expor ou vivificar um determinado tema. Logo devemos ter em conta:  O tipo de material.caso das crianças. • O material que a actividade exige.  O grau de perigosidade. 32/55 Formadora: Liliana Brandão . Elaboração do PDI A elaboração do PDI deve ser adequada às necessidades. • Onde vão decorrer os trabalhos. • Os objectivos a que nos propomos. interesses e expectativas. Devem ser sempre escolhidas em função das pessoas e não do educador. • Os interesses desse grupo. • Todos os recursos exigidos e disponíveis. a visualização de um filme. etc. para ocupar positivamente um determinado período de tempo. a participação num jogo. • O tempo disponível para a sua execução. As actividades não são mais do que estratégias para se trabalhar /ensinar um assunto. este poderá ser realizado como forma de construir um projecto de desenvolvimento para cada uma das crianças. hábitos. para concretizar um ou vários objectivos.

cor do cabelo. às suas capacidades. Desenvolvimento físico e movimento – Expressão corporal Neste âmbito de experiência a acção educativa estimulará a criança a que vá conhecendo o seu corpo. A sua manipulação. Desde o princípio deve ir aprendendo que as pessoas são diferentes. mental e social. A planificação de actividades deve ser flexível de modo a proporcionar aquando do reestruturações momento de ou até reorientação que o grupo sempre deve que fazer necessário. como é exemplo a expressão dramática. ao material a usar e à idade dos membros do grupo. mediante os obstáculos ou dificuldades encontradas. reflexão periodicamente.  O seu desgaste.  E o número suficiente de material face ao grupo. altura. nomeadamente as técnicas de expressão corporal. Por 33/55 Formadora: Liliana Brandão . mas que todas devem ser respeitadas e aceites por igual (o educador deve vigiar para que em nenhum momento apareçam indícios de discriminação). ao trabalho e aos conteúdos. Várias técnicas de animação Existem várias técnicas de animação capazes de proporcionar o desenvolvimento integral das crianças. outras incidem mais no desenvolvimento sensitivo como é o caso das actividade de expressão plástica e outras poderão desenvolver a criança a nível físico/motor. umas têm maior incidência no desenvolvimento fisco/motor. Tempo – A duração das actividades deve ser prevista antecipadamente de modo a que se ajuste às necessidades do grupo. sensorial. identificando progressivamente as suas qualidades (género. etc.) e formando uma imagem positiva do seu corpo.

Em posição de pé. Exemplos de actividades que podem ser dinamizadas: Dançar . Dar passos com ajuda . Subir as escadas a gatinhar ou em pé com apoio – Colocar a criança junto da escada e. com mais facilidade.Enquanto a criança está de pé. bem como das limitações que ele mesmo tem. mímica. etc. Lançar bolas . se trabalham através de actividades de animação. dancem livremente. Andar transportando objectos . Andar arrastando um brinquedo .Pôr às crianças música de diferentes ritmos do folclore popular. oferecer à criança uma pequena bola para que a lance para a frente. evidentemente. que ela deve agarrar com a mão. distribuir e canalizar a energia para actividades que exercitam e mexem com o corpo: ginástica. Dar as mãos às mais inibidas e ajudá-las a movimentarem-se ao ritmo da música.).Dar a mão à criança para a auxiliar nos primeiros passos descontrolados que der e estimulá-la a apoiar cada pé devagar no chão. da cadeira para a mesa. em posição de gatinhar ou em pé. etc. pedir-lhe Formadora: Liliana Brandão 34/55 . jogos rítmicos. O objectivo é experimentar os sentidos. para que.Em posição de pé. enquanto a criança anda. entregar-lhe um pequeno objecto e pedir que lho leve até um local próximo (de uma cadeira para outra.outro lado. é importante que vá adquirindo consciência das potencialidades motoras que lhe oferece o seu corpo. será através dele e do movimento que. imitando o educador. dança. a criança irá adquirindo tanto o conhecimento e o controlo do seu corpo como os restantes aspectos da sua personalidade que se incluem nos diferentes âmbitos de experiência destas fases e que. oferecer à criança um brinquedo atado a uma corda. O educador ajudará a arrastá-lo. imitando o educador. Dado que o jogo é a actividade por excelência nesta fase.

que depositarão num cesto. degraus. Mostrar-lhe como Formadora: Liliana Brandão 35/55 . Noutros momentos. criando assim uma obra vistosa. Ensinar-lhes como se abrem e estimulá-las a que sejam elas a fazê-lo e a meter objectos nos recipientes. realizará a mesma acção com o outro pé.Descer escadas exige maior equilíbrio postural. etc). Fazer garatujas (rabiscos) . Abrir e fechar recipientes – Pôr à disposição das crianças caixas e recipientes de cartão. com um instrumento suave (marcador grosso. diminuir as ajudas. Em seguida. Rasgar e colar . Pedir que as façam sozinhas. No início. 3º……. O educador dará a mão à criança para que esta. os rasguem fazendo pedaços pequenos. imitando o educador. Pouco a pouco. Repetindo. utilizar um tipo de suporte diferente (encerado. guiando-lhes a mão nas voltas. Descer escadas .Entregar às crianças pedaços de papel de seda para que. imitando o educador. coloque um pé no degrau inferior mais próximo. giz). madeira. mostrar às crianças como fazer garatujas. etc. plástico. ambos descerão a escada degrau a degrau. prestando as ajudas necessárias. cartolinas. Amarrotar – Entregar às crianças pedaços de papel. para que.Estender papel contínuo no chão e. ensiná-las a apanhar os pedacinhos de papel que estão no cesto e a colá-los num suporte impregnado de cola. Observando o educador. aprenderão a enroscar com uma mão enquanto com a outra seguram no parafuso ou a garrafa. Encaixar figuras – Oferecer à criança placas perfuradas nas quais possa encaixar duas figuras ou formas geométricas. Enroscar – Oferecer às crianças parafusos gigantes de plástico ou garrafas de água vazias. 2º. papel de jornal. lápis de cera.que suba os degraus para ir conseguindo chegar aos diversos objectos que antes foram colocados no 1º. Usando o indicador e o polegar em jeito de pinça. os amarrotem formando grandes bolas que serão guardadas num cesto. ajudando e segurando na mão daquelas que não se decidam. as crianças devem ser ajudadas. sempre a imitar.

tais como molduras. Jardinagem – Permitir às crianças explorar a terra e em simultâneo compreenderem como as plantas vivem. cartão.ver a fazer pão. . Ensinar-lhes como devem passar as folhas para ver as imagens. furar balões. etc). etc). Vários: Passeios temáticos. à altura das crianças. cujas aplicações tão distintas serão convertidas em objectos divertidos e úteis. ímanes. ciência divertida (magia. Formadora: Liliana Brandão 36/55 . por exemplo). «tinta de dedos». por exemplo. álbuns.se encaixam e pedir que seja ela a fazê-lo. Passar folhas – Oferecer às crianças histórias pequenas com folhas grossas de cartão. realização de jogos populares (saltar à corda. marcadores. tecido.Oferecer às crianças diversos instrumentos grossos e de cores: ceras macias. para que destaquem melhor os traços. Visitas à comunidade (verem alguma actividade que não seja comum para a maioria das crianças . Após repetidos ensaios sem que receba ajuda. quadros. montagem de puzzles). culinária (confecção do bolo de aniversário sempre que uma das crianças faça anos). diminuir a grossura das folhas. e muito mais. Exemplos de actividades que podem ser dinamizadas: Realizar pequenas obras plásticas . “obrigando-as” as cuidar cada uma da sua planta. papel. giz. Progressivamente. aumentar o número de encaixes em cada placa. prestando-lhe muita ajuda de início. fantoches.Colocar no chão ou na parede. máscaras. cartolina. (…) Desenvolvimento sensorial e exploração do mundo – Expressão plástica As crianças irão estabelecer contacto com diferentes materiais e texturas (gesso. algodão. papel contínuo de cor branca. actividades na mesa (construção com legos. experiências com utensílios do quotidianos).

. A educação artística exige não só a cabeça. a construção do cenário. os gestos. moldar. mas o corpo no seu todo. auxiliar de educação .. O trabalho criativo realizado pela criança. pedir que imitem o educador e façam garatujas ou linhas verticais. plasticina. Elogiar as criações e deixar os frisos a adornar a sala. com um conteúdo positivo para ela.). madeira. entre outras. . a elaboração do guarda-roupa. Desenvolvimento emocional e representação mental – Expressão dramática/musical As crianças são chamadas a participar em todas as fases de uma peça de teatro: a criação de um argumento. a fala. O esforço em manter a criança intelectualmente activa e corporalmente passiva implica uma atenção especial. A necessidade de actividade física e jogo espontâneo nesta fase de desenvolvimento [na infância] é crucial.Gravar vozes de pessoas próximas da criança (mãe. Partindo da ideia de que através das actividades artísticas se proporciona a comunicação e a expressão.. Guiar a mão das que não queiram fazê-lo espontaneamente. a distribuição dos papeis.) – dar às crianças vários tipos de estampagem e ajuda-las a fazerem criações em várias folhar ou numa de tamanho gigante. através da sua capacidade de coordenação visual e motriz. o corpo assume um papel preponderante como principal instrumento dessa expressão. pasta de papel.Estampagem (com batatas. pai. rolhas de cortiça. pela forma como controla o seu corpo. etc. a exploração das personagens.Modelagem: barro. a mímica. revela o seu desenvolvimento físico. Estimulação sensorial do ouvido . contribuindo desta forma para o desenvolvimento integral do indivíduo.De início. Accionar o Formadora: Liliana Brandão 37/55 . . guia o seu grafismo e executa certos trabalhos. se não mesmo decisiva na delimitação de hábitos saudáveis para uma vida activa. massas de cor. esponjas. etc.

lisos (papéis de todo o tipo). . Estimulação sensorial do gosto . amargo. gato. tijolo de plástico). morango). pouco a pouco. a diferentes temperaturas e com distintas consistências.As frutas são-lhes dadas em pedacinhos.gravador e comprovar se manifesta alguma reacção ao ouvir as vozes e se as identifica. evitando os demasiado fortes. Não se trata de saberem a qualidade táctil dos materiais. . vaca). Por exemplo: dar-lhes uma colherzinha de algum alimento conhecido da criança e pedir-lhe que identifiquem o sabor.Nos jogos e actividades que as crianças diariamente realizam. deve ter-se a preocupação de lhes oferecer materiais variados de diferentes texturas: macios (balões pouco cheios algodão. em frascos. são poderosos estimulantes graças a seus variadíssimos sabores doces (banana. Ajudar a que. com agrado ou com rejeição. os vão identificando Estimulação sensorial do tacto . etc.Preparar. que possam produzir alguma irritação na pituitária. etc.Mostrar livros com imagens de animais (cão.A partir dos 2 anos. a estimulação do gosto consistirá e proporcionar-lhes sabores muito diferenciados. Portanto. produtos que tenham cheiros peculiares: vinagre. como doce. tecido de serapilheira). plasticina). limão. Devemos habituá-las a uma grande gama de cheiros. rugosos (cartões canelados. mas sim de se irem apercebendo das diferentes texturas. médicos. colónia. o adulto emite a onomatopeia correspondente. .). produtos de higiene. Estimulação sensorial do olfacto . etc. pêra) ou ácidos (laranja. Para além de serem necessárias e saudáveis nesta idade. Enquanto a criança contempla as imagens. Estimulação sensorial da visão Formadora: Liliana Brandão 38/55 . as crianças já ingerem todo o tipo de alimentos. os pais.As crianças reagem a cheiros conhecidos (a comida. para evitar que se engasguem. duros (blocos de madeira. sumo de laranja.

a pronúncia dos sons finais das palavras e da palavra final de cada verso . ou em forma circular (avião com motor).Visualização de filmes . para que as crianças procurem o reflexo na parede.Lançar feixes de luz breves e intermitentes com uma lanterna. para pôr fragmentos de música clássica. pois é a que mais costuma agradar às crianças. para que sigam os movimentos desses objectos com o olhar. depois das refeições. mesa.Aproveitar os momentos de descontracção.As crianças gostam muito das canções ou lenga-lengas acompanhadas de gestos e movimentos simples. lhes cantará ou recitará. no início. contos através de objectos e através de imagens)  Atelier de Artes Plásticas (decoração de objectos com colagens e pinturas em relevo) Formadora: Liliana Brandão 39/55 .Imitar canções (Expressão musical) . irão tentar imitar os gestos e. ATELIERS A programação dos ateliers procura a integração e o desenvolvimento das crianças em diferentes áreas: Ateliers e actividades grupais:  Histórias Enfeitadas (teatro de fantoches. .Pendurar. pouco a pouco. .Realização de Karaoke para crianças com musicas que elas conheçam e adoram. com uma corda. objectos a uma certa altura. . após a realização de uma actividade motora e sempre que o educador julgue oportuno. que o educador. Fazer com que oscilem como um pêndulo (bolas brilhantes). chupeta) e «fotos» desses mesmos objectos. se possível calma. posteriormente.. para que os emparelhem. . boneca.Apresentar desenhos de objectos de uso habitual realizados em cartolina (bola.

de Formadora: Liliana Brandão 40/55 . Cada criança terá oportunidade de ouvir e contar. adereços e vestuário)  Escultura de Balões (cães. o seu tratamento. sobremesas deliciosas. Técnicas de reciclagem e bons hábitos de defesa do ambiente. a sua importância e aproveitamento. Atelier de Esponjas Mágicas (construções com colagem de esponjas mágicas e coloridas)  Jogo Humano (jogo de equipas onde as crianças são os próprios peões. bebidas coloridas.  Os animais nossos amigos: aprender sobre as características e hábitos dos animais domésticos e selvagens. a reconhecer os alimentos e as suas propriedades. supersandwiches.  Conto um conto: o gosto pela leitura surge muitas vezes através da arte de saber contar uma história seja ela fantasia ou realidade. higiene e cuidados de saúde. e a realizarem e criarem algumas receitas (bolachas artesanais. decoração de bolos)  Educação ambiental: conhecer os recursos da terra. flores e espadas são um sucesso garantido junto de todas as crianças)  Festa temáticas (caracterização dos participantes através de pinturas faciais.  Riscos e rabiscos: um momento criativo. tendo de realizar diferentes tarefas para alcançar a meta)  Danças com coreografias diversas  Pinturas Faciais  Caça ao tesouro as crianças adoram revirar o parque ou o jardim à procura de pequenos tesouros em forma de guloseimas.  Princesas e Piratas (as crianças são caracterizadas de princesas e piratas através de pinturas. modelação de cabelos e adereços)  Aprendizes de culinária: as crianças poderão ter oportunidade de aprender como utilizar alguns utensílios de cozinha. no qual se estimula a elaboração de desenho e pintura livre ou orientada para determinado tema. saladas.

rimas. as ferramentas e muito mais curiosidades sobre este tema.  Construção de Bijutaria: para usar ou oferecer. curiosidades. Massa de moldar. colares. etc. anéis. a plantação. Os diferentes géneros musicais. a boca. trancinhas e totós e enfeitam-se as unhas das meninas. Os cuidados de higiene e alimentação. Construção de instrumentos com diferentes materiais.  Hora do faz-de-conta: aqui as crianças podem ser o que quiserem. porta-chaves.  Momentos musicais: aprender os sons.  Os filmes: altura para o visionamento de um filme cuidadosamente escolhido em função do seu conteúdo lúdicodidáctico e das preferências das crianças. Entre monstros e fadas. alfinetes.reinventar as histórias.  Foto-mania: contar uma história por meio de imagens. cintos. Os nossos instrumentos (sons que fazem as mãos. receitas. anedotas e adivinhas e muito mais.  Jardinagem: as diferentes espécies. o seu clima e os seus costumes. de reflectir sobre os significados.  As profissões: conhecer os diferentes ofícios. o esqueleto. missangas e outros materiais irão ser convertidos em pulseiras. penteados radicais. lengas-lengas de pequenas coisas. os órgãos e como funcionam os diferentes sistemas que o compõem.  Poesia: aprender a fazer poesia. notícias locais. Formadora: Liliana Brandão 41/55 .  Corpo Humano: mostrar como se constitui a pele. as profissões de antigamente e as de hoje. o que fazem os familiares. faz-se maquilhagem e pinturas. os seus povos e raças.  Países do mundo: abordar de uma forma divertida as características de cada país.  Jornalinho: em grupo poderemos criar um jornalinho interno com histórias. o enredo e as características das personagens. o calendário. os pés). Recolher fotografias sobre um tema será um desafio para as crianças. técnicas de ilustração. criam-se trajes e adereços. reis e rainhas.

passeios ou actividades ao ar livre. os objectivos. E as actividades comunitárias são aquelas que criam e dinamizam as relações interpessoais e sociais dos mais pequenos com a comunidade. teatro ou outras. Quando pretendemos realizar actividades com crianças sejam elas de estimulação cognitiva ou física estas têm sempre. a nível físico. Actividades ao ar livre: Ao longo do ano poderão ser organizadas algumas visitas. ou deveriam ter. um objectivo. Plano de Actividades (PA) Elaboração de um Plano de Actividade (PA) Plano: conjunto de programas. O programa operacionaliza um plano mediante a realização de acções orientadas para alcançar as metas e os objectivos propostos num determinado período. o local. mensal ou anual e deverá conter os dados mais importantes – a data. semanal. como por exemplo visitas a monumentos. As expressivas. Uma forma de preparar as actividades de uma forma utilitária passa pela elaboração de um plano de actividades. essas actividades e esses objectivos têm de ser pensados. que seja ao gosto dos participantes. As actividades cognitivas ou mentais visam desenvolver o cérebro e o sistema nervoso activo. Planear – É usar procedimentos para introduzir uma organização e racionalização a acção com vista a alcançar determinadas metas e objectivos. pode ser divertimento puro e simples. o tipo de actividade. trabalhados ou planeados atempadamente. os recursos – Formadora: Liliana Brandão 42/55 . As actividades propostas pelo animador. o que não quer dizer que não sejam também educativas. são actividades manuais e artísticas onde dão largas à imaginação. Este plano poderá ser diário. As lúdicas. por conseguinte. devem estimular a motricidade. dança.

nomeadamente imprevistos temporais. semanal e diário. descrevendo as grandes linhas de trabalho a seguir. materiais. Um plano poderá ser anual. No entanto é importante que haja um plano anual ainda que se saiba que poderá sofrer constantes alterações. neste caso as crianças. a responsabilidade de cada interveniente e por fim a avaliação da sua aplicabilidade. Formadora: Liliana Brandão 43/55 . O plano semana só deverá ser um complemento do plano anual e não como a única planificação. trimestral. institucionais e mesmo pessoais. Elementos da planificação Um Plano poderá ser um instrumento muito útil quer no domínio da organização do tempo quer na definição dos objectivos das actividades. O plano anual é o plano que está mais sujeito a alterações por diversos factores. Isto é. temos sempre um objectivo. Deve conter uma série de elementos de fácil interpretação para quem lê e para quem o utiliza. semestral. não seria adequado construirmos um plano sem termos em conta este dado. financeiros. Os objectivos podem ser divididos em gerais – mais abrangentes e pouco prático e específicos – mais direccionados para a acção e práticos. mensal. funcionando como a sua operacionalização. ainda que inconscientemente. os objectivos específicos exprimem os resultados que se espera atingir e que detalham os objectivos gerais. mas as etapas a alcançar. pois só este permitirá uma estruturação do trabalho que se pretende realizar com o público-alvo.humanos. Elaboração de um plano de actividades Objectivos: Para Quê…? Quando planeamos executar qualquer tarefa ou actividade. os objectivos gerais descrevem grandes orientações para as acções (…). como tal. estes distinguem-se dos gerais pois não indicam uma direcção a seguir.

evidente. Neste dado deverá constar o nome da actividade.O objectivo deve ser o mais específico possível de modo a que qualquer pessoa perceba o que se pretende. Exemplo: 5 de Março – terça-feira de tarde e a duração de cada actividade. Local: Onde…? Este dado é importante e terá de ser definido com alguma antecipação. O objectivo é uma intenção em relação à modificação que se pretende que a pessoa tenha. Que métodos vão ser usados para a realização ou planificação da actividades/das actividades. pois nem sempre o espaço está disponível ou adaptado Se por outro lado for um espaço público a visitar. como por exemplo um museu ou outra instituição essa necessidade será. Calendarização Este dado é imprescindível na construção do plano. Metodologia: Como…? De que forma irá ser realizada. ele deverá indicar o mês ou o dia em que irá ser realizada a actividade. ainda mais. Recursos Formadora: Liliana Brandão 44/55 . é a descrição de um conjunto de comportamentos que a pessoa deverá manifestar depois da actividade. Exemplo: Comemoração do dia da Mãe – realização de um ramo de flores com papelão e de um postal para juntar ao ramo. e uma breve descrição da mesma. Actividades e Tarefas: o que se pretende desenvolver. Os objectivos gerais devem ser acompanhados pelos objectivos específicos. pois por vezes o nome da actividade nem sempre é suficiente para a descrição da mesma. Os Objectivos devem ser definidos em função do/s destinatário/s e não do Educador .

algumas perguntas se impõem: . Para actividades de maior envergadura. relativamente a este assunto. Estes podem dividir-se em:  Recursos humanos – referem-se às pessoas intervenientes quer na elaboração do plano. tendo todas um papel Formadora: Liliana Brandão 45/55 . Os recursos têm de ser suficientes para todos os participantes. infraestrutura físicas. Muito importante também. Recursos materiais (logísticos) – são todos os materiais necessários para a execução das actividades: equipamentos.Existem recursos necessários? . próxima e alargada? .Quais os recursos disponíveis na comunidade. ir conhecendo os resultados e os efeitos de intervenção e corrigir as trajectórias caso sejam desejáveis.  Recursos financeiros – serão as verbas disponíveis para a execução das actividades planeadas. (Se for um passeio ao exterior.Outro dado imprescindível na construção de um plano e na execução do mesmo são os recursos. formais e informais? Avaliação A avaliação é uma componente do processo de planeamento. A avaliação é algo de extrema importância para a compreensão do sucesso ou insucesso das actividades planeadas. Podem desempenhar imprescindível. Todos os projectos contêm necessariamente um “plano de avaliação” que é acompanhado de mecanismos de auto controle que permitem.Quais os recursos disponibilizados pelos parceiros. é necessário requisitar um autocarro e motorista).. e atempadamente requisitados e adquiridos.É preciso recorrer a parceiros externos? . obejctos.. é saber qual a disponibilidade da instituição. de forma rigorosa. quer na execução do mesmo. instrumentos. tarefas muito distintas. etc.

 Despertar a curiosidade e a vontade.  Estimular a actividade cognitiva através da observação directa. explicar o que vão fazer e porquê.  Criar um ambiente sereno. Equidade – destina-se a avaliar em que medida existiu igualdade de oportunidades de participação de todos os intervenientes na acção/ actividade. numa perspectiva de mudança.Critérios de avaliação: Eficácia – perceber em que medida os objectivos foram atingidos e as acções/ actividades foram realizadas. desta forma será indispensável atribuir a cada elemento a sua responsabilidade nas actividades a desenvolver. Formadora: Liliana Brandão 46/55 . Planificação É usar procedimentos para introduzir a organização e racionalidade à acção. com vista a alcançar determinadas metas e objectivos. destina-se a avaliar em que medida a acção/actividade contribuiu para a melhoria da situação. Adequabilidade – avalia em que medida a acção/actividade foi adequada face ao contexto e à situação na qual se pretendia intervir. manipulação e experimentação. descontraído e aberto às experiências. Eficiência – relacionada com a avaliação do rendimento técnico da acção. A responsabilidade É importante uma definição do papel de cada elemento interveniente no plano. Impacto – utilizado numa perspectiva de médio ou longo prazo. A execução das diferentes técnicas devem ser aproveitadas para trabalhar alguns temas básicos:  Trabalhar os hábitos de higiene e limpeza.  Dar importância aos interesses.  Motivar. resultados obtidos relativamente aos recursos utilizados. motivações dos participantes.  Utilizar diferentes materiais e técnicas.  Reforçar a autonomia.

 (…) Formadora: Liliana Brandão 47/55 .

Promover a Socialização. Educadores de Infância e Auxiliares de Educação. Educadores. Hábitos de higiene. Consciencializar os alunos para a importância da água. Educadores e Auxiliares de Educação. História da menina gotinha de água. Educadores de Infância 11 de Setembro Dia Mundial da Água 1 Outubro Desfolhada Tradicional A realizar na comunidade local. DINAMIZADORES Educadores dos diferentes Jardins de Infância. Auxiliares. Educadores. dos diferentes espaços do jardim de infância. Auxiliares e grupos de crianças. Educadores. INTERVENIENTES Encarregados de Educação. grupos de Como nascem as castanhas. crianças. dos objectivos a desenvolver no jardim de infância. Visita ao Castanheiro Apanha de castanhas Conhecer a árvore. confecção de Sensibilização para regras de higiene alimentar. Educadores de Infância e Auxiliares de Acção Educativa dos diferentes Jardins. Outubro (data sujeita a marcação) 16 Outubro Dia Mundial da Alimentação Promover uma alimentação racional. Preservar o património cultural. Sensibilização para as regras de andar no exterior em grupo. dos horários e pausas lectivas do jardim. Educadores. Encarregados de Educação Educadores e Auxiliares. grupos de crianças e comunidade local. um doce com frutos da época. Auxiliares. Promover a amizade e a convivência entre o grupo Educadores de Infância ? Outubro (data sujeita a marcação) Formadora: Liliana Brandão 48/55 . CALENDÁRIO 5 ou 6 de Setembro Reunião de Pais e Encarregados de Educação Início do ano lectivo Encarregados de Educação. Promover a integração dos alunos na comunidade escolar. do funcionamento e tabela de preços do apoio à família e por fim. Auxiliares. da auxiliar de educação. (semana da alimentação) – A roda dos alimentos fabrico de pão. no espaço físico e no espaço social.EXEMPLO: Plano anual de actividades – Jardim de Infância ACTIVIDADES OBJECTIVOS Apresentação aos encarregados de educação: da docente. Auxiliares e crianças. Contribuir para o alargamento de saberes globais. (*) Educadores. grupos de crianças.

grupos de crianças do Jardim de Infância de Igreja nº1. Auxiliares. Histórias. Adquirir vocabulário relacionado. Desenvolver as capacidades preceptivas. Animadoras do Centro 7/Janeiro de Recursos 14/ Janeiro 21/Fevereiro Educadores e Auxiliares de Educação. da sociabilidade e afectividade. Valorizar a figura paterna. canções. Educadores. físicas. Animadoras do Centro 12/11 de Recursos 19/11 26/11 Educadores. grupos de crianças do Jardim de Infância de Aldeia Nova . Construção de histórias tradicionais ou inventadas. intelectuais. Conhecer os costumes e tradições da época natalícia. coordenativas. Auxiliares. Auxiliares. Auxiliares. Auxiliares. Educadores de Infância. Promover a criatividade Desenvolver as capacidades preceptivas. grupos de crianças. Visita do Pai à escola. Jogos tradicionais. da sociabilidade e afectividade. Promover valores tradicionais da região. Encarregados de Educação e Animadores da Câmara. físicas. 17 de Janeiro Animadoras do Centro 19/2 de Recursos 26/2 19/3 Educadores de Infância. solidariedade. lenga-lengas Levantamento e registo. Promover o gosto e respeito pelos livros.Magusto (*) Manter as tradições populares: História de S. canções e lenga lengas alusivas á época Levantamento e registo. intelectuais. Martinho.Animadoras do Centro de recursos Educadores. intelectuais. Promover o convívio e a confraternização. grupos de crianças do Jardim-de-infância de Aldeia Nova. Fomentar e fortalecer laços familiares. Animadoras Educadores. físicas. Auxiliares. Encarregados de Educação Educadores. Promover valores e relações humanas: amizade. coordenativas. Educadores. Animadoras Educadores. grupos de crianças. Dezembro Festa de Natal18/12 Visita do Pai Natal em data a combinar. 15 de Março Dia do Livro Dia do Pai 19 de Março Formadora: Liliana Brandão 49/55 . Educadores e Auxiliares de Educação. coordenativas. grupos de crianças. grupos de crianças. da sociabilidade e afectividade. Auxiliares. Promover o convívio e a confraternização Contribuir para o alargamento de saberes globais Desenvolver as capacidades preceptivas. Promover a interacção escola/família. partilha. 11 Novembro Festival de pequenos artistas "Corpo Mágico" Comemoração do Natal Visita do Pai Natal Festa de Natal (*) Educadores. em livros. Festival de pequenos artistas "Corpo Mágico" Festa das Fogaças Confecção de fogaças Festival de pequenos artistas "Corpo Mágico". Auxiliares de Educação e Animadores da Câmara. grupos de crianças e pais. Auxiliares. Educadores.

Auxiliares de Educação. Auxiliares. Educadores de Infância e Câmara 1 de Junho 5 de Junho Promover o convívio entre crianças de outras escolas Proporcionar momentos de alegria e diversão Educadores de Infância Junho (em data a combinar) Formadora: Liliana Brandão 50/55 . Câmara de Stª Mª da Feira Educadores. Desenvolver as capacidades preceptivas. da sociabilidade e afectividade. relativas à ocasião. Fomentar e fortalecer laços familiares. e grupos de crianças. quadras. físicas. Auxiliares de Educação. e grupos de crianças Dia da Mãe Educadores de Infância e Auxiliares de Educação Educadores de Infância 2 Maio Passeio à Quinta Pedagógica Proporcionar novas situações de aprendizagem.Dia Mundial da Árvore Sensibilizar a criança para a importância da árvore na Educadores. Auxiliares de Educação. Lanche convívio (*) Reviver as tradições da Páscoa.Projecto da Aquisição de novos conhecimentos Câmara de Stª Mª da Feira Promover o convívio e a confraternização entre Jardins. Promover a socialização. Auxiliares de Educação. Dia Mundial da Criança ( actividade a desenvolver em parceria com a Câmara e/ou Agrupamento da Corga) (*) Dia Mundial do Ambiente (actividade a desenvolver em parceria com a Câmara) (*) Passeio de Final de Ano BRACALÂNDIA Sensibilizar a comunidade escolar para a importância dos direitos da criança Promover o convívio entre crianças de outras escolas Proporcionar momentos de alegria e diversão Sensibilizar a comunidade escolar para a defesa e conservação do ambiente Maio (data a combinar). Promover a interacção escola/família: Pais e grupos de crianças visita da mãe à escola. Educadores de Infância Câmara e/ou Agrupamento da Corga. intelectuais. Auxiliares de Educação. Educadores. grupos de crianças do Jardim de Infância de Igreja nº1.Animadoras do Centro de recursos Educadores de Infância. Motivar a criança para a preservação e crianças. coordenativas. Educadores. de Aveiro . Auxiliares. Valorizar a Educadores. Educadores. Câmara de Stª Mª da Feira Educadores. Câmara de Stª Mª da Feira e/ou Agrupamento da Corga Educadores. Proporcionar à criança momentos de alegria e Pais e grupos de crianças diversão. e grupos de crianças. Auxiliares de Educação. e grupos de crianças. 21 Março Festival de pequenos artistas "Corpo Mágico" Animadoras do Centro 2/4 de Recursos 9/4 Educadores de Infância 11 de Abril Festa da Páscoa: História do coelhinho da Páscoa. Desenvolver capacidades de expressão oral: canções. figura materna. protecção da Natureza. rimas etc. grupos de Natureza.

e grupos de crianças.Feira Medieval (*) Vivênciar épocas ancestrais (costumes hábitos. Câmara de Stª Mª da Feira Educadores.no.htm Formadora: Liliana Brandão 51/55 . grupos de crianças Pais Câmara de Stª Mª da Feira Junho (?) Festa Final de Ano (*) Educadores Auxiliares Junho (em data a de Educação combinar) Retirado do site: http://infancia.) Contribuir para o alargamento de saberes globais Promover a relação escola/família Promover momentos de diversão e alegria Educadores.pt/plano_de_actividades.sapo. trajes etc. Auxiliares de Educação. Auxiliares de Educação.

a inexistência de egoísmo. revelando-se nas suas futuras actividades culturais. fundamental. pois ninguém pode forçar uma criança a brincar. a construção da sua personalidade. Longe de serem meros passatempo. é um comportamento auto-motivado. são factores que diminuem as oportunidades de brincar.Conclusão Brincar tem moldado as normas. também comunica sentimentos. É através das actividades de animação que a criança explora o mundo e se conhece a si mesma. Defender a importância da educação ao longo da vida é pensar no futuro e pensar no futuro. fantasias. obriga sobretudo a reflectir se o que hoje Formadora: Liliana Brandão 52/55 . A criança ao realizar actividades específicas para a sua idade. obriga a pensar na criança. do mundo físico e social e dos sistemas de comunicação. a falta de espaços na rua e as casas demasiado pequenas. a socialização. pode ser um assunto sério. aperfeiçoar o pensamento e desenvolver potencialidades. indispensáveis ao desenvolvimento integral da criança. pois permite à criança enfrentar desafios. a partilha. cognitivo e afectivo. O facto de os pais trabalharem fora de casa deixando os filhos entregues a amas ou instituições. constituindo a base das suas actividades futuras. desde a afectividade. a criatividade. contudo. é como que uma auto-expressão para o próprio prazer da criança. brincar. o uso excessivo da televisão. Brincar é fundamental. As crianças brincam e isso constitui para elas uma actividade normal. é uma força maior na qual todas as culturas participam. É cada vez maior a importância que se atribui ao “brincar” e é relevante o papel pedagógico desta acção que se reflecte na aprendizagem da criança em todos os seus níveis de desenvolvimento. valores e costumes de todas as culturas. qualquer que seja a dimensão considerada. para a criança. resolver problemas. reflexo e estímulo do seu desenvolvimento motor. para além de explorar o mundo ao seu redor. ideias. as actividades de animação são. é um comportamento muito habitual em períodos de desenvolvimento do conhecimento de si próprio. simultaneamente.

Porque o poder do sorriso é grande. e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele”. atitudes. descobrimo-lo como pessoa. Bibliografia Formadora: Liliana Brandão 53/55 . destrezas.investimos na criança é suficiente para garantir o melhor do seu desenvolvimento. e saber sorrir é algo muito importante. . mas mais que isso. Antoine Exupéry diz: “No momento em que sorrimos para alguém. valores e um grande sorriso. Desta forma é importante transmitir às minhas crianças conhecimento. comportamentos.

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