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LÍNGUA PORTUGUESA

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LÍNGUA PORTUGUESA Compreensão de Textos

Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de necessitar de um bom léxico internalizado. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justificase por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. Denotação e Conotação - Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expressão gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma convenção. É baseado neste conceito de signo lingüístico (significante + significado) que se constroem as noções de denotação e conotação. O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras é a atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreensão, depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. Os textos literários exploram bastante as construções de base conotativa, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações diferenciadas em seus leitores. Ainda com base no signo lingüístico, encontra-se o conceito de polissemia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz. Neste caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e esclareçam o sentido. Como Ler e Entender Bem um Texto - Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extraem-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para resumir a idéia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça a memória visual, favorecendo o entendimento. Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva, há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes. No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momentos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui não se podem dispensar as dicas que CEPCON - Centro Educacional para Concursos aparecem na referência bibliográfica da fonte e na identificação do autor. A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exceto, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequada. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra alternativa mais completa. Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontextualiza cão de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para ter idéia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta será mais consciente e segura. Elementos constitutivos Texto narrativo • As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, forças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar dos fatos. Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou heroína, personagem principal da história. O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do protagonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal contracena em primeiro plano. As personagens secundárias, que são chamadas também de comparsas, são os figurantes de influência menor, indireta, não decisiva na narração. O narrador que está a contar a história também é uma personagem, pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor importância, ou ainda uma pessoa estranha à história. Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de personagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimensão psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações perante os acontecimentos.

• Seqüência dos fatos (enredo): Enredo é a seqüência dos fatos, a trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo podemos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o clímax, o desenlace ou desfecho. Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente, as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre, na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de interesses entre as personagens. O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior tensão do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho, ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos.

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• Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens participam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gênero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central, que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, relacionados ao principal. • Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lugares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas vezes, principalmente nos textos literários, essas informações são extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos narrativo. • Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num determinado tempo, que consiste na identificação do momento, dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade salienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fato que aconteceu depois. O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu espírito. • Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dissemos, é a personagem que está a contar a história. A posição em que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracterizado por : - visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acontecimentos e a narração é feita em 3a pessoa. - visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narrativa que é feito em 1a pessoa. - visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê, aquilo que é observável exteriormente no comportamento da personagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narrador é um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa. • Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de apresentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do qual a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é feita em 1a pessoa ou 3a pessoa.
Formas de apresentação da fala das personagens. Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há três maneiras de comunicar as falas das personagens. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas os verbos de locução podem ser omitidos.

• Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens. Exemplo:
“Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passados, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os menos sombrios por vir”. • Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narração. Exemplo: “Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando alto. Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles lugares, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem que estivesse doido. Como poderia andar um homem àquela hora , sem fazer nada de cabeça no tempo, um branco de pés no chão como eles? Só sendo doido mesmo”. (José Lins do Rego) Texto Descritivo - Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais característicos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc. As perspectivas que o observador tem do objeto, é muito importante, tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude que vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem unificada. Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, variando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a pouco. Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra técnica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:

• Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subjetiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferências, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objetivo, fenomênico, ela é exata e dimensional. • Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamento, com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, social e econômico . • Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama, para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as partes mais típicas desse todo. • Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos interiores, dos ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma visualização das, suas particularidades, de seus traços distintivos e típicos. • Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada que se desenvolve progressivamente no

• Discurso Direto: É a representação da fala das personagens através do diálogo.
Exemplo: “Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da verdade. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carnaval a cidade é do povo e de ninguém mais”. No discurso direto é freqüente o uso dos verbo de locução ou descendi: dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de travessões. CEPCON - Centro Educacional para Concursos

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tempo. É a descrição de um incêndio, de uma briga, de um naufrágio.

TIPOLOGIA TEXTUAL
Textos literários - São textos que privilegiam a mensagem pela própria mensagem. Neles, interessa primordialmente como se combinam de acordo com padrões estéticos, os diferentes elementos da língua, para dar uma impressão de beleza. No processo de construção dos textos literários, o verbo "escrever", tal como expressou Barthes, converte-se em verbo intransitivo: o escritor detém-se na própria escrita, joga com os recursos lingüísticos, transgredindo, com freqüência, as regras da linguagem para liberar sua imaginação e fantasia na criação de mundos fictícios. Diferentemente dos textos informativos, nos quais o referente é transparente, os textos literários são textos opacos, não explícitos, com muitos vazios ou espaços em branco, indeterminados. Os leitores, então, devem unir todas as peças em jogo: a trama, as personagens e a linguagem; têm de preencher a informação que falta para construir o sentido, fazendo interpretações congruentes com o texto e com seus conhecimentos prévios do mundo. Os textos literários exigem que o leitor compartilhe do jogo da imaginação para captar o sentido de coisas não ditas, de ações inexplicáveis, de sentimentos não expressos. Embora todos os textos tenham um "repertório", um território que nos é familiar, porque envolvem realidades extra-textuais (lugar e tempo das ações; normas e valores representados; alusões ou referências a pessoas, lugares e coisas que existem fora do texto; elementos e tradições literárias, etc.), não basta conhecer estas realidades para compreender o texto literário: é necessário fundamentalmente extrair as múltiplas perspectivas e os múltiplos níveis de associação que o texto nos oferece. O texto literário, que permite o desenvolvimento de todas as virtualidades da linguagem e, portanto, que é o espaço de liberdade da linguagem, sem as restrições das normas, permite-nos ler "para nada", para não fazer nada depois da leitura; somente nos leva pela imaginação; porém, também pode permitir-nos analisar os mecanismos empregados pelo autor para produzir beleza, tentar recriar estes mecanismos em novas criações, desentranhar os símbolos que estruturam a mensagem, brincar com a musicalidade das palavras liberadas de sua função designativa, etc. O Conto - É um relato em prosa de fatos fictícios. Consta de três momentos perfeitamente diferenciados: começa apresentando um estado inicial de equilíbrio; segue com a intervenção de uma força, com a aparição de um conflito, que dá lugar a uma série de episódios; encerra com a resolução desse conflito que permite, no estágio final, a recuperação do equilíbrio perdido. Todo conto tem ações centrais, núcleos narrativos, que estabelecem entre si uma relação causal. Entre estas ações, aparecem elementos de recheio (secundários ou catalíticos), cuja função é manter o suspense. Tanto os núcleos como as ações secundárias colocam em cena personagens que as cumprem em um determinado lugar e tempo. Para a apresentação das características destes personagens, assim como para as indicações de lugar e tempo, apela-se a recursos descritivos. Um recurso de uso freqüente nos contos é a introdução do diálogo das personagens, apresentado com

• Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características gerais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabulário mais preciso, se salientando com exatidão os pormenores. É predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanismos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc.
Texto Dissertativo - Dissertar significa discutir, expor, interpretar idéias. A dissertação consta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou questão, e pressupõe um exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever com clareza, coerência e objetividade. A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persuadir o leitor a respeito dos seus pontos de vista, ou simplesmente, ter com finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão. A linguagem usada é a referencial, centrada, na mensagem, enfatizando o contexto. Quanto à forma, ela pode ser tripartida em :

• Introdução: Em poucas linhas coloca ao leitor os dados fundamentais do assunto que está tratando. É a enunciação direta e objetiva da definição do ponto de vista do autor. • Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as idéias colocadas na introdução serão definidas com os dados mais relevantes.
Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de idéias articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e desencadeia a conclusão.

• Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da idéia central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a introdução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto.
Para haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese e opinião. - Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é a obra ou ação que realmente se praticou. - Hipótese: É a suposição feita a cerca de uma coisa possível ou não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação sobre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido. - Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e objetos descritos, é um parecer particular,um sentimento que se tem a respeito de algo.

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os sinais gráficos correspondentes (os travessões, para indicar a mudança de interlocutor). A observação da coerência temporal permite ver se o autor mantém a linha temporal ou prefere surpreender o leitor com rupturas de tempo na apresentação dos acontecimentos (saltos ao passado ou avanços ao futuro). A demarcação do tempo aparece, geralmente, no parágrafo inicial. Os contos tradicionais apresentam fórmulas características de introdução de temporalidade difusa: "Era uma vez...", "Certa vez...". Os tempos verbais desempenham um papel importante na construção e na interpretação dos contos. Os pretéritos imperfeito e o perfeito predominam na narração, enquanto que o tempo presente aparece nas descrições e nos diálogos. O pretérito imperfeito apresenta a ação em processo, cuja incidência chega ao momento da narração: "Rosário olhava timidamente seu pretendente, enquanto sua mãe, da sala, fazia comentários banais sobre a história familiar." O perfeito, ao contrário, apresenta as ações concluídas no passado: "De repente, chegou o pai com suas botas sujas de barro, olhou sua filha, depois o pretendente, e, sem dizer nada, entrou furioso na sala". A apresentação das personagens ajusta-se à estratégia da definibilidade: são introduzidas mediante uma construção nominal iniciada por um artigo indefinido (ou elemento equivalente), que depois é substituído pelo definido, por um nome, um pronome, etc.: "Uma mulher muito bonita entrou apressadamente na sala de embarque e olhou à volta, procurando alguém impacientemente. A mulher parecia ter fugido de um filme romântico dos anos 40." O narrador é uma figura criada pelo autor para apresentar os fatos que constituem o relato, é a voz que conta o que está acontecendo. Esta voz pode ser de uma personagem, ou de uma testemunha que conta os fatos na primeira pessoa ou, também, pode ser a voz de uma terceira pessoa que não intervém nem como ator nem como testemunha. Além disso, o narrador pode adotar diferentes posições, diferentes pontos de vista: pode conhecer somente o que está acontecendo, isto é, o que as personagens estão fazendo ou, ao contrário, saber de tudo: o que fazem, pensam, sentem as personagens, o que lhes aconteceu e o que lhes acontecerá. Estes narradores que sabem tudo são chamados oniscientes. A Novela - É semelhante ao conto, mas tem mais personagens, maior número de complicações, passagens mais extensas com descrições e diálogos. As personagens adquirem uma definição mais acabada, e as ações secundárias podem chegar a adquirir tal relevância, de modo que terminam por converter-se, em alguns textos, em unidades narrativas independentes. A Obra Teatral - Os textos literários que conhecemos como obras de teatro (dramas, tragédias, comédias, etc.) vão tecendo diferentes histórias, vão desenvolvendo diversos conflitos, mediante a interação lingüística das personagens, quer dizer, através das conversações que têm lugar entre os participantes nas situações comunicativas registradas no mundo de ficção construído pelo texto. Nas obras teatrais, não existe um narrador que conta os fatos, mas um leitor que vai conhecendo-os através dos diálogos e/ ou monólogos das personagens. Devido à trama conversacional destes textos, torna-se possível encontrar neles vestígios de oralidade (que se manifestam na linguagem espontânea das CEPCON - Centro Educacional para Concursos personagens, através de numerosas interjeições, de alterações da sintaxe normal, de digressões, de repetições, de dêiticos de lugar e tempo. Os sinais de interrogação, exclamação e sinais auxiliares servem para moldar as propostas e as réplicas e, ao mesmo tempo, estabelecem os turnos de palavras. As obras de teatro atingem toda sua potencialidade através da representação cênica: elas são construídas para serem representadas. O diretor e os atores orientam sua interpretação. Estes textos são organizados em atos, que estabelecem a progressão temática: desenvolvem uma unidade informativa relevante para cada contato apresentado. Cada ato contém, por sua vez, diferentes cenas, determinadas pelas entradas e saídas das personagens e/ou por diferentes quadros, que correspondem a mudanças de cenografias. Nas obras teatrais são incluídos textos de trama descritiva: são as chamadas notações cênicas, através das quais o autor dá indicações aos atores sobre a entonação e a gestualidade e caracteriza as diferentes cenografias que considera pertinentes para o desenvolvimento da ação. Estas notações apresentam com freqüência orações unimembres e/ou bimembres de predicado não verbal. O Poema - Texto literário, geralmente escrito em verso, com uma distribuição espacial muito particular: as linhas curtas e os agrupamentos em estrofe dão relevância aos espaços em branco; então, o texto emerge da página com uma silhueta especial que nos prepara para sermos introduzidos nos misteriosos labirintos da linguagem figurada. Pede uma leitura em voz alta, para captar o ritmo dos versos, e promove uma tarefa de abordagem que pretende extrair a significação dos recursos estilísticos empregados pelo poeta, quer seja para expressar seus sentimentos, suas emoções, sua versão da realidade, ou para criar atmosferas de mistério de surrealismo, relatar epopéias (como nos romances tradicionais), ou, ainda, para apresentar ensinamentos morais (como nas fábulas). O ritmo - este movimento regular e medido - que recorre ao valor sonoro das palavras e às pausas para dar musicalidade ao poema, é parte essencial do verso: o verso é uma unidade rítmica constituída por uma série métrica de sílabas fônicas. A distribuição dos acentos das palavras que compõem os versos tem uma importância capital para o ritmo: a musicalidade depende desta distribuição. Lembramos que, para medir o verso, devemos atender unicamente à distância sonora das sílabas. As sílabas fônicas apresentam algumas diferenças das sílabas ortográficas. Estas diferenças constituem as chamadas licenças poéticas: a diérese, que permite separar os ditongos em suas sílabas; a sinérese, que une em uma sílaba duas vogais que não constituem um ditongo; a sinalefa, que une em uma só sílaba a sílaba final de uma palavra terminada em vogal, com a inicial de outra que inicie com vogal ou h; o hiato, que anula a possibilidade da sinalefa. Os acentos finais também incidem no levantamento das sílabas do verso. Se a última palavra é paroxítona, não se altera o número de sílabas; se é oxítona, soma-se uma sílaba; se é proparoxítona, diminuise uma. A rima é uma característica distintiva, mas não obrigatória dos versos, pois existem versos sem rima (os versos brancos ou soltos de uso freqüente na poesia moderna). A rima consiste na coincidência total ou parcial dos últimos fonemas do verso. Existem dois tipos de rimas: a consoante (coincidência total de vogais e

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O corpo da letra dos títulos também é um indicador a considerar sobre a posição adotada pela redação. costuma recorrer a certas fórmulas para salvar sua responsabilidade: parece. metonímias. revistas). mostram um claro predomínio da função informativa da linguagem: trazem os fatos mais relevantes no momento em que acontecem. avaliações. As estrofes agrupam versos de igual medida e de duas medidas diferentes combinadas regularmente. culminam com a criação de metáforas. não é necessário ter lido os jornais do dia anterior para interpretá-la). por sua transcendência. folhetos. A publicidade é um componente constante dos jornais e revistas. orações enunciativas.LÍNGUA PORTUGUESA consoante a partir da última vogal acentuada) e a assonante (coincidência unicamente das vogais a partir da última vogal acentuada). O título cumpre uma dupla função sintetizar o tema central e atrair a atenção do leitor. e das formas impessoais: A perseguição aos delinqüentes foi feita por um patrulheiro. principalmente. Nesse tipo de texto. em função de seu portador (jornais. assim como a extensão e o tratamento dado aos textos que incluem. etc. que contêm todos os dados necessários para que o leitor compreenda a informação. Quando o jornalista não consegue comprovar de forma fidedigna os dados apresentados. É pertinente observar como os textos jornalísticos distribuem-se na publicação para melhor conhecer a ideologia da mesma. Textos jornalísticos . símbolos. Estes agrupamentos vinculam-se à progressão temática do texto: com freqüência. a primeira página. CEPCON . depois. desenvolvem uma unidade informativa vinculada ao tema central. muitas vezes. as entrevistas. A progressão temática das notícias gira em tomo das perguntas o quê? quem? como? quando? por quê e para quê?.Transmite uma nova informação sobre acontecimentos. sem chegar a ser um resumo de todo o texto. incluem-se os editoriais. com a formulação de uma tese. Consta de três partes claramente diferenciadas: o título. através dos mecanismos de substituição e de combinação. 1991) sugerem geralmente que os títulos não excedam treze palavras. razão pela qual não é permitido o emprego da primeira pessoa do singular nem do plural. são agrupados em diferentes seções: informação nacional. são empregados. isto é. no plano nacional ou internacional. esta primazia da atualidade.Centro Educacional para Concursos As notícias apresentam-se como unidades informativas completas. O redator deve manter-se à margem do que conta. por exemplo: O ministro afirmou: "O tema dos aposentados será tratado na Câmara dos Deputados durante a próxima semana . não se referirá à Argentina ou a Buenos Aires com expressões tais como nosso país ou minha cidade). as reportagens. Fundamentalmente. como. e que segue com uma tomada de posição. Embora estes textos possam ter distintas superestruturas. informação internacional. pelo acento. Esta adesão ao presente. No desenvolvimento. economia. além de omitir o eu ou o nós. opiniões divergentes e até antagônicas em uma mesma página. espetáculos e entretenimentos. condena-os a uma vida efêmera.. Os versos monossílabos não existem. O estilo que corresponde a este tipo de texto é o formal. à medida que permite o financiamento de suas edições. A introdução contém o principal da informação. Mas os textos publicitários aparecem não só nos periódicos como também em outros meios amplamente conhecidos como os cartazes. também não deve recorrer aos possessivos (por exemplo. É comum que este texto use a técnica da pirâmide invertida: começa pelo fato mais importante para finalizar com os detalhes. também é freqüente o uso da voz passiva: Os delinqüentes foram perseguidos pela polícia. breves. não está descartado que. Os editoriais expressam a posição adotada pelo jornal ou revista em concordância com sua ideologia. a introdução e o desenvolvimento. jogo de significados. A notícia é redigida na terceira pessoa. o que pode nos levar a encontrar. Propõem-se a difundir as novidades produzidas em diferentes partes do mundo. sem necessidade ou de recorrer a textos anteriores (por exemplo. uma diagramação cuidada. configurações sugestionadoras de vocábulos. Os manuais de estilo dos jornais (por exemplo: do Jornal El País. ou merece ser. em geral se organizam seguindo uma linha argumentativa que se inicia com a identificação do tema em questão. objeto de debate. acompanhado de seus antecedentes e alcance. A Notícia . são considerados dissílabos. informação local. objetos ou pessoas. Apesar das notícias preferencialmente utilizarem os verbos na voz ativa. sociedade. artigos de análise ou pesquisa e as colunas que levam o nome de seu autor. Os trabalhos dentro do paradigma e do sintagma. aceita-se que os textos jornalísticos. Isso implica que. Nessa categoria. cultura. os artigos de opinião. fotografias adequadas que sirvam para complementar a informação lingüística. por isso. periódicos. esportes. respectivamente. enquanto que os artigos assinados e as colunas transmitem as opiniões de seus redatores. A ordem de apresentação dessas seções. em qualquer uma de suas seções. as crônicas. ou de ligá-la a outros textos contidos na mesma publicação ou em publicações similares. apresentam-se os 5 .Contém comentários. De acordo com este propósito. devem cumprir certos requisitos de apresentação. Os textos jornalísticos apresentam diferentes seções. O Artigo de Opinião . que respeitam a ordem sintática canônica. já é considerado. sobre os mais variados temas. inclusão de gráficos ilustrativos que fundamentam as explicações do texto. as resenhas de espetáculos.Os textos denominados de textos jornalísticos. as páginas ímpares e o extremo superior das folhas dos jornais trazem as informações que se quer destacar. Esta localização antecipa ao leitor a importância que a publicação deu ao conteúdo desses textos. A métrica mais freqüente dos versos vai desde duas até dezesseis sílabas. entre os quais destacamos: uma tipografia perfeitamente legível. expectativas sobre um tema da atualidade que. recorre ao discurso direto. associações livres e outros recursos estilísticos que dão ambigüidade ao poema. nos referiremos a eles em outro momento. são indicadores importantes tanto da ideologia como da posição adotada pela publicação sobre o tema abordado. Esse texto se caracteriza por sua exigência de objetividade e veracidade: somente apresenta os dados. Quando o redator menciona o que foi dito por alguma fonte. incluem-se os detalhes que não aparecem na introdução. Em geral. já que. As mais comuns são as notícias.

consecutivas para dar ênfase aos efeitos. nem estática. configura-se preferentemente mediante uma trama conversacional. em virtude de sua intencionalidade informativa. idéias ou crenças como verdadeiras ou falsas. Estes artigos. uma mesma frase pode apresentar duas (ou mais) possibilidades de interpretação.É uma variedade do texto jornalístico de trama conversacional que. Veja: Marcos quebrou a cara. é indispensável captar a postura ideológica do autor. a retenção em recursos descritivos . CEPCON . A progressão temática ocorre geralmente através de um esquema de temas derivados. indicando com travessões a mudança de interlocutor. ao contrário. é necessário recorrer a elas quando estivermos frente a um texto de trama argumentativa. 6 . conforme consta nos dicionários. através do qual o autor procura que o leitor aceite ou avalie cenas.LÍNGUA PORTUGUESA diferentes argumentos de forma a justificar esta tese. embora também incluam. então. a entrevista deve necessariamente incluir um tema atual. os textos têm algumas características que são comuns a todas suas variedades: neles predominam. uma vez que não se ajusta estritamente à fórmula pergunta-resposta. uma vez que se pode respeitar a vez de quem fala. realizada com recursos descritivos. Incluem frases claras. para dar objetividade e consenso à análise realizada. imediatamente. A Reportagem .Centro Educacional para Concursos Admite. as últimas.detalhados e precisos.Esta categoria inclui textos cujos conteúdos provêm do campo das ciências em geral. Para cumprir os requisitos desta abordagem. embora a conversação possa derivar para outros temas. A Entrevista . apresentam uma preeminência de orações enunciativas. e levam em consideração o significado mais conhecido. "sujeito". opta-se por orações complexas que incluem proposições causais para as fundamentações. No decorrer destes artigos. podemos encontrar as seguintes: as acusações claras aos oponentes. como em todos os textos informativos. para encerrar. Denotação e Conotação A significação das palavras não é fixa. as insinuações. deixando de representar apenas a ideia original (básica e objetiva). A reportagem inclui uma sumária apresentação do entrevistado. No primeiro exemplo. as ironias. necessitaremos utilizar estratégias tais como a referência exofórica. mas detém-se em comentários e descrições sobre o entrevistado e transcreve somente alguns fragmentos do diálogo. a palavra cara significa "rosto". evitam os termos polissêmicos e. Observe os seguintes exemplos: A menina está com a cara toda pintada. a parte que antecede a cabeça. com freqüência. concessivas e condicionais. o assunto em questão. As primeiras servem para relativizar os alcances e o valor da informação de base. desenvolve o diálogo. orações dubitativas e exortativas devido à sua trama argumentativa. Algumas vezes. confirmações ou refutações sobre as declarações do entrevistado. Embora todo texto exija para sua interpretação o uso das estratégias mencionadas. entendemos que nesse caso significa "pessoa". faz-se uma reafirmação da posição adotada no início do texto. cenas e opiniões como positivas ou negativas. Os referentes dos textos que vamos desenvolver situam-se tanto nas Ciências Sociais como nas Ciências Naturais. frequentemente remetem-nos a novos conceitos por meio de associações. a mesma palavra cara teve seu significado ampliado e. as palavras podem ter seu significado ampliado. Todos eles são recursos que servem para fundamentar os argumentos usados na validade da tese. identificar os interesses a que serve e precisar sob que circunstâncias e com que propósito foi organizada a informação exposta.Da mesma forma que reportagem. mas combina com freqüência este tecido com fios argumentativos e descritivos. e. ou com incidência na atualidade. Como ocorre em qualquer texto de trama conversacional. A efetividade do texto tem relação direta não só com a pertinência dos argumentos expostos como também com as estratégias discursivas usadas para persuadir o leitor. É permitido apresentar uma introdução extensa com os aspectos mais significativos da conversação mantida. por uma série de associações. Textos de informação científica . mais difundido das palavras. Para interpretar estes textos. Aquele cara parece suspeito. não existe uma garantia de diálogo verdadeiro. quando isso não é possível. dependendo de sua colocação numa determinada frase. para informar sobre determinado tema. isto é. recorre ao testemunho de uma figura-chave para o conhecimento deste tópico. a tomada de distância através do uso das construções impessoais. à medida que estão orientadas para divulgar as opiniões e idéias do entrevistado e não as do entrevistador. o que ocasiona que muitas destas entrevistas se ajustem a uma progressão temática linear ou a temas derivados. "indivíduo". as apelações à sensibilidade ou. ou em relatos em que as diferentes etapas de pesquisa estão bem especificadas com uma minuciosa enumeração das fontes da informação. O vocabulário é preciso. Assim. Geralmente. a progressão temática não se ajusta ao jogo argumentativo de propostas e de réplicas. a integração crítica dos dados do texto com os recolhidos em outras fontes e a leitura atenta das entrelinhas a fim de converter em explícito o que está implícito. as orações enunciativas de estrutura bimembre e prefere-se a ordem sintática canônica (sujeitoverbo-predicado). em que não há ambigüidade sintática ou semântica. estes textos não incluem vocábulos a que possam ser atribuídos um multiplicidade de significados. As perguntas são breves e concisas. para convencer o leitor a aceitar suas premissas como verdadeiras. e as perguntas podem ser acompanhadas de comentários. Por tratar-se de um texto jornalístico. Apesar das diferenças existentes entre os métodos de pesquisa destas ciências. Cada argumento pode encerrar um tópico com seus respectivos comentários. Entre estas estratégias. Através da imaginação criadora do homem. Já no segundo exemplo. as digressões. uma maior liberdade. A conversação desenvolve-se entre um jornalista que representa a publicação e um personagem cuja atividade suscita ou merece despertar a atenção dos leitores. estabelecem mediante definições operatórias o significado que deve ser atribuído ao termo polissêmico nesse contexto.

Por isso. pois. prevalece o sentido denotativo . tentou realizar alguma coisa e não conseguiu. impessoal.r + ção = educação • exportar . indica como deveremos escrever a palavra derivada. -ise e -ose.do signo linguístico.r + ção = exportação • repartir . nas palavras derivadas de verbos terminados em -correr. de z.as palavras femininas terminadas em -isa. -ertir e -ergir. dependendo do contexto em que for empregada.todas as palavras terminadas em -oso e -osa. Exemplos: • poetisa • profetisa • Heloísa • Marisa 07) Escreveremos com -s. -tor. Exemplos: Ortografia: emprego das letras e acentuação gráfica. fraturou o rosto.toda a conjugação dos verbos pôr. ocorrendo. b) No segundo exemplo. Obs. Ç 01) Escreveremos com -ção as palavras derivadas de vocábulos terminados em -to. Exemplos: • perverter = perversão • converter = conversão • reverter = reversão • divertir = diversão • aspergir = aspersão • imergir = imersão 03) Escreveremos -puls. Exemplos: • expelir = expulsão • impelir = impulso • compelir = compulsório • concorrer = concurso • discorrer = discurso • percorrer = percurso 04) Escreveremos com -s. deve-se procurar a origem dela.nas palavras derivadas de verbos terminados em -pelir e -curs-. Nesse caso. como consequência da nossa forte carga de afetividade e expressividade. com exceção de gozo.as palavras derivadas de verbos terminados em -erter. duas possibilidades: a) No primeiro exemplo. com exceção de gaze e deslize. podemos entender a mesma frase num sentido figurado.Centro Educacional para Concursos 7 . -ese. frio. querer e usar. em muitos casos. Por exemplo: Donde provém a palavra conjunção? Resposta: provém de conjunto. Exemplos: • alcance = alcançar • lance = lançar S 1) Escreveremos com -s. como "Marcos não se deu bem".ou conotação do signo linguístico. Exemplos: • erudito = erudição • exceto = exceção • setor = seção • intuitivo = intuição • redator = redação • ereto = ereção • educar . na Língua Portuguesa.: a linguagem poética faz bastante uso do sentido conotativo das palavras.todas as palavras terminadas em -ase. por algum acidente. basicamente. Nesse caso. Portanto deve-se procurar a origem da palavra terminada em -ção.r + ção = repartição 02) Escreveremos com -tenção os substantivos correspondentes aos verbos derivados do verbo ter. percebe-se que uma mesma palavra pode apresentar mais de um significado. ORTOGRAFIA Ao escrever uma palavra com som de s. num trabalho contínuo de criar ou modificar o significado.r . impessoal. defensivo • despender = despesa • compreender = compreensão • fundir = fusão • expandir = expansão 02) Escreveremos com -s.do verbo). -tivo e os substantivos formados pela posposição do -ção ao tema de um verbo (Tema é o que sobra. Na linguagem cotidiana também é comum a exploração do sentido conotativo. entendemos que Marcos. tal como aparece no dicionário. escrevemo-la com ç.ou denotação . quando se retira a desinência de infinitivo . Exemplos: • manter = manutenção • reter = retenção • deter = detenção • conter = contenção CEPCON . Entretanto. Exemplos: • gostosa • glamorosa • saboroso • horroroso 05) Escreveremos com -s. de x ou de j. a palavra primitiva.as palavras derivadas de verbos terminados em -nder e –ndir Exemplos: • pretender = pretensão • defender = defesa.LÍNGUA PORTUGUESA Em seu sentido literal. Pelos exemplos acima. Exemplos: • fase • crase • tese • osmose 06) Escreveremos com -s. a palavra aparece com outro significado. 03) Escreveremos com -çar os verbos derivados de substantivos terminados em -ce. sem considerar o contexto. prevalece o sentido conotativo . passível de interpretações diferentes. a palavra apresenta seu sentido original.

quando houver som de s. Exemplos: • mulherzinha • arvorezinha • alemãozinho • aviãozinho • pincelzinho • corzinha S ou Z? 01-a) Escreveremos com -s.as palavras terminadas em -ês e -esa que indicarem nacionalidades.as derivadas de verbos terminados em -ceder.ou -mess. Exemplos: • embriaguez • limpeza • lucidez • nobreza • acidez • pobreza 02-a) Escreveremos com -s. Exemplo: • discutir . teremos: 01) Escreveremos com -ção. Exemplos: • imprimir = impressão • comprimir = compressa • deprimir = depressivo 03) Escreveremos com -gress.as palavras terminadas em -ez e -eza. a última letra for consoante. a última letra for vogal.os verbos terminados em -izar. palavras que indicam a existência de uma qualidade.os diminutivos terminados em -zinho e -zito. quando houver som de z.no final do radical.no final do radical.os diminutivos terminados em -sinho e -sito.as derivadas de verbos terminados em -gredir. quando a palavra primitiva não possuir -s. ao retirarmos toda a terminação -tir. ao retirarmos toda a terminação -tir.tir + são = diversão 03) Escreveremos com -ssão. Exemplo: • curtir . escreveremos com -ç-. Exemplos: • comprometer = compromisso • intrometer = intromissão • prometer = promessa • remeter = remessa ÇS ou SS Em relação ao verbos terminados em -tir.tir + ssão = discussão J 8 . e escreveremos com -s-. Exemplos: • análise = analisar • pesquisa = pesquisar • paralisia = paralisar 02-b) Escreveremos com -z. Exemplos: • português • norueguesa • marquês • duquesa • Inês • Teresa 01-b) Escreveremos com -z.LÍNGUA PORTUGUESA • • • • • • Eu pus Ele quis Nós usamos Eles quiseram Quando nós quisermos Se eles usassem • • • • • asinha portuguesinho camponesinha Teresinha Inesita Ç ou S? Após ditongo. quando.as derivadas de verbos terminados em -primir. substantivos abstratos que provêm de adjetivos. quando.os verbos terminados em -isar.as palavras derivadas de verbos terminados em -meter. Exemplos: • economia = economizar • terror = aterrorizar • frágil = fragilizar Cuidado: • catequese = catequizar • síntese = sintetizar • hipnose = hipnotizar • batismo = batizar 03-a) Escreveremos com -s. se apenas retirarmos a desinência de infinitivo -r. Exemplos: • anteceder = antecessor • exceder = excesso • conceder = concessão 02) Escreveremos com -press. quando a palavra primitiva já possuir o -s. quando a palavra primitiva não possuir -s-. Exemplo: • divertir . Exemplos: • agredir = agressão • progredir = progresso • transgredir = transgressor palavras palavras palavras 04) Escreveremos com -miss. Exemplos: • eleição • traição • Neusa • coisa 03-b) Escreveremos com -z. quando a palavra primitiva já possuir o -s-.Centro Educacional para Concursos SS 01) Escreveremos com -cess. ou seja.r + ção = curtição 02) Escreveremos com -são. Exemplos: • casinha CEPCON . dos verbos terminados em -tir. títulos ou nomes próprios.

. -égio. quantos(s). enchente • charco = encharcar • chiqueiro = enchiqueirar 3) Escreveremos -x. Exemplos: • mexilhão • mexer • mexerica • México • mexerico • mexido 2) Escreveremos com -x. os). Exemplos: • ameixa • deixar • queixa • feixe • peixe • gueixa UIR e OER Os verbos terminados em -uir e -oer terão as 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo escritas com -i-. não importando qual seja o elemento que surja antes dela. por isso somente poderá ser utilizado.após ditongo. porque. Exemplos: • tu possuis • ele possui • tu constróis • ele constrói • tu móis • ele mói • tu róis • ele rói G 1) Escreveremos com -g. esse(s). três. • Quantos porquês existem na Língua Portuguesa? • Existem quatro porquês. quando for precedido de artigo (o. dois. pronome adjetivo (meu(s). Vejamo-las: 1) Porquê: É um substantivo. com exceção de recauchutar e guache. eu trajei. -úgio. Exemplos: • loja = lojista • gorja = gorjeta • canja = canjica 3) Escreveremos com -j.as palavras de origem tupi.LÍNGUA PORTUGUESA 1) Escreveremos com -j. Exemplo: • Ela não me ligou e nem disse por quê.e da palavra enchova.as palavras derivadas dos verbos terminados em -jar. 2) Por quê: Sempre que a palavra que estiver em final de frase.todas as palavras terminadas em -ágio. Exemplos: • jeca • jibóia • jiló • pajé • cheio = encher. africana ou popular. -ógio.) ou numeral (um.as palavras iniciadas por enx-. • Você está rindo de quê? • Você veio aqui para quê? X 1) Escreveremos com -x. • encorajar = que eles encorajem • viajar = que eles viajem 2) Escreveremos com -j. por que e por quê. aquele(s). com exceção de mecha. este(s).as palavras iniciadas por mex-. Exemplos: • trajar = traje.todas as palavras terminadas em -gem. lambujem e a conjugação dos verbos terminados em -jar.Centro Educacional para Concursos 9 . com exceção das derivadas de vocábulos iniciados por ch. Exemplos: • enxada • enxerto • enxerido • enxurrada mas: CEPCON . • Este porquê é um substantivo.. com exceção de pajem.as palavras derivadas de vocábulos terminados em -ja. quatro) Exemplo: • Ninguém entende o porquê de tanta confusão. Exemplos: • a viagem • a coragem • a personagem • a vernissagem • a ferrugem • a penugem USO DO PORQUÊ Há quatro maneiras de se escrever o porquê: porquê. deverá receber acento. Exemplos: • • • • • • pedágio colégio sacrilégio prestígio relógio refúgio UAR e OAR Os verbos terminados em -uar e -oar terão todas as pessoas do Presente do Subjuntivo escritas com -eExemplos: • Que eu efetue • Que tu efetues • Que ele atenue • Que nós atenuemos • Que vós entoeis • Que eles entoem 2) Escreveremos com -g. -ígio.

metrô os bisavôs. bordô. álbuns n albúmen. = por qual razão . de parar) • para (preposição) • péla/pélas e péla (verbo pelar e subst. e verbo pelar) • pelo/pelos (per + o/os) • péra (arcaísmo-subst. São invariáveis as que não se flexionam .A mesma palavra pode figurar em mais de uma classe: a) O céu é azul (azul é adjetivo) b) O azul alegre das águas profundas. imóvel um/uns álbum. ônus. Para facilitar. (pouco é substantivo) CEPCON . seguidos ou não de s: a já. têmpora etc.) • pela/pelas (per + a/as) • pêlo/pêlos e pélo (subst. pela qual. verbo e pronome. vê es freguês.Por que não me disse a verdade? = por qual razão . por e dos arts. = pelas quais . conjunção e interjeição. inglês. São assinaladas com acento agudo as palavras oxítonas que terminam em a. Algumas observações. Introdução Há em português (10) classes de palavras Substantivo Adjetivo Pronome Advérbio Conjunção Artigo Numeral Verbo Preposição Interjeição As classes de palavras podem ser: a) variáveis b) invariáveis São variáveis as que se flexionam em gênero. Usamos o acento diferencial . hífen. fórceps. bússola. órfã. látex. para) • pôde (pret. tênis. mártir.As causas por que discuti com ele são particulares. mafuás e fé. cajá.Ester é a mulher por que vivo. Acento Diferencial: O acento diferencial é utilizado para distingüir uma palavra de outra que se grafa de igual maneira. do ind. 1 . órfão. sós. para) • pêra (subst. café. tríceps r César. vatapá as ás. do ind. de poder) • pode (pres. preposição. ímãs ão/ãos bênção. do ind.Centro Educacional para Concursos 10 . médium. = a fim de que Todas as proparoxítonas são acentuadas graficamente: abóbora.LÍNGUA PORTUGUESA 3) Por que: Usa-se por que. cipó. jacaré es pés. borderôs. líquido. relâmpago. = pois • Estudem.Gostaria de saber por que não me disse a verdade. São elas: substantivo. dizemos que se pode substituí-lo por por qual razão. órgãos us bônus. Exemplo: • Não saí de casa. de poder) • pólo/pólos (subst. adjetivo. lês o avô. fácil. retrós e crê. porque liga duas orações. perf. Arcaicos. mocotó os nós. quando houver a junção da preposição por com o pronome interrogativo que ou com o pronome relativo que. ananás.nos vocábulos da coluna esquerda para diferenciar dos da direita: • côa/côas (verbo coar) • coa/coas (com + a/as) • pára (3. táxi is lápis. pedra) • pera (arcaísmo-prep. por qual. porque estava doente. Clóvis ã/ãs ímã.agudo ou circunflexo . pelas quais. indicando causa. Exemplo: .(azul é substantivo) c) O sério deve ser tratado com respeito (Sério é substantivo) d) Gosto de tratar com homem sério (sério é adjetivo) e) Vamos falar sério (sério é advérbio) f) O pouco com Deus é muito. revólver x fênix. explicação ou finalidade. fruto da pereira) • pera (arcaísmo-prep. artigo. pois ou a fim de que. pajés. pontapés o pó. pelos quais. porque aprendam. pelo qual. propôs PAROXÍTONAS Assinalam-se com acento agudo ou circunflexo as paroxítonas terminadas em: i dândi. São elas: advérbios.lo/las) • pôr (verbo) • por (preposição) ACENTUAÇÃO GRÁFICA OXÍTONAS 1. e e o abertos. Nílton ps bíceps. nórdico.ª pessoa do sing. dizemos que se pode substituí-lo por já que. e com acento circunflexo as que terminam em e e o fechados. vírus l amável. mérito. portanto estará ligando duas orações. numeral . = já que • É uma conjunção. dendê. do pres. = pela qual 04) Porque: É uma conjunção subordinativa causal ou conjunção subordinativa final ou conjunção coordenativa explicativa. tórax PROPAROXÍTONAS Classes de palavras e suas flexões. cântaro. Para facilitar. número e grau. júri. eixo em torno do qual uma coisa gira) • polo/polos (aglutinação da prep. dúvida. política.

Ou ainda podemos dizer que os substantivos CONCRETOS designam seres de existência independente. Ou ainda: designam atributos.. terreno. indicando ação. folha. vegetais. ou seja. Classificação dos Substantivos Podem ser: a) Concreto b) Abstratos Substantivos concretos São os que designam os seres propriamente ditos. Maranhão. manga. caderno. régua. ou que o pensamento apresenta como real. SIMPLES quando o substantivo for formado por um só radical. firmeza. numerais e pronomes são invariáveis: lápis. repolho. mão. saída. Mato Grosso. Brasília. Argentina. mesa. alegria. Brasil. laranja. livro etc.Não poucos substantivos. Exemplo: O não é uma palavra amarga. São palavras substantivadas por derivação imprópria. animais. Não têm existência. dez. chuchu. cavalo. coragem. frutas. lápis. Paraguai. tronco. Exemplo: Mulher. galho. um ser de entre outros da mesma espécie. verduras. Piauí. Mário. beleza. Giovanni. carretel. saída. Substantivos "PRÓPRIOS" e "COMUNS": Comuns São os substantivos que pertencem ou apresentam os seres da mesma espécie. saudade. o querer. Pé-demoleque CEPCON . substantivo: 1 . estado ou qualidade: Exemplo: Tristeza. brancura. Deus. o amar. cão. (esse nome identifica um ser da espécie cidade). COMPOSTO quando o substantivo for formado por mais de um radical Exemplo: Salário-família. terreiro. o não. etc. plantas. etc. (pouco é indefinido) h) Ele estudou pouco (pouco é advérbio) i) Que fazer? (que é pronome interrogativo) j) Urge que ela volte. ociosidade. Exemplo: Carro. ipê. isto é. Exemplo: Árvore. quentura. etc. carruagem. (Celso Cunha) São portanto. Exemplo: José. elefante. feiura. Stella.. lápis. boi. boneco boneca menino menina macaco macaca filho filha aluno aluna gato gata As palavras terminadas em "e". dor. isto. saci. Paris. Azul-marinho. Exemplo: Pedro. firmeza. Camões. couve. tristeza.LÍNGUA PORTUGUESA g) Trouxe pouco dinheiro. ninguém. Amazonas. prato. dor. glória.Os nomes de pessoas. animais. franqueza. fruto. repolho. Substantivos abstratos São os que designam seres cuja existência depende de outro ser. Atenas. Tipos de substantivos Podem ser: COMUM quando se refere a todos os seres de uma mesma espécie. O substantivo próprio é o nome com que se distingue a todos os seres. Antônio. otimismo. Deus. capela. burro. DERIVADO quando se origina de outro substantivo. férias. entrada.. Vitória.. juventude. Exemplo: Carroça. couveflor. porém como se fossem outras entidades. terra.Os nomes tomados como seres. colheita. inteligência. mas apenas em nossa consciência. 2 . tudo. livro. doença. (que é substantivo) l) Que! Já falaste!? (que é interjeição) 2 . coisas. 3 . Brasil. qualidades e atos próprios dos seres. beterraba. lugares. égua. Exemplo: Amor. Exemplo: Revista (esse nome se refere a toda a espécie de revista) Cidade (esse nome identifica toda a espécie de cidade) PRÓPRIO: quando se refere a um só ser de uma mesma espécie.Alguns advérbios admitem flexões de grau: cedo = cedinho agora = agorinha muito = muitíssimo pouco = pouquíssimo tarde = tardinha noite = noitinha PRIMITIVO dá origem a outro substantivo. etc. terreiro. Exemplo: Prazer. pé. o sê. real em si.. Exemplos: A GAZETA (esse nome se refere a um só ser da espécie jornal). mudando a terminação "o" em "a". pode ser uma palavra substantivada Exemplo. pessimismo. (que é conjunção subordinativa integrante) k) O quê só não é verbo. legumes. real ou não. cavalo. menino. caneta. como se estivessem separados dos seres. Pedro. velhice. Recife.. tinta. trinta. Argentina. isto é. boi. pires. opinião. Próprios aplicam-se a um determinado indivíduo (exemplar) da espécie. Belém. O sim. o triste. ser que não existe no mundo exterior. etc Nota Qualquer palavra precedida de artigo é um substantivo. coisas ou quaisquer objetos. limpeza. Exemplo: Menino.. carroceiro. primitivo..Centro Educacional para Concursos 11 . ABSTRATO quando indica um ser de existência dependente. beijo. têm existência real em si. largura. vinte. papel. bondade. o porquê. macaco. inveja.. CONCRETO quando indica um ser de existência independente. patriotismo.. diabo. Formação do feminino Forma-se o feminino: Regra geral. formosura. etc. polidez. Pedro. mudam-se esta final em "a": mestre mestra parente parenta SUBSTANTIVO É todo nome com que designamos os seres "É a palavra com que designamos ou nomeamos os seres em geral ". flor. lugares. alma. o alegre. entrada. terremoto. os nomes de pessoas. borracha. Benedito.

"ão" ou "ona": anão anã irmão irmã folião foliã leão leoa valentão valentona anfitrião anfitrioa ou anfitriã cidadão cidadã ermitão ermitoa chorão chorona hortelão horteloa valentão valentona Aparecem substantivos que têm uma só forma para os dois sexos.Centro Educacional para Concursos Certos substantivos irregulares na formação do feminino. o carrasco. quando se lhe antepõe o "o" para o masculino e o "a" para o feminino: o camarada a camarada o estudante a estudante o mártir a mártir o capitalista a capitalista o doente a doente Muitos substantivos com os nomes de animais empregamos as palavras: MACHO e FÊMEA para distinção do sexo: cobra macho cobra fêmea jacaré macho jacaré fêmea Observação: Estes nomes de animais são chamados EPICENOS São SOBRECOMUNS os nomes de um só gênero gramatical que se aplicam. Exemplo: Álbum/álbuns Bem/bens Som/sons Flautim/flautins 12 . o ser. "essa". Certos nomes de animais: bode cabra boi vaca cão cadela carneiro ovelha cavalo égua Certos nomes de pessoas: cavaleiro amazona cavalheiro dama compadre comadre genro nora marido mulher padrasto madrasta padrinho madrinha pai mãe Certos nomes formam os femininos das terminações "esa". "isa": CEPCON . a homens e a mulheres: o cônjugue. havendo simplesmente a troca do "m" por "n" e o acréscimo do "s". indiferentemente. acrescentando-se um "s " ao singular quando terminados em vogal ou ditongo Exemplos: Cadeira/cadeiras Livro/livros Baú/baús Boi/bois Pai/pais Rapé/rapés Caderno/cadernos Chapéu/chapéus Vaca/vacas Cavalo/cavalos Boné/bonés Boneca/bonecas Observação Podemos incluir nesta relação os substantivos terminados em "m". a vítima. distingue-se o sexo. o algoz. não se enquadrando em nenhum dos casos precedentes: avô avó capiau capioa confrade confreira czar czarina dom dona grou grua judeu judia maestro maestrina pierrô pierrete rei rainha sandeu sandia embaixador embaixatriz europeu européia frade freira guri guria ilhéu ilhoa marajá marani pigmeu pigméia rapaz rapariga réu ré tabaréu tabaroa herói heroína Atenção: a mulher embaixadora no cargo de embaixador é Plural dos substantivos Forma-se o plural dos substantivos. mudando por "ã".LÍNGUA PORTUGUESA alfaiate elefante infante monge alfaiata elefanta infanta monja abade duque etíope papa barão bispo píton poeta profeta sacerdote visconde diácono cônsul abadessa duquesa etiopisa papisa baronesa episcopisa pitonisa poetisa profetisa sacerdotisa viscondessa diaconisa consulesa Apenas acrescentando "a" em: leitor leitora professor professora eleitor eleitora bacharel bacharela zagal zagala oficial oficiala juiz juíza doutor doutora As palavras terminadas em "ão". a testemunha. São chamados COMUM DE DOIS.

regra geral. fazem plural répteis e projéteis como oxítonos. fazem o plural: reptis e projetis 4 . Mantém com o substantivo que determina relação de concordância de gênero e número. apesar da forma. nestes últimos casos assumem sua forma reduzida e erudita. Adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a origem geográfica. com exceção do último elemento (franco-ítalo-brasileiro). boi. Podem ser simples ou compostos. geralmente. moça. (cartão.Centro Educacional para Concursos O xis/os xis Observação 2: O mesmo acontecendo com as palavras que só se usam no plural.Os terminados em "ÃO "fazem o plural. etc. irônico. São três: normal. "el". sendo monossílabos. Os femininos são: Mulher.LÍNGUA PORTUGUESA Boletim/boletins Plural dos nomes terminados em ZINHO. São chamadas "pluralia tantum" o Estados unidos/os Estados Unidos O lápis/os lápis O pires/os pires 6 . formadas por preposição e substantivo que equivalem a adjetivos (anel de prata = anel argênteo). acrescentam-se-lhes "es" mês/meses camponês/camponeses francês/franceses português/portugueses inglês/ingleses chinês/chineses holandês/holandeses Sendo os substantivos paroxítonos ficam invariáveis. menina. Coronel/coronéis Nível/níveis Jornal/jornais Papel/papéis Lençol/lençóis Paul/pauis 3 . aumentativo e diminutivo e podem ser formados através de dois processos: analítico . "il". (Ele é um velhinho legal / Que mulherzinha implicante) • certos substantivos.Os substantivos terminados em "il" Sendo o vocábulo oxítono. o adjunto adnominal indicar-lhe-á o número O lápis/os lápis O cais/os cais CEPCON . Locuções adjetivas: expressões. referindo-se a duas ou mais nacionalidades ou regiões.Os substantivos terminados em "r" ou "z" acrescentase a terminação "es" Altar/altares Açúcar/açúcares Rapaz/rapazes Exemplar/exemplares Cartaz/cartazes Éter/éteres 5 . no plural. ZITO. "ol" e "ul". muda-se "il" por "is" Barril/barris Canil/canis Covil/covis Fuzil/fuzis Observação: a) Réptil e projétil. vaca. a) em "AES" Alemão/alemães Capitão/capitães Catalão/catalães Escrivão/escrivães Pão/pães Tabelião/tabeliães b) em "ÕES" Canção/canções Mamão/mamões Limão/limões Eleição/eleições 2 . cartilha) ADJETIVOS Palavra variável que acompanha o substantivo.associando os adjetivos (grande x pequeno) ao substantivo sintético . normalmente são formados pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo de que se originam (Alagoas: alagoano). ficam invariáveis O ônix-os ônix O fênix-os fênix O tórax-os tórax Plural metafônico de alguns adjetivos Gostoso-gostosos Feioso-feiosos Dengoso-dengosos Precioso-preciosos Portentoso-portentosos Gênero do Substantivo Os substantivos podem ser dos gêneros: a) Masculino b) Feminino Os masculinos são: Homem.Quando os substantivos terminarem am "al". como paroxítona. não expressam a noção aumentativa ou diminutiva. Regra: Põe-se. indicando qualidades e características deste. Flexão dos adjetivos: 13 .anexando-se ao substantivo sufixos indicadores de grau (meninão x menininho) Observações: • o grau nos substantivos também pode denotar sentido afetivo e carinhoso ou pejorativo. os dois elementos e suprime-se o ''s'' do primeiro Flor+zinha = folores+zinha = florezinhas Papel = zinho = papéis+zinho = papeizinhos Colar+zito = colares+zitos = colarezitos Réptil+zito = répteis+zitos = repteizitos Coração+zito = corações+zito = coraçõezitos Plural dos Substantivos 1 . etc. menino. troca-se o "l" por "is".Os substantivos terminados em "s". Grau Os substantivos podem apresentar diferentes graus.Os substantivos terminados em "x". rapaz. porém grau não é uma flexão nominal.

Presentes nos tempos compostos e locuções verbais Obs. acodes. delinqüir.) O vento ia levando as folhas . subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem. perf do ind. -érrimo.acudo. .ouço/ouve. Nestes CEPCON .verbo (TD) na 3ª pes.verbo auxiliar (TD) + particípio do verbo principal • Sintética .. (do) que Superlativo: exprime qualidade em grau muito elevado ou intenso.: Ele fez o trabalho . fremir. plural sem RAM + DMT SSE e DNPs) • Infinitivo Impessoal . Tipos de verbos Conforme visto nos elementos mórficos. Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo) Na transformação da voz ativa na passiva. apiedar-se.singular ou plural pessoa gramatical. -íeis. do subjuntivo) • Pret. consumir. imperfeito do subjuntivo (3ª pes. comparativo e superlativo Comparativo: mesma qualidade entre dois ou mais seres.igualdade . do plural) • Abundantes: apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão.no pres. e / pret.ativa.inferioridade .certos verbos possuem pron.. fulgir. os verbos apresentam três conjugações. demolir. ind. do pres.As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal) Verbos notáveis Encontram-se listados aqui alguns verbos que podem apresentar problemas de conjugação.LÍNGUA PORTUGUESA Gênero Uniforme ou biforme (inteligente x honesto [a]) Número Os adjetivos simples formam o plural segundo os mesmos princípios dos substantivos simples.. + DMT=IA). do indicativo. Pode conjugação • Irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. colorir.quando a qualidade não se refere à de outros elementos.absoluto .muito) ou sintético (-íssimo. (do) que . -á. 2ª ou 3ª tempo .referência ao momento em que se fala (pretérito. Ex. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas. fugir) • Ativa: sujeito é agente da ação verbal • Passiva: sujeito é paciente da ação verbal. imperfeito (se 1ª conj. engolir. obtém-se a seguinte classificação: ser analítica ou sintética: • Analítica . só apresenta a 1ª e a 2ª pes. imperativo afirmativo (2as pes. do ind. seja ação. devendose usar o particípio regular com ter e haver. -ás.) • formas rizotônicas (tonicidade no radical . carpir. cuspir.. sem S e demais = pres. -emos. passiva e reflexiva Tempos • Primitivos: presente e pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo derivados: • Presente do Indicativo . emergir.. o pronome não tem função sintática (suicidar-se. favorável ou desfavoravelmente.. nas locuções verbais. acendido/aceso) • Auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação.menos . + DMT=VA. Desta maneira. urgir) Acudir (alternância vocálica o/u): pres.estou/estão) • Anômalos: verbos irregulares com mudanças profundas nos radicais (ser/ir) • Defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas. dedique uma atenção especial a este grupo. de 2ª ou 3ª conj. do singular SE (partícula apassivadora) • Reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. mais-queperfeito do indicativo (3ª pess. em função de sua terminação (agradável x agradáveis).. -íamos. à de outros elementos. retorquir. As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir .).indicativo (certeza de um fato ou estado). quanto (como) . perf.fut. Os adjetivos terminados em -OSO. do subjuntivo e o imperativo negativo.). (muito veloz X velocíssimo) . além do acréscimo do -S de plural. queixar-se etc.pret.. haurir. -ílimo). que) ou de inferioridade (o menos .com u (=bulir. tempo ou modo (falir . . do pretérito (+ -ia. (= banir. plural sem AM + DNPs. presente ou futuro) Modo . por isso não possui pres. do ind. já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado. exaurir. do subjuntivo (3ª pes. Perfeito do Indicativo . mudam o timbre do primeiro -O.presente do subjuntivo e imperativo negativo (da 1ª pes. . Os substantivos utilizados como adjetivos ficam invariáveis (blusas cinza). duas ou mais qualidades de um mesmo ser. podem-se criar 3 paradigmas verbais. Em função da vogal temática (-a/-e/-i). -ia..eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical nós cantaríamos) Flexões verbais Número . plural sem M + DNPs).O trabalho foi feito por ele (mantido o pret. Entretanto. pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. Abolir (defectivo): não possui a 1ª pes.relativo . pret. estar . o ser assume a forma do verbo principal na voz ativa.superioridade . Pode ser analítico (acréscimo de palavra modificadora .. Mais freqüente no particípio.. sing.. fut. advertência ou pedido) Voz . estado ou fenômeno da natureza. do sing. do presente (+ -ei. descomedir-se. . Grau São três: normal.mais . a variação temporal é indicada pelo verbo ser.1ª. -eis. -iam) e pret. -ias. sendo todos do indicativo Vozes VERBOS Palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo. num processo de metafonia. fut. que) casos.qualidade relacionada.: . -ão).Centro Educacional para Concursos • Regulares: seguem o paradigma verbal de sua 14 . Pode ser de superioridade (o mais .tão .

suas. .precavime.): pres. ind. .. Prover (irreg. do ind. . ind. ind.agrido. frege. ind. obstaste. riem / pret. usufruir) Averiguar (alternância vocálica o/u): pres. constroem (ou construem) / pret. ind. individuar.): pres.saúdo.. . vieste. ceamos. mobiliamos.): pres.. excluir. viste. / pret..cria. sair.coube. ferir. provemos. foragir-se.mobílio.. . ind.É proibido fumar na sala Nas locuções verbais .aprazo. aprazes. / pret. ind.comercio. (= advertir.. . falis / pret... (= antever.vou. cair. ceia. ind.. atribuís. recuar. agride.vejo. / pres. valeu. / pret. foste.obsto.. coaste. perf. pules..atribuí. suaste.. construímos.. mobiliaste. prever. expedir. . ind.. (= atuar. compilo.. ind. pede. . ind. . mobília. vão CEPCON . (= verbos em -iar . ind. . . veio...) Vir (irreg.): pres. vindes.): pres. ind. . e derivados..ri.. (derivado do querer. Cear (irreg. do pres.. ind. remiste. vêm / pret. saudaste.suei. . compilaste.): pres. . adere. subj.vá. estréia. averiguo (ú). Ver (irreg. / pret. perf do ind. pediste. ind..provi. perf. ind.rio. atraíste. (com trema ) Atrair (irreg. credes. ind. sendo regular) Rir (irreg..): pres.. . .. ceais. passear. intervir.digo. perf. Precaver-se (defectivo e pronominal): pres.venho.. (= despedir.. .. pedem / pret.): pres. sua.jazo. frigimos. concluir. divergir. ceamos. (= afligir.reouve. aprouve..cri. / pret.) Infinitivo Pessoal ou Impessoal? O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas: Impessoal: sentido genérico ou indefinido. pulem / pret. ind. crestes. . . polimos. urgir) Agredir (alternância vocálica e/i): pres. construo. ansiar.disse.alguns apresentam pronúncia aberta: estréio. vem. agridem (= prevenir. vamos. pedis... águas. compila. requereu. perf. pule. cremos. . vemos. (= sorrir) Saudar (alternância vocálica) þ pres.): pres. perf. saúdas.Centro Educacional para Concursos Jazer (irreg. ... .. Usa-se o impessoal: Sem referência a nenhum sujeito . críeis.. .): pres. argúi.. enxaguar. vale. aprouvemos.. vades. crêem / pret.creio. ind. . dizes.agüo. . / pret. precavemo-nos. frigiste. .. perf. creste. . construís. odiar) Compelir (alternância vocálica e/i): pres. perf. perf. atribuíste. .águo. mobílias. polis. ind.. vais... remediar. ind. ind. .caibo. ind. vão / pret. exceto os seguintes verbos: mediar. mobiliei.. habituar. ind. renhir) Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i): pres..vali. ind.jazi. (verbo derivado do haver. atrais. . viemos. criam Dignar-se (pronomina): (= persignar-se) Dizer (irreg. provedes. pedimos. .compilo. magoar. sobrevir etc. atribui. . / pret. reouve. transigir.. . dependendo do contexto Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase. reaveis / pret. ind. crê.. ind.. argúem / pret. . / pret. . sing.. . perf. perf. . erigir... situar) Valer (irreg. côa. perf. / pret. espargir.. mobiliais...vi. aprouveram Argüir (irregular com alternância vocálica o/u): pres. precaveste-te.poli.. medir) Polir (alternância vocálica e/i): pres. ind. rir. perf. averiguaste. provês. Pedir (irreg..requeri. averiguam (ú) / pret. riste.. perf atraí. .... ages.ceio. progredir.. creram / imp. .vim.falimos. argüiste.. possuir. aprouveste. ind. rides. aguastes...pulo. diferindo dele na 1ª pess.valho. ceou.. perf . agredis. perf.frigi. construíste.. perf. Crer (irreg. ...remi. ind. cremos. ind. ceiam / pret. não relacionado a nenhuma pessoa Pessoal: refere-se às pessoas do discurso.. ceaste..): pres. Reaver (defectivo): pres. ind. continuar. ind.. ind.. atribuímos. incendiar. / pret.construí. . provêem / pret. perf. provê.É um problema fácil de solucionar Quando o infinitivo possui valor de imperativo .argüi. proveste.obstei. . . agrides. côas. . perf. subtrair) Atribuir (irreg. críamos. constróis (ou construis). perf. atribuis. aprouvestes. ind.compeli. ind. do ind.Devemos avaliar a sua situação Quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos . averigua (ú).LÍNGUA PORTUGUESA Adequar (defectivo): só possui a 1ª e a 2ª pes. ind.pedi. ind. precaveis-vos / pret. (= abençoar. ind. vedes. . argúis. minguar) Apiedar-se (pronominal) Aprazer (irreg.atraio.): pres.fali. provir..reavemos. ind.. ind. coam / pret. proveu.. crias. . / pret. cerzir. vai. .. cearam (= verbos terminados em -ear: falsear. (= afluir.): pres. ceias. instruir.arguo (ú). Compilar (reg. regredir. Ir (irreg. destituir. .. ind. vás. diz. perf. . ind. . averiguas (ú).remimos. sugerir) Agir (acomodação gráfica g/j): pres. ind. / pret. freges. ides. remis / pret. atribuiu. perf do ind. requereste.suo. Obstar (reg. ind.) Coar (irreg. . . distrair. perf.. ind.ajo. Requerer (irreg. requeres. reouveste. faliste.ceei. cria. ceastes.. perf. creu. vamos. ri. ind. ind. comercias.): pres. rever etc. vêem / Pret.): pres. perf. Suar (reg. ind. ind. Mobiliar (irreg.. disseste. Aderir (alternância vocálica e/i): pres. (= aguerrir.. rimos. obstas. compeles. despir. ind. frigis.): pres.Ele respondeu: "Marchar!" Usa-se o pessoal: 15 . ind.saudei. . combalir. . coamos. .. (= apaziguar) Caber (irreg. vê.comerciei.): pres. crês. perf.aprouve. aguaste. e no pret.requeiro. jazes.. ind. ind. diferir. cabes.. coagir. . ind. . poliste. Falir (defectivo): pres. mobíliam / pret... perf. .. ind. jazeste. ..compilei. vens. pedes. remir.): pres.. restringir. . aguaram (= desaguar. .provejo. þ peço. vimos.. aguou.. viestes. coubeste. coais.fui. convir. ind.. viu. transgredir) Aguar (reg. vês. digerir.): pres. vales. valeste. apraz.adiro. perf.coei. jazeu. perf. / pret.. ind.frijo. / pret. ind. coou. ind. argüimos. ind. mas só é conjugado nas formas verbais com a letra v) Remir (defectivo): pres. ind.): pres. argüis. .côo. . . constrói (ou constui). . averiguais.averigüei. . atribuem / pret.): pres. vieram (= advir. perdoar) Comerciar (reg. perf. perf. averiguamos. (=abstrair. perf.): pres.. . do plural no pres. Construir (irregular e abundante): pres. . compilas. agredimos. compeliste. perf. perf.. aguamos.. vá. perf. ind. refulgir. ind. fregem / pret.): pres...atribuo.

).. eles/elas e as formas oblíquas de tratamento: • possessivos: meu. tudo. outrem. Classifica-se como: cardinal (1. uma.. terço) Valor do Numeral Podem apresentar valor adjetivo ou substantivo. dizemos tratar-se de pronome substantivo.Eu não te culpo por saíres daqui Quando por meio de flexão se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito .determinam o substantivo de modo vago. nosso. centena. multiplicativo (dobro. quinze avos etc. metade e terço. os. múltiplo ou fração. vós. certo.) designando séculos. quem. nenhum. qual. fracionário (meio. ninguém.Centro Educacional para Concursos 16 . vão para o plural se terminarem por som vocálico.segundo) Observação: • • • • se o numeral vier antes do substantivo. . tu. são chamados numerais coletivos. • demonstrativos: este. Quando o pronome representa o substantivo. nada. terão valor adjetivo. as . restringindo a extensão de seu significado.. algo. PRONOMES Pronome é a palavra variável em gênero. quem. troque o gênero do substantivo posterior. utilizase na leitura ordinal até décimo. a partir daí usam-se os cardinais. segundo. aquele e flexões.determinam o substantivo de modo preciso. (valor adjetivo) Ele será o primeiro desta vez. todo. (esta) Meu livro é antigo. quanto e flexões. vosso. geralmente.. qualquer e flexões. por designarem um conjunto de seres um . nós.quarta) zero e ambos (as) também são numerais cardinais dúzia. (ele ) Convidei-o (o) Quando o pronome vem determinando o substantivo. Já se estiverem substituindo um substantivo e designando seres. quando expressam uma idéia adjetiva em relação ao substantivo Número: Cardinais terminados em -ão. triplo. SP e SE Não se combina com preposição o artigo que faz parte de nomes de jornais.. reis. todos os ordinais. SC.Escutei baterem à porta Emprego Os fracionários têm como forma própria meio. do pl. muito. Se estiverem acompanhando e modificando um substantivo. milésimo.). aquilo.: Ele foi o primeiro jogador a chegar. duplo. umas . PE. exceto: AL.) O artigo tem a propriedade de substantivar qualquer palavra precedida por ele. todos os ordinais.numeral ou artigo? Nestes casos. Se o suposto artigo não mudar de gênero. IV Semana de Cultura . a distinção é feita pelo contexto. (fumar-verbo / O fumar faz mal à saúde) Observação: . à . . Ele chegou. Ex.Foi um erro responderes dessa maneira. MG. esse. impreciso Podem aparecer combinados com preposições. a. moradia) e terra (=chão firme) a menos que essas palavras sejam especificadas Diante de alguns nomes de cidade não se usa artigo.). dependendo do cardinal que os antecede Os cardinais. será obrigatório o ordinal (XX Bienal vigésima. MT. os fracionários. . dizemos tratar-se de pronome adjetivo. número de ordem. ordinal (primeiro. Quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pes. Esse processo chama-se substantivação.quatorze. a não ser que venham modificados Usa-se artigo definido antes dos nomes de estados brasileiros. pertence à outra classe. quando têm função adjetiva. quando substantivos. dois e os duzentos a novecentos..LÍNGUA PORTUGUESA Quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal . • indefinidos: algum. (numa. específico indefinido :um.. (Luís XIV . (valor substantivo) CEPCON . papas e capítulos. vários. em Português. seu e flexões. Papa Paulo II . número e pessoa que representa ou acompanha o substantivo. cada. outro. • relativos: o qual. isto. terão valor substantivo. que. (meu ) Classificação dos Pronomes Há. metade. • interrogativos: que. ele/ela. os multiplicativos. uns.para se certificar de que uma palavra é artigo. revistas e obras literárias (li em Os Lusíadas) Depois de todo. Emprego Não se deve usar artigo depois de cujo e suas flexões Não se usa artigo diante de expressões de tratamento iniciadas por possessivos É obrigatório o uso do artigo definido entre o numeral ambos e o substantivo a que se refere (ambos os cônjuges) Diante do possessivo adjetivo o uso é facultativo.. mantendo com ele relação de concordância. 3. alguém. GO.) . do. Flexão Variam em gênero e número Gênero Cardinais: um. isso. Esta casa é antiga. terceiro. 2.. décimo. Numeral indicando quantidade e artigo quando se opõe ao substantivo indicando-o de forma indefinida ARTIGOS Palavra colocada antes do substantivo para determiná-lo. teu. torna-se obrigatório Antes de nomes de pessoas. indicando-o como pessoa do discurso. mas se o pronome for substantivo. Pode ser classificado em: definido: o. seu. não se utiliza o artigo Não se usa artigo diante das palavras casa (=lar. seis espécies de pronomes: • pessoais: eu.. quanto. todas as outras representações de divisão correspondem aos ordinais ou aos cardinais seguidos da palavra avos (quarto. os multiplicativos e fracionários. NUMERAIS Palavra que indica quantidade. onde. pouco. cujo. tanto quanto. emprega-se o artigo para conferir idéia de totalidade (Toda a sociedade poderá participar).

Reis. (certo) Preciso muito falar com você. Considera-se errada qualquer construção em que os referidos pronomes não sejam reflexivos: Querida. tu. o emissor. Mag a Reitores de universidades Vossa Reverendíssima V. me+a=ma te+a=ta me + as = mas te + as = tas 17 . Convidaram ele para a festa (errado) Receberam nós com atenção (errado) Eu cheguei atrasado (certo) Ele compareceu à festa (certo) Na função de complemento. na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de sujeito. Convidei ele ( errado) Chamaram nós ( errado) Convidei-o (certo) Chamaram-nos (certo) Os pronomes retos (exceto eu e tu). um caso em que se empregam as formas retas eu e tu mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam como sujeito de um verbo no infinitivo.S. (errado) Querida. ele/ela. embora a concordância deva ser feita com a terceira pessoa. o referente.Sa Funcionários graduados Vossa Majestade V. considera-se correto seu emprego como complemento: Informaram a ele os reais motivos CEPCON . Ele saiu (ele) Eles saíram (eles) Convidei-o (o) Convidei-os (os) Os pronomes pessoais são os seguintes. vocês Emprego dos Pronomes Pessoais Os pronomes pessoais do caso reto (eu.Exa Altas autoridades em geral Vossa Magnificência V. Referem-se à pessoa a quem se fala. passam a funcionar como oblíquos. Veja a seguir alguns desses pronomes. o receptor. Tu saíste (tu) Vós saístes (vós) Convidaram-te (te) Convidaram-vos (vós) 3ª pessoa: de que ou de quem se fala. (errado) Preciso muito falar consigo. eles/elas) devem ser empregados na função sintática de sujeito. nós. as. Papas Vossa Senhoria V. duques Vossa Eminência V . pois os pronomes se. Eu sai (eu) Nós saímos (nós) Convidaram-me (me) Convidaram-nos (nós) 2ª pessoa: com quem se fala. quando antecipados de preposição. podemos propor o seguinte: quando precedidas de preposição não se usam as formas retas eu e tu. Considera-se errado seu complemento. Nunca houve desentendimento (errado) Nunca houve desentendimento (certo) funcionar como emprego como entre eu e tu entre mim e ti Como regra prática. o emprego das formas retas eu e tu é obrigatório.Ema Cardeais Vossa Excelência V. Os pronomes oblíquos se. no entanto. Deram o livro para EU ler ( ler: sujeito) Deram o livro para TU leres( leres: sujeito) Verifique que. Pronomes Pessoais Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do discurso: 1ª pessoa: quem fala. Pronomes de Tratamento Na categoria dos pronomes pessoais. Caso haja palavra de reforço. A. (certo) Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum. gosto muito de si. usam-se os pronomes oblíquos e não os pronomes retos. Revma Sacerdotes em geral Vossa Santidade V. tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica: Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios Os pronomes oblíquos podem aparecer me+o=mo te+o=to lhe+o=lho nos + o = no-lo vos + o = vo-lo lhes + o = lho me + os = mos te + os = tos lhe + os = lhos nos + os = no-los vos + os = vo-los lhes + os = lhos combinados entre si. você. mas as formas oblíquas mim e ti: Ninguém irá sem eu ( errado) Nunca houve discussões entre eu e tu (errado) Ninguém irá sem mim (certo) Nunca houve discussões entre mim e ti (certo) Há. a senhora. neste caso. PRONOME ABREVIATURA EMPREGO Vossa Alteza V. incluem-se os pronomes de tratamento.Centro Educacional para Concursos Emprestaram a nós os livros Eles gostam muito de nós As formas eu e tu só podem sujeito. príncipes. exceção feita a você. consigo devem ser empregados somente como reflexivos. As combinações possíveis são as seguintes: A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femininos a. si. gosto muito de você. vós. Neste caso. consigo foram empregados como reflexivos: Ele feriu-se Cada um faça por si mesmo a redação O professor trouxe as provas consigo Os pronomes oblíquos conosco e convosco são utilizados normalmente em sua forma sintética.LÍNGUA PORTUGUESA empregados em frases interrogativas.M. si. esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso. Convém notar que. imperadores São também pronomes de tratamento: o senhor. Considera-se errado seu emprego como complemento.

ouvir. intensidade: muito.T. e por sua. junto. Nesses casos... de maneira alguma. atrás.procuramos resolver o problema das enchentes. já.. Vi-o chegar. meu Deus! Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de vossa. tão.Vossa Excelência já aprovou os projetos? Sua Excelência. sentir. adquirindo valor cerimonioso ou de modéstia: Nós ..: bem e mal admitem grau comparativo de superioridade sintético: melhor e pior. realmente. mandar. indefinido (variável . acima. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar como sujeito. AS.. com sufixo -mente negação: não. certamente. 18 .determina subst. ver seguidos de infinitivo: o nome oblíquo será sujeito desse infinitivo: Deixei-o sair. outro advérbio ou uma frase inteira. talvez. à vontade. possivelmente. comportam-se como pronomes de CEPCON . a repetição do pronome oblíquo não constitui pleonasmo vicioso. afirmação: sim. usadas em frases interrogativas diretas ou indiretas. Você e os demais pronomes de tratamento (Vossa Majestade. melhor.Você pagou o livro ao livreiro? Sim.. pouco. de repente. fazer. também. devagar. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivo exercendo função sintática de adjunto adnominal: Roubaram-me o livro = roubaram meu livro Não escutei-lhe os conselhos = não escutei os seus conselhos As formas plurais nós e vós podem ser empregadas para representar uma única pessoa (singular).disse o prefeito . É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos. são classificadas como advérbios interrogativos.: as palavras onde (de lugar). ADVÉRBIOS Pode modificar um verbo. ainda. e sim ênfase. Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que representa o livreiro) com O (que representa o livro). embora ocorra o diminutivo. por que (de causa) e quando (de tempo). Sofia deixou-se estar à janela. pior.. por acaso. assim como as construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de verbos transitivos diretos: Eu lhe vi ontem (errado) Nunca o obedeci (errado) Eu o vi ontem (certo) Nunca lhe obedeci (certo) 9. quando falamos dessa pessoa: Ao encontrar o governador. Obs. alhures. em função da circunstância que expressam. embora se refiram à pessoa com quem falamos (2ª pessoa. o advérbio assume valor superlativo A repetição de um mesmo advérbio também assume valor superlativo Quando os advérbios terminados em -mente estiverem coordenados. As formas mais bem e mais mal são usadas diante de particípios adjetivados. A ti tocou-te a máquina mercante. etc. São classificadas. dentro. um adjetivo. (Ele está mais bem informado do que eu) Emprego Na linguagem coloquial. Obs. OS. mais. provavelmente. a maioria dos adv.. bem e mal aparecem nas formas analíticas do comparativo de superioridade (mais bem e mais mal) e não como melhor e pior Muito e bastante podem aparecer como advérbio (invariável) ou pron. As formas oblíquas O. como (de modo). Vossa Alteza. frente a frente.D ) O filho obedece-lhe (V.) Adjetivos adverbializados mantêm-se invariáveis (terminaram rápido o trabalho) Palavras denotativas Série de palavras que se assemelham ao advérbio. paguei-lho.Ocorre com os verbos deixar.LÍNGUA PORTUGUESA . perguntou-lhe: . de cor. deverá estar presente na inauguração. ao passo que as formas LHE. Nesses casos. modo: bem. cedo. portanto). Classificam-se de acordo com as circunstâncias que expressam: lugar: longe. tampouco.Centro Educacional para Concursos terceira pessoa: Você trouxe seus documentos? Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas. é comum o uso do sufixo só no último Antes de particípios. l ) Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões) aparece como complemento de verbos transitivos indiretos. Grau Apesar de pertencer à categoria das palavras invariáveis. de manhã.. quando nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome. mal. São locuções adverbiais: à direita. demais.T. do ponto de vista gramatical. o governador. AS são sempre empregadas como complemento verbos transitivos diretos. de vez em quando. tempo: breve.. em vão. em breve. bastante.. dúvida: quiçá.. à frente. absolutamente. o advérbio recebe sufixo diminutivo. LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos indiretos: O menino convidou-a (V. o advérbio pode apresentar variações de grau comparativo ou superlativo. efetivamente. ninguém me engana. Vós sois minha salvação. Comparativo: igualdade: tão+adv+quanto superioridade: mais+adv+(do) que inferioridade: menos+adv+(do) que Superlativo: sintético: + sufixo -íssimo analítico: muito+adv. desenvolvendo as orações reduzidas de infinitivo: Deixei-o sair = deixei que ele saísse Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos: A mim.

tão etc. mas ainda etc. integrantes . ou.ir a Roma CONJUNÇÕES Palavra que liga orações. quer . cá. mas também. ué! etc. dor: ai!. alternativas (alternância.logo. além de. pessoais. contanto que. sequer. causais . senão etc. como etc. adversativas (adversidade. a saber etc. oh!.ou. condicionais . Apresentam 10 tipos. agora. menos ela) explicação: isto é. Divide-se em: essenciais (maioria das vezes são preposições): a. que (precedido de mais ou menos) etc.como.. oba! etc. lá por. estabelecendo relação de subordinação (regente . subordinando uma à outra. (Todos saíram. chi!. logo. enquanto as demais iniciam orações subordinadas adverbiais. tomara! etc. concessiva . através de. conformativas (conformidade. inclusive etc. (Apenas um me respondeu) realce: é que. (Eu também vou) limitação: só. quatro) situação: então. bem. Obs. é porque etc. advertência: cuidado!. prepositiva é sempre uma preposição. salvo.se.escrever a lápis / ferir-se com a faca companhia .e. Subordinativas: ligam duas orações dependentes. efeito) que (precedido de tal.porque.pois (antes do verbo).sair com amigos meio . ao passo que etc. eia! aplauso: bravo!.cair sobre o telhado / estar sob a mesa tempo . de acordo com. os clássicos) inclusão: até.falar sobre política fim ou finalidade . Apresentam 5 tipos: aditivas (adição) . infelizmente (Ainda bem que passei de ano) aproximação: quase. 19 .. desejo: oxalá!. resultado. chamamento: alô!. exclusão. rua!. senão.embora. de. consecutivas (conseqüência. à proporção que. (E você lá sabe essa questão?) retificação: aliás. após. por volta de etc. porém.. além disso etc. quer etc. arre! animação: coragem!. nem. oblíquo . sem. tanto. mas.a fim de que. exceto. ou melhor. sendo invariável Pron. perante. trás acidentais (podem exercer função de preposição): afora. ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro da oração.vender a (por) R$ 300. consoante. a fim de. de maneira que etc. inclusive. lá. sobre. variando de acordo com o contexto emocional. se As conjunções integrantes introduzem as orações subordinadas substantivas. (Falei sobre ti/Todos. porque.: a última palavra da loc. apesar de. apenas etc.descender de família humilde destino . uma vez que etc. de modo que. ou melhor. enquanto. somente. unicamente. desde que etc. acerca de. adequação) conforme. quem perguntaria a ele?) instrumento . se bem que. Podem expressar: alegria: ah!. a saber. isto é. per. determinando-o Relações estabelecidas pelas preposições autoria . durante. se. mais um! etc. segundo. temporais . (Somos três.. enquanto preposições acidentais regem as formas retas dos pron.chegar aos gritos / votar em branco causa . passa!. PREPOSIÇÕES Palavra invariável que liga dois termos entre si. espanto: puxa!.substitui um substantivo Artigo . conforme.tremer de frio / preso por vadiagem assunto . por exemplo. desde que etc. .liga dois termos. em vez de. (Afinal. tônicos. felizmente. atenção etc. não. exceto eu. visto que. Muitas vezes a função de interligar orações é desempenhada por locuções conjuntivas.que. explicativas (justificação) .. (É quase 1h a pé) designação: eis (Eis nosso carro novo) exclusão: apesar.regido). Classificam-se em função da idéia que expressam: adição: ainda.indicadores de intensidade). que etc. preposições essenciais regem pron. com. psit! etc. por.LÍNGUA PORTUGUESA A NGB considera-as apenas como palavras denotativas. estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). comparativas . ora. caso. ainda. (Li vários livros. não pertencendo a nenhuma das 10 classes gramaticais. segundo. escolha) . obl. afugentamento: fora!. para. oh!. ou . entre.carro de João oposição .música de Caetano lugar . perto de etc. unicamente.voltar a cavalo / viajar de ônibus matéria .Centro Educacional para Concursos INTERJEIÇÕES Expressa estados emocionais do falante. avante!. desde. olá!. uns.anel de prata / pão com farinha posse .à medida que. vieram) São locuções prepositivas: abaixo de.antecede o substantivo. em. contudo etc. exceto. consoante.nascer a 15 de outubro / viajar em uma hora modo . para que. As conjunções classificam-se em: Coordenativas: ligam duas orações independentes (coordenadas). ante. xô! etc. adverbial nunca é preposição Emprego combinação: preposição + outra palavra sem perda fonética (ao/aos) contração: preposição + outra palavra com perda fonética (na/àquela) não se deve contrair de se o termo seguinte for sujeito (Está na hora de ele falar) Pronome pessoal oblíquo x preposição x artigo Preposição .vir em socorro / vir para ficar CEPCON .mas. conclusivas (conclusão) . todavia.Flamengo contra Fluminense conteúdo . apenas etc. somente. alívio: ufa!. enquanto a última palavra de uma loc. (Comeu tudo e ainda queria mais) afastamento: embora (Foi embora daqui) afetividade: ainda bem. cerca de. ainda que.copo de (com) vinho preço .quando. contra. oposição) . pois (depois do verbo) etc. que etc. ora . finais . só. 00 origem . também. mas. junto de. portanto. até. sob. já que. bis!.. ao lado de. proporcionais . ou antes etc. afinal etc. ui! etc. mesmo que etc.

sendo a outra o substantivo. haver (no sentido de existência) etc. ou transitivo indireto. extra. Geralmente (mas nem sempre) designam fenômenos da natureza e.ABL). • regressiva: redução da palavra primitiva. cortar. petista) Neologismo: nome dado ao processo de criação de novas palavras. causadas por um ou mais indivíduos. que horror!. modos e vozes verbais. "é um judas" . • imprópria: é a alteração da classe gramatical da palavra primitiva ("o jantar" . graças a Deus!. flor) • palavras derivadas . à palavra primitiva (em + lata + ado). nevar.de substantivo próprio a comum). Verbos: conjugação.. e que afetam outro(s) indivíduo(s) ou alguma coisa. continuar. árabe e grego / caiporismo: tupi e grego / bananal .possuem mais de um radical (couve-flor. relatar. virar etc. ou derivadas.LÍNGUA PORTUGUESA impaciência: hum!. Ou ainda transitivo direto e indireto. É uma das duas classes gramaticais nucleares do idioma. pneu. Esse processo é responsável pela formação de verbos. que pode ser predicado verbal. A partir de siglas. • Verbos de ligação: São os verbos que não designam ações. portanto. são também usado para ligar o sujeito do predicativo: Quanto à semântica • Verbos transitivos: Designam ações voluntárias. dr. São dois tipos de composição.. nadar. ou para palavras que adquirem um novo significado. • Verbos intransitivos: Designam ações que não afetam outros indivíduos. apenas servem para ligar o sujeito ao predicativo. em função da estruturação e origem das palavras encontramos a seguinte divisão: • palavras primitivas . • parassintética ou parassíntese: acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo. miau). • aglutinação: quando ocorre a alteração fonética. como: • Hibridismo: são palavras compostas. psiu!. o que torna a língua um fenômeno vivo que acompanha o homem. grego e latim / sociologia. • • • Processos de formação de palavras As palavras estão em constante processo de evolução. estar. quando não exigir preposição depois do verbo. de base substantiva ou adjetiva. zunzum. de perna + alta). não têm sujeito nem objeto na oração.Centro Educacional para Concursos 20 . anoitecer.uou Quanto à conjugação • Verbos da primeira conjugação: São os verbos terminados em ar: molhar.Podendo ser transitivo direto. cruz credo! etc. quando exigir preposição depois do verbo.processo em que ocorre a junção de dois ou mais radicais.) Siglas: a formação de siglas utiliza as letras iniciais de uma seqüência de palavras (Academia Brasileira de Letras . existir. tornar-se. bicicleta. flor) • palavras compostas . • Onomatopéia: reprodução imitativa de sons (pingue-pingue. parecer. é necessário o conhecimento dos seguintes processos de formação: Composição . Além desses processos. Exemplos: andar. permanecer.de verbo para substantivo. florzinha) • palavras simples . exigindo um ou mais objetos na ação. latim e grego / alcalóide. aguardente) Para a formação das palavras portuguesas. emprego dos tempos. constituídas por elementos originários de línguas diferentes (automóvel e monóculo.africano e latino / sambódromo .derivam de outras (casebre.francês e grego). obs. ora bolas!. • sufixal: acréscimo de sufixo à palavra primitiva (clara-mente). Exemplos: ser..africano e grego / burocracia . Nesse processo forma-se substantivos abstratos por derivação regressiva de formas verbais (ajuda / de ajudar). não diga!. quieto! São locuções interjeitivas: puxa vida!. formam-se outras palavras também (aidético. É o verbo que determina o tipo do predicado. ficar. Na Língua Portuguesa. Podem ser divididos das seguintes formas e verbos não são apenas ações. Derivação . O verbo pode designar ação. voar etc. Exemplos: chover. bígamo. alcoômetro. • prefixal: acréscimo de prefixo à palavra primitiva (in-útil). etc. São cinco tipos de derivação. andar.não derivam de outras (casa. viver. • justaposição: quando não ocorre a alteração fonética (girassol. Abreviação vocabular: redução da palavra até o limite de sua compreensão (metrô.processo em que a palavra primitiva (1º radical) sofre o acréscimo de afixos. sexta-feira). com perda de elementos (pernalta. • CEPCON . Verbos impessoais: São verbos que designam ações involuntárias. a língua portuguesa também possui outros processos para formação de palavras.só possuem um radical (couve. estado ou fenômeno da natureza. Por isso alguns vocábulos caem em desuso (arcaísmos). VERBO Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. Classificação Definem-se os verbos tradicionalmente como as palavras que indicam ação. silêncio: silêncio!. hem! etc. moto. enquanto outros nascem (neologismos) e outros mudam de significado com o passar do tempo. estado ou fenômeno da natureza. nominal ou verbo-nominal.

passiva (analítica ou sintética). Verbos anômalos: Entre os irregulares se destacam os anômalos. reflexiva. Amada. gerúndio e particípio). conter. Comendo. Pretérito perfeito .Indica o fato no momento em que se fala (ele conjuga).Indica um acontecimento que se iniciou e terminou no passado durante pouco tempo (eu caí é quase imediato) Pretérito mais-que-perfeito . Latir.).Indica uma pessoa (eu estou). Ex. Tempo O tempo é usado para indicar quando ocorreu a ação a qual o verbo se refere. "ele iu". futuro do presente.(ele consegue) • Nós . etc. cheio. O verbo anômalo pôr (único com o tema em o). Exemplo: precaver não existe a forma "precavenha". "eu medo"). ser.Indica um futuro que ocorre no passado (ele conjugaria)-uma coisa que poderia ter acontecido • • • • • Pessoa Pessoa é a quem se refere o verbo. puseste).fixado. Exemplos: ir. fixo. Ex : Todas questões foram resolvidas pelos alunos.Indica um fato passado em relação a outro (ele conjugara) Futuro do presente . Ex: Ana se cortou ou se machucou. • Singular. "eu tesse"). pretérito perfeito.(vós conseguis) • Eles/Elas .: Amando. futuro do pretérito. Comer. • Voz: ativa. trazer . que acontece ou que acontecerá. fugir.diz. tendo modificações no radical e nas terminações.: Amar. Ex : Os alunos resolveram todas questões. tu e vós à segunda e ele/ela. também é considerado da segunda conjugação devido à sua conjugação já antes realizada (Ex: fizeste. tempo. diga. Comido.enchido.LÍNGUA PORTUGUESA • Verbos da segunda conjugação: são os verbos terminados em er: receber. transpor.Ele sempre fica no final da frase. caber. "ele tia". • Plural. "eu sou". terceira (mensagem). "ele foi". • O gerúndio: São terminados em ndo. Comida. Eu e nós pertencem à primeira. Exemplos: amar. etc. São verbos que não seguem os paradigmas da conjugação a que pertence. Exemplos: resfolegar. antepor. supor. iludir. Ex. Pessoa: primeira (transmissor).(eu consigo) • Tu . com seus compostos (compor. dizer .Centro Educacional para Concursos • • 21 . • • • Pretérito imperfeito . "eu sejo". "tu sês".: Amado. Formas nominais • O infinitivo: São terminados em r. "eu cabo". Verbos defectivos: Verbos que não têm uma ou mais formas conjugadas. "eu caibo". abrir. Verbos abundantes: Verbos que apresentam mais de uma forma de conjugação. ter ("eu vou". faça. • Modo: indicativo. depor. pretérito imperfeito. Ele sempre fica na frente da frase. alem das formas nominais (infinitivo. Flexão Número: singular e plural. cair. "tu és". decorrente de sua forma do português arcaico poer.Indica mais de uma pessoa (eles estão) Modos verbais As flexões de Modo determinam as diversas atitudes da pessoa que fala com relação ao fato enunciado. "eu tivesse". CEPCON . Passiva: O sujeito recebe a ação. partir. Exemplos: encher . • Verbos irregulares: Sofrem modificações em relação aos paradigmas da conjugação a que pertencem. Latida. Verbos da terceira conjugação: são os verbos terminados em ir: sorrir. e não "eu io". e não "eu resfolego". O verbo "pôr" pertence à segunda conjugação e é anômalo a começar do próprio infinitivo.(eles conseguem) Número Indica a quantidade de pessoas.subjuntivo e imperativo. pretérito mais-que-perfeito. sendo que muitas vezes o radical é diferente em cada conjugação. etc. segunda (receptor). Verbos possuem por classificação: modo.' 'Uma ação incompleta realizada no passado. vinda do latim ponere. Se são uma ou mais de uma. • MODO E TEMPO VERBAL Modo verbal é uma classificação dada a um verbo.(nós conseguimos) • Vós . "ele tinha". Reflexiva: O sujeito faz e também recebe a ação. • Eu . Latindo. ido ou ida. Ativa: O sujeito da oração é que faz a ação. "eu meço". poder etc. • O particípio: São terminados em ado. eles/elas à terceira. Ex. fixar . fazer faz.Indica um acontecimento que se prolongou ao longo no tempo com inicio e fim no passado (eu estudava). Latido. • Tempo: presente.traz. Quanto à morfologia • Verbos regulares: Flexiona sempre de acordo com os paradigmas da conjugação a que pertencem. é característica do Modo Indicativo. vender. • Presente . traga. pessoa e número.(tu consegues) • Ele/Ela .Indica um fato que irá acontecer no futuro (eu conjugarei) Futuro do pretérito . ada. que apresenta diferenças e diversas formas de um mesmo verbo. medir ("eu resfolgo". Assim: • uma atitude que expressa certeza com relação ao fato que aconteceu.

"Nessa mesma noite." (Fernando Pessoa. • • • • • Posso afirmar que meus valores 'mudaram'. As Três Marias). Luar de Janeiro) • "'Andei' longe terras. uma atitude que revela uma incerteza. referindo-se a um facto que se situa perfeitamente no passado e que nos dá a certeza de que 'aconteceu'(aconteceu está no pretérito perfeito). sendo que a primeira costuma aparecer em discursos mais formais e a segunda. um processo anterior ao momento em que se fala. • Exemplos de usos do pretérito mais-queperfeito simples: Ele comprou o apartamento com o dinheiro do carro que vendera." (Gustavo Barroso.… um fato simultâneo em relação a outro no passado. • "Uma noite. • Eles 'vendiam' sempre fiado. positiva. 2. um pedido. Adormecida).diário. que 'tenho sofrido' a angústia das pequenas coisas ridículas. pois não se refere a um conceito situado perfeitamente num contexto de passado. No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala. 22 . ou ainda."(Coelho Neto. • Um aluno dorme. Daí o nome: Pretérito Perfeito. "'Apanhou' o rifle. O pretérito mais-que-perfeito aparece nas formas 'simples' e 'composta'.caiu) Pretérito mais-que-perfeito Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito para assinalar um fato passado em relação a outro também no passado (o passado do passado. um conselho. Nós iremos amanhã." (poema de Quincas Borba). • O aluno lê um poema." (Augusto Gil. agora! Com relação ao Tempo.LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: Ele trabalhou ontem. Pretérito Imperfeito Expressa o passado inacabado.… Quando eu partir. uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo. Dos vis Aimorés. mas de incerta localização no tempo: 'Era' uma vez. através da locução verbal. Ela está em casa. "Levava comigo um retrato de Maria Cora. Tinha chovido muito naquela noite. Poema em Linha Reta . concluído." (Machado de Assis.… uma atitude que expressa uma ordem. Exemplos: Se eu trabalhasse. Na forma composta. Por tanto ele não indica a certeza de um fato acontecido. Presente do Indicativo Expressa o fato no momento em que se fala. permanente ou habitual." (Gonçalves Dias. No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala. na qual se usa o particípio. deixando dela somente os pilares de alvenaria. Exemplo: Faça isto. 'Tenho estudado' todas as noites. um fato habitual." (Raquel de Queirós. podemos expressar um facto basicamente de três maneiras diferentes: 1. • Posso afirmar que meus valores mudaram. 3. "Eu. no arraial de São Gonçalo da Ponte. sendo assim chamado este tempo verbal de pretérito imperfeito. mas que durou um tempo no passado. O Sertão e o Mundo) Te dou meu coração. • Ela 'vendia' flores • "Glória 'usava' no peito um broche com um medalhão de duas faces. No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala. algo que aconteceu antes de outro fato também passado). Emprega-se o Pretérito Perfeito do Indicativo para assinalar: • um facto já ocorrido ou concluído: • 'Trocaram beijos ao luar tranqüilo.Centro Educacional para Concursos • • • • • • um fato passado.. eu me lembro… ela 'dormia'" Numa rede encostada molemente (Castro Alves. quisera dar o mundo • Exemplos de usos do pretérito mais-queperfeito composto: Quando eu cheguei. Entretanto. 'Vaguei' pelas serras. uma dúvida ou uma hipótese é característica do Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo). ela já tinha saído. • Pretérito Perfeito Indica um fato já ocorrido. é usado para indicar uma ação que se prolonga até ao momento presente. a Língua Portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos Modos e Tempos: Modo Indicativo Expressa certeza absolutamente apresentando o fato de uma maneira real. as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. I-Juca-Pirama).. alcançara-o dela mesma… com uma pequena dedicatória cerimoniosa. CEPCON . 'saiu' ao meio da trilha e 'detonou'. Neste contexto. 'Lidei' cruas guerras. Emprega-se o pretérito imperfeito do Indicativo para assinalar: • um fato passado contínuo. leu-lhe o artigo em que 'advertia' o partido da conveniência de não ceder às perfídias do poder. certa. cuja ponte o rio levara. ou casual. Banzo). na fala coloquial. Relíquias de Casa) Morava. Eu 'verifico' que não tenho par nisto tudo neste mundo. indicando a simultaneidade de ambos os fatos: Eu 'lia' quando ela chegou.

Talvez eles façam tudo aquilo que nós pedimos.Centro Educacional para Concursos 23 . • Se eleito. • Se ele estiver lá amanhã. Uma atitude que expressa uma ordem. neste estado. poderia ter Se ele estivesse aqui agora. mas posterior e dependente de outra ação passada. ou seja. (Álvares Azevedo. uma ação vindoura. ficarei muito feliz. que não se verifica na realidade. ajudado. ao presente ou ao futuro. • "… era Vadinho. presente ou futura. que teria uma certa consequência. como se estivesse para morrer. jamais outro virá tão íntimo das estrelas.LÍNGUA PORTUGUESA "Estou hoje vencido. incerto. É formado por afirmativo e negativo. pois não podemos mandar em nós mesmos. saberei o que fazer. herói indiscutível. Este modo verbal não possui a primeira pessoa do singular (eu). poderia ajudar. Também pode indicar uma condição incerta. "Quando ele chegar. Se ele viesse amanhã. Exemplo: "Até meus bisnetos nascerem. aprenderia é diferente de Se eu tivesse estudado. eu terei me aposentado". Eu não sei distinguir esta daquela?" (Alvarenga Peixoto. Pretérito Perfeito Emprega o passado com relação a um futuro certo. verdade. Exemplo: Faça isto. • No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala.… " (Jorge Amado. pode se referir ao passado. • Uma ironia ou um pedido de cortesia: Daria para fazer silêncio! Poderia fazer o favor de sair!? Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo) Revela um fato duvidoso. Presente Emprega-se o presente do subjuntivo para assinalar: • um fato presente. certamente ela também estará." (Fernando Pessoa. • Quando os sinos badalarem nove horas. mas duvidoso ou incerto. Quando vos tiverdes comido. • Caso eu tenha sido escolhido. haver) mais o particípio do verbo principal Tem valor semelhante ao Imperfeito do subjuntivo Ex: Eu teria caminhado todos os dias desse ano. Espero que tragam-me o dinheiro Pretérito Imperfeito Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para assinalar: • uma hipótese ou uma condição numa ação passada. um pedido. Futuro do Pretérito / Condicional Emprega-se o futuro do pretérito para assinalar: • Um fato futuro em relação a outro no passado "Se eu morresse amanhã. lutarei pelos menores carentes. "Talvez a lágrima subisse do coração à pupila…" (Coelho Neto. • Quando eu voltar. Pretérito mais-que-perfeito composto Formado pelo imperfeito do subjuntivo do verbo auxiliar (ter. mas anterior a outro fato futuro. podemos expressar um fato basicamente de três maneiras diferentes: • No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala. Sertão) "Como fizesse bom tempo. as senhoras combinaram em tomar o café na chácara. Quando tu tiveres comido. mas duvidoso ou incerto Talvez eles venham amanhã." (Aluísio Azevedo. se. Se Eu Morresse Amanhã). um conselho. Minha mãe de saudades morreria. voltarei para casa. se não tivesse trabalhado tanto. Quando nós tivermos comido. Quando ele tiver comido. Exemplos de futuro composto: • Ele vai fazer (fará) compras e vai voltar (voltará) em breve. Casa de Pensão) CEPCON . Estou hoje vencido. mas condicional a outra ação também futura. um desejo ou um sentimento. Dona Flor e Seus Dois Maridos) • "A qual escolherei. poderia ajudar. Quando eles tiverem comido. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. Jôninha e Nice). Se ele estivesse aqui ontem. Futuro do Presente Emprega-se o futuro do presente para assinalar uma acção que ocorrerá no futuro relativamente ao momento em que se fala.Álvaro de Campos) • uma condição contrafactual. um desejo ou uma vontade Espero que eles façam o serviço corretamente. Eu teria viajado se não tivesse chovido Obs: Perceba que todas as frases remetem a ação para o passado. Futuro Composto verbo comer: Quando eu tiver comido. como se soubesse a Futuro do presente composto Assinala um fato posterior ao tempo atual. Futuro Emprega-se o futuro do subjuntivo para assinalar uma possibilidade a ser concluída em relação a um fato no futuro. Tabacaria . teria aprendido Imperativo Exprime uma atitude de solicitação. agora! Com relação ao Tempo. mando. • No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala. já terei saído. dos dados e das prostitutas. A frase Se eu estudasse. Talvez ele saiba sobre o que está falando. • • um fato futuro. uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo.

o predicativo fica no masculino singular (É vantajoso saber-se uma língua estrangeira = É vantajoso que se saiba uma língua estrangeira). Concordância dos pronomes pessoais o. 2) livro e caderneta encapada (ou encapados). nem pronome "se". a. Os pronomes possessivos concordam em gênero e número com o substantivo designativo do objeto possuído. em geral. para o masculino plural (O livro e a caderneta estão encapados). o predicativo conserva esse gênero e. de preferência. 3a pessoa. Vou encontrar minhas amigas. e pode concordar em número com o termo mais próximo a que se refira. Referindo-se a mais de VOZ VERBAL Voz verbal. concordando com casa). as mesmas normas que se aplicam à concordância do predicativo do sujeito.". é terminado por "ando". os estudiosos João e Maria). Concordância dos pronomes possessivos. ou vou encontrar Maria e Júlia = Vou encontrá-las). A concordância do predicativo do objeto segue. normalmente. "Eles estão indo para a escola. Voz passiva analítica:formada pelos verbos ser ou estar + particípio do verbo principal + agente da passiva As casas são alugadas pelo corretor. Alugam-se casas. 3) livros e caderno encapados (ou encapado). com as seguintes ressalvas: 1) Sendo do mesmo gênero os termos que compõem o sujeito. é como se denomina a flexão verbal que denota a forma segundo a qual o sujeito se relaciona com o verbo e com os complementos verbais. Voz ativa: é como se denomina a flexão verbal que indica que o sujeito pratica ou participa da ação denotada pelo verbo. A torcida aplaudiu os jogadores. As vozes verbais são: • Voz reflexiva: indica que a ação expressa pelo verbo é praticada e recebida pelo sujeito. CONCORDÂNCIA NOMINAL O adjetivo concorda em gênero e número com o termo a que se refere (substantivo ou pronome). Compram-se carros velhos. ou adotar a flexão masculina. • • • • Concordância Nominal e Verbal CEPCON . o predicativo vai.LÍNGUA PORTUGUESA Entretanto. e em pessoa com o possuidor desse objeto: João vendeu sua casa (sua = dele. Galoparam por estreitas estradas e caminhos). ou ir para o plural. o pronome os (los) substitui um nome masculino plural ou mais de um nome de gêneros diferentes (Encontrei meus amigos. em linguística. • Voz reflexiva recíproca: quando há um sujeito composto e o verbo indica que um elemento do sujeito pratica ação sobre o outro. Se o sujeito for uma oração. O garoto magoou-se. as. "Estou pondo novas informações neste artigo". ou meu amigo e minha amiga = Encontreios. as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. Voz passiva: indica que a ação expressa pelo verbo é recebida pelo sujeito Voz passiva sintética ou pronominal: formada por verbo transitivo direto na 3ª pessoa + se (pronome apassivador ou particula apassivadora) + sujeito paciente e sempre vai estar acompanhado pelo pronome apassivador SE. Predicativo. "Nós estamos correndo em círculos!". Encontrei Maria = Encontrei-a. Voz é a categoria verbal da qual se marca a relação entre o verbo e seu sujeito. Referindo-se a mais de um substantivo ou pronome. "endo" e "indo" (no caso do verbo pôr e seus derivados. terminado em "ondo"). mutuamente. 2) se os gêneros dos termos que compõem o sujeito forem diversos. Não possui verbo ser . Adjunto adnominal. Neste contexto. ou encontrei Maria e Júlia = Encontrei-as. quer exerça a função de adjunto adnominal (Comprei um bom livro). Thiago e Tassiana se casaram. Os pronomes o (lo) e a (la) substituem. sua = feminino singular. 4) livros e cadernetas encapadas (ou encapados). o adjunto adnominal a estes antepostos concorda em gênero e número com o mais próximo (O professor exigiu completo silêncio e disciplina.dá destaque é quem pratica a ação (agente). passividade ou ambas. se os termos modificados tiverem gêneros diferentes. Exemplos (a concordância mais rara está entre parênteses): 1) livro e caderno encapado (ou encapados). ou meus amigos e minhas amigas = Vou encontrá-los). sendo nomes próprios ou de parentesco os termos modificados pelo adjunto.Centro Educacional para Concursos 24 . pode concordar em gênero com o termo mais próximo a que se refira. Vou encontrar João = Vou encontrá-lo. Se o adjunto adnominal está posposto a mais de um substantivo ou pronome. Maria Joana quebrou a janela de dona Télia. respectivamente. este vai para o plural (os dedicados Pedro e Paulo. Vou encontrar Maria = Vou encontrála). quer a de predicativo (O livro é bom). um nome masculino singular ou um nome feminino singular (Encontrei João = Encontrei-o. João. No português. As normas de concordância do predicativo com o sujeito composto são idênticas às que se aplicam ao adjunto adnominal. os. vai para o plural (O livro e o caderno estão encapados). Essa relação pode ser de atividade. Exemplos: "Eu estou falando contigo…". Vou encontrar meus amigos. a língua portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos modos e tempo Exemplo • Parcele sua compra! • Faça sua tarefa! • Lave a louça! • Escove os dentes! • Compre aqui e ganhe um brinde! Gerúndio Uma ação que está acontecendo. o pronome as (las) substitui um nome feminino plural ou mais de um nome feminino (Encontrei minhas amigas.

ir.. Vai para dez meses que tudo terminou.Centro Educacional para Concursos 25 . Foi um dos alunos desta classe que resolveu o problema. Um dos que: verbo no singular ou plural. O povo escolherá seu governante em 15 de novembro. Ofereceu-se um grande prêmio ao vencedor da corrida. Chegou (aram) ontem o técnico e os jogadores. O técnico escalou o time. Qual de nós será escolhido? Poucos dentre eles serão chamados pelo Exército. Seu filho foi um dos que chegaram tarde. Cerca de dez jogadores participaram da briga. Ontem fez dez anos que ela se foi. Palavra QUE: verbo concorda com o antecedente. Verbo acompanhado da palavra SE SE = pronome apassivador: verbo concorda com o sujeito paciente. nevava muito. dependendo do valor do OU. Valdir ou Leão será o goleiro titular. Casos especiais Sujeito composto • • • • • • • Anteposto: verbo no plural. verbo fazer. verbo haver indicando existência ou tempo. indicando tempo: ficam sempre na 3ª pessoa do singular. O professor. Ligado por NEM: verbo no plural e. O policial ou os policiais prenderam o perigoso assassino. Verbo SER indicando tempo. Ligado por OU: verbo no singular ou plural. pois ontem foram 2 e amanhã serão 4.LÍNGUA PORTUGUESA um substantivo. Ligado por COM: verbo concorda com o antecedente do COM ou vai para o plural. Exemplos: Um e outro médico descobriu (ram) a cura do mal. Nem um nem outro problema propostos foi (ram) resolvido(s). Pronomes (indefinidos ou interrogativos) seguidos de pronome: verbo no singular ou plural. Sujeito constituído por: a)um e outro. Coletivo geral: verbo no singular. Durante o inverno. João ou Maria resolveram o problema. O maestro com a orquestra executaram a peça clássica. o possessivo concorda com o que estiver mais próximo: Teu juízo e serenidade. Morria-se de tédio durante o inverno. nem um nem outro: verbo no singular ou plural. você e os alunos iremos ao museu. Um ou outro: verbo no singular. A Ética ou a Moral preocupa-se com o comportamento humano. Com núcleos em correlação: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural. Com sujeito que indica quantidade e predicativo que indica suficiência. Palavra QUEM: verbo na 3ª pessoa do singular. CEPCON . Alguns de nós seremos eleitos. distância: concorda com o predicativo. SE = índice de indeterminação do sujeito: verbo sempre na 3ª pessoa do singular. A maioria dos candidatos conseguiu(iram) aprovação. Viam-se ao longe as primeiras casas. resolveu o problema. Daqui até Jardinópolis são 316 quilômetros. Expressões que indicam quantidade aproximada seguida de numeral: verbo concorda com o substantivo. Nem Paulo nem Maria conquistaram a simpatia de Catifunda.. Expressões partitivas seguidas de nome plural: verbo no singular ou plural. Ainda havia muitos candidatos para a Universidade. O cientista assim como o médico pesquisa (m) a causa do mal. com os alunos. no singular. às vezes. Tu. Necessitava-se naqueles dias de novas idéias. De pessoas diferentes: verbo no plural da pessoa predominante. Verbos Impessoais Verbos que indicam fenômenos. Posposto: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural. Os técnicos escalaram os times. ela e os peregrinos visitareis o santuário. Palavras sinônimas: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural. Hoje é dia 3 de outubro. Hoje sou eu que faço o discurso. excesso: CONCORDÂNCIA VERBAL Regra geral O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. Exemplos: O técnico e os jogadores chegaram ontem a São Paulo. Eu. Amanhã serão eles quem resolverá o problema. Estava-se muito feliz com o resultado dos jogos. Mais de um jogador foi elogiado pela crônica esportiva.

com. Deu duas horas o relógio do alto da montanha. em. último a./ Cheguei a Belo Horizonte. • ambicioso de. de. contente com. O Amazonas deságua no Atlântico. desprezo a. para. por. CEPCON . contemporâneo a. junto a. ansioso de. amor a. 3. "Os Lusíadas" narram as conquistas portuguesas.Centro Educacional para Concursos 26 . Os cientistas pareciam procurar grandes segredos. Os cientistas parecia procurarem grandes segredos. a)com artigo singular ou sem artigo: verbo no singular. Hoje. etc. O homem sempre foi suas idéias. 5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com. por. de. Minas Gerais exporta minérios. imune a. Ex. para./ Maria reside em Santa Catarina. por. preferível a. é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes. somos todos nós.Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a. único a. muito mais. propenso a. situado a. Ex. acerca de.Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em. para. para. por serem passíveis de emprego de crase. mais. sobre. 6. mil vezes mais. por regência nominal. Verbo DAR Verbo dar (bater e soar) + hora(s): concorda com o sujeito. por. apaixonado de. Ex.: Prefiro dançar a fazer ginástica. em. Com sujeito e predicativo do sujeito: concorda com o que prevalecer. para. Deram duas horas no relógio do campanário. entre. • alheio a. por. respeito a. Regência Nominal e Verbal REGÊNCIA NOMINAL Substantivos. Ex. inclinação a. de. A Pátria não é ninguém. empenho de. constante de.: Simpatizo com Lúcio. tudo são alegrias eternas.Namorar – não se usa com preposição. com. conforme a. incompatível com.Preferir . de. de. por. aversão a. de.LÍNGUA PORTUGUESA concorda com o predicativo. em.este verbo exige dois complementos sendo que um usa-se sem preposição e o outro com a preposição a. de. com./ O aluno desobedeceu ao professor. Mulheres discretas é coisa rara. Vinte milhões era muito por aquela casa. por. por. com.: Joana namora Antônio. por. devoto a. Verbo PARECER Verbo parecer + infinitivo: flexiona-se um dos dois. entre. de. de. Ex./ Antipatizo com meu professor de História. por. imbuído de. devoção a. • afeiçoado a. exigir complementação para seu sentido precedida de preposição. Sujeito = nome próprio plural. por. por. • acostumado a. em. de. • afável com. constituído com. para. 2. ávido de. dúvida em. 4. de.: Ele mora em São Paulo. O problema eram os móveis.: As crianças obedecem aos pais. apto a.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em. Segundo a linguagem formal. para. Santo Antônio era as esperanças da solteirona. próximo a. curioso de. desgostoso com. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • amizade a.: Vou ao dentista. para. por. sobre. Merecem atenção especial as palavras que exigirem preposição A. em. por. para. Dez feijoadas era muito para ela. cruel com. Segue uma lista de palavras e as preposições exigidas. • aflito com. para. Ex. falta a. em. atencioso com. REGÊNCIA VERBAL 1. por. com. em. de. adjetivos e advérbios podem. Os Estados Unidos enviaram tropas à zona de conflito. b)com artigo plural: verbo no plural.

: Quero viajar hoje. Ex. um direto e um indireto com a preposição em.: Ela pagou a conta do restaurante. Ex. Ex. Ex. comprometer: usa-se com dois complementos.: Visaram os documentos.Querer a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição. Ex. ter afeto: usa-se com a preposição a. pertencer: exige a preposição a. haverá crase: Vou à Campinas das andorinhas. No entanto.: Custou ao aluno entender o problema. 10. 8 . Ex. Exemplo: Vamos à cidade logo depois do almoço. a crase é representada pelo acento grave. Ocorrência da crase 1. b) Ocorre a crase somente se os nomes femininos puderem ser substituídos por nomes masculinos. 2) objeto indireto de pessoa ( regido pela preposição a) e direto de coisa.: Esqueci o nome dela. Ex. c) no sentido de caber. Ex. As crianças foram à praça.Custar a) no sentido de ser custoso. Observe que o verbo ir requer a preposição a e o substantivo cidade pede o artigo a.Pagar/ perdoar a) se tem por complemento palavra que denote coisa: não exigem preposição.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica. d) no sentido de morar. não haverá crase em: Ela escreveu a redação a tinta. 6 .: Informou todos do ocorrido.: Imóveis custam caro. não poderá haver crase: Vou a Campinas amanhã. as: Fui à feira ontem.Implicar a) no sentido de causar. socorrer: usase sem preposição. ter o preço: usa-se sem preposição.: Suas queixas não procedem.: Disparou o tiro visando o alvo. Ex. Ex. b) no sentido de estimar. Verbos que apresentam mais de uma regência 1 .Centro Educacional para Concursos 27 . Portanto. Estamos viajando em direção à Roma das Sete Colinas. ajudar. 5 .: Esta decisão implicará sérias conseqüências.: Implica com ela todo o tempo. Ex.: Lembrei-me do nome de todos. Ex.Esquecer/lembrar a. presenciar: exige a preposição a. c) no sentido de ter em vista. exigir.: Quero muito aos meus amigos. sorver: usa-se sem preposição. c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição com. Ex.: Informou a todos o ocorrido.no sentido de almejar. dar informação: admite duas construções: CEPCON . c) no sentido de dar início.no sentido de cheirar. residir: é intransitivo e exige a preposição em. objetivar: é regido pela preposição a.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. Ex.Informar a) no sentido de comunicar. Ex. b) no sentido de ver. se houver um modificador do nome. Ex. b) no sentido de acarretar. vir de algum lugar: exige a preposição de. 7 . Preposição a + artigos a. Ex. b) se tem por complemento palavra que denote pessoa: são regidos pela preposição a. 9 . a + a | | prep. Ex. obter por meio de: usase sem preposição.: Não assistimos ao show. art. 4 .LÍNGUA PORTUGUESA Ex.Aspirar a.: Esta era a vida a que aspirava.: O carro custou-me todas as economias. ser difícil: é regido pela preposição a.Proceder a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição. Estamos viajando em direção a Roma. Em linguagem escrita.Quando não forem pronominais: são usados sem preposição.: Viso a uma situação melhor. Ex. que admitam ao antes deles: Vou à praia.: Assistiu em Maceió por muito tempo.: Perdoou a todos. b. b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição.: Implicou o negociante no crime. b.Assistir a) no sentido de prestar assistência. Vou ao campo.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa. são regidos pela 1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições de ou sobre). Ex.: Assiste ao homem tal direito. executar: usa-se a preposição a. Observações a) Quando o nome não admitir artigo. c) no sentido de ter valor de. 3 . pretender: exige a preposição a.Quando forem pronominais: preposição de. Ex. Emprego do Sinal Indicativo de Crase Crase é a fusão (ou contração) de duas vogais idênticas numa só. Ex. Paulo dedica-se às artes marciais. 2 .: Aspirou o ar puro da manhã. b) no sentido de originar-se. avisar. Ex.Visar a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição. Ex. acarretar: usa-se sem preposição. Ex. b) no sentido de envolver. As crianças foram ao largo.: O técnico assistia os jogadores novatos. Ex.

LÍNGUA PORTUGUESA (Ela escreveu a redação a lápis. Nunca me reportei àquilo que você disse. se. diante de nomes célebres e nomes de santos: O artigo reporta-se a Carlota Joaquina de maneira bastante desrespeitosa. Onde você pensa que vai a esta hora da noite? Devolva o livro a qualquer pessoa da biblioteca. Por favor. a. Eles chegaram a Londres ontem. Na indicação de horas: João se levanta às sete horas. Essas três colocações 28 . Antes de chegar a casa. Foi só um susto. Preposição a + pronomes demonstrativos aquele(s).) 2. 7. 5. o número de vítimas chega a trezentos. aquela(s). lhes. Depois nos dirigimos àquelas mulheres da Associação. CEPCON . OU Paulo dedicou uma canção a Teresinha. 2. 8. a quem tudo devo. façam o exercício a lápis. Devemos atrasar o relógio à zero hora. Eles querem vitela à parmegiana. Em locuções prepositivas e conjuntivas constituídas de substantivo feminino: Eles vivem à custa do Estado. Eu vou acompanhá-la até à porta do elevador. Colocação dos pronomes átonos Colocação dos Pronomes Oblíquos Átonos Nos exemplos acima. Antes de nomes que apresentam a palavra moda (ou maneira) implícita: Adoro bife à milanesa. as) podem assumir três posições diferentes numa oração: antes do verbo. (Compramos a TV a prazo. 6. diante de palavras no plural. Eles trabalharam até às três horas. OU Vou caminhar até a praia. Eles partiram às pressas e não deixaram o novo endereço.) Compramos a TV a vista. 5. Ele cortou o cabelo à Nero. 4. diante da palavra Dona: O mensageiro entregou a encomenda a Dona Sebastiana. antes de nome próprio feminino: Entreguei o cheque à Paula. Principais casos em que não ocorre a crase 1. Eles costumam ir a reuniões do Partido Verde. Ocorrência facultativa da crase 1. observe que o pronome "te" foi expresso em lugares distintos: antes e depois do verbo. os. OU Eu vou acompanhá-la até a porta do elevador. precedidas apenas de preposição: Nunca me junto a pessoas que falam demais. regressamos finalmente a terra. Ele leva tudo a ferro e fogo. diante de pronome que não admite artigo (pessoal. quando esta não apresenta adjunto adnominal: Estava frio. Direi a Vossa Majestade quais são os nossos planos. 10. Daqui a duas semanas estarei em férias. diante da palavra casa. Em locuções adverbiais constituídas de substantivo feminino plural: Pedrinho costuma ir ao cinema às escondidas. Convidei-o a vir à minha casa. te. 3. Fica sempre mais frio à proporção que nos aproximamos do Sul. Sentimos medo à medida que crescia o movimento de soldados na praça. OU Entreguei o cheque a Paula. depois da preposição até: Vou caminhar até à praia. indefinido e relativo): Ele se dirigiu a ela com rudeza. aquilo: Maria referiu-se àquele cavalheiro de terno cinza. lhe. O garoto entregou o envelope a uma funcionária da recepção. Eles chegaram à meia-noite. 11. Fernando havia voltado a casa para apanhar um agasalho. nos. demonstrativo. 12. diante de nome de cidade: Vou a Curitiba visitar uma amiga. vos. Paulo dedicou uma canção à Teresinha. OU Eles trabalharam até as três horas. Todos os dias agradeço a Deus. Eles examinaram tudo de ponta a ponta. de tratamento. Às vezes preferimos viajar de carro. antes do pronome possessivo feminino: Ele fez uma crítica séria à sua mãe. em expressões que apresentam substantivos repetidos: Ela ficou cara a cara com o assassino. como sinônimo de terra firme: O capitão informou que estamos quase chegando a terra. 4. diante de verbo no infinitivo: A pobre criança ficou a chorar o dia todo. o. OU Convidei-o a vir a minha casa. tudo já estava pronto. diante de numerais cardinais: Após as enchentes. 9. 3. depois do verbo e no interior do verbo. Quando os convidados começaram a chegar. Isso ocorre porque os pronomes átonos (me. o malandro limpou a mancha de batom do rosto. Ele vestiu-se à Fidel Castro. Ela fez uma promessa a Santa Cecília. Depois de dois meses de mar aberto.Centro Educacional para Concursos 6. diante do artigo indefinido uma: O policial dirigiu-se a uma senhora vestida de vermelho. O macaco nada fez a Dona Maria Helena. 2. diante de substantivo masculino: Compramos a TV a prazo. 3. OU Ele fez uma crítica séria a sua mãe. Estamos todos à mercê dos bandidos. diante da palavra terra.

d) Nas orações imperativas afirmativas. Não me fale sobre este assunto. Comprarei o relógio se me for útil. Costuma ser empregada: a) Nas orações que contenham uma palavra ou expressão de valor negativo. Eu machuquei-me no jogo. Para que ocorra a próclise ou a mesóclise é necessário haver justificativas. não se abre frase com pronome oblíquo. (O pronome "tudo" exige o uso de próclise. assustando-se com o ruído que ouvira. As crianças se esforçam para acordar cedo.) b) Com esses tempos verbais (futuro do presente e futuro do pretérito) jamais ocorre a ênclise. Por Exemplo: Linguagem Informal: Me alcança a caneta. Exemplos: Foi aquele colega quem me ensinou a matéria. empregase ênclise. pois. Importava-se com o sucesso do projeto. c) A mesóclise é colocação exclusiva da língua culta e da modalidade literária. (Procurariam + me) Observações: a) Havendo um dos casos que justifique a próclise. Emprega-se geralmente: a) Nos períodos iniciados por verbos (desde que não estejam no tempo futuro). Exemplos: Como te admiro! (oração exclamativa) Deus o ilumine! (oração optativa) e) Nas conjunções subordinativas: Exemplos: Ela não quis a blusa. mas iniciar frases com pronomes átonos não é lícito numa conversação formal. Exemplos: Ninguém o apoia. Exemplos: Fale com seu irmão e avise-o do compromisso. As crianças esforçam-se para acordar cedo. pensa-se em férias. ou fica em casa. Há pessoas que nos tratam com carinho. sem que exista pausa. Assim. f) Com gerúndio precedido de preposição "em". 3) Ênclise A ênclise pode ser considerada a colocação básica do pronome. 2) A tendência para a próclise na língua falada atual é predominante. pois obedece à sequência verbocomplemento. Nunca se esqueça de mim. Por Exemplo: Tudo lhe emprestarei. desde que não se justifique a próclise. Exemplos: Eu me machuquei no jogo. vive-se. Exemplos: Em se tratando de negócios. Em se pensando em descanso. h) Nas orações introduzidas por pronomes relativos. b) Nas orações reduzidas de infinitivo. pois confio em seus cuidados.LÍNGUA PORTUGUESA chamam-se. O menino gritou. é possível usar tanto a próclise como a ênclise. COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS NAS LOCUÇÕES VERBAIS 1) Próclise Na próclise. Por Exemplo: Aqui. ênclise e Procurar-me-iam caso precisassem de ajuda. Linguagem Formal: Alcança-me a caneta. o pronome surge antes do verbo.) Exemplos: A mãe adotiva ajudou a criança. Exemplos: Quem te convidou para sair? (pronome interrogativo) Por que a maltrataram? (advérbio interrogativo) d) Nas orações iniciadas por palavras exclamativas e nas optativas (que exprimem desejo). Espero contar-lhe isto hoje à noite. nem conjugado nos tempos Futuro do Presente ou Futuro do Pretérito. Ou se diverte. (pronome indefinido) Obs. Exemplos: Aqui se vive. O pronome fica intercalado ao verbo. Exemplos: Só se lembram de estudar na véspera das provas. 3) Se o verbo não estiver no início da frase. (Falarei + lhe) CEPCON . Exemplos: Convém confiar-lhe esta responsabilidade. dando-lhe carinho e proteção. o pronome surge depois do verbo. É necessário que o traga de volta. c) Nas orações iniciadas por pronomes e advérbios interrogativos. (advérbio) Tudo me incomoda nesse lugar. b) Nas orações em que haja advérbios e pronomes indefinidos. Aqui é o lugar onde te conheci.: caso haja pausa depois do advérbio. g) Com a palavra "só" (no sentido de "apenas".Centro Educacional para Concursos 29 . você precisa falar com o gerente. na língua culta. 2) Mesóclise Emprega-se a mesóclise quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo. desfaz-se a mesóclise. c) Nas orações reduzidas de gerúndio (desde que não venham precedidas de preposição "em". mesóclise. "somente") e com as conjunções coordenativas alternativas. Exemplos: Falar-lhe-ei a teu respeito. Exemplos: Diga-me apenas a verdade. ajude-me neste exercício! Observações: 1) A posição normal do pronome é a ênclise. Professor. respectivamente: próclise. embora lhe servisse.

) a) indicar dúvidas ou hesitação do falante.Raimundo Fagner) 4. Ex. c) ao fim de uma frase gramaticalmente completa com a intenção de sugerir prolongamento de idéia.. Heliel! “ ( As violetas de Nossa Sra.. Veja: Por Exemplo: Haviam me convencido com aquela história. resumem idéias anteriores. . Emprego dos sinais de pontuação. o pronome oblíquo átono não poderá vir depois dele. Por Exemplo: As crianças tinham-se perdido no passeio escolar. é comum o uso da próclise em relação ao particípio. Por Exemplo: Seu rendimento escolar tem-me surpreendido. d) complemento nominal de nome. 2. b) objeto de verbo. o pronome ficará depois do verbo auxiliar. Ex.: Lembro-me muito bem dele. ) a) indicar o final de uma frase declarativa. Por Exemplo: Não me haviam avisado da prova que teremos amanhã..: Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não seja eterno posto que é chama.Reticências ( . (depois) Observações: 1) Quando houver preposição entre o verbo auxiliar e o infinitivo.LÍNGUA PORTUGUESA As locuções verbais podem ter o verbo principal no infinitivo. Rodrigo e Gilberto.: Então o padre respondeu: CEPCON . Ex.. Por Exemplo: Quero ajudar-lhe ao máximo. Obs. tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa.: “Parte. 2) Verbo Principal no Particípio Estando o verbo principal no particípio. Não haviam me mostrado todos os cômodos da casa.: Sabe. b) Se houver fator que justifique a próclise. não formam uma unidade sintática. esposa de João.Ponto de exclamação ( ! ) a) Após vocativo Ex. b) Com palavra que exija próclise: O pronome pode ser colocado antes ou depois da locução.. Ex.. e) predicativo do objeto do objeto..Vírgula ( . Ex. c) antes de citação Ex.Parta agora.: Cale-se! c) Após interjeição Ex. Exemplos: Nunca me viram cantar..: Como você se chama? 7.. Por Exemplo: Nosso filho há de encontrar-se na escolha profissional. Ex.Ponto de interrogação ( ? ) Em perguntas diretas Ex. apesar de participarem da mesma frase ou oração. enumerações ou seqüência de palavras que explicam. 1) Verbo Principal no Infinitivo ou Gerúndio a) Sem palavra que exija a próclise: Geralmente.. mas que seja infinito enquanto dure.: “Sua tez. b) interrupção de uma frase deixada gramaticalmente incompleta Ex.” (CecíliaJosé de Alencar) d) indicar supressão de palavra (s) numa frase transcrita.: na língua falada.: . emprega-se o pronome após a locução.” (Canteiros. Ex. no gerúndio ou no particípio. Não vá embora. b) antes de apostos ou orações apositivas. a colocação do pronome será facultativa. Por Exemplo: Voltei a cumprimentá-los pela vitória na partida. frases intercaladas de caráter explicativo e datas. Ex.: Ufa! Ai! d) Após palavras ou frases que denotem caráter emocional Ex.Ponto ( .: Meus amigos são poucos: Fátima.Agora não se encontra. alva e pura como um foco de algodão. foi a ganhadora única da Sena.” 3.eu queria te dizer que.: Que pena! 6. b) separar períodos entre si. Não se separam por Vírgula: a) predicado de sujeito.. 1.: Lúcia. (antes) Não pretendo falar-lhe sobre negócios.: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945). Nosso filho há de se encontrar na escolha profissional.: Fica comigo. 2) Com a preposição "a" e o pronome oblíquo "o" (e variações) o pronome deverá ser colocado depois do infinitivo.Centro Educacional para Concursos 30 .: “Quando penso em você (.Dois-pontos ( : ) a) iniciar a fala dos personagens: Ex. c) adjunto adnominal de nome. ocorreu inúmeras perdas humanas. 5. Quem sabe se ligar mais tarde.Humberto de Campos) b) Após imperativo Ex. o pronome ficará antes da locução.) menos a felicidade.esquece. a) Se não houver fator que justifique a próclise.Parênteses ( ( ) ) a) isolar palavras. ) É usada para marcar uma pausa do enunciado com a finalidade de nos indicar que os termos por ela separados.Alô! João está? .

que apresentam significados Exemplo: Precisamos colocar ordem nessa baderna. Exemplo: O faturista retificou o erro da nota fiscal. estrangeirismos.Aspas ( “ ” ) a) isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta.advertência. a semântica da enunciação ou argumentativa e a semântica cognitiva. Exemplos: córrego – riacho. Exemplos: carro e automóvel.: “Ia viajar! Viajei. ) a) separar os itens de uma lei. derivado de sema. Antonímia. quando começarão as aulas? b) O faturista corrigiu o erro da nota fiscal. porém não idênticos. de uma petição.Não se preocupe.obeso • morrer . desfiz e refiz a mala”. A semântica opõe-se com frequência à sintaxe. É só tomar um antibiótico e estará bom 10. Eufemismo Alguns sinônimos são também utilizados para minimizar o impacto. A criança ficou contente com o presente. A semântica (do grego σημαντικός. A festa na casa de Lúcio estava “chocante”. III. Polissemia e Figuras de Linguagem. pois já está virando anarquia.Centro Educacional para Concursos 31 . com sentido parecido e com forma diferente.LÍNGUA PORTUGUESA f) oração principal da subordinada substantiva (desde que esta não seja apositiva nem apareça na ordem inversa) 8. O conhecimento e o uso dos sinônimos é importante para que se evitem repetições desnecessárias na construção de textos. belo – formoso personagem indicar mudança do interlocutor nos diálogos .Ponto-e-vírgula ( . O emprego de antónimos na construção de frases pode ser um recurso estilístico que confere ao trecho empregado uma forma mais erudita ou que chame atenção do leitor ou do ouvinte. Paronímia. com todo o sangue na face. em todos os sentidos do termo.falecer • após .belo Sinônimos Perfeitos e Imperfeitos Os sinônimos podem ser perfeitos ou imperfeitos. contrários. usedturn==Exemplos== SINÔNIMIA São palavras que possuem significados iguais ou semelhantes.Eça de Queirós). Antônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado contrário (também oposto ou inverso) à outra. • língua – idioma • catorze . • escarradeira – cuspideira. Eles ficaram alegres com a notícia. Cinco jurados condenaram e apenas dois absolveram o réu. palavrões. etc. Exemplos: • avaro – avarento.demissão. enquanto a segunda se debruça sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo é expresso (por exemplo. estudam o mesmo fenômeno. A semântica formal. • falecer – morrer.depois • bonito . têm-se diferentes semânticas. CEPCON . sinal) refere-se ao estudo do significado. como gírias. de algumas palavras (figura de linguagem conhecida como eufemismo). Sinônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado idêntico ou muito semelhante à outra. de um decreto. Ex. escritos ou falados). b) indicar uma citação textual Ex. cão e cachorro. que podem intercambiar-se em determinados contextos com ou sem matizações de significado". mas com conceitos e enfoques diferentes. Dependendo da concepção de significado que se tenha. Homonímia. 127 – São penalidades disciplinares: I.: Art.Pai.quatorze Sinônimos Imperfeitos Se os significados são próximos. ANTONÍMIA São palavras opostos. II. o que tenho é grave? . bufando. 9. Exemplos: • gordo . Sinônimos Perfeitos Se o significado é idêntico.Travessão ( . neologismos. evitando que se tornem enfadonhos. Os sinônimos são palavras "da mesma categoria gramatical. • léxico – vocabulário. às pressas. Trinta e quatro vezes. Semântica: Sinonímia. por exemplo. ( O prazer de viajar . normalmente negativo. de uma seqüência. arcaísmos e expressões populares.suspensão.: O filho perguntou: .) a) dar início à fala de um Ex.Doutor. caso em que a primeira se ocupa do que algo significa. é uma simples infecção.

LÍNGUA PORTUGUESA Palavra Antônimo aberto alto bem bom bonito demais doce forte gordo fechado baixo mal mau feio de menos salgado fraco magro pessoa doce pessoa amarga seco grosso duro rir grande soberba louvar bendizer ativo simpático progredir rápido sair sozinho concórdia pesado quente presente escuro inveja inadequada amor humilhação rico forte molhado fino mole chorar pequeno humildade censurar maldizer inativo antipático regredir lento entrar acompanhado discórdia leve frio ausente claro admiração adequada ódio prestígio pobre fraco SENTIDOS PRÓPRIO E FIGURADO DAS PALAVRAS Comumente afirma-se que certas ocorrências de discurso têm sentido próprio e sentido figurado. Geralmente os exemplos de tais ocorrências são metáforas. em 'Maria é uma flor' diz-se que 'flor' CEPCON .Centro Educacional para Concursos 32 . Assim.

LÍNGUA PORTUGUESA tem um sentido próprio e um sentido figurado. Abstrai-se a conotação. com os mesmos argumentos. Esse grau zero não tem realidade. etc. poderia ser chamada de leitura ingênua ou leitura de máquina de ler. metáforas. alegorias. identificando-a como uma forma mais primitiva de expressão. logo. não existe o leitor absolutamente ingênuo. Em outras palavras. O sentido figurado é o mesmo de 'Maria. Ainda hoje. identidade lógica e atribuição. essa inversão de perspectiva não é possível. O conceito de sentido próprio nasce do mito da existência da leitura ingênua. Os significados são os encontrados no dicionário. Na verdade. metonímias. Supõe-se que o uso do discurso é comunicativo. Essa tendência para atribuir status às categorias é uma constante do pensamento antigo. entoativos. Nesta situação. na acepção tradicional não é próprio ao contexto. na média. editoriais. é natural. Abstrai-se o gestual. Sentido preferencial Para compreender o sentido preferencial é preciso conceber o enunciado descontextualizado ou em contexto de dicionário. sempre buscando uma estrutura piramidal para o conhecimento. é apenas um pressuposto. tendo. Por exemplo: o sentido preferencial da palavra porco costuma ser: 'animal criado em granja para abate'. metonímicos. as iconias. que ocorre esporadicamente. Uma leitura imediata é aquela em que se supõe a existência de uma série de premissas que restringem a decodificação tais como: • As frases seguem modelos completos de oração da língua. mulher bela. como é o contexto em que se encontra uma palavra no dicionário. o entoativo e editorial enquanto modificadores do código lingüístico. pois o sentido figurado está impregnado de uma conotação desfavorável. Óbvio. não. 'primeiro'? Pela lógica da Retórica tradicional. ironias. Sentido imediato Sentido imediato é o que resulta de uma leitura imediata que. Abstrai-se iconias. e nunca o de 'indivíduo sem higiene'. Além disso. 33 . Também passam despercebidas as conotações. Há quem chame o discurso que admite leitura imediata de grau zero da escritura. Não se concebe a existência de locuções e frases feitas. O que é passível de crítica é a atribuição de status diferenciado para cada uma das categorias. é verdade. paráfrases. por que não chamá-lo de 'natural'. o discurso será indecifrável. poderíamos afirmar que 'natural'. cuja índole era hierarquizante. dizemos que ela está descontextualizada. como quando alguém toma o sentido literal pelo figurado. etc. Abstrai-se o uso expressivo. O sentido próprio é o mesmo do enunciado: 'parte do vegetal que gera a semente'. alguns autores o julgam como sendo o sentido preferencial. pois o que lhe interessa é pôr esses recursos retóricos a serviço de sua concepção estética. tem-se. o sentido que primeiro se impõe para um receptor pode não ser o mesmo para outro. O sentido tradicionalmente dito próprio sempre corresponde ao que definimos aqui como sentido imediato do enunciado. primeiro se impõe para o enunciado. Supõe-se pertinência ao contexto. tenderá a descrever os recursos retóricos como 'desvios da normalidade'. apesar da imparcialidade típica e necessária ao conhecimento científico. os modificadores gestuais. significado diferente. O sentido figurado é visto como anormal e o sentido próprio. anomalias. mas ao termo. imprevisibilidade. trocadilhos. • O discurso é lógico. Supõe-se que não há anomalias lingüísticas. Ele carrega uma conotação positiva. Admitindo essas premissas.Centro Educacional para Concursos • • • • • • • • • • atribuições. Se o sentido figurado é o 'verdadeiro' para o enunciado. Algumas regularidades podem ser observadas nos significados preferenciais. com certa reserva. é o sentido figurado que possibilita a correta interpretação do enunciado e não o sentido próprio. vemos conotações de valor sendo atribuídas a categorias retóricas a partir de considerações totalmente externas a ela. geralmente o sentido que admite leitura imediata se impõe sobre o que teve origem em processos metafóricos. no entanto. pois ela abre um caminho de abordagem do fenômeno da metáfora. Abstrai-se alegorias. quando não capta uma ironia ou fica perplexo diante de um oxímoro. etc. ininteligível ou compreendido parcialmente toda vez que nele surgirem elipses. alegóricos. O que existe são ocorrências eventuais que se aproximam de uma leitura imediata. e que em leitura imediata leva à mesma mensagem que se obtém pela decifração da metáfora. • Se a forma usada no discurso é a mesma usada para estabelecer identidades lógicas ou CEPCON . A Retórica tradicional é impregnada de moralismo e estetização e até a geração de categorias se ressente disso. o que comumente ocorre. Os recursos de Retórica são anteriores a ele. sentido 'primeiro'. Mas esta regra não é geral. Quando um enunciado é realizado em contexto muito rarefeito. o que se estende até hoje em algumas teorias modernas. mas nunca mais que esporadicamente. Invertendo a perspectiva. oxímoros. o que faz do conceito de leitura imediata apenas um pressuposto metodológico. ironias. então. Não há muito o que criticar na adoção dos conceitos de sentido próprio e sentido figurado. O sentido dito figurado é o do enunciado que substitui a metáfora. 'primeiro' é o sentido figurado.' O sentido próprio. afinal. cerimonial. que se comporte como uma máquina de ler. Um exemplo: o retórico que tenha para si a convicção de que a qualidade de qualquer discurso se fundamenta na sua novidade. etc. Tradicionalmente o sentido próprio carrega uma conotação de sentido 'natural'. o que não impede que pela necessidade momentânea consideremos o significado preferencial para dado indivíduo. o sentido preferencial é o que. Existe concordância entre termos sintáticos. originalidade. mas nem sempre. Por isso a definição tem de considerar o resultado médio. respectivamente. HOMÔNIMOS Homônimo significa: • Nome que se dá a uma palavra cuja grafia (forma de escrever) e pronunciação é igual a de outra palavra. primeiro.

suavizante .Canto Acto de cantar Página Planta Penso Cedo endereço da internet vegetal Primeiro socorro que Acto de pensar se aplica numa ferida Verbo ceder advérbio de tempo cor água em sólido estado Laranja Fruta Gelo Verbo gelar PARÔNIMO Parônimo é uma palavra que apresenta sentido diferente e forma semelhante a outra. passar o vau . conjugação . pronome átono. como por exemplo: O rapaz é um tremendo gato.vinoso.vês. dispositivo para sentarse cartola. desobriga destratar. excelência .informar. refere-se à fruta. fazer entrar enfestar.assento. insultar . estender descrição.si. isto é. relativo a boca acender. relativo a veias . saudação conselho opinião. proximidade de ocorrência emitir. “manga” significa parte constituinte de um vestuário (camisa).discriminar.ascender.cumprimento. concessão . Reportando-nos ao conceito de Polissemia. criar de novo se. que anda a pé . Passaram a mão na minha bolsa e nem percebi. denunciar . simboliza o roubo. embocadura .emigrar. Já na segunda. Tomando como exemplo as frases já mencionadas. pequena pipa comprimento. Exemplos Veja alguns exemplos de palavras parônimas: bocal. com alguma frequência. eficiência diante do ato praticado. • Nome que se dá a um substantivo próprio. exercer vigilância lenimento. cuja grafia é idêntica. notadamente topónimos e nomes de pessoas.couro (pele de animal) deferimento. extensão . Na terceira.recriar.infestar.distratar. que sustenta a árvore tipo de cálculo . mudar de um local para outro . ocasião. analisaremos os vocábulos de mesma grafia. passar vida ociosa venoso. mas com significados diferentes. dica . assolar enformar. Parônimos podem ser também palavras homófonas. lançar fora de si . Veja a seguir alguns exemplos homónimos da primeira definição dada e seus respectivos significados: Palavra 1º significado 2º significado Seção Pia São Manga Raiz repartição. visto de maneira pejorativa. interação mediante a uma tarefa realizada. "meu nome" e popularizado na variante da língua portuguesa utilizada no Brasil. retardar.dilatar. Chegamos à conclusão de que se trata de palavras idênticas no que se refere à grafia. verbo . É o equivalente ao termo xará. a pronúncia de palavras parônimas pode ser a mesma. chapéu alto . Paula tem uma mão para cozinhar que dá inveja! Vamos! Coloque logo a mão na massa! As crianças estão com as mãos sujas. mão como parte do corpo humano e por último. Precisei fazer um gato para que a energia voltasse. mas será que possuem o mesmo significado? Existe uma parte da gramática normativa denominada Semântica. Há uma infinidade de outros exemplos em que podemos verificar a ocorrência da polissemia. Na primeira. termo proveniente do tupi *xa'ra (de xe rera. Possibilidades de várias interpretações levando-se em consideração as situações de aplicabilidade.iminência.discrição. dobrar ao meio . mergulhar CEPCON . O gato do vizinho é peralta. inocentar . no caso de nome de nomes próprios. que provoca. altura. espécie de brinquedo vadear. inflexão tônica . momento .quartola. compartimento . verbo ver na 2ª pessoa do singular POLISSEMIA Polissemia Consideremos as seguintes frases: A manga de sua camisa está amarrotada A manga é uma fruta deliciosa.LÍNGUA PORTUGUESA São palavras simultaneamente homófonas e homógrafas.pião.imergir. divertir . entrar num país vindo de outro peão. departamento (Portugal) tipo de bacia verbo ser tipo de fruta corte ato de piar sadio parte da camisa que cobre os braços Canto da Sala nome da folha de um livro mapa de um prédio ou casa eminência. logo percebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de algo. a palavra “mão” significa habilidade. representação .diferimento. de acordo com seu sentido denotativo.imitir. avisar entender. deixar um país para morar em outro . meter em fôrma .concelho município (Portugal) coro (cantores) . distinguir despensa.bucal. Essas palavras apresentam grafia e pronúncia parecida. espécie de brinquedo recrear.imigrar. necessariamente.vadiar. aquele retratado pelo dicionário.Centro Educacional para Concursos FIGURAS DE LINGUAGEM 34 . ou seja. confusão. Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua sobrevivência O passarinho foi atingido no bico. Ela trabalha a questão dos diferentes significados que uma mesma palavra apresenta de acordo com o contexto em que se insere. medicamento para fricções migrar.intender. subir acento.linimento. compreender . desfazer(contrato) emergir. vir à tona . Nas outras que seguem o significado é de: participação. que produz vinho vez.dispensa. reserva descriminar. adiamento delatar.

Instrumento pela pessoa que utiliza: Os microfones foram atrás dos jogadores. É um recurso lingüístico para expressar experiências comuns de formas diferentes. ( = Sócrates tomou veneno.Centro Educacional para Concursos • • • • • 35 . ( = Fumei um saboroso charuto. METONÍMIA A metonímia consiste em empregar um termo no lugar de outro. Hipérbole É o exagero puro e simples. Enquanto abstração que é. a metáfora é. Ora. Achamos a chave do problema. a guerra. emotividade ou poeticidade ao discurso.) 10 . pode ser chamada de "cor quente".) 9 . uma figura de palavras . As figuras revelam muito da sensibilidade de quem as produz. a fúria. ( = Bebeu todo o líquido que estava no cálice. por exemplo. assim como a metonímia. ( = Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis. Símbolo É a metáfora que acontece quando o nome de um ser ou coisa concreta assume um valor convencional e abstrato. simbolizada pela espada.Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te afastes da cruz.Causa pelo efeito: Moro no campo e como do meu trabalho. de emprego corrente. por estar associada ao fogo. traduzindo particularidades estilísticas do autor. Quer-se dizer. passa a pertencer a outro campo de significação. mais amplo e criativo.) 8 .isto é.) 7 . d) figuras de sintaxe. etc. não foramará sequer um riacho. o âmago do país.. A palavra empregada em sentido figurado. O furacão rugia. a liberdade não tem sabor nem doce. A figura dos sentidos.Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo. Portanto. pé da mesa. mas para resolvê-lo (ou abri-lo) o elemento que se diz ter achado é tão necessário quanto uma chave para abrir uma porta. ( = Não te afastes da religião. Com isso. nem salgado Queria pintar a casa com uma cor quente. de usar o crucifixo como arma. Observe os exemplos abaixo: 1 . no entanto. ( = Os repórteres foram atrás dos jogadores. havendo entre ambos estreita afinidade ou relação de sentido. expressando sua fúria. embarcar no trem. dente de alho. variações e exemplos A mais famosa figura de linguagem. pode enfrentar a violência.Efeito pela causa: Sócrates bebeu a morte. • Nariz do avião." O verso de Geraldo Vandré tem sentido semelhante: as flores simbolizam a paz. (= Várias pessoas passavam apressadamente.Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice todo.LÍNGUA PORTUGUESA As figuras de linguagem são empregadas para valorizar o texto. gustativas. o canhão. Comparam-se aqui os sons do furacão aos rugidos de uma fera. A noite em si é neutra no que toca a sentimentos. quer se dizer que o sujeito gostava demasiadamente. c) figuras de pensamento. Por isso. naturalmente. derramei por você. O problema não é nenhuma fechadura. ( = Moro no campo e como o alimento que produzo. a cor transmite a sensação de calor. tornando a linguagem mais expressiva. ( = As lâmpadas iluminam o mundo. a essência. Ninguém se queimará ao encostar numa parede vermelha.. nãodenotativo. • "E acreditam nas flores vencendo o canhão. simbolizada pela cruz.Lugar pelo produto do lugar: Fumei um saboroso havana. que a religião cristã. Sinestesia É a figura em que se fundam as sensações visuais com auditivas.. boca da noite. de uma similaridade existente entre as duas: • Buscava o coração do Brasil. • O doce sabor da liberdade. bem como a sua intensidade à expressão de um sentimento humano ou animal. A metáfora possui algumas variações: Personificação Atribuição de ações. conferindo originalidade. o Brasil não possui o órgão biológico em questão. qualidades ou sentimentos próprios do ser humano a seres inanimados. b) figuras de som. • A cruz pode enfrentar a espada. por meio de uma comparação implícita. que serve para suprir a inexistência de um nome específico para determinada coisa. Somos nós que podemos lhe atribuir emoções. amava seu time.) 2 . táteis. olfativas.) 5 .) 6 .) 3 . A metáfora consiste em retirar uma palavra de seu contexto convencional (denotativo) e transportá-la para um novo campo de significação (conotativa)..Autor pela obra: Gosto de ler Machado de Assis. Não se trata. Uma noite triste. o efeito se dá pelo jogo de palavras que se faz na frase. As figuras de linguagem classificam-se em: a) figuras de palavras. Por mais que alguém chore. coração significa aí o centro vital.Gênero pela espécie: Os mortais pensam e sofrem CEPCON . a ponto de perder a razão.Parte pelo todo: Várias pernas passavam apressadamente.) 4 . METÁFORA Figura de palavra. • Era louco por seu time. Rios de lágrimas. Catacrese É uma variedade de metáfora natural da língua.

São Paulo é um nome próprio do gênero masculino. b) Silepse de número É o tipo de silepse em que ocorre discordância envolvendo o número gramatical (singular ou plural). havendo entre ambos relação de extensão. O caso mais comum de silepse de número ê o do substantivo singular que. ( = Alguns astronautas foram à Lua. deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. • A ironia dramática (ou sátira) é a disparidade entre a expressão e a compreensão/cognição: quando uma palavra ou uma ação põe uma questão em jogo e a plateia entende o significado da situação. Da mesma maneira.) 14 .) 11 . não se trata de ironia no sentido moderno da palavra.) 13 . não apenas uma mulher. Por ser mais abrangente. Na Literatura. gramaticalmente. burra como uma porta: um amor! (Mário de Andrade) SILEPSE Silepse é a figura de construção em que a concordância não é feita de acordo com as palavras que efetivamente aparecem na oração. mas segundo a idéia a elas associam ou segundo um termo subentendido . dramática e de situação. mas como contém uma idéia plural ( = aquelas pessoas) o adjetivo ”capazes" passa a concordar com essa idéia plural. o conceito de metonímia prevalece sobre o de sinédoque. ( = Os homens pensam e sofrem nesse mundo. não são ironias de todo Exemplos: • Moça linda. O termo Ironia Socrática. ou então quando um significado literal é contrário para atingir o efeito desejado. e não com a palavra singular "gente" .” (Garrett) A palavra “gente" pertence ao gênero feminino e.) Saiba que: Atualmente. ( = As mulheres foram chamadas. Certas doutrinas afirmam que a ironia de situação e a ironia infinita.: São Paulo é movimentada. Ela pode ser utilizada. a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa. O verbo na 1ª pessoa do plural. expressa isso.LÍNGUA PORTUGUESA nesse mundo. no entanto. de criticar ou de censurar algo. um exemplo típico da ironia de situação.) 12 . por se referir a uma idéia plural. indica que aquele que ala se inclui entre ` `os brasileiros" . Tipos de ironia A maior parte das teorias de retórica distingue três tipos de ironia: oral.Marca pelo produto: Minha filha adora danone. levantado por Aristóteles. ` `choramos" . a ser activo durante a leitura. e gritavam. ”gente” é uma palavra do gênero feminino no entanto.Símbolo pela coisa simbolizada: A balança penderá para teu lado. para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição. A ironia convida o leitor ou o ouvinte. • A ironia de situação é a disparidade existente entre a intenção e o resultado: quando o resultado de uma acção é contrário ao desejo ou efeito esperado.Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua. por conseqüência. IRONIA Um aviso de proibido fumar colocado sobre figuras de Sherlock Holmes fumando. mas a personagem não. que se trata “avenida dos Bandeirantes” .Singular pelo plural: A mulher foi chamada para ir às ruas na luta por seus direitos. O verbo. “obrigado” e “morto” são dois adjetivos utilizados no gênero masculino. Neste caso. • A ironia oral é a disparidade entre a expressão e a intenção: quando um locutor diz uma coisa mas pretende expressar outra. bem tratada. no entanto. com idéia subentendida de cidade: "(A cidade de) São Paulo é movimentada" . A silepse pode ser de gênero. etc. a) Silepse de gênero: Ocorre quando há discordância entre os gêneros gramaticais (feminino ou masculino) de artigos e dos substantivos. “Esta gente está furiosa e com medo. entre outras formas. segundo a idéia c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal: Os brasileiros choramos a derrota da seleção. CEPCON . ouvinte ou interlocutor. mas com a finalidade de desvalorizar. ( = Minha filha adora o iogurte que é da marca danone. "Bandeirantes" é um substantivo do gênero masc. A rigor.Centro Educacional para Concursos 36 . três séculos de família. leva os verbos e / ou adjetivos para o plural. sujeito expresso na frase.” (Mário Barreto) Aqui também a idéia plural de “gente” prevalece sobre o ato de a palavra ser singular. com vista a obter uma reacção do leitor. concordando no plural. e plural. choramos a derrota da seleção”. A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa. Para tal. número ou pessoa. A gente é obrigado a varrer até cair morto. é singular. não se faz mais a distinção entre metonímia e sinédoque (emprego de um termo em lugar de outro). o que leva toda a concordância para o feminino. Os Lusíadas glorificou nossa literatura. A concordância é feita subentendida a "obra" Os Lusíadas. capazes de tudo. com o objetivo de denunciar. o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes. A Bandeirante está cada dia mais congestionada. está subentendido. ( = A justiça ficará do teu lado. “Corria gente de todos os lados. substantivos e adjetivos. os brasileiros. a ironia infinita (cosmic irony) é a disparidade entre o desejo humano e as duras realidades do mundo externo. A silepse dá conta de “traduzir”: “Nós. adjetivo "movimentada" concorda. refere-se ao método socrático.

ocasionando a antítese. personificando-as. descontente. A ironia utiliza-se como uma forma de linguagem préestabelecida para. Personificação – reconhece traços e reações físicas de pessoas em coisas. Ex. “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. uma vez que nelas os animais e seres inanimados ganham vida e expressam características humanas: falam. É uma figura de pensamento (categoria das figuras de linguagem) que consiste em opor a uma idéia outra de sentido contrário. O contraste pode tanto se estabelecer entre palavras. frases como entre orações. Em contínuas tristezas a alegria. Anti quer dizer "contra" e thésis relaciona-se à afirmação. de antíteses: som-silêncio. que te partiste/ Tão cedo desta vida. É também um estilo de linguagem caracterizado por subverter o símbolo que. Para construir essa poesia. Roga a Deus que teus anos encurtou. “Naquela noite serena”. na boca povo: "Quem quer faz. Animismo – reconhece reações espirituais nas coisas. a antítese da trova é esta: "Pensei que te esquecia/ Cada vez me lembras mais". não e sim Os versos se constroem a partir de oposições. (Jorge de Lima) “Bailando no ar. onde se encontra a amada. há este belo soneto: Alma minha gentil. Veja outros exemplos de prosopopéia: “O cipreste inclina-se em fina reverência e as margaridas estremecem. que te partiste Tão cedo desta vida descontente. pela oposição entre o lá e o cá. PROSOPOPÉIA “As casas espiam os homens Que correm atrás das mulheres. Basicamente. Pires afirma existir dois casos de prosopopéia: 1. meu amor! Houvesse o silêncio Não haveria luz se não Fosse a escuridão A vida é mesmo assim Dia e noite. que representa o mundo carnal. (Rubem Braga) 2. Repousa lá no Céu eternamente. há aqui a oposição entre o verbo esquecer e lembrar. gemia inquieto vagalume: . luz-escuridão. o mundo espiritual.” Observe que o eu lírico atribui uma ação própria dos seres humanos – espiar – a seres inanimados. sem remédio... / Repousa lá no Céu eternamente / E viva eu cá na terra sempre triste". os autores utilizaram uma figura de linguagem muito útil: a antítese. o contraste nesta estrofe . trêmulas a bailar”. A antítese é encontrada desde a poesia popular. a antítese era uma das principais características: À instabilidade das coisas no Mundo Nasce o sol. contestá-la. e o cá. ANTÍTESE Figura que explora a idéia dos "contrários" A canção Certas coisas de Lulu Santos e Nelson Motta. Foi utilizada por Sócrates.e também nas demais . A antítese mostra a impossibilidade de união de dois mundos tão antagônicos como é o caso do mundo espiritual com o mundo carnal. Memória desta vida se consente. do poeta. dia-noite. representa. As antíteses também estão presentes em provérbios. Que tão cedo de cá me leve a ver-te. Ex. Acompanhe trecho da música "Certas coisas": Não existiria som se não CEPCON .LÍNGUA PORTUGUESA • • Você está intolerante hoje Não diga. (Cecília Meireles) “A ventania às vezes surpreendia as janelas abertas do meu lar e então as doces sombras se moviam trêmulas.se configura. No movimento barroco. e não dura mais que um dia Depois da luz se segue a noite escura Em tristes sonhos morre a formosura. isto é. Ou seja. Não te esqueças daquele amor ardente Que já nos olhos meus tão puro viste. de perder-te. Podemos encontrar esta figura de linguagem nos seguintes versos: "Alma minha gentil. Essa figura de linguagem consiste em atribuir vida e sentimentos humanos às coisas inanimadas e fazer falar a ausentes e mortos. terreno. muito freqüente na poesia barroca e até chegar nos sonetos de Vinícius de Moraes. Que arde no eterno azul. Em Camões. onde subiste. Se lá no assento etéreo. cada vez tu me és mais lembrada. pelos advérbios lá e cá. brigam e expressam seus sentimentos. sobressaltadas. A esse recurso estilístico chamamos prosopopéia. como uma eterna vela!” (Machado de Assis) A prosopopéia é bastante comum nas fábulas e apólogos. mais me lembro eu de ti. Neste exemplo. no seu método Socrático. não-sim. explora a noção de "contrários" presente em nossas vidas. como ferramenta para fazer os seus interlocutures entrarem em contradição.Centro Educacional para Concursos 37 . quem não quer manda". na Grécia Antiga. Quão cedo de meus olhos te levou. E se vires que pode merecer-te Alguma cousa a dor que me ficou Da mágoa. passando pelos sonetos de Camões.Quem me dera que fosse aquela loura estrela. <BR A palavra que vem do grego antíthesis. a partir e de dentro dela. a princípio. pensam. “as casas”. E viva eu cá na terra sempre triste. entre o céu. isto é. isto é. Na poesia popular é fácil encontrarmos passagens como esta: Atirei o limão correndo Da Vila-Nova ao cais: Pensei que te esquecia Cada vez me lembras mais. representados no soneto.

um dos mais populares de Vinícius de Morais. não mais que de repente.indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal Come-se bem naquele restaurante.composto . núcleo burro. (suj: o burro e o cavalo. Principais verbos de ligação: ser. que o poeta utiliza para acentuar o dinamismo que caracteriza o poema: o emprego da forma verbal "Fez-se" e de sua forma contrária "desfez". O poema é quase todo composto com antíteses. De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez o drama. . por que nascia? Se é tão formosa a luz. Há plantas venenosas. tristeza-alegria. num belíssimo arranjo de antíteses. Nesse belíssimo soneto Gregório de Matos faz uso da antítese. conhecido como "boca do inferno". nesses versos em que ela é trabalhada em diversos níveis. Esse poeta baiano arrumou inúmeros desafetos por fazer severas críticas à sociedade de seu tempo.Centro Educacional para Concursos 38 . Há as seguintes relações antitéticas que se dão ao longo dos dois quartetos de dois tercetos. De repente. etc. O predicado classifica-se em: 1. Começa o mundo enfim pela ignorância E tem qualquer dos bens por natureza E firmeza somente na inconstância. luz-escura. (sujeito = bandeirantes) O sujeito pode ser: . por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no sol e na luz falte a firmeza Na formosura não se dê constância E na alegria sinta-se tristeza. • triste x contente.: oculto: tu) . CEPCON . (suj. A fanfarra desfilou na avenida. • calma x vento. Fui à livraria ontem. parecer. Observe: • Através da oposição de orações: "nasce o Sol/ não dura mais que o dia" e "depois da luz/ se segue a noite escura". Em "Soneto da Separação". Fui à livraria ontem e comprei um livro.oculto: (ou elíptico ou implícito na desinência verbal) Chegaste com certo atraso.composto: quando tem mais de um núcleo O burro e o cavalo saíram em disparada. estar. LÍNGUA PORTUGUESA Funções sintáticas de termos e de orações Frase Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo.nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação mais predicativo do sujeito. Há um outro recurso. O tempo está nublado. assim: • riso x pranto.quando constituído por mais de uma oração. um dois mais polêmicos poetas da nossa literatura. Os bandeirantes capturavam os índios. Nosso colega está doente. não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente. cavalo) . Socorro! Que calor! Oração Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal.simples: quanto tem um só núcleo As rosas têm espinhos. e nisso não poupava ninguém. núcleo: rosas) . permanecer. Os empregos das antíteses revelam as mudanças na relação amorosa que se processam de uma forma abrupta e inesperada.simples . As festas juninas estão chegando. Este soneto é de Gregório de Matos. Nosso colega está doente. as antíteses também são presentes: Soneto da separação De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto. Termos essenciais da oração São dois os termos essenciais da oração: Sujeito Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa. . Predicado Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa do sujeito. . (sujeito: as rosas. Choveu ontem. Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de ligação a comunicar estado ou qualidade do sujeito. • próximo x distante. principalmente.aquele constituído por uma só oração (oração absoluta).Inexistente: quando a oração não tem sujeito. Período Período é a frase estruturada em oração ou orações. • E também de palavras de sentido contrário: dianoite.Porém se acaba o sol. O período pode ser: .

no predicado verbo-nominal. . Verbo intransitivo é aquele que não necessita de complemento.Predicativo do Objeto é o termo que. O sabiá voou alto. Objeto direto Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo direto. título. . Fui ao cinema. Mamãe comprou peixe. homem sem escrúpulos 2. Agente da passiva Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação do verbo na voz passiva. CEPCON .pelos pronomes adjetivos: nosso tio.Centro Educacional para Concursos A mãe é amada pelo filho. Termos Integrantes da Oração Chama-se TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO os que completam a significação transitiva dos verbos e dos nomes. . . 3. [É bom) [que você estude].cheio (adjetivo) Nós agíamos favoravelmente às discussões. ó Cristo. [Ele disse] [que viria logo]. O avião sobrevoou a praia. limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo alguma circunstância. Minha equipe venceu a partida. Período composto por coordenação e subordinação . modo etc. O pássaro voou. Período Composto No período composto há mais de uma oração. [Fui à cidade]. As crianças precisam de carinho. Ele precisa de um esparadrapo. O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. Objeto indireto Objeto indireto é o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo indireto.apresenta tanto orações dependentes como independentes. Rapaz impulsivo. Cheguei cedo. a qual se diz absoluta. Rapazes.Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os substantivos. Pode ser expresso: . Esse nome pode ser representado por um substantivo.pelas locuções adjetivas: casa do rei.Transitivo Indireto: é o verbo que necessita de complemento com auxílio de preposição. 1. modificando o sentido de um verbo. Adjunto adverbial Adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de tempo. a prova é na próxima semana. Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento. 4.Predicativo do Sujeito: é o termo que. apelido) usado para chamar ou interpelar alguém ou alguma coisa. ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto direto ou indireto. . Damos uma simples colaboração a vocês. São termos acessórios da oração: Adjunto adnominal 1.pelos adjetivos: água fresca. Vocativo Vocativo é o termo (nome. adjetivo ou advérbio. sexto ano . . . . Período Composto .Predicado Verbo Nominal: é aquele que se constitui de verbo intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais predicativo do sujeito. que no predicado verbo-nominal. cirurgião-dentista. [comprei alguns remédios] [e voltei cedo. Período composto por coordenação . Tem compaixão de nós. o sinal tocou. ] Período composto por subordinação . Os rapazes voltaram vitoriosos.). 2. as ruas . ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito. Professor. Termos acessórios da oração Termos acessórios são os que desempenham na oração uma função secundária. Toda criança tem amor aos pais. . São indispensáveis à compreensão do enunciado. Elegemos o nosso candidato vereador. por um adjetivo ou por um advérbio. José reside em São Paulo. muitas coisas .apresenta orações dependentes. Dr. Os melhores alunos foram premiados pela direção.LÍNGUA PORTUGUESA A moça permaneceu sentada. Aposto Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece.apresenta orações independentes. desenvolve ou resume outro termo da oração.pelos artigos: o mundo. lugar.Período Simples No período simples há apenas uma oração. 4.amor (substantivo) O menino estava cheio de vontade. Complemento nominal Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de um nome com auxílio de preposição. favoravelmente (advérbio). 3. Ele morreu rico.Transitivo Direto e Indireto (bitransitivo) é o verbo que necessita ao mesmo tempo de complemento sem auxílio de preposição e de complemento com auxilio de preposição. 39 . [mas não pôde]. João. 2.pelos numerais : três garotos. Este período é também conhecido como misto. .predicado verbal é aquele que se constitui de verbo intransitivo ou transitivo. O cantor foi aplaudido pela multidão. Mário não se conteve. [Não sabem] [que nos calores do verão a terra dorme] [e os homens folgam].Transitivo Direto: é o verbo que necessita de complemento sem auxílio de proposição.

2) Objetiva direta (objeto direto) Desejo QUE VENHAM TODOS. 5.assindética: aquela que é independente e aparece separada por uma vírgula ou ponto e vírgula.. portanto. 3. QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS. (= Pedi calma) ORAÇÃO COORDENADA Oração coordenada é aquela que é independente.sindética: aquela que é independente e é introduzida por uma conjunção coordenativa. mas. Explicativas: ligam a uma oração. olhou. Sou favorável A QUE O PRENDAM. Chegou. todavia. quer. CONTUDO NÃO CHEGOU A ORAÇÃO SUBORDINADA Oração subordinada é a oração dependente que normalmente é introduzida por um conectivo subordinativo.. Ele está mal de notas. Aditiva: expressa adição. A oração coordenada sindética pode ser: 1. EU SAIO DE FÉRIAS Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR Oração Subordinada Substantiva Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor e a função de um substantivo. As orações coordenadas podem ser: . exclamar. É necessário que você colabore. Deus. no entanto. Ele. porém. as orações subordinadas substantivas classificam-se em: 1) Subjetiva (sujeito) Convém que você estude mais. dando um motivo (pois. QUE NASCEU RICO.quer. LOGO. OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva! ( C. . (SUA COLABOR ÇÃO) é necessária. assim. 3) Objetiva indireta (objeto indireto) Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS. etc. Importa que saibas isso bem. de modo que. mas volto logo. Por terem as funções do substantivo. LOGO. nem (=e não). 7) Agente da passiva: O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = ( PELO SEU A TOR) A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM.) Alegra-te. O réu. 4) Completiva nominal (complemento nominal) Ser grato A QUEM TE ENSINA. foi absolvido..) Mudou o natal OU MUDEI EU? OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel.já. POIS AQUI ESTOU. Vives mentindo. A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ. senão. falar etc. Processos sintáticos: subordinação e ELE AFIRMOU que não virá.Centro Educacional para Concursos 40 . Não sou QUEM VOCÊ PENSA. 6) Apositivas (servem de aposto) Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE) Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME.ou. ou. CEPCON . por isto. eu saio de férias. uma excluindo a outra) (ou. outro que a explica. Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas: 1) Explicativas: explicam ou esclarecem.. etc. também: Ele falava E EU FICAVA OUVINDO.ora. = Seu receio era (A CHUVA) Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE. Anda depressa.. 2. pois. nos salvará.LÍNGUA PORTUGUESA ELES DISSERAM que voltarão logo. porque. Viajo amanhã. Note que a oração principal nem sempre é a primeira do período.. . Não mintas. que. Adversativa: ligam orações. MAS É VAZIO POR DENTRO.. Meireles) 4. Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM. contudo. portanto. (e. A oração intercalada ou interferente aparece com os verbos: continuar. SERÁ REPROVA DO. atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe uma informação. ora. A espada vence MAS NÃO CONVENCE. acabou na miséria. PORQUE É PIOR.. DISSERAM OS JORNAIS. 5) Predicativa (predicativo) Seu receio era QUE CHOVESSE. coordenação. à maneira de aposto. Oração Intercalada ou Interferente É aquela que vem entre os termos de uma outra oração. NÃO MERECES FÉ. Quando ele voltar. por conseguinte. Alternativas : (ligam palavras ou orações de sentido separado. Conclusivas: ligam uma oração a outra que exprime conclusão (logo. Apressou-se. o termo antecedente. Daremos o prêmio A QUEM O MERECER. Oração principal. etc. PEDI que tivessem calma. Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE. geralmente com o verbo no imperativo. O tambor faz um grande barulho. seqüência de pensamento. etc. Oração Principal Oração principal é a mais importante do período e não é introduzida por um conectivo. entretanto. TEMPO. já. QUE É NOSSO PAI. partiu. Pergunto QUEM ESTÁ Aí. Orações Subordinadas Adjetivas Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a função de um adjetivo. dando-lhes uma idéia de compensação ou de contraste (mas. dizer.

Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO? 5) Conformativas: exprimem acordo ou conformidade de um fato com outro: Fiz tudo COMO ME DISSERAM. Ele. procure-me. O tambor soa PORQUE É OCO. 3) Concessivas: exprimem um fato que se concede. As orações subordinadas adverbiais classificam-se em: 1) Causais: exprimem causa. um resultado: A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS. As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem. procure-me. QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU. Exemplos: Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO. = QUANDO SAIR DAQUI. 2) Comparativas: representam o segundo termo de uma comparação. SEM QUE NINGUÉM TE INCOMODE. 41 . que se admite: POR MAIS QUE GRITASSE. AO SABER DISSO. FAZENDO ASSIM. entristeceu-se. Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA! Tenho medo disso QUE ME PÉLO! 7) Finais: exprimem finalidade. 10) Modais: exprimem modo. SAINDO DAQUI. não me ouviram. Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA. Aqui viverás em paz.Centro Educacional para Concursos Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das formas nominais: gerúndio. Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM LÁ. Os louvores. sendo indispensáveis ao sentido da frase: Pedra QUE ROLA não cria limo. conseguirás = SE FIZERES ASSIM. Vim hoje. CHOVESSE OU FIZESSE SOL. 6) Consecutivas: exprimem uma conseqüência. mais se aprende. infinitivo e particípio. não o condenarias. Orações Subordinadas Adverbiais Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e a função de um advérbio. CONFORME LHE PROMETI. motivo. O som é menos veloz QUE A LUZ. = É bom QUE FIQUEMOS A TENTOS. maior será o tombo. POR ISSO QUE SOU POBRE. objeto: Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE. QUANTO MAIOR FOR A ALTURA. 4) Condicionais: exprimem condição. Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR. CEPCON . QUANDO OS TIRANOS CAEM. conseguirás. os povos se levantam. hipótese: SE O CONHECESSES. o Major não faltava. razão: Desprezam-me. É bom FICARMOS ATENTOS. maneira: Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE.= É interessante QUE ESTUDES MAIS. É interesse ESTUDARES MAIS. 8) Proporcionais: denotam proporcionalidade: À MEDIDA QUE SE VIVE.LÍNGUA PORTUGUESA Orações Reduzidas 2) Restritivas: restringem ou limitam a significação do termo antecedente. são ouvidos com agrado. 9) Temporais: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso na oração principal: ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam. não está mais aqui. entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO. PEQUENOS QUE SEJAM.

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